Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09197


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Full Text
-\
> >
lili XXXTI. HUMERO 297
Por tres mezes adiantados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6J00.
SEGOKDA FEIBA 24 DE DEZEHBEO DE I8M.
Por anno adiantado 19(000
Porte franco para o subscritor.
ENC.VRREGAD05 DA SOBSCRIPCAO DO NORTE
Par.ihiba, o Sr. Antonio Aleandriao de Lima-
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaty, o
Sr. A de Lentos Braga; Cear, o Sr J. Jos de O
veira; Marjuhao, o Sr. Manoel JosMartinsRibei"
ro Guimares ; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Maraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos!
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
VAHUMAS DOS COKKE1US.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
i Iguarass, Goianna e Paralaba as segundas
|e sextas reiras.
i S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tercas felras.
Pao d' Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
i Cabo,Sirinhaem, Rio Formnso, Uns, Barreirus,
Asna preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
,(Todos os correios partem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO MEZ DE DEZEMBRO.
5 Quarto minguante as 3 horas e 40 minutos
da tarde.
12 La nova as 10 horas e 28 rainutus da manhaa
20 Quarto crescente as 3 horas e 50 minutos
da manha.
98 La cheia aos 58 minutos da manha.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 2 horas e 30 minutos da manhaa.
Segundo as 2 horas e 6 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TIJBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commereio : segundas e quintas.
Relaco tercas, feiras 9 sabbados.
Fazenda : tercas, quinti s e sabbados as 10 horas.
Juizo do commereio: quartis ao meio dia.
Dito de orphos: terca, e sextas as 10 horas.
tercas e sextas ao meio dia
quartas e sabbados a urna
Primeira Tara docivel:
Segunda vara docivel
hora da tarde.
PARTE OFFICIAL
Ministerio do imperio.
3* seccao. Rio de JaneiroMinisterio dos ne-
gocios do imperio, em 30 de novembro de 1860,
lllra. e Exm. Sr.Tenho presente o ofTlcio de V.
Exc. n. 97 de 14 do corrente raez, pedindo ao
governo imperial a solucao da seguinte duvida :
Existindo tres municipios contiguos, Barcellos,
Marab, e Rio das C-ratas, em nenhum dos quaes
pode haver collegio eieitoral, por isso que nao
tem o unmero de 20 eleitores, pergunta V. Exc.
se lhes poderi ser applicavel a 2a parla do 3
do art. Io do decreto n. 1,082 de 18 de agosto
ultimo, deterruinando-seque os respectivos elei
lores formem collegio com os da villa de Cama-
ma, que a mais prxima, ou se lera lugar reu-
nir os tres municipios em um collegio, cuja sede
ser o de Marab, como o rn8is central.
Em resposta declaro a V. Exc. que, visto que
os tres referidos municipio? do mais de 20 elei-
tores, poiera reunidos constituir collegio eleito-
ral ; devendo-se attender na annexaco ao dis-
posto no art. 33 das instruce.6es que baixratn
com o decreto n. 2,621 de 22 de agosto ultimo.
Dos guarde-a V. Etc.Joo de Almeida Pe-
reira Filho Sr. presidente da provincia da
Baha.
3.a secgo.Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio, em 30 de novembro de
1860.lllra. e Exm. Sr.Tenho presente o of-
fficio de V. Etc.'o. SI de li de outubro ultimo,
submettendo deciso do governo imperial a se-
guinte duvida:
Tendo sido encontradas por occasiao daapu- jes'de'aiera"conveniencia ou'Y'commodidada
racao das cdulas da eleieo de vereadorese dos povos : poia que, em respailo ao disposto na
juizes de paz, a que se procedeu na parochia do ultima parte do art. 2o do decreto n. 1.062 de
Bojaru, quatro cdulas, das quaes duas escripias 18 de agosto deste auno, cumpre que seja man-
no propno papel de involucro, de cor verde, e t,da aquella deliberado em ludo quanto nao fr
em data de 31 de outubro ultimo, pelo qual Co-
rara organisadas os collegios eleitoraes dessa pro-
vincia, e designado o numero de eleitores que
deve dar cala urna das respectivas freguezias,
na forma do decreto n. 1,082 de 18 de agosto do
corrente anno e mais di?posco*s em vigor, con-
clue V. Exc. declarando que, vista do dlsposto
na segunda parle do art. 2" do decreto supraci-
lado, julga-se inhibido de lomar qualquer reso-
luto no sentido de corrigir os deleilos e irregu-
laridades apontadss, a respeito das quaes solicita
com urgencia a deliberado quo compete ao go-
verno imperial nos termos do art, 15 das inslruc-
ces de 22 de agosto do corrente anno.
Em resposta cumpre-me declarar a V. Exc, de
o -1 y ni de S. M. o Imperador, que, nao podende
subsistir o acto a que V. Exc. so refero, na parte
em que manifestamentc contraria as disposicoes
do mencionado decreto e maislegislago em vigor,
j designando o numero de eleitores que devem
dar algunas parochias que,segundo V. Exc. infor-
ma, nao foram ainda providas cannicamente, j
fixandopara outras numero de eleitores superior
ou inferior ao que deve competir-lhes nos termos
da lei e vista das respectivas qualiflcacoes, j
fin.ilmente creando collegios eleitoraes em mu-
nicipios onde nao podem elles existir por f.illar-
lhes para isso numero legal de eleitores, urna
vez que sejam deduzidas as que de mais lhes fo-
ram designadas, deve V. Ex'\ fazer as raodi-
cacoes e correces apontadas no seu supracita-
do officio e no mappa que o acompanhou, de
modo que sejam em ludo observados os precei-
t )s da legislado respectiva, devendo porm sub-
sistir sem allerago o acto do seu antecessor, na
parte em que, sem contrariar abertamenle os
preceilos da loi, dcixou de attender a considera-
dlas em pipel branco grudado sobre outras
iguaes aquellas, consulla V. Exc. se estas devem
ser apuradas.
Em resposta declaro a V. Eic.Jque as referidas
cdulas escripias em papel branco devera sor
ioutilldadas, pois que Ihe sao applicaveis por
diaraetralmente contrario lei. Dos guarde a
V. ExcJoo de Almeida Pereira Filho.St.
presidente da provincia deS. Paulo.
3a seccao. Rio de Janeiro. Ministerio dos
!2!!!" .S?;1!,?1S ?.a.,r }- !*as'"s^Sues negocios do imperio, era Io de dezembro de
1860. Accuso o recebimento do officio de 5 do
mez prximo passado, em que Vmc. consulta se
o individuo qualificado votante perde o direilo
de votar pelo f3do de achar-se comprehendido,
na poca da eleieo, em algurai das hypotheses
do art. 18 da lei n. 387, do 19 de agosto de
1846; sollicitando urna deciso que evite a re-
producan dos fictos que se deram na ultima
eleieo dessa parochia, em que vanos cidadaos
qualilicados foram repellidos di urna, nao por-
que se lhes contestasse a identidade, mas por
suppostos vicios de qualificaco.
Em resposta tenho a declarar-lhe que mesa
da asserabla parochial s compete, vista da
terminante disposicao do art. 46, 1 da citada lei
de 19 de agosto de*186. reconhecer a identidade
do votante, e nunca a sua idoneidade ; por isso,
nao pode ella. b pretorio de virio na qnatifl-
cac.au, lacosdc o vol de quena se ocha qualifica-
do; sendo contrario lei qualquer outro proce-
diraento, que iria derogar a garanta saluur esta-
blecida pelo legislador na distinecao que fez en-
tre attribuicos da junta de qualificaco e as das
mesas das assemblas parochiaes.
Ao juiz de paz, presidente da mesa parochial,
como a autoridade a quem a lei no art. 47 2
incumbi de regular os trabalhos da mesma me-
sa, cumpre velar para que se nao de o abuso de
exceder ella s suas aitribuigoes, constituindo-
so superior instancia para nullificar o processo
da qualificaco, cora o qual nada tem que ver,
pois que a lei o commetteu a autoridades diver-
annexas ao aviso circular de 27 de setembr de
1856, edo art 12 das que biixiram com o de-
creto n. 2,621 de 22 de agosto ultimo. Deus
guarde a V. Exc.Jocio de Almeida Pereira Fi-
lho.Sr. presdeme da provincia do Para.
3' secgiio. Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio, em 30 de novembro de
1860 lilm. e Exm, SrTenho presente o offi-
cio dessa presidencia n. 156 de 3 do corrente
mez. submettendo approvaco do governo im-
perial as seguales decisoes dadas s duvidas
proposlas pela camira municipal da villa da Li-
saeira :
1. Que deviarn ser contados os volos dados a
Jos de Souza Bueno, e Jacinto Lopes da Silva,
os quaes tinham sido tomados em sopando, por
isso que, reconhecida pela mesa parochial
identidade do vo'.ante, a alie"s > suppressao
de tim dos seos nomos na lisia da qualificaco
nao poda annular o voto por elle dado ;
2. Que tambera deviara ser contados os votos
cuntidos na cdula nao fechada com lacre ou
obra, visto que esta formalidade prescripa pelo
art. 2" das inslrurges annexas ao aviso circu-
lar de 27 de setelibro da 1856, nao substan-
cial, alm~d6 que o presidente da mesa paro-
chial compela advertir ao votante para que fe-
chasse a dita cdula ;
3." Que nao deviarn ser contados os votos da-
dos por um cidado nao qualiticado por serem
ruanifestaraente nullos na formada lei
E em resposta declaro que o governo imperial sas, isio s juntas da qualificaco, aos conse-
approva as referidas decisoes, por serem con- lhos mnicipaes de recursos e relaco do dis-
forme > le. Deus guarde a V. Exc Joo de Al-
meida Pereira Filho. Sr. presidente da pro-
viucia de S. Paulo,
3.a secao,Rio de JaneiroMinisterio dos ne-
gocios do imperio, em 3 de novembro de 1860
lilm. c Exm. Sr Tenho presente o officio de
V. Exc. n. 105 de 25 de selembro ultimo, sub-
mettendo a consiieraco do governo Imperial a
representarlo que a V. Exc. dirigirn) diver-
sos ciados da parochia de Porto-Alegre, ex-
pondo as irregularidades platicadas pela me-
sa parochial, por occasiao da eleigo de ve-
readores e juizes de paz, a que se procedeu na
mesma provincia.
Em resposta declaro a V. Exc. que o simples
faci de ter estado a urna por algum lempo fra
da ijjreja e longe da vigilancia das pessoas. a
quem o arl. 61 da lei regulamentar das eleicoes
confiou a sua guarda, rozo sufcieute para
suspeitar-se, apezar das explicar5es dadas pelo
juiz de paz presidente da mesa
trido.
E porque Vmc. declara em seu officio que na
ultima eleieo dessa parochia varios cidadaos
qualificados foram repellidos da urna a pretexto
de suppostos vicios da qualificagao, o governo
imperial Dio pode deixar de reprovar to irregu-
lar procedimento, e de recorameodar-lhe termi-
nantemente, na prxima eleigo, a observancia
fiel da lei, que nao den s mesas das assem-
blas parochiaes o direito de repellir da urna
quem fui qualificado pela autoridade competente.
Todo o acto que tende a excluir da urna o vo-
to do cidadao que se acha qualificado tumul-
tuario, c nao pode ser tolerado, por ser um at-
tentado contra a liberdade do voto e contnrio
lei; e porlanlo cumpre que Vmc. tenha muito
em vista nao consentir que a esse direito de ci-
dadao qualificado se anteponha o arbitrio abusi-
vo da mesa da assembla parochial, ou de quera
quer que seja que tumultuariamente pretenda
constiluir-se juiz para decidir questoes cuja so-
Governo da provincia.
Expediente do dia 20 de dezembro de 1860.
Officio ao juiz de paz mais votado do dislriclo
de Goianna.Inteirado do contedo do seu offi-
ci de 12 do corrente, tenho dizer-lhe que fi-
I cam expedidas as convenientes providencias para
que seja Vmc garantido no exercicio de suas
legitimas altribuigoes om ordera que a eleigo
se faga com a maior calma e regularidade.
Se porm, contra o que eu espero, forem per-
turbados os respectivos trabalhos, deveri a mesa
suspende-los, adiando a eleieo, como determina
a lei, e participando-me inmediatamente.
Julgo conveniente prevcni-lo de que, posto
queira a lei qu as delibrameles das mesas paro-
chiaes sejam respeitadas, havendo de suas deci-
soes apenas os recursos legaes, nao pode ser
perrailtido s mesmas mesas o abuso de se tor-
iiarem absolutas, tomando delibcracoes injustas,
arbitrarias e acintosas, principalmente no que diz
respeito admisso ou regei^o dos votantes,
d'onde se originara sempre os conflictos, que se
deplpram na eleieo. Neste caso a mesa nao po-
de, o nem deve coutar com a intervenjo di au-
toridade superior geuo para cont-la pelos
meios convenientes em seus desvos, e faze-la
entrar do tnlho legal.
Em qualquer eleieo deve vencer quem tiver
para isso elementos conslilucionaes, sendo abso-
lutamente inadmissivcl que os desvarios e capri-
chos das minoras possam irapr-se s maiorias,
quaesquer que sejam as candidaturas fazer va-
ler, as quaes, por mala dignas que sejam, nao
podem impor-se vontade da maioria com risco
da tranqnilidade publica e da seguranza iudivi-
dual, cuja manutengo a primeira condico de
qualquer eleieo.
Dito ao coronel commandante das armas.
Transmiti por copia V. S. para seu conhec-
mento o officio que me dirigi o director do ar-
senal de guerra em 19 do corrente, e o termo
que este se refere, no qual est declarado o es-
tado em que se acharara os objectos comidos no
caixao que, de conformidade com o seu officio de
7 do correute, fui recolhido ao mesmo arsenal.
Dito ao conselheiro presidente da relago.
Haja V. S. do providenciar no sentido de ser
ubraettido deciso desse tribunal, logo que fdr
possivel, o processo de appellago do preso Flo-
rentino Nunes da Silva, como solicita o Exm. pre-
sidente da Parahiba no officio junto por copia.
Dito ao commandante de polica.Podo V. S.
mandar engajar no corpo sob seu commando o
paisano Joaquim Jos da Silva, que foi julgadu
apto para o servigo, como consta do atteslado an-
nexo ao seu officio destadala, sob n. 566.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Iransraitlo por copia V. S. nao s o officio quo
lioulem me dirigi o inspector do arsenal de ma-
nuha, sob n. 504, mas tambera a nota que elle
se refere, alim de que se promova pelos meios
legaes seu alcance a cobranza da quanlia de
49.794$, que se despendeu com a construego
da parte do caes do forle do Mallos que devia ser
feita pelos herdeiros de Jos Francisco Belm e
de Antonio da Silva o por Vicente Ferreira da
"*". como se v do citado officio c
Mito ao mesmo.Reslltuindo V. S- papis
a que se referei- :--.-.u^oo ue hontera, sob
ii. lazo, dada acerca do requerimento em que
rraucisco Botelho de Andrade pede o pagamento
do que so estver a dever proveniente de 37 bra-
cas e um dcimo de c.s fetos pelosupplicaote
entre o da compaohia Pemambucana e do ba-
ro do Livramento, o auloriso mandar effecluar
esse pagamento'na importancia de 35:801500
ris, visto nao haver inconveniente, segundo
consta da citada informarlo.
Dito ao mesmo. Expega V. S. uas ordens,
ahm de ser recolhida aos cofres dessa repartilo
a quanti de 400$, que em 5 do corrente recebeu
o bachurel Celos Eugenio Dounarche Mavignier,
como ajuda de cusi para poder seguir viagem
para o termo da Villa-Vicosa, na provincia do
Cear, na qualidade de juiz municipal, visto co-
mo declarou-me o mesmo bacharel que nao po-
da presentemente seguir para o lugar de seu
deslino.
---------------------- ^ j !>* n-.i-iuu 'luyji'ira cun jtj-
>a parochial e pelo luc0 s foi commettida a quem a lei deu com-
taolo cumpre que >. txc, dcpois de verificados
os factos allegados pelos representinles, e sobre
os quaes V. Exc. devia de conformidade com as
ordens em vigor emitlir o seu parecer, mande
proceder nova eleieo de juizes de paz e tara-
bem a de vereadores, se por ventura os votos da
dita parochia constiluirem a maioria dos do mu-
nicipio a que perlence, devendo-se neste caso
observar o disposto no aviso n. 62 de 21 de fe-
vereiro de 1853. Oeos guarde a V. ExcJoo
de Almeida Pereira Filho.Sr. presidente do
Uto Grande do Norte.
3a seccao. Rio de Janeiro. Ministerio dos ne-
gocios do imperio, era 6 de novembro de 1860
Illm. e Exm. Sr.Pelo officio dessa presiden-
cia n. 141 de 9 de outubro ultimo, fica o
Me Joo de Almeida
juiz de paz miis votado
Anna.
arde a V.
Pereira Filho. Sr.
da parochia de Santa
Ministerio da justiya
Ministerio dos negocios da justica. Rio de Ja-
ndiro, em 30 de novembro de 1860. Illm. e
Exm. Sr. Foi presente a S. M o Imperador o
Impersdor o officio que V. Exc. dirigi a este
ministerio com data de 19 de julho ultimo, con-
sultando : Io, se os officiaes da guarda nacional
dessa provincia, de nomea$o do governo geral,
que pretenderem mudar-se para fra dos dis-
go- tridos dos respectivos corpos ou commandos su-
das na ultiea reunio da1
dacompanhia da via ferr
officio de 17 deste mez.
DAS DA SEMANA.
24 Segunda. S. Gregorio ro. ; S. Ilermina m.
25 Terga. cfc Nasrimenlo de N. Sr. Jess Christo.
26 Quera. S. Eslevao Proto marlyr; S. Marinho.
27 Quinta. S. Joo apostlo Evangelista.
28 Sexta. Os Santos Innocentes mm.; S. Castor.
29 Sabbado. S. Thomaz are. de Cantuarla m.
130 Domingo. S. Sabino b. m. ; S. Venustiniano.
ENCABREGADOS DA SUBSCRIPCO NO MIL
Alagoas, o Sr. Glaudino Falca* Dias ; Babia,
Sr, Jos Martins Aires; Rio de Janeiro, o 8r.
Joo Pereira Martins.
EM FERNAMBUCO.
O propietario do diario Manoel Fr^aeiroa da
Faria, na sua livraria prac,a da Independencia n.
6 e 8.
cedida para os reparos Ida igreja de Santa Rii
de Cassia pela lei provi icial o. 330. de 19
abril de 1854
Dito ao engtnheiro fisi al
Sendo attendiveis as razi es
apoio da necfssidade qie
tender-se pwsoalmento i om
Dito ao capilo do porto.Era
de sita
vista da parte bem
imperio acerca das difTeientes quesles ventila-! Dite ao Exm. Sr. presidente. Informando o! I
se com effeito existem all MOindios de que fai-
a odirector geral, e como se achara elles arran-
e quarto finalmente, que ministre todas
chados
commisso consultora requerimento de Francisco Ignacio da Cruz,
fea, e de que trata o seu Dito ao delegado das torna de Alagoas.-
. rancedo a Vmc. permls- additamento ao officio de V. S., no qual me re-1 reeoT'iT^'^iYInViSSf!6^ 58""^ lhe offt-
sao para fazer essa riage n. em que se demorar quisilou a nolifieaQao de Antonio da Costa Annes B,.nrias ..*>AVT Mediante.cssas dili-
o menos que lhe for possivel; devendo suusti- e oulros, remello a V. S. os documentos inclusos ao obioeln n. x vVr k ma,S dose,"vulv"n,s"to
tui-lo en. su ausencia ,. engenheiro civil Jos I sob ns. 1, 2' 3. pelos quaes se mostrara que fo-' a rainlia anreriien Pr suSe"*r
ede Al-es Ferreira, o qual presla-se a islo ram satisfeilos as ditas requisices de V S. v l'la*ao'
pois que Vmc siga no! Dito ao Sr. presidente.Necessiiando estare- Officio ao Exm. Sr. presidente.Por officio de
ir amanha para o Rio | panico para seu expediente dos objectos constan-: 28 de Janeiro do corrente auno mandou-me V.
Mam
graluitaraerle. Cumpre
vapor Tocailins, que sal
de Janeir.Communicu-se
fazenda.
PoitariiPara vogal
menlo, i que est
a thesouraria e lesjd ola junta na importancia de 603220, rogo: F-*c. dar parecer acerca
a V. Exc. se digne maudar pela thesouraria de fa- \ vers, era data de 4 de d
quanlia
do conselho de julga-
resdondendo o soldado do
Simes Jnior, nomeio
Manoel
da proposla que de An-
-e dezembro tizeram Selein-
zenda abonar a mencionada quantia ao porteiro maiin & C, com a espectativa de enviarem para
-1 de*18 repartico. I esta provincia bons colonos, por meio de urna li-
corpo as polica Manoel Simoes Jnior, nomeio Dito ao inspector da thesouraria de fazenda. una regular de dous navios por mez couduzindv
ao 2 ente de artilhi ria do exercito, Manoel Remello a V. S. as comas d? colonia militar de cada ura 150 colonos, bem e.^colhids mediante
GoncalMa Rodrigue* Fr nca em substiluicao do Pimenteiras relativas aos mezes de setembr, ou- o subsidio por passageiro de 150 francos abrin-
alferes do mesmo corpa; Manoel Germano de Mi- tubro e novembro do anno prximo passado. do-se para isso um crdito na Europa ou'saecan-
randa, ene fui nomeadolvogal por portara de 12 j Dito ao mesmo.Restiluindo ao cartorio dessa do os eraprehendores contra o presidente da pro-
do correle, e tem de ser ouvido como testerau-! repartico o livro 2o de registro de sesmarias, ro- v"cia, depois que tver elle recebido o certi-
nha no referido conselliii. | go a V. S. haja de ordenar a entrega do pri- cado da expedico leg.lisado pelo cnsul do
Dita.C presidente da provincia resolve no- meiro. i Brasil,
mear o bicharel Pedro Alfonso de Mello para Dite ao guarda-mr da alfandega.Em vista; Tornando-se cada vez mais urgente e indcli-
exercer uterinamente fas funeges de procurador! da parte de registro que hoje recebi designo o Sr. navel a necessidade de prover a agricultura de
iscal da fizenda nacioal nesta provincia duran-, capilo do porto, e o Dr. Ignacio Firmo Xavier bracos de que tanto necessita, o primeiro seoti-
ipedimeDto do respectivo servenluario, o | para procederem a bordo da barca Flor de la- >ento de lodo brasileiro, principalmente de V.
mando Affopso de Mello.Fizeram-se \ ria as investigagoes de que Irata o arl. 35 do re-: Exc, nao ser de cerio o de regeitar i;i (min
JSturue. gulameuto n. 2168 do Io de maio de 1858. qualquer proposla que se offerer.a tendele
Dio ao Sr. Dr. Firmo.Participo a V. S. que promover a colouisaco, mormenle'onde ella nao
nesta data acabo do designa-lo para em cora- ; comecou, como em Peraambuco.
raisso com o guarda-mr da alfandega procede-. A associago central, lutando ainda cora as
rema exarae no navio Flor de Alaria. j multiplicadas difficuldades do seu compromisso
Dito ao Exm. Sr. presidente da provincia.Era "o pode at este momento eslender as suas us-
bachare
as commuiicar;6es do
Dita.O senhores
sileira de taquetes a
gens de p-a para a
guir para usul, a Ant
Manoel Anancio dos
nados parapass3gerc
Dita.Oa senhores
sileira de piquetes a
porte para acorte, n
osiu
gentes da corapanhia bra-
apor mandem dar passa-
ahia, no 1." vapor que se-
nio Francisco das Neves e
Sanios, em lugares dcsli-
s de estado.
agentes da companhia bra-
vapor mandem dar trans-
vapor Tocantins em lugar
destinado para passageiro de estado, e ao Dr. Ma-
noel Buarqte de Hayedo, engenheiro fiscal da
estrada de ftrro.
DESPACHOS DO DA
fl<
3360.Augusto
sent o supp cante
3363.Capetolin
0 DE DEZEMBRO DE 1860.
uerimentos.
luniz Machado.Informe
Sr. inspector la thekouraria de fazenda.
3361.Carlas Eugenio Douarche Mavignier. j reaiett a V. Exc
Estam expeditas acordeos no sentido em quo
requer o suppticant
3362.-Eri.esto Ajntonio da Silva Lins.Apre-
o litlo de sua nomeago.
Freir Maris.Aprsente o
cumprimento do que V. Exc. me ordenou, tenho l;is para o norte do imperio, e era tao cedo o po-
a declarar-lhe que por agora ser bastante um i der fazer. A companhia de cohnisaco de Per-
livro de 100 folhas. nambuco, Alagoas e Parahibi, acha-se actual-
Dilo ao mesmo.Conformando-me com o pa-, mente no seu erabriao difficil de ser desenvolvi-
recer do fiscal desta repartico dado acerca do do, como sempre acontece a ludo que dependa
Incluso requerimento de Francisco Gomes da Luz de inuiUs vontades : no entretanto certo que a
Freir, submelto ao conhecimenlo de V. Exc. pa- ; agricultura da provincia grita por bracos, e a pos
ra determinar c quo julgar conveniente. j estes gritos percebe-se mu claramente rumor
Officio ao Exrac. Sr. presidente.Tendo man- | impaciente de toda a populacho, excitada pela
dado proceder burdo da barca portugueza Flor \ enorme caresta, sempie cresceute dos vveres e
da Maia. aos exames de que tratara o arl, 35 do trabalho.
meuor ao Sr. lircelordo arsenal de guerra.
336i Joaquim
Aprsente o aenorj
guerra.
3365.Joo An
da' Assumpgo Queiroz.
ao Sr. director do arsenal de
onio Pinhciro. Aguarde o
2.Sejam recolhidas.
nos respectivo titu
3369JAntonio
fufme
zeuda.
R*I trtit'iio
supplicante decisao do governo imperial.
3366 Pedido lo batalho de infantaria
n.
oldino dos Guiraaros Peixo-
3367 ^-Luiz Leoj
--. I..U.UIC vo
fazenda
3368.1Manoel P res Campello Jicome da Ga-
ma.Djefendo, pagos os direlos devidoa, e fican-
colmprador si jeito as condicoes estipuladas
o.
da Costa e Silva Madeira.
o Sr. ins ector da thesouraria de fa-
das trras
consulta que lhe dingiram dous dos membros da art. 45 do decreto de 12 de marco de 1853 de-
mesa parochial de Itapeva da Faxina vera ser ministradas pelo commandante superior
1 que ao presidente da junta de qualificago do lugar a que pertenciam os officiaes que se
compete formar a lista supplementar das pessoas mudaram. ou te por aquello do oulro municipio
cujos recursos tiverem sido attendidos pelo con- para onde forem residir? O mesmo augusto se-
lho municipal, para por ella fazer-se a chamada uhor, tendo ouvido o consultor interino dos ne-
dos votantes; .... gocios da jusliga, e conformando-so ara o seu
que anda na ultima hora, antes de conclni- parecer, manda declarar a V. Exc. para seu co-
d a 3 chamada dos votantes devem seradmilti- nhecmento. e em olucao s referidas duvidas,
d isa votar oa cidadaos prvido? em qualquer que, na conformidade do art. 45 do decreto de
dos graos de recurso urna t que apresen- 2 de marco de 1853, compete somente ao go-
mndanca aos
municipio da
tem documento comprobalivo do mesmo provi- verno imperial conceder guia de mndanca aos
n,|Dl : .... ... officiaes da guarda nacional do
cha s poder ter lugar, se os seus volos consti- de 1850, para conservaren) o posto ; devendo era-
tuirem a maioria dos do municipio a que perten- qnalqner dos casos, e logo que finde o prazo de
ce
O
e:enestecaso proceder-se-ha amia elei?ao seu mezes marcado n'aquelle decreto, propor ao
ni todo o municipio e a de juizes de paz un- governo imperial a demisso delles, ou os cor-
mana na ni., cv..l i\".miUii l\.^n<* M ____
camenle oa referida parochia. Dos guarde a
\. ExcJoo de Almeida Pereira Junior.Sr.
presidente da provincia de S. Paulo.
3* ecco Rio de JaneiroMinisterio dos
negocios do imperio, em 6 de dezembro de 1860.
pos em que devara ser aggregados. Outrosim
que o commandante superior do lugar onde fo-
rem residir os officiaes quo se mudarem o
competente para ministrar as informar6es exigi-
das na segunda parle do art. 45 do citado de-
Illm. e Exm. Sr.Foi presento ao governo im- creto.
perial o officio de V. Exc, datado de 27 do Deus guarde a V. Etc. Joo Lusosa da Cu-
mez prximo passado sob n 164, no qual expon- nha Paranagu. Sr. presidente da proviucia
do algumas irregularidades e inconvenientes que da Bahia,
se notara no acto firmado pelo seu antecessor j _
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Em vista da conta e mais documentos junios,
mande V. S. pagar, logo que fr possivel, a quan-
lia de 665500 rs. em que importam as passagens
nos vapores da Companhia Brasileira de paque-
tes vapor a tres criminosos e quatro pracas
que os escollaran! da provincia das Alagoas para
esta capital, conformo requisilam os respectivos
agentes em officio de 18 do correnteCommuni-
cou-se estes.
Dito ao mesmo.Era vista das coulas juntas,
que se refere a sua inormago de honiem, sob
n. 580, mande V. S. pagar Jos Elias de Oli-
veira, ou seu procurador, conforme requisitou o
chefe de polica em officio de 7 deste mez, n.
1d66, a quanlia de 3:114*720 rs., em que impor-
tara o sustento e curativo dos presos pobres da
casa dedetcnco no mez de novembro ultimo.
Communicou-se ao chefe de polica.
Dilo cmara municipal do Recife.Atten-
dendo razes ponderadas pelo Dr. chefe de
polica -fio officio incluso por copia, justficando a
necessidade do forneciraento de differenies luz;s
a enfermara da casa de deteoco, conforme so-
licita o respectivo administrador, autoriso a c-
mara municipal do Recife a mandar satisfazer o
ped lo, que junto devolvo, como se faz ruister ;
cando assim respondido o seu officio de 10
(leste mez, sob n. 102. a que veio annexo aquel-
lo pedido.
Dito ao juiz municipal de Seriohaem.Em
solucao ao que consulta Vmc em officio de 13
deste mez, devo dizer-lhe quo, tendo o decreto
n. 1595, de 30 de novembro de 1853, que revo-
gou nesta parte a ord. liv. 1. til. 83 4.. enu-
merado precisamente as nicas causas, que po-
dem ser tratadas durante as ferias do foro, e que
nao se suspendem pela superveniencia d'ellas,
excluio sem duvida os inventarios, que nao po-
dem por isto ser feitos em lempo de ferias, ain-
da mesmo aquelles, em que sao menores os in-
teressados, o que nao pode mudar a natureza
de taescausas, para que possam ser comprehen-
didas era qualquer das hypotheses do art. 3. do
citado decreto.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
V.S. substituir por outras novas as quatro ar-
mas, de que trata o chefe de polica em officio
de 21 do mez prximo Ando, sobre o qual versa
a sua inforn*a$o datada de hontem.Communi-
cou-se ao predito chefe. .
Dito ap director das obras publicas.Logo que
0 permiltirem as rendas provinciaes mando \. S.
fazer, por conta da verba consignada para repa-
ros geraes os de que precisa o calamento da ci-
dade, nao s no principio da ponte da Boa-Vis-
1 m c.onwrme requisita a respectiva cmara no
officio que se refere a sua informarlo de 15 do
corrente, sob n. 332, mas tambera em mul-
tas outras ras, segundo consta da citada infor-
ruacdo.RespQ'.,deu-se neste sentido S requisico
da cmara.
Dito ao mesmo. Em vista dos documentos
juntos man de Vmc. pagar a Maa Clara das Do-
res o que se estiver a dever a seu falecido marido
Jos Vi'jinriano de Sant'Anna, proveniente dos
salari'os que venceu como servente das obras da
casa, de detenco.
Dito ao thesoureiro das loteras.A'visti de
sua informarlo de 18 do corrente, o autoriso a
especial
Ijpublicas
E tPEDIENTE.
Offii io ao delegido das trras publicas da pro-
vincia de AlagasJAcabo de officiar ao juiz de
direit de Garanhins, para fazer constar Anto-
nio di Costa Nuns e outros a mulla em que In-
correfara por falta de registro das trras que pos-
sueralnessa provincia.
Dilo ao Exm. Sr. presidente da provincia.Pa-
Jer informar acerca do officio da cmara
cipal de BoaVisla, faz-se necessario que a
do regulamenlo n, 2618 do 1 de maio de 185"*,
o resultado do dito exime que
V. Exc. conhecer do officio junto por copia.
Dito ao director geral dos ludios.Nao tendo
il este momento rccbdo as iuformares que
pedi a V. S., e sendo ellas indespensaveis, para
cumprir as ordens da presidencia, remello a V.
S. a copia do meu officio, solicitando com urgen-
cia ditas iuforraacoes.
Dito ao Exm. presidente da provincia.Te-
nho a honra de por as maos de V. Exc o re-
Por oulro lado rainha humilde opinio que a
accao directa do governo essencial para formar
os primeiros ncleos de colonos que ventura
ser a semeule mais sa da futura colouisaco ex-
ponlanea. Quero dizer que convem sobretudo
que os primeiros colonos sejam os mais bem es-
collados nao s era relaco ao numero e capaci-
dade professional 3 industrial das familias, como
em relaco a sua moradade.
Depois necessario que tenham elles ura des-
uno effecvo e conveniente as vistas geraes do
queriraento junto de Manoel Francisco Pereira 1 governo, isto que sejam aproveitadas e enea-
era qu e dizendo achar-se estabelecido em ura | niinhados de um modo proficuo s nossas neces-
engenho de assucar no lugar denominado Dous sidades urgentes, e o mais approxiraado que ser
Irraos era terreno reconhecido desoluto, ale- I possa aos coslumes caracteriscos da nne= .------
9n a?Or:isor nertnharin O-i S" >-.--- I |i'H'' iM*mW -"Slrdar COm una
noel de Souza Serodio siluado em Gulandi em colonijac.ao impetuosa. E o
deve dar
governo em su mina
umapodaren organsaro
meia legua de trra que] procura augmentar por quem
meio de mediges arbitrarias, que nao podem | do trabalho agrcola preparando assim ura ele-
deixar de ser prejudiciaes naco : e eulo re- ment de colonisaco tal como seno pode espe-
quer.que se mande obstar a invso ate que selrar da aeco descricionaria dos particulares ou
proceda a medico das ierras publicas.
Sendo
o fiscal
ouvido o juiz de direilo da comarca e
das trras, e era presenca dos documen-
das associacoes. Digo descricionaria. porque em
geral elles encaram a colonisaco debaixo de um
certo ponto de vista, que no meu fraco entender
tos juntos mostra-se que o supplicante acha-se nao encerra toda a respousabilidade nem lulos
com effeito de posse do dito terreno, posse em j os escrpulos que julgo de maior importancia
que derer ser mantido, al que se proceda a Par.a futuro.
urna medijo regular das Ierras publicas, nos; Nao sou adverso a qualquer movimento de co-
iermos do decreto de 30 de Janeiro de 1854. | lonisago que parta do inleresse imraedialo e cs-
E porque^muito convem evitar que se acama- pontaneo das associoces e dos particulares ; jul-
nhem novas complicacoes as que existem por! ''> mesmo que devem ser protegidos : o que pre-
causa da ambiciosa oceupaco de lerreuos devo- tendo, porm, que os ncleos de colonisaco,
"* e dos que esto sujeitos a revalidaco e formados pelo proprio governo, sejam instituidos"
ra po
mun
mesrha cmara d
as de que ti ata, como tambem a natureza e quanto nao forem feitas as respectivas demarca-
clare o titulo pelo qual obteve
asill
e cor dices dos despectivos nrrendamentos afim
de s? poder resdver a queslo sobre que con-
sulta.
Dilo aojuiz di direito de Garanhuns.Remet-
to a V. S. a inclusa relaco constante dos pos-
suidores de terrds na freguezia de Pdlmea, pro-
vincia das Alagoas, que doixaram de registra-las
dentro do primeiro prazo, e sendo que por essa
omisso se acham elles multados na quanlia de
258000, rogo a dita multa, a qi al dever entrercom ella para os
cofres da thesot raria daquella provincia no prazo
de 90 dias.
Dito ao guare a-rar' da alfandega.Sendo V.
S. um dos meu bros da commisso de que trata
o artigo 25 do egulamenlo annexo ao decreto n.
2168 do Io de n aio deste anno, cumpre-me con-
vida-lo para una reunio no dia 14 do corrente,
nesta repartir >.
Igual ao Dr. Ignacio Firnt Xavier.
Igual ao cap to do perto.
Igual ao Dr. provedorda sade.
Dito ao dir tor geral dos Indios.Para poder
satisfazer o qu 1 me foi ordenado pela presiden-
cia da provincia, rogo a V. S. se digne informar-
me mais circuistanciadamente sob os pontos se-
guintcs : Io Qual o numero das aldeias que se
achara sob sua direccSo. 2o a populacho de cada
urna, seus recursos, e oceupago dos Indios. 3o
qual o genero le cultura que se tem desenvolvi-
do, e que convir desenvolver nella. em relaco
a caiBcidade e fertilidade do terreno. 4o se con-
vir manter o trabalho dos Indios emeommum,
ou dividir-se-l es terrenos. 5 em que aldeias se
ha feilo arreod miento de terrenos aos Indios, em
que exlenco, com onus, e quaes os rendimen
tos q ie dahi n sullam. 6o que applicacao se tem
dado aos rend raen tos das aldeias, e que vanta-
gens tem d'ahi se seguido. 7o se convir reu-
nir 01 Indios de urna para oulra aldeia que se
considere mais favoravel aos interesses e rgi-
men noral e econmico dos mesmos Indios. 8o
e quies, finalmente as medidas que em geral de-
vem ser tomadas a bem da propridade moral e
industrial dos indios.
Ditt ao director da colonia militar de Pimen-
teira:.Para poder satisfazer o que me acaba de
ordei ar o Exjm. Sr. presidente, cumpre-me que
quella comarca que nao consintam era novas
Invases e nem que os actuaes posseirosse per-
tubera reciprocamente ese eslendam alera dos
limites que ora precisamente oceuparem, em
V. S. me infirme o seguinte : Io qual o nume-
ro do i colonos militares em eflectivo servico, e
que trabalhos teem sido por elles execulados no
correite anno, e com que aproveitamento, de-
clara ido especificadamento oeslado da familia de j
cada um. 2 jquaes as obras comegadas na colonia,
quae as quo esto em .andamento, paralysadas,
011 ci ncluids, inclusive as estradas. 3 quanto
expendido com a colonia quer pelo ministerio da
guerra, quter pelo ministerio do imperio. 4o
quaes1 as obras mais urgentes. 5 so tem destri-
buido ierras para o servico particular dos colo-
nos, o qae tem elles conseguido fazer na agri-
cultura. 6" Atora os colonos militares, qual a
popul-^o. que existe na legua quadrada da co-
lonia, quajl a sua oceupacao, e que direccao se
Ibes d& com declaraco do numero de fogos e das
pessoas de cada familia 7 finalmente, qual o.
genero de agricultura mais proprio a natura do
terreno, a facilidade dos transportes, pare os
legitimario, parece-me conveniente que V. Exc | de modo que sirvam de padro mesmo de esti-
ordene aos juizes municipaes e delegados d'a- i mulo, e de urna salutar competencia, nao tanto
para temperar o afn, e lalvez, os caprichos dos
particulares, como para moderar a cupidez de
lucro de especulacao puramente mercantil em
negocio to grave,' e que o lucro ceg e unme-
dialo nao deve preponderar, mas ficar sempre
subordinado gloria do una prosperidade rega-
lar e duradera. Mas esta prosperidade s pode ser
bem plantada e apreciada pejo governo que, col-
locado nocume da pyraniide social, vfi c observa
prudentemente as legitimas necessidades de toda
communho, necessilade que elle nao pode
sofficientemente occorrer por meio nicamente
da inlervenQo indirecta ou da tal ou qual lisca-
lisago, que se reserva nos contratos de sub-
vengo.
Suposta a necessidade do governo intervir di-
rectamente na colonisaco, resta saber se o pre-
sidente ter meios promptos de realisa-las agora
mesmo.
O novissirao decreto de 18 de novembro do
anno passado no artigo 2o comprchendeu ptima-
mente que a melhor maneira de altrahir colonos
e facililar-lhes o transporte dando-lhes passagens
por conta do governo, assegurando-lhes morad
gratuita commoda, sustento necessario e Iralata-
menlo as molestias. Estas vantagens que sao
relativas aos colonos mandados vir por conta
particular nao me parecem inferiores s que sao
exigidas pela proposla.
Semelhanlemente aquellas que o mesmo de-
creto offerece aos colonos que por propria conta
se vierem estabelecer as colonias do governo
comprando trras, creio que esto ainda cima
do pedido. Com effeito, trras vendidas niui ba-
rato, a dinheiro visti ou prazo. pagamento
de urna a duas passagens as familias, ou de 5
a 6 pessoas alm das de qualquer porto para o
lugar do cstabelecimento, onde o colono achara
casa sufllci Mite e terreno preparado para planta-
Qo, sementes, um cavallo, urna vacca, etc.,
de certo hospedagem mui vantajosa que ha de
agradavelmente seduzr a bons trabalhadores quo
estiverem vegetando na inercia
Por qualquer das duas manciras que os colo-
nos queiram vir, ou seja com passagens pagas
por sua conta ou pagas pelo governo, mas em
beneficio- dos agricultores, os colonos evidente-
mente ganharo com a eraigracao : e tanto em un
como em outro caso, me parece que o prcsidei.ee
da proviucia pode desde j intervir: no primeiro
caso porque assim o indica a clausula 5a do art.
Io, e no segundo caso porque nao temos na pro-
vincia autoridades especiaes que estejam artiva-
meute ucarregadas de-tal misso, como s ha na.
corte.
Parece-me, portanto, que V. Exc. far u.m re-
levante servido a provincia se, pouco mais ou
menos, aceitar a proposta nos termos em que ella
concebida ; mandando vir os colonos por conta
dos particulares que se quizerem sujeilar s con-
diQes do decreto citado, e comecando assim a
dar prompta applicacao a quanlia com que o mi-
nisterio transacto maodou subvencionar a asso-
ciaco de colonisaco de Pernambuco, Alagoas e
Parahiba.
E como os furores concedidos aos colonos quo
trouxerem suas passagens pagas na intenso do
se esUbelecerem por propria conta, sao na con-
formidade do art. 1 limitadas pela condico ti*
goes pelos juizes comraissarios, quera compe-
te dirigir qnaesquer controversias que entre
elles apparecerem, evitando por esta forma con-
flictos desagradareis e de graves consequencias.
A V. Exc. pois compete deferir o supplicante co-
mo julgar em sua sabedoria.
Olficio ao Exm. Sr. presidente Desolvendo
a representaco da camari municipal da Boa-Vis-
ta, a cerca do registro de trras de que se acham
encarregados os vigarios.
Dito ao Exm. Sr. presidente.Respondendo o
officio era que V. Exc. exige informac,0es sobre
o estado da colonia militar de Pimenteiras, co-
lonias e colonizaces em geral, Calhecheze, In-
dios e Aldeias, sou a dizer que nao tendo da-
dos positivos para satisfazer logo e de um modo
conveniente a ordem de V. Exc, officiei inmedia-
late ao director da Colonia Militar de Pimentei-
e ao director geral dos Indios no sentido que
V. Exc ver das copias juntas. Recebi em 10
de janoiro do crrete anno resposta do director
da referida Colonia dizendo que tendo a mui
pouco entrado em exercicio d'aquelle lugar
lhe era impossivel responder logo aos meus
quizitos, mas o faria o mais breve possivel.
Do director geral porem, ainda nao Uve res-
posla alguiia, e vou instar por ella sem a qual
eu nao poderia dar seno urna informado mui
banal.
Dito ao Exm. Sr. presidente.Em observancia
ao respeitavel despacho de V. Exc. em frente do
officio de director geral dos Indios da Escada
qne propo a remocho d'aquella aldeia para o
lugar Riacho do MaUt onde suppc elle exes-
lir 60 familias de Indios oriundos de diversas
aldeias ; tenho a honra de informar o seguinte.
O decreto de 24 de julho 1854 consagrado no
ft- 1 1 e 2 a ila de remoeo das aldeias, c
a respeito da Escada V- Exc achara na secre-
tararia da presidencia as ponderacoes que em
correspondencia especi! por mais de urna vez
flz ao governo qnando administrei a provincia
demonstrando a conveniencia e mesma a neces-
sidade de tranferirir os Indios de aquella mis-
so para lugar mais apropriado, visto como o ter-
reno que lhe foi doado acha-se quasi dado, in-
vadido e cultivado por agricultores poderosos a
a quem os mesmo Indios haviam cedido raui-
las posses para se levantaren! engeahos de fazer
assucar que hojo do mui grande producao. Ro-
go pois a V. Ey;. se digne recorrer a essas pes-
sas officiaes, que sem duvida conlero informa-
edes mais circumstanciadas e exactas do que as
que neste momento podereidar na auzencia dos
recursos queento tive, parecendo-me inques-
tionavel a conveniencia de extinguir a aldeia
da Escada nao meo que o director geral pro-
posesse a medida e que os proprios Indios a solici-
tem, como agora acabara de fazer. Mas para melhor
poder ser ella resolvida parece-me indespensavel
primo que V. Exc. mande verificar de um mo-
do certo quantos Indios mistijos, ou puros
contera actualmente a aldeia, quaes os que de-
sejo transporlar-se para nova situaco, quaes
os que as repugnara por se achsrera osta- sprimeiras 150 familias que comec,arcm a esta-
[ mandar exlrahir a primeira parte 4n lotera con-1 mais prdtimos mercados al. a capital,
belecidoscom rancho eplantacesque elles teem,
o seu amor ao trabalho, e a locilidade, pois que
estes nao devero ser removidos em vista do 3.
artigo citado. Secando, que V, Evc. mande tem-
belecer urna colonia, me pareca tambem con-
veniente adherir proposta no sentido de serem
remeltidas familias de emigrantes que estejam
precisaoieute uo qaso do art, 1 afim de forma-
T--------n-
J


