Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09195


This item is only available as the following downloads:


Full Text
lili XXXTI. HUMERO 295
Por tres mezes adianlados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6&000.
SEXTA FEIRA 21 DE DEZEMBRO SE 1861.
Por auno adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
EJCARREGAD03 DA SUBSCatPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrinode Lima;
N-ital, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaty, o
Sr. A de Leraos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de 01
veira; Maranho, oSr. Manoel Jos Martins Ribe-
ro Guimares ; Piauhy, o Sr. Joao Fernandes de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr*. Jernimo da Costa.
PAKUDAs Di Ja COrtKElUs.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
e sextas Teiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tercas (elras.
Pao d' Alho, Nazareth, Limoeiro, Brpjo, Pes-
queiro, Ingazoira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Sirinhem, Rio Formoso, Un, Barreiros,
Asna preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partera as 10 horas da manhaa
EPHEMERIDES DO MEZ DE DEZEMBRO.
5 Quarto minguante as 3 horas e 40 minutos
da larde.
12 La nova as 10 horas e 28 minutus da manhaa
20 Quarto crescente as 3 horas e 50 minutos
da manhaa.
38 La cheia aos 58 minutos da manhaa.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeiro as 11 horas e 42 minutos da manhaa.
Segundo as 12 horas e 6 minutos da tartie.
AUDINECIA9 DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relacao tercas, feiras e sabbados.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quarbs ao meio dia.
Dito de orphaos: tergas e sextas os 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel ; quartase sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
17 Segunda. S. Bartholomeu de S. Geminiano.
18 Terga. Nona Senhora do O' ; S. Spcridiao b
19 Quorla. S. Fausta; S. Daro m.: S Paurillo m
20 Quinta. S. Liberato m.; S. Foligoneo b.
21 Sexla. S. Thom'ab. ; S. Temistocles m.
22 Sabbado. S. Honorato m. ; S. Floro m.
123 Domingo. S. Servulo adv. contra a parajysia.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO NO SUL
Alagoas. o Sr. Claudino Falcao Dias; Baha,
Sr, Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO/
O proprietario do mamo Manoel Figueiro da
Faria, na sua livraria praga da Independencia as.
o e 8.
PARTE OFFICIAL
Ministerio da fazenda.
Ministerio da marintaa.
decreto >-. 2,698 he 24 de novembro de 1860.
Reforma a tabella das materias de embarque
dos ofpciaes da armada nacional e imperial.
Ilei por boro, em virtude do art. 1. do decreto
Circular n. 6i. Ministerio dos negocios da n- 1.093 de 10 de selembro do corrente anno. re-
formar a tabella das maiorias de embarque dos
ofliciaes da armada nacional e imperial, e deter-
minar, que lenha vigor a que com este baixa,
assignada por Francisco Xavier Paes Brrelo, do
meu conselho, ministro o secretario de estado
dos negocios da marinha, que o lenha asslm ea-
fazendo. Rio do Janeiro, era 5 de oulubro de
1860. Angelo Muniz da Silva Ferraz, presi-
dente do Irinnnal do (hesouro nacional, trans-
mute aos Srs. inspectores da thesouraria de fa-
zeri'la, para os devidos cffeitos, as instrueges
juntas, expedidas para a exeengo do decreto
ii. 2,647 de 19 de selembro prximo passado.
Angelo Sloniz da Silva Ferraz.
mSTRVCCOES A OLE SE REFERE A CIRCULAR SfPRA.
Angelo Moniz da Silva Ferraz, presidente do
tribunal do thesouro nacional, para a boa exeen-
go do regulamento approvado pelo decreto
ii. 2,647 de 19 de selembro do corrente anno,
ordena que se observera os seguinlcs instruc-
coes :
" Art. 1. O regulamento n. 2,617 de 19 de se-
lembro do corrente anuo ser posto em execuco
no prazo e pelo modo marcado no arl. 782do
mesmo regulamento, precedendo os competentes
annuncios para conhecimento dos interesados.
Os archivos das mesas de consulado existentes
serao remeltidos para o thesouro na cite e ihe-
sourarias as provincias, e acondicionados nos
contornos respectivos; devendo nicamente ser
entregues olfandega : Io, 03 documentos e pa-
pis que inten-ssarem aos mappas eslatislicos,
ainda nao concluidos, para que lenham o com-
petente deslino ; 2o, os termos de responsabil-
dado e os documentos relativos a cauedes e flan-
ea?, e oulros papis aindapendenies.*
Arl. 2. Os guardas, que nao forem contempla-
dos no quadro respectivo, servirn como addidns
alfandega que o ministro da fazenda na corta
ou os presidenlos as provincias designarem ;
devendo todava ser como taes considerados ni-
camente os que nao se poderem empregar por
falta de vagas as alfandegas ou mesas de rendas ;
da respectiva provincia, quer como ofliciaes de
descarga, conforme a ultima parle do art. 4.,
quer como guardas.
Os guardas das mesas de rendas reunidas al-
guma alfandega entrarn no quadro da forga dos
guardas desta.
Art. 3. Os ofTiciaes inferiores de companhia,
secgo de companhia ou da forca dos guardas,
sero lirados das classes dos mesmos guardas,
ex< epto os que forem nomeados commandantes,
nicamente no caso de nao liaver guardas com
os suffirienles habilitag&es.
Art. 4. Todos os lugares nao prvidos serao
preenchidos interinamente pelos presidentes de
provincia, vista das informages do inspector
du respectiva alfandega e thesouraria ; devendo
taes nomeagoes ser imniediatamente sujeilas ao
imoislro da fazenda, ou aos presidentes, nos ca-
ses em que pelo regulamento *a estes compete a
numeacao definitiva.
Os oficiaos de descarga, em regra geral, sao
tirados d'cnlre og guardas.
Arl. 5, Na alfandega em que pela tabella an-
nexa ao regulamento nao existir non lugares Oe
liis de armazem, ni forma do art. 185 do mes-
mo regulamento, as respectivas obrgages serao
desempenhadas pelo administrador da capalazia,
ou por prepostos seus e de sua responsabilidade,
tirados do pessoal da mesma capalazia.
Arl. 6. Os correios c continuos, que na pre-
sente organisago nao forem contemplados por
ser o numero aclual excedente ao lix8do pela ta-
bella annexa ao novo regulamento, serao apro-
veitados nos lugares de guardas
Art. 7. as alfandegas da corte o Para se cs-
tabelererao, com a maior brevidade, entreposlos
pblicos,podendo pira este fim servir, em quan-
to nao houver edificio especial, um ou mais ar-
tnazens internos ou externos da alfandega que
tiverem a ntcessaria capacidade.
Art. 8 As barcas de viga fixas serao substi-
tuidas, scmwc que fr possive!, por posios ou
registros em torra, situados nos lugares que fo-
rem mais convenientes a sralisaco, conslroin-
do-se oo alugando-se para este tira os edificios
necessirios, quando os nao hajam pblicos.
Art 9." A despeza arlual cora a capatazta su-
jeita administracao deve ser diminuida, limitan-
do-sc o seu ptssoal ao numero esiriciamenle in-
dispensavel.
Para este fim os inspectores das alfandegas
apresenaro cora a maior brevidade o quadro
do pessoal, e urn orgameulo da despeza com es-
te o com o material preciso.
Este quadro, depois de approvado na forma
do art. 186 do regulamento, e orgamento da des-
peza, sero remeltidos, coi informago da res-
pectiva thesouraria de fazenda, directora ge-
ral das rendas, para ah se flxar a despeza, que
nao poder em caso alguui, salvo o de urgencia,
ser augmentado, e ainda neste caso sob respon-
sabilidade do competente inspector ou adminis-
trador, licando sempre dependente dcapprova-
gao do ministro da fazenda.
Arl. 10. No lim de cada Irimestre, os inspec-
tores das alfandegas remetieran pelos canaes
competentes urna relacao de conducta do res-
pectivo pessoal. Nessa" relacao devem mencio-
nar-se a idade, estado, eapacidado inleileclual,
empo de servieo em qualquer reparlicao geral,
inclusive no exercito a marinha, comporlamen-
to civil e como empregado, fallas, suspeusoes,
applica^o, zelo e servidos extraordinarios.
Arl. 11. L:m mez depois de ler compcado a
execuco do novo regulamento, abnr-se-hi con-
curso para os lugares de praticantcs das alfande-
gas onde houver taes empregos.
Art. 12. Os trabalhos eslulisticos serio orga-
nisados, conforme o modelo junto, no principio
d portac3.i dos mezes anteriores do respectivo an-
uo financeiro, comparando-se com as de igual
poca do anuo anterior, e addiccionando-se a
impoitancia do mez ou mezes antecedentes do
anno financeiro respectivo.
O raesmo se observar com os que rio relati-
vos navegara,) cosl-ira e do longo cuiso, nacio-
nal e estrangeira, cora a devida distinicao. Quan-
do rielo h.ija actualmenlo dados para a compara-
o.oi, ser esla nicamente feta no anno s-
tima copia desles mappas ser mcnsalmcnte
remeitida directora geral das rendas.
Publicar-se-ha tambero mensalmente urna ta-
bella do cada titulo de receita comparada com a
dos mezes correspondentes dos dous ltimos an-
uo- anteriores, sendo do mesmo modo remetlida
nina copia directora geral das rendas.
Art. 13. A disposigao do novo regulamento,
relativa ao Iratado de commercio com a repbli-
ca oriental do Urugauv, lira subordinarla ao de-
creto n. 2.653 de 29 de selembro de 1860.
Art. 14. Os inspectores das alfondegas propo-
rv> pelos canses competentes o que julgarem
conveniente para a boa execiic,ao dos arts. 38,
44, 186. 191, 276. 352, 360 e 780 do regulamen-
to, e de quaesque roulras disposicops. e daiSo
conta da execuco do mesmo regulamento, indi-
cando o que Julgarem acertado, para sui emen-
da e aperfeic-.omento. Os inspectores das the-
sourarias da.ao sua opiniao a respeito de quaes-
quer represuntegoes sobre semelhante ossiimplo.
/rio de Janeuo, 1. de outubro de 1860.
Angelo Moniz da Silva Ferraz.
tendido e faca executar.
Palacio do llio do Janeiro, em 2i de novembro
de 1860, 39 da independencia e do imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Francisco
Xavier Paes Brrelo.
Tabella a que se refere e decreto desta data, das
maiorias de embarque que devem ptrceberos
ofliciaes da armada nacional e imperial quan-
do esliverem eirectivamente embarcados em
navios rmalos em guerra.
Materias de embarque por mez.
conceder permisso para, independende de carta
de piloto, poder Jos Francisco Praga, servir
como cipitao da mesma barca somenle
E porqae se nao pdem
vestigios de
n'um dia riscar os | intima e cordialmenle u
na va-
gem a que ora est destinada para o Rio Grande
do Sul pelo Rio de Janeiro, devendo, porra, o
mesmo capitn assignar termo na capitana do
porto pelo qual se obrigue a apresentar carta de
piloto para outra qualquer viagem, que pretenda
fazer.
vetmenie e com as recordaces engaadoras do para dar as pautas dos dous pai/.es bases hberaes,
passodo. e langando assim os fundamentos de urna gran-
Mas, gracas a Dens, a razo. o bom senso, o de extenso de negocias commprciaes entre a
interesse dos dous povos.tende todos os dias para Franca e a Inglaterra, e por consequencia, assim
"":""?..": a8^l.ei^companhiabrasilei-|quedissipir essas nuvens, porque todos os dias | o espero, para cimentar mais materialmente a
O partido conservador por intermedio do scu
da Camela, j presenlou os
com as razes das suas recom-
ttulos para a sua eligibildade.
Uo partido liberal ja se apontam quem sao os
s chapa do seu centro; entretanto
passo aliancar que o "mais 'cerlo'dwUdo "
Para, e o Exm. Sr. "
- dr>
Dr. Ambrosio Leilao da Cu-
nha presidente dessa provincia, porqae alera de
-..........-................<..... ...u- -.o ,-. oe. i der ?inn1""V?8 na "ua Provinria natal c prenles-
os seus destinos, por conta do ministerio da dos essa coisiderago capital, que havendo ludo venara prevalecer entro as dins grandes poten- 'T13' esl ,erD *" os chapas, quer
guerra, no vapor que se espera do norle, as pra- a perder o rada gauhar em novas ludas, os cas que tem tantos interesaos communs e que T -m" 1er hberaes.
dous povot podem fazer-se reciprocamente' pela sua siluaco seusrinhic.i estn lio feliz.I iJ.*_ __"""" S^tlUO muito o Exm. Dr.
ra ae paquetes a vapor mandero transportar para os espirites estao mais franca e vivamente loca- amisado e os bous seutimenlos
que sempre de-
61)09000
40s000
3OO8000
aiojooo
1689000
144&000
isojfooo
72000
609UOO
1.a
Almirante
Vice-almirante .
Chefe de esquadra .
Chefe de diviso. .
Capitn de mar e guerra
Capilo de fragila .
Capilo lente .
Primeiro lenle. .
Segundo lente. .
Observacoes.
As maiorias da presente tabella somonte
sero percebidas pelos olficiaes da armada quan-
do efTeclivamente embarcados em navios arma-
dos em guerra.
2.3 Os ofiiciaes embarcados em transpartes te-
rao as maiorias da tabella do Io de dezembro de
1841, e os que servirera em Ierra, qualquer que
soja a sua commisso, ou embarcaren) em navios
desarmados, percebero as maiorias que actual-
mente Ihes sao abonadas.
Palacio do Rio de Janeiro, era 2 de novembro
de 1860. Francisco Xavier Paes Brrelo.
Governo da provincia.
Expediente do dia 18 de dezembro de 1860.
Officio ao coronel commandante das armas.
Pode V. S. autorisar o director do hospital mili-
tar a mandar fazer os concertos de que necessi-
tam algumas roupas petlenceutesao mesmo hos-
pital.
I'ica assim respondido o seu offlcio, n. 1351,
datado de 17 do correnle. Comrauuicou-se a
ihesounria de fazenda.
Dito ao raesmo.Sirva V. S. de mandar alis-
tar em um dos corpos em guarnigao nesla pro-
vincia, se forem julgados aptos para isso era tns-
peceo de saude, aos voluntarios Heliodoro Ti-
burcio Ferreira de Cerqueira Varejo e Jos de
Cupertino Guimares.
Dilo ao provedor da Santa Casa de Misericor-
dia.Respondo o officio que V. S. me dirigi
em 12 do correnle remeliendo-lhe por copia
cana em quo o -nronel Benlo Jos LamenhaLins
d as razes por que ainda nao foi assignada 3
escrptura da acrommodagao fela entre os her-
deiros do fallecido marquez do Recifo e a extrac-
ta administrago geral dos cstabelecimenlos de
caridade, a quem succedeu essa junta adminis-
trativa.
gas mencionadas na relagao junta.
Relacao a que se refere o portara supra.
Para a provincia da Baha.
Io cadete 2o sargento, Antonio de Paulo Ca-
valcante de Almeida.
Soldado, Jos Qiiirino Gomes
O dizertor, Manoel Filippe de Santiago.
Para a corle.
2o cadete, Joaqun Malaquias de Souza Cos-
seiro.
Dta.Os senhores agentes da companhia bra- ?e confundir ai aecusages de que temos sido ob-! gados no progresso dns cousas"
podem lazer-se reciprocamente
tinto bem p?la paz, quanto mal se podem cau-
sar pela guerra.
Eis, senlmres, toda a verdade ; eis o que
comprehendenos em Franca, tambem quanto
podis comprthende-lo
pela sua siluaco geugriphic.1 esto to feliz-
mente enllocados para al relegos do commercio.' ,eieffi0.umB '^hostilidades em vespe-
(Applausos.) | B^^!^^B"^^. ""'es Ululo
Espero que as modificages que tem tido lu-
gar, nao so ligarao mais estimavel a Franca e -
em Inglaterra ; eis, fi- Inglaterra, mas que o exemplo to nobremente | eomnrov
nalmeole, a sijnilicagao dessa grande revolugo i "Jada pelo imperador dos Francezes, vencendo
econmica que o imperauor acaba do operar "em ( amigos prejuizos, e dando plena razo a theorias '
Franga pelo fritado de commercio, e cujo gran- commerciaes ditferentes, espero digo eu, que es- '
de alcance, nedida que elle fr mais conheci- 'c exemplo ha de ser seguido pelos out'ris esla- : satl.su-'110 P
do e melhor omprehendido em Inglaterra, ha los do continente que ainda nao esto to avan- vau.lev%r
recom-nendar a capacidade, o tino goverualivo
e aacl.v.dade de um administrado
uo com grande maioria
sileira de paquetes a vapor expegam as suas or-
dens para que lio vapor, que se espera do norte,
seja transportado para a corte, por cont do mi-
nisterio da guerra, o soltado do 4o batalhao de
arlilharia a p, Joao (iualberto de Paula Franco
que fui indultado por decreto de 29 de julho ul-
timo.
DilaOs Srs. agentes da companhia brasileira
le paquetes a vapor mandem transportar para a
jecto, e cunen ar mais
ces. (Applausos,
commerciaes, e
paz entre as duas na- que, de anno a anno, veremos essas relacoes, que
I sio as garantas da mais segura amisa'le e de
O lord chanc-ller, respondendo um brinde, | paz, eslender se ogradavel o rpidamente a todo!
disse que os fuiccionanos legislas do paiz esta- ; continente europeo. (Longos applausos.)
vam promptos.no caso de necessidade, servir i Mr. Gladslone, depois de ler cora rauitos elo-
tambera a sua latra por meio da espada. (Ap- g'os, proposto um brinde saude de lord Maire,
plausos.) Eu mismo fiz oulro lempo parle dos: manifest", a opiniao de que era impossivel ele-
corpos de voluilarios, e live a honra de assistir ger um magistrado mais independente pelo seu
urna revista passada por George II, que formou carcter, e mais digno da alto misso de repre-
r para ser
e applausos dos seus
|ISVI H1IIIIU5.
E' isto o que est succedendo no Para, e orc-
' que o bxm. Dr. Leito deve ficar muio
por ver que os seus amigos e patricios
DuaA'eV" Pr'-"cn"> em testemunho dos
seus honrosos servigos pastados 1.0 Para, quan-
do chefe de polica c vice-presidente W
CIljiU.
adeL0"--'C0'1Sa- 8i0 : P0rahi "ma euerca
Bahia, no vapor que se espera do norte, um pe- um exercito de2em mil voluntarios. i sentar os inleresses, os votos e os senlimeoto's do
queno caixoquctem de ser enviado ao com- O lord Maire jebeu a saudo de lord ralmers- povo.
mandante das rmas d'aquella provincia, con- e dos ministros le S. M. O lord Maire de Londres aos olhos de todos,
lendo o armamento de um guarda nacional que Longos applatsos seguirara oslas palavras. o verdadeiro representante desse systema muni-
hnje pertence ao 2o balalho de infantarta, de- Lurd Palmerson levantou-se no meio dos ap- pal to intimamente ligado com as liberdades ua-
vendo a dispesa do transporte ser paga na re- P'ousos. En meu nomo e era nome dos raeus conaes to apreciadas.
coliegas pedirai assembla licenga para agr- 1
decer sncerr
nossa sad
ferela provincia.
Expediente do secretario do governo.
Officio aq conselheiro prosdente da ralago.
S. Exc, o Sr. presidente da provincia, manda
declarar a V. S. que Cea interad 1 de ter toma-
do posse e entrado no exercino de um lugar de
desembargador dessa relago ejuil de direito
Jcs Pereira da Costa Molla, conforme V. S.
communicou por officio de 15 do corrente.Fi-
zeram-se as necessarios comraunicagoes.
DESPACIIOS DO PA 18 DE DEZEMBRO DE 1860.
llequerimenlos.
33i.Augusto Rufino de Almeida.Informe
o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
3346.Ueleodario Tiburcio Ferreira de Si-
quera Varejo. Aprescnte-se no quartel do
commando das armas para ser inspeccionado.
5*347.Joviniano Diamantino Alves de Lima.
Informe o conselho de compras para o arsenal
de guerra.
3348.Januario Constancio Monteiro de An'-
drade.Informe o Sr. inspector da thesouraria
provincial.
era para janeiro do.
anno prximo. '
Oulras noticias de maior vulto nao ha, senao
as segrales que transcrevo exlrahindo dos
jornaes. e do que me consta de que ouvir dizer
ha. primeiro lugar deve declarar que lera ha vi do
nesla praga grandes clamores contra o novo regu-
lamento da alfandega.
Osimpecilios. ascnutellas, os embaracos que
bu! lr(;e"resen,i,$5es ("='> a encontrados
Consta que por ah. pela Baha o Rio de Janei-
cedo o raesmo. e
m serios em-
pelos bices enconlradi
- O Jornal do Amazonas i
boje assevera que- o governo est er-
zer que
zer que esses cimprimenlos lenham sido dirig- j dia da sua fundago.
dos ao governo de que sou niembro ; equej O mesmo acontece com as inslituigoes locaes
muito agradavele da maior satisfaco para aquel- da cdade de Londres, que anda que de urna da-
les sobre quem pesa urna grande "responsabilida-| la mais recente conservam anda at aos nossos
de, poder envolver a gravidade desta responsa- [ dias a sua vigorosa existencia.
bilidade as feslas deste genero. O lord Maire agradecen e convidou a reuniao jfr*i dando como certa a queda do ministerio
E' tambera urna grande vantagem para aquel- a beber saude da cmara dos lords, compre- j nV'rrz' se"du substituido pelo digno marquez de
les que esto enrarregados de guiar os negocios i hendendo neste brindo o nome de lord Bronham. \ 'v*'
do estado, o poder prestar homenagem solemne! Lrd Itcnham agradeceu, e mostrou-so lison- | A'era disso o mesmo jornal enumera os actos
oo sustentculo a'esses principios de commercio i geado de ser ha QuarenU anuos cidado de Loo- j de feprovago publica contra aquella ministerio,
qua sao o elemento material da grandeza e da | dres, e de ler por concidados Inmens, que, em eos subordina selle captulos de oceusaco, que
todos os lempos, tem sido constantes defensores i 08ra 1uem lr isto com animo calmo, reconhece-
da liberdade. fo que sao selle pencados mortaes adminislra-
Lord Maire fez um brinde cmara dos com- '
muus e a lord Jonh Russell.
Lord John Russell respondeu com voz cheia
de sensibildade :JTodas as vezes, disse elle,
prospendade, e de poder reunir-se com os ho-
mens versados na pratica do uosso systema com-
mercial, circumstaucia que auxilia o governo
por em relago o resultado da pratica com as
theorias, pelas quaes soubc como devia ser diri-
gido nos negocios commerciaes.
Eu, como outr'oratem acontecido em diffe-
renles occasies oulros ministros convidados
que se aprsenla urna questo relativa,
l'lica cstrangeira, ou ma governo das
ou legslaco interna, mesmo depois
ou a po-
colouias,
della ter
pr estas solemnidades, consldero-nie feliz de
3349.Jos deCorpenlino Gutmaraes.Apre- rae pertencer poder hoje dissipar com as minhas I sido debatida pelos orgos esclarecidos da im-
sente-se no quarel do commando das armas para palavras, 'ombras previses. Tenho a salisfago prensa, depois de todos os homens dolados do
ser inspecciooodo. de poder dizer que consderaudoo o
3350.Luiz Aulonio.P. P. concedendo a li- nossa industria, o desenvolvimento
Cenga pedida, coraraercra exterior, o hora xito
i^i^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^ mas por toda a patio onde i
chamadas & inlervir ; queco
sas relagoes com as potencias estrangeiras, que quero dizer com isto queem celias occasies em poneos momentos n hotel de um cenoi Mar-
estado da I mais penetrante espirito a tem explicado em to-
do nosso ; dos os sentidos, urna discusso na cmara dos
Emfim o vapor seguinte esclarecer este nego-
cio, e se os desejos antecipados do Jornal do
Amazonas sero to cedo realisados !
O Exm. Dr. Manoel Clemeotino Carneiro da
Cunha j eslava de posse da administracao da
provincia do Amazonas. S. Exc. foi mu i lo ben
recebido pelas autoridades e povo de Manos.
Falleceu ltimamente nesla cdade e repenti-
namente um mogo natural dessa provincia,
tinhi vndo em companhia de outro
que
negocio :
EXTERIOR.
ra xito dis nossas ar- communs fazera-se ainda surgir argumentos rae- scauiam ambos com destino, no vapor Manos
infelizmente ellas sao Ihor adaptados a semelhante respeil), e os miis I ao [>ara e antes de embarcaron! Antonio Jos
considerando as nos- propnos para motivar um juizo definitivo. Nao Gncalves, teve um ataque fulminante e falleceu
quero dizer com isto queem celias occasies i e,n poneos momelos ne hotel de um ceno Mar-
nao lenha havido urna disposicao para prolongar cos (Je Lima. Tem-se dado ullimamente alsuns
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Visto nao hover inconveniente, segundo consta
de sua informago do honlein, sob n. 1317, em
ser adianlada ao capilo commandante da com-
panhia fixa de cavallaria desta provincia, con-
forme requesita o Commandante das armas cm
officio de do correnle, sob n. 1300, a quanlia
de 2:800$ para a compra de mais 13 cavallos para
a mesma companhia, autoriso a V. S. a mandar
effecluar esseadiantamento.Communicou-se ao
commandante das armas.
Dito ao mesmo.Approvo provisoriamente a
tabella que V. S. me apresentou cora o seu offi-
cio n. 1318, dotado de 17 do correle, para regu-
lar o pagamento da etape tropa de 1 linha, de
pao bronco aos do*-nies no hospital e enfermara
militar, e de forragem companhia fixa de caval-
laria no semestre de janeiroa junho do anno pr-
ximo vindouro.Fizeram-se as communicages
convenientes a este respeilo.
Dito ao mesmo.Communico a V. S. para sen
conliecimento e direcgo, que segundo me par-
ticipou o director da tepnrlico das obras publi-
cas era officio de honlem, sob n. 334, coosumi-
ram-se com a illumiuago do palacio da presi-
dencia no mez de novembro ultimo 6,100 ps
cbicos do gaz.
Dilo ao mesmo.Transmiti a V. S. para os
Ons convenientes a relago dos medicamentos e
mais objeclos que se "comprarara a diflerenles
pessoas para fomecimento da enfermara militar
que se vai estabelecer na villa do Ouricury.
Dito ao mesmo.Remello a V. S. a inclusa
conta em duplcala dos annuncios mandados pu-
blicar no Diario de Pernambuco, pela inspeceo
do arsenal de marinha e conselho de compras na-
voes o contor de 28 de julho ot 15 de novembro
deste auno, afim de que maude pagar a impor-
tancia de taes annuncios de conformidade com a
informago do referido inspector constante da
copia junl, se para isso houver credilo.
Dito a cmara municipal do Cabo.Com a in-
clusa copia do oflicio, que honlem dirig ao Io
juiz de paz da freguezia da Victoria, soliendo a
duvidaso aos julios de paz deste quadriennio
compete continuar a presidir a prxima eleico
de eleilores, quando o seu processo se eslede
alm do dia 7 de Janeiro prximo vindouro, cm
que devem lomar posse os juina de paz nova-
mente eleilos, respondo o oflV io de 10 deste mez
em que a cmara municipal do Cabo suscita se-
melhante duvida, e lhe recomraendo que expega
as convenientes ordena no sentido dessa derisao.
Dito. Autorizo o conselho administrativo &
comprar para forneciraento da botica do hospital
militar os objeclos mencionados no pedido jun-
to-Communioou-se ao commandante das ar-
mas e a thesouraria de fazenda.
Dito ao director do arsenal de guerra.Conce-
do a autorisago que Vmc. solicitou em seu offi-
cio n. 342, de 17 do corrente para mandar con-
certar a forja e chamin da officina de 4"classe
desse arscual.Communicou-so a thesouraria de
fazenda.
Dito ao director das obras militares.Approvo
o orgamenlo a que se refere o seu oflicio de 4
do correnle, bem como o ajuste que Vmc. fez
com Joo Marques Fernandes para execuco dos
concerlos de que necessitava o quartel da Sole-
dade.Communicou-so a thesouraria de fazenda.
Dito ao dire tur das obras publicas.Approvo
a nomeaco qua fez Vmc. a Candido Emigdio Pe-
reira Lobo para coaajuvar os trabalhos de escrip-
lurago dessa reparligo, vencendo 2-; diarios,
conforme Vmc. indica era seu officio de 13 do
(curenle, sob n. 329 que fica assim respondido.
Communicou-se a thesouiaris provincial.
Portara.O presidente da provincia, atien-
den jo ao que lhe requereu o bacharel Luiz An-
tonio Pires, juiz municipal e de orphaos do ter-
mo da Escada, resolve coucader-lhe um mez de
licenga com ordenado para tratar do sus saude.
DitaO presidente da provincia, altendendo
sn que requeren Manoel Ignacio de Oliveira,
proprieUno da barca nacional Mariana, resolte
Banquete do lord Maire,
o '[ue
sao amigaveis com o mundo tnteiro,excepto a un
ca naco cora que estamos em guerra agora ; que,
considerando finalmente a pe.specliva de paz ge-
ral, considero-me feliz, repilo, em poder dizer
No dia 9 leve lugar o banquete da instalago quede lodosos lados para que voltarmos as vis-
de lord Maire, na grande sara do Monsieur llouse tas, o futuro nos apparece. a todos os respeitos,
que por esse motivo linha sido decorado com o da raaneira mais satisfaioria. (Applausos.)
esplendor ordinario. Alludio-se ao brilhauto successo que, de ac-
Os convidados, em asnera de mil potico mois crdo com as armas do nosso grande alliado,! dos negocios commerciaes, e a nniao das divems i vaPores-
ou menos, chegaram pelas 5 horas. 0 ministro nosso bravo exercilo e a nossa marinha al- naooes do mundo. (Applausos.) Nao temos dei- Ja es, fu
da Sardenha, sua entrada na sala, foi vivamen- canearan as reges longiuquas da China. Isto xado de conservar as mais onigaveis relages entretanto o trapiche ou ponte da'alfandega t
ros. Qualquer que i uro''nle para o commercio, esl
essa disposigo para alm do'que' uecessariu ; casoi demorie repentina nesta capital, ,
qualquer instiluigo tem o seu lado fr3CO ; ne- i ,lllyez seja devtdo a irregulandade do lempo
cessario adraitlir que a cmara dos communs p-I Em menos de 15 das fez aqu a gerencia da
de efectivamente cncoulrer-se em erro. i companhia do Jmuzonas urna ponto de 80 pal-
Acolhi com niuila salisfago as ideas mani- raosde compridoe 50 de largura, contendodous
fesUdas pelo embaixador de Franca. (Applausos). j g'"idastes para o desembarque e embarque dos
Sao apresentadas para produzir a paz, a extenso geners e mercadorias que transporlam os seus
te applaudido.
Lord 5laire foi quem presidio ao banquete.
A' sua direita estavam sentados o lord Maire
que acabava de deixar o exercicio das suas func-
ces, cm seguida o embaixador de Franga,
deve ser para ledos os in^lezes um motivo de sa- cora lodos os paizes estrangeir
nectonando e cuslou quatro eontot-
alfandega lo
empatado para
tisfago e de orgulho, por ver que o valor des seja a forma de seu governo, temos'grando hon-j as Calendas gregas por orde'm do goveriuTge'ral!
a. Mas nao I N da 2 d- dezembro. anniversaro do S. M.
( Jornal do Commercio, de Lisboa.)
nossos soldados e dos nossos raarinheiros maior I ra na sua arnisade e~ na sua alliang
do que nunca, o quo, no meio de algumas diffi- temos nunca podido variar na nossa dedicaco
. cuidadas que elles livessem preeucher liara ; por essa liberdade de que gozamos ha tanto lera-
ministro da Sardenha, o embaixador da Persia, o cumprir o seu dever, os seus estorgos conser-j po, e na sympalhia pelas nages que se esfor-
ord Chanceller, lord Palmerston, o duque de v'am-sa sempre na altura d'aquclles que se ro- j cam por conquista-la. (Applausos.)
gistam as bellas paginas da nossa hisloiia. (Ap- Depois de alguns outros brindes do simples cor-
plausos.) teza, os convnados separaram-se.
Ha urna circumstancia particular feliz no'
grande tacto da guerra longinqua cm que esta-
mos empenhados ; a perfeila cordealidade que '
reina entre as nassas foigas e os do nosso alliado !
O lord Maire foi quem propoz o primeiro brinde ? imIierad,orid,;s ^ancezes. cordeal.dade que se |
ramha o familia real, os segt.intes aoexerVi- lem, "*"*** S! "> ">" cooperado da
lo. marinha e aos voluntarios0. i Pa,,e. dos commandantes de cada exercilo, e pela
Devemos. accrescentou elle, prestar borne- 'fe ** do Irsq.ieza, pagando um
justo tributo e urna leal homeosgem a bravura,
intelligencia, e ao ardor daquelles com quem se
obra.
Somerst. lord e lady Russell. lord Broughom,
sir C. Sowis, o chanceller do Exchequer, lord
John Matutera, o secretario da embaixada
franc. etc.
A' sua esquerda va-se o procurador geral, o
baro Leonel de Rothschild, o baro Fernando
de Rnihschid etc.
INTERIOR.
COKKESPONDENCIa D DIARIO DE
PERNAMRUCO.
I'AHV.
Cidade de Belein, IO de dexeinbro
le lHo,
nagero ao xito dislincto alcangado pelo nosso
exercilo, e pela nossa marinha na China, de
accordo com os nossos nobres alliados. (Ap-
P'ausos.) |(aSi
As torgas francezas e inglezas deram provas,' importanle licgo a tirar desle fado feliz que cu da constante irregulanddo as suas chegadas,
nessa occasiao, da cooperogo cordeal com que menciono. : as demoras que cosiuraam ler no Maranho, ha
lies sempre se teem distinguido, e espero quo af Seas forgas dos dous exercitos nao livesse tambera urna falla de preriso as suas sahidas
lula que acaba de ter lugar na China, ha de des- sido iguaes ; se um exercilo expedicionario tives- j deste porto, que Iranstorna ludo,
ta vez ter por consequeucia o reslabelecimento se sido mais consideravel ou mais forte do que o j Os commandantes, era geral. sao os entes mais
de relages amigareis, de urna paz permanente | oulrq, leudo grande receioquea fragildade do apressados do mundo ; por sua vontade atiravam
Meu charo redactor.Ando sempre em guerra
; aborta com os vapores da companhia do Rio de f
mylordes e senhores, ha ainda urna j Janeiro, que navegara para aqu
a tirar desle fado feliz que cu
que sero to vanlajosos para a Franga como
para a Inglaterra.
O duque de Somesset agradeceu a lord Maire
em nome da marinha, e manifestou o sentimenlo
que causou na marinha e no paiz em geral, a
recente morlc dos dous mais bravos hroes
lord Dundonal e sir Charles Napier.
A assembla bebeu depois prosperidade da
cdade de Londres, e do seu commercio depois
saude de lord Maite.
Ao toast, lord Maire fez um brinde aos minis-
tros estrangeiros, associando o nome do embai-
xador de Franga, conde de Persiguy, o quo res-
pondeu com o seguinte:
Mylord Maire, e senhores.Elou certo de
que os votos que acabara de ser vivamente ma-
nifestados pela conlinuago da paz, sero accei-
los com viva salisfago por lodo o corpo diplo-
mtico de Londres.
o Vejo a prova disso nesse espirito de sabndo-
ria o de moderago que to felizmente se observa
na conducta dos governos europeus, o principal-
mente nos sacrificios, que de urna ou de outra
memoria todis as grandes potencias fazer pura a
paz geral. (Applausos.)
Quanto as palavras amigaveis que lord Maire
dirigi Franga e ao seu augusto soberano,
agradego profundamente.
No a primeira vez que no meio das preo-
cupagoes do espirito publico, a cidade de Lon-
dres manifesta seulimeutos de seguranga e de
confianga.
A razo simples.
Cora espirito pratica dos negocios que tem
trazido esla cidade a lio elevado ponto de ri-
queza e de poder, ella foi a primeira que vio o
que rauitos homens polticos nao pareciam ainda
compreheuder sufficientemenle; porque no
meio dessas rivalidades de inleresses que oulr'ora
se contrariara em todos os pontos do paiz, com-
prehendeu, pelo desenvolvimento da nossa vida
industrial ecoramercial, que nao s um grande
numero de inleresses nos sio communs, mas que
nos n.io temos em ponto algum qualquer inte-
resse hostil. (Applausos.)
a Porque sao pois essas inquietages, essas
suspeitas. essas desconfiangas que a cada inci-
dente poltico se produzco, nos dous lados da
Machan T
nalureza humana honresse iutervindo, e livesse
rompido a harmona que devia pievalecer ; que
os zelos, as coutestagoes, osdespeitos, apezardas
melhores intenges. se desenvolvessera nos dous
campos, e que as dissengoes livessem tomado o
lugar da harmona e da cordalidade.
Se isto verdade a respeito das torcas com-
binadas, e a respeito do um fado particular, isto
mallo mais verdade ainda para urna grande
naco como aquella a que pertenecios.
com as mallas em trra, e rec.ebam as que esti-
vessem promptas e os passageiros, safando-se
sem dar mniores salsfages !....
Pelo paquete passado nao lheescreyi por estas
c outras pressas, em que andamos aqu, quando
apparece o vapor, e hoje quasi deixo de remellar
a minha carta pelos mesmos motivos.
O commercio tem sempre reclamado contra a
acelerada activldade dos commandantes; porque
o que o commercio deseja alm da rapidez, re-
imperador foi convenientemente festejado nesla
provincia, com Te-Deum na cathedral, cortejo
em palacio, e lliealro noite, tendo embandeira-
do os navios de guerra e mercantes surtos neste
porto.
O Jornal do Amazonas calcula por tima nota
dada por um seu assgoaiile, que esta cdade tero
30 mil almas.
Eis o que a mesma ola diz :
Populaco da cidade de Belem. capital da
promicta do do Para, dentro dos mti.-os da ci-
dade.
O bairro da cidade, comprehendido desde o
lado occidental da travesea de S. Matheus, at o
arseual de marinha, contem :
Casas de sobrado___ 2J6
terreas......... 792
- u P bairr0 da fompina, comprehendido desde o
porque alm i 'arlo oriental da travessa de S. Matheus al S
Joao, contem
Casas de sobrado___ 205
terreas......... 2206
Porlanlo 3419 casas, as quaes sendo habitadas
por pessoas, termo medio, leremos a popula-
gao de 2/,352 almis.
Se, porera, accrescontarmos os suburbios para
onde se estende a cidaie. ou tomarmos a legua
pitnmonial da municipalidade, a populaco ex-
cede a 39.OOO almas. r-rs
A Sociodade Beuefir-enle Porlugneza desta pro-
meta, fez ullimamente as suas eleces, que se-
Exsie urna condigo essenctal para que as gran- j gularidade e pootualidade as chegadas, demoras
des nages conservera entre si urna perfeita liar- | e sahidas.
monia, quando sao do forca igual (oucam
ougani.'
Ha um ponto a respeito do qual este paiz nao
pode marchar a par com as grandes potencias do
continente, e a vasta forra militar que essas po-
tencias esto habituadas a conservar em tempo
de paz.
Nao seria um acto de sabedoria, nem para
desojar que a Gra Bretanha seguisse o seu ex-
emplo, e livesse um exercito permanente que rt-
valisasse em Torga, bravura, disciplina, coragem
edeiioaro cora os exercilos dos nossos visinhos
do continente.
Mas nos podemos sustentar a balanga por ou-
tros meius.
Podemo-lo fazer com a nossa admravel mi-
licia, cora os nossos nobres voluntarios (applau-
sos], corpo que hoje se tem tornado urna dasins-
tiluigos permanentes do paiz (longos applausos),
e que fortifica os pontos importantes e vulnera-
reis das nossas cosas.
conservando, como fazemos hoje, um poder ma-
rtimo. (Applousos.)
Desejando sinceramente permanecer em paz
com todas as nages (ougara, oucam) ; estar
unidos por lagos de amisade e de allianga com ar
nages cujos inleresses sao mais communs com
os nossos desojamos sinceramente adquirir e
conservar a sua amisade e a sua allianga, mas
estamos resollidos em nome da altiva dignidade
da nossa posigo, orovar-lhes que somos dig-
nos de os conservar 1 (Longos applausos).
(: Drigindo-me s summidades desta grande
cidade commercial, seria lo vo como intil in-
sistir no pod.-r das relages coramrciaes par-
allostar as calamidades da guerra, 9 para ligar
Por i*so urna commisso de negociantes desta
praca representaram honiem S. Exc, para que
o vapor espagasse a sua demora, ao menos, at
ao meidBdia do hojo; pois que o vapor cligou
aqu no saboa.lo noite e pretenda partir buje
(s-gund.i-feira)s nove horas da manha;enlretanlo
que os vapores sao obrigados a demorar-se no
Para o praso de 48 horas I
S. Exc. attendu aos reclamos do commercio,
o vapur parlir urna hora da tarde.
Alm disto a cmara municipal, era le de suas
posturas, prohibi nos domingos que os eslabe-
cimenlos commerciaes eslejam aberlos, assim
como o trafegar era carros e oulros misteres ; por
conseguinle ainda quo as reparligoes publicas
abram expediente em dias santificados, os nego-
ciantes nao podem fazer conduzir os seus gneros
ou quaesquer objeclos pelas ruis sob pena de
soffrerem urna multa.
Cunsla que B, Exc. tambera reclamara da c-
mara municipal a suspenso de semelhanles
medidas, que vexam os inleresses commerciaes
o individuaes ; entretanto a cmara municipal
tambem nao pode mandar por era pratica esse
reclamo ; porque iria ferir urna disposigo de lei
provincial, que lhe compro executar.
Eis como puraqui andara certas cousas e todos
ralham e todos ero geral lem razo I
Estamos as vesperas das eleices para
eleilures.
Aqui no dislricto da capital, por certo, vence-
ro os liboraes, assim como pelo dislricto de
Sanlarem os conserradores.
A lula, pois, rai-se ompenhar decididamente
no dislricto de Camela, para onde rae consta,
parte hoja o Dr. Tuo, o outros pretendenles a
deputajo geral.
gundo dizem, forara muito disputad'as.
Sahirara eleilos ;
,. Presidente,
V. Teduchi.
. Vice- Presiden te,
Antonio Joaquim Pereira.
Secretarios,
Pedro Antonio Mximo.
Jos Augusto Pereira
Th eso ureiro,
Jos Anlonio da Silva Martins.
Procuradores,
Antonio Joaquim Rodrigues.
Leopoldo Jos Esleves.
Consta que o Dr. Moreira, aqu cnsul portu-
guez, fra instado para ser o presidente desta so-
ciedade, mas que nao quiz aceitar carao algum.
Dizem que se pretende estabelecer tambem um
hospital, pois a sociedade j tem um fuudo supe-
rior a 20 contos de res.
Se ernpregarem o dinheiro nestas e outras cou-
sas louvarel a instiluigo de urna associago
desta naturea, porque a'lem dos beneficios que
podem tiraros seus associados, urna vantagem
para o paiz.
Ha noticias que o rio Amazonas vai onchendo
com forca. Deus queira que modere a sua forga
para nao termos a sentir algumas desgragas.
Fecho esta notando os passageiros entrados e
sabidos no mez de novembro nesla cidade :
Entrados. Sabidos.
Porluguezes,.. 5 16
Americanos .. 3 1
Inglozes...... 3 1
Frtnrezes.... 2 - 5
ilespanhoes ... 1 - t
Murroquino ... 0 1
Oriental....... 0 t
Uamburguezes 0 - t
Total 14 27
Aqu fica como sempre o seu amigo
Paqi.


