Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09210


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Full Text
ANO XIITH. IDIEIO 8
Por (res mezes adiantados 5$000
Por tres mezes vencidos 6J000

QUIHTA FEUA 10 DE JAIEIIO DEIS6I
r
Por ano adantado 19$000
Porte franco para o snfrseripUr.
niii
E.NCARREGADOS DA SUBSCBIPCAO DO NORTE
Paralaba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
tj, O Sr. A, de Lemos Braga Cear, o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Mar-
tins Ribeiro Guimaraes ; Piauhy, o Sr. Joo Fer-
nandes de Moraes Jnior-; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS DOS CORKE10S.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anio, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, I.imoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Serlnhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenleiras e Nalal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha)
^ tl'likMk.RlDks DO MrJ. DE JaNEir.
3Quarto minguanle as 11 horas e 4 minutos da
larde.
11 La nova a 1 hora e 8 minutos da manha.
19 Quarto crescente a 1 hora e 11 minutos da
manha.
26 La cheia as 2 horas e 47 minutos da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 4 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundo as 3 horas e 42 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
7 Segunda. S. Theodoro monge ; S. Telminio.
8 Terga. S. Loorengo Justiniano palriarcha.
9 Quarti. Ss. Jolito m. e Bazilic sua espoza.
10 Quinta. S.Paolol.'eremita; S. Congalo.
11 Sexta. S. Hygino p. m. ; S. Honora v.
12 Sabbado. S. Salyro m.; S. Zotico ro.
13 Domingo S. Hilario b. ; S. Emilio m.
AUU1KNUAS DOS 1'RIbUNaI DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundase quintas.
Relami: tergas, quintas e sabbados as 10 hora.
Fazetfda : tergas, quintase sabbados as 10 dora?.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rsra do civel: tercas e sextas so meio
da.
ENCARREGADOS DA STJBSCRIPCA DO SL.
Alageas, o Sr. Claudino Falco Dias ; Baha,
Sr. Jos Martins Alvos ; Rio de Janeiro, o Sr!
Joo Pereir Martins.
Segunda Tara do civel :
hora da tarde.
PARTE OFFICIAL.
Governo da provincia.
Expediente do dia 7 de Janeiro de 1861.
ODlcio ao Exm. presidente da Parahyba.Ex-
pedindo nesla data ordem para ser enviada a V.
Exc. no vapor Jaguaribe a galeota, que de con-
formidade com o seu officio, n. 190, do 10 de
setembro ultimo, mandei concertar no arsenal
do marlnha, curnpre-me assim o communicar a
V. Exc. para seu conheciraenlo, rogando-Iha que
se sirva de mandar pagar a respectiva despeza de
transporto.Officiou-se ao gerente da companhia
Pernambucana sobre o transporte, dando-se sci-
encia ao inspector do aisenal de mariuha.
Dito ao Exm. presidente do Rio Grando do
Norte.Communico a V. Exc. que em 5 do cor-
rente foi entregue ao agente Jos Joaquim de
Lima o cofre de raadeira que por aviso da guerra
de 15 do novembro do anno] prximo passado se
mandn fornecer companhia fixa dessa pro-
vincia.
Dito ao coronel commandante das arn)3S.
Transmuto a V. S. os autos do processo verbal
do conselho de guerra do soldado do 10 batalho
de infaniaria Manoel de Souza, a fira de queseja
cumprida a sentenca proferida pelo conselho su-
premo militar de justlea.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Pode V. S. mandar engajar no corpo sob seu
commando o paisano Francisco Jos da Silva
que, segundo o attestado junto ao seu officio d
hoje, sob n. 10, foi julgado apto para o servigo.
Dito ao inspector da tbesouraria de fazenda.
A cada um dos officiaes mencionados na relacao
junta por copia, que foram promovidos por de-
creto de 2 de dezembro ultimo, mando V. S. adi-
antar importancia de tre3 mezes do respectivo
sold, para ser descontada pela 5* parte do mes-
mo sold. Communicou-so ao commandante das
armas.
Dito ao mesmo.A' vista da conta, que devol-
to, e a que se refere a sua informado do 5 do
oorrenle, sob n. 10, mande V. S. pagar a q>iati-
lia de -2915215 res era que importan) duas pegas
de cabo de linho e urna dita de corda para adriga
compradas a Joo Jos da Silva para o presidio
do Fernando, segundo consto do officio do presi-
dente do conselho administrativo do arsenal de
guerra datado de 19 de dezembro ultimo, sob n.
81.Communicou-se ao supradito presidente do
conselho.
Dito ao mesmo.Devolvo a V. S. as contas a
que se refere a sua norruaco de 5 do correte,
sob n. 9, o que me foram remedidas pelo presi-
dente do conselho administrativo do arsenal de
Ruerra cora officio de 17 de dezembro ultimo, sob
n. 79, relativamente compra dos medicamen-
tos e mais objectos pera a enfermara que se vai
estabelecer na villa do Ouricury. a fim de que
mande pagar a cada ura dos assigualarios das
referidas contas a quautia a que liver direito,
visto nao haver inconveniente nesse pagamento,
segundo consta da citada informaco.Commu-
nicou-se ao presidente do conselho administra-
tivo.
Dilo ao inspector da thesouraria provincial.
Mande V. S. entregar ao thesoureiro pagador da
reparlico das obras publicas, conforme requisita
o respectivo director em officio de 5 do corrente,
sob n. 3, a quantia de 8:1928000 rdis, constan-
te do pedido junto para cootinuago das obras
por administrado a cargo daquella reparlico no
corrente mez.Communicou-se ao director da-
quella reparlico.
Dito.Approvo os contractos quo celebrou o
conselho de compras navaes, segundo os termos
de que me remelleu copias com o seu officio de
29 de dezembro ulllmo, para fornecimento dos
artigos de fardamento, dietas e oulros objectos
nocessarios aos eslabelecimentos de marinha, s
pragas dos differentes corpos da armad) e da
companhia de aprendizes artfices tudo durante
o 1 trimestre do anno corrente.
Dito uo director das obras militares.Repre-
sentando o coronel commandante das armas e o
director interino do hospital militar em officios
de 29 de dezembro ultimo, constantes das copias
juntas, que em melhoramento do servico da-
quelle eslabelecimento faz-se necessaria, alm
do encanamento de agua potavel cujo orcamento
ja exigi dessa directora, n3o s a construego
de urna casa de banho para os doentes, mas lam-
ben) a reparagao ou substituido por asphalto dos
ladrlhos do andar terreo, e a elevago dos mu-
ros quo crculam o hospital, a fim de impedir a
saluda dos doentes ; assim o declaro a Vmc. pa-
ra que, entendendo-se cora o referido director,
organise e traga ao meu conhecimento cora a
possivel brevidade o orcamento em separado das
despezas a fazer-so com essas obras.
Dito ao juiz de paz 3o votado de Tejucupapo.
Constando de participacoes officiaes que os
dous juizes de paz mais votados dessa freguezia
nao se prestaran), como lhes cumpre, a presidir
a eleicode eleilores, que foi adiada competente-
mente para o dia 13 deste mez, previno a Vmc.
de que, na ausencia daquelles juizes, deve assu-
mir como seu legitimo substituto a presidencia
da mesa parochial, c proceder eleico com a
precisa regularidade.
Dito ao fiscal da illuminacao a gaz.A infor-
maco ministrada por Vmc, em data de 21 de de-
zembro prximo fiado com referencia ao consu-
mo do gaz na casa de delengao durante o mez
de setembro ultimo nao satisfaz por nao ler Vmc.
tratado da vcnftcaco e exaclido da mesma con-
la, como convinha : limilando-se Poc4m a justi-
ficar a necessdade de ser essa verilcacao confia-
da a urna pessoa do eslabelecimento, a quem se
deve habilitar para conhecer o machinisroo do re-
gulador do registro, e a proceder a conlagem
correctamente, medida esta que Vmc entende
dever-se lomar extensiva a todos os edificios
pblicos, que sao Iluminados a gaz, o que toma-
rei na devda considerado.
Devolvo pois a referida conta e papis annexos
para que verificando Vmc. a sua exaclido, in-
forme convcnienlemente.
Dito a Joao da Silvelra Borges Tavora.Tendo
sido annullada pelo governo imperial, por aviso
que se procedeu ltimamente para juizes de paz
e vereadores, flea por isso prejudicada a con-
sulla, que Vmc. me lez em officio de 19 do refe-
rido mez, so deve, ou nao, Vmc continuar no
exercicio de juiz de pazdesse districlo, para que
lora reeleilo, nao obstante os vicios e defoilos
altribuidos predila eleico
Portara.O presidente da provincia, tendo
era vista o que ponderou o inspector da thesou-
raria de fazenda em officio, o. 17 dosta dala, re-
solve restringir a um mez a prorogaco da licen-
c,a concedida em 5 do corrente por lempo do tres
mezes ao guarda da alfandega Manoel Joaquim
de Figueiredo Seabra.
Dita.O presidente da provincia, annundo ao
zenda em officio n. 11, de 5 do correte, resolve
designar os professores do gymnasiu provincial
bacharel Antonio Rangel de Torres Bandeira e
Antonio Egydio da Silva para examinadores no
concurso, a que se tem de proceder na mesma
thesouraria no dia 10 deste mez para preenchi-
mento dos lugares de praticantes da.alfandega
desta capital, sendo o 1 em grammattea nacio-
nal e o 2o em arilhmetica, e ordena que oeste
sentido se expecam as convenientes communi-
cacoes.Officiou-se ao regedor do gymnasio, e
communicou-se thesouraria de fazenda.
Dita.O Sr. gerente da companhia Pernambu-
cana mande dar transporte para o porto de Ma-
ceo no Rio Grande do Norle no vapor Jaguaribe
era lugar destinado para passageiro de estado, a
Antonio Aladim de Araujo.
E.xpeditnte Officio aos directores da companhia de seguros
martimos o de ulilidade publica.S. Exc. o Sr.
presideote da provincia, manda aecusar recei-
dos o retatorio. balancose parecer que Vs. Ss.
remetteram com o seu officio de 28 de dezembro
ultimo relativamente a essa companhia.
DESPACHOS DO DIA 7 DE JANEIRO DB 1861.
Requerimenlos.
3481 Pedido da fortaleza de Itamarac.For-
nega-se.
3482Ascencio Minervino Meira.Dirja-se ao
Sr. inspector da thesouaia de fazenda a quem
nesta data se expede a conveniente ordem.
3183Egidio Francisco das Chagas.Informe
o Sr. director geral da instruego publica, ouvin-
do o respectivo conselho director.
3484Francisco de Souza Guerra.Informo o
Sr. Dr. chefe de polica.
3485Francisco Tavares Lima. Roqueira o
supplicanto a thesouraria de fazenda a liquidaco
de sou debito.
3486-Francsco de Freilas Moreno.Dirija-se
ao Sr. inspector da thesouraria de fazenda a
quem nesta datase expede ordem no sentido do
que requer o supplicante.
3487Juvencio Temporal.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria provincial.
3188 Jernimo Ignacio dos Santos.Dirija-se
ao Sr, inspector da thesouraria da fazenda a
q" 3489Joo Tiburcio da Silva Guimaraes.In-
forme o Sr. inspector da thesouraria da fazenda.
_ Joaquim Evaristo dos Santos.Dirija-se ao Sr.
nspector da thesouraria da fazenda a quem nes-
ta data se expede a conveniente ordem.
3490Joaquim Jos Perera VnnnaDirija-
so ao Sr. inspector da thesouraria de fazenda a
qu-?Utne81* dala se exPede conveniente ordem.
3494Joaquim Antonio de Moraes.Dirija-se
ao Sr. inspector da thesouraria de fazenda a
quem nesla data se expede ordem no sentido em
que requer.
3492Jos Ignacio Riboiro Roma.Dirija-se
ao Sr. inspector da thesouraria da fazenda a
quem nesta data se expede a conveniente ordem.
3493Jos Lunguinho da Costa Leite.Diri-
ja-sc ao Sr. inspector da Ihesouraria da fazenda
a quem nesta data se expede a conveniente
ordem.
3494Jacob Bczerra Cavalcanti. Passe pa-
tente.
3495Luiz Vicente Vanos.Dirija-se ao Sr.
inspector da thesouraria da fazenda a quem nesta
dala se expede a conveniente ordem.
3496Laopoldo Borge Galvo Uchda.Diri-
ja-sc ao Sr. inspector da Ihesouraria de fazenda
a quem nesta data se expede a conveniente
ordem.
3497Marcomiro Funerario Perera dos San-
tos. Ioforme o Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial.
3498Manoel Francisco de Moura.Requeira
a thesouraria de fazenda a liquidaco de seu de-
bito se anda nao foi satisfeito em virlude da or-
dem da thesouraria n 197.
3499Paulino Antonio da Trindade.Dirija-se
a repartigo das obras publicas para ser atlendi-
do logo que for possivel.
3500Manoel Alves de branles. Dirija-se
ao Sr. inspector da thesouraria da fazenda a
quem nesla datase expede a conveniente ordem.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa da
quartas c sabbados a 11 Paria, na sua livraria praca da Independencia ns
6 8.
Mesa parochial da freguezia de S. Jos. 8 de Ja-
neiro de 1861.
Illm. e Exm. Sr. Honlem procedendo-se
contagem das cdulas recebidas para eleico de
eleilores desta freguezia, foram encontradas algu -
mas cdulas completamente legalisedas, confor-
meo disposto as instruccoes de 27 de setembro
de 18., postas em involucros iuteiramente abor-
tos, pelo que a minora da mesa parochial pre-
tende quo nao sejam ellas contadas nem apu-
radas.
A maioria da mesa, porra, entendendo que
combinado o arl. l.com o art. 5." das referidas
instruccoes, sdevem ser inutilisadas as cdulas,
que se acharem denlro de involucros completa-
mente fechados, porquanlo, quandoo arl. 5. das
inslruccoes citadas dispoo que sejam inutilisadas
as cdulas que se acharem dentro de um mesmo
involucro, suppoe que o involucro estoja obreiado
segundo o disposto no eit. 1. das iostruegoes ci-
tadas, resolveu apurar taes cdulas, porquo dado
o caso de nao estar o involucro fechado nao po-
os membros da minora urna minuciosa inspec-
gao, ponto de nao cotisenlirem que entrassem
na urna cdulas que nao estivessem convenien-
temente lacradas.
Sendo, pois, a prelencao dos membros da mino-
ra absurda, illegal e violenta, pois que deve ella
sujeitar-se s decises da maioria e usar do re-
curso legal quando taes decises lho nao agia-
dem ; o sendo o poder legislativo o nico com-
petente para lomar conhecimonto dos actos pra-
ticados pelas mesas parochaes; a maioria da
mesa recorre V. Exc. para que se digne manler
sua decisao que conforme s determinages da
le, mandando apurar taes cdulas, que cao p-
dem ser inutilisadas, alienta a maneira porque
foram encontradas na urna.
D*u guarda A V. Ere Illm. e Exm. Sr. Dr.
Ambrosio Leilo da Cunha, presidente da provin-
cia.-Manoei Ferreira Accioli, juiz de paz presi-
dente.Joao Antonio da Silva Perera, secreta-
noTc Duarl Rodrigues Franga.
i. Secgo. Palacio do governo de Pernam-
buco. 9 de janeiro de 1861.
Iuleirado do conteudo do officio que me dirigi
honlem a maioria da mesa parochial de S. Jos,
lenno a dizer-lho que sem manifesla infraego
oa le nao pode a mesa apurar as cdulas encou-
radas dentro dos involucros que alludo. O ar-
IIIr a da? inslruces de 27 de setembro de
ido diz assim : \i Quando no acto daapuraco
se achar debatxo do mesmo involucro mais do
urna coula, sero inutilisadas todas as que to-
reo) encontradas, fazendo-se na acta mengo des-
te lacto e de todas as circumstancias que occor-
rerem. ^
Ora, aOirmando a propria maioria da mesa pa-
rochial de S. Jos em seu officio que respondo,
que da urna foram tirados involucros contendo
cada um delles mais de urna cdula, manifest
que semelhanles cdulas nao pdem ser apura-
das sem flagrante violceo da citada disposgo.
Nem obsta a razio em que a maioria da mesa
procura apoiar a deliberago que diz tomara de
apurar aquellas cdulasa deacharem-se aber-
los os involucros encontrados na urnaparecen-
do-lhe qne o citado art. 5. das inslruccoes de 27
de setembro de 1856 deve ler-se referido invo-
lucros fechados por lodos os lados, os nicos que
nos termos do art. 1. poderiam ler sido recei-
dos como listas simples ; porquanlo sobre nao
fazer a le semelhaole distinego, que sem du-
nda se opporia ao espirito de sua salutar dispo-
sgo, evidente que oa semelhanles iovolucros
foram receidos fechados, abrindo-se dentro da
urna, oquando della lirados ou foram recebidos
abertos, e oeste caso sea bsurdo pteieader que
um abuso, que urna infraego de lei tosse por
outro abuso, poroutra infraego autorisados. Es-
ta presidencia nao pode verdade tomar conhe-
cimento das deliberagos das mesas parochaes e
menos revoga-las; mas pode e deve deixur de
garantir, como pede a maioria da mesa de S. Jos
com os recursos d'adminislrago, os abusos das
mesas, e anda mais pratica de delictos como
sem duvida infraego raanifesta da lei. Nesta
inteligencia pode a mesa parochial de S. Jos
proceder como entender conveniente, certa de
que o Dr. chefe de polica, que as3iste aos traba-
Ihos eleitoraes, por amor da ordem publica e da
seguranga individual, nao poder com a intelli-
gencia e energa de que dispde, consentir que
em sua presenga se coraroetta crimes que pdem
trazer funestas consequencias.
Deus guarde Vmcs. Ambrozio Leilo da
Cunha.Srs. presidente e membros da mesa pa-
rochial de S. Jos do Rerife.
EXTERIOR.
A conducta do Pieraonte nao tem significacSo
om linguagem alguma, porque nao tem prece-
dente na historia dos povos. Nunca houve
quem zombasse a esse ponto do direito e da jus-
tiga, da verdade e da religio, da f e dos trata-
dos; dos lagos do sangue e do reconhecimenlo.
Porm o mais triste e ameagador para a Europa
c a incrivel pretengao de justificar-se essa vio- queixas
Unan nnhlA. n ...._. _...4.. ------____... t -
6 multo fayoravel ao desenvolvimento do verda-
deiro seotimento religioso....
Qjando esta opinio estiver bem enraizada
no espirito dos outros povos, ser ento que a
grande maioria dos calholicos esefareciios e sin-
ceros hade roconhecer que o pontfice augusto,
que se acha frente da oossa religio, pode exer-
cer o seu sublime ministerio de urna maneira
muito mais livre, muito mais extensa sob a guar-
da de vinte e dous milhes de Italianos, do que
sob a protecgode vinte e cinco mil baionelas.
Deste modo nao s6 a It jla, mas a Europa in-
teira que o Sr. de Cavoor quer arregimentar sob
o estandarte da liberdade piemonleza. neces-
saria a apostazia do todos os povos calholicos oa-
ra que a cidade eterna venha^ ser a esplendida &*J n^tM^hc^omST'l
poffi.freinoilaUco1 Sem isl0' iuemasu>>- Lr^A~fc_5^
A realisago desse projecto, que se prepara no
Piemonle ha doze annos, especialmente depois da
guerra da Bussia. nao fcil. Mas Verdi lirou
a mascara e confessou publicamente o seu nome
(Vctor'Emmanuel, re da Italia). Nao faz myste-
rio do seu fim, nem das suas tongas machina-
goes.
A Italia, diz anda elle, se elevou altura
do meu pensamento, quando vio que eu enviava
os raeus soldados campanha di Crimea. Quiz
adquirir para a Italia o direito de tomar parto nos
actos e nos interesses da Europa. No congresso
de Paria os meus enviados fizeram ouvir as suas

lago publica e sem pudor com o que ha de
mais sagrado ede mais caro ao corago do ho-
niemDos e a patria I
Quero que todos saibam, diz o manifest
real, os deveres que me irapde a minha consci-
encia, se a Providencia me collocar sobre o thro-
no da Italia.
A verdade que a consciencia dos amigos do
Picmonte se dirige pelos Gavazzi e pelos Panta-
leone, e que para estes a insurreigo o mais
santo dos deveres, assim como o assassinato;
sirvam de prova as homenagens tributadas a
memoria sagrada de Milano. Mas o patriotismo
justifica ludo 1
Para os patriotas da nova especie a patria nao
a trra era que descangam os nossos avs,
em quo vivem os nossoy parentes e os nossos
amigos, nao a mi altiva ou humilde, roas
sempre muito amada, do quem somos filhos, a
sociedade, de que somos membros, e qu* pos-
sue o seu chefe independente, o seu territorio
proprio, os seus hbitos, costamos, tradieges,
leis, tribunaes, finalmente os seus .exercilos:
nao, para elles a patria nao nada disto : a
confuso de lodos os povos que fallara a mes-
ma linguagem hoje a unidade italiana;
amanha ser a unidade germnica, o depois o
panslavismo I
Assim o quer o direito novo das nacionalida-
des, e assim ser emquanlo nao se ergue o di-
reito novo das ragas e da humanidade I
Depois de ter aniquilado as provincias em pro-
veito do estado, os estados em proveito das na-
cionalidades, a doutrioa do progresso fcilmente
conduzir ao humanitarismo, fira gratuito das
tojas de todas as cdies e de todos os paizes. J
Garibaldi, que as suas horas de descango se i
lez jornahsta, prope um s estado europeu ten- o uniforme inglez
do por nico exercito a guarda nacional. Isto
quer dizer que o socialismo, se Dos nao sus-
pender os seus passos, substituir a sociedade
christa, e que nos caminhamos para o commu-
nismo, como muito bem nos advertio o Vigario
do Jess Chrislo.
Tudo o quo concorre para suspender o desen-
volvimento do catholicismo, em favor do natu-
ralismo, nos conduz a esse ponto.
Na opinio des italianissimos o direito novo
das nacionalidades esl sobre tudo. Esse dirci
i incln, i^.------------.""". ~r"v "- tapuuiflyao em casera, onao Uanba di sa vo
tSS^^T^S^!T'}^ySSJ!S' pe'S ,rP"Peniontezas enviadas palo proprio
conausmo do Sr.de Cavour e de Ganbaldi; embaixador do rri n P.mnnta ....,/;.' i"
conalismo do Sr. de Cavour 'e de Garibaldi;
justifica todas as traiges, hija vista Romano :
justifica toda a falla de f e de palsvra, haja
vista, entre mil oulros, o Sr. de Sennaz; justifi-
ca todas as violencias, haja vista Cialdini; jus-
tifica todos os crimes, haja vista Milano ; justi-
fica finalmente todas as apostazias, haja vista
Gavazzi.
O direito novo data no Piemonle de ha muito
lempo. Foi em nome delle que Carlos Alberto
procurou apoderar-se da Lombardia e da Vene-
ca ; e afinal de contas esse direito nao era para
elle mais do que urna recordago das aspirages
das Vendas que o elevaran): porquo o homem
ainda depois de velho persiste as ideas da sua
mocdade.
Nem as recordages da Trocadro, nem a de-
yogao exaltada, mas cheia de illuscs, de Carlos
Alberto, poderam dissipar os sonhos de urna
ambigo, que a revolugo acariciava, e quo fa-
voreca alm disto antipalhia dos dous povos.
Agora se revela toda a altura do pensamen-
to a restauragao do Cezar romano com um
papa as catacumbas do Vaticano. E quem sabe
se enio Roma nao far prevalecer os direitos do
imperio sobre aGallia? Os antigos legistas a au-
torisam e Garibaldi a incita para esse fim.
Em quaoto a obra nao se conclue o naciona-
lismo vai servindo de passaporte e permisso pa-
ra tudo.
Elle permitte ao Piemonle corromper os subdi-
tos de sous visinhos, seduzir os officiaes, os cor-
tezos, os prenles, os ministros do rei de ap-
lesNunziante, Brigante, Romano, e al o indi-
gno principe de Syracusa.
Roinando a paz em toda a sua plenitudo, o
Piemonle annexa a si os arsenaes, as esquadras,
os thesouros de Francisco II. Depois quando es-
te principe se v traliido, desarmado, vendido,
tnnta mil homens penetrara nos seus estados
sem declarago de guerra com o fim de protege-
rera a annexago. Erafim quando a annexago
for hvremente consumada, se elle resistir ser
declarado rebeldeelle e seus irroosl
E' lambemem virlude dos direilos das nacio-
nalidades que Victor Emmanuel tem feito dos
seus erabaixadores chefes de conjurados, e que
tem transformado o syslema de guerra cm
systema de emboscadas. Ao duello leal dos po-
vos que se desafiam antes de virem s maos
elle substituto o a assassinato dos exercilos. '
Seja diloem abono da verdade que a embos-
cada militar nao passa de um plagalo : porque
ha muito tempo que foi inventada a emboscada
martima por essa Inglaterra que se achou em
todas as costas de mos dadas com o Piemonle
Foi sob a guarda dos navios inglezes qire Gari-
baldidesembarcou na Sicilia. Foi vestido com
o uniforme inglez que, antes de desembarcar
elle ousou conspirar em aples aos olhos de
ru."c,sco Ir a8sim como ln>bem foi sob o pa-
vilhao inglaz que os Piemontezcs se apresenta-
ram a 16 de oulubro no porto de Ancona o
avangaram com o cnsul da Inglaterra.
A emboscada Iriumpha em Caslelfidardo onde
o exercito do Papa assassinado em Pe-
rugia. indignamente sorprendida (I); em Anco-
na, espreitada contra os direitos da3 gentes (2)
e bombardeada durante quinze horas depois da'
capilulago; em Casera, onda Garibaldi salvo
nolis Irnnia nnmAniA ...:.j._ __ *
embaixador do rei do Piemonle, e "salv pelos
arlilheiros toristas dos navios da Inglaterra, que
se achava em perfeita paz com o reino de a-
ples 1
O rei do Piemonle n'uma ordem do dia felicita
as suas tropas em nome do Dos da justiga, e o
parlamento sardo applaude todas as annexages
passadas, presentes e futuras. Mas nao basta o
syslema de emboscada : o rei do Piemonle, se-
guindo os passos de Cialdini, insulta as suas
victimas. Diz elle :
(1) Nao havendo guerra declarada o general
Schmid pensou que tinha de haver-sa somente
com os corpos revolucionarios. O combate
comecoii, disse elle no seu relatorio, e foi s en-
lao que me apercebide que linhamos de sear-
nos _em frente de tropas regulares do Piemonle,
o nao de corpos revolucionarios nicamente.
O numero crescia a lodosos momentos; toda-
va foi o seu commandante que me pefto que
Dzesse cessar o fogo, o que lhe conced. Con-
olhos, a geoYro-sidYdeTo ^celoTulo o'abatou": SensarporXsZraV nXK'S" *T2 ^
rtori. lor i\a """""<"" "" Vi- '"lecia aiem aislo a anlinathia dos dous povos. fizesse cessar
o mVmh^l a D-8 UnU? ma-ls emendo A derrota de Navara nao conseguio abrir-lhe os cordamo, em
os membros da minora urna minuciosa inspec- olhos, a geoerosidade dn vencedor nSr, n9hin,. :.a.mS..en
com o tempo.
A memoria de meu pai, diz elle no seu ul-
timo manifest, foi sempre a minha estrefa tu-
ifiar. A heranga que elle fez presentissem
todos os Italianos foi rigorosamente respei-
Quero que se respete a religio catholca,
deixaodo-se porra a cada qual a liberdade de
consciencia, eque a autoridade civil resista aber-
lament a essa faccao obstinada e provocado-
ra, que se diz a antea amiga e lutora dos
tirnos, mas que quer governar 09 rtis em no-
me de Dos, e interpor entre o principe eo povo
a barreira da sua intolerancia apaixonada. Esse
rgimen de governo nao poda deixar de produ-
zir um efTeito funesto para o resto da Italia,
Eis aqu porque Vctor Emmanuel quer anne-
xar todos os Estados da Pennsula, e fazer
do Piemonle o porta-bandeira e o braco da
Italia.
O Sr. de Cavour, commenlando as palavras
do seu amo, ou antes as palavras que os mi-
nistros pozerara sobro a bocea do amo, confor-
me o permitte o governo parlamentar, vai-nos
explicar qual essa eslrolla, bem differente des-
gragadamenle da estrella seguida em outro
lempo pela casa deSaboia, c por todas os santos
res, desde os Magos. Por fatalidade os ramos
--------- ("-ini. ur IV.IIIUH.UI-
se, as iropas piemontezas augmenlavam sempre,
apezar das minhas reclamarles e das promessas
renovadas do general de Soonaz I
(2) A' 16 de outubro um navio de guerra pe-
montez, com o pavilhao inglez, reto ancorar
entrada do porto o examinar, contra o direito
das gentes e ao abrigo de um pavilhao estran-
geiro, o eslado das fortalezas e das suas foriifi-
cagoes. O cnsul inglez dirigio-se para bordo
desse navio, e all se demorou mais de urna meia
hora: nao avisando as autoridades pontificaes
\ usurpago que se, fazia s cores brilannicas.
[Unido do 18 de outubro).
Fiz entrar os meus soldados as Marcas e
na Ombra para dispersarem essa confuso de
gentes de todos os paizes e de todis as linguas
que para ali tinhara ido.
Lamoriciere, Pimodan, Bourbon, de Ligne.
Beedelievre, Qualrebarbes, Charetle, Sabrn,
Rohan, Csthclineau, du Bourg, Courlen, O'Reilly
eram simples mercenarios, na opinio dos geno-
raes piomontezes; na opinio do rei cavalleiro
eram anda menos que issourna confuso de
gentes-
Mas os camisas vermelhas, isso l oulra
cousa. Os Inglezes, os Francezes, os Hngaros,
os Polotiezes, que esto servigo do flbusteiro.
como Turr, de Flatte, A. Dumas e oulrosesses
Francisco II (escreveu a 12 o Sr. de Cavour
ao embaixador de aples) tendo abandonado a
8U* capital, abdicou por este modo o throno aos
olhos das populages. A falta de governo poe em
grande risco os principios da ordem social I Por
consequenca o re, meu augusto amo, ordenou
que tosse enviado para aples um corpo d seu
exercito. Esta medida acabar com esse estado
de cousas, que poderia degenerar era anarcha.
assim como preservara a Italia e ajEuropa, evi-
tando msior derramamento de sangue l!f
De lodo entregue ao espirito das trevas o Pie-
raonte transportou para a sua poltica a lingua-
gem, o fim, a moral, o o procedimento das Ven-
das. Nao pois para admirar que Garibaldi, o
parantes do valenle Milano.
Considerando, diz elle, quo a memoria de
Agesilo Milano sagrada para o p*iz, porqu
elle se sacrificou com herosmo sem igual atim
de livrar a patria do tyramio que a opprimia...,
(segue-se o decreto que pensiona a me e as
irmaas do hroe)Assignado Garibaldi.
Eis aqui o valenle que o parlamento sardo co-
roa, e que o rei de Piemonte abraga por sua vez.
A 12 de outubro Garibaldi proclamou Victor
Emmanuel o enviado da Providencia.
Nae hajaro mais lulas de partidos, nao hajam
mais cores polticas nem discordias I e diz elle
aos cidados de aples. Que a Italia unificada
ao progresso do sentimonto religioso; e e o
re cavalleiro sejam o symbolo perpetuo da
nossa regenerago, da grandeza e da prosperida-
de da patria I
E para que nada faltasse o ministro confirma
que o liberalismo sardo inminentemente favo-
ravel ao progres30 do senlimeolo religioso.
Nao hesito em declarar, diz o Sr. de Cavour,
que o rgimen liberal, existente ha doze annos
neste paz subalpino, altamente favoravel
ha hoje no Pieraonte urna religio mais viva e
mais sincera do que havia ha doze anuos, ainda
que Turim nao cont a felicidade de ter (esta
da sua diocese um pastor esclarecido, como tantos
existem as cidadas vuinhas, que sabem conci-
liar as inspirages da liberdade eom as prescrip-
ges da consciencia. a
Infelizmente nem tudo affirma o ministro
falso; e nem nos surprehende que esta mxima
posl hoc ergopropter hoctenha obtido suc-
cesso no Piemonle. Por vonlura nao se conlam
ainda entre nos lanos coragdes nobres, e dedi-
47aoS ig^e^a, que allribueni o liberalismo de
1789 c de 1830 todos os progressos incontestaveis
da religio havidos entre nos desde essa po-
ca? Oxal que as palavras do Sr. de Civour os
passam esclarecer I Oxal que possara elles
distinguir o duplo raovimenlo que arrastra
mundo, e attribuir
verdadeira causa
afinal os effeilos sua
.T= Z.I.I. a "'"'"' *.v* ''"">" luua como xurr, oe riaue, A. Dumas e oulrosess
mais mogos dss dymnaslias amam os astros no- sao Italianos do puro sangue, sao al valentes '
vos os astros errantes ^-desertara lodos elles < Combalia-so na Sicilia pela liberdade diz o
das tradieges dos seus antepassados. Filippe rei cavalleiro, qu.ndo um guerra ro valenle L-
^n.nem.r0hrrnm' hS" ""? os Ca- dicado Italia, e minha pessoa-o general
r.gnan marchara em progresso despojando o Garibaldi, correu em seu aoceorro. Elles eram
Papa,; assim como tambera os D. Joo, os Sy- Italianos e pois eu nao poda S
racusa preenchenam bem as vistas de Victor obsta-tos P '
Enimaiiucl, se a Hespanha, se aples tiverom O que nao impedio que o governo piemonlez
M .I1.S^e"la? Um "' i "fn^osse o contrario Intes do fel z exUo
HaXanaSa* lesreLZZ'Vnr.i v K.Co' ^ilo, se Garibaldi fosse vencido te-lo-
lia doc annos a estrefto polar do rei Vic- hiam renegado, como renegaram Jambianchi S
8*J?"2S!. le,S.80-?-?sPracao. *.>dapon- sao guerrtiros valentes aquelle."^ 'sao bem
dencia nacional. Qual ser essa estrella em re-
lacao Roma ? Nossa estrella, senhores, fazer
que a cidade eterna, sobre quem tem passado
vinte e cinco seculos de gloria, venha a ser a
esplendida capital do reino itlico I O problema
de Roma nao se pode resolver somente com a
espada. A espada necessaria : olla o'tem sido
e ainda o para impedir quo inlerponham-se
elementos heterogneos; mas as forras moraes
devem concorrer para essa solugo, a qual se
conseguir pela conviego,, que cada vez se i;
mais espalhando na sociedade moderna, o na
^..--...- r V -.> "ii o un uos sudo ios saraos poi
grande sociedadA caihnM, de mu a berdade, social efe humaniaa.de
ILEGVEL -
su ccedidos, e estes mesmo's preciso que favo
rego a annexago.
Houvo um tempo em que Garibaldi a esta se
oppoz. Ento toda a Italia te've receios de quo
sombra de urna gloriDsa popularidado, de urna
faegao prompla a sacrificar o prximo triumpho
nacional s chimeras do seu ambicioso fana-
tismo.
Para parausar essa gloriosa popularidade os
Piemontezes enlraram no dia 10 de-.outubro noa
estados de aplesnio por amor da protecgo
dos subditos sardos porm peto amor ja. ordem
Sim, o progresso existe, e existe no Pieraonte,
mesmo entre os fiis ; mas eis aqui a razo :
Nada capaz de separar a igreja, e por con-
seguinle os verdadeiros Deis, do Christo, seu di-
vino chefe nema vida, nem a morle, nem as
potencias da trra, nem a violencia, jmfim nada
[Ad. llom. 8 38.) Gragas a Pedro, cuja f nun-
ca pode desmenlir-se as portas do inferno nao
preralecero contra elle.
Apezar de todos os embustes, apezar de lodas
as violencias e de todas as Iraices, a igreja nao
cessa de crescer em idade e 'era sabedona pe-
rante Dos e perante os homens at o dia era
que, tendo attingido perfeigo da idade, elle
se elevar como o Christo, e com elle, s altas
regtoes do co, mais bella, mais forte, mais per-
feita ainda que nos dias da sua infancia, porque
a igreja cresce sempre |e nunca mingua.
A igreja se eleva com efieilo para Dos: ella
se approxima cada vez mais da fonte da verdade,
do poder, da vida, e da gloria; e pois se torna
cada vez mais esclarecida, potente e gloriosa.
Ella foi mais forte no tempo de ero do que
ao tempo de Tiberio, mais forte no lempo de
uiocleciano do que de ero, mais forte no tem-
po de Julio o Apostata do que do Diocleciano.
Mais forte 00 tempo de Ario, mais forte no tem-
po deMehomct. mais forle do secuto de Luthero,
mais forte em 89, mais forle em 1830, mais forte
hoje do que em 1830, e daqui a vinte annos mais
forte ainda e mais gloriosa do que hoje.
O sou progresso continuo, continuo como o
progresso da revolugo, que do seu lado tambera
a ataca com armas cada vez mais aperfeigoadas,
com soldados cada vez mais aguerridos, e mais
disciplinados pelo rei do abysmo.
Os fiis membros da igreja participara do seu
progresso, porque vivera da sua vida, e neste
sentido que as heresias, as revolugdes servem
religio. No lempo do Ante-Christo o senli-
raento religioso ser muilo mais desenvolvido
do que nos nossos dias. Quem somos nos, di-
zia Santo Agostioho, para comparar-nos com os
fiis desses lempos?
Desgraga sobre nos se, confundindo o bem e o
mal, atlribuimos os incontestaveis progressr-s da
igreja. depois da reforma do concilio de Trento,
s doulrnas desenvolvidas pela reforma proles-
tanto na philosophia e na poltica, nao menos
que na religio I
Sim, a sociedade espiritual tem progredido ha
trezentos annos ; porem a sociedade temporal,
porquo se vae cada vez msis desligando de sua
me, corre de ha muito para abysmos cada vez
mais profundos I Que as nages se unam igre-
ja, e nao s ellas sanaro, como lambeta goz-i-
rc de todo o progresso : seno, nao I
A igreja invulneravel, porque a verdade
eterna : porem os christos nao o sao, e por isso
podem ser illudidos E' claro que as revoluges
nao podem nunca damnificar igreja ; s fazem
devoraros seus filhos sem poderem tocar nella.
E' claro que a liberdade da impreasa nao pode
tambera damnificar a igreja era si. Os erros ani-
quilam-se por si mesmos, e a igreja fica com tu-
do o que asseitas linham conservado de verda-
dero : porem a igreja metem filhos a edu-
car e a defender.
Ainda que o mal se torne em seu proveito,
porque Dos sabe delle liraro bem, todava ella
nao pratica o mal, nao o approva, por muito
grande que seja o bem que delle lhe resulte.
Entre os calholicos o fim nao justifica os meios.
Eis a razio porque a igreja corabaler al o fim
os erros do racionalismo, com quaoto este deva
ainda um dia contribuir para a sua gloria, por-
que a unidade catholca com isto ganhar.
E' regra geral neste mundoque as trevas pre-
cedem sempre a luz ; assim como as heresias
plena manifestarlo da verdade, que ellas com-
batem : Post lenebras lux.
V. de Mai/migny.
[Le Monde.Silveira.
sentar o quadro do estado presente do imperial
instituto dos meninos cejos, em vordadeiro, ain-
da cjue tosco esbogo.
E este o sexto anno decorrido de sua existen-
cia, e cada um delles ha sido assigoalado porno-
taveis r regresaos na instruego dos meninos nel-
le acolhidos e amparados.
No primeiro triennio os (Lelhoramentos do es-
labelecimento avaogavam, mas a passos vacillan-
tes, que nao podiam inspiraMMslante conlanca.
Apenis amparadQ.nalo. carioso empenho de
aeus prolectores, mal revelara ao paz sua im-
prtanos. '
No seguimento porm do segundo triennio a
mongeragao dos educandos, sua habitual e ale-
gre sujeigao a disciplina escolar, e os adanla-
m en tos que teem obtilo nos diversos ramos de
sua nislrucgo elumeotar, lestemunhados e apre-
ciados por grande numero de Ilustrados nacio-
naes e estrangeiros que teem visitado o instituto
despettou a attengo dos habitantes desta capital*
e grangeou-lhe as sympalhias, espalhando-so
pelas provincias noticias quo o abonam : assim
sua reputago, como una das mais uteis e ben-
ficas fundages, existe consagrada pela opinio
publica. r
Todos quantos o teem ido ver, e observar
como aprendem os meninos cegos, retiram-se
coolentes, bemdizendo o augusto fundador de tal
inslituigo.
Senhor.Simples relator das ocrurrencia deste
anno no nstitulo. lastimo que, falta de um es-
tylo fluento e cobcso. se torne a minha descrip-
gao menos attractlva ; por isso supplico a V. M.
1. se digne relevar esta minha involuntaria falta
apenas aobertada pelo interesse que inspira a
natureza do assumpto. Espero pois a indul-
gencia de V. M. I. e das mais pessoas que rae
ouvem.
Principio seguindo a ordem pre3crpta pelo cos-
tume, tratando primeiro do
Pessoal dos alumnos.
No dia 20 de novembro do anno passado con-
lavam-se 21 alumnos : matricularam-se mais 5
estando presentes 26. sendo 8 do sexo feminino
0 lo do masculino.
Perlencera 14 a esta capital e provincia, 4 da
Balua, 3 do Santa Catharina, 2 de Minas
1 do Espirito Santo, 1 de S. Paulo, e 1
Prussia.
Houve um mais da provincia de S. Paulo, o ba-
charel era direito Joo Pinto Borba, que cegando
logo depois da sua formatura, e sendo de urna
familia pouco favorecida da fortuna, para alcan-
garas vantagensde poder ler e eserever em pon-
tos salientes, e de conhecer peto tacto os algaris-
mos em relevo, pedio e obleve do governo impe-
rial ser admiltido no instituto a aprender gratui-
tamente como alumno externo. Alcangou em
ura anno e beneficio de que tanto careca, o aca-
ba de despedii-se do instituto habilitado para
poder exercer sem grandes difficuldades a advo-
gacis ou qualquer magisterio, independeutemen-
tc da vista.
Faci to significativo de per si a mais evi-
dente demonstrago de quantos proveitos pode
colher a nossa sociedade do eslebelecimeoto do
que estou tratando.
Escuso de repetir que j em annos anteceden-
tes tenho referido, aseverando que em todas as
provincias grande numero de meninos cegos as
condicoes e na idade que a lei estabelece para
que possam ser nelle recebidos ; mas lenho-me
abstido de promover o concurso de novos edu-
candos, porque antes de quo sejam augmentados
osalojamontos do collegio, s poder haver lu-
gares para mais dous ou tres.
Passo a fallar sobre o
BIO DE JANEIRO
Imperial instituto dos meninos cegos.
Relatorio do director do imperial
instituto dos meninos cegos, so-
bre o estado desle eslabeleci-
mento, lido no dia 16 do corren-
te, antes de c o meca re m as provas
publicas e distribuida dos pre-
mios.
Senoteso- Vento cumplir o de ver de y *J>re-
Eslaio sanitario dos alumnos.
Soffreram as molestias das quadras, e felizmen-
te s deltas as mais benignas. Todos se acham
presentemente com saude, a execpco de dous
que desde a primeira infancia padecem por cn-
fermidades chronicas, traiidas de suas casas em
lempo anda do meu antecessor: uma menina
escrophuloss, na qual apenas restara algumas
glndulas do pescoco engorgiladas ; quando che-
gar puberdade, nem vestigios mostrar da mo-
lestia ; e ura menino com hypertrophia de cora-
go e coniego desurdez, eofermidades que pode-
ram ficar estacionarias por muitos annos. Am-
bos estos meninos, nao obstante, continuam a
aprender ese acham presentes.
Devemos excellenle situaco do estabeloci-
mento o satisfactorio eslado geral e physico quo
se observa quasi na totalidade dos alumnos ; e
Providencia Divina a nao ler-se desenvolvido o
typho pestilente no estabelecimento ou as cir-
curavizinhangas podendo dah marchar para o
centro da cidade), exposlo como eslivemos por
qualro mezes successivos as manages ptridas
de um formldavel aterro feito defronte da habita-
gao, do outro lado da ru, n'umas marinhas com
pouco mais ou menos 36 bragas de frente, 18 de
fundo, e duas e meia de allura. Este grande ter-
rapleno foi amalgamado e completado com os
ciscos e materias corrompidas, acarreladas de
lodos os ngulos da cidade.
O sol intenso aquecia e fazia fermentar esla
consideravel e perigoso deposito, e os vapores
spticos desprendendo-so em maiorquantidade
daranificavam o ar que reapiravamos, a ponto de
acharmos refugio por aquelles contornos contra
o pessimo cheiro e contra o enxsme de milhese
milhoes de moscas que nos perseguiam.
Alm desles marlvrtos, Uve eu de supportar os
receios de ver deseovolver-se a peste no institu-
to, e os sustos de que ella se revelasse em qual-
quer das febres gstricas e catarrhaes de que tive
a tratar alguns dos alumnos emquaoto actuavam
esses perniciosos diluvios.
O peslifero aterro foi por vezes denunciado e
censurado no Jornal do Commercio, mas conti-
nuou al agora, sera o menor obstculo, a ser
construido com o mesmo material, c j est quasi
findo.
Bem justas e graves considerages poderia eu
fazer sobre lo escandaloso abuso, ousadaraenlo
manifestado contra os mais comezinhos preceitos
da hygiene publica e polica sanitaria ; porm
assumpto alheio ao meu objecto, e so me cum-
pria dar conta neste capitulo de to inslita e pe-
rigosa oceurrencia.
Estado da inslrucg.
No meu relatorio do anno passado dei conta
que o governo imperial bem pensadamentodefe-
rio a creago da cadeira de geometra, algebra a
noges geraes de physica e sciencias naluraes,
para o principio do 7o anno ; conseguinlemente
em janeiro prximo vindouro farei subir consi-
derago do mesmo governo a minha proposta
para a nomeago desta cadeira, decretada na lei
orgnica do instituto.
As mesmas materias de que j houve provas
anteriores foram repelidaa este anno. Em alga-
mas, como no ler, eserever, grammaticas portu-
gueza e franceza, historia sagrada e dogma ; mui-
tos esto promplos. Completaram o estudo da
geographia physica, estudaram e podem dar al-
gumas provas sobre a cosmographia, sendo que
nestes dous ramos carecem de mais esludo. J.
comegaram o da historia, que foi misler inter-
romper.
No do arilhmetica esto promplos al contas da
juros, e muito pouco lhes falla. Auxiliados pelo
estudo da algebra adquirirn nesto ramo urna
perfeita instruego. as ooutrinas dos Evange-
Ihos podem dar algumas provas do esludo, irua
precisam anda, Cli.Qua-Lo


