Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09209


This item is only available as the following downloads:


Full Text
AIIO XIXTII. ID1EKO 7
Por (res mezes adiantados 58000
Por tres mezes vencidos 6JJ000
OARTA FEIBA 9 DE JAIEIBO DE IS6I
Por anno adan lado 19)000
Porle franco para o subscriptor.
BNCARREGADOS DA SUBSCBIPCO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Aleandrino de Lima
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braja; Cear, o Sr. J Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Menoel Jos Mer-
tms Ribe.ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fer-
n.ndes deMoraes Jnior; Par, o Sr. Justino J.
Hamos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa
FAKT1AS DOS cOKlthlUS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguaress, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinho e
Garanhuns as lercas-feiras.
Pao d'Alho, Njzarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Kx as quarlas feiras.
Cabo, Serlnbaera, Rio Formoso, Uns.Barrciros,
Agua Prela, Pimenleiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da maoba)
trHEMEHlDES DO HEZ Dfc JANEIRO.
3 Quarto minguante as 11 horas e 4 minutos da
larde.
11 La nova a 1 hora e 8 minutos da manhaa.
19 Quarto crescente a 1 bora e 11 minutos da
manha.
26 La cheia as 2 horas e 47 minutos da tarde.
FREAHAR DE HOJE.
Primeiro as 3 horas e 18 minutos da manhia.
Segundo as 2 horas e 54 minutos da tarde.
PARTE OFFICIAL.
DAS DA SEMANA.
7 Segunda. S. Theodoro monge ; S. Telminio.
8 Te^a. S. Lourengo Justiniano patriarcha.
9 Quarts. Ss. Juliao m. e Bazilica sua espoza.
10 Quinta. S. Paulo eremita; S. Gonzalo.
11 Sexta. S. Hygino p. m. ; S. Honora v.
12 Sabbado. S. Satyro ro.; S. Zotico m.
13 Domingo S. Hilario b. ; S. Emilio m.
AUmElSClAS DO*. TRIBUNAL DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundase quintas.
Relajo: tercas, quintas e aabbados slO horas.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as M horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio
da.
Segunda vara do civel:
hora da tarde.
quartas o sabbados a 1
-.
Governo da provincia.
Expediente do dia 5 de Janeiro de 1861.
Officio ao coronel commandanle das armas
A lenta a falta que ha de cirurgies militares na
gua nigao pode V. S. chamar para o servigo
a eiia, como propoe ora seu officio n. 13, de 4 do
corrente, o doutor era medicina Manoel Enedino
do R-go Valeoga, que se acha nesla cidade, e foi
nomeadd. por decreto de 2 de dezembro ultimo
. cirurgao do corpo de sade do ejercito.
Dito ao niesmo.-Em vsja do que expoz V. S
em seus ofllcios de 31 de dezembro ultimo e 4 do
correte, oautoriso mandar substituir por pai-
sanos os enfcrraeiros e serventes militares que
esiao actualmente empregados no hospital i-
litar.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
De conforraidade cora o disposlo no aviso da re-
partigaj da raarinha de 13 de Janeiro de 1858
mande V. S. adantar Braz Jos dos Reis que
fot pramovido a 1." lente da armada no dia 2
de dezambro ultimo, a iraporlaucia de 3 mezes de
sold, que he ser descontada pela 5.a parte do
niesmo soldo.-Cammunicou-se ao commandaote
da estacao uavai.
Dloao mesraoEm vista da folha junta, que
me foi remettida pelo cora mandante suporior da
guarda nacional dos municipios de Olinda e Igua-
rassu. cora officio de 2 do corrente, mande V. S
pagaros vencimentos, relativos aos mezes de ju-
dezembr<> do anno prximo passado, do
official do exercito que serve de chote de estado
maior da mesma guarda nacional Francisco Joa-
qun) Pereira Lbo.-rCommunicou-se ao supra-
oito commandanle superior.
D.t0 *,mesmoEm addlamenlo ao meu oli-
Co de 2 do corrente tenho declarar-lhe que a
quactia do 3d:0001> dast.nados para as despezas
do presidio de Fernando, devcm ser entregues
oppoitunamenta ao commissario do hiale de
guerra Rio Formoso, que te o de seguir para o
niesmo presidio. '
Dito ao mesrao.-DdVolvo V. S. o requeri-
menlo. que se refere a sua informaco de hon-
tem.sobn 8, aura deque pelo inspector da al-
fandega. como de suas atlribuces, seja conce-
dida a demissao que no citado rqueriraenlu pe-
de o guarda da raesma alfandega Tilo Avellino de
Barros.
Dito ao mesmo.Havendo-me o Exra. Sr. mi-
nistro da fazenda declarado em aviso de 10 de
dezembro ultimo que se concedeu Vicente Ti-
burcio Ferreira Malangunzo a demissao que po-
dio, de 4. escriturario da alfandega desla cida-
do, assim o communiso V. S. para seu conhe-
cimento, e am de que o faca constar ao inspec-
tor 0 aquella repartido.
Dilo ao juiz de paz mais volado do 1. distric-
lo da Boa-Vista desla cidade.-Tendo o governo
imperial, annullado, segundo me foi declarado
no aviso da reparlicao do imperio de 24 de de-
zembro prexirao lindo, conslante da copia junta
as eleigoes quo ltimamente tiverara lugar ness
lreguezia para juizes de paz e veresdores, nssim
o comraunico Vmc. para que, de conformidade
com asdispasigoes da lei de 19 de agosto de 1846
e aviso de 21 de fevereiro do 1853 proceda no-
va eleigo smcnte de juizes de paz no dia 17 de
levcreiro prximo vindouro que para isso Oca
designado, e nao de vereadores, visto que vo-
tagao d essa freguezia nao constilue a maioria
deste municipio, que ella pertence.
Dito ao presidente da cmara municipal de
t^oianna.-Era solugo ao que consulla Vmc. em
olucio do 2 deste mez declaro-llie para seu co-
nhecimento e direcgo. que, alm de nao consti-
tuir a freguezia de Nossa Senhora do Rosario de
Goianna a maioria d'esse municipio, nao poden-
co por isso a sua volaco affeclar a eleico geral
de juizes de paz e vereadores, que ltimamente
ah leve lugar (aviso de 21 do fevereiro de 1853)
deve esta subsistir em quanto o governo impe-
rial oao resolver definiivamenlo sobre os vicios
e irregularidades, que se altribue eleicaod'a-
quella freguezia, e foram submettidas ao seu co-
nhecimento, pelo que cumpre que a cmara mu-
nicipal respectiva juramenlo e de posse no da
designado por lei dos vereadores novamente elei-
los. como regular.
Dito ao presidente da cmara de Olinda,De-
claro a Vmc. para sua sciencia e direcco, e em
resposta ao seu officio de hontem datado, que s
cmaras municipaes nao permitlido por molivo
aigum entrar no conhecimenloda validado omo-
ralidade das eleigoes, devendo limitar-se a contar
c sommar os votos, cingindo-se ioteiramente s
astas,eexpedindo diplomas quellescidados,que
era vista dellas foram legtimamente eleitos, como
e exoresso no arl. 105 da lei n. 387, de 19 de
agosto de 1846, e declararan) os avisos de3 de
fevereiro de 18, e 9 do mesmo mez e anno 8
a; pelo que nao podo a cmara municipal desse
termo deixar de juramentar e dar posse no dia
designado por lei aos vereadores novamente
eleitos, a quera allude V. S. em seu citado officio
quaesquer que sejam os vicios e deeilos de sua
eleigo ea incompatibilidade de que possa exis-
tir entre aquello cargo electivo e os empregos
que actualmente occupam, reservando porm oo
poder competente a decisao dessa queslo.
Nesla dais submetlo ao conhecimento do go-
verno imperial a materia do seu suppradito offi-
cio, am de que resolva opportunamenle como
Jhe parecer jnstj era sua sabedoria.
Dito ao director das obras militares.Inleira-
*,;,2u8Dl Vmc- P* em o seu officio n. 2
rio ;nrL?!rr,.elUe' co? re|erencia representego
do coronel commandanle do 2 batalno de in-
antana. tenho a recommeodar-lhe qae promova
com a maior celeridade a concluso das obras
que mandei fazerno quartel daquelle batalho.
Lommunicou-se ao commandanle dis armas.
Dito ao mesmo.Respondo ao seu officio n. 1
ae 4 do corrente declarando que deve Vmc. tra-
zer ao meu conhecimento, logo que Ihe seja
apresentado pelo encarregado da limpeza e as-
seio desla cidade o orcamento para collocaco
de apparelhos proprios para as letrinas do quar-
tel do 2o batalho de infamara.Communicou-
se ao coronel commandanle das armas.
Dito ao secretario das obras publicas.Inteira-
do do conteudo de sua informaco de 3 do cor-
reme, sob n: 1, dada acerca do estido de ruina
cm que se acha a ponto velha do Recite, recom-
mendo a Vmc. que pela repartigio a seu cargo
mande tomar as avenidas daquella ponte de for-
ma qne fique completamente vedsdo o transito a
que ella se prestava.Commuoicou-se ao chefe
de polica e cmara do Recite.
Portara.O presidente da provincia, alten-
dendo ao que representou o juiz de direito da
comarca de Pao d'Alho cm officio de 28 de de-
zembro prximo findo, resolve, de conformidade
com o disposlo no art, Io decreto n. 1294, de 16
de dezembro de 1853, nomear Joo Luiz Peres
para servir interinamente o officio de escrlvo do
jury e correccdes criminaes da mesma comarca.
Fizeram-se as communicaces convenientes.
UH.O presidente da provincia, Itendendo
ao que requereu o alteres do^orpo de polica
Leodegano Liberato Pereira Caldas, e tendo
avista a informaco do respectivo commandanle
resolve conceder ao mesmo alteres tres mezes de
licenca com vencimejilos para tratar de sua
eaude.
Dita.O presideate da provincia, attendendo
ao que requereu o cirurgio do grande hospital
de candade, Jos Francisco Pinto Guimaraes, re-
solve proronar por tres mezes a licenca que por
porua de 20 de 3cteoibro ultimo lhe foi conce-
dida para tratar de sua saude.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que requereu o guarda alfandega desla capi-
tal, Manoel Joaquim de Figueiredo Seabra, que
provou achar-se doenle, resolve prorogar por
tres mezes com venctmentos, nos termos da 2a
parte do art. 90 do regulamento de 19 de setem-
bro do anno prximo passado, a licenca que lhe
foi concedida por portara de 24 de novembro do
mesmo anno, para tratar de sua seude
6
Olficio aos Srs. Emilio Americano do Reg Ca-
zumb o Custodio Manoel Theodoro, membros da
mesa parochial de S. Jos do Recite. Tendo
consi.leracao ao que me representaran) Vmcs. con-
tra o procedimeoto da maioria da mesa parochial
de S. Jos, de que Vmcs. fazem parte, nao con-
senlindo que o trabalho da contagem das cdulas
recolhdas respectiva urna se faga cora a publi-
cidade recornraendada por lei, acabo de declarar
ao juiz de paz e mais membros da maioria da
mesa, que sendo por demais clara a leltra e es-
pirito da lei, qunndo determina que todos os tra-
balhos da eleigo sejam bem inspeccionados por
aquelles que leem nella inleresse legitimo, nao
licito mesa contrariar tao salutares disposi-
goes, e cam menospreso manifest das reiteradas
recommendagoes desla presidencia, quo nao pode
querer senao a observancia restricta da lei, e a
inteira garanta dos direitos polticos por ella con-
feridos ; e anda mais, que nao havendo fraude,
como devo crer, que se pretenda acobertar, do
proprio inleresse da mesa parochial por a salvo
sua reputagao de qualquer desar, evitando lo-
dos os pretextos, que possam por em duvida seu
merecido conceito.
O quo communico a Vmcs. para sua sciencia e
direcco.
Com esta providencia cessar sera duvida o
abuso, de que Vmcs. com razao se queixam.
Olciou-se ao referido juiz do paz nos termos ci-
ma declarados.
Dito aos mesros. Respondo ao officio que
Vmcs. nesla dais me dirigirn) relativamente ao
procedimento que continua a ter o juiz de paz
presidente da mesa parochial de S. Jos, de que
sao Vmcs. membros, na contagem das cdulas re-
comidas respectiva urna, dizendo-lhe3 que es-
tao expedidas as mais terminantes providencias
no sentido da que pedem Vmcs. e determina a
let.
DESPACHOS DO DI* 5 DE JANEIRO DE 1861.
Requerimenlos.
3477.Jos Francisco Pinto Guimaraes.Passe
portara prorogando por tres mezes a licenga com
que se acha.
3478.Luiz de Azevedo Souza.Informe o Sr.
inspector da thesouraria provincial.
3479.Braz Jos dos Reis. Drija-se ao Sr.
inspector da thesouraria de fazenda, a quem se
expede a conveniente ordem nesta data.
3<82,Reprcsenlagao em que Antonio Augus-
to da Fonseca, e outros votantes da freguezia de
Santo Antonio desta cidade pedem a declaragao
da nullidade da eleigfto de juiz de paz e vereado-
res ltimamente feita na mesma freguezia pelas
irregularidades que nella se deram.
Nao podendo esta presidencia usar da attribui-
Co que lhe confere o art. 118 da lei de 19 de
agosto de 1846, per nao haver lempo de entra-
ren) em exercicio os novos eleitos se resolvesse
sobre as irregularidades a que alludem, vai ser
submellida ao governo imperial a representacao
dos supplicantes com os documentos que a ins-
truem, para que seja tomada em consideracio.
EXTERIOR.
As reformas, com que o imperador acaba de
dotar o psiz, em nada alterara as nossas iostilui-
goes polticas; o seu nico flm o apefeigoa-
mento do raechanismo dessas inslilugoes. O
augusto autor daconstituigao de 1852 ja havia de
anle-mao tragado esse plano de opergoamento
no prembulo da mesma con3tituic,ao, recordan-
do a sublime mxima do fundador da sua dvnas-
lia : auma constiluigao qualquer s pode ser obra
do lempo, porque s elle poder indicar os me-
lhoramentos quo lhe sao nesessario.
A mao previdente, que assim tragara o prioci-
pio de taes melhoramentos, os realtsa hojo. A
grandeza da inciativa se apoia sobre" a aulorida-
do da lgica, e as medidas que acabam de ser
decretadas nada mais sao do que a exlensao libo-
ral das regras lealmente submetlidss pela legis-
lagao de 1852 veriflcago da experiencia.
O imperador julgou quo esta se tinha feito
ouvir j sufficientemente. Atiento todo3 os
symptomas, mesmo a aquelles que poderiam
passar desapercebidos perspicacia de outros
reconneceu quo a aegao, embora efflcaz, das
pnncipaes corporagoes do estado durante o seu
governo nao se haviam manifestado como deviam
aos olhos do paiz.
Quiz que o concurso bastante til do senado e
do corpo legislativo fosse mais livre para que
podesse ser mais apreciado; e que nesse grande
mechanismo, creado pela constituicao, para or-
ganisar o direito de vericaco evitando a lula,
todas as pecas podessem cooperar com maior
energa para a grandeza e prosperidade da
rranQ,
Com effeilo, o estado de cousas, que acaba de
passar por urna modificaco, tinha revelado na
praticas certos lados defeiluosos. O governo nao
dispunha de meios suDcientes para manifestar o
seu pensamento, assim como para conhecer o
Fn^S^*n *"'" Ab sen.**, que trnham
lugar n-s cmaras, nSo ha duvida de que eram
bastante senas, e algumas vezes brilhantes; mas
ellas gyravam n'um circulo muito estreito de
reslncgoes. A poltica, que jamis seria sufro-
cada n urna assembla franceza, apenas se pro-
duza de urna maneira anormal e quasi cemo um
srtigo de contrabando.
O senado e o corpo legislativo ressentiam-se
dessa falsa posijao. O proprio govarno nada
ganhava com ella. Calumniado multas vezes
interna e externamente, nao poda defender-se
cora autojidade. e quando sua voz se ergua no
recinto legislativo, mal era ouvida pelo paiz.
Temos a conviegao de que essa situagao ser
lelizmente modificada pelas novas disposiges
que o imperador julgou necessarias e opportu-
nas. De hoje em dianle as cmaras e o governo
podero se explicar sem obstculos na dlscusso
da resposta falla do throoo sobre todos os pon-
tos da poltica interna e externa : e os debates
lielrnente reproduzidos, resoarao tambera sem
oDstsculos com a sua publicidade. O direito de
modificagao ser exereido seriamente, maniendo
as garantas que resultara do exame e decisao de
conselho de estado.
Sao essas verdsdeiras condiges do rgimen,
representativo.
E"tre esse rgimen cuja plenltude nos do essas
medidas, o o rgimen parlamentar, que produzo
as duas revoluces de 1830 e 1848. existe a mesma
dinerenga que separa o direito de vericaco da
lula, e que distingue um governo, que busca es-
clarecer-ae, de um governo que tende a escravi-
sar-se.
No systema actual o imperador nao se pe
coberto de umaresponsabilidade ficticia, que nao
passaria de cscravido disfamada : seus ministros
sao os seus agentes; a elle compele nomea-los
era vez de sujeitar-se s suas vant3des;^ sua
administracao indepen lente, e por isso nao
pode deixar de ser forte; sua poltica nao est
discripeo de um voto do desconfianza, porquan-
to faz-se conhecer sera se subordinar, e so mar-
cha de accordo com o paiz.
Para tornar essa maoifestacao to suicera
quanto possivel, iraportava descobrir-se urna
combioagao que, sem por o poder executivo em
faco das cmaras, lhe permitisse todava a facul-
dade de fazer com que al fosse ouvida a sua voz
com autoridade.
A constituicio de 1852 j havia sabiamente
creado um corpo intermediario para representar
o governo perante o poder legislativo, nao cre-
ando esses antagonismos que leem produzido
ha sessenla annos tantas revoluces: esse corpo
o consolho de estado.
Mas os conselheiros de estado nao assislem ao
conselho dos ministros. Com quanto perfeita-
mente aulorisados para dsculirem as leis espe-
ciaes por elles preparadas, todava nao podem
sustentar as discussoes politices, cujos elementos
Ins taltiro : s ao presidente incumbe esse pre-
vilegio por ter o titulo de ministro. Porm um
s hornera, por mais elevada que seja a autori-
dade da sua palavra, seria sufficienle para os
debates que necessariaraente apparecem sobre
tantos assumptos diversos? E?t claro que
nao.
Foi, portanto, necessario crear ministros sem
pastas, que sero os verdadeiros interpretes da
palavrs ; assistirao ao conselho ; acompanharo
os negocios pblicos na sua marcha, e desde a
sua ongem ; e por conseguinle serao os habili-
tados para esclarecer as cmaras sobre os actos,
a que se terao elles associado, e para expor pe-
rante as mesmas cmaras a poltica do impera-
dor, sem romover as responsabilidades ; final-
mente defendero o governo sem que fique pre-
judicada a adminislraco.
Desta sorte perraitliro aos estadistas do rgi-
men parlamentar o papel militante que nao fazia
tnumphar a eloquencia seno cm prejuizo dos
negocios pblicos, e deixarao os homens de ae-
gao inteiramcnte entregues aos interesses admi-
nistrativos.
Urna misso bem consideravcl voltar necessa-
namente aos homens que conquistaran) as as-
semblas e ua pralica de negocios importantes o
direito de se fazerem sltender pela opiniao da
Europa : e na realidade nao conhecemos outra
missao que faca mais honra ao talento e ao pa-
triotismo. v
Essas instiluices era nada modificaran) a cons-
tiluigao de 18o2; pelo contrario derara-lhe nova
consagragao. E" seguindo a lei do aperfeigoa-
mento que as inslituiges chegam a enraizar-se
nos costumes de um granle povo. Talvez seja
esta a primeira vez que urna reforma se complete
sera ser esperada pelo psiz. Nos gozavamos de
plena conlianga ; a nago eslava salisfeita ; e se
alguma cousa pedisse, certamente pedira muito
menos do que lhe foi concedido. O imperador,
mais exigente que a opiniao publica, velava so-
bre as insinuados que elle proprio fundara, e
confirma hojo o poder destas nbotondo as bar-
reiras que deviam protege-las no seu comeco.
Os progressos, que se realisam desta forma*, sao
os melhore3 e os mais fecundos. Quando sao
impostos pela opiniao, nao passam mutas vezes
de concesses sem resultados, mas nao isentas
de perigos. Quando, porm, anticipara a mes-
ma opiniao, fortifican) elles o governo que os
desenvolve, porque nao s conservara, mas at
rcalgam a sua misso de iniciativa e de alta di-
recco.
Tem-se pensado, e com razo, que essa exlen-
sao de liberdade concedida s discussoes legisla-
tivas trar consequencias felizes para a impren-
sa. Senipre desejamos que fosse o mais possi-
vel alargado o campo da polomica, e temos con-
vcgo do que, sob a leg3laco era vigor, conti-
nuando a ser applicada com sabedoria e mode-
raco, a imprensa sentir firmar-se ainda mais a
sua independencia, e mais sobresahir a sua im-
portancia.
Em face da siluaco, que vai se abrir, a nossa
confianca se_ fortalece. A Franga nSo abusar
das concesses que lhe foram dadas com tanta
lealdade : a experiencia a tem muito esclarecido.
Afastada do rgimen parlamentar pelas lulas dos
partidos, ella se tem conchegado para as garan-
tas de um governo lvre pela influencia salular,
e pelo systema regular do principio de autori-
dide.
O imperio nao muda os seus deslinos, confir-
ma-os ; restabelece a ordem, quando a ordem
eslava ameagada ; funda a liberdade antes que
esla seja reclamada.
E' assim que obram os governos quando leem
a torga precisa para nao temer as revoluges, e
gloria bastante para dcsej.ir que a paz seja con-
firmada e mantida.
L. Bomface.
ILe ConslitulionnelSUveira.)
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPgA DO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias; Babia,
Sr. Jos Martina Alvcs; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martina.
|
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figaeiroa de
Faria, na sua livraria praga da Independencia ns.
6e8.
INTERIOR.
BIO DE JANE1BO.
Instituto Histrico e Geographico Brasileiro.
Discurso do orador do instituto, o Sr. Dr. Joaquim
Manoel do Macedo, lido na sessao anniversaria
de 15 de dezembro de 1860.
Esta brilhante e pomposa solemnidade Ilitera-
ria, brilhante e pomposa pela presenga augusta
da mgestade, brilhante e pomposa pata transcen-
dencia patritica do pensamento que faz no Bra-
sil abrirem-seem par as portas do palacio impe-
rial sciencias e s letlras, comooulr'ora o Dze-
ram Carlos-o-grande na Franca, Othon-e-grande
na Allemanha, Alfredo-o-grande na Inglaterra,
Frederico-o-grandena Prussia ; brilhante a pom-
posa tambem pelo concurso de tantos homens
eminentes e sabios, e ainda pela importancia e
magnitude da tarefa que desempenha o Instituto
Histrico e Geographico do Brasil, esta solemni-
dade no enlanto nao poder jamis ser completa-
mente cheia de flores, de animacao e de alegra,
se era todas as vezes que ella fr celebrada tiver
infelizmente como at agora, de fazer-se ouvir a
voz do orador da nossa associaco, que neste ca-
so sempre urna voz annuncadra de infortunio
e de luto.
Em seguida eloquenle resenha, e ao bello
quadro dos trabalhos e dosaervicos prestados pe-
lo instituto na actualidade, o s suas rsonhas
esperances do futuro, forca sentir tambem pro-
fundas saudades do passado na recordaco da-
quelles nossos antigua coasocios que no correr
do anno tiveram de pagar o tributo da morte.
Nem o Instituto Histrico, e ainda menos a pa-
tria, podem esquecer os homens Ilustres que
tocando extrema do fio da vida, desapparecem
no seio immenso da elernidade, deixando os seus
vestigios na trra marcados poraccoes meritoriai.
as honras prestadas a esses finados falla o reli-
gioso cumprimento de urna divida de gralido e
vela cuidadoso e nobre o zelo por urna grandiosa
riqueza da nagao.
Os benemritos, os hroes, os sabio*, os poetas
os artistas revivem e perpeluam-se no livro en-
cantado da memoria para exemplo dos vindouros
e para esplendor da patria. O monumento da
gloria de urna nago lev&nla-se com as podras das
tmulos dos seus filhos mais distinctos e justa-
mente fimosos.
Honremos, pois, os nossos finados : paguemos
lnes essa divida sagrada da gratidao pelo bem
quo souberam fazer; zelemos essa grandiosa ri-
queza da nago : visitemos o contemplemos essas
sepulturas que nao encerrara smento cadveres
ou esqueletos, mas ainda recordagoes veneran-
das, que sao preciosos thesouros da patria.
Como nos ltimos annos, no de 1860 a morte
ferio cruelmente o Instituto Histrico e Geogra-
phico do Brasil, arrancando-lhe muilos e alguns
muilo prestantes e dignos dos seus membros. Nao
menos de nove foram os nomes riscados da lista
dos nossos consocios, e entre esses nobres an-
claos, que o paiz venerara, homens no vigor da
idade, para quem o futuro pareca sorrir-se ami-
go, e fulgurante de esperances : descanso eterno
no flm de urna tonga e laboriosa carreira para
uns, queda inesperada e sbita em abysmo inson-
davel no mel do caminho da vida para outros;
termo fatal para todos.
O desembargador Joo Candido de Deus e Silva
foi um dos membros do Instituto Histrico e Geo-
graphico do Brasil que no anno de 1860 veio aug-
mentar o numero dos nossas finados.
Acolhido a um retiro que osdesgoslos e a mo-
ditaco o tinham levado a procurar, eslranho des-
do muito aos certames do mundo poltico, efas-
tsdo da adminislraco, cansado dos trabalhos Ili-
terarios, tirando apenas do exercicio de urna li-
mitada advocacia os meios do subsistencia, o de-
sembargador Joo Candido de Deus e Silva pas-
sou seus ltimos annos quasi ignorado no seio
tranquillo e suave dessa formse e plecida Nilhe-
rohy, que demorando fronteira ruidosa capital
do imperio, parece como um regago que convida
ao somno, all tao perto do campo das vigilias,
como um asylo que se offerece ao desengao,
como um remanso ao p das ondas agitades.
O desombargedor Joo Candido do Deus e Silva
nao era porm um horaem desconhecido : na ma-
gistratura subir a um grao eminente; na polti-
ca representara um papel notavel, pois que Uve-
ra assenlo no parlamento brasileiro, onde o seu
nome nao passou desapercebido ; na administra-
Cao oceupra o lugar de secretario da provincia
do Rio de Janeiro : e na repblica da letras se
apresentra especialmente como traductor de di-
versas obres de pequeo volume sim, mas que
reputara uleis para a educagao e inslrucgo da
mociiade: neste ultimo empnho a sua boa von-
lade c o seu ardor foram causa de precipitar 1ra-
duegoes, que mais meditadas teriam sido justo
motivo de mais renorae para elle.
O desembargador Joo Candido tinha trabalha-
do muilo : apanhou-o a fadiga, quando a velhice
Iho acurvava o corpo : acerbas contrariedades
pesaram sobre o seu corageo apagaram-se-lhe to-
das as esperangas, e por isso talvez fugie ao mun-
do : a quanlos acontece o mesmo I___quando
morreu j eslava meio morto para a sociedade.
A morte apenas acabou a obra do desgosto.
Perdemos tembem este anno o nosso consocio
o conaelheiro Jos Mara Velho da Silva. Nao
raililou nes phalanges polticas do paiz ; nao te-
ve parte em lides scientficas nem Iliterarias ;
mas nem por isso deixa de sor o seu norae rt-
commendavel: empregou grande parte da sua
vida no servigo particular do monarcha, e duran-
te alguns annos exorceu interinamente o cargo de
m?f i>m.,da csa oiperial. S M. o Imperador
estai de tal modo e to apertadamento ligado
nagso, que os seus interesses se confunden), e a
nago zelosa e dedicada tem applausos ou repro-
vego para quem bem serve, ou serve mal ao
chefe do estado. Nao ha separeco nem divorcio
possivel; o Brasil e a monirchia esto unidos em
eterno e sagrado consorcio ; quem os uni foi
Deus ; o altar foi a cnnsliluigo do imperio.
Osservigos prestados casa imperial pelo.con-
selheiro Jos Mara Velho da Silva, e o amor que
Iributava sagrada pessoa do S. M. o Imperador
sao ttulos que o Instituto Histrico e Geographi-
codo Brasil se ufana de reconhecer.
A estes doos nomes temos de ajuntar em tris-
te recordago o do nosso consocio Fr. Joaquim de
Sanie Escolstica Mavignier, monge do S. Bento.
J l vai longe a poca dos triumphos e das
glorias dos claustros: o lempo da decadencia che-
gou para essas instiluices religiosas : aos teitos
brilhantes dos Nobrege, dos Anchieta e dos Al-
pilcueta seguirn)-se os abusos altamente con-
demnaveis dos seus successores : aos admiraveis
esforgos e aos louros conquistados na tribuna sa-
grada pelos S. Carlos. Sampaio e Montalverne,
succedeu o desanimo e o abalimento dos Fran-
ciscanos.
No meio desla cruel adversidide em que se
debatem as ordens monsticas, vemos cora syra-
pathico iuteresse o empenho erdente com que no
Rio de Janeiro os monges Benedictinos empregam
todas as suas faculdades pera bem merecer do
paiz, abrindo em sua casa aulas gratuitas de hu-
manidades ao publico, e dedcando-secom ardor
ao ensinoda mocidade. Sao dignas de louvor
essas demonstrares de verdadeiro amor do pr-
ximo, essas fonles de instrucrao que se offerecem
a urna juventude sequlosa de sciencia, e conse-
quenteraente v-se com dr amargecahir fulrai-
nado pela morte um desses religiososos do mos-
teiro de S. Bento.
A modestia e a humildade do monge delxa ape-
nas entrever suas virtudes e sua sabedoria atre-
ves des grossss e severss paredes do claustro. O
nosso consocio Fr. Joaquim de Santa Escolstica
Mavignier esconda mais que nenhum outro o seu
mcreciraenlo no santo retiro a que se havia re-
colhido, separando-se do mundo ; mas o Insti-
tuto Histrico e Geographico do Brasil reconhe-
cia o subido valor deste seu antigo o estimavol
membro, e profundamente lamenta a sui morte.
Q dia 16 de Janeiro do anno que vai acabar a
data luctuosa que marca urna grande perda, sen-
tida, nao smente pelo Instituto, mas ainda pelo
parlamento, pelo exercilo e pela adminislraco
publica do Brasil; urna sepulturs humilde e mo-
desta recebeu os restos mortaes do Ilustre cida-
do Jeronymo Francisco Coelho: apagra-se a
(lamina da vida de um benemrito; mas, assim
como depois de extincto o fugo de urna pyra sa-
grada, ainda se podem sentir as cinzas o calor
deixado, assim tambem urna brilhante ligo do
patriotismo e de probidade, um verdadeiro servi-
go de alm tmulo eram legados pelo homem
que j nao viva em um testamento, que honra a
memoria do finado, e honra o paiz, que se ufana
de ter silo sua patria.
Jeronymo Francisco Coelho nasceu na cidade
da Laguna, provincia da SantaCalharna. a 30 de
sclembro de 1806 : foram seus pas o major
Antonio Francisco Coelho e a Illma. Sra. D.
Francisca Lima do Espirito Santo Coelho. En-
trou no mundo com um nome honrado, mas nao
leve o berco da riqneza, nem a perspectiva da
fortuna.
Aos 3 annos de idade veio trazido por seus pro-
genitores para a cidade-do Rio de Janeiro, e aos
7 acompaohendo seu pai que havia sido nomea-
do commandanle de um corpo de infantaria e
inspector daslropesda provincia do Cear, parti
para este ponto do Brasil, aonde atfs 17 de dezem-
bro de 1813, e sendo ainda menor, assentou pra-
Ca del0 cadete na companhia de arlilharia.
Em 1815 vollou ao Rio de Janeiro, foi escuso
da praga ; comprehendeu toda a vehemencia de
urna dr suprema, vendo seu pai exhalar o ulti-
mo suspiro, e acabou-se de improviso orpho,
pobre e quasi sem amparo ; porque tambem um
to sea, o Dr. Joi Francisco Coelho, que o adop*
tara para faz-lo seguir a carreira das letras, fal-
loceu poucos mezes depois.
Ficara-lhe sua mi ; o amor maternal urna
ronte do estremosos cuidados que nao se esgota
nem diminue nunca; o amor de um pai mais
previdente e mais cauteloso ; o amor de mi
milagroso, amor que nao v irapossiveis, eque
quando descr dos homens espera ludo de Deus.
Longe da trra natal, sem prenles, o mal pro-
tegida pela fortuna, a digna mi do nosso finado
consocio velou dosvclada pela educacio de seu
fllho, que leve por mestres de latinidade o de
philosophia racional e morel os psdres-mestres
Florencio Alves de Mscedo Pereira e Fr. Jos
Polycerpo, dous nomes ainda hoje cora respeilo
e veneregeo lerabredos.
A 16 do fevereiro de 1816 o joven Jeronymo
Francisco Coelho de novo assentou prage no re-
g>mento de arlilharia da capitel, o terminados os
seus estudos de humanidades, matriculou-se a 8
de marco de 1820 na academia militar, e nella
pnmou sempro como esludsnte notavel, alcan-
gando em dous annos os primeiros premios, e
conquistando, enjfim as cartas dos cursos de ma-
1 aimal,.c" e ** ngenhrie; A 23 de fevereiro de
1823 ro promovido a segundo tenente, e vinte
mezes depois, a 12 de outubro de 1824, e quan-
do apenas contara '8 annos de idade era capi-
lao. A prohibico de proraoges no exercito de-
cretada pela asserabla geral, os acontecimentos
pblicos de 1831 e a subsequente desorganisago
do exercito vieram interromper os triumphos de
lao esnerangosa carreira, de modo que somente
a 13 de setembro de 1837 foi o nosso finado con-
socio despachado major do corpo de engenhei-
ros, seguindo-se depnis a 7 de setembro de 1812
a sua promogo tenentc-coronel. a 14 do raar-
5 Oe 1847 a coronel, e emflm a 14 de margo de
1855 a brigadeiro.
Cedo abriram-se novos horizontes bella intel-
igencia e ao patriotismo do nosso finado conso-
cio; a administrara.) publica ea poltica vieram
disputa-lo ao exercito : os Catharinense3 nao po-
diam esquecer o seu dislincto comprovinciano, e
no anno de 1835 o chamaran) sus essembla
provincial, e nella lhe conservaran) urna nobre
cadeira al 1817; all demonstrou-se desde o
pnraeiro dia o seu elevado merecimento como
parlamentar e sua provincia se fez dignamente
representar por um to illuslre filho na assem-
bla geral legislativa enviando-o como seu de-
EJ*' cmara temporaria desde 1838 al
1847, e ainda na ultima legislstura que comecou
ern 1857 e ao termo da qual nao lhe foi dado
chegar.
Nos bancos do parlemenlo, Jeronymo Fran-
cisco Coelho soube ganhar novos e vrenles lou-
ros : na poca em que na tribuna da camare tem-
poraria faziam-so ouvir os dous Andradas, Vas-
concellos, Honorio, Marinho, Alveres Machado e
lanos outros emestrados oradores que viven an-
da, o Ilustrado representante de Santa Calhaii-
na apparecou e fez-se notar: elle tinha urna elo-
cugo fcil, clara e graciosa, sui argumentago
prenda a attengo do auditorio, principalmente
pelo rigor da lgica: era prompto e vigoroso na
rplica, forte o decidido no ataque, firme sempre
na cstacede; no meio porm das mais ardenles
discussoes couservava imperlurbavel serenidade,
e jamis deu ao adversario o direito de aecusa-
lo por ter passado alm dos lmites da mais per-
feta cortezia. A razo era a sua arma, a cons-
cicncia a sua forga, o raciocinio o seu campo e o
tnurapho da verdade a sua victoria.
Nem era hospede, nem se abstinha do entrar
as questes de alta poltica, o dos diversos ra-
mos da publica adminbtragao estranhos ao mis-
ler da nobre carreira que havia adoptado; nao
foi tambera iodfTerenle s lulas constitucionaes
dos partidos : o seu posto nunca so mostrou du-
vidoso : a opiniao liberal contou-o entro os seus
mais estrenuos e decididos propugoadores ; mas
sempre moderado e prudente deu o seu voto a
lo Jas as medidas iodispensaveis so governo e
admioislrago do paiz, qualquer que fosse a cor
poltica do ministerio que as vinha pedir s c-
maras ; o especialmente nos assumptos relativos
ao exercito o seu parecer tinha urna influencia
lao justamente poderosa que quasi sempre a sua
palavra determinava a volaco da cmara.
Em 1844 Jeronymo Francisco Coelho foi cha-
mado eos conselhos da cora, sendo encarregado
do ministerio dos negocios da guerra : o gabine-
te de 2 do fevereiro achou-seento no parlamen-
to em frente de urna opposigo numerosssima,
que se empenhava por faz-lo cahir: a lula foi
herclea : o pertido conservador que conlava com
a quasi unanimidade dos votos na camero tem-
porana nao dava treguas ao ministerio, e este,
armado com a confianga da cora, appellou para
a naco : o ministro da guerra no ardor dos com-
bales parlamentares mostrou-se enrgico, franco
o verdaderamente na altura da sus posicao : fal-
lando da tribuna disse aos seus adversarios: te-
mos recursos na constituigo ; appellaremos para
a cora e para o paiz ; e conscio de que nao
era um golpe de estado o que ia ter lugar, e so-
mente urna medida altamente constitucional,
apresentou-se na cmara no dia em que ella de-
via ser dissolvida. A nago consultada deu s sen-
tenes em favor do gabinete de 2 de fevereiro, e
charaou s posigoes offlciaes o partido liberal,
que dous annos antes se havie compromellido
nos movimenlos de S. Paulo e Minas.
A guerra fratricida coraegada no anno de 1835,
ensanguentava ainda os bellos campos do Rio-
Grande do Sui: a rebellio nao tinha dobrado o
eolio, e a patria via com profunda magoa essa
luta de irraos que embaciava o bruno do urna
das estrellas do imperio : ao ministerio de 2 de
fevereiro coube a gloria de ver no lempo da sua
edrainistrago pacificado o Rio-Grande do Sui, e
ao nosso finado consocio, ento ministro da guer-
ra, a justa ufenia de ter escripto as instrueges
de 18 de dexembrode 1844 que levaram a tran-
quillidade, a harmona, o amor, e a felicidado ao
seio daquella provincia : o monstro da rebelio
sucumbi, os inimigosque se combatiam abraga-
ram-se como irmos quo eram ; o Brasil inleiro
soltou um orado de alegra, e o ministro da guer-
ra em 1845 ouvindo a opposigo que o accussve
de ter empregado meios menos nobres para o
conseguimento daquelle grande beneficio, e nao
podendo revelar segredos que faziam honra ao
governo, mas que nao deviam ser menos guar-
dados, respondeu em um brilhante movlmento
oratorio paraphrasesndo as celebres palavres do
Romano : O imperio est em paz: est unida
toda a grande familia brasileira : vamos dar gra-
cas e Deus.
Em 1848 o pertido liberal deixou o poder; em
1849 a cerner foi dissolvida e Jeronymo Fren-
cisco Coelho nao foi eleito deputado: fra do
parlamento como a quasi tjlalidede dos seus cor-
religionsrios polticos, elle esperou tranquillo o
futuro triumpho de suas ideas ; nao se negou po-
rm ao servigo do estado: em 1848 foi presiden-
te da provincia do Para, e illustrou-se por urna
adminislraco sabia, econmica, tolerante e pa-
tritica : na eleigo manteve a liberdade do vo-
to, que a flararaa vivificante do systema repre-
sentativo ; na gerencia dos negocios achou re-
cursos pera dar impulso ao progresso material da
provincia, apezar de ter encontrado os cofres
desta exhaustos e ainda mais onorsdos com urna
divida relativamente grande, e ainde leve occe-
siade sustentar a causa sagrada da integridede
o imperio, oppondo-se a urna segunda oceupa-
go do Amapi peles- Francezes, ando em taes
circumstancias novas e evidentes provas da ua
energa e da sua illuslrego.
Em 1850 Jeronymo Francisco Coelho deixou a
presidoncia da provincia do Para, e de volta
capital do imperio exerceu durante seis annos di-
versos e importantes cargos militares, sendo di-
rector da fabrica da plvora al 1854, director do
arsenal de guerra da corte at setembro de 1855
director da escola de applicago do exercito at
Margo de 1856, em que foi nomeado presidente e
commandente das armas da provincia do Rio-
Grande do Sui, onde novos e importantes servi-
cos recommendaram eioda mais o nosso illustre
consocio. Coube-lhe ento a tarefa de dissolver a
dinsao auxiliar brasileira, que regressra de
Montevideo, e de orgaoisar as brigadas que de-
viam ficar velan lo em nossas fronleiras daquella
parle do imperio, e sera descuidr-se de um s
dos ramos da adminislraco provincial, desve-
lou-se era dar systema e impulso s obras pu-
blicas, e em abrir vas de communicago, esses
potentes elementos de riqueza o de pregresso do
MnZt)
Em 1857 a provincia de Santa Catharlna er-
repeude-se de ura injusto esquecimenlo de oito
annos, e outra vez faz-se representar na cmara
temporaria pelo seu antigo e muito digno dopu-
tado. e a 4 de maio do mesrao anno S. M. o Im-
perador de novo o oncarrega da pasta dos nego-
cios da guerra. Abatido por urna dolorosa en-
fermidade, Jeronymo Francisco Coelho nem por
Isso esquivou-se acceilago de urna honra to
subida, mas a que estavam ligados deveros lo
graves, e um labor incessante. O patriotismo e
a dedicaco vieram como por encanto reanma-
lo : no gabinete urna infaligavel actividade pa-
reca dsmeniir a ru">na do sua saude ; no par-
lamento como que conseguan) remoga-lo os no-
vos combates de tribuna, em que arcando com
os mais fortes nunca vencido Ucavj ; brilhavam
entao seus olhos com o fogo ardenle da moci-
dade ; era ainda o valente palladlo) de 1814 e
1845 ; o corpo eslava alquebrado o enfermo, a
inteligencia porm era vigorosa e brilhante co-
mo oulr ora, ou ainda mais do que oulr'ora eo
campo, a arena era da intelligencia.
Esse esforco heroico nao poda durar muito:
antes de chegar ao seu termo a sessao legislati-
va de 1848 Jeronymo Francisco Coelho leve de
passar a pasta da guerra ao seu collega mioistro
da marnhs, o retirou-se tambem da cmara pa-
ra entregar-se sos cuidados da medicina ; era
tarde: seis mezes do luta entre a sciencia e a
enferrajdade.seis mezes de tormentos e de amar-
guras servirara somente para con vence-lo de que
a sua hora derradeira ia prestes soar. Na villa
de Nova Friburgo, para onde se havia retirado
era ultimo recurso,deu Jeronymo Francisco Coe-
lho a alma ao Creador no dia 16 de Janeiro
morrendo como urn verdadeiro cathotico.
Consagrando toda a sua vida ao servico da
patria, este notavel cidado acheva sempre "lem-
po para cultivar as ledras, e alimentar seu es-
pirito cora um estudo constante. Membro muito
considerado do Instituto Histrico e Geographico
do Brazil, fez por vezes psrle das nossas cora-
missoes de geognphia, e nunca debalde lhe pe-
dimos o concurso de sua intelligencia.
O seu espirito era lo brilhanto como generoso
e bello o seu corceo ; de accessos fcil, de con-
versaco animada e graciosa ; franco e leal,
amigo seguro, filho extremoso e pai desvellado.
Km poltica jamis enfrsqueceu na defesa de sua
bandeira, e firme sempre no seu posto deixou
um bello exemplo de louvavel moderagao o de
.inabalavel constancia. as horas do triumpho
j raoslrava-se lo sereno como nos dias de adver-
:8idade. Era um homem de consciencia e tinha
f e sabia esperar.
Nao lhe faltaram as honras da Ierre a mo
. augusta do imperador abri o cofre das gragas
para galardoar o seu merecimento : a provincia
(de Santa Calharna deu-lhe o maior premio que
pode ser conferido pelo povo, escolheudo-o mul-
tas vezes para seu representante.
Jeronymo Francisco Coelho era do conselho
de S. M. o Imperador, guarda-roupa de S. M.,
corameodador da ordem militar de S. Bento de
Aviz, e da imperial ordem da Rosa, brigadeiro
do exercito, vogal do conselho supremo militar,
e deputado a assembla geral legislativa.
Morreu legando sua mi e a iros Olhos a mais
honrada e eloquenle pobreza ; mas a patria to-
, mou tambem para ai a gloria de tao nobre lega-
do, e nao deixou em abandono esses caros ob-
jectos do amor mais puro do um cidado tac
prestante.
I Fallam de um modo sublime na vida do nosso
finado consocio urna grande ligo poltica, e urna
grande ligo moral.
Embalado na infancia no bergo do pobre, me-
nino ainde j orpho de paie privado de uraze-
I loso protector, educado a esforgos admiraveis de
amor maternal e lutando na juventude com a
1 mais exigua fortuna, recommendado s pela sua
capacidade intellectual e pelo seu merecimento,
| Jeronymo Francisco Coelho pode elevar-se a ura
1 alto poslo do nosso exercito, a um grao brilhan-
te na corte do imperador, e as altas posicoes so-
ciees, polticas e administrativas ; a ligo ani-
madora e enlhusiastica : ella ensina e prova a
excellencia do nosso systema de governo, qua
: abre as portes de todas as grandezas ao mrito
e virlude : a ligo poltica que est dizendo
ao pobre e ao rico, mocidade, a lodos os ci-
dados emflm, a palavra magestosa da constitui-
cao, palavra que repelida pelo imperador a
pelo paiz : merecei I...
E a licSo moral nao menos bella. Jeronv-
mo Francisco Coelho, o pobre, mereceu e subi'o:
foi director de administragoes importantes, de-
serapenhou commissOes de alta transcendencia,
foi deputado durante quatorze annos, presidio
duas provincias, duas vezes oceupou a pasta da
guerra, e morreu pobre, e to pobre tevo a se-
pultura, como pobre tinha sido o seu berco ;
eis-ahi a ligo moral, a liceo de probidede e da
honre ; eis-ahi urna riquissiraa pobreza, riquis-
sima de ufana e de gloria ; eis-ahi o benemri-
to descendo ao tmulo, tendo ao exhalar o ul-
timo suspiro, com a mo na consciencia e os
olhos em Deus, podido dizer so imperador o
nago que oelevarem : merec I
Temos ainda de registrar no nosso obituario o>
o nome do nosso antigo e estimavel consocio o
doutor Joo Caetano da Costa e Oliveira, medica
hbil, de quem se desvaneca a escola de medi-
cina do Rio de Janeiro, em cujos seios beber a
sciencia de Hypocrates; foium dequelles poucos
mas corajosos e dedicados membros do Instituto
Histrico e Geographico do Brazil, que na poca
em que luta vamos cora a indifferenga e o desani-
mo de quasi todos, serviram de columnas sus-
tentadoras desta bella inslituicao, logo depois, a
quando a immediata e augusta proteceo de S.
M. o Imperador veio dar calor, brilhantismo
nos nossos trabalhos, o Dr. Joo Caetano da Cos-
ta e Oliveira vio-se obrigado a privar-nos do sea
activo concurso, indo estabelecer-se no munici-
pio de Vassouras, provincia do Rio de Janeiro,
onde este anno lhe foi cortado o fio da vida.
Terminou sua carreira no vigor da idade, e a
instituto nelle perdou um socio intelligenle, il-
luslrado e prestante.
Na provincia de Goyaz cahio tambem ao golpe
nevtavel da morte o nosso digno consocio o>
coromendador Antonio do Padua Fleury.
as grandes captaes immenso o theatro, a
os homena .octavis avultam na proporgao da


