Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09201


This item is only available as the following downloads:


Full Text
li imi. OMERO 301
Por tres mezes adiaotados SJJOOO.
Por tres mezes vencidos 6J000.
MUM 29 DE DEZEMBRO M labe
Por anno adiantado \q^
Porte franco para o sobsctor.
IWKllDA l)US,COKKK10S.
ENCARREGAD09 DA SUBSCBIPCAO DO NORTI'OIDda todos 9 dias as9 V*1*8 do dia>
Iguarass, Goianna e>Parahiba nai segundas
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandriuo de Lima
e sextas feiras.
n.i-,1 r aiu... -" """; s. Antao, Bezeri*os, Bonito,Caruar, Allinhoe
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaly, o Garanhuns as tercia feiras.
sr. A do I.emos Braga; Cear, o Sr. J, Jos de OI-| Pao d' Alho, Nazrelh, I.imoeiro, Brejo, Pes-
veiri; Maranho, oSr. Manoel Jos MartinsRibei- queira. Ingazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
ro Caimanes; Piauhy. o Sr. Joao Fernandos de 0rcu'y Ex/i- ">" qrta-feiraa
. *D,"""uva uo| Cabo,Sinnhaem, Rio Formoso, Una, Barreirus,
*oraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos ; Agua preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
Amazonas, o Sr. Jernimo da Rosta. (Todos oscorreios partem as 10 horas da manha
EPHEMERIDRS DO MEZ DE DEZEMBRO. IaUDINECIAS DOS TRIBUNAF.S DA CAPITAI
5 Quarlo minguante as 3 horas e 40 rainutosL ... A
da tarde. Tribunal do commercio : segundas e quintas.
14 I __. ..1A l___k- an .......... ll.vl^ .*,a __ r.:___. ..ii.i..
12 La nova as 10 horas e 28 minutus da manha
20 Quarlo cresreiile as 3 horas e 50 minutos
da manha.
28 I.ua choia aos 58 minutos da manha.
PREAMAR DEHOJE.
Primeiro ss 6 horas e 6 minutos da manha.
Segundo as 6 horas e 30 minutos da tarde.
Uelaro tercas, feiras e sabbados.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas-
Juizo do commercio: quartas ao raeio dia.
Dito do orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel ; quartase sabbados auma
hora da tarde.
DTASDA.SEMANA.
24 Segunda. S. Gregorio m. ; S. Hermina m.
25 Terca, cfc Nascimenlo de N. Sr. Jess Christo
26 Quarta. S. EstevoProlo mnrtyr; S. Marinho.
27 Quinta. S. Joo apostlo F.vangelisla.
28 Sexta. Os Santos Innocentes ram.; S. Castor.
29 Sabbado. S'. Thomaz are. de Canillara m.
0 Domingo. S. Sabino b. m, ; S. Venustiniano.
KNC4RRF.f.A|-)OS DA SlIBSCRIPgAO NO SL
Alagoas, o Sr. Claudino FalcSo Dias; Babia,
X Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, n Sr.
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O propietario do diario Manoel Figueiroa da
Faria, na sua livraria prara da Independencia na
6 e 8.
PARTE OFFICIAL
Governo da provincia,
expediente do dia 26 dedezembro de 1860.
Oflicio ao coronel commandante das armas.
Oevolvo a V. S. a conta a que s<- refcTe o seu of-
ficio. n. 132, de 11 do correnle, para que s
34t8.J'os Flix da Silva Fragozo.Deferido
nos termos da informaeo da thesouraria de fazen-
da eonstanto da copia junta,.
3419.Jo3 Luiz Rodrigues Franca. Passe
'portara concedendo deroisso.
3420.Francisco Jos .eile Chaves Mello.Di-
rija-sa,ao Sr. gerente da^eompanhia de navega-
cao costeira. ___
3121.Francisco do Barros Vellozo da Silvci-
34S2.-M^rcolino Antonio Xavier.Passe por-
tara na forma requerida.
EXTERIOR.
sirva do ordenar ao commandante do 2o bta-),,"'n,,rm,! an ^r- inspectora thesouraria -te
lho de infartara que faca comprovnr a desposa -'iawnda
de que ella trata como exige o inspector da me-
sn raris de fazenda na informaro de que lhe
remetto copia.
Dito ad inspector do arsenal de marinha.
Pile V. S. ceuer companhia Pcrnarabucana de
vapores pelo proco indicado no sen offlcio, n.
505, de 24 do corrente, as 3 toneladas de ferro
em linguadas que reqoisilou o gerente da mesma^^COHRESHO.NDiSKClA DO DIARIO DF. ER-
compaohia para lastro do vapor Jaguaribe.
Coramuoicou-se thesouraria de fazenda, o a
referida companhia.
Dito ao mestuo. ExUtind.oainda no quarlo 1
de S. Francisco alguns.objeclosque devem ser
transportados para a da companhia lita de ca-
vallaria em S. Amaro, continu V. S. a mandar
postar junto ao caes, da ponte nova a hora em
que dr lugar a mar, principiando do hoje, duas
NAMBUCO.
Haiiiburgo 5 de de^embro de I860.
Na Italia, que anda o ponto essencial da pr-
sente sluaco europea, as cousas se mud muito punco desde a -nossa ultima.
El-rei Francisco II se acha anda ora Gaeta, e
o papa om Roma.
Diversas sortidas da guarnicilode G^eld ne-
lanchas pa"ra conduca dos "referidos objeclos "num resullado liverara mais do que estreitar. o
f.ommunicou-se,ao commandante das arma. cer<" Ja Pra5a Pel lado de ,orra Pelos P'emon-
Dito ao inspector da thesouraria deTazenda. i 'elea : mas co,"o a esquadra fraoceza continua
No caso de estarem nos termos tegaes as con'tas pnr ora a prologar Gaeta pelo lado do mar e
alque se refere o director da colonia militar no ,na,|tera esquadra italiana em distancia innulfeii-
oDicio incluso por copia mande V. S satisfazer s'va- s'l' poder anda durar bastante lempo,
a respectiva importancia, bem -como ndiantar- j En,retanto, os enviados das corles estrangeiras
lhe nos termos do aviso de 22 de raaio de 1857 a ''ue se hsvam a'gora perto de el-rei FrBncis-
quantia que julgar sufflcieulc para occorrer ao ca-."> deixaram Gaeta e foram provisoriamente
pagamento das det-pesas d'aquelle estabelecimen
lonos mezes seguimos. Communicou-se ao
referido director.
Dito ao raesmoA Ceraldo nrique. de Mi-
ra & C, mande V. S. pngar a quantia de 40(>#
em que, segundo a conVn mnla, impoiia a im-|
foram
residir ewijonia, visto el-rei nao querer expo-
los s consequencia do bombardeamento.
Em Itnma tanUiein se espera el-rei Francisco
II e sua esposa, no caso de nao se achar mais em
estado de continuar sua residencia em Gaeta.
O prolotigjiinejito dessa resistencia, com ludo,
para repetidas tentativas do insurreico, quasi
sempre suffocadas sanguinolentamente," ao mes-
ruo lempo que d*o ouSo lado o mazzinisrao no

as Srs. Jos Carlos de Meni}ona Vas- se conserva uacliv'o, augmentando quanto lhe
, I.ourenco Avelino do Albuquerque ^ Pssi*el as inevtareis difliculdades do periodo
Joaquim Cavalcanto de Mello, juizes de > l"siloro para a poltica do conde de Cavour.
regueza de Barreiros.Com a provi- No dia 27 de jioverobro el-rei Vctor Eroma-
pressodemil catlogos dos livros da bibliothe-' ,c Por coiseqoeucia que o partido dos Buur-
ca da faculdado do direito do Recfc, visto nao i llon9 nDS ".'ras parles de aples se animasse
haver inconveniente.A cerca, desse pagamento,
imo consta de sua informarlo de 24 do corren-
te, sob n. 1345.
Dito aos
concellos
Mello e
paz da freguezia ae iiarreiros. Ittm a p
"Pericia, que i lomei nomeando delegado do po-
lica desse termo nm olficial de minlia iuleira
confianva, e estranho aos inteiesses eleitoraes
da localidade, o qual saber manter a ordem
publica, e garantir a libertado do voto, fica al-
tendida a reelamaco que fazem Vracs. om offi-
eio de 17 desle mez contra o procedimenlo in-
convcniento de alguns funecionarios desse termo
rom relaco elaico de eleitores, devendo anda
ilizer-lhjjji que o juiz de direito dessa cmara
lera instruc.ees no raesmo sentido, e quo confio
igualmente muito em sua actividade e inte-
resa.
Dito cmara municipal de Olinda. Declaro
3 cmara municipal de Olinda, em resposta ao
;eu oRicio de 20 do corrente, que approvo a ar-
rematarn do imposto de 500 rs. sobre cabera de
gado vaccom consumido n'aquelle municipio
pela quantia mencionada no citado oflicio.
Dito ao director das obras militares.De con-
i'ormidadecom o disposto no aviso da rei>arti>;o
d
te
ga
desteanno, o orramento -adespesa a faMr.8e | "" ningoein ere nellea tanto maia que so del-
com o eocanamenio de agua potavel para abas-l !?.f ira!" a_P*.aJ l,:ar.l,da-,SuPPoe:se' !5":
tecimenlo do hospital militar.
Dito ao superintendente da va frrea. Res-
nuel deixou-NapoIbs por alguns dias o parti pa
j ra a Sicilia. As noticias que llall recebemos
ategora pelo lelegrapho, narrara que el-rei fora
reeebido em Palermo cora vivo eoihusiasmo,
Se, rertos indicios nao engaara, nesle mo-
mento se est preparando urna mudanga decisiva
na situaro italiana.
K de novo para o imperador Napoleo que se
vollara as vistas de todos a esse respeito apezar
dos esforcos contrarios das outras potencias, a
Franca presentemente o thermometro da sita-
cao exclusiva na Europa. >
Don ltimos acontecimentos nao admittem
outra interprelajo a nao ser que, na cabera do
imperador dos francezes so formaram iiovos
planos.
O primeiro desses aconlecimenlos a repen-
tina e nao esperada partida da imperatriz Euge-
nio de Pars para a Kscossa.
A saude abatida da imperatriz e o seu desejo
trario que o verdadeiro motivo da ausencia da
imperatriz, de Pars, so acha em connexo com
agencias do correio, ordenci ao respectivo admi
nistrador que toda aquella corre
deve ser entregue na eslaco das C,
por um empregado d'aquella repartirn a oulro
da companhia que passar recibo das dilferentes ,
malas, as quaes sero enviadas nos carros da i
rsrapanhia, e entregues aos agentes do correio \
dos lugares para onde vo dirigidas pelo empre-
gado que as receber no ponto da partida, corren-
rjo aos empregado* da companhia o dever de Gs- i
calisarem que nos carros nao transitem papis!
sugeitos ao sello por meio dillerenie do ind-|
iado.
Quanlo ,1 segunda parle do citado oflicio do Sr.
superintendente, declaro-lhe que a questo da
rnnducco dos gneros das (anco-Pontas para o
Recite foi sujeita com as outras ao governo im-
perial, cuja deciso cumpre esperar para que se
possa tomar urna deliberado definitiva a seme-
jante respeito.OITkloii-se ao administrador do
correio no sentido da primeira parto.
Dito ao director geral da instrnrro publica.
lomando em considerago o que \'mc. expoe em
seu oflicio de 19 flo correntp, lonlio a dizer-lhe
que approvo a medida por \ me. proposla no ci-
tado oflicio acerca dos candidatos que foram re-
provados, e os qiie houverem de o ser em exa-
mes de verilicaco de capacdade para o magiste-
rio primario e secundario, publico ou particular
nao poderem elles inscrever-se para oulro oxame
se nao depois do prazo de seis mezes, bem como
se depois desse prazo em segundo exame forem
oprovados s podero ser inscriptos pela terceira
vez depois do de.um anuo, sendo jnlgados inha-
bilitados completamente se anda em teicciro exa-
me forem reprovado?.
PortaraO presidente da provincia, tendoera
vista a nformaeo da thesouraria de fazenda de
14 do corrente, resohe conceder a comraisso
que pedio Jos l.uiz Rodrigues Franga, do lugai
de guarda de segunda classe da alfandega desta
cidade.
Dita.0 presidente da provincia, lendo em vis-
la a ioformaco ministrada pelo delegado da re-
partido especial das trras publicas em 19 do
torrente, resolve de cooforinidade com o art. 30
do regulamento de 30 de Janeiro de 1854 nomear
ii Alexandrino Olympio da Hollanda Chacn e Jo-
s Antonio Lopes, juizes commissarios de medi-
r.es das mesmas ierras, o primeiro para o mu-
nicipio de Agua-Preta, o o segundo para o do Rio
Pormoso, e ordeda que ncsle sentido se faram as
convenientes coSwninicaroes.Fez-se o de mais
expedienie.
lita.O presidente da provincia, allendendo
ao que requereu o professor publico de instruc-
co elementar da villa de Ingazeira, Marcolino
Antonio Xavier, resolve conceder-lhe 2 mezes de
iireora com seus 'encmenlos para vir esta ca-
pital habilitar-se no seu magisterio na forma da
le.
Dita,O Sr. gerente da companhia Pernam-
bucana, maode dar transporto para o Cear, no
vapor Jaquaribe, em lugar destinado para passa-
geiro de estado, a Francisco Jos Leite Chaves
Mello.
nRsPACiios no da 26 dr drzrmbro dr 1860.
tquerimenlos.
3415.Jos Rernardioo de'Vasconcellos Coim-
bra.Nao ha vaga.
3H6. Jos Ilvgino de Miranda.Informe o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
3417.Joo Hyppolito de Meira Lima.NSo
lera por ora lugar o que prope.
viado inglez em Vienna, foi mudado na mesma
I qualidado para Rerln, o o enviado na corlo prus-
I siona lori Bloomfield nomeado embaixador na
i corte de Vienna, ao passo que. o enviado da Aus-
I tria em Londres, conde de Apponyi foi elevado
I cathegona de embaixador.
Nos lardos circuios da opinio publica n'Aus-
I tria as tentativas inglezas encontrara urna ap-
| provarao por demais clara, e al mesmo nos cir-
cuios mais prximos do governo ; ao contrario, o
Kgabinete at agora tem rejeitado qualquer idea
I d urna cesso da Veoczia.
, Os negocios interiores da Austria tomam infe-
lizinente um carcter cada vez mais receloso. O
governo acaba de fazer urna pequea concesso
sobre a le municipal nos paizes Aliemes-Sla-
vos, mas foi ella infructuosa, visto ser isolada e
Santos F.spozel, e Manoel Alves de Azeredes
Sampaio, o ca,pito padre Manoel Mara de Mal-
los Pinto, e cera homens.
Quinze pessoas da Iripolaco salva se acho
aind3em Gibraltar.lendo all fleadas por doentes
no hospital. Os que porm poderam seguir va-
gera desse ponto para Lisboa, por se senlircm
em bom oslado do saude, parliram no dia 22 do
prximo passado a bordo do vapor Francfort
chegando ao Tejo dois dias depois.
De Efsbda aegniram tambem j para o Brasil
os naufragios, indo parlo no vapor de Jtordeos o
o resto om om navio de vela; e previamente ha-
viam sido munidos do necessario pelo nosso mi-
rustro em Portugal
, que para esse lim fora auto-
risado pelo ministro do Brasil nesta corle.
, Cabe-me com prazer anniinciar que o estado dos
em nada mudar o systema feudal. A situaraoda fundos das nossas emprezas frreas aqu venda
ffi' Tv Ca-US^ m-,0r rfiCe-- ,em nu'll,ora : a"im as acedes de Pernamburo
Desde a publicarao do decreto imperial de 20 se acham a descont de 3 a 2 1/2; as da Ba-
nU^T1?" S seusPlanos f" da nova orga- le que"'"autor*isa""a ImCm
nisar,.o dos comitales, mas infelizmente tarde de integralmente pagas por ttulos de nossa divida
mais para impedir que as assemblas dos nota-
veis sedeclarassem rontra a base das inslrucces
do governo, pie se nao ceder, ter. de se ver'em
grandes apuros Ao mesmo lempo a siluaco
das Rnaneas se torna cada vez mais desesperada.
Se em outubro se recorreu ao banco fazendo em-
prestimos, se em novnmbro se cmiitiram bilhe-
tesde moeda correnle na importancia de 12 mi-
Ihes de florius
do pra
O que
da j.ra
um prero como nunca esteve duranto
Irisles periodos do ultimo decennio, sendo do fi 3/i.
33 porcenlo e mais anda.
Os iilumos acontecimentos havidos em Ber-
lim causaram urna penivel sensaco. Um pro-
cesso pondenle ha muito lempo contra o director
da polica, o Dr. Slieber, aecusado de abusos do
oflicio, foi apresentado em segunda instancia, e
den occasio ao procurador geral Schwark .1 se
pronunciar explcitamente contra os manejos da
externa de 4 ,' \ ou por ditos da nossa divida
interna de 6 0/0.
Os possuidoies d'aquelles fundos parecem pois
animados com esse expediente, quo indica a
confianca do governo Imperial as snas empre-
zas; e esta circumstancia lera influido favoravel-
mnite no nosso crdito.
Os fundos nublcos brasileros de 5 0/0 estara
E Turcos 4 0/0 garantidos
Chegaram de diversos potitos do Brasil a Ingla-
terra na ultima quinzena os,seguintes navios: do
Rio (rando Superior [novembro 23) a Plymouth,
de Pernamburo Atara Kay (24) a Liverpool, do
Rio Grande Waterherlzen'{2b) a Gravesend, do
Rio Crande Helena Jacoba (25) a Falmoulh, e do
Cear Aracaty[b do corrente) a Liverpool.
De Inglaterra seguiram para o Brasil os se-
elornou-se anda maior quando o Dr. Stieber. Plymouth D. Francisca (dezembro 1 ") para a
que fora absolvido, logo depois em um arligo Baha, de Liverpool tlelle (3) para a Rabia
publicado nos jornaes. responden aos ataques do de Liverpool Tit-bil U) para o Para de"
Schwark contra a illegitiraidade da polica, com Troon Caradoe (i) para Pernambuco, do Cardilf
mi?in h" """I* COnla Prncedlrme,,,1> rcinehly (i) para o Para, e de CardifT/nkrmam
tllegitimo da jusliga no periodo de Manteuflel sob (5) para Pernambuco
a direccao do ministro da justica de ento. que Nada de importante lenho a communicar desta
suida hoje se acha era exercicio. Em vez de dar vez aos leilores acerca da poltica deste paiz
publica o ministerio onde parecem descancar as altas capacidades'
urna salisfaco
go se levanlou, achou enlretanio nova confir-
mago pelo segundo acontecimenlo, a sorpren-
':,f."T,'. i denle publicado de dilTerenies decretos impe-
11 riaes de 26 de novembro, modificando o sentido
liberal a consliluic.au do impetio, o dando ao
raesmo lempo urna nova forma ao ministerio.
E' veidadc que as concessoes eilas ao liberalis-
mo sao de importancia assaz inferior, porem
sempre um progresso nao despresivel, e tanto
mais sendo urna determioaro espontanea do im-
perador, e nao, como as"ultimas reformas na
Austria, urna concesso ulterior necessidade.
Apezar de ser mui singular, coiiitudo a verda-
do pura : a iramensa raaibra do povo francez
nunca foi mais dedicada ao systema napoleoois-
la do que presentemente, e esse systema lem
urna pupularidade, de que nunca gozou qual-
quer dos systemas que antes reinaran) na Fran-
ca. S um partido se acha por agora ora deci-
dida opposiro ao imperador, o partido clerical;
e urna mudanca na poltica imperial para um
systema anda mais anti-papal do que ategora,
de cerlo muito augmentar essa opposico. Nos-
sa duvda se encnulra o verdadeiro motivo das
detcruiinoroos havidas, e o seu ullimo fim na
intenco de Napoleo do isolar completamente a
opposico clerical, por meio das concessoes fei-
tas ao liberalismo, e procurar campo livre para
seus futuros planos na llalla. Finalmente colli-
gc-se de ludo isso o accordo de novo mais nti-
mo do que nunca, com a Inglaterra, e diz-se
que nao estar muito longe o momento em que
lera fno o apoo el-rei Francisco II em Cela
pela esquadra franceza, assim como o apoio ao
Papa em Roma pela guarnido franceza ; e a ple-
na unidade da Italia, provisoriamente com ex-
cepco da Venezia, nao encontrar mais nenhum
embaraco da parte da Franca.
t' verdade que nada ha de mais incerlo do
que a poltica napoleonista, c pode ser que todos
so enganem. Por tsso lmitarao-nos relatar
simplesmenle como as cnusas se acham, e como
em geral a opinio publica encara a situaro e o
seu prximo futuro.
A questo rcncziana, que durante os ltimos
aconlecimenlos no sul da Italia, se achava enllo-
cada do parle tomou nltmauenle a vanguarda ;
sendo a diplomacia ingleza quem primeiro se oc-
pou della,
A Inglaterra quer ovitar, todo transe, urna
guerra na Italia em o anno prximo, sobretudo
porque receia que o Piemonle, para mais vanla-
josamenie cui^*lcr a Austria, poderia ver-so
obrigado ou JT dar a guerra dimenses Ilimita-
das, envolvendo a questo Oriental, 6 revolucio-
nando os pajzes Danubianos, o que & iinal tor-
nara incvitavel a ingerencia de toda a Europa,
ou pedir de novo a cooperario do exercilo fran-
cez e pagar esse soccorro com novas cesses de
territorio ou outras concessoes, Franca.
Tanto urna como a outra idea em extremo
contrara ao inieresse inglez, e, assim julga-se
elle empregar lodo o lempo d'aqui al prxi-
ma primavera, para prevenir as eventualidades
pergosas, por meio de urna pacifica soluro da
queslo Venezisna.
Procura-se fazer a Austria ceder voluntaria-
mente a Venezia mediante urna indemuisago
pecuniaria; e, para facilitar os respectivos es-
forcos em os crculos poderosos da Austria, a
legro ingleza em Vienna 'oi elevada a cathe-
goria de cmbaixada, urna posic&O que permiti
ao seu agente diplomtico o irnmediato accessn
junto ao soberano em cuja corte se acha acredi-
tado. Em consequencia disso lord Loftus, o ep-
sorprendeu a todos demltindo o procurador go- esperando a abertura do parlamento para entra-
ra!, e pondo-o em disponibilidade. rera era lata.
S ao depois da imprensa dar um brado una- Aonunciam os jornaes de Londres quo a nrin-
nime contra esse procedimento do ministerio, foi ceza ilce, lilha da rainha de Inglaterra dever
o d.rector da polica Dr. Stieber tambem posto casar breveraen.e com o prin'ipo Luiz de
e-m dispombilidade, prometiendo o ministerio Hesse.
urna vigorosa averiguacao do occorrido, mas at .
agora sao desconhecidos os meios que se em- 1"eslao da dynaslia Bourbon om* aples
pregaram, e receia-so que s se pretenda abafar e a'nda presa pelo lio que a prenda quando
o negocio. A irritaro des espiritos grande, e e8cr6.* minha ultima carta. Quero dzer ;
o ministerio soffreu um grande abalo, de que dif- "'f1 *ran<:sco II continua a sustentar-so em
lcilmenle se reslabelecer. Gaeta, dbil fragmento sobre quo apoia ainda seu
F.l-rei Frederico Guilherme II, se acha me- ",ro,no prestes a desmoronar-se A constancia
Ihor, desde alguns dias e alguem ere que poder P"ICI". torn 'I"e es'c principe lem sustentado
prolongar a sua vida anda por este ijiverno. sous direitos rangenu-lhe as sympathiasatd'a-
F.m 25 de novembro morreu em Bonn o cele- qui"es W contribuirn) para a sua ruina ; e
bre barao de Bunsen, anligo ministro prussiano
era Roma e Londres, amigo pessoal de el-rei,
e conhecido pelas suas obras histricas, que tor-
nara o seu nome um dos mais celebres da scen-
cia allemaa.
Finalmente tomos de dar urna noticia do nosso
Hamburgo. O corpo legislativoBurgerschafl
(assembla dos notaves) aboli o imposto co-
nhecido soD o nome deTliorsperro de 31 de
dezembro por danle, e por isso a comerar do Io
de Janeiro de 1861, a passagem pelas portas da
cidade durante a noite. que at agora eslava su-
jeiti a um cerlo imposto se acha llvre.
Londres 8 de dezembro de I80.
Chegou a Soulharaplon no dia do correnle o
pnquele Tyne, procedenlo do Brasil com a mala
de noembro.
assim que a imprensa ingleza, oulr'ora to sys-
lemalica era chamar os odios contra a causa
d'el-rei Francisco II, tem por vezes concedido
ltimamente a sua magestade ao menos as hon-
ras de haver defendido com coragem a sua
cora.
Segundo communiquei era 23 do mez prxi-
mo passado aos leilores, os jornaes de Londres
haviam aimuiiciado a triste nova do quo sua
magestade Siciliana so achava gravemente enfer-
mo em Gaeta, lendo-so-lhe rompido um dos va-
sos sanguneos ; noticias posteriores, porem,
nao confirmaran! felizmente to triste nova, all-
angado-ss todava d'ali que a saude d'el-rei es-
t seriamente alTectada ern conseqnencia de ter
sua magostado um dos pulmes lesado.
Um vapor foi expressamente mandado de Gae-
ta a aples para buscar tima celebridade me-
dica, residente nesta ultima cidade, e a quem
A noticia das principaes pragas do Brasil sobre Londres,
causou aqu muila animaco como bom indicio
que do melhor estado d'aquelles mercados cora
quem a Inglalerra lem muilas e importantes
transaedes.
O cambio do Rio sobre esta prara foi colado
pelos jornaes do Londres a 27 d ; "e o de Per-
nambuco a 26 d 1/2 e 26 d 3/1.
A mais importante noticia poltica, Irasida pelo
Tyne da Amerita do sul, foi a da incorporadlo
da provincia de Buenos-Ayres na confederado
argentina depois de haver o congresso daquella
provincia volado e jurado urna constituirn.
A Gra-Brelenha se applaude sempre de ver
o Brasil cercado de urna forte potencia, para
assim lograr embarazar as vistas invasoras do
Imperio (seguudo pretende o governo inglez) do
lado do Rio da Prata; e por conseguinto 3Ccredto
que o Foreign-Office ouviria com prazer o men-
cionado successo, do qual se aproveilar por
ceilo para seus fins quando a occasio lhe pare-
cer opporluna.
O paquete que desta vez devera seguir de
Southampton para o Brasil com a mala do mez
correnle era o Oneida; mas, lendo occorrido um
accidente ao vapor Tasmanian quando no da 2
deste mez descia o rio Soleo! j de viagem para
as Anlillias, Picando encalhado peilo das Needles,
foi expedido o Oneida para substitoi-lo, achan-
do-se nesla dala com alguns de viagem para
aquello destino. Volta o fyneao Brasil, haven-
do-se apenas demorado em Southampton seis
dias.
Estaraos aqu aindi sem os delalhes quo pre-
cedern) o naufragio da nossa crvela D. Isa-
bel. O Times de 27 do mez prximo passado
publicou que acrvela se despedazara sobre a
praia em menos do meia hora, podendo a tripu-
larn que sobreviven salvar a caixa que conlinha
o dinheiro do estado.
Por noticias porm do ministro inglez em
Tnger sabo-so nesta corte que tambem foram
salvas duas pecas de artilhara, alm do mais que
na minha ultima caria mencionei e do que se fez
leilo.
Parecendo-rae que adiantarei em terapo men-
cionando d'aqui o nomo dos que pereceram no
naufragio, agora o fago as seguinles linhas :
Capito-tenente commandante Benlo Jos de
Carvalho, primeiros tenenles Caio Pinheiro de
Vasconcellos e Antonio Moraes Nevos, segundos
dilos Francisco Ferreira Pinto, Antonio Alves
dos Santos, o Marcelliuo Perdigo d'Olivelra Ri-
beiro. doulores Thomaz Henrique Gomes, e Jos
Candido Marlins, boticario Manoel da Silva Go-
mes, secretario Francisco Jos da Cunha, guar-
das-marinhas Manoel Gomes d'Abreu Villar, Jos
d'Araujo Goes, Jos Caelano da Silva, Izidro de
Sena Madureira, Frederico Carlos Ferreira da
Cruz, Jos Mara de Sania Barbara Garata, Jos
Joaquim Garca, Antonio Luiz de Castro Barboza,
Jos Lucio dos Santos Caldoira, Jos Mara dos
e corre como certo que o governo eslabelecido
em aples nenhuma difliculdado oppi'iz par-
tida do Ilustre facultativo, a cuja busca manda-
ra sua magostado, hoje reduzido a mendigar fa-
vores deslas natureza.
Depois da ultima dala em que cscrevi, as
obras do cerco de Gaeta tora consideravelraen-
l progredido : de modo que urna das secces
da aitilharia abri no dia 2 do correnle o fogo
contra a Franca, nao cessando de Linear dentro
desse baluarte projeclis de toda especi. Breve-
mente loda a artilhara estar asseslada ; e en-
lo duzenlas pecas sustentaran) da o noite ura
vivo fogo contra o iniraigo, esperando-se pti-
mos resultados da artilhara raiada do major Ca-
valli, cujo alcance dizera do pecto de cinco
mil metros.
A fortaleza lera respondido ao fogo do cer-
co, parecendo disposta a render-se s" era ulti-
ma extremilade. Attrtbue-se Austria a insis-
tencia com que el-rei das duas Sicitias persiste
em guardar Gaeta, apesar de ser esle refugio
urna mui dbil esperanca para a causa perdida
de sua raageslede Siciliana. E tao disposto pa-
rece este principe a sustentar-se ali que h dias
rogn ao corpo diplomtico, acreditado junio de
sua pessoa, de retirar-se afim de nao correrem
intilmente qs perigos do bombardeamento ; ao
que, depois de muitas instancias, cederam os
ministros eslrangeiros indo para Roma, excep-
co do embaixador Hespanhol que por nenhuma
consideraco quiz largar o seu posto. Este ape-
go ao dever faz inleiro contraste com o procedi-
menlo que as dificeis circunstancias em que
se lem achado el-rei das duas Sicilias, prxi-
mo prenle de S. M. a Imperatriz do Brasil, lem
observado para com aquelle principe o encarre-
gado de negocios brasileiro junto do governo Si-
ciliano,/ preferindo Picar descansadamente em
aples a seguir com el-rei para "Gaeta I Pon-
do de parte sympathias ou anlipalhias pola cau-
sa deste principe, e querendo apenas responsa-
bilisar esse agenle diplomtico pelo deleixo no
curnpriment d'ura dever que emana de sua res-
sao, ninguem negar sem duvda, que a bem
da dignidade do governo imperial cumpria aquel-
lo representante seguir para junto do governo
perante quem se achava nicamente acreditado ;
era a sua simples quslidade de encarregado doJ
negocios podo servir-lhe d'excusa, porque com-
quanto sem carta de crdito junto do monarcha
nem por isso lhe corra menos o dever do con-
servar a sua jurisdiccao, embora limitada aos mu-
ros de Capua e depois de Gaeta. Ficar em a-
ples a pretexto de evenlualmonle defender os
inleresses brastleiros nao seria assaz jsticave',
porque alera d'um cnsul nosso quo para esse
lim (icaria e quo ali reside conseguira seme-
Ihante resultado o nosso ministro em Turim,
visto que o governo estabelecido em aples
o mesmo que manda na Sardenha, onde o Bra-
sil tem como disse um agente diplomtico.
E' por conseguinte de dflicil explicarao a con-
ducta do Sr. vscondo de Santo Amar naquelle
caso ; e certo estou do que o governo imperial
Iba lera extranhado. Ha quem diga que esse
0-!" l}ra Prelcr|de dcsculpar a sua porraanencia
Annunciam os jornaes desta lardo que tivera
tugar no da 5 do corrente em aples urna forte
exaltarao por occasio do regresso all do cardeal
slorza, arcebispo daquella capital.
Esle prelado so refugiara ern Ro
os sitiadores reputado de grande importa"^ I pSo'com^niS A?** n?fT, foi inlr-
na, como na guerra da Crimea e iul-ou ser o E. i* u b"a vo,"ao Q0 Roverno
Mameln Ven e a Torre de Malako) iT respe lo '. ^cZEZ^tTJT^-Tmt0 dreln
da fortaleza de Sebastopol. Urna fez Monte Ser,- EHiot n?.o L Ly S,clllas-
coem podrrdos Piemontezes, era depressa te- I dad'de mtlre^ da rr!rnr'irCJHUad0 "\^aU~
rao de render-se os Realistas, pois que domi-: P?au^rc | tt ,-Breaoha junio d'el-ro
nando aquelle ponto Gaeta Ihs ser intil qual- ffi^So wSSSd. .2S PUC9 **'
luer defeza. Mas os sapadores tem por emquan- nol's -"PP'"" logatfo ingleza em Na-
to enronlrado grandes difliculdades em rotear'
El S-ISTS-! p~nM.e^i?i8id- G?-Br..
is ser intil qual-
poles.
aquelle terreno-por mu i. o'"escabroso"; c"por"sSo. le.SS ^."SSK ES?"!--." "^ f''"
_PJ-ogresso das operares do cerco vai indo Ion- Pan,; P aq"' 6 j Ss," Para
Vera a proposito fallar da Austria depois de
lamente,
'retendem
desse successo, ao qual obstar arteiramenle a
Franra, e por conseguinte tambem se ere geral-
mento que nao ser desse expediento donde pos-
sa tirar partido el-rei das Duas Sicilias ou de
Gaeta, como por zombaria o denominan) as folhas
inglezas.
Oiitros dizeni quo Sua Magestade recorrer
igualmente ao imperador Napoleo, pedindo-lhe
(le fazer oceupar pelas tropas francezas a forta-
leza" de Gaeta, que Meara assim em poder da
Franca al que viesse aGnal a ser esolvda a
queslao napolitana: ainda noslo caso parece que
se antevia a possiblidada de um congresso,!
pois que se falla da soluco de urna causa que!
Mr. de Perstsm
xador.
.. y, que aqu era embaixador de
franca, ro ltimamente nomeado ministro do
interior e substituido nesle posto pelo conde de
Hahaull. a correspondencia de Pars informar
os leilores dos motivos que determinaram as re-
centes modiheaces rainisleriaes occorrdas em
Corre aqui o boalo de quo Pekn cahira em po-
der dos alliados, depois de haverem estes destro-
cado as forcas trtaras,
por
dcstro-
endo os embaixadores
perdido a esperanca de fazer a paz or meios
brandos.
As noticias do Sul dos Estados-Unidos sao do
o carcter assuslador. Era consecuencia da
... que em Baliimore e em
i niiadetphia vanos bancos suspenderam seus pa-
gamentos. O descomo em Nova-YorU eslava
15 por cento.
pelos acontee.mentos est j resolvida. ele.co do novo presidente 1 r Tncoln un .,U
Na opiniao dos que tem espalhadoesle ullimo | la e'contra a PscrPa" un v ,roi eSs da Caro"
boafo o imperador dos Francezes declinou este I lina do Sul so declararan nK^mSa. I
pedido, signiPicando, porm, a el-rei das Duas- \ receio de que ele JrTposs^ vnX.u,r\ um
Sicilias seu reconhecimento por aquella prova \ pnico commercial tal
de conllanca.
A posiro portanlo de Francisco II parece ser i
desesperada; e depois da queda de Cela nao
haver congresso quo possa valer-lhe, caso mes-
mo venha a ter lugar essa reuniao.
f.l-rei de aples acha-se actualmente acom-
panhado na prara por sua esposa e por sua alte-
za real o conde de Trani
A rainha viuva. suas Binas e mais dous Pilhos
menores, deixou Gaeta ha dias, indo para Roma
onde est residindo. Continua a aflirmar-se
que quando lenha de render-se sahir el-rei de
Gaeta para Hespanha, onde ir residir; e a cir-
cumstancia de haver Picado na praca o embaixa-
dor hespanhol indica d'algum modo a verdade
de semelhanie asserco. O governo hespanhol
declarou no parlamento que o seu represnten-
lo merecer da patria por haver Picado corajosa-
mente ao lado d'el-rei.
No Loreto, suburbios da cidade, era a rogia co-
uliva esperada pelas autoridades civis e niilit:.-
Porto, ii (ln dezembro.
Na anterior correspondencia consignamos a risi-
ta de el-rei o Sr. f>. Pedro V, e de seus augustos
irmaos os Srs. infantes I). Luiz e D. Joo, a esta
cidade. Ilaviam sahido de Lisboa em 18 de no-
vembro, cliegado ao Porlo a 20, e parlido para a
capital a 26, justamente no da em que no correio
se rechava a mala que o paquete francez fistrr-
madnre havia de conduzir para os porios do Bra-
Sil*
Registramos ento. como nos permittio a es-
treiteza de lempo, os aconlecimenlos desses dias
ale a saluda da comitiva "da cidade. e hoje dir
mos que sua magestade e altezas pernoitarara no
Vctor hmmauuel, depois de haver nomeado o i Jla *> "i Oliveira d'Azemeis, hosnedando-se no
ministro Fann seu lugar-lenenlo em aples,' Plcete do Sr. Jos da Costa Snufa Pinto Basto
parti para a Sicilia no da 30 do mez prximo c chegaram a Coimbra no da 27 pelas 3 horas o
passado, chegando a Palermo na manha seguin- meia da 'arde,
le. Nao pode ser excedido o enthusiasmo com
que all foi reeebido o novo monarcha por mais
de quatrocentas mil pessoas, crescendo o con- fes. All sua magostado o altezas sahiram da oai
lenlamenlo a ponto de ser a carruagem de sua ri,aSera para montaron) a cavallo. N'esla parle
magestade levada por muitos cidados em vez fram os conimbricences raais felizes do quo os
dos cavallosque a puchavam. El-rei proclaraou \ POrtuenses ; porque el-rei, o os infantes Pizerm
ao povo, agradecendo o vol que o escolliera rei a sua entrada no Porlo dentro de carruagem, cau-
e prometiendo manter as liberdades publicas; e 5a,,do s damas, que guarneciam as janellas das
nessa occasio lembrou aos Sicilianos que um ruai Por onde passarain os reaes hospedes, um
dos seus anlepassados j alli leinra, e que em !8rar"de desgosto e desapontamento.
1818 haviam elles eleito para seu rei o duque Na ponte d'Agua de Maias, foram sua magesta-
de Genova. de e altezas recebidos debaixo de palito pela-jca-
Sua magestade sarda deve estar a esta hora mara municipal, e passando pelo meio de rruas
de volta em aples, onde lhe ter sidoapresen- j alas formadas pela academia, eotraram no rico
lado o novo conselho do governo, instituido por Pav'")o levantado n'esle local. Alli recebeu el-
Farinie composto dos nomos mais liberaos das I J,pi.a allocugao, que em nome dos habilaules de
Uuas-Sicilias. Nelle figuram os nomes de Poe-1 Goimbra lhe dirigi o presidente da muoicipaii-
rio o de Sellembnni I dade, dignando-se sua magestade mandar depois
Do lado dos Abruz/.i tem apparecidn algumas enlresar ao dito presidente a seguinte esposla
guerrilhas em favor de Francisco II j mas a escripia pela propria mo do Sr. I). Pedro V *
guarda nacional e as tropas piemonlezas lera op-1 A minha demora ero Coimbra limitada a pou-
pusto a mais decidida resistencia a essa contra-' cas horas, diz apenas o meu desejo de ser a"ra-
resolugao. Na capital lem os amotinadores pre- j <>> oa seus habitanles.
tendido perturbar igualmente a ordem; ahi, po- Kspero mostrar brevemente com urna visita
rm, figurara nesse intento nao os Realistas mas! mais longa, o meu inieresse pelos estabelecimen-
os Mazzinislas destarrados em Ganbaldislas.
A fori;a publica lem inteiferido para restabelecer
a tranquilidade, com quanto o lenha feilo com a
maior prudencia visto como nao tem querido of-
fender o prestigio de Garibaldi, de cujo nome se
servem esses avenlureiros para inquelar os cida-
dos pacficos. Garibaldi relirou-se para a sua
ilha de Caprera desde que resignou a Dictadura
as mos d'el-rei Victor Eraanuel depois que esto
foi pleito pelo povo ; mas, contrario sempre
poltica de Cavour e de Farini por julga-la ni-
miamente frouxa e capaz por conseguinto de dei-
xar escapar a presento propicia occasio para a
completa emancipaco da Italia, separou-sa des-
gosloso dos negocios, e tanlo mais desgostoso
quauloogoverno d'el-rei Vctor F.manuel recusou-
se a confirmar as promocoes que elle como Dic-
tador fizera as forcas voluntarias, com que li-
berlou as Duas Sicilias. Ora, nestas circumstan-
tos luteranos, quo ennobrecem esta cidade.
< Aceite a cmara municipal os meus agrade-
canlos, pelas felicilacoes, que me dirige, e seja
interprete do meu viv0 reconhecimenlo, para com
o povo que a elegeu.
Acabada a ceremonia da recepcao, seguio o cr-
lelo real para a S CalhedraL' onde o cabido a
cmara municipal e o corpo cathedratico da Ilni-
versidade, com os seus hbitos e insignias dou-
toraes, esperavam os augustos visilantes para as-
sistiiem ao Te-eum que ahi se colebrou. rinda
esta solemnidadc sua magestade e altezas segui-
ram para o paco real das escola da Dniversidade.
No paleo eslava atropa o as duas phitarmonicas
que linham acompanhado a real comitiva desde a
ponte de Agua de Maias. c continuaran) as en-
Ihusaslicas acclara?oes do povo, e as mesmas
frenticas manifostaces de verdadeira alegra da
parle dos saludantes, que apezar de muito rao-
lhado, porque choveu muito, e de caneados de
cias, existe em aples um grande numero de
descontentos, doi quaes se aproveila adrede o r'1rrer Para tomarem a frente ao cortejo real para
parlido de Mazzini, excilando-os a desorden 0 i eLl Passar por eutro as alas, que elles abriam,
ioduzindo-os a prolcslarom ti)rnultuos*mente| oaocssaran>. de continuar no mesmo enthusias-
contra muitos actos do governo. minorando ao; mo- ando vivas ao som do hymno acadmico,
mesmo lempo com esses recursos violentos o no- Quo ambas as philarmonicas eslavam tocando
me do libertador, a quem todava exaltara para,
por este modo, tornaren) aiuda mai9 odiosa a ac-
co legitima da autoridade.
alternadamente.
Das janellas das ras da passagem do acompa-
nhameolo real, as setihoras lanravam flores a sua
Mazzini e a sua gente a isso levado, porque mageslade o altezas, e mostravaVn naagitaraodn*
hoje, depois que se acha desengaado de nao en-
contrar sympathias geraes na Italia, nao v meio
de chegar a seus flns seno pela anarchia, afim,
de allegar que surgindo esta durante urna forma
monarchica nao por certo esle o governo que
convem aos Italianos! O grande intento desse
sous lencos brancos, que pirtilhavanf do'jubilo
geral.
No dia 28 pel9 10 horas da manha, levo lu-
gar a destribuiQo do9 premios na sala grande dos
cipellaa da Universidade. Depois do discurso do
reilor, apropriado a este acto, e em seguida o do
ILEGVEL
famoso republicano na actualdade comprme!- decano da faculdade do theologia, o Sr. Dr. Fran-
ter o prestigio* do conde de Cavour, do cuja po- c'sco A"lonio Rodrguos de Azevedo.sua mages-
litica receia elle todo o mal ; roas polo contrario ^.^ dignou-so em acto continuo lr o seguiotn
busca acariciar Garibaldi, que por ser o homem discurso^
das raassas populares lhe convem maravilhosa- <( Acadmicos.Poucas palavras julgo dever
mente para por seu intermedio [aliar ao povo. i crescentar as quo vindes do ouvir, palavras de
Como sabido, Mazzini foi anda ha pouco ex-1 conselho que nao desprexarei9,e de animaco ;
pulso de aples pelo pro-dictador marquez de 1ue nao ,era0 soado em vo.
Pallaviocini, parecendo a esta autoridade perigo- Digam-vos as minbas, o que espero de vos,
sa a pre3enca em aples daquelle individuo as e merecam ellas juntar um estimulo s de rosaos
circumstanclas extraordinarias em que se achava ^estrs,
aquella capital, l O que sois hoje, e. o que amanhaa podis sor,
MUTILADO