w

i A
>TTr *
IAR10 DI tEMAMBCCO. QUINTA. FElfii iO 01 JANEIRO DE 1861.
.lilil- UU
Este anno pois terminaram a sua aprendlzagem dia20 de novembro, e que hoje de doto exponho
em alguna dus ramos, e aperfeigoarain-se ern oa-*1 a par do onlras notas.
Iros, como podis apreciar, j Para a oflicina em que agorase acha ioiadmit-
Deve-se os progressos que os alumnos patee- tldo cm virlude de recominenda;oes do mesmo
tearero uestes esludos ao telo e punlualidajie com,fSr. Soares, que doou ao instituto para o scrvigo
que desempenham os deveres de scus differentesTdo alumno toda a ferramenta neccssaria, e iu-
magistertoe a Sr. Dr. Podra Jes do" Almeida. eo-tfluio w^m< aov Wt>, pesaoa Uaabem bae-
nego Bernardo Lira da Silva, e a Sr." D. Mana [lauto eilimavei, trate a* menino coro affeciuosa
Benedicta da Costa. i piedad, dedicando-se coa zelo e tambcm gr-
tala uliiiua, que aldea de ptefesiora inspec- luitaaenle so atu sea eneino.
tora* repetidora em lodos o* ramos de estados I Anda rilo foi potetvel habilitar segando alom-
naclasse das eliminas, habititou-se para poder no para adatar pianos. Comecou um i aprender
entinar por ora tmenle tres discpulos, a ser-
virem-te das pequeas machinas do Foucaull
(cnaio aperfeicoadas do que as grandes), o ble ve
que, ero daos mezes apeaos, possam elle escre-
ver ou antes imprimir, per meio deslas machinas,
em caracteres ordinarios.
A v*utgen deata pr monicagoes dos cegos eom os videntes por meio
da escripia, bem palptvel.
K'misten, para o bom maneja desvas machinas,
esludo, memoria e urlica Pelo lempo que gas-
taren) os tres alumnos na exhibigo desla prova,
nao julgueis, senhores, que o Irabalho deste ge-
nero de escripia deve sermuilo moroso ; quando
se adiarem bem delirados, e conservaren) bem
linos na lembrance os respectivos preceilos, es-
creveraj na terca parle menos o lempo que ago-
ra despenderem.
Chegaram-rue primeiro quatro deslas machinas,
e este na alfandega pulras quelro ; serio distri-
este aisler, asas nao pode proseguir por milito
eccupado eom o es ludo.
O tomo* aSoador deveri tamben prender a
concertar os piano*; sao dous odiaos qe se
exerceat separadamente, asas do maiores inte-
resses qoamto possam ser desempeohades pela
meama Mtsna e isso ni> iucumpaiivel eom a
ceguerr.
Quando fr occasio opportuna proporei ao
governo mandar-se ensioar ao dito alumno o
segando desles odiaos, para O quvl ten nolavel
apiido.
O pequeo pessoal dos alumnos e a convenien-
cia de lhe dar primeiro que tudo a instruego
primeria, nao me permuten empregar j a ou-
lros em diferentes ofcios.
Bibliotheca do instituto.
Fui augmentada este anno coro 1 U volumes
para estudos e leituras instructivas e de recreio,
sendo 93 impressos cm Taris era pontos salientes
medida, depois de competentemente eanfeecio- \
nada, soja decretada.
Existera actualmente no dito harreo
de capital, que eom 219&750 de juros"""^
cerno no ultimo deste mez, ieremos**-4?--4,
Janeiro de 1861 7:059*340.
. Da asoftiea nasal legislativa.. volaco una-
inie e sera disctalo do subsidio que manlem o
instituto,marcado na lei do orcamento de 1861 a
1862, conorme o que pedio o governo. E' essa
ama prora bem positiva da qu* oa representan-
tes da naco, conscios das vantagens di iastitui-
go, continuam a consignar-lhe os meios do que
ella preciso para manter-so o consolidar-se.
De S. H. Imperial o Sr. B. redro II, seu mag-
nnimo fundador, receben a piedosa instilaico
continuados soccorrot. Foi 8. M. o ImpotaaWr
qae lhe formn quasi todo o fundo patrimonial
existente, porquanto ordenou que se lhe entre-
buidss pelos que escreverem eom melhor orthe- -2Q manoscopios pelos alumnos, 28 mpresaos
graphia, e estos as iro passaudo para oulros, de em caracteres ordinarios.
Entrarara para a bibliotheca mais 6 diversos
folhelos, 2-i cartas geograpnicas em baixo relevo,
e 24 pegas de msica.
Educa gao moral e civil.
X disciplina empregada no instituto vai cimen-
tando, nos novatos e consolidando nos veteranos
| os preceilos que os ensinam a ser cortezes, ami-
gos do asseiu, econmicos, reflexivos, decentes
em seus modos, castos em suas palavras e aeces.
adversos auspicios, verdadeiros o gratos.
<*s devetes para eom a sociedade no respeito
s leis, no amor i patria e ao soberano Ihes sao
mentidos i proporgo que a raza o se lhes desen-
volve.
DIARIO E PERNAMBUCO-
REVISTA ANNUA
Mcife;~3l do dezembro de 1860.
rConciuo.)
A Austria contera em si poderosos elementos
de dissoioca.o, de aarle que o retuihamente da-
qiielle imperio pata ce ser cousa ioevitavel, em
toa poca mais oa menos propinqua. Um es-
tado composte de povos do racaa diflereotes, de
diversas nacionalidades, fallando diversas lin-
giaas, proessande religtes differentes, e tendo
costumes e usos tombem dilTerentes, nao pode
aanter-se por stuito tempo unido.
Ha all principalmente um elemento desorga-
nisadur,

"ne,,d' reT0,tB' 08dous PrlnP "ol deaDI.,.0S-.., ,. K..o. .^^111.1;^'- ***** .
para o
Tambcm
-Xx oacolaa philasaphisaa lom tfta-
tata a ter; parte *a qrrantta giaugeada peta -qncxtctn extraordinaria rae ato o sentimenlo reli-
mlo que todos deltas se possam servir
Os adianUrnenlos que tem havido este anno
nos esto Jos da msica, reconiraendarn bstanle
aes dous professores privativos, a Sr.a D. Adele
Maa Luiza Sigaud e o Sr. Guilherme SchuUo,
pela assiduidade e esmero que empregaram para
obte-lo.
Oficina lypographica.
Esta offioina, cuia^xisleBria devida aos res-
pectivos ensaios feTlos peto Sr. Nicolao Hriiriques
Soares, e animacab qu fnei*cu para ntlles pro-
seguir, fornecendo ao mesmo tempo gratuitamen-
te o material e pessoal necesarios aos primeiros
trabalhos delta, vai lornar-se um dos mais va-
liosos auxiliares quo pos.-nir o instlalo para a
iiistrucgao de seus alumnos.
Cinco furam os destinados a apreudorem esle
importante mistT, e desles se formaran quatro
bous compositores, e se est habilitando um irn-
pressor, que guiados pelo -seu hbil mesire. o Sr.
Mauoel Ferreira das Nevos, tem de crapregar-se
na composi(o e impreaso de compendios de
que ha grande falta, conlnbuindo tambem para
poupar-se aos cofres do estado a avultada despe-
za eom livros em portuguez que se mandassem
imprimir um Franca.
, Mesmo eom o material incompleto que (inha-
laos, obtivemos nesta olF.cina impressoes que se
podem equiparar s melhores de l viudas.
Lugo que abr a ollicina em mciados de 1857,
deveude monta-la deriuitivamento, encommendui
cora o maior empenho para Pars um prlo apro-
priado, e ao instituto dos joven cogos daquella
capital, por iulermedio do meu correspondente,
100 kilogramrnos de lypos para as impresses em
pontos salientes, 12 pbnchas para escripia, c nu-
tras tantas para operacoe de arithmelica. ftece-
bi um bom prlo de Capioraonl, mas a icraessa
dos typos e das piluchas, objectos que s se pude
ejmpr.)." (i3quello instituto, fui retardada por dous
anos ; ss planchas chegaram pouco ou nada pros
lavis por mal construidas, e os lypos vieram em
colleco incompleta pela fo'la de algumas tortea
do letras, e inuleis por serem j gastos, s ser-
vindo para apioveitar-se o metal na refun
dic;ao.
Querendo libertar o nosso estabelecimento de
noves procrastiuaijoes e remessas prejudiciaes.de
que nao pode ser culpado u respeitavel chefe do
esubelecimonle de Pdris, louei o expediento de
recorrer a artistas do nosso paiz, e as" oftleinas
de gravurae ferrara da casa da moeda desta cr-
t, mediante a melhor vontade de seu digno pro-
vedor, live lodo o bom acollmento, aceitndo-
se ai minlias encommondas ; e os eximios artis-
tas os Srs. J/idehs Ferreira Paradella e Antonio
JPercira de Carvalho, incurnbiram-se da owcim
do moldo e malrizes que nos eram preciosos, e
embora cora demora e diffkuldades, por ser Ira-
balho novo em laes ollicinas, empreheodido
sem modelos, foi adiniravelaieute dosempe-
nhado.
Mr. Muralet, perfeito raestrede illustrada elon-
ga pralica na fundigaode lypos, que ha*it traba-
Diado na dos especiaos de quo tratamos para o
instituto dos cegus de Pars, foi por mim cncar-
regado de f muir os de que carecamos.
Algumas modilicrtces se lizeram no moldo e
malrizes por seus acertados pareceres; a fundi-
co do preciso material osla quasi prompta, e,
conforme me informa o meslre Ja ollicina do nos-
so instituto, tem sahilo excellenle.
Assim pois posso hoje informar que a nossa
typographia v-u trabalhar era bom p, havendo
tudaviana eslreiteza do espago quo oceupa urna
nao pequea canlrapedade.
Parj demonstrar quaolo importa nossa insti-
tuido quo a emprezi de crear nella esla ollicina
fosse coroada de to felizes resultados, termina-
re! esle capitulo leodo um trecho da caria que me
escreveu M. Arislo Bu do Verdier, actual direc-
tor do instituto dos cegos de Paris(com quem en-
cele! relacOes), em resposta que lhe cscrevi pro-
meltendo envar-lhe a historia do nosso instituto
impressa em sua propria typographia, posto que
nesto trecho despenda M. de VerJier coniigo um
elogio que s cabe ao governo do Brasil : Je
recevrai (diz elle) avec une vive satisfaclion l'his-
toiro de volre lablissemcnl, la coraposition de
la quelle vous m'annoncez que yous travaillex,
et que vous vous proposez la faire imprimeren
points saillanls. Ce sera un monumcnlquo vous
aurez elev votre institu, jeune encor, el qui
constaten cu rame lemps les Iraveaux qu'on y
est d.'j capable d'execuler.
Aprendizagem de officios em tres alumnos e de
artefactos das alumnas.
Estes so-lhes ensinados pela Sra. D. Rosa Al-
bertina de Mello.
O instituto nao poda encontrar meslra que
fosse mais frequente e mais paciente no cunipri-
mento de suas obrigacoes, e ao mesmo lempo
mais carinhosa eom suas discipulas ; porm os
progressos que ellas podem alcanzar na execuco
desses artefactos privativos ao sou sexo necessa-
riamente teem de ser lentos, para o quo tambem
influc bstanlo n sobrar-lhes bem pouco tempo
de scus estudos para o empregarem era taes tra-
balhos.
Apenis posso expr bem pequeo numero del-
les, e testemuohareis o vagar eom que ainda fa-
brica m suas obras.
Logo que tenham mais terapo^^ara quo se en-
treguen* a estas boas oceupacoes, e que mais pra-
lica hijam adquirido, podero tornar esta expo-
sico mais interessante.
Um alumno aprende a lorneiro, outro. a empa-
Ihador e outro a encadernador. Acham-se entre-
gues o primeiro ao Sr. Antonio da Silva Lessa, o
segundo ao Sr. Manoel Ferreira da Silva e oter-
ceiro ao Sr. Jos Gongalves Lima Jnior. Tive o
cuidado de procurar o achei nestes mestres pes-
aoas bem morigeradas e coropassivas ; a minha
escolha at agora nao foi desmentida, mas ao
empenho consciencioso quo applica o mestre de
torneiro deixa de corresponder o aprendiz, que
devia estar muilo mais adiantado no offlcio se
fra mais atiento e amigo do Irabalho.
Pode acontecer que eu fosse illudido terido-se-
mo mostrado obras de torno feitas por cegos,
pois que o mestre assevera carecer-se de boa
vista para a execuco de taes obras; mas a falta
do spplicacao do alumno, alias semi-vidcnle do-
pois que foi operado pelo fallecido Carrn du
Villards. me conserrar na espectatira por mais
olgum tempo sobre o destino que deva ler esto
alumno, se fr inepto para semelhante offlcio, oa
se continuar a moslrar-se raadraco. .
O que aprende a empalhador 'j sabe tecer e
urdir. Foi ensioado gratuitamente por um anno ;
agora porm, que um dos offlciaesda tenda gasta
tempo eom o seu ensino, da-se urna pequea
compenso de 8> menes, igual qae se despen-
de eom o ensino do que aprende a torneiro.
A respeito do alumno qae aprende a encador-
nsr, posso affirmar que sao admiraveis os adian-
tameutos quo aprsente ; disse-me o son mestre
-qae o trabalho deste alumno j iguala e s rezos
excede aos de muitos videntes.
O Sr. Nicolao Henriques Soares, cujos servicos
de importancia a* bem do estabelecimento da f-
ficina lypographica do instituto j refer, encar-
regou-se primoiro de mandar entinar a este alum-
no na officina de encadernar que ainda o anno
passado possuia ; e nao s o tez gratuitamente,
como empregou tanto esmero no desempenho
desla nova eommissao, que antes do ra do anno
o alumno fez 39 encadernacoes qtle tnaatrai ao
freguezia do Engenho-Velho para fesiejar-se o
feliz regresso do mesmo augusto senhor 00 de S.
11. a Imperatriz, das provincias do norte a esta
corte, cuja quantia foi posta disposico do S.
M. Imperial para distribu-la por estabeleeimen-
tos de caridade, como bem lhe agradasse.
Esto beneficio produzio a quaelia de2:2489669.
Outro, um pouco mais avultado, proveito das
sobras da subscripcao da freguezia de Santa Ri-
la, realisado pelo mesmo fausto motivo, que, f-
ferecida do mesmo modo e para idntico fim, foi
dividida por S. M. I. como a primeiro, cabend ao
instituto -2.905930.
Ainda S. M. o Imperador, no salutar exercicio
do peder moderador, alm das qmutiis eom que
beneiicira a instiluigao em anuos anteriores,
concedeu-lhe no correnle a de 1,1003 pela com-
muiar;ao de penas era duas differentes causas cri-
mes. Tem pois emanado de beneOcencia impe-
rial s nesle anno a importante soturna de ris
5.-S389590.
Mas, swuhoros, se laes soccorros pecuniarios
desusan) das caridosas maos de S. M. o Impera-
dor, no intuito de consolidar esla sua sania obra,
ou tros ainda de mais subido qutate lhe tem ou-
torgado o pie loso soberano as visitas que an-
nualmenle faz ao estabelecimento, honrando-o
gtoso, que um dus mais fortes sustentculos
dos estados O racionalismo teto minado a so-
iedade, e araeaca aniquilar os principios mais
sagrados da religiao e da moral.
Em 186* j pensavomes deste modo, e as me-
didas lomadas pelo governo austraco eom e fim
de atalhar o mal, noa pareceram ao contrario
conducentes aprestar a dissoluco do impe-
rio. Entrevimos desde logo -a perda do reino
lombardo-veneziano, e siibseqaentemente a da
Hungra e Polonia austraca. Nostas prevtsea
acham-se em parlo realisadas e fcil do pre-
ver que a perda da Venecia Ulvez mesmo a
do reino da Hungra nao se faca esperar muilo
lempo. Em lodo o decurso de anuo de 1860 as
cousas se cncamiuharam bem para este resul-
tado.
Sos outro: paizes do norte e do centro da Eu-
ropa, nada occoneu de grandemente notavel na
poltica interior, durante o anno do 1860, e pelo
que diz respeito poltica exterior, o tacto mais
digno de menguo o da atlilude receiosa e hos-
til em que quasi tudos so collocaram para coro
a Franca, em consequencia do augmento do ter-
ritorio desta.
Era opioio geral que NapoleSo, que. na ac-
quisicao da Saboya e de Niza, fizera valer a
circumsiancia de acharem-ao aquellos territo-
nos propo'rciio quo nelles vai-se enraizando. se olvidou de ordenar que suas queridas llhas
Quero ser abreviado nesle relatorio, c por ssj | fosseui em seu lugar e no do sua imperial mai
deixu de apresentar urna eslatislica delalhada, | onnobrecer lambem eom sua visita a estes meni-
extrahida das notas diarias que tumo sobre cada nos seus amparados, e dislrlbuir-lhes os premios
um, para demonstrar os melhorainentos que va-: de que os achassom dignos, para por tal modo
mus alcanzando. Muitos de seus oomes ah es- | excitar nelles o apreco de si mesmos, o amor ao
le, sem discrepancia de um s da, desde o co- estudo e o trabalho.
moyo at o flu do anno, eom as olas de bom e Sua imperial munificencia al se estende
1 quelles quo lra-se prestado ao instituto eom
do ptimo comporlarueuto.
Poucas sao as olas do soffrivel, o menos an-
da as de man oa pessimo; devendu fazer obser-
var quo as deslas duas ultimas cUsses sao apenas
provenientes do algum rulaxarneulo no esludo,
de alg>ima tropela, matinada, loviandades ou
Iravessuras infanlis, e do iufrac;es do procoilo
do silencia c respeito que raauleoho as aulas ;
ncm urna nica existe emana,la de qualquer fac-
i criminoso, ou mesmo do mais pequeo desvio
da ausleridado e pureza de costumes.
Obras de aerescimos e de reparos de que carece o
predio do instituto.
O Sr. ministro do imperio, indo visitar o esta-
belocimenlo, reconheceu por si mesmo a exacii-
dao de ludo quanto a tal respeito lenho manifes-
tado em raeus relatorios ao governo.
Taes obeas sao cada vez mais urgentes.
Nos dormitorios a acctimulnyo dos alumnos
j excesska, ha faltas do oulros alojamentos in-
dispensaveis, e o predio reclama reparos.
Arhi-se a ndministrayo das obras publicas l-
timamente encarregada pela lerceira vez do for-
necer um novo orgaraent > e um novo placo ou
risco para laes obras, tendo saltsfeilo esla solici-
tarlo as duas primeiras rezes, em lempo de ga-
binetes anteriores, sendo que da segunda, se so
fizessom as obras, cuslariam um terco menos do
quo actualmente davero importar pelo augmen-
to que depois lem havido nos salarios dus ope-
rarios o 110 riusto dos materiaes.
quo
rcconliecida deJicacao e dcsinleresse.
Ainda ha poucos das, tendo eu espontnea-
mente, e por intermedio do Sr. ministro do im-
perio, feilo subir sua imperial consideradlo os
servidos feilos peloSr. Nicolao Henriques Soares,
S. M. Imperial se dignou galardoa-lo eom a mer-
c de cavalteiro da ordom da Rosa, que conce-
deu a este cidado.
Hoje como em todos os annos antecedentes,
desee S. M I. eom sua augusta esposa da emi-
nencia do seu ilirono para dar novas e tocantes
provas das bondades, do zelo e dos cuidados que
estes educandos lhe merecen), vindo TO-tos e tes-
temunliando as provas dos seus esludos c traba-
lhos.
Oh 1 senhores, taes beneficios, bem o podis
comprehender, sao da maior influencia a bem
do augmento, crdito e gloria da nova institu-
Sio.
Senhora.O dom das grabas c da affabitidade
d'alma que ornam a V. Al. 1- pode tambem per-
teocer a outrss soberanas, mas as virtudes, e en-
tre ellas a mais meritoria do todas, a da carida-
de, essas quo constiluem de V. M I um lypo
digno do maior respeito e voneraco que cordial-
menlc todos os Brasileiros lhe tributara ; essas,
senhora, sao tao ioimilaveis como peculiares a
V. M. I.
O fado to importanle desa vinda do V. M. I.
para aqui schar-so rodeada desles cguinhos, e
... mostrar que assirn os olha como especiaes ob-
m.^,. i"8 eVern". q"e Cr?m d "" tos de sua comiteracao o patrocinb. bastara
raomentosa exigencia, se tuerain esle anuo, co- ........__:_- .j .. .'_.-.
mo fossein as necessarias ao esgolo de aguas, a
reparaco da completa ruina da escada de alve-
naria para servido do porto do instituto, a cons-
iruccao de um grande tango de muro divisorio
que os temporaes de l haviam feito desabar,
j e do ura novo armazera e a de urna Turnathi pa-
I ra ,1 machn 1 de lavar roupa que vai comecar a
I servir.
Espero facilitar esto trabalho no cstabeleci-
menlo, onde pelo methodo ordinario muilo
maior do que supporla o pequeo numero do
bracos nelle oceupados.
Aditxinistraco do instituto.
E' a parle mais trabalhosa do meu emprego,
tenho porrn conseguido que nunca houvesse um
s real de dficit, e que o instituto so manlivosse
sempre sera divida alguma. Parece-mo que os
alumnos sao bem nutridos, vestidos o trali.los.
sem fallar-se economa uecessarla ; isto porm
s pede asseverar quem queira conhecer da mi-
nha adminislrago nesle ponto. Presumo que ne-
iihuraa queixa ou censura tem havido a tal res-
peito.
para caraclerisar a Imperatriz que o Brasil lem
a felicidado de possuir, bem como basta para al-
trahir sobro o instituto a attenco de todos.
Para recompensa de lo alia solieitude nao
suQlcieiite o profundo reconhecimento que estes
protegidos por V. M. I. lhe consagra n.
Dos osouvir em suas constantes e fervoro-
sas supplicas, rogaudo-lhe eom verdadeto im-
pulso d alma quo perpetuando a dynastia do V.
M. I para prosperidade deste imperio, derrame
lodas as vantagens sobre V. M. I. o seus augus-
tos esposo e filhas, dilatando por longos annos
seus preciosos das.
Senhor.E' o instituto do3 meninos cegos um
dos muitos monumentos por V. Al. I. levantados
e amparados para honra o gloria do seu reinado
e ulilidade da nossa patria.
Nao sao minhas expressdes, ainda que fosse
possivel eleva-las altura de um feito tao gran-
dioso e que tem por baso a philantropia ea jus-
liea de sua causa, as que revetem sua impor-
tancia. Por este feito o por muitos uutros de
m^ior transcendencia poltica e moral, pertence
posleridade assignalar quanto deve o Brasil ao
reinado de V. M. 1. Deas o prolongue para pros-
sobremaneira eom sua augusta presonga, e dando
A istrucgo religiosa 03 compenetra do amor' portal modo aos Brasileiros o edificante exempto rios dentro dos limites naturaes^e gcographicos
de Deus e do prximo, os consola e resigna.' i da prolcccjio de que o julga carecido. j da Franca, quizesse valer-se da mesma circums-
A iiifiuencia que esla instruego exerce sobro a Nesle caridoso empenho, porque sahia eom sua tancia para estender tambem a imperio franoez
moralidade pde-se ir reconhecendo nestes aum- augusta esposa para as provincias do norte, nao para o lado do norte at s margeos do Rheno, o
que via destruir completamente o equilibrio
europea, pois que-itabiliUria a 1?canea a tai ao
mesmo lempo o mais numeroso exercito e a ma-
rinha mais poderosa do mundo.
Isto devia de certo causar serios reccios. A
confederagao germnica o a Blgica lomaram
logo algumas medidas em orJem i resistir se-
melhante tentativa. O estado, porm, que mais
receloso se mostrou deslas ideas do augmento
da Franca, foi a Inglaterra, que tralou inmedia-
tamente de organisar um bom exercilo de dee-
za, de concluir as forlificagoes de suas costas, e
de elevar um p mais respeitavel a sua j po-
derosa marinha.
E se bem que esses receios parecessem um
pouco desvanecidos, em consequencia dos repe-
lidos pruteslos da Franca contra lies supposi-
ces, quo o governo de'Luiz Napolcao s empe-
nha em fazer persuadir quo sao destituidas de
fundamento, todava as medidas tomadas conti-
nuam em vigor.
Depois que a arca santa dos tratados do 1815
, foi violada ; depois que o direito publico euro-
peu perdeu essa base de inviolablidade em que
asseutava, neuhum estado se julgou mais sulli-
cieutemeute garantido, mormenle aquellos, cuja
existencia data e tem por origem esses mesmos
tratados. Demais, o augmento da Franca pelo
lado do sul, eom os teminos da Saboya e de
Niza, eifettuado por Luiz Napoleo, fazia natu-
ralmente lecordar o plano do grande Napoleo,
do procurar Franga limites naturaes por lodos
os lados, o suspeilava-s6 eom mais ou menos
fundamento quo o sobrioho tvesse em vistas
realisar o gigante-seo plano do tio.
A Inglaterra tem sido e continuar ser
sempre a rival da Franga ; e por isso d'alli
que parlo ordinariamente, n'uma conjunctura
deslas o grito dealerta I
O guipe de estado de 1861 e o segundo im-
perio francez inaugurado em 1852 produzio
ni Europa iguaes receios. A Inglaterra, que,
mais que nenhum outro estado, se achava
compromettida eom a familia Bonaparte, com-
penetrou-se da neeessidado de se precaver con-
tra o que ella contara ser um inimigo ceito, e
deu ao mundo inteiro um admiravel exemplo de
patriotismo.
Cahio o ministerio tory, de que faziarn parle
lord Derby e Disraeli, e o subslituio na gerencia
dos negocios pblicos o gabinete mais singular
de que a historia moderna lenha offerecido
exemplo. Rcceiosos os Inglezes da Franga, em
razao dos odios amigos, teraendo a influencia e
o prestigio de nome que cercara 6 Napoleo, o
qual, no enlhusiasmo que excitara no seu povo,
e na necessidade de eclebrisar-se por meio de
conquistas, poderla ioquielar gravemente a In-
glaterra, e talvez mesmo tentar um desembar-
que no Reino-Unido, depozeram os partidos
as suas antigs e mutuas desatfeicoes, reunin-
do-se em um pensamento nico e grandioso
tornar to respeitavel a poltica da (jra-Brela-
nha quanto o era j a sua eequadra.
O ministerio que ento se organisou, sabido,
compunha-se de notabilidades polilcas de todos
os credos. Fircram parle delle lord John Bus-
sell, lord Aberdeen, lord Palmerston, os Srs. Gla-
dslonc. James tiraham, Carlos Wood e W. Mo-
lesworth, isto ura composto do whigs, de lo-
ries, de peelistas o at de radicaesl
todava lord Aberdeen fra, durante toda a
sua vida, um ferreoho adversario de lord John
Russell; esto achava-se em opposicjio lord Pal-
merston, o qual por sua vez havia concorrido
para fazer cahir do poder lord Russell.
O patriotismo o mais devotado os reuni ento,
e nunca ministerio algum teve as cmaras um
mais sincero e mais firme e decidido apoio.
No anno do 186o deu-se um facto quasi idn-
tico. A guerra da Italia, as ideas da indepen-
dencia e da unio da pennsula, e principalmen-
te a inlervengo franceza nao agradavara ao mi-
nisterio tory, que eslava no poder em 1859. Se
bem que naturalmente infensa gloria das ar-
mas francezas, a opinio publica da Inglaterra
pronunciou-se em favor da independencia da
Italia, e isto determinen a queda do ministerio
Mas, como a situago da Europa corria risco;
como se nao sabia quaes as vistas de Luiz Napo-
leo no auxilio que prestava ao Piomonte, julgou-
se occessario constituir um ministerio eom o
maior elemento de forra possivel, e isto fez que
se repetisse em 1859 o exemplo de 1853. Orga-
nisou-se um ministerio, de que fizeram e ainda
fazem parte lord Palmerston e lord John Russell,
que pouco antes se combaiiam.
ra calamidade
li^nfln1)"' US'nd2 d0 benen" P0d'<*/ni8- j To' ^'deMm7o Tena"8- no Cear,
nffi:F"^"ospf'^'P88. *n*>P- hove.'na elelgo de setm6ro. urna trisllstima
.,.?? ?Vu exculad,0t0 8ene"' 1e P;~- aant da iina-ua O mesmo succede. na pro-
revolta, sendo alias o governador das TncU do Rio Grande do Sul. e em oulros pon-
-^_1 ftoa do imposto.-jtt de 30 e dezerabee, apaar
la. Felizmente o tiro ferio apenas mmi levemen-
te m hombro ao general, qae logo no dia seguin-
le te apreseniava ao paco cuotaaimenUr a
ra 11 ha.
A propria rainha ji (taha sido victima da ama
igual tentativa, e (sato o aeu aggretsor coate o
do general dia-se que efam hmeos monoma- 1 "m.'"s>
na eos.
A perrnena poltica exterior do reino de Por-
tugal pouco se moveu 00 anno de 1860. o
comego do anno o segoeio mais importante ora
a misso diplomtica que devia representar
Portugal no congresso, que Qcou addiado.
Depois d'isse, deu-se urna desintelligencia do
governo pertuguez eom o nuncio da taota t,
era consequencia de baver este mandado, sem
(cenca do mesmo governo, que os biapos do
rei.10 abtissem urna subscripcao para um cm-
presumo romano.
O governo expedio ordem aos bispos, prohi-
bindo-lhes, que se envoUessem em semelhante
negocio, ordem esta que foi depois cassada por
ter o nuncio pedido a necessaria licenca.
Depois, em consequencia de urna intriga de
corto em que so envolveu o nuncio, o gabinete
portuguez mandou ao seu ministro em Roma
que solicitasse do governo pontificio a subsli-
luigao do nuncio; mas este, sem esperar pelo
resultado d'esse pedido, exigi os seus passapor-
tes c se relirou.
Quanto aos negocios internos, o anno de 1860
foi pouco fivoravel P0rtug.1l. O partidos ali
fizeram urna guerra de exterminio : nao houve
arma de que notaogassem mo, o governo para
manterse as posiges olflciaes e a opposigao
para subir ao poder.
Nao ha homem eminente era Portugal, quo
oceupe alguma pnsigao poltica, que nao seja o
alvo das mais asquerosas inveclivas; nao ha
reputago, por mais bera eslabelecids.que esteja
coberto de calumnias e injurias da imprensa
peridica.
Um famoso jornal, flditulado O Agapito
oceupou grandemente a attenco publica, pela
insolencia de sua llnguagem contra pessoas no-
taveis o contra os proprios ministros da cora.
No correr do anno as possessoes da frica oc-
cidental insurgiram-se, e s depois de enormes
sacrificios de vidas e da dinheiru comecava con-
seguir-so o rslabelacimeuto da paz.
Nao ha que desesperar pelo futuro de Portugal.
Apeztr de tantos elementos de dissolugo, um
d)s quaes talvez o maior a ignorancia do clo-
ro, ha all urna brilhante pleiade do homens I-
lusiradns, testa dos quaes se acham o Sr. D.
Pedro V e seu digno pai, que podem regenerar o
paiz do triste estado de a batimento que o tem
rcduzidoo encarnigamento das lutis polticas da
imprensa c da tribuna parlamentar.
A Asia oriental rstove suramameole agitada
durante todo o anno de 1860. Alm da guerra
que os Hespanhes sustentaran] na Cochinchi-
na, auxiliados pelos Francezes, a China foi tam-
bem o theatro de algumas balalhas entre osChios
e as forcas combinadas da Franga e da Inglater-
ra, que exercem urna represalia do ataque (rai-
coelroque soffreram nos fortes de Pei-Ho.
A noticia circunstanciada dessas batathas ain-
da nao chegaram ao nosso conhecimenH ; mas
dar crdito aos jornaes inglezes e francezes, as
forgas alliadas, depois de ronhidos combates con-
seguir assenhorear-se da cidade de Peckin. ca-
pilal do cele.-tc imperio.
A revolucao da India ingleza scabou do ser
completamente suffucada no mez do Janeiro de
1860, sendo presos os ltimos chefes rebeldes
que traziam em agitagao o reino de Oude.
Na poltica geral oo se den alteraelo algo roa
no correr do asno. O ministerio do Sr. Ferraz
atravessoa sem embaragoa a periodo legislativo
de 1860, e encontrn, ao contrario, no taia das
um apoio eom que elle proferto alo
contava. A tegisla(ura de 1856, que assistira
queda de tres mmrstmo, tere o-bom sent de
nao querer multiplicar as crises polticas.
Ao abrirem-se as cmaras, o minfsrerfo' uo
contava eom o apoio nem dos liberae puros,
era dos conservadores puros, que forroavam,
urna grande maioiii ; mas us deputidos conser-
vadores resolyeram-so A prestar o sea apoio 10
govorno e assim pJ* elle dotar o paiz eom ama
serie de medidas legislativas de grande impor-
laecia e de recouhecida ulilidade.
Algumas dessas medidas, aquellas qo te re-
feren) ao ministerio da fazenda, lem encontra-
do quem lhes conteste uhtrdade. Unanfazem
de boa f,-oulros porque ollas tendem coarelar
seus internases Ilegitimo, e nutras final ment
como urna arma de partido, como um meio do
fazer opposigao ao governo.
Assim acontece sempre que se d urna altera-
gao qualquer no systeraa geral dos imposlos, no
modo de liscalisago das rendas publicas, ou an-
da as leis que regulara o crdito. A massa dos
contribuales assusla-se eom laes alterages, 9
desconfa qae nao venha Qcar de peior partido,
oque desgragadamcnle succede alumas vezes.
Mas, pelo que rospeita s leis fiscaesl860, ere-
mos que nao ha nenhum motivo serio do receio. A
alteragao ha vida no systema geral dos Impostse
evidentemente til, por isso que (orna a contri-
buigao mais proporcional e equitativa. A irapo-
sigo directa assenti em bases mais racionaes e
dea por isso melhor repartida. Na imposigo in-
directa os gneros de mais geral consumo, se nao
pagara um imposto menor, tambem nao soffreram
alteragao para mais. Os de priraeira necessida-
de acham-se em grande parte livres de direitos.
O maior grvame recabe smeote em alguns ob-
jectos de luxo.
Pelo que respeita s medidasr astrictiva sdo cr-
dito, nao ha hoje quem de boa f e em consciencia
as coniemne. A' ellas devemos nos a consolida-
gao progressiva do crdito. Os males que sadre-
mos no correr do anno de 1860, longe de serde-
vidos essas medidas, tiveram nicamente por
origem a illimltada exlenso do crdito, do qual
tanto se usou e abusounos annos anteriores.
Tolas as dividas do instituto eram por mim
pagas em dia al o ultimo de junho desle anuo I peridade da uago brasileira'.
do enlao em dianle, em virluJo de novas ordens
do thesouro, a maior parto das contas de despe-
zas sao por elle directamente pagas, depois de
conferidas e rubricadas por mim.
Beneficios que tem recebido o instituto no de-
curso deste anuo.
Antes de iudica-los, corre-mo a sagrada obri-
gago de renovar a simples mengao dos noraes
das pessoas que leem feito notave'is beneficios
inslituigao, como um tributo annual da gratido
quo ella lhes deve. Taes sao os dos fallecidos
Srs. Dr. Jos Francisco Xavier Sigaud o Jos Al-
ves de Azevedo, o do Sr. conselheiro Luiz Po-
dreira do Coulo Ferraz, os dos Srs. consolheiros
de estado niarquez de branles o marquoz do
Olinda, e o du Sr. couselhero Sergio Tcixcira de
Macedo.
Os servicos quo a inslituigao obleve deslas dis-
dinctas pessoas se achara consignados em scus
registros.
Nesle anno receeu a insliluigo 03 seguales
beneficios:
Do Sr. rnajor CaeUno Das da Silva, a transfe-
rencia das cinco apolicesda companhia de nave-
gago por vapor Espirilo-Sanlo, lendo cada urna
o valor nominal de 200$, cuja doago havia feito
logo depois de insultada a companhia, e veio
eom a declarago do -direito que tem o instituto
aos dividendos ( que ainda se nao partilharam )
desde o dia 15 de agosto de 165S ;
Do Sr Jaime Romaguera, negociante hespa-
uhol residente nesia praca. a doago da quaulia
de 400#, quera parte de mais avulteda somma,
proveniente do veucimcnto de um litigio eom-
mercial, distribuida por oulros estabelecimentos
de caridade;
Do ar. commendador Barnab Francisco Vaz
de Garvalhaes, negociante residente oa cidade de
Santos, a quantia de oOOg, offertada no dia 7 de
selembro do correte anuo, em commemorago
da nossa gloriosa independencia ;
Dos Srs. empregados as repartiges publicas
por onde agitei dependencias do instituto, todo o
zelo e promplido em servi-lo ;
Do Sr. conselheiro de estado marquez de Abran-
tes, comraissario do governo no instituto, os
constanes e desvelados servigos que lhe presta
lodos os annos dosde a sua fundago, servigos
que o collocaram na classe ainda bem pouco nu-
merosa dos seus bemfeitores, e que continuara a
chamar sobre o seu respeitavel nome os louvores
e a gratido desta insliluigo;
Do governo imperial as pessoas dos Srs. mi-
nistros do estado por cujas repattices tem cor-
rido negocios relativos mesma iosliluigao, os
auxilios que Iho lm dado ptra a fazerem pro-
gredir.
Cumpre-mo especialmente consignar a grata
mengao de quanto ella deve ao Sr. conselheiro
Joao de Almeida Pereira Filho, actual ministro e
secretario de estado dos negocios do imperio, pe-
la prompta expedgo do omitas medidas pro-
veitosas e necessarias administrago do esta-
belecimento, e mais que tudo peto transcendente
resolugo que tomn de mandar recolher no ban-
co d Brasil tedas as quantias cora que le sido
beneficiado o mesmo estabelecimento desde o
principio deste anno, para que ahi postas a juros,
capitalisados em cada semestre, sirvam de co-
mego do patrimonio do instituto, estabelecendo-
Ihe assim a condigio essencial e indispensavel
'sua existencia.
Consta-me qae j fin remedido para o con-
selho de estado o projecto do decreto para esla
ratele, palo qae %muwm que tao importante
Depois da distribuico dos premios a alumna
D. Anna Rodrigues do Faria recilou a seguiule
allocugo, dirigida a S. M, a Imperatriz:
Senhora.Dos vos pague tantos e to gran-
des favores, lo nolavel e compasstva protecgo
que do vos recebemos.
Eis o que minhas gratas ondiscipulas me en-
carregaram de dizer a V. AI. I., o o que eu ex-
primo eom toda a expanso ds minha alma.
Digo j-vos aceitar esta cestinha, que construi-
mos para vo-ta offertar, como umademonstrago
do quanto nossos limitados artefactos sao ainda
mal elaborados.
Mas as llores naturaes que a enchera sao, por
sua belleza e fragancia, o embloma das bonda-
des do vosso magnnimo coraco, e ao mesmo
lempo o da pereza dos sentimentos de respeito,
amor e recouhecimenlo que vos tributamos.
O alumno Antonio Lisboa em nome de seus
condiscpulos dirigi o seguate agradecimento a
S. M. o Imperador :
Senhor.Orgo de meus companheiros para
vir patentear a V. 51. I. os nossos agradecimenlos
por 9e h-j ver dignada vir eom sua augusta esposa
honrar os nossos trabalhos, distribuir-nos os pre-
mios de que nos achou dignos, e peto constante
e poderoso amparo eom que nos protege, nao
posso deseropeohar cora palavras to nobre eom-
missao. Os profundos e gratos sentimentos que
a caridade de V. M. I. nos inspira compenetran)
nossos ceragoes, e eu s os posso significar eom
lagrimas do alegra e deconsolagio.
Digne-se V. M. I. ver nellas a pura maolfesta-
gao destes sentimentos, e de acolhor nesta so-
lemne occasio o protesto que lhe fazeraos de
que nos empenharemos por nossos esludos e
bom comporlamento em sermos dignos da com-
paixo -cora qae V. M. I. nos anima e abriga, e
dos grandes beneficios que sobre nos derrama.
Por ultimo o alumno Jos Piolo de Cerqueira
recitou em francez o'seguinle pequeo manifes-
t de gratido a S. AI. o Imperador, de sua com-
posigo typograpJiica, impressa pelo seu collega
Firmino Rodrigues de Oliveira no relo da ins-
tituto, o offerecida como prora de aprfeigoa-
menlo em qae se scha no estabelecimento este
genero especial de impresses :
Sire.II ya sis ans que des pauvres enfsnls
aveugles abandonaos et relegues dans un abime
d'paisses tenbres o existtit sans remparts'la
cralre d'an gouffre habit par l'ignoraoce et la
misero, parceurraint l'ablme en tatant les fanto-
mes qui peuplent une exislence negalive, sans
connalre l'horriblo prcipice o tt ou tard ils
devaient tomber et se perdre jamis.
Mais Dieu, qui veitlait sor l'innoconcc oublie
et meprite, leur envoya an jour um homrae
trs-illustr, satabt, ebaritable, on monarquo qui
bonore et fat aimer les monarchies.
Et le voil qui desecad l'ablme. les rassemble,
leur tend la main, los guide et leur fait voir au
loin la lumire et col d'ello le bonheur.
L'homme illustr et savant, le grand monar-
que envoy par Dieu, tes vous, sire ; et lea en-
nnls qui vous avez sauvs sommes nous.
Oh I noire touverainl nolre sauveur I notre
pre I noos tlcheroos do nous rendro tiles la
socit pooT mcriter ses bons suffrages, et nous
vous serons toujours rconfiaissaats, pour men-
tor aussi lacoQtinuation de vos bienfails.
Era 1860, em consequencia da questo da an-
nexago da Saboya e de Niza Franga, o parla-
mento julgou necessario dar torga ao governo, e
de feito orara adoptadas por urna extraordinaria
maioria todas as medidas propostas pelo^overno
para te preparar pan a eventualidade do urna
guerra.
Isto, verdade, nao inhibi a opposigao dse
erguer e de combaler eom tenacidade o governo
as questdes de.poltica interna ; mas era antes
urna opposigao eom o fim de impedir a adopgo
de certas medidas, do que eom o proposito de 11-
zer cahir o gabinete que atcavessou sem emba-
ragoa serios o anno do 1860.
O principe de Galles, herdeiro presumptivo da
cora de Inglaterra andou, durante urna boa par-
te do anno, percorrer as possessoes ingtezas da
America sepiintrional, e os Estados-Unidos, e re-
colheu-se patria quasi no flm do anno.
A llespanha comecou eom desacostumada fe-
licidado o anno de 1860. O seu exercito expedi-
cionario da frica alcancou notaveis triumphos
sobre as forgas do imperio de Marrocos, o conse-
guio por meio de ama coavengo vanlajosissima
urna satisfago completa das offensas recebil3s
dos Marroquinos, e urna avultada indemnisago
pecuniaria, cojas prestages devism realisar-se
em todo o correr do anno". Alm disso adquiri
tambem urna certa porgio de territorio.
Depois deslas primeiras vaniagens. veio-lhe
logo outra, que nao deixa de ter sua importancia
poltica, e foi propor a Franca s potencias da
Europa que fosse a Hespanha declarada potencia
de primelra ordem, pois que que se achava
exactamente as meitnas sircumstaocias da
Prussia.
Urna terceira vanlagem foi a do nascimento de
mais um principe, novo penhor de seguraoga e
do estabelidade da dynastia de D. Isabel II.
Has no correr do anno tambem soffreu seus
contratempos. O primeiro foi 0 de umarevolu-
gao carlista, que rebeolou em urna das ilhas
Baleares, e que, eom quanto tivesse ecbo no
continente, fin logo fflooda.endo presos, coma
As repblicas hespanholas da America, cora
rarissimas excepges, permanecern] no seu an-
ligo e coustante estado de agitagao e de desgo-
verno. Alt, nem o direito das gentes se respei-
ta, e muilo commura o ver sacrificar urna mul-
tido de estrangeiros n'essas cruentas hecatom-
bes humanas, que sao a consequencia das verti-
ginosas paixoes polticas.
O Brasil condece por experiencia propria esla
triste verdade. A nossa bandeira nacional, ar-
vnrada no tecto da casa de um cidado brasileiro
residente as repblicas do Prata, nao garan-
ta suflicienle para a vida, nem to pouco para a
propriedade desse Brasileiro.
O Sr. Buchanan, presidente que era dos Esta-
dos-Uuidos, na sua falla da abertura das cmaras
no principio do nono de 1860, queixando-se das
continuas perturbages do Mxico, as quaes
eram sacrificadas a vida o a fortuna do muitos
subditos da Unio, pedia ao congresso americano
a permisso de fazer entrar no Mxico um exer-
cito, afim do restituir a paz aquello estsdo e de
garantir deste modo os cidados dos Estados-
Unidos que ali residen).
as repblicas do cenlro da America as agita-
ges polticas forsm em geral menos violentas.
Os Estados-Unidos passaram durante o anno
do 1860 por urna crise perigosa, que foi a elci-
go de presidente da repblica, tendo consegui-
do o triumpho a candidatura do Sr. Lincoln.
Urna crise ainda mais terrivcl ameaga a Unio,
e a diviso dos estados. Da ali, desde mullos
nonos, um profundo antagonismo entro os esta-
dos do norte e os estados do sul, par causa ds
escravido que estes susteotam e desejam man-
ter, e que quelles combatem e so esforcam por
extinguir.
Bsse antagonismo lem chegado ao maior pon-
to de cxaUago, e pois que os estados do norte
levaram vanlagem aos do sul oa eleigo presi-
dencial, esles lem declarado que se querem se-
parar da Unio.
Ninguem pode prever em que ficar esta des-
gragada conteuda. As ultimas noticias recebidas
daquelle paiz apenas annunciam a declarago de
oito estados do sul; mas suppuaha-se que fosse
possivel traz-los bom camioho c accommodar
(do.
Resta-nos fallar dos negocios do imperio.
O anno de 1860 principiou risonho o prazen-
(eiro para urna parle dos Brasileiros. SS. MM.
II. continuavam por esse tempo o seu passeio
por algumas provincias do imperio.
No dia 1. de Janeiro chegou S. M o Impera-
dor, eom sua digna consorto, capital das Ala-
gas. Ali, como por toda a parte, foram os au-
gustos visitantes receidos eom toda a effuso do
enlhusiasmo c do amor por seos subditos.
Das Alagas seguirn) SS. MM. para Sergipe,
e d'ali para o Espirito Santo. No dia 11 de fe-
vereiro tinham-se recolhido corte, onde o seu
regresso foi to festejado, como o fra as pro-
vincias a sua augusta visita.
As nossas relagOes exteriores eom os estados
visinhos do sul comegaram mal o anno, e nao
ser a prudencia, do governo imperial, talvez que
nos viajemos forjados romper em hostilidades
contra to imprudentes e mos visinhos.
Com os estados da Europa as nossas relages
mantiveram-se no melhor p. A inaugurago da
linha transatlntica de vapores francezes da
companhia denominada Messageries imperia-
les deu lugsr urna convengo entre o nosso
governo e o governo francez para regular o porte
das cartas, jornaes e impressos entre os dous
paizes.
Doas horrivels flagellos vieram affligir-nos du-
rante o anno. Um dclles foi o da peste. N'esta
e em outras provincias desenvolveu-se de feve-
reiro junho ama epidemia de anginas, de ta-
bres escarlatinas e do bexigas; o mal que nos
vamos livres da peste, succedeu-lhe urna fome
horrivel, em consequencia da secca, qae assolou
o interior das provincias do Cear, Rio-Grande
do Norte, Parahyba, Pernambuco e Bahia. as
primeiras darou a secca pouco tempo, e as chu-
vas qae vieram foram ainda i tempo de segurar
a plantago e de reverdecer as pastagens. N'esta
provincia, porm, e mrmente na da Babia, a
secca prolongou-se at muito tarde em uns pon-
tos, e n'outros foi completa durante lodo o anne,
de sorlo que foi horrivel e extraordinaria a mor-
tandade que occasionou as gentes e nos ani-
maos.
Depots destes dous flagellos de ordem physica,
vem i proposito assignalar doas oulros de ordem
moral, dous flagellos polticos : as eleiges de
cmaras monicipaes e Juizes de paz em 7 de se-
lembro, e as cleiges genes para deputados em
90 de dezembro. O direito eleitoral, mesmo no
tempo em que era am direito, no acto de ser
exercido, deu sempre origem malquerencas a
reunidas disputas. Boje ainda peior. Urna
O nosso moviraenlo commercial, durante o an-
no de 1860, foi bem pouco favoraveel, e p Je-so
assignar como urna das causas que para isso mais
concorreu o abuso do crdito nos anuos antece-
dentes, Bista comparar nos tres annos de 1858,
1859 e 1860 a irnportago com a exportago para
verificar isto. Nos dous annos de 1858 o 1859
os valores da imporligo estrangeira directa des-
pachada para esta provincia regulou entre 22 e
24 mil conlos, sendo 24 mil pouco miis ou me-
nos no anno de 1858 o 22 mil no de 1859. 03
valores de exportago d'osla provincia nos ditos
annos foi no primeiro de 12 e no segundo de 14
rait contos. No anno do 1860 os valores de irn-
portago descerara cerca de 17 rail contos, em
quanto que a exportago conservou-se de 11 &
12 mil contos.
Houve por tanlo maior proporcionalidade en-
tre a irnportago e exportago do anno de 1860
do que a tinha havido nos dous annos anteriores
e nos ltimos seis mezes do anno de 1857.
D'estes dilTerentes dados se v que os embara-
ces, porque passou o eomraercio d'esta praga no
anno de 1860, nao foram devi los ao systema res-
trictivo do crdito, mas ao abuso d'elle nos annos
anteriores. A praga, oherada com urna dirija
immensa, resultante do gran le excesso da irn-
portago nos annos de 1858 e 1859, devia neces-
sariamenle soffrer as consequenciss d'cssa situa-
go dilcil.
' Para mostrar ainda melhor que, apezar das
difficuldades da praga, o crdito foi-se progres-
ivamente forlaleceodo, presentaremos aqui um
quadro do estido do cambio nos differentes me-
zes dos dous annos de 1859 e de 1860. No anno
de 1859 o cambio seguiu, partir de Janeiro, urna
progresso descendente al maio, subi um pou-
co al julho e desccu depois at dezembro. Em
1860, salvo no mez de fovereiro em que enfraque-
ceu um pouco, foi sempre seguiudo urna progres-
so ascendente.
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Cumpre notar que, alera da cansa que temos
assignado crise commercial do anno de 1860,
outra existi o qae lambem concorreu grande-
mente para o mesmo resultado. Foi a escassez
dos productos agrcolas, j pela progressiva di-
minuirlo de bragos, e j por causa da secca
quo soffremose que fez morrer urna boa parle da
lavoura.
A abertura da segunda secgo da va frrea do
Recite S. Francisco, que teve lugar no dia 2 de
dezembro, um aconlecimenlo que deve ter sido
applaudido pela agricultura e pelo commercio,
come auspiciosa de um prospero futuro para es-
les dous importantes ramos da riqueza do paiz.
Os tres principaes gneros de produego da
provinciaassucar, agurdente e algodopou-
cas alleracos soffreram no seu prego correnie do
mercado. Os dous primeiros artigos comtudo ob-
tiveram no anno de 1860 melhores pregos do que
nos mezes correspondentes do anno de 1859.
0 seguate quadro ffleslra estas dUrerengas.