w
MARIO DI PERHaIBUCO. QUAftTA FE1RA 9 01 JANEIRO DE 1861.
0 *?*T':
transcendencia dos acontecimcntos; lu de (Iralaroento de excellencia, que lhe vieran pela
unii civilisrco esplendida lies apparccem aos sus entrado no supremo tribunal de jusilla.
olhos do observador, que o esluda, a que nao I O conselrteiro Agostinho Marques Perdigo
pode deixar de v-los ; a iraprensa, que como I Malheiros empregava as horas qua lhe reslavam
fama da fbula antiga, mas que faz ouvir sua | do cumplimento zeleso dos deveres do seu mi-
voz, t.jo ao som de urna, porm ao som de mil
trombetae. eprega seu folios, eulU-os, falla
aos contemporneos e A posteridade, arranca-os
ao esquecimento, e recomroeoda-e* memoria
do uluro. No interior nao assiro: nessas pe-
queas c tranquillas cidades de nussas provincias
mais remolas e menos populosas, nesses estrei-
ta e aperlados circuios, onde urna cvilisago
ainda muito acariada se acolbe, como em ilbas
graciosas que sTgem no meio de um va.-to oca-
no de desertes e de florestas, passam-su vidas
inteiras de sania dedicaco e de patriotismo, que
Ccam ignoradas no silencio daquclles retiros, co-
so puros a suaves can tus en toados e perdidos no
meio da solido. 31a alli horneas benemertes,
Cuja memoria deveria ser guardada por toda na-
go. que Apenas recebe cultos de gralide e de
amor das localidades que experimentara imme-
Sao grandes actores em acanhadas thealros ; ro-
ces que au teem echo ; thesouros que a actuali-
zado apruveila pouco, e que nio podero ser ava-
llados no futuro.
Antonio de Padua Fleury perlcnceu ae numero
desses varoes prestrnosos do quem os eitos e os
servicos loram pouco celebrados pelos homens,
porque esceparara luz de urna geral publicida-
de, mas nem por isso menos importadles se mos-
tram aquellos que os esmerhara e pstudam.
Nascidc a 8 de dezembro de 1795 na villa de
Sania Cruz, proncia de Goyaz, Antonio de Ta-
dua Fleury, fllho legitimo de Joo FleuryCoelho
e de D. Ilusa Mara de Lima (amarga, servio em
ua mocidade na segunda linha do exercito, sen-
do suecessivamente prortovdo al o posto de te-
nenie de iian dascompanhiasde cavallaria. Era
t822 respondeu ao brado heroico da independen-
cia com o eulhusiasmo de um corago patriota, e
cntau coulribuio com um donativo espontaneo
para o augmento das forjas da marinha de guerra
nacional.
Na cidade de Cuyab, p*ara onde passou a es-
abelecer-se como negociante, foi considerado
pelos seus concidados que o elevaran) a todos
os cargos de eleigo popular. Durante dous ti-
nos leve assenlo no couselho da presidencia da
provincia de Malo-Grosso, e quatro anuos foi
siembro do couselho provincial, a que lamben)
presidio. Em Goyaz, para onde Iransferio a sua
residencia, servio em diversas legislaturas na as-
sembla provincial, que por vozes o escolheu pa-
ra seu presidente. Em 1836 anda os seus com-
provincianos lhe deram urna alta prova de con-
iian<;a conteoiplando-o em urna lista trplice de
senador; na penltima legislatura da asscmbla
geral o coviaram cmara temporaria como seu
representante.
Estas eloquentes denionstragcs de considera-
jao e de sympathia do povu nao podam carecer
so undaineiilo. O nosso fuiado consocio linha a
ellas indisputdvel direito.
Em Cnyab, como aa capital da provincia de
Goyaz, onde foi habitar depois, Antonio de l'adua
Fleury soube sempre dedicar-so ao bom e ao pro-
gresso do paiz. Em 1838 ful nomcado coronel che-
te de legiao da guarda nacional da idade de
Goyaz, e moslrou-se digne dtsse honroso e ele-
vado posto: foi incluido ta lista dos vice-presi-
deules da sua provincia desde a promulgaco do
acto addicioual porescolha da assembla respec-
tiva, e de I8i6 era diaale por cartas impendes,
que assim altamente o distinguirn), e como vi-
ce-piesidente administrou a provincia por mais
do um auno, de (uvereiro de 1818 a juoho 1849,
com applauso e coutentamento geral, fundando
ne^a poca a aldea Pedro Alfonso, centro civili-
sadorde algomi.s hordas de selvagen?.
m 1825, 1831 e 1842 abro-se a bolsa do cid
do patriota para auxiliar o servido do Estado em
despezas tanto geraes coma provinciaes. Em 1837
a 1851 empreslou diuheiro a fazenda publica por
t uipo illimilado o sem juro algum. Coulribuio
generosamente para o elabolocimento da illumi-
nao.io da capital da provincia e da nica typogra-
phia que nella existe, e constantemente procurou
acorocoar a navegado do Araguaya, foule de ri-
quezas, que ha de engrandecer e tornar postante
t prospera essa interessante parte do imperio,
onde tantos ihesouros esto chamando a mo do
Lomem civilisado e iudustrioso.
Eis em rpido quadro a vida laboriosa e patri-
tica do nosso estimavel e Uado consocio o coro-
nel Antonio de Padua Fleury.
Ouas reconhecidas notabilidades as sciencas
a que com o mais decidido amor se consagraratu,
t na crnica que seguirn), baixaram a sepultura
perdendo nellas tambeni o nosso instituto dous
dos seus membros i Ilustres. Una fui o couselhei-
ro Agostinho Marques l'erdigao Malheiros, oulra
o Dr. Aulouio da Costa : o primeiro um dos or-
namentos da magistratura do, paiz: o segundo
urna das glorias da cirurgia brasileira.
Agostioho M-rques Perdigo Malheiros, filho
legitimo do capito Agostiuho Marques Pr Malheiros e de D. Annn Joaquina Rosa, nasceu
aos 29 de agosto de 1788, em Vianna, na provin-
cia de Entre Douru e Minho no reino de Portugal.
Aos 22 annos de idado achava-se j. formado ua
faculdade de leis na uuiversidade de Coimbra, e
depois de ler fuilo a leitura do costume ante o
desembargo do pago em Lisboa, veio em 1812
para o Rio de Janeiro, onde foi despachado pelo
principo regente, juiz de (ra para a villa de .San-
ios, em S. Paulo. Em 30 de Janeiro de 1813 to-
tnou posse do lugar, encelando a sua longa e
honrosa carrera do magistrado.
Servio suecessivamente de juiz de (ora era Ma-
riauoa na provincia de Minas Geraes, de ouvidor
interino em Ouro Prelo, de juiz do tora na Caro-
panha da l'nnceza, de desembargador da relago
da llall a, d'oode veio para a casa de supplicago
oesla corte, e ah conliuuou como desembarga-
dor, at que cnirou para o supremo tribunal de
jusiica a mais elevada posigo na magistratura.
Desempenhou Umbem diversas commissoes ou
annexas por lei quelles cargos que exerceu, ou
por nouieacao do goveruo : assim foi que occu-
pou os lugares de juiz provedor, do ausentes, de
juiz dos fetos da coro.i e fazenda. de juiz da
chancellara, de adjunto ao couselho supremo
.militar de jusiica, c atada outros nao manos im-
portantes.
Exclusivamente dedicado s nobres funecos
do seu ministerio, o nosso finado consocio nun-
ca pretendeu outros louros nem gloria que nao
ossera quelles que devia ganhar e ganhou na
Hele religiosa administrago da justiga;no
houve galas nem verles brilhantes pelas quaes
aelembrasso urna s vez de trocar a sua boc-
ea de magistrado ; sacerdote da lei, elle v e-
lou sempre uicessantemanle e somonte pela sa-
cra flamma da juslige, como a antiga vestal
pelo fogo sagrado. As tempestades revoluciona-
rias passaram bramindo por sua cabera sen que
podesaem abata-lo nem arrasta-lo em sou impo-
to para fura da sua psito. Quando a borrasca
cessava, quando o hocisonle da patria se moeii-
va limpode nuvens escuras e pesadas: quaado
brilhava a luz dos das tranquillos, Agostinho
Marques Perdigo Malheiros apparecia inhaba-
gavel em seu poslo, magistrado somet te e ma-
lislrado sempre.
Prestou o servido causa constitucional o
independencia, mas anda prestou-os como ma-
gistrado, pudendo harmonisar felizmente o amor
decidido qde tributava patria adoptiva com o
cumprimeulo de seu dever.
Em 1821 o Sr. D. Pedro, depois primeiro im-
perador do Brasil, correu a provincia de Minas
(jeraes para edstruir as combinaces sinistras
daquelles que se oppunham ao desenvolviroente
e triumpho da idea da nossa regenerando polti-
ca; e o juiz de fura de Marianna Agostinho Mar-
ques Perdigo Malheiros, foi o escolhido para
desempenhar ioteirameulo as funcjes de ouvi-
dor do Ouro Prelo, e uesse empenho com tal so-
licitude e dignidade se houve, que beta mereeeu
dogoverno e da nagio, concorrendo milito para
o reconhecimento geral da autoridade do princi-
pe regente, que era o chefe enthugiaeta da canta
cruzada da Iiberdade.
Uluslrado e prudente, severa mas nao oppres-
aor, probo e de consciencia recta, o nosso illus-
tre consocio deixoa na magislratura um nomo
honrado e urna grande reputarao ; o governo so-
be aprecia-lo tanto, que ao despacha-lo juiz de
tra de Marianna deu-lhe predicamento de pri-
raeiro banco, becca honoraria de desembargador,
e o habito da ordam de Chrislo, e anda por aca-
bado e seu lempo de juiz de fra da Eampa-
nha, quanda apenas tinha um anno de e
rcicio dosse cargo declarando-se eolio que
esga dispensa era dada em. atiendo ao mereci-
menlo letras do dislincto magistrado.
No reinado de S. M. o Imperador o Sr. D. Po-
dro II foi condecorado coa a comraenda da or-
dem do Chrislo. obteve o tra de fidalgo earal-
leiro da casa imporial, e o titulo de conaelbo
nisterio nos doces cuidados da familia, e em pra-
zere ardadeiros gozos de iulelligcncia que
no sen retiro sabia encontrar no estudo das le-
tras, na apreciado da numerosos e raros livros
que com infatigavel perseveranga reuni em sua
rica bibliotlieca, oa contemplado de alguna
bellos painis que possuia: o magistrado so es-
quecia o culto das leis na hora do descanco, e a
hora do descanso era arada do espirito e do co-
rado; era do amor da esposa o dos ti'.hos, a do
amor da sciencia o das bellas artes.
O coneelheiro Agostinho Marques Perdigo
Malheiros foi casado com a Exma. Sra. D. Ur-
bana Candida Felisberta dos Res l'erdigao, de
quem leve sete filhes, dos quaes apenas quatro
lhe sebreviveram ; e entre essescontamos o nos-
so Uluslrado consocio o Sr. Dr. Agostinho Mar-
e ia certoiro ao ponto marcado ; a energa da '(me
rontade s uflocava em sua alma a seatimeoto
quanto operara i o gemido do pacanlo ana ou-
vido, enlranhava-se era seu corar^ao ; maso ros-
to do operador nSo perda jamis a sua sereni-
dad : o operador quasi que deixava do ser Ro-
mera, e era grando e admirase! oessa extrema
concentrado do espirito no cumplimento do de-
ver, nesse supremo empenho de csridade,
que manda ser superior ao sofTriruenlo do ope-
rando para abreviai-lhe os tormentos, e salva-lo
da morte.
O Dr. Antonio da Costa viVeu para a cirurgia
a s para ella ; nao houve ambicio de grandeza
humana que o deslumbrasee ; o mal que o le-
perecida estima. O official-maior engrandoceu-
se pela independencia da sua opposido; o mi-
nistro pala nobreza da sua tolerancia e generosa
conservado da confianza que lho inspirava
aquello.
O nosso finado consocio foi presidente do se-
nado em 1843 ; assistio como teateaauoha ao ca-
samenta da S. a. 1. a Sra. prnceza D. Fran-
cisca cora o nobre filho do rei Luiz Philippe,
o Sr. prinripe da Joinville, sendo por. isso
condecorado com a gra-cruz da Legiao de
Honra.
Foi presidente da sociedade de estatistics do
Brasil e da Associacao Central de Golonisaco,
membro honorario da Sociedade Auxiliadora da
que o aestumDrasee ; o mal que o
ou ao tmulo oacommetleu em um hospital e Industria Nacional, e de muitas outras socieda-
no meio dos seus doentes ; pde-ae dizor dalle des ; e o Instituto Histrico e Geographico do
que mrreu como o guerreiro intrpido no c>m- Brasil o contava no numero dos seus mais ve-
po da batalha e no thealro das auas afamadas e nerados socios;. elegendo quasi sempre para- urna
applaudidas proezas. das suas mais importantes commissoes.
Agora e por ultimo vem um nome por muitos O marquez de Mont'Alegre era um desses ho-
tilulus Ilustre, a nome de um antigo beneme- mens a quem a grandeza e altura da pogico, e
ques Perdigo Malheiros, legado precioso que o \ r'">. d un anciao que era em lodo o Brasil ve- as honras as mais elevadas nao modifican) j'-
Brasil o o instluta sabem devidamente apreciar,, nerado, encerrrosla longa e tristsima lista dos mais o c^racler, nem fazem despertar o orgu-
e que cada da se torna mais nolavei per seus nossos consocios que no correr deste anuo pas- '
roteressaiiles escriplos do direito e de historia sarama elernidade
patria. tributo da morte e inevitavel; ao velho que simples juiz de fra de S. Paulo
O illustre magistrado a cuja memoria pagamos | TJo emfim descansar no lcito glido da sepullu-
o nosso ttibuto degratidao era extremamente es-r* na se podo lamentar um passamento prema-
crupuloso omseus trabalho3, quer de juiz quer j furo- nem uma tarefa era meio interrompida : no
de Iliterato: deixou varios manuscriptus sobre j immenso dia da vida ello saudou a aurora da in-
jurisprudeBcia, historia, e philologia sendo en- I fancia, vio o sol no pino na robusta mocidade,
tre todos rauilo estimavel um Glosario de palavras fo|-so dobrando ao peso da fadlga, ao declinar da
antiguadas e obsoletas da lingua portugueza, in- Urde na elhice, e dormio finalmenle ao crepus-
dispensavcl para bera se eoteuderem osclassi- cul respertino aquello somno raysterioso.de
eos e obras antigs. 11ue se aeorda someote voz de Deus era um
Foi no dia 19 de agosto de 1860 que de sbito mundo era que nao ha illuses. nem lagrima,
a morte fez descer ao tmulo esso venerando nem morte. E assim ; mas, assim como a fa-
anciao, cujo corpo ja eslava vergado ao peso do i m"'a experimenta a dr mais profunda sentindo
72 annos de idade, e de 50 de servicos ao esta- desappareccr nos abysmos dos tmulos os anu-
do. Seu passamento foi o termo de urna vida 80S chefes da casa, os patriarchas que tinham
bboriosa e longa, mas que toda ioteira pde-se, eortcorrido para levanta-la e para abrilhantar o
Si.
_. I CU Sra.
2*! Antonio Gomes da Cunha Leal.
Coronel Francisco Joaquina Pereira Lobo...
Major Joo Baptista da S. Manguinho....... a
Joao GoDcaWes Rodrigues Franca........ W! iSTh 3W7"id* Co,U "ore1""--
Jos Joaquim de Um! Jnior..!. ~ ^i^L^ tiSS&'iZLZi........
Jos Elias de Vasconcellos................. 30otti^!0f^ v2 P'll.a ",8',e,r"......
I. J. Perreira Lobo ................. S 2*anoel do Nasctraento Araujo........
Manoel Ign.'i.d. SwBr'ew............. JJJl El.si.r.o Antotio dos Santo............
J. Baptista da Silva MangS'Junio'r''' 296 ,^ "qu-ei d.C8,a Soares.......... S
Antonio dos Santo. L^ef... JuDOr" SS! Joo Fr.oeitco Marques................ 983
Votos.
247
244
242
241
234
3
resumir em tres palavras i'honra.iutellgeucia e \ ["luro dos fllhos; do mesmo modo a nado co-
dever.
Ao magistrado seguir agora o cirurgio, a
um outro culto e outro amor exclusivo pela
sciencia adoptada : a urna, oulra carrera cheia
de triumphos; esta porm corlada precocemen-
to no ponto onde a esperanga sonhava talvez um
novo degro a subir na considerago dos homens,
e veio a realidada a mais triste dissipar essa il-
luso suave abiiodo urna sepultura.
O Dr. Antonio de Cosa, filho legitimo do ci-
rurgio Antonio da Costa e D. Certrudes Malhii-
de da Silva e S, leve por berro patrio a cidade
do Rio de Janeiro, nascendo a 15 de margo de i
1816. Aos 13 anuos de idade tinha j completa
do os seus esludos de humanidado c cedendo ao
impulso de urna irresisiival vocago, deterrainou
seguir a honrosa profissao de seu pai, elevando- i
se aquello sanio ministerio em que a sciencia
abrogada com a candado defends a vida do ho-
mem.estanca-lhe as dores, vence a infermda-
de que invade o corpo, arranca victimas a mor-
lo, e quando nao pode triuraphar e sabe que era-
prega nuleis esforgos, nem mesmo assim abau-
bre-se de lulo, e commovida chura a perda dos
varoes benemritos quo represenlavam a seus
olhos a historia do passado, pocas de gloriosos
feito?, de lutas hercleas, de grandes exemplos
de abnegago e de patriotismo.
lho; o conselliero do estado, o senador e mar-
quez era para lodos o mesmo horneen que fra o
simples juiz de fra de S. Paulo; amavel e ob-
sequioso no trato, leal e firme na amizade, bom
o caridoso para com o pobre : a jusiica era o seu
norte, a lei o seu pharol, o bsm da patria o seu
empenho.
Honrado e probo na vida publica, como na
particular, seu nome passa i posteridade sera! Jos Vieira da Cunha".......................
urna nodoa : gozando de urna fortuna que poda Manoel Joaquim da Fonseca Galvo........
proporcionar-Iho a ostentado e o luxo. mil Alexandrlno Jos do Amaral........."!.!
vezes econoraisava os seus rendimeolos
Lopes.................. 292
JeronymoCarvalho Borges da Fonaece...... 290
Miguel Joaquim Barbosa de Carvalho......
Candido Jos Serpa.........................
Ascend no Rodrigues Franga................
Francisco de Hollanda Cavalcanti...... "
Marcolino Das de Araujo...................
Iguarats.
Barao da Vera-Cruz........................
Epamnondas,Vieira da Cunha___.....'..'..'.
Francisco Cavalcanti Jayme Galvo........
Joo Francisco do Amaral..............
VigarioJ. J. Lobo da Albertim............I
Pedro Jos Honte-negroVlarim............
Dr. Tristo de Serpa Brando..............
Francisco Joaquim Cavalcanti Galvo......
Manoel Francisco Marques.............
Domingos Henriques Marra............
Anastacio Jos da Cosa................
Antonio Henriques Mafra..............
Estevo Jorge Baptista.................
Jos Francisco S LeitJo ..............
Manoel Jos Baptista..................
Luiz Antonio Goncalves Penna........
70ft Herculano Jos Rodrigues Pioheiro___
Joao Francisco Antunen_____________
700,
290
290
290
290
290
726
233
2S1
231
280
226
224
224
224
223
223
223
670
620
580
580
Maaoel Francisco de Souta Leo........... 580
Urbano Jos de Mello......................
Firmino Theotouio da Cmara Santiago!".
Francisco Carlos Teixoira d'Araujo........
Sebasiiao Antonio do Mello Bego..........
' Ignacio Teiseira d'Araujo............
580
580
580
Luiz
Joo
580
os seus renmmeoios para
acudir quelles a quem a pobreza impunha pri-
vagoes, e nao poucas soube concorrer para a ins-
Irucgo de alguns talentosos jovens quo n'elle
encontraran! um pac
Subi al o mais alto grao que podia chegar,
al ondo se elevara, os sonhos da mais altiva aro-
bigao ; mas subi sem violencia, sem sacrificio
de ideas, sem quebra no seu carcter, subi
elevado pela nagio e pelo imperador, e bem me-
reeeu de ambos.
Consagrou a vida inteira ao servigo da patria :
a eofermidade que o Ievou ao tmulo foi arran-
o.a 0ica Pna'ane que se mostrou briosa ca-lo do seio do parlamento e do conselho do
emi. l 8e rae toda a Povoar os campos tu- estado ; implacavel acompaohuu-o provincia
nebros dos ccmilerios ; poucos reslam j daquel-!que o adoptara por Ulho e l descarregou so-
les homens lo caros palria, que assislirara ao *
batismo da nago as aguas do Ypirsnga, esse
Jordo da liberdade ; poucos daquelles que les-
lemunharam o consorcio sacrosanto do throno e
da nago, colebrado a 25 de margo de 1824, e
para elle concorrerara; poucos dos abalisados
archileclos que trabalharam para fundar o mo-
numento poltico do Brasil; poucos restam, e
medida que um a um rao parlindo para fazer os-
sa vfagera, em que o carainho comega na sepul-
tura, o adeus que Ihes diz a patria lo cheio
do saudade, como grande era a gratido que lhes
devia, e grande o amor que lhes tinha.
Mas um desses varos benemritos perdemos
este anno : nao vivo mais o venerando c illustre
dona o campo, donde somente se relira no mo- marquez de Moni Alegre,
raenlo supremo em quo o amo da morte diz ao | Js. \ Gosla Carvalho era ulho legitimo de
campeo da vidabasta I aa tosla Carvalho o do D. Iguez Mara da
A inspirago era nobre; descia-lhe do co: I ?ie.4ade Costi; e nasceu a 7 de fevereiro de
consagrar-se lode ao bem da humanide, ser o 'T^ na r,c3ue'3 de Nossa Senhora da Penha,
grande amigo das horas da maior adversid-ide, o i u.es3a provincia da Bahia to rica de filhos pies-
interprete, quasi o adivmho do mal occullo da lustrados,
infancia que anda nao falla, mas que j deixa
ouvir gemidos; o consolador paciente do velho
caprichoso; o sacerdote fiel cujo corago um
sepulchro, onde se encerra para >empre o segre-
do da familia alQicta ; o vencedor de si proprio
que sabe conservar-se inaltoravel e apparenle-
menle fro vendo symptomas que aterram, para
que nao se lea em seu rosto o testemunho de
urna verdade que potera ser falal ; o missiona-
rio da divina virtude da caridade que ao escu-
lar o grito de soccorro nao pcrgunla se pobre
oti rico quem o pede ; que esqueco a esposa e os
filhos atirando-se impvido no meio da peste;
que expo mil vezes a sua vida para salvar a-
dos outros; ser medico emfim, ser verdadeiras
mente medico desempenhar no muudo urna
nebro e gloriosa tarefa, e exercer urna profis-
sao to nobre e lo gloriosa como nenhuma ou-
lra mais.
No espirito do joven do 1 j annos ferviam es-
tas generosas ideas, e motriculaado-se na antiga
escola medico-cirurgica no Kio de Janeiro, nel-
la esludou as materias do primeiro anno, tendo
optad por seu lenie de anatoma o colebre Dr.
Marques, aquella illustre mestre do tantos mes-
tres.
Em 1833 Antonio da Costa parti para a Fran-
ga : quera abrasar-se no fogo da sciencia l nes-
so immenso foco da civilisago e das luzes : co-
mecou os seus esludos em Pariz ; urna enfermi-
dade porm o obrigou a deixar essa capital, o foi
em Montpellier que receben o grao do doutor
em medicina a 14 de agosto do 1837. Volteado
logo depois a Pariz. munio-so de livros e de pre-
ciosos instrumentos cirurgicos, e tornando ao
Brazl, saudou a trra da patria no dia 6 de fe-
vereiro de 1838.
No anno seguinte defendeu theso perante a
Faculdade de Mediciua do Rio de Janeiro para
exercer legalmente no paiz a sua profissao, como
de tacto exerceu a medicina e a cirurgia al
1855. Entretanto era esle segundo ramo a que
de preferencia se entregava, e os triumphos que
alcancou, como operador eslo anda na memo-
ria de todos.
Nesse ultimo anno patito de novo para o ve-
lho mundo, o aproveilou essa viagem para a-
presentar diversos trabalhos academia das .ci-
encias medicas de Lisboa, e Imperial de medi-
ciua de Paris, avultando entra elles a Memoria
escripia em francez com o titulo : De;eseis an-
uos de clnica cirurgica no Brasil, que resume
lodos os seus trabalhos cirurgicos no Brasil, o da
sua historia desde 1808.
O Dr. Antonio da Costa relacionou-se em Fran-
ga com a maior parte das sumidades tirurgicas
de Pariz, continuando depois de sua volta
Rio de Janeiro a cultivar essas relaces, remet-
iendo sempre para serem publicados"nos jornaes
mdicos daquella snmptousa e esclarecida capi-
tal, ou apresenlados academia imperial de
medicina, novas observagoes e memorias que co-
lma de sua longa pralica e extensa clnica cirur-
gica, nica a que so dedicou de 1856 em diante.
A 2 de julho do presente anno aloeceu o Dr.
Antonio da Costa na occasio em quo passava a
visita s suas enfermaras no hospital da santa
casa da Misericordia : rpidos foram os progres-
sos de molestia quo o accoramettera, e que zora-
bou dos esforgos da sciencia e dos mais estremo-
sos cudad3 da familia, dos collegas e dos ami-
gos, e que terminou emfim pela morte no dia 7
de julho prximo passado.
Alm de sua viuva a Illma Sra. D. Luza Faus-
to de Oliveira e Souza, o Dr. Antenio da Costa
deixou dous filhos que vo seguindo a carreira
das letras e urna filhs digna esposa do illuslra-
Dr" Manoel do Oliveira Fausto,
.i^S"03..08 lilulos n0I"muc08 condecorages e t
nH leeuaaiaab, dos servicos, daca- iolluonc
patidade e do merecimeato donosse Aado con-
socio. Antonio da Costa era doutor em medici-
na pela faculdade de Montpellier e do Rio de
Janeiro ; cirurgio honorario de S. M. o Impera-
dor; commendador da ordem de Chrislo e ca-
valleiro da imperial da Rosa do Brasil ; caval-
leiro da ordeos de Chrislo e da Conceigo de
Portugal ; e cavalleiro da ordem da Legiao de
Honra da Franga ; cirurgio dos hospitaes da
sania casa da Misericordia, da ordem terceira do
Carmo e da Providencia, no Bio de Janeiro ;
medico da sociedade franceza de Beneficencia e
e da legago da Franga nesta corte ; membro do
Ioslituto Histrico e Geographico do Brasil, da
socidade Anatmica de Pariz, da de sciencas
medicas de Lisboa e da outras anda.
Sobem ao numero de trila e dous os seus
escriplos e memorias publicados dos jornaes m-
dicos do Brasil e de Franga, e nao admira que
outros apparegam ainda, quando certo que es-
se illustre brazileiro descansava do labor de urna
citica difficil e immensa trabalhando regular-
mente em todas as noites algunas horas ao sea
gabinete. -,
O doutor Antonio da Costo baisou ao tmido
contando, apenas e quareota e quatro an-
nos de idade : morreu na poca em que maior
somma de eonhocimenlos linha colinde do sea
estudo incensante e de uma pratica e observado
losa, e cheia do intelligencia : morreu, qua*n-
do lhe sornam as mais deslumbradoras victoriasi
que senara de grande pro-veitp para a sciencia,
e de gloria para a nossa patria.
Perdemos qelle um operador, um cirurgio
ncontestavelmenta habilissimo : o seu espirito
