Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09198


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Full Text
AHt XXXVI. HOMERO 298
QD1RTA FEIRA 26 DE DEZEMBRO DE lot
\
\
Por tres mezes adiantados 5$OO.
Por tres mezes vencidos 6JJ000.
Por anno adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
I'.UU li>A.-> DOS COKKElOs.
ENCARRF.GAD03 DA SUBSCRIPCAO DO NORTE 01inda toil3 os dia9 as 9 V- horas do din.
Iguarasst, Goianna e Parahiba nai segundas
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrinode Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaty,
Sr. A de Leraos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de OI-
veira; Maranho, oSr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimtraes ; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos!
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
e sextas reiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Garuar, Altinho e
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d' Albo, Nazareth, Liraoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
ricury e Ex as quartas-feras.
Cabo, Sirinhem, Rio Pormoso, Uns, Barrei rus,
Agua preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos o"? correios parlem as 10 horas da man han
EPHEMERIDES DO MEZ DE DEZEMBRO.
5 Quarto minguante as 3 horas e 40 minutos
Ja tarde.
12 La nova as 10 horas e 28 minutus da manha
20 Quarto crescente as 3 horas e 50 minutos
da manha.
28 La cheia aos 58 minutos da manha.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 4 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundo as 3 horas e 42 minutos da tarde.
ADINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relago tergas, feiras e sabbados.
Pazonda : tercas, qnintas e sabbados ns 10 horas-
Juizo do commercio: quartvs ao meio dia.
Dito de orphos: tergas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel ; quartase sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
24 Segunda. S. Gregorio ro. ; S. Hermina m.
25 Ter?a. c$> Nascimento de N. Sr. Jess Christo
26 Quarta. S. EstovoProto marlyr; S. Marinho
27 Quinta. S. Joo apostlo Evangelista.
28 Sexta. Os Santos Innorenles mm.; S. Castor.
29 Sabbado. S. Thomaz are. de Canillara m.
130 Domingo. S. Sabino b. m. ; S. Venustiniano.
KNCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL
Alagoas. o Sr. Claudino Falcao Dias ; Bahto,
Sr, Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMRUCO.
O prnprietario do Dunio Manoel Figueiroa a
Faria, na sua livraria praca da Independencia o
6 e 8.
PARTE 0FFIC1AL.
Governo da provincia.
Expediente do dia 21 de dezembro de 1860.
OOlcio ao delegado de polica do termo de
i.oianna.Tendo me pedido Joaquim Raphael de
Mullo Jnior, juiz de paz presidente da mesa pa-
rochial dessa cidade as necessarias providencia*
para que lhe seja garantido o livre exercicio das
altnbuiges da mesa, de que ser presidente o
mesrao juiz de paz ; julgo conveniente previnir a
Vmc. de que, nao tendo o governo oulro interes-
se na eleico que se proceder no dia 30 do
correnle.alein do do ver nella triumpharem aquel-
Jes que dispozerem de recursos legtimos e de
elementos constitucionaes, viudo a ser assim so-
melhante eleico a expresso livre do voto do ci-
dado por meios calmos e regulares, que garan-
tam em toda sua pleniliide a tranquillidade pu-
blica e j seguranri individual, devo Vmc. cora
toda a crcumspecco e criterio, de que dispe,
proceder naquolla conformidad*, evitando que
se no joguo com os recursos olftciaes no sentido
do lerem ellas, anda indirectamente, outra par-
te na eleico, que nao soja a que for indispensa-
vel para evitar que triuraphe naquelle pleito,
qurrn quer que teja com sacrificio dos raais vi-
taes interes3es da sociedade e das inslituices do
paiz.
A intervenco da autoridade e da forca publica
nao podo soradmiltida no pleito elcitoral, se nao
para por 4 salvo aqelles inierejses dos ataques,
que os expem os desvarios de homeos inconsi-
derados ou mos, restabelecendo a ordem, acau-
telando a seguranca. iudividual, e conseguindo
com isso encamiohr convenientemente o pro-
cesso eleitoral.
Nestes tormos coraprehende Vmc. quanto tino
e rircuraspecco sao nncessrios pora resolver-so
a autoridade a lomar tarefa to melindrosa.
Hiloao Exm. Or. Manool Cleraentino Carneiro
da Cunha, presidente da provincia do Amazonas.
Picando inteirado de haver V. Exc. tornado
posse e entrado no exercicio do cargo de presi-
dente desss provincia, como me communica em
s*u officio de 21 de novembro ultimo, asseguro a
V. Exc. que me achira sempre prompto para
curoprr suas ordens, quersejam relativas ao ser-
vido pablico, quer ao particular de V. Exc.
Dito ao coronel commandante das armas.Sir-
va-se V. S. de mandar inspeccionar a Luiz Jos
Bezerra, e asseniar-lhe praga.se for considerado
apto para isso.
Dito ao commandante superior Rio Formoso.
Altcndendo ao que me representou Ilenrique
Augusto Milet, acerca do proccdimeiito dos capi-
les da quinta e sexta companhia, do segundo
batalhao de artilharia da guarda nacional do mu-
nicipio do Rio Formoso, os quaes, cousta-lhe,
lerem mandado nulificar os guardas das respec-
tivas compauhias para irem debaixo de forma
votar as prximas eleigfle*, recommendo a V.
S. que a ser real o que allega o representante,
faca sentir aos ditos capites a necessidade de
absterem-se de semelhante procedimento, que
ilem de contrariar as ordens, que se tem expedi-
do, para se nao reunir forga alguma da guarda
nacional, serio em virlude de deliberaco desla
presidencia, nao esse o meio curial de convi-
dar os cidadaos ao livre exercicio do direito de
escolherem os que os teera do representar
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Ao sargento Mariiniano Barros Bronco mande V.
S. pagar nos os vencraentos relativos aos me-
zes de agosto a novembro desle anno, do desta-
camento de guardas nacionaes da villa da Esca-
da, mas tambem a importancia das despezas fei
tas naquelles mezes com o fornecimento de luz
para o quartel do inesmo destacamento, urna vez
que eslejam aos termos iegaes os documentos
juntos que me foram remeiiidos pelo respectivo
commandante superior com officio de 19 do cor-
ronte, sob n. 26.
Dito ao mesrao.Mande V. S. apromptar a
sorama que julgar sufJkiente para occor/er ao
pagamento das despezas do presidio de Fernan-
do relativos a novembro prximo, ao presente
mez e o de Janeiro no auno prximo vindouro.
Dito ao mesmo.Transmillo a V. S. para os
convenientes exame* as romas juntas cni dupl-
cala das despezas fetas no hospital militar no
me/, de novembro ultimo, indo reunida s mes-
mas contas copia do parecer da junta militar do
saude, que as examinou.
Dito ao inspeelor da thesouraria provincial.
Logo quu for possivel mande V. S. pagar, em
visia do competente certificado, a importancia
das prestacoes a que ver direilo o arrematante
da estrada de Pao d'Alho, por haver cumpndo
as condices do seu contrato nos mezes de outu-
bro e novembro deste anno, segundo declarou o
direclor das obras publicas em oicio de lionlera,
sob n. 337.Communicou-se a este.
Dito ao mesmo.Mande V. S. pagar ao dele-
gado de Flores, ou pessoa por elle aulorisada,
a quantia-de 42#320 dospendida no mez de cuiu-
bro ultimo com o sustento dos presos pobres da
cadeia daquelle termo como se v da conta junta,
que me foi remetlida pelo chefe de polica com
officio de hontem, sob n. 1604.Corarnunicou-
se ao chefe de policia.
Dito ao mesmo.Nos termos de sua infor-
marn do hontem, sob n. 582. mande V. S. en-
tregar ao thesoureiro da reparlico da policia a
quantia de 2U0$UOO afim do ser remetlida ao de-
legado de Ingazeira para occorrer s despezas
em um trimestre com o sustento dos presos po-
bres da respectiva cadeia, conforme requisita o
rhefe de polica em officio de 4 do crreme, sob
ii. 1558, a que se refere a citada informacn.
Dito ao mesmo.Ao arrematante do I67 bra-
bas de empedramento em diversos pontos da es-
trada da Victoria raaode V. S. pagar em vista do
complanlo certificado a quamia de 2:376000 a
que tem elle direito por haver concluido uro dos
leos do mesmo empedramento na exieuso de
180 bracas, secundo consta de officio do director
da repartigo das obras publicas de hontem sob
n. 336, devendo essw pagamento ser feto cin p-
lices na forma das ordeus era vigor.Communi-
cou-se ao director das obras pnolicas. -
Dito ao mesmo.Nesla dala solicilei ao Exm.
presidente do Cear a expedgo das convenien-
tes ordens afim de ser remetlida a es-a thesou-
raria a quantia de 339720. que pagou Francisco de
Paula Figueira de Saboia, em virlude de uraa
carta procatoria expedida ao juiz municipal da-
quella cidade pelo juiz dos feilos da fazenda des-
la provincia.Offlciou-sc neste aenlido ao su-
pradito presidente.
Dito ao juiz de direito da primeira vara.
Transmiti a Vmc. para depois de visto, ser re-
latado na tesso da junta de julgaraento o pro-
cesso verbal feto aos soldados do rorpo de poli-
cia Jos Justino do Nascimento e Claudino Anto-
nio pelo crime de fuga de presos.
Dito cmara municipal do Rio Formoso.
Attendendo ao que me representou o cidado
Ilenrique Augusto Milet. acerca da falta de urna
para o recebimento dai cdulas as prximas
eleices, e de cofro para a guarda da mesma ur-
na ; recommendo cmara municipal do Rio
Formoso que, a ser real o que allega o dito cida-
do, mande fornecer em lempo aquelles objertos
respectiva mesa parochial, afim de que possam
servir para a eleico do eleilores.
Dito ao director das obras publicas.Em vis-
ta da resposia dada pela cmara municipal do
Recife, informe Vmc. definitivamente acerca dos
inclusos papis, que me sero devolvidos, relati-
vamente aos artigos de posturas apresentados pe-
la mesma cmara para construeco de aguas tor-
tadas em lugar de trapeiras
Dito ao cidado Francisco Duarle Coelho.
Em additamento ao meu officio de 17 do corren-
te lenho a dizer que deve Vmc. proseguir em
todas as diligencias do processo eleitnral nessa
freguezia do Poco da Panella, na qualidade de
terceiro juiz de paz do primeiro dislricto da
mesma fregnezia, visto scharem-so impedidos os
dous juizes de paz mais volados.Communicou-
se cmara do Recife.
Portara.O presidente da provincia attendendo
ao que requereu Cosma Joaquina de Lima Nones,
e tendo en: vista a inormaco do director geral
da instrueco publica de 18 do corrente, ouvido o
conselho director, resolve nomea-la para reger
interinamente, emquantn nao fr provida a ca-
deira de instrueco primaria da freguezia de S.
Frei Pedro Goncalves do Recife.Communicou-
se ao director geral da instrueco publica, e
thesouraria provincial.
Dita.Os --rs. agentes da companhia brasileira
dos paquetes a vapor mani'em dar transporte pa-
ra a corle no vapor Tocantxns, por conta do mi-
nisterio da marinha, ao ex-rneslre do vapor The-
tis, Manoel Joaquim Marques, que vai prestar
contas. '-Communicou-seao commandante da es-
taco naval.
nESPAcnos no niA 21 di bezembro n 1860.
liequerimentos.
3370.Cosma Joaquina de Lima Nunes,Pas-
se portara na forma requerida.
3371. Henrique Augusto Milet.Informe com
urgencia a cmara municipal do Rio Formoso.
3372.Jos Mara Pracitto de Magalhes.
V'olte ao Sr. inspector da thesouraria do fazenda
para mandar passar ttulo na forma pedida.
3373.Jos Joaquim da Silva Guiraares.
Nao tem lugar por estar a arremataco efiec-
luada.
3374.Jos Augusto de Araujo. Informe o
Sr. inspector da thesouraria provincial.
3375.Joaquim Guiarte da Silva.Passe por-
tara.
3376 Joaquim Thnotonio Soares de Avellar.
Passe portara concodendo a licenca requerida.
3377.Joo Hiplito de Melra Lima.Nao tem
lugar o que requer.
3378.Jos Bernardino de Souza Peixe.--In-
forme o Sr. director geral da instrucQo pu-
blica.
3379.Manoel de Azevedo do Nascimento.
Requeira ao governo imperial.
3380. \ viuva Pereira & C.Os suppcan-
les sero Hendidos logo que for possivel.
3381.Conslanca Perpetua de Lacerda Macha-
do.Remeltido ao Sr. director geral da instrue-
co publica para altender a supplicante nos ter-
mos de sua ioformaco de 18 do corrente sob n.
241.
eehndarmena mS^' %**, 1 c"mM,nh" de I baldi "" atncasse, eu devia dcixar a brigada do
gendarmera mobilisada. Finalmente, oceupa- general Pimodan em Terni. e reunir-me a elle
IZZ Cldd'' Peaaro com 600 homens, com o resto dos meu, soldados".Bm de prole-
proximamenie ; a de Perusa cora 50il; a cidade ger as provincias situadas ao su! de Roma. To-
2Z2 TPanhlf :ca,Rncca diV-.davia. eu vi,-ma na necessidade de tomar em
f ,1 f comPa,f,h,a f d^P'el COfn uma conaideraco a invaso das nossas fronteiras pe-
roSm.PV,X"n?ment? '*U8; 30 n"men8d0 Io; asguerrilhas. o fazer marchar tropas contra el-
LrisTe, de ", mfSJ! 8Va ;mRo11a; ,! "i'^.comecandoassim a dividir as nossas forcas.
.Tmt..^' 6 C""UB Ca"ana Durante o dia. envief ra lelegramma ao gene-
Lm oceupavam urna companhia cada ral Antonelli. e s 9 horas e 10 minutos da noi-
. ... i ,e receb a seguinle communicaco:
*. SS obnf ad0 a, reduz,r n0M0 ^Tectivo | Por era quanto nada consta relativamente
com todos estes destacamentos, resolveu-se que aos movimenlos das tropas piemontezas. Pedi-
Para nao diminuir o numero dos nossos bala- I nm tn o.,j,..;,.- _i .____:...___x___._
Ihoes susceptiveis de serera rooblisados, todas
as ditas guarnicoes se formassem, em nmero
do 2 batallioes, apesar de conslarem de 8 cada
urna, excepeo do batalhao de S. Patricio, que
careenndo anda de equipamento, eslava di vi-
EXTERIOR.
Relatorio do s^neral Lamorlciere,
dirigido ao ministro da guerra
dos simios Pontiflvlos.
ROMA, 3 DE NOVEMBRO DE 1860.
1" paute.
Exposcao da situaco nos lins de agosto e prin-
cipios de setembro. Elfectivo o colloca^o das
tropas. Invaso do territorio pontificio pelos
pieraontezes. Intimago do governo sardo.
Senhor.Venho, ainda que tarde,dar-vos con-
ta das nossas operacoes durante os ltimos dias
do mez do setembro, V. Em." est j informado
de quasi lodos os fados que vou referir, e sabe
que em consequencia de serem enviadas contra
nos forcas suporiores, foram interceptadas as
commissoes logo no comeco da guerra, sendo
feitos prisioneiros quasi todos os chefes do ex-
ercilo, de modo que apenas hoje pude reunir as
participacoes que a seu lempo me haviam sido
enviadas.
I'orui se'esta exposico pouco mais diz do
que o quo j consta, na'parle relativa aos resol-
lados, ella far comprehender raelhor as ope-
racoes do nowo pequeo exercilo, mostrar as
fadigas e os perigos com quo tivemos de lutar,
precisar cortos promenores que devora llcar
consignados, e indicar a parte que tomaram os
diversos corpos n'eslas lucias que, apesar de se-
ren mal succodidas, nem por isso lhcs falta
gloria.
No principio do mez de setembro V. Em.a
informou-me de que o exbaixador de Franca af-
fiancra, em nome do Pemonte, quo nao s
esta potencia nao invadira o nosso territorio,
mas al que se opporia a que elle fosse invadi-
do pelas guerrilhas de voluntarios quo se orga-
nisavara do oulro lado das nossas fronteiras.
As providencias tomadas contra o coronel Ni-
tera, que havia reunido 2,000 homens as vi-
sinhanjas de Lime, e quera, com estas forcas,
invadir as nossas costas, vinham confirmar as
promessas que nos haviam sido fetas, e pareca
quedo lado do reino de aples que deriamos
temer urna invaso.
J nos haviam sido annnnciados mullos em-
barques do tropas na Sicilia e na Calabria, aura
de virera altacar as costas das Marcas ; e depois
da occupa5o de aples pelo general Garibald.
ludo fazia crer que as nossas provincias do sul
brevemente seriam invadidas.
Depois de possuir os dados diplomticos que
confirmavara as iudicaces rcconhecidas no paiz,
dispuz do modo seguinle a orgaoisar;o e distri-
buido do exercilo, no territorio cuja deffesa es-
lava a meu cargo :
Primeira brigada. General Schmid ; quar-
tel general em Foligno; 2o regiment de linha ,
2 batalhes, 2o regiment estrangeiro, 2idem;
total 4.
Urna companhia de gendarmes; 6a batera, 6
pegas ; 1 destacamento de gendarmes de caval-
laria.
Segunda brigada. General marques Pimo-
dan ; quarlel general em Terni ; Io e 2 bata-
lhao de caladores, 2 batalhes ; 2o batalhao de
bersaglieri, 1 idera ; batalhao de carabineiros, 1
dem ; meiohatalho de atiradores ; total 4 ba-
talhes e meio.
Dous esquadres de dragues ; 1 esquadro de
cavallaria ligeira; 11a baleria, 6 pegas.
Terceira brigada.Ceneral Courten ; quartel
general em Macrala; Io e2 batalhao de berta-
glieri.i batalhes; 1 do linha, 2 dem; total 4
batalhes.
Um esquadro de gendarmes; 7a e 10a bale-
ras, 12 pegas.
Esta brigada devia ir completar a guornico
de Ancona, caso esta praca fosse seriamente
ameacada.
Reserva.Coronel Crofl, sob as ordens do ge-
neral era chefe ; quartel general em Spoleto ;
1 regiment estrangeiro, a batalhes; volun-
tarios pontificios de cavallaria; 8a batera, 6
pegas.
Alm d'eslas tropas, que podiam ser postas
era movimenlos para differenles pontos, fomos
obrigados a separar do nosso pequeo exercilo,
logo de principio, a guarnigo de seguranga para
Ancona, formada do 4o batalhao de btrsagheri o
de metade do 5 que se eslava organisando ; de
melado do batalhao de S, Patricio, de 2 compa-
ram se explicares a este respeito, porra nao
se recebeu ainda resposla alguma. Apenas
se receber, ser-vos-ha communicada. No en-
trelanto procedel livremente, segundo os vos-
f>os planos.
Este telegramma nada me dizia sobre o que eu
ddo pelas guarnicoes de Spoleto, Perusa o An- quena saber ; porm os jornaes e as correspou-
Tinhm.......!., ,u- a *.. denrias 1|ie recebi alguns dias depois, me mos-
T.nhamos ao todo 16 ba alhoes e 2 meios ditos;! traram que o resto da Europa eslava ento mas
a gnarmgio de Anconi absorvia 2 delles ; ica- no facto dos projeclos do Piemoi.le
'f.nrnir2reH8",,mini"ravam 2lC0mP"nhiaa a. Eslava lodo entregue a esla incerteza, quando
guarnicoes das nossas pracas; islo explica o pe- na larde do dia 10
queno effertivo quo apresenlavam, o que era telo elucidarme.
piemontezas superiores ; e que o batalhao do 2o
regiment que formava parte da sua brigada, e
quo se achava as Marcas, devia icar em obser-
varlo com tiran secgo de campanha, as imme-
diages de Perusa.
Ni madrugada do dia 12 sahi de Spoleto com
o 9o balalho do primeiro regiment estrangeiro,
uraa companhia do balalho de S. Patricio, o um
pequeo batalhao de cinco companhins do Io de
linha.
A' noite reunio-se a mim em Foligno o segun-
do batalhao do seguDdo regiment estrangeiro,
vindo de Perusa : ao todo quatro batalhes. O
general Pimodan parta de Termi, na minha re-
taguarda, com qualro batalhes e meio, e 300
cavallos. Tinharoos entre ambos, 16 pecas de
arlilheria.
Seguamos por Foligno e Tolentino o caminho
ordinario para Macrala, onde devinmos absolu-
tamente chegar primeiro que as columnas pie-
montezas.
inferior a 600 homens. termo medio'.
homens do rielhari e 300'cvanos.' As nossas
ambulancias compnnham-se exclusivamente de
alguns carros e nenhura trem de equipagens
Para completar esle resumo, devo acrescentar
que afim de fazer face agilago que se dlzia
existir nos Abruzzos, e s ameagas de invaso,
mandei para aquelle ponto o capitn Chevign,
meu ajudanlo de campo, para organisar os mon-
lauhezes dcAscoti, que pediam armas e muni-
ces, e que sempre manifestaran) a maioradheso
ao governo pontificio.
O nosso armamento deixava muito a desejar ;
apenas um baflho estava armado de carabinas
Minni, outra linha carabinas suissas, que ne-
cessitavam urna carga particular.
Dous batalhes e meio e Ires companhias do
atiradores eram os nicos que haviam recebido
arma sraiadas.
O governo pontificio, a despeilo das suas ins-
tancias para com diversas potencias, nao tinha
anda alcancado o numero sufficienle de armas
de preciso, indispensaveis hoje infantera.
A nossa arlilheria, formada apressadamente.
contava mutos artilheiros pouco versados no
manejo das pecas, que eram puchadas s por
quatro cavallos; e quando, para a manobra, se
erapregavara seis cavallos, as reservas de muni-
ges das bateras erara puchadas por bois ou ca-
vallos que se hiam buscar fra. Finalmente,
ainda nao tiohamos podido organisar nm parque
de reserva.
Tal como era, o nosso limitado exercilo, eslava
choio de confianga.
Nao temamos, pois, um aloque serio por mar
sobre Ancona, e o territorio pontificio fcilmente
se podoria delfender, por quanto o effeclivo das
tropas regulares do general Garibaldi era pouco
superior ao nosso.
Era esla a nossa situago, quando nosprimei-
ros dias do mez de setembro urna communicago
de S. II. o imperador Francisco Jus, dirigida
aos ofciaes e soldados dos qualro batalhes de
Era portador de
Operou-se este movimentosem que necorresse
acontecimento algum, e cheguei a Macrala, fa-
- -.....-. i-...-... zendo urna marcha de noite, na manhaa do dia
a chegida do capilo Farini. 15. A vanguarda da columna piemonteza, que
avangava alim de cercar Ancona. estdva j a mu
i que me diriga pequea distancia das nossas forcas, na direcgo
Resiavam noU 8 00 h.vnn.i.. M,i km TJ i .-ue Vma car,a Me me diriga pequea distancia das nossas forcas, na drecco
dante em chefe do exercilo piemontez. Nao obs-
tante este documento ter sido j publicado, devo
resnmi-lo neste lugar.
Esle official general dizia-me, por ordem do
rei do Pemonte que as suas tropas necupariam as
Marcas e a Umbra nos casos segulnles :
1. Se as tropas do meu comroando que se
quatro horas pels resistencia pertinaz que o co-
ronel Zappi lhe oppoz, na pequea fortaleza de
Pezaro, onde com um punhado de soldados e Ires
pegas de artilharia deleve durante vinte e duas
horas o corpo do exercilo do general Cialdini.
Nito tendo icado a bandeira branca e enviado ura
parlamentario, seno quando absolutamente n3o
Como ou esperava na minhaa do da seguinle
0 general Pimodan, e careca de vveres para a
sua columna e para a minha, tinha o nuior in-
ieresse em oceupar aquella povoaco.
Depois de dar duas horas de desango .1 infan-
lena que se achava em Porto de Recanali di-
ngt-me sobre I.oreto, onde Picamos nessa noite
lendo sabido de Macrala s duas horas da noi-
te, era mais de meia noite do da seguint, quan-
do as tropas poderam gozar de algum descanen
De noite nao podamos avistar as tropas pie-
montezas : os hnuantes diziam que as pontos
visinhas da ridado eslavam ocoupadas, o que por
delraz deltas se haviam levantado inlrincheira-
raentos. O capitn Palffy quiz convencer-se disto
e mnrchnu pelo caminOo de Caraerano com al-
guns gendarmes o ura voluntario a cavallo, o Sr.
Haz. Apenas chf goii ao p da primeiro ponte, a 1
kilmetro do distancia dos muros da povoaco
ovio dous (iros de pees, que lhe mataram o ca-
vallo em que a montado, e feriram mortairaente
1 aze um gendarme.
Este infeliz acontecimento deu em resultado fi-
carmos perfectamente informados da distancia m
que se achara o inimigo.
Foi durante a marcha para Lorelo, que eu re-
cchi por Macrala as ultimas communicaees de
V. eminencia, com as quaes vinham juntas ou-
tras de Ancona. Estas communicares erara da
maior importancia.
O general Courten dzia-me. que como Iho
constara ao dirigir-se para Fossorubrone, a in-
asao dos piemonlezes. se havis retirado, sem
parlamentario, seno quando absolutamente nao "'"bater no dia 13. Este general tinha enviado
. podia deixar de o fazer, foi obrigado a render-se s ."oslacamenlos afim de operarem contra as
empregassnm a torga para comprirairem urna como prisioneiro de guerra, depois de cumprir ^'"'"'Ihas; o primeiro commandado pelo coro-
ma-nfestagao no sentido nocional ; gloriosamente o seu dever, prestando ao mesmo "
2. Se eu dsse ordem s tropas para mar- tempo um relevante servigo ao exercilo,
chareta sobre una cidade das mesmas provin-
cias onde se manifestasse urna revolta em senli
d nQCo'"c *'j esperar amo general Pimodan, allni de n&o aug-
J. So houvesse urna manifeslago no senti- menlar a distancia que me seperava delle ; po-
do nacional em quslquer cidade, e eu nao dsse rm, urna circunstancia, na apparencia secun-
ordem ramediala s minhas tropas para se reti- dara, veio tornar mais difficil a minha situa-
rarem, afim de que os habitantes podesssm emit- gao.
tir livremente os seus votos. Eu linha pedido a vossa eminencia que nos en-
general pedia-me que respondesse imme- viasse alguna fundos para fazer o pagamento das
dialamente sua carta. Limitei-me a commu- tropas, e occorrer s despezas do servico de v-
nicar-lho pelo tegrapho que nao linha era qua- veres, que at ento nao se havia organisado.
iidade era poderes para responder a urna com- Porm, ao mesmo lempo, o servico da thesou-
municacao como a quo me [ora dirigida ; que eu rana de Ancona careca de fundos para o paga-
a iransmitliria para Roma, e que elle receberia ment dos trabalhos, provises e differenles re-
em breve a resposla que o seu ajudante de cam- messas chegadas do estrangeiro ; e esta reclaroa-
po parcela querer esperar. cSo, que fra lambem apresenlada.era bem mais
i que me fra entregue causou-me a importante e nao menos urgente do quo a mi-
nha.
Sua Santidade havia enviado para Ancona, seis
mezes antes, com ordem para ser depositada na
cidadella, a quantia de 500,000 francos, a qual
s doveria ser empregada no caso de grande ur-
gencia A despeilo desla ordem os 500,000 fran-
cos haviam sido applicados s necessidades or-
dinarias, e a caixa militar do servigo corrente
in- Achando-mo a um dia de manha distante do .' 1ue e"ccivamente so realisou em Mon-
iti- inimigo, muito superior em numero, lencionava u*v.10"a "l,c d0 o"i;> 12. Esla forga compunha-
esperar alli o general Pimodan, afim de no aug-1 *e e ..*. soldados de infinteria e urna seceo
ti- menlar a distancia que me seperava delle ; po- "'"hera.
maior indiguago. Ao capilo Farini, que sa-
bia do que se tratava, 6 que foi recebido por
mim com a ranior deferencia, declarei eu que
aquillo que se me propnnha era evacuar sem
combalo as provincias quo eu tinha por misso
defender, o que equivala para nos a vergonha e
a deshonra ; que o rei do Pemonte e o seu ge-
neral podiam prescindir do me enviarem seme- uiuanaa, e a can
Ihante ntiraago, o que teriam procedido com estava de novo completamente desprovida de
maior franqueza, fazendu-rae urna oeclarago de fundos.
guerra. Disse-lhe, emfira. que a despeilo da su- Voss eminencia enviou-me depois nao s a
periondado numrica do Pemonte, nunca nos quantia de que eu careca para o servigo das Iro-
esquecenamos de que era cortos dias tanto os of- paa era marcha, como tambem as somrais mais
SS^SShS^1^^ &.~7tttt!!3S^l ZT:^mm reclaraad8S pdaservi?0
foi mSTu^lSrtSSLS^^S^l^ U,,,cl1" ^""do a m,ba declarago, de que Ancona fossem enviados por mar. porque, logo,
ment de S M lnlerPretacdo do pensa- o que eu acabava de dizer nada linha de official, de principio, reputei mullo problemtica a minha [
Mas como na citada circular se previa o caso I viada TToma reSPSla ,M "* fSSe e"" 2f.da e. .co as numerosas baga-|
de que o noso exercilo altanada or f.ire mu: orna. gens de que cimo fallei. e os carros do ihesonro ;
superiores" vieaso reioK^^ acabamos do jantar o general Fanli obiectos esles que, n'ura caso extremo, difficil -
promettia oos que l.vessem^ Rmrosameme resis I \T ^ ,ele8ra''h0 1 fijase parlir im- mente se poden, salvar. Porra j nao era tem-
ido e combalido t^ZtfmFZStoS recel dI,,raen, > aJ^anle de campo, sem po de modificar ns d.sposices. que haviam sido
be-loanoexercitoLatr^ pola resposla do governe ponii- optadas, eu tinha de conformar-me com
Ello quera na manha do dia seguinte orde- Estive durante a none cora o general Pimodan,
nar as suas tropas que invadissem a fronteira, e cujas tropas eslavam, assim como as minhas,
---------' ------.------------- J- *- *' ii || | ( I0311U IVIUIU U?> 1 11 I II i I n .- i
comecassem o aloque de Pesare, onde ainda muilo fatigadas era consequeniia do calor e das
eram ignoradas as communicages que nos ha- marchas, e declarci-lhe que resolver abandonar *
viam sido felas. ao sahir de Macrala, a estrada real que alravessa
l'.m vista disto, era claro quo as guerrilhas ti- a planicie de Potenza, por Sarobucheto e Reca-i,
nham procedido, segundo as ordens dj governo nali.e seguir o caminho que, pela parte superior! l i "S ^lneram com maior alegra,
piemonlez. com o fim de dividirem as nossas dos collnns que seporam o vnlle de Potenza do u m> Para seguir a ordem chronologi-
rcas. Por tanto, quando na noite dia 10 se nos de Chienle, vai dar a Potenza, depois da sua em- i Ca" cllar,il.m'sle '"gar dous fados de cojos pro-
a declaragao do guerra, j esta linha co- bocadura, e conduz a Porto de' Recanali. raeoores so Uve nolicia quando regressei a Ro-
No da 13, o coronel Kenzler quera drigir-so
sobre Sin.gaglia, afim de ganhar o caminho do
mar, porra sabendo que esla povoagao se acha-
va oceupada por urna diviso piemonteza, con-
servou-se as collinas. e toraou posires no Mi-
sa, a duas leguas da 3ua embocadura.
A divisao piemonteza. sendo informada da pre-
senga desla columna, quiz derrota-la. A sua ca-
vallaria e arlilharia que seguiam a infantera.
reuniram-se em Santo Angelo. O cmbale prin-
cpiou a urna hora da larde, edurou al as cinco.
| Minias cargas do cavallaria foram repellidas, e a
nossa arlilheria, assim como a nossa infantera
causaram perdas sensiveis aos lanceiros piemon-
lezes. Esto combate custou-nos 150 homens
morios, feridos ou prisioueiros, e 4 officiae
O coronel Kenzler chegou a Ancona mea
noile, depois de ter feto urna marcha de 75 ki-
lmetros, e foi recebido com grande enthusiasmo
pela guarnigao, altamente salisfeila por vr que
os seus cantaradas vollavam, depois do grande
risco quecorreram.
Nesla occasio mo communicava vossa eminen-
cia ura lelegramma do duque de Grammont, di-
rigido ao cnsul de Franca em Ancona, concebido
nos seguintes termos :
O imperador escreveu de Marselha ao rei da
Sardenna, dizeudo-lhe que se as tropas pie-
monlezas entrarera em territorio pontiiicio, sua
inagesiade se oppor a isto com todas as suas
torgas. Deu-se ordem para que erobarquem
tropas em Toulon, e vo chegar reforgos. O go-
verno do imperador nao tolerar a criminosa
aggressao do governo sardo. Como vice-consul
da iranca, regulareis o vosso procedimento em
harmona com estas determinaces. (Asslgnado)
Grammont.
Uraa pessos sufficientemente aulorisada escre-
veu-me de Trieste, em data de 11. o seguinte :
Os navios austracos vo situar-so em frente
da parte meridional de Ancona, afim de irupe-
direm o bloqueio da praca : a esquadra gran-
de, e est bem cora mandada.
Estas noicias .foram coramunicadas 8 tropas,
fazia um
mecado tres das antes.
Demore a minha marcha, porm dirigi-me em Por1ue ponadorca dos despachos nao con-
ih rnf.1, .-.__a, ...I;. .._i_____. .u. tseguiram cnesar aoseu destino. Alindo i nnr-,._
servido, certas imaginaces ex'plora'ram esle
theuri.
Uizia-se que, com quanto S. M. provesse o
caso de que a revoluco tnuraphasso, provava
quedeviamos ser atiacdosao mesmo tempo pelo
norle e pelo sul, o que nenhuma potencia nos
delTenderia.
V. Exc. de certo se recordar que nos prime-
ros das de seleraDro algumas pesso.is queriara
distrahira nossa ailenco das fronteiras da Tos-
cana e das Remanas, o se Iratava de produzr
agitago em Frosinone. annunciando por um lado s'a .V-"T '^......- -i '. '>-"'",7' a "" iimn-im, poiem HiriKi-me en
o levntamento de 5 000 opeanos emoreaadoi .^'}Xaem' q"e "a,u ^os'mil. quizesse linha recta ao mar, onde podia embarcar o lhe-
no caminho de ferro ctor ouirc a qtK| '''l11' que as 8uemlh" l,nl,om manobrado souro que devia ir para Ancona ; desla maocira
nossas fronteiras pL S ISri!"?16 sem ordem do governo pie- desviava-me do inimigo ; e pela'configurago do
Estes boatos, ainda que falsos linham excitado i uS l,*i,l,-BO*hi"'0f reaponder-U ei- terreno nada linha a recelar da sua cavallaria.
a inquielaco, e V. Exc.iulw neceio envia, : 3"d Um d^umenlo official emanado do gover- Por ultimo, segundo as pos-ges quo ocrupava.
v.txc.ju r 1 no piemoniez. e publicado no Jornal de Roma se nao era possivel o elle choga: a Lorelo pri-
de 26 de outubro de 1860, documento do qual re- melro do que eu. era de crer que as minhas tro-
sulta que o coronel Masi enlrra em actividade pas chegassem primeiro do que as suas a qu3l-
de servico. pira receber o seu sold desde o dia quer cosa, podendo assim levar a efTeito o meu
o do setembro, e que foi justamente neste dia projecto.
que ello passou as nossas fronteiras em Cavila- I Alm disto, ordenei ao general Pimodan. que
della-lieve. eviiasse tanto quanto fosse possivel qualquer Q,"V"XTT !,""aua anura ajna se
Na noite do da 10, V. Eminencia, depois de combale serio as proximidades do Macrala, ej le ,a cenlr0 d0 grande valle denominado La
regressar de Velleiri, enviou-me o seguinle le- '. que seguisse o mesmo caminho que eu escolhera. '.nag es ce''cada de rochas escarpadas corta-
legramm, do que dei immediatamenle conhe-i Partimos antes de romper a manha, e a nossa a P"lue> fobre squaes se achara construidas
cimento s minhas tropas: marcha foi retardada pelas correles rpidas que i as s,,a.s muralhas, e se alguns conventos epala-
A embaixada de Franga foi informada do pncomravamos a cada passo. O calor era abra- ?l1osJnao Pro'egpssem o caminho, lnstava ura pu-
que o imperador Napoleoo 111 escreveu ao rei sadur.e nao podemos chegar ao mar seno depois
do Pemonte para, lhe declarar que, se atacas- if hnr-ia ii, iip.i u*ui ,nknnni...,.
----,----- x f fc ^-- j'6vu iicLcssaiiu ciivioi
urna columna que examinasse de perto o estado
das cousas.
A presenga das tropas acalraou a inquictago.
Apenas V. Exc. deixou Roma, iiiformages que
eu nao poda por era duvida, me annunciaram a
forniago de partidos de insurgentes na fronteira
das Romanias, Toscana e outras puvoaces.
Ao mesmo lempo indicava-se que se tnham
engrossado as columnas piemontezas no maior
numero das que se appresentaram pora impedir
a invaso no nosso territorio.
Monsenhor Bella, delegado de P3aro. annun-
ciavaque se tinha visto um Irem de sitio nos
arredores de Ravenna.
Os revolucionarios dzam que as tropas pie-
montezas iam marchar para os lados do nosso
territorio, e que o trem de sitio embarcara em
Ancona ; os agentes piemonlezes aflirmavam que
embircaria pora Gaeta.
ni chegar ao seu destino. Alludo a oceu-
pagao de Orvielo pelas tropas do coronel Masi, n
lomada da cidadella de Perusa e do Rocca de
Spoleto, fados estes que se deram nos dias 11
14 e 17 do setembro.
Para que osles acontecmentos se comprehen-
dam sao necessarias algumas palavras.
Na manha do dia 8, a guerrilha commandada
pelo coronel Masi tinha passdo a nossa fronteiri
em Citta-della-Pieve. o drigio-.se para Orvielo
com 800 a 1000 homens.
Esla cidade, situada sobre urna altura ene se
eleva no centro do grande valle denominado La
do papa, elle se opporia a isso
se os esladus
pela forga.
O desemDarque do 62 de linha, que chegra
Civita-Vechia no dia 6, veio em abono desla
importante noticia.
2" PARTE.
l0gao^0raba0ixaa0doCreatrAn!:0nBen qtt"-Perf?Un" ^isposifes tomadas ParTfazer face situado
sse ao emoaixador de Franca se quena servir e /> j.-___. '.-. _'.!._.' .i... #..,
--- --------------- -... -f v yi i> i a, \M
tasse ao embaixador do Franga se quera servir
de intermedio entre o governo pontificio e o Pie-
mome, para que so expltcasse a formago dos
bandos e o movimento dos piemonlezes."
Respondeu-se-nos que o Pemonte continuara
a oppr-se invaso do nosso territorio pelos
referidos partidos revoluncionarios, e que pelo
que toca aos piomontezes nao nos allacariam.
Na noile de 8 para 9, e na manhaa deste dia,
soube que Urbino, Fossombrone e Cviltadella.
Picve haviam sido invadidas pelos voluntarios,
e que depois de urna resistencia bastante viva da
parle dos gendarmes e dos auxilores, que chega-
ram a ler morios e ferldos, ss armas pontificias
linham sido derribadas, sendo collocadas em
lugar d'ellos as de Saboya.
Ordenei immediatainente aogeneralCourten que
marchasse sobre Fossambrsne com a sua brigada
e degasse at Urbino, recommendando-lhe que
.nanobrasso de modo que lhe nao coitasscra as
communicages com Ancona; o ao general
Schmid, que se dirigisse sobre Civittadella-Pieve,
com dous batalhes e uraa secgo de arlilheria,
afim de oceupar esta cidade e proteger o nosso
territorio.
Confesso que quando dei estas ordens rae
achava em grande perplexidade, porque nao ti-
nha a certeza de que nao se verificara una
invaso pelo sul, e apesar das asserges feitas era
nome do Pemonte, senta alguma inquielaco
nesla parle.
A uoio com que as guerrilhas linham atra-
vessado a nosso fronteira, a certeza com que os
revolucionarios contavam com o auxilio das
tropas piemontezas, e, finalmente, a agitago que
se nota va as povoages do dominio da Santa S,
pareriam indicar que a situago se tornara de
summa gravidade.
Se o Pemonte preslasse auxilio s guerrilhas,
com o todo ou parte das suas forcas reunidas as
nossas fronteiras, eu devia reunir as minhas tro-
pas e marchar para Ancona ; se o general Gari-
. ,- -. .^ -*l .. 'y ... UI.KO irillt. Ill.^f Ull, (* flltt*l*l*Wi
s tropas disponiveis marchan sobre Lorelo.
Os Piemonlezes tomam as cidadellas de Pesaro,
Perusa e Spolelo, e a cidade de Orvielo. Che-
gada a Lorelo. Embarque do thesouro para
Ancona.
Nao obstante estas esperangas, que infelizmen-
te bem depressa deviam desvanecer-se, tralei de
me preparar para a luta desigual que se ia tratar,
e cujas coiisequencias, quaesquer que fossem,
todos estavaraos dispostos a neceilar.
J na tarde do da 10, eu havia provenido o
general Pimodan de que reunisse os seus desta-
camentos, que so estendiara al Nernr, e que
msndosse recolher ura esquadro, que fra man-
dado para Ponte Eucano, afim de apoiar a colum-
na que raanobrava em Velletri.
No dia II, era necessario, para que esles mo-
vimenlos de concentrago se operassem, proce-
der dstribuigo de vveres, completar as mu-
niges, e reunir os transportes que nos faliavam.
Vossa eminencia sabe que o governo pontificio,
nao estando em guerra com potencia alguma, nao
linha querido por as suas tropas em p de guer-
ra, e que os nossos movimenlos linham sempre
por fim mudar as guarniges, e com ura numero
de bagagens que, apezar dos nossos esforgos, nao
tuihamos podido ainda reduzir a proporges ra-
soaveis.
Por ultimo, tnh'imos de por, no praso de pou-
cas horas a Rocca de Spoleto em estado dse de-
fender por si mesma. O enromando desta forta-
leza foi confiado ao major O'Reylly. com 300 ir-
landezes, uns 60 gendarmes, e 150 soldados de
diversos corpos, que nem mesrao linham anda
recebido equipamento. O commando da arlilhe-
ria da praca foi conferido ao capilo Raye, que
tres dias antes havia chegado de Franga.
Escrevi ao general Consten para lhe dizer que
se concentrarse sobre Ancona, e ao general Sch-
mid, para o informar do quo se passava, orde-
nando-lhe que ae concentrasso lambem sobre
Viterbo ou Perusa, caso fosse atacado por forras
das 6 horas da tarde. As pequeas canhoneiras
que eu tinha mandado vir de Ancona nao se
achavam ainda era Porto de Recanali, e por isso
dei ordem para que o thesouro fosso embarcado
nos breas dos pescadores, quando avistamos na
direcgo de S. Paulo um pequeo vapor que es-
lava ao servigo oo porlo de Ancona, e que eu
julgavafra apresada em Pe-aro, e quo Qualre-
barbes, chefe do estado-maior de Ancona, man-
dara a Recanali com Perandiere, voluntario de
cavallaria, afim de ter noticias nossas.
As cartas em que se pediam as canhoneiras
nao haviam sido recebidas.
O sub-intondente Ferri embarcou cora o the-
souro, e como esti operarao foi feita de noile e
com grsnde precipilaco.'levou tambem para An-
cona os fundos que eram destinados ao servigo
das nossas tropas, o que me causou no dia se-
guinle um grave conflicto.
Mellemos a toda a pressa o nosso dinheiro a
bordo do vapor, porque alm de engrossar o mar,
tornando-se a lodo o momento impossivel qual-
quer embarque era Porto do Rocanali, por outra
parte, a minha vanguarda me prevena de que
os dragos piemonlezes oceupavam Loreto, e
que tinham deixado um forte destacamento na
cidade. cujas portas tinham fechado. Mandei
immediatamenle sobre Doreto, de que apenas dis-
tavamos 5 kilmetros, o esquadro de gendar-
mes, que eu mandara vir de Macrala, sob o
commando de Bourbon Chalus, com ordem de
avangar a trote.
O capilo do gendarmera, San Pieri, e um
dos seus subalternos declararan) que uo podiam
levar a effeito o que se Ihes ordenara, e por isso
confiei o commando do esquadro ao capilo
Palffy, um dos meus ajudanles e ordens.
A cavallaria oceupou Loreto sem difflculdade,
porque as forgas piemontezas reliraram-se quan-
do as pontificias se aproximavam. Porra os
habitantes do paiz, detidos pelos meus explora-
dores, fizeram-me constar que do lado opposlo
de Loreto. ao p da collina, havia urna forga
imponente de infamara appoiada por arlilheria,
quo oceupava as embocaduras das planicies da
Musone, equo segundo pareca, pretenda oceu-
par Loreto durante a noile,
Esles factos eram exactos, exceptuando a parte
relativa oceupagio de Loreto, o que nao en-
tura no plano dos piemonlezes,
nhado de homens para defender aquella poaici
contra qualquer ataque. Orvielo estava apenas
oceupado por urna companhia de bersaglieri rom-
posta de 110 homens, s ordens do capilo Nurd
o por 28 gendarmes. *
O delegado, apezar de desconfiar da populaco
nao reclamara auxilios, quando esles em ponto'
algum se to-navarn mais necessarios, porque esle
ponto a chave do caminho da Toscana para a-
ples por Amella, Gerni e Rieli, e era esta urna
das causas que influir para que o general Pimo-
d'n prolongasse o seu acampamento al Nardi.
O capilo Nord, a instancias da municipalidade,
que receiava um combale, e pela difflculdade em
que se enconlrava de vigiar o recinto por onoe os
voluntarios podiam lenlar um amallo, entendeu
dever capitular no dia 11, tendo apenas um sol-
dado ferido.
Sahio pois com armas e bagagens por urna por-
ta cora toda a delegagao, emquanto que o inimi-
go entrava pela outra, e marchou na^direcco de.
Viterbo. No mesmo dia chegou a Osteria uova.
a duas leguas de Orvieto, onde enconlrou urna
pequea columna enviada de Viterbo. sob o com-
mando do capilo Ptirelli, que chegou muilo tar-
de em auxilio da guarnic.o de Orvieto.
Estas duas brigadas tomaram o caminho de Vi-
terbo, e o capilo Petrelli, que assumira o com-
mando das forgas, deixou o capilo Nord em Mon-
tefiasrone.
Estas disposices tnham mutos inconvenien-
tes era primeiro lugar, Monlefiascone, que dista
de Viieroo qualro leguas, eslava a grande distan-
cia para se deixarem all 150 homens ; alm dis-
to, a inspecgo do local era sufflciento para se
saber que, se aquellas forgas nao tinham podido
defender Orvieto. muito menos poderiam defen-
der Monlefiascone ; e tanto assim, que o capilo
Nord, sendo atacado no dia 18, foi obrigado a
evacuar a praca, depois de perder 69 soldados e 2
ofcioes, e licando cora as suas corarounicages
com Vilerbo interrompidas, o que o levou a reti-
rar-so a Foscauella, afim de ir depois para Civitu
Vecchia.
Tendo chegado no dia 12 a Cilta-della-Piere, o
general Schmid nao enconlrou o coronel Masi.
Dizia-se que urna parte das suas tropas se linha
dirigido para Orvieto, o a outra para Corneto, atm
de iolerromperem as communicages pelo cami-
nho da ferro de Civitla-Vecchia.
Na occasio em que as suas tropas desranca-
-


w
BIARIO DE PERRAMBUGO. QUARTA FEIRA 36 DE DEZEMBRO DE 1860.
vam, o general soube que Orvieto capitulara na
vespera, o que um corpo de piemontezes, era nu-
mero do 6000 homens, occupra Calti di Castello
e ameagava Perusa.
Schimid parti immedialamenle para esta ul-
tima cidade, onde chegou na madrugada do
dia 14.
A. cidadella de Perusa, posta em bom estado do
dcfeza e occupada por 400 homens, devia oppdr
urna resistencia muito superior de Pesaro. Ti-
oha vveres e munices de todo o genero. O ge-
neral Schmid, quando voltou prara com dous
batalhoes de perto de 2000 homens, 'poda occu-
par as casas visinhas cidadella, e a resistencia
parecia devor prolongar-se.
Dentro j da cidade, o general adoplou algu-
mas dsposiges. A brigada piemonleza do gene-
ral Sonnaz rompeu o ataque. Depois de duas ho-
ras de combale, que parecia ser-nos favoravel, os
piemontezes arvoraram urna bandeira branca, e
um capito do eslado-maior veio convidar o ge-
neral Schmid para que se entregasse, dizendo-lhc
que era inulil continuar a resistir, porque o ge-
neral Fanti devn chegar nesse mesmo dia com
todas as Torcas do seu commando.
O general Schmid conveio com o general Son-
naz n'uma suspenso do armas por cinco horas,
alim de esperar pelo general Fanti, com quem
combinara as condicocs da capitularn. Duranto
osle lempo, os piemontezes deveram entregar s
tropas pontificias a guarda das portas da cidade,
condigo que nao (oi executada.
guando ehegou o general Fanti, o coronel Laz-
zarioi o o lente coronel Courlen eslabeleceram-
as bases da cauitulaco que [o rali lirados pelo co-
ronel Shmid:deslaraaneiracapiliilaram a cidadel-
la de Perusa o os dos dois batalhoesquese tinham
dirigido para a praga, depois do trez horas de
combate, e cinco de suspenso de hostilidades.
O general Schmid, n'um relatorio particular que
me digiu, altribue era parte este resultado ao
espirito de indisciplna que se manisfestou duran-
to a a era o no prmeiro balalho do 2. regimen-
t eslrangeiro. Urna companhia irlandeza e a
manir parto do balalho do 2. de linha, tarara
as nicas orcas que se moslraram resolvidaa a
ciiraprirera cora os scus deveres.
Finaimenlo, no dia 17 urna das minhas co-
lumnas quo linha desembarcado na Umbra, com-
mandada pelo general Brigoone.atlacava.a Rocca
de Spolelo. O inimigo era muito numeroso, li-
nha muita artilheria, e eu a penas poda podia
dispr para este altaquede duas pecas de (erro.
O majar O'Reylly deMondeu-se valorosamenle
com os seus irlandezes, eu repelliu um assallo,
causando ao inimigo graves perdas. A noite ap-
proximaram-se os atiradores piemontezes, e lu-
do fazia crer que no dia seguinle seria dado um
novo assallo com orcas anda mais imponentes,
estando j urna das nossas peras desmontada, e
a oulras muito deteriorada. Depois do onze ho-
ras de combate, o major O'Reylly declarou que
quera capitular, porquanto os seus soldados cs-
i.ivain muitissimo caneados, u elle saba que
nao podia contar com "a sua reserva, composta
do recrulas e de destacamentos de diTerenles
rorpos. Segundo o seu calculo, o inimigo per-
deu n'esta accao 100 homens morios e 3l)0 feri-
dos, emquanlo que as tropas pontificias s tive-
ram 3 soldados morios e 6 feridos.
3.a PARTK
O terreno m (retilo de Loreto. Posices do ini-
migo. Chegada da brigada Pimodan. Comba-
te de Castellidardo. Marcha sobre Ancona.
Primeiras operaces da esquadra contra esta
cidade
Foi, como cima disse, na noite de 10 para
17, que eu oceupei Loreto, e veriDquei que o
inimigo se achava a raui pequea distancia da
cidade. Ao romper da maullan, as nossas posi-
ces da noite foram rectitlcadas, e reconheci as
do inimigo, que linha a sua vangarda a 1800
metros das posices que nos oceupavamos* Eu
linha apenas 200 homens de aflatarla, e devia
esperar pelo general Pimodan, que tiuha sob o
seu commando 2600 homens. Sobrevieram po-
rem porm muitasdifficuldades com as quaes eu
nao conlava : careca de pao para a minha co-
lumna, e lambem para a do general Pimodan,
que nao devia demorar-se em Loreto, e na ci-
liado nao havia alarinha suflicieote para as ra-
ges de dous dias. Julguei a principio quo me
enganavam, porem reconheci depois que o fac-
to era verdadoiro.
Como o governo pontificio lem infelizmente
inantido al hoje o direilo de moagem n'estas
provincias os mouihos sao em mui pequeo nu-
mero, muilo distantes uns dos oulros, e quasi
toda a populaco pobre s consom trigo da
Turqua, que nao paga direlos. imposto que
lia pagar, e os transportes para sempre caros,
conlrbucm poderosamente para quo os padeiros
nao facam grandes provses.de farinha.
Coran o inimigo, com a sua numerosa caval-
laria, occupra urna parle dos moinhos do ar-
rabsldes da cidade, comegou immedialamenle a
a serilir-se falta de farinha" na cidade. itlm dis-
to, os habitantes, apesar de so acharen) bem
dispostos a nosso favor, vendo a inferioridade
nossas forjas, reclamavam prompto pagamento,
e j diemos como, leudo a nossa caixa de fun-
dos sido levada para Ancona, nos estovamos
quasi sera dinheiro algum.
Nao expore a vossa eminencia as difficulda-
des de todo o genero que eu tivo de vencer pa-
cer alcangar a apenas um resultado incom-
pleto. Porem voliemos s posices occuodas
pelo inimigo-
Ao neto da collina sobro a qual se eleva a
cidade de Spoleto corre o pequeo rio chamado
Mersonn, que vae lanrar-se ao mar, a meia le-
gua de distancia da cidade. O valle do rio apr-
senla urna laTgura quo varia de 200 a 300 rao-
tros, esparo este que esl plantado de arvores e
riiberto de fosaos do iriigaro.
Abaixo de Loreto urna legua, e a 200 metros
ila sua embocadura, o.Musone recebe pela mar-
gem esquerda um grande affluente ronho-
cdo pelo norae de Aspio. Entre estes dous
nos, o o ngulo que ellos formara antes de se re-
unirem. elevam-se as montanhas onde fica si-
tuada Castellidardo, e mais adianto duas leguas,
a pequea montanha do Osimo, e na parte su-
perior della a povoago deste nome.
A leste de Aspio, e na raargem esquerda, ele-
bilantes do paiz vieram dizer-nos que urna divi-
sao inlmiga que, na vespera se dizia estar em
Osimo, descia para a planicie de Musone, e mar-
chava sobre Recanaii aflm de nos atacar pelo ca-
minho que desta cidade communica com Loreto.
A cavallaria tiuha abandouado as posices em
que se achava de manhaa, e partir para este
lado.
Effectivamente logo depois avislei no valle, le-
gua e meia, a distancia de nos, urna forte linha
de balalha por delraz da ponte do caminhoque
vai de Osimo para Recanali, e quasi ao mesmo
lempo descubr a vanguarda da columna do ge-
neral Pimodan, a tres leguas n nossa retaguar-
da, na estrada que na vespera imitamos seguido.
O moviraenlo que eu colara no inimigo nao con-
tinuara.
Segundo as informagoes quo pude obter, urna
forca consideravel de artilharia e infamara oc-
cupava Gamerano, o como quasi todas as povoa-
ges que Acara entre Castellidardo, Osirao, e Ca-
nierano ao achavam guarnecidas do trepan, cal-
culei que linha na minha frente tres divisoes de
infamarla.
O general Pimodan chegou pouco anles de
anoilecer ; aprovoitei o resta do dia para Ihe
indicar as posices do inimigo, dar-lhe algumas
ordens para a uistribuigo de vveres, de quede-
vamos occupar-iios nos mesmos na falla de urna
organisacao suficieole do servigo do commissa-
riado, e dei-lhe parte das disposicues que eu ha-
via adoptado para o dia seguinle, porque era
absolutamente necessario que aiacassemos sera
tomarmos em consderago o numero de forgas
que tinhamos na nossa frente.
Constou-me por urna carta do coronel Gaddy,
coramandantesuperior de Ancona, que me Irou-
xe um habitante do paz, quo urna esquadra com-
posta do onze navios do guerra pissira de madru-
gada em frente de Ancona, indo depois ancorar
no porto de SinigaRlia. A mesma carta dizia
tarubem, que os partidarios dos piemontezes (cu-
jas noticias sempre se verificavam) alliangavam
que o bombardeamento de Ancona cometaria no
dia seguinle. Esto boato linha lodo o funda-
mento.
Para rae dirigir para Ancona, tentando a pas-
sagem pela entrada de Osimo ou pelo carainho
de Carnerario, era igualmente impossivel, por-
que, prmeiro do que tudo, era necessario atra-
vessar as dua3 ponles do Hazone e de Viallalo.
operacao que me custaria muias vidas ; se ou
escolhesse a de Osimo, aproximava-mo do centro
do inimigo que cercava Ancona desde a emboca-
dura do Esino al perto da do Musone ; e o se
eu derroiasse o inimigo em campo laberlo, o quo
era pouco provavel, a cidade de Osimo, cercada
de muros e situada n'uma montanha muilo ele-
vada, opporia ao pequeo numero de soldados
de que se compunham as minhas tropas, urna
resistencia, que estes por certo nao poderiaru
vencer.
Se eu seguisse o carainho de Camorano, devia
da mesma maneira que para chegar a Osimo, to-
mar as duas ponles de que cima fallei, desalojar
o inimigo de Castellidardo, aiiu de chegar a Cro-
cetta, operacao muilissimo difflcil, atravessar o
Aspio, cujas ponles alera de se acharem bem de-
fendidas podiam ser cortadas, efinalmente tomar
Caraerano, cidado rodeada de muralhas e cons-
truida sobre urna montanha das mais escarpadas.
Em ambos os casos, emquanlo ou otacava po-
sices fortificadas pela natureza o defendidas
por tropas de todas as armas, de um effectivo
muilo superior aquella de que eu dispunha, po-
dia ser atacado pela retaguarda por forjas Impo-
nentes que o inimigo fcilmente poderia destacar,
e ver-rao assim reduzido a capitular em campo
plano.
Pareceu-mo pois quo s rae reslava o meio do
ir para Ancona, dirgindo-me pelo caminho cha-
mado do monte de Ancona.
Este caminho entronca com o de Loreto em
Porto de Recanati, drige-se por ura vo do Mu-
sone, situado um pouco abaixo do confluente do
Aspio, chega a Uraana, passa era Sirolo, Mas-
signauo, Poggiu, deixa Caraerano, a perto do
3:000 metros sobre a esquerda, o depois segu
directamente para Ancona pelo litloral.
Oe Loreto al perlo do vo de Musone o cami-
nho bom e empedrado. Desde o vo at Urna-
na ha urna Ingoa de perto de 3:000 metros, c
depois atravessa-so por campos pouco transita-
reis era todas as estacoes. e a estes segue-so
urna estrada que vai dar a Umann, e a partir des-
te ponto o caminho empedrado al Ancona,
n'uma exteuso de quatro legoas e meia.
O inimigo nao oceupava esle caminho. Ape-
nas tinham siuo vistos alguns exploradores na
direcgo de Umana pelos habilaules do paiz e por
ofilciaes que estavam de observado, cora oculos,
porm estes fracos destacamentos retiraram-se ao
cahir da noile.
Seguindo esta airecgo, en attacava a exlre-
midade da ala esquerda, apoiava-me ou no mar
ou nos terrenos iuipralicaves da montanha, e se
as dilliculdades do caminho rao obrigassem a
abandonar parle das minhas bagagens, era este
o mnimo inconveniente com que eu linha a lular
as clrcunislaucias era que rae achava.
Resolv pos seguir este caminho, e formei o
meu plano para o combati e para a marcha.
Como cima dsse, o inimigo oceupava forte-
mente, desde o dia 17, as colliuas que descem
do monte, de Castellidardo para a planicie, e se
prolongara al 400 ou 500 metros do Musona.
Na manhaa do dia 18, pareceu-me que as forgas
piemontezas haviam sido reforjadas naquelle pon-
i. Um grande destacamentu fura collucado n'uma
herdade visinha, e urna forca, que parecia cons-
tar de dous baulhes pelo menos, oceupava urna
segunda herdade, situada a 500 ou 600 metros,
na retaguarda, no cume de urna montanha que
dominava a primeira posico; um bosque situado
a pequea distancia desta herdade eslava tam-
bera oceupado, e una numerosa artilheria domi-
nava as eucostas de todos os lados. Em freute
da primeira herdade ica um vo do Musone,
susceplivel do ser alravessado pela ariilheria,
para o qual se pode ir por urna estrada em bom
estado, e do outro lado do vo alravessa-se por
campos que vao dar ao caminho quo estabelece
as communicuges entre Crocetia e Umana.
As encoslas da margem do rio sao do dificil
accesso; o fundo do vo de cascalho, e a al-
mpressa no Diario do 29 do mesmo, suscilou aqui aos oulros adiou-os para as Calendas gregas ; o
eclamaces da parte do alguns membros do par-j que traduzido em linguagem portugueza corren-
te, livre, e castigada, como fallavam os quinhen-
vara-se gradualmemle as collinas que communi- lura da agua nao excede tres ou quatro pollega-
cam como monte do Ancona, e que separara es-
te grande regato do mar. O valle de Aspio noi
to largo como o de Musone '. porem, na pro-
ximidade do confluente d'estes ros, as duas
planicies rounem-se, apresentando enlo a ex-
tenso de urna legua, prximamente, era todo
o sentido.
Nesla parte o terreno geralroente hmido,
nao ha arvores, e a trra cha-se completamen-
te a descoberto.
Para ir de Loreto para Ancona -desce-so ao
vallo do Musone, alravessa-se esto rio por urna
ponte de roadeira, s distancia da cidade 1:500
metros, e 500 metros mais adiante encontra-se
um ailuente do Musone (margem esquerda) cha-
mado Val lio. Esle aftlueute, que so atravessa
por urna ponte perto da sua embocadura no Mu-
soue, aprsenla um obstculo muito serio. As
sitas ribanceiras sao escarpadas : o leilo profun-
do e coberlo de limos, o que tornava de grande
dficuldade a passagem da infantera, o quasi im-
possivel o da cavalleria e trens.
Era entre estes dous pontos que o inimigo li-
nha collado a estrada e eslabelecido as duas pe-
ras que na vespera, aoite, tinham feito fogo
sobre os nossos exploradoras. A mui pequea
distancia deste ultimo ponto, a estrada forma
dous caminos que vo dar a Ancona.
O prmeiro, que vai por Osimo, segu pelo valle
de Mosone, deixa & direitaCastelfidardo, e eleva-
se como urna encosla de fcil accesso at as co-
lnas. O segundo chamado |de Caraerano, segu
pela montanha no cume da qual tica situada Cas-
tellidardo, deixa esta povoaeo a 2,000 metros
sobre a esquerda, passa pela' aldeia de Crocetle,
deseo ao valle do Aspio, que atravessa por meio
do urna ponte de pedra, eleva-so pela elevada
collina de Camerano* que cruza c continua direc-
tamente para Anonca.
O pequeo aflluente do Musone sobre o qual
o inimigo collocara duas pecas de artilharia, es-
lava foriemente oceupado pelos seus atiradoie*.
Na retaguarda, 1 kilmetro de distancia, 8 pecas
de artilheria e 2 regiment de cavallaria sustn-
lantavara aquella vanguarda. As encoslas da co-
lina de Castellidardo eslavam oceupadas pela in-
famara encoberla pelas arvores o pelas sinuosi-
dades do terreno ; a propiia povoaeo eslava
guarncida de tropas, cujo numero nao podia
avaliar ; porm como o exercilo piemontez linha
al enlo manobiado por divisoes reunidas, sup-
iuzque devia achar-so all urna diviso. As in-
ormares dos habitantes estavam em perfeila
harmona com esta opinio.
De larde, urna columna de infantaria de 3 ba-
talhoes desceu de Csslelldardo. Em toda a linha
se suppoz quo iatter lugar um combale, o os ha-
das. Como o iuimgo dispuuh de ariilheria
raiada. que nos nao tinhamos, e esta posic&o
avancaa que elle oceupava, apenas dislava 2:200
melros do vo situado no conflueruo do Aspio e
do Musone, pelo qual devia passar o meu com-
boyo, eu devia necessariaraente tomar as duas
herdades, de que fallei, e conservar aquellas po-
sices em meu poder tanto lempo quanto me
fosse possivel.
O general Pimodan recebeu pois ordem para
se dirigir para estas posiges, atravessar o rio,
lomar a primeira herdade, melter-lhe artilheria
para fazer fogo sobre a segunda e sobre o bosquo
visinho, o depois disso mandar atlacar lano esto
como aquella.
Para realisar esle movimento. elle linha sua
disposico 4 batalhoes e meio da 3ua brigada, 8
pecas do seis, e 4 obuses s ordens do coronel
Blumenslhil; os 100 irlandezes chegados de Spo-
lelto, que, como nao linham anda eqnipameuto,
foram postos disposico da artilheria para a
auxiliarem a atravessar o vo, subir pela encos-
la da collina e servir-lhe, em caso de necessida-
dc. de proteceo. Esta columna achava-se, alm
disto, reforcada por 250 cavados (cavallaria li-
geiraj, 2 esquadres de drages e de voluntarios
a cavallo, s ordens do major Odescalchi. Esta
cavallaria, que no acto da partida marchava na
retaguarda da columna, devia manobrar sobro o
seu flanco direito, nos pontos onde o terreno fosse
raais descoberto. No corpo do reserva linha eu
4 batalhoes que formavara o resto das nossas
forcas, e urna parlo do esquadro de gendarmes
a cavallo. A nutra parlo marchava com o nosso
pequeo parque de ariilheria e as bagagens.
Esta columna sahia de Loreto por um caminho
que communicava com aquello que seguir o
general Pimodan: devia depois tomar mais
direita, na direcco do vo do confluente do As-
pio, allm de servir ao mesmo lempo de segunda
linha e de escolla ao comboyo que, conduzido
por Terouanne, voluntario a cavallo, devia ser
directamente dirigido para o referido vo, se-
guindo o caminho dos campos mais desviado do
inimigo.
[Continua.)
INTERIOR.
' CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PEBNAMDUCO.
Rio Grande do Norte 16 de dezembro. (*)
A estilstica eleitoral que lhe roandei na mi-
nha ultima correspondencia de 22 do passado,
re
tido liberal, que contestan)' a sua exactidao. "Di-
zem elles, que na freguezia de Extremoz, por
exemplo, que carreguei nohaverdos conser-
vadores, a victoria foi repartida entre um o ou-
tro lado, e assim respeito de algumas outras.
Nao tenho lempo nom pachorra para entrar
agora nesla apuraco, e ir esgtavalar de fregue-
zia em freg*uezia as listas de vereadores e juizes
de paz, para averiguar, se por entro a maioria
dos que venceram, existe algura nome que repre-
sente opinio contraria : o que sei o o que nin-
guem sinceramente me pode contestar que o
elemento voncedor em muilo maior escala na
provincia foi o elemento conservador, e nisto ci-
fra-se a minha replica.
As oolicias que chegam do Pao dos Ferros,
dizera que a reeleigo all se flzera com paz.com
assistencia dos doutores que l estavam o j no-
raeei na correspondencia passada, e que a victo-
ria ficra para o lado dos conservadores. Se isto
verdade, como devo crer, cada vez mais se ro-
bustece a minha proposico.
Esperam-se portauto brevemenlo aqui, vindas
do volla das respectivas comraisses, de que se
achavam incarregados naquelle termo o ex-dele-
gado Dr. Alcovia, e o ex-commandaute da forca
destacada capito Faria.
Para substituir colleclivamento estas duas
autoridades foi nomeado o capito Guaran, que
como Iho disse, j subi para aquello serian.
O carcter pessoal do capilo Guaran, obooa-
do por precedentes honrosos, justificara a reso-
luco que lomuu a presidencia de o nomear na
dupla qualldado militar e civil para servir aquel-
es cargos.
Desconhecido no lugar onde vai exercer a sua
ac^o official, inteiramenle extranho as intrigas
dos partidos, era quo se elle divide, nao tendo
inlcresse algum a fazer valer naquollas paragens,
o capito Guaran est muito no caso de corres-
ponder confianca que oelle doposilou a presi-
dencia, e s pela" maior do todas as decepcoes
virao a fnlhar considerarlos to bem ponde-
radas.
Acaba igualmonlo do ser nomeado comman-
dante do destacamento da villa do Angicos, o Io
supplente de delegado daquelle termo o lente
de polica Jos Francisco de Paula Moreirn, que
ullimamenledesempenhou com salisfacoo mn-
dalo de que o incumbi a presidencia na povoa-
eo do Nova Cruz por occasio das elei^es da-
quells freguezia, mantendo-se excntrico o sera
esposar nem urna das paixes exaltadas, que
nessa localidade desenvolverim os partidos po-
lticos, fazendo-o com tanto lino e prudencia que
a sua conduela sahio Ilesa do meio delles.
O espancameuto publico que a pouco lempo
solreu na villa do Angicos o respectivo profes-
sor de primeiras lettras, a agilaco um lanto con-
vulsiva em que se acham os espirilos dos serla-
nejos daquelle municipio, que nao se podem
ajuslar na partilha, que lem de fazer dos seus
ddus volos entro oto candidatos, chamaram par-
ticularmente a altenco da presidencia para esse
eslado anmalo dos negocios de Angicos, e dic-
taran) a medida apoutada, que muito de espe-
rar surta o desejado elleito, visto que se basea
em dados presumpiivaraente mu seguros e ra-
zoaveis.
Tendo tomado posse e entrado no exercicio do
lugar de 2U feilor conferente da alfandega desta
cidade o capito Francisco Cavalcanti Rocha Ma-
racaj, delegado que era de polica da villa de S.
Goncalo, foi nomeado em seu lugar o tenente-co-
ronel Manoel Alvos da Silv3, que j era 1o sup-
plente desle cargo.
Este cidado, o mais rico proprielario daquelle
municipio, quinquagenaro, onerado do numero-
sa familia, lem servido com honra ea mais es-
loica imparcialidade, lodos os cargos superiores
de sen termo, a at hoje, que eu saiba, anda se
nao exonerou de nenhum delles levando as cos-
tas um s inimigo, ou para dzer mais exacta-
mente um s queixoso.
Vivendo sysleraaticamenlo, e por genio, reco-
Ihido ao seio do sus familia, foi desso lemauso
de paz e socejid que o_ zelo do Sr. Jos Berilo,
por amor do servido publica, o arrancou para
fazer o sacrificio de sua trrfhquillidade, empre-
gando-o na vida laboriosa e arriscada do um do-
legado de polica na prsenle poca eleitoral :
lambem s a amizade leal que o tenenle coronel
Manoel Alvos consagra S. Exc. o deraoveria
fazer esle holocausto poltico de lodos os senli-
menlos de seu corceo. Digo islo para que Vmc.
saiba o aprecie at ondo chega a sinceridade e
boa f doSr. Jos Rento no desemponho do alio
cargo de que se acha investido, elle vai procurar
o merecimento oudo quer quo se elle ache, e o
emprego sera hesitaco.
E' pois com noraeces to bem calculadas, e
acertadas, e com a reileraco das medidas j de-
cretadas para maniera ordem publica, garantir a
liberdade do voto, e coaseguir-se a regularulade
do processo eleitoral n. campanha finda de 7 de
sclembro, que a presidencia desta p.ovincia so
prepara e adereca para entrar na de 30 do cor-
rele, cuja nuvm negra precursora j desponla
em lodosos horisonleg da poltica.
Anda estamos bracos com o dficit provin-
cial, e passando por todas as angustias de urna
situaco linanceira, seno desesperada, pelo me-
nos afllictissima : a moeda do dia dia vai des-
apparecendo o o clamor publico subindo em igual
proporco.
A banca-rota, a hedionda banca-rota, como
lhe charoava Mirabeau, araeaQa-nos de longe
com sua catadura horrivel : se nao vier pois um
bom invern, se nao houver restricta economa
as despezas necessarias e decepacao das super-
finas, s por ura railajre da providencia Divina
sslvar-nos-heraos do abysrao, cuja borda nos
acharaos, urna provincia, como um hornera, nao
podo viver muito tempo a troco de recursos mes-
quinhos e extraordinarios.
Para altenuar um pouco esta recordaco dolo-
rosa, as chuvas j vo apparecendo em alguns
lugares do centro, o Cear-raorim esl recolhen
do a maior safra de assuear, quo elle linha tido,
e o prudente e esperto piloto que dirige esta nao,
assim acossada da tempestade por entre abro-
llios e parrachos, nem isacoroca, nem consen-
le/jue algura dos passageiros della esmoreca ; e
sabo Vmc. que a coragera do general por va de
rogra se transmiti assuas tropas.
(') S pelo Jaguaribe recebemos estas corres-
pondencias. A Redacco.
Neste pensamento o Sr. Jos Bento nao obs-
tante o muito tempo, cuidados e servido, quelite
roubara as aprestos para a prxima campanha,
e as exigencias dos oulros ramos do servico pu-
blico, nao perde de vista um s instante, a me-
lanclica quosto do cofre, que sendo financei-
ra, tem em virtudo desta qualidade, a preferen-
cia por sobre todas as outras, visto quo no mun-
do cvilisado as finoncas sao a mola real em tor-
no de cujo movimento gyram concntricamente
todas as oulras rodas do machinisrao social.
Altendendo a presidencia que a despeza com a
inslrucr;o publica esl fora de toda proporrao
das forcas da recela provincial, a ponto que,"se
nao eslou em erro, absorve ella a quarta parto
da reoda, islo uns 50 contos mais ou menos,
ao passo que o fructo de lo descommunal sa-
crificio por nenhuma forma, absolutamente por
nenhuma forma corresponde a grandeza delle, e
havendo por|ahi assim por esses centros, fora
das vistas e longo da Recia do governo, una
chusma de parsitas do cofre com o titulo de
professores interinos, mandou o Sr. Jos Bento
cassar todas cssas nomeac.es interinas de raes-
Ircsdo ura e outro sexo, que com rarissimas ex-
ceptes recahiam em pessuassera nenhuma ha-
blaco para o magisterio, e deixar vagas as
respectivas cadeiras, al que sejam providas por
individuos competenleraoule habilitados para a
profisso quo sa dedcau.
Esla salutar medida leve a dupla vanlagem de
aliviar o cofro do um grande tributo sera quasi
nenhuma compensaran, e do arrancar bocea da
inepsia, da preguic.i, e da vadacao o pao, que s
deve ser dado imelligeiicia, o actividade. Era
osle um cancro, que se nao corioia de ura s
jacio, o n'um instante todas as visceras da lei do
orgamenlo, era pelo menos aquefle, que mais
concurra com as oulras enfermidades, de que se
acha ella achacada, para extrahir-lho o saogue
de sua vilaldade, o dar eom ella ni sepultura.
Para Vmc. fazer urna idea do mrito lilierario
dessos pedagogos merinos, dir-lhe-hei, que ha
pouco aqui se apresenlaram 4 emjum concurso
de diversas cadeiras ; e vinham por tal forma
rlicios de si, que todo o mundo pensou, que um
arrojo to grande fosse equilibrado por sciencia
igual.
Mas o que ? Foram approvados, quand mema,
e antes pelos senlirnenlos de compaixo ehuma-
ndade da deosa Minerva, do que pelo bom que
satisflzessem s pergunlas, que Ibes foram dirigi-
das. Foram laes os exames, que S. Exc enlendeu
em sua justa apreciar.au, que s deveria mandar,
como mandou, passar titulo Raj hael Archanjo
da Fonseca para a Villa do Jar^im, e quanto
listas do Sr. rei D. Manoel, quer dzer, que vao
aprender, o que pretenden) ensinar. Ora, se es-
ses corajosos, que tanto confiavam as luzes do
seu eotendiraento, que eusaram apresantar-se
na sala do governo paradarem testemunho d'el-
las, eram deste quilate ; o que devoremos pre-
sumir, que sejam os oulros, que nao se alrevem
sahlr dos matos, c detar a cabeca de fura ?
Nunca dam as raaos ao Sr. Jos Bento, em
quanto sssignar actos do tanta juslica, como
este ; v S. Exc. cortando por estes ; e quejandos
abusos ; v tragando o reg por esta linha, o ca-
minho do sua admnislraco se lhe tornar fcil,
curto, o expedido. Por este ultimo vapor do Rio
de Janeiro chegou o despacho do remogao do Sr.
Dr. Jayme Carlos Leal, chefe do polica desta
provincia para o mesmo cargo na das Alagoas.
Reconheceraos a transcendenle juslica deste
acto do governo imperial, pelo qual tirou de urna
esphera eslreita, e acaohada, em quo, por assim
dzer, gyrava comprimida a acgo de urna intel-
ligencia dstinctaraente dselarecid, como a do
Sr. Dr. Jayme, para emprega-la em urna rbita
mais ampia, e elevada, onde possa desenvolver-
se^ dilatar-se em espago mais proporcionado ao
grao de sua forca ; osla consideaco porm, era
nada podo altenuar o profundo seniraento da dr
pungente, que sentimos pela ausencia irrepara-
vol de um magistrado por lodos os ttulos re-
coramondavel, de um cidado raodello, de um
amigo leal, o presliraoso;
Parabens aos Alagoanos, quo o vo possuir, e
desfruclar.
Sao chegados, e acham-se no exe;cicio de seus
respectivos cargos o secretario do governo, e o
inspector da thesouraria geral. At esta data o
procedimento destes cavalheiros s tem servido
para justificar as apprehenses benvolas, de que
estavamos provenidos seu respeito.
A peste da bexiga, que ha quasi um anno la-
vra no litloral desta provincia, e parece que es-
laboloceu n'elle a sua residdncia definitiva, en-
lende, que nao deve descancar, emquanlo hou-
ver no agreste do Rio Grande urna pessa, que
possa dizer, que anda nao foi alTectada de lo
asquerosa, e terrivel molestia. Apresentando
algumas phases, em que pormitte presumir-so,
que est exalar o ultimo suspiro da vida.es que
repentinamente reapparece, e com duplicada
oneigja ; e o leo sanhudo, cuja proslra;o fe-
bril nao passa de urna operago oceulta para re-
dobrar de furia era sen terrivel despertar, o
vulco apagado reunindo materias novas para
sua prxima exploso.
Para saciar as enlranhas desta furia sanguise-
denla todas as classes da sociedade tem contri-
buido com maior, ou menor numero do victi-
mas ; nenhuma porm em to vasta escalla, co-
mo soja a dos nossos Indios. Raga indolente,
descuidada, e desprevenida, nao sabendo, nao
podendo, ou mesmo nao querendo viver de ou-
tro ganho, quo nao soja o adqurido;our lejour,
como dizera os Francezes, a molestia, seja qual
fr, sempre os apanha no mais completo desam-
paro. Soja por eslo motivo, seja polo desanimo,
que lhe provea da miseria, seja emlira por sua
propria compleigo, o cabocolo urna vez atacado
da peste, rara vez escapa d'ella ; a mortalidade
pois, sobre esta gente orna na raijo doclupa da
das oulras especies, sejam quaes frem os sor-
corros da medicina, e as mais bom combinadas
apphcaces da arle.
_Quanto mim tenho por averiguado, que a ci-
vlsago europea ha de dar cabo desia raga, que
como outras muitas, na opinio dos mcihores phi-
losophos, j tem desapparecido da face da trra
O selvagera americano ou nao nasceu para ne-
nhuma civilisaco, ou se nasceu para alguma,
ser soraenle como essa, quo os Corteses e Pisar-
los, enconlraio no Mxico e no Per. Entre nos
como so sabe, a civilisago j varreu os verdadei-
ros cabocolos, os tapuios primitivos l para os
dsenos def.uiab, e para os mosquitos insupor-
laveis das campias de Goyaz, e das maltas do
Amazonas ; e os que nos reslam da catochesc dos
Viefras, u dos Anehietas em menos de meio sc-
culo eslaro exiinctos.
America do Norte a philantropia dos Franklins
e dos Pen3 j sacudi militares destes individuos
para as regiesauslraco do mar Pacifico, e aquel-
lesque anda se conservara quem dos Alleganis
e dasSerras de rocha, apreslam-se resolutamen-
te seguir os passos dos que j Ihcs abriram a
estrada : o bugre original, se Vmc. mo permit-
le esta expresso, foge da civilisaco cora mais
desprezo, do que o hornera cvilisado da vida das
selvas.
A inoculago, que 6 o prmeiro, e o raais ef-
cazde todos os preservativos contra a varila,
muilo pouco effeito tora produzido aqu ; os ex-
emplos, que so tem observado de serem de novo
atacadas pela peste pessoas inoculadas com bom
exilo, tem feito, com que o povo fuja de entre-
ga r-se esla lo fcil como til oporaco em que
j nao deposita a menor f ; por quanto, diz elle,
urna vez que nao iiifallivel este remedio, lou-
cura rematada raetier doenr.a em ura corpo, que
esl sao.
Seja porm como for, muito se deve ao gover-
no. quo ainda nao faltou com a sua caridade aos
que della necessitam ; ainda mais, tem mesmo
forcado muilos, que se negam a recebe-la. Nes-
la capital o hospital anda nao baleu urna s vez
a sua porta ao infeliz, que o procura ; e o seu tra-
tamento se nao o que raais se poderia desejar,
innegavelmonto o melhor, eo raais perfeilo,
quo podem comportaras condic.es da Ierra, em
que vivemos, e os fracos recursos, de que dis-
pomos.
Por fra apenas chega noticia de apparocmen-
lo ou recrudescencia, o governo despacha logo
para a localidade paciente mdicos com ambulan-
cias, e na falla desies, homoopathascom carteiras
para acudir aos necessilados, o nao obstante as
condices onerosissiraas, que os Hypocrates e Es-
culapios impem aos cofres para prestarem o seu
ministerio, nem assim o governo tem recusado
dianle de nenhum sacrificio para soccorrer a hu-
manidade afilela.
J vo apparecendo algumas chuvas pelos ser-
ios da provincia, o que um signal de prximo
invern.
Com esta pparicio muito se ho alegrado os
lavradores, e criadores, o cora razo, porque nos
paizesein que S9 vivo de lavrar e crear, bom in-
vern e riqueza sao phrases synonymas, que re.i-
procamente se confunden).
Consta-me que j foi encerrada a sesso dos
jurados da villa do Cearraerim, se o Rocha mo
mandar osapontaraenlos, que me prometan, pelo
Iguarass, lhe darci noticia do que por ah so
passou.
Jaime ou Silva Braga, foi um desapontamento
para o Exm. Sr. Jos Bento, e um calis de amar-
gura para o Sr. Dr. Lobo.
No Jornal do Commercio de 27 de novembro
vera impressa a carta de um correspondente des-
se Recite para o mesmo jornal, em que o seu il-
lustrado autor parece desapprovar a conducta de
imparcialidade indeclinavel que respeito das
eleices esto sustentando os presidentes do Ma-
ranho e Rio Grande do Norte, allribuindo essa
conducta a ionumeridado de candidatos que se
apresenlara na arena eleitoral, e por consequen-
cia o augmento dos enredos que em ultimo resul-
tado, principalmente nesta provincia, pode apre-
sentar urna eleigo ura pouco difireme do que
se espera. Nao entrarei aqui na analyse da theo-
ria da parcialidade ou imparcialidade do governo
as eloiroes e de sua utilidade, porque isso mo
levara muilo alm dos limites que se traga um
simples chronista, digo smente, que eu'reco-
nhecendo que o systema apontado pelo corres-
pondente nao isento de inconvenientes, pens
cora tudo que a disposigo da lei que admitle de-
putados, cienos por simples maioria relativa, de-
que jurdicamente fallando, urna prova, que
nSo sabem conhecer a distancia, que a separa do
indicio, que nao prestam altengo leitura do
processo, e que dormilam ao som do dbale ?
Islo, que estamos todos os dias presenciando
absolvico completa dos reos dos mais atrozes
deudos!
E pensar Vmc, que urna absolvigo desta or-
dem custa aos olhus da cara ao faccinoroso que a
conseguio ? Nao senhor; as vezes, e por va do
regra, nao lhe custa mais do que a meia folha de
papel em que escreveu a carta valendo-se da mu-
Iher, fillia ou qualquer outra pessoa do peilo do
potentado da aldeia.
Por estes exemplos, que lem sido constante-
mente repetidos em urna diuturnidade de vintc e
seis annos, que couta do existencia o Cdigo do
Processo Criminal se vee reconhece, quanto tem
sido pernicioso moral publica, e aos direlos da
justiga social, o terrivel systema do dissemioar
por esses centros os tribunaes de jurados. Eu
sei que a idea de approximar quanto mais fr pos-
sivel, a justiga purta do cidado, urna idea
fascinante, de muito peso o grande valor ; mas
salla e encoraja maior numero de preteodenles i
do quo mesmo a imparcialidade das presidencias- Tnetl ^e."l",a.C0?.'lderW3 d -eltre8ar
o axioma que diz -dividir para reinar vai ser I r--' ?m pre,utt0 da JUSl'a pub,,ca.' Jul-zes seus
levado as eleigoes oo mais dilatado alcance de
sua doulrii.i.
as cleiges por maioria absoluta a concurren-
ca um mal para o candidato ; as eleices por
maioria relativa essa mesma concurrencia o
maior de lodos os beneficios para elle : dividir
para reinar o seu symbolo, dividir para reinar
a espeanga de sua salvago. Alera deque,
quando presidentes to prudentes e Ilustrados
como os Srs. Silveira de Sousa e Jos Bento,
adoptam um systema e delle se nao querem afas-
tar, em materia to transcendente o em circums-
tancias to melindrosas, devenios crer que mui-
tas e mui valiosas razes tiveram que os acoose-
Iharam adoplar urna tal conduela poltica, e
quo em todo o caso raais consentaneo s regras
do bom senso, do una ju3tica bem entendida
approvar-lhes o procedimento'do que fulmina-lo
sera os dados necessarios para sua verdaueira e
jusla apreciago.
So o correspondente estivesse sufllcienlemente
esclarecido sobre os negocios eleitoraes desta pro-
viucia e soubesse que nao ha nella merecimento
aigum portal forma distinelo, quo fique perder
de vista de seus competidores, e que achando-se
no risco de ser pretendo pela inepcia poderosa e
caprichosamente apadrinhada, necessilasse dos
soccorros do governo para salvar-se, eslou certo
quo modificara o rigor de sua doutrina, o dara
toda razo ao Sr. Jos Bento ; e ainda mais quan-
do nem um dos candidatos fallou algum mee-
ling de cima de urna tribuna fazendo alarde de
suas ideas de opposico ao governo e poltica rei-
nante, c promeltendo sustenta-las todo transe
nos bancos do parlamento, antes pelo contraro
cada qual dispula outro a sua adheso ao sys-
tema actual, e a conforraidade ioleira de seu?
pensamentos com os pensamenlos do governo ; o
mais nao digo.
Acha-se definitivamente confirmada a noticia
do iriumpho dos conservadores sobre os liberaes
na ultima eleigo de Pao dos Ferros : aquelles di-
zem, que ganharam franca c legalraente a victo-
ria ; eslos sustentara que a perderam, porque a
mesa, quo se compunha de conservadores Ihes
regeiiou iudevidamente perto de quatrocentos
votos de votantes reconhecidos, e mulliplicou
pelo numero 5 ou f, por virtude do urna opera-
go, que s quem est de posse e guarda da urna
sabe fazer os uuicos noventa votos, com que se
apresenlaram na matriz.
Na distancia de ceui leguas, em quo uos acha-
raos do thealro dos aconlecimeotos, est visto
que por hora nada do positivo podemos decidir
respeito de quem lera ou nao razo ; o que po-
rm certo c, quo os que ganharam agora podem
estar seguros de sua victoria, porque duvido que
o governo mande outra vez proceder eleigo em
Pao dos Ferros para vereadores e juizes de paz.
Instando o engenheiro Ernesto Amorim do
Valle pela sua exoneraco do cargo de dolegadn
do polica desta capital, e sendo-lhe esta conce-
dida foi nomeado em seu lugar o bacharel Ocla-
viano Cabral Raposo da Cmara.
Semelliantemente achando-se vago o lugar de
subdelegado do distrito de Nova Cruz, foi no-
mea-lo para elle o Dr. Manoel AMtonio Marques
do Faria, que j se acha l para a coraarca, de
S. Jos, que perteuco o referido distrito, no
tralamenlo da bexiga, quo ainda llagella aquelles
lugares.
O collegio dos educandos artfices, que se com-
pur.ha de trinta rapazes, acaba de solfrer urna
reduego de dez educandos; o que supponhoser
devido economa, que vai eslendendo o seu
imperio por toda parte: se ella assim o houvosse
feito mais tempo. segnraraento o cofre nao te-
ria tocado miseria, que tocn.
Enilim cumprio o escrivo Rocha a sua palav a,
raandando-me urna eslatistica, ou como em di-
reilo melhor nomo baja, dos trabalhos do jury
do Cear-merim, cuja sesso alurou por proro-
gago, do lfi dias findando-se a 13 do correntc.
Queixa-se o Rocha, que lhe doera os dedos de
lanto escrever.e ainda mais por nada receber era
corapensago do seu Irabalho, por quo isto de
custas pagas pelas cmaras pobres urna burla,
que faz vorgonha jusliga. Nossa sesso plena
oram apresculados julgamenlo 17 reos, sendo
tres de raorte, 11 de ollensas phsicas leves, 1
de cstilionalo, o dous do furto de cavallos.
Dos tres de morte, e norte horrorosa, um nao
pode ser julgado por falla do numoro para se for-
mar o respectivo conselho; e dous foram absol-
vido.
Dos reos de feriraentos, e outras o Densas phy-
sicas, quatro condemnados, e sete absolvidos ;
era lim lambem absolvidos os reos de estelionato,
e furto de cavallos Desta enumerago se vfi,
quo sobro dezeseis ju'.garaenlos houveram quatro
condomnagdes, e doze absolvices ; islo estas
foram tres vezes mais que aquellas ; o que
tropfort.
visinhos, seus parentes, seus relaciondos. o
quasi sempre dependentes, para o absolverem
dos mais escandalosos deliclos, e a do o subuicl-
ler, para salvar a dignidade e rectido dessa mes-
] ma jusliga, jurados que se acham em molhores
condignas, erabora o reo para isso tenha de carai-
nhar raais algumas leguas, ninguem haver quo
nao prefira esla aquella; A reforma, pois, do
jury de aldeia para o jury de cabeca de comarca
' urna das mais essenciaes de queriecessita o C-
digo do Processo Criminal.
Talvez nao me fosse cusloso desenvolver em
raais largas ponderages esla materia, que julgo
de grande transcendencia para a manutengo da
ordem, o conservago da moral publica, ms bem
ve Vmc. que o desenvolvimento de um assumpto
desta natureza requer um artigo especial, e nao
pode ser tratado no comprimido circulo de um
periodo de carta particular.
Entretanto como j disse, quanto basta para so
conhecer a indignago que me causou a noticia
da absolvirao do to qualificados reos, paro aqui,
e na seguinle prosseguirei em meu caminho.
PERNAMBUCO.
20
Sem embargo de so havorem apenas passado
tres dias, depois que Iho escrevi pelo Tocanlins,
torno faze-lo agora para aproveitar a opporlu-
nidade do Jaguaribe, e referir-lhe o pouco quo
neslo curto periodo lenho adquirido.
No mencionado Tocanlins parti para as Ala-
goas o chefe do polica removido desta para
aquella provincia, Dr. Jaime Carlos Leal, de quem
lhe fallei na correspondencia passada, sendo do-
signado pela presidencia para servir interina-
mente esle lugar atquechegue o Dr. Joo Fran-
cisco da Silva Braga, o juiz de direito da comarca
do Natal, que o desta capital, Dr. Costa Lobo.
E' pena que nao viesse o Dr. Braga tomar con-
la do seu emprego, porque desl'arte lvrava o Dr.
Lobo de carregar urna cruz, que lhe nao pertence,
e o servigo publico de sofTrer os inconvenientes,
que resultara das interinidades.
Estas vacancias sao ura glande alrazo para toda
especio do servigo ; ellas acanham a acgo e en-
libiam a energa do empregado superior, ao lem-
po que arrefecem o zelo e entorpecen! a activi-
dade dos empregados subalternos ; e deslo co-
mego de relaxago desobediencia nao lia mais
que um passo ; da mesma forma que da inlerini-
dade ao faruienli raui pequea a distancia. Nao
contando com o lempo necessario, nem com a
obediencia, queso se presta ao prestigio da elTec-
livdade, para levar ao cabo a execugo de suas
medidas, o chefe interino ou as nao toma e addia
para seu dono, ou se as toma, fa-lo sempre sob
a impresso desagradavel, que causa a incerteza
de urna execugo fiel e segura ; e nesla trisle
collso o chefe interino por via de regra limita-
so ao expediento da respectiva secretaria.
Se estas consideracoos, que nao sao as nicas,
condemnam a inlerinidade em todo tompo, ellas
sobresaliera de urna maneira demasiadamente
Oro, que os jurados absolvessem os delinquen-
tes de ofensas physicas leves, diz o Rocha ; que
absolvessem o estelionatario. e os ladres de ca-
vallos, vade in pace, porque emfim cora isto an-
da nao eslremece, nem se assusla a sociedade ;
masque absolvessem os reos de morte, plena-
mente convictos de sua culpa, um procedimento
semelhanle nao fere smenle a sociedade em seus
mais preciosos direlos, ello chega mesmo ao co-
ragao da divindade, que nao pode deixar de sen-
tir-se de um golpe to profundo descarregado so-
bre a santidade de suas leis.
Manoel Antonio de Moraes, criminoso pela
raorle que fez era Pedro Reges em 1848, malou
lambem falsa f sua mulher Ignacia Joaquina
era 1832 descarregando-lhe um tiro com tres ba-
las, e muilos carocos de chumbo, de que morreu
instantneamente, estando ella a fiar em sua ca-
sa pelas 8 horas da noite.
Vicente Ferreira Peres, em 184 malou con-
junctamente com seusrmos, e ura cunhado a
Manoel da Luz, que se achava em sua casa man-
sa, e pacificamemo pelo crirao de se queixar que
os assassinos passando pelo seu sitio lhe tiravara
os caixos de bananas, e os levavam comsigo.
Sao estes os reos, quo os jurados do Cear-
raerim julgaram dignos de absolvigo ; os quaes
ja estaran! sollos, e habilitados pa'ra novas faga-
nhas, se a vara de direito nao livesse appellado
de to clamorosas e niquas decises.
Pur urna dessas aberrages inexplicaveis do es-
pirito humano os senhores de engenho do Cear-
raerim, que acham horrendo, e digno por isso do
raais exemplar e severo castigo o delicio, que
corametie o jornaleiro de lhes tomar alguma pe-
quena quantia adiaolada para lhes pagar em ser-
vigo, e nao cumprirpontualraeute o contrato, jul-
gam cora o raaior desembarago e sangue fro, jus-
lificavel, perdoavel, e at merecedor dos maores
elogios o crirae de morte, praticado por um ca-
bra, com todas as circurastancias aggravantcs do
arl'go 16 do Cdigo Criminal, e s vezes coro
mais algumas que nelle nao vem referidas. Islo
prova que, ou a civilisaco anda nao entrou na-
quelle rico valle, ou so entrou,nao fez progressos
nenhum nelles.
A institugo do jury, como se sabe, foi a mais
maravilhosa invengo que ainlelligencia dos ho-
mens poderia descobrir para julgar os deliclos
praiicados contra as leis da sociedade; mas esta-
blecida, como ella o esl no meio de nos, eiva-
da de Innmeros defeitos, sobresahindo entro es-
tes
a sua louca prodigalidade por todos povoados
o aldeias, lem sido e antes ura elemento de des-
sensivel na quadra actual das eleigoes, que cada moralisagao publica, do que um principio de or-
dia selornam raais emaranhadas com os manejos dem e de jusliga criminal.
dos oito candidatos que se disputara os volos Se preciso'ser instruido, como diz o vro da
deltas. sabedoria. para poder ser julgador eruimini,
A mesma presidencia, pde-se dizer, seno quijudicatts lerram,se nessario saber apre-
tem inteiramenle paralitico, na inlerinidade dus ciar a prova escripia e oral do processo, e do do-
chefes de polica, o seu brago direito, pelo menos bate para se poder pronunciar um voto conscien-
sente que ihe falla nelle muita forga de sua ac- aioso e seguro, o que se deve esperar de juizes
gao o movimento. Para mira pois a falta dos Srs. I quasi analphabetos, quo nao comprehendem o
REVISTA DIARIA-
llontem feslejou a nossa igreja o nascmenlo
portentoso do Jess, nascmenlo quo entrando
nos designios de Ser Supremo, fra annuncado
pelas prophecias milhares de annos antes da sua
verllicago.
Raiando para o mundo a aurora do dia 25 do
dezembro do anno de 4004 da creago, Irouxe-
Ihe a redempeo encarnada nesse Divino Infanta
que, em ura presepe de Bollera, abra enlo
lambem os olhos luz da vida, lomando a nossa
forma mortal; e pois desponlanJo hoja a do
1800, nao podiam os fiis deixar de exultar re-
memorando o fado grandioso, que ora se repre-
senta ou symbolysa-se n'uma lapioha.
O mysterio de amor revelado no nascmenlo
de Jess sempre reverenciado com gralido
pela nossa populago, que a nenhuma outra ce-
de em fervor pela religio de Christo ; a qual
sendo-lhc ensillada ua puericia, foi abracada
pela razo quando desenvolvida e entregue aos
proprios impulsos.
A raissa do gallo, como denominara vulgar-
mente, rezada nos differentes templo?, foi assis-
tlda pela populago em massa, que para elles
aflluia pela expanso religiosa, quo dilatava-lho
a alma.
O luar com que se cobra a noite, bello e se-
reno como costuma ser entre nos, ainda mais ex-
plendor communicava alegra que reinava, que
transprava de lodos os peitos, com diluvios da
mais pura c completa salisfacco.
Era urna alegra de familia."
Era urna olegria de filhos, que se reveem no
am er sem limites do pai, quo elles lambem es-
treme cem, ainda que nao possam chegar a ple-
nilude daquelle scnlimeulo do que sao ob-
jecto.
Depois da miasa, os nrrabaldes converleram-
se em pontos para nova emigrago da populaco;
que all val procurar refrigerio calma reiuale ,
e a cidadeaclu-se na intermillencia que anim-
almente se lhe nota por esta quadra em sua vida
ordinaria.
As boas festas desejaraos aos nossos leilores,
no regaro da paz e de gosos completos.
No di i II! do correlo desfechou Alexandro
Goncalves de Andrade um tiro sobre o prelo F-
lix, escravo da Sra. I). Mana Francisca Xavier
Cavalcanti.
O ferido acha-so gravemente doente. cm con-
sequencia do tiro que recebeu as malas da
Cha do Garapia, perlenceule ao prmeiro
districto de Tracunhein, comarca de Naza-
reth.
Fez a auloridade policial o respectivo corpo
de delicio, e o processo vai ser instaurado.
O autor do delicio tendo logrado evadir-se,
anda nao pode ser capturado.
Pelas G 1(2 horas da tarde de 23 do cor-
rente, diversos Africanos livres do arsenal de
mariuha, andando a passeo, embriagaram-se ;
e nesle estado, armados de paos o calabrotes,
accomraolleram a varias pessoas, as quaes foram
distribuindo pancadas e calabrotadas a torio c a
direilo.
Foram presos esses ebrios na ra do (Juoima-
do, achando-se ires ua casa do delengo e dous
no corpo de polica
O resultado do tal bebedeira, a consequencia
dos etTeitos quo ella produzio, foi anida sabir
com urna pequea leso na orelha esquerda una
das pessoas accoromellidas, que pacifica c tr.ui-
quillameulo passava pela ra.
No mesmo da 23 foi forgada a casa da ra
do Imperador, em que lem escriptorio de com-
raisses o Sr. Silvino Guilherme do Barros, sen-
do-lhe roubado algum dinheiro, inclusivo um
relogo patente iuglez de subido valor.
O roubo loria tomado maiores proporges, se
porvenlura os larapios podessem conseguir a
abertura da burra, como foi lentado ; e por isto
apenas reslringio-sc ao relogto o ao dinheiro,
que existia fra dola em urna secretaria, em
que escrevia o referido Sr. Silvino.
Este, que eslava fra no silio, apenas soube
do occorrido, veio cidade, c dirigio-se ao Sr.
Dr. chefe de polica, era cuja presenca foi berta
a burra, achando-so intactos todos os valores
nella coulidos.
A burra, pelos esforgos feitos para a res-
pectiva abertura pelos ladres, ficou inulili-
sada.
Esse crime deu-se duranto a ausencia do ca-
xeiro, ausencia que andara por obra do hora e
meia, ignorando-se aiuda quaes sejam os autores
delle.
No dia seguinle, segunda-feira passada,
na ponte da Boa-Vista, voltando o cabrolel do
mesmo Sr. bilvino, foi encontrado por um dos
mnibus: e desse encontr resallou parlr-se o
cabriole! completamente.
O boloeiro do cabriolel quo seu escravo fi-
cou gravemente ferido ds queda, tendo recebido
varias conluses nos bragos e prima*.
O Sr. Silvino mandou vestoriar o fado para o
procedimento que coober.
Foram recolhidos casa de delengo no9
dias 22 a 83 do corrente 15 homens, sendo 5 li-
vres o 10 escravo, a saber: a ordem do Dr.
chefe de polica 4, a ordem do subdelegado do>
Recife 2, a ordem do de Santo Antonio 5, a or-
dem do de S. Jos 3 e a ordem do da Boa-Vis-
ta 1.
Lista dos baptisados, feitos na matriz da
Boa-Visla, de 16 a 22 de dezembro de 1860.
Conslangs, parda, com 4 mezes de nascida lilha
legitima de Candido Jos de Oliveira e Mara
Francisaa de Oliveira.
Juvoniaiio, crioulo, com um anno e um moz de
nascido, filh legitimo de Marcos Antonio do>
Sacramento o Francisca Mara di Silva.
Conslaoga, parda, com 3 mezes de nascida, Olha>
natural de Luiz Jos de Santa Anna e Monica
Hara do Sacramento.
Joo, pardo, cora 8 mezes de nascido, filho na-
tural de Francisco Viauna e Damiana Mara do
tspirilo-Sanlo.
Manoel, pardo, com 4 mezes de nascido, filho
natural de Paulo, crioulo, escravo.


DURIO DE PKSRiMBUCO. -. QUARfA fEIRA 26 0JS DEZEMBRO DE 1860.
(S)
BcTEXo 10 rs. a libra.
Toucinbo do Lisboa a 320 rs. a libra.
Carne verde a, 280 rs. a libra.
Carne secca a 180 rs. a libra.
Fatinha da trra a 3$70O o alqueire.
Feijo muialinho da (erra a 79 o alqueire.
Azolie doce de LUboa s 720 rs. a garrafa.
Vinagre de Lisboa a 240 rs. a garrafa.
Sendo obrigado a fornecer ditos gneros da
roelhor quaiidade.
Para fornecimento do arsenal de guerra.
Luiz Borges de Cerqueira :
3 arrobas de cabo de iinho do 1 1[2 pollegada
de grossura a 780 rs. a libra.
Joo Deodalo Boumann :
20 ilii/'us de laboas de nssoalho do Inoro de
coto Joanna Iiaplista
Francisca Mara Bc-
Rozatiua. pana, com 4 mezes emeio jo iiascida,
lilha legitima de Sabino Bispo Alvares e Mara
Joaquina de Audraae.
Eduardo, pardo, cora 2 mezes de nascido, forro
na pia, fllho natural deThereza, eserara.
C.esario, crioalo, coru 10 mezes de nascido, lfco
natural de Alta, eicrava.
Tiburcio, pardo, com 4 mezes de nascido, fllho
de Joo Baplisla de Parias e Gullhermitia
Joanna.
Mara, crioula, com 3 annos. filha legitima de
Vicente Ferreira e Josepha Mara
Amelia, parda, nascida em 3 de abril do anno
passado, filha natural de Manoel Ribeiro da
Fonceco Braga e Tertuliana de JosSoares.
Eulalia, crioula. com 9 mezes de nascida, forra
na pia, lilha do Juliana, escrava.
Felismina, parda, com 4 mezes, lilha natural do
Justina, esreva.
C.asomenlos.
Antonio Tcixeiro Lopes,
Moreira, brancos.
Claudino do Souza, com
nedicta. crioulos.
Lista dos baptisados da fregosla de Santo
Antonio do Recito de 8 a 22 do corronle:
Alfredo, branco, fllho legitimo de Jos Peres da
Cruz e Virginia Mana l'eres.
Jos, branco, lilho legitimo de Jos Mauricio
Borges e Anna Joaquina Baplisla de Maraes.
Manoel, brauco. fllho natural de Marianna da
Goneeicao.
PriseiUana, crioula, filha legitimad FilippeNery
Carioso Brrelo e Carolina Mara de Albu-
querque.
Leonida, crioula, filha natural de Benedicta Nor-
berta Valeria.
F.uiphania, crioula, escrava do Therezx Alexan-
driaa do Souza Bandeira.
Alfredo, pardo, lilho do lenonta Francisco do
Paula Machado e Cordolua Joaquina de Mi-
randa.
Carolina, branca, filha legitima de Antonio Au-
gusto dos Santos Porto e Leonor Bastos dos
Sanios.
Juvelita, branca, filha legitima de Manoel Comes
Leal e Scnhonnha Percra Leal.
Isabel, branca, filha legitima de Domingos Fer-
mn das Nevos Gurnares e Ciara Toixeira
I-raneo.
Serafina, crioula, escrava de Joao Jos de Gou-
*eia.
Joao, pardo, fllho Jegilirao do Joao Jos de
Saul'Anna o Theroza Mana de Jess..
Mara eJuvencio, branco, liihos legtimos de
M.iuool Duarto Voira e Carlota Mara de Mi-
randa.
Isabel, branca, filha legitima de Joo Fer-
nn Vilella o Idaliua das Nevos Leal Vi-
lella.
Hada, parda, filha naturjl de Josephina Mara
do Nascimenlo.
Hara, crioula, lilha de Silvero Pereira de Car-
valho e Mara Sonhorinha.
Joao, branco, fllho legitimo de Manoel de Mou-
ra Mendonca o Therezn Mananna de Jess.
Leopoldina, crioula, iiiha natural de Auloma
Mara dos Prazeres.
Maiianno, pardo, filho natural de Guilhcrmina
Candida de Salles.
Francis-
Oliveira
do Jos Esleves Vi-
Terluliana Mara
Tibiircio, branco, filho legitimo de
en do Prado o Maria Francisca de
Silva.
EJuarjo, branco, filho natural de Cosma Rosa
do Lima.
Carolina, parda, escrava
anno.
Hara, branca, filha natural do
Baplisla.
Balbina, parda, filha natural do Theodora das
\'ir.'ens'do Sacramento.
Arlhur, branco. fllho legitimo do Anacleto
de Jess Maria Brando e Cmbclina Jose-
phina.
Joaquim, branco, filho legitimo de Francisco
Aioxaudrino Callaca e Hita Amelia Sal*
gueiro.
Candida, branca, (ilha legitima de Antonio de
Moraes Rabello e Clara Maria do Mello.
Casamenlos :
Jos Antonio da Silva Araujo com Francisca
Amelia do Souza Ramos.
Manoel Xavier de S Albuquerquc can
Candida de Albuquerque Mello.
Manoel Firmino de Faria com Francisca
da Conccico.
Jo? Vicente dos
Lagos.
Manoel Alvos Lessa com
7a Kangcl
Jos Theodoro Goncalvs Fialhn com Theodora
limbi'lina Duarte Vieira.
Antonio Maria de Brlo com Maria
Cruz.
Domingos Miguel dos Passos com Maria
dicta da Conceicao.
Haooel Francisco "do Bomfira com Angela
reir dos Res Coelho.
Manuel Joaquim de Loyola Barata com Amelia
Augusta da Costa.
Francisco Santtnl com F.gisterra Celdelini.
H.iTAOOtmo pi'rlico :
Matarain-so no di 23 do correnle para o con-
sumo deeta cidade 79 reces.
No dia 2i do mesmo, 102 dem.
Monr,\Lin.\DE do da 21 no comiente :
Joanna, branca, 3 mezes, espasmo.
I.oi;, pardo, solleiro. 12 anuos, ttano.
Joaquim, prelo, escravo, solleiro, 20 annos,
ttano.
Candido, branco, 14 dias, espasmo.
Manoel, pardo, 1 hora, convulsoes.
Jos, brauco, 2 anuos, varila.
Santos com Mara das Dores
Mara Isabel de Sou-
m Theodora
Eugeuia da
Beno-
Fer-
0 que anda" e mala nutavel pata qum escreve |
em caracteres maiusculos, fui o acreacimo da
palavra -serapre que nao se acha no citado
autor na seguinte frase, que fot estampada na
dita correspondensii a cura so faz senyire m-
perar longo lempo.
Coro os raeus oculos nao achei a palavra
tpujours. em oodarit ahi estar, por^quanlo
el contusin la reunin immdiatt peni encor
amener une tres prompte guerrison.
Mas adiante traduz "o Sr. Carneiro Monteiro
quando o golpe sobre cabeca, pela seguinte
frase
En quel que endroil de la tete, qu'une blessure
a son sige, que lecoupait port sur le reme
oh sur la faceanda maisporm sirn do abalo
e da commorao que o choque communicou ao
cerebro pea frase mais plutot du degr
d'ebranlement cerveau : la commoliuo doit done tovjours, tire
prise en eansideralion dans le propinstii des
blessure* de la tete.
Uuom faz deslas tradcenos nos parece pouco
habilitado para censurar a boa f deoutreru.
F.in continuacao do trocho cima transcreve
0 Sr. Carneiro Monteiro.
Muitas vezes a ruptura dos vasos smguinnos
e derramaiuenlo da sangue no interior do era-
neo: conforme o derramamenlo instantneo
oh lento, a compressa das raines dos nervos,
a parulysia e outros el'ciios sao sbitos ou se
apresoniaiu depois de horas ou depois de
das.
Briand el Chand', Medicina Legal. 31
Onfita tratando da apreciaco dos fermentos da
cabeca t. 2. pag. 486 487 diz :
Guantas vezes nad se tcm visto individuos
1 feridos sem experimentar o accidentes algum j
a d ni i.iie o ni nu:/. e inesuio mais succuuibir ra-
pdaruente a un derramamenlo sangiueo, que
era evidentemente consequencia da lesao
exterior I
Confessamos, que procuramos, o que cimo
transcreveu o Sr. Carneiro Monteiro em Briand e
nao podemos descobrir; e a ediceo de Orfila
que possufraos as paginas citadas'trata da com-
moco em geral, e nenhuma palavra encontra-
mos que tiesse scmelhanea com o que se acha
transcripto.
Entretanto para que se nao diga que o Sr.
Carneiro Monteiro cilou do falso, ou merece un
brevet d'inoenon ser bora que desigoe em quo
ediceo achou eslas passagens.
Facn pnrlanto melhor juizo do boa f do Sr.
Carneiro Monleiro, do que se dignou de fazer de
nos.
Somos os primeiros a confessar que pelo sim-
ples leilura do auto de vesloria, so nao pode bem
avaliar a gravidade de uro ferimento; mas pelo
exame pessonl que onroximadameute se porte-
ra chogar a sua verdadeira apieciacao. Fallamos
porlanlo era geral.
Por mais que se exforce o Sr. Dr. Carneiro
Monleiro para demonstrar que os feimenlos da
cabeca sao semprc graves, nada conseguir; e
quando afiirma na sua correspondencia que na
uccasiao da vestoria nao havia syinplomas es-
senrialmenle graves, mas que quaiidade do fe-
rimenio era lal quo necessariamente deveriam
sobrevir s>jmptou>as grniissimos pareco-nos
que fallou mais como gemetra, do que como
medico ; pois sabido que na sciencia de Hip-
pocrates esle termo iicccssariame/i/e tora bem
punca applicacao na prognose. Tem-so visto
urna baila atravessar a cabera de una parle e
sahir pela opposta e o terimnto nao ser neces-
1 tartamente mortal.
Ninguem ignora, quo o que o vulgo chama
cabega quebrada ull'uusa em geral leve, que se
cura em poucos dias, sem que seja preciso em
muitas uccasiocs aos dctiles abandonaren] as
suas oceupacOes habiluaes, Agora mesmo te-
mos prsenle um destes cas.is em nossa clnica.
L'ma forte pancada sobre A cabeca pode
causar a niorte inmediata, ou trazer* a com-
niogao, compressao, inflammar;o, hemorragia,
Iraclura directa ou por contra pancada, como nos
dous caso3 aponlados pelo Sr. Dr. Carneiro Mon-
teiro ; em um dos quaes fomof um dos faculta-
tivos que vesioriou, e havia fractura da base do
crneo. Esles casos sao mu ditTerentos, das le-
soes, que alacam tnicamente os tegumentos, quo
envulvem o crneo. E' por lano mais jusio e
conseulaneo com os principios do cquidade que
eslas oflensns sajan consideradas leves, so na
Luisa j uccasiao de veslonarnao houver razio plausirel
j para reeeiarem-.se consequeucias ms ; o no caso
Maria em que sobreveoham syraptoraas que causem
I cuidado devo cnt.io procedor-se ao exame do sa-
nidade para conhecer-se a sua gravidade o ex-
lonso, e por ultimo ser allerada a respectiva
classilicacao. Se fossemos julgar di gravidade
de una lesao pelas consequencias, que podem
pparecer, exirac.io de uiu denle, de um bicho,
a picaja de um useclo ou espinlio seriara con-
.iderauas raortaes. porque alguoias pessoas lem
suecurabido por occasiao deserem assiin feridos.
Sr. Dr. Carneiro Monleiro quer ridiculari-
sar-nos quando opresemamos, para prova do que
dissemos, os fados observados aqu. Quom o
medico, desde Ilippocrales, qne tenha contestado
a influencia, que o clima ou a eslaeo pode ler
sobro o resultado das molestias, operaces era
forimenios? Ouem iguora, quo em Pars, os
mais habis operadores anda nao conseguirn
salvar urna mulher depois da operaco cosaria-
na, em quanlo que as provincias da Franca se
ha praticado al tres vezes na mesma muioerl
as pessoas que esludaram na Europa admlrara-se
do quanlo sao simples aqu ascousequeocias das
operaces 1
CuiiMula.o prov
a 12. .
Rendimento do dia 1
dem do dia 24. .
66:718942
7:723J683
7*;442J625
Pauta dos precos correntcs dos princi-
paes gneros e prodceles
nacionaes que te despacharam pela alfandega
na semana de 14 a 29 de dezembro
do corrente anno.
caada
de
Agurdente de cana. ,
dem resillada o do reino
dem caxaca.....
dem ge.nebra .....
dem alcool ou espirito
agurdente .....
Algodn en en caroco. .
dem em rama ou em la. .
Arroz com casca ....
dem descascado ou pilado.
Assucar branco ....
dem raascavado ....
dem refinado.....
Azeite de amendoim ou mon-
dobim........caada
dem de coco......
dem do mamona .....
Batatas alimenticias ....
Bolacha ordinaria propiia para
embarque. ......
dem flqa.......,
Caf bom.......
dem oscolha ou restolho .
dem terrado ......
Caibros........
Cal..........arroba
dem branca......
Carne secca charque. .
Carvo vegetal......
Cera do carnauba em bruto. .
dem ern velas (carnauba). .

arroba








arroba




libia


>
>
libra

Charutos. ....... cento
Cocos secos.......
Couros de boi salgados libra
dem seceos.......
Idom verdes......
dem de cabra corlidos um
dem de onca......
Doces seceos...... libra
dem em calda......
dem em massa ou geleia
Espanadores grandes. um
dem pequeos.....
Esleirs proprias para forro de
navio -...... ccnlo
Esloupa nacional .... arroba
Farinha de mandioca. alqueire
dem do aroruta..... arroba
Fcijiio de qualquer quaiidade.
Prchaes........ um
Fumo em folha bom. ...
Idom ordinario ou restolho.
Idom om rolo bom .... x>
dem ordinaro restolho.
Comma........ arroba
Ipecacuanha (rolz) ....
Lenha em achas..... cont
dem em toros. ...
I.enhas e esteios..... um
Mel de canna...... caada
Milho........ arroba.
Pao brasil ...... quintal
Podras do amolar .... una
dem de filliar.....
dem rebolo......
Piossava........ molhos
Puntas de voceas c de novilhos ccnlo
Pranches do omarollo de
dous custados...... unta
dem louro.......
Sabao......... libra
Salsa paiTlha....... arroba
| Sebo em rama......
Sola ou vaqueta ..... urna
Taboas de amarello .... duzias
a- ni dirersas.....;
Tapioca........ arroba
Travs......... urna
tlnhns de boi...... cerno
Vinagre ........ caada
Editaes.
De orden do xm. Sr. Viscondo de Cama-
ragibo, direclor desla Faculdade, se faz publico,
que no dia lii do corronle se duda o prazo para a
inscripcau do concurso de urna Subsliluico vaga
nesta Faculdade de Direilo, segundo foi'aonun-
ciado por edital de 16 de junho do correte an-
no, cujo Iheor o seguinte :
De ordem do Exm. Sr. direclor interino, o con-
selheiro Pedro Aulran da Matla Albuquerque, so
faz publico, que (lea marcado o prazo de 6 mezes,
contados da dala deste, ptra a inscripcau dos que
pretenderem concorrer ao lugar de lenle subsli-
Correspondencias.
Senhores redactores. Em os nmeros 279,
280 e 281 do Liberal Pernambucano so lee ni
uns communicados issignados pelo Sr. Dr. Au-
gusto Carneiro Monteiro Silva Sontos, nos qnaes
pretende analysar do modo que Ihe aprar, um
parecer que domos acerca do ferimoulo do Sr.
Canabarro, leudo em vista urna copia do auto de
vestoria que nos foi prsenle.
O Sr. Jovino Carneiro Machado Rios nos diri-
gi urna caria no dia 10 do corrente tarde, em
que pedia o uosso parecer e sollieilra pela
resposta no mesmo dia; so se nos entregou s
tres horas, e nao tivemos mais.deduas horas,
para consultar os dous antores que cilamne e
escrever a nossa opiniao, sendo interrumpidos
constantemente por pessoas que nos procuraran]
nesta orcasio.
Foi-nos porlanlo, preciso redigi-la com dema-
siada pressa. como dissomos no mesmo parecer,
por esle motivo talvez nos escapasse algum pe-
riodo ou palavra na iraduc^o, e mesmo podia
ter acontecido sallar algum trecho; mas n
houve proposito.
Estando o portador espera que conduzisse-
nios, nao tiremos lempo de ler, o qoe haramos
cscripto, e (oi eotregue apenas assignado, sem
que soubessemos para que lira se destinara.
Os nossoa procedentes, parece-nos, nao autori-
sam 'io Sr. Carrmird Monleiro ooluSar-nos da
infedelidade noque escreveroof.
Presamos muito a nossa dignidade para nao
nos submelter aos caprichos ou fazernos von-
lade a quera quer que seja
Temos conscieucia de havermoscumprido com
os iiinsoj doveroa en todas as oorijares, quer
como cidadao, quer como medico e emptegado
publico.
llovemos levado o escrpulo ao poni mesmo
de nao termos dado um so aitestado, nem ss
Sjuer qualquer amigo anda para negocios
tisignificaules.
Nada mais simples do que um medico ou
dvogodo encarar urna questo desto ou daquelle
modo o juga-lo segundos principios adquiridos
pela sua pratica e experiencia,
Nisto constele discussao odmitiida em toda a
parte, mas porque um individuo pensa diffnrente
de outro, o ser por este tachado de m f e iro-
prolndade, urna maneira bem estranha de dis-
entir, quo bem poderiamos reverle-la a Sr. Dr,
Carneiro Monleiro.
Se quizessemos assiiri jl nao foi fiel as cuqoi. que fez de Briand
Oofila na sua correspoodeacia insera o n. 2?l
de 11 do correnle,
Porexemplo diz Brianj :
A'it general les plaies faite* ana; legtmens, o
Sr. Carneiro Monteiro deixeu no linteiro Era
geral. Majs adiante acrescentando o mesmo
autor sau^iAt de t'auoplsstmnt, o Sr. Br
lambem supprimio a palavramuitas vezese
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2S000
129000
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255000
58000
28800
96jf00
40000
3*500
I29OOO
JJ300
280
Porto por Lisboa.
A barca portugueza Silencio. capil5o Fran-
cisco Marlius de Carvalho, segu viagera para os
porios cima mencionados em 28 do corronle,
uinda recebe alguma carga e passogeiros: os
pretendentes podem entender-se com o consig-
natario Manoel Ferreira da Silva Tarroso, na ra
de Apollo n. 28.
Para o Porto e Lisboa,
o brigue Espranos sahira no da 29 impreleri-
velmcnte, anda re'cebo carga e passageiros: a
tratar na ra da Cudoia do Recife n. 4.
lulodesta Faculdade vago pela nomeaoao do Dr.2r,ao7palfnosdo(,omim(;nlo,!l0 a pnllc- i iQ ftf\ I \f *\t] /\ A 42 t 11
Broz 1-lorentinollenrlques do Souza para a c- | gartas d ,arg||rll a 3|Jla (luzia# i\|. CCltV IJCIU .SSU*
deira do tallecido Dr. Nunn Ayque dp Avellos ; Joai) jos6 jf Silvn
Annf s de Bnto Ingles, o accosso do substilulo Q arrnbj|R dp ,., d| Bahia ^ n lihrni
Dr. Joao Silveiro de Souza a primeira oodeira do ,,.ira () 2 ba,alhao do nfanlari.
segundo anno, deixada pelo mesmo Dr. Braz ; Hamos A I ima
pelo que todos os pretendentes ao dilo lugar se 133 ^j an(]ps do mclal arareUo doura-
poderoo opresontar desdo ja nesla secretaria para j rados 13Q r.
inscrever seus uomes no lino competenie, o que
lhes permellido fazer por procurador, se cslive-
rem a mais de 20 legos desla cidade, ou liveicm
justo impedimento. Sao, porm, obrigados a
presentar documonloa que raoslrem sua quaii-
dade de cidado brasileiro, e de que estou no go-
zo de seus direitos ciris e polticos, certidao de
baptismo, folha corrida do lugar do seus domici-
lios, e diploma de doutor por urna das Facilida-
des do Direilo do imperio, ou publica forma, jus-
tificando a impossibilidade da apresenlacao do
original, e na mesma occasiao poderao entregar
quaesquer documentos que julgarom convenien-
tes, ou como titulo de habiliiocao, ou como pro-
vas de servicos prestados ao estado, a huaan In-
do, ou a sciencia, dos quaes se lhes psssar reci-
bo, ludo de conformidaUe com os ariigos 36 e 37
do decreto 1386 de 28 de abril de 1851, e 111 e
seguinies de numero 1569 de 24 de fevereiro de
1855.
E yara que chegue ao conhecimenlo de lodos,
mandou o mesmo Exm. Sr. director interino offi-
xar o prsenle, que ser publicado pelas folhas
Secretaria da Fnculda-
Para difforenles corpos.
O mesmo vendedor :
71 varas de Iranea de rotroz prelo a 200 rs.
O conselho avisa aos mesmos vendedores que
de vem recolher os objoelos comprados no dia 28
do corrente mez, s 10 horas da manhaa na se-
cretaria do mesmo conselho ; devendo ler come-
to o fornecimento dos menores no dia Io de Ja-
neiro do anno prximo vindouro.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 22 de
dezembro de 1860.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vugal secretario interino.
Pela subdelegacia da freguezia de Sanio An-
tonio do Recifo aeha-se depositado um covallo
pedrez que foi encontrado sollo sen dono : a
quera elle perlencor, compareca neste juizo, que
provando seu dominio. Ihe serft eutregue. Reci-
fe 21 de dezembro de 1860.O subdelegado sup-
plentc, Joaquim Antonio Carneiro.
O hiale Crolidao snhe por esles dios con a
carga quo livor: para o resto e passageiros, ira-
ta-so com Poreira Valcnto, ra do Codorniz
n. 5 e no Forte do Mallos.
Para Lisboa,
pretende sabir com brovidade a bem conhecida
e acreditada barca Flor de S. Simao ; para
carga e passageiros, trata-se com Carvalho No-
gueira & C, ra do Vigano n.9, primeiro andar,
ou com o capillo.
desta cidade e do corte, secretaria ua racuiga- 1 ti-,__u_ ,!,,_ ,1 ^.^nAnc ,,lnn
de de Direuo do Recifei6 de junho de 1860.-0 iveceoeaona de rendas uiter-
secrelario, Jos Honorio Bozerra de Menezes
O hiale Garibaldi, sc^uo para o Cearii em pou-
cos das : a tratar com Tasso lrmos ou com o
Capillo Custodi Jos Viantia.
Porto e Lisboa
_A bem conhpcida barca portugueza 'Sympa-
thia, capitSo Nogueira dos Santos, vai sahir bre-
vemente para os portos cima indicados ; quen
na mesma quizer carregar ou ir do passagem,
pnder entender-se com os consignatarios Rallar
A;01iveira,rua da Cadeia dobiirro do Recife nu-
mero n. 12.
m
SecreUria da Faculdado de Direilo do Recife6 DaS g^raeS.
de dezembro do 18600 official servindo do se-! Pla recebedoria de rendas internas geraes sa
crelarioManoel Aulonio dos Tassos e Silva Ju- 'faz publico, que no correnle mez termina o prazo
uior. 0 recebimento dos imposto do exercicio de 1859, ^JJ RA^iiJk HA (
a 1860, 110 domicilio dos conlribointes a cargo 1 Para a Bahia seaue nm nouena Hn n nalli
O Dr Hermogenes Scrates Tavares de Vascon- i doB recebedores, assim como o do pagamento na bote nacional \3s Anegos !>Tem .arte de su
cellos jutz municipal da pnmeira vara nesta c- I recebedoa do primeiro semestre do exercicio de carga engajada; para o resto, trala-so com seu
dade do Recife de Pernambueo, por S. M. 1. e 1860 a 1861, livre da mulla de 3 % dos impos- : consignatario Francisco LO Cl ni
Constitucional o Sr. D. Pedro II que Dos guar- t9 seguinte 1 dcima addicional de mao mora- ; da Madre de eus n 12 At07Cd' Da rua
de etc imposto de 20 /c sobre lojas e casas de descon,
Faeo saber que por esle juizo se hao de arre- i0 ; dito especial sobre casas de movis, roupas;
malar por venda a qnem mais der Ondos os dias calcado, mobilias fabricadas em paiz estrangelro ;
da lei era praca publica, que teta lugar na casa j dito sobre barcos do interior; lindo o qual se-
das audiencias, linda o deste juizo depois de meio 1 guir-se-ha a cobranca execuliva quanlo ao do-
dia : 11 cadeiros do amoreWo novas com assento bto daquel e exercicio, e a porcepciio da mulla
de palinha sem verniz. a AftOOOcada uraa4*f*000,! quanlo ao deste.
2 ditas de bracos da mesma ma.teira tambera no-, Recebedoria de Pernambueo, Io de dezembro
vas por envernisar a OSOUO 20ftJOO, 1 sof novo de 1860.-0 administrador, Manoel Carneiro de
sem verniz de amarello asscnvo de palinha, por Souza Lacerda.
303000, 12 cadeiras tambe novas com assento | .
de palinha por envernisar o hpW 48J00, 1 co- ~ havendo comparecido no da morcado
moda nova de amarello pot V^/m, 3 mesas de concurreules para a arrematacao dos gneros ali-
Aracaty.
Para esle porto segu brevemente o hiale na-
cional aSanl'Auns ; para o reslante da caga e
passageiros. irata-se com Gurgel lrmos, rua da
Cadtia do Recife, primeiro andar n. 28.
Bahia.
proras
novo sao
convidados os proponenles p?ra o dia 29 do cor-
renle mez, as 10 horas da manhaa. pela forma
queja foi annunciaJo no Diario do Pernambueo
nos dias 20,21 e 22 do citado mez. Secretaria
do halalh.io de infamara n. 10, na cidade do I'.e-
amarello por acabar, para meio do salla a 16000 menlicios para o primeiro semestre das
48-J0OO. 2 cadeiras de bracos pot eovernisor a 103 ^o dcimo batalhao de infamara, do ni
209000, 4 laboas de cedro com 20 palmos cada
urna, a 3*000 12ftOOO. Penhorodos a Joaquim Car-
neiro Leal por execucao de Manoel Antonio dos
Passos e Silva.
E para que clieguo a noticia de loaos mandoi
passar o presente editas que ser poicado c af- cie 22 de dezembro de 1860.-l..no Augusto de
Puado no lugar do coslume mais voV>Vco. | Carvalho, alteres, servindo de_secretario.
Dado e passado nesta cidade do Recite de Per-
nambueo, aos 18 de dezembro de 1860.
Fu Manoel Joaquim Baplisla escrivo que o
subscrevi.
Hermogenes Scrates Tovares de Vasconcellos.
Segu n.istes dias o palhabote Sania Cruz ;
para o restante da cargo, trata-se com Caelano
Cyriacoda C. M. A; Irmao, no lado do Corno San-
io 1. 25.
Declarares.
_ Nao somos mdico-legisla, mas nos julgamos
lao habilitados para pralicar os seus actos, quan-
lo o Sr. r. Carneiro Monteiro. sendo provavel
que os Un lu exercido em malor numero.
Nao obstante as nossas inhabilitacoes, estamos
salisfeitos com o juizo que de nos fueran as fa-
cilidades ante as quaes apresenlamos as respec-
tivas provas. Oconceito que sem merecermos,
tem-nos mostrado os nossos Ilustres collegas
lambem muilo lisongeiro oos Porlanlo nao
responderamos ao Sr. Carneiro Monleiro, se nao
houvesse usado para coranosco de palavras pou-
co decorosas, bem como : de malicia infedilida-
de e outras, que nos parecen pouco propnas
entre condicipulosna escola, c mulo monos con-
venientes dirigidas a um collega que nunca o 0'-
fendeu, e que ijuando neuhuma consideracoo Ihe
mereresse, pelos seus annos pareca que Ihe de-
veria prestar mais atlencao.
O quo lizeraos, foi por um dever sagrado, o
de medico. Nao ha compromisso que nos im-
peca de assim coiuinuarmos a pralicar regpei-
to de indisposicoes que possa com islo accora-
mt'iler-nus. tjuando se cumpre um dever todas
as con$ideraco 0 sou contrario desapparecem.
Consta-nos que no exame de sanidde que
procederam ltimamente os Srs Drs. Jos Joa-
quim de Moraes Sarment e Ignacio Nery da
Fonseca, sagro do mesmo Sr Dr. Carneiro Mon-
teiro nao acharara que o sempre e necesariamen-
te do mesmo Sr. Dr. so houvesem realisado. Pe-
rdimos certidao ; mas pranlo demorar res-
posta, talvez nao chegue a tompo de ser pu-
blicada, .'l
Terminamos por urna vez esta discussao, e co-
mo nao tencionamos voltar, rogamos aos Srs.
redactores, que se nao enfadem com mais esle
trabalho que Ihe damos.
i, Recife t de dezembro de 1860., k *
Dr. Jvio Femirt da Silva.
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 22.
Rio de Jaueiro. 15 dias, barca nacional Cle-
mentiuo de 266 toneladas, capillo BelUrrai-
no dos Santos Pinheiro, equipagem 12, carga
6000 arrobas do carne, farinha do trigo e mais
gneros; a Cuilhermo Carvalho A. C.
Navio entrado no dia 23.
Ase. 7 dia?, hiale brasileiro Santo Amaro,
de 61 toneladas, capillo Jos Antonio Fernan-
des. equipagem 6, carga sal; a Caelano C. da
C. Moreira. .
dem. 8 dias1; Mate brasileiro Artista de
159 toneladas, capiao Joaquim Jos Altes daa
Nees, equipagem 11, carga sal; a Battholo-
meu Lourenco.
Lerra-Nova. 33 dias, barca ingleza Nether-
lon, de 250 toneladas, capillo Thomaz Eales,
equipagem 13, earga 3030 barricas com baca-
lho ; a James Crablree & C.
A'at'o sahido no mesmo dia.
Rio de Janeiro. Barca nacional c Castro III ,
capillo Antonio (encalves Torres, carga assu-
car e algodao, e 4 escravos a entregar.
Navio sabido no da 24.
Canal. Barca ingleza Norval capillo D.
Currie, carga assucar.
-- O conselho econmico do batalhao de infan-
taria n. 2, precisa contralor para fornecimenlo de
suas procos no fuluro semestre do 1861, os gene-
ros seguinles :
Assucar bronco do caixa.
Dito niosc avinho refinado.
Azeite doco.
Bacalbp.
Carne secca.
Caf em grao.
Dito moido:
Feijao.
Farinha da torra.
1.eolia.
Manteiga franceza.
Dita ingleza.
Toucinbo do Lisboa.
Vinagre de dito.
Pies de 6 oncas.
Ditos de 5 oncas.
Carne verde."
Cangica.
Todos os goncrosde boa quaiidade o postos no
quarlel por conta do fornecedor.
Os proponentes opresentarao suas proposta?
na secretaria do batalhao nu dia 28 do corrente,
as 10 horas da manhaa.
Cuartel nos Cinco Ponas cm Pernambueo 22
de dezembro e 1860.
Manoel Joaquim de Azevcdo.
Alteres secretario.
O Illra- Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desta provincia muida fazer publico que
no dia 10 de Janeiro prximo seguinte hovera
concurso nesla thesouraria para preenchimenlo
de 10 vagas do pralicante da alfandega desta ca-
pital, comecando os exames as 16 horas da ma-
nhaa sobre os seguinles materias : leilura, e ana-
lyse grotnmatical da linguo verncula, orthogra-
phia, o ariihuetica al a (ueoria das proporces
inclusive.
Do ordem do Illra. Sr. inspector _da the-
souraria de fazenda desta provincia, sao convi-
dados os Sr. Ceraldo Pereira Dulra, Francisco
Amonio das Chagas, Francisco Antonio Pereira
de Brito e l.uiz de Franca da Cruz Ferreira, fo-
reiros de terrenos do marnha, para aprsenla-
rom nesta thesouraria os respectivos ttulos, afim
de que se possa fazer o calculo da redcelo dos
foros do parto dos mesmos terrenos, cedida pe-
los mesmos senhores companhia da estrada de
ferro.
Secretoria da thesourorii de fazenda de Per-
nambueo, 18 de dezembro de 1860.O oflii iol-; Corpo Santo n. 6.
niaior interino, Litis Francisco de Sampain e
Silva,
Rio Grande do Sal
O patacho Bom Jess, pretendo seguir rom
brevidado, recebe carga a rele : a tratar com Cae-
lano Cyriaco da Costa Moreira & Irmo, no largo
do Corpo Sanio n. 25.
Para a Babia
pretendo seguir cora rauila brovidade a sumaca
nacional Hortencia, a qual lem prompta parle
de seu carregamenlo : paro o resto que Ihe fal-
ta, trata-se com o seu consignatario Azcvedo A;
Mendes, no seu escriplorio rua da Cruz n. 1.
Para o Rio tic Janeiro,
o palhabote Novaos segu rm poneos dias, po-
de receber alguns escravos a [rete ; trala-se com
os consignatarios Marques, Barros & C, largo do
Companhia de cavallaria do
exercito
Contrala-sc o fornecimento para o primeiro
semestre do anno prximo futuro, dos gneros
abaixo mencionados:azeite doce, assucar refi-
nado, arroz, bacalho, cof em grao, corno ver-
de, dita secca, feijao, farinha do mandioca, le-
nha, manteiga franceza. paos do 4 o 6 oncas,
toucinho, vinagre, farello, milho, mel o capim,
sendo loes gneros de tioo quaiidade.
Os concurrentes poderao entregar suas propos-
las no dio 28 do correnle, na secretaria da com-
panhia.
Quarlel em Santo-Amaro, 20 do dezembro
de 1860.Manoel Porfirio de Castro Araujo, ca-
pillo commandaote.
O Illm. Sr. regedor do Gymnasio manda
avisar aos pas, tutores ou correspondentes dos
alumnos internos do mesmo Gymnasio, que no I
dia 24 do correnle principia o lecebimento das ;
mensalidades correspondentes ao 1." trimestre 1
do 1. do Janeiro 00 ultimo de marco do anno
risdouro. Secretario do Gymnasio Grovincial de
Pernambueo 2i de dezembro de 1860.O secre-
tario, A. A. Cabral.
Directora geral da instruccao
publica.
Tor esla secretaria se faz publico, de ordem do
Illm. Sr. director geral interino, a portara aboi-
xo transcripta.
Directora geral da instruccao publica de Per-
nambueo 17 de dezembro de 1860.
O direclor geral inierino da inslruccao publica,
Para o Rio Grande do Sol segu em ponen?
dias o barca nacional Clomcnlna>, capillo Be-
lai mino dos Santos Pinheiro por ler quasi lodo a
carga promplo ; parj o roslo e passageiros, traa-
se Con Guilliorme Carvalho 6; C, rua do Vigario
numero 17.
REAL COaPAMII.V
DE
Aquellos, que pretenderen ser admillidos so tendo verificado o utilidode e vantagns que re-
ta ** a.
0
o.
* r-
Bora*
s
S
c
I
tf
m
Aimotphtra.
Direcco.
COMJfERCIO.
\lfa Hilera,
Rendimento do dia 1 o 22. .
dem do dio 24. .
.
279.7098604
11:770^950
291:480554
Moviraealo da alfandega^
Volumes entrados com fazondas..
cotn gneros..
M
81 -
Volnmes sabidos com far.endaa..
com gneros..
Desearregam hoje 26 do dezembro.
Barca brasileiaClmentina frlhh # tarlo.
Brguo brasileiroCoriceico diversos garjsros.
Barca inglezaNelhertonbacnlhlo. ',<
Brigue inglezUraoiarpcarvao
ftebedoria de vendas
geraes de Paruambuco.
Rendimento do dia 1 82,
dem do dia 24.
....
23;S83J8I5
3:094*90
M:978jf7
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concurso, deverao previamente provar que teem
18 annos completos de idade, que esto livres de
culpa e pena, e que teem boro procedimento.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambueo 12 de dezembro de 1860.O
maior interino,
Silva
:
Paquetes inglezes a vapor.
No dia 28 deste mez espera-so da Europa um
dos vapores desla cooinanhia, o qual depois da
demoro do coslume seguir para o Rio de Janei-
ro, tocando no Baha; para passagens ele, tra-
ta-se com os agentes Adamson, llowie ^ (.!,
rua do Trapiche Novo n. 42.
Leiloes.
Luiz Francisco de Sampaio e
Iuspecco do arsenal de ma-
rnha.
Tendo a barca de escavacao da barra necessi-
dade de gente para os Seus baleldes, com a paga
de 1g60O, alero da ra-.ao nos dias de trabalho,
convida o Sr. inspector aos pretenderles a apre-
sentarem-se de promplo ua mesma barca, ou oes-
te arsenal.
Inspeccao do arsenal de marinha de Pernam-
bueo, em 22 de dezembro de 1860.
. Alexandre Rodrigues do6 Aojos.
Secretario.
5
i
i
---------------
vai uMiwa uia ujii vim hi w wbk iw%
Yaccina publica.
Havendo presentemente mut boa se-
ment vacciniea, o commissario vaccina-
dor provincial convida aos pues de fami-
lias desla oidade a eomparecerem cem
seus liihos e mais agregados que prec-
sarf ni^sec vaccioadoa nss quinlas-feiras
e dSoiingos, no trrelo da alfandega das
7 s 10 horas da manhaa e nos sabbados
na casa de sua, residencia, segundo andar
do sobrado da .fu estreita do Rosario n
8f., para alsimt)#rconserar a trans-
l -nsstb do floido'd Bra^u brnco, uhica
t ufanera d* asa conservacao com pro-
veito.
sullam do exercicio das escolas primarias urna su
vez ao dia ; providencia solicitada com instancia
por muitos delegados litlerarios da provincia ; o
usando da attribulco que Ihe confere oarl. 231
official- das instruccoesde 30 de junho de 1859, determi-
na o seguinte :
As escolas publicas] de inslruccao primarla de
um e outro sexo da provincia funrcionaroo do dia |
7 de Janeiro de 1881 em diante, das 9 horas da i
manhaa s 2 da larde Por esta medida em nada
flca alterada a tabella. A que acompanha as
instrueces de 30 de julho de 1859, devendo po-
rm os respectivos professores aprovcitar para a
continuacao da seccao de leilura o quarto de ho-
ra que era dado para a chamada e sabida dos
alumnos de manhaa ; e para conlinuaco da sec-
eso de anthmelica, o lempo concedido para a
enlroda dos mesmos tarde os delegados Ilite-
rarios, a cuja inspeceo perlencem as sobredilas
aulas, faro o cumprir fielmente a presente porta-
rla.-Jos So3res de Aievedo, director geral in-
terino
Conforme.O secretario interino,
Salvador Henrique de Albvquerque.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para turoecimenia
do arsenal de guerra, em cmpriranto ao art.
M ro r|olaraeot de 14 de dezembro d 1860,
faz publico, que- foram oceilaa as proposlas dos
senhores abaixo declarados.
Para fdrneclmento dos menores do arsenal de
gadrta, dureflle os dods mezes de Janeiro 0 fo-
A ndlle lafa com alguna neVttlfb, f btto ENE u *#1"! *? ,-nn? ^m0 ndeuw'
regulare assim omanheceu.
OSClLUgAO DA AH.
Preamar as 1, h. 30' da larde, altura 6,4 p.
Baixamar as 7 h. 19' da manb, allura^i.2 p.
Observatorio do arsenal de marinha, li de de-
zembro de 1860.



ROMANO STEPPLB.
1 tencnie.
anoel Antonio de Jess
Pes de 4 oncas a 4(160 a arroba.
Bolacha a 4|800 a arroba.
Joo Carlos Augusto da Silva :
Assucar retinado de segunda sorlo a 180 rs. a
libra.
Manteiga ffaneexa a 600 r*. a libra.
Gh hysaon a I9SOO a libra.
Caffj m rnaSUOrs. a libro.
Arroz do Msriohso a 100 rs. a libra.
Avisos martimos.
Para o Rio de Ja-
neiro
segoe em poucos dias o polhabole Artista ; pa-
ra o resio da carga, passageiros e escravos a fro-
te, trata-se com Caetono Cyriaco da C. II. & Ir-
mao, ao lado do Corpo Santo n. 23.
u
Para Aracaty e Ass
segu o hate Dous lrmos ; para carga, traa-
se com Martina & Irmao ns rus flovn \\. 48, ou
com o meslre Joaquim Jos da Silveira.
Para a Figuelra com escala por Lisboa sa-
hira com brevidado o patacho portugus Maria
da Gloria, capilo Antonio de Barros Valent ;
para carga e passageiros, trala-se com os consig-
natarios Francisco Severianu Babello & Filho,
largo da Assembla n. 12.
Maranho e Para,
Sahe nesles das para os indicados porlos o
brigue-escuna Graciosa, capito e ortico Joo
Jos de Souza ; para a pouca carga que ainda po-
de admitlir, trata-se com os consignatarios Al-
meida Gomes Alves & C., rua da Cruz o, 27.
Champanlie.
O preposlo do agente Oliveira f.ir loilao por
conta e risco de quem portencer, do 40 gigos de
charapanhe, com igual sortimento do garrafas
inteiras e meias, em lotes a vontade dos preten-
dentes : qiiarta-feira2G do correnle, s 10 horas
da manhaa, no ormazom do Sr. Aunes dcfroule
da alfandega.
LEILAO
O agenteHyppolito da Silva,fura' le-
lo por conta e risco de quem perten-
cer, quinta-feira 27 do corrente as 11
horas em ponto, no forte do Matto,
armaem de pao brazil, de diversos ob-
ectos de pescara, como seja
ArpOes.
Fisgas.
Espinheiros.
Corque.
Burea-vidas.
Bixeiros.
Vellas.
Remos.
Lanchas.
Lemes.
Arrastos.
Redes.
Roas.
Avisos diversos.
Roga-se ao Sr. Joaquim Silverio do Souza
Filho que lenha a bondade de apparecer no cal
da rua da Imperatriz n. 13.
Giuseppe Baracchi e Giovauni Barocchi,
Subditos italianos, retiram-se para Europa.
O abaixo assignado lem para vonder 6 es-
cravos, sendo 2 machos, 1 de 21 annos, preto, e
1 de 16 annos, 4 escravas de 22 annos a baixo,
lodos limpos e sem achaques : na Boa-Visls, rua
dos Pires n. 29.
Rufino Patricio de Souza,
.-!.
:=rKT


W
DIARIO DE PERNABMUCO. QUARTA FEIRA 26 DE DEZEMBRO DE 1860.
CONSULTORIO
ESPECIAL H01HE0PATHIC0
Ra de Sanio Amaro (Mundo-novo) n. (>
O Dr. Rabino O. L. Pinho d consultas i venientes na pralica, principalmente para
iodos os (lias litis desdo as 10 horas at meio
.lia. Visita aos doentes em seus domicilios
do moio dia em dianle, o em caso de ne-
cessidade qualquer hora. As senhoras de
parto e os doentes de molestia aguda, que
nao tiverem ainda tomado remedio algum al-
lopathico ou homeopathico, serao atlendidosde
preferencia.
,Vs molestias mais frequentes debaixo dos
limas do Brazil, principalmente as que sao
mais difliceis de curar, Ihe tem merecido um
estado especial; sao ellas :
1." Molestias proprias das mulheres.
2. Molestias das creancas.
3. Molestias da pelle.
4. Molestas dos olhos.
5.a Syphilis, ou gallieo.
6." Fcbressympthomaticasilas lesoes do cere-
bro e de suas membranas, dos oreaos do peito,
e do apparelho digestivo; ebres intermitien-
tes e suas consequencias.
Pharmacia especial homceopathica.
pralica, principalmente para os m-
dicos que come^am fazer ensaios, e para as
pessoas curiosas que nao sabem conhecer essas
differencas, e por isso poder? atlribuir inefica-
cia da bomoeopathia, o que realmente depended*
m preparado dos medicamentos.
Para obviar estes graves inconvenientes o
aguador dynamico do Dr. Sabino munido
de ura contador em que se acham as unidades,
dezenas, centenas, milhares, dezenasdemilhares
collocadas convenientemente, de maneira que
cada vascolejacjio apparece um numero novo,
desde 1 at 10 mil; nao sendo desla sorle
possivel engao algum.
Os medicamentos homceopathicos preparados
por meio desta maquina sao os nicos que de-
sinvolvem propriedades uniformes capazes de
curar ns molestias com a maior certeza pos-
sivel.
AGITADOR DYNAMICO.
A pharmacia homceopathica est longe de
preencher todas as vistas dos mdicos homte-
pathas em quanto forera os medicamentos pre-
parados mao. A forc,a do homem nao po-
de ter a precisa uniforroidade para bem de-
sinvolver as propriedades medicamentosas das
substancias; ella vae naturalmente enfraque-
cendo med la que se vac fazendo o traba-
Iho da dynamisaQao; e por essa razio que
numerosas vezes acconteco que duas preparaces
.le acnito, por exeraplo, da mesma dynami-
sacfio, feilas pelo mesmo homem, no mesmo
dia, ou em dias diversos, ou feitas por dous
bomens differcnles, no produzem o mesmo re-
sultlo em casos anlogos de molestias; urna
diisinvolve urna acc,ao mais prompta, a oulra
urna acQao mais lenta.
Alm disso, sendo essencial para a regn
laridade das dxjnamisages que cada dtluigo
tenha uui numero certo de abalos ou vascole-
jnres, para que nao accontec_a que pelo excesso
ou pela insuficiencia d' esi3s percam os medica-
mentos as propriedades que Ibes sao assignala-
das.
Alem disso, desejando tirar da sna viagem
a Eurcpa todas as vantagens para o progresso
da horaceopathia no Brasil, o Dr. Sabino nao
poupou esforcos para obier as substancias me-
dicamentosas dos proprios lugares, onde ellas na-
turalmente nascem, e para isso entendeu-se com
um dos melhores herboristas d'Allemanha, para
Ihe mandar vir as (Imitas frescas, afim de pre-
parar elle mesmo as tinturas.
F,' assim que o acnito foi mandado vir dos
Alpes, a rnica das montanhas da Suissa, a
belladona, bryonnia.chamomilla, pulsatilla.rhus,
hyoBciamus, foram colhidas n'Allemanha, na
Franca e na Blgica, o veralrum no monte Ju-
ra, ele. etc.
Desta sorte provida a pharmacia do Dr.
Sabino das substancias que serviram para as ex-
periencias puras de Ilahnemann, descriptas na
pathogensia, acharo os mdicos e os amigos da
horoceopathia os meios seguros e verdadeiros de
curarem as eufermidades.
OS PRECOS SlO OS SEGUINTES:
Botica de 2'i tubos grandes 12 a 16
Dita de 36 ...... 183? a 22
Dita de 48 .......2i9 a 29
Dita de 60 ......30 a 35
N.B. Existem carteiras ricas de veludo para
maior prego.
Cada vidro de tintura avulso. ; 2??
Cada tubo avulso...........i*
Caixas com medicamentos em glbulos e tin-
turas de diversas dynamisacoes ( mais usadas) :
De 24 vidros com tintura e 48 tu-
bos grandes...........489000
De 36 ditos dita e 56 tubos grandes 649000
De 36 ditos dita e 08 tubusgrandes. 70000
De 48 ditos dita e 88 tubos grandes 92000
De 60 ditos dita e 110 tubos grandes 1169000
Estas caixas sao uleisaos mdicos, ao3 Srs,
ATO,
Qucm quizer dar urna enanca
para se criar (sem ser deleite), dirija-
a' ra Velha n. 73, que achara' com
quem tratar.
Imagens
Trocam-so as mais ricas e perfeilas imagens de
N S. do f.armo, Santo Antonio o Menino Jess,
de diversos lmannos, proprios para o festejo da
noile de natal, e por procos coramodos : na ra
do.Queimado, loja de ferragensn. \\.
ouque convem a cada dynam.sacao, rio | de engenho, fazendeiros, ebefes de familias
se pode isso obter as preparares feitas a mao capiles de navio, e em eral todos que se
poque o numero de abales seropre maior 0.1 quizerem dedicar a pralica da homoeopathia
menor, d onde evidentemente resulta um effeito | Vendem-se tambera machinas elctricas
tambem maior ou menor, e por conseguinte
TOllEffilM
Recife ao rio Sao Francisco.
LuttaAo.
Do conformidade com as insIrucsSes recebidas
da respectiva directora faz-se publico que desti
dala em dianle sao convidados os accionistas
desta companhia a cumprirem com os termos do
aviso que porordem da mesma abaixo Ccam pu-
blicados. r
.J?*"'^'0 da companhia 17 d0 dezembrodc
I80U.E. II. Bramah, thesoureiro.
AVISO.
COMPAXHIA DA \IA FRREA
no
RECIPE A SAO FRANCISCO.
(LIMITADO.)
Pelo presente faz-se publico que por rosolucao
da directora desta companhia, lomada nesta da-
la tcm-se feito urna oulra chamada de duas li-
bras sterlmas por cada acr-ao. a qual chamada ou
preslacao dever ser paga al o dia 31 de Janeiro
prximo futuro no Rio de Janeiro em casa dos
.Srs Maua Me. Gregor & C, na Babia aos Srs. 8.
S. Daveroport & C, e em Pcrnambuco no es-
criplonoda thesouraria da mesma va frrea.
Pelo presente Gca lambem entendido que no
caso de nao ser a dita chamada ou prestarlo sa-
liafeita no dia marcado para o seu pagamento ou
autos o accionista que incorrer nesta falla paga-
ra juros a razao de por cento ao anno sobre
tal chamada ou prestado a contar desle dia at
que seja realisado o pagamento. No caso de nao
nffectuar o pagamento desta chamada ou ptesta-
cao dentro de 3 mezes a contar do dito dia fixado
para o embolso da mesma (carao as aeros que
ocorrerem em tal falta sujeitas a seren confis-
cadas segundo as disposicoes dos estatutos a este
respeito.
Por ordera dos directores.
AssignadoW. II. Bellamy,
. Secrotario.
199 Gresham House.
Od Brouad Streel.
E C.
22 de novembro de 18C0.
Nova pauta ou tarifa da
alfandega
Ne livraria da praca da Independen-
cia n. 6 e 8. existe a nova tarifa que
tem deexecutar se a 9 de fevereiro, a
qual sera' mostrada aos Srs. assignantes
do Diario, que a quizerera consultar em
quanto nao chegam alguns para vender.
Ausenlou-sc da casa do abaixo assignado,
no da 19 do crreme, o crioulo Eustaquio, ca-
- -----------"-vio, \j \ ii'nii'' i.u.Miimini, i;a
ltate, j.'i de idnde, corpo regular, magro, olhot
encovados; quem o apprehender. queira levi-Io
por-'em Santo Amaro, casa de Manoel Custodio Pei-
lateis, para tratamento das molestias nervosas.!xo1" Sonres, ou na ra da Moeda. armazem de
duvidosona applicaQuo do medicamento ;seos. Estas machinas sao as mais moJernas e as; ferraSens. a Joo Francisco Marques.
abalos sao insufficentes nao se desinvolvem ; m8s usadas aciualrrt=r>te era toda a Europa' 4 ..... SInool Custodio P So.rcs.
todas as propnedales convenientes dynaroisa- ,anto ola enmmoHMwle ,!0 j. ,' A rmandade das almas da freguezia de
; i i i Pe,a com">oaia rao que se quer fazer e se sao de ma.s^ desm- daS na algibeira, como porque trabalham com nhor sacerdote que quizer oceupar o deferido
volvoin-se algumas das propriedades da dyna- preparares que nao sao nocivas : l""8r- Pode "rigir-se a ra do Queimado n. 22,
misaco supuiior. com perda certa de muitas r.idanmn SA.ftM1 que achara com quem tratar
Lada urna. .50*000 Pede-se ao Sr. Serrino Fcrreira da Silva,
U ur. sabino ensina a maneira de se servir morador na cidade do Bio Formoso. que no pra-
desta maquina. Izo de20dias venha tirar os penhores que exis-
tem na ra do Cabuga n. 4, lindos os quaes sero
vendidos para pagamento.
O abaixo assignado avisa o Sr. Luiz Jos
Marques, arrematante do imposto das aguarden-
tes que do Io de Janeiro vindouro em diante dei-
xa de vender agurdente em sua taberna sita na
ruadas Nartynoan. 36. Berife, 21 de dezembro
de 1860.Luiz Antonio dos Santos Pereira.
das que convera dynamisaco que se quer
preparar, o que sem duvida tem graves incon-
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3$
Tira ratratos por 5^
Tira retratos por ojf
Tira retratos por o#
Tita retratos por 5#
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinliris novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
\ i nhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido tim sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
Noffrandesalaoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da cua do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. sborn, o retratista america
COMPMH1A
ALLIANCE,
- stabeecida m Londres
M$0) ni mu,
CAPITAL
CAneo miVhoes de libras
sterlinas.
Saunders Brothers4 C. tem a honra de nfor-
mar aos senhores negociantes, proprietarios de
cagas, e a quera mais convier, que esto plena-
menteautorisados pela dita companhia para ef-
fectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de telha, e igualmente sobre os objectos
que conuverem os mesmos edificios, quer con-
sista era mobilia ou em fazendas de qualquer
qualidade. ^
: DENTISTA FRANCEZT.TTTi3
> Paulo Caignoux, dentista, ra das La- ^
J rangeiras 13. Na mesma. casa tem agua <
k po dentifico. <
Companhia Pernamlmcana
Tendo breve de se convocar rennio da as-
sembla geral. ns Srs. accionistas desta compa-
nhia sao convidados a fazer registrar suas ncres
no escriptnno da mesma companhia largo' do
Forte do Mattos n. 1, at ao dia 24 do correnle
lernambuco 13 dedezembro de 1860.
Traspasse.
A pessoa que em Iras do anno prximo passa-
do otlereceu maior aluguel e tuvas ao propieta-
rio da casa n 84 da ra da Imperatriz, queira ap-
parecer na dita casa, ou qualquer oulra pessoa
que Ihe convenha este negocio, para tralar-se do
traspasse com o inquilino actual, segundo o con-
senso do senliorio, etc.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da n. C.
Os Srs. abaixo assignadns sao rogados a v-
rem a ra da Imperatriz, loja n. 82, a negocio
que muito Ihes interessa e diz respeito
Jos Caelano Pinlo do Queiroz.
Manuel Flix Nasario.de Santo Anlao.
omiogos Jos Dantas.
Sabino Joaquim da Purificaco.
Joao Augusto de Hollanda Silva.
Lucas Antonio Evangelista.
Jos Joaquim de Aguiar.
Manoel Izidro do Nascimento Araujo
Manoel Seraphim.
Joaquim Juvencio de Almeida.
TheodoroJos Pereira Tavares*.
Jos Pedro Ralis Barbosa.
Antonio Homem Ledo.
Miguel Carneiro de Moraes.
Manoel Flix.
Honrado Jos da Silva.
Domingos Francisco hegis.
Jos Antonio da Silva.
Joao Barbalho de Mello.
Jos Leocadio do Reis, morador no engenho Jar-
dim, freguezia do Cabo.
Curso particular derhetorica.
Manoel de Honorato tem aborto o seu curso
de eloquenciae potica nacional : na ra Dirci-
la n. 88, primeiro andar.
Presentes para festas.
extractla* Sf"' Cm iMS "^ "tMW"*' ,endo cada **** "or um frasco com fioo
Dinas ultimo gusto de Pars e Rio de Janeiro
ss.-ss izr.jzzzx S3Si-Srafi,l, SSeft
exposi^ao dos di-
CHARUTOS.
no tem recentemente recebido um gran- | Crespn, i. -^.---..u-,,;. mu,io razo.veis, era casa de' J. Falque, ra do
de e variado sortimento de caixas, qua-| !?, B-,Tc",8S asn.oiJtes l* 8 horas estar a vidrara Iluminada a saz com
dros, aparatos chimaos, c um grande erSS bjeClS aBnunciados P"a hmiliu poderem apreciar ditos objecios
numero de objectos relativos a arte.
Como tambem um grande orneetmen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs.
cada ura, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acbarao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicoes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras saoconvida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimens do que
cima ica anunciado.
Recebcm-se por todos os vapores do sul superiort-
Rio de Janeiro, esta quahdad* de charuto ja muito conhenda
tem tido e como sempre continuase a vender ganntiudo-se o p.
oreseharutos de uma das melhores fabricas do
'a era vista da grande estracr-o que
loja de Jos Leopoldo Bourgard. denominada
Cadeia do Recife n. 1">
Maiiiiil
di;
Centro commercial.
CONSULTORIO
DO
WSL W* L
Achain-sc venda na livraria da praca da Independen-
cia ns (le 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesta
l\pogr*phia
FolMnha (le porta ou KALENDARIO eeclesiastico e civil para o
bispado de Pernarabuco........... 1G0 rs-
Dita (le (ll(jl)Cra contendo alm do kalendario eeclesiastico e civil,
explicado das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos iropostos geraes, provinciaes o municipaes, ao
que se juntou uma collecrao de bellos e divertidos
jogos do prendas, para entretenimento da mocidade.' 320 rs.
JhlO (la .... contendo alm do kalendario eeclesiastico civil, expli-
raQao das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo da confessar-se, e cotnungar, e os cilicios que a
igreja eosluma celebrar desde domingos de Ramos, al
sexta-feira da Paixo, (em portuguez). prego..... 320 rs.
Est a concluir-se a impresso do a Imana k que breve
ser annuneiado, nao estando j prompto pelas grandes al-
teraces que se deram neste anno.
GASA DE SAIIDE
DOS
I
Sita em Santo Amaro.
Este estabelecimentocontinua debaixo da administrado dos pro-
prietarios a receber doentes de qualquer natureza ou catbegoria que
seja.
O zelo e cuidado all empregados para o prompto restahelecimen-
to dos doentes e geral mente conhecido.
Quem se quizer utilisai podedirigir-se as casas dos proprietarios
ambos mora resna ra Nova, ou entender-se com o regente no esta-
tabelecimento.
Reforma de presos.
Escravos. -..... 2#000
Marujos ecriados..... 2.S0O
Primeira classe 5$ e. ."#500
As operaqoes serao previamente ajustadas.
Aos consumidores de gaz.
A empreza da illuminagao
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregarem aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena do lhes ser novamente
exigido Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Attenco.

Quem tiver e quizer vender ura sitio perto da
praca que tenha boa casa de venda, arvoredo
fructfero e boa agua, queira annunciar por esto
Diario para ser procurado.
Precisa-se alugar um primeiro andar ou
casa terrea que tenha alguns commodos para fa-
milia, co bsirro de Santo Antonio, pagando-se
25tf mensaes, bem garantidos ; na ra do Quei-
mado e. 4, segundo andar.
Ama de leite.
Precisa-se de uma ama torra ou captiva, que
seja limpa e saudavel, com bora leite, pan criar
uma menina de 5 mezes; a tratar na roa da Se-
bo n. 36, das 6 horas da manha at as 8, das
41|2 da tarde em dtante.
Prpcisa-so alugar uma escrava para todo'o
servico de uma casa, e paga-se bem ; na prara
da Independencia n. 38, se dir quem pretende.
MEDICO PARTEIRO E OPERADOR.
3 RJA DA GLO 1. ASA DO FUNDAO 3
Clnica por ambos os syslemas.
Contas feitas
para compra e venda de assucar e mais objectos
"lira muiio til pira os negociantes esenhores'
de engenhos, pois com um lance de vista podem '
saber o importe de quaesquer quanlidade de ar- !
robas e libras; um volunte bem pncadernado por'
5000. Vende-se na livraria econmica, junto ao
arco de Santo Antonio.
Aluga-se o armazem da ra da Madre de
Dos n. 2 ; a tralar com Marlins & Irmo.
Verdadeiro cafe de Moka, so
no hotel trovador, ra larga
do Rosario n. 44.
A qualquer hora do dia ou da noite encontrar-
se-la neste estabelecimento gosto dos fregu- O Dr- Loira Moscoso d consullas todos os dias pela manha. de HrrWonn;
^safiKtpjarsrs: S'S^fiEr.EL'" an""a""eme-tos para acidad- "iWi
cado. das 6 horas da tarde em diante, Replese A Pr0P<"es ruraes.
o annuncio para maior ciencia do publico e ha- Ul camaaos devem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manha e em ca<;n
ver neste mesmo estabelecimento comida feita a de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriptoem cine qualquer hora que se procure, e bem assim o o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa q
fornecer-se. para casas particulares. No mesmo ivc. ,, ., K /____j
hotel precisa-se de um molenue captivo para o A "0S S0S qUle11nd0 forera de "rgencia. as pessoas residentes no bairro do Recife do-
se-vico interno e externo. d.era0 remellar seus bilheles botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loia de
Aluga-se o sobrado de dous andares e so- llvros d Sr Tos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha
tio da ra Imperial n. 169 : a fallar na ruada Nessa loja e na casa do annunciante achar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos homeopalh icos j bem conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes...........10*000
Dita de 24 ditos.................15^000
Dita de 36 ditos.................20&0G0
Dita de 48 ditos................. 85*000
Dita de 60 ditos................ 30J}oOO
Tubos avulsoscada ura.........: 19000
Frascos de tinturas................2X000
Manual de medicina homeopalhica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirnrgia etc.. etc........209000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Moraes. ,....... G9000
Aurora n. 36,
Roga-se ao Sr. Jernimo Gomes Perras, de
apparecer na ra larga do Rosario n. 20, segundo
andar, que se Ihe deseja fallar a negocio do seu
interesse.
O Dr. Joaquim da Silva Gusmao, medico l-
timamente chegado a esta capital, pode ser pro-
curado para o ejercicio de sua prossSo, na ra
Imperial n. 6i.
agenciados labr loantes america-
nos Groaver|& Baker.
Machinas de coser: em rasado SamuelP.
Jonhston & ra da Senzala Nova n. 52
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgiodentista,,
faz todas asoperacoe da suaarlee col-
| locadentes artifciaes, tudo com a upe-
rfc rioridado e perfpiro que as pessoasen-
Tem agua e pos dentifricios etc
TT ^iStffl. *Wm ^Hlfl ME1 flfPfT bULa ^nm *. ^n,^ *mm v*
'WMB'SaWa'wSi 913 WWmWBW 3w
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra da Lapa n. 13 ; a tratar no armazem do
mesmo.
Kalkmann Irrnaos & C. avisam ao
respeitavel corpo do commercio que
foram nomeados agentes nesta piaradas
cora pan I nas de seguros martimos de
I la m hurgo.
Urgencia.
MVi lilflMISSlTO
DE
NiV LOJ\ ^ VUMXZKM
DE
NOVO BANCO
DE
Pernamkco.
O novo banco continua a substituir
ou a resgataro resto das notas de 10# e
20# que havia emittido e ainda existe
em circulacSo, declarando que, em
cumprimento do decreto n. 2,664 de
10 de outubro do corrente anno, esta
substituido ou resgate devera' efec-
tuar-se dentro de 4 mezes, e que (indo
este prazo s podera' ter lugar com o
disconto progressivo de 10 por cento ao
mez, (cando asm na forma do art 5
da le n. 53 de 6 de outubrggi ap o5
sem valor algum no fim de 1> mezes.
Recife 9 de novembro de 1860. Os
directores, Joo Ignacio de Medeiros
Reg, Luiz Antonio Vieira.
Contrata-se um rapaz para servir de fiel n a
companhia de aprendices marioheiros, advertn-
do-se que flear esleisonto do servico da guarda
nacional : a tratar cora o commissarlo da mes-
ma, na ra das Trincheirasn.46, segundo andar,
ou no respectivo quartel.
Em Fra de Portas, na ra do P lia rol (den-
tro de um quintal murado de taboas) existe um
presepio aonde se junta m uma sucia de capa (to-
cios que s se eotreteem em dirigir louvores e
festejos s nymphas que l servem de pastoras.
Por isso rogamos ao Sr. Dr. chefo de policia que,
assim como o anno passado acabou cora esse di-
vertimento, nao se esqueca de este anno lazar-
nos esta to desejada esmola.
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO QUEIMADO 40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
0 abaixo assignado vem trazer ao conheci-
mento de quem competir, que no dia 23 do cor-
rente o seu escriptorio, na roa do Imperador, foi
invadido por ladroes, que, a dspeito dos maio-
res esforcos empregados, nao poderara forjar a
sua burra, e apenas o consegninra fazer em uma
secretara, donde sobtrahiram pequea quantia
em sedulas e nolaa geraes, cujna nmeros se nao
recordara, bem como tambem levarim um relo-
gio re ouro patente inglez n. 38,262. Outro sim,
o abaixo assignado desde j protestando perse-
guir judicialmente os autores, e cmplices desse
roubo. os quaes procura descobrir, pede a qual-
quer dos senhores relojoeiros, a quem foronere-
cido o dito relogio, haja de o apprehender e man-
dar levar quelle escriptorio, onde recebej ge-
nerosa recompensa.
Silvino Guilherme de Barros.
Precisa-sa de uma ama para o servico in-
terno de uma casa de pouca familia : na praga
do Corpo Santo o. 17.
Sedado quadrinhosmuito finacovado
Enfeites de velludo com froco pretos e
de cores para cabera desenhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraias e seda tapada e
transparenre, covedo
Luvas de seda bordadas e lisas para
senhoras, bomens e meninos
Lencos de seda rxos para senbora a
2>0O0 e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeo francs forma modrrna
Lencos de gurguro pretos
Kicas capellas brancas para noivados
Saias balo para senhora e meninas
Tafeta roxo o covado
Chitas francesa a 260, 280, 300, e
Cassas francezas, a vara
19000
29500
8*500
2J000
9500
9320
9500
Setim preto azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos delargnra
o covado
Casemiralisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos ees
lampados de todas as qnalidades
Seda lisa preta e de cores propria para
forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos cortes de seda pretos e de coros
com 3 saias e de babados
Ditos de gaze e de seda phaalasia
Chalas de toquim muito finos
Crosdenaple preto e de cores de todas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e visitas de seda preta
com froco
l600
29000
19500


DIARIO DE PERNAMBUCO. OUABTA FElRA 26 DE DEZEMBRO DE 1860.
(6)
.
\
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
ALA (PARRDUKIA E)0 @R. TOWigl!
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECCAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
mico e medico celebre de New York
A GiNDE SUPERIORIDAD^ DO EX-
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DR
SALSA PARRILHA
Explica p-lo seo extraordinario
quas miraculoso effeito no
sangue.
Cada iiin she que a saurte ou a inferraidade
depende direu4,i,erile j0 esU(j0 desleFLOlDO vi-
tal. Islo ha de-.er> vst0 0 partido imporlanle
que tem na eco.noj,.a an1MAl.
A quautidade do *,ngue n'um homem d'es-
talura mediana esl avalada pelas as primeiras
autoridades era vinte e oito arralis. Era cada
pulsacuo duas oneas sahem do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem uo corpo huma-
\ no em menos de quatbo minutos. Urna dis-
\nosicao extensiva tem sido formada e destinada
^om adrairavel sabedoria a destribuir e fazer
c\ular esta corrente dr vida por todas as
Pat\s da organisacao. Deste modo corre sera-
Pre Wo corpo era torrente, o qual a gran
fonte d infermidade ou de saude.
oe o ^ngue por causa alguma se emprenha
de materu feU(|as 0 cjrrompidas, diffunde
com V8L0CkADB elctrica a corrupto as
nais remotas e mas peqUenas p3rtes do corpo.
sm -se para tras e para diante pelas
NeW-York, bavemos vendido durante muitos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, considera rao lo ser o extracto original e ge-
nuino da salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este norae foi apreson-
tado ao publico,
BOYD PAUL. 40 Cortlandt Street.
HASKELL & MERRICK, 10 tiold Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOS AARVORE E SUASFRU-
TAS ,
E IGUALMENTE
Conhecemos m Medicamento nos ama Efeitos.
O extracto composto de Salsa parrrlha do
1 Dr. Townsend est
OMEDIC4MT0DO POYO'!
o
arterias, pelas vt1s> e pelos vasos capillarios,
at cada orgao e cav, leagem sa (aE completa-
mente saturado e desonna(lo# Desla maneira
acirculaiaoevidentemen.se faz um ENGENH0
poderoso de doenca. Nao obstante pode tam-
bera obrar com igual poder n.CTl)(0 de saude.
Eslivesse o corpo infeciono lo da ioen(.n maligna
ou local ou geral, e situada no syaema narVoso
ou glanduloso, ou muscular, se sonme 0 san_
gue pode fazer-se puroesaudavel GcanSUperor
a doenca e inevitavelmeute a expellii o. cons-
tituicao. .
O grande manancial de doenca enlao cono
<1! aqui consta no fluido circulante,e nenhun.
medicamento que nao obra directamente sobre el-
le para purificar e renova-lo.possue algum direi-
to ao cuidado do publico.
O sangue 1 O sangue o ponto no qual
se ha mysler fixar a attenco.
O ORIGINAL E O GINUINO!
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista no cidadede
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN GARLE &'Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM&Co, 10 Od Llip.
OSGOOD& JEiNMNtiS, 188 PearlStreet.
R. B. HAV1LAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, R0BINS& Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 80 William Street.
WM. UNDF.RH1LL, Junr, 183 Water Street.
DAVIDT. LANMaN, G9 Water Street.
MARMI & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY & Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, 104 4
100 John St.
LEWIS & PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
na.
RUSHTON, CLARK & CO, UO Broadway,
lOAslor.
House, and 273 Broadway, cor. of Charabers
Street.
PHILIP SCBIEFFELIN & CO, 107 Water
Street.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Streot.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I. MINOR& CO. 214 Futon Street.
1NGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPH E TRIPPI. 128 Maiden Lae.
GRfcENLEAF & KINSLEY, 45 Cortlandt
SlreM.
HAYDO{, C0BLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDSER, 178 Greenwch
Street.
Adata-? ao maravilhosamente a constituicao
que pode ser ulilisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E; DEBIL1DADE,
fortalece;
ONDE ECURRUPQAO,
pwwfica;
ONDE HE PODRID A O,
ALIMl'A.
Este medicamento celebrado que too grandes
servicos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina des* ras Fronte
Washington, Brooklyn, sob a nspeccao directa
do muito conhecido chiruico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade de New-York, cuja cer-
tidao e assignatura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL ,E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSAPARR1LHA
DO DR. TOTOEM.
O grande puriUcndor do sangue
CURANDO
O Herpes
A Hertsipela,
A Adstricqaodoven-
TRE,
As Alporcas
Os Effeitos do azou-
GUE,
Dispepsia,
AS DoENCAS,DEFIGA-
D0,
AHydropesia.
AImpingb
As Ulceras,
O RlIEUMATISMO,
As Cdagas
A Dedilidade geral-
AS DOENCASDE PELM-
AS BORBULIIAS fA CA-
RA,
As ToSSESt,
AVISO.
O abaixo assignado avisa aoSr. Luit Jos Mar-
ques, arrematante do imposto das agurdenles,
que do 1." de Janeiro vidouro em diante deixa de
vender agurdente em su taberna sita na ra
das Cinco Ponta9 n. 144. Recite 22 de dezembio
de 1860.Antonio Jos Pereira Ermido.
Precisa-se de urna criada de meia idade pa-
ra cozinhar e comprar, para casa de homem sol-
teiro : na ra do Crespo, esquina n. 8.
Precisa-se do um criado para casa de ho-
mem solteiro : na ra do Crespo, loja da esqui-
Urna pessoa que nao pode ir ao
Manguind fallar ao Sr. Manoel Ephi-
genio da Silva, roga Ihe queira annun-
ciar onde o pode procurar nesta cidade
visto nao ser permittido fallar-se-lhe na
al'andega.
*mmMssm seis vmm&msm*
SS O hospital militar precisa de urna pea- &|
<> son com as precisas habilitacoe3 para 6
|p exercer o lugar de enformeir-mr, o S?
** convidado deve saber ler.escrever e con- <3>
^ lar, ter boa conducta civil e moral e pra- |
** lica le servido de enfermada, regulando
t seus vencimentos por 638 meusies e S
jg com casa no estabelecimento : a qnem t
|p convier comparec no mesmo estabelo- ffi
g^ cimento munido dos pracisos documen- ?*
^ tos. Hospital militar de Pernarabuco 22 m
, de dezembro de 1860. O alrooxarie, ^
H Thomaz Antonio Maciel Monteiro. ag
VIA FKRREA
uo
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
OExtraclo acha-seconlidoemgarrafas quadra-
das e garante-se ser mais fone e melhor em to-
do o respeito a algum outro purificador do san-
gue., conserva-se em todos os climas por cer-
lo sspaco de tempo.
Cada garrafa do original e
de papel verde
genuino exractu do Dr. Townsend tem a assignatura e a cerlido do Dr. J. R. Chlitton, na capa
exterior de papel verde
No esariptorio do proprietario, 212 Rroadway, New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 21 escriptoric 1. andar, ta
em na htica da na Direita n 88 do Sr. Prannos.
m-
NO
.na
Assignatura de banhos fros, momos,de choque ou chu viscos (para urna pessoa)
tomados em 30 das consecutivos. ,........... 109000
30 cartoes paraos ditosbanhos tomadosem qualquer tempo...... 158000
15 Ditos dito dito dito ...... 000
7 ...... -4)000
Banhos ivulsos, aromticos, salgados esulphurososaosprecos annunciados
r.starndiiccao de precos facilitar aorespeitave) publico ogozo dasvantagens que resultara
da frecuencia de um estabelecimento de urna utilidadeincontestavel,masque infelizmente nao
estando em nosso hbitos, ainda pouco conhecida napreciada;
ARM4ZEN DE ROUPA FEITA
4 n& m wwmm m
Defroate do becco
Casacasde panno preto a 309, 359 e
Sobrecasacas de dito dito a
Paletots de panno preto? e de cores a
20, 259, 309 e
Ditos de casemira de cores a 15* e
Ditos de casemiras de cores a ~ t e
Ditos de alpaca preta gola de velludo a
Ditos de merino setim preto e de cor
a 89 e
Ditos de alpaca de cores a 3*500 e
Ditos de alpaca preta a 39500, 59,
79 e
Ditos de brim de cores a 3J500,
49500 e
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 e
Caigas de casemira preta e de cores a
99, 105 e
Ditas de princeza e alpaca de cordo
pretos a
Ditas de brim branco e de cores
29500 49500 e
Ditas de ganga de cores a
Ditas de casemira a
da Congregacoletreiro verde.
409000
359000
359000
329000
129000
129000
99000
59000
99000
59000
69000
129000
59000
59000
39000
59500
Golletes de velludo decores mu i tolmo a
Ditos de casemira bordados e lisos
pretos e de cores a 59, 69500 e
Ditos de setim preto a
Ditos de casemira a
Ditos de seda branca a 59 e
Ditos de gurgurao de seda a 59 e
Ditos de fustao brancos e do cores a
39e
Ditos de brim branco e decores a 29 e
Selouras de linho a
Ditas de algodo a 19600 e
Camisas de peitode fustao branco e
de cores a 29300 e
Ditas de peito e punhosde linho mui-
to finas inglezas a duzia
Ditas de raadapolo brancas e de cores
a 19800, 29e
Ditas de meia a 19 e
Relogiosdeouro patente eorisontaes
Ditos de prata galvanizados a 259 e
Obras de o uro, aderecos, pulseiras e
rosetas
109000
69000
59000
39500
69000
69000
39500
29500
29500
29000
29500
359000
29500
19600
9
309000
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas imperiaes deFranca.
Kiteexcelente fumo acha-se depositado, diretamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBO A DO C ARMO, o qual se vende por mseos de 2 hectogramos a 19000 e em porco de
10 mseos para cima com descomo de 25 por cento ; no mesmo estabelecimento acha-se tambem
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
imranuHM-KKmssM a
EAU MINERALE
I
NATURALLEDE VICHY
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.22
INJECTION BRO
Remedio infallivel contra as agnorrhas antigs e recentes.
nico deposito na botica franceza, ra da Cruz n. 22.
Preco do frasco 39000.
Ensino de msica.
orrerece-separa tecclonar soUejo.comolam-
bema tocar variosinsfumentos; dando as ti
cues das 7 oras as 9 1)2 da noi lera tratar na ra
ds Roda n. 50.
O Sr. alferes Thom G. Vieira de
Lima, queira dirigir-se a esta typogra-
phia, que se lhe precisa fallar.
Jos Mara da Silva Ferreira avisa a seus
freguezes e amigos que mudou o seu estabeleci-
mento de tinturara de todas as cores, do largo da
Soledade para a ra do Hospicio n. 42, conti-
nuando a receber nos mesmos depsitos, tanto no
largo do arsenal de marinha n. 8, do Sr Anselmo
Jos Duart Sedrim, assim como no largo da ma-
triz de Santo Antonio n. 2, do Sr. Antonio Joa-
quina Panasco.
A administrcao do correio da
Parahiba do Norte contrata homens ca-
minheiros para a conduccao das malas
e paga o jornal mensal de 24.V.O ad-
ministrador, Francisco de Assis Car-
neiro.
Na ra dos Prazeres, nos Coelhos, casa de
porlo com 2 leoes, se precisa de urna ama forra
ou escrava para o servico interno e externo de
urna casa.
Roga-se as pessoas que tinham penhores
na ra da Cadeia dpst>> bairro, n. 15, e depois no
pateo do Hospital do Pnraizo n. 18, o cujos pra-
zos eslao vencidos, venham tira-Ios uestes 8 das
na ra Direita n. 82, primeiro andar, do contra-
rio serao vendidos. Recite, 14 de dezembro de
3560.
Ablha de S. Pedro.
O habito nao faz o monge, o meio de vida
qualquer, nao condemna o hornera a ser tratado
com desdem, e nem servir do objecto de escar-
n< o perante o publico, urna vez quo a sua con-
duela differente da daquelles que nao corapro-
hendendo a lei fallara ao respeito devido as au-
toridades, em cojo caso nao est Albino de Je-
ss Bandeira offlcial do jusli;;a provisionado pelo
juizo especial do commercio," e por isso forcado
por motivos ponderosos deixa de ser official do
juizo municipal da segunda vara, onde igual-
menie servia por ter pedido demissao daquelle
juizo.
Recite 21 de dezembro de 1860.
Albino de Jess Bandeira.
Aluga-se duas casas sitas era Santa Anna
de dentro com bastantes coramodos para qual-
quer familia, sendo o lugar o mais saudavel
para a sade, cora banho perto de casa : a tra-
tar no pateo de S. Pedro n. 6.
Arniazem para alagar.
Alugam-se os dous grandes armazens da ra
da Concordia, onde est o Sr. Paulo Jos Gomes,
do I.' de Janeiro do anno vindouro em dianie :
a tratar com o Dr. Lobo Moscoso, na ra da Glo-
ria n. 3.
O Dr. Lobo Moscoso scientiflea aos seus an-
ligos freguezes, que pelos coramodos que offerece
a ra nova casa da ra da Gloria n. 3, denomi-
nada Fundo, continuar a receber escravos ou
para tratar de suas molestias ou fazer-se-llies
qualquer operaco : alem da boa situacao ha a
grande vanlagem dos banhos salgados, muito ef-
fica7.es para certas molestias chronicas,
Coziaheiro ou cozinheira.
Na ra do Crespo n. 4, escriptorio do meio, se
dir quem precisa de dous criados bons, um para
cozinha e outra para ama eogommadeira, sendo
para familia ingleza.
Fugio no dia 14 do correte raez um escra-
vo de nome Anaslacio, choulo, idade pouco mais
ou menos 25 atinos, estatura regular, cujo escra-
vo foi do engenho Barra Nova, distrido de Seri-
nhem, e hoje pertencente ao abaixo assignado,
foi comprado a Juvencio de tal, do qual tem os
signaes seguintes: rosto redondo, olhos afuma-
gados, nao tem barba, lao someote lem bigode,
do lado direito em cima dos labios tem urna eos*
tura : quem o pegar, dirija-so a levar ao mesmo
abaixo assignado, que o seu senhor, na Capun-
ga, ou no escriptorio da ra da Cruz n. 8, pri-
meiro andar, que lhe gratificar.
Vicente Mendes Wanderley.
Aluga-se
urna casa terrea com bastantes com.
modos, acabada ha dous annos, sita na
ra do Motocolomb n. 73 da fregue-
zia dos Afogados : a tratar na praca da
Boa-Vista n. 16 A.
BA
PROVINCIA.
O Sr. thpsoureiro das loteras manda declarar
que se achara expostos a venda os bilheles da
terceirs parte da prmeira lotera da irmandade
do Senhor Bom Jess dos Martyrios desta cidade
cojas rodas deverao andar impreterivelmenle no
dia 19 de Janeiro prximo futuro.
Thesourana das loteras 22 de dezembro de
1860.Jos Maria da Cruz, escrivao.
Aluga-se o sobrado amarello na Ponte de
Ucha, defnnte do Sr. Dr. Augusto de Oliveira :
a tralar com Ignacio Luis de Brito Taborda, jun-
to do mesmo sobrado, ou no Recife, na ra do
Crespo, loja n. 14.
Attenco.
Na ra do Imperador n. 1-4, precisa-se fallar ao
Sr. Antonio Poreira da Silva c negocio quo o mes-
mo senhor nao ignora.
Fugio do engenho Moreno, da freguezia de
liarreiros, no dia 10 de novenibro do corrente an-
no o escravo Jos, ciioulo, com os signass se-
guintes : baixo. grosso, barbado, rosto redondo,
ps seceos, denles da frente perfeitos, costas
cheias de cicatnzes amigas e de idade 25 a 30
annos, cojo escravo pertence ao abaixo assigna-
do, que recompensar generosamente a quem o
trouxer r>o engenho cima.
Antonio Pedro Cavslcanli de Albuquerque.
Chamamos a atlencao da polica para um
rapazinho, que sem ocrupaconem quem o diri-
ja, divaga pelo paleo do Carmo, ondo dorme e
come, e altrahe a expeclaco dos que por all
passam ; parece soffrer de defeilo mental, em I
visla dos actos que pratica, como os de jngo de i
pedras contra quera pana, provocar os almocre- '
ves, e proferir obscenidades : a polica deve pre- i
venir alguma desgrara que ter de occorrer, ou
fazendo-o recolher casa do caridade, ou de
deleDro.
Alugam-se dous andares do sobrado da ra
da Cadeia n. 24, tendo commodos para grande '
familia : a tratar na loja do mesmo.
O advogado Antonio de Vasconcellos Me-'
nezes do Drummood, durante as actuaos ferias
forenses pode ser procurado para o exercico da
sua proQsso, na ra do Hospicio n. 17.
Antonio Joaquim Vidal, tendo arrematado!
para seu pagamento as dividas da casa de Thiago '
da Cosa Ferreira Estrella, como ronslam do edi-
tal no Liberal Pernambucano de 19 do correnfe
mez, vem pelo presente fazer scienle aos ditos'
senhores devedores que elle o nico habilitado
ao recebimenlo das mesmas dividas, e pede a
brevidade do pagamento, afira de poupar despe-
zas entre os partes.
Recite a Sao Francisco.
(LIMITADO.)
Avisa-so ao respeitavel publico que do dia 31
do corrente em diante a companhia dexar de
despachar carga para a eslacao d Ponlczinha, o
trem continuar a passar para tomar e deixar
passageiros c bagagens.
AssignadoE. II. Bramah,
Superintendente.
Augusto C. de Abreu participa
aos seus freguezes que, em quanto du-
rarem as obras que se estao fazendo em
o seu armazem da na da Cadeia, as
quaes obras deverao ser concluidas at
o fim de Janeiro prximo futuro, esta
rao as fazendas a venda no primeiro
andar por cima do mesmo armazem.
Dosappareceu um cavallo do largo da ra
da Paz, no dia 21, do noite, sendo o cavallo pe-
drez, pequeo e magro : quem o achou leve-o a
ra do bol n. 29. que ser recompensado.
Muita precisao
Precisa-sede um caixero que cntenda do tra-
fico, de fiador a sua conducta, saiba 1er e es-
crever : na padaria do Livramenlo n. 32.
Attenco a queiu tiver escra-
vos fgidos.
Fazera annos que foi vendido um escravo da
provincia da Parahiba para esta cidade ou para
outra trra, sendo moco, e de cor cabra : quem
se julgar cora direilo ao dilo escravo, deite no
correio desta cidade urna caria que declare o no-
me do dilo escravo e alguns signaes, a casa, ra
e numero aonde se ha de procurar para sedar
escla'ecimentos: a carta deve ser dirigida a Ma-
noel Francisco de Freitas Baptista de Andrade.
Precisa-se alugar urna sala e um quarlo pa-
ra escriptorio, no paleo do Imperador, ou em
qualquer das ras do mesmo norae Crespo,
(Jueimaao, das Cruzes, S. Francisco, estreita ou
arga do Rosario : quera tiver queira dizer as
lojas da praca da Independencia us. 6e 8. ou na
da esquina do Cabug por baixo da casa do re-
tratista para ser procurado.
Aluga-se a casa da ra dos Prazeres, de
portao, cora 2 leoes : a tratar na mesrua com Jo-
s Carneiro da Cunta.
No dia 19 do correle desappareceu um ca-
vallo sellado, da ra eslreita do Rosario, cujo ca-
vallo lera 09 signaes seguintes : caroo, magro,
sem andar nonhum novo, o espinharo com urna
bexiga, tem orelhas de burro, de baixo d& cauda
tem urna verruga ; quera delle souber, dirija-se
a casa do Sr. Pocas, que ser recompensado.
Ouem tiver comprado um binculo de mar-
fim j usado, querendo fazer o favor de rostitui-
lo, procuro ao abaixo assignado. quedar o mes-
mo dinheiro que por elle se tenha dado, e mais
anda, com tanto que saiba qnem teve a fraqueza
de Ih'o furlar, sobre o que alias promelte guardar
segredo.Jordos Anjos Vieira de Amorim.
Aluga-se o armazem da casa n. 41 sita na
ra do Imperador ; a tratar na casa do fallecido
commendador Luiz Gomes Ferreira, no Mondego.
Machinas de costura
DE
Slvat & Companhia.
Estas machinas sao as mais perfeilas
no ramo de mecanismo, unindo a urna
simplicidade a maior ligeireza e perei-
cao para toda e qualquer qualidade de
costura, do ponto mais fino ao mais
grosso. O vendedor se obriga a ensinar
o methodo aos compradores ate o sa-
berem bera, assim como a ter as machi
chinas em ordem durante um anno.
Estas machinas cosem com 2 ios nao
quebram o fio como muitas outras o fa-
zem e sao as melhores e mais baratas
ate hojeconhecidas no mundo, ellas se
acham expostas na galera do SR. OS-
BORX, RETRATISTA AMERICANO NA
RA DO IBS PE It ADOR N. 38, onde
urna senhora competentemente habili-
tada as fara' ver e trabalhar. Igual-
mente se acham expostas no armazem
de MACHINAS AMERICANAS, RA DA
CRUZ N. 4 E 9.
I Attenco. I
Vende-se on permuta-sepor casas pe- t
co quenas urna grande casa sil 1 em um lu- .
H gar prximo desta praca, podem dirigir- jj|
M se para informacao e ajuste ao agente j>
ffj Antunes na ra do Collegio. ?|>
Pa ra a fesla.
Na praga da Boa-Vista n. 16 A, veudem-so
queijos flamengos chegados neste ultimo vapor
francez a 2^400, dilo prato a 960 a libra, vinho do
Porto engarrafado muito fino a l200 a garrafa,
presuntos portugnezes a 400 rs. a libra, e outros
muitos gneros muio frescos, que sem a visla do
comprador se pode fazer negocio.
BOM E IUIM.0
s no armazem de 4 por-
tas, na ra Nova nu-
mero 48.
Vende-se superior manleiga ingleza a ljjl20
rs. a iibra, dita a 800 rs., dita franceza a 800
rs., queijos viudos no ultimo vapor a 3$200 rs..
dilos a 2g000 rs.. cha muilo superior a 23-2O0,
dito a 2$(IOO, caf muito novo a 280, wroz do
Maranhao a 100 rs. a libra, btalas muito novas
a 120a libra, chocolate franceza 1200 a li-
bra, bolachinhas em latas de todas &s quali-
dades a 1*800 eda urna, vinho Figueira a 560
a garrafa, dito Lisboa a 56!), dito Porto a 650.
ditos engarrafados de todas as qualidades a 1 jOOO
cada garrafa, escolhento o freguez a qualidade
que lhe agradar; queijo suisso a !60 a libra,
ameixas muilo novas a ig200 a libra, e tambem
em frascos pequeos, doce de goiaba muito bom
a 1^200 o caixo. dito da casca a 1$500, marme-
lada em latas de 2 libras a lj}r>00, doce em latas
h 900 rs. cada urna, e outros muiosgneros todo
de superior qualidade o procos muito em
con la.
Extracto
DE
No dia li de novembro ullimo fugio do en-
genho Una, onde mora o abaixo assignado, o mu-
alo Joaquim, idade de 25 annos, altura mediana,
secco do corpo, cor um lano baca, cabellos um
pouco crespos, porm denoiandoser casta de ca-
boculo, tem em ura dos lados do queixo urna ci-
catriz de queroadura, e principia a barbar ; este
mualo pertence ao mesmo abaixo assignado. o ^^^ ji
qual previne a quem quer que for elle ollerecido i 8800910 6 OUirOS 6SS6CU1S
por venda por Manoel de Avila Brum, nenhum j
negocio faca com elle, sob penna de. nullid.-.de, j
puis que o dito de Avila so chama a posse do re-
ferido escravo indevidamente : roga-se pois a !
lodas as autoridades policiaes, capiles de campo :
ou qualquer pessoa que delle souber, o appre-j
hendam e facam chegar s suas maos, no mesmo
engenho Una, que promelte recompensar bem.
Constantino Jos Soares.
i<3 v?-l
C ompras.
COMPAMIIA DA VIV FRREA
DO
/?ecife a Sao Francisco.
Avisa-se ao respeitavel publico que se emit- .
lem as Cinco Ponas, bilheles de periodo de 1
a 6 mc7es para todas as eslaces, com grande ]
abalimenlo nos precos eque se fizeram diversas!
redueces nos precos de transporte entre Cinco '
Ponas, Escada e as oulras estacos nos seguintes
arligosasaber cavallos, assucr, madeira, pe--
dra, lenha, carvao de pedra, estrume, capim, ti-
iolos, telhas e ladrilhos, para mais informscoes '
dirijam-sc ao Sr. James Kirkham na villa do Ca- j
bo ou em qualquer das eslaces.
AssignadoE. B. Bramah,
Superintendente.
Precisa-se de ura criado forro ou caplivo':
na ra da Cadeia do Becife n. 50, primeiro andar'
No dia 18 do correnle desappareceu da casa i
do abaixo assignado um seu escravo de nome
Moyss, de 18 annos de idade. pardo, de estalur !
regular, corpo secco e espigado, sem barba ne-
nhuiDB, olhos pardos, nariz afilado, bocea peque-
a, labio inferior grosso o ps grandes, levou ca-
misa branca, urna calca parda escura e outra
azul : a pesso que o apprehender, pode leva-lo
ou a ra do Vigario. sobrado n. 21, segundo an-
dar, ou a ra das Cruzes, em Santo Antonio, so-
brado n. 35, primeiro andar, ou ao sitio na tra-
vessa da Casa Forte para o Poco da Panella, que
ser recompensado.
A. J. de Moraos e Silva.
Perdeu-se do poder dos abaixo assignados,
em 17 do correte, urna letra, sacadores Guima-
res & Alcoforado, da quantia de ris 62020,
5 mezes, aceitante Joo Jos de Carvalho Jnior:
quem a tiver achado e queira restitui-la na ra
do Amorim n. 54, ou as Cinco Pontas no esta-
belecimento do aceitante, visto que elle j se
acha prevenido, s paga-la aos abaixo assigna-
dos. Becife 21 de dezembro de 1860.Candido &
Alcoforado.
Compram-sc moedas de ouro de 20: na
ra Nova n. 36, loja.
Na casa n. 3 da ra da Alegra corapra-se
urna cabra de leite.
Companhia de ca vallara do exercito.
Gompram-se cavallos com as qualidades se-
guintes : mansos, novos, grandes, castrados e
saos, ainda que nao lenham andares. Santo A-
maro 20 do dezembro de 1860.
Manoel Porfirio de Castro Araujo.
Capito commandante.
Conipram-se escravos,
sendo de ambos os sexos, de 12 a 20 annos de
idade, sadios e boas figuras ; na ra da Impera-
trizn. 12, loja. .
Vendas.
Vende-se um cabrolet novo e um cavallo
gordo : para ver, na cocheira do Sr. Malveira,
onde so saber com quem so deve tratar.
Vendem-se saceos com feijao por 3a o sac-
co, proprio para animaes: no paleo de S. Pedro
numero 6.
Vende-se na ra Direita n. 99, 5 pipas afer-
radas de novo, proprias para agurdente.
- Vende-se urna preta perfeila cozinheira at
do torno, e ptima engommadeira, faz labyrinlho
e cose, duas di'as boas engoramadeiras o cozi-
nheiras, sabendo urna dellas cortar caigas, jaque-
tas, e faze-las por ter sido de um alfaiate, urna
dita com principios de todo o arranjo de urna
casa, e dous pretos, sendo um moleque de 16 an-
nos e o outro bom canoeiro e caiador, com 26
anuos: na ra das Cruzes n. 18
para lencos.
Na loja da aguia branca se acha o verdadeiro
extracto do sndalo, bem conhecido por sua su-
perioridade, em frascos menores o maiores a 2?
e 2J50O, assim como finas essencias de rosa, Mag-
nolia, Patcholy, Luisa & Mara, e muitos outros
cheiros novos e agradaveis, e conforme o tama-
nao do frasco vende-se a 2a, 3, 4 e 53>. A bon-
dade de taes essencias e extracto j bem co-
nhecida pelas muitas pessoas quo lem comprado,
e ainda ser por quem de novo comprar : na ra
do Queimado, loja da aguia branca n. 16.
Campos < Lima
receberara urna factura de chapeos de sold se-
da para homem, tendo enlre estes alguns peque-
os que servera para as senhoras que vao para o
campotoinar banhos se cobrirem do sol, e como
a porco seja grande se resolvero vender pelo
preco de 6# e 6S5O0, e alguns com pequeo de-
eito a 59 : na ra do Crespo n. 16.
V Kecebeu-se recentemente e continua a d*
9 receber-se directamente de Paris e I.on- p
dres por lodosos vapores, de encommen
^ da especial, arligos de modas para se- f
nhoras na Z
| Loja de marmore.
Jockey club
A direccao pede por mais urna vez
aos Srs. socios para comparecerem hoje
no salao do hotel inglez ao meio dia
alm de tratar se de negocios que exi-
gm prompta decisao, a qual sera' to-
mada pelo numero que comparecer.
Alugam-se os dous andares do so-
brado da ra da Cruz n. 45, recente-
mente pintados e commodos suicientes
para familia : a tratar no armazem do
mesmo
Clemente Tavares da Cruz, subdito portu-
guez, relira-se para o Rio de Janeiro a tratar de
seus negocios.
Os abaixo assignados declarara ao respeita-
vel publico, particularmente ao corpo do com-
mercio, que tem dissolvido amigavelmente a so-
ciedade que tinham as duas tabernas, sendo
urna na travessa do Morisco n. 7, e outra na ra
do Padre Floriano n.74, que gyravam sob a fir-
ma de Silva & Rosas, ficando o activo e passivo
das mesmas a camo do mesmo Silva. Recife 21
de dezemhro de 1860.Jos Gomes da Silva.
Jos Antonio Soares Rosas.
Fabrica Sebastopol.
No largo dos Coelhos n. 13.
O proprietario desta fabrica previne a
9 todas as pessoas que precisarem comprar
telhas, que uao comprem sem irem a dita
9 fabrica, pois ha de ludo muito e do me-
tt lhor, telhas para canos dobrados, ditas
9 para cobertis de cumieiras, lijlos de la-
t drilho quadradoa, ditos quadro-longo, di-
9 tos para forno de padaria e fogo, sendo
9 pelos precos seguintes : lelhag de 15$ pa-
9 ra mais o milheiro, lijlos de 109 para
9 mais, aproveitem.
Vende-se um selim inglez e seus
pertences com pouco uso : na ra do
Crespo loja da esquina n. 8.
Capachos.
Vendem-se capachos redondos do 3 palmos
pintados pelo diminuto prego de 19, ditos de
4 e meio palmos a 19280. ditos de 7 palmos e
meio de comprido a 18800; na ra do Impera-
dor o. 63, taberna.
Vendem-se dous escravos, sendo um pardo
para todo o servico, e um preto por commodo
preco por seren com defeito physico : na ra das
Cruzes n. 18.
Vende-se urna padaria em Olinda, na ra
deMathiss Ferreira, com todos os pertences : a
tratar na mesma.
Attenco ao bello gosto.
Vende-se o superior doce de perluxos ; na ra
Augusta n. 31.
Ra Ao Queimado u. SO
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, fazenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
605000, ditos sem defeito a 1009000, tem um
reslo de chales de loquim que estac-se acabando
a 309000, ditos de mirin bordados com ponta
redonda a 89000, ditos sem ser de ponta redonda
a 83000, ditos estanpados com listras de seda
em roda da barra a 99000, ditos de ricas estam-
pas a 75OOO, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 29000, ditos sera franja e muito
encorpado a 29000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfeitados a
259000, ditos muilo superiores a 309000, en-
feitesde vidrilho preto a 39000, ditos de retroz
a 39500, organdis da mais fina que ha no mer-
cado a 19000 o covado, cambraias de cores
de padres muito delicados a 800 rs. a vaia, ditas
de outras qualidades a 600 rs. a vara, ricas chitas
farncezas de muito boas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pod
imaginar, peitos para camisa a 240 rs. cada urna,
cortes de casemira de cores a 69000, ditas em
pesca de quadrinhosa 49000 o covado, golliohas
de muito bom gosto a 19000, ditos de outros
bordados ricos a 3#000, manguitos de cambraia
bordados a 39000, tiras bordados e entrimeios
quesevendem por prego commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de cran$as, e capinhas
para senhoras a 19400 rs. o covado, cortes de
cambraias de salpicos a 59000, cortes de cam-
braia enfeitadas cora tiras bordadas a 69000
e outras muitas mais fazendas que ser difcil
aqui pode-las mencionar todas.
No armazem de E. A. Burl
le C, ra da Cruz nu-
mero 48,
vende-se cbampaaha das melhores marcas que
vem ao mercado, mais barato que em qualquer
outra parte ; cofres de ferro (burras) das quecos-
turna receber, do melhor fabricante que ha neste
genero, sortimentos de todos os lmannos e lo-
dosos preco? ; novo sortimento de pianos, de
um excedente fabricante, que se venderlo por
conta do mesmo, deduzindo-se a commissao e o
descont _._... ... _


()
DI1RIO DE PEhNAMBUCO. QUARTA FE1RA 26 DE DEZEMBRO DE 1880.
Palitos do gaz e
de cera
desta superior qualidado s se vendo no arma-
zeui dfl Barros & Silva.
E o ultimo oslo.
Suporiorcs Riirguroes do'seda de quadrinhos,
du liados padres, polo baralissiiuo preco de 1
o covado, grosdunaples liso de lindas cues o '2>
o covudo. corles de laa muito lina cun 15 eova-
dos, padres muito bonitos a 8#, ditas de quadros
padrns tambem rauito bonitos a 480 rs. o cova-
do, diales de cores, padres ititeiraroente novos
a 13 rs. o covado ; aproveilem eni tiuanlo se niio
acaba : na ra do Queioiado n. 22. loja de
boa-di.
Vende-se urna escrava de 18 annos coro sl-
guraas habilidades, e muito propria para criar de
leite, pois tem bstanla : a quein convier, pue
procurar na praca do Curpo Sanio n. 17.
'' a 5*500
Vende-sefaritilia de mandioca a 3<500
a sacca : na rita da Madre de Dos nu-
mero 55.
Libras sterliuas
Vendem-se no escriptorio do Manoel Ignacio
do Oliveirat Fillio, praca do Corpo Santo.
Vende-se um lindo cabriolet cora
todos os seus pertences : na ra da na-
Iriz da Boa-Vista sobrado n. 55, pri-
meiro andar.
Vendem-se 500 bragas de Ierras do lala da
propria para engenho por ser brejo, e ainda ler
nulas, no lugar de Wagi)* (raudo do Tiuma da
froguezia da cidado de Nazaretlt quem preten-
der, dirija9eaS. Vicente casa do padre Andr
Corcino de Araojo Porcira.
I'alelots de seda a 10 : na loja do Julio &
Conrado.
Vendem-se Ires bou mansos, grandes e
gordos : na Estancia, sitio ao lado da iareia nu-
mero 22. '
Parolo de Lisboa,
muito superior o novo, por preco commodo; na
rua do Vigario n. ID, piimeiro indar.
burros andaluzes
Na rua do Vigario n. 19, priraeiro andar, ainda
U-.ra por vender 2 tiurrox d*. pora rara lalpanlHH
la, dostjnaes se dispcm a prero comino lo.
Ao publica.
Paria A; C. proprielario da loja de mar- :';.'
more, avisam aosseus uumerosos fregu- !j|
zes e ao publico em geral que acabam do recelier um completo sorlimento de a- S***
/..Midas de modas e lodas scrao veudidas <$
por presos mdicos.
Vende-se urna morada de casa
terrea na rua da matriz da Boa-Vista :
a fallar na mesma rua sobrado que vol-
ta para a rua da Glorian. 53.
. Ka msese*
(urgel d? Perdigo. j|
$Rua da Cadcia loja n 23.S
jg Heceberam uovos corles de cambraia
[5 branca bordada do ouas saias e babadi- j
ii nhos. J%
, Ri'ceberam ciniipielos stiiiiutentos de
te vestidos de blondo coni mana, eapclla e
mais pertences.
If> Rt'Ceberam modernos chupus de ya-
B lha para senhora eiifeitados de plumas e
v flores.
Receberam novos enfeites de cures e
peitos para senhora, pulceiras e estratos
di
M.uw>w a uou, iueue oe carrap
rafa, milbo e farelo a 200 rs. o cuia, cli
vmho do Porto engarrafado a 1> e 800 rs. a gar-
rafa ; na travesea do paleo do Paraizo n. 1(3, ca-
sa pintada de amarello.
Vende-se urna mulata de moia idado, peri-
ti engommadeira c co/.inheira, e cose solfrivel-
inente : a tratar na rua da Cadeia velln
segundo andar, das 7 s 9 horas da
das 4 1|2 da larde em diante.
Vende-se urna escrava crioula, a qual cozi-
nha com perfeicao. rngomtua, faz doces e refina
assucar : na rua de Hurlas n. 85.
|g de sndalo.
Keceberam chapeos para homem, de
castor preto, branco e de seda furnia
moderna
Vendem ricos cotes de vestidos de
soda, ditos de barege e gaze de seda de
babadinhns.
Vendem as rommodas saias balo de
musselinas c cutim de algodao para se-
nhora e enancas
tfv Vendem sedas e grosdeuaples de qua- ,
Wt drinhos padres modernos e cores es- *
fe curas, ditos lisos.
i
|g Vendem manteletes prelos de grosde-
fnaples, dilos de seda bordados o dous
bicos, capinhas de croxe branco c do
m cores, polonezas do gorguro, taimas de
i Vede-se
EM CASA DE
Adaoison Howie & C.
Vinho do Porto de superior qualidade.
Tima de todas as cotes.
Lona e flele.
Fio de vela.
Sellins, sillines, arreios e chicles.
Holhas.
Rua Paos de Jacaranda.
Na serrara de Paulo Jos Comes, rua do Im-
perador, vende-se duziae meia do paos de Jaca-
randa : a Itolar na rua do Crespo n. 7, loja de
Guimaraes A; Lima.
Aos viajantes da estrada
ferro.
Hiquissimo sorlimento de bolsas para viagem 4< VPI a moda da Europa, as quaes sao milito neces9a- YClUUUtlldJ
ras para conduzir preparo* para viagem : na rua
Nova n. 2.
Vende-se um preto bom cozinheiro : na
rua Direita n. 123.
Farinha a o#500.
Vende se no armnzem da rua da Madre de Dos
n. J5, sacros com boa larinha de mandioca, de-
sembarcada hontem, pelo barato proco de SOO
cada sacco.
olilhouovo a4,<000.
Vendem-so milhonovoem saceos grandes, pe-
lo preco cima ; no oimazcui da rua da Madre
de Dos n. 3.5.
Mil
de
n. 51.
uianhaa, c
240.
Cassas de lindos padres e cores fixas que se
podogarantir aos comprados, 5 210 rs. o covado'
ua rua do Ouuiuisdo, loja de portas ti. 3'J.
Jouvin,
luvas de
Touciaho a 320 a libra,
arroz a 100 rs.
Vende-so loucinlio de Lisboa muito novo a 320
rs., arroz muito bom a 100 rs., presunto muito
novo a 480 : na rua das Cruzes n. 24, esquiua da
travessa do Ouvijur.
Boncls para meninos.
iua do Crespo,
loja n. 23, de Joaquina Fcrreira do S, vende-se
por procos baralissimng, para acabar: pecas'de '
cambraia lisa fina a 3*. organdys muito finas t l'r''^'" eslacao.
O lempo proprio para so comprar os bonilos
bonets de panno lino enlejiados com lila de cha-
malote e borlla, outros enfeilados com lila de
velludo e pluma, o outros com galaoiinho dou-
rado todos pelos baraiissimus procos de 3;j500
4e^.(dilos de palha escura, iui bonilos
lories a d-, gorras de palha branca enfeitadas
10500, e outros inul ditferenles bonets de panno
etifeitados a 13 e 13.281* : na rua do Queimado !
loja da azuia branca 11.10.
Seboe graixa.
So'-coadoe graixa em bexigas: no armazem
u' iasso Irniao, uo eaae da Apollo
s Nacninas de vapor. ^
gg Iludas d'agua. ;J
^ Moeudas decanua. fl
Taixas. ,5,.
Rodas dentadas.
BroDzes e aguboes.
,3 Alambiques de ferro. ^.;
C Ciivos, padres etc., etc. *>
t] Na fundicao de ferro de D. \V. Rowmnn,
Karia t\ C. propiielarios da loja de fv ^M^^ "timminiWi \9 rua doiBrum passando o chafariz.
marmore. ovisam ao bello sexo em geral vendoin-sosaceos com teijao mulaiinho, che- "''"^<-".JiS lSSgi^ @*J
que acabam de receber uui completo sor- f^ "''do^ da liba do Fernando ; no arma/.om de l'.ar- |
timcRlo de lateadas do modas proprias rf>
Bolsas de tapete para
viagens.
Vendem-se mui bonitas bolsas de tpele prc
pnas para viagens, ele, ele, pelos baralissirai*
preeos de 5, 6 e7 : na loja da aguia brant
rua doQoein.ado n. 10.
Bonitos cintos para senil-
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-so i>" boni-
tas filas com Ovalas para cintos de tibores e
meninas, o pelo baralissimo preco o 2' : em
dita loja da aguia branca, rua do i-imado nu-
mero 10.
Objectos de gosto
Ao bello sexo.
H
\ loja da aguia brancas acaba de receber de
sua encommenda as verdadeiras luvas deJou-
viu, pnmeira qualidado, tanto brancas como pre-
tas para homem e senhora : quem precisar, diri-
ja-se a dita loja da aguia brauca, roa do Ouei-
uiado n. 10.
Vende-se uma escrava moca, propria para
o servir,) ,j0 campo, e tambem urna negiinha de
a 10 annos: na rua da Cadeia do llecife n. 22.
Farinha de mandioca a 5$500
o saeco.
ende-se na rua da Cruz, armazem n.2C.
Fcijo mulatinho.
Mr5 =^ WT9t.^Sk.-
senhoras e nj' ninas.
A leja da agina branca r'cebou un bello sorli-
mento de obji-cios de merto gosto e ultima mo-
da, proprios para senh-^rase meninas, sendo de-
licadas gollinhas e vallas de vidrilho, voltas de
coral o cornalina com atacador de mola, doura-
do, obia interamenle nova e de muito {talo, o
pelos bara'issirnos preeos de 2> cada objecto :
na rua do (Jueimado, loja da aguia branca nu-
mero 16.
1,
'ros iV Silva.
a
Para acabar.
Chapeos do Chylo finos pelo baixo preco de 4$,
o, 0, 7 e 8^ cada um ; na rua da Cadeia n. 17.
modernas a 500 rs. o covado, cassas abertas de
heniles cores a 210 rs.. chitas larcas a 200 e 2 10,
cortes de cassa de cotes a 2#. enlremeios borda-
des a 10580 a peca, babados bordados a 320 a
1 ira, sedinhas de qoSdrds finas a 800 rs., casa-
veques >!" ca1 brala e fil a 53, penleadores de
Cambhiia bordados a 55. gollinhas bordadas a
640, ditascoill ponas a 23500, manguitos borda-
dos de cambraia e fil a 2a, damasco de laa com
9 palmos de largara a I96OO, bramante de linho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, luvas
para senhora a 1(!i) rs. o par, capas de fustao en-
eiladas a *, peca* de madapoln lino a 1$, ];ia-
zinhd de quadros para vestidos a 320, comisus de
cambraia bordados a 2-*. sobiecasaca? de panno
Roo a 2IIJ; e2">S, paletots de panno { easeniira de
16 a 20$, ditos de alpaca de 3$3O0 a 89, ditos de |
brini de crese brancos de 3*-oll0 a 5$, cairas de
casemira prelas e de cores para lujos ps preeos,
dilos de brirn decores e brancos de 23 a 8, ca-
misas brancas e decores para todos os preeos
eoHeles de casemira de cores finos a 0.3 ; assira
como outras multas fazendas por menos do seu
valor para fechar contas.
A 2#400 cada j,nejo.
Na rua da Imperatriz n. i, vendem-se queiios
llamengos chegados nesle ultimo vapor rancez
wmtmmm-mmm
Knfeiles de velludo, ultimo
gosto.
A loja da aguia branca acaba de recebor mui
bonitos e delicados eueiles de velludo, obra de
toda perfeicao e ultima moda : vendem-se a lOj
e 129: quem os virno hesitar de os comprar;
vendem-e tambera outros de velludo e froco a
1$. 4S e 5f: na rua do Qucimado, loja da guia
branca 11.16.
2S00.
kfi/Bonn^
ilEii.10
de
EUMI
Seda grandes parahomeni
a 5^000.
Na rua Nov n. .'(0. defronleda igreja da Con-
ceicao dos Militares.
Rua Nova n. 32.
Loja de molas di- Thom Lopes do -Sena, e ou-
lr ora de sua sogra Hdame Theard, receben pelo
ullimu paquete bous chapeos de se.la de diversas
cores e qualidades para senhora, diios de palha
da Italia, ditos de seda para meninos se baplisar,
bous enfeites de diflerenles qualidades e cores
para caber.a, crep preto, fitas de velludo e de
seda, franjas, e outros muito* odjectos ; recebetn-
se ligurinos lodosos mezes, i'a/.eio-se vestidos,
capas, manteletes e vestuarios para meninos bap-
lisar-se, o ludo maia quanto perleoco ao toilele
de uma st-nhora.


w
t *
B
elogios
Soissos.
cimento convidan) ao respeitavel
achara em seu armazem de
por seren
vjnderaoiior preeos razoaveis.
Vende-se frco de lodas as cores o grossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, OO e 1 rs. a
peca ; na rua do Qucimado, loja da aguia bran-
ca n. 1G.
Grammatica m
glezade llendorff.
se napraca de Pedro II (antiffo largo' e.da,,a p1ra desernPen,li"- ^ obras a von-
'loColIeSio)n. 57, segundo andar. t^ES* Ia lera co-nplolo sorii-
a ment aopilitoude una casemira modello un-
Relogios.
Vendem-se em casa do Braga, Silva & C, re-
logiosdeouro do diversos fabricantes inglezes,
por preco commodo.
Ghega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e decores fixas
Em casa de Schafieillin & C, rua da Cruz n.
ac nnnn!/.lA! ^ ^. 3 ^ *. ala 38, vende-se um grande e veriauo sorlimento
s proprietanos rte-ste estabeift-rere,ogio8dea,ibera 'soninc*. ..otates,
^^<-'^J%M -^v^i.Vy' cliruiiomctros.nieioschronouielrosde ouio, pra-
dos do bom e barato que se '" (loura,J;, <; foleados a ouro, sendo estes relo-
molhados de" novainenle sonido deteneros, os mell.ores'q.ie tem |gl0S.'ln5 Pri""irus labricantes da Suissa, que se
vmdo a esteoercajo, porserem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e
a maior parla delles viudos por coma dos propietarios
Ciigos com e\iainpau\\a
das melltores marcas que lia no .mercado a 20^000 e em garrafa a 29000.
\gos de comadre
era caitas proprias para mimo a 1&000.
Bavris com azeitonas
os mais novos que ba no mercado a 192000.
Serveja lirauca
las mais acroJiladas marcas a .1J000 a duzia e em garrofa a 500.
Queiios Aamengos
recebidos pelo ul.imo vapor de Europa a 3000 n ?Z "cT T^V ^
1 .. a escrever^e a fallan nglezem G mezes,
"UC1JOS ^avtO obrainteiramente nova, para uso de
das melliores qualidades que lam vindo a eslo mercado a 900 reis a libra, e cm porcio se fa- todos os estabelecimentos de instruc-
ra algum abatemenio. l^o, puUcos e pPtcularei.
Qucijos suisso
tecentemente cliegado e de suqerior qualedade a 9G0 reis a libra.
Cuocoiate
Jos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porcao a 80 ti..
MarmeVada imperial
do afamado Abreu.e de Joutros mais fabricantes de Lisboa em latas de 1 a 2 libras a 800
rs., em porcao de se far algum abatimento.
Maca de tomate
era latas de 1 libra por 900 rs., em porreo vende-se a 850 rs.
Conservas francezas e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. ojfrasco.
Latas de bolacuiuua de soda
com diferentes qualidades a 1600 a lata
\meixas francezas
as nais novas que tem vindo a este mercado em compoleirs, conlendo 3 libra* por 39000 rs.
o em tatas de 1 e 1|2 libra por 1*500 reis
Caixinuas com 8 libras de passas
a 39000 rs. em porcao se far algum abatimento, vende-se tambem a rotalhoa libra a 500 rs.
Manteiga iugleza
p^rfeitamenie flor a mais nova que ha no mercado a i000 rs. a libra, em barril se far al-
gum abatimento.
Cha perola
o mellior que ha neste genero a 29500 rs. a libra dito hyson o 29000 rs.
Mauteiga franceza
a 720 rs. a libra em barril se far abatimento.
ToucinUo de Lisboa
o mais novo qua ha no mareado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
u-jeavinhas de 8 libras com deferentes qualidadespor 49OO0 rs.
Tambem vendem-seos seguin tes gneros, ludo recen temen te chegado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 48u rs. a libra, chouriga muia nova, marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa,maca de tmale, peraaecca, passas, fructas em calda, amendoas, nozes, frascos com
amendoas cobertas, confeites, pasiilhas de varias |ualidades, vinagre branco Bordeaux, proprio
para conservas charutos dos melhores fabricantes de San Flix, macas de todas as qualidades, ecV/iVieo^^^vado.'bm brancod<
gomma muito fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cenejas de ditas, "
spermacete barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei-
tonas muho novas, banha de porco refinada e outros muitos gneros que encontrarlo tendentesa
molhados, por isso prometlem osproprietariosvenderem por muito menos do que ou tro qualquer,
proraettem mais tambera servirern aquellas pessoas que mandarem por outras poueo praticas como
se viesserapessoalmente; rogam tambem a lodosos senhores de engenbo e senhores lavradores
queiram mandar suas eneomtnendas no armazem Progresso,que se Ibes affinca a boa qualidade e
o acondlcionamento.
Esleirs da India de 4, I>
c (> pamos de lar^o.
No arin.i7..-ni ae la/en las da rua do (Jueimado
i). 19, propriamente para forro do salas o catna
por ser di melhor qualidade, e lodas brancas
Chales.
Ricos chales de merino estampados, de c.Ves
muito bonitas a 7, dilos omito Unos a 8*500
dilos lisos a 5. 4UIS bordados amalza8#50o
na rua do Queioiadon, 22, loja da boa.fi.
Manlerimde laa fazenda nova do ul- :
lino gosl, em casa de Julioj Conrado
^ m roa do Queimado n. 4b.
Tachas e moeodas|ElrsS
-S r3 r sno i dep- ":':r !s^a 'pjpwss fis
sito .1a rua da noada n. .> A, um grandesort-18jM dozia, ditos de cambraia de algoso a 23100
largas : linas com ;l
o assini oulras mul-
las fazendas que vendeme

Wi loja da boa f;, na ru
do Qucimado n. 22,
vende-se nimio barato.
Cambraia lisa fina com 8 i\i varas cada peco a
[$500, dita rnnilo lina coifl SlpiCo a 5#, dita d<-
cores de padres muito bonitos a 320 u covado,
corles de casia pintada cum 7 varas a 2240. lih'i
de licho liso muito lino a ($00 rs. a vara, tarta ta-
na nimio lina branca e de cores com 1 1|2 vara
le largura a 80 rs a vara, guarnieOes de cam-
braia [manguitos e golla] bordadas muito linas a
90, gollinhas bordadas ue cambraia muito lina a
I?, espartilhos muito superiores pelo baralissimo
prego de 0|, pontea de taataruga a iotperatr
muito superiores a 9$, bonets de velludo para
meninos a Bf, ditos de panno preto a 'Jg, sapali-
nhos do mi-rin muito enfeilados a 28 u par, coi-
las francezas Qnsa escuras e claras a 280 cora-
do, cortes de cambraia de cores com 3 babadn<
2 varas cada corle a -l^r-OO, superiores
de linho muito fina e r'ca-
>3, ditos de cambraia de algo-
dao com bico d
baratas.
10 Rua do Queimad) W
Cotes di' cambala branca muito ,na com M'"
| picos miudinhos n -{JCOO.
Cambraieta para vestido, mui1 "DS, pelo ba-
ralissimo preco Oe 25000, 2800*S e 3f*00 cada
peca.
ilaloes de tnussulina, dikS arrendados, ditos
de tuadapolo.
Loja a boa f
Rua da l-npcratriz n. 74.
Vende-se.'eCa oe franja para c.rimados eou
15 varas a -6- manguitos com gollinba bordados
a 4, car"*'"" com gollinha 2$ c 3?, gollinhas
bordad^ M0 p lfl200, liras bordadas mnito fi-
naseS-00 CjOOO ts., ntremelo? a 2 a peca,
per-es de tartaruga a 4$, ditos virados muito r-
l.s a 8i, enfeites de lita de velludo com aco a
-to, i- muils mais fazendas que se vendem
barato para acabar.
Machinas ameri-
metilo do tacllas e moendns para engenlio, do 3# a duzia, liras bordadas
muito acreditado fabricante Edwin Maw a ira-!?J?7**.** '"''l ;| 2^',()0'
na rua do Trapi-
tar no mesmo deposito ou
che ii .
tuo vendem-se pur preces muito
baratos : na rua do Queimadon. 22, ni bem co-
nhecida loia da boa fe.
Gam
J55
as e llores
Mui bonitas apollas para noivas a 58, OS e 74,
ditas para m-ninas n 2}. b ni los e delicados cai-
tos de llores linas a IJ500, 23 e 3# : na rua do
Queioiado, loja da aguia branca n. 16.

-i ,-




Relogios patentes.
Estopas.
1.0uas .
Camisas inglczas.
Peitos oaraca misas,
Risc.outos
Emcasade Arkwight A C.,
Cruz n. 61.
rua da Pz"
Pode Scntcio novo.
Fazendas e roupa feita
NA LOJA E ARMAZEM
Acha-se lodas as finarlas e sabhados,
horas do dia em diante : em Santo
dara allemaa. e na rua da Imperatriz
berna.
das 11
Amaro, pa-
n. 2. ta-
egaro coaira i'ogo
conrAHHiA
canas
E Ol TROS RTICOS.
N. O. BIEBEH & C. SCGESSORES,
leva exposto nos seus armazens da roa
da Cruz n. 4 e 9, una iuiuidade de
t >-, ...
I inaclnnas etc., como stj;nn :
ARADOS de dilkrentes modelos, traba-
litando de 2 lados.
3^3 CULTIVADORAS para limpar e abrir a
L tena.
Rs ;M01NIIOS para cana em ponto peque-
|?5| no, podendo ser gove nada por uma
pessoa. proprias para lavradores.
Ditas de DESCAROCAR W1LIIO, um
processo pelo qual se poupa mullo
tempoe emprejja-se somente 2 pes-
soas,
Ditos de MOER MILIIO, CAFE etc.,
etc. ale o jpo mais fino que Itouver.
Ditos para FAZER FARINHA de m.
llio ele.
MACHINAS para azer ROLACHIMJA.
DE
Joaquina Rodrigues Tarares de Mello
RUA OO (JUEIMADO N. 39
EH(SLA LOJ UF. OCATItO PORlAS.
Tem um corapleto convida a tolos os seus freguezes e a lodos
queJesejarem ter um uniforme feito com lodo o
gosto dirijam-se a este estabelicimenlo que em-
Vende- Cnlrara u,n habel artista chegado ultimameti-
LONDR
AGENTES
gC J. rYstley fe Companhia.!
| BOMBAS para cacimlias e
navios, muito mam ras e
de forra superior
mdicos preeos.
]>or
Ditas
tira
mui fundos.
superior qualidade para
-j
glez, e muito bem acabados a I6a00, dilos
de merino solira a 129000, ditos do alpaca
prelos a 59000. ditos da alpaca sobre casacas
a 89000. dilos com golla de velu a 9000,
ditos de fustao, dilos de ganga, ditos de brim,
ludo a 590 '0, ditos de brim Jo linho tranc/a
do a 6*000, caiga de brim de linho muilo su
perior a 5000, litas do casemira de cor a
99000 ea lOft.'iQO, ditas da casemira pro_
. pta superior fazenda a 128000, palitols fran.
a doze vintenso covado, mais barato do qne cezes de panno Tino fazeada muilo fina a 9Vh
clula.approveilemem quanlo nao se acabam; MbrpP.', j. naBlll rau,w.un" a W
na rua do Queimado n. 22, na bem conliecida lo- 7c?l"5!s IC Panno muil superiores a 359
ja da Doa Fe.
Cal de Lisboa,
nova, e muito bom acondicionada : na rua da
Cadeia do Recito n. 38, primeiro andar.
Cbeguem ao barato
O Pregniga esl queimando, em sua loja na
rua Jo Queimado n. 2.
Pe?as da brelanha de rolo com 10 varas a
28, casemira escura infestada propria para cal-
ca, rollete e palilois a 900 rs. o covado. cam-
braia orgamly de muilo bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparenie muilo fina a 39,
4, 59, eG9 a peca, dita tapada, oom 10 varas
a 59 e 69 a pega, chitas largas de modernos e
escolhidos padres a 240, 260e280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de merino eslanpado a
7# e 8, dilos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 9* cada um, ditos com'
uma s palma, muilo finos a 8*500, ditos lisos
com franjas de seda a 59, lencos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
finas para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 3 e 39500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, para coberla a 280 rs.
o covado, chitas escuras inglezas a 5*900 a
ea 40*000, um completo sortimenlo decami
sas fracezas, tanto de linho como de algodao
e fustao vende-se muito em conta, afim de que-
rer-seliqiudar com as camisas.
E pechincha.
Na loja do Preguiga, na rua do Queimado n 2
tem cobertores de algodao de cores bastante
grandes, proprios para escravos, pelo baratissi-
mo prego delg.
Vende-se na rua do Livrameuto
n. 19, borzeguins francezes a 6, dito
debezerroa G#. dito de vaqueta a 7jjf.
ende-se
* Formas de ferro
I
purgar assucar.
EiichaJasde ferro.
Ferro sueco.
J Fnhigardas,
para
com corren tes para
tirar agua de lugares
VERMZ de
caitos.
CABROS de mao muito leves e batatos.
BALANf.AS de 1,000 bbrai para bnixe
proprias para armazens, depsitos,
tabernas, lioticas etc., etc.
MAPPAS geogrophicoi do mundo e
suas partes.
MACHINAS de costura de Sivat & C. as
mtlliores que ate' lioje tem appare-
cido.
Charutos de Jlavaua superiores,
chegados ltimamente: em casa d
Kalkman Irmiios & C, rua da Cruz nu-
mero 10.
Ac le Trieste.
J Prpo:yrobre <,ccom- ntremeios e liras
S Barrilha e cabos.
t Brim de vela.
Couro de lustre.
bordadas.
Vende-se mui bonilos enlremeios c liras bor
, dadas em fina cambraia, obras mui bem acaba
' Jas.JJRentrero.-ios pelos baraiissimos prros de
.J Palhinha para marcinei- 11**!* ***+'**&?h-iMm.-"^!
Ue I4. l "dadeda fayenda ninenrm deixard*. rr,m,.r.J.
Vidros.
Vendem-se caixa3 de vidro de difTerenles la-
manbos e grossuras, os melhores que tem vindo
nesla prs?a, pelo pre?o mais commodo do que
J. Astley 4 G.
Arado imertcanoi e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo
hnston & C. rua daSeazala n.42.
m m**
52) Rocebeu-se e continua a receber-se por
todos oa vapores artigos de modas para
$) horaeus. ioclutndo calcado do Melis na
9 Loja de marmore.
Raa da Senzala Nova n.42
Vende-se era casa de S. P. Jonhston 4 C
vaquetas de lustre para carros, sellins e silhe
eni oulra parla ; na meanva casa vendom-se nal i8lo*, candeeiros e oasticaes bronzeados lonas
Por metade do seu
valor.
Rua do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e pnaniasia.muttosliodos.de
duassaias, pelo baralissimo preco da 10 cada
um corte.
'ana, arreios para carro de um e dous cvalos
relogios de ouro patente ingles.
lecebou-se e continua a receber-se por (ft
relog
11
99&S99fl&:$> ^af
linho a 1, 19200 e 1600 a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 a vara, brilhantina
azul a 400 rs, o covado, alpacas de differentes
cores a 360 rs. o covado, casemiras pretas
finas a 250O, 39 e 350O o covado, cambraia
preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e oulras
muilas fazendas que se far patente ao compja- a!?l! !?,f..reA,!.i.c.a_,_na.rua .*!? Queimado n. 2,
9 todos os vapores, vestimentas, caljado e
chapeos para meninos na
^ Loja de marmore. I
ridade oa tazenda ningurm deixar de comira'r o
Altepco.
Vende-se uma fabrica de cflarotoa muito bern
afregnezada, assim cotto Bo gocia a armaran
s anulo propria para taberna ou chypcbadl
pelo loca em que se ach. por leu dono se ret
rar; a fallar na Ltngoeta o. 2.
^"Guimares &
Rua do Crespo d.17.
Grande sorlimen-
to de sedas, corles
de vestidos de cam-
braia brancos, man-
teletes, cbapcoc de
seda de palha de Ita-
lia e lodas as quali
dades de fazeDdaa
da moda para se-
nhoras e meninas.
Grande sortimen-
lo de sobrecasacas,
paletots, calcas, ca-
misas, semillas, col-
leles, meias, calca-
do Mallis, casemi-
ras de lodas as qua-
lidaes e ludo mais
perlencente a ho-
mem e meninos.
dor, e de lodas se daro amostras com penhor.
A? pechincha, antes que
se acabe.
RELOGIOS.
ara saias balao abertas, flo ultimo gosto, pel
imtnulo preco de 5.
Yende-se em;asade Saunders Brothers*
Q. praca do Corpo Santo, relogios do afama
io abncante Roskell, por preeos commodos
a tambemraacllins e cadeiasiara os meimos
deerceellnte aosto.
jX Vende-se baralissimo.
Loja das 6 portas
em frente do Livramento
Lazinhas a 500 rs.
CamistDhas muito bonitas com duas larguras
p.r.vestido. de senhora a 500 rs. o covadofeo"
tes. de nscado francez para vestido a 2a. sa'as
tsarn ,pina a 3m-di,as p"a senh
inwa 5# d-se amostra com penhor. A loja
est abena al as 9 horas da noite. '


DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FEIRA 26 DE DEZEMBRO DE 1860.
W
Calcado.
Qualidades escolhidas.
45--Rua Direita-45
Eia a testa I E nocessario renovar o calcado e
correr ao estabelecimento da ra Direita, que o
vende muito fresco e em perfeito estado por es-
tes precos .
Borzeguins de homooi (bezerro e lustre)
(iilem)
idem)
dem)
dem)
Ditos de dilo
Ditos dodito
Ditos de dito
Ditos de dito
Borzeguins de senhora
Ditos de dita
Ditos de dita
Ditos de dita
Sapates de bezerro (3 tj2 batera)
Ditos de dito e de lustre
Meios borzeguins do homem
Borzeguins de menina 4JOO0 o
Sapates de bezerro para menino 4} e
Sapalos de lustre para senhora a
9J500
8*500
8$000
69000
5*000
4j800
43500
4S0O0
596OO
59000
6J000
3600
3500
18200
Cera de carnauba e sebo.
Ra da Cruz d. 33.
Vendo-se cera em porcjio e a retalho, de arro-
ba para cima a 9J, sebo refinado do Porto era
caixotes e barricas a 10) o 10*500 cada arroba,
lio da Baha a 800 rs. a libra, velas de composi-
Cao e de carnauba.
Lindas caixiahas de cos-
tura.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, venden) se as lindas caixas de costura pro
crias para mimo, assira como pianinhos com a
sua competente msica, quadros dourados, tan-
tos de santos como de retratos, proprios para en-
fullo de sala, jarros cora flores muito liados, es-
tampas tanto de guerras como do vistas decida-
des, caixas do msica com lindas pegas, realejos
grandes com 30 pegas coraposlas de Talsas as
mais modernas, tudo isto so vendo por precos
commodos.
Assucar e carina.
Vondo-se assucar mascavado a 100 rs. a li-
bra, agurdente de canna engarrafada a 210 a
garrafa ; na travessa do pateo do Paraizo n. 1C,
casa pintada de amarello.
Ceblas,
LicOes
pnererere rere eiesgeresft!
Vende-se a 610 e 800 rs. ocenlo ; na travessa
do pateo do Paraizo n. 16, casa pioiada de ama-
relio. ...^
Ra do Queimado
n. 39.
Loja de quatro portas
DE
JOAQIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ghegou ltimamente a este estabelecimento um
completo surt monto Je chapeos prelos francezes
do melhor fabricante de Paris, os quaes se ven-
der a 7000, ditos a 8000, ditos a 9&000 j
ditos muito superior a 109000, ditos de castor |
prelos e braneosa 1C9000, o melhor que se |
pode desejar, chapeos de feltro a Garibaldi de
limito superior raassa a 79000, ditos de copa
baixa para diversos precos, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vendem por preco
barato, bonels de veludo para meninos a 59000,
ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos
de panno muito bem arranjados a 39500
chapeos de seda para senhoras a259000 muito,
superiores, ditos de palha escuras proprios para
campo a 129000, ditos para meninas 109000,
chapeos de sol de seda inglczesa 109 e a 129
muito superiores, ditos francezes a 89000,
ditos de panno muito grandes e bons a 49000.
sapatos de vahdo a 29000. ditos de tranca a
19600, sintos de grugurao para senhoras e me-
ninas a 29000, coeiros de casemira ricamente
bordadlos a 123000, e outras rauita fazendas
que a vista dos freguezes nao deixaro de com-
"remedio incomparavel.
UNGENTO HOLLOWAY.
Militares de individuos de todas as naques
podem leslemunhar as virtudes deste remedio
incomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fzeram tem seu rorpo e
membros inteiramente saos depois de liavo: era-
pregado intilmente outros tratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas mi-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lli'as
relatam todos os dias ha muitos annos ; e a
maior parle dellas sao to sor prndenles que
admirara os mdicos raais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois de ter
permanecido longo tempo nos hospitaes, onde
deviatn soffrer a amputado 1 Dellas ha mui-
rs qno havendo dcixado esses, asylos de pade-
lmenlos, para se nao submeterem a essa ope-
radlo dolorosa forara curadas completa mente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes passoa na enfuso de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afra de raais autenticaren) sua a firma-
ti va.
Ninguem desesperara do estado de saude se
livesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
tratamenlo que necesslasse a natureza do mal,
r.ujo resultado seria provar incontestavelroente.
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos" seguintes casos.
Sobre a infallibilidade e o
poder temporal dos Papas.
PELO DR.
Aprigio Jusliuiaiiu da Silva (itiiiuaiacs.
A venda na liviana dos Sis. Miranda
& Vasconcellos, ra do Imperador n.
79, a 2$ cada exemplar.
DA
midi LOW-MOW,
Roa da Scnzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a haver um
completo sor ti raen to de moendas e metas moen-
das para engenho, machinas de vapor e laixas
te jerro balido e coado, de todos os lmannos
para dilo.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como larabem cal virgem em
peJra, tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parle.
Vinho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmos & <'.., ra da
Cruz n. 10 enconlrs-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac &C, em Bor-
deaux Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
St. Estph.
St. J alien.
Margaux.
Larose.
Chteau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop A Mareilhac.
St. Julien
St. Julien Mdoc.
Chteau Loville.
Na mesma
vender :
Sherry em barris.
Madcira em barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
As melhoresmachinas decoser dos mais
ataraados autores de New-York, I.
M. Singer &C. e Wheeler dtWilson.
[ROIPA FE1TA ANDA MAIS BARATAS.)
SORTIMENTO COMPLETO \
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da reda
e nova safra a preco de 9$ : no a n ti yo
deposito do largo da Assembla n. 9.
DB
[Fazendas e obras fritas.!
Ha
casa ha para
Nesle estabeleci-
mento vendem-se as
machinas deste dous
autores, moslram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, crcsponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade eseguranca:
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leite & Irmos ra da
fmperatriz n. 10 amigamente aterro da Boa-
Yista.
Loja das seis portas em
frente do Livramento
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos gostos a 200 rs. o co-
vado, dilas estreilas de cores escuras a 160 rs.,
pecas de brelanha de rolo com 10 varas a 25,
ditas de esguiao de algodao muito fino a 3g, ris-
cadinho de linho a 160 o covado, lencosbrancos
com barra de cor t 120 rs., ditos brancos com bi-
co a 200 rs., algodao monstro com duas larguras
a CO'a vara, laziuhasde duas larguras, fazenda
nova para vestidos a 500 rs. o covado, cnfeites de |
(ranga com laco de fita para cabera de senhoras
a 2500, cortes de riscado para vestidos a 2$, pe-
cas de madapolao com 4 1)2 palmos de largura a
49400, chales de merino estampados muito tinos
a 69- A toja est aberta aleas 9 horas da noite.
SYSTEM A MEDICO DE HOLLOWY.
PILULAS IIOLLWOYA-
Este inestimavel especifico, composlo inleira.
mente de hervas medicinaos, nao contera mercu-
rio nem alguma outra substancia delecleria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleigo mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compleigao mais robusta ;
enleiramente innocente em suas operages e ef-
feitos ; pois busca e remove as doen^as de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre militares de pessoas curadas com esie
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forjas, depois de haver tenta-
do inullimente todos os outros remedios.
As mais afilelas nao devem entregar-se a des-
esperado ; fagam um competente ensaio dos
eilicazes effeilos desla assombrosa medicina, e
prestes recuperarn o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar esle remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Kan^
LBrTrT
Vendem-se 5 carros noros com todos os aj
arreios : na ra Nova n. 21. m
CANDIEI/OS
ECONMICOS
NA
Ra Nova n. 20.
Chegou um riquissimo sorlimento de candieiros
econmicos de muito bonitos modelos, desde o
mais superior at o mais ordinario, por prego
muito commodo, com a experiencia propria de-
ver agradar ao comprador, e vista da pouca
despesa que faz, animara a ser Iluminado s com
os ditos candieirps a gaz ; os mais baratos sao a
imitaco de urna lamparina, produzindo a luz a
tres velas de esperroacete com a importancia de
40 rs. por noite ; gradualmente ir sobindo to-
das as mais qualidades al o maior, que servir
para ornar e illuminar urna rica sala, equivalente
a 16 velas de esperroacete, tudo isto se garante
sob a coridiciio do voltar e restituir-se o seu
importe, na falta de nao agradar a experiencia
bita: na ra Novo n. 20, loja do Vianna.
Cofres de ferro para dinheiro,
joias. etc., etc.
Na loja da aguia branca vendem-se bonitos co-
fres de ferro mui fortes e seguros, com fechadura
c chave, e de differenles lmannos, proprios para
se guardar dinheiro, joias e papis de importan-
cia, pelos baratissimos precos de 4J500, 5g000,
5*500 e 60 : em dita loja da aguia branca, ra
do Queimado n. lti.
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opf Ss e-S"5 89*1(1*
MEiC-'SBUHI
= a o-
LOJA E ARMAZEM
DE
Wua do Queimado
I n. 46, frente amaveWa.
Constantemente temos um grande c va-
riado sorlimento de sobrecasacas pretss 9
de panno e de cores muito fino a 289, a|
30g e 359, paletots dos meamos pannos *J
a 20$, 22$ e 248, di los saceos prelos dos *
mesmos pannos a 149, 16j? e 18$, casa- g
cas pretas muito bem fritas e de superior *
panno a 289, 30$ e 359. sobrecasacas de S
casemira de cores muito finos a 159, (i$ 9
e 18, ditos saceos das mesmas casemi- a
ras a 10$, 129 e 14$, caigas prelas de |
casemira fina para homem a 89, 99. 10
e 12, ditas de casemira de cores a 7$. 89, j|
99 e 109, ditas de brim brancos muito fina a 58 e 63, ditas de ditos de cores a ffi,
39, 39500, 49 o 49500, ditas de meia ca- S|
semira de ricas cores a 4$ e 4g500, col- 3l>
leles prelos de casemira a 59 e 69, ditos |K
do ditos de cores a 4$50O e 59, ditos >
brancos de seda para casamento a 59, 9
ditos de 69, colletcs de brim bronco e de V
fuslo a 39,39500 e 19. ditos de cores a ||
29500 e 39, paletots pretos de merino de W
cordo sacco e sobrecasaco a 1$, 89 e 99, |n
rolletes pretos para luto a 49500 e 59, 2
caigas pretas de merino a 49500 e 59, pa- a|
lelots de alpaca prela a 39500 o 4$, ditos S>
sobrecasaco a 69, 79 e 88, muito fino col- II
leles de gorguro deseda de cores muito 2
loa fazenda a 35S00 e -i. colletes de vel- ||
ludo de cores c pretos a 79 e 89, roupa u>
para menino sobre casaca de panno pre- fj
tos e de cores a 149, 159 o 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a tijl'O e C
79, ditos de alpaca prelos saceos a 39 e U
39500, dilos sobrecasacos a 5$ e 59500, |
calcas de casemira pretas ede cores a 69, Sj
6$500 e 79, camisas para menino a 209
a duzia, camisas inglezas pregas largas tm
muito superior a 329 a duzia para acabar. 3|
Assim como temos urna ofJicina de al B
faiate onde mandamos execular todas as S
obras com brevidade. y^
jHtatttfttBaa ajeis s^sscst&ot&w
Coke (carvao), j
ou combuslivel para cozinhas, cadelras, ele,
muito econmico para as casas particulares: ven-
de-se na fabrica do gaz, em porcoes de um quin-
tal para cima a 19 o quintal.
Vinho do Porto, genuino,
Itico do 1820.
Stomacal-de 1830.
Precioso de 1847.
As duzias, e em caixinhas, a dinheiro, por ba-
rato preco : vende-se na ra do Trapiche o. 40,
escriplorio.
Meias muito bara-
tas.
A loja da aguia branca est provida de urna
grande quanlidade de meios, e melhor sorlimen-
to que se pode dar, e por isso est vendendo-as
mais barato do que em outra qualquer parte ;
sendo meias cruas encorpadas, de abanhado ou
bocal elstico para homem a 2500, 3$, 38500, 4g,
4g500e 59 a duzia, ditas inglezas o nelhor que
se pode encontrar a 69 e 6950O, ditas de fio de
Escocia pona cniarnada imitaudosedo a 800 rs.
o par, e de cores a 640 e 800 rs., ditas brancas
mui finas e lapadas a 2J400, 3J500 o 59, e finis-
simas a 89 a duzia, ditas brancas finas e fio unido
para senhoras a 49,48800, 59500 c 69500, ede
fio de Escocia primeira qualidade a 89500 a du- I preco de 69
lia, ditas de seda brancas e prelas a 2$500, 39, da 1,01 f.
3$500 e 49, ditas cruas mui encorpadas para me-
ninos a 200 e 240 rs. o par, ditas brancas e de
cores a 240 o 280 o par, ditas para menioasa39
a duzia, ditas de seda para baplisado a 29 o par,
n/AL'!ln.el,e.l2*HfuiS;d^lt!5j 3Ser* SS.riscadinhos de linho proprios
o par. l.n.lim a vista de tantas e diversas quali-
dades, o melhor approveitar-se a occasiao, e
dirlgir-se a ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16, que sera servido com agrado c since-
ridad*.
Vende-se um viado manso ; nai ra estrei-
ta do Rosario n. 1, taberna.
p-o ft*
0.0 0 -
en O T3 (fl
3*l|lfiisrill
o-o-o< JZ a a- a3
o l2'2,1S2_?o.e.
= =a2B-;a So.tS
JOAQUN DE OLIVEIRA MAIA
24-30-Praea da IndepeBdeacia--24-30
Grande, variado e escolhido sortimento de chapeos de
todas as formas equalidades, a saber:
De seda finos, de castor, brancos e pretos, competi e
sem pello, de 10 a 14$, de feltro de todas as qualidades e
varias formas, Magenta, Solferino, Touristas, Jerome, etc.,
etc.: de palha escura ( phantazia), de palha e casemira
(idem), de palha do Chille, ditos muito finos, avelludados,
altos e baixos, de gorguro de seda, de oleado para criado.
De Manilha,
os mais recommendaveis para a eslacao por serem leves, muito frescos, escuros, eleganier. o do
longa duraco.
De baleia, forma cavour,
elegantes, muilo frescos, leves e de duracao.
M VMM fSM SUMIS,
escuros e claros, com eofeites e sem ehfeiles.
Cmplelo sortimento para meninos e mancas.
dem de bonets para iiomens e meninos
o finalmente oulros muitos, que serta enfadonho mencionar.
OLEADO PINTADO
de excellente qualidade proprio para mesas, cobsoIos, bancas etc., etc., a 39000 o covado, baralis-
simo por sua excessiva largura: na parga da Independencia ns. 24 e 30.
O. o
0"3: '5
S .2 5 < o
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9. a S2 S 9 S
tc=s t -o > : > t^cc; o
^ a c S
O eo
be
3
Algodao monstro.
Vende-se algodao monstro com duas larguras,
muilo proprio para toalhas e lenges por dispen-
sar toda e qualquer costura, pelo baratissimo
pre^o de 600 rs. a vara ; na ra do Queimado n.
22, na loja da boa f.
Relogios.
Vende-se em casa deJohnston Paler & C.,
ra do Vigario n. 3, um bello sorlimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna, variedade de bonitos trancelins para os
mesmos
Saceos de 115 libras.
0 mais superior farelo que tem vindo ao mer-
cado, no armazem de Barros & Silva ; assim co-
mo se vende saceos de fejo mulalinho, vindo da
ilha de Fernando.
Baloes de 30 arcos.
Vendem-se superiores bales com 30 arcos,
sendo muito recommendaveis por poderem ficar
do lamanho que se precisar, pelo baratissimo
na ra do Queimado n. 22, na loja

Ede graca.
Cortes de caigas de meia casemira de cores es-
curas a IgOOO, dilos de brim de linho de cores a
para obras de
meninos a 200 rs o covado, grvalas de seda de
cores a 610, ditas pretas estreilinhas e largas a
1$>, e alem disto outras fazendas que se vendem
muito em corita ; na loja da boa f, na ra do
Queimado n. 22.
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Ancerea.
Corladuras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Emfermidades da c
era geral.
Ditas do anus.
KrupQoes escorlmticas.
Fstulas no abdomen.
Fialdads ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadass,
Inrhaces.
InflamaQo do ligado.
lnllainmagao da bexiga.
da matriz
Lepra.
Hiles das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulraoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraces ptridas
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do-ligado.
das arlieulaees.
Veias torcidas ou no-
das as pernas.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Am polas.
A reas (mal de).
Aslhma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou extena-
gao.
Debilidade ou falla de
forjas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no venre.
Ditas no figado.
Dilas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto da especie.
Golta.
Hemorrhoidas.
ilydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammtgoes.
Irregularidades
menslruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de peJra.
Manchas na culis.
Abstrucc,ao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengao de ourina.
Rlieumatismo.
Symplomas secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Admiraveis remedios
americanos.
Bramante
bretanhas e atoalhado
Na luja da boa f, na ra do Quennaoo n. 22,
vende-se bramante de linho muilo fino com duas
varas de largura, pelo baratissimo prego de 2JM00
a vara, bretanlia de linho muilo fina e muito
larga a 20, 22$ e 24f a pega com 30 jardas,
atoalhado de algodao com duas larguras a 1&400
a vara, dito de linho muilo superior, tambem
com duas larguras a 3g a vara, ; na ra do Quei-
mado n. 22. na loja da boa f.
Botica.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 944, Strand. e na loja
de todos os boticarios droguistas e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana Hespanha.
Vende se a 800 rs., cada bocelinha conim
urna instruegao em portagnez para explicar o
modo de fazer so deste ungento.
O deposito geral i em casa do Sr. Soum,
pharmaceotiee, na ra di Cruz n. 22. em
Pernambuco.
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no ostabeleeimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguista e outras pessoas en-
carregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hspanba.
Vendem-se as bocetlnhas a 800 rs. cada
urna dellas, contera urna inslruccSo em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
dharmaceutico. na ra da Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
Docebom
Vende-se doce de goiaba a 800 o 19 ocaixo
na travessa do pateo do Paraizo n. 16, casa pin-
tada de amarello.
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele, devem estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos
com os quaos se cura eficazmente as principaes
molestias.
Promptoalivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de reumatismo, dor de
cabera, nevralgia, diarrha cmaras, clicas,
bilis, indigestao, curp, dores nos ossos, contu-
ses, queimadura, erupces cutneas, angina,
retenco de ourina, etc., ele.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades escrophulosas,
crnicas esyphiliiicas : resolve os depsitos de
raaos humores, purifica o sangue, renova o
systema: prorapto e radicalmente cura, escro-
phulas, venreo, tumores grandulares, ictericia,
dores de ossos, tumores brancos, afecces do fi- "SPjf,.
, i l i llobl Affecteur.
gado e rins, erysipelas, abeessos e ulceras de Pilulas contra sezoes.
todas as clases, molestias d'olhos, diQiculdade!
das regras das mulheres hipocondra, venreo,
ele.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularizar o systema, equilibrar a circu-
lado do sangue, inleiramente vegetaes favora-
veis em todos os casos nunca ocasiona nau-
zeas nem dorres de ventre, dses de 1 a 3 re-
gularisam, de 4 a 8 purgam. Eslas pilulas
sao efllcazes as adecenes do figado, bilis, dor
de cabeca, ictericia, indigestao, e em todas as
enfermidades das mulheres, a saber i irregula-
ridades, fluxo, retencoes, flores brancas, obs-
trueges, histerismo, etc., sao do mais prompto
efleilo na escarlatina, febre biliosa, febre ama-
relia, e em todas ai febres malignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
companhados de instruegoes impressas que mos-
trara com a maior minuciosidade a maneira de
applica-los em qualquer enformidade. Estao ga-
rantidos de falcificagao por s barer venda no
armazem de fazendas de Raimundo Garlos Lei-
te de Irmao, na ra da Imperatr n. 10, ni-
cos agentes em Pernambuco.
Vende-sejuma preta moga porfeita ongora-
madeira. coslureira e cozinheira : a tratar na
ra da Roda n. 47.
Pianos
No engenho S. Paulo, silo na freguezia dos
Alonados, vendem-se animaes de roda e alguns
quarlos.
Vinho genuino.
Anda ha urna pequea quanlidade de ancore-
tas desle vinho sem confeico, e proprio de doen-
tes : na ra do Vigario n. 19, primeiro andar-
Ra do Crespo
loja n. 25 de Joaquiro Ferreira de S, vende-
e por pregos baratissimos para acaLar : ves-
tidos de larlatana bordados de seda a 89000,
organd de cores muito finas a 320 rs. o co-
vado .cassas de cores a 240 rs., chita larga a
200, e 240 rs., capas de fuslao enfeitadas a
59000, casaveques de cambraia e fil a 59000,
perneadores de cambraia bordados a 6?!000,
balados a 320 rs. a vara, tiras bordadas mui-
lo finas a 1~.">( 0 a pega, riscado francez fino
a 160 rs. o covado, golnhas de ponas bor-
dadas a 29500, manguitos de cambraia e fil
a 29000, camisinhas bordadas muito finas a
29000, chita larga com lustro e muito fina
propria para coberta e roupes a 320 rs., es-
guiao de linho a 1?>200 a vara, roupes de
seda feitos a 12900C, vestidos de seda mofados
a 89000, luvas arrendadas a 100 rs. o par,
vestidos de grosdenaple pretos com barra de
cor a 20)5000, palitos de pao preto e de cores
de 16#000 a 205000, sobrecasacas de panno
muito fino a 259000, caigas de casemira preta
e decores de 69000 a 1(9000, dilas de brim
branco e de cores de 2.AO00 a 59000 palitos
de brim branco ede cores de 59500 a 59000,
dilos de alpaca de 39000 a 89000, brim
trancado de algodao com 9 palmos de largura
proprio para toalhas a 900 rs. a vara, damas-
co de laa com 9 palmos de largura a I96OO0
covado, velbulina preta a 400 rs., brim de
linho de cores a 19500 o corte, meias cruas
para homem a 19200 a duzia, camisas de
linho inglezas a 329000 a duzia, pegss de
madapolao fino a 49500, cortes de lanzinha
muito fina rom 15 covados a 8000 rs., ca-
misas de cores e brancas de 19500 a 39000,
e outras muitas fazendas ror menos do sen
valor para fechar con las.
SIL
cobertos e descobertosr pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora de
um dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
dos pelo ultimo paquete inglez : era casa de
Sonlball Mellor d- C.
Rival sem segundo.
Perfumaras
novas.
A loja da aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda um lindo e completo sorli-
mento de perfumaras unas, as quaes est ven-
dendo por menos do que em outra qualquer par-
le : sendo o bem conhecido oleo philocome e ba-
nha(Societ Hygienique) a lj) o frasco, finos ex-
tractos em bonitos frascos de cores e dourados a
29, 2J500, 39 e 49, a afamada banha transparen-
te, e outras igualmente finas e novissimas como
ajaponsiseem bonitos frascos, cuja tampa envi-
dro tambera cheia da mesma, huile concrete,
odonnell, principe imperial, crcme, em bonitos
copinhos com lampa de metal, e muitas outras
diversas qualidades, todas estas a 19 o frasco,
bonitos vasos de porcellana dourada proprios pa-
ra ofTerla a 29 e 25500, bonitos bahuzinlios com
9 frasquinhos de cheiro a 29, lindas cestinhas
com 3c 1 frasquinhos, e caixinhas redondas com
4 ditos a lg200 e IjCOO, finos pos para denles e
agua balsmica para ditos a l9e 19500 o frasqui-
nho ; e assim urna inlinidade de objectos que sao
patentes em dita loja da aguia branca, na tua do
Queimado n. 14.
Fardo
No armazem n. Al da ra da Moeda, no Recfo,
vende-se farelo bom e barato.
Livros para o commercio.
Na ra do Imperador n. 15 cstao u venda livros
em branco de papel paulado de 200, 250, 30O
350 e 400 folhas, proprios para borradores, ote!
etc., por preco muito commodo. Contina a es-
tar venda os livros religiosos que j foram an-
nunciados.
rj
A
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na pra$a do Corpo Santo n.ll,
alguns pianos do ultimo gosio recentimente
chegados,dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood & Sons de Londres
muito nropriosoara este clima
Bartholomeu Franciscode Souza, ra larga do
Rosario n. 36, vende-se os seguintes medica-
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Saods.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulasamericanas (contra febres).
Ungento Ilolloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidrosde bocea larga com rolhas, de oncas
e 12 libras.
Assim como tem um grande sorlimento de pa-
pel para forro de sala, oqual vende a mdico
preco.
Em casa de N. O. Bieber & Successore, ra
da Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marca Farre & C, urna das mais
acrnditadasmarcas,muicoohecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho xerez em barris, cognac em barris e
ca xas.
Vinagre branco etinlo em barris.
Brilhantes de varias dimenses.
Ethersulfurico.
Gomraa lacre clara.
Lonas, brintios e brins.
Aro de Milio
Ferro da Suecta,
Algodao da Babia.
DIMHS1MOSM.
Na loja de raudezas da ra do Imper*dor n. 38,
vende-se urna machina de coser da melhor qua-
dado e por mdico preco.
Na loja de miudezas da ra doQueiraado n.
55, defronte do sobrado novo ha para vender
pelos diminutos precos os seguintes arligos :
Duzia de sabonets muito finos a 600 rs.
Cartes de clcheles com duas ordens a 20 rs.
Caixas de clcheles balidos a 60 rs.
Duzia de meias cruas pars homem a 39.
Dita de ditas para senhora a 38500.
Pares de meias para senhora a 300 rs.
Latas com banha muito fina aSOOrs.
Iscas para acender charutos, caixa a 60 rs.
Phosphoros em caixa de folha a 120 rs.
Cartas de alfinctes muito finos a 100 rs.
Caixas de agulhas francezss a 120 rs.
Pares de sapatos de tranca de algodao a 1JS.
Frascos de macassfi peroa a 200 rs.
Dilos de dilo oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garfos, cabo preto, a 3ft.
Pares de sapatos de 15a para meninos a 200 rs.
Ditos de luvas de cor fio de Escocia a 320.
Massos do grampas muito finas a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouras muilo finas para costura a 500 rs.
Ditas ditas para unhas a 500 rs
Pe^as de franja de 15a com 10 varas a 800 rs.
Dilas de tranca com 10 varas a 320.
Lnha Pedro V, cartao com 200 jardas a 60 rs.
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Cordao imperial fino o grosso a 40 rs.
Oleo de babosa muito fino (frasco) 400 rs.
Filinhas estreitas para enfeitar vestidos a 800
rs. a pega.
Labyrinihos de muito bonitos gostos por lodo
o prego.
Cordes para enfiar espartilho muilo grandes
a 100 r.
Dilo para dilo pequeos a 80 rs.
Pecas de tranca de linho com 10 varas a 200 rs.
Ditas de Irania de seda preta com 10 varas a
Vara de dita a 160 rs.
Pires de meias de cores para meninos a 160.
Caxas para rap muito finas a I9.
Lnha nara marcar (caixa de 16 nvelos) a 320.
Vende-te um liado cabriole t com
todos os seus pertences : na ra da ma-
triz da Boa-Vista sobrado n. 53, pri-
meiro andar.
Na padaria de Antonio Fernandos da Silva Bei-
riz, ra dos Pires n. 42, d-se po de vendagem
e na mesma vende-se pao cemmum, dilo de Pro-
venes, bolacha de boa qualidade e nova, bola-
chinhas, bscoulos doces e aguados, falias, ros-
cas, araruta, franceza, bolachinhas de dita, fari-
nha do reino muito nova propria para sequilho,
ludo das melhores farinlias e o mais bem Ira-
balhado.
Na loja do Dubarry, na ra da Imperatriz,
existe anda um resto de chicotes americanos,
melhor cousa que tem vindo a este mercado pela
ra muila duracao : a tiles, que estao no resto.
Queijos suissos,
Vendem-se queijos suissos dos melhores que
pode haver, a 960 rs. a libra; assim como queijos
lamengos, dos vindosno vapor, e tambem quei-
jos prato, muito bom, doce de goiaba fino e
baixo, tudo por menos quo possivel: na ra
das Cruzesn. 41 A, taberna da porta larga.
scravos fgidos.
Fugio no dia 2 de novembro do engenho Si-
bir da Santa Cruz, sito na Irojuca, um escravo
de noroe Antonio, por olcunho Moreira, oqual
foi comprado ao Sr. Manoel Ignacio dos Santos,
senhor do engenho Sanio Antonio das Nortes'
em Macei. Segulo para o Recife aonde pedio'
urna caria ao Sr. Antonio Pires Ferreira, e de
suppr que ainda a conserve servindo de guia.
Tero os signaes seguintes : representa ur 30 a 35
anuos de idade pouco mais cu menos, cor bem
preta o espaduas largas : roga-se a quem dello
souber baja de o apprehender e levar ao dilo en-
genho ao abaixo assignsdo, ou ao Recife aofr.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, que sera
bem recompensado. Sibir" 11 de dezembro de
1860.Filippo de S e Albuquerque.
Do engenho Cutigi, freguezia da Escada
fugio no dia 3 de novembro do correte armo
escravo de nome Antonio, com os signaes se-
guintes : estatura regular, cor mulato, cehelio de
negro, pouca barba, denles limados, idade 25 cu
28 annos, pescoco e ps grossos, tem pelo rosto
pescoco e peitos algomas marcas de patines
algumas cicatrizes pelas cosas que parecem ter
sido de chicote ; nao levou comsigo roupa algu-
ma, e consta haver fgido para o lado do seriao
d'onde viera : quem o apprehender, podra el-
va-lo ao referido engenho, ou no Recife, ra es-
trella do Rosario n. 29, ao Illm. Sr- Florismun-
do Marques Lins, que ser bem recompensado.
Escravo fgido.
Um mulato claro, magro, com pannos prelos
na magaa do roslo, representando ler 25 anuos
de idade, natural do Rio do Peixe, chamado
Luiz, desappareceu no dia 30 de oulubro da casa
do Dr. Cosme de S Pereira, de quem escravo
suppoe-se ter levado um ravallo prelo do Sr!
Rostron que se havia sollado, e que elle fora
ero busca do mesmo ; suppe-se mais que sua
mulher de nome Mara tambem o acompanha
levando um pequeo bah de flandres : roga-se
as autoridades policae e a futras quaejquer
pessoas que o prendam, e remellara ao seu se-
nhor, que pagar qualquer despeza.
Pugio da cidade do Aracaty, no mez de se-
tembro prximo passado, um escravo do com-
maodante superior Manoel Jos Penna Pacheco
que ha pouco o havia comprado ao Sr. Rent
Lourenco Collares, de nome Joaquim, de idade
de cincoenta e Untos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e com falla de alguns na frente^
queixo fino, ps grandes, e com os dedos grandes
dos pea bem herios, muito pslavriador, incul-
ca-se forro, e tem signaes de ter sido snrrado.
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
corrente. vindo do lado das Cinco Pona*, e sen-
do enlerrogado por om parceiro seu conhecido,
disse que tinha sid vendido por seu senhor para'
Goianninha : qualquer pessoa qu* o pegar o po-
der levar em Pernambuco aoa Srs. Basto & Lo-
mos, que gralicarao generosamelue.


- ~- .
')
DIARIO DI PRRNAMBUCO. ftARTA FE1RA 36 DE DEZEMBRO DE 1860.
Litteratura.
Clementina Auberoio.
i
(Continuago.)
A Sra. Aubernin nao poda deixar de sorrir.
l'.in ultima analyse pensava ella que essas provas
haviam de aguerrir a filha contra ataques mais
perigosos. Apenas esquecia-se de que aquelles
effeminados que afm de saborearen) o aroma de
jlgum licor comprara por molhar as extremida-
des dos labios n'ura copo, acabam s vezes por
beber rhum e agurdenle.
Urna amiga de collegio que nesse entretanto
casara com um referendario do conselho de es-
tado, acabou de transtornar as ideas de Clemen-
tina respeito de Paris. Anda que Branca de
Luxenil livesse dous ou tres annos mais do que
raaileraoiselle Aubernin, a amizade que esta lhe
tinha, sobrevivir por excepeo aquellas vivas e
ephemeras ternuras das quaes era to prompta
em sentir o cnihusiasmo o o desfallecimento.
Poder ir essas (estas sumptuosas, das quaes
sua favorita lhe fazia to bellas descrpges o re-
nunciar esperanga de viver no mesrao lurbilho
para o qual fra ella arrebatada I Entre Montge-
ron e Brunoy, Branca tinha urna quinta ; ihi
passava o vero. N'um dia em que ella fazia
Clementina admirar um vestido que lhe tinha
vindo da casa do sua costurera, mademniselle
Aubernin jurou pelas grinaldas de flores que
gnarneciam as pregas da mussulina que nunca
havia de casar com um provinciano.
F. em que cathegoria p5cs os embaixado-
res ? perguntou Branca rindo-se.
Oh I disse Clementina, os embaixadoressao
Parisienses que vivem em Vienna, em Madrid,
era S. Pelersburgo... aceito-os.
V6-se que mademniselle Aubernin nao perdia
o lempo com chimeras ; nao procarava um h-
roe de romance, mas (tosejara um marido da
r.haussfe d'Anlin, bem disposta tomar o pri-
meirn tllho familia mais ou menos airoso que se
lhe apresentasse, agente de cambio ou diplma-
la, ohrigando-3e araa-lo depois se fosse pos-
sivel.
Um amigo da familia que havia por muito lem-
po exorcido a medicina com alguroa fama, o Sr.
Dubuisson, foi o nico que vio claramente no es-
pirito de Clementina. A altaica o real que tinha
es?a menina, fazia-o sentir que roao mais
llrrae nao cuidasse em desenvolver o que havia
de bora em sua natureza, e que pelo contrario
achasso lanta condescendencia ao servido das
ms tendencias de sua ndole. Elle havia feito
nlguns esforcos para por de sobre-aviso a Sra.
Aubernin contra os perigos de urna educarn, da
qual o capricho era a regra e o estouvamento a
base. A Sra. Aubernin sacuda a cabeca,
confessava que o velho doutor tinha razan, oro-
mettia as melhores reformas, e una hora depois
nao pensava mais n'isso. Convm dizer lambem
que o Sr. Dubuisson nao acredttava muito na
efflcacia dos consolhos, e por consequencia n3o
lhes dava milita importancia. Tinha por costu-
rn dizer quo os bous conselhos eram palavras
perdidas. A consciencia obriga d-los, assim
romo a medicina quer que se cuide dos empa-
tados ; porm demonstra a experiencia que pelo
menos intil seno perigoso ; o conselheiro
quasi sempre despedido, e o medico morre s
vezes, accrescentava ello. Depois que o Sr. Du-
buisson falln duas ou tres vezes para obedecer
s exigencias dos usos, calou-se e conserrou o
habito de pa.ssar quasi todus os das duas ou tres
horas na casa onde revelava o seu tlenlo por
observarse* philosophicas. Aquelles que bem o
conheciam, affirraavam que em certas occasios
o velho medico sahia de sua indifferenca espiri-
tuosa e que enlao era capaz de um solTrivel mo-
vimenlo em que a energa mais rasnavel vinha
>m auxilio da razio. Apenas era preciso que
isso fosse iniciramento necessario
No momento em que principia esta narrac.io,
no mez de outubro de 1851, um banqueiro de
Paris, om cuja casa o Sr. Aubernin tinha sempre
nlguns fundos disponiveis, apresentou em Sivry
dous mancebos com os quaes enlretinha grande
amizade e que eslavam egualmente era edade de
easar. Luciano de Versac pertencia ao tribunal
de contas, Leonel de Blangy, a magistratura ;
elles vam-se nos mesmos sales e parecan) ter
mutuamente urna amizade consagrada pelas re-
Inces de todos os dias.
Trocadas as primeiras palavras, o Sr. Ferrand,
IOLHEUU
GUY LEVIMSTONE
ou
& TODO TRANSE
POR
Jorge Alfredo Lawrence
XXXII.
Visto como o lempo pe
tudo em seu nivel, trala-se ape-
nas de espreilar a hora favora-
vel; nao ha poder humano ca-
paz de escapar s tongas vigi-
lias e paciencia do inimigo
inflexivel, que conserva como
um ihesouro a lembranca de
seusaggravo.
Havia apenas urna hora que Forrester tinha
ahido ; Cuy eslava sentado em seu quarto olhan-
do para ascinzas dacharain, e mergulhado nessa
atlitude triste e pensativa, em que depois do um
cerlo lempo elle frequenleraeute cahia.
De repente balcram devagar porta do seu
quarto. Abrindo-a, elle vio sua prima em p na
soleira, com seu roupo branco, com as faces pal-
udas sob seos longos cabellos desgrenhados.
Era um espectro que se deslacava sobre um fundo
escuro.
Guy, nao ros zanguis, diz ella, urna pu-
ra mininice de rainha parte, bem o sei; mas
r.harlcy ainda nao entrou, e, ha pouro, estou
certa que deram um tiro perlo d'aqui. Agla nao
ouvio, mas en lenho certeza disso. Sabis que
elle Iras sempre comsigo urna pistola, habito
este, que eu lhe lz lomar. Nao nada, estou
convencida disso; mas tenho medo. Se qui-
zesseis......
F. tentou sorrir; mas essa espantosa exprs-
sao de terror, que elle j urna rez lhe tinha vis-
to, muito lempo antes na biblioteca de Ker-
lon-Manor, invadi de noro as feiges da juren
senhora, como um neroeiro paludo e glacial.
Vamos, nao dizei loucuras, minha chara
diz Guy com bondade.
o banqueiro, chamou de parte seu amigo, o Sr.
Aubernin.
Trago-le caladores, disie elle, mas podera
ser lambem mandos.
Esfregou as roaos o Sr. Aubernin que ha/ia
comprado na respera cincoeota geiras de maltas
do lado de Sivry.
Primeiro matemos faises, respondeu elle,
o mais com minha mulher e sua fllha.
II
Os dous mancebos nao se acharam em idnti-
cas circunstancias. A familia de Luciano, assus-
tada por que o conselheiro havia gasto em pouco
lempo algum dinheiro em suns distraeges em
Pars, procurava, aconselhando-lhe o casamento,
lirra-lo de perigos dignos do temor, e que ello
pareca disposlo Dio evitar nunca. Pelo con-
trario, o Sr. de Biangy cuidara seriamente em
tomar estado. Eslava candado da vida de soltei-
ro sem te-la alravessado. Seu projoclo s en-
conlrava opposigio entre os seus.
O Sr. de Blangy tinha trinla e seis annos, e urna
rma casada, e mae de tres filhos, s qual linha-
se capacitado de que elle havia de morrerceliba-
tario junto dola.
As pessoasque mais so lisongeavam de conhe-
cer o Sr. de Blangy, nao o conheciam por cerlo.
Havia ello exercido cargos importantes pnr algum
lempo no foro de provincia. Asseguravam quo
poucos oradores manejaram a palarra com urna
arle mais profunda e mais ardor assizado. A sau-
de sofTrera com a paixo violenta, mas contid3,
com que entregava-se s suas funecoes ; a revo-
luco de fevereiro, interrompendo urna csrreira
onde deixava recordares honrosas e brilhantes,
Osara apenas parar os progressos de urna enfer-
midade na larynje, quetalrez lhe fosse fatal snm
o repouso absoluto e o silencio que o hariam
conderanado tres dias do Iranqueiras.
Acabava-se de ser chamado ao ministerio da
justica, onde lhe conaram a direcgo de um ser-
vico importante. Era ello uro hornera de exterior
fro, mu pallido, mui distincto, com lavos de as-
ctico, e de circuraspecto na physionomia. pelo
que tinha ao mesmo tempo de frsnceze de
inglez. Tinha as raaos mui bellas e bem tratadas,
o perd anguloso, a testa larga, os cabellos pretos',
os olhos cheios de fogo, altivos e firmes, a voz
sonora e nervosa. Nos momentos era que se mos-
trava mais chcio de ardor, nao trahia-se. Ninguem
jamis veria o fundo de seu pensamento. Quando
vio-se obrigado descer da cadeira d'onde ainda
na respera dictara os areslos da Justina, quasi
que o malava o golpe que o deslituio.
Aos Irinta e dous annos disse elle morden-
do os beicos descorados.
Relirou-se para um lugar distante, e nao fallou
mais em suas esperanzas mallogradas. Era evi-
dente, para aquelles quegozavara desua inlimi-
dade.que o homem verdadeiro nao se motrava ; o
que se vfa era o resultado de urna natureza com-
poslana qual elle trabalhavasem descanco, e que
conservava por urna excessiva torca de vontade.
O Sr. de Versac tinha um carcter menos re-
prehensivel. Era um homem de socledade, ele-
gante, espirituoso quando quera, muito enfadado
de Blangy ; um morara no faubourg Saint
Girmain, outro prximo ao boultvar da Mag-
lena. Nao se affastavam das latitudes que tinham
sicolhido, e lora das quaes nao havia salvago
para ninguem. A senhora Aubernin, que nao sa-
bia guardar nenhura segredo, p-los, apezarde o
nao querer. par da posigo des familias e das for-
tunas dos dous mogos. Urna valia a outra. No dia
soguinle, quando a senhora Luxeoilcheguu Si-
rry, para onde tora conridada i passar alguns
dias, Clementina saltou-lhe ao pescoco.
No principio do inrerno hei de ser Parisien-
se, disso ella.
Aenhora de Luxnil lancou urna rpida risla
d'olhos nos noros hospedes de Sirry, um escuta-
va ao Sr. Ferrand, o outro fallara ao Sr. Au-
bernin.
E como te has de chamar ? respondeu
Branca.
Senhora de Versac ou de Blangy, nao sei,
replicou Clementina com um pequeo morimen-
to de hombros.
Depois, com urna msela de alegra e de or-
gulho :
A lice est aborta,conlinuou ella,podera com-
bater ; minha mo ha de ser a recompensa do
vencedor.
A soberba indiftorenga que brilhava nessa ex-
presso era raais apparente que real; porm qual
a mulher que diz toda a verdade, principal-
mente sua melhor amiga ? Se nao se poda di-
zer que mademoiselle Aubernin linha urna incli-
nacao decidida por um dos dous pretendentes,
todava certo que o Sr. de Versac agradnva-lhe
por alguma cousa que nao tinha oSr.de Blangy.
O coragao nao tinha a menor parle nessa prefe-
rencia ; era um negocio de vista de olhos e de
primeira impresso.
Pois bem I respondeu a senhora de l.uxe-
nil, serei juiza do (rnelo.
Branca nao tardou em notar que o Sr.de Blan-
gy nao deixava de acompanhar sempro Clementi-
na com os olhos. Onde eslava Clementina, esla-
va elle. Era o primeiro que sabis adevlnhar o
que ella desejara e en o primeiro em Ih'o apre-
senlar ; elle pareca estudar essa formosa meni-
na com tanlo prazer como terror, e pezar seu,
o rosto altivo e impassivel deixava ver o inleres-
se que lomara nisso ; mademoiselle Aubernin
nao eslava descontento dessa ltenlo continua ;
porm lalvez quizesse ella que o Sr. de Versac a
parlllhasse. Infelizmente o Sr. de Versac ca-
gava.
Aquelle espirito de contradicho que assignalam
em quasi todos os seres, obrava ento era Cle-
mentina, e fazia-lhe parecer mais desejaveis as
homeuagens que nao lhe rendiatn.
Era indecente que um mancebo que podia rer
coroadosos seus esforcos, nao se inclinasse dian-
te das vanlagens e dos encantos f que muitosou-
tros haviam feilo justiga. Isso
havia grande distancia entre esso
emogo.
O comportamento de Ciernen
irrilava, porm
despeito'e urna
ina rescnlia-se
dessa disposgo interna, e erajo Sr. de Blangy
naturalmente quem pagava as desperas da guer-
s cousas, mas continuando por habito, ra.
astuto como um flho Fraila, que cedo tem ha-
bilado Paris, e nao conhecendo mais nada que va-
lesse pena de um esforco serio.
Poucos horaens tinham o exterior mais agra-
davel, e mais brilho na conversagao, mais con-
descendencia na vontade, mais complacencia em
suas relages. Ninguem jamis o tinha visto im-
prsua autoridadeou seu capricho, nunca lerava
a conversa at onde comoea a discussao ; podia
ser sorprendido no jogo, na cama, mesa, na
caca ou n'um sallo sera faltar sua polidez o ao
seu desejo de agradar. Nao linha prelengoes aos
grandes sentimeotos, raasem compensago era
isento de qualquer susceplibilidade. Nao tinha
ngulos contra os quaes alguem corresse o risco
de bater, ou sinuosidades de especie alguma na
linguagem ou no porte ; linha o polidoda pedra
occasionado pelo liater d'agua. Ninguem lhe co-
nhecia um inimigo, e quem quer que o via urna
vez, desejara v-lo de noro.
Urna donzella descobre logo os motivos que
retm n'um castello, om lempo de chuva, dous
mancebos que leera em Paris suas relages, seus
negocios, seus hbitos. Ao entrarera no salan de
Sivry os senhores de Versac e de Blangy. Cle-
mentina reconheceu dous pretendentes. Ella en-
volveu-os no mesmo olhar, e pareceu satisfeila ;
nao senlo perturbacSo nesse acanhamento. Dan-
sou com o Sr. do Versac e conversou com o Sr.
Mademoiselle Aubernin era muilo mais im-
pertinente e caprichosa cora elle quanto menos
satisfeila eslava com o Sr. de Vtrsac.
Durante os prime iros dias, os sorrisos e as at-
lengesznhas foram para o Sr. ci Versac ; o Sr.
do Blangy tinha o mais. Quando mademoiselle
Aubernin notou que o fogo dessa
nao fazia brecha no coragao de
artilharia ligeira
Luciano, mudou
de tctica e dirigi seus golpes pi ra o lado de Leo-
nel. Essa manobra era nada alteou o humor do
Sr. de Versac. Eraum hornera que pareca pro-
va deliro ; sua amabilidade na
sorrso era urna palavra. O Sr
contrario, eslava todo commoviilo e agitado. Os
ou radiante, ex-
mortal as suas maos como a machadinha do rei
Ricardo ; e logo pozemo-nos caminho, levan-
do comnosco nossos criados e alguns homens
quo se acharam em baixo com arrhotes, para
o caso em quo a la viesse faltar-nos de re-
pente.
Por duas ou tres vezes, quando tinhamos j
percorridouma curta distancia, Levingslone gri-
tn pelo nome de Forrester. Sua voz poderosa
percorreu ao longo as quebradas, ferios rochedos
echoando o repercutindo eni suas cavidades so-
noras, como uro tiro de espingarda disparado era
urna mina profunda ;mas uenhuma voz res-
pondeu.
Olhei para meu companheiro cora a morte
n alma ; elle nao pronunriou urna palavra, e vi-o
morder o labio inferior at verter sanguc.
Tinhamos feito uns cem passos ao longo de
um caminho estreilo fra da cidade. A' nossa di-
reila, o declivio desse caminho descia quasi
pique para o rio.
Guy precedia-nos alguns passos. De repente
em seus labios sdou um grilo como nunca ouvira
um semelhanle sahir da garganta de um hornera,
e como nuoca ouvi ainda depois.
E' impossivel dar dolle urna idea. Era um grito
inteiraroente involuntario, como se um espirito
eslranho fallasse dentro delle,um grito de hor-
ror ede raiva indescriplirel, semelhanle Aquelle
que com esforgo romitou o peito de um desses
gigantes do mundo amigo, quando vio cahir.do
cu o rochedo que o esmsgou como um rerme.
Os Italianos, bem que habituados A todos os
sons de roz, que podem exprimir a clera, tre-
mern) e recuarara espavoridos.
Nossos olhos seguiram a direcgo dos seus,
que de cima conserraram-se fxos sobre um es-
pago n o descoberto, semelhanle urna clareira
no meio dos abrolhos, abaixo do declive que li-
nha raes direila. Era o termo de nossas pesqui-
zas, o nos o rimos r.om um volver d'olhos.
A la, que por todo o arredor ondeava e tre-
ma travez dos ramos, brilhava ahi em todo o
seu esplendor.
S ha no mundo urna cousa, sobre a qual a la
pode laogar lo lgubres reflexes, o rosto de
um mortu.
Guy foi o primeiro \ adiantar-se, e precipitou-
se sem precaugjo alguma baixo do escarpa-
ment ; e quando nos o alcanzamos, elle susiinha
I nos joelhosa cabeca do pobre Charley Forrester,
: morto, e cobardemente assassioadn.
Ao primeiro rolrer d'oihos, comprehendemos
menina, diz uy com bondade. Saio j e ro-lo que era intil qualquer recurso humano. Urna
trago era cinco minutos para gracejar de ros. umea ferida. pequea, mas profunda, cima da
Entretanto, entrac para rosso quarto; nao deveis funle esquerda, devia ter immediatamente deler-
ter o menor desasocego. miaiio a morle.
Porm apenas ella sahio, ourt seu primo cha-
mar-rae riramente e com um tom serio :
Frank, rinde.
Havia urna porta de communicagio entre nos-
sos dous quartos, a qual bem que estiresse fe-
chada, eu linha oundo algumas patarras desta
Junto do corpo jazia o instrumento mortfero,
um pedago do pedra, pequeo e triangular, e
dez passos de distancia a pistola de Forrester
descerregada. Elle nao tinha mais o relogio, e,
como descobrimos mais larde, sua bolsa linha
lambem desaparecido ; mas sea dedo tiazia
Y a-----'------------------------ atut/GUl utJi('fntC'll/ luga OGU UDUU lttlia
ronrersa. de sorte que acbet-me quasi logo junto ainda um annel de esmeralda de grande prego.
delle.
Guy apenas tere tempo de tomar um curto c-
cete, terminando em urna cabega guarnecida de
pregos de cobre,seu constante co-npanheiro de
riagem,arma esla, muito simples, mas to
() Yide Diario a. 297.
Cambaleei, e estire quasi a desmatar, tanto
me faltara a coragem. Quando tornei mim, vi
confusamente o grupo de nossos homens alcrro-
risados. fallando em roz baixa.
Guy conservara sempre os olhos flxos na desfi-
gurada cabega, que lhe repousava sobre o joelho,
como se esta rista o houvesse fascinado.
perdia nem um
de Blangy pelo
Clementina que
o outro.
Luxenil estava
olhos de Branca viam-o sombricj
pansivo ou moroso, merefi de
pensava n'um necupando-so conJ
No fin do mez, a senhora de
convencida de que havia de dar i promio do lor-
neio ao Sr. de Versac.
E a razo. dizia ella comsigb, que elle na-
da faz para obte-lo.
O ardlzinho que erapregava sua joven amiga,
diverta muilo senhora de Luxenil ; mademoi-
selle Aubernin nada via disso. Quanto ao Sr de
Blangy, linha elle grande inlerese em averiguar
Como podia ser que um homem lo severo, tao
concentrado e lodo comsigo, como era o Sr. de
Blangy, se deixasse fascinar por urna moga que
nao pesara bem as palavras. e que ostentara urna
vida ociosa, onde estarara de roaos dadas o ca-
pricho e urna certa casquilharia. o quo os mo-
ralistas hao de comprehender. A modestia, a re-
serra, a friea, que correspondiam com seus gos-
tos t-lo-hiam attrahido ; o ardor, a agitacio, a
imprudencia, o esplendor captirarara-o. Abri-
se elle um da seu amigo passeiando n'um ter-
raco, d'onde descobria-se o curso luminoso do
Senna. Ao principio Luciano zombou disso, porm
rio pela physionomia de Leonel que o magistra-
do follara serio.
Perdoe-me, lhe disse elle, eu hara esqueci-
do que o Sr. nao ri nunca por natureza e pelo es-
lado Ama, pois, mademoiselle Aubernin.
Minha intencao pedi-la era casamento, se
nao tem Vmc. formado o mesmo projeclo.
Tranquillise-se.... nunca pensei que para
tomar noro estado fosse misinr adorar a noiva.
Em estylo parlamentar, permita Vmc. que eu
retire a candidatura. Apenas acrescenlarei, e co-
mo simples obserracao philosophica.que admra-
me a declaragao que acaba do fazer.
Leonel olhou para Luciano :
E eu I disse com voz rouca.
Essa resposta, retorquio o Sr. de Versac,
eutorisa-me perguntar-lhe se Vmc. tem reflec-
lido bastante. Mademoiselle Aubernin que urna
crealura seductora, mui rica, mui formosa, de
quem muito se falla I Somos levados recetor
qne a educagao que recebeu, nao esteja em pro-
porgao dessas ranlagens, e dispe de muilas pa-
ra nao estar disposta moslra-las... pelo rae-
nos um inconveniente, seno um perigo.
Eu nao refitol, codo, respondeu o Sr. de
Blangy, depois de um instante de silencio.
Luciano laugou urna spiral de furaaca para o
cu.
Ento, felicidadel replicou elle.
Na mesma noite tocou-se depois de jantar ;
ainda que a msica fosse execuiado por amado-
res, foi excellenle por railagre E' sabido o impe-
rio que a msica exercia em Clementina. Esta
approximou-se da varanda qne deilara para o
parquo ; tinha o peito oppriraido, os olhos scin-
lillantes o hmidos. Luciano, recostado na ba-
laustrada, olhara para os reflexos da claridade
da la n'um tanque que rodeara o castello ; a
brisa agilava os ramos de um grande salgueiro
cujas tolhas cahiam em lorno delle3.
Clementina respirou de ragar e olhou para lon-
ge. Com uro desaso inteiramente masculino, o
Sr. de Versac poz-se lhe fallar do Sr. de Blan-
gy, cujo perfil descorado e austero desenhava-se
junto urna janella. Nessa effusao de franque-
za houve-se com todo o zelo e ardor de urna ami-
zade intima. Mademoiselle Aubernin ouvio-o
com impaciencia, batendo cora a ponta dos dedos
do corrirao. Bepentinamcnte, por um daquel-
les movimentos atrevidos que lhe eram naturaes
e cora urna emogo que a msica havia exci-
tado :
Mas, disse ella voltando para o Sr. de Ver-
sac seus olhos cheios de chaarais, porque flla-
me do Sr.de Blangy e nao de si?
Oh eu, disso.Luciano framente, retiro-me
a manhaa.
Mademoiselle Aubernin teve um ere tremor;
parecia-lhe quo aquella indifferenca do Sr. de
Versac era urna rerolta contra um direilo e um
imperio que sua joren vaidade havia proclamado;
ficou tanto mais profundamente offendida quanto
mais se havia adiaolado, e sento-se atacada de
accesso de odio que julgou eterno ; porm repri.
mindo-o bem depressa e cora o ardor de urna
mulher que em nada quer ser vencida :
Nao vollar ao menos, disso ella, para as-
sistir ao meu casamento cora o Sr. de Blangy ?
A cidade de Melun soube dentro em pouco que
a ulna nica do Sr. Aubernin ia desposar um Pa-
risiense, chefede secg.io no ministerio da instiga.
Essas conrersacos que tinham lugar noite nos
circulse as reunies, ganharam em vivacida-
do o que perdoram em durago. Dispararam al-
guns tiros contra a capital que roubava tudo
provincia e a reduduzira sorvido ; as pessoas
que haviam estado eom o Sr. de Blangy foram
oppriraidds de perguntas.
Quzeram saber o que era ello o como era. Es-
i sa curiosdade de camponez que as vezes tem
o quo se passava no coracao de Clementina para ,nnQn.0 V, q
.i., j.- apparenctas ea astucia de um processo criminal.
ah descobnr alguma cousa. Um dia estava no
cu, no dia seguinte desesperava.
Nao pude supportar este espectculo esmaga-
dor. O singue ennegrecido linha-se derrado pela
sua brilhante cabelleira. e una pequea vea ain-
da corra lentamente ; suas fegos lo liodas es-
lavam inteirampnle alteradas, e contrahidas pela
raiva e polo desesporo de urna luta suprema e
mortal.
Entretanto, lembro-rae que nesse rosto poda-
se ainda divisar urna expresso claramente difi-
nida, era a do despreso e de urna amarga zum-
bara.
Em nomo do cu, senhor, que devemos
fazer?
Era Hardy quem fallara, criado do pobre For-
rester, nico Inglez que se achara entre aquelles
que nos tinham acompanhado.
Elle suffocava, e as palavras com grande diffi-
culdado lhe tatuara da garganta.
Levingslone levantou-se lentamente, depois
de ter apoiado doceraeote essa cabeca desanimada
sobre um tufo de musgo, cora tanta'ternura como
se estivesse viva.
Tal era a rerdadeira natureza de Guy:__ne-
nhura abalo, nenhuraa pena, nenhuma tristeza,
podiam cura-lo ou subjuga-lo mais do ura mi-
nuto, ponto de priva-lo do sua calraa e imperio
sobre si mesmo. Enlao, nao era insensiblidade,
nem mesmo slocismo ; porm sm um poder de
resistencia e urna forca para soffrer a dr. que
ninguem, que eu saiba, jamis egualou. Talvez
que se lhe encontrassem pontos de semelhanca
na historia ou na vida indiana.
Elle, pois, respondeu cora firmeza, posto que
cora urna voz suffocada pelo respeito devido
presenga do cadver :
Mo ha esperanga I E' iuulil mandar pro-
curar um cirurgio. Hardy, toraae comvosco lo-
dos os homens que poderdes reunir, o batei o
paiz. Mandae immedialaraente peair esbirros ;
elles iro comvosco : deve haver alguns traeos
do assassinn. Frank, queris tratar de transpr-
la-lo com cuidado casa? Eu.... eu vou....
E parou dando um longo e profundo gemido :
Vou preceder-vos e predispor Isabel.
A mo de Levingslone por acaso tocou na mi-
nha emquanto elle dava estas ordens : ella esla-
va hmida e fri comoogelo.
Em sua vida Guy Levingslone tinha feito e
ousado mais quo a mor parle dos homens ; po-
rm nunca emprehendeu urna tarefa, que teste-
munhasse mais coragem, valenta e firmeza de
seu coragao, do quo quando deixou-me sem di-
zer urna palavra para ir cumpnr seu fnebre
misler.
Quanto mim, bem que fraro de corpo e asss
tmido de espirito, juro que antes quera mon-
tar brecha do Badajoz, do que subir esse decli
ve, tendo em prospectiva a certeza da dr que
ahi o esperara
As arvores suspensas cima de nossas caberas,
os barrancos asss elevados direita e esquer-
da, o effeito da transigi,sahindo da claridade
da la,espargiam urna escuridlo tal perlo da
habitarn, que Guy apenas vio, antes de estar
inteiramente junto dola, urna forma branca que
esgueirava-se abaixando-se alguns passos da
porta.
Elle langou o brago em roda da cintura de Isa-
bel Forrester antes que ella podesse fugir-lhe.
Metade de sua tarefa estava concluida ; essa
hora nao liaba elle mais necessidade de predis-
fez conhecor em lodos os seus pormenores o ca-
rcter, os antecedentes, a fortuna e o parentesco
po-la. Ella comprehendeu tudo vendo-o voltar
soznho.
Isabel e Guy Acaram assm alguns momentos,
na cscurido, sem trocarem urna palavra: ou-
viara-se unicamento as apressadas palpitagoes do
coragao da joven senhora, quo lulava contra o
abrago de seu primo, e se debata para escapar-
Ihe.
Isabel, diz elle Analmente, cnlrao, neces-
sario que eu vos fallo.
Ella nao respondeu, mas conlinuou suas deses-
peradas tentativas para soltar-so, o torcia-socom
urna energia seWagera e sobrenatural, que exigia
lodo o vigor desse gigante para sustenta-la. Guy
mesmo cedeu seus esforgospara repelti-lo.sem
ter consooncia disso, ponto de recuar muitas
vezes al que sahiram da sombra e acharam-se
sob os raios da la.
Foi com alguma difiiculdade que elle lhe reco-
nheceu as feiges. extraordinariamente agitadas
e contrahidas ;os labios principalmente estavam
horrivelmento lvidos e enrugados pela dor. Fi-
nalmente ella deixnu pender a cabega, e seus
denles mordern) o brago que a susteuiav'a.
Guy nao treraeu, era fez raovimeolo algum ;
mas conlinuou com o mesmo tom lento e reso-
luto :
Isabel, enlrae. Juro-vos que torna-lo-heis
ver quando for tempo : trazera-o oeste momen-
to mesmo.
Isabel cessou de debaler-se, e poz-se direita,
tremendo por todos os merabros, fixando os
olhos, desmedidamente abortos, sobre o cotovello
da estrada, onde comegavam a brilhar os ardi-
les.
Elle nao est ento morto? perguntou ella
com urna voz estraoha, que ninguem leria reco-
nhecldo pela sua.
Seu primo nao tentou engana-la ; o ar de
profunda piodade, que suavisou-lhe a rudeza da
physionomia, foi bastante para instruir a infeliz
senhora.
Ento. houre um gritoterrirel e prolongado,
quo nada tinha de humano, bem como o que
emprestamos Baoshe,o qual gelou-me at
medulla dos ossos, bem que mo achasse ire-
zenios passos de distancia,como se liresse-me
soado aos oundos. quo grito I Espero nunca
mais ouvir ura egual.
A'este paroxismo succedou, esraagador con-
traste 1 urna iramobildade completa, porquanto
apenas estes ltimos accenlos expiraram-lhe nos
labios. Isabel soltou-se sem mais resistencia, e
cahio em um desmaio prximo da morle.
Urna triste salisfaego mostrou-se no rosto de
Guy.
Antes quero que assim seja, murmurou el-
le ; espero que nao tornar si antes de urna
hora.
Levou-a depois para casa.
Tentavam intilmente chama-la vida quando
cheguei cora os homens, que traziam o corpo em
uina liteira de ramos de pinheiro.
Por ordem de Guy col locara m-o em sua cama;
as mulheres italianascurapriram para com o mor-
to os ltimos deveres, chorando o lamentndo-
se sobre elle, como se fosse um irmio ou um
amigo muito charo, unicamento por causa de
sua rara belleza,como as donzellas mouriscas
choraran ouir'ora sobre esse lindo cavalloito
do magistrado que vinte familias despojadas de
suas confusas esperangas aborrecern] in continen-
te. Urna viuva que tinha um fllho para casar,
declarou que um hornera de trinla e seis annos,
que so casava repentinamente, oceultava ura
roystero em seu passado ; o director do registro
nao augurou nada do boin da tez paluda e dos
olhos negros do Sr. de Blangy. Dentro em pou-
co, os commcnlariosfizeramdelle urna especie de
Barba Azul de grvala branca.
Entretanto o Sr. de Blangy linha Acado em Si-
vry. Veio sua irma, a senhora de Bozas, a qual
fez o pedido ofTicial, e foi acceilo.
Quando dectdio-se o dia do casamento, Cle-
mentina toracu pelo brago ao Sr. Dubuisson que
lho dava os parabens, o levando-o para um n-
gulo do salo, perguntou-lhe o que pensara de
seu casamento e do Sr. de Blangy.
E' um tanto larde, disse o velho medico,
quando as rabecas oslo aAnadas, misler
dansar.
Mas ainda, replicou mademoiselle Auber-
nin, o Sr. conhece meu noivo, e pode apreciar o
seu carcter. O que augura ?
O Sr. Dubuisson approximou-se lentamente de
um grande baromolro que eslava pregado entre
duas janellas, e levantando o dedo :
Olhe para o ponteiro, disse elle ; o que
marca ?
Tempo variavel. respondeu Clementina ;
mas que relago v Vmc. entre esse barmetro e
meu casamento?
Grandissima relaglo. O ponteiro marca
tempo variavel, entre sereno e tormentoso....
quem sabe o que marcar araanhaa?
Clementina nada respondeu ao principio, e
olhou de furto para o Sr. Blangy. Ella nao era
de natureza tal que lamer.tasso alguma cousa do
que houvesse feilo ; prohibia-o sua audacia. Le-
vantando pois a cabeca com um aronde translu-
zia o orgulho :
Pois ento havemns de nos arranjar para
quo o ponteiro suba I respondeu ella.
Assim seja Disse o Sr. Dubuisson.
Sorprendeu um pouco senhora de Luxenil
esse resultado dacampanha amorosa que linha
assislido. Nao era esse o desenlace que havia
previsto. Inlorrogou Cleraenlna acerca dos mo-
tivos que a tinham resolvido. Dctou a resposta
de mademoiselle Aubernin essa m inclinaco
que leva certa gente exagerar seus defeilos e
fazer ostentaco de urn espirito fri, positivo sec-
co e calculado, quando seriam decentes os asso-
mos da mocidade. O Sr. de Blangy linha urna
riqueza consideravel ; eslava para ser nomeado
sub-secrelariode estado; sua familia linha paren-
tes no foubourg saint Germain.
Entretanto eu pensava que o Sr. do Versac
le agradava? respondeu a senhora de Luxenil.
E' exacto, replicou Clementina ; ao princi-
cipio eu achava que elle walvasa bem... Mas um
walsador nao um marido.
Branca nao foi Iludida por sua amiga ; aquel-
la indifferenga era mais que audaciosa em sua
expresso para ser verdadera, e apenas provava
queoSr. de Blangy nao tinha no coragao do
Clomeolina o lugar daquelle principe for moso
que as mogas acariciara, pelo que dizem em
seus sonhos.
Os primeros lempos que preceden) um casa-
mento, e que sob o imperio de certas circoms-
tancias sao os das mais felizes da vida, nao fos
ram alegres, nem singelos para os hospedes de
Sivry. Clementina Level nao tinham um pa-
ra outro aquella, descuidosa neglcencia ou
aquelles assomos do coragao que ordinariamente
acompanham os lempos anteriores ao casamento.
Atravezda benco nupcial, Clementina via Pari-
e urna existencia mundana ; ioteressavam-a o
espirito e a intelligencia do Sr. de Blangy ; seu
amor lisongeava-a ; sua elevada posgo, sua dis-
tinego pessoal, sua reputago, o lugar que oceu-
pava na melhor sociedade motiva va m a sua vaida-
de, mas nao o araava. O Sr. de Blangy, porm,
amavacom todas as torcas da alma ; mas urna
cousa, cuja voz nao poda su (Tocar, dizia-lhe que
se expunha mil perigos. Por vencido, por raais
suhjugado que estivesse pela belleza de made-
moiselle Aubernin, sentia quo poucas garanias
lhe offrecia sob o poni de vista da eslabilidade
aquella natureza que nunca Uvera direcgo algu-
ma. Comprehendia que mademoiselle Aubernin
linha consciencia e saboreava os effeitos des-
sa seducro cujo imperio sofria ; nella nao appa-
recia o serio; o ftil e o agradavel dominavam-s.
A firmeza e a perseverangn de qne Leonel ha-
via dado provas em muitas occasies. davara-lhe
a esperanga de subjogar Clementina, de molda-
la seu gosto. Determinara empregar-se nesse
trabalho com piixo afim de que ella lhe perten-
cesse toda mas onde eslava a certeza de ser bem
succedido ? Entre aquellas duas naturezas a in-
timidadeera dAlcil. seno impossivel. Quando
os dous noivos tinham passado urna hora no pas-
scio, era com difiiculdade que seu coragao abra-
se por um instante e como um relmpago.Leonel
nio tinha o dora aprasivel da expanso; Clemen-
tina nao senta a necessidade delle. Essa au-
sencia total de emogo no afAigo-a i.em sor-
prendeu-a : nao a desejava nem a esperava. En-
tretanto veio-lhe memoria a lembranga de cer-
tas narrages que havia lido nos livros folheados
casualmente. Interrogou a me aAm de saber
que especie de sensago experimentara por occa-
sio de seu noivado. A senhora Aubernin levou
o dedo fronte :
Espera l, respondeu ell, procurando ; o
Sr. Aubernin fo-me apresentado n'uma quaria-
feira de cinza e casei com ello no domingo da
paschoela.... Havia tres vestidos azues em meu
enxoval um de velludo, um de setim e oulro de
chamalole.
Essa resposla nao podia exaliar muilo a ima-
ginago de Clementina. Tranquilisada, tomnu
resolutamente o partido do sucegn de seu rn-
meo. Branca, quem ella fazia suas ronAdPn-
cias, applaudia corn duas mos :
Eis-te Parisiense antes de casar, dizia ella.
O Sr. de Versac nao assislio ceremonia que
teve lugar nos Ans de dezembro na calhedral de
Melun. Officiava o hispo. A cidade nteira com-
primi.-i-se dentro d egreja. Luciano eslava en-
lao no sul da Frange, em casa de um prenle
que o mandara chamar. F.screreu urna carta de
parabens. que foi rerebida na manha do dia II-
xado para o casamento religioso. Leonel apro-
senlou-a i mademoiselle Aubernin.
Ah do Sr. do Versac I disso ella.
E enlregou-a sera abrir.
A senhora de Luxenil conclua
lembravn-se de Luciano.
d'ahi que ella
chrslo, que encontraram morto o ensanguenla-
do sobre a praia do Alpujarro.
Em brere rieram dizer Guy que Isabel tinhs
tomado si do desmaio.
Apenas ella notou que Levingslone entrava no
quarto, comerou gemer dizendo :
Tenho fro!.. lenho muito fro I
E todos os membros lhe treman), postoque
ella estivesse envolvida em mantos o chales.
O medico da aldeia, moco agradavel, mas de
poneos recursos, eslava sentado cabeceira do
leito, o procurava toraar-lhe o pulso para mos-
trar sera duvida que podia ser bom para alguma
cousa; mas Isabel fugia instintivamente delle,
e logo fez signa 1 seu primo que so approxi-
masse.
Este ordenou que os dexassera sos, e ajoelhan-
do-se ao p della, tomou-lhe as mos as suas:
Meu charo Guy, diz eila, sei quanto fui m
e ingrata para comvosco ; mas nao era de minha
vontade. Nao me resta agora ninguem para cui-
dar de mim I... eu procurarei ser dcil e ter co-
ragem, sim... eu procurarei...
Sua voz era fraca, esgotada, mas sempre cari-
nhosa.
Guy apertou-lhe mais forlemente a mo e in-
clinuu a cabega:
Nao sota m ;sois apenas muito fraca pa-
ra supportar a dr. So eu soubesse o que fazer
para cousolar-vos I Mas eu, sou lo duro e to
rude, mesrao quando tenho tnlenco de ser bom I
Nao tenho cousa alguma dizer-vos. Pens que
deveis resigaar-vos, roas nao posso dizer-vos co-
mo ; urna cousa que nunca pude aprender.
Se pode3, deixae-me v-lo, diz ella. Ah 1
nao m'o recusis; eu serei calma e razoavel, vo-
l prometi, mas preciso que cu v...
E sua voz ensurdeceu-se, dizendo ainda :
Nao o abracei hoje noite.
Havia alguma cousa de in.lesirptivel e lo en-
teroecedor na inQexo dessa roz e nesses olhos
supplicantes, que tinham tomado toda sua docu-
ra por entro as lagrimas de que eslaram motila-
dos, que Guy apenas teve torgas para respon-
der :
Nao tenciono vos recusar isso, minha chara
prima, diz elle Analmente; nao quero mesmo
pedir-vos que esperis ; o se nao estaes muilo
forte para caminhar, eu vos carregarei.
Ella levanlou-so de vagar e com dilBcnldade,
como se u fri lhe houvesse entesado as pernas;
porm mal pode ter-se de p e caminhar susten-
tada no brago de Guy.
Ambos adiantaram-se assim passos tontos ao
longo dos corredores desertos, para o quano on-
de estava depositado o corpo de Charley.
Seu aspecto nada mais oftorecia de repugnan-
te. Tinham lavado todos os traeos da morle e pa-
ra encubrir a ferida, linham penteado a sedosa
cabelleira, fazendo-a cahir em madeixas ondeao-
tes sobre a fronte paluda do morto. Moslrava-se
em loda a sua belleza essa calraa lo doce, que
desee s vezes sobro o rosto dos morios, ainda
mesrao que tenharo morrido do morle violenta,
melanclico Alpen Gluth, qife apparece s depois
do por do sol.
Se as feiges nao eslivessem um pouco mais al-
teradas do qut duraoto a vida, nada teria des-
feiado a pureza acadmica do seus cantores.
Guy de ceno Azera muito bem aflastando sua
prima do cadver duas horas antes. Se Isabel ti-
0 Sr. de Blangy e sua mulher nbedoeeram
moda e partirn) para urnas Ierras quo linham
na Lorena. O grande espaco de lempo que Leo-
nel havia passado em Sivry e a importancia de
suas funecoes nao lhe permillam ir longe. Re-
claraaya-o imperiosamente o ministerio da justiga
que o cuidado de seu casamento lhe fizera es-
quecer. Alm disso, sabe o letor que Clementi-
na nao amata loucamente o campo. Ao cabo do
tres semanas, os dous esposos chegaram Paris
e lomaram posse de um palacete que o Sr. de
Blangy comprara mui recentemenle na ra de
Clichy. Dous dias depois de sua installago, a
Sra. de Blangy dsngava no ministerio dos negocios
eslrangeirtis. Pelos Ans da eslaco, era ella urna
das senhoras mais elegantes mais falladas de
Paris. la loda a parle e recebia grande numero
de visitas. Ninguem linha urna vida raais regu-
lar. Levantava-se s dez huras, almogava s
onze, vesla-se, dava um passeio carro, rece-
bia algumas pessoas de amizade particular al s
seis.jantava e passava a noite no baile.depois de
se haver mostrado no Ihealro lyrico ou na ope-
ra. O sabbado pareca-so com a segunda-feira.
Era a vida monstica em sua disciplina e om sua
durago applicada vida mais mundana. O Sr.
de Blangy acorapanhava Clementina toda a
parte. Nao pareca que o casamento houvesse
enfraquecido o seu amor ; fallava-se d'eltos
como da familia mais satisfeila e mais feliz da
grande cidade. A senhora de Luxenil, que goza-
ra da inlimidade de Clementina, nao notava que
ella se lembrava do Sr. de Versac. Fallou-lhe
d'elle urna vez ao pedo fogo ; a senhora de Blan-
gy raoslrou-se to adirarada que Branca poz-se
rir.
Bem disse ella comsigo, Luciano fez no
coragao de Clementina o signal do urna folha
secca na nove.
Depois, abengoando-a :
Nao ti que o amor jamis perturbar,
conlinuou ella.
Quem sabe ? disse Clementina.
Passou-se um anno, depois outro ainda. A se-
nhora de Blangy tinha lido urna Alha ; essa pri-
meira felicidad, talvez a mais viva da rida de
urna mulher, nao commorftra ainda aquelle co-
ragao que dormitara. Clementina araava certa-
mente aquelle pequeo ser que lhe sorria lo
docemente. e assustara-se por ura nada, porm
comprehendia-se que elle nao orcupara em sua
existencia um logar exclusivo. Eslava longe de
sentir aquelles morimentos apaixooados de cer-
tas raes que se absorrenr. em seus Olhos. Nada
lhe havia ensinado os diversos misieres da ma-
lerni.iade. Conservou-so mulher e Parisiense,
isto dedicada ao mundo e ao culto de si
mesma.
[Continuarse-ha).
resse contemplado nesse momento as feicoes de
seu marido, creio que tena enlouquecido'de ter-
ror, nao ser de tristeza.
E' cousa importante a expresso de ura rosto
que remos pela derradeira vez, quando cerlo
que ella deve apparecer em nossos sonhos du-
rante numerosos annos.
Guy levou Isabel at junto do leito, e sahio do
quarto quando ella cahio de joelhos. Elle con-
serrou-se do fra da porta fechada, pensando que
ella podesse precisar de soccorro se as torgas a
abandonassem sbitamente : foi ahi que o en-
contrei.
Durante algum tempo ouvimos s a tempesta-
de de suspiros, que seguiam-se uns aos oulros
sem descanco, e urna chuva de beijos; depois
rieram os gemidos de um coragao despedagado
que charaavam Charley sem cessar ; Aualmento
urna torrete de lagrimas.
Estara salra I
Depois disto houre apenas um murmurio, mui-
tas rezes interrompido, mas que comecara de
novo.
Inclinamos ento a cabera, porque comprehen-
demos que a viuva orava.
EmAm Isabel sahio com a cabega oceulta entre
as raaos; porm teve torgas para ganhar seu
quarlo, sem que a sustentassem, e ahi deixou-se
despir sem proferir urna s palavra, 4 nao ser
alguns agradecimcnlos. Em breve a natureza
tomou seu curso, e Isabel dormio profunda-
mente.
Emquanto esperramos que vollassem as pes-
soas que tinhamos mandado procura do assas-
sino, Levingslone enirou s oo quarlo morluario.
Ahi estove alguns minutos; e quando sahio, sua
pallidez ora maior que de ordinario, e havia em
seus olhos urna especie de horror.
Elle agirrou-me pelo brago e levou-me ao
quarlo sem dizer urna palavra.
Vedes isto? perguntou elle levantando do-
cemente os cabellos, que cahiam sobre a tonta
esquerda de Forrester.
Ento vi destinctamente, marcados com tragos
lvidos sobre acame branca como a cera,os cinco
dedos de urna mo de homem.
Crdes que isto seja obra de um bandido ?
conlinuou elle emquanto sua mo poderosa aper-
tava-me to vigorosamente, que eu com muita
difiiculdade podia supportar a dor.
Os bandidos ferem sempre com urna arma
ou com o punho fechado.Preciso dizer-vos que
estes signans sao de Bruce? Se elle o nao raatou
com as proprias mos, acabou do o matar.
Impossivel')disse eu ;como podara el-
le? Nunca teve....
Levingslone soltou-me o brago com urna espe-
cie de impaciencia.
Dm dia saberemos, murmurou elle, em-
quanto a colera sombreara todas as feiges;__
estou convencido disso. Se ainda Bruce est vivo,
eu o encontrare), e quando o livor as mos, s
eu tiver piedade delle, se eu o deixar escapar-'se.
quero que....
Elle acabou por orna iroprecacio terrirel o so-
lemne, qual, se bem que murmurada en roa
baixa, parta do fundo do coracao.
IContinuar-se-ha.)
PW.- ITP. DB M, p, D rAUA,-
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