Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09219


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Full Text


AI10 XXXVII HOMERO 17
Por (res mezes adiantados 5$0i)0
Por tres mezes vencidos 6$000
* .."
DIARIO
SEGUIDA FE1IA 21 DE JANEIRO DE 1861
PoraiBoadiaalado 198000
Porte franco para o subscriptor.
tlHlA"
ENCARREG ADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Aleandrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga ; Cear, o Sr. J. Jos
de OliTeira; Maranhao, o Sr. Hanoel Jos Mar-
tina Ribeiio Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fer-
oandes de Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS DOS liUKKEltJs.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do da.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sexlas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas (eiras.
Cabo, Sertnhem, Rio Forraoso, Uoa.Barreiros,
Agua Preta, Pimenleiras e Natal quintas feras.
(Todos es correios parlera as 10 horas da manha)
El'UEMEKlUES DO MEZ DE JANEIRO.
3 Quarto minguanle as II horas e 4 minutos da
tarde.
11 La nova al hora e 8 minutos da manha.
19 Cuarto crescente a 1 hora e 11 minutos da
manha.
26 La cheia as 2 horas e 47 minutos da tarde.
PBEAMAR DE HOJE.
Primeiro aos 54 minutos da manha.
Segundo aos 30 minutos da tarde.
PARTE OFFICIAL
Governo da provincia.
Expediente do dia 17 de Janeiro de 1861.
Offico ao coronel comrnandante das armas.
Do conforraidade cora as ordens imperiaes, pas-
so s mos de V. S., para os ns convenientes,
os processos do consclho de direcgo feitos para
a qualificaco dos l*\ 2o' e 3o* cadetes, das pra-
vas mencionadas na relago junta.
Relacao que se refere o oficio supra.
4." batilho de arlilharia a p.
SoldadosAntonio Emilio de Souza Cousseiro.
Bernardo Rabello do S Pereira.
Companhia Ota de cavallaria.
FurrielJos Pinto Freir.
9o batalho de infantera.
CaboMinervino Celiano de Hollanda.
DitoAtilano Amerito Arsenio Barbosa.
SoldadoManoel de Alcntara de Souza Cous-
seiro.
Ditoao mesmo. Transmiti a V. S., para te-
rc-ru o conveniente deslino, as guias dos soldados
Jorge Cyriaco da Silva o Andr Antonio dos Res,!
que foram transferidos do Io batalho de infan-
tera para o corpo de guarnicao desta provincia.
Dito ao mesmo. Passo s maos de V. S., pa-
ra os fins coavenientes, as relages de aHeracoes
occorrides nos mezes indicados ora a nota junta |
por copia com os militares da guarnigo que se
acham fra della.
Dito ao mesmo Para cumprimenlo das or-
dens imperiaes, remetame Y. S. a certido de
assentamentos do soldado Ignacio Gomes de Me-
nezes, que, sendo do 2 batalho de infantera,
pertence actualmente ao Io da mesma arma.
Dito ao mesmo. Deferindo o requerimento
do cabo de esquadra do 4o batalho de arlilharia
a p Cyrillo Goncalves Pereira, sobre que V. S.
informou em oflicio de 16 do correle, o autoriso
a mandar dar-lhe baixa do servico, acceitando
em seu lugar o paisano Jos Martins, visto que
est as circumslancias de substituir o referido
cabo do esquadra.
Dito ao inspector do arsenal de marinha
Para cumprimenlo do que determina o aviso in-
cluso por copia, que me foi dirigido pelo minis-
terio da mariaha em 8 deste mez, convert que
V. S. promova quanto antes o ajuste da cons-
truejao de um hiala destinado ao servico da ca-
pitana do porto do Maranhao, enviando-me as
bases do respectivo contrato para ser submetli-
do approvago do governo imperial.
Dilo ao inspector da thesouraria defazenda.
Coo9Undo-me, de aviso da repartico da guerra
de 8 do corrente, que foi approvada a compra de
medicamentos, que mandei effectuar para forne-
cimento da enfermara militar, que se vae estabe-
lecer na villa do Ouricury; assim o commuoico
a V. S. para seu conhecimento.
Dito ao mesmo. Communico a V S. que,
segundo me constou de aviso da repartico da
guerra do 8 do correle, foi approvado o contra-
to feito cora o pharmaceutico Arislides Jos de
Azevedo para servir como tal na enfermara mi-
litar, quo se mandou estabelecer na villa do Ou-
ricury, percebendo a gratificago mensal de 50$.
Communicou-se lambem ao comrnandante das
armas.
Dito ao mesmo. Estando nos termos legaes
o pret junto em duplcala, mande V. S. pagar a
Agostinho Eduardo Pina os vencimentos relati-
vos ao mez de dezembro ultimo dos guardas na-
cionaos destacados na cidade de Nasareth, visto
a3sim rae haver requisitado o respectivo com-
rnandante superior em officio de 2 do corrente,
sob n. 104. Communicou-se a este.
Dito ao mesmo. Certo do contedo de sua
oformacao de 17 do agosto do anno prximo
passado, sob n. 848, dada acerca do requerimen-
to em que Francisco Alexandre Dornellas pede o
pagamento do fornecimento que fez, de agua e
luz ao destacamento de guardas nacionaes da ci-
dade de Olinda nos mezes de novembro e de-
zembro de 1859, como se v do documento que
dovolvo, tenho a dizer que, sendo o aviso do mi-
nisterio da guerra do 1 do citado mez de de-
zembro apenas iuterprelativo, por elle deve ser
regulado o pagamento das despezas feitas, e nao
realisados antes de sua proiuulgaco, e por lsso
mande V. S. liquidar, nos termos da circular
de 6 de agosto de 1847, o que se estiver a dever
ao supplicante somente na parte relativa ao for-
necimento de luz n'aquelles mezes ao referido
destacamento, afim de ser elle salisfeito quando
houver quota, visto j se achar encerrado o exer-
cicio a que pertence essa despeza.
Dito ao mesmo.Transmiti por copia a V.
S., para seu conhecimento, o aviso da repartico
da marinha de 27 de dezembro ultimo, do qual
consta terem sido approvadas varias despezas au-
torisadas sob responsabilidade da presidencia e
pertencentes ao exerciciodel85i a 1860.
Dito ao juiz de paz mais votado de Barreiros.
Respondo a consulta por Vmc. eita em 22 de
dezembro ultimo, agora recebida, declarando-lhe
que, nao estando a villa de Agoa Preta devida-
mente constituida, na forma da lei, devem os
eleitores della volar no collegio dessa villa por
vmficr-se a liypothese do art. 31 do decreto u.
.621, de 22 de agosto do anno passado, e que,
nao teudo ahi havido aiada eleicao de juizes de
paz para o presente quadnennio," devo o respec-
tivo collegio ser interinamente presidido pelo
juiz de paz mais votado do quadnennio ndo, de
conformidade com a legislado em vigor.Re-
metteu-se copia deste ao juiz de paz da fregue-
zia de Agoa Preta, e a cmara municipal de Bar-
reiros.
Dito ao bacharel Joaquim Pires Machado Por-
tella.Pelo seu oflicio de 16 do corrente quei
ioteirado do haver Vmc. reassumido naquella
data o exercicio do lugar do director geral da
instruego publica.Communicou-se a thesoura-
ria provincial.
Portara.O presidente da provincia, atienden-
do ao que represenlou o inspector da thesouraria
provincial em oflicio de hontem, sob n. 17, re-
solvernos termos do art. 33 da lei n. 488, de 16
de maio do anno prximo passado, abrir um cr-
dito supplementir de OOA para as despezas com
b conservado da estrada do norte no corrente.
lleraetteu-se copia desta ao referido inspector.
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasilei-
ra de paquetes a vapor, man Jem dar transporte
para as Alagoas, por conta do ministerio da
guerra, no vapor quo se espera do norte, ao sol-
dado Silvano Jos de Almeida, que vai recolher-
se ao corpo de guarnicao desta provincia, a que
pertence.Communicou-se ao comraandanto das
arntss.
DESPACHOS nO DU 17 DE AKEIRO DE 1861.
Requerimento.
3559Ignacio Francisco de Oliveira.Informe
o conselho administrativo do patrimonio dos or-
phios.
3560Cyrillo Gongalvea Ribeiro.Nesta data
se expede ordem no sentido em que requer.
3561 Antonio Jos Leal Reis.Deferido pa-
gos osdireitos-
3562Jos Bernardino de Silva Peise.Iode-
fendo.
DAS DA SEMANA.
Seg. 8. Ignez v. m.; s. Patrocolo m.
Tere. S. Vicente m.; t. Gaudenciob.
Quart. Os desporios de N. Senhora.
Qulnt. N. Senhora da Paz; s Themoteo b. m.
Sext. Conversiiodo S. Paulo ap.; s. Ananias
Sab. S. Policarpo b. m.; s. Paula v. m.
Dom- da Sept.; S. Joo Chrysoslomo b. d.
AUOIENUAS UVS XKlbUNAEs DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundase quintas.
Relacao: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel da:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao mcio
da.
Segunda vara do civel: quarlas o sabbados a 1
hora da tarde.
ENCABREGADOS DA SUBSCRirCA DOSUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias; Baha.
Sr. Jos Martins Alvos ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O propietario do diario Manoel Figoeiroa d
Faria, na sua livraria praca da Independencia ns
6 8.
EXTERIOR.
Carta em que o dictador Garibaldi entrega os
poderes de que estova investido, a Victor Em-
manuel.
Casera 29 de outubro de 1860.
c Senhor.
Quando, saltando no solo siciliano tomei a
dictadura, dei esse passo em vosso nome e por
vos, principe illustre em quem se resume todas
as esperanzas da Italia. Satisfago pois os deso-
jos do meu corago, e cumpro a promessa mani-
festada por roim em diversos actos pblicos, de-
positando em vossas mos os poderes que por to-
dos os ttulos vos pertencem, neste momento em
que os povos desta provincias se pronunciaram
solemnemente por uina s Italia e pelo vosso
reinado, assim como pelo dos voss js descenden-
tes legtimos.
Enlrego-vos o poder sobre dez milhes de
italianos opprimidos at alguna mezes, por um
despotismo estupido e feroz, o que carecer d'aqui
por diantc de um rgimen reparador, e he de
ter esse rgimen dado por vos que Deus escolheu
par regenerar a nago italiana, e para a tornar
livre e prospera no interior, poderosa e respeita-
da no estrangeiro.
Neste paiz encontrareis um povo to dcil
como intelligeote, to amigo da ordem como do-
sejoso da liberdade, proropto para os maiores sa-
crificios, quando delle sao exigidos no interesse
da patria e de um governo constitucional.
Durante os seis mezes que tive a suprema
direcgo dos negocios, nao tive seno occasio do
me louvar do carcter e boa vontade desse povo,
que eu tive com os meus companheiros, a boa
fortuna de restituir Italia, de que os nossos oj>-
pressores o tinham separado.
Nao vos fallo do meu governo. A ilha da
Sicilia, apezar das difliculdades suscitadas pelos
que vinham do estrangeiro, tinha instituiges po-
lticas e civis iguaes s da Italia superior ; goza
de urna tranquilldade sem exeraplo Aqu, no
continente, onde a presenga do inimigo nos lera
creado anda obstculos, o paiz est j encarai-
nhado por todos os actos pblicos, para a unifi-
cacao nacional ; tudo isto devido hbil inte-
ligencia de dous patriotas distioctos, a quem con-
Qei as redeas da adminislrago.
Dignai-vos, senhor, permittir que vos dirija
urna nica supplica no momento em que vos en-
trego o poder supremo. Peco-vos que colloqueis
sob a vossa elevada protecgo aquellos que tive
por colaboradores uesta grande obra da liberta-
gao da Italia meridional, e aceilai no vosso exer-
cito os meus camaradas, que bem mereceram de
vos e da patria.
Sou, senhor, etc.
Garibaldi.
A commisso central nacional estabolecida om
Veneza, fez affixar a seguinte proclamarlo :
Aos nossos ir mos de Veneza.
Irmos Sao solemnes os actuaes momentos
para a Italia. Deas favorece-a, e os destinos da
nossa patria marcham para urna solu;ao. Tera-
se dito que aples era a chave da Italia ; pois
bem, aples cahio em poder do hroe Gari-
baldi.
a Irmos I Voltai os vossos olhos para o mar
Adritico. QuanJo virdes tremular ao longe a
baodeira tricolor, essa bandeira abencoada, Gari-
baldi estar prximo, e dentro em pouco se en-
contrar entre os tilhos de Veneza. Ouvi neste
caso as palacras da commisso. Mas d'aqui at
l, haja tranquillidade a todo o custo; afTastai
dos vossos coracojs todo o odio pessoal e todo o
rancor, porque no aliar da patria devem fazer-se
todos os sacrificios. Reuni-vos em torno desso
altar, abracal-vos como irmos, para que a nacao
vos encontr unida e forte no dia do perigo. En-
lo esse grito unnime soar desde os Alpes at
ao Guantero.
Viva a Italia I Viva Vctor Emmanuel 1 Viva
Garibaldi I
Veneza 16 de outubro de 1860.
A commisso nacional central.
Esta proclaraaco, em lingua italiana foi tffl-
xada na uoite de 24 para 25 as esquinas das
ras do Veneza, e principalmente as mesmas
direccoes em que tinham sido afiliados os mani-
lestos do imperador d'Auslra ; os agentes de po-
lica liveram muilo trabalho para arrancar e ras-
gar as proclamaces. Apenas os italianos ousam
levantar os olhos para as esquinas das ras, a
physionomia da cidade torna -se mais triste e som-
bra, porque ento que apparecem as medidas
restrilivas, como se para abafar os inslinctos
daquelles povos. osse bastante a oppresso.
Segundo urna correspondencia de Roma, pu-
blicada pela Naiione, as tropas napolitanas, que
entraram no territorio ponlicio, dividem-se da
seguinte roancira :
1,000 homens em Frosinone, 1,000 homens
entre \alelri o Cisterna, 1,500 entre Albano,
Aricto e Genzano; 4,000 entre Frascati, Rocca di
Passa e Monte Porzio ; 1,500 entre Bracciano,
Manziana e Oriolo ; 2,500 entre Civita-Vecchia,
Corneto, Toscanella e Monlallo ; 3,000 entre Ci-
vita Castellana, Castelnuovo, Rigoano, Caropag-
nano ; 6.000 na provincia de Viterbo ; 1,000 ho-
mens pouco mais ou menos ficaram em Terraci-
na depos de terem declarado que queriam entrar
no servico de Viclor Emmanuel
Acredita-se geralmente que esta fgida para
0 territorio pontificio tinha por tira por certo nu-
mero de soldadas dsposico de Francisco II,
depos da queda de Gaeta, para que se podesso
emprehender urna guerra civil no reino de a-
ples, plano que parece deve ter sido combinado
com o cardeal Antonelli, o qual desde principio
declarou querer dar-lhe a sua proteego.
Mr. Farini, lugar-tenente-geral do rei Viclor
Emmanuel as provincias napolitanas, dirigi so
seu soberano o seguinte relalorio :
Senhor.Dignou-so V. M. confiar-me o go-
verno destas nobres provincias no momento so-
lemne em que, segundo as relacoes polticas e
soctaes, ellas enlram na vida italiana, i qual to-
dos os secuios preslaram um trbulo de gloria in-
tellectual.
Para cumprir os deveres deque fui encarre-
gado, tomarei como regra as mximas que V. M.
exprimir nos manifestos que foram para toda a
nacao os programmas e os compromissos invo-
laveis da realeza italiana, tomarei por modelo
essa forma do governo, que.com applauso das
nagoes civilisadas, e gloria dos mauvilhosos re-
sultados que produzio, tem sido seguida as vos-
sas antigs provincias, as quaes reconhecem que
vos devem haver sido o instrumentos principaes
da liberdade italianas.
Os italianos, senhor, sabem como procede
urna autoridade que funeciuna em vosso nome.
O vosso governo chama em aeu auxilio a liber-
dade e a civilisaco por que a prosperidade e a
(brea da nossa patria hode elevar -se tanto mais
depressi, quanto mais rpido marchar o progres-
so moral e social do povo ; preoecupa-se da edu-
cago e instruego religiosa do povo, do engran-
docimento das scienciss, das industrias e do
commercio de quo depende o bem-cslar e a sa-
tisfaco do poro.
O vosso governo applca-se ao mesmo lem-
po em azer reviver em toda a Italia a tradigao
do espirito militar que nlo s um elemento de
1 forja, mu de educago moral, no que toca s
nagdes em virlude da disciplina e do culto do
dever.
Mas a organisaco de um governo liberal e
civil, nao o tarmo final a que os italianos de-
vem tratar de chegar, precisam principalmente
que conslituam em unidade n'um mesmo estado
lodos os merabros dispersos da familia commum.
A vida italiana tem diversificado segundo os
tristes destinos da nossa historia ; todava pela
virlude ipherenle a este povo, as provincias di-
vididas nao tem deixado de ser o foco glorioso
de urna civilisago e de tradices moraesa lon-
ga durago dos anligos estados da Italia creou
interesses muito especiaes.
Essas tradigOcs o interesses devem ser res-
peilados em tudo quanto nao offenda ou enfra-
quega a unidade italiana.
A Italia sabemos quo nao pode encontrar
paz e prosperidade duradoura se nao permane-
cendo sob o dominio da vossa dymnaslia, tratou
instructivamente de conservar, como garanta de
civilsago e de liberdade contra as usurpagoes
de urna centralisaco soberana, o desenvolvi-
mento tradicional da sua vida local.
Este duplo fim da poltica italiana nao se
mostra cm parte alguma tao desejado como as
provincias napolitanas, quer seja pela importan-
cia do estado que compoem, quer pelo systema
de forte centralisago que as rege, e principal-
mente porque teem por capital urna das cidades
mais ricas e mais populosas da Europa.
Neste estado de cousas manifest que se o
governo que se instala aqui em nome o sob a au-
toridade do V. M. deve sem demora tomar a sua
direcgo segundo os grandes principios que diri-
gen o vosso estado civil, o estado definitivo
dessas provincias, na organisago geral da Italia,
pertence de direito a deciso e as deliberagdes
do parlamento que houver de representar a na-
cao.
A iotellgencia e a sabedoria pratica dos ita-
lianos sabero organisar instiluigOes pelas quaes
as grandes provincias da Italia permaneceram
livres para poderem administrar os seus interes-
ses particulares, conservando-se eslrcitamente
ligados com urna forte representago nacional.
Grac.as a taes inslituigoes, patriotismo e
actividade civil encontraram sempre urna carrei-
ra na trplice esphera do estado, da provincia e
da cidade, e as diversas capilaes da Italia vero
augmentar o seu explendor em consequencia da
vida commum da n.igo, que por toda a parle se
deve ter tornado mais vigorosa e mais efficaz.
Tal a obra que est reservada ao parla-
mento, e quo s o parlamento pode cumprir,
por quo o representante supremo da vontade de
todos, e por queem um paiz onde reina a liber-
dade, justo que o governo deixe liberdade o
mrito e a honra de dar naco as suas iostitui-
goes fundamenlaes.
A autoridade que mo foi confiada por V. M.
ha de ser por mim exercida com a idea de pre-
parar aquellas provincias, para cumprirem 1030
que Ihes for posslvel, o acto solemne da eleico.
Ser do meu dever 00 entretanto, assegrar
a ordem moral e material, que teem soiriJo.
nao tanto pelo eTeito actual das mudangas poli-
ticas, como pela acgo corruptura e funesta do
a aligo dominio. A conciencia publica ha de en-
contrar a garanta da justiga e da honeslidade do
governo, na garanta da liberdade e da publici-
dade, que longe de eufraquecer reforgam pelo
contrario urna administraran reparadora.
<'......Ha grandes necessidades a satisfazer
em um paiz, onde os interesses materiaes foram
desprezados, para que possam ser mais fcilmen-
te attendidas. Algunas dessas necessidades po-
dem ser fcilmente satisfeitas, os demais benefi-
cios devem esperar-se do effeilo espontaneo das
novas instiluices, da liberdade e das qualidades
laboriosas do povo.
Eu farei esludar|prompta e cuidadosamente
os projectos de grandes obras publicas, e dos
carainhos que deveni facilitar as communicagoes,
e ligar o commercio e a industria ; farei estu-
dar os meios de facilitar a instruego popular,
que d em resultado reanimar entre si as diver-
sas classes da sociedade; prestarei os meus
cuidados beneficencia publica, que se nao tor-
na digna d'este nome seno quando dada ao
pobre com o pao da educago moral e o senti-
meoto da dignidade humana.
Eu nao seria digno interprete das iotences
de V. M., se pelo respeito de todas asconscien-
cias e de todas as epinides honestas, eu nao
conformasse a minha administraran cora esse
espirito de concordia, que a ninguem pode ser
mais caro do que a vos, senhor, que sois o syro>
bolo de concordia italiana.
Tomarei como regra as nobres palavras que
V.M. proferiu quando abriu o actual parlamen-
to, onde pela primeira vez se encontraram reu-
nidos os representantes de onze milhes de Ita-
lianos, e nao deixarei de me recordar que as an-
tigs lucias nao devem subsistir seno para me-
moria das nossas desgragaicommuns, e do nnsse
commum amor pela Italia.
Sinto quanto difficil a minha tarefa, e pego
e espero ter a cooperago dos cidados ; sem o
auxilio publico, todo o governo impotente para
praticar o bem.
Desejo ser ajudado pelos conselhos de to-
dos os homens honestos. Tenho necessidade do
concurso de alguos d'esses homens importantes,
d'esses patriotas experimentados, que estas pro-
I vincias possuem em grande numero. Ho de
servir-me. de conselho, dirigindo ao mesmo lem-
po os ramos era que se divide a adminislrago
regular do paiz, o preparando as innovagoes le-
1 gislatvas que se julgarem necessarias.
Digne-se V. M. fazer conhecer se as prece-
dentes ideas sao da tua approvago.
aples, 8 de novembro de 1860.
a o c u a- (Assignado) Farini.
A a i. M. dignou-se approvar.
Rea torio dirigido ao imperador da Turqua
pelo gro-visir, depois da sua visita feita a
algumas provincias.
Senhor.Vossa magestade, na sua constante
solicitude pelo bem e prosperidade de todas as
classes dos seus subditos, dignou-se confiar-me
a importante misso de proceder a um inquarito
sobre as queixas feitas em nome da populago
christa da Romelia, e inspeccionar o estado da
adminislrago de algumas provincias de vossos
estados europeus.
Estas queixas teem, naturalmente, despertado
a attengo dej vossa magestade imperial. Dou,
pois, preferencia, n'este respeitoso relatorio, ao
resultado das minhas invesligacoes sobre este
objecto.
Profundamente penetrado das ordens que vas-
8a magestade me dera, na minha partida, e apre-
ciando a grande importancia que tem para o
governo, o saber a verdade, e fazer jusliga se
fossem verdadeiras as queixas de vossos sub-
ditos, nada desprezei tendente a alcangar simi-
l.bante fim.
j Quando cheguei i provincia de Nish, ponto
d onde parta a maior parte dos queixumes. for-
mei immediatamente um tribunal extraordina-
rio composto de funecionarios musulmanos e
christos, ligados minha misso; de membros
do consolho provincial, e do metropolitano gre-
go, para esclarecer todos os negocios, de que se
fizera urna relago, communicada ao governo,
actes da minha partida de Constantinopla. Te-
nho a honra de submetler a vossa magestade
imperial o extralo junto, feito pelo dito tribu-
nal ; os numerosos documentos a que ahi se
allude foram depositados nos archivos da subli-
me Porta.
Com vossa magostado ver pelos documentos
submetlidos sua elevada considerago, affir-
mo do modo mais solemne, que nao achei ves-
tigio algum do supposto systema de persegu-
cao, organizado pelo fanatismo mulsumano con-
tra os christos. Os assassinios, violencias e
roubos, cuja relago fra levada ao conhecimen-
to das cortes amigas e alliadas, quasi todos
desapparecem ante o examo consetencioso do
tribunal. Cada questlo foi objecto de um in-
querito especial, e nao se oroilltu um nico meio
legal.
Entender-se-ha, por isto, que eu nao haja.lido
que reprimir ou que punir algura crime ou
erro? Nao senhor. Fra nao conhecer a natu-
reza humana, o manifestar urna opinio ridicu-
la, negar a existencia de desordena, que nao
po jerara ainda evitar os governos mais bem or-
ganizados. O que nao foi possvel concluir, e o
que resulla de meus inqueritos, ser ioteira-
mente falso que os vossos subditos christos te-
nham a quoixar-se da menor perieguigao sys-
lematica da parte de seus concidados musul-
manos, que, bem como em qualquer sociedade
humana, cada parte d'ella d o seu contingen-
te de criminosos que dessfiam a severidade da
jusliga, a que o contexto da relago cima men-
cionada s existe no espirito dos que buscam
aviltar-nos aos olhos das potencias estrangeiras.
Precisei demorar a minha estada era Nisb, pa-
ra ter lempo de esclarecer a verdade sobre
quanto acabo de expor, e para formar idea ca-
bal do que os habitantes csrecem para agraen-
toda sua prosperidade.
Tendo feito a fiel exposigo d'esta parte da
misso que so me confiou, pego liceoga a vossa
magestade para o informar doi esclaruciraentos
queobtive sobre a adminislrago geral das pro-
vincias que'visitei, das medidas provisorias que
adoptei, e dos ramos de adminislrago que de-
mandam serias o iramedialas reformas.
O modo de cobrar os impostos, a organisago
da polica rural, o os estados das estradas do a
lodos os individuos, sem distinego, justo moti-
vo da queixa contra a adminislrago. A creago
de alguos tribunaes criminaes, offorocendo aos
reos toda a casta de garantia, fra urna das re-
formas quo correspondera aos votos do paiz, e
aos paternaes desejos de vossa magestade impe-
rial. Os regulamonlos pelos quaes agora se faz a
cobranga do imposto territorial la ni bem exigem
algumas allerages.
Tomo a liberdade de por sob a proteccTio de
vossa magestade as medidas provisorias acerca
de alguusdestes importantes assumptos, as quaes
adoptei as provincias que acabo de visitar, e de
que enviel copia aos governadores dos dislrictos
que me nao foi possivcl inspeccionar.
No numero dus abusos que nolei ha um que
me parece demandar eflicaz reprosso. Fallo do
proceder pouco edificante da alguns membros do
alto clero da Romelia. Fazondo justiga respei-
labildade de alguns desses membros, nao posso
deixar de dizer que varios ha, que desconhecen-
do a natureza da sua religiosa misso, prat a coberto da dignidade que os distingue, abusos
improprios do carcter de que esto revestidos.
Brevemente submolterei & sanego de vossa ma-
gestade imperial os trabalhos da commisso pro-
visoria que o vosso governo eslabeleceu nos pa-
triarchados para regular as condigdes de elegibi-
lidade do episcopado. Curopre aguardar que a
fiel execugo deste regulamento ponha termo a
este estado de coisas, o qual offusca a reputago
do clero, opprimindo ao mesmo lempo os subdi-
tos christos.
O governo de vojsa magestade, conlormanJo-
s com as suas ordens, trata, senhor, seria e ac-
tivamente de preparar meios que removam cada
um desses embaragos. Estes meios serio dentro
em pouco submetlidos alta approvago do vos-
sa magostado.
Senhor.A Providencia confiou a vossa mages-
tade imperial a gloriosa, mas difficil tarefa de
regenerar este grande imperio. O passo que ha-
veis dado nesta senda immenso. Fago esla ob-
servaco, nao para aconselhar o vosso governo a
que se contente com o que est feito. Longe de
mim tal pensamento. Julgo, pelo contrario, que
as reformas j feitas devem servir de estimulo
emulagSo dos ministros de vossa magestade para
a adopgo de outrasdo mesmo governo, com as
quaes se consiga para rossos subditos o grao de
prosperidade e seguranga que o constante ob-
jecto de nossos desejos
Segunda circular do conde de
I'ersigny.
Senhor prefeilo. Eocarregado do poder dis-
cricionario que a lei da imprensa d ao ministro
do interior, devo fazer-vos conhecer francamente
como cont usar deste poder.
Acabo de viver no meio de um povo que pode
ser com justiga soberbo das suas instituiges, on-
de a liberdade do imprensa se exerce abertamen-
le sera aer um perigo nem para o estado, era pa-
ra a seguranga das pessoas e das coisas, onde,
ulil a todos os partidos, invocada, respeitada de
lodos, forma a mais solida garantia das liberda-
des publicas, da ordem e prosperidade do paiz.
Assisti por muito lempo a este bello espectculo,
ese j d'antes eu nao amasse a verdadeira liber-
dade, este paiz far-me-hia ama-la.
Ora, como a Ioglaterra nos precedeu neste ca-
minho, natural que procuremos saber porque
chegou ella a gozar a liberdade de imprensa, que
cutre nos tem aiuda tantos ioimigos, excita tan-
tas ioquietages e aprsenla tantos perigos. Ve-
jamos pois como este grande problema foi resol-
vido om Ioglaterra, e do mesmo modo que os
Romanos, aperfeigoando sem cessar os seus
meios de combater, adoptavam at as armas dos
seus ioimigos, aproveitemos o exemplo dos nos-
sos rivaes de glora e de poder.
Quando se estuda a legislago da imprensa em
Inglaterra, depois da exalta;o da casa de Hano-
ver v-se o seu extremo rigor. As paixdes do
lempo, a ardonte luta entre os partidarios das
duas dynastias rivaes e de duasreligides antago-
nistas, parecem primeiro explicar esta terrivel le-
gislago ; mas quando se chega poca actual,
em que nao subsistem as paixes do seculo pas-
sado. e que no entanto vemos a nova legislago
inspirada do mesmo espirito de severdado. das
mesmas preoecupages polticas, e prohibindo
tambera absolutamente as mesmas coisas, nao se
pode ver sem commogo o contraste que se nota
entre a extrema liberdade de que goza a nossos
olhos a imprensa ingleza c o rigor das lcis quo a
regera ; pergunta-se a causa deste phenomeno
que parece estranho, c como ella se manifosta em
cada pagina da historia da Ioglaterra, em cada
artigo da sua legislago, maravilha que seja cos-
tume anlgo no continente invocar o exemplo da
Inglaterra, nao s para reclamar as grandes li-
bertades de que goza a imprensa ingleza, mas
para se prevalecer de oulras libertades que a
mais severa e rigorosa legislago Ihe prohibe.
Assim, at deslruigo completa do partido dos
Stuarts, a legislago ingleza da imprensa pareca
ter (ido em nico objecto: defender a nova dy-
nastia contra os seus inimigos polticos, ou re-
ligiosos, e prohibir em nome da liberdade, de
algum modo, armas e os instrumentos da li-
berdade aos adversarios das novas instituiges do
paiz. De 1692, j no lempo de Guilherme de
Orange, at 4 queda do partido doi Stuarts, em
vez da censura que tivera lugar algum lempo no
reinado de Guilherme, mas que era urna medida
suave em relago que se seguio, o rgimen da
imprensa, dos livros, dos jornaes, das publica-
ges de todo o genero, foi submettido jurispru-
dencia do Common Late.
Para cornprehender o carcter desta jurisdic-
Qao, preciso saber, que em opposigo do Stata-
te Law, que a lei escripia e voUva pelo parla-
mento, o Common Law a lei escripia lex non
escripia, que assenta na memoria e consciencia
dos juizes interpretando as tradiges, do passa-
do ; que esta le d poder discricionario aos juizes
da cora para as penas que pronunciam depois
da declarago do facto pelo jury; oque durante
todo o lempo que a casa Hanover teve no inte-
rior iuimigos polticos ou religiosos, isto em
todo este perodo de paixes e de violencias, os
juizes da cora exerceram o direito rigoroso de
condemnar qualquer pessoa culpada de leresrrip-
to, publicado ou irapresso ataques contra a cora
o o estado, nao s a multas, priso, agoules e
golilha, mas tambera pena de morle ; e isto nao
como agora por urna declarago do jury a respei-
to da olTensa, mas pela simples declarago do
facto : tal pessoa autor, editor, ou impressor de
tal escripto?
Se se altender queos juizes nomeados pela co-
ra erara escollados d'enlre os mais zelosos par-
tidarios da casa de Uannover, e revogaveis pela
cora at 1760, pode-se suppor o que devia ser a
libertado de imprensa para os partidarios dos
Stuarts, para os jacobitas, para os catholicos ou
papistas, como ento se chamavam, e oulros ini-
migos do estado.
S no fim do seculo passado, quando j havia
muito lempo que a casa deHannover eslava con-
solidada, o partido dos Stuarts anniquillado e o
dos catholicos submetlilo, que, reclamando a
opinio nraa raodificago a to rigorosa legislago
Fox obteve um bil du parlamento para applicar
O veridict do jury nao ao facto s, mas ao ca-
rcter do escripto sedicioso ou do libello, o que
introduzio naturalmente coosideravel moderago
nesla legislagSo.
Nao quero oqui demorar-rae com os detalhes
invadindo o arsenal que a legislago ingleza tem
disposigo do poder; mas citaret duas circuns-
tancias caractersticas que serviram para por em
toda a luz o espirito dos nossos visinbos era ma-
teria de imprensa.
Vinle e cinco annos depois do bil de Fox,
quando a Inglaterra se vis chagada ao maior grao
de poder, o julgava no futuro gosar em paz as
suas libertades, aconleceu que depois de urna
grave crise econmica, causada pela caresta das
subsistencias e euorraidade dos impostos depois
da guerra, e favorecida tambera pela impopulari-
dade do prncipe regente ; aconleceu, disse, que
urna especie de doutrina republicana, espalhan-
do-se pelo paiz, causou grandes inquietages
ordem estabelecids, e que o jury, intimidado ou
attrahidu pela nova doutrina, usando largamente
das disposiges do bil de Fox, lirou muitas ve-
zes aos juizes da cora a faculdade de applicar
aos delinquentes a legislago do Common Law.
Neslds novas circunstancias, o parlamento in-
gle* nao hesilou era dar ao governo os meios de
obrigar o jury defesa do estado ; e em conse-
quencia, fez-se urna lei em 1819, quo coramina-
va multa, priso, e, em caso de reincidencia,
desterro, ao autor, editor e impressor de qual-
quer escripto ou libello sedicioso contra o rei, a
familia real, o regente, o governo, a cousliturco
e as cmaras, e com auxilio de taes disposiges
nao era quasi possivel consciencia do jury sub-
traliir-se necessidades do estado.
alas quando chegou a criso de 1848, ecom ella
novas commoges, novos partidos hostis ordem
estabelecida, experimentaran!-se difliculdades da
parte do jurv.
Sentio-se entao a necessidade de precisar roals
clara e minuciosamente os ataques de que o es-
tado poda ser objecto, o a nova lei intitulada
acto para assentar melhor a seguranga da cora
e do governo, euriqueceu anda o terrivel arsenal
da legislago ingleza. Desta vez o xito foi com-
pleto, a arma foi tambem aliada quo triumphou
do proprio jury irlaodez, e, sobre o seu veridict
dous jornalistas, culpados e escriptos sediciosos,
John Mitchel e Joho Machn, foram condemna-
dos pelos juizes da cora a quatorze anuos de
deporlago com trabalhos forgados.
E crem agora, se nada resultasse destes expe-
dientes judiciaes, conformes ao genio da raga
anglo-normaoda, que a Inglaterra se detena ante
as tbeorias ? Nao de certo. Sempre fiel ao seu
grande principio que antes de ser povo livre
mister ser povo unido, que antes de sar estado li-
vre necessario ser estado forte, a Inglaterra, que
nao recuou quando se tratava de defender no ul-
timo seculo a dymnaslia que elegera, n&o recua-
ria hoje se novo perigo ameagasse o estado.
Em resumo, o espirito de legislago ingleza,
em materia de imprensa, pode assim ormular-se:
iuteira liberdade para tudo o que for vantagem e
nao para o estado ; e negago de loda a liberdade
logo que se trato de atacar o estado; de modo
que a liberdade de que a imprensa ingleza gosa
com lamanha amplilude a expressoda silua-
go poltica e social do paiz. Como nao all ac-
tualmente nenhum partido, nenhura nomem se-
rio que pense um instante sequerem derrubarou
a rainha ou ao governo, ou o parlamento, ou a
constituigo, ninguem se preoecupa em o que se-
ja liberdade de imprensa, porque esla couslitue
urna vantagem para todos. Apparega um partido
que venha propor o desmoronamento do estado
em proveito de oulra dymnaslia, ou nova dou-
trina, e no mesmo instante deixon de haver li-
belado de imprensa para esse partido.
Assim. quando em Franca ou em qualquer paiz,
os inimigos declarados do governo constituido
buscam o exemplo da Inglaterra para reclamar
a liberdade de allacar pela imprensa o rgi-
men estabelecido, fundam-se em grande erro.
Quando se indignara de nao poder gosar do di-
reito de atlacar o eslado, so for sincera a sua in-
digoago, desconhecem as condiges da possivel
liberdade entre os homens e calumniara a liber-
dade ingleza. '
A verdade que o exemplo da Inglaterra mos-
tra -nos; pelo contrario e brilhaote, que aliber-
dade de imprensa pode seguir, porm nao pre-
ceder a consolidago de um novo estado, de urna
oova dynastia, emquanto houver partidos hos-
tis ordem estabelecida, luctando, nao como
hoje os torys e os whigs. pelo ministerio, mas,
como oulr'ora os jacobitas, para derrubar o thro-
no, isto emquanto houver oages em a nago,
nao se pode conceder liberdade aos inimigos da
ordem estabelecida seno entre os povos dege-
nerados, que preferem salvaglo do eslado co-
mo os gregos do biixo imperio, o direito de al-
tercar e de se destruir.
Cumpre-me Sr. prefeilo, furmular as iostrus-
goes que tenho a dar-vos. Se todos os escriplo-
res, submetiendo-se realmente s leis constitu-
tivas da nossa sociedade, ao sufJragio universal
?ue fundou o throno dos Napolees para delle
izer a base das nossas instituiges ; se esses
partidos e esses escriplores, respailando a von-
tade do povo francezquizerem a liberdade de im-
prensa para a suslenlago e prosperidade do
Estado, enlo de facto e de direito conquista-
rara a liberdade de imprensa, e a lei das adver-
tencias lornou-se lettrt mora. Quando aejam
pblicos os abusos na sociedade ou na governo,
quando tejam discutidos os actos da adoimstra-
go, quando sejam reveladas as injuslicas. quan-
do o movimento das ideas, dos sedimentos
das encontradas opinies anime por toda a par-
te a vida social, poltica, commercial e indus-
trialquem poder justamente queixar-se ?
Mas so houver partidos que se proponham
nao a fazer tnumphar as suas ideas, as suas dou-
Innas, os seus senlimentimentos no goveroo do
Estado, mas dssmoronar o proprio Eslado, op-
pondo ao goveruo oulro governo, e dynastia
outra dynastia, ento, qualquer que seja a fra-
quesa destes partidos, o respeito da vontade na-
cional, o interesse publico e a lei nao permit-
iera que se alraentera paixes hoslis ordem
estabelecida, porque mesmo sem fallas em peri-
go, tudo o que demora a fuso dos partidos na
grande familia da Eslado atrasa ogoso das liber-
dadas do nosso paiz.
Ouanl ao instrumento que a lei actual po
as minhas mos pelo systema das adverten-
cias, nao o discuto. Entretanto, se me per-
mtllido dizer os meus sentimeotos francamente
e sera rodeios. este systema, como medida ex-
cepcional, subordinada s exigencias impostas
pelo eslabeleciraento de urna nova ordem de
coisas, sem duvida em principio to dictatorial
como o achado pelos deffensores da casa de Han-
nover ; mas com efeito mais franco e mais
sincero do que so se disfargasse sob as formas
judiciaras, a maneira dos hanoverianos.
E tambera infinitamente mais conforme aos
costumes e situagao do nosso paiz. De certo
difficil, coroo tem sido sempre em Inglaterra,
definir o ponto que separa a discusso nociva
ao Eslado.
E' um negocio de consciencia to delicalo pa-
ra um ministro napolenico, como para um paiz
hanoveriano ; mas o que eu posso dizer que,
se estou resolvido a nao recuar ante nenrmma
responsabilidade para prohibir imprensa os
attaques contra o Eslado, sob qualquer pretex-
to, e qualquer que seja a autoridade com que
se acoberlem, em compensado nao consultarei
nenhuma conveniencia particular, de qualquer
parlo que venha, para as resoluges que tomar
com o fim de favorecer continuamente no nosso
paiz a aclimalago, se posso assim dizer, dos h-
bitos de livre discusso.
Taes sao, Sr. prefeilo, as ideas que recommen-
00 vossa attengo, e vos pego tomis como
Iinha de proceder era todas as propoaiges que
Uverdes a submelter-me. Nao esquegaes que
quanto mais excepcional for o poder descrip-
cionario da adminislrago sobre a imprensa,
lanto mais o seu exercicio deve ser dirigido por
escrupulosa lealdade. Rcordae-vos principal-
mente que no interesse do Estado, e nao da
adminislrago, que este poder foi delegado ao
meu miaislerio.
Que os vossos actos nao se abriguem pois atraz
desta protecgo, mas sejam, ao contrario, expos-
los como os meus i discusso publica.
Ktnfim, inspirae-vos do grande exemplo que
vos d o imperador, e sabei que s por zelo pe-
lo interesse publico lhe provareis a vossa dedi-
cago.
Recebei, etc.
F. de Persigny.
N'uraa correspondencia do Turin, datada de
10 do corrente, l-se o seguinte :
E' hojo o anniversario do dia em que ha mais
de um seculo os genovezes expulsaran: os aus-
tracos.
Este anniversario foi celebrado em Genova
por urna manifestarlo popular, aununciada pelo
seguinte aviso que foi affixado em diversos
pontos :
E' hoje o anniversario de 10 de derembro de
1746. Este dia sagrado para todos os italianos.
Os genovezes nao fallaro solemnidade ordina-
ria, que ha de ter lugar na igreja de Oregioa. A
reunio deve ser a 2 horas na praga de Acqua-
verde. O nosso grito ser este anno Roma e
Veneza I
O governo nao approva as petiges dirigidas ao
parlamento, Franga e Inglaterra, pedindo a
evacuago do Roma, e combate essas represen-
tares pelos seus peridicos, que dlzem com ra-
zo que intil pedir ao parlamento nacional
urna cousa que elle certameote deseja, mas que
nao depende delle, e que inconveniente e ri-
diculo que os cidados de um estado livre se di-
rijam soberanos estrangeiros.
Estas petiges sao urna manobra do partido
mazzinista. Diz-se que sao ridigidas por Cala-
neo, que segundo parece, faz hoje causa commum
com Mazzini.
A situaco do reino de aples actualmente
o tliema explorado pelos peridicos da opposigo
que dizem recebef correspondencias assusta-
doras.
Infelizmente o que se diz em parte verdadei-
ro. Ainda esta manha lemos urna carta escrip-
ia por um homem mui affeigoado ao governo, e
collocado n'uma posigoelevada, que afilrma que
o estado normal de aples est longe de ser
bom ; que o mazznismo se acha aili organisado;
que o espirito de reaego tem conservado raizes
profundas ; e que a Italia all to pouco conhe-
cida como a China.
Evidentemente Farini nao tem culpa disto, por
que nao pode conseguir que um paiz, onde reina
a revolta ha seis mezes, ose de abundancia, riera
pode dar empregos a todos os que os pedera ;
porm, cora razo ou sem ella, todos gritara
abaixo Farini I
Na Sicilia as cousas parecem camiohar melhor.
Todava, a opposigo prope se a excitar os espi-
ritos contra Lafarina e Cordora. E' pelo menos
o que se deprehende das correspondencias diri-
gidas aos peridicos hostis.
O sitio de Gaeta progride vagarosamente. Os
trabalhos acham-te trazados om consequenci*
do mo lempo, e sobretodo por causa da nature-
za do terreno.
A pacificaco completa do reino depende da
tomada de Gaeta. Depois s ha a lutar contra o-
partido exaltado.
N'outra correspondencia escripia da mesma ci-
dade, se l o seguinte :
Por em quanto nao causa a menor preoecu-
pago a demora que tem havido na tomada de
Gaeta. As cartas particulares que todos os dias
se recebera do acampamento de Mola explicara,
perfeilament o vagar com que as operages teem
corrido. Quanto ao effeilo moral que pode re-
sultar da resistencia de Francisco II, cerlo qu
os italianos nao maoifestam por lsso o maior re-
sen lmenlo.
Eis em resumo o que consta da corresponden-
cias do acampamento de Mola :
1.' Os piemontezes teem encontrado diflicul-
dades no estado da nica estrada transitavel que
existe as visinhangas do porto de Gaeta. Esla
estrada servia pouco no tempo do antigo rgimen
porque as communicagoes entre os arsenaes de
aples e Gaeta faziam -se por mar. A via de
trra niose prestava ao transporte da arlilharia.
Dahl proveio a necessidade em que se vio o ge-
neral Monabrea de mandar construir pelqs solda-
dos urna nova estrada. Esta tem sido urna das
causas da demors.
2.* Nos dias 5 e 6 de dezembro corrente os tra-
balhos de aterro, para a collocaco e protecgo
da arlilharia sitiante, estavam j muito adianta-
dos era alguns ponlos, e concluidos em oulros.
No dia 5 orarr conduzidos os mosteiros para a
plataforma principal das alturas. Esles mostei-
ros, em numero de perto de 50, sao do 27 cen-


t)
UNO DB FEIIIUHWCO. SEGUNDA fElB* U DI JANEIRO DE 1861.

timetros. A respeito delles, diz uma caria qae
Francisco II e Bosco se preparan) para ensaia-
rm urna obra de dcsiruic.no,. que Dio ser me-
nor do que a de Sebastopol.
3.* As caKas de Mola nao fallara alada da ex-
Candido, pardo, 5 anuos, hepalite.
Antonio Pedro das Neves, bronco, casado, 80
mos, apoplexia.
Joanna Francisca, preta, ignort-se a idade e es-
tado.
periencia das pecas Casalli, que produrcm, se- Graciano, pardo, 8 mezes, convulso*?.
gundo consta dos ltimos telegraramas, efeilos Severino Czrdoso Moutciro, preto, solieiro, Ji
lernvei. O* llroteios do qno elles fallam sao a- ano*; belgas.
pcms prelitoinares. que leem por flm chamar a Fraocelioo, pardo, 7 aonos, eoterite chso-
oileuco dos sitiados para este ou aquello ponto, nica.
Uro 4 se cortcluirem, em oulros, os trabalhos Francisco, pardo, 1 mez espasmo.
de aterro. As prcas Casali, cerno so sabe, \ odeni', Bita, parda, 4 annor, hepstl*.
ros, que conhocendo a Terdade do (antalo t-
talou outra mesa eleitoral na casa daj
nicipal, sendo ludo isto levado ao c
do Exm. Sr. presidente da provincia.
E sem medo de ler contestado se
mar que o governo, quando ja nao esteja, na
tarda achar-se de posse dos melhores documen-
toa, que comprovan-precisamiara todo quantoaa awtne
acata de por. ; lfaado a
B" portento anuitt) justo que o poflereempeten- da em 10 da formara de
te em vista de pravas que sctlhe ministrar jul- j Aiud*ama ist Uado.
Camplatimot, em sumroa, a justa defeza do
asa1 Sr. andel, levando- ao coohecimeoto do publico,
qne havoeutd estar nido eleilo Ihesoureiro em ou-
tabro da iSST todos os irmaos livero no periodo
lampa do on'anuo, tanta conviego de sua hon-
radez e probidade, que o reelegeraift noseguinte
auno; mas qya nuc nao rnmpaatilhar cura os
Uriktt. eaUveira Rus foi aconae-
que pedir.a Iha-fora
caada
ser apantadas'obliqu.imenie eenModaaae direc-
4.* V couitanca no bom resultado parece ser
real oa carta as prirociras descargas serlaedeamoraUaaram a
artilharia-do ro Francisco II. Urna proclamado
de Cialdini, re'aliva ultima surtida de Bosco,
falla oeste sentido. Esto proclamarlo alTirraa que
na fortaleza reina a uiaior desordera e insubordi-
naco. Os soldados piemontezes esperara aucio-
sos quechegue a hura do ataque. A proclama-
ciado Cialdini tcm tambera por llm moderar esta
impaciencia.
5.a Finalmente, as cartas de Mola dao diversos
pormenores mais ou menas iuteressaotes relati-
vos ao estado dasdiftereules localidades, Boa-
campamento e vieinhancag. Os estreilos cami-
nlios que da borda do mar cooiraunlcam com a
altura de Mola esiiu ornados da maneira raais
pittoresca possivel. A pezar do invern, nao fal-
tara curiosa*. Todos os dias chegam ao acam-
pamento olllciaes de lodos os paizes que que-
rem assistir ao duello supremo da joven monar-
nhia piemouleza com a velha monarchia dos
Bourbons.
Taes sao os fados que couslam das cartas do
acampamento de Mola.
[Jornal do Commeroio de Lisboa).
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Estamos em pleno invern, ao que parece.
Parece sim, que Janeiro quer reivindicar seus
antigos foros ou fazer reviver na lembranca dos
presantes euas Iradiec&es de infalliveis chuvas.
Outr'ora dizia-se. para atfirraar a certeza de
uma cousa, que ella era 1.1o certa, tao infallivel,
como as aguas do Janeiro ; leremos porventura
volvido i esse terapo por algutna nova modifi-
caco atmospherica ?
o sabemo-lo; mas o que real que a se-
mana que fiodou, bem como todas as oulras
deste corrente mez, tem sido notavelmente chu-
vosas; phenomeno que nao lem-se restringido
sornentc esta cidade e seus suburbios corno de-
monstra-o o Capibaribo.
Esie rio cuja volume d'agua cresccia as se-
manas transactas em pequea quaulidade, na
scita-feira da pretrita aesumio laes poporces,
que espraiou-so pelas baixas dos nossos arra-
baldes, innundou a estrada da passagem da
Magdalena, no lugar do antigo viveiro, e veio i
derribando os banheiroi que Ihe bordavam as
margeos.
Nesta cidade comtudo foi pouco sensivcl esta
dilTerenna, e nem nos consta estrago algum oc-
casionado pelas aguas.
l'or portara do 18 do corrente approvou o
Ezm. Sr. presidente da provincia o regiment
interno do Curso Commercial Peruarabucano,
que deve por conseguidle comeear a funecionar
no dia 3 do futuro mez, quando abrera-se as
respectivas aulas.
Pelo mesmo regiineulo facultado presiden-
cia o despeosar para a matricula deste priraeiro
auno lectivo o exame dos preparatorios reque-
ridos para ella, llcaudo todava obligado o alum-
no a faze-lo r.o llm do aono para poder ser ad-
mitlido ao respectivo acto.
.l.'i estando muilo adianlado o terapo dentro
do qual devero os malriculaodos habililar-se
as materias preliminares, esta consagra :o era
necessaria para nao originar atropellos ou diffi-
culiades, que assim licam sanadas sem detri-
mento da regularidade do curso.
O Sr. Dr. Jos Maria Ramos Gorjao enva-
nos a rcclamaco que segu, devendo (car certo
que nao contemplamos o seu nome ntreos can-
didatos do tercoiro dislricto eleitoral por igno-
rarme quo S. S. concorria ao pleito, que
lem de dar uma cadeira na representarlo na-
cional.
Sr. Redactor da Revista Diaria. Serve a
presente para declarar-lite, que sou canilidalo
ao lugar ile deputado geral pelo terceiro distri :-
Remigia Maa da Coaceico, ptata, solteira, 48
anona* albemenuriax
JHWAOUBO PIBL1C0 :
Hataram-so no da 17 do corrente para o con-
summo desta cidade 44 rezea.
No dia T8-67 dem.
No dia 1952 idem.
Publicacoes a pedido.
m
, Desalent.
Eu sinhei tanto amor, tantas venturas!
Tantas noiles de febre e d'esperanga
Mas hoje o coracao desbota, esfria,
E do peilo no tmulo descansa I
[Alvares de Azevedo.)
Sou anda bem moco e vivo tiiste
Por ter meu corceo cheio de amores.,.
E s quando miuha alma eaporar-se.
Na louza eucontrare alivio s dores 1 ..
meu fado soffrer, e eo soffro tanto
Como nunca ninguem soffreu ainda 1...
Viva de esperanza, essa murchou-a
Meiga virgera do co, de face lida !...
E ninguem comprehende o meu martyrio,
Nem tem pena de mira a virgem pura I...
Da turma, pouco importa a indiffereii;.
Mas, della o escarneo, da-me a sepultura.
E ella escarneceu de meus affeclos ..
To bolla e rica aborreceu-lhe o pobre ..
Tens razo ueste sec'lo de torpezas
Mais vale o ouro do qu'um peito nobre...
gue valida eleirio presidi* pal .eferido-4?
juiz de paz d parochia, por aav este feila com.
todas as formalitladea legaaai. em ginaae obser-
vu a le se respoitwi os d-ajitos do votantes,
e ero. que floatmrnle a apirriapublica julgar per
itso mais aegura, e mais vartardeira.
Villa de Barreiros 6 de jsBrairo de 1M0.
O imparciat
rrr
1859.
O Sr.
Maciet, pres
de
puro,
Do que serve um amor ardente e
Que possa tributar algum poeta ?
No eotanto o ouro como urna harpa vibra
E na cor tcm a luz a'ioo planeta.
Fazei, Senhor, que o veo da indifferenca,
Collocado entre inim e a virgem bella
Me prive de escutar-lhe a voz celeste,
De na luz me queiraar dos olbos d'ella I
E como os versos meus que to vaidosa,
l'.in tmulo azulado sepultou.
Consent que tambera possa esconder-se,
Dos olhos o'ella, o vale qu'a adorou...
Mas, piedade, meu Deus, louco de amores,
Quizera me olvidar da virgem linda...
Porm nao posso... desse amor preciso ..
Quero mesmo infeliz ama-la anda 1
E tu, virgem do co, lembra-le sempre
Do pobre vate, que lo adora tanto ;
E quando a morle lhe tuubar a vida,
Vai sobre a campa derraraar-lhe ura praoto 11
1861.
A/...
to eleitoral desla provincia ; e pedir-lhe o favor
de fazer constar essa muha pretencao pela sua
Racista.
Sou, etc.
Jos Maria Ramos Gorjao.
Remcltem-nos as linhas que damos em
seguida :
. Sr. Redactor da Revista. Diaria. Queira
ter a bondade de dr publicidade em sua cuncei-
tuada Revista a noticia abaixo inscripti, pois
q-ie ella contem um acto de mrito, que uio deve
icar em osquecimenlo.
Os ."-rs. Flix Sawage & C, negociantes
nesta pract, acabara de offertar ao Sr. Jeo de
Siqueira Ferrao uma baixela de prala em mani-
festarlo de apreso sua probidade e honradez,
por occasio da crise difQcilima por que pas-
smos.
E" preciso notar que esse senhor commerci-
ando com grandes fundos lomados prac.i, sa-
lisfez todos os seus crapenhos sem abales na-
quefla ronjunctura.
Pelo uliimo vapor chegado do Rio, veio or-
dem do go/erno imperial para contratar-se a
ronstriitv.io da poute do Recife, era substituico
da velha, sujeitando O contrato approva;o do
mesmo noverno.
Este fado que revela a solicitude com que o
gaverno imperial encara objeclos de tanta monta
para Pernambuco, prova igualmente o ioteresse
que o Exm. Sr. Dr. Ambrosio Leito da Cunda
ha tomado, aflm de dolar esta cidade, em sua
admiuislraco, com to importante raelhora-
mento material.
S. Kxc. procura cumprir a ordem imperial,
realisando ura dos pontos de cuidado da vida1
commercial desla cidade.
J foi remetlido para o Rio, uma proposla de i
uma casa respeitavel de Londres, para a cons-
trueco de uma outra ponte, que une os bairrosi
Honiera lerminaram-se as eleigoes do eleitores
da parochia do S. Miguel da villa de Barreiros,
presidida pelo i." juiz de piz em exercicio da
mesma parochia, o capito Manoel Honorato de
Barros, e era resultado sahiram elcilos os cidados
seguintes:
Para eleilores.
Os Srs.:
Francisco Santiago Ramos................ 1127
Pedro Ignacio Wanderly ................ 1125
Manoel Honorato de Barros................ 1122
Jos Francisco Bello...................... 1112
Francisco do Rogo Barros Goiabcira ...... 111]
Francisco Antonio Pereira dos Santos.... f 102
Jos de Barros Santiago Ramos.......... 1100
Sebastio Antonio Accioli Lins............ 1093
Jofio Mauricio da Rocha Wanderley ...... J062
Jos Uonifacio'de S Pereira.............. 1050
Antonio Augusto Maeiel.................. 10il
Joo de Barros Wanderley................ 1040
Manoel de Barros da tocha Wanderley .. 1023
Estanislao Floriano de llollauda.......... 1007
Antonio Francisco de Albuquerque Mello
Santos .................................. 1004
Manoel de Moraes Bello .................. 1002
Antonio Germano Alves da Silva....... .. 953
Joo Agostinho do Nasciraento............ 917
Carlos Roberto Tott...........,............ 912
Lauriano de Men .onca Va3concellos...... 901
Joo Flix Neporaoceno .................. 887
Lourengo Jusliniauo de llollauda e Souza. 871
Antonio Nogueira deOliveira.............. 853
Paulo Leito de Vercosa................. 822
Jos Theodoro da Fonseca Pila.......... 807
Francisco Paes Brrelo.................... 778
Manoel Antonio da Costa.................. 765
Francisco Gong alves Casado .............. 733
Jos Ignacio Coelho........................ 722
Francelino AITonso de Albuquerque ...... 711
Joo Mauricio Wanderley.................. 710
...... 703
Bernardino de Sena Wanderley
Para supplentes.
de Sanio Antonio e Boa-Vista, acompanhada do
parecer desenvolvido do Sr. director das obra
publicas W. Martillean, c das bases para o con-
trato.
Os Srs. :
Joaquim dos Santos Diniz ................ 674
Joaquina Jos 1'avarcsCosl)................ 665
Francisco Antonio de Gusmao............. 594
Filippe Santiago da Costa.................. 593
Ignacio Ferreira Themudo................ 574
Jos Benlo da Costa ...................... 516
Francisco Sioioes Calara.................. 5(
Joo Flix de Albuquerque................ 495
i Ignacio Furtado de Mello.................. 484
Joaquim da Costa Alecrim................ 377
Oiympio Theodoro da Silva___".......... 362
Jos Joaquim Dias Paredes................ 231
Paulino Fernandos Barradas.............. 243
Bernardino do Senna e Souza:............. 230
Antonio Pinheiro da Rocha................ 175
Andr de Souza Eston .................... 164
Luiz Jos da Silva ........................ 152
Em breve, pois, teremosnds nwis csses dous
nifios solidos de communicaco entre a nossa ci-
dade, que dever isso ao zelo que emarega o
Exm. Sr. presiden le na prosperidade da provin-
cia, en qae bebeu seus primeiros esludo?.
Sabbado falleceu o Sr. Antonio Pedro d*s
Neves, boticario da ra da Cadeia do Recite. Era
abastado proprietario e pat de numerosa familia,
e alloceu com setenta e tantos annos, vivendo,
at as vesporas de soa morte, as1 Httes do sua
vida commercial.
* Consta-nos qo* acham-so assignaas com-
missoes para receber o bolo de S. Pedro, as
diversas fregnezias desla cidade, sendo membros
os vigarios de cada uma dellas. E' do esperar
quo, por este meto, se consiga urna boa prova do
unwr e dedicado da- popufaca desta cidade ao
nosso SS. Padre.
igualmente assegnram-nos que alguraas con-
frarias e irmandades pretendem abrir, entro seos
membros, uma subscripto par o mesmo Um. soque este, quanto ao votantes,
Foram reeolhidos a casa de detenco no dia maioria ao segundo.
18 do corrente 5 homens e orna mulher, sen Jo 3
Francisco Coelho Leite.................... 54
Joo Manoel Teixeira Cavalcanti.......... 50
Francisco Nogueira de Oliroira............ 39
Francisco Sehasti o de Bastos............ 34
Mnoel Dias Leal.......................... 17
Antonio Jos Das Mirlins................ 6
Manoel Jacintho de Vaseoncellos ........ 5
Joo Francisco de Sooza.................. 4
Flix Venancio Calado.................... 3
Estevo Jos dos Santos.................. 2
Jos Antonio da-Silva...................... 1
Cumpre observara ceapviio daa elei;oe, que
se procederam na igreja matriz di villa de Bar-
reiros, qae houveram dous lados, um, quo repre-
senta va a maioria dos votantes da parochia, em
cuja frente se achara o respeitavel tenenle-coro-
nel Francisco Santiago Ramos, cidado prestante
e do legitima intlueacia na parochia/o ostro
que representava a minora olhos vistos, em
cuja frento quera estar o capito Joo Carlos de
Mendon^a Vaseoncellos, cidado pouco coonecida
na poltica, e que agora que qoer apparecer,
mas que por uma dessas fatalidades, quanto
mesa, se achara em maioria ao primeiro, ao pas-
se achara em
e orna
livres o 3 escraves; 1 a ordem do Dr. chele de
polica, 1 a ordem do Dr. delegado do 1 dislric-
to, 2 a ordem do subdelegado do Reeife, 1 a or-
dem do da S, Jos e 1 a ordem do dos Afo-
gatfos.
M0RTAL1DADE DO DIA 18.
Anna, preta, escrava, solleira, 39 annos, erisi-
pela.
Fravcisco, braneo, 8 meaos, tubrculos pulmo-
Baoes.
Joo- da Con ha Baracho, pirdo-r soltoirr/, ft an-
nos, tubrculo pulmonares.
Maiie, branca, 3 mozos, convnlsoes.
A ntanio Jas te Pooseca, nwneo, vinvw, 48 an-
nos, febre- hotrs*.
Johw Ge, branca, solieiro. 56 annos, cotnresto
cerebral.
Mana Magdalena da Gonceieao, parta-, Tinta,
80 aunos, entorile.
Luis, preto; eoeravo, solteiro, 59 annos, apo"
plexia.
Umtelina Eastaqura de sVsHov parda, soHeir,
abanos, tubrculos pulmonares.
Maeoo do Medeiro, bnocr, casado, 38 anno,
encapheJjlt.
Contando o capito J0S0 Carlos com a maioria
da mesa, esta, alm de nulla pela existencia de
dous irmaos, que nella Qguravam, decida arbi-
trariamente as questocs, exbulhavtm os direitos
dos cidados, que em maioria, nao podiam sof-
frer tantas preteriges, sendo quo ar' nem ad-
mitttdos foram votar os 370 cidados mandados
alistar como votantes, em grao de recurso pero
venerando accoru&o da relaco do dislricto, pela
razae de ser islo ara absurdo, e por essas e outras
pmticadss pela mesa, pretenden a maioria' dos
votantes aceommetter mesa para fazer respeitar
seui direitos, do que ia resultando grande derra-
mament de sangue, que a nao ser o tenonte-co-
ronel Santiago Ramoso mais cidados pacficos do
seu nido, sem dUTida haveria moita desordera,
cujas consequencias reeahirlam certamente sobre
a mesa eleitoral, Instalada na igreja matriz, pela
maneira esiranhsvel, porque proeedeo.
Era conseqoencia disso os dous mesarnos,ereitos
pela torma dos supplentes, ligados com a maio-
ria dos votantes da parochia, proteslaram centra
i mesa e-suas delibera^es, com o flm de se ios-
tallar outra mesa eleitoral, em qpe se respeitasse
os dirtitos dos cidados, e se covrprrsse a le, para:
a qoal'coovidaram o 4. juiz de paz da parochia
enr ?iwefcioy o eapiMlts Manoel Hotrorafo- tfe Btv-
Ordem terceira ato Carino,
Antes de entrarmos na apreciarlo dessa ques-
to, facillima de resolver-se, qoc infelizmente se
ha suscitado entre o digno cx-prior da venera
vel ordem terceira do Carmo o Sr. capito Flix
Francisco de Souza Magalhes e o ex-lhesoureiro
o Sr. Jos Joaquim da Costa Maciel, devemos
declarar que de ambos seuhores somos irmaos, e
com el tes nos damos, cunsequenlement* nao ha-
vendo do nossa parte seno o sincero desojo- de ver
reslabelecida a verdade dos factos, para que se
d Deus o que fr de Dos, e Cesar o que fr
de Cesar, sem que para isto offendamos nem de
leve asuscaptibilidadede cada um d'elles, vamos
emittir o nosso julzo com toda a imp'rcialidade
e justca. Se. pois, tivermos a felicidade de as-
sim obrarmes, se o publica que nos ler, julgar
ter sido elle acertado, dar-nos-hemos, por bera
satisfeitos de nosso pobre e acanhado trabalho.
Entramos, por tanto no assumpto.
O illustre prior, em seu relalorio que corre
impresso, referindo-se necessariamenie s
aquillo de que leve conhecimento pela secretaria
da ordem, arge ao referido Sr. Maciel. ex-the-
soureire de uma das mesas anteriores, de haver
maliciosamente excedido de seus deveres, e para
melhor corroborar a sua assercn, transcreveu
uma sonlenca do Sr. Dr. juiz de capelUs, em
que estranhando as excossivas despezas que ha-
viara sido feilas. ordenava que- o irmothesou-
reiro Jos Joaquim da Costa Maciel, reslituisse a
quaulia de 468$, cuja importancia devendo en-
trar na receila futura, fosse toda a mesa respon-
sabilisada pela sua cobranza.
Ora, tuda o hornera quo se preza, vista do
uma seraclhante oiTensa sua reputaco, nao
pode e era deve deixar de defenJer-se, tanto
raais quanto a sua conscienria encentra toda a
facilidade de o poder fazer victoriosamente.
Eis porque, nao nos admiramos, quando vimos
um annuncio no Diario de 14 do corrente, em
que por parte do aecusado, se pedia ao publico
e aos respeitavel irmaos da ordem, asuspenso
do qoalquer juizo desfavoravel quo porventura
podefse produzir aquella publicaco.
O que, porm, nflo achraos l muila razo, foi
em apparecer no dia seguisteum irmo tercei-
ro protestando contra o pedida da suspensa do
juizo, porque dizia elle, estar suficientemente
esclarecido pelo relatorio do irmo ex-prior, de-
vendo d'est'arte ser sempre condemnado o ex-
thesoureiro pcraule a opinio I
benllmos, porm, mu profundamente que,
quera assim pensou, nao tivesse ti Jo. o lempo
necessario para melhor roeciir, porque so nao
se antecipasse, nao ver-se-hia agora obrigado a
confessarque se o illustre e muilo digno ex-
prior nao se desviou da verdado em sua apparen-
cia, tambera o digno irmo ex-lhesoureiro nao
coinmetleu nenhuma das faltas quoforgosa e to
injustamente lhe foram imputadas, como Inve-
nios de demonstrar cora toda a evidencia pos-
sivel.
Todo o mundo sobe, quo o Ihesoureiro da ve-
neravel ordem terceira do Carmo, nao pode A
seu arbitrio fazer despeza alguma, e quo s lhe
cumpre pagar qualquer importancia exarada as
guias expedidas pelo respectivo secretario.
Se, pois, assim inqueslionavelmente em que
pode sor culpado .0 Sr. Maciel pelo excesso que
se vrilicasso dis dspezas feitas por deliberado
de uma mesa regedora, quando elle nao exhorbi-
lou de seus deveres ?
E se a mesa, como o proprio carissimo irmo-
ex-priordiz :deliberou era sua scsso 29 de
marcoque os actos da semana santa, at a Res-
surreigo fossem feilos custa dos irmaos raesa-
rios ou d'aquclles terceiros, que livremente qui-
zessera coadjuva-los "cora as suas esmolas, sem
que o cofre da ordem coneorresso com diuheiro
algum ; masque taes despezas havendo excedi-
do importancia recolhida das esmolas ......
262;9iO, fosse como (dra elfectivamenle pago pe-
lo cofre, com o que se descubrisse ura prejoizo a
ordem, teria acaso o Ihesoureiro o poder de sa-
tisfazer uro lal pagamento seu arbitrio ?
Ninguem o dir, logo em que pode ser elle
culpado?
E nem ao menos, poder-se-ha encontrar o
menor veslumbre de culpabiliJade, era haver o
respectivo ihesoureiro pago esse excedente, se
se souber que os mesmos membros d'aquella me-
sa, que em sessao de 29 de margo, havia inhibido
qualquer dispendio pelo cofre-, fra a propria que
depois revogou esta parte de sua anterior deii-
beraga, ordenando que se realisasse o pagamen-
to do excedente das referidas despezas !!! O ihe-
soureiro, pois, no cumprimento de seus deveres,
nada mais fez, do que salisfazer a legitima dis-
posicao da mesa.
Poder alguem dizer, que a importancia das
despezas teria sido lalvez exagerada seno
inexacta.
Ainla assim, nao se pode culpar ao thesoureiro,
nao s porque as coritas nao sao por elle nrgani-
sadas, cerno porque nao de sua competencia a
Qscalisaco das despezas.
Passaodo nos uma vista do olho3 sobre a sen-
tenc.a do Sr. Dr. juiz de capellas, vemos ler sido
ella pouco justa, porque acreditando as contas
forjadas seu bel-prazer, pelo-proprio e*quic o
nico culpado o ex-secretario de enlo, sem au-
diencia do Ihesoureiro enera por provas que se
exhibiste contra este, lhe. fulminou uma sentea-
Mk obrigando-o ao pagamento da quanlia de
468$ sob o pretexto offeusivo de haver a subtrahi-
do, visto como u'eila eropregou a palavrarali-
luicao I
Noste sommn, com a qual se quizqueo Sr. Ma-
ciel se coosiderasso deveJor sem o ser, dividiram
em tres parcelas saber : 368]} como dados aos
irmaos pobres; 509 como despendidos com co-
modonas dos trabalhadores, e 509 sera especift-
cacao para o que e com o ioluito de fazer con-
vencer ao juizo que o ex-lhesoureiro era desti-
tuido de toda a f e crdito, teve o secretario a
miseravol astucia de accrescentar :ciy'o detlino
se ignora.
U irmo ex-lhesoureiro nao deu s 368$ aos
irmaos pobres, amito miior foi a sua importan-
cia, mas teria elta sido sido elevada por arbitrio
do ei-tuesoureira, pagando aos ditos irmaos es-
molados 2 meaim quando amigamente eram
apenas lr
Nao, porque em ama mesa conjunta Col autori-
sado o augmento o mais justificavel d'esta des-
peza.
509 despendido* com comedorias dos Irabalha
dora I
Aonde consta, haver alguma vez o ex-lhesou-
reiro se pago de semelhante despeza?
Se na- conta qve presin, nao est elle credi-
tado em tal quanlia, como apparecer as contas
da Sr. secretario esta verba ?
O qne verdade que o Sr. Maciel a sua
custa nicamente fez as despezas com esses tra-
balhadores, coja quanrta apenas mentou em....
38g000 e nao em 3O|000 res, como presumi o
forjador de contas para o juizo de capellas, 505060
ris, eufo deslino se ianora!
Esta verba do ex-secretario o Sr. Olivetra Ra-
mos, a mais galante de (odas as outras.
Era que conta lancoa o ex-lnesouro haver des-
pendido tal quantia?
Pois se houvesse despendido, nao se vO que
seria em virtude de uma guia do secretario, cum-
prindo a este dar a razan de seu destino?
E por que tanta ogerisa [da parte do Sr. Ull-
veira Ramos centra o S*. Maciel, a ponto de
nao s lho fazer a mais desabrida opposico em
mesa, laucando" mo de meios menos airosos,
que o obrigou a se demettir de thesoureiro, co-
mo ainda de ter a estolifa pretendi de descon-
eeitaa-lo perarrte o juizo?
Por que o Sr. Maciel, nao querendo pactuar
com esses actos qpe degradara o hornera, e nem
entendendo- que o patrimonio da ordem podesse
se presumir a propriedade de algum espertalhao,
se oppoz com todas as snss forjas, a que o Sr.
ex-secretario Otivefra Ramos, chegasse a conse-
guir tcitamente a posse dos sobrados, edificados
lateralmente a igreja de S. Thereza, como anal
conseguir f
demisslOf. todo* as
contas, e o prapna Sr. Oliveirs Ramos, foca
quem lhe passoiaco- recibo de 282J170 por snid*
mconlas prestadama mesa regedora 111 como so
evidencia do docaaento o. 1.
O Sr. Maciel, enmo se v, s pon quite con
avordem, e depoio ropreseiitdlrowrrrodevedor I
Oh 1 isto de mais 1
DQtrotanio, nae-senna como nao ora deredor
o ex-thesoureiro, todava fra assim grotesca-
mente figuradonessas pkotforicas contas aprn-
senladas sem ceremonia ao juizo de capellas I
Mas como fosse este-debito ficticio, umi verda-
deira farca, apocar de se obter uma sentenca
para ser cobrado, o Sr. Maciel se vio apenas en
commodado pelo okio aqu transcripto sob do-
cumento n. z om que se lhe exegia somenle
55gOOO, em vez de 48690011U E' que ludo (aria
conta ao autor de laes miserias.
Eis de que sorte, vo muitas vezes as cousas
pela Ordem Terceira do Carmo, eis por que o
exprior o Sr, capitn Magalhes, com bem pou-
cas e honrosas excepces, em cada mesario des-
cobria motivos de censuras bem acres e vehe-
mentes. Honra e louvor seja pois dado a este
nico prior, que, sem recuar diaote de q*aes
quer obstculos descraveu com alguna acert- o
triste estado em que jaziam os negocios da Or-
dem entregues alguns homens sem consciencia,
a irmaos degenerados.
Oxal, que ella encunlrasse sempre um prior
da ordem do Sr: capito Magalhesas patotas Couros do boisalgados
a

arrobar

>
sem duvida desappareceriam por uma vez.
O Justut.
DOCUMENTOS.
M. 1. Recebi do nosso carissimo irmao ex-the-
sourciro Jos Joaquim da Costa Maciel, a quan-
lia de 2S2J170 ris de saldo das coalas que pres-
tou a mesa regedora.
Consistorio da veneravel Ordem Terceira do
Carmo 10 de fevereiro de 1859.Antonio Perei-
ra de Oliveira Ramos Ris 282J170 thesoureiro
interino.
N. 2. Secretaria da veneravel Ordem Terceira
do Carmo 21 de setombro de 1859.Illra. Sr.
por ordem da mesa regedora, convido a V. C.
para que em coraprimonto ao despacho do juizo
do capellas, baja V. C. de entrar para os cofres
desta Ordem, com a quanlia de 553000, prove-
niente de comedorias aos trabalhadores que o
mesmo juizo nao quiz levar era conta e manda
que a mesa actual cobre de V. C., como thesou-
reiro que era no anno de 1857 a 1858.
Secretaria da veneravel Ordem Terceira do
Carmo do Recife, 21 de setembro de 1859.
Illm. e C. Irmo ex-lhesoureiro Jos Joaquim
da Costa Maciel.
O secretario.
Francisco Lopes da Silva.
COAMEnCIO.
Agurdenle de cana. .
dem restilada e do reino
dem caxaca ....
dem genebra ....
dem alcool ou espirito
Algodio em caroco .
dem em rama ou emL. .
Arroa. com casca ....
dem, descascado oa pilado.
Asstmar mascavad* .
Ulem braneo
dem refinado. ......
Aoeit de-amendoim ou 1
dobim........ caada
dem de coco ......
dem de mamona ......
Batatas alimenticias .... arroba
Bolacha ordinaria propria para
embarque. ......
dem fina........
Caf bom...... :
dem escolua ou restolho a
dem torrado...... libra
Caibros........ um
Cal.......... arroba
dem branca......
Carne secca charque. ... >
Carvo vegetal...... a
Cera de carnauba em bruto. libra
dem idem em velas. : >
Charutos. ...... cento
Cocos seceos.......
. libra
HC 00
lfOOO
9380
I9OOO
2jP0
si
w
dem seceos espichados,
dem verdes .
dem de cabra cortidos .
dem de onca. .
>
um

Alfandegra,
Rendimento do da 2 a 18. .
dem do dia 19.....
182:6125726
9:3263216
191.9685972
Movimeitlo da alfattdegra.
Volumes entrados com fazendas..
com gneros..
Volnraes sabidos com fazendas.,
> com gneros..
34
10
7dT
290
------441
44
Oescarregam hoje 17de Janeiro.
Galera americanaMasonidmuas.
Becebedoria do rendas internas
geratis de Pernambuco.
Rendimento do dia 2 a 18.
dem do dia 19. .
8:5164977
962J789
9:479*766
Consulado
Rendimento do dia 2 a
dem do dia 19. ,
provincial.
18. 38:874083
.... 591*033
39.4659116
PRACA DO RECIFE
e DE JWEIHO ni: ii.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal
Cambies----------Saccou-se sobro Londres a
26 1/2 d. por l&KX) rs., so-
bre Paris a 365 rs. por fran-
co e sobre ilamburgo a 680
rs. por M. B., e sobre Lisboa
a 110 por cento do premio,
sendo mui diminutos os sa-
ques negociados depois do va-
por inglez.
Algodo A entrada foi nicamente da
lOsaccas, colndose o supe-
rior a 89200, e o regular a 8g
rs. por arroba.
Assucar-----------O braneo vendeu-se de 39600
a i200 rs. por Gjk, o somerios a
392OO. e a) 39500. o mascando
purgado do 23550 a 29650, e
bruto a 29300 rs. por arroba.
As copiosas chavas qae tem
Cabido durante, o corrente mez,
cauzaram daino noooihimon-
to da safra, por cujo motivo a
entrada nao avultou.
Agurdente-------Vendeu-se de 7Q||Q00a 759000
rs. a pas.
Couroa^ Os seceos salgados venderam-
se a 225 rs. por libra.
Azeitodco Vendeu-se a 3j000 rs. por
gaio.
Arroz-------------dem a 29890 rs. pos arroba.
Bacal ho--------Em atacado vendeu-se do IO9O6O
a 10*200 rs. e a retalho de 9$
* a I94OO. rs., finando era depo-
zito 17.000 barricas.
Carne seccar A do Rio da Prata: vendea-se
da 39800 39200 rs.. e a do
Rio Grande de I96OO a IgOO
rs., flcindo em ser 30,000 ar-
robas da primeira, e 13,000 da
segunda.
Caf---------------Vendeu-se a 69600 rs. poi ar-
roba.
Cha-------------- Veadeu-eedeif00ai980 por
libra;
Carvo de podra-A ultima venda regulou por
t74kB0*toa*a Gerveja-------------idem de 4J800 a 596OO rs. por
daiia de garrafas.
Farinha de Irigo. Ficaram- boje- no mercado 2000
bauicaa. do Riehmood, teodo-
se retalhado desla do- 249a' a
269000 rs. a barrica.
Far. de mandioca Vendeu-s*dea 3950949rs.por
asean.
Feijao-----------Vendeu-se a 79OOO rs. o sacco.
Faro--------------O iaajla* vendeu-se a 6* e o da
Suecia a 850 por quintal.
Genebra-----------Vendeu-se de 340 a 360 rs. por
botij
Manteiga-----------Aingleza vendeu-se a 855 por
libo, > a franceza a 740 per
libra, :aado anuito pouca em
ser.
- Venaeraa-se a 29OOO rs. o
flamengos.
Oleo de linhaca- Man. d t600 rs. galbau
TovKinko-----------ldam de 9860 a 7f 100 rs; por
arroba.
Vinagre-----------leen de 909 a 1009000 rs. a
atajata
Vinbn--------------Idomi da 260|Oe a* 9909 rs.
I P>P- ^
Velan--------------As ttearinas venderam-se a 660
pee libra.
Freas------------- Faca Casal a 32/6v
DeaconU' Da 14> a< 18 por eente> ao annoi
Doces seceos......libra
dem em geleia ou massa
dem em calda. .....
Espanadores grandes. um
dem pequeos.....
Esleirs para forro ou estiva de
navio........ cento
Estoupa nacional .... arroba
Farinha de mandioca. alqueire
dem de araruta..... arroba
Feijao de qualquer qualidade.
Frechaes........ um
Fumo em falla bom. ...
dem ordinario ou restolho.
dem em rolo bom ....
dem ordinaro restolho...
Gomma........ arroba
Ipecacuanha (raz) ....
Lenha em achas..... cento
Toros..... ... >
Lenhas e estoios..... um
Mol ou melaco...... caada
Milho........ arroba.
Pao brasil ...... quintal
Podras de amolar uma
dem de filtrar.....
dem rebolo......
Piassava........ molhos
Puntas ou cintres de vaccas e
novilhos....... cento 5*000
Pranchoes de amarello de
dous distados......uma 16*000
dem louro....... 83000
Sabo........ libra $120
Salsa parrilha.......arroba 25J0O0
Sebo em rama...... 5$000
Sola ou vaqueta.....uma 2S8O0
Taboas de amarello .... duzias 120900O
dem dirersas.....; 72*000
Tapioca........arroba 39500
Travs....... uma 12*000
Unhas de boi......cento $300
Vinagre........caada *280
Alfandcga do Pernambuco 19 de Janeiro de
1861. O primeiro conferenle, Clemente Jos
Eerreira da Costa. O segundo conferenle, Jos
Maria Cesar do Amaral.
Approvo. Alfandega de Pernambuco 19 de
Janeiro de 1861.-- Barros.
ConformeJoo Jos Pereira de Faria, tercei-
ro esciiplurario.
2*000
2*500
13*40
I9OOO
43OOO
73500
6S500
5SO0O
3300
3360
9500
3800-|
43000
13600
9280
5400
29500
4S0O0
9227
9360
9150
3-100
IO3OOO
1*000
9500
9500
43OOO
23OOO
24*600
1(600
2S000
83000
I35OO
53000
153000
730OO
123000
53006
392OO
253000
23000
I29OOO
OSOOO
9220
I3OOO
109OC0
98OO
108000
132c 0
3200
!oyimento do porto.
Navios entrados no dia 19.
Ilamburgo. 59 dias, brigue hamburguez Ca-
pibaribe de 200 toneladas, capito C. Evert,
cquipagero 12, carga fazendas e mais gneros ;
a Kalkman & C.
Terra-Nova. 30 dias, patacho idglez Har-
riet de 140 toneladas, capito William Smith,
equipagem 9, carga 2,583 barricas com baca-
llio ; a Johnston Pater & G.
Rio de Janeiro. 17 dias, galera franceza Vic-
toria de645 toneladas, capilao Pugibet, equi-
pagem 32. carga caf ; a Tissel freres A C. Ar-
ribou a este porto por haver faltado duas ver-
gas ; seu destino era o Havre.
Nao houveram sabidas.
sua mulher D. Clotildes gnea da Silveira Bastos,
Ja-fallecidos, qne leudo succedido a estes em sua
neraoca, a ajamb comprehead* todos os seus di-
reitos e accoes, pretendem protestar para con-
"! aaaalaa de seus direitos contra a pres-
crip^ao peloa 5 annos decorridos dos dbitos a
obajaataa para coa o casi
os indMdaoa- menooneioi
fiaaaaai
Palo que requeren*.a V. Rae.
lomar por termo-o sao pro
iwtaftssr a auaenc* dos supoiica
osaupplicanto nao-team noticia
gar ioaarl ao sabido, pasar que
iillanfjBB- poraantaocsv so pasan ci
amd ser o protesto intimad aosn
na forma do eslylo.
Pedem a V. Exc. deferflaento.E R. aTtCost
ftli"wia*a
HIHlll V*
Nada mais se conlnha em dita peticSo aqu
incerla, na qual dei a profer o despacho se-
gutnle :
Distribuido. Coma requerem. Recite 26 de do-
zembro de 1860.A. F. Perelti.
E mais se nao continha e nem outra alguma
cousa se declarava em dito despacho que aqui
esta fielmente copiado e transcripto, por forca da
qual ez-se a distribuicie ao escrivo Manoel de
Carvalho Paes de Andrade que lavrara o termo
de protesto do theor e forma seguate :
Termo de protesto.Aos 26 de dezembro de
1860, nesta cidado do Recife de Pernambuco, era
meu car torio o solicitador Antonio Pinto de Barros
procurador bstanlo dossuppiicanlea Antonio Ra-
mos, D. Joanna Joaquina Laura e D. Clotildes da
Silveira Bastos, e peranle mim e as teslemunhas
infra assignadas disse que nos termos de sua pe-
Uco retro, que Ora sendo parte do presento, pro*
testav por todo seu conleudo ; o de como assim
o disse e protestoa, flz o presente em que se as-
signou o referido procurador com as mesrnaa les-
temunbas.Eu Manoel de Carvalho Paes de An-
drude, escrivo o escrevi.Antonio Piulo de
Barros.Joaquim Cavalcanti de Albuquerque
Mello.Faustino Jos da Fonseca.
Nada mus se continha em dito termo de pro-
testo aqu mui bem e fielmente transcripto e co-
piado ; e dos autos bem e verdadeirameote vie-
se que a relago dos devedores a que se segu.
Relaco das dividas da casa de Francisco Xavier
Martins Bastos e sua mulher D. Clotildes Ig-
nez da Silveira Bastos, hoje pertenecntes a
seus herdeiros Antonio tramos, como adminis-
trador de sua mulher, e D. Joanna Joaquina
Laura e D. Clotildes da Silveira Bastos; a
saber :
Jos Soares de Albuquerque 91*161; Jos Joa-
quim Si Pegado 37*250; Joaquim Jos do Sa-
cramento 749095 ; Domingos Mendes Ribeiro....
3163550 ; Joo Cavalcanti Beaerra 67*940 ; An-
tonio Jos Patricia 125g000 ; Antonio Carneiro
de Laccrda 3193696 ; Amador Cavalcanti Lins
803950; Antonio Hay mundo da Silva. 267*080 ;
Agostinho Rodrigues 56*835 ; Francisco Ignacio
Paula Monleiro 855*874 ; Jos Joaquim da Silva
118*000; Francisco Ignacio Paula Monleiro....
198*760; Manoel Valenle4O050O0 ; Antonio Gal-
dino Oliveira 485*043; Francisco Jos da Silva,
IOO9-, Manoel Jo Martins da Costa 5009; Manoel
Jos Marlins da Cosu 545*970; Joo Cavalcanti
Albuquerque 285*81(1; D Maria Joaquina Pessoa
Mello e Luiz Candido Cirneiro da Cunha 5:947*814;.
Padre Joo Vicente Guedes 128*180; Manoel
Valentc 5459OOO : Joo Florentino Cavalcauti de
Albuquerque 4249530; Jos Francisco dos San-
tos 63*330; Antonio Araojo Silva 245*620; pa-
dre Luiz Carlos Coelho da Silva 1:3809057 ; Tho-
maz Jos Tavares Mello 144*200; Seraflm Vel-
loso do Mello 719800; Joo Marinho Falcao....
78*510; Jos Joaquim Mondonga 1393510 ; Fran-
cisco Vicenta Valem 65*800 ; Antonio Pedro da
Costa 56*915; Ignacio Mello Cavalcanti 320*145 ;
Antonio Carlos Coelho da Silva 239140; Jos
Fernandes da Silva 1439660; Francisco Paula
Cordeiro 497*020 ; Ignacio Xavier Carneiro da
Cunha 1:205*647 ; Antonio Jos de Azevedo
IS360; Antonio Gomes Pedrosa 50*000; An-
tonio Barbosa Vaseoncellos 66*060 ; Andr Ave-
lino 149760: Antonio Amancio da Costa 703500 ;
Francisco Gongalves Pereira Guerra 489*690 ;
Jos Ignacio Mello TS^aW; Firmino Maria de
Jess 73^880; Francisco Jos Sani'Anna 60*;
Henrique Pyenle 77SOO0; Jos Silva Bandeira
103*040; Joo Neporouceno 233*930; Francisco
Barbosa de Farias 36*940 rs.
E tendo os supplicantes produzido as necessa-
ria provas, subiram os actos a concluso e oes
mesmos dei e profer a sentenca do theor e for-
ma, seguinle :
A vista da inquirirlo de lis. 5 a fls. 6, jolgo
provada a ausencia dos justificados em lugares
nao sabidos, e mando que lhes seja intimado o
protesto de fls. 2 verso por editos, passando-se
a respectiva carta com o prazo de 30 dias: pa-
gas pelo justificante as cusas.
Recife. 2 de Janeiro de 1861.Anselmo Fran-
cisco Peretti.
E mais se nao continha e nem outra alguma cou-
sa se declarava em dita sentenca qne aqu est mui
bem e fielmente transcripta e copiada, em vir-
tude da qual o escriv que este subscreveu fea
passar o presente edital com o prazo de 30 dias,
pelo qual e seu tbeor chamo, intimo e bei por
intimado aos ditos supplicados ausentes o justi-
ficados cima mencionados de todo o conleudo
na petico e termo de protesto aqu transcriptos
e copiados. Pelo quo toda e qualquer pessoa, p-
renlo ou amigo dos sobrdaos supplicados os
podero fazer scientes do que cima flca exposto ;
e o presente ser afiliado nos lugares do coslume
e publicados pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 10 dias do mez de Janeiro de 1861.
Eu Manoel de Carvalho Paes de AoJraae, es-
crivo do juizo especial do commercio o fiz es-
crever.
Anseimo Francisco Perelli.
a.
a.
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A norte nvrMada at 10 h. e depots erara, venv
to SE regular e aaaraamartheeeu.
08CILAf KO D* H H.
Pream* as 10 h. 18' da. aaanha, altura 5,8 p.
Baiamar a 4 b* 30* da- tardo, altura 1,6 p.
Observatorio do arsenal de manaba, 19 de Ja-
neiro da 1861.
aojusa stsrrl.
V. lenenl*.
Edilaes.
AIPANDE8A DE PBRNAMBUCO.
Pauta dos pregas dos gneros sujtitos direitos
de txportacao. Semana de 21 a 26 do mez
de Janeiro de 18151.
Ifrcadbrias. Unidades. Valeres.
Abanor .,...:.. cento 19tW0
O Dr. Anselmo Francisco Perelli,, commendadot
da imperial arden, da Rosa e da Quisto, o juiz
de dieita especial da commercio, desta cidade :
do Recitae sea termo, capital da provincia de
Pernambuco e sea termo, par S. M.. I. e C. o
Sr. D. Pedro II, ana Denaguarde, etc.
Paco sabor aos que o psasenle edital virem,
0 dallo noticia tiverem, que Antonia Ranos D.
Joanna Joaquina Laura o D. Clotildes da Silveira
Bastos me eoderecaram por seu procurador a pe-
0 Br. Anselmo Francisco Peretti, commendador
di imperial ordem da Rosa, da de Christo, juiz
de direito especial do commercio desla cidade
do Recife c seu termo capital da prov;ncia de
Pernambuco por S. M. I. e C. o Sr. D. Pedro
II, que Dos guarde etc.
Fago saber aos que o presente edital virem e
delle noticia tiverem que Samuel Power Johns-
ton & C, me dirigiram por escripto a petico do
theor e forma seguinle r
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz de direito especial do
commercio :Dizem Samuel Power Joboston &
., negociantes de gcosso trato estabelecidos nes-
ta praca, qae para interrupeo da prescripcao
quinquenal querem protestar contra os seus de-
vedores por titalos do letras vencidas ha mais
de 4 annos a saber '. Jos Paulino de Almeida
ausente em lugar incerto, peta quantia principal
de I6I9, Luiz Pires Ferreira morador no termo
do Cabo pela de fc7879)0, herdeiros de Tbo-
maz Jos da Silva Gusmo moradores no mesmo
termo pela quantia de 1249213,. Lino Jos de
C. Araujo morador no termo de Barreiros pela
de 1059090, e Guilherme dos Sanios Sazes mo-
rador nesta cidade pela de 6349490, e por isso
requerem os supplicantes a. V. Exc. quo se digne
de mandar lomar por termo o seu protesto para
conservarlo e reaalva de seus direitos o que seja
intimado pessoalraenle so ultimo dos supplica-
dos o por editos.ao primeiro. sendo os suppli-
cantes previamente admittidus a justificar que
nao ba noticia delles e expedindo-aeas necessa-
rias precatorias para serem intimados os outros
nos lugares de seus respectivas domicilios cima
indicados, para o que pedem a V. Exc. deferi-
rrrento.Esperara receber merc.Advogado,
Dr. Rogo.
E mais se nao continha e nem oulra alguma
cotias se declarava era dita pedeo qae aqui mui
bem e fielmente transcripta e copiada a qual
sendo-me a presentada dei e profer o despacho
segniote :
Destribuids. como requerem.Olinda 22. do
dezembro de 1861.A. F. Perelli.
E mais seno continha e nem outra alguma
cousa se declarava em dito despacho aqui bem e
fielmente copiado e transcripto, era cumprimen-
to do qual foi feita a dutribeicao ao escrivo des-
te juizo Manoel de Carvalho Paes de Andrade,
que lavrou o termo de protesto que so segu :
Termo de protesto.
Aos 22 de dezembro do 1860 nesla cidade do
Recife de Pernambuco em meu cartorio veio o
solicitador Amonio Pinto da Barros, procurador
bastante dos supplicaates Sama al Power Jobns-
loa V C, a-peraate maa a aa toatonanbaav iaara
assignadas, diaao o/te nos ler atoa d> aalicio re-
tro que fiea sendo parte do presente, protestara
por todo o san contando o do como aasn odiase
e protoslou, fiz o presente no qual se raaou o
referido aollcudur com a roe sean Usleaaa-
nhas.Eu Manoel de Carvalho Paea da Andtado,
escrivo-o oaaravi.Awoaiai Pintada Barran,
tieso que se segu :
lito, e Exm. Sr. Dr.. jais, especial do comas-
ci.Dzam Antonio Caaos. D. Joanna Joaqmi-1Antonio Carneiro Pinto.Justiniano Augusto do
na Lama o D. Clotildes da Silveira Bastos, genraLOliveira.
e Dlhas de francisco Xavier Marlins Bastos e de[ Nada mais se continua em dito termo de pro-


f
WRJO DEMRflAttfMO. iSmiftDA IRA t DE UUUfte. ME MCI.
o
testo aqu inserto, e dos autos de protasto mu
pe me verdaderamente via-se qtie produziodo os
justificantes assuas testemunhas foram os autos
compolenlemeole asilados o seodo-me conclusos
dei e profer a sentencia dot theor-que se segu
A vista da inquiricao de ful hit 4 e folhas 5 hei
por justificada a ausencia de Jos Paulloo de Al-
rneida em lugar nao sabido e mando q>ie ao re-
ferido Jos Paulino soja intimado o protesto de
jolhas 2 verso por meio de editos, passaudo-se a
respectiva carta com o praio de 30 das, pagas
pelos justificantes as cusas.
Recite 16 de Janeiro de 1861.Anselmo Fran-
cwco Peretti.
E mais se nao continha e nem oatra cousa al -
gama se declarava ero dita sentenca aqni bem e
fielmente transcripta era virtude da qual o escri-
vo que este subscreveu fez pasear o prosete
edital com o prazo de 30 das, pelo qual e seu
theor chamo, intimo e hei por intimado ao dito
supplicado justificado cima declarado Jos Pau-
lino de Almeida, de tolo o conleudo na petico
termo e protesto cima transcriptos e copiados!
Pelo que toda e qualquer pessoa prente ou ami-
go do ante dito supplicado auseote e justificado
o poder fazer sciente do que aqui c oiposto
e o prsenle ser aluzado nos lugares do cosa-
me e publicados pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Rocife de Per-
nambuco aos 16 de Janeiro de 1861.Eu Manoel
de Camino Paes de Andrade, escrivo do ioizo
especial do commercio o fi* escrever.
Anselmo Francisco Perelli.
tenenle-coronel Antonio Carneiro Hachado
Ros, commeoda for da imperial ordem da Ro-
ss, juiz de paz mais votado do 1. dislricto da
freguezia do Santissimo Sacramento da Boa-
Visia do termo da cidade do Kecife de Peraam-
Ouco era virtude da lei, etc.
Fago saber que tendo sido communicado por
officio de 5 do correte do Eira, presidente da
provincia que por avise de 4 de deBrabro pr-
ximo fiodo foram annuUdas pelo governo impe-
rial as eleicoes que ltimamente tiveram lugar
nesta freguezia pera juizes de psz e voreadores,
foi pelo mesmo Exm. Sr. ordenado que se pro-
cedi-sse as eleicoes someote de uizes de paz no
da 17 de fevereiro prximo futuro, de conform-
dadei com as disposices da lei de 19 de agosto
de 1846, e aviso de 21 de fevereiro de 1853 : pelo
que convoco os eleitores e supplentes abaixo de-
clarados, assim como os cidados qualificados
J0,[nlesafim de comparecerem no referido dia
17 as 9 hons da manha, na matriz, para que se-
jam conferidas as disposices e ordensa respeilo,
sob pena commioada na dita lei.
Eleitores.
Os senhores :
Antonio Cirneiro Machado Rios.
Simplicio Jos de Mello.
Jos Joaquim Anlunes.
Amaro de Barros Correia.
Antonio Cirios de Pinho Borges.
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
Dr. Benio Jos da Costa.
Thornaz Jos da Silva Gusmo.
Vicente Antonio do Espirito Sanio.
Thomnz Antonio Maciei Monteiro.
Jos Maria Freir Gameiro.
Dr. Lu/ de Csrvalho Paes de Andrade.
Manoel Coelho Cintra.
Padre Francisco Alves de branles,
Jos Antonio dos Sanioso Silva.
Jos Alfonso dos Santos Bastos.
Manoel Luiz Vires.
Joo Grigorio dos Santos.
Jos Gongalves da Silva.
Joaquim Jos Ferreira da Penha.
Francisco de Barros Correia.
Hypolilo Cassiano de Vascoocellos Albuquerque
Maranhao.
Francisco de Lemos Duarte.
Lniz de Azevedo Souza.
Francisco Ignacio de AUahyde.
Joaquira Melilo Mariz.
Jos Carneiro da Cunta.
Bento dos Santos Ramos.
Bclmiro Augusto de Almeida.
Jos Anto de Souza Magalhes.
Joo da Silvuira Borges Tavora.
Alejandre dos S-ntos Barros.
Supplentes.
Us senhores :
Decio oe Aquino Fonseca.
FUvio Ferreira Catlo.
Thom Carlos Perelli.
Joaquim Elias de Moura.Gondim.
Francisco Accioly .e Gouveia Lins.
Dr. l.outenQo Trigo de Louieiro.
Clorindo Ferreira Calo.
Jos Hygino de Miranda.
Venceslao Machado Freir Pereira da Silva.
Joo Bartholomeu Goncalves da Silva.
Jos Barbosa de Miranda Santiago.
Pedro de Alcntara Silva.
Porno da Cunha Morcira Alves.
Miguel Arciianjo Fernandes Vianna.
Jos da Costa Bandeira Cordeiro.
Manoel do. Nascimeoto da Costa Monteiro.
Joaquim Fernandes de Azevedo Jnior.
Jos Joaquim Ramos o Silva.
Joao Pacheco deQueiroga.
Francisco Rufino Correia de Mello
Francisco Martins Raposo.
Feliciano Joaquim dos Santos.
Manoel do Nascimeoto Vianna.
Desembargador Manoel Rodrigues Villares.
Jos aues deOliveira.
Francisco Mendes Martins.
Francolino Augusto de Hollanda Chacn.
Joaquim Jorge de Mello.
Dr. Joaquim Oliveira Souza.
Jos Lucas Rodrigues Machado.
Oulro sim advirto aos cidadaos qualificados
volantes, que nao sero apuradas as listas que
cootiverorc nomes riscados pu substituidos por
outros.
E para que chegue ao conhecimento de lodos,
Sarao presente aDxado nos lugares mais pblicos
esta freguezia, e publicado pela imprensa
Dado e passado nesta freguezia da Boa-Vista
aos 16 dias do mez de Janeiro do anuo de 1861.
Eu Francisco de Barros Correia, escrivo que es-
crevi. Antonio Carneiro Machado Rios.
A cmara municipal do Recife manda pu-
blicar para conhecimento do publico, que o Exm
presidente da provincia, tom recommendado ao
direcior das obras publicas que mande tomar as
avenidas da pente velha do Recife, que se acha
arruinada cora perigo eminente dos que por ella
transitam, de forma que fique completamente
vedado o transilo que ella se presta.
Paco da cmara municipal do Recife, em
sao de 7 de Janeiro de 1861.Luiz Francisco
Barros Reg, presidente.Francisco Canuto
ses-
de
. da
Boa-viagem, ofllcial-maior servindo de secre-
tario.
0 Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico, que o thesoureiro da
mosma thesouraria esl aulorisado a pagar do
dia 12 do correte perdante os juros das apoli-
ces da divida publica provincial, vencidos at o
ultimo de dezembro preximo Ando.
E para constarse mandou luxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco9 dejaueirede 1861 .--O secretario,
A. F. d'Anaunciaco
Pela InspecQo da alfandega se faz publico
que no dia 19 do corrsute o'epois da meio dia se
ho de arrematar em hasta publica aportada
mesma reparticao de confomiidade com e dis-
posln no arl. 302 do regulamenlo de 19 de se-
tembro de 1860, livres de direito ao arrematante,
as mercadorias nbaixo escripias j6 annunciadas
por edital de 30 dias datado de 80 de ousnbro
do auno prximo findo, a saber:
Armazem n. 1.
H F.1 caixa conlendo urna lata com veroiz,
pesando 1 libra por 1*600.
Letriro1 embrulho com amostras de retidos
de seda.
Sem marca1 dito ditas de tecidos de ltaho.
Lelreiro1 pacole ditas de dito de lia.
dem1 volunto ditas de dita.
A W'& Cembrulho ditas de dita.
Armeiem n. C.
C Ftfgisoj cem 66 duzias de garrafas pretas
ordinarias, pesando liquido 1,036 libras a 66 rs.
porlibra. lotalB9JC96.
Bl j ws"*l bartica coa 38 pecas'tfe louea
de p de pedra estampada, pesando liquido 65
libras a 266 rs. por libra, total t7290.
Letroire1 lavatorio de Matfctra conrprid
om gaveta no valor de I0f00.
dem1 lata com carne ensacada pesando 12
libras a 400 rs. poMibra, total 4J8O0.
A 8X-11 ettisas valas, qwe otilinaatn n-
guesiigas. urna 300/8., letal 3J300.
A G? ditas tom 8duzias de garrtaa de vina-
gre fotte, u ttfdrcal, pessodo 54Tibrt a MO-rt.
por Ubr,44l400.
Armazem o. 7.
8 G1 caixa cora 35 daifas da caixinhas de
msrroquim para oculos, petando 8 libras a 3j>
re. por libra, total 24> rs. e 4 duiias de ditaa de
ppelo ordinarias, pesando 14 libras, a 600rs.
por libra, total 8*400.
Letriro1 embrulho com impressos.
H B j W1 embrulho com amostras de leer-
dos de seda.
Letriro1 dito ditas algodo.
A w C1 pacota ditas de linho e algodo.
Triangulo R1 dito de dita3de ditos.
Lelreiro2 embruthos ditas de ditos.
N O B-l dito garatas.
Lelreiro1 dito amostras de tecidos' de al-
gedo.
dem1 dito de ditas de lia.
Armazem n. 8.
Lelreiro1 embrnlho com 2 livros impressos
encadernados, pesando tres libras t rs. por
libra, total 39600.
Sem marca3 feixes de felln de louro pesan-
do 20 libras, a 400 rs. por libra, total 8#000.
L &R1 aocoreta com presos de ferro do 2
polegads, pesando liquido 230 libras a80 rs.
por libra, total 185460.
Letriro1 caixa conlendo 1 e meia libra de
semenies de hbrlalice a 2> rs. por libra, total
3*000:
H2 saceos com casta ti has armiadas.
B i C I1 caixa contando cobre e sitas ligas
em obras, sendo 28 libras douradas, a.......
2*666 rs. porlibra tolal 7&6*8; 20 ditas bron-
ceadas a I]) rs. por libra, total 20901*) e 2 ditas
de parafuzos de ferro a 400 rs. por libra, tolal
800 rs.
A C10 canaslras com castanhas arruinadas.
Sem marca2 garrafoes sendo um quebrado
com 34 libras de cetadinha avadada a 200 rs.
por libra, total 6*800.
A F Mt caixa com 17 grosas depentesde
chifra pesando liquido 68 libras a 29000 rs. por
libra, total 1369000.
Armazem n. 9.
P1 caixa com papel de lixa, pesando liqui-
do 18 libras a 200 rs., total 39600.
C I M1 dita com 200 chapeos de pello de
lebre ordin trios, ura 19333 rs., total 2669600.
Sera marca1 pacote amostras de tecidos de
la.
MCA C1 embrulho ditas de ditos.
P G4 caixas com ameixas e passas arrui-
nadas.
Dous tringulos C1 embrulho com amostras
de fitas.
Diamante S & O o P3 caixas com 260 pal-
mos de moldura de madeira envernisada 100 rs.
o palmo, lolal 26:000.
Triangulo M1 pacote com 6 pares de meias
de algodo, conipridas entrefinas por 2$000.
Letriro1 dito amostras de tecidos de algo-
do e de fitas.'
Sera marca1 cabriole! quebrado no valor de
50*000.
Alfandega de Pernambuco, 16 de Janeiro de
1861.
O 2o esrnpturario, Maximiano Francisco Pei-
xoto Duarte.
2a secciio. Secretaria de governo de Pernam-
buco, 16 de Janeiro de 1861.
De ordem de S. Exc, o Sr. presidente da pro-
vincia, faco publico, para conhecimento de quem
interessar possa, que se acham vagos os olicios
de tabelliao publico do judicial e escrivo do cri-
me, civel e ececueftes do termo do Rio Formoso,
por desistencia que delles fez o respectivo ser-
ventuario Antonio Pinheiro da Palma.
Os pretundentes aos mencionados officios sao,
pois, convidados, para que, habilitando-so na
forma do decreto n. 817 de 30 de agosto de 1851,
e aviso o. 252 de 30 de dezembro de 1851, apre-
soni.-ni os seus requer meatos no prazo de 60
dias, contados desta data.O secretario do go-
verno, Joo Rodrigues Chaves.
2a soceSo. Secretaria do governo de Pernam-
buco, 16 de Janeiro de 1861.
Por esta socretaria se fazem pblicos para co-
nhecimento dos interessados os despachos pro-
feridos pelo Exm. Sr. ministro e secretario de
estado dos negocios da justica no mez de dezem -
bro prximo findo sobre os requerimentos dos
individuos abaixo declarados.
Officio de justica.
5.Jos Peres Campello.Nao tem lugar.
5Joao Ferreira Vilella.Prejudicado.
5.Antonio Ignacio de Torres Bandeira.Pre-
judicado.
Perdao.
28.Bernardo Jos Barbosa.Nao tem lugar.
28 Joaquina Maria da Conceicao.Nao tem
lusir.
Joo Rodrigues Chave*.
Deciara^oes.
Correio.
Pela administracao do correio desta provincia
se faz publico que as ma>as que deve conduzir
o vapor cosieiro Macei e portos intermedios sero fechadas hojo
(21) as 3 horas da larde em ponto.
Joao Baptista de Castro e Silva, inspector da
thesouraria de fizenda de Pernarabuco por S.
M. Imperial e Constitucional que Beos guarde.
Era cumprimento da ordem do Exm. Sr. mi-
nistro da fazenda de 27 de dezembro ultimo, faco
saber ao Sr. Jos Alexandre dos Santos que foi
"deferido pelo tribunal do thesouro o requeri-
miento em que pedio o Sr. Sanios urna indemni-
sacao por prejuizos que altegou ter lido durante
a revolta do 1818, vislo se ter prescripto o seu
dtreito por nao o haver requerido dentro do pra-
zo de 5 annos.
Thesouraria de Pernambuxo 19 de Janeiro de
1861.Joao Baptista de Castro e Silva.
Directora geralda iastruc^o
publica.
Por esta secretaria se fat publico que o Illm.
Sr. Dr. Joiqtiim Pires Machado Portella reassu-
roio hoje as funecoes de direcior geral.
Secretaria da instruccao publica de Pornam-
buco 16 de Janeiro de 1861.
Salvador Henrique de Albuquerque.
Secretario interino.
Consellio ndmiuistrativo.
O consalrio administrativo, para fornecimento
lo arsenal de guerra, tem de comprar os obiec
osseguintcs :
Para o 2 balalhao do iufanlaria.
Casemira azul, covados 10 1(2.
Para a fortaleza de Brum.
Bandeira imperial de flele com 8 palmos 1.
Adrica com 32 bragas 1.
Plvora grossa, arrobas 60.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas proposlas em caria fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 23 do
correnle mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 16 de
Janeiro de 1861.
Berilo Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
ftancuco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel rogal secretario interino.
Caixa filial.
D ordem do E\m. presidente da cai-
xa filial do banco do Brasil nesta pro-
vincia, te faz publico para conheci-
mento dos Srs. accionista, que o the-
soureiro da mesma caixa esta' autori-
sado a pagar d'ora em diante o li* di-
videndo relativo ao semestre findo em
31 de dezembrop. p.. a razio de 10JJ
por accao de conormidade com as or
den* receidas da caixa central.
Caixa filial em PernambucO 15 de ja
neiro de 1861.O guarda livros,
Ignacio Nunes Qorreta.
NOVO BANCO
O novobaaco continua a substituir
201 que bavia emiuisb e ainda existe
em circulacao, declarando que, em
cumprimento do decreto n. 2,60* de
iOdeoutiAmtio correnle *flho, esta
substituico ou resgate devera' ettec-
toar-se dentro de 4 mezes, e.que findo
este prazo s podera* ter lugar com o
disconto progressivo de 10 por cento ao
mez, Gcando asxim na forma -do aft 5
da lei n. 63 de 6 de ofitutao de 1835
sem valor algum no fim de 10 meses.
Recife 9 de novembro de lo*60. Os
directores, Joao Ignacio de Medeiros
Reg, Luiz Antonio Vieira.
or esta subdelegada se faz publico que se
acha soba guarda de dous individuos dous prao-
ches de amarcllo, que por elles foram echados
pelo rio abaixo ; quem se julgar coro direito c
dahdo ossignaes certos e pagando as despezas,
the serio entregues. Subdelegada do 1. dis-
tricto da freguezia dos Afogados 18 de Janeiro de
2861.
Jos Buarque Lisboa.
Subdelegado Sopplente.
'
r!a da Madre de Dos d. 4, ou com o capitao no
trapifhe do algodo.
m
Avisos martimos.
......... .- (
Para Cear.
O hiate S"ergi]anD j tem a maior parte da
carga ; para o resto tr.ita-se com Martins & lr-
mao na ra Nova n 48, ou com o capitao Hen-
rique Vieira da Silva.
o Rio de Janeiro
segu com brevidade o hiato Artista, recebe
carga a frete e passageires: a tratar com Caeta-
noCyriacoda C. M. & Irmo, uo lado do Corpo
Santo n. 23. r
uvnOw
"- -"-....... -i ii
&SliJti
Urna taberna
Costa Carvalho far loilo por conti de quem I
pertencer da taberna do pateo do Terco n: 93. I
muito afregeada propria para quaqi'u'er princi-
pianle a dinheiro ou a prazo : quarta-feira 23 do
correte s 11 horas em potito.
Massonie', vindo ltimamente de Mon-
tevideo, do quale capitao Sebart, fara'
lilo de ulna porqao de burros, caval-
Ios e vaccas com crias : no dia segunda-
feira tfo eorreirte^ieE, as 11 lionas
da manhia, no armazem amarello en-
frente do arsenal de marinba.
M.
Perderam-se4 quarlos de ns. 2653 da lotera
a beneficio da cmara de Valenca, cuja extrac-
cao tem lugar no Rio de Janeiro, adverte-se a
quem os livor achado que costume trazerem no
versoo nome de Joaquim Diabo. e lambern jase
prevemo o correspondentee thesoureiro da lotera
Zi n5o.Pa8".sosaia algum premio seno ao
proprio dono ou a suo wdera : quem o tiver acha-
do teuha a bondade de mandar levar na praca do
Corpo Santo armazem n. 6 de Palmcira & Bel-
trao, que se gratificar.
vPrecisa-se alugar ama ama pan. cOaiohar
para pouca familia: a Iralar na roa da Praia do
santa Bita sobrado n. 55, primeiro andar, junto
ao Sr. Dantas.
Aluga-sea toja n. 9 na ra Diroila ; a tra-
tar na ra da mstiiz da Boa-Vista n. 36.
Rio de Janetm
O veleiro e bem conhecido brgue nacional Ve-
los pretende seguir com mua brevidade, tem
parte de seu carregamente prompto: para o res-
to que lhe falta, escravos a frete e passageiros,
para os quaes lem excelleutes commodos. traa-
se com os seus consignatarios Azevedo & Mendes,
no seu escriplorio ra da Cruz O. 1.
Fara
i
Rio de Janeiro,
segu em poucos dias o biigue Maria Rosa,
ainda admille alguma carga, tem bons commodos
dar passageiros e-escravos : trata-se com J. B.
pa Fonseca Jnior, ra do Viga rio n. 23.
Para o Rio de Janeiro
O bem conhecido e veleiro brigue nacional *-
genia segu com brevidade, tem parte de seu
carregamento a bordo : para o resto que lhe falla,
trata-se com os seus consignatarios Azevedo A
Mendes, no seu escriplorio ra da Cruz n. 1.
Para o Rio Grando do Sul pelo
Rio de Janeiro
segu com muita brevidade a veleira barca na-
cional Thereza I por ter j alguma carga a bor-
do, e parte engajada : quem quizer crregar, di-
rija-se a Rallar & Oliveira. ra da Cadeia do
Recife n. 12.
I
Para a Bahia segu em poucos dias o palha-
bote nacional Dous Amigos, lera parle de sua
carga engajada; para o resto, trata-se com seu
consignatario Francisco L. Azevedo. na ra
da Madre de Deus n. 12.
Para Aracaty e Ass
segu o hiato Dous Irmos ; para carga, trata-
se cora Martins 4 Irmao ns rus Nova n. 48, ou
com o mestre Joaquim Jos da Silveira.
COMPANHIA BRASILEIRA
Commercial.
Segtmda-feira 21 docorrente.
Antunes autrisado peloEim. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commercio a requeriraeoto dos depo-
sitarios da massa fallida de Siqueira & Pereira,
far leilao no dia cima designado das fazendas
e dividas, assim como da parte da casa em que
est o estaMecimento na roa do Crespo n 7.
onde lera lugar o leilao as 11 horas em ponto
com assistoncia do mesmo Eim. Sr. Dr. juiz do
commercio.
LEILAO
DE
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se do norte at o dia 22 do correte o
vapor Paran, cominandanle o capitao teoente
Jos Lepoldo de Noronha Turrezao, o qual de-
pois da demora do costume seguir para os
portos do sul.
Desde j recebem-s passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder cond'.tzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada :
agencia ra da Cruz o. 1, escriplorio de Azeve-
do & Mendes.
Para o Cear, Ma-
ranhao e Para.
O hiate nacional Rosa, recebe carga para os
portos cima o seguir em poucos dias, trata-se
com J. B. da Fonseca Jnior, na ra do Vigario
n. 3.
Para o Rio de Ja-
neiro
Segu om poucos diks 0 patacho nacional Lui-
z, sOfalta-lhe 3,00 arrabal do carga, recebe
escravos a (rete e passageiros, Irtta-oe com I.
B. da Faoseta Jnior, na ra do Vigario n. 23.
Para o Aracaty
seguir brevemente o hiate nacional Sant'Anna;
para o restante do seu carregamento e passagei-
ros, trata-se rom Gurgel Irroaos, e*t seu escrip-
torio na ra da Cadeia do Recife, primeiro an-
dar n. 28.
Para Lisboa e Porto.
Segu impreterivelmenl- fio'dia 22 do correrr-
te a veleira barca Sympathia, por estar com-
pleto o seu carregamento ; recebe passageiros,
acerca do qae, trata-se cora Bailar & Oliveira,
na ra da Cadeia do Recife n. 12.
Barcada Thereza.
Segie cota brevidade para o Aracaty com es-
cala pelo Ass. quem nella quizer crregar, ou
ir de passagem, dirija-se a ra da Cruz do Re-
cife n. 50 t. andar, ou com o mestre da mesma
na escadinha d'alfandega.
Urna rica armaco, gene-
ros rfe estiva e perten-'
ees de um armazem de
molhados na ra da|
Cruz do /tecife n. 15.
Quarta-feira 23 do correntc.l
Antunes por corita de quem perten-1
cer fara' leilao na ra da Cruz n. 15,
da armaco, gneros de estiva, doces'
de dilltrentesqualidades, urna grande
mesa muito propfia para hotel, duasj
mesas com tampos de marnore, urna
balanca franceza, caixas para doces
etc., etc., que tudo sera' vendido ao
correr do martello e aos estouros da
champagae, as 11 horas em ponto do
referido dia.
LEILAO
DE
A 21 do corrente.
Oleilode mobitiadoSr. C. J. Ben-
son, annunciado para 18, fica transfe-
rido por causa da chuva para segunda-
eira 21 do corrente, consiste o mesmo
em mobilia< completas e de gosto e de
todos os mais aitigos precisos em urna
grande casa de familia, tera' pois lugar
dito leilao na sua casa de residencia ra
do Mondejo n. o8.
Importante
LEILAO
Com grande lunch.
O agente Hyppolito da Silva autrisado pelo
Sr. Henrique Augu-to Covper, qe se retira para
fora do imperio temporariamente com licenca do
governo de aua naco. 'far leilav de suas es-
plendidas e completas mobilias de apuradsi-
mos gostos o variadas qualidades onde os Srs
concurrentes encntratao chtystaes finhsimos
ricos aparelhos pirra mesa de apurado gosto
bem assim um excellenle aervico de cosinha.
Tambem encntrsro om rico carro e cavados
postantes e escolhidos, com os arreios rrecessa-
rios lauto para carros como para montana. Por
esu mesma occasio tambem ser arrematado
urna porcao de armas e petrechos proprios para
caca, dos melhores e mais acreditados fabrican-
res de Inglaterra e por isso os amadores desse
entreteormento devem aproveitar essa occasiSo
para se proverem. Para comodidode das pes-
soas que quizerera honrar com suas presencas
esse leilao o qual dever 1er lugar no dia ter-
ca-feira 22 do correnle mez, na casa de residen-
cia do mesmo Sr. Cowper no lugar denominado
Chacn, sero postados dous mnibus na ra do
Crespo as 9 horas da manha do dia cima in-
dicado, aBm de conduzir gratuitamente as pes-
soas que para o mencionado leilfio quizerem ir.
LEILAO
DE
120barris com bo-
lachas de Trieste.
Sexta-feira 25 do corrente,
Antunes fara' Lilao per conta de
quem pertencer no caes do Apollo ar-
m izera de farinha do Sr. Jote Duarte
das Neves, de 120 barris com bolachas
de Trieste muito nova, "chegada lti-
mamente, para o que chama a attenco
dos Srs. de engenhoque em consequen-
cia da caresta da farinha vao ou man-
dara comprar as referidas bolachas para
sustento de seus escravos, as quaes se-
ro vendidas sem reserva de preco as 11
horas do supra mencionado dia.
Avisos diversos.
Protesto,
Oeroprezario da companhia tyrico italiana
usando do direito que lhe vera dos contratos as-
sigeados pelos artistas seus engajados, declara
formar e publicamente que nao perteacem mars
sua companhia lodos aqttelles artistas que nao
cumprfrem com a ordem que receberam pelo
Diario, as publicacoes do abaixo signado
inseridas nos dias-1$, 17 o 18 do correnle por
terem assim faado as obrigaedes de seus- ewra-
jameutos, -
G. Marinangeli.
-~ J1" P^'f^^ Bm "ss de porta e jaaella
com duaa salag,* um quarlo, fia com a frente
para o rio e ao norte da fabrica do gaz. iunlo ao
sobrado do Sr. Valenca : a enleude^se com l
mesmo.
Ignorando se a actual residencia
doSr. Jos Mana de Oliveira e Silva
natural de Lisboa, que oi guarda do
gabinete portu^uez de leitura e ltima-
mente caixeiro do 9v. Candido Jos da
Silva Guimarae*. roga-se lhe queira
coaparecer a ra do Crespo foja n. 20
A, que se lhe deseja fallar.
Thiago da Costa Ferreira Estrella, retira-se
para fora da provincia.
Atten^^.
Aluga-se o segundo andar da case- n. 15 da
ra do > igano : quem pretende-lo, dirija-se ao
caes do Hamos n. 23, ou a ra ugus'.a n, \\i
a fallar com Prxedes da Silva Gusmo
ium
Precisa-se do urna pessoa que saiba com-
prar e cozinhar : a Iralar na ra do Imperador,
n. 43, primeiro andar, das 11 as 4 horas da
tarde.
Precisa-se de um homem para fVitor de um
engenho no termo de Serinhaem.ofTerecendo-se
bom ordenado, e entendendo de hortalice, com
preferencia ser engnjado : quem quizer, pode
dlrigir-se aos Afogado3, ra Direita c. 41, ou no
pateo do Panizo n.30.
MM
DE
Queijos suissos,
Quarta-feira 23 do corrente.
Antunes fara' leilao por conta de
quem pertencer na occasio de vender
o armazem de molhados da ra da Cruz
do Recife, de tuna porc&o de queijos
suissos muito novos vindos do Havre
pelo navio rancez Tliuspan, a boa qua-
lidade destes queijos cima o agente a
convidar aos Srs. taberneiros, para que
vao ao referido lugar as i I horas em
ponto comprar os ditos queijos sem re-
serva de preco.
Quinta Feira24do correnle
Rio de Janeiro,
vat Seguir em potfcos dias a larca Rio de Janeiro
por ter parle de seu carregamento prompto : pa-
ra o resto, trata-se com Antunes Guimaraes &
C, no largo da Assembla n. 19.
Para o Rio de Janeiro.
segu Mates dias o patacho tAlfredo ; para o
resto darga, trata-se cota Cietaoo Cyriaco da
C. M. irmo, no ladoo Qorpo Santo n 83, ou
cem oestpilo Ar*io'Travsso da Rosa.
Leilao
DE
4

Baha.
e hitae Sonto Amaro. Mteebe cargs rote ;
a tratar com iGaetano CaTiac da G. M. & Irmf o,
notado do Corpo Santo*. 8t.
Para 10 Oep
segu com taravidade o cutot nacional anoa,
capitao Joao Antunes da Silveira; para sarga
passageiros, trata-se com Augusto Ferreira & C,
E BE
Urna excellente escrava.
AMnes farS leilao por conta do quera per-
lenctt, aa roo do Imperador o. K, de urna por-
cao de laboaa de amarello, cadeiras hamburgue-
za, pretas e brancas, borcos, Hit, marquezas,
secretarlas, lavatorios com pedra e sem ellas,ca-
deiras de pianito, Cabidos, bidets, camas para
menino, coslureim, irxesas iaslicas, podras mar-
more para onsolos o -mena de meio de sala, ca-
deiras americanas do diversos gostos ota. etc.;
s II horas em ponto, aa ra do Imperador o.
17,'defrontedo S. Francisco.
Burros, eavailos e vaccas
comeras.
O agente HyjJpolito da SUva attori-
sado pelos Srs. Antunes &uoa*aes &
C, coajagnutarios da gatera stmericana
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fs-
milia : a tratar na ra da Cadeia do Recife d.
45, ou na ra da Senzals Velha n. 80.
Precisa-se de urna ama ; ns ra das Aguas
Verdes n. 8.
Precisa-se alugar orna casa com commodos
peragrando familia no bairro de S. Jos ou de
Santo Antonio : quem tiver e quizer alugar, diri-
ja-te a ra do Brum n. 44 ; adverte-se que pa-
ga-ae bem.
Jos Joaquim dos Reis avisa ao respeitavel
corpo de commercio e mesmo a quem com o
Sr. Joao de Sania Rosa Mariz lenha transarles
para que nao recebo e nem transacao alguma
aciio com 4 tettraa accedas- em 12 do correnle
mez pelo dito Sr. Muniz e aceitas pelo annun-
ciante, visto que de neuhuro rfleito esl a tran-
saccao que o annunciante fez com o dito senhor
"m vista da declaracao que o proprietarlo fez
lionlem por este jornal, sendo que a garanta da
roniinuacao do eslabelecimenlo foi a base que
fez com quo lhe accitasse as referidas leitras, o
que nao se re al izo n, c para que nao se torne
mais complicado este negocio, faco a presente
declaracao. Recite 17 de Janeiro de 1861,
Cnetano Jos Garca, subdito portugoez, vai
ao Rio de Janeiro.
Precisa-te de do pequeo* com pratica de
taberna ou sem ella : na ra do Rangel n. 75.
Roga-se eos Srs. Jo5o Francisco Msia e
Manoel Lopes dos Reis de se dirigrrera ra do
Crespo n. 3, ou annunciarera suas moradas para
serem procurados.
Jos de Azevedo lisia e Silva declara pelo
presente que entregou as dividas daloja de miu-
dezas da ra Direita n. 102 ao seu proprietario
que tinha sido da loja, o Sr. Aulooio Aleo Ra-
mos Maia, pois o nico dono que as pode co-
brar, e para cooslar a todos quelites sao devedo-
res, faco o presente para lodos karcm scientes.
O bacharel Joo A. de S. Beltro de Arau-
jo Pereira agradece aos eus co-parochianos da
freguezia da Lu?. a votacao que lhe deram para
juiz de pszo eteilor as duas ultimas eleicoes,
nao obstante nio te annuido a partilha quo se
lhe propoz para juizes de paz, e nem ter compa-
recido em neahuma das eleic&es ; este agrado-
cimento tanto maior, quanlo certo ter a pre-
ventiva policia de Pao d'Albo, acorapanhada de
nao pequeo numero de soldados empregado as
maiores esforcos para fazer melhor eleirao [eli-
mtnan lo-se certos nomes, e especialmenle o do
mesmo bacharel] e para obrigsr o povo a votar
livreuente.
Santa oasa de misericordia do Recife.
A junta administrativa da lrmandado da Santa
casa de misericordia do Hecife, manda" fazer pu-
blico que no dia 29 da correnle, pelas 10 horas
da maoha, na casa Oes expostos. (ar-se-ha pa-
gamento s amas que forem acompanhadas dos
respectivos expostos. Secretaria de santa casa
da misericordia do Itecife 18 de Janeiro de 1861.
Faocisco Antonio CivalcaUi Coosseiro.
Escrivo.
Quem quizer alugar urna parda eserava com
34 airaos de idade, sao.a, ame 'eagoamar, lavar,
coser e cozinhar o diario de urna osa bem, procu-
re na ra da RovJa o.*23, das 6 s 8 em diattte do
dia, e das 4 s 6 da larde, que abi a ver o jus-
tar.
Antonio Goncalves de Souza e Antonio Nu-
nes Beirao vo a Portugal.
Attewrro.
Aluga-se o sitio perleocente s orphas do fal-
lecido Francisco Mamede de Almeida, sito n es-
trada qM segne para a ola ra de Boato Joaquim
Gonrts, junto ao sitio de lUUar & Oliveira : os
pretanderitesdirijam se a rata-do Vigario n. 1.
Fugio no diaT7 de dezembro do auno p. p.
a eserava Rosa, Criouta, dto liado de 50 annos,
lem sido vista vendendo rucias, a costuma an-
dar na Soledade, Capunga, Manguinho, Campo
Graade, Jacar, onde vai lavar roupa, levou ves-
tldoTlo chita escara com o roupinho atnarotlo e
um chiles de merino cor de rota usada, lem os
signaes-seguieles ; cara redonda, ulna cicatriz de
tafho por baixo #o narii, o p esquerdo. rnrhaHo,
corpo 6ecco, estaltira regular, baslantes cabellos
brancos: roga-se as autorMirdes e capltes de
ampo que piptuheodam e lerem a sea serVriOr*
na TuatJa Pax'n. 98, quo recompensar genero-
samente.
Alafa-so ua scTt.Va" ttoca prdpria 4>ara o
servico interno de u ma e**a : quem "precisar di-
rifWsoatiHi *> s%ven. =9e. -
DO
Glorioso Sanio A maro de
Jboiilo.
Eleito thesoureiro, e como tal encarregado do
promover os festejos do Glorioso Santo Amaro,
e ajudando-me em tao piedoso intento o m*k e'
mais devotos a quem tenho recorrido, temosre-
solvidosolemnisar a apolheose desse milagroso
ncola celeste da maneira seguinle :
As 4 horas da manha do dia 18, depoi de
urna solemne rojssa cantada santa efligie do
Glorioso Sanio Amaro, tendo percorrido a povoa-
cao ero solemne prestito ao sora da musita e pie-
dosos cantos ser arvorada a bandeira em trema
da i (roja e comecarao as novenas.
No dia 27 ter lugar a missa da festa, que ser
celebrada com toda s pompa devida grandeza
da santidade do arlo, orando o vm. Sr. padre
Lino do Monte Carmello Luna, pregador da ca-
pella imperial. A orchestra ser dirigida pelos
nossos insignes artistas o Rvm. Sr. padre Primo
e n Sr. Quuiroga.
A tarde a imrgem do Glorioso Santo ser cendu-
zida em solfiiiiie procisso, c ao recolherem-se os
Levitas do Senhor enloaro o sagrado hymno Te-
Deum Laudamus: terminando todos os actos de
piedoo jubilo com um lindissmo fogo de articio
do nosso excellente ortista Jos Alves.
O thesoureiro.
Pela segunda vez auseutou-su da
casa do abaixo assignado o eu bocio for-
ro de nome Alexandre, com 12 annos
de idade pouco mais ou menos, o qual
se achava em sua companhia ha quasi 5
annos. O mesmo abaixo assignado ro-
ga a quem delle souber o favor de di-
rigir-sea ra dos Guararapes em Foi-a
de Portasn. 36, e declara qtte de hoje
por diante nao se lesponsabilisa pelo
quepossa succecler ao dito caboclo. Re-
cie 17 de Janeiro de 1864.* Antonio
Rufino de Andrade Luna.
Precisa-se de urna ama de le te
na ra do Imperador n. 67, segundo
andar.
Precisase de l:000jl a premio sobre hypo-
Ihcca em um sitio perlo da praca ; quem quizer
fazer esse negocio, annuncio para s-r procurado.
COMPANHIA DA VIA FRREA
DO
M
Recife ao rio Sao Franeisco.
Limitado.
De conformidade cota as instruccoes recebidas
da respectiva directora faz-se publico que desta
data em diante sao convidados os accionistas
desta companhia a cumprirem com otermos do
aviso que por ordem da mesma abaixo Acara pu-
blicados.
Escriplorio da companhia 17 de dezembro do
1860.E. II. Bramah. ihesoureiro.
Aviso.
COMPAMMA DA VIA FRREA
DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(UMITADO.)
Pelo prsenle faz-se publico que por resoluto
da directora desta companhia,. lomada nesla da-
la tem-se feito urna outra chamada de duas li-
bras slerliaas par cada accao, a %hI chamada-ou
preslacao dever ser paga at o dia 31 de Janeiro
prximo futuro no Rio de Janeiro em casa dos
Srs. Mau Mac. Gregor&C., na Bahia aos Srs. S.
S. Oaverooort & C., 6 im Pemambuco bo b-
criptorio da thesouraria da mosma via forrea.
Polo presente flca Vambom entendido que no
caso de ao ser a dita chamada eu preetacio aa-
tisfeita no dia msreado pira o seu pagaannto ou
'airtes o accioaieta ^uoiacoaver nesla (alia paga-
r juros a razao 6a 5 pot cento ao aano sobre
tal chamada ou ptoslaco a^coMardeale dio-at
que soja realisado o pagamento. Na caso de nao
elTertaar o^gaaWnto desta chamada oa presta-
rao, dentro d 3 aaezea a contar do dito dia fizado
part o embolso da ntosana flearao a* aocoes que
inmretem aai tal falta snjeitas* aerom cons-
cadassegantlo ss disposices floseslatoWs a esla
respetle.
Por ordem do directoras.
AssigoadoW. H. Bolteav,
* w Socretarto^
W9 reshm Heose.
Od BrouadStreet.
C.
de novembro de 1860.
Attenco.
O abfxo assignado roga as pessoas que 11ro *s-
TSo a diever o favor de vlrem pagar seos dbitos
atb fl Itecite 9 de Janeiro de 1861.
Jbs Aatoolt Soares de Atetarlo.


)
DIARIO DE KfUUBMUOO. SEGUNDA FEIFU 31 1>K JANEIRO DE stI.
O EXTRACTO
' COMPOSTO DE
ALA [PABKBLHA @ K- T@WB081BI
MELORADO E FABRICADO SOB ADIRECCAO' DO DR JAMES R. CMLTON,
imico e medico celebre de Xew York
GRANDE SUPERIORIDADE DO EX-
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Etpca sa pelo seo extraordinario
e qaisi miraculoso effeito no
sangue.
Cada u;n sabe que a saude ou a nfermidade
ispeada directa mente do estado deste floido vi-
tal. Isto ha de ser, visto o partido importante
que lera na economa animal.
A quautidade do sangue n'um horaem d'es-
litura mediana est avaliada pelas as primeiras
atoridades era vinte e oiio arralis, Em cada
pulsacao duas on;as sahem do coracjao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alera no corpo huma-
no em menos de quatp.o minutos. Urna dis-
pasijoextensiva temsido formada e destinada
com admiravel sabedoria a destribuir e fazer
circular esta corremtb db vida por todas as
partes da organisajao. Deste modo corra sera-
pre pelo corpo em torrante.
New-York, bavemos vendidodurantemuilosan- HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street,
nos o extracto de salsa parnlha do Dr. Town- B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street,
send.consideramoloseroextractooriginalege- CONHECEMOS A ARVOBjE E SASFRU-
nuino de salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este nome foi apresen-
ladoao publico.
BOYDPAUL, 40CortIandiStreet.
WALTtR.BTOWJNSEND ACo,2l8 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHNCARLE& Co, 153 Water Street.
M WARD J. Se J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM 4 Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R.B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
. way.
JACKSON, R0BINS& Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86 William Street.
WM. UNDERH1LL, Junr, 183 Water Street.
DAVIDT. LANMAJ, 69 Water Street.
MAR--H& NORTHROP, 60 Pearl Street.
fonte de infermidade ou de sade.' i **' BABCCK WO0D 139 Mai-
Se o sangue por causa alguma se emprenha Di virn rT^T ** r- t o u c.
de materias ftidas ou rrompid... dilunde SlcOTT^'M^^SfiflO^irSLi
com vblocidadb elctrica a crrupgo as i Lan *FSSoH & CO> ,27 Msiden
mais remotas e mais pequeas parles do corpo. D *"t c,mt. ...-i -.
O e,o ,.M.., L d,.,e P^; ^^H%& &"*, 4
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillanos, 106i h """*"*" u
at cada orgo e cada teagera se faz completa- r ifWT<5 ^DRirp d,i i,t
mente saturado e desordenado. Desta maneira' LEWIS & P XlCE- 5b Pearl StreeU
a circulado evidentemente se faz um engenuo
poderoso de doenca. Nao obstante pode tam-
bem obrar cora igual poder na critco desaude.
Estivesse o corpo infecionado da detenga maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glanluloso, ou muscular, se smente o san-
gue pode fazer-se puro e saUdavel ficar superior
a doenca e inevitavelmente expellirda cons-
tituigo.
O grande manancial de doenc.a entao como
d' aqui consta no fluido circulante,e nenhum
medicamento que nao obra directamente sobreel-
\ para purificar e renova-lo.possuealgum direi-
to ao cuidado do publico.
O sangue I O sangue o ponto no qual
se ha mysler fixar a att.enc.ao.
O ORIGINAL E O GINUINO!
AO PUBLICO.
HAVI LA> D, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
lOAstor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCHIEFFEL1N & CO, 107 Water
Street.
POU & PALANCA, ^6 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RUST S HOUGHTON, 83 John Street.
I. MINOR& CO, 214 Futon Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Slreat.
JOSEPH E TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KIJNSLEY, 45 Corllandt
Street.
HAYDOCK, C0BLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDSER, 178 Greenwch
Street.
TAS,
B igualmente
Conhecemos um Medicamento nos seus Effeito.
O extracto eomposlo de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend esta
0 MEDICAMENTO DO POYO
Adata-so to maravillosamente a constituidlo
que pode ser utilisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E DEBIL1DADE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPQAO,
purifica;
ONDE HE PODR1D0,
ALIMPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servidos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das ras Tronte
Washington, Brooklyn, sob a inspec$o directa
do muito conbecido chinaco e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade deNew-York, cuja cer-
tido e assignalura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL ,E GENUINO
extracto composto desalsaparrilha
DO DB. TOWNSEND.
O grande puritteador do sangue
CURANDO
O Herpes
A Hervsipela,
A Adstricqaodoven-
TRE,
AsAlporcas
OsEffeitosdoazou-
GUB,
Dispepsia,
As Doencas.de eiga-
do,
Os Catarrhos, As Tsicas, btc.
OExtracto acha-secontidoemgarrafas quadra-
das e garante-se ser mais forie emelhor em to-
do o respeito a algum outro purificador do san-
gue., conserva-se em lodos os climas por cer-
lo sspaco de tempo.
FOMtiNftM M 4864.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6ej8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesta
typographja
Folhnh de porta ou KALENDARIO eedesiastico e civil para o
bispado de Per carabuco............ 160 ra-
Dita de algibera contendo alm do kalendario eedesiastico e civil,
explicacao das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das carias; ditas
dos imposlos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna colleceao de bellos e divertidos
- jgs de prendas, para entretenimento da mocidade. 320 rs.
Dita dita cosiendo alm do kalendario eedesiastico eivil, expli-
cacao das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ; ditas dos mpostos
geraes, provineiaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e comungar, e os officios que a
igreja eostuma celebrar desde domingos de Ramos, at
sexla-feira da Paixo, (em portuguez). prec,o..... 320 rs.
Vitado almanak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao preco de: ....... 19000
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e fizeram-se muitas alteraces, sendo a correc-
to a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias soffre mudanzas) acresceutando-se a nu-
meracao dos estabelecimentos conimerciaes e industriaes ;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupaco do individuo de quem se quer
saber a residencia.
Aliigam-se doas casas para pastar a testa
sitas em Sani'Anna de dentro, tendo comroodo,
sufflcieotespara qualquer familia, e banho perto
de cjsa, o aro mais saudavel par a laude: a
tratar no pateo de S. Pedro o. 6.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver di Baker.
Machinas de coser: em easa de Samuel P.
Johston & C, ra da Senzalla Nova n. 52.
Precisa-se alugar urna escrava pa-
cata Je familia : na ra' da Cadeia n.
, terceiro andar.
Avisa-se a quem convier, qne hoje 18 do
correnta mez de Janeiro, appareceu na ra do
perador um caballo castanho com cangalha e
i par de ancoras vasias, cujo cavallo se acha
cocheira de Augusto Ficher; portaoto quem a
elle sejulgar com direito, queira apparecer com-
petentemente legalisado, que Ihe ser entregue,
depoisdo pagar as despezas que se tiver feito
Offerece-se uro rapaz portuguez de idade de
16 annos, para caixeiro de toja de fazendas, com
alguma putica do dito estabelecimento : quem
delle precisar, dirjase ao oaes do Ramos n. A.
Alugam-se o segundo e terceiro andares da
casa da ra da Cruz n. 45 : trata-se no primeiro
andar da mesma casa, das 9 horas da mauha as
4 da larde.
AHydropesia.
AImpingk
As Ulceras,
O Rheumatismo,
As Cuacas
A DF.DILIDADE GERAL'
As Doencasde pellb
As Borblbas va ca-
ra,
As ToSSESt,
Riia do Aniorim n. 40.
Precisa-se de urna ama para cozinhar o dlari-
de urna casa de pouca familia, preferindo-se eso
crava.
O Dr. Antonio Agripino Xavier de Brito )
@ reside na ra da Imperalriz n. 47, pri- .
meiro andar, onde pode ser procurado a @
@ qualquer hora, para o exercicio de sua @
proissao.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
Cada garrafa do original e genuino exlractu do Dr. Townsend tem a assignalura e a certido do Dr. J. R. Chlitton, na capa
exterior de papel verde
No esjripiorio do proprieta rio, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 21 escriptotic 1. andar, tarn-
em na botica da ra Direita n. 88 do Sr. Paranhos.
Asignatura de banhos fr ios, momos,de choque ou ehuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,...........
30 canoa? p-ra os ditos banhos tomados em qualquer tempo......
15 Ditos dito dito dito i ....
7 ...;..
Baahosivulsos, aromticos, salgados esulphurososaosprecos annunciados
Estareduc;o de presos facilitar aorespeitave) publico ogozo dasvantagens que resultara
da frequenciadeura estabelecimento deuma ulilidadeinconteslavel, masque infelizmente nao
estando em nosso- hbitos, ainda pouco conhecida eapreciada:
TABAC CAPORAL
Deposito das manuCacUiras VmperVaes deran^a.
Esteexcelente fumo acha-se depositado, diretamente na ra Neva n. 23, ESQUINA DA
CAMBO A DO CARMO, o qual se vende por mseos de 2 hectogramos a 19000 e em porcao de
10 mseos para cima com descont de 25 porcento ; no mesrao estabelecimento acha-se tambem
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
O Sr. alferes Thome G. Vieira
Lima, queira dirigir-se a esta typogra-
phia, que se lhe precisa fallar.
Fabrica do Monteiro,
com deposito na ra de Apollo n. 6, principia a
ter assucar cryslalisado fino pelo systema Euro-
peo ; assim como amarellinho para caf por pre-
go baratissimo..
Com o descont de 5 0|0 Irocam-se as se-
dulasde 1$ e 5$, das que so podem ser trocadas
no thesouro geral desta provincia, com o descon-
t de 10 OjO, na travessa da Madre de Dos n. 17,
das 8 horas da manha as 5 da tarde.
PIANOS
J. Laumonnier, havendo sahido de casa do Sr.
J. Vignes, oflerece-se para tudo quanto diz res-
peito sua arte, como seja, afinar e concertar
pianos, orgaos de igreja, harmnicos, etc., em
sua oQlcina, ra da Gadeia do Recife n. 11, pri-
meiro andar.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n. 34,
na ra do Rangel, com bastantes commodos pa-
ra familia ; a tratar no segundo andar do mesmo
sobrado.
Aluga-se a casa terrea da ra dos Pires n.
21 : a tratar na ra Nova n. 51.
c^-0 Sr. Dr.JooPi-
1O5000
15*000
000
4*000
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.22
INJECTION BROU
Remedio infallivel contra as agnorrhas antigs e recentes.
nico deposito na botica franceza, ra da Cruz n. 22.
Preco da frasco 3jf000.
wmsms m. wumm
Scientificam aos seus amigos e freguezes desta e d'outras
provincias, que mudaram o antigo estabelecirneuto de fa-
zendas que tinham na ra do Crespo n. 13 e do Imperador
n. 36, para o bem conheicdo sobrado amarello, na esquina
da ra do Queimado n. 31, propriedade do Illm. Sr.com-
mendador Magalhes Bastos, onde continuaro a ter o mais
completo sortimento de fazendas de todas as qualidades
para venderem por mdicos precos em grosso e a retalho.
SOBRADO AMARELLO
ESQUINA DA RA DO QUEIMADO N. 31.
nheiro de Lemos queira ir a negocio que
K nao ignora a loja de fazendas da ra da
3I> Cadeia do Recife n. 23.
Precisa-se alugar um sobrado no bairro de
Santo Antonia ou S. Jos : a tratar no largo da
Penba n: 8.
Aluga-se o sobrado de dous andares e so-
loda ra Imperial n. 169 : a fallar na ruada
Aurora o. 36.
uftereco-se urna criada portugueza para
asa de familia, os pretendentes podem deixar
carta fechada com as iniciaos C. P., nesta typo-
graphia.
<5" Manoel Pereira Lopes
Bibeiro, com loja de barbeiro e cabelleireiro lem
bichas de llamburgo, lira denles, sangra, appli-
ca ventosas pela pressao do ar, bota ouvidos em
armas de espoleta, amolla todo o ferro cortante,
tudo isto com prornptidao e pode ser procurado
a qualquer hora na ra da Imperalriz n. 13.
Aluga-se a loja do sobrado da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
O abaixo assignado previne ao publico que
ninguem contrate com a Sra. D. Carlota Estrepe
Pereira a compra da casa terrea sita na ra do
Brum n. 2, e de mais 2 escravos, porque dita ca-
sa e escra vos oo pertencem a mesma senhora,
mas sim foram dados no Inventario e partilhas
que se pracedou dos bens de seu finado marido
Manoel Jos Pereira, para pagamentos de seus
credoresde seu casal, em cojo numero se acha o
abaixo assignado, que protesta desde ji annollar
ditas vendas, no caso de serem eectuadas. Re-
cife 7 de Janeiro de 1001.
Luiz Aatoaio de Seuza Ribeiro.
Trovador.
O proprietario deste estabelecimento desejan-
do por todos os modos a seu alcance corresponder
a bondade de seus freguezes, mandou vir de Pa-
rs um primorosobilhar de mognoe o tem a
disposicao dos amadores desso bello passa tempo
a todas as horas do dia e da noile. Espera que
seus freguezes e amadores nao dexaro de fre-
quentar constantemente o seu estabelecimento,
concorrendo assim para que seus exforcos sejam
coroadosdebom exho. Ru larga do Rosario nu-
mero 44.
Licoes
de primeiras letras, portuguez, latim, francez,
ingle/, em casas particulares : iw ra da matriz
daBoa-Viala n. 34.
Hotel estrella do snl.
Na estaQo da villa da
Escada.
Antonio Flix Pereira tem a honra de avisar
ao respeitavel publico e especialmente aos senbo-
res passageiros da estrada de ferro, que no dia
20 do correle lera lugar a abertura do hotel es-
trella do sul, e desde enfao se achara prompto a
receber e hospedar qualquer peasoa que se digne
procurar dito hotel.
De sua parte empregar todos os meios possi-
veis afim de que seus hospedes sejam bem ser-
vidos, para o que tem todas as proporroes e boa
vontade.
As familias que quizerem passar dias, acbaro
todos os commodos desejaveis, e um excellente
banho no Ipojuca, a distancia de 100 palmos pe-
lo fundo do hotel.
Assim pois o annuociaote espera ser animado
em tao til e necessario emprego pela concur-
rencia.
O Sr. Manoel de Souza Azevedo Pires dei-
xou de ser caixeiro de Domingos Jos da Cunha
Lages desde 17 de Janeiro do correle anno.
Prccisa-se de um mo?o para entregar pao
na ra com um preto at 8 horas do dia. e no
resto do dia ajudar abilhar bolaxinha e anumar,
e o mais que for preciso tendente ao mesmo ne-
gocio; tambem precisa-se de um bom amassador
que entenda perfeitamentedo trafico; os que se
acherem as circunstancias, dirijam-sc a ni i
larga do Rosaiio, padaria n. 18, jnnto ao quar-
tel.
Na cocheira de mnibus de Claudio Dubeux
existem recolhidos doua burros, ignorando-se a
quem pertencem : quem fdr seu dono pode pro-
cura-Ios.
Nova pauta ou tarifa da
alfandega
Ne livraria da praca da Independen-
cia n. 6 e 8, existe a nova tarifa que
tem de executar-se a 9 de fevereiro, a
qual sera' mostrada aos Srs. assignantes
do Diario, que a quizerem consultar em
quanto nao chegam alguns para vender.
Aos consumidores de gaz.
A empreza da illuminaco
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores favor de nao en-
tregaren* aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido. Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr. j
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-i
torio dos gerentes.
Aluga-se aloja
e armaco
da ra Direita n. 87, propria para qualquer esta-
belecimento, por preco commodo : a tratar na
ra do Queimado n. 46, loja.
Notas
de 5#000 e de 1#000 de urna
figura.
Trocam-se estas notas por gneros, no estabe-
lecimento de Sodr & C, ra estreita do Rosario
n. 11 ; tambem se veedora as bellas uvas de Ita-
maraci.
O abaixo assignado faz sciente ao respeita-
vel publico, principalmente aossenhores da pra-
?a, de nao fazerem transacQo alguma com oito
letras aceitas por elle aos consenhores ao enge-
nho Leao, silo na freguezia da Escada, por isso
que tendo as Armado na intelligencia de eflec-
tuar a compra do dito engenho a nao realisou,
tendo j esperado pela restituido das mesmas,
depois do aviso que lhes dirigi.
Joo Carneiro Lins Barradas.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra Imperial o. 195, com vista para o mar e es-
trada de ferro, tendo 6 quartos, 2 salas e soto
corrido com mirante : a tratar no ptimeiro an-
dar do mesmo.
Aluga- se um primeiro andar na ra da Cruz
n. 29, com fundos para a ra dos Tanoeiros : a
tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
O advogado Antonio de Vasconcellos Me-
nezes de Drummond achar-se-ha prompto para o
exercicio da sua proGsso era todos os dias uteis,
das 10 horas da manha s 4 da tarde : na ra
do Imperador n. 43, primeiro andar, por cima da
cocheira dos mnibus do Sr. Claudio Dubeux.
Precisa se da quanlia de jOOjuOO a premio
sob penhores, mediante o juro que se conven-
cionar: a pessoa que quizer fazer este negocio
dirija-se ra da Imperalriz, luja n. 82.
Joaquitn de Azevedo Villarouco relira-se
para Macei.
Acha-se ;.berta a matriculad'aula
publica de latim da freguezia de San
Jos desta cidade, e o seu exercicio tera'
comeco no dia 4 de fevereiro prximo
futuro: os interesados dirijam-se a'
casa do respectivo prolessor sita no lar-
go do Terco n. 33.
VIA FRREA
DO
MlFMM
LIMITADA.
ABERTURA DA SEGUNDA SECfAO AT A ESDA.
Do dia 3 de dezembro de 1860 at outro aviso a partida dos
trens ser regulada pela tabella seguinte :
ESTACOES.
Cinco Ponas
Afogados........
Boa-Viagem.....
Prazeres.........
Punt' -zinha......
Ilha.............
Villa do Cabo......
Ipojuca.........
Olinda...........
Timb-ASs.....
Escada (chegada)..
Trens para o interior.
DIAS DE TRABA-
LHO.
MAN11AA.
ESTACOES.
Hor.
8
8
8
9
9
9
9
10
10
10
10
Min.
30
40
50
15
25
40
20
35
50
TARDE.
Hor.
4
4
4
5
5
5
5
6
6
6
Un.
301
40
5t|
15
25
40
2(1
35
50
DOMINGOS E DIAS
SANTOS.
MAMA.
Hor
7
7
7
8
8
8
8
9
9
9
9
Mi.
30
40
50
15
25
40
20
35
50
TARDE.
Hor.
6
6
6
7
7
7
7
Mln.
36
40
50
15
25
40|
Trens do interior.
DIAS
DE TRABA-
LHO.
MANHA.
Eseada.......-.
Timb-Ass.......
Olinda..........
Ipojuca........
Villa do Cabo..
liba.............
Ponlezinha.....
Prazeres.......
Boa-Viagem...
Afogados.......
Cinco Ponas (che-
gda.]........
Hor.
5
6
6
6
7
7
7
7
7
Mi.
45
5
20
35
15
25
40
50
10
TARDE.
Hor.
1
2
2
2
3
3
3
3
3]
4
Mln.
45
5
ao
35
15
25
40
50
DOMINGOS E DAS
SANTOS.
MANHA.
Hor.
10 7
Min.
15
25
40
50
10
TARDE.
Hor.
3
4
4
4
5
5