lia na organsaco do corpo human, como as
paginas de um. iivro abarlo ; sea olhar era pe-
netrante : sua mo ime e segura : o inateu-
menlo cirurgico por elle manejado nao se arre-
do Carvalho Raposo.................. 580
580
580
580
580
580
580
Padre Sebaslio Jos Ribeiro Pessoa......
Irajauo Estevo da Providencia..........
Manoel Ignacio do Amaral.".............
.oaquim JusLbo d'Albertiro............ 580
Antonio Gomes Cordeiro de Mello.......... 580
Roberto Gomes de Fraga................... 580
Pedro Antonio Alvos Machado.......'.'."..'." 580
Marcelino Antonio Peroira Juuior........... 580
Antonio Joaquim da Fonseca Galvo.....
Joao Cavalcanti de Lacerda Galvo........
Antonio Sebaslio de Mello Reg..........
Amaro Joaquim da Fonseca Galvo........
Jos Januario Dourado......................
Ismael Gaudencio Furiunato de Medeiros!".
Pedro Velho Bonito........................ 580
Joo Barreiro Rangel....................... 540
bre elle o golpe lerrivel e derradeiro no dia 18de Francisco de Berja e Silva......... 540
setembro de 1860. Andr Cavalcanti de Albuquorque!"..'.'.'.'.'.'.". 540
N'essc dia abrio-se uma cova paia asylar o ca- Francisco Xavier Civacanli...............'. 540
daver de um finado', o co para receber a alma Antonio Rodrigues Campello.......'..'.. 5i0
de um justo, o corago da patria, para guardar a Luiz Ignacio de Albuquerque.........'.'.." 540
lembranga de um filho querido, e o pantheon da Joao Ribeiro Pessoa..........i..."""!."!!
posteridade e da gloria para honrar a memoria' Seohnrinho Mauricio lavares'.'.............
da um
rito.
homem virtuoso, o cidado beneme-
PERNAMBUCO.
Ainda muito jovem passou alm do Atlntico,
para esludar na universidado de Coimbra, na
qual seformou era leis e tomou o grao do bacha-
rei em 1818, e logo de volta patria, cncelou a
carreira da magislratura servindo de juiz de fra
e ouvidor da cidade de S. Paulo em 1821 a 1822.
O grito da independencia corresponden aos vo-
tos do seu corago que palpitava ardenle pela li-
berdade do solo natil com toda a vehemencia da
mocidade. A assembla conslituinle vio em seu
seio, como representante da Bahia o Ilustrado
mancebo : na primeira e depois na seguinlo le-
gislatura da assembla geral legislativa al o an-
uo de 1831 Jos da Costa Carvalho tomou assen-
lo na cmara temporaria como depulado pela sua
provincia, que fazia jusliga ao seu mrito, em-
bora o illustre Bahiano, casando-se era S. Paulo
em 182e. ali livesse fixado a sua residencia.
Faltavam a Jos da Costa Carvalho alguns do-
tes naturaes para ser notavel orador ; arredava-o
da tribuna principalmente uma excessiva modes-
tia que se tornava em timidez; mas a sua illus-
tracao, o seu carcter, e a sua probidade e ener-
ga davara-lhe uma influencia, que dentro e fra
da cmara fazia-se sentir. Estrella e decidida-
mente ligado ao partido liberal, companheiro
fiel e leal do Feij, Paula o Souza, Evaristo, Vas-
concellos, Liao, Coulinho, Honorio e tantos ou-
tras, em breve foi reconhecido como um dos es-
trenuos chefes desse lado poltico, e durante o
primeiro reinado moveu constante opposico,
que fazia sentir pelo seu influxo no parlamento
e pela sua penoa, e pela de muitos jovens talen-
tosos que acooselhava e diriga no famoso Pfta-
rol Faulistano, um dos jornaes politicos daquella
poca que leve mais voga e produzio mais eflei-
to. Mereca do seu partido tauta conooga, que
por vezes a maioria liberal que predominava na
cmara dos deputados o elevou presidencia des-
ta ; e quando a abdicago do Sr. D Pedro I em
1831 tornou necessaria"a eleigo de urna regencia
permanente, segundo o preceito constitucional,
Jos da Costa Carvalho foi um dos tres mem-
bros escolhidos pela assembla geral.
locurabido de dirigir a nao do estado em ma-
res agitados pelas tempestades da revolaco, Jo-
s da Costa Carvalho nao desesperou ; firme e
corajoso no meio das refrogas, soube com 03
seus collegas triumphar da indisciplina de exer-
cito e la disciplina das faccoes, manter a ordem
no imperio e salvar a mouarchia constitucional,
tendo por nicos auxiliares o patriotismo, o bom
seoso e a dedicaco da grande maioria dos Bra-
sileiros.
Profundos desgostos polticos disfargados no
pretexto de uma eofermidade, ou realmente uma
seria altcrago em sua saude, determinaran) a re-
ao tirada do Jos da Costa Carvalho para a provincia
' do S. Paulo em julho de,1833, e dessa dala em
diante nao assignou mais papel algum ofilcial,
como regente do imperio, que alias deixou de ser
em 1835 pelo fado da eleigio do regeute do acto
addiccional, que n'esso mesmo atino foi pelo cor-
po legislativo autorisado a conferir-lho a gr-
cruz da ordem imperial do Cruzeiro, em publico
reconhecimento de seus relevantes servicos.
Em 1835 a 1836 o curso jurdico do"S Paulo
ufanou-se de ter por seu director o cx-regcnle
do imperio Jos da Costa Carvalho. Em 1837 a
provincia em que tinha a sua residencia roubou
do seu bergo a gloria de eleg6-lo deputado, e
dous annos depois a do Sergipe f-lo sentar na
cmara dos anciaos da patria como senador, n-
cluindo o seu nome na lista trplice, d'onde foi
escollado.
A situago do paiz enlo j era outra ; o par-
tido quo dominara desde 7 de abril de 1831 ti-
nlia-se dividido, e o nosso finado consocio alis-
lou-se as fileiras da opinio que se denominou
conservadora, animando-a com a sua poderosa
a e com o prestigio do seu nome; mas
Jos -a Costa Carvalho nio ero mais o poltico
ousado que avangova frente dos seus correli-
gionarios excitando-os para as lutas e os comba-
tes conslituctonaes sem receio do extremo em
que as vezes se excedera todos os partidos: a
idade, a experiencia o a refiexo raarcaram-lhc
oulra papel; mostrou-se de ento por diante o
conselheiro prudente, que irabalhava por conter
os mpetus de eaaliamento, o por conciliar os
espiitoa com a moderaco e a tolerancia.
S. M. o Imperador, declarado maior, aprecio
e galardoou bem depressa o cidadio benemrito
agraciando-o com o ltalo de bario da Mont'Ale-
gre em 1841, com o de viseonde em 1843, e com
o de marques do mesmo titula em 1954. Em
1842 o nomeou conselheiro de estado extraordi-
nario, fazendo-o pasear a conselheiro de estado
ordinario em 1853.
Em 1842, quando se receiava que rebentas-
se em S. Paulo um movimeoto revolucionario,
como infelizmente re realizou, foi o ento baro
de Mont'Alegre escolhido para presidente dessa
provincia, o que atiesta a alte coaflaaga que ins-
pirava e de que soube mostrar-so digno.
Em 1S48 o ento viseonde de Mont'Alegre or-
ganisou o ministerio de 29 de selembro, tomando
nelle a pasta do imperio, e foi presidente do con-
selho desde S de oalubro de 1849 at 1852.
Alm de muitos outros um facto vem aqui dar
sobeja prova da generosa tolerancia desto esta-
dista, p official-maior da secretaria dos nego-
cios do imperio, que nesse lempo era o probo e
Uluslrado Jos de Piiva Magalhes Calvet, per-
tencia ao partido liberal, e na temara tempora-
ria da que era dislincto membro, fez opposigo
ao gabinete Mont'Alegre; o ministro do impe-
rio respeitou aa opinies do seu ofcial-maior e
cooservou-lhe a sua conflanga; foi um acto
que fas honra a ambos; erara dous adversarios
que honestidad ligara em oobtes lagos de
REVISTA DIARIA-
Em outra parte desle Diario vai impressa
a correspondencia ofBcial acerca das oceuren-
cias eleiloraes da freguezia de Gravat, o que ca-
raclerisa sulBcicntcmenle a posigo de coheren-
cia que nessa lula ha tomado S. F,xc, seai atlen-
der outras considerares que nao sejam as pau-
tadas pela lei.
Na parochia referida foram os trabalhos elei-
toraes adiados por delibersgo da mesa para 6
do corrente; mas antes de decorrido o lempo do
adiamento, pretexto do ausencia o abandono
dos juizes de paz da freguezia, o juiz de paz mais
vizinho, reunidodous dos mesarios, continuaram
nos mesmos trabalhos sem forma legal ; o que
chegando ao conbecimento de S. Exc, foi provi-
denciado devidamente com declarago a esse juiz
de paz de ser irregular o seu procedimento, vis-
to queso lhe competira a presidencia da mesa
na falta dos juizes do paz da localidade o seus
supplentos, circumstancia que se nao deu.
No Diario de segunda-feira comegamos a
publicaco,soba rubrica Interior, do artigo Duas
palavras sobreas seccas do Cear que no peridico
Cearense tem publicado o nosso amigo o Sr. Dr.
Pedro Thberge.
Este trabalho cuja conlinuago iremos dando
sciencia do publico, proporgo que formos rece-
bendo o Cearense, que o tem dado estampa,
de uma importancia mui saliente, nao s pela ma-
teria de que seoecupa, como ainda pelo desen-
volvimento que lhe dado pelas ligues da expe-
riencia, de que e rico o Sr. Dr. Thberge com
relaco aquella provincia.
Banindo do remedio que se procura para o mal
easae theurias Inexequivcls e improficuas mesmo
para remover a situago pelas disposlgoes natu-
raes, aprecia em todas as suas phases os pheno-
menos, que sao concomitantes das seccas ; aoa-
lysa as causas concurrentes, que empeioram essas
anormalidades da climatura, e que apresentam
esses horriveis effeitos, em que a desolago de-
senrola seu cortejo de miserias sem numero; e
chega Qrial indicar o meio pratico de ob-
viar esses inconvenientes, mais que toma d obrada
forga por assenlar na experiencia, que o autorisa
o aconselha-lhe o respectivo emprego.
Em verdade, quando fr um facto a faclidade
dos transportes pela abertura de vas de commu-
nicago ; quando esta circunstancia capital de-
senvolver a produeco da provincia pela promp-
ta sahida que tero os gneros ento; quando
estas relagoes poderem finalmente occorrer com
brvidade as localidades, que soffrerem escacez
ou falla absoluta, mesmo de productos da alimen-
tago publica, os effelos das seccas sero pouco
sensiveis, restringir-se-ho quelles da escacez, e
jamis ter-se-ha este espectculo horribilissimo,
que nao tem nome na historia das miserias hu-
manas.
E' mais um servigo que presta o Sr. Dr. Th-
berge provincia, em que reside; o qual se ho-
jo nao c devidamente apreciado, s,-lu-ha mais
logo, quando do periodo de incubago passar a
idea quelle do desenvolvimenlo.
Em additamento ao assassinato-realisado na
fortaleza do Brum, de que j demos hontem no-
ticia, do-nos as seguales informnedes :
Por obrs das 8 horas o assassinado Ignsco de
tal incitou ao homicida Vicente, poni de ser
este (eiido em um quarto e na verilha do lado
esquerdo; o que ainda reproduzio-sa sem resis-
tencia formal do aggredido. Pelas 10 heras foi
apagada a luz, que acendeu-se por ordem do
commaodanlc da guarda e do ajudante da forta-
leza, os quaes trataran) de apaziguar o barulbo,
que nao cessou por chai-se Ignacio mui em-
briagado e atirar-se furiosameuto sobre Vicen-
te. Neste poeto foi aberla a prisao para apar-
ta-Ios, sendo tirado o offendido para fora detla,
em cuja occasio parlando o offeosor sobre elle,
recebeu uma vigorosa tacada, que lingou-osobre
a bocea da arma da sentinella, indo acabar de
morrer na rampa do poente sompre perseguido
pelo seu adversario.
Aps o que, entregoa Vicente a arma, dizendo
quo matara Ignaeio forgado pelas circumstan-
cias e para nao ser por elle morio.
Chegaram-nos os resultados da eleico das
differentes parochias, que abaixo consignamos
noticia dos nossos eleilores :
OL1XDA.
S. Pedro Marlyr.
Tenente-eoronel Manoel Antonio dos Pasaos
e Silva.................................... 305
Dr. Agostinho Hermelino de Leo........ 302
Dr. Jos Cardoso de Queiro/ Fonseca...... 300
Dr. Manoel Isidro de Miranda.............. 300
Dr. Manoel Antonio dos Passos e Silva 2t50
Capitao Francisco Luiz Vires............ 255
Tabellio Felippe do Nascimento de Paria.. 255
Eserivao Francisco das Chagas Cavalcanti
Pessoa.................................... 235
Tenente Chrislov8o Pereira Pinto-----..... 231
Antonio Joaquim de Alrueida Guedes
Alcoforado................................ 231
Capito Francisco Martina dos Aojos Paula. 230
Capito Boavenlura de Mello Castello Branco. 225
Capitgo Francisco das Ghagas Salgueiro 225
Jos Mario de Carvalho Jnior............ 220
Antonio Flix dos Santos.................. 220
Victorino Jos de Souza Travassos.......... 210
Camillo da Silreira BorgesTavora.......... 205
Jos Eustaquio Maciel Monteiro............ 205
Alexandre Jos Doroellas................... 204
Evaristo Vieira Cavalcanti de Albuquerque
Los...................................... T80
Joaquim Jos Ferreira d'Almeida.......... 180
Pedro Simeao da SilvaBraga................ 180
Mathlas Jos da Lapa...................... 179
Manoel Piolo da Silva...................... 177
Francisco Esteres do Abreu................ 174
Francisco Alexaodre Jos Doroellas........ 170
Eulalio Francisco dos Santos............... 170
Francisco Ludgero Nunes Vianna.......... 165
Samuel Joaquim de Lima.................. jXH
Bernardo Jos de Andrade.................. 141
Bernardino de Senna Salles.........
Joao Manoel Vieira da Cunha.........
Joo Paulo de Souza....................,
Manoel Igoacio da Luz.........."..',.....
Martiniano Jos Ribeiro Pessoa..!'.!"!!!!!
Joo Vieira de Albuquerque........___"
Regenerado de Bello Bezerra de Me'riezs.
Luiz Cordeiro Cavalcanti de Albuquerque.
Joao Cordeiro Falco.....
Antonio Elias de Moura................ 520
Jos Pedro do Souza..........!.!.!".! 520
Joo da Silva Monteiro..........!!!!!!!!!! ', 520
Salusliano Duarle da Silva!!!!! !'"!'." 510
Euproprio itosalino do Espirito Santo!!!!!! 500
Benedicto Miguel do Rosario.............. 500
Vicente Ferrer de Mello Jnior.......... 500
Joao Lvaugelista d'Almeida................ 500
Jos Mana de Caldas Brando.............. 500
f ranciscoCavalcauU Jayme GalvoSobrioho. 500
Os Srs. Vol09
Francisco Honorio Bezerra de Mcnezes.... 500
Antonio Cordeiro Falco............ 500
Francisco Cordeiro Cavalcanti.......'....... 500
Manoel Cordeiro Cavalcanti Ari......"". 500
500
500
-cao..................:... 500
Komao da Cunha Amaral............ 420
Jos Alvos Pragana Guabiraba..!!!!!!!!" 400
padre Ignacio Bezerra de Menezes......... 370
Rogeno Vctor de Carvalho......... 350
Padre Joao Vicente Guedes Pacheco ...! 280
Fortunato Vieira da Silva.... 260
Joao Cordeiro Cavalcanti Gitah'y!!!!!! ""' 250
Joaquim Branco 'Assumpgo Pires..... 241
Francisco Joo do Pilar........ 238
Thomaz Jus da Silva...... ............ 238
Anslides Honorio Bezerra deMenezs!!!! 235
Francisco Vicenie Valim............ 232
Alexandre Jos de Souza___ ...... 232
Antonio Cordeiro Cavalcanti.!!!!!!!!!!!!!! 228
.,,,.. Goianna.
Os lr?* procediJa no convento do Carmo.)
Joo Joaquim da Cunha Reg Barres-
Antonio Alves Vianna.
p\a2*? Aat,00,'j1'Aujo Freitas Henriques.
Padre Luiz Jos de Figueiredo
Dr. Joao Htrcano Alvos Maciel.
bello!"COr(,Del Amar Gomes da Cunha Ra"
Dr. Jos Joaquim Firmino.
Dr. Bellarmino Correa d'OIiveira Andrade.
Ur. Joao Juvenci Ferreira de Aguiar.
rln^Tt Fie' d. Sigmaringa Vaz Curado,
tapttao Aotooio Pmheiro de Mendonga.
der0!?'601"0 Ben' J0S d" Neves Wan_
^dr'ad FrdUcisco de Pau,a Norberto de An-
Major Honorato da Cunna Reg Barros.
Major Simplicio Tavares de Mello.
tapitao Valentiniano da Cunha Reg Barros.
vV.r. m in Au3erc Tavares da Cunha Mello.
Tenerrte Maihias Gomes de Souza.
Capito Bento Archelo Vaz Curado.
Alferes Eustaquio Constancio Redevivo.
Capitao Joao Gomes de Souza.
Tenente Francisco de Paula Cabral.
Capitao Egidio Francisco de Paula.
Padre Manoel Marques Barbosa.
Capitao Jos Ignaciu de Mello.
Leocadio Jos de Figueiredo.
Tenente Miguel Luiz da Silva.
Tenente Francisco de Paula Rodrigues.
Joaquim de Mattos Alcantilado Rochedo.
Joao Gualberto Pereira.
Jos Bernardo d'OIiveira.
Bernardino do Senna.
Jos Estanislao Ferreira.
Joo Alves Ferreira Muribeca.
Manoel Rodrigues de Araujo Lima.
Manoel Assuro da Puricago.
Antonio Nunes Madureira.
Joaquim Jos Moroira de Aguiar.
Joo Uomiogues da Silva.
Ivo Antonio de Andrade Luna.
Francisco Jos da Silva Pereira.
Abdon Gomes Carneiro.
Temos noticias de Papacaca, as quae3 dio-
nos sciencia do seguinte :
No da 30, apresentando-se na matriz o juiz de
paz Joaquim Pinto Teixeira com quatro indivi-
duos, quem dosignra como mesarios, sem que
precedesse a respectiva eleigo, declarou que a
mesa se achava constituida. Em consequencia
disso declarou-se um pronunciado excitamento
na populago alli reunida, e preparativos do em-
prego de forga contra esses actos por parte dos
adversos.
Nao pc-dendo o delegado conter o povo por
raeoe sueaoriee, pedio a presenga do Dr. juiz de
direito, o que igualmente fea o Dr. Godoy que
all se achara assislindo aos trabalhos. Em vir-
tude desees pedidos, foi coro efteito, no dia 1.* do
correla ajuia de direito, Dr. Theodoro, aquella
villa, encontrando j es nimos mais calmos,
em virtude da se haver abslido de votar e reti-
rado da igreja a parcalidado contraria mese, a
qual parcialidade enviou uma representagao ao
Exm. Sr. presidente da provincia, em que com-
municava que a eleigo est sendo feita em um
sobrado particular.
De Aguas Bellas constara as oceurrencias
seguintes:
Achando-se no dia 30 funecionando a mesa
eleitoral sob a presidencia do juiz de paz Jos de
Mello Cavalcanti. foi a matriz assallada por Fran-
cisco Alves director geral dos Indios que os capi-
taneava, dando uma forte descarga para dentro
da igreja, do que resullou a morte de seis pes-
soas, entre as quaes o professor Liberato Tibur-
tino de Miranda Maciel, Antonio Theoorio e di-
versos ferimentos graves, ralo se sabendo at o
dia t do cotrenlo o que era feito do Dr. Rodrigo
Castor d'Albuquerquo Maraoho, visto que esla-
va no conflicto, e sabio ferido em direcgo do
Sap da Serra, pan onde se ouviram diversos
tiros.
Os Indios cootinuavam armados, e muitos dal-
los suceumbiram tambera.
Quando se dau o facto, havia-se concluido o
recebimento das sdalas, e ia proceder-se apu-
rago.
Hontem eocercaram-se os trabalhos elajtoraes
da freguezia do S. Fre Pedro GoncalTea, saJtioda
hito:
oo Francisco Anlunea................
Joo da Silva Faria....................
Dr. Jos da Cunha Teiaeira............
Dr. Manoel Francisco Teixeira.........
Maoool Estanislao da Costa............
Antonio Jos da Silva Brasil.........
Supplentes.
Dr. Antonio Agripino Xavier Pereira do
Brito.......................
Innocencio Xavier Vianna.!!..!..!!!.'!!
Theodoro Joaquim Alves..............
5S Manoel Antonio Viegas Jnior.........
Manoel Araancio da Santa Cruz
Manool da Silva Neves.........!!..!!.!
Manoel Bastos Abreu Lima............
Joaquim Alves da Silva........!!!!..!!
Alexaodre A. Frias Vilar...............
Antonio Francisco dos Sanios Lima....
C. de silva Neves.....................
Jorge Rodrigues Sidreira___!!.!!!!!!!
Benedicto Jos Duarle Sedrim.........
Joaquim Jos de Santa Anna Barros...
Cosme Jos dos Santos Calado........
Antonio Jos de Sania Anna Barros...
Manoel Jos de M. Vianna.............
Jos Izidoro Fereira dos Reis.........
Joo Baplista da Silva..................
Diniz Antonio Ferreira Marques.......
Pedro Alejandrino Ferreira Flores___
Ludano Jos da Costa................
Manoel Joaquim dos Prazeres..........
No dietricto de Panellas termo de Caruar*
foi assassiuado, no dia 25 do mez prximo pas-
sada. Rozalina Mara da Conceigo com um tiro
que lhe disprou Manoel Antonio Sobral, que foi
imraediatamente preso, e est sendo processado.
Havendo-so procedido um exame na pon-
,a *flhs, que une o bairro de Santo Antonio ao-
do Rocife, foi de parecer, a commisso exami-
nadora que a dita ponte se acha em estado- de
completa ruina, sendo que ameaga desabar foca-
da momento, tornando-se perigosissimo o tran-
sito por ella.
A' vista desta declarago S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia, deterrainou que fosse veda-
do ao publico o transito por aquella ponte, eujas-
enlradas devero ser completamente fechadas.
MXTADOl.RO publico :
Malaram-se no dia 7 do corrente para o con-
summo desta cidade 90 reres.
No da 7 do correte 89.
MoRTALinADB no da 8. -
Jeronyma Teixeira de Castro parda, casada, 22
annos : phthysica.
Miguel da Silva, branco, casado, 45 annos
tro-atente.
580
580
580
580
580
580
5'0
530
530
530
530
530
530
520
221
221
218
218
217
216
215
213
213
211
210
208
207
205
204
203
202
200
203
196
192
192
192
190
184
181
gas-
Communicados.
ELEICOES,
Em umeommunicado de um jornal desta cidade,
de hoje,tratando-se dos negocios eleitoraes de Teju-
cupapo, l-se o seguinte: Quando o presidenta
maltrata a mesa de Tejucupapo, legalmente cons-
tituida, apoia de um modo estranho o procedi-
mento irregular e at criminoso do subdelegado
de Gravat e do juiz de paz de Bczerros, que alli
flzeram uma eleigo contra as deliberagoes da
mesa legal, que a havia adiado para o dia 6.
Vai muito bem o Sr. presidente da provincial
Prosiga 1 I....
Entretanto leiam-se os seguintes oRcios acerca
da questo de Gravat e Bezerros, e ajuize-se do
raodo porque principia a nova pleiade de oppo-
sicionistas adrainisiruco da provincia a sua ta-
refa.
Vai muito bem Prosiga___
, Illms. Srs.
Inleirado pelo ofTicio que em 30 do mez pr-
ximo Qndo me dirigi a mesa parochial de Grva-
la da oceurrencia que dia lugar S interrupgo e
adiamento dos trabalhos da mesraa mesa para o
da 6 do corrente, lenho dizer que j hontem
havia eu dado as providencias necessarias para
que cessassem os motivos quo occasiooaram
aquella interrupgo c adiamento : c espero qua
com ellas o processo eleitoral ah corra pacifica o
regularmente, devendo a mesa parochial por sua
parle para isso concorrer quaato em si couber,
por meio de suas justas deliberagoes e usando o
seu presidente das attribuigoes quo lhe sao con-
feridas pelo art. 47 da lei n. 387 de 19 de agosto
de 1846.
Deus guarde 4 Vmcs. Ambrosio Leito da
Cunha.Srs. da mesa parochial de Gravat.
Illm. Sr.
Ao ofOcio em que Vine, na qualidade de juiz
de paz mais visnho, me comraunica que, convi-
dado por dous membros da mesa parochial de
Grvala assumira a presidencia dos trabalhos elei-
toraes dessa freguezia e nelles prosegue, sob fun-
damento de terera os respectivos juizes do paz
abandonado a eleico, lenho dizer-lhe que ha-
vendo o juiz de paz e dous mombros da mesma
mesa parochial, que cooslituem a maioria della,.
me communicado om data de 30 do mez passado
que haviam adiado a eleigo dessa parochia para
odia 6 do correte, irregular o procedimento
de Vmc, que s podetia presidir os referidos tra-
balhos na falta ou impedimento dos respectivos
juizes de paz e seus supptentes, conformo deter-
mina o art. 2." da lei 387 de 19 de agosto de 1846
e declarara o aviso de 8 de marco de 1847 2 e
outras decises do governo.
Deus guarde VmcAmbrozio Leito da Cu-
nha.Sr. Joo Francisco Vieira de Mello.
Illm. Sr.
Reiteirando a recommendago que hontem lhe
Gz de se absler completamente de intervir na
eleigo dessa freguezia adiada para o dia 6 do
correle, lenho accroscentar que o tornarei res-
ponsavel por qualquer conflicto, eu estorvo que
mesma eleigo possa sobrevir de sua indebita
inlervenco.
Deus guarde Vmc Ambrozio Leilo da Cu-
nha.'Sr. subdelegado de Grvala.
Illm. Sr. Scieale do queme communica Vmc.
em officio de 29 de dezerabro prximo findo
relativamente s oceurrencias havidas na fregue-
zia de Gravat dessa comarca, por occasio do
dar-sc comegu eleigo de eleitores, apresso-me
respooder-lhe que sendo essa eleigo transfe-
rida para o dia 6 deste mez, segundo me parti-
eiparam o respectivo juiz de paz presidente e dous
membros da mesa parochial em officio de 30 do
mez passado, compre que Vmc. se passe oppor-
tuoamenle aquella freguezia e assuraa aos traba-
lhos eleitoraes se esse lempo j estiverem con-
cluidos os do Bonito, que como pondera Vmc;
exigera igualmente sua presenga.
Em lodo e caso, porm, sendo necessario, re-
quisito Vmc. ao delegado de polica desse termo
a torga que julgar precisa para manter em Gra-
vat a ordem e seguranza publica durante os das
da luta eleitoral.
Deus guarde VmcAmbrozio Leilo ia Cu-
nha.Sc. Dr. juiz de direito da comarca de Gr-
vate.
Illm. e Exm. senhor.Communico V. Exc.'
qua boje eoncluiram-se os trabalhos eleitoraes
coa toda a paz nesta freguezia, Otando todos sa-
tisfeitos por verem cumprido ludo que dispde a
lei. Deus guarde V. Exc. Bezerros, 3 de Janeiro
de 1861.Illm. e Exm. Sr. conselheiro Ambrozio
Leito da Canna, dignissimo presidente desta
provincia O juiz da paz de Bezerros, Manoel
Francisco deAztvtdo Lyra.
A'cerca de Bezerros nao nos consta que (Fall
viesse queixa o reclamaco alguma antes do
officio precedente.
Recite, 8 d Janeiro de 1861.
Vtrilas.
Correspondencias.
Srs. rtdactarti.H&a paseo deixar de eneom-
moda-los com e6te pequeo coarauoicado, para
patenlaar ao publico, coma julgador que das
boas ou ms aecoes que nos dizem respeito.
E sabido por todos oeeia cidade, que lenho ama
sociedade com o Sr. oo. Antonio Carpieteiro da
Silva, oa miuha padaria da ra do Livrameato,per
umaesesip tura, da qual Ir ala rei mais adianto, vis-
to que o meo fim exporfja verdade, para arredar


