Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09207


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Full Text
I i
ANO XIXT1I. HOMERO 5
Por tres mezes adiantados 5S0O0
Por tres mezes vencidos 6$000
DIARIO
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Paralaba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
y, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos
da Oveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
ina Ribeiro Guiroares; Piauhy, o Sr. Joo Fer-
nandes deMoraes Jnior; Para, o Sr. Justino 3.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS DOS COIUIKIOS.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-teiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho 6
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Px as guaras feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una.Barreiros,
l Agua Prela. Pimenteiras e Natal quintas feras.
I (Todos os correios partera as 10 horas da manha)
SEGUIDA FEIU 7 BE JA1E1I0 DE IS6I
Por aDDoadiaotado 19f 000
Porte franco para o subscriptor.
tl-hkMiiRlDtS O MKZ UE JANtlR.
3 Quarto minguante as 11 horas e 4 minutos da
tarde.
11 La ora a 1 hora e 8 minutos da manha.
19 Quarto crescenle a 1 hora e 11 minutos da
manha.
26 La cheia as 2 horas e 47 minutos da larde.
PREAMAR DE HOJE.
Priroeiro a 1 hora e 42 minutos da manha.
Segundo a 1 hora e 18 minutos da tarde.
JLMBUCO
DAS DA SEMANA.
7 Segunda. S. Theodoro monge ; S. Telminio.
8 Terca. S. Lourenco Justiniano patrarcha.
9 Quartj. Ss. Juliao m e Bazilica saa espoza.
10 Quinta. S. Paulo eremita; S. Goncalo.
11 Sexta. S. Hygino p. m. ; S. Honora t.
1% Sabbado. S. Satyro ro.; S. Zolico m.
13 Domingo S. Hilario b. ; S. Emilio m.
AUDlKNClAS US TrUBllNAta UA CAPITAL^...lt.^-.
Tribunal do commercio:.egund.se qu^la, NCABB,iGA[,0S DA SUBSCR1PQA DO SUL.
Relago: tergas, quintas a sabbados aa 10 horas. [ A,aKs, o Sr. Claudino FalcaoDias; Baha
Fazenda: te^as, quintas e sabbados as 10 horas. ^ ,os M,r,ins Alvos; Rio de Janeiro, o Sr!
Juizo do commprcio : qoartas ao meio dia: I Joao ^ere'r* Martina.
Dito de orphos: tercas e sexlaa as 10 horas. EM PFaNA11Rnrn
Pnmeira vara do civel: lercaa e sextas ao meio | rttlNAMBUCO.
O proprietario do mamo Manocl Figueiroa de
dia.
Segunda vara de civel:
hora da tarde.
quartas o sabbados a 1
PARTE OFFICIAL.
Governo da provincia.
' Rio de Janeiro Ministorio dos negocios do im-
perio em 24 de dezembro de 1860-
,te1vVeAXm7o?r.TT,en.h0 preseDle >
de V. Etc. n 793 de 12 do crreme mez, dan-
do-me as informages que exigi no raeu aviso
de 15 de ontubro uilimo relativamente a repre-
sentaco do bacharel Nabor Carneiro Bezerra
Cavaicante contra a eleigo de vereadores e iui-
zes de paz, que se procedeu na parochia oa
uoa-Aisla, e communicando-me a deliberacno
quo tomou, de ordenar que na prxima cleico
ce eleitores se procedesse a chamada .los volan-
tes pela copia amhentica da qualiicacao do
correnle auno, existente na secretaria dessa pre-
sidencia. v
Era resposla declaro a V. Exc. que o governo
imperial alten tendo a que se acha falsificado
por meio de raspaduras o livro da qualificacao
pela qual se fez a chamada dos volantes na elei-
rao de vereadores e juizes de paz da referida
parochia, e a que semelhante fraude vicia todo
processo eleiloral, resolve annullar a mesma
eleigo; devendo V. Exc. porlanto mandar, na
forma do aviso n. 62 de 21 de ferereiro de
lda-5, que se proceda a nova eleigo de juizrs
de paz e tambera a de vereadores. se porventu-
ra os votos daquella parochia eonslituirem a
maioria dos do municipio a que pertence.
Oulro sim, approva o mesmo governo a deli-
beragaoque V. Exc. tomou. relativamente a cha-
mada dos votantes na prxima eleico de elei-
teres, pois que tal piocedimenlo est de accordo
cora o que dispoe o artigo 11 das instrueces
ennexas ao aviso n. 168 do 28 de jucho de
Dos guarde a V. ExcJoo de Almeida Pe-
reir Filho. Sr presidente da provincia de
Perninibuco.
Cimpra-se. Palacio do governo do Per-
nambuco era 5 de Janeiro de 1861.Leito da
Cun fia.
Faria.na.sue livraria prega da Independencia n
8.
y^f;rar *"*? fer-se como alerro ejtago de seus votos. Sendo portaalo illegal e
n lir."-? inclu, 8ba,X0, osJsl8nad. consequentemenle nulla semelhante reumo/no
quo me sera devolvido, com o resultado dpu> nnd iii nrH,... n ^.____,:.. i.__. _'__-_.
quo me ser devolvido, com o resultado" dess
trabalho.
Dito aos gerentes da corapanhia da illurainaco
a gaz.Para que se possa resolver acerca do pa-
gamento da quanlia de 80-5100 rs., pedido no re-
querimento junio, faz-se necessario que os Srs.
gerentes da companhia da illuminago a gaz man-
dem ura dos engenheiros da mesma companhia
enlender-se com o commandanle do nono bata-
lho de infantaria afim de se effecluar, de confor-
midade com a informaco por copia inclusa a
conferencia do gaz consumido no quarlel do dito
balalho o mez de novembro ultimo.
1'arlariaV-Os Srs. agentes da companhia bra-
sileira da paquetes a vapor inandem dar trans-
porte, por conta do ministerio da maritih, no
vapor Oyapock,- a dous aprendizes roarinheiros,
que o inspector do arsenal de marinha tero de re-
melter para a corte.Coramunicou-se ao reforido
inspector.
DESPACHOS DO DIA 3 DE J.VKE1KO DE 1861.
llequerxmentos.
3460.Florencio Xavier Dias de. Albuquerque
Informe com urgencia ao Sr. inspector da the-
souraria de fazenda.
3*61.Ursulino Cavalcanti da Cunha Reg.
pode ella produzir o menor effeilo legal, e assim
o tenho declarado aquella mesa, como vero
Vincs. da correspon dencia constante do n. 4 do
Diario de Pernambuco de hoje.
Pelos motivos expostos igualmente illegal a
feunio em que se acham Vmcs., a quera re-
commendo que. dispersando-se, aguardem o
dia 13 do correnle, em que deve reunir-se a me-
sa para proseguir nos trabalhos da eleico, de-
vendo ento os substitutos legaes dos j'uizes de
paz mais votado e dos eleitores formarem a
mesa perochial na matriz, se porventura aquel-
lesse nao quizerem prestar is funeges que Ihes
confere a lei, porque tenham insistido em pro-
seguir na reunio tumultuaria em quo sa acham
ou por outro qualquer motivo.
Dos guarde a Vmcs. Ambrozio Leito da
Cunha. Srs. Jos Antonio de Souza Costa,
Justino Jos Ferreira, Manuel Rodrigues Ven-
tura, Jos Francisco de Souza o Franjisco Jos
Machado.
pela flagrante violaco da lei de 19 de agosto de
1846, como pela desobediencia formal presiden-
cia da provincia.
Doos guarde Vinca.Ambrosio leito da Cu-
nha.Ura. Joo Ribeiro Campos e Vasconcellos,
Satyro Clomentioo Coelho Catanho, e Francisco
Xavier de Albuquerque Mello.
Illm. o Exm. Sr.Hoje pelas 2 horas da tar-
de, quandoja esta va m concluidos os trabalhos e-
u.vi.uiauuiiu i.flvaicanii ua t,unna uego. leitoraes d'esta freguezia, que fiz proceder de
A vista das iuformacoes nao lera lugar oque ccordocoma maioria da mesa, na capella filial de
requer. N.S. do Rosario d'p^ta nninarln A* TDMKnu
Expediente do dia 3 de Janeiro de 1861.
Officio ao coramandonle da eslaco naval.
Respondo ao oIRcio que V. S. me "dirigi, sob
ii. K, e data de 6 do dezembro prximo
passado, declarando-lhe que. em vista da infor-
maco da thesouraria de fazenda, junta por co-
pia, nao pussivel auiorisar-se j o abono do
augmento das maiorias de embarque, constantes
aa laoellaannexa ao decreto n. 2698 de 24 de
novembro do anno passado.
Dito ao mesmo. Em addilamento ao meu
oiliLio .it hontem tenho a dizer a V. S. que a
quanlia que o cummandante do primeiro navio
que sahir cruzar lem de receber na thesouraria
de fazenda para entregar ao commandanle do
de 15.0009000 como 8e declarou no citado of-
Dilo ao inspoclor da thesouraria de fazenda___
A vista dasua informaco datada de 31 de de-
zembro prximo passado o autoriso a mandar
adiantar ao pnraeiro lente da armada Jos
Antonio da Silva Maia a Importancia do tres me-
zes de sold para ser descontada pela quinta
parle do mesmo soldo.-Coramunicou-se ao cora-
mandante da estago naval.
Dito ao mesmo.A'vista dos documentos que
inclusos remello, acorapanhados de copia da
informaco do coronel commandanle das armas
datada de 27 de dezembro ultimo, mande V. S
pagar aos gerentes da companhia da Ilumina-
do a gaz a quautia de 1943220 proveniente do
gaz consumido no mez de novembro ultimo nos
luarteis dos batalhoes 8o e 10 de infantaria e
tle id desso mez at 11 do citado dezembro no
hospital militar.
Dito ao mesmo.-Visto que, segundo consta
"V'i'i'iS!5'0 de 31 de de"mbro ultimo,
sod n.ldbd, nao ha inconveniente no pagamenlo
o orcamentoque devolvo, e que rae foi remeiii-
do pelo director das obrus militares cora officio
de 21 do citado mez, sob o. 112. importara as
obras que Jos Pereira de Alcntara do O' con-
iralou fazer no quarlel das Cinco-Ponas para
accommodaao do 2o bitalhSo de infaniaria, au-
toriso a V. S. a mandar ellecluar esso pagamen-
to Lomraunicou-se ao director das obras mi-
litares.
Dito ao mesmo.-Inleirado do contedo de
sua informaco de 3< de dezembro ultimo, sob
d. un, lenho a dizer que em vista do art. Io
do regularaento dado era 18 de julho de 1856
para a directora das obras militares, sao estas
teilas por empreitadas contratadas pelo respec-
tivo director, o que se lem sempre observado, o
por sso sirva-so V. S. de mandar pagar ao era-
preiteiro Jos Pereira de Alcntara do O1 a
quanlia do l:729j600 rs. por quo coolratnu fa-
zer era vista do or5amento que devolvo, os con-
-certos de que precisava urna casa existente no
baluarte que fica ao N. E. na fortaleza das Cin-
co-Ponas, e que se destina para urna das cora-
panhias do 2 baialho de infantaria, segundo
rt?.noaaH e -P10 d0 diroclor d(,iuella reparlico
de 20 do citado mez de dezembro n. 111.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Era mi, das coritas juntas, que me foram re-
men das pelo Exm. presidente do Para comofll-
co de 24 de dezembro ultimo, mande V. S. in-
demnisar a thesouraria de rendas daquella pro-
vincia da quanlia do 73280 ri, que foi des-
pendida com a acquisico de objeclos que, em
virtude de requisigo desta presidencia, foram
dalli remedidos para o Amazonas ao professor
de setnelas naluraes do gymnasio desta capital,
Luiz Jacques Brunei.Deu-se sciencia ao Exm.
presidente do Para
Diio ao juiz de paz presidente da mesa paro-
chial de S. Jos do Recife.Respondendo ao
ofcio desta dala em que Vmc. me communica
que a mesa parochia! adiara os trabalhos da
eleico dessa parochia para o dia 9 do correte,
tenho a dizer-lhe que, nao sendo essa delibera-
co lomada em sesso da mesa, como me cods-
ta, e se deduz do citado officio por Vmc. somen-
le assigoado, cumpre que reunindo-ae ella araa-
nhaa prosiga nos trabalhos, ou delibere como
Ihe parecer conveniente.Communicou-se aos
membros da mesma mesa, Emilio Americano
do Reg Cazumb e Custodio Manoel Theo-
doro.
Dito ao director do arsenal do guerra.Parli-
cipando-me o director do arsenal de guerra da
rte em officio de 20 de dezembro ullimo que no
vapor Paran seriam enviados para esta provin-
cia, de conformidade com os aviaos da reparlico
da guerra de 5 de selembro e 3 de novembro do
ano passado, os objeclos mencionados na rela-
;ao constante da copia junta ; assim o commu-
nico a Vmc. para aeu cooliecimenlo.
Dito.Autoriso o consclho de compras navaes
a promover, de conformidade com oa arta. 9 a II
do respectivo regulamenlo a compra dos objeclos
mencionados na relajo annexa ao aeu officio de
29 de dezembro prximo Codo, visto que, segun-
do declarou o mesmo consclho, sao easea objec-
los necessarioa ao aitnoxarifado do arsenal de
marinha. Corumunicou-se thesouraria de fa-
zenda.
Dito ao director das obras publicas, Mande
3462.-Francisco Joaquim Clemente dos San-
tos. Informe o Sr. inspector da thesouraria de
fazenda ouvindo o Sr. inspector da alfandega.
3463.Francisco Tarares Lima. Informe o
Sr inspector da thesouraria de fazenda.
3461.Pedido do balalho de arlilharia a p n.
4.Forneca-se.
3165.Jos Antonio da Silva Mala.Dirjase
ao Sr. inspector da thesouraria de fazenda a quera
seexpede a conveniente ordem.
3466.Lourengo Francisco Soares.Informe o
Sr. Dr. chefe de polica.
3467.Pedido da companhia de cavallaria.
Forneca-se.
3468.Manoel Gongalves Pereira Lima___In-
forme o conselho administrativo do patrimonio
dos orphos.
3469.Rosa Mara Fonseca d'Albuquerque.
Passe portara prorogando por dous mezes a li-
cenca com que se acha a supplicaule.
Illm. e Exra. Sr.J tivemos a honra de par-
ticipar a V. Exc. que o juiz de paz mais votado
desta freguezia havia addiado a eleico respecti-
va para o dia 13 do correnle.
No dia Io, pnrm, cora geral assombro vimoj
afuxido um ediMI em que o mesmo juiz de paz
marcava para o dia 2 tambera do correte a
continuacoda eleico, o que nos pareceu con-
tra a lei. por ser tvidentemente urna sorpreza
armada ba-fdos volantes, a quera por este
modo se procurava cavilosamente arredar da
eleico.
Pensamos que talvez o dito juiz de paz livesse
recebido de V. Exc. ordens naquelle sentido, e
assim apresenlando-se elle na eleigo. apresen-
lamo-nos tambera para tomar parle nella com a
maioria dos votantes da freguezia.
Com maior sorpreza aindi vimos que o juiz de
paz cora os doiis mesarios que o acorapanhara,
queriam apurar a eleico dando-a por termi-
nada.
Nesta collisSo, e vendo que o direilo dos ci-
dados qualifteados da parochia era conculcado
resolvemo-nos oppdr a lo flagrante violaco
da lei.
O juiz de paz e os dous mosaros que o acom-
panham, declarando que eslavam habilitados
para continuar a cleicao. e para da-la por ter-
minada, levantarara um grande molira, e carre-
gando cora o livro das acias, foram continuar a
eleigao na capella de Nossa Senhora do Rosario
na povoago de Tijucupapo, distante legua e
meia desta matriz.
N.S. do Rosario d'esta povoagSo de Tijucupapo,
era raso de motivos communicados a V, Exc.
em officio datado de 2 do correnle, foi que me
veio s mos o officio do V. Exc. cora igual data,
no qual me ordena a suspenco dos dilos traba-
lhos, e a convocaco da mesa paroehial para o
da 13 ; o que, em face da legislado e do estado
do processo eleiloral, me parece nao ter mais ca-
bimento ; visto que so cmara quatriennal
compeleo direito de julgar da vatidade, ou in-
validado de urna cleico concluida, como se acha a
presente.
Tendo sido dita eleico addlada no dia 30 de
dezembro prximo passado por motivos especies
para eflectuar-se no dia 13 do correnle, succedeu
cessarem dilos motivos, e por isso, usando da
attribuigo excluziva, que me confere o art. 60
da le de 19 de agosto de 1846, por votago da
maioria da roes? perochial j installada, expe-
diu-se edital designndose o da 2, como j est
participado V. Exc. e nsto entendo ler havido
toda a legahdade nao podendo V. Exc. censurar-
me justamente pelo desempeuho de deveres que
me sao tragados pela lei.eque mui bem osseicom-
prohender, e muito menos avocar altribuiges de
um poder differenlc o superior, 6 que nao he de
esperar da retonhecida intelligencia de V. Exc.
Julgo conveniente, para evitar duvidas, decla-
rar a V. Exc. que com quanlo so houvcsse de-
terminado em mesa o adiamento dos trabalhos
para o dia 13. e neste sentido se livesse offlciado
a V. Exc. com a declarado de ser afflxa 1o edilal
neste sentido, todava por deliberado immedia-
lamenle posterior foi marcado no dia 2 por ura
edilal nico, que so affixou, assiganado pela
maioria da mesa. Deus guarde a V Exc capella
tac S* do Rosariode Tijucupapo4de Janeiro de
1861-Illm- e Exc. Sr. Dr. Jmbrozio Leito da
CnnAo, diguissimo presidente da provincia.Joo
Ribeiro Campos e Vasconcellos, juiz de paz pre-
sidente da mesa paroehial de S. Lourenco do Ti-
jucupapo.
4 secgo.Palacio do governo de Pernambu-
co, 5 de Janeiro d 1861.Communicaram Vmcs.
a esia%residencia em officio de 30 de dezembro
ullimo, que a maioria da mesa paroehial, de que
faziam parte, havia resolvido, depois de instal-
lada, addiar os trabalhos eleitoraes para o dia 13
do corrente mez, servindo-se para isso da facul-
dade que lhe confere a lei: e pediodo-me provi-
dencias para que as suas atlribuigOes legaes fos-
sera ento garantidas dos ataques que Vmcs. te-
roiam, Ihes respond que cava inleirado eque ex-
triil~HJr"..... ... ondi! as Providencias pedidas, as quaes seriam
i,.1'i ao segundo juiz de paz para satisfeitos quando a mesa se reunisse de novo no
vir presidir eleico desta parochia, no caso de dia designado.
que o primeiro juiz de paz livesse tido ordem de "~ a
V Etc. para continna-la no dia 2, o que devia
elle segundo juiz de paz procurar saber do pri-
meiro que seu amigo, e com elle inleressado
na eleico.
O dito segundo juiz de paz nada nos respon-
deu ; officiamos ao lerceiro e este veio promp-
lamente, e assumio a presiJencia da mesa.
Ento nomeamos dous membros para compr
a mesa, a qual ficou organisada com os cidados
abaixo assignados.
Nao quizemos continuar nos trabalhos da
eleigo sera que o juiz de paz mais volado nos
remettesse as chaves da urna, para que visse-
mos os papis da eleigao que devera nella eslar
guardados na forma da lei. Em vez do enviar-
nos as chaves o juiz de paz oais volado e aquel-
,fs 9ue acorapanham, responderam-nos como
mExC* se.d'8n*r le ver do officio junio.
Naslas circumstancias, e nao podendo nos sa-
ber se V. Exc. mandou ou nao, que o prazo da
eleico fosse encurlado, resolvemos aflnal parti-
cipar ludo a V. Exc. para que determino a res-
peilo, como mais aceriado entender em sua II-
lustrago e sabedoria.
Antes de encelar-so qualquer disr.usso do ci-
13^0 dia 2 do correnle, dirigimos ao juiz de
paz a representago junta por copia, por onde
V. Exc. ver que sempre foi nosso perecer que a
eleigao s poda continuar legalraente no dia
13 do corrente, para o qual foi primitivamente
adiada.
No meio do motim que fez o primeiro juiz de
paz, podemo-nos apoderar do alistamento da
qualilcago, pelo qual se fez a chamada dos vo-
tantes no da 30 do mez Ando, sendo certo que
o alto juiz de paz nao possue outra qualificago
pela qual possa estar fazendo a eleigo, a que
elle se acha preaidindo na capella j mencio-
nada. Nem a cmara do municipio, a que per-
tence esta parochia, nem a secretaria do gover-
no de V. Exc. forneceu na forma da lei nenhu-
ma qualificago para aquella eleigo.
A'vista do exposto, nao tendo nos feito alguma
cousa mais do que reorganisar a mesa paro-
ehial, pedimos a V. Exc. que se digne decidir a
respeito como mais acertado entender.
Dos guarde a V. ExcMesa paroehial na
tgreja mairiz da freguezia de S. Lourengo de
Tijucupapo 3 de Janeiro de 1861.
Illm. e Exm. Sr Dr. Ambrozio Leito da Cu-
nha, presidente desta provincia.Jos Antonio
de Souza Costa, presidente.Justino Jos Fer-
reira, secretario.Manoel Rodrigues Ventura
escrutador. Francisco Jos Mschado, escru-
tador.
4* secgo.Palacio do governo de Pernambuco
5 de Janeiro de 1801.
Em resposra ao officio que Vmcs. me dirigi-
ram em data de 8 do corrente, e que acabo de
receber, cabe-me declarar-lhes que, havendo
aido adiada no dia 30 de dezembro ultimo a elei-
go dessa freguezia -pela respectiva mesa, nos
lerraoa do artigo 60 da lei de 19 do agosto de
1846 para 13 do corrente, o que me foi comrau-
uicado ero officio da mesma mesa d'aquelle dia
nao poda ella reunir-se e apenas com 3
Em 2 do corrente, porm, communicaram-mo
Vmcs. que tendo a mesa paroehial resolvido no
da 30 de dezembro adiar os trabalhos eleitoraes
para aquelle dia de novo se reunir a mesa, e
que vendo-se coagida se passra capella de N.
S. do Rosario, afim de fazer ali a eleigo.
Como se v das proprias comiounicages de
Vmcs. resulta a visivel contradigo de affirmarem
na pnmeira que os trabalhos eleitoraes haviara
sido adiados no dia 30 de dezembro para 13 do
correnle, na segunda que esso adiamento houvera
tido lugar para 2.
Recebo agora ura officio de Vmcs. datado de
hontem, conlendo leiccira verso do facto do adia-
mento, isto 6, que a mesa lendo resolvido em 30
do mez prximo passado adiar os trabalhos para
13 do corrente, resolver posteriormente limitar
esso adiamento ao dia 2, sendo que por isso reu-
nindo-se nesse mesmo dia e estando hontem con-
cluidos os trabalhos eleitoraes nao podiam Hen-
der recommeodagoquelhes flz em meu officio
de 2 do correte, visto que hoje sao poder legis-
lativo competa apreciar o acto, de Vmcs., fra das
attribuiges da presidencia no seu entender
Pelo reprehensivel comportamento quo Vmcs.
lem tido, e que revelara claramente as tres com-
municages suas, a quo acabo de referir-me, pre-
leudendo illudir a presidencia acerca do dia desig-
nado pela mesa para continuago dos trabalhos
eleitoraes, se deduz evidentemente o proposito em
que sempre estiveram Vmcs. de saltarem por
sobre as disposiges e formulas legaes para che-
garem lins latentes que por certo nao podiam
desde eolo apoiar-se nos preceitos legaes.
So assim se poder explicar a insistencia com
que Vmcs.se dispdem a sustentaros aclosque teem
pralicado desdo o dia 2 lodos illegaes e tumul-
tuarios, asseverando-me alias que ellea se fun-
dam na attribuigo que lhe confere a lei, e que
Vmcs., segundo dizem, comprehendera perfeita-
mente, de adiar os trabalhos eleitoraessendo
que por isso Ihes compete ampliar ou restringir
o prazo do adiamento, como Ihoa parecer con-
veniente, conforme as circumstancias superve-
nientes.
A lei nao reconhece mesa paroehial aeno
composta de 5 membros, providenciando at pa-
ra que sejaro substituidos os que faltarem : nem
pode a mesa, assim constituida, deliberar sobre
o adiamento da eleigo, como sobre oulro qual-
quer assumplo aeno estando reunida.
Entretanto Vmcs. ludo lem ahi feito depois do
dia 30 do passado com 3 membros apenas como
confessam, o restringindo o praso do adiamen-
to resolvido em mesa constituida legal monte na-
qnelle dia, aem se terem depois reunido, affir-
mam que lem procedido pa forma da lei I
Qualquer que seja, porm, a opinio de Vmcs.
e o comportamento que lenham com relago ao
que teem pralicado, sendo certo que nao devo
eu como priineira autoridado da provincia, e com
a suprema inspecgo que me compete sobre os
actos do lodos oa funecionarios d'ella consentir
que a lei seja lo criminosamente violada, tenho
resolvido determinar que o juiz de paz votado em
3. logar com os eleitores, e na sua ausencia
com seu3 legtimos aupplenles. proceda elei-
co legal no dia 13 do corrente na matriz dessa
freguexia.viatodeclarararem-meofficialmenteol
4." secgao. Circular.Ministerio dos negocios
da jnstiga. Rio de Janeiro em 14 de dezembro
de 1860.
Illm. e Exm. Sr.Remelto a V. Exc. a copia
junla do aviso de 30 de novembro ultimo, dirigi-
do ao presidente da provincia da Baha, em solu-
gao s duvidas por elle propostas : Io se os offi-
ciaes da guarda nacional das provincias, de no-
meago do governo geral que prelenderem mu-
dar-so para fra do dislriclo dos respectivos cor-
pos ou commandus superiores, devem requerer
guia de mudanga ao mesmo governo ou ao pre-
sidente da provincia, e neste caso a qnem compe-
te. Ando o prazo de 6 mezes marcado na lei, de-
signar os corpos em que devam elles ser aggre-
gados : 2 se as informages, de que trata a se-
gunda parle do art. 45 do decreto de 12 de margo
de 1853, devem ser ministradas pelo comman-
danle superior do lugar, a que pertenciam os of-
llciaes que se mudaram, ou se por aquelle do ou-
tro municipio, para onde forem residir ;.alim de
quo V. Exc. em casos idnticos faca observar nes-
sa provincia a doutrna do referido aviso.
Deus guarde a V. ExcJoo Lustosa da Cu-
nha Paranagu.Sr. presidente da provincia de
Pernambuco.
Cumpra-se. Palacio do governo de Pernambu-
co, 4 do Janeiro de 1861..ei'o da Cunha.
Ministerio dos negocios da jusliga. Rio do Ja-
neiro, em 30 de novembro de 1860.-
Illm. e Exm. Sr.Foi presente a S. M. o Im-
perador, o officio que V. Exc. dirigi este mi-
nisterio, com data de 19 de julho ultimo, consul-
tando : Io se os officiaes da guarda nacional, des-
sj provincia, de nomeago do governo geral, que
prelenderem mudar-se para fra dos distrclcs
dos respectivos corpos ou commandos superiores,
devem requerer guia de mudanga ao mesmo go-
verno ou ao presidente da provincia, e neste caso
a quera compele, lindo o prazo de O mezes mar-
cados na lei, designar os corpos era que devam
elles ser aggregados ? 2o se as informages de
que trata a segunda parte do art. 45 do decreto
de 12 de margo de 1853, devem ser ministradas
pelo commandanle superior do lugar i que per-
tenciam os officiaes que se mudaram, ou por
aquelle do oulro municipio para onde forem re-
sidir. O mesmo Augusto Senhor, lendo ouvido o
consultor interino dos negocios da jusliga, e con-
furmando-se com o seu parecer, manda declarar
a V. Exc. para seu conhecimento, e em solugao
as referidas duvidas. que na conformidade do art.
45 do decreto de 12 de marco de 1853, compete
smente ao governo imperial conceder guia de
mudanga aos officiaes da guarda nacional do mu-
nicipio da corte, mas que aos das provincias em-
bora sejam de nomeaco do mesmo governo,
da attribuigo dos respectivos presidentes conce-
de-las, ou nega-laa quando elles nao eslejara
comprehendides no 3o art. 65 da lei de 19 de
selembro de 1850 para conservaren! o poslo, de-
vendo em qualquer dos casos e logo que fin de o
prazo de 6 mezes marcado naquelle decreto pro-
por ao governo imperial a demisso deltes, ou os
corpos em que devam ser aggregados. Outro sim
que o commandanle superior do lugar onde fo-
rera residir os officiaes que se mudaren! o com-
petente para minislrai as informages exigidas
na segunda parte do art. 45 do citado decreto.
Deus guardo a V. Exc.Joo Lustosa da Cu-
nha Paranagu.Sr. presidente da provincia da
Baha.
COMM.VXDO DAS ARMAS.
Quartel do -ominando das armas
em Pernambuco, na cidade do
Recite, 5 de Janeiro de 1861
ORDEM DO DIA N. 62.
O coronel commandanle das armas faz cerlo a
guarnigo para o Um conveniente, que a presi-
dencia exonerou por portara de 29 de dezembro
ullimo do cargo de delegado de polica do lormo
de Caruar ao Sr. alferes do 10 balalho de in-
fantaria Francisco Antonio da Veiga Cabral de
Moraes da Mosquita Pimentel, segundo constou
de officio da mesma presidencia de hontem da-
tado.
Assignado. Jos Antonio da Fonceca Galvo.
Conforme.Antonio Enias Gustavo Galvo,
alferes aldante de ordens interino do detalhe.
EXTERIOR.
bran' rtt^'t y'**^.*nT?"~' w"\." raem- '""""i viaioueciarararem-meolHcialmente o 1"
ir.Kiiitar2L earte' P"a D.U" o t que nao preacindiro do acto illegal quo ah
rakalhos eleitoraes, porno ser permittido res. esto platicando; pelo que resolv larobemauaotn-
aotes "aVuem Uve "d980' yPr,S-dand M '* de"10'' d C1 d^^SX^iiSSS^
tantea, aquemse tiver deiifqado q dio para, frM-|eoaodvlosrepoDsahilWBa(rq, fold,aao B6
De urna correspondencia de Turin publicada
pelo Jornal dos Debates, extrahimoa o seguinte,
cujos detalhes, merecem lodo o interesse:
A retirada do corpo diplomtico de Gaeta
deve provar-vos que a concluso deste episodio
da nossa revolugo nao est longe. Entretanto
preciso nao dissimular que a tonga c inespe-
rada resistencia de Francisco II uro faci gra-
ve. Os proprios inimigos polticos eo joven
principo fazero-lhe jusliga.
Estamos anda preocupados com os negocios
de aples. Inquietamo-nos principalmente
com oque succederi quando o rei deixar esta
cidade, e Mr. Farini estivers a bragos cora urna
situago difficil. Mr. Farini tomou um titulo que
algumas pessoas acham um pouco ambicioso.
E' lugar tenente-general do rei em aples co-
mo o principe de Carignan o em Turin. Dizem
no resolvido a tomar as mais enrgicas medidas
em caso de necessidade.
Mr. Farini homem de muito merilo ; possue
carcter resoluto. Se a ana popularizado se
gastar na lucta quedever sustentar em aples
contra os partidos, preravel qu% seja para alli
enviado o prncipe de Carignan, fazendo-o acom-
panhar por ura dos nossos homens de estado,
que desempenhar papel anlogo ao de Mr. Ri-
casoli na Toscana. O principe de Carignan
um homem de pouca fama, mas a quem nao
falta bom senso. E' pena que o principe her-
deiro seja anda lo moco, porque seria elle na-
turalmente o designado para esta misso.
Assegura-se que um dos primeiros actos de
Mr. Farini ser a revogago do decreto que con-
cedo urna peuso a mi de Agesilau Milano. To-
da a gente sensata ver com prazer esta ropara-
go de um dos mais graves erros do governo
dictatorial.
O ministro do interior oceupa-se com muila
actividade da organismo interna da Italia. Mr.
Mioghetli quer unir o seu nomo a esta obra, que
nao fcil e que nao ser ingloria. Nao basta
ter feito renas-ter a Italia, preciso faze-la viver.
Honlora^Jr. Desambrois, presidente do conse-
lho du talado, entregou a Mr. Minghetli o pro-
jocto de lei relativo a organisacao interna. O
QWJselhode ministros discutio-o logo de larde.
J sabis que urna das basos deste projeclo
a creago de grandes governos civis. llavera
dez: Lombardia, Pieraonte, Liguria. Parma, Mo-
dena. Etruria, Romana, aples, Sicilia e Sar-
denha.
Esla creago de regies como instituigao per-
manente ser fortemenle combatida no parla-
mento, e, na minha opinio, com razo. Esta-
mos presentemente com a febre da unidade;
masa reaegodo municipalismo 6 possivol.-pro-
vavel mesmo. Seria preciso aproveitar o movi-
menlo actual para obliterar os tragos do passado,
c nao conservar um quadro proprio para urna
roaegao possivel Tal a opinio de homens
muito illustrados, e parece-mc razoavel.
Na Lombardia crearam-se nanitas provincias, e
legalmenle a Lombardia nao existe. Ha as pro-
vincias dn Milo, Brescia, Como, etc. Todos es-
lao satisfeitos com este novo rgimen, que s
na cidade de Milo excitou algumas reclama-
goos.
Para facilitar a transigi, ter-se-hia podido
crear temporariamente gvernndores geraes len-
do posigo igual de Mr. Farini, em aples ;
mas preciso aproveilar a occasio para destruir
o passado.
As outras partes do projeclo de Mr. Minghelti
parecem-mc dignas de approvago. Quer dar s
provincias grande liberdade, estradas, instruegao
seceundaria, c nao reservar para o governo cen-
tral seuo o direito de direego. Parece-roe
muito bom. A Italia est costumada lei muni-
cipal. Assim, nos elados romanos, a provincia
tiuha urna existencia muilo desenvolvida, muito
vasta, s lhe faltava o principio electivo e a li-
berdade, sem a qual nao possivel viver.
Parlicipar-vos-hei successivamenle ludo o que
lera relago com a organisago projectada da Ita-
lia. Nao se vives de guerras e de expediges ;
importante saber como se organisa um paiz
que renasce para a liberdade.
Mr. Minghelti oceupa-se igualmente na orga-
nisago da guarda nacional. Quer-se regularisar
os corpos que acabam de prestar grandes servi-
gos. Espera-se ter duzenlos batalhoes exercita-
dos e disciplinados promptos desde a primavera
para o servigo. Diz-se tambera que o uniforme
da guarda nacional vai ser modificado e mais
militar. J vos lenho dito que a guarda nacio-
nal faz aqui cxcellento servigo.
Os jornaes-oecupam-se de alguns actos de
vandalismo qno teem tido lugar na Romana.
verdade que anda se nao pode reorganisar era
toda a parte a polica e a forga publica. Sei que
no ministerio do interior oceupam-se om por
termo a esle estado de cousas, que um mal in-
veterado neslas proviucias.
exequias duqueza d'Alb*. Os aponlamentos,
que depois eolhi, sao era tudo conformes cora
optnia que ento emitti.
No momento do deixar o imperador para sua
viagem Escossiae Inglaterra, a imperatriz dis-
!!lrJL? Seu..eSfV?Z0.;, e8Pero ua"do voliar nao
eneonlrar Mr. Fould.
E" eslas alias exigencias que o ministro de es-
tado foi sacrificado; e entretanto Napole.io III
nao se decide fcilmente a cedtr, e lem dotada
esta deszraga quanlo delle lem dependido pelo
mais affecluoso procedimenlo. Elledirigiuo Mr
rould urna carta cheia dos melhores sedimen-
tos, na qual lhe ofTerecia ou a pasta das FinanCas
nU,? f I"'SM'' e ">noou-lhe, dizem. ofTerecer
o iiiulo de Duque e as funeges excepcionaes de
archi-thesourelro. Mr. Fould ludo recusou elle
estava ulcerado pelo golpe que o feria e que aom
julgava inererMo. H ^
Ao separar-se delle. o imperador o abraeou e
o decidi a ttr passar comsio e com algumas pes-
soas da nlimidade imperial urna semana no cas-
tollo de Compigne.
Mr. Fould ponco chorado: um anligo ban-
queiro judeo. Jque converteu-se ao protestantis-
mo, oque adquiri alguma fama as antigs c-
maras por sua aplido para tratar asquesies -
nanceiras mas os amigos do imperador discon-
Oavam delle e os velhos partidos olhavam-o co-
mo um iransfugv Elle nao tinha alias um valor pes-
soal bastante grande para fazer que lhe perdoas-
sem sua alta posigo.
Seu succossor o conde Walewi^ki, est em urna
s.luaglo particular que o faz mais do agrado de
lodos, hile pertence. por seu proprio nascimen-
los. s opinioea napolenicas, porquanto todos
sabem que filho natural de Napoleo primeiro
e e el le quera e designado no testamento do San^
la-Helena sob o titulo de Pupilla de Memeral.
Aiem disso, um homem de bellissimas manei-
ras, que servio maravillosamente no ministerio
dos neguociososlrangeiros, que oceupou duranle"
muitos annos, e do qual s sanio em consequen-
cia do iranstorno, que leve lugar na poltica do
imperador respeito da queslo italiana.
Mr. Walewiski appoiara com todas as suas tor-
gas a execugo do tratado de Villa-Franca, o
quando foi forgoso abandonar a causa dos graos-
duques oo syslemadeumallaliafedcraliva.pen-
sou que sua dinidade oo lhe permtlia conser-
var sua pasta. Sua retirada por tanto foi muito
honrosa: o elle entra no poder muilo natural-
mente em um cargo de alguma s orle mimo e
que nada lem que ver com a poltica externa.
Mas esta pequea revolugo, tocante nica-
mente s pessoas, nao somente o aconlecimen-
lo importante da quizena.
O Monitor do 25 do novembro deu-nos um de-
creto imperial que modifica em proporges con-
sideraveis a constituigao que rege a Franga. J
em duvida o texto desta decreto, o qual
e que
Do Journal des Debis extrahimos o seguinte,
relativamente nao s ao protesto doinfaoleD.
Joao, que ha pouco publicamos, mas acerca da
anterior nota do governo hespanhol. rcproduzido nos jomaos de 26, e que por*tanto
Parece que os laureis do infante D. Joo ti-1 d'spenso-rae de relatar aqui, limitando-mo ape-
ram o somno ao governo da rainha Isabel,e i n,s a indicar-vos o sentido e alcance jdelle.
tratam de ver a qual dos dous perlencer a pal- | Direi desdo logo o que significara as mudangas
raa da excenlncidade. Oulro dia leu-se o ma- n3s Ppssoas que este decreto menciona, e che-
nifesto do pretendente, agora l-se o do governo 8arei immediatamente s modificagesconstitucio-
em forma de novo despacho do seu ministro era naRS 1ue e" mdica.
Turin ; o na difficuldade era que nos encontr- I Not,,i prinaeiro que tudo o motivo, sobre o qual
mos de conhecer qual d'elles mais illogico e elle se appoia: querendo dar aos|grandcs cor-
rois ridiculo, inclinmo-nos dar ura e ou-!* Ps do Estado urna participa cao mais directa
iro um premio tx-ixquo, como se faz no couser- al polilica geral de nosso governo e um tesle-
''orio. munho patente de nossa conOaoca, decretamos.
O pretendente, cujo titulo assenta no prin- etc-> el(-
cipio da legitiraidade, isto n'ura principio in- Por conseguinte o decreto foi baxado cora o
dependente da eleigo, apressa-se reconhecer m do augmentar o poder das cmaras. Ora eis
o suffragio universal, tal como acaba de exercer- ,lui I" o imperador para conseguir esso
se na Italia, e transmute ao rei Vctor Emmanuel, ra:
todos os direitos evenluaes que possa ter he-1 0 "tigos i. o 2. do decreto restluem s ca-
ranga do throno das Dirs Sicilias. Pelo contraro raaras o direito de responder por um discurso so-
o governo estabelecido em Hespanha que um
--------------- .urw..ub. |/V, U1U UI3
leranemente discutido fallado throno.
O artigo 3." farilita de certo modo o direito do
livreexpresso deopioies. o qual direilo a Cons-
tiluico de 1852 tinha restringido muito.
' O artigo 4." aulorisa urna publicidade muito
mais extensa dos debates do senado e do corpo
legislativo, que s eram conhecidos por um pro-
cesso verbal resumido da sesso.
Finalmente o artigo 5. declara que ministros
, sem pasta, deseginados pelo imperador defende-
Se hoje ha um principio que domina o raun- "!!** *-^? os P^'o* do governo.
do, o queda aos povos o direito de disprem ^"entemente com os membros do conselho
de si mesmo. e do serera governados como en- p! .. f.__
leudereru. E' esto principio que Iriumpha na Ita- s5 '.'JL,'" concernen es as cousas, que
lia, e n'elle que se bsela o proprio governo fn?nrtB",idJ! 5" !daecre,' e 80brc CUJ slcance "
hespanhol. O rei da Italia, oscolldo livemenle S"" f^!"'8 bem Com, a Pni eslran-
pelos Italianos, nao lera necessidade de ver con- ^. .If.! a.* commen,a''os >nnitos.
firmar o seu diretlo pelo prncipe D. Joo. nem f !"'g?Sai J0*-""" P"lamen.lar. Procuram
fazer crer si proprios que um principio de res-
governo constitucional, parlamentar e'defensor
do principio da soberana nacional victima da
singular idea de proleslar contra o exercicio da
soberana nacional na Italia, e de reservar-se os
direitos que os tratados de 1755 asseguram fa-
milia real de Hespanha, sobre o throno de ap-
les. Neste extraordinario chass crajsi nada
lem darao pretendente ; era malhor que um e
oulro se dcixasse Ucar em oaz.
--------------------------------- j- .^ ^.....w.^v ^J. -_*-,.., 111.111
de se inquietar vendo-o contestado pelo governo
da rainha Isabel, e de lodosos pretextos que na
Europa se possam fazer contra o livre exercicio
da soberana nacional da Italia, o mais inespera-
do, o mais inopportuno, e o mais injusto o do
governo hespanhol.
Anda se comprehendia quo as potencias es-
trangeiras proleslassem contra a revolugo ita-
liana em nome dos tratados e dos regulamentos
tauragao do seu systema, e que a criago de mi-
nistros sem pasta representando o governo as
cmaras um primeiro passo, que deve foTeosa-
mente trazer era outro progresso, isto os mi-
nistros com pasta defendendo por si mesmos seus
proprios projectos. E acrescentam que laes
reformas devera necessariamente ser completa-
das por ura acrescimo de liberdade dada im-
prensa por e uovas eleiges.
heSSfeaw!!^LC? n,Au,nd0 ordem la- ,. Osjornaes orleanistas. republicanos e lexitinistas
i^f-ri nB,mUII *CCI0 "," ^Urpa- Ne*le d8Corr8m P'der de vista neste sentido, e sao
.a f-h esPanna o direito de tomar parle mui pobromenle combatidos pela imprensado go-
|de,^Ia?Hea 8 Um C0DEeSS ; ? 8egUnd0."8 verno- (U"1 tem *m* medo de comprorait-
explicagoes dadas as corlea pelo marechal ter-se porque nao conhece mais que o publico o
O Donnel, eslava-se autonsado acreditar que o fundo do pe.isamenlo do imperador,
governo hespanhol seguira o exemplo dos go- Quanto mim. que nao lenho as meseras pre-
vernos de Fraoga e de Ioglaterra reconhecendo o oceupagoea, e posso com toda a liberd5de dar
principio da oo intesvengao. Mas nao aconte- minha opinio, estou convencido que o impera-
ceu assim, e o governo apoia-se em argumentos dor de maneira alguma deseja restituir Franga
.nan;e,1I!.1l"nh0S a.os nossos lempos e o governo parlamentar. E' justamente porque
imes, que nao podemos deixar de elle nao quer que seus ministros aejrai resnonsa-
escolher como amostra.
O silencio da Hespanha, diz a nota, equiVa-
leria a abdicigo do direito que elle tero, assim
como do dever, de defender a existencia legiti-
ma de orna dynastia unida de S. M. a rainha
Isabel, pelos mais sagrados lagos, e de mantee
ao mesmo lempo os direitos que os tratados de
1759, reconhecidos pela Sardeuha, e pela Europa
inteira, garantidos e raliGcados por estipulages
posteriores, asseguram S.M. o throno das Duas
Sicilias.
a Na verdade lamentemos os napolitanos e os
sicilianos. Nao suspeitavam sem duvida da exis-
tencia desta letra de cambio de 1759 que o go-
verno constitucional, liberal e parlamentar da
Hespanha guardava nos seua archivos.
Nao sabiam que dando a cor i Vctor Em-
manuel se expunham urna censura da parte de
S. H. C. Pobre Italia ser sempre decididamente
urna expressio geographica ; deixa de ser aus-
traca, e para se tornar hespanhol; valia bem
a pena.
( Jornal do Commercio.de Lisboa.)
ILEGVEI .
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Parlar, V de dezembro de 1SGQ
{Outro correspondente. )
Esla ultima quinzeaa foi fecunda em fados oo-
vos, ao menos para a Fringa; e eu principiare!
esla missiva pela narrago de nossas pequeas re-
voluedes interiores.
Pelo paquete precedente annunciei-vos que M*
Fould, ministro d'ealado, fra substituido pek '
nhor conde de Walewiski, e disse-vos eje e f"
medida poda considerar-so como urna ij.f.r5n
dada imperalri, que se julgava *. cn-
tra Mr, Fould por ter feito mUo mesquinhas
vesperanle as cmaras que elle creou ministros
sem pasta, verdadeiros oradores do governo, ex-
clusivamente encarregados da palavra. e que sao
como aqui dizem pithericameole tenores cera.
francos por anno.
Entretanto o imperador quiz alguma cousa de
muito serio, restabelecendo a discuaso da res-
posta falla do throno.
Com as cmaras, taes como aeham-se compos-
tas, e taes como o sero quando elle o quizar, o
imperador est certo de nao encontrar por muito
tempo urna maioria hostil a sua poltica. Ora.
as circmsta ncias em que nos acha moa, de
grandissima importancia para elle fazer appoiar
e glorificar esta poltica pelos representantes da
nago." O clero esta muito pouco aatisfeito coro,
a conducta, que sa tem tido para com o Papa, e
o goyerno muito feliz seria de laser-lb.e ver quo
o paiz nao partilha suas apprehensp.j. Um raa-
posla falla do throno, volada luvemenie, a que
approvasse expressatnenU oqv, se lem Uo na
Italia, parecera por Unto a govetno dever pso-
duzlr umexcellente isnpr iSjo
anhr'amn,lh0? **** approv-afjao certa, porque
8u?i,Midep,lUdj''-'. 1 compoem o corpa \e-
. Itn 1'i h" "^'s una vintena de catholicos
ir.rtn 'Pei# raprensa, creio que o im-
perador
dado
' ao se opporia a deixar-lho urna liber-
*rr- -* ...-. -... ...^.
- aior, e mesmo neste momento lem ella
* .atitnde de discasso, que em oulros lem-
P*3 nao lhe teria sido dada. Mas o que nao
L eio que o governo renuncie ao direilo admi-
nistrativo, que lhe conlere a conalituigo de
1852 de advertir, suspender e supprmir os jor-
naes.
As innovacoes introdozldas quanto ao direito
de livre discusso, o que ser-vos-ha difflcil de-
sencarar no meio dos textos, que o decreto men-
ciona, sao de ama importancia mediocre, visto
*V


