Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09200


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Full Text
41111 XXXVI. HOMERO 300
Por tres raezes adiantades o$000.
Por tres raezes vencidos 6J00.
SEXTA FElR 28 DE DEZEMBBO DE 186*
Por anno adiantado 19J000
Porte fraoco para o subscritor.
DIARIO
ENGARRESAUOS DA 9UBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Aleandrino de Lima )
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaty, o
Sr. A de Leraos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de OI-
veira; Maranho, oSr. Mano el JosMartinsRbei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos!
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
fAKltAs DOS COKKElU.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarnss, Goianna e Parahiba nal segundas]
e sextas Teiras.
| S. Antao, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tercas feiras.
| Pao d' Alho, Nazareth, Liraoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Plores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
I Cabo, Sirinhem, Rio Porrooso, Una, Barreiro,
Agua preta, Piraenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO MEZ DE DEZF.MBRO.
5 Quarto minguante as 3 horas e 40 minutos
da tarde.
12 La nova as 10 horas e 28 minutus da raanna
20 Quarto crescente as 3 horas e 50 minutos
da manha.
38 La cheia aos 58 minutos da manha.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 5 horas e 18 minutos da manha.
Segundo as 5 horas e 42 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaco percas, feiras e sabbados.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas-
Juizo do commercio: quarfis ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do cvel ; quartas e sabbados auma
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
24 Segunda. S. Gregorio ra. ; S. Hermina m.
25 Terca, tjji Nascimento de N. Sr. Jess Chrlsto,
26 QuarU. S. EstovSoProto marlyr; S. Marinho.
27 Quinta. S. Joo apostlo Evangelista.
28 Sexta. Os Santos Innocentes mm.; S. Castor.
29 Sabbado. S. Thomaz are. de Canillarla m.
30 Domingo. S. Sabino b. m, ; S. Venustiniano.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCO NO SUL
Alagoas. o Sr. Claudino Falco Dias; Babia,
r, Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PEBNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Pigueiroa a
Paria, na sua livraria praca da Independencia na
6 e. 8.
PARTE OFFICIAL
Governo da provincia.
Expediente do dia 24 de dezembro de 1860.
Officio ao coronel commandante das armas.
Tendo exigido em 3 do crreme da directora qas
obras militares o ornamento da despeza a fazer-
se com a lairina, cuja conslrucco o comman-
danle do 9o batalhu de infamara requisilou a
V. S. em datas de 3 e 10 deste mez, aguardo a\]
apreseutagao Jesse documento para resolver acer-
ca dos offlcios de V. S. sob ns. 128* e 1315.
Dito ao commandanto da estago naval.In-
forme V. S. se foram remetlidos a esse eomrnan-
do e em que dala os individuos mencionados na
relaco junta, os quaes vieram presos da comar-
ca do Cabo como desertores da armada.
Relaco de que traa o officio cima.
1 Manoel Lu Tavares.
2 Felippe Santiago dos Santos.
3 Manoel da Luz.
4 Ernesto da Costa Pimcntel.
5 Manoel Victoriano da Silva ou Agostinho Jos
F lancisco.
Dito ao capilo do porto.Informe V. S. se
foram apurados para o servido da armada, e em
que data, os recrulas mencionados na relaco
junta, os quaes vieram da comarca do Cabo.
Relaco a que se refere o officio supru.
1 Antonio Joaquim da Silva, ou da Costa.
2 Joaquina Forreira Amasena.
3 Joo Leo Birreio da Silva.
4 Caudido de Sena ou Antonio de Sena.
5 Francisco de Olivcira, ou Antonio Manoel Joa-
quim Francisco de Oliveira.
6 Manoel Luiz. ou Jos Lu/, dos Santos.
7 Antonio Joaquim de Sanl'Anna.
8 Bellarmino Jos Marques, ou Bellarmino Jos
Marques do Espirito Santo.
Dito ao inspector da thesouraria? provincial.
Ovando o permitlirera as torgas do cofro dessa
thesouraria, o depois de feilas as -despezas ur-
gentes mande V. S. pagar avista dos attestdos
juntos a quantia a que tiver direito o empresario
da compauhia lyrica do theatro de Santa Isabel
Jos Marinangel por haver curnprido as obriga-
coes do seu contrato no 2o mez do terceiro e ul-
timo anno de sua empresa.
Dito ao mesmo.Ao thesoureiro pagador da
repattico das obras publicas, mande V. S. en-
tregar quantia de 3809, que requisita o respec-
tivu director em officio de 22 do correte, sob n.
240, para pagamento de 40 baldes e outras tan-
tas linas de vinhatico, quo se mandou fazer para
o sor viro das prises do raio do sol da casa de
detengan.Coramunicou-se ao supradilo director.
Dito ao director do arsenal de guerra.Re-
meta Vmc. pharmacia do hospital militar os
objectos mencionados no termo de que Vmc. me
enviou copia com o seu officio de 19 do correle.
Communicou-se ao commandanto das armas.
Dito ao director das obras militares.Mande
Vmc. fazorenm urgencia os concerlos de que ne-
ppilaiii n Iplharln 0 top'" do Hospicio.Commumcou-se aocon>~-J.
das armas.
Dito ao director das obras publicas.Recora-
mendo a Vmc. quo se sirva de mandar satisfa-
zera exigencia da llfesouraria de fazenda cons-
tante do officio de 22 do corronle, sob n. 13:17,
junto por copia, relativamente despeza a fa-
zer-se no exercicio de 18621863 com as obras
a cargo do ministerio do imperio.
Dito ao mesmo.Cerlo do cooteudode sua in-
ormaco de 22 do crreme, sob n. 338, dada
acerca* do requerimenlo em que Antonio da Silva
Reg pede o pagamento de IOO98&O rs.. prove-
niente de carretes de pedras para o calcamento
desta cidsde, tenho a dizer que esso pagamento
devo ser effectuado opportunamenle pela coosig-
naco mensa! feila a cssa repartico.
Portara.O presidente da provincia, atten-
dendo ao que Ihe requereu Joaquim Francisco
I.avrj, capilo da 7a compauhia do 2 batalho
de infamara da guarda nacional do municipio
desta capital, e tendo avista a iuforraago do res-
pectivo commandante superior, resolve conce-
der-lhe 6 mezes de licenca para tratar de sua
saudo onde Ihe convier.
Dita.O presidente da provincia, leudo em
vista o que requereu o promotor publico da co-
marca do Rio Formoso, bacharel Ayresde Albu-
querque Gama, resolve conceder-lhe 15 dias de
licenca sera ordenado para vir a esta capital.
Dita.O presidente da provincia, atlendendo
ao que Ihe requereu Antonio Pedro dos Sanios,
resolve conceder Ihe permisso para indepen-
dente de carta de piloto poder servir como capi-
lo do brigue nacional Encantador, na viagem a
que est destinado para o Rio de Janeiro, cum-
prindo, porm, que o supplicanle assigne lerrao
11a capitana do porto, pelo qual se obligue a
apresentar carta de piloto para oulra qualquer
viagem, que pretenda fazer.
Igual concesso foi feila a Joaquim Dias de
Azevedo para servir de capilo do palhabole na-
cional uas Luizas, na sua viagem ao Rio de Ja-
neiro.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao coronel commandante das armas.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda com-
municar a V. S., em resposla ao seu officio o.
1389, de 22 do correte, que se deu sciencta
thesouraria de fazenda de ler o director interino
do hospital militar nomeado a Francisco Candido
do Ocano do Amaral para o lugar de servente
da botica do mesmo hospital.Participou-se
thesouraria de fazenda.
IiESPACHOS DO DIA 24 DE DEZEMBRO DE 1860.
Requerimenloi.
3402Joaquim Pedro Brrelo de Mello Reg
pedindo dous mezes de licenca com ordenado
para tratar de sua saude.Nao tom lugar.
3403Joaquim Francisco da Silva Cruz.In-
forme o Sr. capilo do porto.
3404Joaquim Francisco Lavra Passe porta-
ra coacedeodo seis mezes de licenca.
3405G. Marinangel.Nesla dala se expede
ordem para ser pago o supplicanle quando o per-
miuirem aa torcas do cofre provincial.
3406Jos Francisco Benlo.Junte o suppli-
canle os conhecimeotos de seu debito passados
pela directora das obras publicas.
3407A irmindado de Nossa S.nhora do Bom
Parto era Olinda.Informe o Sr. thesoureiro das
loteras.
34u8Ayres de Albuquerque Gama.Passo
portara concedendo, mas sera ordenado a licen-
ca pedida.
3409Francisco Joaquim Clemente dos San-
tos.Informe o Sr. inspector da thesouraria de
fazenda ouvindo o da alfaudega.
3410Francisco Xavier Brrelo.Informe o
Sr. commandante superior da guarda nacional do
municipio de Nazareth.
3411Antonio da Silva Reg.Dirija-so a re-
particao daa obras publicas a quera se expede
ordem para pagar ao supplicinte opportunamen-
le pela cousignaco mensal feila aquella repar-
ticao.
3412Alvaro Barbalho Uchoa Cavalcanti.
Informe o Sr. delegado da reparticao das trras
publicas.
3414Joo Velho Barreto. Informe o Sr.
commandante superior da guarda nacional do
municipio de Nazareth.
3414Manoel Antonio de Je-u?.Concedo a
licenca pedida pego* os dueitos.
EXTERIOR.
A propriedado o roubo, diz Proudhon. Fe-
lizmente porm para aquolles quo possuem bens
da fortuna oslribunnes nao sao da opinio do so-
cialista : por ora anda se continua a prender os
ladros, e a ccndemna-los.
Apoderar-sede um reino, dosenthronisar um
rei, assassina-lo mesmo se for preciso um ac-
e os imperadores, a quem incumbe a misso de
velar pelo respeito do direilo e dos tratados, ou-
vem, voem ludo isso, o nada dizetn I
At onde iremos nos parar? Quem sabel
Emquanto se nao manifestara os designios mi-
sericordiosos ou justamente severos da Providen-
cia, tratemos de dar um lenilivo nossas almas
opprimidas pela dor, ouvindo as palavras de um
verdadeiro Francez, cujo nome nao sem auto-
ridade.
Fenelon escreveu :
Enforca-se um pobre infeliz que, levado da
extrema necessidade, vai para a estrada e rouba a
bolsa a um viandante : proclaraa-se horoe o ho-
rnera que subjugasem razo os paizes de um es-
tado vizinho I A usurpar.ao de um prado, ou de
urna vinha, tem-se como um peccado irreniissi-
vel no tribunal de Deus, a menos que seja resti-
tuida a cousa usurpada : a usurpaco de cidades
e provincias cousa que nada importa I Onde
esto ahi as ideas de juslica ? Pensis que Deus
julgue tambem assim?.... Exismtiasti inique
quod ero tui similis. I)eve-se ser menos justo
para o grande do que para o pequeo ? Acaso a
injustica praiicada em relaco a ura paiz inteiio
nao causar a lanos milhares de homens o mes-
mo escrpulo que a um s humera deve causar a
injustica pralicada em relaco a um prado ? lu-
do aquillo que se obtem por mera conquista
rauilo mal obtido, e por lano deve-se restituir;
no mesmo caso est ludo quanto se obtem em
consequencia de urna guerra baseada n'ura prin-
cipio mo. Quando sois fortes, e obrigais com a
vossa torga os vizinhos a assignarem tratados de
paz para evitarem maiores inforlunios, esses tra-
tados nao devem ser considerados urna garanta
para vos ; porque os vossos vizinhos assignara da
mesma forma que um particular dara a sua bol-
sa ao ladro que lh'a pedisse com a pistola acon-
tada ao peilo.
Fenelon diriga essas graves censuras ao neto
do grande rei que, depois de gloriosas victorias,
vio a desgrara manchar-llie a velhice. O que vai
seguir-se parece escripto de pouco lempo poral-
gum burguez desejoso do salvar o seu cofre ap-
plaudindo mui desastradamente aos ladros pro-
vincianos :
Um republicano rico e um ladro de estrada-
O republicano.Os reis sao apenas deposita-
rios de urna aulqridade que resido originaria-
mente no povo. Os homens nacem todos livres
c independentes. Meus antepassados cedero aos
soberanos o direito que elles tiuham de gover-
iiarem-se a si mesmos, com a condigo porm
Ry/n pf?J?(k Jltagisirados supremos goernassem
Dem. lloje qncrxjiei iciii iluiiqu u Cuuuou uii-
ginario, eu reassumo o meu direito primitivo, re-
liro-o de suas mos, e vou dar a oulro que dello
faca melhor uso. O direito hereditario das coroas
urna quimera. Com que auloridade os primei-
rospriocipes transmuiirar* seus Ulhos um di-
reito, excluindo delle o genero humano c mil
ootrosque valiam mais que os seus descenden-
tes? Meus antepassados nao podiaru sem meu
consenlimenlo transferir a esses principes um
poder que destre o meu direito inherente e na-
tural ; e cortamente o seu designio, confiando-
lhes esse direito, nao foi concorrer para o infor-
tunio da sua posteridade.
O ladro.Tendes muia razao ; ecora esses
mesmos principios que eu regulo a minha vida.
Os ricos sao apenas depositarios das possesscs
que perlenceni a lodo o genero humano. Os ho-
mens nascem lodos cidados do universo, filhos
de urna mesma familia : todos elles teem um di-
reito inherente c natural ludo aquillo de que
necessilara para a sua subsistencia. Enlendoque
os meus antepassados, assim como os vossos,
concordaram livremenle entre si fazer urna par-
tilha dos bens da trra ; mas nao quer isto dizer
que elles lenciouasseni esbulhar a sua posterida-
de d'aquillo que Ihe fosse necessario. Os ricos
violaran! esse contrato, apoderaram-se de tudo,
e nada rae leon : reassumo pois o meu direito,
e apodero-me tambera do que me pertence por
nalureza. O direito hereditario dos bens da tr-
ra i urna quimera. Cum quo auloridade os pri-
merosoecupantes (rausrailtiram a seus filhos um
uireito, excluindo dello lodos os homens, muilos
dos quaes al raais merecedores do que os seus
doscendentes? Meus antepassados nao podiara
transferir aos outros sera o meu consenlimenlo
um poder que desire o meu direito inherente e
natural; e cerlamente o seu designio na dislri-
buico originaria dos bens nao foi tornar a sua
posteridade miseravel. Ora, como acabis de ver,
meu bravo tribuno do povo, meu valanle parti-
dario da liberdade natural dos homens, conho-
ceudo eu que vos possuis mais dinheiro do que
vos preciso, perrolti que vos diga quo esso di-
nheiro pertence tambera aos vossos irmos, inous
companheiros, e mim, por isso que nada pos-
suimos, e de ludo temos necessidade. Fazei-nos
pois a mesma justici que queris vos tacara os
principes.
a O quo dira, acrescenta Fenelon, ura anle-
realista quo encontraste aa estrada um ladro se-
melhanle. cortez, honesto e zeloso campeo dos
dircitos naluraos da humanidad"? N&o sei que
Ihe podesse dar melhor resposta do que offere-
cer-lhe a sua bolsa, sera ler a mais pequea ra-
zo de queixar-se.
Quanto a mim, declaro humildementeson do
parecer de Fenelon ; e nao sei o que os bons
burguezes, rendeiros, e at mesmo mercenarios
da iraprensa, que percebera to grandes emolu-
mentos para perverlerem a opinio publica, po-
derao responder aos roubadores dos reinos e dos
bens da igreja, quando estes, proseguiodo no
uso do direilo inherente e natural, quzerera com
ellos partilhar dos seus bens.
J. M. Dufour.
[Le MondeSilveira.)
A lioguagera bastante calma e refleclida, se-
gundo dizem, do rei do Piemonte -a nosso ver
to funesta como sao os seus actos. Ha urna
cousa raais perigosa ainda do que a violencia e a
espoliaco a glorilcaco dos principios que
engendrara urna e oulra : quanto maior fecundi-
dado se julga quo tero ura principio qualquer,
lano ellas se mulliplicam, tanto mais intermins-
veis sao. Garibaldi mais culpado do quo Mila-
no, porquo do seu pensamento podem provir le-
gies e legioes de assassinos.
Accrescentaremos que a ndmiracAo tributada
pela imprensa rancoza linguigem refleclida do
Virtor Eromanuel e do conde de Cavour nos as-
susla ainda mais do que o nacionalismo italiano.
Quando a Franca ?e acha abalada, treme a Eu-
ropa ioleira. Se a Italia for para nos o mesmo
que fui a Suissa para o governo de julho, isto ,
urna scentelha que dispertar o incendio, a Eu-
ropa ser tambem abrasada, e o incendio ser
mais violento hoje do que foi om 1848.
Diremos mais: a illuso liberal de calholicos
admiravelmente dedicados k igreja, e que disto
do todos os dias provas ioconlestaveis, nao
destituida de perigo ; porquanto as boas causas
suecumbem mais depressa pelos vicios da defeza
do que pelas violencias do ataque, especialmente
sendo a verdade eterna, o como lal indesliuct-
vel. O espectculo, que hoje aprsenla o Pie-
monle, deve fazer que elles conhecam a arvore
pelos fruclos que delta brotam : porque all rei-
na a opinio, e all sao constitucionalraente irre-
prehensiveis Vctor Eramanuel, o conde de Ca-
"our, e o parlamento.
Se a recordarlo das corajosas lulas e dos glo-
riosos triumphns adquiridos sob o governo par-
lamentar Ihes dispeita n'alma a paixo por urna
ordem de cousas poltica hoje j destruida, nisto
mesmo devem descubrir um dos indicios dessa
revolocao, que to generosamente combatem, e
devem comprohender que nao a forma, mas
sim o principio de um governo qualquer, que
loma o mesmo governo /antajoso ou prejudicial,
e que neslo caso s ha dous principies entre os
quaes compre escolher : a natureza regenerada
pelo Christc, ou n nitureza decahida c escravisa-
da do principe do mundo, d
Em nomo de Deus e da Franca, por quem da-
riam a prnpria vida, Ihes pedimos que cessem
de confundir o liberalismo com a liberdade I O
liberalismo, quec urna mascara, representa a in-
dependencia individual seguida da confuso ; a
soberana da opinio, a guerra dos partidos, e
por consequencia a morie porque a todo o
reino dividido ser destruido. Ao contrario a
liberdade a ordem, a unio e a paz; o fructo
da auloridade que vem de Dous, o frurlo da uni-
dade as comas necessarias, que devem serisen-
tas de qualquer discuscilo, e da caridade em to-
das as cousas.
Quando se acham garantidos os principios ira-
mulaveis da jusiiQa e do direito, assim como as
leis e as tradiccoes fundamentaos dos povos ;
quando os humens e as cousas oceupam o sou
verdadeiro lugar, e o uso confirma todos os di-
rcitos defendendo-os contra as paixoes indivt-
duaes ; quando se Irata dessas cousas, sobre que
a duvida admissivel, porque a f, a razo, a
tradieco, e as leis dos antepassados nao as teem
anda esclarecido ; finalmento quando o rnesrao
espirito publico anima o chefe, a corporaco, e
os raembros do estado ; ento perraitlida rM-
berdade de discusso plena e inteira. Em laes
casos em nada pode ella prejudicar; anlcs pode-
r nascer a luz do choque das opioies entro si.
Porm a discusso sobre todas as cousas, e a
guerra incesspute dos partidos, dujla base do
systema parlamentar, nao deixam do ser ao ulti-
mo ponto prejodiciaes.
Unidade as cousas necessarias, liberdade as
cousas duvidosas. e caridade em todas ellas
esla a lei dos estados christos assim como o
da igreja.
Que calholico poderia querer o despotismo ?
Que calholico nao amara a liberdade mais do
que a seu repouso, sua fortuna, e a sua vida?
Oh 1 por Deus I cessem de repetir-nos essa ver-
dado banal I Por ventura ignoramos p despsdacar todos os ferros do capltveiro que o
Christo morrou, e que a seu exemplo morreram
ao se trata de saber, se a liberdade 6 u.u aom
precioso ; trata-se de conhecer os meios porque
ella pode ser adquirida. Nao seguramente pela
opinio, mas sim pela verdade que se pode ad-
quirir a liberdade ; porquanto osla na ierra
obra do Christo, que a exaltou, honrando nao s
a verdade espiritual, como tambera a verdade
natural. Nisso consiste a sua mi-sa i real, o tam-
bem a do seu vigario, misso que Pi IX preen-
che to gloriosamente em nossos dias.
A liberdade (Una do co; ella habita as pu-
ras regies da luz, e nao se acha sob o p que
jevantarn as multides. O Christo a concedeu
igreja, e por meio desta ao resto do mundo.
Quem possue a liberdade de discusso ? A
igreja. Quem possue a liberdade de associago?
A igreja. Quera possue a liberdade de eleico ?
A igreja tambera. Familias reliniosas de todas
as clssses povoara a Ierra, e todas vivem de sua
propria vida, ao mesmo lempo que da vida cora-
ra um.
Queris que na ordem temporal haja liberdade
de discusso, de associaco, e de eleico? Ped a
igreja que vos d um reflexo da su vida, um
raio da sua luz. N'uma palavra, marchai para
um fim que seja calholico.
Hoje nem mesmo se trata mais do liberalis-
mo N3o se faz mais questo delle; porquo o
individualismo, que a sua base, se acha ani-
quilado, pelo menos sob a forma que I.uihero e
Descartes lho haviam dado. Agora s nos resta
escolher enlre a sociedade catholica e o socialis-
mo, entre a communidade christa e o commu-
nismo, enlre os direitos do homem, isto entre*
os direitos do Christo e os que apresenlam om
nome das mullides.
Honlem proclamava-se a soberana dos povos ;
hoje proclama-se o novo direilo das nacionali-
dades ; e amanhSa lalvez se proclame o direito
europeu, de que Garibaldi o here Ainda
mais : o direilo univerrtal do genero humano se
encarnar no Anle-chrislo, assim como hoje o na-
cionalismo se encarna na pessoa de Vctor Era-
manuel I Para tudo isso s ha um remedio re-
conhecer a integridade dos direitos do Christo.
Ha -Ircsentos annos porque as nacoes se a-
cham abaladas ? Porque os povos forraam e se
alimentara de vaos projectos ? Porque ? Ou-
vi a resposta :
Os reis se levantaran!, os principes so colli-
garam contra o senhor e contra o seu Christo.
Elles disseram Quebremos estas cadeas, sa-
cudamos estes jugo.
Sim, lodos os principesdas (mancas, dis ci-
encias, e das naedes dtssersm oo Christo :
Teu reino nao deste mundo, volta para 6
co : E os povos seduzidos repeliram : Nao
queremos que elle reino sobre nos, nao queremos
outro rei seno Cezar.
Dahi nasceram todas as desgranas para a Eu-
ropa I Porm o que ma's succeder? Ouvi
ainda :
Muelle quo habila no co zombar delles :
Elle os esmagar na sua ira. Quanto a mim, ac-
crescenta o Christo, o Senhor me fez rei de Sion,
a cidade santa, para pregar a sua le, e me ds-
se :_ As nacoes sero a la heranca ; teu do-
minio se estender at as ultimas extremidades
da trra ; tu os governars (os revoltosos) cora
um sceplro de ferro ; tu os esmagar* como graos
de areia. E agora, res, comprehendei, ins-
Irui-vQs, vos que dominaos na ierra. (P. 2.)
Eis aqui resumida a nossa historia passada,
presento e fulqra.
Importa a cada qual conhecer o secuto era que
vive. O que domina no nosso seculo a loucu-
ra que conduz ao liberalismo, isto doctrina
que se firma na independencia individual. A
poca de Luihero e de Desearles foi para sera-
pre sepultada no olvido.
Toda sociedade temporal repousa sobre urna
trplice base : a propriedade, a autoridada civil
a razo, sendo ellas eu(re si a ligadas pela re-
ligio.
Ura, i toda a pro va ev denle que o communis-
rao atueaga a propriedade. Ao direito de usar
e de abusar substituir a tutela do Estado ca-
da vez mais absorvenle. Nao ha muito lempo
que um dos raerabros de urna corporaco official
suslonlava que a propriedade um direito que nos
verri do Estado, um simples direilo legal, que a
mesma lei pode traqstornar, Com efleilo, sob
lodos os goveraos do novo rgimen, as comtnu-
nas, os hospitaes, e sobre tudo a igreja possu-
em propriedades bera precarias ; e sirva de ex-
emplo o que se passa em aples, no Piemon-
te, e as Romanhas.
Ser por ventura a propriedade privada a ni-
co previlegiada, mesmo depois dos exemplos
que nos legaram as vendas naciooaes de 93 ? Na
Sicilia os bravos soldados de Garibaldi liverara
j o cuidado de annoxnr a si os beos das com-
raunas. Os pnneipiosdo communismo so acham
pois eslabelecidos. os precedentes existem ; so-
mento se trata de generalisar as consequencias,
r do direito de annexaco ura systema
seus vassallos; que os povos preferem o despo-
tismo e a anarchia liberdade que vera delle :
que os sabios deixam sua razo abaler-se peran-
te a ignorancia antes do que esclarecer-se luz
da razao universal! Todos recusara ver nelle o
novo chefe da natureza, e da natureza renovada,
purificada, reslaurada.
O Sr. de Bonald diz, nao me record agora em
que parte dos seus escriptos : A revoluco co-'
mecou pela declarago dos direitos do hornera ;
ella acabar pela declaraco dos direitos de
Dos. Isto o raesrao que dizer em outros
termos: A rovoiucao coraecou pela declaraco
do seu poder, e
engaar eterna-
em todas ns ordens. Proudhon estabeloco es- dos direitos do homem individual, ella atabr
pela declaraco dos direitos do Homem uniuersa,
que o Christo. isto pelo catholkigino com-
pleto, que em presenca do nacionalismo nos nac
podernos mais limitar na ordera puraraento es-
piritual.
A Italia a mulher adultera do Evangelho, e
o Christo pode dizer a todos que a aecusam :
Aquello que for sem peccado Ihe alire a pri-
meira pedraReis, subditos, sabios, ricos, so-
nhores, operariosquem ha Iresentos annos nao
lera sido infiel? Quem nao tem sido do alguma
forma revolucionario? Porque a revoluco o
anlechnstianismo, e lodos nos temos sido ante-
te principio : A propriedado o roubo. Os
partidarios das annexacocs obram de acord cora
elle : o mesmo succede quanto razo indivi-
dual : negara a em faci, pois que a opinio
da mullidao, justa ou nao, falsa ou nao, recla-
ma um imperio absoluto.
E tambera o raesmo accontece cora a liberdade
individual, Camodemos, que sonham com a in-
dependencia, cahiro sob ura jugo esmagador,
se delle nao os livrar a igreja.
Communismo ua propriedade, communismo
na razo, communismo na autoridade, eis com
toda evidencia o nial quo nos ameaca. Ora, o
communismo afinal d contas se resumir for-I christos, pois temos lodos desprezado as doctri-
cosa mente na omnipotencia do um homem, que as e o ensino da igreja e do seu chefe infalli-
o povo, a nnco, a humanidade ; vel : lodos nos temos dito raais ou menos ao
Christo: Teu reino nao deste mundo.
se proclamar .
e que alimentar os odios, as paixoes. e os dc-
sejus para delles fazer o sen instrumento I
nos dleraos dilo tambera ao sou vigario
deixa-
N.io
port asua esquadra. que Ihe importa o bombar-
daamenlo do alg.imas cidades, se ella v que pode
esmagar o seu peior inmigo, isto a revo-
Contarie vos com u exercilo sardo, batido em
Novara, batido em Solferino ? Contarieis com os
nandos ganbaldinos insufficientes anle o exercilo
de francisco II ?
Nao comprehendeis que a Inglaterra zamba de
vos que vos faz instrumentos
nada mais ? Deixar-vos-heis
mente ?
Se^Sardenha pfovoca a indignaco da Europa
se atlrane o raio da vinganca sobre a sua cabera
que importa isto nacao franceza ? O Sr. do C"a-
vour por ventura fez caso do senilmente francez
respeilou por ventura as opinies francezas ? f!
credesvs que na Franca aceita de muito boa
vontade a solidanedade da poltica ganbalao-
cavouriana ? Vos nao conhecnis o vosso paiz
appeMat para ello; deixai aosulTragio universal
solucao da seguinte proposta. Queris passar pe-
las vicissitudes de urna grande guerra, tendo o
revolucionansmo por nico alliado ? Queris ar-
riscar a -vossa nacionalidade, o vosso sangue os
vossos thesouros, nao por urna causa Tranceza
mas pelo triumphj do garibaldinismo ?
Desta sorte nao vos illudirieis sobre o senti-
memo publico ; verieis que j estamos caneados
de tudo o que se passa na Italia. O nosso"san-
gu_e pertence somonte Franca ; s ella tem n di-
reilo de exigi-lj de nos '
ceguei
De_ ora avante mister escolher entre a hu-\ Ora nos nao ignoramos o quo, ha tres seculos I
manidadt, de que o Christo chefe, e a huma- e sobreludo ha tresqmrtos de seculo, nos lera |
nidade fabricada pelas lojas : mister escolher; distado a revolta contra o Filho do Homem.,
entre os direilos do filho do homem e os direitos Masa Franca volta-se a olhos vistos para o lado
da Revoluco, chamados direilos do homem. Ida verdade"; porque lal clerotal povo e '
O anligo dire'to de propriedadedireito de | quando for completa a sua regeneraco arras-
tizar e de abuzar se acha aniquilado ; era | tr^r comsigotoda a Europa. A luz pparocer |
lera mais applicaco pralc a indenpondencia
cartesiana da razo : hoje s a opinio reco-
nhecida como rajona do muudo. Finalmente a
soberana individual do cidado passou agara a ser
do amigo rgimen : elle tambera um re de-
cahido. Ha tres seculos que a revoluco exal-
o individualismo para destruir civilisaco chris-
ta. Presenieraenle que i partida est ganha
ella mofa do constitucionalismo, do liberalismo
parlamentar.
No ponto, a quo cheganios, urna de duas: ou
a realeza do Christo Nosso Senhor, que o ver-
dadeiro Homem. ou o despotismo da opinio. Com
o Christo o a sua igreja loreraos a conserv^go
de lodos os direitos legtimosdireilos de pro-
priedade, da razo, da auloridade, direitos do
esposo e da esposa, do pai o do filho. do principo
e do sucdito, do rico e do poore, do palro e do
asalariado, da familia e do estado, da comrauna
B a ~ocinc""- com o despotismo da opinio
teremos a desiruico do todos esses direilos om
proveitodo raais forte ou do raais esperto.
No ponto, a que chegamos. a necessidade de
um intermediario humano enlre Deus e os ho-
illlllt !"B?. razao 8eral q"9 dirija ns razes
irid viduaes. a ... ?-n-1io unJlversal qe
obste o abuso as propriedades panteui, \m
fim de urna autoridade soberana que domina a3
autoridades parciae3. Se continuamos a rcpellir
o Christo que veio para favorecer-nos calme-
mos infallivelraenle no socialismo, que por sua
vez nos torear a servi-lo.
Bese realeza do Chiisto, reconhecida na idade
media, conduz-nos ordem primitiva aperfei-
goando-a. Deus nao concedeu directamente aos
individuos a propriedade, a sciencia, a vida
dos esses bens da natureza Ihes vem de um
cornmnm.
Ado os receben psra transraitlir a seus filhos :
foi elle encarregado de dolar a esses filhos, fi-
cando todava salvo a cada ura o poder de fazer
mtervenco Garibaldi o Vidor F.ntmanuel aceita-
ra o os vossos servidos. Mas, por moree, deixai a
i-ranea tranquilla !
Xavier de Potaines.
[le Monde. Silveira.)
Era urna poca de aviltamento moral to uni-
versal e tan profundo que as raais flagrantes vio-
lares do direito das gentes acham advogados e
admiradores, que se confunde o justo com o in-
Rendamosgracas a Po IX. a esse oulro Chns- justo, e o successo desculpa todas as couus a
por nos. elle a grande | allocuco do Soberano Pontifica foi de immensa
consolaco para os christos.
Quando lodas as frontes se curvam vergonhosa-
menle sob o jugo da revoluco. s Po IX se con-
serva firme no sou posto,*s elle lula, o oppe
ale o ultimo baluarte onda que ameaca tudo
submergir. A allilude do Soberano Pontfice
nestes tempos calamitosos, sua uflexivel energa
em face do espirito do erro o das trovas o collo-
cam a par dos grandes Papas, que muito illustra-
rao a igreja.
'mentiras e inepcias da parle de urna iraprensa
que sobre si tem tomado a misso de justificar o
roubo, falsificar o espirito publico, de urna im-
prensa que marcha sob os passos da Inglaterra e
de Garibaldi. escudada com o estandarte do pro-
gresso ? O Norte, analysaudo o programla anne-
xiomsta do Sr. de Cavour e a allocuc.io citada,
exalta a aquelle e combate esta como"primor de
O Seculo e a Opinio Aacia.rabiscarao ut-
i papel para provarem que o Papa nao tem ra-
zao em pugnar pelos seus direitos, e que toda a
Ijustiga est do lado dos usurpadores. Entre os
moscovita
no ci livre das nuvens que a oceultam : a Eu-
ropa, sob pena de aniqular-se, volver polti-
ca christa.
Ilendamo
lo, quo se sacrifica por nos. E' elle
victima que expa pelos reise pelos povos iresen-
tos annos de ingralido. E'elle que salva nesle
momento todos os direilos humanos, lodos os
bens da nalurezaa autondade, a razo, a li-
berdado humanas, eat mesmoa propriedade.
Rendamos tambem gracas, nos Fraucezes, ao
nosso admiravel prelado ;" quo nos d a liberna-
de, a forca.a luz, e a unio, do que origera o
calholicismo ; que nos dar igualmente o reino
de Den, a sua justiga, e por conseguinle toda a
prosperidade.
Que o Chns
na ordem sobrenatural, seu dominio exclusivo e
inatacavel, mas tambem na familia e no estado,
as escolase as ofiicinas, era summa, em todo o
dominio do homem.
Que a cruz libertadora cinja de novo a fronte
dos reis, que ella proteja os seus estandartes,
confirme o seu poder, e depois v reinar sobre
as nacoes assentadas sombra da morte, v cas-
tlgaiu _.-.;!_;_. K,,:rt Chl!"l,
Cochinchina, no Japao e na SyVla i Que a Fran-
5" erande missiouirio da civilisaco, Ihe sirva
de estandarte e seja o seu braco.
Tenharaos esperanca no futuro I As trevas,
Europa, nao
em que anda se acha envolvida i r.uropa, nao jjornaes revolucionarios e o jornal moscovila ha
sao Jas que precedera a noile, mas sim o da. perfeila combinaco ; e sabendo o que diz o nlti-
Nao 6 o crepsculo da tarde o quo vem antes mo o leilor saber igualmente o que dizm os
do raiar da aurora. oulros.
A igreja sempre produzio as nacoes mergulha- I Affirnia o \orte que a allocuco produzio na
to- | da ni dor; mas, passada a crise, ella enchuga as i Franca urna viva irritaco, e qued'ahi resultar
P3i suas lagrimas. Os sabios como Jos de Maislre,; seguramente muitas consequencias oppostas ao
os santos como Leonardo de Port-Maurice, os1 fim que o Papa tom em vistas I
pontfices como Po \\ nos annunciam o prximo Quanto ao effeilo que sobre a poltica franceza
triumpho da igreja. Est era nossas mos. so produzio o pedido publico o official de soccorro
nao ve-lo ao menos trabalhar por ello: basta contra o filho rebelde e parricida fcilmente se
fructificar, com o auxilio de Deus, a heranca que \ para isto que sigamos os nossos guiasPo IX comprehende que nos nada podemos dizer
recebesse.
Desta raaneira a autoridade na ordem natural
se estendia a toda a parle ; prevena os abusos
da liberdade, sem todava impedir o uzo da mes-
ma liberdade.
A queda de Ado abateu, arruinou a humani-
dade. Dahi era diante tudo foi individualisado,
dividido, desmembradoos litros, a sriencia, a
autoridade: e a torga teria absolutamente substi-
tuido o direito, se Deus nao desse humanidade
urn novo chefe na Pessoa de seu Filho : a natu-
reza foi por este regenerada, e receben alera disto
lodos os bens espirituaes e sabrenaluraes, que
sem elle jamis teria obtido.
O Christo Deus. Homem Deus, Homem final-
mente. D'ahi nascem seus trplices direitos. Ora
nao se Irata agora dos direitos divinos : porquan-
to a igreja triumphou plenamente. Todus os
ehrsio3 sabem, e creera que elle Deus, o como
*al Creador do mundo ; que Filho de Deus, e
corno lal o modelo e o autor do universoseus
inimigos negara, mas nao discuiem ; sabem quo
os seus exforgos sao inuleis para desviarem os
fiis desse ponto. E a revoluco se limita a
propor nicamente una iransacao : deixai-nos
blasphemar, nos diz ella, nos" vos deixaremos
adorar.
Tambera nao se traa dos direilos espiriluaes
do Christo. Ainda a igreja lem triurophado
plenamente a este respeito. Todos os calholicos
sabem e creera que o Christo o autor da f, o
nico revelador dos dogmas e dos mysierios, o
nico autor da grana e da gloria, n'uma pala-
vraque toda a vida espiritual vera della>s Os
seus inimigos negam igualmente este ponto, mas
nao disculera: seria terapo perdido, Assim.
pois, contentara-se om dizer: > transijamos ;
guardai para vos os dogmas, os mysierios, os
pulpitos, mas conservai-vos no tomplo, e na
sachristia ; deixai para nos o pensameulo livre e
a natureza toda.
Sao, porm, os direitos humanos do Christo
quo roelama revolugo. Os dogmas e os mys-
ierios nada vera ao caso, e a prova a procla-
maco pacifica da Iramaculada Couceico. Reis
c sqbdilos, ricos e pobres, sabios e ignorante?,
raonarchistas e republicanos, absolutistas o par-
lamentares, todos contestara, uns com respeilos
oulros com violencias, os direitos humanos do
Christo, lodos lho dizem ha tres seculos: ao leu
reino nao deste mundo: conserva a graga, mas
deixa-nos a nalureza. E pois conlesla-se tam-
bera igreja todos os direitos do hornera, nega-
se-lhb tqdo o quo pertence ordem naturala
propriedade, a sciencia, a autoridade civil. Eis
aqui porque o direito humano e o patrimonio de
S. Pedro sao o campo em que se enterra a revo-
lugo.
Durante a sua vida mental o Christo appareceu
sob a forma de um servo. O Filho de David leve
por ihrono urna cruz leve poreceptro urna canna*
na Ierra o lierdeiro do universo nao linha onde
repousar a cabega 1
Porm depois da sua russureigo ludo mudou :
recebeu lodo o poder sobre a Ierra e esse poder
tornou-se o fundamento da civilisago chrisa e
a lei da natureza humana regenerada pela morte
do raesmo Christo.
Ha tres seculos que a Europa deixa-se levar
pelas fascinaces da nalureza decahida. Ella
considera anda o Christo como author da vida
sobrenatural, mas nao quer ver nelle o Regene-
rador. 1" neste ponto que 03 res desejam an-
V. DK Mu'MIONY.
(te Monde.Silveira.)
e o nosso bispado. esso respeito. S o futuro 6 quem nos pode res-
ponder.
Mis, quanto viva irritago da Franca, acaso
j o Norte leve consciencia do que disse ? A Franga
Em face das complicagoes que ameagara o fu- j na *e comge nicamente do milho de leilores
turo da Europa ha anda quem pense era contar; 1UCL V". e at>plaudem as doutnnas do Seculo e
com a allianca ingleza I da Opinio Nacional; restam anda cerca de trln-
A Inglaterra parece actualmente defender o di-1la e sele milhes de homens, e deste numero a
reito novo ; ella o abandonar quando assim o mor parle calholicos. que creera no principio
exigir o seu interesse : mas a imprensa liberal s a T,e a razo do mais forte nem sempre a me-
rcela a inlrevsta de Varsovia, como se era ma- |lnor 1ueos direilos do Papa sao sagrados e in-
teria de colligaces a Inglaterra nao estivesse j ; contestareis ; emfim que se acham profunda-
to amestrada I j raento irritados, nao contra a allocuco, mascon-
O perigo nao nos vira dahi; oinstinclo fraucez] tra as infamias suscitadas por r.ausa'della.
o adevnh. Quando se trata directimente da Milhares de Francezes, d'entre os quaes cima
sociedade e da civilisago, quando do garibaldi- de duzentos joven* perlencontes s raais illustres
nismo surge um direilo novo, que a negag- for- j casas deixam familia, fortuna, o o bom material
mal do direilo pelo qual reinara todos ossobera- Para se reveslirem do manto do soldado, e irem
nos da Europa, natural pensar-se n'uma colli- J,inl a sancluario de Nossa Senho'a de Loreto
gaco dos thronos contra a revolugo. morrer, bradando : Viva Pi IX I milhares de
Se por acaso da entrevista de Varsovia sahisse Francezes, repilo, protestara com loda a eloquen-
umu pequea protestago. bem clara e bem sim-
ples, contra tudo o que afflige a moral publica na
Italia de um anno para c,se sedissesscao espi-
rito de pilhagera '. Basta I se, como 6 pro va vel, se
pedisse a execugo do tratado de Villafranca, a
opinio publica da Franga applaudiria E' ura
prazer que teem esses escriptoies das folhas lino-
raeso apresentarem a Franca como solidaria de
tudo quanto se faz na Italia I Elles nao podem
estar esquecidos de que o governo francez des-
approvou a conducta do Piemonte, relirou d'alli
o se*u embaixador, e salvou a responsabilidade
sobre o que livesse de acontecer. E' pois para fa-
vorecerera a poltica ingleza que nos qoerera por
torga intrometter na poltica de Vctor Erama-
nuel.
E ousam dizer Franga, nago christa e civi-
lisada : Alliai-vos publicamente com Garibaldi;
arriscai a vossa existencia e a vossa nacionalidade
n'uraa luta gigantesca ; sacrficai o vosso sangue
mais puro para firmar o garibaldinismo sobre as
ruinas de Roma catholica ; renegai o vosso pas-
sado, os vossos pas, as vossas tradicgo3 I
Bradara-nos que nos approximeraos da Ingla-
terra, dessa nago que na occasio da guerra nao
mandou os seus homons e o seu dinhoiro, porque
para ella a Italia nao valia urna libra sterlina I
Dessa nago que durante seis raezes trabalhou
por suscitar contra nos urna colligagSo sob o pre-
texto da Saboia ; quesenega i reconhecer esse
engrandeciraento da Franga, e excita as outras
nages na sua opposigo 1
Sim, approximemo-nos da Inglaterra que ha
ainda quinze dias declaraba que nao tomara so-
bre si compromisso algum, e antes se reservava o
direilo de obrar segundo os seus interesses I Al-
liemo-nos com urna naco, cuja poltica tradi-
cional o avliaraento da Franga ; e fortes cora
esse apoio provoquemos e chamemos sobre nos
os dous milhes de soldados da culligaggo ; dei-
xemo-nos dospedagar era proveito ca potencia
ingleza e para gloria do systema de pilhagem I
Porm supponhamos que a Inglaterra cmbalo
de harmona coravosco contra a Europa (o que
no nem ser nunca possivel). dizei-nos sos,
grandes polticos que sois, onde eslo os seus
exercilos para coadjuvarerjq os vossos ? A Prussia
nao tem rnarinha, o portanlo zomba da Inglalern.
A Russia abrigada por detraz do Cronsladt e do
seu gelo desafia a todos os Napier do mundo. Nao
ser certamenlo o receio de ver algumas fragatas
suas incendiadas no Adritico que impedir a
tes renunciar ao throoo do que reconhecer-se Austria de ir de encontr 6 Italia : que Ihe ini-
cia contra o que se passa na Italia ; e as tu reas-
numerosas que juntara as suas supplicas /is ora-
ges da igreja polo repouso dos chrisios monos
no poslo do honra, indicam soberaoamente qual
o pensamento e qual o senlimento ds Franca ca-
tholica 1
Sira, a coramogo profunda na nossa patria,
e muito mais depois que a allocuco palentcou
ao mundo que a derrot de Lamoriciere, e a mor-
te de tantos nossos compatriotas, foram o resul-
tado de urna iraigo piemonteza I
Nao podamos suspeitar, diz o Soberano Pon-
tifico, a invaso de que nos tomos victima ; por-
que linhamos recebido a certeza de que as tro-
pas subalpinas se approximavam do nosso terri-
torio, nilo para invadi-lo, mas para prohibir a
entrada nelle dos bandos facciosos. Assira pois
o nosso general ora chefe nem mesmo poda pen-
sar que lnha de combater contra o exercilo pie-
raontez.
Estas palavras sahidas do Uo alto, e de urna
boca que nao sabe mentir, impriraem um carae-
terjindelevel de infamia cruz da Saboia.
O soberano pontfice, continua o Norte, tinha
enrolante umt nobre e bella misso preeneher
no meio das agitages italianas ; e o mundo civi-
lisado julgar severamente os cegos conselheiros
que desvairaram ura espirito to superior e um
carcter to humano e generoso.
O JVorie ignora lalvez que a nica misso do
papa sobro a Ierra de proclamar e defender a
verdade, conderanar o erro, nao ceder nunca em
presenca do mal, e nunca hesitar entro Deus e o
homem seduzldo por salanaz. Esta misso su-
blimo, e Po IX alera bera comprehendido na
sua heroica luta contra o despotismo anglo-gari-
baldi vavouriano. A igreja calholica sabe que o
seu chefe se tem conservado na allura que de-
manda a situaco, que elle capaz de guia-la a-
travsdos perigos ; e todo aquelle que ainda er
em Deus e na jstica admira esse digno successor
de Po VI e de Po VII.
Assim pois qual a misso sublime a que allu-
de o .Yore? Querer por ventura um papa que
proclame o caihecisrno dos direitos do homem,
quo approve calumnia, a espolhgo, a traigo.
e a moral de tacto consumido? Ou querer um
papa que para maior gloria do protestantismo in-
glezse ombarque mui tranquillamenle para Je-
rusalera f
Quanto ao mundo elvilisado ; que julgar os
cegos conselheiros que desvairaram um espirito
to superior, e um carcter to humana e gen*-
ILEGVEL



()
URIO DE PERSAMBUGOi SEXTA rEUU 28 DE DEZEMBRO DE 1860.

ro30, perguotaremos qual ou qual ser asgo
mundo a que se allude? Certaraeute nao ha do
ser o mundo calboHco. O Norte nao ignora que
o calholico so humilba e obedece quando o sobe-
rano pon'.iQce falla, aconselha ou ordena, e que
nao so suppoecom o direito de julga-lo. Porcoii-
seguiote desvariamos que nos dissesse o que cu-
londe pelo mundo civisado.
Se o Norte (oi o proprio a reconhecei em Fio
IX um espirito superior, deveria deixar de lado
essa pobreta revolucionara que consiste em lan-
zar sobre os conselheiros do papa a responsabili-
dade dos actos deste. Os espirilos superiores nao
suppurtam a influencia alheia, elles regulam-so
por si msmos, e dominam os outros em virtude
de seu genio.
Nao insistiremos sobre as expresses de que se
serve o soberano pontifico para reprovar o prin-
cipio de nao uitervenco, systema sabido das of-
fcinas da poltica ingleza, e que nao outra cou-
sa mais do que o passaporte da poltica social, a
certeza de so poder violar impunemente todas as
leis divinas e humanas, invadir, usurpar as pro-
priedades e os dominios de ouirem, e que sob a
capa do progresso nos faz retroceder doze secu-
los atraz para os lempos dos Godos e Vndalos.
Po IX annuncia ao mundo que a admisso desso
principio a fnebre decadencia da sociedade
i hrisia, a aurora do communismo !
Esperamos que essa voz paternal ser ouvida e
romprehendida ; os soberanos perceberara final-
mente que na Italia se arrisca o futuro das suas
coras, e que a causa do papa a causa tambem
do todos os thronos I
Esperamos que esse reclamo do Pastor dos Pas-
tores aos governos e aos povos, nao ficar sem
echo 1 Porquanto se elle nao for attendido os go-
vernos e os povos sabero quanto custa o des-
prezjr as advertencias do vigario de Jesus-
Christo I
Xavier de Fontaines.
(Le Monde.Silveira.)
Ja em urna outra occasiao Gzemos um ligeiro
esboco dos fados principaes da grande luta entre
a Franca e a Inglaterra desde Guilhermo III at
o anno de 1815. Vamos agora mostrar aos nos-
sos lotoros a razao porque a nacao franceza ou-
ve impassivel, e com o sorriso da increduldade
uos labios, todos essos bollos discursos, todos
artigos dos jornses, que procuram exaltar a In-
glaterra e a allianca ingleza.
Depois de illudido (antas vezes um povo tem
o direito de tornar-sc incrdulo : e a confian
nao possivel da parte de urna nacao, conlra a
qual um inimgo implacavel commelteu toda a
sorte de crimes. Nao pois, natural que esse
poro, que essa nacao exija as provas antes do
crer n'uma pretendida allianca? Ora, sao jnsta-
mente essas provas que a Franca busca debalde
encontrar. Em voaualysaella os discursos, as
publicacoes de todos aquelles que bem ou mal
arreditam na necessidade da allianca ingleza,
em ludo isto s descobre palavres, phrases des-
mentidas pelos fados a cada momento.
Se ha quarenta o cinco annos a Franca e a
Inglaterra uo leem lulo occasiao de encontra-
re m-se no campo da balalha, sa nao podendo
mover a Europa contra nos, aGraa Bretanha nao
leve outro geito seno accoramodar-se com a
guerra da Hespauha o com a conquista da Alge-
ra, todava se tem pereitamente vingado intro-
duzindo no nosso piz a revoluco, esse flagello
muito mais lerriveldo que os seus canhoes.
Carlos X cahio como Luiz XVI em virlude
deste principjo inglez: Nos ergueremos o es-
tandarte da revolta, e chamaremos para junto
de nos todos os homens quo justa ou injusta-
mente nao esto satisfeitos cora o governo da
sua patria.
Apenas a bandeira franceza tremulara sobre
as muralhas de Alger, a.Paris chegvs urna nota
do gabinete britannico: a Inglaterra quera sa-
ber se o governo da Franga eslava disposto a
conservar a sua conquista. O rei com a sua
propria mo cscreveu margem do despacho do
nosso gabinete a segunte resposta: A Franca
ronquistou a Algeria s consultando sua dig-
ndade: para conservar essa conquista, ou ce-
de-la, eu nao consultarei seno ao interesse
da Franfa. Seis das depois o volho rei se
encaminhava lentamente para o porto de Cher-
burgo.
Ser preciso recordar o reinado de Luiz Fi-
lippe? Ser preciso lembrar as intrigas, as
ameacas, de que usou a Inglaterra para obter o
abandono da Algeria ? E tambem o seu protesto
contra a ( lomad.,,e Ja^-JVU cr,fflfiTn6 proprios nacionaes, e foram causa do assassinato
do urna parto dos nossos soldados ? Ser preciso
evocar as recordacoes do 1810, o do tratado da
quadrupla allianca, que excluioa Franca do con-
gre-sso europeu ?
Orna vez Luiz Filippe tentou sacudir o jugo
de lord l'almerslon : casou seu filho com a in-
fanta da Hespanha : ainda nao eram passados
dona annos depois desse consorcio, e j elle
soflria a mesma sorte de Carlos X I
A caber;a de Luiz XVI cahndo sob o alphange
revolucionario, porque tinha arrancado a Ame
rica do dominio dos loglozes : Carlos X morren-
do emGaritz, porque dotou a Franca com urna
magnifica conquista : Luiz Filippe om Clare-
raont, porque subtrahra a infanla a um Cobur-
go : taes sao as vingancas da Inglaterra Taes
sao as consequencias desso principio infernal:
Nos ergueremos o estandarte da revolta, e
chamaremos para junto de nos todos os homens
que justa ou injustamente nao estao salinos
com o governo da sua patria! o
Dez annos (depois, Iqnanlas injurias, quanlos
odios, e deslealdades I Perira arrebatado aposar
dos tratados : a obra do Sr. de Lessepserabara-
Qada : o assassino Bernard absolvldo por um
jury mglez, e conduzido em triumpho pelas ras
de Londres : as bombas deOrsini, o essa fabrica
de assassinos preparando os seos instrumentos
de destruico sombra do lar britannico E se
a Franja iudigaada pede juslica, aGrap-Breta-
nha lhe responie quo nao tem leis que punam
os regicidas I Que baixeza Que ignomia !
Que nos venham agora fallar da honra da In-
glaterra e da suacivilisagao 1 E ahnmanidade a
deixa tranquilla assentada sobre o seu rochedo.
ou Roberto por detraz das vagas do occeano !
Ella zomba impunemente do Deus e dos homens I
I'.sse ouro, de que tanto se orgulha, e que lhe
serve para alimoutar o revolucionarismo europeu,
glorioso cortejo de incapacidades, mediocrida-
des, ambiciosos de todas as sortes, loucos-irri-
tados contra a sociedade, por que esta repudia
as suas loucuras ; esse ouro *- a substancia de
ciu milhoes de Indios, 6 o pao da Irlanda, o
producto do roubo de tres mil navios francezes I
Esso ourodigamos com toda a soberba, us
no lheioveiamoe!
O que diremos da poltica ingleza depois da
paz do Villafranca, senao que tem sido ella um
lecdo de intrigas para abaler a influencia fran-
ceza, e para estabelecer forca. de desordens, e
sobra as ruinas dos thronos, a sua pestilencial
preponderancia, com o auxilio das sociedades
secretas !
Terminemos lembr3ndo a attitude odiosa da
Inglaterra na questao da Saboia : esses emissa-
rios, aves de mo agouro, indo sondar as dis-
posie-os dos gabinetes a verem se ora possivol
suscitar-se urna pequea guerra contra nos I
Esse Roberto Peel subindo sobro os tablados
para excitar os Genovozes, e mpelli-los avanto !
Lases Ktnglake, Roebuck quo durante dous mo-
zes deram o rebate contra a Franca I E porfim
esse Palmcrston, cujo ultimo discurso nao foi
mais do quo um insulto dirigido nossa patria
um appello Suissa, urna excitaco a todos os
nossos iniralgos. declarando da tribuna que a
Inglaterra nao reconhecia a annexacao da Sa-
boia que o rei da Sardenha nao tinha o direito
de ceder essa provincia, assim como o imperador
da Franca nao o tinTia do aceita-la 1
Nao nos espantomos : lord Palmerston in-
glez, uto nosso Inimgo ; e se-lo-ha sempre,
apesar dasdeclaracoes do Constitucional, e das
tocantes ovocacoes do Jornal dos Debates di-
rigidas ao bom senso pratico e sabedoria do
povo inglez.
Ha oito scalos que aquillo quo engrandece a
Franca abato a Inglaterra, e vice-versa Riva-
lidado e hostilidsde de muiros seculoi, eis a
historia dos dou3 povos.
Assim pois entre as duas iivaes nao ha alli-
anca possivel, a menos que urna dellasabaixeo
seu pavilho 1
Xavier de Fontaines.
[Le AtondeSilveira.)
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
A idea do asylo de mtndicidade, que oesla
provincia leve j o seu momento de enlhusiasmo
a expansio, parece que cahio nesse raerasno pr-
ximo da dissoiae,ao; pos que se effeitos tem ella
produido, nao sao seno negativos.
E' verdade que na efervescencia ainda rosul-
tou urna subscripcao de algumas dezenas de
contos, que ahi existem improductivos; porque
se juros vencem, acha-se todava falseada a ap-
plicaso que mottvou as assignaturas.
E ao passo que isto se d, formigam os mendi-
gos ahi pelas ras, e carrega a provincia com um
dispendio monstruoso na sustentaco pelas ren-
das provinciaes desses mendigos,"dispendio que
no anno de 1359 60 rastejou pela quantia de
16:0008000, que ainda acha-se em debito ou por
pagar, sendo por coriseguinte mais urna difflcul-
dade aceumulado aquellas com que j lutam as
operaces finanpeiras do cofre provincial.
Em preaeuca de semelhante sltuac.au era de
summa^ importancia e de urgente necessidade a
realisaco d'aquella idea, quo to sofregamente
foi aventada, e que reveslio urna forma objecliva
na iostallacao que d'ella se fez.
Se o capital realisado pelo computo das subs-
cripQoes 6 irisulficienle para a construeco de um
edificio proprio, em que possa fuacciour o asylo.
encele elle todava os seus trabalhos em algum
alheio, que se preste ao fin da loslituico, ou
ainda seja estabolecido no hospital Pedro II,
mediante acondicoes resultantes de um accordo
previo.
Com a pralica deste alvitre, ter-se-ho era
realidade as vistas dos concurrentes; e satisfar-
se-ha assim a necessidade reconhecida geralmen-
te e ao passo que desta maneira limpar-se-ho
as ras de tantos medgos, tambem nao subirs
despeza annua aquella cifra to alta, porque
cessar o abuso de remessas esmo de qualqner
um vadio quo prefere a vergonha da eslender a
mao caridade publica ao honroso trabalho, a
que foi submeltido o homem providencial-
mente.
A proposito, parece quo a despeza, cujo paga-
mento ora se exigo da fazenda provincial, devia
correr antes pelos fundos existentes para o
asylo. lo urna despeza de natureza semelhante
aquella para que tem elle de concorrer, o a qual
teria de satisfazer se por ventura j funecionasse
devidamente; e por isso nao sera original a
adopcao da lerabranca, que nos consta ter sido
abracada com todo o criterio pelo Exm. Sr. baro
do Bom Jardim, quando na presidencia desta
provincia.
O algarismo monstruozo do 16:000(000, a que
subi a sustentaco do mendigos no anno de
1859 a 60, e que no anterior andou por 6:359$876,
tmpe o dever de por-se um terno essa aseen-
cao ou progresso em que vai semelhante despeza
que alm de ludo realmente improficua pelo
modo porque se pratica, ao passo que so incita
ou estimula-so assim a mendicidade, quando se
quer acaba-la.
Pegar o vicio, alimenla-lo, dar-lhe toda a
nediez.sem procurar-se corrigi-lo ou melhorar-lo
ao menos, systema novo no aperfeigoamenlo
das condices moraes de um povo I
Inforraam-nos que ha na cidade de Olinda
urna alionada, cujo estado de penuria exige o sou
recolhimento ao hospital.
A' raingua de recursos e pela demencia em
que acha-se, tem chogado at acomercapim I
Esta situacao misrrima credora de ser
soccorrida
No dia 21 do correnle entrou em exerccio
de procurador da cora e fazenda nacional da
relacao o Sr. dezombargador Agostinho Moreira
Guerra.
No dia 26 do corrento, indo Manoel de Sou-
za Lima, porluguez, caxoiro de Domingos Jos
Das de Oliveira, banhar-se na praia do Brum
juntamente com tres companheiros, cahio em
tugar mui profundo, o morreu, sendo retirado o
cadver na manha do hontem, no caes do Ra-
mos, aonde veio ello encalhar.
Com a declaraco seguinto, completamos e
ratificamos a noticia dada acerca da tentativa de
roubo da loja de marmore :
Senhores redactores da Revista Diaria.Lendo
a noticia que deu sua Revista acerca da tentativa
de roubo na loja da ra Nova dos Srs. Faria &C.
conhecida pela loja de marmore, encontramos
una inexatido, que, a-bcm da verdade, cumpre
fazer desapparecer.
Nao exacto que os ladres penetrassem pelo
quintal para a nossa loja de seleiro, d'ondo se
"O qu^mu-,oi5 s'eguTnfeTxistindo no mu-
o que separa o quintal de nossa loja do do so-
brado era quo temos nosso Mboicin,c..i um
rombo amigo, qoo poderla ter de dimetro um
palmo pouco mais ou menos, os ladres, pene-
trando ueste quintal, conseguiram passar-se para
o muro, alargando dito rombo por onde passa-
rsm; e depois de eslarem em nosso quintal, e
nao dontro de nossa loja,foi quo sepassram para
a toja de marmore.
que fez do estabeleciraoalo. Como requer, fa-
I zendo-se os termos competentes.
Nada mais houve.
LL DE
oja ae marmore.
Esia a verdade que pode ser por lodos veri-
ficada, sendo o que verificou a policia
Recite, 27 do dezembro de 1860.
_ Carneiro & rmaos.
De algum lempo esta parle, alguns solda-
dos do corpo de pohcia se tem tornado horoes
de lacanhas publicas. Ainda hontem um delles
nao contento com haver, em a travessa das Cru-
zes.ou suas imraediaQoes, dado bastante com um
junco em urna preta, que lhe retorquia com lin-
guagem de alcouce, perseguio-a como so fura um
grande criminoso o lovou-a ao Sr. subdelega-
do. Seria boro que se erapregasso qoalquer
mel, a lim de nao ser a tranquillidade publica
alterada, por aquelles mesmos que devem velar
per ella.
Um acto de verdadeira selvageria foi posto
era pratica ao raiar do dia de hontem em a cida-
de nova de Santo Amaro, no sitio do Sr. Manoel
Coelho Cintra. Ao abrir da porta do casa encon-
trn esse senhor degolados, e arrumados em li-
nha, na calcada, oito carneiros que so achavam
em um poquena curral dentro do sitio, entre os
quies dous borreguinhos, nascidos ha vinte das
Parece incrivel que um tal fado appareca entre
urna populago que se diz civilisada, 'como
nossa, E' o requinte da raalvadez.
a"-.Foram recolhidos casa dedetenconodia
o do corrente 5 homens e 3 raulheres, sendo
uvres e escravos \, a saber : a ordem do sub-
delegado do Recife 1, a ordem do de Sanio An-
tonio 4, a ordem do da Boa Vista 1, a ordem do
da Capunga 1, e a ordem do dos Afogados 1.
MORTAMDADE DO DIA 27 DO CORRENTE
Antonio, branco, 3 das, inflamacao nos intes-
tinos.
Amelia, branca, raezes, convulsoes.
Antonio Rodrigues Lima, pardo, casado, 23 an-
nos, miningite. *
Manoel, brsuco.2 mezes, espasmo.
Manoel, pardo. 11 mezes, eclampsia*
Joo Ferreira Chaves hmn<>n an<>r
, branco, solteiro, 25 annos,
encontrado no caes do Ramos,
peritonite.
Um porluguez,
affogado.
Matadouro publico :
Mataram-so no da 27 do corrente para o con
sumo desta cidade 44 rezes.
CHRONICAJUILIARIA.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SF.SSO ADMINISTRATIVA EM 27 DE DEZEM-
BRO DE 1860.
PRESIDENCIA DO F.XX. SR. DESEMBARGADOR
r. A. DE 80UZA.
As 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu-
tados Lemos o Bastos, o Sr. presidente declarou
aberta a sesso para mero expediente, e desig-
nou o Sr. deputado Lemos para servir de secre-
tario.
EXPEDIENTE.
Foi presento a cotaco ofcial da junta dos
,corretores correspondente a semana finda. Ar-
chive-se.
DESPACHOS.
Um requerimento de Jos Pereira da Silva Car-
valho Sobrnho, pedindo por cerlido o dia,
mez e anno em que foi matriculado o negociante
de Penedo, Francisco Antonio Fernandos Plnhei-
ro.Como requerom.
Outro de Leandro Lopes Dias, pedindo a trans-
ferencia do livro diario, do fallecido negociante
Antonio Francisco Pereira, quo anda nao foi es-
cripturado, o que hoje lhe perlenco por compra
COLLECTOMA PROVIKCI
OLINDA.
Alleraces feilas do lancmento da
decima urbana, qne pcam as ca-
sas perteacenles colTectoria de
Olinda, para o anno d 1860
4861, pelo collector Manoel Jos
de Azevedo Amorim.
[Concluso.)
Ra do Caldeirero.
N. 3. Antonio Jorge Guerra,
proprietario de urna casa terrea
arrendada animalmente por......
dem 4.Jesuino Ferreira da Silva,
proprietario de urna casa torrea
arrendada aunualmente por......
dem 7.Florencio Antonio Alves
Mascarenhas, proprietario de urna
casa terrea arrendada annualmen-
le por............................
dem 8.Manoel Antonio Alves Mas-
carenhas, proprietario de urna ca-
sa terrea arrendada annualmenle
por..............................
dem 9. Gustavo Augusto do
Flgueiredo, proprietario de urna
casa terrea arrendada annual-
menle por ......................
Ra do Poco.
1. Herdeiros do rommeoda-
3500000
6O0S0O0
43JJOOO
72gOOO
96SO0O
dor Vicente Thoraaz Pires de Fi-
gueiredo Camargo, proprietario
de urna casa terrea arrendada an-
nualmente por....................
dem 2.FredericoChavcs, proprie-
tario de urna casa terrea arrendada
annuajronte por ................
dem 3^-Joaquira Pires da Silva
e DAMaria Serafina da Silva 6
outl, propietarios de urna ca-
sa lerrea arrondada annualmen-
le por............................
dem 4. Vinva e herdeiros'do
Joo Pires Ferreira, propietarios
de urna casa de sobrado de um
andar, oceupado pelos propie-
tarios, avaliado annualmenle por
Ra do Rio.
N. 1.Ignscia Francisca Pereira,
proprietaria do urna cosa terrea
arrendada annualmenle por ....
dem 2. Arislides Duartc Car-
neiro da Cunha, proprietario do
urna casa lerrea arrondada annu-
alment por......................
dem 3. Jos Ferreira Lopes
Reis, proprietario de urna casa
terrea arrendada annualmenle
por ..............................
dem 4. Jos Ricardo Coeiho,
proprietario de urna casa terrea
arrendada annualmenle por......
dem 7. Irmandade do Santis-
simo Sacramento da matriz do
Poco, proprielaria de urna ca-
sa terrea arrendada annualmen-
le por............................
dem 9. Joaquim Francisco de
Albuquerque Santiago, proprie-
tario de urna casa terrea arronda-
da annualraento por..............
dem 10.Eugenia Francisca Serra
Grande, propriotaria de una casa
terrea arrendada annualraento
por ..............................
dem 13.Jos do Medeiros Tava-
res, proprietario de urna casa ter-
rea arrendada annualmenle por..
dem 14. o mesmo, proprietario
de urna casa terrea avaliada
annualmenio por ................
dem 15.Joaquim Candido Fer-
reira, proprietario do urna casa
terrea arrendada annualmenle
por ............................
dem 16. Jos Duarto Coutinho"
proprietario de urna ca terJ
rea arrendada annualmenle pu..
dem 17.D. Maria Folismina do
Reg Gomes, proprietaria de urna
casa terrea arrendada annual-
menle por........................
Ra da Poeira.
Numero 1.rv M';- '-'"inia do
neg Gomos, proprietaria de urna
casu terrea arrendada annual-
menle por....................
dem 4Jesuino Ferreira da Sil-
va, proprietario de urna casa ter-
rea arrendada annualmento por..
Ra atraz da igreja.
N. 1.Joo Rufino da Silva Ramos,
proprietario do urna casa terrea
arrendada annualmenle por......
Ra Nova do Poqo.
N. 3.Antonio Domingues de Al-
meida Pocas, proprietario de
urna casa terrea arrondada annu-
almenle por......................
dem 4. Vigario Francisco Luiz
de Carvalho, proprietario de urna
casa terrea arrendada annual-
menle por.......................
dem 5.Herdeiros de Manei da
Silva Ferreira, proprietarios de
urna casa terrea arrendada an-
nualmenle por ..................
dem 6.Herdeiros de Joo Igna-
cio do Reg, proprietarios do
urna casa terrea arrendada au-
nualmente por....................
dem 7.Os meamos, proprietarios
de urna casa terrea arrendada an-
nualmenle por ..................
Roa das Mangueiras.
N. 2.Dr. Jos Bernardo Galvo
Alcanforado, proprietario'de urna
casa lerrea arrendada annual-
menle por...............ti.......
dem 3.O mesmo, proprietario de
urna casa terrea arrendaba an-
nualmenle por ..................
dem 4.O mesmo, proprietario de
urna casa terrea arrendada an-
nualmenle por ....,.............
dem 5. Henrique Gybson, pro-
prietario do urna casa terrea ar-
rendada annualmenle por........
Collecloria provincial do Olinda, 28 de no-
vembro do 1860.
O escrivao servindo de collector,
Joao Goncalves Rodrigues Franca.
300jJ0O0
800000
200*000
600&000
1805000
2003000
20OS00O
200g000
GOjJOOO
20OO00
608000
15OJOO0
72*000
90*000
llaooo
200J000
72g000
100#O00
2008000
oogooo
70JOOO
1508000
96$O0O
968000
1208000
1208000
1448000
968000
Communicados.
Bonilo e Grvala.
O Diario de Pernambuco de 17 do correnle
conlm um communicado em resposta ao pouco
que temos escripto sobre a oceupaco eleiloral
das Treguezias de Bonito e Gravat. Pelo lom es-
carnecedor com que nelle vem o appello a histo-
ria de candidatos despeilados e de candidaturas
ouepor motivo algum devem ser consideradas
legxtxmas, nao pode deixar de ser o seu autor cer-
to candidato feliz, que demasiadamente ufanado
pela bonanza em quo navega a sua eleicjio, nao
leve forcas para sofTroiar o sentimento alias pou-
co generoso, que deitoo a mora contra os que
nao se acham em condigSes to venturosas I
Mas como diz o vulgo, quem manga tambem
morre. e sendo no fim que se cantara as glorias,
v o communicante o seu caminho.
O facto de se encarregar o communicante da
defesa das autoridades do Bonilo, tambem o poe
descoberto ; porque, paia applaudir e chamar
de respeito lei os desalios com que se preten-
de conquistar as eleicoes de Bonito e Gravat ;
preciso ter interesse no resultado delles : pre-
ciso ser candidato legitimo por todos os motivos,
al mesmo pelo de perlencer todos os partidos
e siluaces predominantes!
Nao queremos, no entretanto, renovar as cen-
suras j feilas, e menos revelar outros fados de
manifest horror que teem sido praticados as
duas freguezias citadas: mas tarde lalvez, ludo
ter de ser lucidamente averiguado. Por agora
limitamo-nos a declarar, para desmanchar as in-
trigas que quiz urdir o communicante, que, no
que temo9 escripto, nao nos referimos ao Sr. Dr.
Oliveira Ribeiro, esse carcter digno e incapaz
do representar papel disprezivel, e que ha poucos
das reassumio o exerccio do juizado de direito ;
ora de um juit municipal era exercicio da vara
de direito, de quem ento fallamos. Limitamos-
nos a declarar tambem que nao dirigimos censu-
ra alguma ao governo, nem ao Sr, Dr. chefe de
polica ; ao contrario mostramos ter em ambos
toda a conianca, desde que chamamos a sua in-
terrenco pura refreiar os abusos que, sua som-
bra, ero feitos.
Se alguenteompromette eexpe o governo nos
negocios de Gravat e Bonito, nao somos nos,
o proprio communicante, quando, cheio de des-
peiio contra o digno lenento-coronel Bezerra de
Mello, procura justificar o seu dilecto delegado do
Bonito, alrevendo-se a declarar que, sendo elle
olTicia! do policia, e sujeito demisso da presi-
dencia, nao pode sor infiel ao peosamento do ao-
verno.
Collocada a questao neste terreno, bem v o
communicanlo que nos, quo temos empenho era
salvar a moralidade e prestigio do govorno, nao
podemos adianlar palavra, fugindo at da discus-
sao. Erabora o delegado e juiz municipal do
Bonilo conlinuem a ser aecusados de propalar de
publico que faro tudo para vencer as eleicoes,
nao nos julgaraos mais com direito de raciocinar.
Usaremos, porra, do recurso, alias impoten-
te, de protestar peranle Dos e o Paiz, pelas des-
gracas que correrem em Bonito e Gravat, por
occasiao. das prximas eleicoes, tornando-se por
ellas responsaveis as autoridades quo as provo-
caren).
E depois de consumada a obra do escndalo o
da niquidade, fallaremos opinio publica.
22 do dezembro de 1860. **
COIOIERCIO.
Correspondencias.
Srs. redactores.Tendo eu no Diario n. 263
de 13 de novembro, feito urna pequea corres-
pondencia, relatando os meus anuncios como
Sr. Joo Antonio Carpiuteiro da Silva, mostran-
do que tendo pago a conta por elle imposta, Itvou
do mais 1088160 ; sendo 8S160, diTerenca nos
vales, e 1008000 de um recibo; entend, que
tendo elle passado o recibo na conta corrente, se
responsabilisando pelas faltas; que com a minha
correspondencia immediatameuio eu fosso procu-
rado para provar oque alleguci, edepois de exa-
rae fosse eu embolcado.
Tendo pois se passado muitos dias sera que o
Sr. Carplnteiro me procurasse, ou quem suas ve-
zes fizesse, organisei urna conta formada com os
proprios documentos de fornecimenlos e recibos;
e enviei ao dito Sr. Carpinteiro, mostrando ter
elle recebido do mais a quantia de 2768150, do
que justamente eu lhe devia; e esperava que fos-
se restituida amigavelmente, confiado as pala-
vras em seu recibo de so respousabilisar por qual
quer falta na conta.
O Sr. Joo Antonio Carpinteiro, recebendo a
miuha conta e encarando-a de pouca monta man-
dou-me dizer, que seu mano eslava aulorisado
para fazer a liquidado da minha conta, a vista de
que tive o trabalho ir a casa de dito seu mano, e
mostrando os documentos achou-os conforme,
menos um recibo passado por Antonio Francisco
Hortas, por lhe dizer o Sr. Jos Dobal, quo Hor-
tas, nc ostava autorisado para passar recibo,
mais ento me disse o Sr. Bento ; que para aca-
bar a questao iosse partida a contenda ao meio,
que era, eu recebor 138#000, e perder os outros
138*000; o quo muito Iho agradec to grande
generosidade naquillo que era raeu, e de que nao
eslava resoluto a perder nada, visto que nao pre-
cisa de minhas migalhas.
Assim pois tem se passado mais de quarenta
dias, sem que o Sr. Bento, decida esto negocio
como devia, pois s tenho encontrado empalhos
e mais empalhos.
Avista pois do occorrido, de novo mo dirijo ao
Sr. Joao Antonio Carpinteiro da Silva, para quo
me faca a reslituigo de 2768150, desses enga-
os, ou enlo julgando em sua conscicncia, que
Antonio Francisco Hortas, nao eslava autorisado
a passsr recibo, osla ento em p, o em todo o
vigor : a dita sua conta, pela qual recebeu de
mira 581g870, como saldo; sera ter incluido 100*
de ura recibo de 25 de agosto, passado por seu
caixeiro Antonio Ferreira Mendes, reconhecido
autorisado ; mais quo deixaram de fora, e 88160
rs. difTerenca dos vales, venha pois estesl08*160
que sou pobre, e me faz falta, e lao bera nao de-
vo soffrer por mais tempo o empate do meu di-
nheiro.
ipnTor'^i'1"* -" ,o5 An'onio Carpinteiro at-
tendcr-me.que nao o encoramodarei mais. e lhe
peco que nao baja ..'. .mn,|ho, ,UtUS' fc IU8
^'eira Srs. inductores, ter a Duiu. .
rir no seu conceituado jornal estas toscas lihaV,
que muito obrigado lhe ficar etc.
Joaquim Amaro da Silva Passos.
Recile, 27 do dezembro de 1860.
Caixa lial do banco do
Brasil.
EM 27 DE DEZEMBRO DE 1860.
A directora resolveu que oo houresse des-
cont no dia 29 do correnle mez, e nao no dia 31
como por engao se publicou.
Airandega.
Rndimento do da 1 a 26. ,298.5758752
Idfem do dia 27.......21:47lg704
320:047*456
Hovimenlo da alfaudega,
Vottumes entrados com fazendas..
com gneros.. 500
------500
volr|mes sabidos cora fazendas., 45
com gneros.. 97
------142
Descarregam hoje 28 de dezembro.
Barca inglezaIsabella Raidelybacalho.
BarcalinglezaMirandaideru
Barca unglezaLiriopecarvo.
Brigud inglezUranisfazendas.
Barca brasileiraClemeutina farinha e farelo.
Briguo\ brasileiro Conceicaoo resto.
RecebeiloriaQ de rendas internas
ge raes de Pernambuco.
Rendimbnto do dia 1 a 26. 30:656*087
dem db dia 27.......2:326*3i7
32:982*134
Rendime
dem do
tnsulado provincial.
lio do dia 1 a 26. 82:222*103
jdia 27.......6:6918331
88;913>734
Publicacoes a pedido.
Collegio de Nossa Seniora do Bom-
Conselho.
RA DA AURORA n. 26.
Terminando os trabalhos escolares do corrente
anno, o abaixo asignado, director do collegio de
Nossa Senhora do Bom Conselho, julga de seu de-
ver o dar conta desse trabalho ao respeitavel pu-
blico, que se tem dignado honra-lo com a sua
conianca, afim de que possa apreciar o mrito e
a regularidado do eslabelecimento, e as vanta-
gons do ensino nello recebido.
Durante o corrente anno frequentram as di-
versas aulas do collegio 523 alumnos, sendo 52
interno?, d'entre os quaes 25 frequentram a au-
la de primeiras letras e os outros as do ensino se-
cundario.
Fizeram exame do latir, fancez o inglez 16
alumnos internos, nos primeiros dias de novem-
bro, perante o conselho deliberativo do mesmo
collegio, sendo alguns approvados cora mrito e
outros plenamente; e no dia 29 do mesmo mez,
perante o mesmo conselho, o director da inslruc-
cao publica, os Illras. Srs. Drs. Vicente Pereira
o Reg, o Antonio Rmgel de Torres Bandeira, e
alguns paisdos mesmos alumnos. 30 internos fi-
zeram exames geraes, obtendo 10 o primeiro pre-
mio (urna raedalha), e 20 o segundo (um livro.)
Cerca de 80 alumnos, ssndo 16 internos, fize-
ram exames no Collegio das Artes, e foram ap-
provados, a maioria dos quaes plenamente. Mu-
tos outros que so achavam habilitados deixaram
de fazer exame por nao serem chamados.
O abaixo assignado, solicito em promover por
lodos os meios seu alcance a prosperidade e
crdito de seu eslabelecimento, entregou-sc com-
plota exclusivamente ao trabalhode direejao e
nspecco, resignando as cadeiras, quo regia, de
francez e inglez ; a primeira das quaes dignou-
se rege-la o Illm. Sr. Dr. Jos Soares de Azeve-
vedo, e a seguoda passou a ser regida pelo Sr. Dr.
Jacinlho Pereira do Rogo.
As oulras cadeiras toram e conlinuam a ser re-
gidas pelos amigos professores.
O abaixo assignado aproveita esta occasiao para
dar ao conselho deliberativo um voto publico do
agradocimenlo, pulos servicos que tem prestado
ao estabeleciiuento, e pela prolcccao com que o
tem accolhido.
Finalmente agradece tambera aos pas de seus
alumnos pela Ilimitada confiaba com que o teem
honrado, obrigando-o assim a exforcar-so por se
tornar cada vez mais digno dessa conianca e da
do publico.
Recifo 28 de dezembro de 1800.
Joaquim Barbosa Lima.
Approximando-se o dia da elegi para olei-
tores, eu lembro aos votantes da freguezia do
Recife os cidados abaixo mencionados.
1 Padre Jos Leile Pita Orligueira.
2 Negociante Jos Pedro das Neves.
3 Dito Antonio Gomes de Miranda Leal.
4 Capito de mar e guerra Elysiario Antonio
dos Santos.
5 Negociante Joao da Silva Parias.
6 l'roprietario Antonio Henrique afra.
7 Dito Domingos HenrlquesMafra.
8 Pratico Manoel Estanislao da Costa.
9 Nogocianle Caetano Cyriaco da Costa Moreira.
10 Manoel do Nascimenlo Araujo.
Manoel Francisco Marques.
12 Jos Marques da Costa Soaros.
13 Joo Francisco Anlunes.
14 Anastacio Jos da Costa.
Joo Francisco Marques.
16 Jos Francisco de S Leito.
17 Alferos Ignacio Antonio Borges Japiass.
18 Jorge Rodrigues Sidreira.
19 Pratico Maooel Jos Baptista.
20 Herculano Jos Rodrigues Pinheiro.
21 Artista Estevo Jorgo Baptista.
22 a Manoel Amando da Santa Cruz.
23 Theodoro Joaquim Alves.
Um votan
Paula dok precos correntcs dos princi-
paes gneros e produceoes
nacionaes que se despacharam pela alfandega
na semana de 24 o 29 de dezembro
do correnle anno.
Agurdente de cana. caada 180 0
dem restilada e do reino 1J000
dem caxaca.....'. > 3450
dem genebra...... 1*000
dem alcool ou espirito de
agurdente ...... lg800
Algodo em em carolo, arroba 2jJI00
dem em rama ou em la. s> 83OOO
Arroz com cas..... g9()0
dem descascado ou pilado. 2g500
Assucar branco..... j> 4gl00
dem mascavado..... 2*500
dem refinado...... C$400
Azeite de amendoim ou mon-
dobim........ canada 000
dem de edeo...... 1*600
dem de mamona..... > 1$120
Batatas alimenticias .... arroba 1*000
Bolacha ordinaria propria para
embarque....... 4$O00
dem fina........ 7 $000
Caf bom...... : 7$500
dem escolha ou restolho 5$000
dem terrado...... libra $300
Caibros ;....... *400
Cal.......... arroba *3C0
dem branca...... $400
Carne seccu charque. ... > 4$000
Carvo vegetal...... > 1$600
Cera de carnauba em bruto. libra *280
dem em velas (carnauba). > $400
Charutos........ cento 2*100
Cocos seceos....... > 4$000
Couros de boi salgados libra *225
dem seceos. *400
VjImm mwJaii m -1-11
Iden de cabra cortidos um $300
dem de onca...... 10$000
Doces seceos...... libra 1*000
ldera em calda...... j;500
dem em massa ou geleia *i00
Espanadores grandes. um 3$000
dem pequeos..... 0051$
Esteiras proprios para forro de
n<> ...... cont 25*000
EiUupa nacional .... arroba 1$600
Farinha de mandioca. alqueire 2$4O0
dem de araruta..... arroba 8$000
Feijo de qualquer qualidade. 1$250
Frechaes........ um 5$000
Fumo em folha bom. ... 15$000
dem ordinario ou restolho. 7$000
dem em rolo bom 16$000
dem ordinaro restolho... C$000
Gonima........ arroba 3*200
Ipecacuanha (ral/.) .... 25$O0O
Lenha em achas..... cento 2$000
dem em toros..... 12*000
Lenhas e esteios..... um 50$OOO
Mcl de canna...... can ada *240
Milho........ arroba. 1$000
Pao brasil ...... quintal 10*OC0
Pedras de amolar urna *800
dem de filtrar..... 9$000
dem rebolo...... 1$12C
Piassava........ molhos $200
Ponas de vaccas e de novilhos cento 5*000
Pranches de amarello de
dous distados...... urna 16*000
dem louro....... > 8$000
Sabo......... libra *120
Salsa parrilha....... arroba 25$000
Sebo em rama...... 5$000
Sola ou vaqueta..... urna 2$800
Taboas de amarello .... duzias 96*000
em diversas...... 408000d
Tapioca........ arroba 38500
Travs......... urna 128000
Unhas de bi...... cento $300
Vinagre........ canada *280
Mo viment0 do porto.
O) 03 0. m -* Qi' 0. Si B 1 1 Horas 1
0 c s 01 i' O" c n c 3 c 5" n 38 i' o" s p Atmosphera. o es
w ri Dirteco. SI H p ri SO
w w * * n 0 Intentidadt 2 9
J 00 00 00 00 Fahrenheit 1 H u 0 n 0 " P3 5 8
1 ^ 5 i* 4> Centgrado. S i a i
*- 3 3 Hygrometro en
0 0 0 O 0 Cisterna hydro-melrica.
wt ex lo ^1 Francez. 0
"S 8 i inglez. 3 ? i
OSCILLAIJAO da AR.
Preamar as 3 h. 54' da tarde, altura 7,2 p.
Baixamar as 9 h. 42' da manha, altura 0,8 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 27 de de-
zembro de 1860.
ROMANO STKPPLH.
Io tenente.
Editaes.
0 Dr. Hermogenes Scrates Tavares do Vascon-
celos juiz municipal da primeira vara netta ci-
dade do Recife de Pernambuco, por S. M. I. o
Constitucional o Sr. D. Pedro II que Dos guar-
de etc.
Fa5o saber que por esto juizo. ho nde earre-
malar por venda a qnem mais d lindos os [edias
da le era prac.a publica, que tcrS lugar na cata
aas audiencias, finda a desle juizo depois de meio
da : 11 cadeiras do amareUo novas cora assento
de palinha sem verniz, a 48000 cada urna 44*000,
1 dilas de bragos da mesroa madeira tambem no-
vas por envernisar a 10*000 820000, 1 sof novo
Qnmnnnr!!? de amare" assento de palinha, por
d8000, XI cadeiras tambero novas com assento
de palinha por envernisar a 4g000 488000, 1 c-
moda nova de amarello por loflOOO, 3 mesas do
22!loP''acahar, para me\o oe salla a 16S0OO
4*U00, cadeiras do bracos por eoernisar a 10*
20*000, 4 taboas de cedro com 20 palmos cada
urna, a 3*000 12*000. Penhorad03 a Joaquim Car-
neiro Leal por execuco de Manoel Antonio do3
Passos o Silva.
E para que cheguo a noticia de todos maudei
passar o presente edilal que sera poY>\\cado c af-
fixado no lugar do costume mais oou\\co.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 18 de dezembro de 1860.
Eu Manoel Joaquim Baptista escrivao que o
subscrevi.
Hermogenes Scrates Tovares de Vasconcellos.
O Dr. Auselmo Francisco Perelli, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, o
juiz de direito especial do commercio desta ci-
dade do Recife o seo termo, capital da provin-
cia de Pernambuco, por S. M. I. e C. o Sr. 1).
Pedro II, que Deus guarde, ele.
Fago saber aos que o presente edilal virem,
que Raymundo Carlos Leile mo enderecou a pe-
ligao do theor seguinte :
Illm e Exm. Sr. Dr. juiz do commercio.Diz
Raymundo Carlos Leite, que lendo tido socieda-
de com Joo Jos de Gouveia na razo social de
Gouveia & Leile em 1855 para interromper a pres-
cripco de algumas dividas, fizera a dita firma o
protesto que consta do documento o. 1, e porque
na separaco e dissoluco da sociedade icassera
pertencendo ao supplicanle, alm de oulras di-
vidas, as que constara da relago n. 2, que j fi-
zeram parte do protesto de 1856, quer o suppli-
canle inlerpor de novo o seu protesto, afim do
oo incorrerera na prescripcao : requer a V. Exc.
digne-so mandar tomar po'r termo o seu protes-
to, admittindo-o a justificar a ausencia dos indi-
cados devedores em lugar ignorado, e sendo quan-
to baste, o julgue porsenlonca, mandando pas-
sar carta edilal por 30 dias, afim de por ella se-
ren intimados os referidos devedores. Pedo a
V. Exc. deferimento.E R. M.Raymundo Car-
los Leite.
E mais se nao contraria e nem oulra alguma
cousa se declarava om dita petigo aqui inserta,
na qual dei e proferi o despacho do tbeor e for-
ma seguinte :
Distribuido, tomo-se por termo o protesto do3
supplicanles, que jusiificaro a ausencia dos de-
vedores, a que se referem. Recife 11 de dezem-
bro de 1860.A. F. Perelli.
Nada mais se conlinha e nem alguma oulra
cousa se fez a distribuicao ao escrivao Manoel de
Carvalho Paes de Andrade, que tomou o lermo
do protesto do llieor e forma seguinte :
Termo de protesto.
Aos 12 de dezembro de 1860, nesta cidade do
Recifo de Pernambuco em meu cartorio veio Ray-
mundo Carlos Leite, e perante mim e as tesle-
munhas infra assignadas, disse que nos lemos do
sua petico retro que fica sendo parle do prosen-
te, protestava por todo o seu conleudo ; e de
como assim o disse e protestou, fiz este termo
no qual so Drmou o protestante cora as teslemu-
nhas abaixo declaradas.Eu Manoel de Carvalho
Paes de Andrade, escrivao o escrevi.Raymun-
do Carlos Leile.Antonio Goncalves da Cruz.
Pedro Rodrigues de Souza.
E mais "'" "'.....-,.- ----- -'o-----
colisa se aeclarava em dito termo de protesto
aqui transcripto e copiado, e a rclaQo das pes-
soas dovedoras a que segu :
Francisco Delgado de Borba, 246*385 : Feli-
ciano Pereira Vidal 238*270 ; Sirao Rodrigues
do Espirito Santo 1008000 ; Cosme Jos do Monta
ul,>680; Jos da Silveira Campos 291$2i0 ; Po-
dro Alexandriuo Costa Jnnior 71$670; Manoel
Jos da Silva Paula 575*600 ; Jos Felisberlo
Dantas 700$170 ; Amaro Jos Coelho 500*000 ;
Joo Ribeiro de Andrade 37*110 ; Francisco Ru-
fino Corrcia de Castro 210*331.
Nada mais so conlinha em dita relacao quo
aqui est copiada ; e tendo o supplicante pro-
duzido as necessarias provas, foram os autos sel-
lado, e tendo subido minha concluso, dei e
profer a sentenga do theor e forma seguinte :
Avista da inquiric.ao de fis. 6 lis. 7, julgo
provada a ausencia dos justificados, quem se
intimar o protesto de folhas 2 por meio de edi-
tos, passando-se a respectiva carta com o prazo
de 30 dias, pagas pelos justiicanlo as cusas. Re-
cife 19 de dezembro de 1860.Anselmo Francis-
co Peretti.
E mais se nao conlinha e nem outra alguma
cousa se declarava era dita minha sentenca quo
aqui est mui bem e fielmente transcripta e co-
piada, em virtude da qual o escrivao que esta
subscreveu. fez passar o presente edital com o
prazo de 30 dias, pelo qual e seu theor chamo,
intimo e hei por intimado aos ditos supplicados
ausentes cima declarados do todo o conleudo
na petico e termo de protesto cima transcriptos
e copiados.
Pelo que toda e qualquer pessoa, prenles ou
amigos dos ditos supplicados os poderao fazer
scientcs do que aciraa fica exposto ; e o presente
ser afiliado nos lugares do costume e publica-
dos pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife, capital
da provincia de Pernambuco, aos 26 dias do mez
de dezembro do anno do Nascimenlo de Nosso
Senhor Jess Christo, de 1860, 39. da indepen-
dancia e do imperio do Brasil.Eu Manoel de
Carvalho Paes de Andrade, escrivao do juizo es-
pecial do commercio, o fiz escrever.
Anselmo Francisco Peretti.
Pela inspeccao da alfandega se faz publico,
que no dia 29 do crrenle, depois do meio dia,
se ha do arrematar em hasta publica, porta da
mesma repartico, de conformidade cora o da-
posto uo ari. 301 g 2 do regularaonto, urna caixa
da marca II. L. & C, n. 1,363, vinda do Havre
no navio francez Occidente, entrado em 17 de fe-
vereiro de 1859, contendo 210 frasquinhos com
tinta de cores para escrever, pesando 44 libras,
a 400 reis cada libra, total 17*600, abandonada
aos direitos, por Monleiro Lopes & C, sendo a
arremataco livre de direitos ao arrematante.
Alfandega de Pernambuco, 29 de dezembro de
1860.O inspector Bento Jos Fernandes Bar-
ros.
Declarares.
A noite noblada al as 0 h. e depois clara,
vento ESE regular e assim amaoheeeu.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar o genero
seguinte :
Para o presidio de Fernando de Noronha.
500 alqueires de farinha do mandioca medida
velha.
Quem quizor vender o genero aciraa mencio-
nado, aprsenle suas propostas em caria fecha-
da na secretaria do mesmo conselho, s 10 horas
do dia 7 de Janeiro do anno prximo vindouro.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 27 de de-
zembro de 1860.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secrotario interino.
A junta administrativa da irmandade da
Santa Casa de Misericordia do Recife, manda fa-
zer publico que no dia 3 do prximo futuro mez
de Janeiro, pelas 4 horas da tarde, na sala das
suas sesses, ir a praca para ser arrematada por
ILEGfVEL


DIARIO DE PERRAMBDCO. SEXTA PEIBA 28 DE DEZEMBRO DE 1860.
W
quem por menos flzer o fornocimenlo da carne
verde, bem como do po o bolacha que se liou-
ver de consummir nos estabelecimenios de can-
dado do Io do referido mez de Janeiro a 30 do
jando.
Os prelendenles devera aprescntar as suas
propostas em carias fechadas no lugar, dia, e
horas apresadas.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 26 de dezembro do 1880 O escrivo F.
A. Cavalcanti Cousseiro.
Vaccina publica.
Havendo presentemente mu boa se- 5
mente vacciniea, o coramissario vaccina- jrj
dor provincial convida aos paes de fami- Stt
lias desia cidade a comparecerem cora <5>
seos nihos e mais agregados que preci- jo
Jg sarem ser vae.cinados as quintas-feiras 3|
I > domingos, nolorreo da alfandega das S
S 7 s 1(1 horas da manha e nos sabbados 3>
* na casa de sua residencia, segundo andar A,
* do sobrado da ra eslreita do Rosario n |g
^ 30, para assim poder conservar a trans- 5
jgj misso do fluido de braco braco, nica |
\$ maneira de sua conservaco c'oui pro- a
O Illm- Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desta provincia manda fazer publico que
DO dia 10 de Janeiro prximo seguate haver
concurso nesta thesouraria para preenchimento
do 10 vagas do praticanle da alfandega desta ca-
pital, eomecando os exames as 10 hora da raa-
nliaa sobre as seguintes materias : leilura, e ana-
lyse grammalical da liugua verncula, orlhogra-
phia, o ariihnietica al a theoria das proporcoes
inclusivo.
Aquelles, que pretenderem ser admitilos ao
concurso, devero previamente provar que leem
18 annos completos de idade, que eslo livres de
culpa o peua, e que leem bom procedimento.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
niubuco 12 de dezembro de 18ti0.O oflicial-
maior interino, Luiz Francisco de Sampaio e
Silva
NOVO BANCO
DE
Pernamhco.
O novo banco continua a substituir
ou a recgat&r o resto das notas de 10$ e
20,$ que bavia emittido e ainda existe
em circulacao, declarando (jue, en
cumprimento do decreto n. 2,Gi de
10 de outubro do corrate anno, esta
substituieao ou resgate devera' elTec-
luar-se dentro de i mezes, e i|tie fiado
este prazo s podera* ter lugar rom o
disconto progressivo de 10 por cent o ao
mez, ucando astim na forma do art 5
da le n. 53 de G de outubrggj op o5
sem valor algum no (im de lo mezes.
Recife 9 de novembro de 1860. Os
directores, Joo Ignacio de Medeiros
Kego. Luiz Antonio Vieira.
Pela subdelegacia da freguezia do Sanio An-
tonio do Recife acha^se depositado um ravallo
pedrea quo foi encontrado sollo sem dono : a
quem elle pertencer, comparece nesle juizo, que
provando seu dominio, Ihe ser entregue. Reci-
te 2 de dezembro de 1860.O subdelegado sup-
pleote, Joaquira Antonio Carneiro.
Recebedoria de rendas inter-
nas geraes.
Pela recebedoria de rendas internas geraes sa
faz publico, que no correle mez termina o prazn
do recebimenlo dos impostas do exercicio de 1859
a 18CO, no domicilio dos conlribuintes a cargo
dos recebedores, assim como o do pagamento na
recebedoria do primeiro semestre do exercicio de
1*00 a 1801, livre da mulla de 3 /u dos impos-
to? seguintes : decima addicional de mao morla-
imposlo do 20 70 sobre lojas e casas de descon,
lo ; dito especial sobre casas de movis, roupas;
calcado, mnbilias fabricadas em paiz eslrangeiru ;
dilo pobre barcos do interior ; Dudo o qual se-
ginr-se-lia a cobranca execuliva quanto ao de-
bito daqune exercicio, e a percepeo da mulla
quanto ao deste.
Recebedoria de Pernambuco, Io de dezembro
de 18C0. O administrador, Manoel Carneiro de
Souza l.acerda.
De ordem do Illm. Sr. inspector da the-
souraria do fazenda desta provincia, sao convi-
dados os Sr. (ieraldo l'ereira Dutra, Francisco
Antonio das Chavas, francisco Antonio Pereira
do Rrilo o Luiz de Tranca da Cruz Ferreira, fo-
reiros de terrenos de marinha, para aprsenla-
rom nesta thesouraria os respectivos titules, afim
do que se pona fazer o calculo da redureao dos
foros da parto dos mesraos terrenos, cedida pe-
los mesnios senhores companhia da estrada de
ferro.
Secretaria da (hesouram de fazenda de Per-
nambuco, 18 de dezembro do 1SG0.O official-
luaior interino. Luiz Francisco de Sampaio e
Silva.
O Illm. Sr. regeaor do Oymnasio manda
avisar aos pas, tutores ou correspondentes dos
alumnos internos do mesmo Cymnasio, que no
da 2 do correnle principia oiccebimcnto das
mensalidades correspondentes ao 1." trimestre
do 1." de J3neiro ao ultimo de marco do anuo
vindouro. Secretaria do Gymnasio Crovjncial de
Pernambuco 22 do dezembro de 1860.O secre-
tario. A. A. Cabral.
Avisos martimos.
Para o Cear
segu em poucos dias o hiale Gratido por j
ter tres tercos do carregamento prompto ; para o
resto e passageiros. trala-se com Tereira & Va-
lenle, na ra do Cordoniz n 5, Forte do Mallos.
Maranhao.
Os senbores que sllaram em passagem para o
indicado porto, no brigue escuna Graciosa,
queirara vir dar seus nomes no escriptorio dos
consignatarios, ra da Cruz n. 29, alsabbado 29
do correnle, ao meio dio.
COMPANHIA
DAS
JHessagerics imperiales.
At o dia Io de Janeiro espera-se dos portos do
sul o vapor france/. Kslramadure, commandaole
Trollier, o qual depuis da demora do costme
seguir para Bordeaux tocando em S. Vicente e
Lisboa, para passageiros, encommendas etc. : a
tratar na aSenc'a rua d Trapiche n. 9.
COMPAMIA PERMitBA
DE
Navegacao costeira a vapor
O vapor Persinunga, commandante Moura, sabe
para Macei com escala pelos porlos intermedios
no dis 5 s horas do cosime. Recebe carga at
ao meio dia do dia 4. Passageiros at as 4 horas
do dia da saluda : escriptorio largo da Assera-
bla d. 1.
COMPANHIA l'ERNAIBUCANA
Navegacao costeira a vapor.
O vapor Jaauaribe de priraeira marcha., cora-
mandante Lobato, sahe para o Acarac com es-
cala pelos porlos intermedios no dia 7 as horas
do coslume. Recebe carga e encommendas pa-
ra o Acarac e Cear desde j al o dia 3, Ma-
can e Rio Grande do Norte e Paralaba nos das
3, 4 e 5 at ao meio dia. Passageiros at as 4
horai do dia da sahida : escriptorio largo da As-
sembla n. 1.
Rio-Grande do Snl.
O brigue < Prince/.a segu denlro em poneos
dias. por ler meio c.irregamonlo prompto : para
o resto Irala-se com os consignatarios Marques,
Barros & ('.., largo do Corpo Santo u. 6.
Para o Rio de Ja-
neiro
segu em poucos dias o palhabote Artista ; pa-
ra o resio da carga, passageiros e escravos a fre-
te. irala-secora Caetano Cyriaro da C. M. & Ir-
mo, ao lado do Corpo Santo u. 23.
Para Aracaty e Ass
segu o hiale Dous Irmaos ; para carga, traa-
se com Marlins & Irtnao na ru.i Nova u. 48, ou
com o meslre Joaquira Jos da Silveira.
Para Figucira
com escala por Lisboa sahir com brevidado o
patacho portuguez Mara da Gloria, capilo An-
tonio de Barros Valente ; para carga o passa-
geiros, Irala-se com os consignatarios Francisco
Severiano Itabello <\ Filho, largo da Asscmbla
n. 12.
Para
Rio de Janeiro,
segu em poucos dias o bigo Maria Rosa,
ainda admitle alguma carga, tem bons commodos
para passageiros e escravos ; irala-se com J. B.
da Ponseca Jnior, rua do Vigaron. 23.
Para o Cear
segu nesles dias o hiale Videla ; para o resto
da carga, trala-se com Gaetaoo Cyriaco da Costa
Moreira & Irmao, ao lado do Corpo Sanio u. 23
Porto por Lisboa.
A barca portugueza Silencio, capillo Fran-
cisco Marlins de Carvalho, segu viagem para os
porlos cima mencionados em 2S dn correnle,
ainda recebe alguma carga e passageiros: os
prelendenles podero enlender-se cora o consig-
natario Manoel I'erreira da Silva Tarroso, na rua
de Apollo n. 28,
Para o Porto e Lisboa,
o brigue lsperanca sahir no dia 29 mpreleri-
velmente, ainda recebo C3rga o passageiros : a
tratar na rua da Cadete do Recife n. 4.
Para Lisboa,
pretende sahir com brevidade a bem conhecida
e acreditada barca Flor de S. Simo : para
carga e passageiros, Irala-se com Caivalho No-
gueira CV C., rua do Vigario n. 9, primeiro andar,
ou com o rapilao.
agencia rua da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve-
do & Mendes.
COMPANHIA BRAStLEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se do sul at o dia 31 do correnle o va-
por Paran, commandante o primeiro lenle
Jos Lepoldo de Noronha Torrezo, o qual de-
pois da demora do coslume seguir para os
portos do norte.
Recebem-se desde j passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzr a qual de-
vora ser embarcada no dia de sua chegado : agen-
cia rua da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo A
Mendes
________Leiloes.________
LEJLAO
APPR0VA(lA0EAl]T08ISA(lA0
DA
DE
O hiale Caribaldi, segu para o Cear em pou-
cos dias : a tratar com Tasso Irmaos ou com o
capito Custodio Jos Vianna.
Porto e Lisboa
A bem conhecida barca portugueza Sympa-
Ihia, capilo Nogueira dos Santos, vai sahir ire-
vemenle para os porlos cima indicados ; quem
na meama quizer carregar ou ir de passagem,
poder enlender-se com os consignatarios Bailar
iXOliveira, rua da Cadeia do bjirro do Recife nu-
mero n. 12.
lalriSDUU
Para a Bahia segu om poucos dias o palha-
bote uacional Dous Amigos. tem parte de sua
carga engajada; para o reslo, trala-se com seu
consignatario Francisco L. O. Azevedo, na rua
da Madre de Deus n. 12.
Antones autorisado pelo Exm. Sr Dr. juiz es-
pecial do cornmercio. a requerimento dos credo-
res do Ignacio Nery Perreira da Silva Lopes, far
leilSo em seu armazem na rua do Imperador n.
73, de um variado sortimenlo de joias de apura-
do gosto, como sejara ricas pulceiras com coral,
diamantes e brilliantes, adereces, broches, ulfi-
netes, voltas, correnloes, tneis, relogios e urna
ininilade de obras miudas de goslo moderno que
oslarlo paleles sabbado 29 do correle s 11
horas em poni.
LEILAO
O agenteHyppolilo la Silva,fara' lei-
io por eonta e ritco de quem perten-
cer, quDta-eira 27 do contente as 11
horas em ponto, no forte do Matto,
armazem de pao brasil, de diversos o!>-
ectos de pescara, como seja
ArpHes.
Fisgas.
I.spinlieiros.
Corques.
Barca-vidas.
Bixeiros.
Vellas.
liemos.
Lanchas.
Lemes.
Arrastos.
Redes.
Botas.
mmm& twnmtt, m mmmm
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
ELECTRO-MAGNTICAS EPFSPTICAS
De Ricardo Hirk
Para serem applicadas s partes affecadas"
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS MF.DICINAF.S sao muilo conhecidas no Rio de Janeiro e em todas as provincias
ueste imperio ha mais de 22 annos, o sao afamadas, pelas boas curas que se tem obtido oas enfer-
maras abaixo escripias, o que se prova com innmeros altestados que existem de pessoas caoa-
zeso de dislincces.
Cora estas Ciiapas-electro-macneticas-eimspasticas obtem-se urna eura radical einfallive
em todos os casos de inflammacao [cansaco ou falla de respiraco), sejam internas ou externas
como do ligado, bofes, estomago, baco, rius, ulero, peilo, palpitado de corceo, garganta, olhos
erysipelas.rheumatismo, paralysia e todas as a(Vec?6es, nervosas, ele, etc. igualmente para as
diferentes ospecies de tumores, como lobinhos, escrfulas etc.. seja qual fr o seu tamanho epro-
fundeza, por meio da suppuraco sero radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado ao,
habis o distincts facultativos.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo lodo o cuidadode
fazer as necessarias explicarles, se as chapas sao para hornero, senhora ou chanca, declarandop
molestia em que parte do corpo existe, se na cabeca, pescoco, braco, coxa, pema.'p, ou tronoc
do corpo, declarando a circuraferencia e sendo inchacoes, feridas'ou ulceras, o molde do seu la
manho om um pedacode papel e a declararlo onde existen), afim de que os chapas possam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de q.ualquer poni do imperio do B rasil.
As chapas serao acompanhadas das competentes explicaces e tambero de lodos os accesso-
rios para a collocago dellas.
Consultas todas as pessoasqne a dignarem honrar com a sua conGanea, em s escriptorio
que se achara aborto todos os dias, sem excepeao, das 9 horas da manha s 2 da la
||9 Rua do Parto f|9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
Quijos suissos,
podeehe0r;"i^l0%sI"iS" dos ">elhore.q..o
namengos, dos vindos. "iAsslra.corao 1neii
josprato, muito bom, "0IA lae,nue'-
baixo, ludo por menos quo\ ?01, a rino fi
das Cruzesn. 41 A. taberna da,po*.lve,,: na l"a
n t /rar^^.^- ~.__ l* .larga
mmwi m mm.
Na loja de miudezas da rua do Imperador i
vende-se urna machina e coser da melhor qua-
dado e por mdico prap 5.
mdp5Dd0"S.e-ua prela mor'a Prfei,a engn>-
-rnodTn?^:8 e cozinl,eira: a 3
bir7d,iUs-,,n.^aa 2d nnv<,mbro o Tigenho Si-
luro da hanla Cruz, silo na Ipoiuca mu ecriv
denoroe Antonio, por alcunho MoVer ,,
enW Pr' .Sr- Ma"01" '"""i> &*S,
em Hacei. Seguio para o Recife aon.te nedi,
una caria ao Sr. Antonio Pires Per reir e
J.piH.rque anda a conservo serndo do'^f,"
lem us signaos seguinles: reprsenla lerSOa^i
annos de idade pouco mais ou merma o
s^'iSST lar8is: roga-s" mWT*S
Senho o ahivn Pprehender e ,evar ao dl" -
Manoi i ab8lxossign3do, ou ao Recife ao.-r
Manoel Ignacio de Oliveira & |.-jii,0 0ue ser i
bem recompensado S.birO 11 d dezembro de
"T Ppe de Sa c Albuquerque
Precisa-se alugar urna sala o um miarlo oa-
escriptono, no pateo do Imperador, ou era
lalquer das ras do mpamn r.n. r-.,_.
ou na
do re-
Baliia.
Segu nesles dias o palhabote Sania Cruz ;
para o restante da carga, trala-se con Caetaoo
Cyriaco da C. M. A; Iriao, no lado do Corpo San-
to n. 25.
Rio Grande do Sul
O patacho Bom Jess, pretende seguir com
brevidade, recebe carga a (rete : a tratar com Cae-
tano Cyriaco da Cosa Moreira & Irmao, no largo
do Corpo Santo o. 25
Para a Baha
pretendo seguir cora muila brevidade a sumaca
nacional Hortencia, a qual tem prompta parte
de seu carregamenlo : para o resto que lho fal-
ta, trata-se com o seu consignatario Azevedo &
Mendes, oo seu escriptorio rua da Cruz n. 1.
. Para o Rio Grande do Sul sogue em poneos
diaa a barca nacional Clementina, capilao Be-
larmino dos Santos Pinheiro por ler quasi toda a
carga urompia ; par* o resto e passageiros. trata-
se com Guilherme Carvalho & C, rua do Vigario
numero 17.
REAL IIHimillA
DE
Paquetes inglezes a vapor.
No da 28 desle mez espera-se da F.uropa um
dos vapores desta companhia, o qual depois da
demora do coslume seguir para o Rio de Janei-
ro, tocando na Hahia : para passagens etc., tra-
la-se com os agentes Adamson, Howie & t,
rua do Trapiche Novo n. 'i.
'Mma-
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
HIBHn iTUii.
Espera-se dos portos do norte at o dia t de
Janeiro o vapor Qyapock, commandante o ca-
pito tenente Santa Barbara, o qual depois da
demora do cosime seguir para os portos do
sul.
Desde j recebem-te passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder copduiir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada :
Avisos diversos.
Joaquim Silveho de Souza Pilho declara ao
possuidor du caf da rua da Imperalriz n. 13,
que Dao tem negocio algum com o dito senhor!
e se do seu interesse seja mais melindroso ;
procore-me que serapro achara prompto ao seu
dispor.
Aluga-se urna das inelhoros casas em San-
to Amaro de Jaboalao, com excellentes commo-
dos e boi localidade; a tratar na rua do Quei-
raado n. Ai, loja.
O abaixo assigrndo faz scienle ao publico e
com especialidade ao Sr. Luiz Jos Marques, ar-
remtame do imposto de 2 por cento sobro o
consumirlo de bebidas espirituosas de produccao
brasileira cousuminidas nosla provincia, que nao!
Ihe convindo mais colleclar sua taberna, sita na
rua Nova n. 50, no primeiro semestre de I8U0 a ;
1861, que comeca no primeiro de Janeiro vin-
douro, lempo em que deve o Sr. arremtame fa-
zer sua collecta, deixa pelo facto de se nao col-
leclar de vender semelhanle contribuco, sem
que lho seja preciso justificar, como qer o Sr.
arrematante, pois tal juslilicacao, segundo o re-
gularoento em quo elle se funilou s deve ter lu-
gar no caso de oslar o contribuinte collectado e
querer deixar do vender aquelles espirilos, o nun-
ca com aquellos que deixara de vender do
principio do semestre, que vero a ser do primei-
ro de Janeiro vindouro.
Recife, 28 de dezembro de 1860.
Jos Francisco Ferreira.
Constando ao abaixo assgnado, que Andr
de Medeiros Kuzebio, morador na povoagao de
Sanio Amaro de Jaboalao, quer vender urna casa
que possuia na mesma povosgo, sendo esta a
nica seguranza para seus credores, vem este
prevenir a quem querque a queira comprar que i
este a nao pode vender emquanlo nao pagar ao I
abaixo assignado tres letras vencidas aceitas pelo '
mesmo Andr ; e sendo esta todos os bens que
possue, est ciato que contra a lei commercial
a que perleuce as letras, vender oceultamonte, ou
negar-so ao pagamento, nao se adiando no seu
domicilio quaudose procera,assim como lera acon-
tecido comigo; e para nao haver ignorancia da
parle do quem a comprar, faco este aviso. Reci-
fe, 27 de dezembro de 1860." Joo Baptista da
Rocha.
Aluga-se a casa terrea n. 1, sita na rua do
Hospicio, esquina da rua Pormosa : a tratar no
Mondego, em casa do fallecido commcodador
Luiz Gomes Ferreira.
Aluga-se o sobrado de dous andares c so-
lio n. 35, sito na rua do Imperador : a tratar no
Moodego, em casa do fallecido commeodador
Luiz Gomes Ferreira,
Manoel Ferreira da Silva Tarroso, na rua
de Apollo n. 28, sacca sobre Portugal.
No dia 7 do corrente fugio a crioula Felicia,
de idade de 12 annos, pouco mais ou menos, a
qual tem os bem salientes signaes dos olhos bo-
galhudose uro p muito inchado de erysipela ;
quem a pegar, leve-a rua do Codorniz o. 9,
que ser bem recompensado.
A junta administrativa da irmandade da
santa easa de Misericordia do Recife manda fazer
publico que no dia 3 do prximo futuro mez de
Janeiro, pelas 4 horas da tarde, na sala de suas
sesses, iro praca para ser arrematados por
quem mai.s der as rendas das casas abaixo de-
claradas, pelo tempo que decorrer do dia da ar-
rematarlo a SO de junho de 186.1.
Rua do Pilar n. Ti.
Dita do Padre Floriano o. 49.
Dita do Fagundesn. 32.
Dita de Santa Thereza n. 4.
Dita dos Pescadores o. 11.
Dita Direila n. 7.
Becco do (Jniabo da Boa-Vista n. 8.
Os prelendentos devero comparecer no dia,
hora e lugar apresados, acompanhados do seus
poderes ou munidos de carias desles.
Secretaria da sania casa de Misericordia do Re-
cite 26 de dezembro de 1860.O escrivo,
F. A. Cavalcanti Cousseiro.
Companhia de cavallaria do exercito.
Gompram-se cavallos com as qualidades se-
guinles : mansos, novos, grandes, castrados e
saos, ainda que nao tenham andares. Santo A-
maro 20 de dezembro de 1860.
Manoel Porfirio de Castro Araujo.
Capito commandante.
Procura-se contratar, mediante ajuste ven-
tajoso, um estribeiro que desempenhe perfeila-
meole seus deveres ; a pessoa que nao esleja no
caso de garantir essa condicao, nao procure : na
rua do Crespo n. 4, na cas'a do meio, se ird
quem quer.
LIQUIDADO
Sem limites de loja de miudezas.
O arremtame da loja de miudezas ila travessa do Livramento, tendo de en-
tregar a chave da dita loja iransferio todas as miudezas para a loja da rua da Im-
peralrix o. 82, e al continua na liquidacao por prertos que admiran a saber, para
os freguezes nao se enganarem a loja lem na porta um retabillo com o nome de
LIQUIDAgAO : j
I.inlia de carrinbos de cores a 20 rs.
Carines de colxetes de 1 carreira a 40 rs.
Ditos com :? paros a ou rs.
Carlas de alinetes de ferro e Lilao a 100 rs.
l.inlia de miada de roriz a 120 rs.
Pegas de trancinbas de la lisas de cores a 40 rs.
Duzias de hotoes de vidro para casaveques de cores a "'320 rs.
Lindas abotiiaduras para colleta a 320 rs.
Relroz de cores muito fino a oitavo a 160 rs.
9q$ Muito lindos chapozinbos para meninas a 4$.
.X?: Um grande sortimenlo de franjas de seda prelase de coresajl20, ICO, 240 390
J&j 400. 500, 640, 800 e I* a vara, <
:pM Trancas de seda em grande quanlidade largas e eslreilas do 80/64.0 rs. a vara.
vX ^l5dS de '0UQa parafcamisa e roupao brancos e de cores a 20 rs. a duzia.
r Manguitos de fil enfeilados par 29500.
Laa para bordar muito fina a libra 6#,
Muito boas fitas de velludo de cores e prelas de ICO a 800 rs. a vara.
Enfeites de vidrilho prelos muito lindos a 39.
Leneinhos de retroz malisados a 29500.
Enfiadores para espartilhos de linbo a KO rs.
Facas e garfos cravados muito boas.duzia 39500.
Baralbos de cartas finas a 320 e 400 rs. o liarallio.
Metas para meninos o par 140 rs.
Ditas para meninas o par 240 rs.
Enfeiles de (lores de Constantino a 59500.
Mullos ricos bonets para meninos a 49.
Ricas charuteiras douradas a 49.
Botoesde osso fino para caiga duzie a 20 rs.
Ditos de ac o de metal a 40 rs.
Gravslinhasde seda para boraem a 720 rs.
Meias prelas para homem o par 200 rs.
Ditas pintadas muito encorpadas a 2S0 rs.
Ditas cruas muito linas a 240 rs.
Luvasde seda de cores para senhora o par a 400 rs.
Franjas do algodo para toalhas a vara 80 rs.
Galloes brancos e de cores de algodao para enfeite de casaveques e ronpas de menino
a vara 80 rs.
Muito ricos abafadoresabertos mostrando ramos de diversas cores para randieim.de
globo um 19.
Sapatinho de l para menino o par 200 rs.
Caivetes de 2 folhas a 240 rs.
Agulhaa curtas francezas o papel a 40 rs.
E oulras muitas cousas que nao se podem aqui mencionar como luvas de pellica
e camurga para homem e senhora, um grande sorlimento de fitas de seda lisas e lavra-
das, grande sortimenlo de perfumaras, estratos, pomadas, agua de colonia etc., co-
Iheres de metal, papel, escovas etc. na mesma loja vende-se um rico piano novo,
urna seraphina e 2 realejos bons.
ra
qualquer 1
ue.maoo dasCruzes, S. Fraaeisco. estrella m!
argado Rosario: quem tiver queira dizer na
lojas da praca da Independencia lis (Je 8
da esquina do Cabug por baixo da casa
treinta para ser procorado.
Furo no dia 1 do correnle mez um escr.i-
vo de nome Anastacio, crioulo, dadopouco mais
ou menos 25 annos, estatura regular, cojo cscra-
vo foi do engenho Barra Nova, distrelo de Seri-
nhero, e hoje pertencenle ao abaixo assignado
fo! comprado a Jurencio .le tal, do rrnal lem ,,
signaos seguintes: roslo redondo, olhos auma-
Cados nao (em barba, lao somenle lem bigode
do lado direilo em cima dos labios lem urna 00,-
lura : quemo pegar, dirija-se a levar ao mesnio
abaixo ass.gnndo, que 6 o seu senhor, na ('.apon-
ga, ou no escriptorio da rua da Cruz n 8 nii-
meiro andar, que Ihe gralificar.
Vicente Mendes Wanderley.
hjspecruo do arsenal de ma-
rinha.
Tendo a barca de escavaco da barra Decessi-
x-ro.FT pa.ra os seus Halelws, con. a paga
do 1S.CC0, alem da raco nos dias de traballm
convida o Sr- inspector aos prelendenles a apre-
sentarem-se de prompto oa mesma barca, ou nes-
le arsenal.
Inspecco do arsenal de marinha de Pernam-
buco, em 22 de dezembro de 1860.
Ale.xandre Rodrigues dos Amos.
Secretario.
Aracaly pelo Ass.
O hiale cGralido
i;
sabe por osles das com a
carga que tiver: para o resto e passageiros tra-
ta-so cora Pereira v\ Valente, rua do Codorniz
n. o e no lorie do Mallos.
Para a fes la.
Na praca da Roa-Vista n. 16 A, veudem-so
queijos namengos chegados nesle ultimo vapor
Irancez a 2^400, dilo prato a %0a libra, vinlio do
Porto engarrafado muito fino a 1J200 a garrafa
presuntos portuguezes a ',00 rs. a libra, e ootros
inultos gneros muito frescos, que sem a vista do
comprador so pode fazer negocio.
0 abaixo assignado lera para vender 6 es-
S! 5vo.s sendo 2 machos, 1 de 2i annos, prelo, e
1 de 1G annos. 4 escravas de 22 anuos a baixo,
todos hmpos e sera achaques : na Boa-Vista, rua
dos Pires 11. 29.
Rufino Patricio de Souza,
- Vendem-se tres bois mansos, grandes e
"Pi^s; na estancia, silio ao lado da igreja nu-
A 2#400 cada queijo.
Na rua da Imperalriz n. 54, vendem-se queijos
vapor irancez
llamengos che
a 2S100.
;ados nesle ullimo
:^
Si
Paos de Jacaranda.
Na serrara de Paulo Jos Gomes, rua do Im-
perador, vende-se duzia e meia de paos de jaca-
I randa : a Iralar na rua do Crespo 11. 7, loja de
Guimares A; Lima.
Aos viajantes da estrada de
ferro.
Riquissimo sortimenlo de bolsas para viagem
a moda da Europa, as quaes sao muilo necessa-
rias para couduzir preparos para viagem : na rua
Nova n. 20.
fiMNiMH ?m Bamasm*
3g O liospil! militar precisa de urna pes- i>.
^ soa com as precisas habilitacoes para
II exercer o lugar de enfermeiro-mr, e f^l
S couvidado deve saber ler. escrever e con- t?
Sg tar, ter boa conducta civil e moral e pra- SK
V tica deservico de enferiuaria, regulando *>
g, seus vencimentos por 6.">5 mensaes e SJ
^ com casa no eslabelecimento : a quem <
^1 conver comparec no mesmo estabele- M!
jC cimento munido dos precisos docurnen- **
! los, Hospital militar de Pernambuco >> ISf
de dezembro de 1SC0. 0 alraoxarib-
Thomaz Antonio Maciel Monteiro.
i
ni)
Movimento dia-
nhas dos om-
rio das li-
nibus de
Claudio Dubeux, horas da partida e
volta dos respectivos lugares.
OBSF.RVAf.oES.
Os Srs. asignan-
tes que deisarem de
o ser devem fazer a
sua despodida por
escripto ou bocal-
mente no respectivo
escriptorio, para ser
o seu nomo elimina-
do do livro respecti-
vo, sem o que serao
considerados como
tacs al que se dis-
pecam.
Outro sim, se ad-
verle que, os Srs.
assigoantes s tem
direilo a sua assig-
natiirs nos dias uleis
cujas mensalidades
sero pagas adianta-
das.
Adverte-se mais
que nos dias festivos
se augmentar o mo-
vimento dos mni-
bus conforme a ne-
cessldade o exigir
DE APIPUCOS PARA
O RECIPE.
as
c
ce
<
w
Do Cachang
Recife.
para o
Do Jaboato
Recife. .
para o
Do Recife para Olnda.
DeOHnda.....
para o Recife. .
Do Recife para a Pas-
sagem.....
Da Passagem
Recife. .
para o
Da Varzea para o Re-
cife
61|2
7
71|2
8
Rtpi
81|2
DO RECIPE PARA
API PUCOS.
a

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<
o
41 [2
5
.-i|2
6
61,2
Do Recife para o Ca-
cha ng.'i.....
Do Recife
(1 boalo.
para Ja-
6I16
8l|2
81]2
Do Recife para Olinda.
De Olinda para o Re-
cife......
Do Rccfo para a Pas-
sagem. .
Oa Passagem
Recife.
para o
As mensalidades
annuaes leem 10 por
cento de abaliraento
no flra do anno a
contar de Janeiro de
1861 em vante, me-
nos as da Passagem
_ e Capunga.
Nos domingos e dias santos terabem hsvej omnibas para a Varzia e Caxang, quesahiro as
6 e 1|2 da manha e regresrarao para o Recifa as 5 e 1|2 da tarde ; para Jaboato as 6 horas da
maoha, e regressar as 5 horas da larde e voltar do Recife as 7 horas da noile.
Do Recife para a Var-
zea
l|2
31|2
OBSRVAfES.
Nos domingos e
dias santos lem do
Recife para Apipu-
cos mnibus as 6, (i',
e 7 horas da manha
e para Olinda tem
um mnibus as 7 e
volla as 8.
Do tarde parlo do
Recife para Api pu-
cos as 3 horas e vol-
ta us 5, 6 e 7.
Para Olinda parte
as 4 horas e volta
as 6.
Preco das mensa-
lidades
Apipucos.
Cachang.
Jaboato.
Olinda. .
Passagem
Varzea. .
961000
263000
703OOO
26S000
20000
2C3000
Ausenlou-sc da casa do abaixo assignado,
no dia 19 do corrente, o crioulo Eustaquio, ca-
lafate, j de idade, corpo r.-guiar, magro, olhos
encovados: quem o apprehenJer, queira leva-lo
era Santo Amaro, casa de Manoel Custodio IVi-
xoto Soares, ou na rua da Moeda, armazem do
ferragens, a Joao francisco Marques.
Manoel Custodio P. Soares.
Os abaixo assignados declarara ao respoila-
vel publico, particularmente ao corpo do corn-
mercio, que lem dissolvido araigavelmente a so-
ciedade que tinham nas duas tabernas, sendo
urna na travessa do Marisco n. 7, e outra na rua
do Padre Floriano n.74, que gyravara sob a fir-
ma de Silva & Rosas, lcando o activo e passivo
das mesmas a carpo do mesrao Silva. Recife 21
de dezembro de 1860.Jos Gomes da Silva.
Jos Antonio Soares Rosas.
Chamamos a allengo da polica para um
rapazinho, que sem oceupa^ao nem quem o diri-
ja, divaga pelo pateo do f.armo, onde dorme e
come, e atlrahe a expeclaco dos que por all
passam ; parece sofTrer de defeito mental, em
vista dos actos que pratica, como os de jogo de
pedras contra quem passa, provocar os almocn
ves, e proferir obscenidades : a polica deve pre-
venir alguma desgraca que lera de occorrer, ou
fazendo-o recolher casa do caridad?, ou de
deteuco.
Vendem-so dous escravos, sendo um pardo
para todo o servico, e um prelo por rommodo
preco por serem com defeito phvsico : na rua da
Cruzes n. 18.
Vende-se una padaria em Olinda, na rua
deMalhiis Ferreira, com lodos os perlences : a
Iralar na raesma.
AVISO.
O abaixo assignado avisa aoSr. I.uia Jos Mar-
ques, arrematante do imposto das aguardemos
que do 1. de Janeiro vidouro em dianlo deixa d
vender agurdente em sua taberna sita na rua
das Cinco Ponas 11. 144. Recife 22 de dezembio
de 1860.Antonio Jos Pereira Ermido.
Precisa-se de urna criada de meia idade pa-
ra cozinhar e comprar, para casa de homem sol-
leiro : ua rua do Crespo, esquina n. 8.
Preciss-sedeum criado para casa de ho-
mem solteiro : na fba do Crespo, loja da esqui-
na n. 8.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
rua da Cruz n. 29 : a tratar no paleo de S. Pedro
o..6.
Vende-se um lindo cabriolet com
todos os seus pertences : na rua da ma-
triz da Boa-Vista obrado
meiro andar.
Vende-se um selim
n. 53, pri-
inglez e seus
pertences com pouco uso : na rua do
Crespo loja da esquina n. 8.


)
DIARIO DE PERNABMUCO. SEXTA FEIRA 28 >E DEZEMBRO DE 1800.
Aluga-se o priiiieiro andar do so-
brado n. 34 da ra do Rangel : a tra-
tar no segundo andar do mesmo so-
brado.
Companhia lyrica de G. Ma-
rinangeli.
Participa-se a quem convier qup to-
dos os escripturado s e empreados do
theat"o de Santa Isabel foram comple-
tamente pagos dos sete mozes decorri-
dos at hoje, e que nada devem rece-
ber do abaixo assignado. Recife 26 de
dezembrode 1860.O emprezario, G.
Marinangeb.
Despachos telegraphicos por
va de Ricardo Knowles, de
Lisboa.
Luiz Antonio Siqueira, previne aos
negociantes desta praca que precisarem
dos subscriptos, instrucces eimpressos
para os referidos despachos que os po-
dem procurar no seu esenptorio na ra
da Cailei n. 20.
O major docorpo Je polica Ale-
xandre de Barros Albuquerque, tendo
de ir para a villa de Birreiros deixaen-
carregado nesta praca dos seus nego-
cios particulares o capitao ajudante de
ordens Miguel da Fonseca Soares e Silva.
Recife 2i de dezembro de 1860.
CONSULTORIO
ESPECIAL HOMEOPATHICO
Ra de Sanio Amaro (Mundo-novo) n. 6
O Dr. Sabino O. L. Pinho d conguitos
todos os das uieis desde as 10 horas at meio
Hia. Visiia aos doenles era seus domicilios
de meio dia em diante, e em caso do ne-
cessidade qualquer hora. As senhoras de
parlo e os doenles de molestia aguda, que
nao tiyerem ainda tomado remedio algn "al-
lopathico ou homeopathico, sero attendidosde
preferencia.
As molestias mais frequentes debaixo dos
climas do Brazil, principalmente as que sao
mais difficeis de curar, Ihe tem merecido un
estudo especial; sao ellas :
1." Molestias proprias das mulheres.
2." Molestias da* creancas.
3. Molestias da pe le.
4." Molestas dos olhos.
5." Syphilis, ou gallieo.
6. Febressynpthomat.casd.is lesoes do cere-
bro e de suas membranas, dos orgaos do peilo,
e do apparellio digestivo ; febres intermitien-
tes e suas consequencias.
Pharmacia especial homoeopalhica.
DI
Joao da Silva Ramos,
Medico pela iniversidade. de f.oimbra.
Tendo de passar alguin tempo no si-
tio dos Buritis na estrada do Arraial,
meu consultorio estara' aberlo todos os
dias das 9 horas as 11 da manhaa e das
T as 5 da tarde. As pessoas que man-
darem procurar-me, tero a bondade
de dirigir os chamados por escripto pa-
ra a loja de louca defroute da casa de
miaba residencia na ra Nova.
Muga-se o sobrado de dous andaros o so-
lodarua Imperial r>.1C9: a (aliar na ruada
Aurora n. :i(i,
O Dr. Joaqun da Silva Husmao, medico l-
timamente chegado a usa capital, pudo, ser pro-
curado para o exertlcio de sua prolissao, na ra
lmperialn. G.
.No dia 19 do correnle desappareceu un ca-
vallu sellado, da ra eslreila Jo Rosario, cojo Ca-
vado lera os aigoaea seguinles : cardio, magro,
sem.andar nenhum novo, o espinhaco coni uuia
bexiga, lem orelhas de borro, debaixo da Moda
Ir-in nina verruga ; quem delle soulier, dirija-se
a casa do Sr. Pocas, que ser recompensado.
No dia l de noverobro ultimo rugi do en-
fronho Una, onde mor o abano assignado, o mu-
alo Joaquim, idade de 25 anuos, altura mediana,
seeco do corpo, cor un lano baca, cabellos uin
pouco crespos, porni denotando ser casia de ca-1
boculo, lem em uin dos lados do qumn urna ci-
catriz de iiueiniadura, e principia a barbar ; esle
mulato peilence ao mesmo abaixo assignado, o
qual previne a quem quer que fur elle olTererido
por venda por Manoel de Avila Rrum, nenhum
negocio faca eom elle, sob penna de nulliilaile,
puis queoditode Avila se chaina a posse do re-
ferido escravo indevidamenle : roga-se pois a
lodas as autoridades policiaes, capites de campo
ou qualquer pessoa que delle souber, o appre-
Ij'.'ii Jam e fagan rhegar s suas miios, no mesmo
engerilio lina, que protnetle recompensar bom.
Conslanlinn Jos. Soares.
Desapparpceu um cavallo do largo da ra
da Paz, no dia 21, do noite, sendo o cavallo pe-
dre7, ppqueno e magro : quem o acliou leve-o a
n do Sol n. 29. que ser recompensado.
.Muita preciado
Precisa-sede un caixeiro que emenda do tra-
fico, de fiador' a sua conduela, saiba ler e es-
erever : na padaria do l.ivramenlo n. 32.
Atteocao a quem tiver escra-
vos fgidos.
Fazem nnos que foi vendido um escravo da
provincia da Parahiba para esta cidade ou para
outia Ierra, sendo moco, B de cor cabra : quem
se julgar com direito ao dito escravo, deite no
correio desla cidade urna caria que declare o no-
nii' do dilo escravo e alguna signaos, a casa, ra
enuoii.ro aoude se ha de procurar para sedar
escl.i'pcimeiiius : a carta deve ser dirigida a Ma-
nuel Francisco de Frailas Baptisla de A-udr^ik1.
Aluga-se a cosa da ra dos Prazeres, de
porto, com 2 leoes : a tratar na mesnia com Jo-
s Carneiro da Cunha.
l'recisa-se urna sala independenle, em so-
brado, na freguezia de Santo Antonio ou S. Jos,
para um pequeo escriptorio, quem a tiver para
arrendar, dirija-sn tus do Queimado n. 41 a
indicar sua morada para ser procurado. *
Precisa-se de urna ama para cozinhar em
casa de hornero solteiro : na ra do Crespo, casa
numero 12.
Urna mullu-r sadia e forte, tendo-
lhemoirido o ilho recentemente nas-
cido, propoe-se a tomar algum menino
para ser amamentadoem sua casa d'on-
de a proponente nao pode sabir por ter
em sua companhia sobrinhas sol te i ras
e honestas: qnem a pretender dirija-se
a esta typographia que seiu* informado
de sua residencia.
AGITADOR DYNAMICO.
homceopuihica esl
longe
de
venientes na pratica, principalmente para os m-
dicos que.comecam fazer ensaios, e para as
pessoas curiosas que nao sabem conhecer essas
differencas, e por isso poderv allribuir inefica-
cia da homoappaihia, o que realmente depende da
ni preparacao dos medicamentos.
Para obviar estes graves inconvenientes o
agitador dynamico do Dr. Sabino munido
de um contador em que se acham as unidades,
dozenas, centenas, militares, dezenas de milhares
collocadas convenientemente, de maneira que
cada vascolejacao apparece um numero novo,
desde 1 at 10 mil; nao sendo desla sorle
possivel engao algum.
Os medicamentos homreopalhicos preparados
por meio desta maquina sao os nicos que de-
sinvolvem propriedades uniformes capazes de
curar as molestias com a maior certeza pos-
sivel.
Alem disso, desojando tirar de sua viagem
Eurrpa todas as vantagens para o progresso
da hommopaihia no Brasil, o Dr. Sabino nao
poupou esforcos para obter as substancias me-
dicamentosas dos proprios lugares, onde ellas na-
turalmente nascem, e para isso entendeu-se com
um dos melhores herboristas d'AHemauha, para
Ihe mandar vir as lanas frescas, afim de pre-
parar elle mesmo as tinturas.
F/ assiin que a acnito foi mandado vir dos
Alpes, a rnica das montauhas da Suissa, a
belladona, bryonnia, charaomilla, ptilsatilla.rhus,
hyosciamus, foram colindas n'AHemanha, na
Franca o na Blgica, o veratrum no monte lu-
i ra, ele. etc.
Desta sorte provida a pharmacia do Dr.
Sabino das substancias que serviram para as ex-
periencias puras de Hahnemann, descriptas na
palhogensia, acharao os mdicos e os amigos da
homreopaihia os meios seguros e verdadeirosde
enrarom as enfermidades.
OS PRECOSSaOOS SEGUINTES:
Roiica de 21 tubos grandes 129 a 169
Dita de 36 > a...... 189 a 229
Dita de 48 .......21 a 29
Dia de 60 ......393 a 355
N. R. F.xistem carleiras ricas de veludo para
maior prego.
Cada vidro de tintura avulso. ; 29
Cada tubo avulso...........\r
Caixas com medicamentos em glbulos e tin-
turas de diversas dynamisaces ( mais usadas ) :
De 24 vidros com tintura o 48 tu-
bos grandes...........4&9000
De 36 ditos dita e 56 tubos grandes 649000
De 36 ditos dita e 68 tubus grandes. 70^000
De 48 ditos dita e 88 tubos grandes 929000
A pharmacia
preencher todas as vistas dos mdicos homov
paihas em quanto forein os medicamentos pre-
parados a mo. A forja do horneni nao po-
de ler a precisa ttniformidade para bem do-
sinvolver as propriedades medicamentosas das
substancias; ella vae naturalmente enfraque-
cendo medida qmi se vac fazendo o Iraba-
Iho da dynamisaco; e por essa razan que
numerosas vezes acconiece que duas preparaces
de acnito, por exemplo, da inesma dynaiui-
saco, feitas pelo mesmo homem, no mesmo
dia, ou em dias diversos, ou feitas por dous
homens dilTarenies, nao produzern o mesmo re-
sultado em casos anlogos de molestias ; urna
desinvolve urna arcao mais prompia, a oulra
tima arpo mais lenta.
Alm disso, sendo essencial para a regu-
laridade das dynamisaces que cada dtluic&o
tenlia uut numero certo de alalos ou vascole-
jacoes para que nao aeconteca que pelo exresso .
ou pela insuficiencia d estas percara os medica- De 60 ditos dita e 110 tubos grandes II59000
memos as propriedades que Ihes sao ssignala-, Est3s caixas sa0 uleis aos medicoSt 80S s
das. ou que conven a cada dynam.sacao. rao de e.igenho, fazendeiros, chefes de familias
se podo isso obter as preparaces feias mao C8piaes de navio,
porque o numero de abalos sempre maior ou quizerem dedicar
menor, d' onde evidentemente resulta um effeito Vendem-se tamben 'machinas elctricas r
lamben maior ou menor, e por consegu.nte ,aleSi para ^lamento das molestias nervosas,
duvidoso na appl.cacao do medicamento j seos, F.slas m>e|,nM sa0 as mais moje,nas e as
abalos sao tnsufficentes nao se desinvolvem. mas usadas aclua|menle era ,0da a Europa,
todas as propr.edades convenientes dynamisa- lant0 pela commodidade de poderem ser trasi-
cao que se quer fazer. e se sao de mais. desin- das na a|gheira, como porque trabalham com
volvc.n-so algunas das propriedades da dyna- preparacoes que nao sao nocivas:
isacao superior, con perda certa de muitas Cada urna........50000
AnoissAicft g oiDfjfjArj) m nttm.
Sita na ra Imperial n. lis 110 j( a rbrien le sabo.
DE
Sebastio J.da Silva tlirigidapopoFranciscBeliniro da Cosa
coes de 300! a'vooSr6"'0 i*" seraPre PromP,os ]?Wque de cobre de difireme* dimen
coes de 300 a 3:()009j simples e dobjpdos, para d.slilar agurdente, aparelbos destilatorio
continuos para rcst.lar e destilar espiritas com graduado al 40 graos (pela graduacao de Sellen
Lamer, dos melhores sjsienas hoje approvados e conhecidos nesla e outras provincias do imperi-
bombas de todas as d.mencoes. aspirantes e de repucho, tanto de cobre como de bronze e ferro
torne.ras de bronze de todas as di.nences e feilios para alambiques, tanques ele, parafusos de
bronze e ferro pa.a rodas d agua, portas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e
cnumbo de todas as dnnencoes para onranamentos camas de ferro com armarao e sem elle
fugues de ferro potareis 6 econmicos, tachase lachos de cobre, fundos do alambique Metal
detrae, espumaderas, coccos para engenho, folha de flandes, chumbo om lencol o hara zi'nco
em lencol a barra, lences e arroellas de cobre, leoces de ferro e leto, ferro suecia nle7
de todas as d.mencoes, safras, lomos e folies para ferreiros etc.,e ouiros muitos anigos noj
menos preco do que em oulra qualquer parle, desempenhandose toda e qualquer encommen-
dacen prestasa e peifeicaoja conhecida e para comnodidade dos freguezes riue se dinarem
honruem-nos com a sua confianca. chao na ra Nova n. 37, loja de ferragens, pesso habi-
litada para tonar nota das encommendas.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por T>^
Tira ra tratos poro|jf
Tira retratos por o$
Tira retratos por 5{
Tira retratos por 5#
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinias novas
T ndo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas ? Proi1r,elar'os offerecem aseus numerosos freguezes e ao pubbico em geral, toda equal-
Tendo recebido um sortimento de cai-! rTananhoT"^!'^' C 7 rec0n,,3''i,, "****"* a saber: machina vapor de iodos
xinbas novas : .la,nanhoS; r0(ils, d S" Para engenl.os, todas de ferro ou para cubos de madeira, raoendas a
vnff""oa n?*af me,!,,s moend.s, tachas de ferro batido e fundido de lodos os tamaitos, guindastes Rl,Hchos !
NO grande salSo da ra do Imperador bombas, rodas, rodetes aguilhoes e boceas para fornalha, machinas para arnassar mandioca e para
deeesroeer algodao. prencas para mandioca e oleo de ricini, portoes gradara, columnas e moi-
nhos de vemo, arador, cultivadores, ponles, cadeiras e tanques, boias, alvorengas, botes e todas
as obras 4e nachimsmo Execula-se qualquer obra seja qual for sua natureza pelos desenlies ou
moldes que para tal lira forem presentados. Recolwm-se encommendas nesie.siabelecimenlo na
na do Brumn. 28A o na ruado Collegio hoje do Imperador n.65 moradia do caxeiro do es-
tabelecHuento Jos Joaquim da Cosa Pereira, com quem os pretenderes se podero entender nra
Nofjraudesaloda ra do Imperador
No fjrande salaoda ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos cliimicos, e urn grande
numero de objectos relativos arte.
Como tamben um grande ornec.men-
to de caixas para retratos de 5^000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad- Lindas eestiobaa con fautaa e flores artiOciaes, tendo cada fructa o flor on
qninr conliecimentos pratiecs na arte Pa" '^"Co.
de retratar acharao o abaixo assignado de senffiaTmHimiS^ fe loiltl)s' riT air",el? e Pnfeiles Pa ^"^
<..^...___ i i i !,,-,,n"rasi ooniio soriimenlode nonecas, lindos chapeos de seda p de nal ha nara unhnr*a o m
sempre prompto sob condicoes mu.to| ^J ^Jt^.I?!0 de f!?f[^.mairo' ob'.'>ctos ^VlSSm^fiS
Presentes para festas.
frasco com fino
razoaveis.
Sepo 'Mucseapprox.mam.osprecos.ao muito razoaveis, em casa de'j. F.!^". rolido
do^^a^es5::;^ e^e dos di-
ra^ examinarem os specimens do que
acuna ica anunciado.
Manual
ni".
CHARUTOS.
Conlas eilas
para compra e venda de aseueaf e mais objectos
obra muito til pira os negociantes esenhores
e em geral a todos que se de eogenbos, pois com um lance de vista podem
a pralica' da homopathia, saber o importe de quaesquer quanlidado de ar-
robas e libras; um volme bem encadernado por
53000. Vende-se na livraria econmica, junto ao
arco de Sanio Antonio.
Gioseppe Baracchi e Giovauni Baroechi,
subditos italianos, retiram-se para Kuropa.
n; a ^'p^m-s Pr 'Jns os vapores do Rui snper ores charutos de urna das melhores fahriras rto
temfiHanP,r"- eS,fl I""*"*' "charuto j muito eoohecidi em vista daagrande^ eslracc. o me
lem l do e como sempre cunl.nua-ae a vender gar,n.i..do-sc o perfeilo estado% a superior nualid"!
l';r?'!ir,"!",l"""rPSl"desilP"i'ei charutw legtimos de HavaSa a roa da
Cadea do Recife n. 15, loja de Jos Leopoldo Bourgard, denominada "i"^, na ra da
Centro commercial.
das 11ue
preparar
Precisa-se de urna ama de leite,
na ra do Imperador n. 67, segundo
andar.
Aluga-se para passar a festa duas casas si-
tas em Santa Auna de dentro, com bastante*
commodos para qualquer familia, sendo o lugar
o mais saudnvel para a saude, com banho perlo
do casa : a tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
Aluga-se o primeiro andar de um sobrado
na ra da Cruz n. 29, com fundos para a ra dos
Tanoeiros : a tratar no paleo de S. Pedro n. 6.
As pessoas que se julgarera credores de
Manoel Teixeira de Miranda, que nao lem appa-
recilo, queiram ler a bondade de apparecer na
ra das Cruzes n. 1)8, segundo andar, no prazo
e tres dias porque aquelle.s que se nio-opre-
senlarem, nao se responsabilisa por conta al-
guma que possa apparecer.)
Attenco.
s
Tendo o abaixo assignado arrendado o trapi-
che de Itnpissuma com o im de receber lodosos
assucares d'aquelles senhores de engenhos que
so quizerem utilisar do mesmo trapiche, nao
obstante j ter cootratado com todos os senhores
de engenhos, e sobre as condicea abaixo decla-
radas, por isso vai por meio deste lembrar aos
roesmos que se acha naquelle trapiche munido de
urna grande batanea para receber os assucares por
peso para evitar as grandes fallas que de ordina-
rio apparece.Ti as condueces dos meamos assu-
cares, tendo tambem urna boa barcada para trans-
portar com brevidade as cargas aos seus corres-
pondentes, bem assim o devolvirnento dos sac-
eos vxzios e encommendas sobre o diminuto pre-
go de 320 ris por sacco. No mesmo trapiche
existe um grande sortimento de gneros do pri-
meira necessidade, e oulros muitos quo escusado
mencionar: todos estes gneros pelo preco do
Recife. Itapissuma, 27 de dezembro de 1860.
Jos Lopes Machado.
Precisa-se alugar um preto escravo para
todo servico de urna casa : quem quuer, dirja-
se a ra do Trapiche n. H.
D. Luzia Anglada, sua mana D. Antonia
Fonto e aeu Qlho Jos Anglada, vio ao Rio de Ja-
neiro.
Precisa-se de un caixeiro que tenha prati-
ca de taberna, e que d fiador a aua conducta,
para tomar conla de urna taberna : a tratar na
ra Direita a. 69.
convem dynamisacao que se quer
o que sem duvida tem graves ineon-
O Dr. Sabino ensina a maneira de se servir
desla maquina.
IISI.
Acham-sc venda na livraria da praca da Independen-
cia ns Ge 8, as bem conhecidas iblhinhas impressas nesta
typogriphia
Folhitlha de porta ou KALENDARIO eeclesiastico e civil para o
bispado de Pernambuco........... 160 rs-
)tfl de (flnihrira, contendo lem do kalendario ecclesiaslico e civil,
explicarlo das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio ;
ditas do sello; ditas do ..porte das cartas; ditas
dos impo-tos geraes, provfnciaes e municipaes, ao
que se junlou urna collecgffo de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entrelenimenlo da mocidade. 320 rs.
Quem quizer dar urna enanca
para se criar (sem ser deleite), dirija-
a' ra Velha n. 73, que achara'com
quem tratar.
CONSULTORIO
mi. i?, a
DO
O)
MEDICO
PA1T1I RO K APERADOR.
3 MJA DA GLORIA, CAHA DO FUDAO 3

DiUt'dltfl .... contendo alm do kalendario ecclesiaslico civil, expli-
cagao das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol ; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commercio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e comungar, e os ofiicios que a
igreja eostuna celebrar desde domingos de Ramos, al
sexta-feira da Paixo, (em portuguez). prego..... 320 rs.
Est a concluir-se a impressao do almanak que breve
ser annunciado, nao estando j prompto pelas grandes al-
te racoes que se deram neste anno.
Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Mostoso d consultas todos os dias pela manhaa, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar annualmenie, nao so para a cidade, como para o enenlios
ou outras propriedades ruraes.
nQ:r, ~ o- -n !. 0i c,,an,"dos devera ser dirigidos sua casa t s 10 horas da manhaa o em caso
lAeClie aO TO baO rranCISCO. urgencia outra qualquer hora do dia ou da noile, sendo por escripioem que se declare
mlniU nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Do conformidado com aa inalrac" Be. roceblda> L NS,CaS0S i resoectiva di""-?., niZ nl.l'lt^0 reme,lt9r 8eus b,lhe,6S bol,ca do Sr- J- S<>nn & C na ra da Cruz, ou loia de
livros do hr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casado anntincianteachar-se-ha constantemente os nelhre<; madr-
menlos homeopathicos j bem conhecidos e pelos precos seguintes:
fU JB1IEM
CASA DE SAUDE
Sita em Santo Amaro.
Este estabelecimentd continua debaixo da administracao dos pro-
prietariosa receber doenles de qualquer natureza ou catbegoria que
seja.
O zelo e cuidado all empregados para o prompto restabelecimen
to dos doentesgeralmente conhecido.
Quem se quizer utilisar podedirigir-se as casas dos propietarios
ambos mora resna ra Nova, ou entender-se com o regente no esta-
tabe lee raen to.
Reforma dev presos.
Escravos. -..... 20000
Marujos ecriados, .... 2,S'.J00
Prmeira classe 50 e. 3^500
A.S operarles serao previamente ajustadas.
da respectiva direcloriafaz-se publico que dest*
data em dianle s5o convidados os accionistas;
desla companhia a cumprircro com os termos do
aviso que porordem da mesma abaixo iieam pu-
blicados.
Escriptorio da companhia 17 do dezembrode
1860.E. II. Dramah, thesoureiro.
AVISO.
COMPAMHA DA YIA FRREA
DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(LIMITADO.)
Pelo presente faz-se publico que por resoluco
da directora desta companhia, tomada nesla ra-
la tera-se feito urna oulra chamada de duas li-
bras slerlinas por cada accao, a qual chamada ou
prestacao dever ser paga'at o dia 31 de Janeiro
prximo futuro no Rio de Janeiro em casados
Srs. Maua Me. Gregor & C, na Bnliia aos Srs. S.
S. Davemporl & C, e em Pcrnambuco no es-
criptorio da ihcsouraria da mesma via frrea.
Pelo presente fica tambem entendido que no
caso de nao ser a dita chamada ou prestacao sa-
tisfeita no dia marcado para o seu pagamento ou
antea o accionista que tncorrer nesla falta piga-
r juros a-razao de 5 por cenlo ao anno sobre
tal chamada ou prestarlo a coutar desle dia at
que seja realisado o pagamento. No caso de nao
effectuar o pagamento desta chamada ou piesla-
co dentro de 3 mezes a contar do dito dia tizado
para o embolso da mesma fcaro as accoes que
incorrerem em tal falta sujeitas a serem confis-
cadas segundo as disposiedes dos estatutos a este
respeito.
Por ordem dos directores.
AssignadoW. H. Bellaray,
Secretariu.
199 Oreabam Houso.
Od Brouad Streel.
E. C.
22 denovembrodel860.
Alugam-se os dous andares do so-
brado da ra da Cruz n. 45, recente-
mente pintados e commodos sufficientes
para familia : a tratar no armazem do
mesmo
Henry Adour, subdito francez, segu para a
Europa. >
Verdadeiro caf de Moka, s
no hotel trovador, ra larga
do Rosario n. 44.
A qualquer hora do dia ou da noite encontrar-
se-ha neate estabeleciraento gosto dos fregue-
zeso verdadeiro caf de Moka, bem assim sor-
betes das melhores fructas que existem no mer-
cado, daa 6 horas da tarde em diante, Repete-se
o anouncio para maior ciencia do publico e ha-
ver neste mesmo estabeleciraento comida feita a
qualquer hora que se procure, e bem assim o
fornecer-se para casas particulares. No mesmo
hotel precisa-se de um moleque captivo para o
8e*?ico interno e externo.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra da Lapa n. 13 ; a tratar no armazem do
''mesmo.
Aluga-se o armazem !da ra da Madre de
j Dos n. 2 ; a tratar com Martina & Irmao.
Bolica de 12 tubos grandes...........10000
Dita de 24 ditos.................155000
Dita de 36 ditos.................205000
Dita de 48 ditos.................259000
Dita de 60 ditos................ 30JOOO
Tubos avulsos cada um.........; 19000
Frascos de tinturas................2*000
Manual de nedicina homeopalhica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em portuguez, con o diccionario dos ternos
de nedicina, cirurgia etc.. etc........205000
Medicina doneslica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 69000
BjW !iiwasssn
DE
N\ LOa5\ 1S. \m\ZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO QUEMADO 40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
19000
Seda de quadrinhos muilo fina covado
Knfeites de velludo con froco pretos e
da cores para cabeca de senhora da
ultina noda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, canbraias e seda tapada e
transparenre, covedo
Luvas de sedabordadas e lisas para
senhoras, hornese meninos
Lencos de sada rxos para senbora a
2000 e
Mantas para grvalas e grvalas do
seda de todas as qualidades
Chapeo francez forna modrrna
Lencosde gurgurao protos
Ricas capellas brancas para noivados
Saias balo para senhora e meninas
Tafeta rxo o covado
Chitas franceza a 260, 280, 300, e
Cassas francezas, a vara
29500
89500
29000
9500
9320
9500
Setin preto azul e encarnado proprio
para forros con 4 palnos delargnra
o covado
Caseniralisa decores 2 larguras, oro-
vado
Chales de niron bordados, lisos ees-
tanpadosde todas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria para
forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos cortes de seda pretos e de coros}
con 2 saias e de babados
Ditos de gaze e de seda phantasia
Chales de loqnim muito finos
Crosdanaple preto e de cores de lodas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e visitas de seda preta
com froco
19600
29000
19500
r*


DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FE1RA 28 DE DEZEMBRO DE 1860
r)
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
ALA IPAKRIIILMA @ 6t TaWasilfl
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECCAO' 1)0 DR JAMES R. CMIl.TON,
mico e medico celebre de New York
A GRANDE SUPERIORIDADE DO EX-
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se p.-lo seo extraordinario
e quasi rairacaloso effeito no
sangue.
Caila um sabe que a saude ou a infermidade
depende di reclmenle do estado desie pi.oido vi-
tu,. Islo ha de ser, visto o partido importante
que tern na economa animal.
A quautidade do sangue n'ura homem d'es-
Ulura mediana est avallada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oilo arralis. Em cada
pulsaco duas oncas saliem do coracao nos bofes
e llalli lodo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de quatro minutos. Urna dis-
posio'extensiva lera sido formada e destinada
com admiravel sabedoria a destribuir e fazer
rircular esta corrrntk db vida por todas as
partes da organisa^o. Deste modo corre sera-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
fon lo do infermidade ou de saude.
So o sangue por causa alguma se emprenha
de materias ftidas ou or rom pidas, di fl mide
com vblocidaub elctrica a corrupto as
mais remotas e inais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para dtante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
at cada orgao e cada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulado evidentemente se faz um engenuo
PODEROSO de doenija. Nao obstante pode lam-
bem obrar com igual poder na criscao de saude.
Estivesse o corpo infecionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smente o san-
gue pode fazer-se puro e saudavel Picar superior
a doonca e inevitavelmente a expedir da cons-
lituigao.
O grande manancial de doenca entilo como
d' aqui consta no FLUino ciRf.ULANTE.e nenhuin
medicamento que nao obra directamente sobreel-
le para purificar e renova-lo.possuealgum direi-
to ao cuidado do publico.
O sangue I O sangue! o ponto no qual
se lia mysler fixar a attencjio.
O ORIGINAL E O GINUINO !
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidadede
New-York, bavemos vendido durante mullos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
seud, considera modo ser o extracto original e ge-
nuino de salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este nome foi a presen-
tado ao publico,
BOYO & PAUL. 40 Cortlandt Street.
WALTER. B TOWNSEND & Co, 218 Pearl
Street.
LKEDS& HAZARD, 121 Maulen Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M VYARO & Co, 53 Maulen Lae.
J.& J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAI1AM& Co, 10 OldLIip.
OSGOD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R. B. HAV1LAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, ROBINS& Co, 134 Water Slreet.
THOMAS & MAXWELL. 86 William Street.
WM. UNDERII1LL. Junr, 183 Water Street.
DAVIDT. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NOBTIIRuP, 60 Pearl Street.
NORTOiN.BABCUCIv & WOOD, 139 Mai-
den .one.
PKNFOLD, CLAY& Co, 4 Pletcher Street.
OLCOTT, M KFSSO.N & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANOS. 100 Fulton Slreet.
SCMEFFELIN, BRUTHER & Co, 104 &
108 Joba St.
LEWIS & PRICE. 55 Pearl Slreet.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 -Maiden La-
na.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
10 Asior.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Street.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RUST & HOUCHTON, 83 John Street.
I. MINORA CO. 214 FutonStrecl.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Slreet.
JOSEPH E TRIPPI. 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Corilandt
Street.
HAYDOCK, GORMES & CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDUSER, 178 Greenwdi
Street.
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. V.FAHNESTOCK & Co. 49 John Streel.
CONIIECEMOS A.ARVORE E bUAS FRU-
TAS ,
B IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus Effeilos.
O extracto com posto de Salsa parrrlha do
Dr. Towusend esl
0 MEDICAMENTO DO POYO!!
Adata-sa io maravilhosamenle a conslilnieao
que pode ser utilisado em quasi todas as cnfermi-
dades.
ONDE E DEBIL1DADE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPCO,
purifica;
ONDE HE PODRID O,
AL1MPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servidos presta a huitianidade, prepara-se a^ore
na nova fabrica, na esquina das mas Fronte
Washington, Brooklyn, sel: a inspeccao directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade deNew-York, cuja cer-
tido e assigoalura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL,E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSAPARRILHA
do dr. townsem.
O grande pnrifcador ito sangue
CURANDO
O Herpes
A Hertsiprla,
A Adstriccaooo ven-
tre,
As Alporcas
Os Effeitos do azod-
GIIK,
Dispepsia,
As Doencas.de FIGA-
DO,
AHydbopesia. .
AlMPlNGB
As Ulcebas,
O RlIEUMATISMO,
As Chacas
A flEDII.IDADE GF.IUL'
As Doencasde pelle
AS P>0RBULIIAS ! RA,
As Tossesi,
FUNDICAO
DO
ENGENHEIRO
Ra do Bram, passando o chafariz.
M.H,ifeHdc,p0St0 de mecanismo para Mienta** aucar a saber
Machinas de vapir modero, ddgolps OJapnd>, ec Mmicas de comhustivet e de tacillimo asiento-
itodasd a.jtia de Ierro cia cuhis de mi letra, larga, leves, fortes, e bem bataneadas ;
Canos de ferro e por s d'agj p ira dit is, e errillia p ira rodal de madetra ; *
MoenJis inteiras com virgen* muito fortes e convenientes ;
Meias nioeadat co n vo UUs motoras para agua, c vallo, ou bou, acunbadas o maguillules de azas
l ai xa de Ierro tundido e butido e de cobre; '
Pares eblcas para o cd lo, eiivjs e pDrtas de farro pira as (ornillm ;
Alambique; d,; ferro, motnhot de mandioca, fornos para cozer farinlia
Rodeta, dentadas de todos os tamanhos para vapor, ao-ua, ca val los ou os
Aguilbues.bronze,, e parafutos arado., d. e .odas para carpoca. formas' galvaniada para purgar ete., or
D. VV. Rowman acliando-sc na direcrao da sua fabrica, onlia me a*u*u* f.an..^J. i -'' i V i
ferea,Troho^
H?i T P conhnuaruo da sua labnca em Pernambuco, para modificar o mecbanismo a voutade de cad comn -'
dor, ede fazer os concert de que poderao necessitar. cornpi a-
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
OExlracto acha-secontidoemgarrafas quadra-
das e garante-se ser mais forie e mellior em to-l
do o respeito a algum outro purificador do san-:
gue., conserva-se em todos os climas por cer-i
do original e
lo sspaco de lempo,
genuino exractu do Dr. Townsend tem a a.-si;;iialura e a certidao do Dr. J. R. Clilitlon, na capa
Cada garrafa
exterior de papel verde
No esariptorio do proprietario, 212 Rroadway, New York, e era Pernambuco na ra da Cruz n. 21 escriploric 1. andar, tam
em na blica da ra Direita n 88 do Sr. Prannos.
NO
Asignatura de banhos fros, momos,de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,...........
30 cartes para os ditos banhos tomados era qualquer lempo......
15 Ditos dito dito dito ....
7 ...;..
Banhos i valso, aromticos, salgados esulphurososaosprecos annunciados
E-ita reduccao de presos facilitar aorespeitavel publico ogozo dasvanlagens que resultan)
da freqiienciadeura estabelecimento deuma utilidadeincontestavel,masque infelizmente nao
estando em nosso- hbitos, anda pouco conhecda eapreciada;
10000
i.-.ooo
000
4*000
ARMAZEJI DE ROIP AFEITA
4 M& D WSBIMI 4
Defronte do beeco
Casacasde panno preto a 30$, 35?} e
Sobrecasacas de dito dito a
Paletots de panno pretos e de cores a
20, 259, 309 e
Ditos de casemira de cores a 159 e
Ditos de casemiras de cores a" e
Ditos de alpaca prula gola de velludo a
Ditos de merino setim preto e de cor
a 83? e
Ditos de alpaca de cores a 3&a0 e
Ditos de alpaca pr-ta a 39500, 59,
79 e
Ditos de brni de cores a 39500,
49500 e
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 e
Calcas de casemira prela e de cores a
99, I09e
Ditas de princeza e alpaca de cordo
pretos a
Ditas do brirn branco e de cores a
29500 49500 e
Ditas de ganga de cores a
Ditas de casemira a
(li Congregaco letreiro verde.
409000
359000
359000
329000
129000
159000
99000
59000
99000
59000
69000
129000
59000
59000
39000
59500
CoHetes de velludo decores muitofino a
Ditos de casemira bordados e lisos
pretos e de cores a 59, 59500 e
Ditos de setim preto a
Ditos de casemira a
Ditos de seda branca a 59 e
Ditos de gurgurao de seda a 59 e
Ditos de fustao brancose decores a
39 e
Ditos de brim branco e decores a 29 e
Selouras de linho a
Ditas de algodao a 19G00 e
Camisas de peitode fustao branco e
de cores a 29300 e
Ditas de pe lo e punhosde linho mui-
to finas inglezas a duzia
Ditas de raadapolo brancas e de cores
a 19800, 29e
Ditas de meia a 19 e
Relogios deouro patente eorisonlaes
Ditos da prata galvanizados a 259 e
Obras deouro, aderecos, pulseiras e
rosetas
109000
ti9000
59000
39300
69000
69000
39500
29500
29500
29000
29500
359000
29500
19600
9
309000
TABAC CAPORAL
Deposito das manafaeturas imperiaes deFranca.
Esteexcelente fumo acha-se depositado, diretaraente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBO A DO CARMO, o qual se vende por mseos de 2 hectogramos a 19000 e em porcaode
10 mseos para cima com descont de 25 porcento ; no mesrao estabelecimento acha-se tambera
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
EAU MINERALE
Ensino de msica.
Offerece-separa lecciooar soUpjo.comolam-
berua tocar varios instrumentos; dando as li-
gues das 7 horas s 9 1(3 da noilera tratar na ra
da Roda n. 50.
O Sr. alferet Thom G. Vieira de
Lima, queira dirigr-se a esta typogra-
pliia, que se Ihe precisa fallar.
Jos Mara da Silva Ferreira avisa a seus
freguezes e amigos que mudmi o seu estabeleci-
mento de tinturara de lodas as cores, do largo da
Soledade para a ra do Hospicio n. 42, conli-
nuando a reeeber nos mesmos depsitos, tanto no
largo do arsenal de marmita n. 8, do Sr Anselmo
Jos Duart Sedrm, assm como no largo da ma-
triz de Santo Antonio n. 2. do Sr. Antonio Joa-
qun) Panasco.
A administicao do correio da
Parahiba do Norte contrata homens ca-
minheiros para a conduccao das malas
e paga o jornal mensal de 24$'.O ad-
ministrador, Francisco de Assis Car-
neiro.
Na ra dos Prazeres, nos Coelhos, casa do
porlao com 2 ledes, se precisa de urna ama forra
ou escrava para o servro interno e externo de
urna rasa.
Armazem para alagar.
Alugam-so osdous grandes armazens da ra
da Concordia, onde est o Sr. Paulo Jos Comes,
do 1.' de Janeiro do anno vindouro em dianle :
a tratar com o l)r. Lobo Hoscoso, na ra da Glo-
ra n. 3.
O Dr. Lobo Moscoso scientica nos seus an-
tigos freguezes, que pelos commodos que otlerece
a ra nova casa da ra da Gloria n. 3, denomi-
uada Fundo, continuar a receber escravos ou
para tratar de suas molestias ou fazer-se-lltes
qualquer operarao : alem da boa stuacao ha a
grande vaniagem dos banhos salgados, muito ef
licazes para cerlasfnoleslias ehroniess,
Os Srs. abaixo assignados sao rogados a vi-
rom a rita da Iroperatriz, loja n. 82, a negocio
que muilo lites inleressa e diz respeito :
Jos Caetano Pinlo do Queiroz.
Manoel Flix Nasario.de Santo Anto.
Domingos Jos Dantas.
Sabino Joaquim da Purificacao.
Joao Augusto de Hollanda Silva.
Lucas Antonio Evangelista.
Jos Joaquim deAguiar.
Manoel Izidro do Nascimenlo Araujo.
Manoel Serapbim.
Joaquim Juvencio de Almeida.
TheodoroJos Pereira Tavares.
Jos Pedro Ralis Barbosa.
Antonio Homem Ledo.
Miguel Carneiro de Moraes.
Manoel Flix.
Conrado Jos da Silva.
Domingos Francisco Regs.
Jos Antonio da Silva.
Joo Rarbalho de Mello.
Jos Leocadio do Res, morador no engenho Jar-
dim, freguezia do Cabo.
Urna pessoa que nao pode ir ao
Manguind fallar ao Sr. Manoel Ephi-
genio da Silva, roga llie queira annun-
ciar onde o pode procurar nesta cidade
visto nao ser permittido fallar-sedhe na
aliandega.
IjOTERI
DA
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das loteras manda declarar
que se acham cxposlos a venda os bilhetes da
lerrcira parle da prnteira lotera da irmandade
do Senhor Rom Jess dos Marlyrios desta cidade
cujas rodas deverao andar imprelerivclmeiite no
dia 19 de Janeiro prximo futuro.
Thesourana das loteras 22 de dezembro de
1800.Jos Maria da Cruz, escrivo.
Alugam-so dous andares do sobrado da me
da Cadeia n. 24, leudo commodos para grande
familia : a tratar na loja do mesmo.
Antonio Joaquim Vidal, lendo arrematado
para seu paga meo tu as dividas da casa de Thiago
da Costa Ferreira Estrella, como constara do edi-
lal no Liberal I'ernambucano de 19 do crrente
mez, vera pelo presente fazer scenie aos ditos
senbnres devedores que elle o nico habilitado
ao recebiniento das mesmas dividas, e pede a
brevidade do pagamento, afim de poupar despe-
as entre as parles. ; e outro sim, provine mai
aquellos dos mesmos senltores devedores que s
e espera al 15 de Janeiro provimo vudouro, o
dermis desta dala entregar a pessoa habilitada,
afim do cobrar na forma da lei.
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A DIMCCAO DE E- hERYAND
Este hotel collocado no centro de urna das capitaes importantes da Europa, torna-sede "randa
valor paraos brasileros e portugueses, por seus bons commodos e confortavel. Sua wsto
urna das melhores da c.dade, por se achar nao s prximo s entapies de carainhos de ferro da
Allemanha e Franca, como ,.or ter a dous minutos de si, todos os theatrose diverlimentos- a
alem disso, os mdicos precos convidara *
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez.allemao. flamenco, inslez e nor-
uguea, para acompanhar as touristas, qur em suas excurses na cidade,. raer no reino bar
emlim para toda a Luropa, por precos que nunca excedemde 8 a 10 francos (3200 a 49000)
Durante o aspaco de oito a lez mezes, ah residiram os F.xras. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao.eseufilhoor. Pedro Augusto da Silva Ferrao,( de Portugal) eos Drs. FeWppe Lopes
Netto, Manoel de hgueiroa Far.a, edeserabargador Pontes Visgueiro ( do Brasil ) e muitas nu-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz. '
Os presos de todo o servico, por dia, regulara de 10 a 12 francos (4$000 4*500.1
o hoielencontrara-seinformac.oes exactas acerca de ludo que pode precisar um estrangeiro
Urgencia.
i
NATURALLEDE VICHY
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22
INJECTION BROU
Remedio infallivel contra as agnorrhas antigs e recentes.
nico deposito na botica franceza, ra da Cruz n. 22.
Preco do frasco 3$O00.
Conlrata-se um rapaz para servir de Del na
companhia de aprendizes marinheiros, advertin-
do-se que ftcar esleisento do servico da guarda
nacional : a tratar com o commissario da mes-
nia, na ra das Trincheiras n. 46, segundo andar,
ou no respectivo quarlel.
Para urna casa estrangeira com pouca fami-
lia precisa-se de urna escrava que sejs fiel e de
boa conducta, que saiba cozinhar o diario de urna
casa e ensaboar roupa : quem a tiver, dirija-se
ra do Cotovello n 8 (Roa-Vista) antes das 8
horas damanha, ou depoisdas 5 horas da tarde
Quer-se alugar um moleque de 8 a 10 an-
nos de idade, pouco mais ou menos, para com-
pras e recados : na ra do Crespn. 13.
Attenco
Roga-se a pessoa que tver achado um peque-
no embrulho de papel cor de rosa, conlendo um
trance!im de ouro e urna roseta de ouro com co-
ral, de fazer o favor de entregar na ra doQuei-
mado, loja de ferragens n. 13, que ser bem re-
compensado.
Precisa-se de 3009 por lempo de seis me-
zes, dando-ie em pagamento da mesma quanlia
50J mensaes, dando-se para isso seguranca al o
lira do pagamento.
Precisa-se de um caixelro que tenha bas-
tante pratica de taberna, o a A fiador a sua con-
ducta : na ra do Rosario da Roa-Vista n. 54.
COfll'AMHAin MA FEIUtEA
no
/?ecife a Sao Francisco.
Avisa-se ao respeitavel publico que so emit-
lem as Cinco Ponas, bilheles do perodo de 1
a 6 mezes para todas as estaces, com grande
abatimenlo nos precos e que se fizeram diversas
redueces nos precos de transporte entre Cinco
Ponas, Escada e as outras ostacoes nos seguintes
artgos a sabor i cavallos, assucr, madeira, pe-
dra, lenha, carvao de pedra, estriime, capim, li-
jlos, lelhas e ladrilhos, para mais informarles
dirjam-se ao Sr. James Kirkham na villa do Ca-
bo ou em qualquer das estacos.
AssignadoE. R. Rrantalt,
Superintendente.
Attenco.
Ouem tiver equizer vender um sitio porto da
raca que lenha bo.i casa de vivenda, arvredo
ructifero e boa agua, queira annunciar por este
Diario para ser procurado.
Precisa-se alugar urna escrava para todo o
servico de urna cosa, e paga-se bem ; na praca
da Independencia n. 38, se dir quem pretende,
e paga-se bem.
Nova pauta ou tarifa da
alfandega
Ne livraria da praca da Independen-
cia n. 6 e 8, existe a nova tarifa que
teui deexecuttr se a 9 de fevereiro, a
qual sera' mostrada aos Srs. assignantes
do Diario, que a quizerem consultar em
qunto nao chegara alguns para vender.
Aos consumidores de gaz.
A empreza da illuminaQo
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregaren! aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Quem tiver comprado um binculo de raar-
firo j usado, querendo fazer o favor de restitui-
lo, procure ao abaixo assignado. que dar o mes-
mo dinheiro que por elle se tenha dado, e mais
anda, com tanto que saiba quem teve a fraqueza
de lh'o turtar, sobre o que alias promette guardar
segredo.Jordos Anjos Vieira de Amorim.
Aluga-se o armazem da casa n. 41 sita na
ra do Imperador ; a tratar na casa do fallecido
commendador Luiz Gomes Ferreira, no Mondego.
Preclsa-sa de urna ama para o servico in-
terno de urna casa de pouca familia : na praca
do Corpo Sanio n. 17.
Augusto C. de Abreu participa
aos seus freguezes que, em quanto du-
ra rem as obras que e eto iazendo em
o seu armazem da ra da Cadeia, as
qu&es obra devero ser concluidas ate
o fim de Janeiro prximo futuro, esta-
rlo as fazendas a venda no primeiro
andar por cima do mesmo armazem.
i Compra-se unta casa torrea para pequea
lamilla, sondo na freguezia de Santo Antonio ou
iS. Jos : quem tiver, queira annunciar por esta
lollta para ser procurado.
Compra-se um jogo de bagatella iogteza.
nova ou servida : oa ra do Oueimado.
VA FRREA
no
Recil'e a Sao Francisco.
(LIMITADO.)
Avisa-se ao respeitavel publico que do dia 31
do corrento em diantc a companhia deixar de
despachar carga para a estacao da Ponlezinh.i, o
trem continuar a passar para tomar e deixar
passageiros c bagagens.
AssignadoE. H. Dramali,
Superintendente. .
Precisa-se alugar para um sitio perto da
praca urna negra boa quitandeira ou moleque
trala-se e paga-se bem : para ajustur, no largo
da Assembla, Forte do Mallos, cima do escrip-
torio dos 1 Uns. Srs. Itabello & Filhos.
Aluga-se um sitio no principio da estrada
dos Atflictos pertencente a. viuva de Jos Joa-
quim de Mesquita.com mu tos arvoredos produc-
tivos e urna excellenle casa assobradada, que se
torna rccommendavel pelos seus commodos e de-
pendencias : a tratar na ra do Queimado n.18,
loja de M. K. de Carvalho.
M&
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia : na ra Nova n. 5, loja.
Precisa-se de 500$ a juros por 6
mezes dando-se por garanta urna nio-
bilia de Jacaranda', a qual podera' ir
para o poder da pessoa que der o di-
nheiro ou como melhoi se convenci-
nar : quem quizer annuncie para ser
procurado.
Vendas.
Traspassado da mais acerba e pungente
dor venho agradecer aos meus amigos e
mais pessoas que se dignaram assistir ao
arto fnebre do meu charo e innocente ir-
mozinlto Carlos Augusto Paes Brrelo, de
quem era tutor e acompanha-lo a sua ul-
tima morada no cemiterio publico do Re-
cite. Assira peco a taes pessoas que acei-
ten) esta declararan como a maior prova
de eterno reconhecimento egratido. Sen-
do especialmente reconhocido aos Srs. ca-
pito Francisco Luiz Vires e Trajano de
Barcellos os quaes se encarregaram do en-
terro fazendo-me com islo um servico que
jamis por mim ser esquecido em quan-
to vivo.
Francisco I.ins Caldas.
01nda,27 de dezerabro de 1860.
MRIk>
Ea ra da Cadeia do Recife n. 25, precisa-se
de urna ama que cozinhe com perfeicao para pou-
ca familia.
Compras.
Gompram-se escravos,
sendo de ambos os sexos, de 12 a 20 annos de
idade, sadios o boas liguras ; na ra da Impcra-
triz n. 12, loja.
Comprant-sn moedas de ouro de 20)j|: na
ra Nova n. 36, loja.
Attenco.
Hoco de poluclio em calda a 71)0 '*. a libra -
vende-se ua ra das Cinco Ponas n. 09.
Gomma superior do Aracaly.
Vende-se a proco commodo : na ra da Cadeia
numero 57.
Cera de carnauba.
Vende-se da primeira qualidado especial a 93
tSSSiSfi a radeia n-57,3rmazom "e
Machinas de costura
DE
Slvat & Companhia.
Estas machinas sao as mais pereilas
no ramo de mecanismo, unindo a um.t
simplicidade a maior ligeireza e peHei-
cao para toda e qualquer qualidade de
coatura, do ponto mais fino ao mais
grosso. O vendedor se obriga a ensinar
o methodo aos compradores at o sa-
berem bem, assim como a ter as machi-
cbinas em ordem durante um anno.
Estas machinas cosem com 2 fios nao
quebram o fio como muitas outras o fa-
zem e sao as melhores e mais baratas
at hoje conhecidas no mundo, ella e
achm expostas na galera do SR. OS-
BORN, RETRATISTA AMERICANO NA
RA DO IMPERADOR N. 58, onde
urna senhora competentemente habili-
tada as fara' ver e trabalhar. Igual-
mente se acham expostas no armazem
de MACHINAS AMERICANAS, RA DA
CRUZ N. 4 E 9.
Vende-se na ra Direita n.99, 5 pipas afer-
radas de novo, proprias para agurdente.
Vende-se urna preta perfeila cozinheira at
de torno, o ptima engommadeira, faz lahyrintho
e cose, duas das boas engoromadeiras e rozi-
nheiras, sabendo urna dolas cortar calcas, jaque-
tas, e faze-las por ter sido de um alfaiate, urna
dita com principios de todo o arranjo de urna
casa, edousprelos, sendo um moleque do 16 an-
nos e o outro bora canoero e caiador, com 6
annos: na ra das Cruzes n. 18
Paletols de seda a 10$ na loja de Julio &
Conrado.
Na ra do Imperador n. 28, vendemse
boioes com boa raanleig ingleza de89 a 9$.
Vende-se ums escrava de 26 annos, cozi-
nha, engomma e lava, e nao tem vicios mos, por
preco commodo : na roa da Praa, armazem de
carne secca n. 9.
Taberna.
Vende-se tima taberna, com poneos fundos e
bem afteguezada, la em um dos melhores lu-
gares dos arrabaldes desta cidade : os preten-
demos podem-se dirigir i prara da Independen-
cia n. 5, onde receber><> as devidas informarCe.".
r, mm .-:--'~y-f\. v


w
DIARIO DE PEhNAMBUCO. SEXTA FEIRA 28 DE DEZEMBRO DE 1860.
Palitos do gaz e
de cera
desla superior qualidade s se vende no arnia-
zem de Barros \ Silva.
E o ultimo gosto.
Superiores gurguroes dejseda de quadrinhos,
de liados padroes, pelo baralissimo prono de 1
o corado, grosdenaples liso de lindas cores a 28
o covado, cortes de laa muito fina com 15 cova-
ilo-, padroes muito bonitos a 8$, ditas de quadros
padroes tarabem muito bonitos a 480 rs. o cova-
do, chafes de cores, padroes inteiramenle novos
a 1$ rs. o covado ; aproveitem em quanlo se no
acaba : na ra do ueimado n 22. leja de
boa-f.
Vende-se una oscrava de 1S annns com si-
gnlas habilidades, e muito pro(>ria para criar de
leite, pois leru bastante : a quem convier, pode
procurar na praca do Corpo Santo n. 17.
Facililla a 58500
Vende-se 'arinlta de mandioca a o#500
a lacea : na rua da Madre de Dos nu-
mero o.).
.1
com
na-
pr-
l'.ro casa de N. O. Biober & Successores, rua
la Cruz n. 4, vende-se :
f.harapanha marca l'arre & C una das mais
acreditadasniarcas.muiconbecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho xerez em barris, cognac em barris e
caixas.
Vinagre branco clinlo em banis.
Brillianles de varias dimenses.
Eihersulfurico.
Gomma lacre clara.
I.ooas, brinzaos e brins.
Aro de II i lio.
Ferro da Suecia,
Algodo da Baha.
Vende-se ura lindo cabriolet
todos os seus pertences : na rua da
iri/. da Boa-Vista sol>rado n. 3",
metro andar.
Fardo de Lisboa,
muito superior e novo, por prego coramod ; na
rila do Vigario n. l'J, primeiro indar.
Burros andaluzes
Na rua do Vigario n. 19. primeiro andar, ainda
ti'in por vender 2 burros dfl pura rara hespanho-
la, dosquaes se dispem a preco commodo.
| Ao publico. |
<0 Paria \ C. proprietario da loja de mar- *
$ more, avsameos seus uumerosos fregu- [Jg
v ?.>s o ao publico em geral ijue acabam de )j recher um completo sortiment de fa- $
*p /endas de modas e todas serio vendidas |v>
potprecos mdicos. Ig
-Ti^ C/..
Para acabar.
Cheos do Chylc finos pclobaixo prr*co de 1J
ti, ti, 7 e 8,7 cada um ; na rua da Cadeia 17.
Vende-se urna morada de casa
terrea na rua da matriz da Boa-Vista :
a fallar na mesma rua sobrado que vol
ta para a rua da Glorian. 33.
*m$mw&m$m mem mgusegfc
H Gurgel APerdigo. U
mRua da Cadeia loja n. 23.||
; Receberam novos cortes de cambraia
oj branca bordada de auas saias e babadi-
yt nhos.
** Receberam completos aorti mentas de
vestidos de blonde com manta, capella e
,*, mais pertences.
Kfceberam modernos chapeos de pa-
lha para senliora enfeilados de plumas e
llores.
Receberam novos enfeites do cores e
peilos para senliora, pulceiras e estratos
de sndalo.
Receberam chapeos para honiem, de
castor prelo, brauco e de seda turma
moderna
Venden ricos corles do vestidos de
seda, ditos de baruge e gazc de seda de
babadinhos.
Vendeni as rommodas saias bala de
musselinas e culim de algodo para se-
nliora e crianzas.
Vendeni sedas e grusUeuaples de <|ua- J
drinhos padroes modernos e cores es-
curas, ditos lisos.
Farinha a 3$500.
Vende se no armazem da rua da Madre de Dos
n. 35, saceos cora boa laritiba de mandioca, de-
sembarcada hontero, pelo barato preco de HgjOO
cada sacco.
Milho novo a 4^000.
Vendem-se milho novo em saceos grandes, pe-
lo preco cima ; no armazem da rua da Madre
de Dos n. 35.
Rua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas
DE
J0AQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha corles de vestidos de seda de cores, fazenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
j 609000, ditos sem deleito a 1009000, lem um
reslo de chales de toqtiim que esic-se acabando
a 309000, ditos de mirin bordados com pona
redonda a 89000, dilus sem ser de pona redonda
Borne barato, I Espirito de vinho.
Vendem-se manteiea ingleza a 960 rs. a libra, Vende-se a 90580 o 2*800 a caada ; na In-
dita francezn a 640 c800 rs toucinho a 30, es- ; vessa do paleo do l'araizo n. 10, casa piulada de
permacele a 680, azeite de carrapalo a 440 a gar- amarello. .
rafa, milho e trelo a 200 rs. a cuia, cha a 29,
vinho do Porto engarrafado a 19 e 800 rs. a gar- TOUClhO a 320 a libra,
arroz a 100 rs.
Vende-se toucinho de Lisboa muito novo a 320
rs., arroz muito bom a IDO rs., presunto rauilo
novo a 480 : na rua das Cruzes n. 24, esquina da
iravessa do OuviJor.
Donis para meninos.
rafa ; na Iravessa do pateo do Paraizo n. 10,"ca
sa pintada de amarello.
240.
Cassas de lindos padroes o cores ixas. que S6
pode garantir aos comprados, j2i0 rs. o covado'
na rua do Queimado, loja de 4 portas n. 39.
As verdadeiras luvas de
Jouvin.
Bolsas de (apele para
Yiaaens.
sita
a 85000, ditos eslanpados com Iteras de seda lias 'para homern VamhmiTqwmVclw.M
em roda da barra a 99000, dilos de ricas eslam-; jase a dita loja da agut branca, rna do Quei-
pas a 79000, dilos de ganga franceza com fran*-! 2*f, 1(1-
ja branca a 29000, dilos sem franja emuilo gwwwMW IIWI8'
encorpado a 29000, ricos manlcleles de grosdi- m \\\ f 110*1 f\
O lempo e" proprio para se comprar os bonitos
bonetada panno lino enfeitados com lita de eha-
A loja da aguia brancas acaba de receber de malulo e borlla, oulros enfeilados com lila de
eneouirnenda as verdadeiras luvas de Jou- velludo e pluma, e oulros com geloainlio dou-
a nii.-iliii.irtn i>niaktnMini,. rado, todos pelus baralissimos precos de 3#.r>l)U,
inui 1. < 11111 > e
vin, primeira qualidade, lano brancas como pre-
Vendem manteletes pretos de grosde-
naples, dilos de seda bordados o dus
bicos, capinhas de croxe brancos e de
cores, polouezas dogorgurao, taimas de
lit, lilas para cintos.
na do Crespo,
naples prelo e de cores ricamente enfeilados a
'259000, dilos muito superiores a 309000, en-
feites de vidrilho preto a 39000, dilos de relroz
a 39500, organdisda mais fina que ha no mer-
cado a 19000 o covado, carabraias de cores
de padroes muito delicados a 800 rs. a vara, ditas
deoulrasqualidadesa 600 rs. a vara, ricas chitas
fumee/as de muito boas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
> imaginar, peilos para camisa a 240 rs. cada urna,
'corles de casemira decores a 69000, dilasem
pesca de quadrinhosa 49000 o covado, golliuhas
de muito bom goslo a 19000, ditos deoutros
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vende-se
por precos baraiissimos, para acabar : pecas do
cambraia lisa lina a 8$, organdys rftuito iiuas e
modernas a 500 rs. o covado, cassas aberlas de
bonitas cores a 240 rs., chitas largas a 200 e 1 O,
cortes do cassa de coi es a 2g, entremeios borda-
dos a I $500 a peca, babados bordados a 320 a
vira, sedinhas de quadros finas a 800 rs., casa-
veques de cambraia e fil a 59, penteadores de
cambraia bordados a 59, Rollinbas bordadas a
640, ditas com ponas a feSOO, manguitos borda-
dos de cambraia c fil a 29, damasco de laa com
9 palmos de largara a I96OO, bramante de linho
com 5 palmos do largura a 900 rs. a vara, luvas
para senliora a 100 rs. o par, capas de fusto en-
feUadas a 59. pecas de madapolo fino a 4$, laa-
linha de quadros para vestidos a 320, camisusde
cambraia bordados a 2J, sobterasacas de panno
Tino a 20g e 25J. paletots de panno e casemira de
16 a 20$, ditos de alpaca de 33500 a 83, dilos de
brim de crese bramos de 3951)0 a 5$, calas de
casemira prelas e de cores para iodos ps precos,
dilos de brim decores e brancos de 2jj a 59, ca-
misas brancas e decores para todos os preces,
colletes de casemira de cores finos a 5?j ; as.-mi
como oulras muilas fazendas por menos do sen
valor para fechar coritas.
Libras slerlinas
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de Oliveira& Filho, praca do Corpo Santo.
s* Vende-se on permula-se por casas pe- S
quenas uina grande casa sili ern um lo- di
jjgj gar prximo desla prara, podem dirigir- jf
\v separa int'ormacao e ajuste ao aguuie a*
?g Aiiluiies na rua do Collegio. S
(9 o 59, dilos de pal ha escura,
fortes a 3->, gorras de palha branca enfeitadas a
19500, e oulros mu dilTerenles btfnels de panno
enfeilados a 19 e 1)280 : na rua do Queiirado,
loja da aguia branca u.lfi.
Vendem-se sarcos com feijao por 3j o sac-
io, proprio para animaes no paleo de S. Pedro
numero 0.
- V--------------- ----------- enuein-sKsaceos com icijao muialinho, cne-
bordados ricos a 3 >000, manguitos de cambraia gado da llha de Fernando ; no armazem do I'.ar-
bordados a 39000, tiras bordados e entrimeios ros & Silva-
que se vendem por preco commodo, bombazil de ri 1 I 1 g K
cores proprio para roupa de criai^as, e capinhas I'-'SlLIldS QQ IICIIO. (IC J', )
c () pamos de largo.
$ Hachinas de vapor.
M Iludas d'agilS. J:;.
}5 Moondas de caima. q:;.
r, I t) Tafias. S
rai'inna de mandioca a o.SoOO. odasdentadas. <
i @ Uronzes e aguilhoes. ^
O SaCCO. @ Alambiques do ferro. vj
ende-se na rua da Cruz, armazem n.2C. 9 divos, padroes ele, ele. &?
S7rkirk^x -k-.Ll^l^K Naondlco de ferro de D. W. Bowman, Z
reijao mulatmno.\p* Vendem-se saceos com feijao mulalinho, che-'
Vendem-se mui bonitas* bolsas de tpele pro-
prias para viagens, etc., ele, pelos baralissimos
preros de 59, 69 e 79 : na loja da aguia branca,
rua doOueimado n. 16:
Bonitos cintos para senlio-
ras o meninas.
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas filas com (velas para cintos do senhoras .1
meninas, o polo baralissimo preco de 2 : em
dita loja da aguia brama, rua do ueimado nu-
mero 16.
Objeclos de goslo
senhoras e meninas.
A loja da agina branca receben um bello sorti-
mento de objeclos de mullo gusto o ullima mo-
da, proprios para senhoras e meninas, sendo de-
licadas gollinhas e vollas- de vidrilho. vollas de
coral e cornalina com atacador de mola, duura-
do.obra inteiramenle noa e de muito posto, o
petos baralissimos presos de 28 cada objeclo :
na rua do ueimado, loja aa aguia branca nu-
mero 16.
para senhoras a 19400 rs. o covado, corles de
cambraias de salpic^-aJiJOflO, corles de cam-
braia enfeiladas com tiras bordadas a 69000,
e oulras muilas mais fazendas que sera difcil
aquipode-las mencionar lodas
I Ao bello sexo.
lh Faria & C. proprielarios da loja de <5
1 (3. marniore, avisam ao bello sexo em geral *,
^ que acabam de receber um cmplelo sor- |g
modas proprias (>
Pgl>S)@@ gti&iS @@9 1
Na loja da boa ir, na rua
doQneimado n. 22,
vende-se muito barato.
baratas.
10 Ru do Queimado 19
No armazem ao lazendas da rua do ueimado
n. 19, propriamente para forro de salas e camas
por ser di melhor qualidade, e lodas brancas
Chales.
lmenlo do f.i/.endas do
ila prsenle estacao.
'<$$$
,MJ
V
Enfeites de velludo, ultimo
gosto.
A loja da agoia branca acaba do receber mui
bonitos o delicados euleites de velludo, obra de
loda perfeicao e ultima moda : vendem-se a IOS
e 1:>3 : quem os vir nao hesitar de os comprar ;
vendem-se lambem oulros de velludo e troco a
3$, 4j 6"5g: na rua do Queimado. loja da aguia
branca n, 16.
Ricos chales de merino estampados, de cores
muito bonitas a 79, ditos muilo finos a 89500,
dilos lisos a 59, ditos bordados a matiza 8950o,
na rua do Uueimado n. 22, loja da boa-t.
$ ^^3^-3i9 seseas
^ Ifanderim de la fazenda nova do ul-
vip limo goslo, em casa do Julioi^ Conrado :
^ na rua do Queimado n. 48.
m
Tachas e moendas
Cambraia lisa fina com 8 1|2 varas cada peca a
49500, dita muito lina com salpicos a 5.5, dila de 1
cores de padroes rnuito bonitos a 320 o covado,
corles de cassa pintada com 7 varas a 2-240, fil
de lir.bo Uso muilo lino a 800 rs. a vara, ta ra ta-
na muito fina branca e de cores com 1 1|2 vara
de largura a 800 rs a vara, guarnices de cam-
braia (manguitos e golla) bordadas 'muilo finas a
n, gollinhas bordadas de cambraia muito fina a
1$, esparlilhos muito superiores pelo baralissimo
preco de (jjt. penles de larlaruga a imperairiz
, muilo superiores a )J), bonels de velludo para
meninos a 5j?, dilos de panno preto a 3, sapati-
I nhos de merino muilo enfeitados a 2jJ o par, ciii-
1 las francesas fins escuras e claras a 280 o cova-
, do, corles do cambraia do cores cora 3 babados I @
1 e 12 varas cada corte a 43500. superiores @
Corles de rambiaia branca muilo fina com sal-
picos miudinhos a 4#60O.
Cambraieta para vestido, nimio lina, pelo ba-
ralissimo preco de 29600, 28800, 39 e 3*500 rada
peca.
Baloes do mussulina, dilos arrendados, ditos
de madapolo.
* Fabrica Sebastopol. I
|Xo Jarqo dos Coclhos n. ia.|
O proprietario desla fabrica previne a 0<
@ lodas as pessoas que precisaren! comprar
2 le has, que nao eomprem sem irem a dita fe
fabrica, pois ha de ludo muilo e do me- S
Ihor, telhas para ranos delirados, ditas f-
@ para cuberas de cumieiras, lijlos ile la- $
J$ drilho quadradoa, ditos quadro-longo, di- $
los para fornrt de padaria o foso, sendo C'-'1
pilos preces mguintes : tainas de 159 pa- 0
de 103 para Sb
ra mais o ailheiro, lijlos
mais, aproveitem.
lencos de rambrai de linho muilo fina erica-!
mente bordados a *Jfl, ditos de cambraia de algo- g^
_ Vor.rfa.oo rnu i. coziuheiro : na
para
bom
Braga Silva & C, lem sempre no seu depo- '|rj'a de linho proprios ,
sito da rua da Moeda n. 3 A, um grande sorti- '^V d,izia. Jilos de cambraia de algodo a2*4001 Vende-se um prelo
muito acre litado fabrcame hdwin Maw a ira- las fazendas quo'vendem-se por precos muinl V CDlft^SI*
,-_ I baratos : na rua do Queimado n. 22, na bem CO-
nhecida loia da boa f.
lar no mesnio
clie n.4.
deposito 011 na rua do ,Trapi
Na rua Nova n. 30, defronlc da igreja da Con-
ceico dos Militares.
Os proprielarios desle estabele-
cimento convlam ao respeiiavel publico, principalmente aoe amigos do bom ebaraio, queso
acham em seu armazem de moldados re novamente sorlido de gneros, os meihores que lera
Relogios
Suissos.

ndo a este aereado, pqrserein escolhidos por um dos-socios na capital de Lisboa e por seren
, mator parle d'elles viudos por conla dos proprielarios
Ci'igos com e\\umpaTi\\a
las nielliores marcas que ha no mercado a 209000 e em garrofa a 29000.
Iigos de comtuive
em caivas proprias para mimo a 19000.
, flavris coto aiclonas
ns mais novos que lia no mercado a 192000.
% Sct\eja Granea
das mais acreditadas marcas a 59000 a duzia e em garrafa a 500.
Qucljos Wameiigos
recebidosipelo ultimo vapor de Eu/pa a 39000
Qucijos pavlo
das meihores qualidades que lem vindo a esle mercado a 960 res a libra, e em porcao so fa-
n algutn ahaieraenlo.
Qucjos suisso
rocentemente cliegado c de suqerior qualedade ^900 res a libra.
Chocolate
de^ melhoros autores de Europa a 900 rs. a libra em porrao a 8."0 *w. <
Marmclada imperial
- ',0 afi>,"do Abreu, e defoutros mais fabricantes de Lisboa em latas de 1 a 2 libras a 800
rs., em porreo de se far algura- abatimento.
Ma?a de tomate
em latas Je 1 libra por 900 rs., em porreo vende-se a 850 rs.
Conservas francezas e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. ojfrasco.
Catas de Y>o\ae\\iu\\a de soda
c^n diferentes qualidades a 19600 a lata ^
A.meix.as raneexas
as mais novas que tera vindo a este mercado em eomfoteiras, contando 3 libras por 39000 rs.
o em alas de 1 e 1|2 libra por 19500 reis
Caixinias com 8 titiras de passas
a 39000 rs. em porcio se fara1] algum abaiimento, vende-se tambem a retalhoa libra a 500 rs.
ianteiga ingteza
psrfeitaraente flor a mais nova^ue/Tia no mercado a 1*000 rs. a libra, em barril se far al-
gum abat'naenio. C <
Cha per ota *
o melhor que ha neste genero a 29500 rs. a libra dito h'yson a 29000 rs.
Manteiga franceza*
n 7-20 rs. a libra em barril se far abatimento.
Toncinlio de LAshoa
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa } -.
en catinhas de 8 libras com deferentes qualidadespor 49000 rs.
Tambem vendem-seos seguintes gneros, ludo recen temente cliegado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muila nova, marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa,maca de tomate, perasecca, passas, fructas em calda, amendoas, nozes, frascos com
aruendoas caberlas, confeites, pastilhas de varias (ualidades, vinagre branco Bordeaux, p'roprio
para conservas, charutos dos meihores fabricantes de San Flix, marcas de todas as qualidades,
gomma muito fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermacetebarato,licores francezesmuito finos, marrasquino de zara, azeile doce purificado, azei-
tonas muito novas, banha de porco refinada e outros muitos gneros que encontrarao lendentesa
molhados, por issoproroetiera os proprietario? venderem por muito menos doque outro qualquer,
prometiera mais lambem servirera aquellas pessoas que mandarem por ontras pouco praticas como
se viessem pessoalmente rogam tambem a lodos os senhores de engenho e senhores lavradores
queiram mandar suas encomroendas no armazem Progresso.que se Ihes affianea a boa qualidadee
o acondicionamento.
Itni casa de Schafleillln & C, rua da Cruz n.
3S, veiuFe-se um grande e vtriadn sorlimento
de relogios de algibeira horisontaes, patentes,
cbronornetros, nieioschron.omelros de onro, pra-
la dourada e fole.idos a onro, sendo osles relo-
giosdna priraeirosfabricantes da Suissa, que se
v.mderaoiior precos razoaveis.
GapaMiis e llores.
Mui bonitas capellas para noivas a 59j69 e .,
dilas para meninas a -2if, bpnitos e delicados eai-
xos de flores linas a 1J500. 2> e 39 : na rua do
ueimado, loja da aguia branca u. 16.
I "I
US
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peilosoaracamisas, ^
Ttiscoutos
Emcasade Arkwight & C,
Cruz n. 81.
i-'
rua da
SlMrfJ
mm SORTIJESTO
Pao de Scnteio novo.
Acba-se todas as quarlas e sabbados, das 11
toras do dia em dianle : em Santo Amaro, pa-
daria adems, e na rua da Imperairiz u. 2, ta-
berna.
' I o op jftCiDfliJuaJ jucjiiijiaifl'
U ... .. .. ^
fe

6-
6
a
DE
guro contra logo
COMfPAIfiMIA
. Vende-se frco de todas as cures e grossu
com rame e sem elle a 400, 500, 640 o 15
peca ; na rua do (Jueimado, loja da aguia b
ea n. 10.
5 Fazendas e roupa leila
Grammaca i-
glcza de Ollendorff.
i
Novo metliodopara aprender a 1er,
a escrever e a fallar i nglezem G mezes,,
obra i nteir ament nova, para uso de s c*tabfilficim>ntns <\e InitKiie. gostftdirittm-fl este estabelicin
NA 1.01A E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tarares le Mello
RUA 00 UEIMADO ,\. 39
EU.SI.A LOJ l)K QU1TRO POftTAS.
Tera um completo convida a lodos os seus freguezes e a todos
to com todo o
rijam-se a esle eslabelcimento que ern-
' AGENTES
|C J. \stley & Gompanhia.
Vende-se
Formas de ferro
para
purgar a^sucar.
Euchailasde ferro
Ferro sueco.
todos os estabelecimentos de instruc-
Ciio, pblicos e prticulares. Vnde-
se napraca de Pedro II (antigo largo
do Collegio) n. .>7, segundo andar.
Relogios.
Vendem-se em casa de Braga, Silva & C, re-
logios deouro de diversos fabricantes inglezes,
por preco commodo.
Chega para todos,
Cassas franceas muito bonitas e de-qjDres fixas
a doze vintensd, covado, mais bara* tio qne ;cezes de panno fino fazenda muito fina a os
chita, approveilem em quanlo nao seTacabam ; sobrpra Hn raU'l."na a *^! t-ouro U lUSWe.
na rua do Queimado n.*. na bem coahecid. lo- ".fnTniT P .mU'l suPerlores a 353 fi p|hinh ja da Boa E. ea 40000, um completo sortimenlo de cami- rainilina para ITiarCinei- f
Cal de Lisboa !".[c!z!j' lan! df linhoc(>mode igodo | ro : no armazem de C. |
conirarao um habel artista cliegado ultimamen- ,
le de Lisboa para desempenhar as obras a von-1
lade dos freguezes, j lera um completo sorti-!
ment do pihtois de fina casemira modello im-
glez, e muito bem acabados a 16000, ditos .
de mepin setira a 12&000, ditos do alpaca i
pretos a 53000. dilos de alpaca sobre casacas | FopillgardaS.
a 89000, ditos com golla de velu a 9000,
dilos de fustSo, dilos de ganga, ditos de brim,
ludo a 550)0, ditos de brim de linho tranQa
do a 6*000, caiga de brim de linho muito su_
perior a 5*000, ditas de casemira de cor a
93000 ea 102,')00, ditas de casemira pre-
la superior fazenda a 12*000, palitots fran-
nova, e muito bem acondicionada : na rua da
Cadeia do Recite n. 38, primeiro andar.
Ac de Trieste.
3 Pregos de cobre tic com- I
3 posicao.
s Barrilha e cabos.
9 Brim de vela.
.1 Couro de lustre.
I
KM CASA DE
Adamso Hoivic k C.
Vinho do Porlo de snperior<|ualidade.
Tima de lodas as cores.
Lona e flele.
Fio de vela.
SelIins.silbOes, arreios ech.icoles.
I'.ullias.
Rua do Trapichen. 42.1.
Vende-se un cabriolet novo e um cavalln
; gordo : para ver, na cocheira do Sr. Malveira,
I onde se saber com quem se deve tratar.
Machinas ameri-
* canas
E l'TROS ARTK.OS.
N. O. BIEBER & C. SUCCESSORES,
tetu e\poslo nos seus :u niazens da rua
da Ci ii7 n. i e 9, tuna ufnidade de
machinas ele*, como leaos :
ARADOS dedillerenlps inodelos, traba-
litando de 2 lados.
CULTIVADORES para limpar e abiir a
trra.
MOIMIOS para cana em ponto pp<|ue-
no, podendo ser gove nadas por urna
pestoa. proprias para lavradores.
Ditas de DESCAROCAR 3IILHO, um
proceso pelo qual se poupa muito
lempo e empregase somente 2 pes-
soas,
Ditos de MOER BULBO, CAFE etc.,
etc. ate o grao mais lino (jue houver.
Ditos pata EAZER FARINHA de mi-
flio etc.
MACHINAS para azer BOLACIIIMIA.
BOMBAS para cacimbas e
navios, muito mam iras e
de loica superior por
mdicos precos.
Ditas com crtenles para
tirar agua de lugares
mui fundos.
"t
efuslao vende-se mujlo emeonta, afira de que-
rer-seliqiudar com as camisas.
E pechincha.
Na >oja do Preguica, na roa do Queimado n.2.
cores bastante'
tem cobertores de algodo do
Chagen, ao barato
O Preguica est queiraando, em tua loja na
rua do ueimado n. 2.
U """ ll1""""" uo diguuao 0
J eQas de bretanha de rolo com 10 varas a grandes, proprios para escravos, pelo barati
28, casemira escura infestada propria para cal-1 mo prego de 1J. (
ra, collete e palitots a 900 rs. o covado. cam- j Vende-se na rua do Livrmeuto
braia orgsndy de muilo bom gosto a 480, rs. jn. 19, borzefjuins francezes a 6$, ih'to
1 de bezerro a 6$. dito de vaqueta a 7$.'
Vidros.
Vendem-se caixas de vidro de dilTerenles ta-
manboa e grossuras, os meihores que tero vindo
nesta linca, pelo preco mais commodb do que
em ontro parte ; no mesma casa vendem-se os
afamados cocos italianos pelo proco de 120 rs.. e
em duzia a 3j>500 ; na rua da Imperalriz n. 65^
Por metade do seu
valor.
Rua do Queimado ir. 19.
Vestidos de gaze e phaniasia, muitoslindos.de
duassaias, pelo baratissimo prego da 10 cada
um corle.
M pechincha, antes que
se acabe.
Na loja do Preguica, na rua do Queimado n. 2,
tera saias balao aberta9, do ultimo gosto, pel
diminuto preco de 5^.
a vara, dita liza transparente muito fina a 35>,
4, 59, eGS a pega, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 63? a pega, chitas largas de modernos e
escolhidos padroes a 240, 260e280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de merino estanpado a
7* e 8, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 9 e*da um, ditos com
urna s palma, mujio finos a 89500, ditos lisos
com franjas de seda a 5?>, lengos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
finas para senhora a 49 a duzia, dilas de boa
qualidade a 3 e 39500 a duzia, chitas fran-
cezas do ricos desenhos, para coberta 280 rs.
| o covado, chitas escuras inglezas a 5900 a
pec,a, e a 160 rs. o covado, brim branco de puro
linho a 19, 19200 e 1600 a vara, dito prto
muito encorpado a 19500 a vara, brilhanlina
azul a 400 rs. o covado, alpacas de difiranles
cores a 360 rs. o covado, casemiras pretas
finas a 250O, 39 e 3*500 o covado, cambraia
preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e outras
muilas fazendas que se far patente ao compra-
dor, e de lodas se darao amostras com penhor.
J. Astley <& C.
*OI '5 f 5 *9 "3 m unces!!
Aradot americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P Jo-
hnston & C. rua daSerazala n.42.
$ Hecebeu-se e continua a receber-se por
g todos os. vapores artigos de modas jpara
@ homens, incluindo calcado de Melis na
2 Lojade marmore.
Rua da Senzala Nova n .42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C
vaquetas de lustre para carros, sellinse silhoe*
nglezes, candeeirose castigaes bronzeados, lonas
nglezes, fio de vela, chicote para carros, emon-
'aria, arreios para carro de um e dous cvalos
relogios de ouro paiento inglez.
@ Hecebou-8e e continua a receber-se por
@ todos os vaporea, vestimentas, calcado e
S chapeos para meninos na
Lojade marmore.
RELOGIOS.
Vende-se emcasade SaundersBrothers8t
C. praca do Corpo Santo, relogios do afama
do abncante Roskell, porpregos commodos
timbemraiicellins e cadeiasraraos meamos
deexceellnte Kosto.
VERNIZ de superior qualidade para
carros.
CARROS de mlio muito leves e batatos
BALANZAS de 1,000 libras para baixo
proprias para armazens, depsitos,
tabernas, boticas etc., etc.
MAPPAS geograpbicos do mundo e
suas partes.
MACHINAS de costura de Sivat & C. as
metliores que at boje tem appare-
cido.
Entremeios e liras
bordadas.
Vande-se mui bonitos enlremeios e liras bor-
dadas em fina cambraia, obras mui bem acaba-
das os ntremelos pelos baralissimos precos da,
11600. 2 e 2*Soo a peca e as tiras bordadas .
89. 2*500, 39, 49, 5(e'69. A vis.a da superio-
ndade da fazenda ningnem deiiar de comprar e
paraissodirijam-sea rua do Queimado loja da
agina branca n. 16. J
Attenco.
Vende-se urna fabrica de charutos muilo bem
afreguezada, assim como se negocia a armarao
s muito propria para taberna ou chypchan'dle
pelo local em que se acha, por seu dono se reti-
rar ; a fallar na Lingoeta n. 2.
Loja das 6 portas
em frente do Livramento
Laazinhas a iOO rs.
Camisinhas muito bonitas com duas larguras
para vestidos de senhora a 500 rs. o covado cor-
tes de riscado francez para vestido a 29, 'sa-as
pV.r mS?ina" 3*500' di,as Dara seDhor8 a
4S&uoe 59 ; d-sc amostra coro penhor A loia
est abena al as 9 horas da noite.


IABIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FEIRA 28 DB DEZEMBRO DE 1860.
Calcado.
Qualidades escolhidas.
4S:-Rua Direita-45
Kis a fesla E necessario renovar o calcado e
correr ao estabeleciraento da ra Direita, que o
yenda muilo fresco e em perfeito estado por es-
tes pregos :
Uorzeguias de hornera (bezerro e lustre) 9S500
!idem)
dem)
idem)
dem}
Ditos de dito
Bitos dedito
Ditos dedito
Ditos de dito
Borzoguins de senhora
Ditos de dita
Ditos de dita
Ditos de dita
Sapales de bezerro (3 1|2 batera)
Ditos de dito e de lustre
Meios borzeguias do hornera
Borzeguini de menina 4$000 e
Sapatoes de bezerro para menino 4J e
Sapatos de lustre par senhora t
JOO
6^000
5JO00
4800
45500
4J000
5600
ajOOO
6J0O0
3J600
35500
13200
Recebeu-se recentemeute e continua a
9 receber-se directamente de Pars e Lon- #
?i dees por lodosos vapores, de oncommen $
# da especial, artigos de modas para se-
choras na a
j Lojademarmore. 1
S @@ g
Lindas caixinhas de cos-
tura.
Na loja da aguia de o uro, ra do Cabug n. 1
B, vendem-se as lindas caixas de costura pro-
pnas para mimo, assim como pianiohos coma
sua competente msica, quadros dourados, tan-
tos de santos como de retratos, proprios para en-
eite de sala, jarros com flores muito lindos, es-
tampas tanto de guerras como de vistas de cida-
des, caixas de msica com lindas pegas, realejos
grandes com 30 pecas corapostas de valsas as
mais modernas, tudo isto se vende por precos
commodos.
Assucar e can na.
Vonde-se assucar mascavado a 100 rs. a li-
bra, agurdente de canna engarrafada a 240 a
garrafa ; na travessa do paleo do Paraizo n. 16,
casa pintada do amarello.
Ceblas.
Vende-se a 6i0 e 800 rs. o cenlo ; na travessa
do paleo do Paraizo n. 16, casa piniada de ama-
relio.
Ra do Queimado
n. 39.
Loja de quatro portas
DE
JOAQUHf RODRIGUES TA VARES
DE MELLO.
Cliegou ltimamente a este estabelecimento uro
completo sunimento de chapeos pretos francezes
do melhor fabricante de Pars, os quaes se ven-
dem a 79000, ditos a 89000, ditos a 99000
ditos muito superior a 11)8000, ditos de castor
pretos e brancos a 1C$000, o melhor que se
pode desojar, chapeos de feltro a Garibaldi de
muito superior massa a 79000, ditos de copa
baixa para diversos presos, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vendem por prego
barato, bonets de veludo para meninos a 59000,
ditos de palha scuras e claras a 49000, ditos
de panno muito bem arranjados a 3*500
chapeos do coda pau sculioroj uZajOO muito,
superiores, ditos de palha escuras proprios para
campo a 129000, ditos para meninasa 109000,
chapeos de sol de seda inglezesa 109 e a 129
muito superiores, ditos francezes a 89000,
ditos de panno muito grandes e bons a 49000.
sapatos de valudo a 29000. ditos de tranca a
19600, sinlos de grugurao para senhorase rae-
ninas a 29000, coeiros de casemira ricamente
bordados a 129000, e outras muita fazendas
que a vista dos freguezes nao delxarao de com-
PaREMEDI0 INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Militares de individuos de todas as nagoes
poJem teslemunhar as virtudes deste remedio
incomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram lera seu >rpo e
membros inteiramente saos depois de havar em-
pregado intilmente outros tralamenlos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas rai-
ravilhosas pela leilura dos periodios, que lh'as
relatam todos os dias ha mu i tos annos ; e a
maior parte dellas sao tao sor prndenles que
oJmiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois de ter
permanecido longo tempo nos hospiues, onde
deviara soffrer a amputado 1 Dellas ha mui-
cas que havendo deixado esses, asylos de pade-
tiraenlos, para se nao submeterem a essa ope-
ragao dolorosa foram curadas completamente,
medanle o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados beneG-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticaren! aua a firma-
tiva.
Ninguorn desesperara do estado de saude se
livesse bastante confianga para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
tratamento que necesslasse a naluroza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento be til, mais particu-
larmente nos; segruintes casos.
Na padaria de Antonio Fernandos da Silva Bei-
riz, ra doa Prea n. 42, d-se pao de vendagem,
e na uiesraa vende-se pi commum, dito de Pro-
venga, balacha de boa qualidade e nova, bola-
chinhas, biscoutos doces e aguados^ faltas, ros-
cas, araruta, franceza, bolachiuhas de dita, fari-
nha do reino muito nova propria para aequilho,
tudo das melhorea farinhas e o mais bem 1ra-
balhado.
FlNDICiO LOW-IOW.
ltua da Senzalla Aova n. 42.
Neste estabelecimento contina a haver um
completo sortimento de moendas e meias moen-
das para engenbo, machinas de vapor e taixas
te jerro balido e coado, de todos os tamanhos
para dito,
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Gadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambera cal virgem em
pedra, tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Vinho de Bordeaux.
i Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
St. Estph.
St, Julien.
Margaux.
Larose.
Chteau I.oville.
Chateau Margaux.
De Oldekop St, Julien
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Na inesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
As melhor es machinas de coser dos mais
afamados autores de New*York, I.
M. Singer &C. e Wheeler &Wilson.
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas deste dous
autores, mosiroro-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e rcsponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranza:
no armazem de fazendas
do Rayroundo Cario
Leite & Irmos ra da
Imperatrizn. 10 anligamente aterro da Boa-
Yisti.
Loja das seis portas em
frente do Livramento
Covado a 20fcr.
Chitas'.largas de bonitos gostoVa 200 rs. o co-
vado, ditas estreitas de cores escuras a 160 rs.
pecas de bretanha de rolo com 10 varas a 2'
ditas de esguiao de algodo muito fino a 3$, ris-
cadinho de linho a 160 o covado, lengosbrancos
com barra de cor i 120 rs., ditos brancos com bi-
co a 200 rs., algodo monstro com duas larguras
a 6(0 a vara, laazinhasde duas larguras, fazenda
nova para vestidos a 500 rs. o covado, enfeiles de
tranga com lago de fita para cabega de senhoras
a 2$500, cortes de riscado para vestidos a 2g, pe-
gas de madapolao cora 4 1|2 palmos de largura a
4j)100, chales de merino estampados muito tinos
a 6J>- A loia est aborta al as 9 horas da noite.
SYSTEMA MEDICO DEHOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA-
Este inestimavel especifico, composto nteira,
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais lenra infancia, e a compleigao mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compleigao mais robusta ;
enteiraraente innocente em suas operages eef-
feitos ; pois busca eremove as doengas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que ja estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e forjas, depois de haver tenta-
do inultimente todos os outros remedios.
As mais afilelas nao devora entregar-se a des-
esperago ; fagam um competente ensaiodos
efficazes effeitos desla assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneGcio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
^tfiksaiSMSMS arcis e*eeaes*;e*si
[ROUPA FEITA ANDA MAIS BARATAS.!
jg SORTIMENTO COMPLETO \
Fazendas c obras Teitas j
LOJA E ARMAZEM
32 DE
\ Hua do Queimado
n. 46, frente amavella.
Constantemente temos um grande e va- |
riado sortimento de sobrecasacas pretas de panno e de cores muito fino a 280, 9|
30$ e 35, palelota dos mesmos pannos *
a 20$, -2S e 24$, ditos saceos pretos dos |C
mesmos pannos a 14, 16 e 18$, casa- JJ
cas pretas muito bem feitas e de superior J
panno a 28, 30g e 35s>. sobrecasacas de K
casemira de cores muito finos a 15, 16$ |
e 18$, ditos saceos das mesmas casemi- a
ras a 10$, 12 e 14$, caigas pretas de i
casemira fina pan homem a 8, 9, 10/ gj
e 12, ditas de casemira decores a 7$, 8, ||
9 e 10, ditas de brim brancos muito gj
fina a 5$ e 6, ditas de ditos de cores a 3f
3, 3500, 4 e 4500, ditas de meia ca- a*
semira de ricas cores a 4$ e'4$M0, col-
leles pretos de casemira a 5 e 6, ditos SJ
de ditos de cores a 4$500 e 5, ditos R
brancos de seda para casamento a 5, 9
ditos de 6, colletes de brim branco e de V
fuslao a 3,3500 e 4, ditos de cores a |
250O e 3, palelols pretos de merino de fj
cordao sacco e sobrecasaco a 7f, 8 e 9, ||
colletes pretos para luto a 450() e 5},2
caigas pretas de merino a 450O e 5, pa- *
letots de alpaca preta a 3500 e 4$, ditos
|| sobrecasaco a 6, 7e 8$, muito fino col-
a letes de gorgurao de seda de cores muilo #
jft boa fazenda a 3800 e 4$, colletes de vcl- ||
ludo de crese pretos a 7 e 8, roupa a*
para menino sobre casaca de panno pre- R
los e de cores a 14, 15 o 16, ditos de j]
casemira sacco para os mesmos a 6500 e el
| 7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e B
K 133500, ditos sobrecasacos a 5$ e S500, rj>
tt calcas de casemira pretas e de cores a 6, %&
*F 6$500 e 7, camisas para menino a 20
|1 a duzia, camisas inglezas pregas largas
V muito superior a 32 a duzia para acabar.
m Assim como temos urna officina de al
3c faiate onde mandamos executar todas as
3| obras com brevidade. %
U$&?m&m MSSI9 93SlS9l3fie3&
Coke (carvo),
ou combustivel para cozinhas, caldeiras, etc.,
muito econmico para as casas particulares: ven-
ile-se na fabrica do gaz, em porges de um quin-
tal para cima a 1 o quintal.
Vinho do Porto, genuino,
Pico de 1820.
Stomacal de 1830.
Precioso de 1847.
As duzias, e em cahinhas, a dioheiro, por ba-
rato prego : vende-se na ra do Trapiche n. 40,
escriptofio.
Meias muito bara-
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da velha
e nova safra a preco de 9/f: no antigo
deposito do largo da Assembla n. 9.
Bef
9 Yendem-se 5carros novos com todos os 9C
arreios : na ra Nova o. SI. m
CANDIEI/OS
ECONMICOS
NA
Ra Nova n. 20.
Chegou um riquissimo sortimento de candieiros
econmicos de muito bonitos modelos, desde o
mais superior al o mais ordinario, por prego
muilo commodo, com a experiencia propria de-
ver agradar ao comprador, e .1 vista da pouca
despesa que faz, animar a ser Iluminado s com
os ditos candieiros a gaz ; os mais baratos sao a
imilaqo de urna lamparina, produzindo a luz a
tres velas de esperroacete com a importancia de
40 rs. por noite ; gradualmente ir sobindo to-
das as mais qualidades al o maior, que servir
para ornar e Iluminar urna rica sala, equivalente
a 16 velas de espermacete, tudo isto se garante
sob a condigao de vollar e restiluir-se o seu
importe, oa falta de nao agradar a experiencia
feita: na ra Nova n. 20, loja do Yianna.
Cofres de ferro para dinheiro,
joias. etc., etc.
Na loja da aguia branca vendem-se bonitos co-
fres de ferro mui fortes e seguros, com fechadura
e chave, ededifferenles tamanhos, proprios para
se guardar dinheiro, joias e papis de importan-
cia, pelos baralissimos pregos de 4$50O, 5$000,
5500 e 6$ : em dita loja da aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
tas.
Alporcas
Cairabras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Emfermidades da cutis
era geral.
Ditas do anus.
Erupgoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fialdada ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadass,
Incbagoes.
Inflamago do figado.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguistas e oulras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende se a 800 rs., cada bocetinha contm
urna instruccao em portuguez para explicar o
modo de fazer uso desla ungento.
0 deposito geral em casa do Sr. Soum,
Eharmaceuiico^ oa ra da Cri n. 22. em
'eroambuco.
1 nllaramagao da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraces ptridas
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor da ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulares.
Veias torcidas ou no-
das, as pernas.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A raplas.
Areias (mal de)
Aslhma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou extenua-
do.
Debilidade ou falta de
torgas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rirts.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto intermitente.
Febreto da especie.
Golta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigesles.
Inllammacoes.
Irregularidades
menstruagao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrucgao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengao de ourina.
Rbeumatismo.
Symptomas secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
iVenereo(mal).
Vende-se eslas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja da
lodos os boticarios droguista e outras pessoas en-
carregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dellas, contm urna instruegao em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
dharmaceutico, na ra da Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
Doce bom
Vende-se doce de goiaba a 800 e 1| o caixao
na travesa do paleo do Paraizo n. 16, casa pin-
tada de amarillo,
A loja da aguia branca est provida de urna
grande quantidade de meias, e melhor sortimen-
to que se pode-dar, e por isso est vendendo-as
mais barato do que em outra qualquer parte ;
sendo meias cruas cncorpadas, de abanhado ou
bocal elstico para homem a 2J500, 3$, 3$500, 4$,
4$500e 5JI a duzia, ditas inglezas o melhor que
se pode encontrar a 68 e 6*500, ditas de fio de
Escocia ponta encarnada imitandoseda a 800 rs.
o par, e de cores a 640 e 800 rs., dilas brancas
mui finas e lapadas a 2J40O, 3$50 e 5j}, e fins-
simas a 89 a duzia, dilas brancas finase fio unido
para senhoras a 4j}, 4$80O, 5$500 e 68500, e de
fio de Escocia primeira qualidade a 85500 a du-
zia, ditas de seda brancas e pretas a 2$500, 3?,
3g500 e 48, dilas cruas mui cncorpadas para me-
ninos a 200 e 240 rs. o par, ditas brancas e de
cores a 240 o 280 o par, dilas para meninas a 3*
a duzia, ditas de seda para baplisado a 20 o par,
ditas de laia e de seda para padres a 2, 3# e 4$
o par. r.Dilirn vista de tantas c diversas quali-
dades, o melbor approveilar-se a occasio, e
dirlgir-se a ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16, que sei servido com agrado e sinec-
ridade.
Admiraveis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc., devem estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos
com os quaes se cura eGcazmente as principis
molestias.
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de reumatismo, dor de
cabega, nevralga, diarrha cmaras, clicas,
bilis, indigestao, curp, dores nos ossos, contu-
soes, queimadura, erupgoes cutneas, angina,
retengao de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades escropbulosas,
crnicas esyphiliticas : resol ve os depsitos de
maos humores, purifica o sangue, renova o
systema : promplo e radicalmente cura, escro-
phulas, venreo, tumores grandulares, ictericia,
dores de ossos, tumores brancos, afeeges do fi-
gado e rins, erysipelas, abeessos e ulceras de
todas as clases, molestias d'olhos, difficuldade
das regras das mulberes hipocondra, venreo,
etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularizar o systema, equilibrar a circu-
lagao do sangue, inteiramente yegetaes favora-
veis em lodos os casos nunca ocasiona nau-
zeas nem dorres de ventre, dses de 1 a 3 re-
gularisam, de 4 a 8 purgam. Estas pilulas
sao efficazes as aflecges do figado, bilis, dor
de cabeca, ictericia, indigestao, e em todas as
enfermidades das mulheres, a saber: irregula-
ridades, luxo, retences, flores brancas, obs-
truegoes, histerismo, etc., sao do mais prompto
efleilo na escarlatina, febre biliosa, febre ama-
relia, e em todas as febres malignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
companhados de nstruegoes impressas que rnos-
tram com a maior minuciosidade a maneira de
applica-los em qualquer enorraidado. Esto ga-
rantidos de falcificago por s haver venda no
armazem de fazendas de Raimundo Carlos Lei-
te & Irmau, na ra da Imperatriz n. 10, ni-
cos agentes em Pernambuco.
Algodo monslro.
Vende-se algodao monstro com duas larguras,
muito proprio para toalhns e lenges por dispen-
sar toda e qualquer costura, pelo baratissimo
preco de 600 rs. a vara ; na ra do Queimado n.
22, na loja da boa f.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Paler & C,
ra do Vigario n. 3, um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool 5 tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesmos
Na Joja do Dubarry, na ra da Imperatriz,
existe ainda um resto de chicotes americanos, a
melhor cousa que tem vindo a esle mercado pela
ra muita durago : a elles, que eslo no resto.
Baloes de 30 arcos.
Vendem-se superiores baloes com 30 arcos,
sendo muito recommendaveis poi poderem ficar
\ do lamanho que se precisar, pelo baratissimo
1 prego de 6j> ; na ra do Queimado n. 22, na loja
da bos f.
.
E de graca.
Cortes de caigas de meia casemira de cores es-
curas a IftiOO, ditos de brim de linho de cores a
2$,riscadinhos de linho proprios para obras de
meninos a 200 rs o covado, grvalas de seda de
cores a 640, ditas pretas estreitinhas e largas a
1J>, e alem disto outras fazendas que se vendem
muilo em conta ; na loja da boa f, na ra do
Queimado B. 22.
Bramante
bretanhas e atoalhado
Na loja da boa f, na ra do Queimaao n. 22,
vende-se bramante de linho muito fino cora duas
varas de largura, pelo baratissimo prego de 2$400
a vara, bretanha de linho muilo fina e muito
Urga a 20. 22$ e 24 a pega com 30 jardas,
atoalhado de algodo com duas larguras a 10400
a vara, dito de linho muito superior, tambem
com duas larguras a 3$ a vara, ; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
JiKU
DE ^
JOAQUN! DE OLIVtlRA M A I A
24-30~Pracadalndependeucia-24-3K
Grande, variado eescolhido sortimento de fcapos de
todas as formas e qualidades, a saber:
De seda finos, de castor, brancos e pretos, compeiv* e
sem pello, de 10 a 14#, de feltro de todas as qualidades e
varias formas, Magenta, Solferino, Touristas, Jerome, etc.,
etc.: de palha escura (phantazia), de palha e casemira'
(idem), de palha do Chille, ditos muito finos, avelludados,
altos e baixos, de gorgurao de seda, de oleado para criado.
De Manilha,
os mais recomraendaveis para a eslagao por serem leves, muilo frescos, esenros. elegantes e de
longa duracao:
De balda, forma cavour,
elegantes, muito frescos, leves e de durago.
escuros e claros, com enfeites e sem enfeiles.
Gcmpleto sortimento para meninos e crianzas,
dem de bonets para homens e meninos
o finalmente oulrosmuitos, quesera enfadonho mencionar.
OLEADO PINTADO
do excellente qualidade proprio para mesas, consolos, bancas etc., etc., a 3000 o covado, baratis-
simo por sua excessiva largura: na parga da Independencia ns. 24 e 30.
Vinho genuino.
Ainda ha tima pequea quantidado de ancore-
las desle vinho sem confeigo, e proprio de doen-
tes : na ra do Vigario n. 19, primeiro andar-
Ra do Crespo
loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, vende-
e por pregos baralissimos para acabar : ves-
tidos de tarlalana bordados de seda a 8500O,
organd de cores muilo finas a 320 rs. o co-
vado .cassas de cores a 240 rs., chita larga a
200, e 240 rs., capas de fustao enfeitadas l
5*000, easaveques de cambraia e fil a 5*000,
perneadores de cambraia bordados a 65000,
babados a 320 rs. a vara, tiras bordadas mui-
to finas a 1$5G0 a pega, meado francez fino
a 160 rs. o covado, golinhas de ponas bor-
dadas a 2&50O, manguitos de cambraia e fil
a 2*000, camisinhas bordadas muito finas a
2*000, chita larga com lustro e muilo fina
propria para coberla e Toupoes a 320 rs., es-
guiao de linho a 1200 a vara, roupoes de
seda feitos a 125POOO, \esiidos de seda mofados
a 8*000, luvas arrendadas a 100 h. o par,
vestidos de grosdenaple pretos com barra de
cor a 20$000, palitos de pao preto e de cores
de lfi000a 209000, sobrecasacas de panno
muito fino a 25*000, caigas de casemira preta
e de cores de 6*000 a 1 C$000, ditas de brim
branco e de cores de 2#000 a 55000 palitos
de brim branco e de cores de 25500 a 5*000,
dilos de alpaca de 3*000 a 8*000, brim
trangado de algodao com 9 palmos de largura
proprio para toalliaa a 900 rs. a vara, damas-
co de laa com 9 palmos de largura a 1*600 o
covado, velbutina preta a 400 rs., brim de
linho de cores a 1*500 o corte, meias cruas
para homem a 1*200 a duzia, camisas de
linho inglezas a 325000 a duzia, pegas de
madapolao fino a 45500, cortes de lanzinha
muito fina rom 15 covados a 8000 rs., ca-
misas de cores e brancas de 15500 a 3*000,
e outras muitas fazendas por menos do sen
valor para fechar contas.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n.ll,
alguns pianos do ullimo gosto recentimente
chegados.dosbem conhecidose acreditados fa-
bricantes J. Broadwood & Sons de Londres
muito uropriosoara este clima
Campos receberam urna factura de chapeos de sold se-
da para homem, tendo entre estes alguns peque-
nos que servem para as senhoras que vao para o
campo tomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porgao seja grande se rcsolvero vender pelo
prego de 6* o 63500, e alguns com pequeo de-
eito a 5* : na ra do Crespo n. 16.
Extracto
DE
sndalo e outras essencias
para lencos.
Na loja da aguia branca se acha o verdadeiro
extracto de sndalo, bem conhecido por sua su-
perioridade, em frascos menores e maiores a 2*
e 2*500, assim como finas essencias de rosa, Mag-
nolia, Patcholy, Luiza & Mara, e mullos outros
cheiros novos e agradaveis, e conforme o lama-
nho do frasco vende-so a 2*, 3, 4 e 5*. A bon-
dado de taes essencias o extracto j bem co-
nhecida pelas muitas pessoas que tem comprado,
e ainda ser por quem do novo comprar : na ru
do Queimado, loja da aguia branca n. 16.
No armazem de E. A. Burl
le C, ra da Cruz nu-
mero 48,
vende-se cliampanha das melhorea marcas que
vem ao mercado, mais barato que em qualquer
oulra parte ; cofres de ferro (burras) das qne cos-
tuota receber, do melhor fabricante que ha neste l
genero, surtimentos de todos os tamanhos e to-
dos os pregos; novo sortimento de pianos, de
um excellente fabricante, que se vendero por
coala do roeimo, deduzindo-se a commisjo e o
descont aue os tornasse baralissimos.
Perfumaras
novas.
cobertos e descobertosr pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora de
um dos melhores fabricantes de Liverpool, fin-
dos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
rSonthall Mellor & C.
Rival sem segundo.
Na loja de miudezas da ra (Queimado n.
55, defronte do sobrado novo ha para vender
pelos diminutos precos os seguintes artigos :
Duzia de saboncls muilo finos a 600 rs.
Cartes de clcheles com duas ordens a 20 rs.
Caivas de clcheles balidos a 60 rs.
Duzia de meias cruas para homem a 3g.
Dila de ditas para senhora a 3*500.
Pares de meias para senhora a 300 rs.
Latas com banha muito fina a 501) rs.
Iscas para acender charutos, caixa a 60 rs.
Phosphoros em caixa de folln a 120 rs.
Carlas do alflnetes muilo finos a 100 rs.
Caixis de agulhas francezes a 120 rs.
Pares de sapatos de tranga de algodao a 1*.
Frascos de macass peroa a 200 rs.
Ditos de dito oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garios, cabo preto, a 3ft.
Pares de sapatos de laa para meninos a 200 rs.
Dilos de luvas du cor fio de Escocia a 320.
Massos de grampas muito finas a 40 rs,
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouras muilo linas para costura a 500 rs.
Dilas ditas para unbas a 500 rs
Pegas de franja de laa com 10 varas a 800 rs.
Ditas de tranga com 10 varas a 320.
Linha Pedro V, cartao com 200 jardas a 60 rs.
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muilo finas a 200 rs.
Cordio imperial fino e grosso a 40 rs.
Oleo de babosa muito fino (frasco) 400 rs.
Pitinhas estreitas para enfeitar vestidos a 800
rs. a pega.
Labyrinthos de muito bonitos goslos por lodo
o prego.
Corddes para enfiar esparlilho muito grandes
a 100 rs.
Dito para dito pequeos a 80 rs.
Pegas de tranga de linho com 10 varas a 200 rs.
Ditas de Irania de seda preta com 10 varas a
1J400.
Vara de dita a 160 rs.
Pares de meias de cores para meninos a 160.
Caixas para rap muito finas a 1*.
Linhanara marcar (caixa de 16 nvelos) a 320.
Livros para o commercio.
Na ra do Imperador n. 15 estao .1 venda livros
em branco de papel paulado de 200, 250, 300,
350 e 400 folhas, proprios pars borradores, etc.
etc., por prego muito coramodo. Contina a es-
tar & venda os livros religiosos que j foram an-
nunciados.
A loja da aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda um lindo e completo sorti-
mento de perfumaras linas, as quaes est ven-
dendo por menos do que em oulra qualquer par-
le : sendo o bem conhecido oleo philocome e ba-
nha (Societ Hygieniqur) a 1* o frasco, finos ex-
tractos em bonitos frascos de cores e dourados a
2*, 2J500, 3* e 4*Ka afamada banha transparen-
te, e outras igualmente finas e novissimas como
a japon&ise em bonitos frascos, cuja lampa de vi-
dro tambera cheia da mesma, huile concrete,
odonnell, principe imperial, creme, em bonitos
copinhos com taropa de metal, c muitas oulras
diversas qualidades, todas estas a 1$ o frasco,
bonitos vasos de porcellana dourada proprios pa-
ra offerta a 2* e 2J500, bonitos bohuzinhos cora
9 frasquinhos de cheiro a 2*, lindas cestinhas
com 3 e i frasquinhos, e caixinhns redondas com
4 ditos a 18200 e 1:600. finos pos para denles e
agua balsmica para dilos a 1* e 15500 o frasqui-
nho ; e assim urna inlinidade de objectosque o
patentes em dMa loja da aguia blanca, na ra do
Queimado n. 14.
Farelo
No armazem u. 47 Oa ra da Moeda, no Hecife
vende-se farelo bom e barato.
Escravos fgidos.
Fugio do engenho Moreno, da freguezia do
Barreiros, no dia 10 de novembro do correte an-
uo o escravo Jos, crioulo, com os signass se-
guintes : baixo, grosso. barbado, rosto redondo,
ps seceos, denles da frente perfeilos, costas
cheias de cicatrizes antigs e de idade 25 a 30
annos, cujo escravo perteoce ao abaixo assigna-
do, que recompensar generosamente a quem o
Irouxer &o engenho cima.
Antonio Pedro Cavalcanti de Albuquerque
* No dia 18 do correte desappareceu da casa
do abaixo assignado um seu escravo de nome
Moyss, de 18 annos de idade. pardo, de estatura
regular, corpo secco e espigado, sem barba ne-
nhuma, olhos pardos, nariz afilado, bocea peque-
a, labio inferior grosso e ps grandes, levou ca-
misa branca, urna calca parda escura e oulra
azul : a pesso que o apprehender, pode leva-lo
ou a ra do Vigario, sobrado n. 21, segundo an-
dar, ou a ra das Cruzes, em Sanio Antonio, so-
brado n. 35, primeiro andar, ou ao silio na tra-
vessa da Casa Forte para o Poco da Panella, que
ser recompensado.
A. J. de Moracs e Silva.
gratifleaco.
Fugio no dia 24 do correnle mez, da abaixo as-
signada, a escrava de nome Antonia, tendo os
signaes seguintes : estatura regular, cara larga o
picada das bexigas, nariz chato, olhos pequeos,
sem denles na frente, tendo nicamente as duas
prezas, peitos cabidos, andar ligeiro, muito sa-
cudido, bragos grossos e cheios de veias, ps lar-
gos e apapagaiados, cheia do corpo. levou cami-
sa Dranca, saia de chita escura e chales de algo-
dao de 3 penlas, com quadros encarnados, cos-
tuma tizer que forra e dar o nome trocado
coosla ter ido para os suburbios da cidade lavar
roupa : quem a capturar e levar sua casa na
ra do Rangel n. 67, segundo andar, ser bem
gratificado.
Isabel Mara Nunes de Oliveira.
Do engenho Culigi, freguezia da Escada,
fugio no dia 3 de novembro do correnle armo o
escravo de nome Antonio, com os signaes se-
guintes : estatura regular, cor mulato, cebello de
negro, pouca barba, denles limados, idade 25 ou
28 annos, pescoco e ps grossos, tem pelo rosto,
pescoco e peitos algumas manas de pannos
algumas cicatrizes pelas costas que parreem ter
sido de chicote ; nao levou comsigo roupa nlgn-
ma, e consta haver fgido para o lado do serian
d'oude viera : quem o apprehender, poder el-
va-lo ao referido engenho, ou no Recife, ra es-
trella do osario n. 29, ao Illm. Sr- "Flortsmun-
do Marques Lins, que ser bem recompensado.
Escravo fgido.
Um mulato claro, magio, com pannos pretos
na raagaa do rosto, representando ter 25 anuos
de idade, natural do Rio do Peixe, chamado
Luiz, desappareceu no dia 30 de oulubro da rasa
do Dr. Cosme de S Pereira, de quem escravo
suppoe-se ter levado um cavallo prelo do Sr!
Rostron que se havia soltado, e que elle fura"
em busca do mesmo ; suppoe-se mais que sua
niulher de nome Maria tambem o acoropanha,
levando nm pequeo bah de fladres : roga-se'
as autoridades policiae e a outras quaetquer
pessoas que o prendam, e remellam ao seu se-
nhor, que pagar qualquer despeza.
Pugio da cidade do Arecaly, no mez de se-
tembro prximo passado, um escravo do com-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr. Sent
Lourengo Collares, de nome Joaquim, de idade
de cincoenta e tantos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e com falta de alguns na frente,
queixo fino, ps grandes, e com os dedos grandes
dos ps bem bertos, muito palavriador, incul-
ca-se forro, c tem signaes de ter sido surrado.
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
correnle. vindo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enlerrogado por um parceiro e*u conhecidu,
disse que linha sido rendido por seu senhor para
Goianninha ; qualquer pessoa que o pegar o po-
der levar em Pernarfbuco aos Srs. Basto & te-
mos, que gratificarlo geoerosamelae.
I
ILEGVEL
_


8)
DIARIO DE PE&NAMBUCO. SEXTA FE1RA 28 DE DEZEMBRO DE 1860.
Litteratura.
Clementina Aubernin.
IV
(Continua
- Oh quanto mo ffT.-.. t "?"
de febre ; muitas senirfaT^ff"-/ ew molest a,
quer o vinie e ctfTquer .os irtnla annos. Ha-
Jera urna cris-eT ludo ha de acabar com un de-
luvio de lagrimas.
A strihoT de Blangy flcou roxa. O Sr. Du-
buisson beijou-lhe a mao e dingio-se para a por-
ta que brio-
Ento, disse elle sahindo, temos urna ne-
vralgia.
Lembra-se o leilor que a senhora de Rozai,
privada pelo casamento de aeu irmo, de urna
neranes que esperava, nao goatava de Clementi-
na. Ella era bastante polida para nada deixar
do odio que votara su a cunta Ja desde o dia era
que o Sr. de Blangy a levare Sivry para ser su
interprete junto pessoa do Sr. Aubcrnin. Nao
era s a perda de una fortuna que ella eslava
certa de possuir no dia que Ihe causara um sen-
limentu to arre e constante contra Clementina.
A senhora de Blangy tinha urna tez admiravel ;
coloridas pela saude, suas faces linliam o brilho
do pecego ; empalledecidas pela fadiga eram se-
melhantes s Adres do pilriteiro. A senhora de
Rozai era horrivuloiente bostellada. Quantos
odios grandes uascem de pequeas causas 1 A
senhora de Rozai nao podra perdoar Clemen-
tina essa superioridade da pelle. Havia nos olhos
de todos, quando ellas estavam juntas no mesmo
salo, romo que o reilexo de urna comparaco,
que e feria na parte mais sensivel de sua existen-
cia. Erara mil alQnetadas que renovadas sem
cessar nao deixavam a ferida ciratrisar. Irritada
em seus interesses de dona de casa, hurailhada
era seu amor proprio de mulher, lancada som-
bra pela notavel belleza de sua inimiga, esque-
cida, muito mais que isso, desapercebida, a se-
nhora de Rozai cercava de carinhos a senhora de
Blangy e a vigiava com a aclividade muda do
.lelvagem que segu urna pisla.
Que alegra o lancar por trra aquelle dolo cu-
ja sedueco era um insulto e a mucidade trium-
phante urna provocarlo 1 Com que embriaguez
deitaria a mo nessa felicidade insolente para Ihe
espalhar os fragmentos pelos quatro ventos da
ignominia o do abandono I
Nada canea a perseveranga dessas inimizades
de salo ou desanima a perlidia unctuosa e con-
descendente desses odios femininos, lauto mais
perigosos quanto nunca o confessam aquellas que
o sentem E' o trabalho infatigavel da toupeira
debaixo do suco. Mais perspicaz que a senhora
Aubernin, a senhora Rozai nao fazia ao senhor de
Versac as honras de urna amizade desinteressada.
instruida pelos boatos do mundo e melhor ainda
pelos indicios que colhera de passagem, tembrou-
se proposito da influencia que Uvera outr'ora
sobre o espirito de seu irmo, e pensou que ha-
via rhegado o momento de obrar. Aproveitando,
pois, a primeira occasiao em que encontrou s o
Sr. de Blangy, senhora de Rozai levou a conver-
sarlo para o terreno perigoso das confidencias.
V
Estava-se em Brunay ; um sol alegre illumina-
va o jardini-; corra aquella agradavel poca do
anuo em qu as folhas nao teom ainda subsliluin-
do todas as Adres ; o verdor dos bosques tinha
aquelle vico terno e fresco que apenas dura um
da. Clementina passeiava pela margem de} ura
lago com o Sr. de Versac. A senhora Aubernin
seguia-os em distancia de alguns passos com a
senhora do I.uxenil.
Clementina arrebatadora disse a senhora
de Rozai, folgando cora o chapellinho de sol.
Nao direi que Vmc. a lisongeia, respondeu
o Sr. de Blangy sem olhar para sua irmaa.
A noile passada estivemos algumas horas
juntas em casa do ministro. Ella dava importan-
cia s raennrea cousas cora urna aptido exquisita.
O Sr. de Versac ouvia por todos os poros. Ter-
se-hia de boa mente balido os Cansadores que
nos roubavam sua mulher. Ella acabou por dar
/>uvidos s nossas supplicas ejio dancou mais.
O trage para ella um accessorio ; faz seus ves-
tidos a honra de os irazer; o ultimo que veste,
sempre o que melhor Ihe assenta. Naquella noi-
te tinha ella, se me nao engao, a saia e o corpo
de c lio molote binuco guoruocidoB de florn has
azues de quo tanto gosta o seu amigo Luciano.
Teem easas flores, segundo me parece, um nome
allemo.
J dei, disse Leonil.
Se eu nao visse Clementina todos os das,
nao a reconheceria. Ah 1 ella nao nao mais a
menina indolente e gentil que ennheci em Sivryl
a mortal transformou-se em deusa. Dir-se-hia
que a tocou um Deus. Asscnta-lhe maravillo-
samente aquelle langor que todos Ihe notam.
Urna senhora amavel que anda louca por Clemen-
tina, pprguntava-me ha oito dias qual era a cau-
sa dessa roetamorphose.O arde Pars faz mila-
grea dizia-rae ella___Galalha desceu de seu pe-
destal.
Oh 1 fez o Sr. de Blangy cujo coraco come-
cava Dater.
Isso admira-o? Quem nao ama Clemen-
tina? E todava, acreditar voc,to extrava-
gante, invejoso al e cioso o mundoque cer-
ta gente considera como crirae os triumphos de
miuna formosa irmaa ? Querem-lhe mal porque
ella nao se parece com aquellas feUncnonas que
atravessam un salo sem que alguera Ihes deite
os olhos ; censuram-a por ella ter mudado, e
porflam era descouceitua-la por que agrada.
O Sr. de Blangy clhou para a senhora de Rozai.
E Vine, a defende, rainha irmaa ?
Se defendo-a ? Nao tera nisso grande m-
rito, amo-a tanto I Ella nao o faz feliz ? re-
plicou a senhora de Rozai que levantou os olhos
para o cu.
Felicissimos, respondeu Leonel cujus olhos
procuravam Clementina.
Ella acabava de desapparecer n'uma alea de
tilia* rom o Sr. de Versac.
Eu bem comprehendi d'onde provinha essa
animosidade, proseguio a senhora de Rozai......
foiiiktim
GUY LEVINGSTONE
n
A TODO TRANSE
ron
Jorge Alfredo Lawrenoe
O erro de Clementina attrahir, grupar al jun-
to a si homena notareis, uns por seu carcter ou
por sua situaco, oulros por seu talento e por sua
amabilidade, lae.s, por exeraplo, como o Sr. de
Versac que se v tantas vetes em sua casi, e cu-
ja reputado, est fela. Sera elle um seroi-Deus
se apenas se dsse crdito metade do que di-
zem detle, esabe Deus se fallara tal respeilo 1
Enlio o que dizem ? replicou Leonel que
olhou para sua irmaa.
O Sr. de Blangy nao linha ladeado a conversa.
| A senhora de Rozai resolveu-se explicarse com
mais clareza.
Vejo, pela expresso de seus olhos, accres-
centou ella, que voc deseja saber a rainha opi-
nio bem franca a csse respeito ; devo-a meu
irrao. Ha um perlgo nessa situaco, a que vo-
c loca coojura-lo Clementina moca.
Ella tem vinte e cinco annos.
Sim, vlnte e cinco, continuou a senhora de
Rozai com urna voz nervosa, e vinte pela ndole.
Ella viveu muito lempo n'uma provincia e ainda
nao conhece Pars. A intimidado de suas relaedes
com as pessoas que s habita vara Melun outr'ora
de cerlo niteramente innocente, porm a socie-
dade tem o dreto de acha-las singulares. A ami-
zade menos sincera Iheaconselharia mais reserva;
a minha lera o direito de moslrar-se assustada. Ha
preferencias que urna mulher de vinte e cinco
annos nao deve descobrir com aquella negligen-
cia ; no campo seria ingenuidade, em Paris nao
se er em tanta virtude, mormente quando essa
preferencia que nolam, commelte o erro de diri-
g r-se um hornera que numerosos triumphos fi-
zeram sobresahir na multido. No pensar dos
moralistas, a amizade que o liga elle, urna
circumstancia aggravunle ella abre a casa. Eu
poderia advertir Clementina ; voc comprehende-
r o senlimenlo que me deteve ; son mulher, e
os laco que nos prenden), tal vez nao podessem
impedir que ella acredilasse n'algum%ciume. Era
isso um escolho. Vindo de voc, o conselho ser
ouvido melhor. Temos conservado, bc^m ago-
ra quo nos calemos.
Depois que fallava a senhora de Rozai, poda-
se ver no semblante do Sr. de Blangy certas con-
trarces que ella sem duvida teria notado se a
paixo naoacegasse. Deixava-se ver urna ms-
ela de orgulhoirritado e de urna dr pungente.
Elle levantou a cabeca com altivez.
Oulro dia fui sua casa, disse : achei sua
filha no quarto; eslava lossindo ; seu lilho an-
dava trepado as arvores do jardim em compa-
uhia de dous velhaqueles. Nao havia ninguem
que as vigiasse.
A senhora de Rozai eslremeceu.
Ento isso quer dizer que eu nao devia fal-
lar de Clementina ? disse ella.
Isso apenas quer dizer que Vmc. esqueceu-
se de que Clementina mulher de Blangy.
A senhora de Rozai inclinou-se, e murdendo
os beico?.
Alguem ha de lembrar-se disse, respondeu
ella.
0 Sr. de Blangy calou-se. Um instante depois
Clementina reunio-se ciles. A senhora de Ro-
zai abracou-a.
E' bella com esse grande chapeo de palha I
exclamou ella, o meio de nao ama-la., nao as-
sim, senhor de Versac ?
Nesse momento o Sr. de Versac eslendia a mo
ao Sr. de Blangy. Quer nao visse Luciano, quer
co chegada de Pars, Joanna de I.avour, prenla
'unge de Branca e afllhada do Sr. Dubuisson ; a
senhora de I.uxenil e o capilo de cavallara ;
pertinaz em galantea-la e sempre aeu lado, e
que se chamava o Sr. de Conde.
Mademoiselle de I.avour tinha ento dezenove
annos, ainda que nao mostrease ter mais de de-
zeseis ou dezesele. Havia passado muitos annos
n'uma provincia em casa de urna ta que a tinha
adoptado; por occasiao da morle dessa prenla,
o Sr. Dubuisson a lomara para sua companhia.
Joanna era rica.
Nao lenho Olhos, e son 18o velho que nin-
guem pensar nunca que quero desposar-le ; Ihe
dissera o medico; vero, pois, para minha casi.
Has de casar-te quando le aprouvr.
A senhora de Luxenil, como prima, encarre-
gra-se do guiar Joanna na sociedade onde ap-
parecia pela primeira vez. Mademoiselle de I.a-
vour era de estatura mediana, loura, esbelta,
com um rosto de crianca, ar brando, um lanto
tmida, e corava por nada. Tinha um agradavel
som de voz e um pronunciado ar de destinco,
quando havia conseguido vencer um certo aca-
nhamento que nao desapparecia sem esforcos.
Nao fallava, porm, tranquilla, fazia-o em bons
termos. O Sr. Dubuisson tinha por coslume di-
zer que era urna amendoa cuja casca era misten
quebrar.
Em seu primeiro encontr, a senhora de Blan-
gy lancou mademoiselle de I.avour aquelle
olhar suspeitoso, profundo, inquisitorial com
que as mulheres envolvem urna descouhecida,
sendo uina mulher sempre urna rival para a ou-
tra. Joanna" mostrou-se lo branda, tilo tmida,
lo cheia de admiraco vista daquella belleza
real, lo desejosa de esquivar-se, to trmula
no meio de gente, que Clementina nao Ihe fez a
honra da considera-la como rival'. At conce-
deu-lhe alguraa amizade. O Sr. de Versac nao
pareceu nota-la. Com ludo offereceu-lhe o bra-
co duas ou tres vezes no passeio ; mademoiselle
ue Lavour fcava muda por alguns minutos, ao
depois um incidente obrigava-a fallar; Lucia-
no nolava ento que ella linha intelligencia viva,
memoria feliz e que sabia ser alegre e engrana-
da, apezar de benevolente e sincera. Ao volla-
rem de una excurso durante a qual tinham
conversado mais lempo do que de ordinario,
Clementina, que ludo via e ludo receiava, per-
guntou Luciano com o tom de voz mais natu-
ral, como achava Joanna. O Sr. de Versac co-
nhecia mui bem a senhora de Blangy para enga-
nar-se acerca de sua intencao.
Anda nao olhei para ella, disse simples-
mente.
Essa resposta hyppocrta desarmou Clementina,
que desde ento tomou Joanna sob sua protec-
c3o.
opposlo ao que quera
sultsdo diamelralmente
ou finga querer.
Que boa cousa ser amada, dizia ella, que mu-
her nao o oi urna, duas, dez vezes I Que grande
deleite o trazer aps de si nra namorado en-
colhido que repele as banalidades que todos leern
era mil romances! Faz mal ao coracao o simples
pensar nisso. O mais espirituoso nao poda se-
na o andar em veredas trilhadas por mil tolos e
cantar urna aria da qual teem esgotado a iniermi-
navel serie das variacoes. A' tal respeito em ge-
'nio nao era mais hbil do quo um esludanto. Po-
dia-se inteirompe-lo desde o coroeco e nao se cn-
Nesse instante de sua vida, Clemenlina, como
que senta urna suspenso, urna pausa em sua
felicidade. Havia-.se acalmado aquella inquie-
tado que, em falla de remorso, ecorapanha o
primeiro erro. Pouco Ihe importando os deve-
res da vida, s procurava salisfacOes e tinha-ss
todas. Sua belleza eslava em sua plenitude.
Aquella agitnc.o vaga que a linha atormentado
por algum lempo, havia desapparecido para dar
lugar um radiamento interior quo Ihe causava
xtasi. S va em torno de si triumphos, pra-
zeres, lisonjas; seus paes adoravam-a, o Sr.
fosse negligencia, o Sr. de Blangy nao correspon- de Versac eslava junto della. O Sr. de Blangy.
deu 4 esse movimeulo. Luciano inclinou-se ao
ouvido de Clementina.
Turne sentido, murmurou elle designando-
Ule com o olhar a senhora de Rozai; silvou urna
cobra.
Clementina, um tanto palliJa, olhou ousada-
menle e de frente para a senhora de Rozai que
sorro.
Oh meu Deus I o qurTSem, minha rica ?
exclamou a senhora de Blangy com um ar/agra-
davel ; est vermelha como se liresse feilo cem
leguas? Accaso o sol queimou-a ?.... Veja.
Tirou nm espelhinho do bolso e Ih'o apresen-
tou. Flcou repentinamente escarate a rede de
veas vermelhas que jaspeavam as faces e o na-
riz da senhora de Rozai. LanQou um olhar feroz
para cuntala e passou.
O Sr. de Versae franzio os sobr'olhos.
E' guerra disse elle.
Ento tem medo ? respondeu Clemenlina
com um ar magestoso.
Durante todo o sero, o Sr. de Blangy oslen-
tou o espirito mais llvro e tranquillo. Estevu
quasi alegre e gracejou com todos, principalmen-
te com Luciano que apenas enconlrava nes-
sa alegra um s defeito, o ser intempestiva
e sem causa. Por volta de meia noite, Clemen-
tina passou por junto do Sr.de Versac.
Se a cobra silvou, nao se ouvio nada, disse
baixinho.
Um momento depois, o Sr. de Blangy, s, n'um
canto do jardim, raolhava as mos e o rosto na
bncia de urna fonte.
Ah I eu morro suffocado I disse elle.
A certeza de que a filha tinha urna nevralgia
tranquilizara a senhora Aubernin. Tratando-se
essas especies de molestias com distraccoes, a boa
senhora couvidra muita gente para passar a es-
taco quer em Brunay, quer em Sivry, onde pre-
tenda ella dar a Clemeulina, oomo passatempo,
bailes, concertos, represenlaccs ihealraes. Um
poeta de salo tinha arranjado um proverbio que
deviam representar entre quatro biombos. E'
sabido que os ensaios sao a parle mais recreativa
desses passalempos. O Sr. de Versac era muito
amigo da casa para nao fazer parte da companhia,
e naturalmente Clemenlina eslava eucarregada
do principal papel.
Pens que essa comedia nao ha de curar a
senhora do Blangy, dissera o Sr. Dubuisson, po-
rm nao aggravar o mal.
Nunca tinha-se visto tanta gente no parque e
no salo de Sivry. S se vian passeios e caca-
das, dansas e concertos. A presenca de alguns
grandes personagens titulares reconciliara a se-
nhora Aubernin com o georo. Nao era de cerlo
destituido de merecimento um hornera que co-
nhecia duques e marquezes. Entre os hospedes
quo tinham quarlos no castello e que deviam fi-
gurar oa comedia, achava-se urna joven ha pon-
qu pareca devorado pela necesstdade do traba-
lho, nao a fatigava com a sua presenta. A exis-
tencia assemelhava-se para ella urna planicie
tapetada de relva, banhsda por urna luz lmpida
e sombreada por frondosas arvores. Ahi andava
vontade, feliz em respirar.
Ento nao se viam em Sivry seno rostos ri-
sonhos. A Sra. de Luxenil nao poda dar um
pesso sem encontrar o Sr. de Conde. Surga di-
ante della na curva da vereda e tinha um dom
maravilhoso para enllocar de vagarnhn sua ca-
deira no ngulo em que ella eslava. Branca s
vezes dava-lhe as costas. Elle fleava, ento
meio rindo-se, meio agastado ;
XXXII.
(Cocnuaco.)
Voc insupportavel I Ihe dizia.
J sei, respondeu elle.
O capito de cavallaria, segundo urna expres-
so que Ihe era habitual, toha posto cerco Sra.
de Luxenil, e havia jurado pelo sabr que nada o
demovera desse proposito, ainda que fo9e pre-
ciso flear em armas por dez annos, como outr'oia
os Gregos diante de Troya. Branca tratava-o
muito mal, porm cora ura ar que nao desaoi-
roaya o iniraigo. Todos eram confidentes dos
projectos do capito ; era como que um partido
entre elles. O Sr. de Conde empregava tanta pa-
ciencia, quanta obsiinaco gastava a Sra. de Lu-
xenil. Acontecia-lhe s vezes, quando fallava
Branca, comecar a phrase com estas palavras :
Quando V. Exc. Mr madama de Conde.....
Nesse cmenos arrufa.va-se a Sra. de l.uxeuil e
jurava-|he que nunca havia de trazer semelhanle
nome. Elle inclinava-se e recomecava : Di-
zia eu, minha senhora, que quando V. Exc. fos-
se minha mulher.... E continuava a conversa
nesse lom. A Sra. de Luxenil fazia mil esforcos
para agaslar-se, porm o capito que nunca ra
sent pelos olhos, tinha to singular modo de
permanecer serio que olla nao'o consegua, e
conslrangi-a ouvi-lo quer quizesse quer nao.
De um carcter original em seu genero, como
o Sr. Dubisson no seu, oslenlava a Sra. de Lu-
xenil em qualquer occasiao urna excessva aver-
so ludo quauto poda ter as appareucias do
amor. Isso, dizia ella, fazialhe o effeilo de
um anachronismo. Nao comprehendia to pou-
co quo alguera livesse um senlimenlo serio, as-
sim como nao admitlia que se fallasse n'um
salo da Chausse d'Antin a linguagem de
Rabelais, ou que e apparecesse no 6ou/e-
vard com os toucados do lempo de Carlos Vil.
Era urna infelicidado ler o coraco de um tro-
vador, porm era raisler occulta"-lo cora grande-
cuidado e appellar para a hyppocricia, aflm de na
da se descobrir. Nao era moda, e Branca linha
horrores cousas sedicas. Quando procuravara
convenc-la com argumenlos, tinha ella para
defender essa thse singular ura ardor, um en-
thusiasmo, um eslro piltoresco que podiam pro-
duzir as inlelligencies novas crdenles um re-
gaar ao recitar sua lico para Ihe mostrar que
eslava sabida. A respeilo de amor, seu marido
a linha curado. Era ramio ser amada do Io de
Janeiro al 31 de dezembro. Assustava-a a idea
de tornar a passar por um caminho de rosas:
sempre rosas, rosas sempre I oh I cus I bas-
tante para causar nauseas. O ideal era encontrar
um hornem que estimasse bastante a mulher pa-
ra nao Ihe fallar as mo, nos olhos, nos ps,
nem em cousa alguma do que visse, e que tives-
se bailante tlenlo para conversar ao pe do fogo
sem galantear. Ella ainda eslava a procurar os-
se phenix. Havia dias em que, caneada da guer-
ra, tinha tentaces de refugiar-se n'um convento
e de ahi passar a vida na solido, aflm de evitar
[-asses patelas perlinazes ero imitar uns aos outros
e em andar pelas pegadas do lodos.
Ola I nos conventos ha frades I dizia o Sr.
do Cunde tranquilamente.
Depois que emprehendra essa campanha, sa-
be o leitor que o capito de cavallaria oAerecia
regularmente urna vez. por semana, ao sabbado,
sua mo a senhora de Luxenil. Adoptara elle
para essa circumstancia urna formula om que na-
da alterava.
Minha senhora, dizia elle repentinamente,
lenho a honra de apresentar a V. Exc. meu ami-
go, o baro Theodoro de Conde, capito no sti-
mo dd couraceiros, com trinta e dous annos, cin-
co ps e sele pollegadas, boa ndole, urna fortu-
na ganha honradamente, S) coraran as mos....
Pfia elle ludo isso aos ps do V. Exc.
Meus ps nao querem, responda Branca u-
variavelraente.
Muilo bem, continuava o capito, havemos
de tornar a fallar nisso mais larde.
Dito o que, elle sentava-se e conversava acerca
da nova opera ; porm no sabbado seguinte, e
qualquer que fosse o sitio, nao drixava de lau-
car de novo o que chamava sua declaraco de
guerra.
Quando a senhora de Luxenil delermnava-sea
pergtinlar-lhe porque desejava tanto casar com
ella o capilo frisava o bigode .
Deue testeniunha de que en nunca amei-a
o de que nao amo-a, responda elle; poder-se-
hia entretanto accrescentar que agrada-me seu
genio, que seu rosto parece-mo o mais gentil des-
te mundo, quo sinlo-me satisfeilo ao p da senho-
ra, e infeliz quando eslou longo; porm como
ludo isso nada explica, forcoso crr que teimo
em quere-la por mulher, porque a senhora obs-
ttni-se em nao querer-me por marido.
Apenas chegaram em Sivry, os frequentadores
da casa nunca deixavam de mforraarem-se do cs-
tadu das hostilidades. Fallava-se na senhora de
Luxenil como n'uma praya furto. Um dia tinha
o iniraigo dado um assalto, porm fra repelltdo ;
outra vez o sitiado llzera urna surtida vigorosa ;
entretanto coiitnuavam diariamente os trabalhos
de excavaco, a trincheira eslava aberla. Noli-
va-se s vezes que o fogo da praga era menos
vivo.
Esse duello com as armas da cortezia e os en-
saios do proverbio que se devia representar as
ferias couservavam a alegra no castello. As ca-
cadas ou a pesca e os passeios oceupavam o res-
to do lempo. Erara inseparaveis Clementina,
Joanna e Branca. A direceo do dia pertencia a
Clementina. Durante as e'xcurses que faziam
pelos bosques, cada un audava a seu goslo; a
senhora Aubernin segua na recta-guarda cora al-
gum honrado proprietario da visinlian^a ao qual
demonstra va que um titulo deoobrezao melhor
dos bens.
O que nao impede que eu passe admravel-
menle sem elle, accrescetara elle.
O Sr. de Versac que nao linha olhado para ma-
demoiselle de Lavour, como sabe o leilor, tinha
plena liberdade para conversar com ella ; Joanna
aproveiiava-se disso, porm com discrigo. Quan-
do ella firraava-se no braco de Luciano, aniraaua
pela mnrrhn pelo ar livre, e mais livre pela du-
raco de urna conversa que nao embaracavam aj
oulras pessoas, mostrava urna graca e uro ardos
que faziam comprehender ao seu interlocutor a
phrase do Sr. Dubuisson. Quando a senhora de
Blangy inlerrogava Luciano acerca do que haviam
dito pelo caminho:
E o que quer voss qua m diga com urna
moca? responda negligentemente Luciano, falla-
mos da chuva e do bora lempo.
O ar ingenuo, u teniiduz e mais que isso o si-
lencio completo de mademoiselle de Lavour, logo
que urna pessoa chegava e interrumpa a conver-
sado intima, acabavam de convencer a senhora
de Blangy.de que nada tinha que recear por esse
lado.
VI.
Nao, respondeu este.
Desconfi delle nos eslavamos sua
procura ; parece-nos que esl damnado, con-
cluio o guarda.
Entrram n'outra parto da floresta os dous
camponezes o o guarda. O Sr. de Versac. que
nao avistava mais a senhora de Luwnil e Joan-
na, ia pr-so procura dallas, quando vio-as
correrem para ello toda a pressa. Seguia-as
om distancia um canzarro ruivo, caminhando
passos largos, com a bocea aberla e a cauda es-
tirada. Gritavarn as duas senhoras pedindo soc-
[ corro. Ao longe luiava na estrada urna cadell-
D'ahi pouco Agla^-veio dizer-nos que sua
ama dorma. /
O primeiro movimento dosta Joven Franeeza ti-
nha sido ter um ataque ervos e flcar inhabilitada
para cousa alguma ; bastara, porm, nicamen-
te a colera de Cuy, superior (odas as mais,
para torna-la muito til, como ento se tor-
nara.
Guy chegou-se porta um momento, e olhou
para Isabel. Pobre joven I O paiz dos soahos
menos fnebre e menos triste para ella do que a
realidade, porque ha em seus labios um sorriso,
que to codo nao lhes voltar quando ella estiver
acordada. Como poderiam os navios e os ho-
niens durar, se nao achassera portos de refugio,
onde de.scanc.am antes se prem de novo ca-
minho para affrontar outra vez as tempes-
tades?
Seguramente Isabel nesse momento chegra
seu porto : pareca que um anjo descera do cu,
nao para sublevar as ondas, mas para amai-
na-las.
As pessoas que forano no encalso do assassino
voltaram sem achar cousa alguma ; nem tinham
0>scoberto o menor traco, nem ouvido dizer em
alguma parte, que se houvesse visto nos arredo-
res um individuo suspeito.
Guy nio mostrou impaciencia ao ouvir esta
narra;o ; mas sanio eom aquelllei, em quem
mais conQava, e passou em pesquizas o resto da
noite, e a manhia seguinte. Porm foi intil.
Elle voltou pelas nove horas cora seus compa-
ahairos, os quaes estavam extenuados. Quaoto
() Vide Diario n. 298.
si, porm, pareca que a fadiga e a vigilia nao
tinham poder algum sobre-sua constituirlo.
Isabel eslava em p, e muilas vezes tinha per-
guniado por elle.
Quando Guy veio procura-la, ella nao fez op-
posijo ao desejo, que este Ihe exprimi de par-
tir directamente para Roma no dia seguinte pela
manha.
Nem nesle dia, nem nos seguinles ella pergun-
tou alguma particularidade sobre a morle de seu
marido.
Sua docildade infantil de outr'ora e sua con-
fianza em seu primo tinham apparecido de novo,
e ella conservou durante todo o tempo da viagem
urna tranquillldade perfeila.
Verdade que era difflcl que visseroos seu
rosto, porquanto encobria-o cuidadosamente sob
seu vu ; mas. embora menos expansiva, sua
tristeza nao era menos penosa de contemplar.
Ha mulheres, mulheres mui jovens, e mulhe-
res bastante idosas, que no excesso de sua lerna
benevolencia sao assaz boas para apiedarem-se
cora urna historia lacrimosa, ainda que fosse exa-
gerada at o absurdo, mas os homens sao, creio
eu, sensiveis principalmente s dores simples e
pouco estrondosas.
Nssorrimns no momento crtico de urna tra-
gedia espasmodica, com o senlimenlo de prazer
do philosopho de Lucrecia, olhando de cima da
fala o espectculo do mar enfurecido ; as la-
mentarles de Werlher e do Raphael de Lamarti-
ne fazm-nos bocejar ; mas meditamos seria-
mente sobre os derradeiros captulos do Herdei-
ro de Rtdcliffe, e sentimos urna sensaco forte,
que comprime-nos a garganta, e que al obscu-
rece-nos s vezes a vista, quando lemos nos .Veu;-
come, de que modo um nobre coraco oe velbo
guerreiro coroou sua carreira cavalleiresca e urna
vida sem nodoa, indo morrer sob o habito pardo
do Trapista.
Acharos ero Roma grande numero de pessoas,
que tinham conhecido e estimado i Forrester, e
que acompanhjram-o at sua ultima morada.
Nao julgo que elle tivesse iniraigo algum sobre a
Ierra, nao ser seu assassino. -
Quaes sao as qualidades do favorito do lodo o
[.mundo ? Lindo rosto, bom nascimenlo, bom ca-
rcter e boas maneiraa ; tudo isto cootribue mui-
to ; masa falta de urna, duas, ou mesmo tres
deslas qualidades, nao invalidar essa especie de
escolha, que alias a reunan das quatro nem sem*
pre garante.
Deve ser muito agradavel servir em urna com-
panhia d'elili. Ahi goza-se de privilegios, 4
que nao podem aspirar simples soldados de
linha.
Pouco importa o que oeceuuio : seus tri-
N'um dia em que passeiavam pelas bandas de
Fontainebleau, o Sr. de Versac e Joanna iam na
frente, Clemenlina dava o braco ao Sr. de Cou-
d, aos quaes seguiam em alguma distancia a so-
nhora de Luxenil e o Sr. do Blangy. Costeavara
as extremidades da floresta. As vezes separa va
os grupos um lanco de cerca. Uns assenlavam-
se, outros afastavam-se ; reuuiam-se e separa-
vam-se de novo Toda a companhia linha ai-
mocado sobre a relva era Bas-Bian. Houve ura
instante em que a senhora de Luxenil, que so
deleitava com o desespero do Sr. de Conde, le-
vou sua prima um pouco longe pela estrada que
corta essa paite da floresta. O Sr. de Versac e
Leonel andavam passo raiudo atraz dellas.
Dous camponezes acompanhados por um guarda
desembocram nesse momento no caminho
olhando para lodos os lados.
Vio vossa merefi um cachorro grande, ar-
ruivascado, de mos brancas '? disse um delles
dirigindo-se ao Sr. de Blangy,
nha perlencenle a Branca. O Sr. de Versac e
dousou tres trabalhadores que quebravam pe-
dras sahirara-lhe ao encontr. A senhora de
Luxenil, lonca de terror, passou por elles ; Jo-
anua, que pareca raais senhora de si, parou ao
ver Luciano, e agarrou-so-lhe ao braco,
Nao tenha medo, disse-lhe o Sr. de Versac,
que acabava Ue armar-se do um grande ramo de
carvalho lirado de uro fcixe de leuha.
O cao diriga-se para elles ; o movimento de
Joanna chamara sin aitenco, c lancou-se pre-
cipitadamente sobre o Sr. de Versae;* nao o fez
recuaro golpe violento que recebeu, porm per-
uiitiio que Luciano o agarrasse pelo pescoco ;
cahiram por trra o homem e o cao. Os dous
camponezes eo guarda voltaram em cima do ras-
lo ao ouvirem os gritos das senhoras ; flzeram
pontana no animal, porm nao ousaram alirar
temendo ferir o hornera. O cao rosnara e lu-
tava, mas Luciano nao largava a prosa. Joanna,
immovel e com as mos postas, linha a pallidez
do msrmore. Ao cabo de alguns segundos que
Ihe pareceram eternos, o Sr. de Versac conse-
guiu por o joelho sobre a cabera do animal que
espumava : o cao eslorcia-se ; o guarda appro-
xiniou-se, encoslou o cano da espingarda no cor-
po o disparou o liro.
Quando Luciano levantou-se, viu-se que tinha
nos bracos e as mos arrancaduras d'onde cor-
ra sangue. Joanna olhava lernaraenle para elle.
O guarda limpou o p [que tinham esses arra-
nhes.
Os denles nao chegra ni ferir-roe, disse
elle, sao unhadas ; veja, o signal das unhas
aqui est tmpresso como em area.
Joanna respirou. Com urna rara presteza,
sem tallar e sera fazer barulho, rasgou o lenco,
mulhou-o n'agoa de urna fonte, lavou as ferdas
de Luciano e cobno-as de corapressas. Ella esta-
va liyida, porm nao trema ; seus dedos ageis
e delicados concluirn! em alguns minutos esa
obra de caridade: A senhora de Luxenil tinha
desmaiado. Voltava si de vagar e chorava
amargamente, quando apparecerara n% estrada
Clemenlina o o Sr. de Conde'. A vista do cao
morlo edo traje do Sr. de Versac em desordera,
Clemenlina adevnhou o que su linha passado,
deu um grilo. O Sr. de Blangy olhou para
ella.
-r Jess o Sr. est ferido ? exclamou Cle-
mentina tomando mais mora do que viva o bra-
eode Luciano.
Isso nao nada, senhora, disse Joanna, e
em alguraas palavras explicuu-lhe o que se ti-
nha passado.
O Sr. de Versac vio que mademoisella de I.a-
vour cambaleava fallando.
O que lem a senhora ? Ihe disse elle.
Alguraa fadiga sem duvida, respondeu Jo-
anna luanlo contra a commoco, tratiquillise
aos oulros e nao cuide era mira."
Ah I pondorou Luciano, lem razo o Sr. Du-
buisson, a melhor das amendoas esl nessa
casca !
Rodeada e tranquilizada acerca dos resultados
de um accidente que poda ter consequencias
to lerriveis, a senhora de Blangy nada poupou
para dissimular a horrivel augustia que experi-
mentara. Sous olhos cravaram-se no Sr. de
Blangy: impressionou-a a desordem de suas
feices.
Meu Deus I como esl paludo disse ella.
Julguei morto o Sr. de Versac, respondeu
Leonel que esfor;ou-se por sorrir.
Ao accenlo dessa voz nervosa, estremecen Cle-
mentina ; Leonel tomou-lho o braco, e retira-
ra m-se. da floresta silenciosamente.
Tocou-se durante o sero. O encontr que
Uvera lugar na floresta e a scena violenta que se
seguir, haviam produzido commoces diversas
que os que as sentiam esfor^avara-se por dsfar-
ca-las, o Sr. de ni.,Bv (lor uma alegra que nao
era stncora, Clemenlina pela impresso. Joanna
pelo trabalho e concentraco. Sentada no n-
gulo de uma janella, com o*rosto voltado para o
parque, nao olhava nunca para o que se passava
em torno de si. A agulha llcava s vezes para-
da em seus dedos. Viam-se vermelhidoes sbi-
tas corar-lhe o semblante. Conversava-se es-
trepitosamente seu lado, mas era fcil de ver
que seu pensamento nao tomava parle no que se
dizia. S a senhora de Luxenil o o Sr. de Con-
de nao soffriam o menor iucominodo. OSr. de
Blangy sorria se e decorava o Sr. de Versac com
o nome de hero. Reconhecia-se que era affec-
tado esse apellido pomposo empregado cada
lisiante. Quereria o here uraa chavena de cha ?
Nao tem somno o here? O here quereria dan-
sar uma walsa ".' O Sr. de Blangy al falln em
offerecer uma coroa de lourps ao here. Com
aquella temeridad que revolta-se no coraQo de
certas mulheres no momento em que mais se ap-
proxima o perigo, a senhora do Blangy teceu r-
pidamente alguus bocadinhos de flores com loo-
gas ervas, e apresentou essa coroa improvisada
ao Sr. de Versac, cujo sangue fri nao se des-
menlio.
umphos nao ihe allrahera em torno delles bata-
Ihes de almas compadecidas e elogiadores.
Se por ventura elles perdera seu trilho, se fa-
zeis alluso sua falla, um verd3deiro rente
lanca-vos logo um olhar indignado, para nao di-
zer desdenhoso, e diz : ,
Que queris?
Sira, a amabilidade um dom precioso ; e
quendo morrem aquelles que o possuem, pro-
fundamente verdadeiro que melhores pessois
menos choradas seriara.
Mui pouco tempo depoisM. Raymond veio pro-
curar sua fllha para leva-la Inglaterra. Essa
antga e fra machina de calcular sentio esse cho-
que mais fortemenle, e pareceu-nos mais abala
da por essa catastrophe, do que eu a teria jamis
supposto capaz de ser ao golpe de algum des-
astre.
Verdade que elle se tornava mais velho. e
cada vez mais abatido ; e som duvida isso o fa-
zia mais accessivel essa fraqueza chamada cora-
paixo.
Em lodo o caso, ninguem poderia exigir mais
bondades o aitencoes, do que elle teve em o seu
proceder para com Isabel.
Guy e eu prolongamos nossa estada era Roma.
Elle era infaligavel em suas pesquizas; mas estas
nao obiinhara o menor successo.
Entretanto nao era porque a polica fosse ne-
gligente, era porque a gente do paiz desejasse
proteger ao assassino. O melhor d'entre ella te-
ria entregado seu pae guilholna por melada da
recompensa offerida por Levingslone ; porquan-
to Guy prodjgou lanto dinh-iro para tentar escla-
recer o mysterio deste crime, como os Cenci ou
os Colonna gastaram outr'ora para abalar os
seus.
Por Gm vmo-nos forcados desistir, e volta-
mos Inglaterra no Petrel.
Confesso que por mira, eu desesperava de des-
cobrir jamis o culpado ; mas o mesmo nao suc-
cedia com meu corapanheiro, quem muitas vo-
zes ouvi dizer baixinho com um tom reso-
luto ;
Se elle anda vive, eu o encontraren
{inmediatamente depois que chegamos, Guy foi
ter residenciare Bruce na Esoossla, Tudo que
pode saber foi que ninguem desde muito tempo
tinha podido ver Bruce ; rass quo havia muitos
mezes. Alian Macbane, especie de intendente e
pessoa da familia, partir bruscamente, chamado
por seu amo segundo se suppunha. Ninguom po-
de ou quiz dizer mais.
Em casi de seu banqueiro souba-se que logo
depois do casamento de Forrester, elle tirara uma
sarama coasideravel, nio em lellras de crdito,
era bilheles do banco, e que desde ento nao se
soubera noticias suas.
Meu herosmo agradece a sua bondade, dis-
se elle rindo ; porcm, j que estamos no terreno
da cavallaria, consinta, que cora a permisso do
castellao, eu olTereca minha homenagem rainha
do torneio.
A senhora de Blangy tomou a coroa que o Sr.
do Versac Ihe oAerecia, e p-la na cabeca ousa-
daraento. O Sr. de Blangy ticou pnllido, mas
saudou. OSr. Dubuisson passou por junto de
Clementina, e locando-lhe com o cotovello, raos-
trou-lhe o barmetro grande :
Veja, disse ello, a agulha moveu-se e ap-
proxima-se de tempestade.
Pois bem I respondeu ella, conhece Vmc.
alguem fulminado pelo nio ?
E fez mover-se a corda na testa.
Ouvo-se ento a voz do Sr. de Conde, que re-
conduzia ao seu lugar a senhora de Luxenil.
Tenho a honra de apresentar i V. Exc. o
meu amigo, o Sr. baro Theodoro de Conde, ca-
pilla de cavallaria, cora trinta e dous aunos,
cinco ps e sele pollegadas, boa pessoa....
Ainda I exclamou Branca.
Ol I rainha senhora, continuou o Sr. de
Conde, se V. Exc. tivesse seu lado, algures,
uro espadago de meu conhecimento, nao have-
na cao que*a ameacasse.... e a vida cheia de
animaes damnados, homens e caes I
Desde alguns minutos que e tinhi retirado o
!r. de Versac para o canto de urna janella, d'ondo
ia seu olhar, talvez contra a vontade de Ciernen-
Una para Joanna. O Sr. Dubuisson encostou-
se ao p delle.
- Sr- lha alternativamente para a senhora
de Blangy e para mademoiselle de Lavour, disse
o medico com um ceno sorriso onde havia tanta
penetrarlo quanta franqueza : uma casada r
nao tenho pois o direito de penetrar em sua vi-
da ; porem a outra minha pupill e anda nos
seus vmle anoos.... Eu pensava nella quando
ha pouco \i seus olhos vollarem-se para aquelle
meigo perfil, castamente curvado sobre a cam-
brala. De repente apoderou-se de mira um *en-
timeulo que havia de conveiter-se em tristeza.
A proposito de mademoiselle de Lavour t
disse Luciano.
Sim, meu charo senhor, proposito de
Joanna. e foi o q-ie fez approximar-rae do Se-
nhor. porquo julguei ler era suas feices a ex-
presso de uraa sympathia que partiho. Pode
alguem ser padrinho, tulorat do uma moca sera
ama-Is, Este nao o caso : amo profuno'anieD-
to essa menina ; e sabe o Sr. que idea negra
atravessou-me o espirito ? Uro desles dias ad-
quir a certeza de que rainha afilhada era capaz
de conceber uma daquellas paixes emque cer-
tas creaturas do bom Deus concentrara todo o
son coracao, toda a vid, todo o futuro, como
aquelles joszadores intrpidos que emponhara todo
o patrimonio n'uma carta. Ser ura bem ou uro.
mal ? Nao decido a questo ; tambera nao digo
que Joanna sentisso os primeiros ataques desse
amor, porem ha symptoraas diagnsticos, como
dizem os mdicos. Pois bom I aposto cem con-
tra um que mademoiselle de Lavour, moca, rica,
elegante, bera prendada, ha de casar cora algum
maltrapilho. ou pelo menos com algum sandeu,
e isso apenas porque nao a vio o homem que el-
la poderia amar, aquelle que sera digno della.
Ou elle nao livre, ou nao quer s-lo.
V. S. o homem dos paradoxos, responden
o Sr. de Versac ; ora queira dzer-me por que
mademoiselle de Lavour, que lem ludo o que
preciso para attrahir a aitenco, nao ha de en-
contrar aquelle que a merece ?
Porque? Eu poderia respondor-lhe j por
que ella de uma alma tmida e de um coraco
stngelo, e por que entra desarmada no mundo
onde todo o peito humano traz uma couraca ;
ao depois, perguntar-lho-hei por minha vez 'por
que o Sr. v lo poucos seres semelhantes mu-
dos por um lance serio ; to poucos, eguaes pela.*
qualidades d'aima e do coraco. andarera com o
mesmo passo na vida e sustndo-se um noutro.
adra de evitarem ou diminuirem as provaroes?
porque quando um d, o oulro relira ? porque,
to pouco equilibrio e justica as trocas? Nao
ser por quogoverna o mundo a lei dos contra-
rios? Ou deve-se crer que algum Deus, feito do
ironia, compraz-9e em misturar a rosa com o
cardo, o joio com o trigo, o diamante com a
lama, a perola com a coucha disforme? Eis a
razo por que Joanna, salvo se o acoso introraet-
ter-se, ha de ser mulher de algum pateta.
O Sr. Dubuisson deixou o Sr. de Versac. Ha-
via encontrado Luciano n'uma disposicao de
espirito inteiramente particular. Este nao poda
deixar de pensar no grito de mademoiselle da
Lavour quando se apoderara de seu braco, oa
aeco benifazeja que seguir luta que havia
sustentado com o cao, em sua atttude fume, em
sua porlurbaco engracada ; essa msela de con-
fianca, de coragero, de reserva, de resoluco.
de timidez oceupavam-o tal ponto que o ad-
mrava ; comparava mentalmenfe, Joanna coro
a bella Clemenlina, que era semelhante uma
iiua or uesaurou.pi n urna yiva molestosa,
u olhar procura-a, raas a primeira vista d'olhos
a percebe toda, tal qual e ser sempre, ao pas-
so que s o estudo fazia descobrir Joanna seme-
lhanle mysienosa lsis, cercada de vus santos.
Operava-se lentamente no espirito do Luciano
ura trabalho peiigoso. Tirou-o repentinamente
de suas reflexoes o som da voz da senhora da
Blangy que cantava. Levantou a fronte, e seus
olhos enconiraram os de Clemenlina.
Oh I impossivel 1 murmurou elle.
Entretanto chegou o dia da represeolaco so-
lemne do proverbio, ha lano tempo encerrado
nos limbos dos ensaios. A Sra. Aubernin man-
dara convites especiaes para essa solemnidad,
era que sua Olha devia apresentar-se sob o traje
de uraa vuvinha que d ouvido s consolacos.
Mandaran) fazer programmas em Pars, em pa-
pel lustroso, com esta inscrpgo impresss ero
lelras de ouro : Thealro de Sivry. Esse theatra
achava-se na melhor sala do castello ; para aug-
menta-la tinham deilado abaixo dous reputi-
menlns. Esperavam pelos espectadores os ban-
cos dispostos em diversas Cleiras. A represen-
tado devia principiar s novo horas e acabar coro
um baile ; s oilo horas es autores j se agita-
vara atraz dos bastidores.
Quando o panno subi pelos anneis, uma tr-
plice salva de applausos acolheu a Sra. Blangy
quo appareceu sentada n'uma poltrona com um
livro as mos. Nunca sua belleza se ostentara
mais radiante. Por ura instante
mais lisongeiro cobrlu-lhe a voz ;
culdade em reslabelecer
Depois de muitos pesquizas sonbemos que um
desses blhetes mais importantes fra trocado em
Floren;a na poca do crime ; mas os signaes da
pessoa que o tinha apresentado nao se pareciam
nada cora os de Bruce, nem do hornera, que sup-
punha-se enlo ligado sua possoa. Todos os in-
dicios eram estes.
Assim decorreram muitos mezes. Eu via Guy
const.intrnente, e algumas vezes o acompanhava
Kerton, onde Iabel havia se eslabelecido junio
de lady Calharina.
Ella pareca nunca duvidar do resultado final
das indagacoes, que sem cessar continuara, quer
pessoalmente, quer por seus agentes, sem iqler-
rompe-las um s dia,
xxxiu
Elle aper.tou furioso a mo
direila, e exclamou :
Avante I A trra nao po-
de conter nos ambos, e o cu
nao pode abrigar i mim e ao
meu mortal inimigo.
Em uma tarde do mezde marco seguinte, esla-
vamos sentados na sala de jantarde Levingslone,
quando annunciaram-nos o agente de polica,
quem desde muitos mezes Lucy pagara para an-
dar pista do Bruce.
Era elle ura homem alto, robusto, um tanto
cima da meta edade. do olhos vivos e alegres, la-
bios grandes e sensuaes ; um homem, finalmen-
te cora todas as condiges exigidas para felicitar
os exponentes, que obleem premios em um moe-
liug agrcola.
Dotado de um carcter jovial e benvolo, elle
so tinha familiarisado com o crime ponto de
despreza-lo.
A laxa da recompensa promelUda para a cap-}
tura de um criminoso era para elle a nica me-
dida de sua culpabilidade. Creio que elle senta
nosta ca^a om prazer verdadeiro; porm nao
dava outra caga mais preferencia do que es-
la, nem procurava saber emque terreno dovia
cacar, se era em um salo, se em uraa ca-
verna.
Elle tera perseguido ura bancaroleiro frau-
dulento com tanto zelo, como se fossp um parri-
cida, e desde que o prenda, usava tanto para
com um como para coro oulro, de uma affabili-
dade cheia de bom humor.
Nesses dramas, onde esto em jogo a vida o a
morle, as feroxes paixes dos autores eram ape-
nas para elle outros traaos de luzes, que Ihe io-
dicavara o caminho seguir; servidos que elle
lhes agradeca de todo o coraco.
Os mais lerriveis mysterios de atrocidade do
coraco humano nao o tocavaro, nem causavara-
Ihe mais horror, do que a evidencia da dor faz
experimentar ao cirurgio durante uma amputa-
cao : era para elle como para o medico pralico
uma simples queslo deorgaoisaqo raais ou me-
nos defeittios.
Tcm-se visto pessoas, que parecom acabrunha-
dss, quo se tornam.infolizes, que envelhecem an-
tes de tempo, sob o peso de segredos muito me-
nos pesados do quo certos, dos quaes era esse
hornera sabedor, e de que nunca dizia uraa s
palavra ; elle conlentaira-so de rascunhar em sua
carteira de couro, recneiada de papis, cora um
ar de satisfagan e sufficiencia, dando assim en-
tender que a publicado do seu conteudo teria
causado raais desesperos em certas familias de
boas fortunas, do que te-lo-hia feilo ura obs,
que de repente cahisse era sua sata de recep-
qao.
Quando o agente entrou, seus labios o olhos
sorriam de uma maneira agradavel e significati-
va ; e era ainda linha aberto a bocea, j Guy
pulra de sua cadeira, agitando a mo no ar
com um gesto de triumpho, que nao pie ex-
primir.
Eu bem vos dizia, Frank, bem sabia que o
encontraramos. Varaos, parlarais de pressa I
HavU mais de doze annos que eu nao o linha
visto to agitado.
Eu partilhava seu contenlamento ; mas con-
fesso que havia era mim uma certa ropugnanca
e urna cerla hesitaco :era para mira alguma
novidade aclur-me face face com ura assas-
sino.
Nem eu, nem Guy demos nsrra$o do offlcal
toda a aitenco, que ella mereca; ello contou-
nos com particularidades numerosas como con-
seguir pouco pouco descobrir os fios das rail
voltas e disfarces do fugitivo, e finalmente como
descobrir seu refugio.
Quasi sempre a caca vem cahir no laco,
observou elle, fazondo alluso Bruce, que esco-
Ihera Londres para oceultar-se.
Chegou logo ao lugar indicado ; era um desses
caminhos retirados, de aspecto triste, que can-
duzem ao oeste da ponte de Waterloo. Parando
os cavallos, vimos uma figura indecisa desraas-
carar-se um dos canlos menos esclarecidos
dessa ra to sombra, e um homem approxiraou-
se, e abri a portinhola do carro, trocando com o
nosso companheiro duas ou iros palavras.
Quando desciamos, o agente tocou no braco
de Guy.
Devagar, senhor, diz elle ; preciso mui-
ta aitenco. Nao temos tantas provas como dese-
java ; e seria ir muito longe prende-Io desde j.
So queris, o prendorei, por votsa co+ta. Fazei-o
fallar; elle se trahir sem duvida, e-prende-lo-
hemos primeira palavra. Meu camarada disse-
rae que ello nao tinha deixadoo leito desde an-
te hontem. Talvez que esteja doente. Tanto
o murmurio
houve difll
o silencio. D'ahi ha
pouco, entrou em scena o Sr. de Versac. Hou-
ve silencio.
(Centinuar-e-Aa).
melhor. Poderemos fazer-lhe medo, affastando o
criado.
A mo de Guy toha puchado a carapanhia com
violencia, antes que estas ultimas palavras fossero,
pronunciadas.
Os dous agentes tinham-se escondido na
sombra.
Ura instante depois um velho abri a porta ;
adevinharaos que era o criado de Bruce.
Lile tinha um desses rostos speros e rudemen-
te lalhados, que os proprios cabellos brancos nao
poderiam auocar, bem como o gelo nao pode
tornar lisa a superficie escabiosa de um pedaco
de podra.
Que queris ? perguntou elle com uma voz
arrastada em seu spero dialecto de Aberdeen.
Desejava ver Mr. Bruce.
Nao ha aqui quem tenha este nome.
Tal foi a resposta que tivemos, e que foi acom-
panhada de um violento esforco para fechar a
porta.
Um profundo gemido, partindo de um quarto
ao rez do chao, veio dar um desmentido ao Escos-
sez no momento ero que fallava.
Guy lancou a cabeca para diante como um cao,
que se joga vista da caga, e empurrou violen-
tamente Macbane para traz.
O velho cambaleou e cahio, mas agarrou-se
aos joelhos de Levingslone fazendo-se arrastar e
para melhor dizer calcar aos ps.
Houve alguma resistencia na fechadura ; mas
lingua e chapa foram arrancadas em um abrir
fechar d'olhos por uma mo furiosa ; e dos acha-
raos finalmente em presenca do homem, quem
procura vamos desde muito* tempo.
Lembraes-vos do quadro dos Dous Aprendi-
zes d'Horgarth, onde o ladro adormecido
acordado por um barulho que fazem na cham-
n? Era esta exactamente a altitude de Bruce.
Elle se linha sentado bruscamente na cama, o
sustenlava-se com esforco sobre as mos, esti-
rando o rosto meio occulto pelos cabellos emba-
razados e errigados.
Que rosio 1 trigueiro e coberto de suor, man-
chado aqu e ali de oodoas lvidas ;seus labios
convulsivamente agitados chegavam torcer-sa
de lempos lempos n'uma careta horrivel, que
parodiava o sorriso ;seus denles coropridos da-
vara-lhe a apparenciade um animal feroz ; a pa-
pilla de seus olhos salientes linha tomado ama
cor amarella, a cornea era cor de cobre, o que
dava um reflexo selvagem s charamas, que sal-
tavam de suas rbitas.
(Continuar-*-Aa.)
PMH,- TTP. DE M. F. DE FAMA.- 1860.
->
ILEGVEL


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