OIARIO ME KRJMMBIIOO. &ARA fEllA D JaRKIO ME 1861.

>
r"'
[
niq .-preven?ao 1ue mim 0 *"nh feito, e
poder entao o publico, aquilatar a razio que me
Msiena causa hoje litigiosa entre mira, e raeu
socio o Sr. Joao Antonio Cerpintoiro da Silra.
Aohwa-m* deveado fetllgMO rs. a diversos
negociantes desla praga, e tambera se me devia
P"a ma.,s rde doz contos de reis, e neste estado
neo poda far meas pagamentos, visto que a co-
firanca que tmha de fazer era muito e?palhda e
muitos dos deredores duvidosos i nao poda as-
pira acudir meus pagamenloi. mas possuia bens
vista e face de meu3 credores, e nao era de
mona intence prejndica-les com quebras frau-
dulentas, como muilos costumam fazer ; verbi
*rUa : quebrando em Lisboa, safando-so para o
Brasil, quebrando no Rio, passando-so para Per-
nambuco, pois sempre presnmi em ser bom pa-
gador. ,
Fui acoDseihado para urna sociedade, e o Sr
Joao Antonio Carpinteiro da Silva, foi ella pre-
Terido, nao s por miro, como por todos os meus
credores, e fuemos o coutrato.e todas as bases da
escriptura, que foi notada por meu socio, e seu
fcel prazer ; e en de oom coragfto elle me en-
tregava. pois quera maldades nao tem, mildades
nao cuida.
O fundamento da escriptura, foi as seguin-
les formaos palavras :
Que a rma da casa seria Carpinteiro &
Prado.
Que o socio Trado entrara cora o forno, e
P6^""^ da padaria, sem que excedesse de res
Que tiradas as despezas da casa, os lucros
senara partidos entre ambos.
Que o fornccmento de farinhas sera feto
pelo socio Carpinteiro, cargo de quera ficiva to-
da a adminislra.cao, o bom rgimen do eslabelo-
ci oicnto.
Quo durara a sociedade emquanto conviesse
oo socio Carpiuteiro.
Que o socio Prado, ao teria a mais pequea
intervengo no estabelecimenlo, e que.no se po-
deria arropender.
Que o socio Prado e sua mulher hypolhecavam
parto de seu sobrado, e Ires escravos, no valor de
8000# para garanta de 6:1118940 rs que o so-
cio Carpinteiro se obrigava aos credores de
Prado.
Organisada assira a sociedade, e assignada 3
de novembro de 1857, dia que o S'. JoSo Antonio
Carpinteiro da Silva entrou para a mioha pada-
ria, contando tres annos e um mez, at a data do
ultimo balango, que foi em 5 de dezembro de
18C0.
Durante a posse em quo tem estado meu socio,
deu quatro balnncos, opresentando de saldo
meu favor 4:383>689, como constam dos referi-
dos balancos, e depositei mais em raao delle a
quantia do 1:700$, producto do raeu escravo Cus-
todio, que vend, fazendo entao as duas quantias
a somraa de 6:083639, para pagamento do refer
do meu debito de6:Ulg9O rs., vindo eu por con-
seguate a restar-lhe 28:251, segundo se depre-
hende dos referidos balances : e nole-se, que
quando pagou o meu debito, j tinha era seu po-
der 5 00i)j|, e nao me tem entregue o recibo como
devia, para eu poder dar Daixa oa hypotheca.
Contra a minha vontade vend o meu escravo
Custodio, smeute para salisfazer paixes. e nao
dar de minha parte descontentamento meu so-
cio, e depositei em mo delle 1:700 ale que ap-
parecesse um escravo born, 6 quando meu socio
determina ir Europa ; mas me disse que o Sr.
Joao Matheus, flcuva com poderes para pagar o
escravo que me agradasse ; e tres escravos foram
apresentados ao Sr. Joao Matheus, e sempre se
torcendo, dizenlo que nao preslavam : ah co-
nhecio quer que fosse, e deixei este negocio de
mo ; foi entao que o Sr. Joao Matheus man-
dou-rao aproseiilar um escravo velho, dizendo-
me que aquclle eslava bom para mim, e agradeci-
Ihe a. boa vootdecom que eslava.
Na chegada do Sr. Joao Antonio Carpinteiro da
Silva, scientilquei-lhe do occorrido, e esperan-
do sembr, fiquei para comprar o escravo, a nada
de dinheiro, u como as nousasassira so passavam
declaro: que o meu dinheiro flcava ganhando
30! por mez. como se fosse o escravo ; quando
agora no balauco vejo langada a-quantia de rs.
3375514, juros do meu dinheiro i razao de 10 por
cont ao annu, como se isto livesse tratado comi-
go, vindo por conseguinte a restar-me rs.
3j $314.
Tralaru agora da adminislracao, jiue sendo
O Sr. Joao Caipinloiro da Silva obrigado
como consta do contrato ; tirou nos balancos
Tara a administrarlo a quantia de 1:011310 le-
vando da minha parte 305JJ552, e que me de'vera
restituir, pois nao estou obrigado a pagar a sua
viagem que fez Europa.
Esperando eu melhores lucros na padaria, pois
teno a casa comprado 70.660 rs. em farinhas
devia apresentar de lucros de descontos 3:83JS
e buscando o pre.:o medio da farinha, acho ter-
se comprado 4,257 barricas, e estes cascos vendi-
dos a 700 rs., importaram em 2.9789900. que uni-
dos aos lucros dos descontos, ah est um lucro
oe b:81259J0, que nao se encontrara nos balancos.
ealu moslra a m adminislracao.
Kefeniido-me agora a urna das bases do con-
trato, que foi de o socio Prado dar casa promp-
ta de lodos os pertinces, sem que excedesse de
dous contos de res ; claro est, que para a so-
ciedade ratificar, e entregar conforme o valor de
OOOJ rs., porquanto entrou para a sociedade c
que hojo talvez precise de 400$ rs., para ractil-
car, como se examinar ; e pego ao Sr. Joao An-
tonio Carpiuteiro recommende ao administrador,
que se empreguc com zelo na adminislracao, e
nao andar em abandono, como ha bem piucos
das hia pegando fogo, e por esta o responsabe-
liso por qualquer incendio.
Dado o ultimo balance, dsse eu ao Sr. Jop
Antonio Carpinteiro da Silva, que queria lomar
conla da minha casa, pois nao me convinha con-
tinuar com a sociedade, e Uve em resposla, que
primeramente en havia pagar tres conloa e tan-
tos mil ris, do metade das dividas, para ento
tomar conla da casa ; respond que da escriptura
de contracto, nao havia aulorisaco para se Dar,
antes se encarregava o socio Carpnleiro do bom
rgimen do estabelecimenlo, e quera as fiou que
carregasse com ellas, pois se dividas eu qui-
zesse.as lena remetlido para a sociedade, que na
occasiao as tinha para mais de dez contos de ris
e que algumas vezes me dirig com freguezes ao
estabelecimenlo, e nao se rae conceda fiar e nes-
tas altercagoes de palavras, deu-me ento meu
socio escolher, ou pagar-lhe a metade das di-
vidas, ou continuar a sociedade, com a condico
de eu despejar o sobrado para morar o adminis-
trador e para esta deciso me dava tres das. Fi-
quei entao com tres das para escolher a morte
ou a vida ; se vida ha as duas proposices que
me foraimmposta por meu soco.e ahireflectindo,
lu adormeceodo um pouco 6 agurava-me estar
vendo ao p de mim urna pobre viuva banhada
em 'rima dizendo-me: eu tambera tive um
sobrado e um invejoso a troco de vintens de
manteiga cou-se com elle, e no acto de passar a
escriptura, accrescentou 5:000 para melhor se-
gurar a sua traficanciae hoje rende 2:000 de alu-
das 6U meudl8nndo para passar meus ltimos
Ah abro os olhos, e nada vi ao p*dajuim
mezes vencidos, alm de soffrer, ha 3 annos, o
pagamento da capellana em parcellas de 5, 10,
fra do lempo vencido, e convencionado, em-
quanto lewiva ao conhecimeolo da mesi regedo-
ra esse procederdo thesoureiro. E ofBciando por
segunda via ao respectivo juiz para que com ur-
gencia reu nisse a mesa at o dia 7 do mesmo
mez, afira de deliberar se devia ou nao continuar
com a capellana e celebrar as missas do dia 8
(da da Conoeica) em dianl, nada fai-lbe'defe-
rido pelo Sn. juiz, que radiflarente denlro de 15
das, reuni a mesaex-abruploquasi i ooite
do dia 18 do referido mez. oa que se achara oo
Recite, assistindo um irmo sacerdote os seus
ltimos instantes de vida, e deliberaram, nao
mandarem pagar oa liquidar o capello, como
Ins cumpria fazer, e sim aceitarem a demisso
(inventada) pedida, como drzem, pelo annuncian-
te, que sustenta nao nave-la pedido sem par pa- u^un
lavrae, nem por escripto, sentindo que o Sr. juiz cont e juros simples e cmpostos,
nao reparasse bem quo dos dous ofBcios recebidTjs cambio e suas applicaces.
nao so lita esta concluso, nao sendo alias ou vi-
do a respeito com aquella delicadeza precisa em
um corpo cotlectivo em sua deliberado, e nem
convidado como membro que tambem da mesa
regadora da irmandade I E porque a malver3a-
o de alguem leuha feito varillar o juizo de al-
guns em Beberibe a respeito do annunciante. faz,
oiiro n 200 de 10 de dezembro do anno pr-
ximo findo, que no dia 24 do corrente mez se
far concurso nesta thesouraria para preenchi-
mento da vaga de 4. escriptarerio da alfande-
ga desta mesma provincia. Os que pretenderen!
ser admitbdos o concurso deaerie pww ler
vinte amos de itade qoeexcercem algara das
lugares de intranca taferiar nn sfandegas, mesas
de rendas, ecebedorias: thesourtirias ou no Ihe-
sowro. Os en ores re raer o sabr as segurotes
materias .
1.a Grammatca da lingua verncula, leitura
a escripia correcta e crtenle.
2.a Theoria das escripturaso mercantil por
partidas simples e dotrradas, o suas applcaces
ao commercio, e 8 a m inte traga o da fazenda.
3.a Arithemetica e suas applicagoes ae com-
mercio, com especialidade a reduccAo de pesos o
medidas nacionaes estrangeiras, calculo de des-
theorias de
'
COMPINHIA BRASILEIRA
BE
4.a Nojoes d'algehra.
5.a TraducQao correcta das linguas ingleza e
Tranceza ou pelo menos da ultima.
6.a Principios geraes de Geographia, de histo-
ria do Brasil e de estatislca commercial.
Secretaria da thesouraria de fazeBda de Pcr-
nambuco, 3 de Janeiro de 1861.O official raaior
Inlprinn T ni? I7rnicnn Hn C n*n n c:i>
apezar seu, esta ingenua declaraco. ignorando interino, Luiz Erancisco de S. Paio e Silva,
ainda a recusa desla porgo da capellana, que Ihe ; O Illra. Sr. inspector da thesouraria pro-
devida, como alimentos sua subsistencia, por vncial manda Jazer publico que do da 3 do cor-
entender que a humildade, com que se dere achar
possudo, como sacerdote, nao congenita com a
vileza, que quer alguem reduzi-lo, o que re-
pelle com todas as forjas !..
Beberibe, 7 de Janeiro de 1861.
O padre Francisco Verissimo Bandeira.
COM ME ROO,
CAIXA FILIAL
no
BANCO DO BRASIL.
-conheci entao que accordava de um anoTSU Bo.-0vtJKi!
quo o tomei como um dispertador para o meu
caso, reflectindo no despejo que se rae impunha,
e se hoje eu aceitava as dividas, para outro-ba-
Jango. estariam elevadas a oto contos e ento
nunca mais para elle sobrado eu entrara.
A vista pois de tanta prolecgo que eslava en-
contrando em meu socio, nao tive remedio sc-
nao recorrer a juslica, felizmente acertei na es-
cotha de um hbil advogado, a quera entreguei a
minha causa, queperanle o Exm. Sr. Dr. juiz de
direilo do commercio promove o meu direilo
pois basta ser perante o magistrado que e de-
cidida pelos honrados negociantes que para ella
foram nomeados, para quo nao me aue o me-
nor descontentamento niquillu que julgnrem.
Queiram Srs. redactores, desculpar estas tos-
cas lionas, souienle escripias aoSr.Joo Antonio
Carpnleiro da Silva, para vfir se elle como pes-
oa que de bom coracao, faz a entrega, evi-
tando assim pleitos, e nao dar mais lugar a ou-
4ros communicadof de molhor calibre.
Recife, 5 de Janeiro de 1861.
Francisco do Prado.
Publicares apedidoT
Ao publico.
O auaixo assignado faz poblico a quem iuteres-
aar possa, qoe se nao despedio e nem pedio de-
misso de capello da irmandade de Noss e-
nhora da Conceico de Beberibe, declarou nodia
2 de daaembro que nao continuava a celebrar
rnissas nos domingos e das santos na capaila por
Ihe haver sido negado pelo thesoureiro da irman-
dade o pagamento '
EM 8 DE JANEIRO DE 1861.
A caxa desconla lotras a 10 %,, loma saques
sobre a praga do Rio de Janeiro, e rocobe
uheiro ao premio de 8 %
dt-
Alfandega,
Rendimento do da 2 a 7 37:6493433
dem do dia 8.......11:494^200
49.143J633
Movimento la nlfandega.
Voluraes entrados cora fazendas..
com gneros..
Volnmes sahidos cora fazeadas..
com gneros..
97
418
------515
45
108
------153
Descarregam hoje 9 de Janeiro.
Barca franee ia Tuspanmerca dorias.
Barca inglezaSeraphinamercadorias.
Brigue porluguezBella Figuerenseidem.
Patacho brasileiro S, Salvador fumo e cua-
rutos.
Bccebeduria de rendas internas
geraes de Per nana buco.
Kendimento do dia 2 a 7 .... 2:9465581
dem do dia 8....... 458J277
3:40*3358
Consalado provincial.
Rendimento do dia 2 a 7 18l3jj834
dem do dia 8...... 7:229405
25:365239
Movimento do porto.
Navio entrado no dia 8.
Terra-Nova94 das, patacho americano Nahun
Stetson Jnior, de 196 toneladas, capito A. J,
Phinney, equipagem 8, carga 2375 barricas eom
bacalho ; Henry Porstcr & C.
Navios sahidos no mesmo dia.
Valparazo.Brigue inglez Everton, capillo Sa-
muel Longton, carga assucar.
Rio de Janeiro.Patacho nacional Bom Jesuc,
capito Joao Gongalves Reis, carga assucar e'
mais gneros.
O) o. a co a. (O o. C0 C3 O. 5 1 1 Horas
w e w b' er c co Atmosphera. O eo V - =E O Z O Direcco. < z H O
V so c * a es o 1 Intensidad* > o C i w V. 00
-4 3 SS -a 15 Fahrenkeit 1 H BC 9 n o M n 4 33 O W IK "i s
IO 00 S en te <> n Centgrado. g SO
00 ti tx> 00 00 Hygrometr c. >
*s o en o 1 e Cisterna hydr mtrica. >-
o O en -I en en -1 en Francex. O
o lo en V 9 00 CO "cO gS inglez. H -i
A noite chuvosa, vento varavel dos quadrali-
les de NE e NO o assim amaaheceu.
OSCILLaCVO DA E4R.
Preamar as 0 h. 42' da tarde, altura 5,4 p.
Baixamar as 6 h. 30' da manha, altura 2, p.
Observatorio do arsenal de marinha, 8 de Ja-
neiro de 1861. J
ROMANO STEPPLK.
1 teuente.
Edita es.
rente pordianle, pag^m-se os ordenados dos em-
pregados pr< viociaes, vencidos no mez de de-
zvmbro prximo Ando.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 2 de Janeiro do 1861.0 secretario,
A. F. d'Annunciacao.
O Illm: Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desta provincia manda fazer publico que
no dia 10 de Janeiro prximo seguinte haver
concurso nesta thesooraTin para preenchimento
de 10 vagas de praticante da slfandega desta ca-
pital, comecando os exames as 10 horaa da ma-
nha sobre as seguintes materias: leitura, e ana-
lyse grammatical da lingua verncula, orlhogta-
phia, c arithmetca at a theoria das proporjoes
inclusive.
Aquellos, que pretenderem ser admittidos ao
concurso, deverso previamente provar que tecm
18 annos completos de idade, que eslo livres de
culpa e pena, e que teem bom procedimento.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 12 de dezembro de 1860.O offlcial-
maior interino, Luiz Francisco de Sampaio e
Silva
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco continua a substituir
ou a resgatar o resto das notas de 10$ e
M0 que havia emittido e ainda existe
em circularlo, declarando que, em
cumpriinento do decreto n. 2,<56i de
10 de outubro do corrente anno, esta
substituicao ou resgate devera' effec-
luar-se dentro de 4 mezes, e que findo
este prazo s podera' ter lugar com o
disconto progressivo de 10 por cento ao
mez, Gcando astim na forma do art 5
da lei n. 53 de 6 de outubro de 1835
sem valor algtim no lim de lo mezes.
Recife 9 de novembro de 1860. Os
directores, Joaa Ignacio de Medeiros
Reg, Luiz Antonio Vieira.
Pela wiesa do consulado provincial se faz
publico que os 30 dias utes para o pagamento
bocea do cofre, da decima urbana dos predios das
freguezias desta cidade e da dos Afogados, per-
tencentes ao 1. semestre de 1860 a 61, se finali-
sam no dia 8 de Janeiro prximo vndouro, fltido
os quaes incorrem na mulla de 3 0(0 todos os que
deixaram de pagar seus dbitos.
Mesa do consulado provincial 31 de dezembro
de 1860.Pelo administrador,
T. y. F. Pereira da Suva.
De ordem do Itlm.'Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda desta provincia se faz publico,
para conhecimento de quera interessar, que no
dia 16 de Janeiro prximo futuro, perante a mes-
ma thesouraria, ser arrematado a quem mais
der, o arrendamento do proprio nacional silo no
Forte do Mallos, denominadoArmazero do Pao
Brasil.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 31 de dezembro de 1860.
0 official maior interino,
Luiz Francisco de Sampaio e SiWa.
Consellio de compras navaes
Tendo de promover-se a compra do materiai
da armada, abaixo declarado, manda o conselho
fazer publico, que ter isso lugar em aessio do 12
do corrente mee, mediante propostas recebdss
ateas ti horas da manha, acoupanhadas das
amostaas dos oDjedos.
l'ara os navios.
40 armellas, 70 covados de baelilha, 8colchoes
de linho chaios de la, 400 chavetas sortidas,
400 temas do rede, 20 governaduras sortidas para'
escaler, 10 arrobas de mealhsr branco, 16 arro-
bas e 19 libras de plvora grossa, e 8 travesseiros
de linho cheios do palha.
Para as obras do porto.
400 varas do linhagem para saceos.
Para os navios e arseual de marinha.
4 arrobas de sgua-raz e 300 remos de faia de
14 a 18 ps.
Sao as condicoes para cffectuar-se a compra,
ser pago logo no mez subsequente do recebimen-
lo dos objectos, e sujeitarem-se os vendedores
mulla de 50 0|0 do valor dos mesraos objectos,
caso n3o os entreguem da qualidade, e na poro
contratados.
Sala do conselho de compras navaes em 17 de
aneiro de 1861.0 secretarlo,
Alexandre Rodrigues dos Anos.
Iuspecgao do arsenal de ma-
rinha.
De ordem do Sr. inspector fac,o publico que em
10 do corrente mez, as 11 horas da manha, ven-
der-se-h* na porta do almoxarifado desta repar-
tico nao s6arrobase30 libras de bolacha, mais
anda 28 libras de bolachtnha americana, am es-
tado umae outra cousade reuina, conforme as-
sim foi entregue pelas navios da armada.
Inspeccao do arsenal de marinha de Pernam-
buco, em 7 de Janeiro de 1861.
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
Secretario.
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se dos porlos do sul at o dia 14 do
corrente o Tapor Tocantms, commandante o
premeiro-lenente Pedro Hypolito Duerte, o qaal
depota da demora do costme seguir pera es
portos do norte
Recebem-se desde j passageiros e engaja-ss
a carga que o vapor poder conduzir a qnal de-
rara ser embarcada no da de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n.1, escriplorio de Azevedo
Mendes
Para o Porto por Lisboa
segu impreterivelaaente no dia 15 do corrente a
mu conhecida barca portegueza Sympethia ;
recebe ainda alguma carga a frete e passageiros
cousignatarios Bailar & Oliveira, ra da Cadeia
do Recife n. Vt.
Brigue Constante
Segu para Lisboa at 15 de Janeiro, para o
que j tem metade do carregamento i quera no
mesmo quizer carregar ou ir de passagem. para
o que lem as melhores accoramodaces, diriia-se
ao consignatario Thomaz de Aquino Fonseca, na
rus do Vigario n. 19, priraeiro andar, ou ao ca-
pito o Sr. Augusto Carlos dos Reis, na prara.
Para a Baha
pretendo seguir com muita brevidade a sumaca
nacional Hortencia, a qual lem prompta parte
de seu carregamento : para o resto que lho fal-
ta, trata-se com o seu consignatario Azevedo &
Mendes, no seu escriplorio roa da Cruz n. C
Para o Rio Grande do Sul com
escala pelo Rio de Janeiro,
segu com toda a brevidade a bem conhecida e
veleira escuna nacional Emilia : para carga,
tratase no escrplono de Manoel Gongalves da
Silva, ra da Cadeia do Recife n. 39, ou com o
capito a bordo.
VIA FRREA
DO
m mssmm
LIMITADA.
ABERrURA DA SKIW.V SECfAO AT A ESCADA.
Do dia 3 de dezembro de 1860 at outro aviso a partida ios
trens ser regulada pela tabella seguinte :
ESTACdES.
Cinco Ponas....
Afogados........
Boa-Viagem.....
Prazeres.........
Pout'zioha........
Ilha.............
Villa do Cabo......
Ipojuca...........
Olinda.............
Trnb-Ass.......
Escada (chezada)..
Tren i para o interior.
das de traba-
LHO.
XVNHV.
DOMINGOS E DAS
SANTOS.
VIAGENS SINGE-I
LAS.
TARDE.
flor.
6
6
6
I
7
7
Min.
3(
4ti
50
15
2a
4H
ESTACdES.
Rio Grande do Sul
sahir com toda a brevidade o brigue nacional
Mrquez de Olinda ; para o restante da carga,
trata-se no escriptorio de Manoel Ignacio de Oli-
veira & Filho, no largo do Corpo Santo.
Para Figueira
com escala Tpor Lisboa sahir com brevidado o
patacho portuguez Maria da Gloria, capito An-
tonio de Rarros Valente ; para carga e passa-
geiros, trata-se com os consignatarios Francisco
Severiano Rabello & Filho, largo da Assembla
n. 12.
Para a Bania segu em poneos dias o palha-
bote nacional Dous Amigos, tem parte de sua
carga engajada; para o resto, trata-se com seu
consignatario Francisco L. O. Azevedo, na ra
da Madre de Deus n. 12.
Rio de Janeiro,
vai seguir em poucos das a barca Rio de Janeiro
por ter parte de seu carregamento prompto : pa-
ra o resto, trata-se com Antones Guimaraes &
C, no largo da Assembla n. 19.
O hiate GaribaUi, segu 1
eos das : a tratar com Tassc
capito Custodio Jos Vaos
o Cear empoo-
Irmos ou com o
Pa
Rio de Jal
leiro,
i Maria Rosa,
bons commodos
ta-se com J. 1!.
io o. 23
Avisos martimos.
A cmara municipal do Recife manda pu-
blicar para conhecimento do publico, que o Eim.
presidente da provincia, lem recommendado oe
director das obras publicas que mande lomar as
avenidas da ponte velha do Recife, que se acha
arruinada com perigo eminente dos que por alia
transilam, de forma que Oque completamente
vedado o transito que ella so presta.
Paco da cmara municipal do Recife, em ses-
sao de 7 de Janeiro de 1861.Luiz Francisco de
irros Reg, presidente.Francisco Canuto da'
'i Oti)l-ir ocrvindo de secre-
tario.
Repaiti'fto da polica.
Ia seceo. Secretaria da polica de Pernambu-
co, 4 de Janeiro de 1861.
O Ulm. Sr. Dr. chefe de polica d%provincia,
manda fazer publico, para que chegue ao conhe-
cimento de quem possa interessar, oconteudo no
otlicio que abaizo vai transcripto, dirigido em data
do 4 de dezembro ultimo pelo Dr. chete de poli-
ca da provincia do Piauby.
Oficio.
Secretaria da polica do Piauhy.em 4 dezembro
de 1860.Ulm. Sr.Acha-se preso na cadeia da
cidade de Oeiras desta provincia um escravo que
diz chamar-se Casemiro, e pertencer a Jos Fran-
cisca, morador na Ftoresta perto dessa capital
d onde fugira ha 6 annos: e p
gue ao conhecimento do senhor do dito escravo,
atirn de o sollicilaT, mediante docuroentoa que
prowni o seu dominio, assim o communka a V. nao seu crtp'iori r"a da Cruz' n."i
S a querai Deus uarde.-IIlm. Sr. Dr. chefe
ae.policia aa provincia de Pernambuco O chefe
de polica, Francisco de f'arias Lentos.
Coaforme.O secretaria, Rufino Augusto de
Almeida. *
Rio de Janeiro
O veleiro e bem coahecido brigue nacional Ve-
loz pretende seguir com muita brevidade, tem
r., parle de ftu carregamento prompto-. para o raa-
e para qu para os quaes lem excelleules commodos, trata-
se com os seus consignatarios Azevedo & Mondes,
Declarares.
A secretaria do governo precisa de dous
encatrernajores psra preparar os livros da cor-
resaondansia nftoial; quem quizer se encarregar
desze trabalho, dirlja-se a mesma secretaria.
0111ra. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desta provincia manda fawrrruMrco. da
da porgao CDrresponooQte a 7 contorniMltua com osdem do tribunal do the-
wv-* Para o Rio de Janeiro
O bem coohecido a veleiro brigue nacional Eu-
genia segu coca brevidade,' tm parle'de'seu
carregamento a bordos para a reste que Ihe rrita,
trata se com os mus consignatarios Aaevedo
Mendes, no seu osoptorio ra da Cruz o. 1..
Para o 8io de Janeiro.
segu era poucos dias o vclejrc brigue Deolin-
da, por ler parte de sua carga prompta ; para o Airada provincia!
resto e escravos a Irete, trata-so cora seu consig-
natario Domingos Alves "MarriWs, tn roa. da O?1
deia do Reciten.'51........
segu em poucos dias o brit,
ainda admilte algnma carga, te]
para passageiros e escravos : ti
da Fonseca Jnior, roa do Vig
Para Aracaty e Ass
segu o hiate*Dons Irmos ; para carga, trata-
se cora Martias & Irmo na rus Nova n. 48, ou
com o mestre Joaquim Jos daSilveira.
Escada........
Timb-Ass...
Olinda.........
Ipojuca.......
Villa do Cabo.
Ilha............
Ponlezinha;___
Pcazerei...'. ..,
Roa-Viagem..
Afogados........
Cinco Puntas (che-
gada.).......
Tren do interior.
Precos de bhetes.
i.'
30
IKJOl
1900
400
1200
1408
2400
2700 2200
3400 -2700
450O 3300
5300 38t*0
000 4300
6500 4500
3.'
VIAGENS DE IDA
E VOLTA.
t.*
600
18-JO
203
MI
600. 2000
100!) 3600
1100
1100
2000
2J00
2600
3010
4000
5000
6900
8000,
9000:
I0000I
500
1400
1600
2800
3200
4000
5000
5700
6500
7000
DIAS
DE TRABA-
LHO.
H.IMIVA.
Hor.
5
6
6
6
7
7
7
7
7
8
Min.
45
5
20
35
15
25
40
50
10
TARDE.
Hor.
i
-
2
'2
3
3
3
3
3
4
Min
45
5
20
35
15
2a
40
50
DOMINGOS E DIAS
SANTOS.
ansiivi.
4| 1C
Hor. Min. Hor. 3 4 4 4
6 5
6 15 5
6 2i 5
6 41 5
6 50 a
7 6
7 10 6
TAUDE.
Min.
45|
5
20,
35
15
25
40
501
Precos de brinetes
5
300
80
90
1509
1706>
0
3000
3300
3900
4500
VIAGENS SI.NGE
LAS.
l.
700
1400
2100:
32(10
3800
4100
5000
5600
6000'
3.
50
1000
1500
2200
2800
31 o:>
3800
400.1
4300
M 6S00 4100
VIAGENS DE IDV
E VOLTA.
1/
300
600
900
1100
1700
1900
230U
2400
2700 9500
31:10 10000
1000
2100
326U
4800
5700
6600
7900
8100
2.J
800
1500
2200
3J0O
42iH)
4600
5700
6000
6300
7000
AssignadoE. II Braman,
Superintendente.
Sl
500
aww
1400
2100.
2500
2800
3400
360O
4000
4500
O abaixo assignado faz publico pelo presen-
te, que devendo ao Sr. Andr Barbosa Soares a
quantia de 4.950$ rs. de urnas letras, quo, saca-
das pelo mesmo Barbosa, acetei pela compra que
fiz da cocheira do arsenal de marinha n. 10, em
6 deoulubro do anno prximo passado de 1860.
tem contratado com o mesmo credor de Ihe en-
tregar a dita cocheira e mais perlences tendeles
ao mesmo servico, fican lo eu obrigado a todas
as dividas que a dita cocheira se ochar a dever
desde 6 de outubro at esta data ; Picando o dito
credor Barbosa livre e desembaracado como cons-
ta de um papel queao mesmo senhor passei. Re-
cife, 8 de Janeiro de 1851.Vicente Moreira da
Silva.
o Ri de Janeiro
pretende seguir oestes oilo dias e brigue nacio-
nal Conceico, tem dous tercos de seu carrega-
mento a bordo : para o resto que Ihe falta, tra-
ta-se com os seus consignatarios Azevedo & Men-
des, no seu escritorio rua-da Cruz n. 1.
Leiloes.
LILAO
DE
Ira deposito de massas.
Ra das Cruzes tv 41.
Antones autorisado pelas credores de Manoel
Teixeira de Miranda, far leilo uo dia
9 do corrente
de seu deposito de massas e da muitos objectos
pertencenles a costana. Principiar as 11 horas
em ponto,
LEILO
DE
MOV
Quinta-tfeira 10 do corrate.
Antones tora leilao era seu armazem va ra
de Imperador n. 73, da muitos movis para or-
nar-ama caen de familia, os quaes sarao vendi-
dos sera reserva de preco aigum, s 11 horas em
ponto do relerido dia.
AT90S diyersos.
Precisa-se alagar um rzinheiro forro e
urna escrava, para o servido iaterno de urna casa
ingleza, n Escada: agradando paga-se bem : a
fallar n* rui do Trapiche n. 18, no escriptorio.
Bernardo Fernandos Visan a, abre a sua au-
la particular de primeires lellras no dia 14 deste
corrente Janeiro; na cua da Cadeia do Recife pri-
merro'andar a. YO.
Trveodoro Irrst, Saxanio, vai Europa.
P.reeisa-e de ama ama que saiba cozinhar
. tazer todo o servir/ '
rko, talrerna t.m.
ASSOCIACO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Domingo 13 do corrente haver sesso ordina-
ria da assembla geral de conformidade com a
pnmeira parle do art 25 dos respectivos estatu-
los ; os senhores socios effeclivos devero com-
parecer a dita sessao, que ter logar as 10 horaa
da manha do referido dia. urna vez que nao se
ellectuou a reuniao da mesma, que foi convocada
para o da 6.
Secretaria da Associagao Popular de Soccorros
Mutuos 8 de Janeiro de 186!.
Joao Francisco Marques.
1. secretario.
1:000#OOO.
Precisa-se de 1:0003 por 6 mezes com hypo-
theca em duas negrinhas de 13 e 15 anno,
uraa raobilia de Jacaranda, com lampos de pe-
dra ; quera quizer annuncie para ser procurado.
Corapram-se frascos grandes vastos de agua
de colonia de autor Lubin a 100 ris cada um :
nara das Larangeiras n. 16.
Fugiram oo principio do corrento mez, do
sitio de Jos Pereira da Cunha, na Passagem da
MagUieoa, o escravo Domingos, pardo, altura
regular, e reforjado do corpo aodava fazenda
.trolescom um carro de boi, era bem conhecida
pelos moradores da Magdalena. Errada Nova e
Torre, e por algoos destes se fazia acreditar gue
| era forro pela sua esperteza. Joo. crioulo ; esta
e orjuelle sao Gihos do serlo, idade 25 anno
pouco mais ou menos, forte e robusto de mos-
I culos, muito ladino, tem 2 denles de menos na
parle inferior na frente da bocea : roga-so as au-
loridados policiaes que os mande apprehender a
leva-los ao seu senhor do dito sitio, ou na ra da
, Cadeia do Recife n. 14, quo se gratificar bem.
A abaixo assignada, moradora na orden
lerceira do convento de S Francisco de Olinda.
roga a ludas as pessoas que a favoreciarn con
suas esraolas o favor de manaarem-Ihe levar na
! referido morada, porque achando-se gravemente
doenie. nao pode, como era de costume, procu-
rar, e nem tem pessoa alstuma a quem encarre-
gar possa esta missao. Confiada nos philaotro-
picos coracoes de seos devotos espera ser ser-
vida.Violenta Thereza de Vasconcello3.
Consullas medicas.
Serao dadas todos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n: 53, desde as 6 at as 10 horas
di rnanha menos aos domingos.
1." Molestias de olhos.
2." Molestias de coracao e de peito.
3." Molestias dos orgos da gerafao e
do anus.
O exsmo dos dOentes ser feito na or-
dem de suas entradas, comecando-se po-
rra por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e p-
ticos sero empregados em suas consul-
tacoes, e proceder com lodo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobro a sede, n.ilureza e
causa de moleslia e dahi dcduzir o plano
de tratamento que devo destrui-la ou
curar.
Varios molicamenlos serao tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que ha de sua verdadeira qualidade,
promptidao em seusveffeitos e necessida-
de do seu emprego urgente que se usar
delle.
Praticar ahi mesmo ou era casa dos
doentes toda e qualquer opnraco que
julgar conveniente para o reslabeleci-
monlo dos raesmos, para cujo fim se acha
prvido de urna completa oolleccao de
instrumentos indispensuvcl ao medico
operador. 36
Almeida Burgos, nao querendo nem de ;
leve aggravar a sorte de seu ex-caixeiro Manoel !
Monleiro da Cunha, deixariam de fazer publico I
da sahida que Ozera de sua casa, saluda esta que tao a dever o favor de vi'rem pagar seus dbitos
certaracnle nao poderia deixar de ser sempre ef- at o fim deste mez: na ra do Imperador o. 3.
fectuada. Mas o Manoel, tendo retirado-se pre- Rpi-if Q cipilamenle logo depois de urna occorrencia, que ;
pouco o abona ; isto hontem tarde 7 do corren-
te, cora receio, sem durida, de ser publicada a
sua sahida, (suppondo-se no Rio de Janeiro e
era outros lugares sonde tem servido de caixeiro
depois de haver-se retirado desla provincia) an-
tecipadamentc correu lypographia, e fez publi-
car o annuncio que se l no Diario de hoje, na
persuaso que assira talvoz desacredilasse seus
pairos, acreditando a si proprio 1 E lanto foi com
esta iutencao, que tendo sahido hontem, diz em
seu annuncio sahir hoje da dita casa, por Ihe
nao convir continuaracrescentando mais que
ainda nao havia ajustadas suas conlas com os
mesmos I
Entretanto se Manoel diz haver-se despedido
no dia 8, justamente neste mesmo dia, que
pelo documento aqu transcripto, se v que ao
contrario justou elle as suas contas e fra im-
raediatamente pago de rediculo saldo que tiuha
s seu favor.
DOCUMENTO.
Recebi dos Srs. Almeida & Burgos a quantia de
9^360 rs. por saldo de meus ordenados vencidos
durante 9 mezes e 7 dias que fui seu caixeiro,
sendo a raz.lo de 450$ annuaes e por estar pago e
salisfeilo passo o presente.
Reiife 8 de Janeiro de 1861.
Rs. 9S360.
Manoel Monleiro da Cunha.
Allen^Oa
O abaixo assignado roga as pessoas que lho ea-
LINES
DE
Recife 9 de Janeiro de 1861.
Jos Antonio Soares de Azevedo.
Annuncio.
Fugio na manha de 7 do correte o escraro
Gaudencio, mulato escuro, natural do Para, mo-
go, sem barba, de estatura regular, um lanto
cheio do corpo. esera deleito aigum ; trabalha da
pedreiro soffrivelraente, o locador de viola : le-
vos vestido roupa fina aSm de passar por hornera
livre.
Tambem se acha fgido desde 27 de novembro
do anno passado o cabra Marcolino, que fui es-
cravo do Sr. Antonio Baptista de Mello Peixoto
subdelegado de Garanhuns : de estatura alt%
(rosso do corpo, bem barbado (bem que antes de
fugir raspasse toda a barba), com falla de dente
na frente, e usa constantemente de ura centuria
de soldado na cintura. Consta que este escraro
se dirigi para Papacara.
Quem apprehandar os referidos escravos e 09
levar ao abaixo assignado no eagenho Dous Ir-
mos, na freguezia do Poco da Panella seta re-
compensado com generosidade.
Recife" do Janeiro de 1861.
Josa Cosario de Mello.
Carvalho, Nogueira C.
Saco qualquer quantia sobre Lisboa e Porto :
no escriptorio da ra do Vigario n. 9, Io andar.
PARTIDAS MURADAS.
O ensino pratico de oscripturaco commercial
por partidlas dobradas e de arilhmetica, dirigido
pelo abaixo assignado, contina a funecionar re-
gularmente as quartas e sabbados de cada se-
mana, das 7 horas s 9 da noite.
As pessoas que desejarern ter conhecimento de
qualquer das referidas materias, queiram dirigir-
se i casa do annunciante, na ra Nova a. 15, se-
gundo andar, nos dias e horas cima designadas.
(3o claro e faci< o systema de escripturar os
livros raercantis por partidas dobradas, que s as
pessoas desfavorecidas do menor grao de inlelli -
geacia scro capazos de sao reconhecerem e ver-
dade do expendido logo as primeiras lines que
receberem do abaixo assignado.
M. Fonucade Mtdtarot.
Veodero-se saceos com farinho de mandio-
ca, par preco commodo ; na ra da Seazala To-
va n. 39, taberna.
Vende-se ama escrava moga, reforoada e
caza algumas habilidades; na ra do Brurh nu-
mero 53
Veodem-seS carrogas com S cavallos mui-
Ho bons, ludo em bom estada J quem precisar,
~J?^?!*!!?.r.,0Tlt relira-se para idirlja-se a Taraarineira, taberna que lera o le-
llheiro na frente, que achara com quem tratar.
Precisa-se irra cariierro ana leuha bastante
" ...... Y*---------~r~~------"T"""'" .uiuu! rrecisa-ao mu uoiieiru aua leona uaittme
lodo o urvico de casa: na ra o Caldei- bralica de laharoa lAn laoaaa'Abwra de6. lo-
isn. 1, vedfla Un esfuma. Bi ra de Sarita TUla.

aos'Srs. abaixo assignddos o favor de
dirigirem-se a ra da Cadeia do Recite
n. 443, casa de Martinho de Oliveira
Borges, para Uquidarera certos nego-
cios que lhes dizem respeito :
Joaquim DactioTelles de Souza.
Emilio Americano do Reg Cazumba*.
Manoel Candido Pereira Lyra.
<^ezario Aurehano de Ventura.
Belieario do Reg Barros.
Americo Ferretra da Sflva-
Joaquim Coelho Cintra.
Antonio da Costa Reg Monfeiro.
Amaro Gomes da Cunba Rabello.
Seve iano Lucio Farias.
Alfredo Albuquerque Mantins Perea_
Dr. Antonio Candado Lorete.
Vende-se um estabelecimenlo de
padaria bem montado com um deposi-
to oe centro desta cidade e em muita
bom lugar e tambem se vende s a
padaria muito em corra: a allar na
Graves o Arsenal 'de 'Querr n. 1 a 5.


" *"".....
w
DIARIO DE PERflABMUCO. QUARTA FEUU 9 DE JANEIRO DE 1861.
Ama
Precisa-se de duas amas para colchar e en-
gommar ; na ra Nova n. 33.
Aluga-se urn moleque que sabe cozinhar o
diario de urna casa, e faz todo o mais servico :
na ra da Praia n. 12.
Aluga-se o segundo andar na ra do Livra-
mento, cora muilos commodos : a tratar na mes-
ma casa n. 19.
Giovanni Del Lungo, Giuseppe Piuhianli,
Bernardo Lalini, Francescho Martinelli, Pictro
Signorini, subditos italianos, reliram-se para fra
do imperio.
lima pessoa habilitada propde-se a eosioar
primeiras letras era casas particulares; os pais
4e familia que se quizerem utilisar de seu pres-
umo, dirijam-se a ra di Imperatriz n. 18.
O abaixo assignado scientiOca aos pais de
seus alumnos e a quem mais possa inlcressar.
que se abri a sua aula de instruccao primaria
no dia 7 do correte, bem como que contina a
residir na ra Velha n. 92, sobrado de uro andar,
que tem oilo para o pateo da Sania Cruz.
Francisco Deodalo-Lins.
Aluga-se um prelo para o servico de qual-
quer fabiica de sabao ou mesmo de refina ra : a
tratar na ra da Senzala Nova n. 4.
Estraviou-se urna caixa com 15 frascos gran-
des de genebra, da porla do armazem de Luiz
Jos da Costa Aroorim, no dia 5 do correle ; se
alguem tiver noticia della, tenha a bondade de
mandar avisar a Narciso Jos da Costa, no pateo
do Carmo, ou no mesmo armazem do dilo Amo-
rim, que se gratificar com 5#.
Attenco;
*
Trocam-se sedulasde 19 e 5g das que o the-
Eouro desta provincia exige 10 0|0 de descont,
assirn como notas dos bancos ecaixas das mais
pravas do imperio mediante o abale de 5 UU : no
escriplorio de Azevedo & Mendos, ra da Cruz
numero 1.
Manoel Ferreira da Silva Tarrozo
na ra do Apollo n. 28, taca sobre Por-
tugal.
wmmgtkamgm mama Mfidlftaifill
crO Sr. Dr. JooPi-|j
S nheiro de Lemos queira ir a negocio quo .
m nao ignora a loja de fazendas da ra da ||
Cadeia do Recife n. 23.
Os Srs. Galdiuo Ferreira Gomes e Ma-
noel Joaquim Ferreira tenham a bondade
de dirigirem-se a loja n. 23 da ra da
Cadeia do Recife.
mcmDQVcmvw env &ui> nn &iuw vmw utuv#*^
Precisa-se alugar urna preta que saiba co-
zinliar ; a tratar na ra da Autora n. 80.
Aluga-se a loja do sobrado da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar do mesmo sobrado.
Aluga-se metade de um soto na
ra da Palma, a' tratar nesta typo-
graphia.
Precisa-se de urna ama que en-
gomuie e cosdIic para 2 pessoas : na
praca da Boa-Vista n. 22, botica.
Quem precisar de um menino que l, es-
creve e conta bem, para caixeiro de ioja ou es-
criplorio, dirija-so ao pateo da Santa Cruz nu-
mero 24.
Collegio de Santa rsula.
D. rsula Alexandrina de Barros tem a honra
de prevenir aos pais de suas alumnas, e a quem
mais interessar possa, que do dia 15 do correte
mez de Janeiro se abrirao as aulas do collegio de
Santa rsula, de que directora, o qual se acha
estabelecido na ra Formosa, sobrado n. 15.
**SS:*S-ai3^3 atagjg *Ig Sfaft3513w
IBWv vBt TOCTO 9SVn&fflBVBSVDSVOBVl
Roga-se ao Sr. Simplicio de Barros *M
Campello que por sua bondade haja de *j
vil a tua du Passeio Publico loja n, 11. |tS
Eiisino particular.
O abaixo asignado, residente no lerceiro an-
dar do sobrado o. 58 da ra Nova, competente-
mente provisionado pela directora geral de ins-
truccao publica para ensinar primeiras letras, la-
tim "e francez, tem a honra do participar ao res-
pcilavel publico, e mxime aos senbores pais de
@g!@i@S@S:@i@8@ seus discpulos, que pretende dar principio ao
Simplidio da Cruz Ribeiro, protessor pu- exercicio de seu magisterio no dia 14 de Janeiro
blico Jo segundo grao na freguezia da j d0 correte, admillindo em sua aula alumnos in-
Boa-Vista, as horas vagas de seu ma- @ I temos e externos para serem disciplinados as
gisterio da liccoes por casas particulares : supra-mencionadas materias.
CONSULTORIO
ESPECIAL HOMEOPATHICO
Rua^ de Santo Amaro (Mundo-novo) n. 6.
O Dr. Sabino O.
L. Pinho d cousultas
todos os das uteis desde as 10 horas at meio
dia. Visita aos doentes em seas domicilios
de meio dia em diante, e em caso de ne-
cessidade qualquer hora. As senhoras de
parlo e os doentes de molestia aguda, que
nao tiverem anda tomado remedio algum al-
lopathico ou homeopathico, sero attendidosde
preferencia.
As molestias mais freqaentes debaixo dos
climas do Brazil, principalmente as que sSo
mais difficeis de curar, lbe tem merecido um
estudo especial; sao ellas:
1. Molestias proprias das mulheres.
2. Molestias das cranlas.
3. Molestias da pe le.
A. Molestas dos olhos.
5. Syphilis, ou gallico.
6. Febressymnthomaticas das leses do cere-
bro e de suas membranas, dos orgos do peito,
e do spparelho digestivo; febres intermitien-
tes e suas consequencias.
Pharmacia especial homosopalhica.
Precisa-se de urna ama: na ra Bella
n. 23.
Aluga-se o sobrade amarello o sitio na Pon-
te de Uchda junto ao mesmo sobrado: trala-se
com Ignacio Luiz de Brito Taborda, ou ns ra
do Crespo n. 14, loja.
na ra da Gloria n. 44.
5:@@@@
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johston & C, ra da Senzalla Nova n. 52.
GOMPANDIA
ALLIANC .
cstabeecida em Londres
' fB@G) fi)g S.
CAPITAL
Cinco saiYues de Vibras
sterVmas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, proprictarios
de casas, e a quem mais convier, que eslao ple-
namente autorisados pela dita companhia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo e pelra,
cobertos de lelba, e igualmente sobre os objectos
que conliverem os mesnios edificios, quer consis-
ta em mobilia ou em fazendas de qualquer qua-
lidade.
EBvOTOTMBW oaWCTwWWfWW va c#awwwNf*
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgilo dentista, faz
todas as operac5es da sua arle e colloca W
dentes arlificiaes, ludo com a superiori- rt
dade e perfeicao que as pessoas entend- i
f| das Ihe reconhecem. |
qy Tem agua e pos denlifricios ele. $>
A officina de marmore
mudou a sua residencia do caes 22 de Novembro
para atravessa da rUa da Praia n. 3, junto ao
caes do Ramos.
O mesmo abaixo assignado sempre solicito no
desemperno de seus deveres, tem dado provas
exuberantes no adianlamento de seus discpu-
los, apresentando-os a exames pblicos, como
pode provar com os termos de exarces dos anuos
passados.Jos Mara Machado de Pigueiredo.
im mu
DO
Recife ao rio Sao Francisco.
lmiUulo.
De conformidade com as iostruccoes recebidas
da respectiva directora faz-se publico que desta
dala cm diante sao convidados os accionistas
desta companhia a cumprirem com os termos do
aviso que por ordem da mesma abaixo licam pu-
blicados.
Escriplorio da companhia 17 de dezembro de
1860.E. II. Bramah. thesoureiro.
Aviso.
C0NPA3IIIA DA VIA FRREA
_ DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(LIMITADO.)
Pelo prsenle faz-se publico que por resolugo
da directora desta companhia, lomada nesta da-
ta tem-se feito urna outra chamada de duas li-
bras slerlioas por cada accao, a qual chamada ou
prestaco dever ser paga al o dia 31 de Janeiro
prximo futuro no Rio de Janeiro em casa dos
Srs. Mau Mac. Gregor& C, na Baha aos Srs. S.
S. Daremport & C, e em Pernambuco no es-
criplorio da thesouraria da mesma va frrea.
Polo presente Oca tambem entendido quo no
Caso de nao ter a dita chamada ou prestaco sa-
lisfcita no da marcado para o seu pagamnnto ou
antes o accionista que incorrer nesta falta paga-
r juros a razo de 5 por cento ao anno sobre
tal chamada ou prestaco a contar deste dia at
que seja realisado o pagamento. No caso de nao
eflectuar o pagamento desta chamada ou presta-
co dentro do 3 mezes a contar do dito dia fizado
para o embolso da.mesma (icario as accoes que
incorrerem em tal falta sujeitas a serem confis-
cadas segundo as disposices dos estatutos a este
respeito.
Por ordem dos directores.
AssignadoW. II. Bellamy,
Secretario.
199 Greshara House.
Oid.Brouad Street.
E C.
22 do novembro de 1860.
AGITADOR DYNAMICO.
A pharmacia homceopathica est longe de
preencher (odas as vistas dos mdicos homos
pathas em quanto foraru os medicamentos pre-
parados mo. A forja do hornero nao po-
de ter a precisa uniformidade para bem de-
sinvolver as propriedades medicamentosas das
substancias; ella vae naturalmente enfraque-
cendo medida 'que se vae fazendo o traba-
Iho da dynamisacao; e por essa razio que
numerosas vezes accontece que duas preparares
de acnito, por exemplo, da mesma dynami-
sacao, feilas pelo mesmo homem, no mesmo
dia, ou em dias diversos, ou feilas por dous
homens differenles, nio produzem o mesmo re-
sultado em casos anlogos de molestias; urna
desinvolve urna aegao mais prompta, a oulra
urna acc,o mais lenta.
Alera disso, sendo essencial para a regu-
laridade das dynamisafdes que cada dtlaicao
tenha um numero ceno de abalos ou vascole-
jaces, para que nao aeconte$a que pelo excesso
ou pela insnfSciencia d' estas percam os medica-
mentos as propriedades que lhes sao assignala
das, ouque convera cada dynamisacao, nao
se podo sso obter as preparares feilas mo
porque o numero de abalos sempre maior ou
menor, d' onde evidentemente resulta um effeito
tambem maior ou menor, e por conseguinte
duvidoso na applicrjao do medicamento ; se os
abalos sao insuficientes nao se desinvolvem
todas as propriedades convenientes dynamisa-
cao que se quer fazer, e se sao de mais, desin-
volvem-se algumas das propriedades da dyna-
misacao superior, com parda certa de muitas
das que convem dynamisacao que se quer
preparar, o que sem duvida tem graves incon-
venientes na pralica, principalmente para os mes
dicos que comee,m fazer ensaios, e para as
pessoas curiosas que nao sabara conbecer essa-
differencas, e por sso poder atlribuir i inefica-
cia da bomoeopalhia, o que realmente depende da
ra prepara^ao dos medicamentos.
Para obviar estes graves inconvenientes o
agitador dynamico do Dr. Sabino munido
de um contador em que se acham as unidades,
dezenas, centenas, milhares, dezenas de milhares
collocadas convenientemente, de maneira que
cada vascolejac,ao apparece um numero novo,
desde 1 al 10 mil; nao sendo desta sor le
possivel engao algum.
Os medicamentos homoeopalhicos preparados
por meio desta maquina sao os nicos que de-
sinvolvem propriedades uniformes capazos de
curar as molestias com a maior certeza pos-
sivel.
Alem disso, desojando tirar de sua viagera
Eurcpa todas as vantagens para o progresso
da homoeopalhia no Brasil, o Dr. Sabino nao
poupou esforcos para obter as substancias me-
dicamentosas dos proprios lugares, onde ellas na-
turalmente nascem, e para isso entendeu-se com
um dos melhores herboristas d'Allemanha, para
Ihe mandar vir as plantas frescas, afim de pre-
parar elle mesmo as tinturas.
E' assirn que o acnito foi mandado vir dos
Alpes, a rnica das montanhts da Suissa, a
belladona, bryonnia, enamoro illa, pulsatilla, rhus,
byosciamus, foran colhidas n'Allemanha, na
Franja e na Blgica, o verairura no monte Ju-
ra, etc. etc.
Desta sorie provida a pharmacia do Dr.
Sabino das substancias que serviram para as ex-
periencias puras de Hahneraann, (escripias na
pathogensia, acharao os mdicos e os amigos da
homoeopalhia os meios seguros e verdadeirosde
curarera as enfermidades.
OS PREQOSSOOS SEGUI1NTES:
Botica de 24 tubos grandes 129 a 169
Dita de 36 > .....; 189 a 229
Dita de 48 ....... 2 i a 299
Dita de 60 ......309 a 359
N. B. Exisiem carteiras ricas de veludo para
maior prego.
Cada vidro de tintura avulso. : 29
Cada tubo avulso ..........1
Caixas com medicamentos em glbulos e tin-
turas de diversas dynamisacoes (mais usadas ) :
De 24 vidros com tintura e 48 tu-
bos grandes. .......... 489000
De 36 ditos dita e 56 tubos grandes 649000
De 36 ditos dita e 68 tubus grandes. 709000
De 48 ditos dita e 88 tubos grandes. 929000
De 60 ditos dita e 110 tubos grandes 1159000
Estas caixas sao uteis aos mdicos, aos Srs,
de engenho, fazendeiros, chefes de familias
capiles de navio, e em geral todos que se
quizerem. dedicar pralica da homoeopalhia,
Vendera-se tambem machinas elctricas por-
ta te is, para trata ment das molestias nervosas.
Estas machinas sao as mais modernas e as
mais usadas actualmente em toda a Europa,
tanto pela commodidade de poderem ser trasi-
das na algibeira, como porque trabalham com
preparares que nao sao nocivas :
Cada urna. ; 7 509000
O Dr. Sabino ensina a maneira de se servir
desta maquina.
FUNDIQAO D AURORA.
Seus proprielarios offerecem aseus numerosos freguezes e ao pubbico em geral, toda e qual-
quer obra manufaturada em seu reconhecido estabelicimento a saber: machinas de vapor de todos
os tamanhos, rodas d'agua para engenhos, todas de ferro ou para cubos de madeira, moendas o
meias moendas, tachas de farra batido e fundido de lodosos tamanhos, guindastes, guinchse
bombas, rodas, rodetes aguilhoes e boceas para fornalha, machinas para amassar mandioca e para
descarocar algodo. prencas para mandioca e oleo de ricini, portos gradarla, columnas e moi-
nhos de venio, arados, cultivadores, ponles, eadeiras e tanques, boias, alvorengas, botes e todas
as obras de machmismo. Executa-se qualquer obra seja qual for sua natureza pelos desenhos ou
moldes que para tal Cm forem aprestados. Recebem-se encommendas neste estabelecimento na
ra do Brum n. 28 A e na ra do Collegie hoje do Im oerador n. 65 moradia do eaxeiro do es-
(abelecimento Jos Joaquim da Cosa Pereira, com quem os pretenderes se podem entender para
Notas
Gaz
de 5#000 e de 1#000 de urna
figura.
Trocam-se estas notas por gneros, no estabe-
lecimento de Sodr & C. ra estreita do Rosario
n. 11 ; tambem se veodem as bellas uvas de Ha-
marac.
Na ra da Mangueira da Boa-Vista n. 18,
tem para se alugar um prelo para tratar de ca-
villos em alguma cocheira, para o que tem mili-
ta pralica o habilitscoes, por 20$ mensaes, dan-
do-sc-lhe de comer ; ou para algum sillo, e ser-
vido de casa de familia : na mesma ha um sellim
em meio uso para vender-se por commodo pre-
go e com seus perlences.
Aluga-se um sitio no principio da estrada
dos Afilelos pertenceute a viuva de Jos Joa-
quim de Mesquita.com muilos arvoredos produc-
tivos e urna excellente casa assobradada, que se
torna recommendavel pelos seus commodos e de-
pendencias : a tratar na ra do Queimado n. 18,
loja de M. R. de Carvalho.
II Roga-se ao Sr. Candido Theodoro Ro- jtt
w drigues Tinto ou Mendes que venha bus-
|E car o seu penhor na loja da ra do Pas- (fi
g seio Publico n. 11, do conlrario ser ven- H
le dido para pagamento. ?
Avisa-se aos Srs. consumidores que no
caso de apparecer das 4 horas da tarde
alguma escapa ou ma' luz poderao di-
rigir-se a casa do machi ni ta encarre-
gado deste ser vi qo Vicente Jos de Oli-
veira na ra de Santa Isabel n. 15.
DE
DA
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das loteras manda declarar
que se acham a venda do escriplorio das mes-
mas os bilheles da lerceira parle da primeira lo-
tera da igreia doSenhorBom Jess dos Marly-
ros desta cidade cujas rodas devero andar im-
preterivelmente no dia 19 de Janeiro prximo fu-
turo.
Thesouraria das loteras 22 de dezembro de
1860.O escrivao, J. M. da Cruz.
Joo da Silva Ramos,
Medico pela nniversidade de Coimbra.
Tendo de passar algum tempo no si-
tio dos Buritis na estrada do Arraial,
meu consultorio estara' a be i lo todos os
dias das 9 horas as 11 da manhaa e das
5 as 5 da tarde. As pessoas que man-
darem procurar-me, terao bondade
de dirigir os chamados por escripto pa-
ra a loja de louca defronte da casa de
minha residencia uj ra Nova.
Urna senhora portugueza, de meia idade,
habituada a leccionar meninas, deseja accommo-
dar-se para o mesmo fim em alguma casa de fa-
milia respeilavel : quem della precisar, deixe
carta fechada nesta typosraphia com as inciaes
M. II. R.
0
a
Dentista francez.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
rangeiras n. 15. Na mesma casa tem
agua e p deniifico.
APPROVACiO E AlTOBISACiO
DA
CASA DE SALDE
DOS
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
mmm medisiae;
ELECTRO-MAGNETiCAS EPISPTICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPASJMEDICINAES sao muito conhecidas no Rio de Janeiro e era lodas as provincias
leste imperio ha mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se lem oblido as enfer-
maras abaixo escripias, o que so prova com innmeros alleslados que exisiem de pessoas caoa
zese de distincQdes. v~
Cora estas Chab/s-electro-agneticas-epispasticas obtem-se urna cura radical e infallive
em todos os casos de nflammacjio (conaofo ou falla de respirao), sejam internas on externas
cmodo ligado, bofes, estomago, baco, ros, ulero, peito, palpitaco de coraco, garganta olhos
erysipelas, rheumatismo.paralysia e todas as affeccoes, nervosas, etc., etc. Igualmente para as
differenles especies de tumores, como lobinhos, escrfulas etc.. seja qual fr o seu tamaVtro e pro-
iundeza, por meio da suppuraco sero radicalmente extirpados, sendo o seu uso acouselhado ao
habis e distinetns facultativos. '
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, lendo todo o cuidadode
fazer asmecessarias explicaces, se as chapas s5o para homem, senhora ou crlanga, declarandoo
moleslia-m que parte do corpo existe, se na cabeca, pescoeo, braco, coxa. perna, p, ou tronoc
do corpo, declarando a circumferencia : e sendo iochaces, feridas ou ulceras, o molde do seu ta=
xnanhoemum pedago de ppele a declarajao onde existem, afim de que as chapas possam ser
bem applicadas no seu lugar. v "
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do B rasil.
As chapas serio acompanhadaa das competentes explicace e tambem de todos os accesso-
Tiosrpara acollocacao dellas. ""
Consultas todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua conflanca, em s escriotorin
quose achara aberlo todos os das, sem excepjio, das 9 horas da manhias 2 da ta oc"t"ono'
||9 Ra do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA *"
mH0 ZM SM
BlEE-ElSS&S
Sita em Santo Amaro.
Este estabelecimento continua debaixo da administrado dos pro-
prietarios a receber doentes de qualquer natureza ou catbegoria que
seja.
O zelo e cuidado al 1 i empregados para o prompto restabelecirnen-
to dos doentes e' geralmente conbecido.
Quem se quizer utilisar pode dirigir-se as casas dos proprietarios
ambos mors resna ra Nova, ou entender-secom o regente no esta-
tabeleciment
Reforma de presos.
Escravos. -..... 20000
Marujos ecriados, .... 2^500
Primeira classe 30 e. 30500
As operaqOes serao previamente ajustadas.
CONSULTORIO
1
. Traspassa-so a renda do engenno Uchda.
sito na freguezia de Afogados, pouco mais de
urna legoa distante desta praca, este engenho
tem muito boas trras, boas matas, e muito
bom de agua com a nova obra que se fez, tem
grande casa de vivenda e concertada de novo ;
safreja de dous a tres mil pies e mais que se
queira plantar, pois lera trras sufficientes para
isso : quem o pretender, procure ao major Anto-
nio da Silva Gusmio, na ra do Queimado, loja
n. 41, ou no mesmo engenho.
Manoel Ignacio de Oliyeira & Filho sacan
sobre Lisboa e Porto : no largo do Corpo Sanio,
escriplorio.
DO
MED RO COPAR TEIE OPERADOR.
a RUA DA GLORIA, CASA DO l \I>O 3
Clnica por ambos os syslemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consullas lodos os dias pela manhaa, e de tarde depois de 4
horas. Contraa partidos para curar annualmente, nao s para a cidade, como para o engenhos
ou outras propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manhaa e em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noile, sendo por escripto em que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nSo forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
derlo remoller seus bilheles botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
livros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p d ponte velha.
Nessa loja e na casa do annuncianle achar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos homeopamicos j bem conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes.....,.....10*000
Dita de 24 ditos........;........159000
Dita de 36 dito..................20*000
\ Dita de 48 dilos............, 258000
Dita de 60 dito................- 30*000
Tubos avulsoscada um.........:...*. IfOOO
Frascos de tinturas. : :............ 29000
Manual de medicina homeopalhica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia ele., ote........20*000
Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 10*000
Beperiorio do Dr. Mello Moraes. ...... 6*000
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 30
Tira ratratos por 30
Tira retratos por 30
Tira retratos por 50
Tira retratos por 30
Tendo receido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondq recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america-
no tem recentemente recebido um gran
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos chinacos, e um grande
numero de objectos relativos a arte.
Como tambem um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 30000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
qnirir conbecimentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob coridicCes muito
razoaveis.
Os cavalheiros e senhoras sSo convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimens do que
cima fica anunciado.
#e
Acha-se a venda na typographia com- &
mercial ra estreita do Rosario, o diccio- e$
nario dos termos technicos das molestias, $
Qt e roga-se aos Srs. assignanles que tenham
^ a bondade de mandar recebe-lo.
@s # s@
Vice-consulado pontificio
em Pernambuco.
O vicecnsul avisa aos subditos da
nacao que representa e a todas aquel-
las pessoas qne quizerem enviar um
bolo para o dinheiro de S. Pedro, a
irem levar ao escriptorio do consulado
o que houverem de depr nessa bolsa,
certos deque sera' remettido o produc-
to dilectamente ao Exm. Sr. cardeal
ministro dos'negocios estrangeiros, com
o discurso de apresentacSo, que sera'
publicado, bem como a lista dos subs-
criptores, pelos jornaes desta capital.
Vice consulado-pontificio, em Per-
nambuco, ra do Trapiche n. 40, 4 de
Janeiro de 1861.
Thomaz de Faria.
[Sedlas de 1,000 e de!
5S de urna figura.
Trocam-se estas sedulas sem descont
por fazendas que vendem-se por baralis-
j simos precos, na ra do Crespo loja ama-
rella n.8 de Leandro Lopes Dias succei-
sor de Antonio Francisco Pereira.
Fazendas finas.
Vendem-se chapeos de seda de muito
bom goslo a 155 e a 25#, vestidos de se-
da de muilo bom goslo a 408, 50 e 80$,
ditos de barege e gaze a 109, ditos de
cambraia branca bordados (muito ricos),
chafy e barege a 500 rs. o covado, or-
gandisde muito bom goslo a 800 e 900
rs. a vara, basquinas de Ol com ricos bi-
cos de seda a 3j, talhos com bicos para
vestidos de senhora a 500 rs., camisas
com pellos e puDhos de linho a 309 a du-
zia, gollinhas bordadas para senhora a
19, mussulinas de urna s cor a 210 rs.
o covado e muitas outras fazendas de bom
goslo que se vendem por metade de seu
valor na ra do Crespo loja amarella d.
8 de Leandro Lopes Dias successor de
Antonio Francisco Pereira.
Aula de primeiras letras.
Manoel de Souza Cordeiro Simdes, autorisado
pelo Exm. Sr. presidente da provincia para o en-
sino de instruccao primaria nesta cidade, avisa
aos pais do seus alumnos e ao respeilavel publi-
co, que no dia 7 do correle se achara aberta a
sua aula particular, continuar as funecoes de
seu magisterio ; e que continua a admittir alum-
nos externos e internos, pensionistas o meio pen-
sionistas : na ra Travessa dos Expostos, casa
numero 16.
mh
Precisa-se de urna ama para cosinhar
o ordinario de urna casa de poucas pes-
soas : a tratar nos Coelhos, ra dos Pra-
zeres n. 4.
AUencao.
Antonio Thomaz Pereira avisa a lodas as pes-
soas que Ihe sao devedoras de Ihe saldarem suas
conlas al 30 do correte por o mesmo ter obri-
gaces a cumprir; do contrario cobrar judicial-
mente.
Precisa-sc do urna escrava cozinheira e en-
;ommadeira, e mais servicos de casa de pouca
imilia : na ra de S. Gonzalo o: 14, primeira
casa de soto indo para a igreja.
Alusa-se urna ama forra ou cap-
tiva para casa de familia : na ra da
Cadeia do Recife n. 53, lerceiro andar,
O abaixo assignado lendo cedido a sua ta-
berna sila na praca da Boa-Yista n. 20, ao Sr.
Malinas Gomes da Fonceca, por isso roga aos
credores da mesma que tenham a bondade de
apresenlar suas conlas na ra da Senzala Nova
n. 4, no praso de30 dias a contar da data da pu-
blicarlo deste, e aquellos que o deixarem de fa-
zer, a abaixo assignado nao se responsabilisa mais
pelo seu pagamento.Pernambuco. 7 de Janeiro
de 1861.
Jos Fernandos Ferreira.
Cosma Joaquina de Lima Nunes, professora
publica, comeada para reger interinamente, a as-
la da freguezia de 8. Frei Pedro GoncaWes, acha-
se com aula abena na ra da Madre de Dos, casa
numeio 5.
O Dr. Casanova
pode ser procurado todos os dias em seu
consultorio especial homeopathico.
30-Rua das Cruzes-30
Neste consultorio tem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Pars (as tinturas) por Ca-
tellan e Weber, por precos razoaveis.
Os elementos de homeopathia obra, re-
k commendada inlelligeucia de qualquer
i pessoa.
"Precisa-se de urna ama para cosinhar para
duas pessoas, paga-se bem, na ra dos pescado-
n. 1 e 3.


DIARIO DE PfiRNAMBUCO. QUARTA fEIHA DE JANEIRO DE 1861.
(i)
I
S
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECgAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
Imleo e medico celebre de New York
EX-
GRANDE SUPERIORIDADE DO
. TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario
e qnasi miractuoso effeito no
sangue. >
Cada un sabe que a saude ou a infermidade
iepende directamente do estado desle floido vi-
tal. Isto ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quaulidade do sangue n'um homem d'es-
tatura mediana est avaliada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oito arralis. Em cada
pulsado duas oncas sahem do coragao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alera no corpo huma-
no em menos de quatro minutos. Urna dis-
pesigo extensiva tem sido formada e destinada
com admiravel sabedoria a destribuir e fazer
circular esta crreme db vida por todas as
partes da organisagao. Deste modo corre sera-
pre pelo corpo em torrante, o qual a gran
fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se emprenha
de materias .ftidas ou corrompidas, difunde
com V8L0CIDADB elctrica a corrupgao as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-te para tras e para diante pelas
arterias, pelas veias, e pelos vasos capillarios,
al cada orgo e cada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulago evidentemente se faz um engenho
poderoso de doenga. Nao obstante pode tam-
ben obrar com igual poder na crisgo de saude.
Estivosse o corpo infecionado da doenga maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glanluloso, ou muscular, se somante o san-
gue poje fazer-se puro e saudavel ficar superior
a doenga e inevitavelmente a expedir da cons-
tituicao.
O grande manancial de doenca entao como
d' aqu consta no fluido circlame,e nenhum
medicamento que nao obra directamente sobreel-
le para purificar e renova-lo.possue algum direi-
to ao cuidado do publico.
O sangue 1 O sangde o ponto no qual
se ha mysler fixar a attengao.
O ORIGINAL E O GINUINO!
AO PUBLICO.
New-York, bavemos vendido durante muitos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideramo-lo ser o extracto original e ge-
nuino de salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este nome foi apresen-
lado ao publico,
BOYD d PAUL, 40 Cortlandt Street.
WALTER. B TOWNSEND Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
i. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAMACo, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 PearlStreet.
R.R. HAV1LAND & Co, Office 177 Broad-
J ACK.S0N, ROBINS & Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86 William Street.
WM. UNDERHILL, Junr, 183 Water Street.
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY. & Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, 104 &
106JobnSt.
LEWIS & PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, REESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
10 Asior.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Street.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Streot.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I. M1NOR& CO. 214 FutonStreei.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPH E TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortlandl
Street.
HAYDOCK, C0RLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDUSER, 178 Green-wch
Street.
H ASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNKSTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOS A ARVORE E SUAS FRU-
TAS i
B 1GOALMENTE
Conhecemot um Medicamento nos eeut Effeitot.
O extracto compcsto de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend est
0 MEDIQUEN TODO POYO
Adata-so tao maravilhosamenle a constituido
que pode ser utilisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E DEB1L1DADE,
fortalece;
ONDE E'CURRUPCO,
purifica;
ONDE HE PODR1DAO,
ALIMPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servicos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspecgo directa
do muito conbecido cbimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade deNew-York, cuja cer-
lido e assignatura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL ,E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSAPARR1LHA
DO DR. TOWNSEND.
O grande purficador do sangue
CURANDO
Compras.
W Vbff Illlf fl) Ott VOiQl -Compra- do.orn.lo7T1n^7-
tro encarnado e branco. 1 a 2 calix, 1 a 2 mis-
Acham-se ye nda na livraria da praca da Independen- ^'^tS^^ S'S^y^TriSS
ca ns 6 e 8, as beni conhecidas folhinhas impressas nesta d"ordem terceira de s- Franc>sc<>.
typographia
O Herpes
A Hertsipela,
A ADSTRIC5AODO VBN-
TRE,
As Alporcas
OsEffeitosdoazo-
GUE,
Dispepsia,
As Doencas,defiga-
do,
AHydropesia.
AImpinge
As Ulceras,
O Rheumatismo,
As Chacas
A DEDIL1DADE GERAL'
As Doencasde pellb
AS BORRDLHAS Vk CA-
RA,
As TossESt,
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
OExtracto acha-secontidoemgarrafas quadra-
das e garante-se ser mais forie e melhor em to-
do o respeito a algum outro purficador do san-
gue., conserva-se em todos os climas por cer-
lo sspaco de tempo.
assignatura e a cerlidao do Dr. J. R. Chlitton, na capa
m DE u
NO
.na
Assignatura de banhos frios, mornos.de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,...........
30 canoa? piraos ditos banhos tomados em qualquer lempo......
15 Ditos dito dito dito .;....
7 ...:..
Banhosivulsos, aromticos, salgados esulphurososaosprecos annunciados
Esta redcelo de pregos facilitar aorespeitavel publico ogozo dasvantagens quoresultam
da frequenciadeum estabelecimento deuma tilidadeincontestavel,masque infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, ainda pouco conhecida eapreciada:
108000
15000
000
4000
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
Cada garrafa do original e genuino extracto do Dr. Townsend tem a
exterior de papel verde
No esariptorio do propietario, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 21 escriptoric 1. andar, tam-
em na blica da ra Direita n. 88 do Sr. Paranhos.__________________________________________________________________
Ensino de msica.
Offerece-separa leccionar soUejo.comotam-
bema tocar varios instrumentos; dando asli-
coesdas7horass9 1(9 da noit era tratar na ra
di Roda o. 50.
O Sr. alferes Thom G. Vieira d
Lima, queira drigir-se a esta typogra-
phia, que se lhe precisa (aliar.
O annuncio que por estes dias tem sahido
neste jornal, chamando diversos senliores loja
da ra da Imperalriz n. 82, e entre elles o Sr. Jo-
s Joaquim de Aguiar, nao se enlende com o Sr.
Jos Joaquim do Aguiar, morador nesta cidade, e
sim com um porluRuez de igual nome, morador
no eogenho Alegra.
Precist-se de um menino que tenha pralica
de taberna : na ra da Santa Cruz n. 62, depo-
sito.
Precisa-se de urna ama de leite : no pateo
do Terco n. 26.
Precisa-se de um homem que tenha chega-
do ha pouco do Porto, c que tenha pelo menos
40 annos, para trabalhar em um sitio : a tratar
na ra da Cadea do Recite n. 51.
Os Srs. abaixo assignados sao rogados a vi-
rem a ra da Imperalriz, loja n. 82, a negocio
que muito Ihes inlercssa e diz respeito :
Jos Caetano Pinlo do Queiroz.
Manuel Flix Nasario, de Santo Anlo.
Domingos Jos Dantas.
Sabino Joaquim da Purificarn.
Joao Augusto de Hollanda e Silva.
Lucas Antonio Evangelista.
Jos Joaquim de Aguiar.
Manoel Izidro do Nascimento Araujo.
Manoel Seraphim.
Joaquim Juvencio de Almeida.
TheodoroJos Pereira Tavares.
Jos Pedro Ralis Barbosa.
Antonio Homem Ledo.
Miguel Carneiro de Muraes.
Manoel Flix.
Conrado Jos da Silva.
Domingos Francisco Regs.
Jos Antonio da Silva.
Joao Barbalho de Mello.
Jos Leocadio do liis, morador no engenho Jar-
dim, reguezia do Cabo.
Aluga-se o sobrado de dous andares e so-
taoda ra Imperial o. 169 : a fallar na ruada
Aurora n. 36.
Urna sen hora casada, com pou-
eos Cilios, e j maior, natural e residen-
te em Hamburgo, mas que esteve no
Brasil, acceita dous on tres meninos ou
meninas para educar com todo o esme-
ro e por condicoes rasoaveis ; a fallar
na livraria n. 6 e 8 da praca da Inde-
pendencia, onde se da rao todas as n-
formacoes.
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas imueriaes aerauca.
Esteexcelente fumo acha-se depositado, diretamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBO A DO C ARMO, o qual se vende por masaos de 2 hectogramos a l$000e em porga de
10 mseos para cima com descont de 25 porceato ; no mesmo estabelecimento acha-se lambem
a verdadeiro papel de linho para cigarros.
I
EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.22
Folhinha de porta ou K ALENDA RIO eclesistico e civil para o
bispado de Pernambuco........... 160 rs.
Dita de algibeira contando alm do kalendario ecclesiastico e civil,
expeagao das fesias mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das carias; ditas
dos impostos geraes, prownciaes e municipaes, ao
qua se juatou urna collecgao d bellos e divertidos
jogos de prendas, para entreteniraento da mocidade. 320 rs.
Dita dita .... coatendo alm do kalendario ecclesiastico civil, expli-
ea;o das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commercio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e coaungar, e os officios que a
igreja eosiuma celebrar desde domingos de Ramos, at
sexta-feire da Paixo, (era porluguez). prec,o.....
Dita do alftiatiak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao preco de:.......
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e fizeram-se muitas alteracoes, seudo a correc-
Qo a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
{que todos os dias soffre mudancas) acrescentando-se a nu-
meiaco dos estabelecimeotos commerciaes
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupa^o do individuo de quem se quer
saber a residencia.
320 rs.
19000
Olaria.
Compra-se ou arreoda-se urna olaria de fabri-
car lijlos de alvenatia grossa : na ra do Quei-
mado, loja de ferragens d. 53.
Compram-se eseravos,
sendo de ambos os sexos, de 12 a 20 annos de
idade, sadios e boasguras : na ra da Impera-
triz n. 12, loja.
Conrpra-se oualugs-se um escravo quesai-
ba cozinhar, eque nao seja de bebidas ; na tua
do Pitar n. 143.
Compra-se pilanga para doce; na ra da
Senzali Nova n. 30.
Compra-se urna escrava moca e de boa con-
ducta, que saiba engommar e cozinhar : a tratar
na ra do Seve ou ilha dos Ratos, casa terrea n.
1 do Sr. Tiburcio.
Vendas..
Uma pessoa que nao pode ir ao
Manguioho fallar ao Sr. Manoel Ephi-
genio da Silva, roga lbe queira annun-
ciar onde o pode procurar nesta cidade
visto nao ser permittido allar-se-lhe na
alfandega.
lOTERI
Remedio mfallivel contra as agnorrhas antigs e recentes.
nico deposito na botica franceza, ra da Cruz n. 22.
Preco do frasco 3$000.
Scientificam aos seus amigos e freguezes desta e d'outras
provincias, que mudaram o antigo estabelecimento defa-
zendas que tinham na ra do Crespo n. 13 e do Imperador
n. 36, para o bem conbeicdo sobrado amarello, na esquina
da ra do Queimado n. 31, propriedade do Illm. Sr. com-
niendador Magalhes Bastos, oude contiuuaro a tero mais
completo sortimento de fazendas de todas as qualidades
para venderem por mdicos precos em grosso e a retalho.
SOBRADOAMARELLO
_______ ESQUINA DA RA DO QUEMADO N. 31.
Jos Francisco Ferreira, subdita portuguez,
relira-se para o Rio de Janeiro.
Na ra estrella do Rosario por cima do bo-
tequim do Sr. Julio, precisa-se de uma ama que
compre e cozinhe para uma pessoa.
Loja e armac,o para alugar.
Aluga-se a loja da ra Direita n. 87, e junta-
mente aluga-se a armacao que tem na mesma,
para qualquer estabelecimento, pois multo com-
modo alugar a armacao a quem 0(0 quer gastar
diflheiro em fazer.
O abaixo assignado previue ao publico que
nioguem contrate com a Sra. D. Carlota Estrepe
Pereira a compra da casa terrea sita na ra do
Brum n. 2, e de mais 2 eseravos, porque dita ca-
sa e eseravos nao pertencem a mesma senhora,
mas sim foram dados no Inventario e par'tilhas
que se pracedeu dos bens de seu finado marido
Manoel Jos Pereira, para pagamentos de seus
credores de seu casal, em eujo numero se aeha o
abano assignado, que protesta desde j annullar
ditas vendas, no caso de eerem effecluadas. Re-
cite 7 de Janeiro de 1861.
LuU Antonio de Sauza Ribeiro.
Trovador.
O propietario desle estabelecimento desejan-
do por todos os modos a seu alcance corresponder
a bondad o de seus freguezes, mandou vir de Pa-
rs um primorosobilliar de mognoe o tem a
disposi(o dos amadores desse bello passa tempo
a todas as horas do dia e da noite. Espera que
seus freguezes e amadores nao dexaro de fre-
quenlar constantemente o seu estabelecimento,
concorrendo asaim para que seus exforcos sejam
coroadoa de bom xito. Rua larga do Rosario nu-
mero 44.
JosMoreira
Lopes
mudou o seu estabelecimento da casa amarella
da rua do Queimado para a rua do Crespo, para a
loja que foi do Sr. Santos & Rolim n. 13, o ar-
mazn na roa da Impere triz. outr'ora rua do
Collegio n. 36,
DA
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das loteras manda declarar
que se acham ezpostos a venda os bilhetes da
terceira parte da primeira lotera da irmandade
do SenhorBom Jess dos Uarlyrios desta cidade
cujas rodas devero andar impreUrivelmeote no
dia 19 de Janeiro prximo futuro.
Thesourana das loteras 22 de dezembro de
1860.Jos Mara y Cruz, escrivo.
O abaixo assignado avisa ao respeilavel pu-
blico, que o Sr. Manoel Severino Duarle dcixou
de ser caixeiro de sua loja de fazendas no Pas-
seio Publico n. 7, desde o dia 3 de Janeiro do cor-
rente.Amaro Gongalves dos Santos.
Francisco de Frats*
Gamboa,
achando-se estabelecido com a sua escola na rua
das Flores n. 3, moradia esta que offereco todas
as coudicoes hygienicas por ter, alem dos com-
modos necessarios, janelas para os quatro pontos
cardeaes, resolve admiltir al 6 pensionistas, e
alguns meio pensionistas, com tanto que nao ex-
cedan) a 10 annos de idade. Os precedentes que
offerece em garanta do seu estabelecimento nao
sao graciosos, mas sim oflkiaes, e sao os se-
guimos :
i. Despacho doExm. presidente da provin-
cia n. 89. Atieste, querendo. Palacio do gorerno
de Pernambuco 3 de marro de 1852. Vctor de
Oliveir*.
Atiesto, que visitando o collegio particular do
professor Francisco de Freilas Gamboa, achei-o
bem dirigido. Recooheci no director aptido, e
nos alumnos approveitamento. Directora geral
da instrueco publica 12 de marQO de 1852.Mi-
guel do Sacramento Lopes Gama, director geral
interino.
2. As visitas que tenho feito escola do
professor Francisco de Freilas Gamboa, me ho
dado occaslo de ver meninos mui leeros, e de
mui pouco lempo de aula lerem clara e desemba-
razadamente qualquer llvro que se Ihes de, co-
mo lambem fazerem com exaclidao e expedita-
mente qualquer operacao de arithmetica. Hela-
torio do Exm. Sr. Dr. Portella assembla pro-
vincial. 1S58 marc,o.
3. O cosido da infancia objecto de tao alta
importancia, que tornam-se dignos de louvor
aquelles que se dedicara a essa obra meritoria,
regando 0 terreno em que devem crescer as vir-
tudes sociaes. T. de Alencar Araripe. 22 de
maio de 18G0.
No lbum da escola do professor Francisco de
Freilas Gamboa.
Aluga se um espacoso armazem muito pro-
prio para qualquer estabelecimento, como bem,
cocheira de carros, cavallos, paja deposito de
madeiras, etc., etc., j bastante afreguezado por
ter sido muitos annos armazem de materiaes, e
muito cenhecido pela denominado dearmazem
do so!tem a grande vantagem de passar cor
traz o ro Capibaribe, e ter alem do armazem um
grande terreno no fundo : quem pretender, di-
rija-se a rua da Concordia em o mesmo armazem
n. 34, ou a rua do Livramcnto, loja n. 27.
Precisa-se alugar uma sma para casa de
pouca familia, s para cozinhar : na rua do Tra-
piche n. 26.
Precisa-se de um rapaz para caixeiro, que
d<5 Dadora sua conducta ; quem pretender, dir-
ja-se a rua do Livramento n. 27, loja de calcaeo.
Precisa-se de uma ama para cozinhar para
casa de pessoa solteira ; na rua da Imperatrz n.
4, taberna.
Com o descont de 5 OjO trocam-se as se-
dulasde 1# e 5$, das que s podem ser trocadas
no Ihcsouro geral desta provincia, com o descon-
t de 10 0|, na Iraveisa da Madre de Dos n. 17,
das 8 horas da manhaa s 5 da larde.
Nova pauta ou tarifa da
alfandega
Ne livraria da pra cia n. 6 e 8, existe a nova tarifa que
tem deexecutar-se a 9 de fevereiro, a
qual sera' mostrada aos Srs. assignantes
do Diario, que a quizerem consultar em
quanto nao chegam alguns para vender.
4os consumidores de gaz.
A empreza da illuminaco
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores favor de nao en-
tregarem aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de Ihes ser novamente
exigido Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
-AtlenQo.
Existe o verdadeiro queijo ioglezChedder, que
s pelo excellente gosto e qualidade a superior e
prcferivel a outro qualquer, estando venda no
estabelecimento de Sodr 1 C, na rua eslreita
do Rosario n. II, nico deposito.
Atteniion.
Parties desirons of reli.-hingand appreciatiog
lhe well Known Chedder Cheese will nave to ap-
plyto Sodr & C, n. 11, rua estreita do Rosario,
wiiich is the only place wher this delcious ar-
ticleis to be had at presen!.
Atteniion
Les amateurs defromage Chedder Cheese bien
connue source nom et quidsirent degouterdoi-
vent se presenter ru de Rosario eslreita n. 11
chez Sodr & C, altendu que l'unique deposi-
iaire de ce Iromage reside dans celte ru.
O Dr. Joaquim da Silva Gusmo, medico l-
timamente chegado a esta capital, pode ser pro-
curado para o exercleio de sua prolisso, na rua
Imperial n. 64.
Escriplorio de advocada
DO DOCTOR
Felippe da Molla de Azcvedo Correa.
Rua do Gano n. 24, primeiro andar.
Rio de Janeiro.
0 Dr. Molla de Azevedo adroga tanto no foro
civel e commercial como no criminal e eccle-
siastico, em qualquer das instancias; trata de
revistas, encarrega-se de defezas fura da corte,
no distrlclo da rclacao do Rio de Janeiro, res-
ponde a consultas e propostas sobre quesloes ju-
rdicas, d mineilas para contratos, escrituras
etc., cmfm, trata de tudo quanto diz respeito
a sua prossao, e por um honorario razoavel/
Tendoem vista o interesse d'aquelles que ha-
bitara as provincias e que tendo dependencias
na corte, a maior parle das vezes nao possuem
um procurador ou correspondente habilitado que
cure de seus itileresses, o supradlo advogado
tem annexado ao seu escriplorio um outro, es-
pecialmente de procuradoria no qual, debaixo de
sua immediata vigilancia e direegao, se encon-
tram empregados habilitados que tomara a si o
trataren) de todos os negocios que correm pelas
secretarias de estado e repartices publicas da
corte e capital da provincia do Rio de Janeiro ;
fazerem extrahir alvars de mercs, ttulos, hon-
ras, condecorares, diplomas, patentes para of-
lkiaes da guarda nacional, cartas de juizes de
direilo, municipaee e de orphos, de escrivaes,
tabelliaes, contadores, distribuidores, partido-
res, provisdes paraadvogar o solicitar, dispensas
para casamentos, o outros negocios dependentes
do internuncio apostlico, resposlas a consultas,
dadas pelos mais abalisados advogados ; agen-
ciarem pelo thesouro geral o recebimento de dt-
nheiros que lenham cabido em exercicios Ondos,
tralarem de cartas de naturalisa;o etc.
Os precos sao mui razoaveis e garante-se a
promplidb e zelo, no desempenho das diversas
commisses, sendo sempre bom que as parles
indiquen) qual a pessoa da corte encarregada do
negocio o do pagamento das despezas. Aspar-
tes que nao tiverem correspondente na corte,
podem dirigir-so directamente ao advogado ci-
ma mencionado, ou a algum dos seguinlcs agen-
tes as capitaes das provincias :
Para.
Maranbao.
Piauhy.
Cear.
Parahyba.
Pernambuco, Frederico Chaves rua da Impera-
trz n. 17.
Alagoas.
Sergipe.
Rahia.
Espirito Sanio.
S. Paulo.
Paran.
Minas Geraes.
Santa Calharina.
Rio Grande do Sul.
Precisa-se alugar um sitio perlo da praca
que tenha pasto para duas vaccas de leite, e seu
aluRuel nao exceda de 5009 ; na rua do Rangel
0. lo
Precisa-se de uma ama para casa de pe-
quena familia ; na rua do Hospicio n. 62.
Aluga-se uma casa lerrea acabada lia dous
annos, com bastantes commodos, sita aa rua bo
Uotocolomb n. 73 da freguezia dos Afogados a
tratar na praca da Boa-Vista n. 16 A.
Urna linda peca.
Vende-se um moleque de 10 annos
sem vicio nenhum, o qual bom bo-
lietro, copeiro e cosinha o diario de
uma casa, compra e sabe vender na
rua: a tratar na rua do Vigario n. 19
das 9 as i horas da tarde e das 4 em
diante na rua da Aurora n. 80.
Vendem-so 3 canoas, sendo uma d'agua,
uma que pega 110 lijlos de alvenaria grossa e
e inUUStricieS J 'oulra propria para condueo decapim todas no-
1 vas na rua Imperial n. 197.
Vende-so uma negra do 8 annos de idade,
crioula.com algumas habilidades, um piano forte
de 3 cordas era bom oslado, duas cadeiras de ba-
lanco e uma mesa redonda com podra, eum can-
delabro do vidro : quem precisar dirija-se a rua
dos Guararapes n.56.
Vndese uma preta boa cozinheira, quitan-
deira e propria para servico de casa de familia :
na rua do Vigario o. 22.
Vende-se um par de arreios para carro de
4 rodas, com pequeo uso, e por preco comnio-
do ; na rua do Trapiche n. 14, primeiro andar.
Na mesma casa vende-se uma bonita parclha de
cavallos do Rio Grande, estando um j cnsinado
para carros.
Novidade.
Uma escrava de idade 35 annos, cczhtha e en-
gomma bem por 750$, 3 ditas, 1 molequinlia de
idade 10 annos, 1 bonito moleque de idado 20
anuos : ni rua de Aguas Verdes n. 46.
Na encyclopedica
E admiravel!
Vende-se na loja da |
rua do Crespo
DE m
Giimaraes& Villar, i
Chapeos de seda brancos cor de caf, ~M
cor de rosa e outras cores delicadissi- S
mas a 15 e20j>, parece incrivel. &
Mimos de yy. I
Riquissima fazenda propria para vest- g
dos de senhoras do bom tom a 500 rs. o "\S
corado. 3
Las para vestidos de senhora a 360 rs. 3|
o covado.
A Garibaldi.
Itiquissimas cassas e corles de laas a
Garibaldi.
A 15,000.
Manteletes de fil de linho gostos in-
teiramento novos e propros para a qua- (ji
resma fezenda que se tem vendido a 3J> ;
e 40$ para acabar. oj>
Cassas de cores a 240 rs. o covado o ?>
corles de cassa com 20 e 22 covados a &
35jfr e outras muitas fazendas de apurado "^
gosto e por presos barassimos. ,:>:
Pedras.
Na estrada de Joao de Rarros, sitio da viuva de
Rufino Gomes da Fonseca, ha para vender por-
tadas, vergas e sacadas ; tendo lambem escollen-
tes pedras para uma porta de cocheira, ludo por
prego commodo ; e no mesmo sitio acharo com
quem tratar.
Vende-se
Aviso.
Roga-se aos devedores da loja do fina-
do Antonio Francisco Pereira. que ve-
nham realisar seus dbitos no prazo de
15 dias, na rua do Crespo n. 8, do contra-
rio verao seus nomes por este Diario at
pagarem o que esto a dever.
----------feW?S5
Os abano assignados por mutuo accordo
teem dissolvido a sociedade que tinham na taber-
us sita na rua da Cruz n. 34. em 31 de dezembro
p. p., a qual gyrava sob a Arma do Olivcira &
Azevedo, fleando a cargo do socio Azevedo a l-
quidago da extincla Arma.Manoel Jos da Sil-
va OliveiraJos Gongalves de Azevedo.
Precisa-so de um bom trabalhador de mas-
seira : na rua do Cotovello, nadara do Leao do
Norte.
Na rua do Torres n. 16, primeiro andar, ha
para alagar-se uma escrava parda e bem moca.
Renlo Jos Silvestre relira-se para Portugal.
Offerece-se uma parda de meia idade para
cuidar em tratamenlo de menino e servir de ama
secca de uma casa, menos engommar e cozinhar-
na Boa-Vista, nos Coelhos, rua dos Prazeresn.
28, que ahi achir com quem tratar.
Aiug,"8e melado de um segundo andar
na rua da Senzala, que^serve para pequea fami-
lia : a tralar na rua da Cadela do Recife n. 54.
Giovanl Florenzano, Giuseppo Florenzano.
Pasquale Farano e Zencurzo Guida, seguem para
o Rio de Janeiro.
uma vela nao usada do duas pessas de lona por
preco commodo : no bazar Pernambucano da rua
do Imperador n. 60.
Yende-se um jogo completo de gamo com
laboase copos de marflm ; na rua Relia n 18.
-- Na rua do Imperador n. 28 ha para vender
o alugar em pequeas e grandes porces supe-
iloros bichas hamburguezas.
Atten^o.
Vendom-se cartes de clcheles a 40 rs., ditos
em caixa a 60 rs., trancas de la para vestido a
i 40 rs. a pega, sapatos de la para enancas a 20
o par, caivetes para aparar peonas a 100 rs
meias para homem a duzia a 2#, ditas mais Anas
^,0 P"a260.caixas de agulhas francezas a
iu rs., tinta de cores o frascos 240, tudo nial*
se vende por melado de seu valor : na rua Direi-
ta n. 100, loja de mudezas.
Vende-se um mulato moco e robusto, s-irn
dofeilo algum. para todo o servico, principal-
mente para engenho por ser bom cineiro o bom
mestre de caldeira : na rua das Cruzes n. 18.
Vende-se um moleque de 16 annos, forte
sem vicios e defeilos, para todo o servico na
rua das Cruzes n. 18. '
Vende-se um preto mogo de 22 annos for-
tei e sadio, sem defeilo eSftici algum, bom cor-
nhoiro, e tambera proprio para todo 6 servico
na rua do Crespo n. 18.
Taberna da estrella.
Largo d(9 Paraizo n. 14.
Manteiga ingleza a 960, franceza a 880 da tlor
cha a 2J, caf a 240, loucioho a 320. arroz a 10
rs.. alpista a 180, espermacele a 720, queijos a
29oO0. palitos de denles a 200 rs. o masso, tijolo
Irancez a 200 rs., trancas de albo a 100 rs. o par,
fejao amarello a 480 a cuia, vinho engirrafado
do Porto a 800 rs.. de Lisboa a 560. do Estreno a
400 rs., cerveja a 500 rs., azeite de Lisboa a 7*0,
vinagre a 240, aze'le de carrapalo a 440 a garra-
fa, ssbo massa a 200 rs. a libra.
Barato que admira.
Superorea*cortes de chita franceza larga de
muito lindos padroes, de corea eacuras o claras,
miudtnhas, com 11 covados cada corte, pelo ba-
ratsimo prego de 2500; na loja do sobrado de
4 andares na rua do Crespo n, 13, de Jos Mo-
reira Lopes.
Vende-se a taberna aita na rua Augusta,
confronte ao chafariz n. 114.
\