M4HKI DB WmWMMOG* ;* QIKIX FURA, lftvDI JAflEBO IMl.
< Effectuaram-ie oleic,*s, concorrendo
ellas duas parcialidades, urna das quaes todava
abendonou o campo.
< Os Itabaihoi csueram regularmente com
calma principio; porra ero conlinuago driles
e anda depoi de enoerrados. correram boatos
de que a parcialidad retirada Taha com. forja
ioulilisa-los ; boatos que de alguma surte assus-
laram a populacho. 0 delegado, capilo S Br-
relo, nests emergencia ludo cnvidou para serenar
os espiritos, cooservou-ie na Igreja, manteve a
ordem, asegurando ao povo serem Talaos o sem
fundamentos aquelles boatos propalados.
Com effeito, nada realtsoa-se de tudo quan-
to se diiia, apezar das apprehenses que preoc-
cupavam todos os espiritos, pondo a cidade por
espaco de tres das sob a prcssao de uro terror
quasf pannico. Terdade, mas que nao delta va
de preluiir efleitos inconvenientes.
T'alvez qoe se nao fosse a ineansabllidade do
capiao S Brrelo, secundada pelo Dr. juiz de
direito e sufl^plegaJo de Io districlo, houvesse
appreeido algum disturbio eu o effeito de al-
gum preflpitngao.
~ juiz de paz, receioso da perspectiva dos
ios, requisitou aindn ao delegado urna forra
pravas do respectivo destacamento para
ardo da iirnt garanta da mesa, reqnisl;So
que foi avetela promptamente; mss sendo essa
forfavinsnflcienle, e nao hacend mais praras
do dePtcamenlo, fez outra requisicao ao com-
iiiagd,3rfte superior, a qual fui promptamente sa-
titeita.
las procidencias, e accordo dis
6 de setembro de 1853 ; n. 51, o mesmo, no-
meado 12de deiemfrr OV18&8; miansteo da,
guorra, n. 33, Jos Ctrajkika Pjrera. Dtoejid. '
83 do marco de 184TOlV*lr^olbr^Js
aonde est Francisco de Paula Hollauda Cival-
cinti de Alkoi*MMk-4eT seaXaUoio Francia-
ce de Paula MetlaNa tfrageaj.l* Alfanje
quo ; e Castao VaiU dejKiiVl.*eGasa, de-
re ser. Cae tan o Mayia4-orj|fr4GanfJ.l Bj
Relieve leVrola^c^eMelfcAa' da freg*e-
zia de S*. Fre Podro ougalves, aonde se 16An-
tonio Jos de Sant Aana. Jarros, dere ter Anto-
nio Felippe de Santa Auna Barros
Por ommisso foram publicados sem dala os
officios da presidencia 5autoridades de Grvale, os
quaes devem ter a do t do crrante os 3 primeiro,
e a de 2 o ultimo. Igualmente no officio ao juiz
de direlle do Bonito, aonde se leassuma es
Irabalhos eleitoraes, dor ler-seassista aos
trabalbos eleitoraes.
Passageiro do hinte nacional Gralido, aa-
hido para o Aracatv;:Manoel Jos Martins, e
Jos Ricardo Airea Sussuarana.
MORTALIDADE I>0 DIA. 9;
AfTonso, pardo, 1 auno, trexigas:
P*ra o Porto por Lisboa
l~'jg*jfhelpeale no dis 15 do corrente a
SCTO I 5C CC 00 -1 -J -1
t i y. je et> t/ se-
g 0000 = 00^-
i-mojo o =se:r c2
%S2. *i 5*** i
~ 5? 3 =e 2? i? ^ 5 ^ <-
oicoSlSoI
Os gneros importados de maior consumoo
bacalho, a carne secca, a farinha de trigo e o
vinho tambera soffreram leves slleracoes nos pre-
sos nos dilTerentes mezes do anno de 1860 em
retaco aos mezes correspondentes do anno de
1859. Nota-se que os tros primeiros con?erva-
ram noi mezes relativos do anno de 1860 um
proco mais baito do que no anno anterior. S
o vinho apreseola precos relativamente mais al-
tos no anno de 1800.
; c s.jT .5 f ~* 2
c 3 : :
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Demandaran) o nosso porto durante o anno
de 18601,127 embarcaces me.cantes, compre-
heodendo 159 vapores, com a lotac&o total de
354,811 toneladas. Sahiram durante o mesmo
anno 1,089 cmbircacoes mercantes, comprehen-
didosl57 rapOrea, com alotago total d6 296,109
toneladas.
Benderam no mesmo anno:a alfandega
4,060:130*292 rls;o consulado geni alea sua
eztinccao, 453:1155662 ris;a recebedoiia das
rendas"geraes internas, 470:935S715 ris;o con-
sulado provincial. 711:792^346 ris.
O morimento total da alfandega, durante
todo o anno foi de 249,912 volumes i saber :
Tolumes entrados com fazendas, 30,789;com
?eoeros, 114,345:total dos rolomes entrados,
45.134.Volumes sabidos com fazendas,.....,
44,o61;com genero, 60,247 :total dos rolu-
znes sahidos, 104,808.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
De Nazareth temos noticias, que chegam a 5
do correte mez.
Vti ditem-nos o seguiote :
Com bI
^.UiridaiTes' eW manter a ordem publica e ga-
rantir liBeadaiie do voto, coneluirara-se ss elei-
(^s daqui.am o desprazer de lamentar-se si-
mstro algpm.
t Fecho estas nhas accrescentando, que cor-
[>'. por bastea pequea, que dous das antes de
eleicn, foi feila a acia em urna casa particular ;
c.fomentan) ter sabido eleilor um homem que o
nao d&vcra po/ sua conducta e inhabililacoes.
Mas qudjpxrcr em laes boatos?
' T\ nbmeado para serrfr interinamente o
officio dipBBRriro do jury e correQoes criminaes
,da curaarVa'de Pao d'Alho' o Sr. Joao Luis Pe-
res, fia conjormidade do art. Io do decreto de 16
o iJOlja-bro de 1853. o. 1294.
Nodia 7 do corrente prestaran) juramento
dilTerentes juizes de paz novamente eleitos, as-
sim como en4t$u em exercicio a- nova rereacu
Bemeiteor.-nos a carta, que damos em se-
^uida coma urna solliciaclode providencia, para
evitnr-se a hediondez, que nella descripta .
Srs..redactores da fleciao Diaria :Pedi-
mos Vmc. o favor alo chamar a attencao da
utoridade competente, para um lupanar da ra
do C"iovello, no qual se praticara as immorali-
dade* mais revollanlS e os escndalos mais- sa-
lientes, que pode produzir o avillamenlo de urna
mao degenerada, que especula com a prusht iicSI)
de duns fllhas menores, urna de 12 c Outra 13
aonos ", < -^
O estado de abjec^ao dosla messalioa^ to
revoltanle, que, ella mesma^culca as suas duas
victimas, au deitando inclume d.o upa chufa
provocadora qual.per hiun&m gn.e lljsa passe
pela porta ; c noite a sua casa um hediondo
prostbulo, ond 00 meiu d"e umfVritaria infernal,
sobresahem as obscenidades que atteslam o re-
quinte la depravago desla raulher sera p.idor,
desla mi torpe e perversa que nao trepida em
manter a miseravel existencia com a infamia e
degradado de suas filhas !
'.'. Esta mesma mulher aquella que, j pelas
suas inimoralidades. quando morava na ra do
Rosario da BOa-Vista, incommodou assaza poli-
ca do finado Sr. Rufino, e de quera, a anliga Pa
gina Avulsa se oceupou algumas veres, recla-
mando providencias contra os seos desatinos e
deboches.
E' mister, pois, que a auloridade respectiva
intervenha, pundu um reio solido esta estoo-
teada megera.
Temos a honra do ser de Vmc. multo afec-
tuoso venerador.
Os oQiciaes da armada e das ciasses anne-
xas, embarcados nos navios da estarlo naval, e
empregados ijp arsenal de marinha e capitana
do porto, desejaudo dar urna demonslraco pu-
blica da dOr que soffreram pelo naufragio da cor-
veta D. liabel, em que morreram tantos compa-
nheiros, msndam amanhaa celebrar na matriz do
Corpo Sanlu**litt suffragio pelas almas d'elles,
s 8 horas 9o aW,- convidam s pessOas que
quizerem concorrer. este acto lao meritorio.
Eis o resultado da apurago da eleicao de
Goianna, feita na egreja matriz : -
Srs. Votos.
Commcndador Anlonio Francisco Pereira. 1191
Dr. Jo Forippes Das Brrelo.......... 1188
Vgario Domingos Alves Vieira.......... 1184
Dr. Viriato Aurelio da Cunha Geuva.. 1178
Major .los Joaquira Rocha Paria........ 1175
Mnjor Joaquim Raphael de Mello Jnior. 1172
Joao Paulino da Cunha Gouva........ 1166
Dr. Francisco Tavares da Cunha Mello.. 1165
Manuel Pauliao de Gouva...............1162
i.ts Rento de Moura.................... 1158
Manoel Diugo do Menezes................ H54
Joaquim Bolelho l'imcntel................ 1151
Joaquim Jos de Mello.................. 1145
l.uiz Cavalcanti de Albuquerque Souza.. 1142
Ignacio Burgas da Costa Rios............ 1140
Antonio Correa dos Sontos Leal........ 1133
Joaquim Jos de Mello Jnior............ 1131
Padre Jos Paulino da Silva Munteiro.... 1128
Joaquim Jos da Costa Leile............ 1124
Francisco Jos d'Assumpcao Amorira.... 1121
Manoel Barboza Cordeiro................ 1117
Major Jos Francisco de Paula Cavalcanti 1113
Joao Antonio Gomes...................... 1110
Francisco Antonio de Castro.............. 1107
Pedro Alexandrino de Mello.............. 1103
Manoel Mureira da Costa Passos.......... 1100
Candido Moura da Costa.................. 1096
Juo Alves Pragana...................... 1093
Francisco Fernandes da Ressurreifao.... 1090
SeraphmAlvesda Rocha Bastos.......... 1087
Romualdo Primo Cavalcanti.............. 1089
Julo ARtipino da Cunha Cavalcanti...... 1080
Jos Elias do Mello...................... 1079
Antonio Guedes de Barros................ 107
Manoel Lourencoda Silva................ 1069
liento Jos da Veiga...................... 1065
Frsncelino Ferreira Crespo.............. 1063
Joaquim Carneiro doMesquita............ 1061
Jos Xavier Monleiro da Costa.......... 1057
Estovo AlvesFerreira.................... 1054
Ignacio Jos d'Assuraps&o.............. 1051
Ltrit de A. Linsdos G. Pelxoto.......... 1047
Supplentes.
Jos Antonio do Espirito Santo.......... 611
Paulo Francisco do Reg................ 607
Padre Antonio Dias da Costa............ 604
Jos Joaquim Tavare3.................... 599
Abdoo Nepomuceno Barbosa............ 597
Jos Linsue Vasconcellos................ 593
Jos GoncaUes Ferreira Simoes.......... 591
Manoel Jos Rodrigues Caura............ 587
Jos Nunes Monleiro.................... 585
Thom Ribeiro Gomes dos Santos Jnior 583
Thom Rodrigues Chaves................ 579
Rufino Rodrigues Chaves................ 577
Suhaitio Josa dj Costa.Ttisueiio........ 575
Joao Francisco Dias de Amorini.......... 57l
Jos Othon Freir........................ 569
Francisco de Paula Albuquerque Monte-
negro Caralccnti ...................... 568
Guilherme Francisco de Paula Monte-
negro ..................................
Jos Gomes Duarte.............
NOVO BANCO
PERHAMBITCO.
EM 8 DE JANEIRO DE 1861.
O banco desconta na presente 3emaoa a 10 "/
ao anno at o prazo de 4 mezes e a 12 */ al o
de 6 mezes, e toma dinheiro em contas crrenles
simples ou com juros pelo premio a prazo que se
convencioaar.
Alfa ndega,
Rendimento do dia 2 a 8 .
dem 3o dia 9......
49.143S633
9:863J748
59:007*381
Moviraento da alfandesa.
Volumes entrados coro fazendas..
com gneros..
Vdlnmes sahidos cora fazendas..
com gneros..
82
922
------1,604
55
147
------202
barca pfcrtfcneza cSympaihia .
ainoa algum a cara a frete e passageiros ;
rioa Jalt|r 4 Oliveka, ra., da. CajUia
rete
cooi
rigue Constante
V ttpT* LUfcaa al 49 e^Janair,
que ja tea metade do earregamento qaem so
maamb quher estregar on tr dt paasagen, para
o que |tem as raelhores accommodaco^a, dirij-se
ao cooBigoalarro Thomat de Aqoino Ponsera, na
raidolViajarlo*. 19, primeiro andar, n ao ca-
pillo | Sr. Auauslo Carlos dos le, aa araca.
! Para a Babia
o aeguir com muita brevidade a sumuca
Hortencia, a quat lem prompta parte
rregamento : para o resta que Iba fal-
-se com o seu consignatario Azevedo &
no sen escritorio ra da Cruz n. 1.
Paralo Rio Grande do Sul com
escala pelo Rio de Janeiro,
segu com teda a bcevidade a bem conhecida e
veleira escuna nacional Emilia : para carga,
tnta-se no escriptorlo de Manoel Gonjalves da
Silva, ra da Cadeia do Reclfe n. 89, 00 com o
captao a bordo.
Ri<
sahir ce|
Marque
trata-se
veira &
MMI) *
Grande do Sl
l toda a brevldade o brigue nacional
deOlinda ; para o restuite da carga,
p escriptorio de Manoel Ignacio de OU-
Iho, no largo do Corno Sanio.
MMMx,
Descarregam hoje 10de Janeiro.
Bares francetaTospanmeroadorias.
llarca.inglezaSerapliinamercadorias.
Brigu.portuguezBella Figuereoseidera.
Pdlacho.amercanoNahumbacalhe.
Patacho brSsillro S, Salvador diversos g-
neros.
Bccebedoria de rendas internas
gperdes de Pernamutco.
Rendimento do dia 2 a 8 3:40lj>So8
dem do dia 9
709*226
4:1145081
Oonuldo
Rendimento do dia 2 a
dem do dia 9 .
provincial.
8
25:365*239
1:935328
27:300;567
Morimento do porto.
Para a Baha segu em poucos dias o palha-
bole nacioial Dous Amigos. lem parte de sua
carga engasada; para o resta, trala-se com seu
consignatario Francisco L. Azevedo, na ra
da Madre de toeus n, 12.
Para o Ro de Ja-
neiro
O patacho 5. Salvador sgue em poneos das,
podo admillir alguma carga ; trata-se com os
consignatarios Marques, Barros & C, largo do
Corpo Sanio n. 6.
Rio Grande do Sul.
O briuue Princeza anda recebe alguma carga :
Irata-se com os consignatarios Marques, Barros
& C, largo do Corpo Santo n. 6.
COMP1IHE1
DAS
Navio entrado no dia 9.
Richraonl 29 dias. barca americana Elf, de 328
toneladas, capiUo E. S. Pinckney, equipagem
11, carga 1700 barricas com farinha do trigo
e mais gneros : a Rostron Rookor & C.
Navio sahidos no mesmo dia.
SourabajaBrigue escena hoilandez Cecilia, ca-
piao T. C. Schel, carga varios gneros.
Parahiba Barca portuguoza Flor de S. Shno
capitao Damingos Peroira Lima, carga lastro!
AracatyHiate brasileiro Gralido, capitao Pe-
dro Jos Francisco, carga dilTerentes g-
neros,
Rio de Janeiro Canboneira franceza 'Entre-
casteaux, commandante Robert.

A M - 1
a. te & floras
a ai a. Bi 1
f* r* o a 1
n
e
B
B
Atmaspkera.

s. a
Dir*c[o.
o
O
C8
O
es
o
o
3 OC 0 00 * 0
10 i- OO 60
Intensidade
Fahrenheit
2 I
Centgrado.
-1
ce
-4
OO
10
I Hygrometr
1
Cterno hydro-
melrica.

