Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09212


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Full Text
AIIO IIIT1I. HOMERO 10
Por tres mezes adiantados 5)060
Por tres mezes vencidos 6J000
SABB1D0 12 DE JA1E1E0 DE IS6I
Por auno adiantado 19)000
Porte fraoco para o subscriptor.
IAI
K.NCABREGADOS DA SUBSCBIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maraoho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tins Ribeiro Guimares ; Piauhy, o Sr. Joo Fer-
nandes de Moraes Jnior ; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS DOS CUKKKlOs.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx oas quartas reiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoso, Uoa.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feras.
(Todos os correios parteen as 10 horas da manha)
El'HLMEKlUES U MKZ UE JANEIRO.
3 Quarto minguante as 11 horas e 4 minutos da
tarde.
11 La nova a 1 hora e 8 minutos da manha.
19 Quarto crescente a 1 hora e 11 minutos da
manha.
26 La cheia as 2 horas e 47 minutos da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 5 horas e 18 minutos da maoha.
Segundo as 5 horas e 42 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
7 Segunda. S. Theodoro monge ; S. Telminio.
8 Terr;a. S. Lourenco Justiniano patriarcha.
9 Quarts. Ss. Juliao m. e Bazilica s ja espoza.
10 Quinta. S. Paulo 1.a eremita; S. Goncalo.
11 Sexta. S. Hyginop. m. ; S. Honora r.
12 Sabbado. S. Satyro m. ; S. Zotico m.
13 Domingo. S. Hilario b. ; S. Emilio m.
AUDIENCIAS DOS IKIBUNaE DA CAPITAL.
Tribunal do commercio ; segundase quintas.
Relaco: tergas, quintas e sabbados sslO horas.
Fazenda : lerdas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo d commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Prmeira rara do civel: tercas e sextas so meio
dia.
Segunda vara do civel:
hora da tarde:
quartas c sabbados a 1
ENCABALGADOS DA SUBSCR1PCA DO SL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Baha,
Sr. Jos MarliDs Alvos; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martina.
El! PEBNAMBUCO.
O proprietario do diario llanoel Figueiroa de
Paria, na sus livraria praga da Independencia ns.
6e8.
PftRTE OFFICIftL.
Governo da provincia.
Expediente do dia 9 de Janeiro de 1861.
Officio ao coronel commandante das anuas.
Concedendo a permissao, que V. S. solicilou em
seu oicio, n. 9, de 8 d > corrente, para ir ao
presidio de Fernando o capilo Jos de Cerqueira
Lima, a fim de corrduzir a sua familia, que ali
se acha, expego ordem nests data para seren
transportados no hiate Rio Formoso, quando es-
tiver prompto, o referido capitao e 20 pravas,
que V. S. lera de mandar para o mesmo presidio.
Providenciou-se cerca dos respectivos trans-
portes.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de expedir
suas ordena, para que o delegado de Santo A-
ilo seja _indemnisido da quantia de 17zt6O0 rs.,
em que importara as clapes abonadas desde o 1
at 4 do correle mez a 10 pracas do 9o batalho
de infantaria que estiveram n'aquella cidade,
como se v do pret junto, que me foi remedido
pelo Dr. chefe de polica com officio de hontem, apresentar
sobn. 8.Commutiicou-se ao chefe de polica.
Dito ao delegado especial das trras publicas.
A' vista do disposto no aviso circular da repart-
Cao do imperio de 13 de dezembro ultimo cons-
tante da copia jnnia, haja V. S. de enviar-me, a
tempo do chegarem a corto at o fim deste mez,
os mappas e informbaos que exigi de V. S. em
officio de 7 do novembro prximo passado.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Mande V. S. ajustar contas at o fim do corrente
mez, e passar guias de soccorrimeotos aos offl-
ciaes mencionados na relaco junta, os quaes
teem ds seguir brevemente para os seus desti-
nos. Communicou-se ao commandanlo das ar-
mas, e providenciou-se sobre as respectivas
passagens.
Relago a que se refere o officio supra.
Para a provincia do Maraoho :
Major do estado maior de 2a classe, Francisco
Camello Pessoa de Lacerda.
Alferes docorpo de gflarnieao da mesma pro-
vincia, Manoel Alvcs de branles.
Para a provincia 'das Alagoas .
Capitao Jos Joaquim Barroso.
Alferes Jos Longuiubo da Costa Lele.
Dito Jos Ignacio Ribeiro Roma.
Para a corte :
Capitao Francisco de Assis Guimares.
Teuente Joaquim Jos dos Passos.
2o tenentc Sabino Fernn Jes de Souza.
Dito Miguel Teixeira Lopes Malheiros.
Dito ao mesmo. No caso de harer crdito,
mando V. S. pagar ao baro do Livramento a
quantia, a que elle lem direito, em vista do
contrato que celebrou com o inspector do arse-
nal de marinha, por haver mandado rebocar at
o norte do forte do buraco, desde 23 dejutho a
29 de dezembro ultimo, 323 bateles da barca
de escavano carregados com entulho.Commu-
nicou-se ao arsenal de marinha.
Dito ao mesmo. Transmuto por copia a V.
S. o aviso que em 19 de dezembro ultimo me di-
rigi o Exm. Sr. ministro da guerra com refo-
reucia s duvidas offerecidas cerca do abono
de gratificagao do exercicio ao capitao Temoleo
Peros de Albuquerque, que comrnanda um des-
cmenlo composlo do pragas do exercito o do
corpo policial.Igual copia remelleu-se ao com-
maudanledas armas.
Dito ao mesmo.aos tenentes do 10 batalho
de infamara Luiz de Queiroz Coutinho, e Jos
Francisco Machaoo, e alferes do 9 da mesma
arma Secundioo Ayres Velloso de Mello, promo-
vidos por decreto de 2 de dezembro ultimo, man-
de V. S. adiantar a importancia de 3 mezes dos
respectivos sidos para ser-lhes descontado pela
o parte dos mesmos sidos.Communicou-se
ao coronel commandanlo das armas.
Dito ao mesmo. Em vista dos dous pedidos
juntos em duplicata mande V. S. abonar ao
commissario do brigue barca Itamarac a quan-
tia de cera mil rcis para pagameulo de premios
aos marinheiros contralados para o servico da
armada, e ao do hiato Rio Formoso que vai sabir
em commissao a de 2000000 rs. para a compra
de vveres frescos em qualquer porlo em que
tocar, conforme requisilou o commandante da
diyisao naval era officios de 7 e 8 do corrente,
sob ns. 5 e 6.Communicou-se ao commandanlo
da eslacao naval.
Dito ao inspector da Ihesouraria provincial.
Certo do conieudo de sua informado de 7 do cor-
rele, sob n. 8, dada acerca do requerimento em
que Mara Januaria da Conceigo Guimares pe-
de o pagamento da gratificagao, que lhe compe-
te, por haver regido interinamente a cadeira de
instrucco elementar da freguezia de S. Pedro
Martyr de Olinda, durante mez e meio, tenho a
dizer que mande V. S. ellecluar esse pagamonto
na razo de 500$ rs. annuaes.
Dito ao mesmo.Mande V. S. pagar a Jos
Elias de Oliveira, conforme requisilou o chefe de
po.icia em oflicio de hontem, sob n. 9, a quan-
tia de 3:429j880 rs., em que, segundo es docu-
mentos juntos, importara as despezas feitas no
mez de dezembro ultimo com o sustento e cura-
tivo dos presos pobres da casa de delenco.
Coramunicou-se ao chefe de polica.
Dito ao mesmo.A Manoel Francisco da Cruz
mande V. S. pagar, [.conforme requisita o chefe
do polica em officio de hontem, sob n. 6, a quan-
tia de 800000 rs. em que. segundo a conla junta
em duplcala, importa o aluguelda casa que ser-
ve de priso no districto de S. Lourengo, venci-
do nos mezes de julho a dezembro do ouno pr-
ximo passado.
Dito ao juiz de direito de Garanhuns.Inlei-
rado do que Vmc. communicou-me por officio do
Io do corrente mez relativamente s ocurren-
cias que iam alterando a ordem e seguranza pu-
blicas na freguezia de Papacaca dessa comarca;
cabe-me communicar-lhe que tenho providen-
ciado era ordem a evitar que se reproduzam as
faltas o abusos, que Vmc. refere no citado of-
ficio.
Dito ao director das obras publicas.Mande
Vmc. fornecer para a casa de delenco desta ci-
dade, conforme requisilou o chefe de polica era
officio de 8 do correle, sob n. 7, um armario de
madeira de amarello, com 8 palmos de largura
sobre 10 de altura, com as competentes travessas
movedizas para archivar os papis e livros do
mesmo estabelecimento. Communicou-se ao
<;hefe de polica.
Dito.Approvo os contratos que o conselho de
compras navaes celebrou com Vicente Ferreira
Pinto, Antonio Norberto de Souza Lealdade e
Carlota Slepple Pereira, como me communicou
em officio de 4 do correle, para fornecimento
do sabo necesario aos navios da armada e es-
tabelecimentos de marinha, e para lavagem das
roupas perlencentea aos aprendizes do arsenal de
marinha, e a respectiva enfermara.Communi-
ou-se a thesouraria de fazenda.
Dito.Cumpre que o consolho administrativo
de compras para o arsenal de guerra sobr'esteja
na compra dos 500 alqueirea de farinha de man.
dioca, medida velha, para o presidio de Fer-
nando, autorisada por officio desta presideocia
de 22 de dezembro ultimo, que fies sem effeilo.
DESPACHOS 00 DIA 9 DE JANEIRO DB 1861.
Requerimenlo*.
3504. Azevedo & Mendes. Passe portara,
coDcedeudo permissao para o capitao malricu-
i lar-so independente da apresentaco de carta,
na viagem que se destina o navio, Gcando obri-
gado a exhib-la para outra qualquer viagem.
3505. Saltar & Oliveira. Pssse portara,
concedendo permissao para o capitao matricu-
lar-se mdependenle da apresentaco de carta de
piloto na viagem que esl destinado o navio*
cando porm obrigado a exhib-la para eulra
qualquer viagem.
3506. Baro do Livramento. Dirija-se
thesouraria de fazenda.
3057. Jos Antonio dos Santos Colho.
Informe o conselho administrativo para forneci-
mento do arsenal de guerra.
3508. Jos Francisco Machado. Dirija-se
ao Sr. inspector da thesouraria de fazenda a
quem n'csta data se expedo a conveniente ordem.
3509. Jos Felippo Nery da Silva. Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria provincial.
3510 Luiz de Queiroz Coutinho. Dirija-se
ao Sr. inspector da thesouraria de fazenda, a
quem n'esta data se expede a conveniente ordem.
3511. Manoel Ignacio de Oliveira & Filho.
Passe portara, concedendo permissao para a
matricula do capitao, flcaodo este obrigado a
carta de piloto pan outra qualquer
Aqui, em New-York, a imporlaco f6ra de or sopro das perturbarles americanas. Era
alguns milhe menos do que a correspondente I sabido que as importagdes dos cereaes america-
viagem.
3512. Mara Januaria da Conceigo Guima-
res. Dirija-se thesouraria provincial, a
quera se expade ordera para pagar supplican-
te, na razo de 5005000 annuaes.
3513. Maximiano Francisco Peixolo Duarte.
Informe o Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda, ouviudo o Sr. inspector da alfandega.
3514. Secundino Ayres Velloso de Mello.
Dirija-so ao Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda, a quem n'esta data se expede a conve-
niente ordem.
EXTERIOR.
O Brasil e os Estados-Uoidos.
Dentro das primeiras vinte e quatro horas se-
guintes sahir dcste porto o vapor S. Luiz cora
destino a S. Francisco, tocando no Rio de Ja-
neiro.
Esta rara oceurrencia, um vapor para o Brasil,
proporciona aos uossos negociantes a opportuni-
dado de remetter suas cartas directa e rpida-
mente aos seus correspondentes brasileiros. po-
dendo elles assim indepeodenleroente da Ingla-
terra informar a praca do Rio de Janeiro do es-
tado do nosso mercado. E nos
ao periodo de 1859, e a exporlaco de 40 7
mais.
O paiz exportara, em especies, 20 milhdcs de
dollars menos do que no periodo correspondente
de 1859, e tendo recebido da California quasi o
mesmo que naquelle periodo, estavamos riquis-
simos de ouro.
Nossos bancos da cidsde de New-York liveraro
um procedimento prudente: comegararn a en-
cartar em agosto e continuaran) a contraccao
com firmeza, semana por semana, sem que en-
tretanto (tal era a condico prospera do paiz)
causassem algum inconveniente aos negociantes,
ou retardassem o morimenlo da colheita do
t rigo.
O numerario nao valia 7 % nests cidade; o
cambio mantinha-se ao par legal entre os Esta-
dos-Unidos e a Gra Bretanha, mostrando que a
nossa divida Inglaterra era muilo menor do
que costuroe.
O augmento do trafico das estradas de ferro,
que viera com o reslabelecimenlo do commercio
e da confianza publica, estimulara as traosaegoes
na praga, e todos os ttulos e acedes iam toman-
do a posigo que tinham antes da crise de
1857.
Tal era a condico de nosso mundo commer-
cial ha seis semanas.
Vejamos o que ella hoje.
O commercio de lodo o genero esl suspenso.
Os navios, meio-carregados de gres e fari-
nhas, nao podera fazer-so ao mar porque os
carregadores nao podera negociar suaa letras.
Os agentes das casas inglezas nao podem exe-
cutar suas ordeus para a compra de gneros
alimenticios, pela mesma razo.
O algodo nao pode ser tirado dos portos do
sul pela mesma causa.
Os bancos nao teem meio de descontar com
liberdade, e os capitalistas mais fortes nao que-
rem seuo o papel de prmeira ordem o a 1 e
1 X ao mez.
Todo o machinismo de nossos cambios nacio-
naes est desorganisado.
Os bancos do sul nao querem aceitar os sa-
ques sobre New York. Saques visla sobre
New-York valem em Chicago 6 a 8 0|0 de pre-
mio. Em outros termos, os embargos cessrara.
As dividas era favor do norte nao podem ser pa-
gas em alguns dos estados do sul. Urna luta
de meio circulante est se travando entre varios
estados. Nenhuma pessoa prudente, dcbaixo
destascircumstancias, tomar o papel da Caro-
lina do Sul, excepto com descont enorme.
------------------___, aproveitamos o
ensejo para vollar a um assumpto que muitas Fr compensagao, os bancos da Carolina do Sul
vezes temos discutido, a saber : a importancia de
desenvolver o oosso commercio com o Brasil.
Ura dos melhores freguezes que a Gra-Brela-
nha (era para as suas fazendas de algodo o
Brasil, de entre todos os paizes com que nego-
ciamos esse mesmo Brasil aquelle a que menor
porcao vendemos dos nossos artigos da lei, ex-
cepto farinhi.
Repblicas pequeas, revolucionarias, meslicas
da America do sul altrahem maior porc.au do
nosso commercio do que o imperio, que conlm
metade da populaco do continente meri-
dional.
O vapor nos liga Nova-Granada, ao Chile,
ao Per, etc., etc., artefactos americanos sobem
o Magdalena, Iranspem s costas de muas os
Andes da Bolivia, ou vo parar aos valles de
Santiago e Copiapo.
Fazemos lucrativo negocio com Venezuela ae
uorte, e com Buenos-Ayrcs ao sul, mas a grande
espadua da America do Sul, que so prolonga
como sahindo ao encontr do nosso commercio,
lem nelle o penltimo quinho.
as suas recentes preleccoes expoz o Rv.
Flelcher que a Inglaterra abarca 6/16 do com-
mercio do Brasil, a Franca 3/16, a Allemanha,
Hollanda e Blgica outros 3/16, a Uespanha e
Portugal 2/16. e os Estados-Uoidos tambem ape-
nas 2/16 O commercio da Inglaterra tem-se
desenvolvido rpidamente desde 1850 a esta
parle.
At ento corra o commercio americano pa-
relhas com o ioglez, porque as nossos clippers
eram bons de vela.
Mas em 1850 comecou a Inglaterra a atlrahir
o Brasil a si pelo poder do vapor, e dentro em
tres annos liona ella triplicado o seu com-
mercio.
A 1'ranga e a Allemanha deixaram-nos atrz
na concurrencia, e hoje mal nos conservamos a
par do pequeo Portugal e da Hespauha. ,
Tanto a Inglaterra como a Franca teem lionas
de vapores.
Nao carecemos de repetir que urna communi-
cacao rpida com o Brasil seria um grande re-
medio, tornando indepeodentes da Inglaterra os
Eslados-Undos; mas ha outras condices ne-
cessarias pata sermos bem succedidos naquella
parte da America do Sul, a saber : um tratado
equitativo o reciproco com o imperio, e do lado
dos nossos fabricantes e negociantes energa e
poltica esclarecida.
Nos ltimos seis annos teem-se as fabricas de
fazendas de algodo pasmosamente multiplicado
em varios paizes da Europa, e o Brasil que com-
pra 14 milhes de dollars daquelles artefactos
continuar a ser um bom consumidor.
Neste ramo de negocio merece, pois, aquelle
imperio a generosa e perseverante attengo da
classe commercial da America do Norte, ou
virems a ler fabricas de mais e freguezes de
menos.
Ja o Brasil nao um paiz cuja existencia se
possa por em duvida. Tem-so "elle sabido elevar
categora de potencia de 1.a ordem nesto con-
tinente, e nenhum Americano lem direito de
dizer que o nao couhece.
Abrindo o folheto de outubro do hondn
Quarlerly Review, vemos no artigo intitulado
O Imperio do Brasil, que se presta a devida ho-
menagem a ura Americano que fez mais do que
ninguem para tornar conhecido os recursos do
Brasil, a estabilidade do seu governo e o nobre
carcter do seu Ilustrado imperador.
Referimo-nos ao Sr. Flelcher, a quero os Bra-
sileiros deyem anda especial gratido pela noti-
cia imparcial e calorosa djwe elle deu do imperio
brasileiro.
Sabemos que foram paros e philantropicos os
seus esforcos, e esperamos que elle anda chegue
a ver o dia em que, na phrase de um jornal bra-
sileiro : Os paizes mais fortes do norte e do
sul se achem ligados pelos mais ntimos lagos do
commercio > Quando chegar esse dia, nao te-
remos mais que noticiar como caso raro a saluda
de um vapor norte-americano para a costa do
Brasil.
( /orna? do Commercio, do Rio.
A crise monetaria nos Estados-
Unidos,
No comeco de outubro findo tudo eslava sereno
no nosso mundo commercial.
O oeste tinha lido urna enorme colheita, e seus
bancos expandiam a sua emiso com iudiciosa
moderaco.
O sul lioha em vista urna colheita de algodo,
se nao lo grande como a do ultimo aono, mas
que promedia dar pouco menor inleresse do que
a desse anno, e mais do que qualquer colheita
anterior.
Por um aono, pelo menos, o commercio geral
da najo hara marchado com loumel cautella.
nos seriam extraordinarias, e portanto, nao man-
daramos muilo nnmerario por conta de nossas
dividas.
Isto coincida com a exporlaco da prata para
a India e com as sahidas de numerario para se
continuar a guerra despendiosa da China. Ha
quinze dias as noticias financeiras de Londres
eram tristes; tiuha-se anlecipsdo urna eleva-
gao na laxa do juro do banco e os fundos mos-
travam urna tendencia para a baixa. O que nao
24 -
Teve lugar ante-hontem a sesso de assembla
geral do Instituto Histrico, para eleices.
Achaodo-sc reunidos os Srs. viscode de Sa-
pucahy, Drs. Filgueiras, Souza Fonles, Carlos
Honorio, Miranda Castro, Rubira, Rohan, Pas-
coal, Jardlm. e Sebastio Soares, o Sr. presiden-
te abri a sesso, dando para ordem do dia a
eleigo da mesa administrativa.
Proccdendo-se a ella, obteve-se o seguinte re-
sultado :
Presidente, o Sr. viscode de Sapucahy, 1. vi-
sera quando se souber que precisamos de iropor-. ce-presidente, o Sr. Candido Baplista de Olivei-
lar ouro de Londres; que esto paiz, seu princi-
pal freguez se acha em vesperas de revolugo,
e pouco comprar das fabricas inglezas na pr-
xima primavera ? Confidencialmente se annun-
cia um angmento na laxa do juro do banco de
Londres de 9 a 10 por 0|0. Mas isto. somente
apertar os negociantes inglezes ; isto nao nos
impedir de lhe arrancar o ouro. Ha um lucro
de mais de 6 OO na operaco ao cambio ac-
tual. '
(Aqui o articulista refere todos os apuros que
o commercio inglez pode soffrer e depois con-
clue:)
A severidade dos soflmenlos commerciaes
da semana passnda tem de a'gum modo distra-
a ; 2, dito, o Sr. Dr. Joaquim Manoel de Ma-
( cedo ; 3. dito, o Sr. Joaquim Norberto de Sou-
i za e Silva ; 1." secretario, o Sr. Dr. conego Joa-
jquim Caetano Fernsndes Pinheiro; 2. dito, o
Sr. Dr. Caetano Alves de Souza Filgueiras ; 1.
dito supplente, o Sr. Dr. Jos Ribeiro de Souza
Fontes ; 2.a dito, o Sr. Dr. Carlos Honorio de
' Figtu-ircdo : orador, o Sr. Dr. Joaquim Manoel
de Macedo ; thesourciro, o Sr. Antonio Alvares
Pereira Coruja.
Commissao de fundos e oreamento.Os Srs.
Joo Jos de Souza Silva Rio, Braz da Costa Ru-
bim, e conselheiro Alexandre Mara de Mariz Sar-
ment.
Commissao de estatutos e redaccao da Revis-
tado a attengo de sua prmeira causa : os mov- ta.Os Srs. conselheiro Luiz Pedreira do Cou-
e da Georgia recusam receber a moela de Ten-
nessee e de Kentucky, excepto cora urna depre-
ciagao de 5 0(0. Os bancos do oesle eslo em
vespera de suspenso. Quanlo aos do sul, seu
destino pareco obvio. Nao ha patriotismo por
mais ardente que obrigue um portador de t>-
llietes do banco do estado da Carolina do Sul a
nao reclamar ouro por taes bilhetcs. quando el-
le v que no 1 de novembro aquelle estabele-
cimento tinha menos de dez cntimos (em es-
pecie) por cada dollar de sua circulago, e que,
coberto por urna lei do sua legislatura, o banco
est prestes a embarcar-se em espeeulaedes de
ttulos revolucionarios. Os bancos de Georgia
e Luiziana esto era melhor p; mas naquelles
estados, como na Carolina do Sul, tem de sen-
tir-se o paoico em toda a sua intensidade, e nao
fcil descobrir-se um meio de firmar os ban-
cos quando as letras do algodo nao se podem
descontar a 9 0(0 e ninguem podo saldar em di-
nheiro o que possue.
Telo que diz respeito aos nossos bancos elles
parecem bastante fortes at agora, porm tam-
bem o estavam no 1 de outubro de 1857P treze
dias antes de quebrarem.
Podemos inferir que sua drecgao nao tem uni-
dade ou senso commum por este facto: urna
proposta aceitavel da compra do um milho de
saques por intermedio dos Srs. Browu Irmos,
operagao que dara alguma vitalidade ao merca-
do monetario, e estimulara a aclividade dos im-
portadores, foi repellida hontem tarde, por op-
posigao do Sr. Punnett, presidente do Banco da
America. Nao ha, pois, razo para suppor-se
que os presidentes dos bancos sejam hoje mais
intelligenles do que o eram em 1857. Um pou-
co de senso cornrnura, um pouco de previdencia
mercantil os teria salvado ento; os Punnetls
andam serapro comuosco, e s a Providencia
Divina pode dizer como terminar a contenda,
se os negociantes se acharem impossibilidades
de lutar.contra urna recusa de accommodacko do
banco e se o publico se assuslar com a sahtda
do metal dos cofres do banco. Os negociantes
receberam o choque da crise nobremenle: pou-
cas quebras teem havido, e essas pouess sao de
casas que nao gozavaro do alio crdito. Mas
isto talvez seja devido a que a crise nao se co-
mecou a sentir seno depois da emisso de no-
vembro. So estes apuros continuara, a historia
ser outra. Os mercados de accoes declinaran)
enormemente : dentro de um mez a descida lem
sido de 16 0[0 oas aecas da Virginia. 20 as de
Missouri, 20 as da central de New-York, 14 as
de Erie, 21 as da central de Michigan, 20 as
da central de Illinois, etc. O empreslimo dos
Eslados-Unidos, que por lei nao poda ter sido
admittido abaixo do par, offerece-se a 3 0[0 de
descont. Tal a pintura da actualidade das
nossas condices commerciaes.
O notavel contraste entre esta scena e a que
presenciavamos, ha seis semanas, faz lembrar o
bem conhecido principio de economa poltica
de que nenhuma crise commercial tio medo-
nba como aquella que nasce de causas polticas.
As desordens geradas pelos erros e extravagan-
cias commerciaes teem urna prompta cura em si
mesmas; os pannicos creados pelos disturbios
polticos nao sao governados por leis conhecidas
e seus efleitosno podem ser previstos.
E' esta a prmeira vez na historia dos Esta-
dos-Unidos, em que a eleicao do presidente pelo
povo tem perturbado o commercio do paiz: ten-
tando rastrear a extenso deste desarranjo, nao
s nos acharaos desprovidos de principios segu-
ros de economa poltica que nos sirvara de guia,
mas anda nao temos um precedente que nos as-
sgnale um s passo no caminho. Geralmente
se deve presumir que homens de cabega direita
nao faro o que ineritavelraente redundar em
seu prejuizo : todava isto precisamente o que
os bancos do sul teem estado o fazer por mais
de duas semanas, o que os nossos bancos fize-
rara em 1857 e o que elles eslo promptos a fa-
zer de novo. Razoavelmente se deve presumir
ainda que, quando um homem na Carolina do
Sul tem algodo para vender, quando outro em
Liverpool precisa de algodo, e outros em Char-
leslon e New-York eslo promptos a realisar
ossa negociago mediante algum premio de seu
trabalho, nada poderi impedir a venda e em-
barque do genero; entretanto, como as cousas
esto agora, o plantador nao vende, o agente
da casa de Liverpool nao compra, e os interme-
diarios nao embarcara. Quanto lempo isto du-
rar, que desastres trar comsigo, antes que
todas as partes vollera ao seu juizo, nem os
maiores sabios o podem dizer.
O que certo que a trovoada tlnanceira
que est roncando por cima de nosso paiz ser
sentida com dobrada severidade na Inglaterra.
All o commercio resentia-se da falha parcial di
colheita dos cereaei, antes de leceber-ae o me-
mentos separatistas do sul. Poucos fados tam-
bem ha a accrescentar sobre este ponto. Ho
de harer provavelmenle reunies para se tratar
da separaco na Carolina do Sul, na Georgia,
em Alabama e Mississipi; o que ellas resolve-
ro materia de duvida. Pessoasbem informa-
das di Carolina do Sul parecem convencidas da
cooprragao da Georgia o Alabama, e conjectu-
ram jt que Charleslon ser a New-York do Sul,
Mobile o Savannah sero porlos secundarios,
occupindo para com Charleston a mesma po-
sico de Boston e Philadelphia para com New-
York
Charleston foi que tomou a dianleira na
idea de desunio e soffreu o embate do primeiro
choque; porissonaturalmente ser o porlo prin-
cipal da nova confederago e assim ser consi-
derado na Europa. Os negociantes que quize-
rem traficar com os estados do sul naturalmente
ho de aproar para Charleslon, que ficar sendo
ainda a prmeira cidade commercial do sul, dei-
xando Savannah, Mobile eJNew-Orleans na rota-
guarda. J so diz que algumas de nossas casas
principaes, julgando inevitavel a confederago
do sul e a perda desse commercio para New-
York, cuidam de estabelecer filiaes em Charles-
ton ; e ninguem falla entretanto de as estabele-
cer em Mobile ou Savannah.
(New York-Herad)
(Correio Mercantil.)
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
1T de dezembro de 1860.
Reunio-se hontem era assembla geral, a Im-
perial AssociagaoTypographica Fluminense, para
a discusso dos novos estatutos, os quaes foram
approvados com algumas emendas, para subirem
ssncco do governo imperial; em seguida ele-
geu-se o conselho-director para a admioistraco
do snno de 1861, e qual ficou composto dos Srs.
Antonio Joaquim Pereira da Silva, Gil Ayres Go-
mes Correia, Domingos Luiz dos Santos, Fran-
cisco Luiz da Silva Brum, Thomaz Joaquim de
Oliveira, Luiz Jos de Carvalho Chavy, Jos de
Souza Maia, Joo Carlos Moniz, Joaquim da Silva
Castro, Frederico Chrisliano Desouzart, Joo
FernanJes de Jess Machado, Djmiciano A-
delo Paran ; sendo este ultimo senhor tambem
eleito para thesoureiro.
to Ferraz, conselheiro Dr. Thomaz Gomes dos
Santos, e Dr. Jos Mauricio Feroandes Pereira
de Barros
Commissao de revisao do manuscriptos.Os
Srs. Dr. Antonio Pereira Pinto, Dr. Ludgero da
Rocha Ferreira Lapa, e Sebastio Ferreira Soares.
Commissao de trabalhos histricos.Os Srs.
marquez de branles, viscode de Maranguape,
e Dr. Claudio Luiz da Costa.
Contmisso subsidiaria de trabalhos histri-
cos.Os Srs. Dr. Joo Manoel Pereira da Silva,
Joaquim Norberto de Souza e Suva, e A Pas-
coal.
Commissao de trabalhos geographicos.Os Srs.
conselheiro Pedro de Alcntara Bellegarde, con-
selheiro Antonio Manoel de Mello, e coronel Con-
rado Jacob de Niemeyer.
Commissao subsidiaria de trabalhos geogra
phicos.O Srs. coronel Henri ue de Beaurepai-
re Rohan, Dr. Ricardo Jos Gomes Jardim, e
conselheiro Manoel Felizardo de Souza e Mello,
Commissao de archeologia e ethnographiu.
Os Srs. Dr. Candido de Azeredo Coutinho, briga-
deiro Antonio Nunes de Aguiar, e Dr. Antonio
Mara de Miranda Castro.
Commissao de admisso de socios.Os Srs. Dr.
Agostinho Marques Perdigo Malheiros, Dr. Jos
Ribeiro de Souza Fonles, e Dr. Caelano Alves de
Souza Filgueiras.
Commissao de pesquisa de manuscriptos.Os
Srs. conselheiro Libanio Augusto da Cunha Mal-
tos, conselheiro Josino do Nascimento Silva, o
conselheiro Joaquim Mara Nasceutes de Azum-
buja.
Finda a eleiQo, foi offerecido aos mombros
presentes o livro das inscripces. e nelle se as-
sgnaram. para apresentar no prximo futuro an-
no os segointes trabalhos :
O Sr. Rohan, Corographia da provincia do
Para.
O Sr. Pascoal, Rasgos memoraveis da vida de
D. Pedro duque de Branganga, primeiro Impe-
rador do Brasil.
O Sr. Carlos Honorio, 1., Breve noticia do
fallecido bispo do Maraoho D. Fr. Carlos de S.
Jos e Souza ; 2., A magistratura do Brasil.
Terminada a sesso, encerrarm-se os traba-
lhos, cando o institulo em ferias at ao fim de
fevereiro.
[Jornal do Commercio, do Rio.)
Orou o padre Dr. Patricio Moniz, professor in-
terino de rhetorica, no impedimento do Dr. co-
nego Pinheiro
A orchestra, dirigida pelo professor Goyanno,
executou lindissimas symphonias depois de um
magestosa ouveilura.
20
A 17 do corrente celebrou-se a sesso de as-
sembla geral da sociedade Auxiliadora da Indus-
tria nacional, para a presen tagao e discusso do
orgamenlo da receita e despeza da sociedade no
prximo futuro anno social, e para a eleigo da
direcgo que tem de servir no anno.
Approvada a proposta do orgameuto apresen-
tada pelo Sr. thesoureiro, procedeu-se eleigo
da commissao de contas, para a qual foram elei-
tos os Srs. Antonio Luiz Fernandes da Cunha,
Joo Carlos de Souza Ferreira e Francisco Correa
da Conceigo. eem seguida a da directora, que
ficou constituida pela seguinte forma :
Presidente, marquez de branles; Io vice-pre-
sidente. conselheiro" Alexandre Mara de Mariz
Sarment ; 2 vice-presidente, Dr. Bernardo Au-
gusto Nascentcs de Azambuja ; secretario-geral,
Dr. Manoel Ignacio de Andrade ; secretarios ad-
juntos, Antonio Luiz Fernandes da Cunha, Ma-
noel Paulo Vieira Piulo e Dr. Domingos Jacy
Monteiro.
Conselheiros: Dr. Gabriel Milito de Villanova
Machado, Joo Carlos de Souza Ferreira, Augusto
Frederico Coln, viscode de Aljesur, Dr. Jos
Bonifacio NascenUs de Azambuja, Dr. Francisco
Antonio itaposo, Jos Albano Cordeiro, Dr. Au-
gusto Dias Carneiro, Antonio Jos Victorino de
Barros, Dr. Jos Mauricio Fernandes Pereira do
Barros,conselheiro Joao Martins Lourenco Vianna.
Dr. Francisco Primo de Souza Aguiar, Dr. Francis-
co, Cirios da Luz, Fraucisco Correa da Conceigo
Dr. Antonio Jojquim de Souza, Dr. Frederico
Leopoldo Cezar Burlamarque, tenente-coronel
Jaciutlio Vieira do Coulo Soares, conselheiro Jos
Pedro Dias de Carvalho, Braz da Cosa Rubim,
Dr. Frederico Jos de Vilhena, Dr. Antonio Jos
de Souz* Reg, Jos Ricardo Muniz, bacharel
Nunes Pires, Dr. Luiz da Silva Brando, Ezequiel
Correa dos Santos, comroendador Jos Antonio
Ayrosa, Dr. Antonio Mara de Miranda Castro,
Dr. Miguel Archanjo Galvo, Dr. Antonio Jos
de Araujo, Antonio Carlos Cesar de Mello Andra-
de, Dr. Manoel de Oliveira Fausto, Dr. Ezequiel
Correa dos Santos Filho, Dr. Carlos Jos do Ro-
sario, Joaquim Antonio de Azevedo, Dr. Jos
Augusto Nascentes Pinto, conselheiro Antonio
Henrique de Miranda Reg, Raphael Archanjo
Galvo, Jos Botelho de Araujo Carvalho, coro-
nel Augusto Jos de Carvalho, Luiz Heraclltoda
Fon lo ura, Br. Jos Calazaus Rodrigues, Jos
Duarte Galvo, Dr. Francisco Octavimo de Al-
meida Rosa, tenente-coronel Jos Pereira Dias,
Dr. Candido de Areredo Coutinho, Dr. Lucas da
Silva Lisboa, Dr. Lucio da Silva Drando, Joo
Paulo Ferreira Dias, Dr. Jos Firmino Vellez eDr.
Antonio Correa de Souza Costa.
(Correto A/ercant/.)
Hontem, no Imperial Instituto dos Meninos
Cegos, houve as provas publicas e distribuigo
dos premios aos alumnos oeste Instituto, actos a
que SS. MM. II. se dignaram assistir.
Depois da leitura do relatorio do director, em
que descreveu o estado da nova instituigao, e os
beneficios que recebeu no decurso do anno, mos-
irou ser a maior parte delles devidos munifi-
cencia de S. M. o Imperador, a quem em nome
e como orgo do estabelecimento dirigi urna ex
presso de reconhecimenlo com que lerminou o
seu relatorio.
Os alumnos deram diversas provas publicas de
suas instrueces, ainda que muilo abreviadas por
nao sor possivel exibi-las com o rigor e demora
com que foram examinados dos dias 20 e 21 do
passado novembro.
Findos os exames os alumnos trabalharam pe-
ranle SS. MM., e dada esta prova, o alumno Jos
Pinto de Serquein recitou urna pequea mani-
fesiacao em francez de quanlo devem os meninos
do Instituto candade do monarcha, sendo esta
tocante allocucao da composicao typographica do
mesmo alumno, e impresas pelo seu condisc-
pulo Firmino Rodrigues de Oliveira. Este pe-
queo trabalho foi apresentado como prova dos
grandes melhoramentos di lypographia dos ce-
gos brasileiros.
Findos os trabalhos levanlaram-se SS. MM. II.
para se retirarem ; mas antes que o fizessem
dignou-se S. M. a Imperatriz examinar os traba-
lhos das alumnas, aos quaes moslrou examinar
com muita attenglo ; e S. M. o Imperador em-
pregou-se especialmente a examinar as amostras
de lypos em pontos salientes, pela primoira vez
fundidos no Brasil, o molde e as matrizes tam-
bem de construeco primaria no paiz, e fabrica-
dos por artistas brasileiros na casa da moeda
desta corle.
SS. MM. II. se dignaram manifestar salisfacao
com o que observaran! nos progressos da ins-
trueco.
O resultado dos exames rigorosos porque pas-
saram os alumnos nos dias 20 e 21 de novembro
passado, e que ainda nao sabio publicado, foi o
seguinte : -
6 anno.Jos Pinto de Cerqueira, approvado
plenamento com muita distinco ; Luiz Antolio
Gondim Lcite, approvado plenamente com dis-
tinego.
5 anno.D. Leopoldina Mara da Conceigo,
approvada plenamente com distinego ; Firmino
Rodrigues de Oliveira, igual approvagao.
4 anno.D. Anna Rodrigues de Paria, appro-
vada plenamente com dislincgao ; Possdonio de
Mattos, idem ; Agostinho Jos Martins, approva-
do siraplcsmente.
3 anno.Alexandrina Rosa de Jess, appro-
vada plenamente com distinego ; Antonio Lis-
boa Fagundes da Silva, idem ; D. Anna da Silva,
approvada plenamente ; D. Guilhermina Joaqui-
na da Silva, idem ; Julio Clavolor, idem ; Joo
Braziel Madeira, approvado simplesmente.
2 anno.Antonio Ignacio de Oliveira, idem.
Io annoJoo Carlos Leopoldo da Silva Par-
reiras, approvado plenamente com distinego;
Ignacio dos Passos Ferreira, approvado plena-
mente; Felismindo Nogueira da Costa,idem idem;
Honorato Jos Correia, dem idem ; Joo Perpe-
tuo Soares de Senne, idem, idem.
Nao fizeram exame por se nao acharem promp-
tos : no 1* anno 4, no 2 1 e no 4 2. A nova
instituigao humanitaria se acha bastante acredi-
tada, e tem merecido as sympalhias da popu-
laco.
gues
idem
5
Silva
17
Teve hontem lugar no extrnalo do collegio
do Pedro II, em prosenga de Suas Magestades
Iraperiaes, a distribuigo dos premios e collagao
do grao de bacharel em letras aos alumnos do
extrnalo e do ioternalo do mesmo collegio.
Foram premiados :
Do extrnalo:
i 6.f anno.1. premio, Francisco de ?aula
Araujo e Silva, natural do Rio de Janeiro ; 2.,
Pantaleo Jos Pinto, natural do Rio-Grande do
Sul ; 3., Benjamn Fraoklin Ramir Galvo,
idem.
5. anno.1. premio, Joo Francisco Diogo,
natural do Rio de Janeiro ; 2 Augusto de Aze-
vedo, idem ; 3., Francisco Mara Correa de S,
idem.
4.a anno.1. premio, Ernesto Germack Pos-
solo, idem ; 2. Henrique Carlos da Rocha Lima,
dem.
3. anno.1. premio, Luiz Antonio Delfn),
idem ; 2., Manoel, Peixolo Cursino de Amaran-
te, de Mallo-Grosso.
2. anno.1. premio, Antonio Agostinho Tei-
xeira Brando, do Rio de Janeiro ; 2. Antonio
Agostinho da Costa, idem.
1." anno.1." premio, Possidonio Jos Rodri-
Correia, idem 2., Joo Baptista Vinelli,
; 3, Carlos Augusto de Carvalho, idem.
Do intrnalo.
anno.1.a premio. Hermano Cardoso da
Ramos, idem; 2., Ernesto Frederico da
Cunha, de Minas-Geraes; 3., Joo Carlos May-
rink, de Portugal.
4." anno.1. premio, Francisco Furqulm
Werneck de Almeida, idem ; 2., Pedro Affonso
de Carvalho, idem; 3.. Antonio Teixeira de
Souza Alves, idem.
3." anno.1 premio, Carlos Frederico Piros
Maciel, idem : 2o, Jos Joaquim dos Santos Wer-
neck, idem ; '3o, Alfredo Magno de Almeida Reg
idem.
2." anno.Io premio, Francisco de Paula Ro-
drigues Alves, natural de S. Paulo ; 2, Carlos
Arthur Moncorvo de Figueiredo, natural do Rio
de Janeiro ; 3o, Joaquim Aurelio Nabuco de A-
raujo, natural de Pernambuco.
1. anno. 1 premio, Carlos Frederico de
\ Moura e Cunha, natural do Rio Grande do Sul ;
'2, Luiz da Costa Chaves Farta, natural do Rio
de Janeiro ; 3, Joaquim Silverio de Castro Bar-
bosa, natural de S. Paulo.
Tiveram mengo honrosa:
5. anno.Pedro Antonio de Freihs Telles
Brrelo de Menezes, natural do Rio de Janeiro.
4. anno.Jos Carneiro da Silva Braga e Joo
Marinho de Azevedo, idem.
3." anno.Paulo de Amorm Salgado, natural
de Pernambuco ; Joaquim Jos de Souza Mello,
natural do Rio de Janeiro.
2." anno.Jos Silverio Gomes dos Reis, deS.
Paulo.
1. anuo.Guilherme Affonso de Carvalho, do
Rio de Janeiro ; Pedro Affonso Alves Con ti, idem;
Luiz Augusto Correa de Azevedo, idem.
Tomram o grao de bacharel:
Do extrnalo.
Honorio Teixeira Coimbra, Manoel Ferreira de
Paria, Francisco Candido de Bulhes Ribeiro,
Henrique Jos Teixeira, Domimgos Jos Freir e
Antonio Caetano de Almeida, todos do Rio de
Janeiro.
Do intrnalo.
Francisco de Paula Prestes Pimentel, Joaquim
Msria dos Anjos Esposel, Joaquim Jos de Mo-
raes Costa e Jorge Joo Dodsworlh, todos do Rio
do Janeiro.
Houve grande concurrencia de senhoras. O
1 saino em que se celebrou o acto eslava ricamen-
1 decorado.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Da comarca do Bonito lemos noticias so-
bre os negocies eleitoraes das differentes paro-
chas.
De Grvala nada se sabe positivamente, no
entretanto corre que houve concordata.
Em Bezerros fez-se a eleico com calma, tri-
umphando a parcialidade do" juz de paz Manoel
Francisco de Azevedo Lyra.
Em Caruar a opposico abandonou o campo.
Venceu a chapa do professor Jos Isidoro dos
Santos e do respectivo subdelegado.
Em S. Caetano consta hever corrido a eleico
sem novidade, vencendo os amigos do referiJo
Sr. Lyra.
No Altinho foi a eleigo procedida egualment
sera alterago, e logrou a victoria a chapa do
juiz de paz Dtonizio Rodrigues Jacobina, sendo
votados eeleitos definitivamente os senhores:
Antonio Alves da Costa outo................ 850
Aurelia no d Barros Correa.................. 850
Antonio do Couto Pacheco.................. 850
Antonio Bezcrra de Anlrade................ 850
Antonio Barbosa da Silva................... 850
Alvaro de Luna Freir...................... 850
Dionizio Rodrigues Jacobina................ 83
Eduardo Jos de Santa Anna................ 850
Guilherme Bezerra da Silva.................. 850
Francisco Gomes da Luz Freir............. 850
Francisco Jos de Souza..................... 850
Francisco Rodrigues dos Santos............. 850
Francisco Manoel Amancio................. 850
Francisco Alves do Couto Zuba.............. 850
Jos Pacheco Alves do Couto................ 850
Jos Francisco da Silva...........,.......... 850
Joo Timotheo de Andrade.................. 850
Jos dos Santos Silva Jnior................ 850
Joo Gomes Pereira de Lucena.............. 850
Joo dos Santos Silva........................ 850
Joo Ferreira de Moraes..................... 850
Jos Simdcs D jarte.......................... 850
Jos da Silva Souza......................... 850
Luiz Miguel Gomes dos Santos.............. 850
Manoel Pereira da Silva..................... 850
Manoel Satyro de Barros................... 850
Manoel Thom Alves do Couto.............. 850
Pedro Antonio de Andrade.................. 850
Severno Gomes da Silva.................... 850
Raymundo Candido dos Passos.............. 850
Raymundo Cardoso da Silva................ 850
Verssimo Jos Correa ...................... 850
Alexandrino Correa de Mello................. 454
Da villa propriamenle do Bonito consta que
com a retirada do juiz de paz e dos dous msa-
nos, chamaram os outros o juiz de paz imme-
diato em votos; e assim concluiram a eleigo.
Nessa villa existo duas parcialidades, prorao-
veodo urna a eleigo do Sr. Dr. Jeronymo Vuel-
ta, e a outra guerreando-a e defendeodo aquella
do 8r. desembargador Gitirana.
A eleigo eita favoravel ao primeiro se-
nhor.
De Quipap nao consta nada por ora.
Hontem celebrou-se efectivamente, no Cor-
po Santo, o officio religioso mandado fszer pelos
officiaes da armada em suffragio dos seus irmos,
que suecumbiram no naufragio da corveta brasi-
lera D. Isabel.
O aclo foi bastante concorrido por pessoas de
graduage.
Pelos successs que se deram na eleigo pa-
rochial de Garanhuns, foi dimittido o director par-
cial dos Indios de Paoema, na mesma comarca,
Francisco Aires Machado ; assim como o foram
igualmente o subdelegado de Aguas-Bellas An-
tonio Moreira de Carvalho Govio, e o de Papaca-
ga Antonio Googalves de Moraes.
Por portara de 8 do correte foi nomeado
para subdelegado de Aguas Bellas o lente do 2"
batalho de infaotariaJAntonio Cardoso Pereira de
Mello, que seguio para ali.
Hontem celebrou-se na igreja matriz da
Boa-Vista um Te Deum em ac^o de gragas pela
concluso pacifica da eleico dessa parochia.
No dia 25 haver concurso para preenchi-
mento da vaga de 2. escrplurario da thesoura-
ria de tazenda desta provincia, e ao qual s po-
dero apresentar-se empregados do thesouro, das
thesouranas, alfandegas e recebedorias, de clas-
se immediatamenle superior de praticante.
'