m
diario be rnoinnuco. quarta feira 9 be fARriro i i.
m
n


PROGRESSO
de
M
Bolsas 4e tapete para
viageis.
Vendem-se mui bonitas bolsas de tapete pro-
prias para viagens, etc., etc., pelos, boratissimos
precos de 59, 69 e79 : di loj da aguia brenca,
ra do Queimado o. 16:
Farinha a3#5'D0.
Vende se ire armazem da ra da Madre de Dos
n. 35, saceos com boa tarinha de mandioca, de-
sembarcada hontem, pero barato preco de 3g300
cada sacco.
Mimo novo aisOOO.
Vendem-se milho aovo em saceos grandes, pe-
lo prego cima ; do armazem da ra da Madre
de Dos n. 35.
Ra do Queimado n. 39
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
BE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, (azenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
609000, ditos sem defeito a 1009000, tem un
resto de chales de loquim que estac-seacabando
a 809000, ditos de rari bordados com ponta
redonda a 89000, ditos sera ser de ponta redonda
a 85000, ditos eslanpados com listras de seda
em roda da barra a 99000, ditos de ricas estam-
pas a 7?5000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 29000, ditos sera franja e muito
eneorpado a 29000, ricos manteletes de grosdi-
naples prelo e de cores ricamente enfeitados a
259000, ditos muito superiores a 309000, en-
feitesde vidrilho prelo a 89000, ditos de relroz
a 39500, organdis da mais fin que ha no mer-
cado a 19000 o covado, cambraias de cores
de padres muito delicados 1 800 rs. a vara, ditas
de outras quaiidades a 600 rs. a vara, ricas chitas
farncezas de muito boas quaiidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, peitos para camisa a 240 rs. cada urna,
corles de casemira de cores a 69000, ditas em
pesca de quadrinhosa 49000 o covado, gollinhas
de muito bom goslo a 19000, ditos deoutros
bordados ricos a 3-5000, manguitos de cambraia
bordados a 39000, tiras bordados e entrimeios
que se ven Jera por prego commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de crianzas, e capinhas
para senhoras a 19400 rs. o covado, cortes de
cambraias de salpicos a 59000, corles de cam-
braia enfeitadas com tiras bordadas a 6J000,
e outras rauilas mais fazendas que ser difcil
aquipode-las mencionar todas
Para principiante.
Vendo-se taberna sita na ra Imperial n. 191
com commodos para familia, bastante afregue-
zada, e juntamente a fabrica de charutos que tem
na mesma casa, cujo estabelecimento se vende
por seu dono precisar de tratar de sua saude fra
da praga : a tratar na mesma taberna.
) Vende-se um escravo bom cozinheiro : na
ra do Rosario n. 23.
Enfeites de vludo, ultimo
gosto.
A toja da aguia branca acaba de receber mui
bonitos e delicados eufeitcs de velludo, obra de
toda oerfeiQo e ultima muda : vendem-se a 10;
e 129: quem os vir nao hesitar de os comprar ;
vendem-se tambem outros de velludo e froco a
3g, 4$ e 5$: na ra do Queimado, loja da aguia
branca n.16.
Vende-se urna morada de casa
terrea na ra da matriz da Boa-Vista :
a fallar na mesma ra sobrado que vol
ta para a ra da Glorian. 33.
Ra do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vende-se
por precos baratissimos, para acabar: pecas de
cambraia lisa fina a 39, organdys muito finas e
modernas a 500 rs..o covado, cassas aberlas de
honitas cores a 240 rs., chitas largas a 200 e 240,
cortea de cassa-de cotes a 29, entreraeios borda-
dos 4950O a pega, babadas bordados a 3JO a
vira, sedinhas de quadros Unas a 800 rs., casa-
veques de cambraia e fi a 59, perneadores de
cambraia bordados a 59, gollinhas bordadas a
640, ditas com pontas a 29500, manguitos borda-
dos de cambraia e 016 a 29, damasco de la com
9 {ramos de largara a I96OO, bramante de linho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, luvas
para senhora a 100 rs. o par, capas-de fustao en-
feitadas a 59, pegas de madapolao fino a 4g, laa-
zinha de quadros para vestidos a 320, camisusde
cambraia bordados a $, eobiecaiacas de panno
fino a 20| e25, palelots de panno e casemira de
16 a 205, ditos de alpaca de 89500 a 89, ditos de
brira de cores e nrancos de 99500 a5g, calcas de
casemira prelas e de cores para todos ps precos,
ditos de brim decores e branc03.de 29 a 59, ca-
misas brancas e de cores .para todos os precos,
clleles de casemira de cores finos a 59 ; assim
como outras muilas fazendas por menos do seu
valor para fechar cantas.
Bonels para meninos.
O lempo 6 proprio para se comprar os bonito:
bonets de panno flao entelados com fita de cha-
malote e borlla, outros enfeitados com fita de
velludo e pluma, e outros com galozinho dou-
rada, todos pelos baratigsimoB precos de 89500,
49 e 59, ditos de palha escura, mui bonitos e
'fortes a 39, gorras de palha branca enfeitadas a
19500, e outros mu diferentes bonets de panno
enfeitados a 1 e 19280 : u 4o Queimado,
loja -da guia branca n. W.
V9imm*mmm
9 Machinas de vapor. $
Rodas d'agua. t
9 Moendas de canoa. m
8 Tanas. a
9 Rodas dentadas. $
0 Bronzes e aguilhdes. p
Alambiques de ferro. $
Grivos, padres etc., etc.
9) Na fundico de ferro de D. W. Bewman., 9
ra do Brum passando o chafariz. A
Os proprietarios deste estabele-
ciraantoconvidam ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, que se
acham em seu armazem de molhados de novaraente sortido de gneros, os melhores que tem
vindo a este aereado, porserem escolhiJos por um dos socios na capital de Lisboa e por seren
a raaior parle delles vindos por coma dos proprietarios
Gigos com eV,\i\p\n\ui
das melhores marcas que ha no mercado a 20?f000 e era garrafa a 2$000.
Figos &e comadre
em caixas proprias para mimo a 19000.
Barris com azeitonas
os mais novos que lia no mercado a 1*2000.
Serveja branca
das mais acreditadas marcas a 59000 a duzia e em garrafa a 500.
Queijos uamengos
recebidos pelo ultimo vapor de Europa a 39000
Qucijos parlo
das melhores quaiidades que lem vindo a esle mercado a 9fJ0 reis a libra, e era porcao se
rj
algum abatemenlo.
fa-
240.
Relogios
Suissos.
Cassas de lindos padres e cores fixas que so
pode garantir aos comprados, a 240 rs. o covado,
na ra do Queimado, loja de 4 porlaa n. 39.
As verdadeiras luvas de
Jouvin.
A loja da aguia brancas acaba de receber de
sua encommenda as verdadeiras luvas de Jou-
vin, primeira quslidade, tanto brancas como pre-
las para homem e senhora : quem precisar, diri-
ja-se a dita loja da aguia branca, rna do Quei-
mado n. 16.
Assucar e canna.
Vende-se assuc.ar mascavado a 100 rs. a li-
bra, agurdente de canna engarrafada a 240 a
garrafa ; na travessa do paleo do Paraizo n. 1(,
casa pintada de amare'.lo.
Esteiras da India de 4, 5
e 6 pamos de largo.
No armazem ae tazendas da ra do Queimado
n. 19, propriamente para forro de salas e camas
por ser di melhor qualidade, e todas brancas
tales.
Ricos chales del merino estampados, de cores
muilo bonitas a 19, ditos muilo finos a 8-3500,
ditos lisos a 59, ditos bordados a matiza 8950o,
na ra do Queiraapo n.22, loja da.boa-f.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sempre no sen depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, ura grande sorii-
mento de tachas e moendas para engenho, do
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no raesmo deposito ou na ra do Trapi-
che n.4.
Capailas e flores.
Mui bonitas capailas para noivas a 55, 69 e 79,
ditas para m-ninas a 28. bonitos e delicados cai-
xos de flores finas a 1J500, 25 e 38 : na ra do
Queimado loia da aguia branca n. 16.
Na loja da boa fe, na roa
do Queimado n. 22,
vende-se muito barato.
Cambraia lisa finaccrm 8 1(2 varas cada peca a
49500, dita muito fina com salpicos a 59, dita de
cores de padres muito tocamos a 320 o cavado,
cortes de cassa pintada com 7 varas a 29240, fil
de lir.ho liso muilo fino a 800 rs. a vara, tarlata-
na muito fina branca e de cores com 1 lf2 vara
de largura a 800 rs a vara, guarnieres de cam-
braia (manguitos e golla] bardadas muilo finas a
59, gollinhas bordadas de cambraia muilo fina a
19, espartilhos muito superiores pelo baralissimo
preco de 6J, penles de tartaruga a imperatriz
muito superiores a 99, bonets de velludo para
meninos a 5|, ditos de panno prelo a 3$, sapati-
nhos de merino muito enfeitados a 2J o par, chi-
tas francezas finas escuras e claras a 280 a cova-
do, cortes de cambraia de cores com 8 babados
com 11 e 12 vara; cada corte a 49500. superiores
lencos de cambraia de linho muito fina e rica-
mente bordados a 9g, ditos de cambraia do algo-
do com bico de linho a 19280, ditos de cam-
braia de linho proprios para algibeira a 09, 7 e
8$ a duzia, ditos de cambraia de algodao a 2)400
e 89 a duzia, liras bordadas largas e finas com 3
1|2 varas cada peca a 25500, e assim outras mul-
las fajeadas que vendem-se por precos muito
baratos na ra do Queimado n. 22, m bem co-
nhecida loia da boa f.
Qaeijos snisso
recentemente chegado e de suqerior qualedade a 960 reis a libra.
Chocolate
dos melhores aulores de Europa a 900 rs. a libra era por$o a 80O /.
Mar melada imperial
do afamado Abreu.ede outros mais fabricantes de Lisboa emlatasde 1 a 2 libras a 800
rs., em porcao de se far algum abaiimento.
Maca de tomate
om latas de 1 libra por 900 rs., em porcao vende-se a 850 ral
Conservas francesas e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 70 rs. o frasco.
Latas de n jlacninha de soda
ora diferentes quaiidades a 19600 a lata
Ak.meVs.as raucezas
as mais novas que tem vindo a este mercado em compoteiras, contando 3 libras por 3*000 rs.
e era atas de 1 e 1|2 libra por 19500 reis
Caix.in.lias com 8 libras 4e passas
a 39000 rs. em porgan se far algum abaiimento, vende-se tambem a retalhoa libra a 500 rs.
Manteiga ingleza
parfeitamenteflor a mais novaque ha no mercado a 19000 rs. a libra, em barril se far al-
gum abatiinento. f
* Cb. perola
o malhor que ha neste genero a 29500 rs. a libra dito hyson a 29000 rs.
Manteiga franceza
a 720 rs. a libra em barril se far abatimento.
Toucinlio de Lisboa
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
Ma$as para sopa
en caxtnhas de 8 libras com deferentes qaalidadeepor 49004) ra.
Tambera veudem-seos seguintes gneros, ludo reeentemenie chegado e'de superiores qua-
iidades, presuniosa 480 rs. a libra, chouriga rauita nova, mermelada do mais afamado fabricante
de Lisboa,maga de tomate, pera secca, passas, fractaa em calda, amendoas, nozes, fraseos com
tmendoas cobertas, confeites, pastilhas de varias (ualidades, vinagrebraneo Bordeaos, proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, magas de todas as quaiidades,
gomma muilo fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas deditas,
sperraacele barato, licores {raneezesmoito finos, marrasquino de zara, asalte doce parificado, azei-
tonas muito novas, banha de porco refinada e outros muitos gneros que eneontrarao tendentesa
molhados, por isso prometiera os proprietarios venderem por muito menos do que outro qualquer,
prometiera mais tambera servirem aquellas pessoas que mandarem por outras pouco praiicas coino
a viessera pessoalmente ; rogara tambem a todos os senhore de ngeiho e senbores lavraderes
qaeirara mandar suas encommendas no armazem Progresso,qe seibos affianea a boa qualidade e
Em casa de Schafleitlln & C.rua da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sortimenlo
hde relogios de algibeira horisontaes, potentes,
ehronometros, meioschronometros de oro, pra-
ta dourada.e foleados a ouro, sendo estes relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vanderooor precos razouveis.
FROCO.
Vende-se frco de todas as cores e grossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, 640 e 19 rs. a
peca ; na ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16.
Gramina tica in-
gleza de Olleiidorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallar i nglezem 6 mezes,
obrainteiramente aova, parauso de
todos os estabelecimento* de nstrue-
cao, pblicos e prticulares. Vnde-
se napraca de Pedro II (antigo largo
do Collegio) n. 37, segundo andar.
GU\DE SORTIJIEXTO
Yende-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
'Peitos paraca misas,
Biscoutos
Emcasade Arkwight & C, ruada,
Cruz n. 61.
IM-H-aHUmi
Farinha a 5S500
Vende se farinha de mandioca a 3^500
a sacca : na ra da Madre de Dos nu-
m ero 35.
Em casa de N. O. Bieber 4 Su ccessores, ru
da Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marca Parre & C, urna das mais
acreditadas marcas,muiconhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vioho xerez em barris, cognac em barris e
caixas.
Vinagre braneo etinto em barris.
Brilhantes de varias dimenses.
E'hersulfurico.
Gomma lacre clara.
Lonas, brinzaos e brins.
Ac de Milo.
Perro d a Sueoia,
Algodao da Babia.
Seguro contra Fogo
COMPAMHIA
LONDRES
AGENTES
C J. Astley & Companhia. j
DE
Relogios.
o acondicionameoto.
Vendem-se em casa de Braga, Silva & C, re-
logios de ouro de diversos fabricantes inglezes,
por preco commodo.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fixas
a doze vinlenso covado, mais barato do qne
chita, approveilem em uuanto nao se acabam ;
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
Arados americanos e machinas
par a lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & G. ra daSenzala n.i2.
Cheguem ao barato
O Preguica est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
2$, easemira escura infestada propria para cai-
ga, Rollete e palitots a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente mnito fina a 39,
49, 59, e69 a peca, dita upada, com 10 varas
a 59 e 69 a paca, chitas largas de modernos e
escolhidos padres a 240, 2(30e 280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de merino eslanpado a
7f e 89, 'ditos bordados con duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 99 cada um, ditos com
urna s palma, muito Onos a 8|50U, ditos Usos
com franjas de seda a 59, leos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, raeias muito
finas para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 39 a 39500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenlies, para eoberta a 280 rs.
o aovado, chitas escuras inglezas a 59900 a
peca, e a 160 rs. o covado, brim braneo de puro
linho a 19, I9i00 e 19600 a Tara, dito prelo
muilo encerpado a 19500 avara, brilhanna
azul a 400 rs, o covado, alpacas de difieren tes
cores a 300 rs. o covado, casemiras pretas
finas a 29500, 39 e 19500 cavado, cambraia
preta -e de salpicos a 500 rs. a vara, e outras
muftaa fazendas que se far patente ao compra-
dor, e de todas se darla amostras com penhor.
Fazendas e roupa feita
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tavares de Helio
RA DO QUEIMADO N. 39
EST.SUA LOJ DE QUATRO PORTAS.
Tem um completosoriimento de roupa feita,
convida a todos os seus f reguezes e a todos
quedesejarem lar ura uniforme feilo com todo o
gosto dirijam-se a este estabelicimenio que em-
contrarao um habel artista chegado ltimamen-
te de Lisboa para desempenhar as obras a von-
tade dos freguezes, j tem um completo sorti-
menlo de palitots de fina casemira modello ira-
glez, e muito bem acabados a 169000, ditos
de merino selim a 129000, ditos de alpaca
pretos a 59000, ditos de alpaca sobre casacas
a 89000, ditos com golla de velu a 99000,
ditos de fustao, ditos de ganga, ditos de brim,
ludo a 590 10. ditos de brim de linho tranca
do a 69000, calca de brim de linho muito su-
perior a 59000, ditas de casemira de cor a
99000 ea 109000, ditas de casemira pre-
ta superior fazenda a 129000, palitots fran-
cezes de panno fino fazenda muito fina a 259
Vende-se
Formas de ferro para
purgar assucar.
Enchadas de ferro
Ferro sueco.
Fspingardas.
Ac de Trieste.
Pregos de cobre de com-
posico.
Barrilha e cabos.
Brim de vela.
Gouro de lustre.
Palhinha para marcinei-
ro : no armazem de C.
J. Astley* C.
3 3 3 m a a> -M osaoi
RELOGIOS.
Vende-se e m; as a de Sauniers Bro hera&
C. pracn do CoTpo Santo, relogios do afama
sobre casacas de panno muito superiores a 859 a abricante Roskell, por precos commodos
ea 409009, um completo sortimenlo decami- tlmbemrancellins*cadeUarraot meamos
sas fracezas, tanto de Hnbo como de algodao
efusio vende-se muito em conta, afim de que-
rer-seliqiudar com as camisas. .
Bonitos cintos para senho-
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas fitas com relas -para cintos de senhoras e
meninas, e pelo baralissimo preco de 2J : em
dita loja da aguia branca, ra do Queimado nu-
mero 16.
Objectos de gosto
senhoras e meninas.
A loja da aguia branca recebeu um bello sorti-
menlo de ob)ecto6 de muito gosto e ultima mo-
da, proprios para senhoras e meninas, sendo .de-
licadas gollinhas e vollas de vidrilho, vollaa de
coral e cornalina com atacador de mola, Aerara-
do, obra inleiramente nova e de muilo gosto, e
pelos baratissimos presos de 29 cada objeclo :
na Tua do Queimado, loja da aguia branca nu-
mero 16.
Perfumaras
novas,
A loja da aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda um lindo e completo sorti-
menlo de perfumaras finas, as quaes est ven-
dando por menos do que em oulra qualquer par-
te : sendo o bem conbecido oleo philocorae e ba-
nha (Societ Hygienique) a 19 o frasco, finos ex-
tractos em bonitos frascos de cores e douredos a
29, 25500, 39 e 49, a afamada banha transparen-
te, e outras igualmente linas e novissimas como
ajaponaiseem bonitos frascos, cuja lampa devi-
dro tambem cheia da mesma, huir concrete,
odonnell, principe imperial, ere me, em bonitos
copinhos com lampa de metal, e nanitas utras
diversas quaiidades, todas estas a 19 o frasco,
bonitos vasos de porcellana dourada proprios pa-
ra ofTerta a 29 e ?5500, bonitos bahutinhos com
9 frasquinhos do cheiro a 29, lindaa estinhas
com 3 e 4 frasquinhos. e caiiinhas redondas com
4 ditos a lg200 e l.;600, finos pos para denles e
agua balsmica para ditos a l9e 19500 o frasqui-
nho ; e assim urna infinidade do objectos qoe sao
patentes em dita loja da aguia branca, na ra do
Queimado n. 14.
RuadaSenzaIaNoYan.42
Vende-se em casa da S. P. Jonhston diC,
sellinse silhes nglezes, candeeiros e casticaes
broozeados, lonas nglezes, fio de vela, chicle
para carros, emoniaria, arreios para cano de
um e dous cvalos relogios de ouro patente
inglez.
Vende se urna grande propriedade aila na
Passagem da Magdalena, entre as duas ponles,
com muitos commodos para familia, e outros pa-
ra alugar, que podem daT de rendimenlo 1:4009
annunaes, sendo os chaos proprios, e achando-
se reedificada ; quem pretender, dirija-se a ra
Direita, loja de funileiro n 47, a (Talar com Jos
Antonio de Carralho.
Pennas de ema.
Acaba de chegar loja n. 45 da ra da Cadeia
do Recife urna porgo destas pennas, as quaes se
vendem por mdico preco.
Gomma superior do Aracaty.
Vende-se a preco commodo : na rea da Cadeia
numero 57.
Vende-se
EU CASA DE
Adamson Howie & G.
Vinho do Porto de superior qualidade.
Tinta de todas as cores.
Lona e flele.
Fio de vela.
Sellins, silhes, arreios e chicotes.
Rolhas.
Ra do Trapiche n. 42.
Machinas ameri-
canas
E OUTROS RTICOS.
N. O. BIEBER C. SUCCESSORES,
tem exposto nos seus armazens da ra
da Cruz n. 4 e 9, urna infinidade de
machinas etc., como sejans :
ARADOS dedifierentes modelos, fraba-
1 liando de 2 lados.
CULTIVADORES para limpar e abrir a
trra.
M01NHOS para cana em ponto peque-
no, podendo ser gobernadas por urna
pessoa. proprias para lavradores.
Ditas de DESCAROCAR MILHO, um
processo pelo qual se poupa muito
tempoe emprega-se somente 2 pes-
soas,
Ditos de MOER MILHO, CAFE etc.,
etc. at o grao mais fino que bou ver.
Ditos para FAZER FARINHA de mi-
lito etc.
MACHINAS para fazer BOLACHINHA.
BOMBAS para cacimbas e
navios, muito mane iras e
de forca superior por
mdicos precos.
Ditas com correntes para
tirar agua de lugares
mui fundos.
superior qualidade para
i
I
I
S
i
Cera de carnauba
Vende-se da primeira qualidade especial a 99
a arroba : na ra da Cadeia n. 57, armazem de
Prenle Vianna & C.
Por metade do seu
valor.
Ra to Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phaoutia,moitoslindos,de
duassaias, pelo baralissimo prego da 109cada
um corte.
Cambraias
VlQl*Qf QC Vende-se urna ptima^~a~teirerwrnpor^
UtlI til/O.O ta e duas iaoellas de frente, com 5 quartos, i
m rv "a J*. a .^ "alas eoainha fra, quintal, cacimba, estribara
19 Ra do Ooeimado 19 *",1 oa c"allo8; ""^o ff"" por deuar.
* ^ ak* a \m.\j Ywuiuauu i o freol para 0 n8scenta, muito ora por ler sido
Cortes de cambraia branca muilo flnacom sai- edificada 9 para 4 anaoe, e de urna solida edi-
picos miudlnhos a 49600. icajao situada na ra da Palma eob n 94, e tem
CambraieU para vestido, muilo Ina, pelo ba- mais a rantagem de nao precisar o menor reparo-
ratisslmo pre) de 29600, 29800,39 e 39500 cada quem pretender e a quizer examinar, dirigir-se
peQa. 'U ruaiia Palma n.ftt : para tratar, na ra do Li-
nloes de mussulma, ditos arrendados, ditos > Trmenlo, toja n. 27,
Em casa de Mills
Satbam(; C, na ra
da Cadeia do Recife
n. 52 vende-se
Vinho braneo e linto de Lisboa em bar-
ril de quinto.
Bichas hamburgnezas.
Camisas para homem, inglezas.
Lonas inglezas.
Estopa.
Sulfato de ferro.
Ataiade.
Vermelhio.
Secante.
Azarcao.
Pedra-Tiume.
Salilre.
VERN1Z de
carros.
CARROS de mao muito leves e baratos.
BALANCAS de 1,000 libras para baixo
proprias para armazens, depsitos,
tabernas, boticas etc., etc.
MAPPAS geograpnicos do mundo e
suas partes.
MACHINAS de costura de Sivat & C. as
melbores que ate' boje tem appare-
cido.
ntremelos e tiras
bordadas.
Vande-se mui bonitos ntremelos e 1im bor-
dadas, em una cambraia, obra mi bem acaba-
tos, osentremeiospeloB har tis sise os arecos dp
11600, 2 e29400 a peca m tiras >orWas por
29 29500 3, 49,58 e 9- A ista da SE
ndade da fazenda nrnguem deixar de comprar e
para isso dirijam-se a ra do Queimado loia da
aguia branca n. 16.
Loja das 6 portas
em frente do Livrament
Lazinhas a 500 rs.
Camisinhas muilo bonitas com at larguras
para vestidos de senhora a 900 rs. o avado, cor-
tes de rlscado francez para vestido a 9, Bates
balao pare menina a 39500, dita* par* san boca a
4g500e 39 ; d-se amostra com penhor. A loia
esta a rta at as 9 horas da noite.


MAM* Dt MBITAMIUCO^ QAHTl FHRij fil JANEIRO DE l6i.
"*r

dem)
dem)
dem)
idem]
9f500
98000
8jJ500
8SO0P
6^000
58000
4j800
4{500
4$000
55600
55000
68000
3&600
36500
18200
Qualidades escolladas.
45-Rit Direa-45
Bis a festa I B necessario renovar o calcado e
correr ao estabelecimeoto da ra Direila, que u
vende muita frese e era pereilo estado por es-
tes preQos ;
Borzeguiw de homem (bezerro e luslre)
Ditos de dito
Ditos dedito
Ditos de dito
Ditos dedito
Borzeguins de senhora
Ditos de dita
Ditos de dita
Ditos de dita
Sapates de bezerro [3 t[2 baleria)
Ditos de dito e de lustr
Meios borzeguins de homem
Borzeguins de menina 48000 e
Sapates de bezerso para menino 49 e
Sapalos de lustre para senhora a
eobertos e descobertosr pequeos e grandes, de
oaro patente inglez, para homem e senhora de
um dos-melhores fabricantes de Liverpool, viu-
dos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Sonlhall Mellor & C.
Lindas caixiahas de cos-
tura.
Na loja da aguia de ou.ro, ra do Cabug n. 1
B, veodern-seas lindas caitas de. costura pro-
pnas para mimo, assim como pianinhos com a
sua competente msica. quad*os dourados tan-
tos de santos como de retratos, proprios para en-
tena de sala, jarros com florea muito lindos, es-
tampas tanto de guerras como de vistas decida-
des, canas de msica com lindas pecas, realejos
grandes com 30 pegas compostas de valsas as
mais modernas, ludo isto se vende por precos
commodos. *
Vende-se urna armacao propria para loja
e Iraspassa-so a chave da mestna ao comprador'
na ra Direita d. 43 ; a tratar na mesma.

Ceblas.
na
FlNBiao LOW-MOW,
Roa da Senzalla Nova n. 4?.
Neste estabelecimento contina a haver un
completo son ico en to de moendas e meias raoen-
das para engenho, machinas de vapor e taixat
tejerro batido e coado, de todos ostamanhos
para dito.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conheeido e acreditado deposito da
ra da Gadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como lambeta cal virgem em
podra, ludo por precos mais baratos do que em
oulra qualquer parte.
Espirito de vioho.
Vende-se de 2&560 a 2$8Q0 a caada : na 1ra-
vessa do pateo do Paraso n. 16, casa pintada de
araarello.
Vende-se presunto muito novo a 480 rs.,
tuucinho s 320. arroz a 100 rs. a libra : na ra
das Cruzes n. 24, esquina da travesea do Ouvidor.
Feijo m ulatinbo.
Na ra da Madre de Dos n. 18, largo da al-
fandega.
- Vende-se urna calecba nova, sem arreios :
na ra Nova n. 59, cocheira de P. Eduardo Bour-
geuis.
Vendem-e noventa a plices da
companlua do Beberibe : na ra Nova
n. 14, primeiro andar.
Farinha e miiho.
Vende-se boa farinha de mandioca a 3/5C0, e
miiho novo em saceos grandes a 4$; na ra da
Madre de Dos n. 4 ; approveitem, antes que se
acabe.
Algodo monsro.
Vende-se algodo monstro com duas larguras,
muilo proprio*toaiha*elenceapordispea-re nova safra a preco de 9tf: no anticn
~ toda .eq.l,u8r costura, pelo bvatiimo depo|to do ^ft ^^ Q ^
preco de 600 rs. a vara
22, na loja da boa i'.
na ra do Queimado n.
A 9,000 a arroba.
Vende-se erar de carnauba da Telha
upa nm anda mais baratas.!
SORTLVENTO COMPLETO
DB
Fazendas e obras feilasj
i
LOJA E ARMAZEM
DB

Vendem-se 5 carros novos com. todos oa
arreios : na ra Nora n. SI. 2
CAPDIELrVOS
ce^ike^dad/c
to\
NA
Botica.
Beriholorocu Francisco de Souza, ra larga
do Rosaiio n. 36, vendeos seguintes medica-
mentos :
Rob l'AITecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetis.
Salsa parrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermifogo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra ebres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmalhico.
Vidros de bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como tem um grande sonimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a modieo
preso.
Vioho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmos de C, ra da
Vende-se a 610 e 80Q.r3. o cenlo ; na travessa
relfo "'16, "" pnUda d8 am-
Ra do Queimado
n. 39.
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Chegou ltimamente a este estabelecimento um
completo surtimenlo de chapeos pretosfrancezes
do melhor fabricante de Paris, os quaes se ven-
dem a 79000, ditos a 89000, ditos a 95000
ditos muilo superior a 109000, ditos de castor
pretos e brancos a 169000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de feltro a Garibaldi de Cruz n. 10 enconira-seo deposito das bem co-
rnudo superior massa a 79000, ditos de copa nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Freres e
baixa para diversos precos, ditos de palha escura {dos Srs, Oldekop Mareilac & C, em Bordeaux.
de vanas qualidades que se vendera por prego Tem as seguintes qualidades:
barato, bonets de veludo para meninos a 5&00O,
ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos
de panno muito bem arranjados a 39500
chapeos de seda parasenhoras a25000 muilo,
superiores, ditos do palha escuras proprios para
campo a 125000, ditos para meninasa 109000,
chapeos de sol de seda inglezesa 109 e a 12
muito superiores, ditos francezes a 89000,
ditos de panno muito grandes e bons a 48000.
sapalos de veludo a 2JP0OO. ditos de tranca a
1*600, sintos de gruguro para senhoras e me-
ninas a 29000, coeiros de casemira ricamente
bordados a 129000, e outras muita fazendas
que a vista dos freguezes nao deixaro de com-
prar.
REMEDIO 1NC0MPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAr.
Milhares de individuos de todas as nac5es
podera testemunhar as virtudes deste remedio
incomparavel e provar em caso 'necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu arpo e
membros inteiraraeote saos depois de havor era-
pregado intilmente outros tratamenlos. Cada
passoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravillosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
relatara todos os dias ha muitos annos; e a
maior parte dellas sao lo sor prndenles que
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
passoas recobraran com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois de ter
permanecido longo lempo nos hospiues, onde
deviam soflrer a amputaco 1 Dellas ha mui-
cas que havendo deixado esses, asylos de pade-
tiraentos, para se nao subraeterem a essa ope-
raco dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nheciraenlo declararam estes resultados benfi-
cos diaate do lord oorregedor e outros magis-
trados, afira de mais autenticaren! sua a firma-
Uva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bstanle confianca para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
tratamento que necessiasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar ncontestavelmente.
Que ludo cura.
De Braadenbiirg frres.
St. Eslpb.
Si. Julien.
Margaux.
Larose.
Cha lean Loville
Chteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
Si. Julien.
St. Julien ftfdpc.
Chaleau Loville.
Na mesma
vender:
casa ha para
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina.
Cognac era caitas qualidade inferior.
SYSTEMA MEDICO DEHOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA-
Esle inestimavel especifico, composlo inteira,
mente de hervas medicinaos, nao contm mercu-
rio era alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais lenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente promplo e seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
enleiramente innocente em suas operaces eef-
feitos ; pois busca e reraove as doencas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazas
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morie, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e forjas, depois de haver tenta-
do inuliimente todos os outros remedios.
As mais adictas nao devera entregar-se a des-
esperaco ; facam um competente ensaio dos
efficazes effeitos desla assombrosa medicina, e
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermedades:
O ungento he
rmente nos
Alporcas
Caimbras
Callos.
Anee res.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Erafermidades da cutis
era geral.
Ditas do anus.
Erupcoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fialiade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadass,
Inchac.es.
Inflamac.o do ligado.
til, mais partacu-
seguintes casos.
Inflaramacjio da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
deolhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptrida*
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor da ervos
Ulceras na bocea.
do Ggado.
das articulaces.
Veas torcidas ou no
das as pernas.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A m polas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
BebliJttdou xUnua- Ir-rg.laidd
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflaramaoes.
\
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral da Londres n. 244,! Sicand, e na laja
de todos os boticarios droguistas a outras pas-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Ha vana e Hespanha.
Vende se a 800 rs.,cada boeelinha contm
urna instruccao n portuguez para explicar o
modo de Cazar uso dasta ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pbarmaceutico, na ra da Cruz n. t. em
Pernambucoi
cao.
Debilidade ou falla de
forjas para qualquer
cousa. .
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga.,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidadesno ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febra biliosa.
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e ua loja de
todos os boticarios droguista e ou tras pessoas en-
carregadas de sua venda em toda a Amerka do
Sul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dellas, contera urna instrucc,So em portu-
guez para explicar o moda de se usar destas pi-
llas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
dbaxmaceutieo, na roa da Ciuz a. 2J,em Per-
namouco.
menslruaco.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na oulis.
Abstrucfao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retencao de ourina.
Rheumasmo.
Symptomas secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Ra do Queimado
n. 46, tvete amareUa.
Constantemente temos um grande e va-
riado sorlimcnto de sobrecasacas prelas
de panno e de cores muilo fino a 28,
OS e 350, paleiots dos mesaos pannos
a 20S, 22J e 245, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14, 16 e 18J, casa-
cas pretas muilo bem (eitas e de superior Ib
panno a 28$, 30$ e 35. sobrecasacas de S
casemira de cores muito finos a 15, 16f
e 18, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 12 e \A$, calcas prelas de
casemira fina para homem a 8, 9, H)
e 12, ditas de casemira decores a 7$. 8,
9 e 10, ditas de brim brancos muito
fina a 5J e 6, ditas de ditos decores a
3. 3500, 4 e 4;<500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4j e 4S500, col-
letes pretos de casemira a 5 e 6, ditos
de dilos de cores a 4J500 e 5, dilos
brancos de seda para casamento a 59,
dilos de 6, colletes de brim brauco e de
fusiao a 3, 3500 e 4. dilos de cores a
2500 e 3, paletols pretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 7J, 8 e 9,
colleles pretos para luto a 4J500 e 5,
calcas pretas de merino a 45C0 e 5, pa-
leiots de alpaca preta a 3500 e 4$, dilos
sobrecasaco a 6, 7e 8$, muito fino col-
letes de gorgurao de seda de cores muito
boa fazenda a 38<>0 e 4$. colleles de vel-
ludo de crese pretos a 7e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6500 e
7, ditos de alpaca prelos saceos a 3 e
3500, dilos sobrecasacos a 5$ e 5500,
calcas de casemira pretas e de cores a 6,
6g500 e 7, camisas para menino a 20
a.duzia, camisas inglezas pregas largas
muilo superior a 32 a duzia para acabar.
Assim como temos urna offteina de al
faiateoude mandamos execular todas as
obras com brevidade.
Vinho do Porto, genuino,
Rice de 1820.
Stomacal de 1830.
Precioso de 1847.
As duzias.e em caixinbas, a dinheiro, por ba-
rato preco : vende-se na ra do Trapiche n. 40,
escriptorio.
Meias muito bara-
tas.
A loja da aguia branca est provida de urna
grande quantidade de meias, e melhor sortimen-
to que se pode dar, e por isso est veodendo-as
mais barato do que em oulra qualquer parte ;
sendo meias cruas encorpadas, de abanhado ou
bocal elsticoparahomema2500,3J,3S500, 4S,
48500 e 5 a duzia, ditas inglezas o melhor que
se pode encontrar a 6 e 650O, ditas de fio de
Escocia ponta encarnada imilandoseda a 800 rs.
o par, e de cores a 640 e 800 rs., ditas brancas
mui finas e tapadas a 2(400, 3$500 e 5, e fins-
simas a 8 a duzia, ditas brancas finas e fio unido
para senhoras a 4, 4(800, 5500 e 6&500, e de
fio de Escocia primeira qualidade a 8500 a du-
zia, ditas de seda brancas e pretas a 2500, 3,
3$500e4, ditas cruas mui encorpadas para me-
ninos a 200 e 240 rs. o par, ditas brancas e de
cores a 240 o 280 o par, ditas para meninas a 3
a duzia, ditas de seda para baptisado a 2 o par,
ditas de laia e de seda para padres a 2, 3g e 4
o par. Emfim vista de tantas e diversas quali-
dades, o melhor approveitar-se a ooeasio, e
dirfgir-se a ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16, que ser servido com agrado e since-
ridade.
Mmiraveis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, senhoras de enge-
nho, fazendeiros, ele, devem estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos
com os quaes se cura eficazmente as principaes
molestias.
Promptoalivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura oa peiores casos de reumatismo, dor de
cabeca, nevralgia, diarrha cmaras, clicas,
bilis, indigestaos curp, dores nos ossos, contu-
soes, queimadura,. erupcoes cutneas, angina,
rotencio de ourina, etc., ele.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermedades escrophulosas,
crnicas esyphiliiicas : resol ve os depsitos de
mos humores, purifica o sangue, renova o
systna .- promplo. e radicalmente cura, escro-
phulas, venreo, tumores grandularos,-ioterjcia,
dores de ossos, tumores brancos, afeccoes do fi-
gado e rins, erysipelas, abeessos e ulceras de
todas as clases, molestias d'olhos, diiculdade
das regras das mulheres hipocondra, venreo,
ele.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o systema, equilibrar acircu-
lacjSo do sangue, inteiramente vegetaes favora-
veis em todos os casos nunca ocasiona nau-
zeas nam dorres de ventre, dses de 1 a 3 re-
gularisam, da 4 a 8 purgara. Estas pilulas
sao efficazes as afleec&es do figado, bilis, dor
de cafieca, ictericia,' indigestan, e em todas as
enfermidades das mulheres, a saber; irregula-
ridades, fluxo, rettnces, flores brancas, obs-
trucQoes, histerismo, etc., sao do mais prompto
efleilo na escarlatina, febre biliosa, febre ama-
relia, o em todas as tabres malignas.
Estes tres importantes medicamentos vera a-
companhados de instruc^Ses impressas qne raos-
Ra Nova n. 20;
Chegou um riquissimo sortimenlo de candieiros
econmicos de muito bonitos modelos, desde o
mais superior al o mais ordinario, por preco
muilo commodo, com a experiencia propria de-
ver agradar ao comprador, e vista da oouca
despesa que faz, animar a ser Iluminado so com
os ditos candieiros a gaz ; os mais baratos sao a
imitacao de urna lamparina, produzindo a luz a
tres velas de espermacete com a importancia de
4 rs. por noite ; gradualmente ir sobindo lo-
das as mais qualidades al o maior, que servir
para ornar e llunjinar urna rica sala, equivalente
a 16 velas de espermacete, ludo islo se garante
sob a condicao de vollar e restiluir-se o seu
importe, na falta de o agradar a experiencia
feta: na ra Nova n. 20, loja do Vlanna.
Cofres de ferro para dinheiro,
joias. etc., etc^
Na loja da aguia branca vendem-sebonitos co-
fres de ferro mui fortes e seguros, com fechadura
e chave, ededifferenles tamanhos, proprios para
se guardar dinheiro, joias e papis de importan-
t'V,e,02.bara,'ssimos precos de 4S50O, 5S000
5500 e 6S : em dita loja da aguia branca, ru
do Queimado o. 16.
i
I
-
I O I O tn O ico Q) O
"8.5 S 35
o u a 5-S >
O t- i- o. >
Q. x en K m ^
O O a P
lilla
islSIr-s-A
E
j| B O.
o er -
4 dK *^
-. i"3 -5-S 2 o-1
CQ O
> fe o.-
~ "2
o 13 m
2 g 5 S o
-.2. o- 5 m
- 9
O 3
ARMAZEM DE ROUPA FEITA
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Casacasde panno preto a 309, 359 e
Sobrecasacas de dito dito a
Paletots de panno pretos e de cores a
20, 259, 309 e
Dilos de casemira decorosa 15 e
Ditos de casemiras de cores a 7 e
Ditos de alpaca preta gola de velludo a
Ditosde merino setim preto e de cor
89 e
Ditos de alpaca de cores a 3500 e
Ditos dealpaca preta a 39500, 59,
79 e
Ditos de brim de cores a 3)500,
19500 e
Dilos de bramante de linho brancos a
49500 e
Caigas de casemira preta e de cores a
9, 109e
Ditas de princeza e alpaca de cordao
prelos a
Ditas de brim brance e de cores a
29500 49S00 e
Ditas de ganga de cores a
Ditas de casemira a
40*000
359000
351000
329000
12SO00
12000
99000
5000
99000
59000
6OC0
129000
59000
59000
3000
59500
Colletesde velludo decores mnitofino a
Dilos de casemira bordados e lisos
pretos e de cores a 5, 59500 e
Ditos de setim preto a
Ditos de casemira a
Olios de seda branca a 59 e
Ditos de gurgurao de seda a 59 e
Ditos defusto brancose decores a
39e
Ditos de brim branco e decores a 29 e
Salouras de linho a
Ditas de algodo a 19600 e
Camisas de peitode fustao branco e
de cores a 230 e
Ditas de peilo e punhosde linho mui-
lo finas inglezas a duzia
Dilasde madapalaobraneas e de cores
a 19800, 29e
Ditas de meia a 19 e
Relogios deouro patente eorisontses
Ditos de prata galvanisados a 259 e
Obras de ouro, aderecos, pulseiras e
rosetas
109000
ttOOQ
5O0O
39500
690 00
6S00O
395CO
29600
2950O
29000
29500
35900O
29500
19600
9
309000
!to mm hm
DE
O ai
r ,r* "* c o a S 5 s r aj
&2
... f
k. jz
o
a.
o
1,3
O
"o"
M.i?Msa'issg!|
ip^iir|l:iilfl
NA. L.OJ\ i AKM\Z^M
DE
605

Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C,
ra do Vigario n. 3, umbello soriimentode
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
nma variedade de bonitos trancelins para os
mesmos
Balees de 30 arcos.
Vendem-se superiores baldes com 30 arcos,
sendo muito recomoaendaveis poi poderem ficar
do tamanho que se precisar, pelo baratissimo
preco de 6 ; na ra do Queimado n. 22, na loja
da boa f.
de graca.
Cortes de calcas de meia casemira de cores es-
curas a 1S600, ditosde brim de linho de cores a
Sg.riscadiDhos de linho proprios para obras de
meninos a 200 rs. o covado, grvalas de seda de
cores a 640, ditas pretas eslreilinhas e largas a
15. e alem disto outras fazendas que se vendem
muito em conla; na loja da boa f, na ra do
Queimado n. 22.
Bramante
bretanhas e atoa.hado
Na loja da boa f, na ra do Queimaoo n. 22,
vende-se bramante de linho muito Gno com duas
varas de largura, pelo baratissimo preco de2400
a vara, brelanha de linho muito fina e muito
larga a 20. 22$ e 24 a pe?a com 30 jardas,
atoalhado de algodo com duas larguras a 1400
a vara, dito de linho muito superior, tambem
com duas larguras a 3$ a vara,; na ra do Quei-
mado n. 22. na loja da boa f.
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO QUEMADO 40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
19000
Seda de quadrinhos muilo fina covado
Cnfeiles de velludo com froco pretos e
de cores para cabeca de senhora da
nltima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, carobraias e seda tapada e
transpareare, covedo
Luvas de sedsbordadas e lisas para
senhoras, homense meninos
Lencos de seda rxos para seniora a
29000 e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeofrancez forma modrrna
Lencosde gurgurao pretos
lucas capellas brancas para noivados
Saias balo para senhora e meninas
Tafetardxo o covado
Chitasfranceza a 260, 280, 300, e
Cassasfrancezas, a vara
29500
89500
2000
9500
930
9500
Setim preto azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largara
o covado
Casemiralisa de eores 2 larguras, o co-
vado
Chales de mirn bordados, lisos ees-
lampados de todas as qualidades
Sedalisa preta e de cores propria para
forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos cortes de seda prelos e decoro.'!
com 2 saias e debabados
Dilos de gaze e de seda pbanlasia
Chales de toquim muito finos
Grosdenaple preto e de cores de todas
as qualidades
Seda lavradapreta e branca
Capas de fil e visitas deseda preta
com froco
19600
2900O
19500
Vende-se um escravo africano, de idade 20
annos, pouco, mais ou menos, e urna escrava de
idade de 20 a 22 annos, pouco mais ou menos,
crioula e com aisumas habilidades : a tratar na
ra da Cadeia do Recife d. 54.
Escravos fgidos.
Saunders Brothers 4 C. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n.ll,
alguna pianos do ultimo gosto recen tmente
chegados.dosbem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood & Sons de Londres
muito croitrio so ara este clima
Campos ( Lima
receberam urna factura de chapeos de sold se-
da para homem, tendo entre estes alguna peque-
os que servem para as senhoras que vao para o
campo tomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porco seja grande se resolver vender pelo
pre;o de 6 e 6g500, e alguns com pequeo de-
eito a 5: na ra do Crespo n. 16.
Machinas de costura
DE
Slvat & Companhia.
Estas machinas s3o as mais perfeita
no ramo de meconismo, unindo a urna
simplicidade a maior ligeireza e perfei-
cao para toda e qualquer qualidade de
costura, do ponto mais fino ao mais
grosso
O methodo aos compradores t o sa- I prosista, quando se ausenta diz que vai a recodo
berem bem, assim como a ter a machi-'' or' e cosluma In'be'n v">der frucias
cbinas em ordem durante ura
No da 13 de dezrmbro prximo passado
ausenlou-se de casa de stuB senhures a preta
Luzia, de quarenta e lanos annos, de naco An-
gola, estatura regular, denles limados, signaes de
O, barba por baizo do queixo, e as pontos dos dedos
vendedor se Ostaga a ensinar I das n aos bastante grossas ; esa preta muito
e a occul(ar-se pelas laudas da ra do Caldeirei-
anno. j ro por casa dos prelos da mesma naro : roga-
Estas machinas COSem com 2 los nao :se Por,n, 8S autoridades poliriaes e"copites de
quebrara o fio como muitas outras o fa-
zem e sao as melhores e mais baratas
ate hoje condecidas no mundo, ellas se
achm expostas na galera do SR. OS-
BORN, RETRATISTA AMERICANO NA
RA DO IMPERADOR N. 3&, onde
urna senbora competentemente habili-
tada as ara' ver e trabalhar. Igual-
mente se acharo expostas no armazem
de MACHINAS AMERICANAS, RtA DA
CRUZ N. 4 E 9.
tram com a maior minuciosidade a maneira de
applica-los em qualquer enfermidade. Esuio ga-
rantidos de falcificacao por s haver venda no [
armazem de fazendas de Raimundo Carlos Le-
te d Irmao, na ra da Imperatriz n. 10, ni-
cos agentes am Pernambuco.
DE
sndalo e outras essencias
para lencos.
Na loja da aguia branca se aeha o rerdadeiro
extracto de sndalo, bem conheeido por sua su-
perioridade, em frascos menores e maiores a 29
e 23500, assim como Unas essenciasde rosa, Mag-
nolia, Patcholy, Loiza & Hara, e muitos outros
cheiros novos e agradaveis, e conforme o tama-
nho do frasco vende-se a 2*. 3, 4 e 5tf. A bon-
dade de taes. essencias e extracto j bem eo-
nhecida pelas muitas pessoas que tem comprado,
e anda ser por quem de novo comprar : na ra
do Queimado, loja da aguia branca n. 16.
Vende-se urna machina de costura do me-
lhores fabricantes, por muilo menos do seu va-
lor ; na ra de Apollo n. 8, primeiro andan
1A SMLY
ao p do arco de Santo
Antonio
chegou um rico sorlimento de bicos e rendas vin~
dos pelo vapor do norte, assim como os mais ri-
cos lencos de labyr inlho quelem indo ao mer-
cado, caixinhas de tartaruga proprias para cos-
tura, ditas de marisco.
E o ultimo gusto.
Superiores giugurea de^seda de quadrinhos,
de lindos padres, pelo baratissimo preco de 19
o corado, grosdenaples liso de lindas.cores a 2
o covado. cortes de la muilo flna com 15 gova-
dos,padres muilo bonitos a 89, ditas dequadros
padroas lambam muito bonitos a 480 rs. o cova-
do, chales da cores, padres inteiramente novos
a 19 rs. o covado; aproveitemem quanto se nao
acaba : na ra do Queimado q. 22, loja de
bOA-,
Rival sem segundo.
Na loja de miudezas da ra d( Queimado n.
55, defronte do sobrado novo ha para vender
pelos diminutos precos os seguintes artigos:
Duzia de sabonetes muito unos a 600 ib.
Cartes de clcheles com duas ordens a 20 rs.
Cautas de clcheles balidos a 60 rs.
Duzia de meias cruas para homem a 39.
Dita de ditas para senhora a 3*500.
Pares de meias para senhora a 300 rs.
Latas com banha muito fina a 500 rs.
Iscas para acender charutos caixa a 60 rs.
Phasphoros em caixa de folha a 1-20 rs.
Cartas de alfinetes muilo finos a 100 rs.
Caixas de agulhas francezas a 120 re.
Pares de sapalos de tranca de algodo a 19.
Fraseos de macass pernla a 200 rs.
Ditos de dito oleo a 120 rs.
Duzia de facas a garfos, cabo preto, a 3ft.
Pares de sapatos de la para meninos a 200 rs.
Ditos de luvas de cor fio de Escocia, a 320.
Masaos de grampas muilo finas a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouras muito finas para coslura a 500 rs.
Ditas ditas para unbas a 500 rs.
Pecas de franja do la com 10 varas & 800 rs.
Ditas de tranca com 10 varas a. 320.
Liona Pedro V, carto com 200 jardas a 60 rs.
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Cordao imperial fino e grosso a 40 re.
Oleo do babosa muito fino (frasco) 400 rs.
Fitinhas estreitas para enfeitar vestidos a 800
rs. a pepa.
Labyrinthos de muito bonitos goslos por todo
o preco.
Cordoes para enfiar apartilho muito grandes
a 100 ra. *
Dito para dito paqueos a 80 rs:
Pegas de tranca de linho com 10 varas a 200 rs.
Mas de tranja de seda arela com 10 varas a
1J400.
Vara de dita a 160 rs.
Pares de meias de cores para meninos a 160.
Caixas para rap muito finas a 19.
Linbanara marcar (caixa de 16 nvelos) a 390.
campo a epptebenfo, e lefar ao caes de Apollo
n. 55, que se gratificara com generosidade.
Pjugio.no dia 3 do correnle mez um prelo
de nacao de rome Joo, cern idade, pouco mais
ou mrnos, 30 annoa, nao muilo alio, um pouco
bampudo. aprendeu o cilicio > cozinhar rm ca-
sa do Sr. Francisco : quem o trouxer a Estrada
Nova, sio do abaixo assignado, recebera a quan-
tia de 309 ; levou calca de azulo e camisa de
chila ; o dito preto gesta de aguarn te.
Joo Antomo Villasecca.
As 9 horas da noile de 30 de driembro p.
p. fugio do collegio da ConceicSo Cruz de Al-
mas, com o caira Bernab, rapineiro de Apipu-
cos, urna eferava mulata de nome Ignacia, ida-
de 22 annos, bonita, carapinba dividida ao meio
ds cabeca, estatura ordinaria, bem conslruida,
levou vestido de chila de lislras amarellas e ou-
Iras escuras ; quem a pegar ou della der noticia,
ser bem gratificado daquelle collegio, ou nesta
cidade nesta lypographia.
Do engenho Culigi, freguezia da Escada,
fugio no dia 3 de novembro do correte anno o
escravo de nome Antonio, com os signaes se-
guintes : esiaiura regular, cor mulato, cebello de
negro, pone barba, denles limados, idade 25 ou
28 annos, pescoco e ps grossos, tem pelo rosto,
pescoro e ppitus algumas marcas de pannrs, e
algumaa cicatrizes pelas costas que parecrm ter
sidp de chicote ; nao levou comsigo roupa algu-
ma, e consta haver fgido para o lado do serto
d'onde viera : quem o apprehendrr, peder el-
va-lo ao referido engenho, ou no Recife, ra es-
trella do Rosario n. 29, ao Illm. Sr- Florismun-
do Marques Lina, que ser bem recompensado.
EscraVo fgido.
Um mulato claro, magro, com pannos pretoa
na macaa do rosto, representando ler 25 annos
de idade, natural do Rio do Peixe, chamado
Luiz, desappareceu no dia 30 de oulubro da casa
do Dr. Cosme de S Pereira, de quem escravo
suppoe-sa ter levado um cavalo preto do Sr'
Roslron que se bavia soltado, e que elle fura*
em busca do mesmo ; suppde-se mais que sua
mulber de nome Mara tambem o acompanha
levando om pequeo bab de flandres : roga-s
as autoridades policiae e a outras quaesquer
pessoas que o prendam, e remettam ao seu se-
nhor, que pagar qualquer despeza.
Pugio da cidade do Aracaty, no mez de se-
tembro prximo paseado, um escravo do com-
mandante superior, Manoel Jos Penna Pacheco
que ha pouco o bavia comprado ao Sr. Bento*
Lourenco Collares, de nome Joaquim, de idade
decincoenta e tantos annos, fulo, alto, magro.
dentes grandes, e com falla de alguns na frente,
queixo fino, ps grandes, e com os dedos grandes
dos ps bem abertos, muito palavriador, incul-
ca-se forro, e tem signaea.de ter sido surrado*
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
correnle; vindo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogado por um parceiro seu conheeido,
disse que tinha sido vendido por seu senhor para
Goianninha : qualquer pessoa que o pegar o po-
dera levar em Pernamboco aos Srs. Basto & te-
mos, que gratificaro geaerosamelae.


S)
DIARIO DB PER1UMBUCO. QARTA FEHU 9 DE JANEIRO DE 1861.
Litteratura.
O FREIXO.
(EPISODIO DO SECl'LO XVII.}
Ha annos, descia eu o Douro n'um pequeo
barco.
Lra ao cahir da larde.
Eu, o barqueiro c o lilho do barqueiro, rapaz de
quatorze nnnos, que o ajudava remar, eramos
as nicas pessoas que vinham no barco.
Nao sei o porque, mas achei-nie Iriste. As
horas e os sidos como so reflcciem na imagina-
gio do hornera. No ponto, que enlo atravessava-
mos do rio, nao se via outra embarcagio seno a
nossa: as sombras indecisas da hora do sol pos-
to comecavam tingir de cores severas as ribas
do Douro ; e estas aprumadas sobre as margena,
pareciam caruinhar para nos, apertando as aguas
no seu leito e obrigando-as estorcerem-se e
fugirera rpido.
Chegamos defronte de Campanh.
Aqu, o aspecto do rio explana e espairece. Os
horisontes alargam e as perspectivas que os olhos
enconlram sio mais desafogadas e pilorescas.
Puz-me olhar para a margem fronteira e en-
tretive-rae completar o palacete do Freixo, cu-
jas grimpas dos torreos, que se erguem nos qra-
to ngulos, appareciam entao ligeiramente allu-
miadas pelos ltimos nios do sol, os quacs, como
urna frouxa c saudosa despedida do da, anda
brhavam da parte do poente.
Tinha goslo de viver n'quelle palacioldis-
se eu, dirigindorae ao barqueiro.
Na quinta do Freixo frespondeu elleE'
um bonito sitio, mas Oca tora da cidade e so-
litario.
Mesrao por isso. Queria fazer aqu a m-
nhavivenda do vero. No meio dos campos,
L :J.i do rio e n'um local retirado, ontretinha-me
eai pescar, em cagar e lfir.
E, se alguma cousa a recommenda, de cer-
to, a simpllcidade de todos os seas transes, mas,
que nem por serem extremamente naturaes, e,
por isso, acereditaveis, deixaram de resumir
muila lula do espirito e muia angustia do co-
relo.
O leilor, naturalmente, nao lhe importa saber
o como eu fui S Villa Nova de Gaya, se pernoulei
mal ou bom em casa do barqueiro, nem o modo
por que Uepois obtive o manuscripto, achado
freir de Santa Clara. O que deseja couhecer,
de certo, o contedo desso manuscripto ; e,
se desde j eu lhe fuer a narrativa circunstan-
ciada do triste episodio que elle continua, e isso
sem proemios, nem exordios, ser o melhor e
mais agradecido servido que poderei fazer i sua
curiosidade.
Pois vou satisfaze-lo, comegando pelo seguinte
capitulo:
II
Estamos no da 23 de novembro do anno do
1640.
Quem das aguas do Douro olhasse, nessa po-
ca, para o palacio do Freixo, vera urna dessas
habiiagesque, sem sorem no estylo vulgarmen-
te apellidado golhico, conservavam, comtudo, a
apparencia imponente e dominadora das antigs
residencias feudaes. Era um caslello, como an-
da, naquellas eras, se viam muitos por trras do
Minho e Beira-Alta, e que depois a diminuirlo
da importancia da lidalguia, principiada alluir
no ultimo tergo do seculo XV, comecou fazer
desapparecer da superficie do reino.tirando-lhes o
aspecto guerreiro e convertendo-os em moradas
mais prestadlas e commo Jas.
Ao longo deste palacio, acompanhando a mar-
gem do rio, na direccao do norte, via-so um ter-
rario em forma de v'aranda, como a que ainda
hoje existe, pouco maisou menos, nessa varanda
passeiava um homem, o qual olbava i miudo
para a margem opposla do rio.
A nebrina, descida da serra com as proximi-
dades da noite, coraegra pousar sobre o rio e
agglomerar-se em toda.a sua extenso, como
se fosse una enorme serpa alvacenta que se es-
tendesse em eolios enormes por entre as fragas
das ribas do Douro.
Ja custava atravessar com a vista este vu de
Isso era a vida de um Qdilzo! atalhou o
rapaz, olhando para mim com a exprsalo ruda ^^TTSZ^'TSImSS t<"" "3"'.oa"' 'f uc
com a observacao do filho. ,,; !.;. Z..J
jbservagi
Nao era a 7da de um, Gdalgo, era a vida
de um ocioso : nao era isto que tu queiias dizer,
meu rapazole?acrescenlei eu, rindo da obser-
vado do rapaz.
A noite cerrou de todo.
O individuo retirou-se da varanda e enlrou no
palacio pela porta que abria sobre o terrajo.
Esta porta dava para urna sala espaciosa, orna-
Este sorriu-se com um gesto malicioso, como!!!* '^""SJ?! *S2l 0Dde se v|,a.uma d,ama
quem queria dizer que eu tinha acertado. Citrn .m "i Qp.0,lro?a, \Pr, del" deS?a
__ v nnraue? sennora, largan lo, por instantes, o tarabo-
Poraue i ali acontecen urna eranrfa dps- ele Cra q.ue DordaTa 'rja de frouxel de fino
erara aconteceu urna grande de-, laror. rolln osolhoa para o mancebo, dirigindo-
g S v a o i lhe esta pergunla:
lempos
quando os llespanhocs estavam senhores d'estes
reinos.
E como soubesle tu isso.
uvi-o 1er urna sobrinha minha. que ti-
nha sido criada de urna freir de Santa Clara. A
freir morreu vae j em oilo annos. Queria ella
minha sobrinha como se tora sua mi ; e me,
E, dizendo estas palavras, o mancebo deu al-
guna passos pela sala, na direegao da janella.
Neste momento, entrava o individuo da va-
randa.
Entao, meu pae, j se avista alguem ?
Ninguem !respondeu o recem-chegado,
lhe foi, porque a educou. e o que ella o deve! JSSTS.JS poltT^ PP0UHCa dl,Unc-in
Por morVno lhe deixou aua porque as fre- ^nenhura aT de i'? eTd'osT M
ras, nem os frades.nao podiam deixar herangas. guio> 0|hsndo paraVdania.
-prose-
0 scnlior ha-de saber isto molhor que eu. lias
a rapariga goslava muilo de lr, e alguns livros
e papis que a freir pussuia trouxe-os para casa.
N'esscs papis que deparou com um nao conta-
va a tal historia.
E quem nos diz a nos que isso ludo que
fosse alguma novella inventada para pascar as
horas?!
Nao crea, meu patrio. Tinha sido escrip-
ia pela mesilla freir quem aconteceu a des-
gracia. Eu nao seu lr, nem enlendo nada da-
quellas garalujas, mas todos aflirraam que a le-
tra muilo anliga.
E seria possivel ver esse papel? Eu psga-
va-io bem o leu trabalho, se rao conseguisses
isso
Nada mais fcil, meu patrio. O incommo-
do 6 s seu. Venha al Villa Nova, onde vivo mi-
aba sobrinha, que, em eu lhe pediodo, ella mos- corri'.r perigo. O plano nao pode falhar. Joo
tra-lhe o papel, de cerlo. Pinto Ribeiro um homem sagaz e prudente, e
os seus desejos de sacudir este infame jugo es-
trangeiro, por maiores que sejam, nlo sao lio
arrebatados quo o impellisscm um passo teme-
rario. So o seu animo atilado nao tivesse por
Qm reunir todos osraeios que nos podem asse-
gurar um bom resultado, ha muilo que esle lan-
ce lena sido tentado.
Esta, que pareca profundamente Iriste e aba-
tida, nao fez senlo acruar levemente com a ca-
neca de um modo negativo.
Veio o recado de madrugada para que esti-
vessemos promptos, que o meu paej sabo ;
ajuntou o manceboe fo oproprio pescador que
nos ha de levar que o trouxe. Mas, elle apra-
sou as seis horas e ainda ninguem o vio, apezar
de ser noite j & pedazo.
Realmente, nao sei que altribua esta de-
mora !atalhou o homem mais velho.
O' Fernao, pensa bem no perigo que vaes
expor-te, antes do te decdires partir; pensa em
mira, que estou doente eafflicta, e pensa em leu
filho!
Estas palavras foram proferidas -pela senhora
com o accento magoado de urna viva afll.icc.ao.
Nao le assustes, Leonor, que nao havemos
Pois v fello. Vamos al Villa Nova.
Mas que horas chego eu l?.... e depois a
volta?....
Ah I meu palro, fica em minha casa. Um
C3lre do caslanho, com ura colxo de palha
o dous laucos lavados, sempre se ha de ar-
ranjar.
A ingenuidade da offerta do barqueiro attra-
iiio-mc. Tinha, subretudo, curiosidade do saber
a historia que ello dizia passada no palacio do
l'rcixo, ri'oulras eras, e quem sabe se ora a his-
toria de alguns amores contrariados, e talvez en-
volvidos nos myslcrios ds perseguico, como sao
todos os amores das heronas destes velhos pala-
cios, que parece lerem herdado da edade media,
sobro cujas ruinas dos antigos castellos feudaes
foram reconstruidos, as tradices com que se
apresentam ainda hoje imaginadlo popular,
povoados de legendas, espectros e encanta-
mentos 1
Mas, desta vez nao foi nada d'islo. Nem es-
pectros, nem encantamentos so deram nestasin-
gella e triste historia de urna paixao.queum mo
ledo accendeu para depois a afogar nos deveres
imperiosos da natureza.
Diz bem, meu pae : nos podemos confiar
em ludo em Jlo Pinto Kibeiro. Anda hontem o
lio D. Theodosio me esleve & contar o que elle
tem feito, e...
Calla-te, meu filho ; atalhou D. Leonor com
tom severo, tu s urna crianga, e nessas edades
as emprezas temerarias deslumbram-nos sempre,
porque vemos nellas um grande motivo de gloria
para quem as intenta.
N'este instante a sinela do portao do caslello
soou com violencia, e este signal fol repelido por
mais duas vezes. ,
Agora de certo 1 exclama o mancebo,
mal dando alinelo s censuras de sua mae.
i A inquietadlo pintou-se no semblante de D.
Leonor. Atirou com o tamborete do bordado
para cima da mesa, com uir. arromesso de impa-
. ciencia, e olhou para a porta, que Qcava no lpo
FOLHETIH
n

A LINDA MERCADORA DE PANOS
POR
da sala, a qual se abri e deu nlrada i um ho-
mem velho 6 calvo, de gibo de lia pado e botas
decanhio aberlo.
Que novas temos, Jos de Mello ? pergun-
tou D. Pernio, pondo-se de p e esmiohando
para o mordomo do caslello, que acabara de
entrar.
Esl ahi o pescador desla madrugada : den-
me esta caria, que vem do convento da Serra, e
diz que espera s ordena de vossa merco, (1)
D. Fernao pegou da carta, quebrou-lhe o sello
e chegou-se para perto da mesa, sobre a qual es-
teva um candelabro de bronze acceso, e leu o
seguinte :
Pernio,
Ahi te envi um barco teguro ; nao lemas ;
atravessa o rio, que o tente bom. Tranquillisa
la ruulher, porque Deus nao nos ha de desampa-
rar, e os rogos deste seu servo intercederao por
ti e por todos nos. Aqui.no convento combina-
remos o mais que houver mister.
Teu irmao,
Theodosio.
Custa-me i ver um ministro de Deus met-
tido oestas cousas 1 prorompe D. Leonor, no
maior auge de exaspero.
Minha querida mae, bem sabo que isto nao
podia deixar de ser I acode o mancebo chegando-
se para ella com carinho.
O que nlo poda deixar de ser ? Compete,
por ventura, ti e i teu pae prem as cousas
direito em Portugal ?
Nao compete mim, nem i Luiz : compe-
te todos os bons e leaes Porluguezes, no nume-
ro dos quaes entrou serapro a minha familia,
como o altestam todos estes vares que nos esto
vendo I acresecntou Fernao, aponiendo para os
retratos dos varees c donas que cobriam de alto
baixo as paredes da sala. Sei que essas pala-
vras, ajuntou elle, te sahem nicamente do cora-
cao, e que sentimento de esposa o mo que l'as
dita, minha Leonor, alias D. Fernio de Meudon-
ca, o (dalgo de Riba-Douro,que conservou sem-
pre um oorae honrado e livro de mancha de des-
lealdade ao tiirono de seus reis, ter-sc-hia por
deshonrado de ver a sua sorte ligada urna es-
posa que tio mal comprehendia o que ello devo
si e sua patria I
D. Leonor cahio na cadeira, d'onde, por mo-
mentos, se fiara levantado, abatida ecom os so-
lucos suffocarem-lhe a voz.
E se eu ficar sem marido ou sem filho ? dis-
se a angustiada senhora, ferida das palavras seve-
ras de I). Fernao.
Nao has de ficar, minha Leonor, replica
este, chegando-se ella, enternecido. Nao te
afilijas, que nos afiges i todos nos. Nunca ca-
recemos de tanto valor como agora.
D. Leonor, com as lagrimas nos olhos, abrtcou
seu esposo ; depois olhou para seu filho o ex-
clamou :
E porque nao ficas lu, ao menos ?
Oh I minha mi, nao diga tal 1 Pois quando
ha um perigo grande para mou pae, nao aoseu
lado quo eu devo estar ?
E eu ?... eu, que fleo aqui s e ralada de
saudades, nlo correrei perigo nenhum ?... Mas
nao ; ajunta a pobre me, ador faz-rae egosta.
Nlo tratemos mais de mim. Partam, vislo que
assim necessario Vae, meu Fernao ; vae, meu
querido Luiz ; mas lembrem-se de que mo dei-
xam aqui, e que cada dia que passar sem que eu
tenha noticias suas, ser para mim um cruel tor-
mento I
O pae e o filho tinham D. Leonor aperlada en-
tre os bracos.
Era um d'estes momentos de anciedade supre-
ma que parlom o coradlo de todos que os pre-
seneciam e que arrancam lagrimas todos os
olhos.
Jos de Mello, o velho escudeiro, sentio entur-
var-se-lho a vista, e o peilo arfava-lhe, como se
lhe faltasse o ar.
Correram assim alguns instantes. Depois D.
Fernao ergueu-se, e, ainda com a mao de D.
Leonor aperlada entre as suas, virou-se para o
velho escudeiro e disse-lhe :
Aprompla tudo, que vamos partir.
Est ludo prompto.
Agora, minha Leonor, acrescenta D. Per-
nio, tirando do peito do justilho urna carta fe-
chada, recebe esla carta, que nao abrirs seno
se Deus aprouver que eu morra.
D. Leonor estremeceu, e depois pegou na carta
quasi machinalmente.
Ser este pedido um presagio ? exclamou a
pobre senhora, cada vez mais consternada.
.Nao, minha querida; apenas urna pre-
caucio. Faze de coma que o meu testamento,
e que l'o entrego.
N'isto, o mordomo chegou porta e fez um
signal.
Immediatamente enlrou um pagem com duas
capas, que Jos de Mello poz nos hombros de D.
Fornao e de D. Luiz.
Passados alguns minutos, vis-se um barco des-
cendo o Douro, na direccao da margem esquer-
da ; equem olhasse flxamente para a janella do
trrelo do sul do palacio do Freixo, destioguiria
um vulto do mulher, que se desenhava de en-
contr claridade da luz interior qaeallumiava a
janella.
Escusado dizer que no barco iam D. Fernio
e seu filho, e que a figura de mulher da janella
era a de D. Leonor, que, seguindo custo com a
vista a sombra negra qu6 ao Unge ainda cortava
as aguas do rio, dizia mais com o coracio do que
(1) Nesta poca ainda nio se dava maior trata-
menlo senlo fidalgos de primeira grandeza.
Dentro em poucos seculos, a desforra devia de
ser completa. Hoje este tratamenlo nio o que-
rem nem os regedores de parochia.
com oa olhos um doloroso adeus sen esposo e
i aeu filho. r
III
Agora algumas expQoes, quo devem esclaro-
cn completar o capitulo que acaba de ler-se.
D. Fernao de Mendonca, aenhor do castalio
hoje conhecido no Porto pelo palacete do Freixo,
era um dos rico-hornees do Minho de mais no-
bro linhagem daquellas eras, e que havia casado
com D. Leonor de Mendonga, formosa dama
quem elle amara perdidamente, e de quem hou-
rera um filho, por nomo D. Luiz do Mendon;a.
Sao estes os tres personagens principaes que o
leitor vio figurar no capitulo antecedente, e que
j entrou i coahecer, de certo.
Mas D. Fernao de Mendonca era filho segundo,
e so nio fosse um estranho accidente, que o seu
affecio de irraio deplorou no mais intimo de sua
alma, de certo nunca se vera senhor da pode-
rosa casa e dos bens dos Mendongas, que porten-
ciam seu irmio mais velho, D. Theodosio,
Urna paxio infeliz obrigou, porrn, este se-
pultar nos claustros do convento da Serra do Pi-
lar as Iembranc*s affectuosas desse sentimento,
que o fez procurar as consolacoes da religiio co-
mo o nico balsamo para sarar chagas que s o
lempo e a resignago curan!.
E' quando se conhece que a existencia dos
mosleiros nao era apenas urna forma do culto,
nem lio pouco smenle um sacrificio das vaida-
des e oslentages do mundo depostas aos ps da
dvindade : os mosleiros eram mais que tudo is-
to; cram rauitas vezes, e nao poucas, um re-
medio para a alma E' preciso ter sentido tu-
multuar no peito alguma deslas horrorosas tor-
mentas que nos lancam os das da juventude na
roragom de um destino cruel, para experimen-
tar toda a necessidade do lenitivo de paz. quo s
a solidio profunda e inquebraotavel destes luga-
res de conlemplacao e deseogano podiam offere-
cer s angustias sem esperanca do homem. De-
baixo daquellas abobadas voltejava o ar pacifico
dos cus; as fendas d'alma, tongo dos espiohos
que as exacerbam, saravam ; as paixes emmu-
deciam ; e as serenas e socegadas trevas do claus-
tro, cerrando-nos os olhos aos deslumbramcntos
das engaosas perspectivas do mundo, extin-
guan! os desejos de as gozar.
Fra isto o que acontecer D. frei Theodosio.
O fidalgo gentil e namorado convertera-se no
cenobita da Serra do Pilar; e quem depois lhe
fosse perguntar pelos das incuidosos dos seus
devaneios da juvenlude, responda apontando
para urna cruz e um livro que se viam na sua
cela, e acrescentava: Do que fui, tudoesque-
ci. Hoje as minhas nicas lembrangas, os meus
nicos companheiros sao aquello livro e aquella
cruz, a biblia e o emblema da redemp;io. E
olhem que por mais pesada que ella pareca, cus-
a menos arrastar que a cruz do rauudo*.
A' esle desapego completo da sociodade o dos
seus bens, tentara oppr-se D. Fernio com to-
das as suas forcas, porque nio quizera que con-
tra elie se levantasse a calumnia e lhe attribuisse
a resoluQio de seu irmio morgado se encerrar
u'um convenio, fado que o punha de posse dos
muitos haveres em que avultava a sua casa.
Mas nada pOJe contra as determinaces de D.
Theodosio. A sua vontado era j un voto, e
dentro em pouco a profissao veio por termo
todas as cootendas que ainda, porventura.se po-
dessem suscitar acerca dos seus desejos de deixar
o mundo.
Este irmio, que sempre o fra, e bom e desve-
lado para D. Fernio de Mendonca, era o que lhe
escreverado convento da Serra, enviando-lhe o
barco e chamando-o ao convento e seu filho
D. Luiz, afim de concertaren! em objecto que j
pareca conhecido de toda a familia, e que se
mostrava do alta monta, julgir polas sombras
de mysterio e camellas do prudencia em que o
envolviam.
E assaz de alta monta era, de effeito, esse ob-
jecto, visto que tinha por fim nada menos do que
sacudir urna usurpadlo o restituir o thrnno dos
reisportuguozes urai dynastia repollida e esbu-
Ihada de seus direitos.
Para o dominio dos Felippes era Portugal, a
ultima hoft havia soado. Quareota conjurados,
nobres pelo sangue e ainda mais nobres pelos al-
tos espirites de independencia quo os animavam,
haviam-se juramentado com o designio de quo-
brar o opprobrioso jugo de Castella e coroar um
principe portuguez.
Jlo Pinto Ribeiro, secretario do duque de
Braganga, o conde de Vimiosoe D. Antonio de
Saldaoha, desde muito que planejavam esta re-
volucio, dirigindo e combinando em segredo com
varios fidalgos, entre os quaes se contavam o ar-
cebspo de Lisboa D. Rodrigo da Cunha, os dous
Mellos, Podro de Mendonca, Rodrigo de Si e os
filhos do conde de Almada, todos os pormenores
d'esta conspiracio, quedeveria emancipar Portu-
gal da oppressao hespanhola.
Hjviam talvez retardado o resultado destes
projeclos as hesitacoes do duque do Braganga,
que, entre escrpulos e recelos, se nao delibora-
va acceitara corda portugueza que lho offere-
ciim os conjurados em nomeda naci. Sua es-
posa, D. Luiza de Gusmo, princeza de animo fir-
me e deliberado e de dotes vordadeiramenle so-
beranos, foi quem mais influio no espirito do
duque para elle acceilar. Desde esla hora, o
dominio dos sesseota annos de Castella foi repu-
tado Gndo.
Os nobres tinham, comtudo, um adversario te-
mivel no ministro Miguel de Vasconcellos, ho-
mem astuto e reservado, e que, como Portuguez
degenerado, seria o primeiro perd-los, sesus-
peitasse o que se passava. Mas a prudencia de
Joao Pinto Ribeiro soube illudir toda a perspica-
ELIE BERTIIET.
ii
Rosinha e os aprendzes olharam-se espanta-
dos sem saberem que alribuisscm essa estra-
uha risita. Os dous criados assentaram seu amo
sobre a cadeira, que se achava callocada bem no
meio da loja : acoramodado este, conservou-se
no mesmo silencio, immovel na posic.ao em que
i o haviam deixado, cora os bracos cahidos, o
' olhar fico e embaciado, como um cataloptico.
Depois o secretario e o criado grave recuaram al-
| guos passos para traz, manifestando todos sig-
naes de profunda dor. Rosinha se dirigi para
elles, e murmurarou baixinho ao ouvido do ho-
j mem vestido de preto :
Santa mae de Deus senhor secretario; o
A personagem, de que acabamos de fallar, re- que foi que aconteceu vosso amo ? Elle que
presentava ter os seus quarenta e cinco annos : sempre tio jovial, tio amavel e tio cortez I
cra ura homem bem feito posto que um tanto, O senhor recebeu hontem urna noticia das
fordo, com a tez ainda bastante fresca, em cujo suas trras bastante desagradavel. respondeu o
igode, cuidadosamente retorcido, nio se va um secretario com urna voz sepulcral : desde en-
s cabello branco ; achava-se vestido com todo o lio se acha no estado em que o vedes,
rigor do um perfeito cortezio. | Ha vinte e quatro horas que nio dornie
A volta do pescoQO era guarnecida das mais fi- ( nem come accrescenlou o criado gravo com um
nas rendas, o gibao de magnfico lafet adornado J tom pesaroso, elevando a mi aos olhos para
de rosas de filas da maior belleza ; o calcio es-: enchugar urna lagrima invisivel: estamos amea-
carlate aueito na cintura tinha urna largura des- gados de perder um excedente amo I
mesurada; os atacadores eram de ouro ; eos: Rosinha langou um olhar sobre o semblante
cothurnos de um encarnado desmaiado segundo fresco e rosado do conde : e veio-lhe logo ao
a moda inlroduzida naquelle lempo por Pompig-! pensamento que 0 nobre fidalgo nao mo3lrava
nan. Por sobre a sua cabelleira comprida e lou-j pela apparencia que houvcsse pasaado por um
ra se achava negligentoraenle posto um chapeo jejum tao longo. Entretanto replicou com inie-
redondo ornado de soberbo penacho. Ao lado resse :
pendia-lhe urna grande espada de duello, e Ion-j A noticia que o Sr. conde recebeu entio
gas esporas douradas, ainda que viesse p, re- < muilo terrivel ?
tiniam no tacio dos cothurnos. Oh I eim, muito terrivel! respondeu o so-
0 conde de Manle, titulo que davam esse ca- cretario virando a cabega, ao passo que o criado
valleiro, eslava abatido e sombro, como havia grave deixava escapar um longo suspiro.
observado Rosinha ; e tal era a sua preoecupa-
cao que pareceu nio dar pela joven quando en-
trou no armazem.
Vinha apoiado de um lado sobre um homem
vestido de preto, que se podia tomar por seu se-
cretario, e do oulro sobre um pagem de rica li-
br que pareca ser o seu criado grave. Ambos
elles dispensavam as altences as mais respeto-
sas : caminhavam com precaugio como se, no
estado de prostragao moral em que se achava o
seu amo, nio podesse este conduzir-se si pro-
rio. Sob o alpendre da loja iicaram mais dous
acaios muito mal encarados, que pareciam ser
antes dous salteadores do que criados do urna
boa casa. Todos esses sujeitos, 6 exemplo do
seu amo, aflectavam um ar triste e consternado.
Rosinha adianlou-se para o conde e fez-lhe
urna graciosa mesura : o dislrahido fidalgo po-
rem, nem se quer levou a mao ao chapeo.
Vossa serva, Sr. conde ; replicou Rosinha
inclinando-se ainda mais, e dando sua voz
um accenlo mais melodioso.
O conde nao respondeu, e dirigio-se machinal-
meolo para a cadeira que os aprendizes lhe ha-
viam preparado.
Senhor, posso saber o motivo....
Chiton 1 diz o secretario com ar mysterto-
so e levando o dedo sobre a bocea.
Chiton I repeli o criado grave com o mes-
mo n.yslerio.
(*) Vide Diario n. 6.
Desculpae a minha curiosidade, senhor,mas
emfim o que aconteceu ? O Sr. conde soube
quo era morlo slgum dos seus prenles ?
O secretario abanou a cabeca.
O seu caslello foi queimado ? Perdeu elle
a sua fortuna ?
A* esta pergunta o secretario revestio-se de
um ar de piedade desdenhosa, e o criado grave
de indignagio.
O seu caslello, senhora 1 Parcce-me que
queris dizer os seus castellos. porque o Sr.
conde nio possue menos de oilo, dos quaes o
mais pequeo lio bello como o Lourre......
Entio por quem nos lomaes i nos e ao amo i
quem servimos.
Sua fortuna I replicou o outro : na verdade'
que esses plebeos tem maneiras de fallar bem
singulares A fortuna do Sr. conde Compoe-se
ella do magnifico condado de Manle, que cootm
tres cidades, cento e cincoeota villas, das quaes
cento e vinte parochias, muitas florestas, ros e
lagos. Supponho que tudo islo nao se pode per-
der assim como a bolsa de algum mc.oador fr-
rela que rolte da feira de S. Germano.
Esla comparagio acrimoniosa fez subir o san-
gue face da moga ; porem a curiosidade aba-
fou o seu resentimento.
Mas entio explicae-me, senhores....
O que aconteceu custari a vida muila
gente 1 respondeu o secretario com distracg&o.
O Sr. conde jurou que mandara enforcar lo-
dos os culpados: e elle o pode fazer, porque nas
suas trras tem o direito de destribuir plena e
inteira justlga.... A' ninguem perdoar I
E julgaes que assim seja ? perguotou o
criado grave com voz triste. Entretanto nosso
amo nlo cruel.
verdade ; porem nos membros dessa fa-
milia a menor afflicco lhes faz perder o tino.
Li n'um manuscripto, que se acba anda na bi-
blioiheca de Manle, que o conde Adhemar IV,
bisav do nosso amo, mandou esquariejar quin-
ze miseraveis que se haviam esquecido de enlo-
pir um tanque, onde passou-lhe um dia pela
idea de afogar-se.
Esperamos porem qu o nosso excedente
amo nio chegar esse excesso.
Esle dialogo passra-se entre os dous meia
voz em presenga de Rosinha e dos aprendizes
que se tinham approximado para ouvir. A mo-
ga, vendo que suas inslanctas nao podiam arran-
car aos dous criados o segredo da dor do conde
e o motivo da sua visita loja, rollara j des-
penada tomar o seu lugar, quando o secretario
lhe disse com mais urbanidade que al entao :
[ Pego-ros, senhora, quo nio mostris ao Sr.
conde um ar alegre se por rentara elle ros di-
rigir a palavra ; porque cortamente nao vos ha-
de perdoar o mostrar-vos satisfeita quando o seu
espirito se acha afilelo e acabrunhado : advir-
lo-vos de quo caro vos poderia custar urna lo-
vandade qualquer da vossa parte; porquanto
perderieis infallivelmeotd
E pelo bom da freguezia 1 resmungou Gil.
Farei o quo poder, respondeu a moga ;
mas preciso que mo confiis o pezar que aflli-
ge o Sr. conde.
O secretario dirigi um olhar interrogador ao
companheiro como para pedir-lhe o seu parecer;
este respondeu-lhe com um signal de asseti-
mento.
Pois bem, disse elle abaixindo a voz e
oUiaudo com inquielacio ao rodor de si ; sabei
que por culpa do Sr. de Nangis, mordomo-mr
do caslello de Manle....
O que aconteceu ? ....
A corga favorita que o Sr. conde amava
tanto, que a o vinha nos aposentos do caslello,
morreu ha tres das. Um correio trouxe a noti-
cia hontem de manhia....
Esla revelagio foi feita com um tom solemne ;
o revelador parocia ferido de dor e de espanto.
A maligna Rosinha trocou um olhar com Gil Poin-
selot, e estere ponto de rebentar de riso ;
mas a apparencia contristada dos dous criados, a
presenga do conde, e mais que ludo o habito de
supporlar com paciencia os ridiculos daquelles
que frequenlaram a loja, a conlireram muilo
lempo. Assim replicou rirando a cabega ;
Com effeito urna grande desgraga. E o
Sr. conde amara tanto a sua corga farorita
poni de sua morle affecla-lo desta sorte ?
Se a amara, respondeu o secretario erguen-
do os olhos ao cu. E quem nao amaria a um
animal tio lindo e lio nobre I Sim, elle ama
muito, o nos tambem a amaramos como elle.
E rerdade : nos todos a. amaramos 1 repe-
li o criado grave.
Has emfim, senhores, replicou Rosinha en-
fadada j de ourir tantas lameatagoes, urna rez
ca do ministro traidor, reuniodo os nobres em
rarias conferencias, em casa de D. Antio de Al-
mada, e aprazando o dia 1 de dezembro para
este glorioso acontecimenlo.
[Continuarse-ha.)
Variedades.
OAbestrcz.
( Concluso.)
Cora quaolo esla faculdade parega extraordi-
naria, os pato3 e at as gallinhas dos nossos cli-
mas quasi que fazem o mesrao em menores pro-
porgoes, couforme a exiquidade dos seuscorpos
comparados com o do abeslruz.
Se, como parece resultar do que temos dito, a
intelligencia gastronmica, ou" expressando-nos
melhor, os sentidos do olfacto o do goslo faltam
quasi completamente i estes animaes. os do ou-
rido e da vista tem elles na mais esmerada per-
fegao. r
O abeslruz destingue e ouvo o cagador i dis-
tancias consideraveis. Muitos julgam, pela dispo-
sicio dos seus olhos, quo elle, como a gallinbola,
ve os insectos crepusculares. Comtudo o abeslruz
nao ve durante a noilc.
Sio extraordinariamente nolaveis a sua forga
nervosa e a rapidez da sua carreira.
O abeslruz pode matar um homem on quebrar-
me fcilmente um membro com oimpulsodo seu
p; obico, extremamente duro, capaz de arran-
car pedras fortemente cravadas na trra. Segun-
do a maioria dos viajantes, pode levar s costas
ura homem, e corre com elle quasi tanto como
um cavallo. Houve quem duvidasse desta pos-
sibilidade, mas como fado excepcional, muilos
testemunhos a confirmam.
O abeslruz corre mais do que qualquer oulro
animal conhecido; o tToracm n'um bom cavallo
naoconsegue alcanga-lo senlo quando a ave esl
caneada. Um abeslruz correr anda oilo leguas
por hora, ou um kilmetro era menos da dous
miuutos. Gragas s suis azas, que se fecham ou
se estendem como velas, volla fcilmente quan-
do quer, no meio da carreira.
Esla ave, como quasi lodosos animaes de sua
classe, lem urna inlelligencia limitada, era har-
mona com a pequenez e a conforraago do seu
cerebro. Possue, porm.em notavel grao o ins-
tincto da reprodcelo, principalmente o doa-
mor paternal. Dotado de urna indolo timida e
pacifica, s fugindo resisto ao homem; todava
ha exemplos de rabes ferdos ou morios pelos
abestruzes machos. Quer solado, quer em bao-
dos, lula com ranlagom contra certos animaes,
especialmente coolra a aguia, a hyena, e o ci,
e frequentemente se encontrara cadavercr de cha-
gaes roda de ninhos de abestruzes.
A' semelhanga de muitas das aves das nossas
planicies, o abeslruz vive em bandos, que emi-
gram segundo asestagoes, e sobretudo segundo a
maior ou menor perseguigio que lhe faz o hornera.
No raez de fevereiro, os machos e as femeas
acasalara-se, e dias depois fazem ambos um ni-
nlio ou um bergo, quo urna cova que cercano de
urna especie de parapeito, langando a areia do
centro para a circunferencia. Dzem que algu -
mas vezes, chegam abrir exteriormente um tos-
so circular em torno desle parapeito, para dar va-
sao s aguas, o que parece ser um trabalho de
engenharia algum tanto complicado para um
abeslruz, por maior que seja o seu amor pa-
ternal.
Neste ninho a femea pe urna duzia de ovos,
que choca ora juntamente com o macho, ora al-
ternadamente com elle. Se acontece roubarem-
Ihe os ovos, partirem-se ou gorarem, semelhan-
ga do que fazem a maior paite das aves, passadas
algumas semanas torna fazer outra incu-
barlo.
Depois de noventa dias de rigoroso choco, em
que o macho e a femea inspeccionan! incessante-
uiente o estado dos ovos, proporgio que senlo
ou v o feto em estado de sahr.
Por espago de alguns mezes, os pequeos abes-
truzes seguem os paos aos campos, onde sio ali-
mentados e protegidos. N'um bello dia, quando
os filhos se sentem fortes, abala cada um para seu
lado, sabo Deus para onde, fazem os seus ninhos,
chocam-os, e criam os filhos como os paes os
crearam elles.
Os rabes cacara o abeslruz cavallo ou de
emboscada.
As cagadas cavallo sao mais um exercicio de
prazer do que de proveito, porque os preparati-
vos e as despezas que trazem comsigo raras ve-
zes sio compensados pelos resultados. Quando
dez rabes se combinam para a caga dos abestru-
zes, mandara logo exploradores em diversas di-
reccoes, afim de descobrirem algum bando. Ao
cabo de oito dias, pouco mais ou menos, neces-
sarios para esla operarlo, os caradores, munidos
de provisoes d'agua, e de tudo quanto preciso
para o deserto, deixam o aduar e vio acampar no
terreno da cagada:
Logo que o lugar, onde exislem os abestruzes,
est indicado, os cavalleiros cercam o bando por
lodos os lados, e vio apertando cada vez mais o
seu circulo. Os abestruzes espantados, correm
para todos os lados, mudam sem cessar de direc-
cao, conforme o lugar onde percebem os cagado-
res. Depois de muitas horas de correras preci-
nas
pitadas e inuteis, abrem as azas como para sus-
tentaren! as pernas fatigadas : este o signal da
sua Talla de forgas. e por consecuencia de que es-
tao prestes i render-se. Cada caralleiro toma
um abeslruz sua canta, persegue-o, alcanca-o,
seo cavallo lho permute, mata-o com urna pan-
cada na cabera, e sangra-o aegundo a lei musul-
mana. Depois destas furiosas correras, que du-
ram s vezes muilos.da, a maior parte dos ca-
relios ficam inteiramente estropiados.
A cica do emboscada faz se, urnas rezes ro-
da de urna fonle, quando o bando ali rae mitar
a sede, oulras rezes roda do ninho. e allernati-
ramenle cada um dos abestruzes de per si, em
quanto esli de choco.
Os proJuctos do abeslroz sio de differentes na-
lurezas. A pelle, os ovos, a carne, a gordura
y J.utl1 e '"do cha compradores. Desta ave
pode dizer-seT) mesmo que se diz do porco, que
ludo se aproveita.
A pelle e sobretudo as penoas sio objecto de
um consideravel commercio, nio s na Algeria
como era todos os paizes que os possuem.
urna pelle inteira de abeslruz vende-se na Alee-
ria desde 10 al 150 francos, conforme a qualida-
ae ao animal, novo ou adulto, femea ou macho
conforme o estado das suas pennas, e principal-
mente conforme o rendedor e o comprador A
mesmj pelle rendida i retalho produz de duas
quatro rezes a mesma somma. No Egypto. na
regencia de Trpoli, no Cabo, etc., esle rendimen-
to commercial anda muito oais considerarel
O pnncipal producto da pelle consiste
grandes pennas que a adornam.
OsEgypcos empregam-as, ha quatro mil an-
nos, da mesma maneira porque as usam actual-
mente todos os poros que as conhecem, isto ,
em ornamentos mni graciosos, ligeiros e sump-
tuanos. r
As melhores pennas do abeslruz sio as das azas
e as da cauda ; quanto mais brancas, mais flexi-
veis, mais regulares e geralmente maiores, mais
crescido o seu ralor e a sua estimagio. Ha
pennas que excedem dous ps de comprimento
sobre sete polegadss de largura. Um abeslruz
macho, adulto, em bom estado e de casta cinzen-
ta, d commumento trinla cincoenta pennas
brancas do primeira calhegoria, ainda que diTe-
rentes nas qualidades e nos ralores.
As pennas de cathegorias inferiores sio as das
costas e do peito. Sao pardas escuras, mancha-
das ou denegridas, sem lustre, pouco susceplive3
de se branquearem. e nio podem ser usadas nao
depois do Ungidas de preto. A maior parte das
pennas da femea ou do macho novo estio neste
caso.
As penas dos abestruzes diversificara muito no
valor, segundo a qualidade. Nio ha menos'de
sete variedades de pennas africanas, provenientes
dsele differentesreges. e tendo pouco maisou
menos sete valores diversos : cada urna destas
variedades subdividda em cinco qualidades
dislioctas, chegando as de primeira qualidade so
PreS do 800 francos, e as da ultima qualidade
a l francos o cento. Algumas peonas leem sido
vendidas at 100 francos cada urna ; oulras nio
leem mesmo alcangado o diminuto prego de 10
cntimos.
Finalmente, como todas as mercadorias de lu-
xo, as peonas do abeslruz tem um prego suscep-
livel de excessivas variagoes, principalmente nas
pnmeiras qualidades. Por isso ha qualidades
cujo valor diversifica n'alguns dias entre 60 e 300
francos, conforme a moda, quo repenlinamente
adopta e exige tal ou tal especie de pennas.
As mais eslimadas e as mais caras sio as do
Egypto, chamadas de Alepo, e as de Trpoli,
chamadas de Dengazy. As peiores de todas sio
as da Algeria, ou porque sejam mal tiradas ou
mal preparadas, ou porque a especie dos abes-
truzes de Algeria seja inferior dos oulros pai-
zes de frica. Por isso, emquanto um cento
cnPfnonS? fdeAlePde Primeira calhegoria rale
ouu i 800 francos, ura ceuto de pennas argeli-
U!3. da_mesra(l calhegoria nio vale mais do que
200 300 faancos. As ultimas qualidades dos
dous paizes, oscillam no Egypto entre 20 e 80
francos, o na Algeria entre 20 e 30 francos.
A venda annual na nossa colonia figura em ul-
timo lugar. No estado actual das cousas, este
ramo de exporlaco argelina nio tem importan-
cia. Sobre 5,000 kilogrammas de pennas de abes-
lruz, representando um valor bruto de 216,000
francos, quo a Franga recebe annuslmente para
seu consumo ou para tornar vender, a Algeria
so enva 500 kilogrammas, que represenlam um
valor de 25,000 francos. O resto importado em,
Franga de paizes estrangeiros pelos Inglezes e
rscanos, que se fizeram intermediarios entre os
principaes paizes africanos de produego e os
paizes europeos de consumo.
Esta situaga.0 depende nicamente da escassez
e da m qualidade das pennas argelinas, porque
ellas entram no nosso paiz livres de direitos, em-
quanto que as pennas de procedencia estrangei-
ra pagam de 117at 4\ francos por cada 100
kilogrammas, conforme a qualidade. Como den-
tro em pouco lempo havemos de ver, fcil li-
bertar-se a Franga de um monopolio que lesa
intilmente o commercio, e dotar a Algeria com
um produelo al hoje pouco importante.
Indepondentemente das pennas preciosas de
que acabo de fallar, a pelle do abeslruz ainda
offerece differentes applicages lucrativas para o
commercio.
[Diario de Lisboa),
que o Sr. conde nio se decide fallar, nio me
podareis dizer o motivo porque veio elle nossa
casa ?
O criado gravo se dirigi ao secretario.
Ser-vos-ha possivel satisfazer esta se-
nhora ? Nosso amo nada me disse do seu pro-
jecto.
Supponho, respondeu o outro mostrndo-
se iudifferente, que ello veio casa de Poliveau
para comprar panno preto, com que vestir de lu-
to todos os seus pageos e escudoiros em memo-
ria de sua corga muito amada.
E sem duvida ha de querrer levar seu pan-
no fiado como a pega do veludo I diz Gil Poin-
selot com urna colera concentrada,sem so impor-
tar quo fosse ouvido pelo conde e polos do seu
squito.
Os criados dardejaram olhares furibundos so-
bre o.aprendiz insolente ; felizmente para este o
silencioso fidalgo pareceu sahir afinal da sua
prostragao, fez um movimento vagaroso com a
cabega para um e outro lado afim de reconhecer
o lugar onde se achava, e exclamou com esse as-
senlo italiano que affectavam nessa poca, para
agradar a raioha, e ao marechal d'Ancre, aquel-
los quo frequentavam a corte, ou que so gaba-
vam de frequenta-la.
Por minha f I Parece-me que estou em
casa do meu amigo Poliveau, o rei dos merca-
dores I O diavoij me leve se sei como aqui vira
ler !
E percebendo Piosinha, que lhe fazia urna no-
va mesura, levantou-se cortezmenle, tirou o seu
chapeo, e disse cora essa galantera pueril pro-
pria daquelles lempos :
Per Dio, $ijnoria Agora comprehendo o
que me attrahio para este lugar : foram os vos-
sos lindos olhos que brham como dous rubfs,
e que sio o pharol que guia o pobre navegante
Rosinha eslava j muito habituada esses e
outros cumprimenlos para que podesse prestar
muila atteugio ao que lhe diriga o conde ; to-
dava respondeu! modestamente que eslava cer-
ta de que elle sel nio havia incommodado por
tio pouco. I
Tao veramente como vos digo 1 exclamou
o conde que nessa momento se tinhi completa-
mente esquecido aa sua corga favorita. Vos nao
sabis, sionortta.l como na alta sociedade se
trata i vosso repeilo ; aqui entre nos, nio fa-
zem mais de tres dias que se fallou de vos no
gabinete da rainha. ,
Fallaram de mim na presenga da rainha ? !
exclamou a joven, cujos olhos biilharam de
prazer.
como tenho a honra de dizer-vo-lo, e at
mesmo ouvi ao Sr. marechal.... Mas o que quer
dizer isto ? continuou de Manle passando em
revista todo o seu traje. Deus me condemne se
estou .decentemente ataviado para apparecer
urna signorita tao bella como a filha do meu
amigo Poliveau, e na loja de um almolacel de
Paris I
Rosinha poz-sea examinar o vestuario do con-
de ver so ahi descobria o que excitara assim a
sua colera. Nenhuma s das suas rosas se acha-
ra mal collocada. Entretanto elle chamara os
lacaios & grandes gritos para po-lo en estado,
segundo dizia, de poder apparecer aos bellos
olhos da linda marcadora. Os lacaios que esta-
rara porta correram para ajudar o criado gra-
ve reparar a desordem imaginaria dos vestidos
de seu amo.
Vamos, aviae 1 miseraveis velhacos, dizia
elle com urna colera talvez fingida, eraquanto os
criados se reuniam apressados ao redor da sua
pessoa ; bregeiros, que nio perfumaran a rai-
nha cabelleira, que collocaram mal os meus ma-
tadores 1 .... Porem, per Dio I ainda isto nio
tudo, contnuava eslendendo para dianle urna
mao rochunchuda e alva, meio encoberta por
largos punhos de rondas ; nio mo pozeram tam-
bera os anneis Onde esl o criado incumbido
desse mister ?
Aqui estou, senhor, disse um dos criados
com tom submisso e respeitoso.
Cuida da tua obrigagio, palife, replicou o
conde apresentando-lhe os dedos. Farte-hei
queimar vivo se te nio portares melhor de hoje
em diante.
O criado puchou gravemente da algibeira um
cofresinbo contendo muitos anneis de grande
valor, ao menos na apparencia passou-os um por
um para os dedos do conde, cuja colera se miti-
gou um pouco.
Est bom, disse elle com gesto de impa-
ciencia, deixae-me agora com a minha emavel e
encantadora amiga, a signara Rosinha, quem
amo loucamente.
Os criados su afaslaram alguna paaaos para traz;
o conde cruzou as pernas, e recostou-se na ca-
deira procurando estar mais i sua vontade ; en-
tretanto guardava silencio ; a joven embaragada
tomou o seu lugar junio do mostrador.
Vejo com prazer, Sr. conde, disse ella
final, que supportaes com mais coragem do que
ainda ha pouco o pezar causado pela morle de
vossa corga favorita.
O fidalgo estremeceu, sua physionomia mudou
repentinamente.
Que diasesles ? replicou elle com ar de de-
sespeiro. E' pois verdade que morreu essa po-
bre Diana, a linda corga da minha alma 1 Oh I
eu o tinha esquecido Per- Dio, signorita 1 o vos-
so lindo semblante me Qzera esquecer qua havia
perdido o meu querido animalzinho, no momento
mesmo em que daria um milhio para v-lo res-
suscitado 1 Oh 1 meu Daus 1 como sou infeliz !
Occultou o rosto entre as mos, e pareceu so-
lugar.
Que imprudencia, senhora I diz o secreta-
rio affeclando un ar colrico. Vosso coragao
insensivel 1 Vede em que estado posestes o meu
pobre amo I
Ainda que Rosinha nada syrapathisasse com
as dores ridiculas do seu freguez, nio pode to-
dava furtar-se ao dever de exprimir-lhe o sen
pezar por ter sido causa desse desespero.
Nio fallemos mais sobre este triste assump-
to, cruel e barbara signorita Diz de Manle, sol-
ando um grande suspiro, e timbando os olhos
vermelhos com um lengo guarnecido lodo de
rendas. Vossa presenga tinha derramado em
minhas feridas um balsamo consolador, cujo ef-
feito salutar deslruirjm as rostas palavras 1
Come polido e elegante o nosso bom amo !
observou o secretario em voz baixa.
Mas que vim eu fazer casa do amigo Po-
liveau? continuou o conde levantando um dedo
i testa como que para ajudar a sua memoria,
Croio que c nio rim sem motivo, porm ech-
me com o eopirilo tio perturbado 1 Ah 1 sim...
agora rae lembro, acrescenlou com voz melan-
clica ; rim escolher algumas pegas de panno
preto para vestir de lulo lodosos meus criados ;
quero que a minha muito chorada corga tenha,
sobre a ierra quem por ella traga as restes o o
signal de d. Desejo panno da primeira quali-
dade; tudo o que hourer na loja de melhor e- da
mais caro. O diavolo 6 nio se achar em tasa o
meu excedente amigo ; isto obriga-me i rollar
n'outra occasiio.
Nao necessario para isso que meu pae es-
teja em casa, diz Rosinha leranlando-se. Seo
Sr. eonde se que dar ao trabalho de escolher e
separar o panno, de que precisar, com as suas
proprias roaos, lho mandarei levar ao lugar
que designar.
Conpo inteiramente em vos, minha linda
menina, escolhei o que quizerdes, advertindo
que eu desejo o que ha aqui de mais bello e mais
caro.
Espero que ficara contente, responde Ro-
sinha fazendo signal aos aprendizes para trem
buscar as mercadorias exigidas.
Nem um nem oulro se moveu, ambes cochi-
chavam ura canto, examinando o fidalgo que
nessa occasiio se mostrava muito salisfeilo.
Porm, signorita, supponho que os rossos
caixeiros vos sao muito necessario, e nio poderlo
alm disto conduzir um fardo tio pesado; en-
tretanto eu preciso ter esse panno hoje mesmo :
permitti, pois, que os meus criados o conduzam,
que 9 fario em pouco lempo.
Pois bem, Sr. conde.....
No momento em que a joven mercadora a
aceitar essa proposta. Gil Poinselot se dirigiu
para ella, e lhe disse com vivacidade :
Tomae sentido, senhora Rosinha, noque
ides prometter.
Quo dizeis, meslre Gil ?
Tenho a certeza de que esle senhor e
um....
Que quer esse palife? perguotou o conde
insolentemente sem virar a cabeca para o jo-
ven aprendiz. Porque vem elle nlrometter-se
em meus negocios ?
Estara dizondo, replicou Gil empallidecen-
do de colera, que nao prudente flar-se algumas
pegas de pauno i um homem que tem por cos-
tume ir jogar no pomo d'ouro, e jogar com da-
dos falsos como eu mesmo j presencie!.
( Continuar-se-ka. )
PRN.- TTP.DEH. F. DS FAMA. 1861.
*


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E2AGP0VLP_WEYLHD INGEST_TIME 2013-04-30T22:17:36Z PACKAGE AA00011611_09209
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES