Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09216


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Full Text
AIIO XXXVII. 1DIEBO 14


OUIITA FEIBA 17 DE JANEIRO DE 1861

Por tres mezes adjuntados o$0.00
Por tres mezes vencidos 6JJ000
Par aana adiaatado 198000
Porte franco para o snbscripttr.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maraoho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tins Ribeiro Guimares ; Piauhy, o Sr. Joo Fer-
nandes de Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PAKTIIMS DUS UUItHKIUs.
6!inda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Arillo, Bezerros, Bonito, Ciruar, Altinho e
Garanhuns as tercas-Teiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoso, Una.Bsrreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manha)
KriifcMEKlUES UU MKZ DE JANEIRO.
3 Quarto minguante as 11 boras e 4 minutos da
tarde.
11 La nova a 1 hora e 8 minutos da manhia.
19 Quarto crescente a 1 hora e 11 minutos da
manha.
26 La cbeia as 2 horas e 47 minutos da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 9 horas e 18 minutos da manha.
Segundo as 9 horas e 42 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
14 Segunda. S. Flix de ola m.; S. Macrina v.
15 Terca. S. Amaro ab. ; S. Secundina v. m.
16 Quaita. S. Marcello p. m.; S. Berardo m.
17 Quinta. S. Anto ab.; Ss. Eleusipo e Lenilla.
18 Sexta. A cadeira de S. Pedro em Roma.
19 Sabbado. S. Canuto rei ro. ; S. Audifax m.
20 Domingo. O SS. Nome de Jess; S. Sebastio,
AUUlfclNlilAS LtS ItUbUNAEa DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundase quintas.
Relaco: tergas, quintas e sabbados slO horas.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orpliaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas so meio
dia.
Segunda vara do civel:
hora da tarde.
quartas c sabbados a 1
ENCaRREGADOS DA SUBSCRirCA DO SL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Das ; Baha,
Sr. Jos Msrtios Alvcs; Rio de Janeiro, o Sr.
Jlo Pereira Marlios.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figuciroa de
Faria, na sus livraria praga da Independencia ns.
6e8.
PARTE 0FF1C1AL.
ministerio da fazenda.
Decreto n. 2,685 dt 10 de novembro de 1860.
Art. 9. Os bancos, suas caixas Gliaes e agen-
cias, qualquer que soja a sua natureza ou a qua-
lidade de suas operages, nao podero emprestar
sobre penhor de suas proprias acedes.
Art. 10. Os directores ou membros da gerencia
Eslabelece regras para a boa execugo do art. 1 u adrainislrago dos bancos e de suas caixas l-
1, 3, 4 o 8, e art. 2 S 10. 11.12 e 13 da lei' ',9es- 1ual1ueE 1u seja a natureza ou qualidade
a. 1,083 de 22 de agosto de 1860, na parte re- I de su!8 operacoes, erao substituidos annualmen-
Jaliva aos bancos decirculacao que actualmen- l.e Pela q Pte do seu numero total, de mo-
te funecionam no imperio. ?ue em"da quwquiennio. contando da data
Ilei por bem, para a boa execucao do art. 1 SS ^a leJ n. 1033. lodos os directores ou membros
1. 3. 4 e 8, e art. 2 5 10,11, 12 e 13 da lei m j Ia adimmslragao ou gerencia seiam renovados.
1,083 de 22 de agosto do corrente snno, decretar A n>"dde, e, no caso de igual anguidade, a
o seguinte sor' re8u,ar a susbtituigao.
Art. 1. A emisso de notas, bilheles ou escrip. u.nico- Os directores e supplentes subslitui-
tos ao portador, dos bancos de cireulseo creados dos,nar Podeta, s" eleitos e sob qualquer pre-
por decreto do poder executivo. que actualmen-, ,cUo azeT. P"le de sua adminutracao. directora
1 ou gerencia, dentro do primeiro anuo, contado
do dia da substituido.
Art. 11. A infracglo de qualquer das disposi-
coes do presente decreto sujeitar os actuaes
bancos de clrlugoao procedimenlo judicial esta-
belecido pelo 5 do art 1 e 7 de art. 2 da lei n.
1,083 de 22 de agosto de 1860, que ter lugar
pelo modo e forma marcada na legislado e re-
te funecionam, e suas caixas filiaos ou agencias,
emquanto seu pagamento ou troco effeclivamen-
to se nao realisar em moeda metallica. nao pe-
der exceder do computo marcado pela tabella
numero 1.
| 1. Alm da emisso marcada na mencionada
tabella, os referidos bancos, suas caixas Oliaesou
agencias, podero ter oulra addicional equiva-
lente parte do seu capital realisado, que possui- gmenlo respectivo.
rom em moeda de ouro, em barras do referido
metal do toque de 22 quilates, e em barra de pra-
ta de 11 dinheiros
2. A emisso addicional a que so refere o
paragrapho antecedente ser fixada vista do ca-
pital realisado, deduzindo-se deste : Io, o valor
das apolices da divida publica fundada assim ge-
ral como provincial, e das accoes das companhias
das estradas de ferro que gozam de garanta de
juros, que os bancos possulrem na forma dos!
seus estatutos ; e do decreto n. 2,463 de 14 de'
setembro de 1859 ; 2o, o valor dos edificios, mo-
vis e mais objeclos do uso e servico dos mesmos
estabelacimenlos ; 3, a importancia da moeda que
estiver applicada na forma d' s seus estatutos
garanta de sua emisso principal; 4, os fundos
que constituiris capiues de suas caixas filiaes,
ou tiyerem sido por ellas distribuidos por ero-
preslimos em cotilas correntes simples, ou cora
juros. A differenga entre o capital realisado do
banco ea somma dcstas quatro parccllas consti-
tuir o mximo da referida emisso addicional.
Esta disposico Gca extensiva s caixas filiaes e
agencias dos mesraos bancos, no que lhes fdr ap-
plicavel.
3. Os valores de prata, de que trata o 1, e
os de ouro de 22 quilates, devero estar entre si
na relaco de 1 para 15 1/8, e a importancia da-
quelles nunca poder exeder da quarta parte
deste.
4. Se a emisso actual de cada um dos refe-
ridos bancos ou de suas caicas tiliaes e agencias
exceder os limites marcados na referida tabella
n. 1, sero estes obrigados a reduzi-la aos mes-
mos limites, dentro do prazo de tres mezes, con-
tados da datada publicarlo do presente decreto
nos peridicos que costumam publicar os actos do
governo. Este prazo poder ser pelo ministro da
fazenda, prorogado por mais 30 at 60 dias.
Art. 2. A emisso das notas do banco do Bra-
sil e de suas caixas filiaes, em quanto nao fr ef-
fcctivamenle reasado o seu pagamento ou troca
em moeda metallica, nao poder exceder ao duplo
do seu fuudo disponivel, ese a emisso actual fdr
superior ao referido limite, o mesmo banco e
suas caixas filiaes sero obrigados a reduzi-la
no prazo e pelo modo marcado no 4 do artigo
antecedente.
1. Exceptua-seda regra estabelecida no pre-
sente artigo a somma da emisso autorisada pelo
art. 18 dos estatutos do mesmo banco.
2. A faculdade de elevar a emisso alm do
duplo do seu fundo disponivel, concedida pelo
art. 1 7 da lei n. 683 de 5 de julho de 1853 e
pelo art. 63 dos seus estatutos, emquanto o pa-
gamento ou troco de suas notas nao fr efectiva-
mente realisavel em moeda metallica, s poder
sor oxercida, reconhecida a utilidado do seu aug-
mento, para o preencliimeoto da somma fixada
pela tabella n. 2.
Art. 3. Para computar-se o fundo disponivel
do banco do Brasil, deduzir-se-ha do capital rea-
lisado : Io, as quantias que elle tiver effectiva-
mente distribuido s caixas filiaes para lhes ser-
virero do capital, ou por emprestimo em conta
correle simples ou com juros ; 2o, a importan-
cia do re3gate das notas do governo que tiver sido
realisado na forma dos arls. 18 e56 1 de seus
estatutos ; 3o, o valor dos edificios, movis e
mais objeclos do servido e uso do estabelecimen-
to. A differenga entre o capital realisado e a
somma destas quatro parccllas constitue o fundo
disponivel do banco. Esta disposico Dea exten-
siva s caixas filiaes do mesmo banco, no que lhes
fr applicavel.
Art. 4. O banco do Brasil e suas eaixas Gliaes
nao podero conservar em circulaco mais de t5
por cenlo de sua emisso total representada por
bilheles menores de 50g000 na corte e provincia
do Rio de Janeiro, e de 25$000 as demais pro-
vincias, se no prazo de seis mezes, contados de
22 de agosto deste anno, nao tiver ainda aberlo o
troco de suas notas por moeda metallica. Findo
esse prazo, e veriflcando-se a dila hypolhese, o
mesmo banco e suas caixas filiaes retirarlo todos
os bilheles dos indicados valores que excederem
o limite de 25 por cenlo da emisso total, pelos
melos, sob as penas e para os Ons prescriptos no
decreto n. 2,664 de 10 de outubro do corrente
anno, cujas disposiges lhes serao applicaveis, in-
cumbindo ao presidente do mesmo banco os de-
veres que alii so impe aos scaes dos outros
bancos de circulaco.
Art. 5. E' permitlido aos bancos de emisso
creados por decretos do governo susbiiluir inte-
gral ou parcialmente o valor das apolices e dos
outros ttulos que, na forma dos respectivos es-
tatutos, constiluem garanta de pagamento de
suas notas ou bilheles, por moeda o barras de
ouro de 22 quilates, e de prata de 11 dinheiros,
avahadas estas comparativamente com o ouro do
dito quilate na relaco de 1 : 15 1/8, comtaoto
que o valor destas ultimas nao exceda quarta
parte da somma em barras e em moeda do outro
metal ; e em tal caso podero os mesmos bancos,
logo que abrirem o troco de suas notas por moe-
da metallica, elevar a emisso ao duplo da qusn-
tia que assim tiverem em caixa e fizer parle do
proprio capital social.
nico. O governo alterar os estatutos dos
bancos que optarem por esta disposico, e pora
em harmona com ella as regras eslabelecidas
nos mesmos estatutos, a respeito da relaco entre
a emisslo que a cada um delles foi concedida e o
valor dos mencionados ttulos.
Art. 6. At ao nono mez do anno que decorrer
da data da lei n. 1,083, os bancos de circulaco,
o ii ao ai.;.... AI;.K. _.~.2.~ _-_ _. _____* f. _
Art. 12. As multas por infraegao das disposi-
coes do presente decreto sero impostas adminis-
trativamente pelo ministro da fazenda, com os re-
cursos j cstabelecidos, distribuidas na forma do
art. 6 da lei n. 1,083 de 22 de agosto do corrente
anno, e cobradas ejecutivamente pelo mesmo
modo empregado para com as dividas activas ds
fazenda publica.
Art. 13. Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.
Angelo Mmiiz da Silva Ferraz, do meu conse-
lho, senador do imperio, presidente do conselho
de ministros, ministro e secretario de estado dos
negocios da fazenda e presidente do tribunal do
thesouro nacional, assim olenha entendido e faga
executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 10 de novembro
de 1860, 39 da independencia do imperio.Com
a rubrica de S. M. o imperador.Angelo Muniz
da Silva Ferraz.
TABELLA N. 1.
Banco Commercial e AgrcolasLimites da emis-
so mensal.
Caixa matriz....................
Dita filial de Vassouras........
Dita dita de Campos............
Senhor.Dirigi-me o conselheiro director go-
ral da conlabilidade do thesouro nacional a re-
presenlaclo e tabellas juntas, as quaes demons-
tran! a necessidade deabrir-se um crdito sup-
plementar da quaotia de 245:000$, em que se
calcula que ha de importar approximadamcnte o
excesso de despeza em algumas rubricas da lei de
de 14 de setembro de 1859, n. 1,040, visto que
nao foram suficientes as sommas votadas na re-
ferida lei para fazer face s despezas effectuadas
por conta dessas rubricas no exercicio de 1859 a
1860.
Para que pois o ministerio da fazenda, a meu
cargo, fique habilitado para uceorrer a esse ex-
cesso, submetto oprovago de V. M. imperial,
na forma do art. 4 iIda lei de 9 de setembro de
1850, u. 589, o decreto junto, que abre um cr-
dito supplemenlar da mencionada quantia.
Rio de Janeiro, 26 de dezembro de 1S60.An-
gelo Muni: aa Silva Ferraz.
6,337 900$000
600:000j>000
300:000000
Banco Rural e Hypothecario.. 1,992:300000
Dito de Pernambuco.......... 1,466:0005000
Dito doMaranbo.............. 513:300jj000
Dito da Baha.................. 2,832 760*000
Dito do Rio Grande do Sal.... 250j>000
Rio de Janeiro, 10 de novembro de 1860.An-
gelo Muniz da Silva Ferraz.
TABELLA K. 2.
Banco do Brasil.Limites da emisso mensal.
Caixa matriz.................... 21,481:0558972
Dita filial do Ouro-Preto...... 1,3383849118
Dita dila de S. Paulo.......... 2,440:9l9?019
Diia dita do Rio Grande do
Sul.......................... 890:002*040
Dita dita da Bahia............. 5,3844335913
Dila dita de Pernambuco...... 5,397:653c693
Dila dita do Maranhlo......... 941:3605869
Dila dita do Para.............. 1,079:4139111
Kio de Janeiro, 10 de novembro de 1860.An-
gelo Muniz da Silva Ferraz.
Decreto n. 2,694 de 17 de novembro de 1860.
Regula a emisso de bilheles e outros escrip tos
ao portador.
Hei por bem, para a boa execucao do 10 do
art. 1 da lei n. 1,083 de 22 de agosto do corrente
anno, decretar o seguiuto :
Arl. 1. A emisslo ou conservadlo na circula-
gao de bilheles, olas, vales, livransas, ficas ou
qualquer titulo, papel ou escripto, que contenha
promessa ou obrigaco de valor receido em de-
posita ou pagamente ao portador, ou com o nome
deste em branco nao pode ter lugar sem autori-
sa;o do poder legislativo, sob pena de multa do
quadruplo do valor de cada um que foremiltido,
a qual recaliir integralmente lano sobro o que
einittir, como sobre o portador.
nico. Exceplusm-so da regra estabelecida
pelo presente arlgo : Io a dos actuaes bancos que
se achar autorisada pelos seus estatutos approva-
dos pelo poder competente, e na forma da legis-
lado em vigor ;].2, os recibos e mandatos ao
portador de quantia superior a 50000 passados
por banqueiros e negociantes de urna praca para
serem pagos na mesma praga, os quaes devero
ser apresenlados no prazo de 3 dias, contados das
respectivas datas, sob.peoa de perda do direito
regres3vo contra o portador.
Ar. 2. Fica marcado o prazo de tres mezes.de-
pois da publicago do presente decreto nos peri-
dicos que costumam a inserir os actos do gover-
no, para a retirada dos referidos bilheles ou es-
cupios nao comprehendidos as exceptes do ar-
tigo anlecedente, ficando dessa data em diante os
seus semissores e portadores sujeitos pena do
art. 1 10 da lei n. 1,083, so conservaren) em
circulago os que por ventura tiverem sido enjil-
lidos antes da mesma publicajlo.
Art 3. As autoridades judiciarias ou adminis-
trativas, assim policiaes como fiscaes, sao obrl-
gadas, sob pena do arl. 7 da lei n. 1,083, a parti-
cipar s autoridades superiores, e estas ao minis-
terio da fazenda e aos presidentes das provincias,
o preparo e tentativa de emisso de taes ttulos,
ou a sua existencia na circuladlo, e apprehender
ex-officio os referidos bilheles e escupios men-
cionados no presente artigo, lavraodo de ludo
auto, que aera remeltido com as competentes
informas5e8 respectiva autoridade para a impo-
si;lo da multa.
Arl. 4. As^mullas'de que tratam osartigos an-
cedentes, serlo administrativamente imposlas pe-
lo delegado^ de polica do termo em que liver lu-
gar a emisslo ou circulaco, ou pelo competente
chefe de polica, com recurso daquella autorida-
de para esta, c desla para o ministro da fazenda
na edrte, para os presidentes as provincias, e fi-
nalmente dos presidentes das provincias para o
ministro da fazenda.
nico. Estas multas serlo cobradas executi-
vamente pelo mesmo modo por que se cobrar a
divida activa da fazenda publica, e o seu produc-
to, depois de recothido em deposito no thesouro
e tbesourariaa das provincias, ser applicado, sob
designadlo do ministro da fazenda, ao capital dos
montes de soccorro que se crearem cm virtude
da disposico do arl. 2 19 da dita lei, nacidade
em que funcionar o respectivo banco ou na po-
negocios da fazenda, assim o tenha entendido e
faga executar.
Palacio do Rio do Janeiro, 26 de dezembro de
1860, 39 da independencia e do imperio.Com
a rubrica de S. M. o Imperador.Angelo Moniz
da Silva Ferraz.
Tabella a que se refere o decreto n. 2,714 desla
dala.
4." Caixa d'amortisa;lo filial da
Bahia e empregados na substituidlo
e resgate do papel-moeda..........
6.jAposenlados................
12. Consulados.................
24 Premios de letras, descon-
tos de assignados das alfan.legas,
commissOes, corretagens o seguros.
25. Juros do emprestimo dos
cofres dos orphlos.................. 10.00000n
28. Eventuaes.................. 5:0008000
70:0008000
6'.):000000
40:000$000
60:0009000
2150009000
bullados para trocar suas notas por moedas de
ouro, serlo obrigados, sob as penas do art. 1 da
mesma lei, a pro por ao governo a somma de suas
notas, ou blhetes em circulaco, que devem re-
tirar no anno seguinte : c em igual poca em ca-
da um dos annos posteriores, dada a mesma im-
possibilidadas. assim o praticarlo.
Art. 7. S poderlo fazer parte dos dividendos
dos bancos de qualquer natureza os Hvros lqui-
dos provenientes de opera^es e(lectivamente con-
cluidas no respectivo semestre.
Arl. 8. Nao podero fazer parte do fundo dis-
ponivel ou da garanta da emisslo dos bancos de
circuladlo e de suas caixas filiaes ou agencias as
moedas de'prala, oem as notas do governo do
valor de 15 a 58, neo. olas de qualquer banco.
suas caixas filiaes e ageucias, nlo so achando ha-_ voaclo que lhe ficar mais prxima, depois de de-
duzida a parle que, na forma da mesma lei, com-
pete ls pessoas ou empregados que promoverem a
sua imposigo ou derem noticia da respectiva in-
fraccao.
Art. 5. Ficam revogalas as disposicoes em con-
trario.
Angelo Muniz da Silva Ferraz, do meu conse-
lho, senador do imperio, presidente do conselho
de ministros, ministro e secretario de estado dos
negocios da azenda e presidente do tribunal do
thesouro nacional, assim o tenha entendido e faga
executar.
Palacio do Rio de Janeiro, 17 de novembro de
1860, trigsimo nono da independencia e do im-
perio.Com a rubrica de S. M. o imperador.
Angelo Muniz da Silva Ferraz.
Illm. e Eira. Sr.A lei de 14 de setembro de
1859, n. 1,040 ahrio o crdito de 14,099:3738000
para as despezas do ministerio da fazenda no exer-
cicio de 1859-1860, c sendo insuflicienlcs as som-
mas votadas para o sorvico dos juros e moitisa-
o da divida exlerna fundada, de ajudas de cus-
i, obras e gratifkacoes, foi abertu um crdito
supplementar da quantia de 668:000$ pelo decre-
to de 21 de abril do corrente anno, n. 2,581, o
que elevou a lotalidade dos crditos concedidos
para os diversos ramos de servico a cargo do
mesmo ministerio, no sobredilo exercicio, som-
ma de 14,767:5739.
A despeza eflectivamente paga por conta do
referido exercicio, j conhecida, conforme os do-
cumentos existentes no thesouro at ao Dm de
novembro passado ; as thesourarias de fazenda
do Espirito Sanio, Pernambuco, Parahiba, Rio
Grande do Norle, Cear, Maranho, Paran, e
Minas-Geraes at outubro ; as da Dahia, Ser-
gipe, Alagoas, Piauhy, Para, e Amazonas at se-
tembro ; uas de Goyaz e S. Pedro, al agosto ; na
de Santa Ctharina al julho ; na de Malto-Grosso
at junlio, e finalmente na de S. Paulo at mar-
go, importa na quantia de ris 14,114:1738334,
que, comparada com a lotalidade dos crditos
abertos. aprsenla nm saldo de 653:3999666.
Por outra parte porm d-se urna deficiencia
de crdito em seis rubricas da lei do ornamento,
na importancia de 187:0909140, como vai demons-
trado na tabella A.
Se o governo pudesse empregar as sobras que
houvesse em algumas rubricas da mesma lei para
occorrer deficiencia que se dsse em oulras,
evidente que o ministerio da fazenda nao terii
necessidade de abrir novos crditos no exercicio
de 18591860; mas a lei de 9 de setembro de
1850 cxpressamenie o prohibe.
E' pois forcoso abrir um novo crdito supple-
mentar, o qual entendo que dever ser da quan-
tia de 245:0009, ailendendo, por faltarcm ainda
muilos balaugos mensaes do diversas thesoura-
rias de fazeoda, a que pode acontecer que o ex-
cesso da despeza effectiva sobre a autorisada as
rubricas da lei em que teve lugar esse facto v
alm do que j conhecido no thesouro.
E' perm manifest que, ainda na hypolhese
de que esse excesso se eleve sobredila somma
de 245:0009, a despeza total do ministerio da fa-
zenda no exercicio de 1859 a 1860 ser inferior
em oris de 500:0009 somma dos crditos aber-
tos para o mesmo exercicio.
As rubricas em que se d iosufficiencia de cr-
dito sao as seguintes: Caixa da [amortisaclo,
aposentados, consulados, premios de letras, des-
contos de assignados das alfandegas, commissOes,
corretagens e seguros, juros dos em prestimos dos
cofres de orphlos, e despezas eventuaes.
O excesso do despeza sobre os crditos aber-
tos para estes diversos ramos de servigo provm
das seguintes causas:
Caixa da Amorlisago ( 4).O facto de tor-
se escripturado nesla verba a quantia, j conhe-
cida, de 60-2069100, despendida era Londres com
o feilio e remessa de notas do thesouro justifica
por si s a difTerenga que se observa entre o cr-
dito volado na lei do ornamento e a somma da
despeza effecluada.
Aposentados (6). O augmento de 40.5818364,
constante da tabella C, procede das novas apo-
sentadoras concedidas depois de organisado o
projeclo da lei do orcamento para o exercicio de
que se trata, sendo que porisso a respectiva des-
peza nlo podia ser computada na verba relativa.
Consulados ( 12). A receita arrecadada pelas
exlinctas mesas dos consulados foi alm da pre-
vista na le do orcamento, o portanto na mesma
proporcio accresceu a importancia das porcents-
gens pagas aos respectivos empregados. Esse
fado d a medida do excesso de 31:0859725,
mencionado na tabella D.
Premios de letras, desconlos de assignados das
alfandegas, commisses, corretagens e seguros
( 24). Procede o augmento de 49:3825888 de ha-
ver-so pago maior somma do que a prevista na
agencia brasileira em Londres, nlo s em rela-
co s commisses dos agentes Dnanceiros como
tambem s corretagens e seguros.
Juros dos emprestimos dos cofres dos orphos
( 25). Avultuu mais o pagamento das -despezas
desta natureza por que na mesma proporco hou-
ve excesso no levanlamento das quanlias depo-
sitadas nos cofres pblicos sobre o presumido
pela lei. Nlo ha nom pode haver base segura
para o compulo desta despeza na occasilo de or-
ganisar-se o projeclo de lei do orcamento, por
que a sua realisa;ao depende de causas acciden-
taes e variaveis, e por isso que raro ser o
exercicio em que nlo naja necessidade de occor-
rer por meio de crdito supplemenlar ao excesso
havido, a menos que so vote na lei urna quantia
demasiadamente avullads, e que nao regular
nem conveniente.
Eventuaes ( 28). O augmento de 684J737
procede de nlo ter sido sulDciente a somma de
20:0009 votada na le do orcamento, em conse-
cuencia de maior despeza feita em Londres por
conta desta rubrica.
A'vista do exposto, e em cumprimeoto do meu
dever, lenho a honra de submeller considera-
gao de V. Exc. as tabellas juntas, rogando-lhe
que haja de providenciar como fr mais acerta-
do acerca da abertura do crdito supplementar,
que me parece necessario.
Dos guarde a V. Exc. Directora geral da con-
labilidade do thesouro nacional, em 24 de de-
zembro de 1860.Joaguim Francisco Yianna,
director geral da conlabilidade.
Decreto n. 2,714 de 26 de dezembro de 1860.
Abre ao ministerio da fazenda um crdito sup-
plementar de 245:0008000 para o exercicio de
1859 a 1860.
Reconhecendo-se a insuficiencia do crdito
concedido ao ministerio da fazenda pela lei de
14 de setembro de 1859, n 1,010, e do supple-
menlar aberto pelo decreto de 21 de abril de
1860, n. 2,581, para as despezas do exercicio de
1859 a 1860, hei por bem, na conformidade do
2o do art. 4o da lei de 9 de setembro de 1850, n.
589, tendo ouvido o meu conselho de ministros,
abrir mais o crdito supplementar de duzentos e
quarenta e cinco contos de ris, que ser distri-
buido de aecrdo com a tabella annexa, e em
lempo competente levada ao conhecimento da
assembla geral legislativa.
Angelo Moniz da silva Ferraz, do meu conse-
lho, senador do imperio, presidente do conselho
lde ministros, ministro e secretarlo de eslado des
Palacio do Rio de Janeiro, em 26 de dezembro
de 1860.Angelo Moniz da Silva Ferraz.
aclo
Vo-
Angelo Moniz da Silva Ferraz, presidente do
tribunal do thesouro nacional, em virtude dos
arls. 61 e 62 do decreto n. 2,537 de 2 de margo
e do art. 3o do decreto o. 2,632 do 1 de setem-
bro, ambos do corrente anno, ordena que se ob-
serven) as seguintes instrueges :
Art. 1. Todo o individuo que pretender ser
prvido em qualquer dos empregos scientiQcos
ou artsticos da casa de moeda, dever provar
que se acha habilitado as seguintes materias
preparatorias : grammalica nacional e franceza
(leilura e versao). srithroetica (operagesgeraes),
calculo de complexos, theoria e pratica das re-
gras de proporco e sua apncago (inclusive as
regras de liga): mctrologia (conhecimento de to-
das as paites de systema mtrico.)
Arl. 2." No concurso para ensaiador da casa
d moeda observar-se-ha o seguinte programma :
Parle theorica.
Ensaios crmicos. Propriedades dos gazes e
dos lquidos (physicas e chimicas), caracteres do
oxigeneo o coiuposigo do ar alraospherico. Pro-
cessos de determinago de densidades ou pesos
especficos. Areomelria. Caracteres chimicos
dos cidos edas bases dos saos ; composicilo dos
cidos ntrico, sulphurico e chlorydrico. Reac-
ges chimicas dos cidos sobre os metaes em ge-
ral e especialmente sobre a prata e o ouro ; dis-
solventes desles dous metaes. Reacges chimi-
cas das agoas regias sobre os metaes e com es-
pecialidade sobre o ouro e a prata. Acgo do
chumbo na copcllaco e reacges que nesla ope-
raco se passam. Quaes os mateas que podem
acompanhar o ouro e a prati depois de soffre-
rem a copellaglo ; meios de os verificar. Pro-
priedades geraes dos nitratos e especialmente as
do nitratos do potassa (nitro) e da prata. Pro-
priedades geraes dos boratos, especialmente as
do borato de soda (irincal); ditas do perchloru-
relo de mercurio (sublimado corrosivo). Reac-
ges chimicas do nitro, do subljnado corrosivo
e do triocal sobre as fundiges de prata e ouro
Composiglo e propriedades dos chtorurelos de
ouro, reaeces do acido oxlico e do prolochlo-
rureto de ferro sobre estes chloruretos. Dcs-
cripglo de todas as partes do forno de copellar e
dos seus usos.
Parte pratica.
Balango de ensaios chimicos. Nivelamento;
verificag'lo ; exame dos pesos ; methodo de du-
pla-pesada.
Ensaio chimico do ouro. 1* parte.Desbaste e
conferiraento dos ensaios. Determinago do peso
de prata pura para a enquartagao. Determina
da quantidade de chumbo para a capellago.
rificago pratica da temperatura conveniente da
mufla do forno de copellar. Delalhes da copella-
glo nos seus tres periodos, meios de evitar o ro-
chameulo dos ensaios, determinago da volatili-
sago da prata no caso de se achar a mufla em
muito elevada temperatura ; meios de evitar es-
te inconveniente. Ordem a seguir na copellaglo
para evitara coofusaoqunndo ha muilos ensaios
a fazer, cuidados a observar no tirar os ensaios
da mufla.
2S parte.Operages do bater e laminar os en-
saios; detalhes destas operages. Ve rificago do
las, e do laminador por meio de urna pesada do
prata ; exame dos outros instrumentos necessa-
rios. Grao de reciumento dos ensaios, e a me-
Ihor forma por que ellos depois de laminados de-
vem ser introduzidos nos apartadores para que a
apartago seja regular e completa.
3a parte.Verificagao dos cidos para aparta-
gao e da agua para a lavagem ; detalhes dessas
operages. Reciumento dos palhes dos ensaios
o detalhes desta operaglo. Processo de dar a loi.
4a parte.Coofecclo de copellas. Purificagao,
concentragao e graduaglo do acido chlorydrico.
Dstiilaglo da agua commum. PuriOcagao, con-
centragao e graduaglo do acido ntrico. Prepara-
glo das aguas regias. Verificagao da pureza do
chumbo por meio da copellaglo. Preparagao da
prata chmicamente pura. Dita do ouro chimica-
mentn puro. Fuodigo em ponto pequeo e ado-
gameoto desles dous melacs.
Ensaios chimicos da prata. Ia diviso pela via
seces. 2a divislo pela via hmida.
Ia parte.Procesaos previos para se reconhe-
ccr os metaes contidos oas ligas ordinarias de
prata, e tomar-se os pesos conveniontes de cada
um dos ensaios a fazer-se. Pessagem dos en-
saios. Dissolugo destes e delalhes que acoropa-
nham esla operaglo.
2a parle.Medigao com a pipelta do licor nor-
mal para cada ensaio; detalhes desta operaglo.
Agitaglo dos ensaios para se deprem os preci-
pitados. Ea-prego dos licores millisimaes para a
determinago final da lei de cada um dos ensaios
feitos..
3a parte. Verificagao e preparagao do licor
normal. Verificagao e preparagao dos licores mil-
lisimaes. Preparagao do chlorureto de sodio. Ve-
rlcsgo das pipeltas e graduaglo dos volumes.
Preparagao do nitrato de prata puramente chi-
mico.
Arl. 3." No concurso para fundidor e ajudan-
tes o programma dos exames ser o seguinte :
Parte theorica.
Compasiglo e propriedades chimicas dos ci-
dos ntrico, sulphurico e chlorydrico. Emprego
destes tres cidos as apartages. Composiglo e
propriedades chimicas do nitro, do sublimado cor-
rosivo e do trincal; reacges que se passam cora
o emprego desles corpos no adogaraento dos me.
taes. Composiglo e propriedades dos nitratos de
prata, de palladio, e de cobre, dem dos chloru-
retos destes tres metaes. Reacges do acido ox-
lico e prolo-chlorureto de ferro sobre os chloru-
retos de ouro ; emprego destes dous reagentes na
preparagao do ouro puramente chimico. Theoria
da apartago do ouro pelo acido ntrico e pelo
sulphurico. Emprego do pesa-acidos (areomelria
na parte que relativa.) Combustiveis emprega-
dos as fundiges e theoria dos fornos a corrente
do ar lirre.
Parte pratica.
1* divislo.Fundiges em ponto pequeo e
adogamenlo do cobre, prata o ouro e das ligas
desles com aquello metal. Fundigo em ponto
grande (as proporges em que se Tazcm na casa
da moeda) destes tres metaes. Detalhes de todas
essns operages (fundiges e ensaios.)
2a divisao.Eoquarlago do ouro para ser apar-
tado ; detalhes desta operigo. Apartago pelo
acido ntrico e pelo acido sulphurico. Reducglo
do nitrato de prata a chlorureto. Separaglo des-
ta cora o emprego do cobre. Rcducgo do chloru-
reto de prala tanto em poni pequeo como em
grande. Separaglo do palladio, platina e outros
metaes das dissolugesdo ouro e da praia. f re-
pararlo do palladio maleavel. Preparagao da
prala e do ouro puramente chimicos.
Art. 4. Os exames pralicos, de que tratam os
srtigos antecedentes, deverlo ser feitos acompa-
nhando os examinadores todos os processos pra-
licos era seus delalhes e dirigindo aos exami-
nandos as perguntas que lhes pareceris conve-
nientes.
Art. 5 O presidente e secretario dos concur-
sos, bem como os respectivos examinadores,'se-
rao designados pelo ministro da fazenda, na coo-
formidade do art. 2 do decreto n. 2,632 do 1 de
setembro do corrente anno.
Art. 6. Serlo dispensados dos eximes theori-
cos exigidos nos arls. 2 e 3o os individuos que
se mostrarem habilitados em physica e chimica
por qualquer das escolas do imperio em que exis-
tan] cursos destas sciencias.
Art. 7. Nos concursos para ensaiador, fundi-
dor e ajudanles desle sero observadas as dispo-
sigos dos arts. 3o. 11,12, 13 e 15 do decrelo n.
2,549 do correle anno.
Art. 8. Sao applicaveis aos exames de prati-
cantes das officinas de contraste e de fundigo,
que quizerem obter titulo de ofilcial, na formado
arl. 61 do decreto n. 2,537 de 2 de margo do cor-
rente anno, ss disposiges dos arls. 2, 3, 4 e
7o, das presentes instrueges.
Rio de Janeiro, era 12 "de dezembro de 1860.
Angelo Moniz da Silva Ferraz.
delles os presidentes das provincias nomearao
mdicos civis que so prestem a subslitui-los nes-
se servigo.|
Arl. 11. Figo revogados os arts. 6., 99 e 100
jo regulamenlo u. 1,900 de 7 ne margo de
1007
Art. 12. Cada delegado do cirurgiao-mr do
exercito ter a seu cargo os livros quo forem no-
cessarios para a precisa clareza na respectiva
escripturagao.
An. 13. As funeges dos assistentes dos dele-
gados do cirurgilo-mr do exercito passarao a
ser exercidas pelos proprios delegados.
Art. 14. Os 1.' mdicos e 1." ciruagies dos
bospitaes continuarlo a perceber as vantagens
estsbelicidas na tabella em vigor ; os 2.* cirur-
gins porm flcailo ;com as decretadas para os
3." mdicos e cirurgies dos hospitaes, lugares
ora abolidos.
Os empregados que pelo actual regulamento
passarem a accumular funeges que pelas anti-
tigas disposiges erlo distribuidas a mais de um
individuo nlo terao por isso retribuidlo superior
s de que j estiverem no gozo.
Art. 15. Ficam em pleno vigor todas as dispo-
siges do regulamenlo n. 1,900 de 7 de margo
de 1857, que nlo forem expreasamentc revoga-
das pelo presente.
Palacio do Rio de Janeiro, era 26 de dezembro
. do 1860.Sebastio do llego Barros.
Senhor.Mandou V. M. Imperial, por porta-
ra expedida pela secretaria de esla'do dos ne-
gocios da guerra, em data de 24 de outubro ul-
timo, remetter ao conselho supremo militar,,
para consultar, o incluso requerimento compe-
tentemente informado, em que o Dr. Adolpho
Bezerra de Menezes, 2. cirurgio-lenente _do
corpo de saude e assislente do cirurgilo-mr do
exercito na corte, pede permisslo para entrar
em exercicio do cargo de vereador da camar mu-
nicipal da mesma corte para que fra eleito.
Allega o supplicanlo que nao pode entrar em ex-
Minislerio dos negocios da fazenda. Rio de
Janeiro, em 7 de dezembro de 1860.Angelo Mo-
niz da Silva Ferraz, presidente do tribunal do
thesouro nacional, para a boa execucao do art.
68 na parto relativa ao proviracnto dos segundos
conferenles das alfandegas. ordena que se obser-
ven as seguintes disposicoes: ercicio do cargo de vereador.d'a cmara nunTcipal
Art. 1 Podem ser adm.ttidos ao concurso dos da corte, para que fora eleito. sem previa lcen-
empregos de seguodus conferenles das alande- Qa ; pelo que pede a concesso do referida li-
gas os empregados de qualquer repartigao de fa- cenga.
zenda e quaesquer individuos que provera 5 j o cirurgio-mr do exercito informa dizondo
l.o Que tem idade de 18 a 20 annos ; quo o supplicante est muito no caso de mere-
2. Que esl Iivre de pena e culpa ; : Cer a graga que impetra, porquanto o exercicio
. i *5f? Iem bom comportamenio. das funeges inherentes ao seu actual emoreeo
Art. 2. As materias sobre que devem versar nao su de nenhuma sorte incompaliveh com
os exames para os referidos empregos sao as que as de vereador, por isso que o assislenle do ci-
requer o arl. 69 3o para o concurso do lugar de rurgio-uir do exercito, como este, lera sua re-
sidencia Dxa na corle, e o exercicio, das funces
primeiro conferenle.
Art. 3." No examo destereomclria, areomelria
e pratica dos methodos e uso dos instrumentos
modernos de arqueagao dosnavios.se observa-
rlo os esiylos seguidos para o concurso dos'lu-
da municipalidade nlo prejudica as allribuigoes
que lhe sao conferidas pelo art. 60 do regula-
menlo n. 1,900 de 7 de margo de 1837.
o ajudante-general roferiodo-se mencio-
gares de slereometras e seus ajudautes, na forma nada informaglo do chefo do corpo a q or-
dos arts. 72, 73 o 74 do regulamenlo de 19 do tencQ suplicante, e junto ao qual est empre-
o. Angelo Moni: da Siao 8Ubmelle a sua prelenglo considerago
do governo imperial para a tal respeito resolver
Silva Ferraz.
Ministerio da guerra
hecreto n. 2,715 de 26 de dezembro de 1860.
Altera o regulamenlo approvado velo decreto n.
1,900 de 7 de marco de 1857.
Usando da autorisagao que me confero o art.
9 da lei n. 1,101 de 20 de setembro de 1860,
hei por bem approvar o regulamento alterando o
que aeompanhuu o decrelo n. 1,900 de 7 de
margo de 1857 para o corpo de sade do exerci-
to, que com este baixa, assignado por Sebastio
do Reg Barros, do meu conselho, ministro e se-
cretario de eslado dos negocios da guerra, que o
lenha assim entendido e expega os despachos
oecessarios.
Palacio do Ro de Janeiro, em 26 de dezembro
de 1860, Irigesirao-nono da independencia e do
imperio.Cora a rubrica de S. M. o Imperador.
Sebastio do Reg Barros.
Regulamento alterado, nos termos do art. 9 di
lei o. 1,101 de 20 de setembro de 1860, o que
foi approvado pelo decreto n. 1,900 de 7 de
margo de 1857 para o corpo de sade do exer-
cito.
o que lhe parecer mais conveniente ao servigo.
Parece ao conselho, que o 2." cirurgio-mr do
exercito na corte, nao esl no caso de obter a
permissio imptrala para entrar no exercicio do
cargo de vereador da cmara municipal da corle,
visto como da combinago do art. 19 da lei do
1. de outubro de 1828 com o art. 2. da lei de
25 de julho de 1831 resulla incompatibilidade
nos exercicios das funeges da administrago
municipal com os militares. Rio de Janeiro, 3
dezembro de 1860.Alvim,Brrelo.Visconde
de Cabo-Fri,Baro de Suruhy.BiUancourt.
Cabral.Como parece.
Pago, 26 de dezembro de I860.-Com a rubri-
ca de S. M. o Imperador.Sebastio do Reg
Barros.
Art. 1. O quadro do corpo de saude do exer-
cito se compor de um cirurgio-mr do exerci- di armada, se execute o regulamenlo quo
lo, cora patente de coronel, chefe do corpo ; este baixa, assignado por Francisco Xavier
quatro cirurgies-mres ao divislo, com patente
de tenenle-coronel ; oilo cirurgies-mres de
biigada, com patente de major; quarenta c dous
primeiros cirurgies, com patente de capillo ; 94
segundos cirurgies, com patente de lente; 20
pharmaceuticos, com patente de alferes; urna
coropanhia de enfermeiros composta de um pri-
meiro sargento, quatro segundos sargentos, oilo
cabos de esquadra, e cento e cincoenia soldados,
dosqusescem serlo enfermeiros-mres e enfer-
meiros, e cineoenta ajudanles de enfermeiro.
Art. 2." O pessoal administrativo e para o ser-
vigo medico dos hospitaes militares se compor
de um director, um 1. medico, um 1." cirur-
gilo, tres 2.* cirurgies, um almoxarife, um es-
crivao, dous amanuenses, um porteiro exercen-
IWinisterio da mar inha.
Decreto n. 2.709 de 19 de dezembro de 1860.
Manda executar o regulamento eslabelecendo re-
gras segundo as quaes devem ser feitas as no-
meages para os commaodos dos navios da ar-
mada.
Ilei por bem determinar que d'ora em diante,
as nomeages para os commandos dos navios
com
Paos
Barreto, do meu conselho, ministro e secretario
de eslado dos negocios da marinha.
O mesmo ministro e secretario de estado o le-
nha assim entendido e faga cumprir. Palacio do
Rio de Janeiro, cm 19 de dezembro de 1860, 39
da independencia e do imperio.Com a rubrica
de S. M. o Imperador.Froncisco Xavier Paes
Brrelo.
Cumpra-se e regist^-se.Palacio do Ro de
Janeiro, em 20 de dezembro do 1860.Francis-
co Xavier Paes Barreto.
Regulamento a que se refere o decrelo desla data-
eslabelecendo regras segundo as quaes devem
ser feitas as nometres para os commandos dos*.
navios da armada.
Art. l.Ocommando do navio de vela ou mix-
do tambem as funeges de fiel do fardamento, lo de forga superior a 24 pegas e do vapor de
mais de 350 cavatios pertence a official de pa-
tate nlo inferior de capillo de mar e guerra.
"Arl. 2.a O comisando de navio de vela ou
mixto de forca entre 14 e 24 pegas, e de vapores
de 200 a 350'cavallos, pertence a official de pa-
tente nlo inferior de capitlo de fragata
Art. 3.a O commaodante de navio de vela ou
mixto de torga de 5 a 14 pegas, e de vapores da
200 a 100 cavallos, e o de transportes de tres
mastros, pertence a ofcial de patente nao infe-
rior fi de capllo-lenenle.
Art. 4. O commando de navio do vela ou
mixto de forga inferior a 5 pegas,
cm ajudanle do porteiro exerceodo tambem as
funeges de fiel do roupa e utensilios, um com-
prador despenseiro, um cozinheiro, um ajudan-'
te do cozinheiro, um enfermeiro-mor para 200
enfermos ; e os enfermeiros e serventes quo fo-
rem necessarios. j
Art. 3 O director do hospital, a quem sao
immediatameute subordinados todos os empre-
gados do estabelecimeuto, ser de patente ou an-
tiguidade sempre superior do cirurgilo militar
mais graduado que estiver servindo no estabele-
cimento.
e o 1." cirurgilo sero
Arl. 4. O 1. medico e o !. cirurgilo serlo' mmo de torga inferior a 5 pegas, o de vapores
escolhidos d'entre os olciaes superiores do cor- de forga inferior a 100 cavallos, o o de transpor-
po de saude para o hospital militar da corte, e les de dous mastros, compete a official de palen-
dentre os l.os cirurgies para os hospitaes das nao inferior de 1 lente, que nesle posto
proviocias. I ou 00 lmmcdiato inferior leona servido como offl-
Art. 5 Os l'" mdicos e cirurgies dos hos- cial a borJo de navios armados em guerra, oa.
pitaes accuramularao as funeges quo al ago- em transporte por espago nunca menor de quatro
ra eilo"desempenhadas pelos 2.* mdicos e ci-j nnos, ou tenha commandado por dous annos os
rurgies, e serlo substitu dos em seus imped- [ mesmos >'avios.
mentos pelos 2.* cirurgies, conforme a maior Arl. o. tsla calnegona de com landos nao
graduaglo ou anliguidade.
Art 6." Os facultativos empregados nos hospi-
taes na qualidade de 2.* cirurgies serlo tira-
dos indistinclamenle das classes de 1." e 2."
cirurgies do exercito.
Art. 7 E' reduzido a quatro, para cada um
dos hospitaes militaros da corte e da provincia
da Bahia, o numero dos alumnos pensionistas
de medicina e cirurgia, e a dous o dos de phar-
macia. Fico abolidas as classes de alumnos ex-
tranumerarios de medicina, cirurgia, e de phar-
macia.
Art. 8. Smente ao cirurgilo-mr do exerci-
to compete ter um assislente para o servico do
corpo, ficando abolida a classe dos assistentes
dos delegados do mesmo cirurgio-mr as pro-jsuas ^t"0'"-
vincias. Ar1,' Na
de comma
poder ser alterada senao em circunstancias ex-
traordinarias, ou por falta de olciaes as con-
diges estabelecidas nos artigo? precedentes.
Art. 6." No principio de Janeiro e no de julho
de cada anno, o quartel-general da marinha
apresentar ao ministro da marinha urna rea-
cao conlendo os nomes de todos os primeiros
lpenles que estiverem as circunstancias des-
criptas no art. 4, declarando nella quaes os com-
mandos que estes offlciaes tiveram, os embarques
que Qzeram em navios armados em guerra ou
em transportes, e porquanto lempo uns e outros
duraram, todas as notas existentes em seus as-
senlamenlos que lornem recommeadareis estes
officiaes, e o resumo dos pareceres dados sobra
mesma occasilo enviar urna ou-
Art. 9." O assislente do cirurgilo-mr do ex-llra relagao conlendo em extracto as inbrmages
ercilo, para desempenho dos deveres que lhe
sao commeitidos pelo art. 60 do regulamento n.
1,900 de 7 de margo de 1857, ser obrigado a
comparecer diariamente na secretaria do corpo
de 3aude, auxiliando o secretario na oxpediglo
das ordens e em quaesquer outros trabalhos,
oxcepto quando, nos termos do .artigo citado,
houver de acompanhar o chofe do corpo.
Art. 10. Ficam abolidas as juntas militares de
saude as provincias. As iuspecces de saude
serara praiieadas pelos crurgiea militares que
posse existir as mesmas provincias, e na falla
reservadas existentes de todos os officiaes desde
espitad de mar e guerra at Io lenle.
Art. 8. A eollocsglo dos primeiros tenentes
na primeira destas relages ser feita per anli-
guidade ; e o governo, nlo demittindo de si o
direito de preferir oque julgar mais proprio para
estas commisses, nlo poder cocotudo fazer
sua escolha fra dos nomes contidos em tal re-
lagio.
Art. 9." Neonata commando durar por mais
de tres annos.
Art. 10. O official que na firma do artigo aa-