w
-rv

csrego apenas de vo-Jo recordar Era qualquer, Fonseca Murjiz, acontecida em dezembro do anno
sitnag&o da vida depende de 6s o crdito da Un- passado.
IARI0 DE PERKAMKJCO. SABBADQ 20 DE DEZEMBRO DE 1860.
versidade,que vos di taer,e que ao meio
de vos vae procurar s mais dignos, de a perpe-
tuarem.
v< Disse-ge-vos que era naufragio certo, a sil-
encia u a moral e s*ro a religio, e ninguem o
contar. Maior mal corotudo. e d'esse seria
ais verdadeiro dizerquo nos consume, a
ignorancia sra as qualidades que a fazern per-
dor. Ha na sciencia, qualquer que seja a sua
origera, ha na redexio que ella alimenta, uro
principio de redempgo, que raras vezes faina.
> ale a alma o que valer a intelligencia. Valham
ambos os que oevero, o seja a mocidade acad-
mica a primeira a dar-nos o exemplo de unio,
tao realisavel e lio fcil, des virtudes que nas-
cem em todo o coraro puro, com as que s vem
le um espirito castigado e esclarecido pelo es-
tudo. j>
A concorrencia a esta solemnidade foi espan-
tosa, nao se caba na sala, apezar da sua vaslido.
As tribunas nochegaraui para todas as senhoras,
que concorrorara.
Em seguida passou sua magostado a distribuir
os diplomas a cada uro dos esludantes premiados
os quaes, maneira quo hiam recebendo o du-
plicado galaruo devido ao seu estudo, beijavam
a regia mo que Ih'o dispensava. Finda esla so-
lemnidade sahiram sua magestade o allozas, e
encontrando junto porta da sala dos actos algu-
mas pobres, estas ao avistar o monarcha cahiram
logo de joclhos. offerecendo-lhos alguus requen-
mpntos El-rei com a maior bontade as levan-
toii, dizondo-lhes: Procurem logo as respostas
no paco.Esta scena foi tao locante, quo arran-
cou lagrimas a muitas pessoas que a presencia-
ran!.
Sua magestade e altezas visitarara nesso mes-
mo da o hospital da Misericordia, e mais eslabo-
lecimentos pblicos e de Mridade. Foram ao
jaruim Botnico, onde passearam com a maior
lamiliaridade por entre os acadmicos, chogando
mesmo el-rei estirar um cigarro, e pedir lume a
um dos esludantes; noile estieram no thealro
acadmico, e no din scguime (29) foram visitar o
convento de Santa Clara, e aceitaram o cha que
os freirs Ihes offereceram, depois do que rolla-
ran estrada, e entrando as carruagens scgui-
ram viagem.
A sabida do convenio os acadmicos, que nun-
ca pcrderam um momento de obsequiar sua ma-
gostado e altezas, deitaram no chao as suas capas
para elles passarem sobre ellas: el-rei, porra
oa, mas os acadmicos insislirsm delalsur-
ns
os soi
te que sua magestade e altezas, tirando
cnapeus passaram sobre as mesmas.
A real comitiva tomou caminlio de Condeixa,
aoude sua magestade e altezas almocaram em ca-
sa do visconde de Pdenles. Quando se dispu-
nham para partir, ouviram-se soar ao longo vi-
vas estrepitosos ; e pouco depois se avistou das
janellas do palacio grande numero de esludantes,
que nao tendo pudido acompanhar a mala-posta
em que iam sua magestade o altezas, nem por s-
SO esmoreceram, e iirrues no seu proposit con-
teguiam chegar a Condeixa anda a lempo de
mais urna vez saudarem a sua magestade e os
senfures infantes.
De Coimbra a Condeixa contara-se duas leguas,
as quaes a briosa mocidade academiza andou
u urna hora I
El-rei, extremamente conunovido por esla no-
va prova de affeigo dos esludantes. accedeu ao
pedido que os uiesmos lhe llzeram, daudo-lhes a
mao a beijar e encarregando o acadmico Jos
l.orra de Loureiro, esludante do 3o auno jurdi-
co, de transmittir aos seus collegas o saudoso a-
brago que sua magestade lhe deu. O Sr. Lourei-
ro desempenhou esto honroso encargo pela ma-
neira seguinte:
Acadmicos, collegas e amigos S. M. el-
rp'.o Senhor Pedro V, habituado a virlude, a pie-
dadei se ni a suptrsligo, justga sem a cruelda-
de, hberdade sem lieenca, ao valor sem a tenie-
ndade, vindo dar aos povus a mais viva prova da
sua dedicaco e amor, mostrando a lodos o alte-
lo que consagra a naco. que lem a ventura de
o possuir ; S. M. depois denos ter dado a mais
profuuda e verdadeira demonstrago de estima e
anida nao contente como muito que nos havia
poiihoradoein Condeixa, ondeo acoropanhamos;
ah depois de nos conceder a graga de ihe bei-
jarmos a sua regia e sempre bemfazeja mo, or-
denouao seu camarista, o Exin. Sr. marquez Je
ficalho. que chamasse d'entre a academia um,
que leudo a distintissima honra de receber um
abraco do nosso sympathico e popularissimo nio
narcha, fosse enrarregado de ta alia missao. e.o
irausmiUias* a todos os scuscollogas,
C E eu interpreta dos reae3 sentim'eutos de S.
M., venho por este meio tornar publica ota tao
generosa, quauto digna acta o do nosso grande
monarcha, coinmunicando-a a lodos os raeus col-
logas p amigos, em quanto eu proprio nao pusso
curapnr com o quo por S. Al. me foi ordenado.
- toi eniao que eu cm ninie do lodosos meus
collegas certifique! a S. M. o quanto nos penho-
rou esto acto, verdadeirauueiile real, e que eler-
iianicnle r.car gravado em nossoscorages, sem-
pre reconnecidos c fiis : pobre loi talvez a de-
monsiragao de meus collegas, porra nascida de
o.oragoes francos, e quo saoem reconhecer as al-
ias u nobros qualidades, com que a corda porlu-
gueza lio brilhanlemente se ada onihda ; e seja
---- -Bmaiw su o-iia ornuua ; eseja sufl innocencia aeve ser reconho
eiia por M. recebida eonio a expresso dos pu- 1* confissao oo verdadeiro culpado
ros, veidadeiros n Ip.-ipt ciniimoiu h --... n.i ,............. a .______.._.._/_
o leaes sutimeulos da acado-
ros, verdaUeiros
mia.
Finalmertte sua magestade e altezas chegaram a
Lisboa no da 30 de novembro, havendo empre- da Beira.
gado 13 das na digresso que llzeram ao norte do
reino, c segundo as noticias rindas da corto, re-
gressaram completamente salisfeilos das entila-
.4iasticas neelamaces cora que o povo, por loda a
patio, recebeu os egregios nelos d* imperador-
soldado, do immorial duque do Braganca.
Saudosas e gratas recordajocs ha-do "o Sr. D.
Pedro V conservar por muito lempo da esponta-
niedade cora que lhe foram tributadas essas ac-
clamaQes.
Saudosas e gratas recordaces hade o povo
igualmente conservar na memoria pela affabi-
dade do principe, que sendo rei.sabe sor hornera;
o que descendo do U.rono real para o meio desse
povo, que reconhoce o hornern como seu rei, lhe
enrontrou o tributo de respeilo devido mages-
tade de quese acha revestida.
A repentina resoluto de sua magestade de vi-
sitar as exposices Agricoli e de Bellas-Artos,
no Porto, e aproveitando tambem a opportunida-
de de por suas regias maos distribuir no seu re-
gresso a capital, os premios aos esludantes da
Lnivorsidade de Coimbra, quadra bom ao mo-
narcha constitucional, ao rei amigo dos que tra-
balham, ao rei que conceituosamente proforio a
respeilo da exposiQo agrcola, que acabava de
examinar as seguinles patavras.
A' carta constitucional derpria accroscentar-
te um artigo, em que se esiabeleeesse urna ex-
(Wsio agrcola annual no Porto, com obrigaoao
de assisiir o rei a ell.
Saudosas, gratas, e iudeleveis recordaces f-
taram Onalinento ao rei e ao povo, porque ar-
nos sn conhecem, respeitara e se sabom amar.
A Associagio Industrial Portuense trata de
piomover urna exposico de industria nacional
p. o anno de 1861. O governo deferindo a
supplica quo para es se fim Iho dirigir esla pa-
tritica associagao, acaba do a subvencionar com
doua conloa de ris.
rtA^i^ag01ln-ustrial Pcense foi inslalla-
feluniS a K '"'i,,ti8 exforCS ,,e duu"
prestantes .benemritos Udados, os Srs. Jos
5?R ,s ,lU8es conseguindo ve,er mul-
tas difflcuWaile, que anda naquello lempo 00.
tUSUlJt Cre."G' de. asso,iaes de emelhanU,
naiuroza, e tendo tido a felicidade de ver agru-
pados, em redor di bandeira que souberam has-
tear, iodos os induslriaes do Porto, dentro em
pouco se vio crescer e fructificar esla congrega.
rti?8a5oen* P"a Um'lm laoeraineulemei.te
Tm- m,il,S 0S se"'COS prestados por esta
asociacao a classe industrial, e bastar dizer
ttndVr.?" "' dq"6 e,U f0 de muil0fI
n,.w?el 1 qUe. roniP^u '"que foi creada A
men U? iJrMl.l-"a-n.l dedicado txclusiva-
^nobe[lM induslriaes. e que esae jornal
tem podido alravessar. com urna Ou duas peque-
quenas inleirupeoes, os oito annos d. existencia
la assoc.agao ; que j promover em 1857 um
luzlda exposico industrial, e queaind. conserva
una aula noloriia de instrucsao primaria, frequen-
tnco Pr a,ulnnM' um curso 0 yatem rae-
Creou tambem urna caixa de credloe soccor
ros mutuos, que tem prestado aos associados o
V. i-"!?.'"- ,c" que es,as "'"'ares e bera faze
jas nsiituigoes cosrumam dispensar quem nel
las se lnscreve. n
A mitra da diocese do Porto est raga pe
inrte dn aau i, i>mr, k;_____o_ r. 6 r *'
Correu ha dias a noticia de quesera nomeado
para proencher esta ragatnra um dos dous cone-
gos da S do Lisboa o Sr. D. Jos Maria Corrfia
de Lcenla, ou o Sr. Alves Msrlins. O primeiro,
indigilado pelo Sr. Avila, ministro da fazenda, e
o segundo, pelo Sr. marque de Loul, presiden-
la conselho e ministro do reino
A respeilo do Sr. Alves Marlins, diz-se que na
occasiSo de agradecer c offeiecimento, declarara
nao o aceitar. At hoje, que nos o sainamos, nao
ett definitivamente resolvi este negocio
Em urna das noiles da penltimo semana ten-
laram os ladroes roubar a igreja pan.chial de N.
Senhora da Vidorra, desta cidade, diligenciando
abrir coro chave falsa a porta por onde o sacristo
cestumava entrar para abrir a igreja, e como nao
conseguissem por aquello mel lograr os seus in-
tentos, procuraram forjar os gopzos da dita por-
ta cora uraaalavanca, no que nao foram maisfe-
hzes.
DesconTiou-se dos pedreiros qoe trabalhavam
as obras que andara na mesma igreja, por cujo
motivo se achara presos alguns dos mesmos pe-
dreiros.
O celebre salteador e assassino Jos do Telha-
do, que foi preso o anno passado bordo de um
navio porluguez, onde eslava escondido, prximo
asahir barra do Porto, com destino ao Rio de
Janeiro, voltou s cadeas da Kelagao no 1 do
presente mez. havondo sahido das mesraas 25
do passado para o Marco de Cauavazos, aflu de
ser julgado no processo quo naquella comarca
lhe lormararn aajuslicaa publicas.
Ojulgamento nao leve lugar por faltarera duas
das tesiemunhas do defeza, das quaes nao quiz
prescindir o advogado do reo, adiando o juiz por
este motivo, a causa para outra audiencia geral.
O delegado do procurador regio, que a parte
accusadori, aggravou do despacho proferido.
O reo Jos do Telhado sendo conhecido como
um grande malvado, nao deixain alguns dos cri-
raes, porque eincrepado.de seren benvolamen-
te avallados pelo vulgo.
Coniaru-se muitas historetas d'esie hornera ce-
lebre nos annaesdo crime ; e por enlre os quaes
sobresahem alguus que nao apagando a hediondez
de carcter do homem que por vezes lem Ungido
as maos no sangue do seu seraelhante, dio, com
lodo, urna idea menos feroz do sou coraqao. Af-
firma-so que Jos do" Telhado roubava aos ricos
para repartir com os pobres.
Anda ha pouco mais de um mezaconleceu um
faci que concorre para mais se firmar esla bene-
volencia do vulgo em referencia a Jos do Te-
lhado.
O jornal Commercio do Porto, dando conta
desse fado, diz que adiando-se presa, ha muitos
mezes, na cadeia da Relajo Maria Coutinho.
aecusada do assassinato de seu marido, por cojo
crime fra sentenciada a degredo perpetoo, viera
ha pouco lempo, para a mesma cadeia, urna leva
de presos sentenciados na comarca da villa Real,
entre estes um por nome Lourenco da Silva, con-
demoado a degredo perpetuo' por diversos
mines.
Pouco depois da sua chegada. achando-so no
salao com o preso Jos do Telhado e oulros, na
occasiao da ceta, conlou que na sua passagem por
Amarante vira, na cadeia d'3quella villa, um pre-
so sen conhecido, aecusado de cumplicidade no
assassinato do marido de Maria Coutinho ; e
contando islo acrescenlou :
Elle deu-me um cigarro, e mal sabia que era
eu a causa d'elle estar preso.
Jos do Telhado cumacou a fazer-llio perguntas,
em resultado das quaes conto3soo i.ourenco da
Silva, que o matador do marido de Maria Couti-
nho fora elle. Jos do Telhado pedio ento que
conlasse como o fado se passou, e Lourenco da
Silva conlou assim o acontecido :
Maria Coutinho e seu marido, tinham um es-
tanco, o constava que possiam bons vintens.
Eu com um meu compadre projectaraos roobar-
Ihe o dinheiro. e para isso arrombamw de noile
a porta do estanco, e all roubaraos outo macos
de cigarros.
Subindo ao ao sobrado accendemos um phns-
phoro. O marido de Maria Coutinho. que eslava
na cama com sua mulher, acordou e arremetleu
comigo ; como elle era valente grilfi meu com
padre, que me acudisse, e ambos luamos cora
elle ; porra apezar de ferido j cora urna facada
seguio-nos at o fundo da escuda, onde caho fo-
ndo cora um tiro de pilela.
A mulher querendo aecudir ao marido, lam-
hem llcou ferida n'uma mao, quando este levan
a facada, fugiodo om seguida para debauo da
cama.
Jos do Telhado podio enlao o Lourenco da
Silva que Uzease aquella declarsco juslica,
para que os lunocenles nao padecessom pelo cul-
pado. r
Lourenco da Silva n.io eslava por isso, mais de-
pois do lhe recordaron! quo estando condemnado
a degredo perpetuo, j nao poda ter maior pena,
e que em todo o caso, os presos presentes eram
testemunhas do quo lhe ouiram, decidio-se
fa/er a confissao, cora lodas as declarares, pe-
rante o Sr. procurador regio.
O processo de Hadaba Coutinho linha j sido
annullado no tribunal da relajo, e agora deve
responder do novo na comarca respectiva, onde
sua innocencia deve ser reconhocida em vista
rezes acontece no thealro, mas aim divido i sua l10O dilaa mni.-anaa 14*100 a 14S'M
infoiioridadfl como nrlme rn dan.. ,.K...... f\' .ZT ..i. ... .. '" V.ly'V"? ?*OW.
nfeiiondade como primeira dama absoluta. O
publico, durante o correr da epera, conserrou-se
silencioso, e s no fim. depois de ter descido o
panno, deu os stbidus signaes de desagradoa
paleada.
Para a recita seguinte annunciaram os jomaos
a repetirlo da mesma opera, porm a empreza,
melhor avisada, compoz o espectculo com pocas
solas de diversas operas. No Om do espectculo
a desapproracao foi geral.
ltimamente foi posto em scena o Trovad*,
opea ainda mais conherida do publico que a
Lucia, fazendo a sua eslia a dama Viali, que
agradou; reconhecendo os frequenladoros do
thealro lyrico os esforeos quo esta cantora em-
pregoit para o desempenho da paite que lhe cou-
bcra.
as representaces que se seguiram a esta lera
a empreza conliuuado a receber signaes de desap-
provacao.
Do thealro italiano nada msis nos occorre a di-
zer a nao ser que o Sr. Lombordi, emprezario da
companhia, tem era especlativa o publico dilet-
lanli com a noticia quo deu de ter recebido par-
te lelegraphica de MUo com os nomes de tres
pnraeiras damas, e que passra as suas ordens
para ser escnplurada a melhor d'ellas, o que se
ia verificar com a possivel brevidade.
Do merecimento artstico da prima-dona, quo
oSr. Lombardi estripiurar. dependo q futuro bo-
nancosoou .attribulado dn sua empreza. Vere-
mos o que vem.
A companhia lyrica-draraatica dn zarzuella
agradou geralmenle. Tem aposentado espect-
culos variados, porm a concurrencia ha sido di-
minua, para cojo resultado tem concurrido a
companhia equeslro de Mr. Thoraas Price," ha
pouco cslabelocida no circo da roa de Sauto An-
tonio.
As companhias vulgarmente ditas de cavalli-
nhos, chamara aqu a altencao de muita genle,
anda mesmo que ellas sejain do mediocre capn-
cidade, circumstancia quo se nao d com a que
vimos de mencionar. O seu pessoal numeroso
e possue artistas de arabos os sexos de subido
merecimento.
A respeilo de companhia porlugueza de decla-
marlo, e cousa que este anno anda nao ha na
cidade da Virgem. apezar de lhe haver sido con-
cedida a aubvencao de 2:000-8.
I)isse-so ha lempos que se tratava de orgauisar
urna companhia porlugueza, e nos mesmo con-
signamos esta noticia em una das nossas corres-
pondencias, mas parece que so offereceram em-
barazos que nao poderam ser resolvidos em boa
harmona.
Mo fado perseguo de perlo os adore porluen-
ses 1
i|j3u. Pata-
"0^'*^"' Telnas- 90 a950, dilas novas 880
a 820. Soberanos a prata 4&49U.
Abri termo de carga em 29 de novembro a
barca Orense para o Rio Grande do Sul.
Com relajo ao3 porios do Brasil, desde 27 de
novemdro a 25 do correte, nao enlrou nem sa-
nio embarcacao alguma.
Arribaram a Vigo acossado3 pelo temporal a
barca Oioeiro e o briguo Uuque do Porto, pro-
cedentes do Rio do Jaueiro; o a barca Brilhanle
vinda do Maranho.
Lisboa 15 de dezembro.
Por decreto de 3 do correte foi exonerado o
coronel de ongonheiros Belchior Jos Garcez do
cargo do ministro e secretario dos negocios da
guerra que interinamente exercia. e nomeado para
aqoelle importante lugar o visconde do S da
bandeira. A excepcau pois do ministro da jus-
J!?a e do das obras publicas, est a situaco cons-
tituida com os mesmos caracteres que a forma-
ra m al marco de 1859. Por mais verosimeis que
parecam as variantes com que se quer explicar a
saluda do Sr. Garcez do raiHslerio. o fado quo
a sua retirada era um fado previsto desde que
enlrou para o gabinete, por isso quo s linha ac-
Ceitado a pasta interinamente. O'ierem dizer o
a opposicao fez disso cavallo de baialha, que e'ste
cavalheiro linha projeclos de reforma para o em-
ulo muilo notavois u um sobretodo regulan4o os
accessos. ern que deixaria de vigorar o principio
de antiguidade, recorrendo-so ao concuiso no
funccioiMlumo civil osla quasi radicado esle'sys-
lenia 1 aroco quo este alviire encontrara graves
resistencias, e de mais o nosso exercilo nao pode
ver com bonsolhos na pasta da guerra un militar
que nao seja olcial general. E' preciso qoe se
desacosturae porque os ruedalhoea .o acabando
e nos nostos imuiodiataraenle inferiores ha ho-
raens de relevante mrito. Fosse esse ver nao o
verdadeiro motivo da reromposico do gabinete
agora, o certo que nao ado fundados os boatos
de desintelligenciss entro os ministros com que
nos andaram por aqu ato.doando os ouvidos
Este recurso muto sedic.o e j nao produz ef-
Vo dar ao Sr. Garcez a dreccao da escola do
exercilo, que o viscondo de S lm exercido.
Lhegou o conde de Thoinar o foi oara o laza-
reto, donde voltou ha poucos das. Os fundos nao
subiram nem descerara com a sua rinda. O seu
orgo na irapronsa, o Parlamento esfalfa-so a
dizer cousas bonitas de S. Exc.
Estes msnejos sSo feilos para tornar racillante
e indeciso, o espieito dos depuladus provincia-
nos, e depois levarom de vencida a rotaco
da presidencia da casa electiva, aberlas que frem
as cortes.
~ N 'Na 11 do correte leve lugar, na igreja
deS. Juliao,, pelas 11 horas da manha, urna
raissa de requxem mandada dizer por intenco
dos oficiaes o mais pravas de marinhagem, que
perecer-ara no naufragio da corveta brasileira
D. Itabel, ua co.sta de Marrocos na noitc de 11
do passado. Esta missa fui mandada dizer pelos
Srs. Antonio Carlos Figoeira de Figueredo,
toa contra a rida de S. M. calholica, a roinha
Izabel, como esae maniaco, que disparou contra
o general O" Donnell sao naturaes de Len, am-
bos, pe|0 que l(.m mostrado, accommellidos do
alienaco menial, usando ambos de igualarma e
mal carregadas ambas. Nielo suppunha tor un
6 sentido e dizia possuir dupla vista. Andava.
por lodas as redaeces de jornaea pedindo a in-
sercTao de arligos aVespeilo daquelle phenomeno
de aua organisao. Hojo est enlregue aeco
dajuslnja. *
O general 0" Donnell quando recebeu o tiro.
Franinsco Flix Peralta da Cosa, Maooel Podro 1fj-< Nem as bailas da frica nem as
dos Beis, Joaquim Jos de Almeida Cmara Ma- "u poaem commtgo!. Feito o curativo, o
noel, Joaquim Lucio de Araujo, e Antonio Car- f:"', los d'Azevedo Coulioho, todos officiaes da mari- J ^or g i5 numero de pessoas, recebeu a
nha imperial residentes em Lisboa. nJalor pa1rla 2? sen,,dore3 o deputados e grande
Esteve muito concorrido este acto religioso. numer0 ao chefes militares e pessoas de toda'.
Era consequencia de serem coiivid>dos a 7, ses que se apressaram a "fferecer-llie 11
jantar no paco da Necessdade o Sr. baro do expresf,1,ro testemunho de cohsdoracao o
Itaraarac o mais membros da legaco do Brasil ieroa,">\ "uco depois poude sentar-se mesa
nodia 2 do correle, ar.niversaro natalicio de C(?'"" "1^' 4
S. M. o Imperador do Brasil, houve no da 10 do iv l ro conllr,ui cora actividade.
i)iz-s que nao nega o crime. Revistado, en-
..*. Al citou como
grande prova de confianca e honrara ahi reeebida
: pelo nosso embaixador, o ter-so-lhe confiado al-
A estacao tem corrido horribilissima. Grandes ^ns cntos de res, producto da patritica sub-
scnpgao para o monumento a Cames, ahi pro-
l'oma ralice, realraenle, enearoejresta
temporaes. e muitas trovoadas. A chuva, pde-
se dizer que nao tem cossado ha perto de 15 dias,
e j anteriormente linha cabido muita agua.
A barra do Porto esta inaccessivel. a conti-
nuacao do mo lempo nao delxa conceber espe-
rances dola se tornar beni cedo pralicavel.
O rio Dooro sanio fra do seu leito. No dia 4
a correnle foi de 7 a 8 milhas por hora, e desde
entio lera soffrido alternativas, sondo hoje (26)
a velocidade da corrente de pouco mais de 5 mi-
lhas por hora.
Na ribeira chegou a agua a cobrir as escadas
00 caes. No postigo dos banhos penelrou as
casas, e na Porla Nobre amcagou a agua de en-
trar pela ra dos Banhos. Em Miragaya. onde
se est construindo a nova alfandega, chegou a
agua a estar ao nivel do caes.
O caes de Villa Nova de Gaya chegou a estar
todo coberlo, e a entrar a agua nos baixos de al-
guraas casas raais prximas da praia.
Por toda a pane lenrcaosado o temporal mui-
tos estragos. No concelho de Vaicnea os fura-
coes teern levado telhados, destruido' mdas de
palha arrancado arvores, e derribado os postes
do lelegrapho elctrico.
Era Vianna, o temporal da noile de 30 do no-
vembro causou grandes estragos. O Viannense
d a este respeilo a seguinte noticia :
No Cabebelln lodosos naviossolTrerara e cora
especialida le o Esperancoso, Independer e Vic-
toria. O Viannense vai descorregare o Oliceira
tem quasi lodos os cabocos partidos.
Uesamarraram varios navios, alem dos que
soffreram ararlas ; algumas lanchas se arromba-
rara ou foram ao fundo ; e alguna barcos d'agua
cima foram bater contra a ponte, causando-lhe
com isso alguna ruina ; sendo mullo para slyg-
niatisar o brbaro procediraonio do raestro do ea-
hique .Senhora do /{osario, chamado Antonio Pe-
dro, que mandou corlar o cabo d'um barco d'agua
cima, que prenda ao cahiiuo sem o prejudicar,
resultando o'aqui o ir o barco a piquo.i
A chea fui tal, que o rio rhegou a entrar na
casa da guarda d ponte. Tambem nosinfor-j
mam. que o vendaval lovou algumas beiras de
telhados.
No dia 4, na occasio em que se celebrava a
primeira missa na igreja matriz do Villa do Con- i
. de, cahio na torre urna bisca elctrica que rom-'
pendo o telhado, por cima do coro, peuetrou na
'groja, e fez alguus estragos. Das pessoas que
assisliam 4 missa apenas quatro ficaram malira-'
ladas.
Do piocesso de um oulro granao criminoso, te-
mos hojo tambem a dar noticia, que o do fa-
mgerado Joo Bratida, o salteador o assassino
Era terapo competente ha vamos noticiado a
apresenlacao de Joo Brando sjuslicas de Ar-
ganii, u'onde para maior seguranca, fofcoodnzido
para a cadeia do Coimbra, Desta voltou para a
de Arganil, aQm d'alli ser julgado pelo assassina-
to que commeliera na pessoa do um ferreiro da
Varzea de Candoza.
,0 processo fui aonullado desde o lermo de of-
rqcimenlo. aos reos, da pauta dos jurados.
. Segundo um jornal de Coimbra. a audiencia do
ju.gamento osteve curiosa, nem urna teslemunha
da aecusacao depoz contra os tos, havendo-as
tao conscienciosas que nem ao menos tinnam
ouvldo dizer que o referido ferreiro houvesse si-
do assasinado I I I
Ser possivel qoe Joao Vctor da Silva Bran-
dan, o salteador e assassino da Beira, nao receba
ajusta recompensa da sua inaudita ferocidade ?
Nao o eremos.
O hnmem que n'uma correspondencia, que man-
dn publicar no Tribuno Popular, ao partir para
Arganil, agradecendo aos seus amigos a manei-
ra porque o. trataram, diz :
O homem em quo tanto se fallava, o homem
que bita a admiracao dos poros, que era lemido
como a msis hedionda e cruel fra, nao mais
do quo um ro, que curvando a caneca lei. vae
buscar a sua decisao.
Este hornera, dizemos nos, nao pode ficar im-
pune. r
Como vimos de fallar em processos, diremos
lart.oem que nos Arcos de Val de Vez foi jugada
a querella dada contra o Sr. Antonio I'ereira de
b Sotto-Maior, por abuso de autoridade no car-
go quo exercere de administrador daquelle con-
selho. n
O jury julgou por unanimidade improcedente
a aecusacao. o assim acabou um processo, para
cuja forruacao houveram interpellaces em cor-
tes e tanto se ralhou na imprensa. *
Eslamosem divida pera com os' nossos leito-
res amigos de noticias thealraes. Noticiaraos-lhe
a rinda das companhias lyrica-italiana, e a hes-
panhola de zarzuella. e al boje ainda lhe nao
dissemos o que se ha passado nos palcos dos
dous Iheatros em que representam as ditas com-
panhias. Noticias de maior interesse nos obriga-
rra a deixar ficar para a primeira occasio a sa-
ustacao deste dover, hoje, porm, ramos cum-
A companhia italiana estreou-se com o Po-
Itulo, opera em 3 actos, pola primtira vez execu-
oda M Iheatro de S. Ja.>. O assumpto foi ex-
trahido da tragedia de Corneille-Poieuc/e.A
mostea de oniselt. que a copou dos Mart/-
res. A prima-dona Donnali. tenor Tagliazuclii,
bartono pralico e o baixo Mancuci nao deixaram
de agradar aos dxlellantis menos escrupulosos
que lhe passaram a carta esoffriveit.
A esla opera segoio-se a Lucia de I.amermoor,
l'.'A1?. 8uPr*\','do autor, em que fez a sua
lirai-
sini, que apezar dos gabos com que em lettra de
mprensa fra annunciada a sua acquisicao, nao
agradou. A Lucia muito conhecida dos fre-
_ quemadores do thealro italiano, e quando as pro-
19 i"h ,publiCas sno **"** eom operas j vistas, es-
_ labeleee-sa a comparado, e so as ptimeiras par-
les.nao sao desempenhadas por cantoreayle me- tiamoniso U I. 48 alerdam <
7Xi^%^COttU\mm\^ffror^0 Paris9^- 5 Md5r8 d. 935.
_ publica. Foi o que aconleceu dama Persini, \ __________1_
ibono da rerdade. nao foi riclima da | Met.esJ-Aguas de ouro dos Estados-Unidos
fado o dar-lhe vulto. A qualquer passagoiTo. co-
nhecido por homem de bem, far-so-hia a mesma
incumbencia. Diga-se a verdade. a nossi pol-
tica domestica nao se lora oceupado muito com a
ch-gada do conde ; diz-se que elle ir oceupar
oulro posto diplomtico; algons quareni que seja
para Pars; tudrj islo porm sao vozese de posi-
tivo nada sei se nao que o velho partido carlista
ticou muito esperanzado pola reconstruccao da
sua igreja alliada fac^o Aguiar, Fontes, Sam-
paio & Companhia.
O principe de Hohen/.ollern, irmo da fallecida
esposa d el-rei, aSr.1 D. Estefania. est era Lis-
boa, onde chegou a semana passadi no paquete
Allaambra do Soulhampton.
A quesio de mais vulto que se tem agitado na
mprensa uestes uliimos dias a do emprestimo
romano. Quera levantou a lebre foi o Jornal do
Commercio com a publicacao d'um artigo quesa-
hia ha lempos no 11. 210 da :Yiaione de Florones
que preceder de um artigo asss explcito a i-
serco de urna nota do nuncio de Sua Sanlidada
era Lisboa, moosenhor Innocencio Ferrieri, arce-
b\spo_de Sida, dirigida ao cardoal Antonelli se-
crNario de estado do papa.
O dilo officio, diz-so que fra interceptado. Em
empo Iho communiquei quo o governo apost-
lico mandara instruyos para o seu lugar em Por-
tugal como fez cora respeilo a outras naces.
aura dse negociar, por intervenco dos bispos
ora emprestimo para fazor a guerra, circumstan-
cia que se acoberlou ento com o titulo genrico
de urgencias.
0 representante da corte de Roma pretendeu
razer abrir era Portugal j referido emprestimo.
com a interferencia oIRcial dos prelados portu-
guezes, sem se dirigir primeiro ao gjverno deste
paz e pedir o seu acord ti a irregularidade.
1 ara islo, dingio-se direrUmente aos nossos
prelados, incumbindo-lhes foneces civis impor-
; tantes, sem que primeiro o cooimunicas.se ao go-
| remo. (.MrreguUridale.) S
j Estes fastos sao contrarios aos principios de di-
roito publico e internacional, o provncarun a
circular do 6 de julho, dirigida pelo ento minia-
tro dos negocios eC'lesiasUcos e da juslica. Mar-
iana Ferrao aos prelados, inhibindo-os de inter-
virera no referido emprestimo pelos citados mo-
l'os.
A 21 de julho porm. foi pelo mesmo ministro
expedida una outra circular permiliindo a coo-
tSas immediaces de Albergara foi derrubado P-raco dos prelados p'ra o'emp^es'tim'' nnhil
por um raio um corpolenlo la.valho, na occasio i o. nos lerraos das leis.
em que alguma gente passari pela estrada, nao'
haveudo, felizmente, a lamentar ueuhuma des-
greca.
Era Aveiro. naufragou na praia da Vagucira o
hiato Sociedade do Mondego procedente de
Vianria do Minho com destino para a Figueira.
A tnpolago o o carregamento, pode salv^r-se
A baha de Vigo, que o porto de refugio dos
navios que demandam a barra do Porto em occa-
sioes tempestuosas, houve no l.do correte um
grande furaco que causou graves prejufzos.
Dos navios portuguezes alli fondeados apenas
o tingue Duque do Porto, que abalroou com um
migue inglez, soffreu algum damno.
O hiate .Weusaaevro, pertencente praga de
Viannado Minho enlrou em Vigo acossado pplo
temporal com grande avaria no casco, mastrus, e
nos pauios, leudo alijado parle da carga ao
mar.
Pouca animaco houve no mercado dorante o
periodo de 10 de novembro a 8 do correle, de-
vida ao lempo tempestuoso que lra impedido o
raovimenlo marilimo da barra do Douro.
No periodo a que nos referimos houve nos
gneros ahaixo relacionados o seguinte movi-
menio :
Assocar-Importaram-se : de Londres 260
caltas e 654 saceos de Hamburgo, U20 saceos,
102o caixas. 2/6 foixes e 36gigos.
As vendas consistirn! em 300 saceos do de
P..n.-i.i.v.,, tan ""'"->"> uu uo ui-siii noia secrei
i.f. 'a^UC.' ii(l ca," d" Bah,a d Tn1o de Inglaterra e Hamburgo 2500 saceos e 50 feixes.
Uegularam os seguinles procos :
Pernambuco, branco...........___ 21502800
R.fci.*k ms9c">............. 17.IO-S900
Baha, branco...................... 2jO0OjfiOO
* ?****.................... 1*700-13800
viudo de Inglaterra, branco....... 24000-2,200
*, mascavo..... 18400-1*900
fcsles precos conservara-se firmes.
Continua a faltar o branco do Rio.
N\Al[andeg" existom 11061 saceos, 1815 cai-
tas, 6d9 barricas o 175 feixes.
Aguardente.-Vieram, da hespaohola 131 pi-
pas, e da ingleza 14-ditas. A primeira rciibiu
iSoSwf0"mm'e a wgunda de ,w^'
Algodo.Nao houveram entradas, e a venda
Itmitou-sea 367 saccas.
O pre?o para o de Pernambuco regula de 140a
150 ris.
Na alfandega existem 1757 saccas.
Anoz.Entraram 100 saccas do da India
491OO a 5j}300 o quintal. r '
Na alfandega existem 4171 saccas.
Cafe.--Vi.eram pela galera Amizade, do Rio de
Janeiro, 216 saccas. Vendas insignificantes
d ?J.'4nAre-'; lPnara de Primei" qoalidad do
3*800 a4901'0' e para de SPgnnda 3500 o
Kxislem na alfandega 461 saccas.
Cacao.Nao teve movimenlo.
Couros.Nao houve importaco.
Venderam-se pa.a reexportar* a preco quo nao
transpirou, 1138 seceos do Rio Grande : 1140
estra ni.rr.Ari*.!. "'/ H Va iransvina, lid seceos do Rio Grande; 1140
esirea a outra primeira dama da companhia, Per- salgados de Pernambuco de 160 a HK 9r,.ii
ni. que anezar doa h.........a.^ ...'... .- e ,*7W ^uos di. Para a 171). *"'M'
- s .
Na alfandega existem 40660 couros.
Melaco.Nao houve importaco. Venda
tada. Prejo 3*000 a 3*400 o almude.
Cambios.Sobre Londres 90 d. 5i 1/f a 54 3/4
Hambingo 90 d. 48. Amsterdam 90 d. 42 1/4.
* *. ,fa.s,.B. A0,00i;d; l^tffa.ria^-fS^I.Jl^^
Parece que dera lugar a esla conlraordem do
governo, o lor-se o nuncio entendido com o mi-
nistro, vindo assim a solicitar um acrordo que de
primeiro julgava poder dispensar. Nao discoliroi
aiui se mesmo salisfazendo o nuncio a essa con-
dicao, devia o governo permillir que os bispos se
utromotlessem era operaces bancarias.
O certo que o nuncio'enviou ao cardoal An-
tonelli um officio reservado em que dava a en-
tender que o rei de Portugal levara muito a mal
a primeira circular e lhe prometiera dar remedio
as suas queixas. fazendo suppr que o soberano
d ora pala constitucional lomara sobre si quaes-
quer negocios pblicos seo audiencia de seus mi-
nistros, e que pelo contrario exercia pressao so-
bro elles. E' isso o que monsenhor Ferrieri quiz
lazer acreditar quanlo refertndo a sua conferen-
cia com el-rei. relata (diz elle que textualmente)
as seguinles patarras de sua magestade li lelissi-
ma : Je trouve toul ceci bien pelit el contraire
aux dtsposilions qu'on aprises, el queje vous ns
maiii/e.s'es. Je vais prendre connaissance de la
cose, el la disposttlon queje donnerais fera ees-
ser, j espere, la ptainte. Estas palavras diz o
Cilado officio do nuncio, combinara cora a res-
posta que el-rei dra ao visconde da Carreira, di-
zendo-lhe : Far-se sempre o contrario do que
se resolve.
J ve meu caro redactor que a publicacao
desia nota secreta havia de prodnzir escauda'lo
O nuncio contara que linha obtido a audiencia
real por intermedio do amigo aio do soberano, o
visconde da Carreira, o punha na bocea do rei
palavras, que. ser verdica a narraco, o enllo-
caran! om mo terreno facodo cdigo funda-
mental do paz. A bulha qoe islo aqu lem fei-
10 e immensa. A imprensa tocou rebate os
orgos do ministerio Inuisacto, conlam o faci
das mas circulares, e justificara a expedico da
segunda, pela ciacumslancia de ter o nuncio j
entao solhcilado o accordodo governo. orgo
do partido neu-catnolico. a Naco, acha os actos
do nuncio apostlico muito regulares e balo nos
ministros pretritos por se torera opposlo in-
tervenco dos bispos as operaces bancarias do
emprestimo pontificio. As folhas miuuieraea
dtiem que o papel remellido pelo nuncio do
tapa, ora tecdo de falsidades urdido cora ofira
de intrigar e indispr o soberano com os seus
subditos, comprometiendo jumamente -pessoas
do olevada cathegoria e fozendo-as figurar de
instrumentos dceis do Vaticano.
corrente, no palacio da mesma legarlo obenque
lo usual dado pelo Sr. rx.inistro cima iudi-
cado.
Assisliram esta festividade os Srs. duque de
Sal lanha. Antonio Jos d'Avilla, ministro dos
negocios estrangeiros. visconde da Carreira, D.
Mauoel da Cmara, visconlo da Fox, presdeme
da cmara dos pares, visconde da Laliorira, con-
de de Rio-Maior, e visconde de Athougia. O
nuncio do Papa e o camarista do S. M. o Sr. I)
Pedro II, Nicolao Amonio do Valle Nogueira,
deixaram de comparecer por dosillos
D entre o corpo diplomtico a.havam-so pre-
sentes os ministros da Prussia, Austria, Haspa-
nha. Gra-Brelanha, Franca, Estados-Unidos.
Blgica, o os eucarregados de negocios da Suecia
e da Itussia.
Tem continuado os temporaes por toda a
-uropa, c sao numerosos os sinistro marilimos
e terrestres. Em Portugal lera havido larabem
muitas.irovoadas e contara-se bastantes desgra-
sas provenientes de desmoronamentos e de fais-
cas elctricas. Aioda no sabbado 7 do corrente hou-
110 l ojo alguus afogados em consaqoencia da
orea do vento ter rollado meio-rio alguns
boles quo navegavam d'uma para a outra mar-
gera do rio. Ha tres das, porra, que o terapo
abonancou mais. e j nao fra do occasio.
porque a continuado ia atrazando muito o tra-
balhos agrcolas.
*f~I No di,a 29 de nOTmbro chegou ilha da
Madeira bordo do yacht real briannico Victo-
na andAlbert S. M. I. o iraoeratriz da Austria,
que vai passar uo f unchal tojo o invern parase
restabelecer. f
A augusta senhora foi recobida com as honras
devidas sua alta cathegoria.
A' noile houve illurninaco, desde o caes da
iontinaa. onde S. M. desembarcara at a porta
da sua resideucia, tocando a banda de infanta-
ra .
O actor Joo Caetano parti na semana
possada para Paris e Londres per llespanha de-
tendo no seu regresso Lisboa dar raais algu-
mas represemaces no Iheatro normal com pe-
caa do seu repertorio, quo se lcam ensaiando.
im ,1.. iv ,d,'! ae.zenl,ru estreou-se no thea-
I.? L ; I.Jrla Xl a JllduU dd iacorail.i, 1ra-
Ju-cao de Jos da Suva Mondes Leal Juunior.
familia das Noves fui inimitavel no papel de Ju-
dith, o poucas ou nenhumassaudades faz da Ris-
tori. no raesrao papel, a tradueco est esme-
radsima, e o sr. M.ndes Leal foi chamado ao
proscenio no final da reprosenlaco.
seis re,rcsentaceS conta j a Judilh, e seis
endientes reaes tera ti lo o thealro normal.
No Iheatro lyrico continua agradando a Sra. Ma-
rechala. Dias passados foi o sou beneficio, era
que ella cautou a Lucrecia Borgia, e apezar no
confromo da poca passada, em que a mesma
"pera foicautaoa polo Tedesco, a Sra. Marocha-
la soubo. fazer-se applaudida cora loda a juslica.
bondades luteranas, poucas ou nenhumas lia.
I are.e que o Sr. Laiiuo Coelho se nao quer en-
carregar de escrever a' historia do careo do Por-
to, por se julgar incompetente. Nao sei se i o
governo, era ruta desta recusa, eucarregou ou-
tra pessoa de escrever esta historia.
r ~". c,"!"nua a especular-se com o nome de
u.riuatdi. Anda ha pouco eslavara sendo pu-
blicadas por dous editores as memorias de Gari-
oaldi foitas por Alexandre Dumas. que alcancun
apenas ate ao anno de 1818. Agora appareem
outras1 de Cimillo Leynadier, traduzidas por A
carniho, que narrara a vida '
no al hoje, finalisando na re
paraCapra. Estas memorias, em que so des-
crovern inultos successos da vida do Garibald
passados no Brasil em 182 al 186, sao inte-
ressanlissiuias e muito superiores s do Du as.
u primeiro volumo esi venda, o segundo e
conirou-se-lhe na algibeira um retrato de S. M
a ranilla, e alguns bocados de jornaes corlados
em quo se dava noticia da ultima viagem de S
Magestade. Anda se nao sabia nada a respeilo'
das lamilicacoes que poderla harer no plano do
assassinio. Para o suppor obra do um louco
dizera algumas folhas, sao j muitos numerosos
11.. i'ielle paz os luucos com tendencias para o
assassimo de elevadas personagens. Veremos
A seusa<;ao que este triste acoulecimento pro-
duzo ero Madrid, foi muito grande, e os jornaes
de todas as cores polticas o lamentara.
O duque de Tetuo sabio logo do seu' palacio
no da seguinte para ir coraprimentar suas m-i-
gestades catholicas.
Po domingo 2 receberara suas mageslades ca-
Itiolicas a visita de cumpriracnio de D. Drago
toelho o Quesada, ministro plenipotenciario do
ii.ispanha era Turim, que se retirava para o seu
posto diplomtico.
O congresso de dopulados contiduava na ap-
provagao do orcaraento do miuisterio da fazenda
A poca, jornal de Madrid, desmonte os ru-
mores espalhados pela opposico, quanto pr-
xima dissolugao das cortes, e tambera mostra
nao acreditar no meio propnslo pelo peridico a
bspana, isto e. unta suspenso dos debates pur-
ameulares. as cmaras.hespanholas o miuis-
leno consegue maioria as rolasoes. O proiecto
de le hypolhecaria. que lhe concede autonsa-
cao para estabelec-la e p-la era eiecuco, foi
approvado no senado por 10 votos contra II.
tambera o foi o projeclo que fixa a (orea per-
manente do exeicito para o anno pioximo. Ape-
rar das impognacoes. igualmente venca o go-
verno no debate da parte dos orcaraenlos que sa
tem1 discutido no congresso.
Nao sei por isso as razos que teera varias fo-
lhas de Madrid; e nao sao poucas.- para presa-
giaren!, a prxima dissolugao das cortes. A
llena diz quo estes boatos vagavara com insis-
tencia, e a iscussion avanga quo a maioria da
cmara dos deputados so diss|re, e que os ele-
mentos de quo coraposla eslo era guerra per-
manente, o concloe que o parlamento nao pudo
durar, mas ao raesrao lempo, o que parece urna
contradicco, porgunla onde ir o general O'
Donnell buscar maioria mais compacta. E' por
isso mesmo. e apezar dos embaa-os da silaaco.
que o citado jornal nao acredita na dssoluco da.
cmara.
Na cmara dos dopulados. respondendo o pre-
sidente do conselho do ministros a urna nterpel-
laeao do Sr. \ alero y Solo sobre a ndemnisar-Se
marroiuina. disso que alm dos milhoes de rea-
les da primeira prustago, j eslavam a bordo
dos navios hespjnhes quatorze nulhes da se-
gunda. Que eslavara demarcados os limites do
Ceuta: o que anda que as kabilas fronloira.s
om Metida resistam a licar sem um terreno que
so mes tira, e nao sejam indemi.isadas pelo im-
perador, essa urna quesio entre este e as ka-
biias.
No dia 28 do passado fez 3 annos o principa
das Asturias : este anniversar.o foi solemiiiaado
com a pompa do esiylo e cora muitas deraous-
tra<;ues de jubilo popular. S. M. a rainha. com
a sua costumada munificencia, fez deslribuir
avultados soccorros pelos eslabelecimentos pios
para cornmeaorar esta testa do herdeiro da cor a
hespanhola.
Nao me lembra se lhe communiquei riue o
"*r.<^?? 1?* di,Pu_tad0,s de'ois le urna dicussio
e lo-
pprovou por 132 votos 'contra 14 parecer %
commissao respectiva sobre as dotacrs e oroa-
mento da casa real, Iriumphando assim o ga'bi-
r. siarsTis^d- -jp-*. d.... dVum-.dic':
la do caudilhoitaiia- | f T", uro." algu-DS dias' e em q
retirada do Garibaldi m0U parl,> du 'ad? da "PPOSico o Sr. Oloj
ias. em que se oes- aPProv:ou. I'' "* T O senado est discutindo o projeclo de lei so-
ulurao appareceu no fim do mez, e cuslaram ara-!, PromoS,w "UiUrat, e no congresso deba-
bus 1*000, ornados cora bellos retratos do Anni- lem."s'' us oroamenios do oslado,
la e Garibaldi. A verso filente, e o publico
tem a rocebido com a /erdadeira eslima.
A PsquadM ingloza do Canal da Mancha
que se achara no Tejo ha tres semanas, voltou
para Inglaterra ariie-houtem.
l'ublica-se agora era Lisboa um jornal sa-
tyrico intitulado O Cabrion, cujo primeiro nu-
mero saino lume no dia 10. Est escripto cora
raga, o parece ter carauucas para todas as ca-
necas:
A companhia equestre de Price, que lem
leiio^o gyro da Europa, aclia-so aclualmentn em
Lisboa. Os espectculos desta companhia lor-
naram-se moda, de sorle que todas as noitos no
Circo Price a reunio da sociedade Lisbo-
nense.
Ouvimos ante-hontera em S. Carlos a jo-
ven pianista hespanhola Luisa d'Herbil, quo
um verdadeiro portento musical. Contando ape-
nas quinte anuos do idade, apresenta-se locan-
do piano cora a perfeigo de um artista j enca-
necida na arte I A sua figura sympatliica, e
eapiira-lhe logo o auditorio.
O publico nao se cangou de a applaudlr. Luiza
d Herbil rai para a Ha-vna dar concert.
A actriz brasileira D. Anlonina Marqneloii.
que veio do Rio cora o actor Joo Caetano. par-
te para o Rio ocamente no paquete de 13. Pe-
na que nao a tivessemos visto representar em
Lisboa.
A ultima hora.
Pelo paquelo da Soulhampton, recebeu o go-
verno participaco do que o capitio de fragata
Andrade, chefe da expedigo que em Angola tra-
s de pacificar o provincia, punindo os negros
rebeldes tomara 16 de setembro ultimo a cida-
do do Congo, depois de ura fogo vivissimo em
quo perdeu uns 7 homens, (cando oilo ftidos. As
pendas do gento sao enormes.
Nesla empreza foi muito auxiliado pe
lo marquez de Catende.
Foi aceita a demissao que pedio D. Antonio do
los Kios y Rosas do cargo de embaixador extraor-
dina no e ministro plenipotenciario de llespanha
jumo S Apostlica, em consequencia do seu
mo estado de saude. Foi nomeado para o subs-
tituir D. Manool Paudo, marquez de Miradores
senador do reino, e ex-presidente do consclho"
de ministros.
As folnas mais autorisadas do rizinho reino
referindo-so ao que alguns jornaes de Lisboa
leem ltimamente escripto sobre projectos de au-
uexaco daquelle reino ao do Portugal, dizem
que taes rumores sao inspirados por espirito de
especulagao.para atearem a intriga entro os dom
povos.
O capitalista Salamanca, concessionario dos ca-
minhosde ferro do norte de Portugal, e actual
membro da direceo da companhia dos referidos
caminhos do forro, eslava para partir para Lis-
boa, onde lenciona passar o invern.
lo regu-
L.
Hespanha.
Lisboa 12 de dezembro.
Tcnho noticias al 10 do corrente, do reino v-
zinho.
No dia 6 deste mez s 6 horas da larde quan-
do o general O' Donnell, duque de Tetuo, pre-
sidente do conselho de ministros saina do sena-
do, spproximou-sa a elle um desconhecido em-
bucado n ura capote, e saccando de urna pistola
disparou contra o duque polas costas, bradando
ao mosmo lempo : Aforre traidor!. Fez-lhe
apenas urna fonda ligeira na espajua esquerda e
nem se quer lhe causou fobre.
O aggressor um tal D. Manoel Nieto, de 40
a 44 annos de idade, conhecido em Madrid por
.Hmenlos uoceis uo vaticano. monomaniaco. Servio algum lempo na escola
Dar os passapbrles logo ao nuncio, talvez fosse ?or,Dal Primaria de Len e em outros graos de
inconrenienle ; entretanto essa a upinio rjos! nslrucgao publica. Visivelmento se lhe foi per-
redactores do Jornal do Commercio, onde pri- ,urband. a ra*a desde que regeilou um lu^ar
meiro appareceu reproduzido da A'asione doren- I p"r se J"'Sar preterido na sua carreira.
tina o clebre documento. O que ouvi ter feito f* na ^P008 oas orles constituirites tinha es-
o govj>ruo foi avisar pelo tefogranho o visconde Palhau0 1"s tribunas, largando-as para o recinto
de Alt nosso ministro em Boma, para expr o! di camara. folhas impressas com a exposico de
succ.edido ao Santo-Padre, aollicilando a subst-|SUM mals ou menos justificadas quedas Preso
tuigao unmediaia de monsenhor Ficrrieri. Corre ncMe a porm. ultima hora, que o nuncio a, elle "
DIARIO DE PERNAMBUCO
mesmo pedir os seus passaportes, o accrcscenla-
va-se que o risconde da Carreira pedia a sua
exoneragao do cargo de camarista d'el-rei. Esta
quesio nao dcat, por aqu provavelmenle.
Acoropanha-la-hei para o informar no prximo
paquete. K
Passando adianto :a opposigao espalha rene-
seu achaque mental. Em 1857 foi despachad
inspector das escolas primarias de Madiid. por
que^ realmente era homem de alto merecimento
nesta especialidade. D'ahi passou a inspector
das escolas da provincia de Soria. O lastimoso
extrao da sua razo o collocou por ultimo fra
do exercicio daquelle cargo. Os seus hbitos e
nlecedentes eram de homem inoffonsivo : po-
o3au..uu auianie :a opposigao espalha repe- -'"euenies eram de homem nollerasivo po-
lidos boatos de desinlelhgencia no selo do gabi- ftn 8ua altucinaco era lo notoria que talvez
nete. O ultimo, foi que o visconde da Luz, que "0uve"e quera instigasse flma imaginadlo tao
na poucos das chegou do acampamento de Cha- d0"arada. Durante os dias de maior chova da
ha poucos das chegou do acampamento de Cha-
los, e que chefe da reparligo das obras pu-
blicas, tirera um amuo minio serio cora o res-
pectivo> ministro, de que resultara a sabida des-
te. E falso, e o risconde tomou antes de hon-
tem posse do seu amigo lugar n'aquella secreta-
ria d estado.
actual estacao inrernosa, passou noites inteiras
na praga del Oriente, e no ultimo vero elere
no real sitio da Granja, e serpre com a appre-
nensao do esconjurar grandes perigos.
Nao deixa de ser singular a coincidencia de
que tanto o mancebo que ainda ha pouco allen-
0 vapor inglez Tyne, entrado homem da Eu-
ropa, trouxe-nos jornaes e cartas de Hamburgo
a o de Londres al 8. de Paris al 7, de Lisboa
ate 13 e do Porto at 11.
As noticias de que elle portador sao pouco
interessantes.
A Italia contina no mesmo estado. A praca
de Oaela contina resistir ; os realistas dzeram
urna sortida para inlerromper os trabalhos de si-
tio, os Piemonlezes foram primeiro obrigados
recolher-se aos seus enlrincheiramentos, mas de-
pois atacaram vigorosamente.os inirnigos, e dze-
ram-nos recolher aos muros da praga. As perdas
foram insignilicantes de parle parle.
Parece que s depois de concluidas as obras
necessanas para dominara praca que comecar
o sitio em regra. Estas obras podem demorar-se
anida quatro mezes. segundo a opiuio dos enge-
nheiros piemoutezes. A praca entretanto ser
inquietada pelas duas bateras de mosleiros esta-
blecidas nos Capuchinhos. Nao concordara po-
rra as correspondencias dos riilforentes paizes, e
os jornaes. no numero do soldados que se achara
na praga de Gaela. Diziam-nos pela ultima mal*
os nosios correspondentes que o exercilo qoe so
traba conservado fiel Francisco Ilconlava uni-
camenlo tres mil homens. Agora os jornaes
francezes elevam essa cifra 16 mil, e alguns
correspondentes dos jornaes da Europa elevam-
na mesmo a nnto mil homens. Diz-se que o ge-
neral Rosco ao lomar o conimando do pequeo
exercilo de Francisco II escrevera aos seus ami-
gos dizendo que tinha encontrado mais recursos
do que esperava, e que a praca poderia resistir
anda dez mezes.
Em Turin dizia-se porm que Francisco II
abandonara em breve a praca de Gaela. o que
so recolhena a Roma. H
Todos os jornaes e correspondencias, porm
concordara em que a situacao do exercilo napo-
litano se loma cada vez mais precaria, e quo a
praca pouco lempo poder resistir. Alguns ain-
da confiara em que as potencias e.iirangeiras al-
inderara seriamente para a legitimidade do thro-
no napolitano apezar de estar reconhecido a
principio da soberana popular.
rerrarina que o nico ponto por onde o exer-
cilo de Francisco II pode receber vveres e mu-
mcoes oi oceupado pelos francezes. Isto nao se
coaduna com o principio da nao intervengo
Quando os generaes sardos quizeram estabelocer-
se em Terracina, Velletri e .Frosinone. e assim
corlar as communicagea ao exercilo sitiado ri-
rara-se obrigados a ceder em presenga da opo-
s.gao que enconlraram no general Goyon pro-
pozerara ento que a guarnido de Terracina fos-
so muta de francezes e pieinontezes. mas o ge-
neral Goyon dppois de conferenciar cora Mr. da
Grammonl. embaixador francez, e de coramuni-
car ludo para Pars, recuso toda a qualidade do
transaegao, dando em seguida ordom para a oc-
cuporito.
/
.1


DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBADO 29 DE DEZEMBRO DE 1860.
m
I
(
Urna correspondencia de Paris aos jornaes hes-
panhoes dizin que o governo ardo em conse-
quenci.1 das modiflcaces no ministerio francez e
da nova poltica que Franca ia inaugurar, fiea-
va atttonsado bombardear Gacla, nao servindo
a esquadra franceza de obslaculo ao bloqueio
daquella praca e de Messioa. Parece, purera,
nago. Esta atlitude que tomou a imprensa est
deaccordo com a poltica do governo nesles l-
timos meies, respeito do movimenlo nacional
allemao. O ministerio Ilohenzollern declarou ha
pouco que s BCCeita as reformas que forem con-
cordadas pela dieta de Frankfort. Ora como a
dieta se appresenla opposta s reformas conclue
que a esquadra franceza nSo recebeu ordero para se que o gabinete nao emprehendor nenhuma
permillir o bombardeamenlo daquella praca.
As autoridades francezas em Roma nao quize-
rm aluda entregar aos piemonteles o material
porte ncenle s tropas napolitanas que entraran)
^-.em territorio romano. Coyon declarou que nao
-y entregara o material Francisco I[, masque
tambem o nao dara Vctor F.ramanucl que ain-
da nao eslava reconhecido. As negociac&es anda
conlinuam pendentes.
Em aples, Sicilia, e provincias ltimamente
almeladas lem-se luvantado em varios pontos a
bandeira da insorreic&o contra as ideas anncxio-
nistas. Nos Abhruzz'ios os pronunciamentos fo-
rana quasi goraes. Em Avezzano apresentaram
tal carcter de gravidade que o general Pianelli
julgou necessario marchar para alii com toda a
SU a forra. Declaruu-se o estado do sitio nos
Abruzzios. Em aples tambem houve alguns
V tumultos sendo presas algumas pessoas que iuci-
lavam o povo revolla.
U general Pianelli commandante geral das for-
ras napolitanas publicou un bando em que im-
punha a pena de morle aos que usassem de ar-
Inas sem licenca, nos que concilassem o povo, e
aos que insullassem a bandeira italiana. Segun-
do as ultimas noticias a tranquillidade ia-se res-
labelecendo, sendo revogado o bando de Pianelli,
e fralernisaiido a guarda nacional com o exer-
cito.
Vctor F.ramanuol foi Sicilia onde publicou
uma proclamacao em quo recordava que um de
scus anlcpassados reinara naquelle paiz ; j re-
gressou aples e esperado em Turin, onde
deve abrir o parlamento para depois ou legal-
niente dissolvido, convocando-se oulro em que
. lerao entrado os deputados de aples, Sicilia, e
Estados da lgreja ltimamente annexados.
Existe um partido muilo forte que reclama a
convocarlo de urnas conslituintes, para ellas de-
ridirem da organisaco futura da Italia. Os par-
tidarios de Ganbaldi apoiara osW opinio. O ga-
binete anda uo manifestou a sua opinio, mas
julga-so que nao ser contraria.
I'arini apresentou Vctor Emmauucl um pro-
jecto de organisaco para a Italia, neste projecto
estaluia-sc quo a pennsula seria dividida em
dislrietosdislinctos ; este projecto j foi discuti-
do em conselho de ministros que nao s appro-
vou a diviso, mas addilou-lhe a concepto
cada dislricto de uma representarlo electiva". Ao
representante do governo em cada dislricto, que
seria semprc uro principe de sangue, perlence-
riam altribuiccs importantes nao s respeito
da nomeacan ae funecionarios, mas sobre a roso-
luro dos negocios locaes. Ao poder central ca-
riam reservados os assumplos de interosso geral,
de maneira que os distriit^s quem eu) completa
autonoma administrativa. Este projecto devia ser
^ subruetiido com toda a brcvidido ao conselho de
eslado.
-Acreditamos que s deste modo se poder!
consolidar a monarchia italiana, aiteuuanod as-
sim por uma especie de federaran, a rivalidade
que deve existir entre os estados annexados e o
Piemoiile.
syslrma proposlo approxima-se muilo do
que actualmente rege o uosso imperio, e que
nos foi doado pelo immortal D. Pedro I.
S por meio de uma desccnlralisaco beni en-
tendida so podeni administrar bem os estados
grandes romo o nosso, ou aquelles que se coni-
peo de elementos heterogneos, como o novo
estado italiano.
O exoreilo italiano vai ser augmentado; o nu-
mero dos regiment? vai ser elevado a 110. Os
soldados napolitanos seriio incorporados nos re-
lmenlos que se csto formando, de maneira que
para a prxima primavera devem poder contar-
se trezenlos mil homens promptos a entrar em
, baialha. Certifica-se que o partido que opina
pela guerra da Austria, e que chimado de ac
rao, deve ler raaioria no prximo parlaraeclo, e
que alii se decidir se o reino veneziano dever
fazer parle das provincias do reino italiano.
O Times diz que o plano de campanha do Ga-
ribaldi para a prxima primavera desembarcar
naDaloiacia, penetrar uo Montenegro, sublevar
aquellas povoaces alim de obrigar os austracos
a conservar forras consideraveis naqucllas para-
gens, emquanto os Piemontezes atacara Veneza.
Os garibaldinos poder.io ter em rebelliao o paiz
ferido officio confidencial tratando de explicar ao i Passageiros da barca ingleza 5era/ina,vin-
gnverno de Sua Santidade o zelo cora quean-'da de Liverpool: -- Henry Harris, William
dava, attenuando ao mesmo lempo as suas om- Hurst, Anlioch Antonio Alies Ribeiro, Anu
raisses, referia Mr. Ferrieri os colloquios quo Shellshear, Harriet Lealhuasl*.
tivera com o re de Portugal, e dava a entender Matadouro publico:
que o chefe do eslado exercera. para annuir aos | Mataram-so no dia 28 do corrente para o con
sumo desta cidade 66 rezes.
por agora. Esla mesma opiniao lem suscitado
desacord entro os partidos e mesmo no seio do
governo ; lem at corrido boatos de crize mi-
nisterial, por quo alguns dos membros do gabi-
nete quorum reformas ampias era quanto o pre-
sidente do conselho nao sahe de poltica inceta-
da. Os liberaes ollemaes conhecera que se nao
podem realisar os scus desejos sem que sejnm
reformados os tratados de 1815, por isso que es-
tes tratados garantem e soberana de todos os
estados da confederado a os soberanos respecti-
vos obedecendo ao instincto da sua propriacon-
sorvaro, oppem-se qualquer mudanra que
tenha por lira alterar o staluguo.
F.ra lierlim exisle uma completa diviso no
partido libral, cuja fraccao mais avancada cen-
sura o ministerio pela sua falla
no interior como no exterior. Tem havido al-
gumas manifestaces contra o ministerio. Este
foi ha pouco modilicado.
o ministro dos extrangeiros da Prussia em
consequmeia da nota de lord John Russell, de-
clarou raui formalmente ao condo de Rechberg,
que a Prussia nunca ha de reconhecer os prin-
cipios perigosos do governo inglez por que com-
promelleriam as boas relacoes que devera exis-
tir entre os soberanos e os'seus subditos.
A diela de Frankfort deve tratar prximamente
do negocio de Holstein e da quseslao militar fe-
deral;
A rainha da Prussia acha-so gravemente
ferraa 'em consequencia do uma queda
deu.
A imperalriz d'Auslria chegou ilha daMa-
deira no da 29 de novembro onde foi receida
com toda a solemnidede, havendo muito rego-
sijo no cidade do l'uuclial ond val residir.
A imperalriz dos Francezes leve na Escocia .
urna recepeo brilhanle. Sahio de F.dinburgc I
22, foi recebida em Inglaterra com grande en- I
Ihusiasmo. Foi recebida em Windson pelo prin-
cipe Alberto, que a acompanhou Londres, onde
devia ir visitar a rainha Victoria. OMoniteur
diz que estas mauieslacoes deve eslreitar cada
vez mais os lacos que unem os dous povos. A
imperalriz devia sahir de Londres para Paris no
dia 10.
O novo ministerio francez composto dos se-
nhores: Valeusky,presdeme; Chasseloup-Lanlals,
ministro da raarinha e colonias, conde de
seus desejos, certa presso sobre o ministerio
portuguez. Toda a imprensa de Lisboa e s in-
formaces que temes nos levara a crr que esta
insinuarlo grave nao levo o fundamento alludido
naquelle documento diplomtico. Collocada a
questo nestes termos o governo portuguez pedio
pelo lelegrapho corle apostlica a substituirn
do legado de Sua Santidade. Parece comludo
como deixaraos dito que este se anlccipra pe-
dindo os seus pissaporles.
Corra tambem que o visconde da Carreira,
antigo aio do ro de Portugal, c. que o nuncio en-
volva em uma nota secreta, como principal fau-
tor de suas vistas, vai pedir a exoneradlo do car-
go de camarista que exerco junto pessoa do so-
berano.
Constava tambera ultima hora que a expo-
dico encarregada do reslabelecor a ordem entre
de energa tanto j fls povoares rebeldes da provincia de Angola,
assignalra o dia dos anuos do rei (16 de setom-
MORTALIDADE DO DIA 27 DO CORRENTE '.
Antonio de Paula, pardo, casado, 29 annos;
fractura no crneo.
Olivia, braaca, 1 anno : desenleria.
Jos, branco, 4 annos, escrophula.'
Maria Thercza do Nascrmento, branca, solteira,
50 annos; hydropisia.
Racharel Juliao da Costa Monleiro, branco, sol-
leiro, 35 annos ; anazarca.
Sevpriana, prela, 2 mezes ; convuls5e9.
Manool, branco, !5 mezes; PltVolsSes.
Communicados
A qualificaro tem forra do julgado.
Ningucra contester de boa f esla verdade :
assim como tambem nao se ronteslar que, apo-
zar dessn forra de caso julgado, duvidas podem
cu-
que
bro) tomando a cidade do Congo, depois de uma apparecer a "respeito da idenlidade do9 volantes
acr.ao gloriosa que durou algumas horas. Dos
Portuguezes llcaram feridos oito, e morreram se-
te. O numero dos inimigus postos fra do com-
bale consideravel.
A esquadra ingleza aue se achava no Tejo ti-
nha sabido para o canal da Mancha.
O cunhado do rei do Portugal principe Leopol-
do do llohenzollern achava-se em Lisboa.
As cortes deviam abrir-se a 7 de Janeiro.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
A especularao entro dos j nao tem termo,
pelo qiAt nao passu desbridada.
Da immoralidade chega ao cynismo, e deste
nao repugna ir al ao crime, permillindo-se to-
dos os meios!
lloje um individuo que Ilude aos ignoran-
tes, vondciido-lhcs madapolo por esguiao ; ama-
nhaa ser um outro se manifestando sob outra
forma. Hontem foi o furlo de cavados com visos
do compra, boje a exlorso de dinheiro sob
pretexto de descomposturas pela imprensa !
Este meio j nao novo ; nao ha muilo que
foi pralicado em larga escala : o do presente que-
rem reproduzi-lo, porque a ulimeulaco que Ihe
derain oulr'ora os sangrados deilando sangue.
Per- ; augura um xito aos filaos ou irraios daquella
signy, interior, Forcado Laroquelte, fazenda, esco'a reprovada e credora d'um serio castigo.
Billaul e Magne, ministros sem pastas, e o ge-! No comego desta semana, apresenla-se ao Sr.
ueral Pulipier governador geral da Argelia, sen- j Silvino Guilherme de Barros um individuo com
do suppnmido o ministerio de Argolia. i UI1ia carta a ello dirigida, a qual sendo por elle
O Monileur de 25 publica um decreto eslabe- i berta e lida, vio que era uma sollicitacao repro-
lecendo que o senado o o corpo legislativo devem vada ^ dinheiro na importancia do 30^000 rs.,
volar 'anunalmente uma resposta ao discurso da i aim de ovilar a publicagao de um artigo, que
coia, quo seria discutida peranle os ministros, I vlnna incluso, e que fra mandado ao Instituto
que darian: exolicaces sobre a polilica interna pi c Lillerario, cojo redactor e signatario da
e externa do imperio. No mesmo decieto o pro-; Carta Jos Cesario de Mello quera ler as-
metiera disposices regulamentares para facli- \s}m ssa condescendencia com ella ; visto que os jcouhecer direitos adquiridos oor torca da lei.
qualicados.
A alguma autoridade devia a lei confiar a de-
cisao destas duvidas.
Confia-la polica, adminislragao da provin-
cia seria um grande inconveniente, seno urna
completa nulliicaro da lei, que regula o proces-
so eleiloral.
A quem. pois, incumbeiia a lei rosolur.o das
preditas duvidas ?
Eslabelereu quefossam taes duvidas decididas
pela maioria das mesas.
O art. 46 Io dispe o seguinto :
Compete mesa parochial o reconhecfmento
da idenlidade dos votantes, podendo ouvir, em
cano de duvidas o (estemunho do juiz de paz, do
parocho, ou de cidado era seu conecito abo-
nados ".
As decises das mesas compostas de homens,
e por co/iseguinie sujeitos ao erro, sao militas
vezes caprichosas, injustas e acintosas respeito
da admisso ou regcic.o dos votantes.
Anda curapria le acautelar o direilo do ci-
dado contra os desvarios; c prepotencia da
maioris das mesas; e ella o fez.
Das decises das mesas parochiaes ha o re-
curso, por meio do protesto, para o poder com-
petente, que acamara dos deputados (refiro-mo
a eleicao primaria), que, tornando opporlunamen-
le conhecimeulo delle, podeIo annullar a elei-
cao : 2" mandar processar os membros da mesa .
Outro qualquer recurso, outra qualquer iuter-
vencao essencialmente illegal e anarchica.
O partido conservador nao renegou o seu pas-
sado. Concorrer ainda esta vez s urnas, leudo
por divisao respeito lei.
O principio de que em qualquer eleiro deve
vencer quem tiver para isso 03 elementos cons-
titucionaes lera sido considerado pelo partido
conservador um dogma ao ponto de violar a lei,
se por ventura a exaltaro do seus correligiona-
rio, ou de seus adversarios levar as mesas des-
10 Dito Jos Luiz Pereira Jnior.
11 Dilo Silvino Guilherme de Barros.
12 Tenente Joo Ilenriques da Silva.
13 Dito Francisco Mamede d'Almeida.
11 Dilo Francisco de Paula Machado.
15 Alferes Caolano Jos Mendes.
16 Dito Antonio Manoel di Silva Guimares.
17 Dito Joaquim Francisco de Torres CallinJo,
18 Dito Vicente Nunos de Sena.
19 Dito Luiz Francisco Brrelo de Almeida.
20 Dito Francisco Luccas Ferreira.
21 Doutor Antonio Epaminondas de Mello.
22 Dito Antonio Rangel de Torres Randaira*
21 Dilo Francisco Leopoldino de liusuio I.bo.
2i Dilo Francisco do Araujo Barros.
25 Dito Ignacio Ncry da Fonceca.
26 Dito Manuel de Figueira Faria.
27 Tahellio Francisco Baplkla d'Almeida.
28 Proprielario Joaquim Antonio Carneiro.
29 Dilo Jesuino Ferreira da Silva.
30 Dilo Ignacio Rento de Loyolla.
:il Negociante Jovino Carneiio Machado Rios.
32 Hito Manoel Antonio de Jess Jnior.
33 Dilo Julio Cesar Pereira da Rocha.
.-44 Artista Jos Ribeiro Simoes.
35 Dilo Antonio Francisco ongalves.
36 Dito Jos Luciano Cabral.
37 Dito Urculiaiio Ctimaco de F. Gallindo.
38 Dilo Mariano dos Rios Espinla.
Freguezia de Santo Antonio, 28 de dezembro
de 1860
COMMKHCIO.
A.ir;iml><:i,
Rendimento do dia 1 a 27. .
dem do dia 28. ...
320:0478556
15:028333 i
335.0759790
Joo Augusto de pnho Victoria, carga assu-
car e raais genaros.
Wesl IndiaBriguo inglez \.aura Jeanetli, ca-
pio E. Skinner, em lastro.
Portos do SulBarca ingleza Fieeiu)ins> caplto
R. G. hinght, carga a mesma que \touxo de
Tena-Nova.
Parahiba--Brigue inglez Mellicent, capito len.
ry W. Symons, carga a mesma que trouxo de
. Terra-Nova.
New-OrleansGalera ingleza Derby, capilo
Creen, em lastro.
Navios entrados no dia 28.
Soulhampton e porlos inlerraedios~19 das, va-
por inglez Tyne, commandante Jellicoe.
Cobre [no Chile)7C dias, barca ingleza nk, de
338 toneladas, capilo II. Malinas, equipagera
13, carga borra de cobre: no capilo. Veio re
frescar e seguio para Ballimore.
Mar.ei26 horas, vapor n.irinml de puerrn
Tliptii, commandanf 1o lenle ,lo-. Fruirl
co Coelhn Netto.
amo sahiito no mesmo tlia.
Rio Grande do SulBarca nacional Mariannn,
capito Jos Francisco Prara, carga assucnr e
mais gneros.
Porlos do Sul--Vapor inglez 7'f/ne, commandante
Jelicoe.
CanalBrigue inglez Texian, capilo Henry
Coowbs, carga assucar
Moi iinnnto da alfanlsra>
Vola mes entrados com fazendas..
com gneros..
Volnmes sabidos com fazendas.
com gneros..
227
100
------327
18
18
Descarregam hojo 29 de dezembro.
Barca inglezaLiriopecarvo.
Barca inglezaIsabella Raidelybacalho.
Brigue inglez Uranisrnercadorias.
Barca brasileiraClementinao resto.
Brigue brasileiroDeolindacaf.
Recebe doria de rendas internas
geraes de Pernamhuco.
Rendimento do dia 1
dem do dia.8.
a 27. 32:9823434
2:435^623
35:118*057
ce o. r Cu ai co <35 c s Horas
c B c c: r. C3 Atmosphtra.
m V. o a a a *> w rl Direcrao. s m O
1 C =5 O o a ! liitensidade 1
o lo 00 i; -i 1 I Faltrenheit 1 O m H O
IO JO '-1 K9 Centgrado.
lo -1 O 1 MI -4 ^1 Hygrometro
o o O O O | Cisterna hydro-metrica.
& -1 -1 -1 GO en l i Francez.
no artigo referiam-se vida
tar ao corpo legislativo a expressao das suas i fados consignados
opioiesc a publicidado dos seus debales. I privada.
Estas iustituices mais liberaes do governo Achando-se enlo|o mesmo Sr. Silvino oceu-
fraucez tem sido recebidas mu lisongeiremenle; Pai10 com negocios mais urgentes, disse ao por-
pela imprensa d'aquelle imperio, e pela de In- 'ador que mais tarde viesse procurar a resposta ;
glaterra ; a iraprensa allem porera moslra cer-
ta disconliaura sobre estas renrmas. A Gaze-
Consulado provincial.
eRndimento do dia 1 a 27. 88:913j734
dem do .dia 28.......7:300$546
96:214280
la de Colonia fazendo uma comparado entre as
reformas austracas e as reformas francezas es-
labelece entre urnas e oulras a dilTerenca, que as
primeiras foram concedidas no interesse do pro-
prio imperio, e as segundas s o foram para a-
o nesse enlietanto conta o occorrido a alguem,
a quera musir a carta, e de quera recebe a cer-
teza de que ludo isto era um ardil para arrancar-
se-lhe dinheiro ; que aquella firma era um in-
vento ; que o jornal Instituto Pi e Litterario,
alm de ser religioso e lillerario, j nao existia ;
e quo finalmente tratasse de segurar o tal Jos
poiar uma dymnaslia. A Nova Gazela da Prus-1 Cesario para leva-io ao chefe de polica, alim de
sia pretende que aquellas medidas s tem por desrobrir-se a teia que lhe urdiam infamemente.
lim dar ao poder novas armas contra o clero e' Nestas vistas, quaudo voltou o portador pela
os interesaos catholicos e attribue a estas refor- i a resposta, disse-lho o Sr. Silvino quo nao duvi-
mas o carcter de uma demonslraco contra o dando dar o dinheiro exigido pela a uo publica-
durante. muito mais lempo que o neressaiio para | cidir se Inviam de di
que se chama governo ultrainonliuo. A Uaze-
tade Correios julga que ogovfnio franco/, ten-
ciona, adoplandtftfm novo systhema, collocor-se
coberto atraz dos represeniantes do paiz
Nao se pode julgar db levo o fin da poltica de
um paiz, s os fados eio lempo virio illucidar
esta importante questo.
Tem causado sensacao a brochura intitulada
o Papa eo Imperador. O clero aecusa^-o gover-
no francez, e entre o mesmo clero se diziaque o
goveino s tratara de fazer supprimir o folheto
quando o tivessem vendido 30 mil exemplares,
pelo menos. lfotive lia pouco ra Pam uma
reuoio das notabilidades do clero, para so de-
a emanciparn d ultima provincia italiana, que
ser assegurada pela insurreieo da lungria que,
segundo Garibaldi, inevitavel.
_ Nao foi aceita pelo governo italiano a demis-
so pedida pelo general Tur. A diviso hunara
vai ser organisida em Neta perlo de aples.'
A Hungra aclia-se cada vez mais agitada : o
partido democrtico afl',isla-se da fraccao liberal
moderada que se achava resolvida aceitar, sal-
vas algumas alleraces que a pralica exigir, as
concessoes feilas pelo imperador Francisco Jos
20 de oulubro. A conferencia projeciada em
Grara revella a mais grave sriso que jamis se
suscitou na Hungra. Esta conferencia segundo
se di/, ser comnosta de 60 a 80 pessoas Hornea-
das peloimperador. Consiava que a sua princi-
pal msso seria elaboral uma nova lei eleiloral,
mas o partido democrtico declara nao querer
outra lei eleiloral senao a votada pela Dieta hn-
gara na sesso do 184748, lei que nao julga
legalmente abolida, c que alm disso nao quer
considerar como proscriptos.
Osnotaveisda commisso de Peith decdiram
que a povoaro nao devia abandonar nenlium
dos direitos, em das aspirares formuladas as
leis de 1848.
O Daybj .Vcn;s falla de um projeclo de abdi-
carlo de I rancisco Jos. Do-se como causas
as difficuldades da siluac.5o, os desgostos porque
lem passado, a enfermidade da joven imperalriz,
e o cuuado na sua prppria saude deteriorada.
Accrescenla-ie que Francisco Jos deixaria a
cora seu iirao o archiduque Maximiliano,
cijos antecedentes tornariain a sua posico me-
nos difflcil, ficando seu cargo inaugurar uma
poltica liberal que tivesse por consequencia o
abandono de Veneza.
No Diario de Genova atlirma-se que a Aus-
tria consente em ceder Veneza, mediante uma
indemnisaro de 800 milhes, mas esta nao tem
por agora visos de probabilidade, altendendo
aos grandes sacrificios qne a Austria tem feilo
para manier o seu territorio.
Os jornaes allemes attribuem um fim pura-
mente poltico a viagem do imperador d'Auslria
Baviera o Stultgard. Achando-se a Baviera
definitivamenle ligada ubrgaco de oceupar o
Tyrol se porvenlura rebentar a guerra em Vene-
za, o imperador pretende faier aceitar uma con-
veoro semelhante pelo W'urthemberg, pelo
grSo'-dnqne de Bade e pelo rei da Saxonia. Nao
sesabem quaes sao as inlencocs do grao-duque
de Bade, mas pelo que rosneita ao re de Wur-
themberg, o ao rei Joo daSixona, conhecida
a sua boa vonlade favor da Austria.
A Austria tenriona reunir um corpo de obser-
va^o na fronleira moldn-valachia para impedir
a introducto fraudulenta de armar na Transyl-
vania e obstar a propagarao revolucionaria que
augmenta naquella parte do dominio aus-
traco.
O priceipe Couzc resolveu reunir completa-
mente a Moldavia e a Valachia que at agora
tem tido i^ma existencia polilica disiincts, anda
que goveruadas pelo raesnio principe. Os de-
putados das duas provincias devem-se reunir
prximamente em Bucharest e em Jassy e el-
es se dirigir! o principe Cquza para poder re-
construir os ous estados era um s. Emquan-
to em Badn e era Peiths a parto activa do par-
tido nacional aungaro projocta urna completa
separago da Austria, calcula-se em Bucharest
quo a Hungra nc pode por si propra subsistir,
o que se uma vez ^ugir da Austria, nao poder
escapar-se da lulel'a da Russia, seno unindo-
se s provincias rortanas. E' por esta circums-
laucia quo a Valachii favorece por todos os mo-
dos os movmenlos qne tendera a arrancar a
Hungra casa de Hasobourg.
O gran-duque da Tostana foi para a Bohemia
onde sua familia tem gruides propriedades. Pa-
rece que j nao ir Pars, como se liona dito, e
que at mesmo se annuncnu i voltar aos seus
estados. 0 duque de Modena porra tem mani-
festado desejos de reconquistar os seus estados.
Tem-lhe algumas potencias amigas aconselhado
que licencie os soldados, e dispense os officiaes
do juramento prestado, mas o duque lem mos-
trado esperanzas de voltar em pouco lempo para
Modena frente do seu pequeo exercito.
A Gazela 'rumana, que sustenta as ideas do
gabinete de Berlim regeita o voto popular como
serrdo a verdadeira expressao dos desejos da
ngir uma meusagem ies-
peilosa ao imperador para o esclarecer sobro a
situaco religiosa. Decidiu-so depois de loriga
discussao que nao era conveniente tal procedi-
mento por que poda dar margem a inlerprela-
resque o interesse do clero nao devia suscitar
agora em consequencia da posiro da papa.
Falla-se em um accordo entre as potencias da I
Europa para impedir a guerra que parece ine-
vitavel nos primeirus mezes de 1861, mas isto !
no passa de boato.
Assegura-se que logo depois da qucdi de Gae-
ta a Franga e a Inglaterra reconhecero Vc-
tor Emmanuol, romo rei d.i Italia. Assegura-
se tambem que a nova poltica franceza nao se
deve limitar esto reconhacimenlo; mas abran-
ger o abandono de Roma, e a uisurreiro de
Veneza e da Hungra.
As tropas francezas de oceupaco na Syria en-
traram em quartes de invern, alii permanece-
ro at ao mez de marro. Di/.-so que se reuni-
r em Paris uma conferencia europea para tratar
da questo da Syria. Parece que um protesto da
Inglaterra poz termo idea de reforcar o corpo
expedicionario, mas assegura-se que o governo
francez insiste em nao retirar as suas tropas no
prazo estabelecido.
Nao se confirma ler a Russia declarado em Var-
sovia que deixaria de reconhecer a nova ordem
de colisas na IiaJia, pelo contrario o principe de
Gortschakoll" disse quo a Russia linha nlerrom-
pido as suas relacoes diplomticas com o Piemon-
te nao para fazer uma demonstrarlo legitimisla,
mas para dar uma satislaco ao principio do di-
reilo das gentes.
Foi ratificado um tratado do commcrcio cnlre a
Sardenlia e as cidades anseticas.
_Entabolaram-.se negociaces entro o governo
piemontez e a confederacao suissa para a troca
do lerrilorio na fronleira'de Grises. O Piernn-
le ceder o va'lo de Livigno o de Lei. o receber
em compensado o de Pesr.hiavo al Bernino. Pa-
rece que a Italia se considera com direilo aquel-
lo territorio.
Espera-se com brevidade o tralado com a Chi-
na, a demora depende do que os Inglezes impo-
zeram novas coodigoes, pedindoqueo rio Pei-Uo
fique aberlo livre navegarjo de todas as poten-
cias at cidade deTcheny-Tsingseja declarado
porto de deposito para o commercio estrangeiro.
Varias cartas dos oQlciaes do exercito alliado
escripias dos arredores de Pekn, demque tinha
sido traicoeiramente sorprendido ura destaca-
mento, pela cavallaria trtara, havendo algumas
desgranas lamentar. Os F'rancezes salvaram
um regiment inglez que se vio muito corapro-
raettido.
O xercilo alliado achava-se, data das ulti-
mas noticias, acampado em King-Kong 32 kil.
de Pekn. Esla noticia comparada com as que
nos trouxeram as ultimas malas faz suppor urna
retirada, pois que o exercito se achava ento de-
baixo dos muros de Pekn. Ura irmo do impe-
rador tinha chegado Jeang-Kong, 4 12 kil. do
acampamento do exercito alliado, para tratar da
paz. Antes da chegadi do irmo do imperador
houve um recontro onde ficaram prisioneiros va-
rios ollkiaes europeus. Lord Elin exige que se-
jam pastos em liberdade os prisioneiros antes de
se entrar om negociaces. Correu que os prisionei-
ros tinham sido assassinados, mas esla nolicia
foi desmentida por um mandarim que disse que
os europeos residiam em Pckiro em um palacio
que Ihes tinha designado o imperador.
No dia 6 sahindo o general O'Donnel presiden-
te do conselho de ministros de Hespanha, e do
senado, um-louco por norae Nielo disparou sobre
elle um Uro de pistola. O duque Qcou levemente
forido, o aggressor foi logo preso.
Em Portugal foi exonerado o ministro da guer-
ra interino Belchor Jos Garcez, sendo nomeado
para aquello lugar o visconde de S da Bandeira.
O nuncio apostlico em Lisboa mousegnor Fer-
rieri, segundo constava ultima hora, ia pedir os
seus passaporles em consequencia da acalorada
discnsso a que tero dado lugar na imprensa por-
tugueza o ollicto confidencial que esse diplmala
dirigir ha poucos mezes ao cardeal Antooelli
ministro de estado de sua santidade, sobre as ne-
gociaces par o empresiimo romano em Portu-
gal c seus dominios. Colhe-se das noticias que
temos que o nuncio andava menos regularmente
junto aquello governo, por se affastar das praxes
estabelecidas pelo direilo internacional. No re-
cao, que o viesse receber no outro dia; mas
quo havia tambera de revelar-lhe quem era a
pesada que o calunmiava por tal n.odo; no que
uo houve objeceo ou reserva, e foi declinado o
nome de ura Sr. Joo Patriota como o autor.
Ora, sendo esta pessa da amizade do Sr. Sil-
vino, apezar da certe/.a da tarca, que o faziam
representar, dirigio-sc a Palriol sobre a oceur-
rencia, e delle ouvio ainda a comprovaco da
iralicancia de que o queriam fazer victima ; e
assim. para desmascara-la, licou assentado de
Patriota no ootro da achar-sc em sua casa, por
occasio da visita de Jos Cesario,
Este effecUvameole nao fallou. attrahido pela
esperanza dos robres.
Deu-se como acadmico do segundo anuo, e
natural da provincia do Cear.
Para enlrelG-lo, exigo-lhe o Sr. Silvino, que
elle lhe Qzesse uma carta com declaraco de
quem era o autor do artigo ; ao que o mesmo
agsenlio de boa vonlade ostensiva.
Em quanto o pseudo Jos Cesario escrevia
no intuito de dar testemiinhas ao facto, o Sr.
Silvino chamou ao Sr. tabelliao Almeida, a quem
poz ao corrente-delle, e seguidamente ao Sr. Jo-
s Goncalves Villaverde, que ento passava, ou-
vindo ambos a Jos Cesario a asseveracao de ser
o artigo de Joo Patriota ; o qual por esse lempo
chegou tambera, dando em resollado com a sua
entrada em iceua a fgida de Jos Cesario, que
pareca nessa occasio voar e nao descer escada.
Verificada ultima evidencia a -tralaniada, deu
o Sr. Silvino parte delta ao Sr.Tr. chefe de po-
lica, que ordenou a priso do novo prestidigita-
dor ; a qual foi afinal realisada, por iodicacSo
do mesmo Sr. Silvino.
Neste ponto transforma-se Jos Cesario em um
Huniz Tavares; dp segundo annista passa a cas-
cabutho.
Interrogado, declara que de sociedado com
mais dous, da escola do Povo, usavam desses
meios para ha ver dinheiro ; e n'uma lista que
lhe loi apprehendida, varios nomes existiam de
negociantes, que tinham do ser colisados na ra-
zio das calumnias u baldes assacados sua hon-
ra e reputaro.
Consta-nos que a polica prosegue em suas
ayeriguaces, e nos nao podemos deixar de pe-
dir--lhe o emprego de lodos os seus esforcos, e
mesmo uma punicao exemplar quo firme o con-
ecito abalado da imprensa por taes infamias.
A moralidado publica o exige, e o crdito da
iraprensa, quo nao pode ser indifferento auto-
ridade, o reclama para de si banir uma commu-
nidade ovillante, em que espirilos pequeos on-
volvem al a imprensa moralisada.
Um novo buraco acha-se aberto no leito ou
coracoda ponte da Boa-Vista, o quvl j tem taes
proporces que receiamos ler em pouco de con-
signar algum desastre.
Alm dos estragos que se nolam na entrada e
sahida desla ponte; alm da grande excavaco
que existe em um dos lados della, veoha mais
esla completar o quaaro ou formar essa Irindade
de destruico!
O que e notavel principalmente em ludo istp
c que sendo um estrago que existe aos olhos de
todos, e lendo sido i reclamado o respectivo
reparo, esleja elle ainda guardado para askaleo-
das gregas, ou antes para quando a damnifica-
co subir ao estado de ruinas.
Pelo facto parece que se quer isto.
Quando uo anno llnanceiro passado despen-
deu-se com obras publicas563.945*010 ; quan-
do melade da renda provincial bsorvida nesse
ramo da desbeza publica, nao ser muito que se
faca esse concert, cujo dispendio nao pJe che-
gar nem a uma centena do mil ris, e mesmo
porque a thesouraria lem dado dinheiros para
a reparticao das obras publicas, apesar da pe-
nuria que acha-se reduzida actualmente.
Se nao possivel encelaren)-se ou mprehen-
derem-so obras novas, ao menos facam-se os
pequeos reparos as existentes, logo que appa-
recem ; pois quo assim acautelar-se-ho raaio-
res despezas.
Foram recolhidos casa de delenco no dia
27 deste mez 2 homens, sendo 1 livre e 1 escra-
vo ; 1 a ordem do subdelegado do Santo Antonio
el a ordem do da Boa-Vista.
Passageiros vindos de Soulhampton e por-
tos intermedios no vapor Tyne : Frederico
Guilherme Quist, II. H. Sowift, E. Buddcu. Wil-
liam Ayres, George Shelleh, Andrew Peplor,
Antonio Jos Rodrigues de Souza, Joaquim Car-
dozo Ayres, Jos Caetano MoDteiro e sua lilha,
Eduardo Candido do Oliverra, Raimundo Hono-
rio da Silva, Jos Peixolo de Almeida, barao de
Japaratuba e Seu fllho, Custodio G." de Olivera,
William Campbell, Susan Campbell, Mary Camp-
bell. '
Seguem para o sul :
Jos Joaquim de Freitas, William Claudles,
F. de Veuerhead, Guilherme Vieira Lima, sua
tnulher e 2 criados. ^
Passageiro da barca nacional Mariana sa-
hida para o Rio Grande do Sul ; -- Florencio
Jos CarneiE) Monteiro.
Contra as dnliberaces injustas, arbitrarias c
acintosas das mesas nada ha oppur-se alm do
protesto do que falla a lei.
A autoridade administrativa ou judiciaria de
qualquer calhegoria que seja, nada tem que de-
liberar no sentido de corrigir o acto injusto, ar-
bitrario, e acintoso da mesa, quando infelizmente
elle appareca.
A gritara da multido, as representacoes no
sentido da intervenco indebita do administrador | carregamentos c
da provincia, as ameagas nada conseguiro, e
apenas daro lugar a perturbaco da ordem, e
tranquillidade, que devora presidir um acto lo
solemne.
A autoridade superior que podo conter as me-
sas parochiaes em seus desvos, e faze-las entrar
no trilho legal, a cmara dos deputados, quan-
do tomar conhecimento dos actos por ellas prati-
cados uo aclo do processo eleiloral.
Nao conhecemos outra autoridade legtimamen-
te constituida.
Os conselhos e pareceres do administrador da
provincia s mesas parochiaes sao de grande ef-
leiio moral, e muilo concorrem para qoc ellas
se nao desviera do Irllho legal. Mas alm dos
conselhos e pareceres nao pode ir o administra-
dor da provincia.
E seno, figuremos a hypothese, de uma mesa
parochial decidir por maioria, que Pedro, em favor
de cuja idenlidade so apresentain as provas mais
concludentes, nao dove votar.
Poder oadminislrador da provincia obrigar a
mesa aceitar o voto de Pedro ?
Qual a lei era que se fundar uma semelhante
deciso ?
E se a mesa recusar execuro deliberarlo ou
ordem do administrador da'provincia, qual >
recurso para fazer-se executar essa deliberaco ?
Duvidamos que baja um administrador do pro-
vincia, que siga a doutrina contraria, que temos
enunciado, e que de mais mais se queira por
em guerra com as mesas parochiaes, quem por
lei deve prestar todo o auxilio necessario ma-
nutenco da ordem, durante o processo elei-
lortl.
Art. 47. Compele ro presidente da mesa pa-
rochial :
Io. Regular a polica da nssembla paro-
chial, chamando ordem os que dola se desvia-
reni,impondo silencio aos espectadores, fazen-
do sahir os que nao se aquietaren)e os que in-
juriarem os membros da mesa o a qualquer dos
votantes; mandando fazer neste caso auto do
desobediencia, a remetlcndo-o autoridade com-
petente. No caso, porm, de ofiensa phvsica
contra qualquer dos mesarios ou volantes, pode-
r o presidente prender o ofiensor, remettendo-o
ao juiz competente para o ulterior procedimeoto
na (orma das leis .
Concluiremos o prsenle communicado Irans-
crevendo oseguinle trecho de ura artigo do fe-
generador em que o escriptor conservadjr se di-
rige aos liberaes exaltados da corto, que querem
a intervenco policial as decises das mesas.
Bem e sois liberaes. e contra a mesa, tri-
bunal que vos den a lei, que ella ptocurou com-
pr com esmero, do modo a offerecor todas as
garantas, tribunal emfim popular, composto de
cidadqs indicados pela confianca dos seus com-
parochianos, vos que sois liberaes, queris que
a polica se torne arbitra da elegao, c confira a
este e negu a aquelle odireto de volar I Trans-
feris ao capricho de vossos inleresses a autori-
dade legal da mesa para mos de oulros agentes 1
Realmente quando vemos quo preconisaes
o vosso liberalismo., carecemos de lodo o nosso
sangue fro para vos pdennos comprehender I...
Em vez de todos esses despropsitos, nao
mil vezes raais simples e raais eCficsz o caminho
(Ja lei, que vos aconsejarnos ? J que dorraistes
emquanto se fez a qqalificaco, quando as vossas
tecJampces regularmente apresentadas teriam
fjdo bm cabidas, j que s agora acordaes, pro-
cedei com insistencia, siro, ras senipre com mo-
deraran ; requerei mesa que nao admita o ci-
dado que aecusaes de ser phosphoro, quando
elle se apresentar. dai a prova de voasa aecusa-
cio; fazei-o com socego, com moderago,* sem
alaridos, sera rolos, sem ameagas, deixai que p
esa decida.
So el|a decidir contra o que houverdes alle-
gado, e suppozerdes haver provado, prolestai, e
do vosso protesto conhecera a cmara dos depu-
tados. Nem digis que tarda essa reparaco,
Dprquaoto vos assoveramos que, procedendo
flesl'arte, evitando ludo quanto possa provocar
paixes e acinles, impossivel que a mesa cora-
posta de cinco homens dignos sempre de certa
estima e consideraran, anda quando relucte a
principio, nao vos ceda logo, nao vos altenda, se
de feilo forem justas as vossas reclamajes.
Assim tambem pensa o
W.
Recife 27 de dezembro de 1860.
I
llamuurgo 7* de dezembrot
oletim commercial.
O mercado conservou-so calmo, porm bastan-
te firme. Contina a opinio favoravel para lo-
dos os gneros chamados coloniaes, porque,
exislndo importantes ordens para o consumo,
houveram importarjes muito diminutas em con-
sequencia dos ventos contrarios.
Caf.Desde o nosso ultimo boletim nao ha-
vendo em ser quaulidade sufeiente para transac-
ces avultadas, o negocio foi muito activo em
em. Como dssemo3 ci-
ma os venios contrarios nos deixararn sem im-
portaces durante o mez passado, e nao houve
esculla alguma. No lim desse mez entraran) o
Volligeur, de Santos, com 1788 saceos, c o Ant-
lope, do Rio de Janeiro, com 4,033. Durante
elle as vendas foram de 11,500 saceos em deposi-
to, e 22,700 saceos em viagem. Estamos a espe-
ra de alguns navios que remediaro provisoria-
mente a falla existente.
Colamos : Caf do Rio real ordinario :
6 Tjl schillings.
Imporiaco at fins de novembro.
oo