5
5
6
Min.
451
5
20
35
15

40
50
Precos de bilhetes.
VIAGENS SINGE-
LAS.
|.
400
1200
1400
2400
2700
3400
4500
5300
6000
6500
300
900
1100
1900
2-200
2700
3300
3800
4300
4500
3.a
VIAGENS DE IDA
E VOLTA.
l
20 0 600
50 1800
600. 2000
1000' 3600
ioo; 4000
1400
2000
2300
2600
3000
5000
6900
8000
9000
10000
500
1400
1600
2800
3200
4000
5000
5700
6500
7000
3."
300
800
900
1500
1700
2100
3000
3500
3900
4500
Precos de bilhetes.
VIAGENS SINGE
LAS.
I.'
700
1400
2100
3200
3800
4400
5000
5600
6000
2."
500
1000
1500
2200
2800
3100
3800
4000
4300
6 10 6300 4500 3000 10000 7000
S.
300
60C
900
1400|
1700
VIAGENS DE IDA
E VOLTA.
1.'
1000
2100
3200
4800
5700
19001 0600
.7900
24O0I84OO
2700 9500
800
1500
2200
3300
4200
4600
5700
6000
6800
3.a
500
900
1400
2100
2500
2800
3400
3600
4000
4500
AssignadoJ?. // Bramah,
Superintendente.
ra
53
Im
um
na
Riia da Camboa do
Carmo n. 22.
Jf s Anacleto tira mui-
to bem denles e raizes com rapidez, cu-
ra as dores de dente3, calr;a os dentes fu-
raaos, separa os da frente, sangra muito
bem, appHca rentosas sarjadas, tem es- ai
pecificos para aplacar e destruir as do-
(u rea de denles, tem pos denuces muito 5
medicinaes para conservarlo dos dentes fk
< e aceio da bocea, chamado cora cscripto S
gfj a qualquer hora. Ifj
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigos e
freguezes desta e de sulras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento de fazendas que tinha
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja e armazem que foi dos Srs. Santos & Rolim
onde tem o mais completo e variado soitiment
de fazendas de todas as qualidades para vender
em grosso e a retalho por precos muito baratos :
ra do Crespo, sobrado de 4 andares n 13, e ra
do Imperador, ouir'ora ruado Collegio, sobrado
de um andar d. 36.
Precisa-se de urna prela escrava que saiba
cozinhar o engommar : na ra da Senzala Velha
numero 106.
Precisa-se de uro preto para o ser\ico in-
terno e externo de urna casa : quem o tiver e
queira aluga-lo dirjase ra Direita n.72.
Aluga se o armazem na ra do
caes de Apollo n. 7, proprio para de-
posito de todo e qualquer genero ou
estabelecimento : a tratar no rateo de
>. Pedro n. 6.
5$000 mensaes.
Constanza Perpetua de Lacerda Machado, pro-
fessora de instruccao primaria, competentemente
autorisada pelo Exro. Sr. presidente da provincia,
avisa ao respeitavel publico, que do dia 4 de fe-
vereiro vindouro em diante, lera aberta sua aula
em Fra dePorlas, ra do Pilar n. 141, onde to-
dos os dias uteis das 9 horas da manha s 3 da
tarde, funecionarao os seus trabalhos : aos pas
de familia que se quizerem ulilisar de seu magis-
terio, garante toda a efficacia no ensino de suas
alumnas.
DE
PARTIDAS DOBRADAS.
O ensino pratico de escripturago commercial
por partidas dobradas e de arithmetica, dirigido
pelo abati assignado, contina a funecionar re-
gularmente as quarias e sabbados de cada se-
mana, das 7 horas s 9 da noite.
As pessoas que desejarem ter conhecimento de
qualquer das referidas materias, queiram dirigir-
se casa do annunciante, na ra Nova n. 15, se-
gundo andar, nos dias e horas cima designadas.
E to claro e faci' o systema de escriplurar os
livros mercantis por partidas dobradas, que s as
pessoas desfavorecidas do menor grao de intelli-
gencia sero capazes de nao reconhecerem a ver-
dade do expendido logo as primeiras lices que
receberem do abaixo assignado.
M. Fonseca de Medeirot.
Attencao.
Gouvea & Filho com casa de consig-
nacoes novamente estubelecida nesta
praca, avisam aos seus ccmmilter.tcs e
ao publico em geral, que podem ser
procurados a qualquer hora do dia em
seu escriptorio na ra da Cadeia do Re-
cife n. 3, primeiro andar.
O Dr. Casanova
s pode ser procurado todos os dias em seu
i consultorio especial homeopathico.
30-Rua das Cruzes-30
Neste consultorio tem sempre os mais
} novos e acreditados medicamentos pre-
I parados em Paria (as tinturas) por Cs-
| lellan e Weber, por prrjos razoaveis.
Os elementos de homeopathia obra, re-
, commendada intelligencia de qualquer
! pessoa.
iaKiwicnaH.qwaw mmkmbwjl,
Precisa-se de um caixeiro para lomar conta
de urna taberna : a tratar na ra Direita n. 118.
Dentista francez.
9 Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- U
' rangeiras n. 15. Na mesma casa tero
* agua ep dentifico.
Traapassa-se a renda do engenho Ucha
silo na freguezia de Afogados, pouco maia d
urna legoa distante desta praca, este engenho-
tem muito boas trras, boas matas, e muito
bom de agua com a nova obra que se fez, tem
grande casa de Tivenda e concertada de novo
safreja de dous a tres mil pes e mais que se'
queira plantar, pois tem Ierras sufcientes para
isso : quem o pretender, procure ao major Anto-
nio da Silva Gusmao, na ra do Queimtdo, loja
n. 41, ou no mesmo engenho.
-- Manoel Ignacio de Oliveir & Fjlho sacam
sobre Lisboa e Porto : no largo do Corpo Santo
escriptorio.
CONSULTORIO
M
Joo da Silva Ramos,
Medico pela uoiversidade de Coimbra.
Tendo de passar algum tempo no si-
tio dos Buritis na estrada do Arraial,
meu consultorio estar' aberlo todos ct
dias das 9 horas as 11 da manhSa edas
5 as 5 da tarde. As pessoas que man-
dareis procurar-me, terSo bondade
de dirigir os chamados por escripto pa-
ra aloja de louca deronte da casa de
minha residencia na ra Nova.


"
DIARIO-i) PERNAMBUCO. ^ SEGUNDA fElRA 2! DE JaMEIRO DI 1861.
cai-
cai-
0 artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3#
Tira ratratos por3#
Tira retratos por 3#
Tira retratos por 3#
Tira retratos por 3#
Tendo recebido um sortimento de
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de
\nhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
TenJo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
No grande sal5o da ra do Imperador
No grande sal&oda ra do Imperador
No grande sali da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grandesalSoda ra do Imperador
No grandesalao daruado Imperador
A. VV. sborn, o retratista america-
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos ch micos, e um grande
numero de objectos relativos &. arte.
Co.no tambem um grande forneamen-
t de caixas para retratos de 3$000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
qnirir conhecimentos praticcs na arto
de retratar acharao o abaixo assigndo
sempre prompto sob condicOes muito
razoaveis.
Os cavalheirose senhoras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimeritos, pa-
i*a examinarem os specimens do que
cima ica anunciado.
Precisa-se de una pessoa para administrar
os trabajadores de algumas carrosas ; assim
tambera se precisa de dous Irabalhadorcs para
andar coro as mesmas : na na do Crespo n. 25,
as 10 horas da manha, achara com quem tratar.
Aluga-se urna casa terrea sita na ra da
.langueira da Boa-Vista ;2a tratar na ra do Li-
7ramenlo o. 41.
I
AVISO.
Csese e Ligomroa-se, coro muita perfeigo,
sseio e prc,mplidao ; no pateo do Hospital n. 31.
Aluga-se
O prtffleiro andar do sobrado na ra Direita c.
93 : a tratar na mesma ra n. 91.
Aluga-se
A loja do sobrado na ra Direita n. 89: a tratar
na mesma ran.91.
Aviso as familias.
c;
T l'rcci,"-aa de nn ama do idade qi
. tenna penso de familia para azer o servico in-
Acha-ae aberlaa signatura do jocoso jornala 'terne de uma casa de duas pessoas e
4Uencio.
O abaixo assigndo Iraspassa todo o direito e
posse que tem na taberna sita na traressa do
Queimado n. 7, ao Sr. Antonio Joaquim Casco,
livre e desembarazada de toda o qualquer res-
ponsabilidade. Recife 17 de Janeiro de 1861.
Antonio Pereira Vianua.
Attengo.
O abaixo assigndo tem justo e contratado a
compra da taberna sita na travessa do Queimado
n. 7, com o Sr. Antonio Pereira Vianoa; por isso
faz o presente annuncio para que niuguem se
chame a ignorancia. Pernambuco 17 de Janeiro
de 1861.Antonio Joaquim Casco.
.Santiago Maraga, subditoiiespanhol, Tai para
o Cenr.
-- Precisa-se alugar um prfto : na padaria em
Sanio Amaro : atraz da futidicao.
Precisa-se alugar uma ama engommadeira,
preferindo-se escrava, para casa estrangeira de
I-ouca familia ; na ra da Cadfia n. 37.
Furto
Futtaram na noite para amanheccr do dia 17,
no rancho do engenho Gapibaiibe da freguezia de
8. Lourengo da Malta, um cavallo de corcasta-
nho amarello, muito gordo, duas mos ovadas,
das quaes uma branca, sobre-canna queimada,
inteiro, tem ura carosso e um lubinho no quarto
esquerdo, e urna pinta branca no beigo de cima :
quem o apprehonder ou delle der noticia, queira
diTigir-se ou leva-lo no engenho Camarera da
freue?ia de Nazareth, ou no Recife na ra do
Crespo, loja n. 10, que ser generosamente re-
compensado.
Atten<#o.
Rpga-e a quem tirer uma caria vinda da Ba-
ha para Francisco Pinto de Penougos, -o favor de
annunciar por este Diario para ser procurada,
que se pagar a despeza.
*- Manoel de Mello Bizarro, subdito portu-
guez, relira-'se para o Rio de Janeiro.
Um mogo solteiro aluga melad* de um se-
gundo andar em que mora a uma pessoa que es-
teja em iguaes circumstancias ; a tratar na ra
da Cadeia n. 28, priratiro andar, das 9 horas s
4 da tarde.
Manoel Cabral de Medeiros, subdito portu-
guez, rtira-se para o Rio de Janeiro.
Precisa-se do uma ama que cozinhe com
perfeigo e limpeza, para casa de pouca familia,
nao se olhando a prego} a fallar na ra do Quei-
mado, loja n. 46.
Precisa-so de urna ama deleito, no pateo
do Garmo n.18, primeiro andar, que seja limpa,
prefere-se escrava e que nSo tenhaflllw: quem
liver e quizer alugar, pode dirigir-se a dita casa,
certo de que se pagar muito bem.
Precisa-se para escriptorio uma sala inde-
pendente, err 1.a ou 2. andar, na freguezia de
Santo Antonio ou S. Jos : quem a tiver par*
arrendar, dirija-se a ra do Queimado n. 43, a
indicar sua morada para se procurar.
Furtaram m a noite de 13 do correte, da
rampa do caes 22 de Novembro, uma corrente de
Precisa-se de 250$ a oremio cora hvoolhe- I ior' Vo eslava se6urand diversos pranchoes de
1 amarello, e como a pessoa quo a furtou lirasse a
dita corrente deixando os pranchoes sollos, fal-
tando apparecerem 4 de 35 palmos: rogamos a
qualquer pesssa que souber onde paira dita cor-
rente e os pranchoes, levar serrara de Paulo
Jos Gomes & Medeiros, ra do Imperador o.
49, que ser recompensado.
SEMANA ILLUSTBADA.
que se publica no Rio de Janeiro e sahe luz
uma vez por semana,contendo cada numero qua-
tro paginas de graruras primorosas, e as outras
quatro de artigos escollados e interessantes s
senhoras e pessoas de boro gosto. J se acham
aqu os dous primeiros nmeros. Assigna-se e
paga-se adiantado na ra da Imperatr n. 12,
loja. Por trimestre 6$, semestre 11, anno 180.

durma
tica.
Aviso.
Roga-se aos devedores da loja do fini-
do Antonio Francisco Pereira.. que re-
nham realisar seus dbitos no prazo de
15 das, na ra do Crespo n. 8, do contra-
rio ver.io seus nomes por este Diario al
jiagarem o que esto a dever.
COMPAMIUA
ALLIANCE,
cstabeecida em Londres
iAs@rj) m m$t.
CAPITAL
Cinco *iilYV>es de Ultras
sterUiias.
Saunders Brothers & G. tem a honra de in-
formar aos serthores negociantes, proprietarios
Je casas, e a quem mais convier, que esto ple-
namente aotorisados pela dita companhia para
efleciuar seguros sobre edificios de lijlo e peJra,
cobertos de tolha, e igualmente sobre os objectos
'jue contiveremos mesmos edificios, quer consis-
ta em oiobilia ouem fazendas de qualquer qua-
lidade.
Dentista de Faris.
15Ra Nova15 S
Frederic Gautier, cirurgiao dentista, faz H
todas as operaedes da sua arte e colloca II
denles artificiaos, ludo com a superiori- 5
dade e perfeicio que as pessoas entend- ?l
das lhe reconbecem. S
Tem agua e pos Jentifricios etc.
------j que nao
: ni prsga da Boa-vista o. 22, bo-
MiaiifiMaiii tu iiinnimii
Sedulas de 1,000 e de
5$ de uma figura.
Trocam-se estas sedulas sera descont
por fazendas que vendem-se por baralis-
8imos p,eG8. na fua do Crespo loja ama-
re a a't de ^ean|lro Lope' D'*> succea-
sor de Antonio Francisco Pereira.
Fazendas finas.
Vendem-se chapeos de seda de muito
bom gosto a 15 e a 25$, vestidos de se-
a<> de muito bom gosto a 40J. 50J> e 805,
ditos de barege e gaze a 10, ditos de
esmbraia branca bordados (multo ricos),
chaly e barege a 500 rs. o covado, or-
gandisde muito bom gosto a 800 e 900
rs. a vara, basquinas de 016 com ricos bi-
cos de seda a 3, talhos com bicos para
?estidos de sen hora a 500 rs., camisas
com pellos e punhos de linho a 30 a du-
zia, gollinhas bordadas para senhora a
1. mussulinas de uma so cAr s 240 rs.
o covado e muitas outras fazendas de bom
gosto que se vendem por metade de seu
valor na ra do Crespo loja aroarella n.
8 de Leandro Lopes Dias successor de
Antonio Francisco Pereira.
Especialidade de retratos em pao encera-
do para se remetieren) dentro de cartas. Ti-
ram-se no stabelecimento pholographico de F.
Villela, ra do Cabug n. 18, sobrado, entrada
pelo paleo da matriz.
PRECISA-SE
uma inullier que
engommar, para ir
de
saiba cozinhar e
servir em uma
casa de pouca familia na villa da Esca-
da ; paga-se bera : a tratar nesta typo-
graphia.
Josepha Henrquela de Miranda Barros,
professora particular da inslrucgo primaria, avi-
sa aos pas de suas alumnas, e ao rcspeilavel
publico, que abre a sua aula no dia 14 do corren-
te, e se acha prompla a receber aluranas exter-
nas e interna, pensionistas e meia-pensionistas :
quem de seu presumo se quizer ulilisar, dirja-
se a ra da Mangueira, casa n. 7.
A officina de marmore
mudou a sua residencia do caes 22 de Novembro
para a travessa da ra da Praia n. 3, junto ao
caes do Ramos.
ca em uma casa nova, ela de pedra e cal, no
largo do Remedio, que est no valor de 2000$ :
quem quizer dar esta quantia, dirija-se ao Re-
medio, casa de Jos Thenorio. e no Recife no
becco da fioiao. 12, no botequim.
Aluga-se uma casa terrea sita na ra Im-
perial ; a tratar ua ra do Livramento n. 41.
Urna pessoa que nao pode ir ao
Manguind fallar ao Sr. Manoel Epbi-
genio da Silva, roga-lhe queira annun-
ciar onde o pode procurar nesta cidade
visto nao ser permittido fallar-se-lbe na
alfandega.
Joaquim Ferreira Ramos Jnior, Vir.lcrino
Ferreira de Souza vo a Europa.
OITerece-se um rapaz de 16 a 18 anndsde
idade, filho do Rio Craode do Norte, para coixei-
ro de qUlquer stabelecimento, priocipalrnenle
taberna, da qual j lem algumo pratica : quera
precisar, dirija-se a ra da Senzala Nova n. 26,
ou annuncie para-se procurar.
CASA DE SAUDE
Sita em Santo Amaro.
Esteestabelecimentocontinua debaixoda administrado dos pro-
prietarios a receber doenles de qualquer oatureza ou catliegoria que
seja.
O zelo e cuidado all em pregados para o prompto restabolecimen-
to dosdoentescgeralmente condecido.
Quem se quizer utilisar pode dirigir-se as casas dos proprietarios^
ambos morsdores na ru.i Nova, ou entender-secom o regntelo esta- -
tabelecimento.
Reforma de presos.
Escravos. .....
Marojos ecriados, .....
Primeira classe 3$ e. ,
As operaqoesserSo previamente ajustadas.
20G9
2S500
3JJ500
3lia eslreita do Rosaiio-3 f
Francisco Pinto Ozorio continua a col-
locar deoles artificiaes lano por meio de
molas como pela presso do ar, nao re-
cebe paga alguma sem que as obras nao
fiquem a vontade de seus donos, lem pos
e outras preparacoes as mais acreditadas
para conservac da bocea.

F. Villela, photographo da augusta casa im-
perial, estabelecido na ra do Cabug n. 18, so-
brado, entrada pelo pateo da matriz, avisa que
acaba de receber um bello sortimento de alfine-
tus do ouro de le para retratos. Entre esses al-
Qneles acham-se muitos com folhagens e flores
de ouro de cores, outros com perolas. coraes e
pedras, e alguns para brilhantes. Os pregos
dessasjoias sao mui razoaveis. Na mesma casa
continua-re a tirar retratos por todos os syste-
mas photographicos.
Attenco.
_ *
Trocam-se sedulas de 1 e 5g das que o the-
souro desta provincia exige 10 0[0 de descont,
assim como notas dos bancos e caixas das mais
pracas do imperio mediante o abate de 5 OO : no
eseffptorio de Azevedo & Mendes, ra da Cruz
numero 1.
C ompras.
Partlcipaoo
do estado em que se acha o Sr. Manoel Alvet
Saldanha, que padeca ha maie de 20 annot
de uma perna muito incitada (tres palmos dt
grossura, reducida a palmo e meio), em 30
dias de tratamenlo, com as chapas medicinaes
leclro-magnelico-epispaticas do Sr. Ricardo
kirk.
Illm. Sr. Joo Alves Saldanha, negociante da
ra da Alfjodga n. 46 no Rio de Janeiro.Pre-
zadomono e amigoConfirmo-lea minha ultima
do mez lido, e acenso a recepgo da tua muito
estimada de 8 do mesmo mez.
De todo o conteudo de tus ultima Tico scienle.
Qiiante as chapas medicinmet do Illm. Sr. Ricar-
do Kirk. jeslou em posse dolas, como vers
Compram-se escravos.
Compram-se, vendem-se. e trocam-se escravos
de ambos os sexos e de toda idade : na ra do
Imperador n. 79. primeiro andar .
Compram-se escravos,
de ambos os setos, que sejam sadios e de boa
"gura, com habilidades, e que sirvam para o ser- I
vigo de campo, de 8 a 40 anoos de idade ; no es- i
cnptorio de Francisco Mathias Pereira da Cosa, i
na ra Direita n. 66.
Compra se uma mobilia de jaca-1
randa' com tampos de pedra e urna
mesa elstica: na ra da Imperatrie!
n. 58.
Compram-se moedas de ourobrasileiras de
20 ; no escriptorio de Manoel Ignacio de Oii-
veira & Filhos, largo do Corpo Santo.
Compra-se ou aluga-se um escravo
saiba cozinhar, e que nao soja da bebidas
ra do Pilar n. 143.
A quem interessar.
Precisa-se do seguinto: 3 linhas de 50 palmos
|9. 6 travs de 28 palmos 818, 1 dita do 40 pil-
mne QiQ ')\ Hilar. A- OA 'J/ L-I_____r, n r .
pela carta do mano Jos, na qual lhe realo os mo* '8, 2(* ditas de 30 a 32 palmos |8,portas de
maravithosos resultados que tem oblido, e parece>ma_eira de CONSULTORIO
DO
*Ja 1?. &a ILD1 DISDID
MEDReCOfAR TEI E OPERADOR.
a RA DA GLORIA, CASA jDO I 1 \H O 3
Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consullas lodos os dias pda msniis, e ia Urdeepois de 4
horas. Contraa parttdos para curar annualraente, nao s para acidado, como par* o enzenhos
ou outras propriedades ruraes. "
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horw da manha 0 n caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriftoem que se declare
o no me da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nio forera de urgencia, as pessoas residente* no bairro do Reeife po-
derlo remetter seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ru da Cruz, ou loja de
livros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casado annuncianle achar-se-ha constan temen te os melbores medica-
mentos homeopticos j bera conheeidos e pelos pregos seguimos:
Botica de 12 tubos grandes...........10*000
Dita de 24 ditos........;........159000
Dita de 36 ditos.................205000
Dita do 48 ditos................. 255000
Dita de 60 dito.................. 30*000
Tubos avulsoscada ura;........: ; 11000
Frascos de tinturas. ; ;...........; 2#000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jabr, tra-
ducido em portagoez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........209000
Modcinadometicadoi)r. Horing, coro diccionario. 10*000
Banertori do Dr. Mello Moraes. 6*000
iotrivel o grande volume de inchaces que da
perna peodla sobro o peilodo p, do quo tu de-
ves eslfrr lembrada, cujo papo o mesmo cirur-
giao Jorge, sogundo sua opinio, dizia que era
carnosidad?, e que jamis uunca eu poderia flear
bom. Agora j recoohece que nao carnosida-
de, ej diz que sao humores %ue para Mi se
accumulam, e esl admirado de ver os effeitos
que as chapas medicinaes tero feilo, e mesmo me
diz que antes de 60 dias leo completamente
bom, vista das raelhores que vou obtendo de
dia para dia : alm da applicsco das mesmas
chapas, tenho lomado algumas garrafas de rob,
porque alguna collegas que ja usaram das ao-
breditas chapssem moleslies como a minha, me
aconselharam para que eu lomasse. porquo o
rob purifica o sangue e faz transpirar o corpo, o
que eontribue muito para as chapas fazerem me-
Ihores effeitos; larobem tenho tido constancia
no resguarao; eaifira, como tenho voutade de
.flear bom de minha perna, fa;o todo o sacrificio
para evitar aquilloque rao possa fazer mal.
Desde que comecei a applicacjio dascAapa me-
dicinaes, em poucos das as dores que muito me
fOigiam desappareceracn : o efteito que as ditas
chapas me faziam vou le ex por. Todos os dias,
quaodo tiro as chapas pra limpa-las e lavar a
poma, observo que as ctiapaa esli cobertas de
uodoM de materias, e que a perna em diferen-
tes pactes eslcheia de borbulhas, as quaespur-
gam materias, e depois sangue negro: agora o
sangue mais vermelho que ao principio, porque
so vqueisto provm dis muitas constipa^es,
especialmente as que lenho apaohado na perna;
com tu do agoia estou persuadido que com a ap-
plica^ao das chapas medicinaes, e vista das
melhoras que vou obtendo, hei do Mear bom ;
assim mesmo ae dou por muito satisfeito quan-
do nao dimiouisse mais do que agora esl ; to-
das as calcas que eram eulreitas nao me semana
agora, eja esto na mao do alfaiate para descer
e aportar, porque rostrado-as assim, me pare-
cera sacco largo. Agora j posso usar de boti-
nas, o que venho a uiar para trazer sempre
aperlados com ligas. Quaodo deixar de azer
uso dai chapas lerei sempre ligado, que para isso
vou mandar fazer ligas com antecedencia.
Junto rai uma tira de papel, pela qual ver a
grossura em que nesta occasiao tenho a perna e
quaaloj tem diminuido, e que a principio li-
ona tres palmos ou mais, e rai sempre diminuio-
do de dia paradla ; sgori s faco uso de duas
chapas no lugar onde era preciso tres,a isso mes-
mo ja pondo uma sobre outra, fleaodo de parte
uma chapa para applicar com a que agora le
peco, e que junto rai o molde. Recommeudo-le
que digas ao Sr, Ricardo Kirk que 9 chapa dere
ser tal qual a medida que remello; os cantos
da chapa, tanto em baixo como em cima, nao
dsrem ser arredondados, porqua assim me faz
maisjrranjo para commedidade da incbacio.
Cora a chapa qne espero e com a que j tenho
supponho que quando as appUcer j me ho de
abranger a perna.
i Vi01AdeJa,1?n*0 (p"tl8l) 18denorembro
Je 1800,Teu irmio, Manoel Alves Saldanha.
bem so comprara bois mansos e habituados a
servido de carrocas : na casa de banhes do palee
do Garmo al 8 horas da manha., -eu das 4 da
Urde em rante.
Vendas.
J014S.
ESeraCn & Irmo com loja de ourives na ra do
Cabug, esquinan. 11, confronte a rus Nora e
pateo da matriz, parlicipam a seus amigos, fre-
guezese ao publico cm geral, que se acham sor-
bidos das mais bellas e delicadas obras de ouro
para senhoras, assim como pan homens e meni-
nas, por menores procos do que em outra qual-
quer parle ;o garantem ditas obras passando conta
com recibo, declarando a gualidade do ouro;
para facilidade das familias que quizerem esco-
Iher mais a gesto no stabelecimento, acha-so
este aborto at as 7 1/2 horas da noite.
Metachromatypia,
arle de trasladar em poucos minutos, iqjagens e
desenos coloridos, npressos em papel prepara-
do, para objectos e materias de toda a especie,
como sejam, madefra, olha, couro, vidro, papel',
etc.. ele. ; vendem-so curiosas collec;6es em
caiiinhas com a expheaeo do uso que se faz de
to interessante direriimento; na ra da Cadeia
do Recife.
A 2,000 ris!!
Sapatos de borracha para senhora e 2500pari
nomom de p grande: na ra da Iinperatriz n. 12.
**f'*8Trsti"tt" ryai p&a*w, fia,raaa>raaxawt
Liquidacao]
Adinheiro.
Na loja do finado Antonio]
Francisco Pereira,
|f ra do Crespo numero 8.
Paletots de panno preto saceos muito
finos a 1-2J e 16J, chaly de quadros a 320
I rs. o covado, mosselina de uma s cor a
H J40 rs. o covado, cortes decasemira mui-
a| to finos a 5, barego e gsze a 500 rs. o
3E covado, organdis de bom gosto a 800 e
j 900 rs. a vara, chapeos de seda para se-
H nhora a 15 o 25J (gosto de Paris) e ou-
M ,roa muitos aitigos por baralissimos
pregos.
Vestidos de seda a 30$
com pouco mofo e perfeilos a 50$ e 80
fazenda de muito bom gosto.
Fil brauco a 500 rs. a va-
2 ra, esta fazenda muilo boa e propria c?
sB para os suores campestres.
US Laazinnas de quadros e larradas cora i
\S llores a 360 rs. o covado.
ojsfepasg&eieeie mzzm $&msm~
X Laaescosseza com los de seda a 1^200
o covado, tarlatana a 400 rs. a vara.
Capas pretss de borracha e 15.
Grosdenaple cor de caf e mais cores a
aa 1700 o covado, sedinhas de bom gosto
a 19200 o covado, grosdenaple furia cores J
com quadrinhos (gosto do Paris] a 1600
Mo covado.
Modas de Paris.
j Vestidos de cambraia brancos bordados 1
Jg de duas saia3 a 30, musselioa branca do ;
g cordo a 600 rs. o covado, cambraia bran- 1
Q) ca de palminhas, flores e salpicos. L_
Aos proprietarios de co-
cheiras, de carros de
aluguel, e particulares
Na loja da ruado Crespo n. 14, vende-se um
completo sortimento de objectos para Torro de
carros, como sejam, vaquetas, sola, encerado,
lanternas, chicotes, galoes, virola, berlotas, da-
masco de seda, puxadores, boloes, reas de cera,
o arrelos para cabriole!, ludo por menos prego do
que em outra qualquer parle.
r^ M LOJA
Encyclopedica |
DE
Guimardes & Villar.
Ra do Crespo numero 17.j
Vende-se fazendas de supeiiores qua-
Udades egostos por precos incriveis :
Chapeos de seda para senhora brancos e
de cores a 15$.
Ditos ditos de ditos de cores o brancos a
. 20&000.
Ditos de palhi ticamente enfeitados a
. 28e40.
Riquissimos cortes de cambraia branca
bordados a 3.
Ditos dilos a 20.
La as de Garibaldi em corles com 25 co-
rados a 10.
Cassas a Garibaldi o outros delicados
gostos a 700 rs.
Cassas miudas superior fazenda de cores
uxas a 260 rs. o covado.
Laas de todas as qualidades a 3600 rs.
Manteletes, sabidas de baile riquissimas.
Chitas francezas de todas as qualidades.
hedas de quadrinhos e gros de todas as
cores.
Cambraia branca da China com palmas de
varas cada peca a 6S-50".
Saias bales de 30 reos a 5.
Chales de touquim brancos e outras qua-
lidades de chales finos.
Cambraia bordadas a mao a pega a 24.
Saias bordadas e de fuslo.
Sedas de cores e pretas de 2 saias borda-
das a velludo em carles ultima moda
de,Pajis.
Esparlilhos de molas.
Grande sortimento
de roupas feitas. sobrecasseas, palelols,
colletes, calgas.camisas e seroulas, meias.
grvalas etc., etc.
Calcado Meli ltimamente chegado de
Paris.
Nesto eslabelecimerj j encontra-se
grande sortimento de fazendas de to-
das as qualidades proprias para senho-
ras, horneas e meninas e seus
o admirareis.
pregos
Vende-se uma carroga; na padaria da ra
dos Pescadores ns. I e 3.
Vende-se um chapeo noro do Chile, flnis-
simo, por 1505 : na pcaga da Independencia, lo-
ja ns. 19 e 21.
Cevatia nova,
Machinas de costura
DE
SlvatA Companhia.
Estas machinas sao as mais pertetas
no ramo de mecanUino, unindo a uma
simplicidade a maior ligeireza e pcrlei-
93o para toda e qualquer qualidade de
costura, do ponto mais fino ao mais
grosso. O vendedor se obriga a ensinar
o methodo aos compradores *t o sa-
berem bem, assim como a ter as ma chi-
chinas em ordem durante um anno.
Estas machinas cosem com 2 ios nao
quebram o fio como muitas outias o la-
tera e sSo as melhores e mais baratas
at boje conhecidas no mundo, ellas se
acham expostas na galera do SR. 0S-
BORN, RETRATISTA AMERICANO NA
RA DO IMPERADOR N. 38, onde
uma senhora competentemente habili-
tada as fara' ver e trabalhar. Igual-
mente se acham expostas no armazem
de MACHINAS AMERICANAS, RlA DA
CRUZ N. 4 E 9.
Grammatica in-
gleza de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a ascrever e a fallaringlezem 6 mezes,
obrainteiramente nova, para uso de
todos os stabelecimento^ de instruc-
cao, pblicos e prticulares. Vende-
se napraqa de Pedro II (antigo largo
do Collegio) n. 37, segundo andar.
Na ra Nova n. 42
defronte daConcei^ao
dos Militares,
ura esplendido sortimento de organdys, ram-
braias brancas, de cores, e de salpicos, sedinhas
de quadros, chitas muito Unas, largas e psim-
tas, claras e escuras, de modernos e delirados
goslos e padroes escolhidos, chales de mprin do
pona redonda, estampados, bordados e lis"S,
manguitos e gollinhas, cortes de restidos de cam-
braia bordados com 3 e 4 babados, e outras mui-
tas fazendas, cujos pregos sao os mais iminutos
possireis.
tmm&Qm reas ew^e^sfgeB
rende-se
Vecde-se tanto a retalho como por atacado,
pelos pregos seguinles : arroba a 2J20O, e em
saceos a 25 a arroba : na ra da Peuha n. 33
taberna. '
Ceblas a C00 rs.
o cento,
Vendem-se ceblas a 600 rs. o cento : na" ra
dasCruzes n. 24, esquina da Iravessa do Ouvidor
Vende-se uma escrava crioula, cozinha e
engomma soffrivel, e cose costura cha, de ida-
ae 2 anuos, bonita Dgura, sem vicios nem acha-
ques : na ra da Guian. 9, taberna.
i/I Veai*-ao cera de carnauba, superior qua-
lidade, e por menos de que em qualquor outra
parte ; a tratar na ra da Guia, taberna n. 9, ou
na ra da Madre de Dos n. 4 '
Ritn11 ViLTL ?s" lerr" na rua de Sa"
Urna grande qusntidade de camisas ioglezas pei- i" ErS S'fu i pa"r" "V1" ?rail: 1uem
los de linho com pregas largas, e por ser grande I lf,'S? fo,r? 3 rua do Que"Dlo n. 33,
quanlidade deliberamos vender pelo diminuto J
prego de 30 a duzia com o Um de dar prompta
eitracco : na rua Nora junto a Conceigo dos
Militares n. 47.
Vende-se o engenho Sibir do Mato, sito na
fieguozia de Ipojuca ; quem quizer comprar, di-
rija-se ao proprietsrio Francisco Lins P. B., no
engenho Arendipe, eu ao Sr. Manoel Aires Fer-
reira.
jtROlPA FEITA ANDA MAIS BARATAS.]
SORTIMENTO COMPLETO
35 ds
fazendas e obras leiiis.!
LOJA E ARMAZEM
Ges k Basto!
H NA
Wna do Queimado
. 46, frente amarella.
Constantemente temos um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacas pretas
de panno e de cores muito fino a 289.
30$ e 359, paletols dos mesmos pannos
a 20J, 225 e 24?, ditos saceos pretos ds
mesmos pannos a 149, 16$ e 18$. casa-
cas pretas muito bem feitas e de superior
panno a 28$, 30$ e 359. sobrecasacas de
casemira de cores multo finos a 159. I65
e 18$, ditos saceos das mesmas casenn-
ras a 10$, 129 e 14$, caigas pretas de
casemira Ona para homem a 89, 99. \u
e 12, ditas de casemira de cores a 7$, 89,
1 99 e 109, ditas de niim brancos muilo
! fina a 5$ e 69. ditas de ditos de cores a
39, 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
! semira de ricas cores a 4$ e 4$50O, rol-
letes pretos de casemira a 59 e 69, ditus
de ditos de cores a 4$500 e 59, dims
brancos de seda para casamento a 59,
ditos de 69, colletes de brim brsnco e de
fuslo a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
2$500 e 39, paletots pretos de merino de
corJao sacco e sobrecasaco a 7J, 89 e 9
colletes pretos para luto a 450O e 59.
gas pretas de merino a 49500 e 59 pa-
letots de alpaca preta a 39500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 69, 79 e 8?, muito fino rol-
letes de gorgurao de seda de cores muilo
boa fazenda a 39800 e 4$. colletes de re.
ludo de crese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno re-
los e de cores a 149, 159 e I69, ditos ,je
casemira sacco para os mesmos a 6*500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
39500, dilos sobrecasacos a 5$ e 59500.
|e caigas de casemira pretas e de cores a fijjj
e 6500 e 79, camisas para menino a 209
m a duzia, camisas inglezas pregas larcas
55 muilo superior a 329 a duzia para acabar. -
H Assim como temos uma officina de al B
X faiate onde mandamos executar todas as 2
H obras com breridade. |E
nmmemm man ^^^^m
Rival sem segundo.
Na rua do Queimado n. 55, loja de miudezas
sl q.ieiraando os seguintes artigos abaixo de-
estao perfeitas, e o
Mesa para escripia, quasi nova
na rua da Imperatriz, loja n. 45.
Acaba de egar ao arma-
zem de Bastos & Reg
cora
Attenco.
Vende-se a taberna da rua Direita n. 31, .
poucos fundos, propria para principiante, 3 prazo
ou adioheiro ; a tratar na mesma.
Carros.
Vendem se dous ricos carros, um grande e ou-
tro menor ; no esdriptorio de Manoel Ignacio de
Qliretr & Pilho, largo Corpo Santo,
Iiieresse publico.
6 escravas de idade 25 a 40 annos. fszem todo
o serngo interno e externo de ama casa de nre-
tos de 7()09a85O9, l booiu olee, de idade 9
anuos por9009, t bonito raoleque bom boIeeSo"
de idade 20 annos : na rus de Aguas Verdes nu-
mero 40.
Luvas
As melhores luvas para .
rendem-se em casa de Falque,
p A, chegadas pelo ultimo yspor.
montar a carallo ;
rua do Crespo
vapor.
clarados, todas as miudezas
prego convida :
Caixas de clcheles a 40 rs.
Carines de ditos a 20 rs.
Croza do pennas de ago muito finas a 500 rs
Charutos muito finos, caixa com 100 a 25500
Groza de botdes de lougs a 120 rs
Carretel de linha cora 100 jardas a 30 r
Bules com banha muito fina a 320 rs
Ditos com dita dita a 500 rs
Banha era lata com 1t2 libra a 500 rs
Frasco de oleo de babosa a 400 rs
Caixss com obreias muito oras a 40 rs
h> m'o S phSph0r0s cspeciaes elhor qua
n,?na.rHSQ,!ie,raeas ?ruV Pera homem a 160 rs.
Ditos de ditas muito finas a 200 r
800 rs" ^ fr,ja de l3a. muil onilas ""si
Duzia desabneles muilo finos a 600rs
Iscas para acender charutos a 60 rs
I'hosphoros em caixa de folha a lo rs
Carlas de alneles finos a 100 rs.
Calas de agulhas francezas a 120* rs
Pares de sapatos de tranga de algod'o a 1.
Ditos de laa para meninos a 200 rs.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Ditos de oleo a 120 rs. 1
Duzia de facas e garios de cabo preto a 3*
Pares de luras de fio de Escocia a 380
Masaos de grampas finos a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs
^esouras para unbas e costura muito finas a
Pegas de tranca de la com 10 raras a 320.
Escoras para dentes muito finas a 200 rs
Cordio imperial fino a 40 rs
Dito grosso a 80 rs.
Cordea para espartilho a 80 rs.
Caixas para rap muito finas a 19.
Pares de meias de cores prra meninas a 160 rs.
Linna de marcar (nortllo) 20 rs.
Groza de marcas para cobrir a 60 rs.