w
MMllO DE PKRHIMBUU*. SABBUX) 12 D UKEIUO DE 1861.

MH
O exame devo versar sobre priucipios geraes'tnss, passado pouco lempo, ternavam appare-
de geographia e historia patria, tradcelo corre-< cer en maior numero o mais terriveis; assim
ta das linguas ingle/a c franceza, e preca do (continuaran t ao dia emque o imperador Jus-
sorvico peculiar da reparliqlo em quo o empre- i liniauo II pagOu com urna traillo a paz que pe-
gado esiiver servindo. dia ao Califa de Damasco. Enlo os brcgos appra-
Domingo {13 do corrente) ter lugar a fes- ximaram-se dos seus correligionarios, com os
tividada de tiessa SeuUura de linda. | ueral byzaaliao, que Unha a miaeo da terminar
Acabou-se de construir na Inglaterra uro fa-1 as hostilidades, apreseolou-se oo Lbano can
\ >la* fakrr<\ v r* nat k k,.lr.iia V' Aa f.M. m a a. .a. .4. i_________i:*_:j_ ____*#_ aa_
roldo torro para oa Abrolhoe. I-' de armare
desamar, e todas as pecns te ferro e madei-
ra seo numeradas, de mudo que sera difflculdaje
se peder erguer a fabrica no legar em que devo
licajr, A turre circular, e formada de U cha-
pas de (erro fundido, levando 18 na altera c ou-
tras Untas do circurafeienda. A base da lorre
ruede 17 pea de dimetro, o no alia debaixu da
galciia lem 13 ps de dimetro a mesma torre,
cuja altura total 46 ps. No ciroo corre vol-
ta da torre urna galena, emque secollocar urna
lanterna de 16 ps de altura. As chapas que
formam a lorre variam do 1/4 s 3/4 pollegadas
e grossura, presas unas s oulras por mais de
2,500 galos e fechos. Pelo centro da torre ergue-
eealarima urna columna de ferro de 14 polle-
gadas de dimetro, que serve para sustentaros
diversos andares de ferro, e pela qual desee o
peso quefazgyrara luz. De andar para andar
se sobe por urna elegante cacada de caracol,
tambem de ferro. Os quartes recebem clarida-
do por vidracas circulares, munidas de appare-
lhos de fechar to solidos que pdem resistir aos
fureces mais violentos. A lorre cercada de
um edificio de doze lados de 64 ps de dimetro,
construido de ferro corrugado c galvanisado,
coro columnas em cada ngulo. Supportam es-
tas os portocs de ferro batido, que paitemda
torre c coustiluemo apuio principal da abertura.
Dous lados do polygouo eslo abeilos para dar
entrada, rommunicaudo com um corredor co-
berlo de vidro, que rodeia a turre e d accesso
uma oatta de impeador dirigida aohete dos ala
rouitqe. Justmieno pedia eos Quistaos da Syria
o seu exilio.
Doo mil dos nelborea saldados dsixarara o
'-ibajift, e foiam diseminados por diflereotes pro-
vincias, uceado a rooulaoha em defez*, e por
conaeeaeucia a diacricio dos inimigos ; mas |
aquella rae, aguerrida de soldados uo lardou
renascer.
Quaudo os primeiros cruzadas appareceram em
Trpoli, um povo de 60,000 Chrisios, diz Ray-
mundo do giles, desceu do Lbano, trazcudo
soccorros e viveies aos seus ir roaos do occidente.
Os Maronilas servirn) de guias aos soldados da
cruz, e indicaram-lhes os tres caminhos que con-
duzara Jerusalem. Combateram com ellos de-
baixo das muralhas da cidade santa ; o tambem
fizeram parte do reino christo instituido na tr-
ra sania. Os seus emires governavatn debaixo da
soberana do rei de Jerusalem. Seguirn) elles
a fortuna dos cruzados, sempre fiis confraler-
uidade das armas, e ssc retiraran) para as suas
monlanhas, quaudo os rcisda Europa abandona-
rain uma conquista que ja Ibes nao era possivel
defender; qoando os Francos, purein, apparece-
ram iiovamente. commandados por Luiz IX, os
Maronilas decididos e promplos pelejar com
elle, vieram encontrar o santo rei doente em S.
Joo do Arre.
Os scheiks da familia de Bcil-Abasch, cujos
antepassados linham o privileg'0 de cooduzir os
crozados Syria e de guiar as suas marchas em
para os aposentos o armazens, servindo ao mes- todas as expediges contra os Sarracenos, conser-
mu lempo de ventilador para todo o edificio.
Cinco dos compartimentos csto divididos em
oarlos de habilac,o para os guardas, futrados
vam religiosamente uma carta escripia por S.
Luiz um de seus as : nesse diploma recoobe-
cie o rei os servieos prestados-pelos Maronilas aos
de madeira as paredes e os ledos para evitar a j Chri?tos do Ptoeinais, e acresceatava : Quaiilo
irradiarn do calor dos muros e cobertura de | "s, e lodos aquelles que nos succederera so-
frrro. Os cinco compartimentos corresponden- bre o Ihrono da K rauca, pro,mellemos dar-vos, !
tes oslas arranj idos pura servjrcm de arinnzens ys e ao vusso pavo, prolccjo como aos pro-
A obra foi feita pelos Srs. Beruard, BishopA I"'08 Franceses, e fazer constantemente o que fr
IWnards, vista de un desenlio dado pelos Srs.
Miers Biothers & Maylor. do Kio de Janeiro.
-- OS HETUALIS, OS DHCSOS, E OS HARO.MTAS.--
Os habitantes do Lbano, restos, no seu maior
numero, de povos proscriptos, que se refugaram
lias grandes florestas e nos profundos valles des-
la famosa monlanha, dan, pela diversidsdo dos
seus hbitos, c pela variolado das suas trences
religiosa-*, curioso asSumplo para uma noticia.
Os Hetualis, que vivem isolados das tribus quo
os cercam, tem pelos Christos e pelos Musul-
manes egual averso. No sceulo passado, viviam
em grande numero na Syria, goveruando-se elles
mesmos, e nao reconhecendo uenliuma oulra au-
toridade quo nao fosse a dos seus machaichs ou
chees de dislrtetos. Era o seu poder reconhe-
cido ca toda a regido, e era menor, que a sua,
a iuflueucia de todas as outras tribus. To grande
poder cabio com o execruvel dominio de Ahmed-
Djezzar. O celebre pacha de S. Joo de Acre
necessario para a vossa felicidade. Acreditamos
que o santo rei empregou lda a sua solicitude
favor dus Quistaos do Libano, dos quaes rece- |
bera uma emaixada quaudo esleve em Chypre, e i
que Ihe Iraziam aos muros de S. Joo de Acre um
soccorro de 25,000 combalentes. De certo que o i
rei havia de ter pronictlido e assegurado esses
irmaos do armas uma prolcccao justamente me-
recida, mas quanto esta carta, que alguns pe-
ridicos cilaram nos ltimos lempos, nao nos
parece quo tenha carcter algum de athenlici
dade.
Um anarhronismo de ideas e de eslylo, uma
ineptidao evidente, uma maneira de datar desu-
sada as carias de S. Luiz, revelam a fraude pie-
dosa de algum frade uiaronila, que creou este t-
tulo glorioso par os Beil-Abasch e para a naco
maronila. O que certo que desle Luiz IX*. o
protectorado da Franca cobrio mais de uma vez
os povos christos da Syria ; que a autoridade
perseguio os fjelualis,.que contra elle se hsriam dos rcisda Franca defoudeu por muilas vezes es-
revoliado, obrinand-os i recolherem-se na sua laspopiilaces christaas contra a m f dos Tur-
forlaleza de Nabalieh, que Ibes lomou astuciosa-
mente. Vencidos e dispersos, foram to prrse-
u idos, como so foiseiu feras. Depuis de ter
mandado corlar a cabera a rcuilos dos defenso-
res de Nabajwh, Djezzar maudou empalar dianle
das portas dPaere-e de S&ida lodos quantos fo-
ram apaiiliaS.-) ua fuga. Puucos anuos ba.'taram
para decimava naco ; e per isso esta seita ape-
nas hajfl conta 30:000 adhurcnlos, que vivem dis-
persos para o lado do sul, e ua extrema diviso
da monlanha. E' nesle lugar- que os Hetualis
esperam a prxima viuda do Mehdy. Este Mehdy,
lia r.-ca de Aly, ha de dominar o inundo iateiro,
dando immediatameule a morlc lodos que du-
vidarem da sua apparico, o glorificando os que
nella acredilaram. t.' senhor do lempo, coja
marcha pude suspender, conforme llie approu-
ver, al ao dia em 'i"e ha de azer-se recouhe-
cer como vigario de Mahomet. Os Metualis tem
eos e as aggresssoes dos Druzzos. Francisco I fez
valer junio SJliroo este direito do proteccio, e
Luiz XIV, fiel s tradicoes da mouarchia, lomou
debaixo da sua salvaguarda 03 palriarchas, os
prelados ecclesiaslicos e seculares, o os Clirisiaos
maronilas que hibilavam no monte Libano.
Por elle foram nomeaios scheiks maronilas.
cnsules e representantes dos inleresses Irance-
zes Bas pracascoramerciaes do levante; fiual-
meute por ordem d'elle e sua cusa, foi cons-
itruida a igreja que se v era tihosla ao lado da
montanlia. No reioado de Luiz XV, o sultu
Coiiflrmoa por meio de dous firmaos solemnes
(1740 e 1751) o padroado da Franga sobre os
do oriente. A propria couvengo reclamou este
direilo da realeza, como um privilegio da na-
iio fraeceza, o quando o seu eti,baixador Al-
berto da Bayet, soube que alguns padres ma-
ronilas tiuliam sido insultados na monlanha, poz
para a sua viuda, e os fiis conirihuem com uma
paite pecuniaria, o assim constituem um fundo
de reserva destiuado ao Mehdy.
sempro magnficos cavallos sellados e ajaezados; a* igrejas do Libano debaixo da proteccau da
bandeii i tricolor.
Logo quo a mo proioctor* da Franga se es-
terjdeu suDre o Lbano, a paz da monlanha raras
Citaremos apenas os Ansarianos e os Ismaeli- vezes foi perturbada. Esta autoridade longinqua,
tas, tribus idolatras entre as quaes pcristiram i mas sempre presente, nao deixa sentir neohum
algumas das supersligoes pagas, de euvuUa com espirito de exelusao pengosa, que foi necessaria-
as doulrinas dos Drusos. Pausaremos tambem mente o que levou a discordia, e animou a guer-
rapidamente pelos (Juedameceos, adoradores das m entre os Maronilas e os Druzzos, A Franga,
cobras negras, pelos Yesirfus, adoradoros do sol longo de divi.ir eslas duas ragas e de fazer com
de novevabro ultimo, lhe ministraste a mesma
cmara a informagdo pedida no final de CQcio,
que remettia do director das obra, peblicae,
quanto a largura que derem ter as sgeaa futU-
das.Que se respondesse que a largura dee ser
a mesma dos edificios, sobre que ellas se cous-
truirem, como por exemplo, sa podia ver ds
qaie con.-truiram oa hewleiro do fallecido com-
m^ndador Luiz Gomes Ferreira. ao seu sobrado
da iua do laaperador.
Outro do meaao, enviando por copla o acto
pelo qual approvara provisoriamente o artigo de
postura, a ojee se referir o oifieio degta cmara
de SI do outubro ultimo.Que se publicasse a
postura e se enviaste copia ao liscaes.
Oulro 4o meamo, para a cmara informar ao-
bre o ofllcio que remettia do Sr* juit de paz do
1" districlo da freguezia do Poco da Pinolla.
Posto em discusso, o Sr. Reg, na qualidade de
pro-preaidente, declarou a cmara qual Unha si-
do a materia do olrkio de Duarte o a resposta
que dera, por exigir a presidencia urgencia, e
nao estar a cmara reunida.
Oulro do Dr. ehefe de polica, pedindo copia da
acta dos trabalhos eloitoraes do dia 8 de setero-
bro ultimo na freguejia de S. Jos de.-ta cidade.
Inteirada por j ter a secretaria salisfeito.
Outro do fiscal do S. Jos, commudicando ter
recebido paitieipaco do administrador do ma-
tadoro publico, de que, nao podendo alguns
marchantes malar all rezes depois do meio dia,
e sera os das de repouso, determinados no arl.
11 do tit. 4 das posturas de 30 de juaho de
1849, as conduziam para a freguezia dos Afoga-
dos e l as malavaro, sendo parta das carnes
conduzidas para os agougues desla cidade, tra-
zendo os conductores guias como se tivessera si-
do as rezes moras no matadouro.A cmara
para evitar este abuso resolveu cassar as licen-
cas que concedpra para o malanga do gado no
povoado dos Afogados, e roandou expedir ordem
nesle sentido ao fiscal respectivo.
Foi approvado um parecer, assignado pelo ve-
reador (amelro, dizendo que, dirigindo-se a ra
Imperial, allm do examinar se a casa de fabiico
de fogos arlificiaes, peiteHcente a Jos Paulino
da Silva, contra a qual so rpieixa Cielo da Costa
Campclio, estava de confurinidade com as postu-
ras respectivas, achara quo a qucixa era infun-
dada, por que a casa guardava a distancia mal-
eada as posturas, sendo imaginario o perigo de
vida ede propriedadu que receia o peticionaria.
Poi tambem approvado um parecer da com-
misso de edificage, dizendo que procedendo
em vista da planta da cidade, as averiguacoes
necessarias no sobrado da ra de Hurtas, deque
fez mengao o engenheiro no seu oficio, lide em
sessao de 3 do corrente, achara que o seu aliha-
menlo era o mesmo da planta, sendo falso o di-
zer-se que a linha recta delle vai morrer na igre-
ja dos Mariyrios, julgando a commissao de seu
dever declarar que o procedimento do engenhei-
ro no cumplimento de seus deveres lem sido at
hoje digno de louvor. merecendo elle toda a con-
fianga da camara.Mandou-se remetter por co-
pia este parecer ao engenheiro, e accrescenlar
no offlcio que a cmara estava selisfeila pelo mo-
do por que se lem elle portado no cumprimeu-
to dcMi.is obrgagoes.
Despacharam-se as peligoes de Anlonia Joa-
quina do Nascirenlo, Antooio Ricardo do Reg,
Uaitholonieu Lourengo, Cmdido Alberto Sadr"
da Motta, Cielo da Costa Campello, Francisco de
Araujo Barros, Joaqnim Ferreira Valenle, Ha-
noel Firmino Ferreira o Manoel Figueirda de
Faria, levantju-se a sessao.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretario a subs-
crevi. Rtgo e Albuquerque, presidente.ileao
Mello.Firmo.Gameiro.
C do grande pavao dos anjos, pelos lanurilanus,
cujo niimcru andar por uns 150, e que se jul-
gara com direito exclusivo ao paraso.
Aquelles que desejarem conhecer melhor lodas
estas aberragties o desconcertos do espirito hu-
mano, recoinrnendainos a expeliente obra do S-.
Fernando l'erriero Syria 110 lempo de llehe-
met-Ali. O Sr. Perrier foi um dos raros viajan-
tes que se poderam approiimar desia tribus es-
tranhas o collier deltas alguns esclarecimentos
sobre a sua historia e a sua religio. Por isso o
seu livro muilo curioso e di^no de f. Trata-
remos larubein da nagao drusa, quo ha mezes
ecupa a attenco publica por causa dos horri-
vtis assassiualos commeitidos as pessoas dos
Christos.
No principio do seculo XI da nossa era, e
Egyplo era govcrnaJo por um princip da dy-
nastia dos fatimitjs, Uarkera-Biamr-Illah, cujo
reinado de vinte e sele anuos olTorece uma mons-
truosa mistura de extravagancias o crueldades.
Ust louco coroado imagiuou n'um bello dia que
era Dcus, que a divmdade por differentes vezes
e em diversas pocas se linha apresentado aos
honicns debaixo de forma humana, e quo elle,
Ilackem, eia a sua ultima e mais bullante ma-
uifestago. Como era omnipotente, depressa
achou apostlos ; um entre oulros, foi um certo
Mohamtued, filho de Isn.a-1. appellidado Darazi.
Este horuem era um dai, isto um missionario
da sella dos bateis, que acreditava na me-
tempsyeoso. Veio ao Egypto, o calipha encheu-o
de beneficios, e Darazi, encarregado de fazer
valer as prttenges de seu me divindade, pre-
gou publicamente que Ilackem era o D'eus crea-
dor do universo. Ora dia. porm, em que elle
na grande raesquita do Cairo, apreseulava as
provas da existencia desle Dous, o povo furioso
com uma tal impudencia, precepita-so sobre ello
para o inalcr, e Darazi fugio precipitadamente
para escapar morlandade de que foram victimas
rnuitos daquelles que j eram sectarios da sua
doutrina. Hackm nao se otreveu defender o
seu propheta, mas tambem nao o abandonou,
mioistrou-lhe secretamente diuheiro, e aconse-
lheu-llic que se retirasse para a Syria. Darazi
foi para o vallo de Teim-Allah, no occidente de
Damasco, e sobre o territorio de Peneas.
Eslavam ali refugiados os ltimos restos d'a-
quclle terrivcl povo dos Karmalas, exlinclo ape-
nas ha sesseula annog, e quo durante mais de s-
culo e meio, tanto trabalhou para aniquilar o
imperio musulmaoo, que atacava por lodos osla-
dos ao mesmo lempo. Esles Karmalas, colloca-
dos nos caminhos de Meca, alacaram as carava-
nas, c s em um anno malaram mais de 20.000
peregrinos. O califa de Bagdad enviou um exor-
dio para submetto-los, mas as tropas do califa
foram batidas. Abou-Taher, chefe kermata, apo-
derou-se das principaes cidades do imperio e en-
tre outras de Meca ; os tugaros reverenciados
polos Musulmanos foram profanados e manchados
com o sangue dos peregrinos, levando al a ce-
lebre pedra negra.
Estos bandos, dianle dos quaes toda a Asia lrer
mia, chegaram tambero at Syria, apoderarara-
se de Damasco e do Jerusalem, e avangavam so-
bro o Cairo, quando a traico de um dos seus
chefes os entregou, no campo de balalha, aos gol-
pes do califa, fazendo o exercito vencedor urna
horrivel caroeficina. Desde enlo, enfraquecidos.
perseguidos, por lodos os lados, e expellidos. de to-
das as cidades, os Karmalas viram em pouco lem-
po a completa destruigo da sua nago, e esses
restos dispersos s no Libano encontraran) refu-
gio. Foi entre esses restos que o propheta de
Ilackem, maltratado pelos habitantes do Cairo,
velo procurar prosclylos. O logar foi bem esco-
lhido, e as palavras da sua predica deriam cahir
n'uma Ierra fecuuda, porque a religio dos Kar-
malas nao faza diflerecca alguma da dos falimi-
tas, o que era duvida era o primeiro ponto de
approximagao ; ora, como eslas Iribus admitliam
aindi a transmissao da natureza divina, nao foi
dtfficil Darazi fazer-lhes reconhecer a divindade
de Ilackem.
Os Libaniotas refugiados as suas cidades for-
tes, laes como Baseonla, Besciarrai e Haddeth,
sujeitaram-se chefes intrpidos Desde ento,
postados constantemente na frento do immigo,'
travaram uma luta incessante. Urnas vezes fica-
vam vencedores, outras vezes eram repelidos,
que uma anniquilasse a oulra, approximou-as
I.embrava-so da dedicago dos Christos da Syria
o dos males que Ihes havia resultado da sua tide-
lidade baudeira franceza ; mas protega os
Druzzos como originarios franeczes. Admitlia
sem provas a fbula pela qual elles pretendan)
descender dos soldados de um cerlo conde de
Dreux,que, durante as cruzadas, se linham re-
fugiado na monlanha. A genealoga nao eslava
muilo regularmente establecida ; mas emllm
urna poltica deconciliagap conviaha achi-la ir-
reprehensivel.
Assim reunidos por meio do uma lao poderosa
influencia, os dous povos vivan) era paz, debaixo
da autoridade de um mesmo emir. O celebre
Fakred-din o os principes da sua casa governa-
ram os dous povos por muilo lempo como uma
nago homognea.
Quaudo esta raga se extingui, a Franga. pela
voz dos sheiks, fez dar o poder casa Scliehab,
qual pertencia o emir Besch-ir, que governou o
Libano at 1840, maniendo sempre, por meio de
uma jtisla administrago, a tranquilidade entre
as populagdes da monlanha. Mas u'essa poca,
infelizmente, as iradigocs do passado foram olvi-
dadas.
A' uma protecgo beuefica para lodos, succe-
deu uma funesta influencia : prevaleceu um ou-
tro syslema poltico : sysleraa fatal, que, em me-
nos do quinze annos, duas vezes ensanguentou o
Libano.
O resto geralmente conhecdo ; a lembranga
d'essas aggressoes terriveis, o d'essas traiees
odiosas, que levaram a ruina e a morle um povo
chrislo, est de cerlo bem fresca, na memoria de
todos. Sao acontecimentos de honlem, que ces-
saram. felizmente, desdo que a baudeira france-
za Iremulou na enseada de Beyrouth.
Foram recolhidos casa do delengo no dia
10 do cerrente 3 homens livres, sendo ordem
do Dr. delegado do 1." districlo, 1 ordom do
subdelegado de S. Jos, e 1 ordem do di Roa-
Vista.
P3ssagciros do vapor Persinun/jo, vindo do
Macei :
Diogo Raimundo, Manoel Ferreira Franga, Gus-
tavo Dubois, Filippe Nery da Fonseca, Francisco
Antonio Giflin?, Jos Joaqun Gomes de Abreu,
tenenle Joaquim Pereira Xavier deOliveira, sua
senhora el criada, Antonio dos Santos Pinheiro,
cadete Jos Hygino Xavier da Fonseca, e 1 pra-
<; do exercito.
_."7 *a*agiroe io#Ucho amrie.ano lUnry A.
Didter, sahido para Hampton Roads :
Z. E. Barolt e Berlha Barolt.
Passageiro da galera franceza Adile, sabida
para o Havre pelo Rio Grande do Norte :
Joo Barroso de Carvalho.
MATADOURO PUBLICO :
Mataram-se no da 8 do corrente para o
summo desta cidade 77 rezes.
No dia 9 do corrente 86.
MORTAMDADE DO DA 10.
Antonio Luiz dos Sanios,pardo, viuvo, 60 annos;
congesto cerebral.
Maris, branca, 16 das ; espasmo.
con-
CMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 17 DE DEZEM-
BRO DE 1860.
Presidencia do Sr. Reg.
Presentes os Srs.- Barata, Mello, Gameiro, Dr.
Firmo Xavier, Pinto e Dr. Nery da Fonseca,
abrio-se a sessao, e foi lida e approvada a acta
da antecedente.
Foi lido o seguinle *
EXPEDIENTE.
Um ofllcio do Kxm. presidente da provincia,
remetiendo copia da portara de 27 de selembro
ultimo, e um exomplar da tabella da mesma dala
em quo est declarado o numero de eleitores que
deve dar cada paroebia deste municipio' para a
eleigo prxima vindours, recommendando a
expodico das convenientes ordens com urgen-
cia, afim de que a eleigo de eleitores tenba lu-
gar na ultima dominga de dezembro desle anno.
Que se aecusasso o receblmento e se oQlciasse
aos juizes de paz, declaraado-lhes o numero de
eleitores que devem dar as respectivas parochias,
afim delles fazerem sciente aos volantes.
Outro do mesmo, exigindo, para resolver acer-
ca do que solicitara esta cmara em offlcio de 26
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 19 DE
DHZEMBRO DF 1860.
Presidencia do Sr. liego e Albuquerque.
Presentes os Srs. Reg, Mello, Gameiro, e Dr.
Firmo Xavier, faltando sem causa participada os
mais senhores, abrio-se a sessao, e foi lida e
approvada a acia da antecedente.
O Sr. presileute declarou que convocara a
cmara para se reunir hoje, somonte para dar
cumprimento a ordem do Exm. presidente da
provincia, cunt la em ofllcio de 17 do correte,
mandando-a informar com toda urgencia sobre a
mudanca do domicilio dos dous primeiros juizes
de paz da freguezia do Pogo, a vista do que ex-
punha o jniz de paz da mesma freguezia Fran-
cisco Duarte Coelho no oifieio quo remettia.
Posto em rScussao, a cmara resolveu infor-
mar presidencia que pouco linha a accrescenlar
aq cilicio que o reriador pro-presidenlo dirigir
' mesma presidencia, podendo apenas afiirmar
que o primeiro juiz de paz do t." districlo
d'aquella freguezia eslava com efeito mudado do
domicilio, mas que ignorava que o estivesse
tambem o segundo, visto nao ler recebido nen-
huma parlicipac) delle offlcial nesle sentido,
embora lhe tivesse sido entregue o oficio relati-
vo a eleigo, que deve ter lugar no dia 30 do
corr6nto, todava, como o juiz de paz Duarte
moslrava ter scienria dessa mudanga, dizendo
que o juiz segundo votado passara a residir no
municipio do Cabo, tendo vendido eslabele-
cimento, que possuia na freguezia, e deixado
a caza, ora que habitava, elle Duarte competa
subsiitui-lo.
Outro do administrador do cemiterio, com mu-
nicando que se podiam j abrir algumas cata-
cumbas pequea da irmandade de Nossa Senhora
do Terco, e dar-so guias para inhumages nnllas
visto aehar-se completo o tempo do art. 16 do
regularnenio. Quo se communica-se ao pro-
curador.
Dtfspacharam-so as peligoes de Angela Maris
de Lima, Dionizia Prancelioa Correa, Jos Jaco-
me Tasso. Joo Mauricio de Senua, Jos da Cos-
ta Brando Cordeiro, e levantou-se a sessao.
Eu Francisco Cinulo da Boa-viagem, offlcial
maior o cscrevi no impedimento do secretario.
Reg e Albuquerque, presidente.Barros Reg,
Reg, Barata d'Almeida, Gameiro.
Cihliolliec i publica provincial
Obras que tem recebido a Bibliotheca publica,
offerecidas pelos Srs. :
Manoel do Reg Barros de Souza Leo :
Elementos de Geographia compilados
de diversos autores pelo mesmo. Vol. 2
Dr. Antonio de Vasconcelos Menezes do
Drummond : Diccionario Histrico,
ou Miscellanea curiosa da Historia Sa-
grada e Profana, conleodo a historia
fabulosa dos deoses dos hroes da anti-
guidade paga : vida, e aeces nota-
veis dos palriarchas, res, papas\ san-
tos, martyres, confessores, padres da
igreja etc., por LuizMoiere, in folio,
lingua hespanhola. Vol.............. 8
Relalorio dos negocios do imperio dos
annos de 1857 e 1858. Vol.......... 2
Ditos dos negocios da fazenda, dos annos
de 1857 e 1858. Vol.................. 2
Ditos dos negocios da guerra dos annos
de 1857 e 1838. Vol................... 2
Dllo dos ostrangeiros do anno de 1858. 1
Annexo ao relalorio dosestrangeiroa dos
annos de 1855, 56 e 57. Vol.......... 3
Relalorio dos negocios da marinha dos
annos de 1857 el858. Vol-............ 2
Dito da justga de 1856. Vol............
Orgamenlo da receita e despeza do im-
perio do Brasil para o exercicio de
1858 a 1959. Vol..................... 1
Dito para o anno de 1859 a 1860. Vol... 1
Relago dos pensionistas do estado no
exercicio do 1853 a 1859. Vol........ 1
Relatorios da presidencia do Para dos
annos de 1842 a 48 ; de 49 a 50 ; de
52 a 57; de 55 a 56 e58............ 6
Do Sr. Jos de Vasconcellos. Collecco
do jornal Pais 1856.................. 1
Collecco do Jornal do Domingo 1858.. 1
Aclimatago do dromedario nos serles
do norte do Brasil e da cultura da Ta-
mareira pelo Dr. F. L. Cesar Burla-
maque. Vol.......................... 1
Concordata para a couverso do Banco
de Pernambuco em caixa filial do
Brasil................................ l
Tatayra, Alfredo e cantos populares ;
por M. P. de Moraes Pinheiro........ 1
Informago ou descripgo topographica e
poltica do Rio de S. Francisco pelo
coronel Ignacio Accioli de Cerqueira e
Silva.................................. l
Os Jesutas, pelo Dr. Ildefonso Ltanos
Godioez .............................. l
Ensaio sobre a regenerago das ragas
cavallares do imperio do Brasil pelo
Dr. F. L. C. Burlamaque............ ]
Cdigo civil, esbogo por A. T. de Frai-
las.................................... i
Cathalago dos livros da Biblielbeca Flu-
1860.
Sipplica.
j....
Vem doozeila ouvir as jwas,
Vem ouvir oavolos meo,
ue sao to paros e santas,
uses os mysterios dos cus
|Va oa*ir. 4.i~me um riso,
3i-me um temo olhar dos teus.
la te amo como o rabe
L palmeira do deserto,
la te amo como a trra
0 nauta singrando incerlo,
Qual no prado a fresca brisa
Ama olyrio semi-abeilo.
Eu te amo como Deus
O verdadeiro christo.
Como presa a liberdade
Quem tem nobre o corago,
Qual mi lerna ama o filhinlio,
Qual misntropo a soidao 1
E agora, que j pintei-te
Meu amor, minha paixo.
Que j conlei-te o segredo
De meu triste corago ;
Sola um riso de teus labios....
Virgem, d-me a tua mo 1...
ESCUTA !
Como o proscripto, donzella.
Ama a trra em que nasceu ;
Como se ama o sol doirando,
Ao raiar da aurora o co.
Como o pobre perigrino
Ama a foole no deserto ;
Como o poeta ama a lyra.
Que seus amores respira ;
Como se ama a Dos de certe.
Como a brisa adora a flor
Aspirando o puro odor,
Adejando em torno della ;
Ou como a la o regato,
Onde estampa o seu retrato
Pura e casta, e meiga e bella.
Como o nauta ama a bonanga ;
Como o lar em que descanga,
Ama o que cangado vem ;
Como a planta adora a brisa.
Que nos seus ramos desusa,
Dos raios a suavisa
Do astro que brilha alem I
Qual amou a Calbarina
O g.ao Cames, peregrina
Estrella, que to divina
Brilhou no co pertuguez ;
Vate inspirado e propheta,
Gucrreiro bravo e poeta,
Que cantou, tocando a mla,
Calharna, patria e Igoez !
Qual Julieta Romeu ;
Como Marilia Dirceu,
Qu'em longos trras morreu
Pela patria o mais por ella I..
Ou como Alvares d'Azevedo,
Que tanto amou em segredo.
De seus sonhos, a donzella I
Como Tasso amou Leonor ;
Como por Beatriz de amor
Se abrasiva Bernardina ;
Como Virginia extremoso
Amou Paulo, carinhose,
Eu le amo, virgem, assim I ...
Trago-le a imagero no peilo,
Debrugada no meu leito
Vens raeus sonhos matisar ;
Eu te adoro qual Pelrarcha
A' Laura soube adorar I ...
Eu le amo muilo, meu anjo,
Nos loucos delirios meus.
Como o christo extremoso
Ama os preceitos de Dos 1...
....
dezembro de 1860. Mes. e Exm. Sr. Dr. Ara-
brozio Leilo da Cuah, digmssmo presidente
da provincia d Pernambuco. Joo da Silvei-
ra Borges Tavora, juiz de paz do correle
auno.
Deciso.
4. aaego. Palacio do governo de Pernam-
baco, 7 de Janeiro de t8Ct. Tendo sido annul-
lada pelo governo imperial, por aviso 4o 24 de
dezembro prximo lado, a eleicao & ene so pra-
cedau allimameule- a>'aeaa faasneze para jotaes
de pax e vereadorea, tea por laso preiudicada a
centalla, qUe Vmc asa fe esa officio de 1 do
referido raez sedase ou ao Vrae. caolasMar
no exercicio do carga de juiz de pas dessa dia-
tajeto para que fura raaleo nao obstante as
vicios e defeitos atthbuidos predita eleicao.
Deus guarde a Vmc. A. Leitdo da Cunka.
Sr. Joo da SilveiriJLirgea Tavora. juiz de paz
do tereciro districlo da freguezij da Ba-Ytsta
do Recife.
A segunda queslo da consulta nao foi preju-
dicada pele aviso de 24 de dezembro prximo
findo, e ncm tambera foi decidida por S. Exc,
como era de esperar, antes parece ter Gcado em
p, e por cooseguiote ficar esta grande fregue-
zia sera juizos do paz, era quanto se nao fizerem
os novos, o que lera lugar depois do dia 17 de
fevejeiro prximo fulurol
Consulla que fuera presidencia, em 19 do mes
passado, o jui: de paz do 3. districlo da
freguezia da Da-Vitia do Recife, a qual vae
abaixo declarada com a respectiva deciso de
S. Exc, 19 dius depois.
Illm. e Exm. Sr. Verificado por exames ju-
diciaes. que raaudou V. Exc. proceder na lista
de qualificago dos volantes desla freguezia no
corrente anno, que da confrontago da auten-
tica original com a respectiva copia, que so acha
na secretaria do governo da provincia, resultou,
que a mesma aulhentica fura viciada depois da
extraego da referida copia, sendo que por esta
razo do vcriicago legal, o juiz de paz mas vo-
tado da mesma freguezia fizesse a convocago
dos eleitores e supplcntes, e a chamada dos ci-
dados volantes para a prxima eleigo de elei-
tores do correle mez de dezembro pela copia,
que lhe remettia, por se achar livre dos vicios
verificados, e nao mais pela aualificago do anno
passado, como por offkio de 28 do prximo pas-
sado havia determinado, visto como pelos laes
eiames cessaram os motivos do precitado officio.
E sendo certo, que esta vcriicago foi forga-
da por via de representago escripia dos eleito-
res supplenles, como declara V. Exc. em offlcio
publicado no Diario de 15 do corrente, repre-
sentago esta feila por mombros da opposigo
!|ue importa pleno reconhecimento dos vicios ou
alsificago deque se trata, que peranle a le nul-
liflcam eleigo de juizes de paz e vereadores
desta freguezia, por serem da natureza daquelles
que afectam o fundo do direilo da eleicao.
E sendo certo, que de taes exames" e verifica-
go resulla evidentemente a nullidade da supra-
dila eleigo do juizes de paz e vereadores, em-
bora nao es teja ella decidida pelo governo geral
a cujo conhecimento (ora submeltida, mas que
para V. Exc. a nullidade de que se trata uro
fado verdadeiio resultante de exames judiciaes,
e do zelo apurado de uns e oulros interessados
desta localidede.
E de ludo islo resultando, como consequencia
necessaria, o nao poderem os juizes de paz que
foram eleitos n'esla eleicao prestarem juramen-
to, e nem exercerem acto algum, era quanto a
nullidade nao fr definitivamente decidida pelo
governo geral, segundo o direito que rege os
principios precedentes.
B achando-se a queslo de nullidade n'esle
p, e n'lsto concordes ambos os partidos polti-
cos por actos escriptos como diese, e havendo
V. Exc. pela ultima deciso do dia 12 publicada
n'aquelle Diario, sanecionado o dito reconheci-
mento. mandando proceder convocago e cha-
mada pela lisia da secrolaria, e nao por aquella
que servio na eleigo de juizes de paz e verea-
dores cm selembro prximo passado pela razo
da falsificago ; claro que os juizes de paz e
vereadores eleitos n'esta eleigo participam do
mesmo vicio, e par consequencia em direito sao
nenhuos, sem oulra significago.
Portaoto vista do exposto, resta-mo pedir
a V. Exc. se digne csclarecer-me as seguintes
questdes: primeiro, se devo ou nao prestir ju-
ramento como juiz de paz reeleilo na dita elei-
go nulla, e entrar em exercicio, quando me
cempetir no caso de continuar a queslo de nul-
lidade as mesmas contingencias em que se
acharo : segundo, se devo ou nao deixar o exer-
cicio deste juizo no fim do anno corrente, em
vista do que levo dito, o da doutrina do art. 10
do cdigo do processo e do aviso de 9 de Janeiro
de 183.
E Unto mais razo tonho para pedir a V: Exr.
este esclarecimenlo, quanto, tendo a cmara
municipal desta cidade, por officio de 3 do an-
dante, avisado os juizes de paz eleitos em dila
eleigo para prestarem juramento, alguna desloa
nao eslo comprehendidos na excepgo do art.
11 do citado cdigo, antes sao obligados a. pres-
tarem juramento, e enlrarem em exercicio nos
termos dos avisos de 4 de marco o 12 de msio
de 1834.
Deus guarde a V. Exc. Terceiro districlo de
paz da freguezia da Ba-Vista do Recife, 19 de
Illm. Sr.Tenho a honra de confirmar V. S.
o meu communicado de 4 de outubro pp. rela-
tivo utilidade da sociedade em commandita
quo me preponho encorporsr nesla capital, elle
foi publicado no Diario de Pernambuco de 9 do
mesmo mez.
A' vista do desejo que muitas pessoas de meu
conhecimento tem de entrar com seu contingen-
te na. formaco do capital e de ver realisar o
majs breve possivel essa lo desojada e necessa-
ria empreza, tenho para dar mais poblicidade
ao mei projecto, mandado imprimir o prospecto
que junto a esta remello V. S., assim como o
termo de subscripeo.
Se. corno o espero, V. S. quizer entrar nesta
vanlajosa e patritica empreza. n'este caso sir-
va-ie V. S. declarar por exteuso na linha em
braoco do termo de subscripcao a quanlia que
quer subscrever e seu domicilio, e devolver-me
e mais breve possivel o termo de subscripcao as-
signado por extenso por V. S., afim que*depols
de recebido se possa abrir o asseotament com-
petente.
Aproveito esta occasio para renovar V. S
o oflerecimento de meu servigo e assigno-me
De V. S. muilo atiento venerador e criado
obngado, F. M. Doprat.
Pernambuco 2 do Janeiro de 1861.
Por hora a correspondencia ser dirigida ra
do Crespo n. 4 luja.
TERMO DE SUBSCRIPTO.
Para formac.to do capital de sociedade cm eom-
raandita, organisada na capital de Pernambu-
co pelo socio P. M. Duprat.
Eu abarxo assignado, reconhecendo as vanta-
gens diversas relatadas no prospecto cima e
tendo por bem a prompla realisago dessa utilis-
siraa sociedade, subscrevu a quanlia de.........
que pagarei em 10 prestages do 10 por cont de
minha subscripcao, no praso de 20 mezes, pa-
gando a 1.a preslago na occasio era que rae
for apresentado para assignar o livro do acto da
sociedade. e as 9 outras 60 dias de praso de
uma outra.
Data da subscripcao.
Assignatura do subscriptor
Morada do subscriptor
Ra
Quaalia subscripta 9
Prospecto da sociedade em cominau-
dila para a compra de terrenos e
edificacao de casas, feitas com toda
perfeico, 20 25 por cento mais
baratas que as feitas directamente
pelos proprios donos, organisada por
FRANCISCO MARA DUPRAT
na capital',de Pernambuco, na conformidade dos
artigos 311 a 314 do cdigo do commercio.
Capital social l,000.-000r>000, sendo :
500:000^000 subscriotos logo para fundar a socic-
dade, e 500;000&0o0 subscripios depois de for-
mada, ao passo que os socios gerentes o jul-
garem necessario.
Os socios colleclivos, que formaram a firma
da sociedade, devero entrar cada um, pelo me-
nos, com contos de reis, na Tormaco do capi-
tal. Elles sere, juntamente com o socio encor-
porador Duprat, gerentes da sociedade.
Os sucios commanditarios scro admillid09,
subscrevendo do 100*000 reis : 100 contos de
res-; qualqner pessoa nacional ou oslrangeira
poder fazer parle di sociedade.
O capital da primeira subscripgSo (500:000000
de res) ser realisado no praso de 20 mezes da
data do contrato de sociedade, era 10 prestages
de 10 por cento do capital subscripto, mediando
ao mais 60 dias, do pagamento de uma outra
preslaco.
Os socios gerentes determinarlo a occasio, o
quantum e as condigoes de pagamento, para a
rcalisacao em urna ou mais subscripgoes da se-
gunda parte de 500.000&000 de reis que dever
preeocher o capital definitivo de 1,000-000^000
de reis, reservando todava a preferencia das
novas subscripgoes condigoes iguaes, aos subs-
criptores fundadores.
A sociedade sera legalmente constituida logo
que as subscripgoes prefagam i quanlia do......
250:0009000 ; logo depois sei redgido o acto-de
sociedade e apresentado para sar assignado por
cada un dos socios, quo na mesma occasio de-
vero realisar o pagamento da primeira pres-
taga de 10 por ceuto de suas respectivas subs-
cripgoes em mos do socio Duprat.
Os socios gerentes daro comego s operagoes
da sociedade, loga que forera subscriptos......
250:000)000 do capital primitivo e realisado o
pagamento da primeira preslago, cuja impor-
tancia sei logo recolhida pelo socio Duprat, por
conta da sociedade em conta corrente de juros
n'um dos estabecileroentos baucarios.
A durago da sociedade ser de 12 annos, con-
tados do da em que a principal offleina da so-
ciedade coraegar irabalhar.
Um conselho de fiscalisacao de tres membos,
que dever representar os socios commanditarios,
para o exame dos negocios da sociedade, ser
tirado deotre elles eleito por elles mesmos. Te-
ro voto e podero ser volados os socios com-
man Jilatios subscriptores de um cont do reis
para cima.
O nome dos socios colleclivos ser apresenta-
do pelo socio organisador F. M. Duprat logo que
for realisada a subscripcao dos primeiros..*.....
250:0009000 do reis. "
Os resultados que esta sociedade promelle se-
ra.* de dar animalmente aos socios, dividendos
nao menores de 12 ~i8 por cento de seus capi-
laes respectivos.
As garantas quo esta empreza ofierece sao in-
cooiesiaveis ; os fundos da sociedade, ao passo
que se realisarem. sero recolhidos aoaeslabele-
citneoios banconos, por conta da sociedade, em
coola correle de juros, ou representados por ter-
renos, materiaes, madeiras machinas, edificios e
oulros objeclos rcalisaveis com beneficio sobre os
pregos do costo.
As vantagens que esta sociedade offerece ao
publico era geral sao inumeraveis ; aponiarcmos
as seguintes :
Inlroduzir no espirito da populacao, a idea,
que anda nao tem, da utilidade e vantagens da
associago do pequeo capital, com cujo coocur-
so as nages mais cultas lem realisado emprezas
colossaes e augmentado cousideravelmenle a for-
tuna publica e privada.
Poucas sao entre nos as pessoas dos dous sexos,
que pelo seu trabalho ou por seus rendimentos
nao possa tu ter um beneficio liquido de 5 109 *s-
por mez, ou que nopossam fcilmente effecluar
sobre suas despezas ordinarias uma economa de
5$ rs. por mez, para emprega-la ao pagamento
das prestages de uma aubscrtpgo de 1009 rs.
Os senhores de engeeho, proprietarios, capi-
talistas grandes e pequeos, especuladores des-
contadores de letras, e pessoas que ganharem
premios as loteras, entrando como commandi-
tarios nesla utilissima sociedade, acbaro nella
garantas materiaes e dividendos ou juros para
seus capitaes, quo outras emprezas existentes en -
tre nos nao podem offerecer em egual pro-
porgo.
Os socios lero sempre- a preferencia prego
egual para a oceupaco das casas do aluguel da
sociedade; elles podero, querendo, tornar-ae
compradores das mesmas casas, pagando o im-
porte per amortizacao, no prezo que sjuatarem
com os socios gereates, fleando para garants do
pagamento hypatheea aebra a propria casa at
amorlisacio final.
- la aesaasa aua ossuirera terrenosdevolutos,
casas terreas, materiaes, madeiras, ou cousa que
atnaatre valaa.aan a cxptoreeao d osa asa asa,
podero depota de previa avalUgao, per peritee,
a o valor respectivo- rcronhecido e aceito pelos
socios gerentas, sabecrever palo dito valor U-
aer aacte dos aatiea cemmsatdiUrios
Ella ser o recurso e a previdencia para lados
aa vendedores de materiaes, saadaicas, termas,
csea em reiaa, ate. ate, qae reaaotinaraaate
preeiawem da atataeiro.
Aoe foraacaaaraaaa lodos satos objeclos, per -
ttcularsaeote aas fabricantes de cal, rsela e latas,
convm ver rcalisar quanto antes ests grande
empresa ; ten-Jo a crtete de echar sempre a so-
ciedade prompta i comprar diobeiro ludo quan-
to poderem fazer, elles vendero sociedade seus
productos, por pregos mais., buatos do que os
pregos correles.
E ento quo as olarias desles arrabaldes pode-
rlo tomar grande desenvolvimento, melhorar a
qualidade e fabrico, e regular definitivamente a
bilola das diversas qualidades de tijoto, proposta
pela illustrissima cmara municipal desta ca-
pital.
Quem tiver terreno devoluto, ou casa terrea en
lugar onde queira ter um sobrado doum ou mais
andares, a sociedade que ter un habil[arehitecto-
francez seu servigo, poder incumbir-se da edi-
ncago sobre o risco e orgamenlo do arehlteclo,
depeis de justas e contratadas as condigoes de pa-
gamento do predio ; o proprietario lera a salis-
faego de ter um predio perfeitamenle acabado
n um prazo mais curto do que de costume, sem
ter o trabalho e o desgosto de aturar os opera-
rios.
As casas loruando-se mais baratas aos proprie-
tarios, ser natural quo os alugueis se tornem
relativamente menos caro do que sao boje.
As ordeus religiosas, as irmandades e oulros
estabelecimentos que rwssuem casas terreas, en-
tre sobrados as ras principaes desla capital,
muilas vezes as deixam deteriorar por causa de
exiguidade de raeius para conccrlos ; nesle caso
os representantes daquellas corporagoes podero
entender-se com a sociedade, seja para vender os
predios, pagaveis em apolices da divida publica,
seja ajuslando o pr*go da edificacao de sobrado
lugar de casa terrea, pagavel por amortisagao, ou
de outro qualquer modo de nleresse reci-
proca.
Os meslres operarios nacionaes, echaro nesta
nova empreza trabalho continuo e occasio do
aperfei ;oar-se em suas respectivas artes ; cada
um ser convenientemente pago, conforme suas
obras e raerecimenlos.
Com iutroducgo de machinas para desbastare
sprorapUr as madeiras, muilo menos penoso o
mais agradavel se tornar o trabalho des carapi-
nas e uiarcioeiros, do que tem sido at hoje.
Os rendimentos do estado muito augmentarao
cora o concurso desta sociedade, logo que forem
edificadas casas terreas ou sobrados, nos terrenos
devolutos, e que as ras da capital sobrados de
um ou mas andares oceupem os terrenos que hojo
sao empregados per casas Ierras, em editicaco
mais ou menos anliga, e muitas vezes ameacan-
do ruina e desaformoseando as melhores ruasda
capital.
Recife 30 de dezembro de 1860.
F. M. Duprat.
COMMERCIO.
Praca do Recife i 1 de Ja-
neiro de 1861.
iVs tres sioras da Urde.
Cotafes ufllciaes.
Descont de letras10.12, e 15 OpO ao anno.
Cambio sobre Pars365 rs. por franco 90 dias
de vista.
Leal SevePresidente.
Fre'erico Guimaressecretario.
liTaiidegu,
Rendimento do dia i a 10. 77.6379418
dem do dia 11.......18:8i39710
96:4819128
ilovimeiilo da alfandega.
Volumes entrados com Tazendaa..
com gneros..
Volnmes sabidos com tazendas..
com gneros..
516
------516
97
450
------547
Descarrogara hoje 12de Janeiro.
Brigne portuguezBella Figuerense merca-
dorias.
Barca americanaElffarinha de trigo.
Patacho brasileiro S, Salvador diversos g-
neros.
ilcvebetloria de rendas Internas
ajeraes de Pernambueo.
Kendimento do dia 2 a 10. 4:6529690
dem do dia 11.......1:1959628
5:8483I8
Consulado provincial.
Rendimento do dia 2 a 10. 28:276*928
dem do dia 11....... 686S207
28:9639135
Movimento do porto.
.Va y ios entrados no dia 10.
Mace e portos intermedios36 horas, vapor
brasileiro Persinunga, commandante Manoel
Rodrigues dos Santos Moura.
Terra Nova30dias, brigue inglez James Stuart,
189 toneladas, capito John Taylor, equipugem
13, carga 2,600 barricas com bacalho ; 4 Saun-
ders Drolhers & C.
Navios sahidos no mesmo dia;
CanalBrigue inglez D. Israel, capito B. Har-
ris, carga assucar.
Hampton lloadsPatacho americano Henry A.
Didier, capito A. Leigton, carga assucar.
Havre pelo Kio Gran Je do NorteGalera france-
za Adele, capito L. Eveque, carga assucar.
CanalBarca ingleza Nelherton, capito Thoroaz
Eale, carga assucar.
Rio da PrataBrigue dinamarqus Ceres, capi-
llo E. E. Hilst, carga assucar.
LoandaBrique portugus Activo, capito An-
tonio Jos Garca, carga assucar e mais g-
neros.
Dia 11.
Nao houveram entradas nem sabidas;

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Cis'.erna hydro-
metrica.
Francex.
Inglez.
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%
s
2"S
5g
3 S
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1
A noite a principio clara e depois nnblsda cora
alguns aguaceiros, vento ENE regular at as 4
h. que rondou para o terral e assim amanheceu.
OSCIIXaCAO DA MiB.
] Preamir a 3 h. 54' da tarda, altura 6,9 p.


BUHO DB WRJUMBOO. -*i SBBADO It DE JAROSO DA Mil.
Baixamar n 9 h. 4* da manha, altara 1, p.
Observatorio do arsenal de marinha, 11 de Ja-
neiro Je 1861.
ROMANO STEPPLB.
1 teoeate.
Editaes.
Em virtude do art. 14.8 9 5 do rcgulamtnlo
das alfandegas de 19 de setmbro de 1860, ?wci-
sa-se contratar para o servico da guardamoria da
alfandega desta provincia pelo lempo qae se
conveocionar um mestre, 7 palroej e 44 raari-
nhelros, para serrirein no hiato Pinlampo, ca-
traia a vela, barcos de. vigia e escaleres da ases-
ina, percebendo os venciraentos marcados na ta-
bella abaixo trancripta, remedida pela thesoura-
ria de hienda.
Guardamoria da alfandega, 11 de Janeiro da
1861.
iis Gomes Ferrtira,
Guarda-mr interino.
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Guardamoria do Pernambuco, 27 de dezembro
do 1860.Assignado. 0 ofBcial-maior interino,
luis Francisco de S. Paio e Silva.
Olllm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
fazenda desta provincia manda fazer publico, em
coufnrmidade d3 ordem do tribunal do thesouro
i). 20 i de 13 de dezembro do armo prximo lindo,
que no dia 25 do crrenle mez haver concurso
tiesta thesouraria para preenchimento da vaga de
2o escrii.lorario da mosma thesoiiraria, entre os
empregados do thesouro, das thesournrias, al-
fanJf-gas e recebedorias, da closse inmediata-
mente superior de praticinte. O exarao versa-
r sobre as seguintes malcras : principios geracs
de geographia e historia do Brasil; traluc^o
correcta das linguas ingleza e fraoceza ; prslica
do servico peculiar da repartido em que o em-
pregadoestiver sen-indo.
' Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco, 9 de Janeiro do 1861.0 official-niator
interino, Luiz Francisco de S. Paio e Silva.
0 Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda fazer publico, que o thesoureiro da
mesma thesouraria est aulorisado a pagar do
dia 12 do crreme per diantc os juros das apll-
eos da divida publica provincial, vencidos at o
ultimo de dezembro prximo lindo.
E para constarse mandou afDxar o presente e
publicar pele Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Ter-
nambuco 9 do Janeiro de 1861.--0 secretario,
A. F. d'Annunciacao
A cmara municipal do Recife manda pu-
blicar para conhccioienlo do publico, que o Exm.
presidente da provincia, tero recommeudado ao
director das obns publicas que mande tomar as
avenidas da ponte velha do Recife, que se acha
arruinada corn perigo eminente dos que por ella
transitam, de forma que Gque completamente
vedado o transito que ella se presta.
Tajo da cmara municipal do Recife, em sos-
sao de 7 de Janeiro de 1861.Luiz Francisco de
Barros Reg, presidente.Francisco Canuto da
Boa-Viagem, otlicial-maior servindo de secre-
tario.
Repartoslo da polica.
Ia secjao. Secretaria da polica de I'ernambu-
co, 4 de Janeiro de 1861.
O tllm. Sr. l)r. chofe de polica da proviocia,
manda fazer publico, para que chegue ao conhe-
cimenlo do quetn pessa interesar, oconieudo no
otllcio quo abaixo vai transcripto, dirigido em dala
do 4 de dezembro ultimo pelo Ur. chefe de poli-
ca da provincia do Piauhy.
Oflicio.
Secretaria da polica do Piauhy, cm 4 dezembro
de 1860.Illm. Sr.Acha-se preso na cadeiada
cidade de Oeiras desta provincia um escravo que
dizchamar-se Casemiro, e pertenter a Jos Fran-
cisco, morador na Floresta perto dessa capital,
d'onde fugira ha 6 annos : e para que isto che-
gue ao conhecimeuto do senhor do dito escravo,
alim de o sollicitar, mediante documentos que
provem o seu dominio, assim ocomraunico a V.
S., a quera Deus guarde.Illm. Sr. Dr. chefe
de policia da provincia de PernambucoO chefe
de polica, Francisco de Farias Lemos.
Conforme.0 secretario, Rufino Augusto de
Al incida.
to dos objectos, e sujeihrem-se os Tendedores
multa de 50 0|0 do valor dos mesmos ubjeclos,
caso n&o os entreguem da qualidade, o na porgas
contratados.
Sala do eonselho de compras navaes em 17 de
aneire da 1861.O secretarlo,
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
A secretaria do governo precisa de dona
encadernadores para preparar os livros da cor-
respondencia oCfcial; quem quizer se encarregar
desse trabalho, dirija-sea mesma secretaria.
Arsenal de jenerra.
Por ordem do Illm. Sr. coronel director do ar-
senal de guerra so faz publico a quera convier,
que nos termos do aviso do ministerio da guerra
de 7 de margo de 1860, se lem de mandar manu-
facturar os seguin tes artigos : *.
Para o 4" balalhao de arlilbaria.
369 sobrecasacas de panno azul. '*
Corpo da guarnida.
161 caigas de brim.
161 camisas de algodaozioho.
161 pares de polainas do panno preto.
Companhis de cavalhria.
70 camisolas de brim.
Hospital militar.
150 lences de brim.
Quem quizer arrematar o fabrica do.taes arti-
gos no prazo de 30 dias, comparec na sala da
direcloria do mesmo arsenal, no'dia 12 do cor-
rente, pelas II horas, com suas propostas em
que declaren) o menor preco, e qnaes seus a-
dores.
Arsenal do guerra de Pernambuco, 9 de Janeiro
de 1861.O amanuense, Joao Ricardo da Silva.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tom de comprar os objec-
tos seguintes :
Para o 2 batalho de iofantaria.
Pesos da broozo de urna oitava al meia ar-
roba.
Para o 10 batalho de infantaria.
50 mantas de laa.
Para o hospital militar.
25 garrafas de xarope peiloral brasileiro.
Para dfferenles corpos.
309 esleirs de palha de carnauba.
Para prorimento dos armazens do arsenal
de guerra.
500 caadas de azeile de carrapato.
10 mtlheiros de pregos de meia cubera.
Para o laboratorio..
6 resmas de papel carlo.
Para a ofcina de ftrreiros do arsenal do guerra.
1000 unhas de boi.
Quem quizer vender laes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da mauha do dia 16 do
correnlt) mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsonal de guerra, 9 de
Janeiro de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Desde o dia late o da 31 do correlo es-
li abertas s matriculas na secretaria do Gym-
nasio. Recife 11 de Janeiro de 1861.
O secretarioA. A. Cabral.
m
Avisos martimos.

Rio de Janeiro,
segu em poucos dias o brigue Mara Rosa,
anda admilte alguma carga, tem bons commodos
dar passageiros e escravos ; trata-se cora J. B.
pa Fonseca Jnior, ra do Vigario n. 23.
Para o Rio de Janeiro
O bem conhecido e veleiro brigue nacional Eu-
genia segu com brevidade, tem parte de seu
carregamento a bordo : para o reslo que Ihe falta,
lrala-sccom os seus consignatarios Azevedo 4
Mendes, no seu esctiplorio ra da Cruz n. 1.
Declaradas.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco continua a substituir
ou a resgalar o resto das notas de 0# e
20$ que havia emittido e ainda existe
em circulacao, declarando que, em
cumpritoento do decreto n. 2,66i de
10 de outubro do corrate auno, esta
substituicao ou resgate devera' effec-
tuar-se dentro de 4 mezes, e que fiado
ste prazo s podera' ter lugar com o
disconto progressivo de 10 por cento ao
mez, ficando as-.iin na forma do art 5
da lei n. 53 de 6 de outubro de 1835
sem valor algum no fim de lo mezes.
Recife 9 de novembro de 1860. O
directores, Joo Ignacio de Medeiros
Reg, Luiz Antonio Vieira.
Conselho de compras navaes
Tendo de promover-se a compra do material
da armada, abaixo declarado, manda o conselho
fazer publico, que teri isso lugar em sessao de 12
do correte mez, mediante propostas recebidas
ateas 11 horas da manha, acompanhadas das
amostras dos objectos.
'ara os navios.
40 armellas, 70 covados de baelilha, 8colch5es
de linho chaios de laa, 400 chavetas sortidas,
400 femias do rede, 20 governaduras sortidas para
escaler, 10 arrebas de mealhsr branco, 16 arro-
bas e 19 libras de plvora grossa, e 8 traveaseiros
de linho cheios de palha.
Para as obras do porto.
400 varas de linhagem para saceos.
Para os navios e arsenal de marinha.
4 arrobas de agua-raz e 300 remos de faia de
14 a 18 ps.
Sio as condicoes para effectoar-se a compra,
ser pago logo no mezvubieqaeote do reetbiaaa-
REAL COIPAjDIA
DE
Paquetes inglczes a vapor.
No dii 14 deste mez espera-se do sol o vapor
Tyne, commandanle Jellicoc, o qual depois da
demora do costume seguir para Soulhampton
tocando nos porlos de S. Vicente e Lisboa, para
passagens etc., trata-se com os agentes Adara-
son, Howie & C. na ra do Trapiche Novo n. 42.
N. B. Osembrulhos s se recebem at 2 horas
antes de se fecharen as malas ou urna hora pa-
gando um palacio alem do respectivo (rete.
Para o Porto por Lisboa
segu impreterivelmenlo no dij 15 do corrente a
mu conhecida barca potlcgueza Sympathia :
recebe ainda alguma carga a frete e passageiros ;
cousignatarios Bailar & Oliveira, ra da Cadeia
do Recife n. 12.
Para a Baha
pretendo seguir com muila brevidade a sumaca
nacional Hortencia, a qual tem prompta parte
de seu carregamento ; para o resto que lho fal-
ta, trata-se com o seu consignatario Azevedo &
Mendes, no seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Para o Rio Grande do Sul com
escala pelo Rio de Janeiro,
segu com toda a brevidade a bem conhecida e
veleira escuna nacional Emilia : para carga,
tratare no escriptorio de Hanoel Goncalves da
Silva, ra da Cadeia do Recife n. 39, ou com o
capiiau abordo.
Para a Bahia segu em poucos dias o palha-
bole nacional Dous Amigos, tem parte de sua
carga engajada; para o reslo, trata-se cora seu
consignatario Francisco L. O. Azevedo, na ra
da Madre de Deus n. 12.
Para o Rio de Ja-
neiro
O patacho S. Salvador sceue em poucos dias,
pode admittir alguma carga ; trata-se com os
consignatarios Marques, Barros & C. largo do
Corpo Santo n. 6.
Rio Grande do Sul.
O brigue Princeza ainda recebe alguma carga :
trata-se com os consignatarios Marques, Barros
& C, largo do Corpo Santo o. 6.
e Janeiro,
vai seguir em poucos dias a barca Rio de Janeiro
por ter parle de seu carregamento proropto : pa-
ra o resto, trata-se com Anlunes Guimaries &
C, no largo da Assembls n. 19.
^
COMPAHHIA
DAS
Messageries imperiales.
Al o dia 14 do correte espera-se da Europa
o vapor francez Guienne. commandanle Enout, o
qml depois da demora do costume seguir para
o Biode Janeiro tocando na Bahia, rara passa-
geiros etc., a tratar na agencia ra do Trapiche
n. 9.
Para Aracaty e Ass
segu o hiato Dous Irmaos ; para carga, trata-
se com Martina 4 Irmao na ros Notb n. 48, ou
com o aeatre Joaquim Jos da Silveira.
O hiate Garibaldi, segu' para o Cear em pou-
cos dias : a tratar com Tasso Irmios ou com o
capitao Custodio Jos-Vianna.
Pul!
o Rio de Janeiro
pretende seguir uestes otto dias o brigue nacio-
nal Conceico, tem dous tercos d*e seu carrega-
mento s bordo : para o resto qae lho falla, tra-
ta-se cornos seus consignatarios Azevedo & alen-
des, no seu escriptorio ra da Cruz*n. 1.
Para o Rio de Janeiro.
segu em poucos dia*s o veleiro brigue Deolin-
da, por ter parte de sua carga prompta ; para o
resto e escravos a frete, trata-so com seu consig-
natario Domingos Alves Matheus, na ra da Ca-
deia do Recife n. 51.
iS
Rio de Janetro
O veleiro e bem conhecido brigue nacional Fa-
lo; preteg.de seguir com muila brevidade, tem
parle de seu carregamento prompto : para o res-
to que lhe falta, escravos a frete e passageiros,
para os quaes tem excelleules commodos, trata-
se com os seus consignatarios Azevedo & Mendes,
no seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
COMPANHIA BRASILEIRA
BE
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se dos porlos do sul at o dia 14 do
correnle o vapor Tocanins. commandanle o
primeiro-tenente Pedro Hypolito Duarle, o qual
depois da demora do costume seguir para os
porlos do norte
Recebem-se desde j passageiros e engaja-sa
a carga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo 4
tendea
COMIMMIil PERUUBlCm
DE
Navegaco costeira a vapor
O vapor Persinnnga, commandanle Moreira,
segu viagem para os porlos do sul em 21 do
corrente mez as horas do costume por ser de-
roingo o dia 20.
Recebe carga para Mace e portos intermedios
at o dia 19 ao meio dia.
O expediente na gerencia ser al as 3 horas e
depois de fechado nada mais se admittir : es-
criptorio no Porte do Mallos n^ 1.
Leiles.
LEILAO
DE
Urna taberna,
Terca-feira 15 do corrente
Costa Carvalho far leilio por conta de quem
perlencer da taberna do paleo do Terco n. 23,
consistindo em bons gneros e muitus novos,
sendo a mesma muto afreguozada, principiar
as II horas em ponto.
LEILAO
ESPLENDIDO
Com grande lunch.
O agente Hrppolilo da Silva aulorisado pelo
Sr. Henrique Augusto Cowper, que se relira para
forado imperio temporariamente com licenga do
governo de sua nacao, far leilo de uss es-
plendidas e completas mobilias de apuradissi-
mos gostos e variadas qualidades onde os Srs.
concurrentes enconlraro chrystaes finissiraos,
ricos aparelhos para mesa de apurado gnsto e
bem assim um excellente servigo de cosinha.
Tambem enconlrarao um rico carro e cavallos
possanles e eecolhidos, com os arreios necessa-
rios tanto para carros come para montana. Por
esta mesma occasio tambem ser arrematado
urna porcao de armas e petrechos proprios para
caca, dos melhorese mais acreditados fabrican-
tes de Inglaterra e por isso os amadores desse
entretenimenlo devera aproveitar eesa oocasiio
para se proverem. Para comodidade das pes-
soas qae quizerem honrar com suas presentas
esse leilio o qual dever ter lugar no dia quin-
ta-feira 22 do corente mez, na casa de residen-
cia do mesmo Sr, Cowper no lugar denominado
Chacn, serio postados dous mnibus na ra do
Crespo as 9 horas da raanhaa do dia cima in-
dicado, afim de conduzir gratuitamente as pes-
soas que para o mencionado leilo quizerem ir
LEILAO
DE
O agente Hyppolito da Silva aulorisado pelo
Sr. Dr. Jos Antonio de Magalhi&s .Bastos, que
se retira para fora da provincia, far leilo de
um sitio na ra de Joo Fernandes Vieira, o
qual tem 17 propriedades, cacimbas, arvores frd-
tiferas etc.: os preleudentes o podero ir exa-
minar e entender-so com o referido agente que
Ihes fornecer as ioforraaQoes exigidas, devendo
os mesmos senhores pretcodenles comparecer no
dia 15 do corrente, 5s 11 horas da manha, em
seu armazem no roa do Imperadas b, 35.
LEILAO Grande baile
HMS
O agente Hyppolito da Silva far leilo por
conta e risco de quem perlencer, de um serti-
menlo.de. miudezas e algumas fazendas reoom-
raendaveis par* a poca, aa quaes ao acharo em
eu armazem, onde ter lugar o referido leilio :
terca-feira 15 do corrente, s 11 horas era ponto.
Avisos diversos.
O abaixo assignado tem contralado, Hrree
desembarazada, a loja e armario do Sr. Joao de
Sanl'Anna Rosa Muoiz, na ra do Livramenio n.
33 : sealguem se julgar com direilo a mesma,
dirija-se no prazo de tres dias ao indicado esla-
belecimenlo, e nio comparecen lo fica eea res-
ponsabilidade alguma
Jos Joaquim dos Res.
Aviso s familias.
Acha-se aberla a assignatura do jocoso jornala
SEMANA ILLUSTRADA,
que se publica no Rio de Janeiro e sane luz
urna wez por semana,conten lo cada numero qua-
Iro paginas de gravuraa primorosas, e as outras
qtatro de artigos escollados e ioteressanles s
senliorss e pessnas de bom gusto. J se achara
aqui os dous ptimeiros nmeros. Assigna-se e
paga-se adiantado na ra da Imperatriz n. 12,
loja. Por Irimesire 6#. semestre 11. anno 18.
Precisa-se do urna pessoa capaz que se
queira carregar de unios cobrancas para o sul
da provincia, e que d fiador : a p'essoa que se
queira encarregar disto, pode apparecer na ra
da Moeda n. 3, segundo andar.
Os abaixo assignados fazem ver ao publico
e com eepecialidade ao corpo de commercio, que
o Sr. Jos Custodio Braga deixou de ser seu cai-
xeiro de cobrenca desie odia 11 do corrente.
Recife 11 de jaueiro de 4861.
Wishil Bruty.
_ Aluga-se o segundo andar de um sobrad
sito na ra da Traa de Santa Uili, assim corno
o sobrado por cima do armazem do sal na ra da
Conceic.io da B-a-Vi deia do Recite n. 62. segundo andar.
Nos abaixo assignados fazemos publico ao
reapcilavel corpo do commercio, que lemos dis-
solvido a sociedade que nesta praca gyrava sob
a firma de Marlins & Alvaro, Orando a cargo do
socio Manoel Carlos Marlins a liquidacio do ac-
tivo e passivo da dita sociedade, e exonerado o
socio Alvaro Jos Teixeira, o qual fica pago de
seu capital e lucros correspondentes. Recife 31
de dezembro de 1860.Manuel Carlos Marlins.
Alvaro Jos Teixeira.Lourenco Pereira Mendes
Guimares.
Precisa-se de urna ama para o servigo in-
terno de urna casa de pouca familia : a tralir na
pr{a do Corpo Smlo n. 17.
O abaixo assignado tem contratado com to-
dos os moradores da ra Nova a limpesa e rega-
ceo de ra como manda a postura da cmara, e
est resol'ido j contratar com todos os proprie-
txrios das mais ras : aquellas senhores que se
quizerem utilisar de seus servidos podem dirigir-
se ra Nova, era casa do Sr Miguel Roberto,
qu: ahiacharao com quem tratar.
Miguel Antonio Roberto.
Pergunta-se
se impondo o cdigo criminal pennas contra os
que promellem fazer mal a alguem por meio de
arapaijas,- ou de palavras, ou por escripto, sendo
circurstancias "gravantes feilas em publico, es-
lar j isenlo desta criminalidade o 2. supplenle do
subdelegado de policia do arrabalde, com nome
do urna companhia... c itii de paz e eleitor do
dslricto pira a seu geito amea^ar em publico de
mandar quebrar de pao a diversos cidados pac-
ficos no meio de familias, e ufanarse de ja o ha-
ver realisadocm o feitor de um sitio, que cheira
merim? .. O cidado adoptivo e seu cyrenSo
uepileptico...
Sr. G. fumes, emprcterro da va lerrea
do tteeife a S. Francisco.
Os jornaes inglezes conlm o viso de um con
trato celebrado pelo Sr. Q- Furness com a direc-
tora das obras publicas cm Londres, para com-
pletar cinco milhas de obras de esgolo. (Drama-
ge-woiks) em dous annos, pela somma do seis
centos e vinte cinco mil libras steriinas, (perlo
de sele rail coritos]. Parece que as autoridades
cm Londres, nio obstante que o Sr. Q. Furness
nio satisfez o Sr. Peniston no complemento das
obras da estrada de ferro nesla provincia, julga-
ram-o perfeilamente competente para contratar
obras muitn mais dfficeis e sumptuosas.
No dia 1. do corrento auno fugio de um si-
tio do engenho Cajabussuzinho urna mulata cla-
ra coro mo cabello, estatura ordinaria, secca do
corpo, pellos pequeos, o maior signal ter o
dedo mnimo e o Immediato sem poder estirar
proveniente de um panaricio, chamada Beriho-
leza ; levou urna filhinha tambem mulata por
nome Rita, de 2 anuos, que tem na cabeca falla
de cabello por causa de urna postema ; ha noti-
cias que foi para banda do norte cm companhia
de um negro captivo, que tambem anda fgido,
o qual tem os signaos seguintes : cabra negro,
barbado, grosso : quem pegar, leve ao dito en-
genhe ao seu seuhor Jos Joaquim dos Santos,
oa na ra do Imperador n. 67, segundo andar,
quo ser generosamente recompensado.
A Sra. D. Margarida Liurenja da Cmara
Rodrigues tem urna carta no escriptorio de Ma-
noel Ignacio de Oliveira & l'ilho, larga do Corpo
Sanio.
Feltor para engenho.
Precisa-se de um portuguez para feilor de um
engenho pouco distante desta capital : no escrip-
torio d Manoel Ignacio de Oliveira Filho, lar-
go do Corpo Santo.
Josepha Henriqueta de Miranda Barros,
professora particular da instruceo primaria, avi-
sa aos pais de suas alumnas, e ao rcspeilarel
publico, que abre a sua aula oo dia 14 do corren-
te, e se acha prompta a receber alumnas exter-
nas c internas, pensionistas e meia-pensioolstas :
quem de seu prestimo se quizer utilisar, dirja-
se a ra da Mangueira, casa n. 7.
Eleuterio Francisco Dornellas reside em
casa de seu mano Antonio Francisco Dornellas,
na ra dos Piros n. 32; veio liquidar a heranca
do seu primo o fallecido Deio Dr. Francisco Joa-
qu horas da manha, e das 3 s 6 horas da tarde.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 43 na
ra Velha, e o quarlo andar da casa n. 14 na-rua
do Trapiche ; a fallar no primeiro andar desta
ultima casa.
Precisa-se alugar um prelo de idad, ou
um moleque forro ou captivo, para compras e
levar de comer a urna pessoa no estabeiecimen-
10 : em Fdra de Portas, ra do Pilar n. 80
Nicoli Greco, subdito napolitano, relira-se
para a Europa. ,
Aviso ao publico.
Das 5 horas da manha s 9-da noile ha sempre
botes para transporte das pessoas que quizerem
embarcar do caes do Collegio para a escadinha
da alfandega a 80 rs. cada urna pesso, durante
o impedimento da ponte velha
O abaixo assignado sclentiflca ao commer-
cio, que doade o dia 9 do corrente apartou a so-
ciedade que havia feito com Francisco Jos Ro-
drigues Caslello Branco, na padaria dos A fugados
n. 66, ficando a seu cargo lodo o activo c passi-
vo desta dala ero diente.
Paulino Antonio de Azevedo.
Aluga-se urna casa terrea na ra do No-
gueira ; a tratar na ra do QueimadO n. 53
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LE1TURA.
Por ordem do Hlrn. Sr. presidente convido ao*
senhores conselhciros para que se reunam em
sesso ordinaria do conselho, terca-feira 15 do
corrente, pelas 0 lr% horas da tarde, na sala das
sessoes do mesmo Gabinete.
Secretaria do Gabinete Porluguez de Leiluj*
11 de Janeiro de 1861.
Francisco Ignacio Ferreira.
m 1. secretario.
do magestosot salees do caes #e Apollo, boje
sabbado 12 do corrente com grande pompa o
brilhantismo, por se acharem os setd*s promptos
e gaz e pintora, sendo este o ultimo baile antes
do carnaval, sende cum pridu a aca o reguiameu-
to do Sr. Dr. chefe de policia.
Entrada para homens 2jj000.
Dita pera senhora gratis
Na ruado Imperador n. 28. vendo-se ccr-
veja ingleza muito boa viuda em quarlela*. a
garrafa por 400 rg da cepo de meia a 200 rs.
Precisa-se alug+r urna prela que cozinhe e
compre para cas* de pouca familia : na roa do
A morir n. 33, segundo andar.
O Sr. Filippe Carlos Siro&es dos Santos, ees-
pregado na estrada de ferro, apparega na ra No-
va, casa de Jos Ricardo Coelho, pois muito se
lhe deseja fallar.
..Fugio no dia 14 de dezembro p. p. um es-
cravo de nome Anastacio, crioulo. idade pouco
mats ou menos de 25 annos, estatura regalar, o
qual escravo fot do engenho Barra Nov, oMMrie-
todeSertnhiem. e hoje pertencente ao abaixo
assignado ; foi comprado a Juviniano de tal, e
lera os signaes seguintes : roato redondo, olhos
afumagados, nao tom barbo, lio somonte tem bi-
gode. do lado direit) em cima dos labios tem
urna costura : quem o pegar, dirija-se a levar ao
mesmo abaixo assignado, que o seu senhor, na
Capunga, ou no escriptorio da ra da Cruz n. 8.
primeiro andar, que lhe gratificar ; assim como
fugio tambem ooiro escravo acabocolado do en-
genho Pomhal, com um cavallo.monttdo de can-
galha, isto h tres mezes, pouco rnais ou menos,
idade 18 annos : quemo pegar, dirija-se ao mes-
mo escriptorio, que se gratificar pela fuga.
Vicente Mendes Wanderley.
O abaixo assignado em resposta aos Srs.
Antonio Jos Estoves Guimares e Jos Mara
Jorge de Azevedo, declara que os dbitos qe
aprazou para pagar no dia 8 do andante, relati-
vamente ao hotel da ra do Imperador n. 16.
sao aquelles que me rcaponsabilei, por quanto
nada tem cura os dbitos conlrahidos por Diogo
Jos da Costa Fontes ; o mesmo Sr. Diogo pode
dizer se eslava aulorisado para contrahir dbi-
tos e mesmo admira a ficilidate com que estes
senhores confiaram do Sr. Diogo, visto qe sendo
este senher homem quo j negociou e sobre e le
versara tradicedes pouco honrozas, nao para
acreditar que se aprsente tantas dividas. Rpc-
fe 10 de jnoeiro de 1860 Antonio Jos da Sil-
va Guimares.
Irmandade da Santa Casa
da Misericordia do Re-
cife.
A junta administrativa da irraandade da Santa
Casa da Misericordia do Recife, manda fazer pu-
blico que nao se tendo cffecluado a arrematado
do fornecimento do pao e bolacha de que preci-
sarem os eslabelecimentos de cartdade no se-
mestre de Janeiro a junho do corrente anno vai
de novo a praca dito fornecimento no da 17 dj
corrente pelas 4 horas da tarde na sala de suas
sessoes no largo do Paraizo n. 49, aolide poderio
os concurrentes ir previamente ver as clausula
especiae3.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife 11 de Janeiro de 1861.
O esirivo,
Francisco Antonio Civalcanli Cousseiro.
c=^~ Manoel Pereira Lopes
Ribeiro, com loja de barbeiro e cabellereiro lem
bichas de Hamburgo, tira denles, sangra, appli-
ca ventosas pela pressio do ar, bola uuvidos em
armas de espoleta, amolla todo o ferro cortante,
ludo isto com promptidao c pode ser procurado
a qualijiier hora na ra 4a Imperatriz n. 13.
SYSTEMA MEDICO DEHOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA-
Este ineslimavel especifico, coraposlo nteira
mente de hervas me-licmaes, nao conlm mercu-
rio nem alguma oulra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a complci?ao mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compleiso mais robusta ;
enteirarnenle innocente em suas operares e ef-
feiios ; pois busca e remove as doenc,as de qual-
quer especie e grao por mais antigs e lenazes
que sejam.
Enire miihares de pessoas caradas com este
remedio, muitas que j eslavarn as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e forjas, depois dehaver tenta-
do nultimente todos os oulros remedios.
As mais afilictas nao devem entregar-se a des-
esperarlo ; fajara um competente ensaio dos
efGcazes elTeitos desta assombrosa medicina, e
pre.'les recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Venda- estas pilulat do eslabelecimento ga-
ralde Londres n. 224, Straod, e na lojade
toditos boticarios droguista e ostraspesaosrtn-
carregadas de siw venda em toda a America do
Sul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas 800 rs. cada
orna dallas, contera orna instraejio em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas Di-
luas. r
O deposito geral em casa do Sr. oon
dharmaceutieo. na ra da Crui n. 21, em Per-
naoabuco.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Mtlhares de individuos de todas as afies
podem tesiemuDhar as virtudes deste remedio
incomparaveleprovarem caso neeessario, que,
pelo uso que delle fizerara lera seu membros inteiramente saos depois de havsi sai-
pregado intilmente outros tratamenlos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravirhosas pela leiiura dos peridicos, que.lb'as
relatam todos os dias ba muito annos; e a
maior parte deltas sao lo sor prndenles que
edmiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas reeobraram com este soberano remedio
o uso de seus bragos e pernas, depois de ter
permaoecido longo lempo nos hospitaes, oade
deviam soffrer a amputacao 1 Dellas ha mal-
eas que ba vendo deixado esses. asylos de pae-
timemos, para se nao submeterem a essa ope-
rado doorosa foram curadas complelamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reeo-
nhecimento declararan estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, aftrn de mais autenticarem sua a firma-
liva.
Ninguem desesperaria do estado de saude se
livesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que tuJo eura.
O ungento he til, mais partiea-
Inrmenle nos seguintes casos.
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Ancores.
Cortadurss.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Era fermidades da culis
era geral.
Ditas do anus.
Erupgoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadass.
Inchaees.
Inflamarlo do figado.
lnflainma;o da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dospeitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulroes.
Queimadetas.
Sarna
Supuragoes ptridas
Tinba, em qualquer
parle qne seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulae,es.
Yeias torcidas ou no-
das as pernas.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Am polas.
Areias (mal de).
Astlima.
Clicas.
Gonvulses.
Debilidadeou exlenua-
aio,
Debilidade ou falta de
forjas para qualque
cousa.
Desin loria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Febreto da especie.
Gotta.
Heraorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Infianimaces.
Irregularidades
menslruaQao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstruccao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retencao de ourina.
Enfermidadesno ventre.i Rbeumatismo.
Ditas no figado. Symptomas secundarios
Ditas venreas. Tumores.
Enchaqueca Tico doloroso,
Herysipela, Ulceras.
Febre biliosa. Venereo(mal).
Febreto intermitente, l
Vende-se este ungento no eslabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de lodos os boticarios droguistas e outras pes-
snas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende se a 300 rs., cada bocelinha conten
urna in'truccao em portuguez para explicar a
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral e em casa do Sr. Soum,
pharmaceulico, na ra da Cruz n. 22. em
Pernambuco.
Vinlio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmaos & C., ra da
Cruz n. 10 encontra-seo deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Drandenburg Freres e
Jos Srs, Oldekop Mareilac cv C, em BorJeaux.
Tem as seguintes qualidades:
De Brandeiiburg frres.
St. Esiph.
St. Julien.
Margaux.
La rose.
Ghteau Loville
Ghteau Margaux.
DeOldekop A Mareilhac
Si. Julien.
St. Julien Mdoc.
Chaleau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade Ona.
Cognac em caitas qualidade inferior.
Em casa de N. O. Bieber 4 Successorea, ra
da Cruz n. 4, vende-se :
Champanba marca Parre 4 C., urna das mais
acreditadasmarcas.muiconhecides no Rio deJa-
neiro.
Vinho xerez em barris, cognac em barns e
caixas.
Vinagre branco etinto em barra.
Brilhantes de varias dimensdes.
Eihorsulfurico.
Gomma lacre clara.
Lonas, brinzaos e brins.
Aro de Wilao
Ferro da Suecia.
AlKodo da Bahia.
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
A D1REC C\0 DE E- KtBVAIXD
Esle hotel collocado no centro de urna das capitaes importantes da Europa, torna-se de grande
valor paraos brasileiros e portugueses, por seus bons commodos e confortavel. Sua posicao
urna das melhores da cidade, por se achar nao s prximo s estaedee de eaminhos de ferro, da
Allemanha e Framja, como por ter a dous minutos de si, todos os theairos e di vert montos; e,
alm disso, os mdicos procos convidam
No hotel ba sempre pessoas espeeiaes, fallando o franoez.allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acompanaar as touristas, qur em suas excutsoes na cidjda, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por procos qae nunca excedem de 8 a 10 francos (31200 i 4#000)
por dia.
Durante o espaco de ito a le mezes, ahi residirn os Exma. Srs. eonaalbeiro Silva Fsr-
rao, e sen filhooDr. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel de Figueiroa Paria, e desembarga dor Pontes Yisgueiro ( do Brasil,) e mullas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro pas.
Os preoos de todo o servico, por ca, regulara de 10 a 11 francos ( 4*000 450O.)
No hotel enootitram-se informaqSas acias acerca de ludo que poda precisar um estrangeiro


ti)
DIARIO DE PERNaBMUCO. 5 ABBADO 12 DE JANEIRO DE isti.
Os caradores scaes da fallencia de Lima 4
Martins, avisam pela ultima Tez aos devedores a
massa de virem saldar seus dbitos at ao Ora do
correte mez, depois do qual sero compollidos
pelos meos judiciaes ; devendo, para o paga-
mento, enleoderem-so com os Srs. Barroca &
Medeiros, depositarios.
Na ra da Aurora n. 50, alugara-se duas
famosas estribaras para 12 cavallos.
4viso.
Roga-se aos devedores da loja do fina-
do Antonio Francisco Per*ira. que ve-
nhain realisar seus dbitos no prazo de
15 das, na ra do Crespo n. 8, do contra-
rio vero seus nomes por este Diario at
pagarem o que esto a dever.
W5W VSnf ^RW SwofW v'^i .'viS ~iSf9OTeW5WEwtt
Urna pessoa habilitada propoe-se a ensinar
primeiras letras em casas particulares; os pais
de familia que so quizcrem utilisar do seu pres-
timo, dirijam-se a ra da Imperalriz n. 18.
Attenco.
*
Trocam-se sedulasde 1 e 5$ das que o the-
souro desta provincia exige 10 0)0 de descont,
assim como notas dos bancos ecaias das mais
pravas do imperio mediante o abate de 5 0(0 : no
escriptorio de Azevedo& Mendos, ra da Cruz
numero 1.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: ora casa de Samuel P.
Johston & C., ra da Senzalia Nova n. 52.
COMPAtHIA
ALLIANCE,
cstabeecida em Londres
amm m mu.
CAPITAL
Cinco miluoes de Ultras
sterVinas.
Saunders Brothers & C. lera a honra de in-
formar aos senhores negociantes, propietarios
de casas, e a quera mais couvier, que esto ple-
namente autorisados pela dita companhia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo e pelra,
cobertos da telha, e igualmente sobre os objectos
que contiverem os mesmos edificios, quer consis-
ta em mobilia ou em fazendas de qualquer qua-
lidade.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gaulier, cirurgio dentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
dentes artificiaes, ludo cora a superiori-
dade e pereiijo que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
fem agua e pos denlifricios etc.
Manoel Ferreira da Silva Tarrozo
na ra do Apollo ?. 28, taca sobre Por-
tugal.
c=rO Sr. Dr.JooPi-Jj
nheiro de Lemos queira ir a negocio quo
nao ignora a loja de fazendas da ra da
Cadcia do Recito n. 23.
Collegio de Santa rsula.
D. rsula Alexandrina de Darros tem a honra
de prevenir aos pais de suas alumaas, e a quem
mais inleressar possa, que nodia 15 docorrenle
mez de j Santa rsula, de que directora, o qual se acha
estabelecido na ra Formosa, sobrado n. 15.
Eiisino particular.
O abaixo assigoado, residente no terceiro an-
dar do sobrado n. 58 da ra Nova, competenic-
meote provisionado pela directora geral de ins-
truccao publica para ensinar primeiras letras, la-
lim e fraocez, tem a honra do participar ao res-
poilarel publico, e mxime aos senhores pais de
seus discpulos, que pretende dar principio ao
exercicio de seu magisterio no dia 14 de Janeiro
docorrente, admiilindo em sua aula alumnos in-
ternos e externos para serem disciplinados as
supra-mencionadas materias.
O mesmo abaixo assigoado sempre solicito no
desompenho de seus deveres, leu dado provas
exuberantes no adiantaraento de seus discpu-
los, apresentando-os a exames pblicos, como
pode provar cora os termos de exaiues dos annos
passados.Jos Mara Machado de Figueiredo.
CONSULTORIO
ESPECIAL HOMEOPATHICO
Rua de Santo Amaro (Mundo-novo) n. 6.
O Dr. Sabino O. L. Pinho d -cousultas venientes na nratir nrin;.lm<.niA ... ,
Pinbo d -cousultas
todos os das uteis desde as 10 horas at meio
da. Visita aos doentes em seus domicilios
de meio dia era diante, e era* caso de ne-
cessidado qualquer hora. As senhoras de
parto e os doentes de molestia aguda, que
nao tiverem anda tomado remedio algum al-
lopathico ou homeopathico, sero attendidos de
preferencia.
As molestias mais frequentes debaixo dos
climas da Brazil, principalmente as que sSo
mais difficeis de curar, lhe tem merecido um
estudo especial; sao ellas :
1. Molestias proprias das mulheres.
2. Molestias das creancas.
3. Molestias da pello.
4. Molestas dos olhos.
5. Syphils, ou gallico.
6. Febressympthomalicas das lesdes do cere-
bro e de suas membranas, dos orgos do peito,
e do apparelho digestivo.; febres intermitien-
tes e suas consequencias.
Pharmacia especial homceopathica.
A oicina de marmore
mudou a sua residencia do caes 22 de Novembro
para a travessa da ra da Praia n. 3, junto ao
caes do Ramos.
Attenco,
D. Thereza Alexandrina de Souza Bandeira faz
scienle ao respeilavel publico que se acha com
a sua aula aborta desde o dia 7 de Janeiro de
1861 cnsina primeiras letras, grammatica porlu-
gueza. bordados de todas as qualidades, e varias
galantarias de la e flores da raesma, e recebe
meninas externas e internas; quem quizerservir-
se do seu pouco prestimo, dirija-se a ra do Ro-
sario ii 14
l'recisa-se alugar um preto para conduzir
comidas para fra : no boloquira da ra larga do
Rosario d. 25.
F. Villela, photographo da augusta casa im-
perial, estabelecido na ra do Cabug n. 18, so-
brado, entrada polo pateo da matriz, avisa que
acaba de receber um bello sortimento de alfine-
tus do ouro de lei para retratos. Entre esses al-
fineles acham-se muitos com folharens o flores
de ouro de cores, oulros com perolas. coraes o
pedras, e alguns para brilhantes. Os precos
dessas joias sao mui razoaveis. Na mesma casa
conlinua-re a tirar retratos por todos os syste-
mas photographicos.
Quem tiver e quizer alugar aanualmente
um sitio com arvoredos de fructos anda que
com pequea casa demorada o essa mesma de
taipa nos seguales lugares: Rosarinho, estrada
do Joode Barros, Aluictos, Estrada Nova, Tor-
re e Capunga, cujo alusuel nao seja exorbitante
annuncie por este mesmo jornal ou dirija-so
ra Direita n. 7, loja, que acnar cora quem
tratar.
O Sr. Vilorsaoo ou Dilorisano Pinto de
Araujo tem urna carta vinda da Baha em casa de
Palmeira & Bellrao, largo do Corpo Santo n 6.
armazem.
O abaixo assignado, arrematante do contra-
to do imposto de 40 0(0 sobre a agurdente do
consumo no municipio desta cidade, para escla-
recer a todos esses senhores taberneiros, que por
meio de annuncios em jornaea pretenden] esqui-
var-se de pagara contribuicao.lhes declara o se-
gu ti te :
Que o regulamenlo que rege a arrecadacao do
referido imposto o de 9 de dezembro de 1853.
Quo nenhum dos artigas do regulamenlo citado
manda assignar a collecta. mas apenas proceder
a ella.
E finalmente que o mel indicado no art. 9
para fazer usar a collecta, ou obrigaco de con-
tribuir, urna iustiicaco judicial, e nunca an-
nuncios em jornaes, corto erradamente en ten -
dem. Rocife 9 de Janeiro de 1861.
Luiz Jos Marques.
A pessoa que annunciou precisar de l:O00J
por seis mezes, com hypotheca em duas negras,
dirija-se a esta typographia que lhe ensinar
quera d.
.Modisto lirasileira
Madama Rosa de Oliveira Miranda, com loja
de modas na ra Nova n. 34, avisa ao respeilavel
publico, que de hoja em dianle continua a fazer
vestidos proprios para bailes, theatros o casa*
mritos, e para este fin> acha-se com os flgurioos
ais modernos, vindos de Franca, e com duas
rancezas para ir provar os vostidoa em casa das
pessoas que nao se quizerem dar ao trabalho de
ir emjua loja, assim como tambem se encontra-
r sompre um grande sonimento de modas das
mais modornas que possam haver no mercado, e
um grande sonimento de chapeos de sol de
todas as qualidades : ra Nova n. 34.
Precisa-ae de urna prela escrava que saibs
coznhar o engommar ; na roa da Senzala Velha
numero 106.
DO
Recife ao rio Sao Francisco.
Limitado.
De conformidade com as iostrucQes recebidas
da respectiva directora faz-se publico que desta
data cm diante sao convidados os accionistas
desta companhia a cumprirem cora os termos do
aviso que por ordem da mesma abaixo ficam pu-
blicados.
Escriplorio da companhia 17 de dezembro de
1860.E. II. Bramah. thesoureiro.
Aviso.
COMPAMIIA DA YIA FRREA
_ DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(LIMITADO.)
Pelo presente faz-so publico que por resoluco
da directora desta corapauhia, tomada nesla da-
la tem-sfl feilo urna outrachamada de duas li-
bras sterlinas por cada accao, a qual chamada ou
prestaco dever ser paga al o dia 31 de Janeiro
prximo futuro no Rio de Janeiro em casa dos
Srs. Mau Mac. Gregor& C, na Baha aos Srs. S.
S. Davemoort cSr C, e em Pernambuco no es-
criplorio da thesouraria da mesma via frrea.
Polo presento fica tambem entendido que no
caso de nao ser a dita chamada ou prestarlo sa-
tisfeita nodia marcado pira o seu pagamnnlo ou
antes o accionista que incorrer nesla falla paga-
r juros a razo de 5 por cento ao auno sobre
tal chamada ou prestado a contar desle dia al
que seja realisado o pagamento. No caso de nao
eflectuar o pagamento desla chamada ou presta-
cao dentro do 3 mezes a contar do dio dia xado
para o embolso da mesma Ocarao as acedes que
mcorrerem em lal falta sujeitas a serem confis-
cadas segundo as rlisposices dos estatutos a este
respeito.
Por ordem dos directores.
AssigoadoW. II. Bellamy,
... Secretario.
1S3 Gresham House.
Od BrouadSlreet.
EC.
22 de novembro de 1860.
Attenco.
O abaixo assignado roga as pessoas que lhe es-
to a dever o favor de virem pagar seus dbitos
ateo fim desle mez: na ra do Imperador o. 63.
Recife 9 de Janeiro de 1861.
Jos Antonio Soares de Azevedo.
venientes na pralica, principalmente para os mes
dicos que comecam i fazer ensaios, e para ss
pessoas curiosas que nao sabem conhecer essa*'
differencas, e por isso poderes atlribuir inefica-
cia da homoeopalhia, o que realmente depende da
mi prepanco dos medicamentos.
Para obviar estes graves inconvenientes o
agitador dynamico do Dr. Sabino munido
de um contador em que. se achara as unidades,
dezenas, centenas, militares, dezenas de milhares
collocadas convenientemente, de maneira que
Attenco.
Existe o verdadeiro queijo inglezChedder, que
so pelo excellenle gosto e qualidade i superior e
prcfenvel a outro qualquer, estando venda no
eslaberecimenlo de Sodr & C, na ra estreita
do Bosano d. 11, nico deposito.
Atteniion.
Parties desirons o relihingand apprecialiog
the well Known Chedder Cheese will have to ap-
plyto Sodr & C.,n. 11, ra estreita do Rosario,
wnich u lhe only place wher this delicious ar-
ttcle s to be had at present.
AttentLon-
Les amateurs de fromage Chedder Cheese bien
corinue source nom et quidsirenl degouter doi-
jent se presenter ru de Rosario estreita n. 11
yiezSodr&C, altendu que Fuique dep'osi-
aire de ce fromage reside dans celle ru.
Precisa-se de urna ama para todo o servico
de casa de pouca familia : na ra das Cruzcs. ta-
pera* n. 22. '
cada vascoleja?ao apparece um numero novo,, tafc^KASS P^"?00 P"a"ixeiro de
r\f desde 1 at 10 mil; nao sendo desta sorle conduela : na ra das Cruzes n. 22:
Consultas medicas. |
Sero dadas todos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n: 53, desde as 6 at as 10 horas
d1 raanha menos aos domingos sobre :
1. Moleslias de olhos.
2. Moleslias de coraco e de peito.
3." Molestias dos orgos da geraco e
do anus.
O exame dos doentes ser feilo na or-
dem de suas entradas, comec.indo-se po-
rm por aquelles que soffrerera dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e p-
ticos sero empregados em suas consul-
tares, e proceder com lodo rigor e pru-
dencia para obter ceiteza, ou ao menos
probabilidade sobro a sede, natureza e
causa da molestia; e dahi deduziro plano
de tcatamento que deve destrui-la ou
curar.
Varios medicamentos serao tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeira qualidade,
- promplidao em seuselTeitos.ea necessida-
de do seu emprego urgente que se usar
p delles.
|g Praticar ahi mesmo, ou om casa dos
a, doenles toda e qualquer operaco que
H julgar conveniente para o reslabeleci-
or- ment dos mesmos. para cujo fim se acha
H prvido de urna completa collec?o de
a instrumentos iodispensavel ao medico
AGITADOR DYNAMICO.
A pharraacia homoeopathica esi longo de
preencher todas as vistas dos mdicos homce-
palhas em quanto foram os medicamentos pre-
parados mo. A forca do horaem nao po-
de ter a precisa uniformidade para Lera de-
sinvolver as propriedades medicamentosai das
substancias; ^ella vae naturalmente enfraque-
cendo medida que se vae fazendo o ttaba-
lho da dynamisacao: e por essa r*zo que
numerosas vezes accontece que duas prepancoes
de acnito, por exemplo, da mesma dynami-
sarao, feitas pelo mesmo homem, no mesmo
dia, ou era dias diversos, ou feitas por dous
homens differentes, n3o produzem o mesmo re-
sultado era casos anlogos de moleslias; urna
desinvolve urna acgo mais prompla, a outra
urna acQao mais lenta.
Alm disso, sendo essencial para a regu-
laridade das dynamisafes que cada diluigSo
tenha um numero certo de abalos ou vaicole-
ja^oes, para que nao aeconteca que pelo escesso
ou pela insufficiencia d' estas percam os medica-
mentos as propriedades que lhes sao assignala-
das, ouque convem cada dynamisajao, nao
se podo isso obter as prepararles feitas mao
porque o numero de abalos sempre maior ou
menor, d' onde evidentemente resulta um effeito
tambem maior ou menor, e por conseguinte
duvidoso na appliccao do medicamento ; se os
abalos sao insuficientes nao se desinvolvem
todas as propriedades convenientes dynamisa-
$ao que se quer fazer, e se sao de mais, desin-
volvem-se algumas das propriedades da'dyna-
raisacao superior, com perda certa de muits
das que convem dynamisacao que se quer
preparar, o que sem duvida tem graves incoo-
possivel engao algum.
Os medicamentos hqmceopalhicos preparados
por meio desta maquina sao os nicos que de-
sinvolvem. propriedades uniformes capazes de
curar as moleslias com a maior certeza pos-
sivel. '
Alem disso, desejando tirar de sua viagem
a Eurcpa todas as vantagens para o progresso
da homoeopalhia no Brasil, o Dr. Sabino nao
poupou esforeos para obter as substancias me-
dicamentosas dos proprios lugares, onde ellas na-
turalmente nascem, e para isso enlendeu-se com
um dos melhores* herboristas d'AUemanha, para
lhe mandar vir as plantas frescas, afim de pre-
parar elle mesmo as tinturas.
E assim que o acnito fo mandado vir dos
Alpes, a rnica das montantus da Suissa, a
belladona, bryonnia.chamomilla, pulsatilla.rbus,
hyosciamus, foram colhidas n'Allemanha, na
Franja e na Blgica, e veratrum no monte Ju-
ra, etc. etc. .
Desta sorte provida a pharmacia do Dr.
Sabino das substancias que servirara para as ex-
periencias puras de Hahnemann, descriptas na
palhogensia, acharao os mdicos e os amigos da
homoeopalhia os meios seguros e verdadeirosde
curarem as enfermidades.
OS PRECOS SAO OS SEGUINTES:
Botica de 24 tubos grandes 129 a 16
Dita de 36 > .....; 18? a 229
Dita de 48 .;.... 2i a 29
Dita de 60 ......309 a 359
N. B. Existem carteiras ricas de veludo para
maior prego.
Cada vidro de tintura avulso. : 2$
Cada tubo avulso...........1^
Caixas com medicamentos em glbulos e tin-
turas de diversas dynamisscpes (mais usadas ):
De 24 vidros com tintura e 48 tu-
bos grandes...... 4S&000
De 36 ditos dita e 56 tubos grandes 649000
De 36 ditos dita e 68 tubus grandes. 70*000
De 48 ditos dita e 88 tubos grandes. 929000
De 60 ditos dita e 110 tubos grandes 1159000
Estas caixas sao uteis aos mdicos, aos Srs,
de engenho, fazendeiros, chefes de familias
capiles de navio, e em geral todos que se
quizerem dedicar pralica da homoeopalhia,
Vendem-se tambera machinas elctricas por-
tateis, para traiamenio das moleslias nervosas.
Estas machinas sao as mais modernas e as
mais usadas actualmente em toda a Europa,
tanto pela commodidade de poderem ser trasi-
das na algibeira, como porque trabalham com
prepararles que nao sao nocivas :
Cada urna. ..;.... 505000
O Dr. Sabino ensina a maneira de se servir
desta maquina.
P^rdaii-se hontem 10 do correle desde a
ra dos Quarleia eoutras, urna dispensa para ca-
samento: quem achsrquerendo entregar traga a
esta typographia que ser gratificado.
Antonio Lopes da Cunha retira-se para o
Porto. r
O Sr. Jesuino Antonio Vianna deixou de
sercaixei-o do abaixo assignado desde hontem
do correte. Recife 10 de Janeiro de 1861.
Manoel Jos de Paria.
Urna pessoa que nao pode ir ao
Manguioho fallar ao Sr. Manoel Ephi
LINES
DE
PARTIDAS DOBRADAS.
O ensino prallco de escripturacao commercial
por partidas dobradaa e de arilhmelica, dirigido
pelo abaixo assignado, contina a funecionar re-
gularmente as quarlas e sabbados de cada se-
mana, das 7 horas s 9 da noile.
As pessoas que desejarem ter conhecimento de
qualquer das referidas materias, queiram dirigir-
se casa do aonunciaote, na ra Nova n. 1, se-
gando andar, nos dias e.horas cima designadas.
E lo claro e fcil o systema de escriplurar 09
livros mercanli por partidas dobradas, que s as
pessoas desfavorecidas do menor grao deintelli-
gencia sero capazes de nao rconhecerem a ver-
dade do expendido logo as primeiras licoes que
receberem do abaixo assignado.
M. Fonseca it Medeiros.
Carvalho, Nogueira C.
Sacio qualquer quantia sobre Lisboa e Porto :
no escritorio da ra do Vigario n. 9, Io andar.
CONSULTORIO
DE
Joo da Silva Ramos,
Medico pela aniversidade de Coimbra.
Tendo de passar algum tempo no si-
tio dos Buritis na estrada do Arraial,
meu consultorio estara' aberlo todo* os
dias das 9 horas as 11 da manhaa e da
. 3 as 5 da tarde. As pessoas que man-
genio da Silva, roga lhe queira annun- darem procurar-me, terao a bondade
ciar onde o pode procurar nesta cidade de dirigir os chamados por escripto pa-
visto nao ser permittido fallar se-lhe na : ra a loja de louca defronte da casa de
alfandega. [minha residencia na ra Nova.
Notas
de 5#000 e de 1#000 de urna
figura.
Dentista francez.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
j rangeiras n. 15. Na mesma casa tem
$ agua e p dentifico.

spassa-se a renda do engenho Ucha.
marac.
Trocam-se estas notas por gneros, no estabe- f.i iL ^z" de ,Afo8ad9. pouco mais de
lecimento de Sodr & C. ra estreita do Rosario i^i8^" .dls,ante desta P"C. este eogenho-
n. 11 ; tambem se veodera as bellas uvas de lia-i 2 m bo" lerras boas mat88. muito
bom de agua com a nova obra que se fez, tem
'grande casa de vivenda e concertada de novo ;
:safreja de dous a tres mil pes
queira plantar, pois tem trras
, isso : quem o pretender, procure ao major Anto-
nio da Silva Gusmao, na ra do Queimado,
n. 41, ou no mesmo engenho.
Manoel Ignacio de Oliveira & Fiiho
sobre Lisboa e Porto : no largo
Roga-se ao Sr. Candido Theoooro Ro-
drigues Pinto ou Mendes que venha bus-
car o seu penhor na loja da ra do Pas-
seio Publico n. U, do contrario ser ven-
dido para pagamento.
e mais que se
suiTicientes para
loja
MBMOMSaBMgg
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das loteras manda declarar
que se achara a venda no escriptorio das mes-i
mas os bilhetes da lerceira parte da primeira lo- '
twia da igreja doSenhorBom Jess dos Harly-
rios desta cidade cujas rodas deverao andar im-
preterivelmenle no dia 19 de Janeiro prximo fu-
turo.
. J'jhesouraria das loteras 22 de dezembro de
1860.O escrivo, J. M. da Cruz.
escriptorio.
sacaos
do Corpo Santo,
CASA DE SALDE
DOS
Precisa-se
n. 23.
de urna ama: na ra Bella
Aluga-se o sobrado amarelloe sitio na Pon-
te de Ucha junto ao mesmo sobrado: trata-se
com Ignacio Luiz de Brito Taborda, ou na ra
do Crespo n. 14, loja.
,o~ A,1^88"88 a loJa do sobrado da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mearoo obrado.
bspecialidade de retratos em pao encera-
do para se remetieren dentro de cartas. Ti-
rarn-se no eslabelecimento photographico de F.
villela, ra do Cabug n. 18, sobrado, entrada
pelo paleo da matriz.
William Sippin esuaseohora subditos io-
glezes reliram-se para o Haranho.
Precisa-se de um caixeiro para taberna e
que seja zelador de sua obrigaco; em For* de
Portas n. 92, ra do Pilar.
Precisa-so da quantia de 8l0j por 4 mezes
pagando-se de juros 2 por cento ao mez, e dan-
do-se em hypotheca um escravo pardo, moco
cozmheiro. bonita figura ; ficando porm o dito
escravo na mao da pessoa que precisa do diohei-
ro, para o que a dita pessoa pagar, alm do
juro mais 10 por mez como aluguel do escravo
quem quizer este negocio annuncie para ser pro-
Giovani Florensano, Gunsoppe Florensano
PasqualeFsranoeVencurgo Guida seguem para'
o Rio de Janeiro.
.iPedJ?*8 le dezembro prximo passado,
isa, bas-
. espiro, e
um rio que vai ter Olinda ; como nao dissesse
qual sitio e quaudo o tenha anda para vender
qaeira fazer o favor de o repetir com a indicarlo
precisa do sitio, para ser procurado, e ver se
ao agrado de quom precisa.
Jos Baplista da Silva Guimaries retira-ae
para ra da provincia.
Roga-se aos Sr*. Francisco Xavier de S
Joaquim Carneiro Lelo, Domingos Ferreira de
Oliveira, que tenham a bondade do comparecer
na roa da Imperalriz n. 54, a negocio que os
mesmos senhores nao ignorara.
Sita em Santo Amaro.
Este estabelecimentocontinua debaixo da administrado dos pro-
prietarios a receber doenles de qualquer natureza ou cathegoria que
O zelo e cuidado all empregados para o prompto restabelecimen-
to dos doentes e geralmente conhecido.
Quem se quizer utilisar pode dirigir-se as casas dos proprietarios
resna ra Nova, ou entender-secom o regente no esta-
more
tabeleciment
Reforma de presos.
Escravos. -..... 2#000
Marujos ecriados..... 2^500
Primeira classe 3j| e. 3#500
As operaques serao previamente ajustadas.
erum sitio na estrada do Arraial com casa, bas-
s commodos. fructeiras, baixa de ~ -
CONSULTORIO
DO
med ro copar teie operador. 9
3 RA DA GLORIA, CASA DO I 1 \ I>VO 3
CU nica por ambos os sys temas.
O Dr. Lobo Moscoso d consullas lodos os dias pela manhaa, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao s para acidada, como para o engenhos
ou outras propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manhaa e em caso
de urgencia a outra qualquer hora do dia ou da noile, sendo por escrintoem que se declare
o no rae da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos easos que nlo forera de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife do-
derao remelter seus btlheles botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
ltvros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casado annuncianleachar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos nomeopathteos ja bera conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes.........'. 10*000
Dita de 24 ditos........;........159000
Dita de 36 ditos.................209000
Dita de 48 dito............".,".!"." 259000
Dita de 60 ditos................ 309000
Tubos avulsoscada um.........: icoo
Frascos de tinturas. ; ;..........2000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzidoem porluguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Moraes. ........ 69000
sn
[Sedulasde 1,000 e de!
o de urna figura.
Trocam-se estas sedulas sem descont
por fazendas que vendem-se por baratis-
9lnOS P?08. Da rua do Crespo loja ama-
relia n. 8 de Leandro Lopes Dias succea-
sor de Antonio Francisco Pereira.
Fazendas finas.
Vendem-se chapeos de seda de muito
boro gosto a 15 e a 25, vestidos de se-
dd de muito bt>m gosto a 40$, 50 e 808,
dilosde barege e aze a 10, ditos de
cambraia branca bordados (multo ricos)
chaly e barege a 500 rs. o covado, or-
gandisde muito bom gosto a 800 e 90O
rs. a vara, basquinas de fil com ricos bi-
cosde seda a 3, lalhos com bicos para
vestidos de senhora a 500 rs.. camisas
com pellos e punhos de linho a 30 a du-
zia, gollinhas bordadas para senhora a
1. mussulinas de urna s cor a io rs
o covado e m uitas outras fazendas de bom
gosto que se vendera por metade de seu
valor na rua do Crespo loja amarella n.
8 de Leandro Lopes Dias successor de
Antonio Francisco Pereira.
O artista americano
O artista americano
O artista americeno
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3$
Tira ra tratos por 3$
Tira retratos por 3jJ
Tira retratos por 5^
Tira retratos por 3#
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
A. W. Osbom, o retratista america-
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos & arte.
Como tambem um grande ornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
qnirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto $ob condicOes muito
razoaveis.
Os cavalheirose senhoras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimens do que
cima fica anunciado.
Vice-consulado pontificio
em Pernambuco.
O vicecnsul avisa aos subditos da
nacao que representa e a todas aquel-
las pessoas qne quizerem enviar um
bolo para o dinheiro de S. Pedro, a
irem levar ao escriptorio do consulado
o que houverem de depr nessa bolsa,
certosdeque sera' remettido o produc-
to dilectamente ao Exm. Sr. cardeal
ministro dos'negocios estrangeiros, com
o discurso de apreientatjao, que sera'
publicado, bem como a lista dos subs-
criptores, pelos jornaes desta capital.
Vice consulado-pontificio, em Per-
nambuco, rua do Trapichen. 40, 4 de
janeiro de 1861.
Thomaz de Faria.
Aeneao.
Antonio Thomaz Pereira avisa a todas as pes-
soas que lhe sao devedoras de lhe saldarem sua*
contas at 30 do correle por o mesmo ter obr"
gacoesa curopnr; do contraro cobrar judicial-
mente. v '
Aluea-se urna ama lorra ou cap-
tiva para casa de familia : na rua da
Cadea do Recife n. 53, terceiro andar.
nhirC.Sma Jo"'luina d6 L'ma Nunes. professora
publica, nomeoda para reger interinamente a au-
la da freguezia de S. Frei Pedro Goncalves. acha-
se com aula abena na rua da Madre de Dos, casa
seu
O Dr. Casanova
pode ser procurado lodos os dias em
consultorio especial homeopathico.
30-Itua das Cruzes30
Nesle consultorio tem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (as tinturas) por Ca-
lellan e Weber, por pregos razoaveis
Os elementos de homeopalhia obra re-
commeodada intelligeocia de qualquer
pessoa. H H
Precisa-se de urna ama para cosinhar para-
duas pessoas, paga-se bem, na rua dos pescado-
Joao Mara Loreli. Brasileiro, retira-se pa-
r fra do imperio. r
abaixo assignado|avlsa ao respeilavel pu-
blico que ninguem faca negocio de qualquer na-
ureza que seja com a parda Jaciulha que per-
tenco ao casal da fallecida D. Rosa Mara da Con-
ceicao por eslar cora urna accao em juizo para a
manulencao de sua liberdade, e para ninguem
se chamar ignorancia, faSo esta declaracao
Francisco Maciel de Souza.
Gustavo Sander.ourivesallemo, avisa ao
respeilavel publico, e particularmente a seus nu-
merosos freguezes, que mudou o seu eslibeleci-
mento de ourivesaria do aterro da Boa-Vista para
.Cn' f 9Vloja aonde 8chrao rape
prompto a fazer obras para brilhantes ou pira
outras quaesquer pedras. assim como toda a Su
idade de obras de sua officina. No seu novo es!
las?ran^meDlH ha um bell "'limento do obra-
estrangeiras de ouro de lei e de qualidades aun
se vendem a precos mui mdicos. ""UBUes 1u
P .-.
Freeisa-se engajar a compra de tra-
pos proprios para o fabrico de papel -
quem se quizer encarregar deste forl
necimento dirija-te a ruada Cadeia do-
Recife escaiptorio n. 47, para contratar.
Precisa-se alugar urna escrava de
boa conducta e que saiba cosinhar com
pereico: a tratar na rua da Cadeia da
Reciten. 47, primeiro andar.
JosPerejra da Cunha & Filhos-
sacamsobre a cidade do Porto.
O encarregado da testa do glorio-
so martyr S. SebastiSo na matriz da
yilla do Cabo, declara que por motivos
independentes de sua vontade tem ad-
diado a mesma festa para o dia 5 de
fevereiro prximo uturo,


DIARIO DE PE1NAMBCO. SABBADO 1 01 JANEIRO DE 1861.
d)
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA (PABKOLKIA O m> IT^WiSIN
MELORADO E FABRICADO SOB ADIRECCAO' DO DR JAMES R. CHILTON
mico e medico celebre de New York
1
EX-
GRANDE SUPERIORIDADE DO
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DB
SALSA PARRILHA
Explica so pelo seo extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
sangue.
Cada um sabe qua a saude ou a infermidade
depende directamente do estado desle floido vi-
tal. Islo ha de ser, visto o partido importante
que tera aa economa animal.
A quaulidade do sangue a'um hornera J'es-
tatura mediana est avallada pelas as primeiras
autoridades era vinte a oito arralis. Em cada
pulsacao duas oncas sahera do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de quatro minutos. Urna dis-
posicio extensiva tem sido formada e destinada
cora admiravel sabedoria a destribuir e fazer
circular esta correrte db vida por todas as
partes da organisago. Deste modo corre sera-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
f otile de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguraa se emprenha
de materias ftidas ou corrompidas, diffunde
cora vslocidadb elbctrica a corrupco oas
mais remotas e raais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veias, e pelos vasos capillarios,
atcala orgao e cada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulado evidentemente se faz ura engenho
poderoso de doenca. Nao obstante pode tam-
bera obrar cora igual poder na criaco de saude.
Estivas jo o corpo infecionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glan lutoso, ou muscular, se smente o san-
gue poto fazer-se puro e saudavel ficar superior
a doenoa e inevitavelmente expellir da cons-
lituigao.
O grande raanancial de doenca entao como
-i1 aqui consta no FLUIDO circulante,e nenhum
medicamento que nao obra directamente sobreel-
le para purificar e renova-lo.possue algum direi-
to ao cuidado do publico.
O SANGUE 1 O SANGUE i o ponto no qual
se ha myster fixar a attenco.
O ORIGINAL E O GINUINO!
AO PUBLICO.
New-York, ba vemos vendido durante muilossjn- H ASKELL & MERRICK, 10 Gold Street,
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideramo-lo ser o extracto original e ge-
nuino de salsa parrilha do Dr. TownseneV o
qual primeramente sob este norae foi apeeen-
tado ao publico.
BOYD A PAUL, 40 CortlandtStreet.
WALTER.BTOWJNSEND.ACo,2l8 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 'Maiden Lan*
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden'Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R.B. HAV1LAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, ROBINS & Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86 William Street.
WM. UNDERH1LL, Junr, 183 Water Street.
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAT & Co, 4 Flelcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Folton Street.
SCHIEFFELIN, BROTHEB & Co, 104 &
10G Jobn Si.
LEWIS & PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK S CO, 110 Broadway,
10 Astor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Streat.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Streot.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I. MINORA CO. 214 Futon Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPHE TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortlandt
Street.
HAYDOCK, C0BLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDUSER, 178Greenwch
Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOS A ARYORE E SUAS FRU-
TAS i
B IGUALMENTE
Conhectmos -um Medicamento not seut Effeito.
O entrado convposlo de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend esta
0 MEDICAMENTO DO P0V0"
Adata-so Uto maravilhosamente a constituie^o
que pode ser ulisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E; DEB1L1DADE,
fortalece; .
ONDE E'CURRUPCAO,
purifica; .
ONDE HE PODR1DO,
* ALIMPA.
Este medicamento celebrado que to grandes
servicos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das mas Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspeccao directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade deNew-York, cuja cer-
tidao e assignatura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL ;E GENUINO
extracto composto de SALSAPARRILHA
DO DR. TOWNSEKD-
O gmande purlcador to sangue
CURANDO
A Hydbopesu.
A Impingb
As Ulceras,
O Herpes
A Hertsipela,
A AdstriccaOdoven-
TRE,
As Alporcas
OsEffeitosdoazou-
gue,
Dispepsia,
As Doencas,de figa-
DO,
O Rheumatismo,
As Cuacas
A Drdilidade geral*
AS DOENCASPE PELLE
AS BORBULHAS NA CA-
RA
AS ToSSESt,
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
OExlraclo acha-secontidoemgarrafas quadra-
das e garante-se ser mais forie e melhor em to-
do o respeito a algum outro purificador do san-
gue., conserva-se em todos os climas por cor-
to sspaco de lempo.
Dr. Townsend tem a assignatura e a certidSo do Dr. J. R. Cblilton, na capa
rOLMiflMAS M I86fl.
Acham-se yenda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesta
typographia
Folhinha de porta ou KALENDARIO eclesistico e civil para o
bispado de Pernambuco........... 160 rs.
Dita fie algibera contando alm do kalendario ecclesiastico e civil,
explicado das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do comruercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, prowociaes e- municipaes, ao
que se juntou urna colleceao de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entretenimento da mocidade. 320 rs.
Ulta (lita coatendo alm do kalendario ecclesiastico civil, expli-
carlo das feslas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do coraraenio ; ditas des impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-sc, e conungar, e os officios que a
igreja eostuma celebrar desde domingos de Ramos, at
sexla-feira da Paixo, (em porluguez). preco..... 320 rs.
Vitado altnanah civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao preco de: ....... 15000
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e fizeram-se muitas alteracoes, sendo a corree-
cao a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias soffre mudancas) acrescentando-se a nu-
meraco dos estabelecimentos commerciaes e industriaos ;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupaco do individuo de quem se quer
saber a residencia.
5S0OO
10SC00
15J0C0
15g000
20s00O
O Dr. Joaqun da Silva Gusmo, medico l-
timamente chegado a esta capital, pode ser pro-
curado para o exerclcio de sua prosso, na ra
Imperial n. 64.
LO Tiltil
DA
Terrenos de marinha.
O 2. lente Agrimensor, novamenle convida
os Srs. Benlo Jos Ramos de Oliveira, Manoel
Alves Guerra e Dr. Joaquim Antooio Carneiro da
Cunha Miranda, por si ou por seus procuradores,
a comparecerem na casa de sua residencia, Da ra
Direita n. 74, para se lhes marcar o dia era que
leem de assislir a medicao, demarcado e ava-
liaQao dos terrenos de mariuha que lhes foram
coucedidos.
PROVINCIA. Irmandude de \. S. da
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
Cada garrafa do original e genuino exlractu do
exterior de papel verde
No esariptorio do proprietario, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 21 escnptoricl. andar, tern-
era na blica da ra Direita n. 88 do Sr. Paranhos._____________________________________________________________________
lEosino de msica.
Offerece-separa leccionar solfejo.comotam-
bema tocar varios instrumentos; dando.as li-
c6esdas7horass9 1 \9 da noitera tratar a ra
da Roda n. 50.
O Sr. alferes Thome G. Vieira d
Lima, queira drigir-se a esta typogra-
phia, que se lhe precisa fallar.
Na ra do Torres n. 16, primeiro andar, ha
para alagar-se um escravo parda e bem moca.
Lotera da provincia.
OkSr. thesoureiro das loteras manda declarar
que mudou o escriplorio das mesmas loteras da
ra do Imperador para a do Crespo n. 10. The-
souraria das loteras 9 de Janeiro de 1861.
Com o descont de 5 OO trocam-se as se-
dulas de 19 e 55. das que so podem ser trocadas
no thesouro geral desta provincia, com o descon-
t de 10 Oi, na travessa da Madre de Dos n. 17,
das 8 horas da manhaa s5 da larde.
Jos Arthur Pinto de Abreu rctira-se desta
CASAD
Assignatura de banhos fros, mornos.de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. I.......... 109000
30 cartder o-tra os ditos banhos tomados em qualquer tempo...... 159000
15 Ditos dito dito dito .;.... 000
7 ...;.. 4000
Banhos ts ulsos, aromticos, salgados esulphurososaosprecos annunciados
Estareduc^ao de prec,os facilitar aorespeitavel publico ogozo dasvantagens queresullam
da fTequenciadeura esiabeleciment de urna utilidadeincontestavel,masque infelizmente nao
estando em nosso hbitos, ainda pouco conhecida e aprecia da:
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas imperiaes Aevanea.
Esteexcelente fumo acha-se depositado, direlamenle na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
'CAMBOA DO C\FIMO, o qual se vende por masgos de 2 hectogramos a l?>000eem porcode
10 masaos para cima com descont de 25 porcento ; no mesmo eslabelecimento acha-se lambern
i verdadeiro papel de Iin-ho para cigarros.
EAU MINERALE
NATRALLEDE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22
Remedio afallivel contra as agoorrhas antigs e recentes.
nico deposito na botica franceza, ra da Cruz a. 22.
Prego do frasco 33000.
provincia.
MMOID
Scientificam aos seus amigos e freguezes desta e d'outras
provincias, que mudaram o antigo eslabelecimento defa-
zendas que tinhain na ra do Crespo n. 13 e do Imperador
n. 36, para o bem conheicdo sobrado amarello, na esquina
da ra do Queiniado n. 31, propriedade do Iilm. Sr. com-
mendador Magalhes Bastos, onde continuaro a ter o mais
completo sortimento de fazendas de todas as qualidades
para venderem por mdicos precos em grosso e a retalho.
SOBRADO AMARELLO
ESQUINA DA RA DO QUEMADO N. 31.
* Na ra do Vigario, casa n. 7, ou na da Ca-
deia n. 20, desoja-se fallar com o Sr. Jos Perei-
ra de Oliveira Reino, natural da villa de Abran-
tes, em Portugal, e que em 1855 ou 1856 mora-
va na ra do Collegio desta cidade do Recife. ,
Attenco.
Aluga-se urna muleca de idade de 13 annos,
muito fiel, que faz todo o servico de urna casa,
muito zelosa e carinhosa para meninos, com a
condlQo de nao sabir a ra : a tratar na ra es-
treita do Rosario n. 82, segundo andar.
Oabaizo assignado prcriue ao publico que
ningoem contrate com a Sra. D. Carlota Estrepe
Pereira a compra da casa terrea sita na ra do
Brum n. 2, e de mais 2 escravos, porque dita ca-
si e escravos nao pertencem a mesmasenhora,
mas sim foram dados no Inventario e partilhas
que se precedeu dos bens de seu finado marido
Manoel Jos Pereira, para pagamentos de seus
credoresde seu casal, emcujo numero se acha o
abaixo assignado, que protesta desde ji annullar
ditas vendas, no caso de serem effecluadas. Re-
cife 7 de Janeiro de 1861.
Luiz Antonio de Sauza Ribeiro.
PIANOS
J. Laumonnier, havendo sahido de casa do Sr.
J. Vignes, olTercce-so para tudo quanlo diz res-
peito sua arte, como seja, afinar e concertar
pianos, orgaos de igreja, harmnicos, etc., em
sua oQicina, ra da Gadeia do Recife n. 11, pri-
meiro audar.
ao senhor que hontem pelas 11 horas do da es-
tove na ra da Seozala, e ahi manifestou sua ha-
bilidade, talvez por brincadeira, queira apperecer,
pois do contrario ser publicado seu nome por
este jornal, declarando-se lambern qual a habili-
dade prallcada, o que bom evitar cm lempo,
quando nao queira ir em pessoa concilar-se :
pede-se que o faca por meio de urna carta ano-
nyma.
Aluga-se o sobrado de dous andares e so-
laoda ra Imperial n. 169 : a fallar na ruada
Aurora n. 36.
Urna senhor a casada, com pou-
cos ilhos, e j maior, natural e residen-
^e em Uamburgo, mas que esteve no
Brasil, acceita dous on tres meninos ou
meninas para educar com todo o esme-
ro e por con dicues rasoaveU ; a fallar
na livraria n. 6 e 8 da praca da Inde-
pendencia, onde se daro todas as n-
tbrmaqoes.
______ NO
Trovador.
O proprietario deste eslabelecimento desojan-
do por todos os modos a seu alcance corresponder
a bondade de seus freguezes, mandou vir de Pa-
rs um primorosobuhar de mognoe o tem a
disposicao dos amadores desso bello passa lempo
a todas as horas do dia e da noile. Espera que
seus freguezes o amadores nao dezarao de fre-
quentar constantemenle o seu eslabelecimento,
concorrendo assim para que seus exforcos sejam
coroados de bom xito. Ra larga do Rosario nu-
mero 44.
JosMoreira
O Sr. thesoureiro das loteras manda declarar
que se acham exposlos a venda os bilhetes da
lerceirs parle da primeira lotera da irmandade
do Senhor Bom Jess dos Marlyrios desla cidade
cujas rodas deverao andar imprelerivelmente no
dia 19 de Janeiro prximo futuro.
Thesourana das loteras 22 de dezembro de
1860.Jos alaria \ Cruz, escrivo.
Na cocheira de mnibus de Claudio Dubeux
existem recolhidos dous burros, ignorando-se a
quem perlencem : quem fr seu dono pode pro-
cura-Ios.
Nova pauta ou tarifa da
alfandega
Ne livraria da praca da Independen-
cia n. 6 e 8, existe a nova tarifa que
tem deexecutar-se a 9 de fevereiro, a
qual sera' mostrada aos Srs. assignantes
do Diario, que a quizerem consultar em
qu3nto n3o chegam algum para vender.
Aos consumidores de gaz.
A empreza da illuraiua^o
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregaren! aos seus machiuis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Boa-Viagem.
Em face dos arls. 14 e 15 de seu compromisso
sao convidados os irmaos desla irmandade para
que compsrec.ara no dia domingo 13 do crreme,
as 10 horas da manha, aflm de darem cumpri-
mentoao que determinam os preditos arligos.
O secretarioJ. I. Comes.
Precisa-so de urna mulher maior de 30 an-
nos, que lenha exemplar conducta e sem ilhos,
o que seja inleiramenie desembarazada e inde-
pendente, para se encarregar da regencia de urna
casa de familia e de homem casado : quem esli-
ver nestss circunstancias, dando conhccimenlo
por pessoa fidedigna de sua boa conducta, diri-
ja-se a casa terrea sita no pateo do Paraizo desla
cidade n. 4, que lhe dir quem assim o pretende.
Aluga-se um escravo pardo proprio para
criado ou cousa semelhnnte : quem delle precisar
dirija-se ao oilo da matriz de Santo Aulonio nu-
mero 16.
Aluga-se
o primeiro andar do sobrado n. 47 da ra da Ro-
da, proprio para homem solleiro ou pequeua fa-
milia : na ra Augusta n. 94.
Os abaixo assignados fazem scienle que fin-
dou se o seu contrato de sociedade nes>a data, o
Sr. Adolpbo Muller deixou de ser socio da firma
Kalkmann Irmaos & C. Renta 31 de dezerabro
de 1860. Kalkm?no Irmaos & C. Adolpho
Muller.
Roga-se aos Srs. Francisco Jos
Coelho que ja teve armazetn no beco da
Boia no Recife, queira ter a bondade
de comparecer na praqa da Boa Vista
n. 16 A, am de dar contas do que
Vmc no ignora o que Vmc. venden e
recebeu e at o presente nada de contas.
Aos pais de familia.
O bacharel formado Amerito Kernandes Tligo
de Loureiro tem aberto o seu curso de algumas
materias preparatorias para a Faculdade de Di-
reito do da 15 do correte mez em dianle, na
casa de sua residencia, ra da Saudade n. 9, das
9 horas da manhaa ao meio dia ; e prupe-se
igualmente da mesma dala em dianle a lomar li-
Coes das mesmas materias por casas particulares,
das 4 s 8 hoias da tarde ; prometiendo a sfus
alumnos ventajoso approveitamenlo do seu roe-
ihodo de ensino, por ter para isso razes funda-
das na experiencia de mais de dous annos, e at-
iesadas por pessoas dedignas. ciijos ftlhos teera
sido por elle leccionados : quem de seus servi-
cos quizer approveilar-se. dirija-so i mesma ca-
sa, as mesmas horas da manhaa. As mensalida-
des sao asseguinles. pagas adianlado.
Em fu ca3a.
Cada alumno de cada materia
Em casas particulares.
Lada alumno de cada materia
C^da alumno de duas materias
Dous alumnos da mesma materia
Tres alumnos da mesma materia
Dahi para cima, e em collegios, confrmese
convcncionar. Licoes dianas, excepto aos do-
mingos e das santos, e qminlas-feiras das sema-
nas em que nao houver algum dia santo.
Aluga-so para escriplorio urna sala com
umquaito era primeiro andar, que seja sito em
alguma das seguimos ras : Queimado. larao do
Collegio, Imperador, Crespo, Cruzes, Cabug,
larga o estreita do Rosario ; quem lier para alu-
gar anouncie, ou dirija-so 4 loja u. 21 da ra do
Queta ido.
Prcci8a-se de ura professor habilitado para
ensinar primeiras leltras duas meninas em casa
do pai d ellas ; quem a islo se propozer, dirja-
se S ra do Hospicio n. 17, onde se indicar a
pessoa que o procura
John Duran!, sua senhora e urna crauca,
retiram-se para Europa.
Madama Millochau Buessar avisa as sonho-
: ras. que recebeu chapeos de cores e de luto para
! senhoras, ditos para meninos e menina?, de seda
e de palha ; ricos manteletes prelos da uliima
. moda, um lindo sortimenlo de capellas de flores.
| com caixos tanto de cores como para noira, en-
fetes para caboga, fcollinhas e manguitos de di-
versas qualidades, rico sortimento de bicos de
Monde e fitas de seda e mais o que concerne o
toilette elegante das senhoras.
Precisa-se fallar ao Sr. Antonio da Silva
Ferreira ou seus herdeiros (se por ventura for
morlo) acerca do solo da casa lerrea da ra dos
Copiares n. 12. na ra do Livramenio n. 27.
Prerisa-se fallar aos Srs. Manoel Garca de
Souza Ramos e Joao Joaquim Eugenio Ayres, a
negocio de seu interesse: na ra Nova n.52, laja.
Francisco Augusto de Mello e Manoel Cor-
deiro, subditos porluguez reliram-se para o Rio
de Janeiro.
HA $IWM
Hotel estrella do sul.
Na estaco da villa da
Escada.
Antonio Flix Pereira, autor do primeiro hotel
em Santo Amaro de Jaboatao, snimado pelo aro-
Ihimeuto que sempre leve em dilo eslabeleci-
mento, econhecendo a neressidade de que tem
a Ilustre passagem da estrada de ferro de acha-
ren! um commodo e sceiado descanso na csiaro
da escada, tem a honra de avisar ao publico que
vai abrir um novo hotel nesse lugar, sob a deno-
minagao deEstrella do Sule espera nao s de
seus patricios, como tambera dos senhores estran-
geiros que lhe prestaro sua concurrencia, afim
do que se nao offusque o brilho dessa estrella.
O annuncianlo de sua parte empregar lodo o
zelo e aclividade de que tem dado proras, afim
de que seus freguezes sejam servidos com promp-
ti-lao, aceio e affnbilidade ; em quanto aos pre-
cos o aiiBuncianle ainda os nao pode fixar, visto
como dependem de muilas circumslancias, c
principalmente da concurrencia ; mas o annun-
ciante nao desejndo enriquecer, promelte levar
somente a jusla paga do seu trabalho.
Tambem se encarrega de aprompiar qualquer
encomraenda de massas, bandejas, etc., etc., pa-
ra o que se entenderao ospretendenles com o Sr.
Joaquim Antonio da Silva, na ra Direita do Re-
cife, ou no mesmo hotel : o dia da abertura ser
previamente annunciado.
- 1.
Saques.
Luiz Antonio Sequeira, ra da Ca-
deia n. 20, saca sobre Lisboa por qual-
quer quantia que os pretendentes pre-
cisarem aos prazos e cambios qne se
convencionar.
VIA FRREA
mm
DO
LIMITADA.
ABERTURA DA SEGUNDA SECCAO AT A ESIADA.
Do dia 3 de dezembro de 1860 at outro aviso a partida dos
trens ser regulada pela tabella seguinte :
Lopes
mudou o seu eslabelecimento da casa amarella
da ra do Queimado para a ra do Crespo, para a
loja que foi do Sr. Santos & Rolim n. 13, e ar-
mazem na ra da Imperador, outr'ora ra do
Collegio d. SO.
estacOes.
Cinco Ponas....
Afogados.........
Roa-Viagem......
Prazeres.........
Pont<*zinha.......
Ilha..............
Villa do Cabo.....
Ipojuca..........
Olioda............
Timb-Ass......
Escada (chegada).
Tren* para o interior.
DAS DE TRABA-
LHO.
MANHAA.
ESTAFES.
Escada...........
Timb-Ass......
Olinda............
Ipojuca..........
Villa do Cabo....
Ilha...............
Pontezinba.......
Prazeres.........
Boa-Viagem.....
Afogados.........
Cinco Ponas (che
gada.]..........
8
8
9
y
9
9
10
10
10
10
llar. Mili.
8| 30
40
50
15
25
40
20
35
50
TARDE.
Hor.
A
4
4
5
5
5
5
6
6
6
6
Min.
3(1
t
50
^
25
40
20
35
5(1
DOMINGOS E DAS
SANTOS.
MANHAA.
Hor
7
7
7
8
8
8
8
9
9
9
Min.
30
40
50
15
25
40
20
35
50
TARDE.
Precos de bilhetes.
VIAGENS S1NGE-
LAS.
Trens do interior.
I.
400
1200
1400
2400
2700
3400
4500
5300
6000
6500
2.'
300
900
1100
1900
2200
2700
3300
3800
4300
4500
3.a
200
VIAGENS DE IDA
E VOLTA.
1.'
00
5(10. 1800
600 i 2000
1000 3600
UOOJ 4000 3200
1400 5000 4000
500
1400
1600
2600
2000
2300
2600
30"0
6900
8000
9000
10000
5000
5700
6500
7000
DAS DE TRABA-
LHO.
MANHAA.
flor. [Mi.
45
5
20
35
15
25
40
50
10
TARDE.
Uor.
1
2
2
2
3
3
3
3
3
4
Min.
45
5
20
35
15
25
40
50
DOMINGOS E DAS
SANTOS.
M4NIIA.
Uor.
10 7
Min.
15
25
40
50
10
TARDE.
Hor.
3
4
4
4
5
&
5
5
5
6
6
Min.
451
5
20
35
15
25
40
50
10
Precos de bilhetes.
3.
300
800
900
1500
1700
2100
3000
3V)0
3900
4500
VIAGENS SINCE
LAS.
1.a
700
1400
2100
3200
2.a
500
1000
1500
2200
3800! 2800
4400 3100
5000 3800
56O0 4000
6000 4300
6300 4"iOO
3.
VIAGENS DE IDA
E VOLTA.
1."
300 1000 800
600 2100 1500
900 3200 2200
1400 4800 3300
1700 5700 4200
1900 6600 4600
2300 7900 5700
2400 8100 6000
2700 9500 6800
2."
3000 10000 7000
3.a
500
900
1400
2100
2500
2800
3400
3600
4000
4500
AssignadoE. U Bramah,
Superintendente.
Atsg .
Vicente Nunes da Serra faz ver ao respeiUvel
publico, que nada deve, porro se alguem se jol-
gar seu credor. queira apparecer na loja do fi-
nado Antonio Francisco Pereira para ser pago.
Os abaixo assignadog fazem scienle ao res-
pelarel publico e principalmente ao corpo do
cummercio, que dissolveram amigavelmento no
dia 31 de dezembro de 1860 a sociedade que ti-
nham na taberna do Forle do Mallos n. 16. quo
gyrava debaixo da firma de Silva & Branco, flean-
do a caryo do socio Brinco lodo o activo o pas-
sio por elles extrahidos al esla data. Recife
9 de Janeiro de 1861.Jos Manoel da Silva..
Andr BraDco.
Attenco
Roga-se ao Sr. Jos Norato de Medeiros o fa-
vor de vir a ra do Imperador n. 14, a negocio
que o mesmo senhor nao ignora.
AttencAo.
Urna pessoa que tem de se retirar para fra da
cidade, tera para vender um candelabro de vi-
dro 3 pares da lanteruas lambern de vidro, 1 me-
sa redonda, 1 oia para jantar, 1 sof e algu-
mas cadeiras sendo de amarello em bom esta-
do, a pessoa que pretender dilija-so a ra do
Cabug n. 2 C._j
Attenco.
Precsa-se alugar ura sitio perlo' da praga :
quera quizer aluga-lo. dirija-se a ra de Apollo
n. 38, armazem de assucar, a tratar.
Roga-se por favor queiram dirigir-se ra
do Cabug, loja n. 11, a negocio os senhores:
Jos Cecilio Carneiro M. Jnior.
Elisiario Gomes de Lima.
Dr. Miguel Luiz Vianna.
AJarcolino Aires da Silva.
Francisco Jos Alves de Albuquerquo.
Tenente Joaquim Ribeiro Guimares.
Jos Francisco Mariins de Almeida.
Itomao Gomes de Oliveira.
C'audio Baptista Barroso.
Paulina Ramos de Carvalho, vuva de An
Ionio Jos Fernandos de Carvalho, dona do esla-
belecimento sito na ra do Amorim n. 36 o
qual girava sob a Arma de Viuva Carvalho, par-
ticipa ao publico e especialmente ao respei-
tavel corpo de commercio, que os Srs. Joa-
quim Jos de Azevedo, e Antonio Jos de Sam-
paio deixaram de ser seus caixerus desdo o dii
21 do currente, continuando anda o seu esla-
belecimento sob a gerencia de seu geuro Vicente
Alves da Costa e Silva, cora quem se devem en-
tender todas as pessoas que cora o mesmo teem
tranaecsoes. Recife 24 de dezembro de 18t,rT
Precisa-se de urna senhora capaz ano
tenha todas as habillacoes necessari.Ps Lra en
5'"i8 meD,D" m Um enenho d "marca
do Rio-Formoso, por isso quem eslivor no caso
pode dirigir-se ra estreita do Rosario n 29'
que achara com quem enteoder-se. *
m D. Dina da Silva Coutinho avisa o,
W paes de auas alumnas que ha de abrir sua
# aula particular no dia 15 de Janeiro, con- m
O linua a receber alumnas externas e inter- tt
9 as e tambem meio-pensionislas em sua A
' Drl" <* P"meiro andar. Z
Precisa-se
alugar urna am* de leite de bons cot-
tumes e que nao tenha ilhos: na ra
dos Guararapes n, 30, em Fora de
Portas.


t)
DIARIO 0E ffiMAUBOGO. ^SIMADO lf D'AMlrtO D IM.
Fabrica do Monteiro,
com deposito na ra de Apollo n. 6, principia a
ter assucar crysliltsado flno pelo sysieraa Euro-
peo ; assirn como amarellinho para caf por pre-
co baralissirno.
_ Lava-se o"engomma-?e
930 e aceio : quem precisar,
Soledade, casa terrea o. 64.
com (oda a'perfei-
dirija-se a ra da
Compras.
Para acabar.
Compra-se urna escrava mo?a e do boa con-
duela, que saiba engommar e coznhar : a tralar
na ra do Scve ou Una dos Ratos, casa terrea o
i do Sr. Tiburcio.
Compram-se frascos grandes vasios de asm
de colonia de autor Lubin a 100 ris cada um
Da ra das Larangeiras n. 16.
Compra-se urna armacao
ra largado Rosario n. 12."
envidrscada: na
Corapram-se escravos.
Compram-se. vendem-se. e trocam-se escravos
de ambos os sexos e de toda iilade : na ra do
Imperador n. 79. prirneiro andar .
Compra-se era segunda mo um pardo vo-
noianas que estejam em bom estado ; na ra
Direita n. 17. fabrica de espirito.
Compram-se escravos,
de ambos os sexos, que sejam sadios e de boa
figura, com habilidades, c que sirvem para o ser-
vico de campo, de 8 a 40 annos de iiade no es-
cripinno de Francisco Malinas Pereira da Co9ta
na ra Direita n. 66.
Pecagde cambraU de flora a 3*500 a peea,
chil franceza clara e e-cura a 260 rs. o covado,
grvalas de linho i Pinoau e do selim a 500 rs.,
grosdenaple prelo a 1*900, 29200 e 20400 o co-
vado, corles de cambraia dao com 20 jardas a 3* e 3*300. e 4*900 com 22
jarda?,chapeos de sol de panno a 1*800, ditos de
fellro pira rabega a 4* e 2*800. meias para se-
nhora a 3J500. e 3*800 superior, algodao de duas
larguras a 600 rs. a vara, chales do lia oscuros
a l*8u0, brins miudos a 160 o covado, ditos de
linho puro branco flno a t$100 a vara, camisa
franceza de cores e brancas a 1*700, madapolao
a 3*300, 4*500 c 5 a peca, e outras muitas fa-
zendas que vista do comprador far f : na loja
da ra do Passeio Publico n. 11.
Vende-se a taberna sita na ra Augusta,
confronta ao chafariz n. 114.
Bom vinho de Bourgogne
Na casa do Sr. Lecomte, ra da Imperatriz n.
7, tom vinho superior em caixa de duzia, o por
preco razoavel.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba de superior quali-
dade, em porc.o e a retalho, por prego mais ba-
rato do que em outra qualquer parte : na ra do
Queimado, loja de cera n. 77.
As raelhores machinas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Singer
& C, Whecler & Wilsoa e
Slot C.
Novo sortimento
de cortes de chita franceza de padroes
inteirameute novos tanto claros como
escuros com 11 corados pelo diminuto
preco de 2#500: na ra do Queimado
n 18 A, esquina da ra do Rosario lo
ja de Jos Moreira Lopes.
Xarope peiloral brasi-
leiro.
Os Srs. Joao Souw & C, nicos possuidores
desle xarope j bem conhecido pelos seas bons1
effeilos. continuara a vcode-lo pelo prego de 1$
cada vidro ; fazem urna dilTercnga no prego aos
collegase a todas as pessoas que lomarem de 12
vidros para cima.
Vendas,
\ende-se urna moenda de buxa, cora todos
os seus preparos de moer de besta por mudar o
enaenho para agua ; ver e tratar, no enenho
lendi-raca, termo dn Bonito, ou ra do Impera-
dor n. 5o, lerceiro andar.
Vcndnm-se travs dd 30. 40 e 60 palmo I
cnxameis, rulos de sicupira com 2 palmos de lar-'
gura para carroceiros. 16 duzias de iouro, e ama -
relio i'rnchaproes : a Iralar na ra do Impera-
dorn. 50, lerceire andar. '
1#000 a libra.
\endem so pennas de orna para espadadores
naniai[(. \ igario n. 2. taberna.
Estas ma-
chinas que
sao as mclho-
res e mais
dura douras
mostram-se a
qualquer hora
e ensina-sc a
trabalhar as
casas dos com-
pradores ga-
rantindo-se a
sua boa quali-
dade e dura-
gao : no depo-
sito de ma-
chinas do
:! Raymnnrin Carlos Leile & Irmo, ra da Impe-
i ratri n. 12, ndligamenlR aterro da Boa-Vista.
HERICANO
da 16.SO00 .2S000 a troza de macinhos embrujados em chumbo-
3adeia do Recite n. 15, loja de Jos Leopoldo Bourgard
no centro commercial ra da
de
UM;
-i
Os proprietarios deste estabele-
cirneato coovHara ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do borne barajo, queso
achara em sou armazem de molhados de uovamente sonido de gneros, os melbooes que tem
rindo a este aereado, por^eram escolhidos por um ilos socios aa capital do Lisboa e por seren
a raaior parto -lellos vindos por conta dos proprietarios
Ggos eom c\vum\bar^\va
das melhores marcas que ha no mercado a 2057000 e era garrafa a 2$00O.
Figos Ae comadre
3iu caixas proprias para raimo a 19O0O.
Uavifis com aieitonas
os. mais novos que ha no mercado a 1^2000.
Sevcja branca
das mais acreditadas marcas a 59000 a duzia e em garrofa a 500.
Qneijos uamengos
recebidos pelo ultimo vapor de Europa a 39000
Qucljos parlo
das melhores qualidades que tem vindo a este mercado a 980 res a libra, e em porc,o se fa-
r algum abatemento.
Quc'ijos suisso
racontc.uente chegado e de suqerior quoledade a 9C0 reis a libra.
Chocolate
d)s melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porrao a 80 /fc.
MarmftVaAa imperial
do afamado Abreu, e de outros mais fabricantes de Lisboa emlalasde 1 a 2 libras a 800
rs., era porc,5o de se far algum abatimento.
Maca de tomate
em latas de 1 libra por 900 rs.,em ponjao vende-se a 850 rs.
Conservas francesas e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
Latas de b ;>lacYvin\ia de soda
c.ti diferentes qualidades a 19600 a latta
iVoifevxas trncelas
as mais novas que tem vindo a este mercado em compoteiras,contando 3 libras por 3900Q rs.
e em atas de 1 e I[2 libra por 19500 reis
Caix.Vnb.as com 8 libras de passas
a 39000 rs. em porco se far algum abatimento, vende-se tambera a retalhoa libra a 500 rs.
Manteiga ingleza
psrfiitamenle flor a mais nova que ha no mercado a 19000 rs. a libra, em barril se far al-
gara abatimento.
Cb perola
o mViuor que ha nesle genero a 29500 rs. a libra dito hyson a 2?000 rs.
Manteiga traneexa
a 720 rs. a libra em barril se far abatimento.
Toncinbo de Lisboa
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
era caxinhas de 8 libras com deferentes qualidadespor -49000 rs.
Tambera vendem-seos seguimos gneros, ludo recen temen le chegado e de superiores qua<
dades, presuntos a 480 rs. a libra, chouriqa muita nova, marmelada do mais afamado fabricante
da Lisboa,maca de tomate, perasecca, passas, fructas em calda, amendoas, nozes, frascos com
a-nendoas cobertas, con faites, pastilhas de varias |ualidades, vinagre braneo Bordeaux, proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, majas de todas as qualidades,
goraraa muito fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermacete barato, licores francezosraoito finos, marrasquino de zara, azeile doce purificado, azei-
tonas muito novas, banba de porco refinada e outroa muitos gneros que encontrarlo tendentesa
molhados, por isso prometiera os proprietarios veuderem por muito menos doqueoutro qualquer
promettam mais tarabam servirera aquellas pessoas que mandarem por oulras pouco praticas como
se riessem pessoalmente; rogam tambera a todos os senhores de engenho e senhores lavradores
queiram mandar suas encoramendas no armazem Progreso,que selhts affianca a boa qualidade e
o acondicionamcQto,
Linha americana a 100 rs.
de 200 jardas
branca e de todas as cores, estas linhas 2
sao fabricadas para cozer cm machinas 31
por serem muito fortes e iguses sao as j
melhores linhas que tem vindo a este M
mercado. j
Retroz e trocal preto e de
cores 1
lambem proprio para coser em machi- |j
as, vem em carreteis e vende-se-em li- 5
bra a 20 ou 2$ uro carretel de 12 em li- S
bra : na ra da Imperatriz n. 12, priuci- 2
pal deposito de machinas de coser. 3
N. b. Como existo um grande rort- St
ment destes nbjecto vende-se mesmo a
a quem nao tem comprado machina' da qj
cozer.
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Stomacal de 1830.
Precioso de 1847.
As duzias.e em caix-inhas, a dinheiro, porbo
ralo preco ; ?ende-sena ra do Trapiche n. 49,
esoriptorio.
Bolsa de tapete para
viageas.
Veadem-se mur bonitas bolsas de tapete pro-
prias para viagens, etc., etc., pelos baralissimos
precos de 5. 6 e7j> : na loja da agui* branca,
ra do Queimado n. 16:
Farirsha a 500.
Vende se no arroazura da ra da Madre de Dos
o. soceos com boa tarinha de mandioca, de-
sembarcada hoGtem, pelo barato preco de 3^300
cada saeco.
Milh novo a 4^000.
Vendem-se milho novo em saceos grandes, pe-
lo preQo cima ; no armazem da ra da Madre
de Dos n. 35.
ana do Qneimado n. S9
Loja de quatro portas
DE
JOAQIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, fazewd
muito superior com pequeo toque de mof a
6OJ0OO, ditos sera defeito a 1009000, tem um
resto de chales de toquim que estlc-seacabando
a 309000, ditos de mirir. bordados com ponte
redonda a 89000, ditos sera ser de pona redonda
a 89000, ditos estanpados com listras de seda
em roda da barra a 99000, ditos de ricas eslam-
pas a 79000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 29000, ditos sera franja e muito
encorpado a 29000, ricos manteletes de-grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfeitados a
259000, ditos muito superiores a 303OOO, en-
feitesde vidrilho prelo a 39000, ditos de retroz
a 39500, organdis da mais fina que ha no- mer-
cado a 19000 o covado, cambraias decores
de padres muito delicadosa 800 rs. a vara, ditas
de outras qualidades a 600 rs. avara, ricas chitas
farncezasde muito boas qualidades a 280 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que sepode
imaginar, peUos para camisa a 240 rs. cada urna,
cortes de casemira de cores a 69000, ditas em
pesca de quadrinhosa 49000 o covado, golliohas
de muito bom goslo a 19000, ditos de outros j
bordados ricos a 3>000, manguitos de cambraia -
bordados a 39000, tiras bordados e entrimeios
quesevendem por prego commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de criancas, ecapinhas
para senhorasa 19400 rs. o covado, oortes de
cambraias de salpicos a 59000, cortes de cam-
braia enfeitodas com tiras bordadas a-69000,
e outras muitas mais fazendas que ser dificil
aquipode-las mencionar todas
Ainda contina a estar para se vender, per-
mutar por casa nesla cidadt, e em ultimo caso,
arrenda-se a quera flzer as obras c concertos que
a casa precisar, sendo descontada a quanlia gasta
do alugud que liver de pagar, o sitio da travessa
do Remedio, na freguezia dos Afogados n. 21:
quem o pretender, entenda-se com seu proprie-
larionarua do S. Francisco, como quem vai pa-
ra a ra Bella, sobrado n. 10, ou na alfandega
aoode empregado.
Vende-se urna morada de casa
terrea na ra da matriz da Boa-Vista :
a fallar na mesma ra sobrado que vol-
ta Dar a ra da Glorian. 35.
Roa do Crespo, .
loja n. 25, de Joaquina Ferreira de S, vende-se
por precos baralissimos, para acabar : pecas do
cambraia lisa fina a3. orgaodys muito linas e
modernas a 500 rs. o covado, cassas abertas de
honitas cores a 240 rs., chitas largas a 20 e 240,
cortes de cassa de cores a 29. ntremelos- borda-
do a 19500 a pega, barrados bordados a 320 a
vsra, sedinhas de quadros Arras a 800 rs., casa-
veques de cambraia e fil a 5*. penteadores' de
cambraia bordados a 59. golliohas bordadas a
640, ditas com ponas a 29500, manguitos borda-
dos de cambraia e 16 a 29. damasco de la com
9 palmos de largara a I96OO, bramante de linho
com 5 palmos do largura a 900 rs. a vara., luvas
para senhora o 100 rs. o parj capas de fusto en-
feitadas a 59, pecas de madapolao flno a 4J, la-
zinha de quadros para vestidos a 320. eamisus de
cambraia bordados a 2J, sobtecasacas de panno
flno a 20$ e 25$, paletots de panno e casemira de
16 a 203, ditos de alpaca de 39500 a 89, ditos de
bnra de cores e br*nco3 de 39500 a 5$, carcas de
casemira pretas e de cores pora todos ps precos,
ditos de brim decores- e brancos de 28 a 59, ca-
misas brancas q de eores para todos os precos,
colletes de casemira de cores finos a 59 ; asshn
como outras muitas fazetadas por menos do seu
valor para feehar contas.
240.
Cassas de linios pudres e cores fixas que se
pt5de garantir aos comprados-, a 240 rs. o covado,
rra ra do Queimado, loja de 4 porlas n.39.
As verdaderas lavas de
Jouvin.
A loj*da aguia brancas acaba- de
sua encommenda as verdadeiras luvas de Jou-
vin, primeira qualidade, tanto brancas como pre-
tas para homem e senhora : quera precisar, diri-
ja-se a dita loja da aguia branca, rna do Quei-
mado n. 16
Assucar e carina.
Vende-se assucar mascavado a 100 rs. a li-
bra, agurdente de canna, engarrafada a 240 a
garrafa ; na trav.-ssa do pateo do Paraizu r. 16,
casa pintada dsamarello.
Esteiras- da India de 4, 5
eGpamos delargo.
No arnfazem de tazendas da ra do Queimado
n. 19; propriamecte para forro de salas e camas
por ser da melhor qualidade, e todas braDeas
Bonets para meninos.
O lempo proprio para ae comprar os bonitos
bonets de panno flno enfeitados com fita de cha-
malote e berlota, outros enfeitados com fita de
velludo e pluma, e outros com galozi.nho dou-
rado, todos pelos baralissimos precos de 39500,
49 e 59, ditos de patria escura, mui bonitos e
fortes a 39, gorras de palha branca enfeitadas a
19500, e outros mu differentes bonets de panno
enfeitados a 19 e I928O : na ra do Queimado
loja da aguia branca n.16.
f**?**99 *
fs Machinas de vapor, g
& Roiias d'agua. q
Mugadas de cana a. Z
Taixas. m
todas- dentadas. dj
9 Bronzes e aguilhoes. 0
O Alambiques de ferro. @
Crivos, padroes etc., etc. m
A N undicode ferro de B>. VT* Bovrman, m
@ ra do Bram passando o chafariz. @
9$99a9 999d99 899^@
Na loja da boa f, na ra
do Queimado n. 22,
vende-se muito barato.
Cambraia lisa Dea com 8 1|2 varas cada peca a
4#500, dita muilo una com salpicos a 59, dita de
cores de padroes muito bonitos a 328 o corado,
cortes de cassa pintada com 7 vara a 29240; fil
de licho liso muilo fino a-880-rs. a vara, tarlrta-
na muilo fina branca e de cores com 1 Ii2 vara
de largura a 800 rs a vara,- guarnieres de cam-
braia (manguitos e golla) bordadas muito finas-a
59Ygo(linhas bordadas de cambraia muito fina
19, espartilhos muito superiores-pelo baralissirno
preco de 6j, penles de tartaruga a imperatriz
I muito superiores a 99, bonets de velludo para
meninos a 5$, ditos de panno preto a 3jj, sapati-
receber de '' nho9 do mer'nfr muito enfeitades-a 2J t> par, chi-
Chales.
Ricos chales de merino estampados, de edres
muito bonitas a 79; ditos muito finos a 89500,
ditos liaos a 59, ditos bordados a matiza 8950o,-
na ra do Queimado n. 22, loja da boa-f.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem serapreno seu depo-
sito da ra da Moe-Ja n. 3 \., um grande sorti-
mento de tachas e moendas para- engenho, do
muito acre-litado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ruado Trapi-
che n.4.
Capailas e flores.
Mui bonitas capillas- para noivas-a59, 69 e 7jb|
ditas para meninas a 2J. bonitos e delicados cai-'
xos de flores linas a 18500. 2 e 3* : na ra do i
Queimado loia da aguia branca n. 6.
tas francezas flnss escuras e cloras a 280 a cova-
do, cortes do cambraia de cores com 3 babados
cora 11 e 12 varas cada corte a 49560, superiores
lengosde cambrais de linho muito fina e rica-
mente bordados a 9j, ditos de cambraia de algo-
dao com breo de linho a 19280, ditos de cam-
braia de linho oroprios para algibeira a 69, 7 e
89 a duzia, ditos de cambraia de algodao a 23400
o 39-a duzia, liras bordadas largas e finas eom 3
1|2 varas cada pega a 25-500, e assira outras mul-
las fazendas que vendem-se por presos muilo
baratos : na ra do-Queimado n. 22, ns bem co-
nhecida Iota da boa t.
Vene-se
Reloflios -patente.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas;
Peitosparaca misas-,
Biscoutos
Emcas*de Arkvrisht A C,
Cruz n. 61.

Bodos cintos para senho-
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas fitas com fivelas para cintos de senhoras e
meninas, o pelo baralissirno prego de ig : em
dita loja da aguia branca, ra do Queimado nu-
mero 16.
Objectos de gosto
senhoras e meninas.
A loja da aguia branca receben om bello sorti-
mento de objectos de muito gesto e ultima mo-
da, proprios para senhoras e meninas, sendo de-
licadas gollinhas e voltas de vidrilho, vollas de
crale cornalina com atacador ac mola, doura-
do obra inteiramente nov e de maito gosto, e
pelos baralissimos precos da 29 cada objeclo
na ra do Queimado, loja da aguia branca nu-
mero 16.
Perfumaras
novas.
A lojda agnia branca acaba de receber de sus
propria encommenda am lindo e completo sorti-
mento de perfumaras Haas, asquaes est ven-
dendo por menos do qne em outra qualquer par-
te : sendo o- bem conhecido oleo pin locme e ba-
nh (Societ Hygienique) a 19 o frasco, finos ex-
tractos em bonitos frasco de cores e dourados a
29,2500,3j e 49. afamaba bsnha transparen-
te, e outras igualmente finos e novissimas como
japonaise em bonitos frascos, cuja lampa de vi-
dro tambero chela da mesma, huile concrete
eonnell, principe imperial, reme, em bonitos
copinhos com lampa de met.f, e muitas outras
jlveraM qualidades. todas estas a 1 o frasco
bomtos vasos de porcellana dourada proprios pa-
ra offertaa^29 e 29500. bonitos- bahuzinhos com
9 frasqumhos de cheiro 2, lindas cestinhaa
com 3 e 4 frasquinhos, e caixinhas redondas c.m
4 dilos a 1J200 e 1C80. finos pos paro denles o
agua balsmica para ditos a Ije 1*500 o frasqui-
nho ;- e assim urna innidade de c+jeetos que sao
pateles em dita luja da aguia brwea, na ra do
Queimad d. 14.
RuadaSenzaIaNovan.42
VenoVse em casa de S. P. JonbsioD &C,
selltnse silhes nglezesi candeeiros e casticaes
bronzeedos, lonas ngleies, fio de vela, chicle
para carros, emoniaria, arreios para carro de
um e dos cvalos relagios de euro patente
inglez.
GUINDE SORTIMENTO
DE
Faienks e roupa fia
NA LOJA E ARMAZEM
DI
Joauflim Rodrigues Tavares de- Mello
RA DO QUEIMADO N. 39
EM.'SL'A LOJa 03 QCATRO POR1A3.
Tem um corapletoiortimento de roupa feita,
convida a lodos os seus freguezes e a todos
quodesejarem ter um uniforme feito com todo o
goslo di rija ra-se a este estabelicirnenlo que era-
contrarao um habel artista chegado ullimaraen-
to de Lisboa para desempenhar as obras a von-
lade dos freguezes, j lera um completo sorti-
mento do palitots de oa casemira modello im-
glez, e muito bera acabados a 169300, ditos-
de merino selim a 123000, ditos de alpaca.
pretos a 59000, ditos de alpaca sobre casacas,
a 83000, ditos com.golla de velu a 99060,
ditos de fusilo, Jilos de ganga, dilos de Lfim,
ludo a 590 ;0, ditos de brim de linho traoc'a
do a 69000, calca de briro de linho muilo u-.
perior a 59000, ditas d casemira de- cor a
99000 ea 109000, di las de casemira pre-
ta superior fazenda a 129000, palitots fraB-!
cezes de panno fino fazenda muito fina a 259
sobre casacas de panno muito superiores a 359
ea 40900O, um completo sortimento de cami-
sas frac&zas, tanto de linho com de algodao
e fustao vende-se muito em conta, afina de que-
rer-seiiqiudareom as camisas.
Vende-se urna grande propriedade sita na
Passagem da Magdalena, entre as duas pontes,
com muilos commodos para familia, e outros pa-
ra a!ugar, que podem dar de ren di ment 1:4009
annunaes. sendo os chaos proprios, e ochando-
se reedificada ; quem pretender, dirija-se a ra
Direita, loja de funileiro n. 47, a tratar com ios
Antonio de Carvalho.
Kelogios.
Vendem-se em casa de Braga, Silva & C, re-
logiosdeouro do diversos fabricantes inglezes,
por prego commodo.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e decores fixas
a doze vileos o covado, mais barato do qne
chita, approveitem em quanlo nao se acabara :
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida le-
ja do Boa F.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: emeasa de S. P. Jo
hnsion & C. ra da Vnzala n.V2.
Cheguem ao barato
O Preguica esl queimanjo, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pecas de bretanha de rolo eom 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete e palitots a 960 rs. o covado. cam-
braia organdy de maito boro gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente muito fina a 39,
49, 59, e69 a peca, dita tapada, com 10 vara*
a 59 e 69 a pega, chitas largas de modernos e
escolhidos padroes a 940, 260e 280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de mer'iR eslanpado a
79 e 89, ditos bordados coa duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 99 eada um, ditos com
urna s palma, muito tinosa 89500, ditos lisos
com franjas de seda a 59, lenco) de cassas eom
barra 100, 120 e 160 cada um, meias muito
finas para senhora a 49 a duzia, ditas de
qualidade a 39 e 39500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, para coberta a 280 rs.
o eovado, chitas eseuras aglema 59900 a
peca, e a 160 rs. o eovado, brim branco de pur
linho a 19, 19200 e 19600 a vara, dito preto
muilo encorpado 19500 avara, brilhanlini
azul a 400 rs. o eovado, alpacas de diflerentas' 19 KUI O Queimado 1 9
r.nrAfi n Rffi rs a pavada aicnmroo *.> /^
Corles e cambraia branca muito fina com sal-
Farinha a 5SS00
Vende-sefarinha de mandioca a 3$00
a sacca: na rita da Madre de Dos-nu-
mero 35.
* *>3>9m51 W 333 (ifBMatl
s Seguro coatra Fogo f
LONDRES *
AGENTES
C J. Astley A Companhia.i
Venderse
Formas de ferro para-
purgar assucar.
Etichadasde ferro
I Ferro sueco.
I Fringardas.
Aco-de Trieste.
I Pregos de cobre de com- I
I posico.
! Barrilha e cabos.
I Brim de vela.
I Couro de lus4re.
j Falhinha para marciusi-
ro : no armazem de C.
5 J. AstleyA C.
a 2aaaa3 a 9 -a c2s>4^f
KELOGIOS.
?onde-se emiasade Saunders-Bro hera*
G. pracado Corpo Santo, relogiosdo afama
&* abncante Roskell, .por precos commodos
a tambemrancellins e cadeiasraraoa meamos
le xr.enllntn coxtn.
Em casa de Mills 8
|Lathani(fe C> na rua|
ida Cadea do Recife
l n. 52 vende-se
em La;-- 25
GurgelA Perdigao.
^Rua da Cadeia loja n. 23.j
mb Rpceberam rrodernos veslidos do phan-
ffi lisia e de cambraia braneos bordados.
SJ| Rpceberam novos vestidos de seda, di-
o> tos de blondo com todos es portences.
lleceberam completo sortimento de
manteletes, sahidas de bailo, taimas de
croxo de seda, ditas pretas bordadas.
Vendem modernos chapeos di)
enfeites modernos para senhoras.
palha,
saias balao de
senhoras e me-
Vendem as commodas
musselina e cutim para
ninas.
Vendem seda de quadrinhos, grosdena-
ples escuro, ditosde quadrinbos.morean-
tique e lanzinhas em covado, cassas de
salpico,cambraia de cores,urgandis e mais
farendas proprias para vestidos.
Por metade do seu
valor.
Ra do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phaniasiamuitoslindos,de
pelo baralissirno prego da 109cada
duassaias,
boa um erte.
Camliraiais
baratas.
cores a 360 rs. o covado, easemiras pretas
finas a 29500, 39 e 39500 o covado, cambraia
preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e outras
muitas fazendas que se far patente ao compra-
dor, e de (odas sa dara amostras, com penhor.
Vinho branco e tinto de Lisboa
ril de quinto.
Bichas hamburguezss. 9
Camisas para homem, inglezas. fs
Lonas inglezas.
Estopa. *
Sulfato de ferro. $*
Alv.iade. w
Vermelho.
Secante. f
Azarea. jn
Pedra-hum, 9f
Salitre. A
JMflit mmm mtmmn
Na ra do Imperador n. 28, vende-se cerve-
ja inglea muito boa vinda em quartolas, a garra-
fa por 400 rs., cada copo de meia a SOO rs.
Para casamento.
Vende-se um rico cortinado de cambraia lodo
bordado para cama ; chegado a pouco de Fran-
ca : na loja do lirroa ao p4 do arco re Santo
Antonio.
SP.*S
Veode-se urna escrava moca, reforjada e
com alguroas-habilidades ; na ra do Bruta nu-
mero 33.
Vende-se
EM CASA DE
Adamson Howie & C.
Vinho do Porto de superior qualidade.
Tinta de todas as cotes.
Lona e li le e.
Fio de vela.
Sellins.silhes, arreios e chicotes.
Rolbas.
Ra do Trapiche n. 4t.
Machinas ameri-
canas
E OUTROS ARTrGOS.
N. 0 BIEBER & C. SUCCESSORES,
tem exposto nos seus armazens da ra
da Cruz n. 4 e 9, urna unidade de
machinas etc., como sejam :
ARADOS de dilerente modelos, traba-
litando de 2 lados.
CULTWADORES para limpar e abrir a
trra.
MO1NH0S para cana em ponto peque-
no podenJo ser governadas por urna
pessoa. proprias para lavradores.
Dkas de DESCARCAR MILHO, um
procisso pelo qual se poupa muito
tempoe emprega-se somente 2 pes-
soas,
Bitos de MOER MILHO, CAFE etc.,
etc. ate' o grao mais fino que houver.
Ditos para FAZER FARINHA de mi*
lito etc.
MACHINAS para faaer BOLACHINHA.
BOMBAS para cacimbas e
navios, muito mam iras e
de orca superior por
mdicos pt ecos.
Ditas
com correnles para
tirar agua de iuf
mui fundos.
Jgares
Vende-a. por preco commodo um preto
proprio para sitio, ou tratar do cavallo ; na ra
Direita n. 106.
A 2^500.
Vende-se cada urna saia bordada, muito boa
para senhora ; na ra do Crespo n. 20 B, loia d
Adriano & Castro. '
picos miudlnhos a 49600.
Cambreieta para vestido, muilo lina, pelo ba-
ralissirno preco de 29600, 29800,89 e 39500 cada
peca.
Baldes de musulina, ditos arrendados, dilos
Attenco.
VERNIZ de superior qualidade para
carros.
CARROS de mSo muito leves e baratos
BALANZAS de 1,000 libras para baixo
proprias para armiens, depsitos,
tabernas, boticas etc., etc.
MAPPAS geQgrapbicos do mundo e
suas partes.
MACHINAS de costura de Sivat & C. a
melhores que ate boje tem appare-
cido. r
Entremeios e tiras
bordadas.
?56>0 l Iwlu? M,8 bli?" preco.de
S.8!!0'.8' 4- 58 69- Avala da lopeilc-
Na ra da Cruz n,0 vendem-se mos, bracos,
pernas, peitos, canecas, de cera, objectos estes
proprios para promessaa que tiverem feito Se- ridt -"--. ypeno-
i aguia branca b. 16. J
;os mui commodos.


DUIIO DE PfUUMBUCO* SABBADO 12 \sE JANEIRO DK 1861.
w
Calcado.
Qualidades escoltadas.
45-Raa DireiU-45
Eis festa I E Decenario renorar o calcado e
correr ao eslabelecimenlo da ra Direila, que o
rende muito reico e em perfeilo ealado por es-
tes pregos :
Boneguina de homem (bezerro e lustre)
Ditos de dito idem)
Ditos dedilo idem)
Diios de dito idem)
Ditos dedilo idea)
Borzeguias de senhora
Ditos de dita
Ditos de dita
Bitas de dita
Sapates de bezerro (3 1)2 bateria)
Ditos de dito e de lustre
Heios borzeguias de homem
Borzeguins de menina 4gOO0 e
Sapates de becerro para menino 49 e
Sapatos de lustre para senhora a
Feijomulatinho.
Na ra da Madre de Dos n. 18, largo da al-
fandega.
Vendem-se noventa a plices da
companhia do Beberibe : na ra Nova
n. 14, prmeiro andar.
Lindas caixinhas de eos-
9J500
9SOO0
8g500
8g00
69OOO
55000
49800
4050
4J000
55600
5000
68000
3*600
39500
I52OO
DA
FUNDIDO LOW-MOW,
Roa da Senzalla Nora a. 42,
Neste eslabelecimenlo contina a haver um
completo soriimemo de moendas e meias raoen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
te jerro balido e coado, de todos os lmannos
para dito.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ba para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambero, cal virgera em
pedra, tudo por procos mais baratos do que em
oulra qualquer parle.
Algodo monslro.
Vdnde-se algodao monatro cora duas largaras,
muito proprio para loalbas e lenges por dispen-
sar toda e qualquer costura, pelo baratissimo
prec.0 de 600 ra. a rara ; na ra do Queimado n.
22, na loja da boa f.
wnwrow *mim cibui coi aSTWotv fuw vhj uiuw
B4ST0S
Vendem-se escravos.
Um muUiinho de 18 annos, boleeiro, 1 dito de
6 annos por 3000 com so pequeo deleito, 2 ne-
gras de 30 annos, que cozinha o diario de urna
casa, e sao boas ensaboadeiras, 1 negro de 20 an-
nos, 1 moleque e 15, e 1 negra de 22, ambos
pira o servico de campo, 1 moleque perito co-
peiro de 18 annos, e oulros escravos quo se
acham renda do escriptorio de Francisco Ma-
linas Pereira da Cesta, na ra Direila n. 66.
Bales
de papel fino transparente e co-
loridos de diferentes desenhos e
lora.
Na loja da aguia de ouro, ra do Gabug n. 1
B, vendem-se as lindas cairas de costura pro-
pnas para mimo, assim como pianinhos com a
sua competente msica, quadros donrados, tan-
tos de santos como de retratos, proprios para en-
tone de sala, jarros ootu flores muito lindas, es-
tampas tanto de guerras como de vistas decida-
des, canas de msica com lindas pegas, realejos
grandes com 30 pecas compostas de valsas as
mais modernas, ludo isto se vende ppr pregos
commodos.
i

Vendem-se5carros nevos com lodosos as
arreios : na ma Nova n. 21. <&,
e@@@ e-@@@
Cbelas.
Vende-se a fJO e 800 ts. o cento ; na trevessa
do pateo do araizo n. 16, casa pintada de ama-
relio.
Ra do Queimado
a. 39.
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TA VARES
OE MELLO.
Caegou ullimamaute a esla estabeleei ment um
completo 9urtimenlo de chapeos pretos francezes
do melhor fabricante de Pars, os quaes se ven-
der a 7000T ditos a 89089, ditos a 95000
ditos muilo su-periora 109OG0, ditos de castor
pretos e trancos a 169000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de feliro a Garibaldi de
muito superior massa a 79000, ditos de copa
baixa para diversos precos, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vendem por preco
barato, bouets de veludo para meninos a 5(000,
ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos
de panno muito bem srranjades a 39500
chapeos deseda para seoboras a259C00 muito,
3upariares, ditos de palha escuras proprios para
campo a I2$000, ditos para meninasa 103000,
chapeos de sol de seda inglezesa 1C9 e a 129
muito superiores, ditos francezes a 89000,
ditos de par.no muito grsndes e bous a 49000.
sapatos de valudo a 2*000. ditos de tranca a
19600, sintos de gruguro para senhorase me-
ninas a 29000, cuatros de casemica ricamente
bordados a 129000, e oulras maka fazendas
que a vista des fregueses nao deixaro de com-
prar.
Vende-so dous baos escravos. sondo um
cozinheiro: trata-se ob ra larga do Rosario
n. 23.
Lencos de labyriiilho.
Chegaram a pouco doCear destes lencos, obra
muito delicada, e vende-se na livraria econmi-
ca, junto ao arco de Santo Antonio.
Ra do Queimado n, 27,
loja de miudezas de 3
portas, frente amarella
Pronhas grandes de labynuUio.
Ditas pequeas.
Lengos de linho.
Toalhas todas de labyrlntho.
Bicos e rendas da trra.
Enfeiles de vidrilho a 29560.
Manguitos com gollinhas a 2JJ500.
ollinhas pratas de vidrilho a 19500.
Seda fixa para bordar, a meada a 60 rs.
Franjas brancas e de cores para cortinada. Jie
ca a 39400. *
Carteiras grandes para letras.
La para bordar, a libra 69OOO.
Espelhos grandes para salas por barato preco.
Casaroques de fuslo brancos a 89.
Fitas la iradas de todas as cores e larguras.
Jarros de porcelana para sala.
Espirito de vinlio.
Vende-se de 2956G a 29800 a caada : na tra-
vessa do pateo de Paraso n. 16, casa pintada do
amarello.
Attenco.
Vendem-se carines de clcheles 40 rs ditos
cm caxa a 60 rs., trancas do ta para vestido a
40 rs. a peca, sapatos de la para enancas a 240
o par, caivetes para aparar peonas a 100 rs.,
meias para homem a duzia a 29, ditas mais Qnas
a 3JJ, o par a 260, cairas de agulhas francezas a
120 rs., tinta de coros o frasco a 240, tudo mais
se vende por metado de seu valor : na ra Direi-
ta n. 100, loja de miudezas.
FROCO.
Vende-se frco de todas as cores e grossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, 640 e 19 rs. a
peca ; na ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16.
Grammatiea in-
gleza de Ollendorf.
Novo methodopara aprender a lr,
a eicrever e a fallar i nglezem 6 mezes,
obra i n tetramente nova, parauso de
todos os estabelecimentos de iastruc-
c,ao, pblicos e prticulares. Vende-
se napraca de Pedro II (antigo largo
do Collegio) n. 37, segundo andar.
O Na ra do Imperador n. 28 ha para vender
e lugar em pequeas e grandes porcoes supe-
zioros bichas hamburguezas.
Na enciclopdica
Eadmiravel!
Vende-se na loja da
irua do Crespo
DE
Guimaraes & Villar.
Chapeos de seda brancos cor de caf,
cor de rosa e oulras cores delicadsi-
mas a 159 e 203, parece incrivel.
Mimos de yy.
Riquissima fazenda propria para tcsU-
dos do senhoras do bem lom a 500 rs. o
covado.
Las para vestidos de senhora a 360 rs.
o covado.
A Garibaldi.
Riqwrssimas cassas e corles de las a
Garibaldi.
lelreiros proprios para
vendem-se
festejos,
por precos commo-
dos, na roa da Cruz no Recife
armazem n. 14.
Cofres de ferro para dinheiro,
joias. etc., etc.
Na lja da aguia branca vendem-se bonitos co-
fres de ferro mui fortes e seguros, com fechadura
e chave, e de differentes lmannos, proprios para
se guardar dinheiro, joias e papis de importan-
cia, pelos baratissimos precos de 4$500, 5g000,
595OO e 6$ : em dita loja da aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
ARMAZEM DE ROIPAFEITA
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
A 15,000.
Manteletes de l de linho goslos tn-
teirameDte nevos e proprios para a cua-
resma fezenda que se lem vendido a 359
e 409 para acabar.
Cassas de cores a 240 rs. o covado e
cortes de cassa com 20 e 22 covados a
3E-9 e oulras muitas fazendns de apurado
gasto e per precos baratissimos.
Vende-se um moleque de 16 annos, forle.
sem virios e defeitos, para iodo o servico : na
ra das Cruze3 n. 18.
Em casa de Dammeyer
Garneiro $ C, ra da
Cruz n. 49, vende-se;
Livros era branco do melbor fabri-
cante da Al lemn ha.
Prensas para copiar cartas.
Livros para ditcs.
Milhoefarinha.
Na ra da Madre de Dos armazem n. 8, ha pa-
ra vender-se sacras de niilho muilo novos a
3(9500 e 4&-3 farinha a Z$, 5^500,49 e 39500.
Attenco.
Vende-ee um sitio no lugar Peres, no qual lem
ama padar4s, e boa casa para familia, c bstanles
feucleiras : fallar oa ra do Queimado n. 65.
Graode pechincha
a 640 rs.
Fustao bronco patente de superior qualidade a
640 rs. o ovado ; vende-se na ra Nova u. 42,
efronle da Conceirao dos Militares.
Chapeos pretos.
Recebeu-se urna faolura de chapeos pretos,
pello de seda, proprios para a quaresma, recom-
meodaveisnio so pela eua escolenle qualidade,
como pelo modernismo dogosto: na ra Nova
u, 42, defronte da Conce4^o dos Militares.
A 10|apeya,
de Coissima cambraia adamascada para cortina-
dos, com 20 varas cada pega : vende-se na ra
Nova n. 42, deronte da Conceigao dos .Militares.
baratissimo.
Cortes de vestido de cambraia branca muito fi-
na com 3 e 4 tacados, ricamente bordados, pelo
diminuto prego de 8$ cada um : na ra Nova nu-
mero 42, defronle da Conceigao dos Mjlilares.
Cal Independencia, loja de.Joa-
quin Pereira Arantes.
Borzeguins elsticos, gaspiados, de verniz, a
79OOO.
Meios botins de bezerro a 79.
Sapaldes de lustre a 39.
Ditos de Nantes a 49.
Sapatos de entrada baixa com salto a 49*
Ditos de lustre para danga a 3g.
Ditos* de Iraoga aljjf.
Ditos de bezerro para menino a 2J500.
Botins de bezerro a 3$.
Rorzoguins elsticos de edr para senhora a 4g.
Ditos pretos sem salto para senhora a 49.
Sapatos de Lorracha para homerr, senhora e
meninos a 29.
Veodd-se urna calecha nova, sem arreios :
na ra Nova n. 5, cocheirade P. Eduardo Bour-
geoio.
Livros para escripturaco.
Chegou ltimamente, um novo sortimento de
livros em branco, de muito superior qualidade.
Vende-se na livraria econmica junto ao arco
de Sanio Antoaio.
Enfeites de velludo, ultimo
gosto.
A loja da aguia branca acaba de receber mui
bonitos e delicados eufeiles de velludo, obra de
toda perfeigo e ultima muda : vendem-se a 109
e 12#: quem os vir nao hesitar de os comprar ;
vendem-se tambem oulros de velludo e froco a
3$, 4J e 53.- na ra do Queimado, loja da aguia
branca a. 16.
que ouir'ora tinha loja na ra do Quei-
mado n. 46, que gyrava sob a firma de
" Ges & Bastos participa sos seus nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade
que tinha com o mesmo Ges tendo sido
substituida por um seu mano do mesmo
nome, por isso flcou gyrando a mesma
% firma de Ges & Bastos, assim como apro-
* veita a occasio para annunciar abertura
tS do seu grande armazom na ra Nova jun-
H lo a Conceigao dos Militares n. 47, que
I passa i gyrar sob a firma
S DE
i Bastos ( Reg
1E com um grande e numeroso sortimento de
S roupas feitas e fazendas de apurado gos-
1 lo, por pregos muilo (nidificados como
m de seu costme, assim como sejam : ri-
f| eos sobrecasacos de superior panno fino
prelo o de cor a 25g. 28 e 309, casacas
do mesmo panno a 309 e a 359, palelots
S snbrecasaeados do mesmo panno a 189,
3d Ojj e a 22$, ditos saceos de panno preto a
129 e a 14$, ditos de caseto ira de cor
95 muito fina modelo ingle i a 3jJ, 109, 129
|E e 149, ditos de estamenha fazenda do
3> apurado gosto a 5?t e 6, ditos de alpaca
U| (rreta e de tr a 49. sobrecasacos de roe-
P Tino de cordao a 89, ditos muito superior
bS a 129, ditos saceos a $9, ditos de esgmao
9 pardo fino a 4t, 49500 e 58. ditos do fus-
il tao de cor a 3, 3f5U0 e 49, ditos bran-
^ ros a 49^00 c 5500, ditos de brira pardo
fine sarco a 2(800, caigas de brim de cor
finas a 39. 3&5U0, 49e 4g5UO, ditas de di-
to brauco Guasa b$ e 69500, ditas de
prinreza proprios para luto a 4j), ditas de
merino de cordao piolo lino a 59 e 69, 33
ditas de casemira de cor e preta a 89, 99 ^
e Ui-3, collclcs de casemira de cor e pre- jjp
ta a 4>5(J e 5, ditusdo seda branca pan ^
casamento a 55, ditos de brim branco a JE
39 e 49, ditos de cor a 33, collelcs de me- sfc
no para luto a 4$ o 4^500, ricos rob- S>
chambres de chita para homem a l.pa- ||
letols de panno fine para menino a 12$ e
149,casacas do mesmo panno a loj,caigas S
de brim e de casemira para meninos, pa- 9g
letots de alpaca ede brim para os mesmos. Ib
sapatos de tranga para homem e seuho- **
ra a 13 e 19500,'Ceroulas de bramante a |B
ISe 209 a dnzra, camisas francezas li- S
as de cor e brancas de novos modelos a 1
173, I89, 29, 48, 289 e 309 a duzia, S
ditas de peitos ao linho a 309 a duzia, di- 9
tas para menino a 1)800 cada urna, ricas u>
grvalas brancas para casamento a I58OO $
e2# cada urna, ricos uniformes de case- |f
mira de cor de muito apurado gosto tanto 2)
uo modello como na qualidade pelo di- il
minuto prego de 35;}, e s com avista se 36
pode reconttecer que barato, ricas capas =f!
de casemira para senhora a I63 e 20$, <>
e oiuitos eutras fazendas do excslleute |
gosto que-se deixam de mencionar quo **
fpor ser grande quantidade se torna en- i|
fadbnho, assim como se recebe lada e ?j
qualquer-encommenda de roupas feitas, *
m, para o que ha um grande numero de fa- E
^ zendas escolladas e urna graode oficina
\g de alfaiate que pela suapromplidao eper- X
^ feigo nada deiza a desejar. ff
'W^JP-mS^-HOf-**ifPt *^^a>Kia^rJ,^aa.*a>,Ss
Meias muito bara-
tas.
A leja da .guia branca est provida de um.,
grande quantidade de meias, e melhor sorlimen-1 *#>.e alem disto oulras fazendas que se vend-m
S?
Vende-se na cidade do Aracaty urna casa
terrea com solao, bom quintil e cacimba, na prin-
cipal ra de commercie, propria para quem qui-
zer ali estabelecer-se, por ter nao s commodos
precisos para residencia, como tambem loja, arma-
zem, ek\ : a tratar na raesma cidade com os Srs.
Gurgel Irraios. qe estao eulorisados para esso
Um, ou uesta prac. na ra do Cabug, leja n. 11-
A. 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da velba
e nova safra a preco de 9$: no antigo
deposito do largo da Assembla n. 9.
Cravos brancos
No prmeiro andar do sobrado da ra Imperial
n. 195, vendem-se cravos em pequeas e grandes
porgos a 40 rs. eada um, e tambem se recebem
encommendas para dias marcados.
Vende-se urna escrava crioula, de idade 30
a 35 annos, pouco mais oh menos, cozinha, eo-
saboa, eoeomma, faz renda, cose chao, refina
assucar, tudo com limpcza ; quem pretender,
dirija-se a ra da Cruz n. 33, primeiro andar.
lmagcus de Lisboa.
Na ra da Cadeia n. 25, trocam-se as seguin-
te&imagens ; Sanio Christo em agona, de 2 1|2
palmos, S. Juao Baptista de 5pollegdas, S. Ono-
(te del;2 palmo.
Relogios.
Vende-se em -casa de Johnsion Pater & C,
ra do Viga rio n. 3, um bello-sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesmos
Baldes de 30 arcos.
Vendem-se superiores baldes com 30 arcos,
sendo muito recommendaveis poi poderem flcar
do tamanho que se precisar, pelo baratissimo
prego de 69 ; na ra do Queimado n. 22, aa loja
da boa f.
Gasaeasde panno preto a 309, 359 e 409000
Sobrecasaeas de dito dito a 359000
Paletots de panno pretos e de cores a
209, 259,309 e 359000
Ditos de casemira de cores a 15} e 229000
Ditos de casemiras de cores a 7f e 129000
Ditos de alpaca preta gola de velludo a 129000
Ditosde merino se tira preto e de cor
a 89 e 09000
Ditos de alpaca de cores a 39500 e 59000
Ditos dealpaca preta a 39500, 59,
79e 99000
Ditos de brim de cores a 3J500,
49500 e 59000
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 a 69000
Caigas de easemira preta e de cores a
99, I09e 129000
Ditas de princezae alpaca de cordao
pretos a 59000
Ditas de brim branee e de cores a
29500 49500 e 59000
Ditas de ganga de cores a 39000
Ditas de casemira a 59500
Colletesde velludo decores mu i tofino a 109000
Ditos de casemira bordados lisos
pretos e de cores a 59, 55500 e 15000
Ditos de setim preto a 5J00O
Ditos de casemira a 89500
Ditos de seda branca a 59 e 69H00
Ditos de gurgurao de seda a 59 e 69000
Ditos de uslo brancos e de cores a
39e 395C0
Ditos de brim branco e decores a 29 e 25500
Selouras de linho a 99500
Ditas de algodio a 19600 e $9000
Camisas de peitode fusilo branco e
de cores a 29300 e 29500
Ditas de peito e punhosde linho mui-
to finas inglezas a duzia 359G0O
Di las de madapolo brancas e de cores
a 19800, 29e 29500
Ditas de meia a 19 e 19600
Relogios de ouro patente eorisontaes 9
Ditos da prata galvanisados a 259 e 3090CO
Obras de ouro, aderecos, pulseiras e
rosetas o
Vendem-so 3 canoas, sendo urna d'agua,
urna que pega 110 lijlos de alvenaria grossa e
nutra propria para conducSo decapim todas no-
vas na ra Imperial n. 197.
Vende-se um par de arreios para carro de
4 rodas, com pequeo uso, e por prego commo-
do ; na ra do Trapiche n. 14, primeiro andar.
Na mesma casa vende-se urna bonita parelha de
cavallos do Rio Grande, estando um j ensinado
para carros.
Barato que admira.
Superiores corles .de chita franceza larga de
muilo liedos padroes, de cores escuras e claras,
miudtnhas, com 11 covados cada rerle, pelo ba-
ratissimo prego de 29500; na loja do sobrado de
4 andares na ra do Crespo o, 13, de Jos Mo-
reira Lopes.
Machinas de costura
DE
de graca.
Cortes de caigas de meia casemira de cores es-
curas a 1(600,ditos de brim di linho de cores a
Sg.riscadinhos de Bho preprios para ebras de
meninos a 200 rs o covado, grvalas de seda de
cores a 640, ditas pretas eftreitinhas e largas a
muilo cm coeta ; na
Queimado u. 22.
loja da boa f, n. ra do
to que se pude dar, e por teso est ven deudo-as-
; mais barato do que em entra qualquer parle ;
I sendo meias cruas encerpadas,- de abanhado ou
bocal elstico para homem a2c50,3g.3gj00, 4$,
' 4(500e 59 a duzia, ditas ioRlezas o mellior que
se pode encontrar a 69 e &55OO, ditas de Do de
Escocia pona encarnada imitndoseos a 800 rs.
o par, e de cores a 640 e 800 rs., ditas brancas
mui finas e tapadas a 2y4O0, 3g5(J0 c 59, e finis-
simas a 89 a duzia, ditas brancas finase fio unid
j para senhoras a 4, 4(800, 59500 e 69500, e det vara, bretasha de linho muilo fina e muito
targa a 209, 22$ e 249 a pega com 30 jardas,
ioalhado de algodo com duas larguras a I9400
a vara, dito de linho muito superior, tambem
coc duas larguras a 38 a vara, ; na ra de Quei-
mado.n. 22. na loja da boa f.
Bramante
bretanhas e atoalhado
'Na loja da -boa f, na ra do Queimaoo n. 22,
veade-se bramante de linho muito fino com duas
varas de largura, pelo baratissimo prego de 29400
fio de Escocia primeira qualidade a 89560 a du-
zia. ditas de seda brancas e pretas a 2(500, 39,]
3(500 e 4a, ditas cruas mui encorpadas para me-
nios a 200 e 240 rs. o par, ditas brancos e de
cores a 240 e 280 o par, d i tos para meninas a 39
a duzia, ditas de seda para baptisado a 29 o par,
ditas de laia e de seda para padres a 89, 3$ e 49
o par. Emfim vista de tantas e diversas quali-
dades, o melhor approveitar-se a occasio, e
-dirlgir-se a ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16, que sei servido com agrado e sioce-
ridade.
Piano
jSL Eelsios L
Suissos.
Em casade Schafleitlln & C.rua da Cruz d.
38, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira borisontaes, patentes,
chronometros, meioschronomelros de euro, pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
rendarlo or precos razoareis.
\dmiraveis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc., devera estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos
com os quaes secura eficazmente as principies
molestias.
Promptoalivio de Radway. \
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de reumatismo, dor de
eabeca, nevralgia, diarrha cmaras, clicas,
bilis, indigesto, curp, dores nos ossos, contu-
ses, queimadura, erupepes cutneas, angina,
jclengo de ourina, etc., ele.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermedades escropbulosas,
crnicas esyphiUticas : resol ve os depsitos de
mos humores, purifica o sangue, renova o
systema : promplo e radicalmente cura, escro-
phulas, venreo, minores grandulares, ictericia,
dores de ossos, tumores brancos, afecedes do li-
gado e rins, erysipelas, abeessoa e ulceras de
todas as clases, molestias d'olhos, difficnldade
das regras das murheres hipocondra, venreo,
etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o systema, equilibrar a circu-
lagao do sangue, io letra mele vegetaes fa vera-
veis em todos os casos nunca ocasiona nao-
zeas nein dorres de ventre, dses de 1 a 3 re-
gularisam, de 4 a 8 purgara. Estas plalas
sao efficazes as aflecede do figado, bilis, dor
de eabeca, ictericia, indigestao, e em todas as
enferraidades das mulheres, a saber; irregula-
ridades, fluxo, relences, flores brancas, obs-
trueces, histerismo, etc., sao do mais proropto
effeilo na escarlatina, febre biliosa, febre ama-
rella, e em todas as febres malignas.
Estes tres importantes medicamentos vera a-
companhados de instruegoesimpressas que raos-
tram com a maior rainuciosidade a maneira de
applica-los em qualquer enfermidade. Esli ga-
rantidos de falcificacao por s haver i venda no
armazem de fazendas de Raimundo Garlos Le-
te dr Irmao, na ra da Impentriz n. 10, ni-
cos agen le em Pemambuco.
Savoders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praga do Corpo Santo n. 11,
alguno pianos d. ultimo go-sto recentimente
chegados.dos bem conhecidose acreditados fa-
bricantes J. Broadwood & Sons de Londres
muito croDriosDara este clima/.
Campos < Littia
receberam urna factura de chapeos de sold se-
da para homem, tendo entre estes alguns peque-
nos que servem para as senhoras que vo para o
campot ornar banhos se cobrirem do sol.e como
a porgoseja grande *e resolverlo vender pelo
prego de 65 e 6S500, e alguns com pequeo de-
eito a 59 : na ra do Crespo n. 16.
Extracto
DE
sndalo para lencos.
Na loja da aguia branca se .cha o verdadero
extracto de sndalo, bem conhecido por sua su-
perioridade, em frascos menorea o maiore* a 20
e 29500, assim como flnasGssencia.de rosa, Mag-
nolia, Patcholy, Luiza & Mara, muitos oulros
cheiros novos e agradaveis, e conforme o tama-
nho do frasco vende se a 29, 3, 4 o 09. A bon-
dade de taes esseneias e extracto j bem co-
nhecida pela, muitas pessoas que lem comprado,
o anda ser por quem do novo comprar: na ra
do Queimado, loja da aguia branca n. 16.
SIva t & Companhia.
Estas machinas sao as mais perfeil.i*
no ramo de meetnisrro, unindo a urna
simplicidade a maior ligeireza epcrlei-
<;uo para toda e qualquer qualidade de
costura, do ponto mais fino ao mais
grosso. O vendedor se obliga a ensinar
o methodo aos compradores ?t o sa-
ben m bem, assim como a ter as machi-
chinas em ordem durante um anno.
Estas machinas cosem com 2 fies nao
quebram o fio como muitas outras o fa
zem e tao as melhores e mais baratas
ate boje conhecidas no mundo, ellas se
acham expostas na galena do SR. OS-
BON, RETRATISTA AMERICANO NA
RA DO 1MPEKADOR N. 58, onde
urna senhora competentemente habili-
tada as (ara' ver e traballiar. Igual-
mente se acham expostas no armazem
de MACHINAS AMURICANAfi, RA DA
COTJZN.4E9.
Rival sem segundo.
Na loja de miudezas da ra di Queimado n.
55, defronte do sobrado novo ha para vender
pelos diminutos precos os seguintes artigos:
Duzia de sabonetes muilo Anos a 600 rs.
Cartes de clcheles com duas ordens a 20 rs.
Carias de clcheles batidos a 60 rs.
Duzia de meias cruas para honum a 39.
Dita de ditas para senhora a 3(500.
Pares de meias para senhora a 300 rs.
Latas com banha muito fina a 500 rs.
Iscas para acender charutos, caixa a 60 rs.
Phosphoros em raixa de folha a ISO rs.
Carlas de alfinetcs muilo finos a 100 rs.
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Pares de sapalos de tranca dealgodao a 19.
Frascos de macassa perola a 200 rs.
Ditos de dilo oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garfos, cabo preto, a 3:.
Vares de sapalos dlas para meninos a 200 rs.
Ditos de luvas de cor fio de Escocia a 320.
Massos de grampas muito finas a 40 rs.
Caivetes de aparar prima a 80 rs.
Tesouras muito finas para costura a 500 rs.
Ditas ditas para unhas a 500 rs
Pecas de franja de la com 10 varas a 800 rs.
Ditas de tranca rom 10 varas a 320.
Linha Pedro V. cario com 200 jardas a 60 rs.
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Cordao imperial fino e grosso a 40 rs.
Oleo de babosa muito fino (frasco) 400 rs.
Filinhas estreitas para enfeitar vestidos a 800
rs. a pe^a.
tem os signaes seguintes: cor vermelha, tabelles
encolhidos, o corpo e o rosto bastante seceos,
muilo esperto e bem regrista, logo quanjdo fugio
foi visto em Goianna, onde fui preso pela polica
um seu parceiro que tambem se arhava Jfugido ;
ha snpposic.oes que esteja com titulo de forro em
qualquer paite: quem o apprehender leve-o em
Mamanguspe a seu senhor Francisco Antonio da
filva Valenle Jnior, em Pedras de Fogo a Clau-
dio Jos de Araujo. e ao raajor Jos Cesar de Al-
buquerque, que ser bem recompensado.
Attenco.
Fugio uo dia 31 do mez prximo pa cravo Joo, com os signaes seguinles : paido
claro, alto eseceo, representa ter 24 ancos, (ra-
jando camisa e caira de algodo branco, um
pouco calado, carregou comsigo um bah de
amarello com roupa de homem, e mais alguns
objrctos ; do snppr que tenha trajado dita
roupa para melhor sn aisfargar ; julga-se andar
por esla cidade e seus arrabaldcs, assim como
desconfia-se que seguio para o serlo com oulio
que tambem fugio ao Sr. Cesarlo, morador nos
Apipuros ; rogase portaolo as autoridades poli-
< iaes e sos rapites de campo de o prenderen) e
levar ao Recife, ra de Apollo n.24, ou no Mon-
leiro em casa de seu senhor Antonio Jos TVixei-
ra Bastos, que ser generosamente recompen-
sado.
No dia 18 de dezembro prximo pausado
desapparereu do casa d abaixo assisnado um
seu escravo de nome Moyss. de 18 annos de
idede, cor parda nao escura, corpo secro e espi-
gado, cebera pequea, cabellos um pouco rara-
pinhados, olhos pardos, nariz afilado, bocea pe-
quena, labio inferior grosso. mos e [s grandes;
levou camisa branca, una cal^a de risrado azul,
01 tra de la parda escura e chapeo de palha da
Dalia : quem o apprehender pode leva-lo ou
ra do Vigario n. 21 no bairro do Recife, ou
ra das Cruzes n. 35 em Santo Antonio, ff ao
sitio na iravessa da Casa-Forte para o l'oco da
Panel!*, qoe ser generosamente recompensado.
Antonio Josquim de Moiaes e Silva.
Annuncio.
Fugio n8 manha de 7 do correle o escravo
Gsudencio, mulato escuro, natural do Para, mo-
co, sem barba, de estatura regular, um 'tanto
cheio do corpo. esem defeilo algum ;trabalhade
pedrtiro soiTrivelmcnie, o locador de viola : le-
vou vestido roupa fina 6m de passar por homem
Inre.
Tambem seacha fgido desde27 de novpmbro
do anno passado o cabra Marcolino. que foi es-
cravo do Sr Amonio Bar-tisto de Mellu Peixolo
subdelegado de Garanhuns : de estatura alia'
grosso do corpo, bem barbado (bem que antes d
fugir raepasse toda e barba), com falla de- der.(es
na frente, e usa constantemente de uro renturo
de soldado na cintura. Consta que este escravo
se dirigi para Papacara.
Quem apprehandar os referidos escravos ees
levar ao abaixo assignado no engenho Doos Ir-
maos, na freguezia ao Poco da Panella sei re-
compensado com generosdade.
Recife 7 de Janeiro de 1861.
JossCesario de Mello.
Fugio no principio do crreme roez do
sitio de Jos Perrira da Cunha, na Passagem da
Magdalena, o escravo Domingos, pardo, altura
recular, e reforjado do corpo andava hzendo
frt'les com um carro de boi, era bem conhecido
pelos moradores da Magdalena, Eslrada Nova o
Tone, e por alguns destes se fazia acreditar que
era forro pela sua espeileza : roga-se as au-
toridades policiaes que o mande apprehender e
leva-lo ao seu senhor no dito sitio, ou na roa da
Cadeia do Recife n 14, que se gratificar bem.
No dia 13 de dezembro prximo passado
ausentou-se de casa de seus senhores a preta
Luzia, de quarenla e tBntos annos. de naco An-
gola, estatura regular, denles limados, sle'nsesde
barba por baixo do queixo, eas pomas dos etos
das aos bastante grossas ; esta prea muilo
Labyrinlhos de muito bonitos gostos por todo prosista, quando se ausenta diz que vai a recado
Na ra Nova n. 42
defronte daConceico
dos Militares,
o preco
Cordes para enfiar esparlilho muilo grandes
a 100 rs.
Dilo para dilo pequeos a 80 rs.
Pegas de tranca de linho com 10 varas a 200 rs.
Ditas de Irania de seda preta com 10 varas a
1S4<.
Vara de dita a 160 rs.
Parea de meias de cores para meninos a 160.
Caixaa para rap muilo Anas a 19.
Linha cara marcar (caixa de 16 nvelos) a 320.
Vende-se um preto moco de 22 annos, for-
te e sadio, aem defelto e vici algum, boro cozi-
nheiro, e tambem proprio para todo o servico
aa ra do Cruzes n. 18.
Escravos fgidos.
Fugirom no dia sabbado 24 de novfembro dp
1860 os escravos seguintes : Leonardo, pardo
escuro, alto, bstanle corpolento, fallo de denles
no queixo superior, com cicatriz de um panaririo
em um dedo gran le da mao psquerda. tem falla
muito mansa, e sempre que falla rindo se : le-
vou algoma roupa de seu uso, e tambem rupa
.H um esplendido sortimento de organdys, cam- engommada de seu senhor, sendo camisas, len
braias brancas, de cores, e de salpicos, sedinhas I Cf. "eiss e um travesseiro. Simo, pardo,
de quadros. chitas muilo Boas.. largas e estrei- alxo, cabellos corridos, com todos os denles,
las, claras e escaras, de modernos e delicados mercado de bexigas pelo corpo, com ponca bar-
gostos e padrSes cscolhidos, chales de merino de
ponta redonda, estampados, bordados e lisos,
manguitos e gollinhas, cortes de vestidos de cam-
braia bordados com 3 e 4 babados, e oulras mui-
tas fazendas, cujos precos sao os mais diminutos
possireis.
E' o ultimo gosto.
Superiores gurgura* de'seda de quadriohos,
de lindos padroes, pelo baratissimo prego de 19
o covado, grtfdenaples Uso de lindas cores a 29
o covado, cortes1 de li muito fina com 15 cova-
dos, padroes muilo bonitos a 89, ditas de quadros
padroes tambem muito bonitos a 460 rs. o cova-
do, chales de cores, padroes ioteiraments novos
a 19 rs. o corado ; aproveitem em quanto se nao
acaba : na ra do Queinado n, 22, loja de
ba-of.
ba, quando anda puxa um pouco por um p, na-
riz chato, pescoco bastante enterrado; levou al-
guma roupa de seu uso, sendo urna raiga branca
sapalos de couro de lustre, urna camisa branca
urna dita deriscado de algodao trangado de qua-
dros amarellos, urna caiga de alfcodo trangado
de listras escoras, chapeo do Chile pintado de cor
do ganga ; ambos estes escravos sao filhos de
sertoes do Cear, foram calgados e intitulam-se
forros, tendo sido vistes em sedimento da estra-
da nova de Cachan** na mesma noite da foga :
sendo generosamente gratificado qoem os levar
ra do Destino, casa terrea de doos porles nu-
mero 16.
Escravo fgido
Fogloida cidade de Mamsnguape, no dia S9 de
zerooro de 18o9, um mulatinho de nome Pilippe
coto idde de 16 annos, poueo mais ou menos, e
de seu senhor, e cosluma tambem vender fructas
e a occullar-se pelas bandas da ra co Caldeirei-
ro por casa dos pretos da mesma na^Ao : rega-
se porlanio as autoridades policiaes e'capitaes de
campo a apprehensao, elevar ao caes de Apello
n. 55, que se gratificar com generosidade.
Do engenho Cutigi, freguezia da Esrada,
fugio no dia 3 de novembro do crreme anno o
escravo de nome Antonio, com os signar s se-
guintes : estatura regular, cor mulato, cebello de
negro, pouca barba, denles limados, idade a5 cu
28annos, pescogo e ps grossos, tem pelo rosto
pescogo e pellos algumas marcos de pannes
algumas cicatrizes pelas costas que parecem er
sido de chicote ; nao levou comsigo roupa ale li-
ma, e consta haver fgido para o lado o0 serlo
d onde viera : quem o apprehender, poder el-
va-lo ao referido engenho, ou no Recife ra es.
treila do Rosario n. 29, ao Illm. Sr Fiorisn un
do Marques Lins, que ser bem recompensado
Escravo fgido.
aa^araa'S^ncr0' ^,8g^0 com P8nDOS P^tos
^^tr^drcT^xe?^
pessoas que o prentfam, e remeltam ao seu se-
nhor, que pagar qualquer despeza.
Pu*lo da cidade do Aracaly, no roez de se-
temhro prximo passado, um escravo do eom-
mandsnle superior Manoel Jos Penna Pachero
que ha pouco o havia comprado ao Sr. Rento'
Lourengo Collares, de nome Joaquim, de idda
dor incenla e tantos annos, fulo. alo.Va.ro
denles randes. e com falla de alguns na "rfto'
que,xo fino, ps grandes, e coro os dedos granoes*
dos ps bem .beHos, moito palavriajfor, incul-
ra-se forro, e tem signaes de ter sido surrado
Consta que te Mcravo apparecera no dia 6 do'
corrnte. vindo do lado das Cinco Ponas, e se-
or enierrogsdo por um parceiro seu conhecido
disse que tinha sido vendido por seu senhor para'
Golanninha ; qualquer pessoa que o p dar levar em Pemambuco aos Srs. Basto & Le-
mos, que gratflcaro generosametue.


f)
DIARIO DI PERNAMBUCO. SABBADO 11 DE JANEIRO DE 1861.
Litteraturau
O FBE1XO,
(f.pisooio do secclo xvu.
Lembremo-nosdo lastimoso Gm de Fernando
_____ I da Uagalbes, cuja glora lhe faz perdoar a in-
gratidao para com a patria ; lembremo-nos de slr
John Franklin, cjja iucansavel acliridade per-
tence estas Ioucuras sublimes, que a Providen-
cia inQue para acrescentar civilissgao ; lem-
y bremo-nos dos viajantes sabios, cuja abnegaco
P '.esleve muitas rczes a ponto de Ihes causar a
'Conclusao.) I ,,,,,
O r.ffirio de delunios comer. i morle> de H'mbjldt, subiudo ao3 picos do Chim-
padre, ue estola prctn, eo hyssope na d_: boriazu, onde a vi Ja era j quasi incomp.-ilirel
reita. ch*ga-se c tanca sobre I). Beatriz as as- com a temperatura e com a presso almosphe-
peroesdo lito sagrado. Inca, do Dr. Levingston, cm presenga de cujas
ar1rgmZirVoe3eUPar' mUnd0, r"ire 8 j lrcvid excursoes as empresas do Hercules
Nesle momelo, 'uro gerr.Ho profundo, como m>1holo8ico sao apenas um brinco pueril; e re-
do urna agona que se sufocare de 'ha mui'o, re- Jamo3 1'ianto sao benemritos da civilisacao e da
sa na esreja e chama a atlengao de lo Jos os ciencia, os que em remotas paragens eera d-
ue%e a:'esi7BVemZl I? 1*?umi Se" latadas Per-8n"9es. alargam o horisonlo da ob-
But-se a esie gemido. Algunas pessoas erguem- ...-s. .
se. nutras correm para um lado ondo so riam 8 S V0'Vem a0 Clb da "to >< d
ajoolhados dous frades em fervorosa meditagao. '8uas ca,npanlia3 contra a oalureza, onecidos de
O mais moCO hara rbida nrndr.iitn idpsnnin nnimni i-nm .. -.; .....__. .1__....
O mais mogo havia cahido proslrado.
Grgueram-o, e, a luz das lochas o de urna
janella que do alio da nave projeclava umafrou-
xa < lari lude sobro este qua 1ro augusto do Sacri-
fn-ic religioso, reconhoccrara lodos L'js do
Hendooca.
despojos opimos com que enriquecen o thcsou-
ro da sciencia.
A viagem scieotifica dos irmos Sohlagiplwei1
e urna das miis ousadas e fructuosas dos nossos
lempos. Realisaram clles o sonho de Humboldt,
re DOcooTMlHs .'np-rofessado na 7"^" : 1''C al os ltimos annos da sua vida o nao de-
"i "o convenio de >. francisco, ao anal hara ._ -i .
legado todos os seus b.-ns. ;sanpanu, j quando a velhice lhe tirara loda a
esoeranca de tentar a erapreza. Urna grande o
Cav.u.iikiro Chimle.
(Commercio do Porto.)
demorada excurso s regioes da alta Asia, com
o flra principal de esludar a pouco explorada ca-
da do lliroalaya, fui sempre para Humboldt
um commeltimento, que elle desejou, para que
chegou preparar-se, e que os acontecmentos
lhe naodeixarara nunca emprehender.
O que o grande sabio prus3ano nao ple por
si mesmo tentar, chegou ve-lo acabado alada
Viagem ao Thibct e Alta Asia,
pelos Srs. Adnlpho, Hermano e
Huberto von Sehlagint weit.
Sempre as largas viagens emprehen litas com
o tire, de visitar os paizes remotos e pouco es-
plorados, foram apreciadas pelos povos cultos.
..... .. a i t l~ >- wncguu a e-iu acauauo aioua
q. ese deleitara era observar o contraste eutre nos ltimos das de sua decrepitarle pela cora-
os seus costuraos, mstituicocs, arles e sciencias, josa resolucao dos irmos Schlagintweil, auxilia-
e a c.ril.saeao mais ou menos avancada de re-1 dos pela companhia ingleza das Indias orientan
g.oes Inngioquas. que tantos servigos presin s sciencias, enri-
Aniigairenlo as viagens agradavam principal-! quecendo-as de preciosos conhecimenlos relati-
ente pela desenpeao de usos eslranhos. Hoje vos s vasta, regioes. onde por lanos annos
nleressam os espir.los pelas observacocs, com exerecu a sua dominago.
que ennq.iecem o scienria. A misso scieniifica dos irmiios Schlaginlweit
A rugeos de Marco Polo o de Pernio alendes, fo originalmente promovas e animada por sua
as qnaes exaltara por tantos seclos a imagina- magestade o rei Frederico Guilherme.da Prusia
(ao dos povos europeos, succederam as viagens e protegida pelo deliss.mo conselhe.ro o.m
do exploracao temadas pelos Fernando de Ma-|g, do monarcha, o baro Alexaadro de Hnra-
galhaes, pelos Cooks, pelos Bougainrillo e La ; bolot. e favorecida depois era Londres pelo barao
Coo lamine, pelos intrpidos navegadores ingle- de Bonsen. ministro da I'russia n'aquella cOrte
Mi e francezes deste seculo. que se inscreveram e pelo baro Cello, enviado extraordinario da"
Un& t lilil 114 CKinnni* n A .:_:!!___-. i
nos fastos da sciencia e da cmUsacao
com os Bavicra.
nomos glonosos de Franklin. Ross. P.rry, d'Ur- I Ao coronel Sykei, director da companhia das
Tille e Duperrey. e cima do lodos estes pelas ; Indias, tao conhecido no mundo scienlicc polos
venturosas e lecundas exped.edea do barao de seus Irabalhos e invesligaCOes sobre o orlentV ao
llurnholdl s regios eqintoriacs e Sibcria.
E' esle eyelo de intrpidos viajantes, que so
devolam ascienda, como soldados das.'suas expe
major general Edward Sabine, cujo nome urna
das mais dislinclas illustracoes da sciencia bri-
tannica, o sir lloderick Murchison, deveram o
d,56es como verdaderos marlyres da sua rcli- Srs. Schlaginlweit as facilidades, com que pre-
glao, que pertencem os Ires irmos Schlaginlweit. pararan, e lovsr.m i cabo a3 suas longas excur-
h para conimuarem a exploraco scientiuca das soes. por orden e expensas da companhia das
mais reinla* n tntoreeasnlaa <.;;.. .... ..._.. > r" "*
mais remotas o ioteressanles regioes que os tres
bjvaros, cujo nomo acabamos de citar, e j hoje
se registran gloriosamente no livro de ouro da
jebnci, deixaram a quiete Allemanha, para cor-
rerem n'um trajocto, que un delles cuslou a
vida, as Ierras asiticas, onde escasssamente an-
tes delles apparocera o genio investigador da Eu-
ropa, para colligir numerosas observarles sobre
os mais graves pontos da historia natural, de eth-
nographia, e principalmente da physica do globo.
As sciencias da naluroza, todas experimenlaes
comu sao hoje, mal podem agora estudar-se no
gabinete. Osnosso seculo tem por carcter in-
te'.Iectual a analyso escrupulosa dos fados na or-
dern phenomenal, assim como na ordem intelligi-
yel, no mundo physico corno no mundo inlellec-
tual. O enleudimento desesperando de inventar
A priori as grandes leis do universo, apenas de-
cifradas em fragmentos ainda soUo3, trabalha era
congregar e confrontar os innumeraveis raale-
tiaes, que nos ministra a observarlo, para com
elles poder a humanidade um dia,o Promelheo
ousado dos futuras edades.arrebatar ao co o
fogo divino,as leis da nalureza, no que ellas
lera do accessivol, na sua augusta magestade,
razio, comparativamente esireila, por mais que
a altCm os vOos audazes do genio.
Para bem observar cumpre deslocar, movr.
transportar os observatorios. Cumpre sorprender
a r.atureza no cume das mais altas montanhas,
na protundeza dos mares, na correle tempes-
tuosa dos ros mais caudaes, segu-la nos seus
mais ntimos recessos, e devassar-lhe os sitios,
onde ella, no seu recato, esconde nos olhos me-
nos perspcazes as maravilha3 do seu plano ad-
miravel.
Sao as viagens scienlificas, as qoo resolvem o
grande problema de observar a nalurezi, no pro.
Indias, sempre benemrita das sciencias e espe-
cilmenle das exploraces gcographcas, histo-
rico-naluraes e archeologicas as Ierras do
orienle. '
Assim como o viajante illuslre, que as pere-
g.rnscoes scientificas precedC-ra os.Trmaos ScMa-
giotveit, havia preludiado aseaas ousadas con-
quistas inlellectuaes na zona trrida e na Asia
central, cora a viagem geolgica e botnica dos
Alpes, os tres Ilustres Allcmaes haran experi-
mentado a sua vocacao em consciencios-s obser-
vadles que liverara por Iheatro aquella cadeia de
monlanhas. Fructo desla primeira viagem foram
os dous volumes em que revelaran ao mundo
scienlifico muitas novas e importantes invesliga-
ces sobre a geographia physica e a geologa dos
Alpes.
M.iitos Ilustres viajantes, a maior parto delles
ao terrino da companhia das Indias, haviam suc-
cessivamenle enriquecido as sciencias physicas e
naluraes cora urna copiosa collecco de novas
observacoes, e rectificado a geographia da India
e dos paizes adjacentes. A historia do espirito
humano saudava j como benemritos da civili-
sacao os nomps de Buist, Caulley, do major Cun-
ningham, do Eastwirk, docapitao William Elliol,
do Everest, de Falconer; de Gerard, Griftilh,
llodgson, do botnico Hooker, Latham, Oldham,
do capitao Prinsep, dos Strachers, do coronel
Sykes, do Dr. Thompson, do coronel Waugh, de
Wilson, pelos Irabalhos com que haviam acres-
centado o thesouro dos conhecimenlos sobre a
geographia, a historia natural, a elhoographia, a
geologa, e a physica terrestre n'aquelle antigo
bergo da moderna civilisa^ao.
Apesar dos nones que os precediam na carrei-
ra, os Srs. Schlaginlweit acharan ainda terreno
virgen que podessem nrrotear para a sciencia,
muitas r-gioes curiossimas do Thibct e do H
prio instante era que el.a se revel.a as suas in-VSS.'JSStSStfSSL^fi:
iimlas manilos nenes. (I hnmem rio vimni la. n.,.;...n ...........-_,.. a.,___ _. .-
finitas manifesiogoes. O hornera desciencia le-
vanta cora as viagens a sua grandeza moral. No
gabinete basta o talento e a porso veranea. as
excursoes de railharesde leguis, o espirito en-
grandece-secom todo o prestigio dos bros mais
altivos, dos perigos arroslados, das inclomencias
climatricas vencidas. O sabio no gabinete um
sabio : o sabio viajando mais do que um sabio,
porque partecipa das glorias do hroe. No gabi-
neie cercado de coufortos, o lionera de sciencia
rota-lhn apenas o enlendiraonto ; nas-expedicoes
aventurabas est cada momento os vespera de
lhe consagrar tambem a vida.
menos representantes do genio christao eeu-
ropeu.
( Continuar-se-ha. } *
Variedades.
Ima descripeo sobre a vida doempre-
gatl publico na Pranca.
Quando um empregado ten profecoes lhe
muito fcil chegar ao cabo do uns dez annos nu
lugar de .ub-chefe. e mesmo ao lugar de ehefe
de reparticao ; e ento ter um ordenado. sufD-
oiente, o ainda maisadquirir o direito de nada
fazer: porque as repartices publicas o- trabalho
feilo mais sempre na razio inversa do vena-
ra nto. O supra-numerario afadigt-se, o em-
preado do quadro trabalha, o sub-chefe 16 o seu
jornal, o o chefo oceupa-se em ourir ao ensaio
de um drama ou rauderille.
Custa crrcomo a almosphera administrativa
elera o homem ao goslo pelo raudeville ou me-
lodrama ; ji parece islo una especie de estudo
de lalim. Quasi lodos os autores dramticos fo-
ram embregados nos reparlicoes-dos diversos mi-
nisleriof.
Na Friura tem-se adoptado um systema bem
engenhoso na direcrao primaria da inlolligencia.
A' mor parle dos paes de familia recorrem
meios singulares na predisposico do futuro dos
seus lillus ; mandam-osde edade de dez de-
zoilo annos para o collegio, onde se applicam s
bdlas lettras, islo alguna cousa de lalim,
muito pouco de grego, e juasi nada de mathema-
licas; en seguida empregam-os ainda durante
quatro ou cinco annos em apprendd-lo : e depois,
quaodo esta educado est terminada, encacham-
os poder do proteceo n'un enprego qualquer.
Ora, esses jorens por longo temo > habituados
urna vida^ociosa repugnan ao trabalho adni-
iiistratiro, e buscan distrahir-se nos esludos Ili-
terarioscompondo un fulhetin ou un drana
O trabalho litierario rae en progresso, porra o
servido da reparticao faz-se nal: e aqu leos
hachareis, licenciados, doutures en direilo coo-
dennados a vegetarem em esperanza de melhor
futuro, porque ensinaram-lhes desprezar un
trabalho, que, de bon ou mu grado, deve ser a
cccupacao de loda a sua vida.
O que resulla d'ahi ? Vede. En una reparli-
c.io, onde ha trezentos euiprcgados, o servirlo
deixa muito desejar; ao passo que cen em pre-
gados convenientemente retribuidos, e queso de-
dicassera aosseus affazeres, poderian sem mor-
tificago aviar lodo o expediento.
Na Inglaterra as naiores reparligss publicas,
e mais importantes, dispem de poucos empre-
gados, c apesar disto ali-marcha lulo com urna
ponlualidade mechanica. O alnirantado inglez
nao ten cincoenta ofciaes, ontretanto talvez se-
ja a mais vasta reparlicao do mundo !.....,......
Os empregados, especie do nacbinas depen-^
denles dasadninistracoes publicas, nao s assis-
len impassiveiss mudaucas do droastia e sys-
ternas, conotambem sem affelgo nem enthusias-
mo pelo presente, sera inquietagao pelo futuro
abrigo de cujas eventualidades os poca sua obs-
curidade ; se alguma inclinadlo ou synpalhias
elles leen dirigen-se estas ao passado.
Ninguem ignora que isto um fraco a nalure-
za humana : porm as tristes .reminiscencias do
empregado sao de alguma forma justas e razoa-
vois. Lembra-se da brilhante posigao, q*o li-
nham os connissarios de Versalhe's, do trala-
mento e honras de que se van elles rodeados no
ten po da mona reina absoluta. O Ululo soava
nuilo mais aos ouvidos, e o negocio corra de
oulra aorte : uSo eram simples commissaric-s
erara otiles una especie de fldalgotes, cujos Do-
mes eram por todos couheeidos, e elles admiti-
dos toda a parte.
Veio o imperio, eloram condemnades uro
trabalho excessivo : as repartieres foi introduzi-
da a disciplina militar : o governo nao usava de
indulgencia para con os pregu-tcosos e descuida-
dos ; as era compensacao o enpregado do m-
rito nao fleava sem recompensa. Un menorial
ben redigido, nina supplica bem Cuita s vez'es
era quarrtoimslava para angariar-se o favor im-
perial. O olhar perspicaz do monarcha peuetra-
va em todo o lugar : com o dedo ir elle apontar
o empregado de talento no canto ignorado de
qoalquer reparlico, para eleva-lo sem transiejao
ao grao do chefe, um assento mr conselho de
estado.
Pela restauraco anda assim succedia : busca-
va-se para servidores do estado os homens intel-
igentes ; usava-se para com elles de bs manei-
ras-; era surama o goreruo mostrirva"-so paternal
e munificeute.
Nao assim hoje. Aos comroissarios do rgi-
men antigo substituiram os empregado dos di-
versos ministerios. Apalarracomnissariooi
depreciada, ignoro porque derivarlo o capricho
de linguagem : agora ella regeitda como no ou-
Iro lempo lora adoptada ; entretanto Coluert, an-
tes do ser primeiro ministro, tiuha- sido commis-
sario.
Os empregedos nao passam de ser fracees obs-
curos de um todo que se augmenta cada dia. .
rouco o leu trabalho, mas tambem pouea es- lugar em alguns ministerios, cujos empregados
peranca de Tuturo lhes- dado coneeber;*lm dis-fl s podem ser proridos d*br em dianle era vir-
io sio-.parcanenle retribuido : a imraeosiJade dej tude de examo e por meio- de concurso. Uir^l
graduacoes,o desenvolvimento dessa-cousa que i concurso de empregad03 parece cousa bem es-
se chamahierarchia, oppoem ao adrantanaeoto I iranha Gimo ali nao s hade tratar de alce-
do pobre empregado urna Ul enDa de ululse de empregos-que hoje luraot'Ou Loa- seja : ao menos um indkro de progresso e de
rois teriam lido necessidade de Irinta annoe par*! tal ou qal desejo de reforma
chegarera ao lugar de chefes. | _Vae-se lamben sentindo. 'bem que confus-
emula^ao, nea iniciativa. A assiduidade pre-
senta continua a principal cndilo que delles
exigem ; e mais adianto veremos de que mello
emenden essa virlude de immobilidade. Prima-
dos de loda a reUgo com o seu chefe suprimo,
julgando-se da parte deste objeclos do mais pro-
fundo desprezo, consomem-se edeQnham moral-
mente, como essss pimas cultivadas em lugares
baixos onde nunca penetra um raa benefTco do
sol. Um coronel couhere, pouco mais ou menos
lodo seu regiment. Cesar sabia os nones dos
seus Tinte mil soldados. Os erapregados, porm,
viren lo ignorados do sen chfe superior que
parece existir entre elles una muralha da Chi-
na I Ao chefe resta tao pouco lempo para se oc-
cupar delles.
Essa penosa situaco nao dimana soroenle do
syslema representativo: para ella concorrem
lambcm en grande escala a incuria e indolencia
dos honens. Nao era muito penoso para un ni-
nistro o fazer de Ires en Iros nezes una visitaJ
s suas repartices, ou quando nuilo de anno en
anno, afini de julgar por si nesno do estado do
servico, receber dos seus subordinados a expres-
sao de suas homonagens, o procurar descubrir
se nessa turba anonyna se adan por renlura
perdidas e desalentadas algunas inteligencias
aproveitaveis.
Na Inglaterra, onde predoninaa nesna praxe
de governo, as cousas marchara por outra forma.
O syslema administrativo se approxima daqulle
que nos regulava sob a realeza do direito divi-
no. Os empregados ali sao considerados, pouco
numerosos, e mu liberalmente gratificados
sua escolha precedo o maior cuidado : exige-se
delles muito Irabalho, mas nem por isso se quei-
xam.
Na Franga segue-se urna marcha precisamente
inversa. Frocura-se duplicar, multiplicar os cm-
progos com a esperanja de crear-so proslitos o
afleicoados.
Enganae-vos I s consegus nesle ponto o imi-
tar o pasldr da fbula que Irocou o seu cao ro-
busto por Ires caes gozos que de nada lhe servi-
ram. Nunca haveis decoolenlar lodo o mundo,
ror maior que seja o numero de lugares, que
creardes, ha de elle estar sempre em despropor-
cao com a soturna dos pedidos e enpenhos.
Aquelles, quen nao satisflzerdes, serao neces-
aarianenle vossos contrarios: aquelles, quen
empregarJes, nao pensis que vos serao sempre
agradecidos. Muito mal remunerados, e de lodo
esqiieciihrs desde o nomento, em que os inlro-
duzirdes na classe administrativa, nao seo mais
tratados conforme o seu merecimeoto, se que
o possaem, e menos anda, so o nao possuem.
Ei-los, pois, desgostosos de vos I
A negligencia, o Tro. o, permitta--se-nos ac-
crescenlora desaffeico reinara entro os em-
pregados. O seu zelo rao na razo dos- seus ren-
craeotos : mostram-se mal salisfeitos con a sua
sorte. e levan maldize-la durante as longas
horas do ociosrdade, que podem furtar adraba-
Iho. D'aqui vem o humor alliro e arrogante do
empregado, quem Oeus fez do mesmo barro
que aos oulros homens-.
Dests sorle, qualquer que seja a maneira poi-
que procederdes no systbna actual, estae cerlos
de que creareis pelo menos dez ininigos por un
amigo duvidoso. Q.aanto mais Ozerdes creseer os
lugares, lano mais- accumulareis em torno de
vos surdas animosidades; irritares, pozares e
odios, era troca de alguns- suecessos ep he meros.
Vos ministros segus urna sonda tortuosa : a-es-
peculado d m un engarro, una burla 1
Nesse proposito j tao adiantados vo que urna
reaego so faz sentir. Os-ninistros, que ha potico
anda, senelhantes ao sobrinhos da antiga eo-
media, espera va m con inpaciencia pela norte
de seus tos (os funecionarios) atina de poderem
devidtr e deslribuir os seus despojos, cooiecaoi
j a conprehenderen que a-final de conlas a he-
ranjo lhesservo nais de- onus que de proveito,
e nao a queren aceitar se co benecio de in-
ventario.
l)o cerlo tenpo para e assisfinos esse es-
peciacaki singular que nos fonrece un systena,
en virlude do qual o governo despoja-se dae
suas prerogativas, e crasa- os bracos para esca-
par quer ao enbaraco da e3olbat quer ao cor>-
fllclo c feror dos enpenhos: e assim venos ut-
ios empregos, cujo provimeoto dependa ames
do arbitrio dos ministros, submettidos hoje pe-
los mesaos ministros proras e condices de
ainissibHidade, que Ihesroubam vrtualnente a
faculdede de os promover. J islo vae lendo
do dessa idea transformar urna por;o de ho-
mens circumspectos, e dignos de ier considera-
do, em coltegiaes que procurara escapar s ris-
las dos seus superiores, e envidar lodos os ex-
orcos para frustar a rigilancia destes.
Urna de duas : ou tondes quo lidar com ho-
mens desmiolalos, e ent&o deveis despedi-los ;
ou tendee que lidar com homens rasoareis, em-
bebidos no sentmento do seo dever, e neste caso
deveis confiar na sua honeslidado, e na sua cons-
ciencia, deveis livralosdesses embaragos pucris.
As u linas fortunas- administrativas datan da
restauraco; d'ahi en diante nao lemos- ti Jo o
exemplo de um empregado que haja -galgado al.
sunidade da carreja. O uimos-que ahi ehe-
garam ti vera m o cuidado de obslruirem a ponte,
porque hariam atrovessado, como se-fossea ao
seu alcanco os Croatas e os Hulap.s.. Dee grabas
Deus, roeus seoheres 1 Podis viver tranquil-
los detendidos pela trplice linha de [orlicac6*s,
con que lornasles-inaceessivel a vossa-posi^ao ;
pedis adormecer em paz reclinados-as rossas
poltronas 1 Nao temaos o mrito subalterno, que
s perde e se confunde as reparooesl Porque
o que 6o que pede esse mrito ? Ter o tra-
balho de morlQcar-se, so que se mortifica;
pois far sempre o eHeito de um- paludo e fro
sol de invern em pleno nevoeke de desembro.
Felizmente elle reconhece por si mesmo a iou-
tilidade dos seus esforcos ; o sompreheude que
toda a sua vida apenas suffkienic para psssar
pelas seis classes de empregos- ordinarios, as tres
.ou qualro do-empregos principaes, e a duas ou
tres pelo menos de sub-chefe e de chefe, onde
esbarra toda a derrota, comose deparasse conos
diques do un canal, ou barricadas, que fosse
preciso topar de' assallo I depois de trinta an-
uos, desla. vida, deixa a reparlicao, reformando-
mente, a necessidade de melhorar-se a conV
cao dos oropregados, lornaedo-se essa condioo
ao-mesmo lempo mais apvopriada e mais seria,
caso est em assegurar-lhes meios de subsis-
tencia, nais-vanlajosos. En alguns ministerios
se tem- comecado elevar o mnimo dos ordena-
dos ; e esse augmento, se nao 3ufflcieoie, po-
lo neoos pernilte aos mesmos empregadesque
possam.viver tao decentemente, quanto vive um
sapateiro ou un carpioteiro. E' provarol, o
al mesmo justo, que> em eompensagao delles
exijan: maior somma de trabalho 1
Outro sira, dere-so egoalraentc tenlac urna
medida real, ainda que melindrosa, pora o en-
nobrecimento e regenefa^a dessa classe depre-
ndida, evem sera redcelo de tantos empre-
gos,.que. inuleis para o estado, nao nutren a-
quolles que os ser*emv o ninguem aprovei-
tam.
Desgracadamente, porm, semelhanes tentati-
vas-de melhoramenlo sao acompanhadas de me-
didas acerbas o humillantes, que rebaixam a
coodieao, do empregado, o lendem oar-lhe
moa idea pouco- elovata dos seus deveres, e do
seu carcter. A. ponlualidade militar urna
qualidade subalterna necessaria quando muilo
as relaces directas eora a populaba : mas o go-
.preo-
cupares e Inquietafoes de fra ? Nao possi-
vel semi-lhante ceusa. A mor parte dos empre-
gados, para poderem ver, veem-se reduzidos
aecuraularem oceupaces exteriores com os Ira-
balhos do seu eraprngo : oceupam-se, pois, em
cima da algibeira do paleto!, podis affirmar
sem roceio de engaoar-vo, que um suora-
numerario. r
Esse tmido para das repartices, alvo dosmo-
lejoji dos seus collegas, espera alguns tres annos
e al mesmo mais, que o man celeste do gover-
no venha cahir no deserto da sua bolsa : porm
logo que islo consegue, despe-se pouco pouco'
dos seus nodos humildes e respeitosos ; enlra
i para a repartirlo um pouco mais tarde, e retira-
se un pouco mais cedo : justo enlo j elle
mpregado publico foi por muito
ilhante, pelo nenos bastan-
verno a ueve, o gelo, e o fri
eran notivos mais que suOicientes para que o
empregado so deixasse ficar junto ao seu fogio
agarrado algum roraance novo, ou conversando
com un amigo velho : na primavera oran os
bellos ratos do sol, os prazeres da eqotacio, os
diversos mislere3. Uns sao guarda livros, ou ?e po "~ quem lhe roubav* maior
parte do lempo : no esto como conserrar-se por
muito tempo na repartigao. rerdadeira estufa
onde todos abafam do calor ? apenas pois ah
chegava o enpregado tratara logo de retirar-se :
analmente no outono obtinha urna lcenca de
ons mezes para repousardas fadigasdo anno.
fc portanto mais que verdade que nada linha
do sujagao e mconmodo esse modo de vida com-
lanle.
dao licOes do arithmetica e de escripia ; oulros
ensoam a nuzica ; alguns ha cujas nulheres
empregan-se em um pequeo commercio de
mercadorias ; al lem havjdo empregados que
toreados pelas circunstancias, o parca munificen-
cia do estado, se tenham sujeilado servirem do
contra regrasera alguna thealrinho de boulecard
fioalraente amitos se meltem escriptores, e os
oore ministerios contara as suas repartirles al-
gunas duzias de Iliteratos.
Dissenos que o enpregado deve comparecer
su i reparlicao s 9 ou s 10 horas en ponto ;
e ai daqulle que exceder un s mirruto dessa
hora Ha do chegar justamente lempo de rer
fochar-se o livro do ponto, pavor e affliccaro dos
ausentes, e de ver-se nelle notar : contempla
melanclico aquello livro inhspito, e passa-lhe
logo pela idea a roprehensao que tem de cuslar-
!he esse maldito minuto de demora, ou, no caso
de reincidencia, a multa con ameacade demis-
sao. E' interessante rer-se enlao o chefe, se-
raoihante um prevoste ou juiz criminal, mu
poucas vezes civil, r de onconlro ao delinquen-
te, cabeca levantada, colleirinho leso, o todo da
personogem indica que o pebre culpado tem em
sua preseura um ho.nen imporlante I
O chele' (fe reparlieio assigna muitos papis,
d nuitas audiencias^ esta o saia funecao espe-
cial. So bera que affecte are de prolector, to-
dava seria ditBcil induzir dassues palavras a
certeza, ou pelo nenos a esperanza de que elle
deseja proteger seriancnlc. E' na especie de
diplmala,-hbil em escapar-so ao'eumprimento
das suas promessas, e en fallar muito para na-
da dizer. Lastima o tempo em que foi deputa-
do, e Iraz sera cessar na bocea a palavra minis-
tro : anda sempre em procura do Sr.- ministro,
lem de enlender-sts com o Sr. ninisiro, lera" que
d-ar contas ao Sr ninisiro, ele, etc ; meso sor-
riso iniperceptlvel; que se lhe deslisa dos- labios,
rnostra evidenlcroentb que nao est muito longe
de atlribur-se o famoso dito de Luiz XiV
cormndo i peto que o ministro elle proprio
Occupar-se em aparar peunas segundo F-
garo, o capricho de eerros empregados. 0*sub-
chefe nao est isento dessa monomana : a sua
missao fazer mais trabalhar os oulros do que
Irabalbar elle mesmo. Todava nu lhe (aremos
a injuslica de julga-lo li-vre de qualquer oulra
oceupaco : por mais q.ue digam, o offlcio nao
deixa de ser arduo e Irabalhoso ; pois do sub-
chefe quo parte a iniciativa-; por quanto do que
temos dito bem so pode ver que o impulso raras
vezes parte dos altos intrincheirnmentos do po-
der. Pelo que o sub-chefe muitos respeilos
o-verdadeiro ministro, e mais do que o chafe que
nelle se louva.
Tamben nessa classe de sub-chefes, nais
do que oss-im-rainentes regidos da hierarchia,
que se enoonlram as mais das vezes honens ca-
pazes o entendidos : a razio muito simples.
Pde-se fazer por simples deliberaco ministros,
EiitretBo orguam-se do todos os lados quei-
xas sobre a exiguidade dos vencinenlos : prin-
cipio conserwram-se ellas n'umi esphera baixa
mas foran subindo pouco pouco at que che-
garan caara dos deputados: o porleiro abrio-
Ihes a porta con a urbaoidade que o earacterisa ;
e os digoissinos Orrai se oceuparam da eondicio
precaria dos empregatfos, e trataram de raelho-
ra-la,como do facto o Szeram.
Mas essa medalba tere ty reverso que acabamos
de assignalar : estabeleeev-se o livro do ponto I
O desespero chegou ao sen auge ; os ministres
tornaram-se surdos. O que fazer ? Resistir l
Ardisposices do regulamentb eram bem claras;
a primeira falta mereca urna reprehensiourna
reprehensao I ora, sso 6 nada bagatelT* A
segunda falta importava o descont de todo o or-
denado de am anno dlabo! Isto maisaebsi-
vel 1 Fioalraente a terceira falta demissono
caso r nada I a eousa vae para peior I nao
possivel a resistencia ; cumpre que todos se so'--
leiten, quer queiran, quer nao.
Depois dessa poca fatal, o primoiro cuidado
do empregado ao chegar na reparlicao, ir sobre
a mesa do chefe pdr a sua assigoatura nesse livro
detestaver.
Cumprindra esse dorer, o empregado sent t ne-
cessidade re recuperar suas fon-gas exauridas pela
jornada que- acaba de fazer. Os caldos gyram
nos corredores caldos ph-antasticos, cuja o.-i-
gem duvidosfl- um mysreriof Os pobres enr-
pregados do classe inferior sao- toreados con-
lentarem-se com um almoco, de accordo com os-
seus meios.
Faz gosto ve-Ios sentados-em frente de urna li-
gla, com algunas fatias de pao em-cada una das
nao. Profunda expressaode deseontentanento
se debuxa as suas fices : que-naturalmente
pensan nos esplendidos feslins de Ballhasar, e
as phantasias gastronmicas de Lucullo ; e de-
pois, cedendo inpresses mais recente, nao
deixam de lembrar-so das-aves reeheiad que
viram, ao passart expostas renda na case de
Very.
Esta lembrarrca aregra-lhes o cor8c*0 mae o
estomago era por isso flca menos vasio.
Finalmente para dar mais alguma consistencia
ao seu magro alimento beben um grande* copo
d'agua, e coraeeam o trabalho.
Apezar de ludo isto, esses-empregados subal
lernos, por pequeo que seja a sea salario-, est
ireclorea.a secretarios geraes ,. mas nao assim certos de. no dia 31 de cada- nez, apalparen em
o sub-chefe, qunlem de chegar sse lugar em
vii tu le dos seus servigos, experieucia. e anli-
guidade.
O empregado subalterno urna outra classe
desliada, urna espocie de armario vivo ou reper-
torio montado sobre dous ps, que reveste phan-
Irticamente forma humana,.e cujo pypo nao
deixaria de muilo interessar Grandville. Sup-
ponho que, se alguem tivesse a phantasia de pro-
ceder autopsia no cerebro do empregado dessa
ordem, eno-iutra-lo-hia rubricado e numerado
tinta vermcUia.
Chegamos aos amanuenses. Se as repartieres
publicas pode haver alguma cousa do elegante e
casquilho o amanuense, ou empregado desta
classe. Jovens o espirituosos pela maior part',
destinguenrse pelo ben posto de suas gravatus-
Joinville, o Irajar Dusaotoy, dos oulros seus
conpanheiros superiores, que ganhando nais do
que elles nao g-nhara, todava quanto baste para
ostentar o mesmo luxo.
Os ananueoses sao a Provideneia dos saldes
suas algibeiras em moeda sonante o frueto da sua.
exactido. Porm ha outra classe, ainda nais
digna de lastima, que a do aspirantes.- O' su-
pranunerario, seaao remunerado, lem pelo-
menos o seu ttulo de nomeacao na argibeira, e
a convieco de entrar um dia no quadro, oque
pode acontecer em um anno, al mesmo no dia_i
seguinle islo s depende de nma porreada.
Porm o aspirante nao C assim : a sa adnis-
sao depende ainda de un concurso. Tudaaas*
manhaas ao entrar na reparlicao informa-se se
chegou a ordem para o exame: indaga de seus-
futuros collegasaabre que versar esse-eame ;
elles divertem-se-em morlifica-lo, exaaerando o
numero das malcras e a severdade dosxami-
adores. O aspirante tica logo fra de si: rol-
lando para cas despede os- amigos entrada ;
e ei-lo en fiado no seu chambra, con o coto ve-
loa sobre a mosov a cabera eote as moapas-
saado e repassaodo os seu estudos classcos.
Pega-se syntaxe de Ll.omond; resolve todos
oproblemas.de Legendre^ faz discurses capa
burguezes, onde as boas pern so tornam rnaisi zea de encostara compendio de NoeLe Chapsal.
raras de dia em dia. at mesmo conseguera elles Pauco pouco- lhe volla a eoefianga ; rscebe em-
se com rolle quinhentos francos de ordenado 1 verno cntendeu que devera tambem exigi-la dos
rOIJIETOI
n
A LINDA MERCADORA DE PANOS
Nao examinaremos as deplorareis consequen-
cias que semelhanle estado de cousas podo acar-
retar para a administragio, e. por conseguale pa-
ra o paiz. Conservar-nos-hemcs ao nosso pro-
posito,, e apenas taremos queslo- dos homens.
Do ludo o que teios.exposlo ca claro que
os omprogados obodecem aos.seus chefes imraa-
dialos cono se fossea puros aatomilos : nao ha
pon
EL1E BERTIIET.
: LODnuacao.
IV
Na poca en que se passavam os aconteci-
mentos que narramos, Pars noite nao era tao
lluminado corao no lempo ero que vivemos. As-
sim. apenas declinava o dia, o ruido e o movi-
meto eessavara como por encanto ; as egrejas e
os ihealros so fechavam ; os burguezes se relira-
Tam para suas casas ; a circulagio' era por toda
a parte interrompida excepto n'um ou dous quar-
teiroes privilegiados. A' noite fechada a cidade
tornava-se a preza dos gatuoos, ladres e assas-
sinos que a infeslavam ; um cidado pacifico
nao se atreva nesse lempo sabir de sua casa
senao para um caso indispeosavel, e islo mesmo
depois do se ler munido de urna arma qualquer
para ddender-se e de umalanlerna paraalumiar
o cmiuho.
Apens o sino grande de S. Mery dera o sig-
raal de Ave-Maria, a lnja de Poliveau fra fecha-
da com estrondo. O boro hornera examinou por
si mesmo se ludo se achava na devida ordem, e
depois subi ao primeiro andar, um reparli-
roenio da casa onde o deviam esperar sua filha e
os aprendizes para a refeicao da noile.
Ksse reparlimeuto. que servia ao mesmo lem-
po de rosiriha o do sala de jantar, era espagoso
e irregular ; as paredes se acharara inicuamen-
te nuas. sem forro nem pinturas; os movis gros-
seims, anligos, e empretecidos pela fumaga, e
mesmo pelo lempo. A' um canto da sal se os-
tenlava aos olhos de quem ali eotrasse una ina-
mena* baixella de pralos e rasos de eslanho lu-
zidio como prata : bem como no centro se acha-
ra collocada urna mesa coberla com urna toalba
de panno de linho, e sobre ella quatro talheres.
() Vide fltarto n. 9.
O lugar do dono da casa se destinguia dos de-
niais por urna cadeira forrada de lapegaria, o por
un ropo de prata de apparencia muito modesta ;
porem o lugar de Kosinha nao linha deslinctbvo
algum. A linda mercadora nao pareca habitua-
da mtioros sumptuosidalles do que os oulros
convivas. Poliveau, seguudo as. tradieges de
sua classe, julgaria faltar sua conscieocia se
dsse filha um tiatamento diverso do que li-
nham os apreodizes.
Urna criada velha rabugenla i quem preparava
a cela da familia ; um pequeo bicho, sentado
um lado do fogao vlrav graveroeaie o espelo
apoiado sobre dous denles de ferro, e aspirava
taciturnamente o cheiro da carne assada, que
era elle o encarregado da vigiar. Urna clarida-
dc duvdosa penetrara pelos vidros enfumagados
janella, e dava urna luz baga essa sala patriar-
chai.
Quando o marcador ali enlrou, langou um r-
pido olhar em lomo de si para rer se todos esta-
ram no seu lugar. Rosinha so achara sentada
junto da janella ero aititode pensativa : Guilher-
me acabava de dispor os assenlos ao redor da me-
sa, pois, npezar das roaneiras paternaes com que
nessa poca eram tratados os aprendizes, exer-
ciara elles nao obstante certas fuoccoes, seme-
ntantes pouco mais ou menos s que eram pro-
prias dos criados. Quanto criada, precisamen-
te no momento en que Poliveau punha o p no
liraiar da pnrla, se diriga ella para lomar o es-
Eeto do bicho encarrega 10 de o virar, e por so-
re um prato o magnifico aseado que ia fazer as
honras da ceia.
Poliveau, observando que Gil Poinselot nao li-
nha ainda chegado, mostrou-se zangado.
O que quer islo dizer ? exclamou elle en-
fadado. Dar-se-ha caso que deva eu esperar
pela vontade dos meus aprendizes para pr-rne
mesa ? Julgam por ventora queja estou arrui-
nado, e incapaz de fazer rom que valham os
meus direito de senhor absoluto oa mioha casa V
Onde est esse insolente ?
A voz eslrondnsa de Poliveau arrancou Ro-
sinha s suas medilages .- ergueu-se com vira-
cidade ;
Nao ms enfadis, meu pae, disso ella tmi-
damente. Gil me encarregou de desculpa-lo se
nao pparecesse para a ceia; subi ao sea quarlg
lim de mudar de trajo.
Onde ir esse peralta esta hora ? replicou
empregados, e para este urja desenterrau o livro
do ponto, especia de martyro ade oppresso,
cahido j em desuso, e que foi em todas as po-
cas proprio de regentes de collegio.
A idea, quo se tese em vistas, oi obrigar os
empregados comparecer religiosamente em
suas reparticos s nove ou dez horas em ponto,
e coflserracem-se ahi al s cinco. O resulu-
ntroduziren-se sem muito trabalho oas regioes
nais eleradas, islo nos saleade titulares e ri-
cas personagen.
Perguntaequem aquelle oaralleiro que no
palacio da princesa B... porlote con tanto gar-
bo, e walsou con tanta perfeigo ; ou aquell'ou-
tro que en casa do Sr. de Castellano moslruu.se
tao di verldo, cantou pedagos de operas italianas,
e traloupoxmeu tharo duque s mais alias perso-
nagens daassenbla ; ou UnaLmenle aquello ter-
cciro, que nao deixa de ir urna s representa-
gao nos theatros, e de quem lano so sgradou a
Grise, que nao cantara bem se nao o risse pre-
s enle ?
Responder-ros-ho : o primeiro empregado
de 5.a classe no ministerio- da marinha : o se-
gundo ganba s 1,500 francos no ministerio da
guerra ; eo lerceiro amanuense na reparlicao
da divida inscripta. Ninguem sabe que ganhen
roas-ura sold alm dos seus ordenados. Assin,
pois, porque procedimeoto mysterieso, porque
sciencia econmica conseguen realieat esse mi-
lagre.que lano offusca a.risla, e d tanto que fa-
zer. ao. pensamento ?
Na obstante, nem sempre o empregado conla
urna vida lo cheia de episodios felizes: tambem
solho faz preciso passar pelas amargas proran-
gas da aprendizagero ; n'uma palavra, necessa-
rio.que sejam primeiros supranurneraros.
Quando rirdes um rapaz brioso no mais rigoro-
so inrerno sahir da. casa.de algum padeiro tora
duas flautas, cujos bocaes indiscrotos apparecera
o mercador com aspereza, Suppoe elle que a
mioha casa alguma estalagom, que lera a por-
ta aberta (oda a noite ? .... Porem ; continuou
com modo sombro, faga o que bem lhe parecer :
nao tardar muilo que eu nao lenha mais ordens
dar ninguem.: que importa ? Ou mais,ccdo
ou mais larde, sempre ha de ser 1 Vamos, para
a mesa.
A' um signal seu, Rosinha e Guilherme toma-
ram os seus lugares : tirou depois o chapeo, e
prouuncieu.com devogao o Benedicit*^ no lira do
qual comogou a ceia.
A' principio conservaram-se todos silenciosas;
Poliveau conimuara mostrar-so preoecupado ;
quanto Rosinha, linha ella bastante em que re-
fleclir ; e Guilherne, esle fallara muilo pouco,
especialmente quando nao era interrogado. A
conversago por conseguate nao poda ser (nui-
lo activa entre essas tres personagens.
Nao obstante, o mercador teado bebido alguns
copos de um rinho generoso, do qual conservava
um cangiro cheio dianle de si para fazer urna
destrbuigo razoavel entre os mais convivas, se
foi abrindo pouco pouco, e percebeu afiual que
sua filha nao eslava tao salisfeila e risonha como
de ordinario.
Que lens, miaa filha 1 lhe pergunlou elle
com tora affectuoso. Foi o meu arrobatamento
ou as minhas tristes previses que Unto te ate-
morisaram t Que queres I As minhas aventu-
ras de hoje inspiraram-me refleioes bem des-
agradareis : porem nao le importes com isso.
Nao quero ver a miaba Rosinha triste e aba-
tida.
verdade, meu pae; essas crueis inquio-
taces alteraram-me o espirito, respondeu a lin-
da mercadora com embarago:
Vamos, ramos, coragem, minha filha* 0!
perigo nao passou de lodo, mas rae j diante
de os. Nao obstante, confesso que aindo tremo
pensando nelle. Se Gandillot me nao tivesse
emprestado os sele mil escudos que roe fallavam
para o pagamento de Jacomeoy, eu Nicolao Po-
liveau, chefe da corporag&o dos taercadores eu
ex-almotacel da cidade, eu quo passo pelo com-
mercianle mais de bem de tcy0 o nosso quartei-
ro, rer-me-hiajforgado 4 fazer bancarrota, corao
se fosso um infame velbaco 1
Ao mesmo tempo o pobre homem esratiou
um ontro copo de rinho para disfargar o seu pe-
zar, ou antes para pgcqlUc duas grossas lagrimas
fim o aviso para o exame;. responde com geral
satisfagao, e orneado supranumeraro, adqul- -
indo o direito-de trabalhar por dous ou mais an-
bos sem peroebar estipendie algume lato quan-
#0 nao lica esperado para euiro exame..
A pessoa mais eslranha em todo o ministerio
e o ministro ; pois que elle apenas- re con os
elhos de dauaou tros ehefes e.de uro, secretario
geral; ignora pouco mais ou nenos o que vae
pelas repartirles subnetlidas sua direegao.
E em todo o ministerio e hornera mais impor-
tante o secretario do gabinete, parque posufe
toda a confianza do chafe. O secretario o en--
carregado da custosa Urefa dos convites paraos.
bailes e jamares raioisteriaes ; um despota das
pequenas-cousas. Abre todas as- carias particu-
lares dirigidas ao ministro, e quando naocon-
vm este receber esla ou aquella pessoa, 6an-
da o secretario o incumbido de fazer as suas. ve-
zes, douraodo a pilula de urna recusa formal &a
pedido-do pobre preiendenle.
A sua maiyr prelencao fingir-se sempre mea-
to oceupado. Se vos apresei-tardes na anle-sa-
la para fallar-lhe. o criado dir-vos.-ha ::
O senhor secretario nao falla; ninguem ;
passou. noile trabalhando con. S. Exc, o ainda
est muito oceupado.
Se nao obelante insistirdas, e enlrardes apezar
de ludo, encontrareis de f&cto o secretaria muito
ocoupado..... fumar um charuto ou a ler um
romance 1
(Tableau.de Paris^.slveira .
que llio rinham aos olhos. A joren nio reparn
nessa commogao, e replicou com ar dislrahido :
* Realnente, meu pae-, nao posso compre-
heoder cmo nen ura-s desses ricos senhores,
que ros deren sommas considerareis, se qui-
zesse prestar soccorrer-vos !
Nem um sos. minha filha I disse Polireau
batendo colrico com o p lembranca.das bu-
railiages que supporlra. Um n5o me poda re-
ceber ; estar ainda dormindo, porque perder
a noite em orgias. Outro achara-se jogando a
pela ; mais.outro linha ido ao palacio assislir ao
despertar da. rei. Aquelles que encontrara em
casa, e que me fallaram, respondiam com zona-
barias ou ameagas : este que possue cem mil es
cu los de renda, quera em cima que lhe cm-
prestasse mais vinle pistolas para jogar, porque,
dlzia olle, tinha perdido na vespera al o ultimo
sold:. aquell'outro foi anda mais longe, ousou
levantar a roo contra miro, que reclamava o
que me era derido 1 Sahi furioso, exasperado;
e vistes como me achava disposto contia a no-
bleza, quando enlrei na loja ; ahi estavam. o
conde de Haole c o joven marquez de Yillane-
gra. Por mioha f I psgaram elles pelos outros.
Esse nome do Villanegra pareceu restituir
Rosinha toda a sua riragidade.
Todava, meu pae, parece-me que tos ex-
cedestes muito ; porque afinal de contas sempre
sao fidalgos, e ....
> Oh 1 quanto ao conde de Maule, nao me
arreperado da minha grosseria. Apezar dos seus
ttulos e do lodo o seu apparato, ha muito que
suspeito que esse senhor conde um refinado
caralleiro de industria.
Que diz, meu pae I urna personagem que
frequenta a corle I
Filha, disse o velho mercador com indul-
gencia, para se entrar no Louvre, e peoetrar-se
at no gabinete do rei, basta que se ostente mo-
dos altivos e insolentes, urna vez que a pessoa
que assim so aprsenla faca repetir um nome que
soe muilo alio, erobora nao seja rerdadeiro.
muilo singular esse lempo em que vivemos, mi-
nha filha : muito se parecem os laes fldalgos al-
tivos e orgulhosos com esses relhaces manho-
sos, e fanfarrees, que tantos ha por ahi. Uns c
outros frequeotam os mesmos lugares, tem os
mesmos costumes, e at eguaes maneiras. Pelo
que respeita esse conde de Manle passa entre
os da sua egualha por ser um bornem de tino;
porem nos mercadores o temos por um grande
velhaco. Assim nao me arrependo do que fiz.
Rosinha ns julgou a proposito contar seu
pae a historia da corea favorita e oulras ridicu-
larias da pessoa em queslo. Para isso- seria
preciso fallar dos reveages do pobre Uil, que
naquelle momonto nao pareca em muito boa po-
sigo no animo do irascivel velho. Ella replicou
tira ida mente :
Lo outro, meu pae, o joven que acorapa-
nhava o conde 1 Elle pertence urna familia il-
luslre.
Quanto esle, respondeu Poliseau, langan-
do um olhar do esguelha sobre sua ulna, por ora
nao passa de um papalvo, ha de ir ser tam-
bero um tratante. Nao que dei.ve de pertencer
urna boa casa, como o dissesle ; o duque e a
duqueza de Villanegra gosavam. do. muito crdito
na cOrte, no tempo do defunto rei ; mas torna-
ram-se muito avaros, e o filho que ama os pra-
zeres, r-se obrigado contrahir dividas para
salisfazer seus gostos. Por outro lado acha-se
esle relacionado com Iliacos o caloleiros da or-
dem do conde de Manle ; essas companhias nao
podom deixar de o deilarem perder : quero
suppor que nao esteja ainda pervertido ; mas
com os amigos, que escolhou, os seus instinctos
honestos, se ainda os lem, nao podem resistir
por muilo tempo : acabar finalmente por Bril-
lar se com toda a especie de baixesas, iofamias,
o crimes, como tantos outros nobres desregrados,
de quo Pars est cheio.
Nao o crea, meu pae I exclamou Rosinha
com ealhusiasmo. O narquez de Villanegra re-
pellir os naos conselhos ; leal o generoso, e
nunca chegar ao ponto de commelter infantas e
baixesas.
O mercador franzio o sobr'olho. Rosinha per-
cebendo que o seu zelo em defender o joren fi-
dalgo despertara as suspeitas de seu pae, cabio
em si, e balbuciou baixando os olhos para o pra-
to que linha em sua frenle:
Pode ser que me engao ; conheco muito
pouco o Sr. marquez, e mesmo ignoro....
Canheces pouco o Sr. marquez ? inter-
rompeu Polireau com um tom sere.ro. Pois eu
le digo que j o conheces mais do que conrn
urna moga honesta e prudente. Comego
comprehender o motivo da assuidade desso se-
nhor nossa casa, e nao me arrependo de t-lo
despedido como fiz. K colpa talre leja minha,
continuou elle con ar sombro; deixo a minha.
filha exposta s importunagaa dessa raocidade
corrompida, emquanto me ado, fra tratando
dos roeus negocios arruinados. Sim, em tudo
islo lalrez s cu raereca. censura___
E duas lagrimas brilharara nos olhos do 7,aho
mercador. Desta rez Rosinha as percebeu ; le-.
rantou-se da mesa, e cocrendo para olle tem os.
bracos abertos, exclamou solugando :
PerJo, meu boa pae, nao vos aecuseis.
assim por aquillo que s urna leviandade mi-
nha ... mas eu nao sou culpada I
Culpada t retorqulo o velho, cuja colera ac-
cendeu-se-lhe esta palavra. Quem ousara di-
zer que a filha do Nicolao Polireau culpada de
urna palavra, de um pensamento sequer ? Por
S. Marl.inho! Se isto assim fesse, eu a estrangu-
lara nos meus bragos : sim, juro por Ocus que
a malaria l
A voz formidavel do Poliveau gelou de terror
os assislentes. Guilherme ficou com o brago
no ar sem ler animo de levar bocea o pedaco
de carne que tinha na mao. A criada deixou
cahir por trra o prato que ia servir ao chefe da
familia. Quanto Rosioha, recuou um passo* e
reprimi no fundo do corago a cooflssao que ia
talvez escapar-se-lho dos labios. O bom velho
era tao prompto em irritar-se, como em acal-
mar-se : rendo o etfeito, que hara produzido a
sua colera, moderou-se immediatameme.
Vm abragar-me, Rosinha, e nao fallemos
mais n'isto : prohibo-te s urna cousa, continuou
elle com roz brere e peremptoria, depois de ler
deposto um beijo na fronte da linda mercadora,
toma bem sentido prohibo-te jjue falles ess
marquez de Villanegra. Se, apezar do modo
por que o desped, elle ainda se apresentar aa
loja durante a minha ausencia, os aprendizes o
recebero como coorm ; quanto t, sobe para
o teu quarto, sem dirigir-I he ama s palavra, lo-
go que o vires apparecec. Sabis que gosto de
ser obedecido,
(Confinuar-se-fta.)
PF.R1*. TTP.DEH. P. DE PARIA. 1891.


Full Text
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