w 12 ia
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUMU FIIHA 24 DR DEZEMBRO DE 1860

Tem ncleos ou colonia* do governo. E visto j
como estou persuadido que estas ncleo* de co- i
louisago scro no preeeute a oo futuro, s mis
nroveitosos ao paiz, ouso lembrar a V. Exc. e
destino que logo podero ter as familias que fu-
rem aportando.
Pelo arl. 11 5 da lei n. C28 de 17 do aolem-!
bro de 1851 foi o governo autoriinlo a deetrBuir
por venda, ou por aforauenlo perpetua, e pelo
nodo que julgar ais cunvenienle, oUo tales de
mil bragas era quadro cada um das lerrat devo-
lutit que re acharem prximas as linhas de de-
marcado das colonias militares do fornambuco
e AUguas.
Acredito que se V Exc. se dignar mandar
modir os terrenos circuuivizinlios da colonia de
Pimeuteiras, explora-los por pesseas compelen-
tes, e diridi-los em pequeos lo toa aupropria-
dos ao genero de cultura que e preslirem,
consliluiudo-se tielles as casas provisorias deque
fallara o decreto e as insl ueges, achavam os co-
Ionios mui de promplo urna formosa siluago.
Os terrenos sao os nielhores da provincia, exis-
tem j algumas estradas geraes, ura centro de
trabalho e de populacho bern protegida pela co-
lonia militar, cojos utcresses alias podero liar-
ruouisar perfeitamente com os dos emigrados al
o ponto de poder a mesmn colonia, em pouoo
lempo, ser declarada povoacao livre uos termos
do respectivo regulamento."
Para a edificacao das casas provisorias dos co-
lonos j existem alli muilos recursos, a saber :
ferramentas, trabalhadores, e os eraprogados da
colonia para dirigir e Gscalisar o servico. A es-
tes auxilios j dispouiveis poder-se-ho accres-
centar outros.
Eiu verdade julgo haver algum contrasenso,
quaudo procuraudo-se atlrahir bragus peregrinos
deixe-se desapfoveitados os indigeuas. As rus-
gas uutr'ora frcqnenles neslas provincias, prova-
ram que as maltas de Jacuipe e Agoa Prela ha-
viam as ordens de Vicente de Paula c de outros
caudillius muilos homens robustos e ociosos que
a troco de sisantes euipunliavaiu as armas, for-
mando immensas guerrilhas. As uossas aldeas
de indios estao povoadas de proletario*.
Pola bein : se muilos desses hornens ou fami-
lias fossero enliemeados com os colonos emi-
grantes, obtendo as mesraas vantagens que
estas sao otferccidas pelo regulamento de colo-
oisaooo, cstou que dahi resultariam vantagens
salientes, e de mui benignos resultado?. Alm
de nao paderem os fcacionaes 'lueixarem-so de
que o goreruo protege mais aos estrangeiros do
que aos nacionaes, estes sendo chamados aos
inesmos gosos, tero de aprender com aquellos
a maneira de utilisar as torgas naluraes, e deco-
nhecer os milsgres do trabalhos inielligente, e o
valor da propneadc. Seria talvez o meio mais
seguro de eaconjnrar qualquer ciume ou rivali-
dades mal entendidas.
Por sua vez teriam os emigrantes Umbcm a
co i Ijuvagao til e necessario. que os colonos na-
tionaes, couhecedores das estages e outras cir-
cunstancias endmicas da localidade, lhes po-
deriam dar de muito ba vonlade. Estou de
mais persuadido que nao fallara gente do paiz
para os irabalhos preparatorio* da colonia, des-
de que se iniciasse o syslerna do que fallo ; por
iiue pondo lie parte o iuteresso que elle mesmo
excitara, lembra-rae de que essi gente rae nao
falln para a fundaco da colonia militar Leo-
poldina, on le como V. Exc. sabe execulei com
vantagens, apezar da incredolidade do muilos,
nao pequeos servc/,s que boje atiestam o pres-
umo uos guardas nacionaes e dos caboculos, com
que ento me achei.
O que reputo de alguma dilliculdade encon-
trar homens dedicados que com o necessario li-
no Miba couduziras pessoas do campo, alias mui
lacil de couteiilar.
Com estas inlencoes havia eu maulado, quan-
do eslive na adminislraco examinar e estudar
pelo francez Dar.joi os te'rrenos as matlas de Pi-
rnenieiras ; mas estes trabalhos apenas comega-
dos foram infelizmeote embargados pela morle
daquelle perito, cuja falta poderte agora ser su-
pnda pelo hbil naturalista Mr. Brunelt, se V.
Exc. se resolvesse (como Dos o peimitiaja en-
celar j e j a coloiiisacao da provincia.
Sei que o governo procura eslabelecer urna
colonia dirigida por padres Uapwtas ; mas me
parece, que sem prejuizo de lal projeclo poder-
se lia ir adoptando e execotando qualquer outro
plano que de llanca do mais prompta execugao,
como o de que teuho tratado, e que V. Exc. em
sua sabedora melhor pode combinar e podero-
samente fecundar.
^ Na que rendo mais cancar a paciencia do V.
que se nIaoti'v>i mcu llu*"'ilu"e P"ecer dizcmlo
nann & C, afSSTt .'ti&ffilS Aft&*R:
cursos mus effieazes a respeiio da colonisacao da
nossa provincia confiada a Ilustrada administra-
do de V. Exc.
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel do uomuiando das armas
era ernaiulMoeo, na eidade do
Heeife, SI de dezeiubro de l.
OllEM DO DA N. 58.
O coronel commandante das armas declara pa-
ra conhecimento da guarnieo e dovido elfeito,
que nesta dala contratou para servir por lies an-
uos, como msico de 3J classe do balalho n. 10
de infamara nos termos da imperial provteo de
11 de Janeiro de 1853 o paisano Fraocisco Borges
Ferreira, que j servio no exercito, percebendo
por esse motivo alera dos veucimenlos que por
lei Ihe competir o premio de 20050UO, pago na
faria pievisla no regulamento do Io de maio de
1858
Assignado Jos Antonio da Fonceca Galvao.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galeno,
alteres ajudanle de ordens interino do com-
ma:ido.
Communicados.
Posto que summamente penhorado pelo inle-
resse que os illustres redactores do Liberal Per-
nnn&ucano parecen mostrar pela minha reelei-
gao, seja-me todava wmiuido protestar contra
urna auerco cuntida no artigo do fundo do mes-
mo jornal de 21 do correle, relativamente a ca-
rtilla da miaa candidatura pelo quinto dislricto
eleitoral.
Ha erro manifest da parte daquelles que dao
o menor crdito a certos boatos adrede espolia-
dos,le que eu lenho fornecido dinheiro* para
as eleices no quinto dislricto ; istu nao passa de
ura ardil empregado por algum desaffeigoado ;
ardil, que sendo lio injurioso minha reputacao
como dos crditos da provincia, todava me nao
pode prejudicar, sendo cu hoje, como sempre
lenho sido o primeiro a render homenagem in-
dependencia do illustrado e ilesintercssado corpo
eleitoral desla heroica provincia.
Outras sao as armas de que se deve laogar
tao, quaudo se pretende affaslarda urna um no-
rae conhecido e que tem j urna carreira poltica
encolada. Em lal hypolhese, os precedentes e
actos pblicos devem principalmente servir de
fondamenlo para qualquer aecusago. Para esse
terreno, pois, convido eu a todos os meus des-
afFeicoados, tanto mais quanto, dizendo-me a
conscieucia quo nos dez annos que lenho oceu-
pado urna cadeira na cmara quatrienal como re-
presentante da nago, eleito por esta, provincia,
sempra me esforcei por bem servir ao meu paiz,
procurando especialmente proruo/er os raclhora-
tnentos do lugar em que nasci, e por isso jul-
gando qoe, sem dezar uem para mira nem para
o paiz, eu posso o dovo hoje aspirar a que so me
nao retire o mandato que desde 1850 principier
a exercer nesse meu empenho juslamento a maior
garanta que julgo poder oferecer aquelles que
me honrarem tom os seus suffragios, dzer-
lhes que cu procurarei envidar lodos os meus
esforgos para que, em poltica o meu futuo soja
a cuulinusgo do meu passado.
iiecife, 22 de dezembro du 1860.
Augusto Frederico d'Oliveira.
Publicaces a pedido.
MAHANH0.
Um acto de canibalismo I
Hontem noite fui esla villa, que gozavs de
repulaco, ora desmentida, de urna das mais ci-
vilizadas do interior da provincia, leslerounha do
mais triste e vergonhoso espectculo, que pdem
apreseular homens desvairados, e sdenlos de
vingancas miseraves, que, esqoecidos das sagra-
das leis da hospitalidade e do decoro, que lhes
irape a sociedade. em razo dos cargos quo oc-
cupam, ou da posigo particular do pais de fami-
lia, nao trepidara diaote de qualquer considera-
gao, ou de qualquer vilania, mostrando-se, sera
pejo. raga degenerada dos homens honestos e si-
zudos do Codo deoulro lempo.
liavendochegado esla villa, pelas 5 horas da
tarde, pouco mais ou menos, o Exm. Sr. Dr. Can-
dido Mendes de Almeida, depulado pela lerceira
vez por esta provincia assembla geral, e que
goza da maior considerado em lodo o imperio,
pela sus reconhecida intlligencia, ecom especia-
lidade nesta provincia, pela sua provada dedica-
eo aos seus amigos, em compnnhia de sua Exm."
senhora, foi hospedar-so, por algumas horas, em
casa de um estrangeiro, so com o intuito de cum-
primeutar os numerosos amigos, que cunta na
localidade, e continuar asuaiagem para Ca-
sita, bem alheo de suspeiUr, que ocumprimen-
lo de seus deveres como deputado por esta pro-
vincia, e a defeza de verdade, que nao podia dei-
xar de palenlear perante a nacao, Ihe houtesse
de valer o procedimento sem noiue de homens,
quo se intitulara preeminentes na localidade.
Entretanto apenas chegou a noite, foi a hospi-
taleira casa do cldado portogoez Joaquim Xavier
Loureiro (que j por esse fado devia de ser res-
petada), cercada por um grupo de homens da
mais baixa classe do povo, a coja frente so acha-
varn o Sr. Dr. Joaquim Jos Vianna, juiz muni-
cipal de orphaos deste termo ; o Sr. capilo Cao-
tano de Brto Bayma, presidente da cmara mu-
nicipal ; o Sr. Joao Rodrigues Bayma, primeiro
juiz do paz do dislricto ; o Sr. coronel Jos Ro-
berto Guilhon. lavrador, pai de familia ; o Sr.
capitao Antonio Fumino de Assis, tambera lavra-
dor, Umbem pai de familia, e geuro do muito
dis'.inclo e honrado commandante superior, e o
Sr. Francisco Rodrigues Bayma, negociante abas-
tado e nombro o mais proeminente do partido
liberal da localidade, alrn de alguns outros de
I- ...%._ ^v a.. -w
PERNAMBUCO.
nq H REVISTA DIARIA.
O Sr. dezeraoargador Agostinho Morera Guer-
ra, nomeado para procurador da coroa c fazenda
uacional da rclaco do dislricto, por decreto im-
perial de 27 de novembro ultimo, foi mandado
entrar em exercicio desse lugar, sem embargo
da aprusentaeao do respectivo titulo.
Rcassumio o Sr. Luiz Antonio Siqueira o
exercicio do logar do cnsul da Blgica nesta ci-
dado.
Por impedimento do ajudanle do procura-
dor fiscal da fazanda provincial na comarca do
Cabo, foi nomeado para substitu-lo merina-
mente o Dr. Carlos Engcnio Duarcho Mavig-
aier. "
A superintendencia da companhia da es-
trada de ferro ha feito redueco nos precos do
Iransporle de cavallos, assucar, madeira, Icnha,
pedia, carvao de pedra, tijollos, lelhas, ladri-
lhos, capim e estrume.
Igualmente ha emillido bilhetes de assigna-
turasde ura a seis mezes, paca as differentes
estages. Essas assgnaluras lera differencas
para menos do prego ordinario das passagens.
Havendo um gatuno pretcntido furtar, sa- I
bado s 8 horas da noite, um cavallo que se
achava a porta de urna loja na ra do Queima-
do, foi perseguido por soldados de polica e do
dcimo de infantana, e depois de correr por di-
versas ras, com punhal em punho, eocurralou-
se na travessa das Cruzes, aonde, depois de ha-
ver ferido gravemente sobre o peito esquerdo um
dos soldados, foi preso e condusido para a priso
do corpo de polica. O ferido, depois de terlido o
fnmeiro Iratamento na botica do Sr. Pinto foi
evado para o hospital de Pedro II. Nao pode-
mos deixar de lembrar, i quem quer que seja,
2uo cosluma opilar, por occasiao de qualquer
isturbio, que isso s rasoavel at o momen-
to em qoe apparece urna palrulha, qoal per-
tence correr em busca do criminoso ou crimi-
nosos.
. J" P^r h8ver en"do no goso de orna licenca
0 Sr. Dr. procurador da fazenda geral, foi no-
meado para servir esse cargo iDterinamci.ta o
!r. Dr. Pedro Alfonso do Mello
si^Tn N dia 19, 89 1/2 horM da D0ile. "a '
dosGuararapcs em Fra de Porta,, cahio do so-
tao de urna casa terrea d'alli a Sra. Isabel Ma-
na da Conceigao, casada com o Sr. Manoel Ber-
nardo do Nascimenlo.
Da queda resultou-lhe a fractura do crneo, o
-a morle instantnea.
Esto jcontecimento originou-se de haver el-
la ido deiiar-se naquelle lugar, agro do tomar
fresco: e adormecendo dera a referida queda.
Passageiros do vapor Jaguaribe : Jeo Ri-
cardo Barros Sussuarana, Joaquim EsUnUlo da
silva Guerra, capitao Jos de Cerqueira Lima e
1 camarada Dr. Pedro Secundino Meodes, Odo->
rico Al ves Kaposo da Cmara, Dr. Gabrial Sola
res Raposo da Camira.
sistir a um jamar em casa do negociante Fran-
cisco Rodrigues Bayma, proromperara em a mais
desenfreada e indecente assuada, dirigida contra
S. Exc. oSr. Mendes de Almeida, acompanhada
dos mais insultuosos epithetos, e das mais es-
candalosas palavras e expresses, que forcoso,
pelo respeito ao publico, cobrir com csp'esso
veo !
Fogueles infhmraados foram dirigidos sobre o I
bote, em que S. Exc. fazia a sua viagero, e que I
eslava preso praia, coberto, corno cosluinc, ;
cora ura toldo do palha, com o lira de incendia- '
lo ; nao obstante alli se aohar dormindo o nico
iilho de S. Exc de idade de tres annos I Mas
homens, que procedem cora semelhanle caqiba- I
lismo. e por um mdoo 15o reprovado.recuam por
ventura em presenca de consideracoes dessa or- I
dem ? Ah I a provincia, ou para melhor dizer, o ,
imperio lodo conserva bem trilles, porra im-
morredouras recordacoes dos seus actos passa-
dos, e a lodo o momeuto espera a sua renova-
cao !
Vendo esses homens, que o Sr. Mendes de Al-
meida, s lhes oppunha a paciencia e o silencio
da zorobaria, redobram de audacia, e por vezes
tentaram escalar as portas da casa, que erara ba-
tidas com o mais horrivel estampido, acompa-
nhada da mais infernal algazarra, que pdem
fajer pessoas de elevada posico, como alardeiam
do ser essas que assim pralicarara. S. Exc. e
sua Exm.a senhora, que se achavam em compa-
nhia do Dr. promotor publico da comarca, do Dr.
Fernando Candido de Alviar, do commandante
soperior da guarda nacional e de outros amigos,
que haviam concorrido a cumprimenla-los, lon-
ge deaffligirem-se cora semelhante recepcao, s
vergonhosa para aquelles, que para ella c'oncor-
nara, apenas laslimavam, e se compadecalo da
inqualificavel allucinaco desses homens, que por
lal giza se moslravam tao enlhiisiasticos inimi-
gos da verdade, alcm de roubarcra ao lugar de
seu nascimeulo, e de seus lhos a antiga fama
do elvilisacao, que Ihe haviam adquirido seus
honrados ovos, a quem tao mal imitam.
Continua, pois, o Sr. Mendes de Almeida, a des-
empenhar com a mesma dignidado, cora que
sempre o ha feito, os deveres do alto cargo, com
que a provincia lera julgado dever de recompen-
sa-lo pelos servicos prestados, entre os quaes nao
e cortamente a menor, fazer conhecerao governo
e a naci o coinportamento reprovado dos em-
pregados cargo dos quaes se acha a distribui-
cao da justiga civil e criminal, sem aqual a hon-
ra, a vida, a fortuna do cidado, nao encontrara
garanta, sem a qual a ordem nao seria mais do
que urna illuso ptica, que todo o momento
se desvanecer e desapparecer, e com ella a li-
berdade do homem ; tanto mais que n maior, ou
menor perfeigo da sdrainistracio da justiga, a
mais exacta medida do maior ou menor grao de
nberd.ide de uro povo.
Fique o Sr. Mendes de Almeida convencido,
que a sua provincia, reprobando o procedimento
pralicado contra a sua pessos, que de modo al-
gum podar acarrelar-lho o menor dezar, reco-
nhecendo as causas, que o provocaran), nao po-
der deixar deconsidera-lo como urna nova rna-
mfeslagao da inlegridade do seu carcter, que
nao sabe transigir com a mentira, nem com os
abusos; o que por isso mesrno mais se esforzar
por eleva-lo ao alto cargo de seu deputado, que
tao dignamente lera exercido. Nem se arreceie
ouseamoQoe S. Exc. com os vaos alaridos de
alguns homens, cujo nico motor de suas aegoes
o srdido interesse pessoal, que os faz arremot-
ttr contra todo o qualquer cidado honesto, que
pretenda se lhes oppr.
Nao terminaremos o nosso desagradavel com-
municado, aem que fagamos notar a singtilari-
dsde de, nao obstante a immensa algazarra e o
horrivel estampido, com que o grupo amotioador
tentava arrombar as portas da casa de om cida-
do, o que durou at maia de meia noile, nao se
mostrar em semelhante occasiao a auloridade da
forga publica ; e o que mata anda, o delegado
do polKia, inMUgmte Casimiro do Barros e
VaiconcellOB fez ouvidos de marcador, e ntm um
passo deu, ja nao diremos para puiiir, porque
sabemos que S. S. sectario das mesmos ideas,
que produiem lo bellos e honrosos resultados ;
ms ao menos para prevenir ou reprimir o cri-
m6, que se eslava corametlendo ; jds queremos
de bom grado convencar-nos .que S. S. u&o ig-
nora assuasatlribuiges a tal respeito ; porquao-
lo bem claras sao ellas no art. 58 ?'*. do regu-
lamento de 31 de Janeiro de 1842; boga como que
Ihe nao devem de ser (digam o que dserem)in-
leirameule descoahecidos os arts. 285 a 286 do
cdigo criminal, alteradas, para maior vigor
pela lei de 6 de Janeiro de 1831, art. l.e2.
e ampliados pela lei de 26 de oulubro de 1831
arl. 7.
Os turbulentos, porm, conlam S. S. do nume-
ro dos seus maia dedicados satlites, e isso justi-
fica A sua inconcebivel inercia. Mas estamos
convencidos deque, se o Sr. Mendos do Almeida
ou os seus amigos lentassem, como lhes era em
extremo fcil e alm disso justo, repellir com
igual_ violencia lo escandalosa e infundada ag-
gresso, S. S. desenvolvera toda a sua natural
energa; interviriam as bayonetas; seguir-se-
hiam as prises, e os procesaos lucrativos e re-
organisadores das (mangas; e faria couhecer, de
urna vez por todas, que em sua indefeclivel jus-
tiga nao ha maior crime do que o da jusli defeza.
Prosiga pois S. S. no caminho, que lo lepida-
mente.vai trilhando; junto muis este ramo, nao
de louro, mas de fnebre cypreste, aos que j
em abundancia Iho ornara a fronte intelligente e
pensadora, e cont com a merecida remunerado.
Terminaremos, finalmente, esperando que o
Sr. Mendes de Almeida se abstenha de medir,
pelo comportamento de meia dnzia de furiosos o
carcter geral dos habitantes 4ela villa e seu
termo, cuja immensa maioria perlence ao ordei-
ro partido conservador, que cunscio do merilo
de S. Exc. Ihe vota subida sympalhia. Basta para
seu generoso desforgo a publica reprovago de
todos os homens de bem, e a indeltvel vergonha,
que pezar sobre os seus injustos aggressores.
Codo 7 de Novembro de 1860.
Um que vio t oiti-io.
[Observador.)
A NOITE DE NATAL.
Dedicada ao Illm. Sr. Jos Azcvedo de
Aadradc eui signal de amizade.
O'ie r sonha c bella se nos aprsenla esta noi-
te de natal!
Quo magnficos transportes nao dewra peno-
trar o coraco do homem religioso!
(Jue lindo e variado nao o co, emseu azul
transparente I
Alegram-se os valles e os campos, pululara de
prazer as aves em seus ninhos, e o homem ab-
sorto no meio do tanta grandeza eleva seu cora-
co ao alto do firmamento o bemdiz aquelle que
vera remir. natureza humana!
O toque do sino o chama, e elle de envollo
com urna rauliido sem numero, que correndo
vai apinhar-sc sob as abobadas do templo, ah
ouve a voz do veneravel ministro do altar, on-
toaro hymno de nossa eterna felicidadt.
One bello e sublimo pensamiento o cecupa !
As ras se qualham de genio, o sino lorna a
tocar, o ministro do santuario alegre e contente
se aproxima do altar, e os choros anglicos, os
seraphins e os cherubins, circulando esto lu-
gar bemdilo enlr'as nages, entoam unidos a
voz do ministro :Gloria a Dos as jaras.
O Jud, vera tu fallar aoscoragoes distas crea-
turas, vera piolar cora vivas cores os tus hosan-
nas e as loas alegras I
Jess Chrislo, aonunciado pelos prophetas,
prediclo a tantos seculos, vem hoje en;re simples
e humildes palhiuhas, dsra prova-mas aulhen-
lica, o exemplo mais sublime do amor que lem
as suas crealuras.
Que alegres nao sao as vozes dos sastores que
o cercam !
Que bella e fragrant nao a flor de Jess,
que mimosa desabrocha enlr'as mais flores !
A mullido eriche os templos, o oinl>tro an-
nuncia o prazer de que se acha possuido, o in-
cens sobe de saas raaos ao llirono do Eterno, e
o presepio se torna o verdadeiro centro de toda
esla gloria.
O'Waria Tu s beraaventurada entre todas as
gerages da lerta Teu norne ser o terror de
todo o inferno, e a gloria de Israel I
Gloria a Dos as alturas!
A esto pomposo hymno enlodo pelo levita sa-
grado a mullido se prostra, e de lodos os ngu-
los do templo, se repetera sem cessar :
Hosannas ao Filho de David I
Ao longe se ouve o mar, o qual quebrando
cora docidadc as suas ondas, parece annunciar
aos fillios da trra, que tambera comparlilha de
seu tao subido prazer.
0 ministro do altar continua a sua oracao, e
C*p*~- '"o----- i-- ....-u,-tormn-i^..
lo bemdizcm aquelle qje vem fazer a verdadeira
gloria d'Israel.
O pastor em sua choga, o rico cm sen palacio,
o pequeo e o grande, o sabio c o ignorante, a
matrona e a virgera, todas em urna s voz sau-
dam com indisivel prazer, a noite feliz, a noite
bemaventurada, a noile de natal!
Quanto sublimo as pobres palhiuhas que o
enfacham I
Vinde nages da Ierra, vindo admirar, e ver
este recera-nascido Menino, qoe oceulto aos
olhos da carne, se vai lomar patente aos olhos
da razao e da f ; quo ornbora cercado somente
dos prodigios da natureza, quebrar o sceptro in-
fernal, para plantar no centro do mundo, a fron-
dosa e productora arvore da vrtude e caridade !
Que sonoras e melodiosas nao sao as vozes das
esposas dos cantares I
Jess Chrislo o Dos Menino, radiante como
o sol emseu zenith, canudo e bello como o li-
rio entr'os espinho, sereno e tranquillo como
a viriude em seu repouso, rodeado das mais hu-
mildes crealuras, agasalhado era pobres panni-
nhos, aos olhos do homem christo o cami-
nho mais seguro, e o mais agrisolado amor que
se pode ter para com a creatura.
Quo bello e agradavel nao ver a mullido,
que do templo se dispersa !
E' nasta noite feliz, que a nalureza esmaltan-
do-se com obumbrantes rosas, convida a todos
os morlaes, que venhara admirar nesle monte
de Bethlem, o Fromettido das nages, o Sello do
antigo Teslamealo, o o Regenerador de todos os
povos.
J. /. fia y mundo de ilendonca.
Approximando-se o dia da eleigo para elei-
lores, eu lerabro aos votantes da freguezia do
Recifc oscidadaos abaixo mencionados.
1 Padre Jos I.eite Pita Orligueira.
2 Negociante Jos Pedro das Neves.
3 Dito Antonio Gonjps de Miranda Loal.
4 Capitao de mar e guerra Elysiario Antonio
dos Santos.
5 Negociante Joo da Silva Parias.
6 l'roprietario Anlonio Henrique Mafra.
7 Dito Domingos Henriques Mafra.
8 Pratico Manoel Eslanislo da Costa.
9 Negociante Caetano Cyriaco da Cosa Morera.
Manoel do Nasciraento Araujo.
Manoel Francisco Marques.
Jos Marques da Costa Soares.
Joo Francisco Anlunes.
Anastacio Jos da Costa.
Joo Francisco Marques.
Jos Francisco de S Leilo.
17 Alferes Ignacio Antonio Borges Japiass.
18 Jorge Rodrigues Sidreira.
19 Pralico Manoel Jos Baptista.
20 c Herculano Jos flodrigues Pinheiro.
21 Artista Estevao Jorge Baptista.
22 Manoel Amancio da Sania Cruz.
23 a Theodoro Joaquim Alves.
Um volante.
Fornariba, qoe com desdem calcam aos ps a
mi, qike os quer tocar.
Por u4iimo sempre citagoes alheias de continuo
m seus escriptos, como bem sedeixa resenlir no
final deseo yragon ; chamando em sua prcteceo
A. Herculano, onde se v o que bem Ihe cabe'na
parte t&- lilleratos a barbas eucbuUs, erudito,
leudo anda por baixo, passam as trevas como
coruja ; mas bem como coruja, rogando as azas
que aaljpicou na alampada pela alva toalha do
altar a deixa enodoada, assim a pagina pura af-
fagada di Unto amor do Artista estudada com tao
sincera coosciencia l rocebe na tertulia depar-
ada torpe e sebenta de um chapadissimo
que augmentaremos Bacharel de Cati-
vos a dei I
tolo US3
gallias.
Le Voyageur.
( ) Illm. Exm, Sr. Baro de Guararapes.Ac-
cuso receida a carta do V. Exc. datada de hon-
tem era qbe exige de mira esclarecimentos sobre
o motivo (que me levou a mandar plantar cannas
no Ierren comprehendido dentro da planta do
novo povoado da estago da 2a seccao da estrada
de (erro, i em resposla a V. Exc. me cumpre de-
' igoorava os limites da referida planta,
usara de um direo quo supponho ter
m Ierras que estou de posse, e que !e-
ainda me n5o foi contestado a vista do
exposto julgo nao ter offendido direo de ter-
nem autoridade de V. Exc. que muito
clarar qu<
e por isso
plantado i
galraente
ceiro e
prezo.
Jos Francisco de Faria Salles.
Sapocag, 19 de dezembro.
Austria,
me em
do ver s
eu estav
que da
DIARIO DEUH MEDICO.
Viageni & Europa do Dr. Sabino
Olegario Ltidgero Pin lio.
(Continuago do n. 28i.)
Tomando o camiuho de ferro de Londres a Fox-
Ion, ai mbarquei-me em um pequeo vapor
para atravesar o canal da Mancha al Bolonha,
e d'ahi tomoi de novo o caminho de ferro al Pa-
rs. Cora as ideas anda frescas da raagestade de
Londres, i esperando achar em Paris a mais lin-
da eidade do mundo, por assim m'a haverem pin-
tado, passsi por urna irisla decepgo, pois que a
vista de I aris nao me a present va o grandioso
que eu lir ha vislo em Londres; os seus edificios
me parec rara acanhados, baixos e de feia cons-
trocg.io, ak roas desertas, as pragas pequeas, as
pontes seb belleza, emllra Uve tedio ao entrar
em Parisj mas ao depois conheci que a causa das
desagradareis sensages que experimente era ler
o bolieircjconduzido-mo ao hotel pelas peiores
ras.
Ghogufi a Paris no dia 9 de agosto de 1859, e
no dia 15 devora ler lugar a festa do noraedo im-
perador, e a entrada das tropas francezas, que
a rio linham combalido na Italia contra a
[ Desde o dia 9 al o dia 14 entretive-
assear pelos lugares mais pblicos, am
i mudavam as tristes impressoes de que
i possuido ; e cora effeito, cada passeio
i modiQcava cada vez mais o mcu desfa-
voravel uzo, at que no dia da (esta comecei a
enibuan smar-me por Paris; o movimenlo por to-
da cidaie ia cada dia augmentando a medida que
se aproiimava o da 15; era eolio immenso o
povo qui havia ; mais de trezeutos rail eslrangei-
ros e provincianos haviam deixado seus paizes
para viiera prosenciar esta festa eslrondosa; os
hotcis Cilavam cheios, nao se achara mais um
quarto rara alugar, e muit03 foram os que anda-
vam di sacco no braco pelas ras, e ahi dor-
nuara.
Nao cuerendo perder esla occasiao de ver urna
scena loo inlaressanle da historia da Europa, sub-
raetti-aecom o meu amigo o Sr. Eduardo Wil-
son, ne ociante desla praga, a pagar duzentos
trancos por urna pequea varanda no Boullevard
lo Bom e nouvelle, d'onde vimos commodamen-
le a pai sagem das tropas. Sa verdade nada pode
haver nais deslumbrante do quo o expectaculo
que so passava diente dos meus olhos. Toda
tropa d sponivel, o toda guarda nacional de Paris,
era nua ero de quareota rail homens faziam alas
por lod is as ras por onde linha de passar o ex-
ercito ; o povo era era enorme quantidade, nao
so nos lasseios e jannllas, como tambem por so-
bre os l Ihados, e de admirar como as raulhe-
res se a umassem a oceupar esses ltimos lugares,
de perico eminente.
Chpg, emira o momento da passagem do exer-
cito; o Imperador com o seu brilliante estado
maior. irecedido dos 100 guardas de honra, vi-
nha a ente do seu exercito, composto de 80 mil
humen- ; e esse exercitj cheio do gloria e de
?InoC' \"1T n0 lQT Perdido urna s btala Ju-
IWs iinTl,la,'-h?;-1?ob uraa cP'uSa chuva de
llores angada peio boiu-^, da mullido.
marchara garboso e cheio de orgulho por haver
dado es passos mais perigosos pela liberdade da
llalia. Depois do desfilamento do exercito seguio-
se no lo urna brilhanto illuminagao e fogo de
arllcii e lano um como oulro mo deixaram en-
cantad. porque at aquelle dia eu nao lidia an-
da vist) cousa melhor.
Apa} idas as ms impressoes que me deixou a
volviraento da sua intlligencia ; e por essa ra- ., .,.,
zao que os directores, sem o menor acanhamen- s? v.:mpo quf ,ID?e. "aos do assassino.
zao que os directores, sem o menor acanhamen-
to, do aos correspondentes, ou mandara aos
pas, muito bons alicatados provando o adianta-
mento de seus filhos, ao passo que elles estao l
talvez em peior estado do que foram.
-------r> i- --"ow o i^jiv/o uu oasasoiiK/4
fcm Franca, ondo exrstem leis especiaos acer-
ca do exercicio da cirurgia, apesar do serem essas
leis muitissimas vezes Iludidas, o cirurgio con-
Ira o quai se prevar a pralica intempestiva de
i.peragOes, de que resulten) a morto ou defor-
m lladC M.lfl (if*a rnniA -, t______I; *
Iaao que digo da educaco dos meninos brasi- !&!E!?f"'- a q'16 resullero a morto <>" defor-
Ieiros era Paris se eslende s que .o mandados dete, TZ*J?a ntn "^ whta"do 0?
para outros paizes d. Europa. Seja porm dito eane'eftn" C"1 ",*w Puncluras do agui-
em abono da verdade qupara aoducago das! FreaUenundn'Jk"? susc^'!'e1-.
meninas ha mullo melhor e aecurada direcgo, I eafud.'nin .. r^^'P'i-e" de-r*r,s' nao "mc-
de modo que era geral as brasileiras anii9\2lf^me(,> "o como sectario
mandadas educar em Frange, na Inglaterra e VfaVtSS? no r V qU'm eW be
mesrao era Portugal satisfazem as v.slas e os tlf ,nJ'p e, ^ ao por ubr,a5ao, mas por goa-
bons desejos de sus pais. e nao consoraem em i^TuT d? 8 ,D3laMle8 1ae os raeus eQ-
vo o dinheiro que co ellas se gasta ; pote que S Ll"^. Pe/milUam era examinar a
as prendas que adquirem constituera um dote %ie .' afmnlS" hrnnPhiiTu5"0 T*!l
mais proveitoso futura familia, de que ellas 2; b2,nSb,le "l ,a ma.' ^looda
leem de ser mais, do que o dote material. 3$ ?e}''ldeSde a SUDplos "rit?a a
.Creio que a razao da superioridade h^SnZSTW*,, As minhas in-
Cao das meninas, ou do seu aDroveitimeolo *esu=ac.oes -nicas nao se lirailarara a isso; eu
bem simples; as meninas no"go5[ a Mberda- cT^Cha^iZ^pe c,tol.e" ."" de ?-
de de passearem mui frequentemenle, nao en- I medica de RalnS r^ in'flih^u? "'T*
conlram muilas occasiis de presenciarem os nu a Ji P i' J CamiUo Ra*~
mos cxemplos, nao vo passar SBBWiff |2f VJ"rV^ -""h ?""" Cm
legio ou penses, salvo quaudo seus oais orde- J!?t? me tratou com a maior deferencia pos-
nara isso'? directoras; nenhuraa peLoa esla- wn.nc.,,,M^ Q-'e Ihe inspirava
nha do co leg o tem com ellas relacoes nao no- fon,,i,na- aogundo elle dizia Vmtei igualmen-
dem receber visitas do peisoa agura ] SA i.e ronm' r Wro[h^- &*-
seus paos, irraos, ou correspondente e era lo- 2 l mai0/.culdado os diversos des-
,e- e pensarlos bomeopathicos afirn de habelitar-me a
favor um *.----- ... ...
do caso na presenga das directoras ; o estudo e
o trabalho azem sua oceupago diaria ; suas dis-
Iraccoes sao as mais innocentes; Sob laes con-
digoes bem natural que se obtenha urna per-
feita educagao. Entretanto nao se pense que em
todos os collegios ou pensoes se alcance o mes-
mo resultado ; necessario fazer todas as inda-
gigoes antes que qualquer se resolva a educar
suas lilhas fra de sua presenga.
Tive pena de ver o estado d'e avillamenlo mo-
ral, a que linham chegado alguns dos raeus jo-
vens patricios ; e desde logo entend que dev-
ra prevenir aos meus amigos dos perigos, a que
eslarao expostos seus Olhos, se os raandarem
edocar fra do nosso paiz. Agora porm que me
resolv a escrever estas linhas. julgo, como pae
de familia, prestir um servigo aos meus compa-
triotas, aconselhaudo-os qoe promovara cora to
das as suas furgas o aperfeigoament do espirito
e do coraco de seus filhos; fagam-lhes estudar
ludo o que fr necessario para a prolisso que
os destinaren), al que cheuuem a alcangsr esse
um ; mas fagara ludo isso no Biasil; e depois
que elles j liverem urna posigo, raandem-os
entao aperfeigoarem-se. Desta "sorle nao deve
haver muito receio que se percara, salvo se o
individuo tiver muita queda para ser rum. Se o
estado financeiro do pae permitlir que elle acom-
panhe seu filho, ou Olhos, para dirigir sua edu-
cagao, ento sim, isso conveniente, porque
adianta em sua carreira dous ou mais aunos que
devera gastar em viajar ; mas neohuma vanta-
gem se tira em mandar um menino em tenra
idade, sem a companhia de seu pae, para a Eu-
ropj. Alm dos perigos nolados, elle vae per-
den !o pouco a pouco o amor familia, que
um dos mais bellos sentimentos que adornam o
coragao dos brasileiros.
A ausencia prolongada do pae, da mi, e dos
irmos, Ihe faz nascer o egosmo c apagar as boas
disposigoes, qu.i tinha em favor da familia. Com
I o desamor familia vera igualmente o desamor
! a palna, o ento um goslo ver o desprezo com
! que fallam contra ella ; nada Ihe vftem que pres-
i le, nem mesrao o raimo que a natureza ostenta
entre os trpicos. Entre os muilos cxemplos
citare o scguinle : era urna reunio de brasilei-
ros, em que se achavam alguns francezes 0 al-
lemes, ura desses mogos, a quera a palria sus-
tenta para ura da honra-la com os seus talentos,
esquecendo o muito que a ella devia, alirou-se
priraei
calma
nellas
rnages
11
12
13
14
15
16
0 wagn n. 282.
E penivel meus leitores a teiraa do bacharol de
cangallas, am querer sustentar a brusca e pe-
dante linguagem de suas viagens no wagn ; e
mate doloroso para nos vermos como a profa-
nago da linguagem fere a imprensa, e vem soar
nossos ouvidos.
Convidou-nos aceitar a eonversago sobre sua
mesa, e seus adornos, ahi accommetteu-nos a
sorproza vendo Lamartine, V. Hugo, Pelletan, Os-
siao, H. Heine, La Harpe, et reliqua.em presen-
ga da pasta estupidal, do linteiro de pateta e da
Linterna de copista; mais adianto os retratos da
Casaloni e da Charton, nao fazendo galera o da
Sra. Bellramini, porque seja dito sem offensa
aquelles, nao era o della um volume de Carlos
Magno.
Lamentou o abandono da mimoso bonina tisi-
nha de 8 annos ao desprezo se, pago com ama
lagrima mate de arrependimento do que de sau-
dades, por isso que coofessa que as horas do Te-
manso Untas vezes paseadas com ella ihe havia
feito esoueesr ue mais sagrados deveres.....po-
rm, nao; hlito envenenado na estupida lin-
gusgom nao ir murchar a tenra planta que ri-
vera com o sopro da Diviadade, como Bolina e
a vista do Pars, pude ento comparar com
as duas cidades soberanas, e os povos que
habitara. Como eidade achei Londres mais
osa, que a sua rival; mas esta sera duvi-
da nei huma mais alegre e pitoresca ; os seus
boulle'ards, a sua liodissima praca da Concordia,
os seujs campos Elyseos, nao lem'rivaes em par-
lo algiraa ; e o movimenlo nesses logaros lo
grandfe que lenho duvida si o de Londres Ihe
super|or._ Os palacios reunidos das Tuillerias e
Loiivo sao mmensos e de cuitosa, linda e mara-
vilhoa arquitectura. O palacio real (Palais Royal;
primitivamente residencia do famoso Richelieu,
e hcjp da familia do principe Jcronyrao Bonapar-
le, lpor si s urna eidade. e so pode muito bem
charriar a capital de Paris; elle habitado por
milh ires de pessoas, lera ura Iheatro, muilos ca-
fes, i umerosissmas lojas enntendo uraa immensa
riqueza, principalmente em bnlhanles; lUrarias,
typo,;raphias, eniflm ludo o quo so pode desejar
em i ma grande eidade ; e diariamente frequen-
tado por lodos os estrangeiros, e por urna grande
part da pcpulago de Paris.
O lotcl de Ville (palacio da cmara municipal-
os p lacios das cmaras dos senadores (Luxem
DOOirl e dos deputados, o do Instituto de Franga,
o da Legio de Honra, o da justiga, a casa da
moe la, o Danco, a Bolsa, o Pnnlheon, o Hotel dos
Inva idos, os magnficos quarteis, os hospitaes,
os n-useus, as numerosas bibliothecas, a escho-
la di medicina com os seus imporlanlissimos
muzus, as escholas do pharmacia, polytechnica
do ai Urbana, os templos e theatros, o palacio da
industria, o museu das artes e oflicios. e muitos
outr ts edificios pblicos, o jardim das Tulherias
e de Luxembourg, o jardira das plantas, os bou-
lewirds, a praga da Basllha [de execranda recor-
dagaj pelo que ahi so passou no tempo da pri-
meira revologao franceza), a praca Vendme o
militas outras numerosas fontes e" repuxos, etc.
etc. etc., ludo (eilo com gosto e arto do a'o es"-.
irn eiro urna ideia indelevel do e.-tado da civi-
lisag io do povo francez, que sera duvida alguma
mar.ha hoje na vanguarda do progresso, e mar-
char sempre em quanto houver para governa-lo
um .1 omero que saiba bem comprehender o seu
genin, ndole ou carcter. A intlligencia do po-
vo francez, e principalmente do povo de Paris,
leva o quasi a ponto de advinhar o pensamento
do e trangeiro, anda mesrao quaudo esto nao
saib; pronunciar urna palavra franceza. E' in-
crivtl a habilidade cora que elle comprehendo o
estrangeiro em todos os seus negocios e necessi-
dades; elle se esforga o mate possivel em agra-
dar, mas necessario estar bem prevenido, prin-
cipal mente contra as pessoas do comraerci, pote
que em geral a boa f e a sinceridade parece
que lao sao cousas muito conhecidas, ou que
nao azera parte da sua educagao moral. Nsto
sao illes bem differentes dos seus visinhos in-
glez js.
Si o numerosos os eslabelecimentos do educa-
cao i iara ura o outro sexo, e em geral estes esla-
bele mentos sao muito uteis aos nacionaes, e
raes no aos estrangeiros europeus ; mas nao sei
por jue fatalidade os rapazes brasileiros, que vo
ser i ducados era Pars, com rarissimas e muito
honi osas excepgoes. perdem o seu lempo, con-
som ra muito dinheiro de seus pais, desmorali-
sam so completamente, sendo muito raro e feliz
aqu lie que, chegando urna idade mais suscep-
tivo de reflexao, pense no seu estado, conhece
a ntcessidade de ser til ao seu paiz ou socie-
dad! dedique-se ao estudo e alcance o fim para
que seus pais l o -maodararo ; teto o comple-
mento de sua educagao. as pensoes ou colle-
gios parece que se aUende maisao iqleresse que
a cojservacao do rapaz deixa, do que ao desen-
fazer um juizo exacto do estado da medicina.
Pasraei de ver a sabedoria de muitos mdicos, a
as inepcias de muilos outros no modo de inves-
tigar a natureza das molestias e de applicar-lho
o remedio. Ouvi com profundo respeito as li-
goes de Bouillaud, um dos mdicos mais Ilus-
trados da Europa, c talvez o mais orgulhoso do
mundo, as de lirisolle, Malgaigne, Bouci.ardat,
Oayarret, Jobert de Lamballe, Andral, Velpeaii,
Nelaton, Moreaii, Tardieu, Pajot, Sappeg Piorry.
Guillo!, Denonvillierese oulros; admireiariqueza
da intlligencia de quasi todos, e de ludo que vi
e observe, conclu que, apezar da sabedoria dos
mdicos, apezar dos incalculaveis volumes quo
se lem escripto acerca da stiencia, desde Galle-
no at hojo, a velha medicina continua a ser
um chaos, onde se tem precipitado as mais ro-
bustas imelligencias sem proveito real para a
humanidade. Em todi parle e em todos os lem-
pos, depois da reforma de Galeno, a medicina
nao tem sido e nem pode ser outra cousa mais
do que um monlao de absurdos, mais ou menos
desparalados, mais ou mesos prejudiciaes. ar-
vorados em systeraas, que rara vez subsislem
depois da morte de seus aulhore?, em quanto
os mdicos nao reconhecerem a necessidade do
harraonisarem a sciencia com a natureza, a theo-
ria com os fados, restringindo o mais possivel
as suas prescripce?.
Por mais quo "estude, por mais que queira ser
indulgente com a allopathia, eu nao posso des-
cubrir nella mais que a ausencia completa de
doutrmas scientificas; ausencia de principios
na applicaco da arte; emperismo em toda parte.
Lstas proposiges sao lauto mais verdadeiras,
quanto partera do sabio Malgaigne, professor da
apte-homeopalhica escola de Pariz; alm de qne
sao ellas diariamente coroprovadas pelos outros
professores, tanto de Paris como de lodo
mundo.
A medicina de Hypocrates simples como er?,
e que lauto se aproxiraava da verdadeira medi-
cina, foi assassinada por Galeno, que, apesar da
ser dotado de espirito transcendente, bem longo
eslava da illustragio, da experiencia do sabio
orculo de Cus.
as obras de Hypocrates se acha cstabelecid3
em formas aphonsticas o principio da lei dos si-
milhantes, mas nao era a elle que eslava reser-
vada a misso de dar-lhes desenvolvimenlo, c
regular as leis do dynaraisrao vital, por que o
no campo dos improperios, disse ludo que Ihe E'l' ,dt d>nilmis.rao -vllal- Pr que o
veio cabeSa. e terminou dzendo que a maior 4 l. n"' ""0*" .B" p6 vergonha que tinha era de ter nascido no lira- sl. !.U:m-homem,,nem mesmo ^ urna gera-
sill Ora, vista de lamanha blaspheraia.'incum-
bi-me eu de mostrar-lhe cara boas palavras e
maneiras a fealdade do seu procedimento ; con-
venci-o do que, apezar de serem verdadeiras
algumas das razoes que elle tinha para lamentar
o nosso atrazo, todava cumpria a elle, a mim,
e a todos aquelles que iara ver as inslituigoes e
os progressos da oi villas gao em todos os seus
ramos, estudar ludo o que poaesse concorrer pa-
ra a prosperidade de nossa patria, sem nos ra-
portarmos com a critica estupida dos que nada
leem visto, e pensam que ludo vae muito bem
entre nos; disse-lhe mais que as naces se tor-
navam illustres, nao pelas leguas o'e trra que
possuiam, nem pelo ponto do globo que oceu-
pavam, mas sim pelos talentos, Irabalhos, inven-
cocs o iodusiiiu je seus memoro; a.io se cs-
lorgasse elle por alcangar um lugar dislincto en-
tre os grandes homens, pois que muito gloriosu
Ihe seno se Gzesse conhecida e estimada a trra,
era que nasceu, pela fama de seu nome ; disse-
lhe anda que, se suas palavras concorriam pa-
ra que os estrangeiros augmentassem o desfavor
c desprezo cora que olham o Brasil, contribuan)
igualmente para que aquelles que se achavam
presentes fizessem tiistissiino juizo de sua raora-
lidado e bom senso, c lembrei-lhe finalmente
que talvez a essas indiscriges so devesse um
laclo revoltante, que a ello mesmo havia indig-
nado, e que se achava exposto era toda parle
provocando riso de desprezo era o quadro de
todas as bandelras do mundo dignamente repre- ,
sentadas por seus soldados, ao passo que a ban- zeVdo
ddra brasiloir rra cun.ir. ...v.______ ____ l'Olls uo
deira brasileira era segura por om negro cam-
buto, arrend, de calcas muito curtas, deixando
apparecerem as canel'las meias suia* anatoi maicina ?e ."?>">omanu c a medicina de Galeno,
velhos e tortas, barretim v ha cmaJaTZ Z,0?^0 V Pitcidade e o principio do
velhos e torios, barretina velha e amassada na
cabeca, em/im uia figura deleslavel! Depois
de ludo isso mostrou-se o mogo menos despoti
co cora a sua pobre patria, pareceu que rae
agradeca o ser indo que Ihe preguei.
Cora estas informagoes Gcaro os paos de a-
milias habilitados para procederem conveniente-
mente ; se porm, apem dellas, alguera confiar
muilo na boa ndole e bom senso de seus filhos,
fazer a experiencia, e muilo estfmarei que ob-
lenha ura resultado feliz;
Os immensos e bem montados eslabelecimen-
tos luteranos e scientiflcos, as publicagoes de
obras originaos e a assimiiaco das que sao es-
cripias em oolras linguas, a importancia que se
d aos homens de espirito elevado, oo talento, e
ao mrito, o desenvolvimenlo, que incessante-
mente se procura dar a todas as sciencias e ar-
tes, fazera muito merecidamente de Paris a ca-
pital do mundo scientifico, Iliterario e artislico.
O moviraento intellectual em ludo e por toda
parto.
A medicina e a cirurgia nao tem sido eslra-
nhas tesso movimenlo; mas ao passo que a ci-
rurgia conquista diariamente novos ttulos ao
reconhecimento da humanidnde, a medicina
agnlhoada pelos lentes da faculdade, e pelos
membros da academia imperial, nao lera podido
marchar dosassombrada na rbita do progresso,
e al parece que o seu movimenlo nos recintos
da faculdade e da academia nestes ltimos lem-
pos tem sido no sentido inverso do movimenlo
ascendente da cirurgia.
O orgulho e a faluidade dos mdicos offlciaes
saoum terrivel obstculo ao desenvolvimiento da
sciencia de curar; felizmente a forga de vonla-
de, aenergia o o devotamenlo de muitos mdi-
cos nao ofBciaes lem podido superar as difficul-
dades que lhes apresentam os lentes e os acad-
micos, apostlos emperrados da serpete de
Galleno. Mas se a cirurgia tem sido elevada ao
seu apogeo pelo espirito alilado dos sabios, os
cirorgioes pela maior parto tem abusado do seu
poder cortando a torio e a direito, mutilando
sem necessidade, causando deformidades, que
se podiam prevenir se elles quizessem aliender
aos diclames da prudencia, efossem mais consci-
enciosos para anteporem o amor do prximo ao
amor do ganho, ou o desojo de serem fallados
como habis operadores. Muilissimas vezes em
Pars como em toda parte se exrpa urna gln-
dula em lugar de um scirrho ou de um cancro,
se amputa ura brago, umaperna, ura dedo, qu
bem tratados serviriam melhor do quo os appa-
(*) Por esquecimento deixou de sa,hir esla car-
la n i correspondencia .do Sr. Jos Francisco do
rari ii Salles, sobre negocios da Eicada publica-
da i on tem 22 do torrente.
---------_ ._..., ^w^, luiiui-u, con-
venientemente para que saiba discriminar a ver-
dade da mentira, o mrito da impostura, a scien-
cia do charlatanismo.
as raaos de laes cirurgioes a'cirurgia perde o
grandiozo de sua misso, o desee a oceupar o
lugar de cariucmo, ou arle de picar carne, O
sangue.que corre das veas e das arteria de um
gao ; moilas vezes necessario que mu i tas ge-
rages sesuccedam para que um principio reco-
miendo venha a formar um corpo de sciencia.
Desde Hypocrates at Hahneman mais de dous
mil annos tem passado por sobre a humanidade.
Que numero inmenso de geraces se lem snc-
cedido sem qne os verdadeiros "principios da me-
dicina, exarados era suas obras fossem conveni-
entemente estudados, e devidamenie desenvolvi-
dos I ? Entretanto era a ahnemara que eslava
destinada a apreciago deste principio, o desen-
volvimenlo das leis que a elle prezidera, e o
complemento do que escapou as indagaces o
experiencias de Hypocrates.
i'azendo justiga a boa f de alguns allopalhas
lio empenho de fazerem sabir a sciencia da con-
>So. era que se acha, nao se lhes pode descul-
par o eui|.<,rr., .nm que nao querem reconhecer
que a causa dessa confusa oc* na falsirta.i rfoi
principios. O desacord dos mdicos demonstra
mu claramente a-insufficiencia d'arte, quer no
que diz respeito pathologia, quer therapeuti-
ca. Quando os principios sao verdadeiro jamis
fjodera haver desaccordo na essencia. apenas po-
dero variar as formulas. No accordo constante
dos homeopathas acerca dos principia* funda-
racntaes da sciencia bern podem os allopaths
ver a verdade da medicina.
No necessario dizeraiui muita cousa acerca
da sciencia creada por Hahneman, todos j a co-
nhecem mais ou menos ; lodos tem lido as bases
era que ella se funda, todos veem a rapidez cora
que ellaiuvade o espirito publico em lodos os
-. globo ; mas o que nem lodos sbeme
que depois das ludas que tern havido entre a
medicina de Hahucmanu o a medicina de Galeno,
. r---------I""- ----- _.-r ..w.uuuv, V V I .-II i, iU Utl
mislifono, as escolas, faeuldades, ou academias
tem modificado muito suas ideas exageradas, e
lambem simplificado as suas prescripcoes, do
modo que hoje nenhum medico instruido aecu-
raula em urna s receita mais de urna, duas, al
Ires substancias ; e quanto mais illustrado o
medico, tanto menos receita, porque elles j
coraprehendera bellamente que importa mais es-
perar pela reaeco benfica da natureza, do que
perturba-la com remedios intempestivos. E'
esse o nico progresso que a allopathia lem eito.
E bem claro que me reiro tao somente aos
mdicos instruidos, pois que. os que o nao sao,
nao merecem a pena de serem fallados se nao
como machinas de fazer defunctos. Para estes
nao se fizerara os priucipios; fez-se o teelelismo
medico ou a pratica promiscua da horaeopathia e
da allopathia que a negaco de todos os
principios.
Apezar da fixidade dos principios da horaeo-
pathia demonstrados pela ra/.ao e joslificados
pelo accordo unnime e constante dos homeopa-
thas, ha perlo de oit'iola annos, sem fallar da
converso de mais de tresentos mdicos france-
zes, e da adheso da classe grada da sociedado
franceza, sem levar em conta o apoio de grande
parle da populago, os lentes da faculdade, e os
membros da academia imperial de medicina nao
lem querido dar a homeopathia o verdadeiro lu-
gar que dovo oceupar enlre as sciencias bemfei-
toras da humanidade, como oulr'ora o fizeram
contra a hydrotherapla, a que denominaram
charlatanismo, entretanto que esse charlatanis-
mo est hoje reconhecida pela academia e ensi-
nalo pela faculdade, sendo o Dr. Bouillaud,
(quem o dira ?). um dos seus mais devotados se-
guidores I A homeopata ha de ser admitida
e crismada anda pela escola de Paris, assim co-
mo j o as universidades de Strasbourg.de
Louvain, de Erlangen, de Munlc, do Chrisliania,
Zurich, de aples, de Roma, de Padua, da Es-
cossia ; as faeuldades de medicina de Montpel-
lier.deDijon.de Madrid, de Brunswich, e era
quasi todas da Alleraanha. A questo somen-
te de lempo; e estou persuadido que elle nao so
far esperar muito.
(Continuar-se-ha).
EXPOSICKS PERIDICAS DOS PRODUCTOS
AGRCOLAS E 1NDSTRIAE-.
Os principaes orgos da imprensa brasileira
particularmente o doyo desta heroica provincia
"una" Unsomer ciTSmTr"^^ ^'S^^*1^^^' -breVeT/e"^*
o fe "ico e fSerem Zr dr! e"c"ocem pos.gdes dos productos de agricultura e da in-
phisica que empSam B "^ da frS" f"J!at ** e diversos paizes p.rticu-
deSstsb^ ISr 'T Se7S "50 5SW3MS. anno do
tpSSS^St^T^^ furna SSfi dSfe^ LDdreS
ES ^e8 aTJ"^S 2s P?KT g0SU de- e9palh": Cornos VueoUl.q"eg.Uggrio ao Illm. Sr
u Cn-n^fW*? u>!lhor PNseiUr-se da Dr. Francisco Carlos Brando a idea do proiecto
venientemente llrl'T^LTJ0-^1-10 COa- e8le deputado apresenlou asserablTpro-
meuie para que saiba discriminar a ver- vincial em sessode 30 de margo de 1854, publi-
...-------, w,_w-<. -. u..i^v UO IlW-t, (1UUU-
cado no Diario de Pernambuco de 3 de abril do
mesmo anno.
O mesmo Diario no seu numero de 1!) de julho
p. p contm um artigo mui inloressante sobre a
utilidade dasexpoeiges dos productos da agri-
cultura e industria escripto em Paris em 24 de
i fo,m ..----- anenaa ae um cultura e industria escripto em Pars em 24 de
^e^r^SSi'^i^'Sr^^ ^ UDh. Pe, ^orrespondenu Sr'p^de.pno
tempestiva, salpica as vales do cirurgio, ao'A. Ferreira Lima, depois de ello ter vizitado a
y
f
w.
<