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Fraticer.
nglez.
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o S
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3> O
0 5
c
>
Mcssageries imperiales.
At o dia 14 do correte espera-se da Europa
o vapor fraucez Guienne, commandante noul, o
qual depoisda demora do costme seguir para
o Rio de Janeiro locando na Bahia, (ara- passa-
geiros ele, a tratar na agencia ra do Trapiche
n. 9.
i
Rio de Janeiro,
vai seguir em poucos das a barca Rio de Janeiro
por ter parte de seu earregamento prompto : pa-
ra o resto, trala-se com Antones GuimarSes &
C, no largo da Assembla n. 19.
iQeu^.
noi ?.?
O hiale Garibaldi, segu para o Cear em pou-
cos dias ; a tratar com Tasso Irmaos ou com o
capitao Custodio Jos Vianna.
Para Aracaty e Ass
segu o hiate Uuus limaos ; para carga, trala-
se com Martins ltmo na rus Nova n. 48, ou
com o mostr Joaquim Jos da Silveira.
A noile chuvosa, at as 4jhores"da manha,
quo tornoo-se nublada, vento ENE fresco at as
4 horas 30' e depois N bonanza.
oscillacao da har.
Prearoar al h. 30' da tarde, altura 6, p.
Baixamar as 7 h. 18* ta manba, altura 1,6 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 9 de Ja-
neiro de 1861.
ROMANO STF.PPLK.
1" tenente.
Editaes.
566
562
Mnrcolino da Silva Cuoha................ 558
Pretxtalo Pinto Crespo .
Severiuo de Gouva Curado.............*
frsncelino da Rocha Lima................
Joao Francisco Lins......................
Antonio de Arroda Cmara..............
Odillon Jos de Oltveira Gitahy..........
Francisco Anlonio do Espirito Saoto___
Theodoro Alves de Vasconcellos........
Jos Jeronymo da Rocha................
Francisco Honorio Bezerra..............
Francisco Anlonio da Costa..............
Flix Vieira de Oliveira.................,
Ignacio Bernardo de Aquino Lopes..!!!!
Jos Lopes Tavarea......................
Cosme Nogueira de Carvalho..........!.
Manoel Alexaodre Garca..........
Antonio Jos de Castro...........'.
Manoel Faancisco dgfar^alhr .M
Manoel Jos da C5&&i5'~Z7.\V7:
Anlero Jos Joaquinrd'Macedo.....
Joao Ferreira. Campes..............
Valeriano BuhiIo da Noves____J
Jos Nunes Monleiro Sobriuho___
Emotrabalho da nosso ami^oZBSr. Dr. Anto-
ow de Vaoconcelloa Menezes de Dmmond, pu-
blicado no n. 4 dcsta Diario, d erros devidos ao copista do autnogtapho, que do-
vem ser assim emendados: Ministerio da jusll?a,
11. 49, JosiT^p^iiyiajafro de Araujo, uomeado Mende.
553
547
543
542
537
535
530
527
524
522
518
516
511
50T
50*3
503
497
492
489
486
40
476
472
Olllm. Sr. inspector da thesourari* de fa-
fazeuda desla provincia manda fazer atjpiico, em
conformidado da ordem do IribuHaW^lhesouro
n. 20 de 13_de dezeiubro doajgaprraimo findo,
que no dia 25 do corrente radP&avera concurso
nesla thesouraria para preenchiraento da vaga de
2o escriplurario da mesma lliesouxaria, entre os
empregados do thesouro, das thcsourarlas, al-
fandegas e recebedorias^ da classo immediala-
mente superior de pralicante. O exame versa-
r sobro as seguintes materias : principios geiacs
de geographia e historia do Brasil; traducoo
correcta das lirrguas ingleea e franceza ; pratica
do servido peculiar da repartiso em que o em-
pregado eativer servlndo.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco, 9 de Janeiro de 1861.0 ofcial-maior
iulerino. Luiz Francisco de S. Paio e Silva.
O Im. Sr. ins'peclor d.i thesouraria pro-
vincial manda fazer pub.ico, que o thesoureiro da
mesma thesouraria est aulorisado a pagar do'
dia 12 do corrente perdiente os jures das pli-
ces da divida publica provincial, vencidos al o
ultimo de dezerabro 'pTeiimo Ando.
E para constarse mendou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincial de Per-
nambuco 9 de Janeiro de 1861 --O secretario,
A. F. d'AnnunciacSo.
Avisos martimos.
*
COMPANHIA BT.AS1LEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se dos portos do-sal al o da- 14 do
corrente o vapor Toainfinj, cammandanla o
primeiro-tenenle Pedro Hvpplito Duarle, o qual
depois da demora do' cosluiue seguir para os
porlos do norte
Recebem-se desde j passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder copduzix a qual de-
ver ser embarcada nodia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo 4
idea. .......
o Rio de Janeiro
pretende seguir nestes oilo dias o brigue nacio-
nal Conceico*, tem dous tercos de seu earrega-
mento i bordo : para o reste que lho falla, tra-
ta-se com os seus consignatarios Azevedo & Mon-
des, no seu escriptorlo fu da Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro.
segu em poucos dias o veleiro brigue Deolin-
da, por ler parte do sua oarga prompta ; para o
resto e escravos a frele, trala-se com seu consig-
natario Domingos Alves Matheus, na ra da Ca-
deia do Recife n. 51.
Leiloes.
LEILAO
Urna eessoa que tem de se retirar para fra da
eHade, tem para vender tim candelabro de v-
dro 3 pares de Imter&aa tambem de vidro, 1 me-
n redonda, ot para Jantar. 1 sof e sgn-
alas cadeiras sendo de arcarello em eom esta-
do, a paseo a que pretender diilla-ea a rae do
Gabof* n. 3 .
e dia 18 de dezembro prximo paseado
desappa reces de casa do abaixo assignado um
seu escravo de nome Moyss, de 18 etinos de
idade, c6r parda nao escura, corpo aecco e espi-
gado, cabeca pequea, cabellos um pouco cara-
pinhados, olhos pardos, nariz a Ti lado, bocea pe-
qaena, labio inferior grosso. mos e ps grandes;
levou camisa branca, urna calca de riseado azul,
outra de la parda escura e chapeo de palha da
Italia : quero o appreheoder pode leva-lo ou
ra do Vigario n. 21 no bairru do Recite; ou
ra das Cruzes o. 35 em Santo Antonio, ou ao
sitio na travessa da Casa-Forte para o Poco da
Panella, que ser generosamente recompensado.
Antonio Joaquim de Moraes e Silva.
Modista brasileira
Madama Rosa de Oliveira Mirznda, com loja
de modas na rus Nova n. 34. avisa ao respeitavel
publico, que de hoje em dtante continua a fazer
vestidos proprios para bailes, theatres o casa-
mentes, e para este Qm acha-se com os figurinos
mais modernos, vindos de Franca, e com duas
trancezas para ir provar os vestidos em raso das
pessoas que nao se quizerem dar ao trabalho de
ir em sua loja, assim como tambem se encontra-
r sempre um grande soriimente de modas das
mais modernas que possam haver no mercado, e
um grande sortimenlo de chapeos de sol de
todas as qualidades : ra Nova n 34.
A algum Sr. ofRcial do exarciio, d'arma de
infamara ligeira, vende-se os dbjectos seguin-
tes : um talim de chapa e espada, urna banda,
um lalm de carranca e mais alguns pcrleoc**
para a mesma blisse; tudo novo : quero preci-
sar dirija-so, ra eslreila do Rosario n. 12,
.loja.
Precisa-se de urna ama para todo o servido
de casa de pouca familia : na ra das Cruzes, ta-
berna n. 22.
Attencao.
Precisa-se alngar um sitio perto da prai;a :
quero quizer aluga-lo..dirija-se ra de Apollo
n. 38, armazem de assucar. a tratar.
Roga-se por favor queiram dirigir-so ra
do Cabug, loja n. 11, a negocio os seuhores r
Jos Cecilio Carneiro M. Jnior.
Elisiario Gomes de Lima.
Dr. Miguel Luiz Vianna.
Marcolino Alves da Silva.
Francisco Jos Aires de Albuquerque.
Tenente Joaquim Ribeiro Goiruares.
Jos Francisco Martins de Almeida.
Romo Gomes do Oliveira.
C'audio Raptisla Barroso.
Paulina Ramos de Carvalho, viuva de An-
tonio Jos Fernandos de Carvalho, dona do esta-
belecimento sito na ra do Amorim n. 36, o
qual grava sob a Orma de Viuva Carvalh, par-
ticipa ao publico e especialmente ao respei-
tavel corpo de commercio, que os Srs. Joa-
quim Jos de Azevedo, e Antonio Jos de Sam-
paio deixaram de ser seus caixeiros desde o dii
21 do corrente, continuando ainda o seu esta-
belecimento sob a gerencia de seu Retiro Viceule
Alves da Costi e Silva, com quom se deven) en-
tender todas as pessoas que cora o mesmo teem
Iransacces.
Quem precisar de urna escrava para o ser-
vido interno ou externo de quatquer rasa de fa-
milia pode dirigir-so a ra estrella do Bosario
n. 29, quo achara com qiem tratar.
Precsa-se de urna senhora capaz e que
lenha lodas as habilitares necesssrias para en-
sinar duas meninas em um engenho da comarca
do Rio-Formoso, por isso quem estiver no caso,
pdc dirigtr-se ra estrella do Rosario n. 29,
quo achar com quem enleoder-se.
O abaixo assignnlo avisa ao respeitavel pu-
blico que ninguom faga negocio de qmlquerna-
lurezn quo sej.i com a parda Jacinlha que per-
lenco ao casal da fallecida D Rusa Maria da Con-
cei;ao por estar com urna accao cm juizo para a
manulcncao de sua liberdade, e para ninguem
se chamal ignorancia, faco osla declaraco.
Francisco Maciel de Souza.
Gustavo Sander, ourives allemo, avisa ao
respeitavel publico, e particularmente a seus nu-
merosos freguezes, que rruidou o seu eBt'ibeleci-
mento de ourivesaria do aterro da Boa-Visto para
ra do Cabug n. 9, loja aonde o aclmro sempre
prompto a fazer obras para brilhantcs ou para
oulras quae3|er pedras, assim como toda a quas
lldade de obras de sua officina. No seu novo es-
labelecimento ha um bello sortimenlo de obra-
estrangeiras de ouro de lei e de qualidades que
se vendem n pronos mu mdicos.
fGurgel & Perd gao.
Ra da Cadeia loja n. 23.j
R^ceberara modernos vestidos de phan- j
tasia e de oambraia brancos bordados. ff
Receberam novos vestidos de seda, di- &j
tos de blonde rom todos os pertences.
Receberam completo sortimenlo de Jg
manteletes, sahidas de baile, taimas de O
croze de seda, ditas pretas bordadas.
Vendem modernos chapeos de palha, 3|
enfeites modernos para senhoras. ?
Lotera
O.Sr. thesonrelre fas oleViaTmftda declarar
que mudou o escriptorio das sesmas loteras da
ra do Imperador para a do Crespo n. 10. T*e-
ouraria das loteras 9 de Janeiro de 18*1.
F. Villela, pholographo da aguata casa ios.
perial, eaiabetecido na ra do Cabug n. 19, so-
brado, entrada pelo patee da asatrir, avisa- que-
seaba de receber em bello sortimenlo de alftna-
tu de ouro de lei para retratos. BaRr esiea al-
flnetes acham-ee muitos eom folhagens e flores
de ouro de coree, ouires eom perolas. corees o
pedras, e alguae pare erlhantee. Os preco
dessas jolas sao mu Manareis. Na mesma casa
conlinua-re a tirar retratos por todos os syste-
mas photographieoe,
Quem tiver e quizer alngar anualruoate
um sitio cora arvoredos de froctos anda q com pequea casa de morada e essa mesma de
laipa nos seguales lunares ; Rosorinho, estrada
de Joao de Barros, Afilelos-, Estrada Nova. Tor-
re e Capuoga, cujo aiusuet nao srja exorbitante
aununcie por este raesme j rnal ou dirija 4
ra Direita n. 7, loja, q,ae acnar eom quam
tratar.
Compra-se urna armacio envi Jrar-ada : na
ra larga do Rosario n l.
Quinta-feira 10 do corrente.
Antones far leilo em seu armazem na ra
do Imperador n. 73, de muitos movis para or-
nar urna casa do familia, os quaes sero vendi-
dos sem reserva de preco algum, s 11 horas em
poato do referido dia.
Avisos diversos.
Hotel estrella do sul.
Na estacao da villa da
Escada.
Antonio Feliz Pereire, autor do primeiro hotel
em Sanio Amaro de Jaboato, animado pelo aco-
Ihimenlo que sempre leve em dilo eslabeleci-
mento, e conheeendo a neressidade de que tem
a illustre pasaagem da estrada- de ferro de acha-
ren) um commodo e aceiaadescanso na estarao
da oseada, tem a honra de avisar ao publico que
val abrir um novo hotel nesse lugar, sob a deno-
minarlo deEstrella do Sule espera nSo s de
seus patricios, como tambem dossonboros estran-
Seiros que Uro preslaro sua concuneucia, am
o que se nao offusque o brilho dessa estrella.
O annunctante de soa parte empregar todo o
elo-e actividade de que tem dado provas, afim
de.que sena frageles sejam sertdos com promp-
tido, zceio e affabitidade ; em quanto aos pre-
sos nnuncianle ainda os nao pode fizar, visto
como dependvm de maitas tircumstaocias, c
principalrocato da concurreneis ; mas o nnun-
cianle np desejtndo enriquecer, promelte levar
aomente a justa paga do seu trabalho.
Tambem se encarrega de apromptar qualquer
eocommenda de inassas, bandejas, etc., ele, pa-
o que se enisndoraoospretendentcs.com o Sr.
Joaquim Antonio da Silva, na ra Direita do Re-
ci(a, ou ne-mesmo hotel : o dia da abertura ser
previamente annuaciado.
Vendem as commodas
musselina e cutir para
ninas.
saias bnlao de
senhoras e me-
Vcndjjm seda de quadiinhos, grosdena-
ples escuros, ditosde quadrinhos.morean-
tique e lanzinhas em covado, cassas de
salpico,cambraia de cores.organds c mais
fa?endas proprias para vestidos.
Preelsa-se engajar a compra de tra-
pos proprios para o fabrico de papel:
quem se quizer encarregar deste for-
necimento dirija-se a ra da Cadeia do
Recife escaiptorio n. 47, para contratar.
S A nova mesa regedora da irmandade
$ de Santa Cecilia erecta na igreja de N. 5-
S. do Livraroeuto desla cidade, achando- $$
v se no exercicio de suas pbsices convida @
9 a lodos os profesores que pertencem a Q
mesma irmandade a comparecerero no dia
12 do correnle s 10 horas da manha no $0
$$ consistorio de suas reunioes, munidos de #
9 suas patentes de director com o visto do
9 ex-procurador geral afim de oblerem da #
@ mesa novas patentes em conformidado W
& coan o art. 72 de compromisso desla ir- #
0 mandado. @
Jos Francisco de Araujo Lima. 9
a Secretario. #
Precisa-se alugar urna escrava de
boa conducta e que saiba colindar com
perfticao: a tratar na ra da Cadeia d
Reciten. 47, primeiro andar.
# D. Dina da Silva Coutinho avisa aos
% paes de suas alumnas que ha de abrir sua
$$ aula particular do dia 15 de Janeiro, con-
9 tioua a receber alumnas externas e inler-
as e tambem meio-pensionistas em sua
j casa ra Direita n..66, primeiro andar.
m
Precisa-se
s*
alugar urna aan de leile de bons cos-
turneire^que nao tenlia filhos: na ra
dos Guararapes n, 30, em Fora de
tortas.
' Especialidade de retratos em pao encera-
do parase remetieren dentro de. caitas. Ti-
Sam-se no eslaJaelasiment pnotograpbico de F.
'llela, ra d Cabug n. t^ aabrado, entrad
pelo paleo da matriz.
Bales
de papel fino transparente e co-
loridos de diferentes desenhos e
letreiros proprios pera festejos,
vendem-se por preeos coramo-
dos, na ra da Cruz no Recife
armazem n. 14.
O Sr. Vilorisauo ou Dilorisano Pinto- de
Araujo tem urna caria vinda da Baha ero casa de
Palmeira & Beltrao, largo do Corpo Santo n 6
armazem.
Na ra do Vigario, casa n. 7, ou na da Ci-
d'eia n. 20, deseja-se fallar com o Sr Jos Perei-
ra de Oliveira Reino, natural da villa de Abran-
tes, em Portugal, e que em 1855 ou 1856 mora-
va na roa do Collegio desta cidade de Recife
Ha para alugr-se um ptimo enrinheiro
escravo : a tratar na rui do Vigario n. 7. ou da
Cadeia n. 20.
Na ra do Fugo n. 49 se dir quem achoia
um saeco com pimenta do reino
O abaixo assignado, arrematante do contra-
to do imposto de 20 0|0 sobre a agurdente do
consumo no municipio desla cidade, para escla-
recer a lodos esses senhores taberneiros, u.ue por
meio de annuncids em jornaes pretenden) esqui-
var-se de pagara contnbuigo.lhes declara o se-
guidle :
Que o regularaenlo que rege a arrecadacSo do
referido imposto o de 9 de dezembro de 1853.
Que nonhum dos artigas do regulamenlo citado
manda assiguir a collecta. mas apenas proceder
" ella.
E finalmente que o meio Indicado no art 9
para fazer usara collecta, ou obrigacao de con-
tribuir, 6 urna ustilkacao judicial, e nunca an-
nuncios em jornaes, como erradamente enten-
dem. Recife 9 de Janeiro de 1861.
Lu< Jos Marques.
A ppssoa que annunciou precisar de 1:0005
por seis mezes, com hypotheca em duas negras,
dirija-se a esta typographia quo Iha ensinar
quem d.
las
Oi-ollicioes oe tnariuiia ue ld
ciasses e graluacoes. em servio nesta pro-
vincia, no mar e em Ierra maodam cele-
brar em suffragio peles almas do cam-
uiandanle, officiaos e marioheiros raoitos
no naufragio da corveta nacional D. Isa-
rx-l, na matriz do Corpo Santo, era o dia
I 11 do correnle s 8 horas da manha e
i convidam a todas as pessoas que quizerem
, assistir a este aclo pi e religioso a com-
iKireeer a hora indicad.
Attencao
Roga-se ao Sr. Jos Norato de Medeiros o fa-
vor de vir a ra du Imperador n. 14, a negocio
que o mesmo senhor nao ignora.
Aiuga-88 urna escrava que compra e cozi-
nlm o diario de urna casa ; a pessoa que preten-
der, dirija-se a ra dos Uartrrios, sobrado de
dous andares o. 2, que acnar cora quero (rata-.
Joao Maria i.oreti. Brasileiro, rctira-ee pa-
r fura do imperio.
Attencao.
Tendoo Sr. Antonio Jos ds Silva G-jimaraes
annunciado por este Diario, para os credores da
caaa de negocio da ra do Imperador n. 16, de
que era encarregado Diogo Jos da Costa Fontes,
para no prazo de 8 dias apresenlarem suas con-
tas, e tendoo abaizo assignado assim fetto, toda-
va o Sr. Guimares duvida pagar, e como a casa
esteja giijeita a todas as Iransacces, previne o
abaizo assignado que ninguem fac*a negocio com
o dito eslabelecimento, e protesta* haver a impor-
tancia do seu debito do Sr. Guimares. quando
este llie havia promeltido satisfazer, c agora to-
mn nova resolugao. Recife 9 de Janeiro de
1861.Jos Maria Jorge de Azevedo.
Aliso.
Vicente Nunes da Serrs faz ver ao respeitavel
publico, que nada deve. porra se alguem se jul-
gar seu credor, queira apparecer na loja do fi-
nade Anlonio Francisco Pereiru para ser pago
Os abaixo assignados fazem scieole ao res-
peitavel publico e principalmente ao corpo do
commercio, que dissolveram amigavelmenie no
dialll do dezembro de 1860 a sociedade que ti-
nharu na taberna do Forte do Millos n. 16. que
gyrava debaizo da firma de Silva & Branco, fican-
do a cargo do socio Brinco lodo o activo e paa-
sivo por elles extrahidos at esta dala. Recife
9 de Janeiro de 1861. Jos Manoel da Silva.
Audr Branco.
Precisa-se alugar urna escrava que faga to-
do servreo uiteino da casa de urna pequea fami-
lia eslrangeira ; a tratar na fundcao do Sr. Slarr,
ou aununcie para ser procurada.
Altcuco.
Fugio uo dia 31 do mez prximo passado o es-
cravo Joo, com os signaes seguinles : pardo
claro, alto e secco, representa ler 24 anuos, Ira-
jando camisa e caiga de algodao branco, um
pouco calado, carregon comsigo um bah de
amarello com roupa de hornero, e mais alguns
objocios ; do suppor que tenha trajado dita
roupa para roelhor se disfamar ; julgn-se andar
por esta cidade e seus arrabaldes, assim com
desconfla-se oup seguio para o serto com ootro
que tambem fugio ao Sr. Cesarlo, morador nos
Apipucos ; rogase portado as autoridades poli-
ciaes e aos capites de campo de o prenderen) e
levar ao Recife, ra de Apollo n.24, ou no Mon-
leiro em casa de seu senhor Antonio Jos Teixei-
ra Bastos, que ser generosamente recompen-
sado.
Sociedade dos devotos da capella da Se-
nbora da Conceicao da estrada de
Joao de Vatros.
__ De ordem de socio presidente da sociedade
sao convidados pelo presente lodos os senhores
socios para rcuoio de mesa geral no dia 10 do
corrente, pelas 6 horas da Urde, no pateo de S.
Pedro n. 4, afim de resolverem definitivamente
sobre negocios de importancia. Recife & de Ja-
neiro de 1861. O sesfeUne Interino,
Mainel Martins Fiuz*.
EMXEMFD.
O abaixo assignado declara que sendoMrotor
do hotel da ra do Imperador n. 16, d'onde era
administrador Diogo Jos da Costa Footes, e co-
ma o dono do eslabeleeimenlo Antonio Jos da
Silva Guimaraes recusa pagar as contas que Ihe
*o a presentadas, isto coat a aoneocios que
ue aftefMunse qaem fosse,
o pVdeMlM.
Aalooio Jos Esteres Guimsxies.
publicou, dixeudo nu



m
DIARIO DE PERNABMUCQ. QUINTA FEIU 10 UE JANEIRO DE 1811.
Ama
Manoel Fereira da Silva Tarrozo
na ma do Apollo n. 2S, taca obre Por-
tugal.
Precisa-se de duas amas para cosinhar e en-
gommar ; ua ra Nora ti. 33.
Aviso.
toga-se aos devedorea da loja do fin-
do Amonio Francisco Pereirs. que ve-
tiliam realisar seus debilos no prazo do
15 dias, na ra do Crespo n. 8. do contra- 1
rio vero seus nomes por esle Diario at i
pagarem o que estao a dever.
ma**^ ^ja ~np mu. j^MagjfeaiaiBt
OBvsBVlinisDV^l '-TTtw r'X >EUV CSV t'DVDoVMl
Urna pessoa habilitada propoe-se a ensinar
primeiras letras em casas particulares; os pas
do familia que se quizerem utilisar de seu pres-
umo, dirijam-sea ruada Imperalriz n. 18.
0 abaixo assignado scienliflca aos pais de
seus alumnos e a quera mais possa intcressar.
que se abri a sua aula de instruccao primaria
no dia 7 do eorrento, bem como que contina a
residir na ra Velha n. 92, sobrado de um andar,
que tem oito para o paleo da Santa Cruz.
Francisco Deodato Lins.
Eslraviou-se urna caxa com 15 frascos gran-
des de genebra, da porta do armazem do Lu?
Jos da Cosa Amorim, no dia 5 do correle ; se
alguem tiver noticia della, tenka a bondsde de
mandar avisar a Narciso Jos da Costa, no pateo
do Carmo, ou no mesmo armazem do dito Amo-
rim, que se gratificar com 5$.
Attenco:
*
Trocam-se sedulasdc 10 e 5g das que o the-
souro desta provincia exige 10 0)0 d-e descont,
assim come notas dos bancos ecaixas das mais
pravas do imperio mediante o abate de5|0 : no
escriptorio de Azevedo & Mendos, ra da Cruz
numero 1.
Precisa-se de urna ama: na ra Bella
u. 23.
Aluga-se o sobrado amarcllo e sitio na Pon-
te de IJcha junto ao mesmo sobrado: trata-se
com Ignacio Luiz de Brito Taborda, ou na ra
do Crespo n. 14, loja.
nheiro de Lemos qoeira ir a negocio quo
nao ignora a loja de fazendas da ra da
Cadcia do Recita n. 33.
Simjjlulio da Cruz Ribeiro, professorpu-
blico Jo segundo grao na freguezia da @
Boa-Vista, as horas vagas de seu ma- gj
& gisleriu d licuos por casas particulares: @
0 na ra da Gloria n. 44. #
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser : em casa de Samuel P.
Johslon & C, ra da Senzalla Nova n. 52.
COMIM1IIIA
ALLIANC .
estabeccida em Londres
mm m mu.
CAPITAL
Cinco mvWioes de Vibras
sterVmas.
Saunders Brothers & C tero a honra de in-
formar aos senhores negociantes, proprietarios
de casas, e a quem mais convler, que esto ple-
namente aulorisados pela dita companhia para
efluctuar seguros sobre edificios de lijlo e pelra,
cobertos de telha, e igualmente sobre os objeclos
que coniiverem os mesmos edificios, quer consis-
ta era mobilia ou em fazendas de qualquer qua-
lidade.
Os Srs. Galdiuo Ferreira Gomes e Ma-
noel Joaqun Ferreira tenhsm a bondade
de dirigirem-se a loja n. 23 da ra da
_ Cadeia do Recife.
Xf fl^A *^< rWt Jttft l*!ft,!*&A ajUMASK2tt^
*W%^ffl^B?^CTB^TO^^CTBW ^Mi* Vfl^BbrSW 1^dS** t
Precisa-se alugar urna preta que saiba co-
zinhar ; a tratar na ra da Autora n. 80.
Aluga-se a loja do sobrado da ra das Cru-
zes o. 18 : a tratar do mesmo sobrado.
Aluga-se metade de um sotao na
ra da Palma, a' tratar nesta typo-
graphia.
Precisa-se de urna ama que en-
gomine e cosinbe para 2 pessoas : na
praca da B ja-Vista n. 22, botica.
Precisa-se de um bom trabalhador demas-
seira : na ra do Colovello, padaria do Leo do
Norte. I,,
Collegio de Santa rsula.
D. rsula Alexandrina de Barros lem a honra
de prevenir aos pais de suas alumoas, e a quem
mais interessar possa, que no dia 15 do correle
mez de Janeiro se brirao as aulas do collegio de
Santa rsula, de quo directora, o qual se acha
estabelecido na ra Formosa, sobrado o. 15.
1tramflay MaW^Mg *MIW* ftljtff, *ttfl +UV*. ^a^OlgAlt
S|*B*9W"WBOTSi 53Ict<* irflT* Sf&W SfarM WM. #*
'$ Roga-se ao Sr. Simplicio de Barros
O Campello que por sua bondade haja de
|| vira ra do Passeio Publico loja n. 11.
i&iM m^ Mg am/a pssa Boa *V faa Pflfl fBft ^Mft^i lf
Eiisiuo particular.
O abaixo assignado, residente no terceiro an-
dar do sobrado n. 58 da ra Nova, competente-
mente provisionado pela directora geral de ins-
truccao publica para ensinar primeiras letras, la-
lim e francez, tem a honra do participar ao res-
pcilavel publico, e mxime aos senhores pais de
seus discpulos, que pretende dar principio ao
exercicio de seu magisterio no dia 14 de Janeiro
do corrente, adrailtindo em sua aula alumnos in-
ternos e externos para serem disciplinados as
supra-mencionadas materias.
0 mesmo abaixo assignado sempre solicito no
desempenho de seus devere, lem dado provas
exuberantes no adiantaraenlo de seus discpu-
los, apreseniando-os a exames pblicos, como
pode provar com os termos de exames dos annos
passados.Jos Mara Machado de Figueiredo.
CONSULTORIO
ESPECIAL HONEOPATHICO
Ra de Santo Amaro (Mundo-novo) n. 6.
O Dr. Sabino O. L. Pinho
di cousultas
todos os diat olis desda as 10 horas at meio
dia. Visita aos doentes era seas domicilios
de meio dia em diante, e era caso de ne-
cessidade qualquer hora. As senhoras de
parto e os doentes de molestia aguda, que
nio tiverem inda tomado remedio algum al-
lopathico ou homeopaihico, serio atlendidos de
preferencia.
As molestias mais freqnentes debaixo dos
climas do Brazil, principalmente as que sSo
mais difBceis de curar, lhe tem merecido um
estudo especial; sao ellas :
1. Molestias proprias das mulheres.
2. Molestias das creancas.
3. Molestias da pe le.
*" 4. Molestas dos olhos.
5. Syphilis, ou gallico.
6. Febressymplhomalicas das lesees do cere-
bro e de suas membranas, dos orgos do peito,
e do apparelbo digestivo ; febres intermitien-
tes e suas consequeacias.
Pharmacia especial homceopathica.
Attention
Atten^o.
Existe o verda.eiro queijo ingles Chedder, que
so pele excellente goslo e qalidade i superior e
preterivel outro qualquer, estando venda no
estabelecimento de Sodr 4 C, na ra estreita
do Bosario n. 11, nico deposito.
| Uenlion.
.- Parties desirons of reli-hingand apprecialing
1 the well Known Chedder Cheese will ave to ap-
plyto Sodr 4 C. n. 11, ra estreita do Rosario,
venientes na pralica, principalmente para os mes which is tbe only place wher ihis delicios ar-
dios que comegam fazer ensaios, e psra as | Hele is lo be bao al present.
pessoas curiosas que nao sabem conbecer essa-
differencas, e por isso poderse altribuir i inefica-
cia da bomceopalhia, o que realmente depende da
m preparicao dos medicamentos.
Para obviar estes graves inconvenientes o
agitador dynamieo tk Dr. Sabino munido
de um contador era que se scham as unidades,
dezenas, centenas, militares, decenas de mimares
collocadas convenientemente, de maneira que
cada vascolejaQo apparece um numero novo,
desde 1 at 10 rail; nao sendo desta sor te
pessivel engae algum.
Os medicamentos homceopalhicos preparados
por meio desta maquina sao os nicos que de-
sinvolvem propriedades uniformes capazes de
curar as molestias com a maior certeza pos-
sivel.
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Frederic Gaulier, cirurgio dentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
denles arlificiaes, ludo cora a superiori-
dade e perfeico que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
A officina de marmore
mudou a sua residencia do caes 22 de Novembro
para a travessa da ra da Praia n. 3, junio ao
caes do Ramos.
rara
DO
Recife ao rio Sao Francisco.
iAmado.
De conlormidade com as iostrueces recebidas
da respectiva directora faz-se publico que desta
data em dianlc sao convidados os accionistas
desta companhia a cumprirem com os termos do
aviso que por ordem da mesma abaixo ficam pu-
blicados.
Escriptorio da companhia 17 de dezembro de
1860.E. II. Bramah. thesoureiro.
Aviso.
COMPAMIIA DA VIA FERBEA
DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(LIMITADO.)
Pelo presente faz-se publico que por reiolu;o
da directora desta companhia, lomada nesta da-
ta tcm-se feito urna oulra chamada de duas li-
bras sterlinas por cada ac^ao, a qual chamada ou
prelago dever ser paga" at o dia 31 de Janeiro
prximo futuro no Rio de Janeiro em casa dos
Srs. Mau Mac. Gregor S. Davemoort A C., e em Pernambuco no es-
criptorio da thesouraria da mesma via frrea.
Polo presente (lea tambem entendido quu no
caso de nao ser a dita chamada ou prestado sa-
lisfeila no dia marcado para o seu pagamnoto ou
antes o accionista que incorrer nesla falta paga-
r juros a razo de 5 por cento ao anoo sobre
tal chamada ou preslaco a contar deste dia at
que soja realisado o pagamento. No caso de nao
rffectuar o pagamento desta chamada ou presta-
gao dentro do 3 mezes a contar do dito dia Hxado
para o embolso da mesma flcarao as acroes que
incorrerem em tal falla sujeitas a serem confis-
cadas segundo as disposicoes dos estatutos a este
respeito.
Por ordem dos diroctojes.
AssignadoW. II. Bellamy,
Secretario.
199 Gresham House.
Od Brouad Street.
E C.
22 de novembro de 1860.
AGITADOR DYNAMICO.
A pharmacia bomceopthica est Ion ge de
preencher todas as vistas dos mdicos homoe-
pathas era quanto fortn os medicamentos pre-
parados mo. A forca do bomem nao po-
de ler a precisa uniformidade para bem de-
sinvolver as propriedades medicamentosas das
substancias; ella vae naturalmente enfraque-
cendo medida que se vae fazendo o traba-
llio da dynamisacao; e por essa rszo que
numerosas vezes accontece que duas preparagoes
de acnito, por exemplo, da mesma dynami-
sacao, feitas pelo mesmo homem, no mesmo
dia, ou era dias diversos, ou feitas por dous
horaens diferentes, nio produzem o mesmo re-
sultado era casos anlogos de molestias; urna
desinvofve urna accao mais prompta, a oulra
urna acgo mais lenta.
Alm disso, sendo essencial para a regu-
laridade das dynamisafdes que cada di7ifo
tenha um numero certo de abalos ou vascole-
jagoes, para que nao aecontec,a que pelo excesso
ou pela insufficiencia d' estas percam os medica-
mentos as propriedades que lhes sao assignala-
das, ouque convem cada dynamisacao, nao
se podo isso obler as prepararles feitas mao
porque o numero de abalos sempre maior ou
menor, d' onde evidentemente resulta um effeito
tambera maior ou menor, e por conseguinte
duvidoso na applicac,ao do medicamento ; se os
abalos sao insuficientes nao se desinVolvem
todas as propriedades convenientes dynamisa-
cao que se quer fazer, e se sao de mais, desin-
volvcm-se algumas das propriedades da dyna-
misacao superior, com parda certa de muitas
das que convem dynamisacao que se quer
preparar, o que sera duvida lem graves incon-
Alem disso, desejando tirar de sua viagem
Eurcpa todas s vautagens para o progresso
da homceopathia no Brasil, o Dr. Sabino nao
poupou esforcos para obler as substancias me-
dicamentosas dos proprlos lugares, onde ellas na-
turalmente nascem, e para isso entendeu-se com
unidos melhores herboristasd'AUemanha, para
lhe mandar vir as plantas frescas, afim de pre-
parar elle mesmo as tinturas. *
E' assim que o acnito foi mandado vir dos
Alpes, a rnica das montanhis da Suissa, a
belladona, bryonnia, cha moco illa, pulsalilla.rhus,
hyosciamus, foram colhidas n'Allemanha, na
Franca e na Blgica, e veratrum no monte Ju-
ra, etc. etc.
Desta sorle provida a pharmacia do Dr.
Sabino das substancias que serviram para as ex-
Les amateurs de fromage Chedder Cheese bien
connue source nom el quidsirent degouter doi-
vent se presenter ru.e de Rosario estreita n. 11
chez Sodr & C, attendu que l'unique deposi-
iaire de ce fromage reside dans cet ru.
Precisa-se um caixeiro que tenha bastante
pratica de taberna : no largo da ribeaaa de S. Jo-
s o. 1, venda da esquina da ra de Santa Rita-
Os abaixo signados por mutuo acWrdo
teem dissolvido a sociedade que linham na MHr-
ui sita na ra da Cruz n. 34, em 31 de dezembro
p. p., a qual gyrava sob a firmade Oliveira &
Azevedo, fies ndo a cargo do socio Azevedo. a li-
quidacao da extncta Arma.Manoel Joa#a Sil-
va OliveiraJo s Gongalves de Azevedo.
Urna pessoa que na pode ir ao
Manguinho fallar ao Sr. Manoel Ephi-
genio da Silva, roga lhe que ira annun-
ciar onde o pode procurar nesta cidade
visto nao ser permittido fallarvte-lhe na
al fandega.
I l< I s
DE
PARTIDAS DOBRADAS.
O emioo pralieo de escripturacao commercial
por partidas dobradas e de arithmelica, dirigido
pelo abaixo assigDado, contina a fuuccionar re-
gularmente as quar'tas e sabbados de cada se-
mana, das 7 horas s 9 da noite.
As pessoas quo desejaiem ler conhecimento de
qualquer das referidas materias, queiram dirigir-
se & casa do annunciaote, na ra Nova n. 15, se-
gundo andar, oes dias e horas cima designadas.
E to claro e fcil o syslema de escripturar os
livros mercaolis por partidas dobradas, que s as
pessoas desfavorecidas do menor grao de intelli-
gencia sero capazes de nio recnhecerem a ver-
dade do expendido logo as primeiras liedes que
receberem do abaixo assignado.
M. Fonseca de. Medeiros.
CarValho, Nogueira C.
Sacio qualquer quanlia sobre Lisboa'-e Porto :
no escriptorio da ra do Vigario n.9, Io andar.
B Aluga-se uma casa terrea acabada ha dous
annos, com bstanles commodos, sita aa ra bo
Molocolomb n. 73 da freguezia dos Afosados: a
tratar na praca da Boa-Vista n. 16 A.
Gaz
Notas
- Avsa-se aos Srs. consumidores que no*
caso de apparecer das 4 horas da tarde
alguma escapa ou ma' luz poderao dt-
rrgir-sea cusa do machinhta encarre-
gado dastesrviQo Vicente Jos de Oli-
veira na ra de Santa Isabel n. 15.
4
CONSULTORIO
de OOOede 11000 de umaf,^ da Siva Ramos>
Trocam-se estas olas por generte, no estabe- MedlCO pe QVeP8dalc de Coml)Pa.
Tendo de passar algum tempo no si-
tio dos Buritis na estrada do Arraial,
meu.consultorio estara' aberlo todos os
manha e das
As pessoas que man-
lecimento de Sodr & C, ra estreita do Rosario
n. 11 ; tambem se veadem as bellas uvas de Ita-
marar.
Aluga-se um sitio no principio da rstrada
dos Afflictos pertenceute a viuva de Jos Joa- dias das 9 horas as 11 da
quiftdellesquila.com mulos arvoredos produc-{ -z _. c j ,r/to
tivos e urna excellente casa assobradada, que se < '
\ deHahnemann, descriptas na Itorna recommendavel petos seuscommodose de-darem procurar-me, terSo "bondade
pathogensia, acharao os mdicos e os amigos da | GtddeeDM""/der," .h" d Queimado n'18' de drSir chamados por escripto pa-
homceopatliia os meios seguros e verdadeirosde BfgJCSigifgSlS Sd5?i3 CiC?|iCDiffiBE rn a ^0*:1 (*'* 'ou9/1 defronte da casa de
curarem as enfermidades.
OS PREQOS SAO OS SEGU1NTES:
Botica de 24 tubos grandes 125 a 16
Dita de 36 .....; 189 a 229
Dita de 48 ....... 2 i a 299
Dita de 60 ......309 a 359
N.B. Existem carteiras ricas de veludo para
maior precn.
Cada vidro de tintura avulso. : 29
Cada tubo avulso...........1*
Caixas cora medicamentos em glbulos e tin-
turas de diversas dynamisafdes (mais usadas):
De 24 vidros com tintura e 48 tu-
bos grandes......; 489000
De 36 ditos dita e 56 tubos grandes 649000
De 36 ditos dita e 68 tuhus grandes. 709000
De 48 ditos dita e 88 tubos grandes. 929000
De 60 ditos dte e 110 tubos grandes 1159000
Estas caixas sao uteis aos mdicos, aos Srs,
de engenho, fszendeiros, ctaefes de familias
capiles de navio, e em geral todos que se
quizerem dedicar pratica da homceopathia,
Veudera-se tambera machinas elctricas por-
taieis, para tralaraento das molestias nervosas.
Estas machina sao as mais modernas e as
mais usadas actualmente era toda a Europa,
tanto pela commodidade de poderera ser trasi-
das na algibeira, como porque trabalham com
preparares que nao sao nocivas:
Cada uma. ....... 509000
O Dr. Sabino ensina a maneira de se servir
desta maquina.
Roga-se ao Sr. Candido Theodoro Ro-
drigues Tinto ou Mendes que venha bus-
car o seu penh*r na loja da ra do Pas-
seio Publico n, U, do contrario ser ven-
dido para pagamento.
' rninha residencia ua ra Nova.
Dentista francez.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
rangeiras n. 15. Na mesma casa tem
agua e p den ti (ico.

APPROVACAO E AITORISACO
DA
kUMm tmuik m mmm
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
mmm mmurnt
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPTICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPASJMEDICINAES sao muito conhecidas no Rio de Janeiro e em todas as provincias
deste imperio ha mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se tem obtido as enfer-
maras abaixo escriptas, o queso prova com innmeros altcslados que existem de pessoas capa-
zas e de distinecocs.
Com estas Chapas-electro-magneticas-epispasticas obtem-se uma cura radical e infallive
em todos os casos de inflammaco [cansaco ou falla de respirando), sejam internas ou externas
como do Qgado, bofes, estomago, bago, rins, ulero, peito, palpitaco de coracao, garganta olhos
erysipelas, rheumaiismo, paralysia e todas as atfecces, nervosas, etc., etc. Igualmente para as
dilTereotes especies de tumores, como lobinh'os, escrfulas etc.. seja qual fr o seu tamanho epro-
fuadeza, por meio da suppuraQo serao radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado ao
habis e distinclos facultativos. '
As encomraendas das provincias devem ser dirigidas por escriplo, tendo todo o cuidadode
fazer as oecessarias explicacoes, se as chapas sao para homem, senhora ou enanca, declarandon
molestia em que parte do corpo existe, se na cabeca, pescoco, braro, Coxa, perna, p, ou tronoc
do corpo, declarando a circumferencia : e sendo inchacoes, feridas ou ulceras, o molde do seu ta
manho em um pedazo de ppele a declarajo onde existem, afim de que as chapas nossam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do B rasil.
As chapas serio acompanhadasdas competentes explicacoes o tambem de todos os acceso-
rios para acoUocaco dellas.
Consultas todas as pessoas que a digoarem honrar com a sua conflanca, em s escriolorio
que se achara aberlo todos os dias, ,3em excepjo, das 9 horas da mantisas 2 da ta
||9 Ra do Parto || PERTO DO LARGO DA CARIOCA
CASA DE SALDE
DOS
Sita em Santo Amaro.
Este estabelecimento continua debaixo da administracao dos pro-
prietarios a receber doentes de qualquer natureza ou cathegoria que
seja.
O zelo e cuidado all empregados para o prompto restabelecimen-
to dos doentes e geral mente conhecido.
Quem se quizer utilisar pode dirigir-se as casas dos proprietarios
ambos more resna ra Nova, ou entender-secom o regente no esta-
tabeleciment .
Reforma de presos.
Escravos. .* 2#000
Maruj'os ecriados, .... 2$500
Primeira classe o e. 3500
As opera c/>es serao previamente a justadas. *
] Trasaassa-sa renda do engenno Uchoa.
I silo na freguezia de Afogados, pouco mais de
. uma legoa islante desta praga, est9 engenho
| tem muito boas trras, boas matas, e muito
bom de agua com a nova obra que se fez, lem
1 grande casa de vivenda e concertada de novo ;
safreja de dous a tres mil pes e mais que se
0 Sr. thesoureiro das loteras manda declarar ?"'^" P,antar. Pis f m erras suflicientes para
que se acham a venda no escriptorio das mes-; H' ^?m P er" procure ao m8J0r ADto"
mas os bilheles da terceira parte da primeira lo- ,, _* ^usmao, na ra do Queim&do, loja
PROVINCIA.
teria da igreja doSenhorBo'm Jess dos Marly- i n" 41,U0U no, ***** e"*nho:
rios desta cidade cujas rodas devero andar im- ~_ ,?.D10.e! l23C.l de !lTei
preterivelmente no dia 19 de Janeiro prximo fu-
turo.
Thesouraria das loteras 22 e dezembro de
1860.-0 escrivo, J. M. da Cruz.
sobre Lisboa e Porto :
escriptorio.
ra & Filho sacam
no largo do Corpo Santo,
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3$
Tira ratratos por3
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3^
Tira retratos por 3,jf
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de
xinhas novas
ca-
Sedulas de 1,000 e del
SS de urna figura.
Trocam-se estas sedulas sem descont
por fazendas que vendem-se por baralis-
simos precos, na ra do Crespo loja ama-
relia n.8 de Leandro Lopes Dias succes-
sor de Antonio Francisco Pereira.
Fazendas finas.
Vendem-se chapeos de seda de muito
bom goslo a 15o e a 25$, vestidos de se-
de de muito bom gosto a 40?, 509 o 80$,
ditos de barege e gaze a 109, ditos de
cambraia branca bordados (multo ricos),
chaly e barege a 500 rs. o covado, or-
gandisde muito bom gosto a 800 e 900
rs. a vara, basquinas de fil com ricos bi-
cos de seda a 3~, talhos com bicos para
vestidos de senhora a 500 rs., camisas
com pellos e punhos de liuho a 30 a du-
zia, gollnhas bordadas para senhora a
19. mussulnas de uma s cor s 240 rs.
o co.-ado e muitas outras fazendas de bom
gosto que se vendero por metade de seu
valor ni ra do Crespo loja ara&rella n.
8 de Leandro Lopes Dias successor de
Antonio Francisco Pereira.
Aula de primeiras letras.
Manoel de Souza Cordeiro Simdes, autorisado
, pelo Exm. Sr. presidente da provincia para o en-
tonelo receido um sortimento de cai- sino de instruccao primaria nesta cidade, avisa
de cai-
de cai-
11
CONSULTORIO
DO
MDIROCOPAR TE1E OPERADOR.
3 RUA DA GLORIA, CASA DO I 1 \ DO 3
Clnica por ambos os syatenas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela manha, e de tardedepois de 4
horas. Contraa partidos para curar annaalmenie, nao s para acidado, como para o engenbos
ou outras propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manha e em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nSo forem de urgencia, as pessoas residentes no barro do Recife po-

dero remoller seus bilheles botica do Sr. J. Sounn & G. na ra da Cruz, ou
livros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casado annunciaoteachar-se-ha constantemente os melhores
menloshomeopalhicos j bem conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tobos grandes.....,.... 109000
Dita de 24 ditos........;........15*000
Dita de 36 ditos.................20*000
Dita de 48 ditos................. 255000
Dita de 60 ditos'................ 30*000
Tubos avulsoscada um.........:...* 19000
Fraseos de tinturas. : j...........'. 2000
Manual de medicina horueopathica pelo Dr. Jakr, tra-
ducido em porluguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirorgia etc.. etc........20*000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 10*000
Repertorio do Dr. Mello Mones. ,...... 6*000
loja de
medica-
xinlias novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento
xinhas novas _,
No grande salo da ra do Imperador
No grande saloda ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america-
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos chimicos, c um grande
numero de objectos relativos & arte.
Como tambem um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arto
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicoes muito
razoaveis. >
Os cavalheirose senhoras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimritos, pa-
ra examnarem os specimens do que
cima ica anunciado.
Vice-consulado pontificio
em Pernambuco.
O vice-consul avisa aos subditos da
nacao que representa e a todas aquel-
las pessoas qne quizerem enviar um
bolo para o dinheiro de S. Pedro, a
irem levar ao escriptorio do consulado
o que houverem de depr nessa bolsa,
certos deque sera' remettido o produc-
to dilectamente ao Exm. Sr. cardeal
ministrodos'negociosestrangeiros, com
o discurs de apresentacao, que sera'
publicada bem como a lista dos subs-
criptores, pelos jornaes desta capital.
Vice consulado-pontificio, em Per-
nambuco, ra do Trapiche n. 40, 4 de
Janeiro de 1861.
ltnsnadc Faria.
aos pais de seus alumnos e ao respeitavel publi-
co, que no dia 7 do correte se achara aborta a
sua aula particular, continuar as funches de
seu magisterio : e que continua a admittir alum-
nos externos e internos, pensionistas o meio pen-
sionistas : na ra Travessa dos F\pustos, casa
numero 16.
Mllk
Precisa-se de uma ama para cosinhar
o ordinario de uma casa de poucas pes-
soas : a tratar nos Coelhos, ra dos Pra-
zeres n. 4.
Yltencao.
.Antonio Thomaz Pereira avisa a todas as pes-
soas que lhe sao devedoras de lhe saldarem suas
conlas at 30 do correte por o mesmo ler obri-
gaces a cumprir; do contrario cobrar judicial-
mente.
Precisa-se do uma escrava cozinhf ira e en-
gommadein, e mais servicos de casa do pouca
familia : na ra de S. Gonzalo n. 14, primeira
casa de soto ndo para a igreja.
Aluea-se uma ama forra ou cap-
tiva para casa de familia : na ra da
Cadeia do Recife n. 53, terceiro andar.
O abaixo assignado leudo cedido a sua ta-
berna sita na praca da Boa-Vista n. 20, ao Sr.
Mathi.s Gomes da Fonceca, por isso roga aos
credores da mesma que leo! a ni a bondade de
apresentar suas conlas na ra da Seozala Nova
n. 4, no prnso de30 dias a contar da data da pu-
blicado deste, e aquelles que o deixarem de fa-
zer, a abaixo assignado nao se responsabilisa mais
pelo seu pagamento.Pernambuco, 7 de Janeiro
de 1861.
Jos Fernandes Ferreira.
Cosma Joaquina de Lima Nuoes, professora
publica, nomeada para reger interinamente a au-
la da freguezia de S. Fre Pedro Goocalves, ocha-
se com aula aberla na ra da Madre de Dos, casa
numero 5.
O Dr. Casanova
pode ser procurado todos os dias em seu
consultorio especial homeopaihico.
30-Roa das Ouzes-30
Neste consultorio lem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Pars (as tinturas) por Cs-
tellan e Weber, por precos razoaveis.
Os elementos de homeopalhia obra, re-
commendada inlelligencia de qualquer
pessoa.
. -<
Precisa-se de uma ama para cosinhar para
duas pessoas, paga-se bem, na ra dos pescalo-
n. 1 e 3.


./
DIARIO DE ERNA1BCO. QUINTA fElRA 10 DE JANEIRO DI 186-1.
flft
K
i

i
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA [PBBQLHA @ g)B. TWiSM
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECgAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
fnico e medico celebre de New York
EX-
GRANDE SPERIORIDADE DO
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
sangre.
Cada um sabe que a saude oa a infermidade
lepando directamente do estado deste floido vi-
tal. Islo ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quaulidade do sangue n'um homem d'es-
tatura mediana est a valia Ja pelases primeiras
autoridades em vinte e oito arrateis. Em cada
pulsado duas onjas sahem do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de quatro minutos. Urna dis-
posico extensiva tem sido formada e destinada
cora admiravel sabedoria a destribuir e fazer
circular esta comiente db vida por (odas as
parles da organisac,ao. Deste modo corre sera-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se emprenha
de materias ftidas ou cjrrompidas, dilunde
cora vblocidadb elctrica a corrupcao as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veias, e pelos vasos capillarios,
at cada orgao e cada tcagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulado evidentemente se faz um escenuo
poderoso de doenc_a. Nao obstante pode tam-
bera obrar eoia igual poder na criacao de saude.
Eslivesse o corpo infecionado da doenc,a maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou gian luloso, ou muscular, se smenle o san-
gue pJe fater-se puro e saudavel ficar superior
a doenca e inevitavelmento expedir da cons-
titai^ao.
O grande manantial de doenca enlao como
d' aqui consta no PLDieociRCDLANTE.e nenhum
medicamento que nao obra, directamente sobreel-
le para purificar e renova-lo.possuealgum direi-
to ao cuidado do publico.
O SANGUE 1 O SANGCB i o ponto no qual
se ha mysler fixar a attengao.
O ORIGINAL E O GININO !
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
New-York, bavemos vendido durante muitos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideramo lo ser o extracto original e ge-
nuino de salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qualprimeiramente sob este nome foi apresen-
lado ao publico.
ROYDPAUL, 40 Corilandt Street.
WALTER.BTOWNSENBCo, 218 Pearl
Street.
LEEDS S HAZARD, 12-1 Maiden Lae.
JOHNCARLE & Co, 153 Water Street.
M WARD Si Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAMCo, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENMNGS, 188 Pearl Street.
R.B. HAV1LAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, ROBINS& Co, 134 Water Streel.
THOMAS & MAXWELL, 86 William Street.
WM. UNDERH1LL, Junr, 183 Water Street.
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Sireet.
NORTON.BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY & Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFEL1N, BROTHER & Co, 104 &
106 Jobo Si,
LEWIS & PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
10 Astor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Street.
POU & PALAJNCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Slreet.
RUST & HOUGHTON, 83 John Streel.
I. MINOR & CO. 214 FiHpn Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Slreet.
JOSEPH E TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KLNSLEY, 45 Cortlandt
Street.
HAYDOCK, C0RLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDUSER, l78Greenwch
Sireet.
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOS A ARVORE E SUAS FRU-
TAS i
B IGUALMENTE
Conheeemos um Medicamento nos seus Efftitot.
O extracto composlo de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend esta
OMEDIG43IMT0DO POYO'.'.
Adala-se tio maravilhosarnente a constituido
que pode ser utilisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E DEBILIDADE,
fortalece;
ONDE E'CURRUPgAO,
purifica;
ONDE HE PODR1DAO,
AL1HPA.
Este medicamento celebrado que to grandes
ser vicos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das iuas Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspeccao directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade de-New-York, cuja cer-
tidao e assignalura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSAPARR1LHA
DO DR. TOWNSEND.
O grande purlcador do sangue
CURANDO
O Herpes
A Herysipela,
A ADSTRICC.AODOVEN-
TRE,
As Alporcas
Os Effeitos do azod-
GUR,
DrsPEPSiA,
As Doencas,defiga-
DO,
AHydropesia.
A Impingb
As Ulceras,
O RllEUMATISMO,
As Chacas
A [IED1L1DADE GERAL*
As Doercas de pellb
AS BORBDLHAS NA CA-
RA,
As Tossbsi,
ASSOCIACO POPULAR
rOLNINMAS SE 1861.
Acham-se Yenda na livraria da praca da Independen- SOCCOITOS MlltllOS.
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesta
typographia
Folhinhd de porta ou KALENDARIO eeclesaslco e civil para o
bispado de Pernambuco........... 160 rs*
Dita de algibera conlendo alem do kalendario ecclesiaslico e civil,
explicado das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimenlo e occaso do sol-
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, provinciaes e raunicipaes, ao
que se junlou urna colleceao de bellos e divertidos
_. jogos de prendas, para ntrele ni raen lo da mocidade. 320 rs.
Dita dita .... coatendo alem do kalendario ecclesiaslico civil, expli-
cs(o das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ; dilas dos impostes
geraes, provinciaes e raunicipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e coa ungar, e os oficios que a
igreja costura celebrar desde domingos de Ramos, at
sexia-feira da Paixo, (era portuguez). prego..... 320 rs.
Dita do altnanak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao prego de:....... 19000
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-s**
de formato, e fizeram-se muitas alteraces, seudo a correc-
co a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias soffre mudancas) acrescntando-se a nu-
meraco dos estabelecimentos commerciaes e industriaes ;
acompankado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela occupaco do individuo de quem se quer
saber a residencia.
O Dr. Joaquim'da Silva Gusmao, medico l-
timamente chegado a esta capital, pode ser pro-
curado para o exerclcio de sua protisso, na ra
Imperial o. 64.
LOTLHIi
Escriptorio de advocada
DA
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
OExtraclo acha-seconlidoemgarrafas quadra-
das e garante-se ser mais forte e melhor em to-
do o respeito a algurn outro purificador do san- cujas rodas deyero andar imprclerivelmenle no
gue., conserva-se em todos os cumas por cer-
to sspaco de tempo.
DO DOCTOR
Felippe da Molla de Azcvcdo Correa.
Ra do Cano n. 2't, primeiro andar.
Rio de Janeiro.
O Dr. Motta de Azevedo advoga tanto no (oro
, civi'l e commercial romo no criminal e eccle-
siaslico, em qualquer das instancias; traa de
revistas, encarreg-se de defezas fura da corte,
. do disirlclo da rt'larao do Rio de Janeiro, res-
! pondo a consultas e propostas sobre iuesies ju-
0 Sr. (liesoureiro das loteras manda declarar! ridics, d mineilas para contratos, escripturas
que se acharo expostos a venda os bilhetes da etc., cmflm, trata deludo quanto diz respeito
lerceira parle da primeira lotera da irmandade
do Scnhor Dom Jess dos Marlyrios desla cidade
PROVINCIA.
Aslgnatura dabanhos frios, momos,de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 das consecutivos. ,........... 109000
30 carioaf paraos ditosbanhos tomados em qualquer lempo...... 15)000
15 Ditos dito dito dito .... 000
"7 > -4*000
'BanhosAvulses, aromticos, salgados esulphcrososaosprejos annunciades
Estareducc,o de presos facilitar aorespeitavel publico ogozo dasvantegen-s que-resultam
da frequenciedeum estabelecimento de urna utilidadeineontestavel,raasque infelizmente nao
estando em nosso* h&bitos, ainda pouco conbecida a apreciada:
Cada garrafa do original e genuino extracto do Dr. Townsend tem a assignalura e a certidae do Dr. J. R. Cblilton, na capa
exterior de papel verde
No esariptorio do -proprietarie, 212 Broadway, New "York, e em Pernambuco na ra da Cria n. 21 escriptoric 1. andar, iMfr-
em na blica da ra Direila n. 88 do Sr. Paranhos.
Ensino de msica.
Offerece-separa leccionar soUejo.cometam-
bem a tocar varios stromenlos; dando as li-
nes das? horas s 9 1(9 da neiteratratar na ra
da Roda a. 50.
O Sr. alteres Tbom G. Vieira d
Lima, queira dirigir-se a esta typogra-
pliia, Ka ra do Torres n. I*, primeiro andar, ha
para alagar-se um escravo parda e bem moga.
Bento Jos Silvestre rlira-se para Portugal.
- Offerece-se urna parda de roeia idade para
cuidar em Iratamenlo de menino e servir de ama
secea de urna casa, menos eogomraar ecozinhar:
na Boa-Vista, nos Goelhos, ra dos Prazereso.
28, que ahi achara com qu-em tratar.
Com o descont de 5 OO trocam-se as se-
dlas de 19 c 5S, das que s podem ser trocadas
no thesouro geral desla provincia, com o descon-
t de 10 OjO, na Iravessa da Madre de Dos n. 17,
das 8 horas da manhaa s 5 da tarde.
Precisa-se do urna ama de leile: no pateo
do Tergo n. 26.
Os Srs. baixo assignados sao rogados a vi-
re a ra da Imperatriz, loja n. 82, a negocio
que muito Ihee inleressa e diz respeilo .
Jos Caelano Pinto do Queiroz.
Manuel Flix Hasario, do Santo Anlao.
Domingos Jos Dantas.
-Sabino Joaquim da Puridcago.
Joao Auguslo de Hollanda e Silva.
Lucas Antonio-Evangelista.
Jos Joaquim de Aguiar.
Manoel Izidro do Nascimento Arauio,
Manoel Seraphim.
Joaquim Juveocio de Almeida.
TheodoroJos Pereira Tavares.
Jos Pedro Ralis Barbosa.
Antonio Homem Ledo.
Miguel Carneiro de Moraes.
Maooel Flix.
Conrado Jos da-Silva.
Domingos Francisco Kegis.
Jos Antonio da Silva.
Joo Borbalho de Mello.
Jos Leocadio do liis, morador no engento Jar-
dim, ffegueiia do Cabo.
Aluga-se o sobrado de dous andares e so-
laoda ra Imperial o. 169 : a fallar na ra da
Aurora n. 36.
Uma sen bota casada, com .pou-
cos ilhoe, e j maior, natural e residen-
te em Hamburgo, mas que esteve no
Brasil, acceita dous on tre meninosou
meninas para educar com-todo o esme-
ro e por condieoes rasoavew; a falla*-
na livraria n. 6 e 8 da praca da inde-
pendencia, onde se darao toda as in-
wrmacoe8.
TABAC CAPORAL
Recos lo das manuacluras Vm\evVaes Ac*Tan^a.
Esteexoelenle fumo acfaa-se depositado, diretamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBO A DO C ARMO, o qual se vende por-masc,os de 2 hectegramos a I$0O0e em porcao de
10 raascos para cima com descont de 25 poreento -, no mesmo estabelecimento acba-setambem
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
s
EAU MINERALE
NATRAUE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22
de
di 19 de Janeiro prximo futuro.
Thesourana das loteras 22 de dezembro
1860.Jos Maria d^ Cruz, escrivao.
O abaixo assignado avisa ao respeilavel pu-
blico, que o Sr. Maooel Severino Duarte deixou
de ser caixeiro de sua loja de fazendas no Pas-
seio Publico n. 7, desde o dia 3 de Janeiro do cor-
rente.Amaro GonQalves dos Santos.
Nova pauta ou tarifa da
alfandega
Ne livraria da praca da Independen-
cia n. 6 e 8, existe a nova tarifa que
tem deexecutarse a 9 de fevereiro, a
qual sera' mostrada aos Srs. assignantes
do Diario, que a quizerem consultar em
quinto nao chegam alguns para vender.
4os consumidores de gaz.
A empreza da illuminacao
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregarem aos seus machinis-
tas on serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de Ibes ser novamente
exigido Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-,
j i Paran.
dOraUtOriSadO OU no eSCnp- Minas Geraes.
torio dos gerentes. ]5Hr.SS5.*,..
a sua prossao, e por um honorario razoavel.
Tendoem vista o inleresse O'aquellos que ha-
bitan) as provincias e que tendo dependeucias l
na corte, a maior parte das vezes nao possuem
um procurador ou correspondente habilitado que
curo de seus interesses, o supraOilo advogado
lera annexado ao seu escriptorio um outro, es-
pecialmente de procuradura no qual, debaixo de
sua immediata vigilancia e direceo, se encon-
tram empregados habilitados quo tomam a si o
trataren) de todos os negocios cjue correm pelas
secretarias de estado e repartieres publicas da
corte e oapiUl da provincia do Rio de Janeiro ;
fazerem extrahir alvars de mercs. titulo*, hon-
ras, condecorarles, diplomas, pattnlcs para ot-
kiaes da guarda nacional, carias de juizes de
direito, municipaes e de orphos, de escrives,
tabellies. contadores, distribuidores, partido-
dispensas
Domingo 13 do corrente haver sess5o ordina-
ria da assembla geral de conforroidde coma
primeira parta do srt SS dos respectivos estatu-
tos; os senhores socios eTeclWos deveran com-
parecer a dita sesso, que tere lugar as 10 horas
da manhaa do referido dia, uma vez que nao se
eflectuou a reuoio da mesma, que foi convocada
para o dia 6.
Secretaria da Associaio Popular de Soccorros
Mutuos 8 de janeiio de 1861.
Joo Francisco Marques,
1." secretario.
1:000#000.
Precisa-se de 1:000} por 6 mezes com hypo-
Iheca em duas negrinhas de 13 e 13 annos, e
uma mobilia de Jacaranda, com lampos de pe-
dra ; quem quizer annuncio para ser procurado.
A abaixo assignada, moradora na ordem
lerceira do convenio de S Francisco de Olinda,
roga a todas as pessoas que a favorecan) com
suas estillas o faror^de mandarem-lhe levar na
referida morada, porque achando-se gravemente
doenle, nao pode, como era de costume, procu-
rar, e nem tem pessoa algnraa a quem encarre-
gar possa esta missao. Confiada nos philantro-
pico coracoes de seus devotos espera ser ser-
vida.Violanta Thereza do Vasconcelos.
Attenco.
O abaixo asignado roga as pessoas que lho es-
tao a dever o favor de virem pagar seus dbitos
ate o fira deste mez: na ra do Imperador o. 63.
Recife 9 do Janeiro de 1861.
Jos Antonio Soares de Azevedo.
Consultas medicas.
Ser2o dadas lodos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu oscrititorio, rua
da Cruz n: 53, desde as 6 al as 10 horas
di mjnhaa menos aos domingos sobre :
1. Moleslias de olhos.
2. Mole-tias de coracao o de peilo.
3. Moleslias dos orgos.da geraco e
do anus.
O examo dos doenles ser feilo na or-
dem de suas entradas, comegando-so po-
rra por aquelles que sofrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos o p-
ticos serao empregaJos em suas consul-
taes, e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter cetteza, ou rnenos
probabilidade sobro a sede, naiureza e
causa da.molestia; e dahi deduziro plano
de Iratamenlo que deve destrui-la ou
curar.
Varios medicamentos sero tambera
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadnira qualidade,
promplidau em seuseffeilos.ea necessida-
de do seu emprego urgonle que se usar
delles.
Pralicar ahi mesmo, ou cm casa dos
doenles toda e qualquer operacao que
julgar conveniente para o resfabeleci-
raunto dos mesmos. para cujo (lm se acha
prvido de urna completa colleceao de
instrumentos indispensuvel ao medico
operador.
O abaixo assignado faz publico pelo presen-
te, que devendo ao Sr. Andr Barbosa Soares a
quanlia de 4 950} rs. de urnas letras, que, saca-
das pelo mesmo Barbosa, aceitfi pela compra que
Uz da cocheira do arsenal de mannha n. 10, em
bdeoulubro do anno prximo passado de 1860.
lera contratado cora o mesmo credor de lhe en-
tregar a dita cocheira e mais perlences tendentes
ao mesmo servico, firan lo eu obrigado a todas
as dividas quo a dita cocheira se aihar a dever
ros, provisoes para adyogar e solidar, otspcnsas i dMde 6 de oulubro al -,,-"", -; fi d dj|
para pasamentos, o oulrus negocios dcpeudtfnlea credor Barbosa livreedeaemb.rac.do como cons-
do internuncio apostlico resposlas a consullas, ,a de ,im ., < s
dadas pelos mais abal.sados advogados : agen- cifl>i 8 de janei?o de 1861Vicente Moreira da
Silva.
Precisa-se alugar um cozinheiro forro o
uma escrava, para o servico interno do uma casa
ciaren) pelo thesouro geral o recebimento de dt-
nheiros que lenham cabido era exercicios lindo-,
trataren) de cartas de naturalisacao etc.
Os precos sao mui razoaves"e garanle-se a inglcza, na Es'cada: agradando paga-se bem
ETLP- ld 6 "2* de8einPenh0 !,a d,0""s fallar na rua do Trapiche n. 18, no escriptorio.
coramisses, sendo sempre bom que as partes j Bernardo Fernandes Vianna. abre a sua au-
ind.quem qual a possoa da cOrte encarregada do Ia p8rtc, de primeiras lettr.a no dia M desto
negocio e do pagamento das despezas. As par-
tes que nao tiv.rem' correspondente na corte,
podem dirigir-se directamente ao advogado ci-
ma mencionado, ou a algum dos seguinies agen-
tes as capitaes das provincias :
Para.
Maranho.
Piauhy.
Cear.
.Parahyba.
Pernambuco
triz n. 17.
Alagoas.
Sergipe.
Baha.
Espirito Santo.
S. Paulo.
Frederico Chaves rua da Impera'
Remedio lafallivel contra aa agnorrhas antigs e recentes.
nico deposito Da botica franceza, rua da Cruz n. 22.
Prego do frasco 35000.
VIA FRREA
wm&m su siiiiisoy
A. L,. SANTOS & UOlulM.
Scientificam aos seus amigos e freguezes desta e d'outras
provincias, que mudaram o antigo estabelecimento de fa-
zendas que tinham na rua do Crespo n. 13 e do Imperador
n. 36, para o bem conheicdo sobrado amarello, na esquina
da rua do Queimado n. 31, propriedade do Illm. Sr.com-
mendador Magalhes Bastos, onde continuaro a ter o mais
eompleto sortimento de fazendas de todas as qualidades
para venderem por mdicos precos em grosso e a retalho.
SOBRADO AMARELLO
LIMITADA.
ABERTURA DA SUDADA SEGfyO AT A ESDA.
Dodia3dedezembrodel860at outro aviso a partida dos
trens ser regulada pela tabella seguinte :
Trompara o interior.
DIAS DE TRABA-
ESTACOES. I_____L"-___
ESQUINA DA RUA DO QUEIMADO N. 31.
. Jos Francisco Ferreira, subdita portuguez,
retira-se para o Rio de Janeiro.
Na rua estrella do Rosario por cima do bo-
tequim do Sr. Julio, precisa-se de uma ama que
compre e coziuhe para orna pessoa.
Ebja e armaco para alugar.
Aluga-se a loja da roa Direila n. 87, e junta-
mente aluga-se a armaco que lem na mesma,
-para qualquer estabelecimento, pota muito com-
modo alugar a armagao a quem 060 qur gastar
ialieiro em fazer.
Trovador.
O proprietario deste estabelecimento desejao-
do por todos os modos a seu alcance corresponder
a boodade de seus freguezes, mandou vir de Pa-
rs um primorosobilbar de mognoe o tem a
disposico dos amadores desso bello passa tempo
a todas aa horas do dia e da noile. Espera que
seus freguezes e amadores nao dexaro de fre-
I quentar constantemente o seu estabelecimento,
|Concorrendo assim para que seus extorcas sejam
i coroados de bom xito. Rua larga do Rosario nu-
j mero 44.
JosMoreira
MANHAA.
O abaixo assignado previne ao publico que
ninguem contrate cora a Sra. D. Carlota Eslrepe
Pereira a compra da casa terrea sita na rua do
Brum n. 2, e de mais 2 escravos, porque dila ca-
sa e-escravos nao pertencem a mesma senhors,
mas sim foram dados no Inventario e partilhas
que se preceJcu dos bens de seu finado marido
Manoel Jos Pereira, para pagamentos de seus
credoresde seu casal, em cujo numero se acha o
abaixo assignado, que protesta desde j annullar
rifVd?l'.? CASOiQ.eerem effecluadas- l" 1 foi lo Sr. Santos & Roim p. 13. t
16 7 janeiro de 1861. mazem na rua da Imperatriz, outr'ora rua do
Luiz Antonio de Sauza Ribeiro. Collegfo n. 36.
Lopes
mudou o seu estabelecimento da casa amarella
da rua do Queimado para a rua do Crespo, para a
Cinco Ponas
Afogados.........
Boa-Visgem......
Prazeres..........
Ponl-ziiiha........I
llha............
Villa do Cabo......I
Ipojuca...........I 10
Olinda...........
Timb-Ass.....
Escada (chegada)
tarde.
ESTACOES.
Escada...........
Timb-Ass......
Olinda............
Ipojuca..........
Villa do Cabo....
Ilha...............
l'onlezinha.......
Prazeres..........
Boa-Viagera.....
Afogados.........
Cinco Ponas (che-l
0OM1NGOS E DIAS
SANTOS.
MA.MIAA.
TARDE.
Presos de bilhetes.
VIAGENS SINGE-lviAGENS DE I0A
LAS. E VOLTA.
I.
15
25
40
2."
400 300
50| 1200 900
1400i 1100
2400; 4900
2700' 2200
3f00 2700
4500 3300
5300 3800
6000 4300
6500 4500
3."
1.
Trens do interior.
203} 600
500' 18O
600 2(100
1000 3600
1100 4000'
1400, 5000
2000 6900
2300 800U
2600 9000
30:i0ll0000
DIAS DE TRABA-
LHO.
MANHAA.
Mor.

6
6
6
7
7
7
7
7
8
fin.
45
5
20
35
15
25
40
50
TARDE.
flor.
1
2
2
2
3
3
3
3
3
4
Min
45
5
20
35
19
25
40
50
10
DOMINGOS E DAS
SANTOS.
HAMIAA.
Uor.
Min.
15
25
40
50
to
TARDE.
Hor.
3
4
4
4
5
5
5
5
5
6
6
Min.
451
5
20
35
15
25
40
50
10
500
1400
1600
2600
3200
4000
5000
5700
500
7000
fc
300
800
900
1500
1700
2100
3000
300
3900
4500
Precos de bilhetes.
VIAGENS SINGE
LAS.
VIAGENS DE IDA
E VOLTA.
l.
700
1400
2100
3200
3800
4400
5000
5600
6000
6500
Assignado E. E Bramah
Superintendente.
2.a 3.1 l. 2. a.
1 "
500 300| 1000 800 500
1000 6001 2(00 1500 900
1500 9U( 3200 2201 1400
2200 1400 4800 3300 2100
2800 f/t 5700 4200 2500
3100 191X 6600 4600 2800
3800 2300 7900 5700 3400
4000 241K 8100 6000 3600
4300 2700 9500 6800 i 4000
4VK) 3000 10000 7000 4500
corrente Janeiro : na rua da Cadeia do Recife pri-
meiro andar n. 10.
Thendoro Insl, Saxouio, vai Europa.
Franrisi o Jos Vieira de Carvalho, relira-so
para fra da provincia.
Precisa-se de Urna ama qun saiba cozinhar
e fazer todo o servico de casa : na rua do Caldei-
reiro, taberna n. 60.
Attenco.
D. 1 hereza Alexandrina de Souza Bandeira faz
scienle ao respeilavel publico que se acha cora
8 *',a aula aborta desde o dia 7 de Janeiro do
1861 ensina primeiras lelras, grammatica portu-
gueza, bordados de todas as qualidades, e varias
galanteras de 13a e flores da mesma, e recebo
meninas exlernas e internas; quem quizer servir-
se do seu pouco prestimo, dirija-se a rua do Ro-
sario n. 14
Precisa-so alugar um preto para conduzir
comidas para fra : no botequim da rua larga do
Rosario n. 25.
Aluga-se um escravo pardo propro psra
criado ou cousa seraelhantc : quem dellc precisar
dirija-se ao oito da matriz de Santo Antonio au-
mero 16.
Aluga-se
o primeiro andar do sobrado n. 47 da rua da Ro-
da, proprio para homem solteiro ou pequea fa-
milia : na rua Augusta n. 94.
Os abaixo assignados fazem scienle que u-
dou-se o seu contrato de sociedade nes'a dala, o
Sr. Adolpho Muller deixou de ser socio da firma
Kalkmann Irmaos & C. Recife 31 de dezembro
de 1860. Kalkinenn Irmaos & C. Adolpho
Muller. r
Escravo fgido
Fugio da cidade de Mamanguape, no dia 29 de
zerobro de 18i9, um raulaiinho de nome Filipno
com idade de 15 anno. pouco mais ou menos o
lem os s.gnaes seguintes : cor vermelha, cabellos
encolh.dos, o curpo e o roslo bastante seceos
muito esperlo e bem regrista, logo quandu fueio
foi visto em Goianna, onde foi preso pela polica
um seu parceiroque timbera se achava futido
ha supposicoes que esteja com titulo de forro era
qualquer parle: quem o appreheuder leo-o em
Mamai-guape a seu senhor Francisco Antonio d
ilva Valente Jnior, em Pedras de Fogo a Clau-
dio Jos de Araujo. e ao mjor Jos Cesar de 41-
buquerquo, je ser bem recompensado.
Irmandade de N. S. da
Boa-Viag'ciii.
ment ao que determinara os predi.os arZ
P,. ^ secrela"o-J. I. Gomes. '
Iremsa-se de Dma mulher maior de 30 an-
nos, que lenha exeraplar conducta o sera filhos
o que sep inteirameme desembarcada e inde-
pendenle. para se encarregar da regencia de urna
casa defam.lia e de homem casado: quem e,ui
ver nestas c.rcurastuncias. dando conhecimento
por pessoa fidedigna de sua boa conducta d !
dad/u"? i6-6!!.8'!' "*0 Pale d0 Para,z d"
cidade n. 4, que lhe dir quem assim o pretende
Terrenos de marinha.
na, Aj?r'm9DS,>r, novamenlo convida
Cunha Z'Zl Dr-,0*1uim Antonio Ca'rnoiro da
Lunlia Miranda, por si ou por seus procuradores,
a c.omparecerem na casa de sua residencia, na ru
Uireita n. 74, para selhes marcar o dia em que
eem de assistir a medicSo, demarcaco e ava-
Iiacao dos terrenos de marinha que hes foram



DIARIO DE PlWJ&MBtJCO. QUINTA FSRA le DI JAKElO 0 i.
Attenco. i Lkros pira escriatarac&o.
sedelos bem limos, quem quizer a *,0.... _,.. ... _.. .__ ... *.
Alimpa-se denlos bem limpos, quem quizer
paree* nesie estabelecimeulo a* ra da Impera-
trir, loja de barbeiro u. 63, preco rauilo cmodo.
Aviso.
' Priscilla Senhorinha Mendes d'AIbnquerqqe,
professOra particular de inslruecSe primara,
com aula na ra do Rosario n. 39, segundo an-
dar, avisa.aos paes de suas aluronas, e a quem
mais se quizer ulilisar de sen presumo, que lem
de abrir n sua aula, e entrar noexercicio de seu
magis no la 14 do cojrrnle mez de Janeiro.
O melhodo adoptado o do Gaslilho, por aulori-
sacfiu da directora geral de inslrucgao publica,
cbm o qual muito teem aproettado as suas dis-
cpulas, como o diro aquellos paes que em
sua aula tem suas Glhss.______________
C onipras.
Compram-se dous ornamentos, 1 branco ou-
tro encardado e branco, 1 a 2 calix, 1 a 2 rais-
sjes, e lambem a obra Flor Saoclorum ludo
que estoja em bom uso : na casa do sachristo
da ordciu lerceira de S. Francisco.
Olaria.
Conipra-se ou arrenda-se urna olaria de fabri-
car lijlos de alvenaria grossa : na ra do Quei-
mado, loja de ferragens o. 53.
Compra-se urna escrava moga e de boa con-
ducta, que saiba engommar e coznliar : a tratar
na ra Un Seve ou illia dos Ratos, casa terrea n.
1 do Sr. Tiburcio.
Compram-se frascos grandes vasios de agua
de colonia de autor Lubin a 100 res cada um :
na ra das Larangeiras n. 16.
Vendas,
Vende-se dous bon3 escravos, sendo um
cozinheiro: trata-so na ra larga do Rosario
a. 23.
Na ra do Imperador n. 28, vende-se cerve-
ja ingleza muilo boa viuda cm quartnlas, a garra-
fa por 4U0 rs., cada copo de meia a 200 rs.
ara casamento.
Vende-se um rico cortinado de cambraia todo
bordado para cama ; thegado a pouco de Fran-
ca : na loja de livros ao p do arco de Santo
Antonio.
Vende-se por prego commodo ura preto
proprio para silio, ou tratar de cavallo ; na ra
Diroita n. 10C.
A 2#500.
Vend<-se cada urna saia bordada, muilo boa,
para senhora ; na ra do Crespo n. 20 B, loja de
Adriano & Castro.
Aencai.
Na ra da Cruz n. 60 rendem-se maos, bragos,
pernas, pcitos, cabegas, de cera, objectos esles
proprios para promessns que tiverem feito Se-
nhora di Monte e Sanio Amaro, e ludo por pre-
cos mu commodos.
Chegod tiUiriMrmente, um nWro sotttmento d
livros' em branco, de muito superior quadade.
Vendc-ie na livraria econmica junto ao arco
de Sanio Antonio.
Lencos de labyriotho.
Chegarara a pouco doCeara destes lencos, obra
muito delicada, e vende-se na Hrraria econmi-
ca, junto ao arco de Santo Antonio.
Anda contina a estar para se Tender, per-
mutar por caga nesta cidade, e em ultimo caso,
arrenda-se a quem Ozer as obras e concertos que
a casa precisar, sendo descontada a quanlia gasta
do aluguel que ti ver de pagar, o sitio da iravessa
do Remedio, na freguezia dos Afogados n. 21:
quem o pretender, entenda-se com seu proprie-
lario na ra do S. Francisco, como quem vai pa-
r a ra Bella, sobrado n. 10, ou na alfandega
aonde empregado.
Ba do Queiinado n, 27,
loja de miudezas de 3
portis, frente amarella
Fronhas grandes de labyrintbo.
Ditas pequeas.
Lengos de linho.
Toalhss indas de labyriotho.
Bicos c rendas da trra.
Enfeiles de vidrilho a 2j500.
Manguilos cqm golliiihas a 2J500.
Gollinhas prelas de vidrilho a 1500.
Seda frdxa para bordar, a meada a60rs.
Franjas brancas e de cores para cortinado, pe
ca a 3400.
Carteiras grandes para letras.
La para bordar, a libra 6)000.
Espclhos grandes para salas por barato prego.
Casavoques de fustao brancos a 8j.
Fitas la vradas de todas as cores c larguras.
Jarros do porcelana para sala.
Farinha e milho.
Vende-se boa farinha de mandioca a 3/500, e
milho novo em saceos grandes a 49 ; na ra da
Madre de Dos n. 4 ; approveitem, anles que se
acabe.
Espirito de vinlio.
Vende-se de 2S560 a 2$S00 a caada : na Ira-
vessa do pateo do Paraso n. 16, casa pintada de
amarello.
Attenco.
*
Vendem-so cartoes de clcheles a 40 rs., ditos
em caixa a 60 rs., (rangas de laa para vestido a
40 rs. a pega, sapatos de la para criangas a 210
o par, caivetes para aparar pennas a 100 rs.,
meias para homem a duzia a 2;, ditas mais finas
a 33, o par a 260, caixas de agulhas francezas a
120 rs., tinta de cores o frasco a 240, ludo mats
se vende por melado de seu valor : na rua Dirci-
ta n. 100, loja de miudezas.
Vende-se um mualo moco e robusto, sem
defeilo algum, para lodo o srvigo, principal-
mente para engenho por ser bom caneiro e bom
mestre de caldeira na ra das Cruzes n. 18.
HMfS
Bolsas de tapete para '
viagens.
Vendem-se mui bonitas bolsas da tapete aro-
prias para viagens, etc., etc., pelos baratissimos
pregos de 59, 69 e"j : na loja da agola branca,
ra doQueimado n. 16;
' Farinha a 3#500.
Vende se ao armazem da rus da Madre de Dos
0. 35, saceos com boa lariaha de mandioca, de-
sembarcada hoBlum, pelo barato prego de 3(500
cada sacco.
Milho doto a 4$000.
Vendem-se milho novo em saceos grandes, pe-
l prego cima ; no armazem da ra da Madre
de Dos n. 35.
Rita do Queimado n. 39
Loja de quatro portas
DE
JOAQTJIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, fazenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
600000, ditos sem defeito a 1009000, tem um
resto de chales de loquim que esto-se acabando
a 309000, ditos de mirin bordados com pona
redonda a 89000, diles sem ser de pona redonda
a 89000, ditos esta opados com listras de seda
em roda da barra a 99000, ditos da ricas estam-
pas a 70000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 29000, ditos sem franja e muito
encorpado a 29000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enlejiados a
259000, diios muilo superiores a 309000, en-
feiles de vidrilho preto a 39000, ditos de reirez
a 39500, organdis da mais fina que ha no mer-
cado a 19000 o covalo, cambraias de cores
de padroes muito delicados a 800 rs. a vara, di las
deoulrasqualidadesa 600 rs. avara, ricas chitas
farncezas de muito boas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, peilos para camisa a 240 rs. cada urna,
corles de casemira decores a 69000, ditas em
pesca de quadrinhosa 40000 o covado, gollinhas
de muito bom gosto a 19000, ditos de oulros
bordados ricos a 3,->000, manguitos de cambraia
bordados a 39000, tiras bordados e entrimeios
quesevendem por prego commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de criangas, e capinhas
para senhoras a 19400 rs. o covado, corles de
cambraias de salpicos a 50000, cortes de cam-
braia enfeiladas com liras bordadas a 69000,
e ou tras militas mais fazendas que ser difcil
aquipode-las mencionar lodas
Urna linda peca.
Vende-se um moleque de 10 annos
sem vicio nenhum, o qual bom bo-
lieiro, copeiro e cosinba o diario de
urna casa, compra e rabe vender na
ra : a tratar na ra do Vigario n. 19
das 9 as 4 horas da tarde e das 4 em
diante na ra da Aurora n. 80.
Eafeites de velludo, ultimo
gosto.
A loja da aguia branca acaba de receber mui
bonitos e delicados eufeiles de velludo, obra de
toda perfeicao e ultima moda : vendem-sn a 109
e 128: quem os virnao hesitar de os comprar;
vendem-se tambera oulros de velludo e froco a
3J. 4jJ e 5g : na ra do Queimado. loj da aguia
branca u. 16.
Vende-se urna morada de casa
terrea na ra da matriz, da Boa-Vista
a fallar na meima ra sobrado que vol
ta para a ra da Glorian. 33.
Ra do Crespo,
Bonelspara meninos.
O lempo proprio para se comprar es bonitos
bonets de peono Sao esfeitadM cm fita de cha-
malote e borlla, oatros enfeitados com fila de
velludo e pluma, 9 oulros coa galiotinho dou-
rada. todas palos bwalissima* precaa 3*500
loja n. 25, de Joaquim Ferreirk de S, vende-se' 49 e 59, ditos de palha escura, mui bonitos e
por pregos baratissimos, para ecnbar : pecas de i ortoa 3a\ gorras de palha branca enfeitadas a
cambraia lis* fina a 3.5, organdys muito linas e '9500, e ou tros mu ajurenles bonets de panno
modernas a 500 rs. o covado, cassas abortas de
honitas cores a 240 rs., chitas largas a 20 e 240,
cortas de catea de cotes a 29. ntremelos borda-
dos I959O a peca, bab&dos bordados a 320 a
vira, sediohas de quadros finas a 800 rs., casa-
voques de cambraia e fil a 59, planteadores de
cambraia bordados a 59, gollinhas bordadas a
640, ditas com ponas a 29500, manguitos borda-
dos de cambraia 016 a 2a, damasco de la com
9 palmos da largara a I96OO, bramante de linho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, luvas
para senhora a 100 rs. o par, capas de fustao en-
feitadas a 59, pegas de madapolao fina a 4f, lai-
zinha de quadros para vestidos a 320, camisus de
cambraia bordados a 21, sobiecasaeas de panno
fino a 20} e 2.j>3, palelots de panno e casemira de
10 a 205, ditos de alpaca de 39500 a- 89, ditos de
brira de cores e brancos de 39500 a 5#, caigas de
casemira prelas e de cores para todos ps pregos,
ditos de brim de cores e brancos de 29 a 59. ca-
misas brancas e decores para todos os pregos,
colleles de casemira de cores finos a 59 ; assiro
como outras muitasfazeadas por menos do seu
valor para fechar contas.
ra do Queimado,
ZW>:S
2*
Os proprietaros deste estabele-
cimento cbnvllam ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato que se
achara em seu armazem de molhados de novamente sonido de gneros, os melhores'que tem
vindo a esta aereado, perserem escolhiJos por ura dos socios na capital de Lisboa e por sorem
a rnaior parl* Jelles vinaos por conta dos proprietaros
240.
Cassas de lindos padroes e cores fizas que se
pode garantir aos comprados, a 248 r. o covado,
na na do Queimado, loja de4 portas n. 39.
As verdadeiras luvas de
Joirvin,
A loja da aguia brancas araba de receber de
sua encommenda as verdadeiras luvas de Jou-
virt, primeira qualidade, tanto brancas como pre-
tas para homem e senhora : quem precisar, diri-
ja -se a dita loja da aguis branca, rna do Quei-
mado n. 16.
Assucar e caima.
Vende-se assucar mascavado a 100 rs. a li-
bra, agurdente de canoa engarrafada a 240 a
garrafa ; na trav- ssa do pateo do Paraizo n. 16,
casa pintada de amarello.
Esteiras da India de 4, 5
e 6 pamos de largo.
No armazem de tazendas da ra doQueimado
n. 19, propiamente para forro de salas e camas
por ser ds melhor qualidade, e lodas brancas
Chales.
Ricos chaleade merino eslampados, de cores
muito bonita a 1$, ditos muilo finos a 8)500,
ditos lisos a 59, ditos bordados a matiza 8950o,
na ra do Queimado n. 22, loja da,boa-f.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, lera serapre no seu depo-
sito da ra da Jloeia n. 3 4, urn grande sorti-
mento de tachas e moendas para engenho, do
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapi-
che n.4.
Gapellas e flores.
Mui bonitas capillas para noivas a 59, 6*9 e 79,
dilas para meninas n 2J. bonitos e delicados cai-
xos de flores finas a 1JJ500, 2r> n 39 : na ra do
Queimado loia da aguia branca n. 16.
Suissos.
GAgos com c\\ampai\\a
das melhores marcas que ha no mercado a 20^000 e em garrafa a 2$000.
Figos de comadre
em caixas proprias para raimo a 1900O.
ttarris com azcUoaas
os mais novos que lia no mercado a 1?2000.
Setvea branca
das mais acreditadas marcas a 59000 a duzia e era garrofa a 500.
Queijos uamengos
recebidos pelo uliinio vapor de Europa a 39000
Qucijos parlo
das melhores qualidades que tem vindo a este mercado a 9G0 reis a libra, e era porcao se fa-
ra algum abatemenlo.
Quejos suisso
recenteraenle chegado e de suqerior qualedade a 960 reis a libra.
Chocolate
dos raalhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porcao a 8S0/.,.
Maricielada imperial
do afamado Alrreu, e de oulros mais fabricantes de Lisboa emlalasde 1 a 2 libras a 800
T., era porgao dse far algum abatimento.
Maca de tomate
orn latas de 1 libra por 900 rs., em porgao vende-se a 850 rs.
Conservas francezas e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 70o rs. o frasco.
la tas de b ilaelnlia de soda
com diferentes qualidades a 19600 a lata
\meixas raneexas
s uns novas que tera vindo a este mercado em compoteiras.contendo 3 libras por 3&000 rs.
o era atas de 1 e 1|2 libra por 19500 reis
Caixinbas com 8 libras de passas
a 35000 rs. em porgio se far algum abaiiraenlo, vende-se tarabem a retalhoa libra a 500 rs.
Manteiga ingleza
parfeitamentoflor a mais novaque ha no mercado a 19000 rs. a libra, em barril se far al-
gara abatimento.
Cb perola
o railhor que ha neste genero a 25500 rs. a libra dito hyson a 29000 rs.
IMLanteiga franceza
a 720 rs. a libra em barril se far abatimento.
Toncinno de LAsboa
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
' M-\c*s para sopa
em caxinhas de 8 libras com deferentes qualidadespor 49000 rs.
Tambera vendora-seos seguintes gneros, tudo recentemente chegado e de superiores qua-
lidades, presuntos 480 rs. a libra, chourija muila nova, mermelada do mais afamado fabricante
de Lisboa,maca de tomate, perasecca, passas, fructas em calda, araendoas, nozes, frascos com
amendoas cobertas, confeiles, pasiilhas de varias [validades, vinagre branco Bordeaux, proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, magas de lorias as qualidades,
gorama muito fina, ervilnas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cerrejas de ditas!
spermacete barato, licores trancazos muito finos, marrasquino de zara, azei te doce purificado, azei-
tonas muito novas, banha de porco refinada e oulros muilos gneros que encontrarlo tendentes a
molhados, por isso prometlem os proprietaros venderem por muilo menos do que ou tro qualquer,
prometiera mais tarabem servirn aquellas pessoas que mantlaiem por oulras paaeo praticas cpm
ia vieisem pessoalmente ; rogam tambera a todos os senhores de engenho e senhores lavradores
ftielram mandar suas encommendas no armazem Progresso,qqe se Ibes affianca a boa qualidade e
o acondicinamelo,
Em casade Schafleitlln & C.rua da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado aorlimento
derelogios de algibeira liorisontaes, patentes,
chronometros, meioschronometros de ouro, pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
giosdos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vanderaofior precos razoaveis.
FROCO.
Vendo-se frco de. todas as cores e grossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, 610 e 19 rs. a
peca ; na ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16.
Grammatica in-
gleza de Ollendorff.
Novo methodnpara aprender a lr,
a escrever e a fallannglezem 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruc-
9^0, pblicos e prticulares. Vnde-
le napraqa de Pedro II (antigo largo
do Collegio) n. 37, segundo andar.
Relogios.
Vendem-se cm casa de Braga, Silva & C, re-
logios de ouro de diversos fabricantes inglezes,
por prego commodo.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fixas
a doze vintenso corado, mais barato do qne
chita, approveitem em quanto nao se acabara ;
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
Arados americanos e machinas
ofetUot a 19 +1*380 :. ai
loja da *iui. branca a. 16.
V Machinas de vapor.
9 Rodas d'agua. g
9 Moendas de canna. $i
# Taitas. Z
# Rodas denudas. Z
Broozes e aguilhdes. Z
Alambiques de ferro. Z
df Crivos, padroes etc., etc. Z
dj> Na fundicode ferro de D. W. Boirman, Z
@ ra do Brum passando o cbafariz. Z
Na loja da boa fe, na ra
doQueimado n. 22,
vende-se muito barato.
Cambraia Usa fina com 8 1|2 varas cada pe$a a
49500, dita muilo fina com salpicos a 59, dita de
coreado padroes muilo bonios a 320 o covado,
cortes de csea pintada com 7 varas a 29340, fil
de linho liso muito fino a 800 rs. a vara, tarata-
na muito fina branca e de cores com 1 lr2 vara
de largura a 800 rs a vara, guamiles de cam-
braia (manguilos e golla] bordadas muito finas a
69, gollinhas bordadas de cambraia muito fina a
19. espartilhos muito superiores pelo baralissimo
prero de 6J, peales de tartaruga a imperatriz
muito superiores a 9, bonets de velfndo para
meninos a 5$, ditos de panno preto a 35, sapati-
nhos de merino muilo enfeitados a2J o par, chi-
tas francezas finas escuras e claras a 280 o cova-
do, cortes de cambraia de cores com 3 babados
cora 11 e 12 varas cada corte a 49500, superiores
lencos de cambraia de linho muito fina e rica-
mente bordados a 9S. ditos de cambraia de algo-
do com bico de linho a 19230, ditos de cam-
braia de linho proprios para algibeira a 69, 7 e
89 a duzia, ditos de cambraia de algodo a &S400
e 3J> a duzia, tiras bordadas largas e finas com 3
1|2 varas cada pega a 2J500, e assim outras mui-
las fazendas quo vendem-se por presos muilo
baratos : na ra do Queimado n. 22, ni bem co-
nhpcida loia da boa f.
mmmm-m-mmmm
Vende-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisaa,
Biscoutos
Emcasade Arkwight 4C, ruada
Cruz n. 61.
!--
Farinha a 3500
Vende se farinha de mandioca a 3#50 0
a sacca : na ra da Madre de Dos nu-
m ero 35.
-Em casa le N. O. Bieber iSuccessores ru
aa Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marca Parre A C, urna das mais
acreditadasmarcas.muiconhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vioho zerez em barris, cognac em barris e
caixas. ,
Vinagre branco etinto em barris.
Brilhantes de varias dimenses.
Eihersulfurico.
Gorama lacre clara.
Lonas, brinzaos e brins.
Ac de Milao
Ferro da Suecia.
Algodao da Bahia.
* -i bj -m a z i rv -3 c atMMBp
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
taa filas com Ovela pan cintos de senhoras e
e ^meninas, e pelo baralissimo preco de i$ : em
dita loja da aguia tranca, ra do Queimado nu-
mero 16.
Bonitos cintos para senho-
ras e meninas.
Objeetos de gosto
senhoras e meninas.
A loja da aguia branca recebeu um bello aorti-
menlo de objpctos d mito gesto e ultima mo-
da, proprios para senhoras e meninas, sendo de-
licadas gollinhas e vollas de vidrilho. vollas de
coral e cornalina com atacador de mola, deura-
do.obra inteiramente nova de muilo goeto, e
pelos baratissimos preces de 29 cada objecto :
nama doQueimado, loja da aguia branca Da-
mero 16.
Perfumaras
novas.
A loja da aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda um lindo e completo sorti-
menlo de perfumaras finas, asquaes est ren-
dendo por menos do que em oulra qualquer par-
te : sendo o bem conhecido oleo philocome e ba-
nha (Societ Hygienique] a 19 o fraseo, finos ex-
tractos em bonitos frascos de cores e dourados a
29. 255OO, 3s e 49. a afamada banha transparen-
te, e outras igualmente Gnas e novissimas como
ajaponaiseem bonitos frascos, cuja tampa devi-
dro tambera cheia da mesma, huir concrete,
odonoell, principe imperial, creow, em bonitos
copinos com tampa de metal, c mullas oulras
diversas qualidades, lodas estas a 1 o frasco,
bonitos vasos de porcellana dourada proprios pa-
ra offerta a 29 e 2{500, bonitos bahotinhos com
9 frasquinhoa de cheiro a 29, lindas cestinhas
com 3 e 4 frasquinhos, e caixinhas redondas com
4 ditos a 1$200 e I56OO, finos pos para denles e
agua balsmica para ditos a l9e 1&500 o frasqui-
nho ; e assim urna ioflnidade de objectos-qne sao
patentes em dita loja da aguia branca, na ra do
Queimado n. 14.
RuadaSenzaIaNoyan.42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston 4C,
sellinse silbes nglezes, candeeiros e casti^aes
bronzeados, lonas nglezes, fio de vela, chicote
para carros, e montara, arreios para carro de
um e dous cvalos relogios de ouro patente
inglez.
Vende se urna grande propriedade sita na
Passagem da Magdalena, entre, as duas ponas,
com muitos commodos para familia, e oulros pa-
ra alujar, que podem dar de rendlmento 1:4009
nnnunaes, sendo os chaos proprios, e echndo-
se reedificada ; quem pretender, dirija-se a ra
Direita, loja de fnnileiro n 47, a tratar com Jos
Antonio de Carvalbo.
Pennas de ema.
Acaba de chegar loja n. 45 da ra da Cadeia
do Recite urna porcao destas pennas, as quaes se
vendem por mdico pre$o.
Gomma superior do Aracaty.
Vende-se a prego commodo : na rea da Cadeia
numero 57.
G1U5DE SIIRTIHEMO
Seguro coaira fogo
COHPAMIIA

Vende-se
EU CASA DE
AdamsoD Honie & G.
1
LONDRES
DE
Fazendas e roupa feita
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquini Rodrigues Tavurcs de Mello
BU.\ DOQUEIMADO N. 39
EST.SUA LOJ* DE.QUATRO PORTAS.
Tem um completo aorlimento de roapa feita-,
convida a todos os seus freguezes e a lodos
quedesejarem ler um uniforme feito com todo o
goslo dirijam-se a este estabalicimento que em-
conlraro um habol artista chegado ltimamen-
te de Lisboa pira d-3sempenhar as obras a von-
tade dos freguezes, j tem um completo sorli-
menlo de pililols de Gna casemira raodello ira-
glez, e muito bem acabados a 169300, ditos
de merino setim a 129000, ditos de alpaca
prelos a 59000, ditos de alpaca sobre casacas
a 89000, ditos com gofla de vela a 99000,
ditos de fuslio, ditos de ganga, ditos de brira,
ludo a 590)0, ditos de brim de linho tranc'a
do a 69000, caiga de brim de linho muit su-
perior a 59000, ditas de casemira de cr a
99000 e a 109000, ditas de casemira
i AGENTES
|C J. Astley & Companhia.
para
Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadasde ferro
Ferro sueco.
Fr>ingardas.
I Ac de Trieste.
I Pregos de cobre de com-
| posicao.
I Barrilha e cabos.
I Brim de vela.
* Couro de lustre.
Palhinha para marcinei-
ro : no armazem de C.
J. AstleyA C.
>i> jasuiszia 000a
nEtLUulUtjt
cus::rc?"r5;-d?sT n.l* ^rf'::\txsrf: 's.* r.-....^*.ik.a
r|10llflm nn u T de panno fino faienda muito fina a 259C. praca do Corpo Santo, relogiosdo afama
sobrecasacas de panno muito superiores a 359 da abricante Roskell, por precos commodos
ea 409000, um completo sortimenlo deearai- 5ambem,^QCellins e cadeiaararaoa meamos
sas fracezas, tanto de linho como de algodo
e fustao vende-se muito em conta, afim de que-
Cheguem ao barato
O P regula est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
28, casemira oscura infestada propria para cal-
a, collete e palitots a 960 rs. o covado. cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente muito fina a 39,
49, 59, e69 a pe$a, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a peca, chitas largas de modernos e
escolhidos padroes a 240, 260e 280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de merino esunpado a
79 e 89, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 99 cada um, ditos com
urna s palma, muilo finos a 89500, ditos lisos
com franjas de seda a 59, lengos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
finas para senhora a 49 a duzia, dilas de boa
qualidade a 39 e 39500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, para coberta a 230 rs.
o covado, chitas escuras inglezas a 59900 a
peca, e a 160 rs. o oovado, brim branco de puro
linho a 19, 19200 e 19600 a vara, dito prela
muito encorpado a 19500 avara, brilhanlin
azul a 400 rs. o covado, alpaca de differontes
Ares a 360 rs. o covado, casemiras prelas
finas a 2950O, 39 e 39500 o covado, cambraia
prea e de salpicos a50O rs. a vara, e outras
muitas fazendas que se far patente ao compra-
dor, e de todas se darlo amostras 50111 peirhor.
rer-seliqiudar com as camisas.
Cera de carnauba
Vende-se da primeira qualidade especial a 99
a arroba : na ra da Cadeia n. 57, armazem de
Prenle Viauna & C.
Por metade do seu
valor.
Ra do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phaniasia, muitoslindos.de
duassaias, pelo baralissimo preco de lOf.cada
um corte.
Cambraias
baratas.
19 Ra do Queimado i 9
Cortes de cambraia branca muito fina com sal-
picos miudiohoB a 49600.
Cambraieta para vestido, muilo fina, pelo ba-
ralissimo preso de 29600, 2*800,39 e 3*500 cada
pe?a.
Baldes de mussulina, ditos arrendados^.ditos
deAiceellnte costo.
Em casa de Mills
Satbam C, na ra f
da Cadeia do Recife
n. 52 vende-se
Vinho branco e tinto de Lisboa em bar-
ril de quinto.
Bichas hamburguezas.
Camisas para homom, inglezas.
Lonas inglezas.
Estopa.
Sulfato de ferro.
Alvaiade.
Veraaethao.
Secante.
Azarcao.
Pedra-hume.
Salitre.
Vinho do Porto de superior qualidade.
Tinta de todas as cores.
Lona e flele.
Fio de vela.
Sellins.silhes, arreios e chicotes.
Rolhas.
Ra do Trapiche n. 42.
Machinas ameri-
canas
E OLTROS RTICOS.
N. O. BIEBER & C. SLCCESSORES,
tem exposto nos seus aTmazens da ra
da Cruz n.-4 e 9, umaiufinidade de
machinas etc., como sd^Jm :
ARADOS de diflerentes modelos, trsba-
lbandode 2 lados.
CULTIVADORES para mpar e abrir a
torra.
M01NHOS para cana em ponto peque-
no, podendo sergovernadas por urna
pessoa. proprias para lavradores.
Dita de DESCAROgAR MILHO, um
processo pelo qual te poupa muifo
tempoe emprega-se rnente 2 pes-
soas,
Ditos de MOER MILHO, CAFE etc.,
etc. ate' o grao mais fino que bouver.
Ditos para FAZER FARINHA de m.
llio etc.
MACHINAS para lazer BOLACHINHA.
BOMBAS para cacimbas e
navios, muito mane iras e
de forca superior
mdicos pi ecos.
Ditas com correntes para
tirar agua de lugares
mui fundos.
VERN1Z de superior qualidade para
carros.
CARROS de mao muito leves e baratos
BALANCAS de 1,000 libras para baixo
proprias para armazeos, depsitos
tabernas, boticas etc., etc.
MAPPAS geographicos do mundo e
suas partes.
MACHINAS de costura de Sivat <& C. as
melhores que ate boje tem appare-
cido.
Entremeios e tiras
bordadas.
Vende-se mui bonitos entremeto e tiras bor-
dadas em fina cambraia, obra* mui bem acaba
lh'S'I^" pe,8 b"sli.si Preces de
^'S e *M00 a peca e as tiras r-ordedas cor
29 2500 3,49,5Se69. Alista da "periol
ndade da fazenda ninguem deixari de comprar e
?XS2Tt:rua d0 Oueiniado ,oja d>
Loja das 6 portas
em frente do Livramerilo
Lazinhas a 500 rs.
Camiainhas muilo bonitas com duas larguras
para vestidos de senhora a 500 ra. o corado %~
tes de riaeado fraaeez para resudo a aaa
dirlgu-se i balao parr menina a 89500, ditas para sea hora .
para tralar, na rua do Lw UfSOOe 59 ; d-se amorra' com plXTllofc
I esta a rta al as 9 horaa da noite. '
Vende-se urna ptima casa terrea eom por-
ta e duas janellas de frente, com 5 quartos 2
salas, cotinha fra, quintal, cacimba, estribara
para 1 ou 2 cavallos, muilo fresca por deitar a
frente para o nascente. muilo aova por ler sido
edificada a 3 para 4 annos. e de urna solida edi-
ficado situada na rua da Palma sob n 94 e lem
mais a rantagem de nao precisar o menor reparo-
quem pretender e a quizer examinar,
A rua da Palma n. 94
Trmenlo, loja n. 27.
por



DUliO DI MiASWCQ* t*- CU1WTA FE1RA 10 Qft JJflflIRO Dt la.
T^
SZ
f)
Calcado,
9S500
8S000
8J500
8J000
6^000
50000
4800
49500
4S000
58600
5#)0
6^000
39600
3500
1S200
Qualidades escolhidas.
45--Rua Direta-4o
*is o feata I E necessario renovar o calcado e
c&rrer o eatabelecimeoto da ra Direilo, que o
rende muilo fresco 0 ent pereito estado por es-
tes pregos I
Borzeguius de homem (bezerro e lustre)
Ditas de dito dem)
Ditos dedito dem)
Ditos dedito idem)
Ditos de dito idem)
Borzeguius de senhora
Ditos de dita
Ditos de dita
Ditos de dita
Sapaloes de bezerro [3 1[2 batera)
Ditos de dito e de lustre
Heios borzegutns de homem
Borzeguius de menina 4J0O0 e
Sapaloes de bezerro para menino 49 e
Sapalos de lustre para senhora a
Feijomulatinho.
Na ra da Madre de Dos u. 18, largo da al-
fandega.
Vende-se urna calecha ora, sera arreios :
na ra Nova n. 59, cocheiradeP. Eduardo Bour-
geois.
Vendcm-ie noventa apolicet da
companhia do Beberibe : na ra Nova
n. 1*, primeiro andar.
Lindas caixinhas de cos-
tura.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vendem-se as lindas caitas de costura pro-
prlas para mimo, assim como pianinhos eom a
sua competente msica, quadros douradus, tan-
tos de santos como de retratos, proprios para en-
feite de sata, jarros com flores muito lindos, es-
tampas tanto de guerras como de vistas decida-
des, caizas de msica com lindas pecas, realejos
grandes com 30 pecas corapostas de valsas as
mais modernas, tudo isto se vende
commodos.
por pregos
Yende-se urna armagao propria para loja
e Irospassa-se a chave da mesma ao comprador'
Da ra Direita n. 43 ; u tratar na mesma.
Ceblas.
Vende-se a 610 e 800 rs. o cento ; na traressa
do pateo do Paraizo n. 16, casa piniada de ama-
Ra do Queimado
n. 39.
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
iYCHtCl\
FUNDILO LOW-MOW,
Roa 4a Swmlla Nm h. 42.
Nesle eslobelecirnento contina a haver um
completo sortimenio de moendas e meias moen-
das para engenho, machinas de vapor loixos
te jorro batido e coado, de todos ootsmanhos
para dito,
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido eacreditado deposito da
ra da Gadeia do Reeife o. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambera cal virgera era
pedra, ledo por procos raais baratos do que em
oulra qualquer parta.

DJOHStrO.
Vende-se algodo monstro cora duas larguras,
muito proprio para toalhas e Unges por dispen-
sar toda e qaalquer costara, dolo baratisaimo
prego de 600 rs. a vara ; na ra d
*>. na ,0Ja da boa f.
na ra do Queimado n.
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da velba
e nova tafra a prec,o de 9#: no antigo
depotito do largo da Aioembla n. 9.
i
Na enciclopdica
Eadmiravcl!
Vende-se na loja da
ra do Crespo
DE
Guimaracsi Villar.
Chapeos de seda braocos cor de caf,
cor de rosa e outras cores delicadissi-
mas a 15$ e20$, parece incrivel.
Mimos de yy.
Riquissima fazenda propria para vesti-
dos de senhorns do bom lom a 500 rs. o
corado.
Las para vestidos de senhora a 360 rs.
o covado.
A Garibaldi.
Riquissimas cassas e cortes de las a
Garibaldi.
A 15,000.
DE
RODRIGUES
DE MELLO.
Manteletes de fil de linho goslos in-
teirameote novos e proprios para a qna-
resma fezenda que se tem vendido a 35
e 40$ para acabar.
Cassas de cores a 240 rs. o covado e
caries de cassa com 20 e 22 covados a
35j> e outras muitas fazendas de apurado
gusto e por pregos baratissimos.
Vende-se presunto muito novo a 480 rs
Cuegou ltimamente a esle eslabelecimeoto unj oTr?.! 32Vrroz '. lib" na. ''
^|Q. .....:___. j.-L____ "__- aas Cruzes n. 24, esquina da travessa do Ouvidor.
Vinlio de Bordeaux.
completo suriimcnlo de chapeos pretos francezes
do melhor fabricante de Paris, os quaes se veo-
dern a 79000, ditos a 8000, ditos a 98000
ditos muito superior a 10*000, ditos de castor,
pretos e broncos a 16*000, o melhor que se] Em casa de Kalkmann Irmos & C, ra da
pode desejar, chapeos de fellro a Gaiibaldi de Cruz n. 10 encontra-seo deposito das bem co-
muito superior raassa a 7*000, ditos de copa nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Freres e
baixa para diversos precos, ditos de palha escura dos Srs. Oldekop Mareilac & C., em Bordeaux.
de vanas qualidades que se vendem por prego Tera as seguinles qualidades:
barato, bonets de veludo para meninos a 5*000,
ditos de palha escuras e claras a WH>00, ditos
de panno muito bem arranjados a 3*500
chapaos deseJa parasenhoras a25*000 muito,
superiores, ditos de palha escuras proprios para
campo a 129000, ditos para meninas a 10*000,
chapeos de sol de seda inglezesa 10* e a 12*
muito superiores, ditos francezes a 8*000,
ditos da panno muito grandes e bons a 450OO.
sapatos de voludo a 29000. ditos de tranca a
1*600, s'tntos de gruguro para senhoras e rae-
ninas a 2*000, coeiros do caseraira ricamente
bordados a 123OOO, o outras muita fazendas
que a vista dos freguezes nao deixaro de cora-
REMEOIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nagoes
poJem testemunhar as virtudes deste remedio
inconaparaveleprovarem caso necessario, que,
pelo uso que dolle fizeram tem seu merabros inleiramente saos depois de havor om-
pregodo intilmente outros tratamenlos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que Ih'as
relatara lodos os das ha muitos annos^ e a
rmior parte dellas sao to sorprendentes que
admirara os mdicos raais celebres. Quantas
pessoas recobraran cora este soberano remedio
o uso de 3eus bracos e pernas, depois de tor
permanecido longo tempo nos hospitaes, onde
deviata sotrer a ampuloso 1 Dellas ka mu-
cas que havendo deixado esses, asylos de pade-
tiraentos, para se nao subraeterem a essa ope-
rario dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
guraas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticareis sua a Srraa-
liva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confiaaca para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que tudo cura.
til, mais partieu-
sesuintcs casos.
Inflainroagao da bexiga.
De Brandenburg frres.
[ROUPA FEITA ANDA 1A1S BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
DK
IFazendas e obras feiasj
HA
LOJA E ARMAZEM
DE
Vendem-se 5 carros novos com todos 00
arreios : na ra Nova n. 21.

cef %
as
St. Estpb.
St. Julien.
Margaux.
La rose.
Ghieau Loville
Chleau Margaux.
De Oldekop 6 Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien MJoc.
Ghaleau Loville.
Na mesma
vender:
casa ha para
O ungaeato tae
lamiente ao>a
Alporcas
Cairabras
Callos.
Anceres.
Cortaduras.
Dores de eabega.
das costas.
dos merabros.
Etnfennidades da calis
em geral.
Ditas do anus.
Erupges escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fiaada ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas,
Inehaces.
Inflamaco do figado.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, o na loja
de todos os boticarios droguistas o outras ps-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana o Hespanha.
Vende se a 800 rs., cada bocetinha contm
'iraa iastrucijao em portugus para oxpliear o
nodo de fazer uso desto ungento.
O deposito geral i em casa do Sr. Soura,
pharmaceutico, na tot da Cruz n. 22. en
Peioambuco.
da matriz
Lepra."
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptil.
Picadura de mosquitos
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraces ptridas
Tinao, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulares.
Veas torcidas ou
das as pernas.
Sherry em barris.
Madeira era barris.
Cognac em barris qualidade fina.
Cognac em caitas qualidade inferior.
SYSTEM MEDICO DEilOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA-
Este inesliraavel especifico, composlo inteira,
mente de hervas moJicinaes, nao conim mercu-
rio nem alguma oulra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prorapto e seguro para
desarreigar o mal na complei$o mais robusta";
enleiramenle innocente em suas operaces e ef-
feitos ; pois busca e remove as doenjas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e lenazes
que sejam.
Entre roiihares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a sande e forjas, depois de haver tonu-
do inultimeole todos os outros remedios.
As mais adictas nao devera entregar-se a des-
esperarlo ; fajara um competente ensato dos
eificazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em lomar este remedio
para qualquer das seguintesenfermidades:
no-
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A m polas.
Areias (molde).
Asth m a.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou extenua-
dlo.
Dbil id a de ou falta de
forjas para qualquer
cousa.
Desin torio.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidadesno ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.'
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Uydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Irjflammacoes.
Irregularidades
menstrnajo.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrucjao de ventre.
Phlysica ou consump-
pulmonar.
Retencao de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Veooreo(mal).
Febreto intermitente,
Vende-se estos pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguista e outras pessoas en-
carregadas do sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hspanba.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dellas, conten orna instrucjio emportu-
guez para explicar o modo de so asar destas pi-
lulas.
O deposito geral em eaia do Sr. Soura
dharmacautico, na ra da Cruz n. 22, em Per-
nambueo.
NA
Ra lo Queimado
n. 46, trente amarella. Jf
Constantemente lemosum grandee va- t
riado surtimento de sobrecasacaa pretas 9>
de panno e de cores rumio fino a 269, X
3(>S e 35, paletn dos meamos pannos
a 20$, 22$ e 24$, ditos saceos pretos dos M
mentos paonos a 149, 16 e 18$, casa- jg
cas pretas muito bem (filas e de superior K
panno a 289. 30$ e 35. sobreasaras de 5
casemira de cores muilo linos a 159, 16$ |i
e 18$, ditos saceos daa mesmas casemi-
ras a 10$, 12 e 14$, calcas pretas de ff
casemira fina para homem a 89, 99, 10/
e 12, ditas de casemira de cores a 7$, 89,
99 e 109, ditas de brim braceos muito
fina a 58 e 69, ditas de ditos de cores a
39. 39500, 49 e 49500, ditas de roela ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$50O, col-
leles pretos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos decores a 4$50O o 59, ditos
brancos de seda para casamento a 59,
ditos de 69, collcles de brim br-anco e de
fusio a 8, 39500 e 49. dilos de cores a
2;500 e 39, paletots pretos de merino de
corda o sacco e sobrecasaco a 7$, 89 e 99,
collcles preles para luto a 4%50O e 59,
calcas pretas de merino a 49500 e 59, pa-
'; letots de alpaca preta a 3)500 e 4$, diloa
sobrecasaco a 69, 7$e 8$, muito fino col-
tetes de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 39800 e 4$. colleles de vel-
ludo de cores e pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149, 159 e I69, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 690OO e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 89 e
39500, dilos sobrecasacos a 5$ e 9500,
St calcas de casemira prelas e de cores a 6J,
5 6$500 e 79, camisas pera menino a 20
duzia, camisas inglezas pregas largas
muilo superior a 329 a duzia para acatar.
Assim como temos urna officina de al
faiate onde mandamos executar todas
obras com brevldade.
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Stomacal^de 1830.
Precioso de 1847.
As duzias,e em caixinhas, a dinbeiro, por ba-
rato preco : vende-se na ra do Trapiche o. 40,
escriptorio.
Meias muito bara-
tas.
A loja da aguia branca est provida de ueoa
grande quantidade de meias, e melhor sortimen-
to que se pode dar, e por isso esta veodendo-as
mais barato do que em cutra qualquer parte ;
sendo meias cruas eocorpadas, de abanhado ou
bocal elstico para homem a2p500, 3$, 3$500, 4$,
4$500e 59 a duzia, ditas inglezas o melhor que
se pode encontrar a 69 o 69500, ditas de fio de
Escocia ponta encarnada itnitandoseda a 800 rs.
o par, e de coreo o 640 e 800 rs., ditas brancas
mui finas e tapadas a 2)400, 3$00 e 59, e inis-
simasa 89 a duzia, ditas brancas finase fio unido
para senhoras a 49, 4$8()0, 59500 e 69500, e de
fio de Escocia primeira qualidade a 8J500 a du-
zia, ditas de seda brancas e pretas a 2$500, 39,
3g500 e 49, ditas cruas mui eocorpadas para me-
ninos a 200 e 240 rs. o par, ditas brancas e de
cores a 240 e280 o par, ditas para meninas a 39
-a duzia. ditas de seda para baptisado a 29 o par,
ditas de laia e de seda para padres a 29, 3$ e 49
o par. Emtim vista de tantas o diversas quali-
dades, o melhor approveitar-se a occasjo, e
dirlgir-se a ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16, que ser servido com agrado e sioce-
ridade.
Miuiraveis remedios
americanos.
Todas as asas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele, devera estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos
com os quaes se cura eficazmente as principaes
molestias.
Promptoalivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
o cura os peiores casos de reumatismo, dor de
cabera, nevrolgia, diarrha cmaras, clicas,
bilis, indigestao, curp, dores nos ossos, contu-
ses, queimadura, erupes cutneas, angina,
retencao de ourina, etc., ele.
Solutivo renovador.
Cura todas as nfarmidades escrophulosas,
crnicas esypbiUiieas : resolve os depsitos de
mos humores, purifica o sangue, renova o
systema .* prompto e radicalmente cura, escro-
phulas, venreo, tumores grandulares, ictericia,
dores de ossos, tumores brancos, afeccoes do fi-
gado e rins, erysipelos, abeessos e ulceras de
todas as clases, molestias d'olhos, difficuldade
dos regras dos mulberes hipocondra, venreo,
ote.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
paro regular isa r o systema, equilibrar a circu-
lacao do sangue, inteira mente vegetaes favora-
veis em lodos os casos nunca ocasiona non-1
zeas era dorres de ventre, dses de 1 a 3 re-'
gularisam, de 4 a 8 purgam. Estas pilulas
sao eficazes as adecces do figado, bilis, dor
de cabeca, ictericia, indigestao, e em todas as
onfermidades das mulheres, a saber: irregula-
ridades, fluxo, retences, flores brancas, obs-
trucc,5es, histerismo, etc., sao do mais prompto
effeilo na escarlatina, febre biliosa, febre ama-
rollo, e em todas os febres malignas.
Estes tres ira portantes medicamentos vem a-
corapanhados de instruefoes impressao que mes-
trom com a maior minuciosidade a maneira de
applica-los em qualquer onermidade. Esli ga-
rantidos de {aleificaeo por 00 hover i venda no
armazeo de fazendas de Raimundo Garlos Lei-
te d Irmo, na ra da Imperatriz d. 10, uni-,
eos agentes am Pernambueo.
CANDIEI/OS
ECONMICOS
NA
Ra Nova n. 20.
Chrgou um riquissimo sortimento de candieiros
econmicos de muito bonitos modelos, desde o
mais superior at o mais ordinario, por preco
muilo commodo, com a experiencia propria de-
Ver agradar ao comprador, e vista da pouca
despesa que faz, animar a ser iluminado s com
os ditos candieiros a gaz ; os mais baratos sSo a
imiiarao de urna lamparina, produzindo a luz a
tres velas de espermacete com a importancia de
40 rs. por noite ; gradualmente ir sobindo to-
das as mais qualidades at o maior, que servir
para ornar e Iluminar urna rica sala, equivalente
a 16 velas de espermacete, ludo isto se garante
,sob o condig.no de votlar o restituir-se o seu
importe, na taita de Bo'agradar a experiencia
feta : na ra Nova n. SO, loja do Vlanna.
Cofres de ferro para diuheiro,
joias. etc., etc.
Na laja do aguia bronco vendem-sebonitos co-
fres de Ierro mui fortes e seguros, com echadura
e chave, e de diferentes tamanhos, proprios para
se guardar dinheiro, joias e papis de importan-
cia, pelos baralissimos precos de 4$50O, 5J000,
5}500 e 6$ : em dita loja da aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
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ROUPAFEITA
Defronte do becco daGongregacoletreiro verde.
Casacasde panno preto a 309, 359 e 409000
Sobrecosacas de dito dito a 359000
Paletots de panno pretos e de cores a
20, 259,309 e 35|000
Ditos de casemira de cores a 159 e 929000
Ditos de casemiras de cores a 7 o 129000
Dilos de alpaca preta gola de veHado a 12 9000
Diiosde merino setim preto e de cor
89 e 9oOO
Ditos de alpaca de cores a 3*500 e 59000
Ditos de alpaca preta a 39500, 59,
79 e 99000
Ditos de brim de cores o 39500,
49500 o 59000
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 e 69000
Calcos de casemira preta e de cores a
99, 109 e 129000
Ditas de princeza e alpaca de eordao
pretos a 59000
Duas de brim bronce e de cores a
29500 49500 e 59000
Ditas de gongo de cores a 39006
Ditas de casemira a 59500
Colleteode velludo decores mui tofino a
Dilos de casemira bordados o lisos
pretos o de cores a 59, 59500 e
Ditos de setim preto a
Ditos de casemira a
Ditos de seda branca a 59 e
Ditos de gurgurao de seda a 59 e
Ditos defustao brancose decores a
39e
Ditos de brim braneo e decores a 29 o
Selouras de linho a
Ditas de algodSo a 19600 e
Comisas de peitode fustao bronco e
de cores o 29300 e
Ditas de peilo e punhosdo linho mui-
to finas inglezas a duzia
Di tas de madspelaobrancas e de cores
a 19800, 29e
Ditas de meia alie
Relogios de ouro patente e orisontses
Dilos de prota galvanisados a 259 e
Obras de ouro, aderecos, pulseiras 'e
rosetas
i croco
tffooo
5000
39500
69000
67000
39500
S9I00
29500
29000
29500
359000
29500
15600
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Vende-e um estabelecimento de
padaria bem montado com um deposi-
to no centro desta cidade e em muito
bom lugar e tambem se vende s a
padaria muito em conta : a fallar na
travessa do Arsenal de Guerra d. 1 a 3.
Vendem-so 3 canoas, sendo urna d'sgua,
urna que pega 110 lijlos de alvenaria grossa e
outra propria para conducSo decapita todas no-
vas na ra Imperial n. 197.
Vndese urna preta boa cozioheira, quilan-
deira e propria para servico de casa de familia :
t na ra do Vigario n. 22.
Veode-Se um par de arreios para carro de
4 rodas, com pequeo uso, e por pre^o commo-
do ; na ra do Trapiche n. 14, primeiro andar.
Na mesma casa vende-se urna bonita parelha de
cavallos do Rio Grande, estando um ja ensinado
para carros.
NoTidade.
Urna cscrava de idade35 annos, cczlnba e cn-
gomma bem por 7, 3 ditas, 1 molequinha de
idade 10 annos, 1 bonito moleque de idade 20
annos : ni ra do Aguas Verdes n. 46.
Relogios.
Vende-se em casa deJob&ston Paler & C.,
ra do Vigario n. 3, urobello sormentode
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesmos
Bales de 30 arcos.
Vendem-se superiores bales com 30 arcos,
sendo muito recommendaveis poi poderem flear
do tamanho que se precisar, pelo baretissimo
preco de 69 ; na ra do Queimado n. 22, na loja
da boa f.
E de graca.
Cortes de calcas de meia casemira de cores es-
curas a 1J600, ditos de brim de linho de cores a
2g,riscadiii!ios de linho proprios para obras de
meninos a 200 rs. o covado, grvalas de seda de
cores a 640, ditas pretas estreilinhas e largas a
1 tf, c ale 111 dalo outros f.tcndoo qnp ep vendem
muilo em conta; na loja da boa f, na ra do
Queimado n. 22.
Bramante
bretanhas e atoalhado
Na loja da boa f, na ra do Queimaoo n. 22,
vende-se bramante de linho muito fino com duas
varos de largura, pelo baraiissimo preco de 2#400
a vara, bretanha de linho muito una e muito
larga a 209, 22g e 24$ a peca com 30 jardas,
atoalhado de algodo com duas larguras a 10400
a vara, dito do Hubo muito superior, tambem
com duas larguras a 3S o vara,; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Pedias.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem pa vender em
ou armazem, na praca do Corpo Sanio n. 11,
alguns pianos do ullimo gosto recentimente
ebegados^osbem conbecidose acreditados fa-
bricantes I. Bread vood & Sons de Londres o
muito cropriospara este clima
Campos c Lima
receberam urna factura de chapeos de sold se-
da para homem, tendo entre estes alguns peque-
nos que servem para as senboras que vo para o
campo lomar bachos se cobrirem do sol, e como
a porco seja grande se resolverao vender pelo
preco de 69 e 68500, e alguns com pequeo de-
eito a 5$ : na ra do Crespo n. 16.
Extracto
DE
sndalo e outras essencias
para lencos.
Na loja da aguia branca se ocha o verdadetro
extracto de sndalo, bem conhecido por sao su-
perioridad*, em frascos menores e maiores a 2$
e 2^500, assim como finas essencias de roso, Mag-
nolia, Palcholy, Luiza & Mario, e muitos outros
cheiros novos e agradareis, e conforma o tama-
nho do frasco vende-se a 29, 3, 4 e 59. A bon-
dode de taes essencias e extracto ji bem co-
nhecida pelas muitas pessoas que tem comprado,
e oioda ser por quera de novo comprar : no ru
do Queimado, loja do aguia branca n. 16.
Vende-se um moleque de 16 annos, forte,
sem virios e defeitos, para todo o servico : na
ruadas Cruzes n.18.
ao p do arco de Santo
Antonio
chegou um rico sortimento de bicos e rendos viu-
dos pelo vapor do norte, assim como os mais ri-
cos lencos de labyrintho quetem vindo ao mer-
cado, caixinhas de tartaruga propriaa poro cos-
tura, ditos de marisco.
E o ultimo gosto.
Superiores gurgurdes de'seda de quadrinhos,
de lindos padres, pelo baralissimo prego do 15
o oovado, grosdcnaples liso de lindas cores a 2J
o corado, corles de loo muito fina com 15 cova-
dos, padres muito bonitos a 89, ditas de quadros
padres tambera muito bonitos a 480 rs. o cova-
do, chales de coros, padres inleiramente novos
a 19 rs. o corado ; aproveitem om quanto oe nao
acabo : na rao ao Queimado n. 22, loja de
boo-f.
Na eslradade Joo de Barros, sitio da viuva de
Rufino Comes da Fonseca, ha para vender por-
tadas, vergas e sacadas ; tendo tambem excelen-
tes pedras para urna porta de cocheira, tuao por
prego commodo ; e no mesmo sitio ocharo com
quem trotar.
Vende-se
Taberna da estrella.
Largo d< Paraizo n. 14.
Minteiga ingleza a 960, Tranceza a 880 da flor,
cha a 2, caf a 240, toucinho a 320, arroz a 100
r.. alpista a 180, espermacete a 720r queijos a
2J500. palitos de denles a 200 rs. o msso, lijlo
trances a 200 rs.. trsngasde alho a 100 rs. o par,
feijo amarello a 480 a cuia, vinho engarrotado
do Porlo a 800 rs.. de Lisboa a 560, do Estreno a
400 rs., cervejaa 500 rs., azeitede Lisboa a 720,
vinagre a 240, azeHe de carrapato a 440 a garra-
fa, sabao rnassa a 200 rs. a libra.
Barato que admira.
Superiores corles de chita franceza larga de
muito lindos padres, de cores escuras e claras,
miudtnhas, com 11 covados cada corle, pelo ba-
ralissimo prego de 2&500; na loja do sobrado do
4 andares na ruado Crespo n, 13, de Jos Mo-
reira Lopes.
Veude-se a taberna sita na ra Augusta,
confronte ao chafariz n. 114.
Vende-se um preto moco de 22 annos, for-
te e sadio, sem defeilo e vici algum, bom cozi-
Lheiro, e tambem proprio para lodo o servico :
na ra do Cruzes o. 18.
Escravos fugioos.
Annurocio.
urna velo nao usada de duas pessas de lona por
prego commodo : no bazar Pernambucano da ra
do Imperador n. 60.
vende-se um jogo completo de gamao com
taboase copos de marlim ; na ra Bella n. 18.
Na ra do Imperador n. 28 ha para vender
e alugar em pequeas e grandes porges supe-
riores bichas hamburguesas.
Vendem-se saceos com iariuha de mandio-
ca, por prego commodo ; na ra da Senzala No-
va n. 39, taberna.
VeDde-se urna escrava moga, reforrada e
com algumaa habilidades; na ra do Brum nu-
lurio 00.
Vendem-se 2 carrogas com 2 cavallos mui-
to bons, tudo em bom estado : quem precisar,
dirija-se a Tamarineira, taberna que tem o te-
Iheiro na frente, que achara com quem tratar.
Machinas de costura
DE
Slvat & Compaiihia.
Estas machinas sao as mais perfeitas
no ramo de mecanismo, unindo a urna
simplicidade a maior tigeireza e perf'ei-
980 para toda e qualquer qualidade de
costura, do ponto mais fino ao icais
grosso. O vendedor se obriga a ensinar
o metbodo aos compradores ate o sa-
bercm bem, assim como a ter as machi-
cbinas em ordem durante um anno.
stas machinas cosem com 2 os nao
quebram o fio como muitas outras o fa-
zem e sao as melhores e mais baratas
ate hoje eonhecidas no mundo, ellas se
achm expostas na galena do SR. OS-
BORN, RETRATISTA AMERICANO NA
RA DO IMPERADOR N. 38, onde
urna senhora competentemente habili-
tada as ara' ver e traballiar. Igual-
mente se acham expostas no armazem
de MACHINAS AMERICANAS, RA DA
CRUZ N. 4 E 9.
Rival sem segundo.
No loja de miudezas do ru de Queimado D.
55, defronte do sobrado novo ha para vender
pelos diminuios pregos os seguintes artigos:
Duzia de oaboneles muito unos a 600 rs.
Cartes de clcheles com duas ordens a 20 rs.
Caixas de clcheles balidos o 60 rs.
Duzia de meias cruas para homem a 3j.
DiU de dilas paro senhora a 3|500.
Pares de meias para senhora a 300 rs.
Lotos com banha muito fino a 500 rs.
Iscas para acender charutos, caixaa 60 rs.
Phosphoros em caixa de folha a 120 rs.
Cortas de alfinetes muito flnoo a 100 rs.
Caixaa de agulhas francezas o 120 rs.
Foros do soplos de tronca de algodo a lf.
Frascos de macass pernio a 200 rs.
Ditoo de dito oleo a 120 rs.
Duzia de focos o garlos, cabo preto, a 3ft.
Pares de spalos dlas paro meninos o 200 rs.
Ditos de luvas de cor Qo de Escocia a 320.
Massos de grompos muito finas a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouras muito finas para costura a 500 ra.
Ditos ditas para unhas a 500 rs.
Pegos de franja do lia com 10 varao a 800 rs.
Ditas de tronga eom 10 varas a 320.
Linho Pedro V, carteo com 200 jardos a 60 rs.
Dito con 100 jardas o 20 rs.
Escovas paro denles muito finas a200 ro.
Cordao imperial fino e grosso a 40 rs.
Oleo de babosa muito fino (frasco) 400rs.
Filinhas eslreilas pora enfeitor vestidos a 800
rs. a peco.
Labyrinthos do muito bonitos goslos por todo
o preco.
Cordes para enfiar espartilho muito grondes
a 100 rs.
Dito poro dito pequeos o 80 rs;
Pegos de trango de linho eem 10 varas a 900 rs.
Ditas de Iranio de sedo preta eom 10 varas a
i $400.
Vara de dita a 160 rs.
Pares de meias de coros poro meninos a 160.
Caixaa para rap muito fiaos a lj>-
Unhapara marcar [caixa de 16 nvelos) a 320.
Fugio na manha de 7 do correte o rscravo
Gaudencio, mulato esruro, natural do Para, mo-
go, sem barba, de ealalura regular, um tanto
cheio do corpo, esem deleito algum ;lrablhade
pedreiro soflrivelmente, o tocador de viola : le-
vou vestido roupa fina afim de passar por homem
livre.
Tambem seacha fgido desde 27 de novembro
do anno passado o cabra Marcelino, que foi es-
crovo do Sr. Antonio Baptista de Mello Peixoto,
subdelegado de Garanhuna : de estatura alta,
grosso do corpo, bem barbado (bem que antes de
fugir raspasse toda a barba), com falla de denles
na frenie, e usa conslanlemenle de um ceolurao
de soldado na cintura. Cuusta que este escraro
se dirigi para Papacaga.
Quem apprebandar os referidos escravos e os
levar ao abaixo assignado no engeriho Dous Ir-
mos, na (reguezia do Poco da Panella ser re?
compensado com generosidade.
Recite 7 de Janeiro de 1861.
Joss CesBrio de Mello.
Fugirira no principio do crreme mez, do
sitio de Jos Pereira da Cunha, na Passagem da
Magdalena, o escravo Domingos, pardo, altura
regular, e reforrado do corpo andava fazendo
frelescom um carro de boi, era bem conhecido
pelos moradores da Magdalena, Estrada Nova e
Torre, e por alguns desles se fazia arredilar que
era forro pela sua espetteza. Joo, crioulo ; co
e aquelle sao filhos do serto, idade 25 annos,
pouco mais ou menos, forte e robusto de mus-
culos, muilo ladino, tem 2 dentes de menos na
parte-inferior na frente da bocea : roga-so as au-
toridades policiaes que os mande apprnhender e
leva-Ios ao seu senhor no dito sitio, ou na ra da
Cadeia do Reeife n. 14, que se gratificar bem.
' No dia 13 de dezembro prximo passado
ausenlu-se de casa de seus senhores a preta
Luzia, de quarenla e tantos annos, de nago An-
gola, estatura regular, denles limados, sisnaes de
barba por baixo do queixo, e as pontos dos dedos
das ruaos bastante grossas : esta prea muito
prosista, quando se ausenta diz que vai a recado
de seu senhor, e costures tambem vender fructas
e a occullar-se pelas bandas da ra do Caldeirei-
ro por casa dos prelos da mesma nacao : roga-
se portento as autoridades policiaes e capilaes de
campo a apprehenso, elevar ao cae de Apollo
n. 55, que se gratificar com generosidade.
- Fugio no dia 3 do correnle mez um prelo
de nago de Dome Joo, com idade, pouco mais
ou menos, 30 annos, nao muito alto, um pouco
barrigudo, aprendeu o cilicio de coziohar om ca-
sa do Sr. Francisco : quem o trouxer a Estrada
Nova, sillo do abaixo assignado, recebei a quan-
lia de 30$ ; levou caiga de azulo e camisa de
chita ; o dito preto gosta de agurdente.
Joo Antonio Villasecca.
Do engenho Culigi, freguezia a Escada,
fugio no di 3 de novembro do correle anno o
escravo de nome Amonio, com os signa s se-
guintes : eslolura regular, cor mulato, cebello de
negro, pouca barba, dentes limados, idade ib ou
28 annos, pescogo e ps grossos, tem pelo rosto,
pescogo e peitos algumas marcas de peones, e
algumas cicatrizes pelas costas que parecem ter
sido de chicote ; nao levou comsigo roupa algu-
ma, e consta haver fgido para o lado do serto
d'onde viera : quem o apprehender, poder el-
va-lo ao referido engenho, ou no Reeife, ra es-
trella do Rosario n. 29, ao Illm. Sr- Florismun-
do Marques Lins, que ser bem recompensado.
Escravo fgido.
Um muutoclaro, magro, com pannos pretos
na mogaa do rosto, representando ter 25 annos
de idade, natural do Rio do Peixe, chamado
i-uiz, desappareceu no dia 30 de outuhro da casa
do Dr. Cosme de S Pereira, de quem escravo
suppoe-se ter levado um cavallo preto do Sr!
Roslron que se havia sollado, e que elle fra
em busca do mesmo ; suppe-se mais que sua
mulher de nome Mario tambem o acompanha,
levando um peqoeno bah de liendres : roga-se
as autoridades policiae e o outras queetquer
pessoas que o prendara, o remettom oo seu se-
nhor, que pagar qualquer despez.
Pugio da cidade do Aracaiy, no mez de se-
tembro prximo passado, um escravo do rom-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ho penco o havia comprado oo Sr. Bf nto
Lourengo Collares, de nome Jooquim, de idade
de cincoenta e tantos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e com falta de alguns na frente
queixo fino, ps grandes, e com os dedos grandes-
dos peo beoa abortos, muilo palavriodor, incul-
co-se forro, e tem oignoeo de ter sido surrado^
Consta que ote escravo apporecera no dia 6 do
correnle, vindo 4o lodo dos Cinco Pontos, e sen-
de enterrogodo por um parceiro aeu conhecido,
disse quo tinha sido vendido por seo senhor para
Goianninha : qaalquer pessoa que o pegar o po-
der levar em Pernambueo aoe Srs. Basto & le-
vaos, que gratificaro generosamelue.
I


fS)
MARIO DE PERNAMBeO. QUINTA fEIRA 10 DE JANEIRO DE 1861.
Litteratura.
O FBEIXO.
(EPISODIO DO SECILO XVII.)
III.
Junio o vestbulo v ara-se duas liteiras e un
I coche, caso estranho para rstas horas de repou-
so geral, porque o palacio spreseolava-se fecha-
do e mudo da parle de (ora, e nada accusava os
restos de algn saru, que cbrigasse os convi-
dados recolherem assim sobre a manha.
A' este lempo, j o sol vinha rompendo.
lVislo, o postigo do porto do palacio abriu-se,
e por elle sahiram varios vultos lambem erabu-
cartos e com os chapeos rarregados para o roslo:
subir.im quatro para o roche e oulros entraran!
as lucirs; dcpois, ludo seguiu pelo Roco
(fonM'iiuafo.)
E lao glorioso foi elle para Portugal, para a ,
BODreza d'onde rompen a piimeira deliberagno e j t6r.
Singularmente para a familia dos Almadas, que,! Os homens, que eslavam na arcada e os pro-
api-ssr de volt i los dous seculos. anda o -local. ximos da fonle, dispersaran), mas tomando todos,
orlo se folia a reuniao dos conjurados so con- poslo que aflastados, a mesma direceo das 1-
serva como exista ento. O viandante que suba leiras e do coche.
os iir.dn.liu5 da Barroca, oque olhe do cln.o As lojas comegavam j abrir-se ooshabilan-
d essas oseadas para a parte do palacio que deita lt-s da cidade princpiavan entregar-se s suas
para aquello lado, ha do ver, elevando-se ao de ocenpages quotidianas.
cima dos lelhados, duas columnas de estructura Uro alarido, que altrahio a allengo de Indos,
a nianeira de coruchus, ennegrecidas pelo len- surdiu das bandas da ra Nova. Homens arma-
po o vctlidas de hera requeimada e scea. De dos corriam para o lado do terreiro do Paco,
Jungo, pareeem duas chamines de urna archilec- O relogio da s bata enlo oilo horas.
tura caprichosa. Es'as duas columnas foram O alarido cresceu e o luroulio com elle.
mandadas levantar pelo conde de Almada em Um magote de povo, entre o qual se notavam
niemona d'aquelle grande feito, frente do qual homens de espada o capa, desembocou de urna
elle figurou e os oulros fldalgos. Ten talvcz das ruas-
16 metros de altura : sao construidas de alve- | Vamos ellos 1 grilavam uns.
naria, c a base, queconla 5 6metros de da- ~~ Morram osHespanhoes bradavam ou-
metro, eleva-se em figura de cone at dous ter- lros-
eos, ondo as separan urna especie de ampias,' Corramos ao pago I Os fidalgos j l esto I
crescendo d'ahi para cima em forma cjiin- acudan lodos.
E' preciso que nao escape nem um Bes-
arles.
E' este o s monumento destinado memo-
rar a revolugo que restituiu Portugal a sua
independencia ; e, lodavia, quanlo caminhante,
c al residente em Lisboa, passa por aquclle si-
tio, sen saber que aquellos dous obeliscos as-
si ti erguidos indicam que d'aquelle local lambem
panhol 1 acrescentava um arcabuzeiro de es-
pessos bgodes, invesndo para a frente.
E anda oais os hespanholados respon-
da um velho de halandru pardo, caminhaodo
Irpego atraz do raDcho.
N'esle momenlo, os brados de viva o duque de
se crgueram alios pensamenlos de amor palroti- Dragonea I t morram os Caslelhanos! soaram
co, e queesses pensamentos, aleados pelo valor j do lau^do terreiro do Paco,
dos poneos fidalgos que nao haviam renegado a j O tumulto era j en todas as ruas da cidade.
patria e a familia, completaram urna grande O terreiro do Paco eslava roalhsdo de povo. A
transformaco poltica e deram de si o mais fe- g'",rda de alabardeiros hespanhes, assallada de
cundo exemplo de dedicego nacional da sua i improviso pelos fidalgos, havia-se rendido,
epora I A duqueza de Manlua, intenlra conter a ou-
Quaai queesquecido, como a valia c dimita- sadia dos conjurados coro a sua piesenca, mas
dedo bora nomo portuguez, l subsiste aquella
padrao de gloria, coborlo pela vegetado dos se-
culos. mas respeitado por ellos
A os que fallara ah de fuses ibricas, o seu
aspecto severu nao pode deixar de se Ihe apre-
seiilar como urna censura, porque atrai d'oquel-
las duas columnas est urna historia de scssenla
annos do abalimriito e opprobrio para o povo de um povo que estala os grilhes do seu capli-
portaguoz. Aquellas duas columnas foram o itec 'ro,
viu-se obrgada 5 recollier-se ao seu oratorio.
A independencia de Portugal, com um brado
de viva el-rei D. Joo IV I foi proclamada do al-
to das varandas do pago.
Este grito de emanciparlo nacional retumbou
en; lodos os coracoes e sabio de milhares de
buceas, como a expresso de desafogo e jubillo
p'us /Ico que o espirito de independencia na-
cional conlrapz tyranniaojlranda. Nao man-
chemos aquella memoria, nem com o pensa-
mcnlo. As fuses sao boas, quando as prepara
a cunfurinidado das relages moraes e sociaes
N'eslc mesmo momenlo, a bandeira das qui-
nas porluguezas treraulou no castcllo do S. Jor-
ge, o urna salva de vinte e um tiros saudou a
sua appango,
Um griio de acclamagao, como o brado do mi-
dos povos. Quando eslas exislem, nao neces- i Ihares de boceas do amphilhealro antigo, reben-
sario que os potentados do mundo decretero a ,lu de todos os ngulos da cidade.
reuniao dos diversos membros da familia euro- Era a independencia da nago porlugueza, suf-
pa n'uroa s nacho : sao as suas tendencias, as focada por sessenia annos, que resplandeca de
suas affiniJados, os seus interesses e sympaihias novo no seu estandarte Iriumphanle.
que as ligan e esireiiam commercial e moral- i O alvoroio e a alegra eram impossiveis de
monte. Fra d'eslas ideas e limites, nao ha fu- I doserever.
ses, ha oppresscs. N'estc meio lempo, nm mo/'miento confuso se
Ponhamus, porm, a poltica de parle esiga-j observou as jauellas do pago. Exclamarles
moso fio da nossa historia. diversas partirain do interior das salas, e da pra-
Alrorcria o da Io de dezembro de 1640. O fa- L'm grupo de fidalgos, envolvidos em con-
crepusrulu da madrugada anda mal deixava en- ficto, appareceu de ruldo na rarands, euro
rever os objeclos, e j se nota a um movimen-1 vulto de liomero foi arrojado da sacada abaixo.
to de coches e liteiras ero algumas ruas da cda-i Morra Miguel de Vasconcellos brada-
de, pouco habitual aquellas horas anda to ma- vam de cima.
tutinas. Morra o traidor I responden o povo, eor-
No Roci era lalvez onde se podia observar' rendo sobre o corpo do ministro, que chegou
mclhor estes signaes de vida fra do commum abaixo j niorto e espedacado.
As scenas de atrocidado succederam-se ento.
Era a vindicta popular que desabafava u'um dos
seus oppressores mais vis.
O cadver do renegado secretario de estado
foi espedacado em piques e dilacerado pela fu-
lia do povolu. Depois, saciada a vinganca, ar-
rastaram-o pelo terreiro fra e levaram'-o ao>
Recio.
As revoluces sao sempre crueis, ainda mes-
mo no desforro dos seus aggravos mais legtimos.
Miguel de Vasconcellos, Portuguez e miuistro,
havia-se tornado duas vezes infame para com o
seu paz : renegara o nome porluguez para ac-
ceiaro poder, o acceilra o poder para oppri-
miros seus. D'esla surte, a vinganca n'clle exer-
cida, lalvez o nico acto sanguinario praticado
em lodo aquelle grande da, era-legitima.
Mas o povo, que na exallarao de seus das de
tumplio sempre propenso a exagerar, quor
para o bem, quer para o mal, fazendo coro a
mesma fa.ilidarie marlyres e hroes, havia le-
vado o seu desafogo sobro os restos do malfada-
do secretario de eslaoo nl aoe oiicuiusa airo-
tidade impia. J era a satyra sacrilega do po-
pulacho que tripudiava em cima do um ca-
dver.
que Lisboa dava ao romper da alva.
O Rucio, n'esta poca, offerecia um aspecto
coitipletamentG diverso do que boje. No lpo
da [iraca, no local onde foi amigamente a regen-
cia e boje o Ihealro de Mara II, era enlu
t o palacio da inquisicao, n'outras eras pafo dos
Eslus As suas mur'alhas sombras, e as gra-
des que Ihe fechavam as janellas, esguias e a-
peiladas, daram urna appaicucia laciturna -
quollti Indo da praga.
Para a parle do nasccnle, prolongando-se al
quasi meio da praca, ficava o dormitorio do con-
venio de S. Domingos, que era sustentado por
una arcara, .1 qual. roetiendo-se de permeiu o
hospicio da Senhora do Amparo, enliava na mes-
ma liulia com a arcida do vasto ediQicio u hos-
pital do Todos os Santos.
Quasi ao centro da prega, em frente do pala-
cio da Itiquisiciio, va se urna fonle do osleulusas
dimenses an hiiectoniras, ero roda da qual es-
tanceavam algiins vultos de honiem cuidadosa-
niei.to emburados, o o mesmo aconteca debai-
xo da arcada dos frades duminicanos, em cujos
bancos, que inlerormenle corriam ao longo da
parede, se deslinguiam lambem varios individuos
egoalmente emburados em capas escuras.
Todos estes homens parecism querer aprovei-
tar-so das sombias que ainda envolviara os edi-
ficios para se occullaiem. Formavam grupos,
relrahiam-sc atraz das pilastras ou cosiam-se
com a escuridn, que anda era espessa, de en-
contr aos ediicius que so viraram para as ban-
das do puente.
De repente, urna porcao d'estes vullos seguiu
precipitadamente pela arcara fra, e desembo-
cou no terreiro, onde presentemente o largo
de S. Domingos.
Corta urna orelha
um.
As orelhas j eu
pondia oulro. S se
e3se cao I berrava
divid por
quercm o
dez I res-
ultimo dedo
Nocmo da ladeira, que limita eslo largo pelo
lado do norte, j n'aquelc lempo exista, como
lioje existe, o palacio dos Almadas, coma difTe-
renea que, n'esta poca, nao linha ainda aquel-
la face que actualmente rm> a frontaria que
detla sobre o mesmo largo. 0 lerreiro ligava
inimodiatamcnle com o espaco hoje oceupado
pelo pateo, e o vestbulo, cujo prtico de mar-
more e de um estylo puro, sobreposlo de urna
larga varanda de balaustres, formava ento a fa-
chada principal.
FOLUETLU '
A LINDA MERCADORA DE PANOS
POR
ELIE BERTHET.
d'esta mo com que rubricava os decretos do re
castelhano !
Estas demasas repugnavam j todo o animo
generoso e ao espirito christo, mas niuguem
"iis.ua censurar a furia do desenfreameulo da
plebe, porque o momento era critico, e seria
lodiflkil provoca-la impunemente, como tentar
reprim-la.
Mas o valor sent em si urna superioridade,
que o colloca superior 4 todos os sentimenlos
vulgares. Um mancebo de espada em punho
avancou para a mullidao. Nao teria mais de de-
zoilo' annos, mas a nubreza do porte e o arrojo
e intimalva do gesto iufundiram respeito to-
dos que o viram.
Chegou-se e deleve-se olliar para o cada-
ver. Dcpois, encarando filo a gentalha que o
rodeava, lancou-lhe eslas palavras :
E' um Portuguez renegado a um ministro
oppressor o que ah tendes. Ao homem e ao
ministro j pagastes como devela. Mas agora o
que inlenlaes fazer? Nao altentaes que ease ca-
dver i_ros nao perlence, e que o reclama a re-
ligiior
O que fl. um traidor nao dere ser enter-
rado em sagrado 1 clama um magarefe, en-
furecido.
E' verdade I acode um besleiro
como se fra um condemuado. Aliremos com
elle urna cs'.erqueira I
Cailae-vos replica o mancebo o que
pralicaes j fraqueza, nao vinganca. Esta
acaba com a vida ; tudo que vae alm d'ella
perlence Deus. Retirem-se, que tudo o mais
que far.am j um sacrilegio que offuscaria n
brlho d'estc grande da. Miguel de Vasconcel-
los alraicoou o povo e morreu s roaos do povo.
Padeceu a verdadeira pena. Agora orem para
que Deus lbo perdoe e digaro com migo : Viva D.
JoSo IV 1
Viva D. Joao IV I gritou o povo, obedo-
cendo aoinfluxo communicalivo do mancebo.
Depois, foi pouco pouco dispersando-se,
mudo e cabisbaixo, como se entrasse em si
respeito da scena barbara que acabava de pas-
sar-se.
Pratcasles urna boa aeco, meu filho I
exclama um cavalheiro, fendendo a mullidao e
aperlando nos bracos o bancebo.
O cavalheiro era II. Ferno de Mondonga e o
mancebo era seu filho D. Luiz
A sua parte na revolucao quo conquistan a
independencia Portugal nao fra s repellir o
jugo cislelhano mas lambem evitar que aquel-
lo notavel acontecimento fosse manchado com
os sacrilegios da ira popular.
IV
D. Ferno de Mondonga e seu Olho, como bons
fidalgos porluguezes que eram, haviam acudido
de promplo ao chamamento de Joo Pinto Rbci-
ro, secretario do duque de Bragauga, e foi com
esse Dm quo elles tinham deitado mysterlosamen-
te o seu castcllo do Freixo e se dirigiram Lis-
boa.
Fre Theodosio, irmao de D. Ferno de Men-
donga e frade no convento da Serra do Pilar, f-
ra o medianeirode tudo este plano, porque o fu-
turo ministro de D. Joao IV nao esquecSra que
nes conventos poderia acliar apoio e meios para
estender por todo o reino os flos da conspiracao,
c por isso procurara ero muitos prelados, e at
em simples frades, a ligagOes facis (testa vasta
machinago, porque era nelles, atiento o-carcter
de que os revesta o se ministerio, em quem
recibiran! menos as desconfianzas de conspi-
radores.
O grande feito eslava, pois, consummado. A
revolucao de Lisboa fra como a manifestado de
um desojo que era o de todo o reino, e ne- tar.-
dou que os governadores das pragas enlrgassem
o commando dellas, vendo neses antigos baluar-
tes tremular de novo a bandeira porlugueza.
Portugal eslava livre, mas a sua independencia
nao se limitava ao que eslava feito, era misfer
sustentar e defender a obra apenas encelada con-
tra osalaqoes de Castella.que nao vera, de cer-
to, de bracos crusados fugir-lho urna das suas-
mais rica3 conquistas, sem em pregar esforgos pa-
ra a haver de novo.
Deste modo, a defeza das fronteiras, a guarn-
gao das fortalezas e as necessidsdes- do levanta-
menlo de um exercilo de operacoes, que podesse
acudir rebater de prompto urna nova tentativa de
invaso, obrigavam por o reino desde logo em
p de guerra, e os nobres o adherentes causa
porlugueza, ^ue haviam tomado parte na restau-
raco, nao pedam deixar de ser os primeiros e
os mais decididos em tomar o commando desias
hostes.
Urna forte diviso parti immediataroente para
o Alemlejo, com o fin de guarnecer aquella par-
te limitrophe do reino, e aesta diviso fui dado
o coromaudo de um regiment a D. Feroo de
Mendonga.
D. Luiz tambem se vio frente de urna com-
panhia de cavarlos-, a qual sen pae havia equipa-
do sua custa e offerecido D. Joo IV.
E fra tanta a eeleridade com que as obrtgages
da campanha os tinham corapellido a marchar,
que nem tiveram lempo de voltarao Porlo dar
novas do si e dos successos que iriam seguir-se
D. Leonor, que, pela sua parle, nao podia dei-
xar de senlir as iin.uielac.Oes que o angustioso
futuro das inceitezas e perigos da guerra Ihe de-
viam naturalmente trazer ao animo
Todas as tardes ella ia sentar-se na janella
mais elevada do torreo dosul: os olhos alonga-
vam-se-lho pelas agua do Douro, procurando
alguns barcos que fossen corladores de boas no-
as. os narcos appareciam e depois'passavam.
D. Leonor seguia-oa com a vista e com a ancie-
dade, mas elles nao abicavam praia do castello
e conlinuavam de vogar em dieecaes oppostas ;
e a afilela dama, desanimada de tanto esperar e
ver-se sempre frustrada as esperangas, volvia
os olhos para o horisonledo lado de Lisboa e ah
os fitava, at tjue o sol, declinando e esconden-
do-so de todo por detraz dosrochedosda Fu/., Ihe
dava a ultima despedida e com ella-a da espean-
C.a de saber novas do seu esposo e do seu filho
naquelle da.
E assim iam cerrendo as tardes o passando os
mezes, sem que o estado de consas deixasse pre-
ver D. Leonor um prximo termo guerra que
traziaoreino todo em armas.
Urna tarde (eri um domingo). D. fre Theodo-
sio, seu cunhado, linha vindo dizer mssa ao cas-
u-llo,fsegundo o seu costume. O bom religioso
ficou para o janlar, porque asssim fazia j no
lempo em que seu irmao eslava no Freixo, e,
desde essa poca, a sua companhia se tornara
mais dosejada de appctecida de D. Leonor que
nunca, porque s com elle, e com o seu velho
escudeiro Jos o Mello, desabafava as saudades
e as magoas que Ihe ralavam o eorago.
Que Ihe parece, fre Theodosio, esta guer-
ra ainda dorar muito lempo ?
D. Theodosio olhou para sua cunhada, que Ihe
fazia esta pergunta, e flcou por algn tempo tris-
te e calado. O.semblanle de D. Leonor denun-
ciara o estado afflictivo do seu espirito, turibu-
lado pelas incertezas que s longe e bem longo
vCem urna esperanca. D. Theodosio sabia que
as disposiccs da campanha de parlo parte,
eram ainda para longas e duvidosas alternativas,
mas a situagao penosa de sua cunhada aconselha-
va-lhe a reserva c at mesmo o disfarce.
Quem sabe?diz elle, affeelando um pa-
recer ospairecido.Os rcconlros do Alemtejo
lem sido todos victoriosos para as nossas armas.
Desanimados por eslas perdas successivas, lalvez
oa Castelhanns Ipvanlem o cerco de Elvas ; e,
peste caso, o exilo da guerra nao poder estar
longe, nem ser duvidoso.
Nao pens assim, fre Theodoso. Os Cas-
lelhanos nao desistiro to depressa. Se at en-
tre os nossos elles tem ainda traidores I
Nao ha duvida,replicou o religiosomas
foram descobertos; o duque de Camlnha. o con-
de de Armamar e o marquez de Villa Real vo
ser decapitados para a semana, e o inquisidor ge-
ral e o arcebispo de Rraga foram condemnados
priso perpetua.
E cntao iulga que tudo acabar, breve,
lendo nos nao so os inimigos na fronteirs, mas
al dentro de casa ?torna D. Leonor.
Mas o exemplo ha-de ser severo, e os in-
tentos dcrebellio, se anda honver Porluguezes
degenerados que os nulram, sero suffocados com
o rigor do castigo.
Deus o cuga.
Ha de ouvir; e dentro em pouco veremos
entrar por aquella porta dentro Ferno e seu fi-
lho ; e o pobre frade, j que nao pode acompa-
nhar nesta obra de independencia seno cora os
desejos, que sao grandes e sinceros, ha-de, ao
menos, abragar os vencedores, porque assim m'o
auspicia o eorago.
Mas j l vae perto de um anno que Ferno
e Luiz parliram I
E, dizendo estaa palavras, D. Leonor linha os
olhos afogados em lagrimas.
D. fiei Theodosio dispuoha-se dirigr-lhe al-
gumas palavras de cousolago, quando lite annun-
ciaram estar ali o leigo que costumava vir do
convenio para o acompanbar.
E disse-rae que trazia para vossa reveren-
dissiroa urna carta do Alemtejoajuuta o velho
Jos de Mello, que se aprestara vi; dar-lbe re-
cado.
Do Alemtejo?acode D. Leonor, reaniman-
do-se.Mas porque nao vera para miro essa car-
ta 1 Ser de Ferno ou de Luiz ?....
Que entre o leigo, que j o- vamos saber
respondeu fre Theodosio.
O leigo entrn na sala e aquelle proseguio :
Temos ento novas do Alemtejo, fre Ja-
cinlhcr?
E-' verdaderespondeu o leigo,. tirando urna
caria da manga enm sello preto-.
Traz sello prelo-b...grita D-. Leonor, que-
rendo pegar na carta que D. frei Theodosio Ihe
esquivo.O eorago ciz-me que succedeu urna
grande desgraga I D-me essa carta, frei Theo-
dosio 1
Para que, se a vou-ler.
E D. frei Theodosio comegou 1er e logo s
primeiras linhas a sua commogo fovvisivel.
Que r frei Theodosio?.... Nao me oceulte
nada. De quem a carta?
De Luiz.
E seu pao?.... Porque nao escreve elle ?
Porque.... porque urna grave enfermida-
de
Nao me engae, frei Theodosio 1exelama
a afilela senhora, erguendo-se e querendo por
forra ler a carta.
Nao engao. E para que tentada eu enga-
na-la, se o engao impossivel ?replica o re-
ligioso, mostrand-lhe ocartaiEsta carta urna
triste nova. Deus assim o quiz, que podemos nos
contra os-seus decretos I
Neste momento, D. Leonor havia-se apodera-
do da carta e a correr pela vista. Nao linha
chegado ao meio, quando a luz dos olhos se Ihe
enibaciou ; os labios, tremulos-e seceos pelo fu-
go da dor interior, nao atinaran com urna pala-
vra, sequer, para expressar aquella agona.
A pobre senhora cahio de encontr cadeira
as extorgdes de urna violenta convulso. O suer
bagas-egelado, eseorria-lhe pelas faces abaUa.
Todo* acudirn soccorre-la,
Mes enlo o q+e foi ?pergunta a modo,
ao ouvido de D. frei Theodosio, o velho Jos do
Mello.
Morreu o meu bom irmol responde aque-
le. mal nodendo conter dr
O que 1 o Sr. D. Ferno de Mendonga?
Sim ; de um tiro fle mosquete, mesmo em
frente dos muros de Elvas ?
Que desgraga Iexclamou o-vetho mordo
mo, paludo c trmulo como se visse cahir um
raio.
As criadas levaram D. Leonor- para o seu
quarto.
O seu estado deu serios cuidados n'aquella noi-
te, porque os accessos- da febre- oonservaram-a
n'um constante delirio.
Ao cabo de dous dias, a febre deminuio e as
melhoraa oomegaram. No Om de cinco, a mo-
lestia do corpo linha desapparecido, mas flera a
enfermidade do espirito, e com ella a memoria
viva de todos os seus males para mais os exa-
cerbar.
Urna manhaa, Jos de Mello recebeu recado, pa-
ra ir ao quarlo do 1. Leonor Eslava ella ssen-
Uda n'uma poltrona de recosto com urna carta
aberta na mo. Esta caria pareca aquella que
D. Ferno de Mendonga Ihe havia entregado a
noite em que deixra pela ultima vezo castcllo.
Ainda mal convalescida e com as faces aavadas
e paludas, conhecia-se, comtudo, que um raio
de ira Ihe havia arravessado u espirito e cham-
II
f Continuago.)
Um raio de indignsco e de sorpreza passou
pelo semblante do conde de Manle ; os seus cra-
dos olharam para elle promptos obedecerero ao
menor signal. Quanlo Gil com um gesto pre-
venira ao seu amigo o Arripiado que levou m&o
da sua formidavel Ihesoura. Porein o conde, de-
pois de ter laucado sobre o aprendiz um olhar
inquiridor, desaiou n'uma grande gargalha quo
fez tremer a casa toda.
Per Dio 1 exclamou elle atirando se sobre
a sua cadeira : eis-aqui um palife bem interes-
sante I sou capaz de apostar que o bregeiro se
veste algumas vezf s do cavalloiro para ir aniscar
tambem o seu soldozinho no pomo d'ouro como
sa fosse um homem de qualidade.... Mas agora
me record, continuou elle examinando Poinse-
lol e redonrando de risos e zombaria, elle o
Jjcllo cavalleiro quo eu dopennoi no domingo pas-
sado : ainda que fosse bom camarada nao duvi-
dei om s momento deque nao era um verJa-
deiro fidalgo : fazia goslo ver a maneira porque
alacava a sua volta, e a espada embaragar-se-
Ihe as pernas___Por minha f I hei de diver-
tir alguns dos meus bons amigos contando-lhes
esta auodocta.
Os criados partilhavam da hilaridade do amo,
lano quanlo llies oermitta o respeito. A pro-
Ciria Rosinha nao pode detxar de rir, mas tomou
go o seu ar serio e grave, e drigio-se Poinse-
lot que conservava a cobega baixa.
Enlo, verdade, n.eslre Gil, que t vestes
0 arrujo de inlroduzir-vos entre os fidalgos ?
verdade Sra. Rosinha respondeu o
aprendiz fazendo um estoico de resolugo ; con-
fesso que urna louca curiosidade, o desejo de
imitar o tom c as roaneiras desses senhores, que
tanto vos agradam, me levaran por duas ou tres
vezes essa casa de jogo frequentada pelos fidal-
gos. Dizei isto mesmo ao palro, sei que elle
me despedir vergonhosaroente da sua casa : mas
antes seja assim do que v-lo engaado por um
traanlo, elle qoe me deu comer o seu pao du-
rante, cinco annos. Declaro que este pretendido
fidalgo, apezar dos seus bonitos ares, conheci-
do no pomo d'ouro como um gatuno, jogsdor de
profissao, e amesirado em toda a sorle de trapa-
cas : em dous langos ganhou o dinheiro que cu
P) Vie Diario a. 7.
levava. Estas particularidades soube da bocea
de um pobre diabo que foi teslemunha da minha
infelicidade, lendo elle mesmo sido victima das
astucias desse trapacciro, que se intitula conde
do Manle, c que, com quanlo frequenlo pessoas
na realidad.' deslindas, todava suspeila-se viver
do que ganha no jogo ; niuguem sabe que possua
elle ierras, ou teuha alguro oulro rendmento ; e
ignnra-se onde reside a maior parle do lempo.
Dizem lambem que os seus ungidos criados....
porem basta, devn calar-me : j sabis quanlo
sufTicicoto para nao fiardes esse intrigante a
fazenda que elle pretende ; semelhante perda na
aciuali lado bem fatal ao meu excedente patro.
Realmente era preciso que o joven aprendiz
so achasse possuido de um senlimenlo do probt-
dade toda a prova para alrever-se fazer essa
penosa confisso. A' proporgo que elle fallava,
corria-lhe o suor era bagas pelo rosto, e todo o
corpo ae chava agitado por um tremor nervoso.
Os criados do conde, ouvindo tratar seu amo
de trapacciro e intrigante, manifeslavam nos
gestos vilenla indignago.
Sr. conde, balbuciou o criado grave, s o
respeito devido vossa presonga nos impede de
machucar aqu mesmo este insolente I .... se nos
permiitis....
Nao, nao, diz o conde affeelando modos
lnguidos o nndo-se sempre, acho este palife
bem divertido : agrada-roe o seu modo^de fallar;
ao menos urna distraego que me proporciona
ao pozar causado pela roorie da pobre Diana. E
domis quem d aitengo ao que dzem os maro-
Ios desin laia ? Coitado deixae-o: ganhei-lhe o
seu dinheiro, e merece desculpa por ser mo ju-
gador, visto que nao portonce nobreza.
1.' fcil de compreheuder-se o embarazo em
que se acliava Rosinha. As revelagoes do apren-
diz tinham un carcter de honestidade e boa f
capaz de despertar os sous escrpulos. Por ou-
lro lado os fidalgos nessa poca era lo desen-
freiados nos seus vicios,e lo ordinario era ve-
los trapacearen no jogo e tazerem cousas ainda
pciores, que a linda mercadoraoo sabia sedes-
sa aecusago o aprendiz devia fazer um motivo
sufliciente para negar-se exigencia do conde.
Assim perplexa linha sem cessar os olhos pre-
I gados na ra, esperando ver cada momento
I apparecer seu pae, nico quo Ihe poderla tirar
I de semelhante emUaraco.
De repente urna nova personagem se apresen-
tou no limiar da porta ; Rosinha deixou escapar
um grito de sorpreza e de alegra ; entretanto,
essa personagem nao era seu pae.
O recem-vindo, joven cavalleiro de dezesete
dezoito annos, tinlra os tragos do semblante no-
bres e regulares, e apenas um bugozinho Ihe
sombreava o labio superior. Achava se vestido
to ricamente como o conde de Manle, com a
differenga de que no seu vestuario nao se nota-
va essa affectago ridicula do lempo. Nao 1ra-
I zi-i cabelleira, e os seus cabellos bellos e louros
I cahiam-lhe sobre os hombros em compridog au-
mejava no rosw. Nos olhos fuzilava-llie um pen-
samiento seve.ro.
O bom do mordomo esperou de p, e alguma
distancia, que sua ama fallasse.
Jos do Mello,dase, por fin, D. Leonor
quero eommunicar-lhe um proposito meu.
O criado ioalinou-se e ella proseguio :
Desejo ler em minha sompanhia alguma
menina pobre, mas bem educada. Disseram-me,
ha tempo, que no convenio de Sants Clara exis-
ta urna engeilada, era companhia de sror Ber-
narda, a qual fra ali levada ha quatorze annos,
quando era muito menina. Hoje deve ler dezoito.
Era justamente esla menina que me convinha,
porque roo asseveram que sror Bernarda Iho
lem dado esmerada educaco, e que ella a lem
aprovetado pelo seu genio" dcil. V ao Porlo,
Jos do Mello, procure fallar sror Bernarda e
exponlia-lhe esle meu desejo, e auloriso-o j
para desfazer quaesquer obstculos que Ihe op-
ponham. E' natural que sror Bernarda resista
lodos os offerecimentos e promessas, porque
sei que lem verdadeira amisade menina de que
se trata. Mas, quando assim seja, e ella se ne-
gu absolutamente separar-se da sua educanda
mostre-lhe este pedaco de fita, que todas as re-
cusas terminaro. E um signal que ella conhe-
ce que a obrfga entrega da menina.
O mordomo ouvio, pegou na fita, guardou-a e
dispoz-se para a partida.
A tarefa era difficil o nao podia deixar de en-
contrar a repugnancia da freir quo tomara de-
baixo da sua vigilancia e protecgo a educanda
de que se IraUva. Mas Jos de Mello ainda
mais o preoecupava esta repentina resolugo de
sua ama por outras razoes.
Como que ella se interessou de repente por
esta creanca ? Nunca ouvi fallar nella, nem a
minha ama, nem ao Sr. D. Ferno de Mendonga,
que Deus naja. Ser o simples desejo de fazer
bem urna menina engeitada, arrancando assim
dos perigos e tentages deste mundo, urna don-
zella exposta, perder-se, porque a tal sror Ber-
narda nao Ihe ha de viver sempre, nem Ihe po-
de deixar bens, nem amparo com que a acautele
das desgragas que naturalmente sobrevm In-
da a mulher pobre ; ser esle louvavel intento s
que minha ama tenha e que deseje praticar co-
mo uro soffragio pela memoria do marido; ou
ser a necessidade de procurar urna companhia,
visto que os seus Ihe vo faltando e o filho est
longe, e nao tem urna filha com quem reparta os
alfeotos que a solido Ihe vae esterilisaodo n'alma?
Eslas reflexoes fazia, pouco mais ou menos, o
bom do velho, dirigindo-se ao mosleiro de San-
ta Clara nesse mesmo da em quo havia recebido
a incumbencia de sua ama.
Seriara II horas annunciava elle madre rodei-
ra o convento que o mordomo da Sra. D. Leo-
nor de Mendorrca desejav fallar da parle de sua
ama sror Bernarda.
Passou-se me i a hora e o velho foi admitlindo
no locutorio.
Sror Bernarda appareceu- c Jos de Mello ex-
poz-lhe a commissao de que ii eocarrogado. A
proposta sobresaliou a freir, e urna repugnancia
absoluta foi o primeiro senilmente com que a
acolheu. A boa freir nao podia nem imaginar
(segundo elle proprio di/.ia) que havia de sepa-
rar-se da sua querida Beatriz. Era a filha do
seu eorago ; educra-a, e revio-se netla como
na alma aperfeigoada pelas insprages da sua
desvelada e santa selicilude. A recusa, portan-
lo foi formal.
Jos de Mello enterneceu-se, camprehendeu a
affeigo daquella boa alma, mas as-ordeos de sua
ama eram terminantes. Vio, pois, que tinha de
recorrer ao ultimo argumento.
Tirou da algibeira a fila quo Ihe confiara D.
Leonor e entregou-a Vfreir.
A sror Bernarda arrasaram-se-lho os-olhos de
agua : a vista da mysteriosa fila foi como a vista
de um talismn.
Pegou na fila, examinou-a na parte em que
pareca cortado ao viez, e onde havia um sigual
dividido ao meio, e que dava entender haver
sido separada intencionalmente da outra parle
bordada na mesma fila, e depois ficou-se seis-
mar, como engolfada ero' reflexoes peuosas.
Pode amanha vr buscar a menina.mur-
murou a> freir, se.m levanlar a cabega sequer.
O mordomo cortejou e sahio. ,
Nodia seguinte, pela-volta da tarde, enUaram
tres pessoas no pateo do castello de Freixo. Urna
dellas era Jos de Mello, a outra una velha aia,
quede mauha o haviaacoropanhado n'uma ca-
lega, o a terceira urna menina, que envolva, o
rosto cuidadosamente n'uma capinha de estamo-
nha escura.
V
Tinham corrido tres annos depois que D. Leo-
nor soubra a falal nova do falecimento de seu
esposo.
D. Luiz de Mendonga ainda estava no exerci-
lo, mas, doente com os-excessos que a cam-
panha obrigra a sua constituirlo dbil e pouoo
alTeito s- asperezas do servigo militar, pedir
para reeolher capital.
D. frei Theodosio havia morrido um anno lo-
go em seguida ao falleeimenlo de seu irmao. A
morle d'estc bom padre fora urna verdadeira
angustia para todos os habitantes do castello. D.
Leonor de Mendonga linha n'elle o seu melhor
amigo. Corlada de dosgostos, com o lulo ainda
mais ta alma que no trago, a pobre senhora sen-
ta finar-se de dia para da.
Era, realmente, triste o destino d'esta mal-
aventurada dama, que os acasos de urna guerra
prolongada linham solado n'um palacio velho,
solitario e taciturno, como as aguis do rio que
Ihe banda vara as muralhas ; .esposa sera marido
o mo separada do nico filho que Ihe linha
conservado a sorle.I
Mas, no meio das saudades, coropaoheiras in-
separaves da viurez o da solido, havia um ente
querido para D. Leonor, que, abaixo de D. Luiz
de Mendonga, se Ihe tornara o nico objeclo
que a prenda k vida e que, por vezes, lh'a se-
meara de alguns atractivos. Beatriz, a edu-
canda do convento de Santa Clara, era esle aojo
fadado para Ihe refrigerar o eorago com o le-
nitivo das consolages, que s encontra o ver-
dadero afecto. porque os desvelos da soa solli-
cilude e a affabilldade do sea carcter singello e
candido serian balsamo para ferldas mais fun-
das, se as que D. Leonor senta nao fossem em
parle que nom os cariuhos da amisade, nem os
esforgo* da sciencia constguiam sarar.
N'este estado, D. Leonor quiz ver seu filho, on,
para melhor dizer. quiz despedirse de seu filho,
com ella duia. Jos de Mello narrou n'nma
carta todas estas circurastancas D. Luiz e con-
clua pelo chamar ao castello, ainda que para
isso houvesse do fallar aos seus deveres do mi-
litar.
D. Luiz apreseolou a carta ao general, obteve
a licenga e parti para o Porlo.
Mas o genio mo da desventura esvoagava so-
bre a familia dos Mondongas, e o pobre mance-
bo, ainda mal convaiescldo da perda de seu pae
leve de cerrar nos bracos o corpo auasi mori-
bundo da me que adorara I
Um presenliroento de ludo qne ira acontecer
apertou-lhe o eorago, quando, ao avistar os tar-
ragos do palacio, nao vio nenhuma das pessoas
que elle esperava. As janellas da sala dos re-
tratos e as dos aposentos de sua me estavara
fechadas e silenciosas, como se a solido reinaj-
se no castello.
Quando desembarcou, vio que Jos de Mello o
esperava entrada. O parecer do vefho servo
era triste o abatido.
Minha mo onde esl ? foi a primeira
pergunta do mancebo.
No seu aposento, d'ondo nao sahe ha uin-
ze dias.
Luiz de Mendonga subi
de D. Leonor.
e enlrou no quafto
neis. Os calgdes e o gibo de setim eram do
goslo o mais apurado ; a capa de veludo borda-
da ouro posta como descuido sobre o hom-
bro esquordo dava-lhe urna apparencia expedita
o encantadora. Apezar da sua extrema mocida-
de elle afasiou os lacaios do conde que se ocha-
van porta, com gesto| altivo e proprio de um
homem habituado mandar.
O seu primeiro olhar foi dirigido Rosinha
que corou e abaixou 03 olhos. O elegante ca-
valleiro tirou o seu chapeo de plumas, mclinou-
se graciosamente em frente delta, e sem dar at-
lengo s outras pessoas que ahi se achavam,
a j dirigir os seus cumprimentos, quando o
conde de Manle correu para ello com os bragos
abortos.
Oh I s tu, meu joven e querido marquez
de Villanegra I exclamou elle com alegra exa-
gerada. Per Dio I Venha c esle abrago.
O marquez de Villanegra nao gostou nada de
smeltiinle encontr ; no entonto fez todo o pos-
s v el por mostrar-se satisfeito, e prestou-se s
cortezias importunas do conde de Maule.
Enlo, como passas ? continuou este, apo-
derando-se da mo do joven fidalgo ; e como
passam eguolmenlo o duque de Villanegraleu
pae, e a duquezala me ? Diavolo 1 Tardan
muito em morrer para ficares senhor desse bello
ducado de Villanegra, que, segundo afOrmam,
contera mui boas Ierras 1 Niuguem le v mais
110 gabinete do re nem junto rainha ,
nem nos egrejas : isto mo 1 Pois olha, ofEan-
go-to que bello e altivo como s sers sempre
bem succedido junio das damas.
Esse tom de familiaridade e egualdade entre os
dous fldalgos dava pensar que elles se acha-
vam ligados, ou pelo menos se conheciam de
muilo lempo ; entretanto nao era assim. Nes-
sa poca baslavd que dous homens de qualidade,
ou reputados como tal, se vissem duas tres
vezes em qualquer casa de jogo ou botequin,
para se julgarem autorisados usar dessas ridi-
culas demonstrarles de amizade. Nesle caso
precisamente se achavam o conde de Manle e o
marquez de Villanegra.
Meu charo de Manle, disse o joven pro-
curando desviar-so do conde e acabar dest'ar-
le os seus inlerminareis comprimenlos, descul-
pae-me se....
-v- Nada; nao me has de escapar, lornou o
outro rindo-so. Deixei de ver-te desde o diaem
que ganhei aquelles escudos leus sob palavra.
Mas o que islo Y Levas a mo bolsa ? resli-
tuir-me-has essa bagatella em outra occasio ;
por agora estou recheiado. Bem sei que o Sr.
duque leu pae nao le d lodo o dinheiro de que
deves precisar.... Mas quores que diga a raza o
porque le occullas desle modo ? Ests enamo-
rado, meu marquez; e nao se me d de apostar
cem pistolas em como islo assim.
0 marquez corou, e o rubor das suas faces re-
fleclio sobre o semblante de Rosinha. O conde
Este quarlo era vasto e taciturno : as tapega--
rias que o (orravam de alto baixo represenia-
varo varios assumptos tirados de passagens da
biblia, o tempo havia-as requeiroado c enne-
grecido, e a claridade que espalhavam no apo-
sento duas janellas que se abriara a parede do
fundo, e que davam sobre um despenhadeiro
que ia morrer ao longe confundido com as ver-
lentes do valle, nao fazia seno projeclar urna
luz frouxa sobre os diversos grupo de Aguaras i
que o colorido carregado do um goslo severo
dra um aspecto melanclico e sinrstro.
Era prximo de urna d'eslas janellas- qr esla-
va asseiilada D. Leonor n'um grande cadeira
de espaldar, amparada de alguns coitos- de kou-
xel.
Por urna d'eslas veleidades, que s- o affeeto
de me comprehende e engrandece, D. Leonor,
apezar de enferma e to definhada, que mal se
lho divisava na faco de raarmore o sopro-da vi-
da, quizera preparar-se para receber seu filho.
Era a sua ultima funego, dizia ella. As-forgss-
do corpo e as magoas do espirito nada podiam
contra o sentimento materno, e era este que se
vestia de fesla- e solemoisava a chegada de-Luis
de Mendonga.
D. Leonor estava, pois, vestida de um roupo
de velludo rxo o urna capa forrada de pelles de
martdapor cima. Ni cabega linha urna rede de
fio do ouro, que Ihe cobna parte do cabello,
vindo cahir-lhe sobre a fronte em bico.
A rmmobilidade e pallidez das suas feiges
davam-lhe urna expresso quo i>o era d'esla vi-
da ; mas-expressoqueno parteeipava em nada
da repugnancia que inspirara os- morios ou os
moribundos e era, antes, angelieal no quo ha de-
verdadeira mente ineffavel para a creatura que se
desprende dos lagos terrenos j entre os sorrisos
da bemaventuraujga. Assim retostada, sem cor
e quasi sem movimealo, dir-se-bia que era urna
d'eslas santas princezas marlyres moras e em-
balsamada desde seculos, com a piedade dos
fiis na edade-media nos legou santas, e que,
reclinadas-no seu leito funerario,, mais parecer
adormecidas que defuntas.
As ideas que revoaram pela mente de D. Luiz.
de Mendonga, quando vio sua m, foram, acaso,
eslas ou semelhanles, porque o pebre mancebo
ora enonntrou phrases com que expressar o seu
abalo e a sua angustia.
Esta doloroso, impresso foi apenas atenuada,
quando, relanceaado os olhos pelo qearto, vio
ao lado da enferma, urna menina de rosto can-
dido, que,.com o riso nos labios e- um gesto af-
fectuoso, olhava ora para elle, ora para D. Leo-
nor. Com os oabellos louros sollos e refulgindo-
lhe sobre aalvura du eolio, com as faces desco-
radas e que um sentimento de melancola pa-
reca imprimir o pensamento da tristeza, a don--
zella, reclinada por detraz da enferma, pareca
o seu anjs tutelar trazido alt pela Providencia
para Ihe mitigar as dores da suprema hora das
angustias. Era urna viso, com as deixou Gioto
sobro os- muros gigantescos do Campa Santo,
quando das primeiras inspirarles do seu pincel
sahiram muitos reflexos das paginas da biblia.
D. Luizdou alguns passos pelo quarlo e ajpo-
lhou diante de sua me. A.pobre seahora n
teve forga seno para Ihe cingir a cabega cornos
bracos, e assim ficou n'esta posigo por muito
tempo, como quem receia que Ihe fuja um ob-
jeclo q.ue,.emura, so alcar.ca, depois de multo
se ter desojado e repular-sa perdido.
Era islo que eu desejava, meu Cuto 1...
era vr-te I balbuciou, porJQm, com voz. des-
fallecida, percebendo que o excesso da, alegra.
Ihe exhaurii os ltimos alemos, e lho fugia a
luz dos olhos.
Oh minha me, como a venbo eu. en-
contrar 1
(Cond'nnar-se-Jia).
desapercibida urna circumstancia desta orden.
Calou-se e poz-se observar fixaraente os dous
j-ovens, cuja perturbago auguientou com esse
exaroe. O conde, porem, nao fez caso, e cntrete-
ve-se era prolongar essa situagao accrescenlando
em tora de zombaria :
Veio-me agora ao pensamento, marquez,
que ests apaixonado nao de urna senhora de
alta jerarchia, mas do alguma burguezinha en-
cantadora : sempre por ahi que se conieca ;
nioguem ousa chegar-se logo s duquesas, que
nao obstante sao boas crealuras e humanas : e
aqu estou eu, continuou o coode alegando o
bigode, que posso dizer muila cousa esse res-
peito.
Esls ahi gabar-te, meu charo conde, dis-
se o taarquez aproveitando a occasio para mu-
dar o fio da conversago. Se me fosse possivel
tudo dizer na pre-senco desta senhora, repetira
agora certos boatos desagradaves que correm
leu respeito.
Mas o conde era bastante matreiro para dei-
xar-sc assim illudir.
Deixemos icar do parte esses boatos, inter-
rompeu elle precipitadamente, e fallemos do ti.
Ento confessas sempre que ests apaixonado de
algurn capuz de panno, quero dizer, da filha de
algum plebeo ?
Eu nada confessei, retorquio Villanegra
com vivacidade.
Ora, esls agora fazer-te de discreto :
tens razao, meu charo amigo, ou lambem fui as-
sim. Mas ao menos diz-me se a bella partilba
da chamma que le devora 1
Realmente, exclamou o joven marquez es-
quecendo com quem fallava, e olhando d'esgue-
lha para Rosinha, ha dous mezes que nem mes-
mo tenho podido obler della favor de fallar-lhe
sem teslcmuohas.
O conde desaiou n'uma grande gargalhada ; o
marquez nao sabia se o acompauhasse nessa hi-
laridade ou se dovera mostrar-so enfadado.
Bravo 1 exclamou de Manle, eis um caval-
leiro digno dos lempos do re Arlhur I Mas aqu
entre nos, mi caro, para que eslejss lo pouco
adiantado nos leus amores, depois de dous mezes
de desvelos, preciso que nao le tenhas dirigido
urna duqueza....
O marquez buscava ums occasio propria de
moslrar-se zangado afim do acabar com esses
gracejos importunos ; e pois disse seccamente c
com acrimonia :
Sr. conde, tendes em muito m conla as
duquezas I Esqueceis por ventura que minha
me....
Perdo; nao quero fallar de tua me,
3uem respeito de todo o eorago : nao trato aqu
as duquezas de sosenla annos, como ella, e
tu bem o sabes. Sou condecida nos melhores
circuios, onde me honratQ ; e nao rae falla mes-
mo um pouco de coragem : comludo por mais
desafiar-te oorque te tenho por um homem
de bem, e meu amigo. *
Porem, conde, esses gracejos sobre as du-
que/. S----
Esta acabados : nao queres que falle del-
tas ? Pois bem ; fallarei das que nao sao fidal-
gas. Dissesies que a cruel mortifica o teu pobre
eorago ; ella se ha de arrepender, essa deshu-
mana I Apollo aqu para & muilo honrada e
bella sianorita do Poliveau ( e dizendo islo lo-
mara o marquez pela mo e o collocra frente
freote com a joven mercadora, cuja perturbago
augmentou avista deste desembarago 1 ; Olhae
bem para este semblante, continuou ello desig-
nando a fronte nobre e pura de Villanegra, vede
estes odos que brilham como diamantes, essa
cor de liz e de rosas, este bigodinho bem arran-
jado, e dizei-roe se j vistes um cavalleiro mais
encantador I
Esla inlerpellago foi feita em ar de gracejo e
acabou por desconcertar os dous jovens.
Senhor, balbuciou Rosinha toda confusa,
nao pretendo nogar o mrito-do Sr. marquez;
mas dereis comprehender pcrfeilamenle que
nao compele urna moga como eu ....
Tudo isso ainda nao nada 1 inlerrompeu
o imperturbavel panegyrsta. O mou charo ami-
go de ViitaBegra, espirituoso, de alto nasci-
nienlo, e dizem que valo duzenlos mil escudos o
ducado que herdar um dia. Alm disto bra-
vo, boiu jugador, e todas as damas da corle dei-
xar-se-hiam matar se ello lhes quizesse ao me-
nos dispensar um olharzinho decompaixo. Ora,
dizei-mo : nao cruel aquella que causa o seu
tormento, quando deveris ensoberbecer-se por
ler feito urna conquista lo elevada?
Rosinha, quem era dirigida esta pergunta,na-
da respondeu : Villanegra que apezar da ridicu-
lo da sua posigo segua com anciedade todos
os moviraeutos da linda mercadora, nao pode
deixar de exclamar para o seu singular amigo
com urna especie de despert*:.
Basta, meu charo de Manle ; nao vs que
ests torturar esta senhora, querendo por forga
arrancar-lhe para comigo um senlimenlo de es-
tima que ella nao tem ".'
Oh I Sr. marquez, e podis crer___
Ao menos me parece, continuou o conde
com o seu imperturbavel ssngue fri, que a sig-
norila, por muilo severa que seja, nao dexar
de spplaudir o caso que vou agora narrar : Ha
alguns dias passados Polastron dissera, estando
com oulros 4 mesa redonda, que o marquez de
Villanegra se achava enamorado de urna ploba,
que o accitou por amante essa pleba 6 urna
joven recatada e honesta, cujo nome nao direi...
Conde inlerrompeu arrebatadamente o
marquez, como soubesles islo?
Nao recis cousa alguma ; eu conlarei so-
mente aquillo que for oaisler. Eis como se pas-
sou o caso : 0 marquez foi procurar Polaslrou e
Ihe disse em presearja de numerosa companhia
de urna joven virtuosa ; enganastes-ves, cumpre
quo vos retratis. Pslastrou recv.s>au desdi-
zer-se. O duello foi coovenciouado.; Polastron
recebeu una ferida no hombro, da qual se acha
anda de cama : e desta sorto foi desagrjdvada a
honra da moga pleba.
Durante esla narrago Rosinha experimentara
urna viva commocao ; era-Uta fscil odevinhar
quo fra ella a joven por quam o ai arquez se
baleu em duello.
Tudo isto verdade, Sr de Villanegra ?
disse ella com recondecicaealo. efendestes a
honra de urna mulher obscura, e de classe infe-
rior vossa ? Oh 1 pralicastea urna acgo digna
de vos, e eu vo-la agrsdeco..^ em nome da-
quella quem fizestes respeitar.
Assim dizendo, esteadeu a mo Villanegra
que a levou aos labios, e aproveitou o ensajo
para ahi introduzir um pequeo bilhete. Jm
outra qustquer occasio Rosinha lalvez recusas-
se receb-lo, mas nesse momento a sua imagi-
nagao se achava anda impressionada pela nar-
rago do conde : o papel passou rpidamente
da mo do moga para o- bolso do seu avental.
S urna pessoa porr.ebeu este movimeniofoi
Gil Poinselot.
D'ahi em danle Villanegra supporlou com mais
paciencia que ald enlo es cumprimentos sem
iim, e importunares do conde. A oonversaco
entre os dous lornou-se geral : fallaram ale-
gremente da corte, e das novidades mais
da.
O secretario e o
etu
criado grave da conde se ti-
nham ido juntar aos seus camaradas na ra, on-
de chacoleavam afoutamcotu na cara dos auo
passavam.
Quanlo aos aprendizes achavam-se retirados
no fundo da loja : d'ahi examinavam atienta-
mente os gestos dos dous fldalgos que faziam a
corle lida mercadora. Guilherme, apoiado a
um fardo de fazenda, com a mo sobre a Ihesou-
ra, sua arma habitual, guardava o mais com-
pleto silencio. Gil, pelo contrario, mauifeslava
signaes frequenles de colera reprimida e silen-
ciosa : cerrava os punhos convulsamente : o pei-
to offogara.
O conde com muitos suspiros e os olhos vol-
tados para o cu [refera ao joven marquez as
qualidades, as virtudes, e os encantos da sua
corea, morta iofelumonle. Neste nterin vis-
ta do urna nova personagem que voltava a quina
na ra vizinha, e se encamiiihava rpidamente
para o armazem, veio dar nova direcgo toda
esta scena. Os aprendizes fizeram um gesto de
salisfgo ; Rosiuha se ergueu vivamente. No
mesmo nstenlo mestre Poliveau entreva na loja
seguido de dous rapazes robustos carregados coto
saceos de dinheiro.
(Coiilinuar-snaO
de Manle nao era hornero, que deixasse passar que digas e por mais que facas nao me decidir'. i Cavalleiro, distestes que cu era o favorito
PSRN, TTP.DEM. F. DE FAJU/u 18(1,
ILEGVEL


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