(*)


URIO DC VERSIMBOCO. SEGUNDA FEIR1 7 DE JANEIRO DE 1881


como elles em nada mudara o direito definitivo! de a creagao de observatorios tr,eieofologicos
do conselho de estado de impedir emi discus- em toda a provincia, para a previno das seceos
ses e de excluil-as do vol. | de ubi amo para o outro, afim de poder a popu-
Finalmenle a maior publicidade, que se di laclo se prevenir em lempo, para a visita deste
aos debites das cmaras cria para os orates em- lagello.
baracos inexlricavis. Como meio curativo, ou liaitivo de to lerrlvel
Monitor, que recebe subvencoes enormes, decisao, apceseuta urna cari* do Sr. Dr. Viclor
poder publicar xn-txtenso a stenugraphia com- de Borjo, na qual, depois. de por em duvida a
progressiva ele o Gm da eslaco calmosa. Quaa- tes : os rios corriam naquelle* teropos durante | estes phenomenos sao to successivos, que a
do aproxima-seo lempo do inverso, forman-a* grande parle da secca ; porque suas aguas as | agua evaporada na superficie da provincia, i
no horisouie, da parle donde vem vento, e*M .
lid ta das sesses ; mas os oulros jornaes, aos
quaes prohibido reduzir cousa alguna, recua-.
ram dianle das despezaa de urna montonho de
suplementos quaudo nao liverem possibilidade
algum i de augmcnlarem O preeo de sua osigna-
tura, quando em su m ma eases longos desinvol-
Tmenlos (orem fastidiosos para seos leitores.
O decreto de 21 de novembro, como ja vos
disse. cria ministro sem pastas, encarregados
de sustentar a poltica do goveruo peraiiie ss c-
maras. Decretos posteriores designaran como i
ministros sem pastas. Mr. Sittnuli, o qoal cedo j
a pasta do interior Mr. de Persigny, e Mr.
Mague, que c substituido ao ministerio das -
nangas por Mr. Forcade de la Itoquette.
M. Mr. Billault e Magno sao ambos oradores
do talento, que desempcnharlo bem seus papis
de oradores parlamentares. Elles lerao por po-;
deroso auxiliar Mr. Baroche que j deseuipenhs-
va a mesma Urefa carao presidente do cmela*.
de estado, e quem m recente decreto confereo
titulo de ministro srm pasta.
A' par desta med las geraes, < decreto de 24
de novembro conten diversas disposices parti-
culares, que sao simples medidas administrativas
que deveriam ser ohjecto de decretos particu-
lares.
A mais imprtanle destts medidas a sup-
presso do ministerio da Algorn e das oelatias,
criado ha dots anuos para o ptimipc Nopolco,
e que nao linhi mais ra*So de ser depois que
este pi recipe dora sua denaissao. U ministro titu-
lar o'esla pasta. Mr. Chasseloup toma o Ja ira-
rinha em substituido do almirante tlamelin,
xjue est noincodo grande chanceller da legin
lakofl est noinealo overnador geral da Al-
geria.
O novo ministro do interior, o seuhor conde
de Persigny, lomou iionlem posse de seu cargo.
possibilidade de prever as seccas, nem mesma
atravet dos tudhores instrumentosaslronomiccs,
nem por meio das operagas maa apuradas de
calcule das probabilidades, procura demonstrar
que o phenomeno da chava 6 devido a acgae da
electricidade aimOBpherica sobre as molculas do
vapor aquaso suspensas no ar ; e indica como re-
medio capas de modificar a acgo elctrica, de
nianeira a producir a condnsalo destss vapores
em chova, a arboiicultura e a rauliiplrceclo dos
acudes em toda a extcnslo da provincia.
Talvez seja audacia ou tevueridade da minha
parte intromeller-me em qucstOes de lo alta es-
! pliera, e dependentes das sciencias phisicas ap-
I pcdas climatologa de urna regiao, sobre la-
do em compeleucia com homens especiaea na
-Eti.Micia de ler no espacie-; mas enrfim como al-
guma tintura tenho adqaerido destas sciencias,
j faz lempo bastante, e como 15 annos de resi-
dencia nesta provincia, durante os quaes tenho
san esta parlo do co mas com a apparigo do
venta geral.
Quaudo approxima-se -a tompodo invern, for-
mam-ae no lieiisontc, da parto d'onde vem o
vento, e na approximacao da noile, agglomoraco
de nuvens, que fuzilam innumeraveis relmpa-
gos, que abrazara esta parte do co mas con a
apparigo do vento geral" dissipam-se cada da,
sem nunca subirem ao zenilh. Depois de das e
mezes da apparigo destas nuvens e de sus dissi-
poglo petos venias geraea, de repente ates dei-
xam de soprar. Ento as nuvens do herisonte
chegam ao zcnitti, e se resolvem sm chavas com
horrorosas trovuadas. que succedem sem inter-
rupeo. Est principiado o haverno. Mais tarde
as trovoadas diminuem de inlensidado e de fre-
qaencias, c ento as nuvens desaliara sobre os
sertes em torrentes que mais se parecem com
diluvio do que com invern.
Algumas vezes nao cessam os ventos geraes. e
coiiimuam a dissipar as uuvens de que fallei, en-
tao a secca sq declara e paasa se o tempo da es-
laco invernosa sem chovas nolaveis, e com per-
naseen^as nao eram aproveltadas como o sao hoie
approxiraa^ao da'noite, agglomrac>a de nuvens'para regado das lavouras. O Salgado que esto-
que fesilam innumeraveis relmpago, ejwaadKa-, ve mata caso ale k foi deixaudo de correr, ao
passo que se multiplicavam osengenhos do Ca-
riri, porq,ua oa duuos desles essynbaa retem soat
aguaa para facer regos nos caonaviaes e ao pasta
que foramaugnieiiloa lo estes estabelecimenlos
agrcolas, foi o ro seccando mais cima, a ponto
que hoje j nao corre mais na distancia do le-
guas da Sorra do Ararpe donde procede suas
ver tente*.
Nao duvida jne a destruirlo doa arvoredos as
nascencas e as bordas dos leitos dos rios con-
iribua tamben para diminuir a copia das suas
aguas, expooda-as aegao directa dos raios so-
lares, que activara muito a evaporacn; recouhe-
CO que as arvores abrigando posto que imper-
feiamenle o solo, pois (Juasi todas prrdera sua
(olbag-^in durante as seccas, podem embarazar a
evaporarlo d'agua que o penetra, e prevenir em
parte a sua grande dessecag.io. Admiti mais
que a frescura entretida pelo sombro debaixo
mesma que nella cahe em chura ?
A agua evaporada duranlo a estacSo calmosa
dissolve-se na atmosphera cuja capacidade para
ella immensa, e oeste estado carregada com
ella pelos venios geraas, quo a impatlem a g/an-
des_ dislanciis de lugar onde se produzio. e
mais que cerlo que esta nio volla mais para a
provincia.
procedidos, mas suceada que estos prevendo a
surte que os espera, sempre so prevalecen de
fortes e poderosas protectores, que sao atlendi-
dos peloa presidentes, de maneira quo estes em-
pregados nio podendo recrular esta gente sem
presumo, por serem senpre contrariados pelos
valiosos proUetoras.veem-ae obrigadosa capturar
Blhos de familias boas, homens prestrnosos por
seu irabalho, quo raras vezes sao dispensados,
, porque nao se ten prevenido de padrinhoa no-
A chuva que cahe nella sem duvida o rosal-1 Serosos
lado da evaporarlo que se effectua inceisante- a* reo
mente na superficie dos nares, que a geogra-
phia nos ensina ser quatro vezes mais extensa
do que a das trras : isto posto que influencia
pedera ter a vaporsc&o que se faz no Cear a a
que se poderia fazer no caso de ah chegar a seu
mximum de intensidade com milhares de acudes
cuma rede de arvores frondosas lodo o auno 1
A de urna gotla d'agus de mais ou de menos em
um vastissimo acude ; e de scmelhantes causas
que e prlende fazer depender a prodcelo de
internos abundantes nos sertes do Cetra. Ite-
geilo absoluiamente estas theorias como insuf-
da capa de frondosos arvoredos possa enlreter j ocenles para ler a menor ioflueocia na produc-
um abaixamento de temperatura capaz do pro-Ufo dos invern, para molificar as causas effi-
vocar a condensar^o dos vapores, e contribuir cenles da climatura do urna regiao. Os meos
inmediatamente di ligio aos prefeitos urna Cir-i visto, observadu, o anelysado, me tem fornecide sistencia dos ventos geraes
alguns conhecimerdos praticos sobre a materia
em questo, espero ser desculpada a minha au-
dacia e, que a benignidade dos leitores me per-
doar alguma asneira que pessa emittir no de-
curso da discusso.
Declaro primitivamente qe partilho a opino
do Dr. Medeiros, que as seccas no Cear depen-
den da sua posiqo geogrfica, e de causas que
nao c dado ao homem icmover absolulameute
As correntes almosphericas. os phenomenos elc-
tricos, c os cncoulros de carnadas aereas com
temperaturas variadas produzem a conersao dos
vapores dissolvidos em vapores coodeusades, que
formam as nuvens, e a resoluto destas em gil-
las d'agua que cahem en forma de churas : sao
isto bellastlieorias que nos do urna idea mais
ou meuns approximada do que se passa no gran-
de laboratorio da uilureza, mas que nao nos ex-
plicara o porque e.-tes phenomenos se produaem
Insisto sobre esta persistencia ou desapparieo
dos veatos geraes e peridicos de 2 em 24 ho-
ras, porque nos seiloes do Cear tenho observada
que o sigual mais corlo do iuverno ou da sec-
ca ; signal que a aconpanlia, e caraderisa.
Cuma airmam vista desemethantes factus que
as seccas do Cear dependem da falla de ovapo-
rai;o c da electricidade, cujo desonvolvimciilo
ella produz ; quando ludo indica que esta uvapo-
rn.jo excessivameale abundante e rpida e por
consequencia acorapanhada do desenvolviraenta
de electricidade que sempre a acompnnha ? Jul-
go cu quo a sua intensi lade a maior causa das
seccas. Quem observa o co do serto durante o
decurso da estacio calmosa nao estratilia haver
seccas nelle, mas tica pasmado de nao as ver se
renovar cada soro. Passa ni se mezes e mezes
consecutivos sem se avistar no firmamento o me-
nor indicio do nuvens quer durante o calor do
para refrescar a sa folhagem e suas raizes, mas que emprega a natureza para alcancir os seus
recuso a sua influencia sobre a produccao dos, jtns nao sao tao limitados que a dninuiisairoa
influencia que temos para reagir sobre elles pos-
cu..ir. quo tem piincipalmente ftor tira a/.er a
coiiiiliaco, de maneira a poupar aos homens:
*onsider*aveis dos antigos partidos se apruximarem do Roveruo.
Mr. do Persigny o au.igo particular do impe-
rador, seu compauheiro tanto na boa como na
m fortuna, e lalvez o nico dos altos persona-
gens collocadiis ao redor do Ut'iio, qae leu lia a
corag-m de dizer a verdade ao ehefe do estalo ;
e seguramente aquclle, quem o imperador,
naturalmente pouco expansivo, se confiara mais
de boa volitado.
Elle oceupuu duranlo nwMos annos o posto
imiiiinenle de embaixailor em Londres, a justo
leconliecer que conseguid narsvilhosamente ins-
pirar conliauca ao goveruo iiirflez ; e que cinieu-
loii quanlo era possivel a allifliica, que o im-
perador parece decidido a mauter com a In-
glaterra. Debaixo desla rela^ao sua obra ser
hbilmente proseguida pelo successor, que Ihe
foi dado : o novo embaisador, general conde do
Hahaul 6 um homem de 75 annos, quj no go-
veruo do Luis Pelippe desernpenhou altas func-
r;oes diplomticas, e que muito estimado na al-
ta suciedade inglfiia. filho de lord Landsdo-
. wiie casuu-se cora a fillia do conde de Fluhaul.
A imperalriz em lugar de Bear oin casa da Du-
queza de Haoiilton, poz-se a percorrer a Escos-
sia e a In^laierra ; e visitou suecessivamenle
Edimburgo, Glascow, Manchester, Liverpool ele,
e eis que anuunncia-se que olla fez urna peque-
a apparic&o no caslello do Wiudsor para ver a
Rainha do Inglaterra
Por toda a parte em ella sido accoli i la com
um calorosoo elhusiaamo, e esta viagom ex-
traordinaria lera prodozido um excellenle o lie i lo
para a uiiio dos dous povos. Uojo que Mr.
Fould est domiltido, podo esperar-se urna vol-
la prxima da imperaliw Paiis.
Os negocios da Italia uao adiantaram muilo
durante esta quinzena.
O re Viclor Emmauuel parti finalmente para
a Sicilia na noito de 30 do novem >ro. e recebou
em Palermo o accolho o mais ardenle. Os sici-
lianos dcieslam cordialmente .-os napolitanos,
mas nao tem icpu^uaucia nljtums p^ra com os
piercoutezes, e uo llics desagrada a dymnaslia
sarda, visto como era 1848 cscolhoram para rei
e duque do Genova, irmo de Viclor Emmanuel.
O Rei
contavam
desembro.
Nesli ultima capital os negocios vo muito
mal: o lente general do roi Mr. Farini n.io
sabe o que fazer : nao someiite o exercito de
(jaribildi, muilo discoulento de sua soite, que
Ihe Iraz eaibaracos : ello tem tambera de vur-so
livre de um exerciio de solicitadores. Todos os
napolitanos querem if r empregos, e o ministro
das Enancas, Mr. Seialoje, queixa-so dolorosa-
nienio de que ha nas repaiQOes 229 orapregados
de mais, o que n.io impede que ello se veja as-
saltsdo de milhares de pedidos.
Os Uaribaldinos, sem occupac,o e vexados fa-
zein de lempos a lempos pequeos movimenlos
em aples, e quaudo uo podem perturbar as
ras, f.izem barulho no theatro.
Os voluntarios inglezes, acuartelados em Ca-
sera, p^m saque osla cidade ; e os fia lu in-
tu regra, o rartssi-! dia, quer durante as noites que tambera se ceti-
nas vezes em outro. O problema da climatura de
um |ia/. muilo complexo, e liga-se a nanitas
produccao
invernos.
Os assudes produzem effeitos anlogos pela iu-
Qltrago das aguas at certa distancia o lornam as
Ierras circumvisinhas upias pira certas culturas,
e mesmo para a sustentarn de arvores que nao
se despem de suas folhas ; por isto esluu conven-
cido que nunca se pode perder mas antes lucrar
muito cora a mulliplicago dos a;udes pelo ser-
to; porque indepeudeutemente das vanlagensj
indicadas, fornecem peixes o oulros recursos de
passadio, a seus douos, e sao para os gados bebi-
das certas, onde seus douos os podem revistas
quotidianameule sem grande cusi e muito
commodo.
As arvores tambera sao de grande ulidade
Persuado-rae mesmo que durante o invern,
quando esto j se aclia ostabelecido pela concur-
rencia das cousas naluraes que o produzem, os
bosques c os acudes podem allrahir as nuvens e
produzir maior copia de chuva na sua circumvisi-
cin uiustauias, que nao ronheceraos, e que to-
dava seria necessaro contemplar na sua solu^o.
Se partilho as opinioes do Dr. Medeiros relati-
vamente s causas productoras da secca acharera-
se fura do alcance des esfoi eos humanos para as
molificar, couiesso que nao posso comprenher a
ulilidude da creaco de observatorios proposta
por elle, aliin de prever a secca de um para o
outro auno. Serio por ventura ellas suscitas a
urna perjodkiiade igual a das revulucoes dos
pianolas? Os astrnomos em pregados ellos po-
deram duscrever asphascsda secca, descreveros
phenomenos meteorulogcosquea precederam ea
acompauharaio ; mas prever a sua apparigo com
anteceJeucia, de auno, parece-me muito dilBcil,
para nao dizer inexequivel. Se por ventura a
natureza tao mesquinha de meius, que nao traga
estas calamidades seno ocompauhadas de um
nico e sempre idntico cortejo de circunstancias
,ue so possara determinar com anlecedencia.
Nao. O estudo das sciencias physicasnos ensina
pelo contrario que dispoem de recursos infinitos
o que os omprega com urna simplicidade inara-
vilnosa ; c que uossa ntelligencia nao pode cura-
prehende-las na sua totahdade.
E dado o caso que se aununciasse urna secca
de um anuo para o ouiro. seria isto sufcenie
para prevenir os effeitos? Nao por cerlo, porque
para se prever elli, seria mysier ser prevista an-
lc3 do principio do iuverno precc lente, afira do po-
der-se augmentar e mesmo dobrar a produccao
da trra, do maneira que a populacho se previ-
nisse de mantimenlo para dous anuos. A expe-
riencia musir quotidianameule que a previso
no futuro 6 o segredo de Dos, a inlelligcucia nos
ensina que nao devia concedel-o ao homem.
Em consequencia pelo menos ociosa a idea da
levantar observatorios para ler no futuro.
O Sr. Dr". Borja Castro parece laborar n'um
eiro grande na sua disserlacao dando a entender
quesuppem o territorio do Cear composto de
ireas, engaado sem duvida pelo que tem ob-
servado no litoral. Os ventos sopraudo cons-
tantemente nas mesmas estaqes de um mesmo
rumo da agulha lera com a continuaco do lera-1
po aglomerado nas praias do ocano nesta pro-
servam bastante quentes era razan da iiralia.au ; uhanca, do que em lugares seceos e descobertos.
do calrico absorvido pela Ierra durante o da. | Explica-so perfeitamente este phenomeno,
Nem urna golta de orvalho apparece em todo o acouleceudo que urna nuvem carregada de urna
serlo durante este periodo, e dorme-se ao tem-
po sem receio de apanhar sereno da noile.
I' heuomeno da chova sem duvida o resul-
tado da accao complexa da variacao de tempera-
tura nas diversas regios da atmosphera, das cr-
renles aereas que uella se chocan mutuamente,
a sai ai corno da electricidade. Os vapores aqua-
sos, dissolvidos no ar, em virtude do seu calo-
rico elevado, passando para urna regiao mais fra
se condensara em vapores pela sua menor capa-
cidade para a dita dissolugo e foi mam as nu-
vens. Estas alravessan lo oulra regiao anda mais
fra, ou achaudu-se submetiidas a coilas influen-
cias elctricas, se resoUem om guitas dn chuva
que cahem em virtude de seu peso. Admiti que
os bosques p'issam ler alguna influencia nesla
ultima parle da produego da chuva, quaudo as
nuveus passam por cima dclles ; mas qoe iufluara
para as fazer subir do horisonte ao zeuith cou-
sa, que nao admiti, por motivos que mais adian-
to expenderei. Anles de chcar a elles quero
rectificar um erro que se repele sem reflexo, e
que forma um dos principaesargumentos a favor
das theorias que combato.
Disse nao sei quera, e repele todo o mundo
que amigamente as seccas ero mais raras e
mais fracas, do que hoje, o que ellas vo aug-
mentando de frequencia e de intensi lade. (I)
A historia da proviucia demoustra o contra-
rio ; islo : que as seccas ero mais frequentes
do que hoje, e mais destruidoras, muito embo-
r os maltas eslivessera inlaclag, o no seu esta-
do virgem. O padre Antonio Vieira, director
das missoes do estado do Maranho. de 1690 at
1660, descrevendo a Ibiapaba o suas missoes.
refere que ahi ss seccas ero lo frequenles e
intensas, que fallavam completamente e quasi
sempre os meias de subsistencia, tanto assim
que os missionaroi mandando mending.ir fari-
nfia de casa em casa ; nao a achavum, porque
nem a linbam os que se cnlregavarn a sua fa-
bricado ; achavaru-se redusidos a se alimentar
com duas espigas do inillio secco por dia, o que
os levou a provar a carne de largarlixas, que a
uecessidade Ihes fez achar saboross. N'oulra
vincia una inmensa ausntidade de aras prove- P"* du quo ate sonl.o-se grande falla d agua.
dev.a demorar-Be pouco om Palermo, e I ntenles de alluvioes fluviaes, alteradas pela accao .?,UmQT! duc"mef lf ?obrm 0ore,sl0 d ??2*?
que estara do volli aples 4 de prolongada de agoas marinas, e de detritus 'do ]!;"rtl!!L*A rf l .p,
que as secca erao lao fort-s naquelle lempo.
mariscas, e das rochas destacadas e incessanle-
menie roladas pelas ondas, cites productos lan-
zados fora pelo fluxo e refluxo sao impellidos pe
los ventos sobre as trras vitiuhas do mar, na
beira do qual vo produzindo terrenos de nova
formacao Ecles ajuntamenlos de arca exlen-
dem-se em todo o liliorl n'uraa facha eslreita
de algunas leguas, para o interior. Estas for-
mages defieren! essencialmente dos serios.
Estes constam em geral nas bacas dos rios de
terrenos aluviaes argilosos o calcarlos formando
varzeas mais ou menos extensas, onde vem mor-
rer. Serias de vales c taboleitos formados en
geral por rochas primitivas ou por detritos des-
tas mesmas rochas, misturados com varios ter-
renos. As dgloraeragdes do ara sao rartssi-
mas nos serios os eneonlram no Cariri ; e de
notar que eslas arcas sao eminentemente pro-
tes ien;-se visto obrigados a reduzt-los e dissol- duclivas quando bem regalas, o que deven sem
ve-Ios por meio da forga.
Nos Abruzo?, a insurreigo om nome de Fran-
cisco II muda nao est domada ; e o general
pemontez Pianelli ameaga aos componezes em
sua proclamages do fuzilar lodos'
Era Gaela o rei Francisco II prolonga sua re-
sistencia, acidado pelo general Bosco nico lal-
vez dos seus goneacs que capaz e fiel ;
e anda que ninguom crea que no estado
de abandono em que o d-uam os governos da
Europa, ess resistencia possa conseguir desviar
o golpe que o ameaga, cura ludo as pessoas de
bem, que professam as opinioes monarchicas,
admiram no jovem principe a energa e a cora-
gem, que olio desenvolve.
Um novo protesto, assignado por seu ministro
Mr, Caselli, datado do 16 de novembro, foi lti-
mamente dirigido todos os gabinetes : elle re-
sumo com talento as queixas do rei Francisco II
contra o Piemonle, exprinie-sc com amargura
sobre o abandono em que leem deixado os go-
vernos raonarchicos e s excepta (causa singu-
lar) a Fiauca, que mandou sua esquadra para
diante de Gaeta afim de proteger em seus lti-
mos paroxismos urna realeza prestes a extin-
guir-se.
Bem que haja anda muita occupagSona Ita-
lia, o rei Viclor Emmanuel parece entre tanto
mu decilido a emprehoudez na prxima prima-
vera a campanlia contra a Veneris o paquete de
naje annnncia que vii ser decretada umi leva de
150 mil homens para Italia meridional.
Por outro lado, os refugiados hngaros insti-
ttiiiam un goveroo provvisorio, o qual presore-
creveu a creagao de urna legiao hngara, que se
organisa em Genova.
Perianto a Austria est milito ameagada. tanto
mais quando suscitam-so na Hungra perturba-
rles mui serias, e servem-se contra o goveruo
austraco das liberdades que elle acaba de con-
ceder, flngindo rejeilal-as desdenhosamenle. O
borisonte poltico da Europa por tinto est sem-
pre muito sombro.
O papa pareco decidido a rejeitar sempre
qualquer transargn, bem que os orles italia-
nos repelen frecuentemente quo sua sanlidade
est em negociaco secreta com Victr Emma-
nuel, o qual loria* enviado Roma um dos seus
ajudantes de campo.
Bolsa de Paris 3 0/0 78-50=:4 1/2 W50 con-
solidados inglezes 96 1/4.
INTERIOR.
CEAR
Haas palavras obre as seeeas do
Cear.
lllm. e amigo senlior Dr. Bgmpeo. Lendo o
numero 1303 do seu peridico; nelle deparei com
um artigo lendo o mesmo titulo que du a este,
em que se noslra muito assuiudo pea decisao
dada pelo Sr. Dr. Joo Ernesto de Medeiros rela-
tivamente s seecas do Cear, e das provinciascir-
cumvizinhas; pela rszo de considera-las como
fheoomonos inevilaieis, incuraveis e superiores
s forcas humanas; porque resultara da posigao
geograpluca da provincia, s correles almos-
phericas, de cujo jogo o evoluQes faz depender o
phenomeao da chura ; donde conclue que o ni-
co recurso aimisyel eo. semelbaolo perplexida-
duvida eos saos calcreos que enlram n'uma
grande proporgo na sua composicilo. Fago esta
primilivKdveriencia, slim de nao deixar corro-
borar a opiriio geralmentc admiliida por quem
naoconhece a conslitoigao dos terrenos do ser-
to, de constaren) de agglomcragcs arenosas,
pouco differenles das do grande Sahara. Agora
ostudemos phenomenos meteorolgicos que se
succedem annualmente nos serios do Cear, pu-
ra vormos se foram bem analysadas pelo Sr. Dr.
ISorja Castro.
Nos invernos regulares as chuvas sao geral-
menle lo copiosas quo occasionam cheias nos
rios e riachos os fazem transbordar e innundam
os terrenos visinhos, n'uma grande oxlenso ; a
agua humideco estes terrenos, inliltrando-se uel-
les al una gran le profundidade e os deixa no
fin da esiacao de muilo embebidas. Nos tabo-
Iciros as chuvas penetrara por tal maneira os
terrenos formados n'argilln e pedregulhos, que
surdera os olhos d'agua nos seus cuines, e em
muilas parles formem aloleiros onde se somem
as vezes cavallo e cavalleiro. Depois do inver-
n apparecem durante dous mezes grandes ven-
tanas, que auxilalas pelos ardores do sol inter-
tropical, produzem urna evaporago mui rpida
que conformemente aos principios da physica se
acompanhade um desenvolvimento de electrici-
dade proporcionul a intonsidn lo da evaporago.
Cessam estes ventos violentos e regularisam-se
os ventos gerae*. que sopranio com furia a cer-
tas horas do dia ou da noile, causa sua situa-
ran mais ou menos central; desapparecem as
nuvens do co que tornase perfeitamento limpo
al o apparecimento do invern seguinte. O ca-
lor do sol tambom vai augmentando de iulensi-
dade cada dia ; a evaporago vai continuando
com linio maior aclividade, que a athtnosphcra
abrasada pelos raios solaras cada vez mais inten-
sos, vai a Iquirindo urna capacidado immensa
para a absorpgo e dissolugo dos productos da
evaporago ; o solo desseca-se absorvendo o ca-
lrico, deixa-se penetrar por elle e promover a
vaporaco da agua al urna grande profundi-
dade. A vegetago desses secca-se. as arvores
perdem as folhas e deixam o solo cada vez mais
expos-to accao do calrico; cessam completa-
mente os phenomenos hygroraelficos. As aguas
juntas em lagoas ou assudes, evaporam-se com
una rapidez tal, que cm assudes de grande ex-
tensao tenho notado, no Om da secca, urna di-
minuigo quolidiina de dous a tres dedos na al-
tura. As aguaa dos rios secam conpletamento,
excepto nos lugares mais profundos dos seus lei-
tos, o que o povo chama pocos. 31o elles maio-
res ou menores adjuntos d'agua, quo pouco abai-
xam, porquo sao ent'retidos pela corrento das
aguas vo debaixo das aras, que as preservara
da acgo do sol.
A vegetago steira aocca toda completamente
e as arvores despidas das suas folhas difflcilmen-
te resisiem a sequido e ridas do solo, em que
nio acham mais os suecos necesarios a sua alt-
meatago. Poucas sao ss especies que podem
resistir a taes inclemencias, a nao aeren, como
muito commum, dolados da propriedade de
conservaren tubrculos ou outras excrescencias
da raz ou do tronco, urna reserva das suecos
que absorvem durante o invern. Dura este es-
tado de eouaaa em quanto sopram o ventos ge-
raas do N. Nfi, que nao falham un s dia, e a
certas horas quasi sempre as mesmas, para rada
localidde ; ventos estes que duram poucas ho-
ras, mas sao de urna violencia extraordinaria e
que al seniia-se falta d'agua. Durante o se-
cuto passado eusitia-nos a historia que seccas
rigorossimas e invenios eminentemente clin vo-
sos succederam-se em periodos de qualrien-
uus (2}
Quatro annos chovia cora excesso, c nos qua-
tro scginles ha va falla absoluta de chuvas ; a
ponto que em 1739 appareceu urna secca lio
geral e rigorosa, que destrato lodo o gado do
Cear at Ptroatnbuco, e levou tambera muita
gente.
Una misso estabeleclda no Cariri, vio-se o-
brigada a bondonar a sua aldcia da misso velha
o passar-se para oulra que anda hoje se chama
misso nova ; pelo motivo de filiar completa-
mente agua na primeira. (3)
lato deu-se no Cariri, aindi hoje lo abundante)
de aguas ; n'um tempo era! suas frondosas ma-
las anda se achavam todos; no seu estado pri-
mitivo.
Em 1792 houve oulra sedea lo forte que Ai-
res Casal assevera qde 7 ftpguezias foram de-
samparadas, sera q ie nellns licasse alma vira:
morreu lodo o gado dos sertes desde Cear at
Pertiambuco, Ora as freguezas daquelle tempo
nao ero como as de hoje. Independentomente
destas, houverara nutras monos rigorosas, que
por isto deixaram irapresso menos viva.
Neste seculo em 1825 e em 1845 houvenm
seccas terrivei, mas que nao consta haverem oc-
casionado faltas d'agua nos leitos dos nos nem dos
grandes riachos, nom obrigado a populago de
povoado algum abandona-la qualquer que fosse
sua situago, era mesmo causado dininuicao no-
lavel na povoagio de fregueza algums, por mais
elevada que fosse para as vertenios dos rios : to-
dava cm 25, e anda mais em 45 as malas acha-
vam-se muito mais destruidas. Como oque se
tirara consecuencias laojerroneas de fados tao
bem conhecidos? >o ha urna dillerenga entre
as seccas desto seculo e as dos dous precedentes,
e que. eslas foram incomparavelmente mais fortes
mais devastadoras : e se fosse verda le que a des-
truigo das niaUs ntluisse mellas, seria mais l-
gico em relago aos (actos dbservados, concluir
que elle tem influido pan nao seccarem as aguas,
mas seria islo un. sophisma. igual ao que allri-
boe-lhe a frequencia e inlonjsidade das seccas ;
lomando por elleito desde un fado o que sem
ligarn com ello vem depois delle (5).
Aprscnla-se como prova da influencia das
matas, o tsrem aeccado rios que de priraeiro cor-
riam de um invern para o outro. Ainda vejo
nisto outio sophisma semelhanlo aos precedeu-
qualidade de electricidade passe no zenith, una
arvore mais ou menos elevada pode perfeitamen-
te, obrando como conductor natural subminis-
trar-lhe electricidade contraria sua, altrahi-
la, destruir a sua lengo elctrica pela contraria
que Ihe ministra, e nesta ocasio promover a
convorso dos vapores em chuva que caho na vi-
zinhanga ; sao casos que as theorias e meteoro-
lgicas nos explican), e que nao possivel deixar
de admiilir ; mais desles elloitos con Ungen les c
parciaes nao lgico concluir que estes pheno-
menos cuja accao limitada a uro espaco infinita-
mente restricto, to multiplicadas como se pos-
sam suppr era toda a superficie da provincia,
possauj jamis influir como causa geral dos in-
vernos ; possam fazer que as nuvens subam do
horisonie ao zenih dos diversos pontos da pro-
vincia, condico iudispensavel para que possam
os bosques reagir sobre elles. Se nao fosse as-
sim como se explicara o caso observado em
185. A fregueza do Riacho do Singue : e j
era nesle lempo urna das que possuia maior nu-
mero de agudes ; as nasceugas du riacho e dos
seus confluentes s&o bstanle frescas e coberlas
de grandes arvoredos. e tem escolenles trras de
agricultura, ainda em gran le parto nao approvei-
tadas. Era a freguezia que relativamente possuia
mais gado. Foi lambem a mais maltratada pela
secca a ponto que no dislricto da Caxoeira asse-
verou-se-me ter escapado menos de rucia duza
de vaccas.
Qual fui a causa que par^lysou a accao dos
agudos ? porque razo nao attrahiram mais a chu-
va do que oulros lugares vizinhos admiravelmen-
te seceose ridos onde sempre houvcram algu-
mas chuvas poucas, ao passo que o riacho do
Sangue nao conloo urna nica de importancia ;
ao passo que as vzinhas, sem bosques e sen
agudes lveram chuva e algum pasto, a ponto
que nenhuma soffreucomo esta ? Sao phenome-
nos que nao se podem explicar, mis que fazem
claudicar as theorias que se nos quer im utir.
0 problema da apparigo ou nao apparigo do
invern muilo mais complexo do quo no-lo
aprosentam, e suppouho que ainda ha grandes
lacunas nas theorias as mais admiraveis que po-
demos organisar no estado actual da selencia ;
sempro ho de nos escapar mnitos dos dados que
nelle enlram, porque as uossas forcas e nosso
alcance sao lraitadissimos.
Os ventos geraes exercem urna influencia muito
mais directa sobre o apparecimento do invern
nos serios do cpie outro qualquer agenle que se
nos aprsenla.
E' laclo constante, palpavel, o reconhecido por
todas as pessoas que tem residido no scrlo, e
observado a successo das estacoes, qjy em
quanto sopran os ventos geraes, najara os pre-
parativos que houver, o invern nao so maiii-
fesia.
Quando elles cessam de soprar, ento as nu-
vens que desdo algum tempo se formavam e se
disspavam alteroativirnento no oriento, princi-
piara a elevar-se, e a dar signaos de phenomenos
elctricos intensos, que produzem a chuva Era
quanto dura ella nao ha veulos geraes, o quando
elles tornara apporecer, pode-se afumar que o
invern est concluido, ainda que, continu a
soprar o vento su', que tamben oulra conligo
veja se quo de um bom invern.
Qual a acgo desles ventos? e como podem
influir sobre a consiituigao dos invernos? Sao
questes que nao pretendo esolver; smenie
quero cslabelecer a sua coincidencia necessaria
em razo da sua constancia.
Tenho a intima conviego que todos os meios
que nao frem capazes de reagir sobre esles
veulos nao poderlo jumis iotervir na conslhui-
go dos invernos no Cear.
Em quarili a sciencia nao poder actuar na
temperatura dos polos, e das zonas trridas, nao
darei muito pelos seus meios de influencia sobre
os invernos.
Pode cubrir a superficie da provincia de flo-
restas, que sempre (icario despidas de sua folha-
gem na estaco calmosa, ou de agudes, ou emflm
de observatorios.
As seccas continuaran! a flagellar o Cear,
sem jamis poderem ser previstas, em lempo
opportuno para previnir os seus effeitos.
A acgo dos bosques e dos agudes muito
restricta para poder obrar sobre a caosa das sec-
cas ; e os observatorios nao tem instrumentos
bastantes activos para ler o que se passa nas re-
gios polares, j qae a organisaclo do homem
nao Ihe permilie frequenlar aquellas regies onde
ludo misterio para elle.
O mais audscioso dos moraos, o celebro
Pranklin, que segundo a exprcsso de um grande
sa modiQca-los nas suas causas primardiasou ef-
ficienies. Apenas nos concedido teagir sobre
alguns effeitos accjeotaes e secundarlos. Por
isso ailrmei e sustento que a suppresso das
seccas nao de nossa competencia nem lo pou-
co a sua previso de um anuo para outro, quaes-
quer que sc-jam os observatorios que se estabe-
logam. Talrez a observago possa chegar a pre-
ver o estado do invern -no seu comego confor-
me a serie de circunstancias que o acompanhara,
e isto mesmo acho de urna diQicuidade extrema.
Como consequencia d'estas ideas nao pretendo
coucluir quo a provincia do Cear seja inhabita-
vel, e que sua popalaglo deva desampara-la, e
retirar-se para as planices do Amazonas. Se nao
e dado ao homem prevenir as seccas. influindo
nas suas causas primaras, pode porfeilimenle
prevenir os seusITolos e tornar a provincia um
Edn. Porque meios? Por meiu dcaarrabalho o
da industria melhodicameote dirigidas pela scien-
cia e pela experiencia. O clima da Europa nao
admitte comparaco com o do Cear. O sen solo
caneado por milhares de annos do cultura inces-
saute nao se pode equiparar ao desta provincio,
onde a vegetago milhares de vezes mais rpida,
vigosa, e mesmo luxurianle. O Cear s tem con-
tra si as seccas, quasi nica calaraidae que o fla-
gella.ao passo que a Europa tem as mesmas sec-
cas que nao sao raras, tem as inundages, os ge-
Ios e as goadas que converlem ierra e agua em
pedra durante mezes inleiros, dstroem ludo
quanlo n'ella vegeta ; tem a nev que esconde a
isla al o proprio aspecto da trra. No Cear,
ao homem simples baslam urnas seroulas e ca-
misa de algoJozinho, duranle todo o decurso do
armo, to benigno seu clima ; na Europa pelo
contrario neces3ita de roupa queme de l, e em
quanlidadesufflciente para preservar o organis-
mo da acgo destruidora do fri ; necessita de
fogo para acquecer-se : e este fro intenso aug-
menta por tal forma a necessidade de urna all-
roentago copiosa e reparadora, que nao ha co-
mer que satisfaga o homem de Irabalho. L sao
Irabatnosos e complicados os procesaos emprega-
dos para adquirir e preparar os gneros de pri-
meira necessidade, as Ierras sao muito poucas
para os que a querem cultivar ; aqui pelo con-
trario os processos sao do urna simplicidade ma-
ravillosa, e quasi nunca falha a culhcla, as trras
sao lo vaslas, que nem se aproveUo a sua cen-
tesima parte, e os dooos as do sem lucro
quem as quer ulilisar ; o mesmo acontece quo a
grande inteusidado do calor diminue a appeten-
cta pelas comidas soliJas, augmentando muito
mais o desojo das bebidas aquosis, que l devera
ser alcoholices ; afim de augmentar a colonfica-
go, iniispensavelraenle ligada ao entreleuimen-
to da vida. No Cear urna tosca chopana sulfl-
cientemente coberla para abrigar da chuva,
una morada suificiente para resguardar contra o
tempo ; ao passo que na Europa sao indispensa-
veis casas bem fechadas, para prevenir a entrada
do ar fri. L misler que o homem trabalhe
todo o dia para adquirir os meios de subsisten-
cia, que sao tanto mais cuslosos, quanlo maior
a agglomerago da populaco em um espago di-
miuuio. ToJavia esta populaco espantosa su-
para lodos estes erabaragos qu Ihe aprcsenlam
natureza ingrata para ella em relago sua pro-
diguiidade para com esta provincia. Contra as
fumes lia a reserva das sobras dn produccao an-
imal que ullrapassa o consuramo ; tanto ass'im que
d6 cercaes, de batatas, de manteiga, de quefxos,
etc., a Europa abastece nao somonte grande par-
le da America como do mundo"inliro. Como
se alcanga esle resullido ? Por um Irabalho in-
cessante e pertinaz ; por urna industria bem diri-
gida. A religio e o estado se enlendem para in-
cuiir s populages o amor ao Irabalho. O clero,
em geral Ilustrado e morigerado comprehendeu
quo a occiosidadt. a mi de todos os vicios, e
uo cessa do recomraendar o irabalho como pro-
veito divino, impasto ao homem depois da que-
da de Adu ; e antes quer populages trabaja-
doras do que resadoras, tanto assim que foi elle
qoc promoveu a aboligo dos inuuraeravois dias
sautos, que tanto favoreciain a ociosidade.
No Cear o trabalho depois da secca o maior
mal que podo acontecer ao homem ; e em geral
privativo da eseravatura e da gente sem recur-
sos ; o clero nao se importando cora a moralida-
de nem com a religio que as mais das vezes uo
ensina, se oceupa gom ludo,da educigo iudustrial
e laboriosa do povo.
Os governos por seu ladomais oceupados com
os iuleresses da poltica, do que com os interes-
ses vilaes do estado, fechara os olhos sobre lu-
do quanto p.le favorecer esta origera de pros-
peridade e riqueza dos povos ; sobre esle nico
meio de dar esta provincia a iraporlaucia que
mereco cutre suas irmlas.
Os gneros de primeira necessidade nao tem
al hoje opruveilado aos productores por causa
das duliculdades de seu transporte para os mer-
cados onde poderiam ler urna prompls e fcil
exiracgo ; a trra cultivada produz em toda a
exteugo da provincia e produz com grande abun-
dancia, mas a falla de estradas e de meios facis '
0 puliros dispendiosos de transporte fazem con
que chegaudo aos grandes mercados nao pdera
competir com os que vem de lugares menos dis-
tantes : iicaia no lugar de produego, onde sua
superabundancia ailla-lhes o prego, i ponto de
nao pagar o irabalho que reclamara, ou occasio-
na sua perda ; o productor desanima vendo que
nao aproveita o (rucio de seu suor, deixa do se
dedicar cultura, ou limita a sua produego
aquillo que indispensavelmenlo necessaro
para seu consumo, de maoeira que quando vem
urna secca, apauha toda a populago despreveni-
da de sobro ou reserva, o traz comsigo a fome
Os recruladorss desgostam-se e com razo do
procedimanlo dos goveroantes, e nio se entre-
gara seua de muito maio grado a eta laraf,
orna das nais odiosas das suas obrigages Se o
goveruo quer bons delegados, deve Ihes dar pres-
tigio bastante para poderem exorcer as suas im-
portantes funcgdes, e quando nao Ihe merecem
coniianca deve substlui-tos por outros ; mas
um pessimo meio de os conservar lirondo Ihes
toda a forga moral.
Em todas as localidades do scrlo ha desles
validos, que se entregan a lodo genero de per-
versidade e de crines, zombando das autoridades.
e flagellando os cidados honestos, liados no va-
limentos dos seus protectores, como que un
delegado pode ter gosto no exercicio das suas
funeges, quaudo v um perverso oestes reeruia-
do por elle, vollar insulUndo-o e mofando da
Sua autoridade? E'todava oque vemos ledos
os dias em todas as partes.
Abrir estradas boas e perdorsveis eftre os pon-
tos principaes das provincias, nao romo se lera
usado at hoje, por curiosos ou afllhados a quem
se quer favorecer; mas sin debaixo da direcgo
de cnguuheiros ou pessoas habilita Jes neste ge-
nero de construeces todo especial; favorecer
por todas as vias possives o raelhoramenlo dos
meios de transporte, e auxiliar as empresas que
liverem por flm este raelhoramenlo. Favorecer
a exportacao dos productos da provincia, parti-
cularmente dos de gneros do primeira necessi-
dade, alim de promover a sua produego em
maior escala, e para islo antes premear do que
carregar do impostes esta produego e sua sabida.
Empregar todos os meios legues, desculparia
mesmo lodos o uso de algoma arbitrariedade,
pira inculir aos serlanojos o amor ao trabalho :
promover e favorecer a creagao de grandes cel-
leiros onde se guarden as sobras dos geueros
alimenticios nos annos abundantes, para supprir
as fallas nos annos calamitosos.
Taes sao a meu ver os meios mais convenien-
tes de prevenir os effeitos da fome que costuma
acompauhar as seccas nesta provincia, meios que
rae tem suggerido urna tonga observago duranle
12 aunos de residencia nos serios desta provin-
cia. Ha muito lempo que propalo eslas ideas,
mas sem proveito.
Compenetrado da importancia que tem para o
futuro desta proviucia a faciliiago dos transpor-
tes, e das relages entre seus diversos pontos,
elaborei um plano da sociedade, temi por Um
ostabelecer urna linha de carros por rodagem,
puchada por cavados, mudados de tres em tres
legoas, entre as cidades de Aracaty e Ico.
fContinta.)
PERNAMBUCQ.
REVISTA DIARIA-
(1) Sobre isso nao temos a menor duvida : os
documentos e o tradigo confirmara que as sec
cas foram mais raras antiganenie.
Ua redaeco.
(2) A passagem do padre Vieira prova dois Tac-
tos somenie ; que havia a secca ordinaria, que
ha todos os annos, durante a qual grandes trac-
tos da trra ficam sem agun ; e quo os indios
ero lo descuidados, e preguigosos que nao
plantarlo) : porquanto se elles tinham milho, o
nao mandioca, porque ao plantavam esta.
Nos grandes seccas contemporneas de 02, 25.
e 45 nunca na Serra Grande deixou de plantar-
se mandioca.
genio, levou oarrojo a ponto de desarmar 0 com todo o seu hediondo cortejo.
Omnipotente, inutilisando nas suas mos o raio | Se s governos empregassem os rendimentos
celeste, foi sem duvida quem al hoje fez mais. provtnciaes em fabricar estradas e facilitar os
para modificar o estado elctrico da atmosphera, meios do transporte ; em vez de locuplelar pa-
consegoindo por meio dos conductores metallicos! rasilas, com o nico (Ira do os achar ao seu lado
Deslas seccas peridicas de 4 em 4 annos nao (arvoredos que
descarregar as nuvens da sua lencao elctrica e
de previnir seus effeitos fulminantes em urna
esphera sufflcienle para preservar urna circunfe-
rencia de 40 metros de dimetro.
Mas que e una esphera de 160 e lanos palmos
do dimetro em relaco ao espago immenso odde
actuam as causas das seccas do Cear?
Cono esperara de arvoredos e agudes cuja
acgo quasi idntica com a conductores um
resultado qoe possa influir sobre as esusas efllci-
eutes das soceos? Que influencia pode ter no
grande laboratorio do universo, direi mais no
nosso mando a electricidade produzida no super-
ficie de alguns milhares de agudes que se pode-
riam edificar na superficie desla provincia, o de
ha noticia escripia, c nem tradieco segura,
(3) 0 autor est engaado ; esta secca, a pri-
meira do que ha noticia escripia, e tradijo foi
em 1724 a 27. Comecou na Baha, eetlendco-
se a lodo norte. Veja-se AciolisMemorias da
Babia.
(4) Ayres do Casal foi Iludido quanlo a des-
povoaeao das freguezias ; al secca foi rigorosa, e
durou mais de i annos ; porem nao houve urna
s fregueza que fleesse dospovoada, Foi mais
extensa nos sertes da Parohybi, e Rio Grande.
'i3* secca grande de que lomos noticia, ten-
do sido a primeira em 1724 e segunda em 1778,
e a terceira em 1794, depois as do 1825, o 1845.
(5) A seca de 1825, e anda mais a de 45 (oran
inteosiasimas, sendo que a primeira causou, alm
quasi completa anniquitlagip dos gado*, a morte,
emgrseoo de muita gante ; mas so seus effeitos
nao (oran lao faltes como em 92 foi por causa
do goveroo, o oulros recursos sooiaes, que fal-
taram em 92.
tempo em quo
veitosa ?
sempre Acaran son folhas no
esta folhagem poderia ser pro-
So algn effeito neste sentido se podesse ob-
ter, ento convino eobrir a provincia de una re-
de do conductores elctricos, que porisn ao dis-
por das nuvens a electricidade toda da trra, es-
le reservatorio commum della.
Esta electricidade por ventura, cuja acgo
lao limitada, cono ja o vimos, poderia algum dia
contribuir para ascenso das nuvens do horison-
te ao zeoilh, afim de que a electricidade possa
influir sobre a sua resolugao em chuva ?
Diz-se que a electricidade que se desenvolve
ns occasio da evaporago acompanh* os tomos
de vapor que se elevara a atmosphera para for-
mar os nuvens, nos quaes se agglomera, e as-
sim os torna aptos a atrahir outras nuvens car-
regadas de electricidade opposta que ochaodo-se
ns esphera de sua accao mutua, se combinara e
deste choque produzem a conversao dos vapores
em chura. Concordo nisto; mas pcrgunlo se
nos dias de eleigo, o populago ochando escoa-
mento proveitoso s sobras dos gneros consumi-
dos na localidade fazia para augmentar os seus
productos, flm de augmentar o seu bem estar ;
e este augmento dos gneros alimenticios seria
um preservativo coolra os effeitos da eocca, e da
fome auc sempre osacompanha.
Permitta-se-me dizer que as seccas sao mui
raras na provincia do Cear para levara popula-
go o augmentar a sua produego em ordem o
conservar reservas de un anno paro o outro. Nos
anuos immediatos & grande* foraes e nas conse-
cutivas, todo o povo entrega-se o cultura, ecolhe
com abundancia, em razo deste fervoroso ardor
para o trabalho estabelece-se urna farlura ex-
traordinario, quo faz baixor o prego dos gneros,
a abundancia faz perder a lembronca doa annos
calamitosos, o fervor para agricultura refece, e
prepara a desgraga de oulra secco subsequente.
Se ss grandes seceos se succedessem em curtos
periodos, de cinco em cinco ennos, afumo com
segtiranga que elfas pouco se sentiran. A obser-
vago nos tora mostrado que, lendo em vista es-
tas calamidades, mui fcil prevenir os seus ef-
feitos, assim nio tenham occasio de serem as-
queadas.
O solo ceareose lo frtil em geral, e com-
pensa lo generosamente, e copiosamente o tra-
balho que se emprega nelle, qoe bastara para
nao haver mais tomes que o povo sempro tivesse
em perspectiva urna secca rigorosa.
Un grande prejuizo resulta nesta provincia,
pora a agricultura, da le do recrularaento ou an-
les de seu nodo de execugo ; sao oe delegados
encarregados de prender os recrulas e remlle-
los para a capital, desejom em geral livrar lo-
calidades onde governam de ladros radios e mal
Nos dias finaos da semana passada cahiram al-
gumas chuvas nesta cidade e ieus arrabaldes,
onde o C'ipi'jaribe tomou agua, bem que nao fos-
se em grande volume.
Estas chuvas, que parecem ter-se extendido
urna zona mais lata pelo que aprosenlou a at-
mosphera, vieram muito proposito ; visto quo
as nossas circurnvizinhancas achavam-se j bas-
tante crestadas pelo sol abrasador que dardejava
sobre o solo.
Por portara do Exra. Sr. presidente de 4
do crreme, foi aposentado o primeiro escriplura-
rto da thosouraria provincial Francisco Antonio
Cavalcanli Coussciro.
Consta-nos que sabbado desampararan! os
seus lugares os palres e remadores dos escale-
res da alfandee, era consequencia de Ihes ha-
ver o Ifiesouraria geral recusado pagar o salario,
lal como recebiam outi'ora. Nao couhecemos o
regiilamenio das slfandegas, na parle que diz
respeito esses empregados, mas p3rece-nos
razoavel que, havendo elles trabalhado duranle
o ultimo mez, certos de perceberem urna certa
snram.i, recusem receber urna oulra quo Ihe
c muilo inferior.
Contina a thosouraria de fazenda sem ter
sciencia do decreto, que prorogou o praso da
substituigo das notas de 5 o 1$ ao par.
Nao consequentememe exacto o boato, que
circula da conlinuago lili, dessa substituigo
sem o batimento proporcional e progressivo do
valor das referidas notas ; as quaes j eslo re-
dolidas neste primeiro mez 49500 as primeiras
e 9J0 rs. as segundas.
Tendo-se concluido as eleiges de Ipojuca
e de N. S. do O' de Goiaona, domos aqui o res-
pectivo resultado :
Ipojuca.
A elelgao desta Ireguezin correu com loda a
tran.iniiii jade ; e a mesa foi composta da ma-
neira seguinle :
PresidenteAntonio Mauricio de Barros Pimon-
^ le. 4. juiz de paz.
Secretarios t-ncnie-coronel Antonio Juven-
CO Pires Falcan.
Conogo Francisco Ilochael de Medeiros.
Escrutadores.Teuente Jlo Manoel Pereira de
Abreu.
Professor Vicente de Moraes Mello Jnior,
Obtiversm votos os Srs.:
C'irnmendador Manoel Jos da Cosa.
Proprielario Lourengo Bezerro de Siqueira Caval-
canti.
Proprielario Jos Flix da Cmara Pimenlel.
Capillo Antonio Peregrino Cavalcanli de Albu-
querque.
Tenente-coronel Isidoro Camello Pessoa de Si-
queiro Cavalcanli.
Proprielario francisco Manoel de Siqueira.
Tenente-coronel Antonio Juvenci Pires Falclo.
Proprielario Joo de Souza Lelo.
V'igario Firmino Jos de Figueiredo.
Commendodor Jos Candido de Barros.
Dito Joaquim Francisco Paos Brrelo.
Capito Leonardo Bezerra de Siqueira Caval-
canli.
Dito Antonio Jos Pires Jnior.
Tononte Lourengo Bezerra de Siqueira Caval-
canli Jnior.
Agricultor Francisco Jos da Costa e Silva.
Dito Joaquim Manoel da Costa.
Conego Francisco Rochael Pereira de Brillo Me-
deiros.
Teneule Jlo Manoel Pereira de Abreu.
Alteres Jos Flix da Cmara Pimental Jnior.
Agricultor Joaquim Jos Alves Lima.
Capillo Joo Carlos Bezerra Cavalcanli.
Agricultor Gervasio Jos da Cosa.
Copulo Lourengo Bezerra Ayres da Silva.
Proprielario Jos Francisco Accioli Luis.
Agricultor Paulo Felippe de Salles Abreu.
Dito Manoel Leonardo de Siqueira Cavalcanli.
Proprielario Joaquim Pedro Patrilo.
Capito Joaquim Francisco de Souza Lelo.
Proprielario Dent Jos Barros de Oliveiro.
Professor Vicente de Moroes Mello Jnior.
Alferes Vicente de Moura de Siqueira Caval-
canli.
Agricultor Antonio Domingos da Costa Albu-
querquo.
Juiz de paz Antonio Maurino de Barros Pimen-
lel.
Agricultor Flix Jes da Silva Gomes.
Dito Jlo Claudiano de Nojosa Varejlo:
Dito Jos Valentn Vieira de Mello.
Dito Sebaslio Joaquim Patriota.
Mojor Theolonio da Silva Vieira.
Fregueza de N. S. do 0' de Goianna.
Dr. Jos Ignacio da Cunha llabello........ 950
Proprielario Felippe Francisco Cavalcanli. 948
Capito Vicente Ferreira Coelho da Silva.. 940
Capillo Joaquim Jos Gomes de Oliveiro... 935
Vigario Manoel Paulino de Souza........... 930
Agricultor Joo da CosU Ribeiro Canto... 928
Capillo Luiz Francisco de Albuquerque___ 928
Capillo Jos Eleulherio Pereira Itabello.... 921
Agricultor Tiburtino Manoel de Gouvcia
Muniz..................................... 920
Agricultor Manoel Mentor de Gouvcia Me- .
oezes...................................... 915
Dr. Antonio Pereira Barroso de Moraes.... 912
Agricultor Manoel de Araojo Barros e'Albu-
querque.................................. 911
Agricultor Francisco lavares de Mello..... 905
Agricultor Miguel Joaquim Cesar........... 901
Teneule Francisco Ignacio de And rod..... 900
Negociante Manoel Bezerra da Assunpclo.. 899
Agricultor Ignacio Bento de'Albuquerque..
J ILEGfVELl
i


.
Mimo di nsR
Mello.
897
896
890
Agncultor Joo Carneiro Pereira de Souza.
lerienle Francisco Cesar de Albuquerque..
Agricultor Silvano de Arujo Barros e Al-
Miqnerque..............;. .. 887
Alferes H-ori ine de PaulV PwrViVa RabeVlol 883
"MFr"clo de Paula Pereita Rabello. 88
*gncuuor Antonio Pessoa de Albuquerque. 870
jyor Antonio Martins do Valle............ 864
Alferes Jos Alves Bringuel............... 861
i encino Manoel Cotreia de Menezes........ 858
Agricultor Vicente Ferreira Bezerra dos
feantos............................. g^y
Alteres Manoel de raiijo Souia'.....'.'.'.'.'.'.'. 8Vt
AgnciiUor Arminlo Joa do Preitas......... 853
egociaole Hicardo Freir de Araujo......-. 850
UUimaram-se as elevos parochiaes do
aranguape e de Jaboalao, cuio resultado o
que se segu :
_ Maranguape.
Os senhoros TOtos
Mijor Carlos Martins de Almeida.......... 35
Capnao Joao da Cruz Fernandes de Souza. 358
t>r Joao Cavalcanti de Albuquerque....... 3>5
Atieres Manoel Cavalcanli Gadeha......... 353
351
330
296
29;*
286
28(5
281
274
274
-----------------., M "'Viii UO Major Cosme Joaquim da Fonceca Galvo.
francisco Ruuo de Araujo Cavalcanti.....
lente Joaquim Estanislao Cavalcanti....
Proiessor Alexandrinn Ayres da Paixao......
Antonio Rufloo de Araujo Cavalcanti......
Alfares Jos Victoriano Delgado............
Manuel Cludiun Bezerra....................
Padre Jos LeitSo da Costa Mchalo.!!!'.!
Peln Alexandre de Oliveira................
Tenento Antonio Pinto da Molla..........!! 272
Manoel Victor de Luna Freir.............. 272
TneoJoro Ferreira de Andrade............" 271
francisco Cimelio Pessoa Caralcanti....... 270
Supplonles.
Os senhores volos.
Comminlante superior Joaquim Cavalcan-
li Albuquerquo.......................
Major Joaquim de S Cavalcanli..!!.!!!!!
Jos* Antoiiio de Souza......................
TeneiUe Luiz Gomes Ferreira........!.!!!.'
Joao Lins do Moraes......... 7B
90
87
81
79
Manoel da Trindade Bezerra................ 1430
Francisco do Reg Barros.................. 1428
Joaquim Francisco do Prado................ 1437
Joaquim Gomes-Car sica nle................ 1420
Jaclniho de Helio Pessoa de Lacerda...... 1420
Chcgou ante-hornera Ha Baha, coaniualro
das de yiagem, a canhoneira de guerra france-
za hlice, l'Entrecasteaux, commandante Rou-
bei, e dee setruir najo para o Rio da Janeiro.
O palhabole brasileiro Nuvaes, sabido no
da 3 para o Rio de Janeiro, condutio os passi-
geiros seguinles : dous escravos de Joaquim Pe-
oro do Valle.
O vapor brasileiro Paran, sahido no dia Io
para os porlos do norte, cor.duzio os seguinles
passageiros: .'os de Souza Garca, Jos Antonio
da Justa, major Jos Muniz lavares, sua senho-
ra e urna fillia, Lucas da Silva Antunet, Pedro
Jacivor Ferreira, couego Joo Baptista Pereira de
Helio, Manoel Leocadio de Lima, Jos Joaquim
Gmese um criado, Joao Antonio Horacio Das,
Joao Bernardino de Moras o sua senhora, Au-
gusle Harismendy, JoSoTereira da Silva Leite e
um eriado, barao de Japaratuba e um Olho, Cus-
todio Goncalves de Oliveira.
O vapor brasileiro Oyapock, sahido .a 3 para
os porlos do sul, tonduzo oe passageiros se-
guinles: Virgilio da Paixao Barros, William Sa-
chosse, D. Luiza Anglada, sua mana e um Qlho,
Antonio Aydano Gontalves de Almeida,
ABOOB.
* iKGlVDA FJEItA 7 M JaHEIRO DE 1881.

0SCILLaC>0 DA MB.
Preamar as 10 h. 18' da manhfia, altan 5,7 p.'
Baixamar sos 4 h. 30* da tarde altura 1.8 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 5 de Ja-
neiro de 1861.
0 STEPPUT.
Io tenente.
Secretaria da thesourara de fazenda de Per-
nambuco 31 de dezembro de 1860.
O official maior interino,
Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
, Anto-
nio Luzebio Goncalves de Almeida e dous escra-
vos, Alviro de Mendonca Menezes, Victoiino A. cimento de qiiem poss'a inte'ressa
do Sacramento, Porlirio Amando Goncalves e otlicio que abaixo vai transcripto,
Xavio entrado no dia 4.
New-Castle-40 dita, barca inglezi Warrior
Queen, de 226 toneladas, capitao Charles Wsr-
aen, eqopagem II, carga carvao do pedra e
trilhos dn ferro, a Saundera Bmtners & C.
Navios saludos no mamo dia.
Rio de Janeiropalhabole brasileiro Dual Lui-
sas, capitn Joaquim Oias de Azevedo, carga
asaucar.
S. Johnbarca iogleza habella Redly, capitao
Richard Bulley, em lastio.
Avisos mar i ti dios.
Edita es
1
Repartido da palela.
Ia seceo. Secretoria da polica de Pernambu-
co, 4 de Janeiro de 1861.
O IIIm. Sr. Dr. chufe de polica da provincia,
manda fazer publico, para que cnegue ao conlle-
va oconteudo no
um criado, Carlos Augusto Aulran da Malla e
Albuquerque, alferes A. Francisco da Molla, dito
Augusto Pinto Pacca, um cadete e dous soldados,
Kayraimdo F. de Albuquerque Cavalcanti. S. P.
Johnsloo, sua senhora e urna ilha menor, B.
Paitersun. Dr. Bernardo Pereira do Carmo Ju-
dirigido em dala
do 4 de dezembro ultimo peio f}r. chefe de poli-
ca da provincia do Piauhy.
O/ficio.
Secretaria da polica do l'iauhy.em 4 dezembro
de 1860.lllm. Sr. Vcha-se preso na cadeia da
cidade de Oeiras desta provincia um escravo que
nior, 2 escravos e um criado. A. da Costa Lobo, j diz chamar-se Cisemiro, e portencer a Jos Fran-
Dr. Benicio Dantas Martins, D. Pastalide e tres cisco, morador na Floresta perto dessa capital,
escravos, Jacob Andulurt, Arthur Cabral, Ame- d'oude fugira ha 6 annos : e pura que uto che-
Alteres Jacinlho Soares Boieiho...!!!!!.!!!
Manoel Lobo de Cirvalho..................
Alteres Joao das Chagas Ferreira!.!!!!!.!.
Ant.nio Francisco Delgado.................
Padro Manoel do Nascimciito...........!!!
I>r. Antonio Dorges Leal.................... 65'
Padre Fortunato David Amador.......... 62 '
Jovito Antonio de Moraes.................. 62
751
71
69
67!
65
61
60
58
57
da
Antonio Vicente Ferreira...
Pedro das Chagas Ferreira.................'.
Antonia Joaquim Nnjosa.............!....!!
Clirstovao de Santiago Souza Pinto......!!!
Jaboalo.
O3 senhores
Commendador Francisco Antonio Pereira
Silva.
Viscondc do Suassuna.
Jos Cavalcanti Wnnderley.
Dr Fnncisco do Reg Barros Barreto.
Dr. Pelippe de Souza Leo.
Capitao Manoel Ignacio de Albuquerquo Mara-
nhao.
Ca[iiiao Francisco Cavalcanti de Souza Leo.
Capio Jos Francisco Pereira da Silva-,
Jos de Souza Lcao.
Major Jos Francisco de Souza Leo.
Dr Miguel Fehppe de Souza Leo.
Capilao Jos Maximino Pereira Vianna.
Caitdo Joaquim Pereira Vianna
Commend Major Manoel Ignacio de Siqueira.
Cipilo Manoel de Souza Leao Juoior.
Capilao Joo Lu? Ribeiro de Parias.
Comineoilador Manuel de Souza Leo.
Capilao Jos Francisco Pereira da Silva Jnior.
Major Autouio Francisco Paes de Mello Brrelo.
lente-coronel Joo Manoel Carneiro do La-
cerda.
Ignacio Francisco Pereira da Silva.
Capilao Muioel Pires Ferreira.
Capio Antonio Pereira da Cmara Lima.
Vigano Minoel Espiridio Muniz.
Alferes Ignacio Francisco Cabral Cantanil.
Eis o resultado evpres-o pela apuracilo das
listas recebidus na fregoezia da Varzea, tara a
eleicao de eleitores, cojos trabalhosconcluiram-so
no da 4 na maior calma possivel :
Sonhoes, Vitos
Manoel Thomaz de Barros Campello....... 286
Barao de Muribeca........................ 281
Vigario Dmaso d'Assumpeao Pires........ 280
Antonio Pedro Cavalcanto de Albuquerque
Lina...................................... 1279
Manoel Francisco de Cnrvalho Paes de An-
drade..................................... 279
Fraucisco de Paula Correa d'Araujo........ 278
Thom Corita d'Araujo.................... 278
Francisco Xavier Carneiro Lins............ 277
Jos Correa Leal............................ 277
Beotodi Rocha Wanderley Lins............ 277
Antonio de Hollanda Cavalcanle de Albu-
querque Jnior.......................... 277
Manoel Bezerra C-.valc.inlo de Albuquerque. 276
Joo Cavalcanto de Albuquerque Luis...... 276
Manoel Romo Correa de Araujo.......... 275
Firmino dos Santos Vieira.................. 275
Francisco Xavier C. da Cuuha Miranda..... 275
Jos Duarle Rangel........................ 263
SuppleiUei.
Francisco Xavier Correa Gomes............ 268
Jos Jacques da Cosa Guimares..........I 2C6
Egydio Carneiro Rodrigues Campello...... 265
Ignacio Alvos Monteiro.................... 264
Ignacio Xavier de Piula Rocha............ 26{
Francisco Sother de Figueiredo Castro...... 26i
Jos Antonio de Brito Bastos................ 263
Manoel Jos da Costa Guimaraes.......... 263
Dr. Felippe Carneiro de Olinda Campello.. 263
Pa.Ir Joaquim Jos de Ferraz............ 263
Vigario Feliciano Fereira de Lyra.......... 262
Antonio Goncalves da Silva................ 262
Antonio de Souza Barrse.................. 262
Manoel Anselmo Correa de Figueiredo.... 261
Manoel Soares Mendes...................... 2fi0
Jos Antonio de Oliveira e Silva.......... 260
Pedro Das de Assiz........................ 257
Em Xizarclh, compoz-se a mesada forma
seguinte :
Presidente. J. T. d'Albuquerque Maranho.
Secretarios. r. J. Salgado de Castro Accioli.
Manuel J. Baodeira de Mello.
Escrutadores. J. Francisco de Paula Leito.
Thomaz da Molla Civalcante.
Sahram eleitos :
Dr. HereulauoA. Pereira da Cunha........ 1560
Joo Francisco Lopes Lima................ 1531
Manoel Carneiro C. A. Lacerda............ 1531
Padre Francisco Cueles Ferreira de Brillo. 1331
Dr. Joaquim Francisco de Mello C.......... 1531
Dr. J. Jos de Oliveira Andrade............ 1500
Dr. J. Salgado de Castro Accioli............ 1500
Dr. Joaquim Eduardo Pina.................. 1499
J. Theodorico d'Albuquerque Maranho.... 1495
Manoel do Reg C. d'Albuquerque........ 1495
Pedro da Cunha Cavalcanle................ 1494
Jos Faustino Civalcante 'x.............. 1493
Francisco de P. Barrete Coulinho.......... 1490
Dr. Jos Francisco Lopes Lima............. 1488
Antonio Lourencn Tavares................. 1476
Dr. Syophonio Cezar Cuulinho............ 1475
Jos Correa de Oliveira Andrade........... 1474
Antonio Lourenco Tavares d'A............. 1473
Vicente de Hollanda Cavalcanto............ 1472
Jos Francisco Belem Juuior.............. 1479
Feliciano Jos de Mello..................... 1468
Joaquim Francisco B*lem.................. 1460
Francisco Rufino Correa de Caslro......... 1460
Dogo V lho Civalcante.................... 1465
Manoel Joaquim B. de Mello............... 146-1
Mariinhoda Silva Cesti..................... 1462
Plinio Augusto C. d'Alcuquerque.......... 1450
Bento Francisco de F. Torres............... 1458
Antonio Ribeiro de Moura.................. 1457
Domingos J. da Costa Braga............... 1453
Francisco Xavier Birreto................... 1452
Luiz Guedea Alcoforado.................... 1451
Vicente Cavalcanle d'Albuquerque......... 1450
Candido Rodrigues Mariz................... 1450
Antonio Bernardo Lopes Lima.............. 1450
Sebastio Jos de Mendonca................ 1446
Joaquim de Hollanda Cavalcanto de A..... 1446
Jos de Barros B. Coutinho................. 1445
Joo Carneiro da Cunha A.................. 1444
Henrique L. Pereira de Lyra.............. 1442
Bernardno Jos Serpa...................... 1441
Francisco de Paula e Albuquerque......... 1440
,Jovino Faustino Cavalcanle d'A............ 1410
Joo P. Guedes d'Araujo................... 1438
Jos Gomes Caraleante..................... 143
Placido de Souza Pimeotel................. 1435
JF.de Paula Leito...................... 1434
Joo d'Araujo Cesar......................... 1433
Bento Franco Roaeu,...................... 1432
Padre Zeiirioo Dentellas Ornara............ 1432
Antouio C. Aires Gomes.................... 1430
rico Netto F. de Moraes, cadete Joo Manoel de
L. M. Sacramento, soldado A. F. da Silva, An-
tonio de Padua Ferreira, Johan FreJerck, Au-
gusle Rolln, Herrnann Sim, Hara Francisca de
Miranda, Antonio Goncalves Grvala,
de Simio Sampaio Leit, 2 ditos de
Pinto Ramos, elemento lavares da Cruz. 2 es-
cravos de A. de Andrade, 3 ditos de Joo do Si-
queira Ferro. Sadoc prelo livre, 4 escravos de
Silvino Guilliermc de Birros, 2 ditos de F. Ti-
burcio de Souza Nev?, 1 dito de J. R. Correa, 1
dito de J. I. Pereira de Mello. Joo Jos do Mi-
randa, Dr. Andelo Branda Fildo, sua senhora,
1 filho menor e 2 criados, Dr. Eluaido Rasleli,
Goncalo da Silva Lisboa prelo livre.
gue ao conhecimenlo do seuhor do dito escravo,
alim de o solllcitar, mediante .documentos que
, provem o seu dominio, assim O'communico a V.
S a quem Deus guardo.Illm. Sr. Dr. chefe
buco O ctiefe
3 escravos de polica da provincia de Pernumt
D. Josepha J de polica, Francisco de Fariat lemos.
Rufino Augusto
Conforme.O secretario,
Almeida.
de
A\'no martimo.
O capto T. C. Scheldo brigoe escuna bollan-
dez tSfcihe* vindo de Rotterdam cora desuno
para Sourabaya e Moeassar oom um valioso ac-
regamento arribado neste porto, precisa tomar A
risco martimo sobre o casco, frete e carregamen-
to do seu dito navio e pela viagem aobredita a
quantia de 6.000 a 7:000* para^pagamento da*
despezas de coocerlos que fez oeste porto. Os
pretendentes queiram dirigir as suas propostas an
consulado dos Paizes Baixos, ra do Trapiche llo-
ro n 16, at sabbado S do correle, ao acto dia.
Para Aracaty e Ass
segu o hiato Dous Irroios ; para carga, trata-
se coro Marlins fticmao na rus Nova n. 48, ou
com o mestre Joaquim Jos da Silreira.
Le loes.
o Ri de Janeiro
pretende seguir nestes oilo dias o brigue nacio-
nal Conceico, tem dous tercos de sen carrega-
mento a bordo : para o resto que Ihe falla, tra-
ta-se com 09 seus consignatarios Azevedo & Men-
des, no seu escriptorlo ra da Cruz n. 1.
Declarares.
COH31Iil50.
Becebedoria de rendas
geraes de Pernambuco.
Itendimento do da 2 a 4 .... 1:9823281
..... 6683229
dem do da 5
Consolado
Rendimento do dia 2 a
dem do dia 5 ,
2:6505I0
provincial.
4 10.148*311
.... 3:0543143
13:zW.5i
Algodo --------
Assucar --------
PRACA DO RECIFE
5 DE .iAXEIRO DE 1861.
A' 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios----------Saccou-se sobre Londres de 26
1/4 a 26 1/2 d. por 1iM)0 rs.,
sobre Paris de 365 a 368 rs. por
franco, sobre Hamburgo a
684 por M. B., e sobre Lisboa a
110 % de premio, regulando os
saques a St 30,000.
Nao houve entrada nesta se-
mana.
O brando vendeu-se de 3))600
a 4j>400 rs- por arroba, o so-
fren os de 3^200 a 3*400 rs.,
masravado purgado de 2>700 a
29800, c bruto de 2$350 12*400
rs. por arroba, a entrada foi
pequea, e o depozito nao a-
vulta.
Agurdente-------Vendeu-se a 90g000 por pipa.
Couros Os seceos salgados venderam-
se a 225 rs. por libra.
Arroz-------------dem de 2j600 a 2j800 rs. por
arroba.
- Vendeu-se a 3}000 rs. por
galo.
Nao houve vendas em tacado,
retalhando-se de 9*600 a 11
rs.. Picando em ser 12,000 bar-
ricas. ,------f
- Venderam-se a 1J?600 rs. por
arroba.
- Vendeu-se de 6J0OO a 6tf400 rs.
por arroba. 1
Vendeu-se do lgGOO a 1800 por
libra.
- dem de 5g600 a 5600 rs. por
duzia de garrafas.
Parinha de trigo. Nao ha nenhuma em primeira
mo, porm os padeiros esto '
bem supridos.
Far.de mandioca Vendeu-se a 4#500 rs. por
sacca.
Feijo-------------dem a ljJ600 rs. por airoba.
i A secretaria do governo 'precisa de dous
f encadernadores para preparar os livros da cor-
' respondenct offici!; quem quizer se encarregar
j desse trabalho, dirija-sea mesma secretaria.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria de fa-
/, zenda desta provincia manda fazer publico, de
internas conformidado com a ordem do tribunal do the-
isouro n. 200 de 10 de dezembro do anno pro-
' ximo findo, que no dia 24 do torrente mez se
far concurso nesta ihesouraria para preenchi-
. ment da vaga de 4." escriturario da alandc-
ga desla mesma provincia. Osque pretenderem
ser admitlidos ao coucurso devero provarler
vinle anuos de idade e que esicercera algum dos
lugares de intrancia inferior nasaliandegas, mesas
de rendas, recebedorias; thesouraras ou no tho-
souro. Os exames versaro sobre as seguinles
materias .
1 Grammalica da lir.gua verncula, lcitura
e escripia correcta e crtente.
2.a Theoria das escriturario mercantil por
partidas simples e dobradas, o suas applicaces
ao commeico, e administrarlo oa fazenda.
3." Ariihemelica e suas applicac.cs ao com-
mcrcio, com especialdade a reduc^o de pozos o
medidas naclonaes ostrangeiras, calculo de des-
cont e juros simples e composlos, theorias do
cambio e suas applicacos.
4.a Nocoes d'algebra.
5.a TraducQo correla das linguas ingleza e
franceza ou pelo menos da ultima.
6.a Principios geraes de Geographia, de histo-
ria do Brasil e deestatistica commercia!.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda de Per-
nambuco, 3 de Janeiro de 1861.O offlcial maior
interino, Luiz Erancisco de S. Pain e Silva.
O Illm. Sr. inspector da ihesouraria pro-
vincial manda fazer publico que do dia 3 do cor-
rente por diante, pag)m-se os ordenados dos em-
pregados pr< viociaes, vencidos no mez de de-
zvmbro prximo Ando.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco 2 de Janeiro de 1861.O secretario,
A. F. d'Annuncaco.
Rio de Janeiro
O veleiro o bem coohecido brigue nacional Ve-
loz pretende seguir com muita brevidade, tem
parte de seu carregamento prompto : para o res-
to que Ihe falta, escravos a frete e passageiros,
para os quaes tem excelleutes commodos. trata-
se com os seus consignatarios Azevedo & alendes,
110 seu escriplurio ra da Cruz n. t.
Para o Rio de Janeiro
O bem conhecido e veleiro brguo nacional Eu-
genia segu com brevidade, tem parle de seu
carregamento a bordo : para o reslo que Ihe falta,
trata se com os seus consignatarios Azevedo &
Mendes, no seu esciiptorio ra da Cruz n. 1.
Azeite dcc -
Bacalho-------
Batata
Caf----------------
Cha----------------
Cerveja----------
Vaccina publica.
Havendo presentemente mu boa se-
ment vacciniea, o commrssario vaccina-
dor provincial convida aos paes de fami-
lias desla cidade a comparecerem com
seus (ilhos e mais agregados que preci-
saren! ser vaccinados as quintas-feiras
e domingos, no toneo da alfandega das
7 s 10 horas da manha e nos sabbados
oa casa de sua residencia, segundo andar
do sobrado da ra estrella do Rosario n
30, para assim poder conservar a Irans-
mis-ao do fluido de brar,o braco, untca
maneira de sua conservaco com pro-
veito.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se dos portos do sul at o dia 14 do
corrcnle o vapor Tocontins, commandante o
primeiro-tenente Pedro Hypolito Duarle, o qual
depois da demora do cosiumc seguir para os
porlos do norte
Recebem-se desde j passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo &
Mendes
Para o Rio de Janeiro.
segu em poucos dias o veleiro brigue eDeo'in-
da, porter parte de sua carga proropla ; para o
resto e escravos a frete, trata-sc com seu consig-
natario Domingos Alves Matheus, na ra da Ca-
deia do Recife n. 51.
Para o Porto por Lisboa
segu impreterivelmentc no dti 15 do corrente a
mu conhecida barca portegueza Sympaihia ;
recebe anda alguma carga a frete e passageiros:
consignatarios Bailar & Oliveira, ra da Cadeia
do Recife n. 12.
Brigue Constante
Segu para Lisboa at 15 de Janeiro, para o
que j tem metade do carregamento quem no
mesiiio quizer carregar 011 ir de passagem, para
o que tem as melhores accommodac,es, dirija-se
ao consignatario Thomaz de Aquino Fonseca, na
ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ou ao ca-
pilao o Sr. Augusto Carlos dos Reis, na praga.
&
Carne secca-------
Louga-
O Illm1 Sr. inspector da Ihesouraria de fa-
zenda desta provincia manda fazer publico que
no dia 10 de Janeiro prximo seguinte naver
concurso nesta Ihesouraria para preenchimento
de 10 vagas de praticante da alfandega desta ca-
pital, comecando os exames as 10 horas da ma-
nha sobre as seguinles malerias : leilura, e ana-
lyse grammatical da lingua verncula, orlhogra-
phia, c arithmetica at a theoria das proporges
inclusive.
Muelles, que pretenderem ser admitlidos ao
cora 280 a 285 por cento de pre- concurso, deverao previamente provar que teem
sobre a facturacambio 18 annos completos de idade. que estao livres d
culpa e pena, e que teem bom procedimento.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda do Per-
nambuco 12 de dezembro de 1860.O offlcial-
maior interino, Luiz Francisco de Sampaio e
Silva
A do Rio Grande vendeu-se de
1*600 a 4*000 rs., e a do Rio
da Prata de 2&800 a 3*000 rs.
por arroba Arando em ser
15,01)0 arrobas da primeira, o
45.000 di segunda.
A ingleza ordinaria vendeu-se
mo
ao par.
Manlega----------A franceza vendeu-se a 680 rs.
por libra, e a ingleza a 850
reis.
Queijos----------venderara-se de 2000 a2500
rs. os Aamengos.
dem a 7J50O rs. por arroba.
Ilem de 90 o 100*000 rs. a
pipa do de Lishoa.
Vinhos-----------Vendeu-se de 280J a 290g000
rs. a pipa do de Lisboa.
Velas-------------As stearnas vendeu-se de 610
a 660 rs. por libra.
O rebate de lettras regulou de
10 a 18 por cento ao anno,
discontando a caixa Alial cerca
de 400 contos de rs. a dez por
cento.
Para o Canal a 30/Para Livel-
pool do lastro a 17/60 do al-
godo a 7/16.
Toucinho- -
Vinagre -
Desconlos
Freles
Movimento do porto.
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A noile nuWada at 2 horas que tornou-se de
aguaccros,. veulo NE : ENK fresco dorante a
e ao amanhecer NNE regular.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco continua a substituir
ou a resgalaro resto das notas de i0# e
20( que havia emittido e ainda existe
em circulacao, declarando que, em
cumprimento do decreto n. 2,66* de
10 de outubro do corrente anno, esta
substituido ou resgate devera' effec-
tuar-se dentro de 4 mezes, e que indo
este prazo s podera* ter lugar com o
disconto progressivo de 10 por cento ao
mez, licando astim na forma do art 5
da lei n. 53 de 6 de outubro de 1-83
sem valor algum no um de lo mezes.
Recife 9 de novembro de 1860. Os
directores, Jo5o Ignacio de Medeiros
Reg, Luiz Antonio Vieira.
Pela mesa do consulado provincial se faz
publico que os 30 dias uleis para o pagamento i
bocea do cofre, da decima urbana dos predios das
freguezias desta cidade e da dos Afogados, per-
tencentes ao 1. semestre de 1890 a 61, se flnali-
sam no dia 8 de Janeiro prximo vindouro, findo
os quaes incorrem na multa de 3 0|0 todos os que
dexaram de pagar seos dbitos.
Mesa do consulado provincial 31 de dezembro
de 1860.Pelo administrador,
T. y. P. Peieira da Silva.
De ordem do Illm. Sr. inspector da Ihesou-
raria de fazenda desta provincia se faz publico,
para conhecimento de quem interessuL que no
dia 16 de Janeiro prximo futuro, peramo a mes-
ma Ihesouraria, sota arrematado a quem maie
der, o arrendamento do proprio nacional -ello no
Porte do Mallos, denominadoArmazera de Pi
Brasil.
Para a Baha segu em poucos dias o palha-
bole nacional Dous Amigos. lera parte de sua
carga engajada; para o reslo, trala-se com seu
consignatario Francisco L. 0. Azevedo, na ra
da Madre de Deus n. 12.
Para a Babia
pretendo seguir com muita brevidade a sumaca
nacional Hortencia, a qual tem prompta parle
de seu carregamento ; para o resto que lho fal-
ta, trata-se com o seu consignatario Azevedo &
Mendes, no seu escrintorio ra da Cruz o. 1.
Rio de Janeiro,
vai seguir em poneos dias a barca Rio de Janeiro
por ter parte de seu carregamento prompto : pa-
ra o reslo, trala-se com Antones Guimaraes &
C, no largo da Assembla n. 19.
jPJSM JD
Rio Grande do Sul
sahir com toda a brevidade o brigue nacional
Mrquez de Olinda ; para o reslmte da carga,
trata-ae no escriptorio de Manoel Ignacio de Oli-
veira & Pilbo, no largo do Corpo Santo.
Para Figueira
com escala [por Lisboa sahir com brevidade o
patacho portuguez Mara da Gloria, capitao An-
tonio de Barros Valenle ; para carga e passa-
geiros, trata-se com s consignatarios Francisco
Severiano Rabello & Pilho, largo da Assembla
n. 12.
O hiate Garibaldi, sejrue para o Cear em pou-
cos dias : a tratar com Tasso Irmos oa com o
capitao Custodio Jos Vianna.
Rio-Grande do Sul.
O brigue Princeza segu dentro em poneos
dias, por ter meto carregamento prompto : para
o reslo trala-se com- os consignatarios Marques,
Barros & C, largo do Corpo Santo o. 6.
Para
Consulado de Franca
LEILAO
A requerimiento de Joao Reller & C.
e com autorisacao do Illm. Sr. cnsul
de Franqa e em sua presentj > o agente
Hyppolito da Silva vender' em leilao
por conta e risco de quem pertencer,
urna caixa marca XLX n. 20 contendo
3 i pecas de mossulina adamascada de
9|i de largura e 19 jardas cada pega,
avariadas a bordo do navio irancez
Adelle, capitao Gallier, vindo lti-
mamente do Havre: no da 8 do cor-
rente no armazemalfandegadodoExm*.
Sr. barao do Livramento, as 11 horas
da manha.
Avisos diversos.
Precisa se de um caxeiro para co-
branzas o qual deve ser delinete e ai
aneado, pagando-seo ordenado a secca :
denja-sea livraria da prarja da Indepen-
dencia n. 6 e 8 que se informara
Manoel Ferreira da Silva Tarrozo
na ra do Apollo n. 28, saca sobre Por-
tugal.
c^~ O Sr. Fernando Ro-
mano Sleppe da Silva queira r a negocio S
que n5o ignora a loja de fazendas da ra f|
da Cadeia do Recife n. 23.
ar O Sr. Dr. Joao Pi-
nheiro de Lemos queira ir a negocio que ,*
mo ignora a loja de fazendas da ra d
Cadeia do Recife n. 23
Os Sis. Galdino Ferreira Gomes e Ma-
noel Joaquim Ferreira lenham a hondada
de dirigirem-se a loja n. 23 da ra da
Cadeia do Recife, deGurgel 4 Perdigao.
aosSrs. abaixo assignados o favor de
dirigirem-se a ra da Cadeia do Recife
n. 40, casa de Martinho de Oliveira
Borges, para liquidarem certos nego-
cios que Ibes dizem respeito :
Joaquim Dacti-oTelles de Souza.
Jos Joaquim de Oliveira Barros.
Emilio Americano do Reg Cazumba'.
Manoel Candido Pereira Lyra.
Cezario Aureliano de Ventura.
Ricardo Austin.
Belizario do R*go Barros.
A meneo ferreira da Silva.
Joaquim Maria de Mendonca.
Joaquim Coelho Cintra.
Antonio da Costa Reg Monteiro.
Sabino Jos de Almeida.
Francisco A. Oliveira Barros.
Amaro Gomes da Cunha Rabello.
Seveiiano Lucio Farias.
Alfredo Albuqur-rque Martins Pereita.
Dr. Antonio Cundido L ore te.
S Simplidio da Cruz Ribeiro, professor pu- ,.
fj b'ico do segundo grao na freguezia da ;;}
& Roa-Vista, as horas vagas de seu ma-
S gisterio da liccoes por casas particulares: 3*
;i na ra da Gloria n. 44. 9$
Aluea-se urna ama forra ou cap-
tiva para casa de familia : na ra da
Cadeia do R 99 @@99@ IHMIIf
9 Acha-se a venda na typographia com- dj
raercial ra eslrcita do Rosario, o dicrio- $
j nario dos termos lechnicos das molestias, g$
0 e roga-se aos Srs. assignantes que tenham Jp
a bonlade de mandar recebe-lo. I
99989999 @9><33 @3@S@g
^M^
Precisa-se de urna ama para cosinhar
o ordinario de urna casa de poucas pes-
soas : a tratar nos Coelhos, ra dos Pra-
zeres n. 4.
Aula de meninas. 1
Amelia Elodia Lavenere avisa aos Srs. R
pas de familias que mudou a sua resi- g
dencia para a ra Direita n. 54, primeiro o
andar, onde continua a ensinar primeiras fi
letras, francez e as prendas, coser, bor- 9
dar etc. Tambem recebe alumnas pen- 8
A sionistas e meio-pensionistas.
* -rSS vSw w vGt Wra wwiJ 'SfSWSffleewivHCiS
Atiendo.
Antonio Thomaz Pereira avisa a todas as pes-
soas que Ihe sao devedoras de Ihe saldarem suas
cootas al 30 do corrente por o mesmo ter obri-
gaces a cumprir ; docoolrario cobrar judicial-
mente.
Francisco de Freitas
Gamboa,
achando-se estabelecido com a sua escola na ra
das Flores n. 3, rooradis esta qae offerece todas
as condicoes hygienicas por ter, alem dos com-
modos necessarios, janelas para os qualro pootoa
cardeaes, resolve admiltir at 6 pensionistas, o
aiBuiw meto pensionistas, com tanto que nao ei-
cedam a 10 annos de idade. Oa precedentes que
oirerece em garanta do seu eslabelecimento nao
sao graciosos, mas sim offlciaes, e sio os se-
guinles :
. '0 Despacho doP.im. presidente da provin-
cia n. $9. Attesle. querendo. Palacio do governo-
rernambuco 3 de marco de 1852. Vctor de
Oliveira.
Atiesto, que visitando o collegio particular do
proessor Francisco de Freitas Gamboa, achei-o
bem dirigido. Reconheci no director aj t..is0 9
nos alumnos approveitamento. Directoris P'ral
da insirucco pnblica 12 de mareo de 1832 g-
guei do Sacramento Lopes Gama, director geral
2: As siias que tenho bife a escola do
professor Francisco de Freitas Gamboa, me hao
dado occaslio de ver meninos mu tenros e do
mu pouco lempo de aula lerem clara e dese'mba-
rafadamenle quahjner litro que se Ibes de, co-
mo lambem fazerem com exaclidao e expdila-
tnenle qualqiier. operaco de arithmetica. Rc|a-
torio do Etm. Sr. Dr, f ortetla a assembla nco-
vincial. 1858 marco. *
3. O ensino da infancia objocto de tao alta
importancia, que tornara-se dignos de lonvor
aquelles que se dedicam a essa obra memoria
regando o terreno em q< devem crescer as vir-
tudes sociaeg. t. de Arencar Araripc. 22 do
maio do 1860.
No lbum da escola do prof-ssor Francisco do
Freitas Gamboa.
Fugio do abaixo asslgaado urna escrava do
nome Vicencia com os sigues seguintes : baixa
grossa. feaderara.cor fula, be^os grossos boc-
ea regular, orelhas grandes e acabaadas, uins
especie de sardas prctas no rosto, ou marcas de
bexi3s. falta spera e grossa, acompanhada de
aremelos, ara um t^nlo comprida, cabellos cor-
lados rentes, urna pequea ferida no lornozell)
esquerdo; levou um veatido do chita rftxa i.'i
usado e um dito (nao em folha) de chita encar-
nada ; consia que compr u um par de saparos
de panno, o que indica que vai usar delle para
passar por forra ; talvez que ande por Olinda
quem a pegar ou della souber dar noticia, dirja-
se a ra Augusta n. 70. que sf r gratificado com
generosidad.Luiz Antonio do Freitas
Aluga se umespacoso armazera rauito pro-
prio para qualquer eslabeleciraenlo, como bem
cocheira de carros, cavallos, para deposito d
madeiras, etc., etc.. j bastante afregnezado por
ter sido muitus anuos armazem de materiaes, o
muita conhecido pela denominacau dearmazem
do solcom a grande vantagem de pissar cor
triz o rio Capibaribe, e ler alem do armazem um
grande terreno no fundo : quem pretender, di-
rija-se a ma da Concordia em o me>mo armazem
n. 34. ou a ra do Livramento, loa n. 27.
Precisa se alugar urna ama para casa de
pouca familia, s para cozinlnr ; na ra do Tra-
piche n. 26.
Precisa-se de um rapaz para caixeiro, que
de fiadora 311a conducta ; quem pretenJer, diri-
ja se a ra do Livramento n. 27, loja de ca'lcaeo.
Precisa-se de urna ami para cozinhar "para
casa de pessoa solleira ; na ra da Imperatriz n
4, taberna.
Com o descont de 5 0|0 Irocam-se as se-
dulas de 1 c 5S, das que s podem ser trocadas
no thesouro geral desla provincia, com o descon-
t de 10 0|0, na Iravessa da Madre de Dos n. 17
das 8 horas da manha s5 da tirde.
Precisa-se alugar uro sitio perto da prar;a.
que tenha pisto para deas vaccas de leite, e seu
aloguel nao exceda de 500 ; na ra do K.nget
n. i o.
As 9 horas d noite de 30 do dezembro p.
p fugio do collegio da ConceicSo Cruz de Al-
mas, cora o cabra Bernab, ca'pineiro de Apipu-
cos, urna escrava muala de nome Ignitcia, ida-
de 22 annos. bonita, carapinha dividida ao meio
da cabeca, estatura ordinaria, bem construida,
levou vestido de chita do listras araarellas eou-
tras escuras ; quem a pegar ou della der noticia,
ser bem gratiuVado daquelle cotlegio, ou nesta
cidade nesta typographia.
Precisa-se de urna ama para casa de pe-
quena familia ; na ra do Hospicio n. 02.
Ouem precisar de um menino que l, es-
crevee conta bonf, pira caixeiro de oja ou es-
criptorio, dirija-so ao pateo da Santa Cruz nu-
mero 24.
Aluga-se iima casa terrea acabada ha dous
annos, com bastantes commodos, sita aa ra bu
Motocolomb n 73 da freguezia dos Afosados: *
tratar na praca da Boa-Vista n. 16 A.
Preci3a-se de urna escrava cozinheira e en-
gommadeira.e mais servicos de casa do pouca
familia : na ra de S. Goncalo n. 14, primeira
qasa de soto indo para a ireja.
O anniincio que por estes das tem sahido
neste jornal, chamando diversos senhores loja
da roa da Imperatriz n. 82, e entre elles o Sr. Jo-
s Joaquim de Aguiar, nao se ontende com o Sr.
Jos Joaquim do Aguiar, morador nesta cidade, e
sim com um poituguez de igual nomo, morador
no eogenho Alegra.
Precisa-se de um menino que tenha pratica
de taberna : na ra da Santa Cruz .n. 62, depo-
sito.
Precisa-se do urna ama de leite : no pateo
do Terco n. 26.
Na taberna da estrella do largo do Paraizo
deseja-se fallar aos Srs. Antonio Muniz Pereira,
Caetano de Assis Campos, Francisco Ignacio Fer-
reira, Trajano Filippe Nery.
Aviso aocommerciq.
Paulo Casscs tem contratado comprar a casa de
pasto sita na ra do Imperador n. 16, pertencen-
le ao Sr. Antonio Jos da Silva Guimaraes. da
qual era administrador Uiogo Jos da Casta Fon-
les : se alguem se julgar com direito a dila rasa,
queira apresentar suas contas na mesma no pra-
zo de 3 dias, (Indo o qual a nada se attender.
Recife 2 de Janeiro de 1161.
Rabe Schraetau & c. participara que os
Srs. F. W. Quist e Wm. Otto entrsrara como so-
cios na sua casa commercial desde o dia l-0 deste
raez.Recife 2 de Janeiro de 1861.
Quem precisar de um menino do 16 annos
que l e escreve bem paro cr.ixeiro de qualquer
estabelecimento, menos taberna e padaria, pode
dirigir-se a ra de Apollo n. 32.
Despachos telegraphicos por
via de Ricardo Knowles, de
Lisboa.
Luiz Antonio Siqueira, previne aos
negociantes desta praqa que precisarem
dos subscriptos, instruccfes eimpressos
para os referidos despachos que os po-
dem procurar no seu escriptorio na ra
da Cadeia n. 20.
Aluga-se a casa da rus dos Prazeres, de por-
18o com 2 lees : a tratar na mesma com Jos
Carneiro da Cunha.
Rio de Janeiro,
segu em poucos dias o biigue Mara Rosa,
ainda admitle alguma carga, tem bens commodos
para passageiros e escravos : trata-se com I. B.
da FonsMS Juaior, rus As Vifaiio o. 33.
iV.Lt. SANTOS 4*1\01AM.
Scientificam aos seus amigos e freguezes desta e d'outras
provincias, que inudaram o antigo eslabelecimetilo de fa-
zendas que tinhain na ra do Crespo n. 13 e do Imperador
n. 36, para o bem conheicdo sobrado amarelio, na esquina
da ra do Queimado n. 31, propriedade do Illm. Sr. com-
mendador Magalhes Bastos, oude continuaro a teromiis
completo sortimento de fazendas de*todas as qualidades
para venderem por mdicos precos em grosso e a retalbo.
SOBRADO AMARELLO
ESQUINA HA RUA DO QUEXMADQ N, 31.


()
DIARIO DC FSWUBMUCO. SEUHD4 FE1RA 7 OZ JAHEIRO DE 1841.
Ama
Precisa-se de duas amas para cozinhar een-
gommar ; ua ra Nova n. 33.
Us bilhetes da segunda 'lotera do ibeatro
de S. Pedro de Alcntara do Rio de Janeiro, per-
lencenle socielado Feliz, ao os seguintes : 1
buhte de o. 269i, 1 meto de n. 1199, 2 guarios
de ns. 226 e 1830.Alcntara, 1. procurador.
Aluga-ae um sitio com excellente casado
vivenda, ptima baixa de capim, o muilos arro-
redos : a tratar com o Sr Francisco Antonio de
Albuquerque Mello, na ra da Lapa n. 1.
Aluga-se um moleque que sabe cozinhar o
diario de urna casa, e faz lodo o mais servico :
na ra da Praia n. 12.
Aluga-se o segunde andar na ruado Livra-
roento, com muilos commodos : a tratar na mes-
ma casa n. 19.
Giovanni Del Lungo, Giuseppe Piuhianli,
Bernardo Lalini, Francescho Martioelli, Pietro
Signorini, subditos italianos, retiram-se para fra
do imperio.
Urna pessoa habilitada prope-se a ensinar
primeiras letras em casas particulares; os pais
de familia que se quizerem ulilisar de seu pres-
umo, dirijsm-se aruadtlmperatriz n. 18.
Ao commercio.
Escote central do metho-
do Castilho.
De confeimidade com a lei da inatruccle pu-
blica -eslfis aberlis todas as nessas escolas de um
e d'outro sexo, de 7 de Janeiro em vaote. Ra das
Flores n. 3. Francisco de Freitw Gamboa,
Qttem precisar de um menino portuguez,
com 15 4 16 annos, que sabe lr escrever bem
para qualquer armazem, dinja-se a ruado Rosa-
rio Estreil o. 43.
Precisa-se alugar urna sala independente
em sobrado, na freguezia de S. Jos ou Santo
Ablonio, para um pequeo escriptorie : quera a
a li ver para arrendar, dirija-se ra do Queima-
po n. 41, 4 indicar a sua morada para se pro-
curar.
Roga-se aos senhores que se acharen) com
relogios ; ua ra da Imperatriz n. 14, na loja de
Albert Aschoff que t buscar ne prazo de 8 das
e nao indo, sero vendidos para pagar-se do seu
trabalho.
Precisa-se alugar um sobrado de primoiro
e segundo andar cm algunas das principaea ras
desta praca, que este teuha bastantes commodos
para familia : a pessoa que o tiver. dirija-se a
ra Direita n. 16, ou anuuncie per este jornal.
Precisase alugar urna preta que saiba co-
zinhar ; a tratar na ra da Aurora n. 80.
CONSULTORIO
ESPECIAL HOMEOPATHICO
Ra de Santo Amaro (Mundo-novo) n. 6.
Pinho di
O bacharel Jes Antonio de MagelhSes Basto,
lendo de se retirar para a provincia das
ondo vai abrir seu escriptorio de advocacia
rece-so aos senhores negociantes desta praca para (
se encarregar de qualquer causa criine, civol ou
cornmercial, prometiendo zelo no cumprimeuto
deseos deveres, e modicilade na paga de seu
trabalho ; quem o quizer, pode procurar nesla ci-
dade, ra do Crespo, loja do Sr. Ferrao, e na ci-
dado de Macei. na ra do Commercio, loja do
Sr. Magalhes Basto, que achara com quem so
entender.
Attetico.
Trocam-se sedulasdo \$ e 5J das que o the-
A. SchafJter & C participara ao
respeitavel corpo do commercio desta
Alagoas,' praca que tem estabelecido desde o i"
*a olio* i
'a"oara!d correte, urna casa bancana em
commandita na ra da Cruz n. 9, pn-
raeiro andar.
Aluga-se a loja do sobrado da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
Lembranca ao publico.
(1838).
A primeira pessoa que foi curada com as cha-
pas medicinaesdoSr. Ricardo Kuk foi o Sr. Tho-
ruaz Antonio Rodrigues Filho. do urna dr de go-
O Dr. Sabino O. L. Pinho di cousultts
todos os das uteis desde as 10 horas at meio
dia. Visita aos doenles em seus domicilios
de meio dia em diante, e em caso de ne-
cessidade i qualquer hora. As senhoras de
parto e os doentes de molestia aguda, que
nao liverem ainda tomado remedio algum al-
lopalbico ou homeopathico, sero attendidos de
preferencia.
As molestias mais frequentes debaixo dos
climas do Brasil, principalmente as que sao
mais difficeis de curar, lhe tem merecido um
esludo especial; sao ellas:
1. Molestias proprias das mulheres.
2. Molestias das creancas.
3. Molestias da pe le.
4. Molestas dos olhos.
5. Syphilis, ou gallico.
6. Febressymnthomalicasdas lesoes do cere-
bro e de suas membranas, dos orgaos do peilo,
e do apparelho digestivo; febres intermitien-
tes e suas consequencias.
Pharmacia especial homceopalhica.
FUNDIQAO D AURORA.
Seus proprietarios offerecem aseus numerosos fregueses e ao pubbico em geral, toda equal-
quer obra manufaturada era seu reconhecido eslabelicimeoto a saber: machinas de vapor de todos
os lmannos, rodas d'agua para engenhos, todas de ferro ou para cubos de madeira, moendas e
meias moeodas, Uebas de ferro batido e fundido de todos os tamanhos, guindastes, guiachos e
bombas, rodas, rodetes aguilhoes e boceas para fornalha, machinas para amassar mandioca e para
descarocar algodo. prencas para mandioca e oleo de ricinK portos gradara, columnas e moi-
nhos de vento, arados, cultivadores, pontos, cadeiras e tanques, boias, alvorengas, botes e todas
as obras de machinismo. Execula-se qualquer obra seja qualfor sua natureza pelos desenhosou
moldes que para tal firn forem apressntados. Recebem-se encommendas oeste eslabelecimenlo na
ra do Brum n. 28 A e na ra do Collegie hoje do Im parador n. 65 moradia do eaxeiro do es-
tabelecimento Jos Joaquim da Costa Pereira, com quem os pretendemos se podem entender para
bualqoer obra.
Notas
escrpt
numero 1.
Precisa-so de urna ama: na ra Bella
n.23.
Aluga-se o sobrada amarello o sitio na Pon-
te de Uohoa junto ao mesmo sobrado : trata-se
com Ignacio Luiz de Brito Taborda, ou na ra
do Crespo ii. 11, loja.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machiaas de coser : cm casa de Samuel P.
Johston & C, ra da Senzalla Nova n. 52.
COM* Al SI1A
Cstabcecida em Londres
bp mi mu.
CAPITAL
Cinco mvV\i5c8 de libras
slerVinas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, proprietarios
de casas, e a quem mais convier, queeslao ple-
namente autorisados pela dita companhia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo e pe Ira,
cobertos do tolha, e igualmente sobre os objeclos
(ue contiverem os roesmos edificios, quer consis-
ta em mobilia ouem fazendas de qualquer qua-
lidade.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgio dentista, faz
tolas as operaces da sua arle e colloca
denles arlificiaes, ludo com a superiori-
dade e perfeicao que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e ios denlifricis etc.
A oficina de marmore
mudou a sua residencia do caes 22 de Novembro
para a travessa da ra da Praia n. 3, junto ao
caes do Ramos.
, nha soffrido por um mez dores atormentadoras,
I e que nao podia por os ps no chao ; logo que
applicou as chapas achou um grande alivio, e em
cinco dias flcou perfectamente bom, tanto assiro
que j podia sahir do casa (vejara o allestado
abaixo); eslas chapas foram applicadas no da 4
de agosto de 1838. do dia 4 de novembro seguin-
te tornou o rheuroaiismo a apparecer (por causa
de nao deixar as chapas o lempo prescriplo], e
oulra vez se applicou as chapas com igual suc-
cesso.
Um amigo delle, que mora em S. Joao do Prin-
cipe, onde o Sr. Rodrigues reside agora, veio a
esta curte, e no dia 6 de abril de 1841 me deu
urna encommeuda de urna chapa para si mesmo.
liste senhor diz que seu amigo Rodrigues est de
saude perfeita, e que nao tem tido nenhum ata-
que depois.
Muias outras pessoas nesta cidade c em lodos
es pontos deste imperio lm sido curadas de
rheuroatismos, erysipelas e outras molestias, e
dessas curas existem cm rneu poder muitas cer-
lides de pessoas respeitaveis e de distinego (
disposic,ao de quem as quizer ver), que provarao
a ellkacta e os felizes resultados das ditas chapas
medicinaes.
O escriptotio esl aberto todos os dias das 9
horas da manhaa s 2 da tarde. ?
Ricardo Kirk & C.
Ra do Parto n. 119. perto do largo da Carioca.
ATTESTADO.
Atiesto que achando-mecom um grande ata-
que de rhoumatismo no p direito, o qual havia
um mez me impedia de sahir de casa, por nao
poder por o p no chao, e leudo por noticia quo
o Sr. Ricardo Kirk, com escriptorio na ra do
Parto o. 119, curava esta molestia, mandei cha-
mar o mesmo senhor, e elle fazendo-me applica-
jo das suas chapas medicinaos, me pdz bom em
cinco dias, experimentando grandes mclhoras lo-
go no primeiro dia. E por ser verdade passeio
presente por mim feito e assignado. Ra de S.
Jorge ) 43.Thomaz Antonio Rodrigues Filho.
Rio de Janeiro em 10 de agosto de 1838.
@@f @@ @& S^@8@@
5? Orna pessoa com as habilita-
roes precisas e com bastante pra- 9
tica de leccionar tatim e francez @
em dilerentes collegtos, oFere-
ce-se para leccionar os mesmos ?
3 preparatorios : os senhores estu- dantes que se quizerem habilitar
^ para exames em marco e que o !
$ quizerem honrar com sua con- @
8 banca poderao procura-lo na ra
^ estreita do Rosario n. 32, primei- f
ro andar. @
8&3)3> @ @ @@
Osafoaixo assignados fazem scien-
te que por mutuo accordo o Sr. Carlos
Diogo Benson deixou de ser socio na
firma de Rostron llooker & C. desde o
da 31 de dezembro de 1860, Pernam-
buco 2 de Janeiro de 1861.Rostron
Rooker & C.B. J. Benson.

9
AGITADOR DYNAMICO.
A pliarmacia hofno3opthica esl longo de
preencher todas as vistas dos mdicos bomoe-
palhas em quanlo f o rara os medicamentos pre-
parados mo. A forja do homem nao po-
de ler a precisa uniformidade para bem de-
sinvolver as propriedades medicamentosas das
substancias; ella vae naturalmente enfraque-
cendo medila que se vae fazendo o traba-
lho da dynamisaco; e por essa razo que
numerosas vezes accontece que duas preparaedes
de acnito, por exemplo, da mesma dynami-
saco, feilas pelo mesmo homem, no mesmo
dia, ou em dias diversos, ou feilas .por dous
homens differentes, nao produzem o mesmo re-
sultado em casos anlogos de molestias; urna
desinvolve urna accao mais prompla, a oulra
urna aeco mais lenta.
Alera disso, sendo essencial para a regu-
laridade das dynamisafes que cada di/ut'fao
lenha um numero certo de abalos ou vascole-
ja^oes, para que nao acconteca que pelo excesso
ou pela insufficiencia d' eslas percam os medica-
mentos as propriedades que Ibes sao assignala-
das, ou que convem cada dynamisaco, cao
se podo isso obter as prepararles feilas mao
porque o numero de abalos sempre maior ou
menor, d' onde evidentemente resulla um effeito
tambem maior ou menor, e por conseguinte
duvidoso na applicaco do medicamento ; se os
abalos sao insufficienles nao se desinvolvera
todas as propriedades convenientes dynamisa-
co que se quer fazer, e se sao de mais, desin-
volvem-se algumas das propriedades da dyna-
misaco superior, com parda certa de muitas
das que convem dynamisaco que se quer
preparar, o que sera d vida tem graves incon-
de 5#000ede 1$000 de urna
figura.
Trocam-se estas notas por gneros, no eatabe-
lecimenlo de Sodr & C, ra eslreita do Rosario
d. 11 ; lambem se veodem as bellas uvas de Ita-
marar.
Na ra da Mangueira da Boa-Vista n.- 16,
tem para se alugar um preto para tratar de ca-
vallos em alguma cocheira, para o que tem omi-
ta pratica e habililacoes, por 20S mnnsaes, dan-
do-se-lhe de comer ; ou para algum sitie, e ser-
vido de casa de familia : na mesma ha um sellim
em meio uso para vender-se por commodo pre-
go e cora seua pertences.
Aluga-se um sitio no principio da estrada
dos Afilelos perlenceule a viuva de Jos Joa-
quim de Mesquita, com muitos arvoredos produc-
tivos e urna excellente casa assobradad. que se
torna recommendavel pelos seus commodos e de-
pendencias a tratar na ra do Queimado n.18,
loja de M. R. de Carvalho.
venientes na pratica, principalmente para os Bes
dicos que eomecam fazer ensaios, e para as
pessoas curiosas que nao sabem eonbecer essa-
differencas, e por isso poder attribuir inefica-
cia da horacBopatbia, o que realmente depende da
m preparsco dos medicamentos.
Para obviar estes graves inconvenientes o
agitador dyoamieo do Dr. Sabino musido
de um contador em que se acham as unidades,
dezenas, centenas, milhares, dezenas de milhares
eollocadas convenientemente, de maneira que
cada vascoleja;o appareee um numero novo,
desde 1 al 10 mil; nao sendo desta sorte
possivet engae algum.
Os medicamentos homceopathicos preparados
por meio desta maquina sao os nicos que de-
sinvolvera propriedades uniformes capazos de
curar as molestias com a maior certeza pos-
sivet.
Alem disso, desejando tirar de sua viagern
Eurcpa todas as va na gen s para o progresso
da homceopathia no Brasil, o Dr. Sabino nao
poupou esforcos para obler as substancias me-
dicamentosas dos proprios lugares, onde ellas na-
turalmente nascem, e para isso entendeu-se com
um dos melbores herboristas d'Allemanha, para
Ibe mandar vir as plantas frescas, afirn de pre-
parar elle mesmo as tinturas.
E* assim que o acnito foi mandado vir dos
Alpes, a rnica das montanhas da Suiasa, a
belladona, bryonnia, chamomilla, pulsatilla.rhus,
hyoaciamus, foram colhidas n'Allemanba, na
Franca e na Blgica, o veratrum no monte Ju-
ra, etc. etc.
Desta sorle provida a pharroacia do Dr.
Sabino das substancias que serviram para as ex-
periencias puras de Hahnemann, descripias na
palhogensta, acharo os mdicos eos amigos da
homceopathia os meios seguros e verdadeiros de
curarem as enfermidades.
OS PREgOS SAO OS SEGUINTES:
Botica de 24 tubos grandes 129al6>
Dita de 36 .....; 189 a 229
Dita de 48 ....... 21 a 29
Dila de 60 ......309 a 359
N.B. Existem careras ricas de veludo para mas os blneles da lerceira parte da primeira ,0.
maior precn. tria da igreja do Senhor Bom Jess dos Marty-
Cada vidro de tintura avulso. : 29 rios desta cidade cujas rodas devero andar ira-
Cada tubo a vulso i^ i preterivelmente no dia 19 de Janeiro prximo fu-
turo.
Thesouraria das
9 O bacharel F. L. de Gusraao Lobo pode dj)
0 ser procurado para o ejercicio de sua @
S* profi.'sao de advogado na casa de sua re-
sidencia, ra do Cabug n. til H m
wwsmA
DA
PROVINCIA.
Gaz.
Avi$8-se aos Srs. consumidores que no
caso de apparecer das 4 horas da tarde
alguma escapa ou ma' luz poderao di-
rigir-se a casa do machinUta encarre-
gado desteserv'iQO Vicente Jos de Oli-
veira na ra de Santa Isabel n. 15.
CONSULTORIO
DK
Joao da Silva Ramos,
Medico pela univcrsidatle de Coimbra.
leudo de passar algum tempo no si-
tio dos Buritis na estrada do Arraial,
meu consultorio estara' aberto todos os
dias das 9 horada as 11 da manhaa e das
5 as 5 da tarde. As pessoas que man-
darem procurar-me, terSo a bondade
de dirigir os chamados por escripto pa-
ra a loja de louca delronte da casa de
minha residencia dj ra Nova.
Alugam-se o primeiro e segundo andares do
sobrado doa Quatro Cantos em Olinda, cm fren-
te para a ladeira da Misericordia e oilo para a
ra de Mathias l'erreira, com dirergao ao mar,
sendo bem fresca e com commodos sufficientes
para urna familia que queira fazer uso dos ba-
nhos salgados : a tratar na ra da Cadea Velha
do Recife, escriptorio o. 56. de Leal & Irmao.
O Dr. Manocl Moreira Guerra durante aa
ferias tem o seu escriptorio em casa de sua resi-
dencia, ra da matriz da Boa-Vista n. 24
O Sr. thesoureiro das loteras manda declarar
| que se acham a venda no escriptorio das
Caixas com medicamentos em glbulos e tin-
turas de diversas dynamisacoes ( mais usadas) :
De 24 vidros com tintura e 48 tu-
bos grandes...........489000
De 36 ditos dila e 56 tubos grandes 649000
De 36 ditos dila e 68 tuhus grandes. 709000
De 48 ditos dila e 88 tubos grandes 929000
De 60 ditos dila e 110 tubos grandes 1159000
Estas caixas sao uteis aos mdicos, aos Srs,
de engenho, fazendeiros, chefes de familias
capiles de navio, e em geral todos que se
quizerem dedicar pratica da homceopathia,
Vendem-se tambem machinas elctricas por-
lateis, para iratamenlo das molestias nervosas.
Eslas machinas sao as mais modernas e as
mais usadas actualmente era toda a Europa,
tanto pela commodidade de poderem ser trasi-
das na algibeira, como porque trabalham com
preparacoes que nao sao nocivas :
Cada urna........509000
O Dr. Sabino ensina a maneira de se servir
desta maquina.
loteras 22 de dezembro
1860.O escrivo, 1. M. da Cruz.
de
GASA DE SALDE
APPP.0VA(1\0 E AIJTORISACiO
DA
i JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
mvh$
Sita em Santo Amaro.
Este estabeleciment continua debaixo da administrarlo dos pro-
prietarios a receber doenles de qualquer natureza ou cathegoria que
seja.
O zelo e cuidado all empregados para oprompto restabelecimen-
t dos doentes ge ramenle conhecido.
Quem se quizer utilisai pode dirigir-se as casas dos proprietarios
ambos more resna ra Nova, ou entender-secom o regente no esta-
tabeleciment .
Reforma de presos.
ELECTRO-MAGNET!CAS EPISPATICAS
ieardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS|.\lEI)relNAES sao muito conhecidas no Rio de Janeiro e em todas as provincias
deste imperio ha mais do 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que so tem obtido as enfer-
maras abnixo escripias, o que so prova com innmeros altcslados que existem de pessoas capa-
zos e de dislincQes.
Cora estas Ciiapas-elf.ctro-magneticas-efispasticas obtem-se urna cura radical e infallive
em todos os casos de inflammacao [cansaco ou falla de respiragao), sejam internas ou externas
como do ligado, bofes, estomago, bago, rins, ulero, peilo, palpitado de coraco, garganta, olhos
erysipelas, rhoumatismo, paralysia^e todas as aTerces, nervosas, etc., etc. Igualmente para as
dilTerenlcs especies do tumores, como lobinhos, escrfulas etc.. seja qual for o seu tamanho e pro-
fundeza, por meio da suppuragao serio radicalmente extirpados, sendo o seu uso acouaelhado ao,
habis e distinems facultativos.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidadode
fazer as necessarias explicacoes, se as chapas sao para homem, senhora ou enanca, declarandop
molestia em que parte do corpo existe, se na cabaga.pescoco, brago, coxa, perna, p, ou tronoc
do corpo, declaraodo a circumferencia : e sendo inchacoes, feridas ou ulceras, o molle do seu ta
manho em um |#daco de papel e a declaragao onde existem, aOm de que as chapas possam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do B rasil.1
As chapas sero acompanhadas das competentes explicages o tambem de lodosos accesso-
rios para a collocagao dcllaa.
Consultas todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua conOanca, em s escriptorio.
que se achara aberto todos os dias, sem eicepco, das 9 horas da manhaas 2 da ta
||9 Ruado Parto |||)
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
Escravos. -..... 20000
Marujos ecriados..... 2500
Primeira classe 3$ e. 3^500
As o pe raques serao previamente ajustadas.
CONSULTORIO
DO
i)
MED KO COPAR TEIE OPERADOR.
3 RA DA GLORIA, CASA DO VUHDO 3
Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela manhaa, e de tardedepois de 4
horas. Contrata parlidospara curar annaalmente, nao s para acidado, comopara o engenhos
ou oulras propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa al s 10 horas da manhaa e em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noile, sendo por eseriptoem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
derao remetler seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & G. na ra da Cruz, ou i loja de
livros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casado annunctanieachar-se-ha constantemente os memores medica-
mentos homeopaihicos j bem coohecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes...........10*000
Dita de 24 ditos.................15W)00
Dita de 36 ditos................. 209000
Dita de 48 ditos................. 25*000
Dita de 60 ditos............... 309000
Tubos avulsoscada um............. 19000
Frasees de tinturas. ............2*000
Manual de medicina honeopathica pelo D^ Jabr, tra-
ducido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirnrgia etc.. ele........209000
Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 109000
Beperlorio do Dr. Mello Moraes. ,.....,. 69000
O artista americano
O artista americano
O artUta americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 5#
Tira ratratos por 5$
Tira retratos por 3^
Tira retratos por 3^
Tira retratos por 3/j
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xilinas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinias novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
No grande salSo da ra do Imperador
No grande salSo da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salSo da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
Ai W. Osborn, o retratista america-
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos chimicos, e um grande
numer de objectos relativos a arte.
Como tambem um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conbecimentos pratiecs na arto
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicGes muito
razoaveis.
Os cavalheirose senhoras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimeris do que
cima fica anunciado.
Aluga-se para passar a fesla duas casas si-
tas em Santa Anna de dentro, com bastantes
commodos para qualquer familia, sendo o lugar
o mais saudavel para a saude, com banho perto
de casa : a tratar no pateo de S. Pedro u. 6.
Vice-consulado pontificio
em Pernambuco.
O vicecnsul avisa aos subditos da
nacao que representa e a todas aquel-
las pssoas qne quizerem enviar um
bolo para o dinheiro de S. Pedro, a
irem levar ao escriptorio do consulado
o que houverem de depr nessa bolsa,
cer tos de que sera' remeltido o produc-
to dilectamente ao Exm. Sr. cardeal
ministro dos negocios estrangeiros, com
o discurso de apresentacao, que sera'
publicado, bem como a lista dos subs
criptores, pelos jornaes desta capital.
Vire consulado-pontificio, em Per-
nambuco, ra do Trapiche n. 40, 4 de
Janeiro de 1861.
Thomaz de Faria.
Aluga-se a casa assobradad da ma da Ale-
gra n. 38 : tratar com Marcelino Jos Lopes,
na ra do Hondego, otaria o. 13.
Eduard Feotn previne a quem interessar
possa, que nao .icam negocio algum com o Sr;
Thom Francisco da Rocha, relativamente aos
mes- carros, cavallos, arreiis, etc., perteDcenfes a co-
cheira do mesmo, porque todo se acha devida e
legalcente hypothecado aoannunciaute, que pro-
testa usar do seu direito contra quem quer qne
for que negocie em laes objectos com o referido
Sr. Thom.
Roga-se ao Sr. J. f M. C. queira ir ou
mandar ra Nova n. 7, a negocio que nao igno-
ra, no prazo de tres dias, do contrario publicar-
se-haqual o negocio e o seu nome por extenso.
Urna senhora portugueza, de meia idade,
habituada a leccionar meninas, deseja accommo-
dar-se para o mesmo Om em alguma casa de fa-
milia respeilavel : quem della precisar, deixe
carta fechada nesla typosrapbia com as iniclaes
M. II R.
% Dentista francez.
i Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 9b
' rangeiras n. 15. Na mesma casa tem
agua e p dentiOco. S
Traspassa-so a renda do engenno Ucha
sito na freguezia de Afogados, pouco mais de
urna legoa distante desta pra;a, este engenho
tem muilo boas trras, boa matas, e muito
bom de agua com a nova obra que se fez, tem
grande casa de Tivenda e concertada de novo ;
safreja de dous a tres mil pues e mais que se
queira plantar, pois tem Ierras sufficientes para
isso : quem o pretender, procure ao major Anto-
nio da Silva Gusmao, na ra do Queimado, loja
n. 41, ou no mesmo engenho.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar
e fazer todo o servico de casa ; na ra do Cal-
deireiro, taberna n. 60.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho sacam
sobre Lisboa e Porto : no largo do Corpo Santo,
escriptorio.
Precisa-s" de urna ama qae cozinhe o tri-
vial e lave alguma cousa : na mesma precisa-se
de um preto para lodo servido, nao duvidando-se
pagar bom ordenado : na ra das Cinco Ponas
n. 38, podara.
Quem quirer vender -20 a 25 milheiros do
lijlos de alvenaria, postes no porto de Sanl'An-
na, apparega na ra Nova no primeiro andar por
cima da cocheira do Adolpho, das 9 as 10 horas
da manhaa.
4viso.
Roga-se aos devedores da loja do ua-
do Antonio Francisco Perfira. que ve-
nham realisar seus dbitos no prazo de
15 dias, na ra do Crespo n. 8, do contra-
ro vero seus nomes por este Diario at
pagarem o que eslo a dever.
Sedlas de 1000 e de]
SS de una figura. !
Trc-cam-se estas sedulas s< ni descont ,
por fazendas que vendem-se por baralis- i
simoa procos, na ra do Crespo loja ama- !
relia n. 8 de Leandro Lopes Dias succei-
sor de Antonio Francisco Pereira. <
Fazendas linas.
Vendem -se chapeos de seda de muito
bom goslo a 153 o a 25;*, vestidos de se-
de de muito bom gotto a 40$, 509 c 80$,
dilos de barege e gaze a 109, ditos de
cambraia branca bordados (multo ricos),
choly e barege 3 500 rs. o covado, or-
gandis de muito bom gosto a 800 e 900
rs. a vara, basquinas de Ol com ricos ti-
cos de seda a 3$, talhos coro bicos para
vestidos de senhora a 500 rs., camisas
com peilos c punhos de linho a 308 a du-
zia, golliDhas bordadas para senhora a
10, mussulinas de urna s cor a 240 rs.
o covado e muitas outras fazendas de bom
gosto que se vendem por metade de seu
valor ni ra do Crespo loja amarelta n.
8 de Leandro Lopes Dias successor de
Antonio Francisco Pereira.
Aula de primeiras letras.
Manoel de Souza Cordeiro Simoes, autorisado
pelo Exta. Sr. presidente da provincia para o en-
sino de instruccao primaria nesta cidade, avisa
aos paisdeseus alumnos e ao respeilavel publi-
co, que no dia 7 do correle se achar aberla a
sua aula particular, continuar as funegoes de
sen magisterio ; e que continua a admiltir alum-
nos externos e internos, pensionistas o meio pen-
sionistas : na ra Travessa dos Fxpostos, casa
numero 16.
Na occasiao em qae soguia o wagn das Cin-
co Ponas para o Cabo, hontem 4 do correle,
esqueceu porta da entrada a um paasageiro que
seguio, nm embrulho coniendo o seguinte : om
pao de 160 rs., urna correule de ouro que so d
urna volta para pescoco, um annelao, um par de
rselas, estando urna com o aro quebrado : qnem
achou, querendo restituir, tenha a bondade de
levar ra do Collegio, armazem n. 81, que ser
gratificado.
Precisa-se de urna ama para cosinhar para
duas pessoas, paga-se bem, na ra doa pescado-
n.ia
V


DIARIO DE PER NA* BUCO. SEGUNDA fElBA 7 DE JANEIRO DI 1861.
f)
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
M.A iPARBDLHA @ R. TOWB08EIME)
ipXUORADO E FABRICADO SOB ADIRECCAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
Imieo e medico celebre de \ew York
GRANDE SUPERIOUDADE DO EX-
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario
e qaasi miracaloso effeito no
sangue.
Cada ura sabe que a saude ou a infermidade
lpenle directamente do estado deste floido vi-
TiL. Isto ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quautidade do sangue n'um homem d'es-
tatura mediana est avaliada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oiio arralis. Em cada
pulsadlo duas oncea sahera do coracio nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de qoatro minutos. Urna dis-
pesigo extensiva tem sido formada e destinada
cora admiravel sabedoria a destribuir e fazer
circular esta corrbntr db vida por lodas as
parles da organisajao. Desie modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se emprenha
de materias ftidas ou cirrompida/, diffunde
com vetociDADs elctrica .a, corrupcao as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
at cada orgao e cada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulado evidentemente se faz um engeniio
poderoso de doenca. Nao obstante pode tam-
bem obrar com igual poder na enaguo de saude.
Estivesse o corpo infecionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glan lutoso, ou muscular, se smente o san-
gue pola fazer-se-puro e saudavel ficar superior
a doenca e iaevitavelmente a expellir da cons-
kituigo.
O grande manancial de doenca ento como
d' aqu consta no fluido circulante,e nenhuin
medicamento que nao obra directamente sobreel-
lopara purificar e renova-lo.possue alguro di re -
to ao cuidada do publico.
O SANGUE 1 O sangue o ponto no qual
se ha mysier fixar a attenco.
O ORIGINAL E O GINUINO!
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidadede
folnirhas bt mt.
New-York, baveraos vendido durante muitos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideramo lo ser o extracto original e ge-
nuino de salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeiramente sob este nome foi aprqsen-
tadoao publico,
BOYDdPAUL, 40 CortlandtStreet.
WALTER.BTOWJNSENDACo,2l8 Pear]
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Muden Lae.
JOHN CARLEA Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAMd Co, 10 Od Llip.
OSGOD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R.B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, B0BINS& Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86 William Street.
WM. UNDEBHJLL, Juor, 183 Water Street.
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY & Co, 4 Fleicher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFEL1N, BROTHER & Co, 104 &
106 Jobn St.
LEWIS & PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
lOAslor.
House, and 273 Rjoadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Streot.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I. MINOR& CO. 214 Futon Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPHE TRIPPI, 128 Maiden Lao.
GREENLEAF & KINSLEY, 45.Cortlandt
Street.
HAYDOCK, C0RL1ES& CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDSER, 178Greenwch
Street.
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B, A.FAHNESTOCK & Co.49 John Street.
CONHECEMOS AARVORE E SUASFRU-
TAS ,
E IGUALMENTE
Conhtcemos uro Medicamento nos seus Effeito.
O extracto composto de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend est
0 MEDICAMENTO DO POYO"
Adata-so to maravillosamente a constituido
que pode ser ulilisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E' DEBILIDADE,
fortalece;
ONDE E'CURRIJPCAO,
purifica;
ONDE HE PODR1DAO,
ALDIPA.
Este medicamento celebrado que to grandes
servirlos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das fuas Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspecoo directa
do muito conhecido chimieo e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade deNew-York, cuja cer-
lido e assignatura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de 0
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DESALSAPARR1LHA
DO DR. TOWNSEND.
O grande puri/icador do angue
CURANDO
160 rs
Dita dita
320 rs.
to Sr. Slar 100S em dinheiro
nl ? n h carUf,ra- O do mesmo mez
F,fia. .llederamon,r8"U,da a nesma casa,
julga-se que entraran, pelos fundos dos muro
rS.'.r? 0de'?rc"am Porta da coznha e
"' m *Joe ab.ixo mencionados:
ratificado ; j se fez scienle a polica do occor-
Ah A Attenco.
Acnam-se venda na livraria da pra$a da Independen- v .QA
cia ns 6e 8, as bem conocidas folhinhas impressas nesta -..l^&ZW&V^'WSl
typoRriphia ndicao *
Folhinhd de porta ou KALENDARIO eeeleaiastico e civil para o
bispado de Pernambuco.. .........
Dita de algibeira contando alem do kalendario eclesistico e civil,
explicado das fastas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nasciment e occaso do sol}
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna co)lece,ao de bellos e divertidos
jogos de prendas, para eoiretenimenlo da mocidade.
contendo alm do kalendario ecclesustico civil, expli-
csco das fastas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nasci ment e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ; ditas dos impostos
' geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e con.ungar, e os omcios que a
igreja eosluma celebrar desde domingos de Ramos, al
sexta-leira da Paixo, (em portuguez). prego.....
Ditado almatiak civil, administrativo, commercial a industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao prego de:.......
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e fizeram-semuitasalteracees, sendo a correc-
Qo a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias soffre muda'ncas) acrescentaudo-se a nu-
meracao dos estabelecimentos commerciaes e industriaes ;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupaco do individuo de quem se quer
saber a residencia.
..T "r?c,Mse de "a ama escrava ou forra oa-
ra coznhar : oa ra do Crespo n 25.
M.7oiiVU" d-* C.adeia dD Rccife. criplorio do
A.V11 ?Knrle para a Sra-D- Escolstica Fran-
^fe^pSS6' U "UUnCe 8Ua morada
^M^.
320 rs.
19000
O Herpes
A Hertsipela,
A Adstricqaodo ven-
TRE,
As Alporcas
OsEffeitoedoazod-
GUE,
Dispepsia,
As Doencas.de figa-
D0,
AHydropesu.
AImpinge
As Ulceras,
O RUEUMATISMO,
As Chagas
A DED1L1DADE GERAL'
AS DOENCASDB PELLB
AS BORBULHAS i* CA-
RA,
As Tossesi,
Cada garrafa do original e genuino exfract do Dr. Townsend lem a
exterior de papel verde
No essriptorio do proprietario,
sm na botica da ra Direita n. 88 de Sr.
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
OExlraclo acha-seconlidoemgarrafas quadra-
das e garante-se ser mais forie e melhor em to-
do o respeito a algum outro purificador do san-
gue., conserva-se em todos os climas por cor-
to sspaco de tempo.
assignatura e a ceidlo do Dr. J. R. Chlitlon, na capa
212 Broadway,
Paranhos.
New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 21 escriptoric 1. andar, tam-
i
KO
'9B2
Assignatura de banhos fros, momos,de choqu3 ou chuviscos (pera urna pessoa)
toreados em 30 dias consecutivos. ,.......... 109000
30 cartes para os ditos banhos tomados em qualqner lempo...... 159000
15 Ditos dito dito dito ...... 000
7 ...... 4000
Banhos ivulsos, aromticos, salgarlos esulphurososaosprecoe annunciados
C-'tareilucQo de presos facilitar aorespeitavel publico ogozo dasvanlagens queresuliam
da frequenciade um estabelecrmento de urna utilidadeinconiostavel,masque infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, anda pouco conh-acida eapreciada;
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas imperiaes AtVrau^a.
Esteexeelente fumo adese depositado, diretamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBO A DO C ARMO, o que l se vende por mseos de 2 heciogramos a HW)00eem porQode
10 mseos para cima com descont de 25 portento ; no mesmo estabelecimen-to acha-se tambera
a verdadsiro papel de linho para cigarros.
SCftS
EAU MINERALE
NATRALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.22
Remedio4ofallivel contra as agRorrhas antigs e .rcenles,
oico deiosito oa botica francesa, ra da Cruz B.J2.
Frco do frasco 3O00.
Ensino de msica.
Offerece-separa leccioDar soUejo.comotam-
bema tocar varios instromentos; dando asli-
Qdesdas7horass9 1\9 da noi te: a Ira lar na rus
di Roda n. 50.
O Sr. alferes Thome G. Vieira d
Lima, queira dirigir-se a esta typogra-
pliia, que se Ilie precisa fallar.
Jos Maiia da Silva Ferreira avisa a seus
freguezes e imigos que mudou o seu eslabeleci-
menlo de tioturaria de lodas as cores, do largo da
Soledade oara a ra do Hospicio n. 42, conti-
nuando a receber nos mrsmos depsitos, lano no
largo do arsenal de marinha n.8, do Sr Anselmo
Jos Duart Sedrim, assim como no largo da ma-
triz de Sanio Antonio n. 2. do Sr. Antonio Joa-
quina Panusco.
A adminiti ac3o do correio da
Parahiba do Norte contrata horneas ca-
minheiros para a conduccao das malas
e paga o jornal mensal de 24$.O ad-
ministrador, Francisco de ssis Car-
ne ro.
Os Srs. abaixo assignados sao rogados a vi-
rem a rna da Imperatriz, loia n. 82, a negocio
que muilo Ihea inlereasa e diz respeilo :
Jos Caetaoo Pinlo de Queiroz.
Manuel l'elix Nasario, de Santo Anlo.
Domingos Jos Dantas.
Sabino Joaquim da Pur.lteaco.
Joo Augusto de Holtanda e Silva.
Lucas Antonio Evangelista.
Jos Joaauim de Agoiar.
Manoel Izido do Nacimento Araujfl.
Manoel Seraphim.
Joaquim Juvncio de Almeida.
Thoodoro Jos Pereira Tavares.
Jos Pedro Ralis Barbosa.
Anionio Homem Ledo.
Miguel Carneiro de Moraes.
Manoel Flix.
Conrado Joe da Silva.
Domingos Francisco hegis.
Jos Antonio da Silva.
Joo Harbalho de Mello.
Josteocadio do Res, morador no engenhoJar-
dim, {reguezia do Cabo.
Aluga-se o sobrado de dous andares e so-
lo da ra Imperial n. 169 : a (aliar na ra da
Aurora n.'Be.
Urna senlioia casada, cora pou-
eos iiiios, e j maior, natural e residen-
te em Hamburgo, mas que esteve no
Brasil, acceita dous on tres meninos ou
meninas para educar com todo o esme-
ro e por condicoes rasoaveis ; a fallar
na livraria n. ti e 8 da praca da Inde-
pendencia, onde se darao todas as in-
formaQoes.
e cPMlnS;*-Je Uni ""* Para fazer s compras
C.Cbug: rsSJo0 K '"*"> M **
a ra nova casa da ra da Gloria i, V aU
nada Fundi, continuara a re eber" Jic.^n-i
par. iralar de suas molwiuro? f.'er*.e"hea
qualquer operaco : alem da boa iuar5o ha a
serem pagas na ra Direila d. 26. P
Uma pessoa que n5o pode ir ao
Manguinho fallar ao Sr. Manoel Ephi-
genio da Silva, roga llie queira annun
ciar onde o pode procurar nesta cidade
visto nao ser permtttido fallar se-lhe na
allandega.
IjOTEBU
DA
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das loteras manda declarar
que se acham exposlos a venda os buhles da
terceira parle da primeira lotera da irmandade
do Senhor Bom Jess dos Marlyrios desta cidade
rujas rodas deverao anclar imprelerivelmenle no
di 19 de Janeiro prximo (uluro.
Thesourana das loteras 22 de dezembro de
1860.Jos Mara di Cruz, escrivo.
Alugam-se os dous andares do so-
brado da ra da Cruz n. 45, recente-
mente pintados e commodos sufficientes
para familia : a tratar no armazem do
mesmo.
Atlcn^o.
C0MP.4MII.UU VIA FRREA
DO
NO
Trovador.
O propietario desta eslabelecimenlo desejan-
do por todos os modos a seu alcance corresponder
a bondade de seus freguezes, mandou vr de Pa-
rs um primorosobuhar de mognoe o lem a
diaposicao dos amadores desso bello passa tempo
I a todae as horas do dia e da noile. Espera que
i seus freguezes e amadores nao dexarao de fre-
| quentar constantemente o seu eslabelecimenlo,
concorrendo assim para que seus exforcos sejam
coroadostf-'
mero 44.
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIBEdCAO DE E- KERYAND _........................__,._
Este nolel collocado no centro de uma das capitaes importantes da Europa, torna-sede grande coroad08<,eboin''xil()" Itua 'argado Rosario nu-
nlor paraos brasileiros e portuguezas, por seus bons commodos e confortavel. Sua pos$o '
urna das roelhores da cidade, por se achar nao s prximo s estagoes de caminhos de ferro, da
Allemanha e Franca, como por ter a dous minutos de si, todos os theatrose diveriimentos a
alm disso, os mdicos precos convidan) '
No hotel hasempra pessoas espacises, fallando o francez.allemo, flamengo, inglez a por-
uguez, para aeompanhar as touf islas, qur em auas excurses na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por precos que nanea exceder de 8 a 10 francos (39200 4#000)
por dia.
Durante o aspaso de ito a Jez mezas, ah residirn) oa Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e seufilhoo Dr. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) a os Drs. Fehpue Lopes
Netto, Manoel deFigaeirda Faria, edeaembargador Pomas Visgueiro ( do Brasil,) e muius ou-
tras pessoas Unto de um, como de outro paiz.
Oa precos de todo o seryieo, por dia, regulara de 10 a 1 i francos (4*000 i 4500.)
No holelenconirara-se inforni6es exactas aceres de tudoque pode prensar um esirangeirer
/?ecife a Sao Francisco.
Avisa-se ao respeilavel publico que se emit-
iera nas Cinco Ponas, bilheles de periodo de 1
a 6 mezes para lodas as eslaces, com grande
abatimento nos presos e que se Ozeram diversas
redurrdes nos precos de transporte entre Cinco
Ponas, Escada e as oulras oslacoes nos seguintes
artigosasaber cavallos, assucar, madeira, pe-
dra, lcnha, carvao de pedra, eslrume, capim, li-
jlos, telhas e ladrilhos, para mais informaedes
dirijam-se ao Sr. James Kiikham na villa do Ca-
bo ou em qualquer dasestacoes.
AssigoadoE. R. Bramah,
Superintendente.
Nova paula ou tarifa da
alfandega
Nc livraria da praca da Independen-
cia n. lie 8, existe a nova tarifa que
tem de executar se a 9 de fevereiro, a
qual sera' mostrada aos Srs. assignantes
do Diario, que a quizerem consultar em
qu5nto nao chegam alguns para vender.
ios consumidores de gaz.
A erapreza da illuminagio
a gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregaren! aos seus machiois-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser uovamente
exigido Todos os pagamen-
tos devem 6er feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Preciaa-sa de uma ama para o servico in-
terno de uma casa de pouca familia : na praca
do Corpo Santo n. 17.
8 ^Attenco.^
M A cocheira nova da ra do Tambi o. 3
gil lem cavallos do aluguel para passeio.
H muilo bous, o recebem-se de trato.
Aluga-se o primeiro andar de um sobrado
na ra da firuz n. 29, com fundos para a ra dos
Tanoeiros : almiar no paleo deS Pedro n 6.
Precisa-so de uma de leile na pateo do
Terco n. 26
-- Manoel da Cosa Lima, eslabelecido na ra
da Praia n. 81, com armazem de carne secca
declara a quem lhe convier, que por haver outro
de igual nome. sa assigoar de boje em diante
Manoel da Cosa Cordeiro Lima.
Existe o verdadeiro queijo inglez Chedder, que
s pelo excellente gosto e qualidade superior e
preterivel a outro qualquer, estando venda no
eslabelecimenlo de Sodr & C, na ra eslreila
do Bosarion.lt, nico deposito.
Atteniioii.
Parties desirons of reli-hingand apprecialng '
tlie -well Known Chedder Cheese will have to ap-
plyo Sodr & C.,n. 11, ra estreita do Rosario,
which is lhe only place wher ihis delicious ar-
licleis to be had at present.
Attention*
Les amalcurs de fromage Chedder Cheese bien
connue sour ce nom el qui dsirenl degouler doi-
vent se presenler ru de Rosario estreita n. 11
chez Sodr & C., alleodu que fuique deposi-
iaire de ce fromage reside dans cetle ru.
O Dr. Joaquim da Silva Gusmao, medico l-
timamente chegado a esta capital, pode ser pro-
curado para ocxerctcio de sua prouss5o, na ra
Imperial n. 61.
Escriptorio de advocada
DO DOCTOIt
Felippe da Molla de Azevedo Correa.
Kua do Gano n. 2i, primeiro andar.
Rio de Janeiro.
0 Dr. Molla de Azevedo advoga tanto no foro
civel e commercial como no criminal e ecclo-
siaslico, em qualquer das instancias; trata de
revistas, encarrega-se de defezas fora da corte,
nodislriclo da relacao do Rio de Janeiro, res-
ponde a consullas e propostas sobre quesloes ju-
rdicas, d minchas para contratos, escripturas
etc., emlim, trata de ludo quanlo diz respeilo
a sua proQssao, e por um honorario razoavel.
Tendoem isla o inleresse d'aquelles que ha-
bitam nas provincias e que lendo dependencias
na corte, a maior parle das vezes nao possuem
um procurador ou correspondente habilitado que
cure de seus inieresses, o supradilo advogado
lem annexado ao seu escriptorio um outro, es-
pecialmente de procuradura no qual, debaixo de
sua immediata vigilancia e direceo, se encon-
tiam empregados habiliiados que lomara a si o
tritarem de todos os negocios que correm pelas
secretarias de estado e reparlires publicas da
corle e oapilal da provincia do Rio de Janeiro ;
fazerem estreir alvars de mertOs, lilulos, hon-
ras, condecorarles, diplomas, patentes para of-
firiaes da guarda nacional, cartas de juizes do
direlio, municipaes e de orphos, de escrivaes,
tabelliaes, contadores, distribuidores, parlido-
*es, provises para advogar e solicitar, dispensas
para casamento^, e oulros negocios dependentes
do internuncio apostlico, respostas a consultas,
dadas pelos mais abalisados advugados; agen-
ciarem pelo thesouro geral o recebimenlo de di-
nheiros que leu ha ai cabido em exercicios findos,
tralarem de cartas de naturalisaco ele.
Os precos sao mu razoaveise garante-se a
promptido e zelo, do desempenho das diversas
commisses, sendo sempre bom que as partes
indiquom qual a pessoa da corte encarregada do
negocioe do pagamento das despezas. Aspar-
tes que nao tiverem correspondente na corle,
podem dirigir-se directamente ao advogado ci-
ma mencionado, ou a algum dos seguintes agen-
tes nascapilaes das provincias :
"ara.
Maranho,
Piauhy.
Cear. *
Parahyba.
Pernambuco, Frederico Chaves ra da Impera-
Inz n. 17.
Alagoas.
Sergipe.
Baha.
Espirito Sanio.
S. Paulo.
Paran.
Minas Geraes.
Sania Calharina.
Rio Graude do Sul.
Os abjixo assignados fazem scienle ao res- i'
pcitavel publico, e principalmente ao corpo do 11
commercio, que dissolveram amigavolmenle a lu
sociedade que linham na taberna sita no pateo 11
do Terco n. II, no dia 31 de dezembro. ficando o I
socio Novaes encarregado de lodo o activo e oas- '
Antonio Jos da Silva Guimares.
lnirD:A'Uga"se ura f** armazem com erande<;
elhe.ros proprio para qu8, omcnagrt^d"
lnlTZM0, d*e Uma criada e um moleque de
vic'o'de'um"^ "egr que seJ8 ficl P"a o ser!
i armjzem : na ra da Cruz, armazem
Compras.
OJaria.
caSos"r,t.rBd"e um8 olaria de fri-.
Sdo!fti,v;r:s.gBrrs: na rua doQuei-
Compram-se escravos,
??r e n,bo 8 S;X081 de ,2 a 20 ""os de
tizn.il bja Sl,gUraS; na rua da lB,P-
k.T Corrpra-se ou alugs-se um escravo quesai-
dpili" "l43Ue Da Sejadebebida^ ^a
- Compra-se pitanga para doce; na
Senzala Nova n. 30.
rua aa
Vendas,
Para principiante.
Vende-sea taberna sita na rua Imperial v. 191
com commodos para familia, bastante arceje-
zada. e junlaraenle a fabiica de charutos que lem
na mesma casa, cujo eslabelecimenlo se vende
por seu dono pre isar de Iratar de sua saude fra
da praca : a iratar Da mesma taberna.
Vende-seum escravo bom cozinhero : na
rua do Rosario n. 23.
Vende-se uma calecha nova, sem arreios
na rua Nova n. 59, cocheira de P. Eduardo Bour-
geuis.
Vende-ae uma machina de costura dos me-
nores fabricantes, por muilo menos do seu va-
lor ; na rua de Apollo n. 8, primeiro andar.
m mt ja
ao pedo arco de Santo
Antonio
chegou um rico sorlimeDlo de bicos e rendas vn-
?1S iP "f0, *? l?0,le- assilD coa"> os mais ri-
cos lencos do labynnlho que lem vindo ao n,ei-
f,ar0'HC'X"iaSe,arlar"ga Vropn^s para cos-
tura, ditas de marisco.
.. .VeDdese uma ptima casa terrea com por-
ta c duas janellas de frente, com 5 quartos, 2
salas coznha ia, quintal, cacimba, estribara
paral ou 2 cavallos. muilo fresca por deitar a
irenle para o nascente. muito nova por ler sido
edificada a 3 para 4 annos. e de uma solida edi-
ficado situada do rua da Palma sob n 94. e lem
mais a vantagem de nao precisar o menor reraic
quem pretender o a quizer examinar, dirigir-se
a rua da Palma n. 91 : para tratar, na rua do Li-
vramento, loja n. 7.
Vende se uma grande propriedade sita na
lassagem da Mgdalena, entre as duas puntes,
com muitos commodos para familia, e ouiros pa-
ra alugar, que podem dar de rendimenlo 1:4003
annu,ia.t1f' scno os chaos proprios. e atondo-
se reedificada ; quem pretender, dirija-se a rua
sirena, loja de funeiro n 47. a tratar com Jos
Antonio de Carvalbo.
Pennas deema.
doAlearbi3ftdLCl",gar ? ,0ia n- 45 d3 rua da c'ld^'-
efe uma porcao deslas pennas, as quae* e
por mdico prego.
vendem
MU
Em casa de Mills ff
Satbam C, na rua I
da Cadeia do Uecifef
vaes.Fortunato Jos Ferretra Pereira.
JosMoreira
Lopes
mudou o seu eslabelecimenlo da casa Vmarella
da rua do Queimado para n roa do Crespo, para a
loja que foi do Sr. Sanios & Rolim n. 13, e ar-
mazem na rua da Imperulriz, outr'ora rua do
Colleglo n. 36.
VIA FRREA
DO
Rccife a Sao Francisco.
(LIMITADO.)
Avita-ao ao respeilavel publico que do dia 31
do correle em diante a corapanhia deixar de
despachar carga para a eslaco d Pontezinba, o
Irem continuar a passar para tomar e deixar
passageiros e bagagens.
AssigoadoE. H. Bramah,
Superintendente.
O Dr. em niedecina Carlos Frederico dos ^
# Sanios Xavier, recenlemenle chegado a @
g esta capital, offereceseu preslimo no exer- &
W cicio de sna profissao a todas as pessoas
que o quizerem honrar com a sua confian- $g
CP ca. Dar consultas aos pobres todos os (i
@ dias, das 7 as 8 1)2 horas da matihaa, e
$# das 3 s 5 da tarde, em sua casa, rua da ej}
a Imperalriz n. 53, primeiro andar.
em bar-
O padre Manoel Adriano de Albuquerque
Mannho mudou-se da rua doa Martyrios para o
pnocipi da rua Augusta n. 32.
Aluga-se uma escrava de muilo boa conduc-
ta, muilo aadia e fiel, engomma perfetamenle
qualquer roupa de homem ou de senhora, anda
o mais delicado engommado por ter muilo uso
coznha tudo muito bem, c faz todo este servic
com muita presteza ; aflanga-se tudo, porra pre-
fere-se casa de uma pequea familia, e a razio
clara, porque quem trabalha a noite quer des-
canso : na livraria do Sr. Figueiroa se dir.
Aluga-se urna casa terrea na freguezia de
s. Jos : quem della precisar, dirija-se para in-
formacoes rua do Vigario, casa n. 29.
Bichas haraburguezas.
Camisas para homem, inglczas.
i."ns inglczas.
Estopa.
Sulfato de ferro.
Alvaiade.
Vermclho.
Secinle.
A7arc8o. *
Pedra-hume.
Salitre.
Atlenco.
fui
I
1 ende-se uma taberna no melhor lugar da Boa
Vista com poueos fundos, propria para algum
principiante : a Iralar na rua do Rosario da Boa-
v isla n. 54.
Vende-se um escravo africano, de idade 30
annos, pouco mais ou menos, e uma escrava de
idade de 20 a 22 annos, pouco mait ou menos,
cnoula c com algtimas habilidades : a tratar na
rua da Cadeia do Recife n. 54.
Ferjao mulatmho.
Na rua da Madre da Dos o. 18, largo da al-
fandega.
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DIARIO DE FEhRiMBUCO. SEGUNDA Fll
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i.srl S2gpJn?
fa >* f*1
Bolsas de tapete para
viagens.
Vendwn-*e mu bonitas bolsas 4a tapeto pro-
pras para viagens, etc., etc., pelos baratissimos
precos de 59, b> e 7j> : ai loja da guia branca,
ra do Queimado a. 16:
Farinha a 3#500.
Vende se no arrnazem da ra da Hadre de Deosl
d. 35, saceos cora boa larinha de mandioca, de-
sembarcada bontem, pelo borato prec,o de 38300
cada sacco.
Milho doto a 4$000.
Vendem-se milho aovo em saceos grandes, pe-
lo prego cima ; no atmazem da ra da aladre
de Dos u. 35.
Uua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, azenda
moito superior com pequeo toque de mofo a
609000, ditos sera defeito a 1009000, tem um
resto de chales de toquim que estac-se acabando
a 30-3000, ditos de rairin bordados com ponta
redonda a 8*000, ditos sera ser de ponta redonda
a 89000, ditos esianpsdos cora listras de seda
em roda da barra a 9*000, ditos de ricas estam-
pas a 79000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 2*000, ditos sem franja emuito
encorpado a 2*000, ricos manteletes de grosdi-
na pies preto e de cores ricamente enfeitadosa
25*000, ditos muilo superiores a 309000, en-
feilesde vidrilho preto a 3*000, ditos de retroz
a 3*500, organdisda mais fina que La no mer-
cado a 1*000 o covado, cambraias de cores
Je padioes rauito delicadosa 800 rs. a vara, ditas
deoutrasqualidadesa 600 rs. a vara, ricas chitas
farnceza? de muito boas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, pe tos para camisa a 240 rs. cada urna,
cortes de caseraira decores a 69000, ditas em
pe.ca de quadrinhosa 49000 o covado, golliobas
de muilo bom goslo a 1*000, ditos deoulros
bordados ricos a 3,>000, manguitos Je carabraia
bordados a 3*000, liras bordados e entrimeios
quesevenJem por preco commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de enancas, e capinbas
para senboras a 1*400 rs. o covado, cortes de
cambraias de salpicos a 59000, cortes de cam-
braia enfeitadas com tiras bordadas a 6*000,
e outras militas mais fazendas que ser difcil
aquipode-las mencionar todas
fallar
DE JANEIRO DI 1861.'
Vjende-ie urna morada de caa
terrea n a ra da matriz da Boa-Vista :
na meima ra sobrado que vol-
ta para a ra da Glorian. 33.
loa do Crespa,
loja o. 25 de Joaquim Ferreira do S, venderte
por preco baratissimos, para acabar : pegas do
cambraia isa fina a 3*. organdys rauito finas e
modernas a 500 rs. o covado, cassas abertas de
honitas co es a S40 rs., chitas largas a 200 e 240,
cortea de i assa de cores a 2*. enltvmeios borda-
dos a 1*500 a peca, babadas bordadas a 320 a
vira, sedibhas de quadros finas a 800 rs., casa-
veques de cambraia e fil a 5*. perneadores de
cambraia >ordados a 5*. gollinhas bordadas a
640, ditas :om ponas a 2*500, manguitos borda-
dos de carbbraia e fil a 2*. damasco de la com
9 palmos le largara a 1*600, bramante de linho
com 5 pal nos de lafgura a 900 rs. a vara, luvas
para senh >ra a 100 rs. o par, capas de fusto en-
hiladas a 5*. pegas de madapolo fino a 4J, laa-
zinha de uadros para vestidos a 320, carnisusde
cambraia bordados a 2$, sobtecasacas de panno
Sao a Ojl e 25$, palelois de panno e casimira .de
16 a 20S, ditos de alpaca de 3*500 a 8*, ditos de
brira de cores e brincos de 3*500 a 5?, calcas de
casemira prelas e de cores para todos ps procos,
ditos de brim de cores e brancos de 2J a 5*. ca-
misas brancas e de cores para todos os preijos,
colletes de casemira de cores finos a 5* ; assim
como outras muitas fazendas por menos do seu
valor para fechar contas.
libra, e em porreo se fa-
Os proprietarios deste estabele-
rinanto convidam ao respeilavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, que se
noham em seu arrnazem da molhados de novamenle sonido de ganaros, os melhores que tem
viudo a este aereado, por seren escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
o mator parte dalles vnoos por conta dos proprietarios
Gagos com clvampanUa
das melhores marcas que ha no mercado a 205000 e em garrafa a 2#000.
\gos de comadre
era caixas proprias para mimo a 1*000.
Barris com aieUonas
o; mais no'vos que ha no mercado a 192000.
Scirveja branca
das mais acreditadas marcas a 5*000 a duzia e em garrafa a 500
Queijos Wamengos
reeebidos pelo ultimo vapor de Europa a 3*000 *
Quejos parto
das melhores qualidades que tem vindo a este marcado a 930 res a
r algum abatemento.
Qac'ijos susso
recenteraente chegado e de suqerior qualedade a 960 res a libra.
CVio colate
dos raolhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porcao a 8o0 a.
Mar melada imperial
do afamado Abreu,ede outros mais fabricantes de Lisboa emlatasde 1 a 2 libras a 800
rs., era porcao de se far algum abatimento.
Maca de tomate
ora latas de 1 libra por 900 rs.,em porcao vende-se a 850 rs.
Conservas francezas e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o^frasco.
Vi atas de bolacliinlia de soda
ora diferentes qualidades a 1*600 a lata
A.me\x.as francezas
as mais novas que tem vindo a este mercado em compoteiras, contando 3 libras por 39000 rs.
o era ratas de 1 e 1|2 libra por 1*500 res
Caixin.uas com 8 libras de passas
3 39000 rs. em porcao se far algum abatimento, vende-se lambern a realhoa libra a 500 rs.
M.anleiga ingleza
parfettaroente flor a mais nova que ha no mercado a 1*000 rs. a libra, em barril se (ara al-
gn abatimento.
Cb perola
o raalhor que ha neste genero a 29500 rs. a libra dito hyson a 29000 rs.
Nlanteiga franceza
a 7-20 rs. a libra em barril se far abatimento.
Toncinno de Lisboa
c mais novo qua lia no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
era caxinhas de 8 libras com deferentes qualidadespor 49000 rs.
Tambera vendem-se os seguales gneros, ludo recentemente chegado e de superiores qua-
li lides, presuntos 480 rs. a libra, chouriga muita nova, roarmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa,maga de tomate, perasecca, passas, fructas em calda, araendoas, nozes, frascos cora
atnendoas co bertas, confeiles, pastilhas de varias {ualidades, vinagre branco Bordea ux, proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, magas de todas as qualidades,
gomraa rauito fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
sperraacete barato, licores francezes muilo finos, marrasquino de zara, azeitedoeepurificado, azei-
tonas muito novas, banha de porco refinada e outros muitos gneros que encontrarlo tendentes a
molhados, por isso promettem os proprietarios venderem por muito manos doqueoutro qualquer,
prometiera mais tambem servirera aquellas pessoas que mandarem por outras pouco pratieas eomo
ge viessera pessoalmente ; rogara tambera a todos os senhores de engenho e senhore lavradores
queirara mandar suas encomraenias no arrnazem Progresso,que selhes affianra a boa qualidades
o acondieionaraento,
i Ao bello sexo.
Faria & C. proprietarios da loja de marmore, avisara ao bello sexo em geral gg>
quo acabam de receber um completo sor- fg
tmenlo de fazendas de modas proprias cr
da presente eslaeo. Jf
Eafeites de velludo, ultimo
gosto.
A loja da aguia braoca acaba de receber mui
bonitos e delicados eiieiles de velludo, obra de
toda perfeicp e ultima muda : vende'm-se a 10*
e 128: quem os virnao hesitar de os comprar;
vendem-se tambera outros de velludo e'froco a
3$, 4J e 53: na ra io Queimado, loja da aguia
branca u. 16.
240.
Beiogios
Suissos.
Cassas de lindos padres e cores fixas qoe se
pode garantir aos comprados, a 240 rs. o covado,
na roa do Queimado, loja de 4 purtas n.39.
As vrdadeiras luvas de
I Jouvin.
A loja da aguia brancas acaba de receber de
sua encomienda as verdadeiras luvas de Jou-
vin, primeira qualidade, Unto brancas como pre-
las para hoaiem e senhora : quem precisar, diri-
ja-se a dita loja da aguia branca, roa do Quei-
mado o. 16.
Doce de peluxo,
Ha para vender excelleuledoce de peluxo; na
ra do Livramcnto n. 26, deposito.
Esteiras da India de 4, 5
e 6 pamos de largo.
No arrnazem de tazendas da ra do Queimado
n. 19, propiamente para forro de salas e camas
por ser da melhor qualidade, e todas brancas
Chales.
Ricos chales de merino estampados, de cores
muilo bonitas a 7*. ditos muilo finos a 8$500,
ditos lisos a 5*. ditos bordados a matiza 8950o,
oa ra do Queimado n. 22, loja da boa-f.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda o. 3 A, um grande sorti-
mento de tachas e moendas para engenho, do
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesrao deposito ou na ra do Trapi-
che n. 4.
Capillas e flores.
Mui bonitas capillas para noivas a 5*, 6* e 7*,
dilas para meninas a 2J. bonitos o delicados cai-
xos de florps finas a 1J500, 2$ e 39 : na na do
Queimado Ion da aguia branca n. 16.
Bonels para meninos.
O lempo proprio para se comprar os bonitos
bonets de panno fino afeitad** eos fita de cha-
malote e borlla, outros enfeilados com tila de
elludo e pluma, e outros con galiozinbo dou-
rado, todos pelos barassimoa presos de 8*500,
4* e-5*. dilos de palha escura, mui bonitos e
fortes a 3*. gorras de palka branca aofeitadas a
1*590, e outros mu ditferentes bonets de panno
enfeitados a 1* e 1*280 : na na do Qurado,
loja da aguia branca n. 16.
V Machinas de vapor. g
9 Roda* d'agua. g
H Moendas de canna. A
# Taixas.
% Redas dentadas.
% Broozes e aguilhes.
% Alambiques de ferro.
g Grivos, padres etc., ele.
g Na fundicao de ferro de D. W. Bowman,
g ra do Brum passando o chafariz.
Na loja da boa fe, na ra
do Queimado n. 22,
vende-se muito barata.
Cambraia Usa fina com 8 1(2 varas cada peca a
4*500, dita muito Una com salpicos a 5*, dita de
cores de padresinuito bonitos a 320 o covado,
cortos de cassa pintada coro 7 varas a 2*240. fil
de licho liso muito fino a 800 rs. a vara, tarlata-
na rauito fina branca e de cores com 1 1|2 vara
de largura a 800 rs a vara, guarnieses de cam-
braia (manguitos e golla) bordadas muilo finas a
5*, gollinhas bordadas de cambraia muito fina a
1*, esparlilhos muito superiores pelo baratissimo
preco de 6j, penles de tartaruga a imperatriz
muito superiores a 9*. bonels de velludo para
meninos a 5j. ditos de panno preto a 3$, sapati-
nhos de merino muilo enfeilados a 2J o par, chi-
tas francezas finas escuras e claras a 280 o cova-
do, cortes do carabraia de cores com 3 babados
com 11 e 12 varas cada corle a 4*500, superiores
lencos de cambraia de linho muito fina e rica-
mente bordados a 9$, ditos de carabraia de algo-
do com bico de linho a 1*280, ditos d cam-
braia de linho proprios para algibeira a 6*, 7 e
8* a duzia, ditos de cambraia de algodo a2?)400
e 3* a duzia, liras bordadas largas e Gnas com 3
1|2 varas cada pec,a a 2J500, e assim outras mui-
tas fazendas quo verrdem-s> por precos muito
baratos S na ra do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loia da boa f.
IVeiide
se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Biscoutos
Emcasade Arkwight 4 C
Cruz n. 61.
ra
Bonitos cintos para senbo-
ras e meninas.
Na loja da aguia braoca vendem-se mui boni-
tas fitas com flvelas para cintos de senhoras e
meninas, e pelo baratissimo preco de 1$ : em
dita loja da aguia branca, ra do Queimado nu-
mero 16.
Objectos de gosto
senhoras e meninas.
A loja da aguia branca recebeu um bello sorti-
rnento de objectos de moito gosto e ultima mo-
da, proprios para senhoras e meninas, sendo de-
licadas gollinhas e voltas de.vidrilho, rollas de
coral e cornalina com atacador de mola, doura-
do, obra inteiramenle nova e de muito gosto, e
pelos baratissimos precos de 2* rada objecto :
na roa do Queimado, loja da aguia branca nu-
mero 16.
Perfumaras
novas.
A loja da aguia branca araba de receber de sua
propria encommenda um lindo e completo sorti-
mento de perfumaras fiuss, ssquaes est ven-
dendo por monos do que em outra qualquer par-
le : sendo o bem conhecido oleo philocome e ba-
nha (Societ Hygienique) a 1* o frasco, finos ex-
tractos em bonitos frascos de cores e doorados a
2, 24500, 3# e 4*. a afamaba banha transparen-
te, e ontras igualmente finas e novissimas como
a japonaise ero bonitos frascos, cuja lampa devi-
dro tambem cheia da mesma, huile concrete,
odonnell, principe imperial, creme, em bonitos
copinhos com lampa de metal, c muitas oulras
diversas qualidades, todas eslas a 1* o frasco,
bonitos vasos de porcellana dourada proprios pa-
ra offerta a 2* e 2;500. bonitos bahuiinhos com
9 frasquinhos de cheiro a 2*. lindas cestinhas
com 3 e 4 frasquinhos, e csixinhas redondas com
4 ditos a 1g200 e 1s600, finos pos para denles e
agua bal3amira para ditos a le 1*500 o frasqui-
nho ; e assim urna infinidade de objectos que sao
patente? em dila loja da aguia blanca, na ra do
Queimado n. 14.
Ra da Senzala Noya n .42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston 4C,
sellinse silhes nglezes, candeeiros e casticae?
broozeados, lonas nglezes, fio de vela, chicote
para carros, e montara, arreios para carro de
um e dous cvalos relogios de ouro patente
inglez.
Era casa de Schafleitlin & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira horisontaes, patentes,
chronometros, meioschronomelros de, ouro, pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
gios dos priraeiros fabricantes da Suissa, que se
vandero por precos razoaveis.
FROCO.
Vende-se frco de todas as cores e grossuras, I
cora rame e sem elle a 400, 500, 640 e 1* rs. a i
peca ; na ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16.
Grammatica in-
glesa de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallartnglezem 6 mezes,
obraiuteiramente nova, parauso de
todos os estabelecimentos de instruc-
cao, pblicos e prticulares. Vnde-
se napraqa de Pedro II (antigo largo
do Collegio) n. 37, segundo andar.
Relogios.
Vendem-se cm casa de Braga, Silva & C, re-
logios de ouro de diversos fabricantes inglezes,
por prego commodo.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e decores fixas
a dozo vintenso covado, mais barato do qne
chita, approveitem
GitVNDE SORTMENTO
DE
Farinha a 3SS00
Ven Je se farinha de mandioca a 3^(500
a sacca : na ra da Madre de Dos nu-
m ero 55.
Em casa de N. O. Bieber & Successores, ru
ia Cruz n. 4, vende-se :
Charnpanha marca Farre & C, urna das mais
acreditadasmarcas.muiconhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vioho xerez em barris, cognac em barris e
caixaa.
Vinagre branco etinlo em barris.
Brilhantes de varias dimensoes.
Ei hersulfurico.
Comma lacre clara.
Lonas, brinzos e brins. "
AcodeMilao
Ferro da Suecia
Algodo da Baha.
1
i
I

%
%
i
Ao publico.
Faria & C. proprietario da loja de mar-
more, avisara aosseus uumorosos fregue-
zes e ao publico em geral que acabam de
receber um completo sortimento de fa-
zendas de modas e todas sero vendidas
porpregos mdicos.
Seguro contra Fogo
COSIPANHIA
Fazendas e roupa feila
NA LOJA E ABMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tavares de Mello
RA DOQUEIMADO N. 39
F.MlSLX LOJa DE QIUTROPORIAS.
Tem um corapleto convida a todos os seus freguezes e a todos
quadesejarem ler um uniforme feito com todo o
goslo dirijam-fe a este estabelicimento que em-
contraro um habel artista chegado ltimamen-
te de Lisboa para desempenhar as obras a von-
tade dos freguezes, ji tem um completo sorti-
mento de pdiiots de Gna casemira modello im-
glez, e muito bem acabados a 16300, ditos
de merino selim a 1-29000, ditos de alpaca]
pretos a 51000, ditos de alpaca sobre casacas
a 89000, ditos com gol la de velu a 99000,
ditos de fustao, ditos de ganga, ditos de trina,
pproveuem em quanto nao se acabara ;! ,llfift r.%n \n j-no .. ... ,. .. ...
na ra do Queimado n. 22, na bomconhecida lo--\ J"f ''n 1 d.e,l,nho .lraca
ja da Boa F.
Arados americanos e machines
pata lavar roupa: emeasa de S. P. Jo-
hnsf.on & C. ra daSenzala n.i2.
Cheguem ao barato
O Preguifa est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palitots a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muilo bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente rauito fina a 39,
4, 59, e 69 a peca, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a paca, chitas largas de modernos e
escolhidos padres a 240, 260e280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de marin asianpado a
79 e 89, ditos bordados con duas palmas, fa-
zen-da muito delicada a 9} cada um, ditos com
urna s palma, muito finos a 8f50O, ditos lisos
com franjas de seda a 59, lencos da cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, metas muito
finas psra senhora a 49 a duzia, dilas da boa
qualidade a 38 e 39500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenbos, para coberta a 280 rs.
o covado, chitas escuras inglesas a 59900 a
peca, a a 160 rs. o covado, brim branco de puro
linho a 19, 19900 e 19600 a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 a vara, brilhantin
azul a 400 rs. o covado, alpacas de diSerentes
eAres a 360 rs. o covado, easamiras pratas
finas a 29510, 39 e 39500 o covado, cambraia
preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e outras
muitas fazendas qua se fari patente ao compra-
dor, e de todas se denlo amostras com penhor.
do a 69000, calca je brim de linho muilo su-
perior a 59000, ditas de casemira de cor a
99000 ea 109000, ditas de caseraira pre-
ta superior fazenda a 129000, palitots frsn-
cezes da panno fino fazenda muito fina a 259
sobrecasaots de panno muilo superiores a 359
ea 409000, um completo sortimento de cami-
sas fracezas, tanto de linho como de algodo
o fuslo vende-se muito em conta, afim de que-
rer-seliqiudar cora as camisas.
Cera de carnauba
Vende-se ds primeira qualidade especial a 99
a arroba : na roa da Cadeia n. 57, arrnazem de
Prenle Vianna & C.
Por metade do sen
valor.
Ra do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phantasia, muiloslindos.de
duasssias, pelo baratissimo prec,o da ljcada
um corte.
Cambraias
baratas.
19 Ruado Queimado 19
Cortes dVcambraia branca muilo fina com sal-
picos miudinhos a 49600.
Cambraiela para vestido, muilo fina, pelo ba-
ratissimo pre^o de 29600, 29800,39 e 39500 cada
pe?a.
Baldes de mussulina, ditos arrendados, ditos
LONDRES
AGENTES
C J. Astley A Compauhia.S
i-----------------"
| Vende-se J
Formas de ferro para I
purgar assucar.
Enchadasde ferro.
Ferro sueco.
3 Fsningardas.
Ac de Trieste.
Pregos de cobre de com-
posico.
Barrilha e cabos.
Brim de vela.
Couro de lustre.
Palhinha para marcinei-
ro : no arrnazem de C.
J. Astley A C.
?"" ""* ~* --m 19 ajin$vjnR_.,
Na travessa da ra da Cruz n.
14, vendem-se as obras
seguintes :
Um burro de Salustio. Iraduzido ao p da letra
por 320 rs.
Urna obra de Virgilio em 2 lomos por 500 rs.
Philosophia de Gerusez, traduzida, por 19.
Historia da mesma pelo padre Joo Rodrigues
por 500 rs.
Oblacao do Chrislianismo por Torres Bandein
por 800 rs.
A voz da natureza por 500 rs.
Ensaios de eloquencia por 800 rs.
Salustio por 500 rs.
Vida dos philosophos Ilustres por Fenelon
por 320 rs.
Alisa moderno por 800 rs.
Cdigo commercial portuguez por 500 rs.
Rhetorca de Qulntiliano por 19.
Dita de dito por 500 rs.
Potica nacional por 500 rs.
Geographia de Carneiro por 19500.
A noile do castello por Castilbo por 1|500.
Potica por Csrvalho por lf500.
Eloquencia nacional pelo raesmo por 1J500.
Debacle de la politique por tj>500
Gabinete de Napoliao por 1J300.
Diccionario da fbula por SJOOO.
O solitario pelo visconde de Aliccourl por
19500
Poesas de Fonseca por 1J500.
%
Gomma superior do Aracaty.
Vende-se a precio commodo : na ra da Cadeia
numero 57.
Vende-se
EM CASA DE
AdamsoD Howje & C.
Vinho do Porto de superior qualidade.
Tima de todas as cores.
Lona e flele.
Fio de vela.
Sellins.silbOes, arreios e chicotes.
Itolhas.
Ra do Trapiche n. 42.
Machinas ameri-
canas
E OUTROS RTICOS.
N. O. RIEBER & C. SUCCESSORES,
leva exposto nos seus armazens da ra
da Cruz n. 4 e 9, urna iufinidade de
machinas etc., como sejam :
ARADOS de diflerentes modelos, traba-
lliando de 2 lados.
CULTIVADORES para limpar e abrir a
trra.
M01XHOS para cana em ponfo peque-
no, podendo ser governadas por uma
pessoa. proprias para lavradores.
Ditas de DESCAROCAR MILHO, um
proct-sso pelo qual se poupa muito
tempoe emprega-se somente 2 pes-
soas,
Ditos de MOER MILHO, CAFE etc.,
etc. ate o grao mais fino que liouver.
Ditos para FAZER FARINHA de mi-
llio etc.
MACHINAS para azer BOLACniNHA,
BCKtfBAS para cacimbas e
navios, muito mam iras e
de torca superior por
mdicos pt ecos.
Ditas com correnles para
tirar agua de lugares
mui fundos,
superior qualidade para
VERNIZ de
carros.
CARROS de mao muito leves e baratos
BALANQAS de 1,000 libras para baixo
proprias para armazens, depsitos,
tabernas, boticas etc., etc.
MAPPAS geograptiicos do mundo e
suas partes.
MACHINAS de costura de Sivat & C. as
melhores que at boje tem appare-
cido.
Entremetes e tiras
bordadas.
Vande-se mui bonitos enlremeios e tiras bor-
dadas em fina cambraia, obras mui bem caba-
isrlr22ir pe,os bMimos precos de
>. *9. ^. Bf Avista dasuperlo-
ndade da fazenda oinguem deizsr de comprar e
para isso dinjam-se a ra do Queimado loia da
aguia branca n. 16. '
Loja das 6 portas
em frente do Livramento
LaziBhas >00 rs.
Vende-se em-.asade Saunders Bro hera 4 Camisinhaa muitob*nila eom duas largarse
RELOGIOS.


DUMO SE WsWUMlUCQ. SEGH&A FRIRA 7'D JANEIRO DE Wi,
__
Calcado.
Qualidades escolhidas.
45-Rna Direita-43
Eis a [esta E necessario renovar o calcado e
correr ao estabeleciraouio da ra Direita, que u
vende muito fresco e em pereilo estado por es-
tes precos :
Borzeguios de hornera (bezerro e lustre) 9J500
idesa)
idem)
idem)
idem)
Ditos de dito
Ditos dedito
Ditos dedito
JDHas de dito
Borzpgums de senhors
Ditos de dita
Ditos de dita
Ditos de dita
Sapa toas de bezerro (3 1|2 balera)
Dos de dito e de lustre
Heios borzeguins de hornera
Borzeguius de menina 4$000 e
Sapatoes de bezerro para menino 4J e
Sapalos de lustre para senhora a
9JO0
8j500
SjJOOO
69OOO
59OOO
498OO
4j>500
48000
5*600
59000
68000
39600
3500
IgzOO
Vende-se um sitio na Baia Verde da C>-
puoga, coni duas casas de vivend. viveiro e ca-
a fallar na ra larga do Rosario n. 34,
cimba
na botica.
Lindas caixiohas de cos-
tura.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
ll. vendem seas lindas caixas de costura pro-
pnas para mimo, assira como pianinhos com a
sua competente msica, quadros dourados. tan-
tos de santos como de retrate*, proprios para en-
eiie de sala, jarros com flores muito lindos, es-
tampas tanto de guerras como de vistas decda-
les, canas de msica com lindas pecas, realejos
grandes com 30 pegas compostas de valsas as
mais modernas, ludo isto se vende por precos
commodos. v *
Assucar e caima.
Vende-se assucar mascavado a 100 rs. a li-
bra, agurdente de canna engarrafada a 240 a
garrafa ; na trav<>ssa do pateo do Paraizo n. 16
casa pintada de amarello.
Ceblas.
Veude-se a 610 e 800 rs. ocenlo ; na travessa
do pateo do Paraiio n. 16, casa panada de ama-
rello.
Ra do Queimado
n. 39.
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Chegou ltimamente a este estabeleciment um
completo surtimonto de chapeos pretos francezes
do malhor fabricante de Paris, os quaes so ven-
dara a 7000, ditos a 8000, ditos a 9&000
ditos muito superior a 10000, ditos de casto
&GV.NC1\
DA
FUNDIClO LOW-MOW,
Rna 4a Semalla fltva n. 41
Neste estabelecimento contina baver um
completo sortimento de moendas e meias moen-
das para engenho. machinas de vapor e taixaa
tejerro batido e coado; de todos ostamanhos
pira dito.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem coohacido eacreditado deposito da
roa da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assira como tambem cal virgem em
pedra, ludo por precos raais baratos do que em
entra qualqner parte.
Espirito de vioho.
Vende-se de 2*560 a 2*800 a caada : na tra-
vessa do pateo do Paraso n. 16, casa pintada de
amarello.
> 1 marqueza e 6 cadeiras de palbioba. ven-
de-se por prego commodo: no aterro da Boa-
Vista n. 45.
Vende-se um grande sitio em S. Jos do
Manguinho, com urna boa casa o bastante com-
modo para grande familia, baixa pars capim, bas-
tantes ps de arvores e fnicleiras; quem o pre-
tender, diiija-sea ra da Cadeia do Recite nume-
ro 50 A.
Vendem-se noventa apolices da
companhia do Beberibe : na ra Nova
n. 14, primeiro andar.
Farinha e milho.
Vende-se boa farinha de mandioca a 3/5C0, e
milho novo em saceos grandes a 49; na ra da
Madre de Dos n. 4 ; approveitem, antes que se
acabe.
Algodao monslro. A 9,000 a arroba.
Vende-se algodao monslro com duas larguras, Vende-se cera de carnauba da velba
muito proprio para toalhas e lences por dispen- e nova afra a preco de H : no antiffo
"ecSeBOO^v".001
na loja da boa f.

pre
na ra do Queimado a.
[MUTA FEITA ANDA HA1S BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
DE
[Fazendas e obras feitasJ
LOJA
MX
E ARMAZEM
DE
aediLo&adA
Botica.
Berlholomcu Francisco de Souza, ra larga
do Rosao n. 36, vende os seguinles medica-
u. en los :
Robl'Affecleur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetis.
Salsa parrilba Brstol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Hollovray.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmalhico.
Vidros de bteca larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assira como tem um grande sortimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a modieo
preco.
Viuio de Bordeaux.
r
pretos e broncos a 16*000, o melhorquese Era casa de Kalkmann Irmaos & C., ra da
pode desojar, chapeos de feltro a Garibaldi de Cruz n. 10 encontra-seo deposito das bem co-
muito superior massa a 79000, ditos de copa nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Freres e
baia para diversos precos, ditos de palha escura I ds Srs. Oldekop Mareilac dt C, em Bordeaux.
de varias qualidades que se vendem por preco Tem as seguinles qualidades:
barato, bonels de veludo pata raeninosa 5*000,
NA
Una do Queimado
n. 46, frente amareUa.
Constantemente temes um grande e va-
riado sortimento de sobrecasaeas pretas
de panno e de cores muito fino a 289,
OS e 35, paletots dos mesmos pannos
a 20$, 22$ e 24$, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14$, 16$ e 18J, casa-
cas pretas muito bem feites e de superior
panno a 28, 30$ e 359. sobrecasaeas de
casemira de cores multo finos a 15, 16$
e 18g, ditos saceos das mesmas casen i-
rasa 10$. 12 e 14$, caigas pretas de
casemira una para homem a 8, 9, 10J
e 12, ditas de casemira de cores a 7$, 8,
9 e 10, dilas de* brim brsncos muito
fina a 5S e 6, ditas de ditos de cores a
3. 3500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4J50O, col-
letes pretos de casemira a 5 e 6, ditos
de ditos de cores a 4J50O c 5, ditos
brancos de seda para casamento a 5,
ditos de 6, colletes de brim branco e de
fustao a 3, 3500 e 4, ditos de cores a
2^500 e 3, paletots pretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 70, 8 e 9,
colletes pretos para lulo a 4J50O e 5tfi
caigas pretas de merino a 4J50O e 5, pa-
letots de alpaca preta a 39500 e 4g, ditos
sobrecasaco a 6, 7e 8$, muito fino col-
letes de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 3800 e 4$, colletes de vel-
ludo de cojes e pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca depauno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6J5C0 e
7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
3500. ditos sobrecasacos a 5$ e 69500,
caigas de casemira pretas e de cores a 6,
6500 e 7, camisas para menino a 20
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a 32 a duzia para acabar.
Assim como temos urna ofcina de al -
fsiale onde mandamos executar todas as
obras com brevidade.
deposito do largo da Assemblea n. 9.
ef g
Vendem-se 5 carros novoa 'com todos os aje
9 arreios : na ra Nova n. SI.
CANDIEI/OS
ECONMICOS
NA
Ra Nova 20.
Chegou um riquissimo sortimento de candieiros
econmicos de muito bonitos modelos, desde o
mais superior at o mais ordinario, por prego
muito commodo, com a experiencia aropria de-
ver agradar ao comprador, e vista da pouca
despesa que faz, animar a ser Iluminado s com
os ditos candieiros a gaz ; os mais baratos sao a
mitagao de urna lamparina, produzindo a lux a
,re* '' 40 rs. por noile ; gradualmente ir sobiodo to-
das as mais qualidades at o maior, que servir
P"" ornare illuminar urna rica sala, equivalente
a 16 velas de espermacete, ludo isto se garante
sob a condcao de vollar e restituir-se o seu
importe, na falta de nao agradar a experiencia
fela: na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Cofres de ferro para dinheiro,
joias. etc., etc.
Na loja da aguia branca vendem-se bonitos co-
fres de ferro mui fortes e seguros, com tachadura
e chave, ededifferenles tamanhos, proprios para
se guardar dinheiao, joias e papis de importan-
cia, pelos baratissimos pregos de 4J500, 5S000
5500 e 6$ : em dita loja da aguia branca ru
do Queimado n. 16.

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ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos
de panno muito bem arranjados a 35500
chapeos desoja para senhoras a25000 muito,
3iip3rtorest ditos de palha escuras proprios para
campo a 123000, ditos para meninasa 10000,
chapeos de sol de seda inglezesa 10 e a 12
ra'iito superiores, ditos francezes a 8000,
ditos de panno muito grandes e bons a 45000.
sapatos de voludo a 28000. ditos de tranga a
19500, sinlos de gruguro para senhorase me-
ninas a 2000, coeiros da casemira ricamente
brdalos a 129000, e oulras muita fazendas
que a vista dos freguezes nao deixaro de com-
prar.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Militares de individuos de todas as nacoes
polera tosteraunhar as virtudes deste remedio
incomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso que doli fizeram tem seu **rpo e
merabros i n letra me a le saos depois de (lavar era-
pregado intilmente outros tratamenlos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leilura dos peridicos, que Ih'as
relatara todos os das ha muitos annos ; e a
maior parte dellas sao tao sor prndenles que
alrairara os madicos raais celebres. Quantas
passoas recobraran! com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois de ter
permanecido longo terapo nos hospitaes, onde
deviara sofrer a amputado 1 Dallas ha mui-
cas que havenlo deixado esses. asylos de pade-
tirasntos, para se nao subraeterera a essa ope-
ragao dolorosa foram curadas completamente,
maJiante o uso desse precioso remedio. Al-
gu as das Ues pessoa na enfuso de seu reco-
nheciraento declararam estes resultados bene6-
cos Jiante do lord corregedor e outros magis-
trados, am de mais autenticarem sua a firma-
Uva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianca para encinar este re-
medio coustanieraente seguodo algum lempo o
iratamento que necesslasse a natursza do mal,
cujo resultado seria provar incontesavelmente.
Que ludo cura.
til, mais partcu-
se uites casos,
Inilarama$o da bexiga.
DeBraadenburg frres
St. Eslph.
Si. Julien.
Margaux.
La rose.
Chieau Loville
Chleau Margaux.
-
1 ** tt a. r\
"s oSa
9,~e*-c,2 9 2 "3 *
i*ITa!*S!sflll^
ae=ftc?H..r5= -=--5;
~
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t a m .
a.

ai .= O c C c c > c >
- s -
De Oldekop & Mareilhac
St. Julien.
Si. Julien Mdoc.
Chaleau Loville.
Na mesma
vender:
casa ha
para
Sherry em barris
Madeira em barris.
Cognac era barris qualidade una.
Cognac em caitas qualidade inferior.
SYS TE MA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA-
Este inesliraavel especifico, composlo inteira,
Vinho do Porto, geouino.
Rico de 1820.
Stomacal de 1830.
Precioso de 1647.
As duzias.e em camuas, a dinheiro, por ba-
rato preco : vende-se na ra do Trapiche n. 40,
escriptorio.
Meias muito bara-
tas.
A loja da aguia branca est provida de urna
grande quantidade de meias, e melhor sortimen-
to que se pode dar, e por isso esl vendendo-as
mais barato do que em outra qulquer parte ;
sendo meias cruas encorpadas, de abanhado utii curas a IgOOO, ditos de brim de lnho de cores a
bncal elstico para homem a 85O0, 3g, 3JI500, 4f,! SS> riscadinhos de lnho proprios para obras de
meninos a 200 rs. o covado, grvalas de seda de
cores a 640, ditas prelae eetreiliohas e largas a
1, ealem disto oulras fazendas que se vendem
rouiloem coota ; na loja da boa f, na ra do
Queimado n. 22.
Bramante
bretanhas e atoalhado
Relogios.
Vende-se em casa deJobnston Pater & C.,
ra do Vigsro n. 3, um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesmos
Vende-se urna casa no bairro da Boa-Vista,
sendo nos Quatro Cantos, leodo bom local por ser
na esquina e ter bella vista, e ser em chaos pro-
prios, ele, etc. ; a tratar na ra da Roda o. 38.
Bales de 30 arcos.
Vendem-se superiores bales com 30 arcos,
sendo muito recommendaveis poi poderem flear
do tamanbo que se precisar, pelo baratissimo
preco 6 ; na ra do Queimado n. 22, na loja
da boa f.
E de graca.
Corles de calcas de meia casemira de cores es-
4$500e 5 a duzia, ditas inglezas o melhor que
se pode encontrar a 6 e 6500, ditas de fio de
Escocia ponta encarnada imitandoseda a 800 rs.
o par, e de cores a 640 e 800 rs., dilas brancas
mui finas e tapadas a 2<400, 3J500 e 5, e fins-
simas a 8 a duzia, ditas brancas finas e fio unido
para senhoras a 4, 4$800, 5J500 e 6500, e de
fio de Escocia primeira qualidade a 8500 a du-
zia, ditas de seda brancas e pretas a 2#500, 3,
3g50fle4, ditas cruas mui encorpadas para me-
ninos a 200 e 240 rs. o par, ditas brancas e de
cores a 240 e 280 o par, ditas para meninas a 3
a duzia. ditas de seda para baplisado a 2 o par,
ditas de laia e de seda para padres a 2, 3J e 4
mente de hervas medicinaos, nao conten raercu-! c'an16,
rio era alguma outra substancia delecteria. Be- '
nigno raais tenra infaneia, e a compleico mais
dalicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na compleico mais robusta ;
enteiramente innocente em suas operacoes e ef-
feitos ; pois busca e remove as doencas de qual-
quer especie e grao por mais amigas e tenazes
que sejam. Todas as casas de familia, senhores de enge-
Entre miihares de pessoas curadas com este nn> fazendeiros, etc., devem estar prevenidos
remedio, muitas que j estavam as portas da |com estes remedios. Sao tres medicamentos
morte, preservando em seu uso : conseguirn!. com os quaes te cura eficazmente as principaes
recobrar a saude e forjas, depois de baver lenta- molestias.
Na loja da boa f, na ra do Queimaoo n. 22,
vende-se bramante de lnho muito fino com duas
varasdelargura, pelo baratissimo preco de 2400
. a vara, bretanha de linho muito fina e muito
S.hV: .?L, i Lt. "." d,Tr,.?>>- targa a 20, 22$ e 24 a peca com 30 jardas
S?r?; HfnffilSJ""i. a 0CC88,t0' e I atoalhado de algodao com duas larguras a 14(K
dirtgir-se a ra do Queimado, loja da agina bran-
que ser servido com agrado e since-
Vlmiraveis remedios
americanos.
O urisueato he
larutente nos
Alporcas
Gairabras
Gallos.
Aneares.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos merabros.
Eraferraidades da cutis
era geral.
Ditas do anus.
ErupcSes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fialiade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadass,
Inchacoes.
Iaflaraaco do figado.
Vende-se este ungento no estabelecimento
goral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguistas e outras pas-
soas en car regad as de sua venda em toda a
America do sul, Havana a Hespanha.
Vende se a 800 rs., cada bocetinha contm
una instruc^ao em portuguaz para explicar o
modo da fazar uso desto ungento.
O deposito geral em eaaa do Sr. Soura,
pharmaceatie, na ra di Cruz n. 22. em
Pernarabuco. l
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
deolbos.
Mordeduras de reptil.
Picadura de mosquitos
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supurages ptridas
Tinta, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das artculaces.
Veas torcidas ou
das as pernas
no-
do nultimenie todos os outros remedios.
As mais adictas nao devem entregar-se a des-
esperado ; facam um competente eosaiodos
eilicazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarn o beneficio da saude.
Nao se perca terapo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal de).
Asihma.
Clicas.
Convulses.
Debildadeou extena-
cao.
Debildade on falta de
forjas para qualquer
cousa.
Desnteria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos ros.
Dureza no ventre.
Enfermidadesno ventre.
Ditas bo figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
ilydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflarnmacoes.
Irregularidades
menstruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de podra.
Manchas na cutis.
Abstrueeio de ventre.
Pbtysica ou consump-
pulmonar.
Retengao de ourina.
Rheumatismo.
Symptomts secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
lodos os boticarios droguista e ou tras pessoas en-
carregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dalias, contem orna instruccio em portu-
guez para expliear o modo de se osar destas pi-
lulas.
O deaoiiio geral em casa do Sr. Soura
dharmacautico, na ra da Cruz n. M, em Per-
aambuco.
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peores casos de reumatismo, dor de
I cabeca, nevralgia, diarrha cmaras, clicas,
bilis, indgestao, curp, dores nos ossos, contu-
soes, queimadura, erupes cutneas, angina,
relengo de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Gura todas as enfermidades escrophulosas,
crnicas esyphililcas : resolve os depsitos de
roaos humores, puritica o sangue, re no va o
systema : prompto e radicalmente cura, escro-
phulas, venreo, tumores grartdularas, ictericia,
dores de ossos, tumores brancos, afeccoes do fi-
gado o rins, erysi pelas, abeessos e ulceras de
todas as clases, molestias d'olhoi, difficuldade
das regras das molhores hipocondra, venreo,
etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularizar o systema, equilibrar a circu-
lacao do sangue, inteiramente vegetaes favora-
veis em lodos os casos nunca ocasiona niu-
zeas nem dorrea de venire, dses de 1 a 3 re-
gularisara, de 4 a 8 purgam. Estas pilulas
sao efficazes as aflecces do figado, bilis, dor
de cabeca, ictericia, iodigeslo, e em todas as
enfermidades das roulheres, a saber: irregula-
ridades, fluxo, retenoes, flores brancas, obs-
truc^es, histerismo, etc., sao do mais prompto
effeilo na escarlatina, febre biliosa, febre ama-
relia, t em todas as febrea malignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
companhados de inslruccis impressas que mos-
tram com a maior miouciosidede a maneira de
applica-los am qualquer enfermidade. Estao ga-
rantidos de falcificaaao por s baver venda no
armazem de fazendas de Raimundo Carlos Lei-
te t Irmao, na na da Irapentriz a. 10, ni-
cos agentes am Pernamboco.
Igodao cem duas larguras a 14(K)
a vara, dito de linho muito superior, tambem
com duas larguras a 3$ a vara, ; na ra do Quei-
mado n. 22. na loja da boa f.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n.ll,
alguna pianos do ultimo gosto recentimente
chegados.dosbem conhecidose acreditados fa-
bricantes J. Broadwood & Sensde Londres i
muito oropriosoara este clima
Campos Lima
receberam urna factura de chapeos de sold se-
da para homem, tendo entre estes alguns peque-
nos que servem para as senboras que vio para o
campo tomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porco seja grande se resolvero vender pelo
pre?o de 6 e 6(500, e alguns com pequeo de-
eito a 5 : na ra do Crespo n. 16.
ARMAZEM DE ROUPA FEITA
Defronte do becco da Congregacaoletreiro verde.
Casacasde panno preto a 30#, 359 e 40f000
Sobrecasaeas de dito dito a 359000
Paletots de panno pretos e de cores a
20, 25.309 e 35*000
Dloa de casemira decorosa 15 e 329000
Ditos de casemiras de cores a 7 e 12000
Ditosde alpaca prata gola de velludo a 12000
Ditosde merino setim preto e de cor
a 89 e fl&oOO
Ditos de alpaca de cores a 3)300 e 5)000
Ditos dealpaca preta a 39500, 59,
7 99000
Ditos de brim de cores a 3500,
49500 e 5#000
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 e 6#000
Calcas de caaemira preta e de cores a
9i '09 e 12*000
Ditas de princezae alpaca de eordo
pretos a 5000
Dilas de brim branco e de cores a
2500 49500 e 59000
Ditas de ganga de cores a 3000
Ditas de casemira a 59500
Colletes de velludo decores mnitofino a
Ditos de casemira bordados e lisos
pretos e de cores a 5, 89500 e
Ditos de setim preto a
Ditos de casemira a
Ditos de seda branca a 59 e
Ditos de gurgurio de seda a 59 e
Ditos de fustao brancos e de cores a
39e
Ditos de brim branco e decores a 29 e
Selouras de linho a
Dilas de algodao a 19600 e
Camisas de peilode fustao branco e
de cores a 2300 e
Ditas de pelo e punbosde lnho mui-
to finas inglezas a duzia
Di las de madapelao brancas e de cores
a 1*800, 29e
Ditas de meia a 1 e
Relogios de ouro patente e orisontaes
Ditos de prata galvanisados a 25 e
Obras de ouro, aderejos, pulseiras e
rosetas
109000
69000
5000
39500
69000
69000
39500
29500
29500
29000
29500
35000
2500
19600
9
300CO
rain
DE
NiV L,OaI\ 1 AKMZE.M
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO QUEIMADO 40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
1)000
Seda de quadrinhos muito fina covado
Enfeites de velludo com froco pretos e
de cores para cabeca de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
eseda, carabraiase seda tapada e
transparenre, covedo
Luvas de sedabordadas e lisas para
senhoras, homense meninos
Lencos de seda rxos para senbora a
2)000e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeofrancez forma modrrna
Lencosde gurguro pretos
ftieascapellas brancas para noivados
Saias balo para senhora e meninas
Tafetardxo o covado
Chitasfranceza a 260, 280, 300, e
Cascas francezas, a vara
295G0
8)500
2000
9500
9320
9500
Setim preto azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largnra
o covado
Casemira lisa decores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos ees-
lampados de todas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria para
forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos cortes de seda pretos e de coros,
com 2 saias e debabados
Ditos de gaze e de seda pbantasia
Chales deloquim muito Gnos
Crosdenaple preto e de cores de lodas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e visitas deseda preta
com froco
1)600
2)000
19500
Extracto
DE
sndalo e outras essencias
parlenlos.
Na loja da aguia branca se arria o verdadeiro
extracto de sndalo, bom conhecido por sua su-
perioridade, em frascos menores e maiores a 2)
e 28500, assim como unas essencias de rosa, Mag-
nolia, Palcholy, Luiza & Mara, e muitos outros
cheiros novos e agradaveis, e conforme o tama-
nho do frasco vende-so a 4, 3, 4 e 5). A con-
dado de laes essencias e extracto j bem co-
nhecida pelas muitas pessoas que tem.comprado,
e anda ser por quem de novo comprar : na ra
do Queimado, loja da aguia branca n. 16.
Palitos do gaz e
de cera
desta auperior qualidade s se vende no arma-
zem de Barros & Silva.
E o ultimo gosto.
Superiores gurgurdes de'seda de quadrinhoe,
de lindos padres, pelo baratissimo preco de 1)
o covado, grosdenaples liso de lindas coree a 2)
o covado. cortes de lia muito fina com 15 eova-
dos, padres multo bonitos a 8), ditas de quadros
padres tambem meito bonitos a 400 rs. o ova-
do, chales de cores, padres inteiramente aoves
a 1) rs. o covado ; aproveitem em quanto se nao
acaba : na ra do Queimado n. 22, loja de
b oa-f.
Machinas de costura
DE
Slvat & Compaiihia.
Estas machinas sao as mais perfeitas
no ramo de mecanismo, unindo a urna
simpliddade a maior ligeireza e pcrlei-
rao para toda e qualquer qualidade de
costura, do pouto mais fino ao mais
grosso. O vendedor se obriga a ensinar
o rrethodo aos compradores ; te o sa-
ben m bem, assim como a ter as machi-
chinas em ordena durante um anno.
Estas machinas cosem com 2 los nao
quebram o fio como muitas outiaso fa-
zem e tao as melhores e mais baratas
ale hoje ce nhecidas no mundo, ellas se
acbam expostas na galera do SR. OS-
BORN, RETRATISTA AMERICANO NA
RA DO IMPERADOR N. 38, OEde
urna senhora competentemente habili-
tada as ara' ver e trabalhar. Igual-
mente se acbam expostas no armazem
de MACHINAS AMERICANAS, RA DA
CRUZ N. 4 E 9.
Rival sem segundo.
LWi
i Na loja de miudezas da ra d< Queimado n.
55, defronle do sobrado novo ha para vender
pelos diminutos presos os seguintes artigos :
Duzia de abneles muito finos a 600 rs.
Cartoes de clcheles com duas ordens a 20 rs.
Caixas de clcheles balidos a 60 rs.
Duzia de meias cruas pars homem a 39.
Dita de ditas para senbora a 35500.
Pares de meias para senhora a 300 rs.
Latas com banba muito fina a 500 rs.
Iscas para acender charutos, caixaa 60 rs.
Phospboros em caixa de folha a 120 rs.
Cartas de alfinetes muito fios a 100 rs.
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Pares de sapalos de tranca de algodao a 19.
Frascos de macass pernla a 200 ra.
Ditos de dito oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garfas, cabo preto, a 3f.
Pares de palos dla para meninos a 200 rs.
Ditos de luvas de cor fio de Escocia a 320.
Massos de grampas muito finas a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouraa muito finas para costura a 500 rs.
Ditas ditas para unbas a 500 rs
Pecas de franja delaa com 10 varas a 800 rs.
Dilas de tranca rom 10 varas a 320.
Linha Pedro V, cartie com 200 jardas a 60 ra.
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escoss para denles muito finas a 200 rs.
Cordao imperial fino e grosso a 40 rs.
Olee de babosa muito fino (frasco) 400 rs.
Fitinhas estrellas para enfeitar vestidos a 800
rs. a peca.
Labyrinlhos de muito bonitos gostos por todo
o preeo.
Cordoes para enflar esparlilho muito grandes
a 00 ra.
Dito para dito pequeos a 80 rs.
Pecas de tranco de linho com 10 varas a 200 rs.
Ditas de Irania de seda preta com 10 varas a
1f400.
Vara de dita a 160 ra.
Parea de meias de cores para meninos a 160.
Caixas para rap muito finas a lf.
Linha cara marcar (caixa de 10 nvelos) a 820.
cobertos e descobertosr pequenes e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora de
tim dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
dos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Sonthall Mellor d C.
Vende-se presunto muito novo a 480 rs.",
toucinho a 320, arroz a 100 rs. a libra : na la
das Cruzes n. 24, esquinada travessa do Ouvidor.
Escravos fgidos.
- Pugio no da 3 do correte mez um preto
de naco de nome Joao, com idade, pouco mais
ou'menos, 30 annos, no muito alto, um pouco
barrigudo, aprendeu o cuido de coziubar cm ca-
sa do Sr. Francisco : quem o trouxer a Estrada
Novs, sillo do abaixo assignado, receber a quan-
lia do 30$ ; levou calca de azulao e camisa de
chita ; o dito preto gosta de agurdente.
No dia 30 de dezembro prximo passado
fugioda padaria da ra larga do Rosario n. 18,
um preto por nome Jos, de nacao Angola, re-
presenia ter 35 a 40 annos, estatura regular, os
ps um pouco grostos e picados de haver lirado
bichos, barbado, mas nao geral no rodo, apenas
no queixo e no beico, este preto bebe muito e
fcil ser encontrado por acudir de prompto ao
chamado de los moleque, tato de camisa e cai-
ga de algodame chapeo de palba : roga-sc a to-
das ss autoridades policiaes e espitaes de campo,
ou pessoas particulares por quem posta ser en-
contrado, o mandem pegar e entregar na referi-
da padaria cima, que seio generosamente re-
compensados pelo seu proprielario.
Do engenho Cutigi, freguezia da Escada,
fugio no da 3 de novembro do correnle arto o
eacravo de nome Antonio, com os signaes se-
guinles : estatura regular, cor mulato, cebello de
nejro, pouca barba, denles limados, idade i5 cu
28annos, pescoco e ps grossos, tem pelo rosjo,
pesclo e peitos algum as marcas de paunts
algumas cicatrizes pelas costas que parca u. ;', r
sido de chicote ; nao levou comsigo roupa algu-
ma, e consta harer fgido para o lado de scriao
d'ocde viera : quem o apprehender, podci el-
va-lo ao referido engenho, ou no Recie, ra es-
trella do Rosario n. 29, ao Illm. Sr- Florisn.u'-
do Marques Lios, que ser bem recompensado.
-Escravo fgido.
Um mulato claro, magro, com pannos pretos
na macaa do rosto, representando ter 85 annos
de idade, natural do Rio do Peixe, chan.ado
Luiz, desappareceu no dia 80 de oulubro da cata
do Dr. Cosme de Si Pereira, de quem escravo
suppe-se ter levado um ravallo preto do Sr!
Rostron que se havia soltado, e que elle fdra'
em busca do mesmo ; suppe-se mais que sua
mulher de nome Mara tambem o acompaDha,
levando um pequeo bah de flandres : roga-s
as autoridades policiaes e a outras quaesquer
pessoas que o prendare, e remellona ao eeu se-
nhor, que pagar qualquer despeza.
Pugio da cidade do Aracaly, no mez de se-
tembro prximo passado, um escravo do com-
mandante superior Hanoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr. Bento
LourcnQo Collares, de nome Joaquim, de idade
de cincoenta e tantos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e com falta de alguns na frente,
queiio fino, ps grandes, e com os dedos grandes
dos ps bem abertos, muito palavrador, incul-
ca-se forro, e tem signaea de ter sido surrado.
Consta que este escravo apparecera- no dia 6 do
correte, vindo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogado por um parceiro seu conhecido,
disse que tinha sido vendido por seu senhor para
Goiancinha ; qualquer pessoa que o pegar o po-
der levar em Pernambuco aoa Srs. Basto & Le-
ntos, que gratificarlo generosamelne.


4)
DIARIO DI PERNAMBUCO. SEGUNDA fEIRA 7 DE JANEIRO DE 1811.
Lilteratura.
Clementina Aubernin.
[Continuaco.]
X
Entao, por entre lagrimas, com o rosto
O Sr. da blaogy, qua aligara o fogo, nao res- o semblante da senhora de Blaogy fez-4he com-, Quando appareeeu o Sr. de Bl angy. He es tavabernier a tumi. .
pondeu. Poder-ae-bii acreditar que elle nala prehenler que eslava immineate alguma cat3- escrerendo.
brazas, referi Clementina seohora de Luxenil
tuio o que acababa de passar-se : a carta anony-
roa, as suspeitat do Sr. de Blangy, a chegada da
senhora de Roza!, lodos os eus esforcos para
injurar "aqne'.h meJonha terapertade, da qual
vira os priineiros indicios, a lula que sustentara
urna hora, a alegra lo curta quando Branca
entrara.
Tu fallas, o o troro quo riburaba disse
ella concluindo.
Mais entao essa carta anonyma, ex lamou a
senhora de Luxenil, esse encontr na ra das Es-
tribaras de Artois?
tinhi ourldo se o roorimeoto de seus olhos nao
indicasse que nao perda urna patarra do que se
dizia. Branca tornara lentamente i si de sua
perturbado ; a conrersa diminua entre ella e
em'Ctemenlina.
trophe. Poder-se-hia crer que ella j liaba aof-
frido dez noiles de insomaia, dez nuiles de tor-
mentos, lio dosfoila estara. Luciano comraoreu-
se principio, e esteodendo-lhe a nao :
qae Cz eu exclaraou a
que abraeou Clementina
Tu perguntas so verdado !....olha para
Oiim !
Ah! desgranada,
senhora de Luxenil,
bandada em lagrimas.
Bia, conlinuou olla exugando os olhos, agora
nao convm chorar; o Sr. de Blangy acaba de
sabir; lalvez corresso a rasa do Sr. de Versic...
N'jo ha do oncontra-lo, exclamou Clementi-
na ; Luciano janta fra ; mas irs ao endereco
que esta aqu, tu v-lo-has..........
Sim I sim !
I', dir-lhe-has oque sabe?, ludo, oures?
conlinuou a senhora de Blangy com umi vvac-
dade febril; 6 procso que amanha ninguem
suspeite qua o aposento da ra das Estribaras
de Artois jamis o lenha visto___que elle mande
tirara mobilia.......que o alugue.....que l nao
apparcgi mais.....Trate principalmente de nao
onconlrar-e com o Sr. do Blangy........Tu me
eomprahendes; eu hei de v-!o amanha.
E' conveniente que eu l corra j e j ? re-
plicou a senhora de Luxenil deilando o chale nos
hombros.
Immedatarnenle........Ah! meu Deus Se
i Sr. de Blangy visse agora o Sr. de Veraac.....
Luciano estarla perdido----Tu naoconheces meu
marido......elle lerrirel !......
Clementina b< ta o queixo.
Mas,lranquillisa-te I disse a senhora de Lu-
xenil ; eu tambera contieno o Sr. de Blangy...elle
n3 la (ai lo primero impulso___So parti aGm
de procurar o Sr. do Versac, rcfleclir em cami-
nho e guardar qualquer cxplicaeo para ama-
nha..........Ora, ha doze horas d'aqui at l. e
somos duas contra elle, duas mulheres contre
um homem....Salvaremos ti e Luciano.
Abracen de novo Clementina que era quasi um
cadarer; a energa, a audacia, a rontade do lu-
tor, tulohavia dcsapparecido. Branca eslava
Cora de si eno ousava mais deixa-la ou ficar.
Ah! meu Deus! exclamou ella, eis aonde
njs leva o amor I Amanha pela manhia ca-
so rao com o Sr. do Conde; eu nao amo-o, nem
ello mim, haremos de ser um par modelo
De repeule a senhora de Blangy leranlou-se
d um sallo, e lomando Branca pelos hombros :
Vao de pressa e volU exclaraou ella.
Ao dopois, no moinorilo em que a senhora de
L;\enil approximara-se da porta, fe-la parar, e
tirando com a velocidade do raio chale com
que cobria-M Branca :
Meu marido (ka disse ella.
'. arremecou-a para cima de um canap que
lc Acara frouteiro. Ouriam-se passos no quarto
rizinho.
.Nao des mostras de ter medo e fllame !
accrescenlou Clementina, em roz baixa.
Entrou o Sr. de Blangy.
Deus me livre de amor assim mormurara
Branca.
Clementina baria recobrado quasi todo o seu
sangue fri. Era impossirel quo o Sr. de Blaogy
tiresse tempo de ir casa do Sr. deVersac. Nao
o tirina visto o de corlo nao Ihe luria escripto. A
senhora de Luxenil lirera razo. Estar conju-
rado o perigo mais ilumnente; agora tinham
doze horas ainda.
O Sr. de Blangy tinha o somblante calmo. A
senhora do Luxenil, mais mora que viva, retrou
parlo do vestido como que para Ihe dar lugar ao
lado delta no canap.
Tu s insoffrivel com tuas perguntas, disse
Clementina com a apparencia de quem contina
u:na couversago interrumpida ; j que misler
tudo dizer-te, pois bem I sim, era eu......Tinha,
verdade, aquello chapu do velludo quo re-
conhecesle........e eu saina da ra de Ponthieu.
Ah sim! murmurou Branca que apena
comprehendia.
O Sr. de Blangy nada tera sabido se nao
livesse rollado, mas j que o rejo aqui, tanto
peior, hado saber ludo, accrescentou Clementina
com socego......Pazem dous annos que mo sirvo
do raesrao coup; um destes das ri um nos Cara-
pos Elyseos que seduzio-me..........quiz ter o
mes mo......o nosso fabricante de carros eocar-
regou-se de m'o fornecer......ello lardara al-
guma cousa, reclamei-o, e amanha t-lo-hei no
paleo. Se for repren hedida, pois bem I darei
um baile de menos este invern.
FOLDETOI
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO-
o Sr.
Nao
de
Oure, CQpnuou ella; tu ulnas surrelfa
para o relogio : o prazer de o"erecer-le una
chavena de cha nao deve irapedir-me de lem-
brar-te que te esperara no thealro italiano. O
dia leu, restiluo-le a liberJade.
Clementina leranlou-se o lcrou a senhora de
Luxenil para 3 anti-camsra.
Comprehendesle ? disse ella baxinho.
Sim, desla vezComo (ates para imaginar
taes cousas ?
Ah! nao sabes o que se passa em mim....O
terrorinspira-me......Corre ra de Ponthieu..
compra um coup.....e amanhia esteja elle
aqu.
Fica socegada......tu o teris........porra
nao te rerei nunca sem sentir-roe gelada de
terror.
Quandu Clementina tornou apparecer
de Blangy estar ainda defronte do fogao.
fez a menor alluso historia do coup.
De repente leranlando a cabera :
Sabe voc o enderezo exacto do Sr.
Conde? disse Leonel com roz Crme.
O Sr. de Conde, espere, respondeu Clemen-
tina......ra de Anjou n. 9, se mo nao engao.
Obrigado, respondeu o Sr. de Blangy.
Calou-se, e o silencio tornou reinar entre
elles.
Clementina olhou para Leonel, impresionada
pela estranhez dessa pergunta. A Glhinha entrou
para abrcalos. O Sr. de Blangy conserrou-a
nos joclhos por alguns minutos.
Pobre monina I disse elle eolregando-a
me.
Essas palavras consternaran! Clementina. Le-
vantou-se sob pretexto de acompanhar a filha e
relirou-se para seu quarto.
J lomou urna resoluco. Eslou perdida I
disse ella comsigo.
Pela primeira rez reio mente de Clementina
o pensamento de que podia ser separada da fi -
llia ; o seio arfou, e ella rorapeu era solutos. Cle-
mentina estavj vencida. O sangue fri, a Iran-
quillidale do Sr. de Blangy assustarara-na mais
do que sua colera. Se nao pedia explcacoes, se
conservava-se silencioso, era porque tinha toma-
do resoluco. Porque meios procurara Cle-
mentina escapar-Iho ? Podia correr casa do
Sr. do Versac, dizer-Ihe ludo e desapparecer
cora elle? Que necessidade haria de rirer era
Paris para serem felizes? E ella nada mais es-
perara do mundo. Havia de ser livre. Teria
aquella existencia que as narrares apaixonadas
pinlam sob lo bellas cores, e quo certas almas
dizem sera mais preferivel. N'ura instante sua
mo febricitante apoderou-se de urna capa, deu
um passo para a porla, mas sua filha ?
Ah infeliz disse ella calando de joelhos.
Clementina pensou do repente uaquella per-
gunta singular que o Sr. do Blangy Ihe havia
feito urna hora antes. Nesse momento saba da
cmara de seu marido um criado que fra cha-
mado pela campainha. Dispoz-sc acbar-se em
seu caminho. Esse hornera liuha cartas na mo.
Clementina devorava-as com os olhos.
Vaes longe ? disse ella,
Nao muito, se a senhora quer rr, disse o
criado presentando as duas caitas fi senhora de
Blangy.
Urna era dirigida ao Sr. de Con l, outra ao
notaiio de Leonel.
-" E' preciso que urna seja entregue pela raa-
nha bem cedo ; quanlo outra, disse-me o se-
nhor que s a levasse ao carlorio tardinha,
conlinuou esse homem.
J sei, vae, respondeu Clmentina, mais
mora ue viva.
O que
isse elle.
receia roc? Nao estou aqui ?
Ella comogava comprehender. Era-lhe impos-
aivel nao prever um duello para o dia se-
gunde.
Desta vez conhecia Clementina a abundancia
das lagrimas e seu amargor. Passou toda noile
chorar.
Enlretaulo era preciso ver o Sr. de Versac, en-
tender-se com elle, impedir lodo o cusi um
conflicto, lalvez dizer-lhe adeus. Nunca julgra
ella que se podesse aproximar de seus labios essa
palarra cruel, que rizinha da morle. Na crenca
da elernidade dessa cousa transitoria que cha-
mam paixo, nao lho riera mele que urna se-
parado podosso ser urna necessidade imperiosa,
em cuja presenta a me faria ceder esposa A-
penas estara longe disso por alguraas horas, tai-
vez. Sahio muito cedo, com a alma quebrantada,
e emquanto o Sr. de Blangy estara encerrado em
seu quartu. No pateo do palacio passou por um
coup, quo rinha da casa do fabricante de carros.
Ao v-lo, apoderou-se della um sentimenlo de
rergonha.
Scmpre mentiras.... Amanha como hojo,
e no diaseguiole como amanha___ Ah! ira-
possivel I disse ella.
Um quarto de hora depois, acharase em casa
do Sr. de Versac. Este ainda nada sabia ; porm
ABOfOIA.
Clementina cabio n'uma poltrona e referio-lhe
tudo. Telo olhar de Luciano, aderinhou que elle
ouria pela primeira rez a historia desea teirirel
scena que a tinha aoniquila lo.
Entretanto dere ter rindo a senhora de Lu-
xenil, disse ella, entao roc nio a rio 1
Nio, disso o Sr. de Versac; voltoi um pou-
co larde.
Se a senhora de Blangy eslresse menos fra
de si, nao teria deuadode notara perlurbajo do
Sr. de Versac ; nao domorou-se com isao.
Enlo deve ler-lhe escripto 1 conlinuou Cle-
mentina.
Luciano procurou em urna mesa o achou urna
carta que trazia no sobscripto esta* duas patarras :
Muilo urgente. Elle nao haria reparado nella.
Oh I Deus I deixaram-a ali, disse elle que-
brando o lacre.
O real era que o Sr. de Versac nio estar em
casa ha mais de una hora ou duas, e quo ata nio
linha aberto a correspondencia.
Nao lea mais, agora intil, conlinuou
Clementina. O que haremos de fazer ?... Voe
est apar de tudo.... O Sr. de Blangy vira sera
duvida boje, lalrez j.... Par-lhe-ha muitas per-
guntas.... Talvez al que o proroque immeoia-
tamenle... Esse duelo nao pode ler lugar por for-
ma alguma... Has o que responde roc ?... Eu
estara salva... Um incidente perdeu ludo... Oque
posso dizer-lhe asora ?... Leonel, oure-me, e
nao me responde cousa alguma... Nao mudar
de parecer... Mas falle I voc bem r que eu es-
tou louca ^
Do exeesso da confianc,a da audacia, tinha
Clementina passado u'ura dia ao excesso do aba-
limento e do terror. Apenas divisara em torno
de si pegos e abysmos ; recelara cahir nelles ao
menor passo. Bespirou o Sr. de Veraac, que
estudjva cora o olhar; desapparecia o perigo que
havia roceiadomsis. Nao havia mais em ana pre-
senta seno um homem e urna espada. Dictou-
Ihea resposla aquella hypocrisia que inspira tan-
las palavras, e que adiamos acordada anda as
occasies em que a julgamos mais distante do co-
Mcao.
Eslou sua disposico, disse elle, e, sequi-
zer, esta noile oslaremos longe de Pars.
F-lo parar um gesto enrgico de Clemen-
Una.
Sous ?... disse ella ; ainda queme male,
licare onde est minlia ti.lia.
Era justamente o que havia pensado o Sr. de
Versac. Beijou sileuciosamonte a mo de Clo-
mentina.
Eulo, conlinuou o Sr. de Versac, s temos
de procurar juntos que sacrificio Ihe ha de resti-
tuir esse repouso, que eu quisera pagar cora meu
sangue.
Ah bem sei que roc me ama I disse Cle-
mentina, procurando, como todas as mulheres,
uro lenitivo na expresso dose nlimeoto que a li-
nha perdido.
Ofterecem-me um lugar na diplomacia, no
estrangeiro, con'iuuou Luciano... Recusei-o sera
consulla-la ; custar-me-hia bastante separar-me
de roce ; entretanto, se o exigir...
Clementina eslrerneceu.
Partir!... lalrez urna separaco eterna, e
prxima em duvida ? replicou ella.
Pelo menos ha de ser muito longa, e ser-
me-ha preciso partir dentro de dous das.
Nao v-lo mais, licar s, irapossirel I ex-
clamou ella com transporte... Quem me dar
cor.igera, se roc nao eslirer mais aqui ?
O Sr. de Versac refleclio.
Pensa voc que rae cusa menos ? respon-
deu elle lentamente ; mas o que nao fara eu por
salva-la Por mais insuportavels quo fossera
taes condices, euaceila-las-hia cora prazer.com
reconhecimento... Se essa partida Ihe parece,
como mim, peior que a morle... resta-me ain-
da ura moo, o qual deve proioge-la cora mais
efflcacia, anniquilar qualquer suspeita e permit-
lir-rne, Qcando junto roc, offerecer-lhb o
apoio de urna dedicaqo que nao condece li-
mites.
Clementina olhou para o Sr. de Versac.
Um meio, diz roc? conlinuou ella.
Ah hesito em Ih'o coramunicar... o en-
tretanto, quo melhnr prora posso dar-lhe de mi-
nha rontade absoluta de sacriticar tudo pela sua
salvaco... posso casar-rae.
Casar-se ?... E cu I
Receia roc que eu ame alguern como
roc ? Consulte seu coraco, elle ha de respon-
der-lhe... Ah I se a escand3sa e3se meio lerri-
rel, quo resignar-me-hia s por roc, pois
bem uisponha de mira... Amanha, hoje, da-
qui urna hora... fugamos... irei para onde
quizer ir.
Nao nio 1 nao fallemos nisso, nao fal-
lemos mais nisso I exclamou Clementina com
forga.
Entao coorm esperar ?...
Betinio a campainha no aposento ; Clementina
poz-se de p.
Ouvio-so um murmurio confuso de vozes.
Clementina haria Qcado horrivelraente pallida.
E elle exclamou.
O que devemos fazor ? perguntou framen-
te o Sr. de Versac, com o acento de um homem
disposlo a tudo.
Ah I aalve-me I respondeu Clementina lou-
ca de terror. Tudo I tudo I excepto um duello...
Eu nao Ihe sobreviveria I
Bateram i porla.
Ahi est o Sr. de Blangy, que quer fallar
com Vrac, disse um criado.
O Sr. de Versac leralou um resposleiro que
da va para um gabinete, por onde podia-se sahir
do aposento. Clementina desappareceu repenti-
namente por ahi.
Mande entrar, disse Luciano sentando-se
dianle de urna mesa.
Ah I dios* Luciano saudando o com a sem
ceremonia de um homam de aociedado, V. S.* in-
lerrornpe-me n'uma oceupacio, na qual tor-lhe-
hei de rallar sem durida.
A vista do Sr. de Blangy percorreu o aposento.
Nio se moriam as grossas pregas do reposteiro.
Nenhura indicio fazis suspeilar quo urna mulher
tiresse atraressado aquella cmara ; tambem nao
te vis cousa alguma na physionomia do Sr. de
Versac, que Urantou-se, e, approximando-se da
Leonel :
Que easualidade raanda-o to cedo miaba
caa ? disse elle.
Arcn leu um charuto e offereceu oetro ao Sr.
de Blangy, querecusou.
Urna easualidade bem simples, respondeu
framente Leonel, urna asneira, cujo respeito
mister que eu o consulte.
Ooco-o com toda a ltenla o, replicou o Sr.
de Versac.
O Sr. de Blangy enrostou-se ao fogao cora o
chapeo na mao. Sua roz era brero e sofreada.
Fallara mastigando as patarras ; era manifest o
esforco que fazia para permanecer calmo.
Muitas rezes oceupa-so o mundo de cousas
que Ihe nao dizem respeito, disse elle, e aconte-
ce que sem causas precisas dous homens que
erara olimos amigos na respera sejam (erados
malarem-se em consequencia de phrases ridicu-
las em que empregram aeus nomes.
Est risto disse tranqnillamente Lu-
ciano.
Assim, por exemplo, um homem casado ;
tem urna rida honrada ; sua mulher frequenla
muita gente, e sobresane por sua inocidade e for-
raosura. Destinguem-a, enrejam-a. Appare-
_ suatha ahora de Blan-
gy, a qual pedia que renunciaase como a nica
repra$io que Ihe podia dar de sua f|ta. Se
ae. desaviriha-se sem estroodo com Cle-
quer sondar a pro-
genlemente, como quem
fundidade de sen mal.
.. r* E' joeto, acrescentou a stfbora de Luxenil,
meotina, juuto da qual continuara i rirer para 11- ? pre5 e- UB" hor* e,5u,, era 1Uo orpren-
o mundo, coa* epara-la-hia da Qlha, pondo- 0,-' ura" >'le. aiu quizara um amor eterno.
mais cedo possirel n'um comento, onda estara
resolndo dcixa-la at a poca de seu casa-
mento. Tu lo estara previsto, A carta escripia
pelo Sr. de Versac ao Sr. Dubuisson harintodo
mudado. O Sr. de Blangy nao cuidava mais em
sua desgrana. Contribua enlre lodos par cega-
to um sentimenlo enjaforga a elle conhecia.
Seu amor excessivo Clementina ne Ihe per-
raellia crer que um homem qua ella houvesse
amado, podesse prender-se sua rfcia, qnssi o
seu salo.oiitra mulher e por lacns indissolu-
rei*. Por elle julgava Luciano. Socegou o san-
gue que Ihe corra as reias como urna onda de
lara. Qualquer que fosse a energa de sua com-
plecao, um hornera nao se resigna i um deses-
pero eterno sem urna grande dr interna, e por
mais Orme, por mais determinado qoeseja, a-
colhe com sofieguidio o pensamento da salra-
Cio. Assim fez Leonel. Subsista a perturba-
5o, porm nao a certeza, e respirara em plena
liberdade ao lerarera-o casa do velho me-
dico.
O Sr. de Versac tambem respirara, mas por
elTeilo de outro sentlmcnto. I deixar as mares
tempestuosas da mondado e do celibato pelas
aguas socegadas do casamento. Adeus abalo?,
adeus tempestades, e em lugar dessas borrascas
lio queridas aos rinle'annos, as delicias tran-
quillas da familia, traresseiro do habito que per-
raitte o repouso. Apenas deixou-n o Sr. de
Blangy, leve elle, espreguicando-sn, um mori-
mcnlo de bracos e deu um suspiro de allirio.
ce um migo, ocioso, rico, com aUuma alguma que se Clementina podesse r-los, nunca Ih'os
reputarlo fundada do galenleria, E assiduo na
casa ; dentro em pouco cochicham, fallam, sor-
riora ; aquella rac.a malvola de tagarellas o cu-
riosos, que sussurra pelos saldes, inventa e es-
palha mil historias. Cnegara alguraas aos ouri-
dos do marido. Nao lites d credit >, sua mulher
est isenla de toda suspeila, quer que ella ah
permaneca, mas a situaco tal quo exige urna
reparado. O que dero ella fazer ?
E' mu simples, pudi-la, respondeu o Sr. de
Versac.
Nao essa a difflculdade. O marido tem
horror ao escndalo por genio, por principio, por
teria perdoad.
Em lira disse elle sentando-se seme-
lhanca de um homem que precisa dormir.
Quantas cousas nesse suspiro 1 que aborreci-
mento e quo adeus nessa palarra I
Um pequeo sorriso desponlou nos labios doSr.
Dubuisson qusndo recebeu a visita do Sr. de
Blangy.
Oh 1 disse elle, enlo o Sr. de Versac ab-
dica ?
Depois Dcando serio
O cu pedido merece minha approrarao,
conlinuou elle, mas inadeinoiselle de Larour
iiua?o. Nao o nico quo ha de trazer seu nuera se deve dirigir.... Sabe V. S. quo ella j
nonio. Se deve bater-se conlra aquella que recusou um rodido semelhaote. Nao fleo por
ella
O Sr. de Blanjry foi levado presenta de Joan-
na. Nao foi sera urna certa commoc'o quecom-
aecusado, sem razao, por certo, mas que as ap-
parencias cundemnam, nao quer que a causa des
se conflicto fc publicamente recahir o oppro- .
uno sobre sua mulher. Ella me, comprehende? primentou-a ; a queslo inleressava-o pessoal-
. mister, pon. que se ache outro raotir. mente. Urna recusa langara-n naquella perple-
Se o aecusado homem de bro lw4e dar-
llie o pretexto que se procura.
Bem 1... enlo um negocio que se ha de
decidir entre elle e o marido.
O Sr. de Versac deitou fra o charuto.
xidade de que apenas acabara de triumphar. A-
travessou-lhe a mente a idea de que Luciano s
tinha sollcitido a mo do^nademoiselle de La-
rour com a certeza de ser regeilado. Joanna, A
quem elle acabara de entregar a berta a carta do
Nada mais simples, disse elle, escolNendo ; Sr. de Versae, corou muito londo-a.
litro, a tfAFlt nnrnt.lr.'V. ka rn ^a/.i n'um n -l't i C o rv..k..____ ..______.-
outro, a gente euconira-se na caga, n'um salo...
Ura tiro desasado, uraa discusso poltica que se
azeda de caso pensado, d- tugar urna discusso.
Trocara-se duas ou tres palavras mu viva, e
eis uraa prorocaija formal. Se Ihe poder servir,
tiaja de prerenir-me. Agora que respondi-lho,
eca-the ourr-rae.
Se o Sr. Dubuisson consentir, disse ella, e
sua presenta deixa-rae crer que desse lado nada
tem que receiar oSr. de Versac, pode o Sr. res-
ponder ao seu amigo que nossa casa est i sua
disposico.
O Sr. de Blangy respirou.
D'aqui i>ma hora o Sr.de Versac agrade-
OSr. de Versac lirn de cima da mesa a carta-' cer-lhe-h, disse ello, e sahio.
XLIX
simm.uuo.Pequea conrersa com os senhores
compositores.O dique da ilha das Cobras.
A morlona da ilha de Mocangu.O dique do
Maranho.
que comeQra quando entrara o Sr. de Blangy,
acreccentou-lhe alguma patarras, assignou-a o
deu-a seu interlocutor. v
Eis, conlinuou elle, a carta que rou mandar
ao Sr. Dubuisson para pedir-lhe a mo de made-
roorseile de Larour, sua aftlhada. Tenho ou nao
razo-era casar-rae ?
V. S.* quer casar-so exclamou o Sr. de
Blangy, que nao pola conter ura movimento de
sorpreza e alegra.
Sim, e se merecer suaapprovago o pedido
que acabo de fazer, a carta partir agora raesmo.
O Sr. de Blangy lia e relia a caria que o Sr.
do Versae lho entregara.
Aqui enlre nos, contiuuou Luciano, a rida
de solteiro nao tem mais para mim grande atracti-
vo. J l vSo muitos annos que riro tal vida. As
actrizes, ainda do Iheatro traucez, por mais es-
pirituosas que sejam o por mais formosura que
t-nham, nao sao sufcientes para oceupar todas
as horas dessa vida. Estou farto, e depois de
ter prorado todos os prazeres, quero prorar o
casamento.
o Sr. de Blangy lerautou os olhos e olhando
para o Sr. de Versac :
Se tal de reras sua intengo, disse elle,
quer hzer-me o favor de encarregar-me da men-
sajero ?
Nao ousara pedi-lo. Illurainou-se o sem-
blante do Sr. de Blangy.
Daqui urna hora, hei de rcr o Sr. Du-
buisson, accrescenlou elle, e pode V. S. ficar
certo de que a mo de mademoisello de Lavour
ser-lhe-ha concedida.
O Sr. de Versac aperlou a mo do Sr. de
Blangy.
Se assim for, replicou elle, lodos os meus
dosejos esto saiisfeitos.
XI
Poa fi m i conversa a retirada do Sr. de Blangy
Por mais desconfiado que alguern seja, anda
quando tenha percorrido a carreira magistral, e
nao ha prollsso que desenrolra em to alto
grao as tendencias a increJulidade, certas expli-
cares dadas com ousadia, urna afouleza que o
accento da ainceridade sustenta, a audacia as
expresses auxiliada pela accao, do rigorosos
golpes as conviccoos melbor bascadas. Apezar
de urna crenca mais ou menos innata mentira
e i duplicidade humana, senle-se diUiculdade em
dar crdito s perfidias que sao as consequencias
do urna e outra ; regeilam-se os teslemunhos
pelo propro receio do ceder i inclinacao e de
dar largas opimao desvantajosa quo se tem i
respeito da humaoidade. Parece impossirel que
essas tranques que Iheoricamcnle se suspeitam
em toda a parte, possam achar-se naquelles que
se recebem no mesmo lar; opera-se ura traba-
Iho interior que deslrue o elTeito da ndole, e de
fado creem-se era proras que pelo pensamento
se repeliera com desdem. O Sr. de Blangy rie-
ra i casa do Sr. de Versac com a premedilacao
de ajuslar um duello, ao qual pareca que nada
devia faz-lo renunciar : queria-o silencioso, fri,
concorlado om seus pormenores e lernvel em
seus resultados. Havia passado urna parte da
ooite escrever suas ultimas vontades. Se fosse
morto, lirava, por urna caria dirigida ao Sr. Au-
No sabemos que destino o nosso : por mais
que apuremos a leltra, que limpemos o authogra-
pho, e o tornemos bastante claro e inlelligivel,
ao menos aos nossos olhos, succede sempre que
aIlesenhaseja publicada com urna roultido
de erres iraperdoareis, que nem todas as aguas
do Capibaribe e Beberbe reunidas podero
apagar I
Se turamos emenda-Ios, dar urna errata
por cada Resenha que utilidade resultara
d'ahi para o publico nesla massanle expsito ?
Certa roen le uenhuma. verdade que isto in-
flinge, nosso amor propro de escrlptor publico
urna mortilcaco pungente.
Cada rez quelemos o nosso Irabalho hebdoma-
dario, e nelle encontramos urna neresia que nao
tinhamos na mente, urna subslituicao infeliz, em
aez da inspirada, que soffreram os versos de M-
lherbe, sentimos a dor rehemenie de urna pu-
xihalada, o soffrimento de um" pai extremoso pe-
las torturas que v padecer o ulho querido.
Porem estas mortifleacoes do espirito ainda nos
bao de servir de muito no juizo Anal, e enlo co-
oheceremos a grande divida que contrahimos
neste mundo para com quem concorreu para
ellas.
Nao obstante, permiltam-nos os senhores com-
positores que Ihes fagamos um pedido : seno
em attenco nos ao menos pelo crdito pro-
pro, pela reputoco da grande empr'eza do Dxa-
ri-j de Pernambuco, em cuja prosperdade todos
somos empeuhados, tenham mais cuidado em
reproduzir nos lypos cora fidelidade o que es-
crerermos, para que nao se alterara os nossus
pensaraonlos, e nao se transforraem estas co-
lumnas em um pastel incomprehensirel.
Ainda na ultima tiverara a habilidadede recuar
a expedico de Sir John Franklin de um seculo,
compondo 1745 em vez de 1845, de sorte que
mais se devia admirar a longeridade da macro-
bia viura, do que sua dedicaco e virtudes I Nao
tica ahi a cousa.
Muitas vezes negamos urna proposlc&o, e a
subiracco do nao faz-nos dizer precisamente o
contrario.
Estes e outros erros tem seus inconvenientes,
e prejudicam bastante.
Por lano, como estamos em anoo novo, o de-
viamos desejar o tradiccional anno boa% aos nos-
sos collaboradores da imprensa, julgamos op-
portuoo ter esta pequea conversa com elles, es-
perando que nos ajudario brilhar neste espa-
co, aonde temos encootrado mais escolhos do
que nos mares que temos j navegado.
O Sr. Dubuisson ia e vinha pela cmara tos-
sindo.
Eis-te casada, ou pouco mais ou menos, mi-
nha liiha, e um tanlo repentinamente, disse elle;
leu futuro marido est muito bem, pessoa do
grande tora ; entretanto por mais amavel que te
parega.no deves esperar|nessa uuio queso pre-
para, urna felicidade perfeila.
Que rae importa, se eu contribuir para sua
felicidade ? respondeu Joanna.
O Sr. Dnbuisson abracou a afllhada pela fonte.
Era impossive! coufessar-me mais ingenua-
mente que o amaras ha muito.
Joanna escondeu a cabera nos bracos do Sr.
Dubuisson.
Clementina soube, pelo correr do dia do casa-
mento cujo pedido acabara de ter tugar. Isso
nao pareceu imparta-la. Alguns das antes
essa noticia t-la-hia lanzado era lodos os trans-
portes dador e do desespero. Agora era ella qual
outra pessoa que acSDa do urna molestia grave e
que aiuda nao d accordo de si. Causra-rhe ura
grande abalo a crise |queacabava de escapar
conlra toda a expectativa ; as cousas e os acoute-
cimentos nao tinham o seu valor real para o seu
coraco e para o seu entendiraenlo. Salvou-a esse
estado de prostra(o fazendo desapparecer de seu
semblante todo signal deeraoco que Leonel ahi
procurava. Luciano v.A deixara deinquielar-se
.respeito do acollumento que Ihe faria a senho-
ra de Blangy. Achou-a tranquilla, muito palli-
da e abatida. Escolhera para apresentar-se em
sua casa urna hora em que eslava certo de l en-
contrar o Sr. de Blangy.
Seja feliz, disse-lhe Clementina com voz
calma.
Elle accrescenlou que esperara que c casamen-
to nada mudara em suas relagoes, e que conli-
tinuaria a mesma araizade.
Todos nos estmavaraos Joanna, conlinuou
ella.
A actriz mais hbil nao tera tido urna atlitude,
urna voz mais naturaes. Clementina doria isso i
proslaco quo soffria. Sahia della alguraas rezes
para abracara (ilha. Na occasiao de sahir, e em-
quanto o Sr. de Blangy acorapanhara-o :
A proposito, disse-lhe o Sr. de Versac sem
o menor coirstrangimento, e aquella duello de
que me havia fallado V. S. ?
Leonel refleclio por um instante.
Pens que nao ha de ter lugar, respondeu
elle.
O Sr. de Versac apertou-lhe a mo.
Isso sempre melhor; entretanto, conli-
nuou elle, se a cousa nao se arranjar, estou sua
disposico.
Ah I enganara-me I. Tudo enganara-me!
murmurou o Sr. de Blangy.
A senhora de Luxenil que quasi nao deixara
mais o palacio da ra de Clichy, nio foi quem
menos se admirou. Pasmara-a to grande
silencio succedendo sem transiccao tempestades
lo violentas, tanta resignacao depois de .um de-
sespero to viro. Nao attingia com a causa disso.
Tu nio o amaras entao ? disse ella um dia
i Clementina, ou pelo menos tu nao o amas
mais ?
E' possivel, respondeu Clementina negli-
Entretanto, um casamento concluido ns racie-
dd intima onda o Sr. da Conde encontrara qua-
si lodos os dias a senhora de Luxenil era urna
occasiu mais que natural para insistir ainda nos
projertos que havia concebido para que o eapilio
nio aprereitasse-a. Quando annunciou-se offl-
cialmente a noticia, elle approximou-se de
Branca :
Enlo, miaba senhora, disse, o que V. Exc
est rendo nao comraoro-a ?
E fazendo-Ihe urna cortezia rasgada, recitou-
Ibe o phraseado que ambos sabiam de cor, com
a mesma roz que empregaria para conridar
danssr uraa desconhecida.
~" Minha senhora, dizia elle, leoho a horra
de apresentar V. Exc. o Sr. bario Theodoro de
Conde, captiso no 7* de couraceiro, com trinta e
dous annos, cinco ps e sete pollegadas, bom ge-
nio, fortuna honrada, e coraco as mios.... p5a
tudo isso aos ps de V. Exc.
Desta rez a Sra. de Luxenil impacienton-se:
Que bonita formula 1 exclamou ella, e que
mimoso coraco, e como isso bem feito psra
dislumbrar a gente I O seu bom genio rrsu-
porlarel, meu sen hor, e nada tenho que fazer dos
seus trinla e dous annos! Se seu coraco nio
fosse um mal ensinadu, haria de (aliar outra lio-
guagem e mostrara que a pessoa que faz garba
della, capaz de sentir alguma cousa ahi; ain-
da que por casoI Algura transporte, alguma
emogo, algum amor baviam de serrl-la melhor
do que os trinta e dous annos e o par de adrago-
nas que ella pe i meus ps. Procure amar
ura pouco, se quizer que Ihe dem ouvidos.
Oh 1 minha senhora, porque nio se expli-
cou mais cedo? conljnuou o Sr. de Conde... Ha
um anno completo que obrigo meu corjeto an-
dar i passo... Se eu largar-lhe as redeas, ha de
galopar. V-se perfeilamente que V. Exc. nio
sabe o que carallaria pesada I Ella s quer
carregar! Ama-la! ah meu Deus! eu adoro-a
no bailo e na ra, em vestido decotado, ou com
as raaos n'um regalo, cavallo e ao pedo fogo!...
Nao vejo-a urna hora em que nao tenha voola-
de v-la sempre... Quando pens 4 noite em V.
Exc. ao rrtirir-me, mordo os bigodes... Se al-
gura peralvilho riesse agradar-lhe, eu alrares-
sar-lhe-hia a barriga com a minha durindana...
E se elle voltasse do outro mundo, ira eulo
quebrara cabera na frica... Seja, pois, minha
mulher s por urna hora e ver se amo-a.
A Sra. de Luxenil nao pode deixar de sorrir.
O Sr. de Conde tomou-lhe a mi, lerando-a aos
labios:
Ah 1 minha senhora, continuou ello, meu
corceo tem a redea sola, nio olhe para o que
digo, comprehenda-rae somente; seja minha
mulher, minha rerdadeira mulher sempre, d-me
o direito de ama-la, e se algum dia merecer
menor exprobacio, passe-mo todo o regiment
por cima do corpo.
Oh I ulo! respoafou Bwnca, deixaodo-lhe
a mo, issodoer-me-hia muito I
O ca-pito fra de si ia lancar-se ao ps da
Sra. Luxenil: entrou alguern.
Minha senhora, conlinuou elle balbuciando,
tenlro a honra de apresentar V. Exc. o Sr. ba-
ro Theodoro de Conde...
A Sra. de Luxenil tomou-lhe o braco e rindo
morrer :
Meu Deus! disse ella, se V. Exc. j-se es-
quee do que sou sua mulher, o que serento
amanha?
Entre alguns servicos realmente importantes
prestados fi marinha 'de guerra pelo Exm. Sr.
conselheiro Jos Mara da Silva Prannos era as
suas felizes administraeoes, que as deslacaram
em grande relevo de outros, um dos mais ousa-
dos, e de utilidade incontestarel, foi por sem
duvida o do contrato com o dislincto engenheiro
Henry Law em 1857, da concluso das obras do
dique da ilha das Cobras, verdadeira necessida-
de para essa marinha, queslo de vida ou de
raorte para sua existencia e prosperdade, como
o Ilustrado ministro coraprehendeu bem com sua
esclarecida intclligencis, e reconhecido atila-
mento.
Estas obras, que j erom consideradas de san-
ta Engracia, pelo tempo gasto nellas, tinham con-
sumando arultsdas aommas, e postas em propor-
o com os resultados que epresentavam, daram
no quarto termo um esparto secular, a desespe-
ranza completa em sua termioacao.
Assim pois, o dique importante e grandioso
da capital do imperio estiva condemnado i nao
passar de urna escaraco, que fallara bem alio
contra nossa clrilisacao e lino admioiatratiro se
O ministro em queslo nao resol vase apagar esta
nodoa de nossa vida, esta rergonha esculpida na
rocha dura, que nunca se apagara para attestar
aos vindouros ou a nossa impericia ou reluao,
Impericia, porque Ihes prorariaque ignoravamos
que para ler marinha preciso ter diques para
reparo dos navios ; relaxacao, porque so nao o
ignorramos, entao voluntariamente deixamos
eslragar-se o material com o qual se gasta tanto
dnheiro, nio empregando os meios que sao pro-
prios para conserra-lo, para persevera-lo da r-
pida destruirlo que entre nos soffre.
Desle dilerama nao podaramos fugir, a enca-
rado o negocio sob qualquer das duas faces, nio
sabemos qual das duas nos seria mais desai-
rosa.
Felizmente o Sr. conselheiro Prannos tomou a
resoluco quo jfi dissemos, aceitando a eoadju-
va;o que Ihe offereceu o engenheiro Law, e es-
te, nio obstante alguns embaracos com que lu-
lou, eslfi quasi ver concluida a sua empreza,
entregando-nos um magnifico dique em lugar
destas medonhas o irregulares escavacoes que
encontrn, depsitos ptridos de aguas estsgna-
das que faziam mal & populago da ilha, e que,
gracas ao poder dos agentes do progresso utili-
sados pelo referido engenheiro, so transformara
como por encanto, em urna obra bella e monu-
mentos*, que fara honra ao nosso imperio, e Ihe
poupari urna despeza avultada, conserrando a
sua mariuha.
Faltara ltimamente romper a portando dique,
e esta grande operacio foi feita na manhaa do dia
22 do mez ultimo, na preisenca de um grande
numero de espectadores inteligentes, com toda a
felicidade, satsfazendo o resultado aos planos
dos proflssionaes, pois que a seceo produzida
pelo agente elctrico foi conforme fi elles, como
se cortada fi thesoura I
Besta agora desobstruir a entrada dos frag-
mentos de pedra, para se eollocara porta em sou
de ido lugar, e comecar a funccionar o nosso
dique.
Felicitamos ao Sr. engenheiro Law pelas pro
ras de saber que deu oestes Irabalhos, e i todos
os proflssionaes que o aoxliarm ; e sincera-
mente applaudimos o grande molhoramento que
oblivemos com elles, que deremos em grande
parle, para nao dizer no todo.ao ministro creador
que o emprehendeu, assignaodo o contrato que
j nos referimos.
Honra, pois, ao Exm. Sr. conselheiro Paranhos,
onjo nome dea eternamente ligado ao nosso pri-
meira dique ; assim como ao Sr. conselheiro
chele de esq,iiadra oaquim Jos Ignacio, que co-
mo encarregado do qusrtel general de marinha
concorreu tambem muilo para este resultado, e
tem tido parle mui activa nos poucos progressos
realisados na marinha no ultimo quinquenio.
Um mez depois da visita do Sr. de Blangy ao
Sr. de Versac, estaram casados Luciano e Joan-
na. Depois de urna ausencia de quinze dias,
linham rollado para Paiis. Eram ristos muitas
rezes em casa da Sra. de Blangy. Quando ahi
dansava-se, Joanna traala ao pscoco ura eollar
que Clementina Iho^linha dado. Leonel contri-
bua com o possivel para essa iutimidade-; Cle-
mentina nao se oppunha. Ter-se-hia entao gran-
de difflculdade em decifrar o que se passava em
seu coraco; ella propria nio o sabia, senta
uns calafriozinhos quando Joanna abracava-a e
pareca inquieta quando ficava dous ou tres dias
sera v-la. A presenca do Sr. de Versac torna-
va-a vira, alegre, jovial, ou reduza-a ao silen-
cio. Ao p delle, eslava sempre fra de-si. sem
equilibrio, ou pensativa ou alegre. Se Luciano
fallara fi mulher um tanlo baixo, a Sra de Blan-
gy como que senta eolrarem-lho pela carne pon-
tas de altinetes, porm rlnte o qualro horas de-
pois de ura sero cheo de perturbabais, achara
um pretexto para correr fi casa de Joanna; de-
pois, na semana seguinle, lanjava-se no turbi-
Ihao das sociedades e pareca consagrar a rida
aos Iriumphos de salo que baviam Ceito sua exis-
tencia de outr'ora.
Nio Ihe faltaram aquellas torturas que as mu-
lheres tem a arle de se inflingir entre si, como
se todas tiressem alguma vDganca que exercer
contra suas irmias em Era.
Suas melhores amigas nunca se esqueclam de
pedir-lhe noticias da Sra. de Versac ; gabaram-
Ihe a indiligencia esclarecida, a polidez gracio-
sa, a deslincco natural, e aoonleceu que den-
tro em pouco e sem esforco Joanna aquirio a re-
putacao de formosa, pelo que linha algum mere-
c ment. As amigas particulares da casa, aqueU
las fi quem a Sra. de Blangy flzera melhor cara,
e que nao Ihe perdoavam nem o fausto, nem-a
belleza, nem a fortuna, nem a mocidade exago-
vam com urna admiraco premeditada essas ova,-
;es multiplicadas. Ellas passaram, por engeaho-
sas transices, da mulher para o interior domes-
tico : nunca se tinha risto um mais tranquillo.
Era eridente que o Sr. de Versac adorara Joan-
na, a qual lho pagara na mesma moeda. Nn:,-,
guem podia encontra-los sem com mover-so
risla de tal felicidade. Cilaram-se as palavras
do marido. Eram Philemon e Baucis na. prima-
vera. Clementina tambem nio poupava os eto-
gios ; seu semblante permaneca impassi.rel;. ra-
ras rezes alllriara com urna palavra que ptia
como um dardo c- que ao depois reaga^ara eom
elogios exagerados. A' noile pagiva. ella com
ros de lagrimas os esforcos do da wleiro,
{Continuar-se-a*.)
Ha um rifio popular mui conhocido que diz
no comer e cogar ponto est em principiar, e
eremos que nao existe um s de nossos leitores
que nio lenha apreciado a verdade delle pti-
camente.
Ainda que incompletamente, podemos fazer
sua applicago ao caso rerteote.
Principiramos fi alimentar esperanzas de ver
terminado em brere o dique da ilha das Cobras,
Suando despertou-se-nos logo o apetite, de mo-
l que nio nos contenamos s cora elle. Temos
a satisfazlo do annunciar o publico a reatisago
do urna oulra empreza, do mesmo genero, que
por ser de menores proporces, nom por isso
perde em importancia e utilidade.
Queremos fallar da morlona que se acaba de
estabelecer na ilha do Mocangu situada na
baha do Bio de Janeiro, e comprada pelo actual
Sr. ministro da marinha para deposito de carro
para oa vaporas de guerra, conlra o que muito
bradou injustamente a opposigo na corte, pelo
seu orgio mais vehemente, o Uiario do Rio.
Vamos publicar o que sabemos fi respeito da
origem de lo bom pensamento, para que o pu-
blico preste a homenagem devida fi quem a me-
rece.
Quando o Sr. chefe de esquadra Diogo Igna-
cio Tavares en intendente da marinha da Baha,
ha poucos annos, emprehendeu fazer no arsenal
de marinha d'aquella proriocia urna morlona,
avahando perfeilamente as rsntagens que della
eolheram os pequeos navios de guerra e mer-
cantes.
Sendo removido para o arsenal de marinha da
corte, nao s nio pode realisar completamente
seu intento, como to destruidas as obras que ti-
nha comecado. A provincia da Baha quem
perdeu oesta mudanza ; porque o digno general
nao desanimou, e trabaihou logo para fazer no
Rio de Janeiro.o que nflo ado fazer ali.
Haria um pretexto que derla ser aproveitado,
e que o foi hbilmente.
A galeota fi epor de S. M. o Imperador pre-
cisara limpar fwquentemeote 0 fundo para read-
quirit su archa regular, e eila operado a po-
derla ser feita ero lugar onde ella podesse cn-
calhar.
O digno inspector achou logo um artista bra-
sleiro de subido mrito que seallou fi sua idea,
e que a executo com raro talento. Finalmente
o Sr. ministro actual permitlio que um e outro
fizessem lo til servico ao paiz, e eis como nas-
ceu a modesta morlona da ilha de Mocangu,
ubra do nosso eminente constructor Level, a qual
por aviso de 4 de dezembro ultimo, foi franquea-
da fis erabarcacoes mercantes que precisarera
limpar o fundo ou fazer alguns reparos, mediante
urna pequea contribuido, judiciosa deliberarlo
tomada por S. Exc. o Sr. ministro, que com ella
prestou um notarel serrigo fi essa marinha, que
devemoa animar por todos os meios possiveis,
para augmentar o dosenrolrimento de nosso
commercio.
A morlona da ilha de Mocangu o comple-
mento do dique da ilha das Cobras, ama de-
pendencia por assim dizer deste, que se lomara
inteiramenle necessaria.
eloraclo de suas aguas, podera proporcionar
marinha de guerra e & mercante.
Noticiando com satisfago esta nomeago, nao
podemos deixar de lourar ao Exm. Sr. conse.
Iheiro Paes Brrelo por lo acertada escolha :
rcsla agora que facilite fi este destnelo officiakos
meio3 de desempenhar esta ora commtsso
com a mesma habilidade e dedicago qua Iqm.
desenvolvido em muitas outras de considojarao
de que tem sido encarregado.
Existe, pois, agora un dos prlncipaes elemen-
tos para a concluso do dique do Maranho, a
nomeaco de um intelligente e honradaoJ&aal
da armada para administrador, como pedimos na
na nossa Reunha n. 4J, em que (hemos algumas
considrateos sobre o assumplo, que vemos me-
recern! oceupar a attenco de S. Ex, j seja elte
poiado convenientemente, e teoh* retribuicio
proporcional ao novo e delicado trabalhe que rao
accumular, e nao nos flearfi durida de que arros-
tarfi todos oa compromettiraentos para lomar re-
TsxzsTsrs**. pro..,,,*,... se : ssvszrzs svi*-.-
ILEGV
temente a injusticia das censuras que Ihe flzeram
por causa da compra da referida ilha, que to
til .
Sao trabalhos desla ordem que recommendam
e deslinguem as administrares, e muilo folgare-
mos que aprsente rodeando-se dos proflssionaes
illuslrados, se dedique fi emprehende-los,
V
Jfi que estamos na mar dos diques, varaos
fallar tambem no do Maranho, que rae entrar
em urna ora phase, na qual concentramos bas-
tantes esperanzas.
Consta-nos que, por aviso de 4 de dezembro
recente fra encarregado da drecQo e inspeccao
das suas obras o Sr. capito-tenente Hermene-
gildo Antonio Barbosa de Almeida, actual oapi-
lio do porto.
Pelo conhecimento mui particular que temos
das destnelas qualidades deste ofcial superior,
entendemos que esta nomeaco um grande pas-
so dado pira o bom anda nenio a concluso dessa
importante obra, que jfi tem cuslado aos cofres
pblicos centenas de contos, sem que se r-ossa
anda marcar a poca em que ella terminar, e
em que o paiz principiar fi gozar das vatagens
que, um dique nuquelle potlo, excepcional pela
reina a maior confuso, onde se observa \
multido de empregados deanecessarios, e len-
to o serrino dos operarios; o que tem feito com
que o seu cusi exceda jfi muito ao triplo do, or-
cameoto organisado em principio.
Urna posicao do lo grande rcspoosaailidade
exige urna brilhanle relribuico para que quem
se acha della incumbida, se dedique exclusira-
roenle ao cumprimento do seus deveres, embora
Ihe resultem d'ahi compromettimeatoa mais ou
menos serios.
E' este o syslema admirare! seguido pela t-
bida Inglaterra, quo neste. a em outros muitos
ponto*, pode dar uteis lcoea de administraco fi
todo o mundo. *
A compensarlo se manifesla logo ao estado
por meio de urna bem entendida economa, eum
nfluxo animador em todo o servido, que rpida-
mente se adiaula, eom muito meaores des-
pezas.
Experimntelo o Sr. ministro da marinha, e
em brere nos dir se o coqselho foi ou nao in-
dicioso, e de amigo.
. A.
PiiUi.- TTP. DI H. I. DI FARIA, -1861.


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