Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09211


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Full Text

aiio iixtii. lomo 9
Por fres mezes adiantados 5$00
Por tres mezes vencidos 6$000

SEXTA FEIBA B DE JANEIRO DEIS6I
Per aue adiMtado 198000
Porte franco para o sabseriottr.
,t--
n
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aroca-
ty, oSr. A, de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos
de Olireira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fer-
nandes de Moraes Jnior; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS DOS CORKElUS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
sextas-feiras.
S. Anio, Bezerros, Bonito, Ciruar, Altioho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
uricury e V as quarlas feiras.
Cabo, Serlnhaem, RioFormoso, Una.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios parten as 10 horas da manha)
EfHKMEKIDES DO MkZ Dl JAPfctR.
3 Quarto minguante as 11 horas e 4 minutos da
tarde.
11 La ora a 1 hora e 8 minutos da manha.
19 Quarto crescenle a 1 hora e 11 minutos da;
maobia.
26 La cheia as 2 horas e 47 minutos da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 4 horas e 54 minutos da manha.
Segundo as 4 horas e SO minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
7 Segunda. S. Theodoro mooge ; S. Telminio.
8 Terca. S. Lourengo Justiniano patriarcha.
9 Quarts. Ss. Jolito m. e Bazilica sua espoza.
10 Quinta.' S. Paulo eremita; S.Gohgalo.
11 Sexta. S. Hygino p. m. ; S. Honora v.
l Sabbado. S. Satyro m.; S. Zolico m.
13 Domingo S. Hilario b. ; S. Emilio m.
AlJuiENCiAS DOi trIUNae DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : 'segundas e quintas.
Relagio: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do eommercio : qoartas ao meio dis:
Dito de orphios: lergas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do cirel: tercas e sextas ao meio
Segunda rara do cirel
hora da tarde;
quartas e sabbados a 1
PARTE OFFICIAL
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPgA DO SUL,
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias; Baha,
Sr. Jos Martina Aires ;
Joo Pereira Marting.
Rio de Janeiro, o Sr.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa da
Faria. na sua linaria praca da Independencia os
6e8.
Governo da provincia. .,
Expediente do dia 8 de Janeiro de 1861.
Offirio ao inspector do arsenal de marinha.
Mande V. S. fazer no hiate de guerra Rio For-
moso, o que requisita o commandante da esta-
gao naval ao ofQcio constante da copia junta pira
ornato e decencia da cmara do mesmo hiate.
Communicou-se ao commandante da estaco
naval.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Devolro os papis relativos ao pagamento da
quantia de 7ji (80 ra da etapes abonadas ao de-
sertor do 9o batalho de infantaria Joao Bapii*ta
Soarea no mez de maio do anno prximo passado,
aOtu de que V. S. declare se nao obstante adiar-
se encerrado o exerekio de 1859 a 1860 pode ef-
fectuar-se esee pagamento conforme indica a
contadura dessa thesouraria no parecer a que
se refere a citada informarlo.
Dito ao mesmo.Ao capito do 10 batalho
e*e infantaria Joo Antonio Leito e 2o teoente de
arlilharia a p Sabino Fernandos de Souza, que
forara promovidos por decreto de 2 de dezembro
ultimo, mande V. S. adiantar a importancia de
3 mezes dos respectivos sidos para ser-lhes
descontada pela 5* parte do mesmo sold.
Deu-se sciencia ao commandante das armas.
Dito ao mesmo.Transmuto por copia a V. S.
para seu conhecimento o aviso de 10 de dezem-
bro ultimo em que o Eim. Sr. ministro da ma-
rinha approrando a deliberado que lomei de
mandar pagar sob minha respongabilidade a
quantia de 18J480 rs., parle das comedorias abo-
nadas ao recruta Belchior Francisco de Oliveira,
vindo do termo de Ouricury, declara o modo
porque deve esse excesso de despeza ser escri-
turado nessa thesouraria.
Dito ao mesmo.De conformidade cora o avi-
so da repartido da marinha de 13 do Janeiro de
1858, mande V. S. adiantar ao Io cirurgio Dr.
Pamphilo Manoel Freir de Carvalho e 2o len-
te Eduardo Fabio Pereira Franco, ambos da ar-
mada nacional e promovidos por decreto de 2 de
dezembro ultimo, a importancia de 3 mezes dos
respectivos sidos para lhes serem descontados
pela 5* parte dos mesmos sidos.Communicou-
se ao commandante da estaco naval.
Dito ao mesmo.Restituindo a V. S. os pa-
pis que acompanharam a sua informado de
hontem, sob n. 19, relativos ao pagamento que
pede Francisco de Souza Gouveia dos alugueres
da casa que servio de quartel ao destacamento de
Villa Bella nos mezes de julho a setembro do
anno prximo passado, o auloriso a mandar ef-
fecluar esse pagamento na importancia de 48#
rs., visto nao haver inconveniente, segundo cons-
ta da citada informago.
Dito ao mesmo.Estando nos termos legaes
os inclusos documentos mande V. S. pagar a
Domingos Jos Vieira Braga, conforme requisi-
tou o commandante superior da guarda nacional
da comarca do Bonito em officio de 2 do corren-
te os vencimeotos do destacamento da cidade de
Caruar, sendo os do tenente commandante do
mesmo destacamento relativos aos mezes de no-
vembro e dezembio do anno prximo passado e
os dos guardas ao ultimo dos referidos mezes.
Communicou-se ao supradito commandante su-
perior.
Dito ao mesmo.Respondendo o officio que
V. S. me dirigi hontem, sob n. 15, tenho a
dizer que approvo a deliberado que tomou o
inspector da alfandega desta capital de conside-
rar demiltido o continuo daquella repartico Ma-
noel Flix de Veras, por haver abandonado o
lugar desde o da 5 de dezembro do anno prxi-
mo passado, o bem assim a nomeacao de Tho-
maz de Aquiuo Furtado para substituir ao mes-
mo Veras.
Dito ao juiz de direito de Garanhuns.Sciente
pela carta que Vmc. me dirigi ao Io do corren-
te das oceurreocias lamentaveis que tiverara lu-
gar na povoago de Aguas-Bellas do termo de
Buique por occasio de proceder-se all eleico
de eleitore3, tenho a dizdr-lhe que nesta data
fago seguir da villa de Tacarat para essa co-
marca disposgo de Vmc, urna forga de 30
pragas de linha, quo Vmc empregar na manu-
tengo da ordem e seguranca publica, que re-
ceia-se que continuem amea'gadas, devendo con-
serva-s ah a raesma forg em quanto as cir-
cunstancias o exigirem.
Outro sim lhe communico que resolv demiltir
do cargo de director parcial dos indios a Fran-
cisco Alves Machado, a quem Vmc. remetiera a
communicagao junta.Expediram a esse respei-
to as ordens necessarias.
Dito ao mesmo.Era additamento ao officio
que lhe dirijo nesta data, communico a Vmc.
que sattsfazendo a sua requisigo, fago seguir
para essa comarca o lente do 2o batalho de
infamara Antonio Cardoso Pereira de Mello a
quem nomei subdelegado de polica do districto
de Aguas-Bellas, no termo do Buique.
Dito ao major delegado de Tacarat.Cons-
tandode partiripagoes officiaes, que me foram
dirigidas da villa de Papacaga, que na povoaco
de Aguas-Bellas do termo de Buique.por occasio
de estar-se procedendo a eleico de eleitores
fra a matriz accommettida por Francisco Alves
com os indios, de que director, dando-se eu-
tao occurrencias muito lamentaveis, de aue re-
sultaran! ale mortes, ereceiando-se que conti-
nuem all araeagadas a ordem e seguranca pu-
blicas, determino a Vmc. que faga marchar para
aquella povoago a torga de 30 pracas do 9o ba-
talho de infamara, quo ah existe, coraman-
dada por um lenle, e que deve alli conservar-
se ordem do juiz de direito da comarca Dr
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva om
quanto as circunstancias assim o exigirem Vmc
dar ordem a essa forga que quando nao for all
aecessaria. se recolha a quarteis nesta capital.
Se j nao estiver nessa villa a Torga de linha
I?*6 re reiro' Vmc- far se*ulr *Wlle mes:
mo destino 20 pragas do corpo flxo sob sen com-
mando com ura ofcial de conanga; requisi-
'nh,!!'..^ seQfo/necesario, o commandante
do batalho n 34 de infantaria desse municipio
" ZV?*Ti* "I8 expeco ordem oeste sen ido'
a forga da guarda nacional que precisar ar
qualquer necessidade o0 serv,go publico Lom-
ciou-se ao commandante o supradilo batalho.
Dito ao director do arsenal do guerra.-Visto
que nao veto do arsenal de guerra%a COrle Z
claragao do cusi dos objectos remetti.
pelo vapor Paran, pode Vmc. como prnnnz em
seu omcio n. 4 de 5 do correte, mandar valia,
os referidos objectos. aQm de fizer-se
airaoxanfe desse arsenal.
carga ao
r.,c h; \? l0 A6""11 do Reg Cazumb e
Custodio Manoel Theodoro, membros da ma
parochial de S. Jos do Recife.-Aos officos que
Vmcs. me dirigiram em data de hontem e de
hoje respondo declarando-lhes que ao Dr. chefe
de polica tenho dado as mais terminantes or-
dens para que nao consinta que em sua presenja
seja a le violada, pratteando-se consequenle-
mente umcrimo.se, como nao deesperar.se
der o que Vmc?. presumem.,
Dito.Auloriso o conselho administrativo a
comprar para ornecimento do arsenal de guerra
os objectos mencionados no incluso pedido
Commumcou-sefi thewuraru dezeada.
Dito. Autoriso o conselhr de compras navaes
a promover, de conformidade com os arts. 9 a 11
de seu regulamento, a compra dos objectos men-
cionados na relago annexa ao seu officio de 7
desle mez, visto que sao esses objectos necessa-
rios ao almoxarifado do arsenal de marinha.__
Communicou-se a thesouraria de fazenda.
Dito.Transmiti por copla ao superintenden-
te da estrada de ferro para seu conhecimento o
aviso que em 14 de dezembro ultimo me dirigi
o Exm. Sr. ministro do imperio por occasio de
levar ao seu conhecimento o officio que me en-
deregou o mesmoSr. superintendente em 19 do
novembro ultimo.
Dito ao gerente da Companhia Pernambucana.
Remello incluso por copla o aviso datado de
20 de dezembro ultimo, e a relaco a que elle se
refere, para que Vmc. icando int'eirado de quan-
to se determina em dito aviso, me habilite com
os esclareclraentos precisos de modo a poder mi-
nistrar a ioformago que exige o Exm. Sr. minis-
tro do imperio, tanto acerca do vapor Jaguaribe,
que se acha empregado no servido da Compa-
nhia Pernambucana de navegago costera, como
das pragas que devem compor a respectiva guar-
oico.
Dita a mesa parochial de Papacaga. Alguns
eleitores supplentes dessa freguezla acabara de
representar-me que Vmcs. tendo-ae reunido no
da 30 de dezembro prximo fiodo, aQm de pro-
ceder-3e a eleico de eleitores, depois de consti-
tuidos om mosa parochial sem as formalidades
legaes e sem que para isto concorressem com
seus votos os eleitores enlo presentes, como
preceiia o Io do art. Io do decreto n. 842 de
19 de setembro de 1855, retlraram-se para urna
casa particular, onde tem continuado o procesro
eleitoral, apresso-me em declarar-lhes para sua
olelligencia e governo que nao regular esse
procedimento. e que taes vicios e defeitos pode-
rao constituir nullidade insanavel do mesmo
processo, quando delle tomar conhecimento o
poder competente.
Dito a Manoel de Albuquerque Caralcante e-
co, e outros eleitores e supplentes da freguezia
de Papacaga.Nao sendo da attribuigo desta
presidencia conhecer dos vicios e irregula-
ridades, que Vmcs. attribuem, na represenlago
que me dingiram, & eleigo de eleitores. que se
esta procodeodo n'essa freguezia. cabe-me di-
zer-lhe que opportunamente sero elles aprecia-
dos pelo poder competente, quem remetlerei a
raesma represenlago.
Entretanto, tenho dado as providencias possi-
veis para que sejam cumpridas e guardadas n*a-
queiia eleigao as disposigdes da lei, como con-
Portara.O presidente da provincia resolve
uemiitir da lugar de director parcial dos Indios da
aideado Paoema a Francisco Alves Machado, por
assim convir ao servigo publico.
. Dita.O presidente da provincia, sob proposta
do chefe de polica, resolve demiltir Antonio
uongalves de Moraes do cargo de subdelegado
de polica do districto de Papacaga, termo do
Bora-Conselho.
Dita.o presidente da provincia, sob proposta
to chefe de polica desta data resolve nomear o
r atene",e do batalho de infantaria Antonio
Lardoso Pereira de Mello, para o cargo de subde-
legado de polica do districto de Aguas-Bellas,
termo do Buiaue.
HD.'.'r"9 Presi i18]? de P,icifl desta data, resolve exonerar
o cidartao Antonio Moreira de Carvalho Govin do
fi a s"bdelegado de polica de Aguas-Bellas,
termo do Buique.
c\m ExPeiiiente do secretario do governo.
umcio ao coronel Alexandro Maaoel Albino de
nc dlrectordo arsenal de guerra da c6rte
T, m\rSo Presidenle da provincia manda de-
parar h v. &., em resposta aoseu officio n. 322
de 20 do dezembro ultimo, que foram recolhidos
ao arsenal de guerra, como V. S. melhor ver
do officio e termo juntos por copia, os objeclos
vindos no vapor Paran "com destino ao mesmo
arsenal.
DESPACHOS DO DA 8 DE JANEIRO DE 1861.
Requerimentos.
3895Padre Antonio Generoso Bandeira.In-
r Sr. director geral da instruego publica.
J*96-Clara Mana da Conceigo.Informe o
br. inspector do arsenal de marinha.
d97-Eduardo Fabio Pereira Franco,Dirja-
se ao Sr. inspector da thesouraria de fazenda, a
q"!m,nes,U data se eipede a con veniente ordem.
Jt98Ignacio Benlo de Loyolla Jnior.In-
om,?n0*^1'- !n?Pecl0' da thesouraria provincial.
o-XX Leior.Junte a sua escusa.
3)00 Joao Autonio Leito.Dirija ao Sr. ins-
pector da thesouraria da fazenda a quem uesfa da-
la se expede a conveniente ordem.
3501-Manoel Figueiroa de Faria.Informe o
Sr. capilM do Porto.
3502Sabino Fernandos de Souza.Drja-se
ao Sr. inspector da thesouraria de fazenda a
quem nesta data se expede a conveniente ordem.
MMPamphilo Manoel Freir de Carvalho.
Dinja-se ao Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda a quem nesta data se expede a conveniente
ordem.
INTERIOR.
urna grande dif-
esl, merc de
aos interesses e
Minas Geraes.
Ouro Preto, 4 de dezembro de 1860.
Hoje, preoecupa toda a provincia o grande
problema que deve ser resolvida pelas urnas no
dia 30 do crreme mez, 27 e 30 de Janeiro do
anno vindouro, nao sera fora de proposito que es-
tudemosaphyaionomia dos tactos e comrauuque-
raos acs lei lores do Jornal do Commercio nos-
sas impresses.
Commecando por casa vemos que duas chapas
so acham organisadas para a eleico dos tresde-
putados que deve dar este districto. Urna que
representa a opiiiao liberal composta dos Srs.
Dr. Manoel de Mello Franco, Dr. Francisco de
Paula da Silveira Lobo e comaaendador Francis-
co de Paula Santos. A outra que alguna preten-
den! seja do governo, mas que em nossa opi-
nio nao passa de urna combinaco do partido
conservador feta na fazenda do senador Manoel
Teixcira de Souza, sob as vistas do deputado
Cruz Machado, compd-se dos Srs. Jos Joaquim
Monteiro de Barros, Dr. Jos Tavares de Mello
e coronel Francisco de Paula Ramos liona.
Se altendermos somente s conveniencias da
ordem jerarchica, estas duas chapas esto bem
combinadas, e os candidatos podem medir-sedo
viseira levantada, porquauto temos de cada lado
um letrado, um medico e um leigo. Fallando
porra imparcialmente nota-so
ferenca entre arabas.
Quem escreve estas linhas
Deus, ema posigo lo alheia
paixoes polticas que nao recaa que suas opi-
nioes sejam acoimadas de parciaes, ou propen-
sas a favorecerem cst6 ou aquello candidato, es-
ta ou aquella chapa.
Diremos pois com franqueza qual a apreciago
que os homens sensatos e estranhos aos partidos
fazem das duas combinages a que nos refe-
rimos.
O nome do Dr. Mello Franco bem recebido
por todos. Embora fosse liberal exaltado em
outras pocas, estimado nesta provincia por
guelfos e gibelinos, e pois a sua candidatura nao
soflYe a menor repugnancia.
Outro tanto nao acontece ao Dr. Lobo. E' lal-
vez mais aceito que o seu companheiro pelos li-
beraes exaltados de Marianna e do Ub ; porm
os conservadores nao o toleram, e os liberaos
moderados reprovam o desabrimento de seu ge-
nio, que estraga o seu talento e o colloca em po-
der conseguir em tempo algum para o districto,
como aconleceu na legislatura que vai Andar.
O terceiro candidato desta lista ira melhor,
talvez, se se conservasse fiel aos principios do
seu partido, que conservador; mas o desejo
de obter a eleigo o levou a incorporar-se com
os seus adversarios de hontem, por lhe parecer
que era para esse lado que corriam as probabili-
dades do triumpho, e isto faz com que seja acei-
to com frieza pela mor parte dos seus novos
amigos, e mal visto dos seus ex-correligionarios.
Desta lista, portanto, o primeiro candidato o
nico cuja eleigo nao parece duvidosa.
Pelo que toca conservadora opinio mais ge-
ral que a combinarlo nao foi feliz. O partido,
nao linha na verdade, entre os candidatos quese
a presen la vam, tres que nodessem considerar for-
tes ; mas era vez de ir buscar fra do districto,
como fez, algum que viesse vigorar a chapa,
trouxe um que em nada altera sua critica posi-
go. Daquiafiieza com que os conservadores es-
to recebendo a combinaco dos Srs. Teixeira e
Cruz Machado, e a provavel derrota dos seus es-
comidos.
Entretanto nao se lhes pode negar honestda-
de. Srs: Monteiro de Barros. Tavares e Paula
llamos sao cidados estimaveis por suasqualida-
de individuaes e particulares; porm a provin-
cia precisa de homens mais enrgicos, ej vio
os dous primoiros no parlamento. O Io distric-
lo especialmente nao aceita de bom grado urra
candidatura perdida em outro.
fendeu cabalmente o regulamento, conseguindo
senao salva-lo da morte que lhe estava destina-
da, conquistar ao menos rauitas sympalhias dos
seus colegas que lhe de rara inequvocas provas
de considerado.
Ficou poissupprimsda a repartico ou secreta,
ra de insfrueco publica, sendo os seus enipre-
os bancos que lhes ficavam ao lado, para lem-
brar-se de que a fragilidade partilha do ho-
rnero, pois ahi se achava o Sr. Paula Santos, pri-
meiro interessado na reunio, e que, segundo
me consta, nao ha muiio tempo fez a S. Rvm.
tragar o calix de amargura. Este facto digno
77;5 en?o0,paoa.^VcroPe%7r.memg,,:ande m,ta-
despedidas por nao contarem 10 anuos de serv- E' pois natural que agora os conservadores
procuren), por honra da bandeira, comparecer ao
combate, cujo resultado nao licito prever a
quem nao est iniciado em todos mysteros dos
partidos.
Apezar de ser j grandevo numero dos candi-
tes. que funecionarao sobre si de hora em
diante.
A ecoaomia porm que se fez com estas sup-
pressoes. est multo longo do accrcssmo de des-
dPee.,qde ?M7ruc?Vore?rS.ri^i'S?. d"fC*" d,t2' que -,Veem'"aprse"nta"do p"o7este durico";
...i a inslru.c^ primaria em todas as fre- anda continuam a apflafecer outros cuios no-
gu mu da provincia que orgam por 280. afora roes nao declino para nao roe^vr na neccs3i?dad
UZm ^Z,ta.m.beniCr-ear nS <,S,rC.t0S que ?e 0S re,,r" da ,isl dos que julg^sero aquel-
!?,/. em/vemcerlas condigoes, porquanto o re- les entre os quaes sedar o combate osquaes
gulsmenlo revogado autorisava apenas a existen- sao: w"wk us quaes
de%%rASnina^."dMra-8 n!.sn .,! fr.ara do cidadese villas ao commendador Paula Santos, e Dr. Laffayette; e
sfffbu U S ordenados Pelo lado coeservador Dr. Jos Joaquim Ferreira.
R "".Q .. Monteiro de Barros, coronel Francisco de Paula
i...t Z fSTAUatA COn"ar d? Prudenc,a d0 ac- Raos Horta e Dr. Jos Tavares do Mello,
cua'Si.' n. damP^T,nr,a' 1ue.saber re" .Anda bem que um outro correspondente desta
mii.m mu ... rm0d0 qU6 ** Da0 con,Pr- cl,ad. .ue tambero escreve para o seu Jornal,
nao nega honestidade a estes candidatos ; per-
mettam mais as suas finangas.
tqr fallar era finangas, ha alguns mezes atraz
mostravam-se estas de um aspecto bastante me-
lanclico, deva a provincia avultada somma por
cnpreslimo contrahido com a caixa filial do ban-
co, o nao pouco aos seus em pregad os, e os seus
cofies estverara por muitas vezes exhaustos; o
poico que entrava nao chegava para pagar ao
ramos os empregados ; isto obrigou o Sr. conse-
lhuro Pires da Motta a suspender o pagamento da
3 jarte dos vencimentos para que pudesse tocar
a tidos alguma cousa.
felizmente vieram logo os mezes de nnssa
raittir elle porra que eu discorde de sua "opi-
nio quando suppde que es conservadores se
mostrara frios na luta por nao se lerem agradado
da escolha.
Em primeiro lugar, se ha frieza, s nesta ci-
dade, e pelas razoesj indicadas; e depois cum-
pre ter em considerago que nao sendo hoje a lu-
ta por conta do individuos, como o era no syste-
ma da eleigo de circuios de um s deputado,
mais sira por conta de partidos que representara
curtas ideas, indiflerente que os representantes
se chamem Pedros ou Manoeis, urna vez que
os cofres provinciaes.
flavia o Sr. consolheiro Carneiro de Campos,
quasi no m de sua administraco revisto a pau-
ta1 da ayaliago dos gneros, pela qual se cobrara
os direitos de exportago, elevando os pregos a
i valor mais aproximado dos que geralraenle
pulares.
Basta por hoje.
S. Paulo.
S. Paulo, 10 de dezembro de 1860.
..fcs;18"""""""Mbre "^ y<%ssvs*+. ...m, ....
i- Mo Wao. ,o. KKh,m por tod. porto mSVoXXS0,. ?-."J "a" ? 5 "0
ma.do. o. do, lados poltico., o chafad. S"2S!.I5S >t.?S?.!">'.'}??l '<'""
iiDira, e o conservador: arabos pleiteiara a sua
por
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel do eommando das armas
em Fernambueo, na eidade do
HecMe, O de Janeiro de 1861
ORDEM DO DIA N. 163.
O coronel commandante das armas, faz publi-
co para conhecimento da guarnig&o e devido
effeito, o resultado dainspecgo de sade porque
no dia 5 de Janeiro do correte anno passaram-o
os Srs. officiaes e pragas depretdos corpos.abaixo
mencionados.
2. batalho de infantaria.
Msico CamilloGualdi.ee. hernia ingunial, in-
curavol, incapaz do servigo activo do exercito.
Tambor Manoel de Jess Borges, syphles, cu-
rare!, deve recolher-se ao hospital, para ser
tratado,
9." batalho de infantaria.
Soldado Vicente Ferreira Borges, ulceras sy-
philiticas, curavel; deve recolher-se ao hospital
para Iralar-se.
10. batalho de infantaria.
t'apilio Joo Antonio Leito, ozina em va de ci-
catrisagio, curavel, precisa de um mez de Iicen-
ga para concluir o tralaraento.
Os Sr. commandanles de corpos enviarlo
secretaria militar as certides de assentamentos
das pragas que foram julgadas incapazes do ser-
.co activo ; assim como faro recolher ao hos-
pittl aquelles que a junta medica julgar em seu
parecur. Faz igualmente publico o mesmo coro-
nel commandante das armas, que a presidencia
lJJAUS'. .de 8 de8te mez. nomeou o Sr. te-
Si v t bJ,t'lb, de infantaria Antonio (Jar-
. LMl\a de Mel|o. Para o cargo do subdele-
f, h.Pp Cl8 d0 d,s,rclo de Aguas-Bellas no
termo de Buique em Garanhuns.
Assignado.-yose Antonio da Fonceca Galillo.
&\kr.Vif:7;AAl0ntA Bniat Gustavo Galvo.
alteres aldante de ordensinterino do eommando.
Alem destas duas chapas, apresentam-se fra
dellas os Srs. Dr. Lafayette Rodrigues Pereira e
commendador Carlos Pinto de Figueiredo. tendo
desistido da candidatura o Sr. tenente-corowl
Villas-Boas da Gama.
Cada um dos dous candidatos, que trabalham
isoladamente, tem seu grupo de probabilidades.
O Dr. Lafayette deixou algumas desaffeiges
neste municipio, grangeadas no cargo de pro-
motor publico que aqu exerceu; porm mogo
de esperangas e bem recebido entre os 1-oeraes,
rauilos dos quaes entendem que deven ser elle
o terceiro da sua lista.
O commendador Carlos Pinto geralraenle es-
timado em ambos os lados; sua dedicago
seus amigos e aos interesses da provincia o tor-
nara muito recommendavel. Tiraos aqu cartas
lo lisongeiras de personagns dessa corte em
favor desle candidato, que todos o esperavam
em alguma das duas chapas.
Aqu linalisamos boje i nossa correspondencia.
fO-
Dava para encher urna extensa columna do
seu jornal a exposicao do motivo por que lhe
nao tenho escripto ha tanto tempo, mas nao vale
isso a pena quando naturalmente Vmc. desejar
antes saber o que vai de novo por esta pro-
vincia.
Dando-me pois por disculpado de qualquer
falta, vou recomecar a antiga larefa de noticiar-
Ule o pouco que pode interessar-lhe saber. Nao
espere Vrac. urna grande copia de noticias, pois
sabe que urna provincia to central como esta
nao ofTerece no cathalogo dos seus acontecimen-
tos rauitos que possam satisfazer a curiosidado
dos leitores de fra, e
que mal se pode aprecia
quanto se passa as suas muitas .
localidades para se exporcom fidelidade.
Funccionou em os mezes de agosto e setembro a
assembla provincial, cojos membros eleitos an-
da no rgimen da antiga lei dos circuios e sob
os auspicios de um resto das ideas de concilia-
gao sao em sua maioria do partido liberal, e
pela malor parle mogos talentosos, mas que
pela primeira vez se oceuparam dos negocios
pblicos no parlamento proviccial.
Houveram pois, brilhantes e pomposos dis-
cursos, que denotam bastante ligo e talento,
mas que talvez nao cassem a muilos respeitos
cora ai prosaicas quesles que interessam boa
administrago do urna provincia, cujas ne-
cessidadts sao innumeraveis a todos os res-
peitos.
Vagou o pensamenlo de economa, e sob esse
undameolo revogou-se o regulamento de ins-
truego publica, que anda nao tinha um anno
de existencia, e que mudara o nome a alguns
empregos que j exisliam ; mas, substiluindo a
maior parte dos funecionarios, de que elle trata-
va, reslauraram-se muitas cadeiras de instrue-
go primaria que tinhamsido supprimidas, e-u-
ja utlidade se nao pode contestar.
O desfavor com que de antigo costumo se-
rem apreciadas as necessidades desta capital
acarretou as suppresses o lyco aqu creado
ha annos, e que comegra a algum lempo a eita
parle a apresentar aspecto favoravel instruego
da numerosa mocidade que aqui procura obl-
Nao valeu para embaragar estas medidas o
notavel esforgo que como membro da assembla
causacom aquello ardor, que nos exercitos pro-
duz otoqueda chamada no momento de umaba-
talha.
De todas as partes chovem asreclamagdes con-
tra as reaes ou supostas intervengoes das autori-
dades na lula, ambos os partidos queixam-se do
mesaio mal, e isto prova que os cargos poliqaes
naprovincia leem sido confiados indistlnctame nte
ajessoas de um outro lado, havendo at lugares
onde os liberaes sedizem governislas, e os con-
servadores opposigo, entretanto que esta a
oiinio que predomina na administraco do paiz.
Deve ser renhida a lula em muitos lugares,
ros de esperar-se que o bom senso do povo
mneiro consiga anda urna vez provar que o uso
di um dos mais bellos direitos de nossas institul-
gies polticas nao deve dar em resultado o ex-
terminio de concidados, com os quaes, afora a
divergencia de opinioes polticas, nao lemos re-
pugnancia de nos tratarmos e de os estimar
ras outras qualidades.
O que preoecupa por ora mais os interessados
na luta e os torna mesmo mais irritados nao
tanto o receio dos adversarios, mas o dos con-
currentes do proprio lado ; este mal commum
a uns e outros; e quando vier a decepgo, ha de
dar em resultado o resfriamente do ardor, por-
que, por mais quo queiram inculcar o contrario,
para alguns a verdadeira causa do partido a
propria causa ; dahi que nascem s vezes essas
monstruosas passagens de um para outro campo,
e que entretanto trazem a vantagem de aclarar o
passado de um ou oulro individuo que Uvera a
habilidade de encobrir-se por algum tempo.
Fallando-lhe assim em geral sobre eleiges,
quu evitar a narrafo de fados comezinhos nes- ,em sldo 8oralcnento applaudida, embora a Tin-
tas occasies, e que se do em todos os lugares : Prena rSMHUta procure langar sobre ella o odio-
em ouira occasio referirei o que parecer mais so de urna estrepitosa reaego.
importante, se alguma cousa houver, pois estou Al? boJe a'nda nao foi dada urna s demisso
persuadido de que ha de haver muito fallatorio, P.0',c" por conta do governo e apenas quatro ou
milita queixa, mais ou menos fundada, mas ne- C1DC0 *u8ares vagos foram preonchidos, sendo
nhnma desordem seria, porque o povo em geral Domeados para dous delles delegados de polica
nao se presta aos agitadores, que delle se esque- do Darlido liberal.
cem quando empolgados. i Eu acredito sinceramente que duas nomeagos
_ 15 conservadoras nao vo dar ganho de causa aos
adversarios da Imprenta Paulistana, pequea e
insignificante minora di provincia, como ella
em mo porque Vrac. ha de suppor que propria o diz. Infeliz o partido ou
ro provincial, justificando a susponso de novo
imposto ao contador dessa repartija o, Antonio
Egydio de Morae3, resolve, usando da faculdade
que lhe confere o art. 80 da lei provincial n. 27
de II de maio de 1859, e de conformidade com
p disposlo no 1. delle, e no art. 81 da mesma
le, demiltir ao dito Antonio E. de Moraes do lu-
gar de contador do thesouro provincial.
Palacio do governo de S. Paulo, 10 de de-
zembro de 1860. Antonio Jos Henriques .
Para Vm. fazer urna idea verdadeira do que
disse esse empregado contra o seu inspector, ahi
vao copiados esses periodos da dita correspon-
dencia, palavra por palavra.
Regosije-se embora o Sr. Vicente Cabra!,
inspector do thesouro, por mais esse ore que
nos alirou ; espoje-se mesrao como a mordaz
vbora, ele, etc .
Outra : Quando reputago do Sr. Cabral,
como inspector do thesouro, questo secunda-
ria elle obter novas cartas de empenho da
corte... OSr. Cabral destes homens a quem o
rubor nao tinge as faces, e como que estraga-
dos pelo continuo uso dos vicio, etc., etc. Elle
quer a nossa demisso, porquer quer tranquillo
saborear os dmheiros provinciaes etc., etc .
Depois de publicada semelhanle corresponden-
cia cora a assignatura de um empregtdo, con-
trariando lodos os principios de subordinago
respeito e honestidade, outro nao poda ser o
procedimento de um governo que respeita os
principios da administrarlo e que preza a sua
digaidade... Esta medida enrgica e justa honra
o Sr. conselheiro Henriques, e ha de ser devida-
mente apreciada.
A administraco do Sr. conselheiro Henriques
Para nao flear por habito o deixar de escrever-
Ihe, e mesmo porque Vmc.
nesla poca de efervescencia eleitoral deve lia-
ver muiio que communicar de toda a parte, fa-
go-lhe estas linhas para assegurar-lhe que nesla
cidade tera-se mentido at aqui a maior tran-
quillidade, o que devido longanimidade dos
homens do lado conservador
o partido ou muito fra-
co que se deixa derrotar era urna provincia por
causa de dous delegados de polica.
Combinem-se estas cousas, e ver-se-hade que
lado est a justiga.
Foi nomeado delegado de polica da capital o
abitar n i h k IVa0. 'uer"em Sr- Dr- Taques Alvim, deputado provincial.
rVn Lf^n2"e.aJad0 beral lhe" tem offere- Sr- Dr- SanPaio continua a ser o alvo dos
Nao i m?l l llrlT""-*?- aa?U98 da 'Wnsa Paulista, e entretanto um
,. a q o verdadeiro moliro porque os 's faci nao analysa esse jornal que possa des-
m,!ma ?"" V,^"? aqul i,bU "cao;' cooceituar esse integro magistrado. Dizem ge-
^/onmaigUn8.aUribu,r e8Se Procediraenlo rameme que essa guerra lera por motivo urna
ao recato de se lornarem responsaveis pelos ex- recusa do chefe de polica a cerlos pedidos
cesses ei desvos que a luta encardada dos par- O Dr. juiz de direito da capital encerrou'a ses-
era outros lempos; outros,'sao do jury com um discurso contra a lei e al-
esmo ella lio extensa sde^no W.4^ u =0 po- I w>VUSSmJS o
ciar em um lugar ludo sicoes aqu occuoadas oor homens n,.B ik ,.m I S.m ... r?"!!."'.-0Jloti OMjisionou desgostos
e longinquas
Is empenhar-se n'uma luta era que Ihea'seri sram deaagradralYmp'reaV.'
rrectso grande esforgo para vencer asdifficulda-
des
que nascem da circunstancia de terem os
seus adversarios separado o campo, carregan-
do cora todo a armamento- e bagagera, que at
aqui era commum, porque a conciliago dispon -
sava dous abarracamenlos, vivendo os conserva-
dores aggregados.
Teem os conservadores procurado que as listas
d) eleitores das duas freguezias da cidade se
c.mponham de homens de um e outro lado po-
lico. em partes iguaes; os liberaes, porra,
mostrando nao atlender is causas que isso deter-
minara, teem ido por diante no seu exclusivismo
e hontem combinaran) definitivamente a sua cha-
pa da freguezia de Ouro-Preto em reunio de
unas quarenla pessoas, em as quaes se eontaram
algins conservadores, que parece terem sido con-
vidaos para testemunhar o acto.
Fez-ao a reunio em casa do parocho da fre-
guezia, o Rvd. Joaquim Jos de SanfAnna, em
quera muitos deposilavam a esperanga de que
exeicendo a nabre misso de concorrer para a
concordia das suas ovelhas, e visto que to in-
convjnientemenlo preslara a sua casa para urna
reunio poltica, houresse de aconselhar urna
comiinago que satisfizesse Unto quanto fosse
posa re os dous lados; entretanto com sorpresa
al ce alguns dos seus corrligionario foi elle o
uni que soanimou a levantar a sua eloquenle
vez parainterpellar o auditorio sobre a opinio
do um dos indicados para eleitor, nato que nun-
iualpelaau^ proflciencia neslas maleaas do-1 rageesque lb fizeram. e eniarar S.Rrm.para
Foram approrados na faculdade de direito os
seguintes senhores, no dia 30 de norembro :
1. anno. Manoel da G. L. e Vaaconcellos
Antonio Vieira Barbosa, Tristo Cardoso de Me-
nezes, Antonio J. M. de Oueiroz Jnior, Joo
Quirino do Nasciraenlo, Beraldo Rodrigues La-
doia Lima, Jos Ignacio de Macedo e Paulino
Rodrigues F. Charos.
2." anno. Paulino Jos Franco de Carvalho
Alfredo Bressane Leite, Eugenio Manool de To-
ledo e Joo Baplisti R. do Campos.
3." anno. Joaquim Jos Ferreira Netlo e
Luiz Pereira de Castro Jnior.
No dia 1." de dezembro :
1. anno.Antonio Jos da Costa Jnior
Adolpho de G. e Mello Mallos, Jos Fortunato
de S. Carvalho, Jerooymo Mximo N. Penido
Jnior, Jos Carlos Rodrigues, Francisco de Pau-
la Belfort Duarte, Francisco Jos Henriques e
Francisco Julio da Veiga.
2. annt. Nao houre exames.
3. anno. Joaquim B. de Castro Jnior, Ni-
colao Jos dos Santos, Alexandre Celestino F.
Pinheiro e Americo Lobo Leite Pereira.
No dia 3 :
1. anno. Sizeoando Brrelo Nabuco de
Araujo e Aquilino L. do Amaral Coutinbo.
Findram-se os exames desle anno.
i." anno. Joaquim Jos da Silra Leite, Sal-
rador F. de Mondonga Druramond, Theophiio C.
Benedicto Olloni e Antonio J. Vieira Machado.
3. anno. Custodio M. de Magalbes, Jos
Antonio de A. Castro e Jos Eurosino F. de
*rito^
No dia 4 :
ThL2ni!0AT Eufn Baptisla de Olireira,-
Ihom Rodrigues Peixolo, Alexandre Cardoso
ronles e Miguel Jos Tarares.
3 anno. Albino P. de Siquira, Francisco
de Paula Mannho. Jos Mara de Moura Leite e
Americo C. Tarares Bastos.