w
IARIO DB PERHAMWJCO. SEXTA PE1RA 21 DE DEZEMBRO DE iStO.
DIARIO DE PERHAMBUCQ
Pelo vnpor Tocan-tim, enimdo dos portes do
norte, recebemos jnrnaes do Amatorias t 24
o passado, do Para at 10, do MaraaMa al 14,
do Piauhy t 5, do C%ar at 17, do Rio Gr.indo
do Norte do Norte ate 18 e da Porahib at 19 do
correte.
Amazonas.Tomira posse da presidencia o
im. Sr. Dr. Manoel Cleoienlinu Carneiro da Cu-
nta, achando a provincia em perfeita paz e in-
teira abundancia em todos os ramos de commer-
ci3. O rio Amazonas coniegava 4 tomar agua em
rnaior quantidede que do cosime.
L-se na lislrella do Amazonas :
<.< No rapor Manos vindo de Belm e portos
intermedios e aqui chegado 22 pelas 2 horas
da tarde, veio o Exm. Sr. r. Manoel Clementi-
iio Carneiro da Cunlia, presidente desla pro-
vincia.
< Apenas anccrou o vapor, S. Ene. desembar-
cou, dispensando assim todas as formalidades o
honras devidas sua dignidade.
Foi logo visitado pelas autoridades e ofTlciaes
tamo da guarda nacional como do corpo da guar-
niga", e pessoas gradas.
Hoje preslou juramento e toraou posse ao
meio du na assembla provincial com toda a eti-
queta, que de costume neste solemne acto.
Felicitamos a provincia por ter por adminis-
trador o Exm. Sr. Carneiro da Cunha, que segun-
do nos consta le ni desempenhado com salisaco
geral os dilTerenles cargos que tem oceupado m
diversas provincias, o que sem duvida promclle
todos urna adroinistraco digna de louvox.
Cora a posse do Exm. Sr. Dr. Carneiio da
Cunta deixou o Exm. Sr. Dr, Manoel Gomes Cor-
rea de Miranda as redeas do goveruo, quo pela
quarta vez tem exercido.
. A lulicitacao abaixo transcripta, dirigida por
urna commissao de 5 membros em nomo da as-
sembla provincial ao Exm. Sr. Dr. Miranda nos
dispensa d reflexionronos acerca da sua admi-
nistraco, porque partiudo esta pega offlcial do
seio da ropresentaco da provincia nao pode por
forma alguma ser acoimada de suspeita.
Folictiaco que em nonie da assembla pro-
vincial fui dirigida ao Exm. Sr. Dr, Manuel Go-
mes Correa de Miranda, vice-presidenlo ca ex-
ercicio no ia que tiuha de entregar a adrainis-
irac&o da provincia ao Exm, Sr. Dr. Manoel Cle-
mentino Caaieiro da Cunha, feita por urna corn-
triisso do cinco membros da mesma assembla.
111 m. e Exm, seuhor.A assembla legisla-
tiva provincial, certa do bem que ha colhido esta
provincia pela moderago, zelo c illuslrayo, com
que tem V. Exc. regido os seus pblicos negocios
pelo espago du desoilo mezes, em que nao pou-
pando esforcos para conjurar as crises e trope-
ros porque infelizmente lem ella passado, pro-
xnoveu o seu melhoramento e progre;>so, j sup-
prindo com tconomia a deficiencia das rendas,
causada pelos etfeilos perniciosos do rio, j em-
pregaiido a mus aturada solicitude no auxilio pres-
tado a cUtSM iudigenteaccoinmcttida de epidemias
cru diversos pontos, como arrancando-a dos males
iiecessatius para oude lhe impelliria a tome ; e
uao podeudo ser ella indiLTerciuc a tantos bene-
ficios, nos enva para palentearmos V. Exc. em
ome da provincia, que temos a "honra de repre-
sentar, mu reconliecimento.
.Nao sao menos dignos de mencionar-se a
prudencia e Une, com que V. Exc. sem quebra
de saa auloridade sabe conciliar os interesses,
quauJo espirites menos refleclidos procuram
abalar os alicuces da ordem publica ; o nos te-
mos sasisfacao por isso, de mais bem dizer a sa-
bia administraco de V. Exc.
Aceite, por lauto, V. Exc as sinceras e cor-
diaes felicitages da assembla legislativa pro-
vincial por to plausiveis, quo justos motivos ;
purmilla-nos V. Exc. que como seus represen-
tantes, partilhando os mesnos sentimentos nos
prevalgamos da opporlunidadc para penhorar-
n.os para com V. Exc. os protestos da u(ssa par-
ticular e*liina e considerado pessda de V.
Eie.
.< Manos em 2 de novembro de 1860.
Us depuladosJos Flix de Azevedo.Joo
da Cunha Correa.Manoel Pereira de S.
Alejandrino Magno Taveira Pao-Brasil. Vi-
cente /tires da Silva.-
< S. Exc. se dignou respouder commissao
nos seguinles termos :
Seiihores. l'allam-me expresses cora que
possa significar a salisfago e subido aprego, com
que recebo a felicilagao, que em nonie da assem-
bla legislativa desta provincia vs me acabaes
de dirigir.
Nao desconhego, senhores, quo insignifi-
cante u o valor dos pequeos serviros, que tanho
prestado provincia, consolando-me, porm, de
quo a assembla legislativa provincial aquilatar
uevidamenlo a vonlade e zelo cora que me dedi-
quei ao seu desenvolviraenlo ; e teria ella che-
gado ao maior grao de prosperidade, de que -
susceptivo!, se smeute depeudesse da minha
vontade.
A coneiliacao combinada com a irnparciali-
dade fui o regulador invariavel de meus actos ;
vos confes.'o, senhores, que o adoptando por ine
lana cunvcgo,segu assim uid dos meios mui po-
derosos para que esta hella provincia podesse fruir
de lodos os melhoramentos e prosperidades,
que a deslinam os grandes recursos, com quo a
dolou a ino poderosa do Omnipotente.
Reconhecido sobre raaneira por osla prova
de eslima e coosderaco com que me honra a
assembla legislativa provincial vos peco que o
transmutaos estes meus sentimentos ;"e que o
mea mais ardeute voto ser que a provincia, que
ella lo dignamente representa, agradecida siuta
os benficos elleitos das medidas que tomar
prol de seus inleresse. E vos senhores mem-
bros da commissao, aceitai os signaes de miuha
gratidoe subida estima, Palacio do governo da
provincia do Amazonas, 2 de novembro do
1860.
Manael Gomes Correa de Miranda
Par.So dia 29 do passado comecou func-
conar a nova ponte da companhia do Amazonas;
esse respeito diz o Jornal do Amazonas :
>< Esla ponto lera 80 palmos do compriraento,
t 59 do largura, sendo o seivico feilo por 2 guin-
dastes.
A ponle fez-se em 15 dias, e soliJamenle
construida oTcrece a desejavel facilidaoo para o
trauco que destinada.
A presteza, com quo se principiara e con-
cluir esta ponto, comparada com o vagar, seno
esquecimento, com que adiada para as kalen-
cas gregas a construeco da ponte d'alfandega,
denota a grande diferenga, que ha dos ser vicos
cas companhias sempre em contraste cora os da
adminis!raco publica. Aqui sempre difllculda-
fies insuperaveis ; all sempre facilidades, nao
obstante ser s ponle d'alfandega recouhecida-
menle exigida pelos proprios iuteresses do fisco,
quo melhor devia coinpreheiider aquillo, que nao
pode deixar do lhe ser vantajoso.
A nova ponle custou companhia menos de
qualro contos do ris ; pois o corpo commercial
desla praga nem ao menos merecer urna ponle
semelhaute ? A fazenda publica, que ltima-
mente tem arrecadado urna renda lo elevada
nao poder distrahir com a fonle dessa mesma
ronda nem anda a insignificante quamia do 4
ceios de ris? Neste caso falle franco, e diga a
fazenda publica : nao queremos gastar esses
mesmos 4 contos de ris ; porque o corpo com-
mercial se dispor aiuda lazer essa esraola,
dando urna quantia lo mesquinha, com tanto
que seus interesses sejam melhor considerados.
Havia cahido, 22, sobre a cidade de Cha-
ves, s horas do di), um forte lufo, causando al-
guos estragos, era consequencia do desabamento
de diversas casas.
Le-se no Diario do Grao-Para :
leve hontem (30; alia do hospital da carida-
de o doente indio Manoel, que all foi operado,
ha pouco mais de um mez, para a extraego de
um arpo, com o qual casualmente (ora arpoado
no lago de Alemquer por occasio da pesca de
pirarucs ; e segu hoje a bordo do Tapajs para
Santarem, recolhendo-se cusa paterna. Vai
curado o pobre rapaz, conservando por ora ape-
nas urna pequea erida no lugar, onde se fez a
operacao, a qual era breve promelle cicatrisar.
A fstula stercoral.que sereceiava Qcasse depois
da operagao, em virlude de se ter reconhecido
haver rompimento do intestino S do colon, [rom-
pimento feito pelo arpo) essa mesma nao existe
hoje ; e deotro de pouco lempo o infeliz peque-
no se mostrar sao, e escorreilo I A operagao
salvou-o de urna morle inevitavel, o a naturza
ljvro i-o de um defeilo repugnante, e horrivel I !
sorprendente tudo quanto se passou nesta or-
ganiaco de ferro, desde o momento do desas-
tre at hoje, em que est salvo o doente, e nao
se pode explicar taes phenomenos seno por in-
termedio di fortuna e da Providencia. O doen-
te, ou melhor o curado, mostra-so reconhecido
pela esniola, que tecebeu no hospital, e pela ca-1
ridade, zcio, e desvelo, com que foi all tratado.
Temos grande praier em dar esta noticia*,
guo rnuia honra faz i nossa medicina.
10 natalicio de S. M. o imperador foi feste-
jado com Te-Deum, cortejo e espectculo de
grande gala, lendo estado embanderados, duran-
I te o dro, os navios existentes no porto.
ilaranho.J era conhecido o resultado da
j maioria dos collegios, para a eleig&o de um se-
nsdor, c a lista achava-se assim organisada :
I Coronel Itidro Jansen Pereira..... 273 votos.
Dr.Joao Pedro Dias Vieira.......... 270
Dezembargador Jos Mariani........ 219
Commendador J. J. T. V. Belfort.... 170
Dr. Fabio Res...................... 159
Dr. Candido Mendes................. 152
; Dr. Alexandre de Viveiros.......... 144
Fallaran) ainda os resultados da Chapada, Ria-
cho. Barra do Corda e Carolina.
L-se no Publicador Maranhense :
O dia de hontem 2 de dezembro, aniversa-
rio nalalicio do S. M. o iraporador, foi solemni-
sado de manhaa com Te-Deum na calhedral o
cortejo no palacio do governo peranle efugio
do mesmo Augusto Seuhor, assistindo a um e
oulro acto S. Exc. o Sr. presidente da provincia,
os cnsules das nages estrangeiras, os funecio-
narios o empregados pblicos, a oflicialidade da
guarda nacional, marinha e exercito o diversos
cidadns.
Formou em parada na praga de palacio a
guarda nacional dijponivel e o'corpo de edu-
candos artfices.
A noito houve graode e esplendido baile no
Club Maranhense, a que concorreram S. Exc. o
Sr. presidente da provincia e tudo quinto ha de
mais grado uesta capital em senhoras e cavallei-
ros, illuminando-se os edificios pblicos e diver-
I sas casas particulares.
No quartel do campo de Ourique houve illu-
i minaco. lano na noile como na vespera desse
; dia.
Hontem s 11 horas da noile, regressa-
; ram de Caxias os Srs. Dr. chele de polica Abi-
1 lio Jos lavares da Silva, e major do 5." bata-
I ,.a. .l'"cisco Antonio de Souza Camiso, que
I all tinham ido assislir o processo eleitoral de
i vereaderes e juizes de paz, aflm de evilarera
qualquer tumulto ; providencia esta do governo,
que os Caxieuses de ambos os lados polticos mui-
; lo applaudiram.
A galera belga Norton, saluda de CardifT
para osle porto com 12.0 lonelladas do carvo,
, baleu na cora Grande no da 8 do correle onde
|Se perdeu totalmente, salvando-se o capilo e a
rtripolago, que chegaram hontem (11) esta ci-
, dade. Este navio vinha consignado aos Srs.
Gunston Ede & C.
Piauhy.L-se no Expeclador :
No da 28 de outubro prximo findo, ( do-
mingo ) tarde, sahio da matriz desla capital a
procisso de penitencia, para a qual liaba pre-
cedentemente o reverendo e virtuoso rnissiona-
rio Fr. Dorolheo convidado todo o poro que com
! pareceu s missoes.
Foi um espectculo magnifico e respeitavel,
digno de ser commemorado e de levar convic-
go do todos o poder e vencrago do Redemplor.
Porto de oilo rail pessoas inclusive o Exm. Sr.
presidente da provincia, as mais autoridades, e
as principaes familias concorreram e'3se acto
religioso o solemne quo encheu a lodos de fer-
vorosa devocao.
Seriara cinco horas da larde quando sahio a
procisso, desfilando em duas alas cxlensissimas
[irimeiramente as mulhcres, e depois os homens,
e percorrendo as principaes ras da cidade reco-
lheu-se qoasi as nove horas da noite, seguiudo-
so logo o ultimo sermo, erdlque o digno missio-
nario Tez suas despedidas, e langou a bengo na
forma do costume.
Ha faclos lo tocantes que nao se podem bem
relaiar, e desse numero por corto o de que nos
occupanios, pois fot tal a emogao geral que pto-
duzio esse ultimo sermo que poucis foram as
pessoas que nao wrlerara lagrimas de saudade
pelo eximio pregador que ia separar-se de nos.
Sentimos bastante que se nao livesse pro-
longado por mais lempo as missoes, porque ao
contrario de outros reconhecemos a grande uli-
lidade que dellas resulta, e era nosso abono ah
esio numerosos casamentes que nesses poucus
dias houveram.
Fazomos pois votes ao Omnipotente para
que proteja sempre o digoo missionario afim de
que conliuuea pregar os santos cvangelhos o en-
sinar ao povo os saos principios da moral e d--
religio.
Cear. A csrla do nosso correspondente con-
. lem tudo que necorreu de notavei, aps a pas-
sagem do Paran. Ei-la :
No dia 16 do mez de novembro passado,
; raorreu de una pneumona na cidado do Grato
Jos Roniao de Noronha, juiz de paz mais votado
' aquella cidade. Os libcraes all reconhecendo
que com semelhanle acontecimento haviam per-
dido o seu hrago direilo para as prximas elei-
| ges, e que o successor, o juiz de paz que tem de
; presidir as eteicoes de dezembro e Janeiro do fu-
: turo e prximo auno pertence ao lado conserva-
dor, recorreram, pois, represen la re ra a presen-
te farga :
Que Jos Romo de Noronha tinha sido vic-
lima de veneno que um olScial de justiga lhe ha-
via propinado em um copo d'agua no tribunal do
jury, por occasio do finado pedir esse olficial
agua para beber.
Ora, Jos liumo j se achava a Acetado do
molestia quando sssistio aos trabalhos do tribu-
nal dojury na qualidade dejurado, e tanto as-
sim, que pedio e obteve dispensa do presidente
do tribunal. Das depois mandn chamar o m-
dico Dr. Macedo, e esle applicou-lhe os remedios
que entendeu convenientes para a molestia do
pneumona.
Aps cinco ou seis dias depois da assistencia
do medico morreu Jos Romo, e depois de um .
dia appareceu a larca de nova inveucao, dizem
que propalada pelo s'dgro do finado.
A auloridade, apenas appareceu e correu a \
invenco do veneno, tratou de providenciar como
de le e o caso urgs. Interrogado o medico
Dr. Macedo, esle depoz quo Jos Romo havia
fallecido de urna pneumona. Interrogado o so-
gro a razo porque s havia tratado de envene- -
menlo de seu genro depois do Untos dias pas- ,
sados, que elle havia bebido agua no tribunal do
juiy, e islo depois da morte de seu genro, res-
poudeu que seu genro havia contado o seu en-
vtnenamenlo a sua mulher, masque lhe recom-
mendra segredo Mil! A autoridado teudo
prendido logo o olficial de justica e procedido co-
mo lhe cutnpria, passou maudar tambera pro-
ceder a autopsia no cadver. O sgro, porm,
envidou tudo quanto pode e ostenlou afim de qu
o cadver nao passasse por tal processo. Resul-
tou que quando o Dr. Macedo passou proceder
a autopsia j passava de dous dias do corpo mor- '
lo. O Dr. Macedo, porm, por islo ou por aquil- '
lo, declarou que nao podia proseguir era seme-!
lhanle trabalho por falla de objeclos indispensa- ]
veis. Por semelhanle Tacto tem havido seus com-
mentarlos que nao sao favoraveis esse faculta-
tivo, o qual alias nao s nao suspeito aos libe-!
raes como mesmo mereco delles toda a eslima.
Em resultado de tedas as providencias e ave-
rguagoes da autoridade a respoilo reconheceu-se
o trama, a farga miseravel, e foi sollo o olficial!
do justiga.
J pailiu para os diversos pontos do cen-
tro a maior parte da tropa que havia nest* e os-
t sabir a que resla para ir augmentar a de ou-
tros pontos mais prximos.
O Dr. chefe de polica est sabir para So-
bral assislir a eleico all, como j assislioa de
setembro.
A cada ura dos districtos eloitoraes ha urna
duza de candidatos de um o outro lado poltico,
e creio que isso a causa originaria de todo esse
marulho poltico que preoecupa tudo e todos I
Ninguem pode precisamente dizer quem sero os
oito felizes que representado esta provincia na
cmara quatriennal.
Alguns, porm, que tem razo 'de avalir
quem tem mais probabilidades de sahirem eleitos
opinam que pelo Io dcstricto sahiro o desera-
bargadorFigueira de Mello, Dr. Jos de Alencar,
e Dr. Manoel Fernandes. Pelo segundo districto
Dr. Nogueira Jaguaribe, desembargador Machado,
e Dr. Baodcira de Mello. Pelo Itrceiro districto
Dr. Raymundo de Araujo Lima, e Dr. Jos Vi-
cente.
J v quo nao sahe deputado o chefe do lado
conservador o cummendador Dr. Miguel Fernan-
des Vieira, o cavalleiro quo mais servigos e sa-
crificios tem feito prol da provincia e pelo que
goza de geral eslima e consideraco de seus
comprovincianos.
Entretanto que esso dislinclo cearense cedeu
a sua candidatura a oulrem ; acresce que ha quem
enlenda que tudo deve merecer nicamente por
seus bellos olhos Ha des amigos que at en-
tendem que at ura de ver elege-los at a sena-
loria I simplesmente por esses eeus bellos olhos.
Chegaram os presos da Telha. Tivemoe de
ver algumas carias de pessoas gradas daquella
villa e de outros pontos prximos j e vimos seus
queixumes.
Quem so julgar prejudicado que jadas.
A' nos s nos compele sentir por quem de-
veras soll'ro injustamente. E' esse senlimeulo
innato ao nosso corago, seja quem fr o pacien-
te e em qualquer part".
Temos seiios desejos que j passo a crise
eleitoral que a origem de todas as cabreas an-
darem era urna roda viva ; de que se traa de
quo se falla, de quo se cuida. Al o pobre de
seu correspondente que nao poltico, que nun-
ca foi cousa alguina om tal genero : qnc nunca
recobeu um seilil d _>s cofres pblicos ou dos altes
polticos : que nunca foi mesmo era inspector
de quarteiro ; metteram-no por tabella dando-
lhe o carcter de poltico 1 mas s para servir de
rosrtyr I E' a pardilla que toca a quem nao
quer ser nada em poltica e que nao Mm a pre-
cisa coragem para se sentar dos pedidos de ami-
gos e prenles.
lio Grande do Sorxe.Ghegara a cidade do
Natal, no vapor Jaguaribe, o nosso comprovin-
ciano o Sr. Bernardino de Senna .da Silva Gui-
raares, ltimamente nomeado inspector da Ihe-
souraria de fazenda, tomando posse do seu cargo
no dia imraediato ao de sua chegada.
Escrevem-nos do Apodi, era 3 do correle :
Nao foi pequeo o me desapontimento (e
tambem de outros quando soube que as cousas
nesta prouncia voltaram ao statu quo anlecon-
cilialionem. isto, que os circuios porcj per-
tenciam ao passado.
Oh que nao sei de nojo como o cont.
Este auno ha do ser realmente biisexto
ceilisprclondt'iites do votos. Nao mo redro so-
meule ao Rio Grande do Norte.
Eu havia jurado pela nossa Alagoa (este ju-
ramento nao to forte como antigamente o da
Sii/oia), ser candidato desta vez, e at trabalha-
va em m manifest, que pretenda publicar
assignado por alguns eleilores, no qual a par de
minha capacidade avullariam os servaos a cau-
sa publica ou a causapropria, queslac de pala-
vras I
_ Ora bem ve que com esses hurrai de rainhas
la o grandes habilidades, podia dizc de bocea
ebeia, anda que de ventodeputac), s minha,
mas alnal de coritas l se foi cfuanlo Marlha
fion, desfizerani-so todas as espeangas, mi-
nha eleigo como a de muili genteooa, ficou de
til modo amarrotada que nu ier concert e
nem remedio.
Porque nao fui eu so o tntabocado.
O dito manifest era de se 1er, o noito elo-
giando a noiva (uifelzmente nao caso virgein)
faca idea !
Senii portante, que os leitores le seu Diario
nao lhe pozessem os olhos.
A principio live desejos de eniommenda-lo.
como se costuma, porm pensando melhor, en-
tend que devia seguir a regra de qiem quer vai,
arrangei eu mesmo o meu aranz:l ; pois que
importara [fallo sempre com honrosas excepges)
certos concidadosquando se tratado interesses
polticos, segundo os espirilos fortes, nao podem
encontrar obstculos.
Ah meu amigo, quantas-vees se nao rir
V me. de nossas fraquezas, Vmc. ue urna es-
pecie de corifessor publico, ante >iuem se vo
curiar tambera os proprios confesares : porque
s suas mos chegara lodos os diaapapeis desses,
que se parecem cora o meu manifest I Se as
typographias lallassem.........
Tambera ninguem Ibes coufiria seus se-
gredos.
O seu archivo deve ser bem ctrioso, e o ca-
so que at eu l estou !
Tera-se escripto myslerios de ludo quanto
ha neste muirte, porque anda n houve quem
se lembrasse de publicar os myslerios da im-
prensa ?
Seria urna obra importante, e o maior livro
pura se estudar os homens.
A outro assumpto. Reina a paz. Em Pao
dos Ferros anda se faz eleicao, qie comegou a
lo de novembro, e at ha puco nao se havia en-
trado na apurago, tem silo um trabalho muito
cumprido. urna eleirao caudala, como sem du-
vida lhe chamara o malicioso autor da carteira
de meu lio.
Aqu, na Imperalriz e em Porte Alegre per-
deran os liberaes, ns quaes so queixam das
mesas.
Que dizem ser de pao sera ser de pao. Por
serem muito duras.
Nao lhe alflrmo se islo desculpa do venci-
do, ou se realmente foram alropelados 03 direi-
tos dos liberaos, as parles que o digam. Nao
quero offender os partidos, s lhe dou noticia
da victoria dcsle ou daquelle sera moralisa-la.
J morre gado neste termo, e no do Martins
e Pao dos Feros nao tera que receiar, porque
all ainda nao ha rauilo, chuveu o crcou rama, e
mesmo o invern nao foi to rao naquellas pa-
ragens.
Estamos espera do juiz de direito para
o jury, que ha mais de dous annos nao se rene
neste Apody, por falla de criminosos ; boa trra,
dir Vmc pour ceux, qui passentlhe respon-
deroi, como aquello frade de Charense ao vian-
dante, que julgando pelo exterior do convente,
suppuniia viver-se l dentro urna vida de inve-
jar.
Parahiba.Eis o quo diz o nosso correspon-
dente
A escassez das chuvas no lempo das planta-
ges 'ftsanimou aos agricultores que viam as no-
vas plantas sem crescimento e grande parle amea-
cava perder-se ; mas no fim e principio das duas
ultimas semanas cahiram chuvas em abundancia
nesta capital o circumsvisinhangas, e suppe-se
que nos sertes, banhados pelo rio Paralaba ; pois
esle desceu com urna grande cheia.
0 jury desla capital fechou-se no dia 12 do
correte, leudo trabalhado 4 ou 5 dias nos quaes
foram julgados supponho que 7 reos.
Em um dos das passados foi encontrada mor-
a urna crianca nos mangues que licara prximos
a cada desla cidade. Depois de pesquizas da po-
lica soube-se quo fra a miilher de certo preso,
que (appacecera pejada, quando o marido ha dous
aiinos est privado do exercicio do lorumj abor-
tara e lngara o flo aos mangues, persuadida lal-
vez de que nao seria descoberta a infielidade que
praltera ; mas enganou-se, pois nao s o mari-
do j sabe do faci, como ainda foi ella ler a ca-
dea. onde permanece a espera de quando possa
sahir, legalmenle, j se sabe, assim como en-
trn.
No dia 8 do corrente, chegou ao porto desta
cidade o vapor Jaguaribe da companhia Pernam-
buco.
O Imparcial transcreveu a noticia que acer-
ca desse vapor d o seu Diario, pelo quo se pode
esperar muitos melhoramentos as communica-
eoea entre esta e essa proviocia.
Ouvi porm dizer que alguns passageiros que
vieram a trra declararan) que haviam recebido
rao tratamento, quanto a alimentos.
Nao sei qual a importancia que possa mere-
cer essa noticia, e o que ha de real na mesma, e
mesmo ignoro se ha proposito na transmisso
dessa noticia para algum outro fim ; mas o que
sei e que preciso nao deixar passar desaperce-
bidas noticias semelhantes sem leva-las ao co-
nheciraente do publico e do Sr. gerente, que o
competente para examinar o fundo de verdade
que possa haver no que levo dito; pois muito
convm aos interesses da companhia costeira, que
boatos semelhantes nao toraem vulto. Tem ella
muitos corancas quo lhe sao desaffectos, s por-
que houve alguma raudancu era habites velhos.'e
por tanto convm traoalhar para nao dar motivos
que justiliUem a guerra que sofTre essa compa-
nhia de alguns espirites lacanhos e rolineiros.
O Sr. Silva Nunes completou a excurso em
toda a provincia visitando as villas da Alhandra e
de Pedrasde Fogo, o que conseguio S. Exc. ten-
do deixado a capital na madrugada de 6 e voltou
na manhaa de 8.
Nestas duas villas foi o Sr. Silva Nunes bem
acomido e hospedado; sendo na de Pedra de Fo-
go, visitado por rauitos individuos dessa provin-
cia.
Acerca dessa vagera diz o Imparcial de 14
do correle, o seguinte :
As provos de aprego que, as diversas loca-
lidades percorridas anteriormente por S. Exc.
lhe foram dadas, renovaram-se nesta ultima
viagom ; o que por cerlo muito honram ao Sr.
Silva Nunes, que bem merece dos Paralbanos
essas provas, que sao no pensar da provincia a
expreesao genuina dosentimentoquea domina
em relago ao administrador, que nao ha pou-
pado fadigas para se por a par das necessida-
des da provincia, que lhe foi dignamente con-
Hada para administrar, e da qual ousa S. Exc.
com esmero e inlelligencia, devendo seus go-
remados muito esperaren) do conhecimento
ocular dos homens e das cousas que pode obter
o Sr. Silva Nunes.
Tudo indcava que se ia a bora caminho ; is-
to nao apparecia descontentamente eranenhum
dos lados polticos, e antes transluzia que os
partidos em expectativa sguardavara o aceno do
governo para deliberarem por quaes dos candida-
tos se declararan).
Nenhuma hostildade do govemo para os ras-
gados e nenhuma prova bastante saliente e qua-
liucativa do preferencia e favor pronunciado aos
batas; era isto o que se observsva, era islo o
que se deprehendia da linguagem dos joroaes,
que se inculcara orgao dos partidos, quando es-
perangas perdidas trouxeram mudanca de posicao
no campo dos rasgados.
O Dispertador orgo dcstes declarou-se era
guerra a administrago actual, e promelle nao
lomar parte activa naseleiges prximas, fazen-
do urna nica restriegoquer ter os supplentes
de eleilores. E assim o fez porque o Sr. Silva
Nunes nesta provincia o apostelo da ressurrei-
55o dos antigos partidos com suas ideas bom ex-
tremadas e decidido antagonismo.
Pens que o Despertador mal apreciando os
fados, pela decepgao que esperimentou, quer
volter as antigs pugnas e para l chegar j se
vai preparando terreno o declara de antemo
sem justificar seu ditoo partido bata est res-
taurado e domina a provincianos, subjugados,
fomos obngados a deixar o campo aos lidadoies
do governo.
A provincia protesta contra o procedimento
de poucos homens que se intitulara directores
exclusivos do partido rasgado.queeslao subgeitos
a influencia de certa nolablidadeque esi tratan-
do de sua saude nos sertOes desla provincia, e
quer, pretendendo novas aliangas, arranjar" os
novos adeptos. Essa notabilidade escreveu aos
directores do Despertador e recommendou-lhes
que Uzessem sciente a todos os amigos polticos
que convinha apenas fazer supplentes dos elei-
lores ; eis a origem da opposgo que esl fazen-
do o Despertador ao Sr. Silva Nunes, a quem
querem responsabilisar por actos nos quaes ne-
nhuma parto teve, como o processo instaurado
contra o juiz de paz de Maraanguape, que faci
dado no lempo do Sr. Dr Ambrozio.
Em virtude do aviso de 8 de agosto do cor-
rente anno, mullou o Sr. Silva Nunes a tres mem-
bros da junta rovisra de Maraanguape, a redac-
go do Despertador diz illegal e injuridieo o
procedimento no presidente da provincia ; pois
em vista da lei de 19 de agosto de 181G nao po-
da o presidente multar nominlmente aos mem-
bros da junta, quando essa disposico eraprega a
palavra juntae nao dizmembros de junta.
A ser verdadera a oppinio do Despertador
bem eslavam as maioras das mesas, que scram
sempre os arbitros da eleico, e os iufraccOes se
repeteriara com escndalo".
a Quera lambom o Despertador que o presi-
dente por urna portara annullasso um processo
que havia seguido seus termos, tendo sido a pro-
nuncia sustentada em recurso, pois entende a
redaeco que o governo administrativamente po-
de annullar qualquer processo. E' doulrina que
nao aceite, por rae parecer subversiva dos prin-
cipios conslitucionaes, da independencia dos po-
deres.
Eilo a carg) seis navio* e me conste que
harer alguma demora ; pois aquelles que ven-
dern) assucares em qunnlidado se estu vendo
alrapalhados para satisfazerem os compromissos
que contrahiram.
O prego dos assucares regula de 1^800 a
1S90O do mascavado.
Nao me consta novidade, salvo a paz e soco-
go que gozamos, que tal que uo parece estar-
mos em poca eleitoral.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Do Maranho temos a seguinte noticia :
As eleiges de Caxias que se procederara a
18 do passado, correram as tres freguezas na
maior tranquillidade possivel ; e deram era re-
sollado serem ambos os partidos contemplados
quer na vereaco, quer na magistratura de paz.
Esto efiVito produzio tal satisfago entr-* am-
bos, que reuniram-se e deram um baile como
testemuriho publico dos relevantes servigos que
preslou localidado o chefe de polica Dr. Abilio
ia vares.
E,te doutor conspg-iio certamente urna ver-
uaaeira victoria na sahida oacifica e conciliatoria
quo logrou dar ao negocio, que nao parea m
fcil ; e pode gabar-se de que leve geito de ser o
primeiro chefo do polica quo dalli voltou bem-
qusto de gregos e troyanos, tendo assislido a urna
eleigo o mais disputada possivel. >
. Parece que nao ha disposigo alguma per-
missiva de laucar-se ao Capibaribe quanto animal
morre nesta cidade e seus arrabaldes ; no entre-
tanto urna cousn que se pratica com frequencia
e sem -i menor atleneo ao ineoramodo, que isto
causa ao publico.
Se o ocano era o nico tmulo digno do um
almirante o Capibaribe por certo declinar
da honra do servir de cova cavados, bois el re-
liqua no genero ou especie.
E pois, urna providencia no senlido prohibitivo
dessa pratica, faz-se precisa desde j.
O prazo marcado para a substituico das se-
dulas de5JO00 e lJOOt), papel branco, 'que deve-
ra lindar sem descont no ultimo deste mez, foi
ampliado al o Io de maio do vindouro anno,
bem que thesouraria desta provincia nao fosse
communieada esta prorogago.
As sedlas de ljJOOO so'da primeira estampa,
e as de 5j>U00 da terceira.
Por portara presidencial de 17 do corrente,
foi alterada a tabella de 27 de setembro prximo
passado na parte relativa parochia de Gara-
nhuns, que passa a dar 48 eleilores na eleigo
quo deve proceder-se na ultima dominga deste
raez.
Esta modficago basa-se naqualificago do
corrente anno ; pois que aquellas dos annos de
1857 185'J uo a foram remettidas secretaria
do governo, como ordena a lei.
Em urna correspondencia de Tacaralu, -re-
meilida ao Liberal Pernambucano, e ante-hon-
tem nelle publicada, l-so a seguinte :
Os que aqu esto em sua liberdade, esto
morrendo de fome e emigrando, quante mais os
mlseraveis da cadea, que de cadea s tem o no -
rae Coraem alguma esmolinha, que raandam
pedir pelas mas ; porque o Exm. presidente man-
dou, vista da magrem dos cofres, suspender-
Ins o pagamento das diarias de 200 rs. que ti-
nham por dia.D
E' inleiramente falsa esta assorgao.
Tendo sido trazido ao conhecimento da presi-
dencia, quo a collectoria de Tacaratu nao lioha
dinheiro par fornecer aquellas diarias, como era
de costume, expedio ao inspector da thesouraria
provincial o ofiieio que 3e vai ler, e quo prova o
contrario justamente do que se escreveu naquel-
la correspondencia.
Terceira seceo.Palacio do governo de Per-
nambuco, 4 de agosto de 1860.
Illra. Sr.Tomando em consideragao o que
me expz o chefe de polica em offlcio de hon-
tem com referencia ao do delegado do termo de
Tacaratu, recommendo a V. S. a expedigo de
suas ordens para que com urgencia seja entre-
gue por adianlamenlo ao referido delegado a
quantia precisa para occorrer a despera provavel
com o sustento dos presos pobres daquelle termo.
Deus guarde a V. S. Sr. inspector da the-
souraria provincial.
O dinheiro foi effectivamente entregue ao de-
legado por intermedio do Dr. chefe de polica e
depois disso nao Iratou-se mais de semelhanle
assumpto.
Comraunicam-se da villa da Escada o se-
guinte occorrido honlem alli :
O Sr. Jos Francisco de Faria Salles, pro-
pietario nesta villa, e que se acha na posse, por
arrendaraente, de diversas ierras pertencenles aos
Indios, que flearam coraprehendidas dentro dos
limites da nova povoago, cuja plaa j foi ap-
provada pola presidencia da provincia, plantou,
nao obstante isso, cannas naquella parte das di-
las torras, apezar das admoestages do Exm. Sr.
barao de Guararapes, a qualidade de director
geral dos ndios.
O Sr barao, suppomos que usando do des-
forc- m continente da ord., mandou arrancara
plantaco ; chegando o delegado da Escada oesse
intenm, suscitaram-se questOes entre um e ou-
tro, donde resullou que o dito delegado deu voz
de preso aos Indios, declarando aquello senhor
que os acompanharia priso, em vista do seu
cargo.
O delegado, porm, julgamos que reflexio-
nando melhor, entendeu nio realisar as prisos;
apezar do que o Sr. barao foi i capital apresen-
lar-se ao Exm. Sr. presidente.

A' isso acrescentaremos quo com effeito hon-
tem 1 hora da tarde apresentou-so o Sr. barao,
dando parte do occorrido ao Exm. Sr. presidente,
que msndou recolher apenas um dos Indios, pas-
sando aguardar as comraunicages ofciaes,
para decidir hoje essa queslo de simples suscep-
tibilidades offendidas.
Foram julgados pelo conselho de julgamen-
to os soldados do corpo de polica Jos Justino
do Nascmeulo e Claudino Antonio, aecusados
pelo crime de fuga de presos, e ambos foram
condemnados 6 mezes de priso, como ocur-
sos no grao mximo das penas do art. 123 do
reg. de 2 do novembro de 1851. O conselho com-
poz-so dos Srs. :
Presidente
MajorjAIexandrino de Barros Albuquerque.
Auditor.
Dr. promotor publico Francisco Leopoldino do
Gusmo Lobo. ,
Vogaes.
Teoente interrogante Dr. Jos Joaqun:, de Souza.
Tenente-secrelario Luiz Jeronia.0 Ignacio dos
Santos.
Tenente Francisco Borges Leal.
Tenento quartel-mesire Manoel Femande3 de
Albuquerque Mello.
Alferes Joaquim Barbosa dos Reis.
Foi anle-honteiu maltratada por um carro
da ra da Gamboa do Carmo urna pobre mulher
que por ahi passava. Consta-nos quo o Dr. pro-
motor averigua o fazlo para proceder couforme
a lei.
Foram recolhidos casa de delengo nos
dias 17 e 18 do corrente 11 homens e 1 mulher.
sendo 7 livres, 1 por suspeita de ser cscravo e 4
escravos ; a saber : 5 a ordem do Dr delegado
do Io districto, 1 a ordem do subdelegado do
Recife, 1 a ordem do da Boa-Vista e 2 a ordem
do da Magdalena.
No dia 19 do corrente foram recolhjdos a
casa do detengao 2 homens e 2 mulhcres ; 3 li-
vres e I escravo, a saber : a ordem do subdele-
gado do Recita 2, e a ordem do de S. Jos 2.
Passageiros vindos dos pollos do norte no
vapor nacional Tocanlim :
Dr. Jos da Motta Azevedo Correia, Dr. Silvno
Carneiro da Cunha, c ura escravo, padre Serafn)
tioncalo dosPassos Miranda, Francisco Tiberio
de Souza Neves, urna irraa e 5 escravos. Jos
Aurelio Belm, Augusto Ilaresmandy, Romo
Qusado Filgueira, Francisco Rodrigues de Brito,
Luiza Mara da Conceigo, Jovina Mara da Con-
coigo e um filho de peito, Jus de Almeida Nu-
nes Lima, Francisco AlvesCoutinho, Joo Evan-
gelista Bello, Esmeraldina Mara Magdalena, Dr.
Jos Henrique Cordeiro de Castro Junior.Christiano
Jos Tarares, Antonio Zacaras da Silva Guima-
res, Manoel de Mesquita Cardoso, \V. Puttfarcken
Luiza Maria da Conceigo, {soldados do exercito,
1 preso e 1 escravo.
Seguem para o sul :
Capilo Antonio Theodoro da Rosa Gama, Dr.
Luz Lopes Vilias-Boas, sua senhora, 8 Olhos e
4 escravos. Dr. James Candido Leal, sua senhora,
3 filhos e 6 escravos. Antonio Luiz Cavalcanlede
Oliveira, Luz Damasio l'erreira Carneiro, Jos
Ferreira de Magalhes, Jos Pedro da Silva Atlon-
go, Domingos Jos de Magalhes, Manoel Jos
Vieira, Rita Eustaquia da Silva, Aniono da Silva
Guimarcs, Jos Maria Pereira do Castro, 3 ca-
detes, 7 pragos e ex-praeas, e 21 escravos a en-
tregar.
Passageiros do vapor Persinunga, sabido
para o sul :
Jos Pedro Carneiro da Cunha, e 1 cralo, Ma-
nuel Thom Cordeiro, Jos Luiz de Almeida Mar-
tina e um escravo, Diogo Maddson Genn Es [., Jos
Carneiro de Farias Lins, Jos Ernesto Julio de
Mendonga, Manoel Thom Fialho de Albuquer-
que, Manoel Pinto Dmaso, Diogo Raymundo,
Dr. Antonio Joaquim Buarque Nazareth, sua se-
nhora o 1 escrava, Joo Cavalcante efe Albuquer-
que Lins, Francisco de Salles Cardoso Lins.
Passageiros do hate Invensicel, sabido para
o Aracaly :
Vital Rodrigues Tinhero e sua familia, Manoel
Rodrigues Pinheiro e 1 criado, Vicente Ribeiro
da Silva.
CHRGNICA JUUliilARIA.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 20 DE DEZEM-
BRO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEKBARGADOR
Y. A. DE S01ZA.
As 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu-
todos Reg, Lomos, Bastos e Silveira, o Sr. pre-
sidente declarou aberli a sessn.
Foi lida e opprovada a acia da anterior.
DESPACHOS.
Um requeriraento de Antonio Bernardo Quin-
teiro, Mignel Bernardo Quinleiro e Luiz Gongal-
ves Agr, satisfazendo o despacho de 13 do cor-
rente, alira de ser registrado o seu contrato de
sociodade.Registre-se.
Oulro de D. P. Wild & Companhia, pedindo o
registro das procuraces que ajuntam. Como re-
queren).
Outro de Soulhall Mellors & Companhia, pe-
dindo o registro da procurago de seu caixero
Jos Antonio Piulo Serodio.tegistre-se.
Nada mais houve.
SESSAO JUDICIARIAEM 20 DE DEZEMBRO.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARADOR
SOUZA.
Secretario, Julio Guimares.
A meia hora depois do meio-dia, achando-se
presentes os Senhores desembargadores Villares
e Silva Guimares, e os Srs. depulados Reg,
Lem os, Bastes e Silveira, o Sr. presidente abri
a sesso.
Foi lida e approvada a acta do 17 do cr-
reme.
DISTRlBLICES.
Foram distribuidos os seguinles feito3 que es-
tavam era mo do Sr. desembargador Guerra.
Ao Sr. desembargador Villares :
Appellanlc, Claudino Benicio Machado; ap-
pellados, Mililo Borges Uchoa e outros.
Appcllanle, Domingos Alves Matheus ; appel-
lado, Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Embargantes, Francisco Santiago Ramos c sua
mulher ; embargado, Elias Emiliano Ramos.
Appellanlc, Jos Dias da Silva e sua mulher ;
appellado, Joaquim da Silva Mouro.
Appellante, Theodoro B. Dubois capilo da ga-
lera americana /(ainha do Pacifico ; appellado,
Domingos Henrique Mafra.
Appellante, o embargante 3o Jos Esteves V'i-
anna ; appellada, D. Maria Joaquina dos Santos
Abreu.
Ao Sr. desembirgador Silva Guimares :
Appellante, Francisco Jos da Silva Maeieira ;
appellado?, Tasso & Irmos, curadores fiscaes da
massa fallida do Novaesii Companhia.
Appellante, Jos Gongalves Villaverde ; appel-
lado, Joo Manoel de Almeida.
Appellanles, Ayres & Araujo ; appellados, os
administradores da massa fallida do finado Jos
Machado Malheiros Braga.
Appellante, Salustiano Augusto Pimcnta de
Souza Peres ; appellados, o padre Jos Leite Pi-
la Ortigueira e os herdeiros de Joo Leite Pille
Ortigueira.
Appellante. Joo da Rocha Wanderley Lins ;
appellado, Joo B.iptista de Barros Machado.
O Sr. presidente negou provimento ao aggravo
em que sao :
Aggravantes, Prenle Vianna aggravados, Soares & Companhia.
Nao havendo nada mais a tratar, o Sr. presi-
dente encerrou a sesso, e declarou quo eslavam
dadas as ferias.
dem 8. A mesma, proprietaria
de urna casa terrea arrendada
annualmente por................. 72g00O
dem 10. A mesma, proprieta-
ria de uaa casa terrea arrendada
annualmente por................ 72S00O
Ra da Praia de S. Francisco.
dem 4.Justina Mara da Concei-
go, casa terrea arreudada an-
nualmente por.................... 848000
dem 8. Francisco das Chagss
Salgueiro, urna casa terrea arren-
dada annualmente por.......... 60a00Q
dem 10. Gaspar Jos dos Reis,
urna casa terrea arrendada an-
nualmente por .................. 36$00O
dem 13. Francisco das Chagas
Salgueiro, casa terrea arrendada
annualmente por................ 96000
dem 13. O mesmo, proprietario
de urna casa terrea arrendada
annualmente por ................ 120g000
Ra da Senzalla do Districto.
Numero 8. Herdeiros do conse-
Iheiro Monsonhor Dr. A ntonio
Jos Coelho, casa terrea arrenda-
da annualmente por.............. 36gOCG
dem 9.Viuva de Manoel Gongal-
ves Pereira, casa terrea arrenda-
da annualmente por............ 69g000
Ra dos Arrombados.
Numero 15.Alonio Lopes do Al-
buquorque, casa terrea arrendada
annualmente por................ 60}00Q
Id em 28. Joaqun) Lopes do Al-
meida. casa tervea arrendada an-
nualmente por .................. fe 1*000
dem 29. Jos Joo de Amorira,
urna casa te'rea arrondada an-
nualmente por .................. lOOgOOO
Ra das Pernambuonas.
N. 33.Malinas Antonio de Miran-
da casa terrea arrendada annual-
mente. por .-------............... 168;000
dem 39.Jos liaptsta Boga, casa
terrea arrendada annualmente
, Pr .............................. 16SSO0O
dem 10. O mesmo, proprietario
de urna casa de sobrado de 1 an-
dar arrendado arinuaimei.le por 168^000
dem 50. Tenente Jos Joaquim
de Souza, casa terrea arrendada
annualmente por................ 180000
Ra da Amizade.
N. I.Ignacio Nunes de Oliveira,
urna casa terrea arrendada an-
nualmeute por .................. SOJOOO
dem 2 O mesmo, proprietario
de urna casa terrea arrendada
annualmente por................ 180S0OO
dem 5.Catharina de Sonna, urna
casa terrea arrendada annualmen-
ItlePJ'............................ "2g000
dem 13.Josepha Candila de Oli-
- reir, casa terrea arrendada an-
nualmente por .................. lfiOOO
dem 15.Antonio da Costa Rosal,
casa terrea arrendada annual-
mente por........................ 26ig000
dem 22.Manoel Jos Soares Gui-
mares, casa terrea arrendada
animalmente por................ 180*000
dem 25. O mesmo, proprietario
do urna casa terrea arrendada
annualmente por ................ 400gOOO
dem 33.Anua Joaquim de Jess,
urna casa terrea arrendada annu-
almente por...................... 120*000
dem J5. Fraucsco Ferreira da
Silva, casa terrea arrendada an-
nualmente por.................... 168J000
dem 36.O mesmo, proprietario
de urna casa terrea arrendada an-
nualmeule por................... I6S5OOO
dem 37.O mesmo, proprietario
de urna casa terrea arreudada an-
nualmente por.................... 168JOOO
dem 38.O mesmo, proprutario
de urna casa terrea arrendada
annualmente por................ 20000
Estrada de S. Jos do Manguiuho.
N. I. Viuva de Jos Ignacio Soa-
res de Almeida, casa terrea arren-
dada annualmente por .......... 6OO9OO
dem 20Wenceslao Maxado Frei-
r Pereira da Silva, casa terrea
arrendada annualmente por..... SOOgOO
dem 31.D. Luiza Antonia de Si-
queira, casa terrea arrendada an-
nualmente por .................. 480JO0O
Estrada da Ponte de Lchoa.
N. 4. Joc Moretea Lopes, cosa
terrea arrendada annualmente
. Pr ............................. 1:0005000
dem 31. Nicolao Harley, casa
terrea arreudada auuualmente
Por.............................. 1:4005000
Estrada da Cruz de Almas.
N. 9.Antonio Podro de Alcntara,
proprietario de urna casa terrea
arrendada annualmente por...... 300;OCO
dem 12. Francisco uedes de
Araujo, proprietario de urna
casa terrea arrendada annual-
mente por ...................... 4OO5OOO
(Canlinuar-se-ha).
COLLECTORIA PROVINCIAL DE
OLINDA.
Alletaces feilas no lancainento da
decima urbana, que pastam as ca-
sas per lene en tes collectoria de
Olinda, para o anno de 1860
1861, peto col lector Manoel Jos
de Azejedo Amorim.
[Conlinuago.)
Ra do Carmo.
N. 1. Maria Theodora do Sacra-
mento, casa terrea arrendada an-
nualmente por .................. 72500o
dem 7.Antonio Rodrigues de Oli-
veira. casa terrea arrenda Ja an-
nualmente por .................. 144J000
dem 8.Ordem 3a de S. Francisco,
casa de sobrado del andar, arren-
dado annualmente por............ 96J000
Publicacoes a pedido.
i
Meus leitores, vou pinlar-lhes.
A caricala figura
Do bacharel viajante,
Versado era litteratura.
2
Magro, feio o com cangalhas,
De Coimbra qual jumento.
as argolas cinco anuos :
Nada deu de seu latente.
3
Comecou por debutar
Viajando no wagn:
Desprezando as theorias
Como fazia en lieo.
Salla aqui e acola
Cabio de ventas no chao,
E depois de ocinhar,
Despresou o seu wagn.
5
Retirando-se p'ra o campo.
Alimento vai buscar.
Por nao poder na cidade,
Um pasto proprio encontrar.
6
Vai prender-se alguma obra
Como ostra no rochedo,
Roubando ideasalheias
E apropriaado-as sem medo.
7
Corra, corra, meu doutor,
Aproveitc o bom capim,
E quando voltar ao Recife,
Nao nos volle mais assim.
8
Tambem promelto mudar
Ecanla-lo em heroico verso,
Se da sublime cantora
O seu pensar for diverso.
Recife, 20 do dezembro de 1860.
Armando Duval.
Para o Sr. ministro do im-
perio ver.
Nenhum empregado geral pode
aceitar emprego algum provincial sem
que previamente solicite e obtenha a
sua demissao. Avisos de 10 de no-
vembro de 1837 e 7 de outubro de
1843.
Ora, nao tendo iido derrogados 08 ci-
tados avisos, cuja to sabia, quao ter-
minante disposico se acaba de ler :
fora de duvida que nao deve continuar
a ser inspector da thesouraria provin-
cial o proessor de eeometria do colle-
gio das artes (ou a ser proessor de geo-
metra do collegio das artes o inspec-
tor da thesouraria provincial.)
Esse funecionario, a despeito' dos avi-
sos citados, oi nomeado inspector da
r
.


