Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09208


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Full Text
1110 IXXflI. HUIERO 6
Por (resnezes adiaitados 5$000
Por tres mezes veicidos 6JOO0
TERCA K1BA 8 DE JAHB1R0 DE IS6I
Ptr adiantada 19)000
Porle franco para o subscriptor.
inn
E.NCARREGADOS DA SUBSCBIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty. o Sr. A, de Lemos Brasa ; Cear, o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tins Ribeiro Guimares ; Piauhy, o Sr. Joo Fer-
nandes de Moraes Jnior : Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS s COKKElOS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Ig'iarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Antao, Hezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tergas-reiras.
Pao d'Alho, Nazareih, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, IogazeHra, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ourcury e Fx as qgartas feiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoso, Uns,Barreiros,
Agua Preta, Pimenleiras e Natal quintas feiras.
(Todos os crrelos parlem as 10 horas da manhaj
tl'HEMERIDhS MtiZ D JANEIRO.
3 Quarto minguanle as II horas e 4 minutos da
tarde.
11 La nova a 1 hora e 8 minutos da manha.
19 Quarto crescente a 1 hora e 11 minutos da
manha.
26 La cheia as 2 horas e 47 minutos da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 2 horas e 30 minutos da manha.
Segundo as 2 horas e 6 minutos da tarde.
PARTE OFFICIAL
DAS DA SEMANA.
7 Segunde. S. Theodore- monge ; S. Telmrnro.
8 Terca. S. I.ourcnco Jtstiniano patriarcha.
9 Quarts. Ss. Juliao m Bazilica sua espc-za.
W Quinta. S. Paulo !. eremita; S. Gonealo.
11 Sexta. S. Bygrno p. m. ; S. Honora v.
12 Sabbado. S. Satyro ro. ; S. Zolico m.
13 Domingo S. Hilario b. ; S. Emilio m.
AUDIENCIAS DUS TR1BNAE DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundase quintas.
Relacao: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Fazenda : tercas, quintase sabbados as 10 horas.
Juizo do eemmercio : quarts ao meio dia:
Dito de orphes: tercas e se&tas as 10 horss.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda rara do civel: quarlas c sabbados a 1
hora da tarde.
Guverno da provincia.
r,mXpedente d dia 4 dt Jan'iro << 1861.
OfficioAo Exm. eomraandante superior da
da guarda nacional do Recite.Respondo ao of-
licio que V. Exc. rae dirigi era 27 de dezerobro
ultimo, sob 11. 208 desse mez, veio ordem do
thesouro nacional para serem pagas as gratifica-
roes a que tem direilo ocapito secretario desse
commando superior Firmino Jos de Uliveira.
Dito ao eomraandante supciior da guarda na-
cional do Rio Formoso.Devolvo a V. S. os
prets dos veocioientos dos guardas nacionaes
destacados no municipio de Barreiros, que acom-
panharam o son ofQcio de 7 de dezerabro ulti-
mo, alira de serem sanadas as fallas encontra-
das nos mesmos prets e referidas ua informac.no
da contadoriada thesouraria de fazenda junto por
copia-
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Tcndo cm vista a sua informado de 2 do cr-
reme, sobu. 1, o autoriso a mandar pagar a Jo-
s Pereira de Alcntara do O', couforme requi-
sitou o director das obras militares era officio de
s>6 de dezembro ultimo, n. 113, a quantia de
1:8J3>220, porque contratou fazer as obras cons-
tantes do ornamento,-que devolvo, para urna
companhia e urna arrecadago no baluarte que
tica a 30 na fortaleza das Cinco Ponas.Com-
municou-se ao director das obras militares.
Dito ao inspector da thesouraria provincial. :
Inteiradodoconteudo do seu oCQcio de hontem. j
sob n. 2, tenho a dizer em resposta que pode V.
S. laucar mao d'entre as duas medidas lerabra-
das no citado officio da que llie parecer raelhor.
alira de que fique concluido at o ultimo do cor-
rente mez, como se faz preciso, o orgaraento, ba-
lancos, quadros o relagoes que devem ser feilas
nessa thesouraria.
Dito ao juiz do paz mais votado do primeiro
districto da freguezia de Caruar.Constando I
de represeutaco de alguns eleitores e supplon- '
tes dessa freguezia que Vmc. convocara e admil-
tira a votar para organisago da mesa parochial
na eleigo de eleitores, a que ahi se est proce- !
cedendo, 21 eleitores, era vez dos 17 designados'
por officios desta presidencia do 15 e 26 de no-
vembro de 1856, declaro-lho que esse seu proce- 1
dimento nao foi regular, e que nao sendo hoje i
possivel interroraper o curso da eleigo, deve'
Vmc. aceitar e fazer declarar na acta qualquer
protesto, que com esse fundamento lhe fr apre- !
sentado por parlo dos mesmos eleitores e sup
penles.
Dilo ao juiz de paz primeiro votado do Tnqua-
ritioga.luteirado do conleudo do ofEcio que
Vmc. me dirigi em 30 de dezerabro prximo
lindo, expondo as oceurrencias havidas na matriz
dessa parochia por occasiao de organisar-se a
mesa parochial para a eleicao de eleitores e que
o obrigaram a abandonar aquella igrcjaeir con-
tinuar a eleigo na capella de Correntes, tenho
a di/.cr-lhe em resposta que nesta data reitero as
ordeus anteriormente por mim expedidas para
que seja Vmc. garantido no desempenho de suas
legitimas attribuiges como presidente da mesa
parochial desa freguezia, e alira de que secon-
clua essa eleicao regularmente e sem alteracu
da orde'iu e seguranea publicas, como ver das
copias inclusas.
Devo porra declarar-lhe quo obviado assim
esse embarao e desvanecidos os receios que o
levarara a ir tunecionar nessa capella de Corren- '
tes, cumpre que Vmc. cora a mesa sob sua pre-
sidencia volte iramediatamente a matriz, onde
continuar o processo da eleicao por ser esse o
lugar designado por iei para taes actos.Officiou-
se ao delegado do Limoeiro sobre a garanta da
ordem publica.
Dito.Ficando sciente de ter o conselho de
compras navaes, como me communicou em seu '
officio de 31 de dezerabro ultimo, contratado com
diversas pessoas a compra dos objeclos mencio- i
nados na relago annexa ao citado officio, tenho
a dizer-lhe em resposta que-approvo o sou acto, 1
cumprindo que o conselho remella copia dos res-
pectivos termos thesouraria de fazenda.Com- !
raunicou-se a esta.
Portara.O presidente da provincia, delern-
do o requerimento em que Francisco Antonio Ca-
valcauti Cosseiro solicitou aposentadoria no lu-
gar do Io escripturario da thesouraria provincial '
que actualmente exerce cumulativamente cora o i
de esenvao da Santa Casa da Misericordia, resol-!
ve, depois de ter ouvido o inspector da mesma'
thesouraria, conceder-lhe, de conformidade com
o disposlo no art. 2o da le provincial, n. 276, de
/ do abril do 1851, a aposentadoria pedida com o
ordenado proporcional aos anuos de servigos pres-
tados nos quaes se comprehender o lempo de-
c1orSn.de,3 de dembro de 1831 a 24 do maio
j to de Janeiro de 183:J 28 de igual
mez do 1834, em que senio no corpo policial da !
provincia, como provou, e o que decorreu de 5'
de julho de 1836 al 16 de fevereiro de 1848 em '
que esteve empregado pela primeira vez na refe-
rida thesouraria. percebendo o mesmo escriptu-
rario o ordenado relativo aposentadoria que
lhe sera pago nos devidos terapos anda conti-
nuando a exercer as funegoes de escrivo da San-
ta Casa ate que a assembla legislativa provin-
cial interpelando a disposigo contida no art. 4o
da citada lei, resolva o que lhe parecer conve-
niente. Remelteu-se copia desta thesouraria
provincial.
D,ita ptenle da provincia nomeia, na
conformidade do art. 217 do legulamento n. 120
de 31 de Janeiro da 1842, o bacharel Alvaro Uch
Cavalcanti para servir o lugar de promotor pu-
blico da comarca do Cabo.Fizeram-se as par-
licipacoes do costume.
Dita.0 presidente da provincia, altendendo
ao que requerou o profossora publica de instrueco
primaria da freguezia de S. Podro Martyr de Olin-
da, Rosa Mara Fonseca de Albuquerque, rcsolve
prorogar por dous mezes, com vencimenlos, a li-
cenga que por portara de 2 do outubro ultimo
lhe foi concedida para tratar de sua saude.__
Communicou-se ao director geral da instrueco
publica.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao Dr..Miguel Archanjo Monteiro de An-
drade.S. Exc o presidente da provincia, man-
da aecusar a recepgo do officio que V. S. lhe di-
rigi no Io de dezerabro prximo ndo, commu-
nicando ter deixado a vara de dj/eilo quo exer-
<:ia, e assumindo as funeges de juiz municipal
do termo de Cimbres.Fizeram-se as convenien-
tes commuoicagoes.
DESPACHOS DO DIA 4 DE JANEIRO DE 1861.
Requerimentos.
3469.Azevedo & Mendes.Informe o Sr. ca-
pito do porto.
3470.Bailar & Oliveira.Informe o Sr. capi-
tao do porto.
3*71.Francisco Antonio Cavalcanti.Passe
portara aposentando o supplicante com o venci-
cimcnlo correspondente ao lempo de servigo.
3472.Francisco Saoxo Ribeiro do Amara!.
Informe o Sr. eomraandante superior da guarda
aacional do municipio de Nazareih.
3473.Pedido do forte de Gaeb e Nazareih.
Foraeca-so o mesmo.
3474.Fornega-se.
3475.Jos de Aquino Fonseca.Informe o Sr.
director da thesouraria de fazenda.
3476.Manoel Ignacio de Oliveira.Informa o
Sr. capito do porto,
Repartido ieapeeial das trras pu-
I Micas.
Expediente. (*)
Officio ao Exi. Sr. presidente. Em obser-
vancia ao respeitavel despacho de V. Exc.
era frente do officio de director geral dos Indios
da Escada que propoe a remogao daquella aldeia
para o lugarRiacho do Matoonde suppe elle
existir sessenta familias de Indios oriundos de
diversas aldeias ; tenho a honra de informar o
seguinte :
O decreto de 24 de julho de 1854 consagra no
'' !H e 2 a idea de remoco das aldeias, e a
a respeito da Escada V. Exc. adiar na secretaria
da presidencia as pondersges que era correspon-
dencia especial por mais de urna vez, Gz ao go-
verno quando adroinislrei a provincia, demons-
trando a conveniencia e mesmo a necessidade de
transferir os Indios d'aquella misso para lugar
mais aproprsdo, visto como o terreno, que lhe
foi doado, acha-se quasi todo, invadido e cultiva-
do por agricultores poderosos, a quem os mesmos
Indios haviam cedido muitas posses para se le-
vantaren! engenhos de fazer assucar, que hoja
do roui grande produego. Rogo, pois, a V. Exc.
se digne recorrer a essas pessas officiacs, que
sera duvida cootero inforraagoes mais circuns-
tanciadas e exactas do que as que oeste inumco-
to poderei dar na ausencia dos recursos que ento
tive. Pareceodo-me inquestionavel a convenien-
cia de exlingutr a aldeia da Escada, nao mo que
que o director geral tenha proposto a medida e
qu os proprios Indios a solicitem, como agora
acabara de fazer. Mas para melhor poder ser el-
la resolvida pirece-me indispensavel: primo que
V. Exc. mande verificar do ura modo cerlo quan-
tos Indios mistigos, ou puros contm actualmente
a aldeia, quaes os que desejam transportar-se
para nova situagao, quaes os que as repugnara
por se acharem estabelecidos com rancho e plan-
tacoos, e pelo amor no trabalho, e a locaHdade ;
pois que estes nao devoran ser removidos ora vis-
la do 3, artigo ctdado. Secundo, que V. Exc.
mande tarabem eximinar pelo actual director da
colonia militar dePiroenteiras, o terrenoRiacho
do Mallo, afim de saber-se : primeiro, se de-
volulo na exlenso de meia legua : segundo, se
proprio para estabelecer-se nelle urna aldeia e
a que qualidade de cultura se poder prestar :
lerceiro. se com elT^ito existem all 310 Indio3de
que falla o director geral, e como se auham elles
arnnchados : c quarlo finalmente, que ministre
todas as informaces que a inspeceo occular lhe
ofierecer em relace ao objeclo. "Mediante essas
diligencias que poderei dar mais desenvolvi-
raento ao objeclo que V. Exc. houve por bem su-
geitar a minha ajreciago.
Officio ao Exm. Sr. presidente.Por officio de
28 de janoiro do correle anne raaodou-me V.
Exc. dar parecer acerca da proposta que de An-
vers, emdala de 4 de dezembro, Qzerara Seitein-
rnann 4 C cora a espectaliva de enviarem para
esta provincia bons colonos, por meio de urna li-
nha regular de dous navios por mez, conduzin-
do cala ura 150 colonos, bem escolhidos, median-
te o subsidio por passageiro do 150 francos,
abrindo-se para isso um credilo na Europa, ou
saccando os emprehendeddres contra o presiden-
te da provincia, depois que tiver elle recebido o
certilkado da expedico legalisado pelo cnsul
do Brasil.
Tornando-se cada vez mais urgente e indecna-
vel a necessidade de prover a agricultura de bra-
cos de que tanto necessita, o primeiro sentimien-
to de todo Brasleiro, principalmente de V. Exc,
nao ser de cerlo o d? regeitar in linxine qual-
quer proposla que se offerega tendente promo-
ver a colonisagao, mormente onde ella nao come-
gou. como em Pernambuco.
A associagao central, hilando ainda cora as
multiplicadas difficuldades do seu compromisso,
nao pode at 6ste momento eslenderas suas vis-
tas para o norte do imperio, e era to cedo o
poder fazer. A companhia do colorisagao de
Pernambuco, Alagoas, e Parahiba, ach'a-se ac-
tualmente no seu embriao ditUcil de ser desen-
volvido, como sempre acontece a ludo que de-
pende de muitas vontades: no entretanto certo
que a agricultura da provincia grita por bracos,
e aps estes gritos percebe-se mui claramente o
rumor impaciente de loda a populago,excitado
pela enorme careslia, sempre crescenH! dos vi-
veres e do trabalho.
Por outro lado minha humilde opinio que a
aegao directa do govorno essencial para formar
os primeros ncleos de colonos que venhara
ser a sement mais sa da futura colonisacao es-
pontanea. Quero dizerque convm sobretudo
que os primeros colonos sejara os mais escolla-
dos nao s em rclago ao numero o capacidade
professional e industrial das familias, como em
relagao a sua raoralidade.
Depois c necessario que tenham ells um desti-
no eflecliyo e conveniente s vistas geraes do
governo, isto : que sejam aproveitados e cncar
rainhados de um modo proficuo s nossas neces-
stdades urgentes, e o mais approxiraado que se-
possa aos costuraes caractersticos da nossa na-
cooalidade, que convir nao abastardar com urna
colonisacao impetuosa, E' o governo em sum-
ira quem deve dar umspeciraenorganlsagao
do (rabalho agrcola preparando assim um ele-
mento de colonisago tal como seno pode espe-
rar da acjo descricionaria dos particulares ou
das associages. Digo descricionaria, porque em
geral elles encarara a colonisago debaixo de ura
cerlo ponto de vista, que no nicu fraco entender
nao cncerra toda a respousabilidade, nem lodos
os escrpulos que julgo da maior importancia
para o fuluro.
Nao sou adverso a qualquer movimento de co-
lonisago que parta do interesso immediato e es-
pontaneo das associages e des particulares, jul-
go mesmo que devem ser protegidos: o que pre-
tendo, porra, que os ncleos de colonisago
formados pelo proprio governo, sejam instituidos
de modo que sirvsm de padro, mesmo de esti-
mulo, e de urna salular competencia, nao taulo
para temperar o afn, e talvez, os caprichos dos
particulares, como para moderar a cupidez de
lucro de especulago puramente mercantil em
negocio lao grave, em que o lucro ceg e inme-
diato nao deve preponderar, mas ficar sempre
subordinado gloria de urna prosperidade regu-
lar e duradoura. Mas esta prosperidade s pode
ser bem plantada e apreciada pelo governo que,
collocado no cume da pyramide social, v e ob-
serva prudentemente as legitimas necessidades
de loda coramunho, necessidades que olio nao
pode sufficicnlamcntc occorrer por meio nica-
mente da intervcngSo indirecta, ou da tal ou qual
fiscalisago, que se reserva nos contratos de sub-
venco.
Supposla a necessidade do governo inlervir
directamente na colonisago, resta saber se o
presidento lera meios promptos de realisa-la
agora mesmo.
O novissimo decrelo de 18 de novombro do an-
no passado no artigo 2 comprebeodeu ptima-
mente que a melhor maneira do attrahir colonos
facilitar-lhes o transporte, dando-lhes passa-
gens porconta do governo, asegurando-Ibes mo-
rada gratuita, e commoda, sustento necessario e
tratamenlo as molestias. Estas rantagens que
sao relativas aos colonos maodados vir por coma
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SUL.
Alagoas, o Sr. Clandino Falco Dias; Bahia,
Sf. Jos MstIIds Alvcs ; Rio de Janeiro, o Sr*
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario de diario Manoel Figueiroa de
Faria, na sua livraria praga da Independencia ns
6e8. /
particular, nao me parecem inferiores s que sao
exigidas pela proposta.
Semelhanteraenle aquellas que o mesmo de-
creto offerece aos colonos, que per propria conla
se vicrem eslabelecer as colonias do governo
comprando Ierras, creioque esto ainda cima do
pedido. Com efTeito, Ierras vendidas mui bara-
to, a dinheiro vista ou & prazo, pagamento de
urna a duas passagens s familias, ou de 5 a 6
pessoas alera das de qualquer porto para o lugar
do estabelecimento, onde o colono achara rasa
[ sufficienlemente e terreno preparado para plan-
! lacao, seraentes, um cavallo, urna vacca, ele,
de certo hospedigera mui vantajosa que ha de
agradavelmente seduzira bons trabalhadores que
esliverem vegetando na inercia.
Por qualquer das duas roaneiras que os colonos
queiram vir, ou seja com passagens pagas por
sua conta, ou pagas pelo governo, mas em bene-
ficio dos agricultores, os colonos evidentemente
i ganharocom a emigrago : e tanto em umeomo
' era outro caso, me parece que o presidente da
I provincia podo desde j inlervir : no primeiro
i caso, porque assim o indica a clausula do arl.
1 e no segundo caso, porque nao temos na pro-
1 vincia autaridades especiaes que eslejam acliva-
; mente encarregadas de tal misso, como as ha na
corle.
1 Parece-me, portanto. que V. Exc. far um re-
i levante servico a provincia se, pouco mais ou
| menos, aceitar a proposta nos termos em que el-
i la concebida ; mandando vir os colonos por
conta dos particulares que se quizerem sujeitat
! s condigoes do decrelo cilado. e comegando as-
| sira a dar prorapta applicago a quantia com que
o ministerio transacto mandou subvencionar a
I associagao de colonisago de Pernambuco, Ala-
goas e Parahiba.
E como os favores concedidos aos colonos que
irouxerera suas passagens pagas na intengao de
se estabelecerom por propria cnta, sao na con-
I formidade do art. Io limitadas pela condigo 11*
I s pnmeiras 150 tamilas que comegarera a osta-
belecer urna colonia, me pareca lambem conve-
niente adherir proposta no sentido de serem
remedidas familias de emigrantes que eslejam
i precisamente no caso do art. Io afim de foima-
i rem ncleos ou colonias do governo. E visto co-
! rao cstou persuadido que estes ncleos de colo-
nisago sero, no presento e no fuluro, os mais
proveitosos ao paiz, ouso lerabrar a V. Exc. o
destino que logo podero ler as familias que fo-
rem aportgndo.
Pe' ?'' 11 5. da lei o. 628 do 17 de selem
paiz: conta-se meio milhc de mulheres sobre o
numero dos homens, c nesse meio milho o
pequeo numero que lera alguma fortuna, ou
acha algum recurso honroso para nao inquietar
a sociedade ou excitar sua commiserago.
O que ha de mais de plora el, que muitas
das que se pobres teem sido educadas como se
um dia tivessem de ser grandes damas; e ceita-
raento nao sao estas ultimas as que sao menos
lastmaveis.
Conhecemos em Franga estes inconvenientes;
mas elles eslo longe de ltingir as proporgoes
que teem na Inglaterra, e os perigos de ums
educaco superior posicao de fortuna fazem-se
mais sentir entre os homens do que entre
as mulheres.
Na Inglaterra o contrario que existe. Os
lugares de amas nao sao sufficienles para oceupar
todas essrsJadiesdesarrumadas; as proQsses com-
roerciacs ou industriaos nao Ihes sorvera ; alera
disso a mor parte dos empregos nessas profissoes
sao oceupados por homens, ainda raesmo aquel-
es, nos quaes parece que urna mulher convida
melhor; as proprias mulheres preferem os cai-
xeiros s demoiselles, porque aquelles prestam
mais servigos: na Inglaterra v-se poucas de-
moiselles ou damas de balco; as mulheres sao
naturalmente excluidas dos erogregos de carai-
nhos de ferro ; e eis quo o novo systeraa de lns-
truego acaba de fazer desapparecer alguns rai-
Ihares de mestras de escolas. As escriptorns, as
artistas ou autoras, as mestras de escolas de
ciridade, as amas para os servigos domsticos
nao sao mais olhadas seno como inutilidades, e
nao se ts veem mais as grandes cazas.
Assim, o numero das mulheres augmenta mais
rpidamente que o dos homens, e ao mesmo
lempo diminuem os empregos, que poderiam
offerecer-lhes alguns recursos.
Este estado de cousas cortamente para preoc-
cupar os espirilos.
Nao nos demoremos em indagar quaes podera
ser as causas da desproporgo asgignalada ; dei-
xamos este cuidado aos physiologistas, que ahi
achara j sera duvida um signal de decadencia
para a raga e que dir-nos-hao se o predominio
cada vez mais pronunciado do commercio o da
industria sobre a agricultura, se o predominio da
populago urbana sobre a das villas nao sao
causas poderosas da siluagao revelada pela esla-
tisticn.
Mas que assumpto de peniveis preocopaces
para o moralista e para o horaem de estado I Quo
ser desses milhares de mulheres ainda mogas
hrn ri1M r. u. ,era" sera aPSSes ml">es de mulheres ainda mogas
or venda on J r*0 au.lor,sado a atribuir sem oceupago, sera recursos algum? Que facili-
modo aufl,inLPr^ur"mer"0- PfrPel.uo-, e Pe> > Pa a lepravacao. e que desraoialisaco
rail bracaVemI? 5nTen"le. 01t0 lo'eade Vtutua devem ser a consequencia dn um. si-
luas que se acharem prximas s linhas de de- e a fome I
rASlM COl0n'aS mililares de Pernambuco I Assim, oque os proprios-inglezes chamara o
Acredit nu 0O v p. a- i waf soeta/, lera aUingido um tal grao, at mes-
' mdir os terreno .i// i* din" ,mn<'" m0 nos campos, quo os homens de estado horro-
1 PimenteirM trntJlr?urav,z,nhos da 'ona de risam-se, e procurara por toda a parte um reme-
; es e S' .o?'0""1"3 Pr Pes,S(!" competen- dio que infelizmente obstinam-se a nao querer
rt. L 2dl-los em pequeos lotes approprta- pedir ao catholicismo.
I coDsuff nlt.na UM ^ que 4e Pres'arera. 0 K procurava ha alguns dias os meios de
fallam o d^!i i "" .aSaS P""" de 1ue mediar o mal que vimos de indicar : Que ser,
' onos mudn nrmnin8lrUCC?e8, "Chara? S -C' ^CU-mi *" de ,ortM MM ulherea. que.nao'
1 Os lerren0s sao nffnniho^ 1'* s-,,uaca0-: na0 leem -ecupago. raais .inda que carecem
tem i itan*,.. i rM da Provlnc,a- e*'s- iJe alimentos e vistuario? E lasltmava-se de
ab, L T S "", erae8' Um Cen,tr0 de n0Ter era Inglaterra ura. associacao quo se
nii msiti P.pulac? bera Protege pela co- 'oceupasse da sorle das mulheres,' do mesmo
-?.,5 C.UJ9 lnlcresses alias podero har- modo que ha associacoes, que se oceupam dos
nT.nin P.eorfe,lan,en,e com os dos emigrados at pobres, dos criminosos, dos loucos, dos iosensa-
iemon rVil" "".cotona, em pouco tos, dos orphaos, dos doentes, dos surdo-mudos,
lempo, ser declarada povoagao Uvre, nos termos dos cegos e dos velhos.
Pa?aPaCeo'ifirr.ef"TeD,(>- I Esl9 "sociaco dari. pelas mulheres os passos,
lonosM S,M Ca?aS Provlsorias dos co- 'que ellas nao podera dar. procurar-lhes-hU re-
ernminu TSLSL cursos, a saber: cursos provisorios ; altrahiria a attengo publica
tSSXSS^mS^ emPread0S da 80b.re ualriste situagao; provocara medidas
tP. ..!iR u"5 e fl.c,.,,aro se"'o. A es- uteis; obrara sobre a opinio que chegara I-
renur i.,? dlsPen'eis poderse-ho aceres- nalraentc a reforraar-se, o que falicitaria s rau-
iros- Iheres mais empregos convenientes seu sexo, e
que sao hoje oceupados por homens.
O Times suggere, enlre outras. a idea de em-
pregar as mulheres as linhas telegraphicas; e
cita um tacto que prova que a experiencia j feita
este respeito leve um pleno successo.
Tudo isto muito bom, mas nao vemos mais
que simples palliativos, impotentes para destruir
o mal que se lastima.
O Times entrev o verdadeiro remedio, e nao
ousa abraga-lo.
As mulheres inglezas. diz elle, nao so raos-
tram inferiores s de outros paizes. Temos Ca-
rolinas Fry, Chrisholns, Florengas Nighlingale,
que podem ser citadas com orgulho, e que dis-
tinguiram-se por urna generosidade igual todo
quanlo se pode citar algures. Na Franga e em
outros paizes ha irmss da earidade, que formara
una verdadeira milicia, e cujo exercice as eleva
sobre tudo oque pode fazer enlre nsum eothu-
siasmo isolado. Ellas formam urna instiluigao,
e sao quasi funecionarias publicas ; ellas teem
Era verdsde julgo haver algum conlrasenso,
quanlo procurando-se attrahir bragos peregrinos
deixe-se desaproveitadosos indgenas. As rus-
I gas oulr'ora frequentes nestas provincias, prova-
i rara que as maltas de Jacuipe e Agua Prcta ha-
| viara as ordens de Vicente de Paula e deoulros
caudilhos muitos homens robustos e ociosos que
a troco de sisanias empunhavam as armas, for-
mando immensas guerrilhas. As nossas aldeas
de indios esto povoadas de proletarios.
Pois bem: se muilos desses homens ou fami-
lias fossem cntreracados com os colonos emi-
grantes, oblendo os mesmos auxilios que estes
sao offerecidos pelo rcgulamento de colonisago,
eslou que dahi resultaran: vantsgens salientes,
e de mu benignos resultados. Alera de nao po-
derem os nacionaes queixarem-so de quo o go-
verno protege raais aos entrangeiros do que aos
nacionaes, esles sendo chamados aos mesmos
gosos, tero de aprender cora aquelles a manei-
ra de uiilisar as forgas naturaes, e de conhecer c <" Hasi lunccionanas puDiicas ;
os milagrea do trabalho intelligente, e o valor da um cargo especial e um systema.
propriedade. Seria talvez o meio raais seguro Times para no momento em que se acha em
de esconjurar qualquer ciurae ou rivalidades mal face da verdade. Como que os paizes catholi-
entcndidas. eos teem exercitos de mulheres dedicadas, quan-
tor sua vez leriam os emigrantes lambem a d0 s protestantes s teem individualidades? En-
coadjuvago til e necessaria que os colonos na-, 'fe os catholicos nao s as mulhcs achara asylos,
ciooaes, conhecedore sdas eslares e outras cir- onde esto ao abrigo dos perigos que o Times
cumstancias endmicas da localidade, lhes po.- moslrava ainda ha pouco, mas tambero ao raes-
deriam dar de muito boa vontade. Estou de mo lempo que esto ao abrigo do perigo, achara
mais persuadido que nao faltara gente do paiz na vida religiosa o meio o a torga de prestar
para os trabalhos preparatorios da colonia, des- sociedade servigos immensos, e ulilisar esse
de que se iniciasse o syslema de que fallo; por fundo de dedicago e abaegago, que Deusdepo-
quo pondo do parte o interesso que elle mesmo 'sitou no corago da roulhor; ao mesmo lempo,
excitara, lembra-me de que essa gente me nao ellas preservara muitas outras donzellas, muitas
faltn para a fuodago da colonia militar Leo-i outras mulheres de quedas, que sempre reagem
poldina, onde como V. ',Exc. sabe, excutet com ae "ro modo fatal sobre a sociedade.
vaniagens, apez.r da incredulid.de nao pequeos servigos que hoje altestam o pres-
umo dos guardas nacionaes o dos ca bocios cora que
entao mo achei.
O que repulo de alguma difficuldade encon-
trar homens dedicados que com o necessari tido
saibam conduzir as pessoas do campo, alias mui
fcil de contentar.
Com estas inlenges havia eu mandado, quan-
do eslive na adminislrago examinar e esludar
pelo francez Danjoi os terrenos das maltas de Pi-
menteiras; mas estes trabalhos apenas comega-
dosforam infelizmente embargados pela morte
daquelle perito, cuja falta poderia agora ser su-
prida pelo hbil naturalista Mr. Brunelt, se V.
Exc. se resolvesse (como Deus o permita) a en-
celar j e j a colonisago da provincia.
Sei que o governo procura estabelecer urna
colonia dirigida por padres trapistas; mas me
parece, quo sem prejuizo de tal projeclo poder-
se-ha ir adoptando e executando qualquer outro
plano que d fianga de mais prompla execugo,
como o de que tenho Iralado. e que V. Exc.em
suasabedoria melhor pode combinar e poderosa-
mente fecundar.
Nao querendo mais cangar a 'paciencia de V.
Exc, concluirei o meu humilde parecer dzendo
que se nao deve dispensar a proposta de Setera-
n.nn & C nao contar V. Exc. com outros re-
cursos mais efcazesa respeito da colonisago da
uoss. provincia confiada a Ilustrada administra-
gao de V. Exc.
(*] Por ter sahido com alguns erros notareis,
repetimos o presente expediente.. .
A red.acc.ao.
EXTERIOR.
A imprensa ingleza slt. um brado d' alarma.
Na Inglaterra a disproporgo numrica dos .
dous sexos maior d que m outro qualquer |
protestantes, porque nelles'o fundo natural de
generosidade o dedicago nao fecundado pelas
gragea sobrenaluraes, que s a verdadeira reli-
gio pode axpargir, nem fortificado pelos sacra-
mentos, que sao os caoaes dessas gragas
Quando a confisso nao vem dar i vontade
toda a sua energa, quando a communho nao
vem inflaram.r o corago, pode ver-se grandes
dedicages, actos de herosmo ; mas nao se v
nem a dedicago, era o herosmo tornarem-so
como que o elemento natural das instituieges,
que subsistem aira vez dos seculos.
Parece que a providencia quiz fazer da Ingla-
terra a mais*patento demonstrago da impoten-
cia social do preteslanlismo. A Inglaterra
prospera, poderosa, tem instituicoes fortes e
respeitadas, tem urna conslituigo* vigorosa, e
sous povos sao dotados do genio das eraprezas ;
ha em seu seio generosidade e coragem ; em
urna palavra, o fundo natural d. Inglaterra
rico : e entretanto essa sociedade v crescer era
seu seio a miseria e o vicio o passo que a pros-
peridade publica parece augmentar, ella coida
pelos vicios que destruiram as mais brilhanles
civilisages,; a depravago atlinge as mais hor-
riveis proporgoes, os morticinios multiplicam-se,
o divorcio dissolro a familia, milhes de seus
fllhos deperecera em suas minas e manufaturas,
e seus immensos thesouros, suas instituicoes
caridos.s e philantropicas, seu commercio gi-
gantesco, sua industria sem rival, nio podem
impedir que a fome e o vicio devorem suas
popul.ges.
Algumas vezes appresenta-se a prosperidade
da Inglaterra com um argumento contra o catho-
licismo, porque os paizos catholicos nao teem
uro aspecto to brilh.nte como ossa fortaleza do
protestantismo.
O argumento de nada ratera, mesmo quando
fosse verdade que a somma- da felicidade mate-
rial maior na Inglaterra do que algures ; mas
esle argumento mesmo nao esisle para quem
examina as cousas de perto.
Duvidaraoe que exista no mundo chrisio um
paiz, onde haja mais miseria, mais vicios, mais
immoralidade, e por conseguinle menos feli-
cidade.
Se a queda da Inglaterra So vier do exterior,
eu se a Inglaterra nao voltar ao calhol>cismo,
ella se abaler sobro si mesma, suecurebindo s
consecuencias de sua apostasia : esle para ella
um dlemma fatal, ao qual nao pode escapar,
porque a lgica das cousas humanas, vislo
como a providencia quera governa.
J. CHASTREL.
[Le Monde.S. Filko. )
Qual o fim daquelles, que peder a aboligo
do poder temporal da Santa S ? E' excluir do
Estado a autoridade calholica, e por conseguinle
libertar da soberana do Christo o poder e o pro-
prio subdito, os quaes desde ento nao tero ou-
tro principio, outra lei, que nao seja a inspirago
desordenada do senso intimo (I) e o delirio das
paixes.
Seria superfino para quem conhece o ensino
nfallivel da Egreja provar que desde o instante,
em que, um povo, tal a expresso da relagao
entre o principe e o subdito, esse povo inven-
civelmcnte condemnado ao supplicio da mais alroz
tyrannia, ou da anarchia a mais desenfreada.
Queremos nicamente examinar os motivos invo-
cados para desviar a Franga dos caroinhos, que
lhe sao tragados por sua historia, e p-la fren-
te da revolugo.
Pois bem I percorrei altentamente os arti-
gos publicados pelos jornaes, que pleitean essa
causa ; o que achaes nelles ? Se abstrahirdes das
considerares tomadas em urna ordem de interes-
ses individuaes.pessoaes, que impossivel discu-
tir, o nico motivo que se tem podido aehar ,
que a Franga a nao dove fazer-se o apuio dos
a res, cujos povos se retiram.
A quesio portanto de saber se os povos se
retiram do Papa como soberano temporal.
Os tactos que acabam de dar-se na Italia res-
ponden!. Para arrancar esses povos autorida-
de paterna da Santa S foi preciso que sessenla
mil pieraontezes/invaiissem os Estados da Egre-
ja, despeito dos mais elementares principios da
consciencia c do/direito das gentes ; e virio dizer-
uos que esses povos se retiram de seu soberano ?
Suslenta-lo, possivel certos homens sem du-
vida ; mas ninguem poderia abragar sua opinio
sera negar a evidencia, sem romper com o bora
senso.
Logo, nao ha motivo serio para dissuadir
a Franga de voar em soccorro do Santo-Padre.
Vejamos agora qual seria em nossas relages
com os oulros povos a consequencia da abdica-
go da poltica tradicional de nossa nagao.
Para remontarmos um pouco mais cima,
incontestavel que desde Clovis, o qual por sua
espada fez prevalecer na Europa a divindade do
Salvador, sooro aheresia dos Arianos, at Car-
los Magno, at S. Luiz, at Luiz XIV e a gloria e
revezes do primeiro Napoleo, a Franca enconlrou
sua grandeza e seu triumpho em defender por
meio das armas, e em propagar por sua dedica-
go e inlelligencia a nossa divina religio (2).
Comelfo i lo isto se descobre em nos com taes
condiges de visibilidade, de p6rpetuidade, de
universalidade, que impossivel recusar-lhe os
caracteres, aos quaes a sciencia reconheco urna
lei da historia, e no confessar que marchar
frente do mundo c.tholico, abrir os caminhos da
civilisago christa e conduzir as outras nacoes
por esses caminhos gloriosos, tal a misso pro-
videncial, avocago especial do povo francez (3).
Esla misso, esta vocaco rodeada de um bri-
Iho lo grande, que at reconhecida pelos ou-
lros povos. Desde quasi quatorze seculos a Fran-
ga so ergue no lempo e uo espago, como o polo
radioso das esperaogas da catholicidade.
Assim, para discernir s mais das vezes em quo
sentido convm dirigir a poltica internaional de
nossa patria, basta descobrir bem o inleresseca-
tholico, por quanlo esle o essencial, o vital, o
supremo iuteresse de nossa nagao.
Estabelecidas estas premissas, qual hoje o
interesse eatholico ?
A' vista do accordo unnime do Papa e dos bis-
pos espalhados de um extremo outro da chris-
tandade, nao permittida, nao possivel a du-
vida.
Hoje o interesse vilal de nossa religio a con-
servago intacta, integral do poder temporal da
Santa S ; dahi dependem o livre exercicio do
pontificado soberano, a autoridade do ensino ca-
Iholico, a liberdade de consciencia e todas asli-
berdades.
Ora, suppondo que em vez de sustentar essa
soberana vacllanle contra os assaltos da violen-
cia e da impostura conjurados, a Franga, traban-
do as origens de seu nome ea misso que tem da
graga de Deus, vem a renunciar a autoridade
moral que elle exerco para o bem o salvago da
Europa ; supponde que collocando se fra de to-
dos os principios que ella representa, de todas as
regras por ella estabelecidas, ella nao recuasse
diante da vergonha de desnaturar-se e desmen-
tir-se ; que indifferente s supplicas dosanlepas-
s.dos, de seus grandes homens, de seus grandes
santos, cuja voz atravez da profundeza dos lem-
pos chega i todos os ouvidos a'tentos, a Franga
viesse a desertar do estandarte da cruz para pas-
sar aoinimigo, vanguarda dos novos barbaros,
qual seria de ento era diante o deslino da nos-
sa patria'?
Fagam-nos ou nao um crime de ser propheta
de desgrasas, o de ousar, fiados era nossos olha-
res lo fracos, contar o futuro, nao hesitamos de.
clarar que a rebellio da Franga e sua apostasia
lomar-se-ho o signa! de seu abalimento na es-
cala dos povos.
As grandes faculdades, de que ella lo mara-
vilhosamenle dotad., revertero em detrimento
de sua propria independencia. Na alternativa de
soffrer pela Franga a Europa, e pela Europa o
mundo, cessasse de ser a heranga de Christo, ou
de castigar nossa nago, nao hsveria hesitago
alguma (perdoera-nos estas palavras) nos conse-
lhos da divina Providencial Como um astro, que
seexliogue, veramos nossa patria estrangulan-
do-se por suas proprias mos, e o corago victima
de ledos os furores da revolugo, abaixar-se e
descer noile densa da servido.
M. de Castel*au.
(Le Monde. S. Filho.)
A Franga nao revolucionaria Queris as
provas? Desde que em 1789 aos principios sobre
os quaes vivera e so perpetuara a monarchia
franceza utopistas substituirn! urna doutrina
subversiva de toda a ordem e de toda a verda-
deira liberdade, o principio da soberana do
povo UJ
Vede quanlos esforgos tem a Franga tentado
para obler completamente sua conslituigo pro-
videncial. Porque razo o 18 brumaire e suas
consequencias? e o acolho feito aos Bourbons
(1) J. Voigl, tradugo do Abbade J.ger, p. 200.
Hisloire dn Papo Gregoire VII et de son siecle.
(2) Mr. de Cerne, Les fondateurs de Y unt
frangaise.
(3) Mr. de Bonald, Legisl primt.,Disc. prelimi-
naire.
(1) Circular do monseoiior- bispo de Rodez.
cm 1814 e 1815 eo principio hereditario esta-
belecido no seguinte dia de 1830? e. o 10 de de-
zembro feo sufragios dados ao imperio?
E sobre o horror da demagogia que o impera-
dor apoiota-se para subir ao Ihrono.
Por conseguinle falso que ludo que ha de>
rorga e de fuluro em nossa nago tenha sido reu-
nido no campo revolucionario.
Essencialmente, o foco da vida da Franga, es-
ta as doutrinas e ideas, que parlilh.ro da eter-
berdade Deos:direUo- ustica. ordem e li-
Se desde 89 assisiimos urna successao de-
agitagoes tumultuosas e retornos para a ordem
porque aconteceu muitas vezes i noss3 patria*
a engan.r-se em seu objeclo e soffrer instl-
tuigoes contrarias nalureza das cousa. E
Rousseau o disse depois do Psalraisla (2):
Se o legislador, illudindo-se em seu objec-
to, estabelece ura principio difireme daquelle
que nasce da natureza das cousas, o estado.
nao cessar de ser agitado, at que seja des-
ee truido ou mudado e a invencival nalureza te-
nha readquerido seu imperio.
Em duas palavras, Incontestavel que a Fran-
ga quer tirar proveito de urna maneira invenci-
I6' or? 'ue na de evanglico nos principio
de 89, dessas parcellas de verdade em ura
raontao de erros (3). Mas lambem certo que-
ella nao cessa de fazer esforgos para obler com *
verdade poltica as inslituiges conformes sua
natureza, e que devem satisfazer o seu ob-
jeclo.
Mas entao, o que so deve pensar daquelles.
que em vez de procurarem o pleno desenvolvi-
menlo dessa natureza, to rica, lo magnifica,
applicara-S6 ao contrario por sua influencia e>
por seus escriplos a violenta-la e conslrange-la ;
que se obslinam a querer fazer de nossa nago o
instrumento servil da revolugo o apostasia aleo
dos Alpes?
Deixemos agora essas grandes perspecliuas do*
oteresses geraes da Franga, e oceupemo-nos
somento dos inleresses individuaes.
Ora bem, supponde que acaba-se com o Papa
na Europa moderna, e que consegue-se exhaurir
a fonte profunda, em que ha dezoito seculos
aliraenlava-se a civilisago, crivel que esto
triumpho da demagogia" sobre o chrisiianismo
s.'ja compativel com a liberdade da industria,
cora a liberdade da familia, e com o direilo de
propriedade?
Nao, certaracnle.
O panlheismo, quo trasbordi as espheras da
inlelligencia, descendo ento aos fados, ver-se-
ia o poder revindicar para elle, om virtude da
universalidade dos suffragios, que te-lo-ia in-
vestido da autoridade, o corago e a alma da
nago inteira. Elle seria o pai universal, e peior
ainda, o irabalhador universal, o proprielario
universal.
Se alguera so casasse nesse lempo seria ni-
camente por delegago do poder central e pira
curaprir um mandato eminentemente tempora-
rio. O casamento tornar-se-ia urna coraraisso
e nada mais.
O raesmo succederia com a propriedade.
O proprietario, o trabalhador, tendo perdido
sua quaiidade de causa independeute, individual
e pessoal, para aniraar-se da vida do poder, re-
sultara dahi que na pessoa do proprietario e do
irablhdor o poder serla o operador, o
cultivador universal, o nico proprielario. A
officina seria um ergastulo, e esses prados, esses
campos, esses bosques, quo Dos nos deu pan
ahi, nos, creadores como elle, nos tomarmos,
quanto pdennos como elle soberanos, Sriam o
continuo thealro da mais estupida e pesada ty-
rannia.
Ainda oo ludo.
Como o principio, que na lgica se chama
efficiencia, em moral a origem do direito e da
ustica, o poder era sua quulidade de causa uni-
versal, tornar-se-ia o senhor e a regra da vida
humana. E perderamos al a propriedade de
nossastonsciencias. A consciencia humana se-
ria urna dependencia estrela do bel-prazer do so-
berano.
Tal o grao de abjecgo, em que infallivel-
mcnle cahiriamos, se o Papa viesse a desappa-
recer da Europa* moderna.
Com effeiio. reflcla-se bem nisto : perante o
grao de perfeigo, que o chrisiianismo imprimi
na nogao do infinito, e por oulro lado ainda.
perante esse scnlimento inaudito que elle nos
deu dos males historeos da natureza humana,
possivel razao geral sem o complemento, se
assim podemos exprimir-nos, da autoridade ca-
tholica, escapar s antitheses lgicas, e s m-
possibilidades que nascem desses conslrasles, e
estabelecer victoriosa e peremptoriamcule, nos
terapos em que estaraos, o dogma to necessaria
do Dos uno e pessoal ?
Temos penetrado muito alera as miserias do
homem e nos esplendores de Dos para que se-
ja-nos permillido d'hora em dianle affeicoar-nos
ao homem e crer fortemente em Dos* sera o
Mediador Divino que reuni em si o raais subli-
me do co e o mais humilde da trra. Os po-
vos que nasceram do chrisiianismo sao encerra-
dos na alternativa insoluvel, ou de permanece-
rem christos, ou serem p.otheist.s, ou de ba-
scar a vida no centro da autoridade calholica, ou
de buscar a vergonha e a morte no delirio do
athou.
E estas conciusdes sao altamente aceilas pelos
mais acreditados orgos das comraunhoes disi-
dentes. Lembrai-vos de que terror parecern
elles apoderados desde o dia em que foi poslo
cm perigo o poder temporal da santa s. Elles
teem proclamado que se ha heresias e seitas,
que valendo-se de Jess Chiisto, conservam
dcste supremo raeslre certos dogmas,o que os
faz viver, o que mantera na consciencia do Indi-
viduo esses restos divinos, a grande voz aa
groja universal. E acrescenlam que a autorida-
de da igreja nao poderia perecer sem arrastar
comsigo o fundamento neste mundo de loda a
verdado moral, a razo humana, o Verbo todo
inteiro.
E' forgoso, pois confessa-lo: Se o Papa for
vencido, a Europa eahir de quatro ps (4|
ante o poder secular. E enlo, adeos, todas es-
sas grandes cousas, as quaes a dignidade hu-
mana lem sua raz e bebe sua soiva, : a cons-
ciencia, a familia, o direito do trabalho e o di-
reilo de propriedade.
M. de Castelkta.
(Le Monde.Souza Filho)
O principe de Galles defiendo o Canad, toma-
ra o modesto titulo de baro Renfrew, e foi de-
baixo desle incgnito que S. A. R. pz p pela
vez primeira no solo da grande repblica ameri-
cana.
Esta precaugo era prudente.
O herdeiro presumptivo do throno de Ingla-
terra acabara de receber em urna colonia ainda
dependente da coroa brilannica as homenagens
de seus futuros subditos ; convinha que apresen-
tando-se no meio de ura povo, queem virtude de
urna insurreigo victoriosa, liberton-se ha menos
de ura seculo deuma igual dependencia, o princi-
pe inglez se disfarcasse para s deixar ver o lou-
rista amigo e benvolo.
*r
(4) Psalmo 126.Conraeto socia.
C3) Luiz Voillot.
(4) Michelot, La Lnt ef ffenry IV.ia