ILEGVEL


DIARIO DE PERIUMBCO. SEO
NDA fEl
RA 24 DE DEZEMBRO DE 1860.
m
X
X
grande exposicao aberta em Paria ue mez de ju-
nho no palacio daerposigau e anneos.
No seu numero de 20 de outubro corrente, os
leitoros lera podido ler o discurso do Sr. Dapin
pelo qual se v aa parle tocante a cxposigo que
se acharara reunidos 703 garanhes e guas de
todas as ragas e ura suppleraento de individuos
da especie asina e rauar, 14*3 individuos da
especie bovina do ioJas as qualidades, na es-
pecle ovethum U2>, na espacie porcina 235,
nos outros aniraaes e aves domesticas 721
lote.
Os productos agricultura exposlos no andar
superior.offereciara pela Franca3t>60 amoslras.e
pelas colonias inclusive Argel 3201, ao ludo
6861 collecoes diversas.
As machinas e instrumentos agrcolas
comprehondiam 3976 artigos.
Seria muito de desojar que por urna lei geral
osso decretada a creacao de exposicoes peridicas
oeste vasto imperio.
Todos o* 4 ou 5 annos as tres principaes
provincias, Rio de Janeiro, Baha e Pernambuco,
pela mesma. lei o goverao geral deveria ser auto-
risado a fazer gosar deste mesrao favor as oulras
proviucias ao passo que a experiencia o mostrasse
os grandes resultados em melhoramenlos diversos
obtidos por meio das ditas exposicoes d >s pro-
ductos da agricultura e industria as supra ditas
Os incalculaveis beneficios resultantes das
exposicoes dos pro lucios agrcolas e indostriaes.
em todos seus respectivos ramos, para os paes
que tem adoptado, no decurso deste meioseculo,
este poderoso nieio de goneralisar osmelhora-
minios maleriaos e intellectuaes devenam con-
vidar os legisladores brasileiros e o paternal
governo desle rico e joven imperio a seguir esle
bom exemplo das naces europeas de primciri
ordem, cujo tem j servido poucos annos aos
Eitados-Uiuo d-i ooxte anioric.no.
Aim da expsito aberta em Pars era junho
p. p. lem havido essa primavera grandes con-
cursos regiouaes em muilos departamentos da
Franca e muilos premios tem sido distribuidos
aos mais mercadores expositores dos varios ra-
mos da agricultura e industria.
Nao ser de admirar que as primeiras exposi-
coes nao apparega muita concurrencia o raesmo
acoulecou em toda parle.
E' Franca que se deve a iniciativa das expsi-
tos dos productos e inluslria
A primeira expsito que se fez em Franca
leve lugar em Pars era setembro do 1708 o
numero dos expositores fui do 110, durou 3
das.
A segunda em 1801, o numero de expositores
oi de 229, durou 6 das.
A torceira era 1802 leve lugar no paleo do
Louvre, leve 510 expositores, durou 7 das.
A quarta era 1805 na esplauada dos invlidos
no pe jueiio palacio Bouibon leve 1422 exposi-
tores,durou 21 diis.
A quinta em 1810 no palacio do Louvre levo
1622 expositores, durou 35 das.
A sexta em 1823 ao rnesmo local, leve 1621
expositores,durou 50 dias.
A stima em 1827 no mesmo local teve 1693 !
expositores, durou 62 dias.
A oitava em 183* na praca da concordia em
odilicios provisorios ad hoc," levo 2417 exposito-
res,durou 60 diis.
A nona em 1830 no; campos elseos era odifi-
cios provisorios ad hoc leve 3281 expositores,
durou 60 dias.
A decima em 18W no mesmo local lo vi 3960
expositores, durou 60 dUs.
A IIa em 1819 no mesrao local teve 5400
expositores.
A 12* toi demorada at 1855, e foi universal, o
numero dos expositores, elevou-se a 21,064 dos
quaes 10,801 Franeczes, teve lugar nu magnfico
palacio da industria nos campos Elysios, abrio-so
em 5 do maio, e techou em 31 de oulubro.
Estas expositcoes foram inslalalas em oulros
p.iv.es :
Pela Blgica, em Gran! era 1820.
. Pda Prussaem Berln era 1834.
Pela Austria em Vienna eml835.
Pela Inglaterra, em Londres, a 1.* universal,
m 1851.
Pelos Estaios-Unidos, norteamericanos cm
New-Jorck eml853.
Emfim pola Gaviera em Munich em 1854.
rara evitar as despezas enormes de construccoes
provisorias taitas lodos os 4 ou 5 anuos, como
acontece geralraenle em lodos os paizes que tem
fello exposicOw dos seus productos.
Lemuraremos, como mais acertado a de um
resultado mais econmico, a constiuceo, sobre
urna escola assaz vasta de edificios ad hoc, as
tres principaes capitaes, da provincia do Rio de
Janeiro, Babia, e Pernamouco.
Seria fcil ao governo obter, com pouca despe-
gas por inlermedio de seus ministros residentes
em Pars c em Lon ires, copias dos riscos, plaas
e orcameulos dos diversos edificios construidos
;ii hoc, em diversas cidados de Franja e de
Inglaterra.
Nos que temos vzitado, 03 do Londres,Mache3-
er e Pars, eremos que o palacio da industria de
Pars que nao tito grande como o de Londres,
masque do coiistrueg.o monumental e de ou-
tra duracao do que podera ter o cncauador
palacio de christal de Sedinhan,poderia servir de
mod-lo, pira os que foss^m constru los nesle
imperio, fazendo sobre a planta do palacio da
industria de Pars as restrieces e modlicacoes
que fosseni julgadas convenientes.
Para a execuc.ao de palacios adequados im-
portancia dos edificios que o governo julgasse
dever empregar nos edificios a fazer construir no
Rio do Janeiro, Baha c R*cife.
Pensamos que no primeiro periodo de 20 a 30
annos, se poderia construir tres palacios para o
fira desojado, sera gastar em luxo do conslrucco
bom para Pars, o qu9 se gasten eramos que com
2 3,000 coalas poder-se-hia mandar construir
tres edificios de muilo bom lamartho e de elegan-
te conslrucco empreganio a saber :
800 a 120O contos para o Rio de Janeiro.
00 a 900 ditos para o da Babia.
600 a 000 ditos para o do Recite.
2000 3000
Estes edificios occessilando sempre de despe-
zas de pessoal, tralamento e conservaran dos
mesmos, o governo geral c provincial teriam a
votar anaualmcnte fundos sufficicntes pora o di-
to fim.
Na occasiiio das esposiQes poderia-se fazer
pagar entrada urna laxa razoavelmenle barata,
para convidar a todos a visitar a exposicao.
Fora o lempo das exposicoes, os mesmos edi-
ficios poderiam ser oceupados do melhor modo
que o governo julgasse, ver mesmo escolas, cur-
sos, reparlictis publicas, aquartelamenlos, hos-
ptses ou nutras occuptic.des temporarias.
Com a realisacjko de emprezas de semelhante
importancia para o futuro desenvolvimento da
agricultura e industria destas immensas provin-
cias, longe de ver continuar a definhar a nossa
agricultura, sombra malfica da rolina invete-
rada quo a corroe, veramos pelo contrario, do
urna exposicao a oulra, desenvolver o espirito de
mclhoramenlo dos diversos productos despresa-
dos ou pouco generalisados entre nos. A emu-
laco obrgana a procurar a introdueco de ins-
trumentos agrcolas aperfecoados e a falla geral
de meios pecuniarios pess'oaes, dara natural-
mente a ian da grande necessidade do espirito
le assocaco do pequeo capital, de que lauta
alta lomos al boje nes'.a provincia.
A lavoura desta grande provincia, que sup-
poem-se mais rica que a das oulras proviucias
citadas, pelo contrario mu] circumscripla, e
menos variad) que a da nossa viznha a Baha.
Pelos mappas estalisiicos annexos ao relatorio
do ministerio da fazenda deste auno v-se no
mappa o. 58 que nos annos de 1854 a (8)9 a pro-
dueco do assucar outr'ora maior na Baha que
em Pernambuco, lera sido nestes ltimos anno,
muito maior em Pernambuco do que na Bahas
todava como o uumero dos producios do expor-
tarlo mais variado na provincia da Baha do
que na de Pernambuco o resultado final que
avista do mappa n. 56 annexo ao mesmo relato-
rio o termo rasdio das exportares de 1853 a 1854
t 1857 a 1853 para Baha de 13.271:4418000
para Pernambuco de 11,810:UOjJOOO. de 1838 a
1839 para a Bahia de 15,465::597{0OO e para
i'eriianambuco de 14,005:5859000.
A Bahia alm dos productos idnticos aos de
Pernambuco exporta cada vez mais tabaco em
olha, em cord3, charutos e rap, caf, cacao,
cocos, cuquillos de piassaba, piassaba em mo-
laos o em corda?, Jacaranda o oulras- madeiras
de qualidades. diamante e ouro ern p.
Temos reparado no mappa n. 58 que s o nu-
mero de arrobas de assucar exportadas por Per-
nambuco roiior do que o da Bahia o numero
de caadas de agoardente exportado da Bahia
2c 3 rozei aaior do que o de Pernambuco, >
Bahia produz ordinariamente para seu consumo,
grande parte de arroz, feijo, milho, farinha de
mandioca, inflames, numerosas qualidades de ba-
tatas, aipi oumacaxeira, peixe fresco e salgado,
azeite de balis, etc., ele.
Annos ha que a provincia di Bahia exporta
muita farinha de mandioca para a de Pernam-
buco.
Pernambuco compra fora arroz, caf, cacao, ta-
baco de folha, corda e rap, charutos, feijo, fa-
rinha, etc., etc.
Todos estes productos podero generalsar-se
na cultura desta provincia, logo e ao passo que
os precos dos a3sucares baixarem ; e s en lio
que os nos3os senhores de engenhos cuidarn de
variar suas produegesruraos.
Logo que lobamos exposicoes geraes dos pro-
ducios de agricultura e da industria, veremos
cuidar seriamente da regenerado das diversas
especies de canoas de assuear conhecidasno paiz,
e da regeneraco das especies e qualidade de al-
godao de fibra comprida.
Os nossos cultivadores pouco conhecedores
e muilo materiaes em geral, lem desprezado os
typos primitivos das nossas boas qualilados de
cannas e dos nossos antigos algodoes, cujas qua-
lidades erara muito boas, e tem generalisado en-
tre nos as qualidades de eanna e algodao ditos
de cayenne.
Ha mais> de 20 annos que nao apparece mais
em nosso mercado urna sacca de algodo do ami-
go lypo de Pernambuco. As ultimas saccas que
iiverao3 occasio de ver aqui e no Havre em 1836
provinham do Rio do Peixe, provincia daPara-
hiba.
Esle algodao era ura lano cor de manteig* e
de fibra mu cumprida, vendia-se naquelle lem-
po no Havre de 30 a 33 por cento mais caro que
as oulras melhores qualidades desla provincia.
O melhor meio do introduzir nesta provincia a
melhor qualidade de algodo do mundo, seria a
reniessa para o commandante da ilha de Fernan-
do de Noronha, de sement de algodo da Geor-
gia de fibra cumprida (Sea Island).
Este lypo de algodao aclimatado na dita ilha,
poderia depois sor remetlido para aqu, c man-
dado semear nos melhores lugares de produego
do algodo do iuterior da provincia.
Seria fcil ao governo de mandar vir dos Esta-
dos-Unidos, por intermedio dos seus cnsules ou
ministro, qualquer pequea quantidade do se-
ment de algodo. Sea Island.
Somos de opioio que o algodo de fibra cura-
prdi da Georgia s so d bein nos Estados-Uni-
dos naquella localidade, a nao ser assim os Yan-
ques que conhecem perfeilamente seus inte-
resses teriam generalisado cm ouhas provincias
aquella qualidade de algodo.
Achando-nos era Manche3ler em Janeiro de
1857, soubemos quo o algodo da Georgia ven-
da-se em Liverpool do 28 a 30 d., em tanto que
as melhores qualidades de algodo de Pernam-
buco e da Louisiana vendiam sede 8 a 10 d.
A' nossa volta da Europa era 1857, demos a
varios plantadores de algodo, do interior desta
provincia alguraas sementes de algodo da Geor-
gia de fibra cumprida, com a cndilo que nos
mondaran) algum capucho do que "nascesse da-
quellas sementes, e ale hoje, nunca mais livemos
noticias dos ditos amadores e menos vimos o al-
godo nascido da sement que lhes demos, com
o nico interesse de ver se introduzir este mclho-
ramenlo na cultura do algodo desla provincia.
A falta de estradas ou a difficuldade de transito
pelas poucas quo existem, tendo tornado muito
caro o prego do transporte do algodo produzido
nos melhores districtos do seito desta extensa
provincia, 03 plantadores de algodao virara-se
obrgados a renunciar pouco a pouco a cultura
da algodao ; purtanto se se podesse generalisar
naquelles districtos especiae3, para o algoio de
fibra cumprida, o algodo da Georgia continuan-
do a valer nos mercados da Europa tros vezes
tanto, como as melhores qualidades daqni, os
compradores coiiforruariam se paga-Io aqu,
dobrado ou triplicado do preco das qualidades'
correntes do nosso mercado, c enlo valeria a
pena do pagar mais alguma cousa do froto de ca-
da carga, visto que o valor leria duplicado ou
triplicado do oulro algodo.
Fazemos rolos para que peonas mais habilita-
das que a nossa se dignera desenvolver a mate-
ria desle nosso prsenlo artigo, e quo quanto an-
tes o paternal governo de Sua Magostade Impe-
rial mando por em pralica as exposicoes que lem-
bramos.
Expos5os dos prodoctos agrcolas e indus-
triaos e meios de communieeQao cnlre o liltoral
e o Interior deste vaslissimo imperio sao os me-
lhores meios de provocar o augmenlo da popula-
cao, de acabar cora os des- ros e solidos de cer-
les, e portadlo centuplar a fortuna publica.
Isto muito deseja ver realisar o amigo sincero
deste esperanzoso paiz em o qual reside ha 26
annos.
F. il. Duprat.
30 de oulubro do 1860.
COMTIEKCiO.
Praca do Recife %'&e de-
zembro de 1860.
A.s tres Uovas Aa t*r&c.
Cuta?oes offleiaes.
Cambio sobre Londres26 1(4 d. 90 d[v.
George PatchettPresidente.
DubourcqSecretario.
arrobas
da se-
Ch-
Feijo-------
Geoobra----------
Louga-------
cando em ser 28,000
da primeira, e 26,000
gunda.
dem de 1J600 a I98OO por li-
bra.
Caf-------------- Vendeo-se de 6#000 a 6J5O0 rs.
por arroba.
Carvo de pedra- dem de 17g a 18j> rs. a ton-
tada.
Cerveja------------dem a 5600 rs. por duzia de
garrafas.
Farinha de trigo. Betalhou-se de 209 249 "
a barrica da de Philadelphia,
23 a de New-Orleans, 28$ a
de Trieste, e de 25J a 26 rs. a
de Philadelpaia ; fleando em
ser 5,400 barricas da primeira,
400 da segunda. 2,000 da ter-
ceira, e 1,600 da quarta.
Far. de mandioca Vendeu-se a 4500 rs. por
lacea,
dem a 1$600 rs. por ai roba.
Em frasqueira vendeu-se a 6
rs., e em botija a 380 rs.
A ingleza ordinaria vendeu-se
a 280 por cento de premio sobre
a factura.
Manteiga----------Afranueza vendeu-se a 600 rs.
a libra, e a ingleza a 850 rs.
por libra, (lcando era ser 600
barris.
dem a 6*000 rs.
- Os flamengos venderam-se de
25)200 a 2D.) rs. cada um.
- dem a 7S50O rs. por arroba.
- dem de 90 a lOOftOOO rs. a
pipa.
Vinhos-----------Os do Mediterrneo venderam-
se a 240$ a Pip*-. e o de Lis-
boa de 260 a 280 rs.
Dcscontos O rebate de leltras regulou de
10 a 18 por cento ao anno,
disconlaudo a caixa filial cerca
do 500 cootos de rs. a dez
Fretes-------------Para o canal de 30 a 35;
Para Liverpol a 15 pelo lastro,
e 9/16 pelo algodo.
Moviinento do porto.
Massas-------------
Queijos -
Toucinho-------
Vinagre
a. a a. co 9) O.
r Q' s
Horas
*
tmotphera.
z
w
o
ti*
Dxrecgo.
Intensidade
S S B S 5? I Fahrenheit
00 OS -J ~ *. ! S
-4 -4 -I OO ce 0 1 lygr orne tro
O O O 0 0 | Cisterna hydro-welrica.
-4
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-4 -J
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-4
Clt
X
4
01
-A
o
ce
-1
co
o
3
co
o
Francez.
1 nglez.
sentare m-se de prompto na mesma barca, ou nes-
te arse al.
Inspicco do arsenal de marinha de Pernam-
buco, em 28 de dezembro de 1880. -
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Secretario.
8iA*aiKsat",*&a, sata,afliw
Vaccina publica.
Havenda presentemente mu boa se-
mejte vacciniea, o commissario vaccina-
dor| provincial convida aos paes de farai-
liaj desla cidade a comparecerem cem
scls filhos e mais agregados que preci-
saren! ser vaccinados as quintas-feirns
e domingos, no torrean da alfandega das
7 s 10 horas da manha e nos sabbados
q na casa de sua residencia, segundo andar
gj do sobrado da ra estreita do Rosario n ^
30, paja assim poder conservar a trans- S
miss do fluido de braru braco, nica W
c mancira de sua conservado cora pro- a
Recebedoria de rendas inter-
nas geraes.
Pela reeebedoria de rendas internas geraes sa
faz publico, que no corrente mez termina o prazo
do recebimento dos impostos do exercicio de 1859 ta-se
a 1860, no domicilio dos contribuintes a cargo
dos recebedores, assim como o do pagamento na
reeebedoria do primeiro semestre do exercicio de
1860 a 1861, livre da multa de 3 % dos impos-
tos seguinles : decima addicional de mo morta-
imposto do 20 "/ sobre lojas e casas de descoa,
lo ; dilo especial sobre casas de movis, roupas;
calcado, raobilias fabricadas em paiz estrangeiro ;
dito sobre barcos do interior ; findo o qual se-
Avisos martimos.
Maranhao e Para,
Sahe nestes dias para os indicados portos o
j brigue-escuna Graciosa, capito a pratico Joo
[ Jos de Souza; para a pouca carga que anda p-
: de admitlir, tratase com os consignatarios Al-
meida Gomas. Alves & C, ra da Cruz o, 27.
Porto por Lisboa.
A barca portugueza Silencio, capirao Fran-
cisco Martios de Carvalho, segu viagem para os
porlos cima mencionados em 28 do corrente,
anda recebe alguma carga e passageiros; os
pretndanles podera entender-se com o consg-
uatario Manuel Ferreira da Silva Tarroso, na ra
de Apollo n. 28.
Para o Porto e Lisboa,
o brigue Esperanza sahir no da 29 imprelcri-
velmente, anda recebe carga o passageiros : a
tratar na ra da Cadeia do Recife n. 4.
Aracaty pelo Ass-
Avisos diversos.
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guir-se-ha a cobranza executiva quanlo ao de-
bito daquel'e exercicio, e a pcrcepQo da mulla
quanto aodeste.
Reeebedoria de Pernambuco, Io de dezembro
de 1860.-O administrador, Manoel Carnero de
Souza Lscerda. -
2asecfo.Sccieario do governo d Pernam-
buco, 20 de dezembro de 1860.
Achando-sc vagos os oficios de tabellio do
publico, judicial e notas, e escrivo do crime,
civel e orphos do termo do Villa-Bella, co-
marca de Paje do Flores, por desistencia que
delles fez .Manoel Vicente Goncalves Ayres; S.
Exc, o Sr. presidente da provincia, assim o
manda fazer publico, afim de que os pretenden-
tes aos mencionados officios se habiliten), na
forma do decreto n. 817 de 30 de agosto de 1851,
e aviso n. 252 de 30 de dezembro de 1854, a-
presenlem seus rcqucrimenlos no prazo de 60
dias, cantadas desta dala.
O secretario do governo
Joo Rodrigues Chaves.
O hiate Gratido sahe por estes das com a
earga que tivr: para o resto e passageiros, tra-
com Pereira c\- Valentc, ra do Codorniz
n. 5 e no Forte do Mattos.
Porto por Lisboa no
da 15.
Iraprelerivelmente vai sabir no da 15 para o
Porto com escala por Lisboa o brigue porluguez
Promplido II. forradle encavilhado de cobre,
de primeira classe e marcha.com a carga que ti-
ver: e para carga e passageiros, aos quaes effe-
rece excellentes commodos e bom tratamento,
trata-se com Elias Jos dos Santos Andrade& C.,
na ra da Madre de Dos o. 32, ou com o capi-
to. Roga-se aos senhores passageiros que pre-
tenderen! ir no mesmo navio, de ricen realisar
suas passagens.
Para Lisboa,
pretende sahr com brevidade a bem conhecida
e acreditada barca Flor de S. Simo ; para
carga e passageiros, trala-se com Carvalho No-
gueira & C, ra do Vigario n.9, primeiro andar,
ou com o capilao.
O advogado Antonio de Vasconcelos Me-
nezes de Drummond, durante as actuaos ferias
forenses pode ser procurado para o exercicio da
sua profiaso, na ra do Hospicio n. 17.
Antonio Joaquim Vidal, tendo arrematado
para seu pagamento ss dividas da casa de Thiago
da Costa Ferreira Estrella, como constara do edi-
tsl no Liberal Pentambucano de 19 do coirenfe
mez, vera polo presente fazer scienle aos ditos
senhores devedores que elle o nico hsbihlado
ao recebimeuto das mesmss dividas, e pede a
brevidade do pagamento, afim de poupar despe-
zas entre as parles. r

J^
&
O hiato Garibaldi, segu para o Cear cm pou-
cos dias : a tratar coro Tasso Irmos ou com o
D-j ordem do Illm. Sr. inspector da the- capilo Custodio Jos Vianna.
sourara de fazenda desta provincia, sao convi-
dados os Sr. Geraldo Pereira Dutra, Francisco
; Antonio das Chagas, Francisco Antonio Pereira
de Brilo e Luiz de Franca da Cruz Ferreira, fo-
, reiros de terrenos de marinha, para apresenfa-
rem nesta thesouraria os respectivos ttulos, afim
de que se possa fazer o calculo da redueco dos
foros da parle dos mesmos terrenos, cedida pe-
los mesmos senhores a companhia da estrada de
ferro.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco, 18 de dezembro de 1860.O official-
maior interino, Luiz Francisco de Sampaio e
Silva.
A noile clara vento NE fresco que abonancou-
so ao amanhecer.
OSClLL.\C.AO DA 5IARK.
Preamar as 11 h. 54' da manha,altura 5,5 p.
Baixamar 3S 6 h. 6' da tarde, altura 2, p.
Observatorio do arsenal de marinha, 22 de de-
zembro de 1860.
ROMANO STEPPLV.
Io lenle.
do
Editae
&.
Companhia de cavallara
exercito
Conlrata-se o fornecimento para o primeiro
semestre do anno prximo fuluro, dos gneros
abaixo mencionados:azeite doce, assucar refi-
nado, arroz, barnlhn, caf em grao, carne ver-
i de, dita secca, feijo, farinha de mandioca, le-
> ana, manleiga franceza, paes de 4 e 6
\ toucinho, vinagre, farello, millto-mel e
sendo taes gneros de boa qualidae.
Os concurrenlespodero entregar suas propos-
tas no da 28 do corrente, na secretaria da cora-
1 panhia.
Quarlcl era Santo-Amaro, 20 de dezembro
I delSOO Manoel Porfirio de Castro Araujo, ca-
I pilo commandante.
O Illm. Sr. regedor do Gymnnsio manda
avisar nos [>.iis, tutores ou correspondentes dos
alumnos internos, do rnesmo Gymnaso, que no
dia 24 do correle principia o cecebimento das
mensaldades corresponderles ao 1." trimestre
do 1. de Janeiro ao ultimo de marco do anno
vindouro. Secretaria do Gvmnaso Grovincial de
Porto e Lisboa
A bera conhecida barca portugueza Sympa-
thia, capito Nogueira dos Santos, vai sahr bre-
vemente para os portos cima indicados ; quem
na mesma quizer carregar ou ir de passagem,
podera entender-se com os consignatarios Rallar
& Oliveira, ra da Cadeia do bairro do Recife nu-
mero n. 12.
H
Para a Bahia
bote nacional
carga engajada;
rtxa
segu era poucos dias o palha-"
Dous Amigos, tem parte de sua
para o resto, trala-se com seu
consignatario Francisco L. Azevedo, na ra
da Madre de Deus n. 12
Afacaty.
Para esle porto segu brevemente o hiate na-
cional Sanl'Auna ; para o restante da caga e
passageiros, trata-se com Gurgel Irmus, ra da
Mica, Cadeia do Recife, primeiro andar a. 28.
capim,
COIPAMIA Di VIA FRREA
DO
Recife a Sao Francisco.
Avisa-se ao respeitavel publico que se emit-
tem as Cinco Ponas, billietes de perodo de 1
a 6 mores para todas as estaces, rom grande
abatimeulo nos precos e que se fizeram diversas
reduccoes nos precos de transporte entre Cinca
I onlas, Escada e as oulras estaces nos seguales
artigas a saber cavallos, assucar, madeira, pe-
dra, lenha, carvo de pedra, cstrume, capir, li-
jlos, lelhas e ladrilhos. para mnis informaces
dinjam-se ao Sr. James Kirkhara na villa do Ca-
bo ou em quabiuer das eslages.
AssignadoE. R. Braman,
Superintendente.
Precisa-se de ura criado forro ou captivo -
na ra da Cadeia'do Recife n. 50, primeiro andar
No dia 18 do crrenle dcsippareceu da casa
do abaixo assignado um seu escravo de nonio
Moyss, de 18 annos de idade. pardo, de estatura
regular, corpo secco e espigado, sem barba ne-
rihuuia, cilios pardos, nariz afilado, Locca peque-
a, labio inferior grosso eps grandes, levou ca-
misa branca, urna calca parda escura e oulra
azul : a pessoa que o apprehender, podo leva-Io
ou a ra do Vigario, sobrado n. 21, segundo an-
dar, ou arua das Cruzes, em Sanio Antonio, so-
brado n. 3.5, primeiro andar, ou ao sitio na 1ra-
vessa da Casa Forte para o Po<;o da Panella, que
ser recompensado.
A. J. de Moraes e Silva.
_Perdeu-se do poder dos abaixo assgnado,
em 17 do crrente, urna lelra, sac.adores Guim*-
res & Alcoforado, da quanta de ris 682c020, 5
5 mezes, aceitante Joo Jos de Carvalho Jnior:
quem a livor ai-hado e queira restitu-la na ra
do Amorim n. 54. ou as Cinco Ponas no esta-
belecimento do aceitante, visto aue elle j se
acha prevenido, s paga-la aos abaixo asigna-
dos. Recife 21 de dezembro de 1860.Candido i
Alcoforado.
Jockey cluli
Bahia.
Do ordem do Exin. Sr. ViscoDde de Cama-
ragibe, director desta Kaculdado, se faz publico,
quo no dia 15 do corrente se finia o prazo para a
in3cripqo do concurso de urna substituido vaga j
nesta Faculdade de Direilo, segundo foi annun- I
ciado por edilal de 16 de junho do corrente an-
no, cujo theor o seguiute : \ Pernambuco 22 do dezembro de 1860.O secre-
De ordem doExm. Sr. director interino, o con-tario, A. A. Cabral.
selhero Pedro Autran da Malla Albuquerque, se! ,
faz publico, que fica marcado o prazo de 6 mezes,. Conselho econmico do baUlhao de 111-
Alfandega,
Rendimento do dia 1 a 21. .
dem do da 22.....
267:566*799
. 12:142g805
279.709j604
contados da dala desle, pira a inscripcao dos que
pretenderen! concorrer ao lugar de lente substi-
tuto desta Faculdade, vago pela nomeacao do l)r.
Braz Florentino Henriqnes de Souza, para a ca-
deira do fallecido Dr. Nuno Ayque de Avellos
Annfs de Bnto nglez, e accesso do substituto
fautaia n. 9.
O mesmo conselho contrata para suas pravas
arranchadas durante o primeiro semestre do an-
no vindouro, os seguintes gneros : azeile doce,
assucar branco de torro, ou mascavado refinado,
Segu nestes das o palhabole Saula Cruz? ;
par3 o restante da carga, trala-se com Caetano
Cyriaco da C. M. & Irmo, no lado do Corpo San-
to n. 25.
Rio Grande do Sal
O patacho Bom Jess, pretende seguir com
brevidade, recebe carga a frete : a tratar com Cae-
lano Cyriaco da Costa Morena & Irmo, no largo
do Corpo Sanio n. 25.
Para a Bahia
pretende seguir com muita brevidade a sumaca
! nacional llortencia, a qual tem prompta parle
de seu carregamento : para o resto que lhe fal-
ta, Irata-se com o seu consignatario Azevedo &
tiendes, no seu cscriplorio ra da Cruz n. 1.
Lisboa.
Dr. Joo Silveira de Souza, a primeira cadeira do arroz, bacalho, caf em grao, carne verde, dla
segundo anno, deixada pelo mesmo Dr. Braz ; secca, feijo ranlalinho ou preto, farinha da ler-
pelo que todos os prctendentes ao dito lugar se ra, lenha em achas, manteiga franceza, pes de
podero apresentar desde j nesta secretaria para 4 e 6 oncas, toucinho de Lisboa, e vinagre lam-
ioscrever seus nomes no livro competente, oque bem de Lisboa : os quaes gneros devero ser
Moviinento ila alfandega.
V'olumes entrados cora fazendas..
com gneros..
Volnmes sabidos cora fazendas.. 265
com gneros.. 405
------ 670
Oescarregam hoje 24 de dezembro
Brigue ingl.'zUranis-fazendas.
Brigue brasileiroConceicaodiversos gneros.
Barca brasileraClomenlina farinha e farelo.
Bccebeitoria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Kendimenlo do dial a 21. 24:5553634
dem do dia 22.....0 1:328*181
lhes permettido fazer por procurador, se cstive-
rera a mais de 20 legoas desta cidade, ou tiveiem
justo impedimento. Sao, porm, obrigados a
apresentar documentos que moslrem sua quali-
dade de cidado brasileiro, e de que esto no go-
zo de seus direilos civis e polticos, certido de
baptisrao, folha corrida do lugar de seus domici-'
los, e diploma de dou'.or por urna das Faculda- '
des de Direito do imperio, ou publica forma, jus-
tificando a impossibilidade da apresent*c,o do
original, e na mesma occasio podero entregar
quaesquer documentos que julgarem convenien- ;
les. ou como Ululo de hablitaco, ou como pro-
Vai sahr brevemente a barca Gratido pot
ter parle io carregamento prompto ; para o res-
to e passageiros, tratase com os consignatarios
Carvalho Nogueira & C, ra do Vigario n. 9,
primeiro audar.ou com o capito Borges Pestaa
Para oRiode Janeiro,
o palhabote Novaos segu em poucos dias, po-
de receber alguns escravos a frete ; trata-se com
os consignatarios Marques, Barros &C, largo do
Corpo Sanio n. 6-
Pora o Rio Grande do Sul segu cm poucos
dias a barca nacional Clementina, capilao Be-
nirprtoria rrnrnl ta in^triirran larminodos Sanlos Pinhfiir0 Por ttr quasi toda a
Uli CUlUl Id 001 ttl Uct luau ut^au carga prompta : para o resto e passageiros. irata-
PUblica. I so com Guilhermc Carvalho &C, ra do Vigario
Por esla secretaria se faz publico, de ordem do ,
de boa qualidade: quera pois quizer se propor
ao fornecimento, comparec na secretaria do dilo
batalhan, no da 28 do crrenle, at as 10 horas
da manha, com suas proposlas em cartas fecha-
das. Quartel na Soledade 17 de dezembro de
1860.O tenente-secrclario,
Jos Francisco de Moraes & Vasconcellas.
numero 17.
25:8838I5
Consalado provincial.
Rendimento do dia 1 a 21. 63:221*803
dem do ;dia 22.......3:49"8'39
66:7185924
PRACA. DO RECIFE
SS DE DEZEMBRO DE I86O.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios----------Saccou-se sobro Londres de 26
1/4 a 26 3/4 d. por 1000 rs.,
sobre Paris do 365 a 368 rs.
por franco, sobre Hamburjro a
681 por M. B., e sobre Lisboa a
110 % de premio, regulando os
saques por 35,000.
Algodo----------O superior vendeu-se de8#100
a 8>J200 rs. por arroba, e o re-
gular a 73*900 rs.
Assucar----------O branco vendeu-s do 3$8o0 a
4/8O0 rs. por arroba, o rne-
nos a 3600, mascavado purga-
do do 2J800 a 3j000 rs., e o
mascavado brulo de 2$450 a
2))500 rs. por arroba.
Agurdente-------Vendeu-se de 80g000 85J000
por pipa.
Couros- Os seceos salgados venderam-
se de 225 a 227 1/2 rs. por li-
bra.
Azeite doce-------Vendeu-se a 3J000 rs. por
galo.
dem a 2j>800 rs. por arroba.
Relalhou-se de 9J> a 12&000 rs,
n barrica.
Balata----------Venderam-se a 19280 rs. por
arroba
I lera a 4|500 a barriquinha.
A do Rio Grande vendeu-se de
1*800 a 4500, e a do Rio da
Prala de 3fltt00 a 3*200 rs.; fi-
Arroz----------
Bacalho-------
Bolainha
Carne secca- -
vas de servicos prestados ao estado, a humanida- Illm- Sr- ^'r.pc,or Seral interino, |a portara abai-
de, ou a scincia, dos quaes se lhes passar reci- *o ransenpla. ,,..,,
bo ludo de conformidade com os artigos 36 e 37 clona geral da inslrucfao pnbhca de Per-
do decreto 1386 de 28 de abril de 1854, c 111 e }' <*<> dezembro de 1860. _
seguintes de numero 1568 de 24 de fevereiro de
1855.
E para que chegue ao conhecimenlo de todos,
mandou o raesmo Exm Sr. director interino affi-
xar o presente, quo ser publicado pelas folhas
desta cidade e da crtf. Secretaria da Faculda-
de do Direito do Recife 16 de junho de 1860.O
secretario, Jos Honorio Bezerra de Menezes
Secretaria da Faculdade de Direilo do Recife 6
de dezembro de 18600 oflicial servinio do se-
cretarioManoel Antonio dos Passos e Silva J-
nior.
O Dr. Hermogones Scrates Tavares do Vascon-
cellos juiz municipal da primeira vara nesta ci-
dado do Recife de Pernambuco, por S. M. 1. e
Constitucional o Sr. D. Pedro II que Dos guar-
de etc.
Paco saber que por este juizo se ho de arre-
matar por venda a qnem mais der lindos os das
da lei em praca publica, que tcrS lugar na casa
das audiencias, Onda a desle juizo depois de meio
da : 11 caderas do amatel\o novas com assenlo
de palinha sem verniz, a 4jjii00cada urna 445*000,
2 ditas de bragos da mesma madeira tambem no-
vas por envernisar a 10*000 208000, 1 sof novo
sem verniz de amarello asseolo de palinha, por
30jf000, 12 cadeiras tambero novs cora assenlo
de palinha por envernisar a ftOO 4000, 1 c-
moda nova de amarello pot \6$000, 3 mesas de
amarello por acabar, para meio de salla a 16J000
48-30OO, 2 cadeiras de bracos por envernisar a 10J>
20JS00O, 4 taboas de cedro com 20 palmos cada
urna, a 3*000 12*000. Penhorados a Joaquim Car-
nero Leal por execur;o de MaDoel Antonio dos
Passos e Silva.
E para que chegue a noticia de loaos mandei
passar o presente editad que ser pvj\>\\cao e af-
inado no lugar do costume mais pobUco.
Dado e passado nesta cidade do Recite de Per-
nambuco, aos 18 de dezembro de 1860.
Eu Manoel Joaquim Baplista escrivo que o
subscrevi.
Hermogenes Scrates Tovarei de Yasconcellos.
Declarares.
Iuspeccao do arsenal de ma-
rinha.
Tendo a ha-rea de escavano da barra necessi-
dade de gente para os seus baleles, com a paga
d6 lj?60O, alem da ra;o nos das de trabalhc,
convida o Sr- inspector aospretcndenles a apre-
O director geral interino da inslrurco publica,
tendo verificado a utilidade e vantagens que re-
sultara do exercicio das escolas primarias urna s
vezao dia ; providencia solicitada com instancia
por muilos delegados litlerarios da provincia ; o
usando da atlribuigo que Ihe confere o art. 23
das instruccoes de 30 de junho de 1859, determi-
na o segunlo :
As escola publicaste instrueco primaria de
um e oulro sexo da provincia funrcionaro do dia
7 de Janeiro de 1861 era diante, das 9 horas da
manha s 2 da larde Por esta medida em nada
fica alterada a tabella, A que acompanha as
instruccoes de 30 de julho de 1859, devendo po-
rm os respectivos professores aproveitar para a
continuado da seccoo de leitura o quarto de ho-
ra que era dado para a chamada e saluda dos
alumnos de manha ; e para connuaco da scc-
c.an de arilhmelica, o lempo concedido para a
entrada dos mesmos tarde ; os delegados Ilite-
rarios, a cuja inspeccao pertencem as sobreditas
aulas, faro cumprir fielmente a presento porta-
ra.Jos Soares de Azevedo, director geral in-
terino.
Conforme.O secretario interino,
Salvador Henrique de Albvquerque.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco continua a substituir
ou a resgalaro resto das notas de 10$ e
20$ que havia emittido e ainda existe
em circulacao, declarando que, en
cumprimento do decreto n. 2,66i de
10 de outubro do corrente anno, esta
substituirlo ou resgate devera' eflec-
luar-se dentro de 4 mezes, e que findo
este prazo s podera' ter lugar com o
disconto progressivo de 10 por cento ao
mez, ficando asrim na iorma do art 5
da lei n. 53 de 6 de outuboggf ap o5
sem valor algum no fin de lo mezes.
Recife 9 de norembro de 1860. Os
directores, Joao Ignacio de Medeiro?
Reg, Luiz Antonio Vieira.
RE VL COMPANHIA
DE
Paquetes inglezes a vapor.
No dia 28 deste mez espera-se da Europa um
dos vapores desta companhia, o qual depois da
demora do costume seguir para o Ro de Janei-
ro, locando na Baha : para passagens etc., tra-
la-se cora os agentes Adamson, Howie & C-,
ra do Trapiche Novo n. 42.
Leudes.
Importante
DE
(Sem limite e com lanche.)
Segunda-feira 24 do corrente
as 11 horas em ponto.
NA
Estrada de Joo de Bar-
ros sido da Cascata.
Costa Carvalho honrado com a conQanca de
urna familia eslranceira que se retira para" fora
da provincia fai leilo de ludo? us trastes con-
sislindo em ricas mobilias de sala de visita e de
jantar, mesa elstico, aparadores, guarda louca
e guarda roupa, machina de esgoitiraar, mobil'ia
para quarlos de dormir, apparelhos de porcela-
na e varios objectos de luso, como urna rica es-
leir da India para assoalho e outros objectos
que seria enfadonho mencionar, para mais com-
modidade dos concurrentes hovera um mnibus
que estaram, rui Nova a hora marcada.
A direcrao pede por mais urna vez
aos Srs. socios pora comparecerem boje
no salao do hotel inglez ao meio dia
afim de tratar se de negocios que exi-
gem prompta decido, a qual sera' to-
mada pelo numero que comparecer.
AKigam-se os dous andares do so-
brado da roa da Cruz n. 45, recente-
mente pintados e commodos sufficientes
para familia: a tratar no aimazem do
mesmo
Aluga-se
urna casa terrea com bastantes com-'
i modo, acabada ha dous annos, sita na
I ra do Motocolomb n. Toda fregu
I zia dos Afogados : a tratar na praca da
Bca-Visian. 10 A.
Ilrmandade do Senhor Bom
Jess das Portas.
O actual escrivo da irmandade do Senhor
j Bom Jess das Porlas, creca na igreja da Madi
I de Dos, convida a lodos os seus irmos a reo-
i nirem-se no consistorio da dla igreja, no dia 24
do correle, pelas 10 horas da manha, afim de
em mesa geral, se eleger a nova mesa que lem
de reger esta irmandade no anno de 18GI a 18G2.
Joaquim Francisco da Silva Jnior.
Escrivo.
Clemente Tavares da Cruz, subdito porlu-
guez, retira-se para o Rio de Janeiro a lrati; de
seus negocio-:.
Os abaixo asignados declarara ao respeita-
vel publico, particularmente ao corpo do com-
mercio, que lem dissolvido amigavelmenle a so-
ciedado que linharo as duas tabernas, sendo
urna na travesea do Marisco n. 7, e oulra na ra
do Padre Floriano n. 74, que gyravam sob a fir-
ma de Silva & Rosas, ficando o'activo e passivo
Jas mosmas acarpo do raesmo Silve. Recil il
de dezembro de 1860.Jos Comes da Silva.__
Jos Antonio Soares Rosas.
Aiisenlou-sc da casa do abaixo assignado.
no dia 19 do corrente, o crioulo Eustaquio, ca-
lafate, j de idade, corpo regular, magro, ollios
encovados: quom o apprehe.ler, queira leva-Io
era Sanio Amaro, casa de Manoel Custodio Pei-
xoto Soares, ou na ra da Moeda, armazem de
ferragens, a Joo Francisco Marques.
Manoel Custodio P. Soares.
A irmandade das almas da freguezia de
Sanio Antonio precisa de um capello : qualquer
senhor sacerdote que quizer oceupar o referido
lugar, pode drigir-se a ra do Uueiraado n. -22,
que achara com quem Iralar.
Pede-sc ao Sr. ^verino Ferreira da Silva,
morador na cidade do Rio Formoso, que no pra-
zo de 20 dias venha lirar os penhores que exis-
ten ni ra do Cabug n. 4, lindos os quaes sero
vendidos para pagamento.
O abaixo assignado avisa o Sr. Luiz los
Marques, an,mal,aiite do imposto das aguarden-
lea que do Io de Janeiro vindouro era dianledei-
xa de vender agurdente em sua taberna sla na
ra dos Marlyrios n. 36. Recife, 21 de dezembro
de 1800.Luiz Antonio dos Sanlos Pereira.
Companhia de cavallaria do exercito.
Gompram-se cavallos com as qualidades se-
guimos : mansos, novos, grandes, castrados e
saos, anda que nao tcnban andares. Sanio A-
maro 20 de dezembro de 1860.
Manoel Porfirio de Caslro Araujo.
Capilao commiudante.
Fuko no dia 14 do correle mez um escra-
vo de nome Anastacio, crioulo, idade pouco mais
ou menos 25 annos, eslatura regular, cuja escra-
vo foi do engenho Barra Nova, distrcto de Seri-
nhem, e hoje pertenecnte ao abaixo assignado,
foi comprado a Juvencio de lal, do qual tem os
signaes seguinles : rosto redondo, olhos afuma-
cados, nao lem barba, Io somenle lem bigode,
do lado direito em cima dos labios tem urna cos-
tura : quemo pegar, dirja-se a levar ao mesmo
abaixo assignado, que o seu senhor, na Capun-
ga, ou no escriptorio da ra da Cruz n. 8, pri-
meiro andar, que Ihe gratificar.
Vicente Mendes Wanderley.
Armazem para alagar.
Alugam-se os dous grandes armazens da ra
da Concordia, onde est o Sr. Paulo Jos Gomes,
do 1." de Janeiro do anno vindouro em dinnte :
a tratar com o Dr. Lobo Moscoso, na ra da Glo-
ria n. 3.
O Dr. Lobo Moscoso scienliGca aos seus an-
lgos freguezes, que pelos commodos que offereca
a ra nova casa da ra da Gloria n. 3, denomi-
nada Fundan, continuar a receber escravos ou
para Iralar de suas molestias ou fazer-se-Ilies
qualquer operacao : alem da boa situado ha a
grande vantagem dos banhos salgados, muito ef-
ficazes para certas molestias chronios,
Cozinheiro ou cozinheira.
Na ra do Crespo n. 4, escriptorio do meio, se
dir quem precisa de dous criados bons, um para
cozinhae oulra para ama engommadeira, senda
para familia ingleza.
William Chandlys, subdito inglez; retira-se
pora o Rio de Janeiro.
Jos Joaquim de Freitas, subdito porluguer,
j relira-se para o Rio de Janeiro.


(>
DIARIO DI TtRUJUBMUCO. SEGUNDA FEIRA 24 DE DEZEMBRO DE 1880.
CONSULTORIO
ESPECIAL HOMEOPATHICO
Ra de Santo Amaro (Mundo-novo) n. 6.
O Dr. Sabino O. L. Pinho di cotrsultas mientes na pratica, principalmente para o
lodos os das otis desde as 10 horas al meio
ola. Visita aos doentes em seus domicilios
de meio da em diente, e em caso de ne-
cessidade a qualquer hora. As serlhoras d
parto e os doerrtes de molestia aguda, qe
nao liverem anda tomado remedio algum al-
lopathwo ou hoaseopattaico, serao atlendidos de
preferencia.
As molestias mais frequentes debarxo dos
climas do Brasil, principalmente as ue sao
mais difceis de curar, Ihe tem merecido um
esKvio especial; sao ellas :
1. Molestias proprias das mulheres.
2o Molestias das creancas.
3. Molestias da ^elle.
4. Molestas dos olhos.
5. Sypnilis, ou gallico.
6. Pebressympthomaticas Jjs lesoes do cere-
bro e de suas membranas, dos orgaos do peilo,
do apparelho digestivo ; febres intermitien-
tes e suas consequencias.
Pharmacia especi.I homoeopathica.
Qucm quizer dar urna enanca
para se criar (em ser de leite), dtrija-
a' ra Velha n. 73, que achara' com
quem tratar.
Imagens
Trocam-so as mais ricas e perfeilas imagens de
*cos que coraecaro fazer ensaios", e para as ? Car,ra0' ?ant0 An,onio e Menino Jess,
_____.._:___.__ 0,,sa"s fflro de diversos lamanhos, propnoa para o festejo da
AGITADOR DYNAMIGO.
A pharmacia horroeopathica esl longe de
preemher lodas as vistas dos mdicos hom nalbas em quanto forein os medicamentos pre-
parados mo. A forja do homem nao po-
de ler a precisa uniformidade para bem de-
sinvolver as propriedades medicamentosas das
substancias ; ella vae naturalmente enfraque-
cendo medida que se vae fazendo o trsba-
lho da dynamifaco; e por essa rzo que
numerosas vezes accontece que duas preparares
de acnito, por exemplo, da mesma dynami-
sa^lo, feilas pelo mesmo homem, no mesmo
dia, ou em dias diversos, ou feilas por dous
homens differenies, nao produzem o mesmo re-
sultado em casos anlogos de molestias ; urna
desinvoWe urna arcao mais prompta, a outra
urna acQo mais lenta.
Alm disso, sendo essencial para a regu-
lariilade das dynamisafces que cada dtluifao I
pessoas curiosas que nao sabem conhecer essas
differencas, e por isso podera* atlribuir inefica-
cia da homceopathia, o que realmente depende da
ra prepararlo dos medicamentos.
Para obviar estes graves inconvenientes o
agitador dynamico do Or. Sabino munido
de um contador em que se scham as unidades,
derenas, centenas, milhares, dezenas de milhares
collocadas convenienlemente, de maneira que
cada vascolejacao apparece um numero novo,
desde l at 10 mil; nao sendo desta sorte
possivel engao algum.
Os medicamentos homoeopathicos preparados
por meio desta maquina sao os nicos que de
sinvolvem propriedades uniformes capazes de
curar os molestias com a maior certeza pos-
sivel.
Alem disso, desejando tirar de sua viagem
a Eurcpa todas as vantagens para o progresso
da homceopaihia no Brasil, o Dr. Sabino nao
poupou esforcos para obter as substancias me-
dicamentosas dos proprios lugares, onde ellas na-
turalmente nascem, e para isso entendeu- se com
um dos melhores heiboiislas d'AIlemanha, para
llie mandar vir as lanas frescas, afim de pre-
parar elle mesmo as tinturas.
E' assim que o aecnilo foi mandado vir dos
Alpes, a rnica das montanhas da Suissa, a
belladona, Lryi nnia, cliamon.illa, pulsatilla.rhus,
hyosciamus, forarn colbidas n'AHemanha, na
Franja e na Blgica, o veratrum no moate Ju-
j ra, ele. etc.
Desta son provida a pharmacia do Dr.
Sabino das substancias que serviram para as ex-
periencias puras de Hahnemann, descriptas na
pathogensia, achaio os mdicos e os amigos da
homo3opaihia os meios seguros e verdadeirosde
curarem as enfermedades.
OS PRECOS SAO OS SEGUINTES:
Botica de 24 tubos grandes 129 a 169
Dita de 36 a >...... 189 a 229
Dita de 48 .......2i9 a 299
Dita de 60 ......309 a 355
N. B. Existem carteiras ricas de vtludo para
maior prego.
Cada vidro de tintura avulso......29
Cada' tubo avulso...........i*
Caixas com medicamentos em glbulos e tin-
turas de diversas dynamisacoes ( mais usadas) :
De 24 vidros com tintura e 48 tu-
bos grandes...........4S9000
De 36 ditos dita e 56 tubos grandes 649000
tenha um numero certo de abalos ou vascole- De 36 ditos dita e 68 tubus grandes. 709000
jacoes, para que nao acconteja que pelo excesso
ou pela insuficiencia d'estas percam os medica-
mentos as propriedades que Ihes sao assignala-
das, ou que cenvem cada dynamisacao, lo
se pode isso obter as prepararles feilas nulo capiles" de navio
porque o numero de abales sempre maior ou'quZertm dedicar
menor, d' onde evidentemente resulta um effeilo
lan.bem maior ou menor, e por conseguinte
duvidoso na applicacao do medicamento ; se os
abalos sao insuTicienles nao se desinvolvem (1
todas as propriedades convenientes dynamisa-' iant0
De 48 ditos dita e 88 tubos grandes. 929000
De 60 ditos dita e 110 tubos grandes 1159000
Estas caixas sao uteis aos mdicos, aos Srs,
de engenho, ffzendeiros, chee9 de familias
e em geral todos que se
pratica da homceopathia.
noite de natal, e por presos commodos : na ra
da Queimado, loja de ferfagensn. 14.
Aluga-se por preco coramodo o aamazera da
casa n. 39, sito na ra do Imperador: a tratar na
casa do fallecido commendador Luiz (jomes Fer-
ro i r a, no Mondego.
HilSlM
DO
Vendem-se tambera machinas elctricas por-
lateis, para tratamenlo das molestias nervosas.
Eslas machinas sao as mais mojernas e as
usadas actualmente em toda a Europa,
pela commodidade de poderem ser trasi-
ego que sequer fazer, e se sao de mais, desin- as na slgibeira, como porque trabalham
volvem-se algumas das propriedades da dyna-1 preparares que nao sao nocivas:
com
misaco superior, com perda certa de muilas
das que convera dynamisacao que se quer
preparar, o que sem duvida tem graves incon-
Cada urna. ....... 509000
O Dr. Sabino ensina a maneira de se servir
desta maquina.
SI.
Acham-se a venda na livraria da praca da Independen-
cia ns 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesta
typogriphia
Folhinha de porta ou KALENDARIO eeclesiastico e civil para o
bispado de Ternambuco........... 160 rs
Dit(l de alfjibeira contendo alm do kalendario eeclesiastico e civil,
explicarlo das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimenlo e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impo-tos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna collece,ao de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entreienimenio da mocidade. 320 rs.
Dita dita .... contendo alm do kalendario eeclesiastico civil, expli-
cQao das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimenlo e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ; ditas dos impostes
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e conungar, e os o lucios que a
igreja cosluma celebrar desde domingos de Ramos, al
sexta-feira da Paixo, (em porluguez). prego..... 320 rs.
Est a concluir-se a impresso do almanak que breve
ser annunciado, nao estando j prometo pelas grandes al-
tera coes que se deram neste anno.
CASA DE SAUDE
Recife ao rio Sao Francisco.
Limitado.
Do conformidade com as inslrucjocs recebidas
da respectiva directora faz-se publico que desta
data em dianle s5o convidados os accionistas
desta companhia a cumprirem com os termos do
aviso que porordem da mesma abaixo ficam pu-
blicados.
Escriptcrio da companhia 17 de dezembro de
I8ti0.E. II. Bramah, hesoureiro.
AVtSO.
mnsm da w frrea
DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(LIMITADO.)
Pelo presente faz-se publico que por resolucio
da directora desta companhia, lomada nesta da-
la tem-se_ feito urna outra chamada de duas li-
bras sterlinas por cada aeco. a qual chamada ou
prestacao dever ser paga'at o dia 31 de Janeiro
prximo futuro no Rio de Janeiro em casa dos
Srs. Mau Me. Gregor & C, na Babia aos Srs. S.
S. Davemport & C, e em Pernamhuco no es-
criplorioda thesouraria da mesma via frrea.
Pelo presente Qca tambera entendido que no
caso de nao ser a dita chimada ou prestacao sa-
tisfeita no dia marcado para o seu pagamento ou
aules o accionista que incorrer nesta falla paga-
r juros a razo de 5 por cenlo ao anno sobre
tal chamada ou prestacao a contar deste dia at
que seja realisado o pagamento. No caso de oo
effecluar o pagamento desta chamada ou piesta-
co dentro de 3 mezes a contar do dito dis flxado
para o embolso da mesma ficaro as ac^oes que
incorrerem em tal falta sujeilas a serem conlis-
cadassegundo as dsposcoes dos estatuios a este
respeilo.
Por ordera dos direclores.
AssignadoW. H. Bellaroy,
Secretario.
199 Gresh3m House.
Od Brouad Street.
E C. -
22 de novembro de 18C0.
Nova pauta ou tarifa da
alfandega
Ne livraria da pra^a da Independen-
cia n. 6 e 8, existe a nova tarifa que
tem de executar se a 9 de evereiro, a
qual sera' mostrada aos Srs. assigoantes
do Diario, que a quizerem consultar era
quanto nao chegara alguns para vender.
Botequim daespe-
ranca.
No pateo do Terco n. -12 acha-se estabelecido
um botequim onde se encontrar a qualquerhora
do dia o bom lanche, e a noite haver bom caf
e cha, onde larabem hiver o bom charutinho de
Ravana para a rapazeada fumar.
Joo Baptista Goncalves Bastos faz
sciente ao respeitavel publico e com es-
peciahdade ao corpo do commercio
desta cidade, que tendo dissolvido ami-
gavelmente a sociedade que tinha cjrn
o Sr. Francisco Antonio de Assis Ges
que gyrava sob a firma de Ges & Bas-
tos na ra do Queimado n. 46, se acha
hoje estabelecido na ra Nova n. 49 as-
sociado com o Sr. Joao Bernardo da
Costa Reg Monteiro, cuja sociedade
passa agvrar sob a firma de Bastos &
Reg.
Para pastis.
Ancorlas de azeilonas novas a 1/280, err gir-
rafa a 240 rs., farinha do reino n 160 a libra,
toucioho a 320, banha de porco a 560, vin'gre de
Lisboa a 2(0 ; na taberna da estrella, largo do
Paraizo n. 14,
ios consumidores de gaz.
A empreza da illuminago
gaz, roga a todos os Srs con-
sumidores o favor de nao en-
tregarem aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 5$
Tirara tratos por 3^
Tira retratos por Z$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No graude salo da ra do imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. sborn, o retratista araerica
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos h arte.
Como tambe.n um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicoes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenlioras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra exarainarem os specimens do que
cima fica anunciado.
Manual
DE
Contas eitas
COMPAMnil
ALLIANCE,
stabeecida m Londres
iip m mu,
CAPITAL
Cinco mUnoes de UVras
stevAlnas.
Saunders Brothers & C. tem a honra 3e nfor-
mar aos senhores negociantes, propietarios de
casas, e a quera mais convier, que eslao p'.ena-
menteautorisados pela dita companhia para ef-
fecluar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de telha, e igualmente sobre os objectos
que contiverera os mesmos edificios, quer con-
sista era mobilia ou em fazendas de qualquer
quahdade.
rrrrrrTTTTTTTrTTTYTTTTTTT.i>.
: DENTISTA FRANCEZ. 2
> Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- ^
jj rangitiras 15. Na mesma casa tem agua e <
> p dentifleo.
Companhia Pemamliiif ana
Te?d breve de se convocar reunio da as-
sembla-geral, os Srs. accionistas desla compa-
nhia sao convidados a fazer registrar suas accoes
no eacnptono da mesma compnhia largo do
rorle do Mallos n. 1, al ao dia 24 do corrente
rernambuco W de dezembro de 1860.
Traspasse.
A pessoa que em flns do anno prximo passa-
do onereceu maior aluguel e luvss ao propriela-
no da casa n 84 da ra da Imperatriz, queira ap-
parecer na dita casa, ou qualquer outra pessoa
que Ihe convenha este negocio, para tralar-se do
ira?passe com o inquilino actual, segundo o con-
senso do senhorio, etc.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da Cruz n. 29 a tralar no pateo de S. Pedro
n. 6.
Os Srs. abaixo assignados sao rogados a vi-
rem a roa da Imptratriz, loja n. 82, a negocio
que muilo lhes inleressa e diz respeilo :
Jos Caetano Pinio de Queiroz.
Manuel Flix Nasario, de Santo Anlo.
Domingos Jos Dantas.
Sabino Joaquim da Puriica5o.
Joo Augusto de Hollanda e Silva.
Lucas Antonio Evangelista.
Jos Joaquim deAguiar. .
Manoel Izidro do Nascimeoto Araujo.
Manoel Seraphim.
Joaquim Juvencio de Almeida.
TheodoroJos Pereira Tavares.
Jos Podro Ralis Barbosa.
Antonio Homem Ledo.
Miguel Carneiro de Moraes.
MaDoel Flix.
Conrado Jos da Silva.
Domingos Francisco Regis.
Jos Antonio da Silva.
Joo Barbalho de Mello.
Jos Leocadio do Reis, morador no eDgenho Jar-
dim, freguezia do Cabo.
Curso particular derhetorica.
Manoel de Honorato tem aberto o seu curso
f. i?HUenC-" C- Pelica naclonal : na ra Direi-
la n. 88, primeiro andar.
f
r
Presentes para festas.
exlracto'pa S*" Cm **** ^ arlGda lendo "^a fruc.a e flor um fr.sco com fioo
Ohjeclos de crystal e dourados para adornos de loilels rico alfinetes e
de senhoras, bonito sortimento de b-----
ninas ultimo gosto de Pi
tes das feslas que se app
Crespo n. 4.
enfeiles para cabera
CHARUTOS.
n;n .o^ecel,em-s Por todo, os vaporeado sol superioresehar
fQ r.Janeir' CSla saudade <** charulo j muilo conhe id
lm lJ?n?"9^V ?J- gann.indo-se o
rulos de urna das melhores fabricas do
a em vista da grande eslracQao que
Centro commercio
CONSULTORIO
DO
MEDICO PARTEIRO E OPERADOR.
3 RA DA GLOIA, CASA 0 FUIVDO 3
Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consullas todos os dias pela manhaa, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao so para a cidade, como para o engenho
ou outras propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa al s 10 horas da manhaa e em caso
de urgencia a outra qualquer hora do dia ou da noile, sendo por escriptoem ue se declare
o norae da pessoa, o da ra e o numero da casa.
^..f".08 qu9i"^ 0.re -de u.rge"ca.' ai Pessoas bidentes no bairro do Recife po-
na ra da Cruz, ou loja de
para compra e venda de assucar e mais objectos
obra muito ulil pura os negociantes e senhores
de engenhos, pois com um lance de vista podem
saber o importe de quaesquer quanlidade de ar-
robas e libras; um volume bem encadernado por
59OOO. Veade-se na livraria econmica, junto ao
arco de Santo Antonio.
Aluga-se o armazem da ra da Madre de
Dos n. 2 ; a tratar com Martins & Irmao.
Vcrdadeiro caf de Moka, S
no hotel trovador, ra larga
do Rosario n. 44.
A qualquer hora do diaou da noite encontrar-
se-ha neste estabelecimenlo i gosto dos fregue-
zeso verdadeiro caf de Moka, bem assim sor-
vetes das melhores fructas que existem no mer-
cado, das 6 horas da tarde em diante, Repele se
o annuncio para maior sciencia do publico e ha-
ver neste mesmo estabelecimenlo comida feita a
qualquer hora que se procure, e bem assim o
fornecer-st para casas particulares. No mesmo
hotel precisa-se de um moleque captivo para o -, ._ ...
servico interno e externo. jera0 remellar seus bilheles a botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz,
Aluga-se o sobrado de dous andares e so-jllvros d >r" Jo.s NoSueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponle velha.
lo da ra Imperial n. 169 : a fallar na ruada Nessa loja e na casa do annuucianle achar-se-ha constantemente os melhores
Aurora n. 36, raentoshomeopalhicos j bem conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes.........
medica-
Sita em Santo Amaro.
*?
/
Este estabelecimenta continua debaixoda administracao do* pro-
prietariosa receber doenleft de qualquer natureaou cathegoria que
seja.
O zelo e cuidado alli empregados para o prompto restabelecimen- s^v
ta dos doentes feralmente conhecido. <$
Quem equizer utiliai jy>dedirgir-se as casas dos proprietarios j
ambos more rtsna ra Nova, ou entender-secom o regente no esta- '*
tabelfci ment.
Reforma de presos.
Escravos. -..... 20000
Marujos ecriados, .... 2^500
Primeira classe 3$ e. 3#500
As operaqfesterao previamente ajustadas.
Attenco.
Quem tiver e quizer vender um sitio perto da
praca que tenha boa casa de vivenda, arvoredo
fructfero e boa agua, queira annunciar por esto
Diario para ser procurado.
Collegio de Bemfica.
Esle estabelecimenlo precisa de urna ama go-
vernante, de urna costureirae de dus criados de
mesa.
Cabra bicho.
Desappareceu honleml9 do corrente, dos Coe-
Ihos, uma cabra de leite sem cria-, cora os sig-
naes seguintes : preta, cora uma estrella na tes-
ta, bargada de branco do lado esquerdo, nao
tem signa! algum na orelha, tem as ponas ser-
radas de pouco, boa de leite quem della der
noticia ou pegar, leve aos Coelhos, ra dos Pra-
zeres n. 28, que receber boa gratificarlo.
Da ra dos Pires casa n. 15, fugio no dia
19 do correte um casal de jac : quem delles ti-
ver noticia queira ter a bondade de annunciar
por este Diario ou mandar entregan na referida
casa que se pagar o trabalho.
Precisa-se alugar um primeiro andar ou
casa terrea que tenha alguns commodos para fa-
milia, r.o bairro de Santo Antonio, pagando-se
25-5 mensaes, bem garantidos ; ta ra do Quei-
mado e. 4, segundo andar.
Ama de leite,.
Precisa-se de uma ama torra ou captiva, que
sejalimpa e saudavel, com bom'leite, para criar
urna menina de 5 mezes ; a tratar na ra do Se-
bo n. 36, das 6 horas da manhaa at as S, e das
4)[2 da larde em dianle.

Roga-se ao Sr. Jernimo Gomes Fcrraz, de
apparecer na ra larga do Rosario n. 20, segundo
indar, que se Ihe deseja fallar a negocio do seu
nteresse.
O Dr. Joaquim da Silva Gusmo, medico l-
timamente chegado a esta capital, pode ser pro-
curado para o exerclcio de sua prolissSo, na ra
Imperial n. 6i.
agenciados fabrican tes america-
nos Grouver& Baker
Machinas de coser: em casade SamuelP.
Jonbston & ra da Senzala Nova n. 52
| Dentista de Pars, i
15-Rua Nova15 i
ig Prederic Gaulier, cirurgiodentista,S
faz lodas asopera^e da suaartee col-*
en locadentes artificiaos, tudo com a upe>
J rioridade e perfeico que as pessoa&en-gj
fi tendidas Ihe recohecem. g
Tem agua e pos dentifricios etc Jn$
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra da Lapa n. 13 ; a tratar no armazem do
mesmo.
Aluga-se um excellente quarto no corredor
da escada do sobrado da ra das Cruzes n. 39 :
quem o pretender, procure na travessa da ra das
Cruzes n. 6.
Ralkmann Irrnaos & C. avisam ao
respeitavel corpo do commercio que
forana nomeados agen tes nesta praijadas
companbias de seguros martimos de
Ha m burgo.
Ama.
. 10*000
Dita de 24 ditos.................159000
Dita de 36 ditos.................205000
Dita de -18 ditos................. 25t000
Dita de 60 ditos................ 30JO0O
Tubos avulsos cada um.........; IfOOO
Frasees de tinturas................2$000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzidoem porluguez, com o diccionario dos lermos
de medicina, cirurgia etc.. etc........205000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 1090CO
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 65000
mwmm
DE
N\ Y.OJ\ \1VM\1EM
DE
Trecisa-se de uma ama para casa de pequea
familia: a tratar na ra da Cadeia do Recife n
45, esquina da Madre de Dos.
Consulado de Portugal.
Por esto consulado sao convidados os pensio-
nistas do estado a apresentar em devida forma os
documentos comprobalivos da sua existencia al
ao dia 29 do correte para se poder fazer as de-
vidas coramunicaces para o ministerio dos ne-
gocios estrangeiros do Portugal.
Pelo mesmo consulado se previne i pessoas
que quizerem subscrever para o monumonto de
Camoes e ainda o nao tenham feito, que a subs-
cripto se encerrar no dia 25 do corrente, e ro-
ga-se aos senhores que tiverem qualquer quan-
tia pertencente a esta subscripeo, tenham a bon
dade de a reroetter a este consulado com os no-
mes dos subscriptores at ao referido dia, para se
poder organisar a lista geral delles, e remetter-
se o producto no paquete do Qm do mez.
Deseja-se tambem saber neste consulado se
existe nesta provincia o subdito porluguez Fran-
cisco Barbosa da Cuaba e Mello, fllho de outro
do mesmo nome, natural de Sardoura, conseibo
de Villa Real. Roga-sea qualquer pessoa que
dello saiba noticias, que venba participa-las a
este consulado.
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO QUEIMADO 40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Seda de quadrinhos muito fina covado
Enfeiles de velludo com froco pretos e
de cores para cabera desenhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraas e seda lapada e
transparenre, covedo
Luvas de seda bordadas e lisas para
senhoras, homens e meninos
Lencos de seda rdxos para senbora a
29000 e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lencos de gurgurao pretos
Kicas capellas brancas para noivados
Saias balao para senhora e meninas
Tafeta rxo o covado
Chitas franceza a 260, 280, 300, e
Cassas francezas, a vara
13000
25500
89500
2000
5500
53'20
5500
Setira prelo azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largnra
o covado
Casemiralisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Seda lisa preta e Je cores propria para
forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos corles ds seJa pretos e de coros
com 2 saias e debabados
Ditos de gaze e de seda phanlasia
Chalas de loquira muito Gnos
Crosdenaple preto e de cores de lodas
as qualidades *
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e visitas de seda preta
com froco
19600
29000
15500
ILEGVEL
-----^~~.


DIARIO DE rRMMBUCO. SE&tifciU FE1RA 24 DE DEZEMBRO DI 1860.
T5)
, *
t ik
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA PARRILHA @ R. TOWJMS
MELIORADO E FABRICADO SOB ADIRECQAO' CO DR JAMES R. CHILTON,
i mico e medico celebre de \cw York
AVISO Vende-se um selim ioglez e seus
_ .. pertences com pouco uso : na ra do
O aballoassignado avisa ao Sr. LuU Jos Mar- ____t_. i. 5T:_ Q
Crespo ioja da esquina n. o.
K GRaNDE SUPERIORIDaDE DO EX-
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario
e qaasi niiraculoso effeito no
sangue.
Cada un sabe que a saude ou a infermiJaJe
depende directamente do estado desle floido vi-
tal. Iio ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A qaautidade do sango* n'una homem d'es-
latura mediana est avaliada pelas as prime'tras
autoridades era vinte e oilo arrateis. Era cada
pulsagao duas ongas sahem do coraco nos bofes
e dalli lodo o sangue passa alem no corpo huma-
no era menos de qatro minutos. Urna dis-
posigo extensiva tem sido formada e destinada
com aJrairavcl sabedoria a deslribuir e fazer
circular esta corrrntb db vida. porioJas \Vid"t7 La'MaN" 89* Water Slreet.
New-York, bavemos vendido durante muitos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideramo-lo ser o extracto original e ge-
nuino de salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este nome foi apresen-
lado ao publico,
BOYD & PAUL, 40 Cortlandt Street.
WALTER. B TOWNSEND A Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Muden Lae.
JOHNCARLE & Co, 153 Water Street.
M WARD <5 Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAMACo, 10 Od Llip.
OSGOOD& JENNINGS, 188 Pearl Street.
R. B. HAV1LAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, ROBNS & Co, 134 Water Streel.
THOMAS & MAXWELL, 86 William Street.
WM. DNDERB1LL, Junr, 183 Water Street.
ques, arrematante do imposto das agurdenles,
que do l. de Janeiro vidouro em diaote deixa de
vender agurdente em sua taberna tita na ra
das Cinco Pontas n. 144. Recite 22 de dezembro
de 1860.Antonio Jos Pereira Ermido.
Precia-se de urna criada de meia iJade pa-
Capachos.
Vendem-se capachos redonlos do 3 palmos
partes da organisacao. Deste modo corre sera-
pre pelo corpo em torrente, o qual a -gran
fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se emprenha
da materias ftidas ou cjrrompidas, difiuude
cem vm.ocida.bb ELEGraMJA a corrupcao as
mata Temlas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se paTa tras e para diante pelas
arterias, pelas veias, e pelos vasos capillarios,
atesada orgo e cada teagem se fai completa-
mente saturado e desordenado. Desta maaeira
* circulacao evidentemente se faz um ewjenuo
PODEROSO de doenca. Nao obstante pode tam-
bem obrar com igual poder na crisejio de saude.
Estivesse o corpo infecionado da doenca maligna,
ou local ou gersl, e situada no systema nervoso
ou glan -luloso, ou muscular, se smente o san-
gue ple fazor--se puro e saudavel Gcar superior
a doenca e iaevitavelmente a expellii da cons-
MARiH & NORTHROP, 60 Pearl Sireet.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den I.one.
PENFOL, CLA\ & Co, 4 Fletcber Slreet.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fultoo Slreet.
SCHIEFFEL1N, BROTHER & Co, 104 &
106 Jobn St.
LBWIS & PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, K.EESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK &CO, 110 Brcadway,
10 Aslor.
Heuse, and 273 Broadway, cor. of Charabers
Slreet.
PHfLlP SCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Streat.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Streat.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B, A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOS A ARYORE E HJAS FRU-
TAS ,
B IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos stus Effeitos.
O extracto composlo de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend est
0 MEDICAMENTO DO POYO"l
Adata-so lio maravillosamente a eonstituic,8o
que pode ser utilisado em quasi todas as enfermi-
dades. _
ONDE E DEBIL1DADE.
fortalece;
ONDE E' CURRUPCAO,
PURIFICA',
ONDE HE PODR1DAO,
ALlMrA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servicos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das iuas Fronte
Washington, Brooklyn, seb a inspecc,c directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade de New-York, cuja cer-
tidao e assignatura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
extracto composto de salsaparrilha
00 DR. TOWNSEND-
O grande purllicador do saugne
CURANDO
ra cozinhar e comprar, para casa de hornera sol- pintados polo diminuto prego de 1, ditos de
leiro : na ra do Crespo, esquina n. 8.
Preciss-sede um criado para casa de ho-
rnero solieiro : na ra do Crespo, loja da esqui-
na n. 8.
Urna pessoa que n5o pode ir ao
Manguinho Lllar ao Sr. Manoel Ephi-
genlo da Silva, roga lhe queira annun-
ciar onde o pode procurar nesta cidade
visto nao ser permittido fallar se lhe na
alfandega.
^ O hospital militar precisa de urna pes-
soa com as preeisas habitaces para
exercer o lugar de enormeiro-mr, o
convidado deve saber ler.escrever e con-
tar, ter boa conducta civil e moral e pra-
tica e servido de enfermara, regulando
seus vencimeutos por 65$ meusaes e |
com casa no eslabelecimento : a quem |y
convier comparec no mesmo estabele- |E
cimento munido dos pracisos documon- ?
tos. Hospital militar-de Pernambuco 22 ||
de dezembro de 1860. O alraoxarife, J{
Thomoz Antonio Maciel Monteiro. Jg
4 e meio palmos a 19280'. ditos de 7 palmos e
meio de comprido a ljOO ; na ra do Impera-
dor n. 63, taberna.
Vcndera-se dous escravos, sendo um pardo
para todo o servico, e um prelo por commodo
prego por serem com deleito physico : na ra das
Cruzes n. 18.
Vende-se urna padaria em Olinda, na ra
deMalhbs Ferrcira, com todos os pertcnces : a
tratar na mesma.
Exlrado
O Herpes
A Hervsipela,
A AT TRE,
As ALroncAS
Os EFFEITOS DO AEOT3-
GUE,
Dispepsia,
As Doencas.defiga-
D0,
A HVDROPESIA.
AImpingb
As Ulceras,
O Rheumatismc,
As Chacas
a of.dilidade "bral-
as doencasde pelle
As Borbolbas fa. ca-
ra.
As ToSSESt,
tituic,a<,
O grande manancial de doenga entao como
d' aqui consta no fluidociRCLANTE,e nenhum j i*/mnOR&'cO. 214 Fnlon Street,
medicamento que nao obra directamente sobreel-
le para purificar e renovarlo,possue algum dire-
to so cuidado do publico.
O5AWG0E 1 O sangue 1 o ponto no qual
5 ha myslec fixar a attengo.
O ORIGINAL E O GININO!
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
Cada garrafa do original e genuino -xraciu do
exterior ay do proprieUri0f ai era na betica da ra Direita n 88 do Sr. Paranhos.____________,__________________________________________------
$
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPH E TRIPPl, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortlandl
Strael.
HAYDOCK, C0RLJES& CLAY, 218 Pear
Slreet.
CMMING Si VANDUSER, l78Greenwch
Sireet.
Dr. Townsend tem a assignatura e a certido do Dr. J. R. Chlitton, na capa
Os Catarruos, As Tsicas, etc.
OExlracto acha-secontidoem garra fas quadra-
das e garante se ser mais forie e melhor em to-
do o respeito a algum oulro purificador do san-
gue., conserva-se -om todos os climas por-cer-
to sspaoo de lempo.
K0
bem
r;5das7horass9 1 i,S da noi te retratar na ra
de Roda n. 50.
Assignatura de banhos fros, mornos.de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados ra 30 dias consecutivos. ,.....
30 cartoes para os ditos banhos tomados em qualquer lempo
15 Ditos dito dito dito
7
Banhos ivulses, aromticos, salgados esulphurososaospregoG annunciadcs
Estareducgo de pregos facilitar aorespoitavel publico ogozo dasvantagens querosultam
Ja frequencwdeura eslabelecimento de urna uliridadeincontostavel, masque infelizmente nao
astando era nosso* hbitos, ainda pouco coafcecida e a preciada:
105000
159000
000
4000
ARMZE1H DE ROlf AFEITA
m sha m tisasaa m>
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Cosacas de panno prelo a 30$, 351.e 408000
Sobfecasacas de dito dito a 35^000
Pale'.ots de panno prelos e de cores a
20, 25$,303 e 353000
Ditos de casemira decorosa 15 e 929000
Ditos de C3serniras de cores a 7 e ISfOOO
Ditos de alpaca preta gola de velludo a 125000
Ditos de merino setim prelo e de cor
a 8$ e ?200
Ditos de alpaca de cores a 3500 e -5&000
Ditos de alpaca preta a 3$500, 5??.,
7$ o -900O
Ditos de brim de cores a 3J5O0,
43500 e 5*000
Ditos de bramante do linho brancos a
4*500 e 6000
Calcas da casemira preta e de cores a
9, J0e 12000
Ditas de princeza e alpaca de cordao
pretos a 5*000
Ditas de brim branco o de cores a
2*500 43500 e 53000
Ditas de ganga de cores a 3000
iDitas de casemira a 53500
Golletes de velludo decores muitefino a
Ditos de casemira bordados e lisos
prelos e de cores a 5, 53500 e
Ditos de selim prelo a
Ditos de casemira a
Ditos de seda branca s 53 e
Ditos de gurgurao de seda a 53 e
Ditos de fusto brincse decores a
33o
Ditos de brim branco e decores a 23 e
Selouras de linho a
Dilas de algodo a i?000 e
Camisas de peilode fustao branco e
de coces a 23300 e
Ditas de peilo e punhosde Mano mul-
lo finas nglezas a duzia
Dilas de madapolao brancas e de cores
a 1*800., 23 e
Dilas de meia a 1 e ,
Relogios de ouro patente e orisonUes
Dilos de prata galvanisados a 25 e
Obras de ouro, .aderecos, pulseiras e
rosetas
1OUO00
9000
5O00
33500
630O0
63000
33500
23500
23500
'23000
23500
35000
2- 500
19600
9
30060
TABAC CAPORAL
Heposo das manutaciuras imperiaes UFransa.
Esteexcelente fumo acha-se depositado, diretamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBO A DO CARMOi o qual se vende por mseos de 2 hctogramos a l$00O e em porgao de
10 mseos para cima com descont de 25 porcento ; no mesa eslabelecimento aeha-se tambera
o verdadeiro papel de linho P"" cigarros
Deposit
mmm
EU MINERALE
\NATRALLEDE VICHY-
Deposito na botica franceza ra da Cruz n^22

INJECT
Remedio nfallivel contra as agnorrhai antigs e rcenle.
nico deposito na botica franceza, ra da Cruz r. 22.
PreQO do frasco 3|000.
Ensiiio de msica.
Offerece-'Sfpara leccionar solfejo.comotam-
ema tocar varios iiM!,umentos; dando asii-
ss9 l(Sdanoite:.
Sacase
para Lisboa, Porto e liba de S Miguel,
no escriptorio deCaivalho, Nogueira<&
C ,rua do Vigario n. 9, priraeiro andar.
O Sr. alferes Thom G. Vieira de
Lima, queira dirigir-se a esta tjpogra-
phia, que se lhe precisa (aliar.
Jo& Mana da -Silva Ferreira avi-sa a seus
freRuezes e imigos que mudou o sou estabeleci-
m^to de tinturara de todas es cores, do largo da
Soledade para a tu a do Hospicio n. 42, conti-
nuando a receb r nos roesmos depsitos, lano no
largo do arsenal de marinha n.O, do-Sr Anselmo
Josd Duart Sedrim, assim como no largo da ma-
triz de Santo Auloaio-n. 2. do Sr. Antonio Joa-
quim Pansco.
Prerisa-se alug.ir urna sala e um quarto
para escriptorio, no paleo do Imperador, ou em
qiwlquer das cuas do mesmo nome, Crespo,
Queimado, das Cruzes, S. Francisco, estrella ou
larga do Rosario : quea o tiver queir* dizer as
l(jj da praqa da.Iihependencia os. 6 e 8, ou na
da-cs'iuiua do Cabug, por baixo da casa do re-
tratista para ser procurado.
Na ra Augusta casa n. 43, aluga-se o pri-
meiro andar que lem 3 salas, cosiuha puchada
or*e 4 quartos bons, muito fresca e acha-se
asseiada.
I'recisa-se alugar urna casa terrea ou pri-
meiro andar de um sobrado na frett'iezia de S.
Jos,.que tenha commodcs as ras seguintes:
largo do Terco, Direita,.Ilorlas etc. nao se du-
vioaoilo dar de 25 a 30* mensaes : a tratar na
ra doa Martyrios n. 1-8.
Aluga-se urna toa oscrava cozinheira : na
travessa das Bnrreiras da Boa-Vista n. 2.
-y Jos de Souza Garcia, subdito braaileiro,
relira-se para o Ceai Iratar de sua saude.
A admini&tiacao do coneio da
Parahtba do Norte contrata bornea* ca-
injieiros para a conduccao das malas
e paga .o .jornal mensal de -21$,Oad-
nsJnistrador, Francisco de Assis Car-
neare .
P.recka-se de dua6 amas captivas
ou forras, sendo urna que cosinhe o
diario de urna casa com limpeza e ou-
tra que engomme : a tratar na ra do
Vigario o. 19, das 9 as 4 e da 4 em
diante na ra da Aurora n. 80.
Francisco Pereira retira-sc para Europa.
Na ra dos Prazeres, nos Coelhos, casa de
pOltO COm Z U'ues, bf precioa do urna amu tntr
ou scrava para o servigo interno e externo de
urna casa.
Precisa-se alugar urna sala e alcova para
apvaz oltiro, e que seja no bairro de Santo An-
tonio : quem tiver anuuocie por este jornal.
Aluga-se um quarlo oo corredor da escada
do sobrado da ra das Cruzes n 39 : liata-sc na
travessa da ra Bella n. 6.
Roga-se as pessoas que linham penhores
na ra da Cadcia deste bairro, n. 15, e depois no
pateo do Hospital do Paraizo n. 18, e cujos pra-
zos esto vencidos, venham tira-Ios uestes 8 dias
na ra Direita n. 82, primeiro andar, do contra-
rio sero vendidos. Recife. 14 de dezembro de
60
Ablha de S. Pedro.
O habito nao faz o mongp, o meio de vida
qualquer, nao condemna o hornera a ser tratado
com desdem, e nem servir de objecto de escar-
n o perante o publico, urna vez quo a sua con-
duela differente da daquelles que nao comprc-
hendendo a lei fallara ao respoito devido as au-
toridades, era cujo caso nao est Albino de Je-
ss Bandeira ofllcial de jusliua provisionadopelo
juizo especial do commercio, e por isso forcado
por motivos ponderosos deixa de ser official do
juizo municipal da segunda vara, ende fgual-
menie servia por ler pedido demissSo daquelle
juizo.
Recife 21 de dezembro de 1660.
Albino de /mus Bandeira.
Aluga-se duas casas sitas era Sania Anna
de dentro com bastantes commodos para qual-
quer familia, sendo o lugar o mais saudavel
para a sale, com banho perlo de casa: a Ira-
lar po paleo de S. Pedro n. 9,
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das lolerias manda declarar
que se achara expostos a venda os bilhetes da
terceirs parle da primeira lotera da irmandade
do Seuhor Bom Jess dus Martyrios desta cidade
cujas rodas deverao andar imprelerivelmerile no
dia 19 de Janeiro prximo futuro.
Thesourana das lolerias 22 de dezembro de
1860.Jos Maria da Cruz, escrivao.
Aluga-se o sobrado araarello na Ponte de
Uchda, defronte do Sr. Dr. Augusto de Olivejra :
a tratar com Ignacio Luiz de Brito Taborda, jun-
to do mesmo sobrado, ou no Recife, na ra do
Crespo, loja n. 14.
Attenco.

Na ra do Imperador n. 14, precisa-se filiar ao
Sp. Antonio Poieira da Silva a negocio que o mes-
mo senhor nao ignore.
Fugio do engsiiho Moreno, da treguezia de
Carreiros, no dia 10 de novembro docorrenle an-
no o escravo Jos, crioulo, com os signaos se-
guinles : baixo. gresso, baiado, rosto redon lo,
ps seceos, dentes da frente perfeitos, costas
cheias de cicatrltes antigs e de idade 25 a 30
annos, cujo escravo perlence eo abaixo assigna-
du, i;jc recoraiicnsai generosamente a quera o
trouser so engonho cima.
Antonio Pedro CavaL-anli de Mboqiierque.
Chamamos a atlen^ao da polica para um
rapazinho, que sern ociupa^onem quem o diri-
ja, divaga pelo palco do armo, onde dorme e
come, e aMrahe a expecta^ao dos que por all'
passam ; parece soffrer de deleito mental, em
vista dos actos que pratica, come os de jogo de
pe dras contra quem passa, provocaros almocre-
vcs.e preferir obscenidades : a polica deve pre-
venir alguma desgrana que lera de occorrer, ou
fazendo-o recolher casa de caridade, ou de
deteocao.
Nao havendo comparecido no dia marcado I a 83000, ditos
concurrentes para n arrematarlo dos gneros ali- '
mentkios para o primeiro semestre das pracas
DE
sndalo e o ut ras essencias
para lencos.
Na loja da aguia branca se acha o verdadeiro
extracto de sndalo, bem conhecido por sua su-
perioridade, em frascos menores e maiores n 2
e 8500, assim como linas essencias de rosa, Mag-
nolia, Patcholy, Luiz* & Maria, e muitos potros
cheiros novos e agradaveis, e conforme o tama-
uno do frasco vende-so a 2$, 3, 4 e 5 A bon-
dade de taes essencias c extracto ja bem co-
nhecida pelas rauitas pessoas que lera comprido.
e aioda ser por quera de novo comprar : na ra
do Queimado, loja da aguia branca n 16.
Campos (L Lima
receberam urna factura de chapeos de sold se-
da para hornero, tendo entre estes alguns peque-
nos que servem para as senhoras que vao para o
campo tomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porjao seja grande se resolvero vender pelo
prego de 69 e 6J500, e alguns com pequeo dc-
eito a 59 : na ra do Crespo n. 16.
Ra da Senzala Nova n.42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C
vaquetas de lustre para carros, sellinse silhes
nglezes, etndeeiros e castices bronzeados, lonas
nglezes, fio de vela, chicote para carros, e mon-
aria, arreios para carro de um e dous cvalos
relogios de ouro patente inglez.
Machinas de costura
DE
Slvat & Gompanhia.
Estas machinas sao as mais perfeitos
no ramo de mecanismo, nnindo a urna
simplicidade a maior Hgeireza e perfei-
cao para toda e qualquer qualidade de
costura, do ponto mais fino ao mais
grosso. O vendedor se obriga a ensincr
o methodo aos compradores -t o sa-
bei\m bem, assim como a ter as machi-
cbinas em ordem durante um anno.
Estas machinas cosem com '2 fios nao
quebram o fio como muitas outras o fa-
zem e i3o as melhores e mais baratas
ate hoje conhecidas no mundo, ellas se
acham expostas na galera do SU. OS-
BORN, RETR .TISTA AMERICANO NA
RA DO IMPEUADOR N. 38, or.de
urna senhora competentemente habili-
tada as fara' ver e trabalhar. Igual-
mente se acham expostas no nrmazem
de MACHINAS AMERICANAS, RIA DA
CRUZN. 4 E9.
Vende-se
EM CASA DE
Waroson Hiwic & C.
s
ranr< /.
@@?
!#
V'mho do Porto de superior -^ualidade.
Tinta de todas as cores.
Lona e flele.
Fio de vela.
Sellins, silhes, arreios e chicotes.
Rulhas.
Ra do Trapiche n. 42.
A 2#400 cada ueijo.
Na ruada Imperetriz n. 5i, vendem-se aueij
Hamengos chegados nesle ultimo vapor franc
a glOO.
Queijos suissos,
Vendem-se queijos rastos dos melho;c< que
pode haver, a 960 rs. a libra; assim como queij s
flamengus, dos vindosno vapor, e tambera quei-
jos prato, muito bom, doce de guiaba fino e
baixo, ludo por uenos que possivtl: na ruu
das Cruzes n. il A, taberna da porta luga
Vende se um lindo cabrioVl cem
todos os seus pertences : na ra da ma
hizda Boa-Vista sobrado n. 33, nvi-
Recebeu-se recentemente e continua a '\>,
% receber-se directamente de Pars e Lon- ^
dres por tudosos vapores, de cncommen y
1 honMM1' artgS d6 mdaS Pa" "" I meiro andar-
I \wamvm mm^KSKsms^^^
Loja de marmore.
Ra do Queimado n. r/>
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha corles de vestidos de seda de cores, fazenda
muito superior com pequeo loque de mofo a
603000, dilos sem defeito a 1009000, tem um
resto de chales de toquim que estac-se acabando
a 309000, ditos de rairin bordados com ponta
redonda a 88000, dilos sera ser de ponta redonda
estanp&dos cora listras de seda
Atteneao.
<*> Vende-se on permula-se por casas pe- S>
quenas urna grande casa siti em um lo- H gar prximo desta praca, podem dirigir- ^gj
q, se para informneo e ajuste ao agente 3E
m Aulunes na ra do Collegio. 7$
Allenoao ao bello gosto.
Vende-seo superior doce de perluxos ; na ra
Augusta n. 31.
Para a festa.
Na praca da Boa-Vista n. 16 A, eudem se
queijos flamr-ngos chegados nesle ullin-o ;ipcr
francez a 2400, dito pratc a 960 a libra, vinho do
g'rrfa,
, Porto engarrafado muito fino a lf00 a
era roda da barra a 9*000, ditos de ricas estam-1 ptcsunll)bs piirll)giuzes a 400 rs. alllbra, t
do dcimo batalhao de infaniaria, de novo se i Ps a 73000, ditos de ganga franceza com fran- muitos gneros muio frescos, que em
convidados os preponentes para o dia 29 do cor- ja branca a 2)000, ditos sem franja e rauilo
rente mez, as 10 horas da manha. pela forma j encorpado a 2*000, ricos manteletes de grosdi-
quej foiannunciaJo no Diario de Pernambuco
nos dias 20,21 e 22 do citado mez. Secretaria
do batalhao de kifanlaiia n 10, na cidade do Re-
cife 22 de dezembro de r860.Lino Augusto de
Cervalho, alferes, servindo de -secretario.
ita dv
Aviso
Ao Sr. arrematante do imposto das aguarden-
tes Luiz Jcs Marque?, faz sciente o abaixo as-
signado, proprietario da taberna da ruadas Cinco
Ponas n. 66,-que do 1. de Janeiro viadouro em
diante deixa de vender agurdente-na referida
sua taberna ; e posto que este aviso fosse dado
pessoalmenle ao dito Sr. Marques, o annuncian-
te faz repeti-lo pela imprenaa para evitar duv-
das Joo Jos e Carvalho Jnior.
Alugam-se dous andares do sobrado da rua
da Cadera n. 24, tendo commodos para grande
familia : a tratar na loja do mesmo.
C ompras.
CoJBpram-se escravos,
cndo.de ambos os sexos, de 12 a 20 annos de
idade, sadios -e boas figuras ; na ra da Impera-
tiiz n. 12, loja.
Vendas.
Perfumaras
comprador se pode fazer negocio.
BOU E BARVTO
s no armazem de i por-
tas, na ra Nova nu-
mero 48.
Vrne-se snprrior manteiga ingleza a 1^120
rs. a iibra, dita a SCO rs., dita franrt/a a 8C0
naples preto e de cores ricamente enftitados a
-259000, ditos muito superiores a 303000, en-
feitesde vidrilho prelo a 39000, dilos de retroz
a 39500, organdis da mais fina que ha no mer-
cado a 1*000 o covalo, cambraias de cores
de padroes muito delicados a 800 rs. a vara, ditas
deoutrasqualidadesa 600 rs. a vara, ricas chitas
famcezas de muito boas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, peilos para camisa a 240 rs. cada urna, ] rs., queijos indos no uli'mo vapor a
cortes de casemira de cores a 630(^0, ditas em l'Ji'os aJgOOO rs.. cha muito superior a 2J0,'
pesc,a de q
de muito bo
bordados ricos a 3#000, manguitos de cambraia
bordados a 39000, tiras borda Jos e entrimeios
quesevendera por preco commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de crianzas, e capinhas
para senhoras a 19400 rs. o covado, cortes de que lhe agradar; queijn suisso a 960"a iibra,
cambraias ct salpicos a 53000, cortes de cam- ameixas muito novas a lg200 a libra, c Umbrm
em frascos pequf nos, doie de goiabs muito bom
a 1$200 o caixo. dito d*a casca a 1^500, rr arme-
lada em latas de 2 libras a 1500, doce em latas
900 rs. cada nma, e oulros muiros gneros ludo
de superior qualidade o presos muio em
corita.

casemira ue cores a ovouu, anas em 1 l"u-' 'uu rs.. cu a muio superior a aJV,
luadrinhosa 43000 o covado, gollinha i ?,il a,9*u0. raf muio novo a 280. wroz co
hnm tSElHQ0'.*a. deo.ulros a 120 a libra, chocolate franceza l200 a !.-
bra, bolachinhas em latas de todas s quali-
dades a 15800 c.da urna, vinho Figueira a 5C0
a garrafa, dito Lisboa a 560, dito Porto a 610.
dilos engarrafados de todos as qualidades a llCll
cada garrafa, escolhendo o freguez a qualidade
novas.
A loja da aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda um lindo e completo sorti-
menlo de perfumaras tilias, as quaes est ven- pelos diminutos pregos os seguintes artigos :
braia enfeiladss com tiras bordadas a 69OOO,
e outras muitas mais fazendas que ser difcil
aquipode-las mencionar lodas.
No armazem de E. A. Bar
le & C, ra da Cruz nu-
mero 48,
vende-se champanha das melhores marcas que
vem ao mercado, mais barato que em qualquer
oulra parle ; cofres de ferro (burras)das quecos-
turna receber, do melhor fabricante que ha nesle
geuero, sortimentos de todos os lamanhoseto-
dosos precos ; novo sorlimento de pianos, de
um exccllenle fabricante, que se venderao por
conla do mesmo, deduziodo-se a commissao e o
descont aue os tornasse baratissimos.
Rival seie segundo.
Na loja de miudezas da ra doQueimado n.
55, defronte do sobrado novo ha para vender

Pechincha.
i
se
dendo por menos do que em oulra qualquer par-
te : sendo o bem conhecido oleo philocome e ba-
nha (Societ Hygieniqu-) a JJ) o frasco, finos ex-
tractos em bonitos frascos de cores e dourados a
29, 2-50(1, 39 e 49, a afmala banha transparen-
te, e outras igualmente finas c novissimas como
a japonaise em bonitos frascos, cuja lampa de vi-
dro tambera cheia da mesma, huile concrete,
odonnell, principe imperial, creme, em bonitos
copinho6 com lampa de metal, c muitas outras
diversas qualidades, todas eslas a lj o frasco,
bonitos vagos de porceilana aourodo prnprios pa-
ra offerta a 29 e 9500. bonitos bahuziuhos com
9 frasquinhos de cheiro a 2, lindas cestinhas
com 3 e 4 frasquinhos, e caixinhas redondas com
4 ditos a lg200 e 1.^600, Unos pos para dentes e
agua balsmica para dilos a 19 e I95OO o frasqui-
* e assim urna inliuidade de objectos que sao
nho
patentes em dita loja da aguia blanca, na ra do
Queimado d. 14.
Farelo
No armazem n. 47 da ra da Moeda, no Recife,
vende-se farelo bom e barato.
Livros para o commercio.
Na ra do Imperador n. 15 eslo venda livros
em branco de papel pautado de 200, 250, 300,
350 e 400 folhas, proprios para borradores, etc!
etc., por preco muito commodo. Contina a es-
tar a venda os livros religiosos que j foram an-
nunciados.
IB
Na padaria de Antonio Fernandos da Silva Bei-
riz, ra dos Pires n. 42, dase pao de veiidatfem,
e na mesma vende-se pao commum, dito de Pro-
venga, bolacha de boa qualidade e nova, bola-
chinhas, biscoutos doces e aguados, fatias, ros-
cas, araruta, franceza, bolachinhas de dita, fari-
nha du reino muito nova propria para sequilho,
ludo das melhores farinnas e o mais bem tra-
balhado.
Na loja do Dubarry, na ra da Imperatriz,
existe anda um resto de chicotes americanos, a
melhor causa que lem vindo a este mercado pela
ra mgita dun.;a.> ; a olles, que eslo, ng resto.
Duzia de sabonetes muito finos a 600 rs.
Cartdes de clcheles com duas ordens a 20 rs.
Caixas de clcheles balidos a 60 rs.
Duzia de meias cruas para homem a 39.
Dita de ditas para senhora a 3;500.
Pares de meias para senhora a 300 rs.
Latas com banha muito fina a 500 rs.
Iscas para acen !er charutos, caixa a 60 rs.
Phosphoros em raixa de folha a 120 rs.
Cartas de alfinetes muito finos a 100 rs.
Caixis de agulhas francezas a 120 rs.
Pares de sapatos de Iranca de algodo a I}.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Ditos de dito oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garfos, cabo prelo, a 3 Parea de sapatos dlas para meninos a 200 rs.
Dilos de luvas de cor fio de Escocia a 320.
Massos de grampas muito finas a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs,
Tesouras muito Anas para costura a 500 rs.
Ditas ditas para unhas a 500 rs
Pegas de franja de laa com 10 varas a 800 rs.
Ditas de tranca om 10 varas a 320.
Linha Pedro V, cartao com 200 jardas a 60 rs.
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles multo finas a 200 rs.
Cordao imperial fino e grosso a 40 rs.
Oleo de babosa muito fino (frasco) 400 rs.
Filinhjs estreitas p3ra enfeilar vestidos a 800
rs. a pega.
Labyrinihos de muito bonitos gostos por todo
o prego.
Cordoes para enfiar esparlilho muito grandes
a 100 rs.
Dito para dito pequeos a 80 rs.
Pegas de tranga de linho com 10 varas a 200 rs.
Ditas de.lrania de seda preta com 10 varas a
1J400.
Vara de dita a 160 rs.
Pares de meias de cores para meninos a 160.
Caixas para rap muito finas a 19.
Linhanara marcar (caixa de 16 nvelos) a 320.
Vende-se um lindo cabrioltt com
todos os seus pertences : na ra da ma-
triz da Boa-Vista sobrado n. 33, pri-
meiro andar.
@ Vestidos de bsrge e gaze de dous e tres ,.
& babados a 10J para se acabar, vende-se J*
na ra do Crespo loja amarella p. 8, do ^
8 successor de Antonio Francisco Pin ira. g
PosdejacaraiH.,
Na serrara de Paulo Jus Gomes, ra do Im-
perador, vende-se duzia e meia de paos de Jaca-
randa : a Iralar na ma do Crespo n. 7, loja de
Guimaracs & Lima.
fflKE3MBD8]KB,
Na loja de miudezas da ra do Imperador n. 38,
vende-se urna machina de coser da melhor qua-
lidade e por mdico prego.
Na casa n. 3 da ra da Alegra, vinde-se
um piano de armario em bom uso.
Quejas a 2,2401 s.,
vinho a 500 e 400 rs.
agarrafa.
Na labeina da estrella, largo do Parafco a. 1 f,
Vaquetas.
Na loja de selleiro da ra larga do Rasrii n.
28, vendem-se vaquetas de lustre para cubrir
carros.
Vendc-se urna preta moca porfcita engom-
madeira, costureira e cozinheira : a Inlar na
ra da Roda n. 47.
Aos viajantes da estrada de
ferro.
Riquissimo sorlimenlo de bolsas para u.-.gem
a moda da Europa, as quaes sao muito neressa-
rias par conduzir preparo? para viagem : na n>a
Nova ii. 20.
Vende-se um -preto bom cozioheiro na
ra Direita n. 123.
Familia a 3<500.
Vondese no armazem da roa da Madre di Dees
n. 35, saceos com boa larinha de mandioca, de-
sembarcada honlem, pelo barato prego de : cada sacco.
Hifbo novo a $000.
Vendem-se milhonovo em saceos grandes, pe-
. lo prego cima ; no aimazem da ra da M.idro
de Dos n. 35.
VenJe-se doce de* goiaba a 800 e 1 o caixao ;
na travessa do pateo do Parsizc o 16, casa pin-
tada de aroarello.
MUTILADO


()
MARIO DE PEWWMBUCO. 4- 9EG4JMA EIRA M BE DEZEMBRO DE 1160.
Palitos do gaz e
de cera
desta superior qualidade soso rende no arma-
zem do Barros & Silva.
E o ultimo goslo.
Superiores gurguroes de*seda de quadrinhos,
de hados padres, pelo baralissimo prego de 1
o covado, grosdenaples liso de lindas cores a 2
o covado. corles de lia muito fina com 15 cova-
dos, padres muilo bonitos a 8#, ditas de quadros
padres tambera muilo bonflos a 480 rs. o cora-
do, chales de cores, padres inteiramenle novos
a 1* rs. o corado ; aproveitem em quanto se nao
acaba : na ra do Queimado n. 22. loia de
boa-f.
Vende-se urna eserara de 18 annos com ai-
Rumas habilidades, e muilo propria para criar de
ieile, pois i-.;ni bastante : a quera conrier, pode
procurar na praga do Corpo Sanio n. 17.
F ariiiia a 38500
Vende se farinha de mandioca a 3#500
a saeca : na ra da Madre de Dos nu-
mero 35.
Libras slerlinas
Vendem-ae no escriplorio de Manoel Ignacio
de 01ireira& Filho, praga do Corpo Sanio.
Milho.
\ cndem-se saceos com milho, farinha o gora-
.ma muilo alva propria para cugommar e fazer
bolinhos.
Vendem-se 500 bragas de Ierras de testa da
propria para engenho por ser brejo, e ainda ter
nia, no lugar de Alagdj Grande de Tiuraa da
reguezia da cidade do Nuzanlh quem prelen-
der, dirija -se a S. Viee.le casa do padre Andr
Curcino de Ara-ijo Pereira.
l'alelots de seda a 10: na loja de Julio &
Conrado.
Vendom-se tres bois mansos, grandes e
gordos ; na Estancia, sitio ao lado da igreia nu-
mero 22.
Vende-se urna morada de casa
terrea na ra da matriz da Boa-Vista
a fallar na mesma ra sobrado que vol
ta cara a ra da Gloria n. 33.
Gurgel & Perdigo.
\Rua da Cadeia loja n 23.
Receberam noros corles de cambraia
branca bordada de uas saias e babadi-
nhos.
Receberam completos sortimentos de
vestidos de blondo com manta, capella e
maig pertencea.
Receberam mouernos chapeos do pa-
Iha para senhoraenfeitados de plumas e
flores.
Receberam noros cnfsites de cores e
pejlos para senhora, pulceiras e estratos
de sndalo.
Receberam chapeos para homem, de
castor prelo, braceo e de seda forma
moderna
Vendem ricos cortes de vestidos de
seda, ditos de barege e gaze de seda de
babadinhos.
Vendem as commodas saias balao de
musselinos e cutira de algodo para se-
nhora e enancas.
Fardo de Lisboa,
perior e novo, por prego cora
igario n. 19, primeiro andar.
Burros andaluzes
muilo superior e novo, por prego coramodo ; na
ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Na ra do Vigario n. 19. primeiro andar, ainda
por vender 2 burros d. pura raga hespanho-
la, dosquaes se dispoem a prero coraraodo.
I
Vendem seda e grosdenaples de qua-
drinhos padres modernos e cores es-
curas, ditos lisos.
Vendem manteletes pretos de grosde-
naples, ditos de seda bordados e dous
bicos, capinhas de croxe brancos e de
cores, polonezas de gorgurao, taimas do
fil, filas para cintos.
Rua do Crespo,
loja n. 25, de Joaquiro Ferreira do S, rende-se
por pregos baratissimos, para acabar : pegas do
cambraia lisa fina a 35, organdys muito finas e
modernas a 500 rs. o corado, cassas aberlas de
honitas cores a 240 rs., chitas largas a 200 e 240
cortes de cassa de cores a 2. ntremelos borda-
dos a I $500 a peca, babados bordados a 320 a
rjra, seJinhas de quadros finas a 800 rs casa-
roques de cambraia e fil a 5. perneadores de ,22f?
cambraia bordados a 5. gollinhas bordadas a '
640, ditas com ponas a 23500, manguitos borda-
dos de cambraia e fil a 2. damasco de la com
9 palmos de largara a 1*600, bramante de linho
tv
Ao publico.
Faria & C. propietario da loja de mar- cB
more, avisam aos seos uumerosos fregu- S
zea p ao publico em geral que acabara de <8>
receber um complelo sorlimento de fj-
zendas de raodas e tudas sero rendidas j|
por procos mdicos. Sj
Para acabar.
Chapeos do Chylc fiaos pelo baixo prego de 4},
5. G, 7 e 8? cada ura ; na ra da Cadeia i. 17.

Attcncao.
Vendem-se reas do nova composicao para
matar forraigas de roca, as quaes tem feito o ef-
teito desejado, que com 10 velas se mata um
formigueiro, cuslando a diminua quantia de 53 ;
tambera so vendem ferros de cortar capim, cal-
cados de ago, bem feilos o fortes, obra do Porto :
na ra do Imperador n. 43.
Vendem se coroas e resplandores de metal
r branco imitando prata, de varios lmannos e mo-
com o palmos de largura a 900 rs. a rara, luvas! dtlos> Pmpnos para o diario de imagens, feitas
l'ara senhora a 100 rs. o par, capas de fustao en- na Cldade do Porlo, e por prego commodo ; na
feitadas a 5a, pegas de madapolo fino a 49 la- rua do Queimado, loja n. 14.
zinha de quadros para vestidos a 320, camis'us de
cambraia bordados a 2j, sobiecasacas de panno '
lino a 20J c 25g, pal^tols de panno e casemira de
Vendem-se bonitos craveiros por
preco commodo : no largo de S. Pedro
n. 15.
Frescas e grandes
para offertas.
Das Curcuranas se recebem todos os dias pti-
mas melancias no deposito de pao e de ceslas
em frente ao becco do Rosario de Santo Antonio.
Vende-se um sitio na estrada do Arraial
com casa de pedra e cal, bastantes commodos, 8
quarlos e um gabinete independente, o sitio con-
ten larangeiras, jaqueiras, coqoeiros, pinheiras,
sapotis e outras muilas fructag, urna grande bai-
xa plantada de capim, cacimba com boa agua de
beber, um rio que vai ter a Olinda : quem pre-
tender, dirija-se ao mesuio silio que achara Com
' quem tratar.
Ao bello sexo, i
Faria & C. propietarios da loja de ff
marmore, arisam ao bello sexo em geral Jj,
quo acabam de receber um completo sor- f
timento de fazendas de modas proprias ij
da presente estaco. jff
Enfeites de velludo, ultimo
gosto.
A loja daaguia branca acaba de receber mui
bonitos e delicados eufeites de velludo, obra de
toda perfeicao e ultima moda : vendem-se a 10J.
e 12#: quera os virnao hesitar de os comprar;
vendem-S6 tambem outros de velludo e froco a
3$. 48 e 58: na rua do Queimado, loja da aguia
branca n.16.
Bom e barato,
Vendem-se oanleiga iogleza a 960 rs. a libra,
dita francesa a 640 c800 rs., toucinho a 320, es-
permace e a 680, azeite de carrapato a 440 a gar-
ris milho e trelo a 200 rs. a cuia, cha a 2S
vinho^o Porto engarrafado a 1$ e 800 rs. a gar-
rafa ; na traressa do paleo do Paraizo o. 16, ca-
sa pintada de amarello.
Vende-se uma mulata de meia idade, pen-
is engommadeira e cozioheira, e coso soffrirel-
mente : a tratar na rua da Cadeia velha n. 51.
segundo andar, das 7 s 9 horss da manhaa. e
das 4 1(2 da tarde em diante.
Vende-se uma escrava crioula, a qual cozi-
nha com perfeigo. engomana, faz doces e refina
assucar : na rua de Hurtas n. 85.
240.
16 a 20, ditos de alpaca de 3^500 a 8, ditos de
bnm de cores e broncos de 3;500 a 5$, cairas de
casemira prelas e de cores para todos ps precos
ditos de brim de cores e brancos de 2$ a 5j>, ca-
misas brancas e decores para todos os precos
eolleles de casemira de cores finos a 5 ; assim
como oulras muilas fazendas por menos do seu
valor para fechar contas.
Vende-se um carro de 4 rodas de carregar I c
gneros de estiva era muilo bom estado : na rua '
Direita n. 22.
Vende-se ura cabriolet novo e um carallo
Chapeos deso
Cassas de lindos padres e cores fizas que se
pode garantir aos comprados, s 240 rs. o corado*
na rua do Queimado, loja de 4 portas n.39.
As verdadeiras luvas de
Jouvin.
A loja da aguia brancas acaba de receber de
sua encommenda as rerdadeiras luvas de Jou-
vin, primeira qualidade, tanlo brancas como pre-
las para homem e senhora : quem precisar, diri-
ja-se a dita loja da aguia branca, rna do Quei-
mado n. 16.
Vende-se uma escrava moca, propria para
o serrigo do campo, e tambem uma negrinha de
o a 10 annos : na rua da Cadeia do Recite n. 22.
Farinha de mandioca a 5$500
o sacco.
ende-se na rua da Cruz, armazem n.26.
Feijo mulatinho.
Vendem-se saceos com feijo mulatinho, che- &^3& @@ @@@
gado da llha de Fernando ; no armazem de Bar-
ros & Silra.
Espirito de vinho.
Vende-se a 2&560 e 2#800 a caada ; na tra-
ressa do paleo do Paraizo n. 16, casa pintada de
amarello.
Toucinho a 820 a libra,
arroza 100 rs.
Vende-se toucinho de Lisboa muito novo a 320
ra., arroz muito bom a 100 rs., presunto muito
novo a 480 : na rua das Cruzes n. 24, esquina da
travessa do Ouvijor.
Bonels para meninos.
O tempo proprio para se comprar os bonitos
bonels de panno fino enfeitados com fita de cha-
malote e borlla, outros enfeitados com fita de
relludo e pluma, e outros com galozinho dou-
rad. iodos pelos baratissimos pregos de 3j500,
49 e 5J>, ditos de palha escura, mui bonitos e
5*J*5 a 3*' gorras de palha branca enfeitadas a
13500, e outros mui diferentes bonels de panno
enfeitados a 1 e 1280 : na rua do Queimado
loja da aguia branca n. 16.
Sebo e graixa.
Se'jocoadoe graixa em bexigas: no armazem
up Tasso Irmaos, no caes de Apollo
S Machinas de vapor.
; Rodas d'agua.
@ Mpendas decanna.
# Taixas.
& Rodas dentadas.
@ Rronzes e aguilhes.
Alambiques de ferro.
H Crivos, padres etc., etc.
a Na fundicao de ferro de D. W. Bowman,
@^ua do Brum passando o chafariz.
g
a
DE
Seda grandes para homem
a 5#000.
Na rua or j n. 36. defronte da igreja da Con-
gao dos Militares.
............. Rua Nova n. 32.
tte mVau^'deS ifli.f1'61"' !*A* ^- Tho Lopes de Sena, e ou-
".llj
mmM\
: Ir ora de sua sogra Madarne Theard, recebeu pelo
1 ultimo, paquete boos chapeos de seda de diversas
cores equalidades para senhora, dilos de palha
i da Italia dilos do seda para meninos se baptisar,
bons enfeiles de differcnles qualiJades e coros
^para cabeca, crep preto, filas de velludo e de
seda, franjas, eoulros mullos odjectos; recebem-
se figurinos todos os mezes, taera-se vestidos,
capas, manteletes e vestuarios para meninos bap-
tisar-se, e ludo mais quaoto perlencc ao loilete
de uma senhora.
Os proprietarios deste estabele-
Na loja da boa f, na rua
do Queimado n. 22,
vende-se muito barato.
Cambraia lisa fina com 8 1|2 raras cada peca a
4JS500, dita muilo fina com salpicos a 5J, dil de
cores de padres muilo bonios a 320 o corado
cortes de cassa pintada com 7 raras a 2JJ240. fil"
de hr.ho liso muilo fiooa 800 rs. a vara, tarlala-
na muilo fina branca e de cores com 1 Ii2 vara
de largura a 800 rs a vara, guarnices de cam-
braia (manguitos e golla) bordadas muito finas a
oJJ, gollinhas bordadas de cambraia muito fina a
ljj, espartilhos muilo superiores pelo baralissimo
proco de 63, pente3 de tartaruga a imperalriz
muito superiores a 9, bonels de velludo para
meninos a bS, ditos de panno preto a 3$, sapati-
nhos de merino muilo enfeitados a 2g o par, chi-
tas francezas finas escuras e claras a 280 o cova-
do, cortes do cambraia de cores com 3 babados
cora 11 e 12 varas cada corte a 4^500, superiores
lengos de cambrais de linho muito fina e rica-
mente bordados a 9S, ditos de cambraia de algo-
do com bico de linho a 1230, dilos de cam-
braia de linho proprios para algibeira a 6&, 7e
8} a duzia, ditos de cambraia de algodao a 2j OO
menio de tachas e moendas para engenho, do;? 3# a duzia, liras bordadas largas e finas com 3
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra- MI* cada pec* a 2S500> e assira outras mui-
na ruado Trini w' r"endas que /endem-se por precos muito
rua do irapi- | baratos : na rua do Queimado n. 22, na bem co-
nhecidaloia da boa f.
Esteiras da India de 4, 5
e 6 pamos de largo.
No armazem de tazendas da rua do Queimado
n. 19, propnamente para forro de salas e camas
por ser di melhor qualidade, e todas brancas
Chales.
Ricos chales de merino estampados, de cores
muito bonitas a 7#, ditos muilo finos a 89500
dilos lisos a 59, ditos bordados a matiza &50n'
oa rua do Queimado n. 22, loja da boa-f
|| Manlerirade laa fazenda nova do ul- |
|5 'imo goslo, em casa do Julio& Conrado : S
j| na rua do Queimado n. 48. M
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sempre no seu depo-
silo da rua da Moeda n. 3 A, ura grande sorti-
tar no mesmo deposito ou
che n.4,
Bolsas de iapete para
viagens.
Vendem-se mui bonitas bolsas de tapete nro-
5?PVaia?!J,Vle-' e,c"' Plos baratissimos
precos de 59. 69 e79 : na loja da aguia branca,
rua do Queimado n. 16:
Bonitos cintos para senho-
ras e meninas.
Na loja da aguia branca rendem-se mui boni-
tas fitas com tirelas para cintos de senhoras e
meninas, e pelo baralissimo prego de 2 em
dila loja da aguia branca, rua do Queimado nu-
mero 16.
Objectos de gosto
senhoras e meninas.
A loja da aguia branca recebeu um bello sorti-
raenlo de objectos de muito gosto c ullima mo-
da, proprios para senhoras e meninas, sendo de-
licadas gollinhas e voltea de vidrilho, voltas de
coral e cornalina com atacador do mola, doura-
do obra inteiramenle nova e de muilo costo e
pelos baraiissimos pregos de 2a cada object
na rua do Queimado, loja da aguia branca nu-
mero 16.
Camliraias
baratas.
19 Rua do Queimado 19
psaisHar" "u0 CDaccm sai-
Cambraieta para vestido, muito fina, pelo ba-
ralissimo preg > de 2JG00, 2^800, 3& e 35500 cada
Bales de mussulina, ditos arrendados
de madapolo.
dilos
Loja da boa f
NA
Rua da Imperatriz n. 74.
Vende-se pega de franja para cortinados com
15 raras a 4. manguitos com gollinha bordados
a 49 camisinha com gollinha a 2$ c 3, gollinhas
bordadas a 640 e l200, liras bordadas Lito fi-
nas a 15200 e 600 rs., ntremelos a 2 a peca
penles de tartaruga a 4?, ditos virados muito fr-
vlL *' en&jIle de. f'13 de velludo com laco a
^CdOO, e muilas mais fazendas
barato rara acabar.
(apellas e flores.
Mui bonitas capillas para noivas a 59, 69 e 79,
dilas para meninas a 2j. bonitos e delicados cai-
xos de flores fin3s a 1J500, 29 e 39 : na rua do
Queimado, loja da aguia branca n. 16.
c por serem
,Moconv,dam ao respe.Uvel publico, principalmente aoe amigos do bom ebarato quese
en, sea a-rnazem de molh.do.de novaraente sonido de gneros, os m.Ihore.'qu te
ido a este nercado, por serem escolhidos por ura dos socios na capital d Lisbo
a rnaior parle deltes vindos por conta dos proprietarios
Gigos coiu c\i\ii\paii\ia
das melhores marcas que ha no mercado a 20?000 e era garrafa a 200O .
igos de comadre
om C2\as proprias para mimo a 1*000.
Barris cora aieiiouas
os mais novos que ha no mercado a lf-200(>.
Serveja brauca
Jas mais acreditadas marcas a 5*000 a duzia e em garrofa a 500.
Queijos araengos
receidos pelo ultimo vapor de Europa a 39000
Qucjos \>avlo
'i 11 rae wres qualidadas que um viado a este mrcalo a 930 reis a libra, e
r-.i a (iim ah'.I.Mn'ni r w
que se
r aljiuin abateraenlo.
era porfi se fa-
Quecos suisso
recenuaraeote chegado ede suqeror qualeiade a 9C0 reis a libra.
Chocolate
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra-em por?5o a 80O ..
Marmelada imperial
..'rs^i^te Lisboa emia,asda j a 2 -*
do
Eelogios
Suissos.
Era casa de Schafleitln & C.rua da Cruz n.
38, vende-se um grande e veriado sorlimento
de relogios de algibeira horisontoes, patentes,
chronometros, meioschronomctros de ouro, pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
giosdos primeiros fabricantes da Suissa,
randeronor precos razoaveis.
FROCO.
\ ende-se frco de todas as_c6res e grossuras,
com rame c sem elle a 400, 500, 640 e 1 rs. a SJ1 I n t
ne,a ; garuado Queimado. leja da aguia bran-1 |< aZCIlUaS C TOIipa leit
Grammatica in-
glezade Ollendorff.
enae-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas iaglezas.
Pei tos para camisas,
Biscoutos
Emcasade Arkwight i C, ruada
Cruz n. 61.
Pao de Senteio novo.
GRANDE SORTiMEXTO
Acha-se todas as quartas e sabbados, das 1
loras do da era diante : em Santo Amaro,
tana allemaa, e na rua da I
berna.
Imperatriz n. 2,
pa-
ta-
'* s 3 _a :.d ;3> i 33-orna ca c^cpom
que se vendem
Machinas ameri-
canas
E OUTROS RTICOS.
N. O. RIEBER Se C. SUCCESSORES,
tem exr>08to nos seus armazens da rua
da Cruz n. 4 e 9, uma nfinidade de
machinas etc., como sejam :
ARADOS de dilerentts modelos, traba-
Iliando de 2 lados.
CULTIVADORES para limpar e abrir a
trra.
M01XHOS para cana em ponto peque-
no, podendosergoverndas por uma
pessoa. proprias para lavradores.
Ditas de DESCAROCAK MILHO, um
prpeesjo pelo qual se peupa multo
tempoe emprega-se somente 2 pes-
soas,
Ditos de MOER MILHO, CAFE etc.,
etc. ate o grao mais fino que bouver.
Ditos para FAZER FARINHA de mi-
llio etc.
MACHINAS para fazer R0LACI1INHA.
DE
Seguro centra Fg
OMMMU
in
abatiraento.
Ma?a de tomate
oa utas de 1 libra por 900 rs., em porgao vende-se a 850 rs.
Conservas fvaneexas e VngVexas
as ruis novas que ha no mercado a 70o rs. ofrasco.
Latas <\e bolacVimlia de soda
cora diferentes qualidades a 1600 a lata
.\meixas fvaueczas
:8e attTi rjft; rsnem corapo,eiras'contndo 3 iibras ^ m *
Gax\n\vas com 8 Vibras de passas
^000 rs. era porcao se far algum abatiraento, vende-se tambera a retalhoa libra a 500 rs.
Mantega iuglea
ilamente flor a mais nova que ha no mercado a 1C00 rs. a libra, era barril safar al
gura abaumento.
Cha perola
o raellior que ha neste genero a 2500 rs. a libra dito hyson a 2#000 rs.
Mantega traueeza
3 ~0 rs. a libra em barril se far abatimento.
TouciAio de Lisboa
u mais novo qua ha no mercado a 320 reis a libra.
M.a$as var^ sopa
era3unhas de 8 libras com deferentes qualidadespor 4000 rs.
Tambera vendera-seos seguioles gneros, lulo recentemente'chegado e de superiores qua-
Iidades, presuntos a 48t rs. a libra, chounca mulla nova, marmelada do mais afamado fabricante
ds L-S,oa,maca de tomate, perasecca, passas, fructas era calda, araendoas, nozes, frascos com
idoaa cobertas, contales, pasulhaa de varias |ualidade8, vinagre braneo Bordeaux, proprio
Novo metliodrpara aprender a lr,
a escrever e a fallan nglezem 6 mezes,
obrainteiramente nova, parauso de
todos os estabelecimentos de instruc-
Qao, pblicos e prticulares. Vende-
se napraca de Pedro II (antigo largo
do Collegio) n. 57, segundo andar.
Relogios.
Vendem-se cm casa de Braga, Silva & C, re-
logios de ouro de diversos fabricantes ioglezes,
por prego commodo.
Ghega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e decores fixas
a doze vinienso covado, mais barato do qne
chita, opproveilem em quanto nao se acabam ;
na rua do Queimado n. 22, na bum conhecida lo-
ja da Boa F.
Cal de Lisboa,
nova, e muito bem acondicionada : na rua da
Cadeia do Recite n. 38, primeiro andar.
Cheguem ao barato
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaqnim Rodrigues Tarares de Mello
RU.V DOOUEIMADO N. 39
EHjSl'A LOa OE QI.'ATRO PORTAS.
Tem ura corapleto convida a todos os seus freguezes e a todos
que lesejarem lar ura uniforme feito cora todo o
gosto di rija m-e a este estabeliciraento que em-
conirarao um habel artista chegado ltimamen-
te de Lisboa para desempenhar as obras a von-
tade dos freguezes, j tem um completo sorli-
mento da pilitots de fina casemira modello im-
g'ez, e muilo bera acabados a 6-J300, ditos
de merino selira a 12&000, ditos de alpaca i
pretos a 59000, dilos de alpaca sobre casacas
a 85000, dilos com golla de velu a 9000,
ditos da fustao, ditos de gangs, ditos de brim,
tudo a 590 )0, ditos de brira de linho tranc'a
do a 6*000, calSa de brim de linho muito Su_
perior a 5000, ditas de casemira de cor a
93OOO e a 109J00, ditis de casemira pre-
ta superior fazenda a 12000, palitots ffan-
cezes de panno Sno fazenda muito fina a 255?
sobre casacas de panno muito superiores a 355
ea 40*000, um completo sortimenlo de cami-
sas fracezas, tanto de linho como de algodo
e fustao vende-se muito em conta, afim de que-
rer-seliqiudar com as camisas.
r
E pechiucha.
IG
1
LONDRES
AGENTES
J. Astley A Gompanhia.S
----------------------------------i
Yende-se
de ferro
BOMBAS para cacimbas e
navios, muito man iras e
de loica iuperior
mdicos piceos.
por
Ditas com correntes
tirar agua de
mui fundos.
para
ugares
para
| Formas
purgar assucar.
Enchatlas de ferro
Ferro sueco.
3 Fr>ingardas.
, Ac de Trieste.
^ Pregos de cobre de com-
| posico.
I Barrilha e cabos.
% Brim de vela.
! Couro de lustre.
VERNIZ de superior qualidade para
carros.
CARROS de mSo muito leves e baiatos.
BALANCAS de 1,000 libras para baixo
proprias para armazens, dspesitos,
tabernas, boticas etc., etc.
MAPPAS geographicos do mundo e
suas partes.
MACHINAS de costura de Sivat & C. as
melhores que at boje tem appare-
cido.
Charutos de Havana superiores,
chegados ltimamente: em casa de
Kalkman Irmaos & C, rua da Cruz nu-
mero 10.
Entremeios e liras
bordadas,
Vande-se mui bonitos entremeios e tiras bor
dadas em fina conjbr.iia, obras mui bem acaba-
O Preguica est queimando, em sua loia na
rua do Queimado n. 2. ,Ja0,Ja PrefulCa; do Queimado n.2.
p *. .. ,. tem cobertores de a godao de corp*
Pe?as de bretanha de rolo com 10 varas .grandes, proprios paraIscrW S
!i, casemira escura infestada propria para cal- mo preco de l&.
ca, collete e palilots a 960 rs. o covado. cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dila liza transparente muilo fina a 35?,
4, 5J>, e 68 a pe?a, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 6?? a pega, chitas largas de modernos e
escolhidos padres a 240, 260e280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de merino estanpado a
79 e 8J, ditos bordados com duas palmas, fa-
baslante
baratissi-
Vende-se na rua do Livrameuto
n. 19, borzeguins francezes a 6#, dito
de bezerro a G#. dito de vaqueta a 7#.
I
Palhiuha para marcinei- f SSafwtfe^WK:
ro : no armazem
J. Astley A C.

Vendem-se caixas de vidro de differentes ta-
nhos e grossuras. os melhores que tem vindo
barra a OO, 120 e 160 cada um, roelas malvo D/\ f mploHa /l/\o^n
finas pra seniora a 4 a duzia, dilas de boa r %JL UCiftllC UU SCU
qualidade a 3 e 3&500 a duzia, chitas fran-
l 7r' '-^uiuv uo tdia, azeueaocenur
tonas muito novas, banha de porco refinada e ouiros muitos gneros queencontrarao tendeniesa
mi ha tos, por .sso prometiera os proprietarios venderem por muito menos doque outro qualquer
proraittera mais tambera servirera aquellas pessoas que mandarem por outras pouco nraticas como
cezas de ricos desenbos, para coberta a 2S0 rs.
o eovado, chitas escuras inglesas a 5900 a(
pe?a, e a 160 rs. o covado, brim branco de puro !
linho a 1??, 15J200 e
valor.
Rua do Queimado n. 19.
e gaze e phant.si
polo baralissimo preco do 10$ cada
1K600 a vara, dito reto I x Ves,.do de gaze e phant.sia, muiloslindos.de
---- duassaias, '- "-- '
I muito encorpado a IJ500 a vara, brilhaatin um c6rle
azul a 400 rs. o covado, alpacas de differentes; ; i
cores a 360 rs. o covado, casemiras pretas'A peCilinClia, ailteS OUe
emente; rogara tambero a lodosossenhores de C^.TXCSSSS "," T^-36 3**A COvado' cambraia \ Se aeabp
quetr.ro man lar suas encorarflenlas no armazem Progresso, que se lhe^Ln^lZTaJT^ P U *.** "pi(*' a 5? rs- vara, e outras, 5t! dtdDe.
o irondieionamento ? 8 cIualldade e rumias fazendas que se far patente ao compra- Na '?)a ^ Pregu.ga, na rua Jo Queimado n. t
I dor, ede todas se darlo amostras Som penhor. I ^i'-'lf ^ 'fif' do ullirao Sal. ^
de C.
I
tn 7 9 w t 7 ti cjia>ffnii>5
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. rua daSenzala n.i2.
^S'^g &3& J5 @@@ @.
Recebeu-se e continua a receber-se por
g todos os vapores arligos de modas para
@ homens, incluindo calcado de Melisna @
| Loja de mrmore. f
Confeitaria.
' Neste novo estabeleciracoto preparam-se ban-
deijas pelo gosto do paiz, frascos com melhores
doces o deliciosos enfeites. Vende-se o delicad o
xarope do abobara proprio para a estajao calmo -
sa, superiores doces para a trra e exportado
bem como fructas em calda, tudo do melhor eos -
topossivel: na rua Sbnzella-nova n. 30
3983$3:8e
Recebou-se e continua a receber-se por
todos os vapores, vestimentas, calcado e
B chapeos para meninos na
* NO, 4. 5S e'6. A vista da superio-
ndade da fazenda ningucm deixar de con Tirare
^T.,c.Tre:iruado0uei,Bado '*-
Altenco.
Vende-se uma fabric de* charutos muilo bem
afreguezada, aatfan eom,o se negocia a rmco
.ll,^iPr0pna Par^"">ernaCou chypch.ndfe'
pelo loca em que se acha, por seu dono e re! -
rar : a fallar na Lingoela n 2
i Maaaa aoa.~mai. ^.
car
Gimapaes k Villar.
% Loja de marmore.
Rua do,Crespo d.17.
Grande sortin.^n-
to de sedas, coes
de vestidos de cam-
braia brancos, man-
teletes, chapeos a?
seda de palha de Ita-
lia e lodas as quali-
dades de fazenflas
da moda para se-
nhoras e meninas.
Vende-se ba%$j)too.
Grande sorlimen-
to de sobrecasacas,
paletots, calcas, ca-
misas, seroulas, eol-
leles, meias, calca-
do Mellis, casemi-
ras de todas as qua-
lidades e tudo mais
perlencenle a ho-
mem e meninos.
RELOGIOS.
diminuto prec.o de jj?.
MUTILADO
Yende-se em:asade Saunders Brothers 4
C. praca do Corpo Santo, relogios do afama
ao abncante Roskell, porpre?os commodos
etambemraaceUinse cadeiasjari os mesmos
aeeiceellnta xosto*
Loja dasjportas
em frente do o> ramento
Lazinlias a 500 rs.
Camisinhas muito bonitas com duas lareur
paravestidos de senhora a 500 rs. o covado cor
les de riscado francez para vestido a 2,'sa^as
utol 12 mA ,na a s*60i di,as para seBho"
4j>oooe 5 ; da-sc amostra com penhor A loia
esl aberta al as 9 horas da noite,
f


DIARIO DE PEMUMBUCO. m, SEGUNDA f EIRA 94 DB DE2EMBRO DE 1860.

i
Calcado.
Qualidades escolhidas.
45--Rna Direila-45
Eis a [esta 1 E nccessario renovar o calgado e
correr ao estabelecimento da ra Direita, que o
vende muito fresco e em perfeito estado por es-
tes precos :
Borxeguios de homem (bezerro e lustre) 9J50O
(dem)
idem)
(idem)
(idem)
Ditos de dito
Ditos dedito
Ditos de dito
Ditos de dito
Borzeguins de senbora
Ditos de dita
Ditos de dita
Ditos de dita
Sapates de bezerro (3 1(2 batera)
Ditos de dito e de lustre
Meios borzeguins do homem
Borzeguins de menina 4$000 e
Sapates de bezerro para meaino 49 e
Sapalos de lustre para senhora a
9S0O0
8jj50
Bramante
69000
59000
49800
45500
4$000
59600
55000
68000
39600
39500
13200
bretanhas e atoalhado
Na loja da boa f, na ra do Queimaao n. 22,
vende-se bramante de Hnho muiro Ono comduas
varas de largura, pelo baralissimo prego de 2*400
a vara, bretanha de linho muito fina e muito
targa a 20, 22$ e 24$ a peca com 30 jardas,
atoalhado de algodo com duas larguras a 19400
a vara, diio de linho muito superior, tambem
cora duas larguras a 3$ a vara, ; na ra do Quei-
mado n. 22. na loja da boa f.
Cera de carnauba e sebo.
Ra da Cruz d. 33.
Venderse cera em porgo e a relalho, de arro-
ba para cima a 9$, sebo refinado do Porto era
caixotos e barricas a 109 e 109500 cada arroba,
fio da Baha a 800 rs. a libra, velas de composi-
eo e de carnauba.
Lindas caixinhas de cos-
tura.
Licoes
Sobre a nfallibilidade e o
poder temporal dos Papas.
PELO DR.
Aprigio Justiniano da Silva Guimares.
A venda na livraria dos Sis. Miranda
& Vasconcellos, ra do Imperador n.
79, a 2$ cada exemplai.
DA
[ROUPA FEITA ANDA SAIS BARATAS.]
SORTIMENTO COMPLETO
DB
sFazcodas e obras feitasi
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da velha
e nova safra a preco de 9# : no antigo
deposito do largo da Assembla n. 9.
HA
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vendem-se as lindas caixas de costura pro-
prias paro mimo, assira como pianiohos com a
sua competente msica, quadros dourados, tan-
tos de santos como de retratos, proprios para n-
feite de sala, jarros com flores muito lindos, es-
tampas tanto do guerras como de vistas decida-
des, caixas de msica com lindas pecas, realejos
grandes com 30 pecas compostas de valsas as
mais modernas, ludo islo se vende por precos
commodos.
Assucar e caima.
Vende-se assucar mascavado a 100 rs. a li-
bra, agurdente de canoa engarrafada a 20 a
garrafa ; na iravessa do paleo do Taris n. 16,
casa pintada de amarello.
Ceblas.
Vende-se a 610 e 800 rs. o cento ; na travessa
do pateo co Paraizo n. 16, casa pioiada de ama-
rello.
Ra do Queimado
n. 39.
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Chegou ltimamente a este esiabeleci ment un
completo surtimonlo de chapeos.prelos francezes
do melhor fabricante de Pars, os qujes se ven-
dem a 79000, ditos a 89000, diloll 9S>000
ditos muilo superior a IO9OOO, ditro de castor
pretos e brancos a 169000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de feltrc a Garibaldi de
muito superior massa a 79000, ditos de copa
baixa para diversos procos, ditos de palha escura
de varias qualidades que e vendem por preco
barato, bonets de velado para meninos a 500O,
ditos de palha escuras e claras a 45OOO, ditos
de panno muito bem arranja.Jos a 39500
chapeos da seda parasenhoras a2J000 muito,
superiores, ditos de palha escuras proprios para
campo a 12000, ditos para meninas 10*000,
chpeos de sol de seda ioglezesaTo e a 12
muta superiores, ditos francezes a 8*000,
ditos d panno muito grandes e bons a 4&000.
sapatos o* voludo a 23)000. ditos de tranca a
1*600, sinVog de gruguro para senhoras e rae-
ninas a 2*000, coeiros de casemira ricamente
bordados a I23S000, e outras muita fasendas
que a vista dog freguezes nao deiiaro de cora-
prar.
FlJVDICiO LOW-MOW,
Ra da Senzalla Nova a. 42.
Nesto estabelecimento contina a haver um
completo sortimento de moendas e meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e laixas
e jerro batido e coado, de todos os tamanhos
para dito,
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conheeido eacreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgern em
pedra, ledo por precos mais baratos do que em
oulra qualquer parle.
Vinlio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmos&C, ra da
Cruz n. 10 enconlra-se o deposito das bem co-
tilleadas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
leaux Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chteau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop A Mareilhac.
St, Julien
St. Julien Mdoc.
Chteau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
As melhores machinas de coser dos mais
atamados autores de New-York, I.
M. Singer &C. e Wheeler &Wilson.
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas deste dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, eresponsabi-
samo-nos por sua boa
qualidade o seguranca :
no armazem defazendas
do Rayraundo Carlos
Lerte & Irmos ra da
Imperatnz n. 10 antigamente aterro da Boa-
Vista.
Loja das seis portas em
frente do Livramento
Cavado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos gostos a 200 rs. o co-
vado, ditas estreitas de cores escuras a 160 rs.,
pecas de bretanha de rolo com 10 varas a 2'
ditas de esguiaa de algodao muito Ono a 3$, ris-
cadinho de linho a 160 o covado, lencos brancos
com barra do cor a 120 rs., ditos brancos com bi-
co a 200 rs., algodo monstro cora duas larguras
a 640 a vara, lazinhasde duas larguras, fazenda
nova para vestidos a 500 rs. o covado, cnfeites de
tranca com Iaco de Cta para cabera de senhoras
a 2ji500, cortes de riscado para vestidos a 2$, pe-
cas ite madapolo com 4 1)2 palmos de largura a
49109, chales de merino estampidos muito linos
a 6*. A loja est aberta at as 1 horas da ooite.
Pianos
Saunders Brothers <& C. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n.ll,
alguns pianos do ultimo gosto recentimecte
chegadog.dosbem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood 4 Sons de Londres
muito Dropriospara este clima
LOJA E ARMAZEM
DE
i %zras Una do Queimado
n. 46, trente amareUa.
Constantemente temos um grande e va-
riado sorlimenlo de sobrecasacas prc tas
de panno e de cores muito fino a 288,
30$ e 359, paletota dos mesmos pannos
a 20g, 22$ e 24$, ditos sarcos prelos dos
mesmos pannos a 149, 16* e 18$, casa-
cas pretas muito bem eitas e de superior
panno a 28*, 30$ e 35c. sobrecasacas de
casemira de cores muito finos a 159, 16$
e 18$, ditos taceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 129 e 14$, cairas prelas de
casemira fina para homem a 8*, 9, 10/
e 12, ditas de casemira de cores a 7$, 89,
99 e 10*, ditas de biim brancos muito
fina a 5$ e69, dilas de ditos decores a
39, 39500, 49 e 49500, dilas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, col-
letes prelos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos de cores a 4J500 e 5, ditos
brancos de seda para casamento a 59,
ditos de 69, colleles de brim brauco e de
fuslo a 39,3*500 e 49. ditos de cores a
2J500 e 39, paletots pretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 7f, 8* e 99,
colletes prelos para luto a 4(500 e 59,
caigas pretas de merino a 49500 e 59, pa-
letots de alpaca prela a 3(500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 69, 79 e 8$, muilo fino col-
letes de gorgurao de seda de cores muito
boa fazenda a 3980O e 4$. colletes de vel-
ludo de crese pretos a 79 c 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre- |
tos e de cores a 14*, 15* e 16*, ditos de W
casemira sacco para os mesmos a 6950O e E
79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e SP|
39500, ditos sobrecasacos a 5$ e 59500, 6
calcas de casemira prelas ede cores a 69, $
6$50G e 79, camisas para menino a 20 9
|E a duia, camisas ingieras pregas largas S
g muio superior a 329 duzia para acabar. Jj
H Assim como lemos urna officina de al St
3? faiale onde mandamos executar todas as i
j obras com brevidade. wfc
m CTC* wb Bam bsw VNmmvNM
Coke (carvo),
ou combustivel para cozinhas, caldeiras, etc.,
muito econmico para as casas particulares: ven-
de-sc na fabrica do gaz, em porcoes de um quin-
tal psra cima a 1| o quintal.
Vinho do Porto, genuino,
Meo de 1820,
Stomacal de 1830.
Precioso de 1847,
As duzias, e em aixinhas, a dinheiro, por ba-
rato preco : vende-se na ra do Trapiche n. 40,
escriptoio.
Meias muito bara-
tas.
A loja da aguia branca est prvida de urna
grande quantidade de meias, c melhor sorlimen-
lo que se pode dar, e por isso est vendendo-as
mais barato do que em culra qualquer parte ;
sendo meias cruas e-ncorpadas, de abanhado ou
bocal elstico para homem a29500, 3$, 3$500, 4$,
4g00c 5* a duzia, ditas inglezas o melhor que
se pode encontrar a 69 e 69500, ditas de fio de
Escocia pona encarnada imilandoseda a-800rs.
o par, e de cores a 640 e.SOO rs., ditas brancas
mui finas e lapadas a 2J400, 3g00 e 59, e finis-
simas a 89 a duzia,, dilas brancas finas e fio unido
para senhoras a 49, 4$800, 59500 e 6g50Q, e de
fio de Escocia primeira qualidade a 89500 a du-
zia, dilas de seda brancas e pretas a 2$500, 3*,
3$500e49, ditas cruas mui encor.padas para me-
ninos a 200 e 240 rs. o par, ditas brancas e de
cores a 240 c 2S0 o par, dilas para meninas a 39
a duzia, ditas de seda para baptisado a 2* o par,
dilas d laia e de seda para padres a 29, 3$ 49
o par. Ernm vista de tantas o diversas quali-
dades, o melhor 4 approveitar-se a occasiao, e
dirlgir-se a ra doQiKnmdo, loja da aguia bran-
ca n. W, que ser servido com agrado e since-
ridades
Vende-se um viado manso ; na ra estrel-
la do Itosario n. 1, taberna.
9 Vendem-se 5 carros novos com todos os O
arreios : na ra Nova n. 21.
CANDIEI/OS
ECONMICOS
NA
Ra Nova n. 20.
Chegou um riquissimo sortimenlodecandieiros
econmicos de muito bonitos modelos, desde o
mais superior al o mais ordinario, por preco
muito commodo, com a experiencia propria de-
ver agradar ao comprador, e vista da pouca
despesa que faz, animar a ser Iluminado so com
os dilos candieiros a gaz ; os mais baratos sao a
imitacao de urna lamparina, produzindo a luz a
tres velas de esperraacele com a importancia de
40 rs. por noite ; gradualmente ir sobindo to-
das as mais qualidades al o maior, que servir
para ornare Iluminar urna rica sala, equivalente
a 16 velas de esperraacele, ludo islo se garante
sob a condicao de voltar e resliluir-se o seu
importe, na falta de nao agradar a experiencia
feita: na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Cofres de ferro para dinheiro,
joias. etc., etc.
Na loja da aguia branca vendem-se bonitos co-
fres de ferro mui fortes e seguros, cora fechadura
e chave, ededifierentes tamanhos, proprios para
se guardar dinheiro, joias e papis de importan-
cia, pelos baralissimos precos de 4g00, 5$000,
5(500 e 6$ : em dita loja da aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
JOAQUN DE OLIVEIRA MAIA
24-30-Praca da lndependeacia-24-30
Grande, variadoeescolhido sortimentode chapeos de
todas as formas equalidades, a saber:
De seda finos, de castor, braceos e pretos, com pello e
sem pello, de 10 a 14#, defeltrode todas as qualidades e
varias formas, Magenta, Solferino, Touristas, Jerome, etc.,
etc.: de palha escura (phantazia), de palha e casemira
(idftm), de palha do Chille, ditos muito finos, avelludados,
altos e baixos, de gorgurao de seda, de oleado para criado.
De Hanilha,
os mais recommendaveis para a eslaro por serem leves, muito frescos, oscuros, eleganiesede
longa duraco.
De balda, forma cavour,
elegantes, muito frescos, leves e de duraeso.
PMU MA SBMLHkS.
escuros e claros, com enfeiics e sem enfeiles.
Completo sorlimenlo para meninos e enancas.
dem de bonets para homens e meninos
c finalmente outros muitos, quesera enfadonho mencionar.
OLEADO PINTADO
de excellente qualidade proprio para mesas, consolos, bancas etc., ele, a 3*000 o covado, baralis-
simo por sua excessiva largura: na parga da Independencia ns. 2i e 30.
Algodo monslro.
Vende-se algodao monstro com duas larguras,
muilo proprio para toalhas e lences por dispen-
sar toda e qualquer costura, pelo baralissimo
prerjo de600rs. a vara ; najua do Queimado n.
22, na loja da boa f.
Relogios.
Vend-se em casa de Johnston Pater & C,
ra do Vigario n. 3, urnbello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna variedad^ de bonitos irancelins para os
mesmos
Saceos de 115 libras.
G mais superior farelo cada, no armazem de Barros & Silva ; assim co-
mo se vende saceos de feijo mulalinbo, vindo da
ilha de Fernando.
Baldes de 30 arcos.
Vendem-se superiores baldes com 30 arcos,
sendo muito recommendaveis por poderem flear
do tamanho que se precisar, pelo baratissimo
j preoo de 6JJ ; na ra do Queimado n. 22, na loja
, da boa f.
jde graca.
Cortes de calcas de meia casemira de cores es-
curas al $600, ditos de brim de linho de cores a
|2,r6cadinhos de linho proprios para obras de
meninos a 200 rs o covado, grvalas de seda de
| cores a 640, ditas pretas estreitinhas e largas a
19, ealem disto outras fazendas que se vendem
muito em conta ; na loja da boa f, na ra do
Queimado n. 22.
No engenho S. Paulo, silo na freguezia dos1
Afogados, vendem-se animaes de roda e alguns I
quartos.
Vinho genuino.
Ainda ha urna pequea quantidade de ancore-
tas deste vinho sem confeicao, e proprio de doen-
les : na ra do Vigario n. 19, primeiro andar-
Ra do Crespo
loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, vende-
e por pre$os baralissimos para acabar: ves-
tidos de tarlatana bordados de seda a 8?00O,
organd de cores muito finas a 320 rs. o co-
vado ,C8ssas de cores a 240 rs., chita larga a
200, e 240 rs., capas de fuslaoenfeiladas a
S90C0, casaveques de cambraia e fil a 59000,
perneadores de cambraia bordados a 67000,
babados a 320 rs. a vara, tiras bordadas mui-
to Cnas a 19500 a pec,a, r3cado francez fino
a 160 rs. o covado, golinhas de ponas bor-
dadas a 29500, manguitos de cambraia e fil
a 2JJ000, camisinhas bordadas muito finos a
2900O, chita larga com lustro e muito fina
propria para coberta e roupes a 320 rs., es-
guiao de linho a 1#200 a vara, roupes de
seda feilos a 129000, vestidos de seda mofados
a 89000, luvas arrendadas a ICO rs. o par,
vestidos de grosdenaple prelos com barra de
cor a 20000, palitos de pao preto e de cores
de 16,5000 a 205000, sobrecasacas de panno
muilo fino a 259C0O, calcas de casemira prela
e decores de 69OOO a 115000, dilas de brim
branco e de cores de 2#000 a 55000 palitos
de brim branco ede cores de 25500 a 59000,
ditos de alpaca de 3*000 a 89000, brim
trancado de algodao com 9 palmos de largura
proprio para toalhas a 900 rs. a vara, damas-
co de laa com 9 palmos de largura a I96OO0
covado, velbutina prela a 400 rs., brim de
linho de cores a 19500 o corte, meias cruas
para homem a 19200 a duzia, camisas de
linho inglezas a 325000 a duzia, pejas de
madapelo fino a 49500, corles Je lanzinha
milito fina com 15 covados a 80C0 rs., ca-
misas de cores e brancas de 1550O a 39000,
e outras muitss fazendas jor menos do sen
valor para fechar contas.
Escrayos fgidos.
Fugio no dia 2 de covembro do eng nho Si-
bir da Santa Cruz, sito na Ipcjuca, um esrravo
de nome Antonio, por alcunho Moreira, "o qnal
foi comprado ao Sr. Manotl Ignacio dos Santos
senhor do engenho Santo Antonio das Nortes'
em Macei. Seguio para o Rerife aorido pedi
urna carta ao Sr. Antonio Pires Ferreira, e de
snppor que ainda a conserve servindo de guia
Tem os signacs seguintes : reprsenla ler 30 0 35
annos de idade 'punco mais cu menos, cor bem
prela e espados largas : roga-se a qem delle
souber baja de o apprehfnder e levar ao Oit > n-
genho ao abaixo assignsdo, ou ao Iteeife ao"r
Manoel Ignacio de Oliveua & Filho, que sera'
bem recompensado. SibirO 11 de dezembro Je
1860,Filippe de S e Albuqucrque.
Do engenho Culigi, freguezia da Focada,
ingio no da de novembro do correle anco o
cscravo de nome Antonio, com os rignaes se-
guinles : estatura regular, cor mualo, c;i('l de
negro, pouca barba, denles limados, idade 25 ou
28 annos, pesroco e ps grossos, tem pelo rosto
pescoco e peitos algumas manas de p?nnce
algvimas cicatrizes pelas cosas que parecem l'cr
sido de chicote ; nao levou comsigo roupa algu-
ma, e consta haver fgido para o lado de jerlo
d'onde viera : quera o apprehender, pedet el-
va-lo ao referido engenho, ou no Itecio. roa es-
trella do Rosario n. 29, ao Illm. Sr- Fio risa no-
do Morques Lins, que ser bem recompensado.
Escravo fgido.
naL1ma^aala,L0C,a,r0,,rag'0' C0D1 *'anD0S 1'"'
na macaa do rosto, representando ler S5 annos
de idade, natural do Rio do Veno, chamadj
Luiz, desappareceu no dia 30 de oulubro da rasa
do Ur. Cosme de S Pereira, de quem cscravo
suppoe-se ter levado um tavallo pnto do Sr'
Hoslron que se havia sollado, e que ello fdra
ero busca do mesmo ; suppoe-se mais que Ma
mulher de nome Maria tambem o acompanha
levando nm pequeo bah de flandres : roga-s
as autoridades policiaca e a oulras quaoquer
pessoasque o prendara, e remetlam ao seu se-
nhor, que pagar qualquer despeza.
Pugio da cidade do Aracaty, no mez de se-
tembro prximo passado, um escravo do com-
mandanle superior Manoel Jos Penna Pacheco
que ha ponco o havia comprado ao Sr. Bfnl
Lourrnco Collares, de nome Joaquim, de idade
de cincoenta e lanos annos, fulo, alto, magro
denles grandes, e com falla de alguns na renlo'
queixo fino, ps grandes, e com os dedos grandes
dos ps bem iberios, muito palavriador, incul-
ca-se forro, e tero signaes de ler sido snrrado.
Consta que este esrravo apparecera no dia 6 do
corrente. vindo do lado das Cinco Pona, e sen-
do enterrogado por um parceiro seu conheeido
disse que tinha sido vendido por seu senhor para'
Goianninha ; qualquer pessoa que o pegar 1 ro-
dera levar em Pernambuco aos Srs. Basto & Le-
mos, que gratificaro generosamelue.
Dos premios da segunda parte da primeira lotera, concedida a beneficio da irmandade de N, S. do Bom Parlo d
________________^greja de S. Sebastio de Olinda. extrahida em 22 de dezembro de 1860.
^ i ______________
V*
NS. PREMS.
2
7
9
11
17
20
22
35
10
42
43
44
46
50
55
ti
71
78
79
87
88
89
96
97
101
16
17
21
29
25
27
28
29
31
32
35
36
37
39
49
4
209
49
NS. PREMS.
152 4g
57
59
66 -
74 -
75
79 -
81
83 -
89
90 -
92 -
93 -
94 -
95 _
201 -
8
11 -
14 -
16 -
20 -
25 -
26 _
28 _
31 -
35
36 -
39
43 -
48 -
60 -
62
65
68
72
78
79
80
82
91
NS. PREMS.
295 49
300
1
3
7
13
18 -
19
25 -
26
28
32
33
37 -
43 -
4?
47 _
53 -
58
68
69
71 -
74 -
81
85
88 -
90 -
94 _
97
403 _
8 -
10
17 -
19
3* _
37
38
39
44
46
NS. PREMS.
448 49
49 -
53
55
59
60
61
62
65
68
77
83
88
91
95
98 -
501
7
9
13 -
19
24 -
33
34
36
4
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26
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4
0 escrivao Jos Maria da Cruz.
;
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42852
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BUS.
49
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49
4
Pernambuco:Typ. de M. F. de Faria.-1860.
ILEGfVEL
j


rv

Litteratura.
MmSAlIBCO. SKGNDA fUftA 34 DK DEZEMBBO DE 1860.
parte para os calholicon e para os protestantes.
Ha lao pouca mimisade peasoal contra os mes-
A Orpfca Monten Clara.
(Concu$ao.)
Ofc oh I que esli dizendo, Thereza ?re-
liqnio rnestrc Sleven-Nao lia arlisl que rusa
HmilPii Clara ? E ento ru quo sou ? eu, que iz
607.ihI)q o bello aliar da cap. lia !
Sim, mestie Sieven, rerdade ; mas o se-
Mior au tur. retratos.
0 ie diz I Ora essa I Pra que serrem os
r. tratos I I. bonito ver esses farrapos besunta-
dos do eu< amado e o/.ul, que os senhores bor-
radores se aiiovem chamar retratos Quanto
se lli- passa a mo por cima. Dea ludo n'um hor-
ra,, i Falle-me de um rebato era vulto 1 I,t0
4"' a propria natureza ; pode se ver, apal-
par, cheirar.... Nao sabemque ura da fiz a ca-
bera de Huuten Clara de gesso para me servir de
roodeiu oo aojo que est no altar? Oeixera-me,
que hei de f.i/.er o se retrato de pao.
Dm pao de pao Iexclamaram as orphas
ora lora de escarneo.
Sim, de pao !replicou mestre Sieven
fc;l "> nr entilo que cuidara ? Houlen Clara de
pao. nao pode ser cousa melnor.
Este Jago de palavras (t) fSI vencer a causa ao
osculplor. Ficou. portante, cnearregado de fa-
zer urna estitua de madeira da orpha Clara e fi-
KOU logo o preeo da obra.
Panado um mez, m.tro Sieven entrava urna
roa ibia cedo uo ivjolhimenlo das orphaas, tra-
scnlo Houlen Clara ios hombros.
A estatua de mostr Steveu anda hoje se ve no
asylo das orphaas, eniraudo a pona esquerda:
erre de pflar ao eorrimao da escada, eera nes-
se mesaio lugar que Uouien Claracosturaava sen-
lai se multas rezes nos seus accessos de som-
uambulumo.
Hf.NBV C0NSC1ENCE
[Commercio do Porto.}
A concorda! austraca e o proles
Kantismo.
O diversos discursos pronunciados por Sua
Eminencia o card-al de Rauscher no conselho do
imperio -m resposti s iulerpellaces do Sr. de
M lager sobre a concordata, e sobre a eguald.ide
d.- direilos das diversas corumnnhoes chrisles,
tem oceupado rauitu osjomaes libera.-s da Alle-
manha. Esses jornaes se hao oceupado do dis-
curso era questio.de urna maneira simples eim-
perh.ua : era compensaco porm se hao alar-
gado inulto nos ataques contra a concordata aus-
traca, e nos seus qoexumes respeilo dasitia-
cau dos protestantes no imperio.
A .--voluco traz lambem os protestantes
sceua : Rao porque se queira associar cora elles, ,
ibjs porque quer faze-los represeotar o papel
q ie i io bera represeulou o judeu Mortra no
seu lempo. O liberalismo mofa do bora seuso
da lgica e do direito : sao potencias eslas qu
se achara hoje dseothronisadas. Para adquirir
o q i" se chima opinio publica, cumpre-lhes
provocar commoedea arlittctaes, porque a epo-a
- di seosibilidade ; a inlelligencia e o coracao
ma ralem. O raciocinio fatiga : internos pois
de apreseotar os helos, e vejamos se elles pro-
vvn realmente que a Austria, e especialmente a
concordata sao iajustispara com os protestante*.
O que rom ser a concordata 1 A liberdade
permitlida aos bispos as suas relajees cora o
Santo Padre ; o poder de govcrnirem e de ad-
tninlsirirem ellos as suas dioceses com t ida a
pleiiilode naqmllo que diz respeilo doulriua s
orlenaces, ao eulio e aos sacramentos ; m
sumraa um contrato que reconhecce a jurisdicao
dos mesmos bispos em nut-rias de f, na adrni-
Dtst Co dos sacramenta, inclusive o matrimo-
nio, e na disciplina e administrarlo dos bens da
egreja. O oslado de Ma parle reservn para si
os seus direitos, que em nada foram offendidos :
conserrou no dominio, que Ihe perlcnce, tola a
jurisdicao, at mesmu contra as pe.ssoos do clero.
O imperador faz noineac-s para quasi todas as
S s eclesisticas : reserva para si o direito de
aprosenlaco s prebendas. Nao s o estado
prearv6u os seus amigos direitos, mas lambem
a egreja Ina coneoJeu mullos privilegios de que
elle antes nao gosava. Por conseguiule o car-
dea! de Rauscher t-vc muita raz&o em concluir
o seu discurso, dizendo que a concorJata em na-
da nffeo lia os direilos de outrera.
Mas, dizeao elles, a concordata offende o pro-
t -' intUmo pelo tacto nico de que os casamen-
to; us los sao nhi prohibidos, a resposla
obvia : nao se trata na concordata de casam-ntus
mixtos Csse wontu da legisla^ii j desde 1SII
que so acha regulado, e regulado de accordo
com os mesmos principios seguidos na Prussia e
Da Bariera. Se a Austria culpada, lambem o
sao a Prussia ea Bavicts, que instituir, as suas
leis sobas mes mas bises : eniretantn que os nos-
ses hberaes rao cuidam em &t ca-las.
Objectam mais com a questo dos cemiterios :
para destruii esti objeccao bast att-nder-se
que a palavra allemia Uirekhof significa pateo
da egreja. Com eflYito o cemiterio urna de-
pemieacia das egrejaa catholicas. ainda mesmo
boje qu^ a susceptibilida le mo lerna o lera afas-
talo para longo do sanctuario. Recusarsepulturas
ao5 protestantes no terr.no abeucoado pela egre-
ja nao mais censurare! do que W-se egrejas
_. ', .----------r>.n>. minio os mes-
mos protestantes que cada um cemiterio benzido
estsempre aberto para receber os seus innocen-
tes; fllhinhos e os adultos leem um lugar reser-
vado para elles que nao bufo. A egreja
tao pouco Intolerante que ni#%iwr de sorle al-
gma forcar os incrdulos rece*erem a sua
bencao contra a ventada delles. Nao s- v6 oca -
so al entre os proles! mies, tmulos do familia
oe qiieMo exclaidos os despojos (llornes de lo-
rias as pessoas que naopertcncera mesma fami-
ia? Ninguem pretender sem duvlda crimina-
los por isso. i, a epreia calholica nao furnia
mais do que orna grande familia, cjajos membros
so ochara ligados ent.e si, niio pelo parentesco
I corporal, mas por urna aflmidade rspiritual mais
intima anida e mais sagrada do que o lagos do
sangne. Porque, razao. pois recusar-se aos ca-
tuolicos o direito de exelutrem do seu (uraulo de
ranulia, do seu cemiterio, aquelles que nao par-
lilharam da sua f, das suas esper.ncas e cari-
aaue. iinalmente que nao pirtilharam dos seus
principios em geral ? O catholico er na efieacia
aa supphca pelas almas dos seus morios ; apraz
se em pensar que o seu tmulo sr santificado
pelas supplicas daquelles que tanto elle amou ;
qoe o seu ultimo jazigo ser respeilado ; e quo !
os seus ossos nao hao de servir para com elles se
iazer grae. corao succedeu com os osso dos
tngiezes mortus era frente de Sebastopool. Fal-
lara da paz entre os vivos : por venl ira ella
garantida qnando ao lado do catholico. que ora
sobre o tmulo de um irmau, os visitadores pro-
testantes do luraulo visinho zombam da sua su-
perstxgao ?
A concordata, rontiuuam elles. prohibe os
uoros que sao nocivos religio e moral, e
era virtude dessa prolubicao podemos chegar'ao
ponto de serem al confiscadas as biblias Nun-
ca nouve bispo catholico que invocasse a con-
cordata para impedir aos protestantes a leitura
las suas biblias : o mais que os bispos tcem
teita impedir, de conformidade com a mesma
concrdala, urna propaganda odiosa entre os ca-
tholicos.
Pergunlamos: qual a paridade, islo a egnal-
dade ue direilos que dev6 haver entre os catho-
licos e as seilas prolestautes?
Os protestantes leem seus diroitos, concorda-
mose at des-jamos que nao sejam tesados es-
ses direilos. que sejam sagrados aos olhos do
governo: o que, porm, pretendemos que elles
nao devem tur direito egualJade com os catho-
lieos.
O direito tem suas bases positivas, e para os
protestantes austracos essas bases sao : o trata-
do de Westphalia, o acto federal, o artigo 20 da
Dieta hngara, e as leis adoptadas para a Tran-
silvania em 1791. Resulta d'aqui que os protes-
tantes da Hungra possuem direitos que lhes s5o
especialraenlo proprios, e ao raesmo se d cora
03 protestantes da Transilvania e da Allemanha.
I roeura-se fazer do seguidle argumento um ras-
go de lgica admiravel : Os protestantes da
Transilvania e da Hungra gosam de egualJade
cora os calholi.os : a Austria deve lambem con-
ceder essa mesma regala todos os protestantes
do imperio Quando a iustria conquistou a
rransilvania encontrn os protestantes desse
pau na posse de direitos que ella mui conscien-
cioaamente respeilou : quanto egualdade con-
tissional na Ilungria tem ella por base o decreto
da Dicta hngara que estaluio em 188 a egual-
dade de direilos entre os calholicos e os protes-
tantes. O sou valor pode ser sem duvida revo-
gado, e ogoveruo austraco acaba de dar urna
prova dsso permitlindo mais liberdades aos pro-
testantes desse paiz do que leem os de estados
propiamente protestantes.
Se os negocios protestantes, diz o cardeal
do Rauscher, nao se acham j regulados, a cul-
pa nao da concordata, porm sim dos ele-
mentos polticos que se iniromettem nessa ques-
lo. O movimento da rae* magyar, que cerlos S!,'oSBSe,riam "UllaS Ve"S, na A"s,ria- comt>
chefes de partido turnaran, muilo peilo aro-t?^ ?.?"l'*. paues' Jraov",S Pela intrigas de
chefes de partido tomavam muilo peito favo-
recer, foi contrariado pelo doutor LechloT, do
Leipsich, juslameule um siiperinlcndcule pro-
testante. Elle eucarou esse movimento como
ingralidao, urna suspeila, urna reroltr
ritorios da Confcderaco Germnica, quanto ao
goso dos dxreilo citis e politico.
Segue-se desse texto quo os direilos religiosos
Ocarao sem garantas. E' esta urna grande des-
greca para todos, especialmente para os catholi-
cps. DesejarSo olles um dia raciocinar for-
wri, pedindo justiga pelas vexacoes de que
eram victimas em Mecklemburgo. O Sr. de
K'llembourg convertido egreja calholica juleou
que poda ter sua custa um sacerdote catholi-
co para o servico do culto na capella do seu cas-
lello. O governo, sabendo disto, intimou-lho
a ordem de despedir esse ecclesiasllco, e para
Urar-Ihe lodo odesejo de desobedecer, mahdou
eoriduztr o mesmo ecclesiastico at s fronleiras
deboixo de priso. O Sr. de Keltembourg api
pel.ou para a Dieta de Francfort: a Dieta deci-
di que, avista do artigo 16 do seto federal, s
eram garantidos os direilos civis e polticos
sendo que os direilos religiosos nao gosavam de
garanta alguma.
Mo foi cortamente a Austria que fez peader
a balanca em favor de urna explicaco da f do
aelo federal: o representante dessa potencia na
Dietao Sr. do Linue publicara urna brocHura
em abono do peticionario.
Hoje entretanto ollega-se, esse mesmo ariiso
daquelleacto [6
A garante os direitos religiosos dos catholicos, por
outra alBrma-se que elle garante esses mes(no-
direitos dos protestantes.
Fiualmento um privilegio que se pedo para
estes ltimos. Antes de concede-lo, a Autria
far multo bem em esperar um estado protestante
que d o exemplo de aemcllnote generosidade.
Arham horrivel que o imperador nao pernita
a elexcao dos superintendentes pelas commukas.
A concordata, contra a qual declamara, er-
milte ao imperador o direito de apresentagi s
sedes episoopae,; porque lhe recusariam o rres-
mo direito as communhoes dissidentes? Com
eUoito o privilegio que pedem para sete milhloes
de proicstantes esl em opposicao tritita milhes
de calholicos I
O imperador catholico, chama-se Francisco
Jos, ludo isto verdade : mas poder ver |de
novo o da em que elle se chame simplesmente
Jos.
Ainda urna veznao o amor da egualdalic
confessional que os obriga pedirem essa istn-
?ao. esim o espirito, a s le de dominio, que ttjm
por devisa ut Cesar, aut nihil! \
Rradam coulra o restabelecimenlo dos tribunats
ecclesiasttcos para julgarem as causas matr-
moniaes. O protestantismo qnerei lambem rci-
claraar para si semelhante favor? De certa qnlc
nao. Luthcro em todas as suas cartas appellidol
o casamento um negocio siraplesraente leigot
(em welllich ding) ao passo que os calholicos o
honram, e o considerara como sacramento.
Nesta qualidade o casamento catholico perten
ce ao furo da egreja ; e na qualidade de wellich
duig ente os protestantes pertence jurisdicao]
das leis civis, como qualqier outro contrato1
profano.
Finalmente levara mal que os bispos catholicos
se possam reunir em concilios, e d'ahi pedem a
mesma liberdade para a conservadlo dossynodos
protestantes.
Porm a lei religiosa das communhoes protes-
tantes nao prescreve de sorle alguma a manu-
tencao dos synodos. salvo nicamente a lei da
communhao helvtica que tem o seu direito
parte.
Os synodos sao para as outras seilas crcaces
mu recentes: alm deque essas assemblas,
eorapostas de leigos na maioria, podem de um
momento para outro transformarem-se em
clubs.
Basta o inslinclo politico de conservarlo para
determinar o governo austraco obrar nesse
caso com toda aprudencia. Esses prelendidos
synodos seriara muitas vezes na Austria, como o
Earl Culling
sem motivo contra o goveroo.uue por sua paten- 'i"s "siriacos. O que se ps
le imperial se approxi nava dos protestantes com ,nli,ia enm ffit ar m0."fWA con-
tada a lealdade I sf!1"1* com grande ediGcagao da piedade ingleza.
o....i____. .... IKIO B n.ira animar U.U. A KnRK4^_ it.^
lord Palmerston, ou do seu genro
Eardiey.
O Moming Post mais de urna vez se tem tra-
hido ijs suas lamentacoes sobre a surta dos
protestantes austracos. O que se passa na Ita-
e se con
a
Reclamara como um dirdlo de egualdade o1 S?*vit.i?w* ,nB"r a Au"slr3' conceder" lhes'
cutio pelos estajos allemaes. A isto pode a i P"witgios.
Austria responder internigaudo-os se essa I E' pois muilo natural que ella se afierre aneen
f. p raCo 'Su w" ffPP"*'* P'"' ^T 2* "a oirende^o,' seus 7SSSZ-
* .C|.,a/a S--hle,w.4:Holsleiu, na Prussia, no [ eos e tradi-onaes, confirmando escrupulosaraen-
II] Hout significa pao, e houten, ajjectivo que
dcile deriva de pao.
FOLHETOl
GUY LEVI\GSTOI\E
ou
ft' TODO TRANSE
POR
Jorge Alfredo Lavtrence
XXXI.
Os mais doces labios, que
por ventura tenham sido cubar-
los do beijos, poderlo suspirar
e murmurar sem serem ouvi-
dos ; os mais encantadores
olhos, que por ventura teuham
brilhado, poderao desviar suas
vistas sem serem chorados,
antes que um mez tenha de-
corrido.
A morada Jos Forrester era curiosissima. Elles
eram prodigiosamente felizes, e entretanto au
se poda dizer que fosse esta a fe'icidade domes-
tica. Estavam fura sempre, indo para diversos
lugares, e quasi nunza estavam sozinhos em casa.
O refrigerante casamento nao os tinha resfriado,
nem um, ncm ao outro, ponto de (raze-los
vida digua e calma, que convm este honroso
estado.
S'gunio o que pude ver, Charley eslava tao
galn como nunca ; e a nica diQ>re&ra que ha-
via.era que elle passava ento por junio de suas
victimas com um certo ar de proteceo paternal,
que ao passo que a situigo lornava-se maisln-
teressante, cahia pouco pouco em seu modo in-
timo de outr'ora. O effeilo g*ral era, se pos-
sivel, mis seJucior ainda do que d'anles.
As bellas Venecianas tinham pira elle urna ad-
miracfto sem limites ; ellas achiram o encanto
da novidade em sua tez alva e brilhante, e na
abunddaiicia de seus cabellos castanhos.
Sem o menor respeilo grammalica, ou ao
carcter distinclivo da lingua italiana, elle falla-
va com urna facilidade tao perfeita.com tanta
confianga e urna to grande satisfaco de si ; suas
inlonaces adaptavara-se tao bera esse dialecto
to l.'iiiu, lao suave e tao lnguido, que seus pro-
prios erros pareciam preferiris s mais correc-
tas phrases de qualquer outro. < Hallan meltr
cute cilnx Platone errare.
Quando elle dizia : Si Siora, pareca que cha-
rr.ava urna mulher pelo seu noaezinho de
amor.
Isabel tambera fazia multo furor com seu arzi-
olio doloroso ; mas cteio que ella eocerrava-se
) Vide Diario o. 290.
ducado do Bade, ele? Se se derem ao trablho
de confrontarem a situacao dos protestantes na
Austria com a dos calholicos nos sobreditos pai-
zcs, verao que os priraeiros nao teem menos ra-
zoes de queixas e de censuras contra o governo
imperial.
Os jornaes dedicados ao liberalismo invocam 0
tratado de Westphalia oara cim elle molivarem
as suas recriminagoes, e legilimarem os seus
olios. E' evidente que os redactores dessesjor-
naes nunca lerarn esse tratado, que consagra o
jus reformandi, direito este em virtude do qual
se pode (anear fura do paiz t-ida a pe abandona a crtica du seu berco. Isto muito
mais forte do que n acto de Mrtara, e enlrelan-
to nao foi a Austria, nem tao pouco o Nuncio do
Papa, que eslabeleceu esse direito liberticida
em 1648.
Appellara tambera para o acto federal, artigo
t6. Eis aqu textualmente esse artigo.
A differenca das communhoes christas nao
pode constituir urna dilfereuca nos paizes e ler-
Cleentina Aubernln.
. nT iSV'i f"ni'iil Au,bernin P" seus afflns
disir ,-wd uU.na um das mais importantes do
flistnctrf de Nelun Constara de tres oessoas o
mae,'n,rnamee0en"m-,Klha nar. In. V* UBh." eD,8 ""^ Vnle ""<> O
Fabrica ?i..viUbermD' c"a a dirigir urna
fabuca de vidros que seu avO fundara, e que lhe
fcullar. pelos grandes lucros que lho av2, cora-
tada. aZ annUS 8,g,Un" *ir" de ,eri' P'^-
ladas de arrores, com o que augmentara honra-
fe^a?eTaherd,de V^\moLl j muilo e -
ler^a que possuia nos arredorea de Sivry Sabia
ffi?;* nao lhe f,liara dnheiro, apro-
^ ,'"s dceasioes Quando comprara al-
fa de cZ Si.ftahMJ a'S"ma Prca" ^ m
la de lorie, cujas errores pequeas costeavam a
?Sonh5ore..f" 'S'?LUnl Seuro indici0 Pe'o qal
S S"i"r mu,her q"e havia ch'"> oc-
nari.menl IdHerUra US0 CUJ th" era rdi-
breceu?. A.deWJ de ler um cha|e ou algum
ra Aoh^iin^0. ,'u,are.nta Cinc0 annos. seJho-
< ,"ha ,a.nl"s l'ias e ,anla3 cachemi-
f!bri?,!i f ra,g9 d" casa d'ahi ncl'm que o
vi,, u I h comprado ludo o que estar
di?;lM dB "''o- O notario da familia
me,.t?n,Vmaap,r0Siar"n de "Preciar exacta-
vl nu,.H a fo:lua lrariq.T A"berln Cn,ru" na admi,,is-
SsV/dfasf beDS' UU"Ca deLxr4 de MMl"
iiuVJa'=e 3 larKa," PaMio do Melun e no cas-
it-iio oe .irry, porm cora ordem ; e se gastavam
com o bem estar e com as commodidades da vi-
da, nada so despenda cora a radade. Havia bns
cavallos normandos ou percheroes na estribara.
solidos carros na cocheira: jantava-se lautamen-
te, porm sem ostentar que havia manjares ex-
lraoruinanos;_ despediam implacavolmente os
creados que nao se levautavam pela madrugada,
ou que erara dele.xados; ludo fazia-se ora casa
a rarrella e o pao, bem corao os reslidos e a ruu-
pa branca dos dorios da casa. S se afas arara
da regra geral quando se tratara -la filha. Ape-
nas pronunciara-89 o nomo de Cleraentina, ca-
inam as barreiras levantadas pelo habito, e nada
?a? f. Jemasiadamente caro ou excesiva-
mente bello. Clemenl.na era urna raiuha, Cle-
raentina era um dolo, e o altar nunca eslava
Essa ausencia do vaidade que se notara na fa-
milia Aubernu., nao importara ausencia de us-
ttiitacao. Pouco se daram na rica habitaco do
mbItIu"? Tldreir. comoasenhoraAubernin
m.rU d0hch3Ula,r seu mariJ. d comer era
d w .i !-,br!UCa llsa.e deservirem a mesa crea-
dos sera libr; porm ah tambera sabiara fazer
soar Dem alto os railhoes que havia em caixa. O
laxo ostentava-se as palavras. N'um dia, tra-
i.f"ii" ddC",J?"oenlo da compra de algum
castello senhonal com parque e vastas depen-
dencias; no dia seguintefaliava-se em encher os
aparadores de baixellu de prata. Ninguem cui-
..h-Mein.i IMr tae Precios; eram apenas
Objecto de conrersa. Clcmeotina, que gastara
odos os annos faz^da sufficieute para vestir vin-
le lamillas, vina n'uraa atmosphera onde como
E25L*.af,B tnJu dt Prata- Tinham-a ha-
bituado crerque naja impossivel quempos-
sue grandes rendimenlos, e desde a infancia acos
tumara-se pouco a pouco a ver salisfeilos ludos
os seus caprichos, que os mais repentinos e os
mais exquisitos lhe pareciam legtimos e quasi
quo de origem divina.
Se isso agrada-te, msler faze-lo, ora a
expressao favorita da senhora Auberuin.
INessa poca a questao do casamento de made-
moiselle Aubernin era de certo o que disculia-se
de melhor vontade nos circuios e as reunioes de
Melun. Clcmentina era ao mesmo lempo objec-
to de nveja e de admiraco para o districto intei
ro. ao havia ldalgote retirado era seu castello
I entre a creada e o cao, ou banqueirozinho que
i pozesse de parte no lira do anno alguns cobres
que nao suspirasse ao pensamenlo de mademu-
I sello Aubernin. Os mais atrevidos aprsenla-
ram-se em casa do pae ; os mais modestos con-
ientavani-se com saudar a filha de longo no pas-
seioou ao sahir da enreja. Q .ando fallaran)
n urna herdeira rica de Pans ou u'alguma belda-
re (iue hara apparecido no baile da prefeilura
as pnncipaes pessoas da cidade abanaram a ca-
ii5a !~Vemo" mademoselle Aubernin, diziara
eita>. bsse uorae enchia-lhes a bocea ; era co-
mo se ttressem ao mesmo lempo entre as suas
amisades a filha de Creso e a irra de Helena
Anda nao fallavam em noivo. Apenas sabiara
que o Iilho do collector geral a tinha pedido, e
que tora recusado o coronel do regiraeuto de hus-
Aos vinte annos, Clemenlina pareca ter dous
ou tres de mais ; era fresca como a flor molhada
pelo orvalho matutino, gorda, bem feila ; tinha
olhos expressiros e rasgados, os labios salientes,
corados e bem desenliados, os cabello castanhos,
a cintura uro tanto erosss. norm fleivel na
phjrsionomia algn? .J.T" mT.1S ^^^^^^^
que pred.spunha em seu faror. Era a iraagem cava entrlgue si'mnSFX:^:*^
era que era rica, e que hariam de dela-la ca-
sar-se stu gosto.
Quando o Sr. Aubernin eslava em sua fabrica
de ridros ou uo seu escriptorio.e quando sua mu-
Idava nos arranjos da casa com urna ac-
da s le e'da ftdicidade.""Nguom*'a"srpendi
nunca lendo algum lirro no fundo do jardim que
da escada exterior do palacio descia suaremnte
para as margens do Sena, ou passeiando engol-
pliada em doce enleio sombra 'das arvores do
parque de Sivry. Nada de suspiros nem de lagri-
mas furtivas; porm em compensago um grande
desejo de chegar primeiro ao baile e de l apre-
seutar-se com o melhor traje ; cora isso uraa boa
uose de bora humor com que nao podiam a chu-
ra e o vento. Poder-se-hia acreditar que aqueile
bello corpo, que pareca ter fgido dos gimna-
sios da antiga Grecia, nao encerrava uraa parcella
de ervo sob o fino lecido da pelle, se Cleraenti-
na nao Ilcasse profundamente impressionada pela
msica, e mais que sso, commovida. Por esse
lado, reconhecia-se que a paixo tinha imperio
soare aquella organisacao robusta e que poda
ige.ru da fazer palpitar aqueile coracao indiff--
rente e joven.
Mis lisongeada, muilo acariciada, sempre ro-
dead* de pessoas desejosas constanlemeole de
condescender com os seus caprichos e deexalta-
a, muitVadrairada e applaulda pela menor pa-
lavra que proferia, ou pe. walsa mais curia oue
dansara. mademoiselle Aubernin tinha de bm
uao ser maligna era invejosa. nem inclinada a
maledicencia e ao desdea. Tambem nao era tola
o que pareca milagre, perdida corao eslava n'um
mar de homenagens e do admiraces. Nolava-
se apenas que era violenta e arrebatada em seus
us. excessira em seus desejos. e que a mo-
egU-----... rcuuuio ousoiuia
de seu lempo. A chave eslava emeiraa da bibli-
oinecazinha do bonanchaa e os jornaes a-hajam-
se espalhados e abortos na mesa do ia!o. To-
mara, pois, ao acaso algum volume ou percorria
rpidamente duas ou tre* columnas de ura fulhe-
tim. O que ella procurara no liVre assira come
no jornal era a distraeco ; o que a conserrara
atienta e exlasiada era a narraco de alguma fes-
ta, dea.gum acontecimento, de alguma arentu-
ra em que se descrevia alguma cousa da vida
agitada de Pars. Se o amor apparecia nessas
paginas mil escolhidas e mal eomprehendidas,
ttemenlina nao recuava ; at habitaou-se ana-
tyse, s pintoras dessa paixao, e chegou sera es-
orsui pensar que ella era inevitivel e de direi-
to absoluto : nao era cousa do corado, roas ne-
gocio de moda, de alguma sorte o complemento
de umi existencia explendida e mundana. Es-
tila, pois, resolvida amar, assim conio- tomar
uto camarote no Iheatro italiano Ella nao sa-
bia somentu se esse amor preconcebido havia de
aproreitir seu marido ou qualquer outro ;
mas ao passo que o espirito acostumara-se pou-
co pouco cora todos os sophismas. o coracao
permaneca insensirel quaesquer emoces. la-
recia-lhe que nao se poda amar seno com res>
tido ae rendas e as zonas dos boulevards te
Duraue o invern, a familia Aubernin habita-
ra o palacio do Melun, onde daram-se grandes
jamares s pessoas notareis da cidade ; dansara-
emTul^Vv^ln^8 q", md1 dconheca'3e'a s vezes pelo carnaval. Clemenlina pode-
du^,, nu'.rJ eran0 duas ou tres amigas s quaes amr.i c.m ./,. lista dos manenhn. .,,.* .------:.<____ ..
- amara com ardor
sera egual, porm successiramente ; nao limitara
eniao Qem moderara as suas caricias ou os seus
airelos ; nao poda passar um da sem ver Julia
ou Zo ; ludo era da favorita, o coracao e os do-
ces, os aff .gos e os presentezinhos ; d'epois, n'um
oa, lindas as ferias, Julia era esquecida e Eraraa
acariciada.
Depois de haver aprendido o que se ensina de
geographia, de historia, do grammalica e de m-
sica as mocas das familias abastadas, Clemontini
loi retirada do celebre estabelecirnento era une
estivera em Paris. Tinha ento dezesele anuos
Je os mestres nao lhe hariam faltado, o mesmo
nao se pode diz^r respeilo da educacao. no
sentido varonil da palavra. O Sr. Aubernin per-
tencia tolo sua fabrica e ao seu negocio, cora-
prava pagava, venda e achava que ludo ia bem
com tanto que fossem servidos hora mircada o
almocoeojantar. Era o Francez mais pontual.
-ixava pois. a direccao do sua lllh.i sua mu-
lher. Infelizmente tinha esta, respeito da edu-
cacao. ideas extravagantes e um systema que
nao poJiara fazer della um guia til ou vigilante.
fistava convencida du que nada preralece contra
os iiitinctos, nem o exemplo, nem a advertencia
era o conselho, nem a atlenca >. O que o ber-
co da, dizia ella s rezos, s o tmulo tira ; nao
modica o que pelo dedo da natureza foi marra-
no a educacao mais rigorosa ou mais sagaz. A'
este respeilo era intratare!. At fcilmente re-
corra s suas reminiscencias para sustentar essa
opiuiao.
Aos quinze annos, dizia ella, eu gostara
dos reslidos azues.goslara delles aos rinte e cinco,
[jala dos mancebos que a conridaram. Deridia-
se o resto do lempo entre Sivry e uraa casa de
campo que o Sr. Jos Aubernin possuia em Bru-
naj. Clemenlina nao gaslava de Melun e abor-
reca o campo. Ah talvez esli.csse o segre-
do da resistencia que ella oppunha tedas as
icntativas que harlam feto contra a sua liberda-
ue. ue sua estada no convento do Sagrado Co-
racao, licra-lhe um desejo imraoderado de vi-
ver em Pars e de ahi receber visitas.
Avista das explendidas carruagens que entrevia
no pateo ou na ra, os nomes Ilustres que pro-
nunciaran! .liante della no locutorio, um nao sei
que que penetrara no conrenlo e que fazia in-
troduzr-so ah o ar de Paris, ludo augmentou o
desejo que tinha de deixar Melun. O lempo das
renas duplicara essa disposicao. O Sr. Aubernia
recebia muita genie em Sirry, onde se cacara
no outono, e principalmente em Brunay, desde
o mez de raaio at o mez de seterabro.- Todos
os domingos o trera da estrada de ferro trazia
urnas rinte pessoas que daram noticias da gran-
de cidade. tallara-se na peca em moda no
cantor predilecto, nessas mil ninhrias de que
constara as chronicas dos sales, a moda, a pa-
lavra voltil, a anedocla em voga. Esses das
eram das festiros para Cleraentina ; ella esque-
Cia as arrores, a reir, os bosques, as fontes e
10 los os encantos da natureza, que nada diziara
'seu coracao, para entrar de ura salto na vida
mundana, com ura ardor e com urna curiosidade
que teriam assustado qualquer oulra pessoa
que nao fosse sua me.
-----,a-------- --.a aos vinie e cinco, ii,.:,......
e a""la hoje teoho tal gosto. O mesmo d-se ,>*/, pengo para Clemenlina no meio
respeitodasjoias edainaniadeploravelquetenhoi iv. i 'pen, ncla ein quo Passava os dia
de dizer^francamente o que pens das pessoas e -^MS q"e- b;ilho d
vista dellas. Ora. procurem corrigir-me .P.05'-ao dt m}** de "m
E quando alguera nao pareca inleiramenle
te o preceilo : Suum cuique.
O fin de todos os protestantes e lberaes
cancar a Austria, levar o monarcha retirar a
concordata. A manobra tem aproveitado no
grao-ducado de Bade. O qoe diriam se a Austria !saros e,n guaruico na cidade.
quizesse romper o tratado de Zurich ? Clamariara Houve bstanles iudscretos que fizessem mui-
sem duvida que era islo romper um contrato tis perguntas senhora Aubernin respeilo de
solemnemente reconheciJo, e por consequencia f"as "tencoes relativamente Clemenlina e a
una acto desleal. boa senhora nao se enfadava contando que havia
guando os igaos do partido ante-catholico '"'astado ura e repellido outro. Aquelles officio-
exprimem a esperanca de rerem ainda a concor- sos. notarios ou rendeiros velhos quo sempre
data abolida esquecem que o imperador Francis- ,eeru Js niaos cheias de cas>me.ito nao deixa-
co Jos n'uma occasiao solemne prtfnunciou estas vani lao pouco de segu-la e cerca -'la Ura dia
memorareis patarras : em que inslavam com ella para que fizesse o re-
A minha gloria consiste em preencher sempre lral Jo genro que quera, chamuu a filha e le-
os deveres importantes de que Deus me incum- vando-a para diaule de um grande espelho:
bio. E' este omeu enipenho. Ora, o meu prin-' nih..m nn >n. j.-.. = -
principalmente no circulo de seus compatriotas.
O que havia de melhor, que nenhum dos
dous formalsava-se de modo algum cora as ma-
neiras do ou'.ro ; ao conlraro, ambos pareciam
ver nisso materia para elogios antes do que para
censuras.
Talvez que a vida assim foise melhor. se se es-
t"ndesse ura pouco esse principio de liberdade de
aeco reciproca, bera que eu nao exija que isto
chegue ao ponto onde elles iam nessa ordem de
ideas.
Nao podmosnos deixar sshir nossas mulheres,
sem que as cerquemos de um desiacamento de
semiciri para garantir nssa honra? Nao alias
nosso clima muilo mcerto, e sua influencia mui-
to eficaz para que possamos nos mesmos reliar
suas janellas, romo se faz em Cdiz ?
Suppondo que possamos adoptar um ou outro
destes methodos, porque razao elles entre nos
tornar-se-hiam mais efticazes, do que o sao no
slo, onde foram inventados, ao menos segundo
dizem ? Seo marido iuglez nada quer conceder
aos principios, que o! ros suppera ser inherentes
d esposa de sou coragao, era sinlemnisaQes,
suspensas como espada de Daraocls sobre a ca-
beca imaginaria d'aquelle que julga-so quere-Ia
para sou repouso, porque razao, ao menos,
deprecia elle seus proprios mritos e seu valor
pessoal, tao completamente corao se se conside-
rasse fura de concurso ? Se elle quizesse renun-
ciar nicamente sua mania de fazer-sc perfeita-
raenle desagradavel, creio que na maioria dos
casos seu ulerease real corra poucos riscos.
Pobre Vulcano I sua reJe era um mio enge-
nhosoe um trabalh) nolavel, mas enltttanto elle
nao foi de todo bem succedido.
> A' despeitode mistress Ellis, ha mulheros, cuja
mjssao nao serem boas donas de casa ; ellas
nao poderiam, ainda quando o quizessem, se tor-
narem ulcis. Se as desposaes, convem toma-las
pelo que ellas sao, e correr o destino Sede en-
to indulgentes e nao imped que elles walsem.
Perguotava-se urna senhora ltimamente :
Qoe lazeis quando ura de vossos admirado-
r-s se torna apaixonado ?
Nunca me vi nesses casos, respondou ella.
Creio que fallara a rerdade ; e entretanto era
urna co ju"iie, cuja fama era grande em urna
boa parte dos dous hemispherios.
Quanto ssuspeitase aos temores do oulro se-
xo, para mira ura assurapto raslissimo.
At o flu dos lempos ha ver Dejaniras, Zairas
e misiress Claudios. A tragedia e a comedia
na rerdade teem feilo ludo para destruir pelo ter-
ror ou pelo riso essa indulgeucia para cum a cul-
pada paixo, que se gera indislinctamente nos
adultus rares, tanto nos melhores, como nos
peiores, tanto nos jorens como nos mais velhos,
tanto nos mais innocentes como nos mais cul-
pados.
Nao tentemos, pois, discutir : inrolramo-nos
em nossa virtude, e supportemos o melhor que
podermos as censuras e accusaQes de nossos
Junos com olhos de boi.
Vimos Vcueza mu conscienciosamente, ex-
cepgao de Forrester, que depois dse ler urna
urna rez arrastado trarez do palacio dos Doges,
peregrinasao esta interrumpida por muilos altos
e uraa profusao de lamentacoes, recusou rer cou-
sa alguma, que elle nu podesse olhar do fundo
de sua gndola.
- ----- vMij/viiiiu. */!*!, V UICU
cipal de rer fazer quanto me for possirel para
que a concrdala, seja exeeulada como o dere
ser.
N. J. cornrt.
(Le MondeSilveira.]
Nunca vi pessoa alguma lao seu commodo
neste delicioso moio de transporte. Suas amigas
renezianas animaram-o nesta indolencia, cora a
qual sympathisavam, e queixavara-se, cora olha
res o palavras, de que o contrariassera sempre
este respeilo.
O fado que quasi sempre deixavarao-lo so-
zinho.
Entretanto, urna vez que aportamos para ver
urna das mais afama las egrejas, miss Derereux
pedio-lhe instantemente que a acorapauhasse.
Era urna linda e espirituosa pessoa, por quera
Charley enlouquecia. Segundo o costurae, am-
bos tinham por dia cinco seis disputas, e acom-
moJavam-se outras tamas vezes.
N6s sabamos que era intil tentar persuadi-lo ;
porm ella era assz obstinada para procurar ar-
rasta-Io.
Varaos, capito Forrester, necessario que
renhaes. E' para mira um negocio do co-
ragao.
Elle lerantou seus corapridos cilios com um ar
, de lnguida felicidade.
Muito agradecido ; goslo que se inleressem
I por mira, mas sabis que a cousa simplesmen-
, te irapossirel. VJe Renaldo, ura exemplo fri-
sante o que ros dere bastar. Nao lhe rem
idea mexer-sa sem que isso seja obrigado,
! O bom gondoleiro j se haria deitudo para
i aquecer-se voluptuosamente ao sal. cojos raios
i scinlillaalescahiam era prumo sobre seu rosto
Olhem para ella, disse ; nao digna de um
principe ?
Ella nao poupara Clemenlina essas palavras
em que tinham plena liberdade a imprudencia 0
oestovameulo. Mademoiselle Aub-mi ra,porm
acaran os slgnaes de MtnelhapSe* gracejos.
acres-
rigueiro e seus magniicos cabellos negros.
Veris o mais maravilhoso Ticiano, ac
cent iu ella persistindo.
E' intil, respondeu elle, eu o nao aprecia-
ra. J percorri em rossa companhia urna gale-
ra de qoaJros. E' urna decepcao e um engao.
Neiihum quadro pode comparar-se eomrosco.
Nao julgava qce me recusasseis, proseguio
miss Derereux, principalmente depois do serao
de hoolem, no qual estirestes tao. divertido.
Ella hesitou pronunciar esta ultima palavra co-
rando. Evidentemente nao era este adjectiro,
que deva acabar a phrase.
Divertido 1 relorquia Charley com um ac-
cenio queixoso. Nao precisnes dizer raais. Eis-
me annquilado para o dia inteiro. Eu, que tinha
em risla ser sobre tudp tocante e pathetco. Va-
mos I ludo bom no entanlo. Divert um anjo
sera o saber.
Era lodo o caso, eu saberei urna oulra vez
at que ponto vos devo crer, respondeu ella co-
mecando enfadar-se ligeiraraenle.
Nao sede injusta, proseguio Forrester sem
abalar-se de maneira alguma com a presenca de
sua mulher, que estava tres passos delles ;eu
disse que eslava prompto morrer por vos, e
anda o affirmo. Podis marcar o momento, mas
eu devo escolhero lugar. Se insists, vou acabar
desde j e aqu mesmo.
E em vez de lancar-se o'agua, aceommodou-se
mais conforlavcimente ainda, se possirel, no
meio de seus coxins.
Sem termos paciencia para ouri-los mais, par-
(timos m de prem exocuco nosso projecto.
Estaramos de rolla muito terapo antes que elle
I tivesse esgolado seus argumentos contra toda a
I fadiga e contra lodo o iocommodo.
Margarida Derereui esqueceu-se de visitar a
egreja e seu Ticiano, mas ganhou urna boa leo
I de moral prtica. Desde esse dia ninguem mais
a vio perder <" encantadora eloquencU para aJ-
vogar urna causa lao desesperada.
Leinbro-me da maneira solemne, cora que elle
desejou-nos um buon viag.jio, no dia em que
subimos o Campanilla.
Chegados nos ao cimo, descubrimos sua pre-
guicosa pessoa, entendida sobre muitas cadeiras
dtante do caf Floriano.
Elle lambem nos vio, e lerou aos labios o copo
que Uuha dianle de si, agitando-o com um gesto
de approvacaoe auin-acao, como se faz em Cha-
raounix, quando descobre-se cora o thelescopio
algum i mancha negra sobre os cimos alvacentos
das moiilanhas.
Quando deseemos, elle impoz-nos silencio an-
tes que tivessemos podido dizer uraa palavra.
Sim, eu sei, magnifico. Bella, sei que
ides extasiar-ros cora a vista quo de i de tima
so goza. Socegae, ou cuto ros porei em peni-
tencia por uma semana, eso ros darei por ali-
mento Brad-shaw (l) e agua clara.
Passamoa em Venoza um mez muita agrada-
re!. Guy eslimou bep isso por estar em compa-
nhia dos Forrester.
Elle sempre tinha amado muilo sua prima
que agora parecia-lhe convir muito mais do qu
qualquer oulra pessoa.
Ella passava horas ioteiras sentada junto el-
le, conversar com sua voz meiga e carinhosa
que pareca acalma-lo. como uma mao fresca!
posta sobre uma fronte ardente de febre.
Isabel nao linfas .iais niedo delle ; porm ura
grande respeilo uiilurava-so sua compaixao.
t. curioso, e isto prora talvez em favor de
nassa pobre natureza humana,-quo nem o orgu-
Ihodo nasciraento, Dera felicidades completas,
nem uma sabedona profunda, atlrahem tantos
respeitos em roda de um hornera, como uma
rerdadeira e profunda dor. Ao menos ninguem
he podo ter inrejn ; e enlao.-como esse valen-
te rrancez ao ver seu adversario mutilado, os
que erara pouco antes seus inimigos, os saudam
com suas espadas quando passam.
Eralim, parlimos para Roma ; nossos compa-
nheiros enchiara quasi dous carros.
Neste paiz ha t> nenie duas manciras de via-
jar: ou em seu proprio carro cora um correio e
um outro carro com prorises. corao um Russo
ou um nobre transallantico ; ou em vetlurino.
Esta ultimo modo, que era o nosso, quasi to
agradavel como o outro, nao se ler muita Pres-
sa. O en;antode ler "por um certo lempo o 63-
pinlo livre de todo o cuidado, quanto aos cami-
nhos seguir e aos meiosde avancar. compensa
bein uma marcha de seis milhas por hora.
Tomamos,pois.muiragarosamenle o rumodosul
por Verona, ond se pensa mullo mais no Avon
do que no Adige,onde em tmulos, poslosem
equilibrio como o de Mahomtt, os poderosos
Scagltari dormem entre o cu e a torra, como se
nem um, nem outro lhes conriesse; emfira,
onde se v em antigos jardins, to bera tratados,
cyprestes. quo se lngara to altos para a aboba
da celeste, que causa verligm segu-los com os
olhos: essas arrores erara j verdejanies e tal-
vez coberias de uma luxurisnle folhagem muilos
annos antes da redempeo do mundo.
Foi ainda assim quo alravessaraos Mantua e
Bolognc, para descerraos Florenca, onde res-
(1) Brad-shsw-r-libreto ingle dos camiohos de
ferro, publicado por Brad-shaw.
. nao pareca .
convencido, apezar da forca desse raciocinio .
- Olhera, a ec roseen lava ella com um agrada-
vel enlhusiasmo, quando eu audava na escola
era a menina raais iuJiscreta quedar-so podia. ."
Era mais fcil passar sera comer e sera dormir,
do que estar calada... Apezar de tresentes his-
torias tolas, lenho perseverado com uma cons-
tancia tal que nao leria tido s>m duvida para
um mtlhor emprego de meu talento... Nao sou
mais crianga ha muilos anuas... Coufiem-me
um segredo e hao de ver!
Por consequencia foi Ciementina poueo mais
ou menos entregue aos seus instinctos e deixada
sem direego.
Dotada de boas qnalidades, um pouco leviana
anda que nao o mostrasse, mui superficial, a
senhora Aubernin, que ella nu deixou mais, ti-
nha uma msela de qualidades e de defeitos que
uao procurara dirigir. Ella nao cousentia que
se esperdicasso ura pedajo de panno em casa, e
deuara sua filha por de parte ura chapeo que
lhe hara custado cincoenta luizes, depois de o
ler posto duas rezes. Tinha ella o espirito agu-
do pandoxal e alegre sobretudo ; mas, de-
pois de haver gabado as delicias da vida de fa-
milia, e o prazer que d uraa existencia honrada
pelo trablho e que se di.ige para um fim til,
exclamara repentinamente que para sir marque-
ta nao se dara de vver de codeas de pao. e que
se tivesse tido a felicidade de nascer baroneza
ou riscondessa, nao hara de olhar nuuca para
uma pobre burgueza.
E quando pens que me chamo Bergeron,
e que meu pae rendeu quiuquilharias, zombo
disso! aceresceotava ella.
Os ouvidos de Cleraentina nao ouriara qualro
palavras serias por auno. O que melhor sabia
pirara anda, julgo eu, as almas de Calharina c
Cosme de Mediis,5 tal ponto sao ahi as mu-
lheres e os horaens braocos, doceis, pouco es-
crupulosos e cruois !
Nao nos demoramos muilo nesta cidade, por
que j a linhamos ristado duas ou tres rezes
mas continuamos dirigir-nos para Roma pela"
estrada cima, at que chegamos Cirila Cas-
tellana, nossa ultima escala.
Depois do jantar, estaramos lodos reunidos em
roda de um fogu de lenha. porquauto as nuiles dt
outubro que lindara tornavam-se assaz Trias: e
nao sei corao Forrester poz-se fallar de sua fu-
ga com sua mulher.
Quem vos dera que visseis como a bagagem de
Bella estava guardada! disse elle. au suajde
imaginar nada mais pequeo que sua bolsatBoV
sacco de dinheiro de correio daria duas della.
Bella trazia com i.to ura grande capole, e mais
nada. Era em ludo uma raarchi de tropas liaei-
ras.
Admiro que possaes fallar em bagagens sem
corar, respondeu-lhe sua mulher.
Chegados que fomos Dowers, encontra-
mos o criado de Charley tora quatro mallas enor-
mes, e ura gigantesco toilette. Nao era isto mui-
to romntico ?
Ah I diz Charley, necessario que um ho-
rnera tenha suas commodidajos, ainda mesmo
quando rouba sua mulher. Gabo-me de ler arran-
cado as cousas o melhor possirel. Supponho-me
um laleulo desconhecido para a intriga.
Nao era uma grande bondade de sua parle
lomar tanto trablho ? perguutou-nos Isabel
muito innocentemente e de boa f, eslou certa
disso.
Seu marido belscou a pequea orelha cor de
rosa, que achava-se ao alcance de sua mo.
Ella torrieu-sezombeteira, diz elle ; vos a
leudes deilado perder Guy.Se eu tivesse tido
lempo de consultar-me mais, creio que nunca rae
loria empeuhado era tal casamento. Admiro-me
muilo de ter podido supporta-lo.
Vou dizer-vos o quo vos teria convindo per-
fetamente, obsc-rrou Levingstone.Era ser um
desses personagetis dos Coutos rabes, que acor-
dando achara-se transportados uma cidade ma-
ravilhosa, dez rail leguas da habitaco delles ;
e que reera vir seu encontr um rcueravel ri-
zir que lhes diz:
Meu Qlho, o cu deu-me uma filha, uma ver-
dadera perola de belleza ; de quem muitas pes-
soas leera-me em vo pedido a mo. Quanto
vos, vosso bom roilo me agrada, e eu desojara
vos ter por genro.
Exactamente, diz Forrester; nao me impor-
tara de tornar-me defiuilivamenle geuro de um
oulro sogro, quem quer que fosse, o que to-
dos fariara, nao assim ?desde o momento era
jjue so tratasse do uma boa fortuna.
Longe de parecer picada, Isabel poz-se rir
alegremeolo; seus olhos, cheios de um amor fe-
liz e altivo, brilharam descaocando sobre seu ma-
rido.
O melhor de ludo ato, proseguio Charley,
e que ella fleou era um estado terrivel de inquio-
taco e abalo, durante todo o eaminho al Do-
i w , que ia eoconlrar seu noivo. E entretanto, quem
nao v que nao era possirel que elle nos tivesse
passado, menos que nio houvesse viodo pelo
1 telegrapho elctrico!-Que bella carreira seria es-
passava os dias.
e sua belleza e a
homem duas ou
tres vezes millinnano. nao reunissera em torno
della procuradores de dotes dispostos ludo.
Apresentou-se mais de um que por todo o mere-
ciraento nada mais tioha,do que a mocidade, um
lindo rosto e audacia. E grande o numero des-
ses bonitos rapagoesque por toda a fortuna teem
apenas uraa casaca preta que lhes assenta mui
nem, e alguns lunes no bolso. Representara em
uossa sociedade moderua aquelles genlilhomens
de outr ora que s tinham a capa e a espada pa-
ra abrir eaminho pelo mundo. Grande numero
do atieres bem apertados no casaco do drago ou
na Tardela do hussar, obscuros advogados que
se exercitaram para as causas importantes de-
leodendo a sua, especuladores estreiantes, emfim
um esquadrao inteiro de ambiciosos louros e tn-
gueiros lorveliuharam ao redor da Clemenlina,
Nenhum njBpava os suspiros, valsando ; os mais
lemerariosjjjhegaram fallar e s rezes acoote-
cia-lhe encontrar algum bilhete no ramalhete do
baile ou occullo em sua caixa de costura. A
curiosidade rencia quasi sempre e Clemenlina
abra o papel. Poucas rezes commoreu-se ou G-
cou abalada.
Orai lerara as episiolas amorosas a me que a
reprehenda, porem com mais vehemencia que
de ordinario.
Ora, roinha raae, dizia ento Cleraentina, o
pobre mogo nada teto, ao passo que mea dote
tao grande !
Esse argumento desarmara a Sra. Aubernin.
E bom para elle, mas lu, continuava e'ia
para que ler essas lo/ices ?
L para liabluar-mo isso, resrrodia a
herdeira.
(Continua-se-ha )
sa Eu estimara tornar rer anda uraa vez esse
amante ronceiro.
Nao era de todo lao ronceiro, interrompeu
Isabel com malicia.
Ah parecera que nao o poupasles.obserrou
lnguidamente seu marido. Tendes um grande
talento ueste genero ; mas por agora, pequea,
nao queremos ourir vossa confissao. Por pieda-
de, pelos olhos de maJemoiselle. Agh, que-sao
lindissimos, seno pelos vossos, que sao muilo
uteis, creio que farieis melhor se vos fosseis
deilar. A
Ficimos conversar ainda um momento de-
pois que Isabel sahio.
Forrester levantou-se para ir tomar fresco ja-
nella. A onda de luz que o clarao da la lancou
no quarto, quando el!e puxou a cortina, pareceu-
nos rerdadeiraraente magnifica, e fez parecer mui
pallidas e fumosas as tres lampadas, que nos allu-
miavam soffrirelmente.
_ Vou fumar meu ultimo charuto al fresco.
diz Charley : creio que o que ha de melhor
fazer por uma la lao bella. Nao vindes, Guy?
s, Hammond, nao quero ros fazer apanhar se-
reno.
Nao, hoje nao, respondeu Leringslore. Nao
estou de humor para admirar cousa alguma : pelo
contrario, eu vos massaria.
Aecommellia-o nesse momento um de seus
sombros accessos, e era tal caso, elle prefera
sempre a solidao.
Bem, por tanto irei eu szinho fumar a hu-
milde folha----- mas nao inleiramenle innocen-
te um charuto, finalmente, como costuraava
diz*. Tyrrel.Lerabraes-vos de seus adjectivos
de sentido amphibologieo ? Se ouvirdes cantar
muito agradarelmente, nao vos inquietis ; sa-
bereis que o inodensivo luntico, que vos falla
nesle momento. O accesso nao durar mais de
uraa hora. A'proposito, araanha estaremos em
Roma. Aleu nico cuidado saber se ahiencon-
trarei alguma ecusa para transporlar-me la
Garapagna. K.... possue uma ptima malilha e
rapozas em quantidade.
J observastes por ventura quando se acabado
phoiographar, que se applica o nitrato de prata,
ou qualquer oulro baoho derradeiro, ou a der-
radeira laragem, qualquer que seja ? A' princi-
pio v-se uma linha, quo se pode tomar por uma
arvore, um pio, ou a crista de uma colima ; de-
pois uma outra ; at que finalmente o quadro in-
teiro so desenha em um relevo distinelo c res-
plandescente.
E' assim que me lembro desla scens, apezar
da pouca alteucao que enlo prestei s suas par-
ticularidades, torno rer cada gesto, cada
8lharcjda inflexo do voz de Forrester; e ludo
isto lotua-se to distiocto e claro meus olhos,
como se elle eslivesse em carne e osso diante de
mim. Eu o vejo daqui sombra da grande por-
ta da entrada, accendendo seu charuto com um
tico de fogo, cujo brilho vermelho cahia sobre
suas foicoesdelicadas, esobre seusbrilhantes ca-
bellos castanhos ; julgOrOurir sua voz affectuosa
e doce, enriando-nos estas derradeiras palavras ;
Al'rivtrdcrci I
Se esse desejo foi cumprido depois, s Deus o
pode dizer. Quanto nos, nao o tornamos mais
a ver com vida.
* (Contntiar-s-na.]
ryiN.-iirp. de*, s, dk faria.-isco.

ILEGfVEL


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