'



DI4W0 DE mCNHinGO. SEGB*H>A fRA M illfHK)
Miaiif
DE
N\ X.O.S Y \HM\ZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RIJA DO QUEMADO 41
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Seda de quadrinhos muito fina covado
Enfeiles de velludo com troco prelose
de cores para cabera desenhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraias o seda lapada e
transparenre, covedo
Luvas de seda bordadas e lisas para
senhoras, homens e meninos
Lengos de seda rxos para seubora a
29000 e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de tolas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lencos de gurgurao prelos
lucas capellas brancas para noivados
Saias b.do para senhora e meninas
Tafea rxo O covado
Chitas franceza a 260, 280, 300, e
Cassas francezas, a vara
1*000
2500
89500
2900C
$500
93^0
$500
Selim preto azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos delargnra
o covado
Casemiralisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos ees
lampados de todas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria par?
forros com 4 palmos delargura, o
covado
Ricos cortes de seda prelos e decoros
com 2 saias e de babados
Ditos de gaze e de seda phantasia
Chalas detoquim muito finos
Crosdenaple preto e de cores de todas
as qualidades
Seda lavradapreta e branca
Capas de fil e visitas dese* preta
com froco
1*600
29000
1*500
IQAQ DAURORA.
Seus proprietarios offerecem aseas numerosos freguezes e ao pubbico em geral, toda equal-
quor obra raanufaturada em seu reconhocido eslabelicimento a saber: machinas de vapor de todos
os tamaitos, rodas d'agua para engenlos, todas de ferro ou para cubos de madeira, moendas e
meiis moendas, lachas de ferro batidoe fundido de tolos os tamanhos, guindastes, guinchos e
bombas, rodas, rodetes agdilhois e boceas para fornalha, machinas para amassar mandioca e para
descansar algodao. prendas para mandioca e oleo de ncini, portoes gradara, columnas e moi-
nhos de vento, arados, cultivadores, ponles, cadeiras e tanques, boias, alvorengas, botes e todas
as obras de machinismo. Executa-se qualquer obra seja qual for sua natureza pelos desenhos ou
moldes que para tal fim ferem aposentados. Recibera-se encoramendas neste estabelecimento na
ra do Brum n. 28 A e na ra do Collegio hoja do Imperador n. 65 moraJia do caxeiro do es-
tabelecimento Jos Joaquim da Costa Pereira, com quem os pretendentes se podem entender para
qualquer obra.
GUAPE SGRTHHMO
DE
Fazendas e roupa feita
NA LOJA E ARMAZEM
J>
Joaquim Rodrigues Tavares de Mello
SUA DOQUEIMADO N. 39
KH.SA LO/* DE QUi.TRO PORTAS.
Tem um completo sorlimento de roupa feita e
convida a todos seus freguezes e a quem desejar
ter um uniforme feilo cora todo oslo dirijam-se
a este estabelecimenio que encontrarlo um h-
bil artista chegado ltimamente de Lisboa para
desempenhar as obras a vontade dos freguezes e
ja ternura grande sortimeoto de paletets saceos
a ingiera de cstamentia de er cinzento, escuros,
mais claro a 4$ cada um, ditos da mesma fa-
zenda de pura laa fina a 8$, ditos de meia case-
mira de cores escuras e claras e sinzeutos de
pirado golo a 10, Jilos do caseraira de cores
a 14?, ditos de fino casemira de quadrinhos a
169, ditos de alpaca Ona saceos a 6. ditos so-
brecasacosa 89, ditos com gola de velludo a 99,
ditos de panno e de casemira preta a sobrepasa-
dos a 239,-35$ e 309. sobreeasacos muito Anos a
33g e 409, paletots de brins, de fustao e de gan-
ga a 49 e 59. colletes de velludo bordado a 129,
ditos de gorguro de seda pretos muito boa fa-
zenda a 6J, ditos de casemira a 59, ditos de fus-
tao a 3J50O, calcas de b rim e de fslfto a 4$ e 5J,
ditas de casemira de cores a 99 e 109, ditas pre-
las a 18$ e 149, assim como muitos mais artigos
qoe seria impossivel aqu as poder mencionar.
Queijos muito novos.
junto ao aObrado novo do Br: Figueiroa ven-
dem-ae qtieijos chegados no ultimo *apor por
3JT700 ca*a um, tambera tem qaeijo suisso e
queijo ptato.
Vende-se urna morada de cata
terrea na ra da matriz da Boa-Vista:
a -fallar na mesma ra sobrado que vol-
ts para a ra da Glorian. 33.
Ra de Crespo,
"loja n. 25, de Joaquim Perreira de S, veode-se
por pregos baratissimos, para acabar : pecas de
cambraiahsa Qna a39, organdys muito finas e
modernas a 500 rs. o covado, cassas abertas de
hermas cores a 240 rs., chitas largas a 200 e 240
cortes de cassa de cores a 29. ntremelos borda-
dos a I950O a pega, babados bordados a 8-20 a
vara, sediohas de quadros finas a 800 rs., casa-
veques de cambraia e fil a 59. penteadores de
carabraia bordados a 59. golltohas bordadas a
040 ditas cora ponas a 29500, manguitos borda-
dos de cambraia e Al a 29, damasco de la com
palmos de largara a I96OO, bramante de linho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, luvas
para senhora a 100 rs. o par, capas de fustao en-
fetadas a 59, pegas de madapole fino a 4$, la-
ziHha de quadros para vestidos a 320, camisus de
cambraia bordados a 9, sobiecasacas de panno
floo a 20$ e25$, paletots de panno e casemira de
16 a 20$, ditos de alpaca de 39500 a 89, ditos de
bnm decrese brancos de 39500 a 5$, caigas de
casemira pretas e de cores para todos ps pregos,
ditos de brim de cores e brancos de 29 a 59, ca-
misas brancas e de cores para todos os pregos,
edteles de casemira de cores finos a 59 ; assim
como outras muitas fazendas por menos do seu
valor para fechar contas.
Padaria.
Vende-se um estabelecimento de padaria beta
moDtado.com una deposito no centro desta cida-
de. em muito bom lugar : tambem se vende s6
a padaria muito em eenta
do arsenal de guerra n. 1 a 3.
a fallar na traress
# Machinas de vapor.
9 Rodas d'agua.
3} Moeadas decanaa.
dj) Taixas.
Rodas dentadas.
Bronzes e aguilhdes.
sj Alambiqoes de ferro.
Crivos, padroes etc., etc. ,_
aj Na f undigao de ferro de D. W. Boirman, 2
ruado Brum paseando o chafariz.
aj)S
Bolsas de tapete para
nagas.
Vendem-se mui.bonitas bolsas de tapete pro-
pnas para viagens., etc., etc., pelos beratissimos
pregos de 59, 69 e79 : na loja da aguia branca
ra do Queimado n. 16:
240.
ET
PROGRESSO
de
-Largo da Penha--
Os proprietarios deste estabele-
cimaoio convidan ao respeilavel publico, principalmenle aoe amigos do bom abarato que se
achara em seu arraazera de raolhados de oovamente sonido de gneros, os melhores'que tem
findo a este aereado, por seren escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a mator parle delles vinaos por conta dos proprietarios
Gigos eom c\vxipan\ia
das melhores marcas que ha no mercado a 203*000 e en garrafa a 25000.
Figos de comadre
em caixas proprias para mimo a 19000.
Barris com aicilonas
os mais novos que ha no mercado a 152000.
Srvela branca
das mais acreditadas marcas a 59000 a duzia e em garrafa a 500.
Qneijos namengos
recebidos pelo ulmo vapor de Europa a 3000
Queijos parlo
das melhores qualidades que tem viodo a este mercado a 900 reis a libra, e em oorco se f*.
fa algum abatemenlo. r v
Queijos suisso
recen lente chegado e de suqerior qualedade a 960 reis a libra.
Chocolate
dos melhores autores de Europa a 900'rs. a libra em porgao a BS/9.
Marmelada imperial
do afaraiio A.breu,ede outros mais fabricantes de Lisboa emlatasde 1 a 2 libras a 800
. n., em porgao de se far algum abatimento.
Maca de tomate
en latas de 1 libra por 900 rs.,em porgao vende-se a 850 rs.
Conservas franeezas e ingieras
as mais novas que ha ao mercado a 700 rs. o frasco.
Latas de WiaehinYia de soda
tita diferentes qualidades a 19600 a lata
iVmeixas franeezas
ss mis novas que tem viodo a este mercado em cornpoteira*,contendo 3 librador 39000 es
em catas de 1 e 1(2 libra por 19500 reis .
Caixinbas eom 8 libras de passas
a 35000 rs. em porgao se far algum abatimento, vende-se tambem a retalhoa libra a 500 rs.
ftflanteiga ingiexa
pjrfditamenteflor a mais novaque ha no mercado a 19000 rs. a libra, em barril se far al
guio abatiiaento.
Cba perol*
e mjltior que ha neste genero a 2600rs. a libra ditohyson a 2&0OO rs.
Manteiga franeeza
a 720 rs. a libra em barril se far abatimeoto.
Toucinbo de Lisboa
o mais aovo que ha no mercado a 320 reis a libra.
Macis para sopa
em cariaras de 8 libras eom deferentes qoalidadespor 45( 00 rs.
Tambem vendem-sees segara tes eneros, ludo recentemeotecbegado e de superiores qua-
lidades, presuntosa 48b rs. a libra, ehourica mulla nova, mermelada do mais afamado fabricante
de Lisboa,maga de tomate, pera secca, passas, fructas em calda, emendos, nozas, frascos om
aaendoas cobertas, confetis, pastilbas de varias nulidades, vinagrebronco Bordeaos, proprio
para conservas barutos des Memoras fabricantes doSan'Feij, macas de todas as qualidades
gomnaa muito fina ervilhw franeezas, champagne das mais acreditadas marcas, cerveias iedHas
spermacetebarato, bcoresfrancezesmuiio fino, merrasquino de zara, azeitedoceptarificado, azei-
tonas muitonovM, banha da^orco rofioada e ou(ros muitos gneros qae.r^oairarfio tendntesa
aolhados. por issopromaUaa.aapfapeieOr.Tederein por muito twoos deqaie o*ro qualquer,
prometiera mais tambora .arman goeHa, peasoas que mand.rem por aotraaliosn. praticas orno
.eviesserapessoalmente; roga tambem a todos os senbores de ngenho TsenTofes lavradores
tram mandar suteneoneoda.*oarmam Prereeso,que seihes aanga a boaqaalidadee
queijos os melhores qoe podem haver nesle ge-
nero a 29700, frascos rom 8 libras do manleiga
ogleza fina a 99, loucinho de lisboa a 360 a ll-
ora : na ra larga do Rosario n. 50, quina que
volta para a ra estreita do Rosario.
Liqu.daco por todo o
prego.
O proprielario'.deste estabelocimenlo estando
a setirar-se para o centro da provincia por en-
commodoem sua f imilia tem resolvido acabar
com sua loja, vendenuo seu calgado pelos se-
guirles oreos : brozeguins jolly para senhora a
49300, ditos dito com ilgum defeito na borraxaa
3g00, sapates de lustro parahomem, obra do
paiz, a 2*500, 3$ e 49 rs., calgado de lustro para
senhora com franja n rolla a 19120. 19280 e
18*40, calgado de borracha para a prezente es-
tago, para horaem e senhora, a 2^210. taman-
cos de mirroquim nunca visto pelo primor da
obra a 240, 400 eOO rs., sapnlinhos de la para
oan?a omais bem r,l0 le tem apperecido a
320 rs calgado virado de lustro para homom,
forrado de marroquim a ltf600. finalmente ludo
se vende sem reserva de prego: na ra do Li-
vramenlo, loja n. 27.
Afilo
. aos amantes da boa fu-
maca.
Na ra larga do Rosario, fabrica de cigarros n.
21, os spnhor.'s amentos do bom cigarro encon-
lrarao elTectivamenie ura sortimento dos verda-
deiros cigarros de papel de linho e seda, e de to-
das as qualidades, os melhores que tem appare-
cido ueste genero.
Barato.
Para quem precisa de estabelecer qualquer ne-
gocio cm pomo pequeo, aluga-se a loja da ra
Oireita n. 102 com a competente armago, pro-
Cassas de lindos padroes e cores fixas que se
pode garantir aos comprados, s 240 rs. o covado,
na ra do Queimsdo, leja de 4 portas n.39.
Atada coatina a eslar para se vender, per-
mutar por casa nesta cidade. e em ullimo caso,
arrenda-se a quera Qzer as obras o concertos que
a casa precisar, sendo descontada a quanlia gasta
do aluguel que tiver de pagar, o sitio da travessa
00 Remedio, na freguezia dos Afogados n. 21:
quem o pretender, entenda-se com seu proprie-
lario na ra de S. Francisco, como quem vai pa-
r a ra Bella, sobrado n. 10, ou na alfandega
aoode empregado.
lena u. iu cora a competente armagao, pro- uu v<"
pria para qualquer negocio : quem precisar pode a da Ba F-
Veodem-se em casa de Braga, Silva A C, re-
logios de oure de diversos fabricantes inglezes.
por prego commodo.
Issucar e canna.
Vende-se assucar mascavado a 100 rs. a li-
bra, agurdente de canna engarrafada a 240 a
garrafa ; na travessa do pateo do Paraizo n. 16
casa pinta Ja de amarello. '
Esleirs da India de 4, 5
e 6 pamos de largo.
Noarmazem de tazendas da ra do Queimado
o. 19, propiamente para forro de salas e camal
por ser da melhor qualidade, e todas brancas
Vende-se um r-xcellente cabriolet pintado
e forrado do novo, coro arreios quasi novos -na
ra do Imperador, cocheira do Sr. Jos, defronte
de S. Francisco.
Vende-se doce da casca da goiaba, o que
podo haver de melhor neste genero : no paleo
do S. Pedro n. 6.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem serapre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sorti-
mento de tachas e moendas para engeoho, do
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no rnesmo deposito ou na ra do Trapi-
che n.4.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fixas
a doce Moteas o covado, mais barato do qne
chita, approveitem em quanto nao se aoabam
na ra do Queimado n. 22. na bem couhecida lo-
Linha americana a 100 rs.
dft 200 jardas
branca e de todas as cores, estas linhas
sao fabricadas para cozer em machinas
por serem muito fortes e iguaes sao as
melhores linhas que tem viudo a este
| mercado.
Retroz e trocal preto e de
cores
tambera proprio para coser em machi-
nas, vera em carreleise vende-se era li-
bra a 209 ou 2g ura carretel de 12 em li-
bra : na ra da Imperatriz n. 12, princi-
pal deposito de machinas de coser.
N. t(. Como exite um grande sorti-
mento destes nbjectos vende-se rnesmo
a quem nao tem comprado machina de
cocer.
xtmmfimwi smtm sieegeeiea*I
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Slomacal de 1830.
Precioso de 1847.
As duzias.e em caixinbas, a diobeiro, por ba-
rato prego : vende-se na ra do Trapiche n. 40,
es t ptorio.
leude-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas,
Biscoutos
Emcasade Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
Farfolla a 3 $500
Venie sefarinhade mandioca a 5#500
a sacci: na ra da Madre de Dos nu-
mero 35.
jM Sb> A aV.SB O
Bodis entes para senho
ras e Bias.
?f i -B,Me pC0 ,b8r,l'">n>o proco de 2 : em
ditaloi. daaROiabraoea, ra do Qeeimado nu-
mero 16.
Livim
76-RuaDireita76
Vendem-se livros em braneo cora todos os ris-
cos necessarios para escriptaracoo per partKta
dobradas e simples, encaderoaclo fraoeeza, bam-
burgueza e nacional.
Diario e razio.
Borrador.
Caixa.
Registro de letras.
Abecedario.
Copiador de caitas.
E um grande sortimenlo de livros avolso em
diversos taroaohoe, cdemelas pera lembrancas
tinta de todas as cores, lopis, pennas fioaa, tm-
leiros, papel branco e azul de todas as qualida-
des, dito de cores, dito de mata-*orrSe, lacre
obreas de todas as quaHdades, letras em branco'
contas lithographadas.cartaafuBobrca, anvelopcs'
de todas as qualidades, e outros muitos objeclos
o que ludo se vende por"pregos comtnodos. tra-
peos do Chile muito unos do ultimo -gosto, aba
Perfumaras
novas.
A loja da aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda um lindo e completo sorti-
mento de perfumaras finas, asquaes est ven-
dendo por menos duque em outrvqnalqner par-
te : sendo o bem conhecido oleo philocome e ba-
nhafSociet Hygieniqoe) a I9 ofrasro, linos ex-
lr,aCo^Le/mob0DtI0S fr8C0S de core8 e curados a
2, 2J500, 3 e 4, a afamada banha traDaparen-
te, e outras igualmente finas e novissimas coico
ajaponaiseem bonitos frascos, coja lampa devi-
dru tambem cheia da mesma, huile concrete
odonnell, principe imperial, creme, em bonitos
copinhoscom lampa de metal, e muitaa outras
diversas qualidades, todas estas a I9 o frasco
bonitos vasos de porcelana deurada proprios ca-
ra offerla a 29 e 2*500. bonitos bahuzinbos com
9 frasquinhos de cheiro a 29, lindas ceslinbas
com d e 4 frasquinhos. e caixinhas redondas cem
4 dilos a 1S200 e lj)00. fines pos para denles e
agua balsmica para dilos a l9e 1*500 o frasqoi-
nho ; e assim urna infinidade de objectosque sao
Quedado6". ^ "gU" b,,n"' D' tUB d
RuadaSenzala Novan.42
Vende-se em casa de S. P. Joobeton d C,
selhnse silhes nglezes, eandeeiros e castirae
bronzeados, lonas nglezes, fio de vele, chicote
para carros, emomaria, arreios para carro de
um e dous cvalos relogios de ouro paienie
inglez. r
1 Seguro contra Fogo
9 COMPAMBIA
i wmmsi
LONDRES
procurar na mesma ra n. 100.
SONOFRO-
gresso.
Queijos flamencos chegados no ultimo paque-
te da Europa a 2J500 ; vende-se nicamente no
armazem Progresso, no largo da Penha n. 8.
Vende-se urna porgao de prata fina, con-
tendo em varias obras, facas, garfos, colheres de
sopa, ditas de cha, enquinho para tirar assucar,
cocos para sdpa, grandes salvas, 1 copo com o
pratinho do dito, todo de prata muito boa, ven-
de-se em conta ; na ra Imperial n. 207.
Vende-se um rico pianno, no Varadouro.
era Olinda, junto padaria.
Sal do Assu'
de muito boa qualidade ; a tratar com Augusto
Ferreira& C, ruada Madre de Dos o. 4, ou a
bordo do cter nacional Emma, com o capito
Joao Antunes da Silreira.
Cavallo.
Vende-se um cavallo com todos os andares : a
tratar na roa Velha n. 70, ou na padaria do pateo
da Sania Cruz n. 6.
Oheguem ao ..barato
O Pregoica est quehnando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pecas de bretanha de rolo eom 10 varas a
28, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palito ts a 960 rs. o covado. cam-
braia organdy do mui to bom gosto a 80, rs.
a vara, dita liza transparente muito fita a 3,
49, 59, e 69 a.peea, -driaupada, cam 10 varas
a 59 e 69 a pega, chitas largas de modernos e
escolhidospadaoes a 240, 960e 280 rs. o cova-
do, riqoiasimoa chales de mene sstanpado a
79 e 89, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda moho delicada a 99 cada um, ditosm
urna so palma, muito finos a 9*0D, ditos lisos
00 franjas de seda 59, lencos de cassas com
*erra a 100, 120 e 160 cada um, me'tas muito
finas para senhora a 9 a duzia, ditas de boa
qualidade a 39 e 39*00 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, para eoberu a 280 rs.
i) aovado, ehitasescuras inglezas a 59900 a
peca, e a 160 rs. o covado, brim branco de pur
linho a 19, U>2aWe|l4}0 vara, dito preto
muiio encorpaao a 19500 avara, brilbantin
atol e 400 rs. o covado, alpacas do difiranles
cftres a 360 rs. o covado, eaeemuas presas
finas s 29500, 39o 39506o covado, cambraia
preta e de sal picos a 500 rs. a vara^ outrat
muitas fazendas qae ao ari patete aoeeaapra.
dor, e de ledas se dar,* amostras ecu penhof
ana do Queimado n. 39
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TaVARES
BE MELLO.
Ha cortes de vestidos de soda de cores, (azenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
609000, dilos sem defeito a 1009000, tem um
reslo de chales de toquim que estao-se acabando
a 309000, dilos de mirin bordados eom ponta
redonda a 89000, ditos sem ser de ponta redonda
a89000, ditos estanpados eom listras deseda
em roda da barra a 99000, ditos de ricas estam-
pas a 79000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 29000, dilos sem franjee muito
encorpado a 29000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente eneiudos a
259000, ditos muito superiores a 309000, en-
[flitesde vidrilho preto a 39000, dilos de retroz
a 39500, organdisda mais fina que ha no mer-
cado a 19000 o covalo, cambraias de cores
de padroes muito delicados a 800 rs. a vara, ditas
de outras qualidades a 600 rs. avara, ricas chitas
farncezasde muito boas qualidades a 280, 300
9
9
I
I
!
!
I
9
para
i

AGENTES
C J. Astley Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Eachadasde ferro.
Ferro sueco.
Fsmngardas.
Ac de Trieste.
Pregos de cobre de com-
posico.
Barrilha e cabos.
Brim de vela.
Couro" de lustre.
Palhinha para marcinei-
ro : no armazem de .
J. Astley A C.
ac
RELOGIOS.
Yende-se emcasade Saunders Bro hers 4
C. pregado Corpo Santo, relogios do afama
do abricante Roskell, por pregos commodes
e tambemrancellins e cadeiasf araoa meamos
deezceellnte costo.
Para acabar.
Pecas de cambraia de flores a 39500 a peca,
ton 0 nn ,- a m---------"". recasae camDrjta ae llores a 3$5UU a peca,
W, e 4UU rs. ao covado, a melhor que se pode chita franceza clara e escura a 260 rs. o covado!
imaginar. DeitOS nara camUa 9i re J. .... era val,is Jn linhn a Pingan o da aotim Knn .. '
imaginar, peitos para camisa a 240 rs. cada orna,
cortes de casemira de cores a 69000, ditas em
pesca, de quadrinhos a 49000 o covado, gollinhas
de muito bom goslo a 19000, ditos de outros
bordados ricos a 30900, manguitos de cambraia
bordados a 39060, trasbordados e entrimeios
que se vendem porpreoo commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de enancas, e capinhas
para senhoras a 19400 rs. o eovado, corles de
cambraias de salpicos a 59000, cortes de cam-
braia enfeitadas com tiras bordadas a 69000,
oatras muitas mais fazendas que ser difcil
aqaipode-las mencionar todas.
Por metade do sen
valor.
Ra do Queimado n. 19.
Vestidosegaze a phantasia,muitoslindos.de
uaasalas, pelo baratissimo preco de 10 cada
um corte.
Cambraias
baratas.
19 Ra do Queimado 19
Cortes de eimhrala ranca muflo fina com sal-
picos aadidnos a 48600.
Cambraiela para vestido, mnilo fina, pelo ba-
ratissimo preco de 29600, 298OO, 39 e 39500 cala
atoes -de mossolina, ditos arrendados, ditos
grvalas de liaho a Pineaa e de selim a 500 rs.,
grosdenaple preto a I990O, 2*200 e 2j400 e co-
vado, cortes de cambraia de cores a 2a200, algo-
dio com 20 jardas a 39 e 39300, e 49900 com AS
jardasjchapeos de sol de panno a I98OO, ditos de
feltro para cabeca a 4 e 2S800, meias para se-
nhora a 3jJ50O. e 3*800 superior, algodo de duas
larguras a 600 rs. a vara, chales de la escuros
a 19800, brins miuios a 190 o covado, dilos de
linho poro branco fino a tglOO a vara, amasa
franceza de cores e brancas a 1700, madapoleo
a 3300, 4950O e 5$ a peca, e outras muius fa-
zendas que vista do comprador far f : na loja
da rea de Passeio Publico a. 11.
As melhores machinas de co-
zer dos mais afumados au-
tores de New-York, Siuger
*., Whecler A Wilson e
Geo. B.'Sloat & C.
Estas ma-
chinas ene
sao aa melho-
fes e mais
durado uras
mostrara-so a
qualquer hora
e ensioa-sc a
Irabalhar as
casas dos com-
pradores ga-
ra alindo-ae a
sua boa quali-
dade e dara-
?lo: no depo-
site de na-
chinas de
Raymuedo CarleaLeite & Irmo rua d> JmiiM
ratriz n. 12, adligamente aterro a Boa-Visla
Gurgel & Perdrgo.
\Ruada Cadeia loja n. 23^'
- Receberam modernos vestidos de phan-
tasia e de cambraia brancos bordados.
Receberam novos volidos de seda, di-
tos de blonde com todos os perteoces.
Receberam completo sorlimento de'
manteletes, sabidas de baile, taimas de
erte de-seda, dUas pretas bordadas.
Vendem modernos chapeos de pahT
enfeiles modernos para senhoras.
Vendem as commodas saias balo de
musselina e cutim para senhoras e me-
ninas.
Vendem seda de quadrinhos, grosdena-
ples escuro, ditosde quadrinhos.morean-
tique e lanzinhas em covado, cassas de
salpico,cambraia de cores,organdis e mais
fazendiis proprias para vestidos.
Vende-se
EM CASA DE
AdamsoD Howie & G.
Vinho do Torio de superior qnalidade.
Tmia de todas as cores.
Lona e flele.
Fiode vela.
Sellins.silhoes, arreios e chicles.
Rolbas.
Rua do Trapichen. 42.
A loja da ba-f
na *na Ao Queimado n. 2ft
esta muito se ruda,
vende mnito narato ;
?Ii,mAbraDC0 de Puro Moho trancado a IfiOOO e
18400 rs. a vara ; dilo pardo muito superior a
1JJWU a vara ; gangas francezas muito finas de
padroes escuros a 500 rs. ; rscadinhos de linho
Pro.pnos. P'ra obra de meninos a 200 rs, o co-
vado : corles de caiga de meia casimira a 1600
ditos de brtm de iinho de eflres a 29 rs breta-
nha de linho muito fina a 20, 229 e a 24 rs a
peca com 30 jardas ; aloalhado d'algodaiTmuilo
superior a 1J400 rs. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largara a 29400 a vara : lencos
de cambraia brancos para algibeira a 400 a
duzia ; ditos maiores a 3$; dilos de cambraia
de linho a 69. 7 e 8#ra..a duzia ditos borda!
dos muito Onos a 89 rs. cada um ; ditos de cara-
,n?.'! .*JlSod*0-. eo,B Wc0 1,rK0 ae ,inh<> em
? 01S. ; .x 8 S?m reDOa' bico e lyrin-
I0 8 2OOO; e alm disto, entras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista : na rua do Queimado o. 22, loja da Boa f.
Vendetn-se noventa apolices da
coapanliiai do Beberike : na rua Nova
n. 14, primeiro andar.
Xarope peitoail brasi-
Iciro.
0a Srs. Joo So^ & c, tnicos possuidores
fW?Mr0p6.^ ben "decido pelos seusbons
effeitos continuara a veode-lo pelo pr^ode 19
XHlt0 .a5eB1 uDla <5ilT"'ca no P?eco aos
cotwgase a todas as pessoas qoe tomarem de 12
tidro8piraMaia.
JR Relogios jfe
Suisses.
Z'rJZ!:-'>,4I*?,,e 'jado sorlimento
de relogios de alBrbeira hOtiaontaes, patentes,
chroDometro,Wefe**roemetros de ouro. pra-
ta dourada o foleaOoe^a oro, sendo estes relo-
gioadospruneiresfabricaateedaSuissa, que se
venderio oor precos razoavela.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba de superior quati-
ilado em porclo t a rCTaTho.xor preco mala ba-
o.da^ue^oalwna*|4T parte : na rua do
Queimado, loja de cera n. 77,


DIlAia 3 MHMJHHGft -* SiGJUlDjW 111KA u DfrlAJStfRO DI lMi.
vb
Gafeifc
Qualidades escoibidas.
45~Ria BireiUh-45
Eis afala I E necassario renovar o calgado e
correr ao estabelecimenlo da ra Direita, que o
renda muito fresco o em perleilo estado por es-
te prec.os :
Borzeguinade homem (bezerro e lustre) 9J560
Ditos de dito dem) 95000
Ditos dedito dem) 8JJ500
Ditos dedito dem) 8g0Q
Ditos de dito idem) 6:9000
Borzeguins de senbora SjjOOO
Ditos de dita 498OO
Ditos de dita 49500
Ditos de dita 4$000
Sapatoes de bezerro (3 1(2 batera) 596OO
Ditos de dito e de lustre 59000
Meios borzegunis de homem 6(000
Borzeguins de menina 4(000 e 396OO
Sapaloes de bezerro para menino 4$ e 39500
Sapatos de lustre para senhora a 1<200
Pechinchasem
igual.
Cassas francezai de cores a 200 rs. o
covado, ditas muito finas miudinhas de
milito liados padroes a 240- rs. o cola-
do, ditas organoks matisadas a' bom
gosto a 2*0 rs. o covado : na loja do so-
brado de 4 andares na ra do Crespo
n. 13 eno armazem da ra do Impera-
dor n. 36 de Jos Horeira Lopes.
#
Vendem-se 5carros novos com todos os c$
arreios : na ra Nova n. 24. 4$
Ceblas.
Vende-se a 10 e 800 rs. ecento ; na travessa
do pateo do Faraizo n. 16, casa pintada de ama-
relio.
Ra do Queimado
n. 39.
Loja de quatro portas
DE
JOAQM R0DR16ES TAVAttES
DE MELLO.
Chegou iiItimainente a este estabelecimeato um
completo surtimento de chapeos pretos franceses
do melhor fabricante de Pars, os quaes se ven-
der a 79000, ditos a 89000, ditos a 99000
ditos muito superior a 10*000, ditos de castor
pretos e brancosa 16*000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de feltro a Garibaldi de
muito superior massa a 79000, ditos de copa
baila para diversos precos, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vender por prego
barato, bonets de veludo para meninos a 9000,
ditos de palha escuras e claras a 4J50GO, ditos
de panno muito bera arranjades a 39500
chapeos de seda para senhoras a 2 59000 muito,
superiores, ditos de palha escuras proprios para
campo a 129600, ditos para meninasa 109000,
chapeos de sol de seda ingleses a 109 e a 129
muito superiores, ditos frncezes a 69OOO,
ditos de panno muito grandese bons a 49000.
sapatos de valtido a 29000. ditos de tranca a
19300, sin (os de graguro para senhoras e roe-
ninas a 290OO, coeiros de casemira ricamente
bordados a 129000, e outras rauita facendas
13 a vista dos freguezes nao deixaro de eom-
prar.
FROCO.
Vende-se troco da todas as corea e grossuraa,
com rame e sem elVe a 400, 500, 640 e 19 rs. a
peca:; na ra do Queimado, loja da guia bran-
ca n. 16.
DA
FMC&0 LOW-MOW,
Roa 4a Seozalia Nava n. 42.
Neste estabelecimenlo contina a haver um
completo sortimenio de moendac e meias raoen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
te ierro batido e eoado, de todos os taannos
para dito.
Gomma do Aracaty.
Vende-se excallente gomma de. Aracaty; na
ra da Cadeia da Reeife, primeria andar, o. 28.,
Liquidaco,
i\a ra do Queimado n. 47.
Cheguem ao barateiro que
est queimando
por todo e qualquer preco.
Vendem-se chitas de cores lizas a 160 rs. o co-
vado, ditas em retalhos a 120 140 rs., ditas fi-
zas a 180 e 200 rs., chitas entrefinas, riscados
(rancezes a 200 rs. o covado, cambraias do barra
a 3S, musselinasde cores a 240 rs., padroes lin-
dos, cortes de chita de barra a 29500, cassas de
cores a 200 rs. o covado, cortes de riscado fran-
cez com 13 covados a I98OO, grvalas de seda
de cores a -400 rs., pretas a 700 rs., lencas de se-
da grandes a 19, gangas do cores para calca a 500
rs. o covado, cortes de la para caiga, fazenda
moderna a 29300. ditos brancos admascado a
23400, lencos de la e seda a 800 rs., grosdena-
ple preto bom a 1(900 o covado, panno fino bom
a 3^(00 o covado, chapeo de massa fino a 398OO,
cambraia lisa a 39400 a pe<;a com 10 varas, ditas
mais finas a 49500, cortes de la a 29, selim ma-
co a 3j) o covado, cortes de cambraia bordada a
53, fazenda muito floa, lencos de rassa grandes a
220, ditos de ganga a 240 rs., ditos de chita a
200 rs., riscado de linho a 220 rs. o covado, cor-
les de casimira de cores a 49500, chales de me-
rino lisos a 4/500, ditos bordados a 79, ditos pal-
ma de velludo a 89, ditos de merino bordados a
59800, chales de la e algodao a 1 $100 ; e rouilas
outras fazendas que se vendem vista do diohei-
ro por lodo preco : dao-so amostras com pe-
nhores.
Pechincha.
Vende-se urna negra de naco, ou troca-se per
um moleque : na ra do RsBgel n. 11.
Na loja do barateiro, Braga &
Lima, na ra Direita n. 68,
alm de militas fazendas e roupas feitas existe
grande quantidade de chales de chita pretos a 69
a duzia.
Na grande
fabrica de taman-
cos, na ra Direita es-
quina da travessa de S. Pe-
dro n 16,
achara o respeitavel publico em geral um novo e
riquissimo sortimento de tamancos de todas as
qualidades, que se vende tanto a rea I no como
em pequeas e grandes porgos, por menos do
que era oulra qualquer parte ; assim como ta-
mancos feitos a moda do Porto com a mesma
perfeigao e mais segurenca ; a casa est provida
d Alfodo measlro.
Vende-se algpdao monstro com duas larguras,
muito proprio para toalbas e lenQe por dispen-
sar toda e qualquer coatura, pelo baratissjmo
prego de 600 rs. a vara ; na ra do Queimado n.
22, na loja da bea fe.
HjSIW& {MO B BU SK SlfiM
BASTOS
I Remedia americanos %
D8 DOLTOR 9
iRadway & C, de New-York?
| PROAIPTO ALIVIO
Resolutivo renovador.
| Pilulas reguladoras. %
Estes remedios j sao a tu i be ni conhe-
S cidos pelas admiraveis curas que tem ob- "9
* tide em toda a sorle de febres, molestias
chronicas, molestias de senhoras, de pe- 9
le etc., etc., confrmese v as instruc- 9
ces que se achara traduzidas em por- Os
9 tuguez. ;:;
ai ------------ @
1 Salsa parrilha legitima el
original do antigo
IDR. JACOB TOUNSENDl
0 mclkor purifkador do sangae
eir radica lmeule
U Erisipela. Phlisicss.
@ Rheumatismo. Cntarrha.
q Ch.igas. Doencas de ligado. m
dj Alporcae. Effeitosdo azeugue. Z
Impingens. Molestias de pelle.
jg Vende-se no armazem de fazendas de S
^ Raymundo Carlos l.eite A Irmao, roa do a
.g Imperatrizn 12.
@@3@$S3d&
Potassi da Russia e cal de
Lisboa.
Na bem eonhecido eacreditado deposito da
ra da Cadeia do Reeife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambera cal virgera em
edra, tuda por presos mais baratos do que ero
ulra qualquer parte.
que out 'ora tinha loja na ra do Quei-
fmado o. 46, que gyrava sob a firma de
Ges & Bastos participa aos seus nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade
| que tinha com o meamo Ges lendo sido
g substituida por um seu mano do mesmo <3>
Snome, por isso Dcou gyrando a mesma i
firma de Ges & Bastos, assim comoapro- J
veita a occasiao para annunciar abertura i
O do seu grande armazem na ra Nova jun- 1
| to a Conceicjio dos Militares n. 47, que S
W passa 3 gyrar sob a firma
i Bastos Reg i
M com um grande e numeroso sortimento de Js
X roupas (eitas e fazendas de apurado gos- S
M to, por presos muito modificados como |f
> de seu costnme, assim como sejam : ri- 2
H ees sobrecasacos de superior panno fino 3
prelo c de cor a 25S. 28$ e 309, essacas
^ do mesmo panno a 30$ e a 359, palelots f
| sobrecasacados do mesmo panno a 189, 1/
?S 20$ o a 22$, ditos saceos de panno prelo a S
|g 129 e a 14$, ditos de casemira de cOr |
t muito fina modelo inglcz a 9$, 109, 129 *
e 149, ditos de estamenha fazenda de
apurado gosto a 59 e 6, ditos de alpaca
preta e de edr a 49. sobrecasacos de me-
rino de cordao a 89, ditos muito superior
a 129, ditos saceos a 59, ditos de esguiao
pardo fino a 4ft, 49500 e 5$. ditos de fus-
lo de cor a 39, 3*500 e 49, ditos bran-
cos a 49JOO e 595C0, ditos de brim pardo ,
fine sacco a 2$800, calcas de brim de cor '
filias a 39. 395OO, 49e 4g500, ditas de di-
to brauco finas a 5$ e 69500, ditas de
princeza proprias para luto a 4$, ditas de
merino de cordao pelo fino a 59 e 69,
ditas de casemira de cor e preta a 89, 99
e 109, colletes de casemira de cor e pre-
ta a 4$5UO e 59, ditos do seda branca pan
casamento a 59, ditos de brim braneo a
39 e 49, ditos de cer a 39, colletes de me-
rino para lulo a 4$ e 49500, ricos rob-
chambres de chita para homem a 109.pa-
letots de panno fino para meoino a 12$ e
3| 149, casacas do mesmo paono a 15$,calca
*J de brime de casemira para meninos, pa-
jH lelols de alpaca ede brim para usmesmos,
j, sapatos de (ranga para homem e senho-
H ra a 19 e I95OO, ceroulas de bramante a
I89 e 209 a duzia, camisas francezas fi-
nas de cor e brancas de novos modelos a
17$. I89, 209, 24$, 289 e 309 a duzia,
, ditas de peitos ae linho a 309 a duzia, di-
tas para menino a 1)800 cada urna, ricas
grvalas brancas para casamento a 1*800
e 29 cada urna, ricos uniformes de case-
mira de cor de muilo apurado gosto lano
no modello como na qualidade pelo di-
minuto prego de 35$, u s com avista se
podo reconhecer que barato, ricas capas
de casemira para senhora a lo; e 209,
e tnuitas outras fazendas de excelleote
gosto que se deixara de mencionar quo
he por ser grande quantidade se toma en-
3 adonho, assim como se recebe tada e
|P qualquer encommenda de roupas feitas,
<. para o que ha um grande numere de fa-
W zendas escolhidas e una grande officina
, ^> feicao nada deixa a desojar. 91
Queijos de Minas,
Na ra da Cruz n. 21, ohegados no
vapor Tocantins.
Milho novo.

Vende-se milho
to graade6 a 5|:
Velha 106.
Cassas
novo em saceos mut-
ua ra da Senzala
de cores.
Vendem-se escravos.
Umamlatinho de 18 annot, boleeiro, 1 dito de
6 annos por 9009 com no pequeo defeito, 2 ne-
gra de 30 asnos, que coziuha o diario de nma
can, e sao boas ensaboadeiras, 1 negro de 20 an-
nos. 1 moleque de 15, e 1 negra da 28, ambos
para o servido de campe, 1 moleque perito co-
peiro de 18 annos, e cutres escravos que se
achara venda no esciiptorio de Francisco Ma-
inias Pereira da Cnta, na ra Direita n. 66.
Barato que admira.
Superiores cortea de chita franceza larga de
muito lindos padroes, de coros escuras claras,
miudtnhas, te 11 covados cada; corle, pelo ba-
ratsimo preco de 29500 ; na loja do sobrado de
4 andares na ra do Crespo n, 13, do Jos Mo-
rena Lopes.
Espirito de vink
Vende-se de 29560 a 29800 a caada : na tra-
vessa do pateo do Paraiso n. 16. casa pintada de
amarello.
Vende-se na cidade do Aracaty urna casa
terrea com solio, bom quintil e cacimba, na prin-
cipal na de commercio, propria para quero qui-
zer ali estabelecer-se, por ter nao s commodos
precisos para residencia, como lambem loja, arma-
zem, etc.: a tratar na mesma cidade com os Srs.
Gurgel Irmaos, que esto autorisados para esso
fin, ou nesta praja na ra do Cabug, leja n. 11
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da velha
e nova safra a preco de 9$ : no antigo
deposito do largo da Assemble'a n. 9.
Arados americanos e machinas
para lavar rouparcmcasa de S. P. Jo-
rinston A C. ra duSenzala n.i2.
Relogios.
Veade-se em casa deJohnstonPater & C,
ra do Vigario n. 3, umbello sortimento de
relogios de o uro, patate ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna variedade de bonitos iraneelins para os
meamos.
Pescada de Portugal.
Na ra das Cruzes n. 41 A, taberna da porta
larga, tem pescada para vender, assim como
queijo suisso muito novo a 900 rs. a libra, dito
de prato muito nevo a 19 ; assim como tm gra n-
de sortimento de charutos da Baha, das marcas
[ mais acreditadas que ha; e ludo vende por menos
do quo em oulra qualquer parle, (mas dinheiro
vista.
Cheguem loja da Boa f.
Chitas francezas muito finas de cores Gxas a
280 rs. o covado ; cambraias francezas muilo fi-
nas a 640 rs a vara ; idem lisa muilo fina a
49300 e a 6$000 a pega com 8 1(2 varas ; dita
muilo superior a 8000 a pega com 10 varas:
dita fina com salpicos a 498OO peca com 8 1)2
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara ; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras militas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22, ni loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e flxas a
59OOO a duzia : oa ra do Queimado o. 22, na
loja da Bea f.
Na loja da Boa f vende-se
paime preto One a 49, 59, 69, 89 e 10$ rs. o co-
vado, casimira preta fina a 2J\ 39 e 49 rs. o co-
vado ; gres de naples prelo a 29, 2jf500 e 39 o
covado ; alpaka preta fina a 640, 800, e muito
fina a 13 rs. o covado ; casimiras muito finas de
cores-escuras com 6 palmos de largara a 49 rs. o
covade; ditas de cores claras a 6$ rs. o corte de
caiga ; meias de algodao cr muito superiores a
49800rs. a duzia;ditas Je algodao sra tambem
muito superiores para meninos a 4f a duzia ; e
assim muilos entres artigos de lei que se ven-
dem beratissimos, sendo a dinheiro : a referida
loja da Boa f, na ra do Queimado n. 23.
Camisas e loalhas.
BATATAS.
S no Progreso, chocadas ao ultimo paquete a
mente no armazem Progresso.
39200 a arretta e 1 rs. a libra.
nica-
Fumoem folhapara charutos.
D todas as qualidades em f idos
grandes e pequeos: na travessa da
Madre de Dos armazem n. 21.
Vendem-se saceos cem farelo de Lisboa a
-- No dia 1[> do corrente anuo fugio de um si-
llo do engenho Cajabuatuiinho un.a mulata cla-
ra com n.o cabello, estatura ordinaria, secra di
corpo, peiios pequeos, o maior signal ter o
dedo mnimo e o inmediato sem poder estirar
proveniente de um panaririo, rh*n,ada Benho-
n". iruTde7aDJoh,q.e,emmem D'U'al
no paleo de S. Pedro
ra animaes a 39 o sacco :
numero 6.
Vende-se urna mulata de idade 18 annos,
com urna cria de 4 mezes, engomma, ensaboa
perfeitamente, cozioha e faz todo o mais servido
de urna casa, muito winhosa para changas: na
ra do Queimado n. 39, loja de fazendas.
per
_ na cabeca falta
de cabello por causa de urna postema ; ha mali-
cias que foi para banda do oort ea companhia
de um negro capUvo. que lambem anda lucido
o qual lea os signaos **guinies : cabra negra'
barbado, groKSO : quem pegar, leve ao dito en-
geube ao seu senbor Jos
Joaquim dos
,T ,ou na ra do Imperador n. 67, segundo
Vende-S" a casa de sobrado na ra que ser generosamente recompensado.
Imperial n. 79, com fren te para o largo
do viveiro e no fundo passa a estrada
de ferro: a tratar na ra Direita loja de
miudezas n 103 ou no Reeife na ra do
Capim escriptorio do Sr. Manoel da Sil-
va Santos a tratar com Joo Ferreira
dos Santos Jnior.
E' bara tissimo!
Ra do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
Cassas de cores fizas miudinhas a 2 40 rs. o co-
vado, cambraia. organdys lindos desenhos a 400
rs. o covado, e chitas largas finas de 240, 260 e
280 o covado, e outras muitas fazendas por ba-
ra tissimo preQO : ao-se amostras com peuhor.
Santos,
andar,
Escravos fgidos.
No dia 8 do crreme fugiu o preto Pedro,
de naco, que representa ter 40 anuos, pouco
mais ou menos, estatura regular, magro, barba
no queixo, com falla de 2 deules de um lado da
parte de cima, levou vestido caiga de brim escu-
ro, chapeo de feltro usado, bem fallante e pa-
rece crioulo, tem o peilo de um p inchado de
eiysipella ; este escravo fui arrematado pelo an-
nunciante em pra;a publica do juiz dos feitos da
fazenda, por execucao contra o senhor do enge-
nho Pauista, a qum peitencia o oilo esiravo ;
fugio da padaria das Cinco Puntas que foi ds An-
dr Nauzer & C. : quem o pegar, pode leva-lo
mesma padaria, ou a seu senhor Joaquim da
1 Silva Lopes.no Becife, travessa da Madre de
I Dos n. 18, que ser bnm recorepensado de seu
I trabalho.Joaquim da Silva Lopes.
No dia 27 de novembro de 1S60 fugio do
engenho Coqueiro, comarca de Santo Anio, o
pseravo Clemanlino. cabra, reprsenla ter de
idade 20 a 22 annos, imberbe, lendo apenas um
pequeo buco, tem uarii chato, rosto alegre, es-
tatura regular, corpo b-m feito, cabellos um pou-
cr moles e approximando-se a carnoinha, bastan-
te inlelligente, e lem muito uso de servido do-
mestico. oSkial de sapaleiro, e levou todos os
instrumentos do ufficio ; levou em sua compa-
nhia ama mulher forra de nome Paulina, cum
quem amasiou-se e por quem fui desemcabeQa-
do; natural que queira passar por casado e
forro, e que tenha mudado o nome ; suppe-se
haver fgido para essa praga, seudo mais ceito
have-lo ieito para os series drsla provincia, es-
pecialmente para os da Parahiba do Norte : quem
o pegar, poder levar no referido engenho a Joa-
quim de Barros Corris de Queiroz, que lera 100)
de gratificado, ou a seu senhor, o abaixo assig-
nado, morador na villa do Pilar, na Parahiba do
Norte.Luiz Correia de Queiroz Barros.
Atteneo.
Anda se vendem cassas de cores fixas, padroes ,.
muito botos, pelo baratissimo preco de 240 rs. Vendem-se camisas brancas muilo finas pelo ba-
o ovado,
Queimado
Jloa f.
mais barato que chita': oa ra de
n. 22, na bem conbeoida loja da
Pianos
Saunders Bsatben 4 C. tem para Tender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n.ll,
alguna pianos do ultimo gosto recentimente
chegadoe dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Brosdwood & Sons de Londres
muito nroDriosoara este clima
ralissimo prego de 289 rs. a duzia ; loalhas de li-
nho para rosto a-99 a duzia ; ditas felpudas mui-
to superiores a 429 duzia : na ra do Queima-
do n 22, loja da Boa f.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
era feitos a 229 rs.; ditos de brim braneo de
linho a 59 re.; ditos de setioeta escuros a 39500,
a muilo barato, aproveitem : na ra do Queima-
do n. 22. loja da Boa f.
Vende-so urna escrava preta crioula muilo
boa figura, excellente eogommadeira, cwsturcira
e cozioheira ; na ra do Mundo Novo n. 68, se-
gundo andar.
Fugio uo dia 31 do mez prximo passado o es-
cravo Joao, com os signas segmnies : pardo
claro, alto e secco, representa ter 24 annos, ira-
jando camisa e caiga ae algodao braneo, um
pouco calado, carregou comaigo um bah de
amarello com roupa de horneo, e mais alguns
objecUs ; de suppdr que tenha trajado dita
roupa para melhor se disfargar ; julga-se
por esta cidade e seus arrabaldes, assim como
desconfie-se qu<> seguio para o serlao com oulro
que tambem fugio ao Sr. Cesarlo, morador nos
Apipucos ; roga-se portanto as autoridades poli-
ciaes e aos capiles decampo de o prenderem e
levar ao Becife, ra de Apollo n.24, ou no Mon-
leiro em casa de seu senhor Antonio Jos Teixei-
ra Basles, que ser generosamente recompen-
sado.
Fugio no domingo noite, 13 do correnla,
o escravo Flix, pardo, claro, alto, cheio do cor-
po, representa ter 30 annos de idade, levou um
palito braneo, jestevo singado em Santo Ama-
ro, na padaria do Sr. Manuel Leo de Castro, cos-
tuma andar com urna carroca conduziudo estreo
dado a bebidas espirituosas, muito humilde e
calado quando nao bebe ; foi visio no outro dia
no Becife, onde julgo andar pr j ter urna vez
se ausentado quando esleve na padaria de Santo
Amaro, e l foi pegado ; costuma n ganhir na
ra e muito amigo de andar pela tabernas be-
beodo : quem o p>-gar traga-o seu s-nhor An-
tonio Leal de Borrn, no seu sitio na est'ada de
Joo Fernandos Vieira, junio ao Uanguiuho, que
ser recompensado.
Annuncio.
Fugio na manha de 7 do correte o escravo
Gauoencio, mulato escuro, natural do Para, mo-
go, *em barba, de estatura regular, um tanto
cneio do corpo. e sem defeilo algum ; tiabalha de
peor^iro solTriv^lmenie. o locador de viola : le-
vqu vestido roupa fina alm de passar por homem
Tambem se acha fgido desde 27 de novembro
do anno passado o cabra Marcolino, que foi es-
cravo do Sr Antonio Baptista de Mello Peixoto
subdelegado de Garai.huns : de ettaiura alta"
grosso do corpo, bem barbado (bem que antes de'
rugir raspasse toda a barba), com talla de denles
na frente, e usa constantemente de um renluiio
de soldado na cintura. Consta que este escravo
se diilgio para Papacaga.
Quem apprehandar os referidos escravos e os
levar ao abaixo assignado no engenho Dous Ir-
maoj, na freguezia oo Poco da Panella sei re-
con.pensado com generosidode.
Reeife 7 de Janeiro de 1861.
JossCesario de Mello.
Escrava fgida.
Fugio no dia 16 do crtenle, de minha casa
urna esrrava cabocola, de nome Franrisea, idd
25 annos, cabello grande, estatura regular, si-
da, e lem um pequeo defeilo na visia ; julga-
se estar aqu ou Hecife por me constar ella ter
amizadecom um soldado do 2. baialhao mas
ella natural do serlao do Aracaty ; ruga-se a
ludas as autoridades policiaes, esplines de cam-
po s companhia de pedestre a apprehmso da
dita escrava, e leva-la a ra da Praia n. 78, ou
em miiiha casa, ra de Santa Rila n. 55, piimei-
ro andar, que serio generosamente recompen-
sados.Antonio da Silva Bamos.
Fugio no dia 10 do correnle o escravo Joo
com os signaes seguiutes : cabega branca, tsla
tura regular, cor preta, sem denles na trente de
ima, com o dedo mnimo da mo esquerda quo
oso abre, bebe bstanle, muilo amigo de p*go-
des ; quem o pegar ser generosamente recom-
pensado, e entregar a seu senhor na ra Nova
numero 51.
Do engenho Cutigi, freguezia da Escada.
fugio no da 3 de novembro do correnle anno o
escravo de nome Antonio, coro os signnes se-
guinles : estaturaregular, cor mulato, cebello de
negro, pouca barba, denles limados.'idade 25 oa
28 annos, pescogo e ps grossos, tem pelo rosto
pescoco e peitos argomas marcas de pannrs
algumas cicatrizes pelas costas que paireen er
sido de chicote ; nao levou comsigo roupa alau-
ma, e consta haver fgido para o lado do seno
d'onde viera : quero o apprehender, poder el-
va-lo ao referido engenho, ou no Reeife. ra es-
trella do Rosario n. 29, ao Illm. Sr- Fiorisnun-
do Marques Los, que ser bem recompenado.
Escravo fgido.
Um n!0lalo claro, magro, com pannos pretos
na macaa do rosto, representando ter 55 annos
de Hade, natural do Rio do Peixe, ehamado
i HUn' ae,8BPnar,'c,'u no dia 30 de oulubro da casa
andar; lo r_- Cosme de S Pereira, de qdem escravo
suppoe-se ter levado um cavallo prelo do Br.
Rostron que se havia soltado, e que elle f6ra
em busca do mesmo ; suppe-se mais que sua
mulher de nome Mara tambem o acompann*
levando um pequeo baba: de flandres : roga-s
as autoridades policiaes e a nutras quae^uer
pessoas que o prendero, e remellara ao seu se-
nhor, que pagar qualquer despeza.
Pu^io da cidade do Aracaty, no mez de se-
tembro prximo passado, um escravo do com-
iDandanie superior Manoel Jos Penna Parhero,
que ha pouro o havia comprado ao Sr. Benlo
Lourengo Collares, de nome Joaquim, de ic'ade
decincoenta e lanos annos, fulo, alto, magro
denles grandes, e coat falla de alguns na frente
queixo fino, ps grandes, ecoro os dedos grardes
dos pea bem 'bertos, muito palavriador, im ti-
ca -se forro, e lem signaes de ter sido surrade<
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
corrite, vintfo do lado das Cinco Puntas, e sen-
do enterrngado por uro pareeiro seu conhecido,
disse> que tinha sido vendido por sen senhor para
Goianninha ; qualquer pessoa que o pegar o po-
der levar ero Pernambueo aos Srs. Basto i Le-
moM. oue gralifiraran gvnertisaroetue.
Dos premios da terceira parte da primeira lotera, concedida a beneficio da irmandade de Senbor Bom Jess dos
_____________________Martyrios desta cidade, extrahida em 19 de Janeiro de 1861,
NS. PREMS.
NS. PREMS.
2 49 157 4$ 273 49 410
* 58 75 4:0009 13
5 60 78 49 16
6 64 79 22
7 69 85 _ 23
11 70 . 88 -_ 25
14 79 109 98 _ 26
17 81 49 301 v 3*
21 82 12 _ 39
22 - 84 17 41
24 __ 88 26 __ 46
26 _ 98. 30 49
28 ^ 99 31 55
30 m^ 202 33 56
40 ^ 6 35 61
M ^_ 19 37 62
48 ^^ 2< 40 71
49 22 42 7*
53 M. 25 41 83
50 __ 2 _ 50 84
62 M. 29 54 89
66 , 33 58 90
71 ^^ 39 60 94
75 _ 40 66 93
77 m^J 41 69 97
m MW 42 7t 99
_ 43 73 _ 500
104 ^ 47 75 ,_, 3
9 . 50 77 ^^ 4
19 52 80 ^^ 7
22 54 81 _ M
25 57 8a ,_ 23
27 59 85 ^B, 28
30 61 90 ^g 31
32 63 92 209 32
3 509 * 9T 49 37
40 4 . 68 98 46
47 70 404 109 52
52 1009 71 5 49 54
54 49 L 72 . a 55
NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS.
49
109
49
566
59
64
70
71
73
74
75
83
88
91
600
1
4
6
7
10
16
20
23
30
39
40
44
47
65
66
67
72
74
79
82
83
84
90
99
702
4
7
10
209
4
716
19
21
25
29
3t
32
42
50
52
56
56
60
61
70
72
73
75
7T
78
79
80
81
8!
85
87
9T
97
806
7
9
12
15
17
18
27
, 31
32
33
37
843
45
49
57
61
62
71
84
86
88
91
92
93
905
8
9
14
18
19
20
31
4?
52
53
55
58
60
61
63
69
70
74
77
78
79
82
86
99
~|t002
PREMS.
49
209
49
3
NS.
1004
13
19
20
21
22
30
41
44
51
53
54
55
59
72
74
75
76
79
80
89
93
94
1110
13
15
19
24
28
29
40
41
42
50
57
61
65
65
66
73
PREMS.
49
PBEMS.
4f
40O!
49
109
4
209
4*
NS.
1175
77
79
81
84
85
89
90
91
92
94
99
1261
3
5
6
10
11
12
17
18
20
22
27
29
37
40
43
48
50
57
58
59
63
71
71
78
84
& esc?W3o Jos loria faeimt.
NS.
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49
PerfwmoMOo:Tjrp.