DIARIO DI PERHAMDCO. SEXIA FEIRA ai DE DEZEMBRO DB 1860.
P?
\

thesouraria provincial de Pernambuco;
e, em prejuizo do seu substituto, da
instruccSo e dos cofres pblicos, se acha
ora da sua cadeira lia 15 anos!!!
( lazem hoje 15 desetembro de 1860.)
COMMERCIO.
\lfaiitlega,
Rentimento do dia 1 a 19. 218:013*710
Ideando dia 20.......25:4688177
2*43.4819987
Hevimenlo da alfandega.
V'olumes entrados coro fazendas..
cora gneros.. 158
S'olnmes sahidos cora fazendas..
com gneros..
------158
119
138
------257
Descarregam hoje 21 de dezembro.
Brigue inglezUraniscarvo.
Barca francezaAdelecarvo.
Briguo brasileiro ConceigomerCadorias.
/fate brasileiroDous iriosgneros do paiz.
Bceebadlorla de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dial a 19. 21:229*414
dem do dia 20.......I:920f039
23:149*453
Consulado provincial.
endimento do dia 1 a 19. 50.826J574
idera do dia 20.......4:2808466
55:107*0*0
Moyimento do porto.
Navios entrados no dia 20.
Torios do norte Vapor brasileiro Tocan -
tiri3, cornraandante Io tenente Jos Candido
Duarte.
Navio sahido no mesmo dia.
Aracaty Hiato brasileiro Invencivel, capi-
tlo Jos Joaquim Alves da Silva, carga varios
gneros.
Portos do sul Vapor brasileiro .Persinnn-
ga commandaute Manoel Rodrigues dos San-
tos Moura.
es o. 0 . "Es o. s-2 Horas
55 w se i' cr c en Atmosphera.
V en en F5 sr V. V. Direcco. < M 2 H O
i a o: G es o = a* 9 a o: c Intensidade 1
o X x -- QD O -~4 1 Fahrenheit I 9 a o 3 W S
fi o 00 00 OS II en Centgrado.
i
00
-4
--
| Hygrometro
o g e o ec | Ciserna hydro-metrica.
-1 c -i "oc -4 00 -4 c -a t Francs. 1 > -3 O
9 c 8 o: o "o o s o o te j ingle:. O
A noite nublada at as4 h. 30'. que tornou-
se de pequeos aguaceiros, vento SSE regular
at ao amanhecer.
0SCILL.\r\0 DA HAR.
Preamar as 10 h. 18' da manhaa,3ltura 5,3 p.
Baixanar as 4 h. 30' da tarde, altura 2,1 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 20 de de-
zembro de 1S60.
ROMANO STEPPLK.
Io tenente.
Editaes.
A cmara municipal do Recite manda pu-
blicar para conheciruento dos seus municipes a
postura abaixo transcripta, approvada provisoria-
mente pelo Exm. presidente da provincia, resta-
belecendo o art. Ia tit. 6 das postaras do 30 de
unho de 1849, e revogando o art. 9 das addicio-
naes de 10 de novembro de 1S55.
Quarta seero. Palacio do gorerno de Pernam-
buco, 11 de dezembro de 1860.
0 presidente da provincia, tendo em vistas o
que representou a cmara municipal do Recite
om offlcio de 31 de outubro ultimo, sob n. 91,
resolve approvar provisoriamente o seguinte ar-
tigo do postura.
Art. nico. Pica revogado o art. 9 das posturas
addicionaes de 10 de novembro de 1855 e em in-
lairo vigor o artigo 1" tit. 6 das de 30 de junho
de 1849.Ambrozio LeitSo da Cunha.Conforme,
Antonio Leite de Pinho.
0 tenente-coronel Antonio CarneiroMachado Rios,
commendador da imperial ordem da rosa, juiz
de paz do 1 anno do 1 districto da fregnezia
do Santissimo Sacramento da Boa-Vista, termo
da cidade do Recife de Pernambuco. cm virtu-
de da lei etc.
Faco saber que tendo de proceder-se nesta
fregu'ezia no dia 30 do mez de dezembro pr-
ximo futuro, a eleieo dos eleitores, que hao
de eleger, nao s os deputados assembla
geral para a prxima legislatura dos annos
de 1861 a 1864, como os membros da as-
sembla legislativa provincial dos annos de
1862 a 1863 o de 1864 a 1865, devem os eleitores
e supplentes desla freguezia comparecerem as 9
horas do dia, em o corpo da igreja matriz afim
dse organisara mesa parochiil, flcando os que
nao Gzcrcm sem motivo legitimo sugeitos mul-
ta comminada no art. 120 5, n. 2 da lei de 29
de agosto de 1816.
Eleitores.
Os senhores:
Tenente-coronel Antonio Carneiro Machado Rios.
Empregario publico Simplicio Jos de Mello.
MBJor Jos Joaquim Antunes.
Capitao Amaro de Barros Carreia.
Tenente-coronel Antonio Carlos de Pinho Borges,
Tenente-coronel Theodoro Machado Freiro Pe-
reira da Silva.
Dr. Bento Jos da Costa.
Tenente-coronel Thoraaz Jos da Silva Gusmao.
Proprietario Vicente Antonio do Espirito Santo.
Empregado publico Thomaz Autonio Maciel Mon-
teiro.
Capitao Jos Mara Freir Gameiro.
Dr. Luiz de Carvalho Paes de Andrade.
Empregado publico Manoel Coelho Cintra.
Padre Francisco Aires de branles.
Empregado publico Jos Antonio dos Sanbs e
Silva.
Empregado publico Jos Affonso dos Santos
Bastos.
Empregado publico Manoel Luiz Viraos.
Empregado publico Joo Gregorio dos Santos.
Capitao Jos Goncalves da Silva.
Empregado publico Joaquim Jos Ferreira da
Pcnha.
Escrivo Francisco de Barros Correia.
< Empregado publico Hypolit > Cassianno Vascon-
58 j cellos Albuquerqne Maranhao.
a o Empregado publico Luiz do Azevcdo Souza.
1' Escrivo Francisco Ignacio de Athaype.
Empregado publico Joaquim Milito Mariz.
Proprietario Jos Carneiro da Cunha.
Dito Bento dos Santos Ramos.
Empregado publico Belmiro Augusto de Almeida.
Capitao Jos Antao de Souza Magalhaes.
Dito Joo da Silveira Borges Tavora.
Artista Alexandre dos Santos Barros.
Supplentes.
Os senhores :
Tenente Decio d'Aquino Fonscca.
l'lavio Ferreira Clao.
Belarmino de Barros Correia.
Thom Carlos Peretti.
Joaciuim Elias de Moura Gondira.
Francisco Aciole de Uouveia Lins.
Dr. Lourenco Trigo de Loureiro.
Clonndo Ferreira Cato.
Jos llygino de Miranda.
Veticeslao Machado Freiro Pereira da Silva.
Joo Bartliolomeu Gongalves da Silva.
Jos Barbosa de Miranda Santiago.
Antonio Pedro de de Alcntara e Silva.
Porfirio da Cunha Moreira Alves.
Miguel Archanjo Fernandes Vianna.
Jos da Costa Brandan Cordeiro.
Manoel do Nascimento daCoMj MonCtiro.
; Joaquim Ponanles de Azevedo Jnior.
'Jos Joaquim llamos e Silva.
: Joo Pacheco de Queiroga.
Francisco Rufino Carvalho de Mello.
Francisco Mailins Raposo.
Feliciano Joaquim dos Santos.
Manoel do Nascimento Vianna.
Desembargador Manoel Bodrigues Villares.
Jos .Nunes de Oliveira.
Francisco Mondes Martins.
Francellino Augusto de Hollanda Chacn.
Joaquim Jorge de Mello,
nambuco 12 de dezembro do 1860.OJIofHcial-
maior interino, Luiz Francisco de Sampaio e
Silva
O Rvd. Jos Leite Pitia Orligcira, juiz de paz do
1" anno da freguezia de S. Fr. Pedro Goncal-
ves do Recife, etc.
Fago saber que devendo proceder-se na 1er-
ceira dominga do mez de Janeiro do auno do
1861, a reviso da qualiQca;ao em virlude do
art. 25 da lei de 19 de agosto do 1846, convido
aos Srs. eleitores e supplentes abaixo designados
para que comparecen), afim de so proceder a for-
maco da junta de qualifleacao, que ser organi-
sada sogundo dispe o J 1" do art. 1 do decreto
o. 812 de 19 de setembro de 1855, devendo os
Srs. eleitores e supplentes, as 9 horas da ma-
nha da mencionada dominga, comparecerem na
matriz de S. Fr. Pedro Goncalves, sob pena de
serem multados como determina a mesma lei.
Domingos Henrique Mafra.
Antonio Henrique Mafra.
Manoel Amancio de S. Cruz.
Jos Marques da Costa Soares.
Jos Pedro das Noves.
Ignacio Antonio Borges.
Antonio Botelho Pinto de Mosquita Jnior.
Eslevao Jergo Baptista.
Supplentes.
Manoel da Silva Neves.
Antonio Jos Silva do Brasil.
Candido Thoraaz Pereira Dutra.
Manoel Bastos Abreu Lima.
Manoel Estanislao da Costa.
Luiz Antonio Goncalves Penna.
Constancio da Silva Neves.
Joaquim Jos Sanl'Anna Barros.
Major Alexandre Augusto Frias Villar.
Dr. Cosme de S Pereira.
Dr. Jos Joaquim de Souza.
Major Thomaz de Almeida Antunes,
E para constar mandei passar o presente que
ser axado nos lugares do costume, e publicado
pela imprensa.
Dado e passado neste Io districto da freguezia
de S. Fr. Pedro Goncalves do Recife 18 de de-
zembro de 1860.
Eu Innoccncio da Cunha Goianna, escrivo o
escrevi.
Padre Jos Leite Pilta Ortigueira.
gS
Declarares.
- P3
S 2
S 2

c
>
00
O Dr. Antonio Lpaminondas de Mello, OfGcial da
Imperial Ordem da Roza, c 1. juiz do paz do
1 districto da freguezia do bairro deS. Anto-
nio da cidade do Recite etc.
Faco saber que em virlude da lei, e comrauni-| Dr< joaquim "de Oliveira e Souza.
cacao da cmara municipal, convoco os eleitores : Jos LucM Rodrig,les Machado.
c supplentes di parochia do S. Antonio, que vao rjutrosim, convoco a todos os cidadaos qualifi-
abaixo designados por seus notaos, para que cora- cad(JS D0 prPsenle anuo para que comparecam a
parecao na 3.a dominga do mez de Janeiro do ( preslir seus votos no referido dia, scgund'o foi
anuo prximo futuro de 1861 no corpo da na- ordenado pelo E*m. Sr. presidente da provincia
triz da dita parochia pelas 9 boras da manhaa, de Pernambuco, por offlcio datado do 12 deste
am de organizar-se ajunta de qualtficarao que mex corao so con|lCcerdo referido officio abai-
tera de rever aqualibcac/io do anno antecedente, 10 iranscripto :
dos cidados que teni direilo de volar as elei-
coes de eleitores, juizes do paz, e venadores da
cmara municipal, flcando sciente o referidos
eleitores e supplentes abaixo declarados que sof-
frerao a mulla de 40* a 60* mil reis seno com-
parecerem, ou tendo comparecido, deixarem de
assignar a acta respectiva.
Eleitores.
Os senhores :
Coronel Domingos Affonso Nery Ferreira.
Dr. Angelo Henriques da Silva.
Tenente-coronel Sbastio Lopes Guimaraes.
Dr. Antonio Rangel de Torres Bandeira.
Dr. Anlonis Epaminondas de Mello.
Empregado publico Caetano Piolo de Veras.
Escrivo Joaquim da Silva Reg.
Alfares Caetano Jos Mendes.
V'lgario Venancio Henriques de Rezende.
Capitao Firmino Jos d'Oliveira.
Major Claudino Benicio Machado.
Capitao Sil vino Guilhermc de Barros.
ProprielarioiManocl Antonio de Jess Jnior.
Proprietario Jesuino Ferreira da Silva.
Capitao Joo Athanasio Botelho.
Empregado publico Joo Manoel de Castro.
Toncnle-coronel Rodolfo Joo Barata d'Almcide.
Alteres Joaquim Francisco de Torres Gallindo,
Tenente Francisco de Paula Machado.
Empregado publico Joo Pereira da Silveira.
Artista Guilhcrme Pinheiro Roza.
Artista Antonio Francisco Goncalves.
Arlisla Jos Luciano Cubral.
Alfares Bartholomeu Gucdes de Mello.
Empregado publico Marcolino dos Santos Pi-
nheiro.
Alfares Francisco Lucas Ferrreira.
Supplentes.
Os senhores :
Commerciante Antonio Augusto da Fonceca.
Dr. Joaquim de Aquino Fonceca.
Dr. Antonio Jos da Costa Ribeiro.
Tenente-coronel Justino Pereira de Faria.
Empreado publico Joo Francisco Bastos.
Capitao Jos Luiz Pereira' Junior.
Br. Joao Francisco Teixetra.
Dr. Joo da Silva Ramos.
Brigadeiro Joaquim Bernardo de Figuerdo.
Dr. Deodoro Ulpiano Coelho Catanho.
Dr. Francisco Ferreira Mariins Ribeiro.
Escrivo Floriano Correi de Brillo.
Dr. Jos Flix de Brillo Macedo.
Dr Antonio Jos Alves Ferreira.
Empregedo publico Manoel da Silva Ferreira.
Capitao Flix Francisco de Souza Magalhaes.
Dr. Carolino Francisco de Lima Sanios.
Commerciante Francisco Antonio de Brito.
Troprielario Jos Francisco Carneiro.
l'ropiietario Jos da Fonceca e Silva.
Commerciante Severiano Jos de Moura.
Proprietario Domingos Nunes Ferreira.
Capitao Francisco do Souza Reg Monleiro.
Artista Fraucisco Jos Correia de Queiroga.
Commerciante Caetano Silverio da Silva.
Artista Rufino da Costa Pinto.
Commerciante Silverio Joaquim Mariins dos
Santos.
Artista Joo Paulo de Souza.
Artista Joaquim Melilao Alves Lima.
E para coustar mandei fazer este edital, afli-
\a-lo nos lugares mais pblicos desta freguezia,
e publica-lo pela imprensa. Primeiro destricto
da fregnezia de S. S do Bairro de S. Antonio do
Recife 17 de dezembro de 1860. Eu Joaquim da
Silva Reg, escrivo quo o escrevi.Antonio
Epaminondas de Mello.
4." seceo.Palacio do governo do Pernam-
buco 12 de dezembro de 1860.Atlendndo a ro-
presentaco que me fizeram os eleitores supplen-
tes da parochia da Boa-Vista desta cidade. pe-
dindo a revogaco do acto desla presidencia de
28 de novembro ultimo, pelo qual declarei a
Vmc. que devia fazer a chamada dos votantes na
prxima eleico de eleitores pela qualificaco do
anno passado, visto se ter provado haver-se fal-
sificado no respectivo livro do correte anno.
Considerando que, em regra a chamada para
qualquer elcigo se deve fazer pela qualiGcacn
do anno actual, havendu s, como excepeo o re-
| curso a do anterior, quando nao fr absoluta-
mente pessivel servir regularmente para seme-
Ihantefira. Considerando na questo sujeita um
dos motivos para a excepeo, visto como, pelo
examea que oa mandei proceder, ve-se que a co-
pia aulheniica da qualifieago do correnle anno,
existento na secretaria do governo fora extrahida
do livro antes de ser elle falsificado, o que se
evidencia pela comparaco do que expozeram
os peritos, que examinar'am os livros da qualili-
caco no juizo municipal da segunda vara, sobie
os nomos alterados, que conslituem a falsificago,
e o que se v acerca dos mesmos nomes na co-
pia existente na secretaria. Considerando final-
mente, na disposico do 17 das inslrucgoes de
28 de junho de 180, e do aviso de 29 de outu-
bro do corrente anno, 4' hypothese, para o caso
da perda do rol da chamada, existente em poder
da mesa, no que importa a falsiflcacao que oinu-
lilisa, sendo que onde so da a mesma razo pro-
cede a mesma disposico, resolv rcmelter a c-
mara a in losa copia da qualifleacao do corrente
anno, da que existe na secretaria do governo, e
recommendo que por ella se faga a chamada na
prxima eltico de eleitores, Picando por isso
sera effeito a declarado que Ihe fiz no mcu pre-
diclo offlcio de 28 de novembro lindo. Observo
a Vmc que nao obsta o prazo de tempo decor-
rido de 30 de novembro al hoje para a convo-
carlo dos votantes, por ser permiilido rcduzir o
prazo dos 30 dias anteriores a eleico para a flxa-
Qo dos editaos, nos termos do aviso n. 100 de
28 de agosto de 1818 ; devendo, portento, Vmc.
manda-Ios affixar quanto antes, nos termos desta
deliberacao.
Dos guarde a VmcAmbrozio Leito da Cu-
nha.Sr. juiz de paz mais votado do 1" districto
da freguezia da Roa-Visla desla cidade
E para constarse mandou fazer o prsenle quo
ser affixado nos lugares mais pblicos desla fre-
guezia c publicado pela imprensa.Recife 14 do
dezembro de 1860.
Eu Francisco de Barros Correia, escrivo que o
escrivi.
htonto Carneiro Machado Rios.
O conselho econmico do batalhao de in-
fanlaria n. 10, tepdo de contratar os gneros ali-
menticios abaixo mencionados, quo devem ser
de superior qualidade para alimento de suas pra-
vas, no Io semestre do anno futuro de 1861, con-
vida aos senhores licitantes que se queiram cn-
carregar de fornecer taes gneros a apresenta-
rem suas propostas em carta feichada na secreta-
ria do mesmo batalhao, no dia 22 do mez cor-
rente.
Arroz pilado.
Assucar refioado c mascavado:
Azcile doce.
Bacalho.
Carne verde.
Dita secca.
Farinha de mandioca.
Feijo.
Lenha em acha.
Mantciga franceza.
Pao de 6 oncas.
Dito de 4 oncas.
Toucinho.
Vinagre.
Quartel do batalhao de infantaria n. 10, na ci-
dade do Recife, 19 de dezembro de 1860.
Lino Augusto de Carvalho,
alfares servindo de secretario.
CONSELHO DE COMPRAS NAVAKS.
Promove este conselho em sesso do 22 do
corrente mez, a compra dos objectos abaixo de-
clarados, do material da armada, mediante pro-
postas em* cartas fechadas, aposentadas nesse
dia al as 11 horas da manhaa. acompanhadas
das amostras do que caiba no possivel.
Para os navios.
100 cascos de coco, 30 torneiras de metal, e 20
garrafas de tinta de escrever.
Para os navios e arsenal.
100 brochas sorlidas, e 8 arrobas de fio de
vela.
Tara o arsenal.
10 arrobas de almagre, 3 grosas do parafusos
de urna polegada, 4 sorras francezas de 4 ps
de comprimento e 20 arrobas de ochre.
Tara os aprendizes artfices.
8 fronhas de algodo. e 6 lcnres de dito.
Para as obras do porto.
100 travs de qualidade, com 30 a 40 pal-
mos de comprimento, e 20 martelos de pe-
dreiro.
Para a enfermara de marinha.
24 travesseiros de riscado do linho cheios de
pallia.
Contrata o mesmo conselho era dita sessan,
mediante tambera proposlas, a lavagem de ronpa
dos aprendizes artfices, e da enfermara de ma-
rinha, bem como de toda a mais do arsenal de
marinha, por lempo de Irez mezes a findar em
marco do anno prximo; e igualmente o fornc-
cimento durante este lempo, de sabo que for
preciso para os navios.
As coudieces para eltectuarera-se a compra,
c os contratos, sao as do estillo, j ha muito
conhecidas pela populago.
Sala do conselho de compras navaes em 19
de dezembro de 1860.
O secretario
Alexandre Rodrigues dos Arijos.
em circulacao, declarando que, em
cumprimento do decreto n. 2,664 de
10 de outtrbro do corrente anno, esta
substituicao ou resgate devera' effec-
tuar-se dentro de 4 mezes, e que ndo
eite prazo s podera' ter lugar com o
disconto progressivo de 10 por cen o ao
mez, Gcando astim na forma do art 5
da lei n. 53 de 6 de otubrgoj ?p o5
sem valor alguin no fim de lo mezes.
Recife 9 de novembro de 1860. Os
directores, Joo Ignacio de Medeiros
Reg, Luiz Antonio Vieira.
Conselho econmico do batalhao de in-
fantaria n. 9.
O mesmo conselho contrata para suas prae.as
arranchadas durante o primeiro semestre do an-
no vindouro, os seguinles gneros : azeile doce,
assucar bronco de torro, ou mascavado refinado,
arroz, bacalho, caf em grao, carne verde, dita
secca, feijo mulalinho ou proto, farinha da tr-
ra, lenha em achas, manteiga franceza, pes de
4 e 6 oncas, toucinho de Lisboa, e vinagre tam-
bera de Lisboa : os quaes gneros deverao ser
de boa qualidade : quera pois quizer se propr
ao ornecimento, comparec na secretaria do dito
batalhao, no dia 28 do corrente, al as 10 horas
da manhaa, com suas propostas em cartas fecha-
das. Quartel na Soledade 17 de dezembro de
1860.O lenente-secretario,
Jos Francisco de Moraes 4 Vasconcellas.
Conselho administrativo*
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tcm de comprar os objec-
tos seguinles :
Para proviraento dos armazens do arsenal
do guerra.
20 fuziaa de laboas de assoalho de louro ; 5
arrobas de corla da Baha ; 3 arrobas de cabo de
linho kranco, tendo de grossura 1 1;2 pollegada ;
1 arrola do cera branca.
12 rrobas de assucar branco refinado da Ia
qualidade, e 25 garrafas de charope brasileiro.
Para o -ancho dos menores do arsenal de guerra
durante os mezes de Janeiro e feverciro do
anno iroximo vindouro.
Pao d: 4 oncas, bolacha, manteiga franceza,
caf cmgro, ck hysson, assucar refinado de 2"
sorte, carne verde, dita secca, farinha.de man-
dioca, feijo preto ou mulalinho, toucinho de
Lisboa, bacalho, azete doce de Lisboa, vinagre
de I.isboj, arroz do Maranhao.
Quera juizer vender taes objectos aprsente as
suas prtpostas em carta fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 22
do correite mez.
Sala tas sessdes do conselho administrativo
para fortecimenlo do arsenal de guerra, 17 de
dezembio de 1860.
JJeno Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
gaMpqatt mmmmw&HB
Vaccina publica.
Havendo presentemente mui boa se-
ment vacciniea, o commissario vaecina-
dor provincial convida aos paes de fami-
lias desla cidade a comparecerem com
seus filhos e mais agregados que preci-
saren! ser vacrinados as quintas-fainas
e domingos, nolorreo da alfandega das
7 slO horas da manhaa e nos sabbados
na casa de sua residencia, segundo andar
do sobrado da ra eslreita do Bosario n
30, para assim poder conservar a Irans-
mis>o do fluido de braqo braco, nica
maneira de sua conservaco cm pro-
veilo.
CASSINO P0PIL4R
BAILE EXTKAORDIMIO
NO
GRANDE SAlAO
DO
Palacete da roa da Praia.
Sabbado, 22 do corrate.]
Este baile, cujo producto a favor dos profes-
sores que corapem a orcheslra, ser, como sem-
pre lera sido todos os bailes do Cassino, o mais
brilhanto e nimado que 6 possivel, sendo sem-
pro inalteravelraente manlida a tranquilldado e
o socego que todos os concorrentes tem o direito
de gozar.
Antes de principiar o baile, a orchestra tocar
a Estrada de ferro, e algurnas outras pecas de
msica de diversas operas. ,
Espera-se, pois, a concurrencia dos amadores dOQ~ VlStft
seu armazem ao bater do martello, de
diflerentes obras de marcineiria como
sejam meias commodas, urna excellente
mobilia de Jacaranda', camas de ferro
lavatorio, bancas, cadeiras avulsos, pia-
no, guarda vestidos e na mesma occa-
sio vender' urna porc.o de lene >s de
linho de algibeira e urna dita de laby-
rintho sem reserva de preco, as 11 ho-
ras em ponto.
LEILAO
deste divertimento.
Precos os do costume.
Avisos martimos.
NA
ra da Con-
ceiyao numero 58.
(SEM LIMITE.)
Cosa Carvalho far leilo na sexta-feira 21 do
corrente s 10 horas da manhaa, de todos 09
moris existeutes em dita casa, consislindo em
' boa mobilia de Jacaranda e mobilia de sala dt
: janlar.
Maranhao e Para,
Sahc nesles dias para os indicados portos o
hrigue-escuna Graciosa, capitao e pratico Joo
Jos de Souza ; para a pouca carga que ainda po-
de admiltir, trata-se com os consignatarios Al-
meida Gomas, Alves & C, ra da Cruz n, 27.
Porto por Lisboa.
A barca portugueza Silencio, capitao Fran-
cisco Mariins de Carvalho, segu viagem para os
portos cima mencionados em 28 do correnle,
ainda recebe alguma carga e passageiros: os
prelendentes podem entender-se com o corisig-
uatario Manoel Ferreira da Silva Tarroso, na ra
de Apollo n. 28.
Para o Porto e Lisboa,
o brgucEsperanc sahir no dia 29 impreleri-
velmcnte, ainda recebe carga e passageiros : a
tratar na ra da Cadeia do Recife n. 4.
Para o Rio de Janeiro
seguir al o dia 22 do corrente a barca nacional
Mananta, e recebe alguns escravos a frele :
trata-se na praQa do Corpo Santo, escriptorio de
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho.
Cear, Maranhao e Para.
P palhbote Novaes segu para os tres por- I
tos cima, e recebe cerga : trata-se com os con- ( Costa Carvalho far leilo no dia cima as 11
signatarios Marques, Barros & C, largo do Corpo 1(2 horas da manhaa de dous cabriolis novo*
Sanio n. 6, segundo andar. com arreio?, es quaes sero entregues pelo maior
preco encontrado, no aterro da Boa-Vista hoje
ra da Imperatriz n. 55.
lina taberna.
Sabbado 22 do corrate
as 10 horas.
Costa Carvalho far leilo por conta de quera
perlencer da taberna cima sila no paleo do Ter-
co n. 23, sabbado 22 do corrente as 10 horas da
manhaa eat bem afreguezada, o leilo ser a di-
nheiro ou a prazo com boas firraas.
LE
2 cabriolis no vos
Sabbido 22 do corrente.
Costa Carvalho far leilo no dia cima as
m
Aracaty pelo Ass-
O hiale Gralido sahe por estes dias com a
carga que tiver: p3ra o resto e passageiros, tra-
ta-se com Pereira & Valente, ra do Codorniz
n. 5 e no Forte do Mallos.
Porto por Lisboa no
dia i 5.
Iruprelerivelmente vai sabir no dia 15 para o
Porto com escala por Lisboa o brigue porluuez
Promptido II. forrado eencavilhadn de cobre,
de primeira classe e marcha, com a carga que li-
ver : e para carga e passageiros. >s quaes effe-
rece excellcntes commodos e bom tratamento,
trata-se com Elias Jos dos Santos Andrade & C,
Sexta feira 21 de dezembro as
10 horas em ponto.
NA
Alfandega armazem n. 6.
O agente Finto aulorisado pelo Illm. Sr. ins-
pector da alfandega e em preseuca do cnsul da
Blgica, far leilo no dia e hora cima mencio-
nados dos seguinles objectos salvados do navio
belga Planten, a saber: urna lancha e seus
Directora geral dainstrueco
publica.
Por esta secretaria se faz publico, de ordem do
Illm. Sr. director geral interino,|a portara abai-
xo transcripta.
Directora geral da inslruccao pnblica de Per-
nambuco 17 de dezembro de 1860.
O director geral interino da inslruccao publica,
tendo verificado a utilidade c vantageos que re-
sultara do exercicio das escolas primarias urna s
vez ao dia ; providencia solicitada cora instancia
por muitos delegados Iliterarios da provincia ; e
usando da attribuicau que lhe confere o art. 23
das instrueces de 30 de junho de 1859, determi-
na o seguinte :
As escolas publicas de instruccao primaria de
um c outro sexo da provincia funrcionaro do dia
7 de Jineiro de 1861 em dianle, das 9 horas da
raanhas2da tarde Por esta medida em nada porlajiUJU; l
dea alterada a tabella. A que acompanha as
instrueces de 30 de julho de 1859, devendo po-
rra os respectivos professores aproveitar para a
conlinuaco da secgo de leitura o quarto de ho-
ra que era dado para a chamada e sahida dos
alumnos de manhaa; e para continuacoda sec-
eso de arithmelica, o tempo concedido para a
entrada dos mesmos (arde ; os delegados Ilite-
rarios, a cuja inspccQo pcrlencem as sobreditas
aulas, faro comprir fielmente a presente porta-
ra.Jos So3res de Azevedo, director geral in-
terino.
Conforme.O secretario interino,
Salvador Henrique de Albvqnerque.
Crrelo geral.
Relsgao das cartas seguras vindas de norte pe-
lo vapor Tocantins para os senhores abaixo
declarados:
Andrade & Reg.
Antonio Carlos Collim.
Olienne Chantre.
Joaquim Antonio Faria Barbosa.
Jos Joaquim Ramos Ferreira.
Dr Jos Leandro Godoy Vasconcello3.
Jos de Lima Penante.
D. Luiza Mara de Barros.
Manoel Arthur Cavalcanli de Albuqucrque.
Dr Manoel Coelho Bastos Nascimento.
Pela administraco do correio desta cidade
se faz publico que as malas que tem de conduzir
o vapor Tocanlins para os portos do sul, fe-
char-se-ho hoje as 3 horas ds larde. Os segu-
ros sero feitos at 2 horas.
O Illm- Sr. inspector da thesouraria de a-
zenda desta provincia manda fazer publico que
no dia 10 de Janeiro prximo seguinte haver
concurso nesta thesouraria para preenchimento
de 10 vagas do praticante da alfandega desta ca-
pital, comecando os exames as 10 horaa da ma-
nhaa sobre "as seguintes materias : leitura, e ana-
lyae grammalical da lingua verncula, orthogra-
phia, o arithmelica at a theoria das proporces
inclusive.
Aquelles, que pretenderem ser admitlidos ao j
concurso, deverao previamente provar que toem I
18 annos completos de idade, que esto livres de |
culpa e pena, e que leem bom procedimento.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco continua a substituir
ou a resgalr o resto das notas de 10$ e
Secretaria da thesouraria de fazenda do Per-! 20$ que havia emtttido e anda existe
Recebedoria de rendas inter-
nas geraes.
Pela recebedoria de rendas internas geraes sa
faz publico, que no corrente mez termina o prazo
do recebimenlo dos impostos do exercicio de 1859
a 1860, no domicilio dos conlribuintes o cargo
dos recebedores, assim como o do pagamento na
recebedoria do primeiro seme.slre do exercicio de
1860 a 1861, livre da mulla de 3 % dos impos-
tes seguintes : decima addicional de mo morta-
imposto do 20 / sobre lojas e casas de descon,
to ; dito especial sobre casas de movis, roupas;
calcado, mobilias fabricadas em pniz estrangeiro ;
dito sobre barcos do interior ; lindo o qual se-
guir-so-ha a cobranca executiva quanto ao de-
bito daquele exercicio, e a percepgo da multa
quanto ao deste.
Recebedoria de Pernambuco, Io de dezembro
de 1860. O administrador, Manoel Carneiro de
Souza Lacerda.
Conselho administrativo,
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, em cumprimenlo ao art.
22 do regularoento de 14 do dezembro de 1852,
faz publico, que foram aceitas as propostas dos
senhores abaixo declarados.
Para a botica do hospital militar.
Jos da Rocha Prannos :
3 caixns de extracto composto da salsa parri-
lha do Dr. Towneud, contendo cada caixa 24
frascos a 6J000.
Para o 2o batalhao de infantera.
Ramos & Lima :
61 pares de palatinas, o por ljOOO.
Para o corpo da guarnico de Pernambuco.
Ramos & Lima :
11 bandas de la para inferiores, 3?500: 10
cordesde la para canudos de Randres. IgGOO;
1 bandeira de seda com armas imperiaes, por
93-5000 ; 1 porte com galo d'ouro, por 5i200 ;
1 hastea com esphera dnurada, por 139000 ; 1
capa de oleado, por 2000 ; 1 dita de brim, por
400 rs.
Para o batalhao da guarda nacional de Scri-
nhera.
Guimaraes & Oliveira :
1 livro mestre para C companhas conforme o
modello com capa de conro e cantos de metal,
era branco de 150 folhas
de papel de hollanda pautado, 5*000; 1 livro
com 200 folhas do mesmo papel para reccita e
despezi, por 85500 ; 6 caetas, a 80 rs.
Pare a companhia (xa de cassadores do Ro
Grande do Norte.
Antonio Ferreira da Losli Braga :
150 grvalas de sola do lustre, 800 rs-
Joo de Souza Marinho :
150 bonetes conforme o figurino, 3#00.
Para o 2o batalhao de infantaria
JoSo Baptista Vieira Ribeiro :
507 covados de panno azul, 2$500; 140 cova-
dos de panno preto, 2J160.
Para dilTerentes corpo9.
Fraga & Cabral.
960 esteiras do palhas de carnauba, 380.
Para o corpo da guarnico de Pernambuco.
Sanliago de Mangas :
1 sinete com armas imperiaes, por 50$O0O
O conselho avisa aos mesmos vendedores, que
devera recolher os objectos comprados s 10 ho-
ras da manhaa na secretaria do mesmo conselho
no dia 22 do corrente mez, exceptusndo-se os
frascos de extracto composto de salsa parrilha
que deverao ser recolhidos no hospital militar
no dia cima indicado
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 19 de
dezembro de 1860.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Para o hospital militar,
%'seceo.Secretaria do govefno d Pemam-
' buco, 20 de dezembro de 1860.
Achando-sc vagos os ollicios de tabellio do
publico, judicial e olas, e escrivo do crime,
civel e orphos do termo do Villa-Bello, co-
marca de Paje de Flores, por desistencia que'
delles fez Manoel Vicente Goncalves Ayres; S.
Exc, o Sr. presidente da provincia, assim o '
manda fazer publico, afim de que os pretenden- !
tes aos mencionados officios se habilitcm, na I
forma do decreto n. 8-17 de 30 de agosto de 1851, i
e aviso n. 252 de 30 de dezembro de 1854, a- i
presentera seus requerimenlos no prazo de 60
dias, contadas desta dala.
O secretario do governo
Joo Rodrigues Chaves.
na ra da Madre de Dos n. 32, ou com o capi- perleoce, um bule, 6 e 1,2 pecas de lona, urna
lo. Roga-se aos senhores passageiros que pre-
tenderem ir no mesmo navio, de virera realisar
suas passagens.
Para Lisboa,
pretende sabir com brevidade a hora conhecida
e acreditada barca Flor de S. Simo ; para
carga e passageiros, trata-se com Carvalho No-
gueira & C, ra do Vigario n. 9, primeiro andar,
ou com o capitao.
barrica com bolacha, urna lata com ch5, um lara-
pelo, urna chaleira e panella de cobre, um bar-
ril com manteiga, duas pecas a duas meias pe-
cas de cabo, urna vela e ura salva vida.
O hiale Garibaldi, segu para o Cear em pou-
cos dias : a tratar com Tasso Irmos ou com o
capitao Custodio Jos Vianna.
Porto e Lisboa
A bem conhecida barca portugueza Sympa-
thia, capitao Nogueira dos Santos, vai sahir bre-
vemente para os portos cima indicados ; quera
na mesma quizer carregar ou ir de passageni,
peder enlender-se cora os consignatarios Bailar
& Oliveira. ra da Cadeia do bairro do Recife nu-
mero n. 12.
lu terreno ua Capuiiga.
Sabbado 22 do corrente.
Antunes aulorisado pela viuva de Joo Ger-
mano do Espirito Santo, far leilo em seu ar-
mazem na ra do Imperador n. -3, de um ter-
reno na Capunga que tem 40 palmos de frente e
200 de fundo, as 11 horas do referido dia.
1
tata
Para a Baha segu era poucos dias o palha-
bole nacional Dous Amigos, lera parte de sua
carga engajada; para o resto, trala-se com seu
consignatario Francisco I- 0. Azevedo, na ra
da Madre de Deus n. 12
Aracaty.
Para este porto seguo brevemente o hiale na-
cional Sant'Ann3 ; para o restante^ da caga e
passageiros, trata-se com Gurgel Irmos, ra da
Cadeia do Recife, primeiro andar n. 28.
Bahia.
Sabbado 22 do correnle.
Antunes aulorisado pelo Exm. Sr. Dr. juiz es-
pecial docommercio e a requerimenlo dos crc-
dores de Ignacio Nery Ferreira da Silva Lopes,
far leilo em seu armazem na ra do Impera-
dor n. 73, no dia acjma designado de todas as
joias que pertenreram'ao raesrao, dando princi-
pio s 11 horas em poni.
LILAO
Segu nestes dias o palhabote Sania Cruz ;
para o restante da carga, trala-se com Caetano
Cyiiacoda C. M. & Iraiao. no lado do Corpo San-
to n. 25.
Rio Grande do Sul
O patacho Bom Jess, pretende seguir com
brevidade, recebe carga a frete : a tratar com Cae-
lano Cyr3Coda Costa Moreira & Irmo, no largo
do Corpo Santo n. 25.
Para a Bahia
pretendo seguir cora muita brevidade a sumaca
nacional Uortencia, a qual tem prompta parle
de seu carregaraenlo : para o resto que lhe fal-
ta, trata-se com o seu consignatario Azevedo &
Mendes, no seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro
barca Castro III, sae at o dia 20 do correnle,
s recebe passageiros, para os quaes tem com-
modos excellcntes: trata-se com os consignata-
rios Pinto de Souza & Bairfto,
24, ou cora o capitao Antonio
na ra da Cruz n.
Conexivos Torres.
Lisboa.
Vai sahir brevemente a barca Gralido por
ter parte io carregamento prompto ; para o res-
to e passageiros, trata-se com os consignatarios
Carvalho Nogueira & C, ra do Vigario n. 9,
primeiro audar, ou com o capitao Borges Pestaa
Para o Rio de Janeiro,
o palhabote Novaes segu em poucos dias, po-
de receber alguns escravos a fete ; trala-se com
os consignatarios Maraues, Barros & C, largo do
Corpo Santo n.6.
Leiles.
LEILO
Sexta feira 21 do corrente.
Sabl ado 22 do corrente,
Antunes aulorisado pelo Illm. Sr. Dr. juiz mu-
nicipal da primeira vara a requerimento da in-
veularianle dos bens deixados pelo fallecido Mar-
colino Ludugero da Fonseca Cand, far tellio
em seu armazem na ra do Imperador n. 73, no
dia cima designado dos escravos pertencentes
ao mesmo, entrando neste numero o escravo
Dorolho que s ser vendido 3 partes do sua
importancia. Principiar s 11 horas da ma-
nhaa.
Importante
DE
NA
Ru do Vigario n. 19.
O agente Camargo fara' leilo
em
Segunda-feira 24 do corrente
as 11 horas em ponto.
NA
Estrada de Joo de Bar-
ros sitio da Cscala.
Cosa Carvalho honrado cora a confionca de
urna familia eslrangoira que se relira para fora
da provincia far leilo de todos os trastes con-
sislindo em ricas mobilias de sala de visita e de
janlar, mesa elstico, aparadores, guarda louca
e guarda roupa, machina de engommar, mobilia
para quartos de dormir, apparelhos do porceli-
na e varios objeelos de luxo, como urna rica es-
leir da India para assoalho e outros objectos
quo seria enfadonho mencionar, para mais com-
modidade dos concurrente haver ura mnibus
que estar os tua Nova a hora marcada.


