Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09214


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Full Text
AIIO XXIT1I. IDIEEO 12
Ptr tres mezes adan todos 5$000
Por tres mezes vencidos 6$000

...
TERCA FEIBA IS BE JAIE1B0 DE lili.
Pr anne adiaatado 19)000
Parle franco para o snbseripUr.
BNCARRBGAD09 DA SLBSCHIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cetra, o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranbo, o Sr. Manoel Jos Mar-
lins Ribeiro Guimaraes ; Piauhy, o Sr. Joo Fer-
naades de Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
I'AKIIDAS UOS willlibios.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarassu, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anio, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Vx as quartas feiras.
Cabo, Serlnb&em, Rioforraoso, Una.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manha]
El'HEMERlUES U M liR JANEIRO.
3 Quarto mioguante as 11 horas e 4 minutos da
larde.
11 La era a 1 hora e 8 minutos da manha.
19 Quarto crescente a 1 hora e 11 minutos da
manba.
26 La cheia as 2 horas e 47 minutes da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Priroeiro as 7 horas e 42 minutos da tnanha.
Segundo as 8 horas e 6 minutos da tarde.
DAS da semana.
14 Segunda. S. Flix de ola m. ; S. Macrina f.
15 Terca. S. Amaro ab.; S. Secnndina r. m.
16 Quaita. S. Marcello p. m.; S. Berardo m.
17 Quinta. S. Antao ab. ; Ss. Eleusipo e Lenilla.
18 Sexta. A cadeira de S. Pedro em Roma.
19 Ssbbado. S. Canuto re ro. ; S. Audifax m.
20 Domingo. O SS. Nome de Jess; S. Sebastio.
AUDIENCIAS 1>US TKlBUNAKa DA CAPITAL.
Tribunal do cemmercio : segundase quintas.
Relatero: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Fazenda : tercas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do commerci: quartas ao mel da:
Dito de orphos: tersa e sextas as 10 horas.
Priraeira rara do c'rvel: tercas e sextss ao meio
dia.
Segunda Tara do cirel :
hora da tarde.
quartas e sabbados a t
BNCARREGADOS DA SBSCR1PCA DO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcio Dias; Bahia.
Sr. Jos Martios Aires; Rio de Janeiro, o Sr'
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do bmrio Manoel Figueiroa do
Paria, na sua livraria praja da Independencia ns.
6e8.
PARTE 0FF1C1AL.
Governo da provincia.
Expediente do dia 11 de Janeiro de 1861.
Ollicio ao commandanto da estaco naval
Respondo ao eGBcio que V. S. me dirigi em 10
do crreme, sob n. 7, declarando-lhe que sinto
ter-me sido elle entregue a lempo em que j
nao era possivel expedir ordera para marchar um
dos corpos da guarnic,o, que V. S. solicitou,
afim de assislir aos suffragios mandados fazer
pelos officiaes da armada na matriz do Corpo
Santo as almas dos seus infe'.izes camaradas
morios no naufragio da corveta D. Isabel.
Dito ao raesmo.Ilaja V. S. de expodir as suas
ordens, afim de que seja transportado para o
presidio de Fernando no hiate lio Formlo o
capitao Candido Leal Ferreira, que deslaca para
o mesrao presidio, bem como a roulher e quatro
ilhos desse ofllcial.
Dito o inspector do arsenal de marinha.Pe-
la leitura de seu ollicio datado de 8 do crreme,
fiquei inleirsdode ter V. S. nomeado a Jacinlho
Heliodoro Martyr de Oliveira para exercer interi-
namente as funeces de agente da companhia do
aprendizes trlices desse arsenal.
Dilo ao mesrao.llecebi o seu oflicio n. 7,
datado de 8 do correnle e fleo inieirado de haver
V. S. nao so nomeado o palro Candido Francis-
co Simes para servir interinamente de mestre
do hiate Parahibano que se acha desarmado,
mas (arobem empregado 2 piaas de marinha-
gem no referido hiate.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Ao major de estado maior da segunda classe
Antonio Francisco de Souza Magalhes, promo-
vido por decreto de 2 dezembro ultimo, mando
V. S. adiantar a importancia de tres mezes de
sold para Iho ser descontada pela 5a parte do
mesmo sold.Communicou-se a thesouraria
de fazenda Igual adiantamento se mandou
fazer ao capitao Francisco
raes-
para conhecimento da quarnicio e devido effci-
lo que a presidencia por portara de 11 docorrente
na conforroidade do regulamonto que baixou com
o decreto n. 2,677 de 27 de outubro ultimo con-
cedeu tres mezes de licenca com sold s mples
para tratar de sua saude no centro da provincia
do Sr. alteres do 9.a bataiho de iofantaria Ha-
noel de Farias Lemos, que em inspeccao de saude
foi julgado incapaz do servico do exercilo.
Assignado.Jos Antonw da Fonceca Galvao.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvao.
alteres ajudante de ordens interino docommando.
EXTERIOR.
Correspondencias do Diarlo de
Pernambuco.
HAMBURGO.20 de dezembro do 1860.
Ainda nao houve urna mudanza decisiva em
Gaeta ; porm, segundo todas as apparencias, el-
la se deve operar em breve.
Ha algum lempo leve lugar um armisticio, em
consequencia da interven^o diplomtica da Fran-
ca e da Inglaterra, e esto pendentes negociajes
quo teem por fim a entrega da fortaleza aos Pie-
montezes e a retirada de cl-rei Francisco II.
A Franca fez ao mesmo rei as mais urgentes
representares acerca da inutilidade da sua re-
sistencia, declarando que nessas circurastancias
ella considerava a continuagao da resistencia co-
mo a prolongado do urna matanza sem proveito,
qual devia recusar o seu apoio. Que conce-
da el-rei algumas semanas para reftexio ; e se
nao deixasse Gaeta ella retirara a sua esquadra
surta em frente do porto desse nome
Ero consequencia disso el-rei Francisco II se
decidi entrar em negociaces as quaes at ago-
ra foram .concluidas. Segundo se diz, estando de
accordo as duas respectivas partes em todos os
< outros pontos, essa demora provm das difflcul-
de Assis Guima- ) dadesque aprsenla um nico ponto, e vem ser
a insistencia de el-rei Francisco II em que, no
Dito ao mesmoEm vista da conta junta em du-! congresso europeu para o regulamento definitivo
plicata, que vai coberta com a copii da infor-j dos negocios da Italia, seja elle representado por
maguo ministrada hontem pelo capitao do por- i Ufn P'enipotenciario, ao que Vctor Emmanuel se
to, sob n. 5, mande V. S. pagar ao major Ma- > oppe enrgicamente. Este ultimo fez entretan-
noel Figueiroa de Faria a quantia de 058660 ,,0 a 9ua Tis',a a Sicilia, e ali foi recebido com
ris, proveniente de 3 livros por elle foroecidos um enlhusiasmo sem exeroplo. Em geral as cir-
quella capitana e da publicaco de editaes da cumslaociasna Sicilia tornara-se o mais favora-
mesraa capitana publicados no Diario de Per- vel Pos?ivel para o novo governo, ao passo que
nambuco. i no continente napolitano os pronuncamenos rea-
Dito ao mesmo.Ao negociante Antonio Do- '>s'as nao se achara anda completamente suppri-
mingues de Almeida Pocas mande V. S. pagar
os yenciraenlos relativos ao mez de novembro
ultimo, dos guardas nacionaes destacados no
municipio de Nazarelh, urna vez que esteja nos'
termos legaes o pret junto em duplcala, que me
foi remedido pelo respectivo commandante su-
perior com oflicio de 15 de dezembro do anno
prximo passado.Communicou-se ao supradito
commandante superior.
proces-
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Autorisoa V. S., etn vista do sua informacao de
hontem, sob n. 10, a mandar pagar a Joo Jos
da Silva, a quantia de 375*000 rs. em que, se-
gundo os documentos, que devolvo, importam
quinze camas de ferro por elle vendidas ao con-
selho administrativo do arsenal de guerra para
a casa de detenco.
Dito ao mosmo.Mande V. S. entrar no exer-
cicio de seu lugar o porteiro dessa repartigo,
francisco Antonio da Silva Cavalcanti, que'as-
sm me requereu, juntando certidao do accordo
do tribunal da relaeo, que o despronunciou do
crime do responsabilidad porque foi
sado.
Portara.O presidente da provincia, confor-
mando-so cora o que propoz o director-geral da
instrueco publica em oflicio de 8 do correte
resolve nomear o capello do collegio dos or-
phaos Frei Pedro da Puriflcagao Paz e Paiva
para reger interinamente a cadeira de instrue-
co elementar do mesmo collegio durante o ira-
pedimento do referido professor.Fizeram-se as
necessarias communicages.
Dita.O presidente da provincia altendendo
ao que lhe requereu a professora publica de ins-
truccao elementar de Serinhem PorQria Jesui-
na Baptista da Silveira, resolve conceder-lhe
dous mezes de licenca com vencimentos na for-
ma da le para tratar de sua saude.
Dita.O presidente da provincia altendendo
ao que requereu o bacharel Joaquim Theotonio
Soares de Avellar, juiz municipal e de orphaos
do termo de Ingazeira, resolve conceder-lhe 2
mezes de licenga com veacimenlos para tratar
de sua saude.
Dila.O presidente da provincia altendendo
ao que requereu o professor publico de iostruc-
cao elemeular da villa do, Cabo Claudino dos
Santos Lopes Castello-Branco, e a informago
ministrada pelo director geral da instruego pu-
blica, ouvido o conselho director, resolve, na
conformidade da prmeira parto do arl. 28 da
le provincial n. 369 de 14 de raaio de 1858.
couceder-lhe a gratifleago correspondente o 5a
parle dos vencimentos, quo lhe competom nos
termos do art. 26 da mencionada lei, visto ter-se
distinguido no ensino por mais de quinze
annos.
Expediente do secretario do governo.
Oflicio ao bacharel Cesar Octaviano de Oli-
veira, promotor publico do Limoeiro.De or-
uera do Exm. Sr. presidente da provincia aecuso
recebido o oflicio que V. S. dirigi no Io do cor-
rete, participando ter reassumido o exercicio
do seu cargo naquelle dia, tendo deixado de fa-
ze-lo no anterior em que se flodou a licenca,
do que gosava, por incoramodq que lhe sobre-
veio com a fadiga da jornada.Fizeram-se a
respeito as participaces do estylo.
DESPACHOS DO DIA II DK JANEIRO DE 1861.
Requerimentos.
Antonio Francisco de Souza Magalhes.Di-
rija-se ao Sr. inspector da thesouraria de fazenda
a quem nesta data se expede a conveniente
ordem.
Antonio Jos Leal Res.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda:
Francisco Antonio da Silva Cavalcanti.Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria provincial
quanto ao pagemento que pedo o supplicante.
Bacharel Francisco Antonio de Oliveira Ri-
beiro. Passo portara concedendo a licenga re-
querida sem vencimentos.
Francisco de Assis Guimaraes,Dirjase ao
Sr. inspector da thesouraria de fazenda a quem
nesla data se expede as convenientes ordens.
Innocencio da Cunha Goianna.Informe o
Sr. juiz de paz do 2 district) da freguezia de
Santo Antonio desta cidade.
Guiseppe Marinangeli.Informe a directora
do theatro de Santa Isabel.
Joo Jos da Silva.Drija-se a thesouraria
provincial.
Manoel Figueiroa de Faria.Dirija-so a the-
souraria de fazenda.
Padre Pedro Manoel da Silva Burgos.Infor-
me o Sr. thesoureiro das loteras.
midos. Sobre todos, os Abruzzos tera sido o thea-
tro de continuados combales sanguinolentos e
crueisque s lero fim com a cahida de Gaeta
Mais doque com os negocios de Gaeta, cuja
regularisago da presente apenas urna questao
de lempo, a diplomacia Europea se acha agora
muito preoecupada coma queslo Venesiana.
J tratamos da deciso em que est a Inglaterra
de propr Austria a cessao espontanea da Ve-
Nos ltimos dias. a Baviera relirou de Turim o
seu encarregado de negocios, baro de Yerger, e
em consequencia disso tambem foi chamado de
Munich o encarregado de negocios sardo na cor-
te da Baviera, o conde de Doria. Essa noticia
causou grande sorpreza, porque-ninguera com-
prehende, porque motivo a Baviera se decidi,
precisamente agora, semelhante demonslraco,
depoisde nada haver dilo poroccasio da aone-
xacSo dos ducados italianos, da Romanha, etc.;
assim como do reino das Duas Sicilias, quando
nenhum novo motivo ha. E' verdade que o par-
tido ultramontano em Munich j ha muito traba-
Iha nesse sentido.
A' 8 do corrente a segunda ornara da Ilesse
eleitoral discuti orelatorio da sua commisso
de constituirlo, acerca da proposta do seu vice-
presidente Ziegler de restabelouer a constituido
de 1831. A commisso propoz cmara dirigir
urna peticao ao principe eleitoral, para o promp-
lo restabelecimento da dita constituicao de 1831,
assim como da lei eleitoral de 1849. Os com-
missarios do governo fizeram todos os esfor;os
para impedir aceilaeo dessas propostas ; mas
a cmara approrou as niesmas por 37 votos con-
tra 7, e os comraissarios do governo apresenta-
rara um decreto j prompto para esse caso, dis-
solvendo as cmaras. Como se diz, o principe
eleitoral j eslava decidido ceder, mas mudou
de opinio em consequencia das representarles
do ministro da Austria.
As discusses na nossa assembla dos notaves
aqui em Hamburgo, respeito da abolico do
octroi (imposto sobre os vveres e bebidas) ne-
nhum resultado tiveram. Em geral una peque-
a maioria approvava a aboligao, mas nao con-
seguio pdr-se de accordo respeito da deciso
tomar, e a consequencia foi que nenhuma das
respectivas propostas feitas obtevo a maioria. Se-
gundo todas as apparencias a assembla se oceu-
par daqui i algum tempo dessa mesma ques-
tao.
P. S.
Urna noticia telegraphica que recebemos neste
momento de aples, diz quo el-rei Francisco II
nao quer abandonar espontneamente a fortaleza
de Gaeta, o que a esquadra franceza vai em bre-
ve deixar a sua posicao para dar lugar ao ataque
da esquadra piemonteza.
C0HM1ND0 DAS ARMAS.
Quartel do caminando das armas
em rernambueo, na cidade do
Recite, 14 de Janeiro de 1861.
ORDEM DO DIA N. 65.
O coronel commaadaale das armas fu publico
uesia mediante indemnisago pecuniaria corres-
pondente.
A prirncira^u-opos^o esse respeito, feita em
confidencia, foi regeilada mui positivamente pelo
gabinete de Vienna. Mas em Londres nao desani-
mavam por isso. e s espera que Gaela se renda,
para no novo anno abrir um assalto diplomtico
obstinacao do gabinete do Vienna. Entretanto
da parte da Franca, bem que nao oflicial, mas di-
rectamente approvado e animado pelo imperador
Napoleo, se deu um passo para preparar esse
assalto diplomtico por meio de um publicista.
Com a cooperaco do conducido banqueiro Perei-
re, do secretario particular do imperador Moc-
quard, e do eecriptor Duvegrier, publicou-se l-
timamente em Pars um folheto O Imperador
Francisco Jos e a Venesia, pronunciando-se vi
vamente em favor da cessao da Venesia, como o
nico meio para conservar a paz europea o para
salvar s finaugas austracas. Na Austria a opi-
nio publica j ha muito se familiarisou com es-
ses planos, mas as opinies dominantes na corte
lhe sao decididamente contrarias.
Na Austria acaba de ter lugar urna importante
modicaco no ministerio. O ministro Goluch-
owsk, autor das instituirles feudaes para os pai-
zes aHemes-slavonicos, nao pdde opposico
geral, e leve por successor o Sr. Schmerlng, que
se diz representante principal do liberalismo,
desde a sua sabios do ministerio Schuvarzemberg
em 1850. Muito grandes esperanzas ha na sua
actual entrada no ministerio. Como ponto prin-
cipal do seu programma se suppe a reviso da
concordata com o Papa, e prximas negociaces
em Roma esse respeito. Comtudo ser diicil
ao Sr. Schumerling realisar seus planos, em
quanto o seu liberalismo se achar isolado entre
os demais collegas ministros. Em todo o caso nao
se deve julgar concluida, com a entrada do Sr.
Schmerlng, a crise ministerial, que desde muito
se tornou permanente na Austria.
Quanto mais tempo elles durarem tanto maior
o peiigo de se transformar em urna crise de esta*
do. Os povos da Austria se doixaro ainda coa-
ciliar por meio de um procedimenlo liberal. Se,
porm, os estorbos do Sr. Schmerlng se quebra-
ren! de encontr resistencia dos seus collegas,
deve receiar-se o peior. Em todo o caso ms sao
as circunstancias da Hungra. O mevimento all
cresce todos os dias, apezar das concessos do
diploma imperial de 20 do outubro, tendo s por
alvo a simples unio pessoal com a oulra parte
da Austria, em lugar da sustentada unio real.
Na maior parte do paz nao se pagam mais os ve-
lhos impostos, e exigem a aboligao de lodos os
novos, decretados desde 1849, sem approvacAo da
Dieta constitucional, sobretudo do monopolio do
tabaco.
Ainda se espera em Vienna que a conferencia
abena no dia 18 em Grao, dos notaveis do reino
acerca do restabelecimento da Dieta, de algum
modo pora um termo corrente cada vez mais
perigosa da opinio publica. Por ora s se de-
cretou o estado de cerco para suffocar o movi-
menlo ; mas com razo se receia que isso favo-
reca o partido de Kossuth, e torne inevitavel a
revoluco.
Esse partido j ha muito est espera de ver
o governo obrgado medidas do violencia, e em
quanto conta com a Italia, e sobretudo com Ga-
ribaldi de um lado, e do outro se acha aberta-
mente apoiado nos principados Danubianos pelo
hospodaro Kusa, elle est prompto para dar
todo o momento o signal para a insurreico.
A imperatriz da Austria ebegou ilha da Ma-
deira, e Qxou sua residencia no Funchal. As no-
ticias acerca do estado da sua saude sao favora-
veis, e gabam o effeito benfico do bello clima.
Na nossa ultima fallamos do processo Stieber
era Berlina, e das suas consequenciaa inevitaveis.
A prmeira dessas consequenciaa jiteve lugar. O
ministro da justica de Slmons, considerando a
impossibilidade de sustentar a sua posico, pedio
e obteve sua demisso. Em seu lugar entrou o
presidente do tribunal de appellacSo em Posen,
o Sr. de Bernuth, homem que soza da maior
considerarlo e justifica as melhores esperanzas
acerca da futura direceo do ministerio da justi-
ca. Elle pertence ao partido liberal moderado,
e veremos se ter influencia cousideravel as
questes polticas. Urna outra consequencia do
irocesso stieber foi ama inqairicao contra o che-
e de policia bario de Zedlitz em Berlim. a qual
ainda nao se concluio. Seja qual for, j passa
porcerto que esse senhor perder o lugar, e que
haver urna nova organisaco da polica de.
Berlini,
Londres 83 de dezembro de 1S60.
Urna parte telegraphica de Lisboa em data de
17 do correnle, annunciou para acjui a chegada
aquello porto do vapor Navarre, com a mala do
Brasil. Nenhuma noticii poltica de importancia
acerca do imperio transmittio porm o telegra-
pho ;e quanto ao estado commercial das nossas
principaes pranas communicou que era favora-
vel, continuando o cambio sobre Londres a 27 d
Esta minha carta ser remettida pelo paquete
francez que de Brdeos dever largar no dia 25
do corrente para o Brasil. A regularidade com
que est sendo feito o servico desta nova com-
panhia de paquetes tem consideravelmente acre-
ditado a empreza, e so mesmo tempo prejudica-
do a real companhia de paquetes de Soulhamp-
ton, que por falta de concurrencia at pouco
tempo hava de algum medo negligenciado as
conveniencias do publico quo a beneficiava, ten-
do na lioha os peiores vapores, augmentando o
preco pas passagens e olhando pouco (at se diz}
pelo servico da mesa dos passageiros. E' pro-
vavel porm que agora a companhia roal faga
melhoramentos aQra de nao ser cada vez mais
prejudicada; e jase nota que os vapores dessa
empreza chegam a Southampton mais cedo de
que habitualmente faziam.
Um dia depois de haverrnos aqui recebido as
noticias do Brasil que licam mencionadas, pu-
blicaran alguns jornaes em seus artigos Money
market que a segunda secn.ao da estrada de fer-
ro de Pernarabuco eslava prestes a ser aberta so
publico, deveodo essa ceremonia ter tido lugar
no dia z de dezembro na presenes do presidente
da provincia e das demais autoridades. A pu-
blicaco desta noticia foi provavelmente manda-
da fazer por Mr. Benson, presidente da directo-
ra, afim de ver se com isso melhorava neste
mercado o estado dos fundes dessa empreza;
mas tantos tem sido os embsracos em que se
tem achado esta companhia que nenhuma dit-
feronca fez em seu favor a mencionada nova. As
aeces achavam-se com um descont de S 3 1/8
i ~21 por cada urna, e assim flcaram e conti-
nuaro. E' verdade que j estiveram ellas a
maior descont; mas a baixa que houve deve
attribuir-se, como disse em minha ultima carta,
declararlo feita pelo ministro do Brasil nesta
corte de estar habilitado para fazer a converso
dessas acedes por fundos pblicos brasileiros em
virtude da lei de zz de agosto do corrente anno.
Consta-me que a quasi totalidade de possui-
dores de accoes da companhia da estrada de fer-
ro do Recite pretende converter es seus fundos
em renda interna do Brasil de 6 %, atientas as
dffllculdades da empreza e a incerteza em que
estavam se o governo imperial lhes garantira
7 /o de juro sobre o capital que anda ser mis-
ter despender para a conslruc^ao de toda a linha
alera do montante que tora originariamente ar-
bitrado. Recordo-me de haver dilo ha j algum
tempo, por occasio de fallar do effeito que aqui
produzira a lei de zz de agosto, que provavel-
mente os capitalistas nao ficariam satisfeitos
com as disposices dessa lei, preferindo conser-
var fundos de 7 /0 de juro garantido pelo go-
verno imperial a troca-los por outros de 41i2 %
(estes estavam aqui colados a 87 liz) ou pelos
de 6 *io da divida interna, que por deaconhecida
aqui mereca pouca conQanca. Mas de ento
para c o estsdo de cousas nao tem melhorado
em relace ao futuro das nossas emprezas fr-
reas ; e por isso os possuidores desses nossos
fundos, principalmente os accionistas da com-
panhia do Recite, preferem estar pela converso
a correr o risco de se obrigarem a entrar com
mais sommas alem do capital garantido para a
-coBslruccoda linha, visto que ento o juro de
7 | diminuira na proporcao do que fosse mis-
ter despender para semelhante flm.
As emprezas de S. Paulo e da Baha contem-
plara por emquanto concluir as suas obras com o
capital garantido; e sendo assim de presumir
que a respeito das accoes dessas duas compaohias
a converso nao vcoha a ter lugar, salvo peque-
no numero que possa ser comprado no mercado
pelos agiotas cora discouto que valha a fadiga.
Quanto porm s aeces da empreza do Recife,
serao estas provavelmente convertidas na sua
quasi totalidade, visto que nisso vai o interes-
se de seus possuidores que a nao adoplarem
aquelle espediente lero brevemente de entrar
com mais quanlias alm do & 20 por cada accao
cor rendo o risco de nao alcancarem garanta de
juro para mais essas sommas.
13 por cada accao dessa companhia 6 a en-
trada realisada pelos seus accionistas: assim pois
parece que para a converso tero elles de pagar
ainda 6 7, por cada acc&o para complelarem as
S 20 a que se ofarigaran por cada titulo. Creio
que ser esta, a base para semelhante ope-
racio.
As aeces da estrada de ferro da Baha Qcam
descont de a 1 3/8 a S i 1/8; e as de S.
Paulo a descont de J 1 a S 7/8.
Os consolidados ioglezes 3, % Qcam a 931/8
Os brasileiros 5 % a 99 ; dos 41/2 0/0 a
86 1/,
Os fundos de Buenos-Ayres & 0/0 96 1/2.
Chilenos 6 0/01021/2.
Mexicanos 3 0/0 zt 3/4.
Peruanos 4 1/2 0/0 96 3t8.
Russos 4 ji OO 91 liz.
Heapanhes 3 OO 51 112.
Tu reos 4 OO garantidos 102 '.;.
O estado inquieto em que se acha a Europa
pela paz, visto os successos que se receiom na
Italia na prxima primavera, tem contribuido
para urna certa depresso no preco dos fundos
aqui colados; e at os fundos inglezes se tera
disso ressentido, sccrescendo que estes tem tam-
bera sido affectados pelas noticias de separac,oque
tem vndo dos Estados-Unidos bem como pela
organisada resistencia das populaces da India
em pagarem ao governo inglez o tiicome tax.
Entretanto as recentes noticias de haver sido fei-
ta a paz com a China fizeram subir os consolida-,
dos de 93 a 93 1)8 e 93 H, como cima deixo
mencionado.
Os 3 0(0 francezes Qcam colados a 68 fran-
cos 50 c.
O algodo do Pernambuco fica colado em Li-
verpool a 8 d 718 a 9 d 5i8 por libra ; e da Bahia
a 8d li2.
O pedido tem sido diminuto nesta ultima
quinzena, conservando-se todava firme o prego.
O rco do Brasil tem regulado de 56 a 64 *
per cwi. sujeito a I d de direito por Ib.
O caf do Brasil 1 qualidado 62 '72 ; 2
dita, 56 '62 '; e ordinario 52'-55 6 d per
cwt, pagos 3 d de direito por Ib.
O pao Brasil fica de 80 a 85 s por tonelada,
livre do dreilos.
O assucar branco de Pernambuco e da Para-
hiba de 27 s 6 d a 32 per cvt; e o mascavado
21 a 26 6 d.
Couros salgados do Rio Grande a 5 d 3[ e 7 d
1|2 por libra ; seceos 9 1 a 9 d 1|2; e seceos sal-
gados de 6 d a 7 d 1(2.
Chegaram a diversos porlos da Inglaterra, pro-
cedentes do Brasil, os seguintes navios:
Do Para Guadiana (dezembro 8) a Liverpool;
da Bahia Margaret Dean (8) a dito ; de Per-
nambuco Palmis (10) a dito ; de Pernambuco
Jeune (11) a dito; e do Rio Grande Oporto
(16) a Queenslawn.
Da Inglaterra seguiram para o Brasil os se-
guintes :
De Liverpool Bonita (10) para o Cear ; de
dilo Maira (11) para Pernambuco; de dito A-
dler (II) para o Bio Grande ; de Ardrassan La-
'dy Daly (121 para Pernambuco ; de Gravesend
Paulina s(16) para Pernambuco; de Bristol,
Valid (14) para Pernambuco ; de Falmoulh
Anoie (15) para Pernambuco; de Falmoulh
Estella (15) para o Rio Grande ; e de Cardiff
a Princesa Helena (18) para o Maranho.
As noticias polticas desta reino, que desta vez
posso comraunicar, sao chelas de importancia
pelo que respeita aos successos das armas in-
glezas na China.
Segundo annunciei na minha ultima carta cor-
ra aqu a noticia ulima hora de que o exercitp
alliado tomara Pekn depois de haver tentado em
vo conseguir do imperador da China a racliflca-
eco do tratado do Tien-tsin.
r'oi confirmada esta noticia posteriojmente, e
hoje sabe-se mais por via do S. Petersburge que,
depois de haverem os sitiados atacado e lomado
o palacio de vero do imperador e occapado urna
das portas da cidade, a corte celestial ceder ao
ultimtum dos embaixadores inglez e francez, ra-
tificando o tratado do Tien-tsin depois de haver
previamente entregue os prisiooeiros que se
achavam na cidade.
Depois do combate de 22 de setembro o exer-
cito alijado oceupara posi;es prximo deTang-
chow, aguardando a soluQo das negociaces,
visto que os commissarios imperiaes principe
Isay e presidente Muh se haviam apresentado
com poderes para resolver a queslo pendente.
Mas havendo neste meio lempo o exercito Tr-
taro molestado as posires dos alliados, chegan-
do mesmo a fazer-lhes alguns prisioneiros, os
com mandantes em ebefe a vanea rain no dia 3 de
outubro sobre Pekn, tomando de assalto um dos
palacios imperiaes e oceupando urna das portas
da cidade.
No dia 12 o exercito alliado se preparava para
atacar formalmente a cidade, quando um envia-
do chinez veio por parte da cidade declarar que
esta nao offereceria resistencia alguma ; e desle
modo as tropas inglezas e francezas acamparam
dentro dos muros dessa famosa capital.
Os prisioneiros Messieurs Parkes e Loch, com
mais cinco ou seis, haviam sido restituidos aos
alliados no dia 8 de outubro; os restantes porm
ainda tiohara ficado em poder doinimigo, saben-
do-se buje que destes fallocerara j em conse-
quencia de iratamentos barbaros Mr. de Nor-
maniin, addido missao de Mr. Bruce, o capitao
Anderson, o lente Brabazon, e Mr. Bowlby,
correspondente do Turnes.
Quanto aos que ainda vivem ese achara em
poder do inimigo, nao serao provavelmente res-
tituidos de prompto, porqusnto San-ko-lio-sin,
commandante em chefe das tropas trtaras os in-
ternara na Tartaria.
Lord Elgin sempre impoz como condicao previa
de qualqucr accordo com a corte de Pekia a en-
trega dos mencionados prisioneiros, feitoi trai-
coeiramente na occasio em que lam como par-
lamentarios ; mas a diplomacia chineza, julgando
poder tirar vanlagem da coniervsgo daquelles
infelizes em seu poder para os Ana de quaesquer
negociaces' se recusara sempre entrega delles,
declarando que s o faria depois da retirada do
exercito alliado para alero dos fortes do Taku.
Entretanto quando soou para a capital da Chi-
na a hora tremenda do perigo, as autoridades lo-
caes se apressaram de satisfazer a iolimativa dos
alliados e depois a acceitar o tratado de Tien-tsin,
que segundo as ultimas noticias foi j ratificado.
As tropas alliadas invernaram no Tien-tsin, para
onde j marcharam ; e a esta hora o imperador
da China, que havia deixado Pekia logo que o
inimigo se approximra da cidade. dever j ter
novameole entrado na sua capital.
Segundo publicam as tullas francezas, a Franca
receber urna indemnisaco de S 2,400,000:0:0.
pelas despezas da guerra ; nada to diz por ora do
quantum receber a Inglaterra.
A imprensa liberal ingleza nao tem applaudido
com enlhusiasmo esta victoria ; pelo contraro,
comparando a poltica sabia e pacifica ds Russia
e dos Estados-Unidos psrs com a China com a
conducta arrogante da Inglaterra a respeito dessa
mesma naco, conclue que por este modo nao
repousavam os interease* inglezes sobre urna ba-
se solida. Deve porm notar-se que a Inglaterra
linha a reprimir o insulto que recebera o anno
passado defronte dos fortes do Taku ; e que por
conseguale levo de obrar em consequencia de
um estado de guerra.
Pela seguinte mala communicarei as noticias
que subsequeotemeote cnegarem da China, e que
tiverem relago com os successos que deixo. men-
cionados.
No dia 5 de fevereiro do anno prximo futuro
ter lugar a abertura do parlamento britinico; e
para esse fim j sua mageslade fez publicar na
gazeta de Londres o competente decreto. E' pro-
vavel que no discurso da coroa se faca menea
das vsntagens obtidas pela Gria-Bretanha na
China, bem como dosservicos preslados por este
paiz causa da liberdade lia Italia : taes serao os
ttulos, i ftatido publica, coi que. e isisterio
Palmersten pretender- encelar os trabalhos da
prxima sesso parlamentar.
A Inglaterra acaba de elevar a su misso da
Russia ao grao d'erabaixada, nomando seu era-
baixador para all a lord Napier, que era enviado
extraordinario na Haya ; e ainda ha pouco linha
tambera elevado a ambaixada a sua missao em
Vienna, para onde mandou lord Bloomfield. As-
severam algumas folhas que o fim prximo desla
ultima mudanca fura habilitar o representante da
Inglaterra com um carcter bastante para poder
approximar-se do imperador d'Aostria, sempre
qne o caso assim requeira, agora ques ministerio
Pnlraerston pretende demorar o gabinete austra-
co venda da provincia de Venera ; e quem se
recordar de que em 1818 foi o priraeiro ministro
inglez aclual o mesmo que Induzio a Austria
quelle passo, passo que tea tido lugar se nao
fossem as victorias do roarechal Radeuhy, fcil-
mente na iiitencao que actualmente se atlribue
mai9 urna vez Gr-Bretanha.
Em verdade parece certo que nao s a Ingla-
terra, mas lambam a Franga e at a Russia, insis-
ten) junto d'Austria por aquelle expediente, como
nico meio de regularisar a posico interna de
Austria e tambem de desvanecer 09 embarcos
actuaos que fazem receiar por um breve rompi-
mento da paz do lado da Italia.
Algumas folhas pretendem que o imperador
Francisco Jo9 ceder Veneza mediante urna in-
demnisaco de S 20,000,000:0:0. ou a incorpo-
racao dos principados danubianos do imperio
austraco. A imprensa liberal ingloza favorece a
priraeira pretencao ; emquanto se declara conlra
asegunda, acooselhando o governu britnico a
nao entrar em pacto to revultante. Tem feito
grande sensacao a publicaco em Pars d'ura pam-
phleto iutituladoFrancisco Jos e a Europa,
no qual a venda de Veneza aconselhada como
nico meio de salvar a Austria de seus actuaes
embarazos polticos e finsneeiros, e de dar Eu-
ropa a tranquillidade pela qual se receia.
Na Sardenha nao cessam os preparativos para
urna prxima campanha contra a Austria, contan-
do o governo pieraontez elevar em breve seu
exercito a trezentos mil combatenles. A Austria
pelo seu lado nao desconhece os perigos que a
cercam ; de modo que tem concentrado no Qua-
drilatoro e em Veneza um poderoso exercito de
duzentos mil homens sob o commando do mare-
chal Bcnedeck.
As operacoes do cerco de Gaeta continan), de-
pois de ter havido urna pausa de alguos dias em
que teve lugar um armisticio negociado pela Fran-
ca para dar tempo ao rei de aples a considerar
se Iho convioha deixar Gaeta. Sua magestade,
lendo afinal resolvido flear al ultima extremi-
dado na praca, denunciou como lindo o dito ar-
misticio, finando assim sem effeito a rogativa da
Franca e da Inglaterra para a cessaco das hos-
tilidades. Dizem que Francisco II teria deixado
Gaeta s com 1 condicao do ser convocado um
congresso para a deciso da sua queslo ; mas a
isso oppoz-se abertamente o rei Vctor Emma-
nuel, hoje eleilo rei das Duas Sicilias, Continuara
pois as hostilidades naquella parte da Italia.
As noticias dos Estados-Unidos sao ainda de um
carcter. Grande numero de estados do sul in-
sisten! pela separaco da Unio ; e apezar de
mensagem conciliadora do presidente Buchanan
quando no dia 4 do correnle abiio o congresso, o
espirito publico des partidarios da escravatura
conlinuava muito exaltado. Mr. Buchanan prope
como meio de terminar o conflicto um reconhe-
cimento solemne do direito que tem os estados
do sul a possuirem escravos ; mas nem o norte
querer prestar-se a isso, nem o sul confiar no
expediente. Assim, pois, receia-so que a crise
augmente de gravidade.
Lisboa* SS de dezembro 1
Realmente nestes quinze dias nao offerece gran-
de interesse a chronica das nossas cousas do-
mesticas. A questo da confidencial do nuncio
apostlico, de que largamente o havia informado
na minha do 13 ainda durou na imprensa uns
oilo dias. As opposices dcsculpa-se urna certa
exagerado no modo de ver os negocios, por isso
nao de estranhar que as folhas adversas ao go-
verno o tenham argido de nao mandar logo o
arcebispo de Sida para fra do reino, ainda que
deste passo imprudente se derivasse urna inter-
rupeo de relaces com a santa-s. Advirta-se,
porm, que os orgos da ultima situaco neste
ponto foram moderados, pois se aecusassem os
actuaes ministros de nao terem recorrido esse
expediente violentissimo, condemnariam os seus
patronos, que tambem o nao fizeram. O ponto
mais vulneravel da questo, mas no qual a in-
sistencia opposicionista nao tem sido grande, o
de ter tido o ministro dos negocios estrangeiros
conhecimento da nota ha uns poneos de mezes,
pois lhe fra remedido ou o devia ter sido, o nu-
mero da Natione de Florenca em que esse docu-
mento foi publicado, e nao haver tomado iraue-
diatas providencias, segundo dizem, para que
urna satisfcelo completa nos fosse dada por par-
te da corte de Roma.
A questo complicada, e nao sei o que os
censoresfariam collocados as mesmas circuras-
tancias em que se acha o governo, pois sabido
que estavam pendentes,, o cuido mesmo que ain-
da nao esto concluidas as negociaces com a
curia rospeito da desamortisaco dos bens das
freirs.
Nao obstante, foram expedidas as mais termi-
nantes instruecces ao nosso representante, o vis-
conde de Alte, para avllicilar do governo ponti-
ficio a retirada de monsenhor|Ferrieri, o que, en-
lendo ,se effectuar, continuando esta corle fl-
ear as melhores relaces com a do Summo Pon-
tfice, pois seria absurdo constituir o pae com-
mum dos fiis solidario cora ama inconveniencia
commeltida pelo seu legado.
E' assim que as praxes do direito internacio-
nal aconselhara que se proceda em casos anlo-
gos, e mal avisado aodou o ministerio da rege-
nerarlo na queslo Drummond, usaodo de meios
extremos que poderiam ter iudisposto seriamen-
te contra nos urna naco amiga e por tantos vn-
culos de confraleruidade ligada cora os nossos
interesses e mais caras tradices.
_ E' de esperar que o governo, na prxima ses-
so das cortes esleja habilitado dar satisfacto-
ria conta do resultado deslas negociaces diplo-
mticas ao parlamento e tudo voltar aos seua
eixos, nao suppondo que por isso doixem de ter
urna solugo. favoravel as que se hsviam entabo-
lado sobre a desamortizacao.
_ Este pooto, com quanto haja sido muito quos-
tioaado na tribuna e na imprensa portuguesa
graviasimo.
O governo de Portugal poda decretar a des-
amortizado com a respectiva sanecao do corpo
legislativo; mas de prever que os bens cleri-
caes levados ao mercado teriam meaos valor,
pela falta de procura, pois urna parte importan-
tssima da fortuna publica reside as mos dos
fotas, e claro que ;os escrpulos de conscien-
cia affastaram da concorrencia mullos indivi-
duos, resultando d'ahi que os capitalistas que se
nao prendem as oonsiderages espirituaes talta-
rism no mercado, adquiriodo por urna insignifi-
cancia o que dever subir maior preco. As
consequencias satisfactorias que esta medida est
destinada produzir no crdito nacional, seriam
por esse modo frustradas, (cando as inscrpees
garantidlas com um penhor muito meoor. Eis,
por ventura, a razao por que certos patriotismos
interesseiros tocaran a rebate quando Ihes-cons-
tou que se impetrava a approvacao papal para
aquella medid 1 Eis s ex-plicaco da croa guer-
ra que, desde logo, cer-to grupo comegou mo-
ver so governo, quando delxou de remissa a
qiestao da desamortizado na ultima sesso par-
lamentar. Eis, talve, o verdadeiro motivo do
addiamento da nova sesso, a qual todava se de-
vera abrir a 7 de Janeiro prximo.
Imagine, pois, me caro redactor, sea confi-
dencial de Mr. Ferriert. inconvenientissima como
realmente e publicada as folhas periolcas de
Italia e Portugal, noviria ser um elemento dos
mais importunos I
Os ministros contara apresentar medidas im-
portantes para a nossa administrado interna, e
innegavel que elles teem aproveitado o inter-
vallo das sessoes legislativas em confeccionar o
decretar vanos reglamentos de notavel impor-
tancia, cabendoum dos primeiros lugares ao quo
ha das se publicoo, regulando o servir das
obras pnblicas, at agora em completa anarchia
pois lodos os ministros, desde a creaco do res-^
pectivo ministerio em 1853. teem feilo o qua
lhes lera parecido melhor. sem comtudo nenhum
o elles haver systematisado aquelle servico. Ha-
via umadesproperso-ftagrautissima emiordena-
dos, obngacoes proprijs, deveres & direlos dos
tnnurneraveis funecionarios d'aquella roparlicSo.
E nao meaos importante o regulamenlo re-
cemdocretado para a iscalisaco dos camiahos
de forro, tanto do que diz respeito eiploraco,
como polifia das mesmas rias.
A grande extenso que tem lomado as obras
publicas em Portugal, nestes ltimos annos, e a
urgente necessidade de ainda lhes dar um mais
prompto e ampio deseovolvimento, eslava impe-
riosamente reclamando a adopcao do muitas pro-
videncias, sobre o modo de as administrar, diri-
gir e execularn'um paiz, onde este importante
ramo de servico publico bem se pode dizer que
eslava em completo abandono. Ha mais de 20
annos que se lancarara es primeiros lineamentos
de urna repartico de obras publicas, que foi
substituida pelo miuisterie de obras publicass
commercio e industria, o qual j conta oito an-
nos de existencia.
Hoje, ha neste paiz perto de 700 empregados
no servico technino das obras publicas, como en-
genheiros, conductores, fiscaes do cantoneiros.
aponladores, etc. Este numero tem fogosamente
de crescer com o grande desenvolvimento de tra-
balhos que tera de se levar a effeito.
Mais de 540 kilmetros de caminhos de ferro
om coostruccao e prximo de 150 era explors-
Co, necessario que o governo faca flscalisac
pelos seus agentos technicos nao abandonando ao
mesmo- tempo os estudos de algumas linhas fr-
reas, que devera mais tarde completar a nossa
tbde de viaco accelerada. Prximo de 1000 ki-
lmetros de estradas ordinarias se esto cons-
truido, ou se devem levar a effeito dentro ds
dous a tres annos, segundo as leis e aotorisaces
respectivas. A conservaco de mais de 1:200 ki-
lmetros de estradas j se acha hoje a cargo do
governo, e aquella extenso deve duplicar em
breve.
E' necessario effecluar com urgencia para mais
de 1:600 kilmetros de projectos de estradas,
cuja conslrucco ou se acha era andamento, ou
j foi aulorisada, nao fallando n'um sem numero
de projectos e de estudos recomraendados pelas
cmaras legislativas, ou sollicitados pelas cama-
ras mnnicipaes e autoridades administrativas.
Os projectos e trabalhos hydraulicos dos portos
e barras de Vianna, Aveiro, Figueira, Portimao
e outros, e os estudos e trabalhos dos ros Tejo,
Moodego e Douro, tambem se acham em anda-
mento, alm de outros desta naturezs que sao de
instante necessidade.
Finalmente a continuaco do telegrapho elc-
trico, a conslrucco de alguns phares de pr-
meira necessidade, a conslrucco e reparacao de
muitos edificios pblicos, servico igualmente a
cargo dos engenheiros pela falta de architectos.
sao obras que se nao podem preterir.
Mas nao se resume s nisto o servico a que
tem de satisfazer os empregados technicos das
obras publicas. Outra ordem de trabalhos a que
dosgragadamente, pouco se tem spplicado at
hoje a iniciativa do governo ou dos particulares,
posto que se devam considerar ds raaior trans-
cendencia para a prosperidade agrcola do paiz,
e para a salubrldade publica, commodo e afor-
moseameoto das povoaces. Vem a ser o abas-
teciraenlo de agoas, irrigares, arenagem e de-
seccamenlo de terreno, trabalhos estes que o>
governo est .disposto a animar e promover, ou.
tomando alguma iniciativa nelles, ou commeu
lando o espirito de empreza e associaco para se
levarem a effeito.
Tudo isto representa urna to grande somma.
de trabalhos, em que o governo e o paiz se achira
empenhados, que sem urna boa orgmisa^o de
servico, fra impossivel realisa-los om feliz;
exilo.
O invern tem corrido tempestuoso, as cheiae
dos rios vao causando alguns desastres ; o esta-
do sanitario do reino todava satisfactorio. Nao
succede o mesmo as nossas colonias da frica.
occidental, onde, segundo as ultimas noticia
gnssava a febre amarella. Esta calamidado
funestissima para a provincia de Angola, pois da
emigracao para all sensatamente encaminhada..
poderiam resultar notaveis beneficios para o
adiantamento colonial daquclle vasto territorio.
Assim, ae a epidemia se repetir, nao haver pre-
texto plausivel para aconselhar aos emigrantes
que preferiram o clima da nossa frica ao do solo
brasileo.
Effectivamenle em Loanda linha havido bas-
tantes casos de febre amarella, principalmente,
em soldados dos que haviam sido transportados
a bordo do vapor frica, depois de terem soffri-
do em Portugal tonga priso. Na provincia rei.
nava tranquillidade, e no Congo, a expedico de
capitao de fragata Andrade, havia alcancad.
urna nova victoria sobre o inimigo. Como lhe
disse na minha ultima, desde o dia 16 de setem-
bro, anniversario natalicio do Sr. D. Pedro V.
foi por aquella expedico oceupada a capital do-
Congo, nao occorrendo novidade at 9 de outu-
bro. Na madrugada desse dia foi a nossa forca
atacada pelo rebelde Dongo, com um troco de
mais de dous mil negros armados, que a mullo
custo pode reunir das sanzallas que licam no ca.
minti do Zaire. Logo que romperam o foso
contra a sanzalla do rei de Calende, foram all
sustidos pelo peloto de um alteres portugus
que se achava de guarda quelle ponto, e iorme-
diatamente sabio da fortaleza urna forga dos nos-
sos, que deu com tal impelo sobre o inimigo que
apezar do seu numero e fogo activo, tiveram lo- .
go os negros de desistir do ataque e defender-so,
em retirada para as suas sanzallas, as quaes
entraram em debandada, sempre batidos pelos
nossos, que lhes incendiaran) treze sanzallas,
s os deixaram quando com a escuridio da noil
se encobriram as maltas. Foi bem fatal ao Don-
go esta tentativa, e bastante ssngue eustou aos
seus partidarios, sem que da nossa parle hou-
vesse perda alguma.
O partido do legitimo rei ganhou com esta vic-
toria todo o prestigio que as desgracas antigs
lhe haviam feilo perder, e muitas das saozalias
que j estavam indecisas, j tem vindo pedir
obediencia e algumas das contrarias tratara de
obter o seu perdo.
Os officiaes porlugtmas portaram-so com bra-


T)
t] i u
i


'
IARK) DE VERIUMBUCQ. TERg*. FE1RA 1* DJ JANEIRO DE 1861.
vara e 03 soldados nao desmenrara o sangue
que Ihes corte as reas. -. p. *.<: s
Est norueido governador de Angola o codse-
llieiro Calheiros o r.crelaiiageral o. rededor ef-
lectivo do Jornal do Porlo, Jos Barbosa Lco.
Foi publicada na olha ofleial a carta de rari-
iicaco j conlirmaco do tratado de amizade,
comaMKtriivi>gadtot, MfBada aja Banajw*
a 10* fevwico de taSairee 1-tai e Petta-
gal aus* s***ata>* nupniv a f e i mi
do trat
. aa*.
I 11) u
ommmA
defia**. pe*oft~iespecTus |*jrfr *aa*r '. >
iii***es caaaaater.tes pIeaaa eadaet*.
*\*dous*iaa (oi decretad* re*at**iertaa. ***** MItul UtX
rea*U*i
esa*** aorraata* Lisboa,
FiStt Le>* tedactuaem
beawiaaaaaa a* abrir aWaaakitaaie na* pac* atareo
previa** ,
O doss 1 Ihealro de declamado cootioua
cota enchentes reacs a lar a Judiih, em tgtg a
Emilia das Nevea a o Tasso tero adquirid* notos
louros para as suas coioas de artistas.
A apoca lyriea val semsaboruna, apezar 4o
mrito da Gaza oiga.
Por caitas viudas de Targer, sabe-se mai pre-
menores acerca do naufragio da corveta brasilei- roba de vnxofre pussa eustar no Douro 1$400, te*
do Canto, como governador civil do Porto, nao
mMe, a* usuras que a imprensa da opposico
me tem dirigido.
M AsaocaatSo commercial desta cidade ainda
este 3u.no leve de proceder elei(o dos 12 pro-
vederes, que, na confurmidsde das leis, teem de
fazer parle da commissao novadora dos vinhoi I
da HliriiYi-luB-^iU, .auaHBcar o.aa*
pu4* aar xaartad**, ua q* earveui
caaufi -ate.
U*> intalNcaata 1 imliile raauaarciaalt.a
Sr. ftaacaacad* UaWre ttaaaico, a ueui ice
roata** tarta*** e ia** aaaaa aankaa na a*a-
lidada *e **a*ad* la tale*, m bateo* un artigo
n* Bata* caaaaterc! tiesta ata* do qua) a*tf-
am a atoa* que eoac**ioa aris *4-
naeic* aabliaa, que. era ante aorta a de-
caatooka operacio das provaa, fossam aparrados
compra de euxofre para distribuir gratuitamen-
te ios larradores mala, abastados do Douro, a
quema falla de recursos nao permiti a acquii-
co daquelle mineral, o maia eUtcaz d'eoire iodos
os remedios, que se leen, ensatado, para comba-
ter o mal. das viohas.
Contando, diz o autor do artigo, que cada ar-
ra D. Isabel.
Ouando em Tnger se soube do naufragio da
corveta, disse-se ali q o navio naufragado era
urna corveta ugleza. Parece que a bordo hav*
sido substituida a bandeira braslcira pela ban-
deira iugleza, por ser esta mais conhecida na-
queilas paraban* >oirew es naoftages com
mais faellidnde serem soccorridos. O represen-
tante ingle/, em Tnger mandeu eom a maior
presteza soccorrer os nufragos.
Em Tnger nao ha un consulado brasileiro, e
esta falla ali mu seusivel. O consulado porlu-
liaguez leni servida sempre de apoio aoe subditos
brasileiros. O. uosso vice-consul, o Sr. Jos Di-
remos que os doze tontos comprariam 8,500 ar-
robas^ E tomando, romo termo medio pura a
p-otfuccao segura de urna pipa de vinho, duas
arrobas de enxofre, ter-se-ha segurado aos. mais
necessllados proprietaiius do Douro urna produc
de commedimento, e evitado novas trida*
sas aggressoes da imprensa que tVt-#*t>MfaaM
Desde a recusa do trem que ollerecaa B* AUt> A*
Bandeira el-rei para fazer a su aattaA* **
Porto, ai ao desagradavel acontecimntBj. o*-
casiao di visita de Sua Mageslade ces* da At-
sociar;ao Commercial houve muito lempo para
fnexio*aj.qu* c*miiha mm-pmn a* '
fAr no**aaaiaiMgeiAM _
fensata MMM 4* Bol Uto, *-* Aaaagfra**-
na da ** **-;a c*a* q** ara tratad
H-a cora*. iaa*ltta4 que o it o indacto
ao cnaatt* ta* * os catataari^uataa to*** en toara de el-
rei. EBttttjitaa wa Btjai* Bftor va* lando a As.
Metala*ftaiwnrcia coaatitoo laAa* as _
UAaa adatutotratTas ajuieiaes, Sr. iuiaatofet*
roa, qua tojneo de tentfMM Tija, kavia te -
dagar a causa "da sua excluso, e diligenciar ao
mesniQ tmpn ^pparorpr m, tesla de. i"a o qui-
nan) excluir. Foi o que aconteceu. O presi-
dente da Associarao Commercial logo que foi in-
formado do facto, enviou ao Sr. Queiroz a carta
de convite, coai a qaal atrau na casa da asao-
ciago. O canda, vendo o Sr. Queiroz, dirigto-
se-lhe menos convenientemente, e a Sr. Queiroz,
se nao encontra o Sr. roarquez de Ficalho, cama-
rista da eJ-rai, ia, sem du*i>ta, perturbar o praaer
a alegras da fasta c-romercul, quetxando-se
Sua Magestaje u'uma occasio inoportuno,
camarista de el-re aconselbou o Sr. Queiroz, que
IB* JIF1II OIR
r*faiUfrtti
ffKS, d* qu*aa 8oram para
erd*. 1 para o Porto
Pelo mappa to.j^orta;ao conhece-se que esta
.avicis portugueses e 1 harobur-
Palla-se qua o novo representante de Inglater-
ra na edrte de Madrid lord CramptM iua do*<
Lisboa, d para Cabo- grandes admiradores polticos de Gautoldi.
-,m L*ada l0lal ,131, P^P8880 de Nieto Imar. o que iolaoto eon-
SESffi2f^ mercadonas o valor, Ira a vrda de O'Donnell vai era andamento. A
i- tB,b'aca!5 ^^"^fito* to pouco ptfa Uvass^V-
isboa 8 pwope*ase aia.,paaaa*U ir a barraAwcoaaaa tos aa**
de que *aa**eti ai
alheias dajajtaiicaa*at*
plve-se aaator aattoidad* a* c
Inos ferraaa Hato* prctottoda*
e a froutaat* e IBupinhax Consto tata
atiwatoir* era etofo
do,
A
jf tatoem
Clvas
que se
niel Collaco, lego que soube que a corveta nao s*r aproreilado pela digna direrc.o da Associarjio
cao superior a 4,000 pipas de vinho, as quaes fosse noileao pa;o fallar com al-rei. oonsefho
vendutas ao preco de AOjJOO, Ipreee tnferioi ae "
preco medio da novidade de 1860) derramaiao no
paiz do Douro a enorme quanlia do 200 coritos
de ris sem sacrificiu para o e.-iado, ou para clas-
so alguma delle, mas cora evidente aproveita-
menio para a lavoura do Douro.
O pensamento do Sr. Chamico era muito digno
de coasideragao, mas, infelizmente, nao podia
era ingleza, mas brasiloira, foi, nao obstante o
ir ao lempo que bzia, acompanhado por alguus
soldados marruquinos, pelas praias al ao lugar
do naufragio. Soube ali que os nufragos j ti-
rilla ru partido para Tnger por uui caminho op-
posto ao das praias. Os ruouros haviam acceudi-
to fogueiras e uiorto uui boi, cm a carne do
qual lestabeUceram as fuicas dos infelues ma-
rtimos e os alimentaran).
O Sr. CulUco, eutre alguns promenores qoe
ali tbe oram dados, soube que os nufragos ha-
viam lamentado ruuilu a perda de um joven guar-
di-niannlia que se havia extraviado. Apezar da
noile tempestuosa e dos mos carninhos que ti-
nlu a peicorrer, o nosso vice-consul, avaliando
o pengo que corra o guarda-raariulia, nao des-
caiicou e foi diversos sitios procurar o joven
olficjal.
Depois de algumas horas de trabalhos e pes-
qufea, chegou o Sr. Collado a um sitio abeto de
mato.
Llalli vendo anda ainda longe no raeio de um
bosque urna cabana que indicava ser o ponto de
rtuuiao do urna quadnlha de salteadores bedui-
nos, dirigio-se a elia, e euzontrou eutre os sal-
teadores o joven guarda-marinha.
Odouu da cabana era Uea Ahall (salteador
de grande fama). O Sr. Collaco pedio-1 beque en-
Hea5'i o curtstao que elle guarda va. Ben-Ahall
disse ao nosso vice-consul que lhe entregara o
chrislo, se elle, em renumeraco desse servico,
o protegesse e o recommendasse ao governo
iiiarroquino.
O Sr. Collado nao dutidou annuir ao pedido
do Uun-Alio'il, .leoriselliniido-llu', porm, que,
para poder salisfaze-lo, deixasse a arriscada e
vergouhusa iudustria que exercia. O salteador
t'oiicordou e o joven guarda-mannha foi entre-
gue por elle ao Sr. vice-consul.
Charua-se Francisco Soares d'Andra o joven
oflkial salvo pelo nosso representante em Tauger.
Da cabana do beduino Uen-Aholl foi para a casa
do. Sr. (Jullaco, oude esteve- al que todos os
nufragos embarcarara para Gibrallar no vapor
Argus..
A circurastancia do tet Ben-Ahall recebido na
sya cabana o joven guarda-mannha desde a noile
de II at noite do da 13, leva-nos a crer que
nao eraui boas as suas intencoes.
Naquellas Ierras barbaras quando um cbristlo
joven tahe as nidos dos beduinos, iuteraam-no
iu> imperio e o veudem a algum clterif para que
o fara mouro. Quando o evaseguem ou quando
o. christao para os illudtr, se promptitica a satis-
fazer-lho os dosejos, fazem urna grande fesla a
que cluuiaui Chele litar, e qual accodem mui-
tos kabylas.
O Sr. Andrea foi feliz em ter sido encontrado
pelo uo.iso vite-consul. Jiscipaudo ao naufragio
em que tantos dos seus cantaradas pereceram,
esjcaaou tarubem de ser vendido, e de figurar
mais tardo no lao.oso C/i. e hear.
O Sr. Jos Daniel Collaco hourou a naeao a
que peilence procedeudo" rom tanta nobriza e
dedicaedo. Nao podamos esperar menos do fllho
do lioiuem quo as trras marroquinas soube ser
um puituguez de le, eoipregaodo seuipie a sua
injluencia pr com o imperador em favor dos
seas compatriotas o do seus iruiaos brasileiros.
S. U. alioperauiz, duqueza de Braganca, cons-
ta ter olferecido a quantia de uro cont de ris,
para ser distribuida pula u ipolar.ao e passageiros
da coi veta brisileira D. Isabe, que naufragou na
costa dos Marrocos no da ti do uo-vembro.
AosoOiciaes da tnesma corveta que conjuneta-
mento con* os que felizmente escaparan! daquel-
le terrivel naufragio aqui aportaran, mauJou a
ruesma caridosa e augusta seuliora participar que
punha a sua disposigo lodos os meios de quo
carucessuru, para, seguirem viagem para o seu
paiz.
Aquella oobre officalidade, com as mais vivas
demonstracoes do profundo reconho-imento agru-
deccu lio valiosa ollera, e dispensou-se de acei-
tar pelas razos que expoz a sua mageslade.
Todos os das a irapreosa lem que registrar os
mais subidos solos de philaulropia e de verda-
deira caridade, penticados pela virtuosa viuva
cjo sempre chorado imperador duque de Bra-
ganga.
qe e qeexose abraco; sendo elFeclivameoie
recebido n'essa noile por Sua Mageslade.
O suieidio a mana da poca. Nao ha 4 op-
pr-liie barreiras. Empresa-s para cura de to-
dos os.males sociaes. Os revezos da fortuna, os
padecimientos physicos sem esperanca deallivio,
os amores mal correspondidos, afeita de meios
para pagamentos de dividas, as perdas do jogo e
5AaCaba-ftode 1 porluueza t to
fjwa i A ftato 1 portug
4 tfiliii*. af orlando esa a**rtaor:
atar de 37&A*%.
A eiportaco (ai taita por 10 :w~ aT'itnii
ae*. do quaes V Ktoram desda* a UakoaT ao
Vtrto, 1 para Gato-Verde e % IraTldil paaa*
Pwrto ; todos II aaat 5986 toaatotot, aaaeitande
em mercadoiiis o valor de 434:882A782.
DiCfereuca a favor d ?iporttc55g 1371783-
Os objeetos importados que Agorara em maior
ccala sto :~~ctH, tioho, vinagra, ancoretas
com azeitonas, albos, alpisla, batatas, banba, car-
pes salgada*, cebollas, cabes, tare 11 os, figos, fei-
Jio, passas, rojhas, sal. sardiobas, liagas de fi-
nes, rodas de arcos de pao e ferrageus,
A Pprlaceo consisti em 2966 caixas, 56 fei- No tfia 14 suspenderam-so as hostilidades
xes, 77 barricas e lolO saceos de assucar, 6113 coutra Gaeta porum acorto tcito. Julga-se que
rouros seceos. 1002 dilo* salgados. 460 vaquetas, o motivo desle armisticio sao as negociacoes
}loS9>\5*,l!tSSlft 3 h*tria d8 &uar|lentd,l ntaboladas entra o Pieraonte e os generaos de
Vt/dt molbos e 17402 feixes de piassaba, 57 sac- Francisco II para a entrega da praca
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Da lettura dos jornaes coltegimos as seguin-
les noticias:
No dia 14
cas de eafS, 2 ditas du arraz, 408 cocos a granel,
17 sacca* de oltoe, 3H barricas e tarinha de-mae-
dioca, 2 ditas dita de tapioca, 66 saccas de li-
cum, 410 fardos e 400 tolos de tabaco, 9 paeotes
de charutas, 112 pedras da amolar, e varios vo-
luntes diversos.
Por um oulro mappa, que resume a importa-
cao e exportagao nos dous trimestres -se :
Qu* impectacao feila em navios portugoezes
Commercial, a quera foi recommeudado, porque
alera do apparecer na propria poca em que a
operaeao dos proras devia ter lugar, sena pedir
ao governo a infraeco de urna le, de que tinha
de dar conta ao parlamento, o a cojo pedido, era
foro de duvida, o governo nao acceda, por al-
gumas valiosas razes.
Depois de se haver procedido ao arrolamenlo
dos vinhos, que conceda-se-nos a compararan.
a base d< columna em que se firma o syslma
restrictivo de vinhos do Douro, era justo que as
provas, que formam o capitel dessa columna,
em que se l : mentira desde o processo mais
simples determinado pela tegislaco proleclra do
cominercio de vinhos do Douro, at guia de
exportare! eomprada porta das adegas, e com
curso foreado na alfaodega do Porto,era justo,
dizemos, que anda este anuo todo o processo
queJelerraiiiam as leis salvadoras fosse levado
execucao por obra e graca da commissao da c-
mara dos dignos pares, que se uo julgou habili-
tada a dar o seu parecer sobre o projecto de le,~
de liberdade provisoria do coraraercio de vinhos' "
muitos outros males da vida, teem feto, em mi-1 foi de 1,111:4438. em navios estrangeiios foi de
74:Ol*|; total 1,185:157.
Que a exportacao feila em navios portugueses
foi do 676:940a874. o em navios estrangeiros foi
de 43:856JM548 ; total 720.7975.
Que ha a differeog. de 434:502gl26 a favor da
importacao feita em navios portugueze, e a de
30:1573352 a favor da dita feita em navios estran-
Ihares de exemplos, eom que o hornera, pela
mais fatal aberraQao de es>irito, busque na mor-
te, preparada pelas suas proprias mos, o termo
dos seus males reaes ou imaginarios !
Em poucos osos o suicidio pode achar urna
explicado plausiref, e efTectivamenie elle a lem
quando o hmeos o troca por urna morle oppro-
briosa, a que jusliga humana, nem sempre jus- geiro
la ii AiniilAoiinif. i *..*. m m *... i i ..aulla. A f\ *3.
la, o condemnava ; mas, geralmente, o suicida
um ente despresivel, que nao inspira compaixo.
Nesta ultima parte est comprehendido o soi-
cidio, motivado pela avareza do Sr. Pabio Per-
nandes, que se envenenou no dia 14, tomando
urna porco de arsnico.
O Sr* Fubiao tinha uraa boa-loja de mobitia no
passeio da Cordoarta, d'esla ciade, cuja loja.ha-
via ha poucu tempo passado um individuo per-
fcilamente conhecedor do negocio em que entra-
ra. 0 novo possuidor do estabelecimento, rc-
otveu vender era leil.lo os trastes que comprara
ao Sr. Fabio. oblendo* atinsl o lucro de uns
que na sessao passada (dra approvado na casa
electiva, u subir cmara alta I Nem o barbi-
cacho de provisoriaos animou experiencia...
Pela reparlico do commercio no ministerio
das obras publicas, pedio-se Associaco Com-
mercial do Porto a sua opiniio acerca d projecto,
de que lhe dra remettido, de reforma das pracas
de commercio, que lhe fra remettido. A direc- sem se matara com una pistola 1
cao noraeou urna commissao, que deu o seu pa- O suicidio, que deixarnos narrado, aconteceu
recer, e em resultado da discusso, que sobre o no dia M do corrente, e oito das depois, 22,
""m"_ '?vera ',u8ar' ponderou ao governo que a um ealafate chamado Domingos da Silva Malao',
6008 Este resultado causou lao dolurusa irapres-
so no animo srdido do Sr. Pabio, que corae-
c.mdo scismac na menos feliz traosac^o que Q-
zera, entendeu que devia pOr termo existen
ca ; e lo rcsolvldo eslava morrer, que lendo
a sui familia, aos primeiros incommodos causa-
dos pelo veneno, mandado chamar um facullati-
tivo, o Sr. Fabio recusou tomar o autidoto qua
lhe fra aconselhado, dizendoque 'se o salvas-
crea^o o aperfeigoamento das pracas e bolsas de
coinraercio em Portugal, nao pode' considcrar-se
objecto de primeirs necessidade a que s^ja preci-
so atieuder immodialamente.
N.nosso paiz, diz o ollicio, ao governo, do pre-
sidente da asseciago consultada, nao ha por ero-
quanlo grande movimento sobre fundos pblicos,
que faga sentir aquella necessidade: as vendas das
inscripcoes poituguezas. que por ahi gyram, sao
ellecluadas sera a interferencia d* praca, pois
cerot quejas operares destes valores, cm mais
larga escala, vao quasi sempre realisar-se no es-
irangeiro, ondeo governo ordinariamente costu-
ras levantar as maiores sommasde que carece.
A prsieira e a mais urgente de nossa: preci-
c5cs, continua dizendo o citado officio, a refor-
mo do cdigo e legislacao commercial. Nesta re-
forma poderia talvez considerar-so a materia do
supracitado projecto que, para o momento, con-
ten disposices por ventura inexequiveis.
O governo eonsultou tambera sobre o mesmo
objecto, a Associarao Commerejalde Lisboa, cu-
jo parecer igualmente foi favoravel ao projecto.
A organisaejio do urna cmara de correctores,
que a praca do Porto ainda nao possue, uraa
necessidade desde ha muitos anuos reconhecida,
e hoje mais do que nunca; porque as transacQes
commerciaes vo augmentando proporgo que
os melhorarnentos materiaes se vo dcsonvol-
veudo.^ A sanecu e auxilio que a corporaco
de correctores pode e deve prestar s operacoes
mercanlis sao de lao fcil intuido, que nao
mister demorar-nos na sua demonstrarn, o mes-
mo porque escrevemos eslas linhas que vo ser
casado, e morador em Massarellos, seguio o ex-
eruplo fatal do Sr. Fabio, com a diuerenca i}e
escolher urna raorte mais decisiva, fiefenndo a
corda ao veneno; Euforcou-se 1
Este segundo suicidio atrrbue-se ao desarranjo
em que o pobre calafato trazia a cabeQ. Ima-
ginou, que a pequea fortuna que po'ssuia nao
lhe chegaria para passar o resto da vida (contava
mais do 60 anuos) e resolvido, como eslava,
deixar este mundo, no dia quo para isso desti-
nou, pedio mulher que fosse comprar os arran-
jos para a consoada, designando elle mesmo os
gneros o a quantidade que se haviam de com-
prar. A mulher observou-lbo qie era muito co-
do, mas anual resolveu-se salisfazer os desejos
de seu marido, e quando vottou casa encon-
irou-o j morto. Tinha atado umo forlo corda
ao travejaraento, e d'ella eslava pendente o seu
cadver I
Esla nomeado director da alfandega do Forte,
o Sr. Jos Alvo Pinto de Balserao, que exercia
o.eargo de secretarlo geial da provincia de An-
goja. O vapor ha pouco chegadu ao Tejo, Vate
uliquella procedencia, nao cooduzio, como se
esperava, c Sr, Baiseinao.
O conselho de sade publica do reino, era edi-
ta! de 17 da corrente declaroa suspeita de febre
amarella a Baha desde 29 de aovembro ultimo, e
limpos todos .os mais porlos do Brasil menos o
Rio do Janeiro e Pana, que conlinuam suspeitos.
O rendimtnio da altandega do Porto no raezde
novembro ultimo, foi de 136:1400058, o o de
igual roez do anno de 1859 fci de 160.675.-1SI
lidasn'uma praca, que lem j este strvico orga- aVr.i?n??QI>ar*' eQ<>3 D0 Pre*"te anno........
nisndo.
0 conde do Bolhao parti para Lisboa cm um
dos dias da semana ultima^ aflin de all embar-
car para Londres, one vai residir. Fez bern. Ao
conde .lo. Bullido, oo Pullo, guardis a devida
proporgo, eslava acontecendo o mesmo cyje
aconteceu aos chrislaos-novos no reinado de el-
rei D. Manoet. A* excepeo de cerla roda de gen-
te de maior intimidado do conde, toda a mais,
por maior que tivessem sido as relaces d'oulros
lempos, evitava de encontrar-se com elle emeer-
los lugares e occasioes. N'aquella remota poca
era o fanatismo religioso que causava o ranco-
roso odio raca desquerida do judaismo, neta,
porm, em que vivemos, e na qual tambera na
chrislos velhos e JuJeus novos de oulras aspi-
racoes, a poltica, no sentido abstracto em que
aqui tomamos esla palavra, tcm-se encarregado
i de substituir, atcerto ponto, a intolerancia reli-
giosa que vimos de mencionar. Na primeia d'es-
' tas pocas, havia bnia crenrja c f vivas, e na se-
gs&s^^m&s&
tive, ahi vo em separado para salisfazer os seus
numerosos leilores.
L.
Fundo pblicos.
Lisboa, 27 de dezenibro.
3 0|0 de asseulamento i7 a 47 li.
Coupons40 a 4611 i.
Divida diflerida37 l|4 a 37.3i4.
Banco do Porlugal60& a 56X31.
Dito do PoiU)t-260 a 262.
Porto 2 de dezembro de 1860.
A avsliara inlengo do governo, com referen-
cia ao parlamento, pela agtacao que se oola as
diversas fracg&cs polilicas do partido liberal, a
dissolu;o|da cmara electiva i uaaoco decidido
as alias regides do poder.
Neste presuposto, a imprensa da opposiso tem
achado motivos era algumas subslituicoes de ad-
ministradores de conselhcs, fejlas pelo.governa-
dor civil do djstricto do Porto, para o hoslilisa-
rem,aecusando-o de que se prepara para im-
iir aos eleilores, por rrn io das autoridades lo-
caes essolhidas a sua feico, a vonlade do go-
verno.
O Nacional, quena imprensa porluense 6 o or-
go do desmantelado partido regenerador, lem
aggredido desabridamente, pelo motivo foreado
du nova eleicao de representantes da naci, o
Sr. Miguel do Cabio. Ainda ha poucos dias, o
citado jornal, copiou da.Rcvolurao de Setembro
um artigo, no qual os precedentes politices de S.
Exc, em obyectos eleitoraes, sao piolados com as
cores da mais retinada deslealdade poltica O
Sr. Miguel da Canto dirigi, par este motivo a to-
dos os jornaes desta cidade, a copia da carta que
remetleu ao ultimo dos citados jornaes. Este do-
cumento bastante extenso, e como* o seu prin-
cipal assumplo repellir as insinuaces de des-
lealdade que atlribuiram a S. Exc. nos preparati-
vos para as eleices, que tiveram lugar em 1858
no archipeUgo dos Afores, nada pode inleressar
os leilores do jornal para que escrevo eala cor-
respondencia. Para amostra do que os jornaes
da opposico tem dito do Sr. Miguel do Canto,
trapsereveremos o priocipio da carta que S. Ex.c.
dirigi aos jornaes. Comeca essiai :
lia perla de um mez, creio eu, que o seu 1-
luslrado jornal so recreia em aggredir-me desa-
brida e violentamente.
Tenho sido aicdnhado de reaccionario de galo-
pim eleiloral, de ambicioso, de inepto, de servil
e de nao sei qoe maia.
Com ludo isto centava e, e outro aitaa cont
com o mais, que por forca hade vir ainda.
Entretanto, c vousagaindo invariavelmenta
caminho, qua a consclenoia dos meas deveres
me tem tragado
Por em quando, o procedirneuto do Sr, Miguel
24:5353123.
Naaldeia de Breulia, conselhoda Figueira. dis-
Iriclo de Coimbra, um homom chamado Flix
Lopes travou-so de razoaa com urna mulher, sua
iaiiiha, por esta nao quevar admoeslar uns pa-
genos quo ondavam a brincar, e que lhe taziam
bulla, dando, aQnal de coalas, una faca Ja na
pobre mulher em um dos bracos.
O regedor, io/ormada desle acontec ment,
quiz prendar o criminoso, mas, sendo advertido
O Sr. Flix Borges Pinto, governador elvil do
districlo de Ponte-Delgada (capital da ilha de S.
Miguel, urna das do archipelago dos Acores) re-
metleu ao governo o relatorio e mappas esiaristi-
cos referidos ao anno coroecado ein -it de setem-
bro de 1859, e fiado em igual dia e mez do pr-
senle bobo. Deiles trabalhos estatisticospublicou
a Opinio, jornal de Lisboa, o seguinte extracto :
Enlraram oeste anuo at O de setembro de
1860, em Ponta-Detgada 58* navios, dos quaes
199 porluguezes e 385 estrangeiros :
O reudimento d?s 7 cmaras municipaes do
dislrieto foi de 36:138541.
O eonselha tem 24,622 ogos e 108,008 habi-
tantes, tendo havido 4,253 nascimentos 3,087
bitos, 457 casamentos.
Existiaiu as diferentes misericordias at
dala de 20 de setembro, 959 expostos.
O montante dascontribuicoes directas do dis-
lrieto foi de 1:425$645; das indirectas 20:063*105.
Freqiienttv.im as diversas aulas e escolas do
districlo 3,792 alumnos.
A produeco da laraoja foi de 232,902 mi-
Iheiro, dos quaes 6,595 se consumirn no paiz,
e 216,307 se exportaran) para o estrangeiro em
261,96 caixas.
A produccao da la foi do 579 arrobas 3 ar-
ralis no valor de 5:714.
O valor total dos objectos exportados foi de
989:268, e dos importados de 724:366$.
O gado existente no districlo eonslava de
77,129 cabecas : 718 cavallar; 2,221 muar ; 0,923
asinino ; 30,380 soiao ; 15,581 vaceum ; 14,251
langero e 7,065 caprino.
O invern continua rigoroso. A tres ou qualro
dias de bom lempo o oulros tantos soffriveis, que
hovjveram depois da nossa ultima corresponden-
cia, a aos quaes fez um fro uiensissiaio, voitou
a chuva, que tem cabido a grussas correales,
nrmenle ha tres dias. O correio de Lisboa lem
chegado com um dia de atrnzo, por causa das
chelas nos ros Moodego e Voaga.
Nos dias do bom. tempo o movimento da barra
da Douro (ai gcaadn. Enlraram quasi todas as
embarcoces que haviam arribada a Visto, o en-
tre ellas os vapores inglezes Leda e Iberia. O
priraeiro conduzio lctOO libras esterlinas para
.'il'ereuts casas coaimeccLies, o o segundo
53:444.
O rei Douro, que com o bom tempo tinha vol-
tado ao seu leilu natural, lornou a subir e est
boje 8 ps cima da maior preamar de aguas vi-
vas. A v.elooidade da corrente de mais de 12
anuas por hora.
Abri termo de carga em 12 de dezembro,
a galera Flor do Porto, piar o Bio de Janeiro.
_ Enlraram no Douro: em 18 de dezembro
o brigue Duque do Porlo. e a barca hvea-a, am-
bos do Bio de Janeiro por Lisboa.
Sahkaart: em 17 de dezembro o brigue
brasileiro S. Jos, para o Ro de Janeiro ;em
22 a barca Tamega, lambern para o Rio de Janei-
ro, e a barca Unido para o Para.
Cambies sobra Londres 90 d. d. 54 1/4 a
54 1/2.
Tamos noticias du Uespaaha al 26 de dezem-
r bro de 1860-.
Falla-aa que o duque de Vallencia leaciona de
novo voltee a Uespaaha. O que se igaore su
ir para a capital do reioo ou paca a sua resi-
de quo se dsse um passo para elle cahria aos i ciencia de Loja. Parece que esta delerrainaco
seus ps, acliou conveniente dar parle ao admi-1 est de accordo com os actos de certas fracces
nistrador do consaiho, o qual mandou para all. do partido moderado.
urna escolla. Dous soldados, que se approxima- Assessaes do pailamenlo hespanbol offerecem
rara do criminoso para o prender, focara grave- iuieresso purameuUi nacional disqulinda os or-
raente feridos com tiros de espingarda. cntenlos, a lei de ccessos, a por incidente al-
Conhecida a resolucao em que o criminoso es-1 g"tmas qucsloes que nao preadetn a allencao
lava do se defender tenazmente, foi requisitaija fra de Uespanha.
mais forca, a qual chegou no dia seguinte, acora- j Nooongreasb logo quo termiuou o discusso
panhada pelo administrador do conselho e seus do orcamealoda. despez para O; anno de 1861,
empregados. A tropa, auxiliada por im grande comecou a do orce metilo de recenta da estado,
numero dc.paisanoe, que voluntariamente se offe- i Approvou-se a lei de recrutamento (quiaU) na
receram paro- esta diligencia, cercaram a casa re-1 forca de 35,000. ho uens.
folvendo penetrar nella pelo telhado, a ver se lostalou-se no senado a commissao encarre-
cunaeguiara lanzar mo do criminoso sera fazer' gda do parecer sobre o projecto de lei que pro-
victimas. O malvado, sentiodo gente sobro o te- roga at o 1 de Janeiro de 1863 o prazo para a
Ihado, fez fogo coro urna espingarda de dous ca-
nos, e ferio gravemente mais tres horneas. Tira-
das as tollina, e como os assattantes nao vissem
o criminoso, lodos receiaraoi doscer ao seu apo-
sento. Baldada este meio, decidicam lancar fogo
casa, o fue elTeovaraeiil* Qzeram, obligando
desta forma a. Joo Flix a morrer queimado ou aples, oulras soore idntico objeclo relativa-
a sahir para a ra. Quando o incendio lavrava i mente jos acoutecimentos de Roma, e a ultima
j por toda a casa, o criminoso apparecia de vez' do Dr. Calvo Ascencio sobre a iraaioralidad po-
eco quando ports. A forca armada tinha ordem litio da. presente siluaeo.
de nao faaer fogo, porm, Vendo que o ortminosa i "A. respeito das deas primemas o presidente do
se nao resolva a entregar prisao, os-soldados consolbo de ministros disse.que matearla, dia pa-
que estafam em (rento da porta onde elle se ra serera explanados por seus autores, e que a
raoslrava, dispararam na ultima dessas occasioes i terceira nuaca respondeiia, porque nao pode oc-
as espingardas, matando-o instantneamente. F, cupar-se de urna .nlcipellaco que comeca por
assim acabou urna diligencia de tres dios para ser uuia. injuria.
preuder um criminoso, o qual a autoridade nao I congrosso ou cmara dos depulados em
conseguio entregar 4 .indicia das leis, sendo ain- Hespanha, tem litio ferias ha alguns dias diz a
da precito, para tao triste desteUo, Uacar fono
guarida em queosse criminoso se refugia.
Parece incriver, mas 6una iristo verdadecom-
probada pelas noticias dadas pelos jernaes de
Passeraos adianle, e digamos ao leitor, singo-
lamenle, o que temos dizer-lbe,
Em urna das nossas cartas tinhamos dado a
noticia de que o comi do Bolbo, segundo o con-
selho do seu advogado, havia requerido ao gover-
no para*jfazer passar ao juiz, que o prononciou,
pelo processo disciplinar eslabolecido na le de
10 do abril de 1849, em consequencia das injurias
que o mesmo juiz lanzara na clebre suslenlago
da sua pronuncia, contra os.juizes do tribunal
superior que lhe mandaram reformar o despacho.
Pouco depois, um dos jomaos d'esla cidade. que
mais ilesd brida mente tem aecusado o conde, es-
tampaba a seguinte noticia, que tambera consig-
namos, cora toda a reserva,/era urna das nossas
carias: ,
A requerimenld do Sr, conde da Bolhao, foi
mandado pelo procutnao gorat cotia, e pelo
governo, raetter em processo perante a relacio
do Porto, o Sr. juiz do crime, Jos Maria Texei-
ra de Queiroz, em razo das affroutas que lhe di-
rigi.
O Purgatorio, que havia publicado esta noticia,
e o Jornal do Porlo, que em seguida a transcre-
veu, renovarara com grande ardor os ataques
contra o conde do Bolhao, estigma Usando o pre-
surnidu proceder do ministro da juslica, ato que
a pubiieaco do seguinte despacho ao requer-
rseme do conde, veio tirar o publico do incerteza
em que eslava :
Pelo que respeita s offensas o diffamacSo,
que o supplicante diz lhe forara irrogadas pelo
juiz, ase dos meios competentes, querende :
quanto conrocaco do conselho disciplinar, ao
governo incumbe providenciar cmo lhe parecer
justo.
Pago 17 de novembro de 1860.
O ministro da juslica resolveu a pretencao do
conde do Bolhao d'ama maneira salisfactoria-
opiniio sensata do povo. Era na verdade ex-
traordinaria a exigencia do requerenle. Preten-
der que o ministro se tornasse em instrumento
da viugaaca, era querer muito. O oerto que i cimentos e dado que muito pdem aprovera'r'ao
uo esta despacho veio serenar os desabridos | commereiante ; e, geralmente, sejn qual fdr a
oceupaco do leitor, sempre elle aprovetta com
observancia do novo syslcraa, de pesos e med
das, nomeaudo um presidente e secretario.
Tres interpellacoes forara dirigidas, diz um
jornal de ere Jilo, na sessao. de 15 do correnle
mez do dezembro, ao ministerio, urna sobre a
proceder do governo quanto aos successos de
Correspondencia que o governo approveila-las-ha
para proparar algumas das medidas que tuleude
levar s corles.
-, O Contemporneo jornal que substituto o Len
Lo robra verdade que raoilo depoe contra o Uno heepanhol, e que moslra representar a opposieio
e uilelUgeiicia administrativa do admiaistrador; moderada, dizque nao ha pretexta algura razia-
do conselho que dirigi a ail.gencia I ( vel para acreditar que a opposico conservadora
u utano ae Ltsooa, de 6 e 7 de corrente, pu- I do congresso so olligue ou estoja disposta a
IL1.11^" J?S?.p".d.e "S?la.a? e P?r*$aa no colligar-se com os progressistas e com os demo-
O ministro-dos negocio* estrangeiros de Fran-
cisco II dirigir antes desta sesfeosae de hostili-
dade, urna nota aos representantes da corle de
Gaeta unto s corles eslrangeiras, em que aa-
pella para o auxilia deseas potencias, depois
de lar mostrado que ellas haviam aseistidoim-
passiveie queda do thronedos Bourbous em a-
ple, lirniando-se a simples manifestacoes do
sympathiaj. Francisco II pede a reunio de
um congresso europea para resolver a queslo
ilsliana, e decidir, segundo diz a nota mencio-
nada, da sorte de um povo, que se v opprimi-
pelo exercito de um rei perjuro, que nao teve
duvida em axilior a revoluco nao con-
tra lodos es priaeipios da equidade, mas con-
tra todas as regras do dlreila inUrnacioual.
Entraram em Gaeta os condes de Trani e de
Trapani. Esto acto par o* partidarios do
poder de Francisco 11, em aples, ""
prova de que este principe se propdo a fazer es-
forcos eaargtooa para conservar aqeella posiclo
afira de ver se mais larde pode akancar o reino
perdido.
Entreunto a imprensa aslrangelra valia de
modo difierenle a resistencia que pode apresen-
lar ainda a praca de ae-ta e a siguibcaQo que
urna mais tonita resistencia tem para a causa da
Italia.
De Loudres escrevem ao Courrier da Diman-
che, que j deve ter chegado Gaeta um envia-
do do governo francez encarregado de aconto-
Inar a Francisco II que desista do proposito em
que ost do defender a pra^a, por isso que aes-
qu*dra francesa nao conliuuaria a prestar-lhe
prolec^ao por mais lempo. Entretanto o impe-
rador, segundo o mesmo corrssponpente, conce-
de a Francisco II um prazo que se diz ser de dez
a quite dias para lomar as medidas que julgar
couvemeuies aos seus mteresses, e sua digni-
dade. Diz mais que se o rei sahir de Gaeta se
dirigir para Roma onde se proproe reorganisar
o seu exereitw. Eate ultimo boato funduu-se na
na reuma, oes estados da igiaja, das Iropas
napolitanas qua all se refugiaran.
A Patria nao garanto a vendado des tas noti-
cias, mas airma qne de Toulon consto tor sabi-
do um vapor cum despachos para o vice almi-
rante commandante da ssquadra frauceta surta
em Gaeta-
O Espera aflrma tambera que t esquedrafran-
ecza abandonara dentro em pouco Gaeta.
O Daily Vetos referindo-se a estas noticias diz
que a proteceo que a Franca tem dado a Fran-
cisco II, para lbe evitar a hiimilhaco de ca-
hir prisin.-iro as.raaos dos seus mimigos, mas
que o resultado ser o bom barda raen lo por mar
e por Ierra, se aquella monareba persistir em
prolongar a guerra civil.
Dizoni de aples tambero que nao foi s a
Franga queui aconselhou a Francisco II, que ces-
se urna defeza intil, mas que a Inglaterra e a
rlussia lhe tero dado iguaes conselbos.
Alguns joroaes bespanhoes e austracos, que
al agora iera sustentado a causa do joven rao-
oarcha napolitano, dizem que elle tem feilo
quanto podia, mas que necessario agora reti-
rar-se, nao s por sua honra, mas porque a hu-
manidado lhe impe o dever de renunciar a
urna defeza intil, em que se na* pode fazer
mais deque derramar saague iiiulilnieute.
Dizem alauns joruaes que a nica difDculdade
que se oppe entrega da praca a hreteoco
sustentada por Francisco di de mandar um re-
presentante seu ao congresso europea, cuja con-
vocacao elle pede instantemente.
Os piemonlezes tnhara recebido um reforro de
tres mil horaens vinda de aples ; Cialdmi con-
tava j com 80. peg^s de artilharia do syslema
Cavalli, queja se ha/iam experimentado, que
tinbam causada elleilos maravilhosos. Entro-
lanto al o momento em que ceasaram as hosti-
lidades os estragas cansado* na praca pelo'bom-
bardtjamento nao erara eonsidorave's. 0 hospi-
tal deS. Francisco, e alguna edificios pblicos
erara os que iiuham, soffrido mais com os pro-
jectis. Nos arrabalues tinha havdo algumas
uosgracas. a praca porem respondeu sempre
mais ou menos aclivomente fogo piemonlez.
Francisco II tinha podido contratar um em
prestalo em Vienna.
O, nuncio.dettua Sanlidade junto a Francisco II
recebeu ordena do seu governo para voltar a Gaeta
donde havia sabido com os demais representan-
tes estrangeiros. O governo auslrlaeo deu or-
dem ao seu representante junio ao mesmo so-
berano para que pormanecesse em Roma at se-
gunda ordem.
O governo do aples tem tomado providen-
cias acertadas para consolidar o novo estado de
coisas. Acabara de ser organisados grandes cora-
mandas militares em quo adoptara o systema
sogudo em Fraace, para dar maior acc,o ao ex
eicito da Italia meridional.
aples ser um dos grandes commandos e
Palermo outro. Nos estados da terra-flrme ha-
ver urna subcomroandaucia em Aquila nos
Abruzzos, e outra em Puggio na Calabria, e para a
Sicilia outra em slessina. TJada um dos gran-
des commandos ser confiado a um marecha! ou
a um general do exercilo.
Era aples, em Casera, em Lora, em Averia
e oulros pontos tem continuado os disturbios e
as manifestacoes reaccionarias. Dizem porm de
Londres que estas desordena nao teem o carcter
de gravidade que se Ibes allribue. Julga-se at
que ser solliciente o licem iamento dos volunta-
rios para que no paiz se restabeleca a tranquili-
dade.
O governo italiano proraetteu que a Lombar-
dia, a parte dos estados romanos que acabam de
ser anoexados, o os abtigos ducados vivero se-
gundo as sues leis egpeciae9.
A consulta da Sicilia propoz ao rei da Sarde-
nha as bases para se estabelecerera as relaces
que aevem existir entre a ilha c o governo pie-
monlez. Estas bases vo ser convenientemente
ostudadaa, o governo da Sardenha parece dispos-
to cingir-so a ellae. As principies coudii'Oes
sfio :
mesmo tira a duqueza de Paxma, segundo e as-
Maura ; ait-s* lamber*, qa* as tropas da duque
de Bode na v,a ser licenciad**, como j por vetes
tem sido aconsethsdo. Tudo isto parece indicar
AlU q*.mtni-vp.fii desthronados perderam j de
todo as esperancas de recuperar os seus estados.
a Vctor KoaaaaauaJ pedia* aafaicapaaiiaaaal-
ncez a raapaito da carta f/alMcati a*|a
praane Lciaaa laarat, aaaa* aapeaaar.
Aaciaacentaa aa* a govera* Iraoaaa aaapaaaaaM
aa ao estad* *aa a* ainaa a ac* a Italia a*a>
attoaal, o atiaoiaa Uciaaa aao aaafrstaaaaa
* carta **a u*irwa que la* astavaaa trae****
pana seua quea jaita* aa Fraaca qua a taaatnar
Naaokao aMduicara aa iaaWNice* p*m em
sentid* maia liberal, pete poder tomar a* fvert*
a luiclaliv a de um mavmento anle-libexai a an-
te-unitario. Serven de baso a esta apreciacao
tactos que realmente parecen indicar aquellas
intaacees a* poli tic imperial 7 tees sao as ar*-
lencea do principe Luciano, querendo agravar a
sorte dos italianos cora novas dlssenQdes ; a ex-
traordinaria missao do enera! Goroa em Roma,
e o do vioa-almiraate Le Barbier de Tiuaa em
Gaeta, Qualmeme a tinguagem da aajuna jornaes
que privara com o governo, como o Paye a a Pa-
trie, que a cada paeso fazem sobresahir as difB-
culdides do sitio de Gaeta, os recuraoa de qoe
ainda dispe Francisco II, .* resoluejo en qua
este soberano est de lutar al ao extremo i Atad
1 *Tit* ii*to a*> Uvwo IHNNHf CVfH* arS tl*tllfBft9 laOD&^cT*
Ces, e com aa relaces que algn* dos mambros
do ministerio lem com gabinete iaftrt, eom os
conselhos que o governo francez tem dado lti-
mamente a Francisco II, a com os passos que
consta que Lais Napokao Um dado junte ao g-
femete da Vienn* para a cessao da Vaneaa.
Assegura-se que axistem negociacoes ealabo-
ladas entre Vctor Emmatiuet, Francisco Jos, a
a Sanio Padre para sa regularem ao futuro 09
aegocias da Italia eviando-se as consequeocias
que deven resultar de urna aova guerra.
O general Meoedeck, porm, que hoje coaman-
da em Veoea, a que actuslmeaie aada inspec-
cionando as provincias que lhe esto confiadas,
declarou em urna allocueao aos ofBfiaas da ma-
rinha austraco perteiicenles ao navio que o trans-
porlava, que o seu governo nunca tinha tido len-
Co de vender Veueza ; que nao lomara em caso
algum a offensiva, mas que se defendera com a
maior eaergia so fosse lacado.
Diz-se que o gabinete de S. James tem feilo
propostas Austria nao para a cesado de Veneza,
mas para a cunstiiuico das provincia* italianas
era um estado regido por um memoro da easa
imperial de Habsburgo.
Um jornal de Haraburgo referiado-ee a estes
boatos diz que a resistencia do governo austraco
provra da segursnea que leas recebido do gabi-
nete de Berlim, eda maneira porque se tem ma-
niesudo algaus estados al le mies. Segundo o
meamo jornal todos os estad** secundarios da
coafederaeo, a Baviera, a Wurlemberg, a Sano-
na e os dous ducado* de Hesee *de Nassau esto
da aocordo em considerar a posse de Veneza pela
Austria como urna queslo de intorese gerel e
com aa um para toda a Allemaoha meridional.
As folhas atlemass, porm, desuientera o ajusla
enlre a Austria e os estados allomaos que eita-
inoa para a occupaoe eventual do Tyrel1 pela
urcas da coafederaeo, se porveutura rebentar a
guerra.
Na Hungra o deseetontaaneuto geral. A
maior parla doa coates distriotuaee deraaa-as suas
damisses para nao obedecerem s inslruccoes
recebidas. As demonstracoes publicas ten con-
tinuada a reprodutir-se em Puth. O poro ar-
raucou da todos os edificios a aguia de duas ca-
necas que o emblema do imperio austraco.
Consta que de Vienna e outros pontos mais
distantes narchavam tropas para apaziguar aquel-
ai parta do seu tocritorie. O gabinete aconse-
lhou a adopcao da lei marcial, mas reeeiava-se
que sementantes medidas fossem aggravar a si-
luagao e dessem o signal para novas e mais Se-
rias desordena. Entretanto a- partida do paquete
coustava que os nimos iam aocegaodo, e paro-
ciam dispostes a acolher faveravelmente as ulti-
mas medida* administrativas tomadas pelo go-
verno aualnaco, entre as quaes Ogura o restabe-
locimeolo do conselho municipal sob- as bases
adaptadas era 1818. Em Pesth havia-se restabe-
locido a ordem. Mr. Rolhoubiles fra chamado
a exercer as funecoes de bargo-mestre. cargo quo
deseraponhara em 1818.
Assignou-seer Pesth, segundo diz a Gazeia
.Juatriaea, urna mensegem aoehanceler, em que
pedia a convocaco da dieta no roois breve espa-
SSz6 lemP0' amando por base a lei elertorald*
1848 ; o restabelecimento da lei da mesma poca
relativa imprensa a suspeosao da percepea
dos impostes atrazados al reunio da dieta ; a
exclu3o na aJminislraco da justic* do qualquer
juia coja nomea^o uo" tinha sido autor.sada pe-
la eleic-o. '
O liraperador Fraacisco Jos promelten de-
pulaco creata-esclavonia reunir cora o titulo
iStl*einos laidos, Croacia, a Esclavonia,
e a Datmacia ; este novo estado ser governado
Ban que se denominar Ban de Croacia,
Dalmacia. "O general Mannila quo
Esclandia
porto da Bahia, que o Sr. Jos Agostinho de Sal-
les, consol poituguez naquella cidade, remetteu
ao ministerio das obres publicas commercio e m-
dualria relativos aa 1. e2;'triraestredo presen-
te anno.
Os referidos mappas, e as observages que os
acompanham, sao dos mais bcor elaborados tra-
balhos, qua oeste genero tem sido enviados ao
governo pelas autoridades consolares porluguezas
e qne temos visto publicados ra folha ofHcieh
Damos inulta importancia eslatistica nos va-
riados ramos em que ella pode sor exereitada.
Ao commercio fornece esta scienca, quando di-
rigid convenientemente, urna soruma de eonhe-
aLaques que os dous referidos jornaes faztam ao
conde do Belho, e talvez que elle", al hoje,
tivessem dado treguas esta queslo, se o pro-
cedimento do conde na sua estada n'esla cidade,
livessesido dirigido com mais lino. O conde do
Bolbo devia corahecer que a opinio publica nao
lhe favoravel, o que os dous citados jornaes
jamis o dejxariam de aggredir, em relacio
questo de maeda falsa, em quanto alo chegar o
termo final do seu processo, que subi instancia
superior.
Fei por isso quo o conde de Bolbo passou
per grandes dissabores na occasio da visita feita
por el-rai d Sr. D. Pedro V eala cidade, dissa-
bores qoe satera paupado com um pouco mais
estas noticias, porque adquireconhecimentos que
sd u organisaco de trabalhos estatislicos lbe po-
dem fornecer.
N*st* intuito, fazemos hoje o resumo dos cita-
dos mappas, e continuaremos a colleccionar as
nossas futuras correspendeneras, todas as noti-
cias estatisticas de qua tivermos conheetmento.
Pelo mappa de importacao do 1. trimestre vi-
sa qua entraram aa Babia SI navios das seguintes
procedencias:d* Lisboa 11 portuguezesi 1 bra-
sileira e i bamburguez ;de Cabo-Verde 3 por-
toguezes el dinamarquez ;e do Porlo 4 porlu-
guezes ; todos com 10404 tonelada*, que impor-
taran em mercaderas valor de807.ttljl.
erales.
A Discussion faltando a respeito da prorogacao
de prazo approvado pelas corles para a exacta ob-
servancia do systema mtrico-decimal, acha dc-
maziado o de Sannos, que foi o solicitado pelo
governo.
Diz-se que para o principio de setembro do
1863 tica addiada a eposico hispano-ame-
ricana, e que o imperio do Brasil ,-ser com-
prehendido na convocatoria.
Diz-se que urna das primeiras medidas adop-
tadas pelo novo presidente dos Estados-Unidos
ser tranquilli8ar completamente a Hespanha no
que respeita a ilha de Cuba, e impedir toda a ex-
pedico flibuateira contra a America central e o
Mxico.
As desgranas produzidas pelo presente inverna
teem-se leito sentir pelos sens pessimos resol-
tados n'um grande amnero de pontos da Hes-
panha. Em Grasada, em conseqooncia do du-
retimento das naves houve urna innundajo,
transbordando os rios Gentil, Dao e Ditar. Va-
rias povoacoes e a principal cidade estn innurj-
dadas, aluindo-so edificios e proijuzndo-se ol-
gumas v'Ctimas, resultando atfrjat a, incommuni-
cabilidade com Malaga o a cort.
A falta de pao ja se faz sentir consideravel-
mente sendo esla falta resultado da interrupeo
de communicaedes para pontos principaes dos
moinhosse terem arruinado a um tal ponto aue
deixaram de trabalhar.
Quea Sicilia deve conservar a sua actual le-
gislacao e systema administrativo, emquanto
nao forera modificados pelo parlamento do reino
da Italia :
Que na organisago do reino italiano, se siga
proposta do ministro Farini, pasa a conservado
das grandes divises territoriaes, e que uraa del-
las ser constituida pela Sicilia que tem uraa ex-
istencia independenle ;
Que na Sicilia deve haver um conselho elec-
tivo, local que vige pelos seus inleressee, deven-
do all residir um lugar-tenenle do rei ;
Que este conselho deliberativo ser directa-
mente eleito pelo povo, tomando por base um
deputado pelo meu03 por cada 50,000 habi-
tantes ;
Que o lugar-tenenle da Sicilia ser ao mesmo
lempo delegado do poder cxecuiivo a cenUal, e
cheo do governo local ;
Que poder exercer na Sicilia todas as altribui-
coes proprias do poder, eieculivo central, menos
em cellos casos que serao regulados posterior-
mente ;
Quo todos 03 tribunaes serlo eslabelecidos na
ilha, menos os relativos milicias ;
Que sera, reoonhecido erespeilado o direilo de
propriedade sobre minas e salinas na ilha, segun-
do o quo eslabalece;alei de U de marco, de 1827 ;
Finalmente qtro ser conservado intacto e sem
alteracao o direilo e a disciplina da egteja da Si-
cilia.
Os duques de Modena e da Toscana vio sup-
\ primir os cargos de seus representantes que an-
da conservaran) junto s cortes estrangeiras, o
commaada na Darmacia foi chamado a Viena pa-
ra lomar parte tas delberaces do ministerio re-
lativas a este esumpto.
O imperador -'Austria aporovou o program-
ma do novo ministerio Smerting que ser posto
em. execucao dentro em quetro mezes. O impe-
rio austraco ter duas cmaras parlamentares
urna denominada cmara alta, cujos membros
devem reunir qualid&des igwaes s que se exi-
gen aos lords da cmara inglesa ; a segunda de-
nominada commum electiva, cujos membros sa-
rao eleilos pelas differeutes assemblas provin-
ciaes. Urna e eulra se comporto de 200 indi-
viduos.
Aununciam-se de Vienna novas reformas eco-
nmicas polilicas e religiosas.
Tinha-se espalhado que o parlamento francez
sena reunido no prximo mez de dezembro, cor-
ra tambera que ia ser cm seguida dissolvido ;
mas parece que nem urna uem outra vers
verdadeirs, e que as cmaras se reuniro na po-
ca ordinaria. Parece porm quo o senado se
abrir algum tempo antes da casa electiva aim
de deliberar a respeito do senatus consulto an-
nuncindo pelo decreto do-24 de novembro e quo
relativo ao traballio das cmaras.
A Patrie, quo inspirada pelo governo fran-
cez, approva em um artigo assignado pelo seu
redactor em chefe as ideas exaradas em urna
brochura publicada sob o titulo de Francisco fo-
see a iuropa. Neste folhete vem enunciadas as
vautagens que a Austria ha de colhor da cessao
de Veneza. Tanto inleresse, diz o autor do
folheto, tem a Austria em separar Veneza do im-
perio, como a Italia era resgala-la.
A Inglaterra fez arlilbar segundo os novos sys-
temas Aronsclroog e Cavalli, e modificar conve-
nientemente as forliicacoes de Gibraltar. Malla
e Corfa.
O parlamento brltannico quo havia sido addia-
do para 3 de Janeiro, foi novamente adiado para
5 de feverciro.
Grande numero de irlandezes assignaram um
mensagem rainha Victoria pedindo que consul-
te o povo irlandez sobre a sua conservaco liga-
do Inglaterra, ou para ver revogado o decreto
da uoiao. Todos os jornaes de Dublin peder
conjunctamente quo se chame o povo votaco
mas o governo brilannico nao mostra querer al-
lender o seraolhante exigencia, 0 povo irlan-
dez reune-se em meelings consideraveis diriaidoa
pelas pessoas mais iufluentes do paiz. Nestas
reunioes tem-se ouvido gritos de abaxo a Incla-
lerra I abaixo a ralnba Victoria Viva o Papa l
O goyerno inglez parece que vai faaer marchar
para all algumas tropas para resubelecer o so-
cejro. A Inglaterra tem apoiado os dreilos do
italianos, mas nao parece disposta a querer ad-
tniilir iguaes direitos aos irlandezes.
Escrevem de Roma que os donativos des Oeia
i contiouam a affluir e j montam a dous mil con-
tos, entroianto esta somraa parece insuuciont
I para habilitar o thesouro romano a fazer Tace aos
grandes encargos que actualmente tem.
Falleceu a rainha da Suecia Eugenia Bernar-
dina Dsire, viuva de S. M.. rei Carlos Joao
A Russia provendo que qs horisonJes polilioos
se annunviam concentra na Bessarabia doza mil
horneas e faz enrgicas reclamacOe ao principe
tousa contra o apoio que nos principados Danu-
bianos se presta S revoluco europea.
Carlas do Japy rclerem que as relacOes entre
o govorno dos principados da Hfi4d**ia e Vala-
qula e o novo governo italiano tendera tornar-
sacada vez maia intimas, o principe Qousa sab
proposta do seu presidente da caoaalba reaalveu
que foseen educar-se aTurin atgens aacebos
d*s principados. Diz-se quo vai ser autorisado
o eslabelecimenlo de ura serslco regular de va-
pores entre Genova o Galalz, que o principal


MttUO DE WflMIKJflP* ^mgfefEIBA .** A* Mlltt J)B Sit,
------------r
-
porto da Moldavia^no Dioubi. O governo ot-
tomano j remellen aopri estipe CMsa o decreto
que the confere a sua investidura as suas func-
ces. 'j
A Inglaterra nio presta o aeit apoio como te
dljla o prejecte do principe Cosaa de epatar
01 us prtoejsaaos da Turqua.
Os armamentos que se effectuara oo Monte-
negro sob 01 auspicios do jaea principe Nico-
lao ten chamada a Hendi do governo auitri-
co a da Sublima Porta. O chote militar da Dalma-
cia recebeu ordam para estr prevenido a adiar-
se em circumstDciai de repellir enrgicamente
qualquer aclo hostil da parto dos monlenegriaos.
? Parla tambem teot adoptado aa medidas ne-
eessarias para embaracar e meirno impedir as
excurces que os meotenegrinoa faiem a cada
paaso em territorio ottomano.
Polai ultimas noticias de Syria publicadas pe-
la Patrie consta que a autorldade. turca tinha
ordenado o desarma monto do lodos os musol-
inas de Damasco, e que pensava em estender
35E
Corlintana, branca, 4 mezas, convulsoes.
Joaquina, parda. 1 amo coovulaoea.
Bernardo, kraoco, 1 ano, bexigas>
Flora, parda, 4 annos, enterite.
Ambrozio, pardo, esoravo 6 bmmi; convulsoes.
Jos, preto, eseravo SO anooa ; thysico.
ERRATA.
No discurso do Dr. Carlos Prederioo, recitado
por ocensio de sufragar-so aa almas das nu-
fragos da crvela D. Itobei hsuveraro as seguin-
tes erratas. Na 3.* hnha em lugar de negro aott-
frgo lela-se misero naufrago no 5.* periodo
leia-se que depois de percorrer a Europa, ftntil
te balouava.
Publicacoes a pedido.
Bccasfcerlorla de
geraesd
Rendimenlo do dia Va
dem do dia 14. .->
*-**
GJUiSiSS
estj medida
gum lempo ttnhitn viudo reunir-se Abd-el-
Kader.
Oiia-s9 que o antigo emir*se prepaaha a
reclamar contra urna seraelhaule pretenco, por
isso que aquellos rabes nunca tiiiham Jeito mu-
dar suas armas contra os chrislaos, e que pelo
contrario os soccorrerara e protegern) contra os
selvticos ataques dos druzos.
A comtnissao europea que tinha partido de
Beyrouth para se dirigir a. Damasco se pronun-
ciara no mesrao sentido das reclamaces de
A-bdel-K*ler.
O estado do Oriente nao otferoce urna comple-
ta paciOcaco. As medidas e providencias adop-
tadas pelas autoridades tures conseguirn! suf-
focar a eflervescencia entre aquellos poros bar-
baros, mas o fogo latente dos odios religiosos
existe e d, lugar a esperar-se. mais ou menos
prximamente, novos e lamenlaes aconteclmen-
tos.
A Franja e a Inglaterra reconhecem a neces-
sidade de prolongar a ocrupacSo franceza; pare-
ce, porem, que para esse Gm so proceder pri-
meiro a urna nova conferencia que so dure reu-
nir em Pars.
A forra do exercito hespanhol foi Gxaoi em 35
mil homens.
Em Loanda manifestra-se a epidemia da fe-
bro amarella, atacando especialmente a tropa
que tinha ido de Portugal. As armas portague-
cas jlcoiicaram outra victoria uo Congo oa accio
que leve lugar a 9 de outubro. reatuindo deQ-
oitivaraente o seu legitimo re.
Proseguan) as negociacoes diplomticas com a
edrte de Rom, para a remocao de Mr. Ferrieri,
nuncio apostlico era Lisboa, era consequeocia
da celebre confidencial publicada n'ura jornal
de Florecen.
Acabava de ser organisado o servido das obras
publicas.
As cortes deviam abrir-se a 7 de Janeiro.
O principe de Ilohenzollern, cunhado d'el-rei,
permaneca em Lisboa, e dizia-se que se cstava
tratando do enlace matrimonial com a princeza
D. Antonia, irrna do rei de Portugal.
O exercito alliado tinha ganho urna grande
batalha na China, conquistando Pekn onde en-
traran), tendo posto em debandada as torgas im-
periaes. O imperador fugio de Pekn. Os gene-
raes do exercito alliado estabelecerara-se no pa-
lacio imperial.
Assigno.i-so no dia 26 de outubro o tratado do
paz, cujas priocipaes condicoes sao as seguintes :
O celeste imperio pigar os gastos da guerra em
barras de ouro ; llavera livre exercicio da re-
ligio chrisia no celeste imperio;lodosos
portos Acarno livres ao commerco estrangeiro ;
em Pekin residiro os representantes da Fran-
ca o da Inglaterra, devendo haver representan-
tees do celeste imperio em Pars e Londres :
Para commetnorar a victoria ganha pelas armas
chrislaas, levantou-se na csthedral franceza de
Pekin urna cruz. Dos prisioneros europeus fo-
ram 19 assassinados.
Loado o Diario de Pernambuco de 14 do cor-
rente aeite deparei com o aviso ao publico que
a uns quinhetitos rabes que ha al- I t o charissimo irraao ei-lhesoureire da rene-
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Temos noticias mais completas acerca das
oceurrencias lastimareis, que ora Aguas Bellas
resultaran) da eleicao.
Alm de algunsferimentos, deram-se dez mor-
tes, sondo nellas comprehendidos quatro indios,
assim como os Srs. Antonio Thenoro de Albu-
querque, Luiz Goozaga Lins de Albuquerque,
mais dous individuos, urna menina e Manoaldos
Sanios, sendo estas duas ultimas morios casuaes
-ou provenietes de balis perdidas.
Nem foi morto o professor Liberato Tibuitino
di' Miranda Maciel, nem ferido o Dr. Castor de
Albuquerque M iranhao, chefes duas parcialida-
des, em que se fraccionou all o partido conser-
vador, c pleiteantes no campo eleitoral d'aquel-
la parochia.
A eleicao ultimou-se afinal sob a convenco
de ser partlhado o numero dos ele.loros para
duas referidas parcialidades egualraenie ; o quo
realisou-se, pondo termo novas calastrophes.
A mesa parochial compoz-se dos Srs.
Jo-i: de Mello Cavalcanli, presidente.
Liberato Tiburtino de Miranda Maciel, secre-
tario.
Lourenco Barboza da-Silva, mesario.
Manuel Apolinario de Souza Medeiros, dem.
Luiz Cavalcanli de Albuquerque idem.
I'oram eleitos os Srs :
Coronel Apolinario Florentino de Albu-
querque Maranho...................... 503
Teneote coronel Manoel Silvestre d'Albu-
querque Maranho...................... 502
Teneote Francisco Barboza da Silva Mello. 500
Padre Antonio Malaquias Ramos de Vas-
concellos ................................ 499
Tenente Manuel da Araujo Civalcanli.... 498
Professor publico Liberato Tiburtino de
Miranda Maciel......................... 497
Alteres Lourenco Bezerra de Albuquerque
Maranho.............................. 496
Capito Severino Rodrigues Lins de Albu-
querque................................. 495
Henrique Fabiano da Cunha.............. 494
'lente Jos de Mello Cavalcanli........ 492
Mathias Pinlieiro da Costa................ 490
Francisco Alves Machado.................. 489
Flix Alves Machado...................... 486
Capito Isaac Joaquira Cavalcanli......... 485
Alferes Victorino Jos da Rocha a Souza. 482
Altores lago Rodtigues Lins de Albuquer-
que...................................... 480
Deodalo Rolombergue de Albuquerque.... 479
Caudencio Rodrigues de Araujo.......... 478
Alferes Jos Antonio da Gama............ 477
Marcelliiio Barbosa da Silva Mello........ 476
Antonio Ramos de Vasconeellos.......... 397
Manoel de Abrou Pereira e Silva........ 396
Capito Pedro de Albuquerque Cavalcanli. 395
Theotonio Pereira Pilla..........;......... 394
lente Joo Cavalcanli de Albuquer-
que. .................................... 329
Francisco de Carvalho da Silva Queiroz.. 54,
Alferes Jos Fernandes d'Albuquorque___ 244
Vicenle Alves Machado.................... 213
Alexatidrc Cavalcanli d'Albuquefqoe..... 242
Placido de Torres Galindo................. 241
Por portara de 10 do corrente foi noraoado
o tenente do 2. balMho de inaotarH Luiz Mar-
tins de Carvalho delegado de polica do Bonito.
No mez de dezerabro prximo passado a
receita da va frrea moutou quantia de rs.
30:29<*9t9.
leve lugar domingo passado a festividade
religiosa de N. S. do Monte de Olioda, que
fora transferida para aquello dia, e que Coi cele-
bra la com esplendor.
Orou o D. abbade de S. Beato, Fr. Monte.
A' noile queimou-se um bello fugo de artificio.
Ilintem comeearam se procos ordenadas
pela pastoral de S. Exc Rvma., datada de 8 do
corrente, a ruspeilo do dinheiro de S. Pedro, so-
bre o qual nos oceupamos no Diario de 4 deste
mesmo mez, solicitando a sua prestigiosa inter-
venco.
Passigeiros do vapor francez Guimne vindo de
TJordeaux e porlos intermedios: Em Ddior,
.S. Soum, Biaie Zepparo, Jos Marques Braga,
Antonio Feruaades Duarte da Almoida, Francisco
Gomes de Alraida, Manoel Carpinteiro da Silva
AotdtrTO da Mota Marques, Jos Vicente Brrelo,
Rufino Victoria da Malla, Jos Pires, Joo Fran-
cisco Cirpioteiro.
Passageiro do vapor 1 aucex Caienne sabido
Iara oa porlos do Sul ; Dr. Augusto Laraenba
ins, Felippode Fig'ieroa Parla, Jos Fraoctscn
Ferrera.
MORTALIDADE DO DIA 14.
francisca daaChaga*, pvt, aolteira, 4 bbios
cancro np ttWto. i
ravel ordom lercera do Carmo,,o Sr. Jos Joa-
quim da Costa Maciel, pedindo ao ratsrno res-
peitavel publico e a todos os charissimos irmos
daquella venorafel ordom a suspenso do -seu
juizo cerca da parta que diz rasparle ao dito aa-
nhor no relatocio que corre impresso, da admi-
nistra^ao do irmo ex-prtor o Sr. capito Flix
Francisco de Souza Magalhaes, e que o Sr. Ma-
ciel arge de iaexactidao ou tataidad*, promet-
iendo prora-la com a maior evidencia por meio
de alguna documentos que Ihefaltan.
Eu porrn que lenho a honra do str orna m-
nima frarcao do respeilavel publico, e irmo da
veneravel ordera lercera do Carmo, adiando-me
sufHcientemanto esclarecido pelo mencionado
relatorio. acerca do que diz respeito ao Sr. Ma-
ciel, nao posso sujdlar-me aoincommodo de Gcar
cora o me juizo suspenso, e para livrar de se-
melhante incommodo a todos os que anda nao
tiverem ldo esse relatorio, nao posso tambem
furtar-me ao desejo de tazer transcrever aqu o
trecho a que se refere o Sr. Maciel e que inclue
o da snntenca do Dr. provedor de capellas na par-
le que lhe c relativa.
JA que falle em actos pomposos, devo de-
clarar a V. C que a oossa ordera foi prejudicada
oa quantia de 262&940, no anno de 1857 a 1858,
por isso que Ivavendo a mesa em sesso de 29 de
mar;o deliberado fazer os actos da semana santa
do quinta feira em dianle at a resurreico, todos
a custa da mesa, ou de irruios que quizessem
coadjuva-la com esmolas, sera que o cofre da or-
dem entrasse com cousa alguma, o contrario sa
praticou por se haver dispeadido a quantia de
2:069$940, alm da cera coasumida e distribuida
nesses aclos, e ter-se reuebiio apenas a quantia
de 1:807
Finalisando essa mesa o anno de sua admi-
nislrago, e remetiendo para o juizo as suas coa-
las, taes furam os excessos de suas dtspesas. que
o Dr. juit de eapellae mandn por sua tenlenca
que o irmu thesoureiro Jos Juabuim da Costa
Maciel restiluisse a quantia de 168&000, o saber
36$$ dados aos irmos pobres, 509 dispendidos
comcomedorias dos trabalhadores, ao\que nao es-
lava a orden obrtgada, e 509 cu/o destino se
ignorava, e que entrasse na receita futura, res-
ponsabilisando toda a mesa pela la cobranca,
recommendando-lhe deceria ler mais cuidado e
/iscalisacao com vinho,carrelos, e oulrosobjectos,
bem como os que figuravain sob o titulo de despe-
zas diverass, que sommavam no espaco de um
anno avultada quantia que pareca exagerada, e
obrigada a mesa repr o excesso que se verifi-
casse.
A mesa transada em vez de darinteiro cum-
primento a esta senteoea, pelo contrario nada
fez, nao lhe dando importancia alguma, por isso
que nao tratou dos meios necossarios para fazer
arrecadar a quantia nella mencionada, quando
s ella cumpria dar-lhe execugo por haver
sido responsabilizada.
N. B. Ora nao constando do livro da receita
que o Sr. Maciel livesse entrado com a referida
quantia de 468$000, segue-se que o irmao ex-prior
nao foi inexacto, quando consignou esse tacto no
seu relatorio.
Emquanto o Sr. Maciel nao apresenlar senten-
ca contraria do Dr. provedor de capellas, absol-
vendo-o do pagamento daquella quantia, deve
ser considerado como devedor ordena, porque i
mesa nao pode, nem poda transigir com o mesmo
senhor, cumprindo-lhe realisar a respectiva co-
branza, pel qual cou responsavel.
Um irmo lerceiro.
,HAMBUaGO 20 DE DtZEWK) 1E1861
antes d fltn ftrTrano, r mereJoi* lRHdfco
tranquillo : ao procos, porm. da todos oa'gne-
ros se sustentaran) com firmeza, visto serem di-
minuios os depsitos, a ole haveram ainda im-
poriaces nolaveis.
Caf Fizeram-se transaccSeaassis importan-
tes.porm smente i entregar; por causa do peque-
o deposito.
Quasi todas oa antigs carregamentos acham-se
vendidos.
Nos ltimos das chegaram alguna novos, mas
at agora poueo appavecen no mercado, tendo
achada entretanto prorapta onda 4 bons precos.
As ultimas vendas foram de 5,500 saceos de
caf de Santos 6-7 schillings, o de es. 15,000
saceos I chegar, pregos que ignoramos.
Assuear.As transa-ccoes foram moi limitadas,
mas o precos nao sofroram alteraeao.
Tabaco.Venderara-se ultirairaente 236 paco-
tes de tabaco do Brasil 5 3/4-7 schilliogs. Em
sor : 2,550 pocotes de tabaco brasileiro.
Algodo.Sem alitrracao. O norte americano
ha sido procurado nos uilinaos dios, mas o depo-
sito nao chega para satisfazer 4a ordena rece-
bidas.
Couros. Ven Jets m-se 13 mil conros do Rio
Grande do Sul.
Em ser 5,700 couros do Rio Grande do Sul, e
8,900 de Pernambuco e outras partes de Brasil.
Cutamas :
Do Rio Grande do Sul
Iiogi.
De Pernambuco, 8 1(2-9.
Da Baha, idem.
Cacao.O cacao foi p
danca de precos.
Jacaranda. Do Rio de Janeiro se esperam
da bra
Peana
ra o
tas
25 garrafaa
P
309 astairai
Para provi
fr
10 i/ii-u urado mas aem mm-
dous carregamentos,
de ntes.
que j tem muitos prcten-
Naeios entrados ltimamente do Brasil.
Rio de Janeiro.
Kejing Dulchman com 4,200 saceos de caf.
Caprichosa 3.300 idem.
Maria Lucie 5.005 idem. ,
Seluralbe 2,170 idem.
Fylla 3,362 idem.
Sir C. Campbell 3.600 idem.
Comueapia 2,650 idem.
de Santos :
Lucio Caroline, 2,350 saceos.
Descanto 3-3 3[4 Olfj.
Cambio sobre Londres :
13 marcos 3 1(4 schillings.
Navios partidos para o Brasil desde 5 rf de-
zembro.
Escuna Anua, para a Baha.
Escuna cJupiter, para Santa Catharina, por
via de Grimsly.
Burea Livba, para o Rio de Janeiro.
Brigoe Antlope, idem.
Ao mrito.
Quando um empregado publico cumpre cora os
deveres de aua misso, por corto que se torna
digno de urna honrosa menco nesta poca era
que o interesse tem prostituido a todos e a ludo.
Viemos fallar dolllm. Sr. Dr Smiento Filho,
como medico, servindo no impedimento do Sr.
cirurgiao Pinto Guimares, no hospital de cari-
dade. Este digno moco tem sabido comprchen-
der a altura do sua misso ; o zelo, a delicadeza
o o melindre com que diese porta no preenchi-
uenlo de seus devores, as dilliceis operacoes
que tem pratlcudo, a assiduidade com quo el 1 s
tem visitado o hospital raais um titulo consi-
deraco publica, que o Sr. Dr. Sarment possue
alem de outros de que a nalureza o tem e re-
querido.
Fallando do Illm. Sr. Dr. Sarment nao pode-
mos dexar de escrever os nomes dos Srs. Dr.
Firmo Xavier e Dr. Dornellas; estes dous em-
pregados a muito que sao o alvo do respeito e
consi loiarao de lodos os outros empreados do
mesmo hospital, j pela pcrlta que desenvol-
vem nos curativos, j no zalo e delicadeza com
que tratam os doentes, de modo quo sao por es-
tes (os doentos) coasiderados como a sua provi-
dencia.
Praza aos cos que empregados, como estes,
sejam sempre os escolhidiis para o preenchimen-
to de cargos lo dikies que sempre gozaro da
estima publica o tero era seu fivor duas pala-
vras do
\eritas.
MoTimento do porto.
Atu'os entrado no dia 13
Aracaty12 das, hiale brasileiro San'Xntia, de
43 toneladas, capito Joaquim Antonio de Fi-
gueredo, equipagem 4, carga cera de carnau-
ba, couros e mais gneros; a Gurgel Irmo.
Bordeaux, e portos entermedios17 das, vapor
(rancez Gmienne, de 1,169 toneladas, cipitao
Enout Hyppolito, equipagem 112, cargas die-
renle gneros.
Navios entrados no dia 14.
Ass6 dios, cter brasileire Emmo, de 52 to-
neladas, capito Joo Antuuaa da Silveira,
equipagem 6, carga sal e esleirs : a Ordem.
Maranho pela Granja22 dias do priraeiro por-
to e 14 do segundo.hiate brasileiro fosa, de 160
toneladas, capitao Antonio Francisco de Olivei-
ra, equipagem 10, carga farioha de man-
dioca e railho ; a Jos Baplisia da Fonceca
Jnior.
Ass13 dias, brigue brasileiro Alfredo, de 216
toneladas, capito Ignacio Goncalves Lima,
equipagem 11, carga sal ; a Ordem.
Navio sahido no mesmo dia.
Portos do SulVaper francez, Guienne comman-
danle Enout Hyppolito.
ao administrativo.
ainstraUro, para fornecimento
BtTa. td*m Je comprar os objec-
batalhio de infantaria.
i3 de urna oiUva al meia ar-
atattlo e Mamaria.* I*
Ha.
,4 bMHUP dkrjl
larope noitorot bruileian,
i aromntei nipos.
a palha de carnauba,
lo doa armazens do arsenal
de gostfa.
500 canadaajde izeiUOa carrapalo.
10 milheiro! de pregoa do meia cabera.
Para o laboratorio.
6 reanas de popel cario.
*>;* oeni de arreiroa de arsenal da guerra.
1000 unhas la boi.
Quem quiza r vender taes objectes aprsente as
suas propostas em tarta fechada na secretaria
do conaelho, s 10 horas da manha do dia 16 de
corrala aaz. :
Sala das sesoe 4o conselho admoUtralivo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 9 de
Janeiro de 1861.
Bento Josl Lamenha Lins,
. i Coronel presidenta.
Francisco Joaqun Pertira Lobo,
Coronel yugal secretario interino.
_ Desde o dia 15 al o da 31 do corrente es-
to abortas as matriculas na secretaria do Gym-
nasio. Recite 11 de. Janeiro de 1861.
aocreuriaA. A. Cabra).
Leiloes.

-
:i(e 11 de. i
I Oaw
isos ]
Avisos martimos.
Para o Aracaty
seguir broveaenta o hiale nacional Sant'Aona;
para o restante do seu carregamento e passagei-
ros, trala-se cora Gurgel Irmos, em seu escrip-
torio na ra da Cadeia do. Recite, primeiro an-
dar n. 28.
Para o Rio de Ja-
neiro
O patacho S. Salvador sesrue em poucos dias,
pode admiltir atguma carga i, trata-se com os
consignatario! Marques, Barros & C. largo do
Corpo Santo n. 6.
Barcada Thereza.
Segu com brevidade para o Aracaty com 63-
cala pelo Ass; quem nella quizer carregar, ou
ir de passagem, dirija-se a ra da Cruz do Re-
cite n. 50 t." andar, ou com o mealre da mesma
na escadinha d'alfandega.
Rio de Janeiro,
vai seguir em poucos dias a barca Rio de Janeiro
por ler parle de seu carregamento prompto : pa-
ra o resto, trala-sa com Antones Guimares &
C, no largo da Assembla n. 19.
Ter$a-feira 15 do corrente.
Costa Carvalho tara leilao por conta de quem
perlencer da taberna do paleo do Terco n. 23,
consistinda em antis gneros a muitoa novos,
sendo a mesma muilo afreguezada, principiar
as 11 horas em ponto. ,
LEILAO
ESPLENDIDO
Com grande lunch.
O agona Hyppolito da Silva autorlsado pelo
Sr. Henrique Augusto Cowper, que se retira para
tora do imperio temporariamente com licenca do
governo de sua nacao, tari leilo de suas es-
plendidas e completas mobilias de apuradsi-
mos gostos o variadas qualidadea onde os Srs.
concorrenles encontrarse ehrystaes finissimos,
ricos aparelhos para mesa de apurado gosto e
bem assim um excedente servico de cosioha.
Tambem encontraro um rico carro e cavallos
possantes e escolhidos, com os arreios necessa-
rios tanto para carros como para montana. Por
esta mesma occasio tambem ser arrematado
urna porco de armas e pelrecbos proprios pora
caga, dos melhores e mais acreditados fabrican-
tes de Inglaterra e por isso os amadores desse
enlreteoiment dovem aproveilar essa occasio
para se proverem. Para comodidade das pes-
soas que quiterem honrar com suas presencia
esse leilo o qual deveri ter lugar no dia ter-
ca-feira 2z do corrente mez, na casa de residen-
cia do mesmo Sr. Cowper no lugar denominado
Chacn, sero postados dous mnibus na ra do
Crespo as 9 horas da manha do dia cima in-
dicado, aim de conduzir gratuitamente as pes-
soas que para o mencionado leilo quizerem ir
LEILAO
Rio de Janetro
O veleiroe bem contiendo brigue nacional Ve-
lo: pretende seguir com muita brevdade, tem
parte de seu carregamento prompto: para o res-
to que lhe falta, escravos a frete e passageiros,
para os quaes lera excelleules commodos, trata-
se com os seus consignatarios Azovedo & Mondes,
uo seu escrptorio ra da Cruz n. 1.
Ao publico.
Muitos j team dito, nao sou original por cor-
to quando digo : que a gratido um bem doce
e bem sublime sentmento e por conseqaencia
bem digno do se patentear.
Ha muito que eu sou victima de urna molestia
chronica, que pela sua antigiiidade me deixava
bem poucas esperancas de curar-rr.e : falta de
meios para recorrer com a appheacao e pacien-
cia aos processos da medicina, via minlia moles-
tia desenvolverse, soffra e quasi que rae nao
queixara ; entregue aos cuidados de um irmo
to pobre, como eu, cujo roesquioho ordenado
de 25#000 rs. mensae, o nosso nico apoio,
eu ia-me deOnhando pouco a poueo e esperava
pela morte como meu nico e verdadeiro re-
curso.
Tive occastlo de ver o fallar com o Sr. Dr.
Sarment Filho, e expondo-lhe as minhas cir-
cumslancias fui iramediatamente soccorrida nao
s com as recetas pascadas gratuitamente, como
os remedios fettos custa deste generoso moco.
Acno-me muilo melhor e nao deixo de publicar
por toda a parte a gratido que devo a lo pos
beneficios.
guacia Bruno de Vasconeellos.
COMMERCO.
A. ira 11 riega.
Rendimento do dia 2 a 12. .
dem do dia 14. <
112.(414187
11523g227
123:664!4
99 O. 01 0. pt I Q. S' ce B Boros
e> a* w * 2= 1 Atmosphsra O es
2 O S 0 2; Direcco. a H O C/3 rr. <
9 O a 9 B * IB 9 1 Intensidadt 1 >
-a *-< O) 3 3 1 | Fahrenheit 1 H m 0 0 2 s a a O
52 - co I-* Centgrado. 2 0 0 g
S w u 22 ffygrometr r*
0 cu 0 ?i 0 en en 0 s 0 Cis'.trna hydr mtrica. 9-
O en en 0 00 2 o, Francez. cd % O w H 9 O
co en 0 ~4 S ce 8 M ce "co en | vi*.
A noite nublada at as 10 h. 20' que comecou
a chover e assim amanheceu ; rento N'E a prin-
cipio e depois terral.
oscillacao da har.
Preamar as 6 h. 6' da tarde, altura 7,1 p.
Baixamar as 11 h. 54' da manha, altura 6,9 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 14 de Ja-
neiro de 1861.
ROMANO STEPPLK.
Io tenente.
Sditaes.
A cmara municipal do Recite manda pu-
Wtear tara conheci ment do poWieo, que Eira.
presidente da provincia, tem recommendado ao
director das obras publicas que mande tomar as
avenidas da ponte vetha do Recite, que ae aeha
arruinada com perigo eminente dos que por ella
transtam, de forma que fique completamente
vedado o traosilo > que ella se presta.
Paco da cmara munidpal do Recite, em ses-
so de 7 de Janeiro de 1861.Luiz Francisco de
Barros Reg, presidente.Franeiaco Canuto
Boa-Viagem, official-maior servindo do secre-
tario.
Declaratjoes.
Hovlmeato da alfaQdega,
Volumes entrados com fazendaa..
eom gneros..
Volnmes sabidos com fazendt.,
com gneros..
46
730
,----- 77B
44
------440
Descarregaoi boje 15de Janeiro.
Brigue portugusBella Figuerense merca-
dorias,
i Barca francezaElisabethcarvo.
Barca americana Elffarioha de trigo.
Patacho americano.Vahte Stetonbacalho.
Brigue iaglezJames Sleattbacalho.
Imoortavfto.
Hiato Rosa, vindo 4a Granja consi^aito o
Joa Baplista da Fooceca Jnior raaaifestou o
aogiiinle :
1,449 scoos com farinha, 541 ditos con ai-
lit -. a Atmoia Gamei, Airea & C.
233 meios de sola a Subasta y JosA da BUto-
A secretaria do governo precisa de dous
encadernadores para preparar oa livros da cor-
respondencia official; quem quizer se encarregar
oseo trabalho, dirija-se a mesma secretaria.
Irmandade da Santa Casa
da Misericordia do Re-
cife.
A junta administrativa da irmandade da' Santa
Casa da Misericordia, do Retife, manda (azer pu-^
blico que nao se te neo offecluado a arremataco
do fornecimento do pao o bolacha de que preci-
saren! os estaberecimentos de cnrldade no 'se-
mestre de Janeiro a jontio do carrete anuo vai
de novo a praca ato farnecime.ntp no dia. 17 4o
corrente pelas 4 huas da tarde na sala de suas
sessoes no largo doParaizo n. 49, sonde ppdro
os concurrentes ir previamente ver as clausulas
especiara.
Secretaria da Sania Casa da Misericordia dp
Recife 11 de Janeiro a 1861.
O esjtlvlo,
Francisw Antonio Qavlcaati'Coa80tro<
C0MPANH1A BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se dos portos do sul al o dia 14 do
corrente o vapor Tocanttns, commandaale o
primeiro-tenente Pedro Hypolito Duarte, o qual
depois da demora do coslume seguir para os
porlos do norte
Recebem-se desde j passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escrptorio de Azevedo &
Mendos
GOMPAHDIA PERNAMBICm
DE
Navegado costeira a vapor
O vapor Pcrsinunga, commandanle Moreira,
segu viagem para os portos do sul em 21 do
correle mez as horas do coslume por ser do-
mingo o dia 20.
Recebe carga pa-a Macei e portos intermedios
at o dia 19 ao meio dia.
O expediente na gerencia ser al as 3 horas e
depois de fechado nada mais se adanuir : es-
crptorio no Forte do Mallos n. 1.
*ara
Rio de Janeiro,
segu em poucos dias o brigue Mara Rosa,
ainda admllte alguma carga, tem bons commodos
dar passageiros escravos ; trata-se com J. B.
pa Fonseca Jnior, reta do Vigario a. 23.
Para o Rio de Janeiro
O bem conhecido e veleiro brigue nacional Eu-
genia segu com brevidade, tem parte de seu
carregamento a bordo : para o resto que lhe falta,
trala-se com os seas consignatarios Azevedo di
Mendos, no seu esctjptorio ra da Cruz n. 1.
Para Aracaty e Ass
segu o hiato Dous Irmos ; para carga, traa-
se com Martins & Irmao 09 ra Nova n. 48, ou
com o mestre Joaquina Jos da Silveira.
Rio Grande do Sul.
O brigue Princeza ainda recebe alguna carga :
trata-se com 01 consignatarios Marques, Barros
C, largo do Corpo Santo n. 6.
Para o Porto por Lisboa
segu impreterivolmeole no dii 15 do corrente a
mu conhedda barca portogueza Sympalhia :
recebe ainda alguma carga a frete e passageiros;
consignatarios Saltar 4 Oliveira, rea da Cadeia
do Reeife o. M.
Para a Baha
pretende seguir eom muita brevidade a sumaca
nacional Ilorteocia, a qual tem prompta parte
de seu carregamento : para o resto que lho fal-
ta, irta-se com o seu consignatario Azevedo &
Mondes, no seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Pata a Babia segu em poucos dias o palha-
bolo naeiotul .Oaiis Amigos,* tem parte de sua
wgnennajsda: p.ra o reatos, trala-se com seu
cunslgnajario Franctafo L. 0, Azevedo, na ra
<* Ma4va-de.Daoe-a.lt,

O agente Hyppolito da Silva autorisado pelo
Sr. Dr. Jos Antonio de Magalhes Bastos, que
se retira para fora da provincia, far leilo de
um sitio na ra de Joo Fernandes Vieira, o
qual tem 17 propriedados,cacimbas, arvores fru-
literas etc. os preteiidentes o podero ir exa-
minar e entender-se com o referido agente que
Ihes fornecer as inforrnacns exigidas, devendo
os meamos senhores pretendentes comparecer no
dia 15 do corrente, ts 11 horas da manha, era
su armazem na ra do Imperador n. 35.
LEILAO
Precisa-sacalugar um preto : na ra da ou
triz da Boa-Vala, .aera ;to. ^
Oa seMiarea vendedor*! de billetes, ou
T*11^r oniucifane nte-pafNn, vr meto- bv%X
da lotena do Rio da Janeiro, a beneficio da im-
T^ffc*" !,*.* *^^^ < i**, *iH> jno
dito bilbele foi perdida pelos afeito assigoeeW.
eaU eom o neme dea meamos no vorao, eseiax
como com a datado M de dozembro de 186. O
numero do mencionado bilhete de 57. No-
caso porm de alguem o ter achada, e queira an-
Iregar urna vez que aio o poem receber, tai-
jO^se a casa dos abaizo asignados, que nao lav
rto dunda em recompensar: ni ra Dirtila don
Afogados. Jos Honorio de Muraes e Silva.
Jeao Jos de Albuquerque.
Quem precisar de um caixeiro que tem pra-
Uca de taberna, entenda-ae na travesa da Madre
do Dos n. 11, armazem do Sr. Gambiano ftCoi-
deiro. _____
STSTE11 MEDICO DEIIOLLOWAY.
PIRULAS HOI.LWOI-A-
Este inestimavel especifico, composto inieir
mente le hervas medicinaes, n3o contm mercu-
rio nem alguma oulra substancia delectara. Be-
nigno mais tonta infancia, e a compleicao bmb
delicada e igualmente prompio o seguro pare
desarrugar o mal aa compltese anais robusta;
eoteiramente innocente em suas operace ef-
feitos ; pois busca e remova as dooneas de qua-
quer espec6 e grao por mais antigs e tenaza
que .soiam.
Entre miibares de pessoas curadas comete
remedio, muitas que eslavam as portas da
morte, preservando em sen nao : consegniram
recobrar a saude e forcas, depois de haver tenta-
do mullrseme todos os oulros remedios.
As mais afilelas nao devem entregar-so a das-
esperacao ; lacam um compleme ensaiodos
efficazes eleilos des la assombrosa medicina,
prestes recupeTtio o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomax esto remedio
para qualquer das seguales enfermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ara polas.
Areias (mal da).
Asihma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou extanua-
Qo.
Deblidade ou falla de
forcas para qualquer
cousa.
Desimana.
Dor de garganta.
de barriga..
nos ria.
Dureza no ventre.
Enfermidadesao ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
O agente Hyppolito da Silva far leilo po
conta e rs o de quera pertencer, de nm sorti-
mento de roiudezas o algumas fazendas recom-
raendaveis para a poca, asquacs se acham em
seu armazem, onde teri lugar o referido leilao
terca-feira !5do corrente, s 11 horas ero ponto.
LEILAO
Gomniercial.
Qaarta-feira 16 do corrente
Antunes autorisado pelo Exm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commerco, a requerimento dos depo-
sitarios da massa fallida de Siqueira & Pereira,
far leilo no da cima designado das fazendas
e dividas assim como da parte da casa em que
est o cstabelecimenlo na ra do Crespo n. 7,
onde lera lugar o leilo s 11 horas em poni
com ass'stinca do mesmo Exm. Sr. juiz do com-
merco.
Avisos diversos.
lleputa-se adianto Jo e recebido
a 5)f o quartel da subscripto deste
Diario pago at o dia 15 do mez em
que principia o ti irriestre.
Precisa-se de um moco para caixeiro de Io-
ja de fazendas nesta praca, que tenha alguma
pratica, de idade 18 annos, poueo mais ou me-
nos : a fallar na ra dis Cruzes, taberna r. 41 A.
O eorpo do polica compra 1,000 co vados
de panno azul para fardamenlo, e 300 covados
para capotes, 170 covados de bata e 750 ditos de
holliodade forro : quera quizer forneeer, apre-
renle as amostras e suas propostas em carta fe-
chada, na secretaria do mesmo corpo, as II ho-
ras do da 17 do correte. O tenente secreta-
rio, Luiz Jerooymo Ignacio dos Santos.
Ao Sr. Raimundo Cesar de Souza, do Mara-
nho, pertencem tres meios bilhetes n?. 19,
1262 e 2839, da lercera parle da primeira lote-
ra dairmandado do Senhor lom lesus dos Mar-
tyrios desta cidade.
Fugio no dia 22 de dezembro p. p. o escrao
mulato de nomo Gustavo, natural dola cidade,
idada 19 annos, altura regular, de corpo um tan-
to reforjado, sem barba, ro3lo cheio, cabellos ca-
rapinhos, cilios grandes, bocea pequea, lesla
de meios cantos, levou camisa de riscadinho de
algodo e calca justa de brira trancado pardo,
que pode ler mudado, usa quasi sempre de man-
gas arregarada: t odia 7 do corrente foi visto
to aqu, e ltimamente consta que foi para Santo
Anlo levada por um tal Benedicto, preto escra-
ro de um senhor de engenho naquelle lugar, e
tem em filho estudante ou bacharel que asiisle
oa ra da Aurora, a quem Benedicto aerve. Ro-
ga-se ao mesmo senhor providencias para que o
faga voltar casa do senhor de que eal ausente,
e as autoridades policiaes e cspitaes de campode
qualquer parte onde dito escravo apparecer, de o
agarrar e traze-le a leu senhor Jos Civalcnuli
de Albuquerque, casa dopoia do sitio dos leea
na Soledade, que ser bem recompensado, ou ao
Sr. Santoi Neves, na ra do Crespo n. 19.
Maria Bernardina da Conceico Lima, Tia-
ra de Antonio Rodrigues Lima, roga a todos oa
credoresde seu fallecido marido.de apreiootarem
suas conras acredites de fue o meemofallecido
seja devedor,a ruada Cruz n. tlVegundo andar,
ao sr. padre mestre Jos Lcile Pitia Ortigueira,
no dia 17 do corrente, aira de se providenciar
sobre os nagameniaa das mesmos credores.
Febrelo da especio.
Gotta.
Hemorrboidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indtgeatoes.
Inflaramacoes.
Irregularidades
menslruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cuts.
Abstrueeao de ventre.
Phlysica o a oonaumpl
pulmonar.
Reteneao de onrm.
Rheumaiismo.
Symplomas secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(maI).
Febreto intermitente, l
Vendo-so estas pilulas no esubelecimen to he-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loiado
lodos os boticarios droguista e outraspessoasen-
carregadas da sua venda em toda a America do
>ul, Ha va na e Hspanba.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna deilas, contera ama instruccao em poriu-
guez para explicar o modo dse usar deslas ai-
lulas. K
O deposito geral ero casa do Sr. Sacra
dharmaceutico, na ra da Cruz n. 22, em Pat-
nambuco.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as nacoea-
podem testemanhar as virtudes desie remedio
incomparavel e provar em caso neceuaro, que,
pelo uso que delle fizerara lera seu wpo
merabros inteiramente saos depois de havat em-
pregado intilmente outros Irataraentos. Cada
pessoa poder-se-ha convenear deseas curas m-
ravlhosas pela leilura dos peridicos, que Ih'as
relatam todos os dias ha muitos annos ; e a
maior parte deilas sao lo sor prndenles que
admirara os mdicos mais celebres. Quintas
pessoas recobraram eom este soberano remedio
o uso de seus bra$os e pernas, depois de ler
permanecido longo lempo nos hospitaes, onde
deviam soffrer a amputa$ao I Deilas ha mui-
cas que ha vendo deixado esses, asylos de psde-
tiraenlos, para se nao submeterem a essa ope-
racao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso itste precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nhecmenlo declararan) estes resultados benfi-
cos dianle do lord eorregedor e outros magis-
trados, aflmde mais autenticaren) sua afirma-
tiva.
Ninguera desesperara do estado de saude ce
tivesse bastante confianca para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
tratarnento que necesstasse a nalureza do maJ
cujo resultado sera provar noontestavelmentel
Que ludo cura.
O ungento he til, ruis particu-
larmente nos seguintes casos.
Alporcas
Caimbras
Callos.
Anceres.
Cortaduras.
Dores de cabeea.
das costas.
- dos membros.
Emfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupcdes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fialdada ou falta de
ealor as extremida
des.
Frituras.
Gengiva escaldadass.
Incbatjes.
Inflamaco do Ggado.
Vende-se este ungento no esta bel eci memo
geral de Londres n. 244, aSlrand, na laja
de todos os boticarios droguistas e outrae pas-
mas eaearregadaa de sna venda em toda
imerica do sul, Ha vana e Hespanba,'
Yendo se a 800 rs., ceda beeetinha eentan
urna iastruceao am portugus para eiplicar
modo de fazer aso desto ungento.
O deposito geral *> em eaaa do Sr. Soum,
pbormaceutico, oa ra da Cruz n. 29. em
Pernambuco.
Inflaoiraacao da beiiga.
da matriz
Lepra.
Mitas das pernas.
dos peitos.
le olbos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmes.
|Quei modelas.
Sarna
Supurares ptridas
Tinca, am qualquer
parte que aoja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea,
do ligado.
das ariiculacoes.
Vetas torcidas ou
das as pernas.
nn>
FA1IIIIC 4 DE CHAPEOS
DA
RA DA F1QRENTINA.
O dono deata eslabelecmenlo obrigado 4 fechar ossees armazens por caaaa de (tandea re-
iParecboa a taurno predio e aproveitaono a oocaaiao para ftfaer urna hquidaea depois de iarven-
ariodo Orayieanoe. participa a quem pertaneer que tem resollido retirar anas fazendes tara ser
endidas na casa de commerco dos Srs. CaawinM e Dubourc.


ro
DIARIO DI 99J>AkBmXX).* TBCA 'IWLk 15 l* JiUBIRO DE lMu
ACTSICA
Os caradores flscaes da fallencia de Lima k
Marlins, avisam pela ultima ti os devedorea a
massa de virem saldar aeus dbitos at o fim do
correte mez, depois do qual serio compollidos
pelos meios judiciaee ; deferido, para o paga-
mento, eulenderem-se cora es Srs. Barroca Si
Medeiros, depositarios.
Manoel Ferreira da Silva Tarrozo
na ra do Apollo n. 28, laca sobre Por-
tugal.
Aviso.
*=5*Q Sr. Dr.JooPi-g
nheiro de Lemos queira ir a negocio quo ,
nao ignora a loja de (Meadas da ra da
Cadcia do Recife n. 23.
Ra^a-se aos devedores da loja do fin-
do Antonio Francisco Pereira. que ve-
nham realisar seus dbitos no prazo de
{ 15 das, na ra do Crespo n. 8, do contra-
jo rio vero seus nomes per este Diario al
5 pagaren! o que esto a dever.
WvCWBf^KSt^Bcifflv -'Ofc rftw 3*nWS* cWww^W0HW8
Urna pessoa habilitada propdo-se a easioar
primeiras letras em casas particulares; es pas
ale familia que se quizerem utilisar de sen pres-
timo, dirijam-se a ra da imperatriz n. 18.
Attenco.
*
Trocatn-se sedulasde 19 e 5g das que the-
souro desla provincia exige 10 0(0 de descont,
assim como olas dos bancos e canas das mais
pragas do imperio mediante o abate de5 0|8 : no
escriptorio de AzevedoA Mendos, ra da Cruz
numero 1.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: cm casa de Samuel P.
Johston & C, ra da Senzalla Nova n. 52-
COMPANHIA
ALUANCE,
citabeecida em Londres
CAPITAL
CAnco mVWiues Ae libras
slerVmas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, propietarios
de casas, e a quem mais convier, que esto ple-
namente autorisados pela dita companhia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo e pelra,
coberlos de lelha, e igualmente sobre os objectos
que coniiverem os mesmos edificios, quer consis-
ta em raobia ou era fazendas de qualquer qtra-
lidade.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgiio dentista, faz
todas as operacds da sua arte e colloca
denles artificiaes, ludo com a superiori-
dade e perfeicao que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos denlifricios etc.
Collegio de Santa rsula.
O. rsula Alesendrna do Barros tem 'a honra
de prevenir aos pais de suas alumnas, e s qttem
mais interessar possa, que to dia 15 do correate
mez de Janeiro se abrirao as aulas do collegie de
Santa rsula, do quo directora, o qual se cha
estabelecido na ra Pormosa, sobrado n. 15.
Ensiiio particular.
O abaito asignado, residente no terceiro an-
dar do sobrado o. 58 da roa Nova, competente-
mente provisionado pela directora geral de ins-
trucco publica para emiaar primeiras letras, la-
tim e fraaces, tem a honra do participar ao res-
peitavel publico, emaxiaae aos senhores pais de
seus discpulos, que .pretende dar principio ao
exercicio de sen magisterio no dia 14 de Janeiro
d#corrate, admitliode em sua aula alumnos in-
ternos e externos para serem disciplinados as
supra-mencioaadas materias.
O mesmo abaisn aesigaado sempre solicito no
desempenho de seus deveres, tem dado provas
exuberantes no adiantamento de seus discpu-
los, apresenlando-os a exames pblicos, como
pode provar coro os termos de exames dos aonos
passados.Jos Mana Machado de Figueiredo.
i
CONSULTORIO
ESPECIAL HOMEOPATHICO
Ra de Santo Amaro (Mundo-novo) n. 6.
.....venientes a pralica, principalmente para es mes
O Dr. Sabino O. L. Pinto d cousuitas
todos os. das uteis desdo as 10 horas at meie
dia. Visita aos doentes em seos domicilios
de meio dia em diante e em caso de ne-
cessidade qualquer hora. As senhores de
parto e os doentes de molestia goda, jae
nao tiverem anda tomado remedio algum al-
lopathico ou homeopaihico, serio aitendidos de
preferencia.
As molestias mais frequentes dabaixo dos
climas do Brazii, principalmente as que sfio
mais difficeis de curar, lhe tem merecido um
esludo especial; sao ellas:
1. Molestias proprias das mulberes.
2. Molestias das creaneas.
3. Molestias da pe le.
4.a Molestas dos olhos.
5. Syphilis, ou gallico.
6. Febressympthomaticasdas lesoes do cere-
bro e de suas membranas, dos orgos do peito,
e do apparelho digestivo; febres intermitien-
tes e suas consequencias.

Pharmacia especial homceopathica.
A oficina de marmore
mudou a sua residencia do caes 22 de Novembro
para a travessa da ra da Praia n. 3, junto ao
caes do llamos.
Attenco.
a
O abaixo assignado, vendo no Diario de hoje
um annuncio do Sr. Antonio Jos da Silva Gui-
mares duendo quo nao pagava conla alguma do
hotel ds ra do Imperador n. 16, aonde era ad-
ministrador Diopo Jo-da Costa Fonles, pois que
uo o linha autorisado a fazer dbitos ; tendo o
Sr. Guimares tanto pessoal, como em seus an-
nuncios chamando lodos os credores do dito ho-
tel a receber suas contas no prazo de 8 dias, na
ra Oireita ; a rninha coota de carnes verdes
que forneci no mez de novembro al 31 de de-
zembro ; portanto protesto contra o Sr. Guima-
res, pois carne 6 genero de primeira necessida-
de, depois disto o Sr. Guimares recebeu 1:0009
por um estabelccimento, que na verdade, nao va-
lia a metade, e porque razo o Sr. Guimares
nao ha de pagar? por agora basta. Recite II de
Janeiro de 1861.Amonio Jos Esteves Guima-
res.
P. Ville'.a, photographo da augusta casa im-
perial, estabelecido na ra do Cabug o. 18, so-
brado, entrada pelo pateo da matriz, avisa que
acaba de receber um bello sortimento de alfine-
tus de nuro deleipara retratos. Entre esses al-
unles achara-so muitos com folhageus e flores
de ouro de cores, oulros com perolas. coraes e
pedras, e alguns para brilhantes. Os precos
dessas joias sao mu nzoaveis. Na mesma casa
conlinua-re a tirar retratos por lodos os siste-
mas photographicos.
O abaixo assignado, arrematante do contra-
to do imposto de 20 0|0 sobre a agurdente do
consumo no municipio desta cidade, para escla-
recer a lodos esses senhores laberneiros, que por
meio de anauncios em jornaes pretenden) esqui-
var-se de pagara contribuido, lies declara o se-
gu ti te :
Que oregulamento que rege a arrecadaco do
referido imposto o de 9 de dezembro de 1853.
Que nonhum dos artigas do regulamento citado
manda assignar a cellecta, mas apenas proceder
a ella.
Efinalmente que o meio indicado no art. 9
para fazer cessara collecta.ou obrigago de con-
tribuir, urna jueliiicaco judicial, e nunca ao-
nuncios em jornaes, cuino erradamente enlen-
dom. Recife 9 de Janeiro de 1861.
Luiz Jos Marques.
:
S 3~Rna estreita do Rosario3
<$ Francisco Pinto Uzorio continua a col-
0$ locar denles artificiaes tanto por meio de
4$ molas como pela presso do ar, nao re-
Qp cebe paga alguma sem que as obras nao
I fn|i)em a vontade de seus donos, tem pos
a* e ou'tras preparaces as mais acreditadas 2
{ para eonservac.io da bocea.
&&
Joseoha llenriqueta o Miranda Barros,
profassora particular da instrueeio primaria, avi-
as aos pais do anas alumnas, a ao rospeitavel
publico, que ahre a sua aola no dia 14 do corra-
te, e se acha prompta a recebar alumnas extet-
nas e internas, pensionistas e meia-peosiooislas:
quem de sea presli'mo se quizor utilisar, dirja-
se a ra da Mangue/', casa n. 7.
C0MP4MIIA DA VIA FRREA
DO
DO
Recife ao rio Sao Francisco.
lAmado.
De conformidade com as iostrueces recebidas
da respeclira directora faz-se publico que desta
data em diante sao convidados os accionistas
desla companhia a cumprirem com os termos do
aviso que por ordem da mesma abaixo fleam pu-
blicados.
Escriptorio da companhia 17 de dezembro de
1860.E. II. Braman, thesoureiro.
Aviso.
COMPANHIA DA VIA FRREA
. DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(LIMITADO.)
Pelo presente faz-se publico que por resoluto
da directora desta companhia, tomada nesta da-
ta tem-se feito urna outra chamada de duas li-
bras sterlinas por cada aeco, a qual chamada ou
pre&tacao dever ser paga at o dia 31 de Janeiro
prximo futuro no Rio de Janeiro em casa dos
Srs. Mau Mac. Gregor& C, na Baha aos Srs. S.
S. Davemoorl & C, e em Pernambuco no es-
criplorio da thesouraria da mesma via frrea.
Polo presente flea tambem entendido quu no
caso de nao ser a dita chamada ou prestago sa-
lisfeita no dia marcado pira o seu pagamnolo ou
aotes o accionista que incorrer nesta falla paga-
r juros a razo de 5 por cento ao anno sobre
tal chamada ou preslago a contar deste dia al
que seja realisado o pagamento. No caso de nao
efiectuar o pagamento desla chamada ou presta-
cao dentro do 3 mezes a contar do dito dia fizado
para o embolso da mesma licaro as acedes que
incorrerem em tal falta sujeitas a serem confis-
cadas segundo as disposKes dos estatutos a este
respeito.
Por ordem dos diroctores.
AssignadoW. II. Bellamy,
Secretario.
199 Grcsham House.
Od Brouad Street.
E C.
22 de novembro de 1860.
Attenco.
O abaixo assignado roga as pessoas que lho es-
(o a dever o favor de virem pagar seus dbitos
aleo fim deste mez: na ra do Imperador o. 63.
Recife 9 de Janeiro de 1861.
Jos Antonio Soares de Azevedo.
Consultas medicas.
SerSo dadas todos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n: 53, desde as 6 at as 10 horas
da manha menos uos domingos sobre :
l. Molestias de olhos.
2." Molestias de coraco e de peito.
3. Molestias dos orgos da geraco e
do anus.
O exame dos doentes ser feito na or-
dem de suas entradas, comecando-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e p-
ticos sero empregados em suas consul-
t taces, e proceder com lodo rigor e pru-
(Bt denciapara obter certeza, ou ao menos
SR probabilidade sobre a sede, nstureza e
causa da molestia; e dahi deduziro plano
de ttalamento que dgve destru-La ou
curar.
|e Varios medicamentos sero tambem
^ empregados gratuitamente, pela cer-
* leza que tem de sua verdadeira qualidade,
* promplido emseuseffeilos.ea necessida-
de do -seu emprego urgente que se usar
?5 delles.
afe Pralicar ahi mesmo, ou em casa dos
? doentes loda e qualquer operaco que
i* julgar conveniente para o reslabeleci-
( ment dos mesmos, para cujo fim searha
il prvido de urna completa collecco de
instrumentos iodispensavel ao medico
operador.
ttti dio WtKmDSM BIW AVSIV9nV ini BnVJWOMpW
Precisa-so de urna ama: na ra Bella
n. t.
Aviso ao publico.
Das 5 horas da manha as 9 da noile ha sempre
botes para transporte das pessoas que quizerem
embarcar do caea do Collegio para a escadioha
da alfandega a 80 ra. cada urna pessoa, durante
o impedimento da ponte vclha.
Aluga-se a loja do sobrado da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
Especialidade de retratos em pao encera-
do para se remetlerem dentro de cartas. Ti-
ram-se no cstabelecimenlo photographico de F.
Villela, ra do Cabug n. 18, sobrado, entrada
pelo paleo da matriz.
Roga-se aos Sr?. Francisco Xavier de S
Joaquim Careeiro Leao, Domingos Firrcira de
Olivera, que lechara a bondade do comparecer
na ra da Imperatriz n. 54, a negocio que os
mesmos senhores nao ignoran).
Pede-so a pessoa que annunciou em os Dia-
rios de 22 e 24 de dezembro prximo passado,
ter um sitio na estrada do Arraa! com casa, bas-
tantes eommodos, fracteiras, baia de espim, e
um rio que vai ter Olioda ; como nao dissesse
qual sitio e quaudo o lenha anda para vender,
qneira fazer o favor de o repetir com a iodicaco
precisa do sitio, para ser procurado, e rer se
do agrado de quem precisa.
PRECISA-SE
de urna mulher que saiba cozinhar e
engommar, para ir servir em urna
casa de pouca familia na villa da Etca-
da ; paga-se bem : a tratar nesta typo-
graphia.
Liges de lnglez e francez
Mrs e Miss Mortimez estando de volta a esta
praea ji principiaran a dar licoes, de manha,
daa 10 horas at meio dia, o da Urde, das 6 at
7 borss: as ra estrella do Rosario n.^0, sfgun-
do sarjar.
AGITADOR DYNAMICO.
A pharmacia homoeopathica est lange de
preencher todas as vistas dos mdicos homoe-
pathas em quanto forana os medicamentos pre-
parados mo. A foroa do hornera nao po-
de ter a precisa uniformidade para bem de-
senvolver as propiedades medicamentosas das
substancias; ella vae naturalmente enfraque-
cendo medida que se vae fazendo o traba-
Iho da dynamisacao; e por essa razao que
numerosas vezes accontece que duas preparaces
de acnito, por exemplo, da mesma dynami-
sa^o, feitas pelo mesmo homem, no mesmo
da, ou em dias diversos, ou feitas por dous
homens diferenles, nao produzem o mesmo re-
sultado em casos anlogos de molestias; urna
desinvolve urna accao mais prompta, a outra
urna acejio mais lenta.
Alm disso, sendo essencial para a regu-
laridade das dynamisapet que cada dtluigo
lenha um numero certo de abalos ou vascole-
jaQoes, para que nao aecontee.a que pelo excesso
ou pela insafJQciencia d' estas percam os medica-
mentos as propriedades que lhes sao assignala-
das, ou que con vera cada dynamisacao, nao
se pode isso obter as prepararles feitas mo
porque o numero de abalos sempre maior ou
menor, d' onde evidentemente resulta um effeito
tambem maior ou menor, e por conseguinte
duvidoso na applicc,o do medicamento 5 se os
abalos sao insuficientes nao se desinvolvem
todas as propriedades convenientes dynamisa-
cao que se quer fazer, e se sao de mais, desin-
volvem-se algumas das propriedades da dyna-
misacao superior, com perda certa de muilas
das que convem dynamisacao que se quer
preparar, o que sem duvida tem graves incoo-
dicos que comegam fazer ensaios, e para as
pessoas curiosas que nao sabem conhecer essa-
difTerencas, e por isso poder* attribuir a inefica-
cia da bomoeopalhia, o que realmente depende da
mi preparaQo dos medicamentos.
Para obviar estes graves inconvenientes o
agitador dynamieo do Dr. Sabino munido
de um contador em que se acham as unidades,
dezenas, centenas, milhares, dezenas de raimares
collocadas convenientemente, fie maneira que
cada vascolejac,ao apparece um numere novo,
desde 1 al 10 mil; n5o sendo desla sorte
possivel engao, algum.
Os medicamentos homoeopathicos preparados
por meio desta maquina sao os nicos que de-
sinvolvem propriedades uniformes capazes de
curar as molestias com a maior certeza pos-
sivel.
Alem disso, desojando tirar de sua viagem
Eurcpa todas as vantagens para o progresso
da horaoeopathia no Brasil, o Dr. Sabino nao
poupou esforcos para obter as substancias me-
dicamentosas dos proprios lugares, onde ellas na-
turalmente naseem, e para isso entendeu-se com
um dos melhores herboristas d'Allemanha, para
lhe mandar vir as plantas frescas, afim de pre-
parar elle mesmo as tinturas.
E" assim que o acnito foi mandado vir dos
Alpes, a rnica das montanbas da Suissa, a
belladona, bryonnia, chamomilla, plsatilla.rhus,
hyosciamus, foram colbidas n'AUemanba, na
Franca e na Blgica, o veratrum no monte Ju-
ra, ele. etc.
Desia sorte provida a pharmacia do Dr,
Sabino das substancias que serviram para as ex-
periencias puras de Hahnemann, descripias na
palhogensia, acharo os mdicos e os amigos da
homoeopathia os meios seguros e verdadeiros de
curarem as enfermidades.
OS PRECOS SAO OS SEGUINTES:
Botica de 24 tubos grandes 12 a 16
Dita de 36 a .....; 189 a 229
Dita de 48 > ....... 2 a 29
Dita de 60 ......30 a 359
N.B. Existem carteiras ricas de veludo para
maior prego.
Cada vidro de tintura avulso. : 29
Cada tubo avulso...........1
Caixs com medicamentos em glbulos e tin-
turas de)diversas dynamisacoes ( mais usadas ):
De 24 vidros com tintura e 48 tu-
bos grandes....... 4&9000
De 36 ditos dita e 56 tubos grandes 649000
De 36 ditos dita e 68 tohus grandes. 70000
De 48 ditos dita e 88 tubos grandes 92000
De 60 ditos dita e 110 tubos grandes 1159000
Estas caixas sao uteis aos mdicos, aos Srs,
de engenho, fazendeiros, chefes de familias
capitaes de navio, e em geral todos que se
quizerem dedicar pralica da homoeopathia,
Vendera-se tambem machinas elctricas por-
tareis, para tratamenlo das molestias nervosas.
Estas machinas sao as mais modernas e as
mais usadas actualmente em toda a Europa,
tanto pela commodidade de poderem ser trasi-
das na algibeira, como porque trabalham com
preparac,5es| que nSo sao nocivas:
Cadaumsl ....... 50*000
O Dr. Sabino ensina a maneira de se servir
desta maqui
Muila attenco.
O abaizo siignado vendo um annuncio inse-
rido no Diario de hoje feito pelo Sr. Antonio
Jos da Silva Guimares, em que diz ou quer di-
zer, nto se respoosabillsar por debito algum con-
sabido para o hotel silo na ra do Imperador
d. 16 aor Diogo Jote da Costa Fonles, tem a de-
clarar ao mesmo Sr. Guimares que protesta re-
ceber delle a importancia do seu debito, visto
que quando o mesmo Sr, Diogo traspassou o ho-
tel ao novo possuidor, delle recebeu o dito Sr.
Guimares a quantia de 1.0008, a titulo de luvas
do dito hotel, e para csse flm se dirigi o dito
Sr. Guimares S casa do abaixo assignado, exi-
gindo saber quanto era aconta de que o dito Diogo
era devedor para satisfazer no prazo per elle mar-
cado por esto Diariofe por isso em lempo com-
petente o abaixo assignado palomear ero jui?o
competente ao Sr. Guimares, e so por ora faz o
presente annuncio, para que so nao chame a ig-
norancia.
Recife 12 de Janeiro de 1861.
Jos Mara Jorge de Azevedo.
A Sra. D. Margarida Loureoca da Cmara
Rodrigues tem urna carta no escriptorio de Ma-
noel Ignacio de Olivera &. Filho, largo do Corpo
Santo.
Aluga-se urna casa terrea na ra do No-
gueira ; a tratar na ra do Queimado u. 53
CASA DE SAIDE
DOS
Sila em Santo Amaro.
Este estabeiecimentocontinua debixoda administracao dos pro-
prtetarios a receber doentes de qualquer natureza ou cathegoria que
seja. f
O zelo e cuidado alli empregados para o prompto restabelecimen
to dos doentes e geral mente conbecido.
Quem se quizer utilisar pode dirigir-se as casas dos proprielarios
ambos more resna ra Nova, ou entender-se com o regente no esta-
tabeleciment .
Reforma de presos.
Escravos. -..... 20000
Marujos ecriados, 2b00
Primeira classe 30 e. 30500
As operaqoesserao previamente ajustadas.
I KIS
DE
PARTIDAS DOBRADAS.
O ensino pratlco de escripturacao commercial
por partidas dobradas e de arthmelica, dirigido
pelo abaixo assignado, contina a funecioaar re-
gularmente as quarias o sabbados de cada se-
mana, das 7 horas s 9 da noite.
As pessoas quo desejaiem ter conhecimento de
qualquer das referidas materias, queiram dirigir-
se 4 casa do aanunciante, na ra Nova n. 15, se-
gundo andar, noa dias o horas cima designadas.
to claro e fac o systema de escripturar os
livros mercantis por partidas dobradas, que s as
pessoas desfavorecidas do menor grao de inteli-
gencia serao capazes de nao reconhecerem a ver-
dade do expendido logo as primeiras licoes que
receberem do abaixo assignado.
M. Fonteca di Medexrot.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITURA.
Por ordem do Illm. Sr. presdeme convido aos
senhores conselheiros para que se reunam em
sessao ordinaria do conselho, lerca-feira 15 do
correle, pelas 6 1|2 horas da tarde, na sala das
sesses do mesmo Gabinete.
Secretaria do Gabinete Fortuguez de Leiluja
11 de Janeiro de 1861.
Francisco Ignacio Ferreira.
1." secretario.
Urna pessoa que n5o pode ir ao
Manguinho fallar ao Sr. Manoel Ephi-
genio da Silva, roga lhe queira annun-
ciar onde o pode procurar nesta cidade
visto nao ser permittido fallar se-lhe na
alfandega.
Carvalho, Nogueira C.
"luer quantia sobre Lis
> da ra do Vigario n
CONSULTORIO
Sacao qualquer qnantia sobre Lisboa e Porto
no escriptorio da ra do Vigario n. 9, 1* andar.
DE
Notas
de
5#000 e de 1^000 de urna
figura.
Trocam-se estas notas por gneros, no estabe-
iecimento de Sodr & C, ra estreita do Rosario
n. 11 ; tambem se vender as bellas uvas de Ha-
marac.
Mfrm
DA
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das loteras manda declarar
que se acham a venda no escriplorio das mes- .
mas os bilhetesda terceira parte da primeira lo- ?
tria da igreja doSeohorBom Jess dos Marly-
rios desta cidade cujas rodas devero andar ira-
preter velmen te no dia 19 de Janeiro prximo fu-'
turo.
Thesouraria das loteras 22 de dezembro de!
1860.O escrivao, J. M. da Cruz.
Joo da Silva Ramos,
Medico pela universidade de Coimbra.
Tendo de passar algum tempo no si-
tio dos Buritis na estrada do Arraial,
meu consultorio estara' aberlo todos os
dias das 9 horas as 11 da manha e das
3 as 5 da tarde. As pessoas que man-
da rem procurar-me, terao bondade
de dirigir os chamados por escripto pa-
ra a loja de louca deronte da casa de
minha residencia na ra Nova.
Dentista francez.
Paulo Gaignous, dentista, ra das La-
5 rangeiras n. 15. Na mesma casa tem |
0$ agua e p denti6co.
Traspassa-se a renda do engenho UchrJa,
sito na freguezia de Afogados, pouco mais de
urna legoa distante desta praca, esto engenho
tem muito boas trras, boas matas, e muito
bom de agua com a nova obra que se fez, tem
grande casa de vivenda e concertada de novo ;
safreja de dous a tres mil paes e mais que se
queira plantar, pois tem Ierras sufCcientes para
isso : quem o pretender, procure ao major Anto-
nio da Silva Gusmo, na ra do Queimado, loja
n. 41, ou no mesmo engenho.
Manoel Ignacio de Olivera & Filho sacam
sobre Lisboa e Porto : no largo do Corpo Santo,
escriplorio.
' ~$iesi@a3fte@@i@eie emsmsmm
Mas de 1,000 e def
5$ de urna figura. |
Trocam-se estas sedulas sem descont
por fazendas que vendem-se por baratis- 3fe
simos precos, na ra do Crespo loja ama- X
relia n. 8 de Leandro Lopes Dias succes- 1e
sor de Antonio Francisco Pereira. 5
Fazendas finas. 1
Vendem-se chapeos de seda de muilo B
bom goslo a 15 e a 25$, vestidos de se-
de de muito bom gosto a 40J?. 509 e 80$,
ditos de barege e gaze a 109, ditos de
cambraia branca bordados (muito ricos),
chaly e barege a 500 rs. o covado, or-
gandisde muilo bom goslo a 800 e 900
rs. a vara, basquinas de Ci com ricos ta-
cos de seda a 39, talhos com ticos para
vestidos de senhora a 500 rs., camisas
com pellos o punhos de linho a 309 a du-
zia, gollinhas bordadas para senhora a
19. mussulinas de urna s cor a 2-iO rs.
o covado e muilas outras fazendas de bom
gosto que se vendem por metade de seu
valor na ra do Crespo loja amarella d.
8 de Leandro Lopes Dias successor de ,
Antonio Francisco Pereira.
CONSULTORIO
DO
MED RO COPAR TE1E OPERADOR.
3 RA DA GLORIA, CASA RO I l \l>O 3
Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela manha, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar annaalmente, nao s para acidade, comopara o engenhos
ou outras propriedades ruraes.
Os chamados devora ser dirigidos i sua casa al s 10 horas da manha e em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noile, sendo por escriptoem que se declare
a norae da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forera de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
dero remetter seus bilhetes i botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
livros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annunciante achar-se-ha constantemente os melhores medica-
meatos homeopaiicos j bem conheeidos e pelos presos seguintes:
Botica de 42 tubos grande......,.....109000
Dita de 24 ditos..................169000
Dita de 36 ditos.................209000
Diu de 48 dito.................. 259000
Dita de 60 ditos...............- 30*000
Tubos avulsoscada um.........'.... 1*000
. Fraseos da tinturas. : :............ 2000
Manual da medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzidoem porluguez, com o diccionario dos termos
la medicina, cirurgia etc.. ete........20*000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 10*000
Repertorio do Dr, Mello Mors.es. t 6*000
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 5$
Tira ratratos por3#
Tira retratos por 5#
Tira retratos por 3,j
Tira retratos por 3^
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebid um sortimento de cai-
xinbas novas
Tondo recebid um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebid um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebid um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebid um sortimento de cai-
xinbas novas
No grande saino da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america
no tem recentemente recebid um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos & arte.
Como tambem um grande orneetmen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arto
de retratar acharo o abaixo assignado
sempre prompto sob condices muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimens do que
cima lica anunciado.
O abaixo assignado tem contralado, livree
desembarazada, a loja e armacao do Sr. Joo de
Sanl'Anna Rosa Muniz, na ra do Livramenlo n.
33: se alguem se julgar com direito a mesma,
dirija-se no prazo de tres dias ao indicado esta-
beiecimento, e nao comparecendo fica sem res-
ponsabilidade algum.
Jos Joaquim dos Res.
Aviso s familias.
Acha-8e aborta i assignatora do jocoso jornala
SEMANA ILLUSTRADA,
que se publica no Rio de Janeiro e sahe lu
urna vez por semana,contendo cada numero qua-
tro paginas de gravuras primorosas, e as outras
quatro de arligos escolhidos o interessantes s
senhoraa e pessoas de bom gosto. J se acham
aqu os dous primeiros nmeros. Asaigna-se e
paga-se adiantado na ra da Imperatriz n. i2,
ioja. Por trimestre 69, semestre 119, anno 189.
Aluga-se ou vende-se um sobrado de um
andar em Olinda, concertado de novo, na rus da
Ladeira da Ribelra, lado esqoerdo n. 28: a tra-
tar no Recife, na ra da Senzala Velha. no se-
gundo andar do sobrado n. 26, aonde mora D. Jo-
epha Maa da Conceico.
Feitor para engenho.
Precisa-se de um porluguez para feitor de um
engenho pouco distante desla capital: no escrip-
torio de Manoel Ignacio de Olivera & Filho, lar-
go do Corpo Santo.
Nicoli Greco, subdito napolitano, relira-se
para a Europa.
| O Dr. Casanova
H pode ser procurado todos os dias em seu
X consultorio especial homeopalhico.
30Ra das Cruzes30
Neste consultorio tero sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (as tinturas) por Ca-
tellan e Weber, por precos razoaveis.
Os elementos de homeopathia obra, re-
commendada intelligeocia de qualquer
pessoa.
Gustavo Sander, ourives allemao, avisa ao
respeilavel publico, e particularmente a seus nu-
merosos freguezes, que mudou o seu estabeieci-
mento de ourivesaria do aterro da Boa-Vista para
ra do Cabug n. 9, loja aonde o acharo sempre
prompto a fazer obras para brilhantes ou para
outras quaesquer pedras, assim como toda a quas
lidade de obras de sua officina. No seu novo es-
tabeiecimento ha um bello sortimento de obra-
eslrangeiras de ouro de lei e de qualidades que
se vendem a precos mu mdicos.
Perdeu-se urna ordem aceita para 30 de de-
zembro o com o pague-se a Jos Mara Gongalves
Vieira Guimares ou a sua ordem por mao de
Jos Norberto Casado Lima, cuja ordem nao foi
paga no dia do vencimenlo, e como se tenha de-
sencaminhado, previne-se ao aceitante de nao a
pagar seno ao mesmo Guimares, e tambem
qualquer pessoa que a achar e quizer entrega-la,
pode-o fazer na ra Nova n. 49.ao Sr. Jos Ma-
ris Goncalves Vieira Guimares.
PreciSu-se de urna ama para o servico in-
terno de urna casa : a tratar na ra da Senzalla
Velha n. 112, l. andar junio a cocheira.
Precisa-se de um caixeiro que lenha alguma
pratica de taberna : a tratar na ra do Rosario da
Boa-Visla a. 41.
Roga-se ao Sr Joaquim Cavalcanli de Al-
buquerque Mello dirija-se ra Direila n. 28, a
negocio de seu inleresse.
Agencia de passaporte e
folha corrida.
Claudino do Reg Lima lira passsporte para
dentro e fra do imperio com presteza e commo-
do preco : na ra da Praia, phmeiro andar nu-
mero 47.
Aluga-se um sitio na estrada de Joo Fer-
nandes Vieira ; a tratar na ra do Queimado nu-
mero 44.
Attenco.
Gouveta & Filho com casa de consig-
nac/Jes novamente estabelecida nesta
praca, avisam aos seus committentes e
ao publico em geral, que podem ser
procurados a qualquer hora do dia em
seu escriptorio na ra da Cadeia do Be-
cife n. 3, primeiro andar.
Precisa-se de 27090OO por esaaco de seis
mezes dando-so no dito prazo 3009000 : quem
quizer este negocio dirijs-so a eblender-se na
roa da Ribeira da Boa-Vista, casa n. 11, que
achara com quem tratar, das 3 horas da tarde cm
diante.
."* Ata"*-** orna casa na roa do Cetovello n.
10: fallar na ra do Imperador n. 57,


DIARIO BE fBRNlBCO. TERCA FEIRA 15 DE JldfEHtO M 1161.
(J
O
m
COMPOSTO DE

SALSA PABKDLHA B R. ^WiSiM
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECQAO* DO DR JAMES R. CBILTON,
imico e medico celebre de New York
4
GRANDE SUPERIOUDADE DO EX-
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario
e quasi miracolse effeito no
sangue.
Cada iira sabe que a saude ou a infermidade
depende directamente do estado deste* floido vi-
tal. Isto ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quautidade do sangue n'am hornera d'es-
tatura mediana est avallada pelas as primeiras
autoridades era vinte e oiio arrateis. Em cada
pulsado duas oncas sahem do corajo nos bofes
e dalli lodo o sangue paisa alera no corpo huma-
no em menos de quatro minutos. Urna dis-
posigo extensiva tem sido formada e destinada
cora adrairavel sabedoria a destribuir e fazer
circular esta corrrntb ,db vida por todas as
partes da organisaco. Deste modo corre sem-
pre pelo corpo era torrente, o qual a gran
fonle do infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se eraprenha
de materias ftidas ou cmorapidas, diffunde
cora VtxOciDADB elctrica a corrupco as
mais femlas e mais pequeas partes do corpo.
O voneno laaca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
at cada orgo e cada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulado evidentemente se faz um engenho
Poderoso de Joenca. Nao obstante pode tam-
bera obrar cora igual poder na criaQao de saude.
Estivesse o corpeinfecionado da doenc,a maligna,
ou local ou gerai, e situada no systeraa nervoso
ou -glan l-jloso, ou muscular, se smente o san-
gue ple fazet-se puro e saudavel ficar superior
a doen;a e inevitavelmente expellir da cons-
IIuqSo.
O grande manancial de doenra enilo como
d' acrai consta no fluido circulante,e nenhum
medica monto que nao obra directamente sobrel-
le para purificar e renova-lo.possue algum direi-
to ao cuidado do publico.
O singue I O sanggb 1 o ponto no qual
s* ha myster fixar a altenco.
O ORIGINAL E O GINUINO!
AO PUBLICO.
New-York, bavemos vendido durante muitosan-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideramo lo ser o extracto original e ge-
nuino de salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este nome foi apresen-
tadoao publico.
BOYDdPAUL, 40 Cordandl Street.
WALTER. B TOWJNSEND & Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHR CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TIUPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM& Co, 10 OldLIip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R.B. IIA VIL AND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACK.S0N, ROBINS & Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86 William StreeU
WM. UNDERH1LL, Junr, 183 Water Street.
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAI & Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSS05 & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fullon Street.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, 104 &
106 John SU
LEWIS & PRICE. 55 Pearl Street,
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
lOAstor.
Honse, and 273 Broadway, cor, of Chambers
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN & GO, 107 Water
Street.
POU & PALANCA, 96 Jotin Street.
SHERWOOD & COFFIN, 4 Pearl Street.
RST & HOUGHTON.83 John Street.
I. MINOR & CO. 214 Futon Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Peeri Street.
JOSEPHE TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortlmd!
Street.
HAYDOCK, CORLIES& CLAY, 218 *ear
Street.
CUMMING VANDUSER, 178 Greenwch
Street.
Attenco. -
lugar um sitio perlo da praca
1 , ahawD oe anirear, a Vatar.
~ Ro8a"?e. Pr 'or queira m dirgr-se rua
Precisa-se
quem qpief alu
n.M
HASKELL&MERRICK, 10 Gold Streel.
B. A.FAHNESTOCK & Co-49 John Street.
CONHECEMOS A ARVORE E SUAS FRU-
TAS ,
E IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seut Effeiloi.
O extracto composto de Seise parrrlha do
Dr. Townsend sta
0 MEDICAMENTO DO POYO''.
Adata-so tao mamimosamente a constituido
que pode ser utUisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E? DEBIL1DADE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPCAO,
purifica;
ONDE HE PODB1DAO,
AL1MPA.
Este medicamento celebrado que tao grande?
servicos presta a humanidade, prepara-ee agor
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn. sob a mspecc,ao directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade deNew-York, cuja cer-
do e assignatura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL /E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSA PARRILHA
DO DR. TOWNSEND.
0 grande puriftcador to sangue
CURANDO
O Herpes
A Berysipela,
A ABSTRICC.AODOTON-
TRE,
As Alporcas
FMdlMNrill BE MS.
Acham-se, venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as beni conhecidas folhiatias impressas nesta JMCe^HocMir^M.?BiCo7W8Whoes:
typographia S?6LtJW -"-
Folhinha de porta ou K ALENDA RIO eeelesiaslieo e civil para o
bispado de Pernambuco........... 160 rs
Dita de algibeira "contendo alern do kalepdario ecclesiastico e civil,
explicaban das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas" das mares e nascimenlo e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna colleccio de bellos e divertidos
. jogos de prendas, para entreten i ment da mocidade. 320 rs.
Dita dita .... contendo alm do kalendario ecclesiastico civil, expli-
cado das festas mudaveis, noticie dos planetas, tabellas
das maros e nascimenlo e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commercio ; ditas des impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e comungar, e os officios que a
igreja costuma celebrar desde domingos de Ramos, at
sesta-feira da Paixao, (em portugus), prego.....
Ditado almatiak civil, administrativo, eommercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao prego de:.......
Para facilidade do uso deste alma nak, augmentou-se
de formato, e fizeram-se muitas alteraces, sendo a correc-
co a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias soffre mudancas) acresceutando-se a nu-
meracfio dos estabelecimentos commerciaes e industriaes ;
acompanhado de ndice para facilitar o uso,
que se deseja pela occupaco do individuo de quem se quer
saber a residencia.
Dr. Miguel Luiz Vianna.
Marcolino Aires da Silva.
Francisco Jos Alvea de Albuqaerque.
Tenonte Joaquim Ribciro Guimiraes.
Jos Francisco Martina de Aliteida." I
Romao Gomes de Oliveira.
Uaudio Baplisla Barroso.
-7 Paulina Ramos de Carvalho, viuva de An-
tonio Jos Fernandos de Carvalho, dona do esta-
belecimento sito na ra do Amorim n. 36 o
qoal girava sob a firma de Viuva Carvalho, p*r-
icipa ao publico e especialmente ao respei-
lave corpo de commercio, que os Srs. Joa-
quim Jos de Azevedo, e Aolooio Jos de Sam-
paio deixaram de ser seus caixeiros desde o da
zt do correte, continuando anda o seu esla-
belecimenlo sob a gerencia de seu geuro Vicente
Alves da Costa e Silva, com quem se devem en-
tender todas
Iransacces.
320 rs.
19000
Os Effeitos do mod-
GUE,
Dispepsia,
As Doencas,t3efiga-
do,
AHVDROPESIA.
A Impingb
As Ulceras,
ORheumatisho,
As Cuacas
A IlEDILlDADE CERA.'
AS DOEWOASDE PHA.E
AS BORBTJLHAS WA CA-
RA,
AS TOSSESI,
Os Catarruos, As Tsicas, etc.
OExtreeto acha-seconlidoemgarrafas qsadra-
das e garente-se ser mais forte e melhor era to-
do o respeito a elgum outro-pnrificadordo san-
gue, censerva-ee em todos os climas por cer-
to separo de lempo.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
Cada garrafa do original e genuino ex/raet do Dr. Townsend tem a assignatura e a certidaodo Dr. J. R. Cblitton, na capa
exterior de papel verde
No esDriptorio do froprietario, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra da Crui n. 21 escriptoricl. andar, tam-
ern na netica da rHa Direita n. 88 do Sr. Paranhos. ____
ASA DE
HO
Assignatura da banhos trios, mornos.de choque ou chuviseos (para urna pessoa)
temados -ora 30 dias consecutivos. ,.....
30 cartde? p?raos ditos banhos tomados em qualquer lempo
15 Ditos dito dito dito
7
Bjul.os iwslsos, aromticos, salgados esulphurososaospreeos annuneiados
Esta reducq5o de presos facilitar aorespeitavel publico ogozo dasvontagens qneresullana
da frequerrciadeum estabelecimenlo de urna utilidadeiBcontestavel.maequeinfeliwnente nao
esls-ndo em nosso* hbitos, anda pouoo conhecida apreciada:
TABAC CAPORAL
Befeslto das manntaelivras \m\vcvvaes derana.
Esteexcelente fumo aeha-se depositado, direlamenle na ra Meva n. 23, ESQUINA DA
CAMBOA DOGARMO, o qual se vende por mseos de 2 beetogramos a UtOOOeem.porjaode
10 mseos, para cima com descont de 25 por cento ; no mesmo estabeleeimeato acha-se tambena
i verdadeiro papel de linho para cigarros. i
O Sr. alferes Thom G. Vieira
Lima, quwra dirigir-se a esta'typogra-
phia, que e lhe precisa fallar.
Na ruado Imperador n. 28. vendo-se ccr-
voja ingleza muito boa vinda em guarilas, a
garrafa por 400 rs., cada copo de meia a 200 rs.
l'recisa-se alug-ir urna prela que cozinhe e
compre para casa de pouca familia : na ra de
Amorim a. 33, segundo andar.
Fabrica do Monteiro,
com deposito na ra de Apollo n. 6, principia
ter assucarcrystalisardo -fino pelo systema Euro-
peo ; assira como amarellinho para caf por pre-
CO baratissiflio.
Lava-se o^engomma-se com teda a'perei-
560 e aceio : quem precisar, dirija-se a ra da
Soledade, casa terreas. 64.
Cetn descont e5 OO Irocam-se as se-
dulasde l-j c 5J, das que so podem*cr trocadas
no thesoere geral desta provincia, com o descan-
to de 10 |9, na travesea da Madre de Dos n. 17,
das 8 hefas da manhia s5 da larde.
105000
15000
00O
4*000
EAU MINERALE
NATURAI&EDE VIGHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.22
INJECTION BROU
Remedio infallivel contra as agnorrhas antigs e recentes.
nico deposito na botica franceza, ra da Cruz c. 22.
Preco do frasco 3*000.
Al.1,. SANTOS ^SlOl.lM.
Scientificam aos seus amigos e freguezes desta e d'outras
provincias, que mudaram o antigo estabelecimento de fa-
zendas que tinham na ra do Crespo n. 13 e do Imperador
n. 36, para o bem conheicdo sobrado amarello, na esquina
da ra do Queimado n. 31, propriedade do Illm. Sr. com-
mendador Magalhes Bastos, onde continuaro a ter o mais
completo sortimento de fazendas de todas as qualidades
para venderem por mdicos precos em grosso e a retalho.
SOBRADO AMARELLO
ESQUINA DA RA DO QUEIMADO N. 31.
Clement Vital Edouard Rougelron, subdito
francez, retira-se para Maranho.
AJuga-se ama casa terrea cora 8 quarlos a
2 salas : na ra Augusta n. 92.
c^* Manoel Perira Lopes
Ribeiro, cora toja de barbeiro e cabellekeiro lem
bichas de Hamburge, tira denlas, sangra, appli-
ca ventosas pala preaeao do ar, bota ouridos em
armas de espoleti, amolla lodo o ferro corlante,
ludo isto com promplidao e pode ser procurado
m qualquer hora na ra da Imperalriz n. 13
Oabaixo assignado previne ao publico que
ninguem contrate com a Sra. D. Carlota Estrepe
Pereira a compra da casa terrea sita na roa do
Bru m n. 2, e de mais 2 cscravos, porque dita ca-
sa e eacravos nao pertencem a mesmasenbora,
mas sim foram dados no inventario e parlilhas
que se praced.u dos beni de seu finado marido
Manoel Jos Pereira, para pagamentos de seus
PIANOS
J. I.aum-onoier, hdveado sahido de casa do Sr.
J. Vignes, efferece-se para tudo quanto diz res-
peito eua arte, como aoja, afinar e concertar
pianos, orgos de igreja, harmonices, etc., em
eua offietna, ma da Gadeia do Recife a. 11, pri-
meiro andar.
Est contratada a compra da casa terrea da
ra da Glorian. 116, no bairro da Boa-Vista :
quem tiver algum embaraco a por -eoncluso
deste negocio, queira dirigir-se ao escriplorio do
labellio Porlucarreir, na ra do Imperador.
G. Bel i ramio i, G. Girelli, A.Harchelli e sua
senhora, C Barlolucci, F. fiighi e sua senhora,
A. Mariolti, A. Abbiate, L. Bassani e G. Marinan-
geli com seu lilho menor mbarcam no vapor
bwsileiro para o nerle.
Aluga-se o sobrado de dous andares e sa-
leo da ra Imperial n.169 : a fallar na ruada
Aurara n. 36.
Urna senlioia catada, com pou-
eos .Sliios, e j m>iar, natural e residen-
te em Jlamhurgo, mas que esteve do
Brasil, arceita dous on tres meninos ou
meninas para educar com todo oesme^
ro e por condiedes rasoaveis^ a fallar
na li vraria n. 6e8 dapracaxfa Inde-
pendencia, onde se da rao todas as in-
ibi'.macoes.
Aluga-se o segunde andar da casa n. 43 na .
ma Velha, e o querto andar da casa n. 14 na ra i
do Trapiche ; a fallar no primeiro andar desta
ultima casa.
LOTDRIi
DA
Terrenos de marinha.
O 2. lenle Agrimensor, novamente convida
os Srs. Beuio Jos Ramos de Oliveira, Mauoel
! Alves Guerra e Dr. Joaquim Antonio Carneiro da
iCunha Miranda, por sioo por seus procuradores,
a comparecerem na casa de sua residencia, na ra
; Direila n. 74, para selhes marcar o dia em que
i teem de asaislir a medico, demarcado e ava-
I liagao dos terrenos de marinha que lhes foram
concedidos.
Preeisa-se de urna mulher roaior de 30 an-
nos, que tenha exemplar conducta e sem filhos,
i o que seja inicuamente desembarazada e inde-
.' pendente, para se encarregar da regencia de urna
; casa de familia e de hornera casado : quem esli-
ver nestas circuroslancias, dando conhccimenlo
por pessoa fidedigna de sua boa conducta, diri-
ja-se a casa terrea sita no paleo do Paraizo desta
cidade n. 6, que lhe dir quem assim o pretende.
IPrecisa-se alugar um prelo de idade, ou
um moleque forro ou captivo, para compras e
levar de comer a una pessoa no eslabeiecimeo-
to : em Pora de Por las, ra do Pilar n. 80.
Koga-se aos Srs. Francisco Jos
Coelho que ja te ve armazem no beco da
Boia no Recife, queira ter a bondade
de comparecer na praqa da Boa-Vista
n. 16 A, alim de dar contas do que
Vmc nao ignora o que Vmc. vendeu e
recebeu e at o presente nada de contas.
Saques.
Luiz Antonio Sequeira, ra da Ca-
deia n. 20, saca sobre Lisboa por qual-
quer quantia que o pretendentes pre-
cisarem aos prazos e cambios qne
convencionar.
PROVINCIA.
O Sr. tliesoureiro das loteras manda declarar
que se acbam ezposlos a, venda os bilheles da
terceira parte da primeira lotera da irmandade
do Senhor Bom Jess dos Marlyrios desla cidade
cujas rodas deverjio andar impreterivelmente no
dia 19 de Janeiro proiimo futuro.
rhesoursria das loteras 22 de dezembro de
1860.Jos Mara Q\ Cruz, escrivan.
Na-cocheira de mnibus de Claudio Dubeux
exislem recolhidos dous burros, ignorando-se a
quem pertencem : quom fr seu dono pode pro-
cura-Ios.
Noya pauta ou tarifa da
alfandega
Ne livraria da praca da Independen-
cia n. 6 e 8, existe a nova tarifa que
tem deexecutar-se a 9 de tevereiro, a
qual sera' mostrada aos Srs. assignantes
do Diario, que a quizerem consultar em
quanto nao chegam alguns para vender.
4os consumidores de gaz.
A empreza da illumina^o
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregarem aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente ,0
exigid TodOS OS Paffamen- CopceicSo da Boa-Vista : a tratar na ra da Ca-
o ar o d9ia do Recife n. 62, segundo andar.
tos devem ser fetos ao Sr. .
^,. Precisase de urna ama para o servigo n-
lnOmaZ Irarrett UnieO COUra- 'erno de urna casa de pouca familia : a tratar na
j_____ -*__ j praca do Corpo Santo n.17.
Or aUtOriSadO OU nO eSCnp- Se far lodo negocio com urna taberna com
arin Ana rrprpjiir>c poucos fundos e cora commodos para familia e
torio aos gerentes. bcm afreguezadai na rua iapeaiV ns.
a pessoas que com o mesmo teem
Recife 24 de dezembro de 18b0.
Precisa-se fallar aos Srs. Manoel Garca de
fcouza Ramos e Joo Joaquim Eugenio Ayres. a
negocio de seu intefesse: na rua Nova n.52, loia.
Urna pesso3 que soflre de cataratas e dese-
in-a "" Per5*- Pel que se lhe in-
lera sido aposentados como operades.afim de se-
r mprocurados, e vecar-se se eom elTeito da
operacao se tem seguido o reslabelecimento da
vista, por qusnlo o essencial nao esl na opera-
ao, mas sim no resultado.
O abaixo assignado declara pelo presente
que nunca leve sociedade alguma nem tem na
loja de lou?a da ruada Imperalrizji. 38. perlen-
cente a sociedade dos Srs. Manoel Carlos Martins
e Alvaro Jos Teixeira, quegyrava sobre a firma
ae Martina i Alvaro, a qual lendo sido dissolvi-
aa no da 31 de dezembro p. p. deu-se este en-
nrnoiirflndn n g1" Prfum descuido,comose vnolia 11 e 12;
procuranuo o por I8g0, iC0 e8U dec)araao e9la flha Re:
cite 12 de janeiro de 1861.
Lourengc Tereira Mendes Guimaraes.
i ~*i Ms"?eI Loao de Castro participa ao respei-
invet publico e principalmente aos seus freguezes,
que o Sr. Antonio Ferrcira de Lima deixou de
1860eU caixeiro desde dis n de dembro de
,Z ?' JoseP1.a Claudina Soares Vilella, com-
petenietnenle licenciada por S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia, tem aberto em sua casa na
rua velha n. 46 urna aula de instruccao primaria,
ensinando igualmente a coser, bordar, labjrin-
tnar;, etc., etc., paracujo fim convida aos pas de
familia a lhe conOarem suas Ulnas, assegurando-
hes lodasas vanlagens para oadianlamenlo del-
tas. Na mesma aula tambem se admiltirao meias
pensionistas.
Lices
de primeiras letras, portuguez, lalim, francez,
dn.8B"a-v"saaSnM3TlCUUrCS '' "* "" da mal''U
Precisa-se de urna preta escrava que saiba
numnerori06ngOmmar "* rU" d" Se"Zala Velha
O abaixo assignado precisa contratar urna
ex-praca do exercito. idonea.para substilui-lo no
servico de primeira linha. mediante gratificaeao
razoavel: quem se julgar habilitado e quizer
reahsar semelhante contrato, dirija-se a rua do
az b. 41, ou ao quarlel do 2." balalhao de In-
famara as Cinco Ponas, a fallar com o annun-
ciaBte. Recife 14 de Janeiro de 1861.-
cular 2. sargento,
se
Precisa-se de urna pessoa capaz que se
queira encarregar de unios cobranzas para o sul
da provincia, e que d fiador : a pessoa que se
queira encarregar disto, pode apparecer na rua
da Moeda n. 3, segundo andar.
Os abaixo assignados fazem ver ao publico
e com especialidade ao corpo de commercio, que
o Sr. Jos Custodio Braga deixou de ser seu cai-
xeiro de cobranza desde odia 11 do correte.
Recife 11 de jaueiro de 4861.
Vidal & Bastos.
Aluga-se o segundo andar de um sobrado
sito na rua da Traa do Sania Riti, assini como
VIA FRREA
LIMITADA.
ABERTURA DA SEGUIDA SEC(J40 AT A ESdlDA.
Do dia 3 de dezembro de 1860 at outro aviso a partida dos
trens ser regulada pela tabella seguinte :
Trovador.
O proprieta rio deate estabelecimenlo desojan-
do por todos ae modos a seu alcance corresponder
a bondade de aeus freguezes, mandou vir de Pa-
ria um primorosobuhar de mognoe o tem a
dif osicao dos amadoras desse bello passa tempo
a todas as horas do dia e da noite. Espera qua
seus freguezes e amadores nao dexarao de re-
quentar constantemente o seu estabelecimenlo,
cooeorrendo assim para que seus exfnrcos sejam
coroadoa de bom xito. Rua larga do Rosario nu-
mero 44.
JosMoreira
Lopes
mudou o seu estabelecimenlo da casa amarella
da rua do Queimado para a rua do Crespo, para a
loja que foi do Sr. Santos & Rolim n. 13, e ar-
mazem na roa da Imperador, oulr'ora rua do
credores de seu casal, em cujo numero ae acha o Colleglo n. 36.
abaixo assignado, que protesta desde ji annullar i Offerece-se urna pessoa capaz, que entende
ditas vendas, no caso de lerera efTecluadas. Re- de negocio e falla francez, para eaixeiro : quem
cjfe 7 de Janeiro de 1861. precisar, deixe carta no escriplorio deste Diario,
Luiz Antonio de Sjuza Ribeiro. cm ** ioiciaes T- A, P,
ESTAQUES.
Cinco Ponas
Afogados.........
Boa-Viagem.....,
Prazeres.........
Ponl"zinha.......
iihs..............
Villa do Cabo.....
Ipojuca..........
Olioda............
Timb-Ass......
Escada (chegada).
Tren para o interior.
das dk traba-
LIIO.
MAM1AA.
ESTAFES.
Escada.........,
Timb-Ass.....
Olinda..........
Ipojuca..... ...
Villa do Cabo.....
Una.............
Ponlezinha.....
Prazeres.......
Boa-Viagem.. .
Afogados.......
Cinco Ponas (cha-
gda.)........
Hor.
b
8
8
9
y
9
9
10
10
10
10
Min.
30
40
50
15
25
40
20
35
50
TARDE.
Hor.
4
4
4
5
5
5
5
6
6
6
6
DOMINGOS E DAS
SANTOS.
MA.MIAA.
Min.
30
40
5u|
15
25
4o
20
35
50
Hor
7
7
7
8
8
8
8
9
9
9
9
Min.
30
40
50
15
25
40
20
35
50
1AHDE.
Hor.
6
6
6
7
7
7
7
Presos de buhe tes.
VIAGENS SINGE-
LAS.
I."
Min.
30
40
50
15
25
40
400
1200
1400
2400
2."
300
900
1100
1900
2700 2200
3400 2700
4500 3300
5300 3800
6000 4300
6500 4500
3.a
VIAGENS DE IDA
E VOLTA.
-O parti-
Gedeao do Souza Velho.
Tn lug*:seuraPriineir aDd na ruada Cruz
n. 29, cora fundos para a rua dos Tanoeiros a
tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
=;. Alufara;se du*s casas para passar a festa.
sitas era Sant Anna de dentro, lendo commolos
sumcienlespara qualquer familia, e bauho perlo
ae casa, o aro mais S3udavel para a saude- a
iratar no paleo de S. Pedro n. 6.
ASSOCIACAO POPULAR
DE
Soecorros Mutuos.
Ooarto-feira 16 de Janeiro haver sessao do
conselho administrativo ; os senhores socios sao
convidados a comparecerem dita sessao que
lera tugars 7 horas da noite do referido dia. e
os senhores conselheiros nao devem deixar de
comparecer.
Secretaria da Associago Popular de Soecorros
Mutuos 14 de janeiro^de 1861.
Joa Francisco Marques.
1. secretario.
&M
Precisa-se de urna mulher forra ou escrava que
saiba engommar e ensaboar com perfeico para
casa de pouca familia : na rua do Queimado n.
39, loja de fazendas.
Aluga-se ura moleque para servicio interno
.u.mlca8a : a ltalar na ruado Eiicaulameulc
n. 11, Recite.
ra7 v?a"Se seUD-d0 aad" da casa n. 15 di
!. h BIgano : q2Sm Preteder. dirija-se ao
caes do Ramos n. 26, ou a rua Augusta n. 114.
a fallar com Prxedes da Silva Gusraao.
Francisco Ignacio Ferreira declara a nuerr.
quer que seja do paleo do Paraizo n. 14. que a
sua residencia na rua estrella do Rosario n.89
por sso quem desejir fallar-lhe. all o poder*
encontrar todos os dias ale as 6 horas da tarde
Na travessa do camiuho novo da Soledade.
estrada do Manguinho. casa n. 74, precisa-se de
urna criada para o servido interno de urna peque-
a familia, quer-se que saiba parlicularmenlo
cozmhsr e engommar, prefere-se que seja por-
lugueza. n e
Altenco.
hr?h .wed8Jquanlla d 2:000 a premio so-
bre hypolheca de predios a escolher, o sobre os
juros e prazos que se convencionar : quem liver
queira dmgir-ae a esta typographia at o dia 15
do correle em caria fechada, com as iniciaes
J. \j indicando sua morada para ser procu-
rado.
Precisa-se
?ue de fiador a
mperal n. 7.
de uro eaixeiro para taberna,
sua conduela : a tratar na rua
Compras.
i.a
Trens do interior.
200 600
500 .1800
600: 2000
10001 3600
HOOi 4000
1400 5000
2
2000
2300
2600
3000
DIAS
DE TRABA-
LHO.
BUNUAA.
Hor. Min.
5 45
5
20
*!?
15
85
40
50
10
TARDE.
Hor.
1
2
2
2
3
3
3
3
3
4
Min
451
5
20
35
15
as
40
50
DOMINGOS E DAS
SANTOS.
MANIIAA.
Uor.
10 7
Min.
15
25
40
50
TARDE.
Hor.
3
4
4
4
5
5
5
5
5
6
Min.
451
5
20
35
5
35
40
50
6900
8000
9000
10000
500
1400
1600
200
3200
4000
5000
5700
6500
7000
3."
300
800
900
1500
1700
2100
3000
3500
3900
4500
Precos de bilhetes.
VIAGENS SINGE
LAS.
1.a
700
1400
2100
3200
3800
4400
5000
5600
6000
2."
500
1000
1500
2200
2800
3100
3800
4000
4300
3."
300
600
900
1400|
1700
1900
2300
2400
2700
10 6 lOf 6500 4300 3000
AaignadoE. H'Bramah,
Superintendente.
VIAGENS DE IDA
E VOLTA.
1.a
1000
2100
3200
4800
5700
6600
7900
8100
9500
2.
800
1500
2200
3300
4200
4600
5700
6000
6800
10000 7000
3.'
500
900
1400
9100
2500
2800
3400
3600
4000
4500
rf7ninnmpISm"!e fr,asu08 8"ndes vasios de agua
de colonia de autor Lubm a 100 ris cada um
na rua das Larangeiras n. 16.
Compram-se escravos.
Compram-se, vendem-se. c trocam-se escravos
Compram-se escravos,
de ambos oa sexoa, que sejam sadlos e de boa
figura, com habilidades, e que sirvam para o ser-
vio de campo, de 8 a 40 annosde idade noli-
SaaffirrUlhias pereira d ^
Compra-se urna jarra vidrada,
grande, de bocea larga, de Genova :
neata typographia.
Compram-ae moedas de ourobrasileiras de
z ; no escriplorio de Manoel Ignacio de Oli-
veira & Filhoa. largo do Corpo Santo.
Compram-se moedas de ouro de 20fi no
armazem da roa da Cruz n. 19. '
Vendas.
cI7.yeiu.e"".ln,h(>d *" em "crosde32
cutas a 6: na taberna da rua ba matriz da Boa-
Tlalfl D. 27.
-- Vende-se doce da casca da golaba, o que
pode haver de melhor neste genero : no pateo
do S. Pedro n. 9.


DIARIO DB PSftflIBQOOw .. UBICA flaB A 1^ 01 JlEJR 01 UU
Liquidado,
Na ra do Queimado a. 47.
Cheguem ao barateiro.
Vendara -se chitas de coras flus 160 rs. o co-
vadn, ditas em relalhos a 140, titeabas franceses
s 20H rs., cambraias de barra a 3J, cortes de cas-
aa chiti n 1, gravatas de seda a.500 .-s., ditas
pretas a 70U rs., longos do seda grandes a 19500.
corles de < nrobraia de seda a 4$. rausselinas de
coras a 240 o corado, corlea de chita de barra a
2$>0U, cassas de corea a 200 rs. o corado, chitas
largas boas a 220 o colado, cortes de riseado
fraucez a 1(800, chales da merino lisos a 5f, di-
tos bordados a 7j, gsngas de cores para calca a
520 o corado, cambraias lisas de 10 jardas a
30500, ditas mais tinas a 48600, corles de carn-
traias bordadas, fazendas finas a &J, corlea de
meia casimira a 2j>IOO. ditos de briro adamasca-
do branco a 2^500, lencos de la e seda a I$000,
Vende-se ama pioenda dabui
xa. cotn
os seos preparas de moer de besla fot m
com lodo
udar
naenbo para ana ; ver e tratar, engenhe
Peruleraea, termo do Bonito, a* ra i Impon*-,
dor n. 50, lerceiro andar.
Remed >s americanos |
ment.

i
i
DO DOCTOR
Radway & C, d43 New-York'
Prometo alivio. Resolutivo
renovador.
5 Pilulas reguladoras. f
8) Estes remedios j sao aqui bem conlie-
cidos pelas admirareis curas que ten ob-
lido era toda a serte de fe brea, molestias
chronicas, molestias de senhoras, de pe-
$9 le etc., ele, conforme se v as insiruc-
roes que se acham traduzidas em por 9
uguez *i
Presunto a 480 res.
Touciaho a 320.
grosdenaple muilobom i 5} o corado, chapeos
de ni*ssa Unos a 4. panno fino bom a 3g500o | oT|cT~ni^r7lh Ififfttimft
corado, e oi.tras mais fazendas que veodem-se i ^0lo parilllia lt3gi*llllol 3^
portlo e qualquer preco, e do-se amostran S oriorinfll do OTltiSO '
com peohores. m _
SDR. JACOB TONSEND
0 melhor parificado!* do sangue
cara radicalmente
Erisipela. Phtisicas. g
Catarrho.
Dupncas de ligado.
gue.
ille.
Al pista e pataco a 200 rs,
Na ra das-Crines n. 24, esquina da trnvcssa
do Ouridnr.
Vendem-se duas negras com as habilidades
de engommar e cozinhar, urna muala moca cora
20 anno, cora algumas habilidades, urna negn-
nha do. 12 aniMX, muilo linda e esperta, urna ne-
gra de meia Hade, 3 negros de bonitas figuras
proprios para enxada por serem robustos : na
ra larga do Rosario n. 20, segundo andar.
/la do Queimado n. 1.
Para acabar, vendo-se cassa miudinha fina a
280 rs. o corado, dila gnu tiras bordadas a 2$5U0. 3), 3s500 e 49, la de cor
a 400 rs. o corado, c oulras muilas fazendas por
presos con:modos.
Fivelas.
O mais lindo e variado sorlimenlo do fivelas
para cintos de senhora que se pode encontrar ;
veudern-so por precos muilo razoareis, em casa
de J. Falque, ra do Crespo n. 4.
Rheumatismo.
Chagas.
Alporcas. Effeitosdo azouj
Vende-se urna inorada de casa
terrea na ra da matriz da Boa-Vista ;.
a fallar na mesma ra sobrado que vol
ta para a ra da Glorian. 33.
de cortes de chita francesa de padroes
atetrameute novo tanto claros cora o
euros com 11 corados pelo-diminuto
preco de 2$5G0 : na ra do Queimado
a 18 A, esquina da ra do Rosario lo
ja de Jos Morcira Lopes.
Xarope peitoral brasi-
Ieiro.
Os Srs. Joo Sovvt & C, nicos possuidores
deste xarope j bem conhecido pelos seus bons
effeilos. continuara a voode-lo pelo prego de 1
cada tidro : tazem ama differenga no prego aosi
collegase a todas as pessoas que lomarem de 12
tidros para ci
Roa do Crespo,
de Imperatriz n.
de duzia, e por
Impingeos. Molestias da pe
S Vende-se no armazem de fatendas de g
a Rayniundo Carlos I.eile &Irmao, ra do a
jg Imperatriz n 12. q

8ora vinho deBourgogttt
Na casa do Sr. Lecomte, roa
7, lem ruino superior em caia
preco razoarel.
5> Francisco Goncalves de Moraes. doutor
as era medicina mu'dnu a sua residencia pa- e$
S ra ra da l'enha sobrado n. 5, prtmeiro @
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba de superior quali-
dade, em prirco e a retalho, por prego mais ba-
rato do que era oulra qualquer parle : na ra do
Queimado, lnja de cera n. 77.
FUMO AMERICANO
de 1C3000 a 22#000 a aroza de roacinhos embrulhados em chumbo: no centro commerCial ra da
yadea do Reeife n. 15, loja do Jos Leopoldo Bourgard.
PR00RESS0
de
largo da Peulia-
Os proprietarios deste estabele-
ciraantoconviJam ao rospeilavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, que se
acham em seu armazem de molharlos de aovamente sonido de gneros, os melhores que tem
tin-lo a este -larcado, por serem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a rnaior parte ielles vnoos por conta dos proprietarios
.inha americana a 100 rs.
de 200 jardas
branca e de todas as cores, estas linhas
sio fabricadas para cozer em machinas
por serem muilo fortes e iguaes sao as
melhores linhas que lem viodo a este
mercado.
|Retroz e trocal preto e de5
cores
lambem proptio para cocr em machi- !
as, Tem em oarreleis e vende-se em li- I
bra a 209 ou 2g um carretel de 12 em li- '
bra : na roa da Imperatriz n. 12, princi-
pal deposito de machinas de coser.
N. H. Como existe um graade sorli-
menlo destes nbjectos vende-se mesmo
a quem nao tem comprado machina de
cozer.
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, reode-se
por pregos baratissimos, para acabar : pecas de
cambraia lisa fina a 38, organdys muito Unas e
modernas a 500 rs. o corado, cassas abertas de
bonitas coree -240 tu., chitas largas a 200 e 240,
cortes de cassa de cores a 2. eolremeios borda-
dos a l5O0 a pega, babadoa bordados a 320 a
Tira, sedlnhas de quadros ftnas a 9M rs., oasa-
reques de cambraia o fil a 5j, perneadores de
cambraia bordados a 5J. gotlinhas bordadas a
640, ditas cora pona a 2JA00, manguitos borda-
dos de cambraia e l a 2jS, damasco de la com
9 palmos de largaras 1&600, bramante de linho
com 5 palmos do largura a 900 rs. a Tara, luras
para senhora a 160 rs. o par, capas de fustao en-
feitadas a 59, pegas de madapolo fino a 43, la-
zinha de quadros para vestidos a 320, camisusde
cambraia bordados a 29, sobiecasacas de panno
uno a 20g e2JS, paletots de panno e casemira de
ff a 205, ditos de alpacs de 39500 a 89/ dito* de
brim de eores e brancos de 39500 a 5J, calcas de
casemira pretas e do cores para todos ps pregos,
ditos de brim de cores e brancos de 29 a 5$, ca-
misas brancas e de cores para todos os pregos,
colleles de casemira de cores fines a 59 ; assim
como oulras mollas fazendas por mwnos do seu
valor para fechar cernas.
240.
Ggos coin c\\;\iwpan\va
da niilhores marcas que ha no mercado a 203000 e em garrafa a 25000.
Figos *le comadre
em caixas proprias para mimo a 19000.
Barris com azeitouas
os ma3 novos que lia no mercados 192000.
Scrveia branca
das mais acreditadas marcas a 59000 a duzia e em garrafa a 500.
Qucijos uamengos
recebidos pelo ultimo vapor de Europa a 3000
Qucijos parlo
iu melhores qualidades que tem vindo a esle mercado a 960 reis a libra, e era porco se fa-
ra algutn abatemenlo.
Queijos suisso
recentemente chegado e de suqerior qualedade a 960 reis a libra.
C\\ocolat
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porco a 850*0.
Miiro&eAa&a imperial
do afamado Abreu, e de outros mais fabricantes de Lisboa emlatasde 1 a 2 libras a 800
r., em porgo de se far algura abaiimento.
Nia$a de tomate
am latas de 1 libra por 900 rs.,em porco vende-se a 850 rs.
Conservas fraacezas e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 70u rs. o frasco.
Latas de b iiac\iiu\ia de soda
m diferentes qualidades a I96OO a lata
Vmvas Craneezas
as mis novas que tem vindo a este mercado em compoteiras.eontondo 3 libras por 89000 rs.
e era atas de 1 e 1(2 libra por 19500 reis
Caixiii\\ *h com 8 Vibras de passas
39000 rs. em porgo se far algum abaiimento, vende-se tambera a retalhoa libras 500 rs.
Maateiga iugleza
psrfeitaminteflor a mais nova que ha no mercado a 19000 rs. a libra, em barril se far al-
gn abatimento. .
Cb perola
o lUiUor que ha neste genero a 29500 rs. a libra dte hyson a 29000 rs.
Hauteiga traneexa
a 720 rs. a libra em barril se far abatimento.
Toticinbo de Lisboa
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
1MUc-is para sopa
em caxinhas de 8 libras com deferentes rjuali8depor 49f00 rs.
Tambera vendara-seos seguintes gneros, ludo Tecentemenle chegado de superiores oraa-
lidades, presuniosa 481/ rs. a libra, obounca muila nova, mstaielsdaido mais afamado labrioanre
de Lisboa.maga de tmale, pera scea, passas, fructas effi caldt, amendoas, nozas, frseos eom
araendoas cobertas, confeites. psstilhas de varias lOs-lidarres, vinagre branco Bordean*, nrsprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Pelix, roscas de todas as qualidades,
goraraa muito fina, ervilhas francezas, oban.pagnedas mais arredilad a* msrcss.-cervejs.4e sperraacetebarato,licores franeezesmuito finos, marrasquino4e zara, szeiledooepurilcaio, azei-
tonas muito novas, baabe ie pdteo refinada e outros muitos gneros que encontraro ISndntes a
molhados, por isso prometiera os proprietarios vender- por muilo natos doqueoutro foalaner
prometiera mais tambera servirera aqirellae pessoas qoeTnendwem por otras pencoprtcas oom
a viessera pessoalmente; rog*ra ISarnems lodosos sen bares de engenho e sanhores sWadores
queiram mandar suas oor.ommendas ao armszem PrrjgrEaso. que se Ibas affianw. a.boa .nrsiidadSfl
o acondicioaamea*, v H """
Vinho do Porto, genuino,
Rico Stomacal de 1830.
Precioso de 1847.
As duzias.e em caixiohas, a dioheiro, por ba-
rato prego : vende-se na ra do Trapicba a. 40,
escriptorio.
Bolsas de tapete para
viagens.
Vendem-se mui bonitas bolsas de tapete pro-
prias para viagens, etc., etc., pelos baratissimos
pregos de 59, 65 e 78 : na loja da aguia branca,
ra do Queimado n. 16:
Farinlia a 3,s'5O0.
Vende se no armazem da ra da Madre de Dos
n. 35, saceos com boa larlnha de mandioca, de-
sembarcada honlem pelo barato prego de 3S300
cada sacco.
Milho novo a 4J000.
Vendem-se milho doto em saceos grandes, pe-
lo prego cima ; no aimaaem da ra da Madre
de eos n. 35.
Ana do Queimado n. 39
. Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TA VARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidas de seda de cores, azenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
609000, ditos sera defeilo a 1009000, tem um
resto de chales de toqui m que eslac-se acabando
a 309000, ditos de mirio bordados com pona
redonda a 89000, ditas sem ser de pona redonda
a 35000, ditos estanpados com lis tras de seda
em roda da barra a 99000, ditos de ricas estam-
pas a 7JP000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 29000, ditos sem franja e muito
encorpado a 29000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfeilados a
259000, ditos muito superiores a 309000, en-
feitesde vidrilho preto a 39000, ditos de retroz
a 39500, organdis da mais fina que ha no mer-
cado a 19000 o covado, cambraias de cores
de padroes muito deficadosa 800 rs. a vara, ditas
de oulras qualidades a 600 rs. a vara, rieaschitas
farncezas de muito boas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, peitos para camisa a 240 rs. cada urna,
cortes da casemira decores a 69009, ditas em :
pesca de quadrinbosa 49000 o covado, gollinhas
de muito bom gosto a 19000, ditos da outros
bordados ricos a 33000, manguitos de cambraia
bordados a 39000, tiras bordados e entrimeios
quesevendem por prego commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de criangas, e capinhas
para senhoras a 19400 rs. o aovado, corles de
cambraias de salpicos a 59000, cortes de cam-
bsaia enfeitadas com tiras bordadas a 69000,
e outras muitas mais fazendas que ser difcil
aquipode-Ias mencionar todas.
Ainda contina a estar para se vender, per-
mutar por casa nesla cidade, e em ullimo caso,
arrenda-se a quem flzer as obras e concerlos que
s casa precisar, sendo descontada a quanlia gasta
do aluguel que liver de pagar, o sitio da travessa
do Remedio, na freguezia dos Afogados n. 21:
quem o pretender, enteoda-se com seu propie-
tario na ra de S. Francisco, como quem vai pa-
r a ra Bella, sobrado n. 10, ou na alfandega
aoode empregado.
Cassas de lindos padroes e cores fitas que S6
pode garantir aos comprados, s 240 rs. o covado,
na ra do Queimsdo, loja de 4 portas n.39.
As verdadeiras luvas de
Jouvin.
A loja da aguia brancas acaba de receber de
sua encommenda as verdadeiras luvas de Jou- .
vio, primelra qualidade, tanto brancas como pre-! do- colM,de can>br> <> ores com 3 ba
las.para homem e senhora : quem precisar, diri- fora "e *2 T*rBS cada corte a 49500, supe
j-Se a dita loja da agtris branca, roa doQuei- '"Sos de cambraia de linho muilo finas
#0 9 ^ rita hnmU/lAa II.f J!s_. J .-_!..i_ J_
Assucar e canna.
Bonets para raeniaes.
O lempo proprio para se comprar os bonitos
bonets de panao 9aa ensiudee cem fita de cha-
u e bor,oU outros enfeilados com fita de
velludo e pluma, a outros coa galiosinho dou-
it.V' P,0S**"Hain pregos de 39500,
49 e&9 ditos de palha esura, mui bonitos e
fortes a 39. gorras de palha branca enfeitadas a
leoop, e outros mu differentes bonets de Panno
enfeilados a 19 e 19280 : qa ra do Queimado,
loja da aguia branca n. 16.
ttSKfXfft,. *' **^
9 Rodas d'agaa.
% Moeodas de cansa.
tTaixas.
Rodas dentadas.
Broazes e agullhes.
9 Alambiques de ferro.
% Crivos, padroes etc., etc.
% Nafundicode ferro de D. W. Bowman.
% ra do Brum passando o cfaafarfz.
?3# #
Na loja da boa fe, na ra
do Queimado n. 22,
vende-se muito barato.
Cambraia lisa fina eom 8 1|2 Taras cada pega a
49500, dita muito fina com salpicos a 59, dita de
coreada padroes muilo bonitos a* 320 o corado,
cortes de cassa pintada com 7 varas a 29240, fil
de licho liso muito fino a 800 rs. a vara, tarlata-
na muilo fina branca e de eores cora 1 li2 vara
de largura a 800 rs. a vara, guaroigbes de cam-
braia (manguitos e gila] bordadas muita finas a
59, gollinhas bordadas de cambraia muilo fina a
19, esparlilhos muito superiores pelo baratissimo
prego de 6j, pentes de tartaruga a imperatriz
muito superiores 99, bonets de vallado para
meninos-a 55. ditos de panno prelo a 3jJ, sapaii-
nhos de merino mullo enfeilados a 2$ o par, chi-
Vende-se assucar mascavado a 100 rs. a li-
bra, agurdenle de canoa engarrafada a 240 a
garrafa ; na travessa do paleo do Paraizo n. 16,
casa pintada deamarello.
Esteiras da India de 4, 5
e 6 pamos de largo.
No armazem de lasonilas da ra do Queimado
n. 19, propriaraeote para Jorro de salas e camas
por ser di melhor qualidade, e todas brancas
errores
e rica-
mente bordados a 9$, ditos de cambraia de algo-
do com bico de linho a 19280, ditos de cam-
braia da linho proprios para algibeira a 69, 7e
89 a duzia, ditos de cambraia de algodo a2|OO
e 39 a duzia, liras bordada largas e tinas eom 3
1|2 varas cada pega a 2J500, e assim outras mui-
tas fazendas que vendem-se por pregos muito
baratos na ra do Queimado n. 22, ns bem co-
ndecida loia da boa f.
Chales.
Ricos chales de merino estampados, de cores
muito bonitas a 78, ditos muito finos a 89500,
ditos lisos a 59, ditos bordados a matiza 8950o,
na ra do Queimado n. 22, loja da boa-f.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem serapre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sorti-
mento de tachas e moendas para engenho, do
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no raesrao deposito ou na ra do Trapi-
che n.4.
(apellas e flores.
Mui bonitas capillas para noivas a 59, 69 e 79,
ditas para meninas a -2f. bonitos n delicados cai-
tos de flores finas a 1J500, 29 e 3 : na ra do
Queimado loia da aguia branca n. 16.
Vende-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglesas.
Peilosparacamiaas,
Biscoutos
Emcasade Arkwight & C,
Cruz n. 61.
ra
Fariiiha a 5S500
Bonitos cintos para senho-
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas flus com fivtaa*- para cintos de senhoras e
meninas, e pele baratissimo prego de 2f : em
iu lo)* d* *"'' lrlDC4. ra do Queimado nu-
mero 16.
Objectos de gosto
senhoras e meninas.
A loja a aguia nrabca recrteo;rfnr1>ello aorti-
nrento de bjaclos de muito gasto ultima ico-
da, proprios para senhoras e meninas, sendo de-
lleadas gollinhas e voltes de tidritho, Vblts de
coral e cornalina com atacador de sala, aura-
do, obra inteiramenle nova a da muito gosto, e
pelos baratissimos pregos da 2J cada objecto :
narua doQuaimado, loja de aguia branca Da-
mero 16.
Perfumaras
novas.
A loja da aguia branca acaba de receber da sua
propria eacommenda um lindo e completo aorti-
menlo de perfumariaa finas, asqoaes esta ven-
dendo por menos do qu em oulra qualquer par-
te : sendo o bem conhecido oleo philocome e ba-
nha (Societ Hygienique) a 1 o fraaco, finos ex-
tractos ero bonitos frascos de cores e dourados a
2j, 2J500, 39 e 49, a afamada banba transparen-
te, e outras igualmente finas e nevissimas como
ajaponaiseem bonitos frascos, cuja lampa devi-
dro lambem chela a mesma, huile concrete,
odonnell, principe imperial, creme, em bonitos
copinos com lampa de metal, o muitas outras
diversas qualidades. fodas estas a 19 o frasco.
bonitos vasos de porcellana dourada proprios pa-
ra offerta a 29 e 2*600. b(M>l,0$ bhB2nt'hog c^
9 frasquinhoa de cheiro a 29, lindas cestinbas
com 3 e 4 'rasquinhos. e caixinha* redondas Q.m
4 ditos a 1S200 e I96OO, finos pos para denles e
agua balsmica para ditos a 1 e 19500 o frasqui-
nho ; e assim urna iofinidadede objettosque sio
Queeimadoe,n.d4a. ^ d" *? """ M IUa *
Ra da Senzala Nora n.42
Venda-se em eaaa da S. P. Jonhston 4C,
selhnse silhes nglezes, candeeiros e eastigaes
bronzeados, lonas nglezes, fio de vela, chicle
para carros, e raoniaria, arreios para carra de
um a dous cvalos relogios de ouro paiante
inglez.
Vea Je sefarinha.de mandioca a 5#500
a sacc: na ra da Madre de Dos nu-
mero 35.
jjoatsaaasoa aoa>sasa*
0
3
3
I
I
i

SeprocofltraFogo
COMPAMHIA
LONDRES
t
I
AGENTES
GRANDE SORTMEATO
DE
fazendas e roupa feita
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Relogios.
Vendem-se em casa de Braga, Silva & C. re-
logios de ouro de diversos fanricaotes inglezes,
por prego commodo.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e decores fizas
a doze vintenso covado, mais barato do qne
chita, approveilem em quanto nao se acabam ;
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa Vi.
Cheguem ao barato
O Preguiga est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pecas da bretanha da rolo com 10 varas a
28, casemira escura infealada propria para cai-
ga, collete e palitots a 60 ra. e covado. cam-
braia organdy de muilo bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente muito fina a 39,
49, 9, a 69 a pega, dita tapada, com 19 varas
a 5* e 6$ a peca, chitas largas de modernos e
escolhidos padroes a 240, 266e280 rs. o cova-
do, ririuissimos chales de marin estanparro a
7 ditos bordados cora duas palmas, fa-
zenda mm'to delicada a 84 cada um, ditos com
urna s palma, muilo finos a l|50U, ditos lisos
com franjas da seda &#, 4*050 de cassas com
barra a DDO, 120 a 160 cada um, meias muito
anas pira senhora a 9 a duzia, ditas de boa
qualidade a 39 a 35*500 a dozia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, paracoberta a 480 rs.
o aovado, chilas escuras inglesas a 59900 a
pega, a a 160 rs. o ovada, brim branco da pora
linho a 1>, l200 e 19600 a vaia, dito preto
muito enswpado a 19500 a>vare, bri!hantfn
aeul a 400-rs. o condo, alpacas de diferantes
eores.a |60 rs. o covado, casemirss pretas
finas a 29500, 39 a 39500 o aovada, cambraia
preta e da salpicos a 500 rs. a vara4 a ootras
mftas Tazendas que se far patente ao compra-
dor, e de todas se darae amostras jora penhor-
Joaqnim Rodrigaes Tarares de Mello
BA DO QUEIMADO N. 39
EH'.'SUA LOJ DE QUATRO PORTAS.
Tem um cmpletojortimento da roupa feila,
convida a todos os seus freguezes e a todos
que desojaren) ter um uniforme feito com todo o
gosto dirijam-se a este eslabeliciraento que em-
contraro um habel artista chegado ltimamen-
te de Lisboa para desempenhar as obras a von-
tade dos freguezes, j tem um completo sorli-
menlo de palitots de fiua casemira modello im-
glez, e muito beru acabados a 169300, ditos
de merino selim a 129000, ditos de alpaca
pretos a 51P00O, Jilos da alpaca sobre casacas
a 89000, ditos com golla de velu a 99000,
ditos de fustao, ditos de ganga, ditos de brim,
lude a 590 )0, ditos de brim de linho tranca
do a 69Q00, cahja da brim de linho muito su-
perior a 59000, ditas de casemira da cor
9900Q ea 109000, ditas do casemira pre-
U superior fazenda a 129090, palitots fran-
cezes de panno fino fazenda muita fina a 259
sobrecasacas de panno muito superiores a 359
ea 409000, um completo sorlimenlo de cami-
sas fracezas, unto de linho como da algodo
efuslo vende-so muito em conta, afiradeque-
rer-seliqiudareom as camisas.
Vende so urna grande propriedade sita na
l assagem da Magdalena, entre as duas ponles,
com muitos eommodos para familia, e outros pa-
ra alugar, que podem dar de rendimento 1:4009
annunaes, sendo os chaos proprios,' e echndo-
se reedificada ; quem pretender, dirija-se a roa
Direita. loja de funileiro n. 7. atratarcom Jos
A.0I000 de Carvalbo.
IC. J. Astley A Companhia.
---------------------------------------------------.
Vende-se
para
l
Formas de ferro
purgar assucar.
Euchadas de ferro.
Ferro sueco.
F.epiogardas.
Ac de Trieste.
I Pregos de cobre de com-
| posicao.
Barrilha e cabos.
I Brim de vela.
I Couro* de lustre.
Palhiiiha para marcinei-
ro : no armazem de C.
J. Astley A C.
or a;i3jo3a oaais>af
RELOGIOS.
Tende-se em;asade Saunders Bro hers*
G. praca do Corpo Santo, relogios do afama
do abricanle Roskell, por precos eommodos
s tambemrancellins e cadeiasraraos mesmos
deexceellnte aosto.
Para acabar.
Pecas de cambraia de flores a 39500 a peca,
chita franceza clara e escura a 260 rs. o covado,
graralasde linho a Pineau e de selim a 500 ra,
grosdenaple preto a 19900, 2200 e 29400 o co-
vado. cortes de cambraia de cores a 23200, algo-
do cora 20 jardas s 39 e 39300. e 49000 com 22
jardas,chapeos de sol de panno a I98OO, ditos de
fellro para en beca a 49 e 29800, meias para se-
nhora a 3S500, e 3J800 superior, algodo de duas
I larguras a 600 rs. a vara, cholea de la oscuros
I a I98UO, brins miudos a 160 o covado, ditos de
linho puro branco fino a 1$100 a vara, camisa
franceza de cores o brancas a 19700, madapolo
a 39300. 4$jOO c 5$ peca. oulras muitas fa-
zendas que vista do comprador far f : na loja
da ra do Passeio Publico n. 11.
Por metade do seu
valor.
Ra do Queimado n. 19.
Vestidos de aze e phamasia.muitostindos,de
duassaias, pelo baratissimo preco da IOS cada
um corte.
Cambraias
baratas.
19 Ra do Queimado 49
Cortes de cambala branca muito fina cea sal-
picos miudlobos o 49600.
Cambraiela paro vestido, muilo fina, pele ba-
ratissimo preco d :Peca.
Baldes de mussulina, ditos arrendados, ditos
Vende-se a taberna sita
confronte ao chafariz n. 114.
na ra Augusta,
As melhores machi as de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Sioger
& C, Whecler & Wilsoa e
Slot &C.
r Estas ma-
chinas que
sao as noelho-
res e mais
daradti-nrls
mostraa-se a
qualqmr itora
e eusiaa-so a
trabad bar nag
casas des com-
pradores ga-
raotia4o-se a
sua boa quali-
dade e idara-
eo: ao depo-
sito de ma-
chi as dio
Raymuudo Garlos Leile A trmao, ra da Impe-
ratriz n. 12, adtigamente aterro da Boa-Vista.
g Gurgel & Perdigo.
Ra da Cadeia loja n. 23.
Receberam modernos vestidos de phan-
tasia e de cambraia brancos bordados.
Receberam novos vestidos de seda, di-
tos de blonde coa todos os perlences.
Receberam completo sorlimenlo de
manteletes, sabidas de baile, taimas de
croie de seda, ditas pretas bordados.
palba.
Vendem modernos chapeos de
enfeiles modernos para senhoras.
Vendem as commodas saias balo de
muearlina e cam para aanhoras e me-
ninas.
Vendem seda de quadrinhos, grosdena-
ples oscuros, ditos de quadrinhos.moreao-
tiiue e lanrinhas em covado, cassas de
salpico,cambraia de cores,organdis e mais
fazendas proprias para vestidos.
Vende-se urna eacrava moga, reforcada o
com algumas habilidades ; na ra do Brum nu-
mero 33.
Vende-se
EM CASA DE
Adamson Howie & G.
Vioho do Porto de superior qualidade.
Tinta de todas as cores.
Lona e flele.
Fio de vela.
Sellins,silbos, arreios achicotes.
Rolbas.
Ra do Trapiohe n. 42.
Machinas ameri-
canas
E OUTROS ARTIGOS.
N. O. BIEBER & C. SCCESSORES,
tem exposto nos seus armazens da na
da Cruz n. 4 e 9, urna nfinidade de
machinas etc., como sejam :
ARADOS de diflerentet modelos, traba-
lhando de 2 lados.
CULTIVADORES para limpar e abrir a
trra.
M01NHOS para cana em ponto peque-
no, podendo ser governadas por urna
pessoa. proprias para Javradores.
Ditas de DESCAROCAR MILHO, um
proasjo pelo qual se poupa muito
tempoe emprega-se somente 2 pes-
soas,
Ditos de MOER MILHO, CAFE etc.,
etc. ate' o grao mais fino que houver.
Ditos para FAZER FARINHA de mi-
Ibo etc.
MACHINAS para fazer BOLACHINHA.
BOMBAS para cacimbas e
navios, muito man.ras e
de forra superior per
mdicos precos.
Ditas com correntes para
tirar agua de lugares
mui fundos.
VERNIZ de superior qualidade para
carros.
CARROS de mo muito leve e baratos
BAL/VNCAS de 1,000 libras para baixo
propnat para armazens, depsitos,
tabernas, boticas etc.. etc.
MAPPAS geoarrapnicos do mundo e
suas partes.
MACHINAS de costura le **at C. as
mebiores que ate bote tem appare-
etdo. rr ,
Entremeios e tiras
bordadas.
S-a^T'r3- ^ 5* e A^^i>ru5J-
ndadeda fazendaoinemm aaaaaala mhm, a
paralase fflriJam-aaaruTdoOualmdli^ da
aguia branca n. 16. '


utio :>* buhamwco. tyugm mwja'W.xiflEiiOKtiei.
w
Calcado,
Qualidades escolhidas.
4S-ftua Direiti--45
Eia a testa t E oecwuario renovar o calcado e
correr ao eslabaUcimento da ra Direila, que o
rende muilo reaco em. perfeilo atado por ea-
J_es presos ;
(beaerro e lustre)
(idm)
iVCTCiNCW
BA
Borieguios de hornera
Ditos de dito
Ditos dedito (dem)
Ditos de dito (ideat)
Ditos de dito (idem)
Eorieguias de aeabora
Ditos de dita
Ditos de dita
Ditos de dita
Sapatoos de bezerro (3 1[2 balera)
Ditos de dito e de lustre
Meios borzeguias de humera
Barzeguins de menina igOQQ e
Sanates de bezerro para menino 49 e
Sapatos de lustre para seuhora a
Feijo m ulatinho.
Na ra da Madre de Dos. n. 18, largo da al-
audega.
Vendem-se noventa apolices da
compaohia do Beber be : na ra Nova
n. 14, primeiro andar.
Lindas caixiohas de eos-
FlNDICiO LOW-fflOW,
Ra da Seazalla Nova n. 42.
Neste esubelecimento contina a nave* um
completo soriiment de moendas e meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
te jerro balido e coado, da todos os lmannos
para dito,
Potassi daRussia e cal de
Lisboa.
No har conhooido e acreditado deposito da
J^ ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para veader a
^ verdadeira polassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambera cal virgem era
podra, indo por preces mais baratos do que ero
oalra qualquer parlo.
Vende-se um moleque de 16 bobos, forte,
sem virios e defeitos, para todo o servido : na
ra das Cruzes n. 18.
8U
6000
5*000
48O0
40500
50600
59000
6S00O
3*600
39500
1S200
tura.
Na toja da. aguia de ouro, ra do Cabuga a. 1
B, vndenseas lindas caixas de costura pro-
pasa para misto, assim como pianiohos coma
sua compelenta msica, quadros dourados, tan-
tos de santos como de retratos, proprios para en-
eite de sata, jarros com flores muito lindos, es-
tampas lauto de guerras como de vistas decida-
dea, caixas de msica com lindas pesas, realejos
grandes com 30 pegas compostas de ralsas as
mais modernas, ludo isto se vende por precos
commodos.
<*S#@ $
@ Vendem-se 5 carros novos com todos os
dj> arreios : na ra Nova n. 81,
Ceblas.
Vende-se a 610 e 880 rs. o canto ; na travessa
do pateo do Paraizo n. 16, casa piniada de ama-
relio.
Ra do Queimado
n. 39.
Loja de quatro portas.
DE
JOAQUIM RODRIGUES TA VARES
na
28.
DE
RODRIGUES
DE MELLO.
Chegou ltimamente a este estabeleci ment um
completo surmento de chapeos prelos franceses
i. iu f i_ i f 1"" uuun qunuuei puno ,
ao rnelnor fabnoanle de Pars, os quaes se ven-; mancos feitos a moda do Porto
Gomma do Aracaty.
Vende-se excellenta gomma do Aracaty;
roa da Csdeia do Recife, primeira andar, o.
Libras sterlinas,
Vendem-se libras sterlinas : no escriptorio de
Manoel Ignacio de Olireira & Filho, no largo do
Corpo Santo.
Pechincha.
Vende-se urna negra de nacao, ou troca-se por
um moieque : na ra do Rsogal n. 11.
Loja de fazendas ao p do
arco de Santo Antonio.
Vende-se urna bonita escrava crioula, de idade
de 14 a 15 anuos, com principio de costura.
Na loja do barateiro, Braga &
Lima, oa ra Direta a. 08,
alm de muilas fazendas e roupas feilas existe
grande quantidado de chales de chita pretos a 65
a duzia.
Vendem-so por comraodo prego 6 burros
mansos, bonitos e do pasto : a tratar era Ciliada,
defrontc da igreja do Amparo, junio a urna pa-
darii
Vendem-se saceos cem farelo de Lisboa a
4950O, saceos com feijo mulalinlio proprios pa-
ra aoiroaes a 3$ o sacco : no pateo de S. Pedro
numero 6.
Na grande
fabrica de taman-
cos, na ra Direita es-
quina da travessa de S. Pe-
dro n 16,
achara o respeilavel publico em geral um novo e
riquissimo sortimento de tamancos de todas as
qualidades, que se vende tanlo a retalho como
em pequeas e grandes porcocs, por menos do
que em oulra qualquer parte ; assim como ts-
Algodo iaoBsIro.
Vende-se algodo monstro com duaslarguras,
muito proprio para toalhas a lences por dispen-
sar toda e qualquer costura, pelo baratissimo
preso de600rs. a rara
82, na loja da boa f.
SfCS 3IM16' fiStiCflt3fi3Cltt5W
Vendem-se esclavos.
Um mulalinho de 18 annos, boleeiro, 1 dito de
6 annos por 3009 com un pequeo dceiw* 2 ne-
gras de 20 anuos, que coziona q diario de ama
. caaa.e sao boas tnsaboadeirasfl negro de 80 au-
na ra do Queimado d. nos, 1 moieque de 15, el negar de 22, ambos
para o servico da campo, 1 moieque perito co-
peiro de 18 annos, e outros escravos que se
acbam venda no escriptorio de Francisco Ma-
linas Pereia da Costa, na ra Direiu n. 66.
0 BASTOS
Jera a 79000, ditos a 89009, ditos a 99000
ditos muito superior a 109000, ditos de castor
pretos e brancos a 169000, o melhorquese
pode desojar, chapeos de fellro a Garibaldi de
muito superior massa a 79000, ditos de copa
baita para diversos precos, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vendem por preco
barato, bonets de veludo para meninos a 5900O,
ditos de palha escuras e claras a 4$000, ditos
de panno muito bam arranjades a 39500
chapeos de seda parasenhoras a259000 muito,
superiores, ditos de palha escuras proprios para
campo a 129000, ditos para meninas a 109000,
chapeos de sol de seda inglezesa 109 e a 129
muito superiores, ditos francezes a 89OOO,
ditos de' panno muito grandes e bons a 45P000.
sapatos de volado a 29000. ditos de tranca a
19500, sintos de gruguro para senhoras e me-
ninas a 29000, coeiros de casemira ricamente
brdalos a 129000, e outras muita fazendas
qua a vista dos freguezes nao delxaro de com-
prar.
Hf Vende-se urna calecha nova, sem arreios :
na ra Nova n. 59, cocheira deP. Eduardo Bour-
geois.
Ra do Queimado n, 27,
loja de mhidezas de. 3
portas, frente amarella
Fronhas grandes de labyrintho.
Ditas pequeas.
Lencos de lioho.
Toalhas todas de labyrintho.
Bisos e rendas da trra.
Eneiles de vidrilho a 29500.
Manguitos com gollinhas a 2g50O.
liolliuhas pretas do vidrilho a 19500.
Seda frxa para bordar, a meada a 60 rs.
Franjas brancas o de cores para cortinado, pe
ca a 33400.
Garleiras grandes para letras.
La para bordar, a libra 6000.
Espelhos grandes part salas por barato prego.
Casavoques de fusto brancos a 89.
Fitas lavradas de todas- as cores e larguras.
Jarros de porcelana para sala.
Meias muito bara-
tas.
A loja da aguia branca est provida de urna
grande quaolidade de meias, e melhor sortimeu-
lo que se pode dar, e por isso est vendendo-as
mais barato do que em oulra qualquer parle ;
sendo meias cruas encorpades, de abanhado ou
bocal elstico para homem a29500,3$, 3g500, 4J,
4J300 e 59 a duzia, ditas inglezas o melhor que
se pode encontrar a 69 e 69500, ditas de fio de
Escocia ponta encarnada imitandoseda a 800 rs.
o par, e de cores a 640 e 800 rs., ditas brancas
mui linas e lapadas a 2)400, 3$500 e 59, e flnis-
siraas a 89 a duzia, ditas brancas finas e fio unido
para senhoras a 49, ig800, 59500 e 69500, e de
fio de Escocia primeira qualidade a 89500 a du-
zia, ditas de seda brancas e pretas a 2$500, 39,
3j>">00 o i, ditas cruas mui encorpadas para me-
ninos a 200 e 240 rs. o par, ditas brancas e de
cores a 240 e 280 o par, ditas para meninas a 39
a duzia, ditas de seda para baptisado a 29 o par,
ditas de laia e de seda para padres a 29, 3$ o 49
o par. Emfim vista de tantas e diversas quali-
dades, o melhor apRrove\tar-se a occasio, e
dirlgir-se a ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16, que ser servido com agrado e since-
ridade.
FROCO.
Vende-se frco de todas as cores e grossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, 640 e 19 rs. a
peca ; na ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16.
Grammatica in-
gleza de OUendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallar i nglezem 6 mezes,
obrainteiramenre^nova, parauso de
todos o> estabelecimentos de instruc-
cao, pblicos e prticulares. Vende-
se napraca de Pedro H* (rrtigo largo
do CoHegio) n. 37, segundo andar.
perfeicao e mais seguranca
de 1,000 a 2,000 pares.
com a mesma
a casa est provida
Vioho de Bordeaox.
Em casa de Kalkmann Irmos & C, ra da ;
Cruz n. 10 encontra-se o deposito das bem co- \
nlieciilas marca dos Srs. Brandenburg Freres e
dos Srs, Oldekoo Mareilae & C, em Bordeaux.
Tea as seguintes qualidades:
De Braadenburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Margaux.
La rose.
Cha lean Loville
Cha tea u Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
Si. Julien.
St. Julien MJoc.
Chaleau Loville.
Cognac em Larris qualidade Gna.
Cognac em caixas qualidade inferior.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris
Madeira em barris,
Milho e farinha.
Na ra da Madre de Dos armazem n. 8, ha pa-
ra vender-se saccas de milho muito novos a
3(500 e 49 e farinha a 53, 5}500,49 e 39500.
Attenco.
Vende-se um sitio 00 lugar Peres, no qual l6m
urna padaria, e boa casa para familia, c bastantes
fructeiras : fallar na ra do Queimado n. 65.
Grande pechincha
a 640 rs.
Fustilobranco patente de superior qualidade a'
640 rs. o covado ; vende-se na ra Nova n. 42,
defronte da Conceijao dos Militares.
Chapeos pretos.
Recebeu-so urna factura de chapeos pretos,
pello de seda, propiios pars a quaresma, recom-
mendaveis n&o s pela sua excedente qualidade,
como pelo modernismo do goslo : na ra Nova
n. 42, defronle da Conceicao dos Militares.
A 10$ape$a,
de finissima cambraia adamascada para cortina-
dos, com 20 varas cada peca : vende-se na ra
Nova n. 42, defronte da Conceicio dos Militares.
baratissimo.
Corles de vestido de cambraia branca muito fi-
na com 3 e i babados, ricamente bordados, pelo
diminuto prego de 88 cada um : na ra Nova nu-
mero 42, defronte da Conceic&o dos Militares.
Livros para escripluracao.
Chegou ltimamente, um novo sortimento de
livros em branco, de muito superior qualidade.
Vend-so na livraria econmica junto, ao arco
de Santo Antonio.
Enfeites de velludo, ultimo
gostot
A loja da agnia branca acaba de recebar mui
bonitos e delicados eufeites de velludo, obra de
toda perfeicao e ultima moda : vendem-se a 109
e 129: quem os vir nao hesitar de os- comprar;
vendem-se tambero outros de velludo e roco a
35, 45 e 5$: na ra do Queimado, loja da aguia
branca n.16.
que outr'ora tiuha loja na ra do Quei-
mado n. 46, que gyrava sob a firma de
Ges & Bastos participa aos seus nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade f
que tinha com o mesmo Ges tendo sido *
substituida por um seu mano -do mesmo |
nome, por isso ficou gyrando a mesma f
Arma de Ges & Bastos, assim comoapro- 1
veita a occasio para annnnciar abertura Wt
o seu grande armazem na rus Nora jun- I
to a Cooceico dos Militares n. 47, qne St
passa a gyrar sob a firma
DE H
Bastos (L Reg %
tova um grande e numeroso sortimento de
roupas (eitas e fazendas de apurado gos- 5?
to, por precos muito modificados como 1
de seu costnme, assim como sejam : ri- *
eos sobrecasacos de superior panno fino |
prelo o de cor a 25$. 28$ e 309, casacas g
do mesmo panno a 30$ e a 359, paletots 9
sobrecasacados do mesmo panno a I89, o
2O9 e a 22$, ditos saceos de panno prelo a $
129 e a 14$, ditos de casemira de cor gC
muito fina modelo inglcz a 9$, 10, 129 9
e 149, ditos de estamenha fazenda do |
apurado gosto a 59 e 6[, ditos de alpaca V
preta e de cor a 49. sobrecasacos de roe- SS
rio de cordao a 89, ditos muito superior *
a 129, ditos saceos a 59, ditos de esguiao |E
pardo fino a 40, 49500 e 5$. ditos de fus- J
to de cor a 3, 3500% 49, ditos bran- ||
eos a49500 e595C0, ditos de brira pardo
fine sacco a 2$800, caigas de brim de cor II
finas a 39. 39500, 49e 4$500. ditas de di- >
lo branco finas a 5$ e 69500, ditas de 3|
princeza proprias para luto a 4$, ditas de a
morin de cordao prelo fino a 59 e 69, 9
ditas de casemira de cor e preta a 89, 99
e 109, colletes de casemira de cor e pre-
ta a 4500 e 59, ditos do seda branca pan
casamento a 55, ditos de brim branco a
39 e 49, ditos de cor a 39. colletes de me-
rino para luto a 4$- e ijSOO, ricos rob-
chambres de chita para hornera a 109,pa-
letols de panno fino para menino a 12$ e
149, casacas do mesmo panno a 15$,calcas
de brim e de casemira para meninos, pa-
letots de alpaca ede brim para os mesmos,
sapatos de tranca para homem e sunho-
ra a 19 e 19500, ceroulas de bramante a
189e 209 a duzia, camisas francezas fi-
nas de cor e brancas de novos modelos a
17$. I89, 209, 24$, 289 e 309 duzia,
ditas de peilos ae linho a 309 a duzia, di-
las para menino a 1)800 cada urna, ricas
grvalas brancas para casamento a 1*800
e 29 cada urna, ricos uniformes de case-
mira de cor de m.uilo apurado oslo tanto
no modello como na qualidade pelo di-
minuto prego de 35$, e s com avista se
pode reconhecer que barato, ricas capas
de casemira para senhora a 18]) e 209,
e muilas outras fazendas de excelente 3
gosto que se deixam de mencionar quo i
> por ser grande quantidade se torna en- ag
K fadonho, assim como se recebe tada e ?
|E qualquer encoramenda de roupas feitas, j
, para o que ha um grande numero de fa- 5
S zendas escolhidas e una grande ofilcina |
^fc de alfaiate que pela sua promptidao eper- a
^ feigo nada deiza a desejar.
y x'-a, ^ -r* y* fti>, j^it-.aaa wa +x* -jaa. a w
Na ra do Imperador n. 28 ha para vender
e alugar em pequeas e grandes porgues supe-
rioros bichas hamburguezas.
Barato que admira.
Superiores cortes de chita francesa larga de
muito liedos padroes, de cores escuras e clsras,
miudtnhas, com 11 cavados cada corte, pelo ba-
ratissimo prego de 28500; na loja do sobrado de
4 andares na roa do Crespo n, 1, de Jos Mo-
reira Lopes.
Espirito de vioho.
Vende-se de 29560 a 39800 a caada : na tra-
vessa do pateo do- l'araiso n. 16, casa pintada de
amaraUou
Cofres de ferro para dinheiro,
joias. etc., etc.
Na Uja da aguia branca vendem-se bonitos co-
fres de ferro mui fortes e seguros, com fechadura
e chave, e de differentes tamanhos, proprios para
se guardar diaheiro, joias e papis de importan-
cia, pelos baratissimos precos de 4$500, 5$000,
59500 e 62 : em dita loja da aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
Vende-se na cidade do Aracaly urna casa
terrea com sotao, bom quintil e cacimba, oa prin-
cipal ra de commercio, propria para quem qui-
zer ali estabelecer-se, por ter nao s commodos
precisos para residencia, como lamben loja, arma-
zem, etc.: a tratar oa mesma cidade cora os Srs.
Gurgel Irmos, que esto autorisados para esso
tira, ou nesta praga na ra do Cabugi, leja n. 11.
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da velha
e nova safra a preco de 9$: no antigo
deposito do largo da Assemble'a n. 9.
Cravos brancos
No primeiro andar do sobrado da ra Imperial
n. 195, vendem-se eraros era pequeas agrandes
porgues a 40 rs. cada um, e tambera se recebem t
encommendas para dias marcados. j
Arados americanos e machinas
pat a lavar- r o upa :.cm casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra daSenzala n.42.
lmagens de Lisboa.
Na ra da Cadeia n. 25, trocam-se as seguin-
tes imagens : Santo Christo em agona, de 2 1|2
palmos, S Jlo Baptista de 5 pollegadas, S. Ono-
fre del[2 palmo.
Relogios.
Vende-se era casa de Johnston Pater Si C,
ra. do Vigario D. 3, um bello sortimento de
relogios de ouro, patate inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambero
urna variedade da bonitos trancelins para os
mesmos
Cales de SO arcos.
Vendem-se superiores baldes com 30 arcos,
sendo muito recommendaveis por poderem flear
do tamanho que se precisar, pelo baratissimo
prego de 69 ; na ra do Queimado n. 22, la loja
da boa f.
m i a i tiimiiM) m
Defronte do becco da Gongregacao letreiro verde.
Casacasde panno preto a 309, 359 40*000
Sobreeasacas de dito dito a 35JH)00
Paletots de panno prelos a da cores a
80, 289, 309 e 35*000
Ditos de casemira deceresa 159 e 929000
Ditos de casemiras de cores |7| 12*000
Ditos de alpaea preta gola de velludo a 12*000
Dttosde merino setim preto e de cor
a 89 e 09*00
Ditos d- alpaca de cores a 3*500 5*000
Ditos de alpaca prea a 39500, 59,
79 e 99000
Ditos da brim de cores a 3*500,
49500 5*000
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 e 6*000
Caigas da casemira preta e de cores a
9, 109 e 12*000
Ditas de princeza e alpaca de eordo
pretos a 5*000
Ditas de brim branco e de cores a
2*500 49500 o 59000
Ditas de ganga de cores a 3*000
Ditas de casemira a 59500
Colletes de velludo decores mu i tofino a 109000
Ditas da casemira bordados e lisos
prelos e decorosa 5, 59500 e fc'OOO
Ditos de setim prelo 5*000
Ditos de casemira a 39500
t>Ms de seda branca a 59 e 9f>00
Ditos de gurgurao de seda a 59 e 69000
Ditos de lusio brancos o de cores a
39o 39500
Ditos de brim branco e decores a 29 e 2*600
Selouras de liirio a 29500
Ditas de algodo a 19600 o 29*00
Camisas de peitode fusto branco e
de cores a 2*300 e 295C0
Ditas de peito e punhosde linho mui-
to finas inglezas a duzia 35*000
Dilasde ruda polio brancas e de eores
a 1*800,29 e 2*5C0
Ditas de meia a 19 e 19600
Relogios de ouro patento eorisontaes 9
Ditos da prata galvanisados a 25* e 30*000
Obras de ouro, adereces, pulseiras e
rosetas *
Vende-se urna muala com 30 annos de
idade, perfeita engommadeira e cuzinheirs, de
conducta ezemplar; na ra larga do Rosario n.
20, segundo andar.
Caixas para rap
Ricas caixas de tartaruga encesloadas de ouro
fino, de diversos gosios e pregos ; na ra do Cres-
po n. 4, casa de i. Falque.
Machinas de costura
DE
pode, do lado direito em cima dos labios 'em
urna costura : quem o pegar, dirija se a levar ao
mesmo nbaixo assignado. que o seu senhor, na
Capunsa, ou no escriptorio da ra da Cruz n. 8,
primeiro andar, aue llie gratificar ; assim como
fiigio lamhem oulro escravo acabocolado do en-
gpnho Pombal, com um cavallo.mnntidn de can-
gwlha, isto ha Itps mezes, poucu mais ou menos,
idade 18 annos : quemo ppgar, dirjase ao mes-
mo escriptorio, qu se gratificar pela fuga.
Tcenle Mendos Wanderley.
de graca.
[ROITA FEITA ANDA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
D
uFazeodase obras feilas.!
HA
LOJA E ARMAZEM
DE
^f Corles de caigas de meia casemira de cores es-
curas a 1$600, ditos de brim delinho de cores a
2jJ, riscadinhos de linho proprios para obras de
meninos a 200 rs o covado, grvalas de seda de
cores a 640, ditas pretas esireitinhas e largas a
1*. e alem disto outras fazendas que se veodem
muitoem conta ; na loja da boa f, na ra do
Quedmado n. 22,
Bramante
bretanhas e atoalhado
Na loja da boa f, na roa de Queimaoo n. 22,
vende-se bramante de linho muito fino com duas
varas de largura, pelo baratissimo prego de S940O
| a vara, breanha de lioho muito fina e muito
targa a 209, 22$ e 249 Pega com 30 jardas,
i atoalhado de algodo com duas larguras a 19400
. a vara, dito de linho muito superior, tambem
com duas larguras a 3f a vara, ; na ra do Ouei-
mado n. 22. na loja da boa f.
ad
u\
Em casadeScbafleitHn & C.rua da Cruz n.
38; vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira borisontaes, patentes,
ebronometros, meioschronometros de ouro, pra-
ta dourada e toteados a ouro, sendo estes relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suisaa, que se
vndenlo por prego razoaveis.
Wua do Queimado
n. 46, frente amarella.
Constanlemente lemos um grande e va- |
riado sortimento de sobreeasacas pretas
de panno e de cores muito fino a 28*.
30$ e 359, paletots dos mesmos pannos
a 20$, 22$ o 24$, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 149, 1** e 18$, casa-
cas pretas muito bem feilas e de superior
panno a 289, 30$ e 359. sobreeasacas de
casemira de cores muito finos a 15*. 16$
e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 129 e 14$, caigas pretas de
casemira fina para homem a 89, 99. 10J
e 12, ditas de casemira de cores a 7$, 89,
99 e 109, dilas de nrim brancos muito
fina a 5J e 69, ditas de ditos de cores a
39, 39500, 49 e 49500, dilas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$50O, col-
letes prelos.de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos de cores a 4$500 e 5, ditos
brancos de seda para casamento a 59,
ditos de 69, colletes de brim branco e de
fusto a 3*. 3*500 e 49. ditos de coreas a
29500 e 39, paletots prelos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 7$, 89 e 93,
colletes prelos para lulo a 49500 e 5*,,
gas pretas de morin a 49500 e 5, pa-
letots de alpaca preta a 3j500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 69, 7*e 8$, muito Uno col-
letes de gorgor jo de seda de cores muito
boa fazenda a 39800 e 4$, colletes de vel-
ludo de crese pretos a 79 e 8*, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149, 159 e I69, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 63EJOO e
79, ditos de alpaca prelos saceos a 39 e
39500, ditos sobrecasacos a 5$ e 5*500,
calcas de casemira pretas ede cores a 69,
6500 e 79, camisas para menino a 20
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a 329 duzia para acabar.
Assim como lemos urna officina de al
faiale onde mandamos oxecutar todas as
obras com brevidade.
4nie7Ew *msm svBw i/mw ^^w 9mm Vdm 10w Jam wm% jM
A 2#500.
Vende-se cada urna saia bordada, muito boa,
para senhora ; na ra do Crespo n. 20 B, loja de
Adriano & Castro. 1
Attenco.
Na ra da Cruz n. 60 vendem-se mos, bracos,
pernas, peitos, cabegas, de cera, objectos estes
proprios para promessas que tiverem feito Se-
nhora do Monte e Santo Amaro, e ludo por pro-
jos mni commodos.
Vendem-se travs de 30; 40 e 00 palmos,
enxameis, rolos dosicupira com 2 palmos do lar-
gura para carroceiros, 16duzias delouro, e ama-
relio em chaproes : almiar na roa do Impera-
dor u. 50, terceiro andar.
1#600 a Libra.
Vendem-se peonas de ema para espanadorea;
na ra do Vigario n. 2, taberna.
' Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praga do Corpo Santa n. 11,
alguns piano do ultimo gosto recentimente
chegados dosbem conhecidose acreditadosfa-
brieantes J. Broadwood A Sons de Londres e
muito proprospara este clima
Campos < Lima
recebaran urna factura de chapeos.de sold se-
da para homem, tendo entre estes alguns peque-
nos que servem para as senhoras quo vo para o
campo tomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porco seja grande se resolvero vender pelo
prego de 69 e 6$500, e alguns com pequeo de-
eito a 5* : na ra do Crespo n. 16.
Extracto
Slvat & Companhia.
Estas machinas sao as mais perfeiias
no ramo de mecanismo, unindo a urna
simplicidade a maior geireza e pcrlei-
cao para toda e qualquer qualidade de
costura, do ponto mais uno ao mai
groso. O vendedor se obriga a ensinar
o methodo aos compradores ?t o sa-
bercm bem, assim como a ter as machi-
cbinas em ordem durante um anno.
Estas machinas cosem com 2 (los nao
quebram o lio como muitas ou ti as o (a
/.' m e ao as melhores e mais baratas
at boje conhecidas no mundo, ellas se
acbm expostaa na galena do SK. OS-
BORN, RETRATISTA AMERICANO NA
RA DO lUPEHADOB N. 38, onde
urna senhora competentemente habili-
tada as (ara' ver e trabalhar. Igual-
mente se acham expostas no armazem
de MACHINAS AMERICANAS, Rl A DA
CRUZ N. 4 E 9.
Rival sem segundo.
ffa loja de miudezas da ra d< Queimado n.
55, defronte do sobrado novo ha para vender
pelos diminutos pregos os seguintes artigos:
Duzia de sabonptes muito finos a 61 0 rs.
Cartes de clcheles rom duas ordens a 20 rs.
Caixas de clcheles balidos a 60 rs.
Duzia de meias cruas para honn-m a 39.
Dita de ditas para senhora a 3%500.
Pares de meias para senhora a 300 rs.
Latas com banba muito fina a500rs.
Iscas para acender charutos, ca xa a 60 rs.
PhospboroB em rsixa de foth a 12o rs.
Cartas de alfinetes muito finos a 100 rs.
Caixas de agulhas (ranrezas a 120 rs.
Pares de sapatos de tranca de algodo a 1?.
Frascos de macass perol a 200 rs.
Ditos de dito oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garfas, cabo prelo, a 3fi-
Pares de sapatos delan para meninos a 200 rs.
Ditos de luvas de cor fio de Escoria a 320.
Massos de grampns muito finas a 40 rs
Caivetes de aparar peona a 80 rs.
Tesouras muilo finas para costura a 500 rs.
Ditas ditas para unhas a 500 rs
Pegas de franja dla com 10 varas a 800 rs.
Ditas de tranca rom 10 varas a 320.
Linha Pedro V, carlo com 200 jardas a 60 rs.
Dita com 100 jardas a 50 rs.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Cordao imperial fino egro$*na40 rs.
Oleo de babosa muito fino (frasco) 400 rs.
Fitinhss estrellas para enfellar vestidos a 800
rs. a pega.
Labyrinthos de muito bonitos goslos por todo
o preco. *
Cordespara enQar espartilho muito grandes
a 100 rs.
Dito para dito pequeos a 80 rs.
Pecas de tranca de linho rom 10 varas a 200 rs.
Ditas de franja de seda preta com 10 varas a
1$400.
Vara de dita a 160 rs.
Pares de meias de cores para meninos a
Caixas para rap muito finas a 1$.
Linhaoara marcar (caixa de 16 nvelos) a 320.
Attenco.
Fugio uo da 31 do mez pTOximopassado o cs-
rravo J080, com os signaes sestuntes : pardo
rlaro, alio esereo, representa ter 24 annos, tra-
jando camisa e caico ae alporiao branrn, um
peoro calado, carregou coinsigo um bab de
amarillo com roupa de homem, e mais alguns
objpfto ; d suppdr que tenha trajado dita
roupa para melhor se disfargar ; julgn-se andar
por rula cidade e seos arrabaldrs, assim romo
desrofifia-se qu*> segoio pera o serlao rom nutro
que tambes fugio ao Sr. Cesarlo, morador nos
Apiparos ; rope-se prtenlo as autorirtades poli-
riaes e aos rapilaes de campo de o prendpr.-m e
levar a o Rtc ife, ra do Apollo n. 24, ou no Mon-
leiro em caa de reu senhor Antonio Jos T-ixei-
ra Bastos, que wr generosamente recompen-
sado.
No dia 18 d dezpmbrn prximo postado
desapparereu de pasa do abaixo assienado um
seu esrravo de nome Mnyss. de 18 annos de
idade, rdr paida nao escura, corpo sprco p espi-
gado, cabera pequea, cabellos nm pnuro rara-
pinhados, olhos pirlos, narii afilado, burra pe-
quena, labio inferior grospo, mos e lea grendps;
levou camisa branra, urna caira de risrado rnl,
omra de laa parda escura e chapeo de pl|,a da
Italia : quem o apprehpnder pode lvalo ou
rua do Vig*rro n. 21 no bairro do Rprifp, ou
ru das Cruzes n. 35 em Santo Amonio, ou ao
sitio na travesea da Casa-Forte para o Poco da
Panell, qup ser generosamente recompensado.
Antonio Josquim de Motees e Silva.
Annuneio.
DB
sndalo e outras essencias
parlenlos.
Na loja da aguia branca se aeha ovordadeiro
extracto de sndalo, bem conhecido por sua su-
perioridade, em frascos menores e maiores a 29
e 2^500, assim como linas essencias de rosa, Mag-
nolia, Palcholy, Luiza & Maria, e rauitos outros
cheiros novos e agradaveis, e conforme o tama-
nho do frasco vende-se a 29,.3, 4 e 59. A bon-
dade de taes essencias e extracto j bem co-
ntienda peles muitas pessoaa que tem comprado,
e anda ser por quem de novo comprar : na rua
do Queimado, loja da aguia branca n. 16.
Na rua Nova n. 42
defronte daConicei^o
dos Militares,
JS um explendido sortimento de organdys, cam-
braias brancas, de cores, e do salpicos, sedinhas
de quadros, chitas muito finas, largas e estrei-
tas, claras e escuras, de modernos e delicados
goslos e padroes escolhidos, chales de merino de
ponta redonda, estampados, bordados e lisos,
manguitos e gollinhas, cortes vle vestidos de cam-
braia bordados com 3 e4 babados, e outras mui-
tas fazendas, cojos precos sao os mais diminutos
possiveis.
E' o ultimo gosto.
' Superiores gurguroes de'seda de quadrinhoa.
de lindos padroes, pelo baratissimo proco de 19
o covado, groadenaples liso de lindas cores a 29
o covado. cortos de la mnito fina com 15 cora-
dos, padre muito bonito a 89, ditas de quadros
padroes tambem milito bonitos a 460 rs. o cova
dD, chales de cores, padroes inteiramente novos
a 19 rs. o covado ; aproveitem em quanto se nao
acaba: na rua do Queimado n. 22, loja
ba-oe.
Escravos fgidos.
Fugiram no dia sabbado 24 de novembio de
1860 os escravos seguintes : Leonardo, pardo
escuro, alto, bastante corpulento, fallo de denles
no queixo superior, rom cicatriz de um panaririo
em um dedo gran4e da mao psquerda. tem falla
muilo mansa, e semore que falla rindo se : le-
vou alguma roupa de seu uso, e tambem roupa
engommada de seu senhor, sendo camisas, len-
coes, meias e um Uavesseiro. Simio, pardo,
baixo, cabellos corridos, com lodos os denles,
marcado de bexigas pelo corpo, rom punca bar-
ba, quando anda puxa um poueo por um p, na-
rizchato, pescoco b.stanle enteirado; levou al-
guma roupa de seu uso, sendo urna ralea branca,
sapatos de couro de lustre, urna camisa branca,
urna dita derisoado de algodo trancado de qua-
dros amarellos, urna calca de alsodo trancado
de listras escuras, chapeo do Chile pintado da cor
de ganga ; ambos estes eseraros sao filhos de
serloes do Cear, foram calcados e intilularn-se
forros, tendo sido vistos em aeguimento da estra-
da nova do CachanpA na mesma noile da fuga:
sendo generosamente gratificado quem os levar
rua do Destino, casa terrea de dous poiles nu-
mero 16.
No dia 1. do correte auno fugio de um si-
tio do engenhoCajabus$uzinho una mulata cla-
ra com mo cabello, estatura ordinaria, secca do
corpo, pellos pequeos, o maior signal ler o
dedo mnimo e o inmediato- sem. poder estirar
froveniente de um panuroio, chamada Benho-
eza levou urna filhinha tambem mulata por
nome Rila, de 2 anuos, que tem na cabeca talla
da cabello por causa de urna pusiera ; ha noti-
cias que foi para banda do nort" em companhia
do um negro captivo, que Umbem anda fugido,
0 qual tem OS signaes seguintes : cabra negro,
barbado, grosso : quem pegar, leve ao dito en-
gnhe ao seu senhor Jos Joaquim dos Santos.
ou na rua do Imperador n. 67, segundo andar,
que ser generosamente recompensado.
Fugio no dia 14- de dezembro p. p. um es-
Uravo de nome Anasiacio, orieulo,. idada pouro
mais oo menos de 25 annos, estatura regular, o
quaiiesoravo foi do engenho Barra Nova, diatric-
tode Serinhaem, e hoje-per teniente ao abaixo
asaignado ; foi comprado a Juviniano de til. e
de -tem os signaes seguintes: rosio redondo, olhns
1 ofumacados, nao tem barba, lo somonte tem bi-
Fugio na manhae de 7 do correte o escravo
Gauiertcio, muleto escuro, natural do Para, mo-
co, ti barba, de estatura regular, um tanto
rheio do corpo, e sem deleito algum ; trabalha de
peoreiro soffrivplmenie. o locador oe viola : le-
tou vpslido roupa fina aim de passar por homem
livre.
Tambem se sena fugido desde 27 de novemhro
do auno passado o cabra Marculino, que foi es-
crito oo Sr Antonio Baptista de Mrlln Peixolo,
subdelegado de Garanhuns : de p>laiura alia,
g'rosso do corpo, bem barbado (bem qup anlp de'
fugir rafpasse luda a barba), com (alta de oer-tes
na Irenip, e usa consianumenie de um ceniurao
de soldado na cintura. Consta que rsle escravo
se diiigio para Papacara.
Quem apprehandar os referidos escravos e os
le*ar ao abaixo assignado no engenho Doua Ir-
mos, na Ireguezia oo Poco da Panella sei rc-
coo-pensado rom generosioade.
Becife 7 de Janeiro de 1861.
Josa Osario de Mello.
Fugio no principio do crreme mez r do
silio Ce Jos Pereira da Cunha, na Passagem da
Magdaleno, o escravo Domingos, paido, altura
reyular, e retornado do corpo andava fazendo
fri-ii'.sconi um cmro de boi, era bem ronberido
pplos n.oradores da Magdalena, Estrada Nova e
Tone, e por alguns desies se fazia acreditar quo
eia. forro pela sua espeiteza : loga-se as au-
toridades policiaes que O mande apprehender e
leva-lo ao seu senhor oo dilo sitio, ou na rua da
Cadeia do Becife n 14, que se gratificar bem.
No oia 13 de dezeoibro pruximo passado
ausenlou-se de cas* da seus senhores a preta
l.uzia, de quarenta e tantos annos. oe nacao Au-
160 f!0'8' PS,f,,ur* rpgu'ar, dentes limados, sienaes de
barba por haixo do queixo, e as puntas dos dedos
das n-OJS bastante grussas ; esta pela c n uilo
prosista, quando se uscla diz que vi a recudo
de seu senhor, e coslum tambem vender frurtas
e a ocrultar-se pelas bandas da rua co C.aldeirei-
ro por casa dos prelos da mesma nacao : roga-
se porlanio as autoridades policiaes e'capites de
campo a apprehvnso, e levar ao caes de Apollo
n. 55, que se gratificar com generosidade.
Do engenho Cutigi, freguezia da Escada,
fugio no dia 3 de novembro do crreme anuo o
esrravo de nome Antonio, com os signaes se-
guintes : estaiurs regular, cor mulato, rehello de
negro, poura barba, denles limados, idade 25 ou
28 annos, pesroco p ps grossos, tem pelo rosto,
(esooco e peitos algumas marcas de pamxs, e
aliiuma ciratrizes pelas rostas que pareces ter
sido de chicote ; nao levou romsigo roupa algu-
ma, e ooosla haver fugido para o lado do serlao
d'onde vipra : quem o apprehendpr, poder p|-
va-lo ao refpririu cngpriho, ou no Becife, rua es-
trella do Bosario n. 29, ao Illm. Sr Fiorismun-
do Marques Lins, que ser bem recompensado.
Escravo fugido.
Um moutoclaro, magio. com pannos prrtoa
na magia do rosio, representando ler 25 annos
ip idade. natural do Rio do Ppxp, chamado
Luiz, desappareppu no dia 30 de ouiulro da casa
do Dr. Cosme de S Pereira, de quem escravo
nuppop-siv ter tpvado um cavalio preto do Sr'
Rostron que se bavia soltado, e que elle fora"
em busca do mesmo ; suppe-se mais qup sua
mulhpr dp nome Maria tambem o acompanha
levando um ppqupno bab de flandrps : roga-s
as autoridades policiaeo e a oulra quaetquer
ppssoas que o prpndam, e remetlam ao eeu se-
nhor, que pagar qualquer despezn.
Pu temllfo prximo passado, um escravo do com-
mandanlp superior Manopl Jos Peona Pacheco
que ha pouco o havia comprado ao Sr. Bruto
Lnurenco Collares, de nome Joaquim, de idade
dpcincopnta e tantos annos. fulo, alio, magro
denles arandes, o com falta de alguns na (rento'
queixo fino, ps grandes, e com os dedos grandes
dos ps hem bertos, muilo palavriador, inrul-
ra-sp forro, e ten signaes de tpr sido surrado^
Consta que osle escravo apparecera no dia 6 do
cnrrpnte. vindo do lado das Cinco Puntas, espn-
do pnlerrogado por uro parceiro seu conhecido,
dissp que linha sido vendido por seu senhor para
Gnianninha .' qualquer pessoa que o pegar o po-
der* lpvr em PprnamlrarTr aos Srs; Basto & Le-
mos, qae gratificarao generossmelne.


')
B1AM0 DE FIRItAMBUC*. ~ TERCA FEIR4 I*M JANEIRO M 1M!.
Litteratura.
Histoila de Franca.
(Concluso.)
A philosophia do de presentada directamente por Loiko e por Con- '
diilac, cxerceu o mesroo imperio que a de Des-
files sobn- os espiritos do sen lempo. Voltaire,
U usoan, Montesquieu, d'Alemberi, turgot t-
rc-rara era diversos gro3 o mesmssinio cu-:
nho. lorsm lonsiderorcis osseuserrosespecu- '
'08, dizem-DOS: asua methaphysica era ro-
1 e conhecia muito pouco a historia, pussi-
* ; mu se a philosophia, comu cu pens, nao I
-un;' osela, nem um sysiema, nein urna sc:-
i i ..i. mas mu o livre exercicio do pensamento
6db a luda rnz.io, liberdade que a propria razao
nao pode abdicar, por quanlo essa mesma abdi-!
cagao a confirma, liberdade que a torga nao pode '
destruir, por quanlo a torga obrigada prorar I
que ella lem razo, ou que deve dispensar-se de
ter razao ; se a philosophia ri?e s pela condi- '
cao de exercer esse direito absoluto, em nen-'
iiuroa poca foi ella mais viva que no decirao-oi- |
lavo soculo. Em nenhum lempo invocou-se1
mais alto a liberdade plulosophca, os direitos '
da razao, dignidade do homem. Podo dar-se
que a escola estabeleceu e resolrou mal o pro-
blema da origem das ideas, e fallou algumas re-
zes leviooamento dePIatao e Aiisloteles, mas cer-
to que reuovou o direito publico e particular,
impellio a sociedade para novos destinos, depflz
na consciencia dos povos c dosgovernos ideas de '
liberdade. egualdade e sociabilidade, que sao a '
base tas leis e dos costumes modernos.
Mr. Henri Martin roostra-nos a idea do deci- !
mo-oitavo seculo, que se dizia mora e que,
merco de Deus. vive e trabalha anda dentro el
.tora de us.em todo o esplendor da sua primeira |
moiidade Nada ba de comparavel aos ltimos
c:ocoenla annos do decimo-oitavo seculo. Vol- '
lairecreou para si um asylo.onde por um admi-!
raVel prodigio, torna a solidao to povoada como
o inundo, e o isolameuio to fecundo como a '
actividad. Em 1760, Ferney loruou-se urna '
fortaleza, una corte, e um lugar de romana ;
Candido apporeceu. Do todos os livros de Vol-
taire exactamente csso o que menos compro- !
hendido foi. Candido nao urna blasphemia, a !
obra prima da impiedade e da fmtizia, o cdigo i
do egosmo, redigido pelo mais espirituoso dos
honiens do espirito ; o lout esl bien, em que se !
quiz ver urna especie de escarneo satnico, o
grito de desespero do um homem de senlimento,
sera forca dame dos males da humanidade.
Ao lado de Voltaire, o menino abandonado da
procha de Saint-Jeau-le-Ronde, d'Alembert,
rediga oslrabalhos em que par do solido phi-
losopho, moslra-se o elegante escrlptor. Bulln .
publica a sua tfisorie natural; Diderot rene i
as materias da Encyclopedia.
Hara na Inglaterra urna encyclopedia fabri- !
cada por um certo Chambers, mediocre compila -
cao quasi toda redigida sob documentos frauce-
zes. leve ura livreiro a idea de Iraduzir e pro-
poz Diderot o encargo desse trabalho. Esta
proposico fez logo nascer no animo do philoso-
jilio urna mullido de ideas novas; a idea de
reunir em urna s moldura a tela dos conhecimen-
tos humanos, e renovar oeste ponto as tentativas
da edade media sorrio sua imaginago ; pare-
ceu-lhe chegado o momento de reunir os pro- '
gressos alcaucados, e azer por assim dizero in- '
renlario dos conheiinieutos humanos. O pros-
pecto da Encyclopedia foi publicado em 1750.
A' partir deste momento, Montesquieu o Voltaire
nao sao mais os nicos representantes da philo-
sophia : a philosophia passou chamar-se le-
gio.
Iiomem do maior espontaueidade e paixoque
lgica, Diderot era de certo o homem preciso
para dar impulso um trabalho como o da En-
cyclopedia. Sempre joven, ardenle serapre, sem-i
pre de penna na mo, compondo os seus livros e I
em prteos livros de seus amigos; critico, mo-
rausla, philosopho, artista, autor dramtico, ro-
mancista, ludo ao mesrno lempo; Diderot nao se
cotilcnlou em fazer livros, fez tambem homens;
exerceu grande influencia sobre Rousseau e deu-
nos Sedaine. Foi ao visitar Diderot, preso em
Vincennes por causa da sua Carta sobre oscegos,
que Rousseau leu no Mercurio de Franca, o nn-
nuucio do premio proposto pela academia de De-
jen sobre este ponto: 0 reslabelecimento das
silencias e das artes contribuio para apurar os'
coummttt A memoria de Rousseau sobre esta !
qujeslao, resultado do urna especie de viso que
elle proprio nos contou as suas Con/isides, foi o
prlmeiro produto da sua intelligencia. Com o
coraran que elle escreveu a Nova Heloisa, re-
talhado ainda pela ferida que madama d'lloudetol;
acabara de fazer-lhe; depois reioo Emilio.
Nao se trata de julgar as suas obras. Indago i
smenlo do efleito que ellas deviam produzir
sobre os contemporneos. Que hora aquella em
que, dianto dos Alpes e do sol nascer, um
simples rigario saboyardo estabeleceu as ques-
toes fundamentaos da mtureza e do destino hu-
mano, o pronunciou estas palavras sociedade
egosta e corrompida: Dizei a verdade e pra-
ticae o bem. Ao homem s deve importar o cum-
rrimento de seus deveres oeste mundo, e es-
quecendo-se de si que cada um trabalha por si.
lllude-nos o inlcresse particular ; s a esperan-
ca do justo nao nos engaa.
J. J. Rousseau, no Emilio, quiz fazer o ho-
mjem; no contrato social procura formar ocida-
dao. Nao procuro saber aqui se a ordem social
reio da natureza, ou se esiabelecea-se sobre
convencoes, como pretende Rousseau; se no
sen sysiema o homem fica completamente ab-
sorvido no cidado, e se elle funda antes a c-
gualdade do que a liberdade. Nao estudo o Con-
trato social; vejo smente a febre que este li-
vro audaz, apparecendo de subdito em urna mo-
narchia do direito divino, devm communicar aos
rspirilos febre tao forte que ainda hoje nao est
acalmada. Esse o carcter de quasi todos os
. trabalh03 historeos; polticos e philosophicosdo
dcimo oitavo seculo : visam todos assegurar a
clicidade e a dignidade do homem.
Bem sei que ha que exprobrar.i algn degses
trabalho*, a philosophia de Gondillac, por exam-
plo, o principalmente a de Diderot, a de Helve-
tius e a de d'Holbach. Se as consequeocia qae
das suas doutrinas derivara, podem parecer peri-
gosas sob o ponto de vista di moral, a vida dos
autores, os exemplos que do, fazem esquecer o
perigo. O abbade de Condillac um modelo de
virlude e honestidado. Ojie corago mosirou
mais seosibilidade, mais dedicarn familia e aos
amigos que o de Diderot? Helvelius, e d'llolbach
consagrara suas riquezas ao allivio dos pobres e
desgranados. Nao fallo de Voltaire, quo alscou
o evangelho. Grande erro sem duvida, mas
atacudo-o elle o pralicava.
ltimamente, n'uma peca de vaudevillista que
tem prolongues litteratura. ouvi ao galn la-
mentar-se contra Voltaire cuja leilura Ihe havi
entibiado o coracao. Ouvem-se tiestas parvoi-
ces agora na scena do thealro francez, alguna
passosda estatua de Voltaire. Ah mfcu pobre
rapaz, repara que te entibiou o corago, reani-
mou o coracao de Franca; urna vez que ests
ahi no tablado do theatro francez, Iembra-te que
Zaira foi a heroina do dcimo oitavo seculo, como
Ctiimene foi a do dcimo stimo ; que Voltaire
partilhou com Cornelle a honra de tornar toda
a Franca apaixonada por urna fillia de sua ima-
ginago ; quecommoveu e apaixonou no theatro
tres ou quatro geracocs qne valiam a tua, pobre
gerago de fracos e hypocrilas. Voltaire. entl-
biou-le o corago, dizes tu ? Ora vamos I Se li-
vesses coragao, elle teria palpitado lendo as suas
obras como o de lodos os amigos da liberdade,
da eivilissgao, da humanidade.
A moda de atacar Voltaire desceu tanto que
nao tardar em desapparecer; o dcimo oitavo se-
culo cresce de da dia com elle, e o dcimo s-
timo perde alguraa cousa das proporges exage-
radas que Ihe deu o espirito cortesao. Sem en-
trar em detalhes, o seculo de Montesquieu. de
Voltaire e de Rousseau tao lilterario quanlo o
de Cornelle. de Hacine e de Moliere, e a sua
litteratura tem alguma cousa de mais genrico,
de mais humano, por assm dizer. Mr. Henri
Martin faz plena justica ao seculo dcimo oilavo ;
estuda os homens, e analysa as ideas com urna
paciencia que nada deixa na sombra, e com tal
elevic.io de vistas que communica urna grande-
za verdadeira ao lodo do quadro.
Disse ctfmigo, ao acabr a leitnra dessa bella
historia, que se fosse permlttido ao homem de-
signar elle proprio a poca em que quereria vi-
ver, eu teria escolhido os sessenla annos que
decorrem de 1729 1778 Parere-me que nao
os ha mais fecundos para o homem em robres
emogoes. Cada dia, por assim dizer, traz ao pen-
samento um novo motivo de orgulho e esperan-
gas. Montesquieu proclama o direito da liber-
dade, Voltaire os da humanidade e Rousseau os
da natureza. Acabe-so com a tortura, com a
conflscagao, cora o supplicio inflingido aos ca-
dveres, com os procesaos secretos; deem-se
advogados aos aecusados, ao criminoso, visto
como os concedem aos indiciados de simples de-
udos ; indemnisando o aecusado innocente de
seus soffrimentos e captiveiro ; longe a venali-
dade da magistratura ; legislago e jurispruden-
cia uniformes; cxpellimentodas ordens religiosas
com superiores estrangeiros; emancipaco di
sociedade-civil ; abstengo do estado de fazer
observar os preceitos da egreja ; que o casa-
mento em seus effeilos civis, como contrato est
no direito civil assim como os testamentos e inhu-
m ages.
E' um membro da conslituinte que reclama to-
das estas reformas ? JVo, Voltaire, cuja voz
acorda o senlimento do progresso em todas as
consciencias, emquanto Rousseau reanimara nel-
las o do direilo e da egualdade. As velhas leis
cessaram de perseguir os homens. os velhos me-
ihodos nao embrutecern) rosis as criancas. 0 oc-
caso do seculo decimo-oitavo urna verdadeira
aurora ; brilha sobre a Franca um jocundo claro.
Se Montesqnieu, Voltaire, Rousseau, Diderot,
d'Alembert, coramovem e apaixonam os homens,
Beaumarchais os faz rir e os divcrle. Todos vi-
vem da esperanga. Divertem-se na Bastilha, es-
perando que o reinado dos avisos secretos de
prisao nao dure por rauilo lempo ; Necker mi-
nistro, e agradece-se Deus, as assemblas do
deserto por terminar o terror inaugurado no rei-
nado do grande rei, e que durava ha mais de um
seculo.
Nascer no anno em que appareceram as cartas
persas, morrer depois de ler ourido Mirabeau,
que bella vida e que bella morte I O homem que
por esses temos viveu, abri as folhas frescas
do Espirito das leis, do C-jnlrato social, e do
Ensaio sobre os costumes ; resplrou os primeiros
bafejos da eloquencia e da paixo da Nova He-
loisa o de Zaira ; assislio rehabilitago de Ca-
las, libertagao da America, primeira represen-
taco do Casamento de Fgaro, queda da Bas-
tilha : pode crer ao morrer, ter visto o desenlace
do drama da emancipagao da humanidade. Nao
era entretanto mais que um prologo. O drama
continuou depois, e contina ainda. ?e quizer-
mos conclui-lo felizmente, evoquemos dentro
em nos o espirito do ultimo seculo, grande seculo
quo s as forcas reconheceu no mundo moral :
a vontade do homem, a vontade da Providencia, e
nao acreditou nessa fatalidade em que se procura
hoje fechar os povos c os individuos.
Do dcimo oilavo seculo recebeu a Franga di-
rectamente a sua misso, faria mal se o esque-
cesse. A Providencia, diz Mr. Henri Martin na
eloquente concluso da sua historia, faz incessan-
lemenle a sua obra entre nos; o homem j nao
faz a sua; ha sessenta annos que a Providencia
chama de continuo a Franga. A Franga comegou
bem, mas continua hoje a responder ?..........
......Cuidado I a Providencia pode cangar-se
Nao ha destinos infalliveis. Ninguem necessa-
rio Deus. O senhor podo transferir outros a
heronga desprezada peloservo-inOol. Que a Fran-
ga olhe para a Hespanha e para a Italia, sepul-
tadas ha tres seculos em um tmulo cuja lapi-
da con tanto esforgo, procurara hojo levan-
tar I....
ISicle).
Variedades.
BOI III I1H
A LINDA MERCADORA DE PANOS
POR
ELIE BERTHET.
PENAL1DADE CONTRA OUELLO NA RUSSIA.
Segundo escrevem, com dala do 30 de novem-
bro.de Stawopol (na provincia do Cis-caucasia)
Gazeta do Tribunaes de Pars, tero all lugar
um duello entre doirs joven lenles do excrcito
russo do Caucaso, o principe de Gortschakoff e o
baro de Flttinghof, q je se bateram pistola. Co-
mo se tinha coiivencionado, collocarara-so um
defronle do outro ; vendaram-lhes os olhos, e
ordem de urna das tres leslerauuhsdo duello.es-'
colhida pela sorle, flzeram fogo simultneamente.
Gorstschf koff nao foi alcangado ; Piltinghof.ferdo
no coracao pela bala do seu adversario, cahio,
morto.
O principe de GorsIschakofT e as tres testerau- i
nhas, saber Mrs. de Schack, teoente, de Nippa, I
sub-lenente, e Chomontow, chefe de esquadro
do estado-raaior, foram presos e compareceram
diante do ronsejlio de guerra de Stawopol.
O ministerio publico sustentou a acecusago,
e conclu pedindo que o conseibo applicasse aos
reos a nova lei sobre o duello, a qual, gragas
s severas penas que tem, tinha foito cessar os
combates singulares, que, at ento se tinham
multiplicado de urna maneira assustadora nos
exercitos russos.
As penas que esta lei designa, sao, para os
ofliciaes, a perda de seus postes, de-suas condo-
corages e de todos os direilo e prerogativas
nobiliarias, e, alm disso oito annos de detengao
n'uma fortaleza ; aos simples soldados e aos ofli-
ciaes inferiores inflige a lei diversos castigos cor-
poracs.
O conselho de guerra, lomando em considera-
cao que o principe de GorsIschakofT se distingui
pela sua coragera em diversas batalhas, como
o provam as numerosas feridas de que lem cica-
trizes ; que Mrs. de Schak e de Nippa sao multo
jovens (ainda nao leem dezenove annos) o que
sendo o primeiro nascido e educado n'um paiz
eslraugetro (Altemanha) lalvez nao conhecesse |a
extrema severidade da lei russa respeito dos
duellos; que Mr. Chomontow, antes do combate,
tinha feito os mais louvaveis esforcos para o pre-
venir e que s tinha consentido era ser testemu-
nha do duello na luuvavel esperanga de que con-
seguira operar urna reeonciliago entre os dous
adversarios, yin que poda usar dos seus poderes
discreclonarios para modificar d respeilo delles o
rigor da lei. Em consequencia, o conselho pro-
nunciou urna senleoca que condemna os tres
primeiros perderem* todas as suas considera-
ges e signaes distinctivos o a servirem como
simples infantes no exercito al quo facam algu-
ma aegao brilhanfe que os torne diguos de serem
deslnguidos por S. M. Quanto M. Chomontow,
limitou-se o conselho pronunciar contra olle a
pena de seis mezes de prisao as casamata de
urna fortaleza.
Era lalvez esse o resultado que aspirara o
excntrico rnarinbiiro.
O ALMIRANTE NAPIER E O JHDGO.
Carlos Napier residiu em Pars em t8l e ali
tambem se achara morando o'oulra caea um seu
compatriota, por nomo Darid Wilson. Urna vez
janlara Napier em casa deste, com alguna indi-
viduos mais.
Depois de jantar, fallou-se de formar trata para
lidadejogo. Napier, que leve sempre a balda
de fazer discursos, lcvantou-seedeclamou-conlr-
a criminosa loucura do jogo, em que os impru-
dentes confiam urna carta ou um dado a sua
fortuna, a sua honra e a sua rida, e declarouique
nao reconhecia como gentil-homem digno deste
titulo quero se senlava urna mesa de jogo e alna-
va com paxao a dama de espadas.
Emquantoque os ourlntes olharam uns para
os outros, para saber como deviam tomar as
patarras do orador, esto correu aote-cama-
ra.vollou com urna linda caixa de caj e disse-:
Vislo que queris jugar, lomemos posi"-
goes I
E, ao mesmo tempo, tirou da caixa duas-
bellissimas pistolas e as mostrou sos assisteotes.
Que ros parucem f
Magnificas.
Se correspondem plumagem !... disse um
jornalista francez, que ali se achara.
Cautell !disse Napierdero prerenir-ros
que esto carregadas.
~ Mas que rem isto ?. .
Eu rou explicar-me Iresponden Napier.
Meu charo Wilson ; vos sois jogador e eu nao,
porra, eu quero jogar enmrosco urna partida se-
ra, rauilo mais seria que as rossas combinagoes
de naipes. Assentae-vos em frente de mira, cha-
mae o vosso criado, orderiae-rhe que d com ai
mos tres palmadas ; & terecira disparamos
ambos e veremos qual da nos ganha a partida.
Porm um duello que me propondes I
Nada disso ; urna partida, que tem, a
menos, um interesse serio-e real, e que nao causa
suores por nada.
Mas brbaro 1 honirel 1
Pensaes isso ? E, quando fazeis depender
do urna carta todo a existencia de um homem ou
de urna familia, julgaes que menos crueldade-o
loucura I E' niuito sinceramente que ros propocho
o meu jogo. Se recusaos, rere urna injuria,- o
ento que vos provocare!.
Darid Wilson pareeeu consentir.
Seja,--disso elleaceito a partida. Porm,
meu charo Napier, sois rauilo leal, muilo bov jo-
gador, para que vos prevatecies da rantagenvque
leudes sobre mira. Conheceis s rossas pistolas
e eu nao. Alm disso, atiraes muilo be e eu
nao. A partida nao seria egual. Espere oilo
dias, durante os qutes eu me exercitareiv e de-
pois jugaremos, sem grande differenga. Que di-
zeis?
Carlos Napier pareeeu rencido por esta ob-
jeego.
Consiuto ; eis a minha caixa, exsrcitae bem
a mo.
Darid Wilson fechou a caixa chare, e o que
se sabe que nao tornou convidar Carlos Na-
pier e que Iho derolreu as pistolas, ssseguraudo-
Ihe qued'ali em diante, e para sempre, deixava
de jogar.
ALEXANDRE DL'MAS.
Urna correspondencia particular da Indepen-
dencia Belga, datada de Paria de 30 de noren-
bro. Talla assim de Alexandre Duina*:
c Eu o ri, apertei-lhe a mo, elle alracou-
me e me abencoou em nome de Vctor Emma-
nuel e da unidade da Italia. Contou-fne como
tinha feto a revolugo italiana sem precisar de
Parihos, de Arlhas, de Aramis, de Artagnan ou
da Milinggu I Siro, Alexandre Dumas, o grande,
o nico, O intrpido, estere estes dias em Pars,
fazendo admirar todos os*seos amigos a rerbo-
sidade renorada de urna imaginagio, que o sol
ilaliano poz em florescencia, e o in'allerarel bom
humor de to jovial draraalisador da historia.
Em rerdade ros afrmo, pde-se dizer mal de
Dumas, qusndo est longe; pode nao acreditar-
se seno urna quarta parte ou urna irapercepti-
rel fiaccao do que elle escrere ; mas quando
ello falla, quaodo elle eonta, quando anima coro
o gesto, com roso, com a rista urna oarrago,
ninguem pode subtrahir-se fascinago do sen
temperamento soberbo, que embriaga, que sub-
juga o auditorio. Quera ser o audacioso que se
gabe de ter dado um desmentido este grande
conquistador? E' forgoso aceitar ludo o que"
elle aprsenla, e at se admira que elle nao di-
ga mais, impresionando mais com a modestia
do que com a raidade aquelles que o oiirem.
Elle poderla tirar al do seo bolso a la e as es-
trellas arrancadas por ello do ru, sem que nin-
guem mostrasse sorpreza. Elle pode ludo, por-
que quer ludo, o imagina tambem ludo, que o
mais refinado scepticisrao c desarmado pela sua
magnnima audacia.
No physico, Alexandre Dumas remogou. Trans-
forma-se segundo o paiz que visita e segundo as
emprezas em que entra. Quando percorreu a
ircassia, tornou o aspecto de um Tscherkesse.
Agora tem o perfeito ar de um Italiano, substi-
tuido a espega barba por um pequeo bigode.
Fallando do seu collaborador associado Mr. Ma-
quet, disse:
< Elle nao poder dizer que me)ajudou fazer
a revolugo de aples 1 E' um drama s
meu I >
E, comtudo, est sempre disposto dar parli-
tha dos seus direilos do autor desta pega ita-
liana.
Des-trihue attestados de coragera quero lh'os
pedee prepara um livro em que pora, diz elle,
na ordem do dia da posteridade, todos os volun-
tarios francezes. No entanlo, nao dorme sobre
os seus carros de louro. Veio encommendar es-
pingarda e voltou com urna corregagao dellasy
levando tambem graradores e desenhadorc,
para coracg.ar em aples um jornal Ilustrado.
Conhego fanticos de Alexandre Dumas que o
consideran* urna especia de Daatou romnico,
e outros o comparara Mirabeau.
Eu nao acabara se quizesse repetir ludo oque
se conla deste lypo ineomparavel, que diverle
gerago presente, e (ara rir & historia. Que dif-
ferenga entre o pae o o filho. Este lo dcil,
to socegado e to reservado, quando seu pae
ruidoso, violen tu e exuberante, vivo actualmente
muitp retirado, pretexto de doenca. Porm
eu nao creio nos-seus encomraodos, pois toda a
gente sabe que so poupa com um cuidado ex-
cessiro, cora mdo de expiar a saude do ferro
de seu pae.
Alexandre Durnar, pae, diga-so o que se dis-
ser seu respeilo,. nao um individuo vulgar.
Merece a sua fama, e talrez o nico contem-
porneo illustre que possa justamente a gloria
que tem legitimo direito. Com elle nao na er-
ro de conla.
' brasrelativas ifsns excures nCquelles direr-
1 sos paizes.
No dia 25 fallecen no seu castello de Arun-
de Norfolk,
dos communs des-
- representara desde 1856, na
cmara dos lord, a nobre casa dos Iloward.
Oa Ululo do duque de Norfolk passaro para
seu filho mais relho, que hoje tem 13 annos de
edade.
No dia 25 fallecen no seu
del, com 45 auno, o duque di
de f837 f 1851. represenlarj
completa
dollars.
e desoladora. A perda de 500:009
AUTOGRAPHOS CELEBRES.
Os autographos celebres sao disputados nos
leiles de Psris.
Urna carta de Manrique IV foi adjudicada por
300francos (54$O00rels.)
Um bilhete da rainha Isabel de Inglaterra che-
gou 430 francos (815(000 reis.)
Um outro do condo de Essex rndeu-se por
150 francos (27J|000 reis.)
Urna collecgo de 37 cartas inditas do car-
dea I de Richelieu foi lourada ero 2,000 francos
' 360*000 reis)
Parece que o duque de Aumale foi o compra-
dor desta collecgo histrica.
Os autographos de Abd-el-Kdor, que eram
to apreciados, comoeam perder de ralor, pe-
lo muilo que elle os prodigalisa. lli em Pars,
r*1o menos, diz o Courrt'er daquella capital,
viole e cinco pholographos e cincoenla poetas
lera recebido caria do agradeciraeoto do de-
fensor dos chrislos- na Syria.
PLEITO CURIOSO
Era 22 do norembro o tribunal de Napoleon-
Vende julgou um pleito importante.
O Dr. H... tentn um processo contra Mr. Y...,
tambem medico na mes mi loaalidado, quo cha-
raou polica correccional por diflamago ver-
bal.
Trinta e quatro foram as teatemuohas da aecu-
sigo e defeza, soguioao-so depois os debates e
coaclusoes do ministerio publico. A's nore o
tribunal, depois de ter deliberado na cmara do
conselho, coodemnou o aecusado 4 6 mezes do
prisao, 500 francos do mulla, -2.000 francos para,
perdas e dainos e as castas. O tribunal or-
denou, alera disto, que o extracto dasessao fos-
se inserido n'um jornal d departamento e iro'f
presso em cero ejemplares q,ao sero sfuxados
us communss do canto, em que reside o aecu-
sado, e as dos cantoei das cercanas.
Mr. Y... appellou.
NEC I .OtOIO.
No dia 2.4 do mez Hado falleceu em Merge-
theim, de urna apopleja fulminante, o duque Pau-
lo Guilherme de VYurtemberf;, primo do rei. Ti-
nha nascido 15 de joho de 1797. Este prin-
cipe tinha viajado muilo no Oriente, no.Bgyplo,
na America e na Austria, o publicou muitas o-
A CIDDE DE PEKN.
A immensa capital da China, cuja poptilaco
araliada em 3 milbes de habitantes, compe-se
de muitss cidodes eucalxadas urnas as outra.
Divide-se primeiramente em duas partes princi-
paes : a cidade tratara ou imperial (King-tching)
ea cidodochineza ( Wallo-tching) chamada tam-
bem relha cidade ( Laolsching |. A King-tching
formada por seu turno de tres cidades com di-
isoes destnelas e concntricas. A mais inte-
rior a Tsu-kintching, palacio imperial que lem
porto de quatro kilmetros de circumieremcia, e
que cncerra, por traz de muros amelados e de
fossos, urna mullido de pateos e de babilagdos
diversas, enlre as qoaes a habitago particular
do imperador e o Tal-ho-hian, onda o impera-
dor d suas audiencias de apparato, oceupa na-
turalmente a principal praga. Na cidade inter-
mediaria de King-tching chamada Houang-
Tching, ou palacio exterior, ha immensos jardins
com lagos artificiaes. Esla parte intermediara
contom alm d'isso, templos, as cioco col lina-
artiQciaes, entre as quaes a Montanha resplan-
decente, onde se enforcou Iloai-toung, o ultimo
imperador de Ming, palacios de mandarins, e a
ponto de jaspe negro, representando um drago,
cujos ps forman os pilares da ponto.
Toda a gente sabe que Pekin cncerra riquezas
de todos os genero e immensos deposito scien-
tificos: Quanlo ao palacio de vero do impera-
dor, e que se.chama Yuan-ming-Yuen ( o jar-
dn) redondo resplandecente ), estfjailuado na
vizinhanga da capital, mas fra da muralha.
IXNUNDAgAO EM GRANADA.
El-Douro, jornal de Granada, d extensas no-
ticias des lerriveis ionundages que houre na-
qulla cidade e sua clebre reiga.
Transbordando os rios Genil e lieiro, que cir-
cundara acidado, e o de Monachil e DiTar, que
hanham a reiga, arrastara.it as suas correnr>s a
fortuua de milhares do pessoas, fazendo a-des-
graca de muitas familias.
Na poroscao de Pinos (orara destruidas 44
casas.
A innundacao da reiga de Santa F cauaou a
ruina de minias familias.
Era Santa F abateram mais de 150 casas, afo-
garan]-se juntas de bois e perder a m -se os palhei-
ros. Osceleiras alagaram-se e no Ierras semea-
das ficou ludo arrasado.
A innundsgo poz incomraunicavel a povoago-
deSanta F coro Granada e outros-poros da par-
te do lerante.
O gorernador da prorincia organisou soccor-
ros e mandou ordens para se expedirem de loja
farinhas para Santa* F.
PA'PEL DE PALHA.
O Paiz, peiiodico de Montreal, no Canad,
appareccu impresso n'um papel cujo aspecto
nada rerela de particular na sua fabricago, se
o mesmo peridico nao manifesiasse no seguinte
artigo que se trata d'ura producto novo.
Ao abrir este numero do Paiz, diz elle, nao
suspeitaro os nossos leltores que e?t impres-
so no papel fabricado exclusivamente com palha
de cenleio por meio d'dra proccdimenlo ultima-
mente descoberlo'por Mr. Weir.
Segundo o procedimento de Weir, a palha,
para soffrer urna completa traosformaco, nao
lera mais que a quara parte das operagdes que
se fazem com o Irapo para conseguir o mesmo
resultado. S tem o trabalho de ae negar na
palha tal como se aprsenla no mercado e lau-
ca-la n'uma lina cheia de coraposigoes chimi-
css, que Ihe tirara a cor. Depois de duas ope-
rafpes d'esta classe. Tica logo prompta para en-
trar na machina que fabrica o papel, que damos
't.ossos leilores. A cor, alguma cousa amarel-
la do papel, contribue muilo para azer sobre-
sahir a tinta, e quaodo est molhado, segundo o
procedimento que se usa para o papel que nao tem
eolia, nao se experimenta inconveniente algum
no seu uso, por que to flexivel e lem tanto
eorpo como o papel commum .
GRANDE DESASTRE.
Segundo o Correio dos Estados Unidos de 27
de novembro.o invern inaugurou-se em Nova-
York, n'aquelle mesmo dia, por ura fro sibe-
riano e por um dos incendios mais desastrosos
que ali so lem visto.
No dia 24 pela raeia noile declaran-so o fogo
n'um edificio de einco andares que fazia esquina
para Murray-street e Church-street, e cujas tra-
zeiras davam para Warren-slreet.
No momento em que o sinistro- se declarou,
cahin urna forliasima geada o um rento impe-
tuoso soprara do norocsto com toda a violen-
cia de urna tempestado As circumstaocias al-
mosphericas conspiravaro, pois.com as chammas
para augmenUr a extensio e a rapidez do desas-
tre, psralysando ao mesmo lempo- os soccorros.
A agua gelava-nas mangueiras o as bombas ; os
que manobra vara com as machinas riam-se obri-
gados render-ie cada instante para ir aquen-
tar as mos geladas; e ao mesmo lempo as los-
illas de fogo impellidas pela borrasca formaram-
Ihes ao redor da cara urna alhmosphero abra.-
sada.
Sem o soccorro das. bombas vapor, cuja ac-
go era naturalmente mais fcil, e que de boca-
do bocado descongelaran! as mangueiras en-
pregadas na extinege do. elemento destruidor,
a lula eraquasi impossivel e os estragos seriara
rauilo maiores.
De todas as riquezas da industria e do coro-
mercio, s existiam de manha destrogos-calci-
nados. Raras rezes se lem visto'ruina- mais
ESPECTCULO SINGULAR.
Sao o tiltrlade tScenas n'um theatro da Aus-
tralia contm o Tima do Uf de dezembro a
seguinte narrago :
Leranla-se o panno, apparece em scena urna
danganna francez. joven e elegante, nao sendo
muila bonita, mas lendo muita expressSo-o p-
recendo muilo contente do si mesma ; aco-
Ihid pelos applaosos dos espectadores o pelas
trombelas marciaes da orcheslra.
Mas do outro lado dn scena appareco um jo-
ven creoula hespanhola odmirarelraenle bella,
com grandes olhosd'uma ternura ineomparavel,
d urna camago magnfica, bem feila, a rerda-
deira persunilicago de Terpsiehore. Saudou mo-
desiamente ; era a sus primeira apparicao em
Melboarne, e o enthusiasmo do publico, mara-
vilhado da sua belleza, manifestou-so por p-
plausos sem cunta.
As duas dangarinas disputaram-'se a palma da
vlctorii n'uma graciosa tarante. Como duas
bnihantes borboletas, voejaram av som da m-
sica e ao ruido do pplausos. A rraressa e ri-
ra Panziensa fez uso das pireelas mawdelicadas,
da sua mais seductora graga, mas a creoula pa-
reca ser urna das irgraga. O ramalheles, as
cadeas d ouro, os braceletes choriam i *eus p*s.
A Franceza lutou eom todas a soaa tor-
gas contrao triumpho do sua riral, at que
Unalmente cahiu sem- forcas em scena, A
creoula approxiraou-se-Hre, compadecida, para a
levantar, quanto sbitamente, langando-lhe oWia*
res de odio e do furia, a Pariziense se langou -
bre a sua riral e principios i bater-lhe.
O publico pateou quando a Pariziense excla*
mou cora arrebtamelo : Niserarel, fez-me
cahir I A pobre creoula reapondeu com digni-
dade que nao lirera culpa n queda ; mas
urna patarra rulgar, escapada do labiosda Fran-
ceza, todas as paixes meridionaes Ihe alTlui-
ram ao coragao, e principiou urna lula na scena.
As duas bailarinas langaram-se urna outra
pancada, arraohando-se, feriodo-se, arraacan-
do-se os cabellos, no meio dos applaosos phre-
nelicos da galera ; nunca ri semelrranle cousa.
U publico, longe de intervir, pareca antea rego-
sijsr-se com estes- esercicios olympicos, at que
i creoula, ensangrentada e desfallecido, foi ie-
rada da scena.
Alguna ofliciaes que assitiam ao espectculo
ndignararo-se com o eomporlamenlo da-Parizi-
ense, e mandaram procurar a polica para a pren-
der, raas os seus amigos reuoiram-se e resistirn
aos ffiuiaes do justiga.- Seguiu-se uma'.ula ; urna
parle do publico saltn- scena por cima d or-
cheslra, quebrando as raboseas e os contrabassos
e atirando-os cabeca do agentes da polica ;
as miilheres desmaiavam, as creangas gritaram ;
quanto mino, fui sahind e dcsatei correr at
hospedara.
NECROLOGK).
Falleceu em Berlio, com 61 annos de edade,
Mr.. Luiz Rellslab, que ha trinta annos oscreria
o folhelim da Gazetta de Vess.
IV
[ Conlinuago.
A moga voltou para o seu lugar sem respon-
der urna nica patarra. Polireau nao estar ha-
bituade usar com sua filha desse tom de auto-
rdade, que elle reserrara para os aprendizes e
seus inferiores; porm, depois do desarrsnjo dos
seus negocios, se achara possuido de urna iras-
cibilidade extraordinaria ; e o dia que acabara
de passar concerrra para mais aggrarar esse
seu estado.
A ceia estar j concluir-se, qusndo a por-
ta se abri; e ao claro do candieiro que a re-
lha criada pouco antes tinha posto sobre a mesa,
pois era noitc fechada, rio-se apparecer Gil Poin-
selot.
Urna Iransformagocomplela se tinha operado
na pessoa do aprendiz : aquello que poucas horas
antes era visto na loja do seu patro medindo
panno, difficilmenle sera reconhecido no mo-
mento que nos referimos. Trazia um chapeo
do plumas, um gibo e um calgo rerde escuro
com atacadores de setim azul.colhurnoscom espo-
ras donradas; um talirn prelo sus tinha urna grao-
de espada : e sobre os hombros Irazia urna capa
da mesma cor do gibo. Com esse traje podero
ser lomado por um ldalgo que se dispunba
correr as ras incgnito, ou diverlir-so como um
priocipe.
Gil dirigio-se para o pslrao com o chapeo na
mo; ia tallar quanto rebentou a tempestade.
O que isto 1 Meo Deus I exclsmou Poli-
reau recuando a cadeira como se receissse o con-
tacto de algum animal renenoso ; a'onde rem
toda essa mascarada ? Estamos porvenlura nos
tempos do carnaval, para que os aprendizes dos
mercadores de pannos se disfarcem desta forma
em Gdalgos da corte ?
Gil esperara j por esta borrasca, e supportou
com grande paciencia.
() Vide Diario n. 10.
Pslrao, desculpae-me, disse elle abaixando
a rists : este traje me necessario para urna
excurso, que cont fazer esta noite mesmo.
Esta noite I repeli o relho com ura tora
zombeleiro ; e como o Sr. caralleiro pdejul-
gar-me to nescio que o deixasse passar urna noi-
te inleira fra da minha casa ?
Nesle caso, exclamou o mogo com alegra,
nao me langaes para fra do rossa casa, por isso
que...
Suspendeu-se nesle poni e olhou para Rosi-
nha e Guilherme com reconheeimento.
Lsngar-le fra de casa ? responden Poli-
reau sorprendido. Ests sonhando ? Tu quo
es um aprendiz honesto e intelligenle, que s
(ens o deleito de le nao quereres satisfszer
com o leu estado porque te hara eu expellir
u minha casa ? Nao ; Denstne lirre de prirar-
me do leu opoio, ipn d-. laucas ideas de or-
gulho que alimentas.
Esta bondade tocou vivamente Gil Poin-
selot.
Patro, replicou elle com movido, j rejo que
nada ros dissersm respeilo das minhas faltas ;
agradeco muilo Sra. Rosinha o ao meu pobre
compaheiro Guilherme ; mas nao quero illudir-
ros, eides julgar se sou ainda digno da rossa
conflanga. Este traje, com que me vedes, j o
tenho trazido muilas rezes contra a rossa von-
tade : quiz imitar os Odalgos, frequentei os cssss
de jogo, ejoguei tambem : eu sabia quanto sois
severo nesse ponto, e por isso a consciencia ha
muilo me brada que ros faga esla penosa con-
fisso.
O mercader reflectio por alguns momentos.
Sao fallas essas na rerdade muito graves,
disse elle com severidade. Se nao fosses orpho,
se tiresses mais algum prente excepeo do
meu correspondente de Sedan esse lio avaro,
que te enriou Pars com alguns escudos mui
poucos, e orna recommendago para a minha pes-
soa, eu dirigira as minhas queixas la familia...
mas ests sozinho no mundo, e nao ten e-
no mim por amigo e protector ; Acares quites
com orna admoestagao quo seu tempo preten-
do fazer-te. Esquecer-me-hei dessss escapolas,
urna rez que prometas rasgar este falo, e con-
fentar-to com o traje que conrm tua po-
sigo.
Ser possirel I mea bom, meu excellenle
amo, perdoais-me a minha falta I Oh I sira ; pro-
metto-vos que be de renunciar para aempre
essas ideas loucas, pois que assim preciso para
agradar urna pessoa quem tanto dero... Mis,
continuou elle com firmeza, a rossa bondade me
incita cumprir o projecto que tenho concebido ;
permilti-me sabir esta noite, amanha ros obe-
decerei em tudo quanto mandares, em tudo eu
ro-lo jure.
Onde queres ir esta hora ?
Nao meeoterrogueis, pego-ros por favor...
Talrez mesmo esta nole terei occosio do pro-
rar-ros a minha gratido por rossos beneficios
passados, e pela rossa indulgencia presente.
Ora, aqui est uma aventura boro inters-
santo 1 disse o mercador com acrimonia. O meu
aprendiz reslo-se de Qdalgo, e me rem fallar urna
linguagem enigmtica I
E poz-se refloclir. Gil em p diante dell
esperara a sua deciso com anciedade. Rosinha.
e Guilherme apenas ousaram respirar.
Nao, disse ainal Polireau com a roz firme,
nao dero consentir que sejam violados os costu-
mes antigos da minha casa : mo signal quan-
do sao esquecidos os relhos usos, quando o che-
fe de urna familia deixa que se rebaixe a disci-
plina do seu lar. domestico. Gil Poinseloi, ou nao
saturas esta noite, ou ento quando rollares nao
sers mais meu commensat, nem meu amigo.
J quo assim preciso, replicn o mance-
bo com roz triste, supportarei essa terrirel con-
sequencia da minha obstinago.
Gil. meu charo Gil, diz Rosinha com inte-
resse, queris deixar-nos por um motivo talrez
frirolo ?
Camarade, murmurou Guilherme por sua
rez apoderando-se da mo de Poinselot, real-
mente inabalarel a resolugo que tomas'-o de dei-
xar-nos ? Pois olha, eu nao consenlirei ;- sabes
que sou mais forte do que tu ; nao lo deixaj-ei sa-
bir ainda que torga. y
O pobre Gildesfazia-se em lagrimas.'
Deixae-o ir, disse o mercador com amargu-
ra ; um ingrato que busca um pretexto para
me abandonar, agora que eslou ameagado pela
ruina. Pode partir I Dizem que os ratos fogem
da casa onde esto ponto de morrer de fome
Nao Ihe obstis a sahida ; Dio redes que j Ihe
tarda deixar-nos, porque receia sem dunda os
mos dias que se approximam I
Oh I por merce, nao me julgueis capaz de
semelhanle pensamento l exclamou o mancebo
com rehemencia. Minha felicidade seria rjrer
sempre junio de vos, parlilhar das rossas ale-
gras e dos rossos pezares, como at aqui tenho
partilhado I Mas para que impor minha obe-
diencia urna condigao que o meu corago repel-
le ? Attendei, meu bom amigo ; confesso que
para rosso serrico que rou sahir esla hora...
Nao me pergunteis qual o meu projecto; eu
mesmo o ignoro; s tenho a certeza de que urna
grande desgraca ros ameaca e quero impedi-la,
cuate o que costar.
Urna desgraca nos ameaca 1 ? perguntou Ro-
sinha com espanto.
O mancebo nao responden ; houre nm momen-
JARDIM GRANDIOSO.
A sociedade de floricultura de Londres estl
formando, em Keosington, uro jardim, que der
custar a enorme somma de 70:000 libras, prxi-
mamente. A familia real, a corte e a notrezai
farorecem muito este projecto e subsCrereram
crvscidas som mas para a sua realsago.
Seta inaugurado no mez de jprjho pela rainhar
Victoria em pessoa.
O MOVIMENTO.
O homem possue a faculdade-de imitar todos-
os--rouvimeiiio9, excepto o de voar. Para execu-
lar todos esse movimeotos tem 60 ossos ns ca-
bes, 60 nos msculos e perrtas, 62 nos brsgos-
e mos, 67 no tronco, e, alm d'fsto, 434 mscu-
lo". No curto espago de urna-hora circula com-
plelamente o seu saoguo tres rezes.
Re j tira mente velocidade comparativa de
seres animados e corpos impellidos, o tamanho
e a construegao destes pouco inftoe naquella.
O'reado corte milha emeia-em 7 minutos.
Urna aguia roa 18 leguas n'uraa-hora e um fal-
can 250 leguas em 16 horas. O rento forlo ca-
minlia 60 milhos era urna hora e o som 1:142
ps inglezes em um segundo.. O-volante de um
reiogio commum more-se 17.SO rezes em una
hora ou 150,.-(4:560 n'um annav Alguns rekigios-
duram 100 annos, e ento o rolante ter-se-ha
movido 15,042,456:000 rezes !' Porm o relogio
feto de metal duro, e, comtudo, ha urna
machina de substancia mais branda que iateja
5:000 vezes em urna hora, 120:000 por 'dia e>
43,830:000 por anno. E tambero, ainda que ra-
ras rezes, se d casos de durar tOO annos, e en-
to te r latejado 4.383 000:000 de vezes-1 Es-
ta machina e o corago do hornea.
MONUMENTO.
A cidade de Florenga resolreu fazer 'Gham-
bim, celebre compositor de msica, a honra, que
tem feito aos mais Ilustres Florentinos..
Cherubini oasceu em Floreoca 14 de setam-
bxodel760.
No aoniversario secular do seu nasoimeot, fot
posta, na egreja de Santa Cruz, a primeira pedra.
de um monumento, que Ihe ser erigido ao lado
dos de lfguel Angelo e de Galilo.
Pormou-se em Floren? urna commtssao do
homens eminentes, que protnove tuna subscrip-
go para este fim.
Victos Emmanuel e prncipe- de Carignan
abrirm a subscripgo, paro a qual. a aunicipali-
dado contribuio tambem com urna somma im-
portante,
Cherubini compoz ae- suas obras pumas om
Franga, onde fundn urna escola-.
No conservatorio imperial de- msica de Pars
abrio-se tambem urna subscriogo para o mssmo
fim.
[ Gominencio do Porta.)
grande incerteza : aflnal disse dirigjndo-se para
o aprendiz :
Pois bero.d-mo smente um pretexto plau-
sivel que desculpo a tua sbila ;. d-me o otras
garantios que nao essas insinuaedes vagas sobre
urna dsgraga oceulta. Deres ter "um moliro mui-
lo poderoso para reclamares semelhanle permis-
so com tanta instancia ; e mim compete pe-
dir-te contas, pois que sod para, ti o mesmo que
um pae.
Poinselot hesitou por nm momento:
Nao, patro, disse elle com embarago ; as
minhas razes para sahir & esta hora d noite
talrez ros parecessem frivolas; alem disto, nao
me' possirel dizer- ros tudo.... Conflae em mim;
e acreditas que solicitando esse faror, eu nao te-
nho em mente um fim cuVparel...
Est bom ; nao fallemos mais nisto, nter-
rompen Polireau framente. Gil Poinselot, que-
ro eu mesmo conduzir-te at porta da ra, e
depois supplicarei i Deus que vele sobre ti 1
E logo depois, como so estas ultimas patarras
llvcssera nelle despertado oa senlimento religio-
sos, que eram ento muilo arraigados os mer-
cadores de Paris, replicou com urna especie de
solemnidade : *
Mas nao quero que deixes a minha casa
sem ler primeiro cumplido com os deveres de
chrislo. E' esla a hora em que costumamos or-
dinariamente fazer a nossa orsgo, antes de en-
tregar-nos ao repouso ; junta-t A nos pela ulti-
ma rez, e possa esse acto do dorogo trazer-te
felicidade 1 Vamos, continuou elle dirigindo-se
aos outros e tirando o seu chapeo, de joelhos to-
dos I Rosinha, comegae a orago.
Era uso todos os dias em casa do mercador de
pannos resarem ero commum logo ao acabar da
ceia ; mas nesse dia as ideas de Rosinha e dos
aprendizes estaram lo distantes desta pratica
diaria que o bom mercador levo de repetir sua
ordem.
Achava-se elle j ajeelhado sobre o soalho
com o rosto riradopara urna imagem deChrsto,
feila de madeira, que decorara o panno da cha-
min : sua llha, os aprendizes, e a criada apres-
sarara-Sc imila-lo.
Era noite fechada : a sala se achara Iracamen-
te allumiada pela luz racillante de urna candeia,
e pela chamma que de rez em quando erguia-se
d'entre os tiges a montoados no fogio. Rosinha
recitara o ollicio da noite, mas nao se entregara
esse piadoso exercicio com a tranquillidade de
espirito e fervor costurados. Algumas rezes
faltara-lhe de sbito a memoria : as palanas sa-
gradas rinham-lbe aos labios indestinctas. nao
acabadas. Os assistentes respondiam s passa-
gens ordinarias, e ento ao timbre claro e musi-
cal da moca succedia um murmurio aurdo em
to de silencio. 0 chefe da familia lutava n'ums' que a roz grave do mercador, a toj fachosa da
relha criada se confundara com as rozos.sono-
ras e vi brames dos dous aprendizes.
liara nessa scena religiosa urna poesia sim-
ples, que daram urna especie do encanto a pe-
numbra da sala, o silencio do exterior, e o.reco-
lhimento da familia.
A orago conctuiu-se ; todos se ergnerara si-
lenciosamente. Olharam-se uns para os outros
como osperando que o cumprimento desse darer
trouxesse alguma mudanga as disposiges an-
teriores de cada um. Polireau se voltou para
Gil Poniselot.
Ento? perguntou elle com dogura.
O moncebo puxou arrebalamenld a sua capa
para os hombros.
Eslou prompto seguir-ros, murmurou
elle com a roz abalada.
Parlamos 1 disse Polireau suspirando.
E apoderou-se da candeia que eslava sobre a
mess.
Rosinha, rendo que Gil ia partir decididamen-
te, procurou tentir um ultimo esforgo para dis-
suadi-lo desse proposito. Professara-lhe a es-
lima e affeigo que mereciam suss boa anualida-
des ; e posto quo da su bocea nao ourisse ja-
mis urna palsvra de amor, comtudo sabia o po-
der que sobre elle tinha. Qual a mulher que se
illude sobre os sentimeutos secretos de que cd*-
jecto ?
Gil, disse ella com as lagrimas nos olhos,
em nome da Santa Virgem reflecti no qua toes
fazer I Nao lendes familia, nem amigos om Paris;
.queris expor-vos por rossa culpa lodos os pe
rigos, todas as eventualidades de urna rida in-
dependenle ; eu ros pego que renunciis essa
louca resolugo, seno por amor de ros, ao me-
nos por meu pae, que lem Unta necessidade dos
rossos serrigos, e por mim que ros amo como
um irmo.
Sra. Rosinha, replicou o aprendiz solucao-
do, nao me fallis assim, porque faliar-me-hia a
coragera para partir, e talrez que d'ahi resultas-
sem males irremediareis. J eu me tenho de-
morado de mais.
Deixa-o, minha.Olha 1 exclamou Polireau
com impaciencia ; nao res Que um ingrato I
Nesle interina o Arripiad9 entregavs-se una
dor que se aproximara do desespero.
E' possirel que assim seja 1 Vas partir ?
griteo elle colrico. Patro, nao o consintaes...
O que ser da loja quando Gil nao estirer l ? Eu
nao presto para nada. Queris que o agarre e
lera para u seu qiiarto? Dizeifa-lo-hei em
dous minutos... O quo nao quero que elle se
r embora I .
E apesar destas ameagas a roz do pobre Gui-
lherme se enlraquecia eom as lagrimas. Todos
os que estaram presentes pariilharam dessa
commoc^o, Rosinha oceultara o rosto uo vea-
tai ; a propra criada soltara gemidos sbafados.
Gil spressou-se em por mk esla scena, por-
que Ihe ia faltando a coragem.
Nao eslarei ausente per muito tempo, disse
elle fazendo um esforgo sobre si mesmo, no csso
de que sejam fundadas as minhas provises. O
tempo insta. Adeus, Sra. Rosinha,. mais tarde
talrez conhecereiso meu sacrificio. Adeus. meu
pobre amigo Guilherme, tornar-nos-hemos ver
muito brere. Adeus, minhs boa. Genoveva. Eu
era o filho aaaado desla casa ; lodos que a habi-
tam roe sao to charos como puentes e amigos.
E vos,.meu excellenle amo, d&o me acusis an-
tecipadamente ; dentro em pencos horas sabersis.
quanlo ros tendss engaado & meu respeilo...
Esperarei a prora ; disse o mercador som
firmeza, eocaminhando-s para a porta com a
candeia na mo.
Gil fez um ultimo sigu de despedida, e se-
guio Poliveau, precipitarulo-se para a escada que
u lee & loj. Os outrosficaram no mesmo.lugac
cociendo custo a resplracao para poderem oa-
rir o ruido dos passos que se afastavam ; lalvez
esperando ainda que o aprendiz mudasse de re-
solugo. Dera depressa, porm, ouvitam o tan-
gido da chave oa (echadura, e depois fechax-.se a
porta com eatroodo elle tinha partido.
Passados alguns instantes Polireau se. achava
do rolla : eairou na sala muito paludo ; no sem-
blante se Iho divisara os signaes da luta'rehe-
mente, porque derera passar, para, abalar os seus
sentimentoa. Vendo as mulhetes em prantos, e
Guilherme na aititude de desespero com as mos
na cabeca, disse eom a roz apressada :
Basta: soceguem e nao fallero mais no que
se passou. Esse vagabundo nao merece ser cho-
rado... um fatuo, ura rsidoso que mais hoje
mais amanha assim doria praticar I
Porm, apesar destas injurias inspiradas pela
colera ; ficou por alguna inslaatos pensativo.
Ora, eis-ros lodos pesarosos l disse elle, afi-
nal com impaciencia. Quanto i mim, j nem.
pens nesse filho prodigo. E' tarde ; e porque,
esse bregeiro nos deixou, nao deremos esquecer
que j passou a hora de recolher-nos. E' preciso
que amanha se lerantem todo muito cedo :
agora que estamos privados do servigo do tal va-
gabundo nao nos ha de faltar maia que fazer.
Genorera, traze-nos luzes. Abraca-me, Rosi-
nha, e Deus to d urna boa noite.
Depoz um beijo na testa de sua filha. Cada
um mumu-so da sua rea ; separaram-se, quan<
do a nolte j ia muito avancada.
(Conlinar--Aa.)
?**.- ITP. DEM, F. DI EARIA. -1861


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