w

IUMO DI PBMiMBOCO. ^OIRTA fEIRA 17 Dt JANEIRO DE 1861.
ffff r*
tecedente fr substituido em um commando, s preciso que fosse atacada a constiiakao ou a dy-
poder voltar a commaiidar pasando um trino. | rustia : ama palavra mal interpretada, urna ex-
Ail. 11. as regras estabetecidas dos dous, pressao sahida no fogo da improvisago. e que
precedentes artigos sao executados os casos do na agradase, um (acto anticipadamente annun-
ari 5. i ciado, tuilo islo bastava para ter cabimento a
rt. 12. 'O ter servido j na qualldade decom-" admoestacao.
mandante, e- mesmo o salar collocada na relay o O delinque ule s era. sabedor da sua falta
de que-traa o art. 6. alo rs*Ur o4tkial de]quanee recebia o castigo; penruo antes dista
embarcar debaixo da ordena tea qualquer utvie i na- ata citada em interrogado, nao Uoha o di-
que pelo detalhe da servico lhe compila. rert te aefez*. : Uaibasa naa aa quera saber a
At 13. no pene, e oa oOiciacs dea navios fM as casa- desculpas: a deposa daa daee tdaaoetucoe s nes-
oaaae podante servir na aaeataa eetsco aaci tas adijoes jornal pasaava a sarsvpprttnitta.
naiada tres atinas, salva a acaagtoda art. i Taiprisaticeao administrativa taeabeolutt. Ue
Art. 14. O tempe, da servido urna acial ata- oraateolente. am por isso isoatava^eioroaa* 4a
arcad em navio armado en goerr aoa tai man-1 jurisdiego aa tribuetee. Todas aa tus nanto
orla, ser coatado, aara aorgaiiisago a rata- das desde sestela annos para e sobre esta aaa-
co de que trata o art. t,aromo melada da de teria, subsistiram aggravadas com a dispotica do
commandante. .decreto de 17 de fevereiro de 1852que duas
Art. 15. U tempe ampregade do servido das ccndeaoaces indiciaras, par minimas que foa-
coaapanhias particulares, ou em qualquer aatro sem. pur insignificante que houvesse sido a mo-
que oo seja os de que tralam os artigos aniece- lentes, nao entrar em conla para a orgaaisac.no suppresso. nao oais facultativa, porm forjada.
4a uaitkagao da
ama astraogeiros
e aos st;
tais apea
da atrU,
amadas tn
rotnRs
q llan-
da dita relac.au.
Palacio do Uio de Janeiro, em 19 de dezembr
de 1860.Francisco Xavier Paes Barrct*.
Gobern da provincia.
Expeditnte do di 1 dejatieir+ de 18fl.
Circular a lodos os commandantes superiores
da guarda nacional.Con vm que V S. remeta
coaa urgencia, aflo de ser-ina entrega ala da
20 de tevereiro prximo viadouro, sem faka, o
urappa da (urca da guarda nacional sob seu com
mando superior.
Por esta ccasio recemmendo-Uie a restricta
observancia do disposio no 6 artigo Io do de-
creto numero 1,354 de 6 de abril de 1854.
Otlicio ao inspector di ihesuurarla de fazeoda.
A assignatera que fosse esquecida depois de enu-
merado de urna serie defectos diverses, qual-
quer formalidade oraittiJa, urna noticia inexacta,
ainda metano que uinguem prejudicasse, basta-
riam para motivar a condemnago ao pagamento
de aiguns francos. Pela segunda vez o jornal po-
da ser supprimidode pleno direito : desorteque
dous deliclus, que a lei puna com urna multa de
cinco francos, podiarn levar a destruido urna
propriedade de dos miihes, que alimeotava
du tenias familias. Hara para os jornaes urna
" I concurrencia enorme de jurisdiego, que emana-
vam tanto de ministerio do interior como do da
juetica.
Esse estado de cousas tem coaseguido reunir
o complemento arbitrario, na falta absoluta de
garantas, a desproporcao entre o delicio e a
A vista do pedido junto, mande V. S. diantar j P8.".- analmente ? ?*'< de suppresso, restos
I mfelizes du principio de cunscacao. Mas, fai-
no alraoxarife" do hospiul militar a quantia de
1:6009000 para occorrer ao pagamento das des-
pezas daquelle eslabeleciinenlo na segunda quin-
cena do presente mez.Coraaionicuu-se ao coiir-
mandante das armas.
Dito ao mesmo.Era vista das coalas que de-
votvo, e que j se acharo verificadas pela repar-
tidlo das obras publicas, maude -V. S. pagar a
quantia do 1069920, em que importa o gaz con-
sumando no palacio da presidencia, nos rnezes
dejulho, outebro e novembro do anoo prximo
passado, segundo consta do parecer da contado
lando com toda o pezo, podemos dizer que esse
complexo de ceusas em rigor anda insuficien-
te ; porque quando a impreosa se acha no cami-
aho recto, rrcsistive!, pois participa do immen-
so poder da verdadt. Condemnago, admoesta-
(5o, suppresso, uesse caso de nada servem : o
livro suppre o jornal, e o direilo escapa sempre
ao imperio da forja por qualquer lado que seja.
Infelizmente a circular do conde de Persigny
i nao mudo a semelhnnio estado : anda subaste
iolacta a legislado de 1852. Mas inncgavel.
?iVS ssa thSo,,ralnaU a quVse refere a nforml- ^ verdade e da slica que
C3o de Y. S. de 18 de corrale, sob n. 25. ss circular eslabelece regras para inlerpret'caa
Bito ao mesmo.-Co.nraunico a V. S.. para *-u J" "^i^'f1^0' "9 ^^ abUnd3in ,Dten'
conhecirnerrto. e aQm do que o f^a constar ao $aeJ realmente libertes.
e aQm do que
inspector da alfandega, que seguodo paiticipou-
meo juiz de paz presidente da mesa parocinal Ja
fregueziadu Cabo, em otHcio de 11 do corrate,
eslevo fazendo parle da referida mesa parochial
na qualidade de eleilor daquella freguciia, o quar-
to escripturaria da mesuia alfandega, Joaquim
Albino de Gusmao.
Dito ao inspector da tliesouraria provincial.
Em vista da conla junta, mande V. S. indemni-
sar o almoxarife do arsenal de guerra, conforme
requisitdu o respectivo director, em ofliciu de 12
do corrate, sob numero 14, da quantia de rs.
5;to{10, em que importara differeutes ubjectos
furaecidos pelo mesiuo arsenal para a compaohia
de pedestres desta capital e casa de deteuco.
Cammuncou-se as director do arsenal de guerra.
Dito ao mesmo.Convra que V. S me envi
at o da 31 do correnle sem falla, o relaturio da
reparttcao a seu cargo, indicando as necessidades
que devera ser levadas ao conhecimento da as-
sembla legislativa provincial, o que hei por
muito recomraendado a V. S.Oliciou-se para o
mesmo lint ao director do arsenal de guerra, ao
inspector da saude publica, ao commissarlo vac-
cinador, 30 inspector da saude do porto, ao com-
mandante du corpo de polica, ao director das
obras publicas, o aocunselho administrativo para
fornecioiento do arsenal de guerra.
Circular cmara municipal de Olinda.Nao
tendo a cmara municipal de OlinJa remettido
al o presente o balauco, ornamento, coalas do-
cumentadas e exposijo exigidas na circular de
4 de dezerobro ultimo, curnpre que o faga al o
dia 31 do cor i en le, sem falta, o que muito llie
recororaendo.fliciou-se no mesmo sentido s
cmaras municipaes de Iguarasi, l'o d'Alho,
Nazarelh, Luuuciro, Victoria, Escada, Bonito, Ca-
ruaru, Cabrob, Ouricury, Ex, Cabo, Serinhem,
Kio Formoso, Uarreiros, Villa Bella, Ingazeira,
Tacarat e Flore?.
Dito ao director das obras publicas Rccom-
nieii'io novamenlo a Vqc. que rae envi sem fal-
la no principio de cada mez o resudado do exa-
fflo feile por um dos empregados dessa repartico
para se coiihecer o gaz cousumido no palacio da
presidencia no Diez anierior.
Dito ao Sr. Alexanre Von Bolly, ajudanle do
eugenhciro encarregado da demarcajao de trros
das aldcias.Kecommendo a Vnic. que, enten-
deudo-se com o director geral dos indios, trate
de cordear os terrenos da aldeia da Escuda junto
da segunda seccao da estrada de farro, que fo-
rana aforados a'differcnles pessoas pelo mesmo
director.
Portara.O presidente da provincia, confor-
mando-se corr o que propoz o director geral da
iustrucco publica, em olco de 11 do correnle,
resolvciioruear a Jos Tenorio de Castro Grama
para reger iuterinameute a cadeira de ioslrucjao
elementar do Curato da S.
Dita.Os senhores agentes da companhia bra-
siieira do paquetes a vapor maudem dar trans-
porto para o Maranhao, por conla do ministerio
da guerra, no vapor que se espera do sul, ao l-
ente I.eouarJo Luciano de Campos, que vai ser-
vir no quinto batalhao de infanlaria.
Expediente do secretario do governo.
OHliio cmara municipal du Goiauna. O
Exra. Sr. presidente da provincia manda acensar
a recepeo do ofiicio que lhe dirigi a cmara
municipal de Goiauna em 7 do correte, partici-
pando ter lomado pdsse e entrado noexercido de
anas funcQcs.
DESPACHOS DO DIA 14 DE JANEIRO DE 1861.
ieguerimeno.
3537.Franscisco Xavier llodrigues de MiraD-
da.luforme o Sr. inspector da thesouraria de
fazenda ouvindo o da alfandega.
3538.Fielden Brothers.Dirija-se a thesou-
raria de fazenda.
3539.Padre Juveocio Virissimo dos Arijos.
Iaforme o Sr. iospector da thesouraria de fa-
zenda.
Tendo reservado a severidade da lei para
aquellos que se quizessem servir da liberdade da
imprensa com o fim de desacreditar o governo
estabelecido, o Sr. de Persigny emitte o pensa-
raento deque seria muito para desejar que fos-
sem patentes os abusos commeilidos por parle
da sociedade, e do governo igualmente, que fos-
sem disentidos os actos da administra^ao, e ra-
veladas assuas injurias, emt'un que o muvmea-
to das ideas, dos sentimeatos e das opiaies con-
trarias viesse despertar por toda a parle a vida
social, poltica, commercial, e industrial.
Neste caso perguntaraos nos para que, salva a
circumsXancia de ser o governo ataca lo, se ha de
conservar intacto esse complexo de disposiQes
arbitrarias e rigorosas, sobre tudo inulcis urna
vez que se tenha decidido bu fazer-se uso d'cl-
las, e ameacadoras para a liberdade de discus-
sao, para a independencia do escriptor, e para a
existencia dos jornaes ? A' despeito das raelho-
res iulences, nao so pode combinar o arbitrario
com a liberdade.
Se um jornalista possuo um senhor absoluto
do sua sorte, que tenha o direito de aoniquila-
lo, quando assim lhe couvenha, esse jornalista
nao livre : pois so o tal senhor nao quer fazer
uso du seu direilo, o jornalista s pode dizer que
ello muito bondadoso ; mas liberdade, cssa
nao, que nao possue.
Todava curnpre coDfessar que j nao to pe-
quena cousa a interprctaQo de urna lei no sen-
tido liberal. Apruximando-so do acto de 24 de
novembro a circular, a que nos referirnos, Irou-
xe para lodos a consiccio de que melhores dias
vao nascer para a tribuna e para a imprenso, de
parlamentos distinctos e de amnista getal; l
vista do q'-ie teria de recamecar ira
o bombordeamenlo.
Esse manifest com data de 8 do cdma*e
.-to anierior suspenso das hoslUwiadet.
abunda de urna certa grandeza e patriotismo real.
Elle appeila. para o sanlimento q,ua faz o
mas raswitrren a idea da tasas
n'am vasta reas piamonaas, asatimanta
lites faz safaacac que aa traa
patria cdwm, eesssiderac1
s como iaimiaos a Vctor E
a cometa psr astas aaUvcis
a UesaaaaaaCaaltv onda
corda defasas a iaattpaada
da vejo SMsssnbdstss mua*
cois iodos m malta da dominio- estrasgetrst
quaado as vafe, quaet posss conmatstadas, le-
va rern o seu sangue e os seos bens outros paizes,
calcado aos pe por asa aaa etlrangairt, ~
meo coraco napolitano bate de indignacae.....
Entretanto deve-sa desejar parakem de luturo
da patria italiana que estas palavras nebres e
cloquenles ao despertera oma guerra civil, aa
qual a paz europea podara ser muito compro
mettida. A reaeco nos Abcuztos parece que
vai perdeado terreno, e Gaeta das Duas-Sici-
lias e nico ponto que, com Hessina, na vio
linda neile Buctuav bandeira pieataoleza.
Tem-se tallado em negociaces enceladas, ou
prestes a serem enceladas, entre o Papa e Vctor
Emmanuel; segundo esses boatos o Re, e nao
o Pontinee, defa os primerros passot neale sen-
tldo; e o gabinete de Turim procurava por in-
termedio de Napoleio III resolver Pi IX res-
tringir smente cidade de Boma a sua sobera-
na temporal. Escreveram at mesmo da cidade
eterna que Vctor Emmanuel propusera directa-
mente ao Santo Padre ama penso annual de
dous miihes de escudos romanos, liberdade
completa na cidade de Roma, direilo absoluto e
sem reserva do governo civil em todas as no-
meaces de cardeaos, arcebispos, bispos, prela-
dos em toda a extenso da Italia. A ineroseme-
Ihanga desta proposigao rouba-lhe lodo o aspecto
de aulhenlicidado.
O governo porrtifical cuida em reorganisar o
seu exercto : nisto o Sr. de Herode se mostra
de um ardor incansavel, de que nao o removem
os ltimos lances que solTrcrara os primeios vo-
luntarios : dizemosvoluntarios porque est
hoje averiguado que os soldados naciouaes recu-
saram bater-se em toda secctsiao, e por toda a
parte. Ocardcal Antonelli continua era granJe
opposico com o Sr. do Herode: elle quera
que, sob a protecQo das bayonetas francezas, se
limitassem nicamente a urna resistencia passi-
vs : nao obstante ambos repellem rom igual
energa a poltica de conciliacao. Por oulro lado
e povo oppe a todos os actos c projectos do go-
verno um espirito do hostilidad?, que causa a
Papa grande desanimo.
De cerlo tempo para c temos lido muitas va-
cancias as lileiras do Episcopado francez. O
governo de Napolej III tem feito suas esco-
Ihas, e designado aiguns prelados novos ; mas a
rectifleagao pontifical est ainda por vr: e
provavel que Pi IX as circumstaucias actuaes
Bao se considere sufBcienteraente livre, e al
ova ordem de cousas pelo menos se recuse a
fazer uso aa Franca da sua suprema prerogaliva
espiritual.
Em Vienna o Sr. de Schmerliog, muito oppos-
to idea da ce-sao da Venezia se acha substitu-
idlo definitivamerite ao Sr. Goluchowski no ga
bnete; e atlribue-sc sua nomcacao ura al-
cance muito maior sem duvida no sentido das
reformas liberaes, igualdado religiosa, abolico
da concordata, revisio completa da nova cont-
tituicao do imperio, etc. Apesar das disposi-
ces do gabinete reorgaoisado continua-se t en-
treter o publico com as negociaces entabotadas
aflm dse oblar de Francisco Jos a cesso da
Venezia : e ainda que a realidade desses passos
deva inspirar duvidas asss legitimas, todava
coocebe-se que bem da paz muitos governos
ten ha ni querido ou qu-iram tomar a iniciativa
dorio negocio. Dizem que para esse lira lord
Bloomfield e lord Laftus faram urna viagem
Londres; e que o Sr. Cobden te encarregra de
insistir junto corte de Vienna, mas sem carc-
ter oilicial (o que j tom feito sem successo
ulgaria, impaciente por sacudir o jugo dos otto-
psanos. Aa provincias Holdo-Valaquias paten-
taatn todas os dias as suas tendencias unitarias :
n'uraa patarra prr-para-se urna grande revoluco
na baca da Danubio junte a Austria e a Turqua.
Acrescv- que essa vasta conspiracao j nao
um segredo paca uinguem ; a fta>gaxitf> turca
aaAioaaa stahastaanie no Nadases tres
eitsav
ta.
Os receios que havia de perturbarlo da or-
dem em Sorocaba nao seroalisaram ; igntxava-
so porm tiada qual fosse a votaco.
* *<0 Aruj o juiz de paz que devia presidir
abandanou a meta, mas ostrabalbot continuaran!,
coro e mmediato.
* Kfll Mogy das Cruiaa,a da 31. asila a ter- -
caira chamada, o jua4aBaaManoeiaa4Mart>as
sob o pantaas sstao, er> i aeclarou na acta q-n ia rsssutHi aotnreraata-
SM espingardas, afora as masi-1 bra o adiantamenta a eraica*. teaastac
aahoneiras carretjsdaa da pa-| Vetiaaio AfTonsa PananaW bita pr
na taita, como mantara de lia; ainda
ts de atlftsaiia paderam escaaar aa Gru
eUomaaa, a salir ata o Danubisv A aablime
ta tioha sia> aatsattid pela polica aattd
Esta negocio posta ter mui grave, cata q
asa esteja beta variieada ai cattpHcidada da
Piaaaonte. O general Durando.aaaasuadar de Vc-
tor Emmanael etaGaoslantinoasa, acatntou con-
tra a captura das tres canhoneiras. Nao se sabe
o aa aa armas aprisionadas arae destinadas asa te rrgerre noticia que podemos obter de gente in-
Uungaros, tes Serbios, aos Romanos, aos Bulja- supeua
rio, ou ass Bosniacos. O csrto, porm, que a
Porta consentio em restituir a preza,
_ era
bida a que se pastan pesteriatsMtK
a O Correio Ptuttano da S, rittttnts ta
acaatacimentos daCaqapava que hoaAatan
mas, diz:
c Pire que nao teta desvair da a asta i
blica acerca dos gravas saecesios que i
lugac na villa do Cajapava. publicamos a seguia-
que a Franca vai rcassumir a essa liberdade, finalmente qu o gabinete brlaonico se compro-
cuja privaQao prolongada ia se tornando para ella
urna, causa de etifiaqueciniento, urna diminuico
do seu crdito em lode o mundo.
O conde de Persigny convidando a imprensa a
tizar de maiores imunidades, com tanto que se
abstivesse de dirigir os seus ataques contra o
Estado fez um conviie que s poda produzir
frtelos sob certas coudiges. Era preciso des-
embarazar os joruaes das adniuestaces que os
irariam subjugadus ao syslema de suppresso.
O minislru bem cumpreheodeu este ponto, e a
seu pedido o imperador acaba de revogar todas
as admoeslages, a que estavam at ento sujei-
los os jornaes peridicos de Paris e das provin-
cias. Ainda raais: um decreto do -3 do dezem-
bro correnle os livruu a lodos das condcmna;6es
por delictos de contraveneno
mettia a alcaucar de Vctor Emmanuel nma n-
demnisacao de mil miihes. O negocio seria
para tentara Austria ; mas tambera seria muito
cruel exigir-se da Italia um sacrificio to one-
roso era troca de urna provincia que de direito
lhe perleoce, e que nada mais do que
urna porco arrancada violencia da patria
cornmum.
No meio dessas agitanos internas e de suas
preoecupaces externas a Allemanha segu com
febril impaciencia as peripecias da questo di-
namarqueza, e se mostra muito disposta a regu-
lar pelas armas esse embarazo diplomtico. A
commogo entre os tres, estados scaodinavo3 nao
menor; e osentimento nacional se despertou
com notavel energa enlrc as populacctdaSue-
cia, Noruega e Dinamarca. O partido unitario,
J no dia Id do mesmo mez Napoleo III loha reanimado pelo trumpho da Italia, sonha com
EXTERIOR.
baixado um ou'ru decreto, reurgatiisaiido o go- i
verno e alta adininistraeau da culonia argeliaa,
que scru ceotr&lisadus era Argel sob a autori-
dade de um governador geral coni a obrigacao
de dar coritas directamente ao imperador da si-
tuacao poltica e administraran do paiz. Esse
funeciouarto de prinicira ordem decretar por si
mesmo sobre todos os negocios administrativos,
e nomear os empregados sujeilos ao ministerio
da Argelia, com excepQo do que diz respetto
jusliga, aos cultos, e iuslruccu publica, re-
unidos aos tres ministerios do que dependem na
Frauca. Os actos da alta adiuinistragu e do go-
verno emanarlo do imperador, e as proposlas
lhe serio feitas pelo governador geral por inter-
medio do ministro da guerra. O governador ge-
ral lera junio a si e sob sua presidencia um cou-
selho consultivo ; ende se deliberar sobre todo
e qualquer aclo relativo ao dominio do estado o
da competencia do mesmo governador. A' este
incumbe organisar o orcamenlo, o a repartico
do imposto, submettendo esse orcameoto um
conselho superior, cuja creacao se acha fixada
pur um decrete, e dahi subir elle approvaco
imperial. Esse decrete tem por tiro simplificar
o systema administrativo, quo contribua singu-
larmente paca paralysar o deseuvolvimento da
Colonia: porm, a nosso pesar, ficam sempre
subordinados autoridade militar o movioaeute
e o progresso da colonisago.
Gomo j dissemos, acha-se investido do gover-
no geral do Argelia o marechal Polissier, duque
de Malakoff. O general de Marlimprey foi
urna completa semelhanca era. relacao lodos
os membrea desligados da raca scandinavt. Es-
se movimento se se prolongar, exercer, confor-
mo toda a apparencia. urna influencia decisiva
sobre o regulamento da questo dioamarqueza,
e sobre a attitude da Suecii a da Noruega as
prximas oveulualidades.
A Hastia Universal Miaan aun unca que a
Polonia se ach u'um estado da fermentorao tal,
que lera provocado da parte do governo russo
algumas medidas de precaucaa: orani concen-
tradas tropas as frdnteiras do ducado do Posen
com o fim do impedirem os Polonezos da Pos-
nania de juotarem-se aoa do grao-ducado. K'
evidenlo que se tem apoderado das naces op-
primidas urna febro de iasurreicao ; todava de-
ve-so esperar qde no meio dessa ermenlaco os
Polooezesoucam os onsalhos da prudencia, e
nao compromettam urna causa, cojo bum xito
s o tempo pode assegurar.
A reaeco, e as agitaces do continente se
tem feito sentir at na irlanda, onde levo j
lugar urna reunio a favor do appello a unio :
urna vez
que os navios teroassera a passar a Basphoro, e
voltassem para a Italia.
A attitude da Hungra se torna cada vei mais
inquietadora. Os mais moderados d'eolre ot Ha-
gyares pedem a constituito de 1848, a a anne-
xaco ao seu paiz daquellas provincias que lhe
pertenciatn nessa poca : de sorte qua a Hungra
em vez de contar s cerca de 8 miihes de
habitantes como actualmente, contara 13 mi-
lh*es. Esperando que- s reattsa essa voto nacio-
nal, o povo calca aos ps as aguiat imperiaes,
marcha impvida e com a fronte levantada, e
com toda a simplicidade vai formulando os seus
pedidos, ou para raelhor dizer, as suas con-
dices.
Os comieios de Pesth, reelamando a rei elei-
toral de 18(8, e exigindo a situaco e estado le-
gal dessa poca, deram o exemplo a todos os
outros comicios. Demois, pediodo a isencao do
pagameato dos impostas atrazados, collocam o
governo austraco na situaco a mais crtica e
perigoaa : se essa rectamacio for attendida, as
Qnancas, cuja situaco j lo desastrosa, sero
plenamente arruinadas : se Mr ella prejudicada,
tornar-se-ha ferceso proclamar o estado de cer-
co, e dahi para a revoluco vai s um passo.
Que fari o Sr. Schmerling-, que adoptou um
programla lo liberal ? Esperamos que a Hun-
gra nao se mostr to precepitada a ponto de
arriscar-so a perder todas as vaolageos e mri-
tos de urna revoluco legal e pacifica.
_ A Austria nao est mais segura sobre o Danu-
bio de que o Uincie. Do seu lado a Turqua ali-
menta receios iguaes. Em Cunstantinopla o grao-
visir dirigi ao sulto o seu relaturio sobre os
resultados das iuvesgaces, a que precedeu as
provincias. Elle nao enconlrou na sua viagem
seno proras evidentes da boa aduuistracao dos
Turcos : os christios sao tratados pelos Musul-
manes com urna doc,ura quasi paternal, e o Tan-
ximot por mais que digam produz o effoilo de
ama verdadeira coastiluico; pelo que a subli-
me Porta nada mais lera a fazer seno ser perse-
verante no caminho que se tem tragado.
Nao esperramos menos da inspeceo de grao-
visir I
Na China os negocios proseguem no seu anda-
mento. Os ltimos despachos que dali tiveraos
datados da Pekn .de 13 de oulubro annunciaram
queaa tropas reunidas da Franca c da Inglaterra
haviara entrado na capital: tsla cidade submet-
leu-se completamente ; apezar disto o corpo ex-
pedicionario acampou sobre os muros para nao
aventurar-se em um lugar que possue urna po-
pulacho de tres miihes de habitantes. O impe-
rador lomou a fgida seguido das suas tropas.
Esse illio do co com os seus tres exerctos
ebioez, trtaro e mogote ; com os seus 600,000
infantes, seus 200,000 cavalleiros e seus miihes
de canbes, fugio diante do um puohado de eu-
ropeos I Esse chefe de 400 miihes de homens
abaodonou sem ruido a sua praca a esees euro-
peos vencedores j em tres combates I
A 22 de selembro o baro uros e lord Elgin
eocetaram as negociaces com o irmo do impe-
rador, que lhe conferir plenos poderes na occa-
sio de partir para Manlchourie. A 26 a paz fui
assigoada, e as rectilloaces permutadas ; no mes-
mo dia as tropas franco-aglezas evacuaraia Pe-
kn, para onde o imperador tioha de voltar sem
demora, e provavel que ellas conlinuassem a
oceupar Tien-tsin.
Os despachos transmitlidos pelo servico postal,
estabelecido estro 1' .kin e S. Petersburgo, afSr-
mam : Io que os Chineaos obrigaram-se pagar
Franga urna indemuisagau de 60 miihes de
francos, dos quaes devero j ter sido pagos
3,500,000 francas; 2* que aos chistaos ser res-
tituida a posse de todas as suas igxejas; 3* que
os Fraucezes podero recrular lirremenle no ce-
leste imperio os trabalbadores, que quizerem,
para as suas colonias.
Todas estas noticias provocaram urna verda-
deira explosao de erathusiasmo : iste fcilmente
so concebe ; basta que se pense na posigao criti-
ca era que aa acharfa o pequeo corpo expedi-
cionario aiTastaJo spbra os muros de IVkin de-
pois de duat ou t es victorias conlra os Asi-
ticos.
Mas quando se o ive esta brado a China est
aberta para semp a tnao se pode deixar de
pensar-se que o mesmo brado j tem sido pro-
ferido mais de urna vea, a que a China obstinada
na sua civilisaco. onvencids de sua superiori-
dade, humillada sera ser abatida, so tchar
mais de 4,0.00- leguas distante de Pars e de
Landres 1
G. M.
02. juiz de paz Jos Dulra de Para, que,
por impedimento do 1.a, liuha de presidir k elei-
gao, consluio-te chefe de um partido, compos-
to de fracedes de exaltados d'entre liberaes e
conservadores, e reuniodo uns 200 a 300 assala-
riados e capangas, enlrou testa dellet, todos
armados, no dia 20 de dezembro prximo passa-
do, na villa de Cacapavo, levaado t tea lado e
como outros Untos caudilboe, Francisco Alves
Moreira, Antonio Jos Moreira, Juao Nepomuce-
no do Freitas, Joo Gomes de Araujo, Vicente
Ferreira de Castilho, Antonia da Silva Machado,
Francisco Machado e Antonio Bibeiro da Silva.
< Ao entraren oa villa, ao sora de um clarim.
o delegado de polica Ibes iotimou que fizesstm
alto e se desarmassera. To prudente e conve-
niente a Jmoestagao tere em resposta urna des-
carga, da qual resulten a rr.orte de dous soldados
do corpo de permanentes e o ferimenlo de sete
ou oito pessoas.
O delegado, nao podendo rebater urna forga
to. numerosa com oito ou nove pragas do dito
corpo de permanentes, lomou o expediente de
evadir-se, tanto mais sabendo que elle, e coro-
nel Marcelino Jos de Carvalho, que all se acha-
vi, e outros cidadaos de reconhecida moderacao
e importancia daquellas localidades eram procu-
rados com a maior diligencia e sulicitude para
serem assassinados.
a Senhores da villa, os desordeiros soltram
os presos e recolheram cadeia aiguns oulros
cidadaos pacficos, que nao haviam adherido aos
seus principios.
Felizmente porm acaba de constar que o
dito juiz de paz Dutra e seu compaoheiro Anto-
nio Jos Moreira, viudo em busca desta capital,
foram presos cm caminho, e mandados voltar
para Cacapava, aQm de serem competentemente
pracessado", e esta circunstancia prova certa-
mente a debandada completa dos facciosos ; e
por consequencia o restabelecimento da" ordem e
seguranga pubtica, hoje ainda mais fortificadas
com a presenga do chefe de polica e da forga de
cavallaria e infanlaria de linha e permanentes,
que a presidencia em sua sulicitude pela paz e
prosperidado da provincia confiada aos seus cui-
dados, fez para all marchara; mediatamente que
lhe constou to sinistro acontecimenio.lanto mais
inesperado, quaolo a ella oo haviam chegado
'informales nem contra as tendencias inconveni-
entes das autoridades policiacs, que foram por
do art. 1.a mareando o prazo de tres rnezes para
a retirada dos referidos papis, sob pena de mul-
ta, qe administrativa maula imposta pelo de-
legado de polica, e cobrada ejecutivamente.
filial paga o dcimo quarto divi-
dendo, relativo ao semestre findo no ultimo do
ataa^naximo fasasats.
Iste dividaa aa rsaia do Mt liltatlt
acta*.
Temo
uaaaaassoa
ja trazos
laaaaeo
SaJatanoatjaa tata tasas asa lha
veas, ura ttttttt 4 itapccMrta ami
deva te-la da moda a mai, como fa-lo de presente1.
Nette paata- cttrara-aa aa
vem por cerlo ser attendidas.
Na terga-feira leve fim o processo eleitoral
da freguezlt de S. Jos leste crdade, eoje resol-
tado o que se segu :
Eleiloret.
Os senhores votos.
Dr. Innoctncio Serfica da Assis Carvalho. 354
Dr. Elid Henriquas da Silva............ 352
que
isso mantidas e conservadas, nem em reltcio aol? .".fl0.^.^1.? Pereira............
estado menos pacifico e dcsassocegado da villa
de Cagapava.
A pequea furga de polici.i, am numero de oilo
ou nove pragas, com que em vo procuren man-
ter a ordem o delegado, seguia para Guaratngue
la, e foi pelo mesmo delegado mandada deter
por suspeitas que nos ltimos dias nutria do ex-
cessos por occasio do processo eleitoral.
Era cambios : saccou-se a 26 1|2 o 26 3|4
4 90 das sobre Londres, montando s saques
50,000 26 3it em quasi sua totalidade.
Sobre Pars saccou-se 9U0.00O francos 356,
357, 358 e 360 rs. predominando os dous pr-
meiros.
Sobre Hamburgo 50,000 marcos bancos 680
e 690 rs.
Sobro Lisboa e Porto :
107 %-i vista
106 30 dias
105 60
101 b 90 >
Achav-se carga, para Pernambuco, o
brgue Domo.
z7u7n'a.--Nada de aovo occorreu aps a sabida
do Tocantins.
Os cambios recularam :
Sobre Londres 26 518 26 3i4 d.
o Pars 355 360
Hamburgo 680 700
Lisboa 101 106 %
Teneule coronel Manoel Camello Pessoa. 352
Antonio Ferreira Lima e Melle........... 351
Custodia Manoel Theodoro................ Sil
Francisco Antonio das Chaca*............ 351
Francisco Antonio Pereira de Brite........ 3l
Frewetse de Pauta a SHvn Lins........... sat
Tiburcii Valeriano BaptisU............... 351
Caetano Moreira Fon tas.................... 350
Cielo da Costa Csropelo.................... 35.0
Francisco Pereira de Barros e Silva........ 350
Joo Joaqun da Piguefredo.............. 350
Manoel Joaquim Baptista...........,...... 350
Norbeilo Muoiz Teixeira Guimares.____. 350
Emilio Americana do Reg Cazumba...... 349
Francisco Joaqun de Souza Viegas...... 349
Jos Francisco do Souza Lima............ 349
Joo Tavares da Cruz Pooseca............ 349
Franeisco Ferreira dos Santos............ 347
Jos Francisco de Menezes Aaaorim...... 347
Manoel Antonia de Alcntara............ 347
Manoel Jotquim de Souza Vianua........ 347
Modesto Francisco das Chagas Canabarro.. 347
Joo Antonio de Mello................... 3(6
Joo das Virgens Molla.................... 34$
Jos Anselmo Gontaga de Otiveira........ 346
Ma.ioel Jos de Jess Americo............ 3 f$
Maximiano Francisco das Neves.......... 3g
Benlo Alves Rodrigues Tupinamb........ 344
Rufino Antonio de Mello.................. 341
Antonio Soares de Carvalho.............. 310
Suppltnles.
Francisco Canuto da'Boa-Viagom........ 211
Manoel Ferreira Accieli................... 211'
Antonio Mereira de Mondonga............ 210
Eduardo Frederco Banks................. 200
Jos Antonio Pinte........................ 209
Manoel Jos Texeira Bastos................ 209
Dr. Joo Ribeiro da Costa Machado...... 208
Joo Suares Velluzo da Fooseca.......... 208
Dr. Abilio Alvares Martins de Castro...... 207
Felippe Santiago Cavalcanli de Alpuquer-
qe...................................... 207
Hermenegildo Coelho da Silva............ 207
Manoel lureandos de A_lbu luerque Mello. 207
206
Jos rrancisco Beata...................... 20S
Jusliniano Antonio Alves Soares.......... 206
Manoel de Alraeida Lima.................. 206
Joaquim Pedro dos Santos Dezerra........ 05
Jos Francisco dos Sanios Miranda........ 205
Jos Paulinoda Silva...................... 205
Manoel Joaquim Ferreira Estevcs.......... 205
Antonio Francisco Lisbua Esteves......... 204
Jos Mara do Araaral...................... 204
Jos Simplicio de S Esleves.............. 204
Alexandre Sergio de Moraet.............. 203
Francisco Manuel de Almeida.............. 203
Joo Baptista Furlado..................... 203
Joo Francisco Bastes de Oliveira........ 2J
Miguel Jos da Silva...................... 203
Antonio Procopio de Souza Barcellos...... 20o
Belarmno Alves do Arocha.............. 199
Temos noticias da comarca do Bonito, as
quaes do-nos o resultado da eleico da villa
assim como aquella da povoagao de Guipapa, on-
de o respectivo pruce.'so corren com calma e re-
gula ridade.
Bonito.
?
PERNAMBUCO.
DIARIO DE PERNAMBUCO-
Hontem, s 6 horas da tardo, fundeou em nos-
so porto o vapor ing|ez Tyne, procedente do
Ro e Babia, de onda sabio 9 6 14 do cor-
rente.
Em consequencia do desarranjo da machina
do Mersey, que fazjo servico entre o Re de Ja-
neiro e o Rio da i rata, foi mandado o vapor de
inglez Bu: zard, que chegcti de volta
guerra inglez Bu: zard, que chegeu
ahi se proounciaram discursos os mais violantes, 9 pela maobia, sal indo o presente tarde, 011-
CORRESPONDENGIaS DO DIARJO DE
PERNAMBUCO.
Pars,
24 de dezembro de 1860.
Meu caro correspondente. A' 6 deste mez o
conde de eecguy, entrando para o ministerio
dos negocios do interior 4i(jica logo aos prefin-
ios urna circular, na qual, apreciando em aoouui
geraes o aclo de 24 do novembro e a poltica im-
perial quer interna qujer externaconvencido,
como dizia elle, de que as ltberdades du paiz nao
podiam deseovolver-se seuo proporgo que
esto fosse gozando do mais completa segundado
rccommeiidava aos mesmos pretiLos que Grmes
e vigilantes envidassem todos os metes nao s
para manlercm a ordem puulica, como tamliem
para observarera em, caso de uecessidade. os pas-
do estado
sos dos inimigos do estado : e recummeudava
lhesao mesmo lempo quo nada poupasse pa/a ^'i Inglaterra."e"a Ru7sla"cnvidara"m Wan-
conclutrem a obra de reconciacjio entre os par-
tidos, teslcmunhando aos homens eminentes e,i
distinctos do anliga rgimen a consideragao que
elles merecem, afim do determina-los empre- '
garem as suas luzes o experiencia en proveito
do paiz.
Dous diis depois, o conde dirigir esses em-
pregados mais outra circular : dosla vez-, porem,
iralava-se da liberdade da impreosa. 0 assunipto
era grave.
A imprensa at entao nao recebera,das inli-
luicoes imperiaes um s direito, urna s garanta
deexisleucia ; porque, apenas era tolerada, o t-
mida marchara sobre um terreno incerto atraves.
de mil escolh.os, e por caminaos que todos i
conduziam deslruico. Para sa eslabelecer
qualquer jornalera ne'cessario urna auiorisago ;
e para obter-se essa auteriHco livre e desemba-
razada de qualquer compromisso. cumpriaque
houvesse multa torca de vontade, e um concurso
de circumstaucias felizes, que faziam dessa favor
um, caso excepcional.
Os jornaes logo nasuacrea5a0luiavam.com
dif ersas causa de deslruico : podiam ser sup-
priaildos depois da duas admoestacas, e at
mesmo sem ellas aps logo a su primeira publi-
ca;o, e isto por um decreto imperial.
lliante peualidade, cora efleito lorrivel; nunca
fra applicada crime ou delicio de alguma ou-.
ira. especie cfActwawlp d. aaienjo. no e;a
cisco II para quo cessasse uaia resistencia intil
ua defesa de* Gaeta. Tambera so disso que Na-
poleo 111 insistir na coocluso de urna tregua,
depois da qual, se Francisco II continuasse a
resistir, a esquadra franceza deixaria Gaeta, e
tomara o largo, Qcaodo aos Piomontezes toda a
liberdade de aeco. Estes oceuparam-sa j com
um serio comego de bombardeamento; as. pegas
e mosteiros, que lhes faltaram, haviam chega-
do em numero crescido, o as operacoes iam
principiar com energa, quando 14 deste mez
houve urna suspenso de hostilidades em
de da intervenco diplomtica.
Ao mesmo tempo que ura.despacho annuncava
as novas instancias feitas i Francisco II pelos
govemos da Fraoga e da Inglaterra para que se
resolvf sso elle a deixar a prega, evitando pon
esta forma maior derramameoto de sangue., ou-
lro despacho assegurava que. esse monarcha se
achara em negociaces abertas com os chefes do
exercilo piemontez, declarando que rjo partira
seno sob a condico de lhe ser pertniuido ter
um, represen tanto no prximo congresso para de-
fender, a sua causa, proposta esta a que Vctor
ErntnARuel recusara acceder: porm.esto ultimo
despacho foi desmentido per um lerceiro,, ao-
Seme-.^rmnciaodo que o jovem mi da aples repellira
as condiges discutidas, e dirigir aos seus po-
ras, um mantestoconvidando-os a tentaren)
ua novo exforco com promessa de liberdade de
Ho-
rneado seu governador.
Algumas noticias dadas pela Independencia dade da rainha Victoria,
Belga nos vieram couQrmar o alcalice das ten- beneficios dos principios
dencias liberaes a que se entrega o imperador
actualmente. Manifestaran)- se felizes symptomas
na conducta havida a proposito das eleiges da
parle de aiguns prefeitos das provincias ltima-
mente annexadas. Esses uneciunarios as suas
circulares declaroram que o governo eslava mui-
to decidido a nao presentar aoa eletores candi-
dato algum para.a deputago, e cuncluirara in-
timando aos seus subordinados na adminislrago
a ordera expressa de guardaren) a mais comple-
ta, e a. mais stricta neutralidade. Com cffeito
ura governo qualquer lucra muito em conservar-
se sempre distante da arena, em que lutam os
partidos. Devoraos esperar que essa medida se
estender bem depressa por teda a Franca.
Tem-se por muitas vezas repetido que a Fran-
e os. mais hoslis Inglaterra, e o emprego da
forga foi proposto pelos oradores, com grandes
applausos de toldas assembla, como o nico ar-
gumento que su devia em pregar. Vai ser diri-
gida raiha u na pelic.ao, na qual so diz que
nao iro menos de 50,000 asignaturas. E' cu-
rioso ver-se os Irlandeses que nao querem ad-
mittir para os 1 abitantes dos Estados-Pontificios
o direito de sublrahirem-se autordade tem-
poral do Papa, querem agora repellir a aulori-
iuvocando para si os
cuja applicac&o na Ita-
lia central elles mosmos reprovam.
Nao eremos, como se creu na reunio de Du-
blin, que aforra seja o meio mais adequado
para fazer valer os dicelos da Irlanda ; mas es-
tamos convencidos de que no estado actual da
Europa semelhnnles manifestages devem servir
do advertencia ao governo inglez, aQm de nao
couliuuar elle a dasprezar, Cmo at aqu, 08
interesses dessa tlha malfadad*. e demais a In-
glaterra bem poderia ser ainda muito ameacada
as suas po48sses daa indias, ondo os derra-
deiros despachos annunciam novas revoltas.
Em Leeds njuma grande reunifio, composta
quasi toda de operarios, John Briglit, pondo de
alguma sorte o governo em apuros, declarou
que aquillo qoe se linha faite neste anoo pela
Iialia deveria fazer-so igualmente pela Ingla-
terra.
Nos applaudimos os Italianos, exelamou el-
le, quanJo prbcuraram a liberdade uo exer-
cicio do sufragio universal : como, pois, recu-
saremos a 6 miihes do ioglezes de cada 7 mi-
ihes o mesmo direilo de volar na urna eleito-
teral ? John Bright, concluindo, pedio ao go-
verno que iraldsse quaolo antes da urna reforma
que se tornava cada dia mais oocessaria, e des-
cortinou-lhe sembrias perspectivas no caso de
querer elle obstinar-so na sua cga resis-
virlu- ten ca.
Os tactos consumados na Italia camecaa j a
er devidamente avallados. A duqueza de Parma
reduzio mstade os emolumentos dos seus re-
presentantes no eslraogeiro. 0 gro-duqne da
Tosca na no um do presente mez ter de suppri-
mir o seu pessoa diplomtico. O duque de Mo-
dena linalmeole vai debandar o seu exercilo.
Os chefes do partido revolucionario na Venezia
dizem alto e bom som que a sua independencia
ser conquistada e proclamada ao p dos Carpa-
trios ; esta esperanga parece repousar sobre sa-
as beses. O principe da Servia se mostra muito
tes que podossem 1er publicadas as noticias de
que foi o oulro po lador.
llio dt Janeiro. -Foram publicados: pelo mi-
nisterio do imperic, o decreten. 2,601, mar-
cando os casos de fallencia dos bancos e outras
compaahias e sociedades anonymas, e o proces-
so que em taes casos se deve seguir; e pelo mi-
nisterio da fazeoda, a de n. 2,713 mandando
executar o novo regulamcnlodo sello esua forma
de arrecadago.
m As eleiges continuavam ser feitas com
calma e Iranquillidade.
Poc decreto de 3 do correte, conferio-se
ao patro-mrdo arsenal de marinha desta pro-
vincia, Goncalo Joo da Silva Fortes, a gradu-
cao do poste de primeiro lente da armada,
do conformidade com o disposta no art. 47 do
decreto n. 2,583 de 30 de abril de 1860.
Foram nomvados:
Almoxarife do arsenal de marnha de Matto-
Grosso, Luiz Ernesto Pinto ;
Escrivio do almoxarifado do mesmo, Pedro
Goncalves Coelho;
Dito das olcina.i, Fulgencio Camllo da Silva
Rondao;
Segundos cirurg oos do corpo de saude da ar-
mada :
Drs. Jos Alexandre de Souza Gurgel do Ama-
ral, Augusto Wenceslao da Silva Lisboa e Fran-
cisco Julio de Freilas e Albuquerque.
^ L-se no Jornal do Commercio :
Temos datas de Mato-Grosso al 11 de no-
vembro do anno passado ; do Espirito-Santo at
3 e de S. Paulo-al 5 do oorrente mez.
No dia 8 de novembro chegaram Cuya-
b os negros aprisionados nos quilombos do Ca-
bacal e Soputuba.
Fallecer no mesma cidade o coronel com-
mandante superior da guarda nacional da pro-
vincia e chefe do partido conservador Manoel
Antunes de Barros.
i Fra julgada procedente a queixa do juiz
de paz da freguezia do Livramenlo acerca das
eleiges de 7 de setembro na mesma fre-
guezia, s quaes por conseguinta iam annnl-
ladas.
No Espirito-Santo correram plcidamente
as eleiges pritaanas em quasi todas aa fregue-
zias, venceodo a chapa que sustenta as candi-
daturas dos Srs. Drs. Pereira Pinto e Silva
Nunes.
Na parochia do Benevenle houve alterago
da ordem, mas sem graves consequencias, li-
inclinado pora o movimento raagyar, ao passo que cando a eleigo reservada para o dia'que pela
do seu lado a Btissia, sentindo-se amoscada nos
seus sonhos de dooninio e da panslarismo, enche
o paiz de agentes a de ofciae.
Os Croatas e os Bosniaco seagilam ; a ao mes-
mo lempo reina urna ferrnentacn crescente na
presidencia fr mareado.
Os jornaes do S. Paulo noiiciam j o resul-
tada das eleiges era 23 freguezias. O parlido li-
beral venceu em dnsete e o conservador em
seis*
REVISTA DIARIA-
Corre que sao candidatos deputago geral
pelos dilTercnlcs districlos eleitoraes os seguinles
senhores :
1. districlo.
Visconde de Camaragibe.
Conselheiro Fraucisco Xavier Paes Barrete.
Dr. Cypriano Fenelon Guedes de Alcoforado.
Dr. Antonio Bpaminondas de Mello.
2." districlo.
Barao da Veracruz.
Dr. Jlo Alfredo Correa de Oliveira.
Dr. Sitvino Cnvalcanti de Albuquerque.
Dr. Joo Jos Ferreira de Aguiar.
Dr. Antonio Alves de Souza Carvalho.
3." distrcto.
Conselheiro Sebastio do Reg Barres.
Conselheiro Jos Bento da Cunha e Figueiredo.
Dr. Antonio Coelho de S e Albuquerque.
Dr. Domingos de Souza Leo:
Dr. Antonio Hercnlanode Souza Bandeira.
4." districlo.
Dr. Jeronymo Villela de Castro Tavares.
Dr. Jos Leandro de Codoy e Vasconcellos.
Dr Francisco Kaphxel de Mello Reg.
Dr. Antonio Rangel de Torres Bandeira..
Dezembargador Antonio Baptista Gitiranna.
5. distrcto.
Conego Joaquim Piulo de Campos.
Dr. Frederco Augusto de Oliveira.
Dr. Francisco Carlos Bcandao.
Dr. Antonio de Siqoeira Cavalcanti de Albu-
querque.
Dr. Antonio Borges da Fooseca.
Se nesta publicago, que liga-se boatos, hou-
ver omisso de nomes de algum ou aiguns ou-
tros candidatos, sendo-nos este ou estes commu-
nicados, apressar-nos-hemos a preoncaer a In-
cuna.
Hontem reassumio o exercicio da directo-
ria geral da instrueco o Sr. Dr. Joaquim Pi-
res Machado Portella, que achava-se licenciado.
Da corte temos noticias relativas ao Sr. Dr.
Buarque, engenheiro Gscal da nossa estrada de
ferro ; o qual tem sidp atli considerado devida-
mente pelo governo imperial, que lhe ha dado
provas exhuberantes de achar-se satisfeito com
os serviros por elle prestados nesta provincia.
Oa negocios de que foi incumbido, foram resol-
vidos da maneira a mais completa e de accordo
com a sus propoatas e- sana relarorios ao go-
verno.
Alm diste, foi-lhe commetlida actualmente
pelo governo imperial a misso de ir examinar
o astado das obras da primeira secgao da- estrada
de ferro de D. Pedro II, cora iucumbeocia do fls-
caiisar igualmente teda acompatibilidade respec-
tiva, e de propor todas as reformas e melhora-
menlos, que lhe parecerem netessarios e a bem
do seu servico;
A' estas proras tao evidentes de consideraco,
foi-lhe addiccionada ainda a de ir em misso es-
pecial a Babia para C mesmo fim ; assim como
para tratar de harmooisar os interesses do go-
verno e aquellas da companhia da via frrea des-
sa provincia ; os qnaes. tem sido affectados por
ultimo, em consequencra de desintelligenciai ha-
vidas entre o- respectivo engenheiro fiscal e os
empregados da administragao.
Estas commisses muito honrara ao nosso com-
provinciano, quer pero lado de sua probidade,
quer por aquello de seus conhecimentos, con-
diges que o governo imperial tem sido solicito
era sempre aproveitar ; ens ao dar i estampa
esta noticia congratulamo-nos com o referido Dr.
pela conSanga que ha merecido.
Peto decreto o. 2604 de 17 de novembro
ultimo, acha-se vedada a emisso ou conservago
na circulago, de bilhetes, nota*, vales livran-
gas, Ocas ou qualquer titulo, papel ou escripto
quo conlenha promessa ou obrigacao de valor re-
ceido em deposito ou de pagamente ao por-
tador.
O-mesmo decrete pe duas resrlcc.'es a essa
prohibigo, as quaes sao consagradjs no f nico
Lourengo Jos de Figueiredo........... 1057
Antonio Feilosa de Mello .............. 1057
Francisco Poreira da Costa.............. 1057
Flix Fernandes Portella................ iQ57
Odilon Austiicliliaoo Brayner.......... J056
Joo Braulio Correa e Silva............ 05Q
Jos Mara Brayner .................... 1055
Antonio Claudino Monleiro ............ 056
Sebastio Ignacio Aecioli Lins.......... J056
Antonio Jos Pereira.................... 1056
Manoel Ferreira de Almeida............ 1056
Ciraco Jos Velloso do Lyra............ 1055
Antonio Jos Henriques................ 1056
Francisco Jos do O'.................... 1056
Bernardino Lins de Albuquerque ...... 1055
Antonio Feij de Mello Lins............ 1055
Joo Isidro Gongalves da Cruz.......... j055
Antonio Francisco de Assis Pereira .... 1055
Pedro Francisco de Mello.............. jfj55
Joaquim Antonio da Silva Barros....... I05t
Jos Po Pereira .."...................... lO.-t
Jos Ribeiro Kibas.
Francisco de Paula da Cu:.ha Bastes ..
Luciano Gabriel Pereira de Lyra........
Eustaquio Jos Nunes Muoiz..........
Seralm Pereira da Silva................
Manuel Ftippe Marques Lins ..........
Joo Gomes da Silva....................
Antete Gomes da Silva Magro ........
Siseaaodo Sergio dos Sanios............
Jos Teixeira de Carvalho..............
Vulpiano Jos de Mello................
Manoel Thomaz Villa Nava.............
Luiz Gomes de Faras..................
Antonio Machado Dias da Trindada ....
Miguel Alves Lima......................
Jos Remigio Guimares................
Joo Pinte de Carvalho..................
Joaquim Pinto Teixeira.................
Francisco Xavier de Azovedo............
Anlonio Vieira de Mello................
Jeronymo Alberto Maia ................
Severino Ferreira da Silva..............
Carlos Jos de Vasconcellos............
Manoel Bernardo da Silva...............
Antonio Rodrigues da Fonseca..........
Joo Muniz Ferreira Lima..............
Jos Antomoda Silveira................
Joaquim Miguel Gomes da Cunha.......
Miguel Theodoro Florndo..............
Jos Francisco da Cunha...............'.
Supplentes;
Vigario Joaquim da Cunha Cavalcanti...
Manoel Gomes da Cunha Pedresa.......
Jos Gomes Cabral Jnior..............
Francisco Pi da Silva Valenca ........
Jos Honorato Chaves.................-
Jos Joaquim Bezcrra de Mello.........
Francisco Cordeiro Palco..............
Manoel Antonio de Vasconcello........
Joo Auspicio Chaves......... ........
Jos dos Sanios Souza..................
Jo9 Antonio Potcuncula di L.........
Vicente Ferreira Paditha Calumby......
Xneotonio Jos de Freitas..............
Mathias Ferreira de Mello...............
Pedro Jos da Silva.....................
Agostinho Pacheco Raposo..............
Galdino Alves Barbosa..................
Jacinlho Jos de Mella..................
Manoel Antonio Soares da Fonseca.....
Jos Joaquim Bezerra de Mello Jnior..
Aleixo Jos da Luz.....................
Dr. Francisco Jos Fernandes Gitirana..
Manoel Joaquim da Silva Barros.......-
Jos Lonrengo Torres Gallindo..........
Joo Francisco da Fonseca e Mello.....
Jos Pereira de Lucena ................
Manoel Antonio Alves da Silva.........
Jos Fabiano da Cunha Bastos..........
Francisco Antonio de Souza Vianna.....
Francisco Antonio de Amorim..........
Manoel Caetano Bezerra................
Joaquim de Meira Torres Gallindo ....
Antonio da Costa Mello Luna ..........
Joo Braz de Vasconoell as..............
Francisco Quiolino da Silva Vieira......
Joaquim Jos Barbosa..................
Joo Firmino de Miranda ..............
Antonio Ferreira da Silva Jnior........
Mathias Benigno Wanderley Tiuba- ....
Bellaimiuo Antonio Soares da Fonseca .
Leandro Pereira Barbosa...............
Joo Bernardino da Fonseca............
Manoel Falco de Azevedo E ..........
Jos Gomes de Moura Borba............
Joaquim Miguel Gomes da Silva.......
Luiz Francisco de Bloura Borba........i
1054
1054
1054
1054
1054
1054
1054
1053
1053
1053
1053
1053
1052
1052
1052
1052
1052
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1052
1052
1052
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1051
1051
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1050


ARIO DE miAMBUCO. ODIWTA XIBA )T 1W JAHCIRO DI 1861.
i*
791
791
791
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Jos Joaqun di Silva..................
Jos Pedro de Atfcuqucrqde.............
Manoel Joaquim de Albuquerque......
Antonio Prancisco Torrea Gallindo ....
J oe Soares de Costa............>.......
Quipap.
Ricardo Ponseca de Medeiros..........
Manoel Florentino dos Santos..........
Ff a ncisco de Medeiros Cabral............
Domingos Ferreira de 11 acedo..........
Vicente Can)pello de Araujo............
Antonio Lopes Muniz....................
Antonio MoHteiro dos Santos............
Venancio Jos Ferrreira da Cruz........
Jos Mauricio de Araujo................
Minoet Joio de Souza...................
Bernardino Pinto Soarcs................
Bernardino Jos de Sena................
Joslo Clementede Mesquita.............
Domingos Jos Camello................
Ceido Cara lean ti de Albuquerque.....
los Aires Camello......................
Antonio Velho de Oliveira..............
Antonio Manoel da Conceigao e Mello...
Joaquim Pereira das Chagas.............
Nicolao Tolentiao Moreira...............
Francisco de Siqueira Passos............
Lourenco da Albu-iuerque Maranhao....
Paulino Jos da Silva....................
Francisco Pereira das Chagas Jnior___
Francisco de Salles Oliveira..............
Antonio Cyriaco de Mendonc...........
Joio Severiao de Siqueira Jnior.......
Miguel Pulippe Ribeiro..................
Antonio Jos Paulino...................'.
Antonio Gongalves de Oliveira..........
Antonio Joaquim de Siqueira ...........
CUudino Jos Mello....................
Francisco Bernardo de Lima............
Candido Jos de Mello..................
Manoel Ignacio de Paula................ 932
Jos Gongalves dos Santos Jnior....... 932
Tomos carta de Iugazeira, que alcanza 5
de corrente. e pela qual sabemos que concluirntu-
so ali as eleiges, sem que a segurtnca publica
fosse de modo algum alterada, oque fui devido,
segundo a meama carta, prudencia e ao lino do
coronel Francisco Miguel de Siqueira, o bem as-
sim polica do delegado Francisco Paule de
Souza Malagueta.
O resultado da apuragao a seguinte :
Coronel Francisco Miguel de Siqueira.
Professor Marcolino Antonio Xavier.
Capllo Urobeliuo Francisco Nogueira de Car-
valho.
Vigatio Felippe Berrido de Moura.
Gonpale Jos do Nascimento Leile.
-Jos Francisco do Nascimento Leite.
Agostinho Nery da Costa Moralo.
Felippe Nery da Gosla Mursto.
Francisco Alvesdos Passos.
Izidro Nery da Costa Morato.
Jos Pedro di Silva.
Manoel Ferreira Neves.
Luiz Ferraira da Silva.
Alferes Jornnyrao Ferreira Coelho.
Manoel Ferreira de Siqueira.
Antonio Xavier Bezerra.
Manoel Themoleo da Silva.
Galdino Turiano Nogueira.
Severine Jos de Caldas.
Leonardo dos Santos Nogueira.
Manoel dos Anjos Leonel.
Teuente-coronel Izidro da Cruz Siqueira.
Francisco Casimiro de Almeda Pedroza.
Capili Jordoda Cuoha Franja Brilo.
Andr Ferreira de Brito.
Florencio Foroandes de Freilas.
Flix da Silva Pereira
Pudro Tenorio Nogueira.
Jos Nicolao Godiz.
Foram recolliiJos a casa de detengan nos
das 12 e 13 do correte 8 homens e 3 mulheres,
sendo : livres 8, escravo3 3 ; a erdem do Dr. che-
fe de polica 1, do Dr. delegado do Io districto 1,
do subdelegado do Recite 2, do de S. Jos 1, do
da Boa-vista 2, o do Poco da Panella 4.
Passageiros do vapor ioglez Tyne, entrado
dos porlos do sul : 1. P. Johnstou. Manoel Luiz
Ferreira Braga.
Passageiros do vapor nacional Tocanlins,
sahido para os portas do norte :Francisco Cam-
pello Pessoa de Laccrda, Jos Mariano de Albu-
querque, Domingos Francisco Ramalho, Joaquim
Augusto Ferreira Jacobina, Francisco Corroa de
Audrade, Vicente Licinio da Costa Campello, An-
tonio da Molla Marques, Jos Vicente Brrelo,
Rufino Victotiuo da Molla e um escravo, Nelao
Cezar Burlamaque, Evarisla Moraes Sarment'
Jos Arlhur Pinto de Almeida, Antonio Jos da
Silva Brasil. Antonio Alberto de Souza Aguiar,
Alexandre Xavier Souza Moreira, Manoel Coelho
Bastos do Nascimento, Jos Caetano de Parias,
Anua Rila de Parias, Jos Ciraco Soarcs Raposo
e um criado, Eduardo Bougeirom, Primo Pacheco
Borgcs, Gabriel Soares Raposo da Cmara e um
escravo, Jos Leopoldo Bourgard.YVilliam Peffen-
ge e sua senhora, Felippe Nery da Silva, sol-
dado.
M.VTADOVRO PI-BLICO !
Malarom-se no da 16 do corrente para o con-
sururno desta cidade 77 rezes.
M0RTAL1DADE DO DA 16.
Albino, preto, escravo, solleiro, 55 annos, ma-
ligna.
Manoel, pardo, 15 mezes, bexigas.
Miguel Soares dos Prazeres, preto, viuvo, 85 an-
nos, darrhea.
Clara Mara de Assumpgao, branca, viuva,80 au-
no?, ascite.
Domingos Jos Estoves, branco, solleiro, 25 an-
uos, apoplexia.
Juvencio, pardo, 17 mezes, sarampo.
do que se tem feito em dezenas de mnos ; nao
ou hypereolico, ahi esli os seas feilos que tal-
lam mais alio do que en.
A quem mais do que n Sr. Jos Bento deve-
nios a aossa estrada i farro, sadrao seguro do
nosso principio da civilisaclo? A quem lave-
mos o nosso importante gyranaslo ? Quem foi j
!|ue deu a Oeos o que era de Dos, fazendo que
osse reconciliada a igreja do Collegio, que pela
malvadaza e ingratidao dos homens, estara en-
tregela maiores profanagoes, eatregaode-i al
u mi importante irmandade, que koje regular-
mente a administra? sendo preciso para isto
conseguir oppor-se a voatade de um dos nossos
maieres polticos, cujo carcter enrgico oso to-
lerava contrarledadealguma.
A quem deremos a nossa bella illuminacao a
gas?
A quem mais do que a S. Exe. deremos a boa
oxecugo do nosso cemiterio, porveutura o mais
importante do imperio ?
A quem devemos as boas e sas ideas que bo-
je o gorerno adoptou em materia de coloni-
MCjiol/]
A quem, senio ae Sr. conselheiro Jos Bente
da Cuoha e Figueiredo, deremos ludo isto, e
multa ceusa mais que deixo de fallar para nao
tornar-me enfadonho ?
Qual o presidente que no lerrirel tempo do cho-
lera, mais servigos preslou como autoridado ?
Quem nao sabe, o que -fez o Sr. Jos Bento
quaodose dizia que, em Santo Aotao o cholera
tuatava a tudo, at os passaros que se etreviam,
voaudo, atravessar a cidade, mandando para all
todos os recursos possiveis,.contraante mdicos
por altos precos, e afinal nao echando mais
quem contratar, e atando disposto elle mesmo
para la partir, foi que um corajoso e bemazejo
_ medico aceitou a copimissao e effectivamate para
932 'a parti, para prestar como preslou, os seus bous
e napreciaveis servicos.
Nao invento urna historia para Iludir as pes-
soas a quem me dirijo, nao, ua secretaria do go-
vernoeslo os documentos que tudo comproram,
e na cidade da Victoria, os Srs. Tiburltao-e Jos
Ferraz, que islo sabom, e que multas vezes lern-
se declarado admiradores de S. Exc. em tal
crise.
Os servicos dcS. Exc. nao se limitaram ao tem-
po em que foi presidente, nao, antes o depois de
e ser, sempre olhou esta ierra com olhos de bom
lho.
P-se dizer sera receio de conlestagao, que o
Sr. conselheiro sempre tere parte em ludo quan-
lo ha de bom nesla Ierra, ora como autor, ora
como cooperador.
Appello para o cavalleirismo do Exra. visconde
da Boa-Vista, e-elle que dig-i, se sempre nao
achou o Sr. Jos Bento prompio.a ajuda-lo, para
per em pratica os grandes melhoramenlos mo-
raes e materiaes, com que doptou a provincia,
ua sui sempre lombrada e prolicua adminis-
tracao.
Srs. eleitores do 3 circulo eleitoral, eis o ho-
rnero que pretende a subida honra de vos pedir
urna cadeira na cmara dos Sjs. depulados.
Eis o homem, que eu orgulhoso pelos seus t-
tulos, e seguro do vosso patriotismo e honradez,
me atrevo a apresentar-vo3.
Eisemfimo homem que, polos seus honrosos
precedentes melliores servicos vos pede prestar.
Basta, para um velho raco, oflancando-vos
porm que se a saude me perraillir, ainda volla-
rei, e muilo lenho ainda que dizer.
Pego aoSrs. redactores a honra de darpublt-
cagone vosso conceituado Diario a este malfei-
lo Irabalho.
Vosso respeitador
O veterano.
Publicacoes a pedido.
calares, que os homens nao se importara (le li-
gar-se aos seus iaimigos polticos coa tanto que
salisfagam ou seus inleresses pessoaes ou suas
paixoes, e se me revocasaem, eu diria tudo
quanto verdado esse respeito; sendo cerlo
que se procurarem os saquaremas, encontra-los-
ho, guerreiando-se o as ao* eutros, se os libe-
raos os chatio naquella rnesma acea dos a-
quareroas, atada que sem ae hostitisarem sUnsi-
raraenle : nao c eateodo e os defina quem seu-
ber poltica. De seu amigo
O morador de Marrecas.
Commimicados.
Aos eleitores di tereeiro distrieto
eleitoral.
Cingado pelo adiantadodos annos, alquebrado
de torgas, e sobreludo aborrecido da poltica do
meu paiz, nao pensava mais que sahiria do me.u
pacifico retiro, para pr-me em campo e tomar
a defeza deste ou diquelle candidato dos muitos
que ormigam as prximas eleiges, porquo Jul-
guei que cerlos homens por seus bons e relevan-
tes servigos nao enconlraram dfculdade algu-
ma em qualquer circulo quo so apresenlasssem ;
e sendo assim que pretendera eu quo nada que-
ro para mim?
Mas apezar da minha longa e custosa espe-
riencia, apezar mesmo do muito porque tenho
passado, vi-me Iludido, quando vi no Diario
de Pemaiubuco urna declaragao fela peloro-
dador da Revista Diariaem nome do Sr. con-
selheiro Jos Bento da Cunha e Figueiredo, por
onde conheci que alguem o intrigava na cidade
da Victoria I f... e foi tal a minha sorpreza, que
sem o pensar eis-me na estacada e posto quo
velho, anda .promplo a medir a minha langa
com a de qualquer exUrgado cavalheiro, para
Eusientar que o Sr. conselheiro Jos Bento, um
dos mais distinclos Pernambucanos que muilo e
muito merecem dos seus comprovincianos.
Nao 8ou amigo do Sr. conselheiro, tivo algu-
nas relacoss de amizade, quando elle foi mui
dslincto advogado na cidade do Recite, quando
porm presidente da provincia apenas o vi duas
ou tres vezes, e depois disto nunca mais o i.
Morando distante do Recite, a elle s vou urna
vez por mez, e enlo nelle acho sempre alguma
cousa que rae faga lembrar o Sr. Jos Bento :
elle deixou para os que aoerem -ver tragos bem
salientes da sua prudente e Ilustrada droinis-
tragiio, que a cada passo muilo dizem em eeu
bono.
Nioguera se persuada que tenho prolongos de
escrever a biographia de S. Exc.: deixo esta im-
portante missio.para outros mais habilitados do
que eu, e nem to pouco que lenho por flm fa-
zer um comprimenlo ao Sr. conselheiro, nao, a
minha Urefa prestar um servigo minha pro-
vincia, Irazendo,a lembtanca dos Ilustres elei-
tores do tereeiro circulo os servigos prestados a
esta trra que nos vio nasrer, por to distincto
cavalheiro, afim de que alguna menos conhece-
dores delles nao se illudam com qualquer intri-
guinha urdida bem de inleresses particulares.
Procurar pela imprensa ou por outro qualquer
tnoio facilitar a eleigo de um candidato -novo,
pode ser obra de pura efoigao, mas fallar em fa-
vor de candidatos como o Sr. Jos Beato, oo
xoais do que amor patria, desojando dar-lhe
um representaste digno della e que muito faga
por ella, nao pois um servigo feito a pessoa,
mas sim um servigo feito oo paiz.
Convencido disto e por isto levado continuo.
Como por todos sabido,fui o Sr. conselheiro Jo-
s Bento presidente deste proviocia por -quasi
tres annos, quo chamarei tres annos de bonange,
de proaperidade e de .progresso, ao, porque S.
Exc. nesle curto espago de tempo ezjauito.mais
Alaajoas.
Meu bom amigo. Como hoje a ordem do dia
a eleigo que leve lugar uo ultimo de dezembro
prximo passado, muilo natural quo r.i saber da que se procedeu nesla freguezia, alm
de que ella urna das mais importantes na or-
dem dos cnllegios eleiloiaes, mxime depois que
cora os seus antigos companhoiros do velho cir-
culo entrou em o numero daquelles que deviam
ser anniquiiados pelas hostilidades da nova era,
ou para Ihc fallar com mais franqueza, era este
collegio um dos que nao devia fazer a eleige pe-
los Buarques para nao star de accordo cora os
Mendongas, eoncluindo Vrac. d'ahi, que a guerra
era estes e acuelles.
Vamos ao caso.
No dia 30 de dezembro reunidos os oleitores na
povoaco de S. Beoto, e organisada na forma da
le a mesa parochial, sendo seu presidente o juiz
de paz mais votado tenenle-coronel Pedro d'Al-
cantara Enarque, e membros o Rvm. vigario Dr.
Manoel Mara de Moraes Accioli, o coadjutor pa-
dre Antonio da Silva Ruarle, e o Dr. Francisco
de Borja Buarque c subJelegado da Barra Grande
Joiquim Buarque de Sampaio, quando comega-
vam os trabalhos eleitoraes com toda regulari-
dade, apparecersm alguna individuos do Gamella,
capitaneadas pelo bacharel Joao dn Rucha, filho
do velh j saquarema do Bosque, o tenente-coro-
nel Manoel da Rocha Cavalcanli, e hoje senhor
do engenho Marrecas, e se proclamando em op-
posigo pedem por seu chele a palavra para pro-
testar dos Irabalhos procedidos sem que houvesse
motivo algum alm da sua nullidade ; nega es-
l'i o juiz de p.--z presidente da mesa a palavra po-
dida por nao estir fallado bacharel qualificado,
porm nao saiisfeito o tal chefe cora palcntear
asim sua ignorancia, recalcitra, pedindo ao mes-
mo presidente da mesa Ibe mostr a lei prohibi-
tiva de sua intervengo por nao estar qualificado,
o juiz de paz o satisfaz, e o pobre bacharel reli-
ra-se cabisbaixo e sem saber o que deveria mais
fazer; entretanto o ex-professor Manoel Jorge de
Medeiros, antga sanguesuga dos Buarques o ho-
je despeitado vem a scena com o mesmo recado e
tem igual sorte, sendo pena que nao tivosse es3e
mogo asada occasio para analysar a palavra
Imperadorcomo j o fez explicando seus alum-
nos que so compunha ella da preposigohuo
perador.
Isto posto, meu bom amigo, e desapontados os
improvisados opposicionistas denunciara.ao sub-
delegado capilo Jos Candido das Neves que o
juiz de paz tinha armamentos e municoes em urna
casa, procede aquello urna busca na raesma, e
apenas enconlra as armas e mnnigos de sua pro-
pria policio, como declarou no auto respectivo,
mas, nao obstante, os decantados alinhavara um
prolcslo, obra primorosa do engenho e arle do
famoso bacharel, elegem para ser delle expositor
o.negociante Jos Felicio (do Gamella), compa-
rece este ante a mesa esolelrande as palavras l.
seguindo-sc alguns dicterios, urna amotoaco do
povo al cerlo poni, e logo o desapparecimento
dos Rocha-Mar requinos, coberlos de lama, se-
no de cousa mais fedorenta, ento conlinuam
pacifica e moderadamente os trabalhos eleitoraes
al que concluidos foram eleitos os cidados que
na verdado mais merecem por seus servigos e
costumes, e em quem mais confia o povo do S.
Bento.
Nao sei, meu bom amigo, como qualiQcar o
procedimento do bacharel Rocha, ser elle sa-
quarema ou liberal Y a opposigo seria poltica ou
puramente caprichosa ? Hoc opus, hic labor est.
Observei urna mistura tal, e lauta desordera na
marcha da fallada opposigo, que nao me atrevo
a emttir um juizo como seguro : entretanto o
homem mais proeminente que do lado liberal se
apresenlou e logo se retirou porque conheceu
sem duvida estar comprometiendo sua dignidade
poltica, foi o capitao Temporal, senhor do enge-
nho Mellos, os uemais ou furam saquaromas ou
mesmo liberaes em6otyaos, permitta-se-me a
eipresso, to utios e sem principios, que nao
merecem apenas oceupar-me com elles.
Quanto ao bacharel, chefe, sempre direi, que
ou elle servio de dcil instrumento aos do parli-
do liberal que, aproveitando-se de sua inepcia, o
levaram a irahir sua natural poltica, e o fuerera
um Uausfuga djgno.de todo desprezo, como de-
vem ser aquelles que mudam debandeira cada
passo, eu ento quiz dar expanso a seus ressen-
limentos particulares contra os influentes do col-
legio, e,nesle jceso deaeonheeeu-se si mesme,
e chegou sua-miopa ao ultimo grao, nao vendo
que ora poltica laes ressantimentos nunca de-
vem dar ganho aos contrarios e mesmo se.esque-
cendo que seu pai j leve igual ligao em S. Ren-
to, em urna eleigo queprelendau ispuiar, e
ainda mais por esses mesmos conservadores que
hoje o lecconaxam.
Finalmente, meu bom amigo, esta provincia
nao tem poltica correspondente aos principios
geraes da poltica geral; ha um dejen fre a monto
ou phreneal pelas represalias o vingancea jiarli-
Nao ha mnito que por-este Diarlo viera os pa
lentear a dedicar,o e o zelo de mui digno mor -
domo da Saeta tsa da Misericordia, o llln. e
Exm. Sr, baro do Lirramelo ; hoje nao pode-
mos igualmente deixar de dizer duas patarras
sobre o telo, e a caridade evanglica dos Illms.
Srs. mordomes Dr. Maooel Ferrerra da Silva,
nnjor Jos Joaquim Antunes, e lente coronel
Justino Pereira de Paria. A reguleridade com
que elles visitam o'hospital de caridade, quando
Ihes incumbe, a delicadeza com que tratara os
doentes e finalmente a braedur com que fal-
lan os empregado, itm-Htt grengeado a es-
tima e conaideragu de lodos. Feliz idea por
cerlo foi a daquelle que lembron-so de formar
ama sociedade to santa em seus principios, to
justa em seus flns, to brilhante em seus resul-
tados 1 A Santa Casa de Misericordia I Os seus
membros, principiando pelo dlgnisairao Exra.Sr.
Dr.proredor.sao todos rirtuosose benemeritos.ei-
dados, que fazem ai honra dos Pernambucanos.
Eu tosejara manejar a penna mais bem aparada
para descrever as qualidades de Uo distintos
membros, sera esquecer o venerando e digno
ministro de Jess Christo, Exc. p Revm. oonse-
nhor Francisco Muniz Tavares, que no tempo de
sua adminislraco sel houro com tanto zelo e ca -
ridade, que deixou profundamente penhorados
todos aquellos com quem tratara; mas na diffi-
ciencia de to inaispensavel instrumento, con-
cluimos aqui, contentando-nos .com o pequeo
tributo qce intentamos pagar ao mrito no tosco
rascunho que tragare os.
Ojusticeiro.
i u i
Exrraclo dns e# nas prestadas e appro-
vaas no juiwlc .eapeHas desta viHa
do Ca|>4;m 17 dedeznairro de i 8 60,
pelo administrador da igreja de S.
S. doltosario da mesma villa, Jos
Miguel do Espirito Santo.
Imporuram as esmolas dadas por S. M.
0 Imperador, por occasio de sua im-
periali visita a esta villa.e mais pes-
soas desta freguezia, a contar de 10
de dezembro do 1S59 at 80 de no-
vembro de 1860, como constara de fl.
1 a fls. 3 do respectivo livro de recei-
.Ue.despeza, naquaelia do. 786&650
Dispendeu-se com a factura da sacris-
lia e luz para a igreja etc., no lempo
cima referido coma consta de fls 3 v.
at fls. 5v. do mesmo livro, a quan-
tiade. T......934S500
Excesso de despez coraprehendendo o
que so est a dever de lijlos a Fran-
cisco Alves Pereira e de cal a Manoel
Jos de Sani'Anna, menos a porcen-
. .tagern. do administrador que nada
percebeu a quanlia de. .. ,. .
Declara o administrador quo nao publica os
nomes dos contribuintes todos, quantias e verbas
de despezas por oso Ine permiltirem suas cir-
cumslaucias pecuniarias, mais que dos Bespecli-
vos livros e cartorio da provedoria de capcllus
constam oode .podera quem interessar, tirar
qualquer duvrda a respeito.
Villa do-Cabo, 14 de Janeiro de 18C1.
Jos-Miguel do Espirito Santo.
Errata do relator do Sr. .Eelii tP.
Souza Magalhes.
147#950
de
ha exposioo quo fozoex-prior da ordem ter-
ceira do.Carraa, Flix lErancisco de Souza 41a-
galhes, a folhas 18 liuhas 39 onlo diz
3833J334 leia-se2:333S334-que por engao ly-
pographico deixou de sahir exacto com o ori-
ginal.
COMMERCIO.
_ Paco da cmara municipal do Recite, em ses-
sio de 7 de Janeiro de 1861.Luiz Francisco de
Barros Reg, presidente.Francisco Canuto da
Boa-Vlagea, ofcial-maior servindo de secre-
tario.
. O Illm. Sr. iespectoT da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico, que O thesoureiro da
metes tliesoatrajia ceta aulorisado a pagar do
dia 18 4o correle perdanle os jures das apeli-
s^diviapufcliceproTineie!, veneidos tf e
ultimo de dezembro preximplado.
E para coostre andou ffixar o presente a
publicar pele Disrie.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
aembuco 9 de Janeiro de 1861 --O secretario,
A. F. d'AnmiDciegoo
Pela Iflspecgo da alfaudega ae faz publico
ue no dia 19 dp corrsute depois d* meio dia ae
o de arrematar em hasta publica i porta da
mesma rtpartigao de conformidade eom o dis-
posto no art. 302 do regula ment de W de se-
leinbro de 1860, Ivjms de direito ao arrematante,
as mercaduras abaixo descriplas j aonunciadas
por edital de 30 das datado de 30de ousubro
do anno prximo flndb, a saber:
Armazom n. 1.
H F..1 caixa coptendo urna laU coas veruis,
pesando 1 libra por 1JOO0.
Lelreiro1 emlruIho -com amostras de teciJos
de sede.
Sem marca1 dito ditas de tecidos de linho.
Letreiao1 paco te ditas de dito de la.
dem1 volume ditas de dita.
A W i Cembrulho ditas de dita.
Armazem n. 6.
C F Sgijos com 66 duzias de garrafas prelas
ordinarias, pesando liquido 1,056 libras a 66 rs
por libra, total 69>696.
BE R WS-1 barrica com 38 pegas de louga
de p de pedra estampada, pesando liquido 65
libras a 266 rs. por libra, total 173290.
Letrcirp1 lavatorio de Madeira comprido
com gaveta no valor de 200OO.
dem1 lata com carne ensacada pesando 12
libras a 400 rs. por libra, total 4&S00.
A & C11 caixas vasias, que continham san-
guesugas, urna 300 rs total 3J300.
A 4 ditas com 8 duzias de garras de vina-
gre forte, eu radical, pesando 241 libras a 600 rs
por libra,.146*400.
Armazem n. 7.
S G1 caixa coto 35 duzias de caixinhas de
marroqu rapara oculos, pesando 8 libras a 3$
rs. por libra, total 24j rs. e 4 duzias de ditas de'
papelo ordinarits. pesando 14 libras, a 600rs.'
por libra, total 89400.
Letreiro1 embrulho cora impressos.
II B -Wr-4 embrulho com amostras de teci-
dos de seda.
LetreiroI dito ditas olgodo.
A W C1 pacoto ditas de linho e algodo.
Triangulo R1 dito de ditas de ditos.
Letreiro2 embrulhos ditas de ditos.
N O 131 dito gazetas.
Letreiro1 dito amostras de tecidos] de al-
godo.
dem1 dito de ditas de la.
Armazem n. 8.
Lelreiro1 embrulho com 2 livros impressos
encadernados, pesando tres libras a ljj rs. por
libra, total 30000.
Sem marca3 (eixes de tulla de louro pesan*
do 28 libras, a 400, rs. por libra, total 8&90.
JL & R1 ancorla com prenos de ferro de 2
polegaiis, posando -liquido 280 libros a 80 rs.
por libra, total 18g40O.
Letreiro1 caixa cociendo 1 e meia libro de
sementes de hortalice a 2# rs. por libra, total
35000:
II 2 saceos cora caslanhss arruinadas.
B&'C I1 caixa conloado cobre e suas.ligas
ora obras, sendo 28 libras douradas, a.......
2-3666 rs. porlibra lolal 74648; 20 ditas bron-
zeadas ai rs. por libra, lolal 20JHM/0 e 2 ditas
de parafuzos de ferro a 400 rs. por libro, total
800 es.
A C10 canaslras cora castanhas arruinadas.
Sem marca2 garra [des sendo um quebrado
com 34 libras de cevadinha avadada a 200 rs.
por libra, total .69800.
A F M-1 caixa eom 17 grosas dopentesde
chifro pesando liquido 68 libras o 2#000 rs. por
libra,.tolal 136#00().
Armazem n. 9.
P1 caixa cora papel de lixa, pesando liqui-
do 18 libras a 200 rs., total 30600.
C & I M1 dila com 200 chapeos de pello de
lebre ordinarios, um 1J(333 rs., total 266600.
Sem marca1 pacote amostras de tecidos de
19 do correle mez, mediante propoetas recebU
das at as 11 horas da nsnhia desee dis, acom-
panaadas das amostras dos objectos.
Para os navios.
40 armellas, IB aaodeiraa ascioaaesde 5 pan-
nos, 12 ditas de 6 ditos, 70 corados de baetilbe,
1 pega de cabo de linho de 7 1(2 a 8 pollegadas,
400 chavetea eertidas, 400 femeas de rede, 20
goreroadurae eertidas para escaler, 8 arrobas de
axila da patete, 24 frasquiaboede omina grs-
xa, 24 pies de dita elstica, 10 daziae de tapia.
10 arrobas de naeelhar branca 60 piee de
ebreias. Id arrebee e 19 libras de plvora gresse,
00 mothoi de ptaesava, 1 jogo de linteiro de me-
tal galranisado.
Para os navios e arseoal.
5 arrobas de estanno para soWes, 53 ditas de
oleo de linbaga,20e-has de pregos de cobre para
forro.
Para o arsenal.
36 verdes de ago fundido, sonidos, de 6 a 12p3,
20 arrobes de chumbo era barra, 20 techadoras
sorlidas para portas, 60 varoes de ferro de 4(8,
100 dito de dito de 5(8,160 ditos de dito de 6-8.
Para as obras do porto.
400 raras.de lnhagem para siccos.
Sao as condices para effeeluar-se a compra
C comijgaatai ios da galera imenoana
iMaisoni, rindo ultima mente de Mod-
terido, do qual capitao Sehart, tara'
leilao de urna por^So de burroi, cavel-
loa e racca com crias : no dia guada-
ftira -i o correte mez, as 11 hora
da manhaa, no armazem amarello en-
frente do arsenal de marnlia.
LEILAO
ESPLENDIDO
Com grande lunch.
O agente Hyppolite da Silra aulorisado pelo-
ser paga logo no mez subsecuente do recebimen- Sr. lienrique Augu-to Cowper, que se retira par
todos objectos, e sujeilarem-se os rendedores
multa de 50 por cenio do valor dos mesmos
objectos, caso nao es eolreguea da qualidade, e
na porgo contratadas.
Sala do conselho de compras navaes era 16 de
Janeiro de 1861.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
tora do imperio temporariamente com licenga do-
gorerno de sua nacao, tara leilao de suas es-
plendidas e completas mrvbrlias de apuradieai-
mos gostos e variadas qualiaades onde os Sis.
cencorrentes enconiraro chrystaes floissimoe,
ricos aparelhos para mesa de apurado gosto o
bem assim um excellenle servigo de cosinha.
Tambem encontrarlo um rico carro e cavallosr
possantes e escolhidos, rom os arreios necessa-
rios lauto para carros como para montana. Por
esta mesma occasio tambem ser arrematado-
urna porco de armas e petrechos proprios para
caga, dos melhorese mais acreditados fabrican-
tes de Inglaterra e por isso os amadores desee
entretenimento devera aproveitar essa occasio
para se proverem. Para comodidade das pes-
soas que quizerem honrar com suas presencas-
esse leilao o qual devera ter lugar no da tr-
ga-feira 2z do corrente mez, na casa de residen-
cia do mesmo Sr. Cowper no lugar denominado
Chacn, serio posladosdous mnibus na ruado
Segu irapreterivelmenle no dia 22 do corren-) Crespo as 0 horas da manhaa .do dia cima in-
dicado, afim de conduiir gratuitamente as pes-
.goas que para o mencionado leilao quizerem ir.
Avisos martimos.
Para o Araeaiy
seguir brevemente o hiate nacional Sanl'Anna;
para o restante do seu carregamento e passageS
ros, trata-se com Gurgel Irmios, em seu escri-
torio na ra da Cadeia do Recite, primeiro an-
dar n. 28.
Para Lisboa e Porto.
tea veleira barca tSjmpatbia, por estar com-
pleto o sou carregamonlo ; recebe passageiros,
acerca do que, trata-se com Bailar & Oliveira,
na ra da Cadeia do Recite n. 12.
Barcada Thereza.
Segu com brevidade para o Aracaty com es-
cala pelo Assh : quem nella quizer carregar, ou
ir de passagem. drija-se a ra da Cruz do Re-
cife n. 50 1. andar, ou com o meatre da mesma
na escadinha d'alfandega.
ItJfL
ra seguir em poucos das a barca Rio de Janeiro
por lar parle de seu carregamento prompto : pa-
ra o resto, trata-se com Antunes Guimares &
C, no large da Assembla n. 19.
Aifantlega,
Rendimento do dia 2 a 15. 133.0849869
dem do dia 16.......17:6056O9
155:6909478
Movimento da alfandega.
Volutnes entrados com fazeodas..
com gneros.. 6
Volnro.es sahidos cora tazendas..
com gneros..
80
352
------432
Descarregam hoje 17de Janeiro
Galera americanaMasonidmuas.
Rccebedoria de rendas internas
sreraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 2 a 15. 7:3700440
dem do dia!6....... 359J570
7:730-}010
Consulado
Rendimento do dia 2 a
dem do dia 16. .
provincial.
15. 346339778
.... 8*29280
35:5260,8
Movimento do porto.
A'aoios entrados no dia 16.
Portos do sul7 das, vapor inglez Tyne, com-
mandante Jcllecoc.
Navios sahidos no mesmo dia.
Partos do nortevapor nacional Tocantins, com-
man Jante Io lente Jes Candido Duarte.
o ce _* o. a. to C r* S' 2 5 floral
V w n es 3 c 2 s' o-c CB Atmotphtra.
M V. Direcao. < M O
V V. V V Intensidade
s n ss 00 ^3 Fahrenheit 1 3 M SO O Bt M H o-
8 3 8 w '-* * ts Centgrado.
~i -4 ^1 *. ?* W ~1 -4 i Hygromtfr
M ce o *-* Cilierna hydro-melrteo.
M "J a p jg e o od 3 '00 s? Francez. :0 O 'H
8 8 8 '8 S S '8 "8 Inglez. .L 1 MI
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P3
93
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50 O,
o-
c
i
(*) Lea-se no expediente da repnrllgo espe-
cial das trras publicas, ipublicado.no -Diario ie
Pernttmbtuo, um nfflcio do Sr. eonselheiro 10
St.firaiva, .quaudo presldenlo desta provinio,
jjobfecuma:pcofost4 de Antets.
A ooile nublada com alguns aauaceiros, vento
ENE regular at 1 h.'que voltou para o SE e ^s^
sim amaalieccu.
OSClLLAgiO DA H*B.
Preamar as 7 h. 24'da manhaa, altura 6,6 p.
Baixamar as .1 h. 3S' da tarde, altura 1, p.
Observatorio do arsenal do marinha, 16 de Ja-
neiro de 1861. |
ROMAN STKPPLS.
Io tenente.
JKi C1 embrulho dilas de ditos.
P Gi caixas com ameixas c passas arrui-
nadas.
Dous tringulos C1 embrulho com amostras
de fitas.
Diamante S&Oo P3 caixas com 260 pal-
mos de moldura de madeira envernisads 100 rs.
o palmo, total 263OOO.
'triangulo M1 pacote com 6 pares de meias
de algode, compridas entrefinas por 2g000.
Letreiro1 dilo amostras de tecidos de algo-
dao e do fitas.'
Sem marca1 cabriolet quebrado no valor de
509000.
Alfandega de Pernambuco, 16 de Janeiro de
1861.
O 2o cscripturario, Uaximiano Francisco Pe\-
xoto Duarte.
Rio de Janetro
O veleiro e bem conhecido brigue nacional Ve-
loz pretende seguir com muita brevidade, tem
parle de seu carregamento prompto : para o res-
to qiie lhe falta, escravos a frete e passageiros,
para os quaes tem excelleutes commodos. trata-
se com os seus consignatarios Azevcdo &Mendes,
no seu escritorio ra da Cruz n. 1.
Declarares.
Editaes.
A cmara municipal do Recite manda pu-
blicar para conhecimento do publico, que o Exm.
presidente da provincia, tem reeommendado ao
director das obras publicas quemianrfe tomar as
avenidas da ponto vetha^do Recite., que se *cha
arruinada cora .perigo smineotB.floStque por ella
transitam, de forma, que "fique'completamente
I vedado o translto'Triio ella-se presta.
Conselho administrativo.
O consolho administrativo, para fornecimen,to
do arsenal de guerra, tem de comprar os cuje-
os seguales :
Para o 2o batalhao de iotantara.
Casemira azul, covados 10 1|2.
Para a fortaleza do Brum.
Bandeira imperial de flele com 8 palmos 1.
Adrica com 32 bracas 1.
I'olvra grossa, arrobas 60.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 23 do
corrente mez. .
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para Urnecimento do arsenal de guerra, 16 de
Janeiro de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Caixa filial.
De ordem do Exm. presidente da cai-
Tca filial do 4ianco do rasil nesfa pro-
vincia, se faz publico para conheci-
mento dos Srs. accionistas, que o the-
soureiro da mesma caixa esta' autori-
ado a pagar d'ora em diante o li* di-
videndo relativo ao semestre fiado em
51 de dezembro p. p.. a raza o de 40$
por accao de conformidade com as or-
densrecebidas da caixa central.
Caixa filial em Pernambuco 15 de Ja-
neiro de 186.O guarda livros,
Ignacio Nuies Correia.
Irmandade da Santa Casa
da Misericordia do fte-
cife.
A jola adminiatratira da irnrarrdaOe da Santo
Casa da 'Misericordia do.Recite, manda (azeripu-
blieo que.no se tejido offectuado a rtematac.no
do fornacimento do pao e bolacha de que preci-
sarem os estableimeritos de caridade no se-
mestre de Janeiro a junbo 'do corrente anno vai
deno.vo.a.praea'ditoTonieeiaiento no dia 17 do
corrente pelas 4.-horas da tarde na sala de suas
sessoes ne largo doParaizo n.-49, aondepodero
os concurrenles ir previamente ver as clausulas
especiaes.
Secretaria da Sonta -Casa da Misericordia de
Recite 11 de Janeiro e.1864*
0 esDrivao,
Francisco Antonio Cavalcanli Cousseiro
COMPANHIA PEMAMBUCAl
DE
Navegaclo cosleira a vapor
O vapor Persinunga, commandanle Moura,
segu viagem para os porlos du sul era 21 do
corrente mez as horas do costume por ser do-
mingo o dia 20.
Recebe carga para llacei e portos intermedios
at o dia 19 ao meio dia.
0 expediente na gerencia ser al as 3 horas e
depois de fechado nada mais se admiilr : es-
critorio no porte do Males n. 1.
ara
seue era poucos dias o brigue Mara Rosa,,
ainda admille alguma carga, tem bons commodos
dar passageiros e escravos : trata-se cora I. B.
pa Fonseco Jnior, ra do Vigario n. 23.
Para o Rio de Janeiro
0 bem conhecide e veleiro brigue nacional Eu-
genia segu eom brevidade, tem parte de seu
carregamento a bordo : para o resto que lhe falta,
trata-se com os seus consignatarios Azevedo &
Mendes, no seu esciiptorio ra da Cruz n. 1.
Para Aracaty e Ass
segu o hiate Dous rmeos ; para carga, trata-
se com Marlins & Irmao na rus Nova n. 48, ou
eom o mestre Joaquim Jos daSlveira.
Rio Grande do Sul.
U brigue Princeza ainda recebe alguma carga
Irato-se com os consignatarios Marques, Barros
& C, largo do Corpo Santo n. 6.
Para o Porto poi* Lisboa
segu impretervelmente no dia 15 de corrente a
mui conhecide barca porlcgueza Sympalhia :
recebe anda alguma carga a frete e passageiros ;
coosignalacios Bailar & Oliveira, ra da Cadeia
do Recite n. 12.
Para a Babia segu em poacos dias o palha-
bole nacional Dous Amigos, tem parte de sua
carga engajada; para o resto, trata-se com seu
consignatario Francisco L. O. Azevedo, na ra
da Madre de Dous n. 12.
Para o Rio de Ja-
A 18 do corrente.
C. J. Benson, prximo a retirar-se desta pro-
vincia, far leiio por intervenido do preposlo
do agento Oliveira, de todos os trastes de seu
uso, consistindo em mobilia de Jacaranda com-
pleta cemtamposde marmore, um eptimo for-
te piano de Jacaranda moderna de Pleyel, relo-
gius de mesa, lampeos, cortinados de (116 pava
jancllas, venezianas, alcatifas, tapetes e esleirs
de forro, vasos de porcelana, mobilia de ame rel-
io, commodas de mogno, ricos lavatorios de ja-
caranda e marmore com louca da India comple-
ta, ditos de amarello, tuucadores, marquezas.
guarda-roupas dobradose singelos de Jacaranda
e de amarello, guarda-veslidos, leito de ferro
para casal cora colches e cortinados de fil, ca-
mas de ferro para meninos, berco, 2 grandes
globos geographicos, tinleiro patente com ma-
china pira copiar era viagem, secretaria com es-
tante para livros, mesa elstica para jantar, ca-
deiras para dila, apparadores. guarda louca,
aparelho completo eoovo de porcelana dourada
para jantar, dito para sobremesa, dilo para al-
moco.cobertas de metal fino para palos, erys-
laes finos e completos para viaho, agua etc..
bandeijas, facas e garlos, 1 excellenle filtrador
d'agua, machina de f.'rro para engommar, dita
para coser, fogao de ferro patente, trem de co-
sinha, dito de jardira etc., etc.: sexta-feira 18
do correle, as 10 horas da manhaa ni casa de
sua residencia ruado Mondego n. 38.
Avisos diversos.
lleputa-se adianfado e e recebido-
a 5$ o quartel da subscripcao deste
Diario pago ate o dia 15 do mez em
que principia o trimestre.
Urna pessoa que soffre de cataratas e dese-
ja submetler-se operario, pede que se lhe in-
dique quaes sa os que estao vendo dessea que
tem sido apresentadoscomo operados,aGm de se-
ren procurados, e veriflcar-se se com effeito da
operaco se lera seguido o reslabelecimento da
vista, por quanto o essencial nao est na opera-
gao, mas sim no resultado.
Aviso
Cose-se e engomma-se, com muita perfeico,
asseio e promplido : no pateo do Hospital n. 31.
Precisa-se do costureiras para caigas e ca-
misas de hamburgo e algodo : na ra da Pcnha
numero 27.
Pergunla -se ao senhor da ra Direita n 28,
que annunciou querer fallar, a negocio de inte -
resse, com Joaquim Cavalcanli de Albuquerque
Mello, se se emende com Joaquim Cavalcanli
de Albuquerque Mello Filho, morador na ra de
Apollo n. 43, e Joaquim Cavalcanli de Albuquer-
que Mello, senhor do engenho Pindoba.
Precisa-se de 2008 a juros sobre penhores-
de ouro e prata : quem livor, podera annunciar
para ser procurado.
Aluga-se um segundo andar ceado com um
grande solo. na ra Direita : a tratar na mesma
ra n. 54.
5$000 mensaes.
Constanza Perpetua de Laccrda Hachado, pro-
fessura de instruccao primaria, competentemento
aulorisada pelo Exm. Sr. presidente da provincia,
avisa ao respeitavel publico, que do dia 4 de fe-
vereiro vinduuro em diante, ter aberta sua aula
em Fra de Portas, ra do Pilar n. 141, onde to-
dos os dias uleis das 9 horas da manhaa s 3 da
larde, funecionarao os seus irabalhos : aos pais
de familia que se quizerem ulilisar deseu magis-
terio, garante loda a efUcacia ao ensino de suas
alumnas.
Candido Nunes de Mello & C estabelecidos
na ra da Cadeia do Recife n. 60. declarara ao
corpo do commercio e com especialidade a seus-
credores, que venderara seu eslabelecimento ao
Sr. Francisco da Rocha Passos Lins, a saber,
o estabelecimeulo e as fazendas, Picando d'ora
era diante o escriplerio dos mesmos no fundo do
armazem da mesma casa, sonde ficam tratando
da liquidaco da mesma firma.
Guilherme Augusto Ricardo vai s Alagoas.
Eu abaixo assigoado, proprietario da casa
da ra do Livramenlo n. 33, declaro em tempo
quonoaunuo ao Iraspasse das chaves da loja
da dits propredade.
Luiz Antonio Goncalves Ferreira.
F. Recci, G. Sostegni, S Cappell, subditos,
italianos, retiram-se psra o Par.
neiro
O patacho S. Salvador sejrue em poucos dias,
pode admitlir alguma carga; tratase com
consignatarios Marques, Barros & C, largo
Corpo Santo n. 6.
Leiles.
, Coasel*n-*e compras navaes.
Toqdij,da,pr.Q,mover-se a eompra do material
til armada, abaixo declarado,.manda o conselho
fazer filieo,-qtre tera;ls90,hgr em sesso de
Burros, carolos e vaccas
cera crias.
O agente Hyppoltoda.Slffl autor-
*ado pelos Sr. Antunes GuimrtrWP
Hotel estrella do sul.
Na estaco da villa-da..-
Escada.
Antonio Flix Pereira tem a honra do avisar
ao respeitavel publico e especialmente aos senho-
res passageiros da eslrada de ferro, que no dia
20 do corrente lera lugar a abertura do hotel es-
trella do sul, e desde ento se achara promplo a
receber e hospedar qualque^ pessoa que se digna
procurar dito hotel. ^S
De sua,parte empregara lodos os. meips possi-
veis aura de.que seus hospedes sejam bem ser-
vidos, para o que tem todas as proporges o boa
vonttde.
As familias que quizerem passar dias, acharao
todos os commodos desejaveis, e um excelleote
banho no Ipojuca, a dislancia.de J00 palmos pe-
lo fundo do hotel.
Assim pois o annuociante espera ser animado
em Uo til e ueeessAxio nttprego pela wwur-
rencia.


t)
DIARIO DE PERNA^MUCO. ~ QUINTA FE1RA 17 DE JANEIRO DB 1861.
Os caradores flscaes da fallencia de Lima &
Martin*, avisara pela ultima vez aos devedores i
xoassa de virem saldar seus dbitos at ao ioi do
corrente mez, depois do qual sero compellidos
pelos meios judiciaes ; devendo, para o paga-
mento, enteodorem-se cora os Srs. Barroca &
Hedeiros, depositarios.
itfaBS'?iig|gi&gi^gisaia-aB?fi(*ftB|g^igit
Vviso.
Roga-se aos devedores da lija do fina-
do Antonio Francisco Pereira. que ve-
nham realisar seus dbitos no prazo de
15 das, na ra do Crespo n. 8, do contra-
rio veno seus nomes por este Diario at
pagarem o que esto a dever.
9!bS833'35I9 fe* a*s
GOJIPAMHIA
ALUANCE,
estabeecida em Londres
CAPITAL
Cinco >Kii\\ioes de Vibras
sterVmas.
Saunders Brothers & C. lera a honra de in-
formar aos senhores negociantes, proprielarios
de casas, e a quera mais convler, que esto ple-
namente autorisados pela dita companhia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo epeira,
coberios do lelha, e igualmente sobre os objectos
que contiverem os raesmos edificios, quer consis-
ta era mobilia ouem fazendas de qualquer qua-
lida-Ie.
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgio dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca w
denles arlificiaes, ludo cora a superiori-
dade e perfeigo que as pessoas entend- f>
das lhe reconhecem. i|
Tera agua e pos denlifricios etc.
A offitina de mar more
mudoo a sua residencia do caes 22 de Noverobro
para atravessa da ra da Praia n. 3, junto ao
caes do Ramos.
Companhia lyriea.
0 errprezarlo avisa formalmente aes seus es-
cripturados Srs. Rlcci, Fissi, Bull, Baciolti. llu-
bert P., San ti Cappolli, Sosiega!, e Sras. Marta
Marscci, Egisleoa Cechini, Sborgi Irmas. Rosa
Capitani etc que conforme a obrigacao de seas
cootralos estejam promptos de psssaporle para
embarcarem para a provincia do Par, apresen-
tando-se ao abaixo assignado, completa e legal-
mente desembarazados al o dia 20 do cor-
rente mez. Fica declarado que quera nao o fuer,
teri laltadq as suas obrigacoes de contrato e io-
curso na pena detle. Reufe 15 de Janeiro de
1861.G. Marinangoli.
I3)l3ai8ll63t&$3 'SiSS 588516 iS^t
w*k Z/arQ PfflvVRV CBV Cca'9 com cotw ww EW* zttt/W *f\
> v3tO Sr. Dr.JooPi-i
nheiro de Lemos queira ir a negocio quo ,
nao ignara a loja de fazendas da ra da c
Cadeia do flecifo n. 23. re
S(5i85i85i65i63i 5ft5)S 5S5333M
O abaixo assignsdo faz scienle ao respeita-
vel publico e principalmente ao corpo de com-
mercio, que a luja de miudezas, sita na praga da
Independencia n. 5, que gyrava sob a Arma de
Antonio Casemiro Gouva, flcou perlenceudo ao
abaixo assignado desde 31 de dezembro do anno
p. p. Recite 15 de Janeiro de 1861.
Antonio Gongalves de Barros.
Aluga-se um segundo andar na ra Velha;
a tratar com Jos Higino do Miranda.
A

O

,,Ra estrella (Jo Rosario3 g
Francisco Pinto Uzorio continua a col- *
locar denles arlificiaes tanto por meio de gj.
molas como pela pressao do ar, nao re- jg
cebe paga alguma sem que as obras nao *
fi luern a vontade do seus donos, tem pos g
e outras preparagoe3 as mais
para conservacao da bocea.
acreditadas
v5
Participa$o
do estado em que se acha o Se. Manoel Alces
Sallanha, que padeca ha mais de 20 annos
de urna perna muilo indiada (tres palmos de
grossura, reduzida a palmo e mcio), em 30
dias de tratamenlo, com as chapas medicinaes
electro-magnetico-epispalicas. do Sr. Ricardo
Kirk.
lllm. Sr. Joao Alves Saldanha, negociante da
ruada Alfaodega u. 46 no Rio de Janeiro.Pre-
zadomano e amigoConfirmo-tea miriha ultima
do mez linda, e aceuso a recepro da la muilo
estimada de8 do mesmo mez.
De todo o couteudo do tua ultima fico sciente.
0 jauto as chapas medicinaes do lllm. Sr. Ricar-
do Kirk, j eslou otn posse detlas, como vers
pela carta do mano Jos, na qual lhe relato os
maiavilhosos resultados que tem obtido, c parece
incrivel o grande volume de iuchacoes que da
petos penda sobre o peilodo p, do que tu de-
ves estar lembrado, cujo paDO o mesmo cirur-
gio Jorge, sogundo sua opiniao, dizia que era
carnosidade, e que jamis uunca eu poderia ficar
bom. Agora j recoohece quo nao e carnosida-
de, e j diz que sao humores que para all se
accumulam, e est admirado de ver os eiTeilos
quo as chapas medicinaes tera feilo, o mesmo me
diz que antes de 60 das fleo completamente
bom, vista das raelhores que vou obtendo de
dia para dia: alera da applicaco das mesmas
chapas, tenho tomado algumas garrafas de rob,
porque alguns collegas que ja usaram das so-
breditas chapas em molesties como a mioha, me
aconselharam para que eu toraasse, porjuo o
rob purifica o sangue e faz transpirar o corpo, o
que conlribue muito para as chapas fazerem rae-
lhores elTeito3 ; tambem tenho lido constancia
no resguardo ; emflra, como tenho vontade de
icar bom de minha perna, fajo todo o sacrificio
para evitar ajuillo que me possa fazer mal.
Desde quecoraecei a applicacao das chapas me-
dicinaes, cm poucosdias as dores que muito me
aligiam desapparecerm : o effeito que as ditas
chapas me faziam vou te expOr. Tojos os dias
quando tiro as chapas para limpa-las e lavar
perua, observo que as chapas esto cobertas de
uidoas de materias, o que a perna em difieren-
tes partes est cheia de borbulhas, as quaespur-
gam materias, e depois sangue negro: agora o
singue mais vermelho que ao principio, porque
se v que isto provm das muitas constipacoes,
especialmente as quo tenho apanhado na perna;
cj/n'.u Jo agoia estou persuadido que com a ap-
plicaco das chapas medicinaes, e vista das
melhoras que vou oblendo, hei de ficar bom ;
assim mesmo rae don por muito salisfeito quan-
do nao di.ninuissu mais do que agora est ; to-
das as calcas que erara eatreitas nao me serviam
agora, eja esto na mo do alfaiate para descer
e apenar, porque vestindo-as assim, me pare-
cera sacco largo. Agora j posso usar de boti-
nas, o que venho a usar para trazer sempre
aperlados com ligas. Quando deixar de fazer
uso daa chapas terei sempre ligado, que paraisso
vou mandar fazer ligas com antecedencia.
Junto vai urna tira do papel, pela qual ver a
grossura cm que nesta occasio tenho a perna e
quantoj tem diminuido, e que a principio li-
ona tres palmos ou mais, e vai sempre diminuin-
o de dia paradla ; agora s fago uso de duas
chapas no lugar onde era preciso tres,e isso mes-
mo ja pondo urna sobre outra, Meando de parte
urna chapa para applicar com a que agora te
pojo, e que junto vai o molde. Recommeodo-te
qae digas ao Sr. Ricardo Kirk que chapa deve
ser tal qual a medida que remello; os cantos
da chapa, tanto em baixo como em cima, n5o
devem ser arredondados, porque assim me faz
mais arranjo para commodidade da inchaco.
Com a chapa qne espero e com a que ja tenho
supponho que quando as applicar ji ote nao de
abranger a pern*.
Villa de Vallongo (Portugal) 18 de noveaabro
e 1800. Teu irmo, Manoel Alves Saldanha,
CONSULTORIO
ESPECIAL H0ME0PATH1G0
Ra de Santo Amaro (Mundo-novo) n. 6.
O Dr. Sabino O. L. Pinho da cousultas

COIPAMIIA DA YIA FEllREA
DO
DO
Recife ao rio Sao Francisco.
lAuao.
De conformidade com as iostruccoes recebidas
da respeclua directora faz-se publico que dest
data em diante sao convidados os accionistas
desla companhia a cumprirem com os termos do
aviso que por ordera da mesma abaixo ficam pu-
blicados.
Escriptorio da companhia 17 de dezembro de
1860.E. H. Bramah. thesoureiro.
Aviso.
COMPAMHA DA VIA FRREA .
DO
RECIFE A SAO FRANCISCO
(LIMITADO.)
Pelo presente faz-se publico que por reolucao
da directora desta companhia, lomada nesta da-
la tem-se feito urna outrachamada de duas li-
bras sterlinas por cada aeco, a qual chamada ou
prestaco dever ser paga at o dia 31 de Janeiro
prximo futuro no Rio de Janeiro em casa dos
Srs. Man Mac. Gregor& C, na Baha aos Srs. S.
S. Davemporl f C, e cm Pernambuco no es-
criptorio da thesouraria da mesma va frrea.
Polo prsenle flea tambem entendido quo no
caso de nao ser a dita chamada ou prestaco sa-
iisfi'ita no dia marcado pira o scu pagamnnto ou
antes o accionista que incorrer nesta falla paga-
r juros a razo de 5 por cento ao anno sobre
tal chamada ou prestarlo a contar deste dia al
que seja realisado o pagamento. No caso de nao
effectuar o pagamento desta chamada ou presta-
co dentro de 3 raezes a contar do dito dia fizado
para o embolso da mesma ficaro as aeces que
incorrerem em tal falta sujeitas a serem confis-
cadas segundo as disposiroes dos estatutos a este
respeito.
Por ordem dos directores.
AssignadoW. II. Bellamy,
Secretario.
199 Gresham House.
Od BrouadStreet.
E C.
22 de novembro de 1860.
Attenco.
_ O abaixo assignado roga as pessoas que lho es-
to a dever o favor de virem pagar seus dbitos
alee fim desle mez: na ra do Imperador o. 63.
Recife 9 de Janeiro de 1861.
Jos Antonio Soares de Azevedo.
**-* -tev eM | Consultas medicas. |
V Sero dadas todos os dias pelo Dr. Cos- jq
g rae de S Pereira no seu escriptorio, ra Jg
da Cruz n: 53, desde as 6 at as 10 horas (*
da manha menos nos domingos sobre : K
1. Molestias de olhes.
2." Molestias de coraeo e de peito.
8." Molestias dos orgos da geracao e 3
do anus. $C
0 exame dos doentes ser feito na or- S
dem de suas entradas, come^ando-se po- fl|
M rom por aquelles que soffrerem dos al
^ olhos. V
jfc Instrumentos chimicos, acsticos e op-
"f* ticos sero empregados em suas cnsul- *
Staces, e proceder com todo rigor e pru- "
denciapara obter certeza, ou ao menos nn
R probabilidade sobre a sede, natureza e 3
fE causa da molestia; e dahi deduziro plano 9
de ttatamento que deve destrui-la ou
curar. 31
m Varios medicamentos sero tambem 3|
jP empregados gratuitamente, pela cer-
* leza que tem de sua verdadeira qualidade, |E
*J proraptido em seuseffeitos.ea necessida- *g
m de do seu emprego urgente que se usar =*
delles. g
|g Praticar ahi mesmo, ou cm casa dos *
doentes toda e qualquer operago que S
julgar conveniente para o reslabeleci- m
m ment dos raesmos, para cujo fim se acha 5
H prvido de urna completa collecrao de |g
instrumentos iodispensavel ao medico a
operador. j|
Precisa-se de urna ama: na ra Bella
n. 23.
Aluga-se a loja do sobrado da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
Especialidado de retratos em pao encera-
do para se remetterem dentro de cartas. Ti-
rara-se no estabelecimento phetographico de F.
Villela, ra do Cabog n. 18, sobrado, entrada
pelo pateo da matriz.
PRECISA-SE
de urna mulher que saiba cozinhar e
eogomroar, para ir servir em urna
casa de pouca familia na villa da Enca-
da ; paga-se bem : a tratar nesta typo-
graphia.
Josepha Henriqueta de Miranda Barros,
professora particular da instruego primaria, avi-
sa aos pas de suas alumnas, e ao rcspetavel
publico, que abre a sua aula no dia 14 do corren-
te, e se acha prompla a receber alumnas exter-
nas e internas, pensionistas e meia-pensionistas:
quem de seu presumo se quizer ulilsar, dirja-
se a ra da Mangueira, casa n. 7. .
todos os dias uteis desde as 10 horas al meio
dia. Visita aos doentes em seus domicilios
de meio dia era dianie, e era caso de ne-
cessidade qualquer hora. As senhoras de
parto e os doentes de molestia aguda, que
nao tiverem ainda tomado remedio algum al-
lopathico ou homeopathico, sero attendidos de
preferencia.
As molestias mais frequentes debaixo dos
climas do Brazil, principalmente as que sao
mais difficeis de curar, lhe tem merecido um
estudo especial; sao ellas:
1. Molestias proprias das mulheres.
2. Molestias das creancas.
- 3. Molestias da eelle.
4. Molestas dos olhos.
5.a Syphilis, ou gsllico.
6.a Febressympthomacas Jas leses do cere-
bro e de suas membranas, dos orgos do peilo,
e do apparelho digestivo ; febres intermitien-
tes e suas consequencias.
Pharmacia especial homoeopathica.
AGITADOR DYNAMICO.
A pharmacia homoeopathica esl longe de
preencher todas as vistas dos mdicos homce-
pathas era quanto foram os medicamentos pre-
parados mo. A forca do homem nao po-
de ter a precisa uniformidade para bem de-
sinvolver as propiedades medicamentosas das
substancias; ella vae naturalmente enfraque-
cendo medida que se vae fazendo o traba-
Iho da dynamisaco: e por essa razo que
numerosas vezes acconlece que duas preparaces
de acnito, por exemplo, da mesma dynami-
saco, feitas pelo mesmo homem, no mesmo
dia, ou em dias diversos, ou feitas por dous
homens diferentes, nao produzem o mesmo re-
sultado em casos anlogos de molestias; urna
desinvolve uma aeco mais prompla, a outra
urna acc,o mais lenta.
Alm disso, sendo esseneial para a regu-
laridade das dynamisages que cada efifutcao
tenha ura numero ceno de abalos ou vascole-
jacoes, para que nao acconteca que pelo excesso
ou pela insuficiencia d* estas percam os medica-
mentos as propriedades que lhes sao assignala-
Jas, ouque convem cada dynamisaco, nao
se podo isso obter as preparaces feitas mo
porque o numero de abales sempre maior ou
menor, d' onde evidentemente resulta um effeilo
tambem maior ou menor, e por consegninte
duvidoso na applicaco do medicamento ; se os
abalos sao insuficientes nao se desinvolvem
todas as propriedades convenientes dynamisa-
co que se quer fazer, e se sao de mais, desin-
volvem-se algumas das propriedades da dyna-
misago superior, com parda certa de muitas
das que convem dynamisaco que se quer
preparar, o que sem duvida tem graves incon-
F. Villela, photographo da augusta casa im-
perial, eslabelecido na ra do Cabug o. 18, so-
brado, entrada pelo pateo da matriz, avisa que
acaba de receber um bello sortimento de alfine-
tus do ouro de le para retratos! Entre esses al-
unles acham-se muilos com folhagens e flores
de ouro de cores, outros com perolas. coraes e
pedras, e alguns para brlhantes. Os precos
dessas joias sao mui razoaveis. Na mesma casa
continua-re a tirar retratos por todos os syste-
mas photographicos.
Attenco:
Trocara-se sedufas de 1J> e 5$ das que o the-
souro desta provincia exige 10 0|0 de descont,
assim como olas dos bancos e calzas das mais
pracaa do imperio mediante o abale de 5 0]0 : no
escriptorio de Azeredo Mendos, ra da Cruz
numero i.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigos e
freguezes desta e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento de fazendas que tinba
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
1 loja e armazem que foi dos Srs. Santos & Roliro.
onde tem o mais completo e variado soitimeoto
de fazendas de todas as quslidades para vender
em grosso e a retalho por precos muito baratos:
dicos que comecam i fazer ensaios, e para is u\do CresP. sobrado de 4 andares n 13, e ra
pessoai curiosas que nao sabem conhecer essa-ij" umPaenadda0rrD.0^ora ruado Colle8io. sobrad
differencas, e por isso poder* atlribuir inefiea- | No dia 13* do corrente desappareceu da ca-
sia da hommopalhia, o que realmente depende da sa do abaixo assignado o seu escravo Joo, de
venientes na pralica, principalmente para os mes
dicos que comecam i fazer
IKIS
m preparQo dos medicamentos.
Para obviar estes graves inconvenientes o
agitador dynamieo do Dr. Sabino munido
de um contador em que se acham as unidades,
dezenas, centenas, militares, dezenas de milbares
collocadas convenientemente, de maneira que
cada vaseolejaco apparece um numero novo,
desde 1 al 10 mil; nao sendo desta so re
possivel engao algum.
Os medicamentos homoeopalhicos preparados
por meio desta maquina sao os nicos que de-
sinvolvem propriedades uniformes capazes de
curar as molestias com a maior certeza pos-
sivel.
Alem disso, desejando tirar de sua viagem
Europa todas as vantagens para o progresso
da horaceopathia no Brasil, o Dr. Sabino nao
poupou esforcos para obter as substancias me-
dicamentosas dos proprios lugares, onde ellas na-
turalmente nascem, e para isso enlendeu-se com
um dos melhores herboristas d'Allemanha, para
lhe mandar vir as plantas frescas, afim de pre-
parar elle mesmo as tinturas.
E' assim que o acnito foi mandado vir dos
Alpes, a rnica das montanhis da Suissa, a
belladona, bryonnia,chamomilla, pulsalilla,rhus,
hyosciamus, foram colhidas n'Allemanha, na
Franca e na Blgica, o veratrum np monte Ju-
ra, ele. etc.
Desta sorte provida a pharmacia do Dr.
Sabino das substancias que servirn para as ex-
periencias puras de Hahnemann, descriptas na
pathogensia, acharo os mdicos e os amigos da
horaceopathia os meios seguros e verdadeirosde
curarem as en fertilidades.
OS PRECOS SAO OS SEGUINTES:
Botica de 24 tubos grandes 12 a 16
Dita de 36 > > .....: 18$ a 229
Dita de 48 > ....... 249 a 299
Dita de 60 ....... 309 a 359
N.B. Existem carteiras ricas de veludo para
maior preco.
Cada vidro de tintura avulso. : 29
Cada tubo avulso...........1*
najao, estatura baixa, cheio do corpo, representa
ter de idade 50 annos, pouco mais ou menos, le-
vando vestido camisa azul e caiga do cor, e sem
chapeo; quera o pegar, leve-o a ra do Livra-
mento o. o, que ser recompensado.
Jos Rodrigues Coelho.
A Sra. D. Margarida Louren;a da Cmara
Rodrigues tem uma carta no escriptorio de Ma-
noel Ignacio de Oliveira & Pilho, larga do Corpo
Sanio.
Os senhores vendedores de bilheles ou
qualquer negociante nao paguem o meio bilhete
da lotera do Rio do Janeiro, a beneficio da im-
perial academia de msica eopera nacional, ex-
trabida em 15 de dezembro de 1860, visto que
dito bilhete foi perdido pelos abaixo assignados,
e est com o nome dos mesmos no verso, assim
como com a data de 20 de dezembro de 1860. O
numero do mencionado bilhete de 2957. No
DE
PARTIDAS DOBRADAS.
O ensino pratico de escripturaco commercial
por partidas dobradas e de arithmelica, dirigido
pelo abaixo assignado, contina a fnecionar re-
gularmente as quarias e sabbados de cada se-
mana, das 7 horas s 9 da noilo.
As pessoas quo desejaiem ter conhecimento de
qualquer das referidas materias, queiram dirigir-
se casa do aonuociante, na ra Nova n. 15, se-
gundo andar, nos dis e horas cima designadas.
to claro e fcil o systema de escripturar os
livros mercanlis por partidas dobradas, que s as
pessoas desfavorecidas do menor grao deinlelli-
gencia sero capazes de nao reconhecerem a ver-
dade do expendido logo as primeiras licoes que
receberem do abaixo assignado.
M. Foustea de Meitxros.
CONSULTORIO
DE
Joao da Silva Ramos,
Medico pela universidade de Coimbra.
Tendo de passar algum tempo no si-
tio dos Buritis na estrada do Arraial,
meu consultorio estara' aberlo todos os
dias das 9 horas as 11 da manhaa e das
3 as 5 da tarde. As pessoas que man-
caso porm de alguem o ter achado, e queira en- darem procurar-me, terao bondade
SeVca?. 5S ffii,Da^J.^^,;.TSern-.0d.: Ide djr8\0S?["d< POr^enpto pa-
rao duvida em recompensar: na ra Direita dos ra .a I0Ia d.e 'Ouca defronte da casa de
Afogados. Jos Roberto de Moraes e Silva.
Joo Jos de Albuquerque.
. Quem precisar de um caixeiro que tem pra-
lica de taberna, entenda-se na travessa da Madre
de Dos n. 11, armazem do Sr. Campiano & Cor-
deiro.
minha residencia ai ra Nova.
Dentista francez. |
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
Maria Bernardina da Concei^ao Lima, viu-|j rangouas n. 15. Na mesma casa tem |
va de Antonio Rodrigues Lima, roga a lodos os s agua e p denlifico.
credoresde seu fallecido marido.de apresentarem \ tigtAftAfiftAA.MAiisfiCfta!
suas contas e crditos de que o mesmo fallecido TrlsDaT.f fP rZt.,fn fz?u &*
Uma pessoa que nao pode ir ao' gr?nde Jasa de 'tienda e concertada de novo ;
\I.nn^'.^Un. f. !!., Vv c_ m i w l- 881reJa de dous a tres mil pes e mais que se
Manguinho fallar ao Sr. Manoel Ephi- queira plantar, peis tera Ierras suficientes para
genio da Silva, roga lhe queira annun- 11!? : quem o pretender, procure ao majorAnto-
ciar onde o pode procurar nesta cdade'n1id,,f1,1l!a Gusn,a. na d Queimtdo, loja
.,:.!. -..-j ii ii ,n-41-" no mesmo engeoho.
visto nao ser permttttdo fallarse-lhe na i Manoel Ignacio de Oliveira & Filho sacam
altandega.
Notas
sobre Lisboa e Porto : no largo do Corpo Santo,
escriptorio.
de 5#000 e de 1#000 de uma
figura.
Trocam-se estas notas por gneros, no estabe-
lecimento de Sodr & C, ra estreita do Rosario
Caixas com medicamentos m glbulos e Un- m"a1rfa.lambem se TeDdem as bellas uvas de Ila-
turas de diversas dynamisa(des (mais usadas ): I
De 24 vidros com tintura e 48 tu-
bos grandes......; 4&9000
De 36 ditos dita e 56 tubos grandes 649000
De 36 ditos dita e 68 tubus grandes. 709000
De 48 ditos dita e 88 tubos grandes. 929000
De 60 ditos dita e 110 tubos grandes 1159000
Estas caixas sao uteis aos mdicos, aos Srs,
de engenho, fazendeiros, chefes de familias
capilaes de navio, e em geral todos que se
quizerem dedicar pralica da horaceopathia,
Veudem-se tambera machinas elctricas por-
DA
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das loteras manda declarar
que se acham a venda no escriptorio das mes-
mas os bilheles da terceira parte da prmeiralo-
lria da igreja doSeohorBom Jess dos Marty-
rios desta cidade cujas rodas deverao andar im-
lateis, para tralamento das molestias nervosas. I Prefemelmente nodia 19 de Janeiro prximo fu-
moJernas e as
nU mouernaa e as Thesouraria das loterBS 22 de dezemDr0 de
actualmente em toda a Europa, 1860.-0 escrivao, J. M. da Cruz.
Estas machinas s
mais usadas
tanto pela commodidade de poderem ser trasi-
das na algibeira, como porque trabalham com
preparaces que nao sao nocivas :
Cada uma. ..:.... 509000
O Dr. Sabino ensina a maneira de se servir
desta maquina.
turo.
CASA DE SAUDE
Sita em Santo Amaro.
Este estabelecimento continua debixoda administra cao dos pro-
pnetarios a receber doentes de qualquer natureza ou cathegoria que
seja.
O zelo e cuidado all empregados para o prompto restabelecimen
to dos doentes geralmente conhecido.
Quem se quizer utilisar pode dirigir-se as casas dos proprietarios
ambos mor:dores na ra Nova, ou entender-secom o regente no esta-
tabelecimento.
iSedulas de 1,000 edej
58 de uma figura. ]
Trocam-se eslas sedulas sem descont
por fazendas que vendem-se por bsratis-
simos precos, na ra do Crespo loja ama-
relia n.8 de Leandro Lopes Dias succes-
sor de Antonio Francisco Pereira.
Fazendas finas.
Vendem-se chapeos de seda de muito
bom gosto a 15 e a 259, vestidos de se-
da de muito bom gosto a 40g. 509 e 80$,
ditos de bsrege e gaze a 109, ditos de
cambraia branca bordados (multo ricos),
chaly e barege a 500 rs. o covado, or-
gandis de muito bom gosto a 800 e 900
rs. a vara, basquinas de fil com ricos Li-
eos de seda a 39, talhos cem Lieos para
vestidos de senhora a 500 rs., camisas tt
com pellos e punhos de liuho a 30 a du- 8>
zia, gollinhas bordadas para senhora a S-
19, mussulinas de uma s cor a 240 rs. >
o covado e muitas outras fazendas de bom 3|
gosto que se venden: por melade de seu g
valor na ra do Crespo loja am&rella n. |t?
8 de Leandro Lopes Dias successor de
J| Antonio Francisco Pereira. 1
tf^i" Tif rao esad MteB
wwsowmw wb%wsw tmraK tAFi Wn vnf m
Feitor para engenho.
Precisa-se de um portuguez para feitor de um
engenho pouco distante desla capital: no escrip-
torio de M3noel Ignacio de Oliveira Filho, lar-
go do Corpo Santo.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por Zjf
Tira ra tratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3$
O Dr. Casanova
pode ser procurado todos os dias em seu
consultorio especial homeopathico.
30Ra das Crines30
Neste consultorio tem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (as tinturas) por Ca-
tellan e Weber, por pregos razoaveis.
Os elementos de homeopalhia obra, re-
commendada intelligencia de qualquer
pessoa.
Agencia de passaporte e
folha corrida.
Claudino do Reg Lima tira passaporte para
Reforma de presos.
Escravos. -..... 2j(000
Marujos ecrados, .... 2,s00
Primeira classe 5$ e. 3#500
As operaqoesserSo previamente ajustadas.
Tendo recebido um sortimento de cai- ^eDtr0 e forado imperio com presteza e commo-
xinhas novas ^47.= "" 3' Prmer aDdar- DU_
Tendo recebido um sortimento de cai-| Aluga-se um sitio na estrada de Joo Fer-
xinhas novas Dandestyeira ; a tratar na ra do Queimado du-
!t j i i niero 44.
londo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
CONSULTORIO
DO
wl i?. & mm% wrnmm*
MED RO COPAR TE1E OPERADOR. J
3 RA DA GLORIA, CASA DO H \ l>\0 3
Clnica por ambos os systemas.
O Or. Lobo Moscoso d consullas todos os dias pela manhaa, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, naos para acidade, como para o engenhos
ou outras propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa al s 10 horas da manha e em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noile, sendo por escrptoem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numeso da easa.
Nos casos que nio forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
dero remelter seus bilbetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
livros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annuneiante aehar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos homeopathicos j bam conhecidos e pelos procos seguimos:
Botica de 12 tobos grandes...........10*000
Dita de 24 ditos........;........159000
Dita de 36 dito..................209000
Dita de 48 ditos............, 259000
Dita de 60 ditos.............-..-. 809000
Tubos avalaos cada um.........:...; 19000
Fraseos de tintaras. : :...........; 2000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirargu etc.. etc. ..... .. 209000
Medicina domestica do Dr. Hering, com dicciohario. 109000
Benerlorio do Dr. Mello Moraes. ; t s 69000
Attenco.
No grande salao da ra do Imperador iao Publ^ em 6al
No grande salao da ra do Imperador Procurado a qualque
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
A.- W. Osborn,o retratista araerica-.
Gouvea & Filho com casa de consip'-
naqoes nova mente estabelecida nesta
praca, avisam aos seus committentes e
que podem ser
uer hora do dia em
seu escriptorio na ra da Cadeia do Re-
cife n. 3, primeiro andar.
Precisa-fe de um mogo para caixeiro de lo-
ja de fazendas nesla praca, que tenha alguma
pratica, de idade 18 annos, pouco mais ou me-
nos : a fallar na ra das Cruzes, taberna b. f 1 A.
no tem recentementerecebido um gran-1 O corpo de polica compra t.ooo covados
de e variado sortimento de caixas. qua- de pann0 "ul DOra fardamento, e 300 cavado
A~.. _~___._. u- n j Para capotes, 170 covados de batae 750 dilos de
drOS, aparatos ChimiCOS, C Um grande} b.lUod. de forro : quem quizer fornecer, apre-
numero de objectos relativos & arte.
Como tambem um grande ornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
qnirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob condiroes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras sSoconvida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimens do que
cima fca anunciado.
Aviso s familias.
Acba-se aberta a assignatura do jocoso jornala
SEMANA ILLSTRADA,
que se publica no Rio de Janeiro e sahe luz
uma vez por semana.contendo cada numero qua-
tro paginas de gravura3 primorosas, e as outras
quatro de arligos escolhidos e inleressantes s
senhoras e pessoas de bom gosto. J se acham
aqui os dous primeiros nmeros. Assigna-se e
faga-se adiantado na ra da Iroperatriz d. 12,
aja. Por trimestre 6#. semestre 11, anno 18.
Precisa-so de 1: theca em um sitio parto da praca ; quem quizer
fazer esse negocio, annuncie para ser procurado.
Preciaa-se de um forneiro intelligente em
todo o servico de padaria ; no deposito em fren-
te do becco do Rosario de Santo Antonio a. 4,
rente as amostras e suas propostas em caria fe-
chada, na secretaria 4o mesmo corpo, as 11 ho-
ras do dia 17 do correte. O lenle secreta-
rio, Luiz Jeronymo Ignacio dos Santos.
Ao Sr. Raimundo Cesar de Souza, do Mara-
nho, pertencem tres meios bilheles ns. 199,
1262 e 2839, da lerceira parte da primeira lote-
ra dairmandado do Senhor Bom Jess dos Mar-
lyrios desta cidade.
Precisa-se alugar um preto : na ra da ma-
triz da Boa-Vista, padaria n. 26.
Attenco.
O abaixo assignado faz scienle ao respeitavel
publico e principalmente ao corpo do comrner-
cio, qoe dissoWeu a sociedade quo linha no pa-
teo do Terco, na taberna n. 21, a qual gyrava da
baixo da firma social de Cardeal & Vieira, (lean-
do todo o activo e passivo, a cargo do socio Car-
deal. Recife 14 de Janeiro de 1861.
Antonio Jos Vieira.
O abaixo assignade pede ao Sr. Jos Dias
da Costa Cardeal queira ajustar contas com elle
amigavelmente da metade dos lucros que apre-
sentou na taberna do pateo do Terco n. 21, em a
qual era socio, do contrario recorrer aos meios
que lhe concede a lei, olhaado o Sr. dito Cardeal
que se me pretende illudir, engaado se achar,
pois lembre-se que ha papel de trato, isto no
prazo de tres dias.Antonio Jos Vieira.
Alugam-se o segando e lerceiro andares da
cata da ra da Cruz n. 45 : trata-se no primeiro
andar da mesma casa, das 9 horas da manhaa s
A da tarde.


DIARIO DE mNAMUCO. QUINTA FE1RA 17 M JANEIRO DE1W*<
iU
i>
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECgAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
i mico e medico celebre de New York
GRANDE SUPERIORIDADE DO EX-
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se palo seo extraordinario
e quasi mi rae tiloso effeito no
sangue.
Cada u;n sabe que a saude ou a infermidade
dependa directamente do estado deste floido vi-
ra. Isto ha da ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quaulidade do sangue n'um homem d'es-
tdlura mediana est avaliada pelas as primeiras
autoridades era vinte e oiio arralis. Em cada
pulsarjao duas oncas sahem do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de quatro minutos. Urna dts-
posijao extensiva temsido formada e destinada
com aJmiravel sabedoria a destribuir e fazer
circular esta corrbnte db vida por todas as
partes da organisajo. Deste moJo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a Tan
fonte de infermidade ou de saude.
Sao sangue por causa alguma se emprenha
de materias ftidas ou carrompidas, diffunde
com vblocidadb elctrica a corrupcao as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
at cada orgo e cada teagera se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulando evidentemente se faz um engenqo
poderoso de doenga. Nao obstante pode tam-
bem obrar com igual poder na cmcjio de saude.
Estivesse o corpo infecionado da doenc,a maligna,
ou local ou geral, e situada no systeraa nervoso
ou glanluloso, ou muscular, se somante o san-
gae pola fazer-se puro e saudavel flcar superior
a doemja e inevitavelmente expedir da cons-
lituigo.
O grande manancial de doenc.a entao como
d' aqu consta no fluido cncuLANTE.e nenhum
medicamento que nao obra directamente sobreel-
le para purificar e renova-lo,possue algura direi-
to ao cuidado do publico.
O SANGUE I O sangue I o ponto no qual
se ha mysler fixar a atten$o.
O ORIGINAL E O GINUINO !
AO publico.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
New-York, bavemos vendido durante muitos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideramo-lo ser o extracto original e ge-
nuino de salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este norae foi apresen-
lado ao publico.
BOYDPAUL, 40CortlandtStreet.
WALTER.B TOWNSEND Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maulen Lana.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM & Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R. B. HAV1LAND & Co, Office 177 Broad-
way.
J ACKSON, ROBUNS & Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86 William Street.
WM. UNDERH1LL, Junr, 183 Water Street.
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON .BABCOCK & WOOD, 139 Mai- no/!a fabrici* na,e9(lu'n das rU8S.
HASKELL & MERBICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOS A ARVORE E SUAS FRU-
TAS ,
B IGUALMENTE
Conhecemos um Mtdicamento nos seus Effeitos.
O extracto composlo de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend est
0MEDIC4MENT0D0P0Y0H
Adata-so lio maravillosamente a conslituicSo
que pode ser ulilisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E' DEBIL1DADE,
fortalece;
ONDE E'CURRUPCO,
purifica;
ONDE HE PODR1DAO,
AL1MPA.
Este medicamento celebrado que loo grandes
servicos presta a bumanidade, prepara-se agor
Fronte
den Lorie.
PENFOLD, CLAY& Co, 4 Flelcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. A D. SANDS. 100 Fulln Street.
SCHIEFFELIN, BROTHEB & Co, 104 &
106 Joba St
LEWIS & PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
lOAstor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Street.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I. MINOR& CO, 214 Futen Street.
INGERSOLL & BROTHER, 236 Pearl Street.
JOSEPHE TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KLNSLEY, 45 Cortlandt
Street.
HAYDOCK, C0BLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDUSER, 178Greenwch
Street.
Washington, Brooklyn, sob a inspecc,o directa
do muito conbecido chinaco e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade deNeW-York, cuja cer-
tido e assignatura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL ,E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DESALSAPARR1LHA
DO DR. TOWNSEND.
O grande purilicador do sangue
CURANDO
O Herpes
A Hertsipela,
rOUflHftAS M MM.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as beui conhecidas folhinhas imnressas nesta
typogr*phia
Folhinhd de porta ou KALENDARIO eeclesiaslico e civil para o
: bispado de Pernambuco........... 160 rs.
Dita de algibetra contando alm do kalendario eeclesiaslico e civil,
explicajao das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos imposlos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna collecc.ao de bellos e divertidos
p... Jg8 de prendas, para entrelenimento da mocid8de. 320 rs.
Ult dita .... contendo alm do kalendario eeclesiaslico civil, expli-
c?5o das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mates e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commercio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-so, e conungar, e os cfficios que a
igreja costuma celebrar desde domingos de Ramos, at
. sexta-feira da Paixo, (em porluguez). prego..... 320 rs.
Vitado almanak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao prego de:....... 19000
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e fizeram-se muitas alteracoes, sendo a correc-
co a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias soffre mudancas) acrescentando-se a nu-
merac.no dos estabelecimentos comnierciaes e industriaes ;
Alngani-se duna caas para passar a f^sta
sitas em Sani'Anoa de dentro, tendo commodo
suuicieolespara qualquer familia, e banhu pn(
fle cjsa, o aro maia saudavel para a saude- a
tratar no paleo de S. Pedro n. 6.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de euser : cm casa de Samuel P.
Jobiton & C., ra da Seozalla Nova n. 52.
flssociaco agpogtrafitf ca
Ipcvnamhucana
<.n?5H0rd,'in!da Presidenci;' desta ssocircio
Hm lAn fr?- Socios -ffectivosa se reunir*
domingo 20 do crreme, em sesso extraurU.na-
ria do eonselho da asserabl* geral, ,ende esta
fpaiVr .Va' B,"nMeqeUa a 10. adro de
tratir-sede negocios de grande interna --ocial.
i da Associaco Typographica Per-
n.imbucana,
15 de Janeiro de 1MJI.
Jivencio Cesab,
Io lecretario.
Precisa-se alugar urna escrava pa-
ra casa de fara.ha : na ra da Cadeia n
oo.terceiro andar.
Precisa-sede urna ama para conurai
& cosinhar para urca so pessoa
9 ga do Rosaiio o.\
@
ido vender sua bem
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o!, Pr*ca-se wiaraossrs
j i > i i. i i negocio de seu intere- que se deseja pela oceupacao do individuo de quem se quer i n. 27. oja de mirado '
A Adstric^aodo ven-
tre,
AsAlporcas
Os Effetos do azou-
GOE,
Dispepsia,
as oencas.defiga-
vo,
AHydropesia.
A Impingb
As Ulceras,
O Rhecmatismo,
As Chacas
A Dedilidade geral*
AS DOENCAS DE PELLE
AS BORRCLHAS ^A CA-
RA,
AS ToSSESt,
saber a residencia.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 43 na.
ra Velha, e o quarlo andar da casa n. 14 na ra
do Trapiche ; a fallar no primeiro andar desta
ultima casa.
Marlha Moris, Guilitas B. Ilorgi, Eduvi-
M&
Precisa-se de urna mulhei
forra ou escrava que
com perfeicoo para
gens Adelaide, Madre Rdci Capitani e"uma ulna ","H*ngomniafir e 1ens'b0r cum perie.goo para
subditos Italianos vao para o Par. So", d-e l0ufCa am,lla : na rua d0 Queimado
- A pessoa queannunciou precisar do 1:000: d9' loj.a de,f"ef?- .
aremio sobre hypolheca em ura sitio perlo da ,,". "ga"se u m oleq"
Cada garrafa do original e
exterior No esjriptorio do proprietario,
em na betica da rua Direita n. 88 do Sr.
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
OExtracto acha-secontidoemgarrafasquadra-
as e garante-se ser mais forie e mlhor em to-
do o respeito a algura oulro purificador do san-
gue., conserva-se m todos os cumas por cer-
to sspaco de tempo.
assignatura e a ertidao do Dr. J. R. Chiitton, na capa
genuino ex'ractu o Dr. Townsend tem a
New York, e em Pernambuco na rua da Cruz n. 21 escriptortc 1. andar, tam-
212 Broadway,
Prannos.
issignatura de banhos fros, ntornos.de choque ou chuviscos (ipara urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,.........
30 candor piraos ditos banhos tomados em qualquer lempo. .
l&'Ditos dito dito dito ; .
7 ... i
'Saahosjvulsos, aromticos, salgados esulphurososaospreQOs aanunciados
Estareducc,o de presos facilitar aorespeitavel publico ogozo dasvantagarrs queresultam
-astando em nosso* hbitos, anda pouco oenhecida-e apreciada:
10000
1&900O
000
40O0
TABAC CAPORAL
Deposito Aas manufacturas \mpertaes AcTauija.
Esteexcelente fumo acha-se depositado, diretaroente na rua Nova n. 23,ESQUINA D
CAMBO A DO C ARMO, o qual se vende por mseos de 2 hectogramos a l$OOQe em porc,ede
10 mseos para cima com descomo de 25 poreenio ; no mesmo estabelecimento acha-se tambera
i verdadeiro papel de linho para cigarros.
EAU MiNERALE
NATURALLE DE VICIIY.
Deposito na botica franceza rua da Cruz n.22
INJECTION BROU
O Sr. alferes Thom G. Vieira
Lima, queira dirigir-se a esta typogra-
pliia, que se lhe precisa fallar.
Na travessa do caminho novo da Soledade,
estrada do Manguinho, casa n. 74, precisa-se de
urna criada para o servico interno de una peque-
a familia, quer-se que saiba particularmente
cozinhar a engommar, prefere-se que seja por-
tugueza.
Fabrica do Monteiro,
com deposito na rua de Apollo n. 6, principia a
ter assucarcrystalisado fino pelo systema Euro-
peo ; as&im como amarellinho para caf por pre-
go baratissirao.
Com o descont de 5 0|0 trocam-se as se-
dulasde 19 o 5g, das que s podem ser trocadas
no thesouro geral desla provincia, com o descon-
t de 10 0|0, na travessa da Madre de Dos'D. 17,
das 8 horas da manha s5 da tarde.
PIADOS
J.taumonnier,'ha-vendo sahido de casa J. Vignes, offerece-se para tudo quanto diz res-
peito sua arte, como seja, afinar e concertar
piano. orgos de igreja, harmnicos, etc., em
sua officina, rua da Cadeia do Recife n. 11, pri-
meiro sudar.
'Quem precisar de urna possea com es habi-
litares precisas para guarda-livros, dirija-se a
sua morada em carta fechada, no escriplorie des-
ta lypographia, com as iniciaes I. R. S. ; encar-
rega-se tambem do qualquer escripia avulso.
Aluga-se o primeiro audar da casa da rua
da Aurora n. 44 ; a tratar na rua Nova n. 16.
Cede-se mediante o pagamento de pintura
e Co^0' a casa ,errea da rua de Sal Amaro
n. 30, com bonscommodos para familia : trata-
se na rua do Queimado n. 81.
Precisa-se alugar um sobrado no bairro de
ianto Antonio ou S. Jos : a tratar no largo da
Penha ru 8.
- Acha-se aberta a matricula do aula publica
de hidra da freguezia de 5. Josdeeta cidade, e o
seu excrcicio lera conieco no dia 3 de fevereiro
prximo futuro : os ioteressados dirijam-se casa
do respectivo professor, sita no largo do Terco
numero 33. v
-- Aluga-se o sobrado de dous andares e so-
taoda rua Imperial o. 169 : a fallar na ruada
Aurora n. 36.
apremio sourenypomeca em ura sitio pe
praga, queira dirigir-se a rua da Imperatriz ou
por oulra aterro da Boa-Vista n. 19, das 10 ho-
ras a~s3 da tarde.
Furtarara em a noile de 13 do correnle da
rampa do caes 22 do Novembro, urna correte
de ferro tendo era cada ponta urna argola, tendo
a pessoa que a furteu provavelmente algum ca-
neeiro desamarrado a dita correte dos pranxoes
e para servido interno
na rua do Encantamento
do urna casa : a tratar
n. 11, Recife.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 15 da
rua do Vigario : quem pretender, dirija se au
caes do Ramos n. 26, ou a rua Augusta o. 114,
a fallar com Prxedes da Silva Gusmo.
Precisa-se de urna mulhcr raaior do 30 an-
miiia, tem resol-
afreguezada lojo, dinhei-
roouBejmo pr.zo : aquello que a pretender
dinja sea mesma loj. para tratar, advertindo se
que presemem-nte Ij, lcra poneos fundo*
Oabaixo assignado roga a lodns os oevedo-
rnsofavorde p,agarern seus dbitos, cer.us do
que, do I,m deste correnle raez era dia. e ne-
nhuma considera?ao ser altendida.
Recife 15 de Janeiro de 1861.
Jos,..Mu"iz T_eixeira Guiarte.
abaixo declarado!,
qUer to n. 27. loja de calcadoV "a "" ^ Li"e-
Maxinnano Henrique da Silva Santiago
Manoel Isidoro dos Passos.
Vrente Ferreira da Silva Jnior.
Alferes Boav-mura Lcilo de Almeida.
relix de Araujo Albuquerque.
Jos Marcelino Alves da Fonseca
Rento Nunes da Silva.Oliveira.
Fiederico Velloso Koop.
Joao Miguel de Oliveira Braldo.
Jos Marti ns Pernandes de Figueiredo.
Precisa-se de urna amu para'ccsinhar e
SaVema V" ^^ "a r" da
Zr^iSa"Se de um.a ama 1"e saiba 'oalnhat
o dino de-uma casa de pouca familia, pudendo
a noile ir dormir em sua casa
fe, rua da Cruz n. 31.
a trotar no lteci-
Fugio no domingo noite, 13 do correla,
o estravo lelix. pardo, claro, alto, ch-io do cor-
nos, que teoha exeroplar conducta e sera lilhos,! pai.l brtlnc^3 l^wV"?* d! *'** I(!?ou "m
que eslava segurando e deix.ndo-os sollos, e co- IJL^6'?" 'e,rdn'e"le dMe";b"aS' oina" ro. na padaria o Sr!^Manuel "uio^e^^stnwoV
comprimento cada um
pessoa que der noticia
nao leona apparecido, a '
da correnle e
quero esti
' ver nestas circunstancias, dando conhenmento
na serrara de Paulo Jos Gomes & Medciros rua ?0r pessoa uuea,6na de Sl,a bua conducta, diri-
do Imperador n. 49, ser recompensado.
Na cocheira de mnibus de Claudio Dubeux
exisiem recolhidos dous burros, ignorando-se a
quem pertencem : quem fr seu dono pode pro-
cura-les.
Nova pauta ou tarifa da
alfandega
Ne livraria da praqa da Independen-
cia n. 6 e 8, existe a nova tarifa que
tem deexecutir-se a 9 de fevereiro, a
qual sera' mostrada aos Srs. assignantes
do Diario, que a quizerem consultar em
quanto nao chegam alguns para vender.
4os consumidores de gaz.
A empreza da illumiiiago
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregarem aos seus machinis-
tas ou serventes
nheiro quer de
outro qualquer pretexto, sob
pena de lheS Ser nOVamente 7QAluga:seumprimeiro"andarn3ruadaCruz
r ., rr. i n. 29, com fundos para a rua dos Tanoeiros : a
exigido, lodosos pagamen-,lraUr no paieodes. Pedron.e.
tos devetn ser feitos ao Sr.
ja-se a casa terrea sita no paleo do Paraizo deba
cidade n. 6, que lhe dir quem assim o pretende.
Saques.
Luiz Antonio Siqueira, rua da Ca-
deia n. 20, saca sobre Litboa por qual-
quer quantia que os pretendentes pre-
cisarem aos prazos e cambios qne se
convencionar.
Roga-se por favor queiram dirigir-se rua
do Cabug, loja n. 11, a negocio os senhores :
Jos Cecilio Carneiro M. Jnior.
Elisiario Gomes de Lima.
Dr. Miguel Luiz Vianna.
Marcolino Alves da Silva.
Francisco Jos Alves de Albuquerque.
Tenente Joaquim Ribeiro Guimaraes.
Jos Francisco Maitins de Aluidda.
Momio Gomes de Oliveira.
Claudio Baptista Barroso.
l'iecisa-se ae um cnixeiro para taberna,
que d fiador a sua conducta : a Tratar na rua
Imperial n. 7.
Precisa-se de urna preta escrava que saib
cozinhar e engommar : na rua da Senzala Velha
numero 106.
dado a bebidas es|.inlunS8l, muilo huroilde
calado quando nao bebe ; foi visio no oulro dia
no Rerife 0nde julgo andar por j ter urna vPZ
se ausentado quanao esleve na padaria de Santo
".'* 6'. 0'.Pe8ad; costuma a ganh^r na
rua e muilo an,lgo de andar pelas tabernas be-
i^LT,Wv P"Rar lraga- SPU s" "hor An-
tonio Leal ue Barros, no seu sitio na .irada de
Joao Fernandes Vieira, junto ao Manguinho, que
ser recompensado. 4
~ Rogado Antonio de Vasconcellos Me-
nezesdcDrummond achar-se-ha prompto para o
exerc.rio da fUa prolisso era iodos os das ute.s,
ds 10 hor,s da manh.ia s 4 da tarde : na rua
do Imperador n. 43, primeiro andar, por cin.a da
cocheira dos omnib-.s do Sr. Claudio Dubeux.
Precisa se da quanlia deOOuOO
sob penhores. mediante
a premio
. o seconven-
ClOMr. a pessoa que quizer fazer este negocio
dirija-se rua da lmperalriz, loja n. 82.
Joaquim de Azeveiin VIU..u
para Macei.
o juro q
de Azevedo Viliaiouco retira-se
lerno I J,.;6 d^m prel pdra osen-oin-
m,r. 1",er1no,de ma casa : quera o .ver e
queira aluga-lo dirija-se rua Direita u. 72.
Mugase o armazem na rua do
caes de Apollo n. 7, proprio para de-
posito de todo e qualquer genero ou
estabelecimento : a tratar
b. Ped.o ii. G.
uo pateo de
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
m&
Na rua do Queimado n. 49, precisa-se de urna
ama forra para comprar e cozionar para casa de
homem solleiro.
Remedio nfallwel contra as agnorrhas antigs e rcenles.
nico deposito na botica franceza, rua da Cruz a. 22.
Prego do frasco 3000.
MMOID
Scientificam aos seus amigos e freguezes desta e d'outras
provincias, que mudaram o antigo estabelecimento de fa-
zendas que tinham na rua do Crespo n. 13 e do Imperador
n. 36, para o bem conheicdo sobrado amarello, na esquina
da rua do Queimado n. 31, propriedade do Itlm. Sr.com-
mendador Magalhes Bastos, oude continuaro a ter o mais
completo sortimento de fazendas de todas as qualidades
para venderem por mdicos precos em grosso e a retalho.
SOBRADO AMARELLO
ESQUINA DA RUA DO QUEIMADO N. 31.
VIA FRREA
procurado para o a
sua profisso a qualquer hora do
da e da noile, sendo as consultas e visi-
tasiieitas aos pobres gratuitamente.
O mesmo duulor tendo em sua tonga
pralica j no hospital militar c j no
grande hospital de caridade e dos lazaros
felto um dedicado e especial estudo sobre
zs molestias syphiliiicas da pelle e dos
orgaos da respirago. alTerece o seu pres-
umo nessas especialidades dando a quera
o recorrer graluiamenle alguns medica-
merlos, sendo muitos indgenas de reco-
mienda mude e dos quaes tem
tirado proveitoso resultado de
l'lliarno.
sempre
sua ap-
DO
LIMITADA.
ABERTURA DA SEGUNDA SEC{A0 AT A ESDA.
Dodia3dedezembrodel860at outro aviso a partida dos
trens ser regulada pela tabella seguinte :
ESTACOES.
Um moco francez, chegado ha pouco da Eu-
ropa, procura urna boa casa para servir, 0 qual
d conheciraenlo de sua probidade: na rua do
Pilar, casa do caf Belga.
-- Precisa-M de urna ama de leile : no pateo
do Terco n. 26. r
?"-Manoel Pereira Lopes
Ribeiro, com loja de barbeiro e cabelleireiro ten
bichas de Hamburgo, Ura denlas, sangra, appli-
ca ventosas pela presso do ar, bota ouvidos em
armas de espoleta, amolla todo o ferro cortante
tudo isto com promplid&o o pode ser prdcursd
a qualquer hora na rua da Imperalrlz n. 13.
O abaixo assignada previne ao publico que
ninguem contrate com a Sra. D. Carlota Estrepe
Pereira a compra da casa terrea sita na rua do
Brum n. 2, e de mais 2 escravos, porque dita ca-
sa e escravos nao pertencem a mesmaaenhora,
mas sim foram dados no Inventario e partilhas
que se pracedeu dos bens de seu finado marido
Manoel Jos Pereira, para pagamentos de seus
eredores de seu casal, em aojo numero se acha o
bauo assignado, que protesta desde j annullar
ditas 'yendas, no caso de seren efectuadas. Re-
cife 7 de Janeiro de 1861.
Luiz Aatouio de Sauza Ribeiro.
Cinco Ponas....
Afogados
Boa-Viagem
Prazeres
Pontrziuha
Ilha.......
Villa do Cabo......
Ipojuca...........I 10
Olioda.............I 10
Timb-Ass
Eseada (chegada
Trovador.
O proprietario deste estabelecimento desejan-
do porlodos os modos a seu alcance corresponder
a bondad* de seus fregiiezes, mandou vir de Pa-
rs um primoroso buhar de mogooe o tem a
disposico dos amadores desso bello passa tempo
a todas as horas do dia e da noite. Espera que
seus freguezes e amadores nao dezarao de fre-
quentar conslanlemente o seu eslabelecimenlo,
cooeorrendo assim para que seus ezfnrcos aejam
coroados de bom etilo. Rua larga do Rosario nu-
mero 44.
Offerece-se urna pessoa capaz, que entende
de negocio e falla francez, para caixeiro : quem
precisar, deixe carta no escriptorio deste Diario
com as iniciaes T. A. P.
Lices
de primeiras letras, porluguez, lalim, francez,
ingle?, em casas particulares : na rua da matriz
da Boa-Vista n. 34.
Quem precisar de um homem porluguez
para eogenho, sendo que tem pratica de admi-
nistrar e do campo, dirija-se a Santo Amaro ao
pe da fundicao, taberna do meio, ou annuncie.
Nos abaixo assignados fazemoi publico ao
respeilavel corpo do commercio que temos dis-
solvido a sociedade que tinhamos na padaria dos
Arogados n^ 66, e gyrava com a firma de Azeve-
do a t. ; fleando a cargo do socio Raulino An-
tonio de Azevede a liquidago do adiroe passi-
vo da dita soctodade e eionerado o socio Fran-
cisco Jos Rodrigues Castello Branco, o qual Oca Af<,ados..........
pago de seu capital e lucros correspondentes. Cinco Ponas (che-
Trens para o interior.
400
1200
1400
2400
2700
3f00
4500|
5300
6000
6500-
ESTACOES.
Eseada............
Timb-Ass.......
Olinda........,.ir,J
Ipojuca.....
Villa do Cabo.....
Ilha................
Pontezinlia........
Prazeres..........
Boa-Viagem......
Afogados 9 de Janeiro de 1861. Raulino J mo-
fo, de Azevedo.Francisco Jos Rodrigues Cas-
teiio ifraDco,
ga.)...........
Precos de bilhetes.
Aluga-se a loja
e armaco
rua do Qu.imado n. 46. loja.
Giavanni Fissi, BarJoltCugeDoe (tull r..
gepperetiram-se para o Para
par f pVrf. *"'"*' SUba'' franc. -
bec7odKo Kama para : M
)nr Pfr*. Ri0 Gr"'uio do Norte com ecala ne
o Porlus intermedio aah. a barcaca /s'nta cl-
SKL i,",.?.Au Cfberto.C fundeada n
VIAGENS ^NGE-|VIAGENS DE IDA
E VLTA.
oTrae nde aCeiU
-|d.Tr,^esSRa-^?.bra> de m -
deada na
carga para
SO 1.10
300
%0
lluO
1900
2200
2700
3300
3800
4300
4500
3.J
l.
OO 600
5ii0 18UO
600 2000
lOOO 3600
1100! 4000'
140O 5000
2000
2300
2600
30c0
6900
8000
9U00
10000
500
1400
1600
2600
3200
4000
50O0
5700
6500
7000
Precos de bilhetes.
3.a
300
800
900
1500
1700
2100
3000
3 iOO
3900
4500
o sobrado de
daro mesmo.
e es-
e sotao
primeiro an-
rua
VIAGENS SINGE
LAS. .
2.a
500
1000
1500
2200
2800
3100
3800
4000
4300
4.500
VIAGENS DE IDA
E VOLTA.
1000
2100
90 1400 4800
1700 5700
1900 6600
2300 7900
2400 8400
2700 .9500
800
1500
2200
3300
4200
4600
5700
6000
6800
Compras.
Comprara-se escravos.
sCZZT;le::^.n;^ "ooam-se escra,
i-^srj^^^r ""'
Compram-se escravosr
Assignado-J?. H Bramah.
Superintendente.
3000 OOOO 7000
500
900
1400
SIGO
2500
2800
3400
3600
4000
4500
de ambos os sexos, q
"gura, com habilidades. equ" r"2.!.de b"
t.co de campo, de 8 a 40 annos de ".de ?'
cnptorlo de Francisco li.ihias Pereda eda r.7~
na rua Direita n. 66. r*-reira da CosU,
^TSTSA't^SSLV'Js*'.'
Sr. Alotta.
Angelo a fallar com'o
Compra se urna mobilia de jaca-
,p
na rua da Imperatriz
randa com tampos de pedra .
meia elstica:
n. 58.
. -


()
DIARIO DI FRW1HBWO. QUINTA ftA 17 DE JAIfH^ Di lBl.

' Na cocheira de carros do porto das canoas da
ra Nora precisa-se comprar um cavado grande,
manso e nuo que ande de batxo a mel.
Comprarn-.se frascos grandes vasios de agua
de colunia de autor Lubin a 100 ris cada um :
na ra das Larangeiras n. 16.
Compra-se rooedas de ouro de 209 : na ra
da C"ieA, loj de cambio n. 38.
Compram-se moedns de ourobrasileiras da
20$ ; escriptorio de Manoel Ignacio de OH-
reir & Pilhoa, largo do Corpo Sanio.
Compram-se rooedas de ouro de 20J ; no
armazem da ra da Cruz n. 19.
Vendas
Queijos milito novos.
junio ao sobrado novo
dera-se queijos enejados
2J7O0 cada um, tambem
queijo pr(o.
do Sr. Figueiroa ven-
no ultimo vapor por
tem queijo suisso e
endemse
queijos os melhores que podom haver nesle ge-
nero a 29700, frascos com 8 libras de manteiga
iogleza Qoa a 9), loucinho de lisboa a 360 a li-
bra : na ra larga do Rosario n. 50, quina que
Tolla para a ra eslreita do Rosario.
Venie-s^ a casa de sobrado na ra
Imperial n. 79, com frentepara o largo
do viveiro e no fundo passa a estrada
de ferro: a tratar na ra Direita taja de
miudezas n 103 ou no Recife na ra do
Capitn escriptorio do Sr. Manoel da Sil-
va Santos a tratar com Joo Ferreira
dos Sjntos Jnior.
Vende-se umbam ca vallo de ear-
ro e carrega, muito novo e em deleito :
na ra do Livramento n. 2>, primeiro
andar.
Milho novo.
Vende-se milho novo em saceos mul-
to grandes a 5# : na ra da Senzala
Vellia n 106.
Vende-se milho da trra 6 a sacca cem
32 cuias : na ra da matriz da Boa-Vista n 27,
taberna.
Ven Je-so urna escura preta crloula multo
boa figura, excedente engommadeira, costuroira
e eozinheira ; na roa do Hundo Novo n. 8, se-
gundo andar.
E'baratissimo!
Ra do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
Cassas de cores Osas mindinhaa a 140 rs. o co-
rado, cambraia, organdys lindos desechos a 400
rs. o covado, e chitas largas finas de 140, 250 e
280 o covado, e outras muitas fazendas por ba-
ratissimo prego : oo-se amostras com penhor.
Vendo-so um bonito mulato proprio para
pagero, de idade de 16 a 17 annos, sabeodo co-
zinhar soffrivelmenl : para ver e tratar, na rus
dos Guararapes o. 64, sendo que se dir ao com-
prador o motivo da venda.
Vcnde-ae urna preta mora, cozinha, en-
gomroa e veude quitanda, e um preto moco, pe-
rito official de pedreiro e alfaiate : na ra do Vi-
gario n. 20. loja.
Vende-ae urna mulata de idade 18 annos,
com urna cria de 4 mezes. engomma,_ ensaboa
perfeitamente, cozinha e faz todo o mais servico
de urna casa, muito rarinhosa para crianzas: na
ra do Queimado o. 39, loja de fazendas.
Vende-se por 250 urna mobilia de Jaca-
randa em muito bom es'.ado, e composta de 12
cadeiras. 1 sof, 2 consolos, e 1 mesa redonda ;
na ra da Palma n. 19.
Vende-se um par de dragonas anda nao
servidas, proprias para alteres ou tenente da
guarda nacional.
Vende-se a bem conhecida casa de lanche
da roa estreita do Rosario n. 12, primeiro andar:
quern a pretender, dirija-se a ra da Cruz n. 47,
refinaco.
Milho a 3,500 rs.
Na ra Real do Mangoinho 63, vende-se
muito bom milho era saceos de 22 cuias, pelo
diminuto prego de 3j500, e por cuia a 169 rs., e
mais gneros que i vista nao deixaro de com-
prar.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba de superior qunli-
dade, ero porco e a relalho, por preco mais ba-
rato do que era oulra qualquer parte : na ra do
Queimado, loja de cera n.;77.
Vendem-se saceos cem farelo de Lisboa a
49500, saceos com feijo mulatinho proprios pa-
ra animaos a 3> o sacco : no pateo de S. Pedro
numero G.
Novo sorti-
ment.
de cortes de chita franceza de padrees
inteiramente novos tanto claros como
escuros com 11 covados pelo diminuto
preco de 2#500 : na ra do Queimado
n 18 A, esquina da ra do Rosario lo
ja de Jos Moreira Lopes.
Xarope peitoral brasi-
lero.
Os Srs. Joao Souv & C, nicos possuidores
deste xarope j bem conhecido pelos seus bons
effeitos, continan a vcode-lo pelo preco de 1$
cada vidro ; fazem urna difierenca no preco aos
collegas e a todas as pessoas que tomarem de 12
vidros para cima.
[Linha americana a 100 rs.l
de, 200 jardas
FUMO AMERICANO
de 16gn00a229QQ0 a groza de macinhos erobrulhados em chumbo: no centro coramercial ra da
rjadeia do Recife n. 15, loja de Jos Leopoldo Bourgard.
liT
PROGRESSO
de
branca e de todas as cores, estas linhas
sio fabricadas para cozer om machinas
por aerem mullo fortes e iguaes sao as
melhores liabas que tem vindo a este
mercado.
Retroz e trocal preto e de!
cores
tambem proprio para coser em machi-
nas, vera em cairelis e rende-so em li-
bra a 209 ou 2J um carretel de 12 em li-
bra : na ra da Imperalriz n. 12, princi-
pal deposito de machinas de coser.
N. B. Como existe uro grande sorti-
menlo destes objectos vende-se mesmo
a quem nao tem comprado machina de
cuzer.
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Stomacal de 1830.
Precioso de 1847.
As duzias, e em caixinbas, a dinheiro, perba-
Vende-se urna morada de casa
terrea na ra da matriz da Boa-Vista :
a fallar na mesma ra sobrado que vol-
ts para a ra da Glorian. 33.
Roa do Crespo,
loja n. 25, de Joaquina Ferreira de S, vande-se
por precos baratissimos, para acabar : pecas do
cambraia lisa fina a 3$, organdys muito finas a
modernas a 500 rs. o covado, cassas abertas de
hernias cores a 240 rs., chitas largas a 200 e 240,
cortes de cassa de cores a 29, ntremelos borda-
dos a I950O a peca, babados bordados a 820 a
vira, sediohas de quadroa finas a 800 rs., oasa-
reques de cambraia e fil a 59, penteadores de
cambraia bordados a 59. gollinhas bordadas a
640, ditas com pontea a 2*500, manguitos borda-
dos de cambraia e fil a 29, damasco de la com
9 palmos de largara a I96OO, bramante de linho
oom 5 palmos de largura a 900 rs. a rara, turas
para senhora a 100 rs. o par, oapaa de fustao en-
ditadas a 59, pegas de madapole One a 48, la-
zinha de quadros para vestidos a 320, camisusde
cambraia bordados a 29, sobrecasacas de panno
fino a 205 e 2.">g, psletots de panno e casemira de
10 a 20$, ditos de alpaca de 331500 a 89, ditos de
brim de cores e brancos de 39500 a 5$, calcas de
casemira prelas e de cores para todos ps precos,
ditos de brim decores e brancos de 25 a 59, ca-
misas brancas e de cores para todos os presos,
colleles de casemira da cores fina a &9 ; assim
como outras muitas fazendas por menos do seu
valor para fechar conlas.
240.
rato prego : rende-se na ra do Trapiche
escriptorio.
n.40.
Bolsas de tapete para
viagens.
Cassas de lindos padres e cores fizas que se
pode garantir aos comprados, s240 rs. o corado,
na ra do Queimado, loja de 4 portas n.39.
As verdadeiras luvas de
Jouvin.
A loja da aguia brancas acaba de receber de
su a encoromenda as verdadeiras luvas de Jou-
vin, primeira qualidade, tanto brancas como pre-
las para hornero e aenhora : quem precisar, dirl- IS^J'iS^rS. ,
ja-se a dita loja da aguia branca, na do Quei- dao com blC0 de
mado d. 16.
4ssucar e caima.
Vende-se assucar masearado a 100 rs. a li-
bra, agurdente de canna engarrafada a 240 a
garrafa ; na travesa do pateo do Paraizo q. 16,
casa pintada de amarollo.
Botis para meninos.
O lempo i proprio para se comprar os bonitos
boneta de panno fino afeitado* oom fita de cha-
malote borlla, outroa enfeitadoa com fila de
velludo t ploma, e outras com galozinho dou-
rado .todos (rales baratiaaimos precos da 39500,
*9 059, ditos de palta escura, mui bonitas e
i a "' gorf,s d# ptlba br enfaitadaa a
19500, eoutros mu diferentes boneta de panno
afeitados a 1 e 1928 : aa ra de Queiaado,
toja da aguia branca a. 16.
? *!,
Machinas de vapor.
9 Rodas d'agua.
9 Moendas de canoa.
Taitas.
% Rodas dentadas.
Bronzes e aguilhes. a
9 Alambiques de ferro. m
Criros, padres te, etc.' a
Na fundiQio de forro de D. W. Bowman, Z
ra do Brum passando o chafariz. m
0
Na loja da boa fe, na ra
do Queimado n. 22,
vende-se muito barato.
Cambraia lisa fina com 8 li raras cada peca a
4500, dita muito fina com salpicos a 59, dita de
coras de padres muito bonitos a 320 o covado
cortos de cassa pintada com 7 raras a 2*240, fil
de linho liso muito fino a 800 rs. a rara, tarlata-
rra muito fina branca e de cores com 1 lr2 rara
de largura a 800 rs a rara, guarnieres de cam-
braia (manguitos e golla) bordadaa muito finas a
59, gollinhas bordadas de cambraia muito fina a
19, esparlilhos muito superiores pelo baratissimo
precede 65, penles- de tartaruga a imperalriz
muito superiores a 99, boneta de velludo para
meninos a 5$, ditos de panno preto a 35, sapati-
nhos de merino muito enfeitados a2J o par, chi-
tas fraocezas finas escuras ociaras a 280 cora-
do, cortes de cambraia de cores com S trabados
com 11 e 12 raras cada corte 49500, superiores
lencos de cambraia de linho muito fina e rica-
mente bordados a 9, ditos de cambraia do algo-
do com bico de linho a 19280, ditos de cam-
braia de linho proprios para algibeira 69, 7 e
89 a duzia, ditos de cambraia de algodao a 28400
e 39 a duzia, tiras bordadas largas finas com 3
1|2 varas cada pega a 23500, e assim outras mui-
tas fazendas que vendem-se por precos muito
baratos 1 na ra do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loia da boa f.
Bonitos cintos para senho
ras e meninas.
Na loja da aruia branca vendem-se mui boni-
tfvelas para cintos de senhoras e
las fitas con
meninas, e pelo baratissimo
dita leja da gala branca, ra
mero 16.
preco de i$ : em
do Queimado nu-
-Largo da Penlia--8
Os proprietarios deste estabele-
cimento convUam ao rmpeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, que se
acharo, em seu armazem de moldados de aovamente sonido de gneros, os melhores que tem
viudo a es'.e aereado, por seren escollados por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a maior parte Jelles vindos por conta dos proprietarios
Gagos com c\iainpan\ia
das melhores marcas que ha no mercado a 205000 e em garrafa a 29000.
Figos de comadre
em caixas proprias para mimo a I9OOO.
Barris cam altitonas
os mais novos que ha no mercado a 192000.
Sctveia branca
das mais acreditadas marcas a 59000 a duzia e era garrafa a 500.
Queijos amengos
recebidos pelo ultimo vapor de Europa a 39000
Queijos parto
di melhores qtialidades que tem vindo a este mercado a 980 res a libra, e em porco se fa-
r alguin abatemenlo.
Queijos suisso
recen temante chegado e de suqerior qualedade a 960 reisalibra.
Chocolate
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porgao a 80y&.
Mar melada imperial
do afamado Abreu.e de outros mais fabricantes de Lisboa em latas de 1 a 2 libras a 800
rs., era porfi de se far algum abatimento.
Ma$a de tomate
3i latas de 1 libra por 900 rs.,em porcao veude-se a 850 rs.
Conservas fraocezas e iuglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
Cuas de boiachinua de soda
eo>m diferentes qualidades a 19600 a lata
\mias trancezas
s mais novas que lera vindo a este mercado om compotelras-.eonwndo 3 libras por 39000 t*.
o em iatas da 1 e 1[2 libra por 19500 res
Caixinbas com 8 libras de passas
3*000 rs. em porcao se far algum abatimento, rende-se tambem a retalhoa libra a 500 rs.
Manteiga ingieza
prf :itim inte flor a mais novaque ha no mercado a 19000 rs. a libra, em barril se far al-
gn, abatimento.
Cb perola
o ra jHior que ha oeste genero a 2*500rs. a libra dito hyson a 2*000 rs.
Manteiga franceza
720 rs. a libra em barril se far abatimento.
Touciuno de Lisboa
mais novo que ha no mercado a 320 res a libra.
Macas pava sopa
e.n eaxinhas de 8 libras com deferentes qualidadespor 4tO00 rs.
Tambero vendem-seos seguimos gneros, todo recen tomen te ehegado e de superiores qua-
lidades, presuntos a" 4 80'rs." a libra, chouriga rnnila nova, marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa.maca de tomate, peraseoca, passas, frucias1 em calda, amendoas, noses, frseos com
aman-loas cobertas, eonfeites, pastilhas de varias fualidades, vinsgrobronco Bordean, proprio
para conservas,charutos dos melhores fabricantes de San Flix, macas de todas as fualfdades,
oraros muito flna, ervilhas franoeza, champagnedas mais acredRadas:marcas, cervejs de ditas',
perraacetebarato,licores francezeaaaiHWfines, marrasquino de zar, areiteHocepnricdo, azei-
tonas muitonovas, banhsdoporco refinada ou iros muitos gneros qneeneomnrriotendenlesa
molhados, por tsso prometiera osproprietarros venderem por muito menos doqnffdOtra qualquer
prometiera mais tambera servirem aquellas pessoas que mandaren por oniras poco platicas eora
a nessera pessoalmente; rogam tambem a lodos os senbores de ngenbo e-seaboreslavredoree
faeiram maodar suas encomraendas no armazem-PfogressoTqu Ibes ffinca-aTbas:qaUdd
o- acondicionamento.
Vendem-se mui bonitas bolsas de tapete pro-
prias para viagens, etc., etc., pelos baratissimos
precos de 59, 69 e79 : na loja da aguia branca,
ra do Queimado n. 16:
Farinha a 3#500.
Vende se no armazem da ra da Madre de Dos
o. 35, saceos com boa tarinha de mandioca, de-
sembarcada nootem, pelo barato preco de gOO
cada aacco.
Milho novo a 4j000.
Vendem-se milho novo em saceos grandes, pe-
lo preco cima ; no armazem da ra da Madre
de Dos n. 85.
Una do Queimado n. 39
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVRES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, fazenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
60*000, ditos sem defeito a 1009000, tem um
resto de chales de toqui m que estac-se acabando
a 309000, ditos de mirin bordados com ponta
redonda a 89000, ditos sem ser de ponta redonda
a 8*000, ditos estanpados com listras de seda
em roda da barra a 99000, ditos de ricas estam-
pas a 7*000, ditos deganga franceza cora fran-
ja branca a 29OOO, ditos sem franja e muito
encorpado a 29000, ricos manteletes de grosdi-
napies preto e de cores ricamente entenados a
259000, ditos muito superiores a 30*000, en-
feitesde vidrilho preto a 39000, ditos de retroz
a 39500, organdis da mais fina que ba no mer-
cado a 19000 o covalo, cambraias de cores
de padres muito delicados a 500 rs. a vara, ditas
de outras qualidades a 600 rs. vara, rieas chitas
farncezasde muito boas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, paitos para camisa a 240 rs. cada urna,!
cortes de casemira de cores a 6*000, ditas em'
pesc,a de quadrinbosa 4*000 o covado, gollinhas
de muito bom goslo a 19000, ditos da outros
bordados ricos a 35000, manguitos de cambraia
bordados a 39000, tiras bordados e entrimeios
quesevendera por preco commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de criaogas, e capinhas
para senhoras a 19400 rs. o covado, cortes de
cambraias de salpicos a 5*000, corles de cam-
braia enfeitadas cora tiras bordadas a 69000,
e outras muitas mais fazendas que ser difcil
aquipode-las mencionar todas.
Anda contina a estar para se vender, per-
mutar por casa tiesta cidade, e em ultimo caso,
arrenda-se a quem flzer as obras e concertos que
a casa precisar, sendo descontada a quaolia gasta
do aluguel que liver de pagar, e sitio da travessa
do Remedio, na freguezia dos Afogados n. 21:
quem o pretender, enlenda-se com seu proprie-
tario a ra do S. Francisco, como quem ra pa-
ra a ra Bella, sobrado n. 10, ou na alfandega
sonde empregade.
Esteras da India de 4, 5
e 6 pamos de largo.
No armazem de tazendas da ra do Queimado
n. 19, propriamente para furro de salas e camas
por ser da melhor qualidade, e todas brancas
Chales.
Ricos chales de merino estampados, de cores
muito bonitas a 79, ditos muito Onos a 89500,
ditas liaos a 59, ditos bordados a matiza 8#50o,
na ra do Queimado n. 22, loja da boa-fe.
Tachas e moendas
Braga Silva & C-, tem serapre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sorti-
mento de tachas e moendas para engenbo, do
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no raesmo deposito ou na ra do Trapi-
che n. 4.
Capellas e flores.
Mui bonitas capellas para noivas a 59, 69 e 79,
ditas para meninas n '23, bonitos e delicados cai-
xos de flores finas a 1$500, 29 e 39 : na ruado
Queimado loia da aguia branca n. 16.
Vende-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos paraca misas,
Biscoutos
Emcasade Arkvight & C,
Cruz n. 61.
Livros.
76-Raa Direita76
Vendem-se livros em branco com lodos es ris-
cos nooosaarios para e#erip!oric.ao por parlidas
dobradas e simples, encadernacao francs, *m-
burgueza e nacional.
Diario c razio.
Borraoor.
Ciixa.
Registro de letras.
Abecedario.
Copiador de caitas.
E um grande sortimento d livros avolso, esa
diversos tamaitos, cadernetas para leabrancas,
tinta de todas as cores, lanis, pennas finas, lin-
tairos, papel branco e ni de todas as qualida-
des, dito de cores, dito de maU-brrao, lacre,
obreias de todas as qualidades, letras em branco,
conlas lithographadas, cartas fnebres, anvelopos
de todas as qualidades, e outros mullos objectos,
o que tudo se vende por precos coromodos. Cha-
peos do Chile muito Unos do ultimo Rosto, aba
larga.
Perfumaras
e&?s
novas.
Farinha a 3S500
Vende sefarinha de mandioca a 3^500
a sacca : na ra da Madre de Dos nu-
mero 35.
Seguro coaira Fego
conrwniA
i'rpnrifpn

para
GlUNDE SlilllEMO
DE
Fazendas e roupa feila
NA LOJA E ARMAZEM
3
3
i
3
I
f LONDRES
AGENTES
J. Astley & Gompanhia. j
Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadas de ferro.
Ferro sueco.
Espingardas.
A,$o de Trieste.
{ Pregos de cobre de com-
posicao.
Barrilha e cabos.
Brim de vela.
Couro de lustre.
Palhinha para marcinei- I
ro : no armazem de C. '
J. Astley A C.
?Bt 3399 CaVSavSB
A loja da aguia branca acaba de receber de sua
propria encotnmenda um lindo e completo sorti-
mento de perfumaras tluas, asqoaes est ven-
dendo por menos do que em oulra qnalqoer par-
le : sendo o bem conhecido oleo philocome e b-
nha (Societ Hygieniqne) a 1 o frasco, finos ex-
tractos em bonitos fraseos de cores e deuredos a
2. 2*500,3* e 4. a afanada banha transparen-
te, e outras igualmente finas e noviasimas como
ajaponaiseem bonitas frascos, cuja lampa de vi-
drotambera cheia da mesma, huile concrete
odoraell, principe imperial, creme, em bonitos
copinaos cem lampa de metal, e muitas outras
diversas qualidades, tedas estas a 1 o frasco
bonitos vasos de porcellana deurada proprios pa-
ra ofTerta a 2 e 2500, besitos bahuzinhes com
9 frasquinhos de cheiro a 2, lindas cestinhas
com 3 e 4 fsquinhos, e caixinbas redondas cm
4 ditos a 1J200 e IjtfOQ. finos pos para denles e
agua balsmica para .ditos a t e !500 o frasqui-
nho ; e assim urna infinidade de objectos que sio
patentes em dita loja da gura branca, na roa do
Queimado ||.
Ruada Senzala Hova n.42
Vende-se em cosa da 8. P. Jonhston 4 C,
sellinie ailhes ngl#zes, eiadeeiros e csstjaes
bronzeados, lenas nglezes, fio de vela, chicote
oarcrros, emoa,aria, arreies para carro de
um e dous cvalos relogios de ouro paienle
ingta.
Gurgel & Perdigo.
Ba da Cadeia loja n. 23.1
Receberam modernos vestidos de phan-
tasia e de cambraia brancos bordados.
Receberam novos vostidos de seda, di-
tos de blondo com todos os perteoces.
Receberam completo sortimento de
manteletes, sabidas de baile, taimas de
croxe de seda, ditas prelas bordadas.
Vendem modernos chapeos e palha,
enfeites modernos para senhoras.
Vendem as commodas
rousselina e cutim para
ninas.
salas balao de
seahoras e me-
Relogios.
Vendem-se om casa de Braga, Silva & C, re-
logios de ouro de diversos fabricantes inglezes,
por preco commodo.
Chega para todos.
Cassas (rancezas muito bonitas e de cores fixas
a doze vintenso covado, mais barato do qne
chita, approveilem em quanto nao se acabara ;
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
a da Boa F.
Gheguem ao barato
O Preguica est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 3.
Pegas de bre'.anha de rolo com 10 varas a
2S, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palitois a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, es.
a vara, dita liza transparente muito .fina a 39,
4f, 59, e 6$ a peca, dita tapada, cora 10 varas
a S9 e'-69 aipe$a, chitas largas de modernos e
escoltados padres a 240, 260e 280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de marin estsnpado a
79 e 89, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 99 cada um, ditos com
urna s palma, muito finos a 89500, ditos lisos
om franjas de seda- s 59, lencos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, metas muio
finas pira senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 39 e 99500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, para coberla a 280 rs.
o covado, chilas escuras inglezas a 59900 a
peca, e a 160 rs. o corado, brim branco de puro
linho a 19, 19200 e 19600 a vara, dito preto
multo eneorpado a 19500 a vara, brilhantin
azul a 400 rs. o ovado, alpacas de differenles
coree a 360 rs. o cavado, casemiras proras
finas a 950O, 39 e 3|50O o ovado, cambria
proia e de salpicos a 800 rs. virs, e ofltra
muitas fazendas que se far patente ao compra-
dor, e de todas se darao amostras gom penhor'
Vendem seda de quadrinhos, grosdena-
ples eseuros, ditosde quadrinhos.morean-
tique e lanzinhas em covado, cassas de
salpico,cambraia de cores,organdis e ruis
faaendaa proprias para vestidos.
8
RELOGIOS.
DE
Joaquim Rodrigues lavares de Mello
RA DO QUEIMADO N. 89
EM.SLA LOJa DB QUATRO PORTAS.
Tem um completoiortimento de roupa feila,
convida a todos os seus freguezes e a todos
quedesejarem ter um uniforme feito com todo o
gosto dirijam-se a este estabelcimento que ern-
contraro um babel artista ebegado ltimamen-
te de Lisboa para desempenhar as obras a von-
tade dos freguezes, j tem um completo sorti-
mento de palitots de fina casemira modello im-
glez, e muito bem acabados a 16*000, ditos
de merm setim a 129900, ditos de alpaca
pretos a 59000, ditos de alpaca sobre casacas
a 89000, ditos com golla de velu a 99000,
ditosde fustao, ditos de ganga, ditos de brim,
todo 590)0, ditos de brim de linho tranca
do a 69000, calca de brim de linho muito su- ,.
, KiAiA j-,. j j tellro para cabe?a a-49e9BOO. meiaa para se-
perwr B000 duas de casemira de cor a nhora a 38500. e 3*800 superior, algode de duas
WWOU ea 1U9JUO, ditas de casmiira pre_ larguras a 600 rs. a vara, chales de lia escuros
la superior fazenda a 129000, palitots frn- 19800. braa miudoa a 180 o covado, ditas de
Vende-se e m:asa de Saunders Bro hers S
C. praca do Corpo Santo, relogios do afama
lo abricante Roskell, por pregos commodos
a tamberarancellins e cadeiasfaraos meamos
leexceellnto costo.
Para acabar.
Pecas de cambraia de flores a 3J500 a peca,
chita franceza clara e escura a 260 rs. o covado,
grvalas de linho a Pineau e de stima 500 rs.,
grosdenaple preto a 1&900, 2*200 e 29400 o co-
rado, cortes de cambraia de cores a 29200, lgo-
dao com 20 jardas a 39 e 39300, e 49900 com 22
jardas,chapeos de sol de panno a 19800, ditos de
fellro para cabeca a-49e 29800,
eezes de panno fino fazenda muito fina a 259
sobrecasacas de panno muito superiores a 859
e a 409000, um completo sor limen lo de cami-
sas fracezas, tanto de Hnbo como de algodo daruadoPasseioPublicon.il.
e fustao vende-se muito em conta, afim de que-
rer-sel iqiudar com as camisas.
linho puro branco fino a IgtOO a vara, camisa
franeeza de cores e brancas a 19700, niadapolo
a 39300, 4950O e 5$ a pega, e onlras muitas fa-
zendas que vista de comprador far f : na loja
Por metade do seu
valor.
Rua do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phantasia,muilosundos.de
duassaias, pelo baratissimo prego de 109<:ada
um corle.
baratas.
19 Rua do Queimado 19
Corles de canabrala branca muito''fina com sal-
picos miudiuhos a 49600. i
Cembraieta para vestido, muito flna, pelo ba*
ratisalmo prer^-xlo 29600, 29800,89 e &S500 cada
peca.
As melhores machinas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Singer-
& C, Whecier & Wilson e
*tet & C. [
f? Estas ma-
chinas que
sao as melho-
res e mais'
d o r*d ouras
moslram-se
qualqerNhra
e enstna-se a
trabalhar as
easas dos com-
pradores ga.
rantindo-se a
ua boa quali-
dade e dnra-
oo: oo.depo-
------------------------ s ito -U. Ba-
^%B hlnaa'-de
Uaymoddo Carlos Leile & Irmlo, rua da Impe-
Vende-se
EU CASA DE
Aaafflsoii Uowie & C.
Vioho do Porto de superior qualidade.
Tinta.de todas as cores.
Lona e flele.
Fio de vela.
Sellins.silboes, arreios echicotes.
Roibas.
Rua do Trapiche n. 42.
A loja da ba-f
ua Tua do Queimado n. VH
est muito s c rVi da %
e vende muito barato i
Brim branco de puro linho trancado a 1(000 e
19400 rs. a vara ; dito pardo muito superior a
lg200 a vara; .gangas Irancezas muito finas de
padres escuros a 500 rs. ; riseadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 260 rs, o co-
vado : corles de calca de meia casimira,a lg600 ;
ditos de brim de linho de cores a 29 rs.; breta-
nha de linho muito Gna a 209..229 e a.249 rs. a
pe^a com 30 jardas; loalhado d'ajgodo muilo
superior a 19400 rs. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largara a 29400 a vara ; lencos
de cambraia brancos para algibeira a 29400 a
duzia; ditos maiores a 3$; ditos de cambraia
de linho a 9, 79 e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos n 89rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodo com bico largo de Vinho em
volta a 19880; ditos com renda, bico e labyrin-
lo a 29000; e alera disto, outras muitas fazen-
das que se vendem moito barato a dinheiro a
vista ; na rua do Queimado n. 22, loja da Boa f.
Vendem-se noventa a plices da
companhia do Beberibe : na rua Nova
n. i A, primeiro andar.
Presunto a 480 ras.
Toucrriho a 320.
Aloisia e painco a 200 rs,
Na rua das Crures n. 24, esquina da travessa
do Ounder.
~" Vendem-se duas negras com as habilidades
de epgommar e-eozinhar, una mulata oca com
20 nso9caen algunas habHidades, una negri-
nba do 12aaofti,muilo lioSae sperta. umane-
grtdo.rooia idade, 8 negros de bomtaa figuras
prpttos .pra,exada por eren robstoiT: na
rua larga do -Bosarirr p. H). aeguodo andar.
flua do Queimado n.1.
Para acabar,.rende-se cassa mitidibha-flo* a
280 rs. o covado dita grsuda 240 o covado.
lirbordds 29500. 39.^39500,6 9, laa da cor
a 400 rs. o covado. e outras mullas fazendas por.
presos commodos.
Fivelas.
Baldes de mussulina, ditos arrendados, ditos v trlz n. 12, adiigamente aterro da Boa-Vista.
O mais lindo e variado Mrlimortte de ltelas
para cinlos de senhora que *e-pode encontrar -
veddem-so por precos muito razoaveis. em casa
de J. Falque, rua do Crespo n. 4.


DUftlO DE PBHAMBUeO. QUWX* FEUU %? Dft JAMURO DI fMi.
W
Calcado.
Qualidades escolhidas.
4&:-Roa Dircita-45
Eis a futa I E necessario renovar o calcado e
correr ao estabelecimenlo da ra Direila, que o
veade muilo fresco o em perfeilo estado por es-
tea presos :
Borzeguins de hornero (bezerro e loslre) 9J500
Ditos de dito dem) 9JOO0
Ditos dedilo idea) 8S500
Ditos de dito dem) 8g00
Ditos de dito dem) 69OOO
Borzeguins de senhor 59OOO
Ditos de dita 498OO
Ditos de dita 4*500
Ditos de dita 4JQ0O
Sapaloes de bezerro [3 1|2 batera) 5*600
Ditos de dito e de lustre 59000
Meios borzeguins de hornera 64000
Borzeguins de menina igotJO e 3*600
Sapaloes de bezerro para menino 40 o 3*500
Sapalos de lustre para senhora a lgOO
Na ra da aladre
aadega.
Feijomulatinho.
de Dos n. 18, largo da al-
Pecbmcksem
igual.
Cassas francesas de cores a 200 rs. o
covado, ditas muito finas miudinhas de
muito lindos padroes a 240 rs. o cova-
do, ditas organdys matisadas a' bom
fosto a 2W rs. o covado : na loja do so-
rado de 4 andares na ra do Crespo
n. 13 eno armazem da ra do Impera-
dor n. 36 de Jos Morara Lopes.
sw

Vendem-se 5 carros noros com todos os s
jrreios : na ra Nova n. 21. 4$
Ceblas.
Vende-se a 610 e 800 rs. o cento ; na travessa
do pateo do Paraizo n. 16, casa piniada de ama-
relio.
Ra do Queimado
n. 39.
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Caegou ltimamente a este estabelecimenlo um
completo surtimento de chapeos pretos francezes
do melhor fabricante de Pars, os quaes se ven-
dem a 7*000, ditos a 8*000, ditos a 95000
ditos muilo superior a 10*000, ditos de castor
pretos e braceos a 16*000, o melhor que se
pode desojar, chapeos de feltro a Garibaldi de
mielo LOW-M0W,
Roa da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimenlo contina a haver um
completo sor ti ment de moendas e meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
te /erro batido e coado, de todos os tamanhos
para dito.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bera eonheeido e acreditado deposito da
na da Cadeia do Recife o. 13, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova a de superior
qualidade, assim como tarabem cal virgem em
podra, indo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parlo.
Gomma doAracaty.
Vende-se excelleote gamma do Aracaty; na
ra daCsdeia do-Recife, primeira andar, n. 28.
Libras sterlinas,
Vendem-se libras sterlinas : no escriptorio de
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, no largo do
Corpo Santo.
Pechincha.
Veode-ae ama negra de nnrao, ou troca-se por
um moleque : na roa do Rangel o. 11.
Loja de fazendas ao p do
arco de Santo Antonio.
Vende-se urna bonita escrava crioula, de idade
de 14 a 15 annos, com principio de costura.
Na loja do barateiro, Braga &
Lima, na ra Direita n. 68,
alm de muitas fazendas e roupas feitas existe
grande quanlidade de chales de chita pretos a 63
a duzia.
Vendem-se por conimodo prego 6 burros
mansos, bonitos o do paslo : a tratar em Olinda,
defronte da igreja do Amparo, junto a urna pa-
daria.
Na grande
fabrica de taman-
cos, na ra Direita es-
quina da travessa de S. Pe-
dro n 16,
achara o respeilavel publico em geral um novo e
riquissimo sorlimento de tamancos de todas as
qualidades, que se vende lauto a retalho como
om pequeas e grandes porgos, per menos do
que em outra qualquer parte ; assim como ti-
ra ancos Ceiios a moda do Torio coa a mesma
perfeicao e mais seguranga ; a casa est provida
de 1,000 a 2.000 pares.
Algodao monslro.
Vende-se algodao monstro com duas larguras,
muito proprie para toalhas e lengn por dispen-
sar toda e qualquer costura, pelo baratissimo
prego de 600 rs. a vara ; na ra do Queimado n.
22, na loja da boa f.
nBVVOV iJUl CUV VATVinRV9vVVW WVVS70V
B1ST0S
Remedios americanos
DO TJOUTOR
Radway & C, de New-York,
t Prompto alivio. Resolutivo j
m renovador.
iperior massa a 7*000, ditos de copa g PUuldS reQUladOrOS.
s, ditos de palha escura e* u,..____s3_
baixa para diversosprecos, ditos de palli
de varias qualidades que se venden por prego
barato, bonets de veludo para meninos a 5*000,
ditos de palha escuras e claras a 45QO0, ditos
de panno muito bem arranjades a 3*500
chapeos de seda para senhoras a25*000 muito,
superiores, ditas Jo palha oscuras proprios para
campo a 129000, ditos para meninas a 10*000,
chapeos de sol de seda ingleses a 109 e a 12*
muito superiores, ditos francezes a 8*000,
ditos de panno muito grandes e bons a 4J50OO.
sapatos de veludo a 29000. ditos de tranca a
19600, sintos de gruguro para senhoras e me-
ninas a 2*000, coeiros de casemira ricamente
bordados a 129000, e outras muita fazendas
que a vista dos freguezes nio deixaro de com-
prar.
Vende-se urna calecha nova, sem arreios :
na ra Nova n. 59, cockeira de P. Eduardo Bour-
geois.
Roa do Queimado n, 27,
loja de miudezas de 8
portas, frente amarella
Fronhas grandes de labyriulho.
Ditas pequeas.
Loncos de linho.
Toalhas todas de labyriolho.
Bicos e rendas da Ierra.
Enfeiles de vidrilho a 28500.
Manguitos com gollirihas a 2J500.
Gollinhas pretas de vidrilho a 19500.
Seda frxa para bordar, a meada a 60 re.
Franjas brancas o de cores para cortinado, pe
ga a 3900. F
Carteiras grandes para letras.
Lia para bordar, a libra 6*000.
Espelhos grandes para salas por barato prego.
Casaroques de fuslao brancos a 8*.
fitas lavradas de todas as cores e larguras.
Jarros do porcelana para sala.
Meias muito bara-
tas.
A loja da aguia ranea est provida, de urna
graude quanlidade de meias, e melhor sorlimen-
to que se pode dar, e por isso est vendendo-as
mais barato do que em outra qualquer parte ;
sendo meias cruas encorpadas, de abanhado ou
bocal elstico para homem a2*500, 33,33500, 4J,
4f3O0e 5 a duzia, ditas inglezas e melhor que
se pode encontrar a 6* e 63500, ditas de fio de
Escocia ponU encarnada imitandoseda a 800 rs.
o par, e de cores a 640 e 800 rs., dUas brancas
mu finas e tapadas a S400, 38500 e 5*. e flnis-
simas a 89 a duzia, ditas brancas finas e fio unido
para senhoras a 4*, 4-ggOO, 59500 e 6*500, e de
fio de Escocia primeira qualidade a 8*500 a du-
zia, ditas de seda brancas e pretas a 2J500, 3?,
335OO e d, ditas cruas mui encorpadas para me-
ntos a 200 o 240 rs. o par, ditas brancas e de
coras a 240 a 280 o par, ditas para meninas a 3*
a duzia, ditas de seda para baptisado a 20 o par,
ditas de laia e de seda para padres a 2*, 3J e 49
o par. Emtim vista de tantas e diversas quali-
dades, e melhor approveitar-se a occasio, e
dirlgir-se a roa do Queimado, loja a aguia bran-
ca n.,16, que ser servido eom agrado e since-
ridades
FROCO.
Vende-se frco de todas as eflres e grossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, 640 e 1* rs. a
peca ; na ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca o. 16.
Grammatica in-
gleza de Ollendorff.
Novo metbodopara aprender alr,
a escrever e afallaringlezem 6 mezes,
obra ueirainenre nova, para uso de
todos OS estabelecimentos de instruc-
950, pblicos e prticulares. Vende-
se aapj?aca d Pedre-M- (antigo largo
do Collegio) n. 37, segundo andar. ,
9 Estes remedios j sao aqui bem conhe-
9 cios pelas admiraveis curas que tem ob- '
I tido em toda a sorle de febres, molestias '
chronicas, molestias de senhoras, de pe-
le etc., etc., conforme se v as inslruc- '
gdes que se acham traduzidas em por-
* tuguez. 1
fltUIMtt @@ @@@@
gSalsa parrilha legitima e
I original do antigo
IDR. JACOB TOUNSENDlS
0 melhor parificado!* do sangue
cara radicalmente
}-$ Erisipela. Phtisicas.
Rheuraatisrao. Catarrho.
Chagas. Doengaa de ligado.
Alporcas. EPfeitosdo azougue.
Impingeos. Molestias de pelle.
Vende-se no armazem de fazendas de
g Raymundo Carlos Leite & IrmSo, ra do
% lmperatrizn 12.
que oul"ora tinha loja na ra do Quei- 7?
ruado n. 46, que gyrava sob a firma de i
Ges & Bastos participa aos seos nume- 3
rosos freguezes que dissolveu a sociedade j|
que tinha com o meamo Ges lendo sido
substituida por um seu mano do mesmo 2K
neme, por isso ficeu gyrando a mesma
firma de Ges & Bastos, assim comoapro- S>
veita a occasio para annunciar abertura *U
do seu grande armazem na ra No jun- 1
lo a C nceico dos Militares' n. 47, que 9|
passa i gyrar sob a firma
DE M
Bastos com um grande e numeroso sorlimento de 1|
roupas feitas e fazendas de apurado gos- S
lo, por precos muito modificados como 1|
de seu costnme, assim como sejam : ri- m
eos sobrecasacos de superior panno fino 1
prelo o de cor a 25$. 28$ e 30*. essacas g
do mesmo panno a 309 e a 35-5, paletots *g|
sobrecasacados do mesmo panno a 18*, i
20* e a 228, dilos saceos de panno prelo a 8
12* e a 14$, ditos de casemira de edr s*
muilo fina modelo inglcz a 9$, 10*. 12* e 14$, ditos de estamenha fazenda de .
apurado gosto a 5$ e 6j, ditos de alpaca
preta e de tur a 4$, sobrecasacos de me-
rino de cordao a 8#, ditos muito superior
a 12*, ditos saceos a 5J, ditos de esguiSo
pardo fino a 4$, 4*500 e fi, ditos de fus-
lao de cor a 39, 3$500 e 4#, dilos bran-
cos a 4^500 e5*5C0, ditos de brim pardo
Gnc sueco a 2$S0O, caigas de brim de cor
finas a 3. 30500, 45 e 4$5O0. ditas de di-
to branco finas a 5] e 650OO, ditas de
princeza proprias para luto a i$, ditas de
merino de cordao pelo fino a 5* e 6*,
ditas de casemira de cor e preta a 8*. 9*
e 10J>, colletes de casemira de cor e pre-
ta a 4S500 e 5, ditesdo seda branca para
casamento a 55, dilos de brim branco a
3* e 4*, ditos de cor a 35, colletes de me-
rino para luto a 4$ e 4J500, ricos rob-
chambres de chita para homem a 10*,pa-
letols de panno fino para menino a 12$ e
14*,casacas do mesmo panno a 15$,calcas
de brim e de casemira para meninos, pa-
letots de alpaca ede brim para os mesraos,
sapatos de tronga para homem e senho-
ra a 1* e 1;500, ceroulas de bramante a
I85 e 20* a duzia, camisas francezas fi-
nas de cor e brancas de novos modelos a
17$, 18*, 209, 24$, 28* e 30* a duzia,
ditas de peitos ae linho a 30* a duzia, di-
tas para menino a 1(800 cada urna, ricas
grvalas brancas para casamento a I58OO
e 29 cada urna, ricos uniformes'de case-
mira de cor de muilo apurado gosto tanto
no modello como na qualidade pelo di-
minuto prego de 35$, e s bom avista se
pode reconhecer que barato, ricas capas
de casemira para senhora a 188 o 209,
e muitas outras fazendas de excsllente ||[
gosto que se deixam de mencionar quo J*
9| por ser grande quanlidade se torna en- a/L
5 fadonho, assim como se recebe tada e ?S
H qualquer encemmenda de roupas feitas, |
a para o que ha um grande numero de fa- E
s| zendas escolhidas e urna grande ollicioa jjg
b derflfaiale que pela suapromplidoe per- a
^ feico nada deixa a desejar.
Vendo-se um balcSo volteado, do amarello,
proprio pora loja de fazendas ou miudezas, e
mesmo para ourives por j ter sido desse mesmo
negocio ; a tratar na loja da ra Direita o. 43, ou
na ra Nova n. 5.
Vendem-se escravos.
Um mulninhn da 18 sanos, boleeiro, 1 dito de
6 annos por 300* com um pequeo deleito, 2 ne-
gras de 30 asaos, que coainha o diario de urna
casa, e sao boas eosaboadeiras, 1 negro de 20 an-
nos, 1 moleque de 18, el negra de 22, ambos
para o servico de campo, 1 moleque perito co-
peiro de 18 aanos, e outros escravos que se
: acham i venda no escriptorio de Francisco Ma-
thiaa Pereira da Cesta, na ra Direila n. 66.
Barato que admira.
Superiores cortea de chita fraoceza larga de
muito liedos padroes, de cores escuras e claras,
miudtnhas, coa 11 corados cada corte, pele ba-
raiissimo prego de 2*500; na loja do sobrado de
-1arasna ruad Crespo d, 13, de Jos Mo-
4 andar
reir
Ses.
Espirito de vioho.
Vende-se de 2*560 a 2*800 a caada : na tra-
vessa do pateo do Paraso a. 16, casa pintada de
amarello.
Vende-se na cidade do Aracaty nma casa
terrea com snto, bom quintil e cacimba, na prin-
cipal ra de commercio, propria para quem qui-
zer ali estabelecer-se, por ler nao s commodos
precisos para residencia, como tambem loja, arma-
zem, etc.: a tratar na mesma cidade com os Srs.
Gurgel Irmaos. que esiao auterisados para esso
fim, ou nesta praga na ra do^Cabuga, leja n. 11.
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da vellia
e nova safra a preqo de 9# : no antigo
deposito do largo da Assemblca n. 9.
Gravos brancos
No primeiro andar do sobrado da ra Imperial
n. 195, veadem-se travos em pequease grandes
porgues a 40 rs. cada um, e tambem se recebem
encommeodas para das marcados.
Arados americanos e machinas
atemeasa deS. P. Jo-
a daSenzala n.42.

/SI
*v*!
a*
tmsmmz&&n
m
B0UP4 FE1TA ANDA MAIS BARATAS.;
SORTIMENTO COMPLETO
Fazendas e obras feitas.
Milho e farinha.
Na ra da Madre de Dos armazem n. 8, ha pa-
ra vender-se saccas de milho muilo novos a
335OO e 49 e farinha a 5$, 55500, 4* e 3*500.
Attengo.
Vende-se um sitio no lugar Peres, no qual tem
urna padaria, e boa casa para familia, e bastantes
frucleiras : fallar na ra do Queimado n. 65.
Grande pechincha
a640rs.
Fustao branco patente de superior qualidade a
640 rs. o covado ; vende-se na ra Nova n. 42,
defronte da Conceigo dos Militares.
Chapeos pretos.
Recebeu-se urna factura de chapeos pretos,
pello de seda, propiios para a quaresma, recom-
mendaveis nao s pela sua excellenle qualidade,
como pelo modernismo do goeto : na ra Nova
n. 42, defronte da Conceigo dos Militares.
A 10$ape de Onissima cambraia adamascada para cortina-
dos, com 20 varas cada pega : vende-se na ra
Nova n. 42, defroute da Conceigo dos Militares.
E baratissimo.
Cortes de vestido de cambraia branca muile fi-
na com 3 e 4 babados, ricamente bordados, pelo
diminuto prego de 8$ cada um : na ra Nova nu-
mero 42, defronte da Conceigo dos Militares.
RA
Na ra Direila n. 76, vende-so um cavallo
gordo, grande, andador baixo da melhor forma
por prego commodo.
Enfeites de velludo, ultimo
gosto.
A loja da aguia branca acaba de reeeber mui
bonitos e delicados eufeilee de velludo, obrado
toda perfeicao e ultima moda : vendem-se a 109
e 129: quem os vir nao hesitar de os comprar;
vendem-se tambem outros de velludo e froco a
3JT, 4J e 5g; na ra do Queimado, loja da aguia
branca n. 16.
Suissos.
Em casado Schafleftlrn 4C,roa da Crnz n.
38, vende-se um grande e variado sorlimento
de relogios de algibeira honsontaes, patentes,
chronometros, meioschronomctros de o uro, pra-
la dourada e foleados a o uro, sendo estes relo-
gios dos primeirosfabricantes da Suissa, que se
venderlo cor pregos razoa?ei.
LOJA E ARMAZEM
DE
sGes & Basto
NA
Una do Queimado
n. 46, frente amarella.
Constantemente temos um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacas pretas
de panno e de cores muito fino a 289,
'0$ e 359, paletots dos mesmos pannos
a 20S, 225 e 24J, ditos saceos pretos d,os
mesmos pannos a 149. I69 e \S$, casa-
cas pretas muito bem feitas e de superior
panno a 289, 30$ e 359, sobrecasacas de
casemira de cores muito finos a 159, 165
e 18|, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 129 e 14$, caigas prelas de
casemira fino para homem a 89, 99, 10/
e 12, ditas de casemira decores a 75. 81
90 c 109, ditas de brim brancos muito
fina a 5$ e 69, ditas de dilos decores a
39, 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 45500, col-
leles pretos de casemira a 5} e 69, ditos
de ditos de cores a 4J500 e 59, ditos
brancos de seda para casamento a 59,
ditos de 69, colletes de brim branco e de
fusto a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
2$500 e 39, paletots pretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a ~S, 89 e 99,
colletes pretos para lulo a 49500 e 59,
cas pretas de merino a 49500 e 59 pa-
letots de alpaca preta a 3)500 e 4j?, ditos
sobrecasaco a 69, 79 e 8J, muilo fine col-
letes de gorgurao de seda de cores muito
boa fazenda a 39800 e 43. colletes de vel-
ludo de crese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149, 159 e 169, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 69500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
39500, ditos sobrecasacos a 5JJ e 59500,
caigas de casemira pretas e de cores a 69,
ff$500 e 79, camisas para menino a 20
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a 329 a duzia pan acabar.
Assim como temos urna officina de al > 1
faiate oude mandamos executar todas as a
obras eom brevidade. |
BissesifiSis aicais s;*w*wsja
Padaria.
Vende-se um esfabelecimenlo. de padaria bem
montado, cem om deposito no centro desta cida-
de, em muilo bom lugar : tambem se vende so
a padaria muito em conta ; a fallar na travessa
do arsenal de guerra n. 1 a 3.
Vende-se urna porgio de barricas vali,
que foram de barrilha, propria para fazer barris
para met ou espirito, a 640 rs. cada urna : na ra
do Brum, fabrica Industria Pernambucana n. 44.
Vende-se urna escrava moga, reforcada e
com habilidades; na ra do Brum n. 33.
para lavar rou]
hnston & C. n
ARMAZEM DE ROLPA FEITA
Mil ElMAi m
Defronte do becco da Congregacao letreiro verde.
Casacasde panno prelo a 309, 359 e
Sobrecasacas de dito dito a
Paletots de panno pretos e de cores a
20, 259, 309 e
Ditos de casemira decorosa 159
Dilos de easemiras de cores a 79
Dilos de alpaca preta gola de velludo a
Ditosde merino setim prelo e de cor
a 89 e
Ditos de alpaca de cores a 39300 0
Ditos dealpaca prea a 39500, 59,
79 a
Ditos de brim de cores a 3*500.
49500 e
Dilos de bramante de linho brancos a
49500
Caigas de casemira preta e de cores a
9, 109e
Ditas de princeza e alpaca de cordao
pretos a
Ditas de brim branco e de cores a
29500 49500 e
Ditas de ganga de cores a
D
.las de casemira a
409000
359000
359000
929000
129000
129000
09000
59000
99000
59000
69000
129000
59000
59000
39000
59500
Colletes de velludo de cores mu i tofino a
Dilos de casemira bordados e lisos
pretos e de cores a 59, 59500 e
Ditos de setim prelo a
Ditos de casemira a
Ditos de seda branca a 59 e
Ditos de gurgurio de seda a 59 e
Ditos de fusto brancos e decores a
39e
Ditos de brim branco e decores a 29 e
Selouras de linbo a
Ditas de algodao a 19600 e
Camisas de peitode fustao branco e
deeoresa 29300 e
Ditas de peito e punhosde linho mui-
lo finas inglezas a duzia
Di las de madapolao brancas e de cores
a 19800, 29 e
Ditas de meia tifa
Relogios de ouro patente eorisonlaes
Ditos da prata galvanisados a 259 e
Obras de ouro, aderemos, pulseiras e
rosetas
10900O
tcooo
500O
39500
69000
69000
39500
2*800
S950O
29000
29500
359C0O
29500
19600
9
309000
Re
Baloes
OglOS,
Vende-se em casa deJohnston Pater & C,
ra do Vigario 1. 3, um bello sorlimento de
relogios de onro, p tente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna variedade d bonitos trancelins para os
mesmos.
de 30 arcos.
Vendem-se supe iores baldes com 30 arcos,
sendo muito reconlmendaveis poi poderem ficar
do tamanho que le precisar, pelo baratissimo
prego de 69 ; na ra do Queimado d. 22, na loja
da boa f. }
Chegueml loja da Boa f.
Chitas francezas muito finas de cores Gxas a
280 rs. o covado ; cambraias francezas muito fi-
nas a 640 rs. a vara ; dem lisa muito fina a
49500 e a 6JO0O a pega com 8 li2 varas; dita
muito superior a 8$000 a pega com 10 varas;
dita fina com salpicos a 4980O a pega com 8 1(2
varas; fil de linho liso muito fino a 800 rs. a
vara ; Urlatana branca e de cares a 800 rs. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muilo baratas: na ra do
Queimado n. 22, ns loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lengos muito linos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fixas a
59000 a doria :, na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
a loja da Boa f vende-se
panno preto fin a 49, 5, 69, 89 e IOS rs. o co-
vsdo, casimira preta fina a 2$, 39 e 49 rs. o co-
vauo ; gros e naplea prein 9*. 25000 c 35 o
covado ; alpakal preta fina a 640, 800, e muilo
fina a I9 rs. o ovado ; casimiras muilo finas de
cores escuras cm 6 palmos de largura a 49 rs. o
covado ; ditas de cores claras a 6g rs. o corte de
caiga; meias de algodao cr muito superiores a
800 rs. a duzia ; ditas de algodao cru tambem
muito superior s para meninos a ($ a duzia; e
assim muilos luiros artigos de lei que se ven-
dem baratissim >s, sendo a dioheiro : na referida
loja da Boa f, na ra do Queimado n. 22.
Camisas e toalhas.
Vendem-se ca asas brancas muito finas pelo ba-
ratissimo prege de 289 rs. a duzia ; toalhas de li-
nho para rosto a 99 a duzia ; ditas felpudas mui-
to superiores a 129 a duzia : na ra do Queima-
do n 22, loja 1 a Boa f.
Paletos.
Vendem-se pi
bem feitos a
linho a 59 rs.;
muilo barato
do n. 22, loja
Cafesas de cores.
Anda se vend m cassas de cores fixas, padroes
pelo baratissimo prego de 240 rs.
rpais barato que chita: na ra do
22, na bem conhecida loja da
muilo bonitos,
o covado, e
Queimado n.
Boa f.
lelos de panno prelo fino, muito
229 rs.; ditos de brim branco de
ditos de selioeta escuros a 39500,
sproveitem : na ra do Queima-
lia Boa f.
Pianos
Saunders Biothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praga do Corpo Santo n.ll,
alguns pianos do ultimo gosto recentimente
chegados dos emeonhecidose acreditados fa-
bricantes J. B -oadwood & Sons de Londres e
muito nroDriosoara este clima
Campos Lima
receberam urna factura de chapeos de sold se-
da para homem, tendo entre esles alguna peque-
nos que servem para as senhoras que vo para o
campo tomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porgo seja grande se resolvero vender pelo
prego de 69 e 6500, e alguns com pequeo de-
pilo a 59 : na ra do Crespo n. 16.
Extracto
DE
sndalo e outras essencias
para lencos.
Na loja da aguia branca se acfaa o verdadeira
extracto de sndalo, bem eonheeido por sua su-
perioridade, em frascos menores e maiores a 29
e 295OO, assim como finas essencissde rosa, Mag-
nolia, Patcholy, Luiza & Hara, e muilos outros
cheiros noves e agrada veis, e conforme o tama-
nho do frasco vende-se a 29, 3, 4 e 59. A bon-
dade de leas essencias e extracto ji bem co-
nhecida pelss muitas pessoas qoe tem comprado,
e ainda ser por quem de novo comprar : na na
do Qaeimado, loja da aguia branca n. 16.
Na ra Nova n. 42
defronte daConceicao
dos Militares,
Vende-se urna mulata com 30 annos de
idade, perfeila engommadeira e cozinheirs, de
conducta exemplar; na ra larga do Rosario n.
20, segundo andar.
Gaixss para rap.
Ricas caixas de tartaruga encastoadas de ouro
fino, de diversos gostos e pregos ; na rus do Cres-
po n. 4, casa de J. Falque.
Machinas de costura
DE
Slvat & Compaiihia.
Estas machinas sao as mais perfeila
no ramo de mecanismo, unindo a urna
simplicidade a maior ligeireza e pcrlei-
cao para toda e qualquer qualidade de
costura, do ponto mais fino ao mais
grosso. O vendedor se obriga a cnsinar
o methodo aos compradores t o sa-
bertm bem, assim como a ter as machi-
chinas em ordem durante um anno.
Estas machinas cosem com 2 los nao
quebram o fo como muitas outiaso fa-
zem e to as melhores e mais baratas
ate hoje conhecidas no mundo, ellas se
achm expostas na galera do SR. OS-
BORN, RETRATISTA AMERICANO NA
RA DO IMPEHADOR N. 38, onde
urna senhora competentemente habili-
tada as fara' ver e trabalhar. Igual-
mente se acham expostas no armazem
de MACHINAS AMERICANAS, Rl'A DA
CRUZ N. 4 E 9.
Rival sen segundo.
Na leja de miudezas da ra d< Queimado n.
55, defronte do sobrado novo ha para vender
pelos diminuios pregos os seguintes artigos :
Duzia de sabonetes muilo finos a 6H0 rs.
Cartees de clcheles com duas ordens a 20 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Duzia de meias cruas para hon>pm a 3$.
Dita de ditas para senhora a 3s500.
Pares de meias para senbora a 300 rs.
Latas com banba muito fina 5(10 rs.
Iseas para acender charutos, caixa a 60 rs.
Phosphoros em caixa de folha a 120 rs.
Carlas de slGneles muito finos a 100 rs.
Caixas de agulhas francezas a 120 r*.
Pares de sapalos de tranca dealgodao a 19.
Frascos de macassa pcrnla a 200 rs.
Ditos de dito oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garios, cabo preto, a 3ft.
Pares de sapatos de la para meninos a 200 rs.
Ditos de luvas de cor fio de Escocia a 320.
Massos de grampas muito finas a 40 rs-
Canivetes de aparar prona a 80 rs.
Tesouras muile finas para costura a 500 rs.
Ditas ditas para unhas a 500 rs
Pegas de franja de 12a com 10 varas a 800 rs.
Ditas de tranga rom 10 aras a 320.
Linha Pedro V, cartoeom 200 jardas a 60 rs.
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Cordao imperial fino e groeso a 40 rs.
Oleo debajjosa muito fino (frasco) 400 rs.
Fitinhas estreitas para enfeilar vestidos a 800
rs. a pega.
Labyrinthos de muito bonitos gostos por lodo
o prego.
Cordes para enfiar esparlilho muito grandes
a 100 rs.
Dito para dito pequeos a 80 rs.
Pegas de tranga de linho com 10 varas a 200 rs.
Ditas de Iranjade seda preta com 10 varas a
18400.
Vara de dita a 160 rs.
Pares de meias de cores para meninos a 160.
Caixas para rap muito finas a 19.
Linhanara marcar (caixa de 16 nvelos) a 320.
Vende-se milho da Ierra em sacros de 32
cuias a 69: na taberna da ra ba matriz da Boa-
Vista n. S7.
Vende-se doce da casca
pode haver de melhor nesle
do S. Pedro n. 6.
MiaM
da goiaba, o que
genero : no pateo
t escrava de id*de 38 annos, engommadeira,
e eozinheira por 7509, 4 dias para iwo o servi-
go, 1 muleca de id*oe 9 annos por 7009,1 bonito
moleque de idade 20 annos, 1 fabrica completa de
fazer velas: na ra de Aguas-Verdes n. 46.
Vende-se uro escravo rrioulo, de 30 annos,
de bonita figura, nao tem virios e nem achaques,
o que se afianga ; na taberna da ra das Cruzes
numero 22.
Vendem-se duas canoas grandes que ser-
vem para capim ou lijlos em muito bom estado:
na ra do Hospicio, casa n. 25.
ja um esplendido sortimento de organdys, cam-
braias brancas, de cores, e de salpicos, sedinhas
de quadros, chitas muito finas, largas e estrei-
tas, alaras e escuras, de moderos e delicados
goslos e padroes escollados, chales de merino de
pona redonda, estampados, bordados e lisos,
manguitos e goUinhas, cotes de vestidos de cam-
braia bordados com 3 e 4 babados, e outras mui-
tas fazendas, cujos prego sao os mais diminutos
possiveis. i
Escravos fgidos.
Fugiram no dia sabbado 24 de novembro de
1860 os escravos seguinles : Leonardo, pardo
escuro, alio, bastante corpulento, falto de denles
no queixo superior, com cicatriz de um panaririo
em um dedo grande da mo esquerda, tem falla
muito mansa, e sempre que falla rindo se: le-
vou alguma roupa de seu uso, e tambem roupa
angommada deseu senhor, sendo camisas, len-
coes, meias e om trsvesseiro. Simo, pardo,
baixo, cabellos corridos, com todos os dientas,
mareado de bexigas pelo corpo, coa pouca bar-
ba, quando anda puxa um pooco por um p, na-
riz chalo, peseogo bstente enterrado; le vou al-
guma roupa deseu uso, sendo urna caiga branca,
sapatoa de couro do lustre, urna camisa branca,
urnaita derriscado de algodao trancado de qua-
dros amarello, urna calca de algodao trangado
de lislras escuras, chap do Chile pintado de cor
de ganga ; ambos esles escravos sao filhos de'
8erto>s do Ceara, foram calgados e intiiulam-se
fnrios, tendo sido vistes em seguimenlo da estra-
da novado Cachang na mesma norte da fuga:
sendo generosamente gratificado quem os levar
ra do Destino, casa terrea de dous portoes du-
16.
Attentfo.
Fugio uo dia 31 do mes prximo passado o es-
cravo Joao, eom os Mgnaes seguintes : psido
claro, alto esecro, reprsenla ter 24 annos, tia-
jando camisa e caiga de algodao branco, um
pooco calado, carregou coinsigo um bh de
amarello com roupa de homem, e mais alguns
objeclos ; de suppr que tenha Irajado oita
roupa para melhor se disfargar ; julgn-se andar
por rsia cidade e seus arrabaldes, assim como
desconfia-se que se guio para o serlao com entro
que tambem fugio ao Sr. Cesarlo, morador nss
Apipuros; rogase porlanlo as autoridades poli-
iaes e aos rapitaes decampo de o prenderen) e
learao Recife, ra de Apollo n.24. ou no Uon-
ieiro em casa de seu senhor Antonio Ji.s TVixri-
ra Basto, que sera generosamente rcctnipn-
sado.
No dia 1. do corrale auno fugio de nm si-
tio do engenbo Cajabussuzitiho una muala cla-
ra com mo cabello, estatura ordinaria, seora do
corpo, peitos pequeos, o maior signal ter o
dedo mnimo e o immediato sem poder estirar
proveniente de um panaririo, chimada Berilio-
leza ; levou urna filbioha tambem muala por
nome Hila, de 2 anuos, que tem na cabeca falla
de cabello por causa de urna postema ; ha noti-
cias que foi para banda do norte em companhia
de um negro captivo, que tambem anda fgido,
o qual tem os signaes seguintes : cabra negro,
barbado, grosso : quem pegar, leve ao dito en-
genbe ao seu senhor Jos Joaqun) dos Santo,
ou na roa do imperador n. 67, segundo andar,
que sera generosamente recompensado.
Attenco
Contina a estar fgido o preto Jos, com os
signaes seguintes : baixo, grosso, boigudo. com
os dedos grandes dos pes tortos, pescgo grosso
de ervos salientes, j um pouro velho, finge-se
(go, levoo caiga e camisa azues.e outra de bai-
la verde ; jnlga-se que est Irabalhando em 1-
gum sitio, ou anda tirando esmolas, alim de pas-
sar como forro : quem o pegar, dinja-se a ra
do Hospicio, casa n. 25, que ser bem gratificado.
Addudco.
Fugio na manha de 7 do correte o escravo
Gauoencio, mulato escuro, natural do Para, mo-
go, sem barba, de estatura regular, um tanto
ebeio do corpo, esero defeilo algunj ; liabaiha de
pedreiro sollrivelmenie. o locador de vi'nl le-
you vestido roupa fina afirn de passar por homem
livre.
Tambem se acha fgido desde 27 de novembro
do armo passado o cabra Marcolino, que foi es-
cravo do Sr. Antonio Baptisla de Mello Peixoto.
subdelegado de Garauhuns : de estaiura alta"
grosso do corpo, bem barbado (bem que ames c
fugir raspaste toda a barba), com falla de deMes
na (rente, e usa constantemente de um centurao
de soldado na cintura. Consta que este escravo
se dirigi para Papacaga.
Quem apprehandar os referidos escravos e os
levar ao abaixo assignado no engenho Dous Ir-
maos, na freguezia oo Poco da Panella sci
con pensado com generosidade.
Becie 7 de Janeiro de 1861.
JossCesario de Melo.
Fugio no dia 22 de dezimbro p. p. o escrao
mualo oe nome Gustavo, natural desta cidade
idade 19 annos, altura regular, de corpo um tan-
to reforgado, sem barba, rolo cheio, cabellos ea-
ropinhos, olhos grandes, bocea pequea, lesla
de meios cantos, levou camisa de risrsdinho de
algodao e caiga justa de brim trangado pardo
que pode ler mudado, usa quasi sempre de man-
gas arregagadas: at odia 7 do coirenle fui visto
to aqui, e ltimamente consta que foi para Santo
Anto levad por um tal Bfnediclo, prelo escra-
vo de um sejihor de engenho nsquelle logar, q
tem um filho esludante ou hachare, que assiste
na ra da Aurora, a quem Benedicto serve. 11o-
ga-se ao mesmo senhur irovidcncias para que o
faga vollar casa do senhor de que est tsente,
eas autoridades policiaes e espitaes de campo de*
qualquer parle onde dito escravo apparecer, de o
agarrar e ira,ze-lo a sen senhor Jos Cavalrauli
de Albuquerque, rasa depois do sitio dos Ii oes
na Soledade, que ser bem rec< mpensado,
Sr. Santos Neves, na ra do Crespo n. 19*.
- Do %ngenho Cutigi, freguezia da Escala,
fugio no dia 3 de novembro do correrte anuo o
eacravo de nome Antonio, com os signara se-
guintes : estatura regular, cor mulato, cebe lio de
negro, pouca barba, denles limados, idadp i5 ou
S8annos, peseogo e ps grossos, tem pebo rosto
peseogo epeiios algumas marcas de pannes
algumas cicatrizes pelas costas que parecen' ter
sido de chicote ; nao levou comsigo roupa algu-
ma, o consta haver fgido para o lado do sertao
d'onde viera : quero o apprehender, poder el-
va-lo ao referido engenho, ou ao Recife, ra es-
trella do Rosario n. 29, ao Illm. Sr- Fiorisn un-
do Marques Lins, que ser bem recompensado.
Escravo fgido.
nsma^D,IVocUro,B8Rto- com P8"m prefoa
na magaa do rosto, representando ter 55 ,
de idade. Dalura, do Rio do Peixe, l^X
Luiz, des.pp.receu no dia 30 de oulubro da
do Dr. Cosme de S Pereira, de quem /."
suppoe.se ter levado uro cav.llo pre.o "o V
Hostron que se bavia ludo, e que elle fr.
em busca do mesmo ; suppe-se mais ,'
mulherdenome Maria tambero o aconWha
levando oro pequeo bah de flandres : roca-so
as autoridades poHciae e a nutras
pessoas que o preedam, e reroeltam
obor, ana osear qualquer despeza.
-T Pu*o a cidade do Aracaly, no mez de se-
lerobro prximo passado, om escravo do rcm-
mandanle superior Manoel Jas Penrta Pacheco
que ha pouco o havia comprado ao Sr. Brrl
Lourrngo Coliares, de nome Jnaquim, de idade
de ciBceenta e tantos annos, fulo, alio, magro
denles grandes, e coro falta de alguns a frente'
queixo fino, ps grandes, e com m dedos grande
dos ps bem iberios, muito poluviiador, iawol-
ca-oo forro,- e tem signaes de ter sido turtto/
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
eorrente, vindo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogado por om parceiro seu eonheeido,
disse qe tinha sid vendad* por seu senhor para
Goianninha ; qualquer pesaos que o pegar opo-
der levar em Fernamboco sos Srs. Basto & Lo-
mos, qoe gratificaro generosametae.
re-
ou ao
quaerquer
ao seu se-


')
MARIO DI PERIUMBUGO. ~ QUINTA FEIRA 17 DE JANEIRO DE mi.
Litteralura.
Scenas e recordacocs do Baixo-
Langoedoc.
AS IRMAS COLLADAS.
I
Antes do caminho do ferro, a chegada de uma
diligencia era uma preciosa disira:cio pora os
habitantes das pequeas cidades de provincia. A
Dimacao passagetra que procurava a entrada
estrepitosa do vehculo quoiidiano, fnterrompia a
ruonoii na de urna existencia sempre uniforme, e
dava lmenlo aos coinmcularios dos ocioso*.
Era a boa quadra daquelles vadlos curiosos ij-te,
ridos de noticias, am com anlecipago esperar
o posado carro, dando tramela acerca de seu
futuro contedo. Era a boa quadra dos cochei-
ros que, scraclhaiica de verdadeiros res, dnmi-
navam, com seus barretes de lonlra, sobre lodo o
pessoal da movedlga machina. Era finalmente a
poca dos poslillics ralhadoros, dos esUlajadei-
ros de face rubicunda edos ninriolns exigentes.
Ao declinar, ura bello dia de invern do armo
de 1840, urna alegre aria anuun-.io i a chegada da
diligencia de Paris ern S..., uma das mais bonitas
cidados do Raixo I.anguedoc. A rotunda parou
to meio de um circulo numeroso, que dentro em
pouco fez retumbar com mil clamores a grande
coclicira dos transportes reaes. Essas votes dis-
scnaiites, speras e guthuracs, formaram um
concert estridente em redor dos viajantes, edis-
pertaram-noa repcntinimente da doce somno-
lencia occasionada pelo emballar do carro. For-
mados oin pelotao, no prirneiro plano, os criados
das differeiiies hospedaras da cidade subiratn ao
assallo
hospedeira, sem dar ao mancebo lempo de ros-
pondor-lhe, fazia um signal ao raariola, que,
atrellado ao carrinho, dirigio-se para a praga ro-
dondd, onde achava-se a casi de Roubasse.
Ao atravessar a ra, ao ciarlo de um brando
crepsculo, avistou o eslrangeiro duas mogas
o'uma varanda, uma loura como uma espiga,
outra morena erisonha ; eram Berjouuetle e Su-
zana. Arabas coraram, e, sorrinio para Roubas-
se, pareceram sorrir para o mancebo. Eslo per-
K'in'.ou logo sua nova hospedeira quera erara as
formosas damas, co|a graca e mocidade appare-
ciam-lhe naquolh cidade etranha como um po-
tico auguuro do futuro. Mas Rouuasse comen-
to;!-se em responder, com ar malicioso, que a-
quellas soiilioris eram sem dovid os hnjos da
guarda' do mancebo, pois eram "ellas quem'lh'a
tinliam mandado.
A admirago do estrengoroduplicou quando ao
entrar na cmara azul, que a hospedeira chama-
va cora razo um brinco, encontraran) seasolhos
um lindo quadro que represeniava as duas mocas
da veranda : ellas pareciam sorrir-lhe aioda e
aniraa-lo com seu doce olhar.
houbasso adevinhra ; o mancebo viera S...
para gozar de seu b*lio clima.
De origem havaneza, Risueo d'Antigna deix-
ra seu paiz depois da murle do pae, rico fazen-
deiro, para ir esludr direilo em Paris. Sua me
tinha-o acompanhado ; mas a boa senhora suc-
curabio era pouco de uma aflVcgao de peilo, cu-
jo desenvolvimenlo apressra um clima fri e
hmido.
No anno era que Risueo recebeu o grao de
doutor, morreo ella, fazendo jurar seu lho, j
amearado do mesmo mal, que ira viver em pai-
zes quemes. Nao querendo deixar a Franga, mas
desojando obedecer ao derradeiro voto de sua
mae, Risueo chegiva pois S..., melanclico e
doeute. Alto e frauziuo, pnrecia-se com o chou-
po ainda novo, cujo talhe alto e delgado fa-lo cur-
var ao menor vento.
A tristeza e a enfefmidado eram os venios
trepando pelos estribos da diligencia.
Cada um quera ser o prirneiroom dar aos recem-
chegados o endereco de sua hospedara, acompa-j *x tristeza e a eniermidaao eram os .
nhando-ode elogios csganecidos. Uma multido | crueis cujo sopro curvavam-se-lhe continua-
do garotos, armados decaixis de graxa. grilavam I mente a alma e o corpo. Em consequencia da
arrebemar : Qaem quer engraxar os sapatos I fraqueza que Ihe deixra desdo a infancia um
quem quer Umpa-los I agarrando-so roupa dos
viajanlos. Emquaulo estes ltimos estiravam pe-
nosamente os membros doridos por um longo
caininh.ir. os mariolas disputavara a bagagem, c,
como oireilo adquirido, punham-a s costas e
levavam para o hotel de que eram os fornecedo-
res oliciaes.
O esinajadeiro viziaho, cora o barrete da algo-
crescirnento rpido, goslava elle de arrimer-se,
encost ir-se sobre o cotovello, aloogar-se. A fle-
xibilioade dos membros, agr; dos movimentos
eo lnguido delexo de suas posices davarn s
suas almudes urn manto estranlio e myslerioso.
Seus cabellos linos c negros cahiam-lhe em a-
ilis pelo pescogo elegante, que deixava sempre
descoberlo por um amigo habito do seu paiz. Ti-
dao na mo, contempidva essa scena estrepitosa "ha al supprimido o collariuho as camisas, e
cotn uma fleugraa cheia de conlanga. Eileespe- apena* uaava de uma cstreita grvala preta, ne-
rava os viajantes que se julgivam felizes por te- gligentemenle atada muilo em uaiio.
Essa liberdade que poderia parecer excntrica
em qualquer outro, pareca natural em Risueo,
e dayalhe nra cerlo ar artstico que asscntava-lhe
admiravelmeule no rosto potico e nobre. Ira-
java sempre de prelo, c esta cOr sombra har-
monisava-se perfeilamentc com o typo severo
rem escapado da agitago fabril da chegada, en-
trando em sua estalagera tranquilla o hospitalei-
ra romo n'um porto de salvamento.
Desde os primeiros acceutos do concerlo ruidoso
forrando peo cUrim do cochero, pelos vigorosos
esialos do chicle do po>tilho, e pelo tuir dos
guizos do3 cavallos, afasira-se devagarinho o j de sua belleza. Seus olhos negros e fundos eram
Cortinado de mu uma linla casa, situada defronle da cocheira dos as palpebras abaixadas ; dir-se-hia que o peso
transportes, o desenharam-se por traz dos vidrosi das sobrancelhas curvavam-nas assim. A som-
dous lonnosos roslos de mulner. Ura era o de Dra quo essas franjas delicadas projectavam-lhe
Suzanna de Ners, viuva, moga e rica, que mui-i as faces paludas dava-lhe um ar mais pensa-
tis vezes, n'uma occasio de descanco ou de on- i li,o ainda ; porm, quando retirava aquello vu
fado, divertia-se em seguir as scuas estrepito- movel, deslumbrava o olhar luminoso que d'ahi
sas, que aoompanhavam a chogada da diligencia ;
o outro eia o de sua irma coliaca, rapariga Ion -
Ta, chamada BerjounelU. Era "ella fanqueira ;
Suzanna estmava-a muilo, o sol) pretexto de
manda-la guarnecer sua vista algumas loucas
ou toallias, a joven senhora aconservava junio
Si por esquecidas huras.
J os cavallos fumegantes linham sido des-
atollados, descarregado a posada carruajera, j Aeres e fructos antes do lempo normal. Apenas
os habitantes linham lomado uma direcgooppos- "a edadede vinte e dous anuos, eslava j uo ou-
que
se escapava. Aquolles olhos eram como que
um poema vivo : elles resumiam um ser inteiro,
e em suas cxpresses variadas e rpidas traduzia
cada sensago da alma. O espirito do joven
Havanez hava-se desenvolvido rpidamente
assim como seu physico. Risueo semelhava-
se aquellas plantas exuli'-a*, cujo crescimento
foi accrlerado n'uma estufa queute e que do
ta na cidade, a cocheira loruara-se silenciosa,
noite adianlava-se. e o Sr. Siroi, anligo empre-
gado dos transportes reaes, linha accenddo o pe-
queo candieiro de bandeira verde no fundo do
tono da vida sob o ponto de vida moral. De
genio demasiadamente pensativo para compre-
hender a alegra estrepitosa, seu sorriso vago pa-
recia-se com o eco de uma doce melancola que
quarto cercado de liras de tabeas que servia de 'ne yinha morrer nos labios,
escriptorio, entretanto ainda nao tiuha sido cor- j Ainda que houvesse dito algumas vezes Rou-
rilo o coilinado de mussulina, edivisava-sc sem-! basse que era Havanez, a gorda hospedeira uem
pre o rosto moreno da senhora de Ners janella Pr isso deixou de chamar Risueo mylord,
junio ao semblante louro de Berjoun<-tte. Era | P's se a sciencia googrnphica da gordauchuda
porjue um bello mancebo tinha descido da dili- i nao lhedeixava saber se a Havana era uma al-
geucia e permaneca recostado ura dos pilares I ^'i UITia '"'a ou um rio, em compensaco con-
da cocheira. esperando que sua bagagem fosse > siderava como perf.-itamente synonimas "as pala-
coiiduzida n'um carro de mao, que mandara pro- vras eslrangeiro o Inglez.
cur.ir. II
Os traeos de suas feiges puros e suaves, a me- Emquanto Risuano loraava posse da cmara
lancolia e a distinc^o de sua physionomia, sua at-1 azul, a Sra. de Mers, como succedia-lhe as vezes
lilude descuidada e activa ao mesmo lempo, em- convidava Berjounetle para jantar, alim de que
Om, um cerlo ar de originalidade, que revelava podesse ajuda-la veslir-se para ir ao baile,
nelle um eslranlio Franca, tinliam altrahido a ; Nessa lardo, s tralou se de Anligua entre Su-
atlenrao das duas irmas. Alera disso Suzanna zana e a fanqueira. Emquanto alegro edescui-
e Borjounette nao erara as nicas embarazadas dada, extasiava-se a lidalga com os ademanes, o
respeito do joven viajanto. I ar agradavel o traje elegante do Havanez, senta
O Sr. Siroi, cujo petcado habitual era a curio- a f'"iueira encher-se-lhe o cora^o de compai-
sidade, j linha por multas vezes levontado os xau 0 lembrar-se da pallidez e da melancola
oculos.e a bandeira do candieiro ; arraslra a na- eslampadas as feieoes do mancebo. A Sra. de
doira do bracos, tosstra, e finalmente offerecra j N.ers zocnbou de sua irmaa por causa da impres-
: sao que havia produzido nella o novo peusionista
de sua mae, e como Berjouuetle s responda um
tanto vivamente quando iratava-se de um man-
cebo rico e de uma pobre moga que por lodo ha-
ver s tinha sua virlude, taes gracejos quasi que
eram uma uffensa.
Nao to agastes, maninha, lhe dsse Suzana
abracando-a ; supuonha-se que sou a nica que
me interesso pelo joven eslrangeiro ; e al se
quizeres, serei responsavel pelo duplo peccado
du ler olhado para ello.... e de o haver adiado
fo rioso, accrescenlou ella rindo-so.
Havia chegado a cadeiriuha que devia levar
Suzana ao baile ; essa joven senhora parliu
seusservicos ao eslrangeiro, esperando oot-irdul-
Ie algumas informaces, que podesse no da se-
guime contar, comraenlar c augmentar em casa
de toaos os vizinhos Kespondendo com polidez,
porm com uma digoidade um lano fria s per-
guntas do velho officioso, limitou-se o joveu es-
lrangeiro dizer-lhe que, nao conheceudo de
sorte alguma a cidade, eslava bastante indeciso,
acerca da cscolha de ura aposento. O Sr. Siroi
aproveitou com solicilude essa monrao para pis-
sar em revista todas as locandas mobiliadas
de S...
Mas, acrescentou elle, para aconselhar-lhe
esta ou aquella casa, seria misler saber qualoj
motivo que aqu Iraz um estrangero, econhecer! bam de pressa. Depois do por em ordem apres-
pouco mais ou menos seus gustos e hbitos. i sadamenteas filas e as flores que haviam cado
No mumento em que esse empregado, sabore- eca uma dos movis, foi Berjounelte correado
ando largamente uma pitada de tabaco, esperava Para a casnha da praca redonda,
pelas informaces que deviam corresponder Minha mae, disse ella a Roubasse quo con-
uma reflexlo to judiciosa, enlrou em casada se- tava com grande saiisfaijo o dinheiro do quar-
nhora de Ners uma mulher com as mangas e a lel 1u.e Risueo acabava de pagur-lhe adianta-
saia orregacidas, e como que farejando: era Rou- do. minha mae. Vmc. trou sem duvida, antes
Lasso, mae de Berjouuetle.
Tu chegas muilo proposito, tne, disse lhe
a joven viuva, mosirando com o dedo o desco-
nhecido, pois ali est um eslrangeiro quem po-
de alugar a cmara azul aquello eslrangeiro, o
quadru que a Sra. de Ners deu-me no dia de
meus anuos, e o qual tinha eu posto naquclle a-
posento por favor Srs. de Gille, nossa ultima
derias offerecer a cmara azul do la locanda locataria. A pobre senhora eslava to satsfeita
mubliada : anda nao deve elle ter escollado um
aposento, e, segundo pens, ha de ser um bom
freguez.
Roubasse agradeceu senhora "de Ners, des-
ceu quatro qualro os degros da eseada, e cor-
reu para a cocheira dos transportes. Chegou ao
mesmo len po que o carro de mao parava para
receber a bagagem do joven viajante.
Seique mylord ainda nao escolheu pousa-
d, disse ella com esse desembarazo da~s mulhe-
res do povo, que no Sul dominara tantas vezes os
estrangeiros, e venho offerecer mylord uro lin-
dissimo aposento, um brinco, prximo do Iheatro,
dos passeos e da praija redonda. Servirei my-
lord, e espero que Tirar satisfeilo. J l vo dez
annos quo Roubasse cuida no orranjo dos quar-
tos dusaenhores locatarios, e nunca ouvio-se sa-
bir-Ibes da bocea uma queina. Ah 1 porque
estimo-os, e Irato-os como futios. Sem duvida
mylord vem S... para gozar de seu bello
sol.
E durante esss torrente de palavras, a gorda
por ter sob os olhos os retratos das duas irmas
que tanto amsva I Pintados pela Sra. de Ners,
era nimba iutenc.o, lem esses retratos pera mim
um duplo valor; eu noquizera, pois, deixa-los
na cmara azul, mrmenle agora que est habi-
tada por um mancebo accrescentou ella hesi-
tando.
E's sempro a mesma. Sra. pichosa, res-
pondeu speramente Roubasse. Por ventura
esse rapaz ha de comer leus retratos ? E' o ni-
co quadro que lhe orna o quarto, e decora um
lauco de parede que sem elle ficaria demasiada-
mente n. Ao depois. mylord alugou o aposen-
to com a pintura, o eu nao Ih'a tirarei por corto.
Minha mae, por causa da Sra. do Ners,
disse tmidamente Berjounetle.
Porm Roubasse, oceupada em embrulhar o
dinheiro, nao ouvia mais o que lhe dizia a Qlha.
Berjounetle tomou eulo a resolucao de ir pes-
soalmenle tirar o mais de pressa possivel da
cmara swt quajru que poda co.npromell-
la, assim como sua querida bemfeilora.
FOLHETOl
Os seres mais puros sao s vezes Os que leotam
os actos mais ousados.pois s veem o uem resul-
tado em sua siraplicidade. A' meia noite, quan-
do ludo esleve calmo e silencioso na casnha da
praca redonda, a moca, ordinariamente to t-
mida, iutroouzio-se sem rumor, e aastende a res-
pirado, na cmara de Risueo, para retirar o
precioso quadro.
Quando resolver sublrahir os qoidros, An-|
ligua havia obedecido um impulso sublo de
sua alma, sem rceclir na singularilade desse
passo ; mas apparcccu-lho loda atemeridade de
sua acgo quando,achou-se no limiar da cmara
do mancebo, linmovel e sustendo a respiraco,
ella nao ousava adianlar-se. Um raio da'lua
desembaracou-se entao de algumas nuvens, e por
entre os vidros veio allumiar fracamente o rosto
de Risueo adormecido. Entregue uma sen-
snco nova que ella nao poda definir, e talvez,
dominada tambera por esse sentimento doloroso
quo ella acabava de dizeradeus sua vida tran-
quilla, Berjounetle ajoelhou-se, e antes de tirar
o quadro do leito do mancebo rezou cora fervor.
Porque? Sabia-o com certeza? Nos sentimen-
los tumultuosos que lhe aglVavam oeoraco.sen-
lia a uecessidade de sanclflcar sua resoluto.
Mas, resando por sua inlencao, dingio ella ao
cu, talvez contra a voolade, uma supplica para
que os padecimentos do melanclico eslrangeiro
dormissem sempre, como naquelle momento, um
somno tranquillo e suave.
Depois de haver tiradoja pintura, sahio a moja
de vagarinho, eslava paluda, trmula, e rompeu
em solutos quando voltou sua eamarasinha.
Ao acordar no dia seguinle, o prirneiro pensa-
raenlo de Risueo foi para as duas formosas da-
mas, cuja imagem vira em seu leito. Sentio,
pois, urna dolorosa sorpreza nao avistando-a
mais. Tocou a campaohia com Torca, e pnrgun-
tou Roubasso porque o quadro havia desappa-
recido. A gorda hospedeira respondeu sem per-
turbar-so que nao sabia o que era feitodos re-
tratos, que sua casa era segura, gracas Deus, e
quo sendo a porteira do estabelecimento, podia
aRrmar que ninguera havia entrado durante a
noite, salvo, accrescentou ella mslichsamente,
se as jovens damas, iuvisiveis como fadas, vie-
ram pessoalmente tirar seus retratos.
Lembrou-se entao o mancebo de ler visto con-
fusamente, no meio de um semi-sorono, uma das
mocas ajoelhada ao p de seu leito.
- Ah 1 um sonho apenas, pensara elle ae
principio suspirando.
Mas as palavras de Roubasse flzeram apparecer
um relmpago de esperanza em seu coraco.
Se nao fosse um sonho I disse elle.
E desde aquello feliz instante em que uma
creatura joven e bella havia rezado seu lado,
pareceu-lhe que sua triste vida oroava-se de co-
res radiantes.
Commovido pela secreta esperanca de tornar
ver as duas myslerlosas mocas. Risueo sahio
antes de almoco sob pretexto de visitar a cidade ;
dirigio-se loda a pressa ao palacio de Ners ;
porm uma espessa gelosia furia va asjanellas aos
raios-do sol e aos olhares dos indiscretos. O man-
cebo vio-se obrigado voltar tristemente sem ter
visto as duas collacM, que uo separara em seu
coracao.
III.
A casa da praca redouda era o presente de
nupcias que Suzana fizera sua ama, quando
casou-se. Nao reservando para si e sua familia
mais do que o andar terreo, Roubasse transfor-
meu dentro em pouco esse predioznho n'uma
rendosa locanda mobiliada. A maior das salas
servir ao principio de escola s enancas do bair-
ro, que ahi aprendiam a carlilha sob a direceo
da mae de Roubasse. Dona Ranquelte gozara
de uma certa abastanza antes da morle do mari-
do. Impressonavam muito aos meninos seu ar
severo, a touca prela, os olhos grandes e o ta-
lhe corcovado. Nunca uma mestra foi mais te-
mida. Suas enfermidades j pregavam-a na ca-
deira de bracos, porm, um comprido cannigo
que alcancava cada discpulo em seu lugar, man-
liulia perfeitamente a ordem na escolazieha. Um
dia, ah I um ataque de paralysis privou a dona
do uso da palavra ; vio-se obrigada renunciar
o seu cannico do mestra, e nao mecher-se mais
do lugar obscuro quo Roubasse designou-lhe. A
pobre doente nao leve mais outro divcrlimcnto
seno seus devnelos, interrumpidos s vezes
bem cruelmente por alguma palavra spera da
ti I ha.
Roubasse nao lardou em aproreilar o local da
antga escolazinha; abri uma loja de coco.
O coco languedociano nao tem relaco alguma
cora a bebida clsssiea de Paria quo Ira* n moaroo
nome : uma lotusao do cascas de ceco torra-
das, que subslilue o caf entre o povo e a gente
de meia tigela. Tnico e nada excitante, esse
liquor precioso n*um clima quente. Bebe-se o
coco em pequeos cstabelecimentos ad hoc que
partecipam ao mesmo tempo da cozinha, da sala
de jantar o da taberna. A criada ahi chega pola
manha cedo com o cesto ao brac.o e dous sidos
na mo, dizimo antecipadamenie tirado do di-
nheiro das compras. Ella bebe o coco em p,
misiurando-lhe algum leite e nata. O velho que
vive de seus rendimcnlos, senta-se uma mesi-
nha, o sorve em pequeos tragos a bebida ano-
dyna com tanto recolhimento como se fosse uma
chicara do melhor caf : dcixava-lhe esta illuso
o paladar enfraquecido do pobre homem. Eslen-
dendo pelos joelhos o lenco de quadros, tica ahi
saboreando a refeico matinal, enxugando de
quando em quando a perola de tabaco que des-
ulla va pelo nariz. Nao se achaodo goslo n'essas
lojas euumaradas a mocidade e a alegra, o cai-
xcirote e a grissele ahi engolem de um folego o
modesto almoco, e ao rettrar-se passo rpido,
trincan com bonitos deoles a coque, especie de
pao de l que o mais delicado accessorio do
tal almoco.
Ao p da loja de coco estara uma alcova que
era o aposento de Roubasse e de Berjoux, seu
marido, gesseiro de prosso, o qual frequentava
mais a taberna do que a officina.
A camarazinha das duas filhas de Roubasse,
Flora e Berjounetle, fazia um verdadeiro con-
traste com os outros repartimentos do andar ter-
reo. A alegria, a ordem e a mocidade da casa
pareciam "er-se refugiado entre as duas cami-
nhas das meninas. Em cima de uma mesa de
nogueira eslava o tear da fanqueira. Era ali quo
entre suas maos delicadas .nssciam verdadeiros
primores de graga, de filas o flores. Berjounelte
linha a inluico do justo e do bello. Ora, como
o verdadeiro artista aquella que por suas obras
revela outrem a belleza cujo sentimento pos-
se, aconteca quo as creaces ophemoras. da mo-
desta rapariga eram na realidade muilo mais ar-
tsticas do quo os retratos severos, trios e bur-
guezmenle coloridos pelo pintor que morava de-
fronte della.
A rapariga de S.. adorava sua arle e enlre-
gava-se ella com paixo ; sabia escolher a cj
e a forma que convinha cada roslo. Assim,
operaras,' burguezas e fidalgas nao queriam suas
loucas guarnecidas seno pelas mos da fada.
Foi ella quem inventou aquelles loucados seduc-
tores cujo monopolio leve por algum tempo a
cidade de S... At entao as raparigas langue-
dociauas tinliam occullado os cabellos n'um es-
pesso barreta de mussulina ou de renda. Ber-
jounelte imagioou urnas toucas em que mal as-
sentava tal nome, pola eram grinaldas de flores,
ramos de plumas miudas e graciosos lagos de fi-
la aue se enlacavam delicadamente com alguna
frcos de 016, e deixavam ver os cabellos em to-
da sua magnificencia. Paris, cidade da cas-
quilharia e da moda, nunca eflereceu gente do
bm tom toucados to vaporosos, nem to pro-
vocadores como as coifas de Berjounetle.
As duas filhas de Roubasse eram as duas ra-
parigas mais lindas de S. ., e por um eslrauho
capricho do acaso, seu geoero de belleza fazia
um verdadeiro contraste. Loura, esbelta, meiga
e sentimental, Berjounelte ofTerecia um mixlo
singular de modestia, de altivez e de gentileza.
Seus cabellos louros eram taes que pareciam re-
flectir o sol; illuminavom-lhe o rosto e radia-
vara era torno della como uma aurola do fogo.
Era grave o seu andar o serio o seu ar. Pareca
uma senhora d'alta plana,desterrad* para eephe-
ras inferiores, e todos pergunlavam si mes-
mos por que exquisitice da sorte sua me, to
commum e to mal feita, seu pae. to gordo e
lo branco, poderam ter aquella seductora crea-
tura.
Flora, irroSa mais moga de Berjounetle, era
trigueira e corada. Era uma viva e bella meri-
dional, uma flor nova e avelludada como seu no-
me. era uma menina agradavel, alegre, gil, des-
cuidse, de olhar atrevido o de movimentos
deerabaragados. Corra em casa, vollava-se na
ra, ra com lodos, e tomara a prosso de en-
gommadeira de rnal para nao estar sentada,
para poder ir tagarellar pelas casas alheias, e
sahir quando quizesse. Era a predilecta de Rou-
basse, que dizia reeonhecer n'ella seu sangue,
ao passo que Berjounetle a irrilava cora seu na-
tural brando e serio, e com a dignidade de seus
modos.
Roubasse nao linha sido a virtude em pessoa.
Ella procurava inspirar suas filhas o gosto do
luxo, duendo que sefossem habis, a formosura
dar-lhes-hia era pouco os prazeresea riqueza.
Notara de pressa a impresso que Berjounelte
fizera no coracao de Iiisueno, e contara conver-
le-la em proveiloseu.
Flora tinha herdado mo principios mater-
nos, roas Berjounetle tinha uma alma smgella e
casta que indignava-se contra as perigosas isni-
nuaces de Roubasse. Aquella naturezs ang-
lica que teria lido uma felicidade e um nretivo
desatsfaco para qualquer outra me, era o
desespero da cynica hospedeira que dizia com
dosdem que sua Qlha mais rclha nunca havia de
prestar para nada.
Pao Berjoux era um rustico de bem. Seus pe-
zares conjugaes tnham-lhe dado o habito desas-
troso de embriagar-se. Corotudo, o vinho pode-
ra embrutce-lo sem tirar-lhe inteiramente uma
certa altivez e urna especie de nobreza que eram
o fundo de seu genio e que reappareciam quindo
elle eslava em jejum. Era tanto mais severo
para com suas|filhas qaianto censurava -D. Ran-
quetlo o ter facilitado cora sua fraqueza os erros
de Roubasse. Dzendo, como seus eguaes, que a
razo s pode entrar com pancadas n'uma cabe-
ca Oca, balia grosseiraraenle em Flora, e o inte-
rior da casnha da praga redonda offereceu mu-
tas vezes as sceuas mais tristes. Ronbasse voci-
ferava,. D'. Ranquelte gema, Berjounetle rogava,
interceda e acabara por obter o perdo de sua
irma, quem fazia depois uma terna exhorta-
gao. Flora, que tinha o corago bom, abracava-as
todas, c prometlia ser sirud* para o futuro ; mas
d ah ha pouco a leviandade da menina casquilha
produzi novas dscussoes que enchism a casa'de
gritos medonhos e alvorotavam os vizinhos. O
gesseiro, como a maior parte da gente do povo,
nao receiava desorle alguma o escndalo ; pen-
sava elle que publicando sua indignago. usava
das prerogalivas de pae o concoma para o arre-
pendimento da culpada em razo do numero das
testemunhas. Tudo isso penalisava Berjounetle,
ainda que ella neohuma culpa tivesse.
Ah I n'uma manha, e foi no dia immediato ao
em que eHa havia retirado os-retratos da carner-
ea de Risueo, espalhou-se pelo bairro o boato
que Berjonnette, por sua vez, acabava de provo-
car as reprehenses paternas. Segundo sous
principios-, Berjoux nao linha oceultado vizi-
nhanga a empreza nocturna de sna Qlha mais ve-
Iha. Desde entao pensou-se que ella havia de
amar ao novo pensionista de sua mSe, e come
Roubasse airraava que Berjonnette havia de ca-
sar coiu mylord depois da quaresraa, muguen
hesitou mais era crer que a bella fanqueira, como
toda a griteUe, linha um naraorado.
Al noile s se tratou d'isso na cidade. As
joveo oyeaiio iu seuilram verembaciar a rs-
putago daquella que al enio haviam citado
como exemplo ; ellas contaram urnas s outras
os pormenores da aventura.coehichando e sorrio-
do-se. A mulheres do mercado gritaram aqu
d'el-rei I pensando que lambem linham sido me-
gas, bellas e amadas. Nos sales, afrraarara as
damas com desdem quo tanda ou cedo aquellas
crealuras-acaba vara sempre assim. Comanlo
que ella continu fazer toucas 1 disseram as
mais casquilhas. No circulo, os homens do uma
certa edade metteram bulla os mais mocos que
morder o bgode com despeito. O cabeilereiro
de Suzana foi quem lhe irouxe essa noticia.
Ella empallideceu, nao sabio, e mandou dizer que
nao recobia visita de ninguera.
IV
Em quanto a repulago de Berjonnette desfo-
lhava-se ao vento da maledicencia, a menina,
banhada em lagrimas, referia sua av a histo-
ria dos retratos. A pobre enferma olhava para a
neta cora olhos sombros ; s Berjonnette, por
sua paciencia e pela bondade de seu corago,
apprendera adevinhap os pefisamentos-de aua
av muda. Assim, ncguera poderta dizer se a
especie de gemido que & dona deixava ouvir en-
tao era o indicio de um soffrimento, de uma
censura ou de uma approvago.
_ Ah 1 vov (mametla), dizia Berjonnette,
nao cruel ser aecusada injustamente e perder a
repulago por causa de urna imprudencia? Ah
quera crer a verdade ? Entretanto, eu nao podia
deixar meu relrato nem o da Sra. Suzana no
quarto do Sr. Antigua. Como, porm, meo. ros-
to nao tem de corar, eslou resolvids, se nao re-
cuperar a eslima, .....
Entrando de repente na sala baixa onde se
achavam a dona o Berjonnette, Risueo impediu
esta ultima d concluir a phrase. Parou no li-
miar da porta sorprendido por encontrar na casa
om que morava a moga que julgra. ver na noile
antecedente resar ao p de seu leito.. Berjonnette
corou muilo avistando-o, e parecou ao joven es-
lrangeiro mais bella ainda do que na vespera.
Os cabellos sollos cahiao-lhe pelos hombros em
ondeantes madeixas; o pequeo corpinho, quasi
solt, deixava-lhe descoberlo um pescogo alvo e
liso como um roarmoro anligo ; seus olhos bri-
lhavam com lagrimas pdicas que, semelhantes
pedras de opala, desciam-lhe uma aps outra
pela face A dr havia impresso em sua fronte
como queum a corda do martyrio, e Risueo leve
tentag&es de ajoclhar-se diante della.
O mancebo eslava demasiadamente commovi-
do, e Berjonnette mais que intimidada para que
um ou outro cuidasse em romper o silencio. A
pobro doenle velo em auxilio delles ; ella acen-
a LINDA MERCADORa DE PANOS
POR
ELIE BERTHET.
[ Conlinuago.
Bosinha nom torcas leve para soltar um grito ;
s um violento esforgo do vontade peo impe-
d-la de desmaiar ; o coraco balia ; a respira-
gao susptndia-se proporcao que o estrepilo oc-
casionado pelo andar dos cavallos se approxima-
va da casa.
A luz I a luz I exclamou Villanegra, fazen-
do signal Rosioha de que a luz podia Ira-
hi-los.
A moga apoderou-se convulsivamente da vela ;
por um sentimenlo de pudor, que aobresahia ao
anniquiParaento de todas as suas facilidades, nu
quiz apaga-la, apenas deposilou-a n'um canto
por deiraz de uma cortina, afirn de quo o refle-
xo da luz dando nos vidros da janella nao attra-
hisse para esse ponto a allencao dos soldados da
ronda.
{) Vide Diario a. 12.
Houve um grande movimento ao redor da ca-
sa ; pareca uma especie deescaramuga por bai-
xo das janellas, porque s se ouvia o Unir das
espadas, depois passus precipitados em diversas
direeges, e o galo dos cavallos denunciando
que os soldados se puoham ao alcanco dos fugi-
tivos ; aQnal o ruido foi pouco pouco se su-
minde, al quo a ra cou outra vez deserta e
silenciosa.
Partiram exclamou o marquez, depois de
ter prestado altongo por algum lempo ; sem du-
vida nada descobriram. Deus teslemunha, se-
nhora, de que em lodo esle perigo eu s trema
por vos I
Elles podem vollar, replicou a moga com
agitago ; aprovoitae-vos do momento para par-
tir. Meu pae talvez tenha despertado com o ba-
rulho : infelizes de nos, se elle aqui nos encon-
trasse I
Descangae, Rosinha, eu rou parlir : porom
ao menos nao queris dizer me.... ?
Digo-vos que cada uma das vossas palavras
nesta occasio uma baixesa I interrompeu a
linda marcadora fra de si. Vossa loucura tem
causado^ talvez a morte de muita gente......
Anda nao islo bastante, Sr. marquez ?
Villanegra nao ousou resistir 4 essa colera le-
gitima.
Se rommelti uma falta, hei de repara-la
romo cavjlieiro, disse elle com arrependmeolo.
Eu vos obedeco, senhora, e espero que jamis
esqoecerois..." Adeus I adeus I murraurou elle.
K depois.envolvendo-se na sua capa.dirigio-se
apressadamenie para a janella, A Qlha de Poli-.
uou o.gemido, e voltou a cabeca para a mezmha
onde estavam espalhadas fitas e garga.
Pouco pouco tornando si de sua perturba-
gso,Berjonnet8 atou os c*bellos,cruzou o corpinho
e para obedecer ordem muda de sua av. sen-
lou-se ao p do trabalho. Bem pensoa ella que
serta conveniente dirigir algumas palavrasjm no-
vo pensionista de sua mi. porm reflecliu lam-
bem que na posigo excepcional em que so acha-
va, devia ser mu circunspecta para com Risue-
o, e por mais quo cusiasse seus hbitos de po-
lidez e talvez ainda seu corago, fiogiu uma
completa indifferenga seu respeito.
De todo absorto em sua admragao, Risueo
silencioso, segua com os olhos os menores mo-
vimentos da gentil fanqueira, cuja cabega incli-
nado pareca curvar-se ao peso do9 grossos tor-
sasjs de seus cabellos de ouro. Os raius do sol
vinham lodos baler no rosto da doozella, e o fino
e macio frouxel que cobria-lhe a pello asselina-
da, pareca involve-la n'uma pequea labareda.
Sem as ver, senta Berjonnette os olhares arden-
les de Risueo que por sua influencia magntica
ionundavam-o de um eflluvio de amor.
Roubasse chegou no meio desta sceoa muda ;
ella comprehendeu n'um abrir e fechar d'olhos o
que se passava no corago dos dous jovens, e o
ensejo pareceu-lhe proprio para compromelter
Berjonnette.
Mylord, disse ella Risueo, sera mais
prembulo, pens que minha Qlha pede-lbe que
a desculpe por ter lirada os retratos qne decora-
vam a cmara de V. S.
Enlo, a viso agradavel daquella noite nao
era um sonho I exclamou Risueo com trans-
porte.
-- Nao, continen Roubasse, sem parecer no-
tar a dolorosa commogo de Berjonnette, porm
deve advertir mylord que minba filha hon-
rada, aioda que o seu procedimenlo possa fazer
suppor o contrario.
O Sr. Anligua pareee-me ser pessoa de bas-
tantes bros para comprefrenJer o sentimeirto de
delicadeza que guiou-me, exclamou Berjonnette
com voz firme. Custasse o-que custasse, devia
eu sublrahir vista exlranh* o retrato de uma
amiga cuja honra rae lio- chara como a mi-
nha.
Por favor, minha senhora, disse Risueo,
afuicto pelo lom fro e breve da moga, por favor,
deixe-me a consolago de pensar que Vmc. ha de
perdoar-me o ler eu tdo por alguns instantes
doti3 aojos ao p de meu leito, e de esperar que,
se meus padecimentos deminuirem, suasora-
ges quem o devo. Desde que existo, foi hoo-
tem que leve lugar o nico instante de felicidade ;-
mas para obter ura doce olhar seu, estou promp-
lo esqueccr a grata recordago que illumina
meu triste corago.
Sem duvida enternecida pelo syrapathico
accento o pola submissode Risueo,Berjonnette,
que de ordinario s responda com o desdem aos
galanteos de seus admiradores, deixou cahir so-
bro Antigua, em signal' de perdo, um dequelles
olhares lmpidos-de que era to arara.
Tomando entao a mo dos dous jovens- Rou-
basse poz uma na outra um tanto precipitada-
mente.
Mylord, disse ella, e t, minha Qlha, se-
jam-bem unidos, j-que a sorte ajuntou-os sob o
mesmo tecto ; e agora que- est feita a par,.nao
fallemos mais no passado.
Berjonneile sem atrever-so levantar de-no-
vo os olhos, poz-se trabalhar, e Risueo, co-
mo succede s vezes quando o coraco domi-
nado por alguma commogo forte, langou mo
de um assumpto indifTereme e flxou-se nelle
com obslinago, esperando dissimular os verda-
deros senlimentos que agitavam-o. A corda
que Berjonneile i ranga va foi o assumpto pueril
que elle pegou-se.
Estou fazendo esta grioalda com lodo o
goslo, pois ella para a senhora de Ners, minha
irma, minha bemfertora, respondeu a moga.
O Sr. tinha razo, um anjo vigiava-o: era ella*
A Sra. Suzana formosa como Vmc. sabe ; e
to boa como formosa. Seu corago a espe-
ranga e a consoUgo dos infelizes. Sou uma
pobre moga, e nao peso maoifestar-lhe, como
simo, a ternura e a admrirago que lenho para
com a minha collaga. Ella possue toda a sorte
deprendas-, de atiraciivos.de virtudes. Amanha,
com um vestido branco e esta corda branca,
ella parecer uma madona. Vmc. deveria
ir i esse baile, o que seria uma boa acgo, pois
dado em-favor dos pobres. L vera a minha
boa amiga ; ha de fallar-me oella, em seus tri-
umphos... e na minha grinalda. acnrescaotou !-
la SOrrindo.
Com um tacto e uma- abnegago admiraveis,
procurava Berjonnette substituir no espirito do
mancebo sua imagem pela de sua collaga. Lu-
tva animosamente cooium amor que nao que-
ra confessar si mesma. Senlindo a distancia
que separava ella, pobre moga do povo, do ri-
co e do nobre Havanez, servia-se dessa diUeren-
gade posigo como deum baluarte.
Vou s veze vestir a Sra. Suzana, aceros-
cenlou ella; sao para mim instantes de felicida-
de. !' to boa para comigo que deixa-me re-
petidas vezes passar um dia inteiro junto della.
O pouco que sei, i ella devo, foi ella quem so-
lo deu, e se Vmc. hospede de minha mae,
ainda ella quem o devemos.
Berjoux, ao rollar da taberna, fez uaa ca-
reta adiando Risueo ao p da llha.
Meu rico mylord, disse elle com vozavi-
nhada Antigua, se Vmc. galanteia Bergon-
neile com boas i monges, como afBrma minha
mulher, nao me importa, pois nao quero que el-
la fique para lia, mas se para cerios Ras.,, po-
nha -se depressa ao fresco. Seja dito s esta vez:
oo so me d de encontrar apaixonadosem casa.
Estas palavras levaram i seu auge a dor de
Bergonnetle; ella dirigi Risueo kum olhar
pungente. Felizmente a clera do gasseiro, su-
biodo sem motivo um alio diapaso, descau
com as fumagas do vinho. Logo depois, nao se
lembrando mais de suas palavras, tornou-se to
polido quanto fra grosseiro para com o seu no-
vo locatario.
Tudo quanto lenho de pedir-lhe, disse Ri-
sueo com dignidade, haver-se Vmc. com mais
civilidade e brandura respeito da anglica crea-
tura que lhe deu o cu por filha ; se a scena. de
ha pouco houver de renovar-se, nao Qcarei mais
uma hora em sua casa.
Quando esleve s com a a-j, Berjonneile lan-
gou-seom seu seio.
So Vmc. minha av, quem pode coropre-
hender o quo soffro, disse ella cora um accento
que corlava o corago. Ter de corar em presen-
ga do Sr. Risueo. Ah I nao pensar elle que
sou uma loureira, depois do que fes meu pae?
A paralytica fez um esforgo & abanou a cabe-
ga em signal de negago.
Nao? reclamou vivamente Berjonnette pon-
do-se detjoelhos diante do sua av. Vmc. v
tudo, ninguera desconfia de sua presenga, e com-
tudo nada lhe escapa. Pensa, pois, Vmc. que o
Sr. Anligua nao tem m opioio meu res-
pello?
A velha dona abaixou os olhos embaciados so-
bre a fllha querida, e a doozella nao enganou-se
acerca do relmpago de orgulho que elles despe-
dirn!.
veau segua os seus movimentos com aociedade;
quando o vio desapparecer julgou-se salva ; mas
quasi no mesmo instante o marquez afaslou de
novo a cortina e deixou ver o seu semblante
consternado.
A eseada nao est mais no seu lugar, disse
elle ; os homens da ronda ou os meus proprios
amigos a levaram comsgo.
Todas as angustias da linda mercadora reap-
pareceram logo.
Estou perdida I exclamou ella solucando.
Deus me amaldigoou, porque fui muito leviana I
J nao devo esperar, nem repouso, nem pie-
dade I
Esta dr, de que s elle era a causa, produ-
zio grande impresso no animo do mancebo.
Senhora, por quem sois, nao ros atormen-
tis assim I O conde de Manle nao ignora a
situago em que me acho, sem duvida voltar :
creio at mesmo que ouvi um pequeo ruido
por baixo da janella, quando subi ao parapeilo ;
se nao recelasso despertar as pesioas de casa
chamara pela minha gente.... E demais, cou-
tiouou elle com resolucao, rendo as lagrimas da
joven correrem fio, sou mogo e forle: para sal-
var a honra da mulher quem adoro, posso
muito bem arriscar um sallo de Tinto e cinco
ps.
E assim dzendo poz-se eio actividade de exe-
cutar esse projecto desesperado. Rosinha cor-
reu elle e o suspendeu pelo brago.
Que idea fazer I eiclaraou ella com espan-
to. Nao, nao eonsentirei. Pensastes bem oes-
te passo Sr. marquez ? Ignoraes que corris
talvez para a morle ? PreQro antes esperar
Que bem me faz Vmc. I exclamou ella ale-
gremente.
Conversaram assim por muito tempo. A ter-
nura da deente para com a neta era o nico ta-
jo que a prenda 4 ierra; a oalca sensaco quo
tazia palpitar aeu corago arrefecido: a nica
scentelha que brilhara em a noile de sua exis-
tencia. OfTerecia um espectculo agraiavel e tra-
le ao mesmo lempo aquella menina que, dotada
de todo o vico da mocidade e da belleza dessa
creatura sime- mora esperanga e consolago.
larecia Berjonnette que a Pro/idencia lhe fal-
lava pola mysteriosa linguagem que s ella
comprehenda. Berjonnette a consulta va em lu-
do ; era sua confidente. Era ao p della que fa-
zia suas orages puras e fervorosas, pois pensa-
va quo haviam de chegar melhor ao cu possui-
do por aquella corpo exlincto que tinha sem-
pre encerrado uma alma santa e casta. Era-
Om pensara que Deus lhe deixava neele mundo
sua pobre av, morta para todos excepto para
ella, aura de preserva-la de todo mal. A dona
linha soflrido muilo, e Berjonnette dava-lhe, no
inverso da vida, o nico prazer que jamis tire-
k"' j- oulro Isdo, a moga, lo pouco compre-
nendida por seu pae e por sua moa, achava no
seio da av um refugio sempre indulgente e srs-
lemalico ; ahi abrigara a alma con n'uma svle
sagrado ondeniuguem podia alcanza-la.
V.
Foi no dia seguinle que leve lugar na casa da
cmara de S... o baile dado em faror dos pobres.
As carruagens rodaram fra ; siguas munielpaes
continham a multido que agglomerava-se as
portas para admirar os trajes. Chegavara de va-
gar as cadeirinhas, balanceando algumas senno-
ras elegantemente ataviadas, em quanto qoe os
homens, saltando com agilidade pelas calgadas,
aum de se naa> sujarem de lama, pareciam-se
com lacaios de libr preta. Essas cadeirinhas-
que lcmbram em seu luxo antiquado o secuto-
dos polvilhos e das anquinhas, formara um es--
tranho anachronismo- no meio de uma aociedade
md"Da- As criadas graves corriam aps os
cabeiiereiros que corriam casa de seus fregue-
zes-. As costureirasr e as modistas velaran ha
oilo-Doiles, segundo diziam -r mas, ao ver-se sua
agitago febricilanler dir-se-hia que haviam
guardado todo o trabalho par* aquella mesma
noite, aura de fazerem constar a voga de sua
casa. Os maridos impacientavam-se esperando
pelas mvtheres. As mes faziam a ulnas gen-
tis, e todos, ao entrarem na sala do baile, pro-
curavam eompr um rosto gracioso par* des-
terrar as rugas que os cuidados do traje haviam
impresso.
Furam lomadas de assalto as poMwnas- t os
tamboretes.
O calor tornou-se logo to-forte que as-bugis,
rJerretendo-se com rapidez, ornavam de estrel-
las exquezitas as casacas pretas e cahiam oora
estrellas ardente pelos hombros das dangadei-
ras. A multido- era compacta, Os pezlnhos
calgados de setim eram magoados, os restidos-
amarrotados.as flores murchavam naquella es-
pecie de turbiiho cadenciado. O zuido das
conTcrsagoes elevava-se n'uma atmosphera
atordoadora. O mancebos recaram para seus
pares aquellas phrases banaes respeito do calor,.
as quaes sempre foram um recurso para os con-
versadores de quadrilba, e as jovens provincia-
nas respondiam corando e por monosyllabos. As
mes, com olhar imperativo e aneioso, ordena-
vam suas filhas uma singellezn-de conv-enco
que muitas vezes tira a da natureaa ; as velhas
lomavam refrescos em grande qwantidade, os
velhos jogavam wiii ou Icarl como se eslives-
sem em seu circulo.
O baile era pois muilo explendid.-
Parece que os bailes das cidades-^e provincia
deveriam offerecer o espectaculo-daquella ho-
mogeinidado que to difcil de encontrarnos
de PariSj. onde diversas- sociedades estraahas
urnas s-outras se acham quasi sempre em con-
tacto. Raras vezes, porm, assit acontece, e
os saldes de provincia apresenlam mais campos
opposios- e hostis uns aos outros> capital. A sala da casa da camar de S._ ofTe-
recia, pois, a reunio de algumas-seciedades da
cidade que, aioda que reunidas- n'm salo
neutro, nem per isso deixava cada uma de en-
cerrar-se n'um circulo- particular.
AnobrcM, o coaiinercio, a advocada, e mor-
mente (cumo em muitas-cidades meridieoaes) os
catholicos e os protestante forma vam catbegorias
bem extremadas. As familias dos-funcciiMiarlos,
pela maior parle eslranhas em 3-..., pareciam
verdadeiros parias no meio dessa diversas pan-
dithas se uo coraprehendessera que tambera
deviam formar um oueleo e resgatar a verdade de
seu pessoal com uma indulgencia e uma poli-
dez reciprocas. Em seguida vinham as almas
aliciae-que nao pertenciim neohun>campo,
algumas damas independentes que nao queriam
agrilhoar a liberdade no casamento, & que pas-
seiavamligeiramente ao brago de algazo joven
dandy, sociedade mais indulgente sem duvida
porm mais pengosa lalvez; alguo a-rlistas que
viam o baile como philoaophos- e que podiam
eutregar-se em plena libertada-s suas refle-
xoes, finalmente grande numero.de agricultores
que aos sons alegres da orchestra, ae brilho das
bugias, entre a garga- e as floree, i>llavara com
lal ardor as rinhas e nos. vanos, que traztam a
memoria o celleiro e o lagar no meio da danca
o dos perfumes do baile.
Do peristylo da- casa da cmara, assistia Ri>
sueno, envolvido em seu capote, chegada dos
carros e das cadeirinhas. Transportavam-o
uma regio ideal aquello ruido, aquello esplen-
dor, aquelle movimento alegre, que reinara-em
lorno delle; isolando-so das scenas que o cerca-
vam, de sorle que so as avistava como n'um so-
nho, o espirito levara-o para um empyreo de
sua cscolha. Sonhava com a felicidade quasi
fechando os olhos, embalado pelos acoedos lon-
ginquos da orchestra, respirando o pettume dos
ramalhetes das dancadeiras.
Dentro em pouco estremeceu Risuono rista
de uma cadeirinha mais elegante que as outras,
pois havia recoahecido a senhora de- Ners na tu-
ren! branca que ahi uesenhava-se.
A joven senhora sallou ligeiram&ctte da prisao
ambulante, depois. conchegando as pregas do
vestido de Al, pareceu esperar a chegada do
oulra pessoa. Com effeito, nao tardou em pa-
rar diaole do vestbulo urna segunda cadeirinha
e uma segunda dama desceu com mil precau-
goes para nao amarrotar o. reatido, alias mui
modesto.
Ah I Suzana, disso a recemchegada s*-.
bindo a eseada com a senhora de Ners; como
pode vocgoslar deslas malditas cadeirinhas?
Sacodem a gente terrtrelmenle e causam enio.
Affirmo-lhe que por oulra vez hei de lamac
um carro.
mais um pouco, se quo es vusaoa indignos cm-
plices em ludo isto s quizeram faier-vos re-
presentar um papel bem infame.
Esla ultima supposlgo que Villanegra bem
sabia ser muilo verosmil, excilou a sua indigna-
gao no mais alto ponto.
So o conde de Manle tevo esse pensamen-
to, murmurou elle com\raiva ; se, mpelliodo-
me b dar este passo, oulra nio foi a sua idea se*
nao fazer de mim um \instrumento dos seus
rancores contra a vossa casa, juro que caro pa-
gar esla audaciosa intriga I E entretanto
muilo possivel.... j pensci nisto mesmo. Elle
fallou-me com muita instancia quo bem pareca
ter um interesse pessoal nc\ servigo que me quiz
prestar. Agora mais que nunca preciso que eu
parla ; suspeito uma IraigacA... Senhora, se me
fornecesseis algum panno ouUengol que eu po-
desse prender ao parapeilo Ha janella, deixar-
me-hia escorregar eera porigu at abaixo.
E uma inspirarlo do cu IXdlsse a moga cor-
rendo uma das commodas da\jual tirou alguns
lenges de linho.
Em pouco tempo ataram os enges uns aos
outros: trabalharam em silencile com ardor.
AQnal iam prender janella essa Aseada de nova
especie, quando ouviram approxiaar-se pela se-
gunda vez o alvoroto da cavallaria Sem duvi-
da os gritos dados na ra haviam \ttrahido a
ronda para esse lad o; o projecto de fgida pela
janella tornou-se imposaivel naquelle momento.
Entretanto Rosinha e o marquex esperavam
que os soldados fossein passando, mas de repen-
te a voz forle de Poliveau relambou no quarto ri-
zinho.
IConlinuar-se-ha,.)
O' l, Guilherme 1 Gil 1 gritn elle esque-
cendo que um dos seus apreodizes oo podia
responder essa chamaco ; desooi depressa I
Os ladres arrombaram a loja I soccorro I soc-
corro I
Houve um grande tumulto no andar terreo ;
a poila da loja estava aberia, muitas pessoas
corriam na ra : os soldados vendo sahir da ca-
sa individuoa suspeltos que fugiam todo o pan-
no pozeram-se persegui-los, ao passo que a
mesma voz'que Rosinha ouvlra dar os primei-
ros gritos, de novo bradava fraca e sumida:
Sao elles I segui-os senhores ; sao os mal-
feitores, de que vos fallei.
Emquanto se passava toda essa desordem den-
tro o fra da casa, Rosinha trema, e flcava fra
de si. O marquez, porem, mostrou uma pre-
senga de espirito, de que a moga eslava in-
capaz.
Vo dar buaca na casa, e nao quero que
me enconlrom aqui, disse elle rpidamente ; a
porta da loja esl aberta, posso escapulir-me
protegido pela escurido : uma vez da parte de
fra desafio esses nocturnos cavalleiros que me
sigam as ras estreitas e sombras deste quar-
leiro : nao conhego porem oa recantos da casa,
prestae-me algumasindicaces....
Passae pela sala de jantar que flca conti-
gua este quarto, descei a eseada, e nada mais
restar seno atravessar a loja.
Muilo bem I disse o mancebo abrindo a
porta do quarto.
Sr. marques, balbuciou Rosioha no mo-
mento em que elle ia 6 sahir, vede bem o que
Idea fazer I podem descobrir-vos, o confundir-
vos com os miseraveis que roubaram meu pae.
O marquez nao respondeu j precepitou-se na
sala escura, e logo depois ouviram-se os passos
na eseada que deitava para a loja ; por um mo-
mento Rosinha o julgou salvo, porque os solda-
dos que perseguiam os fugitivos na ra haviam
abandonado a porta sua esperanga nao durou
muito: a voz que a tinha j impressionado, e que
desta vez reconheceu perfeitamente ser a voz de
Uil Poinselol, chegou al seus euvidoa :
Soccorro I senhores da ronda : cf esl um
dos ladres ; rinde depressa antes que elle es-
cape.
Os soldados apearam-se dos cavallos e preci-
pitaram-se na loja. Seguio-se uma luta. oue
durou alguns minutos, como ae se houvesse em-
pregado uma defeza desesperada.
Tudo isto linha lugar na mais profunda escu-
ridao, e os soldados pediam luz em alias vozes.
Finalmente Polireau sahio do seu quarlo leren-
do uma candeia n'uma das maos, e na outra om
chuco,nica arma offensira que possuia : e desceu
rpidamente para o andar terreo.
(Co<**iar-se-na.)
FHUI.. TTP.DEM. P. DK FlU. -1861,


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