t
w *; m mp> "^ ^^y
MARIO DE rBRJUMBUC$. TER^l FEIU 9 JHL JANEIRO DE 1861.
:--------------------------*
i .lilil *-*
0$ ciJadaos dos Estados-Unidos comprehenJe-
deram maravillosamente osla te rv* ; ras
acharam-a inleiramenlc supertVua, o f-iram obli-
gados a fcstej *r nao s o -oyen lord ecoasez, ee-
oo anda o proprio principe de Galles. Da sorle
que, chegado New-York, desapparecera o t-
To de UwIkw, e tornava-*e alteza real cora lo-
los os mus ltalos officiaes, e al, conforme
ccasio, com seu lutido tardamente do coronel
de u regiment de S. M. biitaniic*.
Esta mudane* de atiituda provocad t opera-
da naturalmente pela cordial iniciativa da po-
pulacho anrericMia, caracteiiaa elhor que todas
s descripces a tecepeo do principe de Gallea
nos Estados-{luidos. Nao ss pense, porm, que
os cidadus da repblica lenham assim querido
manifestar uaa eulto novo pela realeza, una cou-
verso inesperada ao re gime* nioiic rehice.
Um pequeo uumero de jornaes americanos
aft'aclaram ver no acolito enlhiisusla (eito ao
piincipe de allea un syroploma assuetador para
a estabelidade das instituijoes democrticas ; e
perguntaram so o r-rdor, ou para rneihor dier a
preoccupsjo sbita do potro respeito de um
principo real nao revelan algum* ieclinajo se-
creta e igne>rada pelo brilho que cerca um
Ihrono.
Cromos antes que houve para os Americanos
elle mesmo no cornejo da obra, de que fallamos-
od* neis una prova desU lealdade duendo ama
pura verdado, a ceita associajo que, em contra-
dicelo ceai o boro senso e a graramatica, se ar-
roga exclusivamente o ttulo de calholica.
Sou caholico, eacreve ello, maia nao que-
ro manchar case.grande tulo subordinando
feicao de em- partido qualqucr.
Como o Sr. de Roehejaquelein protossamos a
mesma dedieajo ao gevernoimperial, e ios
actuaos na mesma siuac&o para com os pirtides
que querera fazer dos interesses religiosos um
pretexto para agilajdes. Com quanlo discrepemos
do escriptor em alguna pontos, com quanlo adop-
temos cuncluses differenles das suas eir (actos
que elle defiende com energa, todava oio he-
simuios em prestar sua lealdada a devida he-
Ricnigcm.
Essa discordancia, a nosso modo de pensar,
apenas lem urna importancia relativa. O que
convem mostrar qoeo autor foraece lie pro-
prio arrmenlos os mais decisivos a favor da
poltica imperial.
O que pretendo demoustrar quo a Franja
devera impedir a oceupajo de orna parle dos
Eslados romano*, anda que para isse livesse de
recorrer 4 forja armada : o que mais o indigna
a entrada das tropas do rei Vctor Emmanuel
Quanlo aos perigos
q vonlura nao. ainda a.Franja q i com os seus
eeoselhos tem proearado dirigir o movimento
nacin il para as vistas dessa (adera jio, coja ge-
nerosa iniciativa o imperador empreheodera em
Villa-franca t
Quanlo ao respeito do direito das gentespor
ventura ogoveroo imperial nao maelrou prolo-
ge-lo, qusndo fot o primeiro retirar do Taritn
o seu embahtador?
. suheitude do Sr. de Roehejaquelein legi-
tima, mas parece-nos muto oiccsaiva; s se a
franqueza do nobre escriptor. aos olhos de lgu-
mas possos?, devo afasla-lo das resoluces do
A> falta com Mhijas, renovos
r ramiuhos mais lenros, e al-
..*' ""l'PfP
unidade italiana; e o respeito dofcMuHo da#| qtiando o arman.;
gentes. J .oto arvreo e aa
Quaoto ao Papadopor ventura na oefo dW| gamas raigo* que sabem arrancar,
fendido pela Franja imperial, o i iiiasjiU ja^lli SJtssomTsnrtlllft'otnii nln cada tnno
Franja 1
da unidade italianapor"
Da fallura
a privajdes
rera supportar. Quando as fe-
njelS'parom re fim do vero, s vetes es'o es-
otadas pola falla de alimenj^^iia^no teeml
tancis paira crearem seus1 laves o morrsa"
multas com ellas. Quando escapara as crias,
passado a primeiro invern de sua v|*a. vo en-
contrar o aero segainte que Ibes coarcta o cres-
cimcnlo a deseavolvimento natural, do maneira
que as rocas se aeenham e degenerara a olhoa
notos. As vaccas nao do leite quasi nenkam,
os cavados ficaa pequeos, acauhados e feios,
mas em compeaaaco, adquirem pelo cosiume
das privajdes o meio de supportar a forae, o de
alo sentir tanto trabalho. A race eavallar do
Cear mu pequea: mas um destes cavalli-
_rJURIO DE PEBHaWBIfq- S^Z^V&JZSSte;
a auaposaoasaaua illia de.aprera.
Mas, curapre oio sntecipar os (actos.
liao toada, o conselho ulico de Luiz Napo-
leo querido negara a origem offlcial do folheto
atado onfapo e o Compres:
REVISTA AWWUAL
Aecife, 31 de dezembro do 1860.
sonder-o:Por entro
Tomemos, pois, a ar- coro quinto poblicado
sob o sonymo, so dizia
G'ierroooier*, consol as i-
O oto de 1869 vi
as sombras do passMsv
das Urefa de Iho tragar aqui resamidamenlo a r do Sr. viseoode La
insto historia. ro da eslad. ou do Sr Mocquard, secretaria pri-
A homanidade, desde o despontar dos seclos, I da de Luis Napol< io, o goveroo pontificM de-
prosagae incessantdaBMte na consecacio de um I clarou que nao lomara parte no cougresso con-
fim o na realuajo do urn destino, qae Uta toi | vocado para deiaaeiro, ttm qaa so estipa-
govarno impacial, lamas a pcrlaila coiutecao. de nhos ca miuha 10 lgaos pof da, sem ou tro al i -
que, avista di forja irrcsistivel dos tactos que se
censumam e das solacee* dignas da Franja quo
nelles inlervirao, sua completa lealdade o ap-
proximar do mesmo gorerno.
Fallo Mebrdan.
(te ConstilulionneLSilveira )
que
lien
na visita do prm'ipe e Galles m grano a*irac- ao reino das Duas Sicilias : e da sua arguroen-
livo de curiosidad**, A que juntoji-so o desejo de lacio resulta que, a seu ver, a Franja deveria
moslrarem-se francamente hospilaleiros para com sso ter-se opposto.
o futuro soberano di velha patria- Nao fnes.J Para justificar um acto to grave, que daris
succede militas vetes contemplar-un verdadeiro' guerra de 1859 o carcter de orna simpies subs-
principe de sangue real, um principe vivo (a Uve litiujo da influencia austraca pela influencia
prinee), como dizem seus jornaes, um herdeiro francoza, o autor iuvoca o testemunho da hie-
de coma europea fazoudo-ihes a honra de vir
entre elles procurar um eusino e urna distraejo.
Do mais, o principe do Galles revelava nclles
todas as lembraiijas do berjo de sua raja ; era
na descendente dos res de seus avs : o bisnelo
de George III quera certitcar-se de peilo e por
si mesmo de seus espantosos prngressos ; e ellos .
semiam-se orgulliosos de poder oilorecer s suas ,
vistas o espetaculo de sua rpida prosperidade.
tieorge III linha perdido Ireze provincias ; seu ,
descendente (chava trila eslados florcscentes,
reunidos em urna poderosa repblica. Os tres
rnilhes de subditos da Inglaterra tinham em in-
tenta anuos se tornado tiiuta milhoes decdadaos
l|i)('(](-ll3rOlec.
Como nao leriam os Americanos feito o me-
lhor aculho ao tilho mais velho da rainha de in -
glaterra, viudo do to longo para dar-lhes i'in '
aomeds velha patria coininurn um cordeal aper-
todemao? Klles viram-se cortejados, e nada
lhes custuu faterem-se cortuzAos.
Assiin, cada passo nos astados-Luidos o prin-
cipe do Galles encontrn multides iinmcusas
reunidas para desejarera-lhes a boa-viml.
No diade sua chegada New-Yoik, a citada in-
teira c>l -ve de p a r-spera-lo durante longas
horas. Em lugar das amostras de mercadorias,
vj-iin-.ee por detraz das itrajas dos armazens
sanhoras impacientes de ver passar o joven prin-
cipe.
Por toda h parte o ardor foi o mcsrr.0. f-icepto
cm I'liiladelphia, onde S. A, II. iliegou tao ines-
peradamente, que o porteiro do palacio, onde do-
va habitar comejou por Ihe recusar a entrada,
julgande sem duvida que Iratava com algum
atrevido intrigante, Mesmo em plena planicie,
no meio dessas inmensas saranes ondcintes,
onde S. A. R. foi cajar e contemplar as magni-
ficencias do sol poeule, chegavaiu de longas dis-
tancias camponezes que apertavain a mo do
joven principe da Europa, ou somonte o sauda-
vam com mu viva, e fugiam a galopo para suas
moradas sjlitarias.
i'ode-se diter tambem que os republicanos do
novo mundo mostraram-se tanto mais expansi-
vos e generesos em suas usanfostoces de hospi-
lalidade, quanlo se sentiam senhores fortes e
para sempre seguros de sua independencia irre-
vugavelmente conqutsla'la.
Diversos incidentes veem em apoio desta ad-
vertencia. Ouviram-se cm New York os naos
da mais anliga egreja episcopal soarem o God
save Ihe Queen, e uenhum cidado arvorocou-se ;
entretanto, quando, logo depois da declaracao
da independencia, o doutor Irving, ministro cele-
brante nesta mesma egreja, cominetteu a impru-
deniia de ler a supplica docostume pelo re de
liilalurra fui expulso e domiliido.
Iloje o liymuo nacional inglez nao pode mais
offeodet susceplibilidade^ alguma americana :
quando o piincipe de Galles a[ pareca om um
theatro, aplcta toda se levaniva.e cantava com
os adoros o God save Ihe Gueeu, como em In-
glateria se pralica com a rainha.
Mas o episodio que parecou mais sinficalivo
foi romaria do piincipe no tmulo de Washing-
ton, futuro re de Ing'alcrra renda d'est'arle
homenagem a memoria -lo primeiro soldado da
independencia americana, do fundador da rep-
blica. Era, por a.-sim dier, George III reconci-
liando-se com o grande rebelde.
O principe de Galles ploniou rom suas proprias
niuis junto do tmulo do hroe dos Estados-Uni-
dos um carvalhotesteinunho eduravel lembran-
ca d'essa reconciajo quasi officiol.
Depois disto, como nesta riagera os prazeres
familiares mocidade acompanharam sempre os
actos mais serios, orgauisouse urna danja ani-
madssima sobre o cunvez do barco vapor du-
rante o trajecto de volla cidade de Vashinylon.
As principaes cidades da Unan, vistalas por
S. A. R., tiveram a honra do dar-lhe um baile ;
mas entre todas distingui-se New-York pela so-
lenidado e esplendor de sua festa nocturna.
Una commissao de cem cidados, os mais in-
fluentes o mais ricos da cidado linlia-se organi- cusajes
sado aiuito lempo antes.
Os couvites, limitados 3,000 tornaram-se para
seus felues possuidores urna especie de titulo
aristocntico. S houve um inconveniente ncsti
esculla rigorosa, que faitava a mocidade, por-
quantj os homens chegados fortuna e consi-
derajao, isto que tinham jl pela mor parte
cheg lla Jos. O brilho dos diamantes de suas mulheres
fez urna compensajo ; e um jornal chamouao
baile do New-York a testa dos diamante!'.
Era impossivel que alravcssando as ondas da
livro democracia americana, um pouco de escu-
ras nao sallasse sobre o principe : ello soffieu
pois alguns lgeiros desgoslos, menos entretinlo
do que se poda temer.
Assim, quando S. A. R. aventurou-se em um
estado de escravos na Virgini algumas interpel- I sido"feilas""en le
lajoes saliiram do meio do urna mulldo mal-
criada, e seu palacio foi invadido por bandos de
curiosos faltos de toda a delicadeza. Mas o que
do
INTERIOR.
as secvas do
tona e os antigos principios do direito das gen-
tes, ao mesmo lempo que nao deila de cuiidem-
oar com urna energa bem cloquete o rgimen
que ha meio scula pesava sobro a Italia meri-
oona!, e reinvindicar altamente contra os an-
tigos partidos os direilos da soberauia nacional,
A obra do libcilameuto da Italia podia se con-
ciliar com o respeito do direito publico? O Sr.
de -Rochejaqueleira enlendo que sim : e o go-
veroo imperial tuoturou qae lambem assim pen-
sara retirando do Turin o seu embaixador. A
violaj.io desses principios deva obrigar a Fran-
ja urna inlcrvenjao que mesmo a Austria nao
ousou tentar ? Anda o autor pensa allirmati-
va in en te ; e nesl6 ponto que, seguiudo o
seiiiiinento publico da Europa, us nos sepa-
ramos delle.
Verdade que o escriptor nao entra nessa
queslo com as prevenees e cegueira, que te-
mos por Untas ve/es lastimado em nossos ad-
versarios, e que teem sido urna das.cousas mais
activas da revolujo napolitana, o do eufcaque-
cimento do poder poulitical.
Ninguem melhor inslruio o processo da corte
de aples ; uinguem fe* maissobresahir os abu-
sos desse governo, e o carcter da sua poltica
externa iosultuoso para com a Franja. Tratan-
do de aples o Sr. de Roehejaquelein aprsenla
a Austria como ruuito poderosa.
Confirma os esforjos da diplomacia napolitana
para aproximar-se da Inglaterra, affectando des-
prezar a Franja nao fazeudo caso das recommen-
dajoes desla.
_ O dufuulo re de aples tinha um fim, se-
uao o empenho do rxostrar aa mundo, e em par-
ticular Italia, o pouco caso em qiu se devia ter
a amlsade, e a tibieza da Franja ; pois que ello,
soberano de lerceira ordem, podia iuipor a urna
tao giaude potencia. Era iacouteslavel o effoilo
produzido ua llalia contra a nossa uluencii.
Seria admissivel a idea de lomar-se urna des-
forra dessa conducta inslenlo com a interven-
an a lodo o risco em favor de urna soberauia
ment- qae o que acham no campo as horas de
descanco e nao sent tita viagem prolongada,
se se lera a cuidado de o nao deixar ferir-se.
Estes cavallinbos fasem freqoenletncute debaixo
da sella de 20 a 30 leguas por da, por caninbos
infames. Trabalham anuos inleiros sem senii-
rem mulo a fadiga, cora tanto que se lhes aug-
mente a alimentaco com urna rajao de mitho.
As rezes do gado vaceum, depois de capadas,
engordan no invern com urna presteza admira-
vel, mas pelo decurso do vero adquirem urna
magrera tal, que se tornam ineapazes de servir
para o acoague. 9+**+ see- as qtte-se trtilisam
para o servico da agricultura, e certamente pou-
co servico preslariam durante e verao a nao se
lhes dar alguma racao de mais reparador do que
o pasto do matto. Este systema reclama tambem
grando extensa de terreno porque, andando
sempre de urna 4 outra parle o gado, destroe em
pouco tempe debaixo dos ps o pouco pasto que
resisto as intemperies das estajees. O uumero
dst rezes que se pdete criar n'um espajo de-
terminado limitado e nao se ullrapassa sem
grandes prejuzos. Esta boje ama das princi-
paes canoas que iuflac sobre a mortandade s
vezes eapantosa que se desenvolve em certas
pocas na setto.
O aystema todo baseado na industria con-
siste em criar o gado a mi, ora rccolhido em
cavallarijas.ora sollo em cercados com pasto ver-
quando o la, oh com alimentos guardados e
CUABA
Duas palavras sobre
CeardL,
Pelo Dr. Theberge.
( Conttauacdo do numero antecedente J
O Ico esi cotlocado no centro dos ceriOe em-
porio do coaimercie do lodo o interior, nao s
desla provincia, como das suas circuavisutnas ;
cidade greuSe, rica, rnuito rommerriante, popu-
losa, e maravillosamente collocada para anda
augmentar prodigiosamente seu commerco ; a-
queile parto de mar, o mais importante da pro-
vincia, e o mais frnquentado pelas embarracoes
de cabotagero, depois que se Ihe tem tirado a sua
aifandega ; e impedida a entrada directa dos na-
vios quo vea do esirangeiio ; nao obstante o
rvalidade ctosa da capital, quo de balde empro-
ga todos os raeios para Ihe tirar esta importan-
cia, uterposto de todas as mercadorias que se
derramo em toda a bacia do rio Jaguaribo, e
dos gneros do paiz. As vanos inmensas e pla-
nos do no Jaguanbe fornecem muia comraodl-
dade para se abrir urna estrada capaz de favore-
cer esta empresa, jo que, hoje sem estrada tra-
balhada, trocam-se annualmento entre estas duas
cidades mais de ml carradas de mercaduras que
veltam composla* de productos do eerto. b-
tive um privilegio e aulorisacao para fundar
urna sociedade por acjes dando-se-me 4 annos
para dar principio a sua exerujo. Encorporei
urna companhia do Aracaly o Ico, mas o praio
de 4 annos era dimasiadamentc curto, para
vencer as innumeraveisdlfliculdades que offere- cnlkios gao generosamente recompensados'peis
ce urna empresa nova da importancia dcsta a ] resultados incomparavelraente mais favoraveis
assemb.a recelosa de me ver executar o meu que dellc se tiram.
projecto, j tao adiantado, ou ciosa da
de
preparados para este fim, sendo o fe o ou capim
secco a base desta aliinentajao. Este o me-
thodo adoptado pelos povos mais civilisados ;
por meio delteque as najoes enropeas criara to
grande numero de gado vacum o eavallar em
tao diminuto espaco oo teiilorio que chega para
a sostentajio da pjpulaco, para as precisoes
da agricultura, e do estado que em geral entre-
tera immenso numero de cavallos para a guer-
ra, t-te systema sem duvida mais trabalho-
so e muilo mais dispendioso ; reclama grandes
despesas e trabalhos primitivos, mais bracos pa-
ra a preparacao dos pastos e maior numero de
pessoas para tratar dos anmaes, mas eslos sa-
que era repudiada poi seus proprios subditos?
O autor est longe de assim pensar; pelo meuos
uess.i paite do seu trabalho elle emiti o peasa-
inenlo de que a Franja eslaria no seu dueito
i euvianio algumas fragatas com ordeiu expressa
do apoiar mediante os seus cauhes um ultim-
tum quillquer. 1)
Nao exigimos tanto de nossa parte. A Franja
baslaule grande e poderosa para uo se abalar
com desprezos o provocajoes rediculas: mas
tambem se deve recouhecer. que na memoria da
aifitude do amigo re nada havia que podesse
motivar os bous oflicios, e ancla raeuos o soteur-
ro das nossas tropas, o o sacrificio do sauguo
francez.
O autor, bem verdade, desculpa Francisco II
das fallas do sen predecessor joveu rei, diz
ille, nao fez mal algum ala o dia cm quo fot ac-
commettido por Garbaldi. Pode ser : mas foi
s depois que se deu ul accoininellimento amca-
jador para a sua cora quo esso soberano com-
prehendeu a necessidsde de fazer bem, permit-
tindo aos seus subditos una constituijao, e pro-
curando alir com a Franja melhores relajes.
Arrependimeulo tardo, tuja siuceridado nao po-
dia deixar de tornar-se suspeita, pois que nao
preceder elle a hora do perigo I
E n tudo isto nada vemos que podesse ter le-
vado u Franca urna inlervcujao em favor da
realeza napolitana.
O poder pontifical nao ha duvida que linha
direilos raais bem eslabelecidos ao nosso apoio.
Ha dez annos protegido pelas armas francezas de-
via merecer da Franja una allenjao e benevo-
lencia excepcionacs.
O quo pensa a respeilo o Sr. de Roehejaque-
lein"? Vejamos:
A Austria, diz elle, dominara, reinava, go-
vernava em Roma, ao passo que, porcfieilodi
nossa intervencao, us apenas garantimos a pes-
soa sgrala do papa. Chovem sobre m'nn as ac-
era inuitos escriplos porquo era seme-
Ihsiilo oicaso procuro aggravar a posicao do
goveruodo santo padre!
.... E' cora efieilo para admirar que os ho-
mens polticos se deixassem affeclar da m vnn-
tado contra a Franja e desse desejo do nao por
em pralica urna s reforma interiornao porque
desconhecessem o mal existente, mas precisamen-
te por le a Franja insista as suas reclamnjoes;
c por um sentimento de dignidade bem mal com
prehenddonao se quis satisfazer a Frangaem
cousa alguma!
Infelizmente isto mais que verdade. Os con-
selhos, as solicllajes da Franja nada poderam
conseguir. Nem una s permissao loi fela,
era urna s reforma effectuada As concessoes,
diziam elles, podem trazer-nos enfraquccimenlo :
' eremos pelo contrario que, so ellas tivessem
opporluno, dariam ao go-
verno romano urna forja quo elle em vo
buscou por oulros meios. A legitima satisfa-
ga o conced Ja aos subditos dos estados roma-
cia que a dar esta espresa a sua rival, apressou-
se em azer caducar o meu privilegio, e aprorei-
tando-se das miulias ideas forjou no anno pas-
sado urna lei autonsaodo o presidente contra-
tar com outr.i qual jiier empresa organisada so-
bre as mesmas bases. Eata farja parlamentar,
nao me lem desanimado, porque estou intima-
in c-o te, convencido que sem profundos esludos
sobre a materia e couheeimentoi petfetos das
localidades, nada se far com proveito nesle
sentido. O commerco nao obedece as necesst-
dades do seo interesse. Os racalienses com
sua inaejo tambem lera contribuido para est*
resultado ; a companhia apenas formada elegeu
um conselho executivo, que me comprou o meu
privilegio, e cabio apenas nascido em um esta-
do comotoso do qual anda nao o pude dispertar.
Eslou esperando quemo d umadecisao definitiva,
ilim de lomar minhas medidas so o cnthusias-
mo que eocontrei na occastao da organisajo da
sociedade, se liver evaporado em fumo, como a
plvora pelo fogo. Quando emitti minhas ideas
pela primeira vez sobre esta materia, nao houve
quem n3o se diveilisse um pouco a rainha cusa,
hoje ellas ando em todas a bocas, em todas as
folhas ; eapenas se e me quer conceder as hon-
ras da palcrnidaJe.
J demonstrei que possivel e nao miito di-
ficultoso remediar oselleitos da fome quo sempre
acompanha as seccas, e por conseguinte salvar a
existencia dos habitantes ; mas nao isto suf-
ficientepara remediar osetfeilosdasseccas.se
con inuarem a destruir as fortunas, e por os cca-
reuses em circuinstancias do principiar nova-
raento seus estabelectineutos.
Julga Itnben posaivel e nao muto custiso
preservar completamente as fortunas dos abalos
que lhes resulto das soccas ; e isto pelos mea-
mos meios quo j a pontei, o Irabalho e a indus-
liia : vejamos como.
Os estabelecimentos do grande altura, da cali-
na ou do caf nao so pdenlo estabelecer seuao
em terrenos muto abundantes d'agua, podem
deixar de fazer do nos annos seceos os mea-
mos interesses quo nos annos regulares; mas
nunca soffrem ruina completa, como succede aos
de criaciio de gado. A experiencia roe tem mos-
trado que os annos calamitosos para o serto,
sao einiiientimente proveitosos para os primei-
ros, que vendera para ocoosummo por um prejo
exorbitante os gneros que colhera. Por causa
da secca de 1845 oCrato que nao era senao urna
villa tosca e quasi sera casas, com os lucros que
fez neta occasiao mudou completamente de face,
e triplica na importancia como por encanto. O
mesmo se dou relativamente a Baturil. Por
isso ommiliirei de oc.cupar-rae destas industrias
que ainda oceupo urna ordem secundaria na
provincia.
Na mesma ordem se acha a cultura do algo-
dio, que lambem nao est sujeilo contingencia
de una ruina completa.
Limitar-me-hei pois a tratar da industria ge-
ral e vilal desta provincia, da creajo do gado,
industria esU d'onde depende sua existencia e
sua prosperidade aclual o futura.
Para a inteligencia do que segu dare urna
dea succinta do systema de crear gado, seguido
nos diversos paizes. Tres sao elles.
O primeiro consiste em crear gado n'um esta-
do completamente sulvageu. Soltain-sc machos
e femeas em campos de grande exteusao, ondo
su mull plica m longe da
O gado morro muto menos,
importan- cria-so mais robu>lo, adqwire proporjes muilo
maiores ; as vaccas dao mais leito o conseguin-
temeute mais manleig e queijo : os cavallos
sao maiores o mais aptos aos servijos para que
se destinara.
Os primeiros creadores que se estabeleceram
nesta provincia doptaram oprimeiro systema,
mas como os indios entraram a destruir o gado
por tal forma que as fasendas nao augmenta-
vain, e que nao se podia tratar delle pelo risco
de cahir as maos desta gente, houveram quei-
xas taes que nos primeiros annos do seculo pas-
sado foi ordenado por diversas cartas regias que
se flzesse aos indgenas bravios urna guerra de
exterminio, ordem esta que se execulou com
urna terrivel ponluildade. o occasionou urna
carnificina que nao cessou durante um quarto de
seculo por tal forma que os miserareis indios
foram mortos, caplivados ou expulsos de suas
Ierras. De entao para diante foi se modificando
o methodo de cria, at que se eslabeleceu o sys-
tema actual que foi tambem raelhorando, ao
posso que as primeirss dalas foram-se sub-
divindo, por effeilo do augmento da populajo.
Hoje que esta subdiviso tem trasido um verda-
deiro canos na queslo da propriedade territorial,
o methodo alopiado lem chegado a seu maior
aoge de aperfeicoamento, cada situaco lem seu
vaqueiro, e grande copia de gado, ni'uito embo-
la o dono nao possua seno algumas brajas de
Ierras.
Por este motivo
laaso previamente que os direitoo do Semino
Pontfice sobre as Raminhaee sobre todo ter-
ritorio da saata eo seriare man liaos 'aquella
reaiao. Esta exigaoeia do governo pootifUio
foi logo apoiada pelos governos de Hespanha,
da.Pwiugai, 4a aplas, da Austria d* Pa^s-
sia.
Foi urna siluajo critica em que este aconte-
cimeoto collocou o governo das Tulherias. Ceder
a exigencia da Santa S, to foriemenla apoiada,
era nao s alienar as sympalhias, ou ao meaos
iaoa d" I"l*terra, da qual precisava arnda.
o a do Pie-monto do qual quera haver por boas
maneiras os territorio de Niza o da Saboya, so
nao lambem collocar-se em flagrante cooiradic-
cao com o priucipij da nao iolervenco at
ali la* eaergicamenle susteutido por elle.
Assim, n'tsta dilflcil conjunciera, s um re-
curso se lbe aprcsenlava e ora addiar iudeioida-
meaie reuni.to do congresso, o que itnportava
o mesmo qu*> daclara-le impoesivel, ,
E assim icnteteu.
trajado por \quetto, e*j"s attributos sao a aabe-
daria iafuita, a baaidada infinita eo infinita ao-
der.
Ha desempenho d'eoaoa aa-'ssao sublime e provi-
dencial, a humauidade trava urna lula de todos os
oeeulos. de todos o aanes-, de todos o dio, era
contra as difficuidades da natoreta physica, ora
contra as que Ihe oppe o lempo e o espaco, oes
finalmente coa-tra urna infinidode de obstculos
de ordem moral mais ou menos invaaciveio^ofa
apparencia.
Apezar, porm. de ledas estas difficuidades, a-
peaar de todos eases obstculos apparenteraenle
inveiicives, cada scelo, cada anno, cida dia
assignalado por um aovo iriumpho que aproxima
a humaitidado da realisajao do plano do Creador.
Quando se considera attenlamente nos progres-
sos da ci itisajao desde a berjo do genero hu-
mano atea presente poca, mormeole depois que
briihe no monde- a luz do ehrislianismo, nao se
podo deixar de lecoitheeer verdadeicaa nossa pro-
posicao. O sceptico tornarse'crente, e o pes-
siraisl nao pie deixar de se confessar coofun- Outro facto se dou por esse mesmo lempo, is-
dido em presenga d'esta poderosa demonslraco. 'o nos primeiros das de, Janeiro que veio ca-
0 alvo das aspuaedes da humaoidade o co- ractensar mais completamente apoltica hostil
nheciraento da verdade, como meio indispensa- do governo francez aos iuatrfeiivcis direilos tem-
vl de realisar o seu de>tino. A verdade, perdi- poraes do chefe da igreja calholica. Foi a reti-
da com a queda do primeiro hornera, pode sor da do condo de Wal. wski do ministerio fran-
igoorada hoje, desconhecid amanha, mas ha cez, deixando apasta dos negocios estrangeiros
de por fim apparecer em lodo seu brilho e espen-, na qual i oor. Pe o erro obscuiece-la. pode-a descon- exercia o cargo de ministro da Franca em Cons-
fessar a m fe ; mas nem aquello nem esta in- taotinopla.
gara que ella fique snpplantada. O conde de Walewski, quo era o representante
Assrm, preciso ter f no futuro. Se um ti- das Ideas que prevalecern} em Villafranca e nos
beralismo sem limites ameaja levar de vencida tratados de Zurich, e que professa profundo res-
todas as noedes da verdadeira liberdade, da liber- peto ao ummo Pontilice. nao podia jmiis ac-
dade guiada pela luz da razio e do christianismo ceilar a solidanedade dasopinies extravagantes
tenharaos f que el'e nao ser mais feliz do que i e contradictorias emiliidas no famoso folheto__
o obscurantismo que escravisava os povos ao ira-j /** o Congresso ; e pois que nao conse-
perio tyrannico dos reis^ Os Mazzinis e os Cari- 8"' que se recusasso offlcalmento a solida-
riedade das optoies sustentadas no tal rolhelo^
julgou que a sua presenja no ministerio compro-
metiia a honestidado de seu carcter cm face
da nova poltica adoptada por Luiz Napoleo, e
por isso pedio e obteve a sua demissao.
O Sr. de Thouvoncl, apezar de se achar um
pouco indisposto com o governo inglez era con-
sequencia da parte activa que tomara, pcrapla o
governo do sultao, em favor da abertura do istil-
mo de Suez, era lodavia o hornera mais proprio
para substituir o conde do Walewski, visto co-
mo as seas ideas com rtlajo aos negocios da
Italia, sendo as mesmas da politica que a appa-
rico do folheto tinha inaugurado, erain tambem
as que mais se casavam cora o pensamento do
gabinete inglez, e priricip&lmento com o de lord
J olm Russel.
Estes acontecimentos occorridos em Franca,
e urna caria que Luiz Napoleo dirigir ao Santo
Padre, em data de~!3 de dezembro, pcdindo-lhe
que abrisse mo de seus direilos ao dominio das
legajoes insurgidas, todo isto davam bem clara-
mente a conheccr que a politica do dominador
da Franja se apartjva das esiipulajcs de Villa-
franca e dos tratados de Zurich, e approximara-
so visivelraenfe do pensamento revolucionario
O barmetro da situajao eram os discursos j da Italia,
proferidos no da de Anno Bora em Pars por Lufz| Assim, esses aconlocimeutos de Franja reper-
Napoleo, o em Vienna d'Austna pelo imperador c-uiram no Piernonle, como era muilo natural.
Francisco Jos, era resposta aos cumprimentos do So a paz de V "
baldis do lotos ostemp'os sempro tiveram urna
existencia ephemern, e urna aureola de gloria
ainda mais ephemera.
_ llavera raio para temor os tribunos e os exer-
citos, que fundara a indepedencia e a liberdade da
Italia ua deslruijao da supremaca temporal do
Papa, e por consejuencia na degradajo do che-
fe visivelda groja, e na da propria igreja?
Passaro oseos e a Ierra, disse Jess Cluis-
< lo; mas as minhas palavras flearo. > E Jess
Christo disse que contra a sua igreja nao preva-
leceriam as portas do inferno.
As reftexdes, que vimos do fazer, suggeridas
pela revistas dos grandes acontecimentos polticos
da Europa no anno de 1860, iam apartando-nos
do nosso assumpto, no qual vamos entrar sem
outrus prembulos.
Fallando do anno de 1859, em nosso retrospec-
lo esenpto 7 e publicado 9 de Janeiro de 1860,
diziamos que, nos altos dominios da polilica in-
ternacional, havia aquelle anno consejado nebu-
loso e climatrico. Desde o primeiro dia do an-
uo quo se entrevio logo a tempestado poltica,
quo deva roubar a paz de quo a Europa eslava
de posse desde o tratado de Pars de 30 de mar-
jo de 1856.
gados tomar medidas para nao seren reconhe-
cidos e para evitarem as violencias, de que tinham
sido ameajados ?
vista do hornera que
era isto em comparajao do perico, quo cornain M |eria accrescentado ao apoio, que pres- evilam fo8em- Eni certas pocas reunem-so
certos redactores de jornaes abolicionistas, obn- lamos ao p0der ponliQcal, una i.ova iusliacacao >0S ra.oradores Pa ir apanhar os productos da
urna nova auloridode moral. creacao. o que nao se efiectua seno com gran-
Porra o governo romano levou a sua resis- ?es cu.slos.. "seos immensos, e difficuidades ex-
. tencia a este respeilo ao ponto da mais deplora- 'OfUnsrias. Os productos sempre sao muilo
Pmbr?.n 1. "n.r ? ?"' ""P1"' pnn?lp! I 1 c-gueira o quando o imperador Napoleo, '
S^ZrU^^ Z USS S'ld ?? ZiTl Sn0revCehnS8m ~ t3""
Era New-Yo,k um regiment de milicia, com- SratoVqT'Sri:,T^Jf .%e"slenc!a"
?i!0Jd810ran*,slas. rPcustu ,?,n" S "" f- obstinada do que fallamos, propoz ao Santo Pa-
' dre garantir-lhe os estados que Ihe resiavam, se
elle consenlisse em abandonar as ftoraanhas, essa
proposijo foi repellida com altivez.
sentid3 do que se tinha passado no Canad,
mesma cidade, oulros membios da milicia, de
oiigem irlandeza, abstiveram-se por um seoii-
nento mais escusavel ainda de qualquer partci-
pajo as honras feitas ao descentento dos sobe-
ranos da Inglaterra.
Em suman, a rucepjo do piincipe de Galles
nos Estados-Cuidos toi digua da democracia
americana e d'elle ; ella deu occesio urna tro'
ca de civilidades iulernacionaes, chelas de cor-
dialidade. A repblica do Novo Hundo franca-
mente apertou a mo, que Ihe eslendia em nooie
da velha Inglaterra o berdeiro do throuo.
Quanlo importancia polilica o'esta.viagem,
eremos que os jornaes inglezes a exageraran] um
pouco. No acclho Jeito ao principe de Galles
ntrou sem duvida muila sinceridade, mas con-
vem tambem descontar essa necessidada de exci-
tajo peridica, que distingue o temperamento
americano.
H. Uarie Martin.
[Contlitulionel.S. Filho.)
O Sr. marqtfez de Roehejaquelein acaba de
dar lume urna bxucbura intitulada A pol-
tica nacional e o direito das gentes, Parece
primeira vista que o fim principal do nobre
escriptor foi dar algumas explcacoea pessoaes
sobre urna modiQcajo de ideas que se tinha
operado no seu espirito a respeilo doa ultimoa
8uccessos da Italia, Neohuma razao leriamoa
para inlervir no debate que pode suscitar-ae
entre o Sr. de Roehejaquelein e o publico, qaan-
to essa queslo, se o trabalho citado nao ao
offerecesse motivo para apreciajes quejulgamos
dignas de toda a altenjo
O Sr, marquz declara que aa suas inloncoea
alo sao hostis : miuguem poder accusa-lo, diz
lio de ser inimigo do governo. Para que es-
tivesse-mos bem convencidos da sua lealdade
nao precisramos da Mmelbaate protealoaao ; e
Que mais preciso para justihear os actos da
nossa politica? E como podo o Sr. do Roehe-
jaquelein descobrir nesses tactos um motivo
plausivel para lastimar, que a Franja n5o tivesso
publicado urna declarojogarantindo ao go-
verno pontificio as mas possesses romanas ?
Um acto desse genero deve ser sustentado al o
(iin, especialmente quando dimana da urna po-
tencia como a Franja. De outra sorte impor-
tara a eventualidade de um conflicto com o Pie-
monte, e no sentir do proprio autor nos nao
podemos bater-nos contra os Italianos, a quem
acabamos de conceder o auxilio das nossas ar-
mas ; nos nao pedemos consentir que a Austria
desfaja a nossa obra, selada com tanto sangue e
com tantos sacrificios I
maltratados e uo sao susceptiveis do se domes-
ticar, como quando se criam debaixo da vista e
na companhia do hornero. Este modo de crear
r-.-clama campos immensos, e nao se usa mais se-
no entre os povos ainda pouco adiaotados cm
civUisasao, e nos regies maito desprevenidas de
populajo ; hoje usa-se aaa SUpples da Russia
e nos campos da repblica argentina, a's vracs
bravios que fogem para ermos inaocesalveis ou
pouco frequenlados nesta provincia do urna per-
feita idea desto systema, e as vaquejadas que os
fazendeiros e vaqueiros organisam para ir l pe-
gar estas rezes bravias por divertimento, mostrara
quanlo perigosa a captura, e imperfeilos os re-
sultados que se tiram deste modo de crear.
O segundo systema que consiste em crear o
gado no estado m io selvagem, e que geral-
mente adoptado n'esta provincia, consisto em
soltar as femeas com os machos sufficentes, em
campos abertos, onda acham aa cousaa oecessa-
rias i sua subsistencia, pasto e agua, debaixo da
inspeccao immediala o incesssute de um va-
queiro, que percorrendo sempre os campos *n-
contra-se a cada passo com elles, trata de suas
enfermidades, e recolhe-os freqoenlemente aos
curraes ou ao cercados. Cada faaenda tem seu
signal que se imprime com ferro iocandeccnle
Os mesmos facas, que o Sr. marquez de Ro-
ehejaquelein registra de to boa f, nao expli-
cara por ventora que a Franja nao pode coro os no quarto dos animaos, de tal forma a/ie, qoan-
seus conselhos suspender o movimeolo italiano? do alguns individuos se desviara dos posios da
Nao sao elles mesmos de ordem a mostrar que fazenda, os vaquerss se comraunicam muiui-
a politica franceza nao podia ir alera da censura mente o resultado das suas obseivajoes relaliva-
evera que ella propria infligir ? meato aos individuos de Ul ou tal fazeoda que
Quando o Sr. marquez (alia do rei Vctor Ero- tem encontrado. Por eata forma e gado que se
manuel o dos ltimos actos da politica piernn- acha em contacto freqaeate com o homcm nao
teza, o faz com tal vivacidade de linguagern, com
tal severidade de apreciajSo, que nao podemos
asaociar-nos neate ponto ao emiaente escriptor.
Por u respeilo extreme para com a monarchia,
e para com a vontade nacional (memento ex-
pressa, sent tudo aquillo que pode concorrer
para diminuir a auloridade de urna ou o presti-
gio da outra, e oas suas syropathias revesto-se
de urna ausceplibildade de sentimento tal que
o torna quasi semelhante a um juiz prevenido.
Em suinm, tres pontos sareeem preoecupar
ao Sr. de Roehejaquelein mais que todos os ou-
lros : o interesse do |Ppado ; 01 perigos da
se cria to bravio, oa productos se pegam com
facilidada e sem grandes riscos se iuuiiiaam pa-
ra a reprodcelo, por meio da capajo. Aa vac-
cas sao chamadas aos curraes dorante o inverso
para se Ibas aproveitar o loile, e por isto os be-
zerros desde a tenra idade se acostumam 6 vista
e companhia do hornero. Os cavallos sao ase-
aos bravios e so amansam ca facilidade, se
amoldam melhor so trabalho, sao meaos vicio-
sos.
Este systema tem grandes incoa venientes. Os
animaes sustentara-se com pasto verde durante
o invern, a duraote o vero com pasto secco
o Cear cria tanlo gado quan-
lo pode crear pelo methodo seguido, e mais do
que pode, pois cada anno apparecc n'uma ou
n'outra parte da provincia urna mortandade es-
pantosa, que a meu ver depende da superabun-
dancia do gado. Ar.hando-se a provincia parti-
cularmente no sertao ainda no seu estado primi-
tivo de agricultura, nao se lira quasi proveito
algum do gado vaceum seno o valor da carne e
do couro, apenas alguns bos se applicam a pu-
charlos poucos carros em pregados para a con-
dueco das mercadorias, carros esles que sup-
ponho cortados no modulo dos que No devia
usar para approrisionar a arca. Por isto era
quanto a populajo brasileira nao chegou a um
grande poni de augmento, apezar deste mo
systema de crear no estado semi-selvagem, foram
os productos sufficentes para supprir as ucce3-
sidades do povo, o a carne que constitue a ali-
mentaco da quasi lolaldsde do povo cooser-
vou-se por um prejo diminuto ; mas hoje que a
populaeo loro augmentado urna progresso r-
pida, e que os melhoramenlos maleriaes tem
posto maior numero de pessoas em circumstau-
cia de usar de carne, oos grandes focos de po-
pulajo, a prodajo dos serios vai-se timan-
do insufflciente para os pedidos,
O3 prejos do gado do assogue tem augmenta-^
do por tal forma que cusla-su acreditar; carislia
esta evidentemente devida a falta do producto
que so vai tornando cada anno mais insufficienle.
Esta insuficiencia um mal e um roal que re-
clama promplo remedio J deounciei opiaio
publica esta crise ha annos. J di ver que ella
merece que para ella lancem suasvistas os go-
vernos o os legisladores ; mas que se importara
elles era geral com a prosperidade futura do paiz.
Era virtude da caresta do gado, o produelo dos
diziraos tem avullado: chegam os rditos da pro-
vincia para as despezas indispensaveis, e para
dotar os aQlhados o parsitas, que mais tem que
olhar para o futuro? Os vindouros se arranjaro
poderem; o os rditos deroinuirem, sofirero os
afilhadus. e o paiz, morrero as sanguesugas 1
L se avenham Cada uro para si, Deus para
lodos I
Eis a norma que parece dirigir os .nobres re-
presentantes da provincia. Despreso os interes-
ses vjtaes do Cear, para lerem espoletas de elei-
jes e sacriOcam o futuro da patria ao interesse
momentneo!
A crise existo, pMpavel, e vai em progresso.
E todava nao se pode mais contar com o systema
de creajo hoje seguido para se sanar. Logo
necessario adoptar outro. J indiquoi os resul-
tados obtisos na Europa,cujo exemplo acho mais
rasoavel seguir di que recorrer a experiencias de
um resultado duvidoso.
J moslroi que em limitados terrenos as na-
jes civilisadas criam gado de toda a especie que
chega para o consumo e para as precisoes de urna
populaco imroeoss. A Franja por exemplo:
lem 200 leguas de cumprimento sobre 200 de
largura lem 37 roilhoes de habitantes, cria
cereaes para est a populaco loda, e sobra-
Ihe para vender aocatreior; eria linho, conhamo,
raadeira para seu consumo com sobras, hoje cul-
tiva a batarava para cenfeijo do assocer, vi-
nhos em grande abundancia, e ainda acha meios
de criar gado para auatenlo desta immensidade
de populajo, e sobra-lhe maoteiga e quejo que
que exporta ; lem cavallos e bois para os usos da
da agricultura e do commercio, o entretem urna
cavallaria de mus de 40,000 mil homens, e os
trena da arlilharia e engenbaria qae nao recla-
mara menos de cincoenta mil cavallos, e todo isto
sem campos onde se sollo esta immensidade de
animaes. Crio um numero prodigioso de car-
neirqs, cabras e oulros animaes domsticos para
sustentajo do povo o approveitaaaento de suas
lis e couros.
Estou persuadido que 4 vista destes resultados
nao haver quem se persuada que {todo o Brasil
corpo diplomtico. N'essasduas lacnicas res-
postas se desenlia va mais ou menos claramente a
nuvem negra que dentro em pouco dovia obscu-
recer o horisoote poltico
E com effeito, os acontecimentos vieram sub-
Sequentemente confirmar as previses. O nno
de 1859 foi efTeciivainenle um anno calamitoso
para a polilica da Europa.
Outro tanto podemos dizer agora do anno de
1860. quo comejou e termina no meio das mais
graves dfficuldsdes.
A Europa, durante todo o anno quo hojo ex-
pira, nao pode experimentar lodos os beneficios
resultados da paz. Viu entrar e v sahr o anno
no meio de violentas commojes polticas, que,
da Italia, a meara m extender-se para oulros pai-
zes, vi/ivelmente tocados do mesmo espirito re-
volucionario, e anti-catholico.
Por una singularidadc, que mal se pJe coru-
preheoder, os negocios da Italia apresuilam, no
fim do anno, quasi o mesmo aspecto que apre-
seiitavara no principio do mez de Janeiro.
A paz de Villafranca e o subsequente tratado
de Zurich tinham deixado os negocios no mesmo
estado de incerteza o indeciso. Pondo de parte
a Lombardia, que ficou definitivamente incor-
porada ao Piernonle, os estados da Italia central,
que se hanam insurgido contra seus soberanos;
continuaran! permanecer na incerteza de sen
futuro destino. Reservando-se os direilos dos
soberanos depostos, mas proclamando-se ao
raesmo tempo o principio de nao intervenido,
ieixava-se insoluvel a principal questo, a ques-
lo da nnnexaco e da unidade italiana.
Appellou-se para a leunio de um congresso,
era que lomariam pule tolas as potencias sig-
natarias dos tratados de 1815, e era essa reunio
a queslo mais imprtame e debatida ao termi-
nar o anno de 1839.,
Nomeados oa diplmalas que deveriam repre-
sentar as diversas potencias no seo do congres-
so, designada a cidade de Pars para o lugar da
reunio, e marcado at j o da 6 de Janeiro para
a abeilura do congresso, ninguem mais ousava
duvidar da reunio, e os polilicos se preocupa-
vam apenas dos assumptos que teriam de ser
levados ao grande tribunal internacional.
Um aconieciraento, porm, primeira vista de
pouca importancia occasionou o addiamento in-
definido da reunio do congresso. Foioappa-
recimento do (amoso (olhto intitulado o Papa
e o Congresso, publicado em Pars, e que se
dizia da origem offlcial.
Ate enlo, mesrao os que suslenlavam o di-
reito de insiirreijo das Roraanhas, nao se havia
atacado no Papa os seus direilos de soberana
temporal sobre aquella parte do territorio ponti-
ficio designada com o nomo depatrimonio de
S. Pedro. O folheto, porm, sem desconhecer
de todo era todo anecessdade da soberana tem-
poral do chefe da igreja calholica, pretenda que
esse poder temporal ficasse circumscripto ao mu-
nicipio da cidade de Roma.
Nao aqui o lugar proprio para refutar os er-
ros e al mesrao o absurdo d'essa doulrina, que
alias se acha completa e victoriosamente refuta-
da pelo sabio Sr. Dupanloup, bispn dcOrleans.
Basta dizer, que, lendo-se ailribuido ao folheto
intitulado o Papa eo Congresso urna origem
offlcial, e nao lendo o governo francez desmen-
tido pelos meios competentes esse boato, o Sum-
mo Pontfice decidiu qne se nao faria representar
no congresso, o qual, lendo por fim principal a
reconsiituicao da Italia, ficou por isso mesmo
desde logo differidn.
Entretanto os ducados da Toscana, de Parma e
de Modena, e as Romanhas deliberaram dar a
regencia da Italia central ao principe de Carig-
nan, que, sem acceita-Ia directamente, desig-
nou para o substituir n'este cargo o Sr. Buon-
coropagni, que entrou em exercicio logo depois
de cerlas explicajdes entro os governos de Tu-
riro e de Pars.
Por esse lempo Garibaldi, que so achara inves-
lido do commando das tropas das Romanhas,
pretendendo fazer um desembarque nos Abruzzos,
com o fim de insorrecionar o reino das Duas Si-
cilias, foi chamado Turira, e depois do urna
larga conferencia com o rei Vctor Emmanuel
resolveu pedir e obteve a sua demissao, indo
como simples particular residir ua ilha de Ca-
pTese, propriedade sua, situada junto parte
septentrional da ilha da Sardenha.
Assim, ao despoutar o anno de 1860, punha-se
em duvida a soberaaia temporal do Papa, fal-
lara-se na reunio do um congresso, que de-
veria ficar mallograda, e o grande agitador da
pennsula, o firooso eaudilho Garibaldi retirava-
os principaes repre-
Fanli. Mamiaiii, Farinio
com a sao vaslissima extenjo do terreno pessoa 'se desgostoso da marcha dos negocios polt
igu! quandado de animaes domsticos, muilo para k viver na sua ilha'de Caprera.
ernbora seo territorio lenha quasi 800 leguas de
extenjo sobre outro tanto de largara, e tenha
por consiguite desasis vezes mais superficie do
que a Franja. Iodos estes animaes sao tratados
ajmo, e slimeotados eom productos da industria:
com o feno e outras materias preparadas o guar-
dadas para este mister.
(Continuarse-ka.)
<
No fim do anno, pdr urna singular coinciden-
cia, como cima disseraoa, dio-se precisamento
os mesmos fados. O governo francez, apezar
de seus continuos e fementidos protestos em fa-
vor do Papa, corneja i ser de novo acensado de
tendencias contrarias soberaaia temporal do
chefe da igreja ; falla-se, como no principio do
anno, na reunio do nm congresso europeu para
decidir a queslo italiana; o, finalmente, pera
nada fallar simile, lambem se J o facto de
lh-franca. que eslava n3s ideas
do conde de Walewski, linha determinado a ro-
tirada do conde de Cavour do ministerio pie-
montez, a retirada do conie do Waleuski do mi-
nisterio francez, as rircumslaneias e pelas ra-
zoes que a motivaram, deveria trazer como con-
sequencia a elovsco do conde de Cavour ou
de representantes da sua polilica. E assim suc-
cedeu.
O agitador Garibaldi, a quem tambem nao a-
gridara a polilica conlemporisadora do minis-
terio Ratazzi, successor de Cavour, logo que esto
foi de novo chamado direrjo dos negocios
pblicos, vollou Turin e foi noraeado com-
raandante cm chefe da guarda nacional.
A revolujo, portanto, lomava atentos. No
ministerio piemontez, alera do conde de Cavour,
quo s por si personifica a idea da unidade ita-
liana, achavain-se reunidos
sentantes dessas ideas
Cassini.
Fallamos nos desejos que nutria Luiz Napoleo
de engrandecer o territorio fraucez cora os duca-
dos de Nize e da Saboya. lia multo quera acre-
dite que esses desejos se deve a mudanja
operada na sua poltica. Era preciso conceder
alguroa cousa ao pensamenlo revolucionario da
Italia para ler tambem o direito de exigir quo so
Iho cedesse o qoe pretenda.
Se isto exacto, preciso confessar que o go-
verno francez procedeu ueste negocio com refi-
nada velhacaria ; porque longe de conceder des-
de logo ludo o que exiga a poltica do cende de
Cavour, comejou ao contrario por se mostrar hos-
til idea de annexajo completa dos ducados. O
Sr. de Thouvenel, em urna nota dirigida ao repre-
sentante daJFranja na corle de Turim, declaruva.
pouco depois de assumir o cargo de ministro dos
negocios estrangeiros, que o governo francez s
convina em que os ducados do Parma, de Mode-
na c as Roraanhas fonnassem um reino parto
sobo governo mediato de Vctor Emmanuel e
sob o protectorado do Summo Pontilice, e em
quo a Toscana formasse ouiro estado com auto-
noma propria e dynaslia distiocla da do Pie-
monte, ernbora do mesmo sangue.
Os povos da Italia central e o governo de Tu-
rim representaran! contra semelhante resolujo o
propozeram o alvitre de se fazer um ultimo ap-
pello vonlade dos povos. Ao passo quo isto so
dava cortos emissarios secretos do governo fran-
cez promoviamna Saboya e em Niza um pronun-
ciamonto em favor da annexajo destes territo-
rios ao imperio francez, e comejararo os gabine-
tes de Pars e de Turim a entender-se esto les-
peito.
J se v, pois. que proporco que o governo
ptemontez se mostrava propenso ceder a Sa-
boya e Niza, lerabem o governo francez do sua
parte annuia ao alvitre proposto do appello ao
vol de annexajo dos ducados.
O resultado foi o que era de esperar. Conce-
deu-se aos ducados o poder do votar sobre a sua
annexacSo definitiva ao Piernonle, mas com a
coo lijo que a Saboya e Nize se pronunciassem
tambera sobre se queriam ou nao annexar-se 4
Franja. 0 vol dos ducados foi favoravel an-
nexajo ao Piernonle, como o da Saboya e de
Niza o foi sua annexajo ao territorio francez.
Desde entao eslabeleceu-se a mais estrella in-
lraidade entre os dous governos. A annexajo
dos ducados ao Piernonle, se certo que feria
inleresses,esses interesses estaram quasi que sera
representantes no mundo diplomtico. Toda a
resistencia consisti em impotentes protestos dos
principes depostos e do Summo Pontifico e na
excommunho lanjada por osle sobre Vctor Em-
manuel o sobre lodos os que directa ou indirecta-
mente concorreram para o desmembramento dos-
estados da igreja.
O mesmo, porm, nao succedia com a annexa-
jo dos territorios de Niza e da Saboya ao impe-
rio francez. Este acontecimenlo causou um es-
tremeciraento geral na Europa. Quasi todos os-
goveroos se preoecuparatn dos resultados desse
augmento da Fringa. Prelendia-se que esse aug-
mento era contrario aos tratados do 1815, que
rompa o equilibrio europeu, o queso poderla ler
lugar depcis de ouvido o grande tribunal da Euro-
pa. A Suissa, especialmente, queixava-se de ter
sido prejudicada, e appellava para um congresso
qoe decidase a eonteslajo.
Mas, haver objecjo, por molhor fundada quo
esteja, capaz de resistir poderosa lgica dos tac-
tos consummados ? A annexajo'ficou definiti-
vamente eila, e a Europa cenientou-se com so
preparar para se oppr na eventualidade de al-
guma nova emais consideravel anoexacio.
Durante que estas cousas se passavam, Gari-
baldi nao se conservava ocroso. De accordo coro
o governo ptemontez, pois que este neahum em-
barazo Ihe oppoz. comejou elle i preparar urna
expedrco para saltar no reino das Duas Sicilia
A principio pareca destioar-se Calabria ; al-
gumas pessoas diziam ser para os Abruzzos, o
ootros, emflm, asseguravara que Garibaldi core-
jaria por introducir a revolujo na Sicilia, e d'ahi
pretenda passar ao continente.
O governo ptemontezassishoimpaasivel.aber-
tura de subscnpjes em todo o territorio do es-
4oo, e apenas, por servar apparencias, prohibi
inscnpjio de voluntarios, qae todava oio dei-


va
"dB, p,rtM?r^elar "" Cenova- Tin^- de
Nos (los de marco e principio de abril j lam-
neil /eDel.de9 e8Uvam fortifcalos em Carini
t.ui. Palormo- e "sublera^ao estenda-se por
r^fS*nto d* 'h, PVa qual ji linham
passado rouitu iri)p8 teaes#
OIARIO DBBBKUM10CjS)-m jWS FfilEAftMlAMIIQ DK;I8.
di pelas (arles de Pei-Ho. A Austria juizapro-
vfflla la em seu favor as c-iuplicaeoes da lla-
lla; mu, apezar ,do imperador Alejandre 1er
capfarcocialo oro Francisco Jos& e o principe
resorte da Pruasia, nada comeo aastria dessa
conferencia.
O re da Prussia vio entrar e sahir o anqo sera
que o sea astado mrbido Ihe permitii*se reas-
sumir as rodeas do governo. Parece quepoi-
. o 4o.deartlh#ia,apseenhida Hezavd filtra .-
dasfeBsa*. O,oort. av.itra em 3i do f*ew.ro IrSXln
PMsadB ni oldado do Sala- '"oo % ? .<.._. ._
nanhUf rtaSC,rcum,9Va"dM HeG"bali, acora- eos das lUe reslm de vida.
coa d S .tBem!-C1 ? 2.00Vlllnlar03- embar- A Prussia. apezar da alleraco havida durante i
dtriaiV. n. c r pnrl pert0 do Genor..' anno <> PM0tl do ministerio, nao fot mudan-
brfuTfl'i1 ? e,.C0Me8'>f dar desem-' caem su a poltica larior.
w *1*rsala Sue ca na extrcinidade oc-
cidental dailh.
Desde cutao que so julgou perdida a causa do
i de aples. A Sicilia foi sempre o foco de
revolucoes e unha como natural predtspoaicoes
para acorapan.har o movimento da Italia control.
c. lacil, pois, de comprohender, que a presenta
fc-S! c"Jo nome ora repetido cora en- (legrante violaco, por parle da Tranca da Sar-
isiasrao por toda a parle, devia dar vida ao denha
Ha aii como base
da poltica externa o desojo do sobrepujar a in-
fluencia da Austria, e de feito o scu voto na Dala
Germnica vae se tornando preponderante.
A Austria eomecou e ACdbou mal o anno de
1860. A poltica do gabinete de Vieona eomecou
dubia e frouxa, e acabou frouxa a impotente.
O anno ahrio-se para a Austria com a raais
partido da iosurreicao. Foi o que se veriflcou.
,*T* ><> ** riDaldi tinha percorrido e.tomado toda a Sicilia e
entrara triumphante em Palermo, q ie era eva-
cuada pelas tropas reaec. Da rica e imprtame
una da Sicilia, nao reslava ao ro de aplos se-
ma a cidade de Messina e urnas pequeas forli-
ueacoes na costa
O re, atterrado com o camipho que levavam
^s cousas, lentou impedir a trrenle revolucio-
naria oncedendo urna constituido scus esta-
dos. Foi tarde. Mal tinha elle cslibeleedo o
novo aachiiiismo poltico, que a revoluto ro-
bentou na Calabria e se extendou com incrivel
rapidez, por grande parla do territorio continental.
dos tratados assignados em Zurich, e lo-
! dava ella nom se acha com forjas de protestar
fi' -rerdade com a ultima guerra, era-lhe impossivol tomar
urna attitule (irme edlcidida. Por isso toda a
sua actividade ae cifrou era reorganisar o seu
exercto e concentrar for?* na Venecia desde que
Garibaldi saltn na Calabria e *enieacava ir de
rota batida at ao quadrilatero.
A agitacao da Hungra e da Silesia eram anda
novos motivos de fraqueza. Outros ainda surgi-
ram na divisan de opinies dos seus primeiros
homens de cslido, uns que pugnavam por um
systema de governo mais liberal e outros que
desejavam a continuado do antigo rgimen.
Francisco Jos, no meio de tao graves difficul-
A auiondaie real aioda ge pode manlerpor al- dades, mal se poda decidir. Entretanto, pelo
gum t-mpo c o re poda julgar-se seguro em que rospeita poltica interna, elle accetou a
aples; mas ludo mudou desde o momento em opiniu que pngmva polas ideas liberaos, e du-
que o fainojo Giribaldi pisou do continente. Era r/inte o anno fez n'esto sentido algurrras conces-
menos de ura ruez eslava elle senhorde aples, soes importantes entre as quaes avulta a de 20
e o re, quasi sem exercito, havia-se retirado de outubro. pela qual oulhorgou certas garantas
para Cauta com o Qra de refazer ah as suas tro- I conslilucionaes diversos estados do imperio.
pas e de atacar os rebeldes.
Garibaldi, proporco que a sorteo favoreca,
e que ia adquiriod i aura popular, ae (Ara tornan
do altivo e ji reeebia com m cara as observa-
c>:s de seu antigo amuo e allia lo condn de Ca-
vour. Convidado oor esle. logo que a Sicilia se
acparou do reino do Napo'es, decntar a reu-
niao dos enmicioi popularos atim de darem o
voto de aunexacao ao Piernn!), Garibaldi foi
dilTerindo esta convocacao re da para da; e
porque o ronde de Cavour se opposera ao des-
embarque, por elle premeditado, no continente,
escreveu ao re Vctor Eramanuel pcdindo-lhc a
-demissao Apezar, porm, dessas garantas, os negocios
internos do paz vao mal. A agttajo cresce de
dia para da, e com ella cresce a falta de recur-
sos do thesouro e as difficuldades do gaverno.
[Continuar-se-ha.)
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Por acto offi'ial de 5 do correnle suspendou o
Exm Sr. presidente da provincia o Io o 2juizes
co
vou
v r^i i------ ix j .. V or- prosiuenie aa provincia o 1" o "juizes
S preciso notar que, alm do ciume. que elle de paz da parocliia de S. Lnurenco de Teiucnoa-
mecou i ter da preponderantia do voto de Ca- po, que. despeiio das orJens de S. Exc. pro-
uir nos negocios pblicos, outra razao havia seguirn tumultuaria e illegalmcnte no processo
para este desaccordo entre o minUtro piemontez eleitoral d'aquolla freguezia, que lnvia sido pela
e o caodilno da revolugao. Garibaldi, vendo que respectiva mesa adiado para 13 deste
o Piemonle ceda Franga os territorios de Niza : Os nossos leilores j licaram scenl-s das oc-
e da Saboya, lornou o conde Cavour responsa- currencias, que all se levantaran), at certo pon-
vel oeste laclo, parccendo-lhe que era possivel' lo
aos desejos de Luiz Napo-
o ministro resistir
leao.
Esla desinlelligencia dava um mo curso aos ne-
gocios. Ilazzini l anlava na Sicilia.e se nao do-
ininava Garibaldi. tinha grande ascendente
sobre acuelles que ccrcavam o dictador. Era
possivel 'que as cousas toraassem tal caminho
que, em vez de unidade italiana, houvesse urna
Coiiflagraco geral devida a criajao de urna ou
mais republicas no sul da pennsula. Era pois
e ora dvomos-lhea a noticia de que recalci-
trando das ordens legaes, eotenleu aquella mo-
sa parochial, apezar de incompleta em sua com-
posicao, que poda restringir o-prazo do adia-
mento, qie no dia 30 de dezembro fora resolv-
do devidamente pela rounio de todos os mem-
bros ; faoto que nao deu-se nos actos ultoripres,
a que por couseguiute affectu-os de oullidadc em
sua essencia.
E assiin, no dia 4 foi concluida a eleicao d'al-
cora viulacao da le e desobediencia das or-
nA9nS", 'iler4C0ra.fr,JDdesagacidade^para dens do governo, que nellas exercia inquestiona-
vclmeole um dever, que decorro de sua propria
missao na gerencia dos negocios pblicos, e sem
que nsto exorbilasse de suas attribuicoes; visto
que o que fazia era por ura paradoiro acio3 il-
legaes e offunsivos da libardado do voto, a que
S. Ese. ha procurado cercar de toda a possivel
garanta
O tacto do adiamenlo para o dia 13, o a res-
trinjo posterior para a coutiouacao dos trabalhos
eUitoraes ter lugar no da 2, revela em calculo
para'uns que,
que o pencamente da unidade italiana nao fleas-
se prejudicado.
E assim se fez. Pareceu conveniente ao go-
verno piemontez tirar a Garibaldi toda a possi-
bilidade de realzar sua gloria com outros tri-
umphos, e affaga-lo ao mesmo lempo. Foi por
isso queum exercito piemontez invadiu o terri-
torio puntiOcio, as Marchas e a Ombra, para on-
de necessariamente devia vir Garibaldi depois
que se achasse completamente de-posse das Duas
Sicilias.
Anda mais.
. por essa aorpreza aos votantes.
Era presenta de qualquer gene- procuravam conseguir ; c isto anda se evidencia
ral, de qualquer outro hornera que nao fosse Vic- nao s da contradiccao notada as comm nica-
tur Lramanuel, o prestigio de Garibaldi havia coes com referencia csse adiamenlo, cmoda
illegalidade que presidio a rcsolucao posterior e
relativa ao mesmo.
Em laes conjuncturas, em que o principio da
suprema nspeccao, implcita na primeira autori-
dadeda provincia, era desrespetado por meio de
violaco flagrante da lei, a que todava recordara
e procuravam alfr-se os seus Iransgressores os-
tensivos, foi S. Exc. levado quelle acto ; e pro-
videnciou simultneamente para que no dia 13
se proceda em Tejucupapo a eleicao adiada no
dia 30 de dezembro cora as formalidades legaes,
np igreja matriz e sob a presideocia do 3" juiz do
paz.
] Por acto do governo imperial de 2 de de-
zarabro ultimo, foi julgada nulia a olei;ao rauni-
ciual da freguezia da Boa-Vista desia cidade, em
colnsfiiuenca dos vicios do livro da qualiQcajo,
qujH servio para a chamada dos votantes.
Isto posto, lem de proceder-se a nova eleijo
deuuizesde paz dessa parochis.
+ A eleicao do Cabo lem corrido regularmen-
te t com a precisa calma, sem queso tenham le-
vantado questoes
Aj mesa acha-3e coraposla dosSrs.:
Maiioel Joaquim do Reo Brrelo, presidente.
Dr. Manoel Netto Carnciro de Souza Bandeira,
secretario.
Capilo Jos Paulo do Reg Brrelo, escrutador.
Proprietario Francisco Tavares de Barros Cam-
pello, idem.
Forara recebdasno processo da chamada 1585
cdulas, que acham-se em apuracao desde 4 do
correnle.
No dia 3 ultimou-se a eleicao da freguezia
do Boro-Jardira, rujo resultado o seguinle :
Vigario Antonio Hygino de Iiollanda Cavalcanli
Chacn.
de preponderar; mas empresenta do rei a pro-
pria gloria do agitador se amesquinharia. Con-
vinha, pois, que o ro se apresenlasse por on-
de havia passado Garibaldi ; era necessario que
o^ povo o visse e ficasse cora a favoravel irapres-
sao de sua mageslosa presenta. Era consequen-
cia disto o rci foi so por frente do seu exer-
cito, atravesao as Marchas e a Ombra penelrou
as Das Sicilias, c apresenlou-se cm aples,
onde so achava Garibaldi. que resignou desde lo-
go as mos do soberano o cargo de dictador.
D'ali oi o re Sicilia e voltou I aples para
dispor as cousas para o ataque do ultimo reducto
da realeza dos Bourbons, de Gaeta, onde se acha
encerrado com o resto de seu exercito o rei
Francisco II.
A invaao das Marchas e da Ombra pelas tro-
pas do l'iemoiite den lugnr & eiplicaces diplo-
mticas sem resultado. E' evidente que o direi-
to publico da Europa presentemente o que re-
sulla dos fados consumraados.
Entretanto ha cerca de dous mezes que ae vae
desenvolvendo enlre os diversos goveruos da Eu-
ropa o desejo de cuidar seriamente dos negocios
da Italia, que irazem a perturbaco e o receo
espalhados por lodos os povos. Falla-se, pcis, da
reuniao de um congresso no qual se tinha de re-
solver por urna vez essa difficilima questo da
unidade italiana.
Consta que a Inglaterra est crapenhada em
obter da Austria por meios pacicos e mediante
urna indemnisaco pecuniaria, a cessao de fene-
ca ao Piemente. Perece que as vistas da Ingla-
terra sao impedir urna segunda campanha na
Italia, na qual a Franca lomara parle necessa-
riamente, e sabido que a Inglaterra gosta pouco
dostriumphos alcanzados pelas armas franeezas,
""Tril ".a?r,3'?ipsri0 de que elloS ^.0SSaJU Tenenta coronel Antonio Maiheus Rangel.
Teuento coronel Joao Barboza da Silva
Tenenle coronel Jos Francisco de Arruda.
Major l.ourencp S. Cordeiro.
Jos Felippede Mello.
Capiao-mr Antonio Barboza da Silva.
Capitn Jos Thoraaz de Aquiuo Peroira.
Tenente Severino Benicio Jos de Araujo.
Major Jos Caetano Pereira do G.
Manoel Francisco de Souza.
Major Manoel Antonio Gaio.
Jos Francisco de Souza Internense.
Capilao Joo Francisco Xavier da Fonseca.
Capitao Caetano Euiz Collago.
Capilo Jos Gomes da Cunta.
Tenenle Justino da Motta Silveira.
Manoel Xavier de M. Gulaudin.
Alteres Manoel de F. M.
Alferes Luiz Soares de Albuquerjue.
vir ser pagos com um nov accreseimo de
territorio.
A opiniao geral qu?, se o congresso se reu-
nir, a quesiao da unidade italiana s offereco ura
ponto difficl, que a conciliacSo dessa unidade
com a soberana temporal do Papa. Os estados
calholicos nao duvidarao d4r o seo voto para a
supresso das dynastias de aples e dos duca-
dos, mas elles nao podem de modo algum con-
sentir em anniqular-se o poder temporal do
chefe da igreja catholica.
Eis aqui, pois, como flcaram as cousas da Ita -
lia no Um do anno de 1860.
O movimento polilico do resto da Europa, era
face dos que vimos de passar em revista, offere-
cem apenas um inleressc secundario.
Compre todava fallardo3 aconlecimcnlos raais
nolaveis.
Um delles, que se nao pode chamar verdadei-
ramenle europeu, mas asitico, foi a horrorosa
carnificina feta em Damasco o no Lbano nos
christos ali residentes.
Urnas simples desavengas entre Druzzos e Ma-
ronitas tomou as proporgoes d urna verdadeira
guerra civil e acabou pela horrorosa malanga de
urna infiuidadcde christos que viviam n'aquclle
baibaio paiz. E' boje fado averiguado que as
autoridades turcas foram conniventes n'essas
normis hecatombes.
Os governos da Europa, cujos representantes
nao foram respeitados, lomaram logo em consi-
deragao e-ses aconte lmenlos, exigindo do sultao
promptas c enrgicas providencias adro de seren
punidos os perpretadores d'aquelles atlentados,
t para que se nao repelissem.
O suliao mandou immedialamentc ao lugar
d'essas scenas o seu ministro dos negocios ea-
trangeiros com poderes ampios para fazer punir
os criminosos, o que efectivamente tem feito
aquelle ministro, que ali so lera demorado.
Como, porm, ainda depois da chegada do mi-
nistro do sultao na Syria deram-se alguns tac-
tos de morlandade de chistaos em differenies
pontos, as poteocios da Europa accordaram entre
si de fazer seguir para alli urna expedigo e
tropas e de navios de guerra, atim de auxiliar a
aegao das autoridades encarregadas da captura e
punigaodos criminosos,
Esla expedigo, que nao chegou nunca ao seu
estado completo, ainda ali so conservava em
dezembro, e como tinba aido marcado mente o
praso de seis meaos para sua permanencia ali,
pensava-se em pedirs altas partes contratantes
urna prorogaco do praso.
A Russia, duraute o anno do 1860, conservou-
se em extrema reserva pelo que diz respeilo
su palluca internacional. Nos-negocios da Ita-
lia, aingucra sabo preetsameote qual 6 a ana
opiniao. No negocio da annexago da Saboya e
do Niza nao deixou besa comprehender se va
com boos ou mos olhostsse augmento do ro-
pera frcez. Mos negocios da China prooedeu
de moda que a Francia o a Inglaterra parecem ter
suspenrfido o juizo que faziam de ter ella coad-
jaMKl'os'CWm no toque da es-piadr coartina-
Joo Ribeiro Pessoa de Vasconcellos.
Frandsco Mauricio de M. Ribeiro.
Vicente Joaquim de Miranda.
Tenenle Manoel Tavares Sarinho.
Nicolao Antonio Duarte.
Joao Lopes Delgado Leal.
Taurino Uuruno de Rezende Leal.
Francisco de Paula Gaimaraes dos Santos.
Feliciano Pereira de Lyra Lopes.
Fortunato Francisco Lopes.
Francisco Barbosa da Silva.
Joao Baplista de Araajo.
Tenenle Jeremas Cabral de Arruda.
Joo Barbosa do Reg e Silva.
Moyscs Araavel de Souza Interaneose.
Josu Julio de Souza Inlerauense.
Anastjcio Alves da Nobrega.
Manoel Jos de Souza.
Joao de Barros Souza.
Manoel Soares de Mello.
Joo Guariao de Mello.
Jos Barbosa Pinto.
Antooio Bernardo de Moura Coutinho.
Manoel da Silva Pinto.
Vicente Ferreira da SUva.
Joaquim Barbosa Pinto.
Antonio Luiz Biones.
Antonia Gemes da Costa.
Antonio Jacinlho Lopes.
Jos Antonio de Lima.
Gervasio Tavares Sarinho.
Joo Gomes Barbosa.
Joo Comes da Oliveiru Cuelan.
O vapor do guerra francez tTEnlre casleaux
sahe pera o Rio de Janeiro e Rio da Prata
amanho.
Seria bstanle utU ao commercio que o Sr. cn-
sul francez iuterviesse para que elle receba mala
para a quedes partos.
* Noticias do Braja da Madre de Ueus disa-
nos que havenJo aii fuoccionado por tres das a
mesa eleitoral, e conheceado o juiz de paz presi -
dente delta, chefe de urna das parcialidades, fe
perda a eleigao, abandonou, jontaraenle com os
dous mesaxios seus alliados, a matriz passanlo
funcctoMfo aeu havethato, com outros mesa-
ros, sem que a ordem e a tranquillidado publicas I Mel de canna .
iossem alteradas. Isrlrr
Na nole de dotajnmo foi assassna na pri-f_. -'jl' ''
sao da abobada da fottafeza du^BMar. um aii Jo- fcr'". '^5k -
do de ca vallara, por um seu companheiro de pri-1 Pedras de amolar
sao, peiteoceaie ao
diseussa*. O oso
fconno proxioM
Iba* do sao asaassioo, eom a raaisr craeliade
possrel. Boi pamna-ie Ifcalio.
O Sr. conselhmro Dr. Jos fienlo da Conha
e Figaaireo utotiaa-Bes assegwar ae fal-
so que elle haja solicitado a demisso das auto-
dades policiaes da cidade da Vidoria.
Foram recelhidos casa de detengao, no
dia 4 do correnle, 1 lianiem livre e 3 escravos,
sendo 3. ordem do subdelegado do Radie e I
ordem do de S. Jos.
Nos das 5 e 6 foram recoMiidos mesraa 6 ho-
mens e 1 mulher, sendo 2 livres e 5 escravos, a
saber: 3 i ordera do Dr. delegado do 1 rustri-
lo, 1 & ordem do subdelegado de Santo Antonio,
2 ordem do de S. Jos e 1 ordem do da Boa-
Vista.
No quarlal do corpo de polica foi tambera re-
colliido o dia 4, 1 h'imera. Africano livre, or-
dem do Dr. delega-Jo do Io districto.
Passageiros do vapor brasiiciro Jaguaribe,
sahido para os portos du norte :
Francisco Jos dos Passos Guimares e sua se-
nhora, Dr. Joo Antuiiesde Aloncar, Antonio Paes
Brrelo, Jos Gomes de S Brrelo, Jos Anto-
nio Serfico de Assis Carvalho, sua senhora e um
criado, r. Joaquim Ftido Pinto de Almeida e
Castro, Joao Evangelista Bello. Antonio Jos da
Silva, Manoel Luiz da Veiga, Jos Luiz Pereira
Luna, Dr. Joo Capistrano Bandeira de Mello Fi-
iho. Manoel do Couto uedes, Carlos Hardi. Ma-
noel Marques Camacho, Augusto Gmese Silva,
Dr. Antonio Aladim de Araujo. Jos Antonio da
Silva Jnior, Jos Gon;alves dos Res, Frandsco
Jos Leite Chaves Mello.
O vapor brosileiro Peninvngn, sahido para
Alagoas, conduzio os seguinles passageiros : Luiz
Paulino de Albuquerque Cavalcanli, Francisco de
Paula Fernanoes Morptra Jonior, D.JMaTia Joa-
quina da Coaceigao. 3 lilhos e ama sobrinha,
Bento Fernande Gu-imar's,
O brigue portuguez Esperanga, sahido para
o Porto, conduzio os seguinles pass'ageiros : Dr.
caada
arroba.
quintal
urna
molhp
de anaio. cent*
Piassava.
Pjutaa de r
Pranchoest de amardlo
dous cotados, .
Mem louro.....
Sabio.......
Salsa patrrilha.....
Sebo em rama. .
Sola ou vaqueta .
Tahuas da amarello .
Idom diversas ....
Tapioca......
Travs.........urna
nhas de boi cento
Vinajne i.......eanada
. urna

. libra
zrrroba

. ama
. duzias
>
. arroba
240
lgOOO
10JWCO
800
gm
5DJS0
T8JC00
8JO00
5140
25$000
5f)000
2S800
10W0O
SOJOOft
8$500
1000
J30O
. $280
Para Aracaty e Asst
sagtte o Kiate cDouslrmos ; para carga, trata-
se com Martins A Irmo na ra Nova o. 48, ou
com o mestre Joaqoim Jos da Silveira.
Movimento do porto.
o Ro de Janeiro
pretende seguir nestes oito dias o bngue nacio-
nal , tem dous lergoa de seu caxrega-
ento a bordo :. para o resto qne Ihe falta, tra-
ta-so com os scus consignatarios AcevedaA Mon-
des, no seu escriptorto ra da Cruz n. 1.
Navios entrados no dia 5 de Janeiro.
Rio-Granda do Sul. 25 dias. patacho brasei-
ro Relmpago, de 241 tonelajes, equipa-
gem 18, carga 1:200 arrobas de carne ; i Amo-
vi) Irmas.
Hanolul. 105 das> galera americana Sa-
muel Roertson >, de 421 toneladas, capilao A.
R. Taber, equipagem 18, carga guano ; ao ca-
pilo. Velo refrescar e seguio para Hanyton-
Roads.
Baha. 4 das, canhonheira de guerra a vapor
franceza VEntrecasteaux, comraandante Ro-
bert.
Sahidos no mesmo dia.
Alagdas. Va jor brasilelro Persioungo com-
mndanto Manoel Rodrigues dos Santos Moura.
Porto. Brigue portuguez Eaperanca, capi-
lo Lourenjo Fernandea do Carmo. *
Alves da Silva, cara cera, vcllas de carnauba
c couros. I
Entrados no dia 7.
Cirdiff. 38 das, barca franceza Elisabeth ,, .
de 214 toneladas, capito Cauvain, eqnipagem 12, depois da domora do cosume
Entrados no dia 6.
Bernardo Duarte Brandoo.Dr. Jos Vicente -Ruar- Aracaty. 7 dias. huta brasileiro Invenci-
teBrandao. Jos de Albuquerque de Hollauda veU.de 35 toneladas, capilo Jos Jo.quim
Cavalcanli.
O late brasileiro Znceneirel, viudo do Ara-
caty. irouxe seu bordo como passageiros :
Franklin de Alleluia Malveira, Manoel JosDInr-
tins, Tribonio Alves do Valle, Jos de Oliveira.
MORTALlDADE HO ItIA 7.
Albino Gougalves, pardo, solleiro, 30jannos, cry-
si palla.
Antonio, preto, 15 annos, convulsoes.
Catharina, preta, snlteira, escrava, bexigas.
Ignacio Fraucisco Ferreira, pardo, 24 annos, ta-
cadas.
Antonio Jos Martins, branco, solteiro, 20 annos,
reheumatisrao.
Maria de Deus, prcta, sollcra, 40 annos, apo-
plexia.
Jos Alves da Silva, pardo, 5 annos, ulceras gan-
grenosas.
Manoel Francisco da Silva, branco, casado, 60
anno3, aneurisma.
Clara, branca, 2 mezes. espasmo.
Felleteram duranlo a semana 51 pessoas,
sendo 10 homens, 12 mulhercs e 20 prvulos
livres : 3 homens, 5 mulheres e 1 prvulo, es-
cravos.
COMMERCIO.
-Vlfuuile;;;.
Rendimento do da 2 a5 .
dem do dia 7......
28.0878526
8:761$907
37:649433
lovimento da alfandega.
Volumes entrados com fazendas..
com gneros..
Volnrnes sahidos cora fazendas..
com gneros..
211
376
------587
69
119
------188 j
Rio de Janetro
O veleiro bem coohecido brigue nacional Ve-
loz pretende seguir com muiu brevidade, tem
parle de seu carregatnento prompto: para o res-
to que Ihe falla, escravos a fr*ie a pasatgeiro,
para os quaes tem excelleutes commodos, trata-
se com os seus consignatarios Azevedo & Mendes,
no seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro
O bem conhecido e veleiro brigue nacional Eu-
genia segu com brevidade, tem parle de seu
carregamento a bordo : para o resta que Ihe falla,
tratase com os seus consignatarios Azevedo &
Mendes, ao seu csciiptorio ra da Cruz o. 1.
Manoel Lop^ tdrgues
morador no sfgundo andar da casa n. 13, ruada
Cruz, declara pela ioterpretago que se pode dar
que nao se entende eomsigo o annamdo da roa
Nova o. 7, chamando o Sr. Manoel Lopes Gui-
mare.
Colegio de Santa rsula.
D. rsula Alexaodrioa de Barros tem a honra
de prevenir aos pas de suas atumnas, e a quera
mais inleressar posea, que no dia 15 doco-reote
mez de janeiro se abeirao as aulas do collego de
santa rsula, de que directora, o qual so acha
estabclecido na ra Formse, sobrado n. 15
Jtoga-se ao Sr. Simplicio de Barros "
iello que pur sua hondade haia de
ra do Fasseio Publico loja m. 11.
COMPANHIA BRASiLEIRA
DE
carga carvo de podra ; a N. O.'Bieber & C.
Baha. 13 dias, balicho brasileiro S Salva-
dor de tl toneladas, capitao Manoel Gon-
galvcs de Araujo, pqupsgem 10, carga charu-
tos e mais gneros; ordem.
Sahidos no mesmo dia.
Portos do norte. Vapor brasileiro Jaguari-
be j>, commdndante Manoel Joaquim Lobato.
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se dos portos do sul al o dia 14 do
correnle o vapor Toeantina, comraandante o
primeiro-tonenle Pedro Hypolito Duarte, o qual
seguir para os
O 05 ? tC

0
o.
1
Boros
D f J 2 6 = i * Atmosphera.
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* a a ks M ^, s ^ p a Centgrado. K R H l
te
2
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00
te
I Hygrometr
CtsJerita hydro-
metrica.
-i
en

-I
tu
Descarregam hoje 8 de Janeiro
Barca trance eaTus panmerca lorias.
Barca ingieraSeraphinamercadorias.
Brigue portuguezBella Figuerenseidem.
Brigue nacionalVelozo resto.
Bcceberloria de rendas Internas
g-eraes de Pernambnco.
Rendimento do dia 2 a 5 2:65J5I0
dem do dia 7....... 2969071
te
eo

es
o
"co
OS
Francer.
Inglet.
Ensino pirticular.
O abaiio aaoignado, residenla no lercelro an-
dar t*>abrado n. 58 da: tu, r*,,. competente-
mente provisionado pela directora geral de ins-
trurrSo publica para cosinar primeiras letras, la-
Um e francez, lem 5 honra de participar ao res-
peiiavel publico, e mxime aos senhores pato de
seus discpulos, que pretende dar principio ao
exercicio de scu magisterio no dia 14 de Janeiro-
do correnle, admittindo em sua aula alumnos in-
ternos e exlernos para serem disciplinados na
supra-menconadas materias.
O mesroo abaixn assignado sempre solicito no-
desempenho de seus deveres, lem dado prova
exuberantes no adlaniamento de seus discpu-
los, apresentsndo-os a exaraes pblicos, corno-
pode provar com os termos de exaa.es dos anno
passados.-J'os llana Machado-de I'igueiredo.
J. Suriano de Souza, doutor em me-
dicina pela faculjade do Rio de Janeiro
lea o seu consulloro ineJico-cirurgico
na ruado Imperador n. 77 sgundo an-
dar, onde pode ser procurado a qualquer
hora para o exerceio de sua arte.
03
V.
>
o O
a c
; o
? 5
portos do norte
Recebem-se desde j passageiros e engaja-ss
a carga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada 00 dia de sua chegada : agen-
da ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo 4
Mendes
Para o Rio de Janeiro.
segu em poneos dias o veleiro brigue Deon-
da, por ter parte de sua carga proropta ; para o
resto e escravos a frete, trata-so com seu consig-
, natario Domingos Alves Matheus, na ra da Ca-
deia do Recite n. 51.
Paca o Porlo por Lisboa
; segu impreterirclmenlo no dia 15 do corrente a
mu conhecda barea portegueza Sympalhia ; I
; recebe ainda alguma carga a frete e passageiros : I
cousignatarios Bailar & Oliveira, ra da Cadcia
do Recite n. 12.
Brigue Constante
Segu para Lisboa at 15 do Janeiro, para o
que j lem metade do carregamento quem no
mesmo quizer carregar 011 ir de passagem, para '
e que lem as melhores accoromodagdes, dirija-se
ao consignatario Thoroaz de Aquin Fonseca, na
ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ou ao ca-
pitao o Sr. Augusto Carlos dos Reis, aa praca.
Para a Baha
pretendo seguir com muiu brevidode a sumaca
oacional Horlexicia, a qual tem prompta parte
de seu carregamento ; para o resto que lho fal-
la, trata-se com o seu consignatario Azevedo &
Mendes, no seu escriotorio ra da Cruz n. 1.
No dia 13 de dezembro prximo passado-
ausenlou-se de casa de seus senhores a preta
l.uza, de quarenla e tamos annos, de nacao An-
gola, estatura regular, denles limados, signaesdo
Darba por baixo do queixo, e as ponas dos dedos
Oas raaos bastante grossas ; esla prela muto
prosista, q 11 ando se ausenta diz que vai a recado
de seu seuhor, e cosluma tambem vender fructoe
e a oceultar-se pelas bandas da ra do Caldeirei-
ro por casa dos pretos da mesma naco : roga-
se perianto as autoridades policiaes e'capilaesde
Campo a apprehensao, e levnr caes de Apollo
n. 55, que se gratificar coro generosidad.
:-m "i'a'-se ao Sr. Candido Theoaoro Ro- gK
4|> drigues Pinto ou Mendes que venha bus- dK
|c rar o seu penhor na loja da ra do Pas-
9 seio Publico n. if, dr> contrario ser ven- P
^ ddo para pagamento. |
tosma Joaquina dt Lima Nunes, professo'a
publica, noroeada para reger interinamente a au-
la da freguezia de S. Frei Pedro Goncalves, ocha-
se com aula abena na ra da Madre de Dos, casa
numero 5.
geieaesHsniBsn ?e ^^%
296J581
Consulado provincial.
tendimento do da 2 a 5 13:202354
dem do dia 7*.......4:933380
TsASotm
cents
caada




arroba


15000
1C00
1$00
25C0
I9OOO
1$800
23I0
8g000
g9O0
2$500
2500
4g000
68400
29OOO
2J500
1J60O
19G00
4SOC0
7J500
88000
5SO00
83C0
360
V5G0
8800
A noite nublada al 2 horas que tornou-se de
aguaceiros, vento NE : ENC fresco durante a
e ao amaohecer NNE regular.
OSCILLagaO DA UiR.
Preamar as 10 h. 18* da manhaa, altura 5,7 p.
Baixamar aos 4 h. 30' da tarde, altura 1.8 p.
Observatorio do arsenal de raarinha, 7 de Ja-
neiro de 1861.
ROMANO STF.PPLF.
Io tenenle.
Declarado
)>
Pauta dos precos correntes dos princi-
paes gneros e prodneedes
nnn'oiaes que te despacharan pela alfandeg
na semana del a 13 de Janeiro de 1861.
Abano......: .
Agurdente de c*a. .
dem restilada e do reino .
dem caxaca......
dem genebra......
dem alcool ou espirito de
agurdente ......
Algodao em em carogo, .
dem era rama ou em la. .
Arroz com casca.....
dem descascado ou pilado. .
dem mascavado......
Assucar branco ...... >
dem refinado......
Azeite de amendoim ou mon-
dobim........ caada
dem de edeo......
dem de mamona..... >
Balatus alimenticias .... arroba
Bolacha ordioaria propria para
embarque. ......
dem fina........ >
Caf bom......
dem escolha ou restolho >
dem terrajo...... libra
Caibros........ um
Cal.......... arroba
dem branca......
Carne secca charque. ...
Carvo vegetal...... >
Cera de carnauba em bruto. libra
dem em velas (carnauba). >
Charutos....... cento
Cocos seceos.......
Couros de boi salgadas libra
dem seceos.......
dem verdes...... >
dem de cabra corridos um
dem de onca......
Doces seceos...... libra
dem em calda. .....
dem em massa ou geleia >
Espanadores grandes. um
dem peqnenos.....
Esleirs propri*s para forro de
"o........ cetrto 243000
Esloupa nacional .... arroba 1JJ600
Farinha de ma ndioca. nlqueire 28400'
dem de araruta ..... arroba gOChO
Feijo de qualqoer qoalidade. 18200
Frechaes........ um 58COO
Fumo em folha bom. ... 158000
dem ordinario u restolho. 78000
dem em rolo bom .... 168000
dem ordinaro restalho. 78000
Gomma....... arroba SJKOO
Ipecacuanha (raz] .... 255000
Lenha em achas .."... cento 25<500
dem em toros. .': ... 12)000
LenbaE e esteios^'".'-'. : uar 518000"
iii
Leiloe
a.
LEILAO
DE
1$600
#300
|400
29500
4|0O0
225
360
8150J
8100,
108000
19000
9500
9500
4gOOO
28000
CORREIO.
Pela adminislragao do correio desta vrovincia
se faz publico que hoje (8] as 3 horas da tarde i
em ponto, (echar-se-ha a mala que deve rondu- !
zir o vapor de guerra francez Entreeasteaux,
com destino sornente aa Rio de Janeiro.
Conselho de compras navaes
Tendo de prornover-se a compra do 'materiai
da armada, abaixo declarado, manda o conselho
fazer publico, que ter isso lugar ex sesso de 12
do correnle mez, medanle proposlas recebidas
ateas 11 horas da manhaa, acompanhadasdss
amostras dos onjectos.
l'ara os navios.
40 armellas, 70 covados de baellha, Scolchoes
de linho etnios de 15a, 400 chavetas sortidas,
400 femiasdo rede,20governaduras sortidas para
escaler, 10 arrobas de raealhar branco, 16 arro-
bas e 19 libras de plvora grossa, e 8 Iravesseiros
de linho chelos de palha.
Para as obras do porlo.
t 400 varas de linhagem para saceos.
_ Para os navios e arsenal de marinha.
4 arrobas de agua-raz e 800 remos de faia de
1-ialSpcs.
Sao as condiges para effecluar-sc a compra,
ser pago logo no mez subsequente do recebimen-
lo dos objectos, e sujeitirera-se os vendedores
mulla de 50 0|0 do valor dos mesmos objectos,
caso nao os entreguem da qualidade, e-na porgo
contratados.
Sala do conselho de compras navaes era 17 de
Janeiro de 1861.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Iijspecco do arsenal de ma-
rinha.
De ordem do Sr. inspector fago publico que em
10 do correnle mez, as 11 horas da manhaa, ven-
der-se-ha na porta do almoxarifado desta repar-
liro nao s66arrobase30 libras de bolacha, mais
ainda 28 libras de bolachinha americana, em es-
tado urna e outra coasa de reuina, conforme as-
sim foi entregue pelos navios da armada.
laspeccao do arsenal de marinha de Pernam-
buco, em 7 de Janeiro de 1861.
Alexandre Rodrigues dos Anjo?.
Secretario.
Avisos martimos.
Para o Rio Grande do Sul eom
escala pelo Rio de Janeiro,
segu com toda a brevidade a bem conhecda e
veleira escuna nacional Emilia ; para carga,
trata-seno escriptorio.de Manoel Gongalves da
Silva, ra da Cadeia do Recile n. 39, ou com o
capito a borda.
Rio Grande do Sal
sahir com toda a brevidade o brigue nacional
Mrquez deOlinda ; para o .testante da carga,
trata-se no escriptorio de Manoel Ignacio de Oli-
veira & Filho, no largo do Carpo Santo. -
Para Figueira
com escala "por Lisboa sahir com brevidade o
patacho portuguez afMvria'da Gloria, capito An-
tonia de Barros Valonle; para carga e passa-
|,gekofl, lista-ae eom oeeonsignatarios Francisco
Severiano- Rabillo & Filho. la/eo da Assembla
n: i2. ^ ^
lu deposito de massas,
Ra das Cruzes n 41.
Antunes aotorsado pelos credores de Manoel
Teixeira de Miranda, far leilo uo dia
9 do corrente
de seu deposito de massas e de rnuilos objectos
pertencenles a cosinha. Principiar as 11 horas
em ponto.
Consulado de Franca
LEILAO
A requarimentode JoSo Kcller & C.
e com autorsari) do Illm. Sr. cnsul
de Franqa e em sua preseiKji o {jente
Hyppoto da Silva vender' em leilao
por conta e risco de quem pertencer,
urna caixa marca XLX n. 20 contendo
3 % pecas de mossulina adamascada de
9|i de largura e 19 jardas cada peca,
avariadas a bordo do navio francez
Adelle, capitao GaUier, vindo lti-
mamente do Havre: no da 8 do cor-
rente no armazem alfandegado do Exm.
Sr. baro do Livramento, as 11 horas
da manhaa.
Na enciclopdica
iEadmiravelIj
Vende-se na loja da
i ra do Crespo
ni
Avisos diversos.
Precisa-se de urna ama para cosiohar para
duas pessoas, paga-se bem, na ra dos pescado-
n. 1 e 3.
O Dr. Casanova
pode ser procurado todos os dias em seu
consultorio especial homeopalhico
30--Ru;i das Cruzes-30
Neste consultorio lera sempre os mais
novos e scredilados medicamentos pre-
parados em Pars (astinturas) por Ca-
tellan YYeber, por precos razosveis.
Os elementos de homeopathia obra, re-
coramendada inleHigencia de qualquer
pessoa.
O abaixo assignade previne ao publico que
ninguem contrate com a Sra. D. Carlota Estrepe
Pereira a compra da easa terrea sita na roa do
Bram n. 2, e de mais 2 escravos, porque dita ca-
sa e escravos nao pertencem a mesma senhora,
mas sim foram dados no Inventario e partithas
qae se pracedeo dos bens de seu finado marido
Manoel Jos Pereira, para pagamentos de seus
credores de seu casal, em cojo numero se acha o
abaixo assignado, que protesta desde j annullar
ditas vendas, no caso de serem efectuadas. Re-
cite 7 de Janeiro de t861.
Luiz Antonio de Sauaa Ribeiro.
Mantel Monteiro da Cunha deixoo de ser
caixoiro da Almeida & Burgos, desde haje 8 do
carrate,por ssi Ihe conviar, ainda nao ajus-
to suas eontas com os mesmos.
Boga-se ao Sr. Dr. Augusto Elizio de Castro
IFonseca a bondade dedirigir-se n ra do Crespo
n. 17, a negocio.
Jos Francisco Ferreira, subdils portuguez,
retirase para o Rio de Janeiro.
Na ra ostreha do Rosario por dina do ho-
tequini do Sr. Julio, predsa-ae iavuuia ama qne
compre cteirilie' pira urna peiao.
Chapeos de seda brancas c&r de caf,
cor de rosa e oulras cores delicodissi-
mas a 15)> e20j>, parece incrivel.
Mimos de yyo.
Riquissiraa fazenda propria para vesti-
dos de senhoras do bom lom a 500 rs. o
eovado.
Las para vesliios do senhora a 360 rs.
o covado.
A Garibaldi.
Riquissimas cassas e cortes de laas a
Garibaldi.
A 15,000.
Manteletes de fil de linho gostos n-
teirameote novos e proprios para a qna-
resraa fezenda que se tem vendido a 359
e 409 para acabar
Cassas do cores a SiO rs. o covado e
corles de cassa com 20 e 22 covados a
35y e outr*s muitas fazendas de apurado
gosto e por precos baralissimos.
Loja e armaco para alugar.
Aluga-se a loja da ra Direita n. 87, e junta-
mente aluga-se a armacao que tem na mesma.
para qualquer estabeleciraeolo, poismuito cora-
raodo alugar a arraac&o a quem nao quer gastar
dinheiro em fazer.
Recife ao rio Sao Francisco.
LAmltado.
De conformidade com as iastruccoes recebidas
da respectiva directora faz-se publico que desta
dala em diaute sao convidados os accionistas
desta companhia a cumprrem com os termos di>
aviso que por ordem da mesma alxiixo fteam pu-
blicados.
Escriptorio da companhia 17 de dezembro do
1860.E. H. Braman, thesoureiro.
Aviso.
C0NPAMIU DA VIA FRREA
DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(LIMITADO)
Pelo prsenle faz-sc publico que por reaolucao
da diredoria desta companhia, lomada nesla da-
la tem-se feito urna outra chamada de duas li-
bras slerlinas por cada accao, a qual chamada ou
prestaco dever ser paga al o da 31 de Janeiro
prximo futuro no Rio de Janeiro em casa des
Srs. Mau Mac. Grego & C, aa Bahia aos Sr. S.
S. Davemport A C, e em Pernamboco no es-
criptorio da thesourarie da mesma via- frrea.
Polo presente Gca tambera entendido qu no
easo de nao ser a dita chamada ou prest*rao sa-
lisfeila no da marcado para o seu pagamnnto ou
antes o accionista que incorrer nesta faUa paga-
xa juros a razo de 5 por cento ao anno sobre
tal chamada ou prestacao a contar deste dia at
que seja realisado o pagamento. No caso do nao
effectuar o pagamento desta chamada ou presta-,
cao dentro do 3 mezes a cooUar do dito dia usad
para o embolso da meajas Orarlo as aqjoos quo
incorreram era tal falla siijeitaa* sereo conls-
cadas segando as dsposices dos estatua a esta
respeiU. '
Por ordem dos directores.
AsaigaadoW. II. Bellemy,
Societario,
199 GraahanaJBpyse.
Od Broaadjlfraa.
E C.
22 de nofemuro* do 1860.


<)
DIARIO DE PERSAMUCO. TOCA FEIRA DR AHEIP.O DE
ti.
..
Ama
Precisa-se de duas anus para coiiohar e en-
yommar ; ua na Nova n. 33.
Aluga-se um sitio cora exceltenle casa de
vivenda, ptima baixa do capini, o muitos arvo-
redos : a tratar com o Sr. Francisco Antonio de
Albuquerquo Mello, na ra da Lapa n. 15.
Aluga-se um moleque que sabe cozinhart)
diario de uraa casa, c faz lodo o oais servido :
na roa da Praia n. 12.
Aluga-se o segundo andar na ruado Livra-
men'.o, com muitos commodos : a tratar na mes-
as casa n. 19.
Giovinni Del l.ur>go, Giuseppe Piuhianli,
Bernardo Latini, Francescho Mariinclti, Pietro
Signorini, subditos italianos, reliram-se para fra
Oo imperio,
Urna pessoa habilitada propde-ae a eosioar
primeiras tetras em casas particulares; os pas
t mo, dirijj-ai-se a roa d* Imperatrit n. 18.
Manoel Ferreira da Silva Tarrozo
na ra do Apollo n. 28, taca sobre Por
tuga!.
T O Sr. Fernando Ro-
mano Steppe da Silva queirair a negocio
que nao ignora a loja de fazendas da ra
da Cadeia do Recito n. 23.
O Sr. Dr.JooPi-
nheiro de Lemos queira ir a negocio que
nao ignora a loja de fazendas da ra da
Cadeia do Recito n. 23.
CONSULTORIO
ESPECIAL H0IHE0PATH1C0
Ra (le Santo Amaro (Mundo-novo) n. 6.
Dr. Sabino O. L. Pinho di cousnltts venientes na pralica, principalmente para i
Ao commercio.
Os Srs. Galdinu Ferreira Gomes e Ma-
noel Joaqun Ferreira tenham a bondade
de dirigirem-se a loja n. 23 da ra da
Cadeia do Recite, deGurgel & PerUigao. i
n7i im raa 'arvr
Precis-se alugar urna sala indcpendenle
em sobrado, na freguczia de S. Jos ou Santo
, Antonio, para um pequeo escriptorio : quem a
a tiver psra arrendar, dirija-se & roa do Quetma-
0 bacharel Jos Antonio de Magalhc Bs.to. P a 'ndcr a sua morada para se pro-
Vendo de se ntirar para a provincia das Alagoas, curar-
Haga-so aos senhores que se acharem com
relogios ; na ra da Imperaltiz n. 14, na loja de
Albert Ascboff que vi buscar no prazo de $ dias
e nao indo, sero vendidos para pagar-se do seu
Irabalho.
ondovai abrir seo escriptorio oe advocada, ofc-
rebo-se aos senhores negociantes desta prac,a para
se encarregar de qualquer causa crime, civel ou
commercial, premetteodo r.elo no cumprimeulo
de seus deveres, e modici dade na paga de seu
Irabalho ; quem o quizer, pode procurar nesta ci-
dadn, ra do Crespo, loja de Sr. Ferrao, e na ci- | Precisa-se alugar um sobrado de primoiro
dade de Macei. na ra do Commercio, loja do e segundo andar em alguroas das principaes ras
Sr. Magalhcs Basto, que achara com quem se desta praga, que este lenha bastantes commodos
uclender. para familia : a pessoa que o tiver, dirija-se a
ra Direita n. 16, ou anouncie por este jornal.
Atteitco.
Precisase alugar urna prela que saiba co-
Trocam-se sedulas do 1 e 5g"das que o the- inhar ; a tratar na ra da Amera n. 80.
souro desta provincia erige 10 U|0 de descont,
assim como notas dos bancos e canas das mais
todos os dias uteis desde as 10 horas at rnaio
da. Visita aos doentes em seus domicilios
de raeio da em diante, e em caso de ne
cessidade i qualquer hora. As senhoras de
parto e os doentes de molestia aguda, que
nao tiverem atada tomado remedio algum al-
lopathico ou komeopathico, sero atteadidos de
preferencia.
As molestias mais frequenles deaixo dos
climas do Brazil, principalmente as que sio
mais difficeis de curar, Un tem merecido um
estudo especial; sao ellas :
1.a Molestias proprias das nwtheres.
2.a Molestias das creancas,
3. Molestias da pello.
4. Molestas dos olhos.
5. -Syphilis, ou gallico.
6.a Febressymnthomaticas Jas les5es do cere-
bro e de suas membranas, dos orgos do peito,
e do apparelho digestivo; febres intermitien-
tes o suas consequencias.
Pharmacia especial homceopathica.
pracas do imperio mediante o abate de 5 0(0 : no
escriptorio de Azevedo & Mendos, ra da Cruz
numero t.
Precisa-se de urna ama: na ra Bella
n. 23.
Aluga-se o sobrade amarello o sitio na Pon-
te de Lohda junto ao mesmo sobrado: trata-se
cora Ignacio Luiz de Brito Taborda, ou na ra
do Crespo n. ti, loja.
Simplidio da Cruz Ribeiro, professor pu-
Aluga-se a loja do sobrado da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
Lembranca publico,
(1838).
A primeira pessoa que Jai curada cora as cha-
pas medicinaes do Sr. Ricardo Kirk fui o Sr. Tho-
maz Antonio Rodrigues Filho, de urna ddr de go-
ta rheumalica nos ps. Naquelle lempo este se-
nhor morava na ra de S. iorge n. 43. Elle deu
urna certidao por esta cura, e all allirma que li-
nha sollado por um mee dores atormentadoras.
blico do seguodu grao na freguezia da @ e que nao podia por os ps no chito; logo que
Boa-Vista, tas horas vagas de seu raa-
gislerio da liccoes por casas particulares.:
b na ra da Gloria n. 44.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Dnker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Jobston & C, ra da Senzalla Nova n. 52.
COMPAtflIIA
ALLIANCE,
estabeecida em Londres
lABfJG) ful mu.
CAPITAL
Cinco miWioes de libras
stevVinas.
Saunders Brothers & C. lera a honra de in-
formar aos senhores negociantes, propietarios
de casas, e a quem mais convier, queesto ple-
namente autorisados pela dita companhia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo e pe ira,
cobertos de lelha, e igualmente sobre os objeclos
que contiverem os raesmos edificios, quer consis-
ta em mobilia ou em fazendas de qualquer qua-
lidade.
| applicou as chapas achou ura grande alivio, e em
cinco dias ficou perfeitamente boro, tanto assim
qu j podia sahir de casa (vejara o aliestado
: abaixoj; estas chapas feram applicadas no da 4
j de agosto de 1838, do dia 4 de novembro seguiu-
I te tornou orheuraatismo a apparecer (por causa
! de nao deixar as chapas o lempo prescripto), e
' oulra vez se applicou as chapas com igual suc-
\ ces'so.
Um amigo delle, que mora em S. Joo do Prin-
j cipe, onde o Sr. Rodrigues reside agora, veio a
esta corte, e no dia 6 de abril de 1841 me deu
urna eocommenda de urna chapa para si mesmo.
Este aenhor diz que seu amigo Rodrig*tes esl de
saude perfeita, c que nao tem tido nennum ata-
que depois. v^.
Muitasoutras pessoas nesta didade o em todos
es pontos desle imperio lera sido curadas de
rheumatisraos, erysipelas e outras molestias, e
dessas curas exigiera em meu poder muitas cer-
tides de pessoas respeitaveis e de distinego t
disposigao de quem as quizer ver), que provaro
aefficacia e os felizes resultados das ditas chapas
medicinaes.
O escriptoiio esl aberto lodos os dias das 9
horas da raanhaa s 2 da tarde.
Ricardo Kirk & C.
Ra do Parlo n. 119, porto do largo da Carioca.
ATTESTAOO.
Atiesto que achando-mecom um grande ata-
que de rheumatismo no p direito, o qual havia
um mez me impedia de sahir de casa, por nao
poder por o p no chao, e tendo por noticia que
o Sr. Ricardo Kirk, com escriptorio na ra do
Parto n. 119, carava esta molestia, mandei cha-
mar o mesmo senhor, e elle fazendo-me applica-
cao das suas chapas medicinaes, rae pdz bom em
cinco dias, experimentando grandes melhoras lo-
go no primeiro dia. E por ser verdad* passei o
presente por mim feito e assiguado. Ra de S.
Jorge n. 43.Thomaz Antonio Rodrigues Filho.
Rio de Janeiro em 10 de agosto de 1838.
Dentista de Pars. %
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgio dentista, faz
todas as operacas da sua arte e colloca
dentes artificiaos, ludo com a superiori-
dade e perfeicao que as pessoas entend- ?P
d8S lhe reconhecem. W
Tem agua e pos denlifricios etc.
rw* jaojai aaM awai anM an awa tw aaaa ias ajaM ^B
A offcina de marmore
mudou a sua residencia do caes 22 de Novembro
para a travessa da ra da Praia n. 3, junto ao
caes do Ramos.
Urna pessoa com as habilita-
rles precisas e cotn bastante
AGITADOR DYNAMICO.
A pharmacia horaceopatliica esl longo de
preencher todas as vistas dos mdicos homav
pathas em quanlo forem os medicamentos pre-
parados mao. A forja do hornero nao po-
de ter a precisa uniformidade para bem de-
senvolver as propriedades medicamentosas das
substancias ; ella vae naturalmente enfraque-
cendo medida que se vae fazendo o traba-
Ihp da dynamisacao: e por essa razio que
numerosas vezes accontece que duas preparaces
de acnito, por exemplo, da mesma dynami-
sacao, feilas pelo mesmo homem, no mesmo
dia, ou em dias diversos, ou feilas por dous
hSmens differentes, nao produzem o mesmo re-
sultado em casos anlogos de molestias; urna
desinvolve urna accao mais prompta, a outra
Xlma accao mais lenta.
Alm disso, sendo essencial para a regu-
laridade das dynamisafes que cada dt'iiitftlo
tenha um numero certo de abalos ou vascole-
jagoes, para que nao acconteoa que pelo excesso
ou pela insuficiencia d' estas percam os medica-
mentos as propriedades que lhes sao assignala-
das, ou que convem cada dynamisacao, nao
se podo isso obter as prepararles feitas mao
porque o numero de abalos sempre maior ou
menor, d' onde evidentemente resulta um effeito
tambera maior ou menor, e por conseguinte
duvidoso na applcac3o do medicamento ; se os
abalos sao insufficientes nao se desinvolvem
todas as propriedades convenientes dynamisa-
cao que se quer fazer, e se sao de mais, desin-
volvem-se algumas das propriedades da dyna-
misacao superior, com perda certa de muitas
das que convem dynamisacao que se quer
preparar, o que sera duvida tem graves incon-
os mes
dicos que comecam fazer ensaios, e para aa
pessoas curiosas que nao sabern conbecer essa-
differencas, e por isso poderv attribuir inefica-
cia da homceopaihia, o que realmente depende da
mi preparafio dos medicamentos.
Para obviar i estes graves incon Tenientes o
agitador dynamico do Dr. Sabino musido
de um contador em que se acham as unidades,
dezenas, centenas, milhares, dezenas de mimares
eollocadas convenientemente, de maneira qne
cada vascolejacjio apparece um numero novo,
desde 1 at 10 mil; nao sendo desta so re
possivel engao algum.
Os medicamentos homceopalhicos preparados
por meio desla maquina sao os nicos que de-
sinvolvem propriedades uniformes capazos de
curar as molestias com a maior certeza pos-
sivel.
Alem disso, desejando tirar de sua viagem
i Europa todas as vantagens para o progresso
da homceopaihia no Brasil, o Dr. Sabino nao
poupou esforcos para obter as substancias me-
dicamentosas dos proprios lugares, onde ellas na-
turalmente nascem, e para isso enlendeu-se com
um dos melhores herboristas d'Allemanha, para
lhe mandar vir as plantas frescas, afim de pre-
parar elle mesmo as tinturas.
E* assim que o acnito foi mandado vir dos
Alpes, a rnica das mdntanhis da Suissa, a
belladona, bryonnia, ehamomilla, pulsatilla.rhus,
hyosciamus, foram colhidas n'Alleroanha, na
Franca e na Blgica, o veratrum no monte Ju-
ra, ele. etc.
Desta sorte provida a pharmacia do Dr.
Sabino das substancias que serviram para as ex-
periencias puras de Hahnemann, descriptas na
palhogensia, acharo os mdicos e os amigos da
homceopaihia os meios seguros e verdadeirosde
curarem as enfermidades.
FUNDICAO D AURORA.
Seus propietarios offerecem aseus numerosos fregueses e ao pubbieo em geral, toda equal-
quer obra manufaturada em seu reconhecido esUbelicimento a saber: machinas de vapor de todos
os tamanhos, rodas d'agua para engenhos, todas de ferro ou para eubos de madeira, moendas e
metas moendas, tachas de ferro batido e fundido de todos os tamanhos, guindastes, guinchos e
bombas, rodas, rodetes aguilhoes e boceas para fornalha, machinas para amassar mandibi e para
descarocar algodao. prencas para mandioca e oleo de ricini, portos gradarla, columi as e moi-
nhos de vento, arados, cultivadores, pontos, cadeiras e tanques, boias, alvorengas, boles e todas
as obras de machinismo. Execula-se qualquer obra seja qual for sua na tu reza pelos d isenhos ou
moldes que para tal fim forem apresentados. Recabem-se encomraendas neile estabelet imento na
ra do Brumn. 28 A o na ruado CoUegio hoje do Imperador n.65 moradia do caxiro do es-
tabelecmento Jos Joaquim da Costa Pereira, com quem os pretenderles se podem enl. nder para
bualquer obra. r
OS PREQOS SO OS SEGU1NTES:
Notas
Gaz
de 5^000ede 1^000 de urna
figura.
Trocam-ae estas notas por gneros, no estabe-
lecimento de Sodr & C, ra estreita do Rosario
o. 11 ; tambem se vendcn as bellas uvas de Ha-
marac.
Na ra da Mangueira da Boa-Vista n. 16,
tem para se alugar um prelo para tratar de ca-
villos em alguma cocheira. para o que tem mul-
ta pralica o habilitaces, por 20$ mensaes, dao-
jlo-sn-lhe de comer; ou para algum sitio, e ser-
vico de casa de familia : na mesma lia um sellim
em meio uso para venderse por commodo pre-
go e com seus perlences.
Aluga-se um sitio no principio da estrada
dos Afilelos perteoceute a viuva de Jos Joa-
quim de Mesquita.com muitos arvoredos produc-
tivos e urna excellente casa assobradada, que se
torna recommeodavel pelos seus commodos e de-
pendencias : a tratar na ra do Queimado n. 18,
loja de M. R. de Carvalho.
M O bacharel F. L. de Gusmo Lobo pode d
ser procurado para o exercicio de sua @
W profifsao de advogado na casa de sua re- @
9 aidencia, ra do Cabug n. 61 D .44
18
DA
PROVINCIA.
Avisa-se aos Srs. consumidores que no
caso de apparecer das 4 horas da tarde
alguma escapa ou ma' luz poderao di-
ngir-se a casa do machiniita encane
gado desteserviQo Vicente Jos? de Oli-
veira na ra de Santa Isabel n 15.
CONSULTORIO
DE
Joo da Silva Rahaos,
Medico pela universidade de Coimbra.
Tendo de passar algum teripo no si-
tio dos Buritis na estrada dd Arraial,
meu consultorio estara' aber o todos os
dias das 9 horas as 11 da maithaa e das
5 as o da tarde. As pessoas
darem procui-ar-me, terao
de dirigir os chamados por ejtcripto pa-
ra a loja de louca defronte da casa de
minha residencia na ra No1'a.
Roga-se ao Sr. J. L M. C. queira ir ou
mandar ra Nova n. 7, a negocio |ue nao igno-
ra, no prazo de tres dias, do contri rio publicar-
se-ha qual o negocio e o sou nome por extenso:
Urna senhora portugueza, de meia idade,
habituada a lecciooar meninas, deseja accomme-
I dar-se para o mesmo fim em alguina casa de fa-
milia respeitayel : quem della precisar, deixe
carta fechada nesta lypoaraphia com as iniciaes
*1. II It. I
que man-
bondade
Pra* S
tica de leccionar latim e francez ^
'S em dilerentes collegios, oFere-
ce-se para leccionar os mesmos
;5* preparatorios : os senhores estu- @
@ dantes que se quizerem habilitar
Si A
S para exames em marco e que o !
@ quizerem honrar com sua con- ^
lianca poderao procura-lo na ra
5 estreita do Rosario n. 32, primei-
g. ro andar. ^
Quem precisar de um menino portuguez,
cora 15 16 annos, que sabe 1er escreverbem
para qualquer arraazera, dirija-se a ra do Hoza-
rlo Eslreiu n. 43.
APPROYACIO E AlTORISACiO
DA
Botica de 24 tubos grandes .... 129 a 16
Dita de 36 .....; 189 a 229
Dita de 48 ...... 2i a 299
Dita de 60 ...... 30 a 359' O Sr. thesoureiro das loteras manda declarar
N.B. Existem carleiras ricas de veludo para S'"'""l "? n? criptorio das mes-
_.:.. or.n r i raas e8 btlhetes da terceira parte da primeira lo-
raaior prejo. | leria da igreja do Senhor Bom Jess dos Marly-
Cada vidro de tintura avulso. : 29 rios desla cidade cujas rodas devero andar im-
Cada tubo avulso...........1^ preterivelmente no dia 19 de Janeiro prximo fu-
Caixas com medicamentos em glbulos e tin-
turas de diversas dynamisacoes ( mais usadas ) :
De 24 vidros com tintura e 48 tu-
bos grandes........... 489000
De 36 ditos dita e 56 tubos grandes 649000
De 36 ditos dita e 68 tubus grandes. 709000
De 48 ditos dita e 88 tubos grandes 929000
De 60 ditos dita e 110 tubos grandes 1159000
Estas caixas sao uteis aos mdicos, aos Srs,
de engenho, fazendeiros, cheles de familias
capiles de navio, e em geral i todos que se
quizerem dedicar pralica da homceopathia,
Vendem-se tambem machinas elctricas por-
tateis, para tratamento das molestias nervosas.
Estas machinas sao as mais modernas e as
mais usadas actualmente em toda a Europa,
tanto pela commodidade de poderem ser trasi-
das na algibeira, como porque trabalham com
preparaces que nao sao nocivas :
Cada urna. ..;.... 509000
O Dr. Sabino ensina a maneira de se servir
desta maquina.
GASA DE SALDE
DOS
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
mbfm mbmmz
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPTICAS
De Ricardo Kirk
Para serena applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPASJMEDIC1NAES sao muito conhecidas no Rio de Janeiro e em todas as provincial
deSle imperio ha mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se tem oblido as enfer-
maras abaixo escripias, o que se prova com innmeros atleslados que exislem de pessoas caoa
es o de disiincces. F
Com estas Chipas-electbo-iiacneticas-epispasticas obtem-se uraa cura radical e infallive
em todos os casos de inflammaco (eonsoo ou falta de respirago), sejam internas ou externas
como do figado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, peito, palpitado de corado, garganta olhos
erisipelas, rheumatismo, paralysia e todas aa affeccoes, nervosas, ele, etc. igualmente para as
differpnies especies de tumores, como lobinhos, escrfulas etc.. aoja qual r o seu tamanho e pro-
fuadeza, por moto da suppurago sero radicalmente extirpados, sendo o seu uso acoii3elhado an
habis e distinctos facultativos.
A.s encoramendas das provincias devemser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidadode
fazer as necessanaaexpl1ca50e8.se as chapas s5o para homem, senhora ou crianca, declarandon
molestia em que parte do corpa existe, se na cabeca, pescoco, braco, coxa. pema, p, ou tronoc
docorpo. declarando a etrcumferencia : e seodo inchaces, feridas ou ulceras, o molde do seu ta
manhonm um pedacode papel e a declaraso onde existen), afim de que as chapas nossam spr
bem aplicadas uo seu lugar.^ r u ser
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do B rasil.
As chapas serao acompanhadaa das competentes explicacoes o tambem de todos oa accesso-
rios para a uellocagao dellas. -------
Consultas todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua conGanca, em a eseriDlorio
que se achara aberto todos os das, _aem excepeo, das 9 horas da manhas 3 da ta -
JI9 Ra do Parto
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
119
Sita em Santo Amaro.
Este estabelecimento continua debaixoda administra cao dos pro-
prtetarios a receber doentes de qualquer natureza ou cathegoria que
seja.
O zelo e cuidado alli empreados para oprompto restabelecimen-
to dos doentes e'geralmente conhecido.
Quem se quizer utilisar podedirigir-se as casas dos proprietarios SJ
ambos mors resna ra Nova, ou entender-secom o regente no esta-
tabeleciment .
Reforma de presos.
Escravos. -..... 2^000
Marujos ecriados, .... 2Jb00
Primeira classe $e. .sOO
As operaqoesser5o previamente ajusta das.
turo.
Thesouraria das loteras 22 de dezembro
1860.O escrivo, J. M. da Cruz.
de
le cai-
cai-
CONSULTORIO
DO
MED RO COPAR TEIE OPERADOR.
3 MA DA GLORIA, CASA DO F LYl> VO 3
Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Hoscoso d consultas todos os dias pela manhaa, e de tarde depois de A
horas. Contrata partidos para curar annualmenie, nao s para a cidade, como para o engeubos
ou outras propriedades ruraes.
Os chamados devern ser dirigidos sua casa al s 10 horas da manha e em caso
de urgencia, outra qualquer hora do dia ou da noile, sendo por escriploem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
derao remellar seus bilheles botica do Sr. J. Sounn & G. na ra da Cruz, ou loja de
livros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casado annuncianteachar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos homeopamicos j bem conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes.....,.....109000
Dita de 24 ditos.................159000
Dita de 36 dito..................209000
Dita de 48 ditos.................. 25SO0O
Dita de 60 ditos............... 30000
Tubos avulsoscada um.........; 1*000
Fraseos de tinturas. : ............2000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jabr, tra-
ducido m portugus, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia ato., ele........209000
Medicina domestica do Dr. Haring, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Moraes. ,....., 6900
O artista americano
O artista americano
O artista ameriesno
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3$
Tira ra tratos por o$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por o^
Tira retratos por 5#
Tendo recebido um sortimento
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. \V. Osborn, o retratista america-
no tem recentemente recebido umgran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos chimicos, c um grande
numero de objectos relativos a arte.
Como tambem um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de ."#000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
qnirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assigndo
sempre prompto sob condicoes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra exammarem os specimens do que
cima fica anunciado.
A Acha-se a renda na lypographia cora-
dj mercial ra estreita do Rosario, o dircio-
ijC nario dos termos technicos das molestias,
@ e roga-se aos Srs. sssignantes que tenham
41 a bondade de mandar recebe-lo.
Vce-consulado pontificio
em Pernambuco.
O vicecnsul avisa aos subditos da
nacao que representa e a todas aquel-
las pssoas qne quizerem enviar um
bolo para o dinbeiro de S. Pedro, a
irem levar ao escriptorio do consulado
o que houverem de depr nessa bolsa,
certos de que sera' remettido o produc-
to dilectamente ao Exm. Sr. cardeal
nrnistro dos negocios estrangeiros, com
o discurso de apresentacao, que sera'
publicado, bem como a lista dos subs-
criptores, pelos jornae desta capital.
Vice consulado-pontificio, em Per-
nambuco, ra do Trapichen. 40, 4de
Janeiro de 1861.
Thomaz de Faria.
s Dentista francez.
Paulo Gjaignoux, dentista, ra das La-
rangeiras n. 15. Na mesma casa tem
2 agua e p dleniifico.
Iraspassa-so a reoda do engentio UchOa,
silo na freguezia de Afogados, pouco mais de
urna legoa distante desta praca, este engenho
tem muiio boas trras, boas malas, e muito
bom de agua com a nova obra que se fez, tem
grande casa de menda e concertada de novo ;
safreja de dous a tres mil pes e mais que se
queira plantar, pois lera Ierras suflicienles para
isso : quem o pretender, procure ao major Anto-
nio da Silva Gusmao, na ra do Queimado, loja
n. 41, ou no mesmo engenho.
Maooel Ignacio de Olivoira & Filho
sobre Lisboa e Porto : no largo
escriptorio.
Quem quizer vender 20 a 25 milheiros de
tiiolos de alvenaria, poslos no porto de Sant'Ao-
na, apparega na ra Nova npjirimeiro andar por
cima da cocheira do Adolphd, das 9 s 10 horas
da manha.
sacara
do Corpo Santo,
Sedulas de 1,000 ede
| S de una figura.
a| Trocam-so estas sedulas sem descont S|
| por fazendas que vendem-se por baralis- me
simos precos, na ra do Crespo loja ama- ?
relia n.8 de Leandro Lopes Dias succei- le
sor de Antonio FranciscoJereira. a,
Fazendas finas.
Vendcm -se chapeos de seda de muito
bom gosto a 15 e a 25, vestidos de se-
de de muito bom gosto a 0, 50j e 80$,
di'os de bsrege e gaze a 10$, ditos de
cambraia branca bordados (multo ricos),
chaly e barege a 500 rs. o covado, or-
gandisde muito bom goslo a 800 e 900
rs. a vara, basquinas de fil com ricos bi-
cosde seda a 3, lalhos com ticos para
vestidos de senhora a 500 r?., camisas
com pellos e punhos de linho a 30$ a du-
zia, gollinhas bordadas para senhora a
1$, mussulinas de urna s cor a 240 rs.
o covado e muitas outras fazendas de bom
gosto que se vendcm por motado de seu
valor na ra do Crespo loja- arc&rella n.
8 de Leandro Lopes Dias successor de
Antonio Francisco Pereira.
Aula de primeiras letras.
Manoel de Souza Cordeiro Simoes, aulorisadc-
peloExm. Sr. presidente da provincia para o en-
sino de instruccao primaria nesta cidade, avisa
aos pas do seus alumnos e ao respeiUvel publi-
co, que no dia 7 do correle se'achara aberla a
sua aula particular, continuar as funecoos de
seu magisterio ; e que continua a admiltir alum-
nos externos e internos, pensionistas o meio pen-
sionistas : na ra Travessa dos Fxpostos, casa
numero 16.
Na occasio em que segua o wagn das Cin-
co Ponas para o Cabo, honlem 4 do correnie,
esqueceu porta da entrada a um passageiro que
seguio, um embrulho cerniendo o seguinte : um
pao de 160 rs., urna crreme de ouro que s d
urna rolla para pesclo, um annelo, um par de
rosetas, estando urna com o aro quebrado : quem
achou, querendo restituir, lenha a bondade de
levar ra do Collegio, armazcm n. 81, que ser
gratificado.
&M&
Precisa-se de urna ama para cosinhar
o ordinario de urna casa de poucas pes-
soas : a tratar nos Coelhos, ra dos Pra-
zeres n. 4.
lula de meninas.
Amelia EJodia Lavenero avisa os Srs.
pas de familias que mudou a sua resi-
deiicia para a ra Direita n. 54, primeiro
andar, onde coolinua a ensioar primeiras
letras, francez e as prendas, coser, bor-
dar etc. Tambem recebe alumnas pen-
H sionistas e meio-pensionistas.
Tffain.riiiia."iri aiSflift sregm 3kt.im.1i
Altenfuo.
Antonio Thomaz Pereira avisa a todas as pes-
soas que lhe sao devedoras de lhe saldarem sua
conlas at 30 do correnie por o mesmo ter obri-
gacoes a comprir ; do contrario cobrar judicial-
mente.
Precisa-se de urna escrava cozinheira e en-
gommadeM,e mais servicos de casa de pouca
familia : na na de 8. Goncalo d; 14, primeira
casa de sota o indo para a igreja.
Aluea-se urna ama forra ou cap-
tiva para casa de familia : na ra da
Cadeia do Recife n. 53, terceiro andar.


D1AB00 DE PEBNAJI8UCO. TERCA fElBA 8 DE JANEIRO DE 1861.
f)
t> EXTRACTO
^\
COMPOSTO DE
SALSA IFABBOLfA E)@ B. TWBB1W[B)
MELORADO E FABRICADO SOR ADIRECgAO' EO DR JAMES R. CHILTON,
imico e medico celebre de New York
GRANDE SPERIORIDADE DO EX-
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario
r e quasi miracaloso effeito no
sangne.
Cada uro sabe que a saude ou a infermidade
iepende directamente do estado desle floido vi-
tal. Isto ha de ser, visto o partido importante
que lera na economa animal.
A quautidade do sangue n'um homem d'es-
tatura mediana est avaliada pelas as primeiras
autoridades era vinte e afro arrateis. Em cada
pulsacSo duas oncas sahem do coracao nos bofas
e dalli todo o sangue passa alera no corpo huma-
no em menos de qoatro minutos. Urna dis-
posigo extensiva tem sido formada e destinada
cora admiravel sabedoria a deslribuir e fazer
circular esta corrbnte db vida por lodas as
partes da organisa$ao. Deste modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa algaras se emprenha
de materias ftidas ou cnrompidas, diffunde
cora vklocidadb ELCTRICA a corrupco as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O venenojanca-se para tras e para diente pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
at cada orgo e cada leagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulago evidentemente se faz um engenho
poderoso de doenca. Nao obstante pode tam-
bera obrar cora igual poder na criado de saude.
Estivessa o corpo infecionado da doenca maligna,
ou local oa geral, e situada no systema nervoso
ou glan latoso, ou muscular, se smenle o san-
gue ple fazer-se puro e saudavel ficar superior
a doenca e inevitavelmento a expellirda cons-
lf Q0.
O grande manancial de doenga entao como
X aqu consta no fluibo circulante,e nenhum
medicamento que nao obra directamente sobreel-
le para purificar e renova-lo,possue algum direi-
le ao cuidado do publico.
O SANGUE 1 O SANGUE o ponto no qual
se ha myster fixar a altencao.
O ORIGINAL E O GINUINO!
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidadede
Cada garrafa do
exterior de papel verde
No esoriptorio do proprietario,
em na botica da ra Direita n. 88 do Sr.
New-York, bavemos vendido durante muitos an-
uos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideramo-lo ser o evirado original e ge-
nuino de salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este nome foi apresen-
lado ao publico,
BOYD A PAUL, 40 CortlandlStreet.
WALTER. B TOWJNSEND A Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maulen Lae.
JOHN CABLE &. Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM Se Co, 10 Od Llip.
OSGOOD 4 JENNINGS, 188 Pearl Street.
R.B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, B.0BINS& Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86 William Street.
WM. UNDERHILL, Junr, 183 Water Street.
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH A NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY & Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCUIEFFELLN, BROTHER & Co, 104 &
106 Jota Si
LEWIS & PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
10 Ailor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers*
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Slreet.
PO & PALAJNCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Slreot.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I. MINORA CO. 214 Futon Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Streat.
JOSEPH E TRIPPI, 128 Maiden Lao.
GREENLEAF A KINSLEY, 45 Corllandt
Street.
HAYDOCK, CORLIESA CLAY, 218 Pear
Slreet.
CUMMING A VANDUSER, 178 Greenwch
Street.
HASKELL a MERBICK, 10 Gold Slreet.
B. A.FAHNESTOCK A Co. 49 John Street.
CONHECEMOS A ARVORE E SUAS FRU-
TAS ,
B IGUALMENTE
Conhecemo um Medicamento nos seus Effeitos.
O extracto composlo de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend esta
0 MEDICAMENTO DO P0\0!!
Adata-sa to raaravilhotamente a constituicao
que pode ser utilisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E DEB1L1DADE,
fortalece;
ONDE E'CURRUPCAO,
purifica;
ONDE HE PODR1DAO,
alimpa.
Este medicamento celebrado que tao grandes
ser vicos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspeccao directa
do milito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade de New-Iork, cuja cer-
lidao e assignalura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL ,E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSA PARRILHA
DO DR. TOWNSEND.
O grande purifcador do sangue
CURANDO
AHydiopesia.
A Impingb
As Ulceras,
O Rheumatismo,
As Chacas
A DEDIL1DADE GERAL'
AS DOENCASDE PELLE
AS BORBULHAS NA CA-
RA,
AS TOSSESI,
O Herpes
A Hertsipela,
A AliSTRICCAOPO VEN-
TEE, '
AsAlporcas
Os Effeitos DO AZOD-
GUE,
Dispepsia,
As DoENCAS,DEFIGA-
DO,
P01N1NHA8 bl WM.
en-
na
160 rs.
Ouem precisar de um menino que l. ea-
crevee cunta bem, para caixeiro de oja ou es-
critorio, dinja-se ao paleo- da Santa Cruz nu-
mero 24.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen- gm'ne e cosinhe ep* ^m
ca ns. 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesta p,a^ da Bja-vata n. 22, botica.
typographia
Folhinha de porta ou KALENDARIO eeelesiaslico e civil para o
. i bispado de Pernambuco...........
Dita de algibeira contendo alm do kalendario ecclesiastico e civil,
explieaeao des festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das otares e nascimento e occa. ditas dos emolumentos do tribunal do comoiercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, prownciaes e municipaes, ao
que se juntou urna colleceao de bellos e divenidos
jogos de prendas, para entreteuimenlo da mocidade.
contendo alm do kalendario ecclesiastico civil, expli-
escio das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commeriio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-sc, e coaungar, e os officios que a
igreja cosluma celebrar desde domingos de Ramos, al
sexta-feira da Paixo, (em portuguez). preco.....
Dita do almanak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao prego de:.......
Para facilidade do uso deste almanak, ausmentou-s*
de formato, e fizeram-se muitas alteraces, sendo a corree-
cao a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordero,
Dita dita
520 rs.
typo-
Pergunta-se
como podera' funccioiiar urna repart-
alo cojo chefe s falla grego, e que
urna raridade ir a* ella ; alm duso pa-
ra que se exigir a creaco de addidos
cololboi a Jores, quando os empregados
ellecti vos patsam a vida em santo ocio;
e mais como te ncumbem obras a'
simples piloto de marinha ? Isto deseja
saber um que tem
Publicas obras.
Aluga-se metade de um sotSo na
ra da Palma, a' tratar nesta
graphia.
O abaixo assignado tendo cedido a sua la-
bprna sita na praca da Boa-Vista n 20. an Sr.
M.ilhias Gomes da Fonceca, por isso roga aos
creores da nicsma que tenham a brniaJe de
apresenur suas coutas na ra da Senzala Nuva
n. 4. no pr^o de 30 das a contar da dota da pu-
DlicacnodPH>. e aquPltea que o deiiar-m de fa-
zur. a abano aaxigi.ado nao se resuon.ahi de 186? p,8an,eBtopernambuco, 7 de Janeiro
Jps Fernandos Fprrpira.'
Aluga-se um preto pata o sprvico de quil-
quer lb.i.a de sabo ou mesmo de refinada a
tratar na ra da Smala Noa n. 4.
para tr' *' Bond'ira .Filho rpliraado-se
(que todos os dias soffre mudancas) acrescentando-se a nu- ^"""n'ntode'od^sVaeMoa^
meraco dos estabelecimentos commerciaes e industriaos ; 5m'SPt^i^^^SSSSi
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o ^o'mq^
que se deseja pela oceupa^o do individuo de quem
saber a residencia.
320 rs.
19000
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
OExtracto acha-seconlidoemgarrafas quadra-
das e garante-se ser mais forie e melhor em to-
do o respeito a algum outro puriBcador do san-
gue., conserva-se em lodos os climas por cor-
lo sspajo de lempo.
assignalura e a cerlido do Dr. J. R. Chlition, na capa
original e genuino exractu do Dr. Townsend tem a
212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 21 escriptoric 1. andar, tara
Paranhos.
A DEBA
______ NO
Assignatura de banb.es fros, momos,de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,........... 109000
30 canoas para os ditos banhos tomados em qualquer lempo...... 159000
15 Ditos dito dito dito ...... 000
7 rWW ...:.. 4J0OO
'Catibos ivijJTOMjaromaticos, salgados esulphurososaospre Ksta tedj^ao de precos facilitar aorespeitavel publico ogozo dasvantagens queresultam
da frequajfbude urn estabelecimenio deuma utilidadeincontestavei,masque infeliimenle nao
-estando en^Josso* hbitos, aioda pouco conhecida e apreciada.
TABArCAPORT
Deposito t\as manaacturas Vmpevaes Aeran?a.
Esteexceiente fumo acha-se depositado, diretamente na ra INova n. 23, ESQUINA. DA
'CAMBOA DO GARMO, o qual se vende por masaos de 2 hectogramos a lOOOe em porcode
10 masgos para cimacom descont de 25 porcento ; no mesmo estabelecimento acha-se tambem
3 verJaJeiro papel de linho para cigarros.
s
EAU MINERALE
NATRALLEDE VICHT.
Deposito na botica francesa ra da Cruz n.22
Ensino de msica.
OfTerece-separa leccionar soUejo.comotam-
bema tocar varios instrumentos; dando asli-
coesdas7horas s9 1(3 da noite:a tratar na rus
dt Roda n. 50.
O Sr. alferes Thom G. Vieirs d
Lima, queira dirigir-se a esta typogra-
phia, que se lhe precisa fallar.
O anuncio que por estes dias tem sahido
neste jornal, chamando diversos senhores loja
da ra da 1 mperatriz n. 82, e entre ellos o Sr. Jo-
s Joaquim de Aguiar, nao se entende com o Sr.
Jos Joaquim do Aguiar, morador nesta cidade, e
sim com um portuguez de igual nome, morador
no engenho Alegra.
Precisi-se de um menino que tcnba pratica
de taberna : na ra da Santa Cruz n. 62, depo-
sito.
leite
no pateo
Remedio lofalhvel contra as agnorrhas antigss e recentes,
aico deposito 8a botica franceza,.rua da Cruz n. 22.
Prego do frasco 3J0O0.
Precisa-se de urna ama de
do Terco n. 26.
Na taberna da estrella do largo do Paraizo
deseja-se fallar aos Srs. Antonio Huniz Pereira,
Caetano de Assis Campos, Francisco Ignacio Fer-
reira, Trsjsno Filippe Nery.
Os Srs. abaixo a.ssignados sao rogados a vi-
rem a ra da Imperatriz, loia n. 82, a negocio
que muito lhes inlercssa e diz respeilo :
Jos Caelano Pinto de Queiroz.
Manuel Flix Nasarlo, de Santo Anto.
Domingos Jos Dantas.
Sabino Joaquim da Purillcago.
Joo Augusto de Hollaoda e Silva.
Lucas Antonio Evangelista.
Jos Joaquim de Aguiar.
Manoel Izidro do Nascimento Araujo.
Manuel Seraphim.
Joaquim Juvencio de Almeida.
TheodoroJos Pereira Tavares.
Jos Pedro Ralis Barbosa.
Antonio Homem Ledo.
Miguel Carneiro de Muraos.
Manoel Flix.
Conrado Jos da Silva.
Domingos Francisco Kegis.
Jos Antonio da Silva.
Joao Barbalho de Mello.
Jos Leocadio do Reis, morador no eDgenho Jar-
dim, freguezia do Cabo.
_ Aluga-se o sobrado de dous andares e so-
laoda ra Imperial n. 169 : a fallar na ra da
Aurora n. 36.
Urna senhoia casada, com pou-
eos ilhos, e j maior, natural e residen-
te em Hamburgo, mas que esteve no
Brasil, acceita dous on tres meninos ou
meninas para educar com todo o esme-
ro e por condicoes rasoaveis ; a fallar
na livraria n. 6 e 8 da praca da Inde-
pendencia, onde se darao todas as n-
Urna pessoa que nao pode ir ao
Manguinho fallar ao Sr. Manoel Ephi-
genio da Silva, roga lhe queira annun
ciar onde o pode procurar nesta cidade
visto n5o ser permittido fallar se-lhe na
alfandega.
LOTffiHI
Atlenyo.
SO OUer I A ~Eslrav'ou-se caua com 15 frascos gran-
des de ginebra, da porta do armazem do Lu*
I Jos da Cosa Aroorim, no dia 5 do corrento
I alguem nver noticia della, leona
I mandar avisar a Naniso Jos
i do Carino, ou no mesmo
Existe o verdadeiro queijo inglezChedder, que
spelo excellenle gostu e qualidade superior e
prcferivel a outro qualquer, estando venoa no
eslabelecimenio de Sodr i C, na ra estrena
do Rosario n. 11, nico deposito.
Attcniion.
um, que se gratificar com 5JJ.
O abixo assignado scientiOca
seus alumnos e a quem mais
que se abri a sua aula
se
a bondade de
da Cosa, no pateo
armazem dodilo Amo-
DA
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das loteras manda declarar
que Se acham expostos a venda os bilhetes da
lerccira parle da primeira lotera da irmaudade
do Senhor Rom Jess dos Martyrios desta cidade
cujas rodas deverao andar imprelerivelmente no
dia 19 de Janeiro prximo futuro.
Thesourana das lolerias 22 de dezembro de
1860.-^Jos Mara di Cruz, escrivao.
-- Manoel da Costa Lima, eslabelecido na ra
i.da Praia n. 21, com armazem de carne secca,
declara a quem lhe convier, que por haver outro
de igual nome, se assignar de hojo em diante
Manoel da Cosa Cordciro Lima.
Francisco de Freiuis
l'o
rmacoes.
Trovador.
O proprietario desle estabelecimento desecan-
do por lodos os modos a seu alcance corresponder
a bondade de seus freguezes, mandou vir de Pa-
rs um primorosobilhar de mognoe o tem a
Ra Nova, em Braxellas rBeltxica^j^^-^T'^^w^K
**^-v*-' y*^v/*^*v^M.y^ seu8 freguezes e amadores nao dexaro de fre-
^ftR l FiIRrrriA llk? r LLDVIYIi I quentar constantemente o seu estabelecimento,
j UintijV'"" "" Kl'tllilillf* |concorrendo assim para que seus exforcossejam
Este hotel colloeado no centro da urna das capitaes importantes da Europa, torna-se de grande j cou>adf* de Dom exil- Rua l'8a do Rosario nu-
valof paraos brasileiros e portugnezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posicao
urna das melhores da cidade, por se achar nao s prximo asestares de caminhos de ferro, da
Alleraanha e Franja, como por ter a dous minutos de si, todosos theatrose diveriimenus; e,
alm disso, os mdicos precos convidara
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez,allemio, flamengo, ingles e por-
uguez, paraacompanhar as touristas, qur em suas excursoes na cidade, qor no reino, qur
etofim para toda a Europa, por prejos que nunca excedem de 8 a 10 francos (3200 43>000)
por dia.
Durante o aspaco de ito a Jez mezes, ahi residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Far-
rao, e seu filho o Dr. Pedro Augusto da Silva Ferro, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel de Figuejroa Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil,) e muitas oo-
tras pessoas unto de um, como de outro paiz.
Os precos de todo o servieo, por dia, regulara de 10 a 12 francos (4&000 i 450O.)
o hotel eaconirim-a inforsnasoej exactas acerca de tudo que pode precisar um estrangeiro
JosMoreira
Lopes
mudon o seu estabelecimento da casa amarella
da ruado Queimado para a roa do Crespo, para a
loja quo foi do Sr. Santos & Rolim n. 13, e ar-
mazem na rua da Imperatriz, outr'ora rua do
Colleglo n. 30.
Gamboa,
athando-se eslabelecido com a sua escola na rua
das Flores n. 3, moradia esta que offerecc todas
as coudices hygienicas por ter, alem dos com-
modos necessarios, jaoelas para os quatro pontos
cardeaes, resolve admillir at 6 pensionistas, e
alguns meio pensionistas, com tanlo que nao ex-
cedan? a 10 annos de idade. Os precedentes que
offerece em garanta do seu estabelecimento nao
sao graciosos, mas sim officiaes, e sao os se-
guimos :
l. Despacho do Exm. presidente da provin-
cia n. 89. Attestc. querendo. Palacio do governo
de Pernambuco 3 de margo de 1852. Vctor de
Oliveira.
Atiesto, que visitando o collegio particular do
professor Francisco de Freilas Gamboa, achei-o
bem dirigido. Reconheci no director aptidao, *
nos alumnos approveitaraenlo. Directora geral
da Dstruccao publica 12 de margo de 1852.Mi-
guel do Sacramento Lopes Gama, director geral
interino.
2. As visitas que tenho feito a escola do
professor Francisco de Froitas Gamboa, me ho
dado occasio de ver meninos mui lenros, e de
mui pouco lempo de aula lerem clara e desemba-
razadamente qualquer livro que se lhes d, co-
mo tambem fazerem com exactido e expedita-
mente qualquer operaco de arilhmetica. Rea-
torio do Exm. Sr. Dr. Porlella assembla pro-
vincial. 1S58 margo.
3. O ensino da infancia objecto de lo alia
importancia, que tornam-se dignos de louvor
aquelles que se dedicara a essa obra meritoria,
regando o terreno em que devem crescer as vir-
tudes sociaes. T. de Alentar Araripe. 22 de
maio do 186(1. \
No lbum da escola do profVssor Francisco de
Freilas Gamboa.
Aluga se umespagoso armazem muito pro-
prio para qualquer eslabelecimento, como bem,
cocheira de carros, cavallos, para deposito de
madeiras, etc., etc., j bastante afreguezado por
ter sido muitos annos armazem de materiaes, e
muito couhecido pela denominaco dearmazem
do solcom a grande vantageu. de passar cor
trjz o rio Capibaribe, e ter alem do armazem um
grande terreno no fundo : quem pretender, di-
rija-se a rua da Concordia em o mesmo armazem
n. 34, ou a rua do Livramento, loja n. 27.
Precisa-se alugar urna ama para casa de
pouca familia, s para cozinhar ; na rua do Tra-
piche n. 26.
Precisa-sede um rapaz para caixeiro, que
,d fiadora sua conduca ; quem pretender, diri-
ja se a rua do Livramenlo n. 27, loja de calcaeo.
Precisa-se de urna ama para cozinhar "para
casa de pessoa solteira ; na rua da Imperaliiz n.
4, taberna.
Com o desconlo de 5 0|0 Irocam-se as se-
dulasde 1$ o g, das que s podem ser trocadas
no Ihcsouro geral desta provincia, com o descon-
t de 10 0|0, na travessa da Madre de Dos n. 17,
das 8 horas da manha as 5 da tarde.
iNova pauta ou tarifa da
alfandega
Ne livraria da praca da Independen-
cia n. 6 e 8, existe a nova tarifa que
tem deexecutar-se a 9 de fevereiro, a
qual sera' mostrada aos Srs. assignantes
do Diario, que a quizerem consultar em
quanto nao chegam alguns para vender.
Aos consumidores de guz
A empreza da illuminago
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregaren! aos seus machiois-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
aos pais de
possa interpssar.
de instrueco primaria
no da 7 do crreme, bem como que roiilini a
residir na rua Ve.ha d. 92. sobrido de um an.Ur.
que lem oitao para o paleo da Santa Cruz.
_ Francisco Deodalo Lins.
Parties desirons of reh hmgand apprecialmg O abaixo assignado avisa ao resueavel uu-
tne well Known Chedder Cheese will have lo ap- bino, que o Sr Manoel Severino Diurle doiv.u
plyto Sodr & C, n. 11, rua eslreita do Rosario, de ser caixeiro de sua loja de faiendas no Pjs-
which is lhe only place wher this delicious ar- seio Publico n. 7, desde o dia 3 de ianeiro do car-
Helis to be had al preseut. reule Amaro Gongalves dos Santos.
A | li-III lili 98 "b,a'xo signados por mutuo arrordo
A l It Illld II lerm dissolv.do a sociedade que tinham na taber-
Les amaleurs de fromage Chedder Cheese bien "1 Slla na rua da Cruz n. 34, era 31 de divembro
connue sour ce ora el qui dsirenl deguuler doi- P* P. a qual gyrava sob a firma do Oliveira A,
vent se presenter ru de Rosario eslreita n. 11 i Azevedo, Ociudo a cargo do socio Azevedo a li-
chez Sodr & C, allendu que Pilinque deposi-; lui''cau da extint u firma.Manoel Jos da Sil
iaire de ce romage reside dans celle rua. Ta OliveiraJos Goncalves de Azevedo.
_ O Dr. Joaqun, da Silva Gusmo, medico ul- ."" Precisa-sede um bom irabslhador de m<-s-
timamenle chegado a e#ta capital, pode ser pro- ^e,ra : na ^u* ^o Colovello, padaria do Leao do
curado para o exerclcio de sua prossao, na rua ''orle- )
Na Ma
Imperial n. 64.
do Torres n. 16, priraeiro andar, ha
para a^ag^r-se urna escrava parda e bem mota;
Escrinlorio de advocada \55~~S!Wftanis:i
Jf | cuioar em iratamenlo
DO DOCTOR
Felippe da Molla de Azevedo Correa.
Rua do Cano n. 21, primeiro andar.
Rio de Janeiro,
O Dr. Motta de Azevedo advoga tanlo no foro
civele commercial romo no criminal e eccle-
siaslico, em qualquer das instancias; traa de
revistas, encarreg-se de defezas fora da corte,
uodistricto da relaeo do Rio de Janeiro, res-
ponde a consultas e propostas sobre quesioes ju-
rdicas, d& mioeitas para contratos, escrituras
ele, cmfim, trata de tudo quanto diz respeito
a sua proQssao, e por um honorario razoavel.
Tendo em vista o interesse d'aquelles que ha-
bilam as provincias e que tendo dependencias
na corte, a maior parle das vezes nao possuem
um procurador ou correspondente habilitado que
cure de seus interesse, o supradilo advogado
lem aorifxado ao seu escripiono um ouiro, es-
pecialmente de procuradura no qual, debaixo de
sua immediata vigilancia o direccao, se encon-
trara empregados habilitados que lomara a si o
para
oe menino e servir de ama
f,n n. vU.'a ""',m(,naa en8omn.ar e cozinhar:
M V U' noS,Corlh"s- rua dus 'rarereso.
2. que ah achara com quen. tratar.
n,,7n1^rVllh0iNu!!ueirn c saenm qaalqoer
quan la soD.e Lisboa e Porlo : escriptoiio na rua
do Vinario n. 9, priraeiro andar.
>luga-se a loja do sobrado da rua d.-,s Cru-
jes n. 9 : quera pretender, falle no mesmo so-
brado, que o penullimn, qem vai da rua do
Queimado para S. Francisco, lado direito
1 recisa-se de um homem que lenha chega-
do ha pouco do Porto, e que tei.ha pelo menos
40 annos. para Irabalhar em ura sio : a tratar
na rua da Cadea do Recite n 51
naT1.AIUgc'Sea.D,e,,',e d0 um s-'Rund* andar
na rua da Seozala. que serve para per,..ea fami-
lia ai tratar na ru da Cadea do Recife n 54.
rugi de Olinda, no dia 24 oe dezembro p.
p. um prelo de nomo Jos, baixo. beicudo lem
os dedos grandes dos ps torios, pesroco groso
com os ervos muilo salientes, um poico velhn
hnge-se cgo a nol#, julga-s que ou est tr.ba-
." m SU" fsU0' ou anda lirand0 esmolas
para passar c.uio forro :
quem O pegar, leve U
trataren) de lodos os negocios que correm pelas I, HosP>'.io. casa n. 25, ou em Olinda. de-
secrelarias de estado c repartices publicas da .""___ s laJe'ra do Varadouro. que ser bem re-
. rtitoes p
corto e oapital da provincia do Rio de Janeiro ;
fazerem exlrahir alvars de menos, titulo?, hon-
ras, condecorarles, diplomas, patentes para of-
ficiaes da guarda nacional, cartas de juizes de
direito, municipaes e de orphos, de esenvaes,
tabellies. contadores, distribuidores, partido-
res, provises paraadvogar c solicitar, dispensas
para casaraenlos, e ouiros negocios dependcules
doinlcrnuncio apostlico, rMposlas a consultas,
dadas pelos mais abalisados advogados; agen-
ciarem pelo ihcsouro geral o recebiraenlo de di-
nheiros que leuham cahido em exercicios luidos,
tratarem de cartas de naturalisaco de.
Os precos sao mui razoaveis e garante-se a
promptidao e zelo, no desempenho das diversas
commisscs, sendo sempre bum que as parles
indiquem qual a pessoa da curte encarregada do
negocio o do pagamento das desp^zas. Aspar-
les que nao livercm correspondente na corte,
podem dirigirse directamente ao advogado ci-
ma mencionado, ou a algum dos seguinu-s agen-
tes nascanilaes das provincias :
Para.
Maranho.
Piauhy.
Cear.
Parahyba.
Pernambuco, Frederico Chaves rua da Impera-
iriz n. 17.
Alagoas.
Sergipe.
Baha.
Espirito Santo.
S. Paulo.
Paran.
Minas Geraes.
Santa Calharina.
Rio Giande do Sul.
Os abaixo assignados fazem sciente ao res-
pcitavel publico, e principalmente ao corpo do
comoiercio, que dissolverara amigavelmonte a
sociedade que tinham na taberna sita no paleo
do Terco n. 11, no dia 31 de dezembro. ficando o
socio Novaos encarregado de todo o aclivo e pas-
sivo, livro da relaco de dividas que ficou a cargo
do socio Ferreira, como consta da relaco
dilo socio tem emseu pod
ro de 1861. Frederico Ai w
va es. Fortnalo Jos Ferr
' Aluga se urna escrava Oe i
la, muito sadia e fiel, cngonima perfeilamente
qualquer roupa de homem ou de senhora. anda
o mais delicado engommado por ler muito uso,
cozinha tudo muito bem, o faz todo este aervic
cora rauita presteza ; afianga-se tudo, porra pre-
fere-so casa de urna pequea familia, e a razo
clara, porquo quem trabalha a noile quer des-
canso : na livraria do Sr. Fgueiroa se dir.
Aluga-se urna casa terrea na freguezia de
S. Jos : quem dola precisar, duija-se para io-
formaes rua do Vigario.rasa n. 29.
Precisa-se alugar um sitio perto da praca
que lenha paslo para duas vaccas de leite e seu'
aluguel nao exceda de 500$ ; na rua do Raogel
compensado.
oiupras.
Coroprara-se dous ornamentos, 1 hranco ou-
iro encamado e branco, 1 a 2 calix 1 a 2 mis-
saes, e lambem a obra Flor Sanrlnrura Indo
que esieja em bom uso : na casa do sachristo
da ordem terceira de S. Francisco.
Olaria.
Compra-se ou arrenda-se urna olaria de fabri-
car tijolos de alvenaria grossa : na rua do Quei-
mado, loja de feriagens d. 53.
Compram-se escravos,
sendo de ambos os sexos, de 12 a 20 anno? de
idade, sadios e boas figuras ; na rua da Impera-
triz o. 12, loja. '
Con pra-se ou alugi-se um escravo quesai-
ba cozinhar. e que uao seja de bebidas ; na tua
do Pilar n 143.
Compra-se pitanga para doce ; na rua da
Senzalj Nova n. 30.
Vendas,
Urna linda peca.
Vende-se um moleque de'10 annos
?em vicio nenhum, o qual e bom bo-
lieiro, copeiro e cosinha o diario de
urna casa, compra e rabe vender na
rua: a tratar na rua do Vigario n. 19
das 9 as i oras da tarde e das i em
diante na rua da Aurora n. 80.
Venderu-so 3 candas, sendo urna d'asaa
urna que pega 110 lijlos de alvenaria grossa e*
de 3 cordas ero bom estado, duas cadeiras de ba-
anco e urna mesa redonda com podra, e um can-
quem precisar dirija-se a rua
n 73
Precisa-se de urna ama para casa de pe-
quena familia ; na rua do Hospicio n. 62.
Aluga-se urna casa terrea acabada ha dous
annos, com bstanles commodos, sita aa rua bo
Moiocolomb n. 73 da freguezia dos Afogados a
tratar na praga da Boa-Visla o. 16 A.
Aviso.
Rogs-se aos devedores da loja do floa-
do Antonio Francisco Pereirs. que te-
nham realisar seus debnos no prazo de
15 dias, na rua do Crespo n. 8. do contra-
rio vero seus nomes por este Diario al
pagarem o que esio a dever.
delabro de vidro
dos Guararapes n. 56.
Vende se urna preta boa cozinheira. quitan-
deira e propria para servieo de casa de familia
na ruado vjgario n. 22. '
_ Vende-se um par de arreios para carro de
4 rodas, cora pequeo uso, e por preCo cororao-
do na rua do Trapiche n. 14, priraeiro andar.
Na mesma casa vende-se urna bonita parelha de
cavallos do Rio Grande, estando um j ensinado
para carro?.
Vende-se urna negra de 18 annos, de boni-
ta figura, que engorara*, cozinht. cose e faz ren-
da ; no aterro da Boa-Visla n. 26, priraeiro an-
dar, se dir quem vende.
Vende-se urna armario propria para loja
e tra.passa-se a chave da mesma ao comprado-
oa rua Direita n. 43 ; a Iralar oa mesma.
Novidade.
Urna escrava dn idade 35 annos, cczinhn e en-
gomma bem por 750#, 3 dilas, 1 molequinha de
idade 10 annos, 1 bonito moleque de idade 20
annos : ni roa de Aguas Verdes n. 46.
Vendem-ae duas canoas grandes que ser-
vem para capim ou lijlos, em muito bom esta-
do : na rua do Hospicio n. 25.
Vende-se urna escrava de 26 annos, cozi-
nha, engnmma, lava, e nao lem vicios mos, por
preco commodo : ua rua da Praia, armazem de
carne secca n. 9.


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Si

de
liMfg 4 MU:
"3
4 Brisas de tapete para
jiagens.
Veoden-ie mu boiitag bolsas de pete pro-
priaspar riagons, etc., etc., pelos baratissimos
presos de 55, 65 e7 : di loja di guia braoca,
tuA doQaeimado o. 16.
Farinha a'3^500.
Vende te no armaaiii do ma da 'Madre de Dos
o. 35, saceos com boa larinha de mandioca, de-
sembarcada bontem, pelo barato prego do SgjOO
cada sacco.
Mlhonovoa4'000.
Vendem-se miltwDoo em saceos grandes, pe-
lo prego cima ; no armazem da ra da Madre
de Dos n. 35.
Uua lio Quelmado iy. 39
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, fazenda
multo superior com pequeo toque de moto a
609000, ditos sem defeito a 1009000, tem un
resto de chales de toqui m que estac-se acabando
a 3090^0, tos de mirin bordados com ponta
redonda a 8(000, ditos sem ser de ponta redonda
a 89000, ditos estanpados com listras de seda
em roda da barra a 9JO0O, ditos de ricas estam-
pas a 79000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 29000, ditos sem franja e milito
encornado a 29000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfeitados a
259000, ditos muito superiores a 309000, en-
feites de vidrilho preto a 39000, ditos de retroz
a 39500, organdis da mais Boa que ba no mer-
cado a 19000 o covado, cambraias de cores
de padres muito delicados a 800 rs. a vara, ditas
de oulras finalidades a 600 rs. a vara, ricas chitas
farncezas de muito boas quadades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, peitos para camisa a 240 rs. cada una,
cortes de casemira decores a 69000, ditas em
pesca de quadrinhosa 49000 o covado, gollinhas
de muito bom goslo a 19000, ditos deoutros
bordados ricos a 3)000, manguitos de cambraia
bordados a 39000, tiras bordados e entrtmeios
que se vendem por prego commodo, borabazil de
cores proprio para roupa de criangas, e capinhas
para senhoras a 19400 rs. o covado, cortes de
cambraias de salpicns a 59000, corles de cam-
braia enfeitadas com tiras bordadas a 69000,
e ouiras muitas mais tazendas que ser difcil
aquipode-las mencionar todas
Para principiante.
Yende-se a taberna siti na ra Imperial n. 191
com comroodos para familia, bastante afregue-
zada, e juntamente a fabrica de charutos que tem
na tucsnia casa, cnjo eslnbelecimento so vende
por sen dono precisar de tratar de sua saude frs
da praca : a tratar na mesma taberna.
Vende-se um rscravo bom cozinheiro : na
ra do Rosario n. 23.
Enfeites de velludo, ultimo
gosto.
A loja da aguia branca acaba de roceber mu
bonitos e delicados eufeiles de velludo, obra de
toda perfeigo e ultima moda : vendem-se a 10J
e 12: quem os virnSo hesitar de os comprar;
rendem-SB tambom outros de velludo e froco a
:*S. 4$ e 5g: na ra do Oucimado, loja da aguia
branca n. 16
Os proprietaros deste estabele-
ct-ninloconvilam ao respcitavel publico, principalmente aoe amigos do bom ebaralo que se
teha3 em seu armazem da molhados de novamente sorlido de gneros, os melhores'que tem
viudo a esie norcado, porseram escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a raaior parle dellas vnoos por conta dos proprielarlos
lugos com c\\ampanVia
das melhores marcas que ha no mercado a 20*000 e em garrafa a 23000.
Figos de comadre
cm caitas proprias para mimo a 19000.
IVwris cam axeiioias
os mais novos que ha no mercado a l?r200(.
Sctveia branca
das mais acreditadas marcas a 59000 a duzia e em garrafa a 500.
QueAjos Wamengos
resebidos pelo uliimo vapor de Europa a 3*000
Qucijos parlo
das melhores quadades que tem viodo a este mercado a 980 reis a libra, e em porcao se fa-
r algum ahaiemenlo.
Qucjos suisso
recenlemente chegado e de suqerior qualedade a 960 reis a libra.
Cho colato
das melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porgao a 850 /.
Marznelada imperial
&j afamado Abreu, e de outros mais fabricantes de Lisboa emlatasde 1 a 2 libras a 800
rs., em porgao de se far algum abatimento.
. Maca de lmale
ea latas de 1 libra por 900 rs.,era porgao vende-se a 850 rs.
Conservas franeexas c luglezas
as mais novas que ha no mercado a 70o rs. o frasco.
lalas de a lad&iuha de soda
cim diferentes quadades a 19600 a lata
iYm.eix.as fraaeczas
as mais novas que tem vindo a este mercado era compoteiras.contendo 3 libras p> 39000 rs.
e em atas da 1 e 1|2 libra por 19500 reis
Caixinuas com 8 libras de passas
a 39000 rs. em porgao se far algum abatimento, vende-se tambera a retalhoa libra a 500 rs.
Nlaateiga inglexa
P'.rf iuTi;nie flor a mais nova que ha no mercado a 19000 rs. a libra, em barril se far al-
ga n abatimiento.
Ca perola
o nnlhor que ha neste genero a 23S500 rs. a libra dito hyson a 29000 rs.
Maaleiga Craaeexa
a "'.O rs. a libra em barril se far abatimento.
Touciabo de Lisboa
o mais novo qua ha no mercado a 320 reis a libra.
M.a$as para sopa
eai caxinhas de 8 libras com deferentes qualidadespor 49000 rs.
Tambera vendem-seos segu rites gneros, ludo recentemenle chegado e de superiores qua-
Iilales, presuntosa 480 rs. a libra, chouriga muia nova, mermelada do mais afamado fabricante
de Lisboa,maga de tomate, perasecca, passas, fructas em calda, amendoas, nozes, fraseos com
araendoas cobertas, confeiles, pastilhas de varias |Ualidades, vinagre braneo Bordesux, proprio
Selogios
Suissos.
Vende-se urna inorada de casa
terrea na ra da matriz da Boa-Vista :
a fallar na mesma ra sobrado que vol -
ta para a ra da Glorian. 33.
Ra do Crespa,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vende-se
por pregos baratissimos, para acabar: pegas de
cambraia lisa Gna a 3, organdys muito finase
modernas a 500 rs. o covado, cassas aberlas de
bonitas cores a 240 rs., chitas largas a 200 e 240,
cortes de casso de cores a 29. ntremelos borda-
dos a l#SO0 a.pega, babados bordados a 320 a
vra, sediohas de quadros finas a 800 rs., casa-
vaques de cambraia e fil a 69, perneadores de
cambraia bordados a 59, gollinhas bordadas a
640, ditas cora ponas a 23500, manguitos borda-
dos de cambraia e fil a 2*. damasco de la com
9 palmos de largara a I96OO, bramante de linlio
com 5 palmos do largura a 900 rs. a vara, luvas
para senhora a 100 rs. o par, capas de fusto en-
talladas a 59, pegas de madapolao fino a 43, las-
zinha de quadros para vestidos a 320, camisusde
cambraia bordados a 2?, obrecasacas de panno
fino a 20| e25S,,P'letots de panno e casemira de
16 a SOS, ditos de alpaca de 39500 a 8, ditos de
brim de cores e brincos de 39500 a 5g, calcas de
casemira pretas e de cores para todos ps p'regos,
ditos de bim de cores brancos de 2> a 59, ca-
misas brancas e decores para lodos os pregos,
colleles de casemira de cores finos a 59 ; as'sim
como oulras muitas fazeudas por meaos do seu
valor para fechar conlas.
2i0.
Cassas de lindos padroes e cores fizas que 86
pdegaranlir aos comprados, s240 rs. o covado,
na rus do Queimsdo, loja de4 portas n.39.
As verdadeiras luvas de
Jouvln.
A loja da agoia brancas acaba de receber de
sua encommenda as verdadeiras luvas de Jou-
via, primeira qualidade, tanto hrancae como pre-
tas para homem e senhora : quem precisar, diri-
ja-se a dila loja da aguia branca, roa do Quei-
mado n. 16.
Iiaee de peluxo.
Ha para vender expeliente doce de peluxo ; na
ra do Livramenfo n. 26, deposito.
Esleirs da India de 4, 5
e 6 fiamos de largo.
No armazora (Je tazendas da ra doQueimado
n. 19, propriamente para forro de salas e camas
por ser di melhor qualidade, e todas brancas
Chales.
flicos chales de merino estampados, de cores
muito bonitas a 7#, ditos muito finos a 89500,
dilos Usos a 59, ditos bordados a matiza 8950o,
oa ra do Queimado n. 22, loja da boa-f.
Tachas e moendas
Rraga Silva & C., tem serapre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sorti-
menlo de tachas emiendas para engenho, do
muito acreditado fabrcenlo Edwin Maw a tra-
tar no mesrao deposito ou na ra do Trapi-
che n.4.
Capillas e flores.
Mu bonitas cappllas para noivss a 59, 69 e 79,
dilas para m ninas a 2J, bonitos e delicados cai-
xos de flores fin^s a ig500, 2^ e 39 : na ra do
Queimado loia^la aguia branca n. 16.
Bonels para memos.
O tempo proprio para se comprar os bonitos
bonels de panno nao enkltdosx#m fita de cha-
malote e borlla, outros enfeitados com fila de
velludo e pluma, e outros coa galaoiioho dou-
ra#. twio palos baratissimos precoj de 39900
49 e 39 ditos de palha escura, mu i bonitos
orles a 3|, gorras do palas branca eueitadas a
193UU, e outros muf diferentes bonels de panno
entenados a i e K280: na ra do Queurado
toja da aguia branea a. 16.
$***?* *.
9 Machinas de vapor.
9 Rodas d'agua.
@ Moendas de canoa.
^ Taixas.
$ Rodas dentadas.
9 Bronzes e aguilhes.
9 Alambiques de ferro.
% Crivos, padroes etc., ate. |
M Na tundigao de ferro de D. W. Bowman. S
ra do Brum passando o chafariz.
Em casa de Schafleitltn & C.rua da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira Iiorisontaes, patentes,
chronometros, meioschronomelros de ouro, pra-
la dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
giosdos primeiros fabricantes da Suissa, que se
venderooor pregos razoaveis.
FROCO.
Vende-si; frco de todas as cifres e grossuras,'
rom rame e sem elle a 400, 500, 640 e 19 rs. a
peca ; na ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16.
Grammatica in-
glega de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallaringlezem 6 mezes,
obrainteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruc-
cao, pblicos e pvticulares. Vende-
se napraca de Pedro II (antigo largo
do Colleg'io) n. 57, segundo andar.
Relogios.
Vendem-se emeasa de Braga, Silva & C, re-
logios de ouro de diversos fabricantes inglezes,
por prego commodo.
Che'ga para todos.
Cassas fraocezas muito bonitas e decores Oxas
a doze viutenso covado, mais barato do qne
chita, approveitem em quanto nao se acabam ;
oa ra do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
Arados americanos e machinas
pac a lavar roupa: emeasa de S. P. Jo-
hnston & C. ra daSenzala n.*>2.
Cheguem ao barato
O Preguiga est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas de b retan ha de rolo com 10 varas a
28, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palitots a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dila liza transparente muito 6na a 39,
49. 59, e 69 a pega, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a pega, chitas largas de modernos e
escolhidos padroes a 240, 26Oe280 rs. o cova-
do, riqaissimos chales ele merino estanpado a
79 e 89, dilos bordados coa duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 99 cada um, ditos cora
urna s palma, muito Gnos a 89500, ditos lisos
cora franjas de seda a 59, lencos de cassas cora
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
fioas para senhora a 49 a duzia, dilas de boa
qualidade a 39 e 89500 a dazia, chitas fran-
cesas de ricos desenhos, para coberta a 280 rs.
o covado, chitas espuras inglesas a 59900 a
Na loja da boa f, na ra
doQueimado n. 22,
vende-se muito barato.
Cambraia lisa fina com 8 lf2 varas cada pega a
49500, dita muito fina com salpicos a 59, dita de
cores de padroes ramio bonitos a 820 o covado,
cortos de cassa pintada cora 7 varas a ^240, fil
de licho liso muilo fino a 800 rs. a vara, tarlata-
na muilo fina branca e de cores com 1 Ii2 vara
de largura a 800 rs a vara, goaroigoes de cam-
braia (manguitos e golla] bordadas muito fioas a
59, gollinhas bordadas de cambraia muito fina a
1&, espartilbos muito superiores pelo baralis&imo
prego de 6J, penles de tartaruga a imperatriz
muito superiores a 9, bonets de velludo para
meninos a 5J, ditos de panno preto a 3$, sap-ati-
nhos de merino muilo enfeitados a 25 o par, chi-
tas francezas finas escuras e claras a 280 o cova-
do, cortes do cambraia de cores com 3 babados
com 11 e 12 varas cada corte a 4500, superiores
lengos de cambra^ de linho muito fina e rica-
mente bordados a 9g, ditos de cambraia de algo-
dao com bico de linho a 19280, dilos de cam-
braia de linho proprios para algibeira a 69, 7e
89 a duzia, ditos de cambraia de algodo a2j|400
e 39 a duzia, liras bordadas largas e finas com 3
1|2 varas cada peca a 23500. e assim oulras mui-
tas fizendas que vendem-se por pregos muilo
baratos : na ra do Queimado n. 22, n"a bem co-
nhecida loia da boa f.
[BodIos cintos para senho-
ras e meninas.
Na loja da agola branca veodem-se mui boni-
tas fitas com Ovelas para cintos de senhoras e
meninas, c pelo baratissimo prego de 2# : em
dita loja da aguia braoca, ra do Queimado nu-
mero 16.
Objeetos de gosto
seohorase meninas.
A loja da aguia branca recebe* um bello sorti-
mentodo ahtelos de muito acata e ultime ano-
da, proprios para eohoras o ninas, ecdorfe-
licadas gollinhas e vollas de vidrilho.. rollas de
coral e cornalina com atacador de mola, do'ura-
Inleirmeirte nova e de muilo gesto, e
pelos baratissimos pregos de 2 cada objeclo
na roa do Queimado, loja da aguia branca nu-
mero 16.
Perfumaras
novas.
A loja da aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda um lindo e completo sorti-
menlo de perfumaras tlaae, as quaes est ven-
ciendo por menos duque em outra qualquer par-
le : sendo o bem conhecido oleo philocome c ba-
nha (Societ Hygienique) a 19 o frasco, finos ex-
o lS" bumt,)s frscos de corea e dourados a
9, 2J500,39 e 49. afamada banha transparen-
le, e oulras igualmente finas e novissimas como
3M-WL_
f^eiide-se
Relogios patentes.
Estopa*.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Biscoutos
Emeasa de Arkwight &
Cruz n. 61.
s
m
a japonaiseem bonitus frascos, cuja lampa de vi-
dro lambero diera da mesma, fuile concrete
odonnell, principe imperial, creme, em bonitos
copinhoscom lampa de metal, c muitas entras
diversas quadades, todas estas a 1* o fresco
bonitos vasos de porcellana dourada proprios pa-
ra offerta a 29 e 2S500, bonitos bohuzinhos com
irasquinhos de *heiro a 2, lindas ceslinhas
com 3 o 4 fmiinhoB.- e caiiinhas redondas com
4 ditos a 18200 e 1?600, finos pos para denles e
agua balsmica para ditos a 1 e 19500 o frasqui-
nlio ; e assim urna infinidade de objectos que sao
panu.,oj'da 8guia bt8Dca' rn d
Ra da Sen^ala Nova n.42
Vende-se em casa da S. P. Jonhston 4 C,
sellinse silhes nglezes, candeeiros e castigaes
broazeados, lonas rugieses, fio de vela, chicote
para carros, emoDiarta, arrotos para carro de
um a dous cavaros relogios de ouro paienle
Farinha a SSOO
Ven Je sefarinha de mandioca a 3^(00
a sacca : na ra da Madre de Dos nu-
mero 35.
Em casa de N. O. Bieber & Suceess ores, ru
da Lruz n. 4, vende-se :
Champaoha marca Farra &. C, urna das mais
acrediladasinarcas.muiconhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vmho xerez em barris, .cognac em barris e
caixas.
Vinagre braneo etinto em barris.
Branles de varias dimenses.
Eihersulfurico.
Gomma lacre clara.
Lonas, brinzos e brins.
Ago de lilao
Ferro d a Suecia,
Algodao da Bahia.
- i : ) ajala'-S 3 82 Seguro contra Fogo
COHPANHIA
\
CIWBE SuTIlIEMO
DE
FazenJas e roupa taita
NA LOIA E ARMAZEM
J
LONDRES
AGENTES
|C J. Astley A Companhia.!
i
para
tonas muito novas, banba de porco refinada e outros muhos gneros que enconUarao tendeniesa
molhados, por isso promellem osproprietarios venderero por muito menos do que outro qualquer
proraettem maistambemservirem aquellas pessoas qne raandarem por ostras pouco pratieas eom
gs viessem pessoalmen'le; rogam tambera a todos os tenbores de engenho e senhoreslavradores
qiieirara mandar suas eocomrnendas no armazam Progresso,que se Ihes affianca a loa qualidade e
o acondicionamonto.
azul a 400 rs. o covado, alpacas de diflereutes
cores a 360 rs. o covado, casemiras pretas
finas 29W0, 39 a 3950O o novado, cambraia
preta e de salpicos a 500 rs. a vara, a oulras
DE
Joaqom Rodrigaes Tarares de Mello
RU.V DOQUEIMADO N. 39
F.M'SUA LOI 0E Qf.VTRO PORTAS.
Tem ura'corapletosortimento de roupa feila,
convida a todos os seus freguezes e a todos
quedesejarera ler um uniforme feito cora todo o
gosio dirijara-se a este estabeliciraento que em-
conlrarao um babel artista chegado ltimamen-
te de Lisboa para desempenhar as obras a von-
tade dos freguezes, j tem um completo sorti-
mento de pilitots de fina casemira modello im-
glez, e m'iito bem acabados a 169300, dilos
de merino setim a 129000, ditos de alpaca
pretos a 59000, dilos de alpaca sobre casacas
a 89000, dilos com golla de vela a 99000,
ditos de fustao, ditos de ganga, dilos de brim,
tudo a 593 )0, ditos de brim de linho trang'a
do a 69000, caiga de brim de linho muito su-
perior a 59000, ditas de casemira de cor a
99000 ea 109000, ditas de casemira pre-
ta superior fazenda a 129000, palitots fran-
cezes de panno fino fazenda muilo fina a 259
sobrecasaeas de panno muito superiores a 859
e a 409000, um completo sortimento de cami-
sas fracezas, tanto de linho como de algodo
e fusilo vende-se muilo em conta, afim de que-
rer-seliqiudaroom as camisas.
Cera de carnauba
Vende-se da primeira qualidade especial a 99
a arroba : na ra da Cadeia n. 57, armazem de
Prente Vianna & C.
Por metade do seu
valor.
Ra do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phantasia, muitoslindos.de
duassaas, pelo baratissimo prego da IOS cada
um oorte.
Cambraias
baratas.
19 Ra do Queimado 19
S Vende-se
j Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadasde ferro
Ferro sueco.
I Fringardas.
Ac de Trieste.
I Pregos de cobre de com-
| posico.
I Barrilba e cabos.
I Brim de vela.
J Couro de lustre.
Palhinha para marcinei- i
*, ro : no armazem de C. i
| J. Astley A C.
%mm 3 a masm &m*^%
RELOGIOS.
Vende-se em;asade Saunders Bro hers
C. pragadoCorpo Santo, relogios do afama
do abricante Roskell, porpregos commodos
e tambemrancellins e cadeiasraraoa meamos
doezceellnta rosto.
Em casa de Mills
Satbam C, na ra
da Cadeia do Recife
n. 52 vende-se
Vinho braneo e linio de Lisboa em bar-
ril de quinto.
Bichas hamburgoezas.
Camisas para homem, inglezas.
Lonas inglezas.
Estopa.
Sulfato de ferro.
Alvaiade.
Verroelhio.
Secante. /
Azrelo. "
Pedra-hume.
Salitre.
- Vendeja ma ptima casa terrea com w-
la e duas janellas de frente, com 5 quartos 2
nt1 iCM*h' >"^ ciVqUestribari!
para 1 ou 2 cavollos, muito
fresca
por
frenle'para o nasoenie. muito"nova por lerido
edificada a 3 para 4 nonos, e de urna solida edi-
Viraron c^IiiqH. n. ... J- _i CMI
dor, e de todas se darao amostras cora
Cortes de cambraia branca muito fina cem sal-
picos miudinhos a 49600 fiC8;aositu8da ru7da~P.1aia' slh'n"o!"lT"
a a 3*500 r.a. nuem pretender e a quizer examinar, diriair-ae
muitas tazendas que se far patente ao coro,pra- "elis8sImo Pre" de 296. 9800,3 e 34500 cada a
penhor. i Baioes de mussulina, ditos arrendados, dilos t
Rndese urna grande propriedade aila na
l assagem da Magdalena, entre as duas ponles,
com muitos commodos para familia, e oulros pa-
ra aluaar, que podem dar de rendimento 1:4000
annunaes, eendo os chaos proprios, e acbaado-
se reedificada ; quem pretender, dirija-se a ra
Direila, loja de funileiro n 47. a tratar com Jos
Antonio de Carvalho.
Pennas de ema.
Acaba de chegar loja n. 45 da ra da Cadeia
do Recife urna porgao deslas peonas, as quaes se
vendem por mdico prego.
Gomma superior do Aracatv.
Vende-se a prego commodo : na raa da Cad'eia
numero 57. *
Vende-se
EM CASA DE
Adamson Howie & G.
ymho do Porto de superior qualidade.
Tinta de todas as cores.
Lona e flele.
Fio de vela.
Sellins.silhOes, arreios e chicotes.
Rolbas.
Ra do Trapiche n. 42.
Machinas ameri-
canas
E OUTROS ART1GOST
N. O. BIEBER & C. SUCCESSORES,
tem exposlo nos seus armaaens da ra
da Cruz n. 4 e 9, tima infinidade de
machinas etc., como sejam :
ARADOS de diflerentes modelos, ti sba-
litando de 2 lados.
CULTIVADORES para limpar e abrir a
trra.
A301MIOS para cana em ponto peque-
no, podendosergovernadaspor urna
pessoa. proprias para lavradores.
Ditas de DESCAROCAR MILHO, um
proecso pelo qual se poupa muito
tempo e emprega-se somente 2 pes-
soas,
Ditos de MOER MILHO, CAFE etc.,
etc. ate o grao mais fino que bouver.'
Ditos para FAZER FARINHA de mi-
llio etc.
MACHINAS para fazer BOLACBINHA.
BOMBAS para cacimbas e
navios, muito mant iras e
de forca superior por
mdicos presos.
Ditas com correntes para
tirar agua de logares
mui fundos.
superior qualidade para
ILEGVEL
VERNIZ de
carros.
CARROS de mao muito leves e baratos
BALANCAS de 1,000 libras para baixo
proprias para armzens, depsitos
tabernas, boticas etc., etc.
MAPPAS geograpbicos do mundo e
suas partes.
MACHINAS de costura de Sivat & C. as
melbores que at boje tem enrare-
cido.
Entremeios e liras
bordadas,
Vnde-se mui bonitos entremeios e tiras bor-
dadas em fina cambraia, obras m.i be acabjl
iBh'IS^iAa" Pe,8 b"li'i"'0 pre ", de
500 S*X li'SL* ".iir-ae ^^adia por
Loja das 6 portas
em frentedo Livramerito
. Uaiiihas a 500 rs.
Camisinhas muito bonitas* com duas laMuras
aaViS d,6 SCD,,ora 60 cova??o
aa do riseado fraacei para vestido a JRp, sa^aa
^ZSV"S?,f"a8iMe'ditM la*nkoraa
4{jauue ejl; di-se amostra com penhor A loia
est a rta at as 9 horas da noite. J


V
W4i Catado. ]
Qualidades escolhidas.
45-Ria Mreita-45
Eis a festa I E necessario renovar o calcado e
correr ao estabelecimento da roa Direita, que o
rende muito fresco e eo perfeito estado por es-
tes presos :
Borzeguins de homem (bezerro e lastre) 9J500
VG^KICW
M
Ditos de dito dem)
Ditos dedito idem)
Ditos de dito idem)
Ditos de dte idem)
Borzeguins do senhors
Ditos de dita
Ditos de dita
Ditos de dita
Sapatdes de bezerro [3 1(2 batera)
Ditos de dito e de lustro
Meios borzeguins de homem
Borzeguins de menina 4$000 e
Sapatdes de bezerro para menino 4* e
Sapatos de lustre para senhora a
9
I
8V
69000
59600
480O
4J500
45000
5*600
5J000
68000
396 00
39500
1g200
Vende-se do sitio na Baixa Verde da Ci-
punga, com duas casas de vivenda, viveiro e ca-
cimba ; a fallar na roa larga do Rosario n. 34.
na botica.
Lindas caixinhas de cos-
tara.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vendem-se as lindas caitas de costura pro-
prias para mimo, assim como pianiohos com a
sua competente msica, quadros donrados, tan-
tas de santos como de retratos, proprios para en-
lejo de sala, jarros com flores muito lindos, es-
tampas tanto de guerras como de vistas decida-
des, caixas de msica cora lindas pecas, realejos
grandes com 30 pecas compostas de valsas as
mais modernas, ludo isto se vende por precos
commodos.
Assncar e caima.
Vonde-se assucar mascavado a 100 re. a li-
bra, agurdente de canoa ongarrafada a 240 a
garrafa ; na travessa do paleo do Taraizo n. 16,
casa pintada de amarello.
Ceblas.
Vende-se a 6i0 e 800 re. o cento ; na travessa
do pateo do Paraizo n. 16, casa piniada de ama-
rello.
Ra do Queimado
n. 39.
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Chegou ltimamente a este estabelecimento un
completo surtimcnlo de chapeos pretos francezes
do melhor fabricante de Paris, os (juaes se ven-
dis a 79000, ditos a 89000, ditos a 95000
ditos muito superior a 10*000, ditos de castor
pretos e braacosa 169000, o melhor que se
poda desojar, chapeos de feltro a Garibaldi de
muito superior massa a 79000, ditos de copa
baia para diversos precos, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vendem por preco
barato, bonots de veludo para meninos a 59000,
ditos de palha escuras e claras a iOOO, ditos
da panno muito bera arranjados a 39500
chapeos de seda para senhoras a25*000 muito,
suparijres, ditos de palha escuras proprios para
campo a 129000, ditos para meninas j 109000,
chapeos de sol de seda inglezesa 109 e a 129
muito superiores, ditos francezes a 89OOO,
ditos de panno muito grandes e bons a 4$0O0.
sapatos de valudo a 2J50OO. ditos de trancas
1*600, sintos de grugurao para senhoras e me-
ninas a 29000, coeiros de casemira ricamente
borlados a 129000, e outras muita fazendas
que a vista dos freguezes nao deixarao de cora-
^REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as nac/jes
poJem leslemunhar as virtudes deste remedio
incomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso que dalle fizeram lera seu eorpo e
membros iuieiramente saos depois de havor em-
preado intilmente outros tratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas raa-
ravilhosas pela leitura des peridicos, que Ih'as
relatam todos os dias ha muitos annos; e a
m or parte deltas sao lao sor prndenles que
a Jiniram os medicas mais celebres. Quanlas
pessoas rcobrarara com este soberano remedie
o uso de seus bracos e pernas, depois de ter
permanecido longo tempo nos hospitaes, onde
deviam soffrer a amputado I Dallas ha mui-
cas que ha vendo deixado esses, asylos de pade-
tiinantos, para se nao submeterem a essa ope-
rario dolorosa forara curadas completamente,
mliante o uso desse precioso remedio. Al-
ga mas das taes pessoa na enfuslo de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afina de mais autenticaren! sua a firma-:
(iva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
ttvesse bastante confiance para encinar este re-
medio consta 11 temen te seguiado algum tempo o
tratamento que necesslasse a natureza do mal,
eujo resultado seria provar aeontestavelmente.
Que ludo cura.
O ungento he ut, mais partleu-
os seguintes casos*
lnfU>amae.ao da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
*-de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraces ptridas
Tinta, ero qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do Ggado.
das articulaces.
Veas torcidas ou na-
das as pernas. .
Vende-se esta ungento no estabelecimento
geral da Londres a. 244, Strand, na loja
de todos os boticarios droguistas a outras pes-
soas encarregadas da sua venda em toda a
America do sul, Havana a Hespanha.
Yenda sa a 800 rs.,cada bocetinha eontm
urna instrucijo em portuguaz para eipliear
modo de fazer uso destu ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22. em'
Pernambuco.
FlNWflxO LOW-MOW,
Roa H Sen zalla Nava n. 42,
Neste estabelecimento contina a haver ura
completo sor ti ment de moendas e meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
tejerro batido e coado, da todos os tamanhos
para dito,
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido eacreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como larnbera cal virgera em
pedra, ludo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parta.
Espirito de vinlio.
Vende-se de 39560 a 298OO a caada : na tra-
vessa do pateo do Paraso n. 16, casa pintada de
amarello.
i marqueza e 6 cadeiras de palhioha. ven-
de-se por preco commodo: no aterro da Boa-
Vista n. 45.
Feijaomulatinho.
Na ra da Madre de Dos n. 18, largo da al-
fandega.
Vende-se urna calecha nova, sem arreios :
ne ra Nova n. 59, cocheira de P. Eduardo Bour-
geos. ,
Vendem-se noventa a poli ees da
companhia do Beberibe : na ra Nova
n. 14, primeiro andar.
Farioha e milho.
Vende-se boa farinha do mandioca a 3^500, e
milho novo em saceos grandes a 49; na ra da
Madre de Dos n. 4 ; approveilem, antes que se
acabe.
Botica.
htnnente
Alporeas
Caimbras
Callos.
Anceres.
Cortaduras.
Dores de cabeea.
das costas.
dos membros.
Erafermidades da culis
era geral. -$
Ditas do anus.
ErjpQoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fiallade ou falt de
calor as extremida-
des.
Freras.
Gengiva escaldadass.
Inehacoes.
Inllamacao do ligado.
41godo menslre.
Vende-se algodo monstro com dns larguras,
muito proprio para toalhas e lences por dispen-
sar toda e qualquer costura, pelo baratissimo
preco de 600 re. a vara ; na ra do Queimado n.
22, na loja da boa f.
ft
Beriholorocu Francisco de Souza, ra larga
do Rosaiio n. 36, vende os seguinles medica-
n. en lo s :
Rob l'Affecleur.
Pilulas conlra sezoes.
Ditas vegetis.
Salsa parrilha Brislol.
Dita Sands.
Vermfugo nglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (conlra febres).
Ungento Hollovray.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidros de becca larga com rolbas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como tem um grande soriimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a modieo
preco.
Viulio de Bordeaox.
Em casa de Kalkmann Irraaos & C, ra da
Cruz n. 10 enconira-se o deposit das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Freres e
dos Srs, ldekop Mareilac A- C, em Bordeaux.
Tem as seguimos qualidades:
De Brandenburg frres.
St. Esiph.
St. Julien.
Mareaux.
Larose.
Cha tea 11 Loville
Chteau Margaux.
DeOldekop & Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien MJoc.
Chaleau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina.
Cognac em ca-cas qualidade inferior.
SYSTEM A MEDICO DLIIOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA-
Este inestimavel especifico, composto nleira,
mente de hervas medcinaes, nao eontm mercu-
rio nem algu.na outra substancia delecteria. Be-
nigno mais lenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente promplo e seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
enteiramente innocente em suas operares eef-
feilos ; pois busca e remove as doencas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que ja estavam as portas da
raorte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do inullmente todos os outros remedios.
As mais adietas nodevem entregar-se a des-
esperado ; facam um competente ensaio dos
efOeazes effeilos desta assorabrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguinles enfermidades:
ROUPA FEITA ARDA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
DI
sFazendas e obras feitasj
X
LOJA E ARMAZEM
DE
Ra do Queimado
i 11.4G, trente amarella.
Constantemente temos um grande e va-
riado soriimento de sobrecasacas pretas .
de panno e de cores muito fino a 28*,
30g e 359, paletols dos mesmos pannos *
a 2U5, 2-2$ e 245, ditos saceos pretos dos S
mesmos pannos a 14#. 16$ e 18$, casa- *>
cas pretas muito bem fcitas e de superior 9f
panno a 289, 30$ e 359. sobrecasacas de *j
casemira de cores multo finos a 159, 165 l
e I85. ditos saceos das mesmas casemi- S
rasa 10$, 129 e U, caigas prelas de |f
casemira Ana para homem a 89, 99, 1()
e 12, ditas de casemira decores a 7g, 89, 1
99 e 109. dilas de brim brsncos muito
Qna a 5$ e 65, ditas de ditos de cores a f|
39. 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca- a
semira de ricas cores a $ e 4$50O, col- ?f
letes pretos de casemira a 59 e 69, ditos 9
de ditos de cores a 4J50O e 59, ditos S
brancos do seda para casamento a 59, I
ditos de 69, rolletes de brim brauco e de I
fusta a 39,39500 e 49, ditos de cores a
29500 e 39, pakto s pretos de merino de
cordo sacco e sobrecasaco a 7#, 89 e 99,
colletes pretos para luto a 42500 e 59,
caigas pretas de merino a 495C0 e 59, pa-
lelets de alpaca prela a 39500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 69. 79 e 8$, muito fino col-
letes de gorgurao de seda de cores muito
boa fazenda a 39800 e 4$. colletes de vel-
ludo de cores e pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149, 159 e I69, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6j>5(!0 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
395OO, ditos sobrecasacos a 5g e 59500,
calcas de casemira pretas e de cores a 69,
6$500 e 79, camisas para menino a 2(9
a duzia, camisas inglezas predas largas
muito superior a 329 a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina d al -
faiate onde mandamos exccular todas as
1 obras com brevidade.
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Stomacal de 1830.
Precioso de 1847.
As duzia.", e em caixinhas, a dinbeiro, porba-
rato preco : vende-se na ra de Trapiche n. 40,
estriptorio.
Meias muito bara-
A 9,000 a arroba.
Vende-se cerai de carnauba da Teiha
e nava lafra a preijo de 9$: no antigo
deposito do largo da Aisembla n, 9.
ge#eec i Ser I
Vendem-se 5 carros novos com todos os m
# arreios : na ra Nova n. SI. S
*$ -
CANDIEI/OS
ECONMICOS
NA
Ra Nova n. 20.
Chegou um riquissimo soriimento de candieiros
econmicos de muito bonitos modelos, desde o
mais superior at o mais ordinario, por prego
muito commodo, com a experiencia pcopria de-
vela agradar ao comprador, 6 vista da pouca
despesa que faz, animar a ser Iluminado so com
os ditos candieiros a gaz ; os mais baratos sao a
imitago de urna lamparina, produzindo a luz a
tres velas de espermacete com a importancia de
40 rs. per noite ; gradualmente ir soblndo to-
das as mais qualidades al o maior, que servir
para ornar e illuminar urna rica sala, equivalente
a 16 velas de espermacete, tudo isto se garante
sob a condicao de voltar e reslituir-se o seu
importe, na falta de nao agradar a experiencia
feila: na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Cofres de ferro para dinheiro,
joias. etc., etc.
Na loja da aguia branca vendem-se bonitos co-
fres de ferro mui lories e seguros, com fechadura
echave. edediTerentes tamanhos, proprios para
se guardar dinbeiro, joias e papis de importan-
cia, pelos baralissimos precos de 450O, 5J000,
5;5()U e 6$ : em dita loja da aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
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4 1HM1M IWilM) 4
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Gaaacasde panno preto a 309, 359 e 40*000
Sobrecasacas da dito dito a 359000
Paletots de panno pretos e da cores a
20, 259,309 e 35*000
Ditos de casemira'de cores a 15| e 229000
Ditos de casemiras de cores a7le 12*000
Ditos da alpaca prela gola de velludo a 12 #000
Ditosde merino setim preto e de cor
a 89 e 99000
Ditos de alpaca de cores a 3300 a 5}000
Ditos dealpaca preu a 39500, 59,
79 e 99000
Ditos de brim de cores a 3)500,
49560 a 5*000
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 e 6*000
Calr-as de casemira prela e de cores a
9*. 109 e 12*000
Ditas de princeza e alpaca de cordo
pretos a 5*000
Dilas de brim braaco e de cores a
2*500 49500 e 59000
Dilas de ganga de cores a 3*000
Dilas de casemira a 59500
Colletes de velludo de cores mu i lofino a
Ditos de casemira bordados a lisos
pretos a de cores a 5*, 59500 e
Ditos de setim preto a
Ditos de casemira a
Ditos de seda branca a 59 e
Ditos de gurgurSo de seda a 59 e
Ditos deusto brancos e de corea a
39e
Ditos de brim branco e decores a 29 e
Selouras de linho a
Dilas de algodo a 19600 e
Camisas de peitode fustao branco e
de cores a 2*300 e
Ditas de peilo e punhosde linho mui-
to finas inglezas a duzia
Di las de madapalo brancas e de cores
a 1*800, 29e
Ditas de meia a 1* e
Relogios de ouro patente e orisoniaes
Ditos de prata galvanisados a 25* e
Obras de o uro, adereces, pulseiras e
rosetas
1C9000
tfeco
5*000
39500
69C0O
69000
39500
29S0O
29500
S9000
29500
35*000
2*500
19600
9
30*000
1OT mn WBEsm
DE
V=5
iil
ID
S 5 S
- F =
III
" -i -3.'=
tas,
A Inja da aguia branca est provida de urna
grande quantidade de meias, e melhor soriimen-
to que se pode dar, e por isso est vendendo-as
mais barato do que em eulra qualquer parte ;
sendo meias cruas encorpadas, de abanhado ou
bocal elstico para homem a 2*500, 35,3$500, 4$,
48500 e 5 a duzia, ditas inalezas o melhor que
se pode encontrar a 6* e 6*500, ditas de fio de
Escocia ponta encarnada imitandoseda a 800 rs.
o par, e de cores a 640 e 800 rs., dtlas brancas
mui finas e tapadas a 2)400, 3g500 e 5*. e fins-
simas a 8* a duzia, ditas brancas finas e fio unido
para senhoras a 4*. 4$800, 5*500 e 6*500, e de
fio de Escocia primeira qualidade a 8*500 a du-
zia. ditas de seda brancas e pretas a 2$500, 3*,
3|500e40, ditas cruas mui encorpadas para me-
ninos a 200 e 240 rs. o par, ditas brancas e de
cores a 240 e 280 o par, dilas para meninas a 3*
a duzia, ditas de seda para bepsado a 2 o par,
ditas de laia e de seda para padres a 2, 3$ e 4
o par. Emfim vista do tantas e diversas quali-
dades, o melhor approveitar-se a occasiao, e
dirlgir-se a ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16, que sei servido com agrado e since-
ridades
\dmiraveis remedios
Relogios.
Vende-se em casa deJohnston Paler & C,
ra do Vigario n. 3, uro bello soriimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tarnbem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesmos
Baloes de 30 arcos.
Vendem-se superiores baldes com 30 arcos,
sendo muito rerommendaveis poi poderem ficar
do tamsnho que se preciser, pelo baratissimo
prec.ode6*; na ra do Queimado n. 22, na loja
da boa f. ,
E de graqa.
Cortes de calcas de meia casemira de cores es-
curas a lg600, ditosde brim de linho de cores a
2g,riscadinhos de linho proprios para obras de
meninos a 200 rs. o covado, grvalas de seda de
cores i 640, ditas pretas eslreiliohas e largas a
1*, ealem disto outras fazeodas que se vendem
nuitoem ronta ; na loja da boa f, na ra do
Queimado n. 22.
Bramante
bretanhas e atoalhado
Na loja da boa f, na ra do Queimaoo n. 22,
vende-se bramante de linho muito fino com duas
varas de largara, pelo baratissimo precio de 2*400
a vara, bretanha de linho muito fina e muito
targa a 20*. 22g e 24* a peqa com 30 jardas,
atoalhado de algodo com duas larguras a 1*400
a vara, dito de linho muito superior, tarnbem
com duas larguras a 3J a vara,; na ra do Quei-
mado o. 22. na loja da boa f.
NA.L.OJ\^ VUMVZEM
BE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RIJA DO QUEIMADO 40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
1*000
Seda de quadrinhos mui lo fina covado
Enfeiles de velludo com froco pretos a
de cores para cabera de senbora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, esmbraias e seda tapada e
transpareBre, covedo
Luvas de sedabordadas e lisas para
senhoras, hornese meninos
Lencos de seda rxos para senbora a
2*000e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeofrancez forma modrrna
Lencosde gurguro pretos
lucas capellas brancas para noivados
Saias balo para senhora e meninas
Tafetarxo o covado
Chitasfranceza a 260, 280, 300, e
Cassas francezas, a vara
29500
8*500
2*000
9500
93*0
9500
Selim prelo azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos delargnra
o covado
Caserniral isa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos ees*
lampados de todas as qualidades
Seda lisa pretae de cores propria para
forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos cortes de seda prelose de coros j
com 2 saias a de babados
Ditos de gaze e de seda phanlasia
Chales deloquim muito finos
Crosdenaple preto e de cores de lodas
as qualidades
Seda lavrads prela e branca
Capas de fil e visitas deseda prela
com froco
1*600
2*000
19500
Pianos
Accidentes epilpticos.
Alporeas.
Ampolag.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidadeou extenua-
do. '
Debilidade ou falla de
forcee para qualquer
Musa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfermidadesno venlre.
Ditas bo ligado.
Ditas venreas.
Cnchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto da especie.
Golta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigesles.
foflammsc&ee.
Irregularidades
menslraacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de podra.
Manchas na cuts.
Abstruc^ao de venlre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
ReteDc,o de ourina.
Rheumatismo.
Sympiomes secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Yenereo(mal).
americanos.
Febreto intermteme,
Vende-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguista e outras pessoas en-
carregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dallas, contera urna insinulo em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas pi-
lulas.
O deposit geral em casa do Sr. Soum
dharmaceutico, na ra da Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, faeeadeiros, ele, devem estar prevenidos
cora estes remedios. Sao tres medicamentos
com os quaes se cura eficazmente as principes
molestias.
P rompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de reumatismo, dor de
cabeea, nevralgia, diarrha cmaras, clicas,
bilis, indigestao, curp, dores nos ossos, contu-
ses^aueimadura, erupces cutneas, angina,
^relengao de ourina, etc., etc.
Soiutivo renovador.
Cura todas as enfermidades eserophulosas,
crnicas esyphiliticas : resolve os depsitos de
mios humores, purifica o sangue, renova o
systema : promplo e radicalmente cura, escro-
phulas, venreo, tumores grandulares, ictericia,
dores de ossos, tumores brancos, afecces do li-
gado e rins, erysipelas, abeessos e ulceras de
todas as clases, molestias d'olhos, difficuldade
das regras das mulheres hipocondra, venreo,
etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularizar o systema, equilibrar a circu-
ladlo do sangue, inteiramenle vegetaes favora-
veis em lodos os casos nunca ocasiona nau-
zeas nem dorres de venlre, dses de 1 a 3 re-
glamelo, de 4 a 8 purgam. Estas pilulas
sao efficazes as afl.ecc.oes do ligado, bilis, dor
de cabeea, ictericia, indigestao, e em todas as
enfermidades das mulheres, a saber: irregula-
ridades, fluxo, releuces, flores brancas, obs-
truccoes, histerismo, etc., sao do mais proropto
effelo na escarlatina, febre biliosa, febre ama-
relia, a em todas as febres malignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
companhados de instrucc,5es impressas que raos-
tram com a maior minuciosidade a maneira de
applica-losem qualquer anfermidade. Esto ga-
rantidos de faleificaco por s haver venda no
armazam de fazendas d Raimundo Carlos Lei-
ta & Irmao, na ra da Iroperi triz o. 10, ni-
cos agentes em Pernambuco.
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n.ll,
alguna pianos do ultimo gosto recentimente
chegados.dosbem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadxvood & Sons de Londres a
muito uropriofeara este clima
Campos ( Lima
receberam urna factura de chapeos de sold se-
da para homem, lendo entre estes alguna peque-
os que servem pata as senhoras que vio para o
campo tomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porco seja grande se resolvero vender pelo
prego de 6* e 63500, e alguna com pequeo de-
eito a 5* : na ra do Crespo n. 16.
Extracto
DE
sndalo outras essencias
para lencos.
Na loja da aguia branca se acha o verdadeiro
extracto de sndalo, bem conhecido por sua su-
perioridade, em frasees menores e maiores a 20
e 2*500, assim como finas essencias de rosa, Mag-
nolia, Patcholy, Luiza & Mara, e rauitos outros
cheiros novos e agradaveis, e conforme o tama-
nho do frasco vende-se a 2*. 3, 4 e 5*. A bon-
dade de taes essencias e extracto j bem co-
nhecida pelas muitas pessoas que tem comprado,
e ainda ser por quem de novo comprar : na ra
do Queimado, loja da aguia branca n. 16.
Vende-se urna machina de costara dos me-
Ihores fabricantes, por muito menos do seu va-
lor ; na ra de Apollo n. 8, primeiro andar.
ao p do arco de Santo
Antonio
chegou um rico soriimento de bicos e rendas viu-
dos pelo vapor do noite, assim como os mais r-
eos lencos de labyr inlho quelem inflo ao mer-
cado, caixinhas de tartaruga proprias para cos-
tura, ditaa de marisco.
E' o ultimo gosto.
Superiores gurgures de "seda da quadrinhos,
de liados padroes, pelo baratissimo preco da f*
o corado, grosdenaplea liso de lindas cores a'2*
o covado. cortee de lia muito na com 15 cova-
ee, padroes muito bonitas a 8*, ditas de quadros
padroes tarnbem muito bonitos a 480 rs. o cova-
do, chales de cores, padroes ioteiramente noves
a 1* rs. a corad: aproveitem em quanto se eao
acaba : na roa do Queimado n. 22. laja 4*
boa-tf.
Machinas de costura
DE
Slvat & Companhia.
Estas machinas tao as mais perfeitas
no ramo t!e mec.nfrro, unindo a urna
simplicidade a maior ligeireza e pcrlei-
rao para toda e qualquer qualidade de
costura, do ponto mais Uno ao mais
grosso. O vendedor se obriga a ensinar
o metbodo aos compradores ft osa-
bercm bem, assim como a ter as machi-
cbinas em ordem durante um anno.
Eslas machinas cosem com 2 fios nao
quebram o fio como muitas outras o la-
zem e sao as melhores e mais baratas
ate' boje conbecidas no mundo, ellas se
acbm expostas na galera do SR. CS-
BORN, RETRATISTA AMERICANO NA
RA DO IMPEBADOR N. 38, onde
urna senbora competentemente habili-
tada as ara' ver e trabaltiar. Igual-
mente se acham expostat no ermazem
de MACHINAS AMERICANAS, Rl'A DA
CRUZ N. 4 E 9.
Rival sem segundo.
Na loja de miudezas da ra di Queimado n.
55, defronte do sobrado novo ha para vender
pelos diminuios-preces os seguinles artigos:
Duzia de saboneles muito Anos a 61 0 rs.
Candes de clcheles com duas ordens a 20 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Duzia de meias cruas para homem a 3*.
Dita de ditas para senhora a 3(500.
Pareado meias para senbora a 300 rs.
Latas com banba muito Qna a 500 rs.
Iscas para acender charutos, caixa a 60 rs.
Phosphoros em caixa de folha a 120 rs.
Cartas de alfinctes muito Unos a 100 rs.
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Pares de sapatos de tranca de algodo a 1*.
Frascos de macass pernio a 200 rs.
Ditos de dito oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garios, cabo preto, a 3fl.
Parea de sspatoa dela para meninos a 200 rs.
Ditos de luvas de cor fio de Escocia a 320.
Massos de grampas muito finas a 40 rs.
Caivetes de aparar peona a 80 rs.
Tesouras muito finas para costura a 500 rs.
Ditas ditas para unbas a 500 rs.
Pecas de franja dela com 10 varas a 800rs.
Ditas de tranca rom 10 varas a 820.
Liaba Pedro V. cartocom 200 jardas a 60 rs.
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Cordo imperial fino e grosso a 40 rs.
Oleo de babosa muito fino (frasco) 400 rs.
Filinhaa estreitas para enfeltar vestidos a 800
rs. a pesa.
Labyrinthos de muito bonitos gostos por todo
o preco.
Cordoes para eafiar espartilho muito grandes
a 100 rs.
Dito para dito pequeos a 80 rs:
Pecas de tranca de linho com 10 varas a 200 re.
Ditas de franja de seda prela com 10 raras a
1|400.
Tara de dita a 900 rs.
Pares de meias 4 corea para manaos a 160.
Caixas para rape muito gnaa a 1*.
Linaaosra marcar caixa de 16 ntelos) 320.
ILMtD:
cobertos e desrobertosr pequenes e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e seihora de
um dos mdhores [tincantes de Liverpool, vin-
dos pelo ultimo paquete inglez : em ca.'a de
Sonlball Hellor d C.
Vende-sp presunto muito novo a 40 rsr,
tourinho a 320. arroz a 100 rs. a libra : ra la
dss Crnzes n. 24, esquina da travessa do Ouvidor.
Vende-se um escravo africano, de idade 0
annos, pooro mais ou menos, e urna fscrava de
idade de 20 a 2 annos, pouco mais ou nenes,
rrioula r com algumas habilidades : a tratar na
ra da Cadeia do Recife n. 54._______________
Escravos fgidos.
- Fugio no dia 3 do rorrrMe irez um pufo
de ncro de neme Jcao, com idade, j-ouro nois
ou menos, 30 annos, nao riiuilo alto, um peuco
barrigudo, arrendeu o cilicio de cozinhar ira ra-
sa do Sr. Francisco : quem o Irouxer a EMrada
Nova.siiiodo abano asfignado, recbela a quan-
lia do SOy ; levou calca de azulao o camisa de
chita ; o dilo preto go'sta de aguarderte.
yodo nfonto Vtlhfecca.
As 9 horas da noite de 30 de dezrmbro p.
p fugio do collegio da Conceicao Ciuz de Al-
mas, ci m o caira Bernab, espineiro de Apipo
eos. urna estrave mulata de neme Ignacia, ida-
de 22 annos, bonita, caraptnha dividida ao n.cio
ds cabera, estatura ordinaiia. bem ronsimida,
levou vellido de rhila de titiras amarellas e cu-
tres escuras ; quem a pegar ou della d< r notiiia,
sei bem gratificado dsquelle collegio, ou tiesta
cidade nesia lypographia.
Do engenho Culigi, fregueiia da E. fugio no dia 3 de novembro do correle er.i o o
escravo de me Anlanio, com os signats se-
guinles : esiaiura regular, cor mulato, celello de
negro, pouca barba, denles limados, idade 5 cu
28 annos, pesclo e ps grossos, tem pelo rosto,
pesclo e peitos algumas martas de p8n rs, e
algumaa cicatrizes pelas costas que paren m ter
sido de chicote ; nao levou comsigo roupa algu-
ma, e consta haver fgido para o lado ce serio
d'oode viera : quem o apprehender, peder el-
va-lo ao referido engenho, ou no Recife, ra es-
trella do Rosario n. 29, ao Illm. Sr- Floiisn un-
do Marque Lins, que sei bem recimpensado.
Escravo fgido.
Um muuio claro, magro, com paoDos pretos
na maesa do rosio, representando ter 55 annos
de idade, natural do Rio do Peixe, chamado
Luiz, desappareceu no dia 30 de oulubro da rasa
do Dr. Cosme de S Pereira, de quem esclavo
suppe-ae ter levado um cavallo prelo do Sr'.
Rostron que se havia sollado, e que elle lora
em busca do roesmo ; snppoe-se mais que sua
mulher de nome Mara tarnbem o aten paila,
levando um pequeo bahu de flandres : roga-re
as autoridades policiae e a rulras quaetqoer
pessoas que o pcendam, e remettam ao seu se-
nhor, que pagara qualquer despeza.
Pugio da cidade do Aracaly, no mez de se-
tembro prximo passado, um escravo do rcm-
maodanle superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr. Brrio
Lourenco Collares, de nome Joaquim, de idade
de rincoenta e lanos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e rom falta de alguna na frente,
queixo fino, ps grandes, e com os dedos grandes
dos pea bem abarles, muito palavriador, incul-
ca-se forro, e tem signaes de ter sido surradoj
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
rorrente. rindo do lado das Cinco Pontas, e sen-
do enterrogado por um parceiro seu conhecido,
disse que tinha sido vendido por seu snior para
Goianninha : qoalquer pessoa que o pegar o po-
rtera levar em Pernaeabnro aos Srs. Basto & Le-
mot, que graitcaro geBerosametoe.


'*)
MAMO DI INAMBUeO. a* TERCA FEIRA Og JAflilO DE ISl.
LiUeratura.
Sementina Auberuiu.
[Conlinuacao.)
la e lo descanga la era sua timidez cahio pouco
pouco n'uma especie de tristeza e proslraco
i de que ao tahua meis senao era cerios inter-
rallos mui cortos. Sorprendiam-a flxando a
! vista em Luciano, cravando-tho un olhar pro-
fumo cbeio de urna aelaocolia dolorosa; ao de-
Tarobem liuha seus instantes de resistencia. pola, quando o Sr. de Versac rollara e. abaixa-
Clomehtina era joven, smaia. formosa; podia va repenlinament. as palpcbns no momentoem
latar e rencer. Por que razo essa proslrago? que urna lagrima a molhar-lhe as extremidades.
En Impossirel quo Lueiino nao araasse-a anda, aquella primeira alegra q.io hara-seguido seu
O q te era Joann e o que ttnlio para faze-la eg- casamento, quasi nada restira ; semelhanie s
quscer? L'm impulso do coragao, um ciliar fa- : flores que exlnlim seus perfumes claridade
le-ha entrar de novo n'aquello coragao d'oule quente e lmpida do dia e que fechara ascorol-
sahira por um acaso. Q.ianio. porm. entrega-1 las ao avisinhar-se noile, Joanna pareca con-
i i Be essa ordem de pensimrintos dissolutiros, enrtrar-se em si.mesma ; o riso era raro era seus
de repente alguma ecusa fazia-a estremecer io- labios; durante as conrersagdcs mais animadas.
teriorm.'ute, o rcpollii seus assaltos cora terror. conservava-so era silencio e afastada, seguindo
Hivi i diiscmqiin Clementina procurara o repou- era seus desvos os movimentos de seu pensa-
ao, do alguma sorte a salrago, por outro lado, melo interior ao qual nao quera subtrair-se.
Nio Ihe restaram bens sufAcicntes para urna ri-'O Sr. Dubuisson inttrrogou-a; a Sra. de Versac
da iateira, urna Alna, seu marido, urna grande respondeu que nada tinba.
fortuna, um trem de casa considerare!, urna po- E' a resposta de todas as mulheres
s:..i ruidosa e agitad-i ? Que porta nao se abra tem alguma cousa, continuou elle.
la^r'* aUihl10- m f? e W-1 dado eue aloete logo nos primeiros lempos do
2.?f"'" Jlavr" "^Mfcfentes plhares sou casamento. U di. em que mSEFJS
distrahidos achando-ae scom a Sra de Blangy,
seuceragoenluraectoo transbprdou de rpenle. -
Que isso? O que leus perguntou Cfe- mulher e procurou-o n'um movel onde
mentina ao ver o rosto de Joanna banhado em "
_ que precisara d*lle
Cara mandar faxer urna joia cujo feitio doria lera-
rar ease allinele, aproveitou-ae da ausencia da
que
em sua presenga? Que afagos nao acolhiam-a
om seu lar? Como mulher de sociedade. linha
tilas as festas; como esposa roe, tinha dere-
res queridos e sagrados, cujo comprimento o
ruelhur quinho da folicidade. Eulo quera ella
romper com ludo quanto havia procurado, dese-
Depois olhando-a no interior dos olhos :'
Recomeras t? perguntou elle de re-
pente.
Sem hesitar, disse ella.
O relho doutor sentou-se ao p da afllhada.
T i aoimosa, o ha um corarlo rigoroso
jado, amado, e confurmar-se novo3 hbitos, nesso peito que arfa, continuou elle lomando-
lisse traballio era por algum lempo sincero, o Ine a mo. Agora convm que cu te falle o t
resultado nenhum. Clemenlina crescra com i comprehenderis. J riste alguma rez um ca-
ldeas que sua alma e o seu coragao nao podiam : va"o possanlo que pucha urna carreta n'um carai-
repellic; liuha necessdades poticas que preri-j nh escabroso, ingreme e arenoso, e exposto ao
sava satisfazer; nao achara em si ora forja, I sol por todos os lados, do qual falla obom La-
ncm rcsignago, nem paciencia ; lano linlla a' fonteine? Geme o exo, rangem as rodas, cur-
h'imildad* da chrisla, como a philosophia zom-, va-se o cavallo sobre as jarretas, comtulo ca-
beteira, ou a indifiVrenga estoica da ruu'her se- j minha, e depois de exforgos inauditos, sobre a
guindo Pars. Ninguem Ihe linha imposto re- enrosla, chega planura, toma respiraeo o saco-
gra, norma, e entretanto o peosamento de ex- de a rabeca alegremente ; refresca-o um rcnlo
por-se novas tempestades, In iignava-lhe um mais forte e pareee-lhe leve a pesada carga. Es-
senilmente inslinclivo de pudor que subsista no | sa careta, minha fllha, o casamento ; t s o
meio da desordem e da cfferrescencia de sua cavallo. Ha occasioes em que o marido. Re-
alma.
sisle, nao reci-s, arroa-t de brandura e de re-
Essas contrariedades e rerezes successros nao so,u''ao- 3nnal sabires da difficuldade era que
a impediam de gozar de quando em quando as I 'C veJemara"l>la Ha pnucu Umbrarale uma-
ui,iractes que oulr'ura Ihe oTereceram as so- ;pa,SBSem eloquente das fbulas que recitavas na
ciedades. Eutn, ataviada admiravelmente, com
poca em que eras creanca ; deixa-me dizer-te
com egual appellu s las reminiscencias:
Agua molle em pedia dura
Tanlo dat que fura.
Talvez que solfras na part- mais sensivel de
grande sequilo e festojada, entregava-se por al-
gunas horas embriaguez de triumphos que il-
ludiam o aborrecimento e o vacuo de seu cora-
iu. Ella n.io era mais feliz ao dia seguale;
po.m era um dia de mais quo cahia no esqueci- "r ; l.alvei ,JU0 c<,nheas 1"e lem a iinom-
nienio. B mais >mirSt- "o te canees, e se hourer
j oo corago de teu marido um alomo dejastice e
Uma noite Clementna apresentou-se toda co- j de bondade, elle ha de voliar para ti inleir'o, e
b.iti de brilhantes c de setitn, no ministerio dos nao leras quo temer por sou futuro.
negocios eslrangeiros, n'uraa festa que dena seu Joanna ouv, 0 relho doutor com urna especie
esplendor ao traje histrico que trazia cada con-
vidado. Pelo vestido que Ihe realcara agraria
altiva, pelos compridos aunis do cabello frisa-
do, que Ihe ornaran) a faco orgulhosa, poder-se-
hia crer qua a propra Sra. de Longuerille, ou a
de trMza vida, onde via-se o desejo de obe-
decer-lhccra ludo. Elle abra^ou-a de no-ro-.
Eu previa essa proracu, connuou elle,
bem quizera poupa-la ti, porm sabia que leu
curasao eslava enamorado, e l es de um geB
Sra. d- Chorrease acabava de entrar nos aaloes j tal que n.io podaras rirer n'um estado que alo
deslumbrantes de luz. Acoiheu-a um murmurio \ fosse escolhido por leu coraco. Nao empregues,
de admiracSo. A mullidao aggloraerara-se era pois.csforco algum para abandonares a escolha.qu
torno delta e afasliva->e a cada passo que dava. j haras feto quasi desdo o primeiro dia em que
Clementna comprehendeu seu Iriumpho e tor- viste o Sr. de Versac. Qual c a exsteucia que
nou-se mais bella. Encontrn o Sr. de Versac ; nao lem mais ou mono* seus entrares,que pre-
cni7.aram-se sfliis olhares. Elle eslava s. Iuva-| ciso vencer Qual fui o humera que uio levo
dir a Sra. do tlangy aquella embriaguez que a : contrariedades ? T as sentisles, e veace-las-
maiut paito das rnulhcrcs respirara na almos- ha sim que uellas lique o menor signal. Ire
ph'Ta de iim baile ; um assomo da mocidado fa-
zia-ihe palpitar o corac.io dondo ; nao era mais
enhurz das emo;&cs que agitaram-a. Ficou
deslumhrado o Sr. de Versac que a contempla-
ra. l"m acaso aproximou-os e passeiaram jun-
o?. l'ma correnle elertrica communica.<'a-lhes
os mesmos choques e llies enchia os olhos de
clisnimds. Ao lado de Clemenlina, Luciano sof-
fiia a irresislircl c fulminante ascinaQo da bel -
leza. Anda nao Ihe havia dito o que senta e
ella j o sabia. Alravessaram n'aquelle momen-
to um aposento retirado vagamente Iluminado
por umi luz baca ; ahi viuham morrer os sons
da musi<*a. O Sr. de Versac dimnuio o pasan,
e I..mando a ruo te sua companheira levou-a
aos labios.
XI
VO'O ainda ama-me!
olhar radiante.
disse Clementna com
Eu vej')-a... c voce perguntc-mo isso!
respondeu Luciano com o transporte da paixo.
O cu abrio-se aos olhos de Clemenlina ; es-
queceu-se de ter so (Trido, esqueceu-se de ludo
haver perdido.
Algum lempo depois, leve lugar um phenome-
no que o Sr. Dubuisson foi o primeiro ociar.
Casiiou-se calma e risonha a Sra. de Blangy que
apparecia paluda, minela, inuilas vezes pensa-
tiva, de. humor variavel, ora excessiraraente ale-
gre sem motivo, ora abatida e como que abis-
mada n'um pensaiuenlo nico; rollou-lhe ao
rosto a Qor da sau le, tirnou encentrar o seu
garbo, a sua viracidade, t'ido aquelle realeo que
obrigava os'olhos a segui-la quando atraressara
um salo. Joanna, pelo contrario, lao tranqu-
raais adiante em minha conlisso. T s mu-
lher de um homem cujo coraco esl caneado ; o
leu quimera mais ardor e mais comoco, mais
paixo e mais transporte ; acceita as leis de tua
ora rida ; nao instes com Luciano, nao o ator-
mentes, nao exijas cousa alguma, ensina-lhe pe-
lo contrario frspirar, A descansar, e nessa ath-
mosphera do paz em coj> centro o conserrars,
elle ha de approximar-se de li lenta, porm se-
gurameiil.'. Um da despertar sua alma um
lano entorpecida, olhar em torno de si, e nes-
se dia leu sacrificio ser recompensado.
XII
O Sr. Dubuisson nao dizia ludo ; porem a pes-
soa com quom mais contara para levar effoito
SM reconciliarn ea victoria de Joanna, era a
propra Clementna. O lacrt que a prenda ao Sr.
de Versac era semelhanie quelles cabos gastos
por um continuo atrito, e que tecm mil fios par-
tidos interiormente Vera um dia em que arre-
bentam de repente. A Sra. de Blangy era mui
arrebatada e colrica, mui joven e talvez mui
apaixonada por lanos alalos.
Aliviava-se uma extrema singele/.a a razo
ea firmeza de Joanna, que Ihe permilliam acei-
tar todas as lulas em que pde-se combater com
a paciencia e resignaco. Havia laucado os
olhos para as difTiculdades e graves obrigaQes
da vida e tinha a alma assaz grande para nao re-
celar diante do seu cumprimenlo. por raais pe-
noso que pdsse ser; porm nao sondara sous
abysmos. Nada a levara aiula reconherer nos
uniros o que nao senta em si ; repugnou s cou-
sas vergonhosas sua inielligencia esclarecida e
franca. Svia, pos, na Sra. de Blangy uma
amiga, que Ihe havia oTerecido hospilalidade,
e em cuja casa te more encontrava o mesmo
acolhiraenlo benvolo ; junio ao Sr. Dubuisson
lagrimas.
Ah exclamou Joanna, Luciano oio me
ama !
I Esse grito ferio a Sra. de Blangy no coracio '
ao sentimento de alegra feroz que animou-a,
rcisturou-se um notare! saniimenlo de amargu-
ra. Com que mos podia enchugar as lagrimas
que fazia correr!
Voc engana-se, respondeu ella com roz
alterada... Nada rejo que obrgue-a pensar
assim.
Nao! nao I continuou Joanna, eu oainto,
ludo m'o diz! Voc que o conhese ha tanto tem-
pu, nao sabe nada ?.uo adevinha alguma cousa?
O que fiz eu paradesagradar-lhe ?... Nao devo
esperar mau nada?... Diga-me o que dvo fa-
zer .. ajude-me, soccorra-me.
As palarras nao chegavam fcilmente aos la-
bios de Clemenlina para acalmar essa ddr que
dffundia-se com (anta conflanca. Insinuara-se
a rergonha nesse Iriumpho estrepitoso, cuja pro-
ra tinha, e ficara presa.
Pois bem 1 disse ella cora esforeo. j que
roc insiste, hei de interrogar o Sr. do Versac...
Descanse em mim.
Joaona lomou-lhe as duas mos e olhou-a cjm
olhos de lodo banhados em lagrimas tao faguei-
ros, tao temos, lao supplicantes, tao cheios de
conflanca tambem que Clemenlina Ocou commo-
vida. Uma partcula de irritasoentremeiou-ie na
confuso que seulia. Na/ havia esperado por tal,
e repugnava sua altirez esse papel de eontiden-
le. Como teria ento preferido urna lula franca
que a reconciliasse comsigo p-ropria e que a isen-
tasie dessa duplicdaie que a rebaixava no seu
pensar I Ahi nao se achara um dos menores p-
pIi:ios da vida que tinha a:eilo -r porm Clemea-
'ma era enlo semelhanie uma pedra que ce
pnlaencosla de um outeiro : cada impulso a le-
va mais adianto, e se algum obstacutu doraora-a
por um instante, paracomrauncar-Hw urna ra-
pidez maior pelu effeito da resistencia- vencida.
Clementiiia nao quera renunciar seu tHumpho ;
smente esse Iriumpho nao Ihe deixara mais uma
hora de repouso. Tmha como que um sentimento
rago de que seu imperio estara ameacado-, o por
uma lei fatal exiga ella du Luciano lano raais
quanto recela va perd-lo.
Haria em a nalurea do J-oanna uma torga- de
concentrago que a tornara apta para as eousas
que exagera ligado nw ideas e parseveranga no
coraportainento. Tinl>a-a improssiooaJo o qe
Ihe havia dito o Sr. Dubuisson ; linha alm disso
uma granda conflanga n experiencia de seu tu-
lor e na atJeigao que Ih* mostTava. Aioda q,ue
oau fosse por genio inclin-ada indulgencia
mansidao, o sincero amor quo- tinha ao Sr. de
Versac para ahi lera-la-hi*qas 8em forca. Cai-
dou. pois.em tornar o lar domestico moquillo e
agradavel. Ah encontrava elle ludo como de-
sejava. Tinha ella como rj>jo a presciencia das
cousas que Ihe podiam agradar, o iuslinclo du
que elle desojara. Aquella mudanga tao radical,
mullas rezesto difflcil, que assignala a passa-
gem do celibato para o casamento operou-so;
pois, para Luciano sem abalo nem pezar : a jud-
ies hbitos, eonsagradosjior uma longa vida de
solleiroe quo sao como que o reflexo do inlivi-
duo foram respeitados, nao-s tolerados, mas
anda lisongeados. JoannaJ; empregou alguna
cousa mais do que habilidades foi terna. Com-
bata por si e em favor de stu-futuro. Emquanto
asenhora de Blangy, absorvida por um sontimen-
lo inquieto, cioso, exclusivo, quera que o Sr. de
Versac sse oceupasse coi ella, Joanna, inspira-
da por seu coragao e por s procurava uma recompensaba felicidade de Lu-
ciano. Grogss esse estodo, liuha feito da casa
um ninho para ondo gostava elle do voliar. Po-
netrava-o pouco pouco aquella almosphe de
altengoos e de bondade intelligenle na qual viria
em casa, e tinha lugar emseu espirito um traba-
Iho de comparago intoiramente
Joanna.
rantajoso
VOJLHETIM '
A LINDA IYIERCADORA DE PANOS
POR
EL1E BERTIIET.
mais moderno ; e
pre frisada com o
Nao se yaaSM muito tempo sem quo sepodes-
se apreciar os progressos dessa comparaco. Cle-
menlina adevinhara-osv Joaona sentia-os; o de-
sespero da senhora de Blangy nao era monos ef-
ficaz do que o paciencia da senhora de Versac
para aclirar-lhe a marcha. Corran ao mesmo
resultado por estradas o meios diOfarentes. O
amor que Luciano sentir para com Clemenlina,
era semelhinte uma arvore quasi separada do^
slo; as tempestades acabavara de arranca-la:-
Clementna nao as pou(fara. Os olhos do Sr. de
Versac j linnam urna nova expreeso, quando fl-
navara-se era Joanna ; sua roz ao fallar lho j
liuha uflexes mais ternas. Cleraentiua hara
notado isso ; haria notado principalmente que
Joanna nao se queixara mais.
Um acaso trouxe aquell crise que o Sr. Du_
buisson predissera.
Possuia o Sr. de Versac um alunele de familia
que estimara muito e do qual servanse Joanna
habitualraenle para prender o chale. Havia-lhe
Conlinuacao.)
Uosinha era dotada de uma boa dse desasa vi-
vacidade leraenina que faz do isolamento e do si-
lencio os maiores supplicios da maf'her: mas
nesse dia cora especialidade pareca ter motivos
s"Cretos para observar a todos quelles que pas-
savam ; dir-sc-hia que soffria uma decepeo oc-
culta por nao ver chegar uma pessoa que espe-
rara.
A' medida que as horas se iam adiantando o
sen semblante tomava uma expressao de impacien
cia e de descontenlaroento. Interrompia muilas
vezes o trabalho, c inclinava-se para dianle alim
de observar um ou outro carvlleiro que passava
' encostado s casas, envolvido n> sua capa ; mas
logo punha em movimento os seus ligeiros dedos,
e reparta os fios de la, deixando escapar do
peito um longo suspiro.
A preoecupago da joven palroa nao escapou
aos dous aprendizes oceupados a arrumaren) os
movis, e os fardos no fundo da loja ; natural-
mente purera nao iguoravara elles a causa dessa
preoecupago, porque de tempos a lempos troca-
vam entre si alguns signaes de inlelligencia.
Os dous aprendizes de Nicolao Pollveau, de
qualidades mui opposlas, prestavam todava igual
servigo ao seu patrio. O mais relho era um ra-
pago dos seus rinte e cinco aonos : o seu gibo
e as suas cuecas, com quanto fotsem de um pan-
no escuro ordinario, com tudo eram do feitio o
() Yide Diario o. 2.
a sua cabelleira andar sera-
maior cuidado. Activo e in-
telligenle tinha esse aprendiz maneiras insinuan-
tes do que mullo sp agradavam os freguezes: era
elle quem desenrolava as pecas de panno ou de
veludo a um signal, que Ihe dava Rosinha ; c
nunca deixava de encaixnr uma ou outro palavra
proposito para auxiliar a eloquencia da sua jo-
ven patrda.
Finalmente dizia se jiue Gil Poinselot f era es-
te o nome do aprendiz ) pareca ser um rapaz or-
gulhoso, alimentando ideas e esperana$ muito
cima do seu tstado, o que j4 Ihe havia mereci-
do alguns seimoes da parle de mestro Poli-
vea u.
las, Luciano riu uma caixa de lixa que Ihe era
desconhecida... Pensando que Joaona ah con-
servava os objectos pequeos de que servia-se
diariamenle, f-la abrir. Acharam-se em sua mo
dous ou tres pedagos de panno embrulhados em
papel assetinado o'manchados em diversos luga-
res de grandes golas de sangue. Um bordado de
delicado laror que circulara acambraia, fez-lhe
reconhecer o tengo que Joanna baria rasgido pa-
r pensar as feridas que tioharecebido nos bra-
gos quando langra-sc sobre elle o cao da fljres-
la de Fontainebleau. Lembrou-se de que ella
tinha guardado furtivamente os pedagos desso
leego depois que rollara para o castello de Sirry.
A' essa risla ; subio-lhe ao coragao uma onda
de sangue rigoso e qnenlo. Era fcil explicar o
sentimento que fizara Joanna conserrar tao pre-
cisamente essa reliquia. Nesse dia, alguma cou-
sa os ligara um ao oulro ; conserraram a lera-
branga disso dous ou tres pedagos de panno. El-
la nao quizera separar-se delle3. Naquella po-
ca de sua rida, nao era o Sr. de Versac muito f-
cil de enterneceros* ; todaria nao pede lirrar-se
de uma commoco siocora que entregou-se
sera resistencia com ama especie de voluptuosi-
dade Havia nesse mudo lestemunho de ura amor
singelo uma suavidade, um requinte de sensibi-
lidade, um perfume de serdade que nao estara
habituado. Sem cuidar mais no alfinete, Ipegou
na caixa e levou-a.
Preparou-se no dia seguate para sorprender
Joanna em seu quarto o'uma oceasio em qire
nao o esperasse. O morel que esquadrinhra na
respera, eslava de todo aberto diante della ; suas
mos procuraran) alguma cousa impacientemen-
te. Ao ver Luciano, teraolou-se n-tn tanto em-
baragada, e langou confusamente iras- gavetas as
joios que baria tirado. Por um instante gosou
Luciano da confuso do Joanna. Esta conserrou-
se de p, com os tragos libertos, aconrmodando o
reslido como quera tivesse alguma causa que oc-
cuitar.
O que tem rec ? disse-lhe afinar.... paro-
ee-me inquieta. Por ventura incommodrj-a?
Voc? impossire, voc bem o sabe,
respondeu ella riramente... Eu estar arruman-
do tudo o qo ha nesse more>... Est cheio de
causas em completa desordem.
FalU-lhe alguma darla*?..:. Ao r-laydir-,
se hia que sin-.
E' verdade.... ha mais- de uma hora que
procuro-a.... Nao tem o menor valor, e para
mira a mais preciosa de todas.
Ah 1 o pde-se pergnntar-llte o que ?
Uma recordago, continuou Joanaa, uma
bagatella, que eu muito estimara.... Quasi que
choro ha pouco quando nao encontrei-a.
Essa bagatella nao estara juordada nesta
caixa?'disse Luciano;
Joanna ficou de todo vermelh. Tioha tomado
a caixa e nao ousiva olhar paia o-9r. de Versac.
Elle eslreilou-a sobreo coragao.
. Guarde-Bi continvou Luciano; e se algum
dia eu fwer derramar uma lagrima de seos olhos,
raostre-rae essa querida recordacao-e empregarei
todos os meus esforcos-era ama-lal'
A primeira vez que Clemenlina tornou ver
Joanna, o rosto da senhora de Versac linha tal
expresso-de felicidade, um radamente- lo sua-
ve, que a senhora de Biangy fi;ou impresiona-
da. J anciosa, tez algumas perguntas Joanna.
Olvl exclamou Joanna, voc pergnta-me o
quo lenhOi.e talvez lera eu agradeeer-lhe!....
Lembra-se do quelh|e diza-eu umdia?.... Te-
nho esquecido ludo.... Elle ama-me!.... com-
prehende 1 elle aina-mel
Luciano! exclamou Clemenlina, que nao
pie couler a sua emogo.
Joanna eslremeceu : nunca ou vira tal accento.
Passou-lhe polu espirito uma luz s'nusira.
Sim, meu maridp,.o ar. do Versae! conti-
nuou ella com roz breve..
Clemenlina acabiva de receber o ultimo gol-
pe, o qjjo ella talvez mais receiava. Depois que
parti Joanna, a senhora de tlangy ficou Ufos-
trada ; as lagrimas amargas nao poderamconso-
la-la. O que Ihe restara se nada mais linha que
esperardo coragao de Luciano ? Teimando naquel-
la infeliz senda onde a tinham levado disposiges
faiaes, a ociosidade e uma educago falsa, tinha-
se de alguma sorto purificado o amor do Clemen-
lina. Julgava-se obrigadi ello-por causa de sua
pro-pria falla, o quera qke dorosse por descui-
pa. Alterou-se-lhe a sale j eompromettida por
demasiados abales succeslivos e um trabalho as-
siduo do dissimulaco. Dbnlro om pouco furam
risreis os signaes disso. Bnlhara-lhe nos olhos
um fugo sombro- quando Vi. Joauna ; au fallar-
Ihe linha um aceento que o Sr. de Blangy nao
condeca, e que admirava-o. Por sua parle,
Joanna nao ora roasa mesma ; senlia-se um mu-
ro de gelo entre as duas mulheres. Aquella in-
quielago que Leonel mostrara autes do casa-
meuto do Sr. de Versac, mauifestara-se de njvo
por indicios leves, porm cerios. Era como que o
eslremecimento furlirc dasfolhas n'uma floresta,
antes de pasear o rento. Clemenlina notou-o lo-
go, mas era ul a sua proslrago moral que ti-
nha-se resolrido ns tentar esorgo algum para
oritar-lhe o reapparecimenlo. Achara-se naquel-
la situag&o de animo em que tudo paroce mais
desejarel do que a lula e a resistencia. Se um
golpe terrivel devia um dia fulmina-la, podia vir
sem que ella pracurasse desviar a cabeca. Algu-
mas palavras quoJoaruva deixou escapar, fizeram
o Sr. Dubuisson comprehemler que a rerdade li-
nha inradido repentinamente ajuella alma cheia
de conQanga. Aloque ponto soffreria ella uma
descoberta que autorisara-a suspeitar tudo?
Al que ponto recuaria Clementna diaote de um
choque que au podia deixar do trazer uma 'ex-
ploso? Era a que na sabia o Sr. Dubuisson.
O relho doutor peatn q>e havia chegado o
momento de intorrir do um modo efficaz. Era
mistar fau-lo sem hesitar e violentamente.
Apreseniou-ae, pois, urna manhia em casa da se-
ellaguar- nhora da Blangy, e cora aquelle morimonto que
** ^ origoalidade sua linguagem :
V. v-me irritado, disse elle ; um man-
cebo que eu hara casado, nao sei por que, e que
julgara de genio brando, acaba de dar uma pro-
funda estocada n'um pobre rapaz meu amigo I
Eporque? perg'"tou Clemenlina com voz
indiferente.
Porque esse amigo era o amante de sua
mulher.
dava a. joias e osobjeclos mais preciosos. O al- dar. laala er?.B.~Hdiie r^taum"
Onele nao eslava ahi. Ao procurar pelas gave-
A senhora de Blangy Ccou paluda e olhou pa-
ra o Sr. Dubuisson.
Se se propagarem laes coslumes, rao cor-
lar-se ludas as relagoes, eontinuou o doutor; o
pobre rapaz ha de morrer disso. la tudo mui
beui quando a senhora lerahrou-se de eomraet-
ter diversas imprudencias urnas ttraz das nutras,
as quaes obrigaram o marido & abrir os olhos.
Senhor de um segredo que devia ignorar sempre,
tomn a historia em poolos de honra. O amante
foi provocado em publico, seguiv-se um duello,
e o sangue correu.
Clemenlina nao respirara mais.
Ah 1 que pobre mulher I murmorou ella.
Taes historias sao muito alegres e diverti-
das emquanto sao divertidas e alegres, eontinuou
o Sr. Dubuisson, ao depois vem um acaso, um
tomo, um nada, e eis tres existencias perdi-
das.
Depois, mudando de lom e tomando a mo de
Clemenlina :
V. 9, tem a pelle abrazadora, o pulso
mo, uma febre intensa a devora, a s Je-est
aqu, disse elle firmando o tedex no coragao de
Clemenlina, preciso partir.
Partir f exclamou ella.
Sim, e j amanha. Talvez que anlesd"o
II m da semana seja tarde de raais.
Clemenlina estara fra a s. Os olhos do Sr.-
Dubuisson que nao a deixav.tm, diziam cousas,
cuja eloquencia errivel a gelava. Nesse mome-
lo colrou o Sr. de Blangy. O dwlor roltou-se
resolutamente pra o lado della,
- Sua senhora est doente, disse elle ; in-
dispcnsarel uma riagora---- EUa< oecultara ao
senhor seu estado de abalimento gvral para nao
altligi-lo ; porm eu que nao lenho- as mesmas
razoes para calar-me. digo-lhe: Lere-a... que
V. S. ha do salva-la I"
Salva-la I exclamou o Sr. de Bl?.r>gv, est
ella em perigo ?___
Sim, porlanto nao hesite.
Al>>r respondeu Leonel, j conviden Cle-
menlina para partir___ea nao quiz.
Era esse um pormenor que o Sr. Dubuisson
ignoran ; porm nao em homem que petdesse
os estribos por to p>uco. Tratara-se de sua
alunada, e estar resolrido salra-la. Reto-
mando, pois, a palavra com riracidade :
Oh I nao comprehende V.- S. que ha sacri-
ficios quo a delicadeza de uma mulhsr hesita em
carro em qoi iam Sr. de BUoit, Clementna o
sua fllha. ~
Decidida fugir, tinha Ctamentina havia apres-
tado os preparatirot da partida com uma impaci-
encia febril. "^
Quando o carro sabia a calcada na direegio do
caminho de ferro de Lyoo, ella deitou os olhos
para a conlr alea. Alarde era teptra ; pastara
por entre as foihas oras das errores, o primeiro
sopro da primavera.
Uma mullidao oumerosaia o vinha. De repeu-
le seus olhtres distrahidos lireram um brilho fl-
xo : Clemenlina acabara de reconhecer /oanna
que andera ao brago de Luciano.
Estreitou a filha aro coraco, e envolveodo-s
nos bracos :
Adeus raurmurrou ella com uma roz lo
fraca. que o S'. de Brangy nada ourio.
O Sr. de Versac nao o rio : )ianir
com Joanna.
la janlar no campo
Urna hora depois, linh Clemenlina deixado
Pars.
FIM.
, AsWde Ach*d.
[Journal des Debatg.ff. Oaperron.)
Variedades.
O ABESTBUZ.
k !l"aT.e' ^oa 9eus productos e pela pessi-
oiirdade da aua til domesticago-, natural-
mente a primeira entre as aves selvgens ia
Aigeria, e digna de ser cuidadosamente es-
ludada.
Est are gigante, commum em qoesi toda a*
Ainca, nao se errc&ntrs na Algeria no estado dfr
iiberdade, se nao no Sahara e no grande-deserto,
oade da parte dos rabes o objecto de cacadas
incestantes. O nosso lrabaiho, multiplicando
o consumo da grande variedade dds seus-dspo-
jos e principalmente dos seus oros, torna-a ca-
ga do a besruz cada ves mais acurada parte
dos rabes, e mesmo dos colonos: de talsorte
que se a domesUcago-deste precioso animal-nao
contribue pasa a propaga-cao desla especie,
tacil de prorar a poca a sua total desapari-
gao da celonia de Argel.
No Sn argelino s se conbece uma nica'
raga de abestruies. com algumas variedades ia-*
dividuaes na cor das penas-. Todaria parece car-
io que esta are, como lodos- es animaes. lem'
um grande numero de raca destiwtas. Ha se-
gundo dizem, no interior do continente africa-
no abestruzes todos brancos, e outros lodos pre-
tos, etc.; a variedade que parece estar maisge-
ralmente espalhada. a cinzenfa-. Ka America
lambem lia uma especie particular de abestru-
zes, a oue dao geralmente o neme- de JVondu e
quehabita as vastas planices da baoiado Rio da
O arbeslrui aricane lem, como o camello, o
que quer que de siagular, de insolilo, e de
antidiluviano. De todas- as aves- conbecidas
Muilas pessoas affirmaram que nos domingos,
quando se fechara a loja Gil tomara os trajes de
caralleiro, punha uma espada ao lado, e sobre a
cabeca um chapeo de plumas, e desta forma ves-
tido dirlgia-se ao largo da Rainha, ou s rizi-
nhangas do Lourro, onde se fazia passor por um
fldalgo ; muitos vizjinhos juravam que o haviam
reconhecido ; mas como o caso pareca ao mer-
cador da mais alta grvida le, nunca quiz nelle
acreditar sem pravas positivas ; e por isso o ne-
gocio nio podera ser esclarecido.
O oulro aprendiz, perfailo contraste do primei-
ro, era baixo, gordo, grosseiro e silencioso ; era
elle por assim dizero burro de carga que havia
na casa ; transportara de um lado para outro as
pecas de panno mais pesadas, e collocara-as no
lugar competente depois que sahiam os fregue-
zes. Punha to pouco cuidado no vestuario quan-
to era escrupuloso o sen companheiro ; e a maior
parle dos numerosos atacadores, que segundo o
uso da poca prendiam as cuecas ao gibo, trazia
elle detabotoados ou abotoadot na maior desor-
dem. Como a sua cabelleira viva sempre mal
perneada, pelo habito de carregar cabega os
fardos de fazenda, era conhecido na viziohanga
pelo nppellido de Arripiado; mas nao era muito
roux. O Arripiado fallara poucas rezes, e esla3
mesmas cora um laconismo extraordinario ; em
compensaco era hornera de acgo, e primeira
prorocagao quo recebia oahia sobre o seu adver-
sario com o punho fechado, capaz de derribar
um boi.
Apezar dessa diderenga os dous companheros
entendism-se admravolraeute sobre todos os
pontos : reinava entre ellas uma especie do asso-
cago, para queum coocorria com a sua inlelli-
gencia, e o outro com a sua forga muscular;
alm disto ambos se haviam reunido por um
inslinctoe por um sentimento commum; poia
que amavara a joven patria, cada um a seu mo-
do.
sr
,scm diivida esta de maisavultadas prooergoes.
aceitar? Sua senhora bem sabe que importan-1 Da cabega ios ps lem tres metros-de altura, e
s vezes tres metros e 4jcentimetrs-. Pesa o'r-
dmauamente 70 80 arrateis* A cabega com
grandes olhos- maneira dos- de quadrvpede,
assenta sobr- longo pescogo, qu i>o cessa de
menear. O corpo, firmado sobro aues pernas
com ps de voado, tem, servindo-he de eass,
uma especie de barbatanas-earprumadati ludo
oo abestrui, mesmo o propro olhar curioso
e melanclico, imprime netta are u-m carcter
de que nao se a cha imitago em neshum outro
animal da ntesma classe.
Entro o arbesirux e o camello ha- paridades
singulares. Estes dous animaes viste de longe
sao lao semelhantes que se corrfuBdein.absoluU-
menle ; vistM-de peno, pareeem-te nos olhos,
na maujira de olhar. na cor gerat, na curvatura
do pescogo e no modo de andar. Nao se oouhe-
ce ammat que marcha com mais relecidade do
que olles ; ambos se alimentan) das mesmas es-
pecies regetaes, e pdem, segundo se diz-, river
durante ura-tempo considerare! ?em beber. Am-
os leem particularidades de organisaejio difte-
rentes do lypc-geral dos animaes de sua classe ;
o sanguo cernearte ossos do m a ramfero-sao
anlogos aos-da are: as azas-doabesVtuz-serre-
llie para correr, emquanto que os seus ps, ta-
Inados para acarreira, pareoem-secomos-do ca-
"Tolle; eratVm, na opinio dos rabes^ a-carne do
abestruz no gosto semelhaale- d camello.
Postas de parte estas singularidades, os ins-
Huclos, asfeculdades e oseoslumes-do abestruz
sao anlogos aos da maior parte das-aves, que
geralmente rirem em trra.
O seu.instiacto dominante o da atimenlacao
e a mais notavel das suas facaldades a de po-
der engolir, e at um cerlo ponto digerir, tudo
quanto encomra. Os vegelaes forma a base da
sua eomid,.e por isso oabeeiruz classificado
enlre os frugvoros ; no enlardo elle- oir.niroro
como.o homem. Depois da herva verdo, que- o
que elle come cora mais prazer, consiste o seu
alimento em fructas, folhas, renovoe, o-al peda-
gos de corUca e de pao ; alm dislo>est sempre
disposio engolir insectos, cobras,, carne, ossos
conchas, pedras e raetaes. De ludo. goloso
ludo oome ; a sua paixo favorita a gasb-ono-
mia, mas aescolha dos seus acepipes- nao. acha-
ra.dscuipa aos olhos de Brillatsanarin.
Um proprielario colono dos arredores-de Ar-
gel, conta haver lido.um abestruz q.u* n'uma
hora do- apetite tinha. successirament sorrido
ires fraogaos, sem a menor demora, e rom o des-
faso mais exemplar. Uma tarde, anies de jan-
lar, como por dislraogo, o famlico voltil engu-
llo dous arralis c meio de pregps. Im he*lali-
gas. pao. carne, fraaigos, pedeas, presos, botoes.
dinheiro quo ruubava e eogolia, ora, tal o eslra-
go que fazia este gargantua emplumado, que o
seu dono vio-se obrigado passa-lo pelas armas
como ladro convicio das iguarias domesticas.
O bco do abestruz apanha- e- esmigalha tud*
quanto enconlra, o o. seu, estomago digere ou
corroe tudo quaolo Ihe cae no bico. O Dr. Gps-
se conta que um abestruz engolira um castcal'
de cobre, vomitando-o pouco lempo depois com-
pletamente torcido e achatado. Um dos abestru-
zes do jardim das plantas, que eogolio quiben-
tas gramraas dp pregas, e que roorreu krinla e.
quatro das ri^pois, foi aberto ; todos os. pregn
estaram corrodos e dasponlados.
(Continuor-sa-Aa.)
ca d ao senhor- o seu saber no seio dessa com-
raisso do ministerio___Quer lempo e reflexaro o
relatoro cuja redacgfio foi confiada V. S. II...
deve ella pnva-lu da gloria que d'ahi resultar
para o senhor.... das vantagen que colher?...
Ella nada disse.
Oh 1 que rae importara as honras quando se
trata de Clementna exclamou o Sr. de Blangy
com um ardor que nao era fingido.... Pensa que
lamento alguma cousa ?.... Far-mo-hia Vmc. a
injuria de pensar que eu hesitara?.... Ii' indis-
pensavel uma riagem, diz Vmc. ? partiremos....
Quer, Clemenlina?'
OSr. Dubuisson que nao tinha deixado a mo
da senhora de Blangy, apertou-lh'a virameate.
Ella Bclmuu a cabega sem fallar.
Nunca peusamos que V. S. hesitara, con-
tinuou o doutor; porm raisler saber primeiro
que se obriga. Ha de ser longa essaauseocia, que
julga indispensarot, c-cujo instante eonvm apres-
tar-; pens que su seohora nao est em estad
de tornar ver Pars seno d'aqui um anuo...
pelo menos.
Clementna estremecen :
Um anno disso ella com angustia, o Sr.
de Biungy nunca poder-se-ha condemnar lal
exilio.
A senhora oo conhece seu marido, conti-
nuou o Sr. Dubuisson com forga ; anda que fos-
se preciso auseolar-se por tres annos, elle havia
de consentir.
Nos viajaremos, responden Leonel; a Suis-
sa e a Italia que voc nao couhece, ho de offe-
recer-lhe mil assumpos de distraego. A senho-
ra Aubernin far-nos-ha o favor de cuidar em nos-
sa lilha.
Minha Dlha exclamou Clemenlina juntan-
do s- raaos, ah I meu Deus se eu roe separar
della, nao viverei mais um dia.
Sua seohora tem razo, disse o doutor, V.
S. levara a crianga.
Pois bem, disse Leonel, vou ao.ministerio ;
d'aqui ha uma hora estare livre.
Abracou Clementna pola fronte, e- sahio.
Clementna levanlou o rosto ; era a imagem
via do desespero.
Ah 1 disse ella ao doulor... V. S, impla-
carel 1
O Sr. Dubuisson lomou-lhe ss duas mos, e
arrancando-a de suairamobilidade com uma mis-
tura de brandura o autoridade :
ferro em braza na ferida... De p, minha
filha disso ello.
E como quer que Clemeolioa pormanecesse mu-
da diante deUe, o Sr. Dubuisson franzio o sobr'o-
Iho, e fazendo o terrivel gesto do Poncio P-
lalos :
Em summa, continuou elle, ser como a
senhora qizer; porm V. S. derramar lagri-
mas de sangue oo dia em que vir face face o Sr.
do Versac e o Sr. de Blangy.
Entrou um criado que anaunciou o Sr. de
Versac.
Escolha, disse framente-o-relho doulor..
Clemenlina tremeu dos ps cabega.
Nao estou em casa para pessoa alguma r dis-
se ella.
E retirou-se correndo para seu quarto.
. Agora ella ha de partir,, murmurou o Sr.
Dubuisson.
No da seguiote passava pelo bouhva>rd um
\
para admirar que esso sentimento, que deria
plantar a desunio entre elles, produzisse o effei-
to contrario de approxirna-los anda mais : a
razo era que, vendo Rosinha rodeada sem cessar
de jorcos o e bellos i Jilgos que se jnlgavam
com o direito do dizer-lhe por galanleio aquillo
que elles dous nao ousaram confessar a si mes-
mos, convencidos alm disto de que a linda mer-
cadora, orgulhosa com essas brilhantes home-
nagens, nunca dispensara um s olhar de ter-
nura a elles, namorados obscuros, rotsvam um
odio profundo- ludo quanto era nobre. Os ga-
menhos que froqueotavam a loja de Poliveau
eram por esse fado inimigos declarados dos dous
aprendizes : e quando algum delles fallara Ro-
sinha com familiaridade, via-se il corar ou em-
pallidecer, ao passo que Guilhcrme rangia os
deoles l no seu canto ; se essa familiaridade
com a mo.cadora passava insolencia, enlao
Gil grilava para o companheiro : Alerta, Coi-
rteme I e os dous empunhavam, um a sua
rara, o outro a sua thesoura ; e o galanteado)
via-se na necessidade de dar s peritas quanto
podia.
consternado porque Polircau via-se ameagadode
uma desgraga.
Nessa poca, j lo distante de nos, os cai-
xeiros e os criados nao eram considerados como
pessoas estranhas na casa onde prestavam os
seus servigos ; pelo contraria dedicaram-se a
seus amos, cuja boa ou m fortuna elles parli-
Ihavara igualmente; erafim eram tidos como ou-
Iros Untos membros da familia. Assim & triste-
za dos dous companheros se explicara muito bem
pela tristeza, de que so achava possuida a linda
merctdora.
A paciencia de Rosinha nao pulo mais resistir
no momonto em quo a ultima badalada de meio-
dia soou no sino do uma igreja riznba ; a Sra.
Poliveau deixou cahir por Ierra o seu trabalho,
e murmurou com despeito, talvez sem disto se
aperceber ;
. Meu Deus Elle nao rem mais I
Esta oxelamago dacido Gil Poinselot, que de
alguns instantes a o vinha ao redor da joven
sem animo de chegar-se ella, aproximar-se-
Ihe desta rez ; e apaohando o trabalho, que ca-
hira no chao, lho dolregou, dizendo com inte-
resse :
Mis coragem, senhora ; por Deus 1 nao
ros amotinis assim 1 O patro nao pode lardar ;
e seguramente ha de ler completado os dez mil
escudos que amanha i esta hora dere pagar a
esse Jacomeoy, insigne usurario....
Rosinha encarou-o Qxamtnte como se nao ti-
resse comprehendidoo sentido destas palavras :
depois continuou no seu trabalho, dizendo seoca-
mente:
Sim, sim, mestre Gil, j estoa tranquilla :
ludo istn se arranjar fcilmente, bem o sei.
Esta iadifferenga para um negocio de Unta im-
portancia, o do qual se oceupara Poliveau, pare-
ceu produzir no aprendiz urae impresso des-
agradare!
Na manha de que (aliamos os aprendUeg se I Pois que continuou elle abaixando a voz;
prudente charaa-lo por esse appellido ero lugar achavam affectidos al cerlo poni do desgoslo I Ignorses por rentura que, o amanha antes de
Ido seu verdadero nome que era Guilhetme Le-[da sua joven palrOa; linham elles 0 Br trUte meio dia nao fOr paga em sorama, succeder..,.
nem mesmo tenho animo de dizer o. que nos ha
de succeder lados 1
.Rosinha fez um signal de impaciencia, e res-
pondeu de mo humor ;
Ide cuidar dos vossos atlazeres, mestre Gil;
com efieito sois triste como o sino dobrando
finados Quem vos ouvir assim fallar julgar
que amanha vao ser fechada a loja do Grande
Sao Marlinho, e que esta hora meu pao iraz
ao seu encalgo lodos os esbirros do Chlele'. I
Ide tratar du que tendes a fazer; approxima-se a
hora de vender, e os freguezes nao tardara..
O aprendiz baixou a cabega todo confuso..
Nao era minha intengo ofTender-xoa, Sra.
Rosinha, e j quo nao a volla do satro que
vos causa inquietagao....
E porque a ausencia de meu pai mo havia
de inquietar hoje mais do que nos outros das ?
Elle foi cobrar o seu dioheiro i casa de alguns
dos nossos ricos devedores, e nao resla durlda
de que estar de rolla d'aqui a pouco trazendo
mais do que Ihe preciso. S o Sr. marechal,
por si o por toda a sua cata, deve perto de tres
mil escudos, e a duqueza de Llene....
Nao com essas personagens que o patrio
dere contar para pagar a Jacomeoy, exclamou o
aprendiz com amargura; nem pensis em tal
cousa, Sra, Rosinha ; porque se assim fosse es-
tara tudo mal. Felizmente o patro tem de
passar por casa do seu compadre Gandillot, no-
goclanle forte da ra Greneta, e isto o^que
me faz conceber esperangaa. Guilherme e eu,
accrescentou elle langando sobre o outro apren-
diz um olhar significativo, bem sabemos como
esses ricos Qdalgos Iratam as peisoas que lhes
vo pedir dioheiro,
Guilherme mamtestou o aeu assentimento
com una imprecago que retumbou surdamente
as cavidades do.seu largo peito.
Esqueceis, diz a joven com altivez, a diffe-
reoga que fazem as pesaoas de qualidade entre
meo pae e ros 1 Etsaa pestoas nao podem dei-
foi almotacel do cidede, e que estere em despe-
ras que ser lambem preboste.... Pois preciso
que saibaes urna vez por lodas, mestre Gil, que
nos tocamos de mui perto nobreza : paja ser-
mos nobres basUria que meu pae fizessa, regis-
trar as suas patentes no parlamento, o, que Ihe
valera, segundo dizem, uma. despezi do mil li-
bras. Voues nobreza um odio louco, vos,
Gil, e esse papalro de Guilherme : toma sen-
tido, tanto um como nutro, porque estas asnei-
tas ros irapediro de serdes bem succedidos no
commerco.
Poinselot suspiroo, e foi silenciosamente tra-
tar de suas occu(aes no fundo do armazea.
Passaram-se mais alguns insUntes ; do tepen*
le Rosinha esltemeceu. inclinou-se para a porta
e murmurou com uma roz inintelligire:
elle finalmente 1 '
Mas logo rea.ssumio o teu ar de impaciencia.
Nao. enganei-me : o conde de Msn'le
esse udalgo que anda sempre seguid de um re-
giment de pageos elacaios.... Appressai-vos
senhores ; preparae-vos para recebe-lo : um as-
senlo para o Sr. conde !
Os aprendizes aprestaram-se em ir buscar uma
cadeira de bragos j velha destinada aos fregue-
zes de importancia.
Vem talvez traier as cenlo e trinta hbras
daquella pega do veludo que deve ha seis aezes
incorrigivol Poioselot olhanda para a*
disse o
sua ama.
-Silencio I rephcou esta com autoridade:
oo Ihe vades fallar ero semelhanie bagatella
tanto mais quanto elle parece hoje vir bastante
triste e abatido.
Quando acabara de pronunciar estas palarras,
entrara o conde na loja, sustentado por dous dos
homens do seu squito, Rosinha leranlou-se
logo para recebe-lo,
m
( Cenlinuar-se-ha. )
xar de tratar caYalleicosanjenle a um homem que l PSjm.- tip. DI H. P. DB FAMA. -1861.
ILEGfVEL


Full Text
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