o
6 5ilC
1860 72 3pi milhes de libras.
1859 73 '
1858 56 3i >r
1857 87 i)
1856 C8
Em ser em ins de novembro.
1860 3 milhes de libras.
1859 8 )>
1858 8 1|2
1857 31
1856 n
Publicacos a pedido.
i 11 *
A presen tamos a consfderacao do
publico a chapa para eleltores da
treguezia de Santo Antonio des-
enflda e acceita por uma grrande
maioria do partido conservador,
PARA ELEITORES
Os Illms. Senhores :
1 Dr. Trisio de Alencar Araripe.
2 Vignro Venancio Ilenriques de Resende.
3 Coronel Domingos Affonso Nory Ferreira.
4 Tenente-coionel Sobastio Lopes Guimares.
5 Diio Rodolfo Joao Barata de Almeida.
6 Major Claudino Benlcio Hachado.
7 Dito Antonio Bernarda Qninteiro.
8 Capito Firmino Jos de Olivera.
9 Dito Miguel Jos d'Almeida Pernambuco.
Assucar.A procura do assucar foi mais dimi-
nuta do que no mez antecedente, comtudo os
precos se sustentaran) e o mercado est firme.
O deposito do assucar do Brasil era diminuto, o
que impedio houvessem transacc.o.
Colamos : da Babia, em caixas branco 1923
marcos banco.
Dilo mascavado 16 1)2 19 dem idem.
Em saceos dito 17 1|2 19 idem idem.
De Pernambuco. em saceos branco 2024 idem
idem.
Dito mascavado 171(2 191[4 dem idem.
Importaco at fins de novembro.
1860 40 milhes de libras.
1859 50
1858 41 s >
1857 48 1|2
Era ser em lins do novembro.
1860 7 milhes de libras.
1859 11
1858 3|4
1857 6
Tabaco.As transaeces foram diminuas, so-
bretudo em tabaco bra'sileiro, o s se venderam
60 bajas n 11 schillings a libra. O deposito em
primeira mo muito inferior.
Colamos tabaco do Brasil.
Superior 1012 schillings.
Ia qualidade 7 8
2a e 3a dita 5ii G1|
em rollos 12 14
Couros.Apezar de consideraveis vendas, o
mercado se mosirou mu calmo nos ltimos dias.
Venderam-sc 21)0 couros da Babia e cerca de
6,000 do Rio Grande. Em ser : 16,500 do Rio
Grande, e 9,000 da Bahia c do Maranho.
Colamos couros do Rio Grande do Su! soceos
1011 1|2 schillings.
Salgados 6 61i dito.
Da Bahia seceos 8 1|2 9 dito.
De Montevideo e Buenos Ayras soceos 10 1i2
12 ditos.
Salgados 61|4 6 3(4 ditos.
Algodo.Em o priocipio de novembro as
transaeces foram importantes, mas logo depois
appareceu a calma, em consequencia das noti-
cias dos Estados-Unidos que diziam que o gelo
nao fra tanto quanto se receiava ao principio,
o que a colheita era maior, o que produzloa
grande procura do algodo norte americano nesta
praca. o deposito em primeira mo quasi
nullo, visto achar-so em maior quantidade em
poder dos especuladores.
Colamos: algodo do Brasil 7 li2 9 schillings.
Cacao.Os 2,000 saceos ltimamente vindos
do Para foram vendidos para a Franca.
Do da Bahia nao ha quasi nenlium" deposito.
Colamos: cacao do Maranho e Para 6 3|4 6
7(8 schillings.
Da Bahia 6 5|8 6 3[ i ditos.
Jacaranda.Una partida de cerca 250 mil li-
bras de Jacaranda da Bahia passou a segunda
mo : assim como j foram vendidas 120 libras
v'indas do Rio de Janeiro no navio Antlope, o
Jacaranda de boa qualidado continua a ser pro-
curado.
Movimento do porto.
Aaios entrados no dia 27.
Bahia9 dias, barca nacional Rio de Janeiro, de
270 toneladas, capito Joaquim Cardoso.equi-
pagem 12, em lastro ; a Joaquim Augusto Fer-
reira Jacobina.
Rio de Janeiro"27 dias, brigue nacional Deo-
linda, de 182 toneladas, capito Jos Rodri-
gues Puras, equipagera 11, carga caf e pipas
vasias ; Domingos Alves Matheus. v.
Liverpool39 dias, barca ingleza Serafina, de
299 toneladas, capilo W. Carne, equipagera
14, carga fazendas c raais gneros ; a Jnbnston
Pater i C.
Ass14 das, hiato | nacional Piedade, de 241
toneladas, capilo Jos Marques Vianna, equi-
pagera 12 ; a Barlholouicu Lourenco.
Navios saliidcs no mtsmo dta.
Rio de JaneiroBrigue nacional Encantador,
capito Antonio Pedro dos Santos, carga assu-
car e algodo. Conduz dous escravos a en-
tregar.
Rio de JaneiroBrigue nacional t*ao, capito
eo
o
"o
4.1
CO
o
o
c
CJ
c
I
inglez.
o
o
O
r"
O
53
O
t-
c
>
o
alguns nevoeiros, vento E
mauha que abonanrou e
A noite clara com
fresco al as 4 h. da
assim amanheceu.
O relogio adiantou-se durante a semana 25''
e foi certo hontem.
oscili.ac\o r>\ mu:.
Preamar as 4 h. 30' da tarde, altura 7,5 p.
Baixamar as 10 h. 18' da manha, altura 0,6 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 28 de de-
zembro de 1860.
ROIAKO STF.PPLF.
Io tenente.
Edita es.
Pela inspeceo da alfandga se faz publico
que no dia 29 do corrente, depois do meio da
se ha de arrematar em hasta publica, porta da
mesma reparticao, de conformidade com o dis-
poslo no arl. 301 ^ 2 do regulamento, uma caixa
da marca H. L. i C, n. 1,363, vinda dn Havre
no navio francez Occidente, entrado em 17 de fe-
vereiro de 1859, conlendo 210 frasquinhos com
tinta de cores pura escrever, pesando 4 libras,
a 00 reis cada libra, total 17?600, abandonada
aos direitos, por Monteiro Lopes & C, sendo a
arrematarlo livre de direilos ao arrematante.
Alfandega de Pernambuco, 29 de dezembro de
1860.O inspector Benlo Jos Fernandos Bar-
ros.
Declarares.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimcnlo
do arsenal de guerra, lem de comprar o genero
seguinte :
Para o presidio de Fernando do Noronha.
500 alquoires de farinha de mandioca medida
velha.
Quem quizor vender o genero cima mencio-
nado, aprsente suas propostas em carta fecha-
da na secretaria do mesmo conselho. As 10 horas
do dia 7 de Janeiro do anno prximo vindouro.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecmento do arsenal de guerra, 27 de de-
zembro de 1860.
liento Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joavim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino;
A junta administrativa da irmandado d,i
Santa Casa de Misericordia do llenfe, manda fa-
zer publico que no dia 3 do prximo futuro mez
do Janeiro, pelos 4 horas da tarde, na sala das
suas sesses, ir a prara paro ser arrematada por
quem por menos tizer o fornecimcnlo da carne
verde, bem como do pao o bolacha que se hon-
ver de consummir nos estabelecimenlos de c.iri-
dade do 1" do referido mez de Janeiro a 30 lo
junho.
Os pretendenles devem apresentar as suas
propostas em cartas fechadas no lugar, dia, o
horas aprasadas.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 26 de dezembro de 1860 O escrivo F.
A. Cavalcanli Cousseiro.
jj| Yaccina publica. 8
Havendo presentemente mni boa se- c\>
nj mcnle vaceinica, o rommissario vaccina- t%
jjg dor provincial convida aos paes de fami-
2) lias desla cidade a coraparecerem rom f
scus filhos e mais agregados que preci- tSp
sarem ser vaccinados as quintas-feiras %j
g e domingos, notorreo da alfandega das t
8 7 s 10 horas da manha e nos sabbados i
(j, na casa de sua residencia, segundo andar -.'-
H do sobrado da ra estreita do Rosario n #3
30, para assim poder conservar a trans- $9
msso do fluido de braco braco, nica jgj
maneira de sua conservaco com pro- e-
veito. ^S
mus
O Illm" Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desta provincia manda fazer publico quo
no dia 10 de Janeiro prximo seguinto haver
concurso nesta thesouraria para preenchimenlo
delt) vagas de praticante da alfandega desta ca-
pital, comecando os exames as 10 horas da ma-
nha sobre as seguintes materias : leilura, e ana-
lyse grammatical da lingua verncula, orihogra-
phia, o arithmetica al a theoria das proporQcs
inclusive.
Aquelles, que pretenderen) ser admitlidos ao
concurso, devero previamente provar que teem
18 annos completos de idade, que esto livres de
culpa o pena, e que teem bom procedimenlo.
Secretaria da thesouraria de fazenda do Per-
nambuco 12 de dezembro de 1860.O oficial-
maior interino, Lu; Francisco de Sampaio e
Silva
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco continua a substituir
ou a resgalar o resto das notas de 10$ e
20$ que havia emittido e ainda existe
em circulacao, declarando que, em
cumpriroentQ do decreto n. 2,66- de
10 de outubro do corrente anno, esta
substituicao ou resgate devera' effec-
tuar-se dentro de 4 mezes, e que findo
este prazo s poder' ter lugar com o
-
V _.


i
discuDto prog essivo de 10 por cento ao
mez, icando asim na forma do art 5
da lei n. 53 de 6 de outubr8| ap o5
sem valor algum no im de 1 > mezes.
Recife 9 de novembro de 1860. 0$
directores, Joao Ignacio de Medeiros
Reg, Luiz Antonio Vieira.
el" subdelegada da freguezia de Sanio An-
tonio do Recile acha-se depositado um cavallo
pedrez que foi encontrado solt sem dono : a
Itipoj elle pprlencer. comparen neste jalao, que
provando sen dominio, Ihe ser entregue. Reci-
io 14 de dezembro de 1860.((subdelegado sup-
liente, Joaquim Antonio Carnciro.
Tribunal lo commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico, que nes-
ta data fica inscripto no livru competente o con-
trato de sociedade celebrado em 5 do crreme
por Antonio Bernardo Uuioteiru, Miguel Bernar-
do Quinteiro e I.uii GoircaNesAgra.aciiielles lira-
sileirose este l'ortuguez", domiciliados e estabe-
lecidos nesta cidade sob a firma Quinteiro & A-
gra, da qual s poderi usar o socio Amonio Ber-
nardo Quinteiro; dovendo a raesrua sociedade
durar por lempo do tres annos, contados do 1.
do Janeiro do correnle, rom o capital de 15(H)0jt
fornecdos por todos os socios.
Secretaria do tribunal do commercio de 'er-
nambuco 21 de dezembro do 1860,
Julio Guimaiaes. Olficial-maior.
Tribuaal do commercio
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se las publico, que nes-
ia dala lica inscripta no livro competente a carta
de matricula do coramerciante Jos da Cunha, ci-
dado brasileiro, natural de Portugal, domicilia-
do e estabelecido nesla ridmle com iua cae* de
commercio da gneros do paiz e estrangeiros a
grosso.
Secretaria do l-ibunal do commercio de Per-
nambuco 21 de dezembro de 1860.
Julio GuimaraesOUicial-raaior.
Tribunal do commercio-
Pela secrelaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico que nes-
ta data foi inscripta no livro competente a carta
de registro do hiato Garibaldl de 1(19 toneladas,
propriedadp de Antonio de Paula e Mello, e do
qual mestre Custodio Jos Vianna.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 20 de dezembro de 1860.
Julio (iuimaraesOffirial-mMor.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, loni de comprar os obiec-
tosseguintes :
Para o arsenal de guerra.
10 toneladas de carrao de pedra.
6 resmas de papel carlao.
100 unhas de boi.
1 arroba de cera branca.
Para n balalhao de arlilharia.
100 mantas de laa.
Para o 2o balallio de infantaria.
Pesos da bronzo de urna oilava al meia ar-
roba.
Para o hospital militar.
12 arrobas de assucar refinado de primeira qua-
ltdade.
25 garrafas de xarope peitoral brasileiro.
Para a companhia fixa do RioGrande do
Nono.
150 mantasjdo laa.
Para o presidio de Fernando de Noronha.
Meia lonellail.a de carvao de pedra.
Meia barrica de areia de caldear-
500 alqueires de farinha de mandioca, medida
velha.
Quem quizer vender tacs objectos aprsente as
suasproposlas em caria fechada na secretaria
lo conselho, s III doras do dia 7 de Janeiro do
anno prximo vindouro.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para foruecimenio do arsenal de guerr.i, 28 de
dezembro de 1860.
Denlo Jos Lamenha I.ins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Recebedoria tle rendas inter-
nas geraes.
Pela recebedoria de rendas internas geraes sa
faz publico, que no correte mez termina o prazo
do recebimenlo dos impostos do exercicio de 1859
a 1860, no domicilio dos contribuidles a cargo
dos recebedores, assim como o do pagamento na
recebedoria do primeiro semestre do exercicio de
1860 a 1861, livre da mulla de 3 % dos impos-
tes seguinles : decima addicional do mi moria-
impostn de 20% sobre lojas e casas de descon,
lo ; diio especial sobre casas de movis, roupas;
calcado, mobilias fabricadas em paiz estrangeiro ;
dito sobre barcos do inlerior ; findo o qual se-
guir-se-ha a cobranca execuliva quanto ao de-
bito daquel'e exercicio, e a percepcao da mulla
quanto ao desle.
Recebedoria de Pernambuco, Io de dezembro
de 1860.-0 administrador, Manoel Carneiro de
Souza l.acerda.
O Illm. Sr. regeaor do Gymnasio manda
avisar aos pas, tutores ou correspondentes dos
alumnos internos do mesmo Gymnasio, que no
dia 24 do correnle principia o recebimenlo das
mensalidades correspondentes ao 1." trimestre
do 1. de Janeiro ao ultimo de marco do nntio
vindouro. Secretaria do Gymnasio Grovincial de
Pernambuco 22 de dezembro de 1860. secre-
tario. A. A. Cabral.
A junta administrativa da irmandade da
santa casa de Misericordia do Recite manda fazes
publico que no dia .1 do prximo futuro mez de
Janeiro, pelas 4 horas da larde, na sala de suar
sessoes, iro praca para ser arrematados por
quem mais der as rendas das casas abaixo de-
claradas, pelo lempo que decorrer do dia da ar-
romataco a .'10 de junho de 1863.
Ra do Pilar n. 74.
Hila do Padre Floriano d. 49.
Olla do Fagundes n. 32.
Dita de Santa Thereza n. 4.
Hila dos Pescadores n. 11.
Hita Dlreita n. 7.
Boceo do Quiabo da Boa-Vista n. 8.
Os pretendenios devero comparecer no dia,
hora e lugar aprasados, acompaohados de sous
poderes ou munidos de cartas destes.
Secretaria da santa casa de Misericordia do Re-
cile 26 de dezembro de 1860.O escrivo,
F. A. Cavalcanti Cousseiro.
DIARIO DE PERNABMUCO. SABBADO 29 OE DEZEMBRO DE 1860.
*___________________
Para o JKio de Ja-
neiro
segu em poucos dias o palhabote Artista ; pa-
ra o resto da carga, passageiros e escravos a fre-
te. trata-se com Caetano Cvriaco da C. M. & Ir-
mao, ao lado do Corpo Sanio n. 23.
Para Aracatv e Assi'i
segu o hiato Dous Irmos ; para carga, trata-
se com Martins & Irmao na ra Nova ti. 48, ou
com o mestre Joaquim Jos da Silveira.
Para Figueira
com escala |por Lisboa sahir com brevidado o
p8tachoportuguez Maria da Gloria, captto An-
tonio do Barros Valente; para carga e passa-
geiros, traa-se com os consignatarios Francisco
Sevenano Rabello & Filho, largo da Assembla
n. 12.
C0HPAM1IA PEIflAMBUCANA
DR
Navegacao costeira a vapor.
O vapor Januaribe do primeira marcha, com-
mandanle Lobato, sahe para o Acarar com es-
cala pelos portos intermedios no dia 7 as horas
do costme. Recebe carga e encommendas pa-
ra o Acareen e Cear desde j nt o dia 3, Ma-
ca o o llio Grande do Norle e Parahiba nos dias
3, 4 e 5 at ao meio dia. Passageiros al as.4
tmrasdt. dia da sahida.-escriptono largo da As-
sembla n. 1.
Rjo-f.randodoSuI.
O brigue Princeza segu denlro em poucos
das, por ler meio carregamento prompto : para
o resto irala-se com os consignatarios Marqnes
Barros f... largo do Corpo Santo n. 0
Brigne Constante
Segu para Lisboa at 15 do Janeiro, para o
que j lera metade do carregamento qnem no
mesmo quizer carregar ou ir de passagem, para
o que tem as melhores accoromodacoes, dirija-se
ao consignatario Thoraaz de Aquino Fonseca, na
ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ou ao ca-
pilo o Sr. Augusto Carlos dos Reis, na praca.
COMPANHIA
DAS
Messageries imperiales.
Al o dia Io de Janeiro espera-se dos portos do
sol o vapor francez Kstramadure, commandanle
Trollier, o qual depuis/o* demora do costume
seguir para Bordeaui-tocando em S. Vicente e
Lisboa, para passageiros. encommendas etc. : a
tralarjna agencia ra dd Trapiche n. 9.
Leiles.
LEILAO
DE
Para
Avisos martimos.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se do sul al o dia 3t do correnle o va-
por Paran, commandanle o primeiro lente
Jos Lepado de Noronha Torrezo, o qual de-
pois da demora do costume seguir para os
portos do norte.
Recebem-se desde j passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder condnzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo &
Mendes.
Para o Cear
segno em poucos dias o hiale Gratidao por ja
ter tres tercos do carregamento prompto ; para o
resto e passageiros, trala-se com Pereira & Va-
lente, na ra do Cordooiz n. 5, Forte do Mallos.
Maranho.
Os senhores que filiaran) em passagem para o
indicado porto, no brigue escuna aGraciosa,
queirara vir dar seus nomes do escriptorio dos
consignatarios, ra da Cruz n. 29, at sabbado 29
do correnle, ao meio dio.
Rio de Janeiro,
segu em poucos dias o biigue Maria Rosa,
anda admilte alguma carga, lem bonscommodos
para passageiros o escravos : Irata-se cora J. B.
da Fonseca Jnior, ra do Vigario n. 23.
Para o Cear
segu nesles dias o niale Videta ; para o resto
da carga, trata-se com Caetano Cyriaco da Costa
Moreira & Irmao, ao lado do Corpo Santo n. 23
Para o Porto e Lisboa,
o brigue Ksperanca sahir no dia 29 impreteri-
velmente, ainda recebe carga o passageiros : a
tratar na ra da Cadeia do Recife n. 4.
Para Lisboa,
pretende sahir com brevidado a bem conhec.ida
e flcredilada barca Flor-de S. Simao para
carga e passageiros, irala-se com Carvalho No-
gueira A C, ra do Vigario n. 9, primeiro andar
ou com o capitn.
O liiate C.aribaldi, segoe para o Cear em pou-
cos das : a iralar com Tasso Irmaos ou com o
capitao Custodio Jos Vianna.
Porto e Lisboa
A bem conhec.ida barca portugueza Svmpa-
ihia, capitao Nogueira dos Santos, vai sahir bre-
vemente pra os portos cima indicados ; quem
na mesma quizer carregar ou ir de passagem
podera entender-so com os consignatarios Bailar
&01iveira ra da Cadeia do bairro do Recife nu-
mero n. 12.
EM,
Para a Baha segu ora poucos dias o palha-
bote nacional Dous Amigos,* tem parle de sua
carga engajada; para o resto, trala-se com sen
consignatario Francisco L. O. Azovedo, na ra
da Madre de eus n. 12.
Para a Bahia
pretendo seguir c0m moita brevidade a sumaca
nacional Horteneja, a qual tem prompta parte
de seu carregamento : para o reslo que Ihe fal-
la, Irata-se com o seu consignatario Azevedo &
Mendes, no seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
COMPAMIIA FERVtMBtCAM
Navegacao costeira a vapor
na*1 V;1tPr/>min""!?'I>command'anle Mouro, sahe
para alacP0 com esca|a pp|os por(os intermcdios
no oa .> |8 nora9 ,j0 enstume. Recebe carga t
a m.ei dia do dia 4. Passageiros at s 4 horas
lo da da sahida : escriptorio largo da Assera-
r~~ 1?" Rio r,rande do Sul segu em poucos
mas a barca nacional Clementina>\ capitao Be-
larmmodos Santos Pinheiro por ter quasi toda a
carga prompta : para o resto e passageiros. Irata-
so.com Guilherme Carvalho & C, ra do Vigario
numero 17.
j&S m
COMPANHA BRASILEIRA
DE
Espera-se dos portos do norte al o dia 2 de
Janeiro o vapor Oynpock, cnmma'idante o ca-
pitao tenente Santa Ba.-bara, o qual depois da
demora do cusime seguir para os portos do
sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada :
agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve-
do & Mendes.
RiodeJaneiro,
vai seguir em poucos dias a barca Rio de Janeiro
por ter parte de seu carregamento prompto : pa-
ra o resto, trala-se com Antunes Guimaraes &
C, do largo da Assembla n. 19.
Rio Grande do Sul
sahir com toda a brevidade o brigue nacional
Mrquez deOlinda ; para o restante da carga,
trata-se no escriptorio de Manoel Ignacio de Oli-
veira & Filho, no largo do Corpo Santo.
Antunes autorisado pelo Exm. Sr Dr:juiz es-
pecial do commercio, a requerimento tts credo-
res de Ignacio Nery Ferreira da Silva Lopes, far
leilao em sen armazem na ra do Imperador n.
73, de um variado sorlimenlo de Joias de apura-
do gosto, como sejam ricas pulceiras com coral,
diamantes e brilhantes, aderecos, broches, alli-
netes, vollas, correntdes, anei's, relogios e urna
infinidade de obras miudas de gosto moderno que
estarao patentes sabbado 29 do correle s 11
horas em poni.
Avisos diversos.
Na ra Bella u. 23, pre-
cisa-so de urna ama, que cozinhe e engomme,
para orna s pessoa.
Aluga-se urna das melhores casas em San-
io Amaro de Jaboalo, com excellentes eommo-
dos e boi localidade ; a tratar na ra do Quei-
mado o. 42, luja.
O abaixo assignado faz sciente ao publico e
com espeoialidade ao Sr. Luiz Jo3 Marques, ar-
rematante do imposto de 2 por cento sobro o
consummo de bebidas espirituosas de produccao
brasileira consummidas nesta provincia, que nao
Ihe convindo mais collectar sua taberna, sita na
roa Nova n. 50, no primeiro semestre de 1860 a
1861, que comer no primeiro de Janeiro vin-
douro, lempo em que deve o Sr. arrematante fa-
zer sua collecta, deixa pelo facto de se nao col-
ectar de vender semelhanto conlribuico, sem
que Ihe seja preciso justificar, como qer o Sr.
arrematante, pois tal justificarlo, segundo o re-
gulamenlo em que elle se fundou s deve ter lu-
gar no caso du estar o conlribuinie collectado e
querer deixar do vender aquellea espiritos, e nun-
ca com aquellas que deixara de vender do
principio do semestre, que vem a ser do primei-
ro de Janeiro vindouro.
Recife, 28 de dezembro de 1860.
Jos Francisco Ferreira.
Constando ao abaixo assignado, que Andr
de Medeiros Euzebio, morador na pavonean de
Santo Amaro de Jaboalo, quer vender urna casa
quo pussuia na mesma povoaco, sendo esta a
nica seguranza para seus credores, vem este
prevenir a qnem quer que a queira comprar que
esle a Dio pode vender emquanlo nao pagar ao
abaixo assignado tres letras vencidas aceitas pelo
mesmo Audr ; e sendo esta lodos os bens que
possue, esl claro que contra a lei couimercial
a que pertence as letras, vender occultamonle, ou
negar-se ao pagamento, nao se adiando no seu
domicilio quandose procura,assim como tem acon-
tecido contigo ; e para nao haver ignorancia da
parte de quem a comprar, faco este aviso. Iteci-
fe, 27 de dezembro de 1860.* Joo Baptista da
Rocha.
Manoel Ferreira da Silva Tarroso, na ra
de Apollo n. 28, sacca sobre Portugal.
No dia 7 do corrente fugio a crioula Felicia,
de idade de 12 annos, pouco mais ou menos, a
qual lem os bem salientes Biguaes dos olhos bo-
salhudos e um p muilo indiada do erysipela ;
quem a pegar, leve-s ra do Codorniz n. 9,
que ser bem recompensado.
fl @@3>,
t$ O bacharel F. L. de Susmo Lobo pode
ser procurado para o exercicio de sua $
& profsso de advogado na casa de sua re- $
sidencia, ra do Cabug n. 61 D. @
Aluga-se o primeiro andar do so-
brado n. 34 da ra do Kangel : a tra-
tar no segundo andar do mesmo so-
brado.
Companhia lyrica de G. Ma-
rinangeli.
Participa-se a quem- convier que to-
dos os escripturado s e empregados do
theatro de Santa Isabel foram comple-
tamente pagos dos sete mr7.es decorri-
dos at boje, e que nada devem recc-
ber do abaixo assignado. Recife 2(i de
dezembro de 18G0.O emprezario, 6.
Marinangeb.
Despachos telegraphicos por
va de Ricardo Rnowles, de
Lisboa.
Luiz Antonio Siqueira, previne aos
negociantes desta praca que precisarem
dos subscriptos, nstrucces e impressos
para os referidos despachos que os po-
dem procutar no seu escriptorio na ra
da Cadeia n. 20.
CONSULTORIO
M
Joao da Silva Ramos,
Medico pela universidade de Coimbra.
Tendo de passar algum tempo no si-
tio dos Buritil na estrada do Arraial,
meu consultorio envn' .-ilici lo lodos OS
dias das 0 horas as 11 da manhaa e das
5 as 5 da. tarde. As pessoas que man-
darem procurar-me, terao a bondade
de dirigir os chamados por escripto pa-
I ra a loja de louca defronte da casa de
miiilia residencia na ra Nova.
! O Dr. Joaquim da Silva (iusman, mediro ul-
, timamentn chegado a esta capital, pode ser pro-
' curado para o raerclein de sua proliss.io, na ra
Imperial n. 6V
_ Aluga-se o sobrado de dus andares o so-
lo n. 35, silo na ra do Imperador : a tratar no
Mondego, em casa do fallecido coromendador
Luiz Gomes Ferreira,
Aluga-se a casa terrea n. 1, sita amado
Hospicio, esquina da rus Fnrmosa : a tratar no
Mondego, em casa do fallecido coromendador
Luiz Gomes Ferreira.
CONSULTORIO
ESPECIAL HOMEOPATHICO
Ra de Santo Amaro (Mundo-novo) n. 6.
Tr. SKinn n T D:i._ i- _____i... x S
O Dr. Sabino O. L.
lodos os dias uteis desde
dia. Visita aos doenies
de meio dia em dianle,
Pinlio d epustiltss
as 10 horas al meio
em seus domicilios
e em caso do ne-
cflssidade qualquer hora. As senhoras de
parto e os doentes de molestia aguda, que
nao tiverem ainda tomado remedio algum al-
lopathico ou horaeopathico, serao atlendidosde
preferencia.
As moleslias mais frequenles debaixo dos
climas do Brazil, principalmente as que sao
mais difficeis de curar, Ihe tem merecido um
estudo especial; sao ellas :
1." Molestias proprias das mulheres.
2. Molestias das crearlas.
3. Molestias da pelle.
4." Molestas dos olhos.
5." Syphilis, ou gallico.
6. Febressymplhomalicas Jas lesoes do cere-
bro e de suas membranas, dos orgaos do peilo,
e do apparellio digestivo ; febres iniermitlerj-
tes e suas consequencias.
Pharmacia especial homceopalhica.

DA
PROVINCIA.
O Sr. Ihesoureiro das loteras manda declarar
que se a cha m a venda no escriptorio das mes-
mas os bilhetes da terceira parle da primeira lo-
lria da igreja doSenhorBom Jess dos Marty-
rios desta cidade cujas rodas devero andar im-
preleriveluiente no dia 19 de Janeiro prximo fu-
turo. .?
Thesouraria das loteras 22 de dezembro de
1860.O escrivo, J. M. da Cruz.
D. Liizia Ferreira Chaves, Dr. Joaquim
Ferreira Chaves (ausente), Francelino Eleu-
terio Ferreira Chaves, Jos Ferreira da
Silva Chaves, D. Francisca Ferreira Chaves
Guimaraes, D. Idalioa Carolina Ferreira
Chaves, D. Maria Precilla de Carvalho Cha-
ves, Jos Joaquim da Silva Guimaraes, D.
Anna Emilia da Silva Guimaraes. D. Clara
Maria Vieira de Lacerda, mi, Irmaos, en-
tibados e sobrinha ao fallecido Joo Fer-
reira Chaves, agradecer cordialmente a
todas as pessoas que se dignaram acompa-
nhar seus restos roortaes ao cemiterio pu-
blico, e de novo as convida a assistirem as
missas que pelo repouso do mesmo falleci-
cido se devem celebrar na igreja da Santa
Cruz as 7 horas da manhaa do dia 2 de Ja-
neiro futuro, pedindo desculpa a todas
aquellas pessoas que deixaram de ser con-
vidadas pelo excesso da dor de que se acha-
ra m possuidos.
luid seuhora portugueza, du meia idade,
habituada a leccionar meninas, deseja accommo-
dar-se para o mesmo fim em alguma casa de fa-
milia respeitavel : quem dola precisar, deixe
carta fechada nesta typosraphia com as iniclaes
M. II. H.
Para as autoridades po-
liciaes verem
Artigo 27 do regnlamento do Cemito-
rio, para os qne devera ter sepultura
gratis.
2. Os cadveres adiados em qual-
quer lugar publico, quando n5o se pos-
sao descobrir os parentes, patroes,
amos, snhores. ou chefes, ou nao fo-
rem reclamados por alguem.
Piecisa-se fallar ao Sr. JoSo Mi-
guel de Oliveira Heraldo, nesta typo-
graphia.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 7t$
Tira ra tratos por 5$
Tira retratos por 5$
Tira retratos por ~><
Tira retratos por o{
Tendo recebido um sorlimenlo de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortiment de cai-
xinbas novas
Tondo recebido um sorti ment de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
No grande sali da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america-
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos chimaos, e um grande
numero de objectos relativos a arte.
Como tamhem um grande fornecimen-
to de cai.xas para retratos de 3#000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
qnirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar achanto o abaixo assignado
sempre prompto sob condices milito
razoaveis.
Os cavalheirose senhoras sao convida-
dos a visitar estes esta bel ecimen tos, pa-
ra examina rem os specimens do que
cima fica anunciado.
Aluga-se para passar a festa duas casas si-
tas em Sania Auna de denlro, com bastantei
commodos para qualquer familia, sendo o lugar
o mais saudavel pora a saude, com banho perto
de casa : a tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
Aluga-se o primeiro andar de um sobrado
na ra da Cruz n. 29, com fundos para a ra dos
Tanoeiros : a tratar no pateo de S. Pedro n 6.
As pessoas que se julgarem credores de
Manoel Teixeira de Miranda, que nao tem appa-
reciJo, queiram ter a bondade de apparecer na
ra das Cruzes n. 33, segundo andar, no prazo
de tres dias porque aquelles que se n.ao a pre-
sentaren), nao se responsabilis por conta al-
ma que possa apparecer.
Attencao.
Tendo o abaixo assignado arrendado o trapi-
cho de Itapissuma com o im de rvceber lodosos
assucares d'aquellos senhores de engaitos que
se quizerem utilisar do mesmo trapiche, nao
obstante j ter contratado com lodos os senhores
de engenhos, e sobre as condices abaixo decla-
radas, por isso vai por meio deste lembrar aos
mesmosquese acha naquelle trapiche munido de
urna grande balanca para receberos assucares por
peso para evitar as grandes faltas que de ordina-
rio appareceo as condueces dos roesmos assu-
cares, tendo lambem urna boa barcaca para trans-
portar com brevidade as cargas aos seus corres-
pondentes, bem assim o devolvimento dos sac-
eos vazios e encommendas sobre o diminuto pro-
co de 320 ris por sacco. No mesmo trapiche
existe um grande sortimento de gneros de pri-
meira necessidade, e outros muitos que escusado
mencionar: todos estes gneros pelo prego do
Recife. Itapissuma, 27 de dezembro de 1860.
Jos Lopes Machado.
Precisa-se alugar um preto escravo para
todo 8ervico de urna casa : quem quizer, dirja-
se a ra do Trapiche n. 12.
D. Luzia Anglada, sua mana D. Antonia
Fontee seu filho Jos Anglada, vao ao RiodeJa-
neiro.
Precisa-se do um caixeiro que tenha prati-
ca de taberna, e que d fiador a sua conducta,
para lomar conta de urna tabe
ra Direita n. 69.
venientes na pralica, principalmente para os me
dicos que cometam a fazer ensaios, e para as
pessoas curiosas que nao sabem conhecer essas
difierencas, e por isso podero allrihuir inelica-
fia da hommopaihia, o que realmente depende da
m preparagao dos medicamentos.
Para obviar estes graves inconvenientes o
agilador dynamico do Dr. Sabino munido
de um contador em que se acham as unidades,
dezenas, centenas, milusres, dezenas demilhares
collocadas convenientemente, de maneira que a
cada vascolejagao apparece um numero novo,
desde 1 al 10 mil; nao sendo desta sorle
possivel engao algum.
Os medicamenlos homreopathicos preparados
por meio desta maquina sao os uniros que de-
sinvolvem propriedades uniformes capazes de
curar as molestias com a maior certeza pos-
sivel.
Alem disso, desejando tirar de sua viagem
i Eurcpa todas as vanlagens para o progresso
da homffiopalhia no Brasil, o Dr. Sabino nao
poupou esforcos para obier as substancias me-
dicamentosas dos proprios lugares, onde ellas na-
turalmente nascem, e para isso entendeu-se com
um dos melhores herboristas.l'Allemanha, para
Ihe mandar vir as plaas frescas, afim de pre-
parar elle mesmo as tinturas.
F/ assim que o aconilo foi mandado vir dos
Alpes, a rnica das montanhas da Suissa, a
belladona, bryonnia.chamomilla, pulsalilla.rhus.
hyosciamus, foram colindas n'Allemanha, na
Franja e na Blgica, o veratriim no monte .Tu-
ra, ele. ele.
Desta sorle provida a pharmacia do Dr.
| Sabino das substancias que sorviram para as e\-
AGITADOR DYNAMICO.
v j-... u- mitmiwisB i|uc oc>viriu uuta as t*\-
A pharmacia homoeop%ihica esl lon^e rje Periencias puras de Ilalinomann, desrriptas na
preencher toda? as vistas dos mdicos homov
pathas em quanto foreni os medicamentos pre-
parados mao. A forca ilo homem nao po-
de ter a precisa uniformidade para ben> de-
sinvolver as propriedades medicamentosas das
substancias ; ella vae naturalmente enfraque-
cendo a medida que se vae fazendo o traba-
Iho da dynamisacao: e por essa razio que
numerosas vezes acconlece que duas preparaces
de aconilo, por exemplo, da mesma dynami-
saciio, feitas pelo mesmo homem, no mesmo
dia, ou era dias diversos, ou feitas por dous
homens differenies, no produzem o mesmo re-
sultado em casos anlogos de molestias ; urna
pathogensia, acharao os mdicos e os amigos da
homceopaihia os meios seguros e verdadeirosde
curarem as enfermidades.
OS PRECOS S\0 OS SEGUINTES:
Roiica de 2 tubos grandes 12* a 16
Dita de 36 ..... 189 a 22?
Di la de 48 .......2'i a 299
Dita de 60 > ......30^3 359
N.B. Existem carteiras ricas de veludo para
maior prego.
Cada vidro de tintura avnlso. ; 2$
Cada tubo avulso.......... 1
Caixas com medicamenlos era glbulos e lin-
j~.:-..i. ----- x.aixas cun meu camentos era olm os e 1
urna acQao mais lenta.
Alm disso, sendo essencial para a regn-
laridade das dynatnisafes que cada dtluifao
tenha um numero certo de abalos ou vascole-
jaQoes, para que nao acconleca que pelo excesso
ou pela insuffciencia d' estas percam os medica-
mentos as propriedades que Ihes sao assignala-
das. ou que convem cada dynamisacao, nao
De 24 vidros com linlura o 48 lu-
bos grandes...........4S5OOO
De 36 ditos dita e 56 lubos grandes 645000
De 30 dilos dita e 68 tuhus grandes. 7OJ0OO
De 48 ditos dita e 88 tubos grandes 929000
De 60 dilos dita e 110 tubos grandes 1159000
Estas caixas sao uleis aos mdicos, aos Srs,
de engenho, fazendeiros, chefes de familias
... *----,,----, uo euxeiiuu, iaze
menT d'ZTla6^ ,eSemrma'rr0U flU7erem ** PS ^ homceopaihia
uXm ev'dentemenle resulla um effe.to Vendem-se tambera machinas elctricas por!
&Z^LSLT? IT CT3Um,e meis' Para ,ralamenl d^niolestias nervosa,
abaos so SSl medloamf Fsias raaehinas sao as mais modernas e as
SS9;n f\ na Se !,e;,nvol!em : mais usadas aclualmenie era toda a Europa,
So J. P S COnVen,eT rfynam.sa- lant0 ,, Commodidade de pode.era ser b
misaco superior, com perda certa de muilas
das que convem dynamisacao que se quer
preparar, o que sem duvida tem graves incon-
Cada urna........50#000
O Dr. Sabino ensina a maneira de se servir
desia maquina.
Aeham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns Ge 8, as bem conhecidas iblhinhas impressasnesta
typogr^iphia
Folhinhd le porta ou KALENDARIO eeclesiastico e civil para o
bispado de Pernambuco...........
Dita de (ti y be ira contendo alm do kalendario eeclesiastico e civil,
explicado das festas mudareis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimenio e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porle das cartas; ditas
los imposlos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna colleccao de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entrelenimenlo da mocidade.
160 rs.
320 rs.
Dita (fila
, conlendo alm do kalendario eeclesiastico civil, expli-
carao das festas mudaveis, noticia desplnelas, tabellas
das mares e nascimenlo e occaso do sol ; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do rommertio ; dilas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e eomungar, e os oficios que a
igreja eosluma celebrar desde domingos de Ramos, at
sexta-feira da Paixo, (em porluguez). preco.....
Esl a conclnir-se a impressfio do almaaak que breve
ser annunciado, nao estando j prompto pelas grandes al
teraces que se deram neste auno.
320 rs.
CASA DE SAUDE
DOS

Um Ea m All@S S SS
Sita em Santo Amaro.
Este estabelecimentocontinua debaixo da adminiatracao os pro-
pnetarios a receber doenles de qualquer natureza ou catliegoria que
seja.
O zelo e cuidado all empregados para o prompto restabelecimen*
to dos doentes e'geralmente conhecido.
Quem se quizer utilisar pode dirigir-se as casas dos propietarios
ambos more rosna ra Nova, ou entender-secom o regente no esta-
tabeleciraento.
Reforma de presos.
Escravos. -..... 2$Q&0
Marujos ecriados, .... a.S'rOO
Primeira classe 3$ e. 5l600
As operaqr.es serao previamente ajustadas.




1AV1U JJE fEKJNAMBLLO. SaBUaDO 29 Ufc DtZElBKu D itfOu
'i
O EXTRACTO
GOMPOSTO DE
ALA IPARROLHA D i& TW0aIM!D)
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECCAO' DO DR JAMES R. CMLTON,
i ni ico e medico celebre de \ch York
A GRANDE SUPERTORIDaDE DO EX-
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
i DE
SALSA PARaiLIU
Explica se p;Io seo extraordinario
e quasi mlraculoso effeito no
sangue.
Cada um sabe que a saude ou a infermidade
depoode directamente do estado deste floido vi-
t\L. Isio hade ser, visto o partido importante
t|itfi tem na economa animal.
A quautidade do sangue n'ura homem d's-
tatura mediana est avaliada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oiio arralis. Era cada
pulsado duas oncas sahem do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no era menos de qatro minutos. Urna dis-
posigo extensiva tera sido formada e destinada
com admiravel sabedoria a deslribuir e fazer
circular esta corrrnte iib vida ponodasas
parles da organisa^ao. Deste modo corre sera-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
fonie de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se emprenha
de materias ftidas ou rrompidas, diffunde
com vblocidadb ELCTRICA a corrup$5o as
raais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
at cada orgao e cada teagem se faz completa-
mmt.s saturado e desordenado. Desta maneira
a circulado evidentemente se faz um engevuo
poderoso dedoenca. Nao obstante pode tam-
bein obrar com igual poder na criigo de saude.
Estivdsse o corpo inficionado da doenea maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smente o san-
gue pode fazer-.se puro e saudavel ficar superior
a doenea e inevilavelraente a expellir da cons-
liluico.
O grande maoancial de doenea enlao como
d' aqui consta no fluido circulante^ nenhum
medicamento que nao obra directamente sobreel-
lepara purificar e renova-lo,j,ossue algum direi-
10 ao cuidado do publico.
Or\ngue! O sangue! o ponto no qual
se ha mysier fixar a attenco.
O ORIGINAL E O GINUINO!
AO PUBLICO.
N New-York, bavemos vendido durante muitosan-
nos o extracto de salsa parrilha do r. Town-
send, considerarao-lo ser o extracto original e ge-
nuino do salsa parrilha do Dr.^Townsend. o
qual primeramente sob este norae foi aprescn-
ladoao publico,
BOYO de PAUL. 40 Cortlandt Street.
WALTER. B TOWNSEND & Co, 218 Pearl I n "irot
Street. Dr. fownsend esla
ILEEDS& I1AZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN GARLE & Co, 153 Water Street.
i M WARD Si Co, 53 Maiden Lae.
J. & .!. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
1$. A.PAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOS A ARYORE E MAS FRU-
TAS ,
H IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus Ef'eilos.
O extracto composlo de Salsa parrrlha du
OMEniC\ME\TOnOfOYO!!
Urna pessoa que nao pode ir ao
Manguind fallar ao Sr. Manoel Ephi-
gehio da Silva, roga-lhe queira annun-
ciar onde o pode procurar nesta cidade
visto nao ser permittido fallar-se-lhe na
alfflndega.
LOTEKIt
PROVINCIA.
t) Sr. Ihcsouroiro dos loteras manda declarar
que se achatn oxposlos a venda os buhles da
tereeira parte da primeira lotera da irmandade
[lo Scnhor Rom Jess dos Marlyrins desta cidade
tijas rodas deverio andar mpreitrivoIraeMe no
i" 19 de Janeiro prximo futuro.
Thesouraria das loteras 22 de dozembro de
1860.Jos Mara di Cruz, escrivao.
Antonio Joaquim Vidal, tendo arrematado
Attenco
(iRAIlAM & Co, 10 Od Llip.
OSC-OOD& JENNINGS, 188 Pearl Street.
R. B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, R0BINS& Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86.William Street.
WM. UNDERHILL, Junr, 183 Water Street.
DAVIDT. LANMA.V, 69 Water Street.
MARMI & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON,BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
Adala-so lio maravillosamente a consliluicao ]"' KS!!,.?!!,.'i,,,,-M da casa dfiW
,_____.ri:..j.______: ,_j______r._! 1 '"sla. rerrona L-lrella, como constam do edi-
fcl no Liberal I'ernambiicano de 1!) do correnfe
que pode ser utilisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E DEBIL1DADE,
fortalece;
ONDE E' C U R R U P C O,
purifica;
ONDE HE PODR DO,
AL1MPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servicos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Drooklyn, sob a inspecQo directa
do muito conhecidochimico e medico Dr. James
PENFOLD, CLAY&Co, 4 Fletcher Street. ., ...
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden | J,a?! /J^fti! Z}"' '
Lae.
A. B. SCIlIEFFELiW, BROTHER & Co, 104 &
lOOJobn St.
LEVVIS & PRICE. 55 Pearl Streal.
HAVILAND, KEESE &CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway, j
10 Aslor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Slreet.
PHILIP SCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Straat.
POU & PALANCA. 96 John Streei.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Strest.
RUST & HOUOHTON, 83 John Streei.
I. MINORA CO. 214 Futan Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Slreet.
JOSEPHE TRIPPI. 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Corllandl
Streei.
HAYDOCK, COBIJES & CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING
Slreet.
tido e assignalura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DESALSAPARR1LHA
DO DR. TOTOEND-
O gratule pnrifcador to zangue
CURANDO
rez, vem pelo presente faznr sciente aos ditos
senhnres devedores que elle o nico habilitado
to recebimenlo das mesmas dividas,
VIA FRREA
DO
1 Rcfil'c a Sao Francisco.
(LIMITADO.)
Avisa-se no respeilavel publico que do dia .11
do correnleem dianln a companhia deixar de
despachar carga para a estacio da Pontezinha, o
trem continuar a passar para tomar e deix'ar
passageiros c bagagens.
AssignadoE. II. Bramah,
Superinleiidenle.
Precisa-se alugar para um sitio pcrlo da
praca urna negra boa quilandeira ou moleqne
irata-seepaga-se bem : para ajuslur, no largo
da Assembla, Forte do Mallos, cima do escrip-
torio dos Illms. Srs. Itabello & Filhog.
Aluga-se um sitio no principio da estrada
dos Aducios pertcocente a viuva de Jos Joa-
Um moco que se acha o,emprf?a(,0 0ITerecc-
se pan ca.xeiro de taberna, ^mnzPmf 01I ontro
qualqoer servico : quem precisar, .\irijn-0 a ra
larga do Rosario n. 44, holel trovador.
Quem tiver penhores de ouro e ptna em
poder de Manoel Domingues Ribeiro e Silva, .,
ra da Paz n. 36,autigamente conhecida pela ra
do Canno, venham lira-Ios no prazo de tres dias,
do contrario serao vendidos pera pagamento ,|
principal e juros.
111.1.
Precisa-se de urna ama para cnzinh.ir em pasa
do liomenssolleiros : na rua Nova n. 43.
Na travessa do caminho novo da Soledade
estrada doManguinbo, sitio n. ", predsa-se do
, urna criada estrangeira para o serviro interno de
nina peqnena familia^ pede-so rjue'saiba par-
cnlarmpnte engnmmar e Manof I Ignacio de Oiiveira & l'ilho
sobre Lisboa ; no escriplorio, largo do
Sanio.
Precisa-se alugar nina ama para, comprar,
cozmhar e engommar : na rua de Aguas Verdes
no prirueiro andar do sobrado n. 80
saram
Corpo
O Herpes
A Hertsiprla,
A Adstricaouoven-
TRE,
As Alporcas
Os EFFEITOS DO A7.0D-
GUE,
Dispepsia,
As DoENCAS.DE FIGA-
DO,
A 1 Iydropf.su.
A l.MPINGB
As Ulceras,
ORlIEDMATISMO,
As Chagas
A DEDIL1DADE GERAL'
As Doencasde PELLE
AS R0RliUI.il AS NA CA-
RA,
As Tossesi,
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
OExlraclo acha-secontidoemgarrafas quadra-
-OMIMMIIA DA VIA FRREA
110 -
Aecife a Sao Francisco.
Aisa-se ao respeitavel publico que se emt-
lemnas Cinco Pontas, bilheles de periodo de 1
a 6-no7es para todas as estaces, com grande
abaimenlo nos procos eque se Otaram diversas
red redes nos procos de transporte enlre Cinco
Ponas, Escada e as outras estaces nos soguintes
artiats aaaber cavados, assucr, madeira. pe-
dra.lenha, carvaode podra, eslrume, capim, li-
jlo; telhas e ladrilhos, para raais informaces
iirijim-se ao Sr. James Kirkham na villa doCa-
booi em qualqoer das estaces.
AssignadoE. R. Bramah,
Superintendente.
Nova pauta ou tarifa da
alfandega
N livraria da praca da Independen-
cia i. 6 e 8, existe a nova tarifa que
Si VANDUSER, 178 Crenle!,
das e gsrante-se ser mais forie e melhor em to- item t*e executur se a 9 de fevereiro, a
do o respeilo a algum oulro pnrificador do san-!lua'se,'a' mostrada aos Srs. assignantes
gue., conserva-se em lodos os climas por cer*
lo sspaco de lempo.
Cada garrafa do original e genuino exractu do Dr. Townsend lem a assignatura e a ceriidao do Dr. J. R. Chlitton, na capa
exterior de papel verde
No esaripiorio do proprietario, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na rua da Cruz n. 21 escriploric 1. andar, tam-
etn na blica da rua Direita n. 88 do Sr. Prannos.
Assignatura de baniiu.-. r. s,-----nnt.Ja choque ou c.hnviscos fpara urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,...........
30 canoas paraos ditos banhos tomados em qualquer tempo......
15 Dilos dito dito dito ......
7 > a ...;..
Banhos ivulsos, aromticos, salgados esulpiurososaospreGos annunciados
Estareducco de precos facilitar aorespeitavel puhlico ogozo dasvantagens queresultam
da frequenciadeum eslabelecimento deuma utilidadeincontestavel,masque infelizmente nao
estando em nosso hbitos, ainda pouco conhecida e apreciada;
109000
1041000
000
4000
Ensino de msica.
OTerece-separa leccionar soifejo.comotam-
bema tocar varios instrumentos; dando as li-
ces das 7 horas s 9 l|3danoite:alratarna rua
da Roda n. 50.
O Sr. alferes Thomo c. v:-:-- *-
pitia, que se I be precisa fallar.
Jos Mara da Silva Forreira avisa a seus
freguezos e *imigos que mudov o seu estabeleci-
menlo de tinturara de Indas es coros, do largo da
Soledade para a rua do Hospicio n. '2, conti-
nuando a recebor nos mesmos depsitos, tanto no
do Diario, que a quizerem consultar em
quito nao ebegatn alguns para vender.
4o^ consumidores de gaz.
A ompreza da illuminagfio
gtz, roga a todos os'Srsj: con-
sumidores o rcivor de no eu-
tregarem aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
nutro qualquer pretexto, sob|
f>nn* do lhes s.r r.
Recife ao rio Sao Francisco.
Ilimitado.
Do conformidade com as ioalrnesdoa rocebidas
da respectiva Oirertoria faz-so publico que desta
data om diante sao convidados os accionistas
desta companhia a cumprirom co
aviso que
blicados.
Escripto
1800.1
Attenon.
Partios desirons of relUhingand appreciatine
lije well Knnwn Chedder Cheese willhavo lo ap-
(vhchS,ud.rh & rn- 11-r,,a l'slr,'ila dn R*Mo,
wlucli is Ihe only place wher tlus delicios sr-
Uclc s to be liad at presen!.
Atlcncao.
Existe o verdadeiro queijd nglezChedder, que
so polo oxcellenle gosto o qualidade superior ,:
prefervel aoutro qualquer, oslando venda no
estabelocimento deSodr t\C, na rua estreita
do Bosano n. 11, nico deposito.
Quem precisar do urna ama para todo o sor-
AVISO.
COMPAA DA VIA FRREA
no
casco e frote dn dito seu na\
... vio e pela viagem =o-
bredila a quanlia de 6 a 7:000g rs., para paga-
mento das despezas de concorios que fez nesta
trrTRl? A C*< niMnicicA Prl :"S Pretendenlos quoirara dirigir as suas
RE1.1FJL A SAO FRANCISCO. PrPsIas ao consulado hollandez, na rua do Tra-
(L1H1TADO.)
Pelo prsenle faz-se publico que por resolucio
da directora desta companhia, lomada nesta da-
ta tera-se feito urna oulra chamada de duas li- O abaixo assignado avisa ao Sr 1 uiz Jos U.r
bras aterlinas porcada accao. a qual chamada ou ques, arrematanle doSimposioda^ Guarden 1
preslacao dever sor paga at o dia 31 do Janeiro que 'do 1- de janeir vidoi' o om dh H.r '
prximo futuro no Ro de Janeiro em ja^dw|l^f^mS^RZiP^ttS
Aviso.
Srs. Man Me. Gregor & C, na Babia aos Srs. S. Codo
S. Davemport & C, e om Pernambuco no
criplorioda thosouraria da mesma va frrea.
"es: ESffSi Srs!8 de dezembr de ,86-
ca^^-o6"16 "St -MmS noicom "ZXZ^^^<^
caso de nao ser a dita chamada ou prestacao sa- riia-se roa d,. r0inr,.iin \i inicio, m-
tisfoita no dia marcado para o seu jmenlo ou q'i'e rh.ra col ,yZ lar" '' SPgUnd" 'nd,r'
illl P! II JPridllli J ma ni.. i,.,i. ..li. _____ .. |^iii llalli!.
na rua d.i
Procisa-se alugar um prolo :
Matriz da Boa-Vista, padaria n. 2C.
Diverlimenfo em Biriirihe
i.
ARMAZEM DE ROUPA FEITA
4 M) A D ilgafflia 4
Defronte do becco da Congregarlo letreiro verde.
largo do arsenal de marinha n. 8, do Sr Anselmo
Jos Duart Sedriro, assim como no largo da ma- lOriO (IOS gereilleS.
triz de Santo Antonio n. 2. do Sr. Antonio Joa-I Alegase o armazem da casa
",/* i nrlns os pagamon- h~*An
tos devem ser folios ao Sr '
Thoraaz Garrelt nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
autes o accionista que incorror nesta talla paga-
r juros a razao de 5 por cento ao anno sobre
tal chamada ou preslacao a contar de*te dia at
que soja realisado o pagamento. No caso de n3o
ollecluar o pagamento desta chamada ou piesla-
i;ao dentro de 3 mozos a contar do djto da lixado j
para o embolso da mesma ficarao as aeces que j homingoHO. no grande sitio Caiueiro das r> l^
incorrerom om tal falta sujoilas a serem conlis- f> horas da tarde haver corridas do dous ton
(.adassegundo as disposicoes dos estatutos a esle ros vindos de Olinda e serio lonados or
respeilo.
Por ordem dos directores.
Assignado \V. H. Itellamy,
Secretario.
19!) Greshatn Ifonse.
Od Brouad Streei.
F. E.
99 ,l.i r.p,...., I.rn ,|n 1 >(',()
Aldgamse os dous andares do so-
n. 4."), recente-
mente pintados e eommodos sufllcientes
para familia : a tratar no aruio^ui uu
. --k- k"' un
hbil garracneiro iiue muito admira sua destrona
c aqu se acha com praca em um dos vasos do
guerra e uara commodidade das familias haverri
um forte cercado cora assonto para prevenir qual-
quer carroira dispersa que os mosmos possn
dar ; cuslindo 3IK) res a entrada de cada um.i
pessoa.
..-l10111 annunriou procizar de 20rj>fMM) al
imWMJDa premio sobre pinhros de ouro. o,. |-
po boca ora cas,, queira drigr-se a roa da Im-
petra nu por nutra Alieno da Boa Vis"a n. 19
das 10 horras emdiania iJ
nratomier deriia-se a rua do (Jueimadn
Casacasde panno preto a 309, 359 e 40000
Sobrecasacas do dito dito a 359000
Paletots de panno pretos e de cores a
20, 259, 309 e 35*000
Ditos de casemira de ceres a 15 e 329000
Ditos de casemiras de cores a 7 e 12000
Ditos de alpaca prela gola de velludo a 12000
Ditos de merino selitn preto e de cor
a 89 e 935000
Ditos de alpaca de cores a 3500 e 5000
Ditos de alpaca preta a 39500, 59,
7 e 99000
Ditos de brim de cores a 31500,
49500 e 5*000
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 e 61000
Calcas de casemira preta e de cores a
91, 109e 121000
Ditas de princesa e alpaca de cordo
pretos a 51000
Ditas de brim branco e de cores a
21500 49500 e 59000
Ditas de ganga de cores a 31000
Ditas de casemira a 59500
Colletesde velludo decores rouitofino a 109000
Ditos de casemira bordados e lisos
pretos e de cores a 51, 59500 e 9000
Ditos de setim preto a 5000
Dilos de casemira a 39500
Ditos de seda branca a 59 e 69000
Ditos de gurgur8o de seda a 59 e 69000
Ditos de fusto brancose decores a
39e 39500
Dilos de brim branco e decores a 29 e 29500
Selouras de linho a 29500
Ditas de algodao a 19600 e 29000
Camisas de peitode fusto branco e
de cores a 2300 e 29500
Ditas de peito e punhosde linho mui-
to finas inglezas a duzia 35000
Ditas de madapolobrancas e de cores
a 11800, 29e 2500
Ditas de meta a lie 19600
Relogios de ouro patente eorisontaes 9
Ditos de prata galvanisados a 251 e 300OO
Obras de ouro, aderemos, pulseiras e
rosetas
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas vmperaes &eranea.
Csteexcelente fumo acha-se depositado, direlamente na rua Nova n*"23, ESQUINA DA
CAMBOA DOCARMO, o qual se vende por mseos de 2 heciogramos a 19000e em porcode
10 masaos para cima com descont de 25 poreento ; no mesmo estabeleeimento acha-se tambem
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
WIB--*!* I
EAU MINERALE
quim Panascn.
A administrcao do correio da
Parahiba do Norte contrata homens ca-
minheiros para a conduccao das malas
e paga o jornal mensal de 24.$'.O ad-
ministrador, Francisco de Assis Car-
neiro.
Armazem para alagar.
Alugam-se os dous grandes armazens da rua
da Concordia, onde osl o Sr. Paulo Jos (ornes,
do 1." de Janeiro do anno vindouro em dianle :
a tratar com o Dr. Lobo Moscoso, na rua da Glo-
ria n. 3.
O Dr. I.obo Moscoso scientifica aos seus an-
ligos freguezos, que polos eommodos que offerece
a rua nova casa da roa da Gloria n. 3, denomi-
nada Fundan, continuar a recebor oscravos ou
para tratar de suas moloslias ou fazer-se-lbes
qualquer operaeo : alem da boa situacao ha a
grande vaulagem dos banhos salgados, muito ef-
(icazes para certas molestias ehronios,
Os Srs. abaixo assignadns sao rogados a vi-
ro ni a rua da Iroperatriz, loia n. 82, a negocio
que muito Ibes nterossa e diz respeilo :
Jos Caolano Pinio de Queiroz.
Manoel Flix Nasario, de Santo Anlo.
Domingos Jos Dantas.
Sabino Joaquim da Purilicaco.
Joo Augusto de Hollanda e Silva.
Lucas Amonio Evangelista.
Jos Joaquim deAguiar.
Manoel Izidro do Nascimenlo Araujo.
Manoel Seraphim.
Joaquim Juveucio de Almeida.
TheodoroJos Pereira Tavares.
Jos Pedro Ralis Barbosa.
Antonio Homem Ledo.
Miguel Carneiro de Moraes.
Maooel Flix.
Conrado Jos da Silva.
Domingos Francisco Kegis.
Jos Antonio da Silva.
Joo Barbalho de Mello.
Jos Leocadio do Reis, morador no engenho Jar-
dim, freguezia do Cabo.
n. 41 sila na
rua do Imperador ; a tratar na casa do fallecido
commendador l.uiz Gomes Forreira, no Mondego.
Proclsa-sa de urna ama para o serviro in-
terno do urna casa do pouca familia : na praca
do Corpo Santo n. 17.
MM
llenry Adour, suuuuu ammn,
F.uropa.
Verdadeiro caf de Moka, s i Pe8CadorIe.8 '
urna "-,
loia n. ,
I J i io.h-o do urna ama para cosinhar, pa-
ga-se bem agradando o seu Irai.alho, na rua dos
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia : lia rua Nova n. 5, foja.
Precisa-se de 3U0# a juros por 6
me7.es dando-se por garanta urna nio-
bilia de Jacaranda', a qual podera' ir
pura o poder da pessoa rjue der o di-
nlieiro ou como melhoi se convenci-
nar : quem qui/.er annuncie para ser
procurado.
no hotel trovador, rua larga
do Rosario n. JL.
A qualquer hora do dia ou da noile encontrar-
se-ha nesle estabelocimenlo gosto dos fregue-
zeso verdadeiro caf de Moka, bem assim sor-
vetes das molhores fruc.tas que exislem no mer-
cado, das 6 horas da tarde era diaote, Replese
C ompras.
F.a rua da Cadeia do Recife n. 25, precisa-se
e urna ama que cozinhe com perfeico para pou-
i;a familia.
Precisa-se urna sala independenle, em so-
Irado, na freguezia de Santo Antonio ou S. Jos,
para ubi pequeo escriplorio, quem a liver para
arrendar, dirija-so rua do Queimado n. 41 a
indicar sua morada para ser procurado.
Urna senliora casada, com pon-
eos lillios, e j maior, natural e residen-
te em Hamburgo, mas que esteve no
Brasil, acceita dous on tres meninos ou
meninas para educar com todo o esme-
ro e por condicoes rasoaveis ; a fallar
na livraria n. G e 8 da praca da Inde-
o annuncio para maior ciencia do publico e ha- i ,
verneste mesmo eslabelecimento comida foila a Pendencia, onde Se daiaO toda as in-
qualquer hora que se procure, e bem assim o formacnes.
fornecer-st. para casas particulares. No mesmo
holel precisa-se de um moleque captivo para o
se^vico interno e externo.
Aluga-se o armazem da rua da Madre de
Dos n. 2 : a tratar cora Marlins & Irmao.
Uma mulher sadia e forte, tendo-
Ihe moirido o lilho recentemente nas-
cido, propOe-se a tomar algum menino
para ser ama mentado em sua casa d'on-
de a proponente nao pode sahir por ter
em sua companhia sobrinhas solteiras
e honestas: qnem a pretender dirija-se
a esta tvpoRraphia que sera' informado
de sua residencia.
Aluga-se o sobrado de dous andares e so-
toda rua Imperial n.169 : a fallar na ruada
Aurora n. 36,
rio das li-
nibus de
Movimento dia-
nhas dos om-
Claudio Dubeux, horas da partida
volta dos respectivos lugares.
e
Urgencia.
Contrata-se um rapaz para servir de fiel na
companhia de aprendizes marinheiros, advertin-
do-se que ficar este iscnto do servico da guarda
nacional : a tratar com o commissarlo da mes-
ma, na rua das Trincheirasn. 46, segundo andar,
ou no respectivo quartel.
Para urna casa estrangeira com pouca fami-
lia precisa-se de uma escrava que seja fiel e de
boa conducta, quesaiba cozinhar o diario deuma
casa e ensaboar roupa : quem a liver, dirija-so
rua do Cotovello n 8 (Boa-Vista) antes das 8
horas da manhaa, Ou depoisdas 5 horas da tarde
Quer-se alugar um moleque de 8 a 10 an-
nos de Idade, pouco mais ou menos, para com-
pras e recados : na rua do Crespo o. 13.
Deposit
'
NATRALLEDE VICHY
Deposito na botica franceza rua da Cruz n.22
INJECTION BROU
Remedio infallivel contra as agnorrhas antigs e recentes.
nico deposito na botica franceza, rua da Cruz n. 22.
Proco do frasco 3000.
Attenco
OBSERVARES.
DE APIPUCOS P\RA
O RECIFE.
Os Srs. assignan-
tes que deixarem de
o ser devem fazer a
sua despedida por
escriDto ou bocal-
menie no respectivo
escriplorio, para ser
o seu nomo elimina-
do do livro respecti-
vo, som o que serao
considerados como
taes at que se dis-
pecam.
Outro sim, se ad-
verte que. os Srs.
i;
n
gr,
<

w
a
Roga-se a pessoa que tiver achado um peque- assignantes s lem
no embrulho de papel cor de rosa, conlendo um Idireilo a sua assig-
trancelira do ouro e uma roseta de ouro com co- natura nos dias uteis
ral, de fazer o favor de entregar na rua do Quei- \ cuja8 mensalidades
6
61i2
T"!
81(4
81p1
Do Cachang para n
Recife.....
De Jaboatao
Recife.
para o
mado, loja de ferragens o. 13, que ser bem re-
compensado.
Precisa-se de 300} por lempo de seis me-
zes, dando-se em pagamento da mesma quantia
50g mensaes, dando-se para isso seguranca at o
m do pagamento.
Precisa-se de um caixelro que tenha bas-
tante pratica de taberna, o d fiador a sua con-
ducta : na rua do Rosario da Boa-Vista n. 54.
Precisa-se de uma ama de leite,
na rua do Imperador n. G7, segundo
andar.
serao pagas adianta-
das.
Adverte-se mais
que nos dias festivos
so augmentar o mo-
vimento dos mni-
bus conforme a ne-
cessidade o exigir.
Do Recife para Olinda.
DeOlinda. '. .
para o Recife .
Do Reeife para a Pas-
sagem. .
Da Passagem para
Recife. .
DO RECIFE PARA
APIPUCOS.
a
os
<
-
i
81i2
Do Recife para o Ca-
chang. .
en
-<
es
o
a
31|2
4
41i
5
51[2
6
61|2
OBSERVACES.
Do Recife boato. .
Ja-
Do Recife para Olinda.
61)6 De Olinda para o Re-
41i!
31(2
cife.
Do Recifo para a Tas-
sagem.....
Da Varzea para o Re-
cife......
8 lid
l
Da Passagem
Recife.
para o
Do Recife para a Var-
zea.....
Compra-se
um jogo de bagatelas, novo ou om bora oslado :
quem liver |e quizer vender, dlrja-se|a rua do
Cabug n. 2, onde achara cora quera trataa.
Compram-se escravos,
sendo de arabos os sexos, de 12 a 20 annos do
idade, sadios e boas figuras ; na rua da Impera-
trizn. 12, loja.
Compram-so moedas Je ouro de 20j>: na
rua Nova n. 36, loja.
Compra-se wni rasa terrea para pequea
familia, sendo na freguezia de Santo Antonio ou
S. Jos : quem tiver, queira annunciar por esta
folha para ser procurado.
Compra-se um jogo de bagatella ingleza,
nova ou servida : na rua do (Jueimado.
Vendas.
Machinas de costura
DE
Slvat & Companhia.
Estas machinas sao as mais perfeitas
no ramo de mecanismo, unindo a uma
simplicidade a maior ligeireza e perlei-
cao para toda e qualquer qualidade de
costura, do ponto mais fino ao mais
grosso. O vendedor se obriga a ensinar
o methodo aos compradores at o sa-
berem bem, assim como a ter as machi-
cbinas em ordem durante um anno.
Estas machinas cosem com 2 ios nao
quebram o fio como muitas outras o fa-
zem e sao as melhores e mais baratas
at hoje conhecidas no mundo, ellas se
achm expostas na galera do SR. OS-
BORN, RETRATISTA AMERICANO NA
RUA DO IMPERADOR N. 58, onde
uma senhora competentemente habili-
tada as fara* ver e trabalhar. Igual-
mente se acbam expostas no armazem
de MACHINAS AMERICANAS, RUA DA
CRUZ N. 4 E 9.
Vende-se um negro moco, robuslo, para
qualquer servico, tanto de ganhar na rua como
de campo, por estar a estes servicos muito acos-
tumado: a fallar no Manguinho, primeira casa
da estrada dos Afflictos, lado dreito, com solao
de varanda de ferro.
Vende-se urna casa terrea no bairro de San-
to Antonio : quem pretender, dirija-se a rua da
Nos domingos e dias santos tambem ha veja mnibus para a Varna e Caxang, que sahiro as i Cruz n. 51, armazem.
6 e 1(2 da manhaa e regresrarao para o Recife as 5 e 1)2 da tarde ; para Jaboatao as 6 horas da Vendem-se dous toneis proprios para azei-
manha, e regressar as 5 horas da.tarde e voltar do Recifo as 7 horas da noite. 1 te de carrapato : na rua Direita n. 4.
Nos domingos e
dias santos tem do
Recife para Apipu-
cos mnibus as 6, ti',
e 7 horas da manhaa
e para Olinda tem
um mnibus as 7 e
volta as 8.
De tarde parte do
Recife para Apipu-
cos as 3 horas e vol-
la as 5, 6 e 7.
Para Olinda parte
as 4 horas e volta
ss6.
Preo das mensa-
lidades
Api pucos. 268000
Cachang. 2&DO00
Jaboatao. TOgOOO
Olinda. 26j0OO
Passagem 20j000
Varzea. 26000
As mensalidades
annuaes teem 10 por
cenlo de abatimento
no Om do anuo a
contar de Janeiro de
1861 em vante, me-
nos as da Passagem
e Capunga.
ILEGVEL


'
V
ll+
()
DIARIO DK PEhNAMBUCO. SABBADO 29 DE DEZEMBRO DE 1860.
Palitos d gaz e
de cera
dosta superior qual zem de Barros & Silva.
E" o ultimo gosto.
Superiores gurgures de^seda de quadrinhos,
do lindos padres, pelo baralissimo preco de 1
o covado, grosdenaples liso de lindas cores a 2)
o covado, cortes de la muilo Una com 15 cova-
dos, padres muilo bonitos a 8#, ditas de quadros
padres tambeni muilo bonitos a 480 rs. o cova-
do, chales de cores, padres inteiramente novos
a \$ rs. o covado ; aproveitem om quarito se nao
acaba ; na ra do Queimado n. 22. loja de
"'"""' Farinha a 3IS00
Vende sefarinha de mandioca a #500
a sacca : na rna da Madre de Dos nu-
mero 55.
Km casa de N. O. Rieber & Successorcs, ra
da Cni7, n. 4, vende-se :
Champaoba marca Farre & C, urna das mais
acreditadasraarcas.muiconhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho xerez em barris, cognac em barris e
caixas.
Vinagre branco elinto em barris.
Brilhantos da varias dimenses.
Kihersulf'irico.
Gomraa lacre clara.
Lonas, brinzaos e brins.
Ac de Milo
Ferro da Suecia,
Al^odu da DjiIu.
Farclo de Lisboa,
muito superior e novo, por prec.o commodo ; na
ra do Vigario n. 19, primeiro indar.
Burros andaluzes
Na rifa do Vigario d. 19, primeiro andar, anda
lem por vender 2 burros de pura raca hespaulio-
la, dosijunes se dispoem a preco coinmodo.
wwam 8K9H &^mmmm
| Ao publico, i
Faria & C. proprietario da loja de mar- cGa
more, avisam aosseus uunjerosos fregu- 8
zes e ao publico em geral que aeabaiu de *o-
receber um completo soriimento de fa- $'
sendas de modas e todas serio veudidas 9
por precos mdicos.

Na ra do Imperador n. -JH, vendem-se
botes com boa manleig ingleza de 8$ ,i (.i?.
Vende-so urna escrava de 2(! annos, cozi-
nlia, engoinma o lava, e nao lem vicios mos, por
preco commodo : na ra da Praia, armazcm de
carne sccea n. 9.
Vende-se urna morada de casa
terrea na ra da matriz da Boa-Vista :
a fallar na mesma rulobrado que vol
ta para a ra da Glorian. 55.
^W^uMB. P&& *m3 aa?/a ofpQ cm^^tsA AOj/S atO/3 aojflHy
Gurgel 4 Perdigo. M
^Rua da Cadeia loja n. 23.|g
Receberam novos corles de cambraia r
babadi- ff
S
Farinha a 3$500.
Vende se no armazem da ra da Madre de 0eo 1
n. 35, saceos cora boa larinha de mandioca, Ue-
8embarcada hontem, pelo barato preco de UgiOO
cada sacco.
Milho novo a 4$000.
Vendem-se milho novo em saceos grandes,pe-
lo preco cima ; no armazem da ra da Midre
de Dos n. 35.
y branca bordada de uas saias e
Sg nhos.
Receberam completos surtitnenios de Jt?
vestidos de blonde cora manta, capclla e 3&
____________________ii
mais pertences.
Receberam mouernos chapeos de pa-
lha para senhora enfeilaOos do plumas e
llores. ,
Receberam novos entalles de cores e
peilos para senhora, pulceiras e estratos
de sndalo.
Bom e barato,
Vendem-so manteiga ingleza a 960 rs. a libra,
dita franceza a 6t() e800 rs.. toucinho a 320, es-
lermar.eto a 680, azeite de carrapato a 440 a gar-
rafa, milho e farelo a 200 rs. a cuia, cha a'2j,
vinho do Porto engarrafado a 18 e 800 rs. a gar-
rafa ; na travessa do paleo do Paraizo n. 10, ca-
sa pintada do amarello.
240.
Espirito de vinho.
Vende-so a 2*560 e 2#801) a canuda ; na tra-
vessa do paleo do Paraizo n. 1C, casa pintada de
amarello.
Palelols de seda a 10$ : na loja de Julio &
Conrado.
Cera do carnauba.
Una Ao Queimado n. 39
Loja de quatro portas
DE,
J0AQUIM RODRIGUES TA VARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, azendi
i muito superior com pequeo toque de mofo I j AS VCrilQCiraS lUYclS de
605KJOO, ditos sem deeito a 100*000, tem no i,
resto de chales de toquim que esic-se acaband) i JOUYIfl
?.J^y00^^J?.rorn re,nnd|n,8J;0' daos sera ser de poma redona sua encommenda as f erdadeiras lavas de Jou- 43 .5* 'dT.os de" 7*
aSJJOOO, ditos esianpados cora listras de seda ,v'n. primeira qualidade, lano brancas como pre- fortes a 3) corras de o illia
era roda da barra a )000, dilosde ricas estn -!as ParaJ?omem c senhora : quera precisar, dirl- sr.oo, e outros mu dilloren
pas a 73OOO, ditos deganga franceza com fra/ ISido'nflC. '" aS"3 ^"^ "" Qu''
ja branca a 20O0, ditos sem franja emulol
encorpado a 2000, ri^os manteletes de grosrj- MtM" N6$B S339333186n
as commodas s.iias balao de ^, naples preto e de cores ricamente enleilados*
para se- || 1959000, d|los muilo superiores a 3039000, eir
5 feilesde vidrilho preto a 3&000, ditos de relr/z
Sj lieceberam chapeos para homem, de
S castor preto, branco e de seda forma
rfjq mrderna
t'V Vendem ricos cortes de vellidos de
seda, ditos de barege e gazc de seda
tY habadinhos.
^ Vendem
I mnsselinas e cutim de algodao
de
jt
pe- O
niiora o enancas-----------------------------------lenes de vidrilho preio a 3000, ditos de relr/z Vende-se on permuU-se por casas
Vendem sedas e grosdenaples de qua- K a 3500, organdisda mais fina que lia no ratf- ffi qnas urna grande casa siti em um lo- q
Sra dSofnsos CreS CS-;Ca'lo 000 o covado, carnbraias de coies 8 P?jo desl,, praca,_ podom dirigir-3
^rJZ*m,m& grosdcJidepadroesmuiiodelicadosa800rs.avara,di,o|| ^Z^^^1* > ^*
Vende-se da primeira qualidade esp ecial a 9-5
a arroba : na ra da Cadeia n. 57, armazem de
Cassas de lindos padres e cores fixas que se Puente Vianna & C.
pode garantir aos comprados, 3 210 rs. o covado' i
ua ra do Queimsdo, loja de 4 portas n. 39. Sl^l
uncs \m- meninos.
O lempo proprio para se comprar os bonitos
bonets de panno fino enfeitados com fila de cha-
malote e borlota, outrus enfeitados com lila de
velludo e pluma, e outros com gnl.'iozinho dou-
"',0,-!u'",?-s P0'?3 D'?l88inos precos de 3*500,
escura, mui bonitos e
branca enfeitadas a
rentes bonets de panno
enfeitados a I e lj.280 : na ra do Queimado,
loja da aguia branca n.16.
Vendem-se saceos com feijao por 3 o sac-
co, proprio para animaos no paleo de S. Pedro
I
C5 deoulrasqualidadesa 600 rs. a vara, ricaschil.'S
farncezas de muito boas quadades a 280, 30),
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pide
imaginar, peilos para camisa a 240 rs. cada una,
corles de casemira de cores a 6J5000, ditasem
pesca da quadrinhos a 4&0OO o covado, golliihas
de muito bom goslo a 18000, ditos de o uros
bordados ricos a 3000, manguitos de cimbaia
bordados a 3#000, tiras bordados e en ir i ireios
que se vendem por preco comraodo, bombazi de
cores proprio para roupa de enancas, e capihas
para senhoras a 18400 rs. o covado, corts de
carnbraias de salpicos a 55000, cortes de em-
braia enfeitadas com tiras bordadas a GJMOO,
(1.
Vcndo-se urna taberna, com poneos fundos o
be ni afreguzada, la om um dos melhores lu-
gares dos arrabaldes desta eidade: os prejen-
ilnnles podem-sc dirigir praca da Independen-
cia n. 5, onde recbente as dvidas iaformacoes.
^ naples, ditos de seda bordados o dous
5^ bicos, capinhas de croxe brancos c de ^
cyi cores, polonezas de gorguro, taimas de $&
^ lil, lilas para cinlos. "55
la do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira do S, vende-se
por preces baratissimos, para acabar: pecas de
cambraia lisa fina a 3.j, organdys muito finase,
modernas a 500 rs. o covado, cassas abenas de!
bonitas cores a 240 rs., chitas largas a 200 e 240,
cortes do cassa de cotes a 2JJ. ntremelos borda- i
dos a 15500 a peca, babadas bordados a 320 a'
vaha, sedinhas de quadros finas a 800 rs., casa- I
veques de cambraia e fil
cambraia bordados a 53,
610, ditas com ponas a 5500, manguitos borda-
dos de cambraia e lil a 23, damasco de lia com
9 palmos de largara a 1$600, bramante de linho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, lavas
para senhora a 10O rs. o par, capas de fustao en-
filadas a 55, peras de madapnlao fino a 4$, la-
zinha de quadros para vestidos a 32(1. comisos de
cambraia bordados a 5, sobiecasacas de panno
lino a 20S e 25, palelols de panno e casemira de
16 a 203, ditos de alpari de 33">00 a 8a, ditos de .
brira ue cores e brancos de 3^500 a 5g, calcas de sS*^^38S-4l6g9^l8^18S8|S
casemira prelaa e de corea para iodos ps precos, Ful'mf oc ditos de brim decores e broncos de 2J a 5$, ca-| ^"'"Wo UtJ N Ll
misas brancas e decores para lodos os precos,
colleies de casemira de cores finos a 5j ; asiim ,
como oulras mullas fazendas por menos do sea k-7-..J ?UI "ran.e" acal'r, ^ receber mui
valor para fechar conlas. mmlos e delicados eufeitcs de velludo, olra de
; toda perfeieao o ultima moda : vendem-se 1 IO9
e l:'j: quem os virnao hesitar de os connrar;
rendem-se tambera outros de velludo e [peo a
!, 4g e 5<: na ra do Queimado, loja da iguia
m&
legio.
oumero 6.

45
m
99**99999
Machinas de vapor
4 Kodas d'agua.
$ Moeodas de canoa.
$ Taixas.
^ Rodas dentadas.
Broozes e aguilhoes.
Alambiques de ferro.- "
@ Crivos, padres ele, etc.
m Na fundice de ferro de T), W. Rowmao,
Bolsa de tapete para
viagens.
Vendem-se mu bonitas bolsas de tapete pro-
priaspara viagens, etc., etc., pelos baratissimos
precos de 5, 63 e 7 : na loja da aguia branca,
ra doOooimado n. 16:
Bonitos cintos para senho-
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas filas com Dvelas para cintos de senhoras e
meninas, e pelo baralissimo preco de 2! : 1 ni
dita loja da 'iguia branca, rna to ueima'do nu-
mero 10.
Objectos de goslo
senhoras e meninas.
A lnja da agina branca receben um bello sorti-
menlo de objectos de muito gosto e nliima mo-
da, proprios para senhoras e meninas, sendo de-
licadas gollinhas e voltas de vidrilho. vollas de
coral e cornalina com atacador de mola, doura-
1 do, obra inleiramente nova e de muilo gosto, e
I pelos baratissimos precos de 2g cada nbjeelo :
na ra doUueimado, loja da aguia branca nu-
ga
ros ^ Silva.
feijao mulatioho.
Vendem-se saceos com feijao mulalinbo, clie- rua d0 l5r,l'n Passando o chafarla,
doda Ilha de Fernando ; no armazem de liar- 9999## 9 S94
iNa loja da boa f, na rua
do Queimado n. 22,
vende-se muilo barato.
!!
l
Esteiras da India de 4, 5
e 6 pams de lar^o.
No armazem de lazendas da rua doOueimado
n. 19, propriamonte para forro de salas e camas
por ser d melhor qualidade, e todas brancas
a 5>, penteadores de'eoutras militas mais fazendas que sera dficil
gollinhas bordadas a aqipode-las mencionar lodas
| Ao bello sexo. |
* Faria & C. proprielarios da loja re a&
^ marmore, avisara ao bello sexo em ger I *j,
Wg que aeabam de receber um rompido str- 8g
A limento de fazendas do modas propri.s i<*
3K da prsenle estacao.
Chales
; Cambraia lisa fina com 8 112 varas rada peca a
49500, dita muilo lina com salpicos a 5j, dil de
i cores de padres muilo bunios a 320 o covado,
. cortos de eassa piulada com 7 varas a 25240, fil
ru* M.,i j~ ~ a jd,: '"'ho uso muilo fino a bOO rs. a vara, tarlala-
Kicos chales de mermo eslampados, de cores! na muilo fina branca
minio bonitas a 7, ditos muilo linos a 8*500, de largura a 800 rs
ViV.X'Tn r?- d',"'S a'.rdr!',S/ m"ti.n Smt' l,raia Tmanguilos e golla] bordadas muilo finas a
na rua do Queimado ... 22, loja da boa-fe. | 5#. gollinhas bordadas d cambraia muito fina a
19, espartilbosmuito superiores pelo baralissimo
----------.prego de 6J. pentes de tariaruga -a imperatriz
*M Handerimde lia (azenda nova do ul- ^j "mito superiores a 9$, bonets de velludo para
t; limo gosto, em casa de Julio A; Comad
| ni rua do Queimado n. 48.
e de cores com 1 1\2 vara
a vara, goarniees de ram-
ludo, ultimo
gosto.
Libras slerlinas
Venlem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de OliveiraA Fillio, praca do Corpo Santo.
ul- gs-,
o : !r\ i '"''nmos a 5S, ditos de panno preto a 3g, sapati-
|| nhos de raorin muilo enfeilarios a 2? o par, ci.i-
mfi 111s francezaa, linss escuras e claras a 280 o cova-
Tachas e mocadas
V533J
branca ... 10
, do, corles de cambraia de cores com 3 babadns
|Com-ll e 12 varas cada corte a 45500, superiores
euros de cambrais de linho muilo fina e rica-
aente bordados a 9J, ditos de cambraia de algo-
i~oVio com bico do linho a 15280, ditos de cara-
Braga Silva & C, tom sempre no se depo- braia de linho proprios para algibeira a 6, 7 e
silo da rua da VIoe.la n. 3 A, um grande sorti- ^ a duzia, ditos de cambraia de algodao a 2a 100
menio de tachas e moendas pora engenlio, io jA^Si?^^^1^"?. J,,IM0B.8
'l varas cada peca a 2>)00, e assim oulras mu-
as fazendas que vendem-se
muilo acreliado fabricante F.dwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ruado Trapi-
che n.4, ,
que vendem-se por precos minio
baratos : na rua do Queimado n. 22, n's bem co-
nliecda loia da boa f.

;to dos Militares.
Seda grandes para homem
a 5$000.
Na rua NovS n. 30. dofronleda igr;ja da Con-
Rolojros
Os proprielarios deste
Suissos.
Em casa de Sehafleitlfn & C;, rua da Cruz
, vende-se um ai
do relogios
esta i)elC"'i8, 'fDd.e-8*.om. ^^^ *
II.
e por serem
vondcraonor precos razoaveis.
rimanioconvMam ao respeitavel publico, nrincinnlmenio ,;, aT I rolglos de algibeira I.orisontaes, patentes,
acham em seu armizem de mJu principalmente aoe amigos do bom e barato, que se chronometros, meioschronometroa de ouro. pra-
IL I ^- m0ll,at(0S1de novaraente sonido degeneres, os melhores que tem ta do"da e foleados a ouro. sendo es.es Velo-
mo n^M^Xn^'^^0^'90' u'loss^O"'ePttl 'le Lisboa e or ser..m t^I^^^^^f^Mm, que se
a maioi parte delles \ indos por coma dos proprielarios
Gigos com cUampanlia
das melhores marcas que lia no mercado a 20^000 e em garrafa a 2tf000.
Figos de coma Are
:n rni\3> proprios para mimo a lgOOO.
Barris eom aicitoias
os mais novos que lia no mercado a 15*2000.
Srvela branca
das mais acreditadas marcas a 5*000 a duzia e em garifa a 500.
Quecos llaniengos
receidos pelo ultimo vapor de Europa a 3000
Queijos parlo
da.? melhores quadades que tem vindo a este mercado a 9G0
ra albura abalemento.
Capellas e
lores.
Mui bonitas capellas para noivas a 5$, 03 e "#,
ditas para i.i'ninas ,i -2$, bonitos e delicados cai-
xos de llores Iin3s a lg500, 25 e 38 : na rua do
Queimado, loja da aguia branca n. 16.
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamieas,
Uiscoutos
Em casa de Arkv/ighi
PiodeSenteo novo.
Acha-se t
pa-
ris a libra, e em poreao se fa
Queijos swisso
reeentemenfe chegado e de suqerior qualedade a 960 reisalibra.
CuoeoVale
dos rqajhores autores de Europa a 900 rs. a libra om poreao a 850 t.
MarmelaAa imperial
r a^andA^b7efde?0l|'Minais fabricamesde Lisboa em latas de 1 a 2 libras a 800
rs., em poreao dse faraalgum abaiimemo. -
Maca Ae tomate
em latas de 1 libra por 900 rs., era poreao vende-se a 850 rs.
I Conservas francezas e inglezas
as mais notas que ha no mercado a 70o rs. ogfrasco.
j Latas Ae bolachinna Ae soAa
ora diferentes quadades a 1600 a lata
iVmeixas francezas
TlTZ\^TvV euera compoleiras'conlen d0 3 lib;as pr mo
CaixillVias coin s Y^^as Ae passas
a 35*000 rs. em poreao se fara algam aba.iraento, vende-se tamhem i relall.oa libra a 500 rs
Manteiga ingleza
*'mais novaquehanoraercad0 a mors-a,ibraem barfi*< -
Cha perola
o melhor que ha nesto genero a 2500rs. a libra dito hyson a 2000 rs.
Manteiga franceza
a 720 rs. a libra em barril se far abatimento.
Toncinho Ae Lisboa
o mais novo qua ha no mercado a 320 reis a libra.
Ma$as para sopa
era cacabas de 8 libras eom deferentes qualidadespor 40Q0 rs.
Vende-se frco de todas as cores e
com rame e sem elle a 400, 500, 010 e 1 rs. a
peca ; na rua do Queimado, loja da aguia bra-
*,*3 n. lo.
Grammatica ia
gleza de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
GIASDE SORTIHESTO
DF.
endas c roiipa feita
.odas as quartas e sabbados, das 11
dari^l? d'- P'D di;""0 : Pm BrtO Amaro.
uaria'niemaa
herna.

mero 1(>.
baratas.
19 Rua do Queimado 11)
Cortes de cambraia branca muito fina com sal-
picos miudinhos a 4J60O.
Cambraieta para vestido, muilo fina, pelo ba-
ralissimo preso de 2*600, 2;S00, .1? e 3)500 cada
peen.
Baldes de mussulina, dilos arrendados, ditoc
de madapolao.
Fahrica Selias(o|iol. |
|No largo dos Coolhos n. 13.J
O proprielario desta fabrica previne a #
3 todas as pessoas qfie precisaren comprar 3
f telhss, que nao romprem sem irem a dita 5
fabrica, poisba de. tudo muito e d me- 5
i Ihor, trillas para ranos dobrados, ditas $
f para ctiberlas do cumieiras, lijlos de la- *;
1* drilhn quadrados, ditos qnadro-longo, di- (Ji
los para forno de padaria e foyao, sendo A
pelos preces sogoinies : le has de 150 pa- flp
@ ra mais o n.ilhoiro, lijlos de IOS para S
@) mais, aproveitem. \
Vende-se um prelo bom cozinhoiro
rua nireila n. 123.
Vende-se
EM CASA DE
Adamson Hoivic & C.
Vinho do Porto de superior qualidade.
Tinta de todas as cores.
Lona o flele.
l'io de vela.
Sellins, sillines, arreios o chicles.
Boinas.
Rua ()o Trapicho n. A1>.
Machinas ameri-
canas
k ottrrirs RTICOS.
N. O. BIEBER &C. 8UCCESSORES.
tein exposto nos seus armazens da rua
na
a
de
se
guro coora rogo
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tarares de Mello
RUA nOQUEIMADO N. 39
KM/SI.A LOJ HE QUATno POR1AS
lem um completOortimento de roupa feita,
i V 1 ,1-1 o I .. I -- #
aescrevereafallarin^lezeraC mezes, convida a iodos os seus freguez
obratnteiramente nova, para uso dt que-Jesejarerr ter um uniforme feito com lodo o
todos os estabelecimentos de instruc- gos' ,|iriJarn-fe a se estabelicimenlo nue em- I
cao. pblicos e prticulares.
se
te
da Cruz n.4 e 9, urna minidade
e na rua da imperatriz n. 2. la- j rnclnnas etc., como sejar, :
'ABADOS de dinVrenles modelos, traba-
lliando de 2 lados.
CULTIVADORES para limpar e abrir a
tena.
MOIMIOS para cana em ponto peque-
o, podendosergovernadaspor urna
pessoa. proprios para la viadores.
Ditas de DESCABCCAB MILHO, um
processo pelo qual se poupa muilo
tempoe empreja-se somente 2 r.es-
LONDRES
ACENTES
soas,
Ditos de MOER MIMIO, CAFK
Ai.r..> 1 r..-> = ""<" i'iwnr 1MII.IIU, LAl'l- ele
C J. Astley k Companhia.f n.,etc-at0Jf*!?afim>qwhourer.'
_________________1___________*___________ D. os para FAZER FARINHA de m.
na
Vende- C0"lra,rS, "m habeI artista ch^3,io ultimamen-!|
praca de Pedro II (antRO larP0l l, i/, para desempenhar as obras a ven-
it:.\ v "ladeos fregu"'- ;i ___________
do Collegio) n. 37, segundo andar.
para
as
o era
rs.
ezes, ja tem um completo sorti-
mento de palitota > fina casemira modello im-
glez, e muito bem acabados a 1G000 ditos
ile merino setim a 129000, ditos de alpaca
Pi,lart5?000' dt0S de alPaca so^e casacas
a 89000, ditos com golla de velu a 9*000,
?Sd0l'ist50' ,lilos de ganga, ditos de brim,
logiosdeouro de diversos tobi'canVes inrlezes"!i S^'0' ditos de brira Hnho tranca
oa6000, calca de brim de linho milito su
gios.
Vendem-se em casa de Braga, Silva & C re-
gios de ouro de diversos fabrieanlPC
por preco commodo.
pora 5*000, ditas de casemira de cr .
93000 ea |0000( ditas de casemira 1
ta superior fazenda a t cezes de panno fino fazenda muito fina a 255?
prometiera raats tambera servirera aquellas pessoas que mandarera por nutras nouco nratic9<
sev.essempessoalmente; rogara tambera a lodosos senhores de engenho e senhores lavraa
qZi"2HZ n 8rmaZem 'W-.* se ,hes >^ boa q,;aadade
superiores a %$$
ea 40*000, um completo soriimento de cami-
sas fraoezas, tanto de linho como de atndan
efusiao vende-se muito emeonta, afira deaue-
rer-seliqmdar com as camisas.
E pechincha.
Na loja do Preguica, na rua do Queimado r. 9
tem cobertores de algodao do SSTlUiS
grandes, proprios para escravos, polo baw ?s,
mo preco delfi. "aranssi-
Vende-se na rua do Lvrmeuto
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fhas
na rua do Queimado n. 22. na bem conhecida lo- S0Drecasacas de panno muito
ja da Boa F.
Cal de Lisboa,
nova, e muito bem acondicionada na rui da
Cadeia do Recife n. 38, primeiro andar.
Ghcguem ao barato
O Preguica est queiraando, em sua loja na
rua do Queimado n. 2.
Pegas de brelanha de rolo com 10 varas a
2g, casemira escura infeslada propria para cal-
a, collete e palitots a 960 rs. o covado. cim-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente muito fina t'i9,
49,,S9, e 69 a peca, dita tapada, com 10 varas
a 59 e G9 a peca, chitas largas de modernos e
escolbidos padres a 240, 260e280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de merino estanpado a
7# e 8, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 9 cada um, ditos com
urna so palma, muilo finos a 8500, ditos lisos
com franjas de seda a >9, lencos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
finas pura senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 3 e 39500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenlio, para coberta a 280 rs.
a
ro
prelo
na
reoles
covado, casemiras pretas
finas a 2500, 39 e 3500 o covado, cambraia
preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e oulras
muilas fazendas que se far patente ao compra-
dor, e de lodas se darao amostras com penhor.
-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadasde ferro.
I Ferro sueco.
% Frngardas.
I Ac de Trieste.
I Pregos de cobre de com- S
I posico. t
I Barriha e cabos.
I Brim de vela.
J Couro de lustre.
I Palhinha para marcinei- I
ro : no armazem de C. I
g J. Astley A C. 6
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
linston & C. rua daSenzala n.42.
io efe.
MACHINAS para azer ROLACIHMIA.
BOMBAS para cacimbas e
navios, muito mam ras e
de lotea superior por
mdicos piceos.
Ditas com crtenles
tirar agua de
mui fundos.
para
"ftnres
lodos os vapores artigo, de modasToara <
n. 19.borzeguinsfrance7.es a 6A dito 2 t ,D.clu,"do cal?ado Melisna #
de bezerro a 6#. dito de vaqueta a 1L \ L,OJade marmore.
Vendem-se cauas de vidro de difTerentes ta.
manbos e grossuras, os melhores qiie ,em vLn(?0
ncsla praca, pelo preco mais comraodo do S?
em outra-parte ; na mesma casa vendem-se os
Por metade do seu
valor.
Rua do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phantasia.muitosliodos de
duaasaias, pelo baralissimo preco de 10 cada
uro cori6
M pechincha, antes que
se acabe. c
Na_.oa do,Predica. na_rua o Q.eimadon. J&fc^^
Rua da Senzala Nova n M
Vende-se em .casa de S. P. Jonhston & C
vaquetas de lustre para carros, sellins e silheS
ng ezes, c.ndee.ros e casticaes bronzeados, lonas
nglezes.fiodevela, ch.cote para carros, mon-
-aria, arretos para carro de um e dous cvalo
relogios de ouro paiente intrlez.
9 todos os vaporA, vestimentas, calcado e I
chapeos para meninos na caao e |
% Loja de marmore.
YERMZ de superior qualidade para
carros.
CARROS de mao muito leves e barato
BALANCAS de 1,000 bbras para bav0
proprias para armazens, depsitos
tabernas, boticas etc., etc.
MAPPAS geograpbicos do mundo e
suas partes.
MACHINAS de costura de Sivat & C as
melhores que ate boje tem acre-
cido. r
Entremeios e liras
bordadas.
H.Lcnde'Sr mui bonilos en'^meios e liras bor-
dadas em fina cambraia, obras mui bem acaba!
i!finSBr'ramr,,0!1 Ppl09 biralissimos prenota
^Sssmt'ro oueiraad V
Loja das 6 portas
em frente do Livramento
RELOGIOS.
Vende-se emiasi
tem saias balao abertas
diminuto preco de 5j).
do ultimo
eimaaon. *, ao abricante Itoskell nrnT- fa
""^ Hj.-.sst.wi?? -ffly-.'.vK:
Laziohas a 500 rs.
Camis.nhas muito bonitas rom ri,,
paravesi.dos de senhora' a'aOO rs. o Si-io^o
es de r.scado francez para vestido a 8 ..
arguras
a
A lnja
ILEGVEL
4$500e 59 ; d-se amostra com penhor
est aberta at as 9 horas da noite.
Attenco.
Doce de peluche em calda a 700 rS a libra
vende-ae na rua das Cinco Ponas n 69 '
Gomma superior do Aracatv.
nume^T." '^ Cmmd na ro da .dk-,


DIARIO >E PEMUMBUGO. SABBADO 29 DE DEZEM13RO U 1860.
j
.*
Calcado.
Qualidades escolhidas.
4o-Kua Direita--4o
fcts a festa necessario renotar o calcado e
correr au estubeloctraenio da ra Oireila, que o
venda nimio fresco o ein perfeito estado por es-
tes pre<;os ;
Borzeguins de hornera (bezerro e lustre)
(tem)
(dem)
(dem)
(idem)
Ditos de dito
Ditos dedito
Ditos dedito
Ditas dedito
Borzoguins do senhora
Ditos de dita
Ditos de dita
Ditos de dita
Sapaies de bezerro (3 1(2 batera)
Ditos de dito e de loslre
Meios borzegoins do horaem
Borzeguins do menina igOO e
Sapaloes de bezerro para menino 4> e
Sipatos du lustrt' para senhora a
9S50O
93OO0
8g500
8S00
6J000
5>O00
4S00
4500
4g000
556OO
59000
6S000
356OO
3500
1S200
59 Kecobeu-se recentemenle e coulinua a <$
@ receber-se directamente de Paris e Loa-9
& da especial, artigos de modas para se-
ohoras na ^
j Lojade uiarmore.
asrasaaa @@ @ g@
Lindas caixinhas de cos-
tura.
Na loJ da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vendem-se as lindas caixas de costura pro-
prias para mimo, assim como pianinhos com a
sua competente msica, quadros dourados, tan-
tos de santos como de retratos, proprios para en-
failo de sala, jarros com flores moito lindos, es-
tampas tanto de guerras como do vistas decida-
des, caixas do msica cora lindu pecas, realejos
grandes cora 30 pechas compostas de valsas as
mais modernas, ludo isto se vendo por precos
commodos.
Assucar e caima.
Vonde-so assucar mascavado a 100 rs. a li-
bra, agurdente de canna engarrafada a 2f0 a
garrafa ; na travessa do paleo do Paraizo o. 10,
casa piulada de amarello.
Ceblas.
iBfl
Na pa Jara de Antonio Fernandos da Silva lie i
riz, ra dos Pires o, 42, d-se pao de vendagem,
e na mes ma vendo-so pao commum, dito de Pro-
venga, bolacha de boa quahdade e nova, bols-
chiuhas, biscouto8 doces e aguados, fatias, ros-
cas, aramia, fraoceza, bolachiuhas de dita, ari-
iilu do reino mimo nova proprta para sequilho,
tudo das melhores familias e o mais bem tra-
balhado.
Vende-sc cera de carnauba da velha
AGENCliV
IIA

e aova safra a pi ero de 9$: no antigo
deposito do largo da Assembla n. 9.
Vende-se a 610 e 800 rs. o cenlo ; na travessa
do paleo do Paraizo o. 16, casa piniada do ama-
relio.
Ra do Queimado
n. 39.
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TA VARES
DE MELLO.
O'iegou ullimamente a esle estabelecimento um
completo snrtimonio de chapeos pretos francezes
ib melhor fabricante de Paris, os quaes se ven-
ileirt a 7&000, ditos a 89000, ditos a 99000 |
ditos milito superior a 109000, ditos de castor
pretos e breos a 16000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de feltro a Garibaldi de
milito superior massa a 7*000, ditos de copa
Inixa para diversos presos, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vendern por prego
hirato, bonets de vellido para meninos a 5*000,
ditos de palha escuras e claras a 49000, dilos
de panno muito bem arranjados a 3}500
chapeos dsela para senhoras a25*000 muito,
superiores, ditos do palha escuras proprios para
campo a 125000, ditos para meninas 10*000,
chipaos de sol de seda inglezesa 109 e a 12*
muito superiores, ditos france7.es a 8*000,
ditos da panno muito grandes e bons a 49000.
sapitos de volado a 29000. ditos de tranca a
1*000, sintos de gruguro para senhoras eme-
ninas a 2*00'l, c.ieiros de casemira ricamente
bordados a 123000, e oulras milita faiendas
qua a vista dos freguezes nao deixaro de com-
REMEDIO INCOMP&RAVEL.
UNGENTO HOLI.OWAY.
Milhares de individuos de todas as naques
polom leslemunhar as virtudes desle remedio
ncomparavel o provar em caso necessario, que,
peb uso que delle fizeram tem seu <*>rpo e
memhros inieiramente saos depois de havor era-
pregado intilmente ouiros tratamenlos. Cada
pessoa poder-se-h-i convencer dessas curas mi*
ravilhosas pela leimra dos peridicos, que Ih'as
relatam lodos os dias ha muitos annos; e a
maior parte deltas sao to sor prndenles que
a Imiran os mdicos mais celebres. Quanlas
pessoas recobraran) com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois de ter
permanecido longo lempo nos hospitaes, onde
deviara soffrer a amputarlo 1 Dallas ha mti-
cas qua h ivon lo dcixado esses, asylos de pade-
timenlos, para se nao submeterem a essa ope-
ran!) dobrosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benefi-
C03 dianta do lord corregedor e 011 tros magis-
trados, afim de mais autenticaren! sita a firma-
tiya.
Ninguena desesperarla do estado de saude se
livesse bastante confanca para encinar esle re
medio constantemente seguindo algum lempo o
tratamento que necesslasse a naturoza do mal,
r.ujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que ludo cura. #
O ungruento he til, mais particn-
larmente nos.; seguintes casos.
FUNDIDO LOW-MOW,
Roa da Senzalla Nova n. 42.
Nesle estabelecimento comina a haver um
completo sor ti memo de moendas e meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e laixas
te jorro balido e coado, de todos os lmannos
para dito,
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como lambem cal virgem em
pedra, tudo por precos mais baratos do que em
oulra qualquer parle.
Viiili de Borileaux.
Em casa de Kalkmann lrmos&C, ra da
Cruz n. 10 eucontra-se o deposito das beni co-
ntiendas marca dos Srs. Brandeuburg Freres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac 4 C, em Bor-
deaux Tem as seguintes qualidades :
DeBrandennurg frres.
SI. Estph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chteau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien
St. Julien Mdoc.
Chteau Loville.
Na mesnia
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
As melhoresmachinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer &C. e Wheeler &Wilson.
gROtIPA FEITA ANDA MAIS BARATAS.!
f SORTIMENTO COMPLETO j
vi
pFazendas e obras leitasj
LOJA E ARMAZEM
& DE
casa ha para
NA
Vendem-se5 carros novos com todos os $g
arreios : na ra Nova o. 21. 93
8@e -@@ee
CANDIEIROS
ECONMICOS
NA
Ra Nova n. 20.
Alporcas
Caimhras
Callos.
Aneare*.
Cortadurs.
Dores de cabera.
das costas.
dos merahros.
Emfermidades da culi
em geral.
Ditas do anus.
Erupces escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fialli.la 011 falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas?,
Inehaces.
Inflamaco do ligado.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Stranfl, 8 na loja
de todos os boticarios droguistas e ootras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
Amaricado sul, Havana e Hespanha.
Vende se a 800 rs., cada bocetinha contm
urna instruccao em poriujpiez para explicar o
modo de fazer uso desto ungento.
0 deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceuiico, na ra da Cruz n. 22
Ppirnambnro.
Inflaramago da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptil.
Picadura de mosquitos
Pu lines.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinta, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das articularles.
Veas torcidas ou
das as pernas
Nesle estabeleci-
mento vendem-se as
machinas deste dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do da ou
da noiie, e rcsponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranca :
no armazem defazendas
do Raymundo Carlos
Leite & Irmaos ra da
Imperatriz n. 10 amigamente aterro da Boa-
Vista.
Loja das seis portas em
frente do Lvramento
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bunilos gostos a 200 rs. o co-
vado, dilas estreilas de cores escuras a 160 rs.,
pecas de brelanha de rolo com 10 varas a 2j),
ditas de esguiao de algodao muito fino a 3$, ris-
cadinho de linho a 160 o covado, longos brancos
cora barra do cor i 120 rs., ditos broncos com bi-
co a "200 rs., algodo monstro cora duas larguras
a 610 a vara, lazinhasde duas larguras, fazenda
nova pata vestidos a 500 rs. o covado, enfeites de
Irania com laco de fita para cabeca ile senhoras
a 23500, cortes de riscado para vestidos a 2JJ, pe-
cas de madapoloo com4 1(2 palmos de largura a
jlOO, chales de merino estampados muito linos
a 6^. A loja est a hera aleas 9 horas da noite.
SYSTEMA MEDICO DEHOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA-
Este inestimavel especGco, composto inteira,
mente de hervas medicinaes, nao conim mercu-
rio nem alguma oulra substancia delecteria. Be-
nigno maistenra infancia, e a compleiqao mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compleigao mais robusta ;
enteiramente innocente em suas operaces eef-
feitos ; pois busca e remove as doencas de qual-
quer especib e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que estavara as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e forjas, depois de haver tenta-
do inullimente todos osoulros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se a des-
esperarlo ; facam um competente ensaio dos
efficazes effeitos desla assombrosa medicina, e
pre.Mes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Accidentes epilpticos. Febreto da especie.
Alporcas. Gotta.
A m polas. Flemorrhoidas.
Areias (mal de). (Hydropesia.
Aslhma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou extena-
Qo.
Deblidade ou falla de
forgas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga.,
nos rins.
Dureza no venire.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammsces.
Irregularidades
menstruacio.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrucjao de venire.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retencao de ourina.
Enfermidades no ventre.lRheuroatismo.
no-
Symptoraas secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Ditas no figado.
Dilas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Pebre biliosa.
Febreto intermitente,
Vende-se eslas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand. e na lojade
todos os boticarios droguista e outraspessoas en-
carregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dallas, contera ama instrucc.ao em portu-
guez para explicar o modo de se usar deslas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sf. Soum
dharmaceuiico. na ra da Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
5r. Soum,
. 22. em
Doce hom
Vende-se doce de guiaba o 800 e. 1 o caixao
[na travessa do paleo do Paraizo o. 16, casa pin-
tada de amarello.
"Ra do Queimado
111.46, frente amarelia. j
Constantemente temos um grande e va- j
riado sorlimento de sobrecasacas prelas \
de panno e de cores rumio fino a 2S0, ]
30g e 359, palelola dos mesmos pannos \
a 20$, 228 e 24J, ditos saceos pretos dos 1
mesmos pannos a 14$, 16$ e 18$, casa-
cus prelas muito bem frilas e de superior
panno a 28$, 30$ e 35$. sobrecasacas de
casemira de cores muito finos a 15$, 16g
e 18$, dilos saceos das mesmos casemi-
ras a 10$, 12$ e 14$, cairos prelas de
casemira lina para honiem a 8$, 9$, itj
e 12, dilas de casemira decores a 7$, 8$,
9$ e 10$, dilas de biim bronces muito
(na a 5$ e 6$, ditas de ditos de cores a
3$, 3$500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cures a 4$ e 4$50, col-
leles prelos de casemira a 5$ e 6$, dilos
de ditos de cores a .4J500 e 5$, ditos
brancos de seda para casamento 3 5$,
ditos de 6$, cnlletes de brim bronco e de
fuslao a 3$, 3$500 e 4$, dilos de cores a
2$50O e 3$, palelols prelos de merino de
cordSo sacco e sobrecasaco a 19, 8$ e 9$,
colleles pretos para luto a -i;5C0 o 5$,
calcas prelas de merino a 4$5O e 5$, pa-
leto'ls de alpaca preta a 3j500 o 4$, ditos
sobrecasaco a 6$, 7$e 8$, muito fino col-
leles de gorgurao de seda de cores muilo
boa fazenda a 3$800 e 4$. colleles de vel-
ludo de cores e prelos a 7$ e 8$, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14$, 15$ e 16$, dilos de
casemira sacco para os mesmos a 62500 e
7$, ditos de alpaca prelos saceos a 33 e
35500, dilos sobrecasacos a 5$ e 5$500,
calcas de cosen.ira prelas e de cores a 6$,
6g500 e 7$, camisas para menino a 20$
a du/ia, camisas inglezas pregas largas
muilo superior a 32$ a duzia par=i acabar.
Assim_como lemos urna olTicina de al
faiate onde mandamos executsr todas as
| obras com brevidade.
Coke (carvao),
ou combustivel para cozinhas, caldeira9, ele,
muilo econmico para as casas particulares : ven-
ile-sc na fabrica do gaz, em porces de um quin-
tal para cima a 1$ o quintal.
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Stomacal de 1830.
Precio. o de 1847.
Asduzias.e em caixinhas, a dinheiro, poi ba-
rato preco : vende-se na ra do Trapiche d. 40,
escriptorio.
Meias muito bara-
tas.
A loja da aguia branca esta provida de urna
grande quaulidade de meias, e melhor sortimen-
to que se pode dar, e por isso est vendendu-as
mais barato do que em oulra quMquer parle ;
sendo meias cruas cncorpadas, de obanhado ou
bocal elstico para homrm a2s500, 3$, 3$50(), 4$,
4$500 e 5$ a duzia, dilas inultas o mellu.r que
se pode encontrar a 6$ e 6$50O, ditas de fio de
Escocia pona encarnada imitandoseda a 800 is.
o par, e de cores a 640 e 800 rs.. dilas brancos
n ni finas e tapadas a 2)100, 3$500 e 5$, e fins-
si mas a 8$ a duzia, ditas broncas finos e fio unido
para senhoras a i9. 4S800, 5J500 e 6500, e de
fio de Escocia primeira qualidade a 8&500 a du-
zia. ditas de seda brancas e prelas a 2$500, 3?,
3$500 e 4a, dilos cruas mui encorpodas pora me-
ninos a 200 e 240 rs. o par, dilas brancas e de
cores a 240 n 280 o par, dilas para meninas a 3$
a duzia. ditas de seda para baplisado a 2$ o par,
dilas de loia e de seda para padres a 2$, 3$ e 4$
o par. Eoifim 5 visla de tantas e diversas quali-
dades, o melhor approveilar-se a occasioo, e
diilgir-se a ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16, que sei. servido com agrado e sinec-
ridade.
4diniravcis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele, devem estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos
com os quaes se cura eficazmente as principaes
molestias.
Promptoalivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os pebres casos de reumatismo, dor de
cabera, nevralga, diarrha cmaras, clicas,
bilis, indigeslo, curp, dores nos ossos, conlu-
ses, queimadura, erupcoes cutneas, angina,
retencao de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades escrophulosas,
crnicas esyphiliiifas : resolve os depsitos de
maos humores, purifica o sangue, renova o
systema : prompto e radicalmente cura, escro-
phulas, venreo, tumores grandulares, ictericia,
dores de ossos, tumores brancos, afeccoes do fi-
gado e rins, erysipelas, abressos e ulceras de
todas as clases, molestias d'olhos, diCGculdade
das regras das mulheres hipocondra, venreo,
etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o systema, equilibrar a circu-
ladlo do sangue, inieiramente vegetaes favora-
veis em lodos os casos nunca ocasiona nati-
zeas nem dorres de ventre, dses de l a 3 re-
gularisam, de 4 a 8 purgam. Eslas pilulas
sao efficazes as aflecces do figado, bilis, dor
de cabeca, ictericia, indigeslao, e em todas as
enfermidades das mulheres, a saber: irregula-
ridades, litxo, relences, flores brancas, otis-
irucQes, histerismo, etc., sao do mais prompto
effeito na escarlatina, febre biliosa, febre ama-
relia, e em lodas as febres malignas.
Es es tres imporlinte3 medicamentos vem a-
companhados de instruccoes impressas que mos-
tram com a maior minuciosidade a maneira de
applica-los em qualquer enformidade. Estao ga-
rantidos de falcificacao por s haver venda no
armazem de fazendas de Raimundo Carlos Lei-
te & Irmao, na ra da Imperatriz n. 10, uni-
ros agentes em Pernambuco.
Chegou um riquissimo sorlimento de candieiros
econmicos de muito bonitos modelos, desde o
mais superior al o mais ordinario, por prego
muilo commodo, com a experiencia prupria de-
ver agradar ao comprador, o vista da pouca
despesa que faz, animara a ser Iluminado s com
os ditos candieiros a gaz ;- os mais baratos sao a
imitacao de urna lamparioa, produzindo a luz a
tres velas de esperruacete com a importancia de
40 rs. por noite ; gradualmente ir sobindo lo-
das as mais qualidades al o maior, que servir
para ornar e illuminar urna rica sala, equivalente
a 16 velas de espermacete, tudo isto se garante
sob a condicoo do voltar e restituir-se o seu
importe, na falta do nao agradar a experiencia
feita: na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Cofres de ferro para dinheiro,
joias. etc., etc.
Na loja da aguia branca vendem-se bonitos co-
fres de ferro mui lurtes e seguros, com fechadura
e chave. ededilTerenles tamanhos, proprios para
se guardar dinheiro, joias e papis de importan-
cia, pelos baralissimos precos de 4$00, 5$000,
55500 e 6$ : em dita loja da aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
JOAQUN! DE OLIVEIRA WlMft
24-30-Pra$a da lDdependeucia-24-30
Grande, variado e etcolnido sorlimento de chapeos *.
todas as formas e qualidades, a saber:
De seda finos, de castor, brancos e pretos, compellu e
sem pello, de 10 a 14$, de feltro de todas as qualidades e
varias formas, Magenta, Solferino, Touristas, Jerome, etc.,
etc.: de palha escura ( phantazia), de palha e casemira
(idfim), de palha do Chille, ditos muito finos, avelludados,
altos e baixos, de gorguro de seda, de oleado para criado.
De Nanilha,
> O n o o i i
o f 2.S = = -g'S 82- Saft
= S
& O
O
a
a
o a
p-3 O.?
os mais recommendaveis para a estagao por serem leves, muilo frescos, escuios, eleganitie do
longa durnco.
De baleia, forma cavour,
elegantes, muito frescos, lvese de duracao.
ni mu mbi snniit,
escuros e claros, com enfeites e sem enfeiles.
Cinipleto sorlimento para meninos e mancas,
dem de bonels para homens e meninos
e finalmente oulrosmuitos, quesera enfadouho mencionar.
~0LEADiTPTD0
de excellente qualidade proprio para mesas, consolos, bancas ele, etc., a 3&000 o covado, barat-
simo por sua excessiva largura: na pirra da Independencia ns. 21 e oO.
s *:
en
= 3^= C
o- o- o
5 '> o 2

1 3
v*3
o

=
B--5 S
o
o E c
er*-- ; o- C a, co
Jo o o
:0-o
O 6C=~fc"'^ 3 3
w<._' re 3 2"
te S
So?s
- '_ i > =
ti
I- c c o
9) re
z-
IR ez
z.
> ^: caro
Algodo monstro.
Vende-se algodoo monstro cora duas larguras,
muilo proptio para toalhos e lecces por dispen-
sar toda c qualquer costura, pelo baratsimo
preco de 600 rs. a vara ; na ra do Queiojfdo n.
22, na loja da boa f.
Belogios.
Vende-se em casa deJobnston Pater & C,
ra do Vigario n. 3, um bello sorlimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna vatitdade de bonitos irancelins para os
mesmos
Na loja do Dubarry, na ra da Imperatriz,
existe anda um resto de chicles americanos, a
melhor cousa que tem \ indo a este mercado pela
la n.uita dumcao : a clles, que esla no reslo.
Baloes de 30 arcos.
Vendem-se sujeiiires balees com 30 arcos,
; sendo muito recommendaveis pot potetem Dcar
do tamanho que se preciaer, pelo baratissimo
preco oe 69 ; na ra do Queimado d. 22, na loja
ila boa f.
m
E de graca.
Corles de caigas de meia casemira de cores es-
curas a 1JC00, ditos de biim de linho de cores a
2g,riscadinhos de linlio proprios para obras de
meninos a 200 rs o covado, grvalos de seda de
cotes a 610. dilas prelas estreitinhos e largos a
19, ealem disto outras fazendas que se vendern
muiloem codU ; na loja da boa (, na tua do
Queimado n. vi.
Bramante
brelanhas e atoalhado
Na loja da boa f, na ra do Queimaoo n. 22,
vende-se bramante de linho muito fino com duas
varas de largura, pelo baratissimo preco do 2$400
a vara, bretanha de linho muilo fina e muito
targa a 20. 22J e 243 a pec.a com 30 jardas,
atoalhado de algodao cem duas larguras a 1#400
a vara, dito de linho muito superior, tambem
com duas larguras a 33 a vara, ; na ra do Quei-
mado o. 22. na loja da boa f.
Vinho genuino.
Anda ha urna pequea quanlidade de ancore-
tas desle vinho sem confeicoo, e proprio de doen-
tes : na ra do Vigario n. 19, primeiro andar-
Ra do Crespo
loja n. 25 de Joaquim Feneira de S, vende-
e por piejos laiaiissimos jara acaLar: ves-
tidos de tarlalsna bordados de seda a 85C0O,
organd de coies muilo unas a 320 rs. o co-
vado .cassas de coits a 240 rs., chiulatgaa
200, e 240 rs., capas de fusiao enfeiladas a
5&0C0, rasaveques de cambiaia eTtl a 5000,
penleadorr-s de csmbtaia bordados a 6J000,
babsdos a 3v0 rs. a vata, titas bordadas mui-
to finas a 1?5( 0 a j.ec,a, riscado francez fino
a 160 rs. o covado, golinbas de ponas bor-
dadas a 2&5C0, manguitos de cambraia efil
a 2C00, camisinbas bordadas muito finas a
28000, chita larga com lustro e muito fina
propria para coberla e roupoes a 3S0 rs., es-
guiao de liiibo a l200 a vata, ioupoes de
seda feilos a 125C0C, vestidos de seda mofados
a* 89000, luvas arrendadas a ICO rs. o par,
vestidos de grosdensple pretcs cem barra de
cor a 20000, palitos de pao preto e de cores
de 16^000 a 2O30C0, sobrecasacas de panno
muito fino a 25&C00, calcas de casimira preta
e decores de 6|0d0 a K00O, ditos de brim
branco e de cores de 20C0 a fj~C00 palitos
debrim branco e de cores de i5500 a 58000,
ditos de alpaca de 3&IC0 a 8*000, brim
trancado de algodao com 9 palmos de largura
proprio para toalbas a 900 rs. a vara, damas-
co de laa com 9 palmos de largura a 1*600 o
covado, velbutina preta a 400 rs., brim de
linho de cores a 1*500 o corle, rr.e''as cruas
para homem a 1*200 a duzia, camisas de
linho inglezas a 3290C0 a duzia, pegas de
madapelao fino a 4?7l500, cortes de lanzinha
muito fina com 15 covados a S^lfJO rs., ca-
misas de cores e brancas de 1M0 a 3*000,
e outras muitas fazendas ror menos do sen
valor para fechar con tas.
Perfumaras
novas.
A loja da aguia tranca acoba de receber de sua
propria encomii.cnda um lindo e completo&01 l-
menlo de perfumaras lioas, as quaes est ven-
dendo por nenos do que cm oulra qualquer par-
le : sendo o bem conhecido oleo philocome c b-
nha (Societ Hygieniqu) a 1ofias(o. fins e\-
Iradis em bonitis frascos de corra e douiodos a
5*, 2J500, 3* e ?, o ofima-'a banha transparen-
te, e outros iguolrr ente finos e no\ssirr.os como
a japooaise em bonitis frascos, cuja lampa devi-
dro lanibcm cheia oa mesma, htile ci-ncretp,
odoonelt, principe imperial, ceme, em bonitos
roptnhos ce m lampa de n.eai, c muitas oulros
diversas qualidades, lodos estos a lj> o frasco,
bonitos vasos de potcellana douroda piopiioa pa-
ra ofTeita a 2* e 2J510, bonitos Lohuzinhos n a
9 frasquinhos de cheiio o 5*, lindos testinbas
com 3 e 4 frasquinhos, e caixinhas ndondasccra
4 ditos a lg20O e U600, finos pos pora denles
agua bolso mira para ditos a 1$ e 1c";00 o frosqui -
nlio ; e assim una infinidade de ol jeitos que si>
patentes tm dita loja da aguia blanca, na la do
Queimado n. 14.
Farelo
No armazem d. 47 da ra da Moeda, no Recite,
vende-se farelo bom e barato.
Escravos fgidos.
coberlos e descobertosr pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora de
um dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n.ll,
alguns pianos do ultimo gosto recentimente
chegados.dosbem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood & Sons de Londres
muito propriosDara este clima
Campos receberam urna factura de chapeos de sold se-
da para homem, teodo entre estes alguns peque-
nos que sorvem para as senhoras que vo para o
campo lomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porco seja grande seresolvero vendar pelo
proco de 6* o 6S50O, e alguns com pequeo de-
eito a 59 : na ra do Crespo n. 16.
Extracto
DE
sndalo e outras essencias
para lencos.
Na loja da aguia bronca se acha o verdadeiro
extracto do sndalo, bem conhecido por sua su-
perioridnde, em frascos menores e maiores a 2#
e 2*500, assim como linos essencias de rosa, Mag-
nolia, Palcholy, Lotea & Mara, e muitos uutroe
cheiros novos o agradaveis, e conforme o tama-
nho do frasco vende-sc n 2*. 3, 4 e 5ft. A bon-
dade de lau essencias e extracto j bem co-
nhecido pelas muitas pessoas que tero comprado,
e anda ser por querodo novo comprar : na ra
do Queimado, loja da aguia branca n. 16.
No armazem de E. A. Burl
le C, ra da Cruz nu-
mero 48,
vende-se champsnha das melhores marcas que
vem ao mercado, mais barato que em qualquer
outra parle ; cofres de ferro (burras)das quecos-
turna receber, do melhor fabricante que ba nesle
genero, sortinientos de todos os tamanhos e lo-
dosos preco? ; novo sorlimento de pianos, de
um excellente fabricante, que se venderao por
cnnla do mesmo, deduzindo-se a commissao o o
descont aue os loroasse baralissimos.
dos pelo ultimo paquete
Sonthall Mellor A- C.
inglez : em casa de
Rival sem segundo.
Na loja de miudezas da ra di Queimado n.
55, defronte do sobrado novo ha para vender
pelos diminutospreqos os seguintes artigos :
Duzia de saboneles muito finos a 610 rs.
Candes de clcheles com duas ordens a 20 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Duzia de meias cruas para bomem a 3*.
Dila de ditas para senhora a 3*500.
Pares de meias para senhora a 300 rs.
Latas com bonha muito fin o 500 rs.
Iscas para acender charutos, caixa a 60 rs.
Phosphoros em caxa de folha a 120 rs.
Carlas de alfincteunuito finos a 100 rs.
Caixas de agulhasTrancezas a 120 rs.
Pares de sapatos de tranca deolgodo a 1*.
Frascos de macoss peroa a 200 rs.
Dilos de dito oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garfos, cabo preto, a 3ft.
Pares de sapatos de laa para meninos a 200 rs.
Dilos de luvas do cor To de Escocia a 320.
Msssos de grampas muilo finos a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouras muilo finas para costura a 500 rs.
Ditas ditos para unbas a 500 rs
Pegas de franja de laa com 10 varas a 800 rs.
Dilas de tranca com 10 varas a 320.
Linha Pedro V. cartao com 200 jardas a 60 rs.
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles rotulo finas a 200 rs.
Cordao imperial fino egrossoa40 rs.
Oleo debabsa muilo fino (frasco) 400 rs.
Ftnhas estreilas para enfellar vestidos a 800
rs. a pp(;a.
Labyri'nthos de muilo bonitos goslos por todo
o preco.
Conloes para enfiar esparlilho muito grandes
a 100 rs.
Dito para dito pequeos a 80 rs.
Pecas de tranca de linho com 10 varas a 200 rs.
Ditas de Irania de seda preta com 10 varas a
1J400.
Vara de dita a 160 rs.
Pares de meias de cores para meninos a 160.
Caixas para rap muito finas a 1.
Linha para marcar (carxa de 16 nvelos) a 320.
Fugio do engenho Moreno, da freguezia de
Garreiros, no dia 10 de novembro do crreme an-
uo o escravo Jos, ciioulo, com os signass se-
guintes : baixo, grosso. barbado, rosto redondo,
ts seceos, denles da frente perfeitos, cosas
cheios de cicattizes antigs e de idade 25 a :10
annos, cojo escravo pettence ao abaixo assigna-
do, que recompnsala generosamente a quem o
Irouxer ao engenho cima.
Anlonio Pedro Cav3lcanli de Albuquerque
No dia 18 do correle desspporeceu da ca>a
do abaixo assignado om seu escravo de oome
Moyss, de 18 annos de idade. pardo, de estiturj
regular, corpo serco e espigado, sera barba ne-
tihucna, olhos pardos, nonz afilado. Loica peque-
a, labio inferior grosso eps grande?, levou ca-
misa bronca, urna coica parda escura e oulia
azul : a pcsso que o apprehendcr, pode leva-lo
ou a ra do Vigario. sobrado n. 21, segundo an-
dar, ou a ijua das Cruzes, em Santo Antonio, so-
brado n. 35, primeiro andar, cu ao sitio na ira-
vessa da Cosa Fotle pata o Toco da Panclla, quo
ser rtcompcDSodo.
A. J. de Moracs e Silra.
L\
Livros
para o comrnercio.
Na ra do Imperador n. 15 eslo venda livros
ero branco de papel paulado de 200, 250, 300,
350 e 400 folbas, proprios para borradores, etc.
etc., por preco muito commndo. Conlina a es-
tar venda os livros religiosos que j foram an-
nunciados.
graijficacao.
Fugio no dia 24 do torrente mez, da abaixo as-
signada, a escrava do nome Anlonia, leudo os
signaes Siguiles: estatura regular, cara larga o
picada das bexigas, nariz chalo, olhos pequeos,
sem denles na frente, tendo nicamente as duas
prezas, peitos cabidos, andar ligeiro, muilo sa-
cudido, bracos grossos e cheios de veias, prs Ur-
ges e apapagaiados, iheia do corpo. le>ou cami-
i sa Dranca, sais de chita escura e chales de algo-
j do de 3 peritas, com quadros encarnados, cos-
tuma dizer que forra e dar o nome trocado,
consta ter do para os suburbios da cidade lavar
i roupa : quera a capturar e levar sua casa na
ra do Mangel D. 67, segundo andar, seta bem
! gratificado.
Isabel Mara Nunes de Oliveira.
I Do engenho Cutigi, freguezia da Escada,
; fugio no dia 3 de novembio do coirente or.ro o
escravo de nome Anlonio, rom os signaes se-
Iguintes: estatura regular, cor mulato, cebello de
| negro, pouca barba, denles limados, idade 5 ou
28 annos, pescoco e pea grossos, tem pelo rosto,
pescoco e peitos algumas roanas de panius, e
algumas ccatrizes pelos costas que poicara ler
sido de chicote ; nao levou romsigo rodto algu-
ma, e consta haver fgido para o lado do serian
d'onde viera : quera o opprehender, poder el-
va-lo ao referido engenho, ou no Recife, ra es-
trolla do Rosario n. 29, ao Illm. Sr- Florisrtun-
do Marques Lins, que ser bem recompensado.
Escravo fgido.
Um mulato claro, magro, com pannos prelos
na roacaa do rosto, representando ler 25 annos
de idade, natural do Rio do reixe, chamado
Luiz, desappareceu no dia 30 de oulubro da casa
do Dr. Cosme de S5 Pereira, de quem escravo ;
suppde-se ler levado um cavaUo prelo do Si]
Rostron que se havia sollado, e que elle Mr
ero busca do mesmo ; suppoe-se mais que sua
mulher de nome. Maria tambem o acompanha,
levando um pequeo bah de liendres : roga-se
as autoridades policiaca e a outras quoesquer
pessoas que o prendam, e remeltam ao seu se-
nhor, que pagar qualquer despeza.
Pu^io da cidode do Aracaiy, no mez de se-
tembro prximo passado, um escravo do com-
mandanle superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado 00 Sr. Rento
l.ourenco Collares, de nome Joaquim', de idade
de cincoenta e tantos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e com falla de alguns na frente,
queixo fino, ps grandes, e coro os dedos grandes
dos ps bem herios, muilo palqvriador, incul-
ca-se forro, e tem signaes de ter sido surrado.
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
corrente, vindo do lado des Cinco Ponas, escu-
do eniorrogado por uro parceiro seu conhecido,
disse que linha sido vendido por seu senhor para
Goionninha : qoalquer pessoa que o pegar o po-
der levar em Pernambuco aos Srs. Basto & Le-
mos, que gratificaro generosametue.
Q
o


')
DIARIO DE PERNAMBCO. SaBBADO 29 DE DE2EMRRO DE 1860
=
Litteratura.
Clementina Anbernin.
IV
[Continua o.)
U Sr. de Blangy linha-sc posto mui juuto
da scoua, n'um cauto ; eslava em p, encos-
tado parede, com os bracos cruzados sobre o
peito como se quizesse comprimir-lhe os movi-
mentos. Seus olhos nao deixavam a scena. O
Sr. de Conde nao eslava longe delle, no mesmo
plano. Hara no proverbio urna siluago, a
niais pathetica do actozinho, durante a qual lan-
ava-se o Sr. de Versac aos ps de Clementina
que deva deixa-lo-ahi por algura lempo, ao de-
pois dar-lhe a raao. O enlhusiasmo dos inicia-
dos esperava esta occasio para rebentar. No
momento em que o Sr. de Versac, depois de una
trecho lyrico, cahio aos ps de Clementina, esta
encontrou os olhos do Sr. de Blangy cravados
nella com urna fixidez abrasadora. Porcorreu-a
um ualafrio desde a sola dos ps al a raiz do
cabello ; nunca a tinha envoltijo um olhar mais
sombro, mais inlammado, mai* terrivel. Foi
como que um esguicho de fogo. Lembrou-se do
olhar de que lhe (aliara o Sr. Dubuisson. Por
uiais intrpida que fosse, pode soffrer (tbrilho as-
sustador e abaixou as palpebras. Nao Via mais
esse olhar e sen(ia-o ainda. Entretanto tocava-
lhe responder ; nao cuidava era faz-lo, oppri-
mia Ihe o peito um circulo de chumbo: empal-
Itdecera sob o carmim. 0 Sr. de Versac apresen-
tou-lho a mo.
Clementina I___ rourmurou elle baixinlio.
Cale-se, pelo amor de Deus I disse ella.
I", fez um violeulo esforro para tornar si, le-
vantando os olhos. O Sr. de Blangy a olhava
sempre. Parti de lodos os ngulos da sala um
trovo de opplausos. A Sra. Aubernin batia com
as maos mais do que qualquer oulra pesaos.
Que talento I exclamou a Sra. de Luxenil.
E que natunlidade I respondeu o Sr. Du-
buisson.
i madcmoiselle Mars em Henrique IIII
disse um enihusiasta.
Nunca represenlou-so raelhor urna coramo-
rIO| replicou oulro.
A scnhora do Blangy recobrou a voz, e o pro-
verbio acabou no meio de bravos.
t.)uando o panno occultou a scena, aproveilan-
do o tumulto que segu urna representaran, o
Sr. do Conde tomou o braco do Sr. de Versac, e
lerou-o para o parque. O capito de couracei-
rosacabavade acender um charuto.
Se V. S. nao tem vonlade de imitar-me,
disse elle, venha sempre, daremos um passeio.
(.mando acharam-se alguma distancia do cas-
lello, sob a cpula do urna alea, o Sr. de Conde
olhou para as estrellas.
Pensa V. S. que sou homem de bem, conli-
nuou elle, o nao crer que lenho prazer em pra-
licar urna indiscripgo ?
Sem duvida, mas porque esse prembulo
solemne ? respondeu Luciano.
; porque vou ser obrigado fallar-lhe em
rousas que me nao dizem respeito em nada ;
entretanto impelle-me ura senlimenlo que nao
posan dominar.
O capito deilou urna baforada para o ar.
Sempre nolei, accrescentou elle, que o cha-
ruto servia de estimulo s imaginaces preguico-
sas, eis a razo porque fumo tantas vezes___ Eu
quizera achar um meio proprio para entrar em
mai> ra e para prevlni-lo contra um perigo que o
ameaoa e que infelizmente nao o ameaea s....
nao achei nada, apezarde grandes esforcos.
Um perigo ? repeli o Sr. de Versan.
Primeiramentc nada sei, nada vi, nada sus-
peilo. i que bem estabelecido, perguntar-lho-
liei se notou a perturbarn repentina quo atacou
a senhora do Blangy quando V. S. cahio-lhe aos
ps. Por um instante ficou ella sera falla, e pen-
sou-se que ia desmatar.
verdade replicou o Sr. de Versac, aba-
lado enlo pela atlitude do capilo.
Escapou V. S. a causa dessa perturbaran
repentina, e nao apanhou no ar um olhar seme-
lhanie uina lamina de fogo ? Olhar terrivel,
implacavel, todo impregnado de ura cinme sem
egual, e tal emfim que nao tenho lembraoca de
ter visto oulro brotar dos olhos de um homem.
Sim, notei esse olhar, repeli Luciano.
lOi III I iu
*]
GIY LEVI\GSTO\E
oc
A' TODO TRANSE
POR
Jorge Alfredo Lawrence
XXXIII
(Coctinuago.)
Bruce nulr'ora tinha tinha tido muito rnedo de
Levingstone. Este terror tinha augmentado des-
do muitos mezes desta perseguido contina, e
tinha chegado ao paroxismo.
Guy collocou-se em p junto do leilo, contem-
plando esse miseravel c que pareca dever enloqoece-lo de espanto.
Bruce lorcia-se e tentava escapar este olhar
ti vi e implacavel, que pareca fazer-lhe sen.ir
uma dr physica.
< Que vindes aqu: fazer? e.tciamou elle por
liin.
Prender o assasino de Charley Forrester
Esta reeposta, dada por Cuy com urna voz len-
ta e severa, formava um contraste frisante com o
lora agudo e forrado do doente.
Eoto Bruce pareceu de.repente perder a ca-
liera c poz-se divagar. irapossivel Iranscre-
ver a longa serie de protestos, supplicas e blas-
phemias hnrriveis, que lhe escapavam ; mas no
mel de ludo uso elle Irahio-se bastante,e dez
vezes mais,para completar as provas de que t-
ntanos necessidade;
O agente rio-se com complacencia, pondo de-
vagar asalgemas nos pulsos de Macbane. Lem-
bro-me que a voz desabrida do velhose fazia ou-
vir cima de todos os gritos deseu amo.
Silencio! silencio I digo-vos eu, e calae a
bocea ; nao vos podem fazer mal, bradou elle.
O oulro nao deu signal do ouvi-lo, nem de no-
lar que os agentes levavam seu criado,em quan-
to este sahindo murmurava que tinhamos loma-
do seu amo louco tnalirataudo-o, e quo estara-
mos dispostos mata-lo.
Leringstone esperou com paciencia que esse
transporte passasse, e depois continuou :
Levantae-vos e segu-nos sem demora. Pas-
careis a noite em Newgate.
O doente conservou-se deitado de costas por
algum lempo, fechando os olhos, arquejaodo e
() Vide Diario o. m '
Enlo, e sem procurar saber se V. S. tem
motivos para inquietar-se, accrescentaroi que nao
6 homem de que a genle se esqueca aquello que
tem taes relmpagos sua disposico. Jaquel-
Ios que veem, ouvem, comprehendem, e que na
hora aprazada lembrara-se. Succedeu- mo urna
vez n'uma provincia, n'uma cidadezinha, na oc-
casio ora que eu me ufanava de urnas adrago-
nas novas, achar-me cara cara com ura rosto
paludo que tinha urna remola analoga com o que
ha pouco contemple! immovel e silencioso......
Nao sou terno, nem fcil em commover-me, pois
bem I Sent um calafrio em lodo o corpo. Agora,
Supponha V. S. que nada disse e tornemos en-
trar no castello.
O Sr. de Versac apeitou a raao do capitao sera
responder. Comecou suspeitar que o Sr de
Blangy havia concebido suspeitas que um acaso
poda repentinamente justificar. Alguraa cousa
(irra o repousb de Leonel ; nao te-lo-ha mais
cortamente. A Iranquillidade, a considerado de
Clementina dependiam de urna circumstancia que
toda a habilidade do Luciano nao poda conju-
rar- O Sr. de Blangy nao era homem que fe-
chasse os olhos e que aceitasse as cousas philo-
sophicamente ; havia elle dado taes provas de
valor e energa que tornavam urna e outra in-
contestaveis. Era pois mister dispor-se a ludo,
at um escndalo.
Nao era sem um certo enfado que Luciano en-
Iregava-se essas reflexes ; urna pequea dse
de egosmo misturava-se com o senlimenlo que
as inspirava. Sabia que a senhora Blangy era de
um genio inteiraraente dominado pela paixo. s
vezes insuportavel em sua audacia, e capaz de
levar as cousas s su as ultimas consequenebs.
O que era ento feilo da tranquilidade de sua
viua ? Nao convinha preparar-se para os peiores
successos, ou, quando menos, para prove-los?
J l se foi o lempo em que os paladinos arma-
vam-se de langa o espada para glorificar o nome
e a belleza de sua dama peraole o universo ; alm
disso, o Sr. de Versac nunca tivera n'almi urna
parcella daquella ndole romanesca, que folga
cora os azares, e procura o desconhecido. Pare-
ca-lhe urna grande parada o seu futuro compro-
meltido e sua vida agrilhoada. porque ra moco
um pouco tarde.
Nao era pagar por um prego excessivo alguns
das de urna felicdade destinada perecer como
todas as cousas humanas '.' A situacao de um se-
ductor obrigado correr o mundo atado victi-
ma de sou amor, sempre lhe parecer lisiaba do
ridculo, sem fallar nos inconvenientes de um
estado para o qual nunca tivera a menor indi-
narn
Tal poda ser entretanto o seu destino, se ver-
daderamente o Sr. de Blangy, como tudo fazia
recelar, lhe pedisso urna exp)icaco. Com tudo o
Sr. de Versac nao hestou. Por mais desconten-
te que estvesse no intimo do pensa ment, leve o
animo de aceitar a posicao, e at nao lhe veio
menle a idea de aban tonar Clementina. Abri os
bracos com um gesto choio de philosophia e de
resignaro, se nao de enlhusiasmo e cntrou no
salo.
Vil.
Se alguns espinhos* j faziam com suas ponas
o leilo de rosas em que adormeca a vida feliz de
Versac, eslava cada vez mais agitado o espirito
do Leonel. Cheio de astucia e de sagaciJade na
observaco, chegava ello s vezes certeza pela
lgica das deducedes ; porra o amor e orgulho
implacavel repelliam egualmentc aconcluso fa-
tal que o tea coodemnado ao desespero. .
Poneos horaens pertencem exclusivamente
um senlimenlo nico, queobedecem em quaes-
quer circumstancias, apaixonadamenle c sem he-
sitaco ; a maior parte, pelo contrario preza do
mil inclinaces diversas que se combatein e que
se modifican! urnas pelas oulr.s : o ambicioso
avarento ou prodigo, delexado ou voluptuoso ; o
malvado bom em certas occasioes ; o intrigan-
te c o hypncrta sao susceptiveis de probidade e
de franqueza era alguraas conjuncturas ; o teme-
rario tem seus instantes de fraqueza ; a casqnilha
pode ser sincera e dedicada ; o egosta e o raido-
so chegam s vezes abnegado, simplicidade
Sao raros os caracteres rlleos como o tronco de
um carralho bem liso ; as mais das vezes sao se-
melhantes urna floresta, era cuja centro cres-
cem promiscuamenlo arvores de toda especie,
plantas trepaderas egramma ; l confundem-se
a violeta e o azevnho, a relva e as flores ; o es-
pinhero eslende o ramo pelo mesmo lapetede
musgo onde floiesce a raargarida ; o mesmo ven-
to d'ahi tira o cheiro mais dosagradarele os per-
fumes mais suaves.
0|Sr. de Blangy adorava a mulher e teria joga-
do a vida com urna alegra feroz para vingar sua
honra ultrajada ; tinha porm em alto grao o
respeito, ou, para melhor dizor, o orgulho do
nome, e assustava-se ao pensamenlo de um es-
cndalo que lhe havia de alterar o esplendor, e
que com o mesmo golpe tornara aquello que o
trazia, improprio para as posicoes importantes,
llaviam de atlrahir todos os olhares sobre si um
rompimento publico ou um duelo ; por alguns
das havia de ser o escarneo dosnescios, a distrac-
gao dos ociosos, a anodocta da cidado ; as con-
versarles e os jornaes divulgaran] essa aventu-
ra ; era o esquocimento de trabalhos importantes,
o abandono da existencia austora, laboriosa, res
peilada, & que aspirava.
E se acaso se enganasse em suas app'rehenses,
que remedio curara a ferida que elle proprio te-
ria feilo em sua felicidado ? Nao seria enlo um
Clementina nao p ie canter urna exclamacao
e abaxou-se como que para apanhar os rag-
montis. O Sr. do Blangy segurou-n pelo punho
Voc sent muito isso 1 disse elle; ser
porque foi o Sr. de Versac quom lh'a deu ?
Ah meu Deus I ser voc cioso? excla-
mou Clementina com voz estridente.
Fizeram exploso todo o amor e toda a clera
do Sr. de Blangy.
Cioso I replicn elle, pois bem. sim I sou
cioso louoaraente, com paixo, com delirio I Cio-
so I mas nao ha urna hora em mioha vida que
eu nao erapregue em suffocnr as palpitarnos des-
le coracn transbordando de odio quem quer
que se approiime de voc I Como nao adm-inhou
i tempestades quo hramem aqui e que
de parle de sua affeico. Desde j pensava elle seu marido, ella tornava ver aquello semblante
em seu futuro ; quera para ella urna vida hon- inflammado de mil paixoes, aquellos olhos cheios
da, feliz, cercada do respeito que anda annexo de febre que lhe tinham apparecido j urna vez ;
apparentemenle exhausto de forcas. Quando le-
vantou as palpebras, vimos em su olhar urna fir-
meza que sorprendeu-nos. Disse-oos enlo com
urna calma perfeita :
Nao lenho iolenco de negar cousa alguma,
nem resistir, anda que o podesse. Estcu canea-
do de fugir sempre, e melhor acabar com isso ;
mais fui agarrado por sorpreza. Cuy Levingsto-
ne, queris ouvir-me cinco minutos 1 Batan bom
de caliera presentemente, e nao sei quanto isto
durar ; mas o que sei que desde esta noite nao
direi mais cousa alguma sobre a raorte de For-
rester ; nao, nem urna palavra.
Dir-me-heis como o mataste ? perguntou
Levigstone moderando roz por um esforco de
vontade admiravel.
E' o que desejo fazer, respondeu Bruce.
Creio que elle se julgava feliz por se lhe offere-
cer a occasio de provar-nos quanto o tinhamos o
julgado mal crendo-o inoffensivos ; por que um
sorriso singular contrahia-lhe horrvelmenle a
bocea.
Cuy cojos olhos nesMasnomento estavam abai-
xados nao vio este sorriso ; se elle o livesse no-
tado, nunca Bruce loria feitosa narraco.
Sabis que lodos vos eris contra mim em
Kerlon comecou elle.E' possivel que ella nao se
iraporiasse comigo ; mas eu seria lo paciente e
tao perseverante que por flm ella amar-me-hia.
Infelizmente, porm, nunca quizestes jogar com
franqueza comigo. Ah 1 pensaveis vos que nen-
hum recurso me restava, por quo eu era feio e
mal feito?
Nao, mas nicamente por que ella sabia que
eris um cobarde, diz Guy.
Houve alguma cousa de realmente grande na
completa indifferenca, com que Bruce recebeu
este insulto.
Enganaes-ros, respondeu elle framente ;
ella nao o sabia, lias vis, vos todos o sabis e
vos fiareis na longanimidade e fraqueza inoffon-
siva de meu carcter. Notei, finalmente, o que
Forrester, tinha feito ; e entretanto julguci sem-
pre que ella me desposasse. Contava cora seu
pae e seus proprios temores para manl-la no
recto caminho. Depois do casamento eu teria
continuado tentar o que poderiam obler um
grande amor e urna grande ternura. Eu quera...
Pouco importa agora o que eu quera. Tudo es-
t acabado IPiquei quas louco durante a sema-
na que seguio-sc fgida. Depois acalmei-me
e disse framente : Mata-lo-hei com minhaspro-
prias mos. Eassim tiz. Juro-rosque Alian nada
soube al o lia m que realsei minha resoluco;
eu me julgava assaz corajoso para executar
minha promessa. Cincuenta vezes durante os me-
zes quo segui-os, mudando continuamente do
disfarce, estive nonio de sorprende-lo s ; mas
de todas as vezes fui Iludido em minha especta-
liva. Em toda a parle onde ellos paravam, eu
vellara suas janellas para sorprender-lhe a sa-
bida ; mas smeote ri....
E raogeu os denles, e rolou sobre si mesmo,
mal irrepararel ? Quo remorsos imitis ao de- i,0<1M '", ,empe8lados 1" hramem aqui e que
pois ? B que prova positiva, irrecusavel tinha elle > Compr"ino e,n mco ^ ra0" rao eorno um
deque Clemenlina. que o escolhra livremente ,nsensail- C0fn transporte, com furor, evoco
merecesse o ullrago que fazia seu nome, ,,- P?rgun,,'-in" ,8 T ?J? Mas eulao voct- nada
peitando-a? Que apparencia de que ella Iha pre- V' Prehandeu I Tenho calafrios. quan-
feriase al completo esqueciraento de seus deve- "0 eS'ranha l0Ca em ,ua raao : ,ont"-
res, oulro quo elle egualhava por toda surte do
ntagens, se que nao o exceda ? Que a se-
va
nhora de Blangy tvpsse sido casquilha. irapru- ^U" eMrCe Sbre ^ /em-me palpitar
dente ainda. era nossivel: ,., L min aJSa om de s,,a con,act(> de ma Oaal-
ras, quando voc sorri ao passar para o braco do
outrem! E com tudo espanta-ma o imperio
que voc exerce sobre mim. Fazem-mo palpitar
dente ainda, era possivel; mas urna mao hbil e
firme, perseverante e branda podia lera-la urna
melhor obsorvancia dos deveres que irape a so-
ciedade.
Era mysler, pois, nao ceder cousa alguma
violencia ou ao acasor
Talvez que Leonel tivesse franqueado sua casa
qualquer com urna grandissima facilidade, e
dajo sua joven esposa urna lberdado mais que
absoluta. Havia de dar nisso : mas era elle de
ma edade e de um rosto que lizesseo papel de P ,"' U'a T UoM' Ku C,oso ? Co"
lariholo. elpodiadeixarque zombassem delle por ? ? Pe"Sa VC qU6 PSSVfil vir" S Scu la-
Bariholo, e^odiadeixarque zombassem delle por
causa de sua nova severidade charaanuo-o cioso?
D'ahi essas allernatiras de abandono simulado
do colera selvageni e comida, de indifferenca Z U" Pro",naCao, todo o meu ser estre-
rgulhosa. e de furor raudo, e aquella dolorosa mece- lonho Pa|P"" que me suffocam ; e se
.la entro o hornera de soc.edade. aniritua*. hMe m,St"r' para ILvra"la do uma sociedade que
aoorreco, leva-la para ura deserto virgem, araa-
nhaa ninguem v-la-hia mais I
O Sr. de Blangy tinha tomado Clementina nos
lula entro o hornera de sociedade, espirituoso e
altivo, e o marido inquieto e amante.
Uma considerado de ordora mais elevada nao
lhe perrattia tambera Irao encontr do escnda-
lo. O Sr. de Blangy, como sabe o leitor, tinha bracos e apertava-a com violencia sobre o peito.
uma filha, na qual Havia concentrado uma gran- Passava-lhe pelos labios o hlito abrasador de
aos nomes sem mancha, e que existencia seria a
sua. que reflexes nao a condomnava, se desde
a mais tenra infancia a privasse da mo ? Como
pao, tiuha um encargo d'alma, e a prudoncia tor-
nava-se um do sous primeros deveres.
Depois do sarao dramtico, que acabara com
uma chova de flores laucadas aos ps da senhora
de Blangy, chamada scena por ura auditorio
enlhusiaslico.o magistrado drigio-se para o apo-
sento da mulher.
Clementina tinha os ervos excitados, e aquella
febre qde se sent depois de grandes coramoroes.
Apezar deseu irumpTTo, apezar da danea, apoiar
do alegre ruido da ceia, tinha sempre dianle dos
olhos o rosto terrivel de seu marido. Senta
como que lonluras quando tornava ver na phan-
tasia aquello olhar cheio do claroes amarellos que
elle lhe havia lancado como ameaca.
No momento era que Leonel eutrou em sua
cmara, seus olhares cruzaram-se como espadas ;
ella esforcou-se por sorrr, elle senlou-se diante
do fogo.
A senhora de Blangy nao podia conservar-se
n'um lugar. Esquadrinhando todos os cantos,
machucando ura rarrulhelc, amarrotando um vu,
abrindo um livro, fechando uma gavela, e cerca-
da pela atleoQio de Leonel, achou debaixo das
raaos a pora de flores o folhas que'tecera para o
Sr. do Versac, e que este lhe tinha offerecido.
Levantou-a e esteve contemplando-a por alguns
instadles.
O que isso? perguntou o Sr. de Blangy.
Nada ;- uma cora, respondeu Clementina.
O Sr. de Blangy eslenJeu a mo com o gesto
de uma pessda quo deseja o objocto de que se
falla. Sua mulher Ih'o entregou.
Ah a famosa corda que voc leceu pa-
ra Luciano no dia da grande riclona contra um
cao, respondeu o Sr. de Blangy.
Clementina in;linou a cabeca. Batia-lhe o
corarao; previa uma tempestad?, porra, j
prorapta para a lula, seus olhos scinlllavam.
E voc ainda a guarda? proseguio Lu-
ciano.
Sim disse ella.
lo meio das flores maretas, e a corda desfeita
era mil pedacos cahio-lhe aos ps.
como dominado por suas lembraneas zelosas.
Adevmhamos o que elle quera dizer."
Depois continuou :
Nessa noile elle sahio e entrou militas ve-
zes. Pense que elle nunca se afiaslaria bastan-
te, echamei o demonio em meu soccorro. O de-
monio ourio-me ; por quanto, pouco depois. For-
rester dcsceu o atalho. Segui-o na distancia
decem metros,porque o coraco batia-me to
forte que podia apenas respirar : pouco depois
corr collocar-me dianle delle. Tinha lirado a
barba e cabelleira negras, que sempre trouxe, e
assim elle reconheceu-me immediatamente.
O senhor Bruce ? creio eudiz elle, tiran-
do o chapeo to cortezmente como se nos encon-
trassemos em um rendez-vous marcado de aote-
mo.
Sim, respond eu. ncontro-ros finalmen-
te : ha muito que o desejava.
Eu procurava fallar com a mesraa calma que
elle ; mas senlindo approximar-se o momento da
aeco, minha dainada ignavia fez-me balbnciar:
Geralmenlenao sou invisivel, retarqoio el-
le. Vos, ou al gum de rossos amigos ha muito
que poderieis ter-me encontrado. Tendes gasto
um cerlo tnmpoa tomar uma resoluco :__, sup-
ponho, o effeito da desgranada prudencia consti-
tucional, de que sois consumido. Muito bem I
ros satisfarei em Roma : mais do que mere-
cis I
Bat.'r-vos-heis aqqi, imroedialamentc, dis-
se eu.
Isto resente-se muito de melodrama res-
pondeu elle. OTorecer-ros-hei um bom duello.
regular; mas se vos nao retiraes do meu caminho
immediamente queimo-vns o crneo, como faria
qualquer outro desagradavel patife.
Elerou a mo ao peilo. onde eu sabia que tra-
zia escondida uma pistola.
Achei-me eoto com coragem, e saltei sobre
elle.
Podis atrar agora se quizerdes, lhe digo ;
juro-vos que estou desarmado, porm raoslrai is-
to vossa mulher quando enlrardes.
E dei-lhe cora a mo no rosto #
Lerabrei-me ento do signal que tinha visto na
face do cadver, eolhei para Guy com uma emo-
efio curiosa. Nao lhe pude ver o rosto porque
eslava oceulto pelas cortinas ; mas as pernas lhe
tremam e dobravam-se.
Pense no que ia ter lugar, continuou elle,
Forrester puchou pela pistola, mas lancou-a
por trra, e cora a queda uma das cargas dispa-
rou :depois agarramo-nos. Tendo lutado um
ou dous minutos sobre o estrelo alalho, faltou-
nos o p e escorregamos ao longo dos rochedos ;
neohum de nos soltou sua preza ; mas eu cahi
sobre elle e susleotei o por Ierra. A' principio
lulou como um desesperado ; mas quando notou
que eu era o mais forle, conservou-se immovel e
olhou-me de frente.
E' finalmente chegada a minha rez I digo-
Ihe eu. Peosaes que ros deuarei escapar?
quer outra creatura humana nao me parece se-
ductora ao p de voc; ninguem tem para mira
seus attractivos, sou olhar, sua altitude, seus
encanlos. Receio perdC-la, e ha horas em que
sinto que mata-la-hia sem piedade se me esca-
passe alguraa cousa do voc ... Ah pelo me-
nos nao conviria que meus olhos encobrissem os
seus !... Talvez que meu braco nesse dia flcas-
se sem torca, porm', meu coraco cobarde des-
pertara no dia seguinte. Cioso ? Eu cioso ? Co-
o, respirar o seu ar, possui-la, arca-la, e nao
ser cioso? Mas o sangue pue me corre as veias,
' rve sua approximaeo, todo o meu ser eslre-
apoderou-3e della um terror sem nome, suas pal-
pebras, ha pouco inleiramcnlo abortas, baixa-
ram-se lentamente, o se o Sr. de Blangy nao a
tivesse sustentado, ella loria cabido em Ierra
sem sentidos.
Apen3s|Clemenlna voltou si, cheia de urna
especie de medo, quo lhe fazia tremer todos os
memhros, olhou em torno de si e vio o Sr. de
Blangy em p sen lado. De toda aquella vio-
lencia que fizera rebentar ainda ha pouco. ape-
nas resliva uma pallidez mrbida e uma con-
IraccSo nervosa em redor dos labios. Por um
instante olhou para elle com a altenco de uma
pessa que descobre um objeclo novo, alguma
cousa que nunca vio, um ser formidavel e temi-
.vel. Agitou-a toda ura calafrio que lhe fez ba-
ler os dontes. Entretanto com aquella torea sem
nome, que as mulheres acham as circumstan-
cias mais perigosas da vida, repellio para o mais
intimo do coraco aquello susto repentino que
acabava de invad-la e esforcou-se por sorrir.
Clementina quera saber ao justo a exlenso do
perigo que estara exposta, desvia-lo se fosse
lempo, resistir-lhe em caso de necessidade.
Ah disse ella orguendo a fronte lnguida,
nunca o r assim... mas voc nao de cerlo um
marido, um tigre I
O Sr. de Blangy tomou a mo da mulher e bei-
jou-a com uma perfei'a graea.
Ainda nao devore ninguem... respondeu
elle; se um dia eu visse nessa pello assetinada
uma golta de sangue, julgo que solTYeria mais do
que voc da ferida que a fizesse correr.
Clementina deixou a mo na de Leonel. Sen-
la-se raais forte no terreno para onde levara a
conversac.50 e nessa atlitude :
Ento, replicou ella casquilhamenle, nao
soffra e nao fira ninguem.
Oh! ninguem... e muito 1... Ha cir-
cumstancias que ninguem pedo prever e que im-
pem deveros terriveis... ninguem senhor
dellas, soffre-se o sen imperio, e fero-se.
De novo o modo apoderou-se de Clementina ;
As mos do Sr. de Blangy torceram-se pe- porra dominando-o pela segunda vez e deixan-
do a mo enlre as do Sr. de Blangy, procurou
com ura s golpe penetrar no amago de seu pen-
samenlo. Firmou, pois, a voz, e olhou-o bem de
frente :
Olhe, continuou ella, imagino que esse ciu-
me cujas honras me faz e pelo que fico-lho agra-
decida," urna especie de theso philosophica. .
talvez uma tendencia de seu espirito, mas nao
um facto especial nascido de uma circumstancia
particular. Voc tinha ainda agora um ar to
singular, uns lavos de ferocidade que confesso
Uve medo. Beceiei t-lo offendido; pergun-
lei mim mesma le nao sdra, contra a minha
vonlade e muito innocentemente, ostouvada,
ainda imprudente... meu desmaio impedio-me
de acabar esse exame de consciencia... No lem-
po em que esta nos, ninguem esl mais habitua-
do encontrar dramas no quarto do dormir... E'
original um Olhelo de casaca preta ; porm como
nao me agrada representar ao natural o papel de
Desdoraona... una Desdemuna do Pars en-
granado!... pedr-lhe-uei que me diga, e sem
mais rodeios, so sou culpada, quo apparencia
condemna-me, ao depois o nome do here sobre
quem recahe suas suspeitas, e acabado o seu li-
! bello, se devo inorrer, pedir-lhe-hei viute e qua-
tro horas para preparar-me.
i
Tudo isso foi dito meio risonha, meio seria ; o
olhar era melifluo, tmido e fagueiro. a voz ao
| mesmo lempo commorida e alegre. Uma no^a
expresso animava aquelle bello semblante que o
Sr. de Blangy nao podia ver sem perturbar-so, e
que lhe oareceu muito mais terno em sua palli-
dez e em seu enterneciraenlo do que em todo o
esplendor do triumpho. Quando abri a bocea
i para responder, eslava operado o encanlo, Leonel
] eslava quas vencido.
Do certo, disse elle, esse ciume que oceul-
to, mas que est era mim, sempre alerta, sempre
' receloso, nao excitado por ura facto preciso e
que me aulorise gritar-lhe : Voc culpada !...
Nao, gracaa a Deus I Pallar-lhe-hia com esta
calma se o acredtasse ? Nao tenho to pouco cen-
; auras que fazer-lhe respeito de um ponto part-
cular de sua vida quotidiana ; que voc obedece
sem resistencia e com demasiado ardor lalvez aos
impulsos da mocidado eda sociedade, um fado
cuja evidencia voc nao contradir... Posso sof-
frer por isso sem que a reprehenda... Corametli
o erro de nao advert-la... Nao comprehendo,
pois, ninguem nesse odio, cujas angustias e vio-
lencias posso sentir ; mas emfim se alguem po-
desse causa-lo, esse alguem seria, convra di-
ze-lo ? seria o Sr. de Versac.
Clementina leve necessidade de toda a sua co-
ragem para nao mudar de cor esse nome.
Ah o Sr. de Versac disse ella.
B bateu na beira do guarda-togo com a pona
| do p durante alguns segundos, com um movi-
mento sofreado. Observava-a o Sr de Blangy
nao menos trmulo, nao menos commovido, nao
menos assustado. Nao convinha quo o silencio
fosse muito longo. Clementina sentio-o.
Mas. respondeu ella lorantando a cabeca,
so eu houvesse amado ao Si\ do Versac tanto
; quanto voc parece receiar, porque nao leria ca-
. sado cora elle quando o apresentaram meu pae
| assim como voc e ao mesmo terapo? Eu esla-
I va livre, voc bem sabe, e, sem amor proprio,
I tal qual Deus mo fez, pens que se eu quizesse
ter esse trabalho, o Sr. de Versac nao me leria
recusado.
A objoceo era seria ; ao depois ella corra ao
encontr da necessidade secreta que liona o Sr.
de Blangy de Iranquilisar-se.
E" verdade, disse elle cora o suspiro de um
homem feliz por adquirir a prora de que se en-
ganou ; tambera s pronuncie o nomo do Sr. de
Versac, porque roc obrigou-me isso. Para
acolher essa inquielaco, que, torno dizer,
voc estranha, ser-me-hia preciso admltir a
verdade daquelle mor el que determina lanas
vezes, segundo dzem, as aeces das mulheres :
o amor variedade.
A' isso nada tenho que responder, replicou
a Sra. de Blangy com a fra dgnidade de uma
mulher offendida.
Ha graos de perfidia que os homens mais pre-
venidos nunca suspeitam. Foi ao coraco do Sr.
de Blangy a roz e o accenlo de Clementina. In-
clnou-se de novo sobre a mo da mulher e bei-
jou-a com ternura.
Nao lhe liz essa injuria, replicou elle. E ao
depois, ainda que me tivesse inteiramente des-
vairado o amor que tenho voc, ura acaso mui
recente ler-me-hia ensnado confessar qu3o
insensato era o ciume particular que lho confes-
sei ha pouco e que tiuha por ossumpto o Sr. de
Versac.
Clemenlina interrogou com o olhar ao Sr. de
Blangy.
A principio nao responden ; o creio que nao o
quiz fazer antes de ter lomado bastante olego.
Ento elle disse framente :
' Nao. nao o pens. Acaba quanto antes se
podis ; tudo.
Eu teria esperado raais algura lempo para go-
sar de meu triumpho ; mas pensei que o barulho
do tiro poderia atlrahir alguem. Ento apertei-o
mais vigorosamente que pude a garganta de meu
imraigo, eolhei ao redor de mira procurando um
instrumento de morte. Nao enconirei algum, e
comecava j a abrandar-me vendo-osem soccor-
ro e totalmente merc de mira ; mao, affrouxan-
do os dedos, ouvio-o murmurar :
Pobre Bella I tomos bem felizes Desejava
que tivessemos sido mais lempo.
Fiquei logo lonco.
Que deus vos conderanel exclamei eu ; vou
matar-vos neste instante, e mais tarde a despo-
saren
Seu insolente sorriso, que me era to conheci-
do appareceu-lhe sobre os labios.
Nao, nao a desposareis, diz elle; nao sabis
quanto ella ros odia, o quantas vezes rimo-nos
juntos quando....
Nao leve lempo de fallar mais, por que depa-
rei enlo com meu instrumento do morie,ama
pedra triangular, aguda como ura punhal, e dei-
lhe com ella na fonte com todas as minhas hor-
cas. Elle faz um vilenlo movimento convulsivo,
que me desembaracou de si, e nao mereu-se mais.
Nao me arrependi do que tinha feilo, nao me le-
nho arrepentido depois disso, nem me arrependo
maisagora.Cuidoiunicamenle no melhor meio de
evitar asconsequenciasdoacto que eu tinhs com-
mellido ; e lomei sua bolsa e seu relogio, afim
de que suspeitassem que seriara ladres, e jo-
guei-oso rio d'ahi uma milha. Roubei-lhe
ainda uma outra cousa que aqui est !
Seu aspecto horrivel ficou como que transfigu-
rado, e tomou um ar de triumpho sinistro, quan-
do abri uma pequea carleira de couro, que es-
tara peodurada em seu pescogo, e della tirou
diante de nsduas raadeixas de cabellos.
Eis-ahi,o dom de amor e o despojo mortal,
os Irophos da derrota e da victorias da affei-
co decahida o do odio satisfeito; a primeira,
sorprendida fraqueza de Isabel pelo proprio
Bruce 4 poder de supplicas ardentes ; a segunda,
arrancada das foutes de seu marido, antes que
Tossem resfriadas pela morte.
A comprida tranca feminina, de edr semi-
acasianliada, n5o era mais macia e mais (na que
a madeixa castanha dos cabellos de Forrester;
mas uma das extremidades desta ultima eslava
endurecida por uma materia coagulada, e sua
cor dasapparecia sob uma nodoa sombra e ver-
melhs, sob uma nodoa que, para fallar com o
poela grego, lodos os ros da ierra, rolando so-
Dre o mesmo leilo nao poderiam apagar,__leste-
raunho do crime, hoja sem duvida mudo para
nos, mas que far-se-ha lalvez ouvirpor cima de
lodosos oulros clamores no dia do julgamonto.
Esses dous penhores preciosos se entrelacaram
com amor, como se ainda tossem sensireis. ou
como se livessom consciencia o rida. Bruco os
separou um do outro.
Nao os posso rijis consorrar separados, diz
elle com uma voz queixosa.
r u CO',OCOI,-"S desunidos na carteira, e poz-se
tallar baixinho, murmurando mil cousas, que nao
pude deslinguir.
per-
Tendes ainda alguma cousa dizer'
guntou I.evingstone.
Seus labios, que se tinham tornado rgidos e
serrados um contra o oulro como es de um abro-
no, abnram-se a fecharam-se por um movimen-
to machinal.
Eraquanto fallava, Levingstone arrancn a car-
tetra de couro das mos de Bruco e lancou-a no
togo, que flammejava no fogo.
Vendo arder scu thosouro e encoscorar-so as
cnamraas, o doente soltou uma especie de uivo
agudo, como um cao quem so fustiga ; depois
poz-se a gemer dirigindo-nos toda a sorte de
supplicas incoherentes ; gritando que nao saba-
mos tudo o quo tinha elle soflrido antes de as-
sassinar Forrester, e ainda dopois desse da fa-
tal; que o tinhamos tratado cruelmente desde o
principio; que eslava doente. muito doente ago-
ra ; depois, finalmente, podia-nos que o dcixas-
semo-lo morrer em paz.
As lagrimas corriam-lhe polo rosto.
Avista desta creatura ovillada fazia correr na
rerdade um fri pelas reas.
Guy poz a mo sobre o hombro do miseravel.
Bem que apenas o tivesse locado v-lhe os mus-
culos poderosos saliarem no braco como cabos
sob a torga da emoco que elle' reprima : seu
labio inferior trema, mas esso estrorsecimento
nao lhe alterara nada a roz. Eu nao poderia dar
uma idea da ferocidada impassivel e resoluta de
seu accento.
Ouvi, diz elle : A- principio ros disse que
vos erguesseis e viesseis comnosco ; eis o que
agora vos respondo : So tendea vida bstanle pa-
ra que possam levar vos junto do cadafalso, nao
trapaceareis ao algoz.
Bruce levantou os olhos. a olhou do frento pa-
ra seu Interlocutor por algum lempo. Pouco
pouco a expresso de supplica desesperada, que
rallara-lho nos olhos espantados, exlinguio-se
para dar lugar um olhar rago; nao sei que
mistura de estranha alegra e de malvadeza es-
paiharam-se pelo seu rosto; mas deixando-se
cahir do costas devjgarnno, elle poz-se ar-
rancar os fios de sua coberta rindo-se baixinho.
buy deu um murro lo furioso sobre a chami-
n, quo o sangue saltou-lho da mo fechada.
Com os diabos t exclamou elle com uma
terrivel jura, creio que escapa-me definitiva-
mente
Era rerdado. Esse espirito desde muito lempo
perseguido, e subjugado ao peso dos terrores
gasto por alguns remorsos, que nem si proprio
confessava, e pelo grande e supremo esforco que
fizera para permanecer senhor de si, acabara por
exinguir-se para sempre. Dous tinha pronuncia-i
Voc nao e.nmprehendeu-me, disse Leonel :
j que a perd, posso lamenta-la ; o que Luca-
no nao peussra quando o Sr. Ferrand o lerou
Sivry naquelle mesmo dia em quo eu a vi pela
primeira vez, por que nao pensara hoje que po-
de apreciar o que roc rale ? Descubro-lhe aqui
as causas secretas da inquielaco que elle inspi-
! rava-mo c qual entretanto minha razo nao
quera adherir. Fai mister quo uma circums-
tancia inteiramente fortuita riesse demonstrar-
me victoriosamente que minha razo nao enga-
nava-mo.
Clementina nao perda de vista o Sr. de Blan-
gy. Ainda que tranquilla acerca do resollado
da conversa, conservava-sa na defensiva.
Aonde quer elle chegar ? pensou ella.
Ia eu um destes dias pela ra da Magda-
lena, continuou Leonel, quando fez-me levantar
os olhos uma gargalhada. Achava-se dianle do
mira uma mulher moga e bella na qual reco-
nheci uma das actrizes mais seductoras do thea-
tro francez. Dava o braco ao Sr. da Versac. Ti-
nha a cabega vollada para o lado deste, que
olhava para ella de to perto, com uma altenco
tal, que nao mo viu. *
O coraco da Sra. de Blangy batia suftoca-la.
Por ura instante nao foi senhora de si.
O Sr. de Versac I irapossivel disse ella.
E porque? perguntou o Sr. de Blangy cra-
rando em sua mither uns olhos mais fixos a
mais brilhantes do que os de urna ave de rapia ;
nao livro o Sr. de Versac ? Tem elle algum
layo que o prenda ? E' seductora essa actriz quo
voc applaudiu por vinte vezes; dzem que es-
pirituosa ; Luciano rico, amavel, inteiramenta
senhor de seu tempo ; porque nao seriam ellos
ura do oulro ?
O Sr. do Blangy comraeltera o erro de res-
ponder; depois desse primeiro grito que nao po-
|dera conter sua bocea convulsiva, Clementina
j voltra si. A demonslraco de Leonel deu-lhe
j tempo de compr o rosto. Ella comprehendeu a
| falta.
Nao sei, respondeu com uma hesitaco fin-
gida ; masseelles tossem verdadeiramenlo um
do oulro, como toc diz, parece-me que alguma
cousa teria Irahdo essa relaco ; nunca o Sr. de
Versac pronunciou em nossa presenca o nome
de uma actriz ; tendo-nos a amizade quo tem, e
nao dando provavelmente importancia aquello
conhecimento, l-lo-hia pascado um de nos.
voc principalmente. Que homem, em flagrante
delicio do felicdade, mereceu jamis um premio
de discriprao?
Se o Sr. de Blangy podesso pr a mo no co-
rago da mulher, ler-se-hia assuslado arista das
pulsaedas que o ab.ilav.im. F.mquanto fallava
tinha a goella secca ; porm ot.tinha o resultado
I que procurava ; suas ultimas palavras destruian
a mmpresso que a primeira exclamacao ha-
via produzdo no espirito de Leonel. Este sarria.
Oh! replicou elle, os horaens. ainda os
mais innocentes e mais discretos, nao coufessam
tudo! Quem que no leem daquelles peosa-
menlos obscuros o prfidos que um moralista
chama pen3araentos da nuca? Quanto situacao
intima do nosso amigo, era-me ella demonstra-
da por sua altitude, seu olhar, um nao sei que de
inexplicavel e de indescriptivel, que produz a
convieco. Dzem que os selvagens dos prados
americanos, quando encontrara o rasto quasi
apagado do uro pe na relva, sabem reconhecer .
que tribu do deserto perlence o homem que pas-
sou por ahi; tambem dizem que as mulheres,
avista das pregas de ura vestido, podem dizer qu
costureira celebre o fez; pois bem ha para nos
no ar do rosto, no sorriso, na maneira por que
se d o braco e por que o p calca o asphallo ou
pisa a Ierra, uma franco-maconeria amorosa
cujo resptilo seus eguaes, um pouco habituados
s cousas de Pars, nao se enganam.
Clementina soffria osupplicio de Gualmosin ;
cada palavra de seu marido era uma labareda
que lhe passava pelo coraco. Ella levo a cora-
gem de nada deixar transpirar.
Pode muito bem ser que eu me eng3ne,
respondeu ella tranquilamente ; em summase
Sr.de Versac feliz, melhor para elle.... Onde
enlo dizia voc que o linha encontrado?
Na ra da Arcada, se me nao engao, res-
pondeu eslouvadamente o Sr. de Blangy cujo pei-
to entumeca de prazer.
Os olhos de Clementina langaram um relm-
pago.
Era ura laco pensou ella ; tinha-me elle
dito na ra da Magdalena, e agora disse-me na
Arcada !.... Se fosse verdade havia de lembrar-
se.... Ah! traidor !
[Conlinuar-se-ha).
do sua sontenca, e nenhum tribunal neste mun-
do poda rever seu aresto.
Bruce vive anda hoje, e ouso dizer que enter-
rar a mor parte d'enlre nos, porque sua sade
perfeila :malvado s vezes, mas sem ter nunca
consciencia disso; diflicil em seus gosios, mas
tacil do governar com tanto que a pessoa que
disso se incumba seja u,m hornero, e um homem
robusto : elle s accessivel ao genero de sensa-
gao, quo o poz louco :ao medo physico.
Levingstone chamou os agentes, que entrararn
cora Macbane. O velho alfectou mostrar-se irado
a vista do estado, em que seu amo se achava
mas pens que interiormente regosijou-se com
isso. Para elle a honra da familia era superior 5
qualquer consderago de uniao pessoal, o assim
nunca julgana pagar muito caro o meio de evi-
tar um escndalo publico.
Foi lalvez ao nosso pobre agente, quera eslo
accidente tocou mais sensivelmente ; por que no
Um de alguns minutos. Guy concordou coraiao
que nao podorjaraos inflingir ao miseravel um
castigo tao completo e to terrivel; mas era de
todo irapossivel Mr. Fitchcll julgar a cousa no
mesmo ponto de vista. Nao s este caso tinha
uma conclusao inteiramente tora dos hbitos da
sua proQssao, mas ainda perda lodo o lucro que
esperava nos debales do processo. Se havia uma
iraqueza humana, de que fosse susceplivel este
alto personagem, era ouviro juiz pagar um justo
tributo de elogios ao zelo o sagacida.de dest
ageule (ao destnelo.
Nestas occasioes era pafadmirar ver, disse-
ram-me, o agradecimento modesto deslja homem
que protestava contra o louror, tomando er
consideraco o seu mrito.
Depois de algumas palavras de explicaco elle
olhou ailentameote para Bruce, e sacuda a' ca-
bega com o ar magoado de lord Bureigh.; soltou
asalgomas dos pulsos de Mecbano, assubiando
docemente durante esta operarn uma aria po-
pular, alegre em si, mas quai'olle dava uma ca-
dencia to queixosa, que podor-se-hia toma-la
por um dos psalmos da penitencia.
Nunca uma joven romntica abrindo a gaiola 4
seu estorninho favorito, raostrou mais hesitaco
e obrou mais constrangida do que Mr. Fiichtl
restituindo a liberdade essa velha e vil ave d
rapia.
De facto, nao hara prova alguma invocar
contra o criado : nos, pois, o deixamos em compa-
nhia de seu amo.
Eu nao podia ficar por mais tempo neste quar-
to. O riso, ou antes o cacarejar incessante do in-
sensato, e suas caretas verdadeiramenlo hnrri-
veis quando nao poda arrancar os los da cober-
ta, produziam om mim o efleilo de um horrivel
pezadelo. Entramos passos lentos o em um
momo silencio na escurido da noile.
Continuar-st-ha.)
>PIRN.- TTP. DEM. P. DE FARIA.- 1860.
O
)


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EXW51CSM2_ENWGXJ INGEST_TIME 2013-04-30T22:16:10Z PACKAGE AA00011611_09201
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES