Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09217


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Full Text
)
aiio iiiTii inmois
Por Ires mezes adjuntados 5$000
Por tres mezes vencidos 6$000

BNCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mr-
tir Ribeiro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fer-
nandos de Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
SEXTA PEUA 1, DE .AMIBO KIS6I
Por aaioadiantado 19)000
Porte fraieo para o subscriptor.
flD
PARTIDAS DOS COlUililOS.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Igoarassu, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Aniao, Bezerros, Bonito, Caroar, Altioho e
Garaohuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo. Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partera as 10 horas da manha)
EfHLMKRlUES DO MZ D JANEIRO.
3 0 un rio minguante as 11 horas e 4 minutes da
tarde.
11 La ora a 1 hora e 8 minutos da manha.
19 Quarto crescente a 1 hora e 11 minutos da
manha.
[26 La cheia as 2 horas e 47 minutos da tarde.
PREAHAR DE HOJE.
Primeiro as 10 horas e 6 minutos da manha.
[Segundo as 10 horas e 30 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
14 Segunda. 9. Fei do ola m. ; S. Uacrna t.
15 Ter;a. S. Amaro ab. ; S. Seenndina t. m.
16 Quatta. S. Mar;ello p. m. ; S.Berardo m.
17 Quinta. S. Anlao ab.; Ss. Eleusipo e Lenilla.
18 Sexta. A cadeira de S. Pedro em Roma.
119 Sabbado. S. Canuto rei m. ; S. Audifax m.
ISO Domingo. O SS. Nome de Jess; S. Sebastio.
AUDIENCIAS DOS TRlbUNAEs DA CAPITAL.
Tribunal do commercio; segundas e quintas.
Relago: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Pazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do eivel: tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda rara do eivel:
hora da tarde.
quartas e sabbados a 1
PARTE OFFICIAL.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SL.
Alageas, o Sr. Claudino Falco Das; Babia
Sr. Jos Msrlios Aires; Rio de Janeiro, o Sr!
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O propietario de diario Manoel Figueiroa de
Paria, na sus Uvraria presa da Independencia ns..
6e8.
Ministerio do imperio.
3a secgao.Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio, em 24 de dezembro de
1860.Tenho presente o ofJlcio de Vmc. de 18
do correte mez, submettcndo a deciso do g>-
totoo imperial as seguales duvidas:
Io O eleitor ou supplente que se liver mudado
depois de feita a convocaco na qual foi contem-
plado, deve ou nao timar parte na organisago da
mesa ? *
2o Deve ou nao tambera fazer parle no caso
era que depois de convocado se verificar que a
mudanga leve lugar um ou mais mezes antes da
convocaban ?
3 A' vista do art. 5 da lei o. 387 de 19 do
agosto de 1846, dos avisos de 20 de fevereiro de
1817, de 13 de fevereiro de 1818, de 8 de Janeiro
de 1819, e 20 de outubro do correte anno, o elei-
tor o supplente que se mudou da parochia, e vol-
teo depols de selembro a residir nella, nio obs-
tante achar-se qualificado, nao deve concorrer
para aformago da mesa parochial?
Em resposta declaro-lhe o seguinte :
1* e 2a. O eleitor ou supplente que se mudou
da parochia nao pode fazer parle e era intervir
na orgauisaco da mesa, poisque, segundo a re-
gra constantemente eslabelecida as decisoes do
overno imperial, s polem concorrer eleiso
de urna parochia os que nella residem, regra esta
que nao poda soffrer excepgo pelo faci de achar-
se convocado o eleitor que se mudou, quer a
coavocago fosse anterior, quer posterior mu-
danga.
3a O aviso de 5 de seterabro ultimo, dirigido
ao primeiro juiz de paz da parochia de S. Jos
desta corle, e varias outras decisoes declarara que,
urna vez perdido pela mudaoga odireito de in-
tervir no processo da eleigao de urna parochia,
na0 recupera o eleitor pelo fado de voltar a re-
sidir nella, o isto aioda mesrno que elle se ache
qualificado votaulo da dita parochia. pois que a
qualiQcagao por si s nao pode conferir direitos
de eleitir a um cidado que os perdeu por ler se
mudado da parochia.
Deus guarde a VmcJoo de Almeida Perei-
ra Fttho.Sr. juiz de paz mais votado da paro-
chia de S talo Antonio.
3a secglo.Rio de Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios do imperio, em 26 de dczembro de 1860.
Foi ouvida a secgao dos negocios do imperio do
conselho de estado sobre o ofllciu da lllma. c-
mara municipal de 10 de outubro ultimo, no qual
dando coala do resultado da eleigio de vereado
res e juizes de paz, a que se procc leu era setem-
bro do correte anno no municipio da corte, con-
sulta sobre os seguintes pontos :
Io Se devera ser contados aos difiranles cida-
daos eleilos os votos que em algumas parochias
Ins forana lomados em separado, por mudaoga,
o'cU lroca da nome. cognome ou appellido.
2 Se em face da lei, que julga os militares de
l linha incompativeis para o exercicio do cargo
do vereador, pode a cmara declarar taes oscida-
daos tenente-coronel do corpo de engonheiros
Manoel de Fras Vasconcellos, e tencnle Adolpho
iJezorra de Meoezes, assistente do cirureio-mr
doexercilo.
3o Se os vicios o irregularidades que M doram
na eleigao da freguezia do Sanilssimo Sacramen-
to, e que se achara sobejamenle provados na pro -
pria acta, nao podero determinar a annullago
da eleigao dessa parochia, e conseguiotemeote
dar-se alguma alterago na ordem dos eleitos.
E S. M. o Imperador, conformando-se por sua
mmediala resolugo de 30 de novembro ultimo,
com o parecer da dita secgao acerca da Ia e 3a
questo, e tendo ouvdo sobre a 2a o conselho de
estado reunido ; ha por bem mandar declarar
lllma. cmara:
Io Que, segundo a doulrioa do 2 do aviso n.
55 de 13 de fevereiro de 1857, devem ser aecu-
muladoj aos 4o, 5" e 6 suppleoles os votos que
lhes foram dados com as alteragoes apontadas,
vislo que visivelraente lhes perlencem.
2o Que do coDformidade com o preceito do de-
creto legislativo de 25dejunho do 1831, que
conrmou o que o governo expedio em 21 de Ja-
neiro do 1830, para execugao das leis ento em
vigor, nao podera o tenenle-coronel Manoel de
Fras Vasconcellos e o teuento Adolpho Bezerra
de Menezes exercer o cargo de vereador, pois que
odeserapenho das funeges desto cargo incom-
pativel com o servigo dos militares da Ia linha do
exercito.
3 Que as irregularidades argidas eleigao da
freguezia do SS. Sacramento nao a podem viciar
e trazer a sua nullidade, visto que urnas nao sao
procedentes e outras nao sao substancias.
O quecommunico lllma. cmara munipal pa-
ra seu conhecimenlo e execugao ; observando-
Ule que a interrupgao do domicilio do tenente-
coronel Manoel Frias de Vasconcellos, durante o
tempo em que exerceu o cargo de presidente da
provincia do Para isto o inhabilitara para ser
eleito vereador. por isso que, segundo est decla-
rado no aviso de 12 de abril de 1854, nao ne-
cessario que sejam continuos os dous annos de
domicilio exigidos pela lei.
Ministerio da juslica.
Decreto n 2,691 de 14 de novembro de 1860
Marca os casos de fallencia dos bancos e outras
campanhias e sociedades anonymas, e o pro-
cesso que em taes casos se deve seguir.
liei por bem, para a boa execugao do 5 do art.
1 da le n. 1,083 de 22 de agosto do crrante an-
no, decretar o seguinte :
Art. 1. A fallencia dos bancos em geral e de
outras companhias e sociedades anonymas e de
suas caixas liliaes o agencias ter lugar em todos
os casos e pelo modo estabelecido na legislaco
commercial em vigor (parte 3a til. Io do cdigo
do commercio, e respectivos regulamenlosj.
Art. 2. Alera dos casos do artigo antecedente,
sero considerados fallidos :
1 Os actuaes bancos de circularlo, suas cai-
xas Qliaes ou agencias, cuja emisso for alora do
limite Oxido pelo art. 1 1 da lei n. 1,083 de 22
de agosto desle anno, e pelo decreto n. 2,685 de
10 de novembro crreme, e do que for marcado
em observancia do disposto no 3 do art. 1 da
referida lei o. 1,083.
2o Todo e qualquer banco de circulaco que
emitiir ou conservar na circulago, alm dos pra-
zos marcados pelo decreto n. 2,664 do 10 de ou-
tubro do correle anno, bilhetes, e em geral es-
cristos que contenham promessa ou obrigago de
valor receido em deposito ou de pagamento ao
portador da quanlia inferior a 50j na corle e pro-
vincia do Rio de Janeiro a 25$ as outras provin-
cias.
3o Todo e qualquer banco que nao pagar a im-
portancia da nota, bilhele ou escripto.de que tra-
ta o art.l 2 da citada lei n. 1,083, que fdr apo-
sentado ao troco, em moeda correte, ou, verifi-
cadas as hypotheses do 4 do art. 1 da mesma
lol, em moeda de ouro vontade do portador.
Art. 3. as hypotheses do n. 1 do artigo ante-
cedente, a infraego da lei o. 1,083 ser provada
per exames a que administrativa ou judicialmente
se proceder, ou por qualquer oulro documento
que produc f.
1. Na hypothese do n. 2, pela apprehedso,
exhibigo ou apresentago da nota ou bilhete, ou
por examea Administrativos ou judiciarios, por
todo e qualquer outro documento que produ-
za f.
2. Na hypothese prevista pelo numero tres,
por protesto de falta de pagamento.
3. Os exames, documentos ou provas cima
rJferidas, substiluem as hypotheses do presente
artigo a justiticago oxigida pelo art. 111 do reg-
lamelo n. 738 de 25 de novembro de 1860, o
qual ser observado em ludo o que nao fdr op-
posto s disposigoes presentes.
Art. 4. A apprehenso de que trata a segunda
parte do artigo antecedente ter lugar por denun-
cia o a requerimenio de qualquer pessoa do po-
vo, ou ex-officio, por qualquer auloridade poli-
cial ou judiciaria, que commuoicar logo o seu re-
sultado autoridade superior para que esta par-
ticipo a quem o conhecimeoto da materia com-
petir.
Art. 5. O protesto de que trsta a terceira par-
te do srt. 3 ser feito pelo portador ou possuidor
da nota, bilhete ou escripto no lugar em que seu
pagamento fdr devido. conforme os estatuios res-
pectivos, perante algum dos labellies privativos
dos protestos nos lugares em que houver tribu-
nal do commercio, e fra delles perante qualquer
tabellio ou escrivo, na forma e nos termos dos
arts,403, 405,406.407, 408, 409. 410 e 411 do
cdigo do commercio, arts. 375, 376, 377, 378.
379, 380,381 e 382, do regulamento n, 737 de 25
de novembro de 1850.
8 1." A nota, bilhele ou escripto ao portador
dever ser appresentado ao thrsoureiro, gerente,
ou administrador do banco, caixa filial ou agen-
cia, no escriptorio ou casa em que o mesmo ban-
co, caixa filial ou agencia funecionar ou onde,
conforme seu teor, dever ser levada ao troco ou
p agamento, ou for cobravel (arts. 374 e 376 do c-
digo do commercio).
2." No caso de ser argida de falsidade ou
falsicago a nota apreseniada, ser permittido
ao respectivo banco ou caixa filial o deposito de
sua importancia dentro do prazo marcado no art.
407 do cdigo do commercio, nao podendo o por-
tador ou possuidor da nota ou bilhete levantar o
deposito sem anga judicial (ou extrajudicial, a
contento do mesmo banco ou caixa filial), at que
se julgue na frmula da legislaco em vigor so-
bre a falsidade ou falsificago allegada.
Art. 6. Sao competentes para requerer a de-
claragao de quebra de qualquer banco de circu-
lago ou de suas caixas liliaes: Io, o respectivo
accionista ; 2, o portador ou ola, bilhele ou es-
cripto ao port Jor na falta de seu pagamento ou
de recusa de troco nos termos do art. 1 3o do
presente decreto; 3o, o promotor publico ou
qualquer fiscal da fazenda com autorisago do
rospoctivo ministro ; 4o, o credor nos termos do
art. 807 do cdigo do commercio ; 5o, o proprio
banco ou caixa filial (art. 805 do cdigo do com-
mercio).
Arl- Jj A quebra poder trabem ser declara-
da ex-officio pela autoridade competente nos ter-
mos do art. 807 do cdigo do commercio.
Art. 8. A sentenga da declarago de quebra
nos termos do presente decreto s pode ser em-
bargada no caso previsto pelo art. 2o, n. 3. Em
todos os outros casos s ter lugar o recurso de
aggravo sem suspenso (cdigo do commercio,
art. 808; regulamento n. 1,597 de 1 de maio de
1855, art. 66).
Art. 9. Os portadores ou poseuidoies de notas,
bilhetes o escripto > puitador, passados pelos
bouuoo, ava casos de sua fallencia, sero classi-
ficados como credores do dominio por titulo de
deposito, conforme as regras estabelecidas pelo
art. 874 do cdigo do commercio, e preferirlo aos
demais credores, segundo a regra do art. 880 do
mesmo cdigo (art. 1 6. da le o. 1,083 de 22
de agoslo de 1860).
Art. 10. As autoridades a que se refere o art.
4, e quaesquer outras a quem incumbir a execu-
gao do presente decrelo, (cara sujeitas pena do
art. 7 da lei citada n. 1,083, nos casos de omisso
negligencia ou falta de cumprimenlo das presen-
tes disposigoes, alm daquellas em que incorre-
rem na cooformidade da legislago criminal do
imperio.
Art. 11. As mullas por infraego das disposi-
goes do presente decreto sero impostas admi-
nistrativamente pelo competente ministro, com
os recursos j estabelecidos. destribuidas na for-
ma do art- 6 da lei n. 1,083 de 22 de agosto do
Crrenle anno, e cobradas execulivamente pelo
mesmo modo empregado para com as dividas ac-
tivas da fazenda publica.
Art. 13. Ficam revogadas as disposigoes em
contrario.
Joo Lustosa da Cunha Paranagua, do meu
conselho, ministro e secretario de estado dos ne-
gocios da justiga, assim o tenha entendido e faga
executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 14 de novembro
de 1860, 39 da independencia do imperio.Com
a rubrica de S. M. o imperador.Joo Lusiosa
da Cunha Paranagua.
Ministerio da sruerra.
Seuhor.Tenho a honra de aubmetter alta
considerago de V. M. imperial o decreto junto,
creando o crdito supplemeolarde 1,141:2679087
para o exercicio de 1859 a 1860, que dentro de
poucos dias se ha de encerrar.
Como j me foi dado trazer augusta presenga
de V. M. 'imperial, ainda agora devo dizer que a
reprodugo da necessidade de se crearem estes
crditos procede da fallencia das bases sobre que
se organisam os orgameotos, nao se atlendendo
mesmo ao augmento de despezas provenientes
do maior desenvolvimento que vai tendo o servi-
go da reparligo da guerra. Alm disso a demo-
ra de esclarecimentos que devem ser fornecidos
por algumas thesourarias.como ora succede com as
das provincias do Goyaz, Matto-Grosso e Rio
Grande do Sul, colloca o governo na alternativa
de deixar por salisfazer servicos prestados, ou de
crear creditoa por estimativa sempre.fallivel ;
mas como das duas hypotheses preferivel at-
tender-se antes primeira, nao vacillo em' pedir
B V. M. imperial a SU* rpnit.jSo para n oraAilo
que proponho, tanto mais quanto apenas eleva o
algarismo da despeza do exercicio a 172:0523996
mais do que os crditos decretados para o exer-
cicio de 1861 a 1862, e mesmo porque presumo
que na liquidacd final se reconhecer saldo em
diversas verbas que compensar e excesso verifi-
cado em outras.
Sou com a mais subida considerago ; de V. M.
imperial subdito reverente e criado.Sebastiio
do Rigo Barros.
Palacio do Rio de Janeiro, 26 de dezembro de
1860, trigsimo nono da independencia e do im-
perio.Com a rubrica de S. M. o imperador.
Sebastio do Reg Barros.
tabella a que se refere o decreto desta dala, que
auto risa o crdito supplementar de............
1.141:2670037 para as despetas do exercicio de
1859 a 1860.
Art. 6 da lei n. 1,040 de 14 de setembro de
1859.
8 3." Conselho supremo militar 3:519J780
6. Arsenaes de guerra...... 167:747#307
7." Corpo de saude e hospi-
les............................... 120:0005000
9. Exerrito.................. 520:0005000
12. GraliQcagdea diversas___ 30:0005000
15. Recrutamento e engaja-
mento............................ 70 0005000
| 18. Obras militares.......... 100:0005000
19. Diversas despezas even-
,ues............................. 130:0005000
. Total...... 1,141:2675087
Palacio do Rio de Janeiro, em 26 de dezembro
de 1860.Sebastio do Reg Barros.
Ministerio da marinha.
Senhor.a insufficiencia de quantias votadas
pelo art. 5 da lei n. 1,040 de 14* de setembro de
1859, para as despezas do ministerio da marinha
no exercicio de 1859 a 186*) loma indispensavel
que, segundo o art. 4 da lei n. 589 de 9 de se-
tembro de 1850, seja aberto um crdito supple-
mentar para saldarem-se as deficiencias verifica-
das em algumas das verbas. A tabella inclusa,
organisada pela cootadoria da marinha, de-
monstra a importancia desse crdito, e della Te-
se que
O crdito ordinario concedido
pela lei n. 1,040 de 14 de se-
tembro de 1859 foi de..........
Us crditos supplemeotares
concedidos pelos decretos ns.
2,578 e 2,588 de 21 e 30 de
abril do correnle anno importa-
ran! em.....
7,010:6365999
A' somma deites crditos se
deve addicionar a do crdito es-
pecial concedido pela lei n. 939
de 26 de setembro do 1857,
para o melhoramento da barra
do Rio Grande do Sul, por con-
tado qual se despenderam no
principio do exercicio de 1859 a
1860, antes de promulgada a
lei respectiva..................
A somma total dos crditos
de............................
A despeza effccliva e reco-
nhecida, paga pelo thesouro na-
cional, inclusive a que leve lu-
gar pelas legasoes e pela divi-
so naval do Rio da Prata, im-
portou em......................
A despeza etTectiva paga pela
oasadoria da marinha, mpor-
tou em.........................
A despeza effecliv e reco-
nhecida. paga pelas thesoura-
rias de fazenda das provincias,
importou era..................
A despeza provavel at o fim
do exercicio, em relago po-
ca da conhecida, importa em
936:4l6496
7,947:0536493
25:5005000
7,972:5535493
4,631:9185727
1,011:4105428
3,071:995185
755:1995971
E' pois o total da despeza.... 9.469 8245311
Feita a comparago entre a somma dos credi-
s e a da despeza, resulta o dficit de ris
1.636.0775519, e a sobra de 138:8065701.
As sobras apparecem as ver-
bas seguintes:
2. Conselho naval 2:600*000
3. Quartel-general. 4:731*642
S 6." Corpo da armada e
classes annexas...... 60:0005000
| 7. Batalho naval 10:0005000
8. Corpo de imperiaes ma-
rinheiras........ 30:7935154
10. Contadura da marinha 2:739d513
II. Intendencia e accesso-
|0S".......... 8:0005000
18. Escola de marinha 10:O0OfiOO0
19. Escolas...... 4005000
9 20. Bibliolheca de marinha 673f700
21. Reformados .... 2:7885692
As razdes das sobras resu-
men.-se em haver-sa despendi-
do menos do que o oreado e
decretado.
O dficit apparece as verbas
seguintes :
1." Secretaria de estado .
12. Arsenaes.....
13. Capitanas de portos .
, 14. Forga naval e navios
de transporte......
15. Navios desarmados. .
16. Hospitaes.....
22. Material.....
23. Obras......
24. Despezas extraordina-
rias e eventuaes .....
138:8065701
4925909
20:1859008
26:43l{790
290:0525313
2.328*058
1:8235226
79753895940
317#3135978
180,0605295
Decreto n. 2,716 de 26 de dettmbro de 1860.
Autorisa o crdito supplementar del,141:2675087
para as despezas de diversas rubricas no exer-
cicio de 18591860.
Atlendendo insufficiencia do crdito votado
Pelo arl. 6 da lei n. 1,040 de 14 de setembro de
1859 para as despezas do ministerio da guerra,
em diversas rubricas do exercicio de 1859 a 1860 ;
tendo ouvido o conselho de ministros, e em con-
rormidade do 6 2 do art. 4 da lei n. 589 de 9 de
setembro de 1850, hei por bem autorisar o cr-
dito supplementar de 1,141:2675087, distribuido
conforme a tabella que com este baixa, devendo
esta medida ser levada em tempo opportuuo ao
conhecimento do corpo legislativo.
Sebastio do Reg Barros,do meu conselho,
ministro e secretario de estado da guerra, o te-
nha assim entendido e peca 01 despachos nu-

1,636:0775519
Este dficit provm de despezas indispensaveis,
que nao foram attendidas no Orgamento respecti-
vo por nao baverem as necessarias informages
para leva-las a effeilo, ou por nao serem ento
conhncidas. A saber :
No Io das gratificages concedidas a varios
erapregados por terem oais de 30 annoi de ser-
ticn. na oanfurmiJad do paragrapho oitavo do
art. 20 do decreto n. 2,339 de 19 de fevereiro de
1859;
No S 12 da despeza qne accresceu pedida no
orgamento, com maior numero de operarios que
foi mister eropregar, tanto no arsenal da corlo
como no Mato-Grosso;
No 13 da maior despeza do que a orgada, nao
s com a capitana eslabelecida na provincia da
Parahiba, mas ainda da que teve lugar com o va-
por Jaguaro e cultera encarregados no ser-
vigo das capitanas da corte e da provincia de
Sergipe;
No 14 da despeza acrescida com os venci-
rnentos dos roachinistas, foguistas e carvoeiros,
por virtude do decreto de 11 de iulho de 1857.
mandado executar por aviso de 5 de margo de
1859, e outras provenientes do msior numero de
navios de vela e a vapor ompregados no servigo,
e que deu lugar ao augmento de pessoal sobre
o que foi comprehendido no orgamento respec-
tivo ;
No 15 do maior numero de pessoal admilti-
do para o servigo e cooservago dos navios desar-
mados, alm do que se teve em vista polo orga-
mento;
No 16 do maior numero de enfermeiros e
serventes admittidos no hospital da corte com
veocimentos superiores ao Diado no orgamento,
.na cooformidade tanto do regulamento do30 de
I setembro de 1857, como do provisorio que baixQu
I com o aviso de 27 de {ulho de J$5$;
No 22 da maior despeza nao prevista no or-
gamento com aquisigoas de machnismo, pharo-
leles, apparelhtjs de luz completos, para-raios
para diversos pjeres, um vapor de ferro para a
navegago fluvial de Malo-Grosso, e accrescimo
de material pa abaste cimento doalmoxarifsdo,
aura de occorrer-se nao s ao maior dispen-
dio com os narios, mas ainda para futuras pro-
visoes;
No 23 do naior dispendio, alera do que se
leve em vista no orgamento, com o melhoramen-
to do porto do Pernambuco e outras obras indis -
poosaveisao arsenal da corte, tanto para melho-
rameato da carreira de construego e respectiva
cobertera de ferro como para deposito de carvo
de pedra.
No $ 24 da despeza proveniente lano de frea-
mentas do navios e reraeasa de gneros para a
provitcia de Mato-Grosso como das commissoes
de saques e differengas de cambio nos dinheiros
suppridos aos navios surtos em portos estrangei-
ros, e outras nao previstas.
Se nao fosse opposto lei o encontr da im-
portancia da sobra com a do dficit, esse se re-
duziriaa 1,497:270*818.
Se se tivesse escripturado no exercicio de 1858
a 1859 a importancia de 112:3305 com o servigo
do melhoramento do porto de Pernambuco, que
sendo contralado no dito exercicio, teve a des-
peza corrospoudente logar durante os seis mezes
addicionaes respectivas, reduzir-se-hia
o de 8 pragas, tambera da guarda nacional, exis-
tente no dislriclo de Duas Barras no termo de
Swrinhera, para oqual nesta data mando forne-
cerlo armas, podendo V. S. autorisar o respec-
tivo subdelegado de polica para alugar orna casa
que sirva o mesmo tempo de quartel do dito
destacamento e priso provisoria dos individuos,
que forera capturados, emquanto nao sao remet-
tidos para a cada de Serinhera.Fez-se a este
respeito o expediente necessario.
Dito ao inspector da Ihesouraria de fazenda.
Coramunico a V.S. para seu conhecimento e de-
vida execugao que com aviso do ministerio da
fazenda de 3 de abril do anno passado me foi
remetlidoo decreto que noracou e2 escritura-
rio do thesouro nacional bacharel Manoel Mame-
de da Silva Costa para o lugar de ofihial-maior
dessa thesourarta.
Dito ao mesmo.Recommendo a V. S. a ex-
podigo de suas ordens para que de conforroida-
da cora o que me requtsitou o Exm. presidente
da Parahiba ora offlcio de 9 do correnle. sob n.
117, seja remettido Ihesouraria de rendas da-
quella provincia no primeiro vapor, que seguir
para all, o sal Jo que existir nessa repartirlo per-
tencente mesma thesoiiraria.--Communicou-se
ao Exm presidente da Parahiba.
Ditoao mesmo.Mande V. S. abonar ao pro-
curador do lente do 5o batalho da infantaria,
Leonardo Luciano de Campos, a prestago do
anda 255 mensaes que o mesmo lente consignou de
aquella dficit a 1,3849405818, e descea a mu- seu sold nesta prsvincia, como se v6 do reque-
to menos se nelle se nao coroprchendessem cer-! rmenlo junto.
nt.neD256r33,0' alai.d0 D" despezas felascom diversos objeclos e obras, al- prets juntos em duplcala, mande V. S. pagar a
gumas de cujas prestagoes. posto fossemos teus Simplicio Jos de Moli, conforme requisitou o
contratos anteriores ao exercicio de 1859 a 1860. chefe de polica em ofiicio de hoatera, sob n 15
"rBJtSSS&...-.......... .quanJde.II588O era que.importara as dtaifi
abonadas pelo delegado do Brejo ao desertor An-
tonio Pereira de Mello desde o dia 15 de dezem-
bro ultimo at 10 do presente mez.Communi-
ceu-se ao chefe de polica.
Dilo ao mesmo.Remello a V. S a inclusa con-
ta, na importancia de 3565540 dos arligos forne-
cidos pelo arsenal de guerra diversas reparti-
A' vista de semelhante resultado, lorna-se ne-
cessario abrir o crdito supplementar de ris'
1,6360775519, distribuido pelas verbas supra-
dilas.
Com este crdito ficam saldadas todas as ru-
bricas do ministerio da marinha relativas ao
exercicio de 1859 a 1860, e attendidas tonas as'
despezas re: tas por conta delle, tanto na coi teco-'gees nos mezes de outubro a dezembro do a
mo oas provincias. prximo passado. para que mande indemnisar
Assim pois tenho a honrs de submetlcr alta reparligo da guerra essa quantia, seudo 25a
considerago de V. M. I. o decreto incluso, au- por conta do rainisteriolda fazenda e 331550 pelo
tonsando o crdito da quantia cuja necessidade da justiga.-Communicou-se ao director do r-
tica demoaslrada. seal de guerra.
De V. H. I. o mais reverente subdito.Fran- Dito ao inspector da Ihesouraria nrovincial
\9CLtlZ^aXm-~ R d ,Der0' 6m ^ 1SS *" jun. que3me mTremellida
19 de dezembro de 1860. pelo chefe de polica com officio de honiem, sob
------ 1 numero 20, mande V. S. pagar a Estevao dos
Decreto n. 2,710 de 19 de dezembro de 1860. Anjos da Porciuncula, a quantia de 72J800, des-
Auiorisa o crdito supplementar de 1,636:0775519 pendida no mez de dezembro ultimo, cora o sus-
. para as despezas do ministerio da marinha no lento dos presos pobres da cadeia do Cabo.
exercicio de 1859 a 1860. | Commnnicou-se ao chefe de polica.
Nao sendo suficientes as quantias votadas no Dito ao mesmo.Mande V. S. indemnisar o di-
arl. 5o da lei n. 1,040 de 14 de selembro de 1859 rector da repartigo das obras publicas, que as-
para as despezas das verbasSecretaria de esla- 8"n me requisitou em offlcio de hontcm, sob nu-
do, arsenaes, capitanas de portos, forga naval e niero 5. da quanlia de 3585340, em que, segundo
navios de traosportes. navios desarmados, hospi- a conta e mais documentos juntos; importamos
taes, material, obras, e despezas extraordinarias objectos que elle mandou vir de Inglaterra para
e eventuaes do ministerio da marinhano exer- us daquella reparligo.Comraunicou-se aodi-
cicio de 1859 a 1860, nem as que acresceram roctor daquella repartigo.
quanto a algumas das supraditas verbas pelos Dilo ao director do arsenal de guerra.De con-
creditoa marcados nos decretos ns. 2,578 e 2,588 forraidade com o disposto no aviso da repsrtigo
de 21 e 30 de abril do correte anno, hei por da guerra de 29 de dezembro ultimo tornera
j?fn>i ns conformidade do 2 do arl. 4o da lei n. c. companhia de cavallaria os artigos de far-
589 de 9 de setembro de 1850, e tendo ouvido o damento e mais objectos mencionados em a nota
conselho de ministros, autorisar o crdito sup- da reparligo do quartol-mestre-geoeral cons-
plemenlar de 1,636:0775519, distribuido pelas 'ante da copia junta.Communicou-se aocoro-
sobreditas verbas, segundo a tabella que com es- nel comrr andante das armas,
le baixa, assigoada por Francisco Xavier Paes D'U> ao mesmo.Mande Vmc. apresentar ao
Brrelo, do meu conselho, ministro e secretario capito do porto, par ter o conveniente deslino
de estado dos negocios da marinha, devendo des- o paisano Jos Antonio Marinho Trigo, que, se-
te augmento de despeza dar-se conta assembla gundo Vmc. declarou em seu offlcio d 12 d cor-
geral legislativa, em tempo opportuno, para ser rente, desertou da companhia de aprendizes des-
effectivamente approvado. O mesmo ministro o s.e arsenal em 19 de novembro de 1857, e foi ul-
secretario de estado aasim o tenha entendido e timamente preso pelo delegado do primeiro dis-
m
etiioS*\amaCUan' Ua Tagenl ao Rio Gran-
.Uil.l!'T* 8eohore gente da companhia bra-
silera de paquetes a vapor manden dar passa-
gPP*? "P"' Jo Rio Grande do Norte, no
vapor Tocontons, em lugar destinado para passa-
geiro de estado, ao bacharel Francisco Luiz Cor-
rea de Andrade, juiz municipal nomealo para
os termos reunidos da Msioaidade, Porto Aleare
e Apudy naqueUa provincia. 8
.* *?* minores agentes da companhia bra-
sileira de paquetes a vapor expecam as suas or-
dens par que sejam transportados por eonla do
ministerio da guerra, no vapor que se esperado
norte, para as Alagoas, cosa destino ao corpo da
guarnigao desta provincia, o segundo cadete sar-
gentoaldante Alvaro Conrado Ferreira de Agujar
soldado Manoel Simplicio Correia Leal, e para a
, corte o desertor do batalho da deposito Acacio
Leandro de Souza.
DitaO Sr. gerente da companhia Pernambu-
cana mande transportar para a provincia das Ala-
goas, no vapor Persinunoo. o criminoso de roorte
Antonio Geraldo, que diz chamar-se Antonio Bar-
bosa Ferreira, ao sentenciado Marlinho Gomes .
aieireiles. e a tres pragas do corpo de polica
aue os vo escollando Offlciou-se ao oommsn- '
dan le de polica para prestar a escolta em occa-
aiao opportuna.
. &*pdienle do secretario do governo.
Oicio ao inspector do arsenal de marinha.
Constando de parlicipago da repartigo da mari- -
ntia de 7 do corrente, que Sua Magostado o Im-
perador, por decreto de 3 desto mez, houve por
bem conferir ao patro-mr desse arsenal Goo-
galo Joaoda Silva Fortes, a graduago do posto
de primeiro lenle da armada, de conformidade
dlsPs, no artigo 47 do decreto numero
wod, de 30 de abril do auno prximo passado,.
. Exc. o Sr. presidente da provincia assim o
manda commu nicar a V. S., afim de que d scien-
cia de semelhante despacho ao agraciado.
Dito ao inspector da Ihesouraria de fazenda.___
S. Exc. o Sr. presidente da provincia manda
iransmillira V. S. o incluso officio da secretaria
de estado dos negocios da fazenda, de 5 do cor- -
renle, acompanhado do conhecimento da quantia
de 20:0005000 em moedas de prala, que recebeu.
na ihesouraria geral do thesouro nacional o com-
mandantedo vapor Tocanlins para entregar nes-
sa Ihesouraria.
DESPACHOS DO DU 15 DK JANEIRO DE 1861.
B-e9utrimentot.
3540. Joao de Souza Marinho. Informe o
conselho administrativo para fornecimento do
arsenal de guerra.
3541Osear Dealibeaux.Nao pode ter lugar
o que iequer quanto as rampas.
3542.Mara Francisca da Annanciago e ou-
tros. Volte ao Sr. inspector da Ihesouraria de
fazenda.
3543.Jos Augusto de Araujo.A' vista da
ioforraago nao tem lugar o que requer.
3544.Joaquim Velloso da Silva Re,qo.Infor-
me o Sr. commandanle do corpo de polica.
3545.Jos Felippe Nery da Silva. Passe
portara coocedendo a llcenga requerida na forma
da lei.
3546.Antonio Jos Victorino. Remettido ar>
Sr. Dr. chefe de polica para attender ao suppti
cante como for de justiga.
3547.Pedido da fortaleza de Tamandar.
Fornega-se.
3548.Alexandre de Barros Albuquerque.
Sim, depois do dia 31 do corrente.
3549.Agoslinho Jos Alves.Informe o Sr.
inspector do arsenal de marinha.
3550.Franciaco Lulz Correia de Andrade.
D-se-lhe.
faga executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 19 de dezembro
de 1860, 39" da independencia e do imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Francisco
Xavier Paes Brrelo.
Tabella das quantias para as verbas abaixo de-
signadas a que se refere o decreto desta data.
1." Secretara de estado
S 12. Arsenaes.....
13. Capitanas de portos .
14. Forga naval e navios
da transporte......
15. Narios desarmados. .
S 16. Hospitaes.....
22. Material.....
| 23. Obras......
24. Despezas extraordina-
rias e eventuaes......
4925909
20:1855008
26:431J790
290:0525313
2:3285058
trelo deste termoOfflciou-se neste sentido ao
referido capito do porto.
Dito ao mesmo.Recommendo a Vmc. que,
emenden io-se com o delegado do cirurgio-mr
ef eci'. i*?* recolher nos armazens desse ar-
senal 62 camisas de algodo existentes na arre-
cadago do hospital militar, as quaes, por serem
pequeas, nao podem sorvir para os doenles,
maodando Vmc. fornecer em substituigo igual
numero de camisolas cora as dimeoses indica-
das pelo referiio delegado.
Dito ao commandanle do presidio de Fernan-
797:389#940
317:313g978
180:0605-293
L 1.636:077S519
Palacio do Ro de Janeiro, em 19 de dezem-
bro de 1860.Francisco Xavier Paes Barreto.
4 etoiaac do'_TeDl10 de estabelecer-se neste presidio urna
4'5S7 a8enc> de correio, assim o declaro a Vmc. para
Governo da provincia.
Expediente do dia 15 de Janeiro de 1861.
Officio ao Exm. ministro plenipotenciario do
Brasil na Franca.Satisfazendo ao que V. Exc.
solicitou era officio de 11 de outubro do anno
- para
seu conhecimento e afim de que nao coosinta
que venha dalli correspondencia alguma particu-
lar sem ter fago o respectivo porte.Communi-
cou-se ao administrador do correio.
Dita ao juiz de orphaos do Recife.Pode Vmc.
mandar apresentar ao director do arsenal de
guerra, afim de ser alistado na companhia de
aprendizes do mesmo arsenal, depois desatisfei-
tasas exigencias do artigo 4o do regulamento de
d de Janeiro de 1842, o menor Benedicto Antonio
de Oliveira, de que trata o seu officio datado de
7 do corrente.Ex pedio-se ordem ao director do
arsenal de guerra para efectuaro alislamenlo do
referido menor.
Dito ao director das obras publicas. Recom-
passado. cabe-me dizer que as informagSes ob- TfZTZZZ^J22?lZLlTZ2Z
S' .sCseergCuaindteSsArabM' ^ ?' E"" "^ ~&^E5 ". XtLTX X-
SendoTlIes d soensados antea de terminado o 2.!!? !!?!"!al- toml. !. requi-
elles dispensados antes de terminado o
lempo do seu contrato, que expirou em 17 de
jauho daquelle anno, foram todavia pagos de
seos vencimentos at esse dia na provincia do
Cear. d'oode vieram para esta no vapor Tocan-
lins cusa do governo braaileiro, dispendendo
elles apenas a quanlia d 455 de comedorias, co-
mo V. Exc. melhor ver do officio do presidente
daquella provincia, e informages a elle juntas
sitado o respectivo inspector em officio de hon-
iem, sob numero 16.Communicou-se a este.
Dito ao mesmo Mande Vmc. reparar com ur-
gencia as goteiras que, segundo consta de officio
do chefe de polica de hontem, sob numero 18,
appareceram no edificio da casa de detengo,sen-
do urna na grande abobada, e quatro no raio do
sul.Communicou-se ao mesmo chete.
Dito ao administrador do correio. Previno a
?.0mCmP.*,MDJ,-.i,oS!3, E \qulJFhe8nao t0- Vmc. de que apresentou-se-me hoj'e o primeiro
ram mantldos e pensados a custa do mesmo go- officisl da adminisiragSo do correio da edru, Joa.
verano at o da de sua partida para l-isboa no qira Francisco Lopes Anio, de que Iratei em
SSLSf lo-lus-bra8llelro Mxlford-Uaven, dis- meu officio de 14 de dezembro ultimo, e amanh
poodendo-se com a sua estada nesta provincia, e dar principio a seus trabalhos, afim de que Vmc.
n?. !,? .ran?P4r,eJ"* L,S0afno fondo va- lhe facilite os meios de que precisar para o bom
por a quanlia de 1:0355760, conforme V. Exc. xito de sua commisso
ver das informages da Ihesouraria de fazenda. Dito ao director da instruego publica.Res-
6, sendo ess i despeza approvada pondeodo ao officio que Vmc. me dirigi em 10
por aviso do ministerio do imperio de23 dejulho
do anno passado.
Creio ter assim salisfeito o pedido de V. Exc.
Aproveito a opportunidade para reilerar-lhe os
meus protestos de estims e considerago.
Dito ao coronel commandanle das armas.
De cooformidade com o aviso da reparligo da
guerra de 28 de dezombro ultimo, devolvo a V. S.
para ser deferido nos termos do artigo 108 do
regulamento de 27 de outubro do anuo prximo
passado o requermoolo em que o soldado do 9"
halalkn A*. ;f.-_..:- i..-____- aav...i. a..ki.
do corrente, sob numero 4, tenho a dizer-lhe
que importando o procedimeoto que nelle solici-
ta a perda da cadeira de que professor o bacha-
rel Joaquim da Costa Dourado, convm que o
conselho director, tendo vista o artigo 95 da
leiregulamenlar numero 369 do 14 da maio de
1855, delibere a semelhanle respeilo, propondo
pessoa habilitada para reger interinamente a re-
ferida cadeira.
Portara.O presidente da provincia, atlen-
dendo ao que requereu o padre Antonio Genero-
naiainao de infantaria Juvencio Vicente Ferreira so Bandeira, professor publico de jnslrucgo ele-
pede ser engajado com deslina i companhia de mentar de Pedras de Fogo. resolve conceder-lhe
cavallaria desta provincia. 30 dias de licenga eom vencimentos para vir
ito ao mesmo.Com inclusa copia do aviso esta capital habilitar-se no seu magisterio ns tor-
do miuisteno da guerra de 24 de dezembro ulti- ma da lei.
mo passo s mos de V. S., afim de terem q con- Dita.O presidente da provincia, atlendendo
veniente desuno, as guias de sete pragas. que ao que lhe requereu Joaquim Cardoso, resolve
lando sido eqviadastfis provincias do Maranho conceder-lhe permrssq para matricular-se. in-
a mo urande do Norte para a cflrle, flearam per- dependente da apresentago de carta de piloto,
tencendo. aos corpos ota guarnigo nesta pro- como capito da, barca nacional Rio de Janeiro,
?1"c.1,- ...... ?* viagem a que est destinada para o Rio de
litio ao Dr. chefe de pojicia.Annuindo ao Janeiro, devendo, porm, assignar termo na ca-
}?" S. propoz em officto de 14 do correnle, n. pilanca, do porto, pelo qual se obrgue a exhibir
17, lenho resolvido redauir ao numero de 20 s- a referida carta para outra qualquer viagem.
menle o destacamento de 40 pragas da guar nCionaJexiaiwte ns, vi.Ua, Focada, e elevar a 1J, melda, para, matricular-se como capito do brigue J
COMM INDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
em fernambuco, na cidade do
Recife, 17 de Janeiro de 1861.
ORDEM DO DIA N. 66.
O coronel commandanle das armas publica
para conhecimento da guarnigo e devido effeilo,
quen'esta data se apresentaram neste commando
viudos dos portos do sul, no vapor Tocanlins, os
Srs. efBciaes abaixo mencionados : capito Jos.
Mara Petra de Bitancourl, alteres Joaquim Pe- "
dro do Reg Barros, e Bernardino Candido de
Albuquerque, todos do corpo da guarnigo des-
ta provincia, os quaes ficam addidos ao 9* bata-
lho em quinto nao seguem para o seu destino :
lente Joaquim Manoel da Silva e S, do 9o ba-
talho ; alteres Julio Pompeo de Barros Lima, e
Jos Manoel da Silva do 2o, e Antonio Vicente
Ferreira da Fonceca, do 10 batalho lodos de
infantaria, flcando estes reunidos a seus corpos,.
O mesmo coronel coramandante das armas'
uzando da attribuigo que lhe confere o artigo
108, do decreto que baixou cora o regulamento
n. 2677, de 27 de outubro do anno passado, de-
termina quo de comformidade com o decreto e
regulamento do Io de Maio de 1858, seja enga-
jado por mais 6 annos com destino a companhia
lira de cavallaria d'esla provincia, o soldado do
9o batalho de infamara, Juvencio Vicente Te-
xeira.
Assignado.Josl Antonio da Fonceca GalvSo.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo.
alteresajudante de ordensinterino do commando.
EXTERIOR.
Communicac&o dos. hUpos de Mo-
dena.
A S. Exc. o Sr. conde, presidonte do conselho
de ministros.
Turin.Exm. Sr,Quando so tornou extensi-
va s dioceses desta provincia eclesistica a lei
sarda do 23 de maio de 1853, pela qual foram
gravadas em um imposto especial as rendas do
todos os bens da igreja, e se obrigou clero, com
severas ameagas a dar noticias dessas rondas, os
arcebispo&e os bispos abaixo assignados nao po-
deram deixar de reconhecer urna simiihante rao-
dida como projudicial s condiges em que se
acha entre nos a igreja, e que s de acord com
a S Suprema linha podido verificar-se. Para
nao produzir igualmente as actuaes trislissi-
mas circunstancias novas causas de aggravo ao
cloro, nao se julgou opportuno negar as decla-
rares desojadas.
Mas comquaolo seja vedado que por taes con-
diges seguiram este procedimeoto, para que o
seu silencio nao seja considerado como um con-
serrtimento julgam-se obrlgados a protestar ca-
ra e respetosamente a V. Exc, afim de que a.
todos seja notorio que as concederam pela ne-
cessidade ; da modo algum entenderam renun-
ciar o direito, direilo que pelos sagrados cao-
nes compete igreja, para que sem o beneplci-
to da Santa S sejam gravados os bens ecclesi-
astigos com tributos novos.
E julgam-se tanto mais no dever do formular
este protesto quanto despojada de quasi ludo a
igreja desta provincia ecclesiaslica, as la menta-
veis vicisitudes do seculo passado, o escasso pa-
trimonio que ella conservou anonas basta par
salisfazer as mais instantes necessidades d culto
e dos seus ministros.
Nao tioham os abaixo assignapos menores mo-
tivos de queixa vendo quanto tioham sido iou-
teis (ods as degliragoes, especialmente a 9.


m
aUARKj DI fERHAMBUCO. SK1TA FEIRA 16 DI JANEIRO DE 1861.

r r ?

85 de oulebro de 1859, dirigida ao dictador des-jdepois do cxoicito napolitano ler conquistado, minio da forca para se collocar sob a garanta de considera cerno ariauira obrigacia sustentarse
ta provecta, das qu-a-s nao e nao rarwe ruc-' em caaspo desceben j, no Vulturno e em Gan- um principio; seja essc principio ^-^friAini i loalftu-nr mas parece *jo s. servirn) para pro- guano, honra e o renome, este mesmo exerci- pela Europa, senhor, ed a Franca o-naasJia m uatMeo
vocar novas, deseunsideracoijs das santas leis da to eaber, adquirir oulra gloria e maior repulago Senhor, uecessitamos de Roma. *lanefte i fodoa ouritaoMBDS como o exerciia tem sido
vocar nova:. desconsieragoes dai santas lea da
>or;a> e "ovos prejuisos s suas sagradas prero-
gativas.
Abohr*m-so, sem conhacinjenlo dos interessa-
lo OAbera. adquirir outra gloria e maior reputage
aioja pela re defeza comecada contra unsini-
migos que vecoi roubar-nos a aessa antiga in-
depen deucia calcando aos oes todos os principios
Senhor, uecessitamos de Roma,
para nos um Ierra sagrada : o no
de nuidade pelo amor. Do alto das sol tollinas
ciaes, osete** aftrtncane saldados,
entres, iHarna atoMasrtasrto o reeonheciman-
patria, qiaa vts admira, como a esti-
, guaraa-fenlosanla.
c Francisco.
los, o que mais anda, seru couarecimonto de hnsiaatiasto do religiao.
da suprema caboca da iajreja, ai rallos adquir- A votan disciplina ha do sustantsr-se ; oft-
Jus de lamaos ui.memonaaa; o ule ee peueon- ciase, naawaee mleatenseInaoe. ritalisi
e ee Ufara e efleiio a coaujrue prora*inda s
fiarochias mane pobres neaa ee uasoerreu se a
desafeaco medica e igual eeeaprneeve os dtw-
tos ahelidos, em se proven ase eaeae em ojia
-a creme o o particulares cireeeniaaeiaa das au-
rocbiee lerna va m matese ae-aeacaaiaeitoe.
Foi preotaraada a redampcu 'omvemal de l-
beli, o larmbem as de diroclo dominio de gro-
ja com mais desrantajosas rondicoes para ella.
desprescudo-aa as mais leriniaanles prescrip-
<;os des caones, observadas al agora. Fo-
ram derogadas sem autorisagao da greja as d(s-
peslfes, o abolidos os eesltimes corformes a
doulrina calholiea [Acerca do juramento des ec-
clesiasticos nos julgatnenlos ctiniiuaes.
Ficaram sujeilas a oras ebrigaces as fabri-
cas, e collocados sob a exclusiva administraban
municipal e goveraaliva os institutos piedosos,
oe fslabecimenlos de caridad* o beneliencia, an-
da que sujeitos adininisiaco ecclesiasiiea e
religiosa ; dando-se, alm disso. pouca impor-
tancia presidencia, legamente illusoria, dos
hispas nos couselflo pro^ineiaes, ceuselhe *
limioaJos r visa o das cootas, com o simples
vola ceusulti'o, e nequal a iniciativa das Uh-
cusses esi s reservada ao intendente, achaa-
du-se o bispo, nico represntame da igreja,
sampre (ac a face cora uiua maiuria absoluta
de. merabro que (tecleocera adrainistrace.
Liuqiiaut que com la es disposicoes se desco-
nhecia a immunidade ecclesiastica, outras de-
ploreveis urteusas aiteutavam os mais graves e
elevados iuteoesses. Lio dos mais esseoeiaes
eleiueiiius da uuidade da.igreja, alivreooin-
muiiicacao enlie o seu canece e os biapus, e nao
padeca esta nunca ser impedida sem contrariar
iberiamente a propria insliiuieo de Jess Chris-
lo, que ao conllar a Pedro o encargo decoollr-
mar seus irniaos, lUe deu a direto de fallar aos
bi&pus, uupt>udo a estes a obrigago de recebar e
seguir os seus couseltaos o direrco.
Mullo bem ; com4aes direitos e deveres, que
iieahuin poder da Ierra pile restringir, como se
concillar a loi que declara ineflicvz qualquer
disposico puntillen, at que a auUndade civil
teuha regulado o seu valor, o julgado oppoctu-
na a sua exocucof l'eitence igualmente ao
claro por instituco divina, ludo quanto diz ree-
peilo a saniilicacao das almas, e a regulaco de
cullo, dos ritos sagrados o das funcces religio-
sas; como poda, poie, uina disposicao civil en-
carregar o magistrado leigo de senienciar sobre
deveres do oiHcio ecclesiastico, o impdr peeas
coutra os sagrados pastoree por supposlas faltas
ao ieveres do seu miuisterio ? Como poda o
clero curuprir o dever da saniiUcarao das almas,
s", contra o coustanle douinna calholiea e pra-
ticas at hoje observadas, se Ihe lirou um des
moios de exercitar mavs eOicazmeote a sua co-
lala misso, excluinde-o de loda a inlerveoeao
na educar;o da mocidade, que pela lei flea n-
carregada s ao poder civil, na qual entre a ins-
truccao religiosa por mesires escolhidos, nao
pelos bispos, mas pelo governo, desconhecendo-
se Ueste modo o mandato dado aquellos por Je-
ss Christo, de serin os guardas da sua doulri-
oo e os encarregados de espalha-la ?
Nao julgam os abaixo assignados lerem apre-
srnlado lodos os motivos que leem para recia-,
mar com juslica, mas nao poderiam concluir I ca_no interior, o a grandeza de paiz no estran-
dcscendom as nossas lxadicoes_,
do n"oulra parte pederi su
per cauaa de mnnicipatiBma,
dentro dua aens mures. De ~
distancia, ateaneio.
i4J. Quan-
ds como o exercito tem sido
uado-e aserdanado pelo manejos perniciosos
r rovoloceo; a desercao o perda da marinha, a
fe,
oes innicraflliita que ha
ic o an nnapen consflhcs
latero mnieen aannncrgmotia>ajeria a capital da
MM.
Senhor, veemiiama mndaasKjea-esle Orttr-
re. Nao ananaf, ao poacnonueetaresla den
"o aaajanada esa nanee d Frene
Boaalrado at
va ea-
,
A nessn persistencia na revolucao de partir para
BeyrHiilhem diffareiUes columnas sub pretexto do-j
falsos boatos que se temfeilo espalhar.cdeinvea-:
eoes imaginarias, ka-de augmentar o senlimeato
q.ueleuho tido pelas rossas desgraras,eenlimeRto
de^ue tem lomado parte S. M.,come todo o mun-
do sebe.
O effeilo da juslica exercido em neme de S. M.
L em Damasco, urna sufllciente erova para fa-
zer dcsappareeer e terror e o receje, as Coreas
militares que ee eneontram en Damasco e as
immediacoes, sao mais que suflicienles para a
vossa segurau$a, e oe justos castigos applieados
-aos vossos adversarios, leem creado entre elles
o terror, tanto Mais, quaolo que preciso nao ne-
gar q^inaeo viveis os sigoaesde arrependimeolo
dados pelos povos por haxureaa obrad de urna
semclhanle maneira.
C, puis, incuulesiavel, que a impressio do cas-
tigalapplicado, e o arrependirneals das suas ms
ceoes, serio para o futuro uui incentivo que os
ha do obrigar couduzir-se de urna maneira lou-
vavel e conforme aos direitos da humanidade,
limitandu-se s boas retacees, alm disso, as or-
ganisaces quo formemos sero, com a auxilio de
Dos, a base de seguranca e Iraof uilidade con-
tinuas.
Nao vos considerando ignorantes que le mera a
desgraca em emigrar, convide-vas fazer deeap-
parecer todas essas machinaces, e insialar-vos
com conQaiic.i em vussas liabiiaeoee, sem alterar
os vossos espiritas, deixaodo de perder, sem ra-
zio, M despezas que Qzerdas de ida o volta. E
se o que temos feito nao bstanle para a vossa
seguranca, iodicai-nos oque temos fazer.
E' j lempo do pensar no valor e na qualidade
dos vossos prejuizos, assirn comu ua vossa ven-
tura e u<* vossas bahilacoes. Por consecuencia,
os que sao de Damasco, devam abandonar loda
Senhor, ente deaenacto enatroe e
e a vossa; teremos sempre a guerra, impede-
nos de resistir, aee inimigee-queUaiea. o aea quo
para o futuro pessamos ler. Em virtudo do di-
reto eterno, o paiz ttaiiano nao parteoce se nao.
i Italia. Afastai-os, seahor. Aquella naga o ar-
roja a cenielha do odie entre deas oace que
devem amar-se para cu papriroa desojas de Beus,
e que devera camtnbar unidos ptio caminho de
dever e da bem.
Senher, aobai cora esees odios ; cumpramos a
nossa obre. A religiao, a Italia, a vossa tama
ganhara cem isso.
A religiao perece euaodo nao eii sustentada
com razoes dedididas, mas por bayonetas estran-
geiras. A itilia nao quer rr-secendemuada
a arraslar-se de contenda em continda, em lu-
gar de realisar pacificamente a suaunifleceso, e
a Europa ha de persuadir-so de quo nao para
conquistar, mas para emancipar qut a Franca se
aprsenla mais urna vez no solo halara.
Em nome do direito, em nome da Italia e em
neme da Franca, relirai, senhor, as vests tro-
pas de Roma. Este o desejo dos abaixo assig-
nados; este o grito, e esta a esperaBca, al
agora frustada da Italia.
Noverabre 26.
5ao, debaixe das ordena do ministro da guerra,
quo lora a sua residencia em BucharecU
Arl. 2. e ultimo. Os presidentes dan nossos
Ck n de ministros de Moldavia e da ala-
cha Qcam encarregados da execujio do presenta
d'agosio de annode
O dictador de iples antes da sua retirada
para Caprer, puhlicou os seguintes decretos :
Italia e Vl.-t r Emuianoel.
O dictador da Italia meridional:
Considerando que no da nefasto de 15 de
maio de 1848, o governo dos Bourbons roinpeu
o pacto jurado, enchendo a cidade de terror o de
sangue, substituindo o arbitrio o a violencia
autoridade da lei;
Considerando que o governo produzido por
aquella cataslrephe nacional, proseguio com in-
a idea de partida, assim como devem regressar i cr've perseveran ja durante o decurso de doze
os que j abandonaran) a cidade, aQm de que iann. e violou o santuario da juslica e da fumi-
juiuos se oceupem d'osla importante quesiao illa de maneira que os homens honrados e ami-
como julgarem mais proposite se alcanzar o j *#s do seu paisfoxam condemnados a penas cri-
que se des'ja, conforme* direito e a juslica. j minacs, as prises cheias de viclimas e ura gran-
Dado no tribunal da a.1 ministrado dos neg-: ^e numero de cidadios conttraogidos a abando-
cios esirangeiros e da nossa misso particular e "ar estado e a refugiar-se fura das Ierras hes-
extraordioaxia na Syria, a 5 rawabar 1277.
Fuad-Pacha.
Cireular do conde de Persiga y aos
pre Coitos.
Sr. prefeito. Tomando posse de elevado car-
go que a confanca do imperador acaba de cha-
mar-me, leubo em primeiro logar necessidade de
reclamar todo o vosso concurso, porque, quanto
mais aebre o espectculo que nusofferece o
acto imperial de 24 de novembro, mais a adrni-
uisirarao de paiz deve inspirar geuerosos peosa-
nientos.
Eis um principe que depois de ler recebido da na-
ci os poderes para restatelecer a ordem publi-
esta represenlaco, sem reclamar aoles com ins-
tancia a atlencao do governo para a tendencia
demasiado manifesta da propaganda irreligiosa e
proteslaule, a qual, abusando vergonzosamente
da liberdade da imprensa, despresando ludas as
lcis que dao prolecgao e respeito religiao ca-
lholiea, expundo ao publico, o espalhando pin-
turas injuriosas, caricaturas indecentes, livros
preversos, joroaes e escriptea de toda a quali-
dado, espalha com profuso neslas provincias os
erres do protestantismo, e as mximas da cor-
rupcao ; Bitaca com proposito deliberado as eren-
cas dos smceros o os costura-es pblicos ; excita
geiro foi o p.imairo appellar para a expressao
dos dosejos, c da opinio da Franca. Apenas vic-
torioso dos inimigos internos e externos, iotro-
duzlo as uossat iusliluices melhoramenlos,
que sao um teslamunho da sua conanca no
paiz.
O quadro d'esta primeiro parle do seu reinado
ha de formar um bello periodo da nossa historia, i
pitaleiras, italianas ou cslraogeiras ;
Considerando-so que forera immeasos os
damnos, e os males produzidos par urna tyranaia
lerrivel;
Considerando que urna divida de juslica,
digna de um governo italiano e livre, compensar,
lano quanio seja possivel, os prejuizos soffridos
pela causa que hoje triumpha ;
Decreto.
Arl. 1." Do valer das rendas confiscadas aos
Bourbous, e lancadas tambera em crdito do Ba-
lado pelas precedentes disposicoes, ser separada,
a somma eieciiva do seis milhoes de ducados,
que, segundo um calculo estimativo, seto distri-
buidos pelas viclimas polticas das provincias
coulineniaes. desde 15de maio 1848.
Arl. 2. Para esse flm o governo Hornear urna
commissao de cidadios ntegros, que fario a dis-
tribuido da dita somma em.favor:
Dos que solTrerara com os roubos de 15 de
maio de 18.8;
Dos que foram
cousas polticas :
Dos que emigraram em eonsequenca de um
presos ou condemnados por
Chamado pelo voto de um poro ioleiro a testa d i mandado de prisao, quer seja da autoridade ju-
uina sociedade agitada, decahida no chos o na
anarclila, eulragou-se corajosamente obra, e
em alguns anuos conseg.no tal ponto a ordem
nos espiritos e as cousas, que jamis urna se
escarnoo e o despreso por loda a doutrlna re- elna"" prospendado se nolouempoca alguma
da nossa historia.
Depois, logo que essa grande obra eslava ulti-
mada uo paiz. elle levado pela siluacao da Eu-
ropa erapreheuder no eslraiigeiro "oulra nao
menos Imporlaule para collocar de novo a Fran-
, ca na elevada posico que Ihe era devida. A'
to de combailer na brecha e com obstinaco fu-! uesPe,l de sinislras piophecias que por toda a
rise lodos os principios mais saos da moral as'',arl ununciavara que elle seria levado polo go-
verdades mais santas, e oo dogmas da f, P i ?erno A ligase, por loda a insiiiuir;o veneran la, e,
renovando poni por ponto as maohas artel-
res daanliga reforma, inventa e accumula
insultos e calumniis contra o clero, epis-
copado, e contra a propria augusta pessoa
do Vigario de Jess Christo ; nao seja um pon-
do
. qe
sao o nico anie-mural para por a coberto, nao
s a solvaco da alma, mas tambera lodas as so-
ciedades.
.Apresentaresta nova quoixa que por esta occa-
siao dirigimos, foi para os abaixo assignados urna
obrigaco penosa; mas os inieresses sagrados
sob a nossa luiella, e os juramentos solemnes
que nos obiigam a defende-los, impoem-uoseste
dever iodizivel. Queira Ucos, pela oaaoos, con-
ceder-nos a esperanza fundada de que a juslira
e ascrengas do governo real proporcionen! o re-
medio para lanos males como padece a igreja.
Os abaixo assignados aproveitam esta occasio
para apresentar a V*. Exc. as seguranzas do seu
aflecto,
1? do selembro da 1860. Franciteo Emilio,
arcetnspo de Rodena, ahaade de Nensniola.
Pedro, bispo de Reggio.Caetano Maria, bispo
de Carpi.Pedro, bispo de Guaslelar. Santia-
go, bispo do Massadueal.
sos da Franca, a sua sabedoria, igual sua cora-
gem, suspendeu-o u'esee limite ; o d'esta manei-
ra, nao s restabeleceu, como proveilo para a
diciaria, quer da autoridade" poltica ;
Dos que fararn violentamente expulsos
estado por censas pnlilicas ;
Dos que foram obrigados pormusas polticas
a domicliar-se n'oulrs municipalidad? dlfterente
dajuulla em que linham estabelecida asua resi-
dencia.
Fiaalmento dos que foram constragidos a
permanecer homisiados em consequencia de um
mandado de priso por causas polticas.
Art 3. A mesma commissao, escotando
estj medida, calcular na sua sabodoria a com-
pensacao que feve attriburr-so a cada um polos
prejuizos sofridos.
a Art. 4. O direito de indemnisar/o podo tam-
bera exercer-se pelos ascendentes ow desceuden
tesdaquelles quo estiverem compreheadldosn-as
o equilibrio alterado na Eura-i cond'^e! c,",s "<''cdss.
nsssa seguranza,
pa, mas abri ao mundo tima nova ora de paz e
de prosperidade.
Finalmente, para terminar este quidro, per-
A Gazela de aples publicou o seguinle de-
creto :
Vctor Emmanuel II, re de Sardenha, etc., ele.
Visto o resultado do plebiscito que leve lu-
gar a 21 do raez passado, em que se manifesta-
ram 03 desejos das provincias napolitanas.
Sob proposta do couselho de ministros ;
Temos decretado e decretamos :
Art. 1.. Um lugar-lenente geral, nomeado
porns, tica encarregado de reger e de governar
cm nosso nome, e por nossa autoridade, as pro-
vincias do coniiuente da Italia meridional, e por
nossa mediac^o, quando all eslivermos pre-
eeutes.
Fca alear, disso autorisado a promulgar at
reuoiao do parlamento, toda a qualidade de ac-
tos que forem neeessarios para estabelecer e coor-
deaiar a unio das sobredilas provincias com o
resto da monarchia, e a prover s suas necossi-
dades extraordinarias.
Ait. 2. Ser directamente prvido as re-
partieres dos negocies eslraBgeiros, da guerra e
da marinha, pelo nosso geveroo central.
O nosso lugar-leacnle geral prever directa-
mente aquella parle dos negocios estrangeiros
que diz respeilo especialmente aos internacio-
nues dos particulares.
Arl, 3." O cavalieiro Luiz Carlos Farini
noj?edo lugar-tenenle geral as provincias na-
Ordenamos que o presente deort<., muaido
das sellos do estado, seja inserido no cdigo dos
actos do governo, mandando a quem de direito
pertencer. qee e observem e facam- observar.
Dado no nosso quartel general de Sessa, om
-6 de novembro de 1860.
Fieor mmone<.
Cavour.
collocar o seu nomo junto do glorioso chefe
da sua rana, mas asegurar os destoos do paiz,
prepara ogora o uobree pacifico exercicio das li-
berdades, cujo desenvolvimenlo dore ser prote-
gido pelo throno popular dos Napoleoes.
Sr. prefeito, se vos tecordo estes grandes tra-
eos da nossa historia actual, nao para que Ta-
cis d'islo objecto de cominunicacaes otficiaes
aos povos de vosso dislricto, porque altivos de
ler, em 10 do dezembro, encontrado to maravi-
lhosamenle o lio] perdido dos nossos destinos,
nao carecem de pessoa alguma para ler no seu
coraco as grandes pagioas do imperio que elles
fuudarara. 0 que soinente desejo, fazer-vos
comprehenderqual o sentido em que reclamo
a vossa cooperaco.
^Convencido de quo as liberdadcs de um paiz
nao pdem desenvolver-se senSo quaudooesta-
Arl. 5." Os pedidos dos interessados dovera
apresenlar-se commissao no espaco de q miro
mezes, desde o dia em que tiverem ido publica-
suadido de que a sua vordadaita aaicea* *>> *6 i* no J"""1 o ca I os nomes dos seus mem-
bros. o piazo de quatro' mezes nao poder ser
prorogado.
Art. 6. Todos os minislros ficam encarrega-
dos da execuco do presente decreto.
aples 23 de outlibro de 1860.
O dictador,
G. Garibaldi.
Proclaaaaco de Vctor Emmanuel
aos pavos da Sicilia
Com a alma profundamente comraovida, piso o
slo desla Ilustre ilha, que era-ou tro lempo, e
como um presagio dos actuaes deslinos da Italia,
leve por monarcha um dos meus autepassados ;
que nos nossos das elegeu parj seu rei a mee
chorado irmao, o que hoje me chama, com o seu
unnime suffrssio para ampliar-lhe os beneficio
da liberdade e da unidade italiana.
Em pouco lempo tem-se
O re Francisco II dirigi a seguinte proclama'
rao i guarnicao de Cauta :
Soldados 1
Opprimidos pelo numero, e nao pelo valor
das iniuigos, depois de numerosos combales,
aehamo-nos encerrados ha mais de um mez nes-
ta praca.
A Europa tem admirado os esfarcos que ha-
veis eropregado nos mezes de selembro e outu-
bfo, espera ver proseguir rrefles nesle sitio.
A ralele guarniese de Messlna, recordaa-
da-se de que em ti48 e 1849, defendea valero-
samente a cidsdella, est dieposla a fazer tnd'o,
tem so (Ti ido tedas as incommodtdades e priva-
cees ha 5 meses, erguaos* de defender a can-
sa da direito, e a honra da banderra napolitana,
Vas tendes rivalrsado com urna goarnicao
do orna poca mais remote ; a que em 180(5 re-
swo nesta praca, desprovida dos meios de de-
tesa que hoje possuo, cera um valef sem goal,
*oasattos dos primeiros soldados d mundo.
A. historia glorifica aiada as suas piginas estes
faetoa memoravai. r
Presenlemente que a fortaleza esl muito
aaerteicoad, era coneeqneneia dos trabalhosde
mullos auno, urna parte des quaes tendes vos
mesmo ejecutado, deveis defende-la com ittnal
gloria e melhor resultado. B
a Depois dw tantas dafeMs e fadigas para obter
que esta praca potsa relir a um longe sitio;
mesmo lempo que nao desprezeis cousa alguma
pata pdr lerrao obra de reconciliaco entro os
partidos. Sluilos homens honrados e disttnctos
dos anligos governos, prestando homenagem ao
imperador pelas grandes cousas que leem verifi-
cado, conservatn-se ainda affastados por um sen-
| tmenlo de dignidade pessoa!. Testemunhari-lhes
o respeito qae merecem, nio despreseis occasio
algoma de os convidar fazer que o pairaprovei-
tc as suas luzes e a sua experiencia; e lembrai-
lhes que, se nobro conservar o culto das recor-
daces. ainda mais nobre ser til ao seu paiz.
E emquanlo, s>r. prefeilo, nos vamos trabalhaT
juntos pelo bem do estado, peco-vos que vos
desembaracis das preoecupaces pessoaes quo
nao fazem mais do que embarazar muitas vezes
os grandes negocioe.
Dizei-me sempre francamente a vossa op'mio
com a independa de carcter que constituera o
verdadeiro servidor do estado, e por consequen-
ca sem receios de agradar ou desagradar. Lem-
brai-vos que um funecionario da ordem civil,
um como q soldado que expe a sua vida pelo
paiz, deve saber urna vez afrontar urna desgrana
immerecida. Mas nao temas que vos julgue sem
vos ouvlr, c muito menos que o nunca ponha a
rainha responsablidado atrazda vossa. Emquan
lo vos dedicardes corajosamente a interesse pu-
Wico nao temis lambem ficar expdsto de loDge
sem defeza ao ressentimenta das ambiedes nao
salisfeitas. Alm disso, receberei dentro em pou-
co instruccoos sobre pontos importantes de poli*
tica e de adminislracio, e ento terei occasieo
para appellar para o vosso zelo e para a vossa
dedicacio.
Kecebei, ele.
.0 ministro, do inferior.
De Persigny.
Wensagein dos italianos ao impe-
rador dos franeexes.
Senhor.J est regenerada a Italia. A sua
nacionaldadd flea estabelecida d'aqui por dianle.
Hontera eramos quatro milhoes e meio de ho-
mens subditos 8Kdo, e hoje somos J 22 milhoes
de italianos, lodos unfdqs como um e sem que o
mais leve symptoma de narchia lenha offuscado
o brrlho das notsas tres cotes. 6 nos falla fazer
o resto, mas havemos de faze-lo.
Carecemos
magnnima empreza
O governo que vos trago ser um governo de
reparago e concordia, que respeilar sincera-
mente os direitos da religiao, a mantera em lado
o seu vigor as antigs prerogalivas, a gloria da
igreja siciliana e o apoio da ordem civil ; lance-
ra os fundamentos de urna adminislracio que pos-
sa restabelecer os principios de moralidade in-
dispensaveis a qualquer sociedade bem ordenada ;
e que deseovolveado progressivamenle os princi-
pios de economa social, tornar fructfera a or-
lilidadedo seu slo, far reuascer a aclividade do
commercio e da marinha, pondo afinal os habi-
tantes na completa posse dos dona que a Provi-
dencia derramoa com mo prodiga nesta privile-
giada trra.
Sicilianos I A vosea historia a historia dos
grandes feitos e das emprezas generosas. Che-
gou para vos, assim como para todos os Italia-
nos, o tempe de provar Europa que se sabemos
conquistar com o nosso valora independencia o
a liberda te, sabemos lambem conserva-la por
meio da nossa concordia e da nossas virtudes
cvicas.
o t." de nombre de 1860.
Vicios Bmma*%el.
Mota, do governo napolitano aos
seus emba\ad(ires nos pases es*
trangeiros.
Exm. Sr.Ainda que a revolucao das Duas Si
cillas lenha conseguido j quasi realisar com ra-
pidez maravilhosa e completa ruina esta mo-
narchia, acontecimento que se preparoa com to
iniquos como mysteriosos artificios, a magestade
de el-rei nosso augusto senhor nao tem deixade
de resistir, o uest obro nao menos gloriosa que
infeliz, S. M. tem erapregado exforjos heroicos de
constancia1 e energa que sempre permanecero
como um monumento immorreaouro da sua
gloria.
S. H. ef-rel foi excitada para obrar assim por
dous deveres que estavam forlemenle arraigados
ni sua real almd, cujas nobres inspirares, agora
mais do quo nunca se fundam na lei da moral,
que a re'gra suprema a que devem ligar-se os
actos dos homens, e sobretudo dos principas.
Estes deveres sao : primeiro, a obrigacao de
conservar e defender a monarchia das duas Si-
cilia's, como adgusta hecamja qae Ihe conflaram
os seus antepassados ; segundo, o respeito ao
strophe
o reino,
anar, porm,
Jconselhos i
!**r mmmtt^i nargonhosa'
eiros antaartardb reino, e, exerarlando alM
a sua aciiviande estudo,-----sanin rannir
e da a anganisar exeroa, pouco ninuiQi i_JlI-,
mnelao fiel e vaina tu, que f da ImiIm ili ora
ohre a arte da guerra.
Os gloriosos feitos deste punhado de valeotcs
reyolucioaaria o conheceu e nao teve valor para
desmentir.
0 inimigo foi repollido nos seus attaqees, e
Janeado, lora das suas fortes puaicoes ; os prnci-
pes reaes expuaerara a ana preciosa vida nes
meiraos campes de bstalha em que se celebraram
a victorias dos seus antepassados ; e mesmo re
o o primeiro que se destinguio entre os comba-
tenies, e vio correr a sen lado es ranrtyres que
ea immolavam pela sua sagrada causa.
. A revolu;a Ucou ferida e confundida ; o povo
Sel, quo soffria impaciente o seu juge tyrauoico,
emecave a-eattar-se; etude presagiaTa a voit
tnumphaote do rei legitimo ao seio da sua capi-
tal, quando entre soberano perjuro e desleal en-
trou repentinamente, testa de um exercito po-
deroso, nos estados-de el-rcl, par fazer compre-
heoder a toda a Europa, que esta revolucao era
obra sua, e que nao quera perder o vergonhoso
fructo da mesma revolucao.
Forcoso foi enlo renunciar ao primeiro pen-
sameuto de guerra. Liraitando-se a deffensiva,
nao era possivel com um pequeo exercito, j
fatigado pelas privacese perlges sofridos, mar-
char airaz de um inimigo forte e disciplinado
que vinha aUaca-lo.
Emprehendeu-se ento urna serie de retiradas
estratgicas, as quaes o exercito piemontez nao
pode contar urna victoria decisava, e urna parle
das tropas reaes rro-se focada a passar as fron-
teiras pontificias, e outra a encerrar-se as mu-
radlas deGaela.
Pro momento em que vemos isto, nao resta a
rei mais do que esta praca forte e a de ICessina,
ltimos baluartes da uteoomia d'este reino das
Duas-Sicillas, tao poderosa e bello em outro
lempo.
Ambos serio deffenJldos cora censtaucia e va-
lor proprios da angosta-dyirastia dos BourboDS;
mas como a resistencia- da praca depende neces-
sariamente de rail diversas ctrcuaslaacias que
nao carece enumerar, muito provavel que esta
deffesa nao possa prolongar-se tanto como pare-
ce que desejam os soberanos- da Europa.
E quando chegar a hora fatal e irremediavel
de se reader, o nosso augasto soberano descera
do seu throno no meio das lagrimas dos seus
subdito* flete, e eem resignaco dade qae distingue asna augusta familia, e recor-
dar com justa e nobro altivez que nao deixou de
cumprir. nonti ura dos seus deveres
Resta-me porm examinar se S. M., pagando
generosamente a divida que o prenda aos demsis
soberanos, recebeu em troca os soccorros e os
bons ofhxios que tinha direito a esperar ; j com-
prehendereie que esta tarefa ser to fcil e con-
ddenle como a primeira.
Nos sete mezes que conta no reino o remado
da revolucao, favorecido sempTe francamente por
um governo perjuro eperverso, nio pode el-rei,
raen aras, obter dos soberanos-da Europa, a quem
esperava que a sua causa podesse iuteressar,
senao expressoes ioelDcazes de affectuosa sym-
palhia.
Os grandes perigo* de um pequeo exercito, a
oapressora penuria do ihesouro real, as vlola-
?6es inslitas do direito das gentes, a ambiguo
Ilimitada de urna revolucao que ia sempre aran-
te, ludo Analmente, foi exposto considferaco
das grados potencias da Europa, e todas-ellas nao
poderara ou nao quizeraim responder serrio com
boas desejos e consoihosv
Nem os inieresses das dymoeetias; nem os pe-
ngas cemmttns-, nem as autigis amisades e al-
liancas poderam separar os governos ewropeus
desse indiftereotismo. polilioo, de que do urna
bem clara prova, assistndo irapassiveis queda
de urna monarchia secular,
S o imperador dos* franeezes (um dever do
juslica e de gralido nos obrrga a declara- lo bem
alto) deu generoso exemplo de querer sahir des-
te estad* da universal apalhia* A-raooarchica e
leal Iuglalrra atrevea-so a reprova-lo amarga-
mente por esto exemplo,em qvantojque a< nntrnc
gabinetes su limftavaa-a-doiaer s aquelle impe-
rador aventurar-se na magnnima empreza que
emprehendia.
A partid) da osquadr franceza para as agnas
de Saeta, e'o raiernal ecolhiment* feito pelos
soldados francezes no territorio pomiOcio aos
restos fiis e valorosoedas-tropas reaes, sao acon-
tecimentos cuja memoria ficn para sempre gra-
vada norei nosso soberano, e excedem em mui-
to o resultado que leem tido o protestos de ami-
sad* eflorecido-por-S. M. ao resto da Europa.
01 rei nosso soberano esperara em aliimc caso
que i rounio de Varsovia provocara a de um
congresso europea, onico meto que- tera havid'o
pira per termo s violencias brutaos da forca qoe
iranstorna e escarnece lodas as lcis mais sagra-
das e antigs.
0 novo principio da soberana popular, do qor
se est abusando tao extranhamente, doveria tr*
se opposio para contrabalanoar o antlgo direito
publico preparado pela-prudncla e moralidade
dosseculos, afim de que a-pBrinca diseosso da-
quelles principios oppostos, e o examo impsreial
de todas os-protestos, produzissem urna nova or-
dem, cooforme os principio e aoceitsret pera os
povos, que assim leriam recobrado a prudencia
e a paz.
Ernquanto se nao flzer em pralica esla grande
idea,. nSo haver nunca paz ni Europa. Todo o
systema que so limtassea vencer o obstculo
maleriardosioteresses presentes, abrira caminho
revolugo que se prope ir derrubando succes-
sivaracnte todos os ftronos, por isso que eslaria
desligado daquella grande unidade de principio
que constitue a salvaguarda das coreas, e a garan-
ta da paz e prosperidade para os povos. Admit-
idos estes principios, V. F.xc. comprehender f-
cilmente o grave pesar do nosso augusto sobe-
rano quando souberque este excellente projeclo
se ha de fruslar por causa de potencias que nu-
trem os seus" rancores particotres, propondo-se
questocs do importancia secundaria aos grandes
principios de ordem oniVersalo deseguraoca do
Ihronos.
Porlanto, em nome do rei, vos encarrego de
coramuaicaraida qoe deixo exposta ao governo
junto do qaal estaes acreditado ;e se a idea nao
fot aceita tal como nos a entendemos encarrego-
vos de perguhtar formalmente ao ministro dos
negotios-estrangeiros quaes sao as instruegoes
do seu governo, a respeito da ultima e inminen-
te crlse da monarchia.
Em virlude desta soberana vonlade, lo-
rels e daris copia deste despacho quelle minis-
tro, e me coramunicareis o resultado desla per-
gtini.. aflmde iervirde regra k maneira per que
el-rei ter db proceder. ^
lAssaado).--a4e//a.
porm, senhor, para alcangar o
nosso flm da vossa coopertgao. de urna coope- lapo fraternal que deveria unir entre si as monar-
ragao fcil e peciBc, que nSo exige Franca chas, conforme a missio divina
oenhum sacrificio, e que ao mesmo tampo que
resultar em soa glorie, ser decisiva para a Ita-
Ba.-
Senhor, relini de Roma as vessas tropas. Fa-
zer que a questo itslfana aaia de utn estado ar-
bitrarte e inconstonle Pra coilocar-se na hase
do direito nacional ; fazer que a inviolabilidade
desst direito e do territorio italiano, fuja do do-
_ commum. e na
conioroidade dos seus interesses.
rrao e nocessario discorrer muito acerca da
primeira obrigago a que S. H. estava ligado,
nem a respeito da maneira porque se consfituio
nella.
Todo o governo qu cotila seculos de existen-
cia, encontrando as suas trdigea de ser naa tra-
drg6es hsioricatv o ** cotidifotis Sos poro,
O jornal offlcral da Moldavia publica os dous
seguintes decretos relativos unio em um s
administracao das intendencias e das administra-
ces militares dos principados unidos;
Alexaodre Joo pela graca de Deus e ronla-
de nacional, principe regente dos principado
unidos da Moldavia e da Valachia.
A todos os presentes o vindours, saude.
Considerando as razde de economa e uidade
nacional que reclamara a unio em urna s ad-
minislragao das intendencias e administracao mi-
litares dos principados unidos.
Considerando que esla uniao de urna ae-
cessidade indispensavel para p-la em pralica ;
primeiro da lei de 13 de margo de 1860, relativa
aos instructores militares estrangeiros, e & for-
mago dos destacamentos no esiylo romane ; se-
gundo, dos votos crailtidos pelas assemWeaa elec-
tivssjpara a assemelhago absoluta das tropas dds
principados, para a creago de arranjos cora-
muns aos dous exercitos.
c Visto o relaloro dds presidentes do nos-
so conselho de ministros de Buchareit e do
Jassy :
Em virlude dos ar'gos 42, 43,44 o 15 de
ooBveocae de Pars datada de 7(9) d'agosto de
18S8 ;
< Temos decretado e decretamos.:
c Art. 1. Oe fulufo as duas intendencias e aa
duas admirrlstraces militares de Bbldavia e da
Valachia erad reunida em urna u'admioislra-
Oado em Buehareatd
wB, enguado do "
< Pelo principe
ministros de Buc
9- nresidente
Jasas/
nsandr Jboo.
-pBnidaaU do
guma cesa de taade ou hospital, onde seiam el-
le* pensados e Iratedes como eonvm.
Uonlem, per obra das 1 horas da tarde um
dos trabalhadores da ponte velha do Recite cahio
n'apia ; aaada aoccorrido logo, oi tirado sen
ter corrido maior perigo.
' netavel
xinWade, o
< Ha fre_
so naneluido a
e de
indo
resjkidissa v re
bclMftf*
4*6
Lo
el
daitWw wrtar-
troan lR-,:9naatm ^ 9mos
Dr. Aaustn ea Sona Leo.........
Jfw Gawas*ihJBnijo.^,..*^.
Joad Franeisoa de lern tofo.........
Br. FraBcrnroJbo Carnairo da Cunhn,.
Antonio JOs Duart..
o.
de
ad
___ *t7ol
a mito o nosso Boma dn Sad'aj
****** A reunio dan intaodencii.,
tracto militares s ordene do ministro da guetrm,
residente em Bucharest ; u, >wa uuane...............,......
Viste e rotatorio do nossos presidentes dn o- V^?wt* Hiyn- Wenderiey........
conselho de Bucharest.ede Jassy rnsciiiano Peres Campello...............
noel J<>quim Mauricio Wanderley....
vigario Jos Ildefonso Rodrigues'da Silva
. Dutra................................
Basiliano Correa Pessoa da Helio.!'..*..**
Jos Francisco de Barros Reg Jnior....
Art. 2." O general Floresco flea encarregado nci* e Bl
i Dieoarar. o mais breve que sea possivel, o' i J' Gorrea de Araujo................
micistratlvo que dever reeer o 0".Carn*lro. Leitao de Mello...........
Temos decretado e decretamos :
Arl. 1 O general JoSo E. Floresco, fia no-
meado ministro da guerra na Valachia, e gerente
do ministerio da guerra na Moldavia
a Art. 2." "
de preparar,
regulamento .
servico das intendencias militares reunida.
Este regulamento ser submeltldo exame
dor nossos dous conselhos de minisiros, e pro-
posto em seguida nossa saneeo.
Art. 3;4 e ultimo. Os nossos ministros e
presidentes dos conselhos de Bucharest e de Jas-
sy, ficam encarregados da execugo do presente
decreto.
a Dado em Bucharest aos 31 de agosto de
1860.
Afezanire Joo.
Pelo principe, o presideule do conselho de
ministros em Bucharest.
E. Costaki.
O presidente do conselho de ministro de
Jassy
M. Kogalniceano.
Vota daannexaco das Vareas c da
Uuibria.
No anno de 1860, a 22 de novembro, sonze
horas da manha. na cidade de aples, no pa-
lacio real e na salla do throno. em pres'enga de dtaT 15 76 nTaS.Vfi d
S. It. Vctor *-----------' .i.iinrtn n,iI *S S 16 d correnlc 8 homens
S. M. Vctor Emmanuel, assisiindo ao prosele
acto, o ministro da graca e juslica, Cassinis, o
ministro da guerra Faotl, o tenenle general das
provincias Napolitanas Farini, a general conde
dla Rocca, e a casa militar do rei, foram io-
sendol,vrese7escravos. a saber; 3 a ordem
h A ,1*a d,e P,0'161' rdem do Br..dele-
L9,* d0rtr,ci. orna do subdelegado
do Recife, e 3 a ordem do da Boa-Vista.
trodiurdosV.Sra:v;ierioT"e'"ma7que*z' .po"le aTo!'KlSlJ^S "" "T1
Pepoli. commissaro do reino na Marcas e na audiiorios aUdie"" de ** na Mla *
Ombra, o os Srs. Fasioli, Amitralli, etc. (segu
urna longa lista de nomes) que corapoem aa de-
putaeoes das Marcas a da Ombra, os quaes apre-
sentaram a S. M. o resultado da votago do ple-
biscito, pelo qual os povos daquellss provincias,
chamadas aos comicios 4 e 5 da do novembro de
1860, declararam por votago universal com,...
185,715 votos afflmativos, contra 1,212 negativos
na primeira provincia e 97.010 votos affirmati-
ves contra 38 negativos na segunda, querer for-
mar parte de manaruhii constitucional de Vctor
Emmanuel.
S. M. El-Rei, acceitando para si e para os
seus descendentes o resultado da volaco, ma-
nifestoo quanto se felicitava de que o concurso
daquellas provincias consliluisse a nacionalidade
italiana cm um Estado nico, edequaasorle
da palrta commum fleasse unida indissoluvel-
mente sorle da sua casa, ligadas por pacto de
liberdade e de crencas.
Oestes tactos, o ministro de graca e juslica ;
por ordem de El-Rei, formulou o preseote pro-
cesso verbal subscripto por S. M., pelos com-
missarios reaes das Marcas e da Ombra, mem-
bros da deputago daquellas provincias, len-
te general das provincias napolitanas, censelhei-
ros d logara-tenencia, syndico da municipalida-
de de aples, presidente do tribunal de supre-
mo do juslica, presidente do fribunal de cootas,
refereodado pelos ministros da guerra e da gra-
ca e juslica, e sellado com o sello grande do Es-
lado.
do o conservado nos archivos geraes do reino.
(Seguem assignaturas.)
Bando do general piemontez.
O major general, commandanle era chefe da
tropas de S. M. o rei da Sardenha no continente
napolitano, ordena a manda :
i. Qoilquerjquesejaapprehendldo esm armas
de fogo, navalhas. punhaes, oulra qualquer arma
perfuranto ou crtame, sem apresentar liceoca
para a poder usar, expedida pelas autoridades
ocvoi.toiHas ser immediatamonte fuzilado.
r\ Aquelle que 3o prov.ir haver excitado os
payzanos insurreigo, quer o itKm fajto
cora patarras, quer com dinheiro ou por oulres
meios, ser imroedialamonle fuzilado.
3o. A mesma pena ser imposta a quslquer
que de acto ou por palavras insultar as armas
de Saboya, o retrato do El-Rei, o o estandarte
mero nal.
O major general, PtanelU.
(Jornal do Csmmercio, de Lisboa.)
REVISTA DIARIA-
Infor mam-nos que sempro foi coslume man-
dar a autoridade de polica local condu-
zir diariamente um malulo com familia para a
Gapunga, aflra de ser abastecida aquella parte do
nosso mercado, e assim facilitada i populaco
pobre principalmente a proviso desl genero
alimenticio ; mas, que este louvavel costume tem
ltimamente cessado ou cahido em desuso, sem
motivo que o possa juslGcar.
Ora, nao sendo esta pralica offensiva da liber-
dade de commercio, e pelo contrario sendo de
utilidade publica, importa que ella se restaure
in continenli. E' ella, com effeilo, um allivio para
o comprador, que por prego mais commodo pro-
ve-se de um genero da primeira neeessidtde,
qae de oulra sorle s haveria all por um outro
muilo mais alio: e nenhum atropello traz ao
vendedor, que n'aquelle pona reputa o seu ge-
nero to bom como em nice qualquer desta ci-
dade.
Consta-nos que aos catraieiros incumbidos
ou quo acham-se oo trafego do transporto das
pessoas entre estes dous bairros.de Sanio Anto-
nio e d S. Pr. PfedTo Goncalves loi pela capita-
na do porto imposta a obrigago de nao trans-
portar de cada voz mais de seis pessoas ; mas
elles d'ahi concluiram que lambem ao deviam
largar com numero mener ; e assim vai soffrendo
o publico com essa demora, que deriva-se da es-
pera do complemeoto d'aquelle numero, demo-
ra que com ser pequea, sempre faz differanca
queto tem presa em chegar seu deslino.
Isto posto, reclamamos que sendo verificada a
exactidao do que dea exposlo, ae d a devida pro-
videncia : pois que pagando o publico, tem di-
reito' ser bem servido.
O Sr. M. Fenccca de Medeiros faz-noaa se-
guinle reclamago, que damos integralmente :
M. Ponceca de Medeiros pede Illma. re-
dacgp da /ia Diaria o avor da declarar,
que candidato i deputaco jaral pelo 4o dis-
inctu tfaaia pro vinera rritiof. ar. ur. r. ae l'aula
Bapllsla, pessoa quereone muilos merecimenlos
a vontade de seus amigos-de Quipip e de outras
freguezias do referido districto
Cmmunicam-nos que v-so constantemen
le na travessa de Apollo um individuo oo estado
mais deploravel possivel ; enfermo,, exposlo ao
sol e chova, estorcendo-se s convulses da
fome, e s tendo por leito as calgadas d'alli I
Este individeo, que assim vegeta crestado por
todas as necessidades, natural da Blgica, se-
gundo diz-se na cpmmuncagad que nos fazem ;
o, pois, a respeetiva autoridade eonsnlar deve
jangar sobre elle aa suas vistas beoefiew e de
humanidade.
. Ante-hontem noite, em regosiio pelo
triumpho eleiloral obtido nesta parochia de Santo
Antonio, a oppei{o liberal percorreo a ras
desta cidade ao som de msica, e vktomado os
seu estorgos- por meio de differentes vivan al-
tas persooagens.
Houve algum conourso de povo, mas retaou
toda a ordem 'essas demonetragoe,
, Noainformam que pele becto da Liogoeta e
i iravessa do porto velho andan vagar alguns
estrangeiros. doentes, maitrepilaoe, exposlo s
utempenes do tempe, raorrende tome, e sem
terem aonde abrigsr-se.
Eases estrangeiros. dizem-nes, sio subditos
ingJezes ; e sendo itto verificado, seria para de-
sejar que o respectivo cnsul dsse alguma pao-
Tidencia. respeito, mandaiido-os recolher al-
Gervasio Elyua Bezerra Cav.lcanli.......
Joao LinsCavalcanll de Albuquerque.....
Antonio Climaco Moreira Temporal......
Jos Francisco de Barros Lima.........
ThomazAlvesMaciel Jnior.......,.\..'."
Joao Francisco Saratva deM"enezes.... ..
Lourenco Pereira de Azeveda.........."
Jos Bernardo da Rocha Falcao. ..'.".'!
Bernardina Zeferino de Miranda Albu-
querque...........................
Pedro Cavaleanti de AlbaqueVqoe Utis..','.
Joao Ribeiro Teiieira de Mello ......
Manoel Das de Toledo....................
Miguel Joaquim do Reg Barros!!!!!!".!!
Francisco de Miranda Cavaleanti de Albu-
querque........................
Joaquim Cavaleanti de AlbiVqerque Lins
Jos Vieira de Mello...................... J3|g
Manoel Jaciotho Pereira................. t316
Joo Francisco do Reg Barros!!!!!!!!!!! 1313
Jos Pedro de Souza...................... 181
Manoel Francisco da Cruz..........,___.. 1312.
a recolhidos rcase de 'detengan nos
aulher,
1328
1321
1321
1320
1318
1316
1819
No processode rallencia contra Alexandre Fer-
reira Laminha, foi movida a aecusago pelo mi-
nisterio publico o feita a defeza pelo Dr. i. i.
da Fonceca, sendo o reo qualcado o interro-
gado.
No proceso per crime da tomada de preso,
em que roo Luiz Jos Ramea de Franca, foi o
reo interrogado, tendo lugar a discusso oral en-
tre o Dr. promotor publico e o Dr. Manoel Mo-
reira Guerra.
No processo por crime de fabrico de moeda
falsa, em que reo Antonio Harinho Paos Bar-
reto, leve lugar o interrogatorio do reo o a dis-
cusso oral entre o Dr. promotor publico e o Dr
Luiz Lopes Casiel!o Branco.
Depois de ordenar que subsistan) os feitos
sua conclusao, o Dr. juiz de direito encerrou a
audiencia s 6 horas da tarde.
O brigne brasileiro Conceigo sabido
para o Rio de Janeiro, conduzio tres escravos a
entregar.
MORTALIDADE DO DIA 17.
Joann, parda, 2annos; cnlerile.
Dionizia, parda, 1 anno; bexigas.
Joanna deDeusd*Annunciaco, preta, casada 36-
annos ; enteritc.
Manoel, pardo, 7 mezes ; convulses.
Manoel d'Assis Tavares, branco, solleiro, 25 an-
nos ; tubrculo pulmonar.
Anna Joaquina do Sacramento, parda, viuva, 60
annos; phthysica.
EMERMV1SIA DE AlilNm.
Happa dos doentes tratados na enfer-
mara de marinha desla provincia
do i-de, Janeiro ao ultimo de de-
zembro de 1860.
NOMES DAS MOLES-
TAS POR ORDEM AL-
PHABET1CA.
Angina.................
Anemia.................
Abcesso................
Assaduras..............
Asthma.|...............
Anazarca...............
Ascile..................
Bexigas.................
Blenorrhagia..........
Bubes.................
Bronchite..............
Cephalalgia ............
Colile..................
Cancros venenos.......
Conlusdes..............
Conslipago de venlre..
Congesto pulmonar....
Carbuncuio.............
Castigado ...,..........
Dores syphilnicas......
Dita sciatica............
Dyarrha...............
Dedimite...............
En'erite................
Erysipella..............
Estrepada..............
Eplepia................
Escarlatina.............
Embriaguez............
InOammago da face...
Espinha da mesma ...
Km pingo...............
Engorgilamenlo glaa-
duloso.................
Febre inflammaloria....
Dila intermitiente......
Dita ama relia ..........
Dila cstarrhal..........
Dila lenta..............
Ferimealos..............
Dito d'armas de fogo ..
Fstula dentaria........
Fraolura do ante-braco.
Dita da clavicula......
Gastro hepalilo........
Hepalito chronica......
Hemorrhoidas ( soffr-
menlos).............
Hypelrophia do co-
rceo................
Hydrocelle.............
Hernia engerinal......
indigeslaof..............
Incontinencia de ou-
rinas...............tm
LyraphaUo ........
Lumbago............ce.,
Nevralgia ..............
OUtn...................
Odontalgia.............
Ophitalmia ..........
Orchile.................
[Olorrha...............
Obstrucges.............
Panerycio ....,.........
Pleuriz.................
Pstula ................
Pulmona chronica ....
Phtysica pulmonar___
Para seren observados.
Queimadurax...........
Hheomalismo articular.
Dito muscular..........
Sarnas...............,,,
Syphilcs constitucional.
Dita papulosa............
Sarampo..............g.
Ttano..................
Toase nervosa.........
Tersol..................
Uloera ................
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- **.
1
*
MARIO DE HMUMUDO; SEXEl fEHLL Jl M MURO DJS !'.
OBSERVACOfiS.
Nao obstante a m localidade e a nenhiima
capacidade da enfermara para lar un numero
maior de 30 a 35 doenlaa diario*, fomoa abriga-
do! tratar nos metes de maio a setembro pro -
ximo pascado una numero maUo mais conoide-
ra*el, m virtude da angina, escarlatina a sa-
rampo, que oeases mazas graeeou epidmica -
mente nesta provincia, causando insto o- terror
de seus habitantes e eeifando muitas vida*.
Comtudo ttvemos a (orUna de nao perder um
s doente atacado de tasa sonYimentM; aseim
come deremos notar que es dees falieeid* na
case de Bebis foram de besugos confluentes ;
e que e fallecido de coostipaco do ventee (Ora
de gastro entorile chroaico.
Ecfermaria de marinha
31 de dezembro de 1860.
de Pernambuee, sm
Joaquim Jos Alces de lbuquerque,
Cirnrgio e director da enfermara.
CHROmCJUUltlARIJL
TRIBUNAL 00 COMERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 17 DE JANEI-
RO DE 1861.
PRESIDENCIA DO III. SR. DESEMBARGADOS
F. A. DE SOUZA.
As 10 horas da raanha, reunidos osSrs. depu-
tados Reg, Leinos, Basto e SUroira, o Sr. presi-
dente declaroa alerta a sesso.
Lida, fui approraJa a acta da ultima.
EXPEDIENTE.
Forarn presentes as cotaces omciaes dos pre-
cos correntes da prac_a, relativas a semana linda.
Archive-se.
Foram tambera presentes os roappas do raovi-
mento dos trapiches Barbosa e Ramos, e dos ar-
mazens de deposito de Manoel Ignacio de Olivei-
ra Lobo e Manoel Antonio Ribeiro, no semestre
lindo.
Um officio da junta dos corretores de 9 do cor-
rente, acompanhado do extracto da acta do sua
eleico.
DESPACHOS.
Um requerimento de Montoiro Lopes & Com-
panhia, pedindo o registro da uomeaco de seu
caixeiro Juaquim de Souza Teixeira Jnior.Re-
gistre-se.
Outro da Associacao Commercial BeneQcente,
apresentando assigoaluras de grando numero de
commerciantes, querendo a aloprao de usos
commerciaes. Sendo postos em pralica geral-
mente no commereio os usos que querem eslabe-
lecer, sero depois mandados seguir pelo tri-
bunal.
Outro de Flix Souv3ge & Companhia, pedin-
do cerlido do contrato social de Jos Victorino
de Paira & Companhia.Como roquerem.
Nada mais houve.
que forraigam nesta cidade especulando com o
homeopatbia o com a vida alheia, o chamasse e
Ihe veodesse um tubo par 1|,dlzendo ser da casa
do dito doutor. Demorando -se e portador e ten-
do urgaocia de empregar e medicamento, sabi
em sua procura, e encontrando-o me contou elle1
o acontecido, com o que flquei iadigoado, a lan-
cei Mra o tubo. Se a homeopatbia boa, se os
remedios homeopalbicos produiem effeito, nao
sao preparados por qualquer bestalho, por qual-
quer remela, que mal sabe assignar o seu nome,
por qualquer ex-inspector de quarteirao da roca
oa por qualquer empregado relaxado, etc., etc.,
que dero preferir. Quero antes errar ou ser infe-
liz com medico que tem gasio sua vida em estu-
dar a sciencia o am propaga-la com denodo, vis-
to que este tem em seu favor a presumpcao do
saber, e o raiior intereese em manter o crdito
da sua obra, do que entregar-me ao acaso, ca-
hindo nae ruaos desses parasytas homeopsthicos,
que em micha opiiio, e creio qne na opimo
da todas os horneas sensatos, sao um ftagello de
nova especie, para quem e governo devera olhar
com atteocao.
C. C.
Communicados.
Festa do Monte.
Efectivamente leve lugar a festa de Nossa Se-
nhora do Monte, domingo 13 dcste mez, foi as-
sos esplendida, orou ao Evangelho o Eira. Sr.
D. abbade de S. Benlo, que ludo ividou para a
sublimidad^ da fesla, e o grande auditorio que o
ouvio, Ikon satiseitissimo e admira 1or do gran-
de talento que o orna mormente quando com a
maior evidencia demonstrou os prodigiosos mi-
lagres concedidos pela Virgem Santa a seus ver-
dadeiros devotos.
A' noite houve Te-Deum cuja oracao foi reci-
tada pelo raesmoD. abbade com a mais vehemen-
te elocuencia e erudi-cao: se o concurso festa
foi grande, ao Te-Deui foi tal, que o templo
apezar de sua grandeza, nao o pode comportar,
pelo que muilus familias tiveram o desgasto de
nao acharem lugar e rctirsrem-se. Findo este
acto foi atacado um liado fago de ariiQcio dos
Srs. Teixeira & Monteiro, que satUfex a expecta-
tiva publica, tocou nos intervalos e na festa, a
famosa banda de msica do 2" batalhao de fuzi-
leirosde primeira linha, que por obsoquio foi
mandada pelo Illrn. e nobre Sr. coronel Ferreira
seu commandanle a qual preencheu tambara a
sua commisso, que o povo que se achava pre-
sente obsequiou o mostr com urna largs fita de
seda.
Immeasas foram as promessas, que os devotos
cumpriram naquello dia, releva porm, que lhe
faca especial men^o damaW saliente e palpi-
tante que presenciamos
A menina-Ameliade7aonos de idade, fi-
lha legitima do Sr. Saraiva (de Saolo AmaroJ
tendo sido accomroellida da escarlatina e angina
em jullio ultimo esleve s portas da morte, sem
mais sentidos, sem fall, moribunda e comple-
tamente desengaada da vida presente, a ponto
de ter-se mandado aproraptar a mortalhaq an-
do seus paesrecorrern! ao patrocino da Se-
nhora do Monte, que dignando-se de outir l oo
co as suassupplicas, concedeu a vida a sua fl-
lhinha. Esta menina, reslidiaha com as roupas
com que devia baixar ao tmulo servindo-he
de mortalha, caminha cheia de vigor pela mo
de snu carinhoso pae, cercada de lodosos mem-
bros de sua numerosa familia com acezas tochas,
a depositar aos ps da iraagem da Seehora do
Monte essas roupas fnebres e um retabulo de-
moostrativo de seus padecimenioa e desanimo
de julho.
Nada temos de superstico, confes3amos-lhe
porm, que este acto, comraoveu tanto oossa
sensibilidade que nos brotaram lagrimas de ale-
gra portal milagre. Ahi est o testemunho ira
menso desse devolado povo, que tudo preseaciou,
ahi est o Sr Saraiva para raelhor -o explicar.
Mil grabas rendamos pois a Virgem Santa.
Nem um motim ou via do fado occorrou no
arraial do Monte, nem mesmo om toda a cidade
de Olinda, apenas 'a priso de um homem pro-
nunciado em crlme inaffiangavcl teve lugar, o
que prova o grande respeito do nosso povo para
com a religiao que professamos. Nao conclui-
remos esta fraca exposicao sem mencionarmos a
grande dedicacao do Sr. comineodador Manoel
Publicacoes a pedido.
Macei, 13 de Janeiro ale 184l"
Em urna carta recabida de Aguas-Bellas da
provincia de Pernamhuco, l-se osegoiole :
De um facto de mxima gravidade, de um van-
dalismo inqualiflcavel, foi infelizmente tsteme-
oha esta villa.
No dia 31 de passado quando anda se proce-
da a as actos preparatorios da eleicao desta pe-
rochia, um bando da Indios armados de baca-
martes, facas e faces atacou a matriz edeu ama
descarga para denlro delta. Logo a porta do tem-
plo profanada por estes sicarios, foram victimas
dos seas bacamartes o capito Antonio Tenorio
de lbuquerque Maranhao e Luiz Gonzaga.
O Dr. Rodrigo Castor anciosamente procurado
por esso horda infernal, conseguio por entre o
fumo da plvora fugir por urna das portas da
frente, levando comsigo as actas, de que apos-
sou-se para nao serem inutilisadas.
Dozcidados foram sacrificados ao furor desses
vndalos, que segundo affirmam, eram capita-
neados nessa horrivel erpedicao pelo director dos
Indios naquella localidade 11
Registre-se mais este facto de canibalismo as
paginas de nossa historia ; demonstre-se anda
mais urna vez que o nosso rgimen eleiloral pre-
cisa de seria meditado ; livre-se o povo desse sa-
crificio, que s aproveila a poucos que sao eleilos
deputados; ao passo que com a morte desses ci-
dados Qcam na miseria e a merc da caridad
publica viuvas o orphaos.
Nao se consiota mais, que os anarchistas, que,
nao trepidam perante considerago alguma, e
nem olham para a honestidade dos raeios, espe-
culem comoosangue Je seus irmaos para na re-
presentaQao nacional dar a este ou aquelle urna
cadeira, que por certo nao paga lautos sacrificios.
Empreguem-se todos os meios para acabar-se
de urna vez com este holocausto eleitoral.
AppelUmos mesmo para a moralidade e ho-
nestidade desses que teem de representar a na-
Qao, que, nao obstante a sua innocencia em tudo
isto que se d na eleico primaria, devem recor-
dar-so com bem pezar, desses fados, que s fa-
zem aecusar-nos perante as nacoas civilisadas de
selvageria o barbarisme.
Ser abencoado por lodos aquolle que se lem-
brar de empregar os meios para que de quatro
em quatro anuos, nao caa urna aodoa to negra
sobre as paginas de nossa historia. E enlao ser
feliz o paiz quando se vir livre dessa bacchanal.
[Do Correio Oficial de Alagoas).
Movimei!4o Xamot. takxdat no dia 17.
SoulliampAon e portoi iatermedias. Vapor in-
glez Tyne >, eommaocUnte Jellicac.
Rio de Janeiro. Brigae arasileiro Cooeai-
Qo capdo Joao teres do Aanaxal, carga.
asurar.
S. Thomaz Brign rancez Adate, osoitao
E. Levqua ; em lastro.
Rio de Janeiro. Barca americana c Elf ca-
p tiwj B. S. Penckney ; em lastro.
Nao houvaram entradas.
o> os a. o. m m aa a. B floras
2 I a i 3 m n c e 5" tmotphtrm. O ce
a - n m PJ O Direcio. 4 H m H O en <
m 3 *-e V -1 m o O Intenpidad* 5
s n a OS ce Fahrenheit m 9 o m M H 9) O o S H |
o 3 kO Ctntigrado. 3 2 5 a
-4 -4 OS "* ^1 ^ 1 Hygrometr i O)
V e o Cisterna hydro-mttrica.
00 Qo I -4 ce Francs. a > o
30,11 30.1 s . 8 T* 8 "s Inglez. m H O
A noite clara com alguna nevoeiros, vento SE
e assim amadheceu.
OSCILLaC.AO DA HAR.
Preamar as 8 h. 12' da manha, altura 6,4 p.
Baixamar as 2 h. 26' da larde, altura 1,2 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 17 de Ja-
neiro de 1861.
B.OSHRO STEPPLB.
Io lente.
Editaes.
Sr. Redactor.Serapro que me dirijo as res-
peitaveis linhas do seu bem conecituado jornal,
levado por justos e sublimes motivos, muilo
embora nao sejarn estes plenamente desenvolvi-
dos, mas suprir a boa intenco do escriptor, e a
summa boodade dos leilores. E' incrivel pin-
tar-se com tintas finas e pinceis delicados o la-
mentavel e horroroso estado a que so acha re-
duzido o iioso sertao do Rio de Contas, Maca-
hubas e Caetil pela deploravel e longa secoa de
tres annos successvos, que temos lido. Caetil
para ondo se tem refugiado urna grande parte
dos habitantes dos oulros lugares, esta villa, Sr.
redactor, se acha lioje exhausta de todos os re-
cursos alimenticios, e sobrecarregada de inmen-
sos emigrados, todos reduzdos a esrcolarem o
po de porta em porta para com difRculdade che-
garora ao porto da salvacao.
Sim, Sr. redactor, a caridade, esta grande vir-
tude infund ia divinamente por Deus no cBracao
do hornera, osla excelleoto virtude que a mui'tos
tem conduzido patria celestial, que tem redu-
zido santos a immensos peecadores, que prin-
cipiando-se com passos tardos, chega-se ao thro-
no da bemavenliiraiica por intermedio da cari-
dade, esta virtude, digo, quo tem por objecto a
Deus, o o prximo,anda reina, anda domina nos
coraces de muilos caetitienses, ella ainda tem
seu Ihrono gravado n'alma grande do Rvm Sr.
vigario-geral desta mesma comarca Manoel Jos
Goncalves Fraga, milito digno sacerdote por suas
quatidades, respeitador do seu estado, se tom
constituido um grande esmoler nesta villa de
Caetil, elle por suas virtudes desempenha rigo-
rosamente a lettra do Evangelho de Jesus-Chrisio
em soccorrer aos miseros mendigantes mxime
na lamentavel, e sempre memorada tome deste
nno estril de sessenta, que assolou e continua
com seu valeote brac,o a lanzar por Ierra os mi-
seros esvaidus pela grande falta de alimentos
oesla villa e seus suburb'103, e a nao ser a cari-
dade deste insigne ministro do altar, e de mais
alguns habitantes, o nosso governo tea o des-
prazer de ouvir dizer, que osla parte do sertao
Qcava dospovoado falta do recursos alimenti-
cios: a casa deste sacerdote, eu fallo de cadeira,
Sr. redactor, poda chamar-se casa de amparo e
refugio dos mendigantes ; porque nem estes li-
nliam hora para esmolarem o pao, nem aquelle
para os soccorrer, a todos acuda com promptidio
j com o proprio alimento difficultosamenle ad-
quirido, ja pecuniariamente, quando exhausto de
alimentos, e desta sorle adquiri um lio grande
sequilo para com a pobreza que sua porta diaria-
mente, o parle da noite vive antulhada de po-
Luiz Vires ; a" de seu mano e a de seus paren- bres mendigos, adverlindo porm que o numero
tes ao culto da Seohora do Monte, porque sabe-' ds precisados quasi inconlavel ; porque de
mos que muito se deve a seus exorros para o ex- i loJ P'me Iiara all se tem agglomerado. J por
plendor do mesmo culto... Nao nos esquecer rezes se tem voluntariamente prestado as subs-
tambem de supplicar ao Illm. Sr. D. abbade Frei | ipges sugeridas beneficio dos mendigos, que
Monte, que lance suas religiosas vistas para o com a moeda da vergonha comprara muito charo
templo bastante om ruinas, e para as casasdos
romeiros,que desabam urnas aps outras pelo
estrago do lempo e falta de concert a tempo,
urna vez quo o templo e casas sao pela institui-
C.o da capella, confiados a sua tulella e admi-
nistracao applicando para islo o rendimento da
mesma capella ou solicitando a juda dos devotos,
que cortamente se prestaro como d'anles, quan-
do aquelles nao possam chegar.Um querer-
de sua paleroidade Rvm.* o quaoto basta para
dar novo impulso ao que desanima por falla
delle. Esperamos pois que a nossa supplica, que
a de todos os devotos, ser Hendida o assim
conservado um monumonto de gloria desta
provincia e a obra de nossos maiores.
A eleicao para a seguinte (esta a seguate :
Juiz.
O Illm. Sr. commen dador Jos Teixeira Bastos.
Juiz por devoro.
O Illm. Sr. commendador Manoel Luiz Viries.
Juiza.
A Iffnue Exm.a Sr.4 B. Maria Allemo
. neiro.
Juiza por devorJo.
A Illm." o Exm.a Sr.* D. Anna Amelia de
valho.
Thesooreiro.
O P.Im. Sr. capitao Francisco Luiz Vires.
Esc ri va o.
O Illm. Sr. Jos Maria Freir Gamelro.
Escrivaa.
A Illm." a Exm.* Sr." D. Isabel Maria do Lima.
Procu.-adores.
O Illm. Sr. Br. Dr. Manoel Joaqun de Miranda
Lobo.
> Dr. Domingos Soriano Fernaades
Soares.
Tenente Jos Joaquim de Lima J-
nior.
Francisco" Ferreira Borges.
Mordamos.
Todos os derotos que quizerem concorrer.
Por wn devoto,
Recifo 16 de Janeiro de 1861.
Sis-
Car-
Carrespondencias.
Srs. redactores. Tendo mandado um fmulo
mea comprar um tubo de acnito em casa do
Sr. Dr. Sabino, aconleceu que urna peiwa dessas [
o mesquinlin pao para se alimentaren), e este
sacerdote sempre se tem distinguido entre todos
nestes actos de beneficencia.
Nada me era preciso dizer da caridade da Exm.a
Sr." D. Anna Thereza de Josus Cardozo, porque
todo sertao de Caetil e muilos desta capital co-
nhecem seu bondadoso coraco para com a pobre-
za ; apezar da numerosa familia, ella unida com
esse sacerdote cima nomeado, socio na mesma
casa, imitara a heroica Santa Isabel na distri-
buicio das esmolas, pois muitas vezos o mesmo
pao de seu prato destiuado para si, o divida com
os pobres, tendo para com ellos muita commise-
raco. matando a fomo a todos, e salvando-os
com urna caridade reconhecida.
Anda temos no sertao, Sr. redactor, muitas
pessoas caritativas, ainda a virtude da caridade
tem seu throno no centro, neste centro total-
mente desconhecido pelo nosso governo, cujas
estradas incultas nenhuraa vantagera oflerecem
para em pocas semelhantes termos recursos
mais fsvoraveis.
O co queira recompensar a estes beneticen-
es cora a gloria eterna, nico premio para quem
pralica o bem nesla vida.
Adeus, Sr. redactor, eu me aguardo para outra
occasiao. Este recado de seu venerador
O amigo cerlo.
[Jornal da Baha.)
COMMEUdl.
&.irandega,
Rendimento do da 2 a 16. .
dem do dia 17. .... ,
169.O29025
Ivloviiuenlo da alfaadega.
Volumes entrados com fazendas..
com gneros..
-Volnmes aahidos cora lerendas., 191
com eneras.. 3(8
Rccebedoria de rendas internas
greraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 2 a 16. ... 7:780*010
dem do dia 17....... 54SS647
A cmara municipal do Recife manda pu-
blicar para conhecimento do publico, que o Exm.
presidente da provincia, tem recommendado ao
director dos obras publicas que mande tomar as
avenidas da ponte reina do Recife, que se acha
arruinada com perigo eminente des que por ella
transitara, de forma que fique completamente
vedado o transito que ella se presta.
Paco da cmara municipal do Recife, em ses-
so de 7 de Janeiro de 1861.Luiz Francisco de
Barros Reg, presidente.Francisco Canuto da
BoaViagem, official-maior servindo de secre-
tario.
_0 Illm. Sr. Inspector da thesouraria pro-
vincial mande fazer publico, que o thesoureiro da
mesma thesouraria est autorisado a pagar do
dia 12 do correte por diante os juros das pli-
ces da divida publica provincial, vencidos at o
ultimo dedezembro preximo Ondo.
E para constarse mandn alBxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 9 de Janeiro de 1861.O secretario,
A. F. d'Aeaunciacio
Pela Inspecgao la alfaudega se fa'z publico
que no dia 19 do corrsute depois da raeio dia se
bao de arrematar em hasta publica porta da
mesma reparticao de conformidade com o dis-
posto no arl. 302 do regulamento de 19 de se-
lombro de 1860, livresdedireito ao arrematante,
as mercadorias ab.ii.io descriptas j anounciadas
por edital de 30 das datado de 30 de ousubro
do anno prximo fiado, a saber:
Armazom o. 1.
II F.1 calxa cootendo urna lata com verniz,
pesando 1 libra por 1^000.
Lelreiro1 embrulho com amostras do tecidos
de seda.
^om marcaI dito ditas de tecidos de linho.
Letreiro1 pacole ditas de dito de lia.
deml volume ditas de dita.
AWj Cembrulho ditas de dita.
Armazem n. S.
C FIgigos com 66 doxies de garrafas pretas
ordinarias, pesando liquido 1,056 libras a 66 ra.
por libra, total 693696.
B E R WS1 barrica com 38 pegas de louca
de p de pedra estampada, pesando liquido 65
libras a 266 rs. por libra, total 17$290.
Letreiro1 lavatorio de Madeira comprido
com gaveta no valor de 20JOOO.
dem1 lata com carne ensacada pesando 12
libras a 400 rs. por libra, total 4#S00.
A A C11 caixas vasias, que continham san-
guisugas, urna 800 rs total 3S300.
A G4 ditas com 8 duzias de garrfas de vina-
gre forte, ou radical, pesando 244 libras a 600 rs.
por libra, 146*400.
Armazem n. 7.
S G1 caixa com 35 duzias de caixinhas de
marroquim para oculos, pesando 8 libras a 35
ra. por libra, total 24$ rs. e 4 duzias de ditas de
panelao ordinarias, pesando 14 libras, a 600rs.
por libra, total 85400.
Letreiro1 embrulho com impressos.
II B o W1 embrulho com amostras de teci-
dos de seda.
Letreirol dito ditas algodao.
A W C1 pacole ditas de linho e algodo.
Triangulo R1 dito de ditas de dito?.
Letreiro2 embrulhos ditas de ditos.
N O B1 dito gazotas.
Lelreiro1 dito amostras de lecidosj de al-
godo.
dem1 dito de ditas de 15a.
Armazem n. 8.
Letreiro1 embrulho com 2 livros impressos
encadernados. pesando tres libras a lf rs. por
libra, total 3&0O0.
Sem marca3 feixes de felha do louro pesan-
do 20 libras, a 400 rs. por libra, total 80QO.
L & R1 aacoreta com presos do ferro de 2
polegadas, pesando liquido 230 libras a 80 rs.
por libra, total 18g46>0.
Letreiro1 caixa contendo 1 e meia libra de
semenles de hortalice a 2a rs. por ura, total
35000:
H2 saceos com caslanhas arruinadas.
B & C I1 caixa cootendo cobre e suas ligas
em obras, tendo 28 libras doursdas, a......
25666 rs. porlibra total 74*48 ; 20 ditas bron-
zendas a 19 rs. por libra, total 20*000 e 2 ditas
de parafuzos de ferro a 400 rs. por libra, total
800 rs.
AC10 canastros com castanhas arruinadas.
Sem marca2 garrafoes sendo um quebrado
com 34 libras de cevadinha avariada a 200 rs.
por libra, total C58OO.
AFM1 caixa com 17 grosas depeotesde
chifra pesando liquido 68 libras a 25000 rs. por
libra, total 136*000.
Armazem n. 9.
P1 caixa com papel de lixa. pesando liqui-
do 18 libras a 200 rs,, total 3*600.
C & I M1 dita com 200 chapeos de pello de
lebro ordinarios, um 1*333 rs., total 266*600.
Sem marca1 pacota amostras de tecidos de
lia.
M C & C1 embrvrlhe ditas de ditos.
P G 4 caixas com ameixas c passas arrui-
nadas.
Dous tringulos C1 embrulho com amostras
de fitas.
Diamante S O q P3 caixas eom 260 pal-
mos de moldura de madeira enrernisada 100 rs.
o palmo, total26*000.
Triangulo M1 pacote com 6 pares de meias
de algodo, compridas entrefinas por 2g000.
Letreiro1 dito amostras de tecidos de algo-
dao o do fitas.'
Sem marca1 cabriolet quebrado no valor de
50*000.
Alfandega d Pernambuco, 16 de Janeiro de
1861.
O 2" escriturario, Maximimno Francisco Pei-
xolo Duarte.
2* secro. Secretaria de governo de Pernam-
buco, 16de Janeiro de 1861.
De erdem de5. T.xc., o 8r. presidente da pro-
vincia, faro publico, pare conlfecimento de quem
interessar possa, que se aebam vagos os offlcios
de taeelUso publico do judicial e escrivao do cti-
8272*657 me, civele execuc/es do leroao do Rio Formoso,
por-deatenoia. que del las Hez o respectivo aer-
vantearo Antonio Ptoheiro da Palma.
O preteadentes aos mencionados officios seo,
P01S, convidares, para que, habilitando-se n
forma do decreto n, 8J7 de 30 de agosto de 1851,
e rvjso n. J de 3 de oeiembro de T854, apr-
sentele 01 seus requeTimentas no prazo de 60
das, contados desta data.O secretario do go-
verno, Joao Rodrigues Chaves.
2* scelo. Secretaria do governo de Pernam-
buco, lffde Janeiro de 1861.
Por esta secretaria se tazera pblicos para ee-
phecimento dos inieressados os despachos pro-
feridos pelo Exm. Sr. ministro e secretarlo de
estado dos negocios da ustica no mez de dezem-
bro prximo lindo sobre os requerimentos dos
individuos abtixo declarados.
Offieio da justica.
.Jos Peras Campello.Nao tem lugar.
.*ole Ferreira Vitalia.Prejudicado.
. 6jAntonio Ignacio de Torres Bandeira.Pre-
judHado.
Perdi.
38.Bernardo Jos Barbosa.Nno tem lagar.
28 Joaquina Mara da Conceico.Nao tem
lugar.
Joao Rodrigue Chave*.
155:690*478
13:3515547
Declarares.
ConseHao administrativo.
O consalho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tom de comprar os objec-
os seguales :
Peta o 2 batalhao de infantera.
Casemira azul, co vados 10 l\t.
Para a fortaleza do Brum.
Bandeira imperial de filete com 8 palmos 1.
Adriza com 32 bragas 1.
Plvora grossa, arrobas 60.
Quem quizer vender taes bbjectos aprsente as
suas propostas am carta fachada aa secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 23 do
crvente mez.
Sala das sesades do conselho administrativo,
para farnecimento do arsenal de guerra, 16 de
jaaeiro de 1861.
Benlo Jos Lamenha Lim,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Caixa filial.
De ordem do Exm. presidente da cai-
xa filial do banco do Brasil nesla pro-
vincia, se faz publico para conheci-
mento dos Srs. accionistas, que o the-
soureiro da mesma caixa esta' autori-
sado a pagar d'ora em diante o 11' di-
videndo relativo ao semestre findo em
31 de dezembrop. p.. a razio de 10#
poraccao de conformidade com as or-
dens recebidas da caixa central.
Caixa filial em Pernambuco 15 de Ja-
neiro de 1801.O guarda livros,
Ignacio Nunes Correia.
Irmandade da Santa Gasa
Para o Aracaty
segoir brevemente o hiato nacional lant'Anna;
para o reatante do sea carregament e passaaei-
ros. tratase rom Gurgel Irmaos, em seo escria-
dar' a,nATU C,d*" ** aeeife* Primeiro *-
Para Lisboa e Porto.
te a veleira barca Sympatbia, per estar com-
pleto o sen cerregamonte ; leee&e am
acerca do que, trala-se com Bailar A
na ra da Cedea de Recita a. 12,
jeiros.
Olireir.
f-kwm, Pecaste, Boaaia, flinefal, 8eh, Suiaaa,
Toscana. cidade do Egyplo e da Taiataia, cujo
aervico posial Coito por intermedia des paque-
tea francezes oo pele?coreas (riaoo, pnaaaaaftaa
francesas aa India, ilhe da fteumao, Hayotta e
esas dependencias, SarUa Harta da Madagescar,
Geedalupe o saas dependencias, Goyaoo Fiaoes-
xa, has de 3- Padro e niquelen.
Para todos os oatros tugare (Portugal, Ua-
panha, iHns de Sandwich, etc.) o pasamento do
porte obrigatorio, e ooat e destino da carta.
Qoanto s amostras de mercaderas, que, como
(lea dito, s so recbeos para Franca e Argelia, o
peso de cada porte simples de 11 oitavas ou
fraccao do 11 oitavas, e seu proco 52 rs. at o
destino da amostr.
A este respeito diz o art. 8. da conrencao
postal:
Nao gozaro do favor da taxa concedida pelo
precedente artigo as amostras de mercadoas
que nao reunirem as seguales condi^oes: serem
transmitidas directamente por via dos paquetes
que navegara entre a Franca e o Brasil, nao con-
terem valor algara, serem freoqaeadas, cintadas
ou acondicionadas de modo a nao deixtr duvida
alguma cere", de suo natureza, e nao trazerem
designacao alRuma manirscripla alm do ende-
rezo da pessoa a quem forero destinadas, a mar-
ca d fabrica oa do negociante, numeraclo e
preco.
As amostras de oiercadorias que nao preen-
cherera eslas condicoes, sero laxadas como car-
tas.
umiiLTdi ro&xrs^TifirsFj "" rHpoucos dias a barc'mo d8 ,wiro
e os precos sao estes : pttr ler Part^ de seu carregaraenlo prompto: pa-
Pare aailhaa de Cabo-Verde, Sanegal, "*_r.ef0_!_.u.,u."se W" *nt"nes Guimaries &
Gora e Estados da Europa, menos
Franca, Hespanha e Gibraltar......... 10 rs.
Para a PraiiQa e Argelia................. 52 rs.
Barcada Thereza.
Segu eom beevidade para o Aracaty reoa a-
cala pelo Ass : quem nella quizer carregar, au
ir de- peasagem. dirija-se a ra da Cruz do 4te-
cife n. 50 andar, ou com o oiealre de
ns escadiaha d'alfaodega.
Rio de Janeiro,
C, no largo da Assembla n. 19.
da Misericordia do Re-
cife.
A junta administrativa da irmandade da Santa
Case da Misericordia do Recife, manda fazer pu-
blico que nao se tendo effectuado a arrematarlo
do fornecimento do pao e bolacha de que preci-
saram os estabelecimentos de caridade no se-
mestre de Janeiro a junbo do correte anno vai
de nevo a praca dito fornecimento 00 dia 17 do
corrate pelas 4 horas da Urde na sala de suas
sessoes no largo doParaizo a. 49. a onde podero
os concurrentes ir previamente ver as clausulas
especiaes.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife 11 de Janeiro de 1801.
O esarivSo,
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Tribunal do conitnercio.
Pela secretaria do tribunal do commereio da
provincia de Pernambuco se faz publico, que nes-
ta data Oca registrado o contrato de sociedade que
aos II de outubro do anno prximo lindo cele-
braran) nesta cidade Jos Lopes Dias e Hygino
Augusto de Miranda, Brasileiros. domiciliados e
estabelecidos nesta praca sob a Orma de Lopes & r,or,do sobrescripto depois do seu endereco p
Miranda, devendo a sua sociedade durar em ,,cu,, a desxgnacao geral do imperto ou rex
Rio de Janetro
Para a Hespanha e Gibraltar............ 60 rs.
Para os demais lugares.................. 80 rs.
Devem ser franqueados, mas s para a Franca
e Argelia o sao at seu destino.
Diz o art. 10 daconvensao postal:
Para que gozem o favor da taxa pelos arts.
precedentes 7o e 9o, os jornaes, gazelas, obras
peridicas, livros brochados, livros encaderna- | O aeleiro e bem coohecido brigue nacional Fa-
dos em couro ou papelao sera ornamento alguno, /o pretende seguir com muita brevidade tem
brochuras, papis de msico, catlogos, pros- \ parle de seu carregamento prompto para rea-
pecios, anouncios e avisos diversos impTessos, to que lhe falta, escravos a freie e Dassaeeinrs
gravados, luhographados oa autographados, de- \ para os quaes tem excelleutes commodas trata-
verao ser franqueados ale os limites respectiva- ge com os seus consignatarios Azevedo A Meados
mente flxados pelos ditos artigos, ser cintados e no seu escriptorio ra da Cruz n 1
nao couter maouscriplo algum, algarismo ou
qualquer outro signal escripto alm do endereco
da pessoa a quem forem destinados, a assigna-
lura de quem faz a remessa e a dala. Dos ditos
objectos os que nao preencherem estas condi-
coes sero considerados como cartas c tratados
como tal.
O correio tambera segurar cartas para os lu-
gares j designados como aquelles para onde
facultativo o pagamento do porte das cartas or-
dinarias, excepto os Estados-Unidos da America !
do norte.
Devem ser entregues no balco como as do in-
COMPANHIA PER\AIBCCAIM
DE
IMavegacao costeira a vapor
O vapor Persnunga, commandante Moure.
tenor, e a retribuyan do seguro coosislo nica- segu viagem para os portos do sul em SI do
qusnto convior a ambos, eom o capital de 6 600$,
para a compra e venda de fazendas.
Secretaria do tribunal do commereio de Per-
nambuco 11 de Janeiro de 1861.
Julio Guimaraos. Official-maior.
Correio seral de Pernambuco,
Em virtude da convenci postal celebrada pe-
los governos braslleiro e francez em 7 de julho
deste anno, [.ico publico que pelo paqoete Guyen-
ne, da liona de Dordos ao Rio de Janeiro, cuja
chegeda ao nosso porto, de volla para a Europa,
ha de ter lugar no dia 31 ou ). de fevereiro do
presente iner, esta administracao expedir tres
malas, sen lo urna para o agente embarrado 110
dito paquete, a segunda para o crrelo de Brdeos
e a outra para o de Pars.
Na primeira irao para Cabo-Verde, Senegol,
ilha de Gora o Portugal cartas o impressos de
qualquer natureza ; deveudo entender-se por es-
tas ultimas palavras, sempre que dellos usarmos
neste annuncio : jornaes, gazelas, obras peridi-
cas, livros brochados, livros encadernados em
couro ou em papelo, sem ornamento algum, bro-
churas, papis de msica, catlogos, prospectos,
annuncios e avisos diversos impressos, gravados,
lilhographadoa ou anlhographados.
as outras malas irao cartas e impressos de
Qualquer natureza para Austria, Blgica, Dinamar-
ca, Duas Sicilias, Estados daAllemanha, Estados
Pontificios, Estados Sardos, Gibraltar, Graa-Bre-
tanha, grao-ducado de Luxemburgo, Grecia, Hes-
panha, Ilhas Jnicas, Ilha de Malta, Noruega,
Paizes-Baixos (o reino de Hollanda) Polonia,
Prussia, Russia, Suecia, Suissa e Toscana ;
Para as cidades do Egypto e da Turqua, cojo
servico postal feilo por intermedio dos paque-
tes francezes (Atexandris, Alexandrelta, Bcyroulh,
Constoniinopla, Dardanellos, Callipoli, Ineboli,
Jaffa, Kerassunde, Latiaqui, Mersina, Metelim,
Rhodes. Salnica, Samsoun, Sculari da Asia, Si-
oope, Smyrna, Soltea, Trebizonda Trpoli da Sy-
ria, Tulsha, Varna, Vol) oa pelo correio aus-
triaco (Andrinopla, Antivari, Burgas, Caifa, Can-
da, Canea. Cvale, Cbio, Uurazzo, Janina, Lar-
mente em pagar-se adlantado o dobro do poret.
Por cxemplo, urna carta de duas oitavas pago
560 si for para a Fronca, 600 rcis si para a In-
glaterra, O remetiente deve exigir recibo.
A este respeito o art. 6o da convencao postal
dspoe o seguinte.
No caso de e*tra?ar-se qualquer caria se- i criptorio no Forte do MaUos n.
gura, aquella das duas administric.oes sobre cujo
territorio houver tido lugar o extravio pagar ao
segurador, como indernnisaco, a quantia de 50
francos, no prazo de tres mezes, a contar da
data da reclamacao. Fica, porm, entendido que
as reclamaces nao sero atlendidas senao den-
tro dos seis mezes contados de dia em que hou-
ver sido feilo o seguro findo este prazo, as duas
administrares nao sero responsaveis urna para i
com a outra por indemuisaejio alguma.
E' o regulamento convencionado entre as di- '
rectoras dos correios do Brasil e da Franca diz
assim :
Art. 7o As cartas segara, procedentes das '
agencias do correio brasileiro com destino
Franca aos paizes com os quaes o Brasil se pode I Pa Fonseca Jnnior, ra do Vigario n. 23.
corresponder por intermedio do correio Trencee, _. _. .
e, reciprocamente, asearlas seguras, proceden- r3ra O iliO QC JJlCITO
tes das agencias do correio francez, destinadas .
para o Brasil, nao serao recebidas senao era ca- i O. bem conhecido e veleiro brigue nacional Ce-
pas lacradas, pelo menos em duas parles, o com 9*nxa segu com brevidade, tem parte de sea
o mesmo sinele representando um signal parti- carregamento a bordo : para o resto que lhe falta,
cular ao remetiente da carta, e collocado de rao- lta-se com os seus consignatarios Azevedo A
da a segurar todas as dobras da capa. I eodes, no seu esctiplorio ra da Cruz n. 1.
Para evitar demoras e descaminaos, asearlas, .. 1 n 1 j o 1 1
as amostras de mercadorias e os impressos de- Jr ara O RlO UrraQ(lO uO SUl peiO
vero ler era lettras maiusculas, na parle iofe- | Rr Ja Tmifrn
segu com muita brevidade a veleira barca
crvente mez as horas do costume por ser de-
mingo o dia 20.
Recebe carga para Macei e portos intermedios
al o dia 19 ao raeio dia.
O expediente na gerencia ser al as 3 horas e
depois de fechado nada mais se aumlir : es-
criptorio no Forte do MaUos n. 1.
Para
Rio de Janeiro,
sefiue em poucos dias o brigue Maria Rosa,
ainda admilte alguma carga, tem bonscommodos
dar passageiros e escravos : trata-se cora J. B.
nfe-
retno
estado au cidade a que forem dirigidas, confor- j conal Thereza I por ter j alguma carga a bor-
rae a nomenclatura feile cima ; por exemplo : do, e parte engajada : quera quizer carregar, di-
rija-se a Bailar
Recife n. 12.
L Oliveira, ra da Cadeia do
Rio Grande do Sul.
U brigue Princesa ainda recebe alguma carga :
trata-se com os consignatario Marques, Barros
& C, largo do Carpo Santo n.6.
8
Para a Bahia
bote nacional <
carga engajada;
consignatario Francisco L.
da Madre de Deus n. 12.
segu em poucos dias o palha-
Dous Amigos. lera parle de sua
para o resle, trata-se cora sea
O. Azevedo, na ra
Austria, Prussia, Portugal, ilhas" do Cabo-Ver-
de, Gra-Bretanha, Estados da Allemanha, Es-
tados Sardos, Estados Pontificios. Duas Sicilias,
Eslados-Unidos da Amrica do Noria, Alexan-
dria, Andrinopla, etc. Quando Franca, tn-
dispensavel mencionar a departamento, para que
possa mos saber de prompto a que mala perten-
cera os objectos, si de Pars, si i de Brdeos.
Os remllenlos pdem sellar era suas casas,
cora os sellos srtuaes, as cartas ordinarias, as
amostras de mercadorias e os impressos. Devem,
porm, ficar scinotes de que esta administracao
fiuiisar os sellos, quando forem insuficien-
tes, o neste caso os objectos deixaro de seguir
si forem destinados para Hespanha, Portugal e
oulros tugaren, a respeito dos quaes opagamen-
to do porte i obrigalorio ; restando, todava, aos
inieressados o direilo salv de reclamar o valor
dos sollos.
Sero recebidos os impressos e as amostras das
mercadorias al tres horas antes da qae for mar-
cada para a partida do paquete, e as cartas para
segurar e as ordinarias at 2 horas antes. As
cartas ordinarias que chegarem al 1 hora antes,
serao larabem recebidas, mas irao avulsas. De-
pois desse prazo devem ser cotregues em roo
do agente do correio francez, no proprio pa-
quete.
Existe nesta reparticao, ao la lo da caixa go-
ral, urna especial com duas fondas, em urna
das qnaes deve ser posta a correspondencia para escadinha da alfandega, onde aceita carga
Cabo-Verde, ilha de Gora, Senegal e Portugal, | os referidos portos.
e na outra a correspondencia que livor de ser
incluida as malas de Brdeos e Paris. Esta se-
paraco indicada por dous letreiros, e portanto
indtspensavel que os portadores salbara ler.
Administracao geral do Correio do Pernambu-
co 17 de Janeiro de 1861.
O Administrador.
Domingos dos Passos Miranda.
Conselho de compras uavaes.
Tendo de promover-se a compra do material
da armada, abaixo declarado, manda o conselho
Para o Rio de Ja-
neiro
O patacho 5. Salvador seeue era poneos dias.
pode admiltir alguma carga ; trata-se com os
consignatarios Marques, Barros i C. largo do
Corp o Santo a. 6.
Para o Rio Grande 9o Norte com escala pe-
los portos intermedios ahe a barcada Santa Ca-
iharina, meslre Joo Gualberto, Tundeada na
para
naca, Prevessa, Relrno Roulschouck, Serez, So- fam puo|co que ter isso lugar era sesso de
pbia, Tenedo, Valona)
Para as possessdes francezas na India (Chan-
dernagor, Karikal, Mah, Poodichery, Yanaon) ;
para Aden, Australia (via de Suez), Batana, Cey-
lo, China, Hong Kong, ilha da Reunio, ilha
Mauricia, ilha Moyntta e suas dependencias (as
ilhas Paraanzi e Zaoorrzi), Indias Orientaes, Pe-
oang, Santa Maria de Madagascar, Syngapore e
outros paizes cuja correspondencia pode com van-
tagera ser dirigida por va de Suez ;
Para as colonias francezas de Martinica e Gua-
dalupe cora as suas dependencias (as ilhas Maria
(alante, Santas e Desejavel). Estados-Unidos da
America do Norte, Guyanna Franceza, as ilhas de
Sfio Pedro e Miquelon, na Terra Nova ; e para
nutres paizes que sao de alra-msr para a Franca
o que nio se acham cima mencionados.
Alm de cartas e impressos, receber-se-hio
tambera amostres de mercadorias, mas somonte
para a Fran;a e Argelia.
O peso do cada porte simples, quanto as car-
tas, de duas oitavas oa fraccao de duas oitavas.
A carta que pesar mais de duas oitavas pagar
dous portes, a qoo pesar mais de quolro oitavas
tres portes, e assim por diante.
Os precos de cada porte s&o os seguinles para :
Portugal e ilhas de Cabo-Verde......... 00 rs.
Franca, Argelia, Senegal, ilha de Gora
e Hespanha............................ 280 rs.
tJris-Bretanha.......................... 300 rs.
Blgica, grio-ducado de Laxemburgo,
Paizes Baixos, Suissa, Estados Sardos,
Toscana, Istados da Allemanha, Prus-
sia e Austria.......................... 430 rs.
Estados-Unidos da America do Norte e
ilhas Sandwich........................ 510 rs.
Demais lugares.......................... 570 rs.
O pagamento de porte facultativo e at o des-
tino das cartas para Argelia, Austria. Belfles,
Dinamarca, Duas Sicilias, Estados da Allemanha,
Estados Pontificios, Estados Sardos, Estados-Uni-
dos da America do Norte, Franja, Gora, GfSa-
Brelsnha, Grle-dueado de Luxemhnrg, Grecia,
ilbw Jonka, alte, Nornete.'Piies^Baliw.Po'
19 do correte mez, mediante propostas recebi-
das at as 11 horas da manha desse dia, acom-
paohadas das amostras dos objectos.
Para os navios.
40 armellas. 12 bandeiras nacionaes de 5 pan-
nos, 12 ditas de 6 ditos, 70 covados de baelilha,
1 peca de cabo de linho de 7 \\2 a 8 pollegadas,
400 chvelas sorlidas, 400 Cerneas de rede, 20
goveroaduras sorlidas para escaler, 8 arrobas de
gaxila de patente, 24 frasquinhos de gomrea gra-
xa, 2i pies de dita elstica, 10 duzias de lapis,
10 arrobas de mealhar branco 60 pes de
obreias, 16 arrobas e 19 libras de plvora grossa,
60 molhos de piassava, 1 jogo de tinleiro de me-
tal galvauisado.
Para os uavios e arsenal.
5 arrobas de estanto para sidas, 53 ditas de
oleo de linhaca, 20 ditas de pregos de cobce para
forro.
Para o arsenal.
36 varees de ac fundido, sonidos, de 6 a 12i8,
20 arrobas de chumbo em barra, 20 tachaduras
sorlidas para portas, 50 vardes de ferro de 4)8,
100 ditos de dito de 5(8,100 ditos de dito de 6i8.<
Para as obras do porto.
400 varas de lnhagam para saceos.
Sao as coodicoes para effectuar-se a compra.
ser paga logo no mez subsequeote do recebinaoo-
lo dos objectos, e sujeilarera se os vendedores
multa de 50 por rento do valor dos mesmos
objectos, caso nao os entreguem da qualidade, e
na porco contratadas.
Sala do conselho de compras navaas em 16 de
Janeiro de 1861.O secretaria,
Alaxsodr Rodrigues dos Aojos.
o Rio de Janeiro
segu cora brevidade o hiale Artista, recebe
carga a frete e passageiros: a tratar com Caela-
no Cyriace da C. M. & Irmo, no lado do Corpa
Santo n. 23.
Para o Rio de Janeiro.
segu oestes dias o patacho Alfredo).; para o
resto da carga, trata-se com CaeUno Cyriaco da
C. M. & Irmo, no lado do Corpo Santo n. 23, ou
cora o capito Antonio Travasso da Rosa.
Babia.
0 hiato Santo Amaro, recebe carg a frete ;
a tratar com Gaetano Cyriaco da C. M. &Irmao
no lado do Corpo Saoto o. 23.
Para o Car
segu com brevidade o cter nacional Eramaa
capitao Joo Antones da Silvetra ; para sarga e
passageiros, trala-se com Auguato Ferreira & C,
ra da Madre de Beos o. 4, ou eom o capito no
trapiche do lgodio.
Leiloes.
avisos martimos.
Para Aracaty e Ass
legue o Hale Ttons Irmaos ; para carga, trata-
fe eom Martias &frmo na ra Nova v: 48, ooj
cota o mestre Joaquim Jos da Silvetra. '
Segruoda-eira 21 do correte.
Antunes autorisado pelo Exm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commereio a requerimento des depo-
sitarios da masca fallida de Siqueira 4 Pereira.
tara leilo oo dia cima designado des fazendas
c dividas, assim como da parte da casa em qne
est o esta^elecimento na roa de Crespo n 7,
onde ter lugar o reino as 11 horas em ponto
com asstslencia do mesmo 'Exm. Sr. Dr. juit do.
commereio.
:"


1
\
<4)
DIARIO DE PKttSABMUCO. -SEXTA FEIRA 18 ttfi JANEIRO DE 1861.
LEIXO
DE
Urna rica armaco, gene-
ros rfe estiva e perten-
ces de um armazem de
molhados na ra da
Cruz do /fecife n. 15.
Quarta-feira 23 do correante.
Antunes por conta de quem perten-
cer fura' leilo na ra da Cruz n. 15,
da ann icao, gneros de estiva, doces
de diiierentes qualidades, urna grande
mesa muito propria para hotel, duas
mesas cora tampos de mar.nore, urna
balanca franceza, caicas para doces
etc., etc., que tudo sera' vendido ao
correr do martello e aos estouros da
champagne, as 11 horas etn ponto do
referido dia.
Importante
LILAO
china para copiar em viagem, secretaria com es-
tante para liTros, mesa lastica para janlar, ca-
deiras para dita, apparadores. guarda louca,
aparelbo coptelo e doto de porcelana dourada ,
para jantar, dito para sobremesa, dito para al- j
moco, cobertas de metal fino para pratos, crya- i
taes finos e completos para vioho, agua etc., I
bandeijas, facas e gaifos, 1 excellente filtrador :
d'agua, machina de ferro para engommar, dita j
para coser, fogo de ferro patente, trem de co-
staba, dito de jardim etc., etc.: sexta-feira 18i
do corrente, as 10 horas da manhaa o\ casa de
su residencia ra do Mondego n. 38.
LEILO
DE
120 barris com bo-
lachas de Trieste.
Sexta-feira 25 do corrente,
Antunes fara' *leilao por conta de
qucm pertencer no caes do Apollo ar-
mazem de arinba do Sr. Jo Duarte
dasNeves, de 120 barris com bolachas
de Trieste muito nova, chegada lti-
mamente, para o que chama a attenco
I dos Srs. de engenhoque era coosequen-
!cia da caresta da farinha vao ou man-
! dara comprar as referidas bolachas para
'sustento de seus escravos, as quaes se-
rao vendidas sem reserva de preco as 11
horas do supra mencionado dia.
DE
Avisos diversos.
OUeiOS SU1SSOS, **?*-" adianfado e e recebido
"^ a ojjf o quartel da subscripto deste
Quarta-feira 23 do COrrente. Diario pago ate o da 15 do mezem
Antunes fara* leilo por conta de que principia o trimestre,
quem pertencer naoccasiao de vender Aven
o armazem de molhados da ra da Cruz ".....
-.<. t j Cose-so e eDgomma-se, com muita perfeicao,
do Recite, de urna porcao de queijos asseio e promptida0 no pateo do Hospital n. 31.
suissos muito novos viudos do Ilivre
pelo navio rancez Thuspan, a boa qua- j AlUga-Sc
1 O primeiro andar do sobrado na ra Direita n.
93 : a tratar na mesma ra n. 91.
A luga-se
A loja do sobrado na ra Direita n. 89 : a tratar
na mesniarua n. 91.
lidade destes queijos cima o agente a
convidar aos Srs. taberneiros, para que
vao ao referido lugar as 1 I horas em
ponto comprar os ditos queijos sem re-
serva de preco.
Quinta Feira 2 4 do correte
Ulenf.
Leilao
Urna excellente escrava,
Antunes fara leilo por ronta de quem per-
tencer, na ra do Imperador o. 17, de urna per-
Qo de taboas de amarello, cadeiras hamburgue-
zas, pr tas e brancas, berros, camas, marquezas,
secretarias, lavatorios com pedra e sem ellas,ca-
deiras de pianno. cabides, bidets, camas para
menino, costureiras, mesas elsticos, podras mar-
more para consolos e mesas de meio de sala, ca-
deiras americanas de diversos gostos ele. etc. ;
js II horas em ponto, na ra do Imperador n.
17, defronte de S. Francisco.
LEILAO
DE
Borros, eavallos e vaccas
O abaixo assignado traspassa todo o direilo e
' posse que tem na taberna sita na travessa do
Queimado n. 7, ao Sr. Antonio Joaquim Casco,
livre e desembancada de toda e qualquer res-
ponsabilidad.'.. Recife 17 de Janeiro de 1861.
Antonio Pereira Vianua.
\ Attenco.
' O abaixo assignado tem justo e contratado a
compra da taberna sita na travessa do Queimado
n. 7, com o Sr. Antonio Pereira Vianna ; por isso
faz o presente annuncio para que nioguem se
' chame a ignorancia. Pemsrabuco 17 de Janeiro
de 1861.--Antonio Joaquim Casco.
~ Santiago Maraga, subdito hespanhol, vai para
o Cear.
-- Precisa-se alugar ura preto : na padaria em
Santo Amaro : alraz da fundicio.
Precisa-so alugar urna ama engommadeira,
preferindo-se escrava, para casa estrangeira de
[ouca familia ; na ra da Cada n. 37.
G. Beltramine, G. Girelli, A. Marchelli e
sua senhora, C. Bartolucei, F. Righi e sua se-
nhora, A. Mariolli, A. Abbiate, L. Bassani e G.
Marlnangeli com seu lho menor embarcam para
o Rio de Janeiro.
Furto
com crias.
O agente Hyppolito da Silva autori-.
sado pelos Srs. Antunes Guimaraes &',
C, consignatarios da galera americana i
Massoni, vindo ltimamente de Mod-
tevido, doqual capito Sebart, fara'
; leilao de urna porcao de burros, eaval-
los e vaccas com crias : no dia segunda-
feira 21 do corrente mez, as 11 ticas,
da manhaa, no armazem amar el lo en-
frente do arsenal de marinlia.
Furtaram na noite para amanhecer do dia 17,
no rancho do engenho Capibaribe da freguezia de
S. Lourenco da Malta, um cavallo de corcasla-
nho amarello, muito gordo, duas mos ovadas,
das quaes urna branca, sobre-canna queimada,
inteiro, tem um carosso e um lobioho no quarto
esquerdo, e urna piola branca no beico de cima :
quem o apprehonder ou delle der noticia, queira
dirigir-se ou leva-lo no engenho Gamarar da
freguezia de Nazareth, ou no Recife na ra do
Crespo, loja n. 10, que ser generosamente re-
compensado.
Attenco.
LEILAO
ESPLENDIDO
Com grande lunch.
em assim um excellente servido de cosioha.
ambem encontraro um rico carro e eavallos
tiossantes e escolhidos, com os arreios necessa-
rios tanto para carros como para montana. Por
esta mesma occasiao lambem ser arrematado
urna porcao de armas e pelrechos proprios para
caca, dos melhorese raais acreditados fabrican-
tes de Inglaterra e por isso os amadores desse
.eniretenimenlo devem aproveilar essa occasiao
para so. proverem. Para comodidade das pes-
soas que quizerem honrar com auas presencas
esse leilao o qual dever ter lagar no dia ter-
oa-eira 24 do corrente mez, na casa de restden-
cia do mesmo Sr. Cowper no lugar denominado
Chacn, sero postados dous mnibus na ra do
Crespo as 9 horas da manhaa do dia cima in-
dieado, afim de conduzir gratuitamente as pes-
jsoas que para o mencionado leilo quizerem ir
LEILAO
ATTSEISaV.
Os caradores scaei da fallencia de Lima &
Martins, avisam pela ultima vez aos devedores
massa de virem saldar seus dbitos at ao fim do
corrente mez, depois de qual aero compcllidos
pelos meios judiciaes ; devendo, para o paga-
mento, entenderem-se com os Srs. Barroca &
Medeiros, depositarios.
K 319SiS*f$13$l@dl3~913ci&{&S19if
I Aviso.
S Roga-se aos devedores da loja de fina-
do Antonio Francisco Pereira. que ve-
nharn realisar seus dbitos ao prazo de
15 dias, na ra do Crespo n. 8, do conlra-
rio vero seus nomes por este Diario at i
pagarem o que esli a dever. Jrfj
COMPLMHIA
ALLIANCE,
ctabeecida em Londres
mms m mu.
CAPITAL
Cineo niHioes de Ultras
sterVmas.
Sauaders Brothers & C. tem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, propietarios
de casas, e a quem mais convier, que esto ple-
namente autorisados pela dita companhia para
efloctuar seguros sobre edificios de lijlo e peJra,
cobertos de telha, e igualmente sobre os objeclos
que contiverem os mesmos edificios, quer consis-
ta em mobilia ou em fazendas de qualquer qua*
lidade.
M w& w& a*a- sise aas ana- s& ais 5g&)t
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgio dentista, faz
todas as operacas da sua arte e colloca
den tas artificiaos, ludo com a superiori-
dade e perfeicao que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
A officina de marmore
mudou a sua residencia do caes 22 de Novembro
para a travessa da ra da Praia n. 3, junto ao
:aes do Ramos.
Roga-se a quem tiver urna carta vioda da Ba-
ha para Francisco Pinto do Penoucos, o favor de
annunciar por este Diario para ser procurada,
que se pagar a despeza.
Manoel de Mello Bezarro, subdito portu-
guez, retirase para o Rio de Janeiro,
tih Um moco solteiro singa melado de ura se-
cundo andar em que mora a urna pessoa que es-
leja em iguaes circunstancias ; a tratar na ra
da Cadeia n. 28, primeiro andar, das 9 horas s
i 4 da larde.
Manoel Cabral de Medeiros, subdito portu-
guez, retira-ae para o Rio de Janeiro.
Precisa-se de urna ama que cozinhe cora
i perfeicao e lirapeza, para casa de pouca familia,
' nao se olhando a prego ; a fallar na ra do Q ei-
m&do, loja n. 46.
Escrava fgida.
Fugio no dia 16 do correule, de minha casa,
urna escrava cabocola, de nome Francisca, idade
' 25 annos, cabello grande, estatura regular, gor-
0 agente Hyppolito da Silva autorisado pelo da, e lera um pequeo defeito na vista ; iulga-
Sr. Henrique Augusto Cowper, que se retira para ; se estar aqui no Recife por me constar ella ter
{ora do imperio temporariamente com licenQa do amizade cora ura soldado do 2." batalhao, mas
overno de sua naco, far leilo de suas' es- ella natural do serlo do Aracaty ; roga-se a
plendidas e completas mnbilias de apuradissi- todas as autoridades policiaes, capiles de cra-
mos gostos e variadas qualidades onde os Srs.', Pp a companhia de pedestre a apprehenso da
concurrentes encontraro chrystaes flnissimos,! dita escrava, e lova-la a ra da Praia n. 78, ou
ricos aparelhos pura mesa de apurado gosto e em minha casa, ra de Santa Rita n. 55, primei-
ro andar, que sero generosamente recompen-
sados.Antonio da Silva Ramos.
O Sr. Manoel de Souza Azevedo Pires dei-
xou de ser caixeiro de Domingos Jos da Cunha
Lages desde 17 de Janeiro do corrente anno.
Precisa-se de uma ama deleite, no paleo
do Tercojn. 18, primeiro andar, que seja limpa,
prefere-se escrava e que nao tcnhafllho: quera
tiver e quizer alugar, pode dirigir-se a dita casa,
ceno de que se pagar muito bem.
Precisa-se para escriptorio urna sala inde-
pendente, en: 1. ou 2." andar, na freguezia de
Santo Antonio ou S. Jos : quem a tiver para
arrendar, dtrlja-se a rus do Queimado n. 43 a
indicar sua morada para se procurar.
Furtaram era a noite de 13 do corrente, da
rampa do caes 22 de Novembro, urna corrente de
ferro que eslava segurando diver.-os pranchdes de
amarello, e como a pessoa que a furtou tirasse a
dita correlo deixando os pranchdes sollos, fal-
tando apparecerem 4 de 35 palmos : rogamos a
qualquer pessoa que souber onde paira dita cor-
rente e os pranches, levar serrana de Paulo
Jos Gomes & Medeiros, ra do Imperador n.
49, que ser recompensado.
Joaquim Ferreira Ramos Jnior, Victorino
Ferreira de Souza vo a Europa.
OfTerece-se um rapaz de 16 a 18 annos de
idade, lho do Rio Grande do Norte, para caixei-
re de qualquer estabelecimento, principalmente
taberna, da qual j tem alguraa pralica : quera
precisar, dirija-se a ra da Senzala Nova n. 26,
ou anuncie para se procurar.
Precisa-se de um caixeiro para tomar conta
de orna taberna j a tratar na ra Direita n. 118.
O abaixo assignado faz aciente ao respeita-
vel publico, principalmente aos senhores da pre-
ga, de nao fazerem traosaego alguma com oito
letras aceitas por elle aos consenhores ao enge-
nho Leo, sito na freguezia da Escada, por isso
que lendo-as firmado na intelligencia de effec-
luar a compra do dito engenho a nao realisou,
tondo j esperado pela restituico das mesmas,
depois do aviso que Ihes dirigi.
JoSo Carneiro Lias Barradas.
Precisa-se fallar com o Sr. Jos Joaquina de
Oliveira Jnior, na ra da Madre de Dos i"l. 38.
Jlo Pinto da Costa Lima vai ai provincias
do norte a negocio.
18 do corrente.
C. Benson, prximo a relirar-se desta pro-
vincia, far leilo por inlervencao do preposto
do agente Oliveira, de todos os trastea de seu
uso, consistindo em mobilia de Jacaranda com-
pleta cera tampos de marmore, um ptimo for-
te piano de Jacaranda moderno de Pleyel, relo-
gios de mesa, lampees, cortinados de fil para
jancllas, venezianas, alcatifas, tapetes e esleirs
a forro, vasos de porcelana, mobilia d e amarel-
Jo, commodas de mogoo, ricos lavatorios de ja-
caranda e marmore com louca da India comple-
ta, ditos de amarello, toucadores, marquezas,
uarda-roupas dobrados e singlos de Jacaranda
de amarello. guarda-vtslidoa, leito de ferro
para casal com eolchoes e cortinados de fil, ea-
inaa de ferro para meninos, berso, 2 grandes
globos geogrsphicos, tioteiro patente com ma-
8 en
3/! h
NtaaV ^jl Stiti&tiP
tttt )fng jfH O o (OZORIO) o o o ^ 1
s
'
3Ra estrella do Rosario3
Francisco Pinto Uzorio continua a col-
locar denles artificiaos tanto por meio de
molas como pela pressao do ar, nao re-
cebe paga alguma sem que aa obras nao
(quero a vontade de seus donos, tem pos
e outras preparacoes as mais acreditadas
para conservado da bocea;
Participaco
do estado em que se acha o Sr. Manoel loes
Saldanha, que padeca ha mais de 20 annos
de uma perna muito irchada (tres palmos de
grossura, reduzida a palmo e meto), em 30
dias de tratamenlo, com as chapas medicinaes
electro-magnelico-epispaticas do Sr. Ricardo
Kirk.
Illm. Sr. Joo Alvos Saldanha, negociante da
ra da Alfjodega n. 46 no Rio de Janeiro.l're-
zadnmano e amigoConfirmo-tea minha ultima
do mez lindo, e aecuso a recepeo da la muito
estimada de 8 do mesmo mez.
De todo o conteudo de tua ultima lico scienle.
Quanto as chapas medicinaes do Illm. Sr. Ricar-
do Kirk, j estou em posse dellas, como vers
pela carta do mano Jos, na qual lhe relato os
maravilhosos resultados que tem oblido, e parece
incrivel o grande volme de inchacoes que da
perna penda sobre o peilo do p, do que tu de-
ves estar lembrado, cujo pao o mesmo cirur-
gio Jorge, soguodo sua opinio, dizia que era
carnosidade, eque jamis uunca eu poderla ficar
bom. Agora j reconhece que nao e carnosida-
de, e j diz que sao humores que para all se
accumulam, e est admirado de ver os effeitos
que as chapas medicinaes tem feito, e mesmo me
diz que antes de 60 dias fleo completamente
bom, vista das melhores que vou o bien do de
dia para dia : alm da applicaco das mesmas
chapas, tenlio tomado algumas garrafas de rob,
porque alguns collegas que ja usaram das so-
breditas chapas em molestias como a minha, me
aconselharam para que eu toraasse, porquo o
rob purifica o sangue e faz transpirar o corpo, o
que contribue muito para as chapas fazerem me-
lhores effeitos; lambem teoho tido constancia
no resguardo; eniQra, como tenho vontade de
ficar bom de minha perna, faco todo o sacrificio
para evitar aquillo que me possa fazer mal.
Desde que coraecei a applicaco das chapas me-
dicinaes, em poucosdias as dores que muito me
affligiam desappareceram : oeffeito que as ditas
chapas me faziara vou te expdr. Todos os dias,
quando tiro as chapas para limpa-las e lavar a
perna, observo que as chapas esto cobertas de
nodoas de materias, o que a perna em difieren-
es partes estcheia de borbulhas, as quaes pur-
gacn .materias. depois saogue negro : agora O
sangue mais vermelho queso principio, porque
se v que isto provm das rauitas coosi'ipaces.
especialmente as que tenho apanhado na perna
corntudo agota estou persuadido que com a ap-
plicaco das chapas medicinaes, e vista das
melhoras que vou obtendo, hei de ficar bom ;
assim mesmo me dou por muito satisfeito quan-
do nao diminuase mais do que agora est ; to-
das as caigas que erara estreitas nao me servan)
agora, e ja esto na rao do alfaiate para descer
e apenar, porque vestindo as assim, me pare-
cem sacco largo. Agora j posso usar de boti-
nas, o que venho a usar para trazer sempre
aperlados com ligas. Quando deitar de fazer
uso da* chapas lerei sempre ligado, que para isso
vou mandar fazer ligas cora antecedencia.
Junto vai uma tira de papel, pela qual ver a
grossura em que nesta occasiao teoho a perna e
quanto j tem diminuido, e que a principio li-
nha tres palmos ou mais, e vai sempre diminuin-
do de dia para dia ; agora s faco uso de duas
chapas no lugar onde era preciso tres,e isso mes-
mo ja pondo uma sobro oulra, ficaado de parte
uma chapa para applicar com a que agora te
pego, e que junto vai o molde. Recommeodo-te
que digas ao Sr. Ricardo Kirk que i chapa deve
ser tal qual a medida que remello; os cantos
da chapa, tanto em baixo como em cima, nao
devem ser arredondados, porque assim me faz
mais arranjo para commodidade da incbaco.
Com a chapa qne espero e com a que ja tenho
supponho que quando as applicar j me hio de
abranger a perna.
Villa de Vallongo (Parlogal) 18 de novembro
de 1860.Teu irmio, Manoel Aires Saldanha.
Companhia lyrica.
O erxprezario avisa formalmente aos seus es-
cripturados Srs. Ricci, Fissi, Bull, Baciotti. IIu-
bert F., Santi Cappelli, Sostegni, e Sras. Marta
Marscci, Egislena Cecttini, Sborgi Irmaaa. Rosa
Capitani ele que conforme a obrigaqo de seua
contratos estejam promptos de passaporte para
embarcaren para a provincia' do Par, apresen-
tando-se ao abaixo assignado, completa e legal-
mente desembarazados at o dia 90 do cor-
reate mez. Fica declarado que quem nao o fizer,
ter faltado as suas obrigaees de contrato e in-
curso na pena delle. Recife 15 de Janeiro de
1861.G. Marinangoli.
X^^^ia^afl^a ft^AQXal BSOAjCA a>CE/- mcr/3 afcTza %M*
VBmemdeW WWefSm VflRrVxW &G*m9m33
=- O Sr. Dr. Joo Pi-
nheiro de Lemos queira ir a negocio que
no ignora a loja de fazendas da ra da
Cadeia do Recife n. 23.
MwTOwwwwWR VK99K9 CBS9f595M
O abaixo assignado faz sciente ao respeita-
vel publico e principalmente ao corpo do com-
raercio, que a leja de miudezas. sita na praca da
Independencia n. 5. que gyrava sob a firma de
Antonio Casemiro Gouva, ficou perlencendo ao
abaixo assignado desde 31 de dezembro do anuo
p.p. Recife 15 de Janeiro de 1861.
Antonio Gongalves de Barros.
Aluga-se um segundo andar na ra Velha;
a tratar com Jos Higino de Miranda.
tOMPAMUA DA VIA FRREA
no
DO
Recife ao rio Sao Francisco
Lt Imita do.
De conformidad com as iostruccoes recebidas
da respectiva directora faz-se publico que desta
data em diante sao convidados os accionistas
desta companhia a cumprirem com os termos do
aviso que por ordem da mesma abaixo ficam pu-
blicados.
Escriptorio da companhia 17 de dezembro de
1860.E. H. Bramab. thesoureiro.
Aviso.
COMPANHIA DA VIA FRREA
DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(LIMITADO.)
Pelo presente faz-so publico que por resoluto
da directora desta companhia, lomada nesta da-
ta tem-se feito uma outra chamada de duas li-
bras sterlinas por cada aeco, a qual chamada ou
prestaco dever ser paga at o dia 31 de Janeiro
prximo futuro no Rio de Janeiro em casa dos
Srs. Mau Mac. Gregor& C., na Bahia aos Srs. S.
S. Davemport & C, e m Pernambuco no es-
criptorio da thesouraria da mesma via frrea.
Polo presente fica lambem entendido que no
caso de nao ser a dita chamada ou preslacao sa-
tisfeita no dia marcado para o seu pagamnnto ou
antes o accionista que incorrer nesta fal'a paga-
r juros a razo de 5 por cento ao anno sobre
tal chamada ou prestaco a contar deste dia at
que seja realisado o pagamento. No caso de nao
effectuar o pagamento desta chamada ou presla-
cao dentro do 3 mezes a contar do dito dia Qxado
para o embolso da mesma ficaro as acedes que
ocorrerem em tal falta sujeilas a serem confis-
cadas segundo as disposices dos estatutos a este
respeito.
Por ordem dos directores.
AssignadoW. H. Bellamy,
Secretario.
199 Gresham House.
Od Brouad Street.
EC.
22 de novembro do 1860.
Attenco.
O abaixo assignado roga as pessoas que lhe es-
to a dever o favor de virem pagar seus dbitos
ateo 0m deste mez: na ra do Imperador o. 63.
Recife 9 de Janeiro de 1861.
Jos Antonio Soares de Azeveao.
i Consultas medicas.
Sero dadas todos os dias pelo Dr. Cos-
S me de S Pereira do seu escriptorio, ra
da Cruz n: 53, desde as 6 at as 10 horas
da manhaa menos aos domingos sobre :
1." Molestias de olhos.
2." Molestias de coracao e de peito.
3.a Molestias dos orgos da geracao e
do anus.
O eximo dos doentes ser feito na or-
dem de suas entradas, comecando-se po-
rm por aquelles que soffrerera dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e p-
ticos sero empregados em suas consul-
tacoes, e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, natureza e
causa da molestia; e dahi deduziro plano
de tratamento que deve destrui-la ou
curar.
Varios medicamentos serio lambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeira qualidade,
promptidao em seus effeitos,e a necessida-
K de do seu emprego urgente que se usar
X delles.
|E Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
|S doentes toda e qualquer operaco que
* julgar conveniente para o restabeleci-
gS ment dos mesmos, para cujo fim se acha
| prvido de uma completa collec;o de
instrumentos indispensavel ao medico
operador:
Precisa-se de uma ama: na ra Bella
n. 23.
Aluga-se a loja do sobrado da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
Especialidado de retratos em pao encera-
do para se remetterem dentro de cartas. Ti-
ram-se no estabelecimento photographico de F.
Villela, ra do Cabug n. 18, sobrado, entrada
pelo pateo da matriz.
PRECISA-SE
de uma mulher que saiba cozinhar e
engommar, para ir servir em uma
casa de pouca familia na villa da Esca-
da ; paga-se bem : a tratar nesta typo-
graphia.
Josepha Henriqueta de Miranda Barros,
professora particular da nsirucgao primaria, avi-
sa aos pas de suas alumnas, e ao respeavel
publico, que abre a sua aula no dia 14 do corren-
te, e se acha prompla a receber alumnas exler-
nas o internas, pensionistas e meia-pensionistas :
quem de seu presumo se quizer utilfsar, dirija-
se a ra da Hangueira, caaa n. 7.
Notas
de 5000 e de ljjfOOO de uma
figura.
Trocam-se estaa notas por gneros, no estabe-
lecimento de Sodr & C. ra estrella do Rosario
n. 11 ; tara bem se veodem as bellas uvas de Ila-
marac.
Mudanza de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigse
freguezes desta e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento de fazendas que tinba
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja e armazem que foi dos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado soitimenl
de fazendas de todas as qualidades para veoder
em grosso e a retalho por presos muito baratos:
ra do Crespo, sobrado de 4 andares n 13, e ra
do Imperador, ouir'ora ruado Collegio, sobrado
de um andar n. 36.
A Sra. D. Margarida Louren;a da Cmara
Rodrigues tem uma carta no escriptorio de Ma-
noel Ignacio de Oliveira 4 Pilho, larga do Corno
Santo.
Jos Joaquim dos Reis avisa ao respeitavel
corpo de coramercio e mesmo a quera cora o
Sr. Joo de Santa Rosa Mariz lenha transieres
para que nao recebo e era transarlo alguma
fagao cora 4 lettras eaccadas era 12 do crrente
mez pelo dito Sr. Muniz e aceitas pelo annun-
ciante, visto que de nenhum efieilo esi a tran-
saeco que o annunciante fez com o dito senhor
m vista da declaraco que o propietario fez
hontem por este jornal, sendo que a garanta da
continuado do estabelecimento foi a baso que
fez com que lhe aceitasse as referidas leitras, o
que nao se realizon, o para que nao se torne
mais complicado esle negocio, faco a presente
declaraco. Recife 17 de Janeiro de 1861, *i
Precisa-se de um moco para entregar pao
na ra com ura preto at 8 horas do di, e no
resto do da ajudar abilhar bolaxinha e arrumar,
e o mais que for preciso tendente ao mesmo ne-
gocio; tambera precisa-se de um bom amassador
que entenda perfeitamentedo trauco; os que se
acherem as circunstancias, dirijam-so a ru*
larga do Rosario, padaria n. 18, jnnto ao quar-
Aviso.
Roga-se ao Sr. Antero Francisco Dornollas,
irmao do Sr. Antonio Francisco Dornellas,
queira apparecer na ra do Arago n. 2, segun-
do andar, levando a cocommenda que trouxe do
Maranho.
l'rccisa-se de urna ama de idade que nao
lenha pensio de familia para fazer o servico in-
terno de uma casa de duas pessoas e que nao
durma fora: na prsga da Boa-vista n. 22, bo-
tica.
Offerece-se uma criada porlugueza para
casa de familia, os pretendentes podem deixar
carta fechada cora as iniciaes C. P., nesta typo-
graphia.
Aluga-se a casa terrea da ra dos Pires n.
21 : a tratar na ra Nova n. 51.
Fugio no dia 10 do corrente o escravo Joo,
com os signaes seguintes : cabega branca, esta-
tura regular, cor preta, sem denles na frente de
cima, com o dedo mnimo da mo esquerda que
ao abre, bebe bastante, muito amigo de pago-
des ; quera o pegar ser generosamente recom-
pensado, e entregar a seu seohor na ra Nova
numero 51.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n. 34,
na ra do Riogel, com bastantes rommodos pa-
ra familia ; a tratar no segundo andar do mesmo
sobrado.
Precisa-se fallar com o Sr. Ale-
xandre Joaquim da Silva, no pateo do
Para izo n. 10.
Aviso s familias.
Acha-se aberla a assignatura do jocoso jornala
SEMANA ILLUSTRADA,
que se publica no Rio de Janeiro e sahe luz
uma vez por semana,conlendo cada numero qua-
tro paginas de gravuras primorosas, e as outras
quatro de arligos escolhidos e inlerosaantes s
senhoras e pessoas de Dom gosto. Jl se achara
aqui os dous priraeiros nmeros. Assigna-se e
paga-se adiantado na ra da Imperatriz n. 12,
loja. Por trimestre 6*. semestre 11, anno 18.
Precisa-so de 1:K)0J a premio sobre hypo-
theca em um silio perto da praca ; quera quizer
fazer esse negocio, annuncio para ser procurado.
Precisa-se de ura forneiro intelligente era
lodo o servico de padaria ; no deposito em fren-
te do becco do Rosario de Santo Antonio n. 4.
No dia 13 do corrente desappareceu da ca-
sa do abaixo assignado o seu escravo Joo, de
nacao, estatura baixa, cheio do corpo, representa
ter de idade 50 annos, pouco mais ou menos, le-
vando vestido camisa azul e calca de cor, e sem
chapeo; quem o pegar, leve-o a ra do Livra-
menton.8, que ser recompensado.
Jos Rodrigues Coelho.
[Ra da Gamboa do
Carino n. 22.
Jos Anacleto tira mui-
to bem denles e raizes com rapidez, cu-
ra as dores de denle?, calca os denles tu-
rados, separa os da frente, sangra muito
bem, appllca ventosas sarjadas, tem es-
pecficos para aplacar e destruir as do-
res de denlos, tem pos dentiflees muito
medicinaes para conservaco dos dentes
e aceio da bocea, chamado com rscripto
a qualquer hora.
mm oa> CTBW cid as-ro 0AV BOT tviu^ WV PW PMM
Sociedade dos devotos da ca pella da Se-
nbora da Conceicao da estrada de
Joao de Barros.
A sociedade dos devotos, incumbida de fazer a
festa da Senhora da Conceicao quo se venera em
sua capella da estrada de Joo de Birros, resol-
ven que dita festa lenha lugar domingo 20 do
corrente, observando-se o seguinte programla :
Hoje (18) a noite ser conduiida processional-
mente a bandeira da casa da Exroa juiza do an-
no, na mesma estrada, e asteada ao sora de mu-
sica marcial e de cantos anlogos por crescido
numero de meninas.
Amanha (sabbado) haver vesperas solemnes,
e no dia (domrago) a festa com o mximo possi-
vel brilhantismo ; havendo a noite ladalnha, e
por fim a retirada da bandeira, que ser igual-
mente conduzida em procisso para a casa da
juiza do novo anno.
A msica marcial tocar nos intervallos dos
actos religiosos, e a de orchestra durante elles.
Ser pregador ao Evangelho o Rvm. padre mea-
tre Fr. Joio da Assurapco Moura, que a noite,
na occasiao da ladainha, recitar ainda uma pra-
tica.
Para maior pompa e esplendor da festividade
sao convidados todos os senhores socios da mes-
ma sociedade. e os devotos de ambos os sexos,
a comparecerem aos actos religiosos.
Secretaria da sociedade dos devotos da Senho-
ra da Conceicao da capella de Joo de Barros 18
de Janeiro de 1861.O secretario interino.
Manoel Martins Fiuza.
F. Villela, pholographo da augusta casa im-
perial, estabelecido na ra do Cabug n. 18, so-
brado, entrada pelo pateo da matriz, avisa que
acaba de receber um bello sortimento de alfine-
tus de ou ro de le para retratos. Entre esses al-
neles acham-ce muitos com folhagens e flores
de ouro de cores, outros com perolas. coraes e
pedras, e alguns para brilhantes. Os precoa
Jessas joias sao mui razoaveis. Na mesma casa
conlinua-re a tirar retratos por todos os syste-
mas pholographicos.
Attenco.'
Trocara-se sedulasde \$ e 5| das que o the-
souro desta provincia exige 10 0(0 de descont,
assim como notas dos bancos e caixaa das mais
pracas do imperio mediante o abale de 5 0(0 : no
escriptorio da Azevedo & Mendos, roa da Cruz
numero 1.
O coronel Luiz Jos Ferreira, Luiz Jos
Ferreira Jnior, Prxedes da Silva Gusmo
e Luiza Ferreira Gusmo, convidara aos
seus cooipanheiros, amigos e prenles para
assistirem a uma missa com libera-me,
que pelo repouso eterno da alma de sua
esposa, mi e sogra que ser celebrada na
igrejado convento do Carmo s 7 horas da
manhaa do dia 21 do corrente.
Fumo em folha para charutos.
De todas as qualidadei em f rdos
grandes e pequeos: na travessa da
Madre de Dos armazem n. 21.
Vende-se um rico pianno, no Varadooro,
em Olinda, junto padaria.}
GRANDE SORTIMENTO
DE
Fazendas e roupa feia
NA LOJA E ARMAZEM
Joaquim Rodrigues Tavares de Helio
RA DO QUEIMADO N. 39
em;sa loi dk quatro ?orias.
l!,^ Um. c?mPlet0 sortimento de roupa feita e
Z?" rd0S Se,US frcSu e desejar
a^p^T- fe" CUra lodo *osto di'Uaoi-se
hi ariitfi i ec,nen ?C,ue ncnlrao um ha-
S2m khegadouulUma,Benle de Lisb0 P"
desempenbar as obras a vontade dos reguezes o
iXTH6ra1de sortimeilto depaletots saceos
mi?.8 A.r .C?i"m!.,,ha de cr cin"t. escures,
mais claro a 4 cada uro. ditos da mesma d-
^a.^CrfSesSra8e cUras e nzentos de
aul Hif^O/r0*ll0sdocasen,ira de co*
itohulll de 0na caseraira de quadrinhos a
105. ditos de alpaca fina saceos a 6. ditos so-
brecasacosa 8*. ditos com gola deVelludo a 9tf
aoV225aKS.C,,eKmM Pfela brec...-
35B iS" SI X* ^aacos muito Dnos a
* A ??*. deJbr,n?. ''ao ede gan-
ga a 49 e &. colletes de velludo bordado a 12
?n. .eAOI5".r8oJde Sda prelos muit0 a ^
in. riU I Ca]qa3 debri<" de fuatao a41 e 53,
tas a dIC.,?ra d? COres a 9 e 10. dilas P-
as a izj e 14, assim como muitos mais rticos
que sena irapossivel aqui as poder mencionar?
etemn msmsmsm mmm&
** NA LOJA
Encyclopedica
; de
Guimaraes & Villar.
iKua do Crespo numero 17.
| Vende-se fazendas de superiores qua-
5 lidades egoslos por precos iocriveis :
I Chapeos de seda para senhora brancas e
de cores a 15.
Ditos dites de ditos de cores e trancos a
! 20000.
Ditos de oalha ricamente enfeilados a
28 e 40.
Riquissimos cortes de cambraia branca
bordados a 33.
Ditos ditos a 20.
I.as de Garibildi em corles com 23 co-
vados a 10.
Cassas a Garibaldi e outros delicados
gostos a 700 ra.
Cassa* miadas superior fazenda de cores
xas a 260 rs. o covado.
Laas de todas as qualidades a 3*600 rs.
Manteletes, sabidas de baile riquissimas.
Chitas francezas de todas as qualidades.
Sedas de quadrinhos e gros de tedas as
cores.
Cambraia branca da China com palmas de
9 varas cada pe?a a 6J50O.
Saias balos de 30 arcos a 5.
Chales de touquim brancos e outras qua-
lidades de chales Gnos.
Cambraia bordadas a mao a peca a 24.
Saias bordadas e de fuslo.
Sedas de cores e pelas de 2 saias borda-
das a velludo em carles ultima moda
de Pars.
Esparlilhos de molas.
Grande sortimento
de roupas feitas. sobrecasacas, paletots,
colletes, calQas.caraisas e seroulas, meias.
grvalas etc., etc.
Calcado Meli ltimamente chegado de
Pars.
Neste estabelecimento encontra-se
grande sortimento de fazendas de to-
das as qualidades proprias para senho-
ras. homens e meninas o seus precos
sao admirareis.
Vcndo-se um escellenle cabriolet pintado
e forrado do novo, cora arreios quasi novos : na
ra do Imperador, cocheira do Sr. Jos, defronle
de S/Franclsco.
Vende-se a meia agua da ra dos Guara-
rapes, n. 65, com duascamarinhas e um pequeo
quintal, a qual rende 12 mensaes ; a tratar com
Jo3o Pereira da Silva, ra da Guia n. 7, loja de
raarcineiro.
Pescada de Portugal.
Na ra das Cruzes n. 41 A, taberna da porta
larga, lera pescada para vender, assim como
queijo suisso muito novo a 900"rs. a libra, dito
de pralo muito novo a 1 ; assim como tm gran-
de sortimento de charutos da Bahia, das marcas
mais acreditadas que ha; e tudo vende por menos
do que em outra qualquer parle, (mas dinheiro
vista.
Liquidadlo,
Na ra do Queimado n. 47.
Cheguem ao barateiro que
esta queimando
por todo e qualquer preco.
VenJem-se chilas de cores lizas a 160 rs. o co-
vado, dilas em retalhos a 120 e 140 rs., ditas fl-
xas a 180 e 200 rs., chilas entrefinas, riscados
francezes a 200 rs. o covado, cambraiasdo barra
a 3jj!, musselinas do cores a 240 rs., padroes lin-
dos, cortes de chita de barra a 2*500, cassas de
cores a 200 rs. o covado, cortes de riscado fran-
cez com 13 covados a l800, grvalas de seda
de cores a 400 rs., prelas a 700 rs., lencos de se-
da grandes a 1, gangas do cores para calca a 500
rs. o covado, cortes de la para calca, fazenda
moderna a 2$300, ditos brancos admascado a
3400, lencos de la e seda a 800 rs., grosdona-
ple preto bom a 1J900 o covado, panno Uno bom
a 3g400 o covado, chapeo de massa fino a3800,
cambraia lisa a 30400 a peca cora 10 varas, dilas
mais finas a 4500, cortes de laa a 2, selim ma-
co a 3 o covado, cortes de cambraia bordada a
5, fazenda muito fina, lencos de cassa grandes a
220, ditos do ganga a 240 rs., ditos de chita a
200 rs., riscado de linho a 220 rs. o covado, cor-
les de casimira de cores a 4500, chales de me-
rino lisos a 4/500, ditos bordados a 7, ditos pal-
ma de velludo a 8, ditos de meiin bordados a
53800, chalea de 13a e algodo a 1100 ; e rouitas
outras fazendas que se vendem vista do dinhei-
ro por todo preco : dSo-so amostras com pe-
nnores.
Queijos de Minas,
Na ra da Cruz n. 21, chegados na
rapor Tocantins.



*m
>
*
DiARO bt PERNAMBUCO. SEXTA E1RA 18 DE JANEIRO DE 1861.
W
O EXTRACTO

COMPOSTO DE
SALSA 1PABK0LKIA S E)B. 7@WMIgID
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIREC^AO' DO DR JAMES R. CHILTON,
fnico e medico celebre de Vew York
GRANDE SUPERIORIDADE DO EX-
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario
e quasi miracaloso effeito no
tiangue.
Cada um sabe que a saude ou a infermidade
epeode directamente do estado desle ploido vi-
tl. Isto ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A, quautidade do sangue n'umhomem d'es-
tatura mediana est avaliada pelas as primeiras
autoridades era vinte e oito arralis. Em cada
pulsacao duas angas sahem do eoraco nos bofes
e dalli todo o sangue passe alera no eorpo huma-
no em menos de quatro minutos. Urna dis-
posigSe extensiva tem sido formada e destinada
cora aJmiravel sabedoria a destribuir e fazer
circular esta corrrnte db vida por todas as
partes da organisacao. Oeste modo corre sera-
pr pelo corpo em torrente, o qual a gran
fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguraa se emprenha
Je materias ftidas ou corrompidas, diffunde
cora vbl3cida.de rlbctrica a corrupto as
raais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas", a pelos vasos capillarios,
alocada orgo e cada leagem se fas completa-
mente saturado e desordenado. Desta raaneira
a circclaeao evidentemente se fae um engenbo
PODEROSO de doenga. Nao obstante pode tam-
bara obrar com igual poder na criacio de saude.
Estivassa o corpo infecionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glan lutoso,- ou muscular, se smente o san-
gue ple fazer-se puro esaadavel ficar superior
-a 'dhenc,a e inevitavelmente expellir da cons-
"litutQo.
O grande manancial de doenca entao como
d' aqu consta no fluido circulante^ nenhum
Taelicamentoque nao obra directamente sebreel-
ie para purificar e renova-lo,possue algum direi-
10 ao cuidado do publico.
O SANGUE I O sangue i o ponto no qual
se ha myster fxar a attenco.
O ORIGINAL E O GINTJINO!
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
New-York, bavemos vendido durante muitos an- HASKELL MERRICK,
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, considera mo lo ser o extracto original e ge-
nuino de salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qualprimeiramente sob este nome foi apresen-
lado ao publico.
BOYDAPAUL, 40Cor*andtStreet.
WALTER.BTOWNSENOCo,2l8 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM Je Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R.B. HAV1LAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, ROBINS & Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86 William Street.
WM. UNDERHILL, Junr, 183 Water Street.
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY&Co, 4 Fletehcr Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCH1EFFELIN, BROTHER & Co, 104 &
106 Jobn St.
LEWIS & PRIGE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE &CO, 80 Maiden La-
na.
RUSBTON, CLARK CO, 110 Broadway,
10 Astor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN & CO, le Water
Street.
POU PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I. MINORA CO. 214 Fu ton Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPH E TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortlandt
Street.
HAYDOCK, C0RLIES& CLA, 218 Pear
Street.
CXJMMING v& VANDUSER, 178 Greenwch
Street.
10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOS A ARVORE E SUAS FRU-
TAS j
E IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus Efeitos.
O extracto com posto de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend esta
0 MEDICAMENTO DO POYO'-!
Adata-se to maravilhosamente a conslitui^So
que pode ser ulilisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E DEBILIDADE,
fortalece;
ONDE E'CURRUPCAO,
purifica;
ONDE HE PODR1DAO,
ALIMPA.
Este medicamento celebrado que tio grandes
servicos presta a humanidad*, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das res Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspecc,o directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade deNew-York, cuja cer-
tido e assignalura se acha na cepa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL |E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSAPARRILHA
DO DR. TOWKSEND-
O grande purlcador do sangue
CURANDO
rOlNIHMAS M 861
Acham-se yenda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas folhiuhas impressas nesta
typographia
Folhinha de porta ou KALENDARIO eclesistico e civil para o
_ bispado de Pernambuco.. .....
Dita de algibeira contando alm do kalendario ecclesiasli
160 rs.
O Herpes
A Herysivbla,
A Ar.STftlCCAODO VBN-
TRE,
AsAlporcas
Os Effeitos do azotj-
GUE,
Dispepsia,
As Doencas.detk;*,-
B0,
AHydropesia.
A Impingr
As Ulceras,
O Rheumatismo,
AsChagas
A bF. DI LID A PE GERAL'
AsDoencasde PELLB
As BORRUUBAS pA CA-
RA,
As ToSSESt,
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
OExtracto acha-secontidoemgarrafas quadra-
das e garante-se ser mais forie e-melhor em to-
do o respecto a algum outro purificador d-san-
gue., conserva-se em todos os-climas por cer-
Cada garrafa do original
exterior de papel verde
No esarip torio do propietario,
em na blica da ra Direita n. 88 do Sr.
lo sspaco de tempo.
genuino exraclu do Dr. Townsend tem a assignalcra e a conidio do Dr. J. R. Chlitlon, na capa
212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra da'Cruz n. 21 esciiptcric 1. andar, tam-
Paranhos.
9&<&
DEBA
NO
asignatura de banhos fros, mornes,de choque ou chuviscos (para UOM pessoa)
tomados m 30 dias consecutivos. ,........... 132000
;o cario? f>ra os ditos banhos tomadosem qualquer tempo...... 15*000
15 Ditos dito dito dito i .... 000
7 ...:.. 4#00O
Banhos ivulsos, aromticos, salgados esulphurososaosprecos annunciados
Esta redcelo de precos facilitar aorespeitavel publico ogozo dasvantagens queresultam
la frequenciadeum estabelecimento de urna utilidadeincontestavel,masque infelizmente nao
asan Jo em nos-so* hbitos, inda pouco eouhecida e apreciada:
O Sr. alferes Thom G. Vieira
Lima, queira dii igir-se a esta typogra-
phia, que se l'ne precisa fallar.
fia travessa do caminbo novo da Soledade,
estrada doManguinho, casa n. 74, precisa-se de
urna criada para o servido interno de urna peque-
a familia, quet-se ""*~t~:t" r*r,'fl8raieol
wuaS c* cl.6uiiiTfiar, prefere-se que seja
lugueea.
Fabrica do Monteiro^
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas invperiaes &erana.
Esteexcelente fumo acha-se depositado, diretamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBO A DOC ARMO, o qual se vende por mseos de 2 hectogramos a l-ISOOOe era por^ao de
10 mseos para cima com descont de 25 poroento ; no mesmo estabelecimento acha-se tembem
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
mmmmmmwmm-m-mmmmmmm
EAU MINERALE
Deposil
BfBHlal
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22
pUl
com deposito na ra de Apollo n. 6, principia
ter assucarcrystalisado fino pelo systema Eure-
peo ; assim cono amareliioho para caf por pro-
co baraUssirao.
Cem o descont de 5 0i0 troetm-se
so podis ser trocadas
INJECTION BROU
Remedio lafallivel contra as agoorrhas antigs e recentes.
nico deposito oa botica franceza, ra da Cruz n. 22.
Precio do frasco 3*000.
MKMJD
A..lu, SYKTOS ^ ftOLlM.
Scientificam aos seus amigos e freguezes desta e d'outras
provincias, que mudaram o antigo estabelecimento de fa-
zendas que tiiiham na ra do Crespo n. 13 e do Imperador
n. 36, para o bem conheicdo sobrado amarello, na esquina
da ra do Queimado n. 31, propriedade do Illm. Sr. com-
inendador Magalhaes Bastos, onde continuaro a ter o mais
completo sortimento de fazendas de todas as qualidades
para venderem por mdicos precos em grosso e a retalho.
SOBRADO AMARELLO
ESQUINA DA RA DO QUEIMADO N. 31.
^^^Mociracz^hegado ha pouco da Eu-
ropa, procura urna boa cata para servir, 0 qual
d conhecimento de aua probidade : na ra do
Pilar, casa do caf Belga.
Precisa-se de urna ama de leile : no pateo
do Ter;o n. 26.
<3T Manoel Pereira Lopes
Ribeiro, com loja de barbeiro e cabelleireiro tem
bichas de lamburgo, tira denles, sangra, appli-
ca ventosas pela presao do ar, bota ouvidos em
armas de espoleta, amolla todo o ferro cortante,
ludo isto com promplidSo e pode ser procurado
a qualfuer hora na ra da Imperalriz a, 13,
O abaixo assignado previne ao publico que
oinguem contrate com a Sra. D. Carlota Eslrepe
Pereira a compra da casa terrea sita na ra do
Brum n.2, e de mais 2 escravos, porque dita ca-
sa e escravos nao pertencem a meamasenhora,
mas sim foram dados no inventario e partilhas
que se pracedeu dos bena de seu finado marido
Manoel Jos Pereira, para pagamentos de seus
credorea de seu casal, em cujo numero se acha o
abaixo assignado, que protesta desde j annullar
ditas vendas, no caso de seren effsetuadas. Re-
cite 7 de Janeiro de 1861.
Luiz Antonio da Sania Ribeiro.
as se-
dlas de 19 e 5S. das que s podem ser trocadas
no Ihesouro geral desta provincia, com o descon-
t de lOOrO, na travessa da Madre de Dos n.U,
das -8 horas da manhaa s 5 da tarde.
PIANOS
J. Laumoimier, havendo sabido de casa du-Sr.
J. Vignes, offerece-so para tudo quanto diz res-
peito sua arte, como seja, afinar e concertar
pianos, orgaos de igreja, harmnicos, etc., em
sua oiTisina, ra da Gadeia do Recife o. 11, pri-
meiro andar.
"fluem precisar de urna pessoa com as habi-
litaces precisas para guarda-livros, drija-se a
sua morada.em carta fechada, no 6criptorio des-
ta lypagraphia, com as iniciaes I. R. S. ; encar-
rega-e tamt,em do qualquer escripia avulso.
_ O bacharcl Joao de Carvalbo Moura, cida-
do bracileiro, relka-se para Europa.
ITerece-se um caixeiro que tem prauca de
taberna, de idade 17 annos, porm anda est ar-
rumado:: quem precisar annuncie, dixendo a ra
e o namero para se ir tratar.
Cede-se mediante o pagamento de piolara
e caiaco, a casa terrea da ra de Santo Amaro
n. 30, com bons commodos para famrlia : trata-
se na ra do Queimado n. 31.
Precisa-se alugar.um sobrado no.bairro de
Santo Antonio ou S. Jos : a tratar no largo da
Penha n: 8.
Acha-se aberta a matricula de aola publica
de hlim da freguezia de S. Jos desta cidade, e o
sea exercicio lera cometo no dia 3 de evrreiro
preximo futuro : os interessados dirijam-se casa
do-respectivo professor, sita no largo do Terco
numero 33.
Aluga-se o sobrado de dous andares e so-
lio da ra Imperial o. 169 : a fallar na ras da
Aurjw* n. 36.
ico e civil,
explicarlo das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das nares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do coramercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, protineiaese raunicipaes, ao
que se juntou urna colleceo de bellos e divertidos
n jogos de prendas, para entretenimento da moeidade. 320 rs.
Dita dita ... contendo. alm do kalendario ecclesiaslico civil, expli-
cado das fesus mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ; ditas des impostos
geraes, provineiaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e con ungar, e os officios que a
igreja costuma celebrar desde domingos de Ramos, at
sexta-feira da Paixo, (em portuguez). preco..... 320 rs.
Dita do almanak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao preco de: ....... 19000
Para facidade do uso deste almanak, augmentou-s*1
de formato, e fizeram-se muitas alteraces, sendo a correc-
co a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordero,
(que todos os dias soffre mudancas) acrescentando-se a nu-
meraco dos estabelecimentos oommerciaes e industriaes ;
ac m pan hado de ndice para fncilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupaco do individuo de quem se quer
saber a residencia.
Altigam-te duas casas para passar a f^sta
sitas ero Sanl'Anna de dentro, tendo commolo
SuJcieotespara qualquer familia, e banho puto
oe osa, o aro maia saudavtl par a saude : a
tratar no pateo de S. Pedro o. 6.
Agencia doi fabricantes americano*
Grouver & Baker.
Machinas de coser : em casa de Samuel P.
Johston & C., ra da Senzalla Neva n. 52.
Petn.imhucrtiia
De ordem da presidencia desta associrco
convido aos Sr?. socios effeclivos a se reunirem
domingo 20 do crreme, em ses.-o extraordina-
ria do conselho da asxerabl^ geral, sendo esta
as II horas da manhaa e aquella s 10. oflm do
iralar-se de negocias de grande interesso social.
becrelana da Associa^o Typographica Per-
nambucana, 15 de Janeiro de 1B6I.
JvEifcio Cesar,
Io secretario.
Precisase alugar urna escrava pa-
ra casa de familia : na ra da Cadeia d.
53, terceiro andar.
W 1 recsa-se de urna ama para comprar e S
cosinhar para urna so pessoa : na ra lar-
5 ga du Rosario n. 21. ^
*mcft?**! t?
i-.r Pr.Priel" Aluga-se a loja
e armaco
Aluga-se o segundo andar da casa n. 43 na;
ra Velha, e o quarto andar da casa n. 14 na rea
do Trapiche ; a fallar no primeiro andar desta
ultima casa.
Marina Monta, Guililss B. Horgi, Eduvi-
gens Adelaida, Madre Kdcs Capilani c urna Olha
subditos Italianos vo para o Para.
- A pessoa queaonunciou precisar de 1:000$ ;
apremio sobre hypotheca em um sitio perlo da j
pra;a, queira dingir-se a ra da Imperalriz ou da ra Direita n. 87, propria para qualquer esta-
por outra aterro da Boa-Vista n. 19, das 10 ho- : belecimento, por preco commodo : a tratar na
tas s 3 da tarde. ra do Queimado n. 46. loja.
Furtaram ero a noite de 13 do corrente da Giavanni Fissi, Baciolii Gugeppe, Bull Gu-
rampa do caes 22 de Novembro, orna corrente geppe retiram-se para o Para,
de ferro tendo em cada punta urna argola, tendo! Silvain Hubert, subdito francez, relira-se
a pessoa que a furtou provavelmente algum ca- : para o Para.
neeiro desamarrado a dita corrente dos pranxdes j Aluga-se o sobrado de um andar e sotao
que estava segurando derxando-os sollos, e co- da travessa da Concordia, com muitos commodos
mo4pranxes de amarello de 35 palmos de para grande familia : na ra Augusta n. 94.
comprimento cada um nao tenha apparecido, a{ Aluga-se o segundo andar do sobrado da
pessoa que der noticia da corrente e pranxdes i ra Imperial o. 195, com vista para o mar e es-
na serrina de Paulo Jos Gomes 4 Medeiros ra Irada de ferro, leudo 6 quarlos, 2 salas e soto
corrido com mirante : a tratar no primeiro an-
dar do mesmo.
Saques.
Luiz Antonio Sequeira, ra da Ca-
deia n. 20, soca sobre Lisboa por qual-
quer quantia que os pretendentes pre-
cisarem aos prazos e cambios qne se
convencionar.
Roga-se por favor queiram dirigir-se ra
do Cabug, loja n. 11, a negocio os seuhores :
Jos C.prilio Oaiuouu m. jnior.
tnsiari Gomes de i.ima.
Dr. Miguel Luiz Vianna.
Marcolino Alves da Silva.
Francisco Jos Alves de Albuquerque.
Tenente Juaquim Ribeiro Guimarhes.
Jos Francisco Mortins de Almeida.
Romao Gomes de Oliveira.
Claudio Baptisla Barroso.
Aluga-se um primeiro andar na ra da Cruz
n. 29, com fundos para a ra dos Tanoeiros :
tratar no paleo de S. Pedro n. 6.
do Imperador n. 4, ser recompensado.
Na cocheira de mnibus de Claudio Dubeux
existem recolhidos dous burros, ignorando-se a
qaem pertencem; quem fdr seu dono pode pro-
evra-los.
Nova pauta ou tarifa da
alfandega
Nb livraria da prara da Independen-
cia n. 6 e 8, existe a nova tarifa que
tem de executi-rse a 9 de fevereiro, a
qual sera' mostrada aos Sr- aei(sniw
do Diarlo, O..o~ H~;<.ciem consultar em
quanto naochegam alguns para vender.
Aos consumidores Je gaz.
A empreza da illumiuac/io
gaz, roga a tod4js os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
trega rem aos seus machi ins-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de Ibes ser no va mente
exigido Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr. i
,, ~ ,t Precisa-seda quantia de OjHJOO apremio
inOmaZ'ljrarrett UniCO CODra- ,sob peohores. mediante o juro que se conven-
Jnii untABion J .-. ^ -._i_x i ci.onar' 8 pessoa que quier fazer este negocio
Or aUiOTlSadO OU nO eSCnp- dirlja-se ra da Imperalriz, loja n. 82.
torio dos gerentes. pa~ /cgm de Azevedo Villaiouco reli-
&Mlk,
Na ra do Queimado o. 49, precisa-se de urna
ama forra para comprar e cozinnar para casa de
hornera solleiro.
O advogado Antonio de Vasconcellos Me-
nezes de Drummond achar-se-ha promplo para o
I exercicio da sua proOssao ero todos os dias uteis,
j das 10 horas da manhaa s 4 da tarde : na ra
I do Imperador n. 43, primeiro andar, por cima da
cocheira dos mnibus do Sr. Claudio Dubeux.
VIA FRREA
DO
rea
LIMITADA.
ABERTURA DA SEGUDA SECfjAO AT A ESflADA.
Do dia 3 dedezembro de 1860 at outro aviso a partida dos
trens ser regulada pela tabella seguinte :
Trens para o interior.
Trovador.
O proprietario deste estabelecimento desejsn-
do por todos os modos a seu alcance corresponder
a bondade de seus freguezes, mandou vir de Pa-
rs um primorosobiUiar de mognoe o tem a
disposiQo dos amadores desse bello passa tempo
a todas as horas do dia e da noite. Espera que
seus freguezes e amadores nao dexarao de fre-
quentar constantemente o seu estabelecimento,
concorrendo assim para que seus exforcos sejaro
coroados de bom xito. Ra larga do Rosario nu-
mero 44.
Licoes
de primeiras letras, portuguez, ltiro, francez,
inglez, em casas particulares : na ra da matriz
da Boa-Vista n. 34.
Quem precisar de um hornera portuguez
para eogonho, sendo que tem pratica de admi-
nistrar, e do campo, dirija-se a Santo Amaro ao
p da fundico, taberna do meio, ou annuncie.
Nos abaixo assignados fazemos publico ao
respeitavel corpo do commercio que temos dis-
solvido a sociedade que tiohamos na padaria dos
Afogados n 66, e gyrava com a Qrma de Azeve-
do & C. ; Qcando a cargo do socio Raulino An-
tonio de Azevedo a liquidado do activoe passi-
vo da dita sociedade e exonerado o socio Fran-
cisco Jos Rodrigues Castello Branco, o qual fica
pago de seu capital e lucros correspondentes,
Afogados 9 de Janeiro de 1861. Raulino Anto-
nio de AzevedoFrancisco Jos Rodrigues Cas-
tello Branco.
400
1200
1400
2400
2700
3400
4500
5300
6000
6500
Presos de bilhetes.
VIAGENS CINCE-
LAS.
2.
VIAGENS DE IDA
E VOLTA.
300
900
1100
1900
2200
2700
3300
3800
4300
4500
3.a
1.*
200
5(iO
600
1000
1100
1400
2000
2300
2600
30u0
600
1800
2000
3600
4000
5000
6900
8000
9000
toooo
500
1400
1600
2600
3200
4000
5000
5700
6500{
7000!
3.
300
800
900
1500
1700
2100
3000
3500
3900
4500
Precos de bilhetes.
VIAGENS SINGE
LAS.
700
1400
2100
32C0
3800
4400
5000
500
6000
I
2."
500
1000
1500
2200
2800
3t00
3800
4000
4300
6500 4500
3/
300
600
9MI
VIAGENS DB IDA
E VOLTA.
1."
1000
2100
3200
1400 4800
1700 5700
1900 6600!
2300 7900
24011 8400
2700 9500
2.
800
1500
2200
3300
4200
4600
5700
6000
6800
3000 10000 7000
3.
500
900
1400
3100
2500
2800
3400
3000
4000
4500
m to
mliVnn 9 ": 27>***** de "'rar-se par. o
roatto por incommodo em sua familia, lem resol-
vido vender sua bem afreauezada loio, dinhei-
dirija se raesma lo,, para iralar, adr.-'riindo-se
que presentemente a loja lern poucos fundos
O abaixo assignado roga a lodos os oeredo-
res o favor de pagarem seus dbitos, rerlos de
que, do Om deste corrente mez em dianle oe-
nhuma considera^So ser aiiendida.
Recife 15 de Janeiro de 1861.
Jos Muniz Teixeira Gumarae?
Precisa-se fallar aos Srs abaixo declarado,
negocio de seu interesse, na ra do Livramen-
10 n. 27. loja de raleado :
Maximiano Henrique da Silva Santiago.
Manoel Isidoro dos Passos.
Vicente Ferreira da Silva Jnior.
Alferes Boav^nlura Leiio de Aimeida.
retu de Araujo Albuquerque.
Jos Mrcelino Alves da Fonseca.
Rento Nunes da Silva Oliveira.
Fiederico Velloso Koop.
Joao Miguel de Oliveira Beraldo.
Jos Manins Fernandes de Figueiredo.
Precisa-se de urna amo para cosinhar e
comprar para casa de pouca familia : na ra da
Senzala Velha o. 104.
Precisa-se de urna ama que saiba cosinhar
o diario de urna casa de pouca familia, podendo
a noite ir dormir em sua casa : a tratar no Reci-
fe, ra da Cruz n. 31.
Precisa-se de urna preta escrava que saiba
coznhar eengommar : na ra da Senzala Velha
numero 106. "
Precisa-se do um prelo para o ser*co in-
terno e exlerno de urna casa : quem o ver
queira aluga-lo dirjase ra Direita o. 72.
Aluga-se o armazem na ra do
caes de Apollo n. 7, proprio para de-
posito de todo e qualquer genero ou
estabelecimento : a tratar no rateo de
>. Ped gg O Dr. em medicina Ignacio Firmo Xa- S
Q vier, faz publico que mudou a sua resi-
|| denriapara a ra Direita sobrado n. 45,
K onde pode ser procurado para o exerci-
cio de sua profisso a qualquer hora do
*dia edi noile, sendo as consultas e visi-
tas feilasaos pobres gratuitamente.
O mesmo doutor tendo em na ln*<>
3K r-.Hc jd do nospital militar o i no
^ grande hospital de caridade e dos lazaros
a| feto um dedicado e especial estudo sobre
X es molestias syphililicas da pelle e dos
j| orgaos da respirarlo, afferece o seu pres-
U timo nessas especialidades dando a quem
^ o recorrer gratuitamente alguna meoiea-
ai roerlos, sendo muitos indgenas de reco-
ja nhecda virtude e dos qnaes tem sempre 3
tirado proveiloso resultado de sua ap- c
plicagao. j
umsmmmm mmm^mmm
Attenco.
O abaixo assignado faz scienle ao respeitavel
publico e principalmente ao corpo do commer-
co, que dissolrou a sociedade que tinha no pa-
leo do Terco, na taberna n. 21, a qual ayrava de
ba.xo da Arma serial de Cardeal & Vieira. flean-
do todo o activo epassivo, a cargo do socio Car-
deal. Recife 14 de Janeiro de 1861.
. Antonio Jos Vieira.
O abaixo assignado pede ao Sr. Jos Dias
da Costa Cardeal queira ojuslar contas com elle
amigavelmente da rtetade dos lucros que aure-
senlou Da taberna do pateo do Terco n. 21 m a
qual era socio, do contrario recorrer aos'meios
que Ihe concede a le, olhando o Sr. dito Cardeal
que se me pretende Iludir, enguado se achara,
pois lembre-se que ha papel de trato, isto no
21?I!lJe ,re d,"--Anlonio Jos Vier.
^aSHB MBMB8M8MBaMl
U l)r. Casanova
11 pode ser procurado todos os dias em seu
| consultorio especial homeoptico
B 30-Rua das Crnzes-30
II Neste consultorio lem sempre os mais
g novos e acreditados medicamentos pre-
li parados em Pars (as tinturas) por Ca-
X tellan e Weber, por procos razoaveis
Os elementos dehomeopalhia obra re-
commendada intelligencia de qualquer
pessoa. '
Agencia de passaporle e
foi ha corrida.
Claudino do Reg Lima'lira passiporte para
dentro e fra do imperio com presteza e commo-
do preco : na ra da Praia, primeiro andar, nu-
mero 47.
Dentista francez. f
Paulo Gaignoux, dentista, roa das La- 9
rangoiras n. 15. Na mesma casa tem
jg agua ep deniiOco. #
Traspassa-se a renda do eogenno chaT
sito na freguezia de Afogados, pouco mais d
urna legoa distante desta prega, este engento
tem muito boas trras, boas malas, e muito
bom de agua com a nova obra que se fez, lem
Rrande casa de vivenda e concertada de novo
sal reja de-dous a tres mil pes e mais que e
queira plantar, poia tem Ierras sofelenles para
sso : quem o pretender, procure ao major Amo-
nio da Silva Gusmao, na ra do Queimado. Iota
n. 41, ou no mesmo engenho.
Manoel Ignacio de Oliveira 4 Filho sacan
sobre Lisboa e Porto : no largo do Corpo Santo,
esenptono.
CONSULTORIO
DS
Assignado/?. B Bramah,
Superintendente.
Joao da Silva Ramos,
Medico pela ODiversidade de Coimbr*.
Tendo de passar algum tempo no si-
tio dos Buritis na estrada do Arraiar,
rneu consultorio estara' aberlo todos os
dias das 9 horas as 11 da manhaa e das
5 as 5 da tarde. As pessoas que man-
darem procurar-me, terSo bondade
de dirigir os chamados por escripto pa-
ra a loja de louca defronte da casa de
minha residencia ai ra Nova.
Feitor para eogenho.
SSff Jf Poaco dlajtaiBle desta capital: nn escrip-
.
i

*



I

'
te)

DIARIO OS PlftaAMBICa SKTA_ FURA id DI JAMRI10 DI UU.
Urna pecsoa que nao pode ir ao
Manguinlio fallar ao Sr. Manoel Ephi-
genio da Silva, roga lhe queira annun-
ciar onde o pode procurar netta cidade
visto nao ser permittido fallar-se-lhe na
alfandega.
LINES
DE
PARTIDAS DOBRADAS.
0 ensino pratico de escriplurncao commercial
por partidas dobradas e de arithmelica, dirigido
p*lo aballo assigoado, contina a fu accionar re-
gularmente as quartas e sabbados de cada se-
mana, das 7 horas s 9 da noite.
As pessoas que desejaiem bar conhecimenlo de
qualquer das referidas materias, queiram dirigir-
se casa do anunciante, na ra Nova n. 18, se-
gundo andar, nos dias e horas cima designadas.
tio claro e fac' o systema de escripturar os
livros mercantis por partidas dobradas, que s as
pessoas desfavorecidas do menor gro deintelli-
gencia sero capazes de nao reconhecerem a rer-
dade do expendido logo as primeiras lines que
receberem do abano assigoado.
M. Fonseca de Mtdeirot.
J* "^o*w CTB 9BV cru VBM VtoW WWW Wm VfOW
iSedulas de 1,000 e de]
SS de una figura.
Trocam-se estas sedulas sem descont
por fazendas que vendem-se por baralis-
simos presos, na ra do Crespo loja ama-
relia n.8 de Leandro Lopes Dias succes-
sor de Antonio Francisco Pereira.
Fazeudas finas.
Vendem-se chapeos de seda de muito
born gosto a 150 ea 25j>, vestidos de se-
de de muito bom gosto a 405. 509 e 8og,
diios de barege e gaze a lj, ditos de
cambraia branca bordados (multo ricos),
chaly e barege a 500 rs. o covado, or-
gand de muito bom gosto a 800 e 900
rs. a vara, basquinas de fil com ricos bi-
cos de seda a 39, talhos com bicos para
vestidos de senhora a 500 rs., camisas
com pellos e punhos de linho a 309 a du-
zia, gnllinhas bordadas para senhora a
1. miissulinas de urna s cor j 240 rs.
o covado e muilasoutrasfazendas de bom
gosto que se vendem por metade de seo
valor ni ra do Crespo loja amare lia d.
8 d>< Leandro Lopes Dias successor de ,
Antonio Francisco Pereira.
Precisa-se do costureiras para calcase ca-
misas de hamburgo e algodo : na ra da Peona
numero 27.
Precisa-se de 2009 a juros sobre penhores
de ouro e prata : quem tiver, poder annunciar
para ser procurado.
Attenco.
Gouveta & Fillio com casa de consig-
nares novamente estabelecida nesta
praca, avisara aos seus cotnmittectes e
ao publico em geral, que podem ser
procurados a qualquer hora do da em
seu escriptorio na ra da Gadeia do Re-
ctfe n. 3, primeiro andar.
m. mw&L
Hotel estrella do sul.
Na esta^ao da villa da
Escada.
Antonio Flix Pereira- Ka a honra te avisar
ao respeitavel publico e especialmente aos senho-
res passageiros da estrada de (erro, que no dia
20 do corrente ter lugar a abertura do botel es-
trella do sul, e desde enlao se achara prompto a:
receber e hospedar qualquer pessoa que se digne
procurar dito hotel.
De sua parte empregar todos os meios possi-
veis afim deque seus hospedes srjam besa ser-
vidos, para o que lem. todas as proporc.6es boa
vontade.
As familias que quizerem psssar dias, scharao
todos os commodos desojareis, e usa escolenle
banho no Ipojuca, a distancia de 100 palmos pe-
lo fundo do hotel.
Assim pois o annunciante espera ser animado
em tao til e necessario emprego pela concur-
rencia.
5$0OO nensaes.
Constanza Perpetua de Lacerda Hachado, pro-
fessora de instrueco primaria, competentemente
autorisada pelo Exm. Sr. presidente da provincia,
avisa ao respeitavel publico, que do dia 4 de fe-
vereiro vindouro em dlante, teri aberta sua aula
em Fura de Portas, ra do Pilar n. 141, onde to-
dos os dias uteis das 9 horas da manha s 3 da
tarde, furiccionaro os seus trabalhos : aos pais
de familia que se quizerem utilisar de seu magis-
terio, garante toda a etUcacia no ensino de suas
alumnas.
Candido Nunes de Mello A C estabelecidos
na roa da Cadeia do Recite n. 60, declara ni ao
corpo dS commercio e com especialidade a seus
credores, que venderara seu estabelecimento ao
Sr. Francisco da Rocha Passos Lins, a saber,
o esiabelecimeuio e aa fazendas, ficando d'ora
em diante o eseriplorio dos raesmos no fundo do
armszem da mesma casa, aondo licam tratando
da liquidaco da mesma firma.
Guilherme Augusto Ricardo vai s Alagoas
Eu abaixo assigoado, proprietario da casa
da ra do Livramento n. 33, declaro em lempo
quo nao annuo ao Iraspasse das chaves da loja
da din propriedade.
Luiz Antonio Goncalves Ferreira.
F. Recci, G. Sostegoi, S Gappelli, subditos
italianos, retiram-se psra o Para.
Compras.
Compra m-se e sera vos.
Compram-se, vandem-ae. e trocana-ae escravos
de ambos os sexos e de toda idade : na ra da
Impender. 19. primeiro andar .
Compram-se escravos,
de ambos os sexos, que sejam dios e de boa
figura, com habilidades, e que sirvam para o ser-
vico de campo, de 8 a 40 annos de idade ; no es-
criptorio de Francisco Malhias Pereira da Coala,
na ra DireUa o, 61.
Compra se urna mobila de jaca
randa' com Lampos de pedra e urna
mesa elstica: na ra da Imperatriz
n. 5.
Na cocheira de carros do porto das canoas da
ra Nova precisa-se comprar uro estallo grande,
manee e novo que ande de balso a meio.
Compra-se moedas de ouro de 209 : na ra
da Cadeia, loja de cambio n. 38.
Compram-se moedas de ourobrasileirss de
209 ; no escriptorio de Manoel Ignacio de Oli-
veira & Filhos, largo do Corpo Santo.
Queijos muito novos.
do Sr. Figueiroa veo
no ultimo vapor por
tem queijo suisso e
Yendas.
de
-Largo da Penlia-
Os proprietarios deste estabele-
cimento convidara ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, que se
achara era seu armazem de molhados de novamente sonido de gneros, os melhores que tem
fiado a este aereado, por seren escolhidos por ura dos socios na capital de Lisboa e por serem
a maior parte delles vnoos por coma dos proprietarios
Gigos com eliampanlva
das melhores marcas que ha no mercado a 209000 e em garrafas 25000.
igos de comadre
em caixas proprias para mimo a 19000.
Barris com aicilonas
os mais novos que ha no mercado a 192000.
Serveja branca
das mais acreditadas marcas a 59000 a duzia e em garrafa a 500.
Queijos amengos
recebidos pelo ultimo vapor de Europa a 39000
Queijos parlo
das melhores qualidades que tem vindo a este mercado a 960 res a libra, e em porco se fa-
r algura abalemenlo.
Queijos suisso
recenteraente chegado e de suqerior qualedade a 960 reis a libra.
Chocolate .
dos raalhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porco a 850/.
Marmelada imperial
do afamado Abreu, e de outros mais fabricantes de Lisboa alalas de 1 a 2 libras a800
ti., em porco de se far algum abatimento.
Ma$a de tomate
em latas de 1 libra por 900 rs.,em porco veude-se a 850 rs.
Conservas trncelas e ingVexas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
latas de bolaehinha de soda
eim diferentes qualidades a 19600 a lata
A.meixas trancezas
as miis novas que tem vindo a este mercado em compoteiras.contendo 3 libras por 39000 rs.
e era atas de I e 1|2 libra por 19500 res
Caixinuas com 9 libras de passaa
a 39000 rs. em porco se far algum abatimento, vende-se tambera a retalhoa libras 500 rs.
Nlanteiga inglexa
p3rf ita-n inte or a mais nova que ha no mercado a 19000 rs. a libra, em barril se far al-
gas abatimento.
Cha perola
e injllior que ha neste genero a 29500 rs. a libra dito hyson a 29000 rs.
Manteiga franceza
a 7-20 rs. a libra em barril se far abatimento.
Tvucinho de Lisboa
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
"MLaijas piara sopa
am catinhas de 8 libras Com deferentes qualidadespor 49000 rs.
Tarabem vendera-seos seguintes gneros, todo reten tmeme ebegado e de superiores qua-
liades, presuntos 480 rs. a libra, chonrica muia dovi, marmelada do mais afamado fabricante
da Lisboa,rasca de tomate, perasecca, passas, fmetas em calda, amsndoas, nozas, frseos eom
amendoas cobertas, confeites, pastilhas de varias jualidades, vinagre braneo Bordeaux, proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, macas de todas is qualidades
goraraa muito fina, ervilhss francesas, champagne das mais acreditadas mareas, cervejas de ditas,'
sperrnaceie barato, licores francezesrauilo finos, marrasquino de zara azei le doce parificado, azei-
tonas muito novas, banha de poroo refinada e outros rauitos gneros queeacontrario tendentes a
motilados, por Uso promettem os proprielaries vender por muito menos doque outfo qualquer,
proraettem mais tambera servirera aquellas pessoas que mandaren! por ootras pyraco praticas dom
aa viessera pessoalMente; rogam tambem a todos os senhores de engenho a sanhorestavradores
queiram mandar suas encomaleadas no armazem Progresso, que se loes afianza a boa qualidada a
o acondiciooamento.
Vendem-se
queijos os melhores que podem haver neale ge-
noro a> 29700, frascos' eem 8* libras de manteiga
iogleza fina a 9;>, loucinho da lisboa a 360 a li-
bra : na ra larga do Rosario n. 50, quina que
volta pata a ra estrena do Rosario.
Liquidaco por todo o
pre^o.
O proprietario [deste estabelocimento estando
a setirar-se para o centro da provincia por en-
commodoem sua f imilia tem resolvido acabar
com sua loja, vendendo seu calcado pelos se-
guintes progos : brozeguins jolly para senhora a
4j30O, ditos dito com algum defeilo na borraxaa
3SO0O, sapates de lustro para homem, obra do
paiz, a 2950O, 3$ e 49 rs., calcado de lustro paro
senhora cora franja e flrolla a 19120, 19280 e
19440, calcado de borracha para a prezente es-
taco, para homem e senhora, a 29240, taman-
cos do marroqoim nunca visto pelo primor da
obra a 240, 400 e 508 rs., sapatinhos de la para
crianca o mais bom feilo que tem apperecido a
320 rs calgado virado de lustro para homem,
forrado de marroqum a'ljSOO, finalmente ludo
se vende sem reserva do preco: na ruado Li-
vramento, loja n. 27.
Aliso
aos amantes da boa fu-
maca.
Na ra larga do Rosario, fabrica de cigarros n.
21, os senhoras amantes do bom cigarro encon-
traro effectivamente um sortimento dos verda-
deros cigarros de papel de liaho e seda, e de to-
das as qualidades, os melhores que tem appare-
cido oeste genero.
Barato.
Para quem precisa de estabelecer qualquer ne-
gocio em ponto pequeo, aluga-se a loja da ra
Oireita n. 102 com a competente armaco, pro-
pria para qualquer negocio : quem precisar pode
Drornr.P .. ,|la n J00
SON PRO-
junto ao sobrado novo
dem-se queijos chegados
JI700 cada um, tambem
queijo prato.
Vende-se urna morada de casa
terrea na ra da matriz da Boa-Vista :
a fallar na mesma roa sobrado que voi-
ta para a ra da Gloria n. 33.
Ra do Crespo,
loja n. 25, de Joaqata ferreira da Si, veode-se
por precos baratissimas, para acabar : pegas do
cambraia lisa fina a 39, organdys muito finas e
modernas a 500 rs. o covado, cassas abertas da
hailas cocea a 240 re., chitas largas a 200 e 240,
cortes de cassa de cores a 29. entremeios borda-
dos a I950O a peca, babados bordados a 820 a
vara, sedinhas de quadros finas a 800 rs., casa-
veques de cambraia afile 5& peateadores de
cambraia bardados a 59*. gollinhas bordadas a
640, ditaacora ponas a 89500, manguitos barda*
dos de cambraia e fil a 29, damasco de lia cora
9 palmos de largara a I96OO, bramante de-linho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, turas
ara senhora 9 100 es. o par, capas de fusto en-
siladas a 59. pecas de madapolat fine a 4$, la-
zinhe de quadros para vestidos a 320, camisusde
cambraia bordados a 29, sobrecasacas de panno
fino a 20JJ e 253, psletots de panno e casemira de
16 a 20J, "tos dS alpac de 39500 a 89, ditos de
brim de crese brancos de 39500 a 5$, calcas de
casemira pretas e de cores para todos ps precos.
ditos de brim de coras e brancos de 29 a 59, ca-
misas brancas e de corea para todos os precos,
colletes de casemira de cores finos a 59 ; assim
como outras muitas fazendas por menos do seu
valor para fechar con las.
240.
Cassas da lindos padres e cores fixas que ss
pode garantir aos comprado?, s240 rs. o covado,
na ra do Queimado, loja de 4 portas n,39.
Anda contina a estar para se vender, per-
mutar por casa nesta cidad6. e em ultimo caso,
arrenda-se a quem flzer aa obras e concerlos que
a casa precisar, sendo descontada a quanlia gasta
do aluguel que tiver de pagar, e sitio da travesa
do Remedio, na freguezia dos Afogados n. 21:
quem o pretender, entenda-se eom sen proprie-
tario na ra da S. Francisco, eomo quem ra pa-
ra a roa Bella, sobrado n. 10, ou na alfandega
aonde empregado.
Relogios.
Vendem-se em casa de Braga, Silva & C, re-
logios de ouro de diversos fabricantes iaglezes,
per preco commodo.
Lssuir e caima.
Vende-se assucar mascavado a 100 rs. a li-
bra, agurdente de canna engarrafada a 240 a
garrafa aa travessa do paleo do Parao n. 16,
casa pintada de amarello.
Esteiras da India de 4, 5
e 6 pamos de largo.
No armazem de tazendas da roa do Queimado
n. 19, propriamente para forre de salas e camas
por ser di melhor qualidade, e todas brancas
!
Farinha a 3500.
Veade se no armazem da ra da Madre de Daos
85, saceos com Loa la ra ha de mandioca, de-
seatharcada hontera, pelo barato preco de 38500
cada sacco.
Milbo novo a *ffl0.
Vendem-se aailho novo em saceos grandes, pe-
lo prego cima ; no armazess da ra da Madre
de Dos n. 35,
Machinas da vapor. ~
S Rodas d'agua.
oeadas dcanna.
STatras.
Rodaa dentadas. Z
^ Bromes e aguhes. S
S) Alambiques de ferro. sM
^ Crivos, padres etc., etc."
9 rtafnndicode ferro de D. W. Boirman, S
js> roa do Bram passando o eaafarlz. m
Bolsas de tapete para
viagens.
Vendem-se nsai bonitas bolsas de tapete pro-
prias para viagens, etc., etc., pelos baratissimos
precos de 59, 69 e7| : na loja da aguia branca,
ra do Queimado n. 18;
gTesso
'
Chales.
[Linha americana a 100 rs.!
de 200 jardas
branca a d ledas as cores, astas linhas
sao fabricadas para cozer am Machinas
por serem muito fortes e iguaes sao aa
melhores linhas que tem vindo a este
mercado.
[Retroz e trocal preto e de]
cores
tambem proprio para coser em machi-
nas, vem em carreteis e veode-se em li-
bra a 209 ou 25 um carretel de 12 em li-
bra: na ra da Imperatriz n. 12, princi-
pal deposito da machinas de coser.
N. b. Gomo existe um grande sortt-
jfj ment desles objectos vende-se mesmo
a quem nao tem comprado machina da
9 cozer.
Vinho do Porto genuino,
Rico de 1820.
Slomacal de 1830.
Precioso de 1847.
As duzias, e em caixinbas, a dinheiro, por ba-
rato preco : vende-se na ra a Trapicas n. 40,
escriptorio. _*^^
!iiiHni
veude-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparac misas.
Biscoutos
Emcasade Arkwight 4 C, ruada:
Grnz n. 01.
Ricos chales de merino estampados, ae cores
muito bonitas a "9, ditos muito unos a 8*500,
ditos lisos a 59, ditos bordados a matiza 8950o,
na ra do Queimado n. 22, loja da boa-f.
Tachas e rao en das
Braga-Silva & C., tem sernpre no seu depo-
sito da ra da MoeJa n. 3 A, um grandesort-
ment de tachas emoeodas para engenho, do
muito acreditado fabricante Edwin Maw a trs-
tar no mesmo deposito ou aa ra do Trapi-
che n.4.
Chega para todos.
Cassas francezas amito bonitas e de cores (xas
a dote vileos o covado, mais barato do qne
chita, approveitem em quanto nao se acaham ;
na roa do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
a da Boa l'.
Na ra do Queimado n. 47 ^*a ** Queimado u. 39
Loja de quatro portas
DE
Queijos flamengos chegados no ultimo paque-
te d Europa a 2$500 ; vende-se nicamente no
armazem Progresso, no largo da Penha n. 8.
Vende-se urna porco de prata fina, con-
tendo em varias obra, facas, garfos, colheres de
sopa, ditas de cha, enquinho para tirar assucar,
cocos para sopa, grandes salvas, 1 copo com o
pratinho do dito, todo de prata muito boa, ven- '
de-se em conta ; na ra Imperial n. 207.
Farinha a 3S500
Vende se farinha de mandioca a 3jj5O0
a sacca: na ra da Madre de Dos nu-
mero 35.
* *sa>4^Tfes>ifl9s9 snasasaa
i Segure contra Fogo |
S COMPAHHIA !
I LONDRES
6BWXBS
IC J. Astley A Compaiihia. |
-3
Bonitos cintos para senho
ras e meninas.
"? hija da agirla aranca vendem-se nul boni-
tas utM com fifias para cintos de senhorss e
meninas, e peto baratiaaimo preco de 2# : em
dita Ioia da ajoU branca, ra do Queimado nu-
mero 16.
Livros.
76-RaaDirerta76
Vendem -se livros em branca eom todos os ris-
os* naeassatws para aacrfrrhuacao pot partidas
dobradas e simples, encadernacSo francesa, bam-
burgueza e nacional.
Diaria e raato.
Borrador.
Caiza.
Registro de letras.
Abecedario.
Copiador de caitas.
E um grande sorUmeato da livros avolao, en
diversos tamanhes, cadernelaa para lembarcas
tinta da todas as cores, laais, peonas Osas, tin-
tsires, papel braneo e azul de todas as qualida-
des, dito de corea, dilo de maU-baiiM, lacre,
obreias de todas as qualidades, letras em braneo,'
eonlas IHhogrtphadas, cartas fanebres, anvelopes
de todas as qualidades, e outros muftos objectos,
o que tydo se vende pnr precne commodos. Cha-
peos do Chite muito finos an nitroso gosto, aba
larga.
Perfumaras
novas.
A leja da agnia branca acaba de receber de sua
propria encommeada um lindo e completo sorti-
atente de perfumaras uas, as quaee est ven-
dendo por meaos do que em oulra qualquer par-
te : sendo o bem eonhecido oleo philocome e ba-
nha (Societ Hvgieniqae) a 19 o frasco, finos ex-
tractos em bonitos frasees de cores e donrados a
29, 2*500, 3 e 49. afamada banba transparen-
te, e outras igualmente finas e novissimas cerno
ajaponaiseem boniu frascos, cuja lampa devi-
dro tambem cheia da mesma, huile conerete,
odonnell, principe imperial, reme, em benitos
copinos com lampa d metal, e muitas outras
diversas qualidades, todas estas a 19 o frasco,
bonitos vasos de porcellana dourada proprios pa-
ra offerta a 29 e 29500, bonitos bahuzinhos com
9 frasqaiahos de eheiro a 29, lindas cestinhas
com 3 e 4 frasquinh.8, e caiiinhas redondas c.m
4 ditos a 1S200 e I56OO, finos pea para denles e
agua balsmica para ditos a Tj> e 19500 o frasqui-
nho ; e assim urna infioidade de objectos que sao
patentes em dita loja da aguia branea, na ra do
Queimado a. 14.
Ruada Senzala Nova n .42
Vende-se em casa da 8. P. Jeahstorj 4C,
sellinse silhes nglezes, esadeeires e casticaep
bronzeados, lenas nglezes, fio de vela, chicote
para carros, enentaris, arreios para csrro da
um e dous eavslos relogios de euro
ingles.
patente
Cheguem. ao liarateiro.
Vendem-se chitas de cores fixas a 160 rs. o
covado, ditas em retalhos a 140, riscalos [ranee-
zes a 200 rs., cambraias de barra a 33, cortes de
cassa chita a 1?, grvalas de seda a 500 rs., ditas
pretas a 700 rs lencos de seda grandes a lg500.
muss.linas de cores a 240 o covado, cortes de
chitas de barr a 23500, cassas de cores a 200 rs.
o covado, chitas largas boas a 220 o covado, cor-
tes dariscado franco a 19S00, chales de merino
lisos a 59, ditos bordados a 79, gangas de cores
para caiga a 520 o covado, cambraias lisas de 10
jardas a 39500, ditas mais finas a 4S600, cortes de
meia casemira a 3100, ditos de brim adamasca-
do braneo a 2|5O0, lencos de la e seda a 19,
grosdeoaple muito boa a3f o covado, chapeos
de massa finos a 4, pacmp ao bom a 39500 o
covado, e outras mais fazendas que vendem-se
por lodo e qualquer preco ; e do-se amostras
com penhores.
Sal do Assu
de muito boa qualidade ; a tratar com Augusto
Ferreira & C, ruada aladre do Dos n. 4, ou a
bordo do'cter nacional Emma, com o capillo
Joao Anluaes da Silveira.
Cavallo.
Vende-se um cavallo com lodosos andares : a
tratar na ra Velha n. 70, ou na padaria do pateo
da Santa Cruz n. 6.
i
Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Eiichadas de ferro.
Ferro sueco.
Fspingardas.
para
S
Cheguem ao barato
O Proguica est queiraando, em sua loja na
rus do Queimado n. 2.
Fagas da bretanha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete e palilots a f60 rs. o covado. cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza traaspssenta muito fina a 3$,
49, 5S, a 69 a peca, dita tapada, com 10 varas
a 5> e 6J>a paca, chitas larfss de modernos e
escolhidos padrees a 840, 260e 280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de marin estaando a
79 e 89, ditos bardados coa duas palmas, fa-
zends muito delicada a 99 cada um, ditos com
urna s pilma, muito 6nosasf5QO, ditos lisos
com franjas de seda a59, tascos de cassas com
barra a 00, 120 a 160 cada um, meias muito
finas pan senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidadaa 39 e 3VOO a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenos, paracoberla a 230 rs.
o covado* chitas escuras inglezas a 59900 a
pega, es 160 rs. o covado, brim braneo de paro
linho a lV, 19200 a 19000 a vara, dilo preto
muito erreorpado a 19500 a vara, brilhanlin
acul a 400 rs. o covado, alpacas de diferentes
cores a 160 rs. o covado, casemiras pretas
finas a 29500, 39 a 39500 o covado, cambraia
preta e de sal picos a 500 rs. a vara, e outras
muitas fazendas que se far patente ao compra-
dor, e de todas so darao amostras com penhor-
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, fazenda
muito superior eom pequeo toque de mofo a
609000, ditos sem defeilo a 1009000, tem um
resto de chales de toquim que estc-se acabando
a 309000, ditos de mirin bordadas com pona
redonda a 89000, ditos sem ser de pona redonda
a 89000, ditos eslanpados cora lisiras de seda
em roda da barra a 99000, ditos de ricas estam-
pas a 79000, ditos de ganga francesa com fran-
ja branca a SfOOO, ditos sem franja e muito
encorpado a 29000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfeitados a
259000, ditos muito superiores a 309000, ea-
feilesde vidrilho preto a 39000, ditos de retroz
a 39500, organdis da mais fina que ha no mer-
cado a 19000 o covado, cambraias de cores
de padres muito delicados a 800 rs. a vara, ditas
de outras qualidades a 600 rs. avara, ricas chitas
farncezasde muito boas qualidades a 280, 300,
320, e 406 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, pe tos psra camisa a 240 rs. cada urna,
corles de casemira de coras a 69000, ditas em
pesca de qnadrinhosa 49000 o covado, gollinhas
de muito bom goslo a 19000, ditos de outros
bordados ricos a 3#000, manguitos de cambraia
bordados a 3*000, trasbordados a entrimeios
que se Tendera por preco commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de criancas, e capinhas
para senhoras a 19400 rs. o aovado, corlee de
cambraias de salpicos s 59000, aortas de cam-
braia enfeitadas com tifas bordadas a 69000,
|e entras muitas mais fazendas que ser difcil
aqoipode-las mencionar todas.
Ac de Trieste.
Pregos de cobre de com-
posico.
Barril ha e cabos.
Brim de vela.
Couro de lustre.
Palhinha para marcioei-
ro : no armazem de C.
J. Astley A G.
3
11 3*1
RELOGIOS.
Gurgel & Perdigo.
\ltua da Cadeia loja n. 23.J
Receberam modernos vestidos de phan-
taeia e de cambraia brancos bordados.
Receberam novos vestidos de seda, di-
tos de blonde com todos os pertences.
Receberam completo sortimento de
mntit sahirfas de baile, taimas de
croie de seda, ditas pretas Bordadas.
Vendem modernos chapeos fie
enfeites modernos para senboras.
Vendem as commodas saias balo de
musselina e culim para senhoras e me-
ninas.
paJha,
Vendem seda de quadriBhos, grosdena-
pl.s escures, dilusde Quadrinbes.morean-
tique e lanzinhas em covado, cassas de
salpico.cambraia de cores,organdis e mais
farendas proprias para vestidos.
Por metade do seu
valor.
Ra do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phaniasia.muiloalindea.de
duassaias, pelo aaralissimo preco da 109 cada
am corte.
Cambraias
baratas.
19 Ra do Queimado 19
Cortes de cambraia branoa mallo fina com sal-
picos miudlnhos a 49600.
Cambraieta para vestido, muito Una, pelo ba-
ratsimo preco da 896OO, 29800,39 e 39500 cada
peca
Baldes de mussulina, ditos arrendados, ditos
Vende-se emcasade SaundersBio hers
G. praca do Corpo Santo, relogios do afama
do abricante Koskell, por precos commodos
a tambemrancellins e cadeiasraraos meamos
deezceellnta costo.
Para acabar.
Pegas de cambraia de flores a 39500 a peca,
chita franceza clara e escora a 260 rs. o covado,
grvalas Je linho a Pineau e de selim a 500 rs.,
grosdeoaple preto a 19900, 2*200 e 29400 o co-
vado. cortes de cambraia de cores a 39200, abzo-
dao com 20 jardas a 39 e 39300, e 49900 com 22
jarda?,chapeos de sol de panno a 19800, ditos de
feltro para cabeca a 4 e 29600, meias para se-
nhora a 3j[500, e 398OO superior, algodo de duas
larguras a 600 rs. a vara, chales de la oscuros
a I98OO, brins miudos a ISO o covado, ditos de
linho puro braneo fino a 1IOO a vara, camisa
francesa de cores e bramas a 1*700, madapolio
a 8986O, 49MO e 55 a peca, e outras muitas fa-
zenda* que vista do comprador far f : na loja
da ra do Passeio Pablico n. 11.
As melhores machinas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Smger
& C, Whecler <& Wilsoa e
Slot feC.
C Estas ma-
chn as a u e
sao as melho-,
res e mais
d n ra d ouras
mostram-se a
qualquer hora,
e ensina-so a
trabalhar as
casaa.dos com-
pradores ga-
rantindo-se a
sua boa quali-
dade e dura-
Sao : no depo-
sito de ma-
chinas de,
RaymuBdo CarlosLeile di Ixtno, rua da Iropo-
ratrU n. 12, adligamenle aterro da Boa-Vista.
Vende-se
EM CASA DE
Adanison Hwie & G.
Vinho do Porto de soperior qualidade.
Tinta de todas as cores.
Lona e flele.
Fio de vela.
Sellins, silhoes, arreios e chicotes.
Rolbas.
Rua do Trapiche n. 42.
A loja da ba-f
na tua to Qmeimado u. 9&
esta multo sortida.
e \ei\e multo barato i
?-riSbraDCO de poro linho *"o?" 19400 rs. a vara ; dilo pardo muito superior a
IJPMJO a vara ; gangas franr.f7.aa muito finas de
padres escuros a 50*. rs. ; riacadihos de linho
proprios para abras de meninos a 200 re, o co-
rado : cortes de calca de meia casimira a 1S6O0
ditos de brim de linho de crea a 2f> ra.; breta-
nha de bobo muito fina a 20j>, 22 e a 24 rs a
peca com 30 jardas; atoalhado d'algodao mullo
superior a 1*400 rs. a vara; bramante de linho
com 2 varas de largura a 2*400 a vara ; lencos
de cambraia brancos para algiaeira a SjiOO a
duzia ; ditos maiores a 3$; dilo de cambraia
de linho a (J9. 79 e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dosmuito finos n 89 rs. cada um ; rtoaide cara-
u tJlkoii com fcico ,M8 daftaho em
l^LtSa* <1,,as coni ,eD,a- weoTlabyrin-
lo a 2800d ; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vale : na rua do Queimado n. 22, loja da Boa f.
Vendem-se noventa apolices da
companhia do Beberibo : na rua Nova
n. i l, pnaaeiix) andar.
XaTope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joio Soirw & C, nicos possuidores
deste xaropejA bem eonhecido pelee seus hora
efleiios. continuara a vende-lo pelo preco de 1
cada*idTO: fase urna dlfbnmca nc-P prico*aS
collegas e a tpdas as pessoas que tomaren de lS
vrdroa para cima.
Vendem-se duas negras com as habilidades
de engommar e cminhsx. um mulata moca eom
20 sanos coas abruma, habilidades. uinaWrf-
nha de lannos uite Uada a eaperta, orna ne-
gra dmela Hade, Sungas dehanitas Bguras
proprios pera enxad* per serem robustos
rua larga do Rosario n. 29, seguido andar.
na
/toa do Quemado n. 1.
Para acabar vende-aa casaa miudinha fina a
280 rs. o covado. dita grauda a 240 o covado
2na^mi,d0* mU*s juilas azeiidas por
presos commodos.
Fi velas.
0 m<"f 1Dl10 9 V8r5atfo sorfimerUo de fivela
para cintos de senhora que ae pode encontrar ;
vendem-so por precos multo razoaveis. em Cas*
de i. Falque, rua de Crespo n. 4.


DlatfO $R fW!W). SEXTA *El!U K L* JANEIRO DI ll*l.
w
Calcado,
dualidades escolhidas.
48--Ra Wreita~4i>
Eis a festa t B eecessario renovar o calgado e
correr ao estabelecimenl da ra Direita, que o
vende muito fresco e em perfeilo estado por es-
tes presos :
Boraeguins de hornera (becerro e lastre)
dem)
Ditos de dito
Ditos dedito ideas)
Ditos de dito dem)
Ditos dedito idem]
Borzeguias de senhors
Ditos de dita
Dito* de dita
Ditos de dita
Sapa toes de beaerro (3 1i2 batera)
Ditoa de dito e de lustre
Meios borzeguins de homem
Borzeguins de menina fOdO e
Sapatdes debezerro para menino 49
Sapatos de lustre pera senhora a
JLGMCW
DA
FINDICO LOW-MOW,
Roa da Senzalla Nova n. 42,
Neste estabelecimento contine a haver um
completo sortimento de meendas e meias moen-
das para engenho, machinas d vapor e taitas
te jerro batido e coado, de todos os tamanhos
para dito,
Potasssi
3600
89500
1J200
Pechinchasem
igual.
Cawas francesas de cores a 200 rs. o
covado, ditas muito finas miudinhas de
muito liados padrees a 2i0 rs. o cova-
do, ditas organdvs matisadas a' bom
posto a 2t0 rs. o covado i na toja do so-
brado de 4 andares na ra do Crespo
n. 13 eno armazem da ra do Impera-
dor n. 56 de lose Moretra Lopes-
9&&
Vendem-se 5 carros noves com todos os
arreos : na roa Nova n. 21.
Ceblas.
Veade-se a 640 e 800 rs. o cento ; se travessa
do pateo do Paraizo n. 16, casa picuda de ama-
relio.
Ra do Queimado
n. 39.
Loja de quatro portas
DE
JOAQOfH RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Chegoa ltimamente a este estaBolecrmente um
completo surtimento de chapeos pretos francezes
do melhor fabricante de Pars, os quaes se ven-
dem a 79000, ditos* 89000, ditosa 99000
ditos muito superior a 109000, ditos de castor
pretos e brancosa 169000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de Miro a Garibeldi de
muito superior maesa a 79000, ditos de copa
baixa para diversos precos, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vendem por prego
barato, boaets de veludo para meninos a 59000,
ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos
de panno muito bem arranjades a 39500
chapeos de seda para senhoras a259000 muito,
superiores, ditos de palha escuras proprios para
campo a 12)000, ditos para meniaasa 109000,
chapeos de sol de seda inglezesa 109 e a 129
muito superiores, ditos francezes a 89000,
ditos de panno muito grandes e bons a 49000.
sapatos de voiudo a 29000. ditos de tranca a
19300, sintos de grugurao para senhoras e rae-
ninas a 29000, coeiros de casemira ricamente
bordados a 129000, e outras muita fazendas
que a vista dos fregueses nao deixaro do com-
prar.
Ra do Queimado n, 27,
loja de miudezas de 3
portas> frente amarella
Fruahas grandes de libytiotbo.
Ditas pequeas.
Lencos de lin.ho.
Toalhas todas de Ubyrintho.
Bicos c rendas da ferra.
Eofeites de vidrilhi 29500.
Manguitos coin golliihas a 2500.
Gollinhas pretal de drilho a 19500.
Seda troica para borda, meada a 60 rs.
Franjas brancas o de cbes para cortinado, pe
ga a 33400.
Carteiras grandes para leras.
La para bordar, a libra feOOO.
Espellios grandes para sale por barato prego.
Casavoques de fusto bra'nos a 8$.
Fitas tarradas de todas as ores e larguras.
Jarros de porcelana para s a.
da Russia e cal de
Lisboa.
No bem eonheeido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova a de superior
5001 qualidade, assim como tambem cal virgem em
> podra, tudo por precos raais baratos do que em
oulra qualquer parte.
Gomma doAracaty.
Vende-se excedente gomma da Aracaty; na
ra daCdcia do Recife, primeira andar, n. 28.
Libras sterlinas,
Vendem-se libras sterlinas : no escriptorio de
Maneel Ignacio de Oliveira & Filho, no largo do
Corpo Santo.
Pechincha.
Vende-se urna negra de afio, ou troca-se por
um moleque : na rea do Rsngel n. 11.
Na loja do barateiro, Braga fe
Lima, na ra Direita n. 68,
alm de muilas fazendas e roupas feitas existe
grande quantidado de chiles de chita pretos a 69.
a duza.
Vendem-se por commodo prego 6 burros
mansos, bonitos o do pasto : a tratar em Olinda,
defronte da igreja do Amparo, junto a una pa-
daris.
Na graide
fabrica de taman-
cos, na ra Direita es-
quina da travessa de S. Pe-
dro n 16,
achara o respeilavel pahlico en geral um novo e
riquissimo sorliraento de tamancos de todas as
qualidades, que se vende tanto a retalho como
em- pequeas e grandes porgos, per menos de
que em oulra qualquer parte ; assim como ti-
mantes feitos a moda do Porto com a mesma
pereicao e mais seguranza ; a casa est provida
de 1,000 a 2,000 pares.
Jgoio fflonstro.
Vende-se algodao monstro com duaslarguras,
muito proprie para toalhas e lences por dispen-
sar toda e qualquer costura, pelo baratissimo
preco de 600 rs. a vara ; na ra do Queimado n.
22, na loja da boa f.
BiSTOS
*
i
i Remedios americanos %
DO DOUT0R
iRadway AC, de New-YorkJ
I PROMPTO ALIVIO I
9 Resolutivo renovador.
3 Pilulas reguladoras. 3
Estes remedios ja sao aqu bem conhe- 9
cios pelas admirareis curas que tem ob- 9
* lido em tod a sorte de robres, molestias 9
9 chronicas, molestias de senhoras, de pe- 9
le etc., etc., conforme se v as instruc- 9
9 cues que se achara traducidas em por-
9 tuguez. @
9 --------
Salsa parrilha legitima e
original do antigo @
IDR. JACOBTOUNSENDS
9 0 melhor puriGcador do sangue 9
cora radicahuente ^
33 Erisipela. Fhtisicas. @
*$ Bhcuraatismo. Catarrho. q,
H Chagas. Doencas de figado. (y
2 Alporcas. Effeitosdo azougue. &
2 Impingeos. mum*s ue peile. $$
venae-se no armazem de fazendas de a
= Raymundo Carlos I.eite &lrmo, ra do g^ lmperatrizn 12. @
Grande pechincha
a40 rs.
Fustao branco patente de superior qualidade a'
640 rs. o covado ; vende-se na ra Nova n. 42,
defronle da Conceico dos Militares.
que oui ora liha loja na ra do Quei-
medo n. 46, que gyrava sob a firma d
Gs & Bastos participa aos seus nume-
|. rosos freguezes qoe dissolteu a sociedade
que tinha com o mesmo Ges lendb sido
substituida por um seu mane do mesmo
nome, por isso Qco>i gyraodo a mesma
Arma de Ges & Bastos, assim como apro-
veila a occasiao para annunciar abertura
do seu grande armazem na ra NoVa jun-
to a Conceico dos Militares n. 47, que
p'assa a gyrar sob a firma
DE
Bastos < Reg
' com um grande e numeroso sortimento de
reupas feitas e fazendas de apurado gos-
(e, por precos muito modificados como 6
' de sen costnme, assim como sejam : ri-
cos sobrecasacos de superior panno Guo
preto o de cor a 25$. 28$ e 309, essacas
do mesmo panno a 309 o a 359, palelots
sobrecasacados do mesmo panno a 189,
20t e a 22$, ditos saceos de panno preto a
129 e a 14$, ditos de casimira de cor
muito fina modelo ingles a 9g, 109, 129
e 149, ditos de estamenha fazenda de
apurado posto a 5$ e 63, ditos de alpaca
preta e de edr a 49. sobrecasacos de me-
rino de cordao a 89, ditos muito superior
a 129, ditos saceos a 59, ditos de esguiao
parde fino a 4ft, 49560 e 58. ditos de fus-
to de cor a 39, 3500 e 49, ditos bran-
cos a 49MM) e 595OO, ditos de brira pardo
fine sacco a 2&B0O, calcas de brim de cor
Cuas 39. 395OO, 49e 43500, ditas de di-
to branco finas a 5g e 69500, ditas de
princeza proprias para luto a 4g, ditas de
merino de cordo pelo fine a 59 e 69,
ditas de casemira de cor e preta a 89, 99
e IO9, colletes de casemira de cor e pre-
ta a 4}50O e 59, ditos do seda branca pan
casamento a 59, ditos de brim branco a
39 e 49, ditos de cor a 39, colletes de me-
rino para luto a 4$ e 49500, ricos rob-
chambres de chita para homem a 109.pa-
letols de panno fino para menino a i2$ e
149,casacas do mesmo panno a 15j{,calcas
de brim e de casemira para meninos, pa-
lelots de alpaca ede brim para usmesraos,
sapatos de tranga para homem e senho-
ra a 19 e 19500, ceroulas de bramante a
189 e 209 a duzia, camisas francezas fi-
nas de cor e brancas de novas modelos-a
178V189, 209. 24g. 289 e 309 a duzia,
ditas de peilos ae liaho a 309 a duzia, di-
tas para menino a 1)800 cada urna, ricas
grvalas brancas para casamento a 1*806
i e 29 cada urna, rios uniformes de case--
5 mire de cor de minie aperado gosto tacto
no modello como na qualidade pelo di-
minuto preco de 95$, e s com avista se
pode reconhecer qu6 barato, ricas capas |E
de casemira para senhora a 18J e 209, 5
e muilas outras fazendas de excelente |E
2 gosto que se detxam de mencionar quo 9
31 por ser grande quantidade se torna en- 3g
X fadonho, assim como se recebe tada e S.
W qualquer encommenda de roupas feitas, |"
a para o que ha um grande numero de fa- ^
fm zendas escolhidas e urna grande offleina K
I de altaialeque pela sua promptido e per- |g fei;o nada deixa o desejar. *
wlsii-sfessKi ^ii*ariioi*B,*i*y*i"g*i'rt
Vendo-se um balcao volteado, de amarello,
proprto pora loja de fazendas ou miudezas, e
mesroo para ourives por j ter sido desse mesmo
negocio ; a tratar na loja da ra Direrta o. 43, ou
na ra Nova o. 5.
Vdenl-se $sci&vq&
6 ahnoTpetSoi com Webtl, 2 ne-
sdAnBM,auGoiion. ? dwr V.1!*
caaa, e alo abas AiaboSdernlS, fngro ? w "
nos, 1 moleque de 15, el negra de 22, ambo
para o srvico de campb, 1 moleque perito co-
peiro de T8 arinos, e ouiros escravos que se
achsm. venda no escriptorio de Francisco Ma-
tines Preira dt Cesta, na ra Direita n. 66.
Barato que admira.
Superiores cortes de chita trancis' lares de
muito liedos padroes, de cores escuras e ciaras,
miudtnhas, cm 11 ceVados cada corte, pelo ba-
ratisSlmo pre?o d'29500; na lojs do sbbrsdo de
4 anJaies na ruado Crespo d, 13, de Jos Mo-
reir Lepes.
Espirito de vinho.
Vende-se de 29560 a 298OO a caada : na tra-
vessa do palee do Paraso m. 16, casa pintada de
amarello.
V'cnde-se na cidade do Aracaty urna casa
terrea com snto, bom quintil e cacimba, na prin:
cipal ra de commercio, propria para quem qui-
zar ali estabelecer-se, por ter nao s6 commodos
precisos para residencia, como tambem loja, arma-
zem, etc.: a tratar na mesma cidade com os Srs.
Gorgel Irmos, que esio autorisads jiara esso
fim, ou nesta pr;a na ra do Cabug, Teja n. 11.
ARMAZEM DE RWAFEiTA
4 ilill ISIlliMl m
Defronte do bec'o 5 CoPfregaoo letreiro verde.
Al 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da velha
e nova safra a preco de 9$ : no antigo
deposito do largo da Asembla n. 9.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa:em casa deS. P. Jo-
hnston & G. ra duSenzala n.42.
Relog ios.
Vende em casa deJohnston Pater <& C,
rus do Vtgario n. 3, umbello sortimenio de
relogios de onre, patate inglez, dsant dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna variedffde de bonitos trancelins para o^
mesmas.
Casaeasde panno preto a 30, 359 a 409000
Sobrecasacss de dito dito a
Paletots de panno pretos e ds cores a
209, 259,309 e 351000
Ditos de casemira decores a 159 929000
Ditos de casemira? de cores a 7f e
Ditos de alpaca preta gola de velludo a
Dilosde merino setim preto e de cor
a 89 ,
Ditos de alpaca de eores a 39500
Ditos de alpaca preta a 39500, 59,
7171
f-Ditos de brim de cores a 39500,
49500 e
Ditos de bramante de linbo brancos a
49500 e
Calcas de casemira preta e de cores a
99, I09e
Ditas de princeza e alpaca de cordo
pretos a
Ditas de brim branco de cores a
29500 49500 e 59000
Ditss de ganga de cores a 39000
nita; de casemira a 59500|
Colletesde velludo de cores muitofino-a 1 COtiG
359000 Dilos de casemira bordados e lisos
pretos e de eores a 59, 59500 e t *CCO
Ditos de setim preto a 5*000
Ditos de casemira a 39500
129000 Olios de seda branca a 59 e 69000
Ditos de gurgurlo de seda a 59 e CCCOO
Ditos de fusto brancese decores a
39o 39500
Ditos de brim branco e decores a 29 e 27500
Selouras de linho a 99500
Ditas de algodSo a 19600 e 29000
Camisas de peitode fusto branco e
de cores a 29300 e 29500
Ditas de peito e punhosde linho mui-
to finas inglezas a duzia 359000
Ditas de madapolo brancas e de cores
a 19800, 29 e 29500
Ditas de meia a 19 e 196G0
Relogios de ouro patente eorisonlaes 9
Ditos ds prata galvanisados a 259 e 3090&0
Obras de ouro, aderecos, pulseiras e
rosetas t
129000
99000
59000
99000
59000
69000
129000
59000
S 5
Ol'PA FEITA A1MU MAIS BARATAS.?
SORTIMENTO COMPLETO
DK
Fazendas e eras ftasj
Chapeos pretos. loja
HA
Vende-se frco de todas as cSres e grossuras,
com rame e sem elle a 400, 50, 640 e 19 rs. a
peca; na ra do Queimado, loj da aguia bran-
ca n. 16.
Grammatica in-
gleza de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezies,
obra inteiramente nova, parauso de
todos os estabeleetmentos de instruc-
cao, pblicos e prticutares. Vnde-
se napraca de Pedro II (antigo largo
do Gollegio) n. 37, segundo andar.
Vende-se urna preta moca, cozinha, en-
gomase e vende quitanda, e um preto moco, pe-
rito official de pedreiro e aMaiate: na rea do Vi-
gario n. 20, loja.
Vende-se por 2509 urna mobilii de Jaca-
randa em muite bom estado, e emposta de 12
cadeiras, 1 sof, 2 contlos, e 1 mesa redonda ;
na ra da Palma n. 19.
Vende-se a bem condecida casa de lanche
da ra estreita do Rosario n. 12, primeico andar:
quem a pretender, dirja-se a ra da Cruz n. 47,
refinacao.
Recebeu-se urna factura de chapeos pretos,
pello de seda, pro pi ios para a quaresma, recom-
mendaveis nao &6 pela sua cxcellenle qualidade,
como pelo modernismo do gosto na ra Nova
n. 42, defronte da Conceielio dos Militares.
A 10$ape de fioissima cambraia adamascada para cortina-
dos, com 20 varas cada peca : vende-se na ra
Nova n. 42, defronle da Conceico dos Militares.
E baratissimo.
Cortes de vestido de cambraia branca muito fi-
na com 3 e 4 babados, ricamente bord idos, pelo
diminuto prego de 8j cada um : na ra- No-va nu-
mero 42, defronle da Conceico dos Militares.
E ARMAZEM
DE
Ges k Bastoi
NA
Na ra Direita n. 76, vende-se um cavallo
gordo, grande, andador baixo da melhor forma
por preco commodo.
Relogios
Suissos.
.m eassde Schaleitlln & C.rua da Cruz n.
38, veade-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira horisontaes, patentes,
chrc-iomelros, meioschrooometros de ouro, pra-
ta dotrada e loteados a ouro, sendo estes relo-
gnsdos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vaiderao por precos razoaveis.
Mhoa3,500rs.
Na ra Real do Uanguinho n. 63, vende-a
Vende-S'? a casa de sobrado ira ra muito bom milho em saceos de 22 cuias, pelo
oiminuto prego de 33580. por cuia a 169 rs., e
mus gneros que vista nao deixaro de com-
prar.
Imperial n. 79, com frente para o largo
do viveiro e no fundo passa a estrada
de ferro: a tratar na ra Direita loja de
miudezas n 103 ou no Recife na ra do
Capim escriptorio do Sr. Manoel da Sil-
va Santos a tratar com Joio Ferreira
dos Santos J unior.
,, Vende-se um bom cavallo de ear-
ro e crrega, muito -novo e sem deleito :
na ra do Livramento n. .25, primeiro
andar.
Milho novo.
Vende-se milho novo em saceos mul-
to-grande a 5jjr: na rtia da Sen*a>*
Velha n. 106.
Cera de carnauba
Vende- cera de carnauba de superior quali-
dade, m pculo e a retalho, por prego mais la-
rato do que em oulra qualquer paite : na ra to
Queimado. loja a% cera n.j77.
Vetdem-se saceos com farelo de Lisboa i
48500, saceos coa feijo muatinho proprios pa-
ra animaos a 39osacco; no pateo de S, Pedro
numero 6.
Vende-se uia muala de idade 18 annos,
com urna cria d4 mezes. eugomma, ensaboa
perfeilimenle, cozi.ha e faz todo o mais servido
de uaiacaaa, muito^ariohosa para enancas : na
ra do Queimado n.39, loia de fazendas.
Vende-se um ar de dragonas ainda nao
servidas, propria paa alfeiia ou lsente da
guarda aacional.
Rna do QaeVmado
n. 4^ frente amavella.
Constantemente temos um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacaa pretas
de panno e decores muito fino a 289,
302 e 35, palelots dos mesmos pannos
a 20$, 22g e 2441, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 149, 169 e 183, casa-
cas pretas muito bem feilas e de superior a
panno a 289, 308 o 359, sobrocasacas de
caeeraira de corea muito finos a 159, 16j
e 18g, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 129 e 148, caigas pretas de
casemira fina para homem a 8?. 99, 10/
e 12, ditas de casemira decoies a 7jJ, 89,
99 e 109, ditas de brim brancos muito
fina a 58 e 69, ditas de ditos de cores a
39, 3950, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 48 e 48500, col-
letes pretos de casemira a 59 e 69, ditos !
de ditos de cores a 48500 e 59, ditos
braceos de seda para casamento a 59,
ditos de 69, colletes de brim branco e de
fuslo a 39, 39500 e 49, ditos de Cores a
295OO e 39, paletots pretos de merino de
cordo sacco e sobrecasaco a 78,89 e 9S.
colletes pretos para lulo a 49500 e 59,
cas pretas de morioa 49500 e 59 pa-
[ ltois de alpaca preta a 3,->000 e 48, ditos
sobrecasaco a 6#, 79a 88, muito fine col-
letes de gorgurao de seda de cores muito.
boa fazenda a 3380O e 48. colletes de vel-
ludo de crese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casacs. de panno pre-
tos e de cores a 149,159 e 16$, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 69500 e
79, ditos de alpaca, pretos saceos a 39 e
39500, ditos sobrecasacos a 58 e 59500,.]
caigas de casemira pretas e de cores a 69;
68500 e 79, camisas para menino a 209
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a 329 a duzia pan acabar.
Assim como temos, urna offleina de al
fsiale oude mandamos executar todas as
obras com brevidade.
HJMI1&
1 escreva de idade 38 annos, engommadeirn,
e coziuhefra por 7509, 4 ditas par lodo o seryj-
go, 1 muleca de rdeOe 9 annos -por 7009,1 bonito
moleque de idade 20 annos, 1 fabrica completa de
fazcrvi'las: na ra de Aguas-Verdes n. 46.
Vende-se m seravo crioulo, de 30 annos,
de benita figura,ao tem vicies e nem achaques,
o que se a flanea.; na taberna da ra das Cruzes^
numero -22
Vendem-se duas canees grandes iiue sct-
vem para capim u lijlos em muilo bom estado:
na ra do Hospicio, casa n. 25.
Cheguem- laja da Boa fe.
Chitas francezas moito finas de cres fixas a
280 rs. o covado ; cambraias francezas muito fi-
nas a 610 rs a vara; idem lisa muito fina a
4500 e a 68000 a pega com 81|2 varas; dita
-moito superior a 88000 a pega com 10 varase
dita fina com salpicos a 49800 a pega com 8 t|2
varas;; fil de linho lise multo fino a 809 rs. a
vara ; tarlatena branca e de cores a ^00 rs. a va-
ra ; e outras muitas 'fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ra do
Queimado n. 22, ni loja da Boa fe.
Lencos para *ap.
Vendem-se lengos muito Daos proprios para os
tabaquistas por serem de coree escuras e fixas a
59000 a duzia : na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Na loja da Boa i vende-se
panno preto fino a 49, 9, 69, 89 e 10$ rs. o co-
vado, casimira prela (loa a 28, 39 49 rs. o co-
vado ; uros de noples prcio a 2>, 2g500 e 39 O
covado.; alpaka preta fina a 640, 800, e muito
fina a 19 rs. e covado ; casimiras muito finas de
cores escuras com 6 palmos de largura a 4o rs. o
covado ; ditas de cores claras a 68 rs. o corte de
caiga ; meias de algodao cr muito superiores a
498OO rs. a duzia ; ditas Je algodao sru tambem
muito superiores para meninos a 48 a duzia; e
assim muitos oulros artigos de lei que se ven-
den) baralisaitnos, cendo a dioheiro : na referida
loja da Boa f, na ra do Queimado n. 22,
Camisas e toalhas.
i Vendem-se camisas brancas muito finas pelo ba-
ratissimo preso de 289 ta. a duzia ; toalhas de li-
nhe para rosto a 99 a duzia ; ditas felpudas mui-
.{lo superiores a 129 duzia: na ra do Queima-
do n 22, loja da Boa f.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
bem feitos a 239 rs.; ditos de brim branco de
linho a 59 rs. ; ditos de se ti neta oscuros a 38500,
muito barato, aproveitem: na ra do Queima-
do n. Si, loja da Boa f.
Cassas de cores.
Anda se vendem cassas de cores Gxas, padroes
muito benitos, pelo'baratissimo prego de 240 rs.
o covado, e mais barato que chita: na ra do
Queimado 11. 22, na bem conhocida loja da
Boa f.
Padaria.
Vende-se um esfabelecimenlo da padaria bem
montado, cem um deposito no centro desia cida-
de, em muito bom legar : tambem aa vende s
a padaria muito em conla ; a fallar na travessa
do arsenal de guerra n. 1 a 3.
Venda-se tima porgo de barricas vasias,
qu foram de barraba propria para fazer barris
para ael ou espirito, a 640 ra. cada urna : na raa
do Rrum, fabrica Industria Pruambucana n. 44
Vende-se urna escrava moga, reforjada e
com habilidades latina, do llrum n. 33,
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, napraga do Corpo Santo n.ll,
algius pianos de ultimo gosto recentimente
chegados dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes i. Broadvrood & Sons de Londres o
muito d roe ri osear a esto clima
Campos Lima
receberam urna factura de chapeos de sold se-
da para homem, tendo entre estes alguna peque-
nos que servem para as senhoras qoe vao para o
campo tomar banhos se cobrrem do sol, e como
a porgo seja grande se resolverlo vender pelo
prego de 69 e 68500, e alguna com pequeo de-
eito a 69 .- na ra do Crespo n. 16.
Na ra Novan. 42
defronle da Conceico
dos Militares,
Ja um esplendido sortimento de organdys, cam-
braias brancas, de cores, e de salpicos, sediohas
de quadros. cbilaa muilo Qnas. largaa e estrei-
tas, claras < escuras, de modernos e delicados
goslos e padrees esoolhidos, chales de merino de
pona redonda, estampados, bordados e lisos,
manguitos e gollinhas, cortes de vestido* de cam-
braia bordados com 3 e4 babados, e outras mui-
tas fazendas, cujos precos sao os mais diminutos
possireis.
Vende-se milho da ierra a 69 a sacca cem
32 cuias : na ruada matriz da Boa-Vista o. 27,
taberna.
Vende-so urna escrava preta crioula muito
boa figura, excellente engommadeira, costuroira
e cozinheira ; na ra do Hundo Novo n. 68, se-
gundo andar.
E* baratissimo!
Ra do Grespp n. 8, loja de 4 portal.
Cassas de cores fizas miudinhas a 240 rs. o co-
rado, cambraia, organdys lindos desenos a 400
rs, o covado, e chitas largas Qnas de 240, 260 e
280 o covado, e outras muitas fazendas por bar
ratissimo prego,: dao-se amostras com penhor.
Vende-se urna mulata com 30 annos de
idade, perfeila engommadeira e cozinheira, de
conducta exemplar; na ra larga do Bosario n.
20, segundo andar.
Caixes para rap.
Ricas caixas de tartaruga encosloadas de ouro
fino, de diversos gostos e pregos; na ra do Cres-
po n. 4, casa de J. Falque.
Machinas de costura
DE
Slvat & Compaiihia.
Estas machinas so as mais perfeila*
no ramo de mecanismo, unindo a urna
simplicidade a maior ligeireza e perli-
jao para toda e qualquer qualidade de
costura, do ponto mais fino ao mais
grosso. O vendedor se obriga a ensinar
o methodo aos compradores ft o sa-
herem bem, assim como a ter as machi-
chinas em ordena durante um anno.
Estas machinas cosem com 2 fios nao
quebram o fio como muitas outras o fa-
zemesaoas melhores e mais baratas
ate hoje conhecidas no mundo, ellas se
achm expostas na galeria do SR. OS-
RORN, RETRATISTA AMERICANO NA
RA DO IMPERADOR N. 58, onde
urna senhora competentemente habili-
tada as ara' ver e trabalhar. Igual-
mente se achara expostas no armazem
de MACHINAS AMERICANAS, RA DA
CRUZ N. 4 E 9.
Rival sem segundo:
Na toja de miudezas da ra d< Queimado n.
55, defronle do sobrado novo ha para vender
peles diminutos pregos es seguintes artigos:
Duiia de eabonetes muilo finos a 600 rs.
Cartees de clcheles com duas ordens a 20 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Duzia de meias cruas para homem a 39-
Dita de ditas para senhora a 39500.
Pares de meias para senhora a 300 rs.
Latas com banha muito fina a 500 rs.
Iscas para acender charutos, caixa a 60 rs.
Phosphoros em caixa de folha a 120 rs.
Cartae de alfinetes muito finos a 100 rs.
Caixss de agulhas francezas a 120 rs.
Pares de sapatos de tranca de algodao a 1.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Ditos de dito oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garfos, cabo preto, a 3ft.
Pares de sapatos dlas para meninos a 200 rs.
Ditos de luvas de cor fio de Escocia a 3S0.
Massos de grampas muito finas a 40 rs
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouras muilo finas para costura a 500 rs.
Ditas ditas para nnhas a 500 rs
Pegas de franja de la com 10 varas a 800 rs.
Ditas de tranga com 10 varas a 320.
Linha Pedro V, cartocom 200 jardas a 60 rs.
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muilo finas a 200 rs.
Cordao imperial fino e grosso a 40 rs.
Oleo de babosa muito fino (frasco) 400 rs.
Fitinhas eslreitas para enfeitar vestidos a 800
rs. a pega.
Labyrinthos de muito bonitos gostos por todo
o preco.
Cordes para enfiar espartilho muito grandes
a 100 rs.
Dito para dito pequeos a 80 rs;
Pegas de tranga de linho com 10 varas a 200 rs.
Ditas de franja de seda preta com 10 varas a
18400.
Vara de dita a 160 rs.
Pares de meias de cores para meninos a 160.
Caixas para rap muito finas a 1?.
Linha rara marcar [caixa de 16 nvelos) a 320.
Fugio uo dia 31 do mez prximo passado o es-
travo Joao, com os signaes seguinles : paido
claro, alto esecco, representa ter 24 annos, Ira-
jando camisa e caiga de algodao branro, um
pooco calado, carregou comsigo um bah de
amarello com roupa de horneas, e mais alguns
objectos ; de suppr que tenha trajado dita
roupa para melhor se disfargar ; julga-se andar
por esta cidade e seus arrabaldes, assim remo
I desconfia-se que seguio para o serto rom ouiro
que tambem fugio ao Sr. Cesarlo, morador nes
Apipucos ; rogase porlanlo as autoridades poli-
riaes e aos capites de campo de o prenderen) e
levar ao Becife, ra de Apollo n. 24, ou no Mon-
teiro em casa de seu senhor Antonio Jos Teixei-
ra Bastos, que ser generosamente recempen-
sado.
No dia 1." do eorrente anno fugio de um si-
tio do engenho Cajabussuzinho una mulata cla-
ra com mo cabello, estatura ordinaria, sreca o
corpo, peilos pequeos, o maior sigral ter o
dedo minimo e o immediato sem poder estirar
proveniente de um panaricio, chamada Beriho-
leza ; levou urna filhinha tambem mulata por
nome Rita, de 2 annos, que tem na cabrea falla
de cabello por causa de urna poslema ; ha noti-
cias que foi para banda do norte em companhia
de um negro captivo, que tambem anda fugido,
o qual tem os signaes seguintes : cahra negro,
barbado, grosso : quem pegar, leve ao dito en-
genhe ao seu senhor Jos Joaquim dos Santos,
ou na ra do Imperador n. 67, segundo andar,
que ser generosamente recompensado.
Altenco
Vende-se milho da trra em sacros de 32
coias a 69: na taberna da ra ba matriz da Boa-
Vista tt. 27.
Vende-se doce da casca da goiaba, o que
pode haver de melhor neste genero : no pateo
de S. Pedro n. 6.
Fogio no domingo noite, 13 do eorrente,
o escravo Flix, pardo, claro, alto, cheio do cor-
po, reprosenla ter 30 annos de idade, levou um
palito branco, j estevo atusado em Santo Ama-
ro, na padaria do Sr. Manoel Lco de Castro, cos-
luma andar com urna carroga conduzindo estreo
dado a bebidas espirituosas, multo humilde e
calado qoando nao bebe : foi visto no outro dia
no Recife, onde julgo andar por j ter urna vez
se ausentado guando estove na padaria de Santo
Amaro, e l foi pegado ; costuma a ganhar na
ra e muito amigo deondar pelas tabernas be-
bendo: quem o pegar trsga-o seu senhor An-
tonio Leal de Barros, no seu sitio na estrada de
J0S0 Fernandes Viira, junto ao Manguinho, que
era recompensado.
Contina a estar fugido o preto Jos, com os
signaes seguintes : baixo, grosso, beigudo, com
os dedos graudes dos ps torios, pescogo grosso
de ervos salientes, j um pouco velho, finge-se
rgo, levou caiga e camisa azues, e oulra de bad-
la verde ; julga-so quo est Irabalhando em al-
guno sitio, ou anda tirando esmolas, a fin de pas-
sar como forro : quem o pegar, dinja-se a ra
do Hospicio, casa n. 25,que seta, bem gratificado.
Adhudco.
Fugio na manha de 7 do correle o escravo
Gaudenno, mualo escuro, natural do Para mo-
go, sem barba, de estatura regular, um 'lano
cbeio do corpo, e sera deleito algum ; iiabalha de
pedreiro soffrivelmcnle, o tocador de viola le-
vou vestido roupa fina afim de passar per htmem
hvre.
T.mhem seacha fugido desde 27 de noverjibre
do anno passado o cabra Marcolino. que foi es-
cravo do Sr. Antonio Baptista de Mello Peixoio
subdelegado de Garanhons : de estatura alta'
grosso Uo corpo, bem barbado (bem que antes de'
fugir raspasse toda a barba), com falla de (tutea
na frente e usa constantemente de um renturao
de soldado na cintura. Consta que este escravo
se dnigio para Papacaga.
Quem apprehandar os referidos escravos ees
leyar ao sbaixo assignado no engenho Dous Ir-
maoj, na freguezia flo Pogo da Panella seta re-
compensado com generosidade. r
Becife 7 de Janeiro de 1861. '
. Jss Cosario de Mello.
Fugio no da 22 de dezembro p. p. oescrao
mulato de nome Gustavo, natural dcsta cidade
idade 19 annos, altura regular, de corpo um lan-
o reforgado, sem barba, rosto cheio, cabelles ca-
rapinhos, olhos grandes, bocea pequea teS|a
de meios cantos, levou camisa de riscadir.ho de
algodao e caiga justa de brim trangado pardo
que pode ter mudado, usa quasi sempre de man-
gas arregazadas: al odia 7 do coirenle f, i \st0
to aqui, e ltimamente consla.que fot rara Santo
Anlo levada por um tal Benedicto, pt.to escra-
vo de um senhor de engenho naquelle
tem um filho estudante ou hachare!
Escravos fgidos.
Fuguram ao dia sabbado 24 de novembro de
1860 os escravos seguintes : Leonardo, pardo
escuro, alto, bastante corpulento, falto de denles
no queix.0 superior, con cicatriz de um panaricio
em um dedo grande da mo esquerda, tem falla
muilo mansa, e sem p re que falla rindo-se ; le-
vou alguma roupa de seu uso, e tambem roupa
engommada de seu senhor, sendo camisas, len-
ces, metas e um travesseiro. Simio,, pardo,
baixo, cabellos corridos, com todos os denles,
marcado de bexigas pelo corpo, com pouca bar-
ba, quando anda puxa um pouco por um p, na-
riz chato, pescoco bastante enterrado; levou al-
guma roupa de seu uso, sendo urna caiga branca
sapatos de couro de lustre, urna camisa branca'
urna dita de riscado de algodao traogado de qua-
dros amarellos, urna caiga de algodao trancado
de liatws escuras, chapeo do Chile pintado de cor
do ganga ; ambos estes escravos sao Cilios de
sertes do Cear, foram cal gados e iatitulam-se
Vende-se.um bonito mulato propno para forros, Undo sido vistea em eguimento da esira-
pagem, de idade de 16 a 17.annos, sabendo co- jda nova,doCachang na mesma noite da fuga-
ztn.nar spffnvelmente : para ver e tralar, na, ra jeodo goaeosamente graticado quem os levar
dos Guararapes n. 64, seao que se dir ap.comr ra do Deaoo, ca* terrea de doua pottesnu-
prsoor o mouro da venda. ] mero 16.
lugar, o
- que assisto
na ra da Aurora, a quem Benedicto serve. Ro-
ga-se ao mesmo senhor providencias para'que o
faga voltar a casa do senhor de que est ausente
e as autoridades policiaes e capitScs de campo d
qualquer parle onde dito escravo appatecer, de o
agarrar elraze-lo a seu senhor Jos Cavalcauli
de Albuquerque, casa depois do sitio dos Ir oes
na Soledade, que ser bem rect mpeniado, ou ao
Sr. Santos Neves, na ra do Crespo n. 19.
Do engenho Cutigi, freguezia da Estada,
fugio no dia 3 de novembro do correte anuo o
escravo de nome Antonio, com os sif nars se-
guintes : estatura regular, cor mulato, cebello de
negro, pouca barba, denles limados, idade 25 ou
28ennos, pescogo e ps grossos, lem pelo roto
pescogo e peilos algumas maress de pannos
algumaa cicatrizes pelas costas que parerun cr
sido de chicote ; nao levou comsigo roupa algu-
ma, e consta haver fugido para o lado do seriao
d'onde viera : quem o apprehendcr, poder el-
va-lo ao referido engenho, ou no Recife, ra es-
treita do Bosario n. 29, ao Illm. Sr- Florismun-
do Marques Lins, que sei bem recompensado.
Escravo fgido.
Um mulato claro, magro, com pannos preto.
na magaa do rosto, representando ter 25 annos
de idade, natural do Bio do Peixe, chamado
Lulz, desappareceu no dia 30 de outubro da casa
do Dr. Cosme de S Pereira, de quem escravo-
suppoe-se ter levado um cavallo prelo do Sr'
Rostron que sehavia soltado, e que elle fra'
ero busca do mesmo ; suppoe-se mais que soa
mulher de nome Maria tambem o acompanhe
levando nm pequeo bah de flaodres : roga-s
as autoridades policiae e a outras quaetquer
pessoaaque o prendam, e reroetlajn ao seu se-
nhor, que pagar qualquer despez.
- Pugio da cidade do Aracaly, no mez de se-
tembro prximo passado, um escravo do rom-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco,
qoe ha pouco o havia comprado ao Sr. Bento
Lourengo Collares, de nome Joaquim, de idade
de cincoenta e tantos annos, fulo, alio, magro,
denles grandes, e com falla de alguns na frente
nueixo fino, ps grandes, e com os dedos grandes
dos ps bem abertos, mnilo palavriador, incul-
ca-se forro, e tem signaes de ter sido surrade.
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
eorrente, vindo do lado das Cinco Ponas, escu-
do enlerrogado $>or um parceiro seu eonheeido,
disse que tinha sido vendido por seu senhor para
Goianninha : qualquer pesaos que o pegar o po-
der levar em Pauambu aos Srs. Basto & Le-
os, que gratificarlo generosimetae.
ILEGVEL


/)
MARIO DI PERNAMBUCO. SEXTA FEIRA 18 Di JANEIRO DE 1 MI.
Litteratura.
Languedoc.
A5 IRMAS COLLA CAS.
V
{Continuarn.}
Suzaoa, que nao estar do
fatigada por sii.t viajrc
coi un sor"
baile. A'
m.Hticira alguma-
Sem, q;iasi acria. respnndou
Tito radiante ao entrar *> sala do
"* rala, pereorreu un mo?imento
oe a ^ "' un rtiio s-Tidir.. nl de inreis pintara-se
u# ^ semblante de a-zumes molberes. Comludo
e.-v.s ""boros, cora voz um lano ronerangiila,
pello de sua bemfeitora. A grinald* de flores
ooifundiu-se artsticamente com os cabellos 4a
joven senhora, e elle, sem I he importar o duplo
amor que cumegara i germinar em sen corceo,
pz-se scismer com a loura fanqueir. ao res-
tto tcmpo que admirara sus gentil amiga. Con-
vidou Suzana para urna valsa ; ella sorrio ao
reconhece-lo, e d'enlro em pouco. enlceos
um ao outro, pisivam suavemente ao sons ca-
denciados da niuzica.
O desagradavel sallilamento, chamado wajsa,
Risuerw eilH^"-".^".^""1 "" d"
qualidades da Ho3a *aq T.L.^ Li. i
- Ah pensou SuzaM, %bo"i"u *1J.\?rCulV
ram depois da dragada do $'/"*" f*o mais
que fundados. Elle ama Bfjonnv.18 '
A" partir desse instante, a; joren flv?; m
aiicni.Su ai mesmo e por amisate i sua colla-"
ca, julgou que deria affectar ama grande (rieza
para com Risueo. Atlrahido pelos encantos de
Suzana, ia o joven Havanez limitas vezes ao pa-
lacio de Ners. mas alii sofTria a indifTeretiga ao-
e com os olhos banhados
S! D7!lhnUrSf *.h0*y* de esco-I rosto sujo do erruge-
por causa de suas pretences.
Antigua parecej-lhe o lypo excepcional que
esperara para esposo. Nao pensou na difieren-
ca de edade que os separara, senao para dizer que
a sympathia nao tonta os annos.
As mogas idosas tem maniaa que parccem
enchor o vacuo que fazera em sua existencia a
ausencia das mil preoccupages da familia, os
respira! o perfume de sua presenga e flcava si-
lencioso .''ara saborear a felicidade d< .
dava-o o ra--amento magntico de Suzana.
hari. H..rf i--------------------------i r ""-o o ra>.""ucnio magntico n
nau donado talrez para sempre. Haum-lhe __ P.rPP(WI,-, .Ta luz camera
dito oue era fcil nh .i*. n. >nl
d, do;is teropo, anda nao era conhecido em | prente do Suzana, e foi ao lado de Berjonnelte I quaes dovem ignorar sempre. A maoia predi-
oler chegada u.."0 lugar ao o' deilas. Suzn.a nao
perlencia a "enhurna das pandilhas que Jiri-
diam a soried-1e de S. ; s-rmeHiay.-se s bt'r-
hah'tas que volteam graciosamente polas floret'
iin, puusar em nonhuma. Agradecen, pois, com
poUdoz, e continuou ao braco de sua companhei-
ra, o que chamara rindo o rcconhecinieflto das j
sal -s. Mis esta que nao compreheadia o de-
g_ ,(- alii dingava-e eolu a boa walso classica
em tudo ssu 'agar, o esta danga calmi e sen-
timental b.,rmon'%ava"se admiravelmente cora a
naiureza de R'su""o Curvado para sen par,
allava-llioeorn a"'"l0Cao. O que Ihe dira ?. 66
Suzana ouviu-o Mas quando os son3 da or-
cbeslra exting-iirarn-K" com s uliimas palarras
ideAniigua. ella foi aprJR"ta"l mademeiael-
! le Judiih. e sob o imprl9 .'le araa.nova perlur-
t ba?o. reurou corando a mV !'< n "co
i do mancebo.
I Pela gr.rida.Je de seu genio c Pfc'c^rer'"
kiesiincao, Risueo nao lardoa ero fth. i, ,Qi
ex.'rema benevolencia as imperiiner/e? *
lelrft.^a. Comludo, o mancebo, ao falla* .'
tejo de independencia e a curiosidade maligna inc,'nv'V?:S1?I1''" !^T."1 Ju^'^lr ^JVJ..
qL dominaram su joren amij., lngara olha- ma -,a ul,!m'1."" a."1" ""ador que rocark
res de robiga lodos os '.snboretcs.
. Eu bem ?jo, raiiina querida Judith, disse-,
lhe Sui.iia, que l desejas installar-le n'um ,
bum lugar, e gozar d'ahi em paz o golpe de risia |
que otTeteee o baile, assenla-te ah, lloaras ma- ,
rarihusamenta. |
E forjando a polidez de sua3 damas, Suzana ,
insiallou sua companheira no mcio da socieda- |
de mns altiva da cidade ; pondo-se ao depois
a como un. >' cliamma de amor.
Querend levar em toda o seu rijo a recor-
dagao do pr '" e dcixir em todo o seu auge a
impressao de sua belleza; a senhora de Ners
nunca se retira a larde do baile. Assira, quan
do o cotilho reuL'u os mais intrpidos danga-
do.es nu rueio du s'io, pediu ell''Risneoo que
fosse advertir os mot'os do sua cadeirinba.
Em quanto o mancebo, com maos trmulas.
dian.e de mademoisella Judith. a joren senhora K^"013 ""* ^f^H Pe *0Bb
_.j____i___'.:?..i | de Suzana, mademoiselle Jiiduh punha o re-
ficou na piimeira ordem e bem visivel.
VI.
Suzana era demasiadamente bella para ror-se]
rodeada de numerosos adoradores, lilla ria com '
elles, ulhava-os com egual negligencia, e conser- (
vava-os em um mesmo circulo de admiragoe,
resueno. Assaz casquilh. para atlrahir a lodos.!
nao o en sullkienlemeule para dar esueranga
cala uin dellcs em particular. Educada n'um
dos melhores collegios de Pars, a joven senhora j
alii Un ha adquirido aquella graga, aquelle lelo
delicad", aquelle genio zombet^iro e aquellos
mu Jos isenlus de alTerlago que passam por eos-,
tumos desenroltos nos olhos timoratos de cortos
provincianos e quo sao o -bello apanagio da Pa-
risiense. Alm disso, liara guardado no fundo [
do coragao os germensde rinude, os principios
austeros e a razan innata que sao o apanagio
das almas grandes. Seus paos, o Sr. Tidel e
sua mulhor, burguezes ricos e berafazejos, ha-
viam sempre vivido simptesmenle e na obscuri-
dade. Tireram apouas aquella flha na qual
coucenlr.-iram seu amor, sun ambigo e seu or-
gullu. Seduzidos pela nobreza do Sr. de Ners,
derain-lhe a mo de Mizana, anda que o pro-
tendente losso velho e gotoso e que sua filha
tvesse qnaudo muito dossescis annos. Mas olla
ia ser baroneza c o velho par julgou assegurar
aventura da lillia rom essetitulo que, reunindo-
se .'. sua belleza e fortuna, pareceu-lhe que de-
via sor o complemento de sua vida. Ao cabo do
um anuo de casado, morieu o Sr. de Ners de
Ulna gota rccolliids.
O Sr. Tidel e sua mulhor nao poderam resig-
nar-sc deixar a casinha que habilaram ha
trila annos com a mosma criada
Tu s moga, nos somos velhos ; lens vi-
vido nos annacs da fama, nos na simplicidade,
disseram ellos Suzan ; em nossa edade, mi-
nlia liili i, a verda.loira felicidade e a conlinua-
g5o dos hbitos. Deixa-nos ao p do nosso lar.
Viu-se.pois, o'.jriga la ajoven e formosa viura
ficar s em seu palacio ; achando, porm, que
aquello isolamenlo era pouco conveniente, cha-
mou para junio de si, acabado o lempo do lulo,
niadomuiesullc Judith, uoica prenla do Sr. do
Ners. a ti ni de Ihe fazer companhia em casa, e
servir de aia na sociedado. Corn seu nariz pon-
tudoque pareca farojar os namorados e cora
seus modos de ama, a solleirona como que era
urna especie de abafador vivo para os eucantos
da formosa Suzana.
A senhora de Ners amara o prazer. enlregara-
sc olio francamente, sem segunda lengo,
ii; : i; i.- ingenua das creangas que diverlem-se
sem saber porque Colorida pelo calor do baile,
com os olhos brilhanles pelo ardor da danga e o
Coragao inslinclivamente siiisfeito com as home-
iiagens rendidas sua belleza, reinara ella sob
o duplo esplendor de seus encantos do Irium-
pho. Sabia que ora bella, mis ornava-se casia-
mente de sua formosuracomo se fosse um pre-
sente do cu que dere ser aceito sem raidade.
Suas feges delicadas e correctas desenharam-
i n'uma tez muilo alva e um tanto baga que
era encaixilbada por bandos de cabellos lustrosos
cuja cor, nom loura, nem morena, tinha aquellos
rofloxos caslanhos. que lembram allernativa-
niente em seus lons harmoniosos o brilho do se-
tim e o ondeado do velludo. Dir-se hia que
para oiit.ir toda riralidade cnlre as morenas e
louras, a nalureza creou aquella terceira c6r quo
rene n'uma feliz proporca oncoino OOs dous
lypos de belleza. Os olhos de Suzana erara mu-
dave:.i como as vagas do mar. A's vezes lmpi-
dos e serenos, seu azul lembrava as aguas iran-
quil ls sob um bello cu; porm quando amma-
va- as um sentimento vivo, semelhavam-se a
dv. ,9 esmeraldas btiihando ao sol.
^ sueno seguir a senhora de Ners al o lado
bail" nao poda rerar a vista daquella
orarel cre.tur. que. ignorando a alTectagao,
rmanecia calma e simples em sua formosura
estatua anliga. Recostado S urna das
elle do
malo em sua ventura aulorisando-o aVapresen-
lar-se oo p.ilai-io de Ners.
Estamos era casa lodosos das pelas" quatro
horas, accrescentou a solleirona; e em quanlo
olla.sacotida pela cadeirinha, gritar, aos criados
que nao fnssera lao de prossa :
Ali amauhaa murmurou com embria-
guez Risueo seguindo com a vista a cadeirioft.
de Suzana que afastarase vagarosamente.
Vil
Os passarinhos sao as flores das raparigas de
S... Nao Ihes embalsamam a camarazinha rosas
ero tirios ; em compon^agao, o ronxinil, o ca-
nario ou a loutinegra gorgeuu janella n'uma
gaiola exrosta ao sol. Sao os condenteziuhos
das lloras de slid3o. Berjonnettc linha o seu
pinlasilgn, so qual confiava sua a legria ou
seus suspiros. Ella scismava pela manha,
ulhaudo seu passaro querido saltar de pan ero
pao. Estremecou, porm, de repente, pois Risue-
o estira junio olla O mancebo rinlia dar-lh*
pormenores do bailo, e dizer-lhe qual fra a sua
impressao respoilo de Suzana. Foi eloquente
gubando os altractiros da senhora de Ners. Nao
confessoii que amasse Suzana, anda uao o sa-
bia ; porm f ilion enra eulhusiasmo na belleza e
no lino da joven viura. A pobre moga achavs
muilo natural que Risueo se iuflamasse por
causa de sua bemfeitora.
Ambos sao uobres e ricos, amaveis e jovens,
que bollo do de amor I di/.ia ella ; e cm sua
abnegago, a modesta menina s pensava na
ventura daquelles & quera amava. Todava sal-
tu-lhe dos olhos umi lagrima quando Risueo
Ihe disse que ia ver Suzana. Quandu Risueo
relirou-se, curvou-se ella toda pensativa sobre o
trabalho, e nao respoudeu mais s provocagoes
do seu pinlasilgn.
A senhora do Ners e mademoisello Jiililh es-
peravara Antigua junto um bom fogo. A
joven senhora tinha um penteado de urna bella
simplicidade e seus olhos eslavam cheios de
suave languidez que cnbria-lhe as feiges detica-
das qual lino vu. Fra e tesa n'um vestido
novo, mademoiselle Judith lngara olhares fre-
quentes para o relogio. AQnal annunciaram
Risueo.
Ao principio nao alreveu-se & dirigir Su-
zana senao urna respeilosa snudago-; senlia-se
commorido, o sen embarago afforrou-o t velga
quera fez mil caricias. A pobre moga, que em
sun v.dj nunca tinha recebido muilas homena-
gens, au corou, porque a edade de rosas > ha-
ra passatlo para ella ; mas o rosto conlrahio-sc
lio foriemcnlo que somelliou-se aquellas bonecas
que se passaram os mais doces instantes de seus
das.
Era ordinariamente pela tarde que chegava
pequea oflcina com um lirro, e quando Flora
ahi se achara, lia elle algum romance escoltado
com gosto. A juren engommadeira ra franca-
mente se a narr.icao era alegre, c dobulhava-se
em lagrimas s aceas enlerriecedoras. Hais
seria e roflectida, Berjonnelte sorria apenas s
gargalhadas argentinas de sua irmaa, e cahia-lhe
vagarosamente urna lagrima da. p.lpebua dou-
radas quando historia era triste; porm uessa
lagrima adevinhava-se mais emogao do"que nos
solugos expansivos da inconstante Flora.
Nos inierr.tlos que Ihe deixar. taberna,
Berjoux ouvia sem desprazer os c.stetlo.'no ar
que Roubasse edificara no amor de Risueo
sua lha mais relha. Como Berjonnette linha
ft rapre comsigo a irma ou a.av.qnnndo recebia
Afitvua' Je3se'rf ,rendo que as conveniencias
eram .''"dadas, nao Se inquietou mais com as
aj3idu-idVlt3 d" mancebo. Entretanto, achara
RoubMse qu'e,as cousas iam de ragar; pois isso
aecusara a fil.'8-
__Tu s prestas para occullar teus senlimen-
los, dizia-lhe olla^om seu cynismo habitual. To-
dos sabem que s a amante da Sr. Antigua, e tua
estupida reserva pode sier-te' prder este bom
lance. ....
O Sr. Risueo hudcs dingic-me umi pala-
vra de amor, responda BerjannetSe; eHe ama a
senhora de Ners, ec-mquem b de casar por cor-
to ; Vc. bem v, minha ruae, que eu s dero
considera-lo como o noiro do nossa bemfeitora.
Toleiroua, contrnuava RouJjasse desespera-
da, a senUora de Ner traa o Sr. Risueo com m.ior indifterenga, e ercio, J)eus me perdoe,
que era vez de pensares- em tf mesma, la lhes
fias de suggerir a idea de casarem-se. Se_tu
fosses menos melindro ia, antes de um mez serias
Rjsllier de Antigua.
Berjonnette recebia Risueo com reserva, eo"
mancebo, afflictu- coroessaattitude, ia conQar"
seus-pesares senhora de Ners, esperando que
ella haria de ser o- echo disso para com Berjon-
nette.
Suzana guardav tristemente" para si essas
confisses que contristaram-a y-' permaneca
sempre- imptmetrarel* altiva ;. menos que nun-
ca. Risueo tomou a liberd.de de- dirigir-lhe
algum. palavra um lawto terna ; mar afim de
expandir alma mu enternecida, ia gabar
Berjonnette os encantos" da joven riura e qaei-
xar se de seus rigores. De sorte que as duas
cffllagas.jurgando-serecipcocameoterivaessofri.m
em silencio por causa de seu amor ignorado.
Como urna flor curvada pola tempestado, Ber-
jonnette inclin.r.-se sobre sua tristeza. Sos
sorriso era mais raro; desapp*reciam pouce pou-
co as rosas de suas faces, as vezes eobriam-se-lhes
os olhos de lagrimas silenciosas ; sciam.ra horas
esquecidas, fleaodo espalhadas em torno delta a
garga e as filas.- Sua enduro era mais angalca,
sua bondade mais dedicada. O encanto de sua
pessoa ganhra- anda com essa melancola, o
nem por isso ova perturbada a 'harmona de soa-
rida. Soffrendo sem murmurar, acceitava os
pezares de amor como urna pena natural, pois
pensara quo seuveora^Ko devia espiar coro dores-
o orgulho que tirara Suzana pelo- cootmrio soffria- com despeito.
Sabia que era bella, rica, nobre, e seu amor
proprio indigoara-se- por ver preferida urna
grisee. Dcmasiadm enle leal; comtudo, para
procurar tirar peta caisquilhari Risueo sua
collaga, torturavam-Utie a alma os sentiraenlos
mais contradictorios. Censurava si mesma o
ser altiva, fria, caprieb osa para com Antigoa que
sempre Ihe haria- mostrado umaamis.de rospei-
tosa. Fazia esfore_os eo oslantes para permanecer
calma, tranquilla, pao a nao aborrecer Berjon-
nette c receber Bisuen o com affeieo, sem tor-
mento nem emba-ngo. Fazia diariamente pro-
posito de tomar sebre .si um completo imperio
tocia de mademoiselle Judiih, era de remogar
oslo cmprega va m.ior parte do tempo e todos
recursos de sua indiligencia. Havia dez annos os
que um sonbo medonho disperliva- a sobresalta-
da quasi todas as noiles : sondara ella que os
cabellos Imitara fiuado brancos Ora, lenao si-
do sompre os bandos seu orgulho mais legitimo,
nao havia para ella maior tortora do que ve-Ios
perder o lustre de azeviche.
Assim, para desmentir o pesadelo, seu priraoi-
ro cuidado, ao levsn1ar-se, era ir contemplar ao
espelho seus cabellos cor de tinta de escrerer. A
maledicencia acresceota-ra baixinho, qoe cetlo
frasco de urna tintura raysteriosa era a agua da
Jurenlude que fazia da bano os seus cabellos;
porm como a relha que se levantara e rosta
antes de todos, fechara-so chave em sua cma-
ra qa hora matinal em que aceiffra-se, riram-se
obrigados fazer sobro os seus cabellos, assim
como sobre su. edade, simples conjoctur.s. Ella
escolhia sempre cores mortas, trajes modestos, e
s segua modi de quando em quando, dzendo
que s as casquilhas erara as que queran! fzer-
8e notadas.
Achara Ris-jeno em mademoiselle Judith um
refugio, um apoio, e um conforto. Atrarez da
suas fraquezas, soufoera elle chegar urna" bon-
dade infinita para todos, urna grande affeigo
Suzana, e urna probidade preciosa na gesto dos
negocios da casa-. Ella pou-para t. escrupulosa-
mente joren riura tolos-os cuidados da rida,
que esta ultima s respirare prazer e poesa. Hais
reconhecido pelos serrigos prestados Suzana
do que s'-lo-hia se se tralasse de si mesmo, Ri-
sueo manifestara Judith com a sua aloquen-
cj ordinaria, amiz.de que Ihe tinha, e esta,
exagerando anda as alfenges deque era objecto,
pensou seriamente que era amada pelo man-
cebo.
Era mademoiselle Judith quero preparav. a
chavera de cha para Risueo, era ella quem o
convidava para jantar, quem o encarreg.v. de
trazer este ou aquelle lirro; quem Ihe pedia que
o I esse ; era ella quera abr, o piannoe decida
S'izana i deixar ourir sua voz melodiosa ; era
Ghalmeote um lago entre a senhora de Ners e
elle.
Esperando que ella fosse tambera uro da o in-
terprete de seu amor e defendesse sua causa pa-
rante a linda riura, Risueo redobrara de cuida-
dos e atfencoes; de sorte que a pobre moga- che-
gou i vestir-se quatr vezes por di-a, e 5 arrorar
lagos detodas as cores, com quo esmalto sua
pessoa ossuda; Julgava- ser a herona de todos
os romances que Antiguo;lia, e nao ousantopor
modestia faltar pessoa alguroa em seu-amor,
encerrara asseosagesdelle em seu eorago qa-
dragenario-.
penetrar em
pen-
commo-
go que corra por todo o mea ser e que enche
ca minti EZ hifi"es*? n"escer- f Pe! eias de fogo ? Meas olhos qae.sem re-
nda cstaca Fm t ..8 ulUma chani-; I, adevinham seu rosto e contemplara-, na a-
oran n nenuonn ri?TnneUe 3UC*5 'l ,COm" sncia bem con real.d.de, nao sao o Bello
prou o pequeo cesto do escorador de bolas, e dealeum reflexo esnerulnr ?
quera lho deu as primeiras liedes do oflicio.
Cora um meslre tao gentil, os progresso de-
riam ser rpidos, e a moga nao leve difflculdade
do
a:
P'
ce
C(
p
ima nina __
dumuas da orchosira. lembrara-se
.raposo elogio qu^ Berjonnell hara felo res-
na; embriagou-o o perfume que ahi respirou.
l.'ma verdadoir. moul. de heliotroptoa e da ca-
melias desda de cada lado da charain e fazia
urna balaustrada flurida para essa joven cercad
deludas as 3oducges do luxo. Porm o qie o
intiraidnu realmente foi o ar digno e reservado da
senhora de Ners. Chegra com o coraeio lodo pal-
,.,u,.ou Oo omor.coroludo seus labiosuao ousarara
pronunciar urna pilavra tal respeito. Alm
disso, ha ama corlezia que faz hesitar um homem
de bem em dirigir comprimenlos seutimenl3s. a
urna mullier em presenga de outra.
O pensamenlo do Berjonnette fei a tabe* de
salvagao em que refugiou seu embarngo. Sup-
poudo que esse assurapto de conrees, havia de
inieressar lodos, eropregou-o com inleira con-
lianga. Fez da oflieina da rapariga um quadro
pneiico.e a lembranga de tal sorte o inspirou que
i.o leve difLculdado era ser eloquente. Suzana,
arfando, ouvia-o com urna eraogao crescen-
te. Tomando por attengao da parte da joven se-
nhora o que nao era senao o preludio do ciume.
q;ie execulara diversos raonmenlos por roe de. porm no dia segninte a chava seu coragao como
corlos destrmenle puxadns. R4sueno fazia na Tespera. Lulara e. fim corajosamente con-
mover-se em Judith os cordes ma poderosos, |fa- sua paix0> e-ess* .lula pareca d.r um no-
oste mundo, ns da radade. de sorte-que sendo j vo a(.cent0 A glM. (o^Mnosura. Seus olho li-
derrotada a vigilancia dij aia, ella nao reparou nam.se tornado maas < vos, seus labios mais
que sub seus uspicios uina pessoa amavet ga"f aguados, suas faces mais coradas* Viva dupla-
nhara a iotimiade de sua joven amiga.. f mente, para si e para o atmor.
Antigua entrou lodo trmulo em caoade Suza-, ______.;,. o.n, nnnn.
Risueo sent em seu coragao a mesma oppo-
sigo. Vio-se feliz e tranquillo ao p de Ber-
jonnette, commorido e febricitante em casa da
Sra. de Ners. Nao treba mais ilhises, e senta
que amara ao mesmo lempo iialga e afllha do
poro. Ao principio procurara crxabaler um des-
ses amoro ; p^a. rondo logo-aue nesse in-
tuito parliria o coragao, entxegou-se oorrente do
seu deslino.
__A tema declarago de urna deltas ser a
inspr.gao que h. do guiar-me, dizia elle.
Esforgava-se por 1er as feiges. das duas col-
laca os sent mendos que deviaro, oscl.rece-lo ;
cavsm, por-m^'impenetr.veis a.tristeza deBer-
joanetle ,e .lve de Suzaoa.
Ah I tal vez que nenhumi deilas me ame,.
pensou elle com angustia.
*^ VIII
Entretanto haria um. mulbec que cria no anor
de Risueuo para eomsigo propria.: era Judith. A'
torga de o repelir os outros, acabara por persua-
dir-se quose ainda nao est*r. casada, era por-
O Sr. Risueo serio de mais par. conrir
a urna moga,, pensara ella frisando cuidadosa-
mente os annes dos cabellos endurecidos pelo
ferro ; oenhuma syrapathra pode affigoa-lo a
Suzana. Ella alegre e caprichosa, elle s-
no. Lile lera visto logo- quo nao sou leriaa.r e
que hei de ser urna dona- de casa cuidados, e
econmica. Dore desojar urna esposa modesta.
Nao agarroroe ao seu pescoco, ero estou raor-
rendo por casar-roe, gragas 4 Oeus I fttis sea
durida este o esposo que ae reserva o cu..
Suzan. havia sempre eritado fallar no amor
de Risueo Berjonnette ; sim afflgia-a muito.
Entretanto p&ssaod-se alguna dias sea quo o
mancebo apparecesse no palacio de Ners,.Suza-
na entregue um ciume evidente, nao podecorv-
ler-se por mais -lempo, e (azendo illuso paixao-
de Antigua por Berjoonelle- :
Sei que o Sr. Risueo namoradp, disse
ella, e corapreheaio que eUe nao possa vir mur-
tas rezes, seria- isso pouco- conveniente aquella-
quera ama ; porm nada dsriar-o fazer incivil,
e nao o tornei a ver depois dodia em que jauln
coranosco. Manoa-lo-hia a frioia com que o re-
cebi ultima vee ? Por certa, .que nao se atre-
ve .presentarse mais em minha casa. Oque
dia Vmc, se paro reparar a minha impolilica eu
o convidasse par. tomar caf- com leile am.obao
em nossa companhia '.'
Bcomo Judith, cheia da alegra, approvva
o n gesto, Susana abri-a sua secretaria e es-
crereu algum pato.,ron n'Ama folha de papel.
Depois charaou pela janella ura meoioo escora
bolas que de ordinario estacionar. dinle da
porta, e dando-lhe a carta :
leras urna bonita au>da de prla, se dores
boa conla deste recado..
O pequeo,.pouco habituado taes-liberalida-
des, Iranspoz n'um momento o curto espago que
o separara da praga redonda. Pedro accumularn
oe empregos- Eslende-se por saboyardo em S....os criados p-
blicos quo vaoa casaseograixar sapatos, escorar
o f.cto, esftogar o soalho, os ladrilho de cor,
Gomo indica o nomo eollecliro que seibo di, re-
s em quasi todos da Saboya, sao humildes e
honrados, e aponss ajuntam quatro vinteas rol-
tam para suaipobre patria.
Berjonnette, que tinha urna lagrima par. cada
dr e urna affeigosincera para qualquer coragao
rirluoso, haria lomado o pequeo Pedro sob sua
proleccao desde que chegra S...
Era um domingo, o rapaziuho solugara porta
de uom egeaja. Commorida pelo seu ar infeliz,]
a moga inlerrogou-o com belerolenuia. Com o
em fazer aegeilar seu protegido como a&oyardo
em casa de su i raSe. Nos compridos serOes de
inrerno, a jaron grisselle ensinou- Pedro ler.
Era olla quera referia o rapaz as recordares
da Ierra e suas esperangas para o futuro. Ella
sorri. essas effuses ingenuas e fazia-lhe do-
ces exhorlagoes. Sempre tirapo, gragas seus
cuidados, o pequeo Pedro, tomando gosto
ordera o ao trabalho, deiaou os companheiros
jogar a bolla e rolar gritando pelo p, para ir
sentar-se, as horra ragas, tro pequeo tambo-
rete da fanqueira onde estara certo do que o
esperar, algum. bV leitura ou algum cont
moral, lias Pedro cresceu, um pequeo bwgo
cobrto-lhe o beigo, seus olhos perderam o olbar
vago da infancia, tornar.tm-se vivos e penetran'
tes, de sorte que Berjonnette nao se atreven.
mais k afagar com a sua aira mo os cabellos
annelados do adolescente. O coragao de rapazi-
uho traosforroou-se como seu eorpo o a renera-
go que principio tinha sua bemfeitora, con-
rerteu-se em amor, amor tmido e mystertoso.
l'efid dado a rida par. poupar orna lagrima
moga, e estremeca idea de que poderia des-
cobnr-se sua paik&o secreta. Elie, um pobre
abandonado, julgava-so tao alrerido porqueoo-
sara amar aquella peroi. de belleza-1 O pen-
samenlo de que cheg.ri. um dia em que ella ha-
ra de conceder outro su. ternura e sua mo,
affligia-o tao rudemente que tinha resotrido ir
ento sepultar su. dr as aeres de seu parz.
Entretanto, era feliz quando podi. avistar pela
manha a louczinh. de Berjonnelte alrarez da
janella, e quando recoohecendo seus passos-son-
noros por causa dos s.palo grossos. levantara
ella a cabega inclinada sobre o trabalho, para
mandar-lhe um sorriso. A menina ignorara o
.mor do pobre Saboyardo ; sua dedicaco pare-
cia-lhe ser o resultado de urna amisade'recouhe-
cida Em lim, por um daquelles estranhos-e
tristes-caprichos da sorte, Pedro amar. Berjon-
nette, assim como Berjounette amara Risueo-,
sem esper.oca.
Antigua interessra-se lugo pelo Saboyardo
que estacionando na porta d. Sra. de Ners, nao
tardou em aderinhar a paixao mutua do joven
Haranea e de Suzana. Mas Pedro deixar-se-hia
antes fazer em postas do que divulgar o segredo
que havi. sorprendido, per quo, enchendo-o
.rabos de beneficios, linha-lhes a rmi Qrme de-
dicago, .- da gr.iido. Com o tacto- do eorago
todas as mauhas, conversara o rapas com Ri-
sueo respeito d. joren riura : linha-o visto
.brindo ..camelias ao primeiro raio de um pal-
udo dia de inrerno, ou havia rogado as-heliotro-
pos, respirando o perfume delles esa sua ra-
randa ; outra rez tinha ouvido resoar o piaono e
repetir su. roz- .neliflu. o estrrbilho favorito.
Um corlo lago de .misado tinha-se aseim eet*-
belecido enlre o rico Hivaneieo pobre Saboyar-
do : vista de Pedro lembrava Risueo Sota-
na e os agrada veis pormenores de sua rida. De
sorte que sentio um. commooao virissima quan-
do rio chegar o rapaziuho vermelho, esooforido,
com a epstola da Sra. de Ners na mo.
Suzana pensa ento em mira, disse elle com
transporte beijando a caria depois de a ter lid.
Ah I ella estove tao motejadora e lo fra em
minha ultima risita que eu te ria exilado em
apresenlfti-me em su. esa, sem esto agrad**
conrite. Q.er talrez dizer-me- que sent sua
evueld.de I oh 1 nao, conliauou elle coro amar-
gor, ella apenas quer pedir-rae que desifre com
ella um nevo do, que leia-lho algum romance,
ou quer pedir-me que segure a meallia do ma-
demoiselle Judith, dando-lho- coota do ultimo
sermo dos-Carmelitas, em quanto que ella.- rir-
se-ha do mcu ar de padre postico. Mis aind-a
queseja para faaer-me padecer, agradecer-lhe-
hei o havor-so lombrado de mim : a iodifieren.-
ga mata, e atada prefiro seus sarcasmos se
esquecimonlo..
IX
FOLHETIM
XUNDAMERCADORADEPMQS
No dia segiwmte, estere Risueo impaciente
emquauto esperara pelo momento conveniente
para apresenlar-se ero casa de Suzana. Leu cero
rezes o- buhte, commectou-lhe o sentido por
viole modos dulcientes, e anal chegou urna
ora mais w r-oUnin de New. A joven
riura anda nao eslava no salo ; k.o>> a-
moiselle Jatlilh l so achava sob as arma*, com
os olhos-bai.\o3 e direita uomo urna estaca,.o que
. fazia entortar os olhos para olhar era torno de
si. A-.doula menina tanto recetara ler um ar
eslonvado que conservara a immobilidade de
urna estattk*. Antigua saudou-a.ao. depois, seo-
lou-se ao p della, coro o coragao innundado de
alegra por pensar que Suzana iaapparecor de-
tro em pouco. Estara demasiadamente extisia-
do por s*3 proprias ideas pata notar o ar so-
lemne da relha ;. su. Ima inleira segu um
rogar de seda quo parta do camarim de Suzana,
e corra pelo ar como um estremecimeoto de
amor. A joren sabia que Risueo estar ali
Commorida e fazendo proposito de ser par. o fu-
turo sincera e ba, nao ous.va apparecer diante
delie. Recetando irahir-se.procur.v-a comprimir
os assomos de seu eorago, e Acara, & porta hesi-
tando, adiautajido-se, rollando, reraelha de
pojo, deslumbrante de ventura, radiosa e pdica
ao mesmo lempo. Risueo nao a ria, porm
POR
Por motivos que intil declarar, dizia
ferido, suspeitei que dous fldalgos, os quaes rio-
raro loj hoje pela manha, meditavam contra
o meu patrao aljuma empreza des.gradavoU....
Declarae sempre esses motivos, interrom-,
neu o magistrado ; bem sabis que n.d. so de- urna, esesda applicada k parede da casa, e mui-
?ILSXmt".ioiSm los individuos mmorois por debaixo do. lpen-
dre ; nao hesitei mais um momento e puz-me
k gritar com todas, as Torgas : os palifes_ se lau-
tos secretario e criado grave do conde : pedi-
rara-me mu pulidamente que eu mudassede di-
reegao, porque um car.lleiro da su. amizade li-
nha naquelle ponto aprazado urna entrevista.
Estar e ponto de retroceder quando percebi
ELIE BERTHET.
; Continuago.
VI
Rosinha ficou anniquillada : as angustias suc-
cessivas, por que tinha passado durante esse da,
Sgo\.r.m-lhe as torgas. Todava quando des-
iioRuio no moio do ruido a roz altiva e rrogM-
te do mirquM, quando ouno os gritos de seu
Tiae capazos de corlar o coragao, nao pode re-
sistir ao desojo de ceiiicar-se por si mesma da
tealid.de das desgragas que presenta, fcnca-
miuhou-sc toda trmula para a escada, e mgo
no primoiro degi&o totn-lhe a rista um espec-
tculo singular.
Reinara na loja a maior desordom ; as m"
derribadas, as mercadorias espalhadas aqu e
acola, pegas de panno eslendidas sobre o balean
O fraco caro de urna candela dar urna luz si-
uisira .os diversos grupos.
Uil Pomselot, o ex-aprendiz, cora
os rostidos
deVpedacados. sem cabelleira, sem chapee ei pal-
Itdo o semblante, se ach.r. sentado n urna ca-
dfira O gibo entreaberto deixar. rer sobre o
co a camisa manchad, de aangue. como se
Scabaaae de ser ferido. Em frenle delie ria-se
vma Jersonagera vestid, de prelo com ura. ca-
m cuita; Rosinha recooheceu Ioro o roestre De-
funclia ui municipal do foro, celebre ness
lonSopelaf suas proezas conlra os malfettoc.a
q1,e inSa^roSferido i quero cada reapos-
ta que dar pareca costar dore, atrozes.
Ao P da oseada entrada do pequeo repar-
t roe ni o, que servio de escriptorio Polire.u se
entregara ao desespero em*frente dos seus co-
fres arrumbados: os dez mil escudos, que com
tanto custo adquirir pela manhla, ac.b.ram de
Ihe srrem roubados. Na oulra extremidade. do
lado da poita. o marquez de Vtllanegra, com as
toupas em desordem o as maos amarradas, acha-
>-a-se Orme entro dous soldados, e conserrara
esse ar desdenhoso que Ihe era habitual. Os
cavallcros da ronda com as suas couragas e ca-
pacetes de ac reluzenle toroaram a entrada;
na esA-undo di ra os seus pesados carelios
escarvavam o chao impacientes.
ve occullar justiga.
Pois bem, replicou Gil com embiras; eu
eslava corto de que um desses fldalgos, intitula-
do conde de Manle, era um homem corrompido,
perdido de dividas o orgias, um especie de ca-
ralleiro de industria, que vivia do jogp e de ga-
tunices. Hoje, quando o palro entrou na sua
presenga com urna gr.nde somma de diuhei-
ro, elle observou attentamente o lugar onde a
depositaram, examinou as localidades como se
Ihe passnssem pe idea os meios de penear
na loja : islo fez-mo suspetar.. Quanto ao seu
companhoiro....
Aqu os olhos do ferido depara por acaso em
Rosiuha ; suspenden-se imroodiatamente.
Eoto, perguntou o magistrado, observas-
tes se o outro dalgo se ontregava ao mesmo
exime?
__ Nao, disse PomseJot com esforgo ; o outro
sabia eu que era de mui alto nascimenlo para
que o julgasso capaz de associar-se com ladros,
como a sua presenga aqui o faz crer.
o marquoz do Vill.negr. lovantou os hombros
em ar de despreao. i
Continua.?, disse Defunclis.
O que eu presenciara, contnuou o apren-
diz, dospertou-me o desojo de espreitar os pas-
aos das duas personagons. S.bi. onde os pode-
ria encontrar, e estsvs impaciento por cotillear-
me so realmente meditavam alguma Iraigao con-
tra meslre Poliveau, ou conlra alguem desua fa-
milia. A' noite, depois que lermiuei as minhas
obrigseoes, tratei de preparar-me decentemente,
e pedi liceng par. sahtr; recusaram-m'a, e islo
me obrigou nao obstante sahir quasi despedi-
do. Dirigi-me pressadamenle para a taberna
em que esperar, encontrar os dous fldalgos: com
efeito l eslavam ; porom em lugar de jogar e
beberem, como er. costuras, cochich.raro ao
ouvito um do outro em ar de mysterto : sem
que me percebessem spreximei-me delles, e os
obserrei com toda a attengao. D'ahi i pouco
cheg.r.m os lacios do pretendido conde de
Hanle vestidos como simples burguezes da mos-
ma forma que elle, e entrometlcram-se na con-
verssg.o : esta circunstancia deu-aie que pen-
sar. Como que os lacios de um fidalgo tao
orgulhuso abandonivam as suas Ubres para vi-
re ra conrersar f-.miliarmente com o seu amo ?
Apenas foi noite (echad, reliraram-se todos, os v
dous fldalgos juntos, e os outros um pouco atraz
delles ; segu os. Tomararn por urnas ras de-
sertas e tortuosas, o que me fez perde-los de
alguns momentos. Ji nao duridando
plea desavenga n'uma.cosa de jogo, nem do fur-
to de uro. capa, ou. qualquer outro escndalo
desl. ordem : urna laja foi arrombada, coroet-
tido uro roubo de dez mil escudos, ferido. um
aprendiz talrez morlalmente; e ros, que sois
apanhado quasi em flagrante delicio, penases 11-1 le insistisse nesle ponto
Suzaoa appareceu emfim. Risueo apertoa-
Ihe a mo com urna ternura apaixonsda ; pola
primeira rez, a joven dama nao ictirou-a, e am-
bos eommordos, flearam assim immoveis por al-
guna minutos.
Mademoiselle Judith f-los entrar em si, pois
a lira de indemnisar-se do silencio que se havia
imposlo por affectago, lagarellou como um. frei-
r depois das m.tio.s, apenas chegou a Sra. de
Ners. Risueo e Suzana nao poderam confessar
aua ternura reciproca em presenga della, porm,
nada pode doler o aasomo apaixoo.do de sea
am"r, e durante toda essa larde, seu cor.gio
palpilou um para o outro.
Estud.das com cordado as feigfes de Suzana
admirav.m .inda mais pela delicadez, de cada
urna do que pela belleza de todas; drsorte que,
quando mais contemplara Risueo o rosto ar-
rebatador da joren senhora, mais namorado sen-
tia-se. Delicadas e coloridas, as orelb.roocul-
taram-se al O meio sob ondas de cabellas que
desciam por suas extremidades diaph.n.s, co-
mo urna cortina discreta: Aquellas pequeas
orelhas pareciam creada para ourir a doce tra-
guagem de amor e as confidencias do coragao.
Ou amar patarras ternas nao quizera Risueo ali
pronunciar com urna ro figueira semelhante
urna branda rir.go, em qoaoto qoe sen olbar
leria seguido e ramo de coral qoe se b.lang.ra
caprichosamente em sou eolio arelindado 1
Artista e naverado, aferrronse mraaente s
bellezas oceultas ao rulgo. Quando elle admira-
ra com outros- a joven riura, senta uaaa tris-
teza infinita- por dizer que sen enthvsiasmo
nao era mais do qoe o echo das- mil homena-
gens que ella recebia; porm, quando chegou
ser nico em descebrir os formosos acceseorios
de sa belleza, respirou elle em lodo o seu per-
fume a embriaguez d amor. A graciosa corr-
ulla, deseohada pelo serriso em su. rosada face
nao rio para elle s? Oque nao dara elle par*
possuir o ahnet de cabellos que rinh. acariciar a
fronte da forraos, d.maf Esse annel, rebelde
lustroso, sahia loucamenle d. prisao de "renda
par. folgar livre, como urna raga amorosa. Ten-
sara elle que seria esse o primeiro penhor pedi-
endo, e que essa reliquia- de amor lembrar-lhe-
bi Suzana melhor anda de-que um retrate. -
A Sra. de Ners tinha junto fonle esquerda
alguns pequeos srgnaes delicadamente feilos
em sua tez uniforme. Era mais um encanto ori-
ginal par. seu rosto symptico. Esses ainaes
mimosos foram par Riaueara viaho de amor;
prezou-os como amante; como poeta, divini-
s ju -os, e pa.Mr.m-se largas horas lendo elle os -
olhos gravados n'aquelle soleo- gracioso.
Pela primeira vez entregou-se Suzana com de-
leite seu .mor ; nao -affecaov mais suas~ac-
gc:3, e, applicada seu trabalho, em quanto ma-
demoiselle Juditfa sustentara a eouretaago, dei-
xara Risueo entregar-so" seo exorne contem-
platir,{sem receio.
Kjsoeno deixou o palacio de Ners em taes
transportes de amor e de esperanza que resolreu
ir oo -dia seguinte abrir seu coragao a Sia. Tidel.
Nao me alrererei nunca dizer Suzana
que .me, sem estar < certo de aeu amor; mas
rog.rei su. me que Ihe pega- em meu nome a
sorte de miaba rida que ella tem m suas m&os.
X-
Com eorago moito agitado. Risueo diri-
gio-se, pois, no dia seguiste pata a morada do
Sr. Tidel.
Nao app.receodo senao noe festivos dias dos ca-
samentes, no leito dos enterres eu> bo ceremo-
nial dos pedidos, a casaca preta inleiramente
.solemne-aas provincia*", de serte que no mesmo
lempo em que Antigua -batia porto do Sr. Ti-
del, todos os risiohos aderinharam sam grande
ditliculdade que elle ia pedir a mo da Sra. de
.Ners.
Risueo espern muito lempo o bateu por di-
versas rezes; afioal reio abrir urna criada re-
lha com o arcntal de cozioba aaregacado e os
bragos escamosos por causa do aeeoo frequenle
da lexiri.
Risueo foi iotroluzida n'uma vasta sal. her-
mticamente fechada, e que exhalara um cheiro
do boler. A criada abri as jane lias, e o mance-
bo p6de rer em teda a sua tristoza os movis
cobertas-de capas paadas eenllocados com urna
minuciososymelria, os- espetaos sem prestio,
ooonites son espessos vus, os eandel.brosxo-
bertos de facas como- mumias egypcias, um so.- -
lho de lijollos escarregadios e brilhanles como
uro tanque gelado, e -um relogio- de cima de .me-
sa com os ponteiros- parados sob de um.globo
de ridro.
O aspecto desse salo arretecia o coragao. Ri-
sueo senta sua desastrosa influencia ; seu ar-
dor extiaguio-se a, riela dasse&elo, sua alma pa-
recen endurecer-so n'esaa ausencia de calor e
vida. O .proprio retrato de Suzana parecia-lbe
affeclado em su. moldura m.cissa, e a vista de
seu olhir que Gura-so n'elle com obstinago,
que seguia-o cm seus meooies morimenlos, o
pareca paralysa-lo ; por cau*a da sua fixidade,
somio Risueo desapp.rece>lhe a esperanza e
rltarem-lhe aodurt.s.
Oh I Suzana, por quf acreditei por um mo-
mento em leu amor, se d o cruel ? murmurou elleauspirando.
( Continuse-ha.
Nao me interroguis sobre isto nc.sei
de mais nada....
Porem Defunclis notou esta besilago e repug-
nancia doerido em responder sua pergunta, e
foi isto mesmo urna razo do mais para que el-
!
garam sobre mim, e procuraram abat.r-me a
voz ; lerei mao da espada, e bali-me contra el-
los bradando sampre por soccorro : um dos ho-
moqs dp alpondre, que recoaheci ser o conde de
Manle, corrou k mim, deu.-me urna eslocada
no.peilo. Cahi sem conhecimeolos ; nesle in-
terim chega a ronda, e os soldados rendo que
eu ainda dar signaos de rida Uansport.ram-me
para vossa casa, sen.ior juiz, Agradego os soc-
corros que me prodigalisaste-s, muilo me apro-
reitaram, como redes. Tomando mim, soube
que nao se haria conseguido prender um s dos
malfeitores, e recelando que ellos voltassem pe
di-ros que enviasseis de aovo a ronda para esse
lugar, deliberando me eu mesmo acompanhai-
ros, .pozar da minha fraqueza, para melhor di-
rigir as rossas pesquizaa. Minhas prorises. nao
me bariam engaado ; chegad. da torga publi-
ca os sceler.los debandaram-se.
Depois desta longa narrago, que expucava
i mu olar.menie todos os acontecimentos d. noi-
I te, o ferido deixou cahr cabega pasa Iraz com
ar abatido, seus olhos se cerraram. o magistra-
do nao querendo opprimi-lo com pergmu ,
rendo-o nesle estado, roltou-se para o marquez
de Villaoegra, e fez signal para os soldados que
o rigiavam, para que Ihe permillissom aproxi-
mar-se.
Sr. marquez, disse elle com graridade, ou-
vistes o depoimento desto aprendiz. Negaes que
seja verda ieiro na parte que ros diz respeito r
Nao neg, nem afrmo cous. algum., re-
plicou o prisioneiro com Itirez ; Qcae certo, po-
rem, Sr. juiz criminal, de que caro pagareis a
rossa insolencia exercida contra um dalgo, qoe
tere a fantisia de dirertir-se & custa de um re-
ino plebeo. Caragnac, Glermont e muilos ou-
tros fldalgos da corte, commelteram eguaes lou-
curas sem que a ronda e os officiaes do preboste
se embaragassem com elles. A minha familia 6
poderosa : rereis o que ros ha de succeder por
harerdes tratado como um vil mariola- o filho
do duque de Villaoegra 1
Defunclis.nao parecen muito salisfeito com o
ar de certeza, com que fallara o prisioneiro.
Mais de um magistrado linha sido demittido, e
castigado nessa poca por harer cumprido coro o
seu derer respeito de certos nobres turbulen-
tos, quo se julgavam com direito de ludo taza-
re m : nao obstante dissimulou a sua inqule-
car quitesappellando para o nome Ilustre da
ross. familia ? Entretanto, accrescentou. elle
abaixando a roz para resalrar se, estimarei mui-
to que sejaes innocente ; lenho a honra de co-
nhecer o Sr. duque rosso pae, e sei que este
aconlecimeoto o ha de affligir muito..
Durante o interrogatorio Poliveau ia e rinh.
na loja de um lado para outro com. desespero.
O' meu Deus 1 meu Deus 1 exclamara elle
occultando o rosto entre as maos, para que me
enriasles este ultimo e terrirel golpe ? 1 Estou
perdido, deshonrado, arruinado 1 E minha fi-
lhao que ser de minha pobre Qtha 1
Estas exclamages pungentes chegaram aos
ouridos da moga, mas nao penetraran) o seu
coraco,porque todo o seu pensamenlo tinha ella
concentrado no mancebo, que com urna s6 pala-
rra poda perde-la para sempre, e justiQcar-se
si.
de salrajo que elle Ihe houtera
7
oai.o-.oui v vu .K->-----"*....*._. visl. por alguns momenios. .. nao uuviuouuu
Rosinha seguiou-se ao cornmao dai Mead P- de e preme,iilavan alguroa empreza contra a
nao cahir ; s. pernaa vergavam-lho : todava q dopp,lra0f dirigi-me toda a prensa para
io estara arada muito ao f-cto do que se pas- egle uv guando virara a esquina da Tua,
ira. e machinalmenle preslou alteocao ao ue- .._____... a<.>, .koa.rom.oo ( mim iln ia
nao
Sara, e machinalroeDte preslou attngo
poimento de Gil Poinselot.
""{) Vide Diario n. 14,
alguns passos d'aqui, chegaram-se mim dous
horoens envolridos em eompridas capas, que pa-
reciam estar ali de rigU
taco.
Darei coota da
minha conducta quem de
direito for, disse elle com digoidade. Nioguem
est cima das lois ; nao procuris por tanto de-
fender-ros, Sr. de ViWanegra, affctando urna
Sr. marquea, replicou o magistrado com
urna voz insinuante ; cusla-me muito crer que
um mogo de tao alto nascimento. como vos, seja
cmplice de urna acgo tao vil. Acaso nao ha-
vera outro motivo que possa justificar a rossa
presenga nesl casa ? Dae-rae alguraas explica-
^os plausiveis. alad, que sejj 4 mim S, e eu
ros restituirei immediatamente a liberd.de.
E que oulro motivo poderia trazer este ho-
mem minha casa senao o de roubar o mea di-
nheiro Y exclamou o velho mercador n'um ex-
cesso de colera e da dor. Que mais esperaos ?
continuou elle com um tom feroz. Esle hornera
culpado ; conduzam-o priao: um mise-
r.vel que acaba de arruiuar-me ; recebei por-
tento a minha qoeixa contra elle. Nao islo
ainda bastante ? Meu amigo, nunca fosie lo
vagaroso no comprimenlo dos vossos deveres 1
Apezar destas enrgicas exhorlagoes o juiz cri-
minal nao pareca convencido da culp.bilidade
de Vtllanegra; talrez al se arrependesse de ha-
re-lo tratado com tanta sereridade.
Silencio, Polireau, disse elle graremenle :
dereis esquecer as nossas relages amigareis,
quando me rirdes no exercicio das funeges do
meu cargo. E ros, senhor, continuou dirigin-
do-se ao marquez, pensae bem que se a vossa
cus chegar at o tribunal competente, talrez
nao seja elle to promplo, como eu, em acredi
lar na rossa innocencia. Declarae, sois cm-
plice daquelles que commelteram o roubo t
O marquez nao respondeu. Rosinha tinha pou-
co pouco descido a escada, e se achara en
frente delie, mas occulta na escurido.
__Gil Poinselot, perguntou o magistrado ao
ferido que baria recuperado um pouco as torgas,
nao ma diasestos ainda agora que meslre Poli
reau tem urna fllha muito bella, de quem esses
leoner-vus, 01. imounia, wnii "."? r _"__.. Anm o
insolencia que nlo conrm i pessoa alguma pe- fldalgos se acham enamorados^r
KcnihStr?; ouPVoa8:5SSSr. Tas i^^rrwnz'&'^fc p-. w*
alanceuo, replicou com mais forga, nao oc-
culteiseousa alguma : este negocio muito e
muito grave. Se sabis de alguroa parliculari-
dade sobre o marquez de Villaoegra, eu ros con-
juro em nome de Deus e da rossa consciencia,
em nome da justiga a da rerdade, que o decla-
ris afim de eritac maiores desgragas I
Pois bem 1 respondeu o ferido com urna
roz extincta, lenho certeza de que o Sr. de Vil-
laoegra ama a Sra. Rosinha, e ludo me faz sup-
por que correspondido por ella, e j, que nada
dero occullar, continuou suspirando, declaro que
nao foi s o inleresse do meu palro, mas tam-
bera o meu ciume, que me obrigaram sus-
petar os passos desle senhor o do seu cmplice.
O juiz sorrio com satisfagan : julgara-se j se-
nhor da rerdade no que dizia respeito ao mar-
quez : d'aqui se pode er que a magistrado, ape-
| zar da sua rigorosa probidade, nodesejara mui-
lo ler por inimigos os prenles da Vtllanegra.
Assim pois, replicou elle com um lom mys-
terioso, era bem possivel que houresse urna in-
triga entre.... -
. Gil Poinselot, interrompeu Poliveau com
violencia, nao obstante a sua dedicago para com-
migo, menlio como um palife, ousando afnrmar
semelhante cous. 1 Nao bastante que eu ti-
nha perdido nesta noite fatal a minha forluo.,0
meu crdito, miuha Miga repulacio do p-o-
bidade ; quorem ainda em Cim. rraocr-ore O
que possuo de mais charoa houra de minha O
llia unic. I ,- a
Defunclis impoz silencio ao infeliz mercad"
i. dirigir novas perguntas ao aprendiz, qiendo
o prisioneiro se adianlou imperiosamente para o
meio do circulo.
intil qualquer pwgunt. essa respeito,
disse elle com um tom desembar.gado que con-
trastar, com a aua timidez na presenga de Rosi-
nha fagam de mim o que quizerem, m.s nna-
ca conaentirei em a.lrar-me perdendo a repta-
gao de um. joren pura o irreprohensirel. tca-
bemos com esta scena, senhores : urna rrz qua
fui eaconlrado em companhia daquelles toe rou-
banm o mercador Polireau, deveis arppor que
soi cmplice delles. Quanto ros. nhor juiz,
atradego a rossa boa rontade p*ra conmigo :
rorem flcae muilo certo de qu pae pncurare
irar-me desle mo-passo por aeio de ma bat-
aia
tto'sinha cahira quasi desmaiida sobre urna ca-
deira. .
Como elle a ama nurmurou o pobre
aprendiz, delatado pender caaega sobre o
Pel*Esle mancebo tem anda m bocado de
sangue nobre as tu 1 exclimou Polireau.
Nao quiz aalrar-se rommelendo uma infamia.
O magistrado fe= um i.nal de desapproragao,
rendo VlUoneg deaprear desdeoboaamenie Q
nico meio
grangeado. $
Uma louca geatosldade ros cega. talrez,
Sr. marquez, replico/ elle eflectuosemente. Sup-
lico-ros que pense'if "no deegosto que esta aven-
tura rae causar ar'Sr. rosso pae, e a. senho-
ra duqueza rossa/me, de quem sois o dolo.
Supplico-ros queretireia essa incrirel confisso
croquanto tindi lempo.
Villaoogra coderrara.-se calada ; talrez a
lembranga de sais paes, que o magistrado aca-
bava de evocar, > liresse commorido vivamente.
Defunctis contimou, :-
Pensae, 9.. marquez, oa sorte que ros es-->
pera se persislcdes em nao querer defendei-ros.
Seris julgado e condemoado : o rosso escudo
ser quebrad publicamente pela mo do algoz :
iris acabar as galeras do rei o resto de uma
vida que rrs.sorri lo bella 1 Vossa familia tem
amigos poderosos, bom o sel; porem tem tam-
bero iniragos que nao sao menos poderosos, en-
tre os quaes se coala a Sra. marechala. s elles
pois vo> nao podero salvar. Lembraa-vos de
Reaumanoir, do baro de Bcaureau, e de tantos
cairos. Pensae finalmente, eu ro-lo pego, que
a roputago de orna moga pleba e leriana nao
rale a honra de ama familia illustre e anliga.
Rosinba, occulta na sombra dous passos tfo
interlocutor, tinha ouvido tudo isto ; segua au-
cosa os morimentos do joren_ marquez. Vio-o
baixar a cabega, e passar a mo pela fronte co-
berta de um.iuor fro ; julgou que elle hesiu-
va oiremeceu 1 Mas o marquez enJireitou-se,
logo e disse com roz Arme :
Responderei na presenga dos meas juizes :
nada mais tenbo aecreacjnlar.
Sr. sargento da ronda, replicou o magistra-
do deix.odo escapar do peito um longo suspiro,
conduzi este caralleiro priso. Possa sua falta
recahir s sobre sua cabega 1
Esta ordem pz todos em morimeoto. O
magistrado ergueu os olhos ao cu, como para to-
ma-la por teslemuoh. d. inulilid.de dos seus
esforgos; depois deu em roa baix. alguni.s or-
dena afim do por a casa de Polireau ao abrigo
de uma ora aggreaso. Os soldados adiauta-
rara-so e apoderar.m-se do prisienelro. J se
ouvia na ra o retiir das armas, e o som dos
cascos dos cr.llos na caigada, o que annanciara.
a prxima partida.
De repente, Rosinha por um morimento ines-
perado, se precipitou para a porta na occasio
em que o marquez j ia sahindo acomaanbado
dos guardes ; e com roz firme diste ao magis-
trado :
Esperae mal um momento, Sr. juiz ; ros
nao conheceis toda a rerdade, e eu lenho cora
gem bstanle para dizerro-U.
(Conlinuar-se-ha.)
PSRN,- TYP.DEM. P. DE PARIA. -18l.
f
ILEGVEL


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