)
DIARIO DE PERNABMCO. SEXTA FEA 21 DE DEZEMBRO DE 1860.
Avisos difusos.
Deposito de rap Prince-
za Gasse do Rio io Janeiro em Pernarobuco em
casa de Pinlo de Sou/a & Bairao na ra da Cruz
a. 24, aisam sos amantes desta excellenle e
acreditada pitada que ltimamente receber.io
nova remessa della, ese ach por essa forma o
deposito soitide com todas as qualidades.
Quetu anminriou nos Diarios de lerc.a e
quarta-'eira 18 e 19 do correnle mez offereceodo
bom ordonxdo a urna pessoa que se encarregue
das cobranzas de urna grande esa de molhaaos,
sendo que oimJn queira, pode dirigir-se a Boa-
Vii-ta, nos Coelhos, ra dos Frazeres n. 28, que
ahi se indicar urna pessoa com as habilitacoes
j que o anauncio exige.
Desappareceu uma cachnrrinha do roino,
; branca, pequea, e cga de ambos os ollios ; ro-
Desapparecen hentem 19 do crrente, dos Coe- ga se encarecidamente a quem a tiver ou achar.
Attenco.
*
Quem ver e quizer vender uro sitio porto da
praca que tenha boa casa de vianda, arvoredo
fructfero e boa agua, queira annunciar per este
Diario para ser procurado.
Collegio de Bemfiea.
Este estabelecimento precisa de uma ama go-
vemante, de uma costureirae de dous criados de
mesa.
Cabra bicho.
lhos. una cabra de Icite sera cria, com os sig-
naes geguinles : prvta, cora uma estrella na tes-
ta, bargAda de branca do lado esquerdo, nao
lera signal algum ua.orelha. lera as puntas ser-
radas de puuco, boa de leitc quem della der
noticia on pegar, leve aos Coelhos, ra dos Pra-
zcres i). 28, que receber boa gratificado.
Da ra dos Pires casa n. 15, fugio no da
19 do corrale um casal de jac : quera delles ti-
ver nulicia queira ter a bondade de annunciar
por este Diario ou mandar entregar na referida
cas que se pagar o trabalho.
n. 35, que se
Aviso
Ao Sr. arrematante do imposto das agurden-
les Luu Jos Marques, faz sciente o abiixo as-
signado, prnprietaiio da taberna da ruadas Cinco
Puntas n. 66, que do 1. de Janeiro viuduuro em
dianlo deixa de vender agurdente na referida
sua taberna ; e posto que este aviso fosse dado
pessoalmenle ao dito Sr. Marques, o annunchn-
te faz repeti-lo pela imprensa para evitar duvi-
das Joao Jos de Carvalho Jnior.
Ama ele leitc.
Precisa-se de uma ama forra ou captiva, que
sejalunpa e saudavel, com bom leite, para criar
nina menina de 5 mezes ; a tralir na ra do Se
bo n. 36, das 6 horas da manhaa at as 8, e das
4 \\i da tardo em dianle.
Consulado de Portugal.
Por esto consulado sao convidados os pensio-
nistas do est.Tlo a apresentar em devida forma os
documentas comprobalivos da sua existencia al
ao dia 2'J do torrente para se poder fazer s de-
vidas communieacoes pura o ministerio dos ne-
gocios tslrangeiros de Portugal.
de a mandar levar a ra do Sebo
recompensar.
A pessoa que mndou emponhar 12 galfos,
uma caixa para tabaco e uma salva, todo da pra-
ta, pela quanlia de 110. desde o dia 15 de feve-
reiro do crranle anuo, baja de mandar tirar no
prazo do 10 das, na ra Direila n. 18, pois do
contrario serao vendidos para seu pagamento e
juros, visto j ter-se mandado avisar por diver-
sas vezes.
O senhor que annunciou precisar do um
primeiro caixeiro para eslabelecimenlo do ruo-
Ihados. no bairro de Santo Antonio, queira ter
a bondade de se dirigir ra da Cadeia do Reci-
ie n. 2, eslalielecimenlo do Sr. Marceliuo Jos
Gone.alves da Fonie.
Roga-se as pessoas que tinham penhores
na ra da Cadeia desle bairro, n. 15, e depois no
pateo do Hospital do Paraizo n. 18. e cujoa pra-
zos estn vencidos, venham tir-los uestes 8 dias
na ra Direita n. 82, primeiro andar, do contra-
rio serao vendidos. Recite, 14 de dezembro de
<>0.
Ama.
pequea
Recife n
Precisa-se do uroa ama para casa de
familia: a tratar na ra da Cadeia do
5, esquina da Madre de Dos.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ruado Rosaiio da Boa-Vista n. 53. quasi de-
fronte do sobrado da esquina que deita para o
paleo da Santa Cruz quem pretender falle na
taberna do mesmo sobrado.
Claudio Dubeux faz
sciente aos senhores
amantes dos banhns
do Santo Amaro de
Jaboalao, que domingo
23 do correnle s 6 ho-
laver mnibus do Recife para
vollar s 5 da tarde para o
para Jaboalao As 7 horas da
todos os domingos e dias
Quem quizer dar uma enanca
para se criar (em ser de leite), dinja-
a' ra Velha n. 73, que achara' com
quem tratar.
O abaixo assignado participa ao respeitavel
publico e com especialidado ao corpo do com-
mercio, que tendo arrematado em hasta publica
a taberna o. 20. sita no paleo do Terco, que per-
tenceu a extincta firma de Antonio Serapliim dos
Santos Lima, fleando a eu cargo todo o activo
da mesma ; por isso pede a todos os devedores
da referida taberna a virem satifazer seus dbi-
tos no prazo do 15 dias, a. contar desta data em
diante. Recife 17 do dezembro de 1860.
Ludgero de Paula Meira Lima.
I mn ge ns
Trocam-so as mais ricas e perfeitas imagensde
N S. do Carmo, Santo Antonio e Menino Jess,
de diversos lmannos, proprios para o festejo da
noite de natal, e por presos coramodos : na ra
do Queimado, luja de ferragens n. H.
Aluga-se por prego commodo o armazem da
casa n. 39, sito na ra do Imperador : a tratar na
casa do fallecido comineodador Luiz Gomes Fer-
reira, no Mondego.
1H1KMI
Recife
DO
ras da manhaa
aquello lugar e
Recife e regressa
noite c continua
santos.
Anda est por alugar-se o segundo andar
do sobrado da ra das Aguas-Verdes n. 86 :
quera a pretender fallo na rus das Cruzos n. 9,
penltimo sobrado quem vai da ruado Queima-
do para S. Francisco.
ios consumidores de gaz
Pelo mesmo consulado se previne s pessoas
que qoizerem subscrever para o monumonto do
Camoes e ainda o nao teuham feito, que a subs-
cripto se encerrar no da 25 do correte, e ro-
ga-se aos senhores que tiverem qualquer quan-
lia pertencento a esta subscripeo, tenham a bon-
dade de a icmetter a este consulado com os no- i
mes dos subscriptores atao referido dia, para se 1 cU" pider organisar a lista geral delles, oremetter-j i i <
se o producto no paquete do flm do mez. cluas casa* a margein do rio Capibaribe
------ no lugar do Monteiro, sitio do finado
Deseja-se tambera saber nesle consulalo se YSTrt voi-o PrwilK/ ,./ ~
existe nesta provincia o subdito portugus Fran- CodllO quem as preten-
Cisco Barbosa da Cunha e Mello, Dlho de outro "er dui|a se a leja da esquina da ra
do mesmo nome, natural de Sardoura, conselho do Crespo n. 8.
de Villa Real. Boga-sea qualquer pessoa que:
delle saiba noticias, que venha participa-las a
Cite consulado.
Precisa-se alugar um primeiro andar ou
casa terrea que tenha alguns commodos para fa-i A pmiiiV/n ii;i 1111 Tlli ine'i n
milia, no burro de Santo Antonio, pagando-se mpre/.a Ua lllUIllinaCUO
25* meiisaes, bem garantidos ; na ra do Quei- gaZ, TOfiTa a todOSOSSrS COI1-
mado o. segundo andar. ., ,
- .sumidoresofavor de nao en-
Os abaixo assignados lendo perdido um .
rrieio bilhete da segunda parte da prlmeira lote- tregarem 30S SeUS maChlllS-
ria concedida a irmandado de N. S. do Bom Par- QO -... owav* ,.|
t.i de s. Sebastian do Olinda n 197i, previriem l3S 0U SefVelteS qualquer dl-
ao Illm. Sr. ihesoureiro c senhores cautelistas nhpirn mir rln runnpnc *%n
Dio pagaren dito b.lhele, caso saia nremiado., UUt"U "Uer Ue l^parOS OU
se nao aos abaixo assionados. visto ostnem as- OU tl*0 (lUalaUCr Dl*etextO Jflh
signados no verso do dito bilhele. Guilherme .. ""
Joiquira da Silva Braga.Jos Sabino Lisboa. pena de lieS SernOVamente
exigido Todos os pagameu-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
por engao a abrisse. e ser gratificado. Essa tOI'10 dOS gereilteS.
caita trazia dentro uma leltra de que sacador Muses Williams, subdito american reit-
Franriseo Jus Leite e um papel de grande ira- ra-se para o Rio de Janeiro.
porta acia.
ao rio Sao Francisco.
Ilimitado.
Do conformidade com as inslruc?.5cs recebidas
da respectiva directora faz-se pulseo qu3 dest'
dala em dianle so convidados os accionistas
desta corr.patihii a cumprircm com os ternos do
aviso que porordem da mesma abaixo fiam pu-
blicados.
Escriptcrio da companhia 17 do dezembro de
1860.E. II. Braman, thesooreiro.
AVISO.
COMPAMIIA DA VIA FRREA
no
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(LIMITADO.)
Pelo presente faz-se publico que porresoluco
da directora desta companhia, tomadanesla da-
la tcm-se. feito uma nutra chamada de duas li-
bras slerlinas por cada aeco. a qual chamada ou
prestacao dever ser paga al o dia 31 e Janeiro
prximo futuro no Rio de Janeiro em casa dos
Srs. Mau Me. Gregor & C, na Babia as Srs. S.
S. Davemport & C e era Pernarnhuco no es-
criplorioda thesouraria da mesma via frrea.
Pelo presente flea tambero entendido que no
caso de nao ser a dita chamada ou prestacao sa-
lisfeita no dia marcado para o seu pagamento ou
a ules o accionista que incorrer nesta falla paga-
r juros a razao de 5 por cenlo ao anno sobre
tal chamada ou preslagao a cootar deste dia al
que seja realisado o pagamento. No raso de nao
effecluar o pagamento desta chamada ou piesla-
co dentro de 3 matea a contar do dito da flxado
para o embolso da mesma ficaro as aecjtes que
incorrerem em tal falla sujeitas a seren confis-
cadas segundo as disposigoes dos eslalutos a este
respailo.
Por ordem dos directores.
AssignadoW. H. Bellaray,
Secretario.
199 Gresham Honse.
Od Brouad Street.
E C.
22 denovembrode 1860.
COMPANHIA
ALLIANCE,
stabeecida m Londres
M$a) ii mu,
CAPITAL
CAuco mi\\i&es de Ultras
sterUnas.
Saunders Brothers4 C. tem a honra de nfor-
maraos senhores negociantes, proprielarios de
casas, e a quem mais convier, que estao plena-
menteautorisados pela dita companhia para ef-
fecluar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de telha, e igualmente sobre osobjectos
que conliverem os raesmos edificios, quer con-
sista era mobiha ou em fazendas de qualquer
quahdade. *
rrrrrTTTTTTTTrTTTTTT-ITTTT^
t DENTISTA FRANCEZ. r
> Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- !
> rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e **
H p deutideo. 2
g,
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por o$
Tira ratrato* por 3^
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3$
Tendo recebido um sortimento de cai-
\inli.-s novas
Tendo recebido um sortimento de ca-
xialias novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xiiihas novas
TenJo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinlias novas
No gran Je salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos cliimiros, e um grande
numero de objectos relativos a arte, ae baeta, adra de transpirar
Como tatnbem um grande ornecimen- ,Com_1"atro tratamentos que sao 16 mateos, esta-
to de Caixas Dar retrato Hp Iflnnn rt [ iPf *? e gozar abundancia de cabellos
rarl ,, -.P j annela1os. Est. planta aniquilada pela impu-
cacia um, as pessoas que desejarem ad- reza do sangue, brotar com todo vigor.
rua
graode
Companhia Pernambucano
Tendo breve de se convocar reuniao da as-
sembla geral. usSrs. accionistas desta compa-
nhia sao convidados a fazer registrar suas acedes
no escriplono da mesma companhia largo'do
Forte J" Manos n. l.ai ao dia 34 do crrente.
Pernambuco 13 de dezembro de 1860.
Alogauo-se dous andares do sobiado da
da Cadeia n. 24, tendo commodos para
familia : a tratar na loja do mesmo.
PILULAS PAULISTANAS.
Tratamento cunt-a a tinha.
Paincipiar conforme a guia do folhelodas
molestias chronicasque sao : 4 massosde pila.
las. Lavar a cabeca nos dias do faina com agua
moma, e a esfregar com sabo ordinario, e de-
pois a entogar
N. B. Fazei a pomada seguinte : foihas de
arueira 4 ongas ; socai-as no pilao, misturai 4
oncas de azeile doce, conservai n'uma vasilha
equando fur mister empregar, aquentar-se-ha'
as brazas. Conservar uma especie de carapura
de baeta, afira *-
Neste bello arraial ha para alugar oma cas;
cora bastantes commodos para grande familia,
meo63eSCa deronle do rio '' na rua Nov n:
^luga-se um excellente quarto no corredor
da escada do sobrado da rua das Cruzas u 39 3
quem o pretender, procure na travessa da rua da
Cruzes n. o .
Escnptoflo de en trros, na rua Nova,
casa n. 63, entrada dos carros fne-
bres pela rua das Flores.
Agr administrador desle eslabelecimenlo. ro-
ga aquellas pessoas que sao devedoras ao mes-
mo o obsequio de mandarem saldar seus dbitos,
visto que tem ae prestar conlas at o da 30 d
crreme e espera que altenderao ao justo moti-
vo que tem igualmente pede aos que tem pe-
nhores em seu poder, de osvir regalar al o
mesmo da 30, ao contrario os vender para ser
embolcado, visto ter pasudo do lempo em que
combinaran! para os tirar ; e para que nao se
chamem a ignorancia faz o presente anouucio.
Kalkmann Irinaos & C. avisam ao
respeitavel corpo do commercio que
oram nomeados agentes nesta praca das
companlnas de seguros mai timos de
Ilamburgo.
Furlaram de um sitio na rua Imperial n.
?.,, um._rp'"'odeouro coberlo, d* Roberto Ros-
Keii n. o/,5*97, coro a respectiva cadeia com dous
flos de bom
ous
ou.-o e um grosso passador, lendo
es.e em cada um dos lados uma pequea cabeca
de azevirhe, n'uma das quaes tem tres i
iliamanles, e na outra um dito
londades e a alguem quera
o apprehenda e leve ao sitio cima indicado, qU<
ser generosamente recompensado.
Os Srs.
rem a rua
pequeos
roga-se as au-
tor offerecido, que
qmnr conliecircentos praliecs na arte
de retratar acliarao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicOes muito
razoaveis.
C. P. Etchecon.
DEPOSITO GERAL
119Rua do Parto119
RIO UE JANEIRO.
Tem chegado na rua Nova n. 22, um bonito
O. cavalhe-os e ,el,oraS ,.o convida-; BBS S SgQB ZSS*tSS
dos a visitar estes estabelecimentos, pa- mu> que
Pede-se ao Sr. que recebesse por engao ou
acbasse uma carta viuda de Barreiros, para An-
tonio Augusto de Amorim, que a v levar na rua
do Queimado n. 50 ao mesmo senhor, ainda que
abrisse,
Traspasse. j
A pessoa quo em fins do anno prximo pa3sa-
do oilereceu maior aluguel e luvas ao proprieta-
rio da casa n 81 da rua da Imperalriz, queira ap-
parecer na dita casa, ou qualquer oulra pessoa
que lhe convenha este negocio, para tratar-se do ,
traspasse com o inquilino actual, segundo o con- '
senso do senhorio, etc.
A quem lhe fallar uma enanca de 2 annos
ile idade, pouco mais ou menos, cabellos louros,
olhos pardos, vestido de um paletot de chita azul,
procure, na rua do oilio da matriz da Roa-Vista
n. 22, onde se agasalhou para indar perdido pela
rua.
Precisa-se alugar uma sala e alcova para
ap az solteiro, e que seja no bairro de Santo An-
tonio : quera tiver annuncie por este jornal.
Aluga-se um quarlo no corredor da escada
do sobra.lo da rua das Cruzes n 39 : Wala-se na
travessa da rua Bella n. 6.
Em casa de N. O. Bieber & Successores, rua
da Cruz n. 4, vende-se :
Ch.irnpanha marca Parre & C uma das mais
acreditadas marcas,muiconhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vioho xerez em barris, cognac em barris e I
C3xas.
Vinagre branco etinto em barris.
Brilhantes de varias dimenses.
Ei hersulfurico.
Comraa lacre clara.
Lunas, brinzaos e brins.
Ac de Milao
Ferro da Suecia.
Algodo da Bahia.
Quem precisar de alugar uma escrava, diri-
Precisa se de 6:000# a premio
dando-se por segura tica predios nesta
praca por tempo de um anno : qnem
os quizer dar dirija-se a esta typogra-
pliia que se dir' quem precisa ou an-
nuncie por este Diario.
Nova pauta ou tarifa da
alfandega
Na livraria da prac* da Independen-
6 e 8, existe a nova tarifa que
a 9 de evereiro, a
ca n
tem deexecutar
se
andares.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
rua da Lapa n. 13 ; a tratar no armazera do
mesmo.
Precisa-se de uma escrava {quo saiba cozi-
nhar e engommar; quem liver, dirija-se a rua
larga do Rostrio n. 28, primeiro andar.
Desappareceu do ailio de D. Bernarda, em
Santo Amaro, um cavallo rudado escuro, lendo
uma ferida na mao direita junto ao C3SCO, o outra
na p.i esiuerda cora tres dedos de largura ; ro-
ga-se s pessoas que o virem ou delle liverem
noticia, de o levar ao mesmo sitio junto ao qoar-
lel da ravallaria do que ser generosamento gra-
tificado.
Chrisliano de Alraeida, subdito portuguez,
embarca para a Bahia.
Em casa de Wills Latkam & C, rua da Ca-
deia n. 52, vende-se vinho branco e tinto de Lis-
boa em barril de quinto.
Para pastis.
Ancoretas de azeitonas novas a 1/280, err gar-
rafa a 240 rs., farinha do reino ,1 160 a libra,
toucinho a 320, banha de porco a 560. vinagre do
Lisboa a 2i0 ; na taberna da estrella, largo do
Paraizo n. 14,
Festa do Monte
em Olinda.
Os festeiros do lente, do conformidade com o
Exm. D. abbade de S. Benlo, tem accordado quo
a festa da Sra. do Monte tenha lugar no domingo
13 de Janeiro prximo vindouro, em razo de
acharem-se empedidos os ultimse os primeiros
dias do correte e do prximo Janeiro com as
eleices primarias, que nelles devem ter lugar,
e que necesariamente emberacaro a muitos de-
votos e as suas familias de poderem concorrer
cobertos e descobertosr pequeos e grandes, de ?e',u,sS.UaS "'"" e assim lodos ** M-
ouro patente inglez, para bomem e senhora de Aquelles devutos, que quuerem concorrer para
um dos nielhores fabricantes de Liverpool, vin- a mesma f('s,a com suas esmolas, podem procu-
dos pelo ultimo paquete inslez em casa de "r noReco ao Sr. commendador Manoel Luiz
isa ae Viraes, e em Olinda ao Sr. Lima Jnior, casa de
. sobrado em frente da igreja do S. Bento.
paquete
Sonthall Mellor C.
Presentes para festas.
Lindas cestiuhas com fructas e Qorcs arlificiaes, lendo cada fructa e flor um frasco com fino
extracto para lenco.
Objecios de crystal e dourados para adornos de toilets, ricos alfineles e enfeiles para cabeca
e senboras, bonito sorlimenlo de bonecas, lindos chapeos do seda e de pallia para senhoras e me-
ninas ultimo gosto de Pars e Rio de Janeiro e muitosoutros objectos muito proprios para presen-
tes das testas que se approximam, os presos sao muito razoaveis, em casa da J. Falque, rua do
Crespo n. 4.
N. B. Todas asnoites al 8 horas estar a vidraca Ilumina la a gaz, com exposicao dos di-
versos objectos onnunciados para as familias poderem apreciar ditos objectos. "
CHARUTOS.
Reeebem-se por todos os vapores do sul superores charutos de uma das melhores fabricas do
de Janeiro, esta qualidade de charuto j muito conhecida em vista da grande estraccao que
tido e como sempre continuase a vender garantiiido-sc o perfeito estado e a ai
i", assim cjmo existe um pequeo resto de superiores charutos legtimos
Cadeia do Recite o. 15, lojj de Jos Leopoldo Bourgard, denominada
Rio
tem
Centro commercial.
ja-se a rua dos Mariyrios n. 2, sobrado de dous! qual sera' mostrada aos Srs. assipnantes
do uiano, que a quizerem consultar em
quuto nao cliegam alguns para vender.
Botequimdaespe-
ranca.
s
No paleo do Terco n. 42 acha-se estabelecido
ora botequim onde se encontrar a qualquer hora
do dia o bom lanche, e a noite htver bom caf
e cha, onde lambem haver o bom charutioho de
Ravana para a rapazeada fumar.
Mudanea
Pinta de Souza & Bairao mudaram o seu es-
criptorio da roa da Peuha n. 6 para a rua da Cruz
n. 21, primeiro andar.
Precisa-sede um feilor para um sitio perlo
da praga : na rua da Cruz n. 4.
Precisa-se de uma ama de lciloe outra sec-
ca : no pateo do Terco n. 26.
A direccao do Jockey Club convida aos se-
nhores socios para romparecerem no salao do
hotel inglez no dia 20 do correnle, as 12 horas
da manhaa, alim de tratar-se de negocios inhe-
rentes a mesma sociedade. Recife 18 de dezem-
bro de 1860.
O abaixo assignado pede aos Srs. thesourei-
ro das loteras e cautelistas, que nao paguem o
meio bilhele n. 2839 da segunda parte da pmei-
ra lotera de N. S do Bom Parto da igreja de S.
Sebastio de Olinda, em cojo reverso t-m a firma.
Jos Luiz de Franca Torres.
Lembra-3e a quem tem oceulta a prela Lu-
zia, que tenha a bondade do a eutregar quanlo
antes a seu senhor, do contrario dar-se-ha co-
nhecimonto a polica para proceder como for
de lei.
Precisa-se de uma preta para fazer o serv-
co de uma casa de pouoa familia, especialmente
para cozinhar, paga-se 25$ por mez, nao lendo
vicios ou achaques : a tratar na rua do Impera-
dor n. 79, loja.
Precisa-se de urna ama
para casa de um mogo soltei-
ro: na rua do Liv ramete loja
n.19.
Joao Baptista Goncalves Bastos faz
sciente ao respeitavel publico e com es-
pecialidade ao corpo do commercio
desta cidade, que tendo dissolvido ami-
gavelmente a sociedade que tinha com
o Sr. Francisco Antonio de Assis Ges
que gyrava sob a firma de Ges & Bas-
tos na rua do Queimado n. 46, se acha
hoje estabelecido na rua Nova n. 49 as-
sociadocomo Sr. Joao Bernardo da
Costa Reg Monteiro, cuja sociedade
passa agvrar sob a firma de Bastos &
Reg.
Precisa-se fallar com o Sr. Antonio Jos-
quim Fernandes de Oliveira, estudante da aca-
demia, a negocio que lhe da respeito : na rua
do Crespo, loja n. 14.
Samuel P. Johnston, sua senhora e uma fl-
lha menor, e o reverendo Henrique Palerson vo
i ao Rio do Janeiro.
Aluga-se uma casa na rua Imperial n.97,
I com duas salas, quatro quartos, enzinha fora.
- quintal e cacimba: a tratar na rua do Rangel n. 7.
ra examinarem os specimens do
cima fica anunciado.
Manual
DE
Conlas eitas
para compra e venda de assucar e mais objectos
obra muito til pira os negociantes esenhnres
de engenhos, pois com um lance de vista podem
saber o importe de quaesquer quanlidade ae ar-
robas e libras; um vulume bem encadernado por
JJOOO. Vende-se na livraria econmica, junto ao
arco de Santo Antonio.
Aluga-se o armazem da rua da Madre de
Dos n. 2 ; a tratar com Martins iV Irmo.
Verdadeiro caf de Moka, s
no hotel trovador, rua larga
do Rosario n. 44.
A qualquer hora do dia ou da noite encontrar-
se-ha neste eslabelecimenlo goslo dos fregue-
zeso verdadeiro caf de Moka, bem assira sor-
vetes das nielhores fructas que exislem no mer-
cado, das 6 horas da larde era diante, Repele se
o annuncio para maior ciencia do publico e ha-
ver nesto mesmo estabelecimenlo comida feita a
qualquer hora que se procure, e bem assim o
fomecer-s, para casas particulares. No mesmo
hotel precisa-se de um moleque captivo para o
se'vi^o interno e externo.
Aluga-se o sobrado de dous andares e so-
laoda rua Imperial n. 169 : a fallar na rua da
Aurora n. 36,
Manoel Bento de Oliveira Braga, faz sciente
ao commercio desta orarla que se desligou da so-
ciedade que teve na loja da rua Direila n. 68, que
gyrou e gyra sob a firma de Braga & Lima, por
haver cedido a parte que nella teve ao Sr. Lino
Jos do Bego Braga, que continua o negocio de-
baixoda sua responsabilidade e da de seu socio
Jos Iziquio de Amoiim Lima.debaixo da mesma
firma, porm sem mais responsabilidade do an-
nuncianle. que na dita loja nao lem mais ge-
rencia alguma desde o 27 de novembro prximo
passado.
Qupm precisar de um prelo para o servico
interno e externo de urna casa, dirija-so ra
da Cruz n. 27. que achara com quem tratar.
Na rua da Concordia n. 65, precisa-so de
uma ama que saiba engommar e cozinhar.
Quem annunciou querer um sitio na visi-
nhanca da praga, com casa de vivenda e baixa de
capim, pode procurar na rua da Lapa n. 15 o Sr.
Francisco Antonio de Albuquerque Mello.
Roga-se ao Sr. Jeionirao Gomes Ferraz, de
apparecer na rua larga do Rosario n. 20, segundo
endar, que se lhe deseja fallar a negocio de seu
interesse.
O Dr. Joaquim da Silva Gusmao, medico l-
timamente chegado a esta capital, pole ser pro-
curado para o exerclcio de sua protlsso, na rua
Imperial n. Gi.
Uma senhora franzeza offerece-se para ad-
ministrar uma casa de familia, seja na cidade ou
nos arrabaldes; nesta typographia se dir com
quem se ha de fallar.
iNa povoayo de Sanio Amaro de Jaboalao
tem para alugar-se uma casa de tijoio. grande e a
moderna, pintada de novo, com mobilia denlro,
tem banho no fundo do sitio, c este todo cerca-
po cora porto ao lado : quem a pretender, diri-
ja s e a rua Direila n. 95.
atSeaelados lubricantes america-
nos Grou ver& Baker
Machinas de coser: em casade SamuelP.
Jonhston & rua da Senzala Nova n. 52
A refinado do Monteiro precisa de ser-
ventes.
s. abaixo assignados sao rogados a vi-
da Imperalriz, luja n. 82, a negocio
que muito Ihes interesal e diz respeito -
Jos Caetano Pinlo de Queiroz
Manuel Flix Nasario, de SiutoAnto.
Domingos Jos Danta?.
Sabino Joaquim da Purifleaeio.
Joao Augusto de Ilullanda e Silva.
Lucas Antonio Evangelista.
Jus Joaquim de Aguiar.
Manoel hidra do Nascimento Araujo.
Manoel Scraphim. '
Joaquim Juvencio de Almeida.
Theodoro Jos Pereira Tavares
Jos Pedro Ralis Barbosa.
Antonio Ilomem Ledo.
Miguel Carneiro de Nones,
Manoel Flix.
Conrado Jos da Silva.
Domingos Francisco Regs.
Jos Antonio da Silva.
Joao Barbalho de Mt-llo.
Jos Leocadio do Res, morador no engenhoJar-
dim, freguezia do Cabo.
Cursa particular derhetorica.
Manoel de Honorato tem aberto o
ce elocuencia o potica nacional : na
la n. b, primeiro andar.
seu curso
rua Direi-
CONSULTORIO
DO
Ma w. a. mm HMC
MEDICO PARTEIRO E OPERADOR.
3 BA DA GLOilIA, CASA BO FUNDO 3
Clnica por ambos os systemas.
todos os dias pela manhaa, e de lardedepoisde 4
a curar annualmente, nao s para a cidade, como para o en-'enhos
sua casa al s 10 horas
ou da noite, sendo por
O Dr. Lobo Moscoso d consullas
horas. Contrata partidos
ou oulras propiedades ruraes.
Os chamados devera ser dirigidos a
de urgencia a oulra qualquer hora do dia
o nome da pessoa, o da rua e o numero da casa.
_ Nos casos que nao forera de urgencia, as pessoas rasidenles no bairro
derao remellar seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na rua da Cruz
hvros do Sr. Jos Nogueira de Souza na rua do Crespo ao p da ponte
Nessa loja e na casado annunciante achar-se-ha constantemente
mentos homeopalhicos j bem conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes...........10*000
Dita de 24 ditos. .
Dita de 36 ditos. .
Dita de 48 ditos. .
Dita de 60 ditos. .
Tubos avulsos cada um.......
Frascos de tinturas...........
Manual de medicina homeopalhica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em poriuguez, cora o diccionario doslermos
de medicina, cirurgia etc.. ele........209000
-Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 6?000
da manhaa e em csso
escriptoem que se declare
velha.
os melhores
159000
203J0G0
25^000
308000
19(00
2000
do Recife po-
i ou loja de
medica-
mima
DE
NA LOJA ARMAZEM
DE
superior qualida-
de Havana, ua rua da
[ Dentista de Pars. |
15Rua Nova15 S
S Frederic Gautier, cirurgiaodentista.X
H f iz lodas as operacoe da suaarte e col-Jgj
luoa denles artificiaos, tudo com a upe-5
fioridade e perfeicio que as pessoasen-|
tendidas lhe recohecem.
Tem ascua e pos dentifricios ele
w a.'iA ^uj* a.'J^a x-x/a x >yi/a fMS/a ^ay a>Prf3 ^?
Aviso em tempo.
A viuva do Qnado Miguel Soug avisa aos do-
nos dos objectos e carros que existia na cocheira,
que venham se entender com ella na rua do Hos-
picio n. 80 para pagarem e tomarem conta delles
at o dia 20 deste correnle mez, pois do contra-
no serao vendidos par ordem do juiz compe-
teeitr.
Muiti se deseja fallar com ossenhores abai-
xo declarados, na rua do Queimado n. 39 loja.
AntonioJos de Amorim.
Antonio Francisco da Silva,
Manoel Jos Mileie Meiriz.
Joaquim Jos Bolelbo.
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RUA DO QUEIMADO 40
Defronte do becco da Congregacao letreiro verde.
Seda de quadrinhos muito Cnacovado
Enfeiles de velludo com froco prelos e
de cores para cabeca de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraias e seda lapada e
transparenre, covedo
Luvas de sedabordadas e lisas para
senhoras, homense meninos
Lencos de seda rxos para senbora a
29000 e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de lodas as qualidades
Chapeo francez forma modrma
Lencos de gurguro pretos
Ricas capellas brancas para noivados
Saias balo para senbora e meninas
Tafeiarxo o covado
Chitas franceza a 260, 280, 300, e
Cassas francezas, a vara
l000
235500
89500
2900
35500
93*0
9600
Selim prelo azul e encarnado proprio
para forros cora 4 palmos de largnra
o covado
Casemiralisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos ees-
lampados de todas as qualidades
Seda lisa preta e Je cores propria para
forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos cortes de seda pretos e de coros
com 2 saias e de babados
Ditos de gaze e de seda phanlasia
Chales de loquim muito finos
Crosdenaple preto e de cores de lodas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e visitas de seda preta
com froco
19600
2$OO0
1950O


Mario de pernambuco. sexta eira 21 de miembro de seo.
()
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA PAMILHA @ R. TQWNISG
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECgAO' CO DR JAMES R. CHILTON,
imico e medico celebre de New York
A GRANDE SPERIORIDADE DO EX-
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario
e quasi miracoloso effeito no
sangue.
Cada un sabe que a saude ou a infermiJade
depende directamente do estado des le FLOIDO vi-
tal. Islo ha de ser, visto o partido importante
que teni na economa animal.
A quaulidade do sangue n'ura homem d'es-
talura mediana est avallada pelas as prirneiras
autoridades em vinte e oito arralis. Em cada
pulsado duas oncas sahem do corado nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de qiutro minutos. Urna dis-
pjsicioextensiva tem sido formada e destinada
cora admiravel sabedoria a deslribuir e fazer
circular esta corrrnte de vida por tolas as
parles da organisagao. Dasie molo corro sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
fonte deinfennidade ou de saude. .
Se o sangue por causa alguraa se emprenha
de materias ftidas ou corrompidas, diffunde
com vblocidaiie elctrica a c irrupc,5o as
m.is remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veias, e pelos vasos capllanos,
at cada orgao e cada leagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circularlo evidentemente se faz um engenuo
poderoso de doenca. Nao obstante pode tam-1
New-York, Lavemos vendido durante muitos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, considera modo ser o extracto original e ge-
nuino de salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este norae foi apresen-
lado ao publico,
BOYD A PAUL, 40 Conlandt Street.
WALTER. B TOWNSEND 4 Co, 218 Peal) Dr ToWQSend e8ia
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CA RLE & Co-, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHaM & Co, 10 Od Llip.
OSGlOU & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R. B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, R0BINS& Co, 134 Water Street.
TIIOMAS & MAXWELL, 86 William Street.
WM. UNDERH1LL, Junr, 183 Water Street.
DAV1DT. LAIfSlAN, 69 Waier Sireet.
MAIWI & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY& Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M RFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fullon Street.
SCHIEFFEL1N, BROTHEB & Co, 104 &
Ifl6Jobn St.
LEWIS & PRICE 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
HASKELL & MERRICK. 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOS A ARVORE E SUAS FRU-
TAS ,
E IGUALMENTE
ConTtecemos um Medicamento nos seus Effeitos.
O extracto composlo de Salsa parrilha do
bem obrar com igual poder na crpcao de saude.
Estivesseo corpo infecionado da doenga maligna,
Ou local ou geral, e situada no sysierna nervoso
ou glan luloso, ou muscular, se smenle o san-
gue ple fazer-se puro e saudavel Ocar superior
a doenga e inevitavelmeute a expell'u da cons-
tituido.
O grande raanancial de doenca enlo como
d' aqu consta no fluido ciRCULANTE.e nenhurn
medicamento que nao obra directamente sobreel-
le para parificar e renova-lo,possue algum direi-
to a-a cuidado do publico.
O SANGUE I O sangue I o ponto no qual
se ha mylar fixar a altenc.o.
O ORIGINAL E O GINUINO !
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidadedej
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
OMEDICVULNTOBO POYO'-!
Adata-so lio maravillosamente a constituidlo
que pode ser ulilisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE Er DEB1LIDADE,
fortalece;
ONDE E'CURRUPCO,
purifica;
ONDE HE PODR DAO,
AL1MPA.
Este medicamento celebrado que to grandes
servicos presia a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspecjao directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade deNew-Yoik, cuja cer-
tidao e assignalura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL EXTRACTO COMPOSTO DE SALSAPARRILHA
DO DR. TOWNSEND.
O gratule puriiicartor do sangue
CURANDO
A Hydropesia.
CONSULTORIO
ESPECIAL HOIHEOPATHIGO
Ra de Santo Amaro (Mundo-novo) n. 6.
O Dr. Sabino O. L. Pinho d cousulus
lodos os titas uteis desde as 10 horas al meio
da. Visita aos doenles em seus domicilios
de meio dia em dianle, e em caso do ne-
cessidade qualquer hora. As senhoras de
parto e os doenles de molestia aguda, que
nao tiverem anda tomado remedio algum al-
lopathico ou homeopaihico, serao atlendidos de
preferencia.
As mole?lias mais frequenles debaixo dos
climas do Rrazil, principalmente as que sao
mais difficeis de curar, Ihe tem merecido um
esludo especial; sao ellas :
1. Molestias proprias das mulheres.
2. Molestias das creancas.
3. Molestias da f elle.
4. Molestas dos olhos.
5. Syphilis, ou gallico.
6. Febressymptho me ticas Jas leses do cere-
bro e" de suas membranas, des orgaos do peilo,
e do apparelho digestivo ; febres intermitien-
tes e suas coDsequencias.
Pharmacia especial homceopathica.
A administicao do crrelo da
Parahiba do Norte contrata horneas ca-
minheiros para a conduccao das rralss
e paga o jornal mensal de 2.#. O ad-
ministrador, Francisco de Assis Car-
neiro.
Precisa-?e de duas amas captivas
ou forras,- sendo urna que cosinhe o
diario de urna casa com limprza e oi-
tra que engomme : a tratar na ra do
Vigario n. 19, das 9 as 4 e das 4 em
dhnte na ra da Aurora n. 8>.
Francisco Percirs retira-se para Europa.
Na ra dos Prazeres, nos Coelhos, casa de
portao com 2 lees, se precisa de uma ama furra
ou escrava para o serviju iuiemo e extemo do
uma rasa.
Recommenda-se ao Sr. subdelegado do te-
cifo p ao fiscal da mesnia freguezia o cumpii-
venienles na pralica, principalmente para os m-
dicos que comeram fazer ensaios, e para as
pessoas curiosas que nao sabem conbecer essas
difTerencas, e por isso podei* attribuir inefica-
cia da bomosopaihia, o que realmente depende da
m preparado dos medicamentos.
Para obviar estes graves inconvenientes o
agitador dynamico do Dr. Sabino munido
de um contador em que se acham as unidades,
decenas, centenas, niilhares, dezenas de milhares I ment do titulo fl art. Io da9 posturas munici-
collocadas convenienlemenle, de maneira que | P a*30 de jonbo de V 19. a respeito d3 la-
cada vascolejaQao apparece um numero novo,
dtsde 1 al 10 mil: nao sendo desta sorle
Cada garrafa do original e
exterior de papel verde
No esariptorio do proprietario,
em na blica da ra Direila n. 88 do Sr.
genuino
10 Aslor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Slreet.
PHILIP SCHIEF.FEL1N & CO, 107 Water
Street
POU & PALANCA. 96 John Slreet.
SHKRWOOD & COFFIN, 64 Pearl Slreot.
RUST & HOUGHTON, 84 John Slreet.
I. MINOR& CO. 214 Futon Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPH E TRIPPI. 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & K1NSLEY, 45 Conlandt
Street.
HAYDOCK, C0RLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDUSER, 178 Greenwch
Street.
exJraclu do Dr. Townsend tem a assignalura e a ceitido do Dr. J. R. Chlitlon, na capa
O Herpes
A Hervsipkla,
A AliSTRICCAODO VBN-
TRE,
As Alporcas
Os Effeitos do azod-
gue,
Dispepsia,
As Doencas.deFIGA-
DO,
AI.MPIKGK
As Ulceras,
O Rheumatismo,
As Chagas
A llF.DILIDADE GERAL1
As Doencasde pelle
ASBORBDLHAS NCA-
RA,
As Tossesi,
AGITADOR DYNAMICO.
A pharmacia honoeopaihica est longe de
preenrher todas as vistas dos mdicos homue-
pathas em quanto forem os medicamentos pre-
parados mo. A forg do homem nao po-
de ler a precisa unifrn>idade para bem de-
sinvolver as propriedades medicamentosas das
substancias ; ella vae naturalmente enfraque-
\cendo medila que se vae fazeodo o traba-
ndo da dynamisaco; e por essa nzo que
possivel engao algum.
Os medicamenloshomceopalhicos preparados
por meio desta maquina sao os nicos que de-
sinvolvem propriedades uniformes capazes de
curar as molestias com a maior certeza pos-
sivel.
Alem disso, desejando tirar de sua viagem
a Eurrpa todas as vantagens para o progresso
da homoeopaihia no Brasil, o Dr. Sabino nao
poupou esforgos para obier as substancias me-
dicamenlosas dos proprios lugares, onde ellas na-
turalmente nascem, e para isso enlendeu-se com
um dos melhores heiboristas d'Al'emanha, para
Ihe mandar vir as i lanas frescas, afim de pre-
parar elle raesmo as tinturas.
IV assim que o aecnito foi mandado vir dos
Alpes, a rnica das monlanhss da Suissa, a
I belladona, bryonnia, chamon-illa, pu'salilla. rhus,
, hyo'ciamus, foram colhidas n'AHemanha, na
Franca e na Blgica, o veralrum no monte Ju-
I ra, etc. etc.
i Desta soile provida a pharmacia do Dr.
j Sabino das substancias que servirn) para as ex-
periencias puras de Ilahnemann, descriplas na
patbcgensia, acharao os mdicos e os amigos da
homoeopaihia os meio? seguros e verdadeiros dt
curarom as eufermidades.
OS PRECOS S.\0 OS SEGlNTES:
Botica de 24 tubos grandes 12 a 16
Dita de 36 > .....; 18?J> a 22
Dita de 48 ......2 a 29
bernas, por isso que existe uma no porto das ca-
noas de um tal que vive coutinuadameiile
cheia de escravos e vadios a ponto de nao se po-
der passar na ra.
DA
PROVINO
O Sr. ihesoureiro das loteras manda rteclvrai
que a exlraooao da segunda parte da ( rim ira lo-
tera da irmandede do Nossa Senhora do Bom
l'artod* reja de S. Sebastiao de OlinJa ha de
imprrtfrivelmente ser effcctuad.i no dia 22do
rorrenle mez as 10 horas da manhaa uo lugsi
do costume.
Thesourana das loteras 20 de dezembro do
18C.Jos Mara da Cruz, escrivo.
Na tua Augusta casa n. 43, aluga-se o pr-
meiro andar que tem 3 salas, cosinlia puchada
fora e i quartos bons, muito fresca e acha-se
ueiada.
I'recisj-se alugar uma casa terrea ou pri-
meiro andar de um ;ol>rado na fre^'iezij de y.
Jos, que tettha cummodos as ras seguales:
largo do Teico, Direila. Ilorlas etc. d3o se du-
vioandodarde 25 a 30s mensats : a tratar na
ra dos Marlynos o. 18.
Aluga-se uma boa escrava cozuheira na
travessa das B-rreiras da Boa-Vista n. 2.
Jos de Sonza Garca, subdito brasileiro.
relira-se para o Ceai tratar de sua saude.
Os Catarrhos, As Tsicas, etc. de acnito, por exemplo, da mesna dynami-
OExtraclo acha-seconlidoemgarrafas quadra- sago, feilas pelo mesmo homem, no mesmo
das e garante-se ser mais fone emelhor em to-idia, ou era dias diversos, ou feilas por dous
do o respeito a algum outro purificador do san- homens differentes, no produzem o mesmo re-
conserva se em todos os climas por cer- sultado em casos anlogos de molestias; urna
numerosas vezes accootece que duas preparares Dila de 60 a ......30 a 35
Compras.
gue
lo sspaco de tempo
212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 21 escriptoric 1. andar, tam-
Paranhos. _________^______
psau^^s s
Ensino de msica.
Offerece-sfpara leccionar solfejo.comotam-
bema tocar varios instrumentos; dando asli-
cdesdas7norass9 1\2 da noile:a tratar na rus
de Roda n. 50.
1oooo
159000
000
45000
desinvolve uma sccao mais prompla, a oulra
uma acQao mais lenta.
Alm dirso, sendo essencial para a regu-
laridade das dynamisafdes que cada dtluifao
tenha um numero cerlo de abalos ou vascole-
jncoes, para que nao arconuca que pelo excesso
ou pela insuficiencia d' estas percam os medica-
mentos as propriedades que Ihes sao assignala
N.B. Existem carteiras ricas de vtludo para
maior proco.
Cada vidro de tintura avulso. : 2?
Cada tubo avulso...........1*
Caixas com medicamenlos era glbulos e tin-
turas de diversas dynamisacoes ( mais usadas ) :
De 24 vidros com tintura e 48 tu-
bos grandes...........4S$000
De 36 ditos dita e 5*6 tubos grandes 649000
De 36 ditos dita e 68 tobos grandes. 700l>0
De 48 ditos dila e 88 tubos grandes 92000
De 60 ditos dita e 110 tubos grandes 1189000
Estas caixas sao uleis aos mdicos, 803 Srs,
das. ou que convem cada dynamisaco, i ao Je engenho, fazendeiros, chefes de familias
se pode isso obler as preparares feilas mao (capilaes de navio, e em geral todos que se
porque o numero de abales sempre maior ou | quizertm dedicar pralica da homoeopaihia.
Sacase
Vendem-se tamben a achinas elctricas por-
Compra-se papel de diarios a 1:0 rs. a fi-
bra : na ra da Senzalla Veiha n. <5.
Compra m-sc escravos,
sendo de ambos os sexos, de 12 a 20 annas de
idade, sadios e boaslguras; na ra da Impera-
trizn. 12, luja.
Compra-se um tacho que lee de 3 a 4 ca-
adas, em segunda mao, que eslija em mullo
hom estado ; em Santo Amaro, taberna de Jos
Jacintho de Carvalho, ou anntincie.
Na casa n. 3 da ra da Alegra compra-se
ma cabra de leile.
Vendas.
Asignatura de banhos frios, mornos.de choque ou chuviscos (para uma pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,...........
30 carloes paraos ditos banhos tomados em qualquer tempo......
15 Ditos dito dito dito ......
7 ...:..
Banhosivulsos, aromticos, salgados esulphurososaospreros annunciados
Esta reducto de presos facilitar aorespeitavel publico ogozo dasvantagens que resultara
Ja frequenciadeurn estabelecimento de Ama ulilidadeincontestavel,masque infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, ainda pouco conhecida e apreciada:
4R1IAZEM DE ROUPA FEITA
para Lisboa, Porto e Ilha de S. Miguel,
oo escriptorio de Carvalho, Nogueira &
C-, ruado Vigarion. 9,primeiro andar.
O Sr. alferes Thom G. Vieirs de
Lima, queira dirigir-se a esta typogra-
phia, que se Ihe precisa fallar.
Jos Mara da Silva Ferreira avisa a seus
freguezes e amigos que mudou o seu cslabeleci-
mento de linluraria de todas ss cores, do largo da
Soledade para a ra do Hospicio n. 42, conti-
nuando a receb r nos mesmos depsitos, tanto no
largo do arsenal de marraba n. 8, do Sr Anselmo
Jos Duart Sedrim, assim como no largo da ma-
triz de Santo Antonio n. 2, do Sr. Antonio Joa-
quim Panasco.
menor, d' onde evidentemente resulta um effeito
tambera maior ou menor, e por conseguinte talis, para .tralamenlo das molestias nervosas,
duvidoso na applicco do medicamento -, se os Estas machinas sao as mais moJemas e as
abalos sao insufilcienles nao se desinvolvera, raais usadas actualmente era toda a Europa,
todas as propiedades convenientes dynarnisa-> lano pela commodidade de podeiem ser irasi-
cao que sequer f&z>:r. e se sao de mais. desin- : das na algiheira, como porque trabalhara com
volvem-se algumas das propriedades da dyna- preparares que nao sao nocivas :
Vendem-se bonitos craveiros per
precocemmodo : no largo de S. Pedro
15.
ii
misacao superior, com perda certa de muilas
das que convem dynamisaco que se quer
preparar, oque sem duvida tem giaves incon
Cada uma........50000
O Dr. Sabino ensina a maneira de se servir
desta maquina.
IMDII
DefroDte do becco da Congregago letreiro verde.
Casacas de panno preto a 30??, 35$ e 408000
Sobrecasacas de dito dilo a 355P00O
Paleiots de panno prelos e de cores a
20, 359, 309 e 35000
Ditos de casemira de cores a 15 e 329000
Ditos de casemiras de cores a 7 e 1 29000
Ditos de alpaca preta gola de velludo a 12000
Ditos de merino setim preto e de cor
a 89 e 99000
Ditos de alpaca de cores a 3500 e 5000
Ditos de alpaca preta a 39500, 59,
79e 95000
Ditos de brim de cores a 3J500,
49500 e 5#000
Ditos de bramante de litiho brancos a
49500 e 6000
r.altjas de casemira preta e de cores a
9, I09e 12000
Ditas de princeza e alpaca de cordo
pretos a 5000
Ditas de brim branco e de cores a
2*500 49500 e 59000
Ditas de ganga de cores a 38000
Ditas de casemira a 59500
Golletes de velludo decores muitofino a
Ditos de casemira bordados e lisos
prelos e de cores a 5, 53500 e
Ditos de setim preto a
Ditos de casemira a
Pitos de seda branca a 59 e
Ditos de gurgurao de seda a 59 e
Ditos defuslao brancose decores a
39 e
Dilos de brim branco e decores a 29 e
Selouras de linho a
Di las de algodao a 1*000 e
Camisas de peitode fusio branco e
de cores a 230 e
Ditas de peilo e punhosde linho mui-
to finas inglezas a duzia
Dilasde raadapolo brancas e de cores
a 1800, 25e
Di las de meia a 1 e
Relogios de ouro palente eorisonlaes
Dilos de prata galvanisados a 25 e
Obras de o uro, aderejos, pulseiras e
rosetas
109000
e9000
5000
39500
65000
65000
39500
25500
29500
29000
29500
35000
2500
19600
9
300OO
ff
TABAC CAPORAL
Deposito Aas manufacturas imperiaes Aeranca.
Esteexcelente fumo acha-se depositado, diretamente na ma Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBO A DOCARMO, o qual se vende por raasgos de 2 hectogramos a 19000 e em ponjao de
10 masaos para cima com descont de 25 porceoto ; no mesmo estabelecimento acha-se tambem
6 verdadero papel de linho para cigarros.
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.22
INJECTIO
Remedio mfallivel contra as agnorrhas antigs e recentes.
nico deposito na botica froncez.i, ra da Cruz n. 22.
Pre?o do frasco 3000.
No Diario de Pernambuco n. 290 de
sabbado 15 do correte, publicramos
netos de Custo lia Maria llosa, iroiaa do
finado Jcaquim Francisco de Azevedo
(por alcunha Dizimeiro) um annuncio
protestando contra quaesquer transac-
coes que aceica dos bens constituitivos
da beranca do mesmo finado faqam seus
sobrinbos, nicos berdeiros admittidos
na partilha dos ditos hens, a que se
procedeu pelo juizo municipal da se-
gunda vara desta cidade.
Em resposta ao mesmo annuncio,
abaixo se transcreve a verba testamen-
taria relativa ao destino que aquelle ti-
nado deu ao remanescente de sua fa-
zenda.
Por essa verba se v que o testador
apenas cbamou a sua heranca seus ir-
anios e na Lita destes os illios dos mes-
mos, e que portento com toda a justica
na paitilba s foram contemplados os
sobrolios do tinado e nao os annun-
c'iantcs a quem pelo presente annuncio
se responde, os quaes sao tilhos de so-
brinlics.
E' isso o que se deduz da litteral dis-
posicao do testamento e oi reconhecido
por distinctos advogados desta cidade e
mesmo de Portugal.
A vei ba testamentaria e aseguinte:
Instituo por berdeiros de minlia
fazenda e bens presentes e futuros a
meus irmaos Custodia, Maria, Anna,
Joaquina, Victoria e Manoel, todos re-
sidentes no reino de Portugal. E aquel-
los ou aqullas que forem fallecidas,
serao berdeiros seus Cilios para se sub-
dividir com ellos a parte ou partes que
deveriam caber a seus paes se fossem
vivos.
Aluga-sc melado de uma casa no bairro do
Recife. damlo-se preferencia a uma senhora vu-
va ou alguma senhora casada com pouca familia ;
a tratar na ra da Camboa do Carmo n. 19.
O hospital militar precisa contratar com
quem tenha habiltaces para oxercer o lugar de
enfermeiro-mr: quem esliver em taes circums-
tancias, comparega no mesmo estabeieciraenlo,
no dia 20 do corrente, pelas 11 horas do dia.
Hospital militar de Pernambuco, 19 de dezerubro
de 1560.O almoxarife, Thomaz Antonio Maciel
Monteiro
Aluga-se uma casa cora sotao, na ra da
Alegra n. 36: n tratar com Marcolino Jos Lo-
pes, na ra do Mondego, olaria n. 13.
Wiiam Jackson, subdito americaoo, vai ao
Rio de Janeiro.
Acham-se venda na livraria da rraca da Independen-
cia ns 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas inipressas nesta
typogrsphia
Folhitlha de porta ou KALENDARIO eeclesiastico e civil para o
bispado de Pernambuco...........
Dita de aUjibeira contendo alm do kalendario ecclesiaslico e civil,
explicado das feslas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimenio e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do coromercio j
ditas do sello; ditas do porle das carias; ditas
dos iroposlos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou uma collcccao de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entrelenimenlo da mocidade.
160 rs.
320 rs.
Dita dita
contendo alm do kalendaiio ecclesiaslico civil, expli-
ccao das feMas mu lavis, noticia dos planetas, tabellas
das mais c nascimento e occaso do sol ; ditas dos emo-
lumenlos do tribunal do commertio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
Frescas e grandes
para offertas.
DasCurcuranas se recebem todos os dias npii-
mas melancias no deposito de pao e de cestas ;
em frente ao becco do Rosario de Santo Antonio.
Vende-se um silio na estrada do Arroul
com casa de pedra e cal, bastantes commodos. 9
quartos e um gblnete independenle, o sitia c-n-
tm laranpeira?. jaqueiras, coqueiros, pinheiri s,
sapotis e o'.itr.is muitas,frurtas, uma grande bai-
la plantada de capim, cacimba com boa agua c'e
beber, um rio que vai ler a Olinda : quem pre-
tender, dirija so ao mesmo silio que achara cora
quem tratar.
W\ 1 1
8 ~ ^ I------:____I___ m
m
Pechinch
fi
modo de confessar-se, e coaungar, e os cilicios que a
igreja eoslurna celebrar desde domingos de Ramos, al
sexta-feira da Paixo, (era porluguez). prejo..... 320 rs.
Est a concluir-se a impressao do almanak que breve
ser annunciado, nao estando j prompto pelas grandes al-
teracoes que se deram neste anno.
CASA DE SALDE
Sila em Santo Amaro.
Esteestabelecimentucontinua debaixo da administraqo dos pro-
pnetariosa receber doenles de qualquer naturezaou catbegoria que
seja.
O zelo e cuidado alli empregados para o prompto restabelecimen>
to dos doentese'geralmente conbecido.
Quem sequizerutilisav pode dirigir-se as casas dos proprietarios
ambos more fesna ra Nova, ou entender-secom o regente no esta-
tabelecimento.
Reforma de precos.
Escravos. -..... 2^000
Marujos ecriados, .... 2^500
Primeira classe 3^ e. 3$500
As o pera qOes serao previamente ajustadas.
D Vestidos de bar.ge e gaze de dous e tr?s*?n
gl babados a lg para se acabar, vende-se $0
na ra do Crespo loja amarella d. 8. >i_
$ successor de Antonio Francisco Pereira. K
A ig@ I
No engenho S. Paulo, sito na freguezia dos
A Togados, vendem-se animaes de roda e siguas
quartos.
Vende-so um carro de k rodas de carregat
gneros de estiva em muito bom estado : na ra
Direila n. 22.
Vende-se uro cabriolet novo e um cavali'o
gordo : para v?r, na cocheira do Sr. Malveiro,
onde se saber com quem se deve tratr.
Vcnde-se uma escrava de 18 annos cora n\-
guroas habilidades, e muilo propria para criar de
leite, pois lera bastante : a quem convier, pode
procurar na praca do Corpo Santo n. 17.
Paos de Jacaranda.
Na serrara de Paulo Jos Comes, ra do Im-
perador, vende-se duzia e meia de paos de jaca-
randa : a Iralar na rti3 do Crespo n. 7, loja do
Guimaraes & Lima.
HiMMHM m mwi*
Na loja de miiidezasda ra do Imperidor n.28,
vende-se uma machina de coser da meihor qua-
lidado e por mdico preco.
Na casa n. 3 da ra da Alegra, vende-so
um piano de armario em bom uso.
S Quejos a 2,2^0 rs.,
\nho a 300 e 400 r.
agarrafa.
Na taberna da estrella, laro do l'jraizo n. U.
Vaquetas.
Na Toja de selleiro da ra larca do Rasarlo p.
28, rendem-se vaqoetas de lustre para cobrir
carros.
. Vende-se uma preta moca porlVita engom-
madeira. coslurera e coznheira : a tralar nir
ra da Roda n. 47.
Aos viajantes da estrada de
ferro.
Riqnissiroo sortmenlo de bolsas para viagem
a moda da Europa, ns quaes sao muilo nenia-
ras para couduzir preparos para viagem : na roa
Nova n. 20.
Vende-se um preto bom coziuheiio : na
ra Direila n. 1-23.
Farinba a 3{{500.
Vende-se no armazem da ra da Madre de Dees
n. 35, saceos com boa larinha de mandioca, de-
sembarcada hontem, pelo barato preco de UgOO
cada sacco.
Milho novo a 4$000. ^
Vendem-se milho novo em saceos grandes, pe-
lo preco cima ; no armazem da ra da Madre
de Dos n. 35.
m
Doce bom
Vende-se doce de goiaba a 80 e lj ocaixao ;
na travessa do paleo do Panizo 16, casa pin-
tada de amarello.


n
DIARIO DE PEKKAMIDCO. S1XTA PBIRA 21 DE DE2EMIR0 D* 1860.
Na ra da Imperatriz nu-
mero 80,
ven de-se vinho engarrafado moscatel de Setubal
a lj600, queijo pralo a ljja libra, nozes a 200 rs.
a libra, azeilooas a lj> a ancoris, a garrafa a 200
rs., chourigas a 480 a libra, paios de 1)2 libra a
200 rs., latas de massa 2g, talharim e macarrao a iOO rs. .a libra, latas
de doce de calda do 1 libra, de fructas de diver-
sas qualidades a 640.
Libras sterlinas
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de 01iveira& Filho, praga do Corpo Santo.
Milho.
Vendem-se sjccos com milho, farinha e gom-
ma muito alva propria para oogommar e fazer
bollnhos.
e ndem-se>00 bragas de trras de lestaij
propria para engenho por ser brejo, e anda ter
ruaUs, no lugar de Alagda Grande de Tiuma do
freuezia da ciJade de Nazareth quem preten-
der, dirija-seaS. Vicente casa do padre Andr
Curcino de Araujo Pereira.
Vendem-se duas pratas boas cozinheiras e
cngommadeiras, urna dita tambcm boa en-rom-
madeira c cozinheira com um filho de 6 annos
e urna dita com principio de lodo o arranjo de
urna casa, tres pretos, sendo um moleque de 16
annos, um preto bom canoeiro o caiador. e um
dto para lodo o ser vico por ser do malo! Iodos
sadios e sem vicio algum : na ra das Cruzes nu-
n.ero 18.
Paletols de seda a 10j}: na loja de Julio &
Conrado.
Vende-se
urna morada de casa
terrea na ra da matriz da Boa-Vta :
a fallar na mesma ra sobrado que vol-
ta para a ra da Glorian. 35.
Gurgel & Perdigo.
\Rua da Cadeia loja n 23.1
Receberam uovos corles de cambraia
branca bordada de duas saias e babadi-
dios.
Receberam completos, sortimentos de
vestidos de blonde com manta, capella e
ruis pertences.
Receberam moaernos chapeos de pa-
ma para scnhora enfeilados de plumas e
flores.
J. Praeger & C.
Receberam novos enfeites de cores e
peitos para scnhora, pulceiras e estratos
de sndalo.
Receberam chapeos
castor preto, branco
moderna
para horucm, de
e de seda forma
Vendem ricos cortes de vestidos de
seda, ditos de barege e gaze de seda de
babadinhos.
tres bois mansos, grandes e
: na Estancia, sitio ao lado da igreja nu-
Dfl
- Vendem-se
ordos: i
mero 22.
Farelo de Lisboa,
muito superior e novo, por prego coramodo
ra do \igario n. 19, primeiro indar.
Burros andaluzes
Na ra do Vigario n. 19. primeiro andar, anda
leo por vender 2 burros di pura raga hespanho-
la. dosquaes se dispem a preco coramodo.
2
Ao publico.
Para & C. proprietario da loja de mar-
more, avisara aosseus uumerosos fre<*uc-
zes e ao publico em geral que acabara de
receber um completo sortimento de fa-
zendas de modas e todas sera vendidas
por pregos mdicos.
;>.!
Para acabar.
Chapeos do Chyle finos pelo baixo prero de 4J
a. 0, e 8j cada um ; na ra da Cadeia 17
Vende-se urna casa terrea n. 23, sita na
10 Lilaboueo, pertencenle ao Sr. Francisco
Cordeiro Raposo, dallha de S. Miguel : quem a
der, dirija-se a ra Direta n. 91.
Fitas de seda.
Vendem-se ricas fitas dechamalotc e lavradas,
proprias paiasintoe para laicos, assim como filas
de velludo do todas as larguras, que se vende
por precos baralissmos: no loja da aguia do ou-
ro. ra do Cabug a. 1 B.
Vendem as commodas saias balo de
musselinas e cutira de algodo para se-
nhora e crianzas.
Vendem sedas
drinhos padroes
curas, ditos lisos.
e grosdenaples de qua-
niodernos e cores es-
Vendem manteletes prelos de grosde-
naples, ditos de seda bordados e dous
bicos, capinhas de croxe brancos e de
cores, polonezas degorguro, taimas de
J$ fil, fitas para cintos.
Ba do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira do S, vende-se
por pregos baratissimos, para acabar: pecas de
cambraia lisa fina a 3. organdys muito finase
modernas a 500 rs. o covado, cassas abertas de
bonitas cores a 240 rs., chitas largas a 200 e 240
cortes do cassa de cores a 2. ntremelos borda-
dos a JoOO a peca, babados bordados a 320 a
vsra, sedinhas de quadros finas a 800 rs., casa-
vcques de cambraia e fil a 5?, perneadores de
cambraia bordados a 5, gollinhas bordadas a
640, ditas com ponas a 23500, manguitos borda-
dos de cambraia c fil a 2, damasco de la cora
9 palmos de largara a I36OO, bramante de linho
com 5 palmos do largura a 900 rs. a vara, luvas
para senhora a 100 rs. o par, cipas de fuslao en-
tenadas a 5, pegas de madapolao fino a 48 la-
zinha de quadros para vestidos o 320, camis'usde
cambraia bordados a 2}, sobrecasacas de panno
fino a 203 e 2og, paletols de panno e casemira de
16 a 20$, ditos de alpaca de 3JJ500 a 8, ditos de
brun de crese brancos de 3$500 a 5g, calcas de
casemira pretas e de cores para todos ps precos
ditos de brim decores c brancos de 2S a 5a ca-
misas brancas o decores para todos os precos
colletes de casemira de cores finos a 5# ; assim
como outras muilas fazendas por menos do seu
valor para fechar contas.
Vende-se um sobrado de um andar e sotao
na ra do Fogo n. 35, chao proprio, que rende
COJ mensaes : a tratar na ra do Livramenln nu-
mero 30.
Ra da Cruz numero 17.
OiTortcem aos seus rtguezes e ao publico em
eral os seguiotc* geBeros:
Cerveja branca e preta em garrafas e meias gar-
rafas de difireles marcas como Tennent, Tru-
man, cavallnho e cobrinha.
Champanhe superior das afamados fabricantes
Eugene Clicquot, Bruch Toucher & C. e outras
marcas mais inferiores.
Vinho do Porto muito velho adifferenles precos
Dito XerezPale, Bwcon o Sulden.)
Dito da Madetra.
Dito Cordeaux muito fiao marca Chateau Lo-
ville.
Dito pilo branco Haut Santernes.-
Dito do Rheno.
Dito dito espumoso.
Cognac de varias qualidades superior Pal Bran-
dy e outras.
Licor muMo fino de Marselha e de Bordean* cm
caixas assortidas.
Dito marrasquino.
Conserva ingleza em frascos [Peles.)
Dita era latas de differenles qualidades tanto de
carne como do hortalice.
Ervilhas francezas em latas.
Muslarda ingleza era frascos.
Biscouto inglez.
Bolacha de soda em meias lalas.
Agua de Selter em meias botijas
Chocolate francez.
Queijo suisso muito fresco.
Dilo de Limburgo em lalas.
Salames de Hamburgo.
Charutos do llavana muito finos por menos pre-
co de- quoeni qualquer outra parte.
Absinthc verdadeiro suisso.
Kirsch dito dito.
Vinagro em barris ele, etc.
Bom e barato,
normapo o a fiCA *_:*. **
Espirito de vinho.
Vende-se a 2*560 e 2*800 caada ; na tra-
ffi"So8 ?WS- ^gat -aSrae,dlo.Pate0 < P'"to 16' *=
rafa, milho e farelo a 200 rs. a cuia, cha a 2#,
vinho do Porto engarrafado a 1* e 800 rs. a saf-'
raa ; na travessa do pateo do Paraizo d. 16, ca-
sa pintada de amarello.
- Vende-se urna mulata de meia idade, peri-
Ij engommadeira e cozinheira ......-"-=--
mente : a Iratar na ra da
e cose sotTrirel-
- Cadeia velha n. 51.
5Ti?9 Hd?r,Hd" 7 s 9h8rss da manhaa.e
das 4 1(2 da tarde em diante.
ni,7^Dde"f8- ma "avaerioula, aqual cozi-
nha com perfeigao, engorama, faz doces e refina
assucar : na ra de Hurtas n. 85.
240.
| Ao bello sexo. 1
*p Paria & C. propriclarios da loja de <0>
m> marmore. avisam ao bello sexo em geral
r que acabam de receber um completo sor- 3|
O lmenlo de fazendas de modas proprias 5
H Enfeites de velludo, ultimo
gosto.
A loja da aguia branca acaba de receber mui
bonitos e delicados eueiles de velludo, obra de
toda perfeico e ultima moda : vendem-se. a 10J
e l:2p: quem os vir nao hesitar de os comprar;
vendem-se tambera oulros de velludo e froco a
&. 48 e 5g.- na ra do Queimado, loja da aguia
branca u.16.
Attenrjo.
Vendem-se velas do nova composico para
malar forraigas de roca, as quaes tem feito o ef-
felo desejado, que com 10 velas se mala uro
orruigueiro, custaudo a diminuta quanlia de 5 ;
tambera se vendem ferros de cortar capim, cal-
cados de aro, bem feilos e fortes, obra do Porto ;
na ra do Imperador n. 43.
Vendem se coroas e resplandores de metal
I crneo imitando prata, de varios lmannos e mo-
delos, propriQS para o diario de imagens, feitas
na cidade do Porto, e por preco coramodo ; na
ra do Queimado, loja n. 1 j.
Cassas de lindos padroes e cores fixas que se
pode garantir aos comprados, s 240 rs. o covado'
na ra do Queimado, loja de 4 portas n. 39.
As verdaderas luvas de
Jouvin,
A loj da aguia brancas acaba de receber de
sua encommenda as verdadeiras luvas de Jou-
vin, pnmelra qualdade, tanto brancas como pre-
tas para hornera e senhora : quera precisar, diri-
ja-se a dita loja da aguia branca, roa do Quei-
mado n. 16.
Vende-se urna escrava moca," propria para
o servi?0 do campo, e tambera urna negrinha de
o a iu annos : na ra da Cadeia do Recife n. 22.
farinha de mandioca a 5#500
o sacco.
endo-se na ra da Cruz, armazem n.26.
Feijo mulatinho.
^ Yendem-g8acc08 com feijao mulatinho, che-
gado1 da Ilha de Fernando ; no armazem de Bar-
ros & Silva.
Esteras da India de 4, 5
e 6 pamos de largo.
No armazem oe lazendas
Toucinho a 320 a libra,
arroz a 100 rs.
Vende-se toucinho de Lisboa muito novo a 320
rs., arroz muito bom a 100 rs., presunto muito
novo a 480 : na ra das Cruzes u. 24, esquina da
travessa do Ouviior.
Bones para meninos.
0 lempo proprio para se comprar os bonitos
bonets de panno fino enfeitados com fita de cha-
malote o borlla, outros enfeitados com fita de
velludo e pluma, e outros com galiozinho dou-
4 e 55, ditos de palha escura, mui bonitos e
iwSi a *'.gorras de pa,ha branca enfeitadas a
15500 e outros mu differentes bonels de panno
enfeitados .1} e 1280 : aa ra do Queimado
loja da aguia branca n.16.
Sebo e graixa.
Se'^coadoe graixa em bexigas: no armazem
t" lasso Irmaos, no caes de Apollo
tSSSSSfl!1 @*^@@
SS Machinas de vapor.
Rodas d'agua. ^
@ Moendas decanna.
Taxas.
S Rodas dentadas. p
Bronzes e aguilhes.
Alambiques de ferro.
Cnvos, podroes etc., etc.
m Nafundicaode ferro de D, W. Bovrman. S
ra do Brum passando o chafariz. S
@^@g ^@ @@@|
Bolsas de (apee para
viagens.
Vendem-se mui bonitas bolsas de tapete nro-
S[erosr,de85Tg6TSP'4'C- ^ P,dos ba"'^imos
KoQue^ma6d5oV.,16;nalOJa da aguia br.
BoDitos cintos para senhe-
ras e meDinas.
Na loja da guia branca vendem-se mui boni-
tas litas com Cvelas para cintos de
meninas, e pelo baralissimo
dita loja da iguia branca, ra
mero 16.
senhoras e
pre$o de 2$ : em
do Queimado nu-
; da ra do Queimado
,fLfjPr,a??eDt,! Pa,rd orro de salas o camas
por ser d* melhor qualdade, e todas brancas
Na loja da.boa-f, na ra
do Queimado n. 28,
vende-se muito barato.
Chales.
Ricos chales de merino estampados, de cores
a 7, ditos muilo finos a 89500,
* Manlerim de lia fazenda nova do ul-
X timo goslo, em casa do Julio ^ Conrado ; S
Jg na ra do Queimado n. 48. M
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem serapre no seu depo-
, -na .raia lsa fina<:om 8 li2 varas cada peca a
4-oU, dita muslo fina com salpicos a 5, dita de
cores de padroes muito bonitos a 320 o covado
cor es de cassa pintada com 7 varas a 2240. fil
de hcho liso muito fino a 800 rs. a vara, tarlata-
na muito fina branca e de cores com 1 1|2 vara
de largura a 800 rs a vara, guarnirte* do cara-
ditos lisos a Sa.'diTos ToTdadoTa m z ^Z'' taIM?,lgUVVi!0,,a' brdadas 'muil f,nas a
na ru do Queimado n 22 lo2 d, ZiV ? i i* f iS bordadas de cambraia muito fina a
8 MaaSikii^!J2li^^2L_____!' espartilhos muito superiores pelo baralissimo
g^^VCTTC3R-SKMBl65Re^!K|Pre.cod 63, penles de tartaruga a imperalriz
muilo superiores a 9, bonets de velludo para
meninos a 5S. dilos de panno preto a 3g, sapati-
nhos de merm muito enfeitados a 2J o par, chi-
tas francezas finas escuras e claras a 280 o cova-
ao. corles do cambraia de cores com 3 babados
2 varas cada corte a 4500. superiores
de linho muito fina e rica-
proprietarios deste estabele-
unto convidara ao respeitavel publico,
.a era sea aromen! de
e por seren
principalmente aoe amigos do borne barato, que se
moinados de novamente sonido de gneros, os melhores aue tem
^ : o ae,ie ner do, porwrem colhidos por um dos socios na capital d Lisbo
a raaior parle delles vindos por conta dos proprietarios
Gigos com cUamnanUa
das mefhores marcas que ha no mercado a 202000 e em garrafa a 25000.
Vigos de cama Ave
em caixas proprias para mimo a 15Q0O.
Barris com aieilonas
raais novos que lia no mercado a l9200(i.
Setveja liranca
das rcais acred.tadas marcas a 5000 a duzia e em garrafa a 500.
Queijos Wamengos
'j-dos pelo uliimo vapor de Europa a 3*000
Queijos navio
das melhores q aliJaJes que i3m viudo
i lgum abatemento.
a este mercado a 950 reis a libra, o em poreao sa fa.
Chapeos deso
DE
Seda grandes parahomem
a 5^000.
ol? r"a N..r,s 36' afronte da Sroja da Con-
ceicao dos Militares.
Ra Nova n. 32.
Loja de modas do Thom .opes do Sena, e ou-
lr ora de sua sogra Hdame Tlieard, recebeu peto
ultimo paquete bons chapeos de seda de diversas
cores e qualidades para senhora, dtlos de palha
aa nanai. ditos do seda para meninos se baplisar.
bons enfeiles de dilTerenles qualidades e cores
para cabeca, crep preto, filas do velludo e de
seda, franjas, e outros muilos odjectos; recebem-
se igunnos lodos os mezes, fazem-se vestidos,
capas, manleletese vestuarios para meninos bap-
iisar-se. e ludo mais quanlo perlence ao toilele
de urna senhora.
Lindes sint s.
Vendem-se lindos sintos j promplos cora la
e sem eMe, por baralissimo preco de 2$500 e 8.
na loja oa aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B
Leques.
\endem-so os ricos lefues do madreperola e
de outras mullas qualidades, que so vendem por
baratissimos "
ra
longos de cambrais
rente bordados a 0$, dilos de~ca"mbraiade algo-
do> com bico de linho a 1*280. ditos de cara-
** M.8l. 3 8ran7.S. &? XJ^ZUTSJtZ tt^^^
memo de tachas e moendas para engenho, do !.e a duzia, liras bordadas largas e finas cora 3
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra- ?' 7aras,cada fea a 25'>00. e assim outras Bai-
lar no mesmo deposito ou na ruado Traoi- ba'rauf quoHVendems5 Por Preos muito
che n 4 P I b?rals na rua do Queimado n. 22, na bem co-
"* nhecida loia da boa f.
Objectos de gosto
senhoras e meninas.
A loja da aguia branca recebeu um bello sorti-
mento de objectos de muito gosto e ullma mo-
da, propnos para senhoras e meninas, sendo de-
licadas gollinhas e vollas de vidrilho. vollas de
coral e cornalina com atacador de mola, doura-
do obra nleiramente nova e de muito gosto e
S2 ^a;a'/ssiraos preces de S cada objeclo :
rerolG 'm j 0a 3SUa brBncanu-
Cambraia
baratas.
19 Rua do Queimado 19
piSm!u'lnrsbarl?ClO.nCa "^ ^^ S^
Cambraieta para vestido, muilo fina, pelo ba-
ra^Ussimo preso de 2600, 2{jS00, 3j e 3}500 cada
Baloes de mussulina, ditos arrendados, dilo=
de madapolao. '
Loja da boa f
NA
Rua da Imperatriz n. 74.
Vende-se peca de franja para cortinados com
lo varas a 45 manguitos com gollinha bordados
a 49, camisinha com gollinha a 2ge 3, gollinhas
bordadas 131 640 e 1C200, tiras bordadas muilo fi-
nas a 1S.200 e 600 rt., entremeios a 28 a pera
nenies de tartaruga a 43. ditos virados muil fot-
Sinn*' cnl',les de Cla de velludo com laco
?ouo, e muilas mais fazendas
barato para acabar.
que se vendem
Capellas e llores.
Mui bonitas capillas para noivas a 5$, 6S o 7fl
ditas para meninas a 2$. bonilos o delicados ca-1
ios de flores finas a JOO, 2$ e 3J : na rua do '
yueiraado, loja da aguia branca n. 16.
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Biscoutos
Emcasade Arkwight & C, ruada
" Cruz n. 61.
PaodcSenteionovo.
Acha-se todas 3s
- quartas e sabbados,
horas do da em diante: em Santo
-- Ht.;.. .11 i------------""" *-" oauu amaro,
h, omaa' e Da rua da Imperatriz n. 2.
das 11
Amaro, pa-
ta-
(SABE SMIUHII
DE
FazeaJas e roupa feita
NA LOJA E ARMAZEM
K?buS-arenS0i8B,,a loja da a2uiadeour. i Joaquim Ilodrgues Tarares de Mello
^L RUA DOQEIMADO \. 39
Pentes
TI.
em latas de 1
1 a 2 libras a 800
Qucijos suisso
re-eniemenle chegado e de suqerior qualedade a 960 reis a libra.
C\ioco\ale
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porcao a 850 rt,.
Marmelada imperial
afamado Abreu, e de "outros mais fabrieantes de Lisboa em lalas de
em porao de se far algum .batimento.
Maga de tomate
libra por 900 rs., em porgao vende-se a 850 rs.
Conservas franeezas e malezas
maw novas que lia no mercado a 70o rs. ofrasco.
L.atas de halacumua de soda
l diferentes qualidades a lG0O a lata
A.meixas f raueezas
'.'u.T.Ti T^V wSTem compoltiiras'contendo 3 p- *m rs.
Gaixinlias com 8 Vibras de passas
-000 rs.em porcao se far algum abatimento, vende-se tambera a retalhoa
Manteiga ingleza
$SEL* maS nVaqUe h merCad a lWm a libra' era ba"1 "I*' al-
Ch perola
o melor que ha neste genero a 2J500rs. a libra dito hyson a 23OOO rs.
Manteiga traneeza
a 20 rs. a libra era barril se far abatimento.
T cuchillo de Lisboa
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
Ma^as para sopa
e-iv.ax.nhas de 8 libras com deferentes qualidadespor 4J6000 rs
Tambera vendem-seos seguintes gneros, (udo recentemente chegado e de superiores .,*
anendoas coherta*. rnn nas>;n... j. _..:_____.-. '. a'uo"UOdS> nozes, irascos com
\endem-se lindos pentes de tarlaruga virados,
pelo baralissimo preCo de 9fc 10. 11 e 123, ditos
"'sos muilo fortes a 4 o 5, ditos de travessa a 3.
dilos virados para alar cabello, que parece tarta-
ruga a lO0. ditos lisos a 200 500 el*, ditos de
SSTTcTiSSr iS.a loja da 3SUa de ouro-
Oculos.
Nendem-so oculos muito finos de cores p.ira
ooenca de olhos, assim como de outras qualida-
oes, que se vendem por menos que em outra
qualquer parle.
Meias.
se
> endera-so meias tanto para hornera como para
nhora c para menina e menino, que so ven-
dem por borat.ssimos pregas : na loja da aguia
de ouro, rua do Cabug u. 1 B
Enfeites para senhora
EM(SLA LOJ DE QOATRO POR1AS.
Tem um completoiorlirnento da roupa feita,
convida a tojos os seus freguezes e a lodos,
quedesejarera lar um uniforme feito com todo o '
a 3J. i gosto dinjam-se a este estabeliciraenlo que em-
comrarao um habel artista chegado uliimaraen-1
te de Lisboa para desempenhar as obras a von-
tade dos freguezes, j lera um completo sorli-
menlo dop.litots di fina casemira modello im-
glez, e mino bem acabijos a 16*300, dilos
de merino selira a 129000, dilos de alpaca
pretos a 59000, ditos de alpaca sobre casacas
a 85000. ditos com golla de vela a 9*000,
ditos de fuslao, ditos de ganga, ditos de brim,
ludo a 590 )0, ditos de brim de linho tranca
do a 6*000, caiga de brim de linho
penor a 5*000, ditas de casemira
99000 ea 109)00, ditas de
berna.
U ^ 13 ~J> OJJn&OLJa C3CCJI>CS
Seguro contra Fogo |
OMPAMU |
itgieib
LONDRES f
AGENTES
J. Astley A Companhia.
Machinas ameri-
canas
E OUTROS RTICOS.
N. O. BIEBER & C. SUCCESSORES,
tem exposto nos seus armazens da rua
ida Cruz n. 4 e 9, urna infinidade de
macliinasetc, como sejam :
ARADOS de dillerentes modelos, traba-
lhandode 2 lados.
CULTIVADORES para limpar e abrir a
trra.
M01XHOS para cana em ponto peque-
no, podcndoseigovernadaspor urna
pessoa. proprias para la viadores.
Ditas de DESCAROCAR MILHO, um
proceno pelo qual se poupa muito
tempoe emprega-se somonte 2 res-
soas,
Ditos de MOER MILHO, CAFE etc.,
etc. at o grao mais fino que Iiourer.
Ditos para FAZER FARINHA de
ll.o etc.
MACHINAS para (azer BOLACHINHA.
ra-
BOMBAS para cacimbas e
navios, muito mamitas e
de forra superior
mdicos precos.
por
Ditas
com corren les para
tirar agua de luf
mui fundos.
igares
Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Sachadas de ferro
Ferro sueco.
Fsringardas.
Ac de Trieste.
para
superior qualdade para
VERNIZ de
carros.
CARROS de mao muito leves e batatos
BALANCAS de 1,000 libras para baixo
proprias para armazens, depsitos,
tabernas, boticas etc., etc.
MAPPAS gcographicos do mundo e
suas partes.
MACHINAS de costura de Sivat & C.
mtlliores que at Iioje tem
cido.
Charutos de Ha vana superiores,
cliegados ltimamente:
as
appare-
muito su-
de cor a
casemira pre-
ta superior fazenda a 12*000, palitots fran-
ceses de panno fino fazenda muito fina a 259
elludn i s i*d0,8.lenfe.Ile? de cabe?a. sendo de sobre casacas de panno muilo superiores a 353
So?, eSVaV^Vf'~ A2.d'f *0000. umPcorapleto sortim'en.o d.
reloz a 4S e
na loja da
libra a 500 rs.
Ijofares a 3*. ditos de tranca de
o*, ditos de vidrilho a 2g500 "c 3*
aguia de ouro, rua do Cabug n. 1 B.
Gollinhas e pulseiras
Vendem-se gollinhas de vidrilho o muito lin-
aas pelo baralissimo preco de 2*, pulseiras de
conlinha muito lindas a H : na loja da aguia de
ouro, rua do Cabug n. 1 B.
Luvas.
,Jg*g*.lMM de seda para senhora a 1*.
S600 o 23. ditas de algodo e fio de Escocia
Ia ? i"a l0mera como Para senhora, que se
vendem por baratissimos precos : na loja da aguia
de ouro, rua do Cabug n. 1 B.
Caixinhas de costura.
Vendem-se lindas caixinhas de lodos os tama-
nhos, ricamente enfeiladas, proprias para meni-
jjjfl baralissimo prec de 6. 10*. 16*. 20 e
sas fracezas, tanto do
de cami-
le que-
linho como de algodo
efusiao vende-se muilo em conta, afim d
rer-seliqiudarcom as camisas.
E pechincha.
posicao.
j Barril ha e cabos.
1 Brim de vela.
| Gouro de lustre.
I Palhinha para marcinei-
I ro : no armazem de C.
| J. Astley & G.
IsSBISftlI Q!nC]0>t
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P Jo-
uZ'^s^Ttfscs srirAhnslon 4 c-rua da5en"la "-*2-
Vende-se na rua do Livrmeuto odos os vapores arliss de m*s para
n. 19, borzeguins francezes a 6A dito! I r ,n.clui,ndo calSado d* Melis na
de bezerro a c$. dtto de nonri.''.iv S Lojade marmore.
I Pregos de cobre de com- f SKZi^rCua?.^^!
mero 10.
g n. 1 B.
na loja da aguia de ouro, rua do Cabu-