f)
DIARIO DE PERN1MBUCO. SKHWBA MIRA 81 DI JAWE ft 1941.
Litteratura.
Sienase rccordaces do Baixo-
Langoedoc.
AS 1RMAS COLLACAS.
XIII
[Continuar/).)
i:>pretando o menor incidente que podcssc for-
n 1.1 iin novo escndalo, a platea estafa na vir-
dade fin e-excitada. Ai emo da senhora cuja
ineniilli* segura destrahidamente houvessc fluc-
tuado (ora do camnrct; ai da griselle que tires-
c deiXtdo voar as Tilas da louca subre o guarda
flio das galeras; ai do dandy que houvesse fui-
gado coni as luva por cima da varanda ; ai do
simplona que se tivesso esquecido de por na algi-
beira o 1-nco de algodo de quadros !
Entretanto represenlou-se sera incidente a o-
pera : a Favorita. Roubasse s comprehendeu
un cousa na pera, fui que a bella Leonor devia
todo o bnllio de sen luxo generosidade de seu
real amante, c fot isto uin motivo domis para
censurar na Berjonnette oque ella cbamava sus
tolice. Devia o espectculo acabar com o Sr. de
Fourceaugnac. De repente, no meio do nter-
Tallo, ti ostrando Roubasse Risueo Berjonnelte
o qual >stava cm p :
Eis ah leu ti>ylord, minha filhs, disse ella
ccm sua voz accniuada, a qual dominou os ru-
mores da platea, elle est mal ali, preciso fa-
zer- Ibe signal que venha para aqui visto que leus
tima cadeira razia a leu lado.
E leiiiiindo o gesto palavra, a gorda hospe-
deira eliamou com a mao a Risueo. Todos os
clhos vulisratn-se succcssivameute para Berjon-
nelte o para Antigua.
Os amores da linda j/rise/e e do joven Iiava-
r.iz, haviam ficado u'um problema que niuguem
quizera resolrer, porm este chamado pareceu
inieiramento concladcnte, e algumas palavras
zombeteiras circularam na sala.
Meioocculla por um grande para fogo verme-
Iho, lia va Suzana assistio do fundo de seu ca-
marote do proscenio todas as peripecias desse
pequeo incidente.
Eis os banbos publicados disse ella.
Nesse momento bateram porta do camarote :
Su/.ui.i nao pode reprimir um grito de sorpreza
e de alburia, pois era Risueo. Desejando fugir
eos olliares inquisidores do publico, o mancebo
vinlia refugiar-se no camarote da Sra. do Ners. O
para-fogo, por causa da claridade incommoda da
campa, furtava-o vista dos espectadores. Ta-
reeeu-lhe respirar ahi outra atmosphera. Aquel-
la aureola de fldalga na fronte da joven viuva,
aquelle luxo, aquelle silencio, aquella mcia luz,
aquello perfume de boa socidade eucantaram
tanto mus Risueo quauto elle anda estava
todo impressionado pelo cscaudalo causado pela
tiospedeira.
A belleza da seohora de Ners brilhava como
um o*manto u'um rico cofre dejoias ; o brilho
de Jieijonnette pareca embaciar-se pelo engaste
como o oe urna perola que anda nao est con-
venientemente montada.
Conven) dar urna licao de pulidez Roubas-
se, disse Suzana Risueo; tal vez pense ella que
o Sr. reurou-se, mas deve rr.ostrar-lhc que se nao
oceituu o seu convite fui porque o achou intem-
pestivo.
E rom um gesto promptocomo o pensamento,
o joven senhora abaixou o para-fogo do camaro-
te. Comprehendendo Risueo o que Berjonnelte
devia sotfrer, quiz protestar com a vista ; porm
de balue procurou a moca com o olhar ; ella
tinha-se retirado. Dcspedindo-se de Suzana,
Antigua deixou logo o theatro.
A joven viuva flcou muito pensativa.
O proprio ridiculo nao pode abalar o amor
de U'.-'.'jiiul Berjonnete, pensuu ella ; Risueo
deixi-m para ir ter com ella. Quando lerei,
pois, animo de llie fazer comprchender que sel
que elle ama, e a dignida.de de nao consentir mais
que elle rae trale de tal sorte ?
Suzana cnlrou em casa com o corarao Iriste e
o espirito agitado.
XIV.
Entretanto Risueo, que dobrra o passo es-
perando alcancar Berjonnelte, para pedir-lhe
ferdao do orgulho tolo que o hara conservado
ODge della, chegou cisiona da nraca Redonda,
no inoii.etilo em que a moca, alquebrada pelas
comm-ieoes do sero, aioelhava-se chorando ao
p de sua cama.
Avt-tnido pela porta entreaberta Antigua na
sala i'.iixa, enchugou protrpamente as lagrimas,
can.inhaiido para elle :
Sr. Risueo, muito eslimo ve-lo. pois lenho
de Ibe fallar. De ha muito sei que \ me. ama a
senliura Suzana, essa irnia adorada pela qual
Cu daiia a vida.
E como quer que Risueo, fazendo um movi-
inonto de sorpreza, procurasse respondcr-lhe:
Nao me inlerrompa, por quem, cooliouou
ella, pois lenho urna longa conideucia fazer trie,
e iiiitilu mae e minha irmaa nao tardara em rol-
lar do theatro.
BirjonneUe que se conservava de p por um
delicado seotimento de civilidade, foi obrigada
sugurar-se ao encost do urna cadeira.
A senhora Suzana tambem o ama, disse ella
corno um doloroso esforgo, e cu queconhecoa
inagnanimidade de sua alma, e a nobreza do co-
r. .;ao de S'roc, posso predizer-lhe um doce fu-
turo. Adevinho o que quer dizer-me, Sr. Anti-
gua, acrescentou ella com melancola, vendo o
mancebo apenas conler-se, Vmc. quer dizer-me
que me ama tambem I... Teuha-meamizade como
& uma irmaa..., pois eu amo-o... como um ir-
nio, tiatbuciou ella. Nao embarace sua felicida-
de e seu futuro. Deixe a illia do povo em sua
modesta esphera. Nao venha mais rer-mo, acres-
cciiiou ella cum a voz cheia de lagrimas. Depois
das scenas lamentareis desta noite.per.o-lhe como
um favor, que me esqueca. Unamos os nossos
esforcos para que o infeliz zelo de minha mae
lamoem desappareca do espirito do publico.
Adeus, disse ella esteodendo-lhe a mo.
FOLDETOI
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO-
E como Risueo supplicou-lhe que o ou-
visse :
S6 quero ouvir uma cousa de sua bocea, dis-
se ella com firmeza ; que Vmc. renunciar a
mim, alias ver-mc-hei obrigada deixar minha
pobre ar e ir ref jgiar-me n'um conrento A
minha repulago a minha nobreza. Supplco-
Ihe que s ame | Suzana. Ella formosa; rica,
instruida e fldalga ; sua egual, emflm, e s
com ella pode Vmc. ser feliz.
Em balde insisti Risueo. Berjonnelte foi in-
fle* vel. Nao comprehendendo a nbnegago su-
blime daquclle corago e,ue se imniolava ami-
7,ide : Ordciiando-ue que me affeiroe Sra.
de Ners, fiz-me suflicienicmente comprehender
Berjonnelte, que ella nao me ama.i pettsava elle
subindo tii-ii n.( iiie (..-ira seu quario.
Entretanto restara Risueo uma consolado,
o de saber que era amado por Suzana, e quizera
j estar no da seguinte para receber uma confis-
so de sua bocea.
Dispunha-se, pois, ir ao palacio de Ners,
quando Pedro trouxe-lhe uma caria da joven
riuva.
Ao voltardo theatro, Suzana lomara a grande
resoluco de fazer cessar as lulas que Ihe loriu -
ravom a alma. Escrevia Risueo que contie-
na seus sentimentos para com Berjonnelte, e
convidava-o consagrar-se inleiramcnte
ella.
Em vez da doce confidencia que esperara, foi
j poz urna despedida que recebeu Risueo. De bal-
t de solicitou o mancebo uma entrevista com a Sra.
de Ners, nao pode oble-la. Desconfiando de si
mesraa, Suzana permaneceu surda,e seu palacio
i fechado.
Por sua parte, Berjonnctlcnoo appareceu mais
em casa da mae, e Antigua sentio um verdadeiro
desespero pelo abandono das duas irmaas col-
lacas.
i Estendendo a tristeza pela cldade, a quaresma
fez deixar o theatro e suspender todo prazer. As
i ras fjcaram silenciosas, o cu escuro, o tempo
(fri, o vento insuportavel. As bozinss de barro
i cosido resoaram ao agudo sopro das creanras, e
( as egrejas encheram -se de uma mullido silencio-
t sa e recolhida.
Lcmbrando-se das duas collagas, mandou R-
\ sueno um ramo cada uma dellas. O de Suza-
! na era de loureiro dourado, e comprou para Ber-
| jonnette um daquelles ramos de papel de cor que
trazem grande quantdade de doces, e que estao
I muito em moda entre o povo.
Suzana guardou o jamo de ouroem seu orato-
rio, Berjonnelte suspenden o della para cima da
. sua pia d'agua benta ; os olhares de ambas fixa-
ram-se multas rezes naquellas recordacoesque-
i ridas, porm nem uma nem outra ousou agradecer
i Risueo.
XV.
i Sem a amizade expansra de Francisco, Risue-
: no seria presa de um profundo desanimo. Mas
; Bilterrense, que tinha o segredo de repro lozir o
, sorrisodos labios de seu amigo, tambem tinha o
i dom de resituir a esperanza i seu coragao.
Depois de o terem dixado crer que ellas
I nao o amavam, cada uma das duas collacas aca-
j bar por Ibe dizer que o adora, dizia elle.c nes-
jse dia em que ser-lhe-ha verdadeiramente difli-
; cil cscolher entre ellas. Entretanto, meu charo
i Risueo, se quer torna-las menos crueis, nao se
mostr aficto. As mulheres sao laes que rol-
tam muito mais fcilmente quando vem que sao
. esquecidas.
E reunindo a ac^ao ao preceilo, Durli organi-
Oa logo alguns divertimenlos.
N uma manha, os dous amigos, um alegre e
descuidoso, o outro triste e pensativo, parliraro
com Redro para uma cacada de marrecas. Um
grande cartaz pregado nos" muros da ridade. an-
nunciara aos habitantes do S... que lendo desci-
, do uma lagavizinha um bando consideravel de
fouques, ahi teria lug*r no dia seguinte uma gran-
de cacada. Tendo-se cada amador munido para
aquelle dia de um carro e deumcarallo, os dous
mancebos viram-se obrigados conlenlar-se com
uma carroca que alrellaram um cavallo fra de
servieo : era ludo que reslava as estribaras.
Pozeram-se pois caminho cora espingardas com-
pridas.provises de bocea e municoes.
Pedro que hava sido levado para carregar as
espingardas, sentio-se de todo orgulhoso por
causa de seu dupIo_emprego, pois, nomeado co-
cheiro na mesraa ccaso, pavoneava-se na al-
mofada com as redeas na mao.
Para chegar ao nascer. do sol lagoa ondea
cagada tinha lugar, foi preciso sahir de S... s
duas horas da manha. O cu estar negro eo
ar gelado. Francisco e Risueo cmbrulharam-
se em seus capotes no fundo da carroca, e re-
dro procurou apressar o passo do sendeiro relho
assobiando-lhe uma aria das suas montanhas.
Ao principio nada poderam deslinguir na estra-
da onde retiniam pesamenle os cascos do rocinan
le. Mas dentro em pouco deixou-se ourir alraz
' dellcs o trote de numerosos carallos seguido de
um ruido de rodas, e claridade das lanternas,
i viram elles desfilar, como sombras chineras, car-
ros de toda sorte. O proprietaiio passava rpi-
damente em seu phaetonte, emquanlo que a fu-
maca do charuto dcixava aps si um sulco odo-
i rifero. O artista encina o caximbo no fundo da
carroga de cortioas do couro, e o camponez ani-
znara a marcha do burro com cerlos accentos que
i ribraram enrgicamente no espaQo.
I Durante alguns instantes, uma carreta pessiroa
na quBl um hornera de p laucara olhares malt-
j ciosos lodos os carros, andou ao lado dos nos-
I sos amigos, e como quer que o hornera tomasse
, a liberdade de zombar da carrera em termos in-
, soleles, Pedro procurou passar adianto aflm de
, evitar seus sarcasmos. Couseguio-o sem diffi-
culdade, pois o pobre burro que tirara a carreta,
I estara muito magro. Mas Durli nao gostou desse
. episodio, pois sabia que o rustico era mu vio-
gativo.
< S chamam-o o mo subdito, disse elle, mas
parece ufanar-se com esto appellido. Como ou-
, tros queso gloriam de suas virtudes,elle tem or-
j gulho de seus vicios, e seu odio ao chapeo preto
implacarel.
Chegaram s margens da lagoa aos primeiros
claroes da aurora. Cada um vio-se obrigado
IMrUfBlX
LI
S" MMAiuo.Scenas contemporneos da vida ma-
iiiiina. Um bomem ao mar I Gloria ao
throno.
prover-se de um barco e de um remador, aden-
tro em poco todas as barcas formarant-e em
meio circulo esperando o signal de parlirem.
Refugiadas em batalho cerrado n uma das ex-
tremidades da lagoa. as fouqvu olhavam para
cases preparativos aleando gritoziohoa e chegan-
do-se urnas s outras. Especie de galiohas d'a-
gua, as marrecas nio fazem mais do que esroa-
ear pesadamente e sem levantar-sc n uito cima
d'agua oii do chao : ellas an Jara de vagar e per-
de m fcilmente o equilibrio em trra ; porm in-
faligaveis n'agua, ahi parecem correr. As penas
sao de um pardo escuro quasi perto Na estaeo
fra, ellas deixam os mares septenlrionaes pelas
praias do mediterrneo c pelas lagoa salgadas
que rodeam-o. Andaro em bandos numerosos
e como chegam pela quaresma, sao um grande
auxilio para os devotos do Langucdoc, pois a
carne que lem algum gosto de peixe, tolerada
pela egreja nos das de preceilo.
Dado o signal, pozeram-se as barcas em mar-
cha para os tmidos volateis. Foi um bello es-^
pectaculo. O sol erguia-sc radioso, e, Ilumi-
nando a lagoa tom seus raios de purpura, dara-
Iho o aspecto de um Immenso braseiro, ao pas-
so que, seroelhanles thamroas, algumas vagas
domadas chegaram mansamente al a praia.
Grare cm sua marcha,a flotilha recordava a famosa
armada de Carlos Quinto dirigindo-se para a
Mancha. Porm, mais feliz que sua predecesso-
ra, ella ebegou ao fim sem obstculo. Espanta-
das pela approximacio dos balis, as fouques
abriram as azas para passar por cima dos cega-
dores, e irem pousar na outra extremidade da
lagoa, que a manobra das barcas deixava livre.
Entao comecou um trobeio lerrivel, e logo co-
brirara as aguas da lagoa centenas de marrecas.
E' quasi impossivel fazer idea do tumulto e da
estranheza dessascena. Acntete muilag rezes
que diversos cegadores fazem ponlaria na mar-
reca que Ihes passa por cima da cabeca, e todos
julgando t-la morto, arrancara a presa no meio
das mais vivas discusses. Os bateis que viram
eos tiros mal dirigidos que ferem os caradores,
sao anda frequentes incidentes nessas festas es-
trepitosas.
Emquanto as marrecas que escaparan) dos ti-
ros dos barcos, vio refugiar-se na praia, onde
torna comegar outra caca, as feridas mergulham
na lagoa, e agarrara-se s compridas erras que
lhes cubrem o fundo. Ninguem pode tirar d'agua
os infelizes volateis seno arrancando por meio
de um gancho a moita de erras aque ellas apertam
nos ps erricados.
Por um acaso fatal, Pedro, quem Risueo
deixra dar alguns tiros, fez pontana n'uma mar-
reca em que o nido subdito tambem procurara
atirar. O passaro cabio poissobum duplo fogo.
tira a primeira victima do rspazinho, e elle j
estara todo cheio de se rom a idea de leva-la
Rerjonnelle. Ao pricip tar-se porm sobre a
fouque :
Nao por que aprecie a caja, disse o mo
subdito a Pedro ; ella foi morta por tiro desasa-
do mas o filho de meu pae quer te entinar que
elle senhor por onde passa.
E descrevendo um largo circuito com seus
bracos ossudos, o feroz cacador laneou a marre-
ca na lagoa onde ella desappareceu logo.
Se a desejas, vae pesca-la lioha com o
chicote do teu bonito calecbe, accrescentou elle
sorrindo-se.
Eram horas de partir, e Pedro viu-se obrigado
renunciar sua conquista!.
Durante uma semana ntera, o producto da
Cagada do Risneno foi o manjar da mesa de
Roubasse, emquanto que um pequeo mago de
perins pretas estara mysleriosamente preso por
cima da pia d'agua benta de Berjonnelte.
Durli lerava outras rezes Risueo ao jogo de
malha [mail] que um dos jogos frequentados
de S O mail uma especie de martello de
madeira dura, cercado do ferro, com um cabo
flexivel de oliveira, o que serve para langar bo-
las de buxo uma grande distancia. A cazinha
do palemardier (alugador de malhas) resa lodo
o da com as pancadas dadas nessas bolas, as
quaes tornam-as mais duras e endireitam-as
quando eslo amassadas. Os bons jugadores de
malha sao condecorados com o titulo pomposo de
cavalleiros do pao rolante, c elles ficam orgu-
llosos por isso que esse titulo nao lhes confe-
rido se nao depois das proras de uma destreza
notarel. Os cavalleiros tem o seu armario em
casa do palemardier, os malhos e a jaquel\ que,
de velludo no inrerno t de linho no verao,
munida de uma algibeira as costas para conter
as bolas.
As propriedades ruraes que confinara com as
estradas concavas onde se joga a malha, sao gra-
vadas de urna especie deservido: os jugadores
tem o direito de ir procurar as bolas noiuterior
das trras cultivadas. Por isso, ha, como para
a caga, uma poca Ciada para o jogo de malha.
Algumas pedras levntalas de distancia cm dis-
tancia as extremidades do caminho indicara as
tocas ou alvos dos jugadores, e um jantar n'uma
especie de pautada situada no ultimo airo de
ordinario a parada da partida.
Os arredores de S.... podiam oOerecer ainda
aos dous amigos a dislracgao da caca, pois oo
Batxo Langucdoc, a licengs de trazer "armas d o
direito de cagar em toda a extenso do territorio
onde foi concedida. Assim mu rara a caga
naquelles campos. No meio-dia pois, a caga
inteiramenle difTereute da do norte: uma est
ao alcance de todas, a outra s permiilida aos
privilegiados.
A caga agradara Risueo, nao pontos de
causar-lhe grande incommodo em perseguir um
animal raro, mas porque ella servia-lhe de pre-
textos para dar expanso s suas meditagoes
pelo campo. Cagador teimoso, Duiti, pelo con-
trario, chamado ao longo pelo vo caprichoso
de alguns tordos, deixava logo o joven Haranez
pensar em liberdade as duas collagas, cuja
lembranga deleitava e despedagava-lhe o co-
rago.
Na embocadura de um ribeiro chamado Nems,
ha, entre S.... e o mediterrneo, algumas
choupanas de paseadores, espalhadas sem or-
dem pela ara da praia. Aquellas pobres ha-
bitages, batidas pelo rento e molhadaa pela va-
Conforme nossas itnpresses, j descrevemos a
parte material da colonia do Cabo, e agora vamos
oceupar-nos com sua parte moral, isto com os
usos e coslumes da populago.
Tem ahi lugar naturalmente a obserragao da
inulher e do hornera, ou por outra, da porcao mais
ierfeita da creaco, ou da parte nerrosa da
nimanidade, que reside naquella, e da sua parte
muscular que est neste, na opinio do professor
Hall, com a qual combinamos.
A populacao da colonia se pode dveidir regu-
larmente era tres classes: na prtmeira grupare-
mos as familias abastadas, de pura raga branca ;
na segunda as que vivem sem necessidades com
tal mi qual modestia; na lerceira, Analmente, as
proletarias, a qual se subdivide em diversas ra-
tnilicngoes, de origem e costumes differentes.
Como eslrangeros, o principalmente como of-
fictaes de marinha, livemos mais occasiao do ob-
serva-las todas em poucos das, do que qualquer
ouira pessoa nao collocada neslas favorareis cir-
cunstancias, que nos davara ingresso por toda a
parte, conforme a nossa pbantasia.
Llevemos declarar que tinbamos por companhia
cm todas as nossas excurses nao s os olficiae*
desta crvela sueca, em que j fallamos, como os
da crvela americana Vincennes que aps nos
chfgnu da China.
Formavamos, pois, um batalho de jorens lem
dispi'slos, quetinham um lago commum de uniao
o f razarante o qual baqueava a muralha das
nacionalidades que nos deridia. A lingua fran-
ceza, que hoje quasi universal, soffrivelmenle
afbstada de sua pureza e sonoridade, conforme
a pronuncia de quem a fallara, nos perraittia, en-
tretanto, enlendermo-nos uns com os outros s
mil niaravilhas.
Pela manba as lojas de frutas prozimas ao
embarque eram o nosso ponto de reunlo. Pas-
eada* as horas do servieo, as turmas que estavem
de folga em os tres navios se enconlraram outra]
rez tarde, al seto horas, em algum casas de I
familias dislinctas que nos recebiam e obse-
quiavam.
Depois desta hora, iamos dar expanso moci-
dadeem certas casas muiconhecidas, onde dansa-
vamos com jovens lindas c facis, ao som de um
rabeco e duas rabecas mal afinadas al s dez
horas da noile, e ou ahi ficavamos entregue
embriaguez dos sentidos, ou rccolhiamo-nos aos
nossos hoteis mui tarde, onde quasi que nao dor-
mamos ; porque levavamos commealar as sce-
nas serias ou cmicas em que tinhamos tomado
parte.
Na primeira classe da sociedade que frequen-
tavamos, acharamo-nos no meio do um circulo
brilhante onde a civilisago europea com todos os
seus requisitos, porm mais pdica, menos livre,
estava enthronisada Ahi os costumes sao lo
polidos como na metropole ; as senhoras mui
agradaveis e casquilbas e embelesadas pelo pu-
dor, e pela ignorancia de certos artificios que cm
outras partes mais opulentas, onde domina o lu-
xo, sao uma qualidade inherente s senhoras do
grande tom, que nao podem passar sem uma in-
triga amorosa, sem um myaterio em sua vida, j
farlas destes Iriumphos que as embriagan) nos
saloes.
Exislem, portante, familias mui felizes na co-
lonia, que. as doguras do lar domestico passam
os mais agradaveis das. Assim, pois, nao sem
fundamento que as senhoras do Cabo passam
por excellenles mes de familia, e por dedicadas
esposas, e nos vimos, cm algumas que conhece-
mos, a justiGcacao desta bella reputago.
Esta qualidade tambem pertence segunda
classe, onde predomina a virtude e o amor ao
trabalho, e em que os escndalos sio'excepgoes
reprovadas severamente.
Nao se pode dizer o mesmo das carnadas infe-
riores,- porque a proslituigo mais vergonhosa e
descarada reina nellas de ama maneira extraor-
dinaria, como nao existe no Brasil, entre sua
gente nfima, como ainda nao presenciamos em
paiz algum.
Para que o leilor possa fazer della uma idea
approximada, deve procurar ama interessante
obra de Parenl Ducbatelct, em que este eminen-
te medico descreve com tintas vivas o finas esta
hedionda ferida da maior parte das cid a des ingle-
zas, que se palenteia todos os olbos, que im-
pressiona o eslrangeiro que acaba de saltar em
trra, e se v accommettido logo por uma chus-
ma de furias syphiliticas, verdadeiros agentes da
raorle e da deslruigo, que innoculam em toda a
populago, principalmente no grande numero de
marioheiroa de todas as nagoes e indigeras, que
(pullulam nos porlos da Gra-Bretanha.
E' pavoroso o quadro ; mas exacto, por sem
ga, aquella plaga tranquilla e socegada que o sol
faz sonliUar como orna alcatifa de praia, aquel-
lo mar azulado que se eslende pelo horizonte e
reflecte oa cus como o espejho infinito, formam
um retiro potico e sclvagem. Era l que Ri-
sueo entregava-se de preferencia aos seus tris-
tes pensamentos de amor. Absorvido por essa
especie de fascinagao que d a pureza da almos-
phera, a tranquillidade dos campos e o brilho
da luz do dia, gostava elle de nbsorver os perfu-
mes que Irazia brisa, do contemplar os nu-
vens correrem pelo cu, o orvalho cahirso-,
bre a relva, o passarinho sallar de ramo em
ramo o agua murmurar pelos seixos polidos.
Deixando-se subjugar pelo encanto de' suas rae- j
ditaeoes, ahi passava longas horas, seguiodo com
vista a corrente rpida do Nems, que pareca
levar ao mediterrneo as lagrimas do valle.
Ah I myslerioso Nems, dizia elle, lens re-
gado muilos prados, tens molhado muilos val-
les, e feito florescer em tua passagem muitas
margardas desconhecidas 1 Mas nao servale tam-
bem demorlalba ao desespero ecom las ionun-
dages nao tens sido a ruina de doces e modes-
tas venturas? Tmido e claro em tua nascenga,
perdes pelo caminho a tranquillidade de tuas
aguas ; eis-te agora impetuoso e turro. Estou
vendo o emblema de minha vida em teu curso
aventurse Depois de ter vagado como t por
entre as dores o as alegras deste mundo, che-
gare ao termo de minha existencia, tendo di-
xado partir de meu corago pelos espinhos do ca-
minho....
Risneno conservava religiosamente as flores
que, colindas pela manha todas vigosas as
margens do_ ribeiro, haviam murchado nolte
em suas maos. Pareca respirar com seu ultimo
perfume a recordago esvaecida de sua ventura.
Como aquellas flores, o destino nao o tinha ar-
rancado ao sol da patria para o mandar algures
perder a cor e soffrer ?
Hava decorrido um mez que Risueo nao
tornara ver Suzanna nem Berjonnelte. Ainda
que doente, quiz elle ir na quinta-feira maior vi-
itar as egrejas, pois dizia-lhe uma secreta es-
peranga que l podena encontrar as duas colla-
gas. Nesse dia, cada egreja de S___representa
urna scena da paixc. Recordagoes da edade
media, csses quadros, compostos de figuras de
cera, de arbustos e de flores, lembram os myste-
nos do dcimo terceiro sceulo. E' como que
uma pagina arrancada ao passado, e lida n'um
livro moderno. Os quadros representaraJetus
no jardim das oliveiras, a ceta larga, o Cal-
vario, o enterro de Christo, etc. Dispostos n'uma
pequea capella, sao francamente allumiados
por algumas lampadas do prata, cuja chamma
vasciliante lhes d s vezes uma expresso ad-
miravel.
A egreja das prises offerece mullido o
triste e singular espectculo dos presos acorren-
tados. Meio occultos por cortinas, implorara
esses infelizes a caridade dos fiis com um acen-
to Iamenlavel ao qual reuoe-se o tinir sinistro
dos ferros que carregam aos ps. As sallas dos
nospitaes tambem tem nesse dia seus rizilan-
tes. As irmaas de caridade de sorriso honesto,
de capuz bem alvo, esto sentadas diante dos
leitos dos doentes com uma salva nos joelhos.
A receila mais pingue porm, a que se faz
na escada do hospicio de S. Nicacio. Ali sao
as grisettes que pedem para os doentes pobres.
Os ricos e os pobres estmam o uso ; as raparigas
pedem com tanta seduego 1
A' entrada de cada egreja, na quinta-feira
maior, algumas senhoras, sentadas diante de
uma mesa, batem com uma moeda n'uma salva
posta diante deltas e na qual todos os fiis de-
vem por a sua offerta. Cada uma das pedintes
leem seus pobres. Uma pede para a obra da mi-
sericordia, outra para os pobres da parochia,
estas para a confraria do corago de Jess, e
taes pedidos breves, repetidos sem interrupgo,
[orinara umi especie de malopa que se rene
o tinir das moeduhas que cahem na salva. Na-
quella poca era costume das familias de S..
porcra de parte esse dinheiro para a quinta-feira
maior, e, chegada a manha So grande da, di-
rigiara-se para as egrejas com os saceos na mo
meninos, raparigas e velhas.
Assim que avisinhou-se da parochia da se-
nhora de Ners, Risueo estremeceu, pois o tim-
bre de uma voz fresca deixara-se ouvir na entrada
da egreja. rara os pobres vergonhososl dizia
ella, c uma alva moztoha apresentou a salva a
Risueo. Foi deposta uma moeda de ouro na
salva, e por agradecimento foi dirigido um olhar
lo doce eo mancebo que elle esqueceu-se de
lodos os seus soffrinienios. Mas s pode mui
furtivamente comprimenlar Suzanna, pois a
mullido nao o deixou ficar mais lempo na porta
da egreja.
Na mesma noile, sentado junto ao fogo, peu-
sava elle na senhora Suzanna, dizia comsigo
que a commogo que sentir sua vista, era o
indicio certo de xjue s ella amava, quando
deixou-se ouvir alrarz da porta a voz de Ber-
jonnelte.
Pedem aoSr. Risueo que desga para pro-
var dos chicaros da quinta-feira maior, disse
ella ; sao um preservativo da febre para todo o
anno.
Risueo correu de pressa para agradecer a bel-
la embaixadora ; a pona do vestido na escada o
um annel do cabellos dourados que o vento.agi-
tava por cima da balaustrada, foi ludo quanlo
pode avistar. Rivalisando com a terna recorda-
go de Suzana, a doce voz de Berjonnelte recon-
duzio ao corago de Risueo os tormentos de seu
duplo amor.
XVI
Chegou afinal o domingo de paschoa com a ale-
gra e a verdura. O povo foi descansar nos pra-
dos floridos. Desde a modesta caeta atrelada
um sendeiro al ocalecheelegante tirado perca-
valles fogosos, carros de toda a sorte cobriram as
estradas reaes e seus atalhos. Abriram-se todos
os mas, estenderam as toalhas na reir, a malas-
sada pascal foi servida sobre a vegetago da pri-
mavera, e o riso argentino retumbou em toda a
parle.
Dona Ranquetle exprimir o desejo de celebrar
ainda uma vez, antes de morrer, a fosta de Pas-
mesrao, em menores proporgoes, por causa da
differenga da populago.
Alm destas infelizes que um primeiro erro,
uma primeira falta arremessou das classes que
perlenciam para a ultima vergonha, ha umainu-
meravel quantdade de mulheres do poro, Ma-
laias, Manilbas, e das diversas ilhas da Oceania,
que vivem n'um depravado trafico de encantos,
entre as quaes se notara lindas e admirareis mo-
gas, que nos fazia pena ver naquella posigo, cu-
ja vergonha e desgraga pareciam nao comprehen-
der. to naturalmente se prestaran) ao Iriste mis-
ter que escolheram I
Quantos oflkiaes nao ae recordara ainda da
bella Marlha Elisa Lecluse, da linda Kely, e de
outras, que flzeram muitos dos nossos commetter
mil loucuras?
E dessa notavel Hollandeza que coubeemeon-
qtiisti um dos mais felizes, que, entretanto,
nao a comprehendia, nem ella elle seno pela
lnguagem expressiva dos olhost
Logo que saltamos em Ierra comprahendemos
a extenso de nossa felicidade, e lembramo-nos
dos seguintes versos d js Lusiadas :
i Sigamos estas deusas e rejamos
Se phanUslicas sao, se verdadeiras.
A facilidade dos nossos triumphos, a docilida-
de das nymphas, que para nos eslavara revesti-
das enlo de mil encantos, e nao precisa vara por
em batera toda a sua artilharia para nos bater
em brecha, porque outra cousa nao queramos
seno render-nos discrigo, ludo nos fazia sa-
borear aquellas horas de prazer fugitivo, como
um premio assignalado de nossas fadigas. J
ninguem se lembrava do perigo affrontado, da
familia que nella esperara, cheia de saudade I
O ardor dos sentidos, a exallago da natureza,
que por fim poda expandir-se. affastava da ima-
ginago estes pensamentos, que cediam ideas
mais risonhas, gosos ntimos, que lo depressa
saciam, deixando qu.isi sempre funestas recorda-
goes, que todava, cm ama hora posterior idnti-
ca nao lem torgas para nos arrancar seduego I
Triste condigao da humanidade I
Estas relagdes bem depressa se conlrahem em
toda a parte, e principalmente ali, onde ha uma
infinidadede agentes intermediarios que ros im-
portunara em pleno dia, as ras mais publicas
da cidade, indicando-vos a sua morcadoria, as
excellenles qualidadesque a dtstingucm, a pure-
za dos tecidos, o brilho das cores, o pouco ou
nenhum soque tem tido, e o prego realmenlo
barato pelo qual podis compra-la pelo tempo
que quizerdes.
Causa va-nos asco ver homens e meninos se
disputaren) a nossa pretenda nests infame corre-
tagem ; ainda mais iadigoados ficavamos quando
choa no meio da dispertar da natureza. Como o
Sr. Tidel e sua malher tinham ido fazer uma va-
gem s Cerennas. Suzana, podendo oflerecer
BerjounMle e sua ar os dous lugares que A-
cavam livres em seu esleche, propoz-lhcs um
passeio pelos arredores da cidade. Pedro encar-
regou-se de conduzir a doente para a carruagem.
linna elle uma habilidade infinita para leranlar
a pobre muUier, e aabendo como era precioso o
seu auxilio, a senhora de Ners f-lo subir al-
mofada com o cocheiro Mademoiselle Judiih
poz-se no fundo do caleche oo lado da dona, as
duas collacas sentaram-se nos bancos da frente.
O carro parti no meio de um ajuntaraeuto de
grisellaa de caixeiros que iam fazer uma alegre
perigrinago um mas da visinhanga. Fran-
cisco e Flora eram os chefes da estrepitosa cohor-
le, em quanto que Roubasse com a coifa ao vento
e com a saia arregagada, formava a reclaguarda
com enormes cestos.
Suzana havia ordenado ao cocheiro que fosse
Vardires, tortuoso valle, onde ella fazia ordina-
riamente o alvo de seus passeios carro. Verda-
dero oasis no campo rido de S... Vardires re-
cords a Normandla pelo luxo da vegetago. O
socego e a melancola reinara naquelles lugares
privilegiados, que, abrigados atraz de urna col lina,
parecem subtrahir-se aos olbos dos profanos.
Do fundo do carro, dona Ranquetle segua com
olhos lnguidos a paysagcm queeslendia-se dian-
te della. Sentia que nao tinha mais que viver,
e dir-se-his que ella quizera levar ao tmulo as
melhores lembrangas da trra. A's vezes, sahia-
Ihe dos labios encolhidos uro suspiro de xtasi e
de benco, para elevar-se ao cu como o assomo
myslerioso de sua alma. A primavera como que
Ihe dar uma seiva de mocidade. Ella tambem
pareca renascer e ver reflorescer em seu corago
as sensagdes dos annos passados.
Berjonnelte respirara com delicia as doces
emanacoes que exhala a natureza nos primeiros
bons das. Os esplendores do campo, renascendo,
pareciam aquella alma piedosa uma hornenagem
dirigida ao Senhor, e ella resava comsigo mesma,
recolhida como diante de um altar.
Desde muito tempo sentio-se Suzana feliz pela
primeira vez. Experimentava urna nova volup-
tuosidade entranhando-se nss espessuras verde-
jantes de Vardires, e o ar que Ihe acariciara
a fronte pareca acalmar-lhe o espirito e o co-
rago.
Descerara do carro diante de ama egrejiuha
abrigada atraz de arvores velhas. Era ahi que a
senhora de Ners quizera que servissem a meren-
da. Dona Ranquetle foi cuidadosamente sentada
n'uma pedra cheia de musgo ; o cocheiro amar-
rou os carallos, e pz-se matar as moscas que
se reuniam ao redor delles. Pedro ajudou made-
moiselle Judith formar sobre a reir as fruas
e os bollos, e as duas irmaas sentaram-se uma ao
p da outra. Colorida pelos refiexos de seu cha-
peo de sol cor de rosa, Suzana dverlia-se em ir-
ritar com a ponta do mimoso p um caracol
que brilhava na ara, cm quanlo que Berjoo-
uelle, enlrancando uma grinalda de booinas, cen-
tava em meia voz o cntico da paschoa.
Como um immenso ramalhete, estendia-se ao
longe um taboleiro de reir esmaltado. Ornadas
de um verdor nascenle, as arvores esleodiam os
ramos ao sol; o Nems abrandava o calor do dia
com o doce murmurio de suas frescas aguas, ea
egrejinha de Vardires branqueava atravez das
folhas. Heranga da edade media, aquella enliga
capella decorada do uma heraque.nascida com
ella, cria-a ba aeculos com seus raminhos flexi-
reis. Subindo s ogiras, decora as vidragas do
estrellas verdes ; correndo pelos muros,-borda-os
de graciosos festoes Foi reduzido p o cimen-
to que outr'ora segurava as pedras, e a mo das
revolugoes tem muitas vezes abalado as santas
paredes; porm a hera, revesando com o seu rus-
tico manto as pedras solas, rene-as slidamen-
te com os mil ganchinhos de suas asteas rastei-
ras. Ella parece gosar hoje da vida da egreja, e
no alto de seu agudo campanario flucta como
uma bandeira victoriosa.
As ameodoeiras lancavam seus doces perfumes
as curvas da vereda ;' o pilrileiro ousara bran-
quear as cercas, onde gnrgeiam os tintilhoes; al-
gumas orchidas lancavam na relva suas flores
semelhantes s abelhas; a tulipa entreabra o ca-
lis de ouro, como que para chamar a primeira
borboleta ; esmaltando os prados, as margardas
formavam uma nova via lctea em aeu cea de
verdura ; as violetas, oceultas n'uma discreta fo-
Ihagem, langavam ao ar seu agradavel perfume,
e os narcisos contemplavam as margens do ri-
beiro seus alvos diademas, em quanto que as
^nemonias, aquellas altivas tithas da relva, pare-
ciam querer eclipsa-loa, estendendo ao sol seus
trajes variegados.
Uniforme e severa pela ausencia de qualquer
flor e pela sombra cor da verdura, uma espessa
relva eslende-se ao redor da egreja de Vardires.
Algumas cruzes de madeira e de pedras brancas,
collocadas aqui e ali, annunciam um cemiterio
de aldeia. Alguns seculos passaram por sobre as
pedras; as cruzes indicara tmulos modernos. A
affeigo e a saudade haviam decorado cada cruz
de grinaldas de perpetuas ou de flores; mas s a
noile deixra com as gotas de orralho uma re-
cordago as pedras abandonadas. Desejando
oflerecer um piadoso tributo memoria das po-
bres almas, Berjonnelte ajoelnou-se e depz a
cora que acabava de trangar no tmulo que en-
cerr, segundo dizem, os restos de uma das infe-
lizes amantes de Jacques, senhor do Langucdoc,
no seculo dcimo segundo.
_ Livre-me o cu dos padecimentos de amor,
dizia Berjonoette, orando ao p do tmulo da
bella holanda.
Exposta ao sol, a senhora de Ners, lendo tira-
do o peotezinho que Ihe conservava atados os
cabellos, vio-se coberta de um comprdo ru, o
qual a diverta volteando no ar como uma nu-
vem perfumada. A primavera havia acceso seus
fogos mais vivos na alma da joven riuva, e em
3uanto Berjonnelte pedia ao cu que o amor Ihe
eixasse o corago, Suzana, respirando a brisa que
Ihe acariciara a cabega, pareca chama-lo para
junto de si.
Um leve ruido de passos fez neste momento es-
talar a ara por traz da egreja, e Risueo appa-
pederasta para elles era um oulro meio de vida
em que se empregavam com todo o descaramen-
to, e de cerla maneira organisada.
Nao duvidamos que em nossos costumes algo
disso se encontr ; porm devenios confessar que
esta infamia est mui pouco introduzida no Bra-
sil, o so oceulta cuidadosa todos os olhos; o
que uma prova de que poucos Brasileiros leem
inclinago para ella.
No Cabo, porm, o vicio se ostenta publicamen-
te, com todo o cynismo, de uma maneira revol-
tanle.
Neslas informagoes, como as que j demos
anlcriormente sobre a colonia do Cabo, guia a
nossa peona a consciencia, a mais completa ira-
percielidode, inteiro desejo de fazer justiga essa
colonia.
Nao seguimos Wilberforce, D'abbadie, Arago e
outros escriptores que ho calumniado atrozmen-
to a nossa patria ; porque entendemos que nen-
huma ofTeosa pode ser maior do que calumniar
uma naco ioteira, desacreditar um poro que vi-
re com honra no gremio da sociedade, e que tem
direito todas as comideragdes.
Censurando os escriptores que proceden) como
aquelles, condemoando-os com severidade, nao
po'leriamos de certo imita-los, alistar-nos as
suas fileiras, insultando este povo generoso, que
nos acolhou com hospitalidade nunca desmen-
tida.
Sentimos nao poder omitlir, como cscriptor e
observador fiel, esta parte de costumes que esbo-
gamos; sao as sombras indispensaveis para fazer
ressaltar os claros, e dar toda a luz belleza do
quadro.
[Continuar -se-ha.)
receu immediatamente na cBtra da vereda. Em
quemo Berjonnelte, eommorida, deixava cahir as
ores em cima do tmulo de pedra, e emquanto
Suzana, corada e confusa, procureva juntar as
mao* os rebeldes aunis da seus cabellos fluc-
tuantes. dtngio-ae mademoiselle Judith com pas-
so msgestoso ao encontr do mancebo, e convi-
dou-o para partecfpar da merenda que acabara
justamente de ser servida. De todo intimidado
Risueo nao leve comludo a cautela de recusar
um ofierecimento que enchia-o de prazer. Vinha
elle passeiar muitas rezes em Vardires, mas,
ignorando a doC6 sorpreza que o esperava na-
'juelleilia, exprimi sua ventura por isso ora ter-
mos to eloquentes que a frieza desappareceu
logo.
Por um acord tcito, nao tendo alera disto
Suzana e Berjonnelte fallado juotas ao joven Ha-
ranez. nao se achou de maneira algurna mudada
a posigo entre ellas e este. Como no passado,
soffrn Risueo por crer que era iodifferente
ambas, ao passo que cada uma dellas gema ao
pensamento de que um recproco amor agrilhoa-
ve o mancebo oulra collaga.
Deixando fallar bem alto a ventura que senta
por tom ir ver Antigua, a senhora de Ners mas-
trou-so animada. aguera e amavel durante
aquelle da de primavera, o qual parecie derra-
mar sobre ella mysteriosst ondas de ouro. Ani-
mado por sua grsga provocadora. Risueo entre-
gou-se expanso de sua ternura. Foi aos ps
de Suzana que depflz o ramalhete de flores co-
Ihidoi nos prados ; foi dianle della que balangou
grandes folias de golpho pare preserve-la do
calor do da ; foi para repousar a cabega della que
fez um Iravesseiro de odorfero musgo e de alfa-
zoma ; foi para coroar-lhe e fronte que trepou eo
cimo do companario pata tirar uma grinalda da
magestse hera ; della foram emflm seus cuidados
e suas alteugdes. Apoiada ao brego de Pedro
como que para segurar-se sua classe e posigo,
Berjonnette, pensativa, conserrara-se afastada.
A s vezes entreabiia-lhe os labios um suspiro,
mes sem nunca alterar-lhe a candura do rosto.
AQm de dar Risueo o lugar que oceupava
junto senhora de Ners, pedio ella oa rolla para
subir almofada do caleche.
Espero, disse ella, que o ar livre ha de im-
pedir as nauseas que me causam os solavanco9
do carro.
Pedro sabio traseira como groom, e partiram,
tendo s dona Ranquetle comprehendidoa ebne-
gago de Berjonnelle. Ao deixar Vardires, lan-
gou a pobre menina um olhar melanclico para
as amenes paragens que pareciam derer servir
de tmulo ao seu amor.
Um destes das, pensava ella, irei buscar as
flores que deixoi no mausoleo de Yolanda. Essa
cora murcha, recordando-me os soffrimentos
daquelles que querem amar quem nobre e
rico, ser como que um talismn para conter o
impeto do meu corago.
Declinare o sol, scaricieva a trra uma fresca
brisa e voavam pela estrada oscavellos impelli-
dos por seu amor. Por uma attracgo irresisti-
rel, Berjonnette inclinave-se para as rodas cujo
volver rpido gostava de seguir. Pareca ali-
mentar e origem de suas meditagoes a especie
de fvscinago que exercia em seu espirito a ap-
posigo de sitios continuadamente renovada.
Entretanto nao tere o cocheiro dentro em pouco
forga bastante para conter os carallos ; sobre-ex-
citados, arrebatados pelo ardor de que estavam
possuidoa tiravem com frenes o carro como uma
presa arrebatada i vontide do hornera. Suzana
paluda e sem voz, elhave em torno de si. Em
risco de ser laucado por Ierra, Risueo, em p
no caleche, una seus esforgos aos do cocheiro, o
balanceando no alto da almofede, Berjonnette
orave com as mos postas. De repente, vendo
que o carro ia entrar n'uma poote estreila que
era impossivel transpor, Pedro enlhusissmou-se,
saltou em Ierra, correu ao varal, e segurando os
cavallos pelo freio.f-los parer instantneamente,
empinando elles, porm, com as anees alagadas,
as ventas ensanguentadasea crina errigada. Ar-
restado com elles, o pobre rapaz, teria sido pisa-
do, se Risueo, sallando logo do caleche, nao os
contivesse com firmeza. O cocheiro. que havia
perdido a tramontana, arrenceve os cabellos, di-
zendo que o dlabo estava com a perelhe. Entre-
gue um violento ataque de ervos, mademoi-
selle Judith torca as mos em quanto que Ber-
jonnette, que correr para junio de Pedro dcs-
maiado, deszobria com afflicgo que elle tinha
um brago quasi todo partido. Estancou o sangue
que Ihe corra das feridas e fez tornar si o pobre
rapez.
Entretanto, tendo sido os cavallos sabjugados
e recobrando o cocheiro o sangue fri. Risueo
pode deixar o carro para cuidar no Sa boyardo.
De todo absorvido pelo soccorro que prestara
Pedro, Risueo nao havia notado logo que o
varal do carro tambem o tinha ferido. Comtudo,
corra abundante sangue de sua ferida, e quando
a alva mi de Berjonnette reio pr-lhe ame com-
pressa d'agua fra, servindo-se para ata-la de
uma fita da tonca, o mancebo abengoou mil vezes
o accidente que Ihe dava taes cuidados.
Retomaram tristemente o caminho da cidade,
seodo Pedro transportado no caleche e indo '
passo os cavallos.
XVII
Nao querendo que o pobre Pedro fosse para o
hospital, Suzsna alugou-lhe um quartinho em
casa de Roubasse; mandou chamar um cirurgiao,
e pedio mademoiselle Judith que vigiasse para
que sea protegido nade faltasse. Com uma
solicilude maternal, poz-se Berjonnette ao p
do leito do ferido; e como por sua parte veio
Risueo exhortar o Saboyardo e anime-Io, esto
soffreu com bastante coragem a terrivel operajo
da amputego do brago.
( Continuar-se-ha. )
durida ; porque na cidade do Cabo se observa olnoi davam tambem jigaaes evidentes d que a
Gloria ao throno 1 Sim, gloria ao throno, de-
vemos exclamar ; porque mais um faci de ele-
vade beneficencia acaba de baizar delle ; um ac-
to de magnanimidade sublime; de um valor ines-
limavel; que revela o principe virtuoso que so-
bre elle se assenla nobremente, por felicidade
nossa 1
O reinado glorioso do Sr. D. Pedro II lem sido
uma serie ininterrupta de aegoes de caridade inez-
goiavel ; cada dia acrescenla uma nova pratica
desta virtude santa s que j lodo o paiz tem
apreciado.
Em toda a parte do Brasil, onde echa um ge-
mido, em que o infortunio pesa com forga por so-
bre as populages, se estende a mo do monar-
cha nacional para derramar o auxilio, ae conhece
o seu fluxo benfico para consolar os poros afilie-
los, cujos soffrimentos compartilha, para adoctr-
ines a crueldade da siluago.
Nenhum outro principo ainda excedeu-o oesla
evanglica miM&o, e tambem por U*c- nenhum
outro pode ainda conquistar tanto amor e vene-
rago entre seus subditos.
Pertence sua poca o esplendor das casas de
misericordia, o grandioso asylo de Pedro II para
elienados, o admiravel instituto dos meninos ce-
gos, uma infinidade de outras iostituigdes huma-
nitarias na corle e as provincias; e todos estes
grandes estabelecimentos, de tamanhe utilidede,
sempre sue protecgo se derrama com generosi-
dade Ilimitada e nobre.
Nacionees e eslrangeros Ihe tecera continua-
mente uma cora de elogios por esta qualidede
ssnta que tanto o destioguo e que brilha com es-
plendor enlre outros attributos da alma e da intel-
igencia que Ihe sao proprios.
E' assaz coohecido o nobre procedimento do
mestre da [crvela D. Isabel, Antonio Joaquim,
que, tendo conseguido salvar varios objectos de
valor pertencentes seu infeliz commandaote, o
fallecido capito teoeote Bento Jos de Carvelho,
entre os quaes s rica caixa de ouro cravejada de
bnlhaotes que Ihe offertra S. A. o Sr. conde
d'Aquila, sem hesitar, e com toda a fidelidade,
enlregou-os, apenes chegou ao Rio de Janeiro,
familia do finado capitao-ieneote.
A brilhante acgo pralicada pelo relente mari-
oheiro nao poda passar desapercebida de S. M.
que, immediatamente tez dirigir pur seu mordo-
rao uma carta ao Sr. rice-almirante, barodeTa-
mandar, encarregado do guarlel-general, com-
municando-lhe que, S. M. tendo sabido da Ade-
udado com que elle se portara, tanto na occasiao
do desastre, como depois, preferndo soffrer de
tome locar no dinheiro que pode salvar de seu
commandanle, Ihe ordenara que Ihe dsse o re-
logio que acompaohera a dita carta, no qual se
achara gravada a seguinte inseripgo : Antonio Joaquim, 11 de novembro de 1860,
e assim mais a quantia de quinhentos rail ris.
E' bello, sublime observar.esta allianga do
imperenle com seu subdito I
Sent-se, comprehende-se, quanto se elerou
S. M. na eslima publica, no amor de todo o aeu
poro descendo at o rude, mas honrado raari-
nheiro, cujo corago, por bater sob uma grosseira
japona, nem porissodeixa de ser um thesouro de
nobreze, de rara delicadeze.
Feliz o poro que vive sob to doco imperio;
qua presencia e admira estas aegoes.
Como ni* deve estar orgulhoso o mestre Anto-
nio Joaquim por to sabido premio I Como nao
dereo corpo de imprtaos marinheiros conservar
religiosa ment a memoria deste facto no rol das
sua mais gloriosas tradieces 1 Quanto nao de-
ve elle servir-lhe de incentivo constante prati-
ca de eguaes virtudes, de estimulo poderoso pa-
ra imitar o bello lypo que representa Antonio
Joaquim 1
Nao se limita isso a bondade de S. M. A's
prevas evidentes de sua consternago pela perda
que soffremos, quiz ainda juntar uma manifesla-
go imraorredoura, que hade ficar gravada em os
nossos annaes martimos. De seu bolsinho, sem-
pre aberto aos necessitados, mandou destribuir
por cada um dos marinheiros salvos, um mez e
meio de sold respectivo.
Ainda mais ; coneedeu que o officio fnebre,
celebrado pelas almas dos nufragos, tivesse lu-
gar na capella imperial, associando-se deste mo-
do, por todos os meios s demonstrares de dr
do paiz, com o qual sempre procura achar-se em
perfeila identidede de pensamento e sentfmento,
realisando o verdadeiro typo de um monarcha
constitucional-representativo que .
Tambem o estado acompanhou a generosidade
de que tinha to alto exemplo, e sob proposta
do incansavel Sr. rice-almirante baro de Ta-
mandar, cujo espirito de classe superior i to-
dos os elogios, mandou o Sr. ministro da mari-
nha, nao louvar o referido mostr, como : Io
que a quantia de 270 Sf mandedas abonar pela
legago imperial em Lisboa aos officiaes e guar-
das mariohas seja considerada como gratificago,
e que, alm disto se adianto cada um dos refe-
ridos officiaes e guardas raarinlias, bem assim aos
officiaes de proa, a importancia de um anno de
sold, que lhes ser descontado pela 5a parte,
comegar do 1 de Janeiro prximo futuro em
diante, abonendo-se tambem aos meamos offi-
ciaes de proa, como gratificego, o equivalente
(res mezas de seus sidos ; 2 que is pjracas de
pret dos corpos de marinha, e s de marinhagem
sejam abonadas, como gralificages, tres mezes
de sous seldos, alm de dous fardamentos com-
pletos, sendo um de panno o outr de brm, e os
mais objectos de semestres, como maca, $acco etc.
Registramos com muito prazer estas providen-
cias salutares e indispensaveis para melhorar as
circumslanclas em que Qcaram os officiaes e mais
pracas que escaparam do naufragio, que perde-
ram seus instrumentos, lirros, roupa e mais ob-
jeotos que possuiaro, e Ihe sao neceasarios.
O impulso parti do alto do throno imperial;
foi sentido pelo distncto almirante, que j o es-
perara, pois que conhece muito o grande mo-
narcha, e por tanto n&o de admirar o que se v,
Gloria, por conseguale, ao throno.
E.A.
\ FIWl.-. IIP. DE M. F. DI FARIA. -1861.


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