Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09199


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Full Text
tfllt XIITI. HOMERO 299
Por tres mezes adiantados 5flOOU.
Por tres mezes vencidos 6$000.
QUISTA 'EIRA 27 DE DEZEIBRO DE 1861.
Por auno adiantado 49$000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGAI)03 DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaty, o
Sr. A de Leraos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de OI-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos!
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
l'ARllliAs DOS GORKEIUS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar.^lnho e
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d' Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vis4a,
Orictiry e Ex as quartas-feiras.
Cabo.Sirinhera, Bio Formoso, Una, Barreiros,
Agua preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha
EPHEMF.RIDES DO MF.Z DE DEZEMBRO.
5 Quarto minguante as 3 horas e 40 minutos
da tarde.
12 La nova as 10 horas e 28 minutus da manha
SO Quarto crescente as 3 horas e 50 minutos
da manha. %
28 La cheia aos 58 >^sV3,ijla manha.
PREA^r^dVeHOJE.
Primeiro as 4 hora* e 54 minfj'os da manha.
Segundo as 4 ho~as.e 30 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relago tercas, feiras e sabbados.
Fazenda : trras, quintas e sabbados as 10 horas-
Juizo do commercio: quartis ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel ; quartas e sabbados a um
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
24 Segunda. S. Gregorio ra. ; S. Hermina ro.
25 Terga. cfc Nascimenlo de N. Sr. Jess Christo.
26 Quarta. S. Estov3oProto martyr; S. Marinho.
27 Quinta. S. Joo apostlo Evangelista.
28 Sexta. Os Santos Innocentes mm.; S. Castor.
29 Sabbado. S. Thomax are. deCanluaria m.
30 Domingo. S. Sabino b. m, ; S. Venusliniano,
ENcijtJfrP.GADOS DA SUBSCRIPCAO NO Sl.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias ; Bahto,
Sr, Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa d
Faria, na sua livraria praca da Independencia na
6 e 8.
PARTE OFFICIAL
Governo da provincia.
Expediente do dia 22 de dezembro de 1860.
Officio ao director geral dos indios.Expe V.
S. era seu olficio de 20 do correte as dosagra-
davois occorrencias. que se deram na vespera
mire V. S. na qualidade de director geral dos
indios, e o delegado de polica do termo da Esca-
da, por occasiao de mandar V. S. arrancar a plan-
taco do canas, que em terreno do patrimonio
dos indios niquelle termo mtndra fazer o te-
nente-coronel, Jos Francisco de Faria Sales, se-
nhor do engenho Sapucagy de baixo sito em
ierras do mesmo patrimonio ; concluindo V. S.
por pedir providencias sobro as mesmas oceur-
rencias.
Nao podendo as trras das aldeias dos indios
sei era arrendadas po*mais de tres annos, como
expresso no art. 1 13 do decreto n. 426, de
24 de julho de 1845, e sendo corlo, como asse-
gura V. S., que ha muito tempo se fndou o ar-
rendamento que tivera o predito Salles de seme-
Ihanles trras, das quaes deraais fra destacada
a porco medida e designada na planta, que fra
approvada por esta presidencia para a noa po-
voaco da Escada, claro quo nao podia o mes-
mo Salles plantar em seroelhantc porco de ter-
rono ja designado para servido publica, como
lica dito, o que fazendo-o, podia V. S. na sua
qualidade de tutor nato dos indios desforca-los,
como j/ia quando se deu o conflicto, a que al-
lude.
No entretanto tendo sobrevindo esse incidente
quo desnecessario agora apreciar, visto que
cessou sem consequencias pelas providencias que
dei na occasiao em que V. S. se mo apresentou,
o que cuenpre hoje requercr V. S. nos termos
do art. 1 33 do precitado regulameulo ao juiz
muuicipal do tormo da Escada o necessario au-
xilio judicial, como aconsclha Aliueida e Souza
em seus interdictos possessorios para continuar
no desforco que V. S. coiuerra sem auxilio da
Justina, requerendo-lhe tambem depois V. S. um
mandado de manutengo atim do poder dar ao
predto terreno o deslino, que llie fura marcado
na planta da nova povoaco.
Nesta dala rocommendo ao juiz municipal da
Escada que d prompta expediento s providen-
cias, que no caso coubercm, o que llie forein re-
queridas, e ao delegado do polica, por interme-
dio do seu chefe, que se abslenha de tomar qual-
quer parle nessas diligencias, que esto inteira-
mente fra de suas atiribuices legaes, princi-
palmente desde que, tundo de proceder-so ellas
judicialmente, neui o receio do conflictos,que ca-
era polica prevenir, pode hoje reproduzir-se.
Officiou-so com copia deste ao chele de polica
e ao juiz municipal da Escada para os fins cima
declarados.
Dito ao F.xm. presidente do Cear.Passo s
maos de V. Exc. por copia para os ns conve-
nientes, o offlcio do commaodanle do presidio de
Fernando datado de 19 de novembro ultimo e a
parte a que elle se refere, da qual consta ter fal-
lecido alogada no mesmo presidio a sentenciada
dessa provincia Raymunda Maria de Jess.
Communicou-se tambera aojuiz municipal da Ia
Tara.
Dilo ao Exm. presidente do Maranho.Fico
interado do que, conforme V. Exc. se servio
cammunicar-me em ofiicio de 4 do correnle, foi-
lhe declarado, por aviso do ministerio da justica
de 18 de novembro ultimo, que, em face dasdis-
posiees do aviso circular de 23 de outubro de
18"iij, nao compete ajuda de cusi ao juiz de di-
Teito Antonio Ruarque de Lima, removido da co-
marca da Carolina nessa provincia tara a da
Boa-Vista nesta, visto como foi essa remoco
eita a pedido seu.Communcou-se a thesoura-
ria de fazenda.
Dito ao Exm. presidente do Para.Recebi o
officio que V. Exc. me dirigi em 10 do correte,
o lenho a declurar-lhe que ja foi-me entregue a
raixa contendo objectos de historia natural re-
meltidos do Amazonas com destino a esta pro-
vincia, a que se refere o raeu ofiicio do 26 de no-
vembro ultimo.
Dilo ,ao coronel commnndanle das armas.
Commuuico a V. S. que, segundo declarou o com-
juandante do presidio de Fernando em officio de
10 do correnle regressaram d'alli para esta capi-
tal na barca Atrevida o capello alferes padre
Seralim Goncalves dos Passos Miranda o o capito
do -." batalho de artilharia a p Jos de Cer-
queira Lima, que foram rendidos, este pelo ca-
pililo Luiz Francisco Teixeira, c aquello pelo ca-
pello Fr. David da Natividade de Nossa Senhora.
Communicou-se a thesouraria de fazenda.
Dilo ao inspector do arsenal de marinha.
Mande V. S. postar junto ao caes da ponte nova,
no dia 24 do correnle as ni .o horas da manha,
duas lanchas equipadas para transportar alguns
objectos do quartel do 4o balalho de arlilharia a
p pura o da companhia fu de cavallaria em
Santo Amaro,
em le, ainda sobre objeclo de servido da mesma
guarda, quanto mais Acerca do. assumpto conlido
em seu officio de 15 do correnle, o qual por sua
natureza poderia ssr objeclo de urna queixa, que
pela constituido compete a qualquer cidado.
Nao possivel por isto tomar em considerarlo o
mesmo officio que demais envolve urna censura,
posto qyc iodirecta, s autoridades superiores da
provincia pelo que osdrirto.
Dilo.Ao juiz de paz mais votado do Io dis-
tricto da freguezia de Alagoa do Baixo. Coos-
tando de documentos quo me foram apresentados
que a qualificaco dos votantes dessa freguezia
achava-se viciada, remello a Vmc. urna copia
authentica, da referida qualificaco que foi en-
viada secretaria da presidencia, atim de que
por ella se faca a chamada dos votantes na elei-
co de eleitores que se lem de proceder no dia
30 deste mez, se for isso necessario, porque com
effeito se tenha dado a falsificado.
Dito.Ao superintendente da estrada de ferro.
Seiente do que me communiea o Sr. superin-
tendente da estrada de ferro em officio de hon-
tem datado, npresso-me em rcsponder-lhe :
Que pode o Sr. superintendente propor o meio
que mais conveniente llie parecer para facilitar
a condueco de mercadorias atravez do rio Ipo-
juca.
Que a inspocro da 2" seceo da via frrea para
sua entrega definitiva nao lera lugar naturalmen-
te antes do dia 14 do futuro mez de Janeiro, em
quo deve achar-se nesta cidade de volla do sua
viagem ao Rio de Janeiro o engenheiro fiscal do
governo, podando entretanto, se for necessario,
ser encarregado dessa inspeceo ou o engenheiro
civil Jos Mamcde Alves Fcrreira, que o lic.ou
subsliluindo, ou o engenheiro Marlineau;
Que Finalmente estimei sabor do progresso que
vai tendo a renda da estrada de ferro, devido
sem duvida em grande parte a iulelligencia e zelo
do Sr. superintendente.
Dito.Ao professor publico de inslrucco pri-
maria da villa da Boa-Vista.Salisfazcndo o pe-
dido constante do ofiicio que Vmc. me dirigi
com data de 22 de novembro ultimo remetto-lhc
urna caixinha contendo tubos de pus vaccinieo
para que fsca delle o uso conveniente, de coo-
formidade com o formulario, jue encontrar na
mesma caixinha, devendo Vmc. prestar-se a
applica-lo a lodos os que se quizerem vaccinar.
Quanlo porm a segunda parte do citado officio
so providenciar opportunamonte.
Portara.Os Srs. ageotos da companhia bra-
sileira do paquetes a vapor mandera dar passa-
gem para a provincia do Para, por conta do mi-
nisterio da guerra, no Io vapor que passar do
sul, ao major Jos Muniz Tavares, que vai ser-
vir na provincia do Amazonas, a mulher do mes-
mo major c urna filha menor.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao coronel commandante das armas.
De ordem de S. Exc, e Sr. presidente da pro-
vincia, commiinico a V. S. cm resposta ao
seu ofiicio de 21 do corrente que nesla dala se
deu sciencia a thesouraria de fazenda de haver
dado parto de doento o major director do hospi-
tal militar Felippe Duarto Pereira o de ter assu-
niido as uneces de director conjunctamente com
as de Io medico o l)r. Manoel Adriano da Silva
Pontes.Deu-so aviso a thesouraria de fazenda.
Dito ao mesmo.O Exm Sr. presidente da
provincia manda acensar recolado o cilicio que
V. S. Ihe dirigi em 21 do correte, sob o. 1383
participando o fallecimento do lente do 10 ba-
lalho de infamara Antonio Manoel Barboza.
Communicou-se thesouraria de fazenda.
Dilo ao conselheiro presidente da relago.S.
Exc, o Sr. presidente da provincia, manda de-
clarar a V. S. que tica inteirado de 1er o des-
embargador Agoslinho Moreira Guerra entrado
no dia 21 do corrente no exercicio do cargo de
procurador da coroa e fazenda nacional dessa re-
laco, conforme V. S. communicou por officio
de'2l dcito mez.Fizeraiu-se as communicarocs
do estylo.
DESPACHOS DO DA 22 DE DEZEMBRO DE 1860.
Requerimentos.
3382.Augusto Elizlo de Castro Fonseca.In-
forme o Sr. inspector da thesouraria do fazenda
ouvndo o Sr, inspector da alfandega.
3383.Alexandrioa Maria da Luz.Informe o
Sr. Dr. chefe de polica.
3381.Agostinho Fernandos de Queiroz.In-
forme o Sr. inspector da thesouraria de Fazenda.
3385.Amaro Fernandes Daltro.Em 6 do
correnle se expedo ordem a repartirn das obras
publicas para o recebimunto definitivo a que al-
iada e a tnesouraria provincial para o pagamento
das prestscoes a que o supplicante liver direito.
3386.Antonio Pedro dos SantosComo requer
devendo o supplicante habilitarle dentro do
prazo que 1 lio for marcado pela capitana do
Porto.
que desl'arte se mostrara dignos filhos do solo,
a que perlencera.
Hoje, pon, que a -fuelle dia passou to rpido,
to cheio de euthusiasrao e prazer, corre-nos o
dever de rumprir o que promeltemos, publican-
do coin mnuciosidade, e sem exagerarn a ma-
neira patritica e festival porque foi aqu solem-
nisad,o.
Ao despontar a risonha aurora de to grato dia,
alguns tiros de peca zerara despertar os Sergi-
panos, quo anda jaziam entregues o repouso
para lhes annunciar a apparico e cxplendor do
astro luminoso, que em sua immutnvel rotaco
vinha tornar mais bello, mais radiante o dia das
nossas complascencias e congratuladnos.
A msica do corpo do polica rompeu o toque
d'ilvorada ; o pendo nacional foi arvorado ao
lado do palacio da piesidencia,os loques de pa-
rada soaram ao mesmo tempo dos quarleise do
campo da parada,e ludo islo fazia o mais ale-
gre estampido, preludiando o jubilo com que os
Snrgipanos pretend im festejar o dia do grande
monarcha, do seu primeiro patricio, dessePe-
nhnr adorado, que fi/ a honra do imperio.
s 11 horas da manha desfilou da praca do
quarlel militar em construc;o ao som das msi-
cas marciaes urna brigada ao commando do mui-
to digno Sr. tenente-coronel coramendador Do-
mingos Dias Coelho e Mello Jnior, a qual se
foi postar ao lado da capella de Sao Salvador, es-
tenden-lo em alas pela rado Barocom di-
receo ao palacio da presidencia.
Achava-se no mesmo palacio avultado numero
de cidados da primeira ordem, que o encliiam,
tanto do centro da capital o seu termo, como de
todas as cidades c diversos pontos da provincia,
qno a convite de S. Exc. o Sr. Dr. Thoraaz se ha-
viam reunido para darem a mais formal dem
traco de jubilo, e fazerera realc.aros fostejos que
o mesmo Exm. Sr. havia preparado.
Vimos com gosto inexpressavel a rcalidado do
queja havamos previsto.As salas do palacio
apiohadas dos humos de lodos os partidos, a
quem S. Exc. se apresentou, saudando-os com
aquella polidoz e atralivos com quo lem sabi-.
do guiar todos os coracoes, c com aquello rigo-
sijo proprio de quom via preonchdos seus dese-
jos, manifestados desde o comeeo de sua admi-
nistrarlo, do extinguir odiosidades e apuros dos
partidos, que s podem trazer-nos malos incal-
culaveis.
Pouco antos de moio dia sahio S. Exc. do pa-
lacio para a capella onde se tinha de celebrar o
To-Deum.Foi ento quo mais admiremos a
magnificencia e esplendor de to numeroso pres-
tito.
A chegada do S. Exc. foi annuncada, por urna
estrondosa gyrandola, e pelas continencias que
recebia da forra era parada.
O Rvd. conego vigario parochial com muitas
oulros senhores sacerdotes j. o esperava na por-
ta principal do templo, e o acompanhou at o al-
lar-mr, onde fazendo oraco, ioraou S. F.xc. o
seu respectivo assento, temi a seu lado o Exm.
senador Diniz, e osExms. baroesdeItaporauga,de
Maroim e do Propri, e em seguida grande nu-
mero do cidados grados, entre os quaes se ocha-
vara muitos dos que bem pouco foram por S.
M. o Imperador condecorados com diversas dis-
tinecos honorficas.
A cmara municipal so achava cncorporada
com suas respectivas vestes, c em assento pro-
prio.
Logo depois o reverendo conego vigario geral
da provincia devi lamento paramentado com o
respectivo clero cnn.posto de alguns senhores co-
negos, do sete ou oito vigaiios parochiaes e de
outros Ilustres sacerdotes, quo com gosto vio-
rain de lugares bem distantes a fazer o acto mais
solemne, o pomposo, encaminhou-se ao altar-
mr.
Subi ao pulpito o reverendo vigario da cidade
de S. Christovo, cemmendador Jos Goncalves
Barrozo, o qual recitou um discuso, que geral-
menle satisfez, mostrando com o talanto e fe-
cunda que Ihe lo propria as sublimes virtudes do
augusto monarcha brnsileiro.
O orador nao foi hyperbolico : disse verdades
puras perante um auditorio composto de brasi-
leiros, quo todos por urna s boca proclamam
esssas mesmas verdades.
Temos no entanto pesar de que o mesmo ora-
dor nao queira fazer imprimir o seu apreciavel
discurso, negando-se ( por modestia sem duvi-
da ) as sollicitacoes que nesse sentido Ihe foram
feitas.
sa, e pompa de um acto de tanto alcance para o
futuro da provincia.
Foi elle o primeiro a aprosentar-sc as salas
do palacete d'assembla, destinadas por lei pro-
vincia para as reunioes do Instituto, e ah abrin-
do a sosso installadora nomeou de conformida-
do com os estatutos para, primeiro secretario o
Dr. Bezerra, e parajsegundo oJDr. Salu3liano.
Em seguida raandou ler a abreviada oxposico
abaxo transcrita do ludo quanto tem occorrido
acerca do mesmo Instituto desde o decreto de
sua croaco at o presonte.
Depois do que passou elle mesmo a recitar o
luminoso discurso que abaixo tambem franscre-
vemos, e cuja leilura recommendamos a todos os
filhos de Sergipe que de coraco desojara, o po-
dem promover a felicidade de sua Ierra natal,
sua mesma felicidade.
No jornal seguiute publicaremos a acta da
sesso, da qual o Exm. Sr. Dr. Thomaz conso-
guio em resultado elevar as assignaluras para o
mesmo Instituto a 32:200$U00, em cuja somma
esto comprehendidos os 10:000#000 doados por
S. M. o imperador.
Assun passou na capital de Sergipe o remar-
cavel dia 2 de dezembro.
S. Exc. o Sr. Dr. Thomaz, que esmerou-se
para quo nada faltasse para completar o jubilo,
que por tantos motivos se manifestavn, deu noi-
tc um explendido baile, alrahindo por esto meio
seu palacio a mais brilhanle companhia de ci-
dados conspicuos, o de senhoras distinctas.
Durante o mesmo baile que durou al 2 horas
da madrugada, devisava-se cm S. Exc. a alegra
do que se arhavn possuido por ver-se rodeado
de to avultado numero dos mais prestantes ci-
decreto approvando os estatutos, tanto mais que
a quadra actual pessima cm relaco s fi-
fiuangas.
" A quantia de dez conlos de ris com que
Nao tratamos to pouco desses oulros feitos
sempre repelidos, com que o Sr. D. Pedro II
tem adquirido o respailo dos sabios do mundo.
o .,"T...... X'' r~js-------"a"........-----."'i n vpncraco das corporar.cs scientiflcas mais c-
s. M. o Imperador so dignou doar o mesmo Ins- ; Ipbres
titulo acha-sc recolhida thesouraria provin-
cial.
Nao tendo ainda havido por bem o masmo
Augusto Senhor nomear o thesoureiro do Insti-
tuto, e nao se seando regularmente funecionan-
que Ihe tem offerecido os ttulos de maior
distineco, o que olle sempre cheio de bondade
tem se dignado acceitar.
Nao comraomoraraos a visita s escolas pri-
marias, onde o vimos interrogando os meninos
^nimando-os e dando provas de sua solicitude
do esta ultima instituicao. julguei que nao devia pe|a educaco primaria, ncm os lyceus e aca-
rccolher aquella quantia ao anco da Baha, ou \ demias argumentando e dosejando o desenvol-
qualquer outro eslabelecimenlo bancano como vimento o progresso do eosino das sciencia?. so-
prescrevem os estatutos quo pendem da appro- I caes. positivas e humanitarias. Nao o contem-
vago do govarno imperial. | plamoj n'esses banquetes litlerarios. era que com
Lis ludo quanlo havia respeito do Instituto lanlo tensase temos visto a mageslade dar o
Sergipano Agrcola no da em que totre posseda i prmero exemplo de amor pelo progresso das
administrarlo da provincia. | sciencias e das arles.
hstava creado por decreto de 20 de Janeiro do
correnle anno.
Eslavam nomeadosos vice-presidentes e mem-
0 Sr. D. Pedro II sabe bem que s grando o
Monarcha pela sua sabedoria.
Tratamos, spnhores, de um faci importante,
broa da directora J doconaelho fiscal: que demonstra o interesse que lem o Dosao Impe-
A quantia ce lO.OOOgOOO doacao de S. M. | rador pelo progresso o deseiivolvimento do Bra-
I. o Imperador eslava recolhida no cofre pro- siliraia-se do um facto. que demonstra que o
nosso imperador o primeiro dar o exemplo
vincial.
Os estatutos pendiam de approvaco do gover-
no imperial, e alguns membros quer da directo-
ra, quer do conselho fiscal haviam assignado
algumas quantias como joias para o Instituto.
Na lista do conselho fiscal havia so dado urna
alteraco. isto tendo Francisco Muniz Barrito
pedido sua demisso foi nomeado em lugar d'elle
por decreto de 5 de junho do correla anno, o
Dr. Antonio Freir de Mallos Brrelo.
Tomando conta da adminislraco o compeue
trando-me da verdade que o Instituto Agrcola
o primeiro
I do amor e proteceo, s fonles do riqueza de
| nosso paiz.
; Tratamos finalmente de installar e dar vida ao
; Instituto Agrcola Sergipano, criado por S. M. o
Imoerador por decreto de 20 de Janeiro do cor-
r rente anno.
Essa iiisliluicao foi um dom cheio de feliz futuro
com quo o Senhor D Pedro II obsequiou os di-
gnos tllhos e habitantes de Sergipe, essa institui-
So foi o assignalamento da poca de sua visila .'
esta provincia, e a manifestarlo do zelo o cuida-
i ha-! dadaos, vidos de paz, e harmona, acordes to- | era o nico remedio prompto, e mais fcil para ,j0 que el|e nresla a agricullnra principal fonle
ons- dos com os scnlimenlos de seu coraco, e rivaes conjurar os males quo esto eminentes a lavou- 1 j0 riqueza do Estado.
sonieute no amor dedicado ao Augusto chefe da i ra entend que devia dedicar-me lodo a essa
naco. j creaco, e para isso comocoi a dar os passos que
cm temor de errar diremos, que lisongeiros entend convenientes, e com tanto mais affinco
auspicios traz-nos a solemnidade do anniversa- | quando por decreto de 19 de setembro do corren-
ro natalicio do nosso Augusto soberano, deseen- te anno S. M, o Imperador houve por bem no-
denle de reis do amigo mundo, que veio luz mear-me presidente desse Instituto, e tlnalmen-
no abengoado hemisphorio da America.
Sim, S. Exc, acabamos de presenciar, lem ga-
nho as sympathias, e os respeitos dos habitantes
da provincia,o para que soja completa a felicidade
que almejamos.ou antes,almejam lodos,nada mais
resta seno quo o sacrificio no altar da patria das
dissensoes e rivalidades pessoaes quo lanlo domi-
nam nesta provincia e que s serven para dos-
unir-nos, e enraquecer-nos.
Dito ao commandante superior do Goianna.
Vistas suas informaroes datadas de 10 do corren-
te, mande V. S. passar as guias, de que trata o
ari. IS do decreto n. 1,130, de 12 de margo de
1853 ao capito Francisco Antonio da Silva Va-
lente e alferes Sizenando Joaquira da Silveira,
ambos da 3a companhia do batalho n. 15 de in-
famara da guarda nacional desse municipio,
visto que leem elles fixado a sua residencia no
municipio de Mamanguape, na provincia da Pa-
rahiba.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Tendo sido salisfeitn a requisigao dessa thesou-
raria contida em officio do 14 do novembro ulti-
mo, sob n. 1,176, acerca da conta junta em du-
plcala relativa ao concert do, relogio da capi-
tana do porto desta cidade, autoriso a V. S. a
mandar pagir a Alberl Ascholl a quantia de 20,
em que importa a mencionada conta.Commu-
nicou-se ao capito do porto.
Dito ao mesmo.Transmiti a V. S., para os
flns convenientes, o incluso aviso de leltra na
importancia de 200J sacada pela thesouraria de
rendas da provincia do Rio Grando do Norte so-
bre essa, ea favor do Dr. Nabor Carneiro Bezerra
Cavalcanli.Deu-se sciencia de semelhanle des-
lino ao Exm. presidente daquella provincia. _
ilo ao mesmo.Tomando em consideraco o
que me expoz o director da repartico das obras
publicas em officio de hoje sob n. 339, juuto por
ropia, recommendo a V, S. quo com urgencia,
perraittindo o estado dos cofres dessa thesouraria,
mande entregar ao thosoureiro pagador daquella
repartigo mais 5:396#000 650 rts por conta do
pedido do mez de novomDro, afira de poder elle
occorrer aos pagamentos de que trata Ia parte
do citado officio, o bemasslm a quantia de......
1:296$780 para pagamento das despezas constan-
tes da ola tambem junta por copia.Communi-
cou-se ao director da reparligo das obras publi-
can. .
Dito.Auloriso o conselho administrativo a
comprar nos termos do seu regulamenlo 500 al-
qnoires de farinha de maodioca, medida velha,
para forneciraento do presidio de Fernando.
Coramunicou-se a thesouraria de fazenda.
Dito.A Joo CapUirano de Torres Galindo,
capito da 8* companhia do balalho n. 26 da
guarda nacional do Bonito.Nao pode Vmc. na
qualidade de capito de urna companhia do ba-
talho da guarda nacional dirigir-se directa-
mente a esta presidencia, como expresso
3387.Bailar & Ouveira Passe portaras on-
cedendo licenca para matricularem-se os mes-
tres dos navios de que se trata para a viagem a
que esto destinados devendo os mesmos mes-
tres habilitarem-se com cartas no prazo que lhes
for marcado pela capitana do porto.
3388.Berlholomeu Lourenro.Informe o Sr.
capito do porto.
3389.Francisco Joaquim de Oliveira Baduera.
Passe portara concedendo a licenca pedida.
3390.Francisco Antonio da Silva Valenle.
Deferido com a ordem que se expede nesta dala.
3391.Felden Brothers.Ioforme o Sr. Ins-
pector da thesouraria provincial.
3392.O mesmo.Informe o Sr. inspector da
thesouraria da fazenda.
3393.O mesmo.Informe o Sr. inspector da
thesouraria da fazenda.
3391.Ignacio Vieira de Mello.Informe o Sr.
juiz municipal do termo do Nazareth.
3395.Joaquim Das de Azevedo.Passe por-
tara concedendo-se a licenca pdida devendo o
supplicante habilitar-so no prazo que Ihe for
marcado pela capitana do Porto.
3396.Joo Jos Lopes Pereira.Informe o
Sr. director do arsenal de guerra
3397.Luiza Francisca da Costa.Satisfaga a
supplicante a exigencia da thesouraria constante
da informago langada io verso desta petico.
3398.Maria Izbel Lins.A supplicanle ser
atlendida logo que permiltam os cofres pblicos.
3399.Paulino Antonio da Trindade.Infor-
me o Sr. engenheiro director das obras publicas.
3400.Luiz Jos Bezerra dos Santos.Apre-
sente-se no quartel do commando das armas para
ser inspeccionado.
3401.Sesinando Joaquim da Silveira.Defe-
rido com a ordem que se expedo nesta dala.
ERRATA.
No officio dirigido ao delegado de Goianna, e
que vem publicado no Diario de honlem, onde
se dizevitando que so nao jogue com os recur-
sos officiaes, lea-seevitando que se jogue com
os recursos officiaes.
Findo o Te-l)eum s 3 horas da tarde, regres-
sou S. Exc. para o palacio, acompanhado da c-
mara municipal, do cloro, de todas as autorida-
des, e empregados civis e militares, e d'um
grande concurso de pessas distinctas.
A brigada deixando o terreno que oceupava,
foi enllocar se na ra d'Aurora, esleridendo-se
desde a frenle do palacio da presidencia at do
palacete d'Assembla, onde tinha de ter lugar o
cortejo efflgie de S. M o Imperador, que se
achava collocada n'um decente docel.
Com effeito, depois de haver a brigada lomado
a conveniente posigo, sahe S.
com o numeroso e luzido acom
ma Iludido, e guardadas as etiq
Kxposico, que fe: o Dr. Thomaz Alves Jnior
presidente do Instituto Agrcola Sergipano.
Por decreto de 20 de Janeiro do corrento anno
houve por bem S. M. o imperador crear o Ins-
tituto Agrcola Sergipano. A hourosa coramis-
so do ser presidente desse Instituto coube ao
ex presidente desta provincia o Exm. Sr. Dr. Ma-
noel da Cunha Galvo por decreto imperial da
mesma data, tambem em igual data foram no-
meados vice-presidenle da directora o Illin. Sr.
commendador Antonio Dias Coelho e Mello, e
vice-presidente do conselho fiscal o Exm. Sr. se-
nador Antonio Diuiz de Siqueira e Mello.
Foram nomeados directores os senhores.
Baro de Propri.
Dr. Jos Nunes Barboza Madurcira.
Dr. Joo Jos Bittencourt Calasans.
Tenento coronel Manoel Cardozo d'Araujo Ma-
ciel.
Dr. Silvio Anacleto de Souza Bastos.
Dr. -los Cuperliuo de Oliveira Sampaio.
Foram nomeados membros do conselho fiscal
os senhores :
Baro de Maroim.
Baro de Jiparatuba.
Joo d'Aguiar Boto do Barros.
Luiz Barboza Madureira. a
Tenente Coronel Flix Barrcto de Vasconcellos e
Menezes.
Francisco Muniz Brrelo.
Dr. Raimundo Vallis Galvo.'
Gaspar Accloli do Barros Pimentel.
Joo Nepomuceno Telles de Menezes.
Manoel Rollemberg de Menezes.
Manoel Curvello de Mendonca.
Dr. Manoel Simes de Mell.
Tenente coronel Joaquim Jos de Calasans Bit-
tencourt.
Joo Dantas Martins dos Reis.
Dr. Gonralo Vieira de Carvalho o Mello:
Manoel taymundo Telles de Menezes.
' Antonio Manoel da Fraga.
Baro de Itaporanga.
Paulo de Souza Vieira.
Paulo Freir de Mesquita Barrete
i Todos estes actos chegaro ao conhecimento
do governo provincial por aviso do ministerio do
imperio tambera de 20 de Janeiro, e todos os de-
cretos se acham archivados na respectiva secre-
taria, e a disposico do Instituto logo que o exi-
gir-
| Eis como o Exm. Sr. Dr. Galvo so exprime
respeito desses fados no relalorio que apresentou
Exc~ de palacio a assembla legislativa provincial em 5 do margo
npanhamenlo aci- j do correnle anno :
iquetas e formali-, S. M. o imperador desejando assignalar a
lo quando os estatutos que pendiam na appro-
vaco j se achavam approvados por decreto nu-
rae'ro 2,602 de 9 do junho de 1860 o mo haviam
sido romeltidos.
Querendo por tanto dar toda vida possivel a
essa lnsliluigo resolv installa-lo no dia 2 de
dezembro para que assim o dia de seu anniversario j ,ja riqueza do ITstador
correspondesse aquello mesmo dia anniversario :
cm que aos Brasileiros coube a sorte de terem o
o primeiro penhor de sua felicidade e grandeza,
pois o anniversario d'aquulleque tinha sido o
creador d'essa instituiro.
Sem othar para os liomens, ora para as ideas
que porventura se debatem na arca da poltica
estragadora da forca prograssista do um povo. a
Toreis lo pouca f era suas sabias palavras,
teres lio pouca esperanra em suas proraessas',
, teres finalmente to pouco amor elle e a vos
j mesmos?
Acredito que a f nao vos falta, que a esperan-
iga vos sustenta, que o vosso amor verdadeiro,
| por isso tambem creo que nao desprezarcis a
i dadiva, que nao deixareis apagar o signal mais
, glorioso da visita imperial esla provincia, qun
. finalmenle viris com os vossos esforeos ardentes
dar impulso, vida, e futuro a agricultura, que <
a nica fonte de vossa riqueza, que a principal
Quizora ter o dom dos Evangelistas para corro-
borar a vossq f, para animar a vossa esperanca,
para alear o vosso amor, falta-me essa lingua de
fogo que lavra at o intimo da consciencia o qun
regenera o hornera. Vou fazer uro. esforco, vou
tentar provar-vos que os Institutos Agrico'las sao
os uuicos raeioscom que podemos desdo j pre-
qual s pode nascor de sua unio. dirigi-me nao i parar o caminho da regeneraro do progresso da
grupos do homens, porque para inim estao
elles em relaco da mesma igualdadede direilos,
nem to pouco aos directores do ideas polticas
porque neuhuraa dolas conhego, nem professo,
e sim & todos os filhos de Sergipe, quem de-
sojo prestar minha estima, mcu respeito, e mi-
nha consideraco ; eis a circular que lhes di-
rig :
Palacio do governe de Sergipe, 31 de outubro
de 1860.
Tendo S. M. o Imperador na visita que fez &
agricultura, e porlanlo da riqueza do paiz.
Nao independente o povo s porque se go-
verna com suas lei, com suas autoridades cons-
tituidas, independente aquello quo tem em si
todos os recursos da vida social, e que pode azer
prosperar o seu commercio, a sua industria, e as
suas artes.
Embora o exaltado patriota exclame, quebrei
as cadeias do despotismo, e da lyrannia, sou li-
vre porque pertengo a um paiz que tem chefes_
inslituicao, e leis: o seu grito nobre e natural"
nao passa de um bom desejo, quando a indepen-
dencir poltica existe, mas quando a escravido
esla provincia deliberado em sua alta sabedoria ej permanece em todos os ramos do desenvolvimen-
munillcencia dotar a mesma com urna insltui-
go, que servisse de apoio ao progresso da la-
voura, nica o magnifica fonte de riqueza deste
ponto do imperio do Brasil, creou o Institu-
Agrcola Sergipano, ao qual fez doacao da quan-
tia de dez conlos de ris (10:OO), bem como
acabara do outorgar estatutos.
Querendo por ern pralica a idea grandiosa do
dosso sempre amado Monarcha, lenho delibera-
do installar o mesmo Instituto no dia 2 de dezem-
bro prximo fuluro, anniversario natalicio do
Imperador do Brasil.
to moral e material de um povo.
Ha ainda urna utopia nesse pensamculo, ver-
dade, quando se aspira urna completa indepen-
dencia ao menos prematura, quando se deseja
que o paiz, seja grando e superior em todos os ra-
mos da vida social.
O progresso est sojeito a um passo lento ere-
flectldo, o seu precipitar faz abalar a sociedado o
talvez retrograda-la.
Portanto, se somos livres politicamente fallan-
do, procuramos silo na vida socialiniernacio-
| nal, nao de um modo precipitado, e sim reflecti-
darneule, porque si um
Por tsnlo espero que todos os illustres filhos I """'T^ f!J3!* u"\ m-al." llb(:r,la^e P01'11"
de Sergipe que.n tal noticia chegar se apres- \ "m ^^^8rt-s?c,a,7inler-nacion?1' Por1UB
sem em me coramuuicar que acce,t.ra e querem f S3^222S*#SE&XtSZSSl T""""
valerosamente coadjuvar a ompreza llmente | g^ !*e' P piladamente, por-
progressista o garanlidora da prosperidade desta 11"2 '
provincia, que de certo nao a ultima de suas |
irmas, e quem o magnnimo monarcha consa-1
grou igual dedicago e amor.
Nenhum sacrificio se pede aos filhos da pro-
dados do esiylo7 verificou-se o indicado cortejo,! poca de sua visita esta provincia e manifestar
findo o qual voltou S. Exc. para a sua residen-; a attengo que presta a agricultura, principal
ca com o mesmo acompanhamenlo, passando lo-' fonte de riqueza do estado houve por bem crear
go a brigada a collocar-se na praga de palacio,' o Instituto Agrcola Sergipano sobas mesmas ba-
onde, feitas as continencias e devidas evoluces, ses do Instituto Bahlano creado por decreto do
deu as tres descargas do costurae, e foi ento'. 1. de novembro do 1859.
que S. Exc. de urna das janellas de seu palacio Para este tira dignou-se nomear-me presiden-
possuido do maior euthuslasroo, deu vivas iS.'ti do mosmo Instituto por decreto de 20 de ja-
M. o Imperador, a >. M. a Imperalriz, familia neiro findo, e membros de directora o do coose-
impenal, e ao povo sergipano, os quaes foram llio fiscal as pessoas constantes da relaco que
correspondidos pela briosa tropa, e por todos os acompaulia annexa ao projecto de estatutos do
assistentes com as mais decididas mostras de' mencionado Instituto, os quaes < consumera o
amor e respeito : e logo d'ontre o grando con-
vincia ; mais tarde, quando a Providencia Divi-
na liver se compadecido de sua sorte. e Ihe fr
dando os meios de subsistencia e riqueza, tero
de concorrer com o donativo que
poderera, nunca inferior quantia
que tal a joia marcada nos estatutos.
Tenho f, que todos em geral sero promptos
concorrer para o engraudecimento desta til
instituico, e espero mais que acceitando o lugar
de honra que lhes olTerece S. M. o Imperador
K verdade que somos livres, e que somos li-
vres desde 7 de setembro de 1822. Gozamos da
liberdade poltica. Gloria aquellesquo para lano
cooperaram !
Mas ainda estamos mimo onge dessa indepen-
dencia social internacional a que toda a nago
deve aspirar por que s ento se constituir in-
quizerem e i dependente, como cumpre que seja.
de 2009OOOI Para isso deve o paiz langar-se descuidosoem
todos os ramos de industria ? Deve abracar de um
s golpe todos esses elementos de sua grandeza
e prosperidade"?
Acreditamos quo nao, e que so tal fizesse, lo-
ria desejado o impossivel, e em lugar de caminhar
concorrero com a sua presenca para que a ses- para o progresso, teria-se precipitado, e deixado
sao de installacao corresponda" em brilhantismo | de caminhar segundo a lei natural do desenvol-
grandeza da idea do Excelso Monarcha Brasi-
leiro.O presidente do Instituto, Thomaz Alves
Jnior.
As pessoas quera me dirig constam da rela-
go junta.
Vamos pois, installar o Instituto Agrcola Ser-
gipano.
Cidade do Aracaj, 2 de dezembro do 1860.
Thomaz Alves Jnior.
curso das pessas gradas que so achavam as sa
las de palacio soltou-se um enthusiastico viva a
S. Exc. o Sr. presidente da provincia, que foi
estrepitosa e geralmeote correspondido.
Terminadas estas demonstrarnos de amor e
e
INTERIOR.
Sergipe.
6 de dezemro do 1860.
Em o numero antecedente deste nosso jornal
j declaramos com verdade que entre as pocas
memorandas, que designam a emancipago e li-
berdade dos Brasileiros, o dia 2 de dezembro an-
niversario do natalicio de S. M. o Imperador oc-
cupa o mais disuado lugar entre os Sergipano?,
apenso a leltra A.
Para referir o que se deu depois disto al o dia
15 de agosto, poca em que me cuubo a ventura
de vir presidir sem ttulos a illuslrada provincia
i de Sergipe soccorro-me do que diz o mesmo Exm.
' Sr. Dr. Galvo no relalorio com que me passou a
adheso ao monarcha, e sua dynastia, ret-' adminislrago da mesma provincia sob a epigra-
rou-so a brigada para seus quarleis, depois das pheImperial Instituto Sergipano d'Agricullura.
ultimas continencias.
O batalho da guarda nacional da capital deu a
guarda de honra, conforme S- Exc. havia prece-
dentemente determinado.
O dia 2 de dezembro de 1860, aquello em
que a capital de Sergipe se veslio de gala para
applaudir o anniversario do feliz nascimenlo de
seu idolatrado monarcha, deve ser por nos e por
nossos vlndouros geralmente lerabrado, nao s
pelo assignalado favor que os cos nos fez dan-
1 do-nos um principe brasileiro, to sabio, quanlo
Ijusliceiro, to piedoso quanto amante do paiz
em que nasceu, como ainda porque o dia 2 de
dezembro de 1860 abri as portas de prosperida-
de e progresso desta provincia com a inslallago
do Imperial Instituto de Agricultura Sergipano,
creado por esse roagnirao monarcha, que assim
deu urna prova a mais evidente e inequvoca do
amor e disvello que consagra aos filhos de Ser-
gipe, seus subditos fiis e eminentemente dedi-
cados.
Como annunciaraosno ultmo numero deste jor
nal cffectivamenle realisou-so a pj-melra sesso
de installacao do mencionado Instituto as qualro
horas da tarde do precitado dia dous do correnle
dezembro.
O Exm. Sr. Dr. Thomaz, presidente do mesmo
Instituto, muito fi proposito escolheu paraseme-
Ibsute installacao esse dia para maior honra nos-
Tendo-mo S. Exc. o Sr. ministro do imperio
determinado verbalmenlc que confeccionaste os
estatutos do Imperial Instituto Sergipano d'Agri-
cullura, deaccordocom os da Bahia e Pernam-
buco confeccionei os ostalutos que existem apen-
sos ao mcu relatorio apresentado a assembla le-
gislativa provincial, os quaes sao integralmente
os mesmos do Instituto Bahianocom a differenga
apenas de algumas ideas que aproveilei do dis-
curso do Exm. presidente de Pernambuco apre-
sentado na occasiao da installacao do imperial
Instituto da mesma provincia.
Posteriormente por aviso de 20 de fevereiro
dignou-se S. Exc. o Sr. ministro do imperio
transmittir os estatutos que deviam reger o Ins-
tituto Sergipano, afimde serem assignados pelos
respectivos membros do conselho fiscal da direc-
tora para depois serero devolvidos S. Exc.
para serem juntos ao decreto que os deve ap-
provar.
J Uve occasiao de enderegar S. Exc. o
Sr. ministro do imperio os referidos estatutos
assignados pela grande msioria dos mombios da
directora e do conselho fiscal.
No seu gubinete encontrar V, Exc. a nota
das assignaluras das joias com que contribuem
os mencionados membros, cumprindo-me decla-
rar V. Exc. quejulguei conveniente nao man-
dar recolher quaotia alguma antes de vir o
Meus senhores.Todos vos sabis que esta
provincia coube a venturosa sorle de ser visita-
da pelo Magnnimo Monarcha Brasileiro o se-
nhor D. Pedro II.Todos vos sabis que esta
provincia deu S. M. o Imperador igual prova de
consideraco; quo a qualquer ouira do suas ir-
mas, e que a seus futios o habitantes consagrou
o Augusto Imperante aquello amor o paternal
solicitude, quo ninguem ha, que ignore existe,
uo peilo do Chefe da naco brasiUura para cora
os seus subditos.
Pois bem, como se fra um anjo do paz, c de
consolago o Imperador, peregrinando sobre a
ierra, cujo deseovolvimento e progresso est en-
tregue sua alta sabedoria, ia deixando nos tr-
minos de sua viagem, as provas mais inconcus-
sasdeseu immenso amor pela humanidade, de
seus disvellos pelos povos sobre quem reioa o
governa,do seu zelo pelo adianiamento, prospe-
ridade e augmento da riqueza do impeiio do San-
la Cruz.
Nao tratamos aqu de commemorar nenhum
dessos feitos quotidianos com que o nosso Impe-
rador, adquire sempre urna podra precibsa para
a sua verdadeira cora : pedra preciosa de mais
subido valor que o diamante, porque esse ape-
zar de sua rgida cooslituico est sujeilo s leis
do lempo, e da destruigo*, porque o seu brilho
des ipparece com a luz do sol, e entretanto essa
outra pedra preciosa de mais subido valor que o
diamante, nao se anniquilla com o tempo, e
offusca o brilho do Astro Rei,
E na verdade quando um dia (e bem longe es-
leja elle) a fronte augusta se dobrar lei da
igualdade, a morte, quando ento a corda rolar
seus ps, nao desappareccrello da face da trra,
ficar o seu nome como um ttulo que nao se ex-
tingue, e o Imperador do Brasil ser conhecido
por lodos os povos do mundo como monarcha
exsclso pela sua magnanimidade, pelo seu amor
aos desvalidos, pela sua caridade, e a ultima ge-
rago lendo os annaes de hoje, ver escripio em
letras que nao se apagaraPedro II o caridoso.
vimento.
Por tanto urna reflexo, e ella bastante para
nos salvar da utopia o do precipicio.
Oque o Brasil em quanto aos ramos do in-
dustria? O Brasil essencialmente agrcola, o
Brasil nao pode ser por muito tempo seno es-
sencialmente agrcola. Si o Brasil essencial-
mente agrcola, si o Brasil nao pode ser por mui-
to lempo seno essencialmente agrcola, a agri-
cultura e hade ser por longo tempo a sua prin-
cipal seno nica fonte de riqueza.
Considerado por tanto o Brasil como essencial-
mente agrcola, coraprehendeis qual nao a at-
tengo de nosso imperador para ella, qual nao
deve ser a solicitude de seu governo, e qual fi-
nalmente nao deve ser o cuidado do corpo legis-
lativo.
Estamos no anno de 1860, devenios apreciar
quaes as necessidades que solirc a lavoura, quaes
os meios mais promptos de remediar essas ne-
cessidades.
Houve um lempo desgragado para o nosso paiz.
Os homens aferrados rotina, entenderam quo
s eram felizes quando dominavam muitos es-
cravos; acredilavam como o poeta do Ponto que
debaixo da zona trrida s poda IrabaThar o des-
gragado filho da costa d'frica, queimado pelo
sol africano!
Que injustiga, o co do Brasil puro e lmpido,
como desojara talvez civilisado europeo, foi por
muito lempo considerado como de mo presagia
e perigoso I
L assim caminhavam os homens no erro. Erro
fatal, que trazia comsigo duas consequencias fa-
iteao homem tinha-se tornado urdo aos gemi-
dos de seu semelhante, era-lho indiferente sua
sorte, e com o costume ficou quasi sanecionada
quo o escravo era menos que o animal, era a
res dos amigos romanos. Eis a primeira con-
sequencia.
Haga estupida, degenerada e desmoralisada,
privada de toda a educago, porque causara
grande pergo i sociedade, ahi ficou encerrada no
seio da familia ; seus costumes foram arremeda-
dos, o as futuras geracoes amamenladas em grao-
de parle com o leite mercenario da escrava, be-
bern! com elle mais de urna de suas tradicOes.
Eis a segunda consequencia.
Em tempo se conhecero esses defeilos. A fa-
milia brasilera hocrorisou-se quando vioosef-
feilos da escravido sobre a moralidade e educa-
gao do seus filhos; o Brasileiro nio sentio me-
* N
MUTILADO


w
IARIO DE PERHAMBUCQ. QUINTA FB1RA S7 DR DEZEMBRO DE 1860.
nos que outro qualquer o effeilo da lei barbara
que separa o hornera, ota senhor e escravo.
Mas tudo sacriQcaram ao seu futuro, a sua ri-
queza e ao bem estar material de familia, e o es-
cravo passou como urna neccssidado do paiz.
Ernbora legisladores acudissera e lentassem por
un paradeiro a esse abuso da moralidade, a essa
injustica dos homeos, recuavam ou compori-
savam.
Chegou urna poca, o paiz levantou-se uniso-
*
mais en menos, e que ir promovendo com o
futuro do paiz.
Croio, pols, que nada ha que pos3a salisfazer
tao de prompto os necessidades do larrador,
como os instiUjtos agrcolas laes quaes foram
concebidos por S. M. o Senhor Doro Podro II
tal qual foi concedido a esta provincia, e a qne
e2 0r2 .e,u,u, Pprovados pelo decreto
:oz de 9 de junho do correte anno.
Ledo o artigo 2 desses estatutos, refiecti sobre
******
'" : r
no, e decretou sem oulra inspiradlo que nao fos- I o que nelle se escreveu, e i
se o seu progresso, o seu futuro, e o triumpho de --------------------
seus nobres senlimenlos pela humanidade: a
abolico do trauco da escravatura. E foi bastante
a rontade firme da naco para cahir esse com-
morcio fatal, que havia zombado da forco, e de
lAf na na i..;it.:. .____ i _*
exagero na exposiQo que tos tenho'feito, e do
quanto devemos esperar dessa instituicao conce-
dida com tanta conviegio, e acompanhada logo
do urna dadiva generosa que quer dizer bem e
positivamente o desejo que tem o Chefe da Na-
iodos, o. sacrificios e recursos da poderos7ngl: jj,TjmquT ella* seestVbe.ecTs Sljie
Quero crerque S M. o Imperador lberalsando
este instituto a Sergipe nao se enganou com os
Alguns anda da antiga escola pensara que sa-
cnucou-se o paiz, nao vontade de estrangeiro,
porque devemos fazer Justina nos rrresmos e
sim a senlimenlos que nao compensara as necessi-
dades porque temos passado.
Nao sacrificio, dever conconer para o
triumpho da Justinaa escrarido eslava con-
demnada pelo sabio autor do Chrislianismo, e o
interesse qualquer que elle seja nao se pode
justificar sem o principio da iustica em que se
basea.
Sacrificar o interes3e mesquinho iustica, eis
o dover do homem.
Nao ha inleresso material, que possa justificar-
so sera o interesse moral.
Era tal caso era dar o triumpho barbaria contra
a civilisagao, era preferir o gozo material ao gozo
do espirito, escravisar todos os principios do pro-
gresso. r
Nao ha razo, pois, que justifique a necessida-
ile da escravidao tal qual se patentara at bora
poneos annos, e bem bajam aquellos que tiveram
a coragem de a exterminar.
Foi um grande passo dado na civilisa^ao e no
progresso. Nao era possivel ir alm. O systema
completo absolucionista ou da emancipacao nao
pode ser adoptado por nenhum Brasilero que
seja amante do seu paiz.
Ahi ficou^ pois, ainda a escravidao como um
fado que s podo desapparecer cora o andar dos
annos.
Cu. m pro que os senhores dessos escravos com-
prehendam bem o dover ora que eslo de serem
mais humanos do que infelizmente tem sidoos
preceitos naturaes o aconselham, o seu futuro
Mies ciisina.
r.umpro pr um dique a essa torrente de expor-
tado que todos os das vai arrancando esses bra-
cos anda necessarios lavoura, muito principal-
mente quando parece que a causa disso o es-
pirito de interesse que illudes para mais larde
trazer um triste desengao quelles que se dei-
xam seduzir.
E na verdade o prego fabuloso dado ao escra-
vo tem levado mais de um lavrador a desfazer-se
delle, pensando que com isso lucra. Engao :
a um bra?o productor que perde, o dinheiro es-
tae-so em despezas mal pensadas, de maneira
que oem deprossa elle ahi ca sem o seu escravo
a sera o seu valor, um abysmo que cumpre
evitar com todo o ompenho o esforro.
F. quando outra seja a causa que" venha com-
pellir a permuta ou entrega do escravo, como a
Ipi da necessdsde quo obriga o devedor a pagar
ao seucredor, enlao, nao sedeire de harmonisar
esso molivo com o sentimento de humanidade,
nao fraccionando-so os familias arrancando-se os
til los dos bracos de sua raai, dando a cada um
novo senhor, um novo capliveiro, porque o es-
cravo por ser escravo nao deixa de sentir esse
amor nato que prende todos os seres animados
na natureza.
Huraonisai-vos : se o escravo merecedor de
castigo, inflingi-o por que estaes aulorisado pela
Joi, mas entre o castigo legal o a tortura ha Brin-
de distancia.
Alli est a sancclo da justiea, o direito, aqui
0 oxeesso da vinganca. o arbiino.
O vosso escravo hoje constilue a parle mais
preciosa de vossa riqueza, preciso, quo essa
inrca productora nao se estrague, e sim que seja
allimeniada com o maior cuidado, com a maior
dedicacao.Pensai, lde no futuro e treraei.
F. fado que esses eram os bracos da lavoura,
e que sem os bracos ella nao pode progredir.
1 irqU0 assira era nao se segu que elles devam
rollar, por que elles eram seus bracos mos em
relajao ao proprio trabalho, e hoje ningucm pro-
seus dignos e Ilustres fllhos. quolhes fez ti
prsenlo digno do mais subido apreco, porque
encerra em si o futuro da riqueza e prospendade
da provincia.
Corresponde!, senhores, a tanta esperanca,
rinde sem distingo de crencas, de principios
polticos, ou de divergencios domesticas acceitar
este presente, cooperai com vossas forcas, vonta-
de e dedicaco para prosperidado do" Instituto
agrcola Sergipano, porquo. acreditai-me, coro
um tal passo tendes concorrido para vossa pros-
pendade, e que bum mereceris do Imperador o
da provincia.
Oala tantas esperancas nao se illudao, oala
6 vida nsonha, e prospera do crento destimido e
esorcado nao succeda o suicidio do covarde e
pusillanime que nao pode porquo nlo quer:
oxal o assignalamento mais glorioso da vizita
Imperial esta proviocia nao seja riscado por
mo sacrilega e vandlica, de scepiicos sem cons-
ciencia, e sem patriotismo : oxal que esta hora
solemne em que vos fallo pelos vossos inleresses
e pelo interesse do vossa provincia nao seja ain-
da maldicoada e esquecida no andar dos lempos
e com ella o vosso futuro, grandesa e bem
estar.
Nao, meus senhores, hoje quo todos nos gratos
ao monarcha Brasileiro commemoramos o seu
anniversario natalicio, hoje que lho pagamos
urna divida de respailo, dedicicao e amor, nen-
hum denos, pode faltar aos principios de honra
que nos ligam na sociedade.
Esquecidos de toda e qualquer lula, de toda o
qualquer divergencia, qnando so tratar do Insti-
tuto Agrcola Sergipano, espero, que tereis um
so peosamenlo, urna divisa, e um s grito de
animacao, que ora vos indico.
VIVA S. M. o Senhor Dom Pedro II.
Cidade do Aracaj, 2 de dezerabro de 1860.
O Presidente,
THOMAZ ALVES JNIOR.
___________ (Correio Sergipense.[
PERNAMBUCO.
enra perante os principios da scienciao traba-
lio escravo rolineiro e desraoralisador ao traba-
lho hrre progressivo e moralisador.
O trabalho hvre hojo urna verdade para to-
dos os lempos, e para todos 03 lugares. Eis po-
rm o grando problema. Como inlroduzir-.se
bracos livresemsubstituico aos bracos escravos
nao acreditemos quo esse problema nao lenha
solacio, ella existe preciso um pouco de pa-
ciencia tao somonte, e algum sacrificio quer do
oslado, quer do individuo.
A colonisacao de um paiz novo que offerece
recursos e meios de vida est lao soraente sujei-
to a torrente da emigrarlo que um fado natu-
ral entre os povos, e que a historia tem reco-
hecido e contesta.
Mas eis-aqui urna lei lambem natural, essa
emigraeo ha de dingir-se para aquello lugar que
der melhor esperanga do futuro pela fortilidade
de seu solo, pelas garantas de suas instituicow,
pelos commodo3do primeiro estabelecimento,
e no qual o novo habitante possa se ligar ao sol
como proprietario, por que s essa liga o poder
lazer amante de seu proprio trabalho.
Querer quo a colonisacao j se derrame sobro o
paiz um vo desejo, nao estamos preparados
para recebe-la : a colon3aco pela emigracao
expontanea e nao obrigatoria. Obrigar a co'loni-
sacoo -
REVISTA DIARIA*
Estamos em verdadeira calma.
A animacao fugio dcsta cidade para os campos
onde pelo contrario a vida se revela ou manifes-
ta-se por lodos os modos.
A nossa populacao ainda nao podo costumar-
se a subtraeco de certos dias salificados ; o
assim, nao lhe importa que o calendario nao os
consigno mais como laes: pelo habito continua
a 3antifica-los.
Isto posto, todas as nossas relaces se ressen-
lem hoje dessa sanlificaco popular ; e parece
que ella ir mais ou menos al depois de Res,
deixando-nos aqui no3so espaco entregues in-
sipidez, que reina absoluta.
Nao venha porm a eleicio fazer substituir o
temporal esta calraa I
Nao esperamo-lo no enlretanto do bora senso
do nosso povo, que, no exercicio do direito cons-
titucional de fazer-se representar, ha de proce-
der com o devidodiscerniraento e sem exaltado,
sempre desconveniente.
Sabio efTectivamente do prelo o diccionario
de termos medico-scientilicos, composico do Sr.
Baduera (Francisco) de que j demos'cooheci-
mento aos nossos leitores de outra vez.
as palavras que eniflo exaramos a respeito
dessa obra, deixamoso nosso juizo relativo a sua
importancia ; e por isso ora rotringimo-nos
as noliciar-lho a publicaco definitiva.
Foi nomesda para reger interinamente a
cadeira de insiruc-gao elementar da freguezia de
S. Fre Pedro Goncalves aSra D. Cosma Joaqui-
na de Lima Nunes.
Do ultimo dcste
u Estrada do Poco.
N. 8.Joo Pacheco de Queiroga,
proprietario de urna casa torrea
arrendada annualmente por...... 15OSO00
dem 5. Vicente Alves do Monte,
proprietario de ums casa terrea
arrendada annualmente por...... 72SO0O
dem 6. Juvencio Ferreira Go-
mes, proprietario de urna ca-
sa terrea arrendada annualmente
Pr.............................. 72*000
(Cont\nuar-se-ha).
' Tj 1 11 ni, j.
dizendo que convinha que a cmara lhe remet-
tesse at o ultimo de Janeiro prximo vindotiro o
balango, orcamento e contas, que devem ser an-
nualmente apresenladas assembla legislativa
provincial, e bem assim urna exposic,5o das ne-
cessidades deste municipio, nflm de ser ludo lo-
vado ao conheclmenlo da mesma assembla.
Inteirada.
Outro do procurador, dizeudo, que pedindo-se
juntou o pedido) da casa dedetencao 35 garrafas
de azeile, sem declarar-se para que lempo, epa-
recendo-lhe que o pedido nao eslava de accordo
cora a autorisacao do governo da provincia, que
mandou fornecer urna luz para a enfermara da-
quelie estabelecimento, consultiva a cmara se
devia, ou nao satisfazer o pedido.Que se levas-
se isto mesmo ao conhecimento do governo para
decidir.
Oulro do administrador docemiterio, enviando
o mappa morluario quo lhe fra exigido, era vir-
tude de requlsicao do inspector de saude.Que
se transraittisse ao mesmo inspector.
Outro do fiscal do Recife, pedindo lho mandas-
so a cmara pagar a quantia de 10*000, que des-
pender com o entorraraento do um bui e de um
cavallo, que appareceram morios.Mandou-se
passar mandado.
Outro do fiscal de S. Jos, informando que
Joaquira Gomes Dourado & Irmo podem esla-
belecar padaria na casa n. 179 da ra Imperial,
por ser ahi lugar marcado para t es fabricas.
Concedeu-se.
Outro do fiscal da Boa-Vista, participando que
o calcamento, no principio da ponte da Boa-Vista
ao lado daquella freguezia, acha-so bastante ar-
ruinado, em estado de embaracar o transito, bem
como que se achara com algns buracos a ra do
Mondego.Que quanto a primeira parte se levas-
se ao conhecimento do governo da provincia.
Outro do fiscal do Jaboalo, communicando
que no mez de novembro ultimo se mataram 26
rezes para o consumo na mesma freguezia.Ao
archivo.
Duas participaces de Manool Goncalves Agr e
Antonio Bernardo Quinleiro, declarando-se te-
rem associado, o tambem Miguel Bernardo Quin-
leiro no estabelecimento do carros fnebres, sob
a firma social de Quintciro & Agra.=Inteirada.
Foi approvado um parecer da commissao de
polica, declarando achar conformo o autographo
do orcamento apresenlado pelo procurador, da
receita e despeza municipal para o anno futuro
de 1861 a 1862, calculando a receita (termo me-
dio) era 104:0703977, e a despeza em igual quan-
lu.Mandou-se passar limpo.
O Sr, vereador Reg, a quem fora enviado o
requenmentoda irmandade de Nossa Senhora do
Livramento na qualidade de encarregado dos ne-
gocios do coraitorio, declarou que sendo o terre-
no que pedir a mesma irmandade paraconstruc-
cao de mais catacumbas, pararello ao em que
construir ella outros, era de voto, que lho fosse
concedido, lavrando-so o competente termo.
Mandou-so remetler ao Sr. vereador Gameiro,
para examinar o fado.
Urna peticao de Cleto da Costa Carapello, em I ccorrido," confiando o "fu tur"
quo se queixa da existencia de urna casa de fa-
brica de fogos artificiaos, pouco distante de sua
casa da residencia, na ra Imperial.
Despacharam-se as petices do Autanio Moreira
de Mendonca, Joaquim Pacheco da Silva. Joa-
quim Pacheco da Fonseca, Joaquira Pereira Va-
lento, Jos; Goncalves Beltrao & Irmo, Maria da
Conceico Figueiredo, Rufino Jos Goncalves, e
levantou-se a sesso.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretario a subs-
crevi.Reg, pro-presidente. Barata de Al-
meida. Afelio. Gameiro Firmo.Piuto,
Dr. Nery da Fonseca.
COMPANHIA DE SEGUROS
martimos,
UTIUDADE PUBLICA.
n ., Sns. Acr.iONisi.AS.
lo conformidado com arl. 41 dos estatutos do
nossa eonipanhia de Seguros Martimos Utili-
dado 1 ublica, levamos 00 vosso conhecimento
os negocios deste stimo anno da gerencia dosta
companhia.
1 ftEue-U>!m"se 252 "Wroa no valor do rs.
1.81I./825070 tiQ3*-t )dquiriram premios
a importancia d fj^"359, como do ba-
lonco. ^m
. .9*H^gMH fe tetras no valor do rois
7 rcfinV flelXiB"'1ft *? /uios a quantia de
rs. /:oW>g97), a qual reunida ao fundo efteclivo
M-iOOMM Cm arl" 4 fiCa elevada a rs-
Segundo a crise commercial por que est pas-
cando osta praca, contamos por felicidade nao
termos ipreclsado protestar nem urna leltra por
lerem sido pagas nos vencimentos.
, 28SSS!* de si"'s'ros do anno passado reis
OfiOlfHIO da perda total do hiate Capibaribe,
apolice n. 1630, e rs. 10:078*838 dita do brigue
aguano apolice n. 1625, e deste anno 5023200
rs. pelo sinisro na barca portugueza Maria Jos.
Plice n. 1752, rs. 8.820J0O0 metade da perda
i" 000 n b3rca llelena< plice n. 1709, e res
13-8989921, avaria grossa da barca ingleza Wyth
Lloui. l'ica por pagar a avaria grossa da sumaca
sarda Aslralabo, que em viogem para Buenos
Ayres orribou ao Rio de Janeiro.
De conformidade com o art. 41 deveis domear
tros accionistas para conferir o balanco.
Alm dos sinislros que pagamos 'deste anno,
euectuamos mais o pagamento de 14:728838,
dos que ficaram por pagar do anno passado, como
veres do relotorio do dito anno, cujas quantias a
a importancia dos gastos geraes sendo levada
conta de ganhos e perdas mostra ser o debito
desta conta maior rs. 13:6466I2, rasao que nao
ios anima a fazer dividendo, salvo se vos doli-
berardes o contrario.
Tendo-se retirado da direceo por causa justi-
ficada o Sr. direclor Luiz Antonio Vieira, foi
substituido pelo Io supplonte o Sr. Jos Antonio
de Carralho.
A direceo submelle ao vosso exame lodo o
ape-
mez por dianto cesna a
coropanhia da via frrea de despachar carga para
a eslarao da Pontezinha.
Todava, o respectivo trem demorar-se-ha ahi,
afim de tomar e dexar passageiros e bagagens.
Mais urna tentativa de roubo realisou-se
na noite de 25 do corrento das 10 para as 11 ho-
ras, em a loja da ra Nova dos Srs. Faria c\ C,
conhecida pela loja de marmore. Os ladres
penelraram pelo quintal para a loja do selleiro
do Sr. Jos Francisco Carneiro, d'onde se passa-
ram para a loja referida, por meio de um arrom-
bamento praticado no oito da casa, vindo a dar
prximo ao escriplorio. Felizmente, porm,
quando elles temavam arrorabar urna carteira
aonde se acha/am lettras e dinheiro, um dos so-
cios da firma commercial, de volta do passeio,
abri a porta, deroorando-se alguns segundos na'
calcada, o que Ihes perraillio fugirem sem en-
contraren! o menor obstculo, e s vindo esse
senhor ao conhecimento do fado quando pene-
trou no interior da casa, chamando in continenti
1 pe,a. pmI6r?cao antes fazef-lhe mal do alguns vizinhos que inda" es tai a ni" acordados
?" ^:,! YtSLlS^M da mesma coloilisa- d"Qd0 Par.te a Polica, que prosegue as pesqui-
cao porque a desacredita.
Acreditamos que o nosso paiz ser procurado
pela colonisacao expontanea :
1. Quando'o colono achar um systema de tra-
balho cm harmona com a natureza do solo e
com a temperatura do clima, de maneira que
esse trabalho nao lhe possa ser nocivo, cujo pro-
cesso seja igual ao que eslava acostumado.
2." Quando no solo elle se poder ligar senao
como proprietario ao menos como socio do pro-
prietario, por que o amor de seu trabalho ctesce
na razo da crcoca de que trabalha no que
seu.
3. Quando os centros feriis esliverem em
communicaco rpida e barata com os mercados
ile maneira quo a despeza do transporte nao ex-
ceda ao valor do genero, que acha fcil consumo
por que ninguem querer produzir sem contar
com urna sahida prompla e lucrativa do produc-
to de seu trabalho.
4." Quando os capitaes terriloriaes lirres de
iodo litigio derem garanta sua mobilisaco e
houver expanso de crdito territorial, por que
assim o agricultor ter meios do fugir ao grva-
me da usura e sem ver iramobil3adas as fontes
da riqueza quo s podem se desenvolver com
onlros auxiliares.
D'aqui concluo, segundo pens, que antes da
colonisacao precisamos.
1 ._0Ensioo e melhoramenio no trabalho de
roteiar os campos, e preparar os froctos da co-
Iheila para entrar em concurso no mercado.
2.Conhecimento porfeito dis trras devolu-
tas, ou obrigaco indirecta da permuta do super-
fluo para quelles que a nao poderem trabalhar.
3.Melhoramento das vas de de communi-
caco.
4.Desenvolvimento o expanso do crdito
territorial.
Logo que isto se der acredito que nao ser
preciso menor esforco para fazer vir o colono; o
sen bem estar o charas, porquo essa urna lei
natural.
Ora d'aqui se vf- que os institutos agrcolas sao
5em uvida alguma os meios mais provetosos
para preparar-se o paiz afim de receber a substi-
luico de bracos livres, porque elles riro auxi-
liar as fnstitniQncs em que se tem de dar o ensi-
no theorico e pratico respeito da cultura e seu
melhoramento, nao s em relagae a maneira de
preparar o campo, e fazer a plantado, ctfrao de
colher os productos, e entrega-Ios "ao mercado,
porque farao conhecer o systema pe maquinas, a
conselharao, e auxiliarlo sua introduco, porque
sero os priraeiros inieressados em reclamar e
fazer valer a necessidade da garanta da proprio-
dade territorial, do melhoramento das vias de
comraunicacfio, da expanso do crdito territo-
rial, e finalmente sero os mais idneos para
informar o governo sobre taes necessidades.
F. quando nada disso acontece estou certo que
elles farBo melhorar pelo menos o systema actual
de cultura, que auxiliaro a introdcelo das
machinas, ensinaro os systemss da agricultura,
a assim concorrero para urna subsiituiro inter-
mediaria de bracos entre o aotigo estado, e esso
de colonisacao espontanea e lirre. qe dependa
de elementos quo de certo o gorerno promore
zas para descobriraento dos criminosos.
No dia 24 foi julgado improcedente, por
falla de criminaldade, o processo instaurado con-
tra os Srs. Juvgo Carneiro Machado Rios, Tude
de Andrado Gomes e Bernardino de Senna Bar-
ros, por occasio do espancamenio do Sr. Mo-
desto Francisco das Chagas Canabarro.
O vapor Persinunga, entrado domingo dos
portos de sua escala no sul, trouxo-nos jornaes
de Sergipe al 12 do crreme. No dia 2 leve alli
lugar a installaco solemne do instituto Agrcola
Sergtpense. Sob a rubrica Interior encoulraro
os leitores a descripco completa dessa fesla.
_ O vapor nacional Persinunga, rindo de
Macei e portos intermedios, trouxo a seu bordo
os seguintes passageiros :Francisco Pinto, Ma-
noel de Azevedo Pontos, Clemente Frederico
droppe, Manoel Cabral. Dr. Joo Francisco da
Silva Braga, sua senhora o 2 criadas. Joaquim
Amenco Alvino Bastos. Paulo Beghell o D. Rita
Ursulina de Albuquerque.
O brigue portuguez Promptidao, sahido
para o Porto, levou a seu bordo os seguintes pas-
sageiros .Antonio Pinto de Miranda Jnior,
francisco Ferreira de Souza, Avelino Candido
Pereira da i'onceco, Frederico Demetrio Moreira
Vaz e Francisco Pereira Lebre.
O hiate nacional Garibaldi, sahido para o
Cear, levou a seu bordo os seguintes passagei-
ros :Dr. Joaquim de Andrade Fortuna Pessoa
e Francisco Estevao Paea Brrelo.
Foram recolhidos i casa de delenco nos
das 24 e 25 do corrento 14 homens. sendo 10 li-
vres o 4 escravos, a sabor: a ordera do Dr. chefe
de polica 2, a ordem do Dr. delegado do 1 dis-
rielo 1, a ordera do subdelegado de S. Jos 7, a
ordem do da Boa-Vista 3, a ordem do da Ca-
punga 1.
MORTALIDAOE DO DIA 25 DO CORENTE
Maria, branca, 5 annos, angina.
Manoel Roberto, pardo, solteiro, 22 annos, fe-
bre amarella.
Estevao, preto, escravo, solteiro, 14 annos, fe-
bro amarella. ,
26 -
Carlos Augusto Paes
nos, maligna.
f.ourenca lustiniana Moreira, parda, solloira,
60 annos, hydropesia.
Maria, preta, 7 anoos, phtysica.
Matadouro pi'blico :
Mataram-so no dia 25 do corrente para o con-
sumo desta cidade 77 rezes
No dia 36 do mesmo, 82idem.
CMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 10 DE DEZEM-
BRO DE 1860.
Presidencia do Sr. Reg t Albuquerque.
Presentes os Srs Barata, Moli, Gameiro e Dr.
Nery da Fonseca, faltando com causa o Sr. Bego
e Albuquerque, e sem ella os mais senhores, a-
brio-se a sessao, e foi lida e approrada a acta da
antecedente.
Foi lido o seguinta
EmiHESTB.
Um oUJcio do Exm. presidente da provincia,
Brrelo, branco, 10 ao-
COLLECTORIA PROVINCIAL DE
OLINDA.
Alleracdes feitas no lancamento da
dcima urbana, que pgam as ca-
sas pertencentes col lectora de
Olinda, para o anno de 1860
1861, pelo colleclor Manoel Jos
de Azevedo Amorira.
. (Conniaco.)
Ra da Pitombeira.
Numero 2.Joanna Maria da Trin-
dade, proprietario de urna ca-
sa terrea arrendada annualmento
por..............................
dem 3.A mesma, proprielaria do
urna casa terrea arrendada an-
nualmente por ..................
dem 4. A mesma, proprielaria
de urna casa terrea avahada
annuolmentn per ................
Estrada do Monleiro.
N. 3.Herdeiros de Jos da Silva
Saraiva, proprielaria de urna
casa terrea arrendada annualmen-
te por............................
dem 11. Genuino Jos la-
vares, proprielariu do urna ca-
sa terrea arrendada annualmente
por..............................
dem 13.Dr. Antonio Joaquim d
Moraos e Silva, proprietario de
urna casa terrea arrendajo an-
nualmente por ..................
dem 14.Mara da Conceico Pes-
soa, proprielaria de urna casa ter-
rea arrendada annualmente por..
Ba do Monleiro.
N. 4.llenrique Jorge, proprieta-
rio de urna casa terrea arrendada
annualmente por ................
dem 5. Custodio Manoei Gori-
Calves, proprietario de urna ca-
sa terrea arrendada annualmen-
to por.........................
dem 13.Luiz Antonio deI Souza
Ribeiro, proprietario de um so-
brado de um andar, arrendado
annualmente por ................
dem 25Antonio Alves de'Mi-
randa Guimares, proprietario do
urna casa terrea arrendada annu-
almente por...................
dem 26.Manoel Luiz'Goncalves.
proprietario de urna casa "terrea
arrendada annualmente por..
dem 27.-Herderos de Joaquim
Jos de Abreu, proprietario de
urna cosa terrea arrondada annu-
almcnlo por..............
dem 31. Herdeiros de Antonio
Francisco Pereira, proprietario de
urna casa terrea arrendada an-
nualmente por ..............
dem 35.Candida Francisca "das
Chagas, proprielaria de urna ca-
sa terrea arrendada annualmente
por............................
,. Becco do Ou'abo.
i*, i. Herdeiros do Jos Rodri-
gues de Mello, proprietario de
urna casa terrea arrendada annu-
almente por...................
dem 2.Os meamos, propriclarios
de urna casa terrea arrendada an-
nualmente por ..................
dem 6. Jos Antonio Teixeira,
proprietario de urna casa terrea
arrendada annualmento por......
dem 7.D. Barbara Maria Ferreira
Lopes, proprielaria de urna casa
terrea arrendada annualmento
por ..............................
dem 10. D. Anna do Reg Bar-
ros, proprielaria de urna casa ter-
rea arrendada annualmento por..
Ra do ('.aboc.
N. 3. Henrque Jorge, proprieta-
rio de urna casa terrea arrendada
annualmente por................
dem 4. Zacaras Alves Pires,
proprietario de urna casa ter-
rea arrendada annualmente por..
dem 5.Januaria Alves da Con-
ceico, proprielaria de nina ca-
sa terrea arrendada annualmen-
te por ..........................
483000
723000
400*000
3508000
eoogooo
24Og00O
1008O00
700*000
36O9000
000*000
848000
120*000
2005000
200S000
'.HijOOO
503000
300.5000
150*000
120*000
fjQfOOO
2001000
120*000
Recife 15 de novembro do 1860
Manoel Alves Guerra.
Jos Antonio de Carvalho.
Srs. accionistas da companhia L'tlidade Pu-
blica.A commissao de exame de contas tendo
cumprido o vosso mandato, vera dar-vos conla
delle. Guiada pelo relatorio da direceo, resu-
mo do balanco geral, e da conta de ganhos e per-
das, procedeu ao devido exame na escripturago
que encontrou de perfeito accordo com quelles
extractos. Os lucros e prejuizos que resultaran!
companhia Ulilidado Publica.durante o anno eco-
nmico do que se trata.constam do indicado rela-
torio,que presentemente dispensa a commissao de
ser a tal respeilo mais minuciosa. Quanto po-
rm ao balaceo, emende a commissao que de
accordo com o que se passou na sesso de 15 do
corrente, deve sujeilar ao vosso criterio as judi-
cosas rellexes alli apresenladas pelo accionista
Sr. Luiz Antonio Vieira, pedindo alterares para
que deduzindo-se dos lucros do fundo ellectivo,
nao s o alcance dos prejuizos reslisados no an-
no lindo, como lambem o dividendo a partir pe-
los accionistas, se faram os devidos extornos, e
desta forma se mostr quo o fundo real da com-
Escada o Sr. Antonio Marques de Hollanda Ca-
valcanti, nao pudo 1er sem urna especie de indig-
nacao a noticia que no Liberal Pernambucano,
na columna dos fados diversos, offereceu ao pu-
blico no locante a especie de conflicto, que no
da 19 s 5 horas da tardo, se deu na villa da
hscada eutre elle, como autoridade policial, e o
Sr. barao de Guararapes como diredor geral dos
Indios.
O faclojl est bem narrado no Jornal do Reci-
fe de hontem, e no Diario de Pernambuco de ho-
je, e o redactor do Liberal Pernambncano ter
sera duvida alguma lamentado de haver acolhido
de tao boa f urna noticia dada de encommenda
com o flm mui transparente do atenuar o escn-
dalo praticado pelo Sr. baro do Guirarapes :
assim como nao poder deixar de convencer-se
de que a prevenco injusta, que maniera, res-
pailo do Sr. Antonio Marques, modere prepon-
derar no espirito da redacc,o do Liberal ao ponto
de desvirtuar um fado do grave importancia, s-
mentopara ter o gostinho do dar um cafan era
um adversario poltico da moralidade do Sr. An-
tonio Marques.
O direclor geral dos Indios nao linha autorida-
do alguma pora mandar arrancaras canas de ura
proprietario, que as havia plantado vista o fa-
co de todos e ,em terreno de que est de posse.
nao contestada.
O Sr. lente coronel Salles acha-se usuftuindo
os trrenos, em que cdiicou o seu engeuho. om
virtude de aforamento feito ao director geral dos
Indios, antecessor do Sr. do Guarapes : o terreno
da questao nao um terreno usurpado aos In-
dios ; mas por ostes e por sen director, cedido
para ser lavrado mediante urna indemnisano pe-
cuniaria. r
Se o Sr. baro do Guararapes enlende que eso
aforamenlo illegal, o seu dever seria chamar
juizo os diversos senhores de engenhos. que plan-
tara na Escada, para serem convencidos de pos-
suidores llegilimos e de m ; o nunca usar
do triste e desptico recurso de mandar arrancar
canoas que custaram plantar, e que S. Exc. nao
gosiana que fossem arrancadas, so estivessera l
no seu engeuho dePindoba.
De mais: se esta celebre planta engendnda
sob a imraediata influencia do Sr. do Guarapes,
que chegou a dar nomo s futuras ras, rouban-
do mais essa prerogatira da cmara municipal,
era um titulo sufficiente para extinguir o direi-
0 e posse do Sr. Salles, se essa planta tinha a
torca de converter o terreno, quo o Sr. director
geral suppoo dos Indios, em terreno destinado
exclusivamente para urna povoaco, econseguin-
leraente sequeslrado ao usufructo dos propnos
alcunhados Indios, com que direilo poderia o Sr.
bsrao do Guararapes lancar mo do desforco?
Desforco de que ? Pois o Sr. Salles nao pogo'u o
laudernio, e nao est pagando foro aos Indios >.
t. nao por consenso dos Indios e era provoito
delles, intervindo um acto da directora geral,
que fra edificado o engsnho o plantadas as ca-
nas / Um desforcamenlo contra o proprio fado
da directora geral e dos proprios Indios ? I I !
O pretendido direito do Sr. de Guararepes nao
se pote pois fundar sono em ter ello manejado
a planta do novo povoado, e dado nome s ras
( o o disturbio se deu o dos Guararapes!!) ;
mas bem se ve quo por ahi nao poda o Sr. ba-
rao arrancar teos ou cannas seno desptica-
mente. Nao tinha direilo algum para praticar o
que pralicou, seno sujeitando-sc aeco da po-
lica, a quem compete nao s punir, mas preve-
nir os delictos.
Quinto a mim. pois, o delegado obrou dentro
da rbita de sua jurisdicco, embarcando um ac-
to criminoso, do qual poderla resultar graves con-
sequencios. Nao fez o papel de D. Qusote, co-
mo diz o Liberal ; mis o de urna autoridade que
nao tem medo de caretas, e quo sabe conhecer
os seus deveres, o cumprir com elles, ainda que
v contrariar o amor proprio de algum Ferrabraz
do Alexandria.
W mui sabido que o Sr. Marques, e toda a sua
familia na Escada, apezar de serem abastados,
e de gozarem das bem merecidas sympathias de
lodo o lernio, nunca pratlcaram o menor acto
do prepotencia para allrahir asseclas por meio
do terror: a tal ou qual influencia de que go-
-------,U.,HU ,.,.,.-,.(., uuu u iuiiuu real na cun- ; ,a~ 1 ,j -n ,---------------, i o-
panhia nao o que indicou-se de rs. 84-400*189 I, pacifica, fundada no trabalho hones-
o sim o de rs. 64:753*577. Tambem enlende a Le ?unmame^le b?neih' : n? Qha do orgu-
de mando com que muita
commissao que o methodo seguido na escriptu-1 "' e nem do.diro"
racao da caia da companhia nao corresponde as|2J5 iq" na- j"1 Se"au um froQllsP'cio. fi e
regras geraes e commercalmcntc adoptadas : os I g ,je maisLdo 9ue nunc<* porque se jul-
lilulos provenientes de dividas a favor da cora- el'rei na bar"S-
panhia pelos seguros realisados, sao alli guarda-' Publico j sabe qual a razao do proced-
dos como dinheiro. o que na opinio da cora-1 me"'o do Sr. de Guararapes na Escada. S. F.ic.
missao indica urna forma diversa para semelhau-
te effeilo.
A commissao, concluindoa sua tarefa, nao po-
de deixar de reconhecer os assiduos trabalhos e munle necessoro machucar as formiguinhas que
bons desejos da illuslre direceo, visto como pan- i llverem a audacia de embaracar o seu gigantes-
tando devidamonte as diversas emergenebs que i co projecto de
sederam, e com que lutou no periodo de sua ad-!(le erTar Pu,.
quer fundar ali o seu feudo: j tem a
e espera que os seus brazes u'urmas
sejam ah poslos em alto relevo ; e consequente-
queria o
sua ra
conquista. Est ensaado ; ha
porque o lempo dos mata-mou-
engi-
minislracao do anno findo, soube evitar prejuizos : ros Ja l se fo1. o "o ser o passa^eiro lance
a companhia, alcm daquellos que indica era seu
relatorio, digno da vossa apreciaco.
A vossa reconhecida indulgencia disculpar as
omissoes da commissao. Recife 30 do novembro
de 1860. Francisco Joo de Ramos___Manoel
Goncalves da Silva Jnior. Joo Pinto de Le-
aos Jnior.
DEVE.Balanco da Companhia de Seguros Ma-
rtimos Ulilidade Publica, em 31 de
outubro de 1860. HA VER.
Capital............... 400:000*000
fundo de reserva accumulado des-
de 1851 a 1859 .....
Descont de loiras em 1860 .
Balanco do ganhos e perdas, de
1859.........* .
Prem. de 257 seguros 23:675*559']
De 257 apoliecs .
de urna fortuna eslonteada e caprichosa que os
ha do reviver era Pernambuco. Est
nado.
.. Um da Escada.
Rocifo 22 de dezembro de 1860.
01674800)
Rs.
36:831*214
7:568*975
3:626*029
21:2928359
472:318*577
Accionistas .
Fundo effeclivo
Diio de rererva
Sinislros pagos
os
360:0011*000
40:000*000
24.7530577
sinislros pagos.......... 37:2893959
Rel>>os......... 374*164
Gastos geraes.......
Stimo dividendo a pagar
S
3:900g677
6:000*000
Rs. 472:318*577
Ra do Lameirio.
N. 4.Manoel Anastacio da Costa,
proprietario de urna casa terrea
arrendada annualmente por......
dem 5. Alexsndrina da Silva
Barbosa, proprielaria de urna ca-
sa terrea arrendada annualmente
por ..............................
dem 6. Joaquina Araancio de
Lima, proprietario de urna ca-
sa terrea arrendada annualmente
por..............................
GOJOOO
963000
72*000
96*000
Pernambuco 31 do outubro de 1860.
Os directores
Manoel Alves Guerra.
Antonio Jas de Carvalho.
Demonstrado da conla de ganhos e perdas da
companhia de seguros Ulilidade Publica em
31 de outubro de 1860.
Activo.
Sinislros pagos......................
Retornos............................
(asios geraes, ordenado aos caixei-
ros e commissao aos directores...
fialimo dividendo de 15$000 por
oceo...................
Publicacoes a pedido.
podem obrar mais efllcazmento. 4." Quaes os
medicamentos que se auxiliara, o que devem ser
alternados em sua adminislraco. 5." O conho-
cimonto dos medicamentos raodicaJoies do or-
ganismo, quo devora predispo-lo aeco de ou-
lios. que operem infalluoluieule a cura. Estas
dimceis questes eslo em via de resoluco. o
quando isso acontecer a homeopathia entrar uo
dominio das sciencias exactas.
Cora a invenco do agitador dynamico eu te-
nho concorrido para esse rosultado, pois que, em
vordade, s por meio d'ello so pode chegar a ob-
ler a maior regularidade possivel na preparaco
dos medicamentos, o por couseguiute o maior o
raais seguro desenvolvimento ?b suas proprieda-
des dynamicas.
Depois de tudo que tonho expendido at aqui
curapre-me dizer alguma cousa de mim, em re-
laco oo provoilo medico quo lirei desta viagem.
e s habilitacoes, com que me aprsenlo diaolt!
dos meus compatriotas.
Chegando Paris com os meus sofrimentos de
olhos muito aggravados em consequencia do ca-
lor da viagom, das ventanas, da aeco do rapor
do carvao, e das emanacessalitrosas", foi ura dos
meus pnraoiros cuidados ouvir a um medico e
subraetler-meao seu tratamento. Escolhi o Dr.
Tesle, um dos horaeopathas mais distinclos,
quem apresentei-me, oceultando a circunstancia
de ser eu seu collega ; pois que, nao sabendo
anda exprimir-me em francez, o sabendo que es-
sa circumstancia nao l perdoavel aos homens
do lettras estrangeiros, nao me quiz expor sua
censura. Depois dos seus exames o Dr. Testo mo
aOirmou que eu seria curado do olho esquerdo
to somonte com os medicamentos internos, mas
quo para o olho direilo nao bastara isto, era an-
da necessario o emprogo dos meios cirurgicns.
loraei alguns medicamentos, e no im de um
mez me disse elle que era lempo de recorrer
cirurgia, o aconselhou-me que procurasso o Dr.
Desmarres, especialista das molestias dos olhos.
A vista disso fui ter com o Dr. Desmarres, oc-
eultando igualmente a minha qualidade de col-
ega, e com elle continu! o tratamento, que so
limitou a alguraas incises, e ao emprego do3
meios coramuns externos. No m do oito mezos
foi destruido o pannus ou obstculo queseop-
punhaao exercicio da viso. Contra as inflam-
raaces que me sobrevieraiu nao mo quiz sub-
metter s suas prescripces, e enlo, ou por mira
mesmo, ou pelo Dr. Teste as ia debellando.
Na clinica particular do Dr. Desmarres, quo
mmeusa, e quando elle nao se achava presente,
ia cu examinando alguns dos dooutes de diffo-
rentes molestias de olhos. Aconteca algumas ve-
zes que ao entrar no gabinete elle rao oucontra-
va neste exercicio, e em urna destas vezos, quan-
do eu exarainava um doeole, em quera urna das
pupillas eslava inteiramonte destruida, o a outra
bastante adhereute, perguntou-me o que eu
achava, e eu lhe respond que para a pupiila ad-
herente havia remedio na inciso, mas que o ou-
lro olho nao podia ser aproveilado. apezar da
toda habilidade do Dr. Dosmirros. Elle respon-
deu-me que era verdade, e perguntou-me se eu
era medico ; e depois do ter respondido que sim,
censurou-mo por lho haver oceultado essa cir-
cumstancia, que justifquei, dizendo que lhe corn-
municaria isso mais tarde, quando oslivesse fa-
miliarmdo com a lingua franceza. D'afii por
diante comecei a receber do Ilustro occulisla to-
das as proras do distinego, a ponto de franquear-
me nao so a sua clinica publica, como a particu-
lar, dando-mu a liberdade de levar a ella quem
eu quizesse, sendo um dos que so aproveitaram
desse favor o mou collega o Dr. Maduro da Fon-
seca.
Ao entrar um dia cm seu gabinete achei sobro
a mesa um jornal de medicina homeopathica, do
Nora-York, o pegando nello perguntei-lhe so
aquillo all nao ora contrabando, 00 que me res-
pondeu que era assignante do muilos jornaes ho-
meopalhtcos, e que nao linha contra a homeopa-
tlna prevenco alguma. Continuando a conversa-
Cao acerca da homeopathia disso-rae quo nao a
empregava na sua clnica, mas que a julgava um
methodo de mais para enriquecer a medicina ; o
que nao era de admirar a opposino que lhe fa/ia
a Faculdade
37:289*959
374*36t1
Rs.
3:900*677
6:000*000
47:565JJ000
Passivo.
Balanco do anno passado.......... 3:626*029
Premios de seguros.................. 24:2923359
Balando quo passa a deduzir-se do
fundo de reserva................. 19:646*612
Rs.
47:565*000
Pernambuco 31 de outubro de 1860.
O guarda livros.
Pedro Robera Lessa.
Demonstrando do estado da companhia de segu~
ros martimos Ulilidade Publica em 31 de ou-
tubro de 1860.
Activo.
Caixa...............................
Accionistas........................
Movis.............................
Letras a receber..................
2:3538539
360 000*000
941*790
67:458*248
Rs. 430:753*577
Passiro.
c,P|ll............................. 400000*000
Fundo de reserva.................. 24:753*577
Selimo devidendo a pagar......... 6:000*000
Rs.
DIARIO DE UM MEDICO.
Viasem Europa do Dr. Sabino
Olegario Ludgero Pinito.
(Coutinuaco do n. 297.)
Eu disse antecedentemente que apezar do atra-
zoda allopathia e dos obstculos da parle da Fa-
culdade e da Academia Imperial, muilos mdicos
trabalhavara para elevar a medicina ao seu maior
esplendor; esses mdicos sao os homeopalhas. e
essa medicina a homeopathia, porque s ella
susceptivel de progresso. porque s n'ella que
o genero humano poder encontrar um paradei-
ro seguro nao s contra os agentes que lhe ata-
cam saiie, como lambem (o que mais ainda)
contra o constante e visirel defiuhamento dasra-
eas, atlribuido com razo. principalmente, in-
ocencia das molestias chronicas e hereditarias.
S a homeopathia lem a forca de destruir o ger-
men que contamina o organismo de geraco em
geraco.
O progresso da homeopathia em Franca dia-
riamente attestado pelo numero de conversos de
mdicos, pelas obras que se publicam, pelos jor-
naes que a sustenlam, pelo numero crescenle de
pharmacias que se abrem, pelas adhesoes que
tem encontrado na classe rica, pela concurrencia
do povo aos dispensarios, e, mais que tudo isso,
pelo estudo conslaute das obras do Meslre o pelo
emponho com que procurara preenclier as Iicu-
naspor esto deiadas.
E' admiravel a sera ceremonia, com que os al-
lup.ihas brasileiros quo vem de Pars dizem
la nao se falla em homeopathia a homeopa-
thia esta mora Estes meus senhores ou vo
es udar algum ramo da medicina, e neste caso
collocam-sa no quarleiro dos estudanles e ape-
nas frequentam os cursos da Faculdade, o os que
se dao particularmente; risitam os hospitaes al-
lopatlucos e uo procuram saber mais nada- ou
rao1 somenle passeiar o divertir-so ; frequenlam
os Ihealros, os cafs e 03 bailes pblicos e outros
eslabelecimenlos, quo podero ser recreativos e
morahsados, porm nunca scienlillcos; alguns
dansam o seu canean o vollam ao Brasil e di-
zem :Em Paris nao se falla em homeopathia !
fergunta-se-llies so converaaram com os ho-
meopalhas, se lerara os jornaes homeoptico
ou algumas das obras de homcopalhia publica-
das modernamente, se foram aos dispensarios, se
visitaran) o hospital dos meninos, onde o Dr
ressier medico official, cura horaeapalhicamen-
[e\Le lrHeSp,nden '-Qual nao rae rebaichei
a isso I-E deste modo se julgara habilitados a
dizerem quo a homeopathia est mora!..
A alguns collegas meus compatriotas convidei
para iromcoraigo aos dispensarios homeonathi-
cos, e ao hospital dos meninos; mas elles so re-
cusaran! a pretexto de nao haver lempo para is-
1^^"'''""' d'esses tobelecimentos
Ihes ora necessana para poderem fallar com co-
nhecimenlo de causa. Era lodo caso seria melhor
dizer v, mas nao gostei, do que : nao vi
porque nao eXiste.~o que urna mentira
n.Vi-mCO10 nor98cento o oslado da homeo-
pathia era Franca, o na Inglaterra, na Hespa-
nha, na Blgica, na Allemauha. na Hollanda. na
. pois quo esta guerreava a ludo que
della nao parta. Foi nesse momento que me de-
clarei seguidor da horaeopalhia, e essa circums-
tancia era nada contribuio para que elle deixasse
de tratnr-me com a maior benevolencia o consi-
deraco.
Estonio eu muito atacado de rheumatismo
gotozo elle nao s indicou-me ura medico, como
ate escreveu recommendando-me ao Dr. Lavil-
T ,lr' Lal"iHe medico horaeopalha.
Trago estas consideraces, nao para justificar
o meu procedimenlo, mas para agradecer muito
selemnemente a franqueza, cordialidade e bora
conceito com que fui tratado por um dos mdicos
mais dislinctos da Europa, que nao cosluma
baratear seus farores a muilos.
Ao mesmo lempo que acompanhars a clinica
do Dr. Desmarres acerca das molestias dos olhos,
eu procurei ver igualmente o methodo quo segua'
o l)r. Chassaignac no tralamento de taes moles-
lias, o qual s lem differenca no emprego das
douches (banhos de choque), que na mnior parlo
dos casos sao serapre provetosas, particularmen-
te as ophtalmias blenorrhagicas. Para isso uza
elle de um apparelho muito simples, fazendo
caiur agua sobre os olhos de urna altura conve-
niente. Com isso dei-me muito bem sempre quo
as ananas uiflamaQdes se renovavam. En posso
e3se pequeo apparelho, que ponho a disposiro
dos mdicos que o queiram ver e examinar. *F.'
um Dom methodo de lavar os olhos em lodos m
casos de ioflaraaco qualquer que seja a medici-
na, quo se empregue.
Logo que me fui habituando a exprimir-me em
francez declarei-me collega do Dr. Teste, e co-
mecei a entreter relacoes com os homeopalhas
mais distinclos ; entre os quaes folgo de enume-
rar os Drs. Len Simn, pae o (lho, Davet, pre-
sidente da sociedade horaeopalhica de Franca,
Molin, Escalier, Jahr, Ctiarg, Laville, Du Plans,
Calellan e Weber, os quaes rae honraram cora
lulas as provas de dislincco, duas das quaes
citarei com muito prnzir." A primeira foi a
seguinle :
Consultando eu acerca dos soffriraentos ner-
vosos de minha mulher, e apresentando um
relatorio em que descrevia os symptomas e dizis
quaes os medicamentos que erapreguei dando as
razes da escolha, os Drs. Teste, Du Plantis, e
Laville, disseram-raenos nao o fariamos nem.
com mais conhecimeulo, nem com melhor resul-
tado. Foi isso sera duvida urna galantera, mais
o que certo queo tratamenlo, queempregsram
durante tres mezes, nao lho foi mais proveito/.o. A
segunda foi :
i-UilK'it-T^ c ,;. i" T na 1101 anua
JggMt5<7!Suiaaa, ua Italia, na Russia, e em toda part
Ternambuco 31 do oulubro de 1860.
O guarda livros.
Pedro Roberto Lessa.
jornaes, as
blico.
Correspondencias.
Mu convencido do espirito calmo e prudentv
com que costuma proceder o actual delegado da
Europa. Em lodos os paizes so lem multiplicado! pular
ps_d.spensar.os. os hospiUes. as pl.armacias. os
obras, e o eusino particular e pu-
Alguns pontos da homeopathia lera merecido
um estudo especial: l. Asystmalisaco da ma-
teria medica pura. 2." A deierraiaac das pro-
piedades dos medicamentos desoovolridas em
cada dynaraisacio. 3. A determinacao das horas
ao da, ou da noite, em que os medicamentos
Que tendo eu offerecdo a sociedade homeopa-
thica de Franca ura exeraplar de cada urna de
minhas obras, o Dr. Moln, secretario desta so-
codade, me disse quo a sociedade eslimaria
considerar-me como seu membro. ma3 que para
uso era necessario que eu fizesse um requer-
monto sollicitando a noineaco, ao que respond
que apesar de julgar muilo" honroso pertencer a
urna lao distinda sociedade, todaria eu nao sol-
licitara, porque tinha tomado por habito nao
pedir titulo algum honorfico, risto que oslara
porsuadido que as honras pedidas, nao eram
airosas ao postulante; quo assim proceda eu em
meu paiz, e que nao mudara de resoluco no
eslraogeiro, e que al rae pareca isso um
reconhocimento de falla de mrito.
Mais larde recebo um convite do Dr. Mola para
assistir a urna sesso da sociedade, que o'aquelle
da tinha lugar; 0. annuindo o convite, compa-
rec. N essa occasio agradecou-me o presidente
em nome da sociedade a offerta que ou havia
loilo, de serem approvados muitos memoras quo
solliciUram, o presidente declaraodo sociedide
as miohas razoes dadas ao secretario, propoz-me
para seu socio, sendo unanimenle approrado, o
que assz me lisongeou, pois que nao espera'va
que para oboquarera a um abscuro medico es-
trangeiro fosse a lei assim alterada. Agradec
muilo cordealmenle o allenciozo favor quo aca-
bara do receber, para mim tanto mais honroso
quinto eu na que o mesmo Ululo era pedido por
mdicos muitos dislioctos.
O presidente mo pedio que dissesse qual o
estado da homeopiihia no Brasil, e eu refer
circumstanciadamente tudo que a essa respeto
exista, monslrando-se a sociedade muilo admi-
rada de que no Brasil se consentase que as
pessoa estranhas medicina, e deseonhacedoras
o da l das regras da pharraacia, se animassem a mani-
pular raedcaroontos, pois, que, apesar da pros-
peridad da homeopathia. ella via nisso um
compromeltmenlo, como antecedentemente ha-
via acontecido na Aliomanha, tendo sido esse
oduso prohibido pelo governo.
Na verdade nem era Franca, nem na Inglalerra
e nem cu paiz nonhum existe esta anomala '
asas en eoteodo que com ISso nao a homeopa-
thia que perde, porque esta marchar seainre
para diante, apesar dos falsos apostlos; sao
MUTILADO


mm
DIARIO DE PERIUMBUCO. QUINTA fElHA 27 DE DEZEMBRO DE 1860.
W
sim os doente que pagara com os soffrinienlos e
cora a vida a leviandade com que acredilam na
bondade de lew remedios
Tive pezar de nao ter sido a mais tempo mem-
bro dessa sociedad, pois que om suas discussoes
muito so aprende, particularmente no que diz
respeilo palhogenesia e therapeulica.
Seguindo a clnica das molestias nervosas do
Dr. Bnquet, no hospital da caridade, fot meu
particular cuidado vor o modo poique se appli-
cava a eleclricidade, e os casos em que olla po-
derla ser proficua. A pharadisaco (aasim se
chama a eleclricidade por indcelo] lera ido
grande importancia Iherapeulica as affeccoes
nervosas, particularniDnle depois dos Irabalhos
de Oucheoe (de Bologno), o de Bekerel; e posio
que nao seja essencial para o curativo do muitas
molestias, todava uro grando auxiliar, e as
vezes por si s bstanlo nos rheumalismo
musculares, nos cncurtamenlos o alongamonlos
dos tendocs, e em algumas paralysias. As ma-
chinas que hoje se empregan sao do grande
simplicidade e do crreme continua.
chefe dos hospi-
Dieu. em Bloi,
o de
Na clnica das molestias syphilticas fui obser- i cia.
Dapr-Deloire, medico em
cios de Valenca (Franca).
Egasse, cirurgio i'o hotel
(Franca).
Fielitz, professor do collegio de cirurgia
analomia de Brunswiik (Alemanha)
Folch, Deo da faculdade de Barcelonha Hes-
panha).
Francois, professor da uoisersidade do Lou-
vain (Blgica).
Galvo, professor da universidade de Co-
imbra
Gastier, ex-medico do hospital de Thoisley
(Franca).
Gully, membro da real sociedade de medicina
e de cirurgia de Londres ; ex-membro da real
sociedade de medicina de Edimbourg.
Henderson, profossor da uuiversidado de E-
dimbourg.
Hernndez, professor da faculdade de medicina
de Valonea (llespanha).
Iforaliis, (do) professor da universidade de
aples; presidenlo da real academia de medi-
var ludo que ha do horrivel na manlfoilaeo
d'esso t'irus, cuja apparieo coincide com a ds-
coberta da America, mas" cujo nomo conQrmado
por tros soculos e meio atiesta melhor a sua
origem.
A syphilis 01* gallico, debaixo do todas as suas
turmas hediondas. 6 cstudada cora rauilo cuida-
do. A iheoria do Dr. Rieord 6 a que est hoje
era voga; mas o seu tratamento nio difireme
daq"elle que so emprega em toda parle ; mercu-
rio e mais mercurio, e algn* auxiliares, em
dozos cipazes de deterioraren! as mafs robustas
conslituicoes. eis a base do tratanienlo.
Entretanto no mercurio, principalmente, que
a syphilis enoonlra o sou especillco em dozes
aiiomiadas, mais ou menos, segundo a agudeza
ou chronicidade do mal.
A homeopaihia cura hojea3 molestias venreas
de mn modo seguro sera prejuizo do organismo ;
e o Dr. Len Simn, (lino, acaba do fazer um
importante servico huraaindade cora a publica-
cao de urna obra, que a todos interessa, a qual
tora pin- UluloMolestias venreas e seu trata-
ment homeopalhico.
No tratamento das molestias da pelle dous
motillos principaes eslo era voga, o de Hardy,
o o do Bazin; oslo faz quasi que inicirameuio a
base do tratamentu na depilla^o, isto no
arrancamonto dos caballos; 6* ura tratamento
bem proprio do fazer purgar oeste mundo urna
boa soinraa de peccados. E' urna substitoico
dos meios cmprogidos pela sompre lembrada
inquisico. O hospital de S. Lull o grande
edificio, onde esi assentada esta uova especie
de Santo OiTicio.
us dispensarios homeopalhicos as molestias
da pelle sao curadas de um mudo suave e segu-
ro, c cm meos lempo do que no hospital do S.
I.uiz, quer se siga a escola anliga do a/enave,
e Dovergie, quer as modernas de Hardy ede
Bazin.
Nao lendo empregado e nom visto empregar
Jlysern, memhro da real academia de Madrid,
professor da faculdado de medicina.
Ilembert-Courbuye, professor da eschola so-
cundaria do medicina de Clcrmonl-Fornaiid
(Franca).
Janer, membro da real academia de medicina
de Madrid ; professor da faculdade do medi-
cina.
Kirschleger, professor da uuiversidado de
Strashourg Franca),
Laekaer, membro da academia do medicina de
Viena.
Ladelci, professor da universidade de Roma.
Lambert, medico adjunto do hotel Dien, em
Sens, (Franca).
Lambrech'i, profossor da uniyersidade do Pa-
dua (Lombardo Venesiano).
Landell, ex-cirurgio do hospital da materni-
dade do Edimbourg
Leupoldt, profossor da universidade de Eslan-
gera (Gaviera.)
Macdonald, professor da universidade de St.
Andiew- (Escossia.)
Mackintoth, membro do Real Collegio dos M-
dicos em Londres; ox-medico do hospital d'Es-
sex e do Colchester.
Macleod, membro da Real Sociedade de Med-
cioa de Edimboug.
ilaliy, professor da Universidade de Gratz
(Styne Austriche.)
Marchan!, membro da academia do medicina
de Bordeaux; ex-medico do hospital de Santo
Andr da mesma cidade (Franca.)
Martin, profossor da Uuiversidado de Sena
(Saxe Weimor.)
ilontdeser, medico do hospital de Carentan
(Franca.)
Mougeol, medico do hospital do Bar-sur-Aube
(Franca.)
Nonnis, Deo da Universidade de Caligari (Sar-
denha.)
Obrador, membro da Real Academia de Me-
no Brasil um dos processos da hydrotherapia, os dicina do Madrid, professor da faculdade de mo-
banho3 russos /'que consisten! em provocar o dicina.
suor, o depois fazer cahir agua fra sobre o indi-
viduo muito quelite e suado) eu procurei ver os
cstabeleeimenlos hydrolherapicos de Paris, par-
ticularmente o de lidie Fue do Dr. Fleury,
professor da faculdade do medicina ; mas s em
Portugal, no estabelecimenlo do Dr. Ostro, em
Cintra, fui que pude bem observar o erapiego me-
thodico da hvdrulherapia.O Dr.Castro me alrraava
que seria infallivolmenio curado do rheumatismo
goltozo, se me quizesse submelter aos banhos rus-
so*. Aperar da grande prevenco que tinha contra
tal Iraiamcnto submetti-me,leudo em muitaconsi-
deraco a sinceridado e longa pr .tica de to res-
peiiavelo disiincio medie.o ; e com efleito expe-
rimeotoi muito notavel melhoramento logo no
segundo banho, que tomci.
A vista de tal experiencia feila em mira mes-
mo, o dos numerosos exemplos, que presenciei,
pordi o Iraodo, e lomei conanca na obleada
d'esse meio no traiauento de militas molestias
tronicas. O Dr. Castro me sfirmou que du-
r.inlo dezoito anuos de pratiea nunca leve de
observar nenhura accidento occasionado pelos
banhos russos ; e isso raesmo confirmado pelo
Dr. I'loury, c por todos os escripiores hydro-!
thorapeutas
r. randa-se constantemente um meio de produrr a ,
insonsbilidade, alim do evitar a dor as opera-
jes eirurgicas. fazora-so preseiilcmenle expe-
riendas acerca do hypnolismo, que consiste era '
provocar o somno catalepiico por meio de um '
corpo lxenle collocado para diante o para cima'
dos olhos, do modo que estes fiquom vesgos, '
ou em estado de strabismo convergente: o in-
dividuo deve olhar fixamenle
Russia.
68 mdicos; 5 pharmacias ; 1 hospital e t jor-
nal. (Duas d'estas pharmacias foram estabelecidas
pelo governo, sendo urna em S. Petersbourg c
outra em Moscow.
Suhso.
37 mdicos, e 1 jornal.
Franca.
443 mdicos, dos quaes 120 residem em Paris ,
e seus arredores ; 5 pharmacias principaes, e 16
menores em Paris, e 10 pharmacias nos departa-
mentos ; 7 dispensarios, sendo qualro cm Paris,
1 na ra Lamartine, o. 5i, de que sao mdicos
os Drs. Brasier, Carrier, Chanet, Davet de Bn-
nery. Dezermeaux, Gabalda, Godler, Hormel.IIu-
vet. Rabel e Teste ; oulro na ra 4o Faabourg
do Templo n. 16, do que s8o mdicos Champeaux,
Cramoisy, Derbillez, Dumouticr, Jounin, Mallliot,
Milcent, Plantin ; outro na ra do Verneuil, n.
41, do quo sao mdicos Dumontior, Prodault,
Hcrmel, Joussel, l.ove, Viollet; nutro na paro-
chia de S. Lourenco, sendo mdicos Charge, Es-
callior. Palio, Serrand; 7 jornaes.
Graoas n opposiijao syslomalica dos corpos m-
dicos ofliciaes, a homeopaihia nao tem anda cm
Franca hospilaos especiaes, mas olla 6 pratienda
pelo Dr. Tossor no hospital dos meninos na ra
de Sevres, toudo sido anteriormente empregada
pelo mesrao medico no hospital de Santa Marga-
rida,.innexo ao Hotel Dieu, e depois no hospital
Bcaujon.
Em 1853 a homeopaihia foi praticada durante
alguns mezes no hospital militar do Val-de-Gra-
c, pelo Dr. Cibrol, cirurgio principal dos exer-
cilos,
ticular do marechal Saint Arnaud. Sua partida
para a Crimea com o marechal, inlerrompeu esta
tentativa, que elle contlnuou ainda as ambu-
lancias com um completo successo.
Emfim, a doutrina de Hahneman foi recente-
mente ictroduzida em alguns hospilaesde provin-
cia, mais ou menos importantes, citaremos por
exemplo : os hospilaes de Bourgueil, de Caren-
tan. de Harcourl, do Sens, de Andelys, de Bar-
sur-Aube.
Os dispensarios homeopalhicos em Paris (assim
como em toda parlo do mundo) lera feilo um be-
niflcio extraordinario as classes pobres, que em
numero do milhares vao all receber consultas e
medicamentos,poupando destasortea administra-
cao da assislencia publica urna boa sorama de mi-
lhares de Iranios, que sem duvida nenhuma des-
pendera se esses doeutes fossera ter aos hospi-
laes.
O dispensario de S. LourenQO, fundado em
1818 pelo Cura da freguezia a par de outro pelo
syslema allopathico tem obtido um brilhante suc-
cesso. Ao eutrar no estabelecimenlo os doentes
tiuhara a liberdade do escolher o syslema pelo
qual preferiam ser curados, o no espayo do nove
mezes 505 pessoas preferiram o sorvigo homeo-
palhico do dispensario, ao passo quo apenas 28
sexuiram o servico allopathico. Este resultado
pareceu muito concludenle ao fundador dos
dous dispensarios para supprimir o servico allo-
; paihico.
Deixo de mencionar os nomesdos mdicos ho-
| meop.iihas, e dos estabelecimentos homeopathi-
j (Mai Dinamarca, na Noruega, na Suecia, na Po-
I loma, na Moldo-Valachia o na Turqua, por me
faltarem dados positivos. Entretanto, como ja
; declarei mais cima, sei que na Universidade de
Chrisliania (Norwega) se ensina a homeopaihia ;
e que as cmaras legislativas da Dinamarca vo-
taran] rocentemenle a fundaco de urna caduira
de medicina horoeopathica na Universidade de
Copenhague. Anda conveniente declarar que
o numero dos mdicos referidos oestes aponta-
raentos, nao o numero exacto dos que realmen-
te exislem, visto que ajenas pude obler noticias
daquelles que sao mais conhecidos.
Em addilaraenlo, nao fura de proposito ac-
( crescentar quo as duas Americas a homeopaihia
Soleri, profossor da Universidade do Genova. marcha constantemente cora movimento ainda
Somosa, professor de historia natural em Pon-1 mais accelcrado que na Europa. Nos Estados Uni-
tevedra (llespanha.) dos do Norte, muito principalmente, ella lera to-
Stark, professor da Universidade de Sena. mado tal desenvolvimento que a Europa admira e
Stewart, ex-cirurgiao do hospital da matern- applaude. s corpos legislativos e o governo lhe
21 Artista Estevo Jorge Baptista.
22 Manoel Amancio da Santa Cruz.
23 Theodoro Joaquim Alves.
________.. Un volante.
COMMERCIO.
Caixa filial do banco do
Brasil.
EM 26 DE DEZEMBRO DE 1860.
A directora deliberou que nao houresse des-
cont nodia 31 do correte mez de dezerabro.
Alfandega,
Rendimento do dia 1 n 2!. .
Idom do dia 20.....
891:480855!
7:095810
298.5758752
Movimento da alfamlefra.
Volumos entrados com fazenda.s..
" > com gneros..
Volnmes sahidos cora far.endas.,
com gneros..
10
10
43
211
------254
Descarregam hoje 27 de dezembro.
Barca ingleza Isabella Raidelybacalho.
Barca inglezaMirandaidem
Barca inglezaNelhertonbacolho.
ollicial da Legiao de Honra, e medico par-; JJr!6"c '"RlezUranismercaduras.
Bnguo brasileiroConceigodiversos gneros.
Barca brasileiraClementina dem.
Bccebedoria de rendas internas
gomes de Pernambuco.
Rendimento do da 1 a 2!. 28 9789717
dem do dia 26.......1:677*370
30:656*087
Cons ularlo provincial.
Partier, professor adjunto da faculdade de
medicina do Montpellier (Franca.)
Philips, membro da Roal Sociedade de medi-
cina de Edimbourg.
Prince, membro da Real Sociedade de medi-
cina de Edimbourg.
(Juadranle, profossor da Uuiversidade de a-
ples.
fijg, membro da Real Sociedade de Medicina
de Edimbourg.
Scheering (de)' chefo dos hospitaoi da guarda
imperial, em S. Petersbourg.
Sharp, membro da Real Sociedade de Medici-
na e de Cirurgia de Londres.
Siegel, medico do hospital de Briix (Bohemia.
Rendimento do dia 1 a 24.
dem do dia 26.
74:4428625
7:7798778
82:2228103
Paota dos prego correntes dos princi-
paes gneros e prodneces
nacionaes que se depacharam pela alfandega
na semana de 24 a 29 de dezembro
do eorrente tanto.
18000
isooo
8450
IJfCOO
caada

>


arroba




dade, era Edimbourg e Liverpool.
Taglianini. profossor om Bolonha (llalia.)
Tessier, medico do hospital dos meninos (Pariz)
Varlez, membro da Real Academia do Medi-
cina de Bruxellas.
Veith. professor da Universidade de Vienna.
tem dado toda a importancia com a fundado de
dous collegios ou Academias perfeilamenle orga-
n isa das para formarera mdicos horaeopathas,
instruidos e habilitados em todos os ramos dos
conhecimentos mdicos, inclusive a jurispruden-
cia medica. Somente nos Estados Unidos exislem
Verolot, medico em chefe do hospital francez 1655 mdicos horaeopathas, 24 grandes pharma-
cm ConsUniiuopId. cias, 4 hospilaes, 8 grandes dispensarios, 22 so-
Ville (Georges) professor e administrador do ciedades, e 8 jomaos.

>
arroba
tenc.no para o corpo luzoiilc seguro por outra
pessoa a dianlo da testa, e no iim do alguns mi-
nulos apparece o resultado, que se doseja, as
pessoas mais susceplivci.s. Infelizmente o hyp-
notismo nao tem podido ser adoptado geralmen-
te, pois que muitas pessoas pareccui nao screm
ainda susceptiveis de serera hypnotis.idas, talvez
pela deficiencia do meio impregado ; mas os ho-
inens d'arto trabalhao coustanteraente para a
substituicao do um processo simples e innocen-
te ao do chlooroformio, que, alm de ser muito
incommodo, tem algumas vezes sido funesto.
Ainda me parece bom noticiar a existencia do
um novo instrumento chamado laryngosco
pi, por raoio do qual se observa o larynge, a
tracharteria, e as primeras ramilioaces dos
bronchios. o qual deve ser mui til para" o diag-
nostico das molestias d'esses orgaos. EHe ba-
scado nos msenos principios do ophlalmoscopio;
e posto que nao tenha presentemente multa ap-
plicacao. provavel que com as modifcameles, de
que susceptivel, venha a ser um excellento
meio de investigacao. E' um instrumento bara-
to, que vale a pena de ser possuido.
Nao reliro o que achei notavel nos outros pa-
zes por onde viagei, porque isso ternaria esto es-
rripto muito prolixo, e nao aogmenlana o inle-
resse que live era vista, que foi narrar o estado
da medicina, o qual o mesmo por toda parto.
E como o meu fin: particular mostrar os pro-
grossos da homeopaihia, darei mais adiante ludo
que ha a este respeilo.
Tern.inare dizendoquo. apezar de todos os in-
commodos e despesas apesar de todas as con-
trariedades, a vagem Europa sempre inte-
ressante e proveilosa, ainda mesmo para aquellas
que viajara to smenle por mero dtverlimenlo.
E seria de desejar que todos aquellas que de qual-
quor modo tem de inleressar-se pelo bem publi-
co, ou dirigir os destinos do paiz, fossera ali a-
prender, alera de ludo, o que o verdadero pa-
triotismo,de que apenas uos lerabrainas om terapo
de eleicoes.Principalmente a Inglaterra e a Franca
lhes fornecerao os mais bellos lypos de profundo
amor da patria, asss dignos de serem imitados.
MDICOS IIOMKOPATHAS PllOFESSORES DE ACADEMIAS,
KACLLADES, L.M\ RES'.DADES E H03PH.IES DA
ECHOPA.
Atlschul, professor de medicina homeopalhica
na univwsidade de Praga (Boheraia).
Arnitn, professor no hospital geral do Vi-
enna.
Arnold
de Zorich
Arnold
f'aiiie, ex-Mealwo d real sociedade de me-
dicina de Edimbourg.
Beck, professor em Przemysl (Gallicia Aus-
traca).
Bltst, ex-membro da real sociedade de medl-
cida de Edimboury.
Boeck, professor da universidade de Chrislia-
nia. (Noruega).
Bollo, professor da universidade de Genova
(Sardenha). x
fuehner, doutor em medicina, em direilo, e
em Theologia; professor da universidade de Mu-
Cabrol, medico em chefe do exerclto, e do
hospital militar de Bourboue-les-Baios (Franca).
Carlier, membro da real academia de medici-
na de Bruxellas.
Crouigneau, professor de eschola secundaria
de medicina de Dijon (Franca).
Denham, cirurgio do hospital de S. James,
em DoDcaster (loglalerra,/,
Drury, membro d real sociedade de medici-
na de Edimbourg, ex-prdfessor da eschola de me-
dicina de Dublin. .,.,. ,
nfresne, edieo do fcosptlal de PlainpalsU
(Suissa).
Dugnidle, membro da real academia de medi-
cina de Bruxellas.
Dunn, medico do hospital de S. James, em
Doncaster.
Dupont de Mezilliac, medico do hospital civil
de Varcouri (Franca).
muzeu de historia natural do Paris, membro da
commisso superior de hygiene de Franca.
Wielobycki, t.v-cirurgiao do hospital "geral de
partos, do Edimbourg.
W'urmb, professor da Universidade de Vienna.
Zlalarowich, professor era Trieste ; ex-pro-
Vienna,
e com a maior al- i fessor da academia Josophina, em
[I. W.) ex-professor da universidade
(Suissa).
(F.) professer da universidade de Zu-
SED1COS QCE TRATAM, Ot OLE TEM TRATADO OS PRIN-
CIPES. I>H OS SOI1ERAN0S DE DIVERSOS PA1ZE3,
PEI.O SVSTEMA IIOMEOPATIIICO.
F.gide, medico da princeza Wilnelmine da
Prussia.
Allimuller, cirurgio do Gram Duque de Hesse.
Backhausen, mdico do principo Frederico da
Prussia.
Benninger (de) medico do S. A. R. Carlos III,
ex-duque reinante de Parma.
Davet, medico de S. M. o Imperador dosfrao-
ce.zes.
Everard, medico da corle dos Paizes Baixos.
Fielitz, medico da familia ducal de Bruns-
wich.
Fiorelta, medico da duqueza reinante de Par-
ma.
Granelli, raedieo de S. M. o re Vctor Em-
manuol II.
Hampi, medico do principe reinante de .ich-
tonstei.
Kramer, medico do gram-duque de Badn.
Kurtz, medico do duquo d'Aahall-Dessau.
Liuzzi, medico de S. S. o Papa.
Mandl, ex-medico do imperador Nicolao da
Russia.
Marenzeller de) medico do archiduque Joo
d'Au.tria.
Necker, medico extraordinario de S. M. o rei
da l'russia.
Aunes, medico de S. M. a rainha da llespanha.
Priestch, cirurgiio da corle, em Dessau.
Quin, medico extraordinario de S. M. o rei
dos Belgas, medico do S. A. R. a duqueza de
Cambridge.
Schimidt, medico de S. A. S. a duqueza de
Lucques.
chwarlze, medico do principo Henrique de
Saxe.
Stapf, medico de S. A. S. o duque de Saxe
Meiningea.
Stens, medico do principe Alberto da Prussia.
Taubes (uc) medico particular do archiduque
Joo.
\ inhuisen, medico da corte dos Paizes Baixos
Vorbord, cirurgio de S. A. R. o duque de
Saxe Cobourg.
IKeoer, medico de S. M. o rei de Hanover.
Wolf (do Dresde) medico do S. M. o rei da
Prussia e de S. M. o rei de Baviera.
Eu quizera auresentar os oomes dos priucipaes
mdicos horaeopathas da Europa, mas sendo a
lista muito tonga, e me parecendo que deve cau-
sar enfado a leuura de oomes de dilicil pronun-
giago, contenlo-me em dar o san numero em
Ceda paiz, remetiendo os que dosejarem saber
disso particularmente para o Almanak komiopa-
thico ou anuuario geni da doutrina Iluhnemu
niana di 1860, publicado em Pars por Catellan
& Irraos.
Iim seguida ao numero dos mdicos darei o
numero das principaes pharmacias especiaes, dos
hospilaes e dispensarios homeopalhicos, das so-
ciedades e dos joroaes homeopalhicos.
Allemanha.
(Comprehendendo todos os estados conferados.)
566 mdicos; 15 pharmacias; 13 hospilaes e
dispensarios pblicos; 11 sociedades e 7 jornaes.
Inglaterra.
(Comprehendendo a Irlanda e a Escossia.)
1115 mdicos; 15 pharmacias ; 6 hospilaes ; 70
dispensarios pblicos; 9 sociedades c 8 jornaes.
Blgica.
32 mdicos ; 7 pharmacias ; 3 dispensarios, 2
sociedades e 2 jornaes.
llespanha.
194 mdicos; 14 pharmacias; 1 sociedade e 1
jornal.
llalia.
168 mdicos; 13 pharmacias ; 4 hospilaes e
despensarios; 3 sociedades e 3 joroaes.
Paizes Baixos.
M mdicos; 4 pharmaciis, 1 sociedado el
jornal. ,
Portugal.
47 mdicos; 2 pharmacias; 2 dispensarios e 9
joroaes.
Dos outros estados do norte apenas tenho al-
gumas noticias que so reduzem a existencia de
168 mdicos, 2 hnspitae3, 4 dispensarios, 4 socie-
dades e 2joroaes.
Da America do Sul o Brasil o grande manan-
nancial d'ondo tem partido a luz da homeopaihia
ateo Panam. Das olas que tenho, exislem na
America do Sul 22i mdicos horaeopathas, (ex-
cluidos os curiosos, que pralicam a homeopaihia
sem cstudos regulares 10 pharmacias, 5 socie-
dades e 1 jornal.
Croio quo com este meu trabalho induzirei os
allopathas mais imperrados a confessarem que a
homeopaihia nao est mora na Europa, e que
pelo contrario est viva o bem viva em toda parte,
luctando sempre em favor da humanidade, e mui-
to disposia a lanQr por trra o materialismo de
Galeno, para dos seus deslrocos levantar um thro-
no verdade da medicina. E ao mesmo terapo
deixo habilitados os amigos da hemeopalhia pa-
ra coniranareui as calumnias, o se regozijarem
commigo dos progressos, que ella tem feilo.
P. S.Entre as minhas notas encontrei agora
urna, que nao convm deixar em olvido, porque
diz respeilo ao mrito de um artista brasileiro,
que se deve lisongear do valor que lhe deram os
melnores artistas francezes.
Querendo eu mandar abrir alguns timbres em-
blemticos para meu uso, aprsenle! a alguns ar-
tistas urna chapa aberla pelo nosso compatriota
Padre Francisco Joo da Azevedo, para d'ella co-
piarem o emblema. Gabaram muito a perfeio
do trabalho e perguntaram qual o artisla de Pa-
rs quo o linha fuito. e eu lhes respond que nao
ora do Paris o artista, mas brasileiro, que nun-
ca havia sahido do seu paiz. eque trabalhava por
i gosto e genio, sem que tivesse aprendido a arte
| com outro meslre que nao fosse o seu talento.
Com esta declaraco tenho em vista nao so
prestar urna homenagem ao mrito do Sr. Padre
Azevedo, como lambem animar osoulros artistas
a trubaliiarem sompre com dedlcaco e esmero,
para desmentirem o prejuizo, quo temos, de que
s na Europa se trabalha com perfeico.
O desejo que algumas pessoas tem mostrado
de crear obstculos candidatura do Sr. Dr. Joo
Alfredo pelo segundo circulo eleitoral desta pro-
vincia, levou-as a propalaren) que este senhor se
havia retirado do campo eleitoral para propr-se
urna substituicao na Faculdade de Direito, in-
sinuando-se at que este seu procedimento era
o resultado de urna desairosa convenco.
Nunca consideramos esse boato seno como
urna vil intriga, e sempre supposemos que os
seniimeotos elevados do Sr. Dr. Alfredo nunca o
deixariam baixar a urna semelhante indignidade,
e por isso (oleamos de publicar a seguinie decla-
raco que, por seu positivismo, dovecompreheo-
der esses espirtos mcsquiuhos que s encontrara
recursos na mentira e na intriga. *
Declaro que contino a ser candidato a depu-
taco geral pelo segundo circulo, e que integra-
mente falso o boato que se tem espalhado, de
haver eu trocado a prelencao de um assento na
cmara dos deputados pela aspiraco ao lugar de
lente substituto da Faculdade de Direilo.
Goianna 24 de dezembro de 1860.
Dr. J. Alfredo Correia de Oliveira.
Agurdenle de cana.
dem restilada e do reino .
dem caxaca......
dem genebra......
dem alcool ou espirito de
agurdente ......
Algodo em era caroco, .
dem em rama ou cm l. .
Arroz com casca.....
dem descascado j>u pilado. .
Assucar branco.....
dem mascavado.....
dem refinado......
Azeite de amendoim ou mon-
dobim........caada
dem de coco......
dem de mamona.....
Batatas alimenticias ....
Bolacha ordinaria propria para
embarque.......
dem Ona........
Caf bom.....; :
dem escolha ou restolho .
dem terrado......libra
Caibros .
Cal..........arroba
dem branca.....
Carne secca charque. .
Carvao vegetal.....
Cera de carnauba era bruto,
dem em velas ^carnauba).
Charutos.......
Cocos seceos......
Couros de boi salgados .
dem seceos......
dem verdes.....
dem de cabra cortidos .
dem de onca.....
Doces seceos......lhr
dem era calda. .....
dem em massa ou geleia .
Espanadores grandes. .
dem pequeos .....
Esleirs propri-is para forro de
"vio........cento
Estoupa nacional .... arroba
Farinha de mandioca. alqueire
dem de araruta.....arroba
Feijo de qualquer qualidade.
Frechaes........um
Fumo em folha bom. ...
dem ordinario ou restolho.
dem em rolo bom ....
dem ordinaro restolho...
Gomma........arroba
Ipecacuanha (raz) ....
Lenha em achas.....cento
dem em toros. ...
I.enras e esieios.....um
Mol de canna......can ada
Milho........arroba.
1$800
28>00
88000
8900
28500
4S100
2#500
68400
2&000
1600
18120
ljOOO
Navios sahidos no mesmo dia.
Porlo Rrigue porluguez Promptido, capilo
Jos Francisco da Cunha, carga assucar.
Philadelphia Hiale americano George Byron,
capilo Geoige Xard. carga assucar.
CearHiale nacional Garibaldi, capito Custo-
die Jos Vianna, carga varios gneros.
demBarca ingleza Belem, capilo Thoraaz Gal-
le!, cm lastro.
Observaco:
Passou para o sul urna barca americana.
-9
O.
*9
O.
f
5- B
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Horas
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B e v c n B er c
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Atmosphera.
Direreao.
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Centgrado.
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Cisterna hydro-
melrica.
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A noi te clara com alguna nevoeiros, vento E re-
gular al as li. 40' que refrescou e assim ama-
nheceu.
OSCILLaCAO DA MAR.
Preamar as 3 h. 6' da larde, altura 7, p.
Baixamar as 8 h. 51' da manha, altura 0,9 p.
Observatorio do arsenal do marinha, 26 de de-
zembro de 1860.
ROMANO STEPPI.K.
Io lente.
Pela subdelegada da freguezia de Santo An-
tonio do Recife acha-se depositado um cavallo
pedrez que foi encontrado sollo sem dono : a
quem elle pertencer, comprela neste juizo, quo
provando seu dominio, lhe ser eulregue. Reci-
fe 24 de dezembro de 1860.O subdelegado sup-
plente, Joaquim Antonio Carneiro.
Recebedria de rendas inter-
nas geraes.
Pela recebedria de rendas internas geraes se
faz publico, que no eorrente mez termina o prazo
iacCnbiraenl dosimPtosdo exercicio de 1859
a 1860, no domicilio dos contribuintes a cargo
dos recebedores, assim como o do pagamento na
cSn^S d0 Primeiro semestre do exercicio de
1860 a 1861, livre da multa do 3 % dos mpos-
toa seguintes : decima addiconal de mo morta-
imposto do 20 "/ sobro lojas e casas de deseen,
to ; dito especial sobre casas do movis, roupat;
calcado, moblias fabricadas em paiz estrangeiro
dilo sobre barros do interior ; findo o qu'al se-
goir-se-ha a cobranca executva quanlo ao do-
hito daquco exercicio, e a percencao da mulla
quanlo ao de.sle.
Recebedria do Pernambuco, 1" de dezembro
do 1860.-0 administrador, Manoel Carneiro do
Souza Lacerda.
De ordem do Illm. Sr. inspector da the-
souraria de fazenda desta provincia, sao convi-
dados os Sr. Geraldo Pereira Dutra, Francisco
Antonio das Chagas, Francisco Antonio Pereira
de Brito e Loit de Franca da Cruz Ferreira, fo-
reiros de terrenos de m'arinha, para apresen/a-
rem nesta lliesouraria os respectivos ttulos, afim
de que se possa fazer o calculo da redueco dos
foros da parto dos mesraos terrenos, cedida pe-
los mesmos senhores companhia da estrada de
ferro.
Secretaria da lliesouraria de fazenda de Per-
nambuco, 18 de dezembro de 1860.O ofrial-
raaior interino, Luiz Francisco de Sampaio e
Silva.
O Illm. Sr. regedor do Gymnasio manda
avisar aos pais, tutores ou correspondentes dos
alumnos internos do mesmo Gymnasio, que no
dia 24 do eorrente principia o recebiraento das
mensaldades correspondentes ao 1." trimestre
do 1." de Janeiro ao ultimo de marco do auno
viodouro. Secretaria do Gymnasio Grovincial de
Pernambuco 22 do dezembro do 1860.O secre-
tario, A. A. Cabral.
Editaes.
Avisos inaritiiiOSe
4gOC0
7$000
78500
5$000
libia $300
9400
arroba 300
8500
48000
18600
libra 280
$100
cento 2100
> 4S0O0
libra 225
00
> 9150
ura $300
108000
libra 1000
5500
91O0
um 38000
* 1|500
O Dr. Hermogenes Scrates Tavares de Vascon-
celos juiz municipal daprimeira vara nesta ci-
dade do Recife de Pernambuco, por S. M. I. e,
Cooslilucional o Sr. D. Pedro II que Dos guar-:
de ele
Fao.0 saber que por este juizo se ho de arre- I
malar por venda a qnem mais der Gndos os das
da lei era praga publica, que lera lugar na casa
das audiencias, finda a desie juizo depois de meio
dia : 11 cadeiras do amareUo novas com ssento
de palinha sem verniz, A$OOcada urna 415000,
2 ditas de bragos da mesm madeira tambora no- j
vas por envernisar a lOgOO 41>S>000, 1 sof novo '
sem verniz de amarcllo asscnlo de palinha, por
30jf000,12 cadeiras tambero oov8s com assento
de palinha por envernisar a i,$0t)0 48000, 1 c-
moda nova de amareUo por \63OOO, 3 mesas de
araarello por acabar, para me\o de salla a 16g000
439OOO, 2 cadeiras de bracos por envernisar a 10
20^000, 4 laboas de cedro coro 20 palmos cada
urna, a 33OOO 12$000. Penliorados a Joaquim Car-
neiro Leal por execuco de Manoel Antonio dos
Passos e Silva.
E para que chegue a noticia de lodos maudoi
passar o presente ediial que sera publicado e af-
fixado no lugar do coslume mais yuViVico.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 18 de dezembro de 1860.
Eu Manoel Joaquim Baptista escrivo que o
subscrevi.
Iermogenes Scrates Tovares de Yasconcellos.
Para o Rio de Ja-
neiro
segu era poucos dias o palhabote Artista ; pa-
ra o resto da carga, passageiros e escravos a fre-
te. trata-sc com Caetano Cyriaco da C. M. & Ir-
mao, ao lado do Corpo Santo 11. 23.
Para Aracaty e Assi
segu o hiate ous Irmos ; para carga, traa-
se com Marlins & Irmo na ra Nova n. 48, ou
com o meslre Jjaquim Jos da Slveira.
Para Figucira
com escala Jpor Lisboa sahir com brevidado o
patacho porluguez Mara da Gloria, capito \n-
toiuo de Barros Valente ; para carga e passa-
geiros, trata-so com os consignatarios Francisco
Sevenano P.abello ,\ Filho, largo da Asscmba
o. 12.
Declarares.
Approximando-se o dia da eleicao para elei-
tores, eu lembio aos votantes da freguezia do
Recife oscidados abaixo mencionados.
1 Padre Jos Leite Pita Orligueira.
2 Negocianlo Jos Pedro das Neves.
3 Dilo Antonio Gomes de Miranda Leal.
4 Capito de mar e guerra Elysiario Antonio
dos Santos.
5 Negociante Joo da Silva Paras.
6 t'roprietario Antonio Henrique Mafra.
7 Dilo Domingos Henrtques Mafra.
8 Pratico Manoel Estanislao da Costa.
9 Negociante Caetano Cyriaco da Costa Moreira.
10 Manoel do Nascimeuto Araujo.
11 Manoel Francisco Marques.
12 Jos Marques da Costa Soares.
13 Joo Francisco Antunos.
14'' Anaslacio Jos da Costa.
15 Joto Francisco Marques.
Jos Francisco de S Leilao.
Alferes Ignacio Antonio Borges Japiass.
18 Jorge Rodrigues Sidreira.
19 Pratico Manoel Jos Baptista.
20 < Herculano Jos Rodrigues Pinheiro.

Pao brasil ...... quintal
Podras de amolar uina
dem de filtrar.....
dem rebolo......
Piassava........ molhos
Puntas de vaccas e de oovilhos cento
Pranches de amareUo de
dous custados. !. urna
dem louro....... >
Sabo........ libra
Salsa parrilha....... arroba
Sebo em rama......
Sola ou vaqueta ..... urna
Taboss de amareUo .... duzias
dem diversas.....;
Tapioca........ arroba
Travs......... ama
(Jnhas de boi...... cento
Vinagre ....... caada
2000
lg600
28400
88000
18250
53000
158000
78000
168000
68000
39200
258000
28000
129000
SOfOOQ
9240
I8O00
109000
9800
93000
18120
8200
59000
lfisCOO
88000
5120
258000
58000
28800
9690OO
409000
89500
119000
8300
9280
Movimento do porto.
Navios entradas no dia 25.
Macei e porios intermedios 42 horas, vapor
brasileiro Pertinunga, coamandanle Manoel
Rodrigues dos Santos.
Baha 8 dias, brigue nacional Maria Rosa, de
217 toneladas, capito Silvero da Silva Gallo,
equipagem 11, carga lastro ; a Jos Baptista da
Fooseca Jnior. Passageiro 1 escravo a en-
tregar.
Terra Nova38 dias, barca ingleza Isabella Rid-
Ity, de 232 toneladas, capilo Bulley, equipa-
gem 13, carga 3,200 barricas com bacalho ; a
Saunders Brothers & C.
dem 34 dias, brigue ingle? MtlUcent, de 219
toneladas, captio llenry Lawreuson, equipa-
ge m 13, carga 3,000 banicas cora bacalho ; a
Saunders Brothers & C.
Navios entrados no dia 26.
Terra Nova33 das, barca ingleza Fleetwing, de
249 toneladas, capilo R. G. Knight, equipa-
gem 12, carga 3,127 barricas com bacalho ; a
Saunders Brothers & C.
dem 32 dias, barc ingleza Miranda, de 314
toneladas, capito John VV. Symons, equipa-
geni 15, carga 3,710 barrica com bacalho ; a
Saunders Brothers & C.
Bu en os-Ay res 36 dias, brigue inglez Mary
Vfinch, de 239 toneladas, capilo C. A. Slvard,
equipagem 12, carga ossos e mais gneros ; a
ordem. Arribou a osle porto, seu destino era
para Falmouth.
-- O consclho econmico do balalhao de otan-
tafia n. 2, precisa contratar para fornecimento de
suas pracas no futuro semestre do 1861, os gene-
ros seguintes :
Assucar branco de caixa.
Dilo mascavinho refinado.
Azeite doco.
Bacalho.
Carne secca.
Caf em grao.
Dito moido:
Feijao.
Farinha da torra.
Lenha.
Manteiga franceza.
Dila ingleza.
Toucinho de Lisboa.
Vinagre de dito.
Pcs de 6 ongas.
Ditos de 5 eneas.
Carne verde."
Cangica.
Todos os gneros de boa qualidado e poslos no
quarlel por conta do fornecodor.
Os proponenles apresentaro suas propostas
na secretaria do balalhao no dia 28 do correle,
as 10 horas da manha.
Quartel as Cinco Ponas em Pernambuco 22
do dezembro de 1860.
Manoel Joaquim de Azevedo.
Alferes secretario.
O Illm: Sr. inspector da lliesouraria de fa-
zenda desta provincia manda fazer publico que
no dia 10 de Janeiro prximo seguidlo haver
concurso nesta thesouraria para preeochimcnlo
de 10 vagas do pralicante da alfandega desta ca-
pital, comer.ando os xames as 10 horas da ma-
nha sohri as seguintes materias : leitura, c ana-
lyse grainmalic.il da lingua verncula, orlhogra-
phia, e arilhmelica al a theoria das proporgoes
inclusive.
Aquellos, que preteoderem ser admittidos ao
concurso, deverSo previamente provar que teem
18 annos completos de idade, que esto livres de
culpa e pena, e que teem bom procedimento.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 12 de dezembro de 1860.O oflicial-
maior interino, uis Francisco de Sampaio e
Silva.
Iuspeccao do arsenal de ma-
rinha.
Tendo a barra de escavago da barra necessi-
dade de gente para os seus baleles, com a paga
do 1860O, alem da raro nos dias de trabalho,
convida o Sr. inspector aos pretendentes a apre-
sentarem-se de promptona mesma barca, ou nes-
te arsenal.
InspecQio do arsenal de marinha de Pernam-
buco, em 22 de dezembro de 1860.
Alexandre Rodrigues dos Amos.
Secretario.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco continua a substituir
ou a resgatar o resto das notas de 10$ e
20# que havia eniittido e ainda existe
em circulacuo, declarando que, en
cumprimento do decreto n. 2,66i de
10 de outubro do eorrente anno, esta
substituirao ou resgate devera' effec-
^tuar-se dentro de 4 mezes, e que findo
este prazo s podera' ter lugar rom o
disconto progressivo de 10 por cento ao
mez, (cando asxim na forma do art 5
da lei n. 53 de G de outubrcg \ op o5
sem valor algum no iim de 1" mezes.
Recife 9 de novembro de 1860. Os
directores, Joo Ignacio de Medeiros
Reg, Lulz Antonio Vieira.
ara

Rio de Janeiro,
sofiuo em poucos dias obligue df acia Rosa,
ainda admlte alguma carga, tem bons commodos
para passageros e escravos : trata-se rom J. B;
da Fonseca Jnior, ra do Vigario n. 23.
Para o Cear
seguo nestes dias o niate Vdota ; para o rosto
da carga, trata-se com Caetano Cvriaco da Costa
Moreira & Irmo, ao lado do Corpo Santo n. 23.
Porto por Lisboa.
A barca portugueza Silencio, capilo Fran-
cisco Martins de Carvalho, segu viagem para os
portos cima mencionados em 28 do eorrente,
anda recebe alguma carga o passageros: os
pretendentes podom entender-se com o cousg-
uataro Manoel Ferreira da Silva Tarroso, Da ra
de Apollo n. 28.
Para o Porlo e J-'s'ooa,
o brigue Esperanca sahir r da 29 impreleri-
velmento, ainda recebo ca-a o passageros: a
tratar na ra da Cadeia Recife n. i.
Aracatj peloAss.
O hlate Gratido Si,l,c Pr estes dias com a
carga que tiver: para 1 resl e passageros, ira-
ta-so com Peroira A. Valento, ra do Codorniz
n. 5 e no Forte do Mallos-.
Para Lisl>oa,
pretende sabir com brevidado bem conhecda
e acreditada barca Flor do S. STOo ; para
carga e passageros, trata-se com Cai/vlho No-
gueira & C, ra do Vigario n. 9, primeiro ifflAtr,
ou com o capitn.
O hiate Garibaldi, segu para o Cear cm pon-
eos das : a tratar com Tasso Irmos ou com o
capito Custodio Jos Vianna.
Porto e Lisboa
A bem conhecda barca portugueza Sympa-
Ihia, capito Nogueira dos Santos, vai sahir bre-
vemente para os portos cima indicados ; quem
na mesma quizer carregar ou ir de passagem,
poder entender-se com os consignatarios Bailar
(iOliveira, ra da Cadeia do bairro do Recife nu-
mero n. 12.
fA\!l I/Al
Para a Bahia segu em poucos dias o palha-
bote nacional Dous Amigos, tem parte de sua
carga engajada; para o resto, trala-se com seu
consignatario Francisco L. O. Azevedo. na ra
da Madre de Deus n. 12.
Baha.
Segu nestes dias o palhabote Santa Cro
para o restante da carga, trata-se com Caetano
! Cyriaco da C. M. & Irmo, no lado do Corpo San-
to n. 25.
Rio Grande do Sul
O patacho Bom Jess, pretende seguir com
brevidado, recebe carga a frete : a tratar com Cae-
tano Cyriaco da Costa Moreira & Irmo. no larno
do Corpo Santo n. 25.
Para a Bahia
pretendo seguir com moita brevidade a sumaca
nacional llortencia, a qual tem prompta parto
da seu carregamento : para o resto que lhe fal-
la, trala-se com o seu consignatario Azevedo A
Hendes, no seu escriplorio ra da Cruz n. 1.
Para o Rio Grande do Sul segu em poucos
das a barca nacional Clementina, capito Be-
larmino dos Santos Pinheiro por ter quasi toda a
carga prompta : para o resto e passageros. trata-
so com Gulherrae Carvalho &C, ra do Vigario
numero 17.

.


t*)
DIARIO DE PERNABMUCO. QUINTA FEIRA 27 DE DEZEMBRO DE 1860.
REAL COmSIU
DE
Paquetes inglezes a vapor.
No din 28 deste niez ospora-se da Europa uro
dos viiporos desla cooipaohia, o qual depois da
demora doroslumo seguir para o Rio do Janei-
ro, tocando na l'.ahia : para passagens etc., Ira-
ta-so cora os agentes Adamson, llovi & (.'..,
na .lo Trapicho Novo n. 42.
COMPANHA BRASILEIRA
DE
MPTIS &WJME.
Espera-so dos portas do norlo M o da 2 do
Janeiro o vapor Oyapock, coiTiiitidante o ca-
pito tenente Santa Barbara, o qual depois da
demora do Cusiumo seguir para os porlos do
sul.
llcsde j.'i recebem-se passar,oiros o engaja-se
n carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
vora per embarcada no dia de Ma chegada :
agencia ra da Cruz n. 1, escriplorio de Azeve-
do & Mondes.
CONSULTORIO
ESPECIAL H01WE0PATHIC0
Rua de Sanio Amaro (Mundo-novo) n. (>.
O Dr. Sabino O. L. Pinho
COmPANHIA BRASiLEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se do sul al o dia 31 do corrente o va-
por Paran, commandmlo o primeiro lenle
Jos l.epoldo de Noronha Torralo, o qual de-
pois da demora do eoslume seguir para os
porlos do norte.
lii'cebem-se desde j passageiros e engaja-sj
a carga que o vapor poder conduzir a qual de-
vela ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz u. 1, escriplorio do Azovedo A
Mendos
d consultas
todos os das uteis desde as 10 horas al roeio
lia. Visita aos doenies em seus domicilios
de meto dia em dianto, o em caso do ne-
cossidade qualquer hora. As senhoras de
parto e os doentes de molestia aguda, que
nao tiverem ainda tomado remedio algum al-
lopathico ou homeopathico, seriio o Hendidos de
preferencia.
As molestias mais frequentes debai\o dos
climas do Brazil, principalmente as que sao
mais difficeis de curar, Ihe lem merecido um
estudo especial; sao ellas :
1." Molestias proprias das mulheres.
2. Molestias das cranlas.
3. Molestias da pelle.
4." Molestas dos olhos.
5. Syphilis, ou gallico.
6." Pebres sympthomaticas Jas leses do cere-
bro e de suas membranas, dos orgaos do peilo,
e do apparellio digestivo ; febros ituermitlen-
tes e suas consequoncias.
Pharmacia especLil homoeopathica.

Leiioes.
venientes na pralica, principalmente para os m-
dicos que comecam fazer ensaics, e para as
pessoas curiosas que nao sabem conhecer essas
differencas, e por isso poderiw allribuir inefica-
cia da homieopaibia, o que realmente depende da
m preparado dos medicamentos.
Para obviar :i esles graves inconvenientes o
agitador dynamico do Dr. Sabino munido
de um contador em que se srham as unidades,
dezenas, centenas, militares, dezenas de milhares
collocadas convenientemente, de maneira que
cada vascolejac,o apparece um numero novo,
desde 1 al 10 mil; nao sendo desta sorte
possivel engao algum.
Os medicamentos homceopalhicos preparados
por meio desta maquina sao os nicos que de-
sinvolvem propiedades uniformes capazes de
curar os molestias com a maior certeza pos-
Bvel.
Alem disso, desojando tirar de sua viagem
a Eurcpa todas as vantagens para o progresso
da hommopaihia no Brasil, o Dr. Sabino nao
poupou osforcos para obler as substancias me-
dicamentosas dos proprios lugares, onde ellas na-
turalmente nascem, o para isso entendeu-se cora
um dos melhores herboristas d'Allemanha, para
Ihe mandar vir as .lanas frescas, aQm de pre-
parar elle mesmo as (muras.
!'.' assim que o accntio fui mandado vir dos
Alpes, a rnica das montanhs da Suissa, a
belladona, bryonnia, chamorailla, pulsalilla.rbus,
: hyosciamus, foram colindas n'Alleinfliiha, na
Franca o na Blgica, o veratrun no monte Ju-
, ra, ele. etc.
Dota sorie provida a pharmacia do Dr.
Sabino dis substancias que serviram para as ex-
hommopathica est longe de Periencias Puras de Hahnemann, descripias na
preencher todas as vistas dos mdicos homie-! !'hgen8ia, acharao os mdicos e os amigos da
'pathasem quanto forem os medicamentos pre- h.!!?^a.l'11^0^!^lJ0,.,-!eSUrOS verdadeiros de
; parados mo. A forrea do homem nao p-
0 ai-lisia americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3|
Tirara trato por 3#
Tira retratos por o$
Tira retratos por ~>f
Tira retratos por 5#
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sorttmento de cai-
\tnhas novas
Tondo recebido um sorttmento de cai-i""?e 'V\m maiaeonrier. que",
xinhitnnv* menteautorisados pala dita compan
Alunas novas fcctuarscgnrossobreedilicios
Tendo recebido um sortimento de ca-1 cobertos de telha, e
xinhas novas SLVaff"*
T ndo recebido um sortimento de cai-Uailidade
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento deca-1
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador,
No grande salao da ra do Imperador
No grande saloda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador '
- K,lkmannirmaos& C. avisara ao Verdadeiro caf de Moka, so
respeitavel corpo do com mere o que i, i j i
no hotel trovador, ra larga
do Rosario n. 44.
A qualquer hora do dia ou da noite enenntrar-
se-ha nesle eslabclecimento i gosto dos fregu -
zeso verdadeiro caf de Mola, bem as?im sor-
vetes das melhores frtelas que oxislom no mer-
cado, das C horas da tarde era diante, Repele se
o annuncio par maior ciencia do publico e ha-
ver nesle mesmo estabelecinicnto comida leita a
qualquer hora quo so procure, e bem assim o
fornecer-sf, para casas pariieulares. No mesmo
hotel precisa-se de um moieque captivo para o
se'vico iuterno o externo.
Aluga-se o arro.17.em da ma da Madre do
Heos n. 2 ; a tratar com Marlins A} trmo.
Alnga-se o segundo andar do sobrado da
r ra da I.apa n. 13 ; a tratar no arraazom do
mesmo.
i Dentista de Pars, i
8 15Ra Nova15 %
*, Frederic Gautier, cirurgiao dentista,"!
ffc [az todas asoperare da suaarlee col-*;
rtji locadentes artiliciaes, ludo com a upo-S
ffc rinridade e perfeicao que as pessoasen-lg
| tendidas Ihe recoiihecero. S
?E Temagua e pos dentifricios ele |f
foram nomeados agentesnesta pracadas
companlnas de seguros mai timos de
11 am burgo.
ageneados fabricantes america-
nos Grouver& Baker.
Machinas de coser: em casade SarauelP.
Jonbston & rua da Sonzala Nova n.52
* rr*rrTTTTTTTTYTTTT"mTTTl
: DENTISTA FRANCEZ.
M Paulo Caignoux, dentista, rua das La-
* rangeiras 15. Na mesma casa tem agua
^ p dentifico.
2;it.i.AAiAXAi titiliililttil
COMPANHA
ALLIANCE,
stabcecida m Londres
iakp m mu, !
CAPITAL
Cinco mllhoes de libras
sievAVnus.
Saunders Brothers4 C. lem a honra de nfor-
mar aos senhoros negociantes, propietarios de
esto p'.ena-
nnr* Aluga-se o sobrado de
dous andares e so-
a fallar na ra da
e telha, e igualmente sobre osobiectos V '/ a e-, .. *
erem os mesmos edificios, quer con- .:~ n' q"!.n' da l.,u-'ma0; mpd"'n ",-
mobilia ou em fazendas de \jualqucr I "!"?", cnpSi"'0 capital, pode *er pro-
i.urnao para n excrileio de sua prohsao, na ra
Imperial n. G.
Presentes para festas.
Lindas cestinhas com fruclas e flores artificiaes, tendo cada fructa o flor um frasco com fino
AGITADOR DYNAMICO.
A pharmacia
O afrenteIlyppolito da Silva,tora' lei-
lao por conta e ri-co de quem perten-
cer, quinta-f'eira 27 do corrente ps 11
lioras em ponto, no forte do Matto,
armazem de pao brazil, de diversos ob
ectos de pescaria, como teja
ArpOes.
Fisgas.
Ilspiulieiros.
Corques.
Burea-vidas.
Bixetrot.
Vellas.
Hemos.
Lanchas.
Lemet.
Anas tos.
Kedes.
Joias.
de ler a precisa uniformidade para bem de-
sinvoKer as propriedades medicamentosas das
substancias ; ella vae naturalmente enfraque-
cetido medida que se vac fazendo o traba-
dlo da dynamisaQo; e' por essa tttio que
numerosas vozes arcouteco que duas preparaces
de acnito, por exemplo, da mesma dynami-
saeo, feilas pelo mesmo homem, no mesmo
dia, ou era dias diversos, ou feilas por dous
homens diffrenies, nao produzetn o mesmo re-
sultado em casos anlogos de molestias ; urna
urarom as etifermidades.
OS PRECOSSlOOS SEGULNTES:
desinvolve urna accao mais prompla,
urna aejao mais lenta.
I'.ulica de 2\ tubos grandes 12$ a 169
Dita de 36 ,....... 189 a 229
Dita de-18 ...*... 2ia29
Dila de 60 ......309 a 359
N.B. Existem carleiras ricas de veludo para
maior prego.
Cada vidro de tintura avulso......29
Cada tubo avulso...........1
Caixas com medicamentos em glbulos e tin-
extraclo para ler.eo.
, MS?ftai' df1 crys,,nl e jurados para adornos de loilets, ricos alfinetes e enfeites para cabera
?n/< E ^tf&SZlt*}0?"* l'ndus oh.tpn.,s de seda o de palha para ahora e me-
J--"",yo*.muitoso.itrosobJectosrani!o proprios para presen-
J. Falque, ra do
im expos-i^ao dos di-
a oulra |Uras de diversas dynamisacdes ( mais usadas ) :
De 24 vidros com tintura e 48 lu-
Alm disso, sendo es?encial para a raga- \,os grandes...........4S9000
laridaJe das dynamisafes que cada i/uipao De 36 ditos dita e 56 tubos grandes 649000
tetina um numero cerlo de abalos ou vascole- |)t 3<; dt0s dita e 68 tubus grandes. 7O00
jacoes, para que nao acconteca que pelo excesso i fe 48 ditos dita e 88 tubos grandes 929000
ou pela insufficiencia a" estas percam os medica-! rje 60 ditos dita e 110 tubos grandes 1159000
montos as propriedades que Ibes sao assignala-. Estas caixas sao uteis aos mdicos, aos Srs,
das. ouquo convem cada dynamisaco. Dio fe engenlio, fazendeiros, ebefes de familias
se podo isso obler tas preparaces foitas a roao capitacs de navio, e em jeral todos que se
porque o numero de abalos sempre maior ou quizrem dedicar pralica da homoeopatbia,
menor, d'onde evidentemente resulta um effeito Vendem-se tambem machinas elctricas
tambeni maior ou menor, e por conseguinte laU)Sf para tratamcnlo das molestias
Antunea autorisadu pelo Exm. Sr Dr. juii es-
pecial do coiotnercio, requeriraeBto dos credo-
res do [guacia Noiy Perreira da Silva Lopes, fani
leilo em sen armazem na ra do Imperador n.
7:!, de um vari ido sortimento de Joias do apura-
do gosto, como sejam ricas pnk-eiras rom coral,
ritiamanteae bullante*, aderecos, broches, alii-
netes, WiVAas, correolea, neis, relogios e urna
infloidade do obras mhidas do oslo moderno (|ue
i^iarao patentes sabbado 2'J do correte as 11
horas em ponto.
por-,
No grande salao da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
A. \Y. Osbrn, o retratista america
no tem recentemente recebido um gran-.g;'^M'' "PP--.PC. muito razoaveis, em casa de
de e variado sortimento de caixas, qua- N-.R- Todas as nortea ate 8 horas estar a ridrana lllaminada a "az co
dros, aparatos cbimicos, e um grande! vers030"J,!cU)S annunriadus P"3 as Emilias poderem apreciar ditos objectos.
numero de objectos relativos :. arte.
Como tambem um grande lornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs. I
cada um, as pessoas que desejarem ad-j
Recehem-so por todos os vapores do sul superiores charutos do urna das melhon
Rio de Janeiro, esta quintada de charuto j c muito (mohecida em vista da grande es...
tem l.do e como semore contmua-sfi a vender garanlindo-so o perfeilo citado o a superior qualiJa
ittm^TnVKttL'T!!!!?r,am ch8ru,0S '"""'os dellavana, na'ruad
Cadea do Recite n. 1... loja de Jos Leopoldo Bourgard. denominada
Centro commercial.
CHARUTOS.
qntrir conhecimentos pratces na arte
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sol) condires muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenlioras sao convida-;
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-;
ra examinarem os specimens do que
cima ica anunciado.
res fabricas do
eslracc,o quo
"" la-
da
Hanual
l)L
Conlas feitas
para compra e venda de assucar e mais objectos i
obra muito ulil pira os negociantes esenhnres'
de engenhos, pois com um lance de vista podem '
saber o importe de quaesquer quantidado de ar-
robas e libras ; um vulumo bem encadernado por
5$)00. Veide-se na livraria econmica,iunto ao
nervosas. 1 arco do s,inlo Antnnio.
duvidoso na applicc/io do modicamento ; se os Kslas machinas sao as mais moJernas easi Giuseppe Baraoehi e Ciovauni Barocchi,
abalos sao insuflicientes nao se desinvolvem mas ua()as aciualmente em toda a Europa, subditos italianos, reiiram-se para Europa,
todas as propriedades convenientes dynamisa-' lanl0 pe|a commodidado de poderem ser trasi- i
com
CONSULTORIO
1)0
MEDICO PARTFIRO I OPERAHOR.
DA GLORIA. CASA DO 11 lD i O 3
CWnVca por i\m\os os systemas.
T
Avisos diversos.
Joaqulm Silveno de Souza Filho declara ao
po.isuiilor do caf da roa d?. Imperalri/. n. 13,
que nao tem negocio alum com o dito senhor,
e se de seu inleresse sej i mais melindroso;
procuie-me que s.:mpre ?chara prompL) ao seu
dispor.
Aluga-se urna daa melhores casas em San-
to Amaro de Jaboa'io, com excellcntes commo-
dos e boi locaUdade; a tralar na ra do Quci-
uiado u. Ai, loja.
Viuga-se o primeiro andar doso-
bradon. 5G da ra do Ilangel : a tra-
tar no segundo andar do mesmo so-
brado.
Companha lyrica de G.. Ma-
rinangeli.
Fartieipa-se a quem convier que to-
dos os escripturttOo s e empregados do
theatro de Saa-ta. Isabel foram comple-
tamente pagos dos sete niez.es decorri-
dos at boje, e que nada devem rece-
ber do abaixo assignado. Recife 26 de
dezembro de 1860.O emprezario, G.
Marinangeb.
Despachos telegraphicos por
via de Ricardo Knowles, de
Lisboa.
Luiz Antonio Siquclra, 'previne aos
npgociantes desta praca que precisarem
dos subscriptos, instruceoes eimpressos
para os referidos despachos que os po-
dem procurar no seu esenptorio na ra
da Cadeia n. 20.
O major do corpo Je policia Ale-
xandre de Barros Albuquerque, tendo
de ir para a villa de Barreiros deixa en-
carregado nesta praca dos seus nego-
cios particulares o capito ajudante de
ordens Miguel daFJbnseca Soares e Silva.
Recife 24 de dezembro de 1860.
CONSULTORIO
DE .
Joo da Silva Ramos,
Medico pela universidade dc^Coimbra.
Tendo depassar algum tempo no si-
tio dos Buritis na estrada do Arraial,
mea consultorio estara' abrl^odos os
dias das 9 horas as 11 da manima o das
5 as 5 da tarde. As pessoas que*man-
darem procurar-me, tero bonrjde
de dirigir os chamados por escripto pa-
ra a loia de louca defronte da cana de
mi'iha residencia na ra Nova.
?ao que se quer fazjr. e se sao de mais. desin- daS na algibeia, como porque trabalham
volvom-se algumas das propriedades da dyna- prepara^oes que nao sao nocivas
misacao superior, com parda cena de muitas. Cada ama........508000 Quem qt izer dar i cria
das que convem dynamisaco que se quer j O Dr. Sabino ensina a maneira de se servir | para se criar (sem ser de leite) dinia-'
preparar, oque sem d aviaa lem gravea incoti-l jesla maqiiina. a' rua Velha n. 73 que achara'com' Dr' Lb Moscoso d cons,lllas todos os dias pela manlia, e de lardedepois de 4
'quem tratar. lioras. Contrata partidos para curar annualmenle, nao s para acidade, comopara o engenhos
' |0ti oulras propriedades ruraes.
IlliagCnS O^ chamados devem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da roanhaa e em caso
Trocam-so as mais ricas e perfeius imagens do de urencia oulra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
N S. do Carmo, Santo Antonio e Menino Jess, O nome da pesoa, O da rua e o numero da casa.
Acham-se a venda na livraria da rraca da Independen- M*!K-!i^?&I2E!^l-!!!f?^ d* Nos casos l,,le n0 forera de ursHncia' as Pessoas residentes no bairro do Recife P0-
cia ns (i e 8, as bem conhecidas folhitihas impressas nesUk.o^m,d^T,K^ritw : na HJ?* TT2ll^J*^*d'2*S?J! G' "a .r,ia *! Cr-- ***
Dita
typographia
Folhinlia de, 'porta ou KAI.ENDARIO eeclesiaslico e civil para o
bispado de Pernambuco...........
(C (ti(jibei)'d contendo alem do kalendario eeclesiaslico c civil,
explicacao das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do coinmercio;
ditas do sollo; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostes geraes, proiinciaes c munioipaes, ao
que se juntou urna colleccao de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entretenimento da mocidade.
ICO rs.
320 rs.
Dita dita
t t contendo alem do kalendario eeclesiaslico civil, expli-
ecao das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol ; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e tnunicipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-sc, e coruungar, e os cilicios que a
igreja costuma celebrar desde domingos de Ramos, ale
sexia-feira da Paixao, (em portuguez). prero..... 320 rs.
Est a conclnir-se a irapressao do almanak que breve
ser annunciado, nao estando j prompto pelas grandes al-
teraees que se deram neste anno.
CASA DE SALDE
DOS
umqs&siv:
Sita em Santo Amaro.
Este estabelecimentocontinua debaixoda administraq3o dos pro-
pnetarios aa'eceber doenles de qualquer naturezaou cathegoria que
9 zelo^ Cuidado all empregados para o prompto restabelecimen
to dosdoentesgeralmente conhecido.
Quem fe quizer utilisar podedirigir-se as casas dos proprietarios
ambos more resna rua Nova, ou entender-secom o regente no esta-
tabeleciraento.
Reforma de presos.
Escravos. -..... 20000
Marujos ecriados, 2^500
Primeira classe 3jj| e. 5500
As operac/es serao previamente ajustadas.

vuiniii
no
Recife ao rio Sao Francisco.
lYunlUitlo.
De couformidade com as instrucros recebidas
da respectiva directora faz-se publico que dest*
dala em dianle sao convidados os accionistas
desla conspaohia a cumprircm com ns termos do
aviso que purordem da mesma abaixo Ccam pu-
blicados.
Escriplorio da corapanhia 17 de dezembro de
1860.F. II. Itramah, thesoureiro.
AVISO.
(OMPAMII1 DA VIA FRREA
RECIFE
dorao remelter seus bilheles botica do Sr. J. Sounn Se C. na rua da.
| livros do Sr. Jos.'- Nogueira de Souza na rua do Crespo ao p da ponte velha.
Nossa loja e na casado annunciante achar-se-ha constantemente os melhores
memos homeopalhicos j bem conhecido* e pelo3 presos segu Mes:
Rolica de 12 tubos grandes...........109000
Dita de 24 dilos.................15J000
Hita de 3G ditos................. ocoGO
Dita de 48 ditos............,... 259006
Dita de 60 ditos................ noroOo
Tubos avulsoscada um............. ijooo
Frascos de tinturas.............., 2$000
Manuable medicina homeopatbica pelo Dr. .lahr, tra-
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. ele........205000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do fir. Mello Moraes. ....... 09000
med ra-
no
A SAO FRANCISCO.
(LIMITADO.)
Telo presente faz-se publico que por rosolucao
da directora desta companhia, tomada nesta da-
la tcm-se feito urna outra chamada de duas li-
bras sterlinas por cada aeco, a qual chamada ou
prestaco dever ser paga"at o dia 31 de Janeiro
prximo futuro no Rio de Janeiro em casa dos
Srs. Mau Me. Gregor & C, na Baha aos Srs. S.
S. Davemport & C e era Pernambuco no es-
criplorio da thesouraaia da mesma via frrea.
Pelo presente ica tambem entendido que no
caso de nao ser a dita chamada ou prestaco sa-
tisfeila no dia marcado para o seu pagamento ou
antes o accionista que lncorrer nesta falta paga-
r juros a razio de 5 por cenlo ao auno sobro
tal chamada ou preslayo a contar deste dia at
que seja realisado o pagamento. No caso de nio
cfTectuar o pagamento desta chamada ou piesta-
co dentro de 3 mezes a contar do dito dit-ixado
para o embolso da mesma ticaro as accoes que
incorrerem em tal falta sujeitas a seren confis-
cadas segundo as disposiedes dos estatutos a este
respeito.
Por ordera doe directores.
AssignadoW. H. Reliara y,
Secretario.
199 Gresham II un se.
Od Brouad Street.
E. C.
22 de novembro de 1860.
No dia 18 do corrente desappareceu da casa
do abaixo assignado um seu escravo de nome
Moyss, de 18 annos de idade. pardo, de estatura
regular, corpo eecco e espigado, aem barba ne-
nhuun, olhos pardos, nariz adiado, bocea peque-
a, labio inferior grosso e ps grandes, levou ca-
misa branca, urna calca parda escura e outra
azul : a pessoa que o apprehender, pode leva-lo
ou a rua do Vigario, sobrado n. 21, segundo an-
dar, ou a roa das Cruzes, em Sanio Antonio, so-
brado n. 3, primeiro andar, ou feo silio na tra-
vessa da Casa Forte para o Poco da Panella, que
ser recompensado.
A. J. de Moraes e Silva.
Alugam-se os dous andares do so-
brado da rua da Cruz n. 45, recente-
mente pintados e commodos suficientes
para familia: a tratar no armazem do
mesmo
Henry Adour, subdil&irancez, segu para a
| Europa. -V
fUIlff
DE
!t\ L,03\ V, \KM\Z,M
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RUA DO QI1IMAD0 40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Seda de quadrinhos muito fina covado
Knfeites de velludo com (roco pretos e
de cores para cabeca de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraias e seda tapada e
transparenre, covedo
Lavas de sedabordadas e lisas para
senhoras, homens e meninos
Lencos de sada roxos para seobora a
2000e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lencos de gu rgu rao p reos
Eticas capailas brancas para noivados
Saias balo para senhora a meninas
Tafela rxo o covado
! Chitas franceza a260, 280, 300, e
Cassas francezis, a vara
19000
' 29500
8500
2*000
9500
93 0
9f>00
Setim prelo azul e encarnado proprio
para forros com i palmos delargnra
o covado
Casemiralisa decores 2 larguras, o co-
vado
Chales de mi ro bordados, lisos ees-
lampados de todas as qualidades
Sedalisa pretae de cores propria para
forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos cortes de seda pretos e de corosj
com 2 saias e de babados
Ditos de gaze e de seda phanlasia
Chales de loquim muito finos
Crosdenaple prelo e de cores de lodas
as qualidades
Seda lavradapreta e branca
Capas de fil e visitas deseda preta
com froco
19000
2000
19500


DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FEIRA 27 DE DEZEMBRO DE 1860.
C5) :
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
MELIORADO E FABRICADO SOB AD1BECCA0' CO DR JAMES R. CHILTON,
iiuico o medico celebre le New York
A GRANDE SUPERIORIDADE DO EX-
TIUCTO FLUIDO COMPOSTO
DB
SALSA PARRILHA
Explica se pilo seo extraordinario
e quasi miraculoso effelto no:,a(inao p"bllC0-
sangua. BOYO PAUL, 40 Corilandi Streel.
Cada un sabe que a saude ou a informidade! **** ,{TOWMSH1 & Co, 218 Pear
depende directa enla do estado desto floido vi-
New-York, bavcmos vendido durante muitosan-.HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street,
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town- B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street,
send.considararaoloser o extracto original e ge- i rnNTTKTPMne & arvarp i? iiucpnn
n..ino de salsa parrilha do Dr. Townsend. o \ CONIIELEM0S A ^MOBE E MJASFRU-
qual primeramente sob este norae foi a presea- '
K IGUALMENTE
Conhecemos nm Medicamento nos seus Fffeilos.
O extracto composto do Salsa parrrlha do
AVISO.
O abaixo assignado avisa aoSr. Lua Jos Mar-
ques, arrematante do imposto des aguardantes,
quedo 1." de Janeiro vidouro em dame deixa do i
veedor agurdenlo em sus taberna sita na ra i
, /'i."00 Pol.is n. 144. Itecift 2 de dezcmbio
de IHfiO. Antonio Jos IVreira Krmidn.
Prerica-se de uma criada de meia iiade pn-
a Co/nhar e comprar, para casa de liuinom sol-
Wlro : na rua do Crespo, esquina n. 8.
Prensa-sedo um criado para casa de iio-
tnem soltoiro : na rua do Crespo, loja da esqui-
na ii. S. '
Uma pessoa que nao pode Ir ao
Manguinho fallar ao Sr. Manoel Ephi-
genio da Silva, roga Ihe queira annun
Ciar onde o pode procurar nesta cidade ^ cnrrente em diante a companhia doixar de
visto no sor permittido fallar se-lhe na | ***" M'8 P"*'c*o d Pontez.nh.. o
alrandeea.
de ouro de 20J: na
3S Compram-sn moedas
rua Nova n. 36, leja.
Compra-se uma casa terrea para pequea
familia, sendo na freguezia de Santo Antonio ou
>. Jos qncm tier, queira annnnriai
folba para ser procurado.
por ela
VIA FRREA
Vendas.
no
Na
Recife a Sao Francisco.
(LIMITADO.)
Avisa-so ao respeitarel publico que do dia
.TI
xa. Isto ha de ser, visto o partido importante
que tein na eco.nomia animal.
A quautidada do sangue n*um homem d'es-
lilura mediana est avallada pelas as priraeiras
autoridades em vinte e oilo arralis. Ero cada
pul.^co duas oncas sahem do coraco nos bofas
o dalli tolo o sangue pasea alem no corpo huma-
no em menos de qatrq minutos, lima dis-
posicao extensiva lora sido formada o destinada
coro, admiravel sabedoria a destribuir e fazer
circular esta corrbnte db vida por todas as
partes da organisacao. Des te modo corro sera-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
lente de infermidade ou de saude.
Se o sangua por causa alguroa se emprenha
de materias ftidas ou or
COm V8L0CIDAI>H
alreel.
LKEDS& IIAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN GARLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J & J. F. TRIFPE. 02 .Maiden Lae.
GRAHaMOv Co, 10 Od Llip.
OSC. OU A JENNINGS, 188 Pearl Street.
R. B. IIAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON. R0BINS& Co, 134 Water Street.
TI10MAS & MAXWELL. 86 William Street.
WM. UNDF.RIIII.L. Junr, 18.1 Water Street.
DAVIDT. LAIUlAN, G9 Water Street.
MAR>lf & NOHTHROl, 60 Pearl Street
NORTON, B.VBCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
rompYd.7 ES i PKX FOLD, Ol & Co, 4 Fle.cl.er Street.
KLECTa,CA a' coupcao as i 0,f0TT. & CO, 27 Msiden
mais remotas e mais pequeas partes do corno. I, nVn. e.*f* ~ ,
O veneno lancee para ras e para d.ante pelas | i^SSffl^^^ff'tM ,
arterias, pelas veias, o palos vasascapillarios, bC"r* BROIHER & Co, 104 &
at cada orgo e cada teagem se faz completa-' Ci-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulado evidentemente se fz um engexho
poderoso de doenca. Nao obstante pode tam-
bem obrarcom igual poder na criicao desande.
Estivessa o corpo infecionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smenle o san-
goe pode fazer-se puro e saudavel ficar superior
a doenca e inevitavelruente a expellira da cons-
litiiicao.
O grande manancial de doenca entao como
d' aqui consta no fluido circulante,e nenliuin
medicamento que nao obra directamente sobreel-
le para purificar e renova-lo.possuealgum direi-
to ao cuidado do publico.
O sangue O sangos o ponto no qual
se ha mysler fixar a aliencao.
O ORIGINAL E O GINUINO !
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na ctdadede
LEWIS v: PRICE. 55 Pearl Streel.
HAVILAND, KEESE &CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
"10 Astor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCIIIEFFF.LIN & CO, 107 Water
Slreat.
POU & PALANCA. 06 John Stree.
SU ERWOOD & COFFIN, 04 Pearl Streol.
RUST & IIOUf.HTON, 83 John Street.
I. MINORft CO. 214 Fnton Street.
INGERSOIX & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPHE TRIPPI. 128 Maiden Lae.
(1REENLEAF v\. KINSLEY, 45 Cortlandt
Street.
HAYDOCK, COBIJES & CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMINC & VANDSEB, 178Greenwch
Streel.
I Dr. Townsend eslQ
OMEDICAMEXTODO POVO
A ilaia -so ao mar vil liosamente a constituido
1 que pode ser utilisado em quasi todas as enfermi-
; dades.
ONDE E DEB LID A DE,
fortai.f.ce;
ONDE E" C U R R U P C A O,
purifica;
ONDE HE PODR DA O,
ALIMPA.
Este medicamenio celebrado que o grandes;
servicos presia a humanidade, prepara-se ar;ore
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte!
Washington, Brooklyn, sol: a inspecrao directa
do muito conhecidochimico e medico Dr. James;
R. Chilln, da Cidade de New-York, cuja eer-l
lidao e assignalura se acha na capa exterior da
cada fjarrrfa de
ORIGINAL (E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSAPARRILHA
D DR. TvWNSRID.
O grande pnrifctutor do san sur
CURANDO
O Herpes
A HriiTsiPKi.A,
x O nospiur militar precisa de uma pes-
< soa com as precisas liabililarfies para
|e exercer o lugar de enfornieiro-nir, o
5 convidado deve saber le.escrever econ-
m ir, ler boa conduela civil e moral e pra-
S tica le seri-iro de enfermara, regulando
H seus vencimentos por i:> mensses e
Scom casa no eslabelerimeiilo : n quem
convier comparec no mesmo estbale-
b ciinenio munido dos pracisos documen-
jfg los, Hospital militar lo Periiairibuco 22
3> de de/.emhro de 1860. O almoxarife,
H rhomaz Antonio Nadal Monleiro.
31
rem continuar a passar para lomar e dcixar
passageros o bagageus.
AssignadoE. II. I'.rarnah,
Superintendente. I,0C0 de pcluche em calda a 700 'a. n libra
AugUatO C. de Ahreu participa ^"''"-se "a rua das Cinco Ponas n. (L
aosseusfregue7.es que, em quanto du- -Gommn Superior (lo AfACalv.
rarem as obras que se estao lazendo em : Velta*** > nrreo coramodo : na roa da Cadeia
o seu armazem da rua da Cadeia, as "l"ncr ,
Cera do carnauba.
).!:n,de"Se nv
PROVINCIA.
rua ca caciem, as
qu;es obras deverao ser concluidas at
Jo fita de Janeiro prximo futuro, esta
I rao as 'azendas a venda no primeiro
| andar por cima do mesmo armazem.
liesappareceu um cavallo do largo da rua
da la?, no dia 21, do noile, sendo o cavallo pe-
dro7ppq.ir.no e magro : quem o achou levo-o a
rua do Sol n. 29, que sei recompensado.
Muita precisao
Procisa-se de um caixeiro que entenda do tra-
llco, dfi fiador a sua conducta, saina Icr o es-
crever : na padaria do l.ivramenlo n. 32.
a arroba : na ni i da Cadeia
Prenle Vianria & C.
3rina7eru Machinas de cosan
i
DE
Slvat & Companhia.
Estas machinas sao as mais perfeilas
no ramo de mecanismo, unindo ;i uma
simplicidade a maior lieeireza perei-
VlieilCaO a queill ti Ver OSCra- !rao para toda e qualquer qualidade de
:los.
vos fllg
l'azem annos que foi vendido um escravo da
nil^f/-"oarBirodas,0,"'"*^f.,dMl"^ esta cidade ou para O methodo 30S COmnradorpV
que se arbain expostos a venda os tullirles da mira Ierra, sendo moco, e de cor cabra : quem i uZ, k COmpiadnies
lerreirn parte da [inmeira lotera da '
costura, do ponto mais /no ao mais
fjrosso. O vendedor se obriga a rnsiruti
le o Sa-
A AliSTRICQlOPOVBN-
TRE,
AsAlporcas
Os Effeitos do azod-
C.IIE,
Dispepsia,
AS DoENCASjDEFIGA-
l>0,
A Hydropesu.
A Impingr
As Ulceras,
O Rheumatismo,
As Chacas
A (rF.niLIDADE GERAL
AS DOENCASOF. PELLE
AsBORBOLIIAS P A CA-
RA,
As Tossesi,
>sHara di Cruz, esrrivo.
irmandade | so julgar com direiio a'o'ditoesc'ravn.' deite no i "^|"tm D^ni, assim como a ter as machi-
.icbmas era ordem durante um armo.
| Estas machinas cosem com 2 los nao
juebram o fio como militas outras o fa-
noel Francisco de Freilas Baptisia de Andrade. zemetaoas melliores e mais baratas
ao. da, Cruzes, 8. Francisco, estrena ou BORN, RETRaTISTA AMERICANO NA
RUA DO IMPERADOR N. 58, onde
uma-senhora competentemente habili-
tada as ara' ver e trabalhar. Igual-
mente se achato evposlas no armazem
de MACHINAS AMERICANAS, RUA DA
CRUZ N. i E 9.
ves, e proferir obscenidades
- para ser procurado,
a polica devo pre- ai, .. .' .
nir algn., fli;.sRra,;. que ora de aoaamr'o. portto, rm i l
fazendo-o recolher casa de candade, ou de
detenrao.
Alugam-sc dous andares do sobiado da rua
da Cadeia n. 24, tendo commodos para grande
lamilla : a tratar na loja do mesmo.
dos l'razeres, de
. a tratar na mesma com Jo-
s t.arneiro da Cunha.
No dia 19 do corrente desappaieeeu um ca-
lo sspajo de lempo,
genuino exractu do Dr. Townsend em a assignalura e a cenidao do Dr. J. R. Chlilton, na capa
Os Catarriios, As Tsicas, etc.
OExlracto acha-secontidoemgarrafas quadra-1
toopmm,Mna, Js--. fgs&Z22X ''iVo^-fe "fT:
do orespe.lo a algum outro punficador do san-; Ul no Liberal l'emambucano de 19 do correnfe ,,,,, ?,.! l.,l!fi.n.0.vcm.b,r?..ujUn?
gue., conservarse em lodos os climas por cer
vallo sellado, da rua eslreita do Rosario, cujo ca- i ***'*-* *
vallo tera os signaes seguinles : cardao, magro,' ~T *en-so ni cabrtolet novo o um cavallo
, sem andar nenhum novo, o espinhaeo com uma gr0 : f''1" !or- na cocheira do Sr. Malveira
- Anl n Vidal lend irremitido I .bex,g"',em ore,ha" do burro- de l,ai- d& cauda !0Dde luem so deve tratar.
i Vidal, tendo arrematado ,Pin uroa VBrfuga q||em (,pHe roi|. diria.se i Vendem-se saceos com leijao por I o sac-
pensado. i froP" P3ra animaos no pateo de S. Pedro
fugio do en- nuraero "
Cada garrafa do original e
exterior de papel verde
No esariptorio do propietario, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na rua da Cruz n. 21 escriploric 1. andar, lam-
em na blica da rua Direita n 88 do Sr. Prannos.
V&B^Sg) Wti
Assignatura de hinhos frios, momos,de choque ou chuviscos (para uma pessoa)
tomados em .10 das consecutivos. ,........... ltiCOOO
.10 canoas paraos ditos banhos tomados em qualquer lempo...... 1 :dO
-5 Ditos dito dito dito ...... 000
7 ...;.. 4J000
Banhosivulsos, aromticos, salgados esulphurososaosprecos annunciados
EstareducQo de presos facilitar aorespeilavel publico ogozo dasvantagens que resultara
da frequenciadeumesiabelecimento deuraa uiidadeincontestavel,masque infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, ainda pouco condecida eapreciada.
ARMAZEM DE ROIPA FITA
Delronte do becco da Congregacaoletreiro verde.
Casacas de panno preto a .103P, 355 e
Sobrecasacas de dito dito a
Paletots de panno pretos e de cores a
20,25, 309 e
Ditos de casemira de cores a 15 e
Ditos de casemiras de cores a"|e
Ditos de alpaca prela gola de velludo a
Ditos de merino setitn preto e de cor
a 89 e
Ditos de alpaca de cores a 39500 e
Ditos de alpaca preta a 3?">00, 6#,
7e
Ditos de brim de cores a 3J50O,
4-3500 e
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 e
Galeas de casemira preta o de cores a
9a, lOfce
Ditas de princeza e alpaca de corda o
pretos a
Ditas de brim branco e de cores a
29500 49500 e
Ditas de ganga de cores a
Ditas de casemira a
409000
35^000
359000
225000
129000
129000
95000
59000
9900O
590U0
O9000
129000
59000
5*000
39000
55500
Collelesde velludo decores muitofino a 105000
Ditos de casemira bordados e lisos
preos e de cores a 59, 55500 e 65000
Ditos de selim preto a 59000
Ditos de casemira a 35500
Hilos de seda branca a 55 e 65000
Dilos de gurguro de seda a 59 o 05000
Ditos de fustao brancose decores a
35e 39500
Ditos de brim branco e decores a 29 e 29500
Solouras de linho a 29500
Ditas de algodao a 19000 e 29000
Camisas de peitode fustao branco e
de cores a 29300 e 29500
Ditas de peito e punbosde linho mui-
to finas ingle/as a duzia 359000
Dilasdc madapoln brancas e de cores
a 19800, 29e 29500
Ditas de meia a 19 e 19600
Belogios de ouro patente eorisontacs 9
Ditos de prata galvanisados a 259 e 30900O
Obras de ouro, aderecos, pulseiras e
rosetas c
TABAC CAPORAL
HeposUo das manufacturas impeviaes eFranesi.
Este excelente fumo acba-se depositado, diretamente na rua Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBO A DOC ARMO, o qual se vende por mseos de 2 heciogramos a 19000 e em porcao de
10 mseos para cima com descont de 25 porcento ; no mesmo esiabelecimento acha-se tambem
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
nmi
S EAU MINERALE
INATURALLEDE VICHY.
Deposito na botica franceza rua da Cruz n.22
r
s
Ensino de msica.
Offerece-separa leccionar soHejo.comotam-
beraa tocar varios instrumentos; dando asli-
res das7 horas s 9 11_3 da noile.a tratar na rua
di iloda n. 50.
O Sr. alferes Thom C. Vieira de
Lima, queira dirigir-se a esta tynogra-
phia, que se Ihe precisa fallar.
Jos Maria da Silva Ferreira avisa a seus
freguezes e amigos que mudou o seu estabeleci-
>&Si5mml'
CONPAMIIA IK HA FRREA
negocio faca com elle, sob penna do nullicde,
pois que o dito de Avila se chama a posse do re-
ferido escravo indevidamento : roga-so pois a
todas as autoridades policiaes. capites de campo
ou qualquer pessoa que delle souber, o appre-
neiuJam e fa^aaa ebegar .'19 suas asios, no mesmo
engenho Una, que promette recompensar bem.
Constantino Jos Soares.
Aluga-se o sobrado amarello na Ponte de
ljch.1.1, delranto do Sr. Or. Augusto de Oliveira
nos e o outro bom caooeiro o caiador com 20
annos: na rua das Cruzes 11. 18
Extracto
or.
/?ecfc a Sao Fwnd8CO.!^^"5l,^w"^^"M~,*
: sndalo c outras essencias
Avisa-so ao respeitavel publico que se emit-
respo, loja n. 14.
l'rocura-se contratar, medanle ajuste van-
ment de tinturara de todas as cores, do largo da 'oro as Cinco Ponas, Mdeles do periodo do 1 i loJoso "ro eslribeiro que desempenhe perfeita-e
Soledado para a rua do Hospicio n. 42, conli-l a 6 mezes para lodas as estacos, com grande I m*!nle seus deveres
do correio da
Parahiba do Norte contrata homens ca-
minheiros para a conduccao das malas
e paga o jornal mensal de" 24#.O ad-
ministrador, Francisco de Assis Car-
neiro,
Na ruados Prazeres, nos Coelhos, casa de
porlao com 2 leoes, se precisa de uma ama forra
ou escrava para o servro interno c exlerno de
uma casa.
Armazem para alugar.
Alugam-se os dous grandes armazens da rua
da Concordia, oude est o Sr. Paulo Jos Comes,
do 1.- do Janeiro do anno vindouro om diante :
a tratar com o Dr. Lobo Moscoso, na rua da Clo-
na n. 3.
. ~ ,)r- lobo Moscoso scientiQca aosseus an-
Ugos freguezes, que pelos commodos que oilerece
a rua nova tasa da rua da Gloria n. 3, denomi-
nada Fundan, conlinuar a receber escravos ou
para tratar de 9uas molestias ou fazer-sc-lhes
qualquer oporaco : alem da boa situacao ha a
grande vaniagern dos banhos salgados, multo ef-
(icazes para corlas molestias chronicas,
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
rua da l.iuz n. 29 : a tratar no paleo do S. l'edro
n. C.
OS Srs. abaixo assignadns sao rogados a vi-
rom a rua da Imperatri/., loja n. 82, a negocio
que muito Ibes inleressa o diz respeito :
Jos Caetano Pinto do Queiroz.
Manoel Flix Nasario, de Sanio Antao.
Domingos Jos Dantas.
Sabino Joaquim da Purificaco.
Joo Augusto e Iullanda Silva.
Lucas Antonio Evangelista.
Jos Joaquim deAguiar.
Manoel Izidro do Nascimento Arauio.
Manoel Seraphim.
Joaquim Juvencio de Alraeida.
TheodoroJos Pereira Tavarcs
Jos Pedro Ralis Darbosa.
Antonio Homem Ledo.
Miguel Carneiro de Moraes.
Manoel Flix.
Conrado Jos da Silva.
Domingos Francisco Regs.
Jos Antonio da Silva.
Joo Barbalho de Mello.
Jos Leocadio do Reis, morador no engenho Jar-
dim, freguezia do Cabo.
Alnga-se
uma casa terrea com bastantes com-
modos, acabada ha dous annoi, sita na
rua do Motocolomb n. 73 da fregue-
zia dos Afogados : a tratar na praca da
Boa-Visia n. 16 A.
quem quer.
miando a receber nos raesmos depsitos, tanto no abalimenlo nos procos e que se fizeram diversas 1caso de f>jranl
largo do arsenal de marinha n. 8, do Sr Anselmo reduccoes nos presos de transporte entro Cinco !rua do ('respe
Jos Duart Sedriro, assim como no largo da ma-1 Ponas, l'-scada e as outras estacos nos seguinles
(riz de Santo Antonio n. 2. do Sr. Antonio Joa- artigosasaber i cavallos. assuc'ar, madeira, po-
quim Panasco. > dra, lenha, carvao de pedra, estrume, capim, t-
A administicao do correio da 'nlns. lelhas e ladrilbos. para mais informacOea
dinjam-seaoSr. James kirkham na villa do Ca-
bo ou em qualquer das estacos.
AssignadoE. R. Bramad,
Superintendente.
Os abaixo assignados declarara ao respeita-
vel publico, particularmente ao corpo do com-
mercio, quetem dissolvido amigavelmenle a so-
eedade que linham as duas tabernas, sendo
uma na travesea do Marisco n. 7, c outra na rua
a tratar cora Ignacio Luis de Rrilo Taborda, iun
para lencos.
Na loja da aguia branca so arda o verdadeiro
fs; sss.s-r?- sl-SSSSr'^^^^
cheiros novos e agradaveis, exonforme o lama-
ndo do frasco vende-se a 2J>. [i, 4 e 5jj. A bon-
dade de taes essencias e extracto j bom co-
ndecida pelas muilas pessoas que tem comprado,
o anda ser por quem de novo comprar : na rua
do Queimado, loja da aguia branca n. 1C.
Campos sralificaco.
receberam uma factura de chapeos de sold se-
INJECTION BROU
Remedio infallivel contra as agnorrhas antigs e rcenles.
linico deposito na botica franceza, rua da Cruz n. 22.
Preco do frasco 39OOO.
Urgencia.
Conlrala-se um rapaz para servir de fiel na
coraparrhia de aprndizes marinheiros, advertin-
do-se que ficar este iscnto do servico da guarda
nacional : a tratar com o commissarlo da mes-
ma, na rua das Trincheiras n. 46, segundo andar,
ou no respectivo quartel.
Em Frs de Portas, na rua do Pharol (den-
tro de um quintal murado de tabeas) existe um
presepio aonde se juntam uma sucia de capado-
cios que s so entretoem em dirigir louvores e
festejos s nymphas que l serven) do pastoras.
Por isso rogamos ao Sr. Dr. chefo de polica que,
assim como o anno passado acabou com osse d-
vertimenlo, nao se esqueca de esto anno fazer-
nos esla to desviada esruola.
Precisa-so de uma ama para o servico in-
terno de uma casa do pouca familia ; na "praca
do Corpo Santo n. 17.
1 ugio no da 2 do corrente mea, da abaixo as-
signada, a escrava do nomo Antonia, teodo os
signaos seguinles : estatura regular, cara larga o
picada das bexigas, nariz chato, olhos pequeos, \ da Para homem, tendo entre estes alguns peque-
sem denles na frente, tendo nicamente as duas nos ('ue servem para as senhoras que v"io para o
prezas, peitos cabidos, andar ligeiro, muito sa- ; camPo lomar banhos se cobrirem do sol, e como
cudido, bracos grossos e cheios de veias, ps lar- i a PorCao seja grande se resolverlo vender pelo
dol adre Honano n./4. que gyravain sob a fir- : gos e apapagaiado?, cheia do corpo. Icvou cami- I Pre5 de 69 e 6S500, e alguns com pequeo dc-
ma de Silva & Rosas, 'cando o activo e passivo : sa branca, saia de edita escura e chales de algo- eit0 59 : na rua do Crespo n. 16.
das mesmas a cargo do mesmo Silva. Recife 21 Jdao de 3 penlas. com quadros encarnados, eos- @^5@ S* (l@@@ea
de dezemhro de 1860Jos Gomes da Silva. I turna dizer que forra e dar o nomo trocado, O Recebeu-se recentemente e continua a Z
Jos Antonio Soares Rosas. | consta ter ido para os suburbios da cidade lavar receber-se directamente de Paris e l.on- S
roupa : quem a capturar e levar & sua casa na l **v dres por lodosos vapores, de cncommen 1
a _____k rua do Rangel n. 67, segundo andar, ser bem i da especial, artigos de modas para so-A
A 11 PPlO I gratificado. [# adoras na 2
illlllUUV*. Isabel Maria Nunesde Oliveira. Lot'a (P ITIflrmAl^ S
Quem liver equizer vender um sitio petto da Precisa-se alugar para um silio porto da '
praca que lenha boa casa do vivenda, arvoredo j Prn?a urna negra boa quilandeira ou moleque,
fructfero e boa agua, queira annunciar por este trata-se e paga-se bem : para ojustur, no larg
Diario para ser procurado. !da Assembla, Forte do Mallos, cima do escrip-
__ orio dos Illms. Srs. Rabello & Filhos.
Precisa-se alugar uma escrava para todo o Aluga-se um sitio no principio da estrada
servico de uma casa, e paga-se liem ; na praca dos Afilelos perleucente a viuva de Jos Joa-
da Independencia n. 38, se dir quem pretende. quimdeMesquita.com inuilos arvoredos produc-
-. < 1 l'yos e uma excellente casa ossobradada, que se
llOVa nailta Ol tarila (ID lnrnn recommendavel pelos seus commodos e de-
I ** "*"* ""pendencias a tratar na ruado Queimado n. 18
lirMlllpya i loa de '* dc Caraalho.
atillULp.l Precisa-sede uma ama para cozindar em
Ni; livraria da praca da Independen-'casa de **** sol|P'ro "a rua do Crespo, casa
,. c .' Yc numero 12.
ca n. o e S, existe a nova tarifa que I
tem de executar se a 9 de fevereiro, a
qual sera' mostrada aos Srs. assignantes
do Diario, que a quizerem consultar era Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
Wua do Queimado n. 89
Loja de qnatro portas
DE
^M^
qunto nao chegarn alguns para vender. milia i, "a rua Nova 5- ,0J?-
1 ,......... ~. Q.. ..,."j. ,' Para uma casa eslrangeir
Aiisentou-sc da casa do abaixo assignado,
no dia 19 do corrente, o crioulo Eustaquio, ca-
lafate, j de idnde, corpo regular, magro, olhos
encovados: quem o apprehender, queira leva-lo
em Sanio Amaro, casa de Manoel Custodio Pei-
xoto Soares, ou na rua da Moeda, armazem de
ferragens, a Joo Francisco Marques.
Manoel Custodio P. Soares.
Aos consumidores de gaz.
A empresa da ilhiminaco
gaz, roga a todos os Srs con-
sumidores o favor de nao en-
tregaren! aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido- Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Quem livor comprado um binculo de mar-
flm j usado, querendo fazer o favor de rosttui-
lo, procure ao abaixo assignado. que dar o mes-
mo dinheiro que por elle se lenha dsdo, e mais
anda, com tanto que saiba quem teve a fraquoza
de ld'ofurtar, sobre o quo alias promette guardar
segredo.Jordos Anjos Vieira de Amorim.
Aluga-se o armazem da casa n. 41 sita na
rua do Imperador
geira cora pouca fami-
lia precsa-se de urna escrava que seja el ede
boa conducta, que saiba coziohar o diario de uma
casa eensaboar roupa: quem a liver, dirija-se
rua do Cotovello n 8 (Boa-Vista) antes das 8
horas da manha, ou depoisdas 5 horas da tarde
Quer-se alugar um moleque de 8 a 10 an-
nos de idsde, pouco mais ou menos, para com-
pras c recados : nu rua do Crespo n. 13.
Attenco.
Roga-se a pessoa que tiver achado um peque-
no embrulho de papel cor de rosa, conlendo um
trancelim do ouro e uma roseta de ouro com co-
ral, de fazer o favor de entregar na rua do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13, que ser bom re-
compensado.
Precisa-se de 300# por lempo de seis me-
zes, dando-ie em pagamento da mesma quantia
50$ mensaes, dando-se para isso seguranca at o
Om do pagamento.
Precisa-se de um caixeiro que lenha bas-
tante pratica de taberna, o dA fiador a sua con-
ducta : na rua do Rosario da Boa-Vista n. 54,
Compras.
Companhia de cavallaria do exercito.
Gompram-se cavallos com as qualidades se-
guinles : mansos, novos, grandes, castrados e
saos, ainda que nao tenham andares Santo A-
niaro 20 do dezembro de 1860.
Manoel Porfirio de Castro Araujo.
Capilo commandanie.
Coinprani-se escravos,
sendo de ambos os sexos, de 12 a 20 annos de
rua do Imperador ; a tratar na rasa do fallecido idade, sadios e boas liguras ; na rua da tmoora-
commendador Lmz Gomes Ferreira, no Mondogo., triz n. 12, loja.
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha corles de vestidos de seda de cores, fazenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
605POOO, ditos sem defeito a 1009000, tem un
resto de chales de loqiu'ra que estao-se acabando
a 309000, ditos de rairin bordados com pona
redonda a 89000, dilos sem ser de pona redonda
a 8??000, ditos estanpados com listras de seda
em roda da barra a 99000, dilos de ricas estam-
pas a 75J00O, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 29000, dilos sem franja e muito
encorpado a 29000, ricos manieleles de grosdi-
napies preto e de cores ricamente enleitadosa
-259000, ditos muito superiores a 309000, en-
feitesde vidrilho preo a 39000, ditos de relroz
a 39500, organdis da mais fina que ha no mer-
cado a 19000 o covado, cambraias de cores
de padrees muito delicadosa 800 rs. a vara, ditas
de outras qualidades a 600 rs. a vara, ricas chitas
farncezas de muito boas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se poda
imaginar, peitos para camisa a 240 rs. cada uma,
cortes de casemira de cores a 69000, ditas em
pesca de quadrinhosa 49000 o covado, gollinhas
de muito bom gosto a 19000, ditos deoutros
bordados ricos a 3/>000, manguitos de cambraia
bordados a 39000, tiras bordados e entrimeios
que se vendem por preco commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de enancas, e capinhas
para senhoras a 19400 rs. o covado, corles de
cambraias de salpicos a 59000, cortes de cam-
braia enfeiladas com tiras bordadas a (9000,
e outras muitas mais fazendas que ser difcil
aqui pode-las mencionar todas.
o armazem de E. A. Burl
lee C, rua da Cruz nu-
mero 48,
vende-se cliampanda das mclhores marcas quo
vem ao mercado, mais barato que cm qualquer
outra parle ; cofres de ferro (burras) das que eos-
tuna receber, do nelhor fabricante que ha nesta
geuero.sortimentos de todos os tamaitos e lo-
dosos preces ; novo sortimenlo de pianos, de
um cvcelleiite fabrcame, que se vendero por
conla do mesmo, deduzndo-so a commissao eo
descont ^
. ..... do Imperador n. 23, vendiin se .
uoioes coro boa manleig ingleza de8j a !>9.
vende-se urna escrava de 26 annos, co/-
uiia. engomma o lav, e nao lera vicios naos por
preco commodo : ,ia rua da Praia, armazem de
carne secca n. 9.
Attencao.



(0)
DIARIO DE PEhNAMBUCO. QUINTA PEIRA 27 DE DEZEMBRO DE 1860.
Palitos do gaz e
de cera
desla superior qualidado s so vendo no arma-
zem de Barros A Silva.
E" o ultimo {{oslo.
Superiores gurgures dc'seda de quadrinhos,
do lindos padroes, polo baratissimo prpQo de 1
o covado, grosdcnaples liso de lindas coros a 23
o covado. corles de laa muilo fina cora 15 cova-
dos, padroes inuilo bonitos a 8&, ditas de quadros
padroes tarobem muito bonitos a 480 rs. o cova-
do, diales de coros, padroes intciramenle novos
a 1~ rs. o covado; aproveitcmem quanlo se nao
acaba : na ra do Queimado n. "22. loja de
L.)J-ii.
Vende-so urna escrava de 18 anuos cora si-
gnlas habilidades, o mSlo propria para criar de
leile, pois loni bastante : a quera convier, pode
procurar na praca do Corpo Santo n. 17.
Farinia a 5SI
com
ma-
pri-
Yen de-se farinha de mandioca a .sOO
a sacca: na rita da Madre de Dos nu-
mero 53.
Libras slerli aas
Vendem-se no escrintorio de Manoel Ignacio
de Oiiveiradt l'ilho, praca do Corpo Santo.
Vende-se ura lindo cabriole!
lodos os seus pertences : na ra da
iriz da Boa-Vista sobrado n. 53,
meiro andar.
O ab.iixo assignado tcm para vender 6 es-
rravos. sendo 2 machos, 1 de 2i annos, preto, e
1 de 1G annos, 4 oseravas de 22 annos a bai.xo,
iodos limpos e sera achaques : na Boa-Visto, roa
dos Piros n. 29.
Rufino Patricio de Souza,
I'alclols de seda a 105: na loja de Julio &
Conrado.
Vendem-se tres bois mansos, grandes c
gordos: nn Estancia, sitio ao lado da groja nu-
mero 2'2.
Trelo lo Lisboa,
muilo superior o novo, por prreo coiumoJo ; na
ra do Vigario n. 19, primeiro indar.
Burros andaluzes
-Na rus do Vigario n 19, primeiro andar, anda
lom por vender 2 burros di pura raca Desparti-
la, dosquae se dispdom a proco cominndo*
Ao publico.
Vende-se urna morada de casa
terrea na ra da matriz da Boa-Vista :
a fallar na mesma ra sobrado que vol
ta para a ra da Glorian. 33.,
m Gurgel & Perdigo. %
mKua da Cadeia loja n 23.=|
3/ neceberara novos corles de cambraia uu
;;/* branca bordada de Uuas saias e babadi- f
j Receberam completos sorliraenlos de "5
' vestidos de blonde cora manta, cjpella c sjU
Vende-se
Ell CASA DE
Adamson Howie k C.
Vinho do Porto de superior qualidade.
Tinta de todas as cores.
Lona e flele.
Fio de vela.
Sellins, silh5es, arreios e chicotes.
Rol has.
miis pertences.
f lleeeboram modernos chapeos do pa-
<* lita para sculiora enl'oilados de plumas c
S> llores._______
II Receberam novos enteites de cores e
>"> peilos para senhora, pulceiras e eslralos
de. sndalo.
homem, de
seda turma
Receberam chapeos para
V casior prcto, braueo o de
vfe moderna
Vendetn ricos corles do vestidos de
3g seda, ditos de barege e gaze de seda de
babadinhos.
^ Vendem as eommodas saias balao de
musselinas c cuttm de algodao para se-
y nliora e enancas.______________
\f Vendem sedas e grusdenaples de qua-
^ drinlios padroes modernos e cores es-
tB) coras, ditos lisos.
jg Vendem manteletes pretos de grosde-
v,j naples, ditos de seda bordados o dous
5| bicos, capinhas de croxe brancos e de
s*
cores, polone/.as de gorgurao, taimas
16, titas para cintos.
de
Na serrara de Paulo Jos Comes,
jjg perador, vende-se duziae meia de paos de jaca-
rinda : a tralar na ra do Crespo n. 7, loja de
Guimaraes & Lima.
P Aos viajanlcs da estrada de
s Ierro.
^ Riquissimo sorlimenlo de bolsas para viagom
?Bg a moda da Europa, as qnaes sao muilo necossa-
rias paracunduzir preparos para viagom : na ra
.Nova n. 20.
Vende-se um prelo bom cozinheiro : na
ra Dircita n. 123.
Farinha a 5,^300.
f Vende se no armazem da ra da Madre de Dos
, n. 35, saceos com boa larinha de mandioca, de-
t' sembarcada houlem, pelo barato proco de 3g300
s* cada sacco.
Milho novo a 4$000.
< Vendem-se railhonnvoem sarcos grandes, pe-
tj lo preo cima ; no armazem da ra da Madr>>
J | de Dos n. 33.
Bom e barato,
Vendem-se manleiga ingleza a 960 rs. a libra,
dita franceza a 640 e800 rs., loucinho a 3>0, es-
permacele a 680, azeite de carrapato a 410 a gar-
rafa, milho e trelo a 200 rs. a cuia, cha a'2#,
vinho do Porto engarrafado al) e 800 rs. n gar-
rafa ; na travessa do palco do l'arai/.o n. 16, ca-
sa piolada de amarello.
240.
" Ra do Trapiche n. 42.
Paos de Jacaranda. k
ruadoim- As verdaderas luvas de
Cassas de lindos padroes o cores futas que S6
pude garantir aos comprados, a 240 rs. o covado'
na ra do ueimsdo, loja de 4 portas n. 39.
Jouvin.
Espirito de vinho.
Vende-so a 2560 o 280O a caada ; na tra-
vessa do pateo do l'araizo n. 16, casa pintada de
amarello.
Touciaho a 320 a libra,
arroza 100 rs.
Vendo-so loucinho de Lisboa muilo novo a 320
rs., arroz muilo bom a 100 rs., presunto mulla
novo a 480 : na roa das Cruzcs u. 21, esquina da
travessa do Ouvidur.
Donis para meninos.
O lempo proprio para se comprar os bonitos
A loja da aguia brancas acaba de recebar de
sua encommenda as verdadeiras luvas de Jou-,
vin, pnmeira qualidade, tanto brancas como pro- i rado, todos polos baralissimos procos de
<-\$ e5j, ditos >-""* ""
Bolsas de tapete para
viagens.
Vendem-se mui bonitas bolsas de tpele pro-
priaspara viagens, ele, etc., pelos baralissimos
precos de 5, 6 e7 : na loja da aguia branca,
ra do Queimado n. 16:
Bonitos cintos para senio-
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendera-se mui boni-
tas filas com fivelas para cintos de senhoras e
bonelsdo panno "lino enfeitados cora fita de cha-| ".?"'."!8' Pr|o baralissimo preco de 2 raaluie e borlla, outros enfeitados cora fita de ; ai,a l") da "*u,a brjnca. ra do Queimado nn-
velludo e pluma, e outros com galozinho don-
illero 10.
las para homem o senhora : quem precisar, diri-
ja-se a dita loja da aguia branca, roa do Quei-
mado n. 16.
I'
mm^w&mm^m&smmsm J^q jjello SeXO.
Attenco.
*
Vende-se on permula-sepor casas pe-
quenas utoa grande casa siti era um lu-
gar prximo testa prara, podem dirigir-
se para informaco e ajuste ao agento
Anluiies na roa do Collcgio.
^vgg
58
Paria & C. proprietario da loja de niar-
more, avisara aos seus uumerosos fregu-
zea e ao publico eni geral que acabara de
recabar um completo sorlimenlo de fi-
/endas de modas e tudas serao vendidas
por precos mdicos.
1 :
Para acabar.
Chapeos do Chyle finos pelo baixo pref;o de S, llamengos chog:
5, li, 7 eS- cada um ; na ra da Cadeia n. 17. a jiOO.
la do Cresjio,
loja n. 25, de Jnaquim Ferreira de S, vende-se j
pur precos baralissimos, para acabar : pecas do \
ciiiibruia lisa fina a 3->, organdys muito linas e
modernas a OO rs. o covado, cassas abortas de
bonitas cores a il) rs., chitas largas a 200 o 210,
cortos do cassa de rotes a 2jj. enlremeios borda- '
dos a 15500 a peca, babados bordados a 320 a
vira, sodinhas de quadros finas a 800 rs., casa-
roques de eambraia e fil a 59, penteadores d
cambraia bordados a 59, golliulias bordadas a
650, ditas com ponas a 2-95(10, manguitos borda-
do.-; de cambraia o fil a 29, damasco de lita com .
II palmos de largara a 1-9600, bramante de linho
com 5 palmos do largura a 900 rs. a vara, luvas
para senhora a 100 rs. o par, capas de fuslo en-1
folladas a 5-9. pecas de madapoln fino a 3, la-
Einha de quadros para vestidos a 320, camisusde
cambraia bordados a 29, soluecasacas de panno
lino o '20$ e 25, paletols de panno e casemira de '
16 a 20g, dilos de alpac de 39500 a 89, ditos de
brim de cores o broncos de 3$5II a 53, calcas de
casemira prclas e de cores para todot ps pri'cos,;
ditos de brira de cores o brancos de 2j a 5>, "ca-
misas brancas e decores para lodos os precos, j
rlleles de casemira de cores finos a 5-9 ; assim \
como oulras muilas fazendas por menos do sen
valor para fechar comas.
A 2#400 cada qiioijo.
Na ruada Imperalriz n. 55, vendem-se queijos ,
ados nesle ultimo vapor francoz |
Farinha de mandioca a 5,5500
o sacco.
ende-se na ra d Cruz, armazem n. 26.
Feijo mulatinho.
de palha escura, mui bo
fortes a 3jJ, gorras de palha branca enfeitadas a
1,9500, e outros mui diilcrentes bonels de panno
enfeitados a 1J e 1-9280 : na ra do Queimado,
loja da aguia branca u.16.
iSft Obiectos de costo
liadas ai** C3
@3@5?
Vendem-se.saccos com fojo mulatinho, ehe-
| gado da Hita de Fernando ; no armazem de Bar-
ros ^ Silva.
B Faria & C. proprielarios da loja de
y> marmore, avisam ao bello sexo em geral
I quo acabam de recober um completo sor-
p tmenlo de fa/endas do modas proprias
g da presente estadio. III r, 1 i i i .
wmmmm-mmm bwhb8W|esleirs da India de 4, ,>
Enfeilesde velludo, ultimo
iliora.
gosto.
A loja da aguia branca acaba de receber mui
bonitos e delicados eufeiles do velludo, obrado
toda perfeiro e ultima moda : vendem-se a lOj
o I2f: quem os vir n.o hesitar de os comprar ;
vendem-se tambem outros de velludo e froco a
3f, ig e 5f: na ra do QueiraaJo, loja da aguia
branca n. 16.
Chapeos de so!
DE
Seda grandes para hornero
a 5,5000.
Na ra Nov n. HO. defronle da groja da Cen-
, ceicfio dos Militares.
i Ra Nova n. 32.
Loja de modas de Tlioro Lopes de Sena, e ou-
| li'ora de sua sagra Uadame t'heard, receben pelo
ultimo paquete bous chapeos de seda de diversas
I cores e qualidades para senhora, dilos de palha
da Italia, dilos de seda para meninos se baptisar,
, bous enfeites de differentes qualidades e cores
para cabera, crep prelo, filas de velludo o de
seda, franjas, e outros rauitos odjectos ; recebe ra-
so Dgurinos todos os me/es, fa/.em-se vestidos,
capas, manteletes o vestuarios para meninos bap-
: lisar-se, o todo mais quanlo perlenco ao loilelc
No arniazcrn uo tazn las da roa do Queimado
n. 10, propriamenle para forro do salas o camas
por ser di uu.lhor qualidade, e todas brancas
)$ Machinas de vapor.
:$ Iludas d'agua.
? Moendaa decanna.
Taixas. (
f Rodas dentadas. Q
Rronzes e aguilhes. 8
gl Alambiques de ferro. f:
@ Crivos, padroes etc., etc. ^
Q Na fundiQo de ferro de I). W. Rowman, @
@ ra do Ilrum passando o chafariz. $*
5gg>@3S @a@@@
Na loja da boa V, na run
do Queimado n. 22,
vende-se muilo barato.
Cambraia lisa fina com 8 1|2 varas cada pera a
i$500, dila muilo fina com salpicos a 59, dita de
cores do padroes muilo bonitos a 320 o covado,
corles de cassa pintada com 7 varas a 29240, tri
de lir.no liso muilo fino a 800 rs. a vara, larlata-
na muilo fina branca e de cores com 1 1j2 vara
de largura a S00 rs a vara, guarnices de cam-
braia [manguitos c gol la) bordadas "muito finas a
">9, gollinbas bordadas de cambraia muilo fina a
I9, esparlilbosmullo superiores pelo baratissimo
preco de 63. penles de tartaruga a imperalriz
muito superiores a !)#, bonets de velludo para
meninos a 5g, dilos de panno preto a 3j, sapati-
ohos do merino muilo enfeitados a 2J o par, ciii-
las francezas fins escuras e claras a 280 o cova-
I do, corles de cambraia de cores com 3 babados
com 11 e 12 varas cada corte a 13500, superiores
longos de cambraii de linho muito fina e rica-
mente bordados a !>,>, ditos de cambraia do algo-
dao cora bico de linho a I&280, ditos de cam-
braia de linho proprios para algibeira a 69, 7 e
sito da na da Moa la n. 3 1, um grande sorii-18$ a duria, ditos de cambraia de algodao a 23 500
menlo de tachas e moendas para engenho, do e *# a duzia, tiras bordadas largas e finas com 3
muilo acreditado fal.ricinlo R.lwin i\law a ira- J|2 jaras cada peca a 23.OO. e assim oulras mili-
tas fazendas quo vendem-se por precos muito
baratos : na rua do Queimado n. 22, ns beni co-
nhecida loia da boa fe.
senhorase meninas.
S-'hn f trraYi A loja da agina branca rerebeu um bello sorii-
oouu o BiaiAn' ment de objectos de muito gosio e ultima mo-
Sejocoadoe graixa em bexigas: no armazem! da, proprios para senhoras e meninas, sendo de-
licadas gollinhas e vollas de vidrilho. vollas de
coral o cornalina com alacador de mola, doura-
do.obra inteiramentc nova e de muito posto, e
pelos baranssimos precos de 2 cada objri-to
o" Tasso Irmos, no caes de Apollo
!? '> '.i >.* i
na rua do Queimado, loja
mero 16.
da aguia branca nu-
e (> pamos de largo.
do tazn las da rua
lente para forro do
hor qualidade, e tot
Chales.
Ricos chales do merino estampados, de cores
muito bonitas a 7#, ditos muilo finos a &J500,
ditos lisos a 59, ditos bordados a matiza 8950o,
na rua do Queimado n. 22, loja da boa-f.
j Handerim de laa tazenda nnva do ul- M
ip limo gosto, om casa de Julio \ Conrado : jK
j^ na ruu do Queimado n. 48. ?ffi
Tachas e noeadas
Brajta Silva & C, teni sempre no sen depo-
baratas.
l) Run do Queimado 19
Cortes de cambraia branca muito fina rom sal-
picos mi n din nos a 4{r60O.
Cambraieta para vestido, muilo fina, pelo ba-
ratissimo proco de SyflOO, SgfSOO, 39 e 3.*500 cada
prca.
Balos de mussulina, dilos arrendados, dilos
de madapoln.
Fiilirica Scbslopiil.


*No largo dos Coelhos n. 13j
@ O proprietario desta Ubrie* previno a (fc-J
@ todas as pessoas que precisaren! comprar
fi le has, que nao comprem sem irem a dila 9C
i fabrica, pois ha de ludo muito e do me- @
$i lhnr, telhas para canos dobrados. dilas @
^f para cobprtis de cumieiras, lijlos de la-
19 drilho quadradoa, dilos quadro-lnngo, di- $
5$ los para forno de padaria e fogo, sendo i*
h'y pelos precos segnintes : telhas de 159 pa- @J
fe ra mais o nilhtiro, lijlos de 10# para @
'. tnnis, aproveilem. ^
@EifeiS)3- @a> @@@
Belogios
s proprietarios deste eslabele-
cimento convidara ao respoitavel publico, principalmenle aoe amigos do bom e barato, rjuese
achata era seu armazem de moldarlos de nova mente sonido de gneros, os melhores que tem
viudo a osle uernado, porserem escolhidos por um dos socios na capital dd Lisboa e por seren
a maior parte ilelles viudos por coma dos proprielarios
Gigos com cliampaulia
las melliores marcas que lia no mercado a 205000 e em garrafa a 29000.
Figos Ae comadre
em caitas proprias para mimo a 1&00O.
liarris com axeitonas
os mais novos que lia no mercado a 152000.
Sctveja branca
das mais acreditadas marcas a 59000 a duzia e em garrofa a 500.
Queijos llamengos
rcebidos pelo ultimo vapor de Europa a 3*000
Queijos navio
das melliores q.ialiJades que lom vindo a esle morcado a 9G0 reis a libra, e era poroso se fa-
ro alguin abtitemenlo.
Qneljos suisso
recentomente cliegado e de suqerior rjualedade a 9G0 reis a libra.
Chocolate
dos melliores autores de Europa a 900 rs. a libra era porreo a 880 u.
Marmelada Imperial
do afamado Abreu, e de {outros mais fabricantes do Lisboa emlalasde 1 a 2 libras a 800
rs., era por^ao dse far algum abaiimento.
Ma^a de tomate
em latas de 1 libra por 900 rs., em porr5o vende-se a 850 rs.
Conservas francezas e inglesas
as mais novas que lia no mercado a 700 rs. of rasco.
Latas de bolachinha de soda
om diferentes qualidades a 1G00 a lata
Ymcxas rancezas
as mais novas que tem vindo a este mercado em compoteiras, contendo 3 libras por 39000 rs.
o em iatas de 1 e 1(2 libra por 19500 reis
Caixinlias com 8 libras de passas
a 39000 rs. oro porc,ao se far algum abaiimento, vende-se tambem a rotalhoa libra a 500 rs.
Manteiga ingleza
p ;rfeitamente flor a mais nova que ha no morcado a 19000 rs. a libra, em barril se far ol-
gdm abatimento.
Cb perola
o raellior que ha noste genero a 29500 rs. a libra dito hyson a 29000 rs.
Manteiga franceza
a 7-20 rs. a libra em barril se far abaiimento.
Toncinho de Lisboa
o mais novo qua ha no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
cinjcavinhas de 8 libras com deferentes qualidadespor 49000 rs.
Tambem vendem-seos seguinies gneros, ludo recen temen te chagaJo e de superiores qua-
lidades, presuntos a 486 rs. a libra, cliourie.a muila nova, marmelada do mais afamado fabrcame
de Lisboa,maca de tomate, perasecca, passas, fruetas em ealda, amendoas, nbzes, frascos com
amendoas cobertas, confeites, pastilhas de varias qualidades, vinagre braneo Bordeaux, proprio
para conservas, charuto? dos melliores fabricantes de San Flix, macas de todas as qualidades,
gomma muito fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de dilas,
spermacele barato, licores francezesmuito finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei-
tonas muito novas, banba de porco refinada e outros muitos gneros que encontrarao lendeniesa
molhados, por isso prometlem os proprietarios venderera por muilo menos doqueoutro qnalqaer,
promettem mais tambera servirem aquellas pessoas que mandarem por outras poneo pratiess como
se viessem pessoalmenle; rogara tambem a todos os senhores de engenho e senhores lavradores
queiram mandar suas encomraendas no armazem Progresso,que se lhes affian^a a boa qualidadee
o acondicionamcnlOj
Suissos.
Em casado Sehafleitln & C, rua da Cruz n.
38, vende-se um grande e veiiado sorlimenlo
de relogios de algibeira horisontaes, patentes,
chronometros, meioschronomelros de ouro, pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
giosdos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vonderiioi>or precos razoaveis.
tar no rae^rao deposito ou na rua do Trapi-
che n.-S,
Capellas e llores.
Hu bonitas capellas para noivas a 5$, (VJ o 7,
dilas para meninas a 2$, bonitos e delicados cai-
xos do (loros fins a Id00. 2*5 e 35 : oa ruado
Queimado, loia da aguia branca n. 10.
Vende-se um selim
pertences com pouco uso :
i Crespo loja da esquina n. 8.
inglez e sei-s
na rua do
J
mmm
Capachos.
W
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peilos oar a camisas,
Biscoutos
Emo.asade Arkwighl & C, ruada
Cruz n. 61.
Vendem-se capachos redondos de 3 palmos
| pintados pelo diminuto proco de 1S, ditos de
4 e mcio palmos a 1J280, ditos de 7 palmos c
: meio de comprido a lj&OO ; na rua do linpera-
I dor n. 63, taberna.
, Vendem-se dous escravos, sendo um pardo
para lodo o servioo, o um preto por eommodo
! proco porserem com deleito pbvsico : na rua das
Cruzcs n. 18.
Vende-se urna padaria em Olinda, na rua
de.Malhhs Ferrol ra, com lodos os pertences : a
! tratar na mesma.
ll Machinas ameri-
PiiodcScnlcio novo.
Acha-se todas as quartas e sabbados, das 11
raras do dia em dianlc : em Sanio Amaro, pa-
na alleraaa. e na rua da Imperalriz n. 2, la-
C'# berna.
GRABE S08TI5IE.\T0
Vende-se frco de. todas as cores e grossuras,
cora rame e sem elle a 400, 500, CO e 1 rs. a
peca ; na rua do Queimado, loia da aguia bran-
ca n. 10.
Grammatica in-
gleza de Ollendorff.
Novo mthodepara aprender a lr,
DE
Fazendas c roupa leita
NA LOJA E ARMAZEM
i
3
DE
Joaquim Rodrigues lavares de Mello
RUA DO QUEIMADO N. 39
EM^St LOJ DE QIIATHO POniAS.
Tem ura completoortimento de roupa feila,
9
a cscrever e a fallaringlezetn 6 mezes, convida a todos os seus freguezes e a todos
I obra i utet ramete nova, para uso dy : quodesejarem ter ura uniforme feito coratodooif
todo3 os estahelecimentos de instruc-:gos, diriJam'fe a es,e estabelicimenlo que era-11
rao, pblicos e prticulares. Vende- ;fonlra,ao Ul" habel artista chegado ullimaraen- g
se napraca de Pedro II fantRO lari?o' itl^J!^ desemPen,'ar as bras a von- j |
U ja .t ;r A CJflCiUEiS O CJt&Slp:-
Segara coaira Fogo \
COMPAIVIIIA
LONDRES
AGENTES
C J. Astley & Companhia.I
------------------------------------------------------------------------a
Vende-se |
(antigo largo j tade dos freguezes, j lem um completo soni-
do Collefio) n. o, segundo andar. n)enl0 Jo pa|lloU ^ ^^.^ JJ^ m.
glez, e muito bera acabados a 16*000, ditos
de merino selira a 129000, ditos do alpaca
canas
E Ol'TKOS ARTIf.OS.
N. O. BIEliF.R & C. SLCCESSORES,
tem evposto nos seus armazens da rua
da Cruz n. 4 e 9, uma infinidade de
t; machinas etc., como sjam :
('ARADOS de dilerentes oodelos, Iralia-
i lliando de 2 lados.
( I CULTIVADORES para limpar e abrir a
I trra.
I i MOIX110S para cana em ponto peque-
no, podtndo ser gove nadas por urna
pessoa. proprias para lavradores.
Ditas de DESCARCCAR MILHO, um
processo pelo qual se poupa muito
tempoe emprega-se somente 2 pes-
soas,
Ditos de MOER MILHO, CAFE etc.,
etc. at o gio mais fino que liouver.
Ditos para FAZER FARIMIA de mi-
llio etc.
MACHINAS para lazer ROLACHIMIA.
Relogios.
Veodem-se era casa de Braga, Silva
logiosdeouro de diversos fabricantes
por proco eommodo.
pretos a 59000, ditos de alpaca sobre casacas
a 89000, ditos com golla de velu a 9*000,
dilos de fustiio, ditos de ganga, ditos de brira,
ta&JST 'lud0 a 590 '' ,litos de brira ,le linho tranc'a
>n0iezes, do a 6$000> ca,Qa d(j brim de ^ ^.^ ^
jperior a 5*030, ditas de casemira de cor a
thega para todos. 99000 ea I09'l00, ditssde casemira pre-
Cassas francezas muito bonitas e decores Dxas'la superior fazenda a 12^000, palitots fran-
adoze vintens o covado, mais barato do qne cezes de panno fino fazenda muito fina a 25
cinta, approveitem em quanlo nao se acabam ;! soijrpcasacas d> n na rua do Queimado n. 22, na bem conhecida lo- l "'fta P "Perores a 359
ja da Boa V. jea **WWI, ura completo sorlimenlo decami-
isas fracezas, tamo de linho como de algodao
efusio vende-se muito em conla, afira de que-
Cal de Lisboa,
nova, e muito bem acondicionada : na rua da
Cadeia do Recite n. 38, primeiro andar.
Gheguem ao barato
O Preguiga esl queimando, em sua loja na
rua do Queimado n. 2.
Pojas de brelanha de rolo com 10 varas a
28, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e patots a 960 rs. o covado. cam-
braia organdy de muilo bom gosto a -480, rs.
a vara, dita liza tranparente muilo fina a 39,
4, f>9. eG9 a pega, dita lapada, com 10 varas
a 59 e 09 a pega, chitas largas de modernos e
escolhidos padroes a 240, 260e280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de merino oslanpado a
79 e 8&, dilos bordados com duas palmas, fa-
zenda muilo delicada a 9 cada um, ditos com
urna s palma, muito finos a 850, ditos lisos
cora franjas de seda a 59, lencos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada "um, meias muito
finas para senhora a 49 a duzia, dilas de boa
qualidade a 3* e 39500 a duzia, chitas fran-
cezas do ricos desenhos, para coberta a 280 rs.
o covado, chitas escuras in.lenas a 5^000 a
pega, e a ICO rs. o covado, brim braneo de puro
linho a 19, 19200 e 1G00 a vara, dito preto
muilo encorpado a 19500 a vara, brilhanlina
azul a 400 rs. o covado, slpacas de difforentes
cores a 360 rs. o covado, easemiras pretss
finas a 29500, 39 e 3*500 o covado, cambraia
preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e outras
muilas fazendas que se far patente ao compra-
dor, e de lodas se darao amostras com penhor.
rer-seliqiudar com as camisas.
E pechincha.
Na loja do Preguina, na rua do Queimado n 2
tem cobertores de algodSo de cores bastante
grandes, proprios para escravos, pelo baratissi-
mo prego de lg.
Vende-se na rua do Livrameuto
n. 19, l>or7.eguins francezes a 6$, dito
de bezerro a G#. dito de vaqueta a ?f.
Formas de ferro para
purgar assiicar.
Enchadasde ferro.
Ferro sueco.
Fpingardas.
Ac de Trieste.
Pregos de cobre de com-
posico.
Barrilha e cabos.
Brim de vela.
COlirO de lllStre. I! CARROS de mao muito le
Palhinhapara marcinei- BALA^ASde 1,01 u.bn
ro : no armazem de C. I
J. Astley & C.
BOMBAS para cacimbas e
navios, muito mam ras e
de loica superior por
mdicos precos.
Ditas com correnles para
tirar aetM de logara
mui fundos.
Vidros.
Vendem-se caitas do vidro de difforonles ta-
manlios e grossuras, os melhores quo tem vindo
nesla prana, pelo prei-o mais eommodo do quo
em outra parte ; na mesma casa vendem-se os
afama Jos cocos italianos pelo proco do :t20 rs.. o
em duzia a 3}500 ; na rua da Imperalriz n. 65.
Por metade do seu
valor.
Rua do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phaotasia, muitosliodos.de
duassaas, pelo barotissimo preco do 10$ cada
um corle.
A.' pechincha, antes que
se acabe.
Na loja 'do Preguica, na rua do Queimado n. 2,
tem saias balao abertas, do ultimo gosto, pel
diminuto preco de 5$.
9 v 9 m r 9 ; e LBevene^
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo
linston & G. rua daSenzala n.i2.
@ ltecebeu-se e continua a receber-se por
S todos os vapores artigos de modas para
horaens, incluindo calcado de Melis na
2 Loja de marmore.
Rua da Senzala Nova n.42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C
vaquetas de lustre para carros, sellins e silhSe*
nglezcs, candeeirose caslijaes bronzeados, lona'
rigieses, fio de vela, chicle para carros, e mon-
"aria, arreios para carro denme dous cvalos
relogios de ouro paiento inglez.
9 Recebou-se e continua a receber-se por $
$ todos os vapores, vestimentas, calcado e $
chapeos para meninos na $
L Loja de marmore. f
RELOGIOS.
Vende-se emasade Saunders Brothers*
C. praa do Corpo Santo, relogioa do afama
ao abncante Roskell, por presos commodos
e tsmbemrancelhns e cadeiastaraos mesmos
deexceellnle costo.
VERN1Z de superior qualidade para
carros.
leves e baiatos.
&* para bai.vo
proprias para armazens, depsitos,
tabernas, boticas etc., etc.
MAPPAS geographicos do mundo e
suas partes.
MACHINAS de costura de Sivat & C. as
melliores que ate hoje tem appare-
cido.
Entremetas e tiras
bordadas.
Vande-se mui bonitos enlremeios e tiras bor-
dadas em fina cambraia, obras mui bem acaba-
das, os ntremelos pelos baralissimos precos de
l600, 2 e 2400 a pec,a e as liras bordadas or
8*. 2500, 3, 4, 5| e 6. Avista da superio-
ridade da fazenda ningnem deixarA de comprar e
paraiasodinjam-8ea rua do ucimado loia da
aguia branca n. 16.
Attenco.
Vende-se urna fabrica de charutos aiuito bem
afreguezada, assim como se negocia a armaran,
s muito propria para taberna ou cbypchandle
pelo local em que se acha, por seu dono se reti-
rar ; a fallar na Lingoeta n. 2.
Loja das 6 portas
em frente do Livramento
LiiazinhasaoOO rs.
Camisinhas muito bonitas com duas larguras
paravestidos de senhora a 500 rs. o covado, cor-
tes de rtscado francs para vestido a 2^, sa'as
balao parr menina a 39500, ditas para senhora a
4g500e 5JJ; d-se amostra com penhor. A loia
est berta at as 9 horas da noite.


DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FEIRA M DB DEZEMBRO DE 1860.
Calcado.
Qualidades escolhidas.
4S:-Raa Direita-45
Eis a testa I necessario renovar o calcado e
correr ao estabelecimenlo da ra Dlreita, que o
\enoe muilo fresco o em perfeilo estado por es-
tes precos :
Borzeguins de homem (bezerro e lustre)
IB
dem)
dem)
idem)
lera)
Ditos de dito
Hitos dedito
Ditos de dito
Ditos de dito
Borzeguins de senhora
Ditos de dita
Ditos de dita
Ditos de dita
Sapatoes de bezerro 13 1[2 batera)
Ditos de dito e de lustre
Meios borzeguins do homem
Borzeguins do menina 4J000 e
Sapatoes de bezerro para menino 4# e
Sapatos do lustre para senhora a
Para afesta.
Na praca da Boa-Vista n. 16 A, veudem-se
queijos flaraengos chegados noste ultimo vapor
Irancez a 2J400. dito prato a 960 a libra, vinho do
Porto engarrafado muito fino a 18200 a garrafa,
presuntos portuguezes a 400 rs. a libra, e outros
muitos gneros muito frescos, que sem a visU do
comprador se podo fizer negocio.
Lindas caixinhas de eos-
9g500
9$000
8^500
8S000
G9OOO
5^000
48800
4*500
4J000
5*600
59OOO
6S<)00
3S60O
aS5O
1S200
lura.
Na laja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, venderase as lindas caixas de costura pro-
prias para mimo, assim como pianinhos com a
sua competente msica, quadros dourados, tan-
tos de santos como de retratos, proprios para en-
tena de sala, jarros cora flores muilo lindos, es-
tampas tanto de guerras como de vistas decida-
des, caisas de musica com lindas pecas, realejos
grandes com 30 pecas compostas de valsas as
man modernas, ludo isto se vende por precos
commodos.
Assucar e can na.
Vonde-se assucar mascavado a 100 rs. a li-
bra, agurdente de canna engarrafada a 210 a
garrafa ; na travessa do pateo do Paraizo n. 16,
casa pintada de amarello.
Ceblas.
Vende-se a 610 e 800 r3. o cento ; na travessa
lo pateo do Paraizo n. 10, casa piniada de ama-
relio.
Ra do Queimado
n. 39.
Loja de quatro portas
DE
JOAQUN RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Chegou ltimamente a este estabelecimenlo um
completo sunimenlo de chapeos prelos francezes
do melhor fabricante de Paris, os quaes se ven-
dem a 7*000, ditos a 89000, ditos a 99000
ditos muito superior a 108000, ditos de castor
prelos e brancosa 168000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de feltro a Garibaldi de
muito superior raassa a 78000, ditos de copa
baixa para diversos precos, ditos de pallia escura
de varias qualidades que se vendem por preco
barato, bonels de veludo para meninos a 05OOH,
ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos
de pmno muito bem arranjados a 39500
chapeos de seda para senhoras ,i25&000 muito,
superiores, ditos do palha escuras proprios para
campo a 129000, ditos para meninas 10*000,
chapeos de sol de seda inglezesa 10* e a 12*
muito superiores, ditos francezes a 8*000,
ditos de panno muito grandes e bons a 49000.
sapatos de valudo a 29000. ditos de tranca a
1 8600, sinlos de gruguro para senhoras e me-
ninas a 2*000, coeiros de casemira ricamente
bordados a 129000, e outras muita fazendas
que a vista dos freguezes nao deixaro de com-
prar.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Militares de individuos de todas as nacoes
podera tesiemunhar as virtudes deste remedio
incomparavel e provar em caso necessario, flue,
pelo uso que delle fizeram lera seu f-orpo e
raembros inteiramente saos depois de hafar era-
pregado intilmente outros tratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas mi-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lli'as
relatara todos os dias ha muitos annos; e a
maior parle dellas sao to sor prndenles que
adrairam os mdicos raais celebres. Quantas
pessoas recobraran) com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois de ter
permanecido longo tempo nos hospitaes, onde
deviam solTrer a ampulacao I Dellas ha mti-
cas que Inven Jo deixado esses, asylos de pade-
tiraenlos, para se nao submeierem a essa ope-
rarlo dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
guraas das taes pessoa na enfusio de seu reco-
nheciraento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, aim de mais autenticaren! sua afirma-
tiva..
Ninguem desesperara do estado de saude se
livesse bastante confianca para encinar este re-
medio constantemente segtiindo algum tempo o
trataraento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmenle.
Que ludo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos* sejguintes casos.
Alporcas
Gaimbras
Callos.
A ncere.o.
Cortaduras.
Dores de caben.
das costas.
dos merabros.
Emfermidades da culis
era geral.
Ditas do anus.
Erupces escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fialdada 011 falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas.
I nchages.
Infla maga o do figado
Vende-se este ungento no estabelecimenlo
geral de Londres n. 244, Strand, na loja
de todos os boticarios droguistas e ootras pes-
soas encarregadas da sua venda em toda a
America do sul, Hivana o Hespanha.
Vende se a 800 rs., cada boeetinha contera
urna instruceao em portugnez para explicar o
raodo de fizar aso desto ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaeemipo, na rni da Crnz n. 22. en
Pfrnamboco. -
InflainraaQo da bexiga.
da matriz
Lepra.
Miles das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
dat artieulaces.
Vetas torcidas ou no-
das as pernas
Na padaria de Aolonio Fernandos da Silva Bei-
riz, ra dos Pires n. 42, d-se pao de vendagem,
o na inearaa vende-se pao commum, dito de Pro-
venga, bolacha de boa quahdade e nova, bols-
chiu has, biscoutos doces e aguados, fatias, ros-
cas araruta, franceza, bolachinhas de dita, ari-
nha do reino muito nova propria para sequilho,
(iid o das melhoros farinhas e o mais bera tra-
cal hado.
\craNci\
ha
FlINDIClO LOW-MOW,
Ra da Senzalla Aova n. 42.
Neste estabelecimento contina a haver um
completo sortiment de moendas e moias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
te /erro batido e coado, de todos os tamanhos
para dito.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bera conhacido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ba para vondera
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como la rabera cal virgem em
pedra, tedo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parle.
Vinho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmos&C, ra da
Cruz n. 10 enconlra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac 4C, em Bor-
deaux Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Ghteau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Na me siria casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveja branca.
As melhores machinas de coser dos mais
alamados autores de New-York, I.
M. Singer &C. e Wheeler AWilson.
|pfi@di39KS 915913 steegedi&eeeB
8
ROIIPA FEITA ANDA MAIS BARATAS.
SORTIMENTO COMPLETO
DK
Fazendas e obras Teitas.
NA
LOJA E ARMAZEM
DE
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da reira
e nova safra a preco de 9/tf: no antigo
deposito do largo da Assembla n. 9.
^(/eJ(L
ad/\
Vendem-se 5 carros novos com lodos os m
arreios : na- ra Nova d. 21, m
CANDIEI/fOS
ECONMICOS
NA
Ra Nova n. 20.
Chegou um riquissimo sortimentodecandieiros
econmicos de muito bonitos modelos, desde o
mais superior al o mais ordinario, por prego
muilo commodo, com a experiencia propria de-
ver agradar ao comprador, e vista da pouca
despesa que faz, anidar a ser Iluminado so com
os ditos candieiros a gaz ; os mais baratos sao a
imitago de urna lamparina, produzindo a luz a
tres velas de esperraacete com a importancia de
40 rs. por noite ; gradualmente ir sobindo to-
das as mais qualidades al o maior, que servir
para ornar o illuminar urna rica sala, equivalente
a 16 velas de espermacele, ludo isto se garante
sob a condigno de voltar e restituir-se o seu
importe, na falta de nao agradar a experiencia
feita: na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Cofres de ferro para dinheiro,
joias. etc., etc.
Na loja da aguia branca vendem-se bonitos co-
fres de ferro mui fortes e seguros, com fechadura
e chave, ededifferentes tamanhos, proprios para
se guardar dinheiro, joias e papis de importan-
cia, pelos baralissimos precos de 4J500, 5g000,
5^500 e 6$ : em dita loja da aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
1 "jo 1 w 1 tn loa
*> m *<3 c -Xa
ra a- 2 =
v -
a o *
O
o 00
c '
OOII
"i
a.) <-
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas deste dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do din ou
da noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade eseguranca:
no armazem de fazendas
do Baymundo Carloi
Leile A Irma os ra da
Imperatriz n. 10 amigamente aterro da Boa-
Vista.
Loja das seis portas em
frente do Livramento
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. o co-
vado, ditas estreitas de cores escuras a 160 rs.
pecas de bretanha de rolo com 10 varas a 28*
ditas de esguiao de algodo muito fino a 3$, ris-
cadinho de linho a 160 o covado, lencosbrancos
com barra de cor a 120 rs., ditos brancos com bi-
co 200 rs., algodo monstro com duas larguras
a CO a vara, laziuhasde duas larguras, fazenda
nova para vestidos a 500 rs. o covado, enfeites de
tranca com lago de fita para cabeca de senhoras
a 2&500, cortes de riscado para ve'slidos a 2g, pe-
cas de madapolo cora 4 1[2 palmos de largura a
4JM00, chales de merino estampados muito linos
a 68. A lnia est aberta at as 9 horas da noite
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA-
Este inestimavel especifico, composlo nteira.
mente de horras medicinaes, nao contm mercu-
rio nem alguma ouira substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prorapto e seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta ;
entecamente innocente em suas operaces eef-
feitos ; pois busca eremove as doencas de qual-
quer espec6 e grao por mais antigs e lenazes
que sejam.
Entre mimares de
remedio,
morte,
SJS i*-
2.B
o 2 o o
O) O o C
n '.= oc > -
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a. c;
t- 01 Cja'
55 a
Qi
OJ
Kua do Queimado
n. 46, frente amarella. %
Constantemente temos um grande e va- M
riado sortimento de sobrecasacas pretas
de panno e de cores muito fino a 289, S|
30$ e 359, paletots dos mesmos pannos *
a 20$, 22$ e 24$, ditos saceos prelos dos M
mesmos pannos a 14$, 16$ e 18$, casa- j
i cas pretas muito bem feitas e de superior Sf
; panno a 28, 30$ e 35. sobrecasacas de S
: casemira de cores muito finos a 15, 16$
! e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
\ ras a 10$, 12 e 14$, calcas prelaa de
1 casemira fina para homem a 8, 9, lOf
\ c 12, ditas de casemira do cores a 7$, 8, il
1 9 e 10, ditas de brim brancos muilo co
1 fina a 5$ e6, ditas de ditos de cores a
[ 3, 3?50O, 4 e 4500, ditas de meia ca- U|
1 seroira de ricas cores a 4$ e 4$500, col- f.
! leles prelos de casemira a 5 e 6, ditos 91
1 de ditos de cores a 4$500 e 5, ditos I brancos de seda para casamento 5, %t
< ditos de 6, colletes de brim branco e de 1 fusio a 3,3500 e 4, ditos de cores a 9
' 2j*500 e 3, paletots pretos de merino de f
f cordao sueco e sobrecasaco a 7$, 8 e 9, *
I colletes pretos para luto a 4^500 e 5, ff
calcas pretas de merino a 4&50O e 5, pa- *
, letots de alpaca preta a 3500 e 4$, ditos 5
sobrecasaco a 6, 7e 8$, muito fino col- M
letes de gorguro de seda de cores muilo 3a
boa fazenda a 3800 e 4$, colletes de vel- fm
ludo de crese pretos a 7 e 8, roupa ag
para menino sobre casaca de panno pre- j|
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de 9
casemira sacco para os mesmos a 6$500 e V
7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e 3K
SfSOO, ditos sobrecasacos a 5$ e 5500, P
calcas de casemira pretas e de cores a 6, S
6g500 e 7, camisas para menino a 20
a duzia, camisas inglezas pregas largas SE
muito superior a 32 a duzia pan acabar. *
Assim como temos urna officina de al *
faiale onde mandamos executar todas as ^
obras com brevidade. yfc
Em%&*mmi mam, smv&v&v&m
Coke (carvao),
ou combuslivel para cozinhas, caldeiras, etc.,
muilo econmico para as casas particulares: ven-
de-se na fabrica do gaz, em porcoes de um quin-
tal para cima a 1 o quintal.
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Stomacal de 1830.
Precioso de 1847.
As duzias.e em caninhas, a dinheiro, porba-
rato preco : vende-se na ra do Trapiche n. 40,
escriplorio.
Meias muito bara-
tas.
A loja da aguia branca est provida de urna
grande quantidade de meias, e melhor sortimen-
to que se pode dar, e por isso est vendendo-as
mais barato do que em cufra qualquer parte ;
sendo meias cruas encorpadas, de abanhado ou
bocal clstico para homem' a23500, 3$, 3$">00, 4$,
4500e 5 a duzia, dilas inple?as o melhor que
so pode encontrar a 6 e 6500, dilas de fio de
Escocia pona encarnada imitaudoseda a 800 rs.
o par, e de cores a 640 e S00 rs., ditas brancas
mui finas e tapadas a 2>i00, 3g00 c 5, e finis-
simas a 8j> a duzia, ditas brancas finas e fio unido
para senhoras a 4,4$800, 5^500 e 6500, e de
fio de Escocia primeira qualidade a 8500 a du-
zia, ditas de seda brancas e pretas a 2$500, 3,
3g500e4, ditas cruas mui encorpadas para roe-
ditas de laia e de seda^ara padres a 2 3$ 4 2S;r!SC8d,ngh,?nS de 1'nho 5ropn08 ,para,, bra,S de
o par. Etr,lim vista de tantas e divers s.qualj I T m a covado grava s de seda de
dades, o melhor approvei.ar-se a occasiao! e S^" ^ "Vi P. f ^reit.nhas e largas a
dirigr-se a roa do Queimado, loja da aguia brn! I1' ea,em dlst0 outraa azendaa que se vendem
ca n. 16, que seta servido com agrado e since-
ridade.
JOAQUIJI DEOLIVEIRA NI Al A
24-30-Praca da Indepeadeocia~24-30
Grande, variado e escolhido sortimento de chapeos de
todas as formas e qualidades, a saber:
De" seda finos, de castor, brancos e pretos, com pe lo e
sem pello, de 10 a 14#, de feltro de todas as qualidades e
vanas formas, Magenta, Solferino, Touristas, Jerome, etc.,
etc.: de palha escura ( phantazia), de palha e casemira
(ide.m), de palha do Chille, ditos muito finos, avelludados,
altos e baixos, de gorguro de seda, de oleado-para criado.
De Manillia,
M wSSur******-8 Pra a eslaio por serem leves' muHo frescs. escaros, eleganies e d<
De baleia, forma cavour,
elegantes, muito frescos, leves e de duracSo.
IIIPMM MA SBUHMS.
escures e claros, com enfeites e sem enfeites.
Completo sortimento para meninos e crianzas,
dem de bonels para homens e meninos
o finalmente oulros muitos, quesera enfadonho mencionar.
OLEADO PINTADO
de etcellenle qualidade proprio para mesas, consolos, bancas etc., etc., a 3000 o covado barat-
simo por sua excessivo largura: na parca da Independencia ns. 21 e 30.
tcB
'.o
a a B
c a; q> n
BE
x c -_ z:

Algodo monslro.
Vende-se algodo monstro com duas larguras,
muito proprio para loalhas e lences por dispen-
sar toda e qualquer costura, p'elo baratissimo
preco deOOOrs. a vara ; na ra do Queimado n.
22, na loja da boa f.
Relogios.
V.ende-se em casa de Johnston Pater & C,
na do Vigario n. 3, um bello sortimento de
relogios^e ourp, patente inglez, deum dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna vaiiedade de bonitos tranceln? para os
mesmos.
Na loja do Dubarry, na ra da Imperatriz
existe anda um resto de chicotes americanos, a
melhor cousa que lem vindo a este mercado pela
vua rauila dunro : a clles, que esto no resto.
Baloes de 30 arcos.
Vendem-se superiores baloes com 30 arcos,
sendo muilo recommendaveis poi poderem Ccar
do tamsnbo que se precisar, pelo baratissimo
i preco de 6 ; na ra do Queimado n. 22, na loja
i da boa f.
E de graca.
muitoem coola
Queimado n. 5t2.
na loja da boa f, na ra do
pessoas curadas com esle
muitas que j estavam as portas da
preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forcas, depois de haver tenta-
do inullimente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se a des-
esperado ; facam um competente ensaiodos
ellieazes effeitos desta assorabrosa medicina, e mtaas!
prefles recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Admiraveis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc., devem estar prevenidos
cora esies remedios. Sao tres medicamentos
com os quaes se cura eficazmente as principaes
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A m polas.
Areas (mal de).
Aslhma.
Clicas.
Convulsoes.
Oebilidadeou extenua-
do.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no venlre.
Enferraidadesno venlre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto da especie.
Gotta.
Heraorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
InflammaQes.
Irregularidades
menstruaejio.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstruccao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retenco de ourina.
Rheumalismo.
Symptomas secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Febreto intermitente,
Vonde-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguista e outras pessoas en-
carregadas de sua venda em toda a America do
ba\, Havana e Hspanha.
Vendem-se as boceiinhas a 800 rs. cada
urna dellas, contera urna instruccap em portu-
guez para explicar o modo de se usar deslas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
dharmaceutico. na ra da Cruz n. 22, em Per-
narabuco.
Docebom
Vende-se doce de golaba a 800 o 1 o caixo
na travessa do paleo do Taraizo n 16 casa pin-
tada de amarello.
Promptoalivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de reumatismo, dor de
cabeca, nevralgia, diarrha cmaras, clica?,
bilis, indigeslao, curp, dores nos ossos, contu-
soes, quemadura, erupces cutneas, angina,
retenco de ourina, ele, ele.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades escrophulosas,
crnicas esyphiliiicas : resolve os depsitos de
maos humores, purifica o sangue, renova o
syslema : prompto e radicalmente cura, escro-
phulas, venreo, tumores grandulares, ictericia,
dores de ossos, tumores brancos, afecces do fi-
gado e rins, erysipelas, abeessos e ulceras de
todas as clases, molestias d'olhos, difficuldade
das regras das mulheres hipocondra, venreo,
etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o aystema, equilibrar a circu-
lacao do sangue, i nteira menta vegetaes favora-
veis era todos os casos nunca ocasiona nau-
zeas neto dorra de ventre, dses de 1 a 3 re-
gularisam, de 4 a 8 purgam. Estas pilulas
sao efficazes as allecces do figado, bilis, dor
de cabeca, ictericia, indigeslao, e em todas as
enfermidades das mulheres, a saber i irregula-
ridades, fiuxo, relencoes, llores brancas, obs-
trueces, histerismo, etc., sao do mais prompto
etTeito na escarlatina, febre biliosa, febre ama-
relia, e em todas aa febres malignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
companhados de instruccoes impressas que mos-
trara com a maior minucioiidade a maneira de
applica-los era qualquer enfrmidade. Estao ga-
rantidos de falcificacao por s haver venda no
armazem de fazendas de Raimundo Carlos Lei-
le & Irmao, na ra da Imperatriz n. 10, ni-
cos agentes em Pernambuco.
Veodo-seuma preta moga porfeita engom-
madeira. costurera e cozinheira : a tratar na
ra da Itoda n. 47.
Bramante
bretanhas e atoalhado
Na loja da boa f, na ra do Queimaao n. 22,
vende-se bramante de linho muito fino com duas
varas de largura, pelo baratissimo prego de 29400
a vara, bretanha de linho muito fina e muito
larga a 20$, 22$ e -J 3 a pega com 30 jardas,
atoalhado de algodo com duas larguras a 1#400
a vara, dito de linho muito superior, tambem
com duas larguras a 3jj a vara, ; na ra do Quei-
mado n. 22. na loja da boa f.
Vinho genuino.
Ainda ha urna pequea quantidade de ancore-
tas deste vinho sem confeico, e proprio de doen-
tes : na ra do Vigario n. 19, primeiro andar-
Ra do Crespo
loja n. 25 de Joaquina Ferreira de S, vende-
e por presos baratissimos para acabar: ves-
tidos de larlalana bordados de seda a 8500O,
organd de cores milito finas a 320 rs. o co-
vado .cassas de cores a 240 rs., chita larga a
200, e 240 rs., capas de fuslaoenfeitadas n
59000, eosaveques de cambraia e fil a 50000,
perneadores de cambraia bordados a 67000,
babados a 320 rs. a vara, tiras bordadas mui-
to finas a l$5f 0 a pega, riscado francez fino
a 160 rs. o covado, golinbas de ponas bor-
dadas a 2&500, manguitos de cambraia efil
a 28000, camisinhas bordadas muito finas a
29000, chita larga com lustro e muito fina
propria para coberta e roupes a 320 rs., es-
guiao de linho a 1^200 a vara, roupoes de
seda feilos a 123000, vestidos de seda mofados
a 89000, Unas arrendadas a 100 rs. o par,
vestidos de grosdenaple pretos com barra de
cor a 20#000, palitos de pao preto e de cores
de 16-5000 a 205000, sobrecasacas de panno
muito fino a 259000, caigas do casemira preta
e de cores de 6j)000 a ltifOOO, ditas de brm
branco e de cores de 2/>000 a 5*000 palitos
de brim branco e de cores de 2SP500 a 5^000,
ditos de alpaca de 3&00 a 8000, brim
trangado de algodo com 9 palmos de largura
proprio para loalhas a 900 rs. a vara, damas-
co de laa com 9 palmos de largura a IjGOOo
covado, velbutina preta a 400 rs-, brim de
linho de cores a lf500 o corte, metas cruas
para homem a 1*200 a duzia, camisas de
linho inglezas a 325000 a duzia, pecas de
madapolo fino a 4?500, corles de lanzinha
muilo fina cora 15covadosa 8?$000 rs., ca-
misas de cores e brancas de J"50O a 38000,
e outras muitas fazendas por menos do sen
valor para fechar contas.
anos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praga do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto recentimente
chegados,dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes i. Broadvood & Sons de Londres a
muito propriospara este clima
UDM
Botica.
Barlholomeu Pranciscode Souza, ra larga do
Rosario n. 36, vende-so os segnintes medica-
mentos :
RobVAffecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrllha Brislol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulasamericanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmalhico.
Vidroade bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libres.
Assim como lem um grando sortimento de pa-
pelpara forro \le sala, oqual vende a mdico
preco.
F.ra casa de N. O. Bieber & Successores, ra
da Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marca Farre 4 C, urna das mais
acroditadasmarcas.muiconhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho xerez em barris, cognac em barris e
caixas.
Vinagre branco elinto em barris.
Brilhantes de varias dimenses.
Eihersulfurico.
Gomraa lacre clara.
Lonas, brnzaos e brns.
Ac de Milao
Perro da Suecia.
Algodo da Baha.
0
MMMM. ME CDSEl.
Na loja do miudezasda ra do Imperxdor n. 38,
vende-se um machina de coser da nielhor qua-
dado e por mdico preco.
cobertos e desr.obertosr pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora de
um dos melhores fabricantes de Liverpool, via-
da pelo ultimo paquete inglez : era casa de
Sonthall Mellor d- C.
Rival sem segundo.
Na loja de miudezas da ra d< Queimado n.
55, defronte do sobrado novo ha para vender
pelos diminutos pregos os seguintes artigos :
Duzia de sabonetes muilo finos a 600 rs.
Cartes de clcheles com duas ordens a 20 rs.
Caixas de clcheles balidos a 60 rs.
Duzia de meias cruas para homrm a 38.
Dita de ditas para senhora a 3&500.
Pares de meias para senhora a 300 rs.
Latas com baoha muilo fina a 500 rs.
Iscas para aeender charutos, caixa a CO rs.
Phosphoros em caixa de folha a 120 rs.
Carlas de alfinetes muito finos a 100 rs.
Caixas de agulhas francezes a 120 r?.
Pares de sapatos de tranca de algodo a 18.
Frascos de macass peroa a 200 rs.
Ditos de dito oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garfos, cabo preto, a 3ft.
Pares de sapatos dela para meninos a 200 rs.
Ditos de luvas de cor fio de Escocia a 320.
Massos de grampas muito finas a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouras muilo finas para costura a 500 rs.
Ditas ditas para unhas a 500 rs
Pegas de franja de la com 10 varas a 800 rs.
Dilas de tranca com 10 varas a 320.
Linha Pedro V, carleo com 200 jardas a 60 rs.
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Cordao imperial fino e grosso a 40 rs.
Oleo de babosa muito fino (frasco) 400 rs.
Filinhas estrellas para enfeitar vestidos a 800
rs. a peca.
Labyrinlhos de muito bonitos gosto* por lodo
o preco.
Cordes para enGar espartilho muito grandes
a 100 rs.
Dito para dito pequeos a 80 rs.
Pegas de tranca de linho com 10 varas a 200 rs.
Ditas de Irania de seda prela com 10 varas a
1S400.
Vara de dita a 160 rs.
Pares de meias de cores para meninos a 160.
Caixas para rap muito finas a 18.
Linha Dar marcar (caixa de 16 nvelos) a 320.
Queijos suissos,
Vendem-se queijos suistos dos melhores que
pode haver, a 960 rs. a libra; assim como queijos
flamengos, dos vindos no vapor, e tambem anei-
jos prato, muito bom, doce de goiaba fino e
baixo, ludo por menos que possivel: na ra
das Cruzesn. 41 A, taberna da porta larga.
Perfumaras
novas.
A loja da aguia Jiranca acaba do receber de soa
propria encomienda um lindo o completo snrti-
menlo de perfumaras finas, as quaes est ven-
dendo por menos do que em outra qualquer par
te : sendo o bem conhecido oleo philocome e ba-
nha (Soeirt llygienique) a 1? o frasco, finos ex
tractos em bonitos frascos de cores n dourados a
28, 23)500, 38 e 48, a afamada banha transparen-
te, e outras igualmente finas e novissimas como
ajaponaiseem bonitos frascos, cuja lampa devi-
dro tambem cheia da mesma, huile concrete,
odonnell, principe imperial, creme, em bonitos
copinhos com lampa de meial, o muitas outras
diversas qualidades, todas estas a 18 o frasco,
bonitos vasos de porccllana dourada proprios pa-
ra offerla a 28 e 2}5C0, bonitos bahuzinhos cera
9 frasquinhos de chero a 28, lindas ceslinhas
com 3 e i frasquinhos, e caixinhas redondas com
4 ditos a 1J20O e 15600, finos pos para denles e
agua balsmica para dilos a 1Se 18300 n frasqui-
nho ; e assim urna inlinidado de objettos que sao
patentes em dita loja da aguia branca, na ra do
Queimado n. 14.
Farelo
No armazem n. 47 da ra da Moeda, no Beeife
vende-se farelo bom e barato.
Livros para o commercio.
Na na do Imperador n. 15 estao venda lirroi
em branco de papel paulado de 200, 250, 300
350 e 400 folhas, proprios para borradores de!
etc., por preco muito commodo. Contina 'a es-
tar 5 venda os livros religiosos queja foram an-
nunciados.
Escravos fuejdos.
Fugio do engenho Moreno, da freguezia d.'
Barreiros, no dia 10 de novembro do corrente an-
no o escravo Jos, crioulo, com os sinass se-
guintes : baixo, grosso, barbado, rosto "redondo
ps seceos, denles da frente perfeitos, costas
eheias de cicalrizes antigs e de idade 25 a 30
annos, cujo escravo perlenco ao abaixo assigna-
irfio, que recompensar generosamente a quem o
Irouxer no engenho cima.
Antonio Pedro Cavalcanti de Albuquerquc.
Fugio no da 14 do corrente mez um escra-
vo de nome Anastacio, crioulo, idade pouco mais
ou menos 25 annos, estatura regular, cujo escra-
vo foi do engenho Barra Nova, districto de Seri-
nhem, e hoje pertencente ao sbeixo assignadn
foi comprado a Juvencin de tal, do qual tem os
signaes seguintes : rosto redondo, olhos afuma-
gados, nao lem barba, to soroente lem bigode,
do lado direito em cima dos labios lem uma cos-
tura : quemo pegar, dirija-so a levar ao mesmo
abaixn assigoado, que o seu senhor, na Capun-
ga, ou no escriplorio da ra da Cruz n. 8, pri-
meiro andar, que Ihe gratificar.
Vicente Mendes Wanderley.
Fugio no dia 2 de novembro do engenho Si-
bir da Santa Cruz, sito na Ipojuea, um escravo
de nome Antonio, por alcunho Moreira, o qual
foi comprado ao Sr. Manoel Ignacio dos Santos
senhor do engenho Sanio Antonio das Morte*'
em Macei. Seguio para o Becife aondo pedio
uma caria ao Sr. Antonio Pires Feneira, e de
suppr que ainda a conserve servindo do guia
Tem os signaes seguintes : representa ter 30 a 35
annos de idade pouco mais ou menos, ior bem
prela e espaduas largas : roga-se a quem delle
souber baja de o apprehender e levar ao dito en-
genho ao abaixo assignsdo, ou ao Recife aor
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, que sera
bem recompensado. SibirO 11 de dezembrn de
1860.Filippe de S e Albuquerque.
Do engenho Culigi, freguezia da Fscads
fugio no dia 3 de novembro do corrente nnno
escravo de nome Antonio, com os signaes se-
guintes : eslatura regular, cor mulato, cebello de
negro, pouca barba, dentes limados, idade 25 ou
28 annos, pescogo e ps grossos, lem pelo rosto
pescoco e peitos algumas marcas de penaos e
algumas cicalrizes pelas costas que patecem ter
sido de chicote ; nao levou comsigo roupa algu-
ma, e consia haver fgido para o lado do sortiio
d'onde viera : quem o apprehender, poder.'i el-
va-lo ao referido engenho, ou no Becife, ra es-
trella do Rosario n. 29, ao Illm. Sr- Florismuii-
do Marques Lins, que ser bem recompensado.
Escravo fgido.
Um mulato claro, magro, com pannos pretos
na magaa do rosto, representando ter 25 orino*
de idade, natural do Rio do Peixe, chamado
l.uiz, desappareceu no dia 30 de outubro da casa
do Dr. Cosme de S Pereira, de quem escravo
suppoe-se ter levado um cavallo prelo do Sr'
Bostron que se havia sollado, e que elle fra'
ero busca do mesmo ; suppoe-se mais que sua
mulher de nome Mara tambem o acompanha
levando uro pequeo bahi de landres : roga-s
as autoridades policiaes e a outras quaesquer
pessoas que o prendam, e remettam ao seu se-
nhor, que pagar qualquer despez.
Pugio da cidade do Aracaly, no roez de se-
tembro prximo passado, um escravo do com-
mandanle superior Manoel Jos Penna Pacheco
que ha pouco o havia comprado ao Sr. Rent
Lnurenco Collares, de nome Joaquim, de idade
de cinco'enta e tantos annos, fulo, alio, magro,
denles grandes, e cem falla de alguns na renle,*
queixo fino, ps grandes, e com os dedos grandes
dos ps bem berlos, muito palavriador, incul-
ca-se forro, e tem signaes de ter sido surrado.
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
corrente. vindo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogado por um parceiro seu conhecido
disse que tinha sido vendido por seu senhor para'
C.oianninha : qualquer pessoa que o pegar o po-
dera levar em Pernambuco aoa Srs. Rasto ft Le-
mos, que gratificaran generosantetae.
L_


T
<)
DIARIO DK PERNAMBTJCO. QUINTA fEIRA 27 DE DEZEMBRO DE 1S0
Litteratura.
Clementina Aubcrnii.
(Continuago.) .
N'essa poca eslava ella na plenitude de sua
belleza. Haviam transformado a senhora de Blan-
gy o ar e a vida de Pars. Os contornos tinhara-
se-lhe adelgazado ; o viro lustre de sua tez de-
saparecer para dar lugar una pallidez uni-
forme que nao annuociava eofermidade e quelhe
dar mais suavidadc ; o brilho de seus olhos ti-
nha cores mais ternas ; quando eslava em scu
camarote no tneatro italiano, seu rosto apresen-
tava s vezes urna bella languidez ; tinha-se
modificado o som de sua voz, era mais cheio,
mais unctuoso, mais expressivo ; como que sen-
tiara-se n'elle eslremecimentos e murmurios in-
ternos. Era mais femenina a athmosphera que a
envolva, mais penetrante'o encanto que excr-
cia. Nada ento havia mudado em sua existen-
cia. Arrastava-a o mesmo circulo de prazeres.
Ella quando muito suspeitava que alguem Ji-
vesse amado. Com ludo o Sr. Dubuisson que ia
frequentemente .1 ra de Clichy ; e que a obser-
vava, pabia que Clemenlina sahia do seu lelhar-
;o. Senlia-o por cortos indicios que assignalam
o dcspnntar de urna, alma assim como n passa-
gem de certos passaros annuncia aos cultivado-
res os iillmos dias do invern.
III
Clemenlina tinha ento horas de aborrecimen-
lo que admiravam-a, certas impaciencias cuja
causa nao poda descnbrr. Succedra-lhe faltar
urna ou duas vezes ao bailo e passar a larde e
parte da noite a atiear o fogo acompanhando o
voo das faiscas. Olhava em torno de si e via com
espanto que nada lhe fallava.
Clementina eslava ento n'uma siluacao de es" menina, de aspecto to agradavel, quo respirava
pirito que predlape para quacsquer aventuras
Senta os primeiros ataques de um vago aborre-
cimento, onde occultara-se um appetite doenlio
do incgnito. Havia gozado do todas as festas
que prometiera si mesraa ; havia ostentado o
luxo de que sonhra rodear-se. Nao lhe pareca
mais que fosso urna felicidade desejavel a vida de
urna mulher. l'areceram-lhe estreitos os limites
do mundo ; os prazeres tnham esses limites. Ha-
via horas que nao achavam emprego sufficienle
nos cuidados do Irajar e as walas. Foi isso
como que urna descoberla que admirou e entris-
tecer. Voltou do thealro duas ou tros vezes com
os olhos (inundados de lagrimas e o coracao
transbordando de emoco, cuja causa nao poda
descobrir e que desappareciam no vacuo, quaes
onlros balos que perdem-se no ospaco. O ac-
caso fez-lhe abrir um livroquo j tinha ldo em
Sivry alguns mezes antes de seu casamento. Ahi
fallava-se em amor na linguagem mais exaltada
Clementina nao flcou perturbada, porm lemBrou-
se das visesque Uvera outr'ora. Esse livro ca-
hio-lhe sobre os joelhos. Ahi talvez estvesse o
segredode sua inquietadlo ede seu enfado. Com
mais forca e mais imperio sobre si mesma, teria
ella resistido esse primoiro choque, porm nao
a tinham aguerrido contra a luta ; cedeu, pois,
com a condescendencia de urna alma que procu-
ra a derrota o que vive de cobardes capituladnos.
Clementina expermenlava nesse momento o
despeto de urna mulher do bom tom que desco-
brisse repentinamente que seu traje nao tinha al-
gnm enfeite que a moda inventara ha tros mezes
em Pars.
N'uma manha annunciou o Sr. de Blangy
sua mulher a volta do Sr. do Versac. Fazia enlao
perto de qualro annos que ella nao o via. OSr.
de Versac, que nao pertenca mais ao tribuna
No da seguinle, irritada contra si mesma, atra- j de conlas, chegava do interior de Torlugal que
vessava dous ou ires sales, e vollava para casa
embriagada ds homenagens quo recebra, perora
nao tranquilla e socegada como estivera por tan -
to tempo. Examinou seu marido com mais cu-
riosidade.
Se a maior parte das mocas nao conhecem o
homem que desposara, muitas mulheres nao sa-
bom mais tal respeito. Quantas passam longos
.lias sem nada conhecerem da ndole, das pai-
xes, das sympalhias secretas do companhero de
tinha percorrido depois de visitar a Hespanha e
Algera.
O prente para junto do qual fra na poca do
casamento de raademoisellc Aubernin,deixra-lhe
urna parte de sua fortuna ; o conselheiro referen-
dario fez-se viajante. Precedia-o o boato de urna
anodocla romanesca. Conta-se que adiando-se
olio em Granada, n'uma tarde, em urna ra deser-
ta, urna joven de rara belleza, que dous homens
envolvidos em grandes capotea conduziam para
OSr.de lersac, lovanlando-a, ordenou seus
raptores que se relirassem. Os miseraveis, sem
o vdal Quantas dormitam ao p de um estra- um carro, lanera-se seus ps implorando sua
nho I Algumas sao dominadas pola indifferenea, proteccSo.
oulras polo orgulho. Aquellas acham que esso
ostudo desnecessario, e rocuam dianto da fadi- j
ea o dos-deveres que lhe haVia de impr o raes- !
com- rest,0fltler. lanraram-se .sobredio. Luciano ia pa.
garcom a vida essa dedicacoeavalleiresca, se ar-
mado de urna bengala de ostoquede que se mui-
r casualmente nesso paiz classico das aventuras,
nao houvessa aparado vigorosamente os golpes
que lhe desechavam.
A dama desconhecda, paluda e trmula, nao
tinha mais forras para fugir ; houve um comba-
te ao luar como as comedias heroicas. A parti-
mo estudo. Ha algumas que querem
prehendidas, at adevinhadas, e pensam que ali
osla, para o marido o nao para ellas, a leido ca-
samento. Acham-se no lar domestico como o
lsis antigo no sancluaro sagrado ; ha liberdade
ilo levantar os vus quo as oceultam ; porm a
soberba pupilla nao olha para o que as cerca.
Clementina. ha pouco ociosa, procurou um
.ilimonto n'ura trabalho je exploraco moral cujo
objeclo foi o Sr. Blangy. Ella apenas tinha
da nao era egual, e o Sr. de Versac ia snecumbir
visto o exterior de Leonel, a cabeea oxpressiva e quando correu de urna ra vizinha um velho
hem folla, a distinoo aristocrtica, a voz acen- aconipanhado de oreados armados,
tunda. Foi mais ao interior; porm algumas dif- Ao chogarem ao lugar do combate, d'onde ha-
flculdades inoxperadas nao lhe deixaram pene-
trar muilo avante nesse carador armado para a
luta e sempre alerta para comsigo mesmo. O Sr
le Blaugy como que era um cavalleiro vestido
do ferro. A astucia de Clemenlina nao consegua
sempre achar o fraco da armadura : nessa poca,
a suspeita era a couraca de Leonel, o temor seu
escudo.
O Sr. de Blangy adorava a sua mulher, maste-
via expirado no suplicio da roda antes de o con-
essar. Devorava-o umeiume implacavel, e'dis-
simulava as feridas sob o exterior de urna exces-
iva confianza e de urna amavel polidez. Esses
doussentimentos quo eram como duas panlheras
..gorradas preza, rovoltavam o seu orgulho, e
perpetuamente vencido na tula que sustentava
eonlra a furia delles, vollava incessantemente a
rarga. Amanto e cioso quando fios brancos co-
raeoavam brilhar no meio de seus cabellos pro-
les I Amante e cioso, elle um magistrado, que de-
vo sor em sua cadeira qual antigo stoico sob os
Propyleos, mpassivel e trumphanle do suas pai-
res I Como so indignava por soffrer os ataques
ilesse duplo mal, o por que esforeos conseguio
que nada se descobrisse Marlyrisava-o o espec-
tculo dos triumphos de Clementina, e todava
ufanava-so com elles. Nao era semclhante As
nutras a mulher que escolhera, a mulher que ti-
nha sou nome: bella al o infinito e nolavol, era
om toda a parle reparada. Na esplendida soce-
ilado onde a levara linha poucas eguaes, e ne-
nhuma superior : ora urna felicidade entremeada
de martyrios. Enlao elle a segua com os olhos,
feliz e ferido ao mesmo lempo, com o amor nos
labios e espinhos no coraoo, sorrindo s vezes,
sempre inquieto, serio e quemado por mil chora-
mos internas que suffocovo ; depois, quando che-
gava a hora de vollar, levava a mulher com estre-
mecimentos do alegra e transportes nos quaes
toda a forca de sua alma era apenas suQlcicnte
para p8r-lhes um freio. Que embriaguez quan-
do a senta junto a si, em sua companhia, sob o
mesmo ledo Mas como essa embriaguez era re-
i'reada e como sabia domina-la! Senta que nao
ora amado como amava, o trema ao pensar que
havia de txpdr sou coracao anda palpitante
essas feridas quo a indifferenoa faz sangrar (ao de
pressa-
Como impenetravel, o Sr. de Blangy assustava
Clemenlina ; ella adevinhava sob esse silencio
orna forca que poda lornar-se terrivel n'uma ho-
ra dada, mas que, semclhante todas as cousas
desconhecidas, linha comsigo um interesse mys-
lorioso.
Naquelle momento, poderia Leonel, se sahisse
de sua reserva e de sua impassibilidade, fazer
vibrar n'alma de sua compacheira aquella corda
que nao dava anda nenhum som. Eslava per-
turbada, inquieta, oceupada com elle em pensi-
mento, commovida s vezes sua approximae.oo:
com um esforco feliz lalvez capilulasse a cidadel-
li desmantelada. O Sr. de Blangy nao atreva-
se tentar esse esforco decisivo.
Oous motivos impediam-o : o habito de urna
reserva extrema que, desenvolvida pelo rigoris-
mo de suas funeces, tornava-o incapaz do arro-
jo, da espontanejdade, ao dopois anda, e anda
principalmente, o temor do ridiculo. CroscCra
n'uma sociedade em que os senlmentos exalta-
dos do coracao sao condemnados por urna ra'zo
rrcumspecta quo erigi em lea da sociedade a
moderaeo, o recato, o calculo; podia elle ceder,
ao aproximarem-se os quarenta, quelles movi-
mientos impetuosos que na poca de sua mocida-
do, agrilhoada pelo trabalho e pela ambico coni-
parava de boa mente esludantes livresda fru-
la do um pedagogo? Clementina comprehende-
lo-hia ? Ganharia em amor o que havia de per-
der do lado da digndade? E se ella nao o com-
prehendesse, nao ora para receiar que se habi-
tuasse a urna linguagem cujas soduccoes havia da
procurar? Mais valia flcar junto dola como urna
snntinella, do que parecer ahi um cavalleiro ven-
cido no cmbalo.
viam desappaarecido os raptores, acharam a jo-
ven desmaada, um dos bandidos es'.orcendo-se
no chao, o o Sr. de Versac todo ensanguentado e
encostado urna parede para nao caliir. O velho
era o pae da bella desconhecda ; elle mandou
conduzir o generoso Franccz para o seu palacio,
e se o Sr. de Versac nao fosse fiel outro amor,
estova em suas mos, ocroscentavam. vir ser
grande de Hespanha por scu casamento com
aquella que salvara o que era herdeira de urna
Ilustre familia.
A extravagancia desta historia fez com que ella
fosse geralmonle acreditada. I!m jornal a conta-
ra sob o vn de iniciaos, que nao enganavam
ninguem ; o correspondente havia aformoseado a
noticia com urna mullidlo de pormenores que se
resentiam do local ; salvo o eslylo, poderia figu-
rar n'um capitulo de Gil fraz ; todos, pois, do-
ramlhe crdito.
saude e bom humor, e que pareca to satisfeila
em viver assim como o turbilho no cimo de urna
arvore ; era urna mulher formosa, que s vezes
suspira, ficava de quando em quando ao p do
fogo, c conversava maravillosamente.
A flor desabrochada na primavera, quasi que
se tinha (echado e perda seus perfumes ; me-
nos aberta, buscavao mais intimo. Tinha consci-
encia de quo sua felicidade fallava alguma
cousa.
O Sr. de Versac, admirado, vio-a algumas ve-
zes, ao depois mais assiduamente, com urna re-
gularidade que nao era natural aos hbitos de um
homem to engolphado na dissipac,o de Pars.
Eram muito repetidas as reunios da senhora de
Rlan?y ; afora o circulo de suas relacoesofficiacs,
lnha ella um da por semana para um grupo de
amigos mais ntimos. Ninguem era ahi adrailti-
dosem difficuldade ; nao era bastante o nome e
a posico.
Clementina ahi apparecia em toda a sua nova
graca. Fazia-lho fiel companhia a senhora de
Luxenil,apenas viuva de quinze mezes e em todo
o vico da roocidade. O Sr. Dubuisson gostavade
passar urna hora ou duas nesss inlimiitade, onde
sousparadoxos partiam em todos os sentidos, e
que o Sr de Blangy diriga com urna gravdade
risonha e urna philosophia de caso pensado, que
nSo protega seu coraoo.
Todos os membros dessas reunios erm affeiooa-
dos Clementina, pela sympathia que llies ins-
pirava ; ninguem notava que a sua preferencia II-
zosso possoa algum* sahir do crculo era que sua
benevolencia e sua intelligencia conserva va todos,
porm r.os sorrisos que acolhiam, um obser-
vador atiento teria notado que alguns nao eram
sinceros nem francos.
quelles viam-se na bocea da senhora de Rozai
quem o parentesco dava entrada livre em casa
da senhora de Blangy. O lugar de Luciano foi
logo designado no salo particular de Clementina.
Habituada v-lo de novo, Clementina nao
tardou em seutir os effeilos daquelle phenome-
no moral reconhocido por tantos exomplos e que
nao admira aos volhos anda que sempre irrite
os mocos. Era attraliida pela forida que lhe ha-
va feito o Sr. do Versac. Poder-lho-hia per-
doar se olle nunca tivesse amado, A exemplo
daquella celebre cortoza que gabava-se do sub-
motler lodos os Alhenienses, porm nao se jac-
tava do dar batalha s estatuas; infelizmente
sua entrada no mundo e a experiencia que havia
adquirido, tinham-lhc superabundanleraenle da-
do prova do contrario. O coracao de Luciano
tinha palpitado. Porque, pois, essa repugnancia
e esse desdem ? Julgava-a teta, tola ou mal
feita ? Havia nisso um ullrago quo as mulheres
nunca esquecem e que querem ver reparado.
Nos hbitos da vida moderna,tal qual a fizeram,
o turbilho dos negocios, a nao ciassiicacjio de
l0da3 as individualidades, a necessidade do tra-
balho, a uniformidad.? da oducaoo, nao ha mais
lug3r para essas existencias que lanoaram lo
vivo cxplendor em nossa historia anedoctica.
O licencioso por timbro (le ro) urna tradi-
cao, assim como os polvilhos e os signaes. Hoje
ninguem seduz mais outrem. E se anda fosse
preciso levar essa verdade s suas ultimas con-
sequencas, poder-se-hia acrescenlar quo essas
grandes quedas quo lerabram em largos inter-
vallos as famosas aventuras cujarecordao.io amo-
rosa atravessa os annaes apaxonados da monar-
chia, foram provocadas pelas proprias victimas.
O fraque preto e o paletot que os homens enver-
gam, asss indicam que esto desarmados;
setim, os diamantes, as reodas, lodo esse luxo
elegante, casquilho, provocador, cora quo se en-
feitam as mulheres, proclamam em altas vozes
que ellas esto em p de guerra. No meio dos
sales ena inspida, porm inebroitaote agitar0
de urna vida consagrada s especulaces, ellas
sao quaes outrns fltbusteiros que oxercem a pi-
ralaria em mares innocente?, cuja liberdade foi
posta sob a proteceo do direito publico. Os
vencedores sao na realidade seus captivos.
val, e que sendo mulher fosse vencida naquelle
mesmo terreno em que pela primeira vez, sendo
moca, havia naufragado. *
As mulheres mais tmidas, e Clemenlina nao
era dessas, teem taes resoluces espontaneas cu-
jas consequencias nem sempre ruedera. Semeihan-
tes aquellas torrentes que procurara urna sahida
por entre as montanhas e correm pelas planicies
visiuhas, apezar de todos os obstculos, cedem
sedoces,tanto mais irrestsliveis quanto sao irre-
fiectida^. So chegam, pouco lhes importa o ca-
minho por onde passaram I Oquesahera quo
a emoco sustentou-as, eque o aborrec.imento nao
lhes tocou.
Alguns das depois, ao entrar n'uma nollo em
casa, naquella hora om que so confessa si mes-
mo o que espera o somnn, Luciano pensava em
Clementina.
E' singular! murmnrou elle em
A exclamaco corresponda urna serie
tempo
monstram as mulheres. Que philosopho pude
analysar todos os elementos diversos que deter-
minara as acedes apparentemente mais simples c
que enlram na composico dos sentimentos hu-
manos ?
Essa impeluosidade cm que se roconhecia ao
mesmo lempo a independencia do um espirito
que nada havia anda dominado, o o ardor do um
sangue juvenil, nao era pelo Sr. de Versac par-' historia da qual fui tcstemunha outr'ora n'um de-
A senhora de Luxenil nao ficou muito
seria.
Aflnal de contas, tanto peior para essa mu-
lher ; porque so deixou sorprender ? O desaso
urna traico respeito do nosso sexo.
Ha serapre urna hora em que a mulher mais
hbil desasada, replicou tranquilamente o Sr.
do Blangy.
E' inovitavel, accrescentou o Sr. Dubuisson,
e o que V. S. acaba de ouvir lembra-me urna
meia voz.
de
lembrancas e de rcflex6s que o sorprendan) ao
menos tanto quanto o deleitavam. O Sr. de Ver-
sac nao era daquclles homens que se apresen-
tam n'um salo como vencedor; sua vocacao nao
era levar a deshonra s familias ; era mais que
preguicoso para cuidar nisso : porera nao ora um
santo to pouco. Clementina tinha bellos olhos
que elle goslava de contemplar c os quaes nao se
dosviavam quando lhes admirava o brlho ou a
languidez. Como ums cera branda, seu coracao
aqueca-se ao contacto da senhora de Blangy
Urna especio de ociosidade apoderava-sc. delle
quando nao a via ; o sangue gyrava-lho mais ve-
loz quando olla lhe estendia a mo.
Corra ento o mez de oulubro. Um grande
numero de pessoas achavam-se reunidos em Si-
vry onde todos os annos o Sr. Aubernin e sua
mulher recebiam o genro ea filha. O Sr. de
Versac cacara ; o Sr. de Blangy, retido em Pars
pelos deveres do sou emprego, nao apparecia no
castello todos os dias. Cleraonlina admirava-so
deachar as paysagens do oulono um encanto e
urna harmona quo nunca havia notado. Urna
noite parou ella na escada exterior onde Luciano
lhe dissera aquellas palavras que a decidir lo
repentinamente casar com o Sr. de Blangy,
Trazia ella como naquella poca, um vestido de
musselina branca; o vento encrespava a super-
ficie da agua, onde corriam mil pMhelas do pra-
ta. O Sr. do Versac vcio pnr-so ao p della.
Veja, dlsse olla, voltando o rosto para os
raios da la, as folhas do salgueiro canora em
torno de nos como naquelle da om que neste
mesmo lugar o Sr. annunciava-me a sua par-
lida.
hoje I exclamou I.u-
o poito de Clemenlina, e ella
Oh! cu nao parlire
ciano.
Estreraeceu-se
deixou a escada.
Jamis tin!iam-na visto mais bella do que nes-
s.i noite. Seu semblante brilhava com urna
chama interior. Nao orara as feoes, nao era o
sorriso, era alguma cousa quo nao tinha nome.
A senhora Aubernin conversava com um mar-
que/, e era de cextu um negocio bem importante
para quo ella podosse notar a transfiguradlo da
filha. O Sr. Aubornio discuta cora um notario
o proco de um enerando ; a senhora de Luxenil
pareca muito oceupada com um capito do ca-
vallaria quo ha tres mezes lhe oft'oreca regular-
mente a mo e o coracao lodos os sabbados. O
Sr. Dubuisson era o nico que segua Clemenlina
com um olhar curioso, profundo, interrogador.
Sorprendcndo-se um pouco por causa dessa in-
sistencia, tomou o braco do velho medico.
Eia, disse ella com ar prasentero, o que
procura Vrac- e que tenho en de to extraordi-
nario esta noito que seus olhos nao me deixam ?
Procuro, nao, examino como sabe a
chrysolida, e como vence a borboleto, respondeu
o Sr. Dubuisson.
Clomentina com-
terrivel eslava se-
Apenas o Sr. do Versac roapparoceu no 6ou/e-
vard, dcram-lhe os parabens seus amigos, e as
bellas curiosas dos sales onde apresontouso.
pediram-lhe com mil instancias que lhes contas-
se essa terrivel aventura, que o transformava em
filho de Cid.
Luciano recusou do melhor modo que pode, e
jurou que a narrarlo que haviam lidonas Tullas
publicas, era um cont phantaslico. Gritrara con-
tra a modestia. Por mais juramentos quo desse,
ninguem quiz ouv-lo, e, quer quizesse quer nao,
ficou sendo o paladm de urna bella hespanhola
arrancada por sua bravura s mos do infames
raptores.
As pessoas doladas de alguma imaginacosup-
pozerara at que a bella liberta moma de amor
pelo fugitivo, echorava sua ausencia no interior
de um raosteiro. Urna ferda era razo da qual
o Sr. de Versac conservava um resto de pallidez,
acabava de dar esse boato a autoridade de um
fado authentico.
Entretanto Luciano nao julgava crme contar
sinceramente a verdade quem quera ouvi-la.
Tivera o desaso de intromcller-se u'um negocio
quo nao lhe dizia respeito, quando eslava em
Granada.
LanQra-so em seus bracos urna moca que era
maltratada por um arrieiro ; travada a dispula, e
sendo o arrieiro auxiliado por um collega, a mo-
Qi fugio ao braco de um official que nesse con-
flicto fazia galhardamente o papel do terceiro la-
droda fbula. lam maltratar o Sr. de Versac
quando appareceu um sargento, marchando
frente de urna esquadra de soldados que tinham
ido buscar na guarda vizinha.
Luciano, lvro das garras dos arrieiros, vio que
havia perdido o relogio na balburdia, e receido
pelas costellas um golpe do qual padeca anda
cinco semanas depois.
At ali nao linha tornado ver a princeza pela
qual combatera, salvo urna noite, n'uma praca
publica, onde fila dausava com um capadocio
todo vestido de azul.
Que mulher um tanto elegante, e gabando-se
de frequentar gente escolhida podia nao crer
n'uma aventura to vulgar ? Affirmavam ser a
herdeira dos Medina Ccnli o dos Meodocioe, o o
Sr. de, Versac vio-se obrigado aceitar a sua re-
putarlo. Submelleu-se ella depois de urna
honrosa luis. Notou bem de piessa que lirava
mais proveilo dessa tolice do que de viule acjoes
boas.
A senhora de Blangy nao foi a menos solicita
em aceitar com todos os seus promenores a his-
toria que os ociosos referiam pelos sales ; tor-
nou pois ver o Sr. do Versac com um prazer
eatremeado, como que para torna-lo mais vivo,
de um resentimeato da indifferenoa que elle lhe
havia manifestado outr'ora. Nao linha ella de ti-
rar um desforra ?
Clemenlina nao era mais a mulher que o Sr.
de Versac conhecera era Sivry. Aquella gentil
Desde os primeiros dias em quo Luciano appa-
receu era sua casa, a senhora de Blangy come-
oou as hostilidades. O touoado, o traje, tudo
quanto trazia, ludo quanto a cercava, a cor do
vestido, o panno das botinas, as flores que guar-
nociam as jardoeiras haviam sido escolhidas
entre as que mais Iho realcavam a graca, e rao-
Ihor ornavara-lhe a formosura. Aguoou o sor-
riso, enlerneceu a voz, adelgacou a cintura, tor-
nou lnguidos os olhos, lalvez sera o saber, mas
cora a habilidade de um general que entra em
campanha.
Assira como Clementina vira o Sr. do Versac
na occasio em quo o Sr. Forran.! o apresentra
ao Sr. Aubernin, assim Clementina o encoutrava.
Sempre alegro, sempre expansivo, sempre
prorapto para querer o quo desejavam, porra agi'
em fugir, irreprehonsivel, com urna dose de de-
leixo que lhedavs um ponto de contacto com es-
sas areias finas, as quaes o p do viajante nao
cncontra resistencia, mas nao deixa to pouco
signal algum.
Escutava bem, sabia altrahir a confianca, acha-
ra expresso conveniente e o accento, que con-
solam as afflicgeszinhas da vida, era avisado,
discreto, serrcal; mas um nao sei que, que se
senta, e que nao se explicava, indicava que Lu-
ciano raras vezes se interessava verdadeiramente
pelo que ouvia, ou pelo que pareca mais desafi-
ar-lhe a attenoo. Urna mulher havia dito seu
respeito, que era um homem gentil quando nao
era amado, insupportavel quando o era. Clemen-
tina indgnava-se por vfi-lo sempre amavel.
Um da em que tinha Picado duas horas entre
as senhoras de Blangy e de Luxenil, bella viu-
va tornou-se pensativa depois que Luciano reli-
rou-se.
Ella olhavo para os relevos do tecto, o bata no
tapeto com a ponta do p.
Era que ests pensando? perguntou-lhe
Clemenlina.
Ah 1 pens quo de boa vonlade se far do
Sr. de Versac um marido, disse Branca.
Clementina como que senlio o fro do gelo as
veias. *
Procura, replicou ella cora voz breve.
Oh I tenho lempo I respondeu a senhora de
Luxenil.
Desde esse momento, a senhora Blangy vio cla-
ramente no intimo de seu coracao ; nao vivero
mais. Torturava-a o temor do saber um dia que
Luciano casava com Branca. Pelo odio que lhe
iuspirou essa amiga particular, coraprehendeu
ella a exlenao de seu amor ao fugitivo.
Como a agua nvisivel que cava o leito e mina
o slo, essa parxo ignoiada a tinha inva-
dido claramente; ella media a profundidade agora
que um abalo lhe Hiera repentinamente perder o
equilibrio.
Para a luta foi menos assustada do que solici-
tada. N3o ora mister que a subjugasse urna ri-
Pela expresso do rosto,
prehendeu bem que o homem
nhor de seu segredo.
IV
Algum tempo depois, os cochichos denuncia-
ran! que a senhora de Blangy havia deslioguido
o Sr. do Versac. Falln-se disso com discrco,
como de um boato que corre semelhanca da ra-
jada de vento que se desusa por sobro a agua si-
lenciosa. Ninguem lnha visto, ninguem sabia
cousa alguma ; e entretanto a noticia nao levou
tres dias para ir do faubnurg Saint-Honorf ao
faubourg Saint-Germain, e ninguem quiz te-la
por falsa ou prematura. Asconversacesdos sa-
les sao promplas em correr ao encontr das
maledicencias ; dosta voz, como sabe o leilor, as
conversaces nao oram infundadas.
Houve ento na existencia e nos sentimentos
de Clomentina uraa rovoluc.o cuja extenso oo
podra calcular. Quantjs naturozas, anda entre
as raais esponlineas, entre as mais facis do se
irapressionarem e mais suscopliveis de effuso,
s se conhecem bem depois de urna criso quo as
tem resolvido at. as entranhas e que poi era re-
levo essas necessidades, esses instnct09, esses
appelites que dormem no coraoo, snmelhantes
quelles desconhecdos hospedes dos bosques
que a irrupeo do cacador desperla e faz repenti-
namente sahir da sombra Nao foi para a tris-
teza e desespero que voltou-se o espirito de Cle-
mentina. Um longo accesso de febre apoderou-se
della, e deu-lhe uraa vida nova ; saboreou-lhe
todas as delicias, sem soffrer nenhum remorso.
Aquello completo abandono de si mesma, aquel-
lo choque lerrivel que transtorna os coraces
castos e doceis,quando cedem ao grito da paixo,
apenas determinaran! nella urna exuberancia de
sensacesque ombriagou-a. O amor que acaba-
va de invadi-la, foi para ella como que a luz
brilhantedo dia, succedondo noite. Talvez que
nao se esquecesse da filha, mas esqueceu-se cer
lamente do marido.
A senhora de Blangy enlrou, pois, nossa vida
nova como um navio nos mares bonanzosos para
onde o vento chama-o. A msica nao era s
quera a commovia ; tinha todas as commoces,
as agitaces, as agonas do amor. Conquistara
mais do que desejava ^ um mundo de desejose
de esperancas incgnitas desperlava nella como
um enxame de abelhas em roda das flores da
nova estaco. Como podra ella viver at enlao
com o coracao fechado I Prolongou sua estada
w campo muito alm da poca em que ordina-
riamente vollava para Paris. Sivry ia-lhe Pican-
do querido. Quando tornou apparecer em Pa-
rs e entrou de novo na sociedade, Clemenlina
commelleu daquellas imprudencias em que as
mulheres acham una voluptuosidade inoxplica-
vel c s quaes os homens pela maior parte nao
se arriscara. Sori o generoso desojo de leste
lilhada no mosrao grao. Elle nao se achava mais
naquella edadeem que a paixo reina como des-
pola, e quando a senhora de Blangy apparecia-
Ihe loda radiaole, encontrava urna alma que a
experiencia havia arrefecido. Ella era chara-
mas, ello nove. Tanto era cu'pa da senhora
de Blangy como do Sr. do Versac. F.lles seguiam
duas correles opposlas, r.hegavam de latitudes
contraras. As regios temperadas eram aquellas
onde Luciano quera viver; Clemenlina banhava-
se nos ardores dos trpicos. Um procurava a
aventura e a fantasa, onde o outro quera o
amor em sua mais ampia elevaoo e sua mais
sincera abnegaco ; porem os tesleraunhos que
prodigalisava ao Sr. de Versac, erao recebdos
cora mais constrangimcnlo do que felicidade.
A senhora de Blangy, creada na admiraran de
si mesma, admirava-so de que elle nao Picasse
deslumhrado, embriagado, fascinado ; infeliz-
mente Luciano tinha ento trinta e cinco annos.
havia frequenlado a genle devertida e os thea-
Iros de Paris, que ainda porcorra : conhecia as
mulheres, mui bellas e espirituosas, e para elle
Clementina era urna mulher, isto urna flor de
mais que havia de por n'um ramalhete. Se a
achava completamente seductora, com una es-
pacia de originalidad? particular que tinha um
grande encanto, nao ora isso no seu pensar una
razo, pois lanco a vida em mil trabalhos e em
cuidados som Pira. Nessa poca, a experiencia
linha-lhe ensinado quo, perdida uraa amante,
ella substituida ou esquecida, e que sso urna
questo de lempo, ao passo quo urna mulher
comprometida s vezes um cadCa fundida no
metal mais duro. A linguagem de Clementina
e de Luciano nao podia ser a mesma o tudo re-
senlia-se dis9o. Da porte do Sr. do Versac, nun-
ca urna palavra, nunca um olhar, nunca urna
acoo, nunca um gesto quo podsse coinpromet-
ter Clemenlina ; ora elle senhor de si o nao por-
mittia que a observaco mais sollicila notasse
urna falla om son comportamonto. Essa extre-
ma prudencia desesperava a senhora do Blangy.
Ah voc.' nao me ama dizia ella s vezes,
em consequencia da crcumspooco que lhe asso-
gurava o repouso.
Agrada-lho ento perder-se por rninha cau-
sa ? responda lhe sempre o Sr. de Versac.
Ah replicou ella uraa voz, ao menos vera
nisso a prova do que voce lodo meu.
OSr. do Versac tomou a palavra e lembrou-se
della. Em vez de lhe abalar o coracao, ella en-
cerrou-o n'uma extrema reserva. Aos trinta o
cinco annos, quem so tem divertido em Paris,
experimenta certo aborrocimento d'alma que po-
deria ser comparado aquellas fadigasque prostram
os viajanles depois de muito camnhar pelas mon-
tanhas. Pde-se ainda, se a necessidade o exige,
dar mais alguns passos, porra >' o dorradeiro es-
forco.
Luciano tinha viajado muito. Estabe'.eceu-se,
pois, urna especie de luta secreta entro Clemen-
tina o elle, aquella sempre prompta o decidida,
este sempre duvidoso e calculado. A' noite, quan-
do elle escapava-se para ir Brunoy, apezar do
vento ou da chuva que ac.outava o campo em ho-
ras mortas ; quando elle, semelhanca de um
malfeilor, inlroduzia-se em Sivry cosido s pa-
redes, passando p ante p por oscuros corredo-
res, ou sallando por urna janella afim de ganhar,
corando a cannicada, um pavho visinho, nao
podia absler-se do certas reflexes que faziam-o
sorrr ; por certo que nada o fazia recoiar, e nao
se lamcotava depois de feita a expedico ; porra
isso pareca-llie um tanto romanesco.O que ha-
viam de dizer os meus collcgas do tribunal de
contas se me vssera neste bonito traje ? dizia elle
s vozes comsigo ao passo que o vento agilava-
Ihe o capote. Nao tinha mais aquello enlhusias-
mo que faz com que nao se sinta calor nem fri,
o que d loda a nalureza o brilho do sol ainda
quando cahe ueve. Clemenlina andara de ps
descalcos sobre o gelo o nao t-lo-hia sentido.
parlamento do sul. Tinha ha pouco deixado os
bancos da escola. O acaso tinha-me levado um
castello oode havia uma reunio numeroso. O
nono da casa, rico e mui respeitado no lugar, ti-
nha uma mulher mui seductora e de rara intelli-
gencia. Um mancebo pareca demasiadamente
assiduo na casa. Nunca linha-se visto sob o mes-
me tecto um marido de exterior mais calmo o
celibatario melhor dolado pela nalureza. A feli-
cidade morava nelle, e gracejav naturalmente
como todas as pessoas felu.es. Um dia espalhou-
se o boato de que o corpo do um homem, ferido
do um tiro, acabava de ser descoborlo na entrada
de um bosque. Em virtude de rninha qualidade
de mdico novo, e talvez levado pelo desojo de
ostentar uma sciencia nascenle, corri com um
grupo do criados e convidados para esse bosque.
L encontramos o amigo da casa deilado de bru-
cos, com uma espingarda do caca ao p de si; on-
das de sangue quasi congellado sahiam de uma
enorme ferida.
muoharem sua dedicaco absoluta aquello
quera teem dado tudo, ou a necessidade de fir-
marem publicamente o seu dominio ? Ser o
arrojo de uma alma que Pica estraoha todo cal-
culo, ou o orgulho do soberano que planta sua
bandeira n'uma regiio ha pouco conquistada e
grila aos navegadores : Isto meu 1 Quem o
sabe ? Ha talrez de tudo isto nessa audacia que
Quando o mundo adevinhava tudo, o Sr. de
Blangy nada sabia. Eslava ento completamente
absorvidu por um trabalho quo lhe pedir o mi-
nistro proposito de um projoclo de lei que an-
davam ostudando. O ministerio na praca Ven-
dme via-o mais vezes do quo o palacio da ra de
Clichy. Quanlas vezes, porm, nao se deraorava
seu proundo olhar om Clemenlina com uma fir-
meza que de quando em quando a fazia estreme-
cer, apezar do sua n.udacia Ella nao podia sof-
frer-lhe o brilho. Nada suspeitava Leonel, porm
eslava inquieto. Perlurbava-o qualquer cousa
para quo nao achava explicao.o ; nao lhe era tara-
bem possivel apertar francamente a mo d.> Sr.
de Versac. Luciano notra-o, Clementina egual-
mente; porm era isso uma descoberta quo cada
um guardava para s. Cerlos indicios vagos que
s a senhora de Blangy podra notar, davam-lhe
alm disso a convico.o de quo atormenlava seu
marido um pensamento profundamente oceulto
em seu coraoo. Essa certeza a perturbava. Um
jtml<-/ ao outro, semclhavara-se s vezes dous
duellislas que se observam no momento de cru-
zar o ferro.
Que causa lirra pouco pouco o Sr. de Blaogy
da tranqullidade em que vivera lauto tempo?
Que circumstaucia oceulta fizera-o entrar naquella
senda da duvida que sempre so vae alargando ?
E' o que elle mesmo nao poderia explicar. Nada
podia precisar, e muitas cousas offuscavam seu
ciurae ao mesmo lempo dissimula io e suspeitoso.
Porque_ signaes reo.onhece a ave martima que se
approxima a tempestado ? Que eslremecimentos
insensiveis no ar puro ondo agitana o vo, deter-
minara-lhes o baler de azas? Quanlas cousas que
se adevinham c que nao so conhecem '
Uma noite, em pequea sociedade, as horas
em quo se conversa, alguem contou era casa da
senhora de Blangy uma scena de cosluraes que
fez correr um calafrio pelas veias de Clementina.
Um camponez dos arredores de Blois sorprender
uma noite a mulher no scu quarto com um rapaz
da aldeia. Sem fallar e deixando ahi o rapaz
todo trmulo, enrolara os cabellos da mulher na
mo, e arrastando-a sorni-na pelo meio do cam-
po, mudo, sombro, inflexUel como um homem
que leva algum animal pelo freio, e passando
com passo firme por entre os agricultores que vol-
lavam do trabalho, ganhra o casal onde morava
seu sogro. Corn um ponta p terrivel. arrom-
bra-lho a porta, e arremedando a desgracada no
meio da familia :
Eis ahi sua filha, tome-a, disse elle ao pae..
Fico com os meninos!
Certos fados que passariam desapercebidos uo
correr habitual da vida, produzem uma comrao-
cao vilenla sob o imperio de circumstancias ex-
cepcionaes. A senhora de Blangy empallideceu
os seus olhos, apezar sou, procuraram do Sr. de
Versac.
Oh disse ella, horrivel !
O camponez tinha esse direito, respondeu o
Sr. de Blangy, cujas feices tnham ento a rigi-
' dez do marmore.
E uma desgraoa exclamaram lodos.
Ea olhava para dono do castello. Fez-me
estremecer a expresso de seu roslo! Nunca egual
relmpago illuminou olhos repentinamente cheios
dos fogos do odio.
Pobre moco morreo disso elle. Nossos
olhos encontraram-se, ello abaixou os seus ; gri-
tou-rao urna voz interior quo o assassino eslava
dante de mira; porm era eu a nica que o pen-
sava, e voliaram todos para suas casas, lentamen-
te. Depois de trinta annos, anda ouco o ruido
que i i/i.uii, pisando os seixos de uma ch3rnoca,
os soceos dos quatro camponezes que levavam a
padiola. Quando o cortejo fuuebro entrou no
pateo do castello, a infeliz senhora, prevenida
pelo barulho. esperava-nos na escada exterior.
Ao ver o manto laucado sobre o corpo, ella ajun-
tou as mos o encosiou-se parede. Nem uraa
palavra foi trocada enlre ella e scu marido. Am-
bos lvidos, perinaneciam em p um dante do
oulro.
E uma desgraoa disse finalmente o alarido
lomando a mo da mulher, us lodos o ajnava-
mos muito. Ella relirou a sua vivamente e cn-
chugou-a com o gesto de lady Machbelh. Deixoi
o castello no dia seguiito. Disseram-mo ao de-
pois quo o marido tinha sido nomeado mombro
do conselho geral de seu departamento. A mu-
lher morrn de physica.
Calaram-se depois desso conlo, e o serlo ana-
bou mais cedo nesse da.
No dia soguinlo, Clomentina leve um ao.cesso
do febre; lia a'.gum lempo quo sua saude, sem
estar alterada, pareca menos regular ; tinha a
tez paluda e por instantes a peile quentc ou ge-
lada. A senhora Aubernin, que de quando era
quando viuha Pars, jurava que sua iilha era -
magrecia, esoltava grandes gritos.
So a ambico nao cegasse meu genro, elle
havia do ver que a pequena est doente. Ella
nao se queixa, porm soffre___ mas o Sr. de
Blangy vae ser nomeado vice-secrelario de esta-
do que lhe importa o mais ?....
Nisto ella abracava a Iilha, o voltando o rosto
descorado de Clementina para a senhora do Lu-
xenil :
Veja, continuara ella, derara-lheuma rosa,
( um lyriozmho agora !
O Sr. de Blangy tinha toda a culpo ; s elle ora
o responsavcl. Obedecendo aquella lei mysle-
riosa doiiisliucto que governava Leonel, porm
em sentido inverso, a senhora Aubernin linha
grande amisado ao Sr. de Versac. Era o confi-
dente de suas penas, consolava-a e tranquilli-
sava-a.
Ah exclamava ella eulo, s o senhor tem
corago, s o Sr. me comprehende, s o Sr. ama
essa infeliz Clementina !___O que seria dola
sem V. S.
Essa ternura singular da senhora Aubernin era
a cousa que mais embaracava o Sr. de Versac.
Uma manha, caneado de ouvr sua sogra dizer
que elle deixava morrera mulher, o Sr.de Blan-
gy pedio ao Sr. Dubuissoo que visse Clementina,
e que lhe indicasse o tralamento que era mister
seguir, se estivesse verdadeiramente doenle.
Pois bem, eu a verei, respondeu o Sr. Du-
buisson sem grande sollicitude.
Era o Sr. Dubuisson, como sabe o leitor, um
medico muito original. A sciencia, que ninguem
lhe contostava, dava-lhe um lugar imporiante na
faculdado ; porm lnha sobre as molestias ideas
particulares que defenda com rara habilidade.
Pretenda elle que, excepeo de um mui peque-
o numero de indisposicai pcrfeitamenie conhe-
cidas, taes como fluxes do peito ou rheumatis-
raos, todos os males que persejzuem a nossa hu-
m.+hidade, teem sua sede no cerebro.Sao mais
phenomenos intellectuaes, dizia elle, do que en-
fermidades. A esse respeito, era o velho inox-
goiavel. Nao so devia fallar do fro nem do ca-
lor, do vcnlo nem da chuva. O ar era innocente
como a creanca que acaba de nascer ; s algum
teimoso como um asno, poderia crr quo o inver-
n ou o verlo fossem to mos que affligssem m
povos. O calor e a saraiva faziam amadurecer
os frutos o cahir as folhas; porm nunca haviam
morlo ninguem. Por consequencia o Sr. Du-
buisson nao perguntava seus clientes, mormeo-
te s senhoras :O que tem Vrac. ? porm :O
quo lamenta Vmc. ? ou anda o que deseja ?
Acompanhou essas palavras uma pausa.
Como o senhor d razio esse hornera que
amista uraa mulher fra de si polo meio de uma
populaco alvorotada pela curiosidade e que a
lan^a arquejanle aos ps de seu pae respondeu
repentinamente a senhora do Luxenil.
Nao son pro nem contra elle, respondeu
Leonel; mas que hornera,por mais senhor que se-
ja de si mesmo. pode responder pelo que far
quando ferido no mais intimo do coracao ?
O escravo, accrescentava elle, o corpo, o
senhor o cerebro. As verdadeiras causas dos
soffrimentos de um provtn das afflicces do ou-
tro, dos cuidados, das esperancas malogradas,
das arabices frustradas, do longo cortejo das
paixes que atormeotam o outro. Quantos es-
tragos occasionados por um capricho suffocado,
porum amorlrahido, pelo desenleio, pelociume,
pela saudade, pela esperanca faada I Todas
essas infelicidades, segundo as circumstancias ou
os temperamentos, chamam-se molestias do pul-
mn, gaslrilos, febres cerebraes, hypocoodria,
hypetrophias do coracao, ou mui simplesmento
enchaquecas e nevralgias. A pobre caruo soffre
o espirito quem faz o mal.
Entretanto na occasio, e para nlo desagradar
a seus doentes, o Sr. Dubuisson dava-lhes as ve-
zes remedios.
Dirgio-sc ra de Clichy e chamou de parle
Clementina, quo lhe jurou ao principio que na-
da tinha ; alguma insomnia, algum cansae.o sem
eausa, eis ludo. '
J sei J sei I respondeu o medico lo-
mando-lhe o pulso, o organismo das Parisienses
semelhante quelles relogios pequeos que se
pera no engasto do um annel, um alhmo desar-
ranja-os.
Conversou com a senhora de Blangy sem per-
d-la de vista ; vio passar vormelhides em sua
pelle e clares amarellos em seus olhos ; tinna
pequeos estremecimonlos na palma das ralos.
Bem I replicou elle, os ervos nlo esto
em equilibrio lalvez fosse preciso mudar de
ar.... viajar um pouco.
Clementina nao approvou ; diverta-se mullo
em Pars e nao tinha voutadc alguma de o deixar.
Repentinamente, mudando de tom e firmando
as duas mos na bengala :
O Sr. de Blangy est inquieto, disse o Sr-
Dubuisson ; a senhora Aubernin afflige-se ; o que
quer que Ibes responda ? Se eu afllrmar que
nada tem, mandaro chamar oulro medico,
com o que nada ganhara senhora, sem contaro
passar eu por um tollo Parece-mu que uma
nevralgia em que concordassemes, seria sem du-
vida o melhor.... Quer a nevralgia ?
Clemeotina om lauto sorpresa rio-se.
Mas se eu nao estou doente? disse ella....
Por mais commoda que spja a sua nevralgia ha-
de incommodar-me muilo.
O Sr. Dubuisson abanou a caneca.
Nao, disse elle.ossymptomassaosufficien-
tes para que todos lhe daera crdito.
Na sua opiniao tenho ento alguma cousa ?
LContinuar-se-ha.)
Pim- TYP. DE M. F. DK FARIA,- 1860.


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