No da 5 :
2. anno. Luiz Eugenio Horta Barbosa. An-
tonio Barbosa de Olireira Arruda, Antonio Jo.
oe Mallos Lima o Simpliciano da Rocha Pombo.
J. anno. Manoel de Queiroz M. Ribeiro e>
Manoel Jos da Costa Franca.
No dia 6:
2." anno. Alexandre Antonio Martina Ro-
drigues. Antonio Francisco de Araujo Cintro, Jo-
se Augusto de Araujo Cunha e Joo Pinto de
Lastro.
3. anno Marcelino de Asss Fortes e Jos
A. remandes Lima Jnior.
No dia 7 :
2 Hni!? T J,r cisco de P. C. Valmool, Bernardino Jos da Cam-
pos e Joao Monteiro da Luz.
3. anno Luiz Fortunato de B. A. de S. Me-
nezes, Carlos Antonio Rodrigues. Joo Carlos de
A. Moreira e Jos Cezariode Faria Alrim.
-18
A seguinte circular, publicada no Correio Pav-
listono de 16 do correle, relera as boas inlen-
coes da presidencia da prorincia e o proposito
rmeem que eIla e8t de Mer respeitar a liber-
5le d0 70, que em a,8un lugares do centro
pode ser soffocala pela forga da polica.
2* seceo. Palacio do governo de S. Paulo.
10 de dezembro de 1860Illm. Sr.Coartado
que a eleigao a que se tem de proceder as dif-
lorentes parochias desta provincia no dia 30 do
correte raez corra paciOc e regularmente, man-
tendo-se em toda a sua plentude a fraqueza o
hberdade do vol, que a lei garante e que o gos-
venio imperial e a presidencia nao tem cessado
de recomraendar, V. S. reiterar quanto antes
aos delegados e subdelegados da provincia a re-
ligiosa observancia das ordens expedidas em oc-
casies taes. recommendando-lhes que guardem
toda a neutralidade e abstenco offlcial, limitan-
do o exercicio de suas funegoes s attribuigocs
que lhe sao conferidas por lei, e empregando to-
dos os seus esforgos para quede manera alguma
seja alterada a paz e ordem publica. E para que
essa recoramendago seja efficazraente observada
v s. lhes far sentir que a presidencia, no pro-
posito firme em que est de fazer respeitar a li-
berdale do voto, proceder com o rigor contra
aquelles que se prevalecorem do qualquer modo
da autoridade que exercem para violentara cons-
ciencia dos cidados.
Deus guarde V. S.Antonio Jos Henri-
ques.Sr. Dr. chefe de polica.
A lmprensa Paulista, orgao de urna systema-
tica opposigo, nao pode ver com boos olhosesta
circular, que evidentemente demonstra quo in-
justa tem sido a sua cama, e, que o mais an-
da, a sua opinio em reiago ao governo e ao
processo eleitoral.
Alm de que, se essa circular produzr o effeito
desejado, contraro aos interesses da lmprensa,
Paulista, que est om maioria na provincia de
numero do delegados e subdelegados, e quem
dispoe da forga policial raras vezes perdo a
eleigo. r
Veremos em fim o que diz a lmprensa Paulis-
ta sobre essa circular, e o juizo que ella forma
do procedimento do governo da provincia, que
expedio-a muito antes da eleigo.
A presidencia, forgada pela necessidade da
forga publica, vislo que s temos uns setenta ho-
mens de linha fez destacar um pequeo contin-
gente da guarda nacional, e smento na capi-
tal. Esta destacamento compde-sc dos guardas
nacionaes nao qualificados votantes. Esta esco-
lha para o dito destacamento foi prudente e
acertada, visto como ninguem dir que de pro-
posito se ordeoou o servigo com o fim de coagir
a liberdade do voto.
Eis o acto :
Illra. Sr. Expega V. S. suas ordens para
que a comegar do dia 18 do crreme, destaque,
nesta capital por Irinla dias, urna forga de oiien-
ta pragas da guarda nacional desse eommando
superior, com um capito-commandanle. um
lente, dous alteres e os inferiores correspon-
dentes. Escuso recommeodar a V. S. todo o
esmero na escolha dos officiaes, principalmente
do commandante. Deus guarde a V. S. Palacio
do governo de S. Paulo, 15 de dezembro de
loot). Antonio Jos Henriques Sr.tenente-co-
ronel commandante superior interino da guarda
oaciooal da capital.
Este officio leve o additamento seguinte :
a Illm. Sr.Era additamento ao raeu officio
da presente data, tenho a recommeodar a V. S.
que empregue o maior cuidado para que nao
sejam chamados para o servigo nesta capital,
atienta a difficencia de forga de linha e de poli-
ca, guardas nacionaes qualiGcados votantes,
seuo no caso extremo. Deus guarde a V. S.
Palacio do governo de S. Paulo, 15 de dezembro
de 1860. Antonio Jos Henriques Sr. com-
mandante superior interino da guarda nacional
da capital.
Por ordem de S. Exc, parti utadestacamento
de policiaes para o Rio-Claro, aonde a luta des
partidos parece ameagar a Iranquillidade publi-
ca. Esta localidade, as proximidades dos gran-
des centros coloniaes, mais que nenhuma outra
lem necessidade de urna forga respeilavel, e pois
o governo proceden bem prevenindo os aconte-
cimentos.
Foi demittdo finalmente o celebre subdelega-
do da cidade de Mogy das Cruzes contra quem ha
longo tempo leem sido fcitas as mais serias re-
presentares por parte da assembla provincial,
cmara municipal, e mesa parochial. Este acto,
do governo e chefe de polica revela o proposito
firme em que esto SS. Exs. de man ter toda a
liberdade e moralidsde no processo eleitoral.
O delegado desta mesma localidade, logo que
soube da demisso do seu subdelegado, parti
para l a toda a pressa, e consta que redobra da
esforgos para vencer a eleigo.
Esquecia-me dizer-lhe que esse delegado d&
polica achara-se nesta capital.
Nada mais tenho a noticiar-lhe.
Santa Catharina.
Desterro, 21 de dezembro de 1860.
Fervet opus; agita-se o mundo eleitoral, as
esquinas, as ruis, as estradas encontram-se os
cabalistas e mensageiros eleitores de ambos os
partidos ; sonham-se desordena, nrenlo-se tri-
umphos e derrotas, mente-se, entriga-se, mili-
rica-se, grita e mente lambem a imprensa ; mas
ludo rai suave e naturalmente marchando para
o dies ira da eleigo, em que dere terminar
esse carnaval de ora especie, no qual raro 6
aquelle que nao traz mascara.
Muitas sao as versoes que uestes ltimos dias
se leem espalhado sobre os resultados prorareis
das candidaturas, mas o que cerlo que, pelo
modo que rejo as cousas barulhadas, nao se poda
formar um juizo a priori.
E' lambem cerlo que a candidatura do Dr. Joo
Silveira de Souza tem ganho terreno, o nfio falta
quera assegure que ser victoriosa, bem como a
do Sr. Lamego.
Isso porm nao passa de conjecturas, que
meu ver nao leem um fundamento solido.
Diase-lhe na minha ultima que a imprenta en
.


(1)
I

geral, e o proprio Cruzeiro, iada a nha ac-
cusado a presidencia de inlervir na eleicao. Otas
depois veio o Cruzeiro dlzor-nos (au sei com
que fundamento) que o Or. Brusque protega a
candidatura Laiuego e Silveira, com cxclusao da
dos Sis. Alvim e Luz.
Cum quanto sao saja iniciado nos mysterios
da tu poltica da trra, aei com tudo que pelo
-- n
*
IARK> DE PERHAMBUU). figlTaVFEIB* U M JAREIRO DE 1861.
v mmz
o presidente, era cuja ausencia o Dr. Roberto
roontou agente do Lucio.
PaqutnoaHamuHos lem havido em algumaa pa-
rochias, como Atalaia, Santa Lozia do Norte.
Porto de Pedras, e capital, mas sem derrama-
meoto de sangue.
Em Atalaia, logo ao recebioMole da teroaira
cdela, lentou o Iada contrario a mesa protestar
menos nao tem transpirado da parte da presiden- contra eata saceos, disto originou-se um lu-
cia asa pretendida proieccao, sendo alia ra mullo que tairez lirsaae graves consequeacias
de duvida que s amigos dos Srs. Lamego a Luz
at hontem ira Progressista se dcclaravam apela-
dores da adtninistrac.o a reconhecidos a ana
neulialidade no pleito eleitoral, o que por certo
nao foriam se por ventura descouflassern se quer
dessa proieccao.
Segu n'esta occasio para essa o Sr. capito
de fragata Jos Eduardo Wandenkolk, que por
muitos anuos servio de capilo do porto n'esta
provincia, onde deixa saudosas recordaces e
amizades sinceras. Vae S. S. para Santos, para
onde a seu pedido foi removido, e onde de
aperar que seja to estimado como o foi aqui.
Concluio-se a obra de pharol dos Naufragados.
A' actual presidencia e prestrnosos servicos do
Sr. Wandenkolk de ve a provincia esso mchora-
mento.
O presidente ba das resolveu ir Laguna pa-
ra escolher as feriis trras do Ararangu o lo-
cal apropriado para urna colonia que a ti quer
S. Eic. fundar. Consta-nos que adiara a via-
gem para depois da eleicao
Ha cerca de oito dias quo por aqui chore cons-
tantemente, com forte ventana de leste, o que
tem tal vez causado a demora da volta do Apa.
A promoco do dia 2 do correle servio por
aqui, o como sempre em tes occasies, de pra-
aer a unB, de pezar a uniros, o de decepeo a
uuitos. Se se devesso salisfazer a lodos quaotos
se julgam com direilos a accessos, nao haveria
simples soldados, e os exercitos se cemporiam
de ofliciaes.
Fez-se ante-hontem a distribuido dos pre-
mios aos estucantes do lyceu provincial, com a
asststencia do presidente, chefe do polica, e de
varias pessoas ootaveis desla capital. Pens que
este eslabelecimento litlerario est ainda muito
quem do que para desejar-se, porm estou
convencido quo com o lempo c mellioramenlos
pareja es vira a presta r-se a um excedente curso
de preparatorios. Consta que o presidente tra-
nsira em urna reforma no sentido de nielhor dis-
tribuir a o das materias e do rgimen interno.
22 de dezembro.
Chegou emGm o Apa, e como o nosso correio
nao para gruyas, vou j remelter esta para ali.
Nao quero porm fecha-la sem fazer a V. urnas
pequeas ouservaces acerca do modo por que
se faz aqui o servico da distribuido das carias.
Sei que a culpa nao vem do administrador ; ve-
nha poim d'onde vier, o certo que soffre o
publico.
Em primeiro lugar preciso aitender-se que
o servico do correio n'esta provincia tem hoje
triplicado em relacao ao que era ha doze annos,
oque requer sem duvida augmento de pessoal e
casa a esse servido apropriada. O pessoal porm
pequeo, o quanto oasa em que ett collona-
da esla repartirse, basta dizer que um insig-
nificante quatto no saguo da casa em que est
a thesouraria de fazenda, como muito be ni sabo
o Sr. administrador do correio da corte.
Eu desejava que V. aqui estivesso chegada
de um vapor da curte para ver a lufa-lufa que
por aqui vae. Se chega o vapor as G horas da
tarde, s no oulro dia s 10 para as 11 que po-
demos 1er nossas cartas o jornaes, do maneira
que os negociantes qu teem transaeces para o
Ato-Grande e quo para dirigir seus negocio teem
necessidade de noticias do mercado d'ali, vem-
se em apuros, pois o vapor al s 2 ou 3 horas
pde-se em marcha para o sul.
O estrello saguo em que est o quarlo do
correio fica I i llera luiente cheio a nao poder al-
guem rao ve r-se dentro, e espera ali um pobre
calholico duas o maia horas at que possa rece-
ber tima carta ou um jornal. Creio que V. nos
faria um grande servico se chsmasse a altenco
de quem deve velar por esto termo de servico
publico pata o correio desla Ierra.
nao aer presenca do official-maior da saorela-
ria do governo Moodin Peatana, que por ordem
da presidencia liaba ido assistir a eleicao ; sus-
pensos oa trabalhoa, a mesa pedio providencias
ao presidente, o qual fez immediatameDte partir
um offlcial de polica de conflanea com tO era-
gas, cuja presenca pos agoa na'fervura ; viudo-
se a eleicao a coocluir-se plcidamente.
Em aanta Luzia do Nocla deu-se tambem no
dia 31 um tumulto, que foi suffocado pela inter-
ven;o do juiz municipal desla cidsde, que tam-
bem o d'aquelle termo, onde se achara por or-
dem da presidencia ; a mesa suspendou oa traba-
lhoa, e pedio providencias ao governo, que, fal-
ta de oulra forca, fez d'aqui partir 30 pravas da
guarda nacional e um alteres; serenaram-se 03
nimos ateo dia 3, em que appareceram serios
recelos de desordena pela nenbuma conflaoga,
que inspirara a forja ; pelo que a presidencia a
fez substituir por gente ao Xing e Tkelit, cuja
presenca e a do chefe de polica, que para all
foi, produzio extraordinario effeilo nos espiritos,
e ledos onche de confianza ; firmada a or-
dem, regressou o chefe de polica, ficando o juiz
municipal.; segundo as ultimas noticias linham
desapparecido de todo os receiosde desordem.
Em Porto de Pedras, por occasio de organi-
sar-se a mesa houve um tumulto, de que resul-
lou o quebramento da urna, mas nenhum feri-
menlo; suspensos os trabalbos a presidencia
mtndou que assim coolinuassem al amanha,
em quo lem de proseguir a eleicao na presenta
do chefe de polica, que boje tem de partir no
I'ersinunga : dizem entretanto que o primeiro
juiz de paz j den a elejcao por concluida I Ye-
remos o que ba.
N'esta cidade, onde ludo marchara na mellior
ordem, o nem poda receiar-se desordem, em
vista da grande maioria, que a liga tem sobre o
partido do Diario das Alagoas, assaz enfraquo-

Henrique da Silva Lobato ; .
Jos Monteiro Cavalcanle .
Francisco Bezerra Cavalcanle
Jos dos Santos Cavalcanle .
Maooel Francisco de Si .
Daviodo da Cunha Lima. .
Jacob Bezerra Cavalcanle
Jos Uerctilino tf'Aloeida
Manoel Ferreira de Mello ..:... 717
Jos de Mello Cavalcanle...... 715
Martiniano Bezerra Monteiro Gavalcante 70
Jos Cesar de Vasconcellos ..... 703
Joa Luiz d'Albuquerqae ...... 701'
Antonio Barbosa Gavalcante..... 698
Flix Joa Delgado......... 6
Mathias de V. Paes Barrate..... 685
Antonio Ferreira da Rocha ... 670
Hernardino joaqui.u 'Ummda : 671
Luiz Feliz Bezerra Delgada b9
Ponciano esmalto Pestoa daStqtreira Ga-
valcante ........... 665
Luiz d'Araujo Cavalcanle Jueier 665
Joaquiru Epiphanio de Mello..... 659
Silvestre Nunes Campello Maranhao. 655
Isidoro Bezerra de Oliveira..... 651
Jos Bezerra Leiie Sampaio..... 651
Jos da Silva Salgado....... 645
Joaquim Barbosa de Abreu..... 649
Tiburtino Barbota dos Saoloa..... 640
Ponciano d'Araujo Cavalcanle..... 635
Leonardo Bezerra Leile de Sampaio. 633
Manoel Joaquim Fo Santo..... 629
Lourengo Olavo Cavalcanle ...... 627
Joo Alves da Cunha....... 624
Manoel Bernardes Faluo...... 620
Una.
Commendador Taulo d'Amorim Salgado... 589
Coronel Manoel Xavier Paes Brrelo...... 586
Vigano Francisco Urbano d'A. Montenegro 583
Major Paulo d'A. Salgado Jnior.......... 378
Proprielario Domingos Hartins Pereira
Monteiro................................. 574
Proprielario Flix de Barros Pimenlel.....
Capito Joo Antonio Alves da Silva......
Tenente Herculauo Antonio Jos Marro-
qu m ....................................
Coadjutor Antonio Jacome de Araujo......
Capito Maximiano da Rocha Wanderley..
Tencnlo Jos Joaquim Alves da Silva.....
Padre Jos Porllno Gomes................
Espirito Santo:
Victoria. 17(de dezembro de 1860.
A secca contina a perseguir-nos, o calor
intenso e cruel, e Dous se amerceio de os, para
que mais tarde nSo passemos por urna imitsco
das desgracas que estamos leudo, relativamente
a nossos irmos do norte.
Nao ha novidades, o mercado froHxo desse
artigo, e por isso esta missiva lem carcter so-
raente poltico, que o que oceupa a aclualida-
de em maior escala.
Approxima-se a riso eleitoral, e todos se pre-
param para o combale, confiados na liberdado
de voto de que esta provincia j gozou plena-
mente na eleicao de selembro. escasado no-
ticiar-lhe que ambos os partidos asseveram que
ho de vencer, que todas as probabilidades estn
do .seu lado.
O presidente da provincia contina em igual
distancia e harmona com ambas as parcialida-
des. O Sr. Souza Carvalho um dos rarissimos
presidentes que neita quadra diilii.il ainda nao
soliera na provincia a menor opposico, sendo
para notar que outros seus antecessores aqui
teem naufragado, inlromelleodo-se na intriga da
trra e nos interesses eleitoraes.
S. Exc. em nenhuma localidade da provincia
allerou as forcas relativas em que se achavam os
partidos, e tein lido um escrpulo to exagerado
que, para nao parecer quo deseja influir as elei-
coes, tem-se abstido al de prover os lugares
vagos de delegado e subdelegado da capital, de-
legado esubdelegado da Serra, bem como as sub-
delegadas de Nova Almeida, Santa Cruz, Pene-
vente, Alegre, etc., etc.
A provincia flcou dividida om quatro collegios
eleitoraes, a saber: o da capital, Santa Cruz,
S. Malheus e Uenevente.
Paro aqui.
{ Carlas particulares.)
I Jornal do Commercio, do Rio.
Alagoas,
cido pela opposico, que tem feito ao govetoo, i Proprielario Paulino Augusto da S. Freir
hootem deu-se um tumulto, que seria fatal, se- j Agricultor Zeferino Cavalcanti d'Albu-
no se reduzisse ao recurso dos sceos e cacha- querque.................................
coes ; a presenca do chefe de polica fez as cou- 1 Dito Herculano Fraocelino C. d'A.........
sas entrar em seua eixos ; nasceu o tumulto de Dito Trajano Francisco C. d'A.............
ler a menora tratado quebrar a urna.
Eis os incidentes eleitoraes, que por c lem
occorrido, nada em relacao a agilaco que reina-
va ; tudo porm modiQcou-se diante da allilude
enrgica, imparcial o providente da primeira au-
loridade da provincia: no fim das coutas o Sr.
Leo Velluzo pode nao ler as enlhusiaslicas ad-
heses de partido algum ; mas lera cumplido seu
dever.
A opposico do Diario tem serenado.
Segundo os resultados conhecldos presume-se
que 110 circule do sul sero deputados os dous
candidatos da liga Drs. Jos Angelo Marcio da
Silva e Benjamn Franklin d> Rocha Vieira.
No norte, porm, as cousas nao parecem to
simples :a nica candidatura segura a do Dr.
Tenenle-coronel Aotonio Alfonso Vlaona.
Capilo Manoel Teixeira da Motta.........
Laurentino Freir de Albuquerque........
Teneme-coronel Jos Luiz de Caldas Lins.
Agricultor Ignacio Cavalcanti de Mello___
Dito Jos Luiz de Castro...................
Dito Felippe Paes Barrete.................
Negociante Joo d'Oliveira Ucha........
Dito Manoel Chrysostomo de Lima.........
Agricultor Manoel Mendes Patricio........
Uno Francisco Salgado Accioli............ 370
Proprielario Francisco A. Cavalcanti de
Lima.................................... 59
Capilo Manoel Vicente de Iiollanda Caval-
canii....................................
Agricultor Manoel Camello Pessoa de Mello
573
569
565
559
555
553
548
542
538
30
519
452
446
4)9
4)0
419
411
4)4
4)4
390
375
Speridio Eloy de Barros Pimenlel, chefe depo- Negociante Jos Luiz de Franca...........
licia da corto, quo s nao apoiadu pelos senso-
res Mendoncas em Porte Calvo; em lodos os
mais collegios presume-se que ser o primeiro
votado, pela aceitaco de ambos os partidos.
Quanto aosoulros ludo duwJoso; porque os
Mendoogas contam com os duzentos votos da co-
marca, os quaes esto sujeitos liquidacao pela
duplcala de que j fallei-lhe, a iiooconta 300, e
os conservadores gaatrnitlat, que sao os de Ata-
laia. Pillar, Assembla e Santa Luzia do norte
contam cora 300 tambem ; quem dominar?
354
319
342
38
Capilo Jos Felippe de Barros Cavalcanti
Agricultor Joo Carlos Cavalcanti d'Aibu-
querque.................................. 31
Eis os resultados das eleicdes para eleilotes
as freguezias da lloa-Vsla do Recite e Ilamt:
Boa- Vista.
Mauoel Coolho Cintra...................... 443
Antonio Carlos de Pinho Borges............ *V1
Tenenle-coronel Antonio Carneiro Machado
Rios......................................
Dr. Luiz de Carvalho Paes de Andrade....
DiUieil a resposta ; quasi todos, entretanto Jos Joaquim Aotuoes......................
pensam, que ser o segundo deputado o talentoso
Dr. Tavares Bastos Filho, eo lerceiro ainda dif-
flcil conjecturar-se.
PERNAMBUCO.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO
DE PERNAMBUCO.
AJLAGOAS
Macei, 8 de Janeiro de 1861.
Comeco por fallar-lho no carrnpeto que lhe
pregou um certo adragonado, quo lhe disse ha-
ver ouvido em o palacio do nosso governo, que
no Porto Calvo houvera um conflicto entre forca
de primeira linha.
Foi urna formidavel galga, porquo tal conflic-
to nunca houve ; e portanto o nossoguerreiro
nao poda ter ouvido a historia que conlou.
Antes temos o prazer de aonunciar-lhe, qoe,
apezar de muitos cassandras, a eloico vai em
geral correndo plcidamente, lendo-se j con-
cluido em muitos lugares.
No circulo do sul concluio-se, na maior par-
te, das freguezias, as quaes aqui lhe registrare-
mos, com o numero dos eleitores, que d, a
cljssificaeo polticaiguetros e conservadores;
servir para que se ajuize da forra dos parti-
dos.
Naroero dos eleitores.
Alagoaes............. 60L
S. Miguol............. 54L
Anadia................ 111L
Palmeira ............. 7L
Poxiro................ 41L
Mallo-Grande........ 36L
Piassabuss .......... 14c
Collegio.............. 15C
Trayp................ 18C
Sania Anna........... 11c
Segundo estes dados v-so, que a liga vence-
r, pois que falla conhecer-se do resultado de
duas fregueziasPenedo, que d 78 eleitores, e
Pao de Assucar, que di 18 : na primeira destas
parneiiias houvo duplcala.
Quanlo ao circulo do norte sabe-se das segua-
los parochias:
Atalaia................ 122C
Ipica................. 51L
S. Benlo.............. 85C
Pillar................. 44C
Assembla............ 33C
Nesta cidade que da 105 eleitores, os ligueiros
tem certeza do triumpho, segundo as cdulas re-
cebidas, assim como na Imperatciz, que d 140.
tai rorlo Calvo houve duplcala, como em Pe-
sedo.
Em Sania Luzia do norte dispulou o Dr. Ro-
berto Calheiroa de Mello (conservador) ligado ao
Or. Carlos Lobo (liberal) centra o capito Lucio
Soares de Albuquerque Eustaquio, tambem con-
servador ; tem sido rdeme o pleito, todos, po-
rm, dao pelo triumpho do ullimo, que tem por
ai a qualiQcacao e as posicoes ofAeiaes, que-oe-
cupa, dadas polo proprio Br. Roberto, como vi-
ce-presidente da provincia, dizem que, nao por
wtuda do Dr. S e Albuquerque, que entao era
REVISTA DIARIA.
Honlera leve comeco, perante a thesouraria
do fazenda, o concurso para o preenchiraento das
vagas de pratlcautes existentes na alfandega des-
la cidade, segundo o novo regulamento.
SSo examinadores os Srs. professores do Gym-
nasio provincial Dr. Antonio Kangel de Torres
Bandeira e Antonio Egidio da Silva, este na par-
te relativa operacOes arithmelicas, e aquello na
que conoerne grmmatic* nacional.
_ De amanha por diante paga a thesouraria
provincial os juros das apolices da divida publi-
ca, vencidos al o ultimo de dezembro prximo
passado.
Hoje tem lugar na matriz de S. Fr. Pedro
Goocalves do Recite o suffragio, que os offiriaes
de marinha existentes nesta provincia mandam
celebrar pelos fallecidos por occasio do naufra-
gio da crvela nacional D. Isabel.
O acto oomeca s 8 horas da manha, para o
qual sao convidadas lodas as pessoas que quize-
rem assisti-lo.
Por pastoral do Exm. diocesano de 8 do cor-
rele foram ordenadas preces as igrejas desla
cidade e d'aquella d'Olinda nos dias 14, 15 e 16
deste mez ; e as igrejas do campo, logo que a re-
ferida pastoral chegue ao conhecimento dos res-
pectivos parochos.
Estas preces leem por fim mais realzar a obla-
cao dos liis desta diooese na concurrencia do seu
bolo para o dinheiro de S. Pedro, favor do
qual S. Exc. Ilvma. se pronuncia fazendo o re-
clamo que lhe solicitamos, quando tratamos des-
ta molera.
Sob a rubrica Interior vai publicada a carta
do oosso correspondente de Alagoas, que narra
tudo quauto por ali ha occorrido acerca de elei-
coes.
Do Bonito consta, por parlicipacoes ofli-
ciaes, que funecionando a mesa eleitoral com a
precisa regularidade, fura impedida em seus Ira-
balhos pelo delegado de polica com urna forca
do destacamento, que porta da igreja impedia a
entrada de varios volantes, aos quaes repulava j
terem volado primeira e segunda vez.
A mesa, em presenca disto, julgou-se coagida,
e adiando os respectivos trabalhos, ropresentou
presidencia, vindo esta cidade o proprio juiz de
paz presidente da mesa e mais dous merabros
della.
O Exm. Sr. presidente para logo curou de dar
as convenientes providencias, demittindo o dele-
4!1
411
411
410
-10
410
m
19
406
405
404
401
404
404
404
4)2
4)2
42
412
4U
4(1
4
40)
1147
1146
1144
1142
1141
1138
1137
1134
1133
1132
Amaro de Barros Correa....................
DesemhargadorLourencoJosdaS. Santiago
Manoel Luiz Vires.........................
Desembargador Caetano Jos da S. Santiago
Gustavo Jos do Reg......................
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
Manoel Carneiro de Souza Lacerda......... 417
Hypolilo Cassiaoo de Vasconcellos Albu-
querque Maranhao........................ 4Q6
Joaquim de Gusrao Coelbo................ *6
Pedro Alexandrino de Barros Cavalcanti___ 406
Padre Francisco Alves de branles........
Antonio Cardoso deQueiroz Fonseca........
Jos Cicilio Carneiro Monteiro..............
Francisco de Leraos Duarte................
Jos Antonio dos Santos e Silva............
Thom Carlos Peretti.......................
Evaristo Mendes da Cunha Azevedo........
Profiri da Cunha Moreira Alves........... 4>3
Francisco Ignacio de Athayde............... 408
Nicolao Tolenlino de Carvalho............. 403
Francisco Martins Rapozo.................. 4>2
Francisco Joaquim de Mello Tavares.......
Simplicio Jos do Mello....................
Joaquim Jos Ferreira da Pcnha............
Dr. Nabor Carneiro Bezerra Cavalcanti.....
Augusto Rufino de Almeida.................
Francisco Jos Alves de Albuquerque......
Francisco de Barros Correa.................
Chnslovo Santiago do Nascimenlo........ WJ
Joo Francisco de Oliveira e Silva.......... 40i
Bento dos Santos Ramos.................... 4(j
Alexaudre dos Sanios Barros............... 400
Jos Alfonso dos Santos Bastos............. 400
Manoel Antonio Teixeira de Albuquerque.. 400
Francisco Joaquim da Cosa Fialho Jnior.. 399
Francisco de Miranda Leal Sove............ 399
Manoel do Nasciraento Vianna ............. 399
Dr. Bento Jos da Costa...................'. 399
Justiniano Cavalcanti de Albuquerque Belio 398
Manoel Rodrigues do O'....................
Joaquim MiletoMariz..............!.'"!!!."
Francelino Augusto de Iiollanda Chacn....
Benjamn Vires Dulra......................
Antonio da Costa Rosal................,."
Jos Marta FreirGameiro..................
Joo da Silveira Borges Tavor*............ 397
Francisco Antonio Cavaleanli Cousseiro.... 397
Manoel Marques Abreu Porto.............. 395
Alexandre da Silveira Lima Veneno........ 393
Jos Carneiro da Cunha.................... 391
Supplentes.
Deciode Aquino Fonceca................... 367
398
398
398
398
398
398
Manoel do Nascimenlo da Costa Monteiro..
Dr. Caetano Xavier Pereira do Brito........
Dr. Lourenco Trigo de Loureiro............
Dr. Silvio Tarquinio Villas-Boas...........
Desembargador Antonio Joaquim da Silva
Gomes...................................,
Desembargador Agostinho Moreira Guerra..
366
366
36 i
364
364
364
363
Antonio toso da Costa e Silva.............. 363
Thomaz do Aquino Fonceca................ 362
Clorindo Ferreira Cali.................... 362
gado autor do occorrido, e nomeando para subs- Caetano da Silva Azevedo
litut-lo um offlcial de primeira linha, quem *
ordenou que garanlisse com o destacamento exis-
tente all a mesa parochial no exercicio de suas
aliribuices ; reeommendando ao mesrao lempo
referida mesa que continuasse nos seus trabalhos
eleitoraes.
Consta que os divergentes tralaram de formar
outra mesa, o que nao sabemos se leve xito ou
proseguio.
A commissao quem foi por S Exc. com-
mettido o exame do estado da ponte velha do
Recite, enlendea que devera ser incontinente in-
terceptado o transito por all, para evitar-se al-
gum sinistro ; visto que ochavam-se os estelos,
que fleam da parle deste bairro de Santo Aoto-
nio, mol derreados pelo peso do eslivamenlo.
Eotendeu mais a referida commissao, que este
devera ser levantado para veriflear-se, se os es-
telos pdem ou nao comportar um passadijo ad-
dicional ou provisorio, por onde posss cominaar
o transito ; o que S. Exc. ordenou que fosso fei-
to, o effectivamenle ora se faz, no intento de
mandar executar a ids do passadico, se verifi-
car-so a respectiva possibilidade.
Consta-nos que o Exm. Sr. presidente j so di-
rigi ao governo imperial no sentido da execu-
go de urna nova ponte ; e para iste envin todos
os papis existentes e concernentes esse traba-
Iho, com declaragio de achar-se fechado j o
transito.
R' realmente raui sensivel essa ioterrupeo,
mas sendo aconselaada pela prudencia, cumpr
atlender ou espetar se possivel obviar os seus
inconvenientes por meto do passadico, que S'.
Exc. nao deixar de ordena*.
Concluio-se e processo eleitoral das paro-
chas de Una o do Buique, cojo resaltado consig-
namos aqui aciencia dos aossos leitores :
Buique.
Thomas d'Aquino Cavalcanle.....831
Antonio d'Asanjo Cavalcanle.....-801
Andr Gavalcante de Albuquerque Arco-
*'* .......... 799
Manoel Camello Pessoa Cavalcanle : 793
Vigario Jos Teixeira de Mello .... 789
Fauno Campello d'Alonquerque ; 770
Antonio de Hollaoda Cavalcanlo .... 765
Leonardo Bezerra CavalcDte Cidra : 7tt
361
361
361
361
361
361
Desembargador Firmino Antonio de Souza.
Thomaz tiarret.............................
Joaquim de Oliveira e Souza...............
Aleixo Jos de] Oliveira....................
Desembargador D. Francisco Balthasar da
Silveira....................................
Wenceslao Machado Freir Pereira da Silva
Flavo Ferreira Cato...................... 3fli
Jes Francisco Lavra....................... 860
Jos Francisco Pinto Goirnares............ 360
Feliciano Joaquim dos Santos.............. 363
Joaquim Augusto Ferreira Jacobina........ 359
Luiz Jos da Silva Guimaraes.............. 359
Manoel Joaquim Feroacdes d'Azeredo.... 359
Joo Pacheco do Queirogs.................. 359
Joo Bartholomeu Goocalves da Silva...... 359
Joaquim Francisco Franco.................. 359
Desembargador Manoel Rodrigues VillBres. 359
Antonio Pires Ferreira......................
Jos Nunes d'Oliveira......................
Miguel Archsnjo Fernandes Vianna.....'.'.'.
Luiz Carlos de Magalhaes Breves..........
Francisco Jos Arantes......................
Joaquim Elias de Moura Goodim..........
Symphrooio Olympie deQueiroga.......... 347
Francisco Rufino Correa de Mello.......... 357
Ignacio Jos Pinto.......................... J57
Joaquim Jorge de Mello.................... 356
Antonio Machado Gomes da Silva.......... 356
Firmino da Silva Amorim.................. 356
Ovidio Ferreira da Silva.................... 356
Jos da Costa Brando Cordeiro............ 355
Pedro lie Alcntara e Silva................ 355
Antonio JorgeGuerra....................., 355
Manoel Aotonio Santiago Leasa............ 355
Manoel do Nascimenlo da Silva Bastea___ 355
Luiz de Franca Lins d'Albuquerque........
Jos Rodopiano dos Sontos..................
Francisco Accioli de Gouvea Lins..........
Francisco Mendes Martins..................
Jos Joaquim Ramos e Silva..............
Leopoldo Ferreira Martins Ribeiro..........
Manoel Francisco Honorato..............
Francisco Antonio deMenezes...........'." 35*
Br. Aatonio de Vasconcellos Jfleneze Druo-
358
358
318
358
3)7
3S7
ond.................................... 349
Jom6.
Vigario Antonia Rufino Severiano da Cu-
...........1210
leante coronel Mariano Ramoa de Men-
_ d?nS ............ 1202
Capujo Bayimmwip.de Araujo Liaaa UM
Megociaoaa Antonio Rutino Monteiro .1182
Antonio Dantas do Reg Moronha. 1191
i Joaquim do.Souto Lia 1MB
Agricultor Vicente Jos do Santo 1185
Capilo Manoel Jas Fiusa Urna 1183
Negociante Rufino Marlios do Miranda .1188
Henete coronel Trajano Olympio da Cu-
nha Gouva..........1180
Capito Claudino Cesar Freir .* .1178
Tenent .-----a-aa-.... i^.tLmHna _. ci_
- rreire....... "" 117fi
MaterHenrjqne 4Mt de Noronho Farias .' H7*
Agricultor Jos Henrique de Mendonca 1173
Tenle Joao da Cunha Cavalcanle 1170
Nogociante Ismael Felicio da Cunha Bilo 1167
Rodolpho Gomes da Silva H65
Antonio Joaquim de Souto Lima 1164
Agricultor Rozendo Cavalcante da Cuoha
Reg.......... .tg,
Virgipio Veloso Freir..... neo
Negocianto Antonio Pereira Lima '.1157
Landelino Rodrigues Machado 1153
Joaquim Prancisco Diae Monteiro 1152
Agricultor Custodio de Oliveira Cavalcante. 1141
Negociante Joo Jos de Souza Gomes
Belarmino Deodeto de Lima .
Franklino Celestino de Mendonca .
Astolph Hoasten de Souza Go-
mes ...........
Agricultor Joo Ferreira da Silva'. *. '.
Custodie de Oliveira Cavalcante J-
nior ............
Vicente Bereira de Andrade! '.
Manoel Gomes Cavalcante : .
Negociante Jos da Silva Monteiro .
a Franklin Fsrnandes de Melle
Professor publico Manoel Felippe do Monte 1130
Agricultor Francisco AUvea de Carvalho 1129
Nogociante Joo Joaquim de Oliveira. .1120
Manoel do 'Fernandes .1110
Agricultor Pretxtate Sergio Velho de Mallo 1103
Andr Bezerra Cavalcanle Goodim 1095
Joa Justiuu d Acerodo .... 1081
O Br. juiz de direila da 2* vara criminal um dos mais
deu hotitem audiencia de seu juizo oa casa dos
auditorios.No processo do bancarrota culposa
em que roo Alexandre Ferreira Caminos, foi
offerecids o libello pelo Dr. promotor publico,
que requereu a condemnacao do reo no grao me-
dio das penas do art. 821 do cdigo commercial.
No processo entre partes, A. Jos da Rocha
Prannos e R. Alexandre Rodrigues dos Aojos,
procedeu-se inquirido de testemunhaa.No
processo por crime do resistencia contra Luiz Ra-
mos, foi oomeiado advogado do reo o Sr. Dr.
Maooel Moreira Guerra.
Eserovem-nos do Brejo da Madre Deus, era
data de 8 do correte, o seguinte :
Nesta freguezia concluio-se tranquilamente
o processo eleitoral. A opposico apresenlou-se
mvidando todas as suas forcas, e de feito, ha
torepos, nao ha lana animaco por este pleito.
No quarlo dia, depois de recolhidas as se-
dulas ca primeira e segundo chamadr, ella co-
nheceu a sua derrota, mas nao querendo resig-
nar-so lentou a maioria da mesa, que sua,
burlar a eleicao; porquanto, quando se reuni
a mesa o juiz de paz apresentou-se com doze
homeos armados de cceles, maodando as son-
linellas calar bayonetas para uo entrarem al-
guns votantes, que aioda faltavam votar na ter-
oeira chamada, e pessoos pacificas, que se di-
ngiao a matriz. Abri a urea, Urou forcosa-
mente o livro, ao que se oposeram dous msa-
nos, acodem os circurastantea, e conhecendo,
que seria baldada qualquer tentativa contra a
mesuia urna, sobre-estove, assiguou urna acta
de suspenso dos trabalhos com dous mesarlos,
nao indicando o da, em que doviam continuar,
e nem providenciando a seguraaca da urna aflm
de acautelar os votos do povo, retiioa-se com os
doua corapaaheiros, tendo pretextado frivolos
motivos de coaeco.
< Os dous membros que Qcaram, protestaram
incoolioente contra to iniquo e apaixonado ar-
bitrio, e resolveram chamar o juiz de paz im-
medialo para a couciusio dos trabalhos. Cons-
tituida noramento a mesa na forma da lei, ter-
minou a eleicao. A maioria da mesa, que pre-
tendeu inulilisar a eleicao espera a nullidade
della. Se assim accentecer, o que nao de es-
perar, nao preciso que o povo se incommode
para votar, basta que a mesa faca a eleicao, por-
que todas as veres que sua maioria conhecer sua
derrota, pretextar motivos imaginarios para sus-
ponso dos trabalhos. Nunca se procedeu aqui
urna eleicao to regular o pacifica, a modo que
retiravam-se da matriz as sentinellas logo que a
mesa pnneipiava os seus trabalbos.
O juiz de direito, e municipal assistiam
constantemente, eem qualquer duvida a respeito
dos votantes a mesa resolva de accorde com
elles. Com mais vagar lhe remetterei a relacao
dos eleitores. Sero votados com iguaidade oes-
te collegio os Drs. Brando, Augusto de Olivei-
ra, e coaego Campos.
A comarca fica em paz, e o anno principiou
raui chuvoso.
Lista dosbaplisados e casamentes fe tos na
matriz- da Boa-vista de 23 31 de dezembro de
1860.
Baptisados.
Mara, branca, uncida em 22 de julho do cor-
rente, til ha legitima de Jos Bazilio de Mendonca,
0 Joaquina Elias de Arantes Mendonca.
Mara, branca,, nasuda a 22 de julho. filua
1 nitima dos mesmos.
Mara, branca, com dous annosdenascida, fl-
lha natural de Carlota Maa e Jos Jeronymo.
Mara, parda, cum 10 mezas do nasctda, lilha
natural de Coleta, escrava.
Manoel, pardo, com 2 mezes de nasciJo, filho
natun de Marcoliaa Maria da Conceico.
Alfrtdo, branco, nascido em 22 do dezembro
do anuo passado, filho legitimo de Frederico
Augusto ie Lemos, e Candida Francolina de Lo-
mos.
Antonia, tranca, com dous mezes de nascida,
ulna legitima te Joo Capislrano de Luna Frei-
r, e Auna CaHnna Barboza Freir.
Feliaberla, criou*. com 11 mezes do nascida,
forra na pa, filha nttural de Luiza, escrava.
Francisco, branco, coa 14 mezes de nascido,
filho natural de Candido de Albuquerque Mar
nhao, e Josepha Maria rereira.
Candida, branca, lomou os sanios olhos, com
ciuco anuos de nascida, lidia natural de Canudo
de Albuquerq,ue Maranhao, e Jospba Maria Pe-
reira.
Joaquim, pardo, nascido em 9 de novembro
deste, filho legitimo de Antonio de Oliveira An-
drade, e Maria Raohiella de Andrade.
Jos, pardo, com 4 mezes de idade, filho le-
gitimo de Rodrigo de Souza Soares, e Felippa
Maria Francisca de Jess.
Maria, branca, com 7 mezes de nascida, filha
de Aureliaoo Rodolpho, e Alexjodrina Rosa de
Souza.
Gabriel, branco, nascido a 19 de julho do cr-
rame, filho legitimo do Dr.Gabriel Alcides Raposo
da Cmara, e Carlota Elida Barbosa da Cmara.
Eutorpio, pardo, forro oa pia, filho de Joanna,
escrava.
Casamente.
Luiz Fernandes Souto, com Salustina Maria
da Conceico, pardos.
- Foram recolhidos a ctsa de detenco nos
dias 8 e 9 do correte 6 nomens, sendo 5 livres
e 1 escravo, a saber: 4 a ordem do Dr. delegado
do l. dislricto, e 2 a ordem do subdelegado de
S.Jos.
---- MORTAUDAOE DO DA 10.
Florencia, preta, 6 dias, convulsoes.
Maooel, branco, 2 dias, espasmo.
Anna, branca, 9 mezes, convulses*
Joaquim, prelo, escravo, solteiro, epilepecia.
Zulmira, branca, 14 mezes, convulses.
Joaquim, prelo, escravo, 88 annos, solteiro, t-
tano. .
Maria, branca, 9 annos, etica.
tea e do armazom do deposito de Joo Bjotisla ...
de Medeiros.-Archivem-se. M"'s'a;jprmcWos Mcionaesnio so- da nossa orlhogra-
phla, como di de todas as nguas cultas que ho-
je se fa tam tn globo.
finm affpiln. oa caracteres reunidos formando
Foi tambem preseoto um offlcio privado da
junta dos correctores de 7 do correte, eomrau-
Dicaodo o cumprimonto do despacho deste rihi|- I'
nal, de 17 de dezembro ultimo.Inteirado.
naeaifam
Um requerimento de Lopaa & Miranda
prindo o despacho de 19 do novembro ultimo
para que seja registrado o seu contento de snoto-
dade.Registre-ae.
Oulro de Fernandes Irmaos, pedindo tambem
o registro de seu cntrate social.Vista ao Sr.
desembargador lieaal.
Oulro de Luiz Joa da Costi Amorim a Do-
minges Jos da Cana Amorim, pedindo o registro
da seu contrato soeiaLO roesmo despacho.
Oulro de Amede 8chafuer & C, pedindo o
-reaiatto da.nrocuxacaa que jumara^ RegJalra.se.
Outro dB.F. F. Borges, gerente da compaohia
Pernambucana, satisfazooOo o despacho deste
tribunal de 17 de dezembro ultimo, para ser re-
gistrado o vapor Jaguaribe. Prestado o juramen-
te e aasignado o termo de responsabilidade.
Lomo requer.
Oulro de Joo da Cruz Ribeiro, pedindo o re-
gistro da ama procuraco.Como raquee.
Nada mais houve.
Communicados.
LINGISTICA.
0fth8grahia Portuguesa, ueUSr.
Conseiheiro J. F. de Castilho.
A imprensa do Rio de Janeiro acaba de pu-
blicar urna Memoria (aules um tratado] sobra a
OrtAoorapAio Porlugu+ta e miseo do livros
elementares, pelo Sr. Conseiheiro Jos Feliciano
de Castilho Barrete e Noronha, como resposta
devida a varios reparos que ao Iris Clstico do
mesmo Sr. Conseiheiro flzeram o Sr. Director
Geral da Inslrucgo Publica das Alagoas e o Sr.
Inspector das Aulas primarias de Macei. E'
preciosos servaos quo &a ioiir
patrias se-haja feito h muitos annos, e devemos
um reconhecimente perpetuo aos dois intelligen-
tes cavalheiros do Macei, que assim estimula-
ram o Sr. Conseiheiro Jos Feliciano de Casti-
lho a dolar a nossa litteratura eom esto primor
de erudicao e de gosto.
Depois das mais judiciosas observacoes acerca
da formosura e recursos da lingos portugueza e da
singular misso dos livros elementares, para jus-
tificar a disposicao e physlooomia do Iris Clstico ;
depois da modesta coufroelaco desle livro com ou-
Iras obras que, segando os Pareceres ofliciaes de
Maeei, poderiam ser adoptadaspara o ensino pri-
mario em nossas aulas; editas do passagem duas
palavras sobre o mdico preco desta selecto,
chega o Sr. Conseiheiro Cistiiho mais impor-
tante parte do seu bello trabalhoa orlhogra-
phia, contra a qual se-pronunciaram os dois
funecionarios consultados.
O autor disiingue smenle tres columnas so-
bre que pos3a assenlar o systema graphico:
1.a a dorivacao, 2.* a analoga phnica, 3.a a
derivacao e o som; e, depois de mostrar a in-
admissibllidade das duas ultimas, decide-se muito
naturalmente pele primeira.
E' su luciente essa graphia (diz elle) para,
em innameraveis casos, nos-revelar o valor, a
exleaso, a gradaco dos vocabulos, proporcio-
nando memoria um adjulorio, com que recorra
fonle d'onde emanam, attingindo significaco
primitiva.
Facilita o aprendisado dos oulros prenles
em linha collaleral, dos idiomas de origem idn-
tica.
Estibelece urna regra nica, pela qual a
lingua se escrcra do mesmo modo no universo,
ainda quando diverssima seja a forma de
a-proferir.
Appiica lingistica um dos importantes
mel hora mentes, que a chymica pneumtica (e
bem assim a anatoma, historia natural, botni-
ca, medicina) inlroduzlu na seiencia, simplifi-
cando a acquisico do desconhecido pelo conhe-
cimento dos radicaes, e da mechaoici da lingua ;
e tambem simplifica a phraseologia dessas sci-
encias.
Perpetuar inalterada a lingua, conservando
o seu character, atravs dos lempos.
Com lal systema, faciluento sa-compre-
hender sempre quanto at hoje se-tem es-
cupi.
Acaba com as quesles de rivalidade na
supremaca do falsr, em relacao com o es-
crever.
Urna vez seriamente estudado o systema, fa-
cilima se torna a sua execucio.
a Conservam-se os pargiminhos nobiliarios
da honrada stirpe.
Nos casos de duvida, os homens da seiencia
tero base para a-solver.
Onde o uso liver sanecionado incorrecedes,
a orthozrephia etymologica conduzir os povos
orlhologia.
Dialectos selvagens, sira, podero subir das
turbas para os poderosos ; lingoas nobaes sao
obra dos sabios para os seus povos. Embors re-
presentassem aquelles urna onomatopcia teda
physica ; estas lea, na grandeza de sua origem,
mais alta razo de ser.
Estabelecids urna orthographia singela, aca-
pois.
palavras nlo sao chamados smenle a represen-
tar tons; sao mais que tned destiaadM*a rapee-
senlar ideas; e cada junecao de palavras, cada
pneuma, cada membro da periodo, ada parte
de discurso, compem urna certa ennastracio
da ideas distinctaa a correlaUvaa, que sa nio
podem, que se nae deven confundir com entras,
palo desenho de aoavencao que fala aos oteo?.
Adoplat de preferencia a graphia phnica, adop-
tai a outra, ainda mais incoherente, da derive-
cao e do som. o taris dianta de vos,.na primei-
ro caso, urna immensa manga de barbaros, com
quem nao aabereis conversar, porque nem a fala
nem ostrages vos dizem a que tribu perlencem,
no segundo, urna immensa peregrinaco
(Taleijados, qoe se-vo-incoslando a homens saos
o robustos, sem so-saber d'onde vem nem para
onde vao, o plantando na mesmo arraial ban-
deiras contrarias : urna sphioge no primeiro.
caso, urna caricatura no segundo.
O nico systema graphico racional
sem contradieco, o etymologico,rigo
te etymologico-como o etpea o Ilustrado an-
tor da Memoria de qpo nos oceuparaoa: smen-
le a regeneracao proposla e h muito pensada
pelos nossos mslbores.inganhos, se- nao poder
adoptar de um modo compteclo com i pressa
quesera para desejar, porque todas as reformas
s*o lentas, e teem que ofierecer mullas bala-
Ihas aos preconceitos que por toda a parte sux-
gem contra o bom-senso; mas j una boa
fortuna para as lettrss do Brasil o tir em nos-
sos dias um dos principes da lingua de Cames
assenlar as bases estaveis da orlhogtaphia ra-
cional, e promellor-nos um trabalho ainda maia
pondero* vm aimitnaote ...impi# que e.
perado desde j com a maior anxiedade.
Os argumentos do Sr. ConseJheiro Castilho,
ao analysar as censuras de seus nobrea conten-
dores de Macei, nos-parocem irrespondiveis; e
a fidalguia do estylo, o mimo da diegao, a gra-
ca das transposicos, e o sanete mesmo da iro-
na, mas d urna irona gravee respeitosa, que o>
autor ostenta no excellente empenho em quo
se-v6, e que sao qualidades proverbiaes em
urna familia teconhecidamente privilegiada, re-
commondam a Memoria do Sr. Conseiheiro Cas-
tilho sobre a Orthographia Portugueza nao s
a todos os professores e casas d'Instruccio Pu-
blica do imperio, mas ainda a todos os homens
de latirs o de gesto, qualquer que seja a sec-
co e a naclonalidade a que pertencam.
Soares oe Azetbbo.
354
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353
353
353
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CHROmCA^IUltlARIA.
miBUrtAL B8 COMIIERCIO.
SESSAO J DMIHSTRATIVA EM 10 DE JANEI-
RO BE 1861.
rRESI IIIICI DO BXV. SR. DESEMBARGADOR
V. A. CE SOUZA.
As 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu-
tados Lemos, Baste o Reg, o Sr. presidente de-
clarou abi rta a sesso.
Lidas, 1 >ram approvadas as tres actas ultimas.
EXPEDIENTE.
Foram presentes os mappas semestraes do me-
Tmenlo ( es trapiches, companhia, alfandega yo-
baro osscliismas, e a uniformidade de escrever
incurtar as distancias que ora sepram o erudi-
to do popular.
Dar-se-h um seguro-mutuo enlre duas-or-
dena de ideas afilas: pela etymologia se-saber
a orthographia; pela orthographia a etymo-
logia.
Centenares de palavras, que sdam da mes-
ma forma, tendo ahs sentidos diversos, se dis-
tinguen), primeira vista, respeitando-se nestas
horaonymas a etymologia, pela differenea das
leliras com que ae-esotevem.
E por fim, n'uma serie de paragraphosescrip-
tos com urna admiravel mestria, convence o Sr.
Conseiheiro Caslilbo ainda aos mais obstinados
phongraphos e eclcticos, que o frem de boa
f, de que os inconvenientes que se-coslumam
apontar aos que escrevem segundo a eiymologia,
nao passam de sombras debis que se-lhes ag-
glomeram na intolligencia, as quaes o sabio
autor da Memoria desfaz com um talento e orna
graca invejaveis.
D'ahi estabelece urna progressao do bases fun-
damentaes e de principios secundarios para bem
escrever, oceupaudo-se com cada urna das difi-
cildades queo graphar dos verbos, dos prooo-
mes.dos partculas, dos accentos e dos signaes
prosdicos e oithopicos podem appresentar, e
conclue com um addondo ou segunda Memoria,
em que aprecia as especiase censuras orthogra-
phicas dos Pareceres de Macei, respondendo a
cada urna delias com a clareza e segranos que
lhe inspira o profundo estudo da lingua por-
tugueza.
A memoria do Sr. Conseiheiro Jos Feliciano
de Caslilbo e as doutas e abundantes notas com
que elle a-enriquecera, sao um thesouro opulen-
to de doutrina, que os homens competentes sau-
daram como um meteoro de luz benfica e ge-
nerosa, que veio ariaocar o desenlio de nossas
vozes da trala confuso eom que erara batidas
pelos quatro ventos contrarios de systemas in-
congrua tes, e estabelecer d'uma Tez emm os
Fazem hoje justamente oito mezes que, sobre-
sallado cordel em minha casa, oa fazenda Boa-
Vista do termo do Ouricury, onde eslava junto a
duas filhas transidas de susto,reconheci que esta
va cercado por urna forca de 50 pracas de pri-
meira linba. Era que na tarde desea'noite, para
mim percursora de transes bem crueis.havia che-
gado a Ouricury com ampios poderes do Sr. Fiusa
ou Bom Jardira, o Sr. bacharcl Henrique Pereira
de Lucena. As 9 horas desse dia de apparatoso
oerco, o 8r. Lacena estova em minha casa, o
sem altenco ao estado de nsinhas filhas, sem a
delicadeza que o hornera de educaco deve ter
sempre para com as senhoras desoladas, obrigou-
as separacao do pai, deiando-as em um lugar
deserto, entregue aos cuidados de escravos, e
condtiziodo-me para a villa de Ouricury. Che-
gados villa, ao delegado em commissao aproo-
ve tranear-me na immunda eada, to cheia do
commodos, quanto pode sor una cada de Ou-
ricury. Vi enle que j nao linha urna patento
de coronel, que para a familia Granja estavo
rasgadas todas as garantas que hsvia ella ga-
oho 4 cusa de fidelidade nunca desmentida, a
dos pequeos servicos, em sua comarca qoe pres-
lou ao governo e ao paiz.
Emqninlo lado isto priticava o Sr. Lucena,
dzia que minha prlso era consequencia de um
plano que em breve daquelles incommoaos es-
tara livro. Sem comprehender o tal plano, mas
escudado em minha innocencia, que teda minha
comarca conhece, aguardei a forma;o da culpa,
bem certo de que por maior que fosse a m voli-
tado do fogoso delegado a meu respeito, nem
urna prova encontrara. Contara com despro-
nuncia pois a ella tmna direito. Depois de dous
mezes de privaces, de aviliameoto, de injurias
cuspidas a cada instante por essa autoridade bru-
tal, com a aprsentelo de meu irmao o lenlo
coronel Alvaro Ernesto de Carvalho Granja, dea
comeco a formacio da culpa o Sr. Lucena. E
tambem fui pronunciado e arrastado ao jury.
O Ouricury est 160 legoasdesta capital, bem
ditlicil que ao Recita cheguem os fados que l
se do : alm disso, os pebres sertanrjos nunca
veem a imprensa, e a autoridade tem sempre
razo nesta trra onde tudo lende para o arbitrio,
onde todos oa direttos decidado, e tal vez alguna
poderes do estado, esli absorvidos no poder
execuluo.
Esse jury a que eu, meu irmao, minha irma,
um filho e dous sobrinhos respondemos, nao foi
urna s'sso judicira em que o juires com in-
dependencia e calma julgam, foi um julgamenlo
deameacase imposigo, foi urna arbitrariedade
roalisada ponta dessas baioiu tas- que ao Sr.
Bom Jardim aprouve entregar a prudencia dessa
moco, que cercado da forca publica, impoz pros-
tiluio, e levou a homens honestos a convieco
de que nem sempre o governo considera e escolha
bem seus subalternos. Apezar de tudo fui ab-
solvido. O juiz de direito appellou, mais da
modo que doa-lhe a consciencia por islo. At
o juiz de direito I.... Entretanto o Sr. Lucena
elogiado o condecorado 1 Prandeu os Granjas
que Importa o mais ?
Hoje pende meu futuro do egregio tribunal da
relacao : superior essas conveniencias, que cur-
vam alguna mais baixos, collocados, escudados
em meus direilos, eu espero resignado sua de-
ciso.
Casa de delencao em Pernambuco, 22 de de-
zembro de 1860.
Jos Severo Gganla.
Errata da correspondencia do Sr. Fran-
cisco do Prado, publicada hontem.
Pagina 3.a linhas 91 leia-se...... 3029686
Na mesma pagioa linhas 99 leia-se. 5059552
Pablicacoes a pedido.
Altenco.
E' tal o abandono em que se aeha a capellt
de Nossa Senhora da Conceico de Beaeribe, urna
das melhores do arrabalde, qua nos demoveu
chamar altenco das autoridades competentes,
e a despertar do doleixo. desidia e neglicencia
com que parece-nos possuidos os irmos da me-
sa regedora da m<^ma capella I Possuindo um
soffrivel patrimonio de 4 casas no Recite, & em
Beberibe, alero de varios terrenos alugados e
aforados co o rendimenlo provavel de 1:2009
annuaes, ignora-se qual tenha sido o desuno
deste dinheiro, porquanto nao se fazendo obra
alguna na capella de que tanto necessita por
achar-se a desabar pela parle do consistorio, por
m formigueiro havido, ha lempos, na capella-
rar, em que ainda o conservara para prova da
seu acrisolado amor I Nao se concertando os pa-
ramentes, que se acham maltratados e dilace-
rados, nem as alfaias da igreja quasi todas que-
bradas, nem o sino da torre ainda fundido ha
mais de 6 annos, nem a cora de ouro da pa-
droeira concertada, nem a capella bem. varrida
e asseiada pela indecente morada do sachristo
dentro da igreja com 6 lilhasraulheres, que fa-
zem do espagoso quarto junto sacrista seu
immundo gallinheiro, e exterior raen lo estribara
de seu eavallo I Nao se dando conla em juizo
ha mais de 10 annos, em contrario do que de-
termina, que seja animalmente, o compromisso


JL
MARIO DB PKWAMBDCO. SEITA FKULA 11 DE AREIRO DE 1861.
:*
da irmandade, que rrio tem sido ezecotado en
nenhum de seus 15 captulos de qae se compe I
Nao se recebendo a joiar da entrada de cada
um dos irmos, que julgara-se com direito a
exercerem o cargo de thesoureiro, escrifo,
procurador, ele., sem pajarea as respectivas
*,7 fm *<,0^M, excepcie*. acta ae fa-
zendo a festa da padroeira, senao a cusa das
flete devotos, que eoncorreea coa a raiier parte
da cera e azeito ao -Saniississo Sacramento! Nao
8 pagando em lempo devido as decimas das
casas, e de mo-morla, julga-so que todo o ren-
dimento do patrimonio pouco para pagar-se
Bornate as crescidas cusas do juio. por cuja
falta do pagamento das decimas das casas, aus-
tera ellas qiHsi sempre secuestradas em seus
alugueresl! Nao declamars nossa, syadique
o faci quoni ae queira dar ao trabalho, que.jul-
gar ser antes um verdaderro ca/ios,como Ae
/Mima
O juiz de paz reconciliado....
COMMERCIO.
Rendimeoto do lia 3 a9 ,
dem do dia 10. ... .
59:007381
13:6305037
77.6379418
Movimento da airandega.
Volames entrados com fazendas..
com gneros..
Volamos sabidos cora fazendas.,
com gneros..
89
268
------357
58
172
------230
Descarregam hoje 11 de Janeiro.
Barca inglezaSeraphinamercadorias.
Brigue inglezJames Surarlbacallio.
Patacho americanoNahurabacalho.
Brigue portuguezBella Figuerense diversos
gneros.
Barca franeen Tuspan o resto.
Patacho brasileiro S, Salvadordiversos g-
neros.
Barca americana Elffarioha de trigo.
Decebe doria de rendas internas
geraes de Pernambueo.
Rendimeoto do dia 2 a 9 4:1148081
dem do dia 10....... 53866
4:652*690
Movimento do porto.
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A noite nublada e de pequeos aguaceiros,
vento ENE at as 4 h. da manha que roudou
para o terral c assim amanheceu.
0SCILLACA0 DA H4R.
Prearaar a 2 h.'18' da lardo, altura 6,6 p.
Baixamar as 8 h. 6' da manha, altura 1,2 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 10 de Ja-
neiro de 1861.
ROMANO STF.PPLK.
1 lente.
Edita es.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria de fa-
azenda desla provincia manda (azer publico, em
coulormidade da ordem do tribunal do thesouro
n. 201 de 13 de dezembro doanno prximo flndo,
que no dia 25 do crranle moz haver concurso
resta thesouraria para preenchiraunto da vaga de
2 escripturario da mesma thesouraria, entre os
empregados do thesouro, das thosourariae, al-
fandegas e recebedorias, da classo immediata-
mente superior de predicante. O came versa-
r sobro as seguintes materias : principios geraes
de geographia e historia do Brasil; traduccao
correcta das linguas ingleza e francesa ; pralica
do servico peculiar da repartirlo em que o em-
pregado estiver servindo.
Secretaria da thesouraria de (azenda de Per-
nambueo, 9 de Janeiro de 1861.O offlcial-malor
iuterino, Luiz Francisco do S. Paioe Silva.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial manda tercer publico, que o thesoureiro da
mesma thesouraria est autorisado a pagar do
lia 12 do correnle perdanle os juros das apll-
eos da divida publica provincial, vencidos at o
ultimo de dezembro prximo Godo.
E para constarse mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambueo 9 de Janeiro de 1861 .--O secretario,
A. F. d'Annunciaco.
A cmara municipal do Recite manda pu-
blicar para conheciraento do publico, que o Exm.
presidente da provincia, tem recommendado ao
director das obras publicas que mande tomar as
avenidas da ponte velha do Recite, que S6 acha
arruinada com perigo eminente dos que por ella
-transitara, de forma que Gque completamente
vedado o transito que ella so presta.
Paco da cmara municipal do Recite, em ses-
so de 7 de Janeiro de 1861.Luiz Francisco de
Barros Reg, presidente.Francisco Canuto da
Boa-Viagem, oflicial-maior servindo do secre-
tario.
Bepartico da polica.
Ia secg'o. Seorelaria da polica de Pernambu-
eo, 4 de Janeiro de 1861.
O Illm. Sr. Dr. chefe de polica da provincia,
manda tazer publico, para que chegue ao conhe-
cimento de quiri possa interessar, o coaleudo no
olUcio quo abaixo vai trauscriplo, dirigido em data
do 4 de dezembro ultimo pelo Dr. chele de poli-
ca da provincia do Piauhy.
O/Jlcto.
Secretaria da polica do Piauhy, em 4 dezembro
de 1860.Illm. Sr.Acha-se preso na cadoia da
-cidade de Oeiras desta provincia om cscravo que
diz chamar-e Casimiro, e aertencer a os Fran-
cisco, morador na Floresta peno dessa capital,
d'onde fugira ba 6 annos : e para que islo cha-
ge ao conhecimeeto do seohor do dito escravo,
a lira de o sollicilar, mediante documentos que'
rovem o seu dominio, assim o commuoico a V.
, a uuem Deus guarde.Illm. Sr. Df. chefe
le polica da provincia de Pernambueo.O chote
le polica, Francisco de Fariat Lemo.
Conforme.O secretario, Rufino jtnfusto de
Almeida.
Declarares.
NOVO BANCO
O aovo banco coatinua a itibstituir
ou tfftgittf c? ferto da ttta (fe JPjjtaj
20^ que havia emittido e anda existe
em circularlo, declarando que, em
cumplimento do decreto n. 2,664 de
0 de outubro do correte anno, esta
aubftituicao ou resgate derera' eFec
tuar-se dentro de 4 mezes, e tjue findo
este prazo s podera" ter lugar com o
disconto progresivo de 10 por cent ao
mez, (cando astim na forma do art 5
da le n. 53 de 6 de outubro de 1835
sem valor algum no fim de 10 mezes.
Recife 9 de novembro de 1860. Os
directores, Joo Ignacio de Medeiros
Reg, Lurz Antonio Vieira.
Cooselho de compras navaes
Tendo de promover-ae a compra do materrai
da armada, abaixo declarado, manda o eonselho
fazer publieo, que lera uso lugar ea sesso de 12
do correte mez, mediante propostas recebidss
ateas 11 horas da manha, acompanbadaadas
amostras dos oDjectos.
Para os navios.
40 armellas, 70 covados de baelilha, 8colches
de linho cheios de las, 400 chavetas sortidas,
400 temas do rede, 20 governaduras sortidas para
escaler, 10 arrobas de mealhar branco, 16 arro-
bas e 19 libras de plvora grossa, e 8 travesseiros
de tinho cheios da palha.
Para as obras do porto.
400 varas de linhagera para saceos.
Para os navios e arsenal de marinha.
4 arrobas de gua-raz e 300 remos de tata de
14al8ps.
Sao as condices para effectuar-se a compra,
ser pago logo no mez subsequente do recebimen-
to dos objectos, e sujeitarem-se os vendedores
multa de 50 0|0 do valor dos meamos objeclos,
caso nao os entreguem da qualidade, o na porc&o
contratados.
Sala do eonselho de compras navaes em 17 de
aneifo de 1861.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
IuspecQo do arsenal de raa-
riiba.
De ordem do Sr. inspector Cajo publico que em
10 do correnle mez, as 11 horas da manha, ven-
der-se-h na porta do almoxarifado desta repar-
tirlo nao s6 arrobase 30 libras de bolacha, mais
anda 28 libras de bolachinha americana, em es-
tado uraae oulra cousa do reuioa, conforme as-
sim foi entregue pelos navios do armada.
Inspeccao-do arsenal de marinha de Pernam-
bueo, em 7 de Janeiro de 1861.
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
Secretario.
A secretaria do governo precisa de dons
encadernadores para preparar os livros da cor-
respondencia oQicial; quem quizer se encarregar
desse trabalho, dirja-sea mesma secretaria.
O Illm* Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desta provincia manda fazer publico que
no dia 10 de Janeiro prximo seguale haver
concurso nesta thesouraria para preenchimonto
de 10 vagas do praticante da alfandega desta ca-
pital, eomecando os etames as 10 horas da ma-
nha sobre as seguintes materias: leitura, e ana-
lyse grammatical da lngua verncula, orlhogra-
phia, e arithmetica at a theoria das proporcoes
inclusive.
Aquelles, que pretenderen) ser admittidos ao
concurso, devero previamente provar qae teem
18 annos completos de idade, que esto livres de
culpa e pena, e que teem bom procedimento.
Secretaria da thesouraria de fazenda do Per-
nambueo 12 de dezembro de 1860.O official-
maior interino, Luiz Francisco de Sampaio e
Silva.
Arsenal de guerra.
Por ordem do Illm. Sr. coronel director do ar-
senal de guerra se faz publico a quem convier,
quo nos termos do aviso do ministerio da guerra
de 7 de marco de 1860, se tem de mandar manu-
facturar os seguintes artigos:
Para o 4 balalho de artilharia.
369 sobrecasacas de panno azul.
Corpo da guarnirn.
161 calcas de brim.
161 camisas de algodozioho.
161 pares de polainas do panno preto.
Companhia de cavalhria.
70 camisolas de brim.
Hospital militar.
150 leuees de brim.
Quem quizer arrematar o fabrico de laes arti-
gos no prazo de 30 dias, compareca na sala da
directora do mesmo arsenal, no'da 12 do cor-
rento, pelas II horas, com suas propostas em
que declarem o menor prego, e quaes seus lia -
dores.
Arsenal de guerra de Pernambueo, 9 de Janeiro
de 1861.O amanuense, Joao Ricardo da Silva.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
Jo arsenal de guerra, tom de comprar os objec-
los seguintes :
Para o 2 balalho de iofanlatia.
Pesos da bronze de urna oitava ate meia ar-
roba.
Para o 10 batalho de iofantaria.
50 mantas de 15a.
Para o hospital militar.
25 garrafas de xarope peitorel bra-sileiro.
Para differcnles corpos.
309 esleirs de palha de carnauba.
Para provimento dos armazens do arsenal
do guerra.
500 caadas de azeite de carrapato.
10 mtlheiros de pregos de meia cabega.
Para o laboratorio.
6 resmas de papel carto.
Para a oTicina de ferreiros do arsenal de guerra.
1000 unhas de boi.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas proposlas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 16 do
correnle mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 9 de
Janeiro de 1861.
Bento Josi Lamenha Lins,
Coroiel presidente.
Francisco Joaquim l'ereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Consellio administrativo.
0 conselho administrativo, para tornecimenlo
do arsenal de guerra, em cumprimenlo ao arl.
22 do regulamenlo de 14 do dezembro de 1851,
faz puMioo, que foram aceitas as proposlas dos
senhores abaixo declarados.
Para o arsenal de guerra.
Jos Rodrigues da Silva Rocha :
1 arroba de cera branca era pao a 1J400.
Lhristiano Kroeger :
10 toneladas inglezas de carvo de pedra a
34 a tonelada.
l'ara a companhia Gxa de caradores do Rio
, Grande do Norte.
Jos Rodrigues da Silva Rocha :
JM mamas gnmdes de la a J28.
Para o 10 balalho de infantarta.
O mesmo vendedor :
50 mantas grandes de la a 2*5280.
Para o hospital mtttir.
O sobredito vendedor:
12 arrobas de assucar branco refinado da me-
Ihor qualidade a Tj a arroba.
Para o presidio de Fernando de Noronha.
Christiano kroegor :
Weia ronllad de carvao de pedra porlljf.
O conselho avisa aos meamos- vendedores que
devem KA-oltiar os treneros comprados na secre-
taria do coisejho, s 10 horas da manha do>dis
11 do corrente mea. '
Sala des sossoes de MrteTho admlsjistrtttvo,
fa^irKse0*0 *rWD1 *".'"
'Francisco Jdquifn Pereira Lobo,
Coronel wogM secr-stario ihterino.
Pela adoiiQitrsc^o do eorreie de Perarmi-
ie V'p^bl.w0w?u V wformidade do de-
creto th 787 de t de mio de 1851 e respectivas
iBstfuceoea, rev ti ojo lugar o procesa* da dbor-
turi dasicarias alrazadaa perleoeeolteao mez de
Tmen-rirt> uei*nJ39, con'deranatias a consumo pelo
artr134 Oo tt$a\tfm detembfo de 1M4, assisti ao.dtva proco* on>-
gocunte Jos Fraacisco Larra.
D^sta-abanara restrtou achar-s una carta
eortr doaeraeuto deseripte. esi liwo parii esse fim
destioasoi ficante reeolliHJo oQBvenieaitcAneBte
para ser entregue a quem do dimito pertencer.
Urna carta de Barbara Jacinth tfa tcrnceTcSo, do
reino doPartugai..p*raLuiza da Gloria Mouiz,

Para
com urna certidao de baptiamo. Por ultimo pro-
cedeu-se a queima das cartas, que nao eocerra-
ram dinheiro ou documentos, d qoe ae lavrou o
respectivo termo qae o que se segu.
Administraco do correio de Pernambueo, 7"de
Janeiro de 1861.O administrador, Domingos dos
f sesos Miranda.
Termo do consumo das eartas atrazadas, per-
tencentu a mes dt dezembro de 1660.
Ac7dlas do mea de Janeiro de 1861, nesta
administraco do correio da provincia, s 11 ho-
ras da manase, estando presente o Sr. admiois- 1
trador Domiogos dos Passos Miranda, e mais em- sf!/e em Pucos das o brigue Varia Rosa,
pregados abaixo declarado, procedeu -se em vir- *"'" admita alguma Carga, tem boas commodos
lude do art. 138, do regulamenlo dos corrsios de ua" P"sageiros e secaros : trata-te com i. B.
21 de dezembro de 18-14-. a oonsumo 107 cartas pa Fon'eca Jnior, ra do Vigario n. 23.
Para e Rio de Janeiro
Rk> de JaHeko,
selladas, 255 e 14 jornaes nao sellados, ns impor-
tancia de 36(240, como consta da factura abaixo
declarado, euja importancia vai deacarregoda
nesta data ao respectivo administrador o thesou-
reiro.
E para constar lavrou-se este termo em que
assignou o administrador e thesoureiro e eu Fran-
cisco Simes de Silva, ajudenle e contador o
escrevi. O administrador, Domiogos dos Passos
Miranda.O official papelista, Ismael Aiuavel
Gomes da Silva.O official papelista, Luiz de
Franca de Ollveira Lima.O praticante, Viconte
Ferrelra da Porciuncula.
r i
Avisos martimos.
REAL COIPASHIA
DE
Paquelesinglezcs a vapor.
No dia 14 deste mez espera-se do snl o vapor
Tyne, commaodeote Jellicoc, o qual depoi da
demora do costme seguir para Southampton
tocando nos porlos do S. Vicente e Lisboa, para
passagens etc., iraia-se com os agentes Adam-
son, Howie & C. na ra do Trapiche Novo n. 42.
N. B. Osembrulhos s ae recebem at 2 horas
antes de so fecha rom as malas ou orna hora pa-
gando um pataco alero do respectivo treta.
Para o Porto por Lisboa
sogue impreterivelmenlo no dia 15 do correte a
mui conhecida barca portegueza Sympathia :
recebe ainda alguma carga a frete e passageiros;
consignatarios Bailar & Oliveira, ra da Cadeia
do Recife n. 12.
O em conheeido e veleire briguo nacional Eu-
genia segu coro brevidade, tem parte de seu
carregamento abordo: pata o resto que Ihe falla,
traia-se com os seus consignatarios Azevedo k
tiendes, no seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
jLfe
COMPAKrHA BRaSILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se dos portas de snl at odia 14 do
correnle o vapor Tocantins, commandante o
prfmeiro-tenente Pedro Hypotito Duarte, o qual
depois da demora do cosiume seguir para os
portee do norte
Recebem-se desde j passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de aua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Aievedo &
alendes
^eiioes.
Brigue Constarate
LEILAO
ESPLENDIDO
Com gcande lunch.
O agente Hyppolilo da Silva autorisado pelo
Sr Henrique Augusto Cowper, que se retira para
fora do imperio temporariamente com licenra do
Segu para Lisboa at 15 da Janeiro, para o governo de sua naco. far leilo de suas es-
qu j tem raetade do carregamento : quem no plcndidas e completas mobUiae de apurodisai-
mesmo quizer carregar ou ir de passagem, para
o que tem as melhbres accommodaedes, dirija-se
ao consignatario Thomaz de Aquino Fonseca, na
ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ou ao ca-
pito o Sr. Augusto Carlos dos Reis, na praja.
Para a Babia .
pretendo seguir cora muita brevidade a sumaca
nacional Horteocia, a qual tem prompla parte
mos gostos e variadas qualidades ondo os Srs.
concorrentes encontrarao chrystaes finissimos,
ricos aparelhos para mesa de apurado goslo e
bem assim um excellenle servico de cosioha.
Tambero encontrarao um rico carro e carvallos
possantes e escolhidOs, com oj arreios necessa-
rios tanto para carros como para montana. Por
esta mesma occasio tarnbem ser arrematado
urna porro de armase petrechos proprios para
de seu carregamento : para o resto que lho fal- cara, dos melhorese mais acreditados fabrican-
la, trata-se com o seu consignaiario'Azevedb &
tiendes, no seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Para o Rio Grande do Sul com
escala pelo Rio de Janeiro,
segu com toda a brevidade a bem conhecida e
veleira escuna nacional tEmilia : para carga,
trata-se no escriptorio de Manoel Goncafves da
Silva, ra da Cadeia do Recife n. 30, o corra o
caplto a bordo.
Para a Babia segu em poucos dias o palha-
bote nacional Dous Amigos, tem parte de sua
carga engajada; para o resto, trata-se com seu
consignatario Francisco L. O. Azevedo, na ra
da Madre de Deus n. 12.
Para o Rio de Ja-
neiro
O patacho S. Salvador segu -em poucos dias,
pode admitlir alguma carga ; trata-se com os
consignatarios Marques, Barros 4 C., laigo do
Corpo Santo n. 6.
Rio Grande do Sul.
U brigue Princeza ainda recebe alguma carga
trata-se com os consignatarios Marques, Barros
& C, largo do Corpo Santo n. 6.
tes de Inglaterra e por isso os amadores desse
enlretenimento devem aproveitar essa occasio
para se proverem. Para comodidade das pes-
soas que quizerem honrar-com suas prasencas
esse leilo o qual dever ter lugar no da quin-
ta-feirn 2i do crrante mez, na casa de residen-
ciado mesmo Sr. Cowper no lugar denomnalo
Chacn, aeran postados dous mnibus na ra do
Crespo as 9 horas da manha do dia atinja in-
dicado, afim de conduzir gratuitamente as pes-
s'oas que para o mencionado leilo quizerem ir
iOMll\IUV
DAS
Messageries hnperiales.
At o dia 14 do correte espera-se da Eurapa
o vapor francez Guienne, commandante Enot, o
qual depois da demora do costume seguir para
o Rio de Janeiro locando na Bahia, para passa-
geiros ele, a tratar na agencia ra do Trapiche
n. 9.
Rio de Janeiro,
vai seguir em poucos dias a barca Rio de Janeiro
por ter parte de seu carregamento prompto : pa-
sa o resto, trata-se com Antones Guimares &
C, no largo da Assembla n. 19.
'
0 hiale Garibalix, segu para o Cear em pou-
cos dias : a tratar com Tasso limaos ot eom o
capito Custodio Jos nanea.
Para Aratraty Ass
segu o hiato Dous Irmos ; para carga, trata-
se com Martins & Irroo na rus Nova a. 48, ou
com o mestre Joaqaim Jos taSilVeira.
FJUA
o Rio de Janeiro
pretende seguir nestes oilo diese brigue oaoio-
nal Conceico, tent froM serios dAseucfrega-
meote a bardo : pata res'qoe Ihe faMa-j 4ea-
ta-se com os seus consignatarios Aievedo & Man-
des, no seu escriptorio rna fla "Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro.
segu em poucos dias o voleiro brigue Deoln-
da, por tet parte db Sua carga prompla ; para o
Test* e escivoa elrte*, traanse com stru cdnrig-
natario Domingos Alves llatheua, na roa da "Ca-
deia do Recife n. 51.
i
Janeiro
O veleiro e bem cohnecido brgueoscienail Fe-
loz pretende seguir com mirria tfeVfdaUe, tem
parte de seu carregamento pvOoVrrto : pWre-o'rtiw
lo que Ihe falla, iotVvos a. ftetq e passagehJes,.
para os quaes lena eaeplleutes coanuodoa. trata-
se com os seus cons'iiatarios Azevedo '&Mend*cjL
no seu escriplorii'iWfti Crvxm U '
O agente Hyppolilo da Silva autorisado pelo
Sr. Dr. Jos Antonio de Magalhes Bastos, que
se retira part fora da provincia, (ti leilo de
um sitio na ra do Joao FerMMtes Vieira, o
qual tem 17 propiedades, cacimbas, arvores fni-
literas etc. os preteudentes o podero ir exa-
mioar e eotender-se com referido agona que
Ihes fornecer as informales exigidas, devendo
os mesmos senhores pretendentes comparecer ne
dia 15 do correnle, s 11 horas da manha, em
seu ormazem na ra do Imperador n. 35.
LEILAO
O agente Hyppolilo da Silva far leilo por
conta e risco de quem pertencer, de um sorti-
mento de miudetas e algumas fazendas recom-
mendaveis para a poca, as quaes se acharo em
seu armazem, ondeter lugar o referido leilo:
terca-feira 15 do correnle, s 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
MOY
Sexta-feirall do corrente.
Antones fr leilo era seu armazem na ru-
do Imperador n. 73, de muitos movis para or-
ear urna casa de familia, os quaes sero vendi-
dos sem reserva de prego algum, s 11 boras em
ponto do referido dia.
Avisos diversos.
f Aluga-so para escriptorio urna sala com
um qiiarlo m primeiro andar, que seja sito em
alguma das seguintes ras : Queimado. Jargo do
Collegio, Imperador, Crespo^ Cruzes, Cabug,
laaga-e estreila do Rosario ; qeem tiver pera ala-
gar afinuneie, ou dirija-so aleja u. 21 da ra do
Queimado. ..
Prccisavse de uraprofessor habilitado para
ensinar primeirasieftr'S A duas meninas em casa
do oai d'ellBa i quenj a islo te propozoir, dirja-
se 15 fu do Hospicio n. 17, onde se indicar a
ptssoa que procartK.
, John Dtirant, sua aenhora e urna criauca,
Mirtrov-se pira Europa. '
Madama Mrllehau Buessar avisa as senbo-
ras, que recebeu chapaos de cores e de lule pasa
senhoras, ditos para meninos o meninas*,de seda
e de paflia ; ricos manteletes prelos da ultima
moda, um lindn'scfrttmemio decapell-s^e flores,
om canos tara td de cores oo me per* ndiva, ea-
fetespara efcbeca, gollnhas emeoguitos de di-
ersas qualidades; rico sortlmento de bicos de
Idde e fitas de Seda e mala o que concerne o-
Wirerte elegante das*Kottrs.
Vndense na erdeda do Aracaly ma casa
terrea com soio,< beta qahil-4 e cacimba, aapcia-
cipal rus de commercio, p'ropria pdra quem qui-
ttt ati estlfttelecet-se, poT tet iio s commodos
precisos para< zem, etc..: a tratar eM roesma ddade com os Srs.
Gurgel, Irmos epue tabas aalorisados para esso
flm, ou nesta praca aa rea dbGabug, leja n. 11.
Precisa-s faifa* ab SK Antonio da Silva
Eerreira eu seus retfMrs fse por ventura for
mor(o). acerca do-sol* da eaea tterrea da ra dos
Copiaras o. 12, ne ra do Luremento n. 27.
-*- Pfecisa-se fallar aos Manoel Garca de Sou-
?a Rmtrs e Joo JtqMim"ugenio Ayres, a ne-
gocio Oe seo iatMtslW: rae ra Nova n. 52, loja.
i /rartciaco Atgtfsto dairo, aubditos.portuguez. retim-se para o Rio
Roga-se ao Sr. Jos Mana deOI-
veira e Silva o faror de apparecer na
ra do Crespo B. 29 A, que se Ihe seja fallar.
Rogarse aos Sr. Francisco /ote
Coelho que ja tere armazem no beco ala
Bota no Reotfe, queira ter a bondade
de comparecer na praqa da Boa Vrsta
B. 16 A, afim de dar contas do
Vmc n3o
Hotel estrella do sil.
Na estelo da villa da
Escada.
Antonio Flix Peretra, autor do primeiro hotel
raSanto Amare deJaboato, animado pelo aco-
Ihimento que sempre leve em dito estabelec-
mento, e conhecendo a nereseidade da que tem
a Ilustre passagem da estrada de ferro de acha-
rem um commodo e aceiado descanso na estagao
da escada, fam a honra de avisar ao publieo que
vai abrir um novo hotel nesse lugar, sob a deno-
minaco deEstrella do Sula espera nao a de
seus patricios, como tambero, dos senhores estrao-
geiros que Ihe presuro sua concurrencia, afim
do que se nao olTusque o brilho dessa estrella.
O annunciante de sua.parte empregar todo o
lelo e aclividade de que tem dado provas, afim
de que seus freguezes sejam servidos com promp-
tido, aceio e affabilidade ; em quanlo aos pre-
ces o eonunciarite ainda os nao pode Qaar, visto
como dependera de multas circuinstancias, c
principalmente da concurrencia ; mas o annun-
ciante nao desrjando enriquecer, prometi levar
somenle a justa paga do seu trabalho.
Tambem se encarrega de apromptar qualquer
encommenda de massas, bandejas, etc., etc.. pa- independeiHe de aua
ra oque se eotendoro ospretendentes cora o Sr. a^jZ, ^^*r'i *
Joaquim Antonio da Silva, na ra Diretta do Re- r ,erta
cife, ou no mesmo hotel : o dia da abertura ser
previamente annuociado.
9*?
gnora o que Vmc. vendeoe
recebeu e at o presente nada decoata.
Saques.
Luiz Antonio Sequeira, ru* da Ca-
deia n. 20, tac obre Lisboa por qual-
quer quaratia que os pretendentes pr-
cisarem aos praros e cambio qne ae
convencionar.
Jos Pereira da Gunha & Filht
sacamsobre a ctdade do Porto.
O encarregado da festa do glorio-
so martyr S. Sebastio na matriz da
illa do Cabo, decat a que por motivos
ventade tem ad-
para o dia 5 der
leveret'o prximo futuro,
Precisa-se de um pequeo para caixeiro de>
taberna mais que tenha pratica e de-fiador a su
ra das Cruzes n. 22:
ielira-se para o>
A algum Sr. official izt exercito, d'arma de
infantsria ligeira, vende-se os objeclos seguin- cnducta : na
les: um talim de chapa e espada, urna banda, ~" Perdeu-ae hontem 10 do corrente desdo a
um lalim de carranca e mais alguns pertences i rua dos Quarteis e outras, urna dispensa parar cav
samento : quem achar querendo entregar traga a
esta typographia que ser gratificado.
Antonio Lopes da Cuuha
Porto.
O Sr. Jesuino Antonio Vianna deiaou d
sercaixei-o do abaixo assigoado desde honleaa
9 do corrente. Recife 10 de Janeiro de 1881.
.Manoel Jos de Faria.
\\ illiam Sippin esna seohora subditos ia-
glezes reliram-se para o Maranho.
Precisa-se de um caixeiro para taberna a
queseja zeladorde sua obrigaco; era Forado
Portas n. 92. rua do Pilar.
Precisa-se da quaiitia de 8 pagando-se de juros 2 por cenlo ao irtez, e daa-
coznheiro. bouita figura ; iicando purera o dito
escravo na mao da pessoa que precisa do dinhei-
ro, para o que a dita pessoa pagar, alm do
juro mais 10J por mez como aluguel do escravo -
quem quizer este negocio annuncie para ser pro-
curado: v
Na cocheira de mnibus de Claudio Dubeux
existem rocolhidos dous burros, ignorando-se a
quem perlencera : quoui fr seu dono pode pro*-
cura-los. v
Giovani Florensano, Gunseppe Florensano
Pasquale Fsranoe Vencurgo Cuida segucm para*
o Rio de Janeiro. r
. Pede-se a pessoa que aonunciou em os Din-
ros da 22 e 24 de dezembro prximo passadov
ter um sitio na estrada do Arraial com casa, bas-
, tantes commodos, fructeiras. baixa de espira, e
um no que vai ter Olinda ; como nao dissesse
qual sitio e quaudo o tenha ainda para venden,
queira fazer o favor de o repetir com a indicar
precisa do sitio, para ser procurado, e ver s
do agrado de quera precisa.
Jos Baptisla da Silva Guimares retira-se
para lora da provincia.
Jos Arlhur Pinto de Abreu rctira-se desla
provincia.
Atten^ao.
Aluga-se urna muleca de idade de 13 annos.
muilo fiel, que faz todo o servico de ama casa
muito zeosa e carinhosa para' meninos, coro a"
condieao de nao sahir a rua : a tratar ua ua es-
trena do Rosario n.32, segundo andar
o^ Fu8tram no dia sabbado 24 de novembro te
18o0 os esoravos seguintes : Leonardo, pardo
escuro, alto, bastante corpolantn, falto de denles
no queixo superior, com cicatriz de um paoaricio
em uro dedo gran le da mo esquerda. tem falla
muito mansa, e sempre que falla riodo-se : le>-
vou alguma roupa de seu uso, e tambem roupa
engommada deseu senhor, sendo camisas. len-
coes. meias e um travesseiro. Simo, pardo,
xo. cabellos corridos, com todos
para a mesma classe; ludo novo : quera preci-
sar dirija-se rua estreila do Rosario n. 12,
loja.
Ayiso.
Vicente Nunes da Serrs faz ver so respeitavel
publico, que nada deve, porm se alguem se jul-
gair aou credor. queira apparecer na loja do fi-
nada Antonio Francisco Pereira para ser pago
Os abaixo assignados fazem sciente ao res-
peitavel publico e principalmenle ao corpo do
commercio, que dissolveram amigavelinente no
dia 31 de dezembro de 1860 a sociedade que ti-
nham na taberna do Forte do Mallos n. 16. que
gyrava debaixo da firma de Silva & Branco, fican-
do a cargo do socio Branco todo o activo a pas-
sivo por ellea extrahidos at esta data. Recife
9 de Janeiro de 1861Joee Manoel da Silva.
Andr Branco.
Attenco
Roga-se ao Sr. Jos Noralo de Medeiros o fa-
vor de vir a rua do Imperador n. 14( a negocio
que o mesmo senhor nao ignora.
Attenco.
Urna pessoa que tem de se retirar para fra da
cidade, lera para vender um candelabro de vi-
dro 3 pares de lanteruas tambem de vidro, 1 me-
sa redonda, 1 dita para jadiar, 1 sof e algu-
mas cadeiras sendo de amarello em bom esta-
do, a pessoa que pretender ditija-so a rua do
Cabug n. 2 ti."-]
Attenco.
Precisa-se alugar um sitio parto do praga :
quem quizer aluga-lo. dirija-se rua de Apollo
o. 38, armazem de assucar, a tratar.
Roga-se por favor queiram dirigir-so rua
do Cabug, loja n. 11, a negocio os seuhores :
Jos Cecilio Caraeiro M. Jnior.
Elisiaro Gomea de Lima.
Dr. Miguel Luiz Vianna.
Marcolino Alves da Silva.
Francisco Jos Alves de Albuquerque.
Tenente Joaquim Ribeiro Guimares.
Jos Francisco Martins de Almeida.
Itoroo Gomas de Oliveira.
Claudio Baplista Barroso.
Paulioa Ramos de Carvalho, viuva de An-
pa, quando anda puxa um pouco por um p. na-
riz chalo, pescoco bastante enterrado ; levou al-
guma roupa deseu uso, sendo urna calca branca
sapalos de couro de lustre, urna camisa branca!
uma dita de nscado de algodo trancado de cua-
dros amarellos, urna calce do algodo trancad
de lustras escuras, chapeo do Chile fjtnrado do cor
deganga jambos estes escravos sao filhos da
sertoes do Cear, foraro calcados e intitulante
forros, tendo sido vistos era eegoimeoto da estra-
da nova do Cachanga na mesma noite da fuga*
sendo generosamente gratificado quem os levar i
rua do Oeslino, casa terrea de dous porloesHo-
mero 16.
Nos abaixo assignados fazeroos publico ae
respeitavel corpo do commercio, que temos dis-
solvido a sociedade que nesta praga gyrava sob-
a firma de Martins 4 Alvaro, fleando a cargo d
socio Manoel Carlos Martins a liquidaceo do ac-
tivo e passivo da dita sociedade, o exonerado o
socio Alvaro Jos Teixeira, o qual tica pago da
seu capital e lucros correspondentes. Reci"fe 31
de dezembro de 1860.Manoel Carlo3 Marlins___
Alvaro Jos Teixeira.Lourenco Pereira Mendes
Guimares.
Precisa-se de ufta ama para o servico in-
terno de uma casa de pouca familia : a tratar na
pra$a do Corpo Santo n. 17.
O abaixo assigoado tem contratado com to-
dos os moradores da rua Nova a limpaSa e rega-
co do rua como manda a postura da cmara, e
est resolvido a contratar com todos os proprle-
tarios das mais ras : aqoelles senhores que se
quizerem utilisar de seus servicos podera dirigir-
se rua Nova, era casa do Sr Miguel Roberto,
que ahiacharo com quera tratar.
Os curadores fiscaes da fallencia de Lima A
Martins, avisara pela ultima vez aos devedorea i
matea de virem saldar seus dbitos at ao Orado
correnle mez, depois do qual sero compelalo
pelos meius judiciaes ; devendo, pora o paga-
mento, ontenderem-sj eom os Srs. Barroca <&
Medeiros, depositarios.
Na rua da Aurora n. 50, alugam-se duas
famosas estribaras para ts cavallos.
Pergunta-se
se impondo o cdigo criminal ponnas contra oa
que prometiera facer mal a alguem por meio- de
ameacas, eu de palavras, ou por eeeripto, sea-do
oireumetancias aggravantes faltas em publico, es-
tar iseoto desta criminalidadeo 2. supplente ro>
subdelegado de polteta do arrabalde, com norme
do uan companhia... e juiz de paa e eleitord
dtricto para seu geito ameac.ar em publico de
mandar quebrar te pao a diversas eidadns pac-
ficos no meio de familias, e ufanar-se de j o ha-
ver oaalisedeem o feitov de um sitio, que choira
merrim-f .<. O cidado adoptiva e seu cvreeOo.
oefileptioe..w
Sr. Q. r'urnes, empreteiro da va terrea
Recri a S. Francisco.
Os jornaes ingieres contm o aviso de um con-
trato celebrado pelo Sr. Q. Furness com a direc-
tora das obras publicas em Londres, para com-
pletar cinco mil has de obras de esgolo. {Drama-
ge-woiksl ea deas anaos. aela.aoanrra de seis
centos e vMa doto anifclibrr-atertael, (parto
de seto mil contosl. Parece que as autoridades
em Londres, rt*o tostante pie o Sr. Q. ForoeSs
nao aaisfee o Sr. Penisla* o coeaplemeoio da
obrade astrade de Ierro nesta provincia, julgs-
ram-o perfeitamenta ompatente para contratar
obras muto mera drfficeis e sumptaosas.
* Roga-se SOS 9r*. Fra-otisco -Xavier de 8.
Joeqwm -Car-fldir t/eo. Domvnjeos Fureira de
C*4ivriras Bt. t. V. de Srtv Costa,, que teohamt
beadaete da comparecer aa na da Wperatrma.
64. a-ategacio que os mscaos srah-ares neo ig-
neran.
Predaa^se de-uma prata eecrava qae salar,
l cozinhar o e agotara es b rua "saatoazata Vetta
numero 106.
belecimenlo sito na rua do Amorim n. 36, o
qual girava aob a firma de Viuva Carvalho, par-
ticipa ao publico e especialmente an luspei-
lavel corpo de commercio, que o Srs. Joa-
quim Jos de Azevedo, e Antonio Jos de Sam-
paio deixaram de ser seus caixeiros desde o dia
21 do corrente, continuando ainda o seu esta-
belecimcnto sob a gerencia de seu geuro Vicente
Alves da Costa e Silva, com quem se devem en-
tonder todas as pessoas que com o mesmo teem
traiisaccoes. Recife 24 de dezembro de 1800.
Precisa-se de uma enflora capaz e que
tenha todas as habililacoes necessarias para en-
ainar duas meninas om um engenho do comarca
do Rio-Formoso, por isso quem estiver no caso,
pdde dirigir-se rua estreila do Rosario n.29,
que achara com quem enlender-se.
O abaixo assignndo avisa aa respeitavel pu-
blico que ninguern faca negocio de qualquer na-
lureza quo seja com a parda Jacintha quo ecr-
tence ao casal da fallecida D. Rosa Mara da Con-
ceico por estar cora uma aeco em joizo para a
manutenco de sua liberdade, e para ninguern
se chamar ignorancia, fago esta declarago.
Francisco Maciel do Suma.
Gustavo Sonder.ourives allerao, avisa ao
respeitavel publico, e particularmente a seus nu-
merosos fregueses, que roudou o seo estibeleci-
mento de ourivesaria do aterro da Boa-Vista para
rua do Cabug n. 9, loja aonde o achaTo sempre
prompto a fazer obras para brilrrantes ou para
outras ouaesquer pedras. assim como toda a quas
lidade de obnrsde sua officfna. No seu novo es-
tabelecimento ha um bello sortimento do obra-
estrangeiras da ouro de lei e de qualidades que
se vendem a pregos mui mdicos.
Preeisa-se engajar a compra de tra-
pos proprios para o fabrico de papel:
quem se quizer encarregar deste for-
necimento dirija-se a rua da Cadera do
Recife escatptorio n. 47, paf a contratar.
I
A nova mesa regedora da irmandade
de Santa Cecilia orela na igreja de N.
' S. do Livrameulo desta oidade, serrndo-
se eo exeroieio de suas poaicoes convida
a todos os professores que pertencem a
mesma irmandade a comparecerem no dia
12do corrente a 10 horas da manha no
consistorio de suas neunies, munidos de
suas patentes de director com o visto do
ex-procurador geral afim de obterem da
mena novas patentes em conformidade
ceta o art. 72 do compromisso desta ic-
mandade.
/os Francisco.de Araujo Lima.
SB Secretario. tt
Precisase alugar utaaescrava de
boa conducta e que siba cosirihar com
perfei^ao: a tratar na rua da Cadeia do
Recre o. 47, primeiro andar.
i D. Dina da Silva Coulinbo avisa aos
paes de suas alumnas qu ha de abrir sua
aula particular no da 15 de Janeiro, con-
tinua a recebar alumnas externas e inter-
nes e tambera meio-pensionistas em sua
:a8ajTua Direa n. 68, primeiro andar. .
Precisa-se
alugar uma aun de lcite de boas coi-
twne e qe fio tenha liHios: n na
tos Guaxarapes n, 30, etii Frh, t
aortas.
fcspeeiadado de latraloa-em pane encera-
la parase reanettercm deoUo de carian.. Ti-
iua-sa no eetabelecimento puotograpbico de F.
Filela, rua ddabug n. 18,- stbrado, eaUada
pelo paleo da matriz.
>


()
DIARIO M PERSABMCO. SEXTA FEIRA 11 DE JANEIRO DE 1861.
rs
*..
Ama
Precisa-se de duas anas para co^inhar e en-
gommar; ua ra Nova n. 33.
Aviso.
Roga-se aos Jevedores da laja do fina-
do Antonio Francisco Pereira. que ve-
nham realisar seus debos do prazo de
15 das, na ra do Crespo o. 8, do contra-
rio verao seus nones por este Diario at
35 pagarem o .que estao a devcr.
Urna pessoa habilitada prap'e-se a ensinar
primeiras letras em casas particulares; os pais
de familia que se quizeretn utilisar de seu pres-
umo, dirijim-se a ra da Imperatriz n. 18.
Estraviou-se urna caixa com 15 frascos gran-
des de g-nebra, da porta de armazem de Luiz
Jos da Costa Amorim, no dia 5 do correte ; se
alguem tiver noticia delta, leoba a bondade de
mandar avisar a Narciso Jos da Costa, no pateo
do Carmo, ou no mesmo armazem do dito Amo-
rim, que se gratificar com 5$.
Attenco.
Trocam-se sedulaade 1J> e 5$ das que o the-
souro desla provincia exige 10 0[0 de descont,
assim como notas dos bancos e caixas das mais
pravas do imperio mediante o abate de 5 0(0 : no
escriptorio de Azevedo & Mendos, ra da Cruz
numero 1.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johston & C, ra da Senzalla Nova n. 52.
COMPAA
ALLIANCE,
establecida em Londres
smm m t*tt.
CAPITAL
Cinco miUtes de libras
sterVmas.
Saunders Brothers A C. lera a honra de in-
formar aos senhores negociantes, propietarios
de casas, e a quem mais convier, que estao ple-
namente autorisados pela dita, companhia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo e pe Ira,
cobertos de telha, e igualmente sobre os objectos
-que coiuiverem os mesmos edificios, quer consis-
ta em mobilia ou em fazendas de qualquer qua-
lidade.
yaj^Mr^tfPr- .*a^JMaailuwjBA.glat^Mt^iat^i*g
sjOTfBfPBf USV li)v98VnV CSV 99V viBm#
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgio dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
dentes artificiaos, ludo com a superiori-
dade e perleico que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem. M?
Tem agua e pos denlifricios etc.
A officina de marmore
mudou a sua residencia do caes 22 de Novembro
para a travessa da ra da Praia n. 3, junto ao
caes do Ramos.
Attenco.
D. Thereza Alexandrina de Souza Bandeira faz
sciente ao respeitavel publico que se acha com
a sua aula- aborta desde o dia 7 de Janeiro de
1861 ensina primeiras letras, grammatica portu-
gueza, bordados de todas as qualidades, e varias
galantarias de laa e flores da mesma, e recebe
meninas exlernas e internas; quem quizerservir-
se do seu pouco prestimo, dirija-se a ra do Ro-
sario n. 14.
Precisa-so alugar um preto para conduzir
comidas para fra : o botoquim da ra larga do
Rosario n. 25.
Manoel Ferrara da Silva Tarrozo
na ra do Apollo n. 28, saca sobre Por-
tugal.
F. Villela, pholographo da augusta casa im-
perial, estabelecido na ra do Cabug n. 18, so-
brado, entrada polo paleo da matriz, avisa que
acaba de receber um bello sortimento de alfine-
tus do ouro de le para retratos. Entre esses al-
finetes acham-se muitos com folbagens e flores
de ouro de cores, outros com perolas. coraes o
pedras, e alguns para brilhanles. Os precos
dessasjoias sao mui razoaveis. Na mesma casa
continua-re a tirar retratos por todos os sysle-
mas photographicos.
Quem tiver e quizer alugar aanualmcnte
umsilio com arvoredos de fructos ainda que
com pequea casa de morada o essa mesma de
taipa nos seguales lugares : Rosarinho, estrada
de Joao de Barros, Afilelos, Estrada Nova, Tor-
re e Capunga, cujo aluguel nao seja exorbitante
annuncie por este mesmo jornal ou dirija-se a
ra Direita n. 7, luja, que acnar com quem
tratar.
O Sr. Vilorisaoo ou Dilorisano Pinto de
Araujo tem urna carta vinda da Baha em casa de
Palmeira & Bellro, largo do Corpo Santo n. 6.
armazem.
Ha para alugar-se um ptimo coznheiro
escravo : a tratar na rus do vigaro n. 7, ou da
Cadea n. 20.
O abaixo assignado, arrematante do contra-
to do imposto de 20 0[0 sobre a agurdente do
consumo no municipio desla cidade, para escla-
recer a todos esses senhorea labernekos, que por
meio de aonuncios cm jornaea pretenden) esqui-
varse de pagara contribuido,lites declara o se-
guate :
Que o legulamento que rege a arrecadaco do
referido imposto o de 9 de dezembro de 1853.
Que nonhum dos artigoa do regulamenlo citado
manda asaignar a collecta, mas apenas proceder
a ella.
E finalmente que o meio indicado no art. 9
para fazer usar a collecta. ou obrigacao de con-
tribuir, urna ustificacao judicial, e nunca an-
nuncios em jornaea, como erradamente enten-
denj. Recife 9 de Janeiro de 1861.
t Luiz Jos Marques.
A pessoa que annunciou precisar do 1:0005
por seis mezes, com hypolheca em duas negras,
Modista brasileira
Madama Rosa de Oliveire Miranda, com loja
de odas na ra Nova n. 34, avisa ao respeitavel
tvublieo, que de hoje em diante continua a fazer
vestido* proprios para bailes, iheatros o casa-
mentos, e para este fim acha-se com os figurinos
mais moderaos, vindos de Franca, e com duas
irancezas para ir provar os vestidos em casa das
pessoas que nao se quizerem dar ao trabalho de
ir em sua loja, assim como tanobem se encontra-
r empra um grande sort.mento de modas das
mais modernas que possam haver no mercado, e
um grande sortimento de chapeos de sol 'de
odas as qualidades; ra Nora a. 84.
O Sr, Dr.JooPi-
nheiro de Lemoa queira ir a negocio que
nao ignora a loja de fazendas da ra da
Cadcia do Recife n. 23.
BtSgJMiWiMIS 51351
Os Srs. Galdiuo Ferreira Gomes e Ma-
noel Joaqun Ferreira teoham a bondade
de dirigir-se a loja n. 23 da roa da
Cadeia do Recife.
e*6aie46 sscs ri!iTirir.tiai'inf.
nnnsnntm nnnM mtum vniw wm uuiJll
Precisa-se alugar urna preta que saiba co-
zinhar ; a tratar na ra da Aurora n. 80.
Aluga-se a loja do sobrado da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
Aluga-se raetade de um sotao na
ra da Palma, a' tratar nesta typo-
graphia.
Collegio de Santa rsula.
D. rsula Alexandrina de Barros tem a honra
de prevenir aos pais de suas alumnas, e a quem
mais interessar possa, que no dia 15 do correle
mez de Janeiro se abriro as aulas do collegio de
Santa rsula, de que directora, o qual se acha
estabelecido na ra Formosa, sobrado n. 15.
Ensiiio particular.
O abaixo assignado, residente no terceiro an-
dar do sobrado n. 58 da ra Nova, competente-
mente provisionado pela directora geral de ins-
trueco publica para ensinar primeiras letras, la-
tim e francez, tem a honra de participar ao res-
peitavel publico, e mxime aos senhores pais de
seus discpulos, que pretende dar principio ao
exercicio de seu magisterio no dia 14 de Janeiro
do correte, admiltiodo em sua aula alumnos in-
ternos e externos para serem disciplinados as
supra-mencionadas materias.
O mesmo abaixo assignado ^empre solicito no
desempenho de seus deveres," tem dado provas
exuberantes no adiantamenlo de seus discpu-
los, apresentando-os a exames pblicos, como
pode provar cota os termos de exarces dos annos
passados.Jos Mara Machado de Figueiredo.
DO
Recife ao rio Sao Francisco.
LA mita do.
De conformidade com as iostruccoes recebidas
da respectiva directora faz-se publico que desta
data era dianle sao convidados os accionistas
desla companhia a cumprirem com os termos do
aviso que por ordem da mesma abaixo licam pu-
blicados.
Escriptorio da companhia 17 de dezembro de
1860.E. H. Braman, thesoureiro.
Aviso.
COMPANHIA DA VIA FRREA
no
RECIFE A SAO FRANCISCO.
ILIMITADO.)
Pelo presente faz-se publico que por resolucio
da directora desta companhia, lomada nesta da-
la tem-se feito urna outra chamada de duas li-
bras sterlinas por cada accao, a qual chamada ou
prestaco dever ser paga at o dia 31 de Janeiro
prximo futuro no Rio de Janeiro em casa dos
Srs. Mau Mac. Gregor& C, na Bahia aos Srs. S.
S. DavemDort & C, e em Pernambuco no es-
criptorio da thesouraria da mesma via frrea.
Polo presente (ka tambem entendido que no
caso de nao ser a dita chamada ou prestarlo sa-
tisfeila no dia marcado para o seu pagamnnto ou
antes o accionista que incorrer nesta falla paga-
r juros a razo de 5 por cento ao anno sobre
lal chamada ou prestarlo a contar deste dia at
que seja realisado o pagamento. No caso de nao
effectuar o pagamento desta chamada ou presta-
co dentro de 3 mezes a contar do dito dia fizado
para o embolso da mesma licarao as 'acedes que
iocorrerem em tal falta sujeitas a serem confis-
cadas segundo as disposices dos estatutos a este
respeilo.
Por ordem dos directores.
AssignadoW. H. Bellamy,
. Secretario.
199 Gresham House.
Od Brouad Street.
EC.
22 de novembro de 1860.
1:000#000.
Precisa-se de 1:000 por 6 mezes com hypo-
lheca em duas negrinhas de 13 e 15 annos, c
urna mobilia de Jacaranda, com lampos de pe-
dra ; quem quizer annuncie para ser procurado.
Attenco.
O abaixo assignado roga as pessoas que lho es-
tao a dever o favor de virem pagar seus dbitos
ateo flra deste mez: na ra do Imperador n. 63.
Recife 9 de Janeiro de 1861.
Jos Antonio Soares de Azevedo.
llgame tmm $m$m%&mn
Consultas medicas, i
Serio dadas todos os dias pelo Dr. Cos- 5
me de S Pereira no seu escriptorio, ra JE
da Cruz n: 53, desde as 6 at as 10 horas Z
da manha menos aos domingos sobre : 9|
1." Molestias de olhos.
2. Molestias de coragao e de peito.
3. Molestias dos orgaos da gcraeo e
do anus.
O exame dos doenles ser feito na or-
dem do suas entradas, comecando-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e p-
ticos serao empregados em suas consul-
tares, e proceder cora todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobro a sede, natureza e
causa da molestia; e dahi deduziro plano
de tiatamenlo que deve destru-la ou
curar.
Varios medicamentos sero tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeira qualidade,
promplidu em seuseffeitos.e a necessida-
de do seu ero prego urgente que se usar
delles.
Pralicar ahi mesmo, ou cm casa dos
doenles toda e qualquer operaco que
julgar conveniente para o reslabeleci-
menio dos mesmos, para cujo fim se acha
prvido de urna completa collecco de
instrumentos iodispensavel ao medico
operador.
\mmmm mmm mammU
U abaixo assignado faz publico pelo presen-
te, que devendo ao Sr. Andr Barbosa Soares a
quantia de 4 950$ rs. de urnas lelras, que, saca-
das pelo mesmo Barbosa, aceitei pela compra que
liz da cocheira do arsenal de marinha n. 10, em
6 deoulubro do anno prximo passado de 1860,
tem contratado com o mesmo credor de lhe en-
tregar a dita cocheira e mais pertences tendentes
ao mesmo servico, ficaodo eu obrigado a todas
as dividas que a dita cocheira se achar a dever
desde 6 de oulubro at esta data ; (cando o dito
credor Barbosa livre e desembarazado como cons-
ta de um papel que ao mesmo senhor passei. Re-
cre, 8 de Janeiro de 1861. Vicente Moreira da
Silva.
Precisa-se alagar nm coznheiro forro e
urna escrava, para o servico interno de ama casa
ingleza, na Escada: agradando paga-se bem : a
fallar na rus do Trapiche a. 18, ne escriptorio.
Theodoro Iosl, Saxonio, vai Europa.
Precisa-se de ama ama que saiba -coziohar
e fazer todo o servico de casa : na ra do Caldei-
reiro, taberna d. 60.
Precisa-se de urna ama: na ra Bella
n. 23.
Aluga-se o sobrada amacollo e sitio na Pon-
te de Ucha junto ao mesmo sobrado: trala-se
com Ignacio Luiz de Brito Taborda, ou na na
do Crespo o. 14, leja.
CONSULTORIO
ESPECIAL HOIHEOPATHICO
Ra de Santo Amaro (Mundo-novo) n. 6.
TV. c.l:-. r\ v Bi.L. ,, .._'*._ *.
Attenco.
O Dr. Sabino O. L. Pinho di cousultas
todos os das uteis desde as 10 horas at meio
dia. Visita aos doenles em seas domicilios
de meio dia em diante, e em caso de ne-
cessidade i qualquer hora. As senhoras de
parto e os doenles de molestia aguda, que
nao tiverem ainda tomado remedio algum al-
lopathieo ou homeopathico, sero allendidos de
preferencia.
As molestias mais [requemes debaixo dos
climas do Brasil, principalmente as que sao
mais difficeis decorar, lhe tem merecido um
estudo especial; sao ellas :
1.* Molestias proprias das mulheres.
2. Molestias das creancas.
3. Molestias da pe le.
4. Molestas dos olhos.
5. Syphilis, ou gallico.
6. Febressymplhomalicasdas leses do cere-
bro e de suas membranas, dos orgaos do peito,
e do apparelho digestTo; febres intermitien-
tes e suas consequencias.
Pharmacia especial homceopathica.
venientes na pratica, principalmente para os mes
dicos que comecam fazer ensaios, e para as
pessoas curiosas que nao sabem conbecer eses-
difirenos, e por isso poder atlribuir 1 inefica-
cia da homceopathia, o que realmente depende da
m preparijo dos medicamentos.
Para obviar estes graves inconvenientes o
agitador dynamieo do Dr. Sabino munido
de um contador em que se acham as unidades,
dezenas, centenas, milhares, dezenas de milhares
collocadas convenientemente, de msneira que
cada vascolejac^o apparece um numero novo,
desde 1 at 10 mil; nao sendo desta sorle
possivel engao algum.
Os medicamentos bomceopathicos preparados
por meio desla maquina sao os nicos que de*
sinvolvem propiedades uniformes capazes de
curar as molestias com a maior certeza pos-
sivel.
Alem disso, desejando tirar de sua viagem
Europa todas as vantagens para o progresso
da homceopathia no Brasil, o Dr. Sabino nao
poupou esforcos para obter as substancias me-
dicamentosas dos proprios lugares, onde ellas na-
turalmente nascem, e para isso entendeu-se com
um dos melhores herboristad'Allemanha, para
lhe mandar vir as plantas frescas, afim de pre-
parar elle mesmo as tinturas.
E" assim que o acnito foi mandado vir dos
Alpes, a rnica das montanhis da Suissa. i
belladona, bryonnia, chamomilla, pulsatilla.rhus
byoaciamus, foram colindas n'Allemanha, na
Franca e na Blgica, o veratrum no monte Ju-
ra, etc. etc.
Desta sorte provida a pharmacia do Dr.
Sabino das substancias que serviram para as ex-
periencias puras de Hahnemann, descriptas na
pathogensia, acharo os mdicos e os amigos da
homceopathia os meios seguros e verdadeirosde
curarem as enfermidades.
OS PREgOS SAO OS SEGUINTES:
Botica de 24 tubos grandes 129 a 16
Dita de 36 .....: 18? a 229
Dita de 48 .;.... 24 a 29
Dita de 60 ......30$ a 3S$
N.B. Existem carteiras ricas de vtludo para
maier preeo.
Cada vidro de tintura avulso. : 2J>
Cada tubo avulso ....., tjj
Caixas com medicamentos em glbulos e tin-
turas de diversas dynamisscdes (mais usadas ):
Almdisso, sendo essencial par, a iW-^VnZn* *" ,U" 48000
Tcrl ?T ^ ,b8l0S ? V,8C0le"!De 36 ditos dita e 68 tubusgrandes. 70,000
72; C*SSa*!2!S!que pe "r";De 48 di,os diie 88 tubos SS> 92ooo
itSSJlSZ *?""? Df d engenho, f.zendeiros, chefes de familia
nZ? VZ,tZ 5" PT'!5068 fe,US a na0 cP'"es de navio, em geral a todos que se
Sr A7 J "T ""^ U 1uizerem dedic pratieV da homceopathia.
menor, d onde evidentemente resulta um effeitoj Vendem-se tambem machinas elctricas por-
SuuLrrf! v\TDV' ei,r conse8u,n,e1 Uteis, par. tralamento das molestias nervosas.
ZSl ifiSfi d medica^n o i s Estas mschinas sao as mais mojamas e as
ZiTJZ.n," .C'e 8 na 8e d",BTO,!em Ui usadas actualmente em toda a Europa,
s n P r conven-,en,tes adynam.sa-1 uinto pela commodidade de poderem ser trasil
cao aue seauer lazar n su aun Am m*U >tacn- .____*. .. ...
Existeh vardadeiro queijo inglesChedder, que
so pelo excellente goslo e qualidade i superior e
preerivel a outro qoalquer, estando venda no
eatabelecimento de Sodr & C, na roa estreita
do Bosano n. II, nico deposito.
tteniion.
...P*rtViV,eSir0o. o* li*higaDd appreciatng
lhe well Known Chedder Cheese will have to an-
plytoS.odr4C.,n.ll,ruaeslreiU do Rosario,
wnich is lhe only place wher this delicious ar-
ticle u to be had at preseot.
I l< DE
.-*
AGITADOR DYNAMICO.
A pharmacia homosoptthica esl longe de
preencher todas as vistas dos mdicos homoe-
psthas era quanto forjru os medicamentos pre-
parados mo. A forga do homem nao po-
de ter a precisa uniformidade para bem de-
sinvolver as propriedades medicamentosas das
substancias; ^ella vae naturalmente enfraque-
cendo medida que se vae fazendo o traba-
lho da dynamisacao; e por essa razo que
numerosas vezes accontece que duas prepararas
de acnito, por exemplo, da mesma dynami-
sago, feitas pelo mesmo homem, no mesmo
dia, ou em dias diversos, ou feitas por dous
homens differenles, nio produzem o mesmo re-
sultado era casos anlogos de molestias; urna
desinvolve urna accao mais prompta, a outra
urna acc.ao mais lenta.
Attenon
Les amateors de fromage Chedder Cheese bien
connue sour ce nom el qai dsirent degouter doi-
vent se presenter ru de Rosario estreita n. 11
ches Sodr & C, allendu que l'unique deposi-
aire de ce fromage reside dans cette ru.
~ Precisa-se de ama ama para todo o servico
de casa de pouca familia : na ra das Cruxes. ta-
berna n. 22. '
Os otliciaes de marinha de todas as
classes e gradua;5es, em servico nesta pro-
vincia, no mar e em trra maodam cele-
brar em auffragio pelas almas do cora-
mandanle, officiaes e marinheiros raottos
no naufragio da corveta nacional D. Isa-
bel, na matriz do Corpo Santo, em o dja
11 do correle s 8 horas da manhia e
convidara a todas as pessoas que quizerem
assistir a este acto pi e religioso a com-
parocer a hora indicada.
Urna pessoa que nao pode ir ao
Manguinho fallar ao Sr. Manoel Ephi-
genio da Silva, roga lhe queira annun-
ciar onde o pode procurar nesta cidade
visto n5o ser permittido fallarse-lhe na
alandega.
Notas
de 5#000 e de 1^000 de urna
figura.
Trocam-se estas olas por gneros, no estabe-
lecimenlo de Sodr St C. ra estreita do Rosario
o. 11 ; tambem se veodera as bellas uvas de Ha-
marac.
1 Roga-se ao Sr. Candido Theodoro Ro-
> dngues Piolo ou Mendes que venha bus-
E car o seu penhor na loja da ra do Pas-
* seio Publico n. 11, do contraro serven-
3 dido para pagamento.
MTOMA
DA
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das loteras manda declarar
que se acham a venda no escriptorio das mes-
raas os bilhetes da terceira parte da primeira lo-
tera da igreja do Senhor Bom Jess dos Mariy-
rios desta cidade cujas rodas devero andar im-
preterivelmente no dia 19 de Janeiro prximo fu-
turo.
Thesouraria das loteras 22 de dezembro de
1860.O escrivao, J. M. da Cruz.
PARTIDAS COBRADAS.
O ensino pmtico de escripturacia commercial
por partidas dobradas e de arithmetica, dirigido
pelo abaixo assignado, conlina a funecionar re-
gularmente as quarlas e sabbados de cada se-
mana, das 7 horas is 9 da noite.
As pessoas qun desejaiem ter conhecimento de
qualquer das referidas materias, queiram dirigir-
se i casa do annunciante, na roa Nova n. 15, se-
gundo andar, nos dias e horas cima designadas.
E tao claro e faci' o systema de escrpturar os
uvros mercanlis por partidas dobradas, que a as
pessoas desfavorecidas do menor grao de inlelli-
gencia serao capazes de nao reconhecerem a ver-
dade do expendido logo as primeiras ces que
receberem do abaixo assignado.
M. Fonteea dt Medeiros.
Carvalho, Noguera C.
Sacao qualquer quantia sobre Lisboa e Porto :
no escriptorio da ra do Vigario n. 9, Io andar.
Gaz.
Avisa-se aos Srs. consumidores que no
caso de apparecer das 4 horas da tarde
alguma escapa ou ma' luz podero di-
ngir-se a casa do macbinista encarre-
gado deste servico Vicente Jos de Oli-
veira na ra de Santa Isabel n. 15.
CONSULTORIO
DE
Joao da Silva Ramos,
Medico pela universidade de Coimbra.
Tendo de passar algum tempo no si-
tio dos Buritis na estrada do Arraial,
meu consultorio estara' aberlo todos os
dias das 9 horas as 11 da manhaa edas
3 as 5 da tarde. As pessoas que man-
daren procurar-me, terao bondade
de dirigir os chamados por escripto pa-
ra a loja de louca defronte da casa de
minha residencia ui ra Nova.
Dentista francez.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
' rangeiras n. 15. Na mesma casa tem
95 agua e p dentifico.
iraspassa-so a renda do engenno Ucha,
sito na freguezia de Afogados, pouco mais de
urna legoa distante desta praja, este engenho
tem muilo boas trras, boas matas, e muito
Dom de agua com a nova obra que se fez, tem
grande casa de vivenda e concertada de novo :
safreja de dous a tres mil pes e mais que se
queira plantar, pois tem Ierras sufficienles para
isso : quem o pretender, procure ao major Anto-
nio da Silva Gusmo, na ra do Queimado, loja
n. 41, ou no mesmo engenho.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho sacara
sobre Lisboa e Porto : no largo do Corpo Santo,
escriptorio.
cao que se quer fazer, e se sao de mais, desin-
volvem-se algumas das propriedades da dyna-
misacao superior, com parda certa de muilas
das que convern dynamisacao que se quer
preparar, o que sera duvida tem graves incon-
das na algibeira, como porque trabalham com
preparac,5es que nao sao nocivas :
Cada urna. ..:.... 501000
O Dr. Sabino ensina a maneira de se servir
desta maquina.
CASA DE SALDE
DOS
BBa B JlliSlS &
Sita em Santo Amaro.
Este estabelecimento continua debaixo da administra cao dos pro-
p ne tan os a receber doentes de qualquer natureza ou cathegoria que
seja. ^
O zelo e cuidado all empregados para oprompto restabelecimen
to dos doentes geralmente conhecido.
Quem se quizer utilisar pode dirigir-se as casas dos propietarios
ambos more resna ra Nova, ou entender-scom o regente no esta-
tabeleciment .
Reforma de presos.
Bscravos. .... 2#000
Marujos ecriados..... 2b00
Primeira classe 3# e. 3/500
As operaqoes serio previamenteajustadas.
CONSULTORIO
DO
MED RO COPAR TE1E OPERADOR- J
3 RA DA GLORIA, CASA DO FITNDO 3
Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas" todos os das pela manhaa, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar animalmente, nao s para acidado, como para o engenhos
ou outras propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manha e em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo.por escriploem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos oasos que nio forera de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
dero remetter seus bilhetes botica do Sr. J. Sunn & C. na ra da Cruz, ou loja de
livros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p d ponte velha.
Nessa loja e na casa do annuncianteaehar-se-ha constantemente os melhores
mentos homeopalhicos j bem conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tobos grandes.....,...., 10*000
Dita de 24 ditos........ ;........ Wooo
Dita de 36 ditos..................209000
Dita de 48 ditos................. 85&000
Dita deOOditos................. .305006
Tubos avulsos cada um.........:... 1000
Frasees de tinturas. : j............ 2000
Manual d medicina homeopaihica peb Dr. Jahr, tra-
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. ele. .......209000
Medicina domestica do Dr. Bering, com diccionario. 109000
medica-
Repertorio do Dr. Mello Moraes.
n
6900O
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3$
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3#
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3#
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xmhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america-
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte.
Como tambem um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3j|000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
3nirir conheci mentos pratiecs na artr
e retratar acliarao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicoes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras S30convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra^ examinarem os specimens do que
cima ica anunciado.
Vice-consulado pontificio
em Pernambuco.
Ovice-consul avisa aos subditos da
naci que representa e a todas aquel-
las pessoas qne quizerem enviar um
bolo para o di nheiro de S. Pedro, a
irem levar ao escriptorio do consulado
o que houverem de depr nessa bolsa,
certos deque sera' remettido o produc-
to dilectamente ao Exm. Sr. cardeal
ministro dos'negociqs estrangeiros, com
o discurso de apresentacSo, que sera'
publicado, bem como a lista dos subs-
criptores, pelos jornaes desta capital.
Vice consulado-pontificio, em Per-
nambuco, na do Trapiche n. *0, 4 de
Janeiro de 861.
Thomaz de Faria,
[Sedlas del.000 edei
Si de una figura.
Trocam-se estas sedulas se m descont
por fazendas que vendem-se por baratis-
simos prejos, na ra do Crespo loja ama-
relia n.8 de Leandro Lopes Dias succes-
sor de Antonio Francisco Pereira.
Fazendas finas. _
Vendem-se chapeos de seda de muilo
bom gosto a 159 e a 25, vestidos de se-
e. de muilo bom gosto a 408. 509 e 80J,
ditos de barege e gaze a 10, ditos de
cambraia branca bordados (multo ricos),
chaly e barege a 500 rs. o covado, or-
gandisde muilo bom gosto a 800 e 900
rs. a vara, basquinas de Ol com ricos bi-
cosde seda a 3?, talhos com bicos para
vestidos de senhora a 500 rs., camisas
com pellos e punhos de linho a 30 a du-
zia, gollinhas bordadas para senhora a
1, mussulinas de urna s cor a 240 rs.
o covado e muilas outras fazendas de bom
goslo que se vender por metade de seu
valor na ra do Crespo loja amarella n.
8 de Leandro Lopes Dias successor de
Antonio Francisco'Pcreira.
Aula de primeiras letras.
Manoel de Souza Cordeiro Simoes, autorisado
pelo Exm. Sr. presidente da provincia para o en-
sino de instruc;ao primaria nesta cidade, avisa
aos pais de seus alumnos e ao respeitavel publi-
co, que no dia 7 do correle se achara aberla a
sua aula particular, continuar as fuoccoes de
seu magisterio : e que continua a admiltir alum-
nos externos e internos, pensionistas e meio pen-
sionistas : na ra Travessa dos Expostos, casa
numero 16.
M&&
Precisa-se de urna ama para cosinbar
o ordinario de urna casa de poucas pes-
soas : a tratar nos Coelhos, ra dos Pra-
zeresn. 4.
Aenfo.
Antonio Thomaz Pereira avisa a todas as pes-
soas que lhe sao devedoras de lhe saldaren] suas
contas al 30 do correnle por o mesmo ter obrr-
gacoes a cumprir; do contrario cobrar judicial-
mente.
Aluea-se urna ama forra ou cap-
tiva para casa de familia : na ra da
Cadea do Recife n. 53, terceiro andar,
Cosma Joaquina de Lima Nunes, proTessora
publica, nomeada para reger interinamente a au-
la da freguezia de S. Frei Pedro Goncalves, acha-
se com aula aberta na ra da Madre de Dos, casa
numero 5.
O Dr. Casanova
pode ser procurado lodos os dias em sea
consultorio tsptcial homeopathico.
30~Rut das Crozes30
Neste consultorio-lem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paria (a tinturas) por Ca-
tellan e Weber, por procos razoaveis.
Os elementos de homeopathia obra, re-
commeodada intelligencia de qualauer
peasoa. ? *
Precisa-se de urna ama para cosinhar para
duas pessoas, paga-se bem, na ra dos pescada-
n. 1 e o.
Joao Mara Loreti, Brasileiro, relira-se pa-
ra lora Jo imperio...... !
Attenco.
Tendo o Sr. Antonio Joa a sna Giimaraea
annunuado por este Diario; para os credores da
casa de negocio da ra do Imperador o 16 de
que era encarregado Diogo Jos da Cosa Foles
para no prazo de 8 dias apresenlarem suas con-
tas, e tendo o abaixo assignado ssaim feito, toda-
va o Sr. Guimaraea duvida pagar, e como a casa
eslea sujeita a todas as trantaecea, previne o
abaixo assignado que ninguem faca negocio com
o -ito estabelecimento, e prtesis haver a impor-
tancia do seu debito do Sr. Guimaraes. quaido
este lhe havia promllido satistaxer, e agota to-
mou nova resolucao. Rede 9 de Janeiro da
18Cl,-JosMsriaTor|e de Azeredo. J


DIARIO DK MElffAltCO. *- STA flOl 11 DE JANEIRO DE 1161.
.
r>
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA iPARgDUHA @ DR. TOWNSEN
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECgAO* DO DR JAMES R. CHILTON,
imico e medico celebre de New York
EX-
6RANDB SPERIRIDADE DO
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario
e quasi miractoso effeito no
sangae.
Cada um sabe que a saude ou a infermidade
iepende directamente do estado desie ploido vi-
TiL. Islo ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quautidade do sangue o'um hornera d'es-
tatura mediana est avallada pelas as primeiras
autoridades era vinte e oiio arralis. Em cada
pulsadlo duas oncas sahera do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no era menos de quatro minutos. Urna dis-
posicao extensiva tem sido formada e destinada
New-York, bavemos vendido durante muitosan-
nos o extracto de salsa parriiha do Dr. Town-
send, consideramo lo ser o extraelo original e ge-
nuino de salsa parriiha do Dr. Townsend. o
qual primeiramente sob este nome foi apresen-
lado ao publico.
BOYO & PAUL, 40 Cortlandi Street.
WALTER.B TOWNSEND Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE &. Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPB, 92 Maiden Lae.
GRAHAM A Co, 10 Od Llip.
OSGOOD 4 JENNINGS, 188 Pearl Street.
R.B. HAV1LAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, ROBIINS & Co, 134 Water Street.
cora adrairavel sabedori. .yiestribuir e7.w 5*l^^ ^^T^
circu.aresta o* Vda nortodasas ^^^^^j^^
vida por todas as
partes da organisajao. Deste modo corre sera-
pie pelo corpo era torrente, o qual a grn
fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguraa se emprenda
de materias ftidas ou corrompidas, difunde
cora tclocidadb ELCTRICA a corrupc,o as
mais remotas e mais pequeas parles do corpo.
O venene lanca-se para tras e para dtanle pelas
arterias, pelas veias, e pelos vasos capillarios,
al cada orgao e cada teagem se (az completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulado evidentemente se Taz um esgenho
poderoso de Joenga. Nao obstante pode tam-
bera obrar com igual poder na crisco de saude.
E-itivcssao corpo infecionado da doenga maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glan lutoso, ou muscular, se somante o san-
gue pode fazer-se puro e saudavel ficar superior
a doenga e inevtav el mente expellir da cons-
tituicao.
O grande manancial de doenga ento como
d' aqui consta no fluido circulante,* nenhum
medicamento qae nao obra directamente sobreel-
le para purificar e renova-lo,possnea1gum direi-
to ao cudalo do publico.
O s.vngue O sangub 1 o pon lo no qual
so ba inyter fixar a attencio.
O ORIGINAL E O GINDINO !
AO PUBUGO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY& Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSOH & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFEL1N, BROTHER & Co, 104 &
lOGJobnSt.
LEW1S & PR1CE. 55 Peerl Street.
HAVILaND, KEESE &CO, 80 Maiden La-
na.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
lOAslor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Str PHILtPSCHIEFFELIN & CO, W Water
Streai
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RUST & HODGHTON, 83 John Streel.
I. INOR & CO. 214 Futen Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPHE TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KlNSLEY, 45 Cortlandt
Street.
HAYDOCK, COBLIES & CLAY, Sl8 Pear
Street.
CUMWNG & VANDUSER, 178Greenwch
Street.
HASKELL & MERR1CK, 10 Gold Street.
B? A.FAHNKSTOCfc & Co. 49 John Street.
CONHECEMOS A ARVORE E SUAS FRU-
TAS ,
B IGUALMENTE
Conkectmot uro Medicamento not seut Effeitot.
O extracto composto de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend est
OMED1G4MENT0DO POYO'.'.
Adata-so lio maravilhosamente a conslituic,o
que pode ser utilisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E DEB1L1DADE,
fortalece;
ONDE E'CURBUPCO,
purifica;
ONDE HE PODR1DAO,
AUHPA.
Este medicamento celebrado que to grandes
servigos presta a humanidade, prepara-se goro
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn, sob a iospecc,o directa
do muito coBhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade deNw-"York, cuja cer-
tido e assignatura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL (E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSAPABJIILHA
DO DR. TOWNSEND.
O grande pnricador do sangue
CURANDO
f OUflNftAS BE 864.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bein conhecidas folhinhas impressas nesta iT.rSd.^8.^
typographia
FolhihCL de porta ou KALENDARIO eeclesiastieo e civil para o
\ bispado de Pernambueo........... 160* rs.
Dita de klgibeira contando alm do kalendario eeclesiastieo e civil,
explicado das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nasciment e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos i rapos tos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna eolleceao da bellos e divertidos
jogos de prendas, para entretenimento da mocidade. 820 rs.
Dita dita ... coatendo alm do kalendario eeclesiastieo civil, expli-
escao das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimenlo e occaso do sol ; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ; ditas dos impostos
ge/aes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e conungar, e os officios que a
igreja costuma celebrar desde domingos de Ramos, at
sexta-feira da Paixao, (em portugnez). preco.....
Ditad lmanak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambueo, ao preco de:.......
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e fizeram-se muitas alteracoes, sendo a corree-^
cao a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias soffre mudancas) acrescentando-se anu-
meracao dos estabelecimentos commerciaes e industriaes;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oecupaco do individuo de quem se quer
saber a residencia.
Aos pas de familia.
O bacharel formado Aoerico Fernandes Tg
da Loureiro tem aberto o sen curso de alguna
materias preparatorias para a Faculdade de D>-
rcito do dia 15 do correte roer em dianle, na
igualmente da mesma data em diante a tomar li-
Coesdas mesmas materias por casas particulares,
das 4 s 8 horas da larde ; prometiendo a seus
alumno vantajoso approveitamento do seu me-
thodo de ensino, por ter para isso razoes funda-
das na experiencia de mais de dous annos, e ai-
tesladas por pessoas fidedignas, cujos filhos teem
sido por elle leccionados : quem de seus servi-
Qoa quizer approveilar-se, dirija-se mesma ca-
sa, as mesmas horas da manhaa. As mensalida-
des sao asseguinles, pagas adiantado.
Em sua casa.
Cada alumno de cada materia
Em casas particulares.
Cada alumno de cada materia
Cada alumno de duas materias
Dous alumnos da mesma materia
Tres alumnos da mesma materia
Dahi para cima, e em collegios, conforme se
conrencionar. LiQes diarias, excepto aos do-
mingos e das sanios, e quinlas-feiras das sema-
nas em que nao houveralgum dia santo.
320 rs.
19000
5S0OO
1OS00O
159000
15g000
204000
Compras.
O Herpes
A HERYMVEI.A,
A ADSTftfCC,k.ODO VEN-
TBE,
As Alpobcas
Os Effeitos do AZO-
G01,
Dispepsia,
As DoENCAS,DEFIA-
a hvdropesu.
AImpinge
As Ulceras,
O Rheum AT1SMO,
A'sChagas
a dbbilidade geral"
AS DOENCASfeE PELLE
AS BORBLHAS NA CA-
RA,
AS ToSSESt,
Cada garrafa do original e genuino extracto do Dr. Tcwasend tem a
exterkr de papel verde
No esoriptorio do proprietario,
em na botica da ra Direita n. 88 do Sr.
Os Catarmios, As Tsicas, etc.
OExtracto acha-seconlidoemgarrafas quadra-
das e garntele ser mais forie e melhor em to-
do o respeito a algumeutro puriicador do san-
gue. conserva-se em todos os -climas por oep
to sspa^o de terapo.
assignatura e a oertido do Dr. J. R. Cblitton, na capa
212 Rroadway, New Tfork, e em Pernambueo na ra Arfaros*. 21 escriptoric 1. andar, tara-
Paranhos.
ASA DE BA
NO
. !asB3 _
Assignatura de bachos frios, mornos,dechoqueoachuviscos.(para urna pessoa)
tomados em 30 dias conse cutivos. ,........
30 candor paraos ditos banfaos toma dos em qu-alquer tempo.
15 Ditos dite dito dito i *
7 :
Banhosivulsos, aromticos, salgados esulphurososaospregos anunciados
Esta redcelo de presos facilitar aerespeitavel publico ogozo dasvantagens qoeresultam
da frequeneiadeurn estabelecimento deuma ulilidadeincontestavel,masque infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, anda pouco conhecida eapreciadas
10^000
15*000
000
4000
TABAC CAPORAL
Deposito das manuacluras mperiaes derau^a.
Este excelente fumo acha-se depositado, diretamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBO A DOC A RU, oqaal se vende por masaos de 2 hectogramos a lJtOOOeem porcaode
10 mseos.para cima cora descont de 25 porcento ; nc rnesmo esiabelecimento acha-se tambem
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
5
EAU MINERALE
NATURAIXE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.22
IV
Ensino de msica.
Offerece-sepat lecciooar solfejo,comotem-
bema tocar varios instrumentos; dando as li-
coes des7 horass 9\\9 danoite:atratar na ra
da Roda n. 50.
O Sr. alferes Tbom G. Vieira d
Lime, queira dirigir-e a esta typogra-
phia, que se lhe precisa (aliar.
Na ra de Torres n.-*6, primeiro andar, ha
para-alaga r-se um escravo parda e bem -moca
Lotera da provincia.
Q^r. thesoereiro das toterias manda declarar
que mudouo escriptorio das mesmas loteras da
ra to Imperador para doCrespo n. 10. The-
souraria das loteras 9 de Janeiro de 1861.
Com o descont de 5 OO trocam-se as se-
dlas de r^e 5g, das que s podem serlrocadas
no Hiesouro geral desta provincia, com o descon-
t de 10 0|, na travesea da Madre de Dos n. 17,
das 8 horas da manha s 5 da tarde.
Precisa-se de urna ama de leile : no pateo
do Terco n. 26.
PIANOS
J. Laumanior, harendo sahido de casa do Sr.
i. Vignes, offerece-se para tudo quanlo diz res-
pailo sua arte, como sja, afinar e concertar
pianos, orgos de isreja, harmnicos, etc., em
sua oflkina, roa da Gadeia do Recife n. ti, pri-
meiro andar.
INJECTION BROU
Remedio nfallu-el contra aa agoorrhas antiga* e recentes.
nico deposito oa botica franceza, ra da Cruz c 22.
Preco do frasco 35000.
ao senhor que hontem pelas .11 horas do dia es-
teve na ra da Senzala, e ahi manifestou-sua ha-
bilidade, talvez por brincadeira, queira apparecer,
pois do contrario ser publicado seu nome por
este jornal, declaraado-se tambem qual ahabili-
dade pracada, o que bom evitar em tempo,
quando So queira ir m pessea conciliar-se :
pede-seque o faga por meio de urna carta no-
Dyma.
Aluga-se o sobrado de dous andares e so-
loda ra Imperial n. 169 : a faltar na ra da
Aurora n. 36.
Uoja senhor a casada, com pti-
cos Clho,.e j maior, natural e residen-
te em Hamburgo, mas que esteve no
Brasil, aceeita dous on tres meninos ou
meninas para educar com todo o esme-
ro e por condiedes rasoaveis ; a fallar
na Jivraria n, e 8 da praca da Inde-
pendencia, onde se da rao toda as n-
O Dr. Joaqulm da Silva Gusmio, medico l-
timamente dregado a esta capital, pode ser pro-
curado para o etercicio de saa protissao, na ra
Imperial n. 64.
LOTEBIi
Aviso.
Compra-se urna escrava moca e de boa con-
duela, que saiba engommar e cownhar : a tratar
na ra do Sove ou ilha dos Ratos, casa terrea n.
1 do Sr. Tiburcio.
Corapram-se frascos grandes vasios de agua
de colonia de autor Lubin a 100 ris cada um :
na ra das Larangeiras n. 16.
DA
PROVINCIA.
Priscilla Senhorinha tiendes d'Albuquerque,
professra particular de instrueco primaria,
com aula na ra do Rosario n. 39, segundo an-
i dar, avisa aos paes de suas alumnas, e a quem
j mais se quizer ulilisar de seu presumo, que tem
do abrir a sua aula, o entrar no exercicio de seu
| magis no dia 14 do corrente mez de Janeiro.
, O methodo adoptado o do Castilho, por aulori-
I sacao da directora geral de instrueco publica,
i com o qual muito teem aproveitado as suas dis-
OSr. thesoureiro das loteras manda declarar! ciP,,,"i ?omo dfiir PBes 1ue eBB
que se achara expostos a venda os bilheles da 9U" *ula lem suas filh"- .
terceira parte da primeira lotera da irmandade TPPPPniK ilP lYtiM 11IIH
do Senhor Bom Jsus dos Martyrios desta cidade C1 CU& UC lUiXl .
cujas rodas deverao andar imprclerivelmente no O 2. lente Agrimensor, novamenle convida
da 19 de Janeiro prximo futuro. o Srs. Benlo Jos Ramos de Oliveira, Mauoel
Thesourana das loteras 22 de dezembro de Alves Guerra e Dr. Joaquim Antonio Carneiro da
Cunha Miranda, por si ou por seus procuradores,
a comparecerem na casa de sua residencia, na ra
Direita n. 74, para se lhes marcar o dia em que
teem de assistir a medicao, demarcacao e ava-
liacjio dos terrenos de manaba que lhes foram
coucedidos.
Irmandade de N. S. da
Boa-Viagem.
Em face dos arts. 13 e 14 Je seu compromisso
sao convidados os irmos desta irmandade para
que cemparecam no dia domingo 13 do correle,
as 10 horas da manhaa, afim de darem cumpri-
meotoao que determinam os preditos artigos.
O secretarioJ. I. Gome.
rrecisa-se de urna mulher maior de 30 an-
nos, que tenha exemplar conducta e sem Glhos,
e que seja inteirameote desembarazada e inde-
pendente, para se enesrregar da regencia de urna
casa de familia e de homem casado : quem esti-
ver restas circuraslaneias, dando eonhocimento
por.pessoa fidedigna do sua boa conducta, diri-
ja-se a casa terrea sita no paleo do Paraizo desta
cidade n. 4, que lhe dir quem assim o pretende.
' Francisco Jos Vieira de Carvalho, relira-se
para (ora da provincia.
Aluga-se um escravo pardo proprio para
criado ou cousa semelhanle : quem delle precisar
dirija-se ao oilo da matriz de Santo Antonio nu-
mero 16.
Aluga-se
o primeiro andar do sobrado n. 47 da ra da Ro-
da, proprio para homem solleiro ou pequea fa-
milia : na ra Augusta n. 94.
Os abaixo assignados fazem scienle que Cn-
dou-se o seu contrato de sociedade nesta data, o
Sr. Adolpbo Muller deixou de ser socio da firma
Kalkmann Irmos & C. Recita 31 de dezembro
de W360. Kalkmann Irmos & C. Adolpho
Muller.
Compra-se urna armagio envidracada : na
ra larga do Rosario n. 12. V
Compram-se escravos.
Compram-se, vendem-se. e trocam-se escravos
ae ambos os sexos e de toda idade : na ra do
Imperador n. 79. primeiro andar .
Compra-se em segunda mao um par de ve-
Compram-se escravos,
de arabos os sexos, que sejam sadios e de boa
gura, com habilidades, eque sirvam para osr-
vico de campo, de 8 a 40 annos de idade no es-
criptorio de Francisco Mathias Pereira da Costa
na ra Direita n. 66. '
1860.Jos Mara di Cruz, escrWao.
Precisa-se alugar urna escrava que faja to-
do servico Interno da casa de urna pequea fami-
lia eslrangeira ; a tratar na fundicaodo Sr. Starr,
ou anuuncie para ser procurada. *
Nova pauta ou tarifa da
alfandega
Ne lirraria da praca da Independen-
cia n. 6 e 8, existe a nova tarifa que
tem deexecutar-se a 9 de fevereiro, a
qual-sera' mostrada aos Srs. assignantes
do Diario, que a quizorem consultar em
quSnto nao chegam alguns para vender.
4os consumidores de gaz.
A empreza da illuminaco
gao, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao n-
tregarem aos seus macbinis-
tas-eu serventes qualquerdi-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de Ibes ser novameiite
exigido. Todos es pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado eu no escrip-
toriedos gerentes.
VIA FRREA
fornufcQoes.
NO
wmsm b
A..lu. SANTOS 4fc^01u\M.
Svcientificam aos seus amigos e freguezes desta e d'outras
provincias, que mudaram o antigo estabelecimento de fa-
zendas que tinhain na ra do Crespo n. 13 e do Imperador
n. 36, para o bem conheicdo sobrado amarello, na esquina
da ra do Queimado n. 31, propriedade do Illm. Sr. com-
mendador Magalhes Bastos, onde contiouaro a ter o mais
completo sortimento de fazendas de todas as qualidades|^{l^^^^
LIMITADA.
ABERIMA DA .GURDA SECfAO AT A ESltDA.
Do dia 3 de dezembro de 1860 at outro aviso a partida dos
trens ser regulada pela tabella seguinte :
Trovador.
O proprietario deste eitabelecimento desojan
do por todos os modos a seu alcance corresponder
a boadade de seus freguezes, mandou vir de Pa-
Trenj para o Interior.
ESTACOES.
DIAS DE TRABA- I DOMINGOS DIAS
LfiO. SANTOS.
MANHAA.
para venderem por mdicos precos em grosso e a retalho.
SOBRADO AMARELLO
ESQUINA DA RA DO QUEIMADO N. 31.
ir Na ra do Vigario, casa n. 7, ou na da Ga-
deia o. 20, deaeja-se fallar com oSr. Jos Perei-
ra de Oliveira Reino, natural da villa de Abran-
tes, em Portugal, e que m 1855 ou 1856 mora-
va na ra do Coegio desta cidade do Recife.
Loja e armacao para alugar.
Aluga-se a loja da ra Direita n. 87, e junta-
mente aluga-se a armacao que tem na metms,
para qualquer estabelecimento, pois multo com-
modo lugar armSc&o a quem no quer gastar
di[aieiro me fazr.
O abaixo assigoado previue ao publico que
ninguem contrate com a Sra. D. Carlota Estrepe
Pereira a compra da casa terrea sita na ra do
Brum n. 2, e de mais 2 escravos, porque dita ca-
si e escravos nao perlencem a mesma senhora,
mas sim foram dados no inventaro e partbas
que se pracedeu dos bens de seu finado marido
Maooel Jos Pereira, para pagamentos de seus
credoresde seu casal, emeojo numero se acha o
abaixo assignado, que protesta desde j annullar
Jjlas venda*, no caso de serem effecluada?. Re-
cife 7 de Janeiro de 1861.
Luis Antonio de Seuza Ribeiro.
. o* passa tempo
a todas as horas do dia e da noite. Espera que
seus freguezes e amadofcs nao dexario de fro-
quentar constantemente o sea estabelecimento,
concorrendo assim para que seus exfnrcoa sejam
coroados de bom xito. Ra larga do Rosario nu-
mero 44.
Hor.
Cinco Ponas.....I 8
Afogados..........I
Boa-Viagem.......I
Prareres..........'
Pont-ziha........I 'J
Ilha...............I 9
Villa do Cabo......I 9
Ipojuca...........I
Olinda.............I U>
mudou o seu estabelecimento da casa amarella
da ra do Queimado para a ra do Crespo, para a
roja que foi do Sr. Santos & Rolim n. 13, e ar-
mazem na roa da Imperador, outr'ora ra do
Collegio o. 36.
Timb-Ass
Escada (chegada).-.
ESTACOES.
Escada...........
Timb-Ass......
Olinda..-.........-.
Ipojuca..........
Villa do Cabo.....
Ilha............
Pontezinha........
PrazereS.....i,
BoarViagem.. ...
Afogados..........
Cinco Pontea (che-
gada.).......
10
Min.
30
40
50
16
25
40
20
..35
50
Hor.
4
4
4
5
5
5
5
6
6
6
6
Min.
301
40
R
15
25
411
2
s
I
tahde. manua.
or
7
7
7
8
8
8
8
9
9
9
9
Min
30
40
50
15
25
40
23
35
50
TAIML I 1.a
flor.
6
Precos de bilhetcs.
VIAGENS 8INGE-
LAS.
2>
400 300
1200 900
1400 1100
2400 1900
2700 2200
3400 2700
4500 330O
5300 8800
6000 4300
6500 4500
3,
200
VIAGENS DE IDA
E VOLTA.
1/
600
500
500] 1800 1400
600, 2000 1600
10001 3600 2800
1100; 4000 3200
1400] 5000! 4000
2000{ 6900! 5000'
2
3.a
2300
26001 9000
3000110000
Tren do interior.
5700
6500!
7000
DIAS DETRABA-
, LHO.
MANHAA.
Hor.
5
6
6
6
7
7
7
-7
7
8
8
Mi
45
5
40
85
15
25
40
50
10
TARDE.
Hor.
1
2
2
i
3
3
3
3
3
Min
451
5
20
35
16
25
M
50
Hor.
10
DOMINGOS E DIAS
SANTOS.
MANHA.
Min.
40
30
10
TARDE.
Hor.
3
4
4
A
5
5
5
5
.5
6
6
300
800
900
1500
1700
2100
3000
3500
3900
4500
Vendas,
Em casa de Dammeyer
Carneiro #C, ra,da
Cruzn. 49, vende-se;
Livros em branco do melhor fabri-
cante da AI lemn ha.
Prensas para copiar cartas.
Livros para ditos.
Milho e farinha.
Na ra da Madre de Dos armazero n. 8, ha pa-
ra vender-se saccas de milho muito novos a
3500 e 4 e farinha a 5J. 5j500,4 e 3*500.
Attenco.
Vende-se um sitio no lugar Peres, no qual tem
urna padaria, eboa casa para familia, e bastantes
fructeiras : fallar na ra do Queimado n. 65.
Grande pechincha
a 640 rs.
Fustso branco patente de superior qualidade a
640 rs. o covado ; vende-se na ra Nova n. 42
defronte da Conceico dos Militaros.
Chapeos pretos.
Recebeu-se urna factura de chapeos pretos,
pello de seda, proprios para a quaresma, recom-
mendaveisnao s pela sua excellenle qualidade,
como pelo modernismo do gosto : na ra Nora
n. 42, defronte da CooceicSodos Militares.
A 10$apea,
de fioissima cambraia adamascada para cortina-
dos, com 20 varas cada pega : vende-se na ra
Nova n. 42, defronte da Conceigao dos Militares.
E baratissiino.
Cortes de vestido de cambraia branca muito fi-
na com 3 e 4 babados, ricamente bordados pelo
diminuto prego de 8$ cada um : na ra Nova nu-
mero 42, defronte da Conceigo dos Militares.
Calcado barato, oa pra^a da
Independencia, loja de* Joa-
quina Pereira Arantes.
7s00()Ze6UnS elaslicos' Saspiados, de veroiz, a
Meios botins de bezerro 7#
Sapatoes de lustre a 3J>.
Dnos de Nantes a 4j.
Sapatos de entrada baixa com salto a 4S.
Ditos de lustre para danca a 38.
Ditos de tranga a 1$.
Ditos de bezerro para menino a 2500.
Botios de bezerro a 3tf.
Eorzeguins elsticos de cor para senhora a 4f >
Dilospretos sem salto para senhora a 49. *
meninos" g.borracha Para homeir. senhora e
Na ra Nova n. 42
defronte da Conceico
dos Militares,
ha umexpleudido sortimento de organdys. cam-
braias brancas, de cores, e de salmeos sedinhU
de quadros. chitas muito finas, largas e
Lo8s,toa:a8.e,e-SCUras- fe "olemos8" deltc dos
nnnu Ja T* es.colh",<. chales de merino do
ponta redonda, estampados, bordados e lisos
EiS? w? 0,linh"- c" Je vestidos de caml
i. nad0" m 3 e 4 babados, e oulras mui-
X'veTs CUJS PreS S os mais "inu'os
Vendem-se escravos.
Um mulatinho de 18 annos. boloeiro. 1
Precos de bilhetes.
VIAGENS SINGE-IVIAGENS DE IDA
LAS. E VOLTA.
1.a
Ma.
4%
5 700
20 1400
35 2100
- 3200
15 3800
25 4400
4C 5000
50 5600
6000
10
6500
2.a
500
1000
1500
2200
2800
3100
3800
4000
4300
435
3.* I 1."
3000
300 1000
600 2100
90C 3X00
14K| 4800
1700 5700
190G 6600
2300 7900
2400 8400
2700 9500
800
1500
2200
3300
4300
4600
5700
6000
6800
10000 7000 4500
3.'
500
900
1400
3100
2500
2800
3400
3600
4000
anAsrs ferrar ajsss M,!
Cravos brancos
porgoea a 40 rs. cada um, e tambem
encommendas para dias marcados.
*e recebem
AssignadoE. H Braman,
Superintendente.
* Vende-se urna escrava crioula, de idade 30
a 5 annos, pouco mais ou menos, cozinha en.
saboa. engomma. faz renda, cose chao, reSa
assucar, tudo com limpeza ; quem pretender
dlrrja-se a ra da Cruz n"33, prlnreiro Sf '
Imagens de Lisboa.
iJVru* da Codeia nV25 Meam- as seauin-
^agrT:tSa5t0 ?hr,l em aon>a. de:i 2
RSSly.0mo.BaPt,8,a de 5 p0,lega,,M' S-0al


P)
DIARIO DE PiMttMBUCD. -..SEXTA fZMA if DE JJMtt Q* 1161.
FUMO AMERICANO
de 1$600 a 23200 a groza de macinhos embrulhados era chumbo :
oadeia do Recife n. 15, loja de Jos Leopoldo Bourgard.
no centro commercial ra da
F.m casa de N. O. Bieber A Successores, ra
da Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marca Parre & C, urna das maia
acrf J Hadas marcas, mu i con hecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vioho xerez em barra, cognac em barris e
oaixaa.
Vinagre branco etinto em barris. Jgfc
Brilhantes de varias dimensoes.
Ki horsulfurico..
Gonma lacre clara.
Lonas, brinxaos e brins.
Ac de Milao
Ferro da Suecia.
Alsodo da Baha.
Vende-se um jogo completo de gamo cora
taboase copos de marflm ; na ra Bella n 18.
Na ra do Imporador n. 28 ha para Tender
e alugar em pequeas e grandes porcoes supe-
iioros bichas hamburguesas.
Vendem-se saceos cora (rioha de mandio-
ca, por prego commodo ; na ra da Senzala No-
va n. 39, taberna.
Vende-se urna escrava moga, reforcada e
com algumas habilidades; na ra do Brum nu-
mero 33.
Vendem-se 2 carrocas com 2 cavallos mui-
to bons, tudo em bom estado : quem precisar,
dirija-so a Tamarineira, taberna que tem o te-
lheiro na (rente, que achara com quemlralar.
Vende se urna grande propriedade sita na
Passagom da Magdalena, entre as duas pontes,
com muilos commodos para familia, e outros pa-
ra aluzar, que podem Jar de renli ment 1:400$
annunacs, sendo os chaos proprios, cachndo-
se reedificada ; quem pretender, dirija-se a ra
Direita, loja de funileiro n 47, a tratar com Jos
Antonio de Carvalho.
Vende-se urna calecha nova, sera arreio. :
na rua Nova n. 59, cocheira de P. lduardo Bour-
geuis.
Ainda contina a estar para se vender, per-
mutar por casa uesla cidadt, o era ultimo caso,
arrendn-se a quera Dzer as obras o concertos que
a casa precisar, sendo descontada a quantia gasta
do aliignel que tiver de pagar, o sitio da travessa
do Remedio, na (reguezia dos Afogados n. 21 :
quem o pretender, entonda-so com seu proprie-
tario na rua de S. Francisco, como quem vai pa-
r a rua Bella, sobrado u. 10, ou na alfandega
aonde empregado.
Livros para escripturacao.
Chegou ltimamente, um novo' sortiroento de
livros era branco, de muilo superior qualidade.
Vende-sena livraria econmica junto ao arco
de Santo Antonio.
Vende-se dous bons escravos, sondo um
cozinheiro: trata-se na rua larga do Rosario
.23. .
Lencos de labyrinlho.
Chegaram a pouco do Ceara destes lencos, obra
muilo delicada, o vende-se na livraria econmi-
ca, junto ao arco de Santo Antonio.
Rua do Queimado n, 27,
loja de miudezas de 3
portas, frente a mar el la
Fronhas grandes de labyrinlho.
Ditas pequeas.
Lencos de linho.
Toa I has todas de labyrinlho.
Bicos c rendas da trra.
Enfeites de vidrilho a 29500.
Manguitos com gollinhas a gOO.
Golliohas pretas de vidrilho a 1J>500.
Seda frxa para bordar, a meada a 60 rs.
Franjas brancas o de cores para cortinado, pe
ca a 3a4O0.
Carleiras grandes para letras.
La para bordar, a libra 65OOO.
Espelhos grandes para salas por barato prego.
Cssaroques de fustao brancos a 89.
Fitas lavradas de todas as cores o larguras.
Jarros do porcelana para sala.
Farinha e milho.
Vende-se boa farinha de mandioca a 3/500, e
milho novo em saceos grandes a 4$ ; na rua da
Madre de Dos n. 4 ; approveitem, antes que se
acabe.
Espirito de viuho.
Vende-se de 2$560 a 2^800 a caada : na tra-
vcssi do paleo do Paraso n. 16, casa pintada de
amarello.
Attenco.
Vendem-se carios de clcheles a 40 rs., ditos
em caixa a 60 rs., trancas de la para vestido a
40 rs. a pega, sapatos de lia para criangas a 240
o par, caivetes para aparar pennas a 100 rs.,
meias para homem a duzia a 20, ditas mais finas
a 3$, o par a 260, caitas de agulhas francezas a
120 rs., tinta de cores o frasco a 240, ludo mats
se vende por melado de seu valor : na rua Direi-
la n. 100, loja de miudezas.
Vende-se um mulato mogo e robusto, sem
defeilo algum, para todo o servigo, principal-
mente para engenho por ser boro caneiro e bom
mestre de caldeira : na rua das Cruzes n. 18.
PROGRESSO
de
JfflML
Largo dn Peiihti--
Os proprietaros deste eslabele-
Bolsts de tpele para
viagens,
Vendem-se mu bonitas bolsas de tapete pro-
priaspara viagens, etc., etc., pelos baralissimos
pregos de 59, 63 e7j> : na loja da aguia branca,
rua do Queimado o. 16:
Farinha a 3*500.
Vende se no armazem da rua da Madre de Deas
o. 35, saceos com boa lancha de manaiooa, de-
sembarcada hontem, pelo barato prego de 3J500
cada sacco.
Milho noy a 4^000.
Vendem-se milho novo em saceos grandes, pe-
lo prego cima ;. do armazem da rua da Madre
de Dos n. 35.
Hua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas
DE
JOAQIM RODRIGUES TAVABES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, (azenda
milito superior com pequeo toque de mofo a
60JJ000, ditos sem defeito a 1009000, tem um
resto de chales de toquim que estc-se acabando
a 809000, ditos de rairin bordados com pona
redonda 89000, ditos sem ser de ponta redonda
a 89000, ditos estanpados com listras de seda
em roda da barra a 99000, ditos de rieas estam-
pas a 7J>000, ditos de ganga franceza com fran*
ja branca a 29000, ditos sem franja e muito
encornado aU JO00, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enlutados a
259000, ditos muito superiores a 309000, en-
feites de vidrilho preto a 39000, ditos de retroz
a 39500, orgaadis da mais fin que ha n mer-
cado a 19000 o covado, cambraias de coras
de padroes muito delicados a 800 rs. a vara, ditas
rln outros quolidadoa a 000 rs. a"vara, ricas chitas
farnceza? de muito boas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, paitos para camisa a 240 rs. cada urna,
cortes de caseraira de cores a 69000, ditas em
pesca de quadrinhosa 49000 o covado, gollinhas
de muito bom goslo a 19000, ditos de outros
bordados ricos a 3A000, manguitos de cambraia
bordados a 39000, liras bordados e entrimeios
que se venJem por prego commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de criangas, e capinhas
para senhoras a 19400 rs. o covado, corles de
cambraias de salpicos a 59000, cortes de cam-
braia enfeitadas cora tiras bordadas a 69000,
e outras muitas mais fazendas que ser difcil
aquipode-las mencionar todas.
Urna linda peca.
Vende-se um moleque ci 10 anuos
sem vicio nenhum, o qual e bom bo-
lietro, copeiro e cosinha o diario de
urna casa, compra e sabe vender na
rua : a tratar na rua do Vigario n. 19
das 9 as 4 horas da tarde e das 4 era
diante na rua da Aurora n. 80.
E afeites de velludo, ultimo
gosto.
A loja da aguia branca acaba de receber mui
bonitos e delicados eueilcs de velludo, obra de
toda perfeico e ultima muda : vendem-se a 10-
c 12$: quem os vlrnao hesitar de os comprar;
vendem-se tambem outros de velludo e froco a
3$, 4$ e 5$: na rua do Queimado, loja da aguia
branca n. 16.
Vende-se urna morada de casa
terrea na rua da matriz da Boa-Vista :
a fallar na mesma rua sobrado que vol -
ta para a rua da Glorian. 33.
Roa do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vende-se
por pregos baralissimos, pata acabar: pegas de
cambraia lisa fina a 39, organdys muito finas e
modernas a 500 rs. o covado, cassas abertas de
benitas cores a d40 rs., chitas largas a 200 e 240,
cortes de oassa de cores a 29, ntremelos borda-
dos a 19500 a pega, babados bordados a 320 a
vira, sedtnhas de quadros finas a 800 rs., casa-
roques de cambraia e fil a 59, perneadores de
cambraia bordados a 59, golliohas bordadas a
640, ditas com ponas a 2)500, manguitos borda-
dos de cambraia e fil a 2, damasco de la com
9 palmos de largara a I96OO, bramante de linho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, tovas1
para senhora a 100 rs. o par, eapas de fustao en-
feitadas a 59, pegas de madapolo fino a 43, la-
zinha de quadros para vestidos 320, comisos de
cambraia bordados a j, sobreeasacas de panno
Gao a 203 e 25$, palelols de panno e casemira de
18 a 20$, ditos de alpaca de 39500 a 89, ditos de
brim de cores e brancos de 39500 a 5$, caigas de
casemira pretas e de cores para todos ps pregos,
ditos de brim de eores brancos de 29 a 59, ca-
misas brancas e de cores para todos os pregos,
colletes de casemira de cores- finos a 59 ; assim
como outras mailas fazendas por meaos do seu
valor para fechar contaa.
20.
Cassas de lindos padroes e core fizas que se
pode garantir aos comprados, s 210 rs. o corado,
na roa do Queimado,.loja de4 portas o. 39.
As verdaderas .uvas de
Jouvin.
A loja da oguia brancas acaba de roocbor do
sua encommenda as verdaderas tovas de Jou-
vin, prraeira qualidade, tanto brancas como pre-
tas para homem e senhora : quem precisar, diri-
ja-se a dita- loja da aguia branca, rna do Quei-
mado n. 16.
Assucar e caima.
Vende-se assocar mascavado a 100 rs. a li-
bra, agurdente de canna engarrafada a 240 a
garrafa ; na travessa do ateo do Taraizo n. 16,
casa pintada-de amarello.
Esleirs da India de 4, 5
e 6 pamos de largo.
No armazem de tazendas da rua do Queimado
o. 19, propriamente para forro de salas e camas
por ser di melhor qualidade, e todas brancas
Bonels para meninos.
O lempo 6 proprio para se comprar os bonitos
bonete- de pansa fiao afeitados com fita de cha-
ma ole e borlla, outros enfeilados com fita de
velludo e pluma, e outros com galoziobo dou-
rado. todoa pelos baralissimos pregos de 39500,
49 e&9, ditos de palha escura, mui bonitos e
tortas a 39. garra* de palha branca enfeitadas a
9W0, e outros mu diferentes bonets de panno
eneitados a 19 e 19280 : na rua do Queimado,
loja da asuia branca n. 16.
S ** ***!.**
Machinas de vapor. ^^^^sf
9 Rodas d'agua. *|
$ Moendas de canna. a,
# Taixas.
Rodas dentadas. .. .
Broozes e aguilhdes. Z
Alambiques de ferro. a
% Grivos, padroes etc., le:
Na fundiera de ferro de D. W. Bowmn 2
rua de Brum passaodo o chafariz.
89 3*$$ 09
Na loja da boa f, na rua
do Queimado n. 22,
vende-se rauito barato.
Cambraia Usa fina com 8 f [2 veras oada pega a
45500, dita muito fina com salpicos a 59, dita de
ooreade padroes muito bonitos a 320 o covado,
cortes.de csea pintada oom 7 vara a 29240, fil
de Htho liso muito fino a 800 rs. a vara, tarlata-
na muito fina branca e de cores com 1 1^3 vara
de largura a 800 rs a vara, guarnieres de cam-
braia (manguitos e golla) bordadas muito finas a
59, gollinhas bordadas de cambraia muito fina a
19, espartilhos muito superiores pelo baratissimo
prego de 6J, pentes de tartaruga a imperalriz
muito superiores a 99. bonets de velludo para
meninos a 5J, ditos de panno preto a 3J, sapati-
nhos demerio muito enfeilados a28 o par, chi-
tas francezas finas escuras e claras a 280 o cova-
do, corla do cambraia de cores eom 3 babados
com 11 e 2 varas cada corte a 495Q0, superiores
tangos de cambraia de linho muito fina e rica-
mente bordados a 98, ditos de cambraia de algo-
dao com bico de linho a 19280, ditos de cam-
braia de linho proprios para algibeira a 69, 7 e
89 a duzia, ditos de cambraia de algodo a 21400
e 39 a duzia, liras bordadas largas e finas com 8
1|2 varas cada pega a 28500, e assim outras mui-
tas fazendas que vendem-se por pregos muito
baratos : na rua do Queimado n. 22, na bem co-
nbecida loia da boa f.
Chales.
Relogios
Suissos.
a maior parte del'.es vindos por conta dos proprietaros
por
fa-
do
rs.
Gigos com c\\ampaii\va
das melhores marcas que ha no mercado a 2O5W30O e era garrafa a 2000.
Figos de comadle
em caixas proprias para raimo a 19000.
Barris com azclonas
os mais novos que ha no mercado a 1*2000.
Scrveja branca
das mais acreditadas marcas a 59000 a duzia e era garrofa a 500.
Queijos ftamengos
recebidos pelo ultimo vapor de Europa a 39000
Qncijos parto
das melhores qualidades que tem vindo a este mercado a 900 reis a libra, e em porcio so
ra algura abatemento. ^ *
Queijos suisso
recentemente chegado e de suqerior qualedade a 960 res a libra.
Chocolate
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porgao a 8KO/C.
Marmelada imperial
afamado Abreu, ede outros mais fabricantes de Lisboa emlatasde 1 a 2 libras a 800
em porgao de se fara algum abatiment.
Maa de tomate
ara latas de 1 libra por 900 rs.,em porgao vende-se a 850 rs.
Conservas francezas e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
Latas de uolachinna de soda
ora diferentes qualidades a 19600 a lata
iVmeixas francezas
as mais novas que tem vindo a eetenmedo em compotelras^ontendo 3 libras por 3v>000 rs.
e em latas de 1 e lj libra por 19500 reis r
CaixinAias com 8 libras de pa'ssas
a 39000 rs. em porgao se far algum aba ti ment, vende-se tambem a retalhoa libras Mffrfffc
Manteiga ingleza
psrfeitamenteflor a mais nova que ha no mercado a 19000 rs. a libra, era barril se far al-
gura abatimento. .
Cha perola
o melhor que ha rteste genero a 2&500rs. a libra dito byson a 29000 rs.
M.anteiga franceza
a 720 rs. a libra em barril se far abatimento.
Toncinho de Lisboa
o mais novo que ha no mercado a 820 res a libra,
Macas para sopa
em caxinhas de 8 libras coa deferentes qualidadesptrr UfoOff rs.
Tambera vendera-seos seguintes gneros, tudo recentemente chegado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 480 rs. a libra, chouriga muita nova, mermelada,do mais afamado fabricante
de Lisboa,maga de tmalo, perasecca, passas, fructas em calda, amndoas, nozes, frascos com
raeadoas coberus, confeiles, pastilhas de valias |ldades, vinagre branco Bordeaut, prdprio
para conservas, charutos dos melhorea fabrioMtes de San Flix, nagas de todas as agilidades,
gomma muito fina, ervilbas franeam, champagne das ma-ie acreditada Marn, erveas'ife ditas,
spermaceie barato, licores fraiwezesmiirto flnOs, raarrasquina de araj aieiledoc prrftcido, axei-
tonas muito novas, banha de porco refinada eoutrotfflhiitos geers-quenconlrarao tandentesa
molhados, por isso prometiera os proprietaros vender por muito manos do qoeou tro QtlqUer
proraettera mais tambara servirera aquellas pssoas que mandarem por*oas pouco praticas cotao
te viessem pessoalmente ; rogam tambem a todos os senhdres de engenho e senhores livradores
quetram mandar stfas encomiaonias no armazem Prgtsb^que selhes affianga a boa qdatidado o
o acondiciooameow, *~Z7"""r-
- -.. V
ta dourada e loteados a ouro, sendo estes relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vanderaooer precos razoaveis.
Ricos chales de merino estampados, de cores
muilo bonitas a 79, ditos muilo finos a 89500,
ditos lisos a 59, ditos bordados a matiza 8950o,
na rua do Queimado n. 22, loja da boa-t.
Tachas e moendas
Braga Silva1 & C, tem serapre no seu depo-
sito da rua da Moeda a. 3 A., um grande sorli-
mento de tachas e moendas para engenho, do
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no raesmo deposito ou na rua do Trapi-
che n. 4.
Capellas e llores.
Mui bonitas capellas para noivas a 59, 69 e 79,
ditas para meninas a 2J, bonitos e delicados cai-
xos de flores finas a 18500, 29 e 39 : na rua do
Queimado loia da aguia branca o. 16.
IVende-M*
P Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisasinglezas.
Peitos par ac misas,
Biscoutos
Emcaeade Arkwight 4 C., ruada
Cruz n. 61.
Booitos cintos para senho-
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas fita* com flvelaa para cintos de senhoras e
meninas, e pelo baratissimo prego de 28 : em
dita loja da agnia branca, roa do Queimado nu-
mero 16.
senhoras e meninas.
A loja da agoia branca recebcu um bello sorti-
menlo da abjectos de muito gesto e ultima mo-
da, proprios para senhoras e meninas, sendo de-
licadas gollinhas e voltav de vrdrilno, vollas de
crale cornalina com atacador de mola, daura-
do, obra inteirameote nova e de muito gosto, e
pelos baralissimos pregos de 29 cada objeclo :
na roa do Queimado, loia da aguia branca nu-
mero 16.
Perfumaras
novas.
A loja da agtoia branca acaba de receber de sua
propria encommenda um linde e completo sorti-
raento de perfumaras /bs, asquaes est ven-
dendo por menos do que em outra qualquer par-
te : sendo o bem conbecido oleo philocome e ba-
nha (Societ Hygienique) a 19 o frasco, finos ex-
tractos em bonitos fraseos de cares e dourades a
29, 2(500, 3a e 49. a afamada banba transparen-
te, e outras igualmente finas e novssimas como
ajapooaiseem bonitos frascos, cuja lampa devi-
dro tambera cheia da mesma, huile eorrerete,
odonoell, principe imperial, reme, em bonitos
copinhos cora taropa de metal, c muitas outras
diversas qualidades, todas estas a 1) o frasco
bonitos vasos de porcellana dourada proprios pa-
ra offert* a 2J e &&500. bonitos bahuzinhos com
a rasquinhoa de cheiro a 29, liadas cestinhas
com d e 4 frasquinhos. e caixinh.s redondas com
4 ditos a 18200 e 15600. finos pos para denles e
asu. balsmica para ditos a Te 19500 o frasqui-
nnu ; e assim urna iofioidade de objectos que sao
patentes em dita loja da aguia branca, na rua do
Queimado n. 14.
Roa da Senzala Nova n.42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston ti C,
sellins e ailhes nglezes, candeeiros e eastigaes
bronzeados, lonas nglezes, fio de vela, chicote
para carros, e moniaria, arreios para carro de
um e dous cvalos relogios de ouro patente
ingkz.
Farinha a 51500
VenJe se farinha de mandioca 3^500
a sacca: na rua da Madre de freos nu-
mero 35.
I
t
Vende-se frco de todas as cores e grossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, 040 e 19 rs. a
pega ; na rua do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16.
Grammatica in-
gleza de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallarnglezem 6 meres,
obrainteiramente nova, parauso de
todos os estabelecimentos de instruc-
rao, publico* e prticulares. Vnde-
se naprara de Pedro II (antigo largo
do Collegio) n. 3Y, segundo andar.
Relogios.
Vendem-se em casa de Braga, Silva & C, re-
logios de ouro de diversos fabricantes inglezes,
por prego commodo.
Chega para todos.
Cassas francezas muilo bonitas e de cores fizas
a doze vmtens o covado, mais barato do qne
chita, approveitem em quanto nao se acabam ;
na rua do Queimado n. 24, a aam conhecida lo-
ja da Boa-F.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hrnston & C. rua daSnzala n.*2.
Cheguem ao barato
O Preguica est queimando, em sua loia na
rua do Queimado n. 9..
Pegas de bretanha d rolo com 10 varas a
28, casemira escura infestada propria para cai-
fa, eollete e palitots a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bom geste a 480, rs.
a vara, lita liza transparente milito fina a 39,
49, 59, 69 a pega, dita tapada, com 10 varas
a 5 e 6 a pega, chitas largos de moderaos e
escolhidos padroes a 240, 260e 280 rs. o ova-
do, riquissimos chiles de merino esunpado a
79 e 89, ditas bordados corj duas palmas, fa-
zenda-rnniro delicada a 99 tarja um, ditos com
urna s pilma, muito linos a I950U, ditos lisos
cora franjas de seda a 59, lenfoj.de cassas eom
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
finas parlflealroTa a-Oadtatia, ditas de boa
qualidade a 39 e 99500 a dizia, chitas fran-,
cezas de ticos desenbos, para coberla a 230 rs.
o covado, chitas escaras inajlezas a 59900 a
pega, e a'f-60 r*. o oovado, brfmbrancodepvto
linho a lf, 19200 e 1*G00 vara, dito preto
muito eneerpado a 1*500 avara, brilhaotina
azul 400rs. o covado, .alpacas de dirTereotes
ores 'a 360 rs. o ovado, cawraiMfs ptetas
finas a 29800, 39 e 3>5o o covado, .cambraia
preta e da salpicos a 500 rs. a vara, e ontras
muitas faeendas tprg se far pnenrrio compra-
dor, e de todas se darao amostras com penhor.
S Seguro contra Pogo
J OMPAllHIA
S SIDSTS)
LONDRES
AGENTES
|C J. Astley & Companhia.j
Yeode-se
Formas de ferro
GUINDE SORTIMEMO
DE
Fazendas e roupa feila
NA LOJA E ARMAZEM
para
Joaquina Rodrigees Tavares de Mello
ROA DO QUEIMADO N. 39
BOU* LOI DE QUATRO PORTAS.
Tem um corapletosortiment de roupa feila,
convida a todos os seus fregueses e a todos
quedesejarem ler um uniforme feito com todo o
gosto dirijam-se a este estabeliciraento que em-
contrarao um habel artista chegado ltimamen-
te de Lisboa para desempenhar as obras a von-
tade dos freguezes, ji tem um completo sorti-
roento de palitots de Coa casemira raodello im-
glez, e muito bem acabados a 169000, ditos
de merino selim a 129000, ditos de alpaca
pretos a 59000, ditos de alpaea sobre casacas
a 89000, ditos com golla de velu a 99000,
ditos do fustia, ditos de ganga, ditos de brim,
ludo a 590JO, ditos de brim de linho tran?'a
do a 69000, caiga de brim da linho muilo su_
perior a 55000, ditas de casemira da cor a
99000 ea 109000, ditas de caseraira pre-
ta superior fazenda a 129000, palitots fran*
cezes de panno fino faienda muile fina a 259
sobreeasacas de'panna mu'rto superiores a 359
e a 409000, um completo aertinselto de cami-
sas fraceas, unto de linbo como de algodo
efustao vende-se muito em conta, afim de que-
rer-seliqiudar eom as camisas.
Cera de carnauba
Vende-se da primeira qualidade especial a 99
a arroba : na rus d* Cadeia n. 57, armazem de
Prente Viaona & C.
Por metade do seu
valor.
Rua do Queimado n. 19.
i Vestidos de gazee phaniajia, muitoslindos.de
fluassaias, polo baratissimo pteco do 10cada
um certa. ...
t amlir
baratas.
19 Rua &*<^iriado 19
Corles de cambraia branca muilo fina com !-
picosmludrnhesa'4900.
Gambraieta para resudo, muilo fina, pelo ba-
ratissimo prec.7 de 2J600, S98OO, 39 e 39500 cada
poga .
Baldes de mussulina, ditos arrendados, ditos
purgar assucar.
Buchadas de ferro.
9 Ferro sueco.
I FPDgardas.
Ac de Trieste.
I Pregos de cobre de com-
| posicao.
Barrilha e cabos,
j Brim de vela.
S-Couro de lustre.
Palhinha para marcinei-
ro : no armazem de C.
J. AstleyA C.
"""LOGIsT"""
Vende-se emeasade SaundersBro hersA
C. praca do Corpo Santo, relogios do afama
do abricante Roskell, porprecos commodos
timbemranoa''ins e cadeiasraraos meamos
deaxceellnta costo.
I
!
I Gurgel & Perd gao.
Rua da Cadeia loja n. 23.
Receberam modernos vestidos de phan- '
I tasia e de cambraia brancos bordados.
Receberam novos vestidos de seda.di-
1 tos de blonde com todos os portences.
Uoceberam completo sortimeoto de
I manteletes, sabidas de baile, taimas de
I erte de seda, ditas pretas bordadas.
Vendem modernos chapeos de
enfeites modernos para senhoras.
palha,
Vendem as commodas
mussi-lioa e cutim para
ninas.
saias balo de
senhoras e me-
Em casa de Mills
Latham (t C, na rua
da Cadeia do Recife
n. 52. vende-se
Vinho braaco e tinto de Lisboa
rif-de qointo.
Bichas hamburguezas.
Camisas para homem, inglerzas.
Lonas ioglezas.
Estopa.
Sulfato de /erro.
Alvaiade. '
VoriBelhio.
Secante.
Azarte.
Pedra-hume.
Salitre. .
em bar-
Na rua do Imperador n. 88, vende-se cerve-
j higlea muito boa viadaom oijartolas, a garra-
fa por 40O rs., cada copo de meia a 800 rs.
Para casamento.
Vende-te um rico ortinado da cambraii toda
brdala para eama chegido a pouco de fran*
ca: n loja Antonio.
Vende m por prero commodo' um preto
proprio para sitio, ou traUr de cavallo ; na rua
UifHl* n. 10.
A 2^500.
Vende-se cada urna aaia bordada, muito bes
1 senhora ; na ruado Crespo n. SO B, loja d
Adriano & Castro.
Vendem seda dequadiinhos, grosdena-
ples escuros, ditosdequadrinhos.morean-
tiaue e lanziuhas em covado, cassas de
salpico,cambraia de cores,organdis e mais
^ fazendas proprias para vestidos.
Gomma superior do Aracaty.
Vende-se a prego commodo : na rna da Cadeia
numero 57.
Vende-se
EM CASA DE
Adamson Home & G.
Vioho do Porto de superior qualidade.
Tinta de todas as cores.
Lona e flele.
Fio de vela.
Sellins, silboes, arreios e chicles.
Rolbas.
Rua do Trapiche n. 42.
Machinas ameri-
canas
E OCTROS AKTtGOS.
N.-O. BIEBER &C. SUCCESSORES,
tetn exposto nos eus armazens da na
da Cruz n. 4 e 9, urna iufinidade de
machinas etc., como tejare :
ARADOS de diferentes modelos, traba-
lliando de i lados.
CULTIVADORES para limpar e abrir a
trra.
MOINHOS para cana em ponto peque-
no, podendo sergovernadas por urna
pessoa. proprias para lavradores.
Ditas de DESCAROGAR MILHO, um
pr^cesso pelo qual se poupa muito
tempoe empregase somente 2 pes-
soas,
Ditos de MOER MILHO, CAFE etc.,
etc. ate o grao mais fino que houver.
Ditos para FAZER FARINHA de mi-
ttio etc.
MACHINAS para azer BOLACHINHA.
BOMBAS para cacimbat e
navios, muito mam iras e
de iorca superior por
mdicos precos.
Dita com correrttes para
tirar agua de lugares
mu .fundos.
VERNIZ de superior qualidade para
carros. r
CARROS de mo muito leves e barato*
BALANCAS de 1,000 libras para baxo
propinas para armetw', deposito,
tabernas, boticas etc.^etc.
MAPA geograflOco. d> muitfo e
sterpirtss.
MAQfINW de oostuta de SB^t aVC. as
mebores que/a/d hoje tem appare-
Entremeios e tiras
bordadas.
ao.
N rua da Orua n..<6. ven ira -se waos, braco
pernas, peito8..e*becaa. de cera, objecto este
proprios para promessas qa rtveren feito i Se-
nhora do Moote asento Aatattf, tudo por pre-
sos mu commodos. r
HaS^ "^ b6J,,tM ^Wrt^ tiras.bor-
t& SSna,pe,M 'Usaialo preaore
nda ninguem deixardpprar e
ridada
para isso dirijam-se"iVna~do'
aguia branca n. 16.
Queimado loja da


DU*O :,Ml*MMlft(JW. ^.MUMKfVBA l| MiAlfHaO- N lflmv
rcr-
Calcak
Qualidades escolhidas.
45-Raa Direit*-43
r.rVi*.fMt*' E,MCWMrU <>?" ooalcadee
cerrer ao estabelecimeoto 4a ra Direila, que o
*"* IBtMlO IretC a n r*rfoit atinan nnr a..
tes procos :
fresco e era perfeito estado por es-
Borzeguins de homem (bezer
ro e lustre}
dem)
dem)
idemf
idem)
9J500
9JOO0
8|500
sgooo
69000
Ditos de dito
Ditos dedito
Ditos de dito
Ditos de dito
Borzegoio8 de senhora
Ditos de dita
Ditos de dita
Ditas de dita
Sapa loes de bezer r o (3 1 j2 batera)
Ditos de dito e da lastre
Jleios borzeguias de hamem
Borzeguiaa de meaioa 4^000 e
Sapatdes debezerro para menino 4} e
Sapatos de lustre para senhora a
Feijomulatinho.
aadega? ** M*dre d6 DeS "' 18, Ur* 4a ,!"
VendenMe noventa a poli cea da
companhia do Beberibe : na ra Nova
n. 14, primeiro andar,.
Lindas caixnhas de cos-
tara.
Na loja da agu, de aro, ra do Cabug n. 1
B, TeudeiB-ae as lmdaa caizas de costura pro-
SIfS? mimo' aMim como Pianinhoa eom a
sua compleme msica, quadros douradoe. lan-
^,aL8an!08?0n,0-ereltaU>8' ">"<>* P en-
tena de sala, jarros eom flores muilo lindes, es-
tampas tanto de guerras como de vistas decida-
;ilM* V com Und" Pe9,s- realejos
grandes com 30 pecas com postas de Valsas as
mais medernas, ludo isto se vende por precos
commodos.
Vendem-se 5 carros novos cen todos os
9 erreos : na ra Nova n. 21.
Ceblas.
Ra do Queimado
n. 39.
Loja de quatro portas
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ctiegou ltimamente a este estabeleoimenio um
completo sunimenlo de chapeos pretos f raneares
do melhor fabricante de Paris, os quaes se ven-
dem a 7000, ditos a 8#000, ditos a 95009
ditos muilo superior a 10000, ditas de castor
pretos e braneosa 16000, o melhor que se
pede desejar, chapeos de feltro a Garibaldi de
AGENCIA
FTOlfii0\ftW-lWf
Una da Semalla Nova i. 41
Neste estabaleciment contina a haver um
completo sorlimemo da moendas e metas moen-
d* para eogenho, machinas da vapor e uias
te jorro balido e coado, de todos os Umanhos
para dito,
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadaia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova a de superior
qualidade, assim como lamben eal virgem era
podra, tttdo por precos mais baratos do que era
outra qualquer parla.
Aii
Na encyclopedica
E admiravel
Vende-se na loja da
ra do Crespo
DE
Guimarles& Villar.
Chapeos de seda brancos edr de cat,
cor de rosa e outras cores delicadissi-
mas a 159 e 20$, parece incrivel.
Mimos de yy.
Riquissima fazenda propria para vesli-
i dos de senhoras do bom tom a 500 rs. o
' covado.
Las para vestidos de senhora a 360 rs.
o covado.
A Garibaldi.
Riquissimas cassas e cortes de las a
Garikaldi.
A 13,000.
Manteletes de fil de linho gustos u-
' tetramente noves e proprios para a qua-
I resma fezenda^ue se tem vendida a 35}
e 409 para acabar.
Casaas de cores a 240 rs. o covado e
cortes de cassa com 20 e 22 cevados a
359 e outras mu i tas fazendas de apurado
gosto e por precos baraussime*.
Algodao moflstro.
Vende-se algodio monstro eom duaslarguras,
muilo proprio para toalbas e lences pordUpeo-
sar toda e qualquer costura, pelo baralissimo
preco de 600rs. a vara ; na ra doOneimndo o.
22. oa loja da boa fe.
(T)
Vende-se presunto muito aovo a 480 rs
toucmho a 320, arroz a 100 rs. a libra : na ru
das Cruzes n. 24, esquina da travesea do Ouvidor.
Vioho de Rordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmaos & C., ra da
Cruz n. 10 encontra-se o deposito das bem co-
muito superior massa a 7*000, ditos de copa nbecidas marca dos Srs. Brandenburg Freres e
bata para diversos precos, ditos de palha escura i dos Srs. Oldekon Mareilac <& C, em lerdeaux
de vanas qualidades que se vendem por precn Tem aseeguinles quididades:
barato, bonels de vellido para meninos a 500O,
ditos de palha escuras a claras a 49000, ditos
de panno muito bem
panno muito nem arranjados a 3*500
chapeos deseda para senhoras a25000 muilo,
superiores, ditos de palha escuras proprios para
campo a 123000, ditos para meninas 10*000,
chapeos de sol de seda inglezesa 10* e a 12
muito superiores, ditos francezes a 8*000,
ditos de panno muito grandes* bons a 45JOO0.
sapatos de valudo a 29000. ditos de tranca a
1*600, stntos de gruguro para senhoraso me-
ninas a 29000, coeiros de casemira ricamente
bordadas a 12J000, e outras muiu fazendas
que a vista dos freguezes nio deiJtaro de com-
prar.
REMEDIO INCQIYIPArUVEL
UNGENTO ioLLOWA*.
Milhares de individuos de todas ae nacSes
podem testero unhar as virtudes deste remedio
ineomparaveleprovarera caso necessario, que,
pelo use que delle fizeram tem seu rpo e
raembros inteiraraente saos depois de havor em-
pregado intilmente outros trataraentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas raa-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que Ih'as
ralatam todos os das ha muitas aunos; e a
maior parte deltas sao to sor prndenles que
admiram os mdicos mais celebres. Quemas
pessoas racobraram com este soberano remedio
o uso de aeus bracos e pemas, depois de lar
permanecido longo tempo nos hospitaes, onde
deviam soffrer a ampuu^o 1 Dallas ha mui-
cas que haveado deixado esees, asylos de pade-
timentos, para se nao submeterem a essa ope-
ra$ao dolorosa (oram curadas oomplelamenle,
mediante o uso dasse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de
nheciraento declararam estes
eos diante do lord corregedor e outros ;is-
irados, aflm de mais autenticaren! sua a firma-
tiva.
Ninguam desesperara do estado de saude se
ttvesse bastante confianca para eneinar esle re-
medio coustautemente seguindo algum lempo o
tratamento que neeessiasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmenle.
Uue ludo cura.
til, mais partieu-
seKuintcs casos.
Iiiflammagao da bexiga.
De Brandenburg frres.
seu reco-
resultados benefl-
St. Eslph.
St. Julien.
Margau*.
La rose.
Cha lean Loville
Cliteau Margaux.
De Oldekop A Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Chaleau Loville.
Na mesraa casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac-em barris qualidade fina.
Cognac em caitas qualidade inferior.
SYSTEM MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA-
Este inestimavel especifico, composto inteira.
mente de hervas raedicinaes, nao contm mercu-
rio nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a complejo mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na complei?ao mais robusta ;
enteirameme innocente em suas operares eef-
feitos ; poie busca e remove as doencas de qual-
quer especia e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre mimares do pessoas curadas com este
remedio, muitas que j eslavam as portas da
raorte, preservando em seu uso : conseguirn:
recobrar a saude e forcas, depois de haver tenta-
do inullimenle lodos os outros remedios.
As mais afllietas nao devera entregar-se a des-
esperado ; facara um competente ensaio dos
elcazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
O ungento he
larmente nos
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Anceres.
Corladuras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Emfermidades da culis
em geral.
Ditas do anus.
Erupcoes escorbticas.
Fistulas no abdomen.
Fialiade ou falta de
calor as extremida-
des, y*
Frieiras.
Gengiva escaldadass.
Inchaces.
Infiama^o do figado.
Vende-se este ungento no estbelecimanlo
geral de Londres n. 244, Strand, e aa toja
de todos os boticarios droguistas a outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Uavana o Hespanha.
Vende se a 800 rs.,eada bocelinha contm
urna instruceo em portuguez para explicar e
modo da fazer uso desto ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soura,
pharmacemico, na ra da Cruz a. 2i. em
Pernambueo.
da matriz
Lepra;
Males das pemas.
dospeitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supurae5es ptridas
Ti aba, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das articularles.
Veias torcidas ou
das as pemas
no-
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Am polas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidadeou extenua-
cao.
Debilidade ou falla de
forcas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidadeano ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Pebreto da especie.
Golta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflaramacoes.
Irregularidades
menstrUacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
ALstrucQao de ventre.
Phlyaica ou consump-
pulmonar.
Retengo de ourina.
LRheumaiismo.
Symptomes secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Veaereo(mal).
Febreto intermitente.
Vende-se estas pirulas no eaiabolecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguista a outraspessoas en-
carregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocelinhas a 800 rs. cada
urna dallas, conten ama nslrucco em portu-
guaz para explicar o modo de se usar deslas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Se. Soura
duarmaceutico, oa ra da Cruz n. 22, em Per-
nambueo.
[RMIPA FE1TA ANDA MAIS BARATAS.]
SORTIMENTO COMPLETO
DK
Fazendas e obras fei tas.
A
LOJA E ARMAZEM
DE
ce NA
Hua do Queimado
' u. 40, frente amareUa.
_ CoDslaolemeote tesaos um grande e va-
riado sortimeoto de sobrecasacaa preUa
de panno a decores muito fino a 28,
30| e 35, patetots dos meamos pannos
a 20$, 225 e 245, ditos saceos pretos dos
mesmoa pannoa a 14, 16$ e 18$, casa- -
cas pretas muito bem (eilas e da superior
panno a 28, 30g e 35. sobrecasacas da ?
casemira de cores muito fiaos a 15, I65
e 18$. ditos saceos das mesrnas casemi-
ras a lg, 12 e 14$, caigas pretas de
casemira fina para bomem a 8, 9. 10/
e 12, ditas de casemira de corea a 7$. 8,
9 e 10, ditas de brim braceos muito
fina a 5$ e 6, ditas de ditos de cores a
3, 3500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$50O, col-
letes pretos de casemira a 5 e 6, ditos
de ditos de cores a 4$500 e 5, ditos
brancos de seda para casamento a 5,
ditos de 6, colletes de brim arenco e de
fusto a 3, 3500 e 4, ditos de corea a
235OO e 3, paletots pretos de merino de
cordo aacco e sobrecasaco a 7f. 85 e 9,
colletes pretos para lulo a 4*500 e 5,
caigas pretas de merino a 450O e 5, pa-
lelots de alpaca preta 3500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 6, 7#e 8$, muito fino col-
letes de gorguro de seda de cores muilo
boa fazenda a 88(>0 e 4$. colletes de vel-
ludo de cores e pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco paraos mesmos a 6jj500 e
7, ditos de alpaca preloa sacros a 3 e
3500, ditos sobrecasacos a 5$ e J500,
aereas de casemira pretas e de cores a 6, S
68500 e 7, camisas para menino a 20
a doria, camisas inglezas pregas largas '
muito superior a 32 a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina de al
faiate oude mandamos executar todas as
obras com brevidade.
Vinho do Pcwto, grjuno,
Rico de 1820.
Stomaea 1 de 1830. ^
Precioso de 1847.
Asduzias.aam caixinbas, a dinheiro, por ba-
rato prego : vende-se na ra de Trapicha n. 40,
escriptorio.
Meias muito bara-
tas.
A toja da aguia branca ata provida de urna
grande quantidade de meias, e melboraortimen-
to que se pode dar, e por isso est vendeado-aa
mais barato do que em ovlra qoslquer parte t
A 9,000 a arroba.
Vnde-se oera de carnauba da velfaa
e naya safra a prec,o de 9$ : no antgo
deposito do largo da Aisemblea n- 0.
Taberna da estrella.
Largo d Paraizo n. 14L
, lei ingleza a 960, francesa a 880 da flor,
cb a 2. cafe a 240, toucioho a 320. arroz a 100
"lpf.**80, espermaeela a 7S0, queijos a
2*500. palitos da dentea a 200 rs. e muso, lijlo
trances a 200 rs trancas da albo a 100 rs. o par,
fcijao amarelio a 480 a cuia, vinho engarrafado
nnPorl 80 de Lisboa a 560. do Estrello a
400 rs., cervejaa 500 rs., ateita de Lisboa a 720,
vinagra a 240, azale de carrapato a 440 a garra-
fa, sabio massa a 200 rs. a libra.
Bales
de papel fino transparente e co-
loridos de differentes deseohos e
lelreiros proprios para festejos,
vendem-se por pregos commo-
dos, na ra da Cruz no Recife
arruazem n. 14.
Cofres de ferro para dinheiro,
joias. etc., etc.
Na leja da aguia branca, vendem-se bonitos co-
fres de ferro mu fortes e seguros, com fecnadura
e chave, e de differentes tamanhos, proprios para
se guardar dinbeiro, joias e ppela de importan-
cia, pelos baralissimos pregos de 4$500, 5S000,
5500e6$: em dita loja da aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
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o.
ARMAZEM DE ROUPAFEIT
Defronte do becco da Congregacoletreiro verde.
Casacasde panno preto a 309, 359 e 409000
Sobrecasacas da dito dito a 35*000
Paletots de panno pretos eda cores a
0, 25, 30 a 35*000
Ditos de casemira de ceres a 159 a 329000
Dito* de casemiras de cores a 7f 9 129000
Ditos de alpaca preta gola de velludo a 12#000
Ditosde merino selim preto e de cor
a 89 e 9000
Ditos de alpaca de cores a 39500 a 59000
Daos da alpaca prea 39500, 59,
'9 e 990OO
Ditos da brim de cores a 39500,
49500 e 59000
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 a 69000
Calcas de casemira preta e de cores a
.99, I09e 129000
Ditas de prineeza e alpaea de cordo
pretos a 59000
Ditas de brim branca e de cores a
29500 49500 e 59000
Ditas de ganga de cores a 39000
Ditas de casemira a 59500
Colletes de velludo decores mu i tofino a
Ditos de casemira bordados e lisos
pretos e de cores a 59, 69500 e
Ditos de selim prelo a
Ditos de casemira a
Olios de seda branca a 59 e
Ditos de gurgurio de seda a 59 a
Ditos defuslao brancose decores a
39e
Ditos de brim braneo e decores a 29 e
Selouraa de linho a
Ditas de algodio a 19000 e
Camisas de peitode fusto braneo e
de cores a 29300 a
Ditas de peilo e punhosda linho mui-
lo finas inglezas a duzia
Di tas de madapalao brancas e de eores
a 19800, 29e
Ditas de meia a 19 e
Relogios de ouro patente e orisonlaes
Ditos de prata galvanisados a 259 e
Obras de ouro, adereces, palseiras e
rosetas
109000
tooo
500O
39500
69000
69000
39500
29500
99500
2*000
25500
359000
29500
19600
9
30I0CO
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3 o o q>
* u c ts >
aS
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58
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C,
ra do Vigario n. 3, um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambero
urna variedad* da bonitos trancelins para os
mesmos
Baloesde 30 arcos.
Vendem-se superiores baldes com 30 arcos,
sendo muito recommendaveis por poderem car
do tamanbo que se precisar, pelo baralissimo
pre^o de 69 ; na ra do Queimado n. 22, na loja
da boa fe".
de gra^a.
Corles decalcas de meia casemira de coras es-
curas a 1$400, ditos de brim de linho de cores a
2R, riscadinhos de linho proprios para obras de
meninos a 200 rs. o covado, grvalas de seda de
cores a 840, ditas pretas eetreitinhas e largas a
19. e alem disto outras fazendas qu se vendern
sendo meias cruas encorpedes, de abaohado ou j muilo em coca; na loja da toa" f, na ra do
bocal elstico para horaem a2j500, 3fl!, 3^500, 4$, Oueimado d. 22,
4$500e 59a duzia, ditas Dglezas o"melhor que
se pode encontrar a 6Se-650O, ditas de fio de
Escocia ponta encarnada imitandoeeda a 800 rs.
o par, e de cores a 640 e 800 rs., ditas brancas
mui finas a tapadas a 2)400, 3(500 e 59, e Uns-
simas a 88 a duzia, 'Jilas brancas flnas fio unido
para senhoras a 4, 4J8O0, 5*500 e 9560, e de
fio de Escocia primeira qualidade a 8#500 a du-
zia, ditas de seda brancas e pretas a 28500, 39,
3jJ500e4. ditas cruas mui encorpadas para me-
ninos a 200 e 240 rs. o paT, ditaa brancas e de
cores a 240 e 280 o par, ditas para meninas a 39
a duzia, ditas de seda para baplisado a 29 o par,
ditas de laia e de seda para padres a 2*, 3$ e 49
o par. Emlim vista de tantas a divereaaquali-
dades, o melhor approveHar-se a occaeio, e
dirlgir-se a rea do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16, que ser servido cam agrado a since-
ridad e.
Admiraveis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, senhores de eoge-
nho, fazendeiros, etc., devera estar prevenidos
cora estes remedios. Sao tres medicamentos
com os quaes se cura eficazmente as prineipaes
molestias.
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores easos de reumatismo, dor de
cabera, nevralgia, diarrha cmaras, clicas,
bilis, indigasto, curp, dores nos ossos, contu-
soes, queimadura, erupcoes cutneas, angina,
retencio de ourina, ele, ele.
Solutivo renovador.
Gura todas as enfermidades escrophulosas,
crnicas esyphililicas : resolve os depsitos de
mos humores, purifica o sangue, renova o
systama prompto e radicalmente cura, escro-
phulas, venreo, tumores grandnlares, ictericia,
dores de ossos, tumores brancos, afecc.oes do fi-
gado e rins, erysipelas, abeessos e ulceras de
todas as clases, molestias d'olhos, diffieuldade
das regras das mulberes hipocondra, venreo,
etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o sysieraa, equilibrar a circu-
larlo do sangue, inteiraraente vegetaes favora-
veis em lodos os casos nunca ocasiona nau-
zaas nem dorres de ventre, dses de 1 a 3 re-
gularisam, da 4 a 8 purgara. Estas pilulas
sao efficazes as aflecc,des do figado, bilis, dar
de cabeca, ictericia, indigasto, e em todas as
enfermidades das mulheres, a saber: irregula-
ridades, fluxo, retenees, flores brancas, obs-
imcQpes, histerismo, etc., sao do mais prompto
eflaito na escarlatina, febre biliosa, febre ama-
relia, e 0 tedas as febres Malignas.
Estes tres importantes medicamentos vera a-
companhados de instruq5esimpressas que mos-
trara com a maior minuciosidade a maneira de
applica-los em qualquer enfermidade. Es to ga-
rantidos de fakifieaeie por s haver i venda na
armazem de fazendas da Raimundo Carlos Le-
te de Irmo, na ra da Imperatriz n. 10, uni-
eos agentes am Pernambueo.
Bramante
bretanhas e atoalhado
Na loja da boa f, na ra do Queimaao n. 22
vende-se bramante de linho moito fino com dua
varas de tareera, pelo baralissimo preco de 29400
a vara, brelanha de linho muilo fina e muito
targa a 209. 22J e 249 a pega cem 30 jardas,
loalhade de atcodlo com duas largaras a 19400
a ara, dto da linho muito superior, tambem
com duas largaras a 3$ a vara,; na ra do Quei-
mado d. 22. na loja da boa f.
Pianos
Savaders Brothers A C. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n ,11,
alguna pianos da ultima gosto recentimente
eheosidoe, dos bata conhecidose acreditados fa-
bricantes J. Broadwood & Sana da Londres a
muito nroiaioapara aate clima
Campos ( Lima
receberam nma factura da chapeos de sold se-
da para hornera, tendo entre estes alguns peque-
nos que serve para as senhoras que vao para o
campo tomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porno seja grande se reaolvero vender pelo
preco de 69 e 6S500, e alguns com pequeo de-
eito a 59 : na ra do Crespo n. 16.
Extracto
DE
sndalo e outras essencias
para lencos.
Na loja da aguia.branca se acha o rerdadeiro
extracto de sndalo, bem conhecido por sua su-
perioridad*, am frascos menores e maiores a 29
e 295OO, assim como finas essencias de rosa, Mag-
nolia, Palcholy, Luiza & Diaria, e muilos outros
cheiros novos e agradaveis, e conforme o tama-
nbo do frasco vende-se a 29, 3, 4 e 59. A bon-
dade de taes essencias e extracto j bem co-
nhecida pelas muitas pessoas que tem comprado,
e ainda aera por quem de novo comprar : na ra
do Queimado, loja da aguia branca n. 16.
Vende-se um moleque de 16 annos, forte,
sem virios e defeitos, para todo o servico : na
ra das Cruzas n. 18.
M1LDM
ao pedo arco de Santo
Antonio
chegou um tica sortimento de bicos e rendas vio-
dos pelo vapor do noite, assim como os mais ri-
cos lencos de labyrintho quelem vindo ao mer-
cado, caixnhas de tartaruga proprias para cos-
tura, ditas de marisco.
E'ultimo gusto.
Superiores .arguenas de'seda da quadrinhos,
da lindos padroes, pelo baralissimo preco de 19
o covado, grosdenaples liso de lindas cores a 29
o aovado, edite* de 18a muito una com Ib- cora-
dos, padroes aaaito bonitos a 89, ditas de quadros
padroes tamben muito bonitos a 480 rs. o cava-
do,chales da edres, padroes inteirasaante novos
a 19 rs. o covado 1 aproveitensem quanto a nio
acaba : a a roa da Queimado a, 22, loja da
boa-f.
Vende-ie um estabeleciment de
padaria bem montado com um deposi-
to no centro desta cidade e em muito
bom lugar e tambem se vende a
padaria muito em conta: a fallar na
travesa do Arsenal de Guerra n. 1 a 3.
Vendem-so 3 randas, sendo urna d'sgua,
urna que pega 110 lijlos de alvenaria grossa e
outra propria para conducho decapita todas no-
vas, na ra Imperial n. 197.
Vende-se um par de arreios para carro de
4 rodas, com pequeo uso, e por prego coturno-
do ; na ra do Trapiche n. 14, primeiro andar.
Na mesma casa vende-se urna bonita parelha de
cavallos do Rio Grande, estando um j cnsinado
para carros.
Barato que admira.
Superiores cortes de chita franceza larga de
muito lindos padroes, de cores escuras e claras,
miudtnhas, com 11 covados cada orle, pelo ba-
ralissimo prego de 29500; na loja do sobrado de
4 andares na ruado Crespo n, 13, de Jos Mo-
rena Lopes.
Podras.
Na estrada de Joo de Barros, sitio da viuva de
Rufino Comes da Fonseca, ha para vender por-
tadas, vergas e sacadas ; tendo tambem excelen-
tes pedras para urna porta de cocheira, luao por
preco commodo ; e no mesmo sitio acharao com
quem tratar.
Vende-se
urna vela nao usada de duas pesses de lona por
preco commodo : no bazar Pernambucano da ra
do Imperador n. 60.
Machinas de costara
DE
Slvat & Companhia.
Estas machinas sao as mais perfeitas
no ramo de mecanismo, unindo a urna
simplicidade a maior 1 i ge 11 tza e periei-
cSo para toda e qualquer qualidade de
costura, do ponto mais fino ao mais
grosso. O vendedor se obriga a ensinar
o methodo aos compradores ?t o sa-
ben m bem, assim como a ter as machi-
cbinas em ordem durante um anno.
Estas machinas cosem com 2 los nao
quebram o fio como muitas outras o fa-
zetn e sao as melhores e mais baratas
at hoje conhecidas no mundo, ellas se
acham expostas na galena do Sil. OS-
BORN, RETRATISTA AMERICANO NA
RA DO IMPERADOR N. 38, onde
urna senhora competentemente habili-
tada as fara' ver e trabalhar. Igual-
mente se acham expostas no armazem
de MACHINAS AMERICANAS, RA DA
CRUZ N. 4 E 9.
Rival sem segunde.
Na loja de miudezas da ra de Queimado n.
55, defronte do sobrado novo ha para vender
pelos diminutos presos os seguintes artigos:
Duzia de sabonetes muito finos a 6(10 rs.
Cartdes de clcheles com duas ordens a 20 rs.
Caias de clcheles balidos a 60 rs.
Duzia de meias cruas para bomem a 3}.
Dita de ditas para senhora a 3(500.
Pares de meias para senhora a 300 rs.
Latas com banha muito fina a 500 rs.
Iscas para acendercharutos, calza a 60 rs.
Phosphoros em caiza de folha a 180 rs.
Cartas de alfinetes muito finos a 100 re.
Caizas de agulhas francezas a 120 rs.
Pares de sapalos de tranca de algodio a 19.
Frascos de macassi peroia a 200 rs.
Ditos de dito oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garfos, cabo preto, a 3<.
Pares de sapatos de lia para meninos a 200 rs.
Ditoa de luvas de cor fio de Escocia a 320.
Hassos de grampas muito finas a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouras muito finas para costura a 500 rs.
Ditas ditas para un has a 500 rs
Pecas de franja delSa com 10 varas a 800 rs.
Ditas de tranca com 10 varas a 320.
Linha Pedro V, carto com 200 jardas a 60 rs.
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Cordo imperial fino e grosso a 40 rs.
Oleo de babosa muito fino (frasco) 400 rs.
Pitinhas estreitas para enfeltar vestidos a 800
rs. a peca.
Labyrinihos de muito bonitos gostos por todo
o preco.
Cordoes para enflar espartilho muito grande*
a 100 rs.
Dito para dito pequeos a 80 rs:
Pecas de tranca de linho com 10 varas a 200 re.
Ditas de irania de seda preta com 10 varas a
1|400.
Vara de dita a 160 rs.
Pares de meias de cores para meninos a 160.
Gaitas para rap muito finas a ly.
Linha-Dara marcar (caiza de 16 nvelos) a 320.
Vende-se a taberna sita na ra Augusta,
confronte ao chafara n. 114.
Vende-se um preto moco de 22 annos, for-
te e sadio, sem defeilo e vicio algum, bom cozi-
nheiro, e tambem proprio para lodo o serrico :
na rae do Cruzes n. 18.
Escravos ngidos."
Escravo fogido
Pnglo da tidade de Mamangaape, no da 29 de
"" iiuiwj ue nsinsiiguape, no ota z ae oianninha ; qa
sembr de 1859. um mulatiitbo de nona Filippe der rerar-em P-
eom Miad* de 15 annoa, peuco mais -t meaos, e
tem os signaes seguintes: cor vermelha, cabellos
cncolhidos, o corpo e o rosto bstanle seceos,
muilo esperto e bem regrista, logo quando fugio
fui visto em Goianna, onde foi preso pela polica
na seu parceiroque tambem se achava fgido ;
ha supposicfis que esleja com titulo de forro em
qualquer parle: quem o apprehcnder leve-o em
Mamanguape a seu senhor Francisco Antonio da
^Iva Vleme Jnior, em Pedras de Fugo a Clau-
dio Jos de Araujo, e ao msjor Jos Cesar de Al-
buquerque, que ser bem recompensado.
Attencao.
Fugio uo dia 31 do mez prozimo passado o es-
cravo Joo, cjfim oa sigues seeuinies : pardo
claro, alto esecco, representa ter 24 anoos, Ira-
jando camisa e calca de algodio braneo. um
pouco calado, carregou comsigo um bah da
amarello com roupa de horaeso, e mais alguns
objectos ; do soppor que tenha trajado dita
roupa para melhor ao diafarcar ; julga-se audar
por esta cidade e seus arrabaldes, assim como
desconfia-se que seguio para o aerlao com outro
que tambem fugio ao Sr. Cesarlo, morador nos
Apipucos ; rogase portanto as autoridades poli-
ciaca e aos espilles de campo de o prenderme
levar ao Recife, ra do Apollo n. 24, ou no Iton-
leiro em casa de sea senhor Antonio Jos Teixei-
ra Bastos, que ser generosamente recompen-
sado.
No dia 18 de dezembro prozimo passado
desappareceu de casa do abaizo assignado um
seu escravo de nomo Moyss. de 18 annos de
idade, cor parda au escura, corpo secco e espi-
gado, cabera pequea, cabellos um pouco cara-
pinhados, olhos pardos, nariz afilado, bocea pe-
quena, labio inferior grosso, mos o ps grandes ;
levou camisa branca, urna caiga de riscado azul,
outra de lia parda escura e chapeo de palha da
Italia : quem o apprehcnder pode leva-lo ou i
ra do Vigario a. 21 no bairrii do Recife, ou
ra das Cruzes n. 35 em Santo Antonio, ou ao
sitio na travessa da Casa-Forte para o Po$o da
Panella, que ser generosamente recompensado.
Antonio Joaquim de Moiaea e Silva.
Animiicio.
Fugio na manha de 7 do correte o escravo
Gaudencio, mulato escuro, natural do Para, mo-
co, sem barba, de estatura regular, um tanto
ebeio do corpo, e sem defeilo algum ; trabalha da
pedreiro soffrivelmente, o locador de viola : le-
vou vestido roupa fina afim de passar por homem
livre.
Tambem se acha fgido desde 27 de novembro
do anno passado o cabra Marcolino, que foi es-
cravo do Sr. Antonio Baptista de Mello Peixoto.
subdelegado de Garanhuna : de estatura alta
grosso do corpo, bem barbado (bem que antes d
fugir raspasse toda a barba), com falla de denles
na (rente, o usa constantemente de um ceniuro
de soldado na cintura. Consta que esle escravo
se dirigi para Pspacaca.
Quem apprehandar os referidos escravos e os
levar ao abaizo assignado no engenho Dous Ir-
maos, na freguezia 00 Poco da Panella sei re-
compensado com generosidade.
Aecife 7 de Janeiro de 1861.
. Joss Cosario de Mello.
Fugio no principio do crreme mez do
sillo de Jos Pereira da Cunha, na Passagem da
Magdalena, o escravo Domingos, pardo, altura
regular, e reforcado do corpo andava faado
fretes com um carro de boi, era bem conhecido
pelos moradores da Magdalena, Esrads Nova o
Torre, e por alguns desles se fazia acreditar que
era forro pela sua espeiteza : roga-se as au-
toridades policiaes que o mande apprehender e
leva-lo ao seu senhor do dito sitio, ou na ra da
Cadeia do Recife n. 14, que se gratificar bem.
No dia 13 de dezembro prximo passado
ausenlou-se de casa de seus senhores a preta
Luzia, de quarenta e lanos annos. de naa,o An-
gola, estatura regular, denles limados, sienaesde
barba por baixo do queixo, e as ponas dos dedos
das maos bastante gnrssas ; esta preta muilo
prosista, quando se ausenta diz que vai a recado
de su senhor, e costuma tambem vender fruclas
e a occultar-sepelas bandas da ruado Caldeirei-
ro por casados pretos da mesma na;o : roga-
se prtenlo aa autoridades policiaes e'capitaesda
campo a apprehensao, e levar ao caes de Apollo
n. 55, que se gratificar com generosidade.
Do engenho Cutigi, freguezia da Escade,
fugio do. dia 3 de novembro do correle anno o
escravo de nome Antonio, com os signaes se-
guintes : estatura regular, cor mulato, cebello de
negro, pouea barba, denles limados, idade 25 on
28 annos, pescoco e ps grossos, tem pelo rosto
pescoco e peitos algumae marcas de pannos
algumas cicatrizes pelas costas que parecem er
sido de chicote ; nio levou comsigo roupa algu-
ma, e consta haver fogido para o lado do senio
d'onde viera : quem o apprehender, poder el-
va-lo ao referido engenho, ou no Recife, ra es-
trella do Rosario n. 29, ao Illm. Sr- Floriszcun-
do Marques Lins, que ser bem recompensado.
EscraTO fgido.
Dm moialoclaro, magro, com pannos preloa
rt! rt.8S!a d0 ,rosl?. "Presentando ter 25 annos
de idade. natural do Rio do Peize, chamado
luiz, desappareceu no dia 30 de outubro da casa
do r. Coame de S Pereira, de quem escravo
?uppoe-se ter levado um cavallo preto do St'.
Rostroo que se bavia sollado, e que elle fflra
em busca do mesmo ; suppe-se mais que sua
muiher de nome Maria tambem o acompanha
levando um pequeo bah de flandres : roga-s
as autoridades pollciaea e a nutras
pessoas que o prendara, e remellam
nbor, que pagar qualquer despeza.
Puio da cidade do Aracaty, no mez de se-
tembro prximo passado, um escravo do rom-
mandanle superior Maooel Jos Peona Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr. Brnto
Lourengo Collares, de nome Joaquim, de idade
decineoenta e Untos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e com falta de alguns na frente
queixo fino, ps grandes, e com os dedos grandes
dos ps bem abertos, muito palavriador, incul-
ca-se forro, e tem signaes de ter sido surrado.-
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
crvente, viada do lado daaCinco Ponas, e sen-
do eaterrapdo por um parceiro seu conhecido,
diaae que linha sido vendido per seu senhor para
Goianninba ; qualquer peaaoa que o pegar o po-
Pernauabuto aos Srs. Basto & Le-
quaetquer
ao seu se-
rnos, que gratifleario generosametne.


')
DIARIO Df MttfflMWMO. ~ SEXTA railU 11 DE JaNIHO BE 18i.
Litteratura.
O FREIXO.
(EPISODIO DO SECILO XVII.)
V.
(Conlinuacao.)
(liza cu, qnando lu e
Nao o diz eu qnando lu e leu pac part
rau nioquella noile to cheia de preseotimentos
para mim ? I Eu beni senta que era a ultima
ve. que haviaruos de dos achar reunidos I... Os
presenlimentos nao se explkam.senlem-se Tu-
do que depois se passou, aen'lia-o eu j na op-
presso que me confrangia opciti... Eu que-
ra animar leu pac, e dasejava al achar pala-
vras qne estlvessem de accordo cora os seus oo-
bres senlimenlosde palriolismo, e, comtudo, nao
me passavam ptla imaginago seno os tristes
presagios da saudade e as dores que os funestos
aconteciraentos depois rae realisaraml
D. Luiz, de joelhos e solugar, cobria a mo
de D. Leonor de beijos e do lagrimas.
Nao chores, filho. A feheidado, desde cer-
to lempo, fugiu desia casa. Careces de siento
e esfurgo para resistir aos seus revezes. Deus
queira que a mintia falta seja o nllimo que lo-
abas do soffrer.
D. l.uiz continuara chorar.
Agora vou pcdir-le urna cousa, e qae me
his-de fazer. Empcnho nisso o leu amor de
fillio.
Dina, minha mae.
Nao has de desamparar a pobre orphla,
que os meus desvelos foram buscar ao conven-
to de Sania Clara, e que o cu me deparou como
urna das pouuas consolacoes deste mundo. Ella
icm sido para mim Dlha ; se lu agora para ella
irruao. Nao esquecas que a recommendago
de urna moribunda e que essa moribunda era
la n.ae.
D. Luiz de Mendonca, com a Calla presa pela
lucia intima, ergueu-se, pegou da mao da don-
zolla, qual se lhe tinham afogado os olhos era
pranio, chegou-se junto de D. Leonor a disse,
quasi sem poder, as seguintes palavras :
Juro de cumprir todos os seus desejos, mi-
nha mae I
A violencia de todo este lance peiorou D. Leo-
nor. A sua doenca j era inruravel, porque a
medicina torna-se urna sciencia va, quando
lenta oppr-se aos estragos que deixa na alma
a adversidade. Os desgdsto tinham minado a
existencia pobre senhora, e o que ali durava
j nao era seno ura fraco lampejode vida, que
o menor tufo apagara. N'estcs casos, at ale-
gra mata, porque a alegra, como a dr, tera
alalos com que nao pode a organisago frgil
da creatura.
Ao cabo de alguns dias, a fdalga do Freixo
enlregou alma Deus. e o lulo o a consterna-
cao encheram o palacio.
D. Luiz de Mendonga esteve como doudo. Sal-
toado de um violento abalo de febre, perdeu a
razo e sobreviram-lhc delirios successivos, que
o esvairam de torgas com deliquios e convul-
ses. I
Temiara, sobreludo, do seu estado, porque
nao dorma. Tres noiles passou em espasmos,
de que sania apenas para entrar era devaneios
horriveis, em que julgava ver sua mi que lhe
apontava para D. Fernao de Mendonga, ferido
no peilo. Depois, por entre este tumulto do ideas
e recordagoes dolorosas, apparecia-lhe utna es-
pecie de viso de mulher, de rosto candido, cora
a juvenlude e a innocencia sorrirem-lhe na ex-
presso ineffavel do urna candidez anglica, a
qual se aproximava do seu Ulto. e, com um
gesto aff.ivel e insinuante, lhe vinhan pousar ao
lado.
Ao quarlo da, D. Luiz conseguio dormir al-
gumas horas.
Se osomno se prolongar, disse o medi-
co est salvo.
O somno proloogou-se : o mancebo dormio
oilo horas. A febre deminuio e o cerebro licou
ailiviado das violentas excitares que o aba-
lavara.
Quando acordou, anda era noile. D. Luizsen-
tou-sc na cama, olhou para ura lado o para o
outro, e, luz de um candelabro, velado por urna
urna, o qual allumiava frouxamenle o quarto,
vio una doozella ao seu lado.
Quem est ah ? perguntou o mancebo,
estranliando ludo que o que o rodeava, pois era
aquello o primeiro momento em que dava ac-
cordo do si depois da morto de sua me.
Sou eu I respondeu, com voz tmida, D.
Beatriz, levando-se sobresaltada, receiando que
os ataques lhe houvessera repelido por ver o
modo impetuoso com que se tioha sentado na
cama.
D. Luiz olhou para a donzclla, Gtou-a e de-
pois iicuu-se scisraar, parecendo querer atar
o fio de algumas ideas que lhe escapavam.
E" ella l disse, por lira E' a viso que
eu via I
Nio viso ; sou eu, Beatriz, a educanda
do convento de Santa Clara.
Mas nao a tenho eu visto em snhos, arre-
dando-roe d'aqui as pavorosas apparices que
nao deixavam esto quarlo ?
E o mancebo dizia a verdade. O seu estado,
que nao era o do homem que dorma, nem o do
hornera que podesse apreciar os objeclos que o
xodeiavam, Ogurava-lhe a donzclla como urna
viso, eotre os delirios sombros da sua imagi-
nago atormentada. A sollicitude d'aquella me-
nina, que anda mal o conhecia, enlerneceu-o.
Eolo tem estado sempre aqu, Beatriz ?
proseguiu elle, correndo-lho dos olhos dous Sos
de lagrimas.
Eu e Jos de Mello. Mas o pobre velho
j nao pode perder noiles, e, em quanto elle,
relava de dia, velava eu de noile.
Esta resposla foi dada com a candidez que s
a innocencia possue. D. Luiz couheceu que o
altelo nao linha expirado para elle com a mor-
to do sua me. E nenhuma consolaQo maior
para o homem, quando o sepulcro lhe rouba
aquelles que mais amara, do que ver que an-
da lhe ficam no mundo alguns coracesque pal-
pilam por elle. Esta especie de refugio moral,
no qual a sua alma, atormentada pelas tempes-
tades da vida, se abriga, o mais efficaz e tai-
vez nico lenitivo que pode proporcionar-lhe a
Providencia as suas horas de coramiserago pa-
ra com as acerbas agonas da humanidade. E
o mancebo aentiu que linha no desvelada affec-
to de D. Beatriz esie abrigo, qae a o podoria
resguardar dos iusultos da adversidad!.- *
VI
As melhoras de D. Luiz de Mendonga foram
visiveis e dentro em pouco entrou em conves-
cenca.
Havia dous mezes que D. Leonortinha falle-
cido. A' seu filho haviam aconselhado os m-
dicos alguns passeios pelo campo. O ar livro,
as distraces dos differenles aspectos" da nalure-
za, nao podiam deixar de influir na alma do man-
cebo u do lhe ir mitigando, pouco i pouco, a
profunda magoa que lhe deixra a perda de sua
me.
Nestes passeios matutinos acompanhava-o,
quasi sempre, D. Beatriz com urna ou duaa aas
o Jos de Mello. A donzelta, que fra a enfer-
meira cariohoaa de D. Leonor, segua da mes ni a
sorte com um desvedado ancioso todos os progres-
sos do restabelecimento de seo irmo adoptivo.
Mas Beatriz era formosa, e daquella formosura
candida e singella que parece iilumuar-se dos
proprios dotes de um espirito puro.
Di sua parte, D. Luiz era tambera um mance-
bo geolil. Cora urna alma ardente, apaixonada
o suavemente propensa melancola, de orna
presenta esbelta, com um olhar nobre e ao mes-
mo lorapo doce, nao poda deixar de mover a
syropathia a lodos, e, sobretudo, aquella que co-
nhecia os dolorosos transes das suas desventu-
ras, e o via, por isso, atravez da especie de poe-
sa triste, cujos indicios se manifestavara na pal-
lidez da sua face e na expresso de seu olhar
vago.
Uesta sorte, D. Luiz coraegou considerar na
donzella mais do que urna irraa e D. Beatriz
ver nelle outra cousa raui differente de um pro-
tector.
Um dia, ao voltarem do seu pasleio matutino,
enlraram na sala que deitava sobre o lerraco.
D. Luiz vinha visivelmeute preoecupado. Sen-
t u -se e pedio D. Beatriz que fizesse o mesmo.
Vem peior do paaseio? perguntou-lhe
esta, notando o seu modo serio.
Nao; pelo contrario, nunca me sent to
vigoroso e espairecido. Mas tenho urna coofls-
so quo fazer-lhe, Beatriz, e um pedido que ha
rauito desejava fazer-lhe tambera ; vou, atlnal.
fazer-lh'o hoje.
A ilnnTeiia fcuu silenciosa e olhou com curio-
sldade para D. Luiz. Esto proseguio :
A confisso simples : a conflsso que
a amo, Beatriz ; o o pedido que consinla em
ser minha esposa. Minha me pedio-me, hora
da morte, que protegesse a educanda de Santa
Clara ; o que raelhor e mais legitima proteceo
lhe posso eu dar de que ligar a minha sorte
sua ? Minha me. de certo, nao me pedio isto,
porque nao quiz violentar a minha vontade, e
mal suspeilava que a candura do seu carcter af-
fectuoso exercena lo depressa sobre mim urna
influencia, que debalde tentara disfarear. Deci-
da, Beatriz ; e olhe bem que nao o protector
que procura delicadamente este meio para a tirar
de urna posigo melindrosa, porque entre alma
nobres nao ha protectores, nem protegidos, ha
s deveres cumprir, e eu lenho-os, de certo,
solemnes satisfszer para com a, donzella
quem minha adorada me, ao despedir-se dste
mundo, legou urna porgo de seu alTecto.
D. Beatriz ficou, por momentos, scisraar, e as
alternativas porque eslava passando o seu espi-
rito evidenciavam-sc bem nadiversidade de ex-
presses que lhe tomava o semblante.
Mas, acaso, ignora a minha historia, se-
nhor ':murmitrou ella, por lira, correndo-lho
sobre os olhos um vu de lagrimas.Nao sabe
que sou s no mundo e que meu9 paes sao des-
conhecidos ?
E que me importa a historia do seu nasci-
mento ? Ao seu justo orgulho pode essa histo-
ria importar ; mas j lhe disse quo nao era ura
protector que lhe propuuha um c smenlo como
um meio de encubrir toda a idea de proteceo,
um hornera que a adora, quo admira a pureza
da sua alma, o qual a deseja para companheira
ioseparavel da sua vida !
Oh I D. Luiz bem pode ver no esforco da
recusa a violencia do meu sacrificio, mas nao
posso aceitar I
E porque ? Ser porque sejam oppostas as
nossas iocliuacoes ?
Bem v que nao : amo-o de certo, mais do
que se cosluma amar un irmo. Bem o sabe :
estas cousas nao se encobrera, nem disfamara. E
exactamente pelo rauito alTocto que lhe tenho
que nao desejo aproveilar-me do que nao lal-
vez, seno um impulso generoso da sua alma.
Repare, Beatriz, que me offende.
Nao oliendo. O representante da nobre ca-
sa dos Mendonc.as tem direitu esperar um futu-
ro melhor. Ira eu agora completar-lhe os dias
da desventura, conseullndo quo a sua sorte se
unisse de urna donzella sem nome, nem fami-
lia, e cuja historia se resumo na educac.au que re-
cebeu de urna freir bondosa e na desvelada pro-
teceo com quo ahonrou urna fidalga 1 Nao pen-
se mais nisso, D. Luiz. Bem v que tenho a mi-
nha iidalguia. Talvez me aecusera de que esta
fldalguia se inspira, principalmente, da allivoz ;
mas nao ser desculpavcl a altivez que obriga
lmannos sacrificios? I Conheco melhor que
ninguem o seu carcter, e sei que seria in-
capaz, em qualquer tempo, do lanzar em ros-
to pobre donzella orplia a ambiciosa vai-
Iade de se ter ligado urna estirpe Ilustre ;
las para mim seriam to pungentes as arguigoes
proferidas pela sua bocea, como qualquer leve
sombra de arrependimenlo que lhe alravessasse
apenas o espirito. A minha resoluco est to-
mada. Nao a ousei manifestar minha nobre
protectora, porque a hora era solemne, e nao lhe
Jucria amargurar mais os ltimos instantes da
ida, oppondo-me sua derradeira vontade. Mas
a hora da sua morte foi tambera a hora da minha
resoluco. Apenas a espacei, por causa da sua
enfermidade, Luiz. O seu estado de sade exigi
cuidados que s o affecto de me ou de urna ir-
ma saberlam sentir. Aquella havia expirada ;
quiz, ao menos, que nao lhe faltasse esta. Como
irma me reconheceu peranteo leitode morte de
sua m3e, e sua irma tenho sido. Agora a mi-
nha tarefa est terminada. Volto para o con-
vento de Santa Clara, d'onde fra melhor nao ter
jamis sahido, porque levo urna protectora de
meaos e o coraco cheio de saudades 1
Ao proferir oslas ultimas palavras, a donzella
tioha os olhos rasos d'agua, e D. Luiz, commovi-
do por tanta nobreza 'alma chorara tana bem con
eUa.
Mas o mancebo reagio contra eate estado da
abatimento, e, filando D. Beatriz, disse-lhe aom
deciso:
' A resposla que lhe don i tudo isso, Beatriz,
quede hoje um mea aera minha esposa.
D. Beatriz ficou callada e D. Luiz pegou-lhe
n'umadas raaos e olliou-a com enternecimento.
A coromogo dos dona amantes era profunda. De
partea parte, passava-se urna lula em que as po-
tencias mais nobres e generosaa d'alraa travavara
combate. Porm. o estorbo da donzella era ver-
daderamente heroico, porque nao s repellia as
instancias do mancebo, seno os proprios impul-
sos do coraco. Ella amara D. Luiz, com ardor,
com paixo, at, mas o receio de o fazer infeliz
aitribulava-lhe esse puro e affectuoso senlimento,
que nada liuha de egosta. Se ella podsse, ao
menos, indagar a sua origemf Se eaaa orgem
nio fosse vergonhosa para nenhum delles?
Este vago scismar preoccupava-lhe oeapirilo e
imprimia-lhe urna expresso de medilacio e tris-
teza no semblante.
Se, ao menos,balbuciou ellase, ao me-
nos, podsse averiguar-se a verdade do meu nas-
cimento pelos acootecimentoa da minha historial
Nao serei eu que v contra csse desejo, mas
nicamente por enmprazer 1 replicou D. Lutz.
To pouca importancia liguei sempre isso, que
nunca lhe ped par* me narrar os acontecim-eo-
loa que a levaram ao convento de Santa Clara.
Se essas cousas me fizessem peso, bem v que ha
rauito as leria sabido. Mas agora tambem tenho
curiosidad? de ouvir d aua propria boca toda es-
sa hislom. Talvez algumacirramstincia nos es-
clareca e com ella se possam vencer os escrpu-
los que a inquietara.
D. Beatriz comecou assim:
Sror Bernarda era confessada de seu to
D. fre Theodosio. Urna manhSa (e era n'uma
manha tempestuosa de invern), vieram dizer-
Ihe que havia chegado aconvento o seu confes-
sor, o qual dissera que Ibe desejava fallar, e que
o seu modo era inquieto. Preoccupou k todas as
freirs esta apparico de IV. fre Theodosio no
convento e n'uma manha em que era qwasi te-
meridade atravessar o Douro. Sror Bernarda
dirigio-se ao locutorio e j ah eslava o seu-con-
fessor. Este entan declarou-lhe o motivo que
ali o levava, que era pedir-lhe que se encarre-
gasse de urna menina de doze annos, quem ha-
viam faltado os paes. D. frei Theodosio era a seu
nico amparo e prolector. Um segredo, em que
eslava empenhada a sua consciencii, obrigava-o
nao revelar mais nenhuma circumstancia de
tudo isto sorer Bernarda; no emtanto. como
seu confessor, que conhecia s boas qualidades
da sua alma, pedio--lhe que recolhesse e educas-
se a pobre menina, porque elle nao- o podia fa-
zer, e tema entrega-la aos perigos do mundo, se
a pozesse em mos menos puras e desvalidas.-
Sror Bernarda, que urna santa, resignou-se
esta tarefa, nao sem patentear quelle venerando-
padre os seus escrpulos de pouco digna para a
desempenhar. Mas D. frei Theodosio dosvane-
eeu-lhe todos estes escrpulos eludo assim ficou
combinado. Nessa mesma larde, urna' mulher
desconhecida, que dtsse ser de Lessa, apresen-
tou-se na portara do convento com urna carta
de 1). fre Theodosio para sror Bernarda. Esta
caria dizia-lhe que recebesse como me e edu-
easse como santa e predosa religiosa que era, a
pobre engeitada. A mulher de Lessa apresen-
lou-me sror Bernarda e Qquei no convento.
Nao sei porque, sent urna doce alegra, quando
entrei naquelle tranquillo recinto I A solido e
o silencio daquelles claustros nao me intimida-
ran); parece at que atraz de mim corra algum
perigo, porque, quando se fechavam as portas,
senil que me entrava n-'alma um socego que at
eolo desconhecia.
Mas quem era essa mulher de Lesea ?ata -
Ihou D LuizElla havia de saber o segredo do
seu niscimeoto.
Nuncasoube ; creou-me desde a-edado de
tres mezes.
Mas quera a enlregounas mos della?
Um criado que fot Lessa procura de
urna ama de leite. Ajustou-a por mezes, apre-
seotou-me i mulher e pagou logo seis mezes.
Havia, porm, um signal que me podia dar co-
nhecer e que me pozeram, de corto, com esse de-
signio. Era urna fita vermelha corlada no sitio
onde linha um floro bordado.
E essa fita ?
Essa fita conservava-a sror Bernarda, e foi
s quando Jos de Mello, o mordomo do caslello,
lhe apresentou a outra metade, que sror Bernar-
da permitlio que eu viesse para a eompanhia da
Sra. D. Leonor de Mondonga.
Mas ento era minha me que possuia a ou-
tra parte da Qti?
De certo ; se fei ella quem a deu Jos da
Mello.
Jos de Mello foi chamado no mesmo instante
e interrogado sobre esta particuJaridade, mas a
bom homem nada pode dizer que dsso o fio
d'aquelle enlaberynihado drama. Contou o como
D. Leonor o tinha chamado e lhe dra a fila, e
mais nada.
Se fosse urna cousa Idisse, por fim, D.
LuizMeu to D. Theodosio professou, obngado
por um desgosto que o fez deixar o mundo. Os
prrroeiros annos da sua mocidade foram cheios
de aventuras amorosas. E at me dizia meu pae
que fra o terrivel desengae da perfidia e urna
mulher que o instigara procurar a paz e a soli-
do ao convento da Serra. Quem me diz mim
que Beatriz nao seja...E o mancebo deteve-se,
como receiando levantar o v4u de um mysterio
que offendesse $ pudor de D. Beatriz.Faria o
bom frade depositara minha me do seu segre-
do? continuou o mancebo, paseados instantes
O que depois occorreu, assim no-lo assavera. Mas
porque nao me declarou minha me ento tudo
mim?
VII
D. Luiz parti para o Porto e ancaminhou-se
ao convento de Santa Clara ; mas o resultado de
todas estas tentativas foi pouco mais satisfactorio
do qne o bonvera sido at ento, porque sror
Bernarda s lhe pode dizer o que sabia, e isso
reduzia-se k assegurar-lhe que D. frei Tbeodozio
sempre tinha guardado um profundo aegredo
acerca do nascimento e paes de D. Beatriz, de-
clarando-lhe nicamente que ella era filha
pessoas nobres.
Desesperado de nao poder conseguir mais ne-
nhum esclarecimento, voltou ao caslello e nar-
reu o que se havia passado I). Beatriz, termi-
nando por lhe diaer que os seus projectos de ca-
samento erara irrevogaveis e que os preparativos
para isso iam immediata mente eomegar.
E as ordens de D. Luiz de Mendonga princi-
piaran] desde logo pOr-se em obra.
Havia j bastantes annos que nao se sabia o
que fosse um adorno de festa no caslello. As
angustias, as mortes e es lutos tinham-se se-
guido, como urna penosa eadeia do tribulacoes e
saudades.
Desde o consorcio do finado D. Forno de
Mendonga com D. Leonor, nunca mais se torna-
ra abrir o saio de respeito, no que haviam j
decorrido perto de trila anuos.
Este salo era urna vasta quadra, cu>s janellas,
ImmensameDte altas e esguias, deitavam aobre
o campo para o lado do oeste do castello. Os
ornatos e brocados que o guarnecate eram an-
da os mesmos que tinham servido m trltiraa fes-
tividade que houvera oo caslello.
Quando Jos de Mello o mandou abrir e olhou
para aquellas cortinas e bordados, restos- de so-
lemnidade que anda revesliam as paredes, e
que agora, com trinta annos de record-atoes af-
fliciivas passado por cima, Ihes imprimiera- urna
tristeza que tanto consterna, que a tristeza da
solida e da saudade ; quan Jo o bom do- velho
olhou para- ludo aquilto e se recordou des seus
aotigo e desditosos amos, a magoa foi-lhe funda
ao coraco e as lagrimas rebentaram-lhe dos
olhos -quatro e quairo.
Deus quaira que seja mais feliz que seas
malaventurados paes exclamou elle, solugando
e lembrando-se de D, Luiz e das desventuras
que tanto haviam attribulado os seus primeiros
annos.
Os aprestos para as bodas tornaram-se dos
mais luzidos. Enviaram-se proprios corte, e
as encommendas dos oejectos-, em que a arte
corra pareihas com a riqueza, nao cessavam.
. Em poucos- dias, o palacio do Freixo eslava
transmudado. Saldes e galena?; tudo se apre-
sentara decorado com elegancia, e a alegra co-
mo que entre-sorria por entre tantas flores,
cristaes, sedes e ornatos.
O dia das nupcias foi, emfira, fizado.
Roropeu a madrugada desse da com um es-
plendido sol de julho, com este astro resplen-
de sempre no nosso cu, quando o firmamento,
limpo de vapores, ostenta a pureza de um azul,
o qual apenas sb altera poralgumas ligeiras e
diaphanas nuveas, que, come alvas pennas de
cysne, alravessera a atmosphera, impedidas por
urna aragem amenissima o impregnada dos per-
fumes dos primorts da vegelago.
Anda mal desppntavam os primeiros arrebes
da aurora e j o bateo do castello estar coa-
Ihado de aldeeede ambos os sexos, espera
que se abrissem as portas da oapella, onde havia
de elTecluar-se a -ceremonia.
Os barcos o littiras, com os convidados, fo-
oda a parte. Pelas 10 horas,
tejo enchia- as salas, e aa da-
vestidos de galas de corte,
enca, o goste-e as destioccoes
prendiam como paveas de ouro em caraces so-
bre a airara alabastrina de um eolio de cysne.
O sea gentil noiro pegou-lhe na mo e apre-
sentou-a todas as damas. i
A' proporgo que este gracioso par ia andan-
do em torno da sala, os gabos e encarecimentos
como um rastro do aasombre, desabafavam de
todos os labios com eflusio e enlbusiaamo.
D. Loiz quiz que o annel nupcial, penhor sa-
de grado desta unio de perpetuo e sincero affecto,
fosse um annel de sua me, e que era urna joia misericordia infinita pode encontrar soceo.
de familia, que lhe pertencia havia mais de dous
<
vaticinio da minha sorte, para se cumprir, arras-
trase tamben cooul|o aquello quo j se havia
tornado para mim m sis que trmo, antes que
um acnieciment inesperado o rerelasse I
c E, comtudo, foi assim melhor, mea irmo.
Antes a desgrana do que o ertflw. O corago.
comprimido pela abnegago, pode suffocar todo
o sentmonlo affectuoso e at as lagrimas do
sofTrimento, mas a cooscencia criminosa s na
ram chegando de
j um brilhante e
mas e os Qdalg
ostentavam a opu
da sua gerarchia.
D. Luiz de Meo lonca nao fulgura va menos po-
la-gentileza da su mocidade do que pelo primor
e-riqueza do seu i raje entre todos os convidados.
Di Luiz linha esl io chegado edade em que a
plenitude de for$ s e dotes- physicos mostrara
bem risonhas as-t res da paberdade. Era alto,
esbelto, e, sem i resentar nenhum dos indicati-
vos que inculcara o vordadero aspecto guerre-
ro, possuia, corolupo, as formas geotis, os modos
curtezes e insinuantes, o ac altivo, sem ser or-
gulloso, do nobre, por nascimento e educagao.
Traja va elle um gibo de velludo rozo-violeta
eom mangas golpeadas com tufos de selm brau-
co, salpicado de pevides de ouro ; calco da
mesma tela e cdr.legualroente aborto em tufos,
com duas vollai de flnissima renda cahindo-lhe
sobre os joelhos. Um capirote de brocado em
tudo semelhaete, com volta e bandas de rico va-
lor, completaran! este traje, um dos. mais ele-
gantes do lempo. Urna ampia balona de rendas
de Flandres oircundava-lhe o rosto, como se fos-
se urna nuvem alva e transparente, d'onde mais
sobresahissem os anneis do seu cabello castaoho,
que, erguidos n'uma popa no aliada fronte
cahindo-lhe aos lados em madeixas graciosas,
lhe formavam a moldura do rosto suavemente _
paludo, e cuja expresso do lealdade cavalleir* m^P,,q^LSeja seculos.
Fot ao aposento onde tioha fallecido D. Leonor
de Mendonga e procurou no bofele que lhe per-
tencra. r
Abriu urna das gavetas e pegou n'uma boceta
de bano marchelada de madreperola, a qual
con tinha asjoias de sua me, e deparou logo ao
de cima com urna carta aborta com sellos de
cera preta.
Por um movimenlo instinctivo, olhou para es-
ta carta e viu que o sobre-escripto era da letra de
sea pae.
A curiosidado e-timulou-o.
< A' minha mulher i>. Leonor de Mendonga
AbranchesSeputveda e Souza, para abrir logo
depois do meu farlecimenlo dizia o sobre-
escripto.
Um sentimecto de terror vago, como sempre
o sen lime nlo que incatem todas as cousas qae
respeitam aos mortos, se apoderou do mancebo.
Involuntariamente abra a caria ; mas, como se
houvesse dentro um mysterio que o devesae
encher de receios, os seus olhos recusaran), ao
principio, lr aquellas linhas. Ura presenti-
menlo vago, indefinido, doloroso talvez, dizia-
lhe que ali esfava escripia urna parte do seu
destino.
Decidiu-se, por fim, e leu o-seguinte qne era
dapropria letra de D. Fernao de Mendonga :
Leonor, quando lres esta carta, j ear terei
dado contas Deus das rainhas faltas; perda-
me lambem t uro, talvez a nica, que com-
melti para comtigo. Tenho urna ftlha ; sua mae
faileceu dando-a luz. Meu irmo, Frei Tbeo-
dozio.- o deposito deste segredo. A pobre cri-
anga ro creada em Lessa e depon levada ao
convento de Santa Clara, onde mea irmo a
confiou aos desvellos d sror Bernarda. Rog-
te, minha querida Loiir, que te compadeces
da sorte da infeliz orpha e que a chames- para
a tua eompanhia. Ella nao tem culpa das fallas
de sauspaee: irata-a como filha, porque, se o
nao rerdadeirameote, illha de leu esposo e
irma de teu filho....
A carta cahiu das mos D. Luiz de Mndon-
<9. Fra com incrivel esforco quo elle conse-
guir l-la at a quelle ponte; mas, quando a pa-
lavra irma insensivelmenta Ibe veio aos labios,
um fro glacial lhe corren- o eorpo todo e o fez
cahir na cadeira prxima, como se o houvera to-
cado um raio.
E assim ficou inerte, sera ver, nem pensar,
anda que os olhos se nao desfitavsm do terrivel
papel.
A sua auseneia prolongou-se; passou um
quarto de hora, passou meia-hore, sem que D.
Luiz apparecesse. A ioquielago comecou
dominar lodos os ariimos. T-iveram receio que
lhe houvesse sueeedido algum- desastre.
Alguna fidalgos seus amigos, acompanhados
do mordomo do-taslello, atreveram-se entrar
no quarlo onde eslava D. Luiz.
Eucontraram-o sentado, ou antes, cali ido
n'uma poltrona, eom um papel na roo, sem res-
ponder s interrogaces que lhe raziara.
Por fim, os convidados viraa-o entrar no
salo, paludo, com- as feicdes conlrahidas, como
se a mo da morte lhe houvesse imprimido os
seus estragos, e depois chegar-se ao meio da
casa, olhar para L>.. Beatriz o belbuciar estas
palavras com um estremecimenio convulsivo:
A senhora f).-.Beatriz nao pode ser minha
esposa, porque minha irmal
O. espanto manifeslou-se em todos os rostos.
A donzella, como se aquellas- patarras fossem
um raio de luz, mas de luz que fulmina os sen-
tido, cahiu no chao- e aullo um gemido. Os
prximos ouviram-Uie esta exdaaaco:
Sua irma 1....
VIII
Ha mariyrios de to intensa agona, que, se a
alma afilela nao podesse appellar para Deus e
achar conforto na sua immensa misericordia, a
humanidade seria urna irrisao do acaso e as suas
dores as ironas de um destino impo. E" as
grandes angustias-que sa conheco a necesaidade
de encontrar um poder cima do mundo e das
suas miserias, que nos soccorra, porque as for-
gas dos horneas nao possuem consolago para f-
tidas tao exulcerantes.
Estas ideas passaram, de certo, pela mente de
D. Beatriz, quando pegou na peana para escrever
4 D. Luiz de Mendonga a carta que se segu :
Mou irmo I... (.Permute que te d e*le no-
FOLHETOI
o
ALINDA MERCADORA DE PANOS
for
ELIE BERTIIET.
Estas reflexdes fazla-as o mancebo e cada vez
mais se confunda na escurido que envolva de
duvidas estes toctos.
De repente, 1). Luiz ergueu-se, a mandou sellar
um cavallo.
Vou Santa Clara: excVamou ellevou
pedir sror Bernarda que me declare todas as
particularidades d'esta historia. Cont-lhe os nos-
sos projectos, exponho-lhe o seos escrpulos,
Beatriz, e eropenharei a sua f de religiosa para
quo me declare ludo.
E D. Luiz apertou a mo donzella e parti
com Jos de Mello.
era anda realgada por dous espessos e retorci-
dos bigodea, que, segundo o estylo da poca,.lhe
cobriam quasi- oa-Ubios.
As damas nao se cansavam de o admirar, c
mais de uns olhos- arderam cmdesejos, qua np
seriam de todo isentos de oveja da sorte que ia.
ter a bella noiva.
A chegada desta foi, por fim, annunciada..
A porta principal do salo de respeito abri-
so de par em par e D. Luiz deixou os convidados
para ir, receber.
Quando f). Beatriz appareeeu, j tinha. todos
os olhos filos sobre si. fi'um relance, os dotes
da sua belleza e os esplendores do seu. vestuario
focara examinados, enumerados e applaudidos.
Ura murmurio correu a sala toda : era a admira-
cao que rebentava de todas as boceas.
E, comtudo, nunca a siageleza da graga raiou
mais desataviada de adornos I Conheceis os re-
tratos de familia com que os pintores allemes
mais celebres dos seculos XVI e XVIL encheram
as paredes dos salos dos castellos desse tempo.
So conheceis, escolhei d'entre esses retratos
aquello que represente urna doozella de dezoito
anuos, cujo rosto,, nobre de linhas e transparen-
te de colorido, vicejem as gragas allractlvas de
urna grande pureza do alma, e tereis feito idea
de D. Beatriz, apparecendo- entra a especie de
moldura dos alizares negeos e paludos de pao
santo da grande porta do salo, vestida de bran-
co e com urna simples cora de flores do laran-
geira cingiudo-lhe os cabellos, os quaes se.des-
( Conlinuaco.)
III
Poliveau era um homem baixo, grosso, cuja
physionomia agradavel e rubicunda apresenlava
rr.u'i poucas rugas apezar de contar elle sessenla
annos. Vinha vestido de urna especie de casaca o
de panno escuro, calcoes da mesma fazenda, e um
chapeo comprido de'abas largas : todo esse traje
to simples mostrara estar soTrivelmenle usado,
e o panno j multo estragado em diversos luga-
res. Em vez de volta ou garganlilho trazia urna
gola cahida como no lempo do re Carlos IX ; e
nao obstante ser moda, nunca quiz com orna ca-
belleira oceultar os seus cabellos grisalhos. Final-
mente lodo o exterior do ex-almolacel fazia recor-
dar esses marcadores honestos, que cuidavam
mais era darem cumprimenlo aos seus tractos com-
tnerciaes, do queinculcarem-seaos freguezespor
urna apparencia elegante.
Vendo os dous fidalgos installados na sua loja,
umaligeira expresso de descootentamento pas-
sou pelo semblante do mercador ; todava sau-
dou-os polidamentc-, posto que com frieza. Os
dous levantaram-se para cumprimenla-lo, um
delles, estendendo a mo, o outro incliuando-se
profundamente.
Oh i bons dias, meu charo amigo Poliveau;
disse o conde com a sua exagerada polidez. e-
ramente estoa eacantadissimo por ver-vos to
fresco e rosado.
Eu vos saudo, Sr. Poliveau, disse o mar-
quez graciosamente.
Bons dias, senhores, bons dias, respondeu
o mercador com algum enfado. Permitti quo an-
tes de responder aos vossos comprimenlos despa-
che estes rapazes que aqu vedes. Ento, ma-
" {*) Vide Diario a. 8, '
dragos, preguigosos, continuou elle dirigindo-se
aos aprendizes, que tinham ficado immoveis, va-
mos ; carrega este dinheiro para a minha bur-
ra, ali no fundo da loja.
Os mariolas depozeram a sua pesada carga so-
bre o balco, ao passo que os aprondizes se apres
savam em executarero a ordem do patro. O con-
de de Maule olhava cora olhos arregalados para
esses saceos, e pareca calcular a somma que alies
poderiarn conter.
Per Dio disse elle finalmente, esses senho-
lesplebeus possuem mais dinheiro do que nos
OUtrOS fidalgos! Bis li urna somma de escu-
dos, que sao precisos ao meu condado de Manle,
tres vezes para produzi-la 1
Sim I ? replicou o mercador de mo hu-
mor, e eochugando o suor que lhe corra pela
fronte-: porm o vosso dinheiro, senhores fidal-
gos, destinado para despezas inuteis, partidas
de jogos, bonitos Irens, e mil outras bagatelas; ao
passo que o dinheiro de nos pobres mercadores
destinado para com elle pagarmos as nossas di-
vidas.
Com efleito, continuou o conde com indiffe-
renca, j me disseram que os mercadores costu-
mam transigir entre si por meio de letras ou obri-
gagdes, que ho de pagar logo no dia do seu ven-
cimento : eis urna pontualidade bem marari-
Ihosa I
E lambem verdade, retorquio o mercador
com uro tom rancoroso, que devemos achar-nos
bastante atrapalhados quando os grandes com-
prara as nossas mercaderas crdito, e recusara
depois paga-las.
Esta observago ne podia deixar de ser um
sarcasmo dirigido aos dous fidalgos presentes,
porque ambos elles deviam dinheiro ao et-almo-
lacel : nem um, nem outro, porm se dea por
adiado. Rosinha, que desejava mudar a cooversa-
go para um assumpto diverso, dirigio-sa ao pae,
e perguntoa-lhe com interesso :
Parecis estar bastante fatigado, mea pae 1
Acaso livestes necessidade de importunar aos
vossos freguezes nobres para completar essa
somma ?
SemelhantJ pergunta produzio um effeito io-
teiramente opposto ao que esporava a linda mer-
cador.
O diabo leve todos os freguezes nobres I
respondeu Poliveau arrebatadamente ; mas re-
porlando-se logo, couquou : Nio de tos que
o prazer que eu sinla em o pronunciar, muito
mais forte a dr que me record a sua fatal li-
gago I) Meu irmo, eu tinha o presentimento de
ludo que veio acontecer. Quando me recusei
legitima unio que me propozeate prefer ir
sepultar na solido do claustro o affecto que me
inspiraste, era porque um presagio, um desles
senliraentos vagos que s o tempo depois explica,
me dizia que eu nao podia, nem devia ser tua
esposa. Aqu tonso motivo da minha recusa. O
cu testemunha de que nenhum outro affecto
me desviava do leu lado, porque eu dara mil
vezes a vida para te poupar qualquer das amar-
guras que teem eulutado a tua ezistencia. Mas
a desgraga quiz que fosse eu mais um desses va-
lemos golpes com quo a mo do destino temre-
rido o leu corago I
< Hoje est, ludo bem explicado, tanto o. pro-
ceder de D. frei Theodosio, guardando o myste-
rio do meu nascimento e occultando-me na som-
bra pacifica de um moskeiro, onde as vistas do
mundo, e ae suas tentages me nao perdessem,
porque eu nao podia ser do mundo, como a ge-
nerosa dedicago de tua boa me, acolhendo un-
to i si a donzella que era filha da culpa, e que,
por isso, s lhe deveria iospirar sentiroentos de
generosidade e perdo.
c. Oh 1 Luiz, todas estas circumslaucias da mi-
nha vida oram como as imagen constantes da
minhi imaginago, imagens que me reprehen-
diam e humilhavam, dizendo-mque jamis po-
deria ser feliz 1
alas o que eu nao quizera fra quo este triste
c A educanda do convento de Santa Clara, que
nunca devera de ter sahido da paz e esquecimen-
to do seu mosteiro, que volta de novo para
quelle recinto, onde vivera, tranquillos os cora-
goes que s nutrem desejos castos.
Partirei hoje mesmo para o convenio. A mi'
oha resoluco inabalavel; mas, apezar de nao
haver, nesta hora, (oreas que (crnham poder de
oppor-se esta ultima vontade de minha alma,
oh I meu Luiz, eu nio posso deixar de te coa-
fessar quaolas saudades eu sinlo de ti o de todos
os innocentes dias que se passaram entre nos I
< Ah I que os maiores encantos do orando sao
aquelles que o desgragado v de longt, quando
se acha entregue s torturas do sea martyriol
Oh I meu Luiz 1 oh 1 meu irmo, se, ao me-
nos, a mesma sepultura nos reunisse am dia I
Mas que louca eu aou I Perdoae-me, meu Deas,
se acaso, um desejo menos puro existe neste vo-
to, que o meu andado peito ousou deaabatar 1
Eu devo dormir s o meu somno eterno debaixo
do marmrea gelados do sanctuario, onde ao
repousam seno a castas Albas do Senhor 1
< Adeus, meu irmi-o 1 Esqoece de todo a don-
zella, que um deslio cruel tez tua irma para
depois- a separar de ti para sempre. Se podes
foge desea triste e solitario palacio, que 4 a re-
cordaba acerba de todas as sua angustias I Tal-
vez na corte, no meio do seu bufido, encontres
a dislrace&o que o teu espirite tanto precisa. Se-
ria fraque succambir, quando o- futuro anda
largo e talvez auspicioso para ti. aras, anda mes-
mo looge de tua irma, guarda par* da um sen-
limento, que, j que nao pode eer outro, seja o
da saudade, saudade afflictiva e sera eaaeranga,
como seriam todos os meudias futuro, se nao
me illumnasse a luz consoladora da religio 1
Beatriz.
Seria tentar o-impossivel querer descrerer o
effeito que produzio esta carta no animo de D>.
Luiz. Por mais de urna vez sa deteve na leituva
e foi s em meio dos solucos derramando Bi-
dentes lagrimas que chego'u a fim.
Esta carta foi-lbe apresentada na manha se-
guate ao dia do eztranhoaconteeimenloque ha-
via en-chido de pasmo e tristeza- todas as pessoas
prsenles no castello.
D.- Luiz ordenou qae chamsosem. no mesmo
instante, Jos de Mello. O mordomo appareeeu.
A magoa vinha-lhe retratada a semblante.
O mancebo olhou para elle o dirigi -lhe estas-
patarras:
Que da Sra. D. Beatriz ?
Parti.
Quando?
Hoje de madrugada.
Com quem ?
S com urna aie-e> o 3eu eseadeir, os quaes
j volasram ambos. r
Aon.de a acompaoJiaram ?
-A convento d Santa Clara.
Depois, D. Luiz de Mendonga ficou como en-
golphado as reflesoe da alma debatida de infi-
nita contrariedades,, que ante o estado de
aniiiquillamento completo do animo.-
Manda-me, sellar um cavallo,
Foram estas as suas nicas pelaras, depois.
de um quarto de hora de silencio.
Jos de Mello, quem esta ordena era dirigida,,
leve ruedo do estado em que ra. O mauce-
bo eslava lvido, e-duas rugas fundase negras,,
como se a mo em braza do deslino Ih as hou-
vera cavado, lhe sulcavam a frente.
D. Luiz sahio do castello. Nem um criado quiz
que o acompanhassa.
Que tempestad de fogo lhe- paseara pela
mente-1
Tioha volvido tai anuo depoiadastes aconte-
cimentos.
Urna manha, viu-se grande ceucorreocia do
povo affiuir egreja do convento de Santa Cla-
ra. Os ainos do-mosteiro toca van.
Era a proQsso do urna freir.
O sacerdote dirigira-se para o altar.
Noele momento, os caocllos- da mysteriosa
grade, que com-monicava a egrej com o interior
do convento, abrem-se e appaiece urna donzel-
la adornada com lodos os esplendores que o gus-
to s a riqueza do mundo teem inventado. Urna
ligeira pallidez, como um vu de tristeza que
lhe houvesse cabido sobes a laces, dava ao sea
semblante a expresso ine-fave da alma que se
despede sem saudade das illuses da exis-.
lencia. ,
eu fallo, senhores. Ha pessoas tao affa veis quan-
do oslo na minha leja, e que s me respondem
com grosserias e mos tratos, aponasme aprsen-
lo nos seus palacios t
Mou pae, disse a joven tiremecendo,
dar-se-ha acaso que soffresseis esta manha...
Esta manha, mioha filha, ou maldisse mais
de urna vez a louca mana qne nos tamos de ven-
der crdito nobreza, de preferencia classe
roechanics. Se Gandilol.no tivtne soccorrido,
amanha a minha ruina seria inevtlavel.
Como, meu pae I Nada recatales do duqie-
de Bellegarde, ou do Sr." mareckala?
Nada, era mesmo um escudo, nem uro sol-
do sequer I Rosinha, minha Ulna, nao faltara
esses senhores bonitos palavroes, e muitas vezes
at iniuras. Vi-me forgado pedir emprestado
ao meu compadre urna somma sete vezes menor
do quo que possuo em mos dos senhores fi-
dalgos.
Rosinha olhava s furtadelas para os dous es-
Iranhos. O condo de Manle pareca muito oecu-
pado em observar os aprendizes, que transporta-
varo o dinheiro para o escriptorio no fundo da
loja, e o tinir dos escudos lhe impeda sem du-
vida de prestar allengo converaa. Villa negra
arriscou algumas palavras em favor da sua classe,
porm com bastite timidez, recetando augmen-
tar o descontenlamento do pao de Rosinha.
Julgaes os nobres coro malta severidade,
Sr. Poliveau ; talvez estejaes etquecido de que
vos mesmo j nao sois plebeu. Entretanto asse-
guro-vos que entre elles ha m ai tos homens de
honra o probidade, que nao duvidariam pagar-
vos o principal e juros dos seos dbitos.
Nao duvido, Sr. raarquez ; infelizmente,
porm, esses, quem alludis, ro teem sobre si
a livre disposigo dos seus bens, seus paes lhes
podero fazer esperar anda milito tempo.
Desta vez a alluso era completa ; o marque/
bem a sentio, e mordeu os beieps. O conde do
Manle, dislrahido em examinar os passos dos
aprendizes, envolveu-so da novo na conver-
saco.
Nao nos agaslemos, S Poliveau, estaes
hoje muilo impertinente 1 suppanno que nem eu,
nem o meu amigo marques merecemos que f-
gaos cahir sobre nos a vossa colera. Se me vies-
se ao pensamenlo repetir o vosso juizo nosso
respeito nss boas compaohias, que frequento, po-
doria dahi resul(ar-yos um grande mal, Quaa-
Um murmurio de admiraco pereorreu o tem-
plo todo.
A donzella era D. BeaUiz, a educanda quo f-
ra d'aquelle convento.
Com passo firme, ay aaeou para a capelU.?mr
e ajoelhou no primeiro degro do subpedaneo.
do altar.
A msica, rompe-e as gallas qae revistera o
t6mplo parecem sorrar-se a este acto do piedosa
consagragio.
Ao otTertorio, e celebrante despe todos, os pa-
ramentos e fica so com a alva, e, assim vestido,
sobe ao pulpito, onde, n'uma pratioa cheia de
ungo, exalta a tetteidade da virgem que se des-
prende dos engaes do mundo pata se consa-
grar ao servico do Senhor.
O sacerdete desee depois do pulpito a a missa
continua. Terminado o sacrificio, a donzella
conduzida per duas feiras ao centro da capella-
mr, ajootha, e, em seguida, despojam-a dos
seus ornatos e corlam-lhe os cabellos. Urna t-
nica lh envolve aquellas formas gentis, de so-
bre as quaes se iam affastar, para sempre as vis-
tas da mundo e do amor.
Concluido este ceremonial, Q. Beatriz reclina-
se sobre o pavimento de marmore, eobrem-a
de um panno preto e coUocam-lhe quatro lochei-.
ras aos quatro angulas.
[Continuar~se-ha.)
to i mim, peco que me digaes francamente se
meregoque me leohaes na contado um homem
de bem.
Porm, senhor..., respondeu o mercador
cora algum a timidez, apenas ros conhego de
muito pouco lempo...
Est bom, nao fallemos de mim : insultas-
tes lambem ao Sr. de Villanegra, e cumpre egual-
mente que declaris se o lendes por um homem
honrado.
_ Oh I quanto ao Sr. marquez, nao tenho du-
vida alguma em confessar que assim. pois que
o conhego muilo mais do que vos.
Neste caso eslo feitas as pazes ; esqueja-
mos as iniurias, replicou o conde ajuslando o la-
ura da sua grande espada de duello. Declaras-
tes alto e bom som que ambos nos merecemos
os foros de honestos, e quanto basta.
Um lhe quer furtar a mercadoria, o outro
lhe quer furtar a illia I murmurou baixioho Gil
Poinselot no fundo da loja.
Poliveau se levantou.
A' proposito, senhores, diz elle, esquecia-
me de pergunlar-vos que devo eu a subida
honra da vossa visita ? Sr. marquez, queris ter
a bondade de responder-me?
Passei aqu por acaso, respondeu Villane-
gra com embaraco, o nao pode resistir ao desejo
do informar-me do vossa sade, e da de vossa es-
limavel filha.
Muito agradecido pelo que me diz respeito,
replicou o bom homem arrebatadamente ; mas
quanto minha filha, loroae sentido, Sr. de Vil-
lanegra : tenho observado a vossa assiduidade k
mioha loja, o posto que seja um velho ignorante,
todava sei muito bem que nao sao pelos meus
bonitos olhos quo vindes esta casa ; o como
pode ser que aqu venhaes pelos de Rosinha, fi-
car-vos-hiamos asss obrigados, tanto eu como
ella, se nos flzesseis o favor de privar-nos da
vossa honrada presenga. Comegamj murmu-
rar qo respeito no meu quarteiro ; e ficae
certo, senhor, de que eu preto muito a estima dos
meus vizinhos.
O marquez tomou-se vermelho ; ia responder
cora aspereza; porm, Rosinha, dirigindo-so para
o interior da casa, passou por junto delle, e fez-
lhe um signal supplicante. Foi isto bastante para
acalma-lo como por encanto, saudou a joven gra-
ciosamente.
Todava nio querendo d,ar entender que ce-
da ordem expressa do mercador, ausentndo-
se lago, collocou-se com altivez junto da porta
espera do conde Maule.
Neste inlerim Poliveau se tinha voltado para o
fanfarro apreciador das honras, e Ibe dirigir a
mesma pergunta que ao marquez.
Pelo que me loca, mi cara Poliveau, res-
pondeu o conde com o maior sanguefrio possivel,
vinha comprar-vas amas cem varas de panno ;
porm mudeilogo de parecer, quando vos vi as-
sim to prevenida contra a nobreza.
Nao obstante isto, Sr. conde...
Nada, nada ; nao estaes hoje bom, inter-
rompeu de Manle levanlando-se. Dentro em
poucos dias vollarei cora um criado que trar um
sacco contendo mil pistolas, e veremos ento se |
vos encontrare! anda lo massante como agora.
O conde esperara talvez que o mercador, at-
trahido por essa promessa, se resolvesse eotre-
gar-lhe para logo as mercadoria, de que elle ne-
cossitava ; mas Poliveau irritado pela inutilida-
de dos passos que havia dado naquelle dia, nao
cahio no logro.
Como quizerdes,senhor, disse elle inclinan-
do-se profundamente, estou de todo s vossas
ordens.
De Manle disfargou o mais quo pode o seu des-
apontamenlo.
Ento, nao vens, conde ? Proponho-te ir-
mos janlar ao pomo d'ouru.
Aceito, marquez : porm sabes o que me
veio agora ao peusamenlo ?
O que foi ?
Daremoa urna boa sva neste nosso amigo
Poliveau. que aqu vs.
E o conde desatou rr com todas as forcas,
como se liresse dilo urna cousa muilo digna, Po-
liveau, cuja qualidade principal nao era a cora-
geni, recuou alguns passos, e exclamou empalli-
decendo :
Senhores, creio que nada fiz que tanto vos
podesse offender I
Nao temaos cousa alguma, Sr. Poliveau,
disse o marquez com dignidade. Nao me passou
um s momento pela idea o castigar a vossa
grosseria : estaes sob a proteceo de um aojo, 4
quem honro e respeito ; jamis consentira que
vos fizessem o menor desacato.
E nao seria muito prudente experimnta-
lo ; disse Gil Poinselot, appareceodo repentina-
mente por detraz 43 seu patrio, armado de ana
vara bastante grossa, e acompanhado de Guilher-
me que brandia a sua enorme theaoura.
O marquez respondeu i essa bravata do apren-
diz com um geslo de desprezo, o conde eom urna
gargalhada ; o sahiram ambos do acmazem do
brago dado..
Apenas tinham adiantado uns vinte passos, de
Maule eessando. sbito de rr, disse ao seu joven
compaaheiro, anda bastante commovido da sce-
oa que vinha de ter lugar :
Ento, Villanegra, adevinhei; amas a pe-
quea e ella te corresponde: s ainda muito mo-
?o, e nao sabes como se levam essas aventuras.
mero coadjuvar-le afina de que assim nos possa-
mos vigar desse maldito velho : hoje mesmo a
menina flear em leu poder.
Hoje mesmo I repeli o marquez impru-
dentemente, e orregalando os olhos em ar de ad-
mirago.
Sim, hoje mesmo : mas antes deixa-me
despedir sta canalha.que nos acompanha, at o
momento em que tivormos d'ella preciso. Espe-
ra-rae aqu, j venho.
E dizendo isto voltou alguns passos atrsa, disse
algumas palavras aos seus criados, que se dsper-
saram logo : e depois foi-se juntar ao mancebo
que o esperara com anxiedade.
As cartas e os dados deixaram-te ficar de
resto algumas pistolas ? perguntou elle ?
Tenho anda alguns escudos na minha
bolsa.
Has de m'os emprestar ; resltur-t'os-hoi
amanha, quando espero receber urna somma de
dez mil escudos.
De muilo boa vontade : mas nao me di-
rs....
Nada te digo ; se queres dar-me a liberda-
de de fazer as cousas como cotendo, promelto-le
que na noilo de hoje nos haremos de desforrar
de toda aquella villana I
LVonlinuar-se-ha.)
PHN TTP. DE M. F. DE FABIA. -1861.
/


Full Text
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