Vendem-se pianinhos com a sua compete
msica, propnos pnra meninos, pelo baratissi-
dTcTug/n.W '^ dS BgUa dC Ur0' rua
Caixinhas de msica
lindas caixinhas com msica, que
s, pelo baralissimo prego de 6*
aloja da aguia de ouro, rua d
ealejos grandes.
Vendem-se realejos cora figuras c sem ellas
que leo. tres cyhndros locando lindas pecas, qu
so .vende por preco commodo : na loja da axuia
de ouro, rua do Cabug n. 1 B. g
Vidros.
Vendem-se ca.xas de vidro de differentes ta-
manhos c grossuras, os melhores que lera vindo
nesta praca, pelo prego mais commoao do que
era outra parle ; na raesma casa vendem-se os
ala nados cocos italianos pelo proco de 320 rs a
em du*,a a 3$500 ; na rua da Imperatriz n 65
Por metade do seu
valor.
Ba do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phantasia, muitoslindos.de
duassaias, pelo baralissimo prego do 10* cada
u ni corle
M pechincha, antes que
se acabe.
Na loja do Preguiga, na rua tem saias balao abertas, do ultimo gosto, pelo
diminuto prego de 5*. v
m
@#@9@3-@ @@
Confeitaria.
Neste novo cstsbelecimenlo preparam-se ban-
deijas pelo gosto do paiz, frascos com melhores
doces c deliciosos enfeites. Vende-se o delicado
xaropo de abobara proprio para a estacao calmo-
sa, superiores doces para a trra e exporlaco.
bem como fructas em calda, ludo do melhor (tos-
i possivel: na rua Senzella-nova n. 30
-@^S@@: 8~
Hecebou-se e continua areceber-se
todos os vapores, vestimentas,
chapeos para meninos na
por
calgado e
Lojade marmore.
m
Entremeios e tiras
bordadas.
Vande-se mui bonitos entremeios e tiras bor-
dadas em fina cambraia, obras mui bem acaba-
l ~-nS M ,ri,ey as liras J'ordadie por
^.^'f3*' 4?' 5S e 6*' A Ti!a da suporio-
ndade da fazenda ninguem deixar de comprar e
paraissodir.jam-sea ruado Queimado loja da
agina branca n. 16. J
Pechincha
seda a
na rua
Lindissimos riscodos de cambraia de
4U rs.o covado, a elles, que se acabam :
do Queimado n. 44.
Altenco.
Vende-se una fabrica de charutos muilo bem
afreguezada, assim como se negocia a armar-So
so muilo propria para taberna ou chypchandl
pelo loca era que se acha, por seu dono se reti-
rar ; a fallar na Lingoeta n. 2.
^^"
Guimares & Villar.
m
BEL00I0S.
Vende-se emiasade SaundersBrothers*
C.pracn do Corpo Santo, relogios do afama
t.mKICailte R,,?kc11' PrPrecos commodos
SaSSSnl?^'. V e cadeiasla"O mesmos
i aeexceellnte osto.
Rua do Crespo n.17.
Grande sortimen-
to de sedas, cortes
de yeslidos de cam-
braia brancos, man-
teletes, chapeos de
seda de palha de Ita-
lia e todas as quali-
dades de fazendas
da moda para se-
nhoras e meninas.
Grande sortimen-
to de sobrecasacas,
paletols, caigas, ca-
misas, seroulas, col-
leles, meias, calga-
do Mellis, casemi-
rasde todas asqua-
idades e tudo mais
perlencente a ho-
mem e meninos.
Vende-se baralissimo.
r


DUBIO DE PERNA.MBUCO. SEXT1 FE1RA 21 DE DEZEMBRO DE 1860.
P)
\
Calcado.
Qualidades escolhidas.
45-ttua Direita;
Eis a festa E necessario renovar o calcado o
correr ao estabelecimento da ra Direila, que o
vende muilo fresco e em perfeilo estado por es-
tes presos .-
Borzeguins de hornera (bezerro e lustre) 9$50O
Ditos de dito dem) 9000
Ditos dedito dem) 8g50O
Ditos dedito idem) -8S00O
Ditos dedito idem) GjjOOO
Borzeguins de senhora 500U
Ditos de dita 4800
Ditos de dita 45500
Ditos de dita 4gOOO-
Sapaides de bezerro [3 1[2 balera) 5600
Ditos de dito e de -lustre 5$O0O
Meios borzeguins do homem 63O
Borzeguins de menina 4^000 e 3J600
Sapatoes de bezerro para menino 4 e 3500
Sapatos de lustre para senhora a 1$20
Vende-se um cabriolet bonito e em pcrleito
estado : na ra da Impetatriz n. 33, primeiro
andar, se dir quem vende.
Bramante
bretanhas e atoalhado
Na luja da boa f, na ra do Quennaao n. 2!,
vende-se bramante de lo lio muito lino cora duas
varas de largura, pelo baratissimo preco de 28400
a vara, bretanha de linho muito Tina e muito
targa a 20?, 22$ e 249 a peca com 30 jardas,
atoalhado de algodo c. m duas larguras a I9I00
a vara, dito de linho muito superior, tambera
com duas larguras a 3g a vara, ; na ra do Quei-
mado n. 22. na toja da boa f.
Cera de carnauba e sebo.
Rua da Cruz u. 33.
Vende-se cera em porjao e a retalho, de arro-
ba para cima a 9J, sebo refinado do Porto em
eaixotes e barricas a 108 e 108500 cada arroba,
fio da Baha a 800 rs. a libra, velas de composi-
cao e de carnauba.
Lindas eaixinhas de eos-
Licoes
tura.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vendero-se as lindas caixas de costura pro-
prias para mimo, assim como pianinhos com a
SJa competente msica, quadros dourados, tan-
tos de santos como de retratos, proprios para en-
feito de sala, jarros com flores muito lindos, es-
tampas tanto de guerras como de vistas de cida-
des, caixas de msica com lindas pe$as, realejos
grandes cora 30 pegas compostas de valsas as
niais modernas, ludo isto se vende por precos
commodos.
Assucar e canna.
Vende-se assucar mascavado a 100 rs. a li-
bra, agurdenle de canna eugarrafada a 240 a
arrala ; na travessa do paleo do Paraizo n. 16,
casa pintada de amarello.
Ceblas.
Vende-so a 60 e 800 rs. o cenlo ; na Iravessa
do.pateo do Paraizo n. 16, casa piniada de ama-
rello.
Ra do Queimado
n. 39.
Na
Loja de quatro portas
JOAQUIM
Sobre a infallibilidade e o
poder temporal dos Papase
PELO DR.
Aprigio Jnstiniano da Silva Guimaraes.
A venda na livraria dos Sis. Miranda
& Vasconcelios, ra do Imperador n.
79, a 2# cada exemplar.
DA
FUNDIDO LOW-MOW,
Ra da Scnzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a haver um
completo sor (i ment de moendas e meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
Jejerro balido e coado, de todos os taannos
para dito,
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhacido e acreditado deposito da
ra da Gadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira plassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como lambem cal virgen) em
pedra, ludo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parle.
Viiilio de Bordeanx.
Em casa de Kalkmann lrmlos&C, ra da
Cruz n. 10 encontra-se o deposito das bem ce-
ohecidas marca dos Srs. Brandenburg Frret
e dos Srs. Oldekop Mareilhac &C, em Bor-
deaux Tem as seguintes qualidades :
DeBraudeaburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chleau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac em caixasqualidade inferid.
Cerveia branca.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer &C. e Wheeler & Wilson.
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, moslram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, eresponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade eseguranza:
no armazem de fazendas
do Rayraundo Carlos
Leite 4 Irmos ra da
antigamente aterro da Boa-
maisNBWfliNnflKeRflisMei!^ 9?000 a arroba.
Verxie-*e cera de carnauba da vellia
e nova safra a preco de 9: no antifjo
deposito do largo da Assembla n. 9.
[ROITA FEITA ANDA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
DI
iFazendase obras feilas.!

Vendem-se 5 carros novos com todos os
arretos : na ra Nova n. 21.
NA
TAVARES
Imperatriz a. 10
Vista.
DE
RODRIGUES
DE MELLO.
Chegou uhimamenie a este estabelecimento um
completo sur timn lo de chapeos pretos francezes
do melhor fabricante de Parts, os quaes se ven-
dem a 78000, ditos a S8000, ditos a 99000
ditos muilo superior a 10-3000, ditos de castor
prelos e brancosa 1 C$000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de feltro a Gatibaldi de
muito superior massa a 79000, ditos de copa
baixa para diversos preco?, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vendem por prego
barato, bonets de veludo para meninos a o&OOO,
ditos de palha escuras e claras 8 49000, ditos
de panno muito bem arranjados a 38500
chapeos de seda para senhoras a258000 muilo,
supariores, ditos de palha escuras proprios para
campo a 129000, ditos para meninasa 10*000,
chapeos de sol de seda inglezesa 109 e a 12$
muito superiores, ditos francezes a 88000,
ditos de panno muito grandes e bons a 49000.
sapaios de valudo a 29000. ditos de tranca a
19000, sintos de grugurao para senhoras e rae-
ninas a 29000, coeiros de casemira ricamente
bordados a 129000, e outras muila fazendas
que a vista dos freguezes nao deixaro de com-
tprar.
Campos receberam urna factura de chapeos de sold se-
da para homem, tendo entre esles alguns peque-
nos que servem para as senhoras que vo para o
campo tomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porco seja grande se resolvero vender pelo
prego de 69 e 63500, e alguns com pequeo de-
ciio a 59 : na ra do Crespo n. 16.
Ra da Senzala Novan.42
Rua (Lo Queimado n, 39
Loja de quatro portas
LOJA E ARMAZEM
DE
adJ
NA
CANDIEI/OS
ECONMICOS
NA
Ra Nova n. 20.
Chegou um riquissimo sortimenlodecandieiros
econmicos de muito bonitos modelos, desde o
mais superior al o mais ordinario, por prego
muito commodo, com a experiencia propria de-
ver agradar ao comprador, e vista da pouca
despesa que faz, animar a ser Iluminado so com
os ditos candil-iros a gaz ; os mais baratos sao a
imitago de urna lamparina, produzindo a luz a
tres velas de espermacele com a importancia de
40 rs. por noite ; gradualmente ir sobindo to-
das as mais qualidades al o maior, que servir
para ornar e Iluminar urna rica sala, equivalente
a 16 velas de espermacele, ludo islo se garante
sob a condico de voltr e restituir-se o sen
importe, na falta de nao agradar a experiencia
feita: na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Cofres de ferro para dinheiro,
joias. etc., etc.
Na loja da 8guia branca vendem-se bonitos co-
fres de ferro mui forles e seguros, cora fechadura
e chave, e de differcnles tamaitos, proprios para
se guardar dinheiro. joias e papis de importan-
cia, pelos baralissimos precos de 41500, 5000,
595OO e 6g : era dita loja da aguia branca, ra
do Oueimado n. 16.



oioi '
ssa e S S a"=
o_ca s ss ^ o,
_ c
S o*2 0ff"' S S.O.
'Mu u^mih
m
s
o

Pf^ m : 5 ;
a u 10
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C
vaquetas de lustre para carros, sellinse silhes
nglezes, can deciros e castigaes bronzeados, lonas
inglezes, fio de vela, chicote para carros, e mon-
aria, arreios para carro de um e dous cvalos
relogios de ouro patente inglez.
Recebeu-se recentemente e continua a
receber-se directamente de Paris o Lon- %
^ dres por lodosos vapores, de cncommen
da especial, artigos de modas para se- &
% nhoras na
g Lojade marmore. @
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAYABES
DE MELLO.
Ha corles de vestidos de seda de cores, fazenda
muito superior com pequeo toque de mofo, a
609000, ditos sera defeito a 1009000, tem um
resto de chales de toquim que esiac-se acabando
a 309000, dilos de mirin bordados com ponta
redonda a 89000, ditos sem ser de pona redonda
a 89000, ditos estanpados com lislras de seda
em roda da barra a 99000, ditos de ricas estam-
pas a 79000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 29000, ditos sem franja e muito
encorpado a 29000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfeitados a
253000, ditos muito superiores a 309000, en-
feiies de vidrilho preto a 39000, dilos de relroz
a 39500, organdis da mais fina que ha no mer-
cado a 19OOO o cevalo, cambraias de cores
de padroes muilo delicados a 80O rs. a vara, ditas
de outras qualidades a 600 rs. a vara, ricas chitas
farncezas de muito boas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, peilos para camisa a 240 rs. cada urna,
corles de casemira decores a 69000, ditas em
pesc,a de quadrinhos a 49000 o covado, golnbas
de muito bom goslo a 19000, dilos de outros
bordados ricos a 3^000, manguitos de carabraia
bordados a 39000, tiras bordados e enirimeios
que se vendem por preco commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de criangas, e capinhas
para senhoras a 19400 rs. o covado, cortes de
cambraias de salpicos a 59000, corles de cam-
braia enfeitadas com tiras bordadas a C$000,
e outras muitas mais fazendas que ser difcil
aqui pode-las mencionar todas.
Vende-se
EM CASA DE
Adamson Howic k G.
Ra do Queimado
\\. 46, frente amaveUa. i
Constantemente temos um grande e va-
riado sorlimento de sobrecasacas pretas
do panno c de cores mullo fino a 289,
30g e 359, palelols dos mesraos pannos ;
a 20g, 22g e 24?, ditos saceos prelos dos
mesmos pannos a 149, I69 e 18g, casa-
cas pretas muito bem fritas e de superior
panno a 289, 30g e 359. sobrecasaras de
casemira de cores muito finos a 159, I65
e 18g, dilos taceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 129 e 14g. caigas pretas de
casemira Gna para homem a 89, 99. 10/
c 12, ditas de casemira de cores a 7g, 89,
i-5 c 109.jditas de biim brancos muilo
fina a 5$ e 6$, ditas de ditos de cores a
39, 39500, 49 e 4950O, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4l e 4J50O, col-
8 leles prelos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos de cores a 4J5CO e 59, dilos
brancos do seda para casamento a 59,
ditos de 69, rllelos de brim brauco e de
Sfuslao a 3, 39500 c 49. ditos de cores a
29500 e 39, palttols pretos de merino de
cordo sacco e sobrecasaco a ~g, 89 e 99,
colletes prelos para lulo a 4500 e 59,
caigas prclas de merino a 49500 e 59, pa-
a lelots de alpaca preta a 3(500 o 4$, ditos
3 sobrecasaco a 69, 79e 8$, muito Qno col-
leles de gorgurao de seda de cores muilo
boa fazenda a 39800 e 4g. colletes de vel-
ludo fle cores e pretos a "Je 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre- f|
tos e'de cores a 149, 159 e I69, ditos de <&
casemira sacco para os mesmos a 6;5t0 e 79, dilos de alpaca prelos saceos a 39 e SB
39500, ditos sobrecasacos a 5g e E9500, B
calcas de casemira prelos e de cores a 69, V
6g500 e 79, camisas para menino a 209
a duzia, camisas inglezas pregas largas lf
muilo superior a 329 a duzia para acabar. Vi
3| Assim como temos urna ofluina de al *
X faiale onde mandamos executar (odas as 5/
* obras com brevidade. ^
*6di5^082 SHC&& flfifllgaigaiftS
HROTM eH^ jptSm HP HB VITIVBSI ocn v8M wf%
Coke (carvao),
ou combuslivel para cozinhas, caldeiras, ele,
muilo econmico para as casas particulares : ven-
de-sc na fabrica do gaz, em porces de um quin-
tal para cima a 19 o quinta).
No armazem de E. A. Burl
le C, ra da Cruz nu-
mero 48,
vende-se cliampanha das melhores marcas que
vera ao mercado, mais barato que em qualquer
oulra parte ; cofres de ferro (burros)das que cos-
luma receber, do melhor fabricante que ha neste
genero,, sortimenlos delodos os tamanhoselo- afamados fabricantes de Liverpool
dos os prego? ; novo sortimenlo de piaDos, de
um excedente fabricante, que se venderao por
conta do mesmo, deduzindo-se a commissao e o
descont aue os tornasse baralissimos.
Yinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Stomacal de 1830.
Precioso de 1847.
As duzias.e em eaixinhas, a dinheiro, por ba-
rato prego : vende-se na ra do Trapiche d. 40,
escriptorio.

j. -^
-2 -S
a.
JOAQUIM DE OLIVEIRA MAIA
24-30~Prca da lndependencia-24-30
Graude, \ariado e'escolhido sortimento de chapeos de
todas as formas e qualidades, a saber:
De seda finos, de castor, braocose pretos, com pello e
sem pello, de 10 a 14$, de feltro de todas as qualidades e
varias formas, Magenta, Solferino, Touristas, Jerome, etc.,
etc.: de palha escura (phantazia), de palha e casemira
(idem), de palha do Chille, ditos muito finos, avelludados,
altos e baixos, de gorgurao de seda, de oleado para criado.
De Manilka,
os mais recommendaveis para
longa duraco.
a eslaglo por serem leves, muito frescos, escuros, eleganiesede
De baleia, forma cavour,
elegantes, muito frescos, leves e de duracao.
18 MIM MA
escuros e claros, com enfeiles e sem enfeiles.
Completo sortimenlo para meninos e crianzas,
dem de bonels para homens e meninos
c finalmente outros muitos, quesera enfadonho mencionar.
OLEADO PINTADO
de excellente qualidade proprio para mesas, consolos, b3ncas etc., etc., a 3j000 o covado, baratis-
simo por sua excessiva largura: na pirca da Independencia ns. 24 e 30.
r.
'jr .3

9* O) '. c
E o>
- S P-S S =
l-S.-|ts=|s
G,
.,
o o
Imi;lil=-lsli
^S*Bi8fJ|iT
s
Algodo monslro.
Vendepi-se 6 a 7 garrotes, Clhos do pasio,
mansos do corda : para ver o tratar, nos Torres,
reguezia da Yarzea, cora Joao Duarle Lopes.
Vinho genuino.
Anda ha urna pequea quantidade de ancore-
tas desle vinho sem confeigo, e proprio de doen-
tes : na ra do Vigario n. 19, primeiro andar-
Palitos do gaz e
de cera
Relogios
Suissos.
desta superior qualidade
zem de Barros & Silva.
s se vende no arrr.?-
E o ullimo goslo.
Superiores gurgures de seda de quadrii! -
de lindos padiocs, pelo baratissimo prevo de li
o covado, grosdensples liso de lindas rores a 2$
o covado. cortes de laa muilo fina com 15 cora-
dos, padroes muilo bonilos a 8#, dilos de quadics
padroes tambeni muito bonitos a 480 rs. o cova-
do, chales de cOre?, padroes inteiromente novos
a ljj rs. o covado ; aproveilem em quanlo se cao
acaba : na ra do Queimado n. 22. Irja ae
Era casa de Schafleitln & C, ra da Cruz n., boa-f.
38, vende-se um grande e vt riado sortimento I
Vende-se algodao monstro com duas larguras, i J'el"g0l8 de al8ibei horisontaes, palen.es,
mujto proprio para loalhas e lenges por dTpeo- chr^oetros. me.oschronomelros de ouro. pra-
sar toda e qualquer costura, pelo baratissimo
preco de 600 rs. a vara ; na ra do Queimado n.
22, na loja da boa f.
Relogios.
Vende-se em casa deJobnston Paler & C,
ra do Vigario n. 3, um bello sorlimento de
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
giosdos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vanderaonor precos razoaveis.
FROCO.
relogios de ouro, patenle inglez, deum dos mais
tambem
urna variedade de bonitos irancelins para os anVlrj.'
mesmos
Vende-se frco de todas as cures e grossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, G40 e 1? rs. a
peca; na ra do Queimado, loja da aguia bran-
Meias muito bara-
tas.
A loja da aguia branca est provida de urna
grande quantidade de meias, e melhor sortimen-
to que se pode dar, e por isso esl vendend'-as
mais barato do que em oulra qualquer parle
Saceos de 115 libras.
O mais superior farelo que tem vindo ao mer-
cado, no armazem de Carros & Silva ; assim co-
mo se vende saceos de feijao mulatinhff, vindo da
ilha de Fernando.
Baloes de 30 arcos.
Vendem-se superiores baloes com 30 arcos,
sendo muito recommendaveis poi poderem ficar
do tamanho que se precisar, pelo baratissimo
prego de 6$ ; na ra do Queimado n. 22, na loja
da boa S.
Cheguem ao barato
O Preguiga esl queimando, em sua loja na
sendo meias cruas encorpadas, de abanhado ou rua 0 Queimado n 2
fcSLSy^Jffi! hT.!@*l' 3Al4?: Pegas de bretanha e rolo com 10 varas a
2$, casemira escura irnestada propria para cal-
Machinas de costura
DE ,
Slvat fe Compannia.
Estas machinas sao as mais perfeitas
no ramo de mecanismo, unindo a urna
simplicidade a maior ligeireza e perfei-
r.ao para toda e qualquer qualidade de
costura, do ponto mais fino ao mais
grosso. O vendedor se obriga a ensinar
o methodo aos compradores at o sa-
berem bem, assim como a ter as machU
cbinas em ordem durante um anno.
Estas machinas cosem com 2 (ios nao
quebram o fio como muitas outras o fa-
zem e sao as melhores e mais baratas
at boje conhecidas no mundo, ellas se
achm expostas na galera do SR. OS-
BORN, RETRxTISTA AMERICANO NA
RUA DO .IMPERADOR N. 38, onde
urna senhora competentemente habili-
tada as ara' ver e trabalhar. Igual-
mente se acham expostas no armazem
de MACHINAS AMERICANAS, RUA DA
CRUZ N. 4 E 9.
Vinho do Porto de superior qualidade.
Tinta de todas as cores.
Lona e filele.
Fio de vela.
Sellins, silhes, arreios e chicotes.
Rolhas.
Rua do Trapiche n. 42.
Loja das seis perlas em
frente do Livramento
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. o co-
vado, ditas eslreilas de cores escuras a 160 rs.,
pe;as de bretanha de rolo com 10 varas a 2$,
ditas de esguiio de algodao muito fino a 3$, ris-
cadinho de linho a 160 o covado, lencos brancos
com barra de cor 120 rs., ditos brancos com bi-
co a 200 rs., algodo monslro com d-aas larguras
a 610 a vara, laazinhasde duas larguras, fazenda
nova para vestidos a 500 rs. o covado, enfeiles de
tranca com larn de Ota para cabera de senhoras
a 23500, cortes de riscado para veslidos a 2J, pe-
cas de madapolao com 4 1 \2 palmos de largura a
4JM00, chales de merino estampados muilo finos
a 6$- A loja est aberta al as 9 horas da noite.
.500 e 50 a duzia, ditas inglezas o melhor que
s pode euconlrar a ('> e 6^500, ditas de fio de
Escocia ponta encarnada imitaudoseda a 800 rs.
o par, e de cores a 640 e 800 rs., dilas brancas
mui linas e tapadas n 2)400, 3(J0 e 59, e fins-
simas a 89 a diwia, dilas brancas finas e lio unido
para senhoras a i?, ibO, 5c500 e 6&500, e de
fio de Escicia primeira qualidade a 8&500 a du-
zia. ditas de seda brancas e pretas a 2jJ500, 3$,
?a, collele e palitols a 960 rs. o covado. esm-
brala organdy de muilo bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente muito fina a 3$,
i*, 5$, e (v a pcc,a, dita lapada, com 10 varas
a Jv e 6$ a peca, chitas largas de modernos e
escolhidos padroes a 240, 260e280 rs. o cova-
3fio00 e4S. ditas cruas mu encorpadas para me- \ ... ,
nios a 200 e 240 rs. o par, ditas brancas e de do' "lisn chales de merino estanpado a
cores a 240 o 280 o par, ditas para meninas a 3 79 o 88, ditos bordados com duas palmas, fa--
a duzia, ditas de seda para baplisado a Sj o par, zenda muito delicada a 9$ cada um, ditos com
ditas de laja e de seda para padres o 2, 3g e 4 j uma s p8|ma muil0 finos a 8s50U, ditos lisos
o par. Lmtim vista de lanas e diversas quali- ___, '. ,' Py. ,
dato, o melhor approveilar-se a occasio, 6|COra franJas de seda a 59f lenc,0' de cassas com
dirlgir-se a rua do Queimado, loja da aguia bran- barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
Rua do Crespo
Vaquetas para cubrir car-
rus, chegadas pelu va-
por francez.
Vendem-se na rua da Cruz do Recife n. 61.
Farfolla a 38300
Vende-sefarinha de mandioca a .s'500
a sacca : na rua da Madre de Dos r: j-
mero 35.
Vende-se um selim inglez com
pouco uso : na rua do Imperador loja
n.
32.
--: srt
Escravus fgidos.
loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, vende- i Conlina a estar fgida desde o dia 4 do
e por precos baralissimos para acalar : ves- corrente mez a preta BonifacU, comprada ao :;.
,-j i.i. i_ jj 1.4.. o!#/inn Antunes da rua Dircla, levando um bahuzin^o
Udos de tarlatsna bordados de seda a 8v00O, com 15j} de bico que anflava vend0DdOf 0 C( oa
organd de cores muilo finas a 320 rs. o co- I signaos seguintes : baixa, magr3, de idade iU avi-
vado ,cassas de cores a 240 rs., chita larga a nos, pouco mais ou menos, tem o andar audo,
200, e 240 rs., canas de fuslao enfeitadas a. .muil, ladilia- l,oma 'abaco, tem muito conhe-
-.' l ri k*/\aa cimento por esles matos Olinda Ignaras.',
50C0, casaveques de cambraia e lilo a 58000, Goianna, Pedra de Fcgo, que parece que a!.; -
perneadores de esmbraia bordados a 65000, ceu, e pode ser quo diga que forra, levou cha-
babados a 320 rs. a vara, tiras bordadas mui- les encarnado e vestido de riscado lamben: en-
to finas a l?5f0 a .eca, riscado francez fino i mado j yelho : roga-se as autoridades poli-
uiios a i* w a nvi ciaes c capiiaes de campo a captura da dita es-
a 160 rs. o covado, golmhas de ponas bor- crava e lcTa.l?1 rua Impeiial n. 55, que,
dadas a 2$500, manguitos de cambraia e fil, recompensados.
a 28000, camisinhas bordadas muito finas a | Fugio no dia 2 de covcrcbro doengtnlio Si-
2000, chita larga com lustro e muite fina bir da Sania Cruz, silo na Irjura, um escra o
propria para coberta e roupes a 320 rs., es-
ca n. 16,
riJatJe.
que sei servido com agrado e since-
Pianos
Saunders Brothers & G. tem pa Tender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto recentimenle
chegados.dos bem conbecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood & Sons de Londres t
muilo Dronrios par a este clima
Rival sera segundo.
Na loja de miudezas da rua doQueimado n.
55, defronte do sobrado novo ha para vender
pelos diminutos precos os seguintes artigos :
Duzia de saboneles muito finos a 600 rs.
Cartes de clcheles com duas ordens a 20 rs.
Caixas de clcheles balidos a 60 rs.
Duzia de meias cruas pora homem a 3$.
Dita de dilas para senhora a 3&500.
Pares de meias para senhora a 300 rs.
Latas com banha muito fina a 500 rs.
Iscas para acender charutos, caixa a 60 rs.
Phosphuros em caixa de folha a 120 rs.
Carlas de alfinetes muilo finos a 100 rs.
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Pares de spalos de tranca de algodo a 1$.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Dilos de dito oleo a 120rs.
Duzia de facas e garfos, cabo preto, a 3ft.
Pares de sapatos de laa para meninos a 200 rs.
Dilos de luvas de cor fio de Escocia a 320.
Massos de grampas muito finas a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouras muilo finas para costura a 500 rs.
Dilas ditas para unhas a 500 rs
Pegas de franja de laa com 10 varas a 800 rs.
Ditas de tranca cora 10 varas a 320.
Linha Pedro V, carto com 200 jardas a 60 rs.
Dita com 100 jardos a 20 rs.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Cordo imperial Qno e grosso a 40 rs.
Oleo de babosa muito fino (frasco) 400 rs.
Filinhas eslreilas para enfeilar vestidos a 800
rs. a pega.
Labyrinlhos de muilo bonitos goslos por todo
o preco.
Cordes para enfiar esparljlho muito grandes
a 100 rs.
Dilo para dito pequeos a 80 rs:
Pecas de tranca de linho com 10 varas a 200 rs.
Ditas de Irania de seda preta com 10 varas a
1J400.
Vara de dita a 160 rs.
Pares de meias de cores para meninos a 160.
Caixas para rap muito finas a 18.
Linha cara marcar [caixa de 16 nvelos) a 320.
Vende-se um lindo cabriolet com
todos os seus pertences : na rua da ma-
triz da Boa-Vista sobrado n. 33, pri-
meiro andar.
finas para senhora a 455 a duzia, ditas de boa
qualidade a 38 e 355C0 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, para coberla a 2S0 rs.
o covado, chitas escuras inglezas a 58900 a
pega, e a 160 rs. o covado, brim branco de puro
linho a 1#, 13>200 e 18600 a vara, dito prelo
muito encorpado a i?500 a vara, brilhanlin
azul a 400 rs. o covado, alpacas de diTerentes
cores a 360 rs. o covado, casemiras pretas
finas a 28500, 3$ e 38500 o covado, cambraia
preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e outras
muitas fazendas que se fai palenie ao compra-
dor, e de todas se daro amostras com penhor.
Loja das 6 portas
em frente du Livramentu
Laazinluis a 500 rs.
Camisinhas muito bonitas com duas larguras
paravestidos de senhora a 500 rs. o covado, cor-
tes de riscado francez para vestido a 28, sa balo parr menina a 38500, ditas para senhora a
4g500e 58 ; da-sc amostra com penhor. A loja
est aberta at as 9 horas da noite.
@@@@) @& @@$#e
Barato para se|
i acabar. i
Vestidos de seda de duas saias e tres
babados do ullimo gosto e chapeos de se-
da com veo para seuhora da ultima moda
de Paris, vende-se por precos baratos na
rua do Crespo loja amarello n. 8, do suc-
cessor de Antonio Franciscd Pereira.

m
E de graca.
Cortes de caigas de meia casemira de cores es-
curas a 1J600, ditos de brim delinho de cores a
2g, riscadinhos de linho proprios para obras de
meninos a 200 rs. o covado, gravatasde seda de
cores a 640, ditas pretas estreitinhas e largas a
18, ealem disto outras fazendas que se vendem
muito em conta; na loja da boa f, na roa do
Queimado n. 22.
guiao de linho a 1^200 a vara, roupes de
seda feitos a 12#000, veslidos de seda mofados
a 88000, luvas arrendadas a ICO rs. o par,
veslidos de gTOsdenaple prelos cem barra de
cor a 20,$000, palitos de pao preto e de cores
de 16#000 a 205000, sobrecasacos de panno
muito fino a 258C00, caigas de casemira prela
e de cores de 68000 a HiCOOO, ditos de biim
branco e de cores de 2^000 a 53TCOO palitos
de brim branco e de cores de 500 a 58000,
dilos de alpaca de 38C00 a 88000, brim
trangodo de algodo com 9 palmos de largura
proprio para loalhas a 900 rs. a vara, damas-
co de laa com 9 palmos de largura a 18600 o
covado, velbulina preta a 400 rs., brim de
linho de cores a 18500 o corte, rne'uis cruas
para homem a 18200 a duzia, camisa de
linho inglezas a 32000 a duzia, pegas de
madapelo fino a 4t?500, corles de lanzinha
muito fina com 15 covados a 8f$000 rs., ca-
misas de cores e brancas de lj?500 a 38000,
e outras muitas fazendas por menos do sen
valor para fechar contas.
Grammatica in-
gleza de Ollendurff.
Novo methodepara aprender a lr,
a escrever e a fallaringlezem 6 mezes,
obra inteirament nova, para uso de
todos os e&tabelecimentos de instruc-
cao, pblicos e prticulares- Vende-
se napraca de Pedro II (antigo largo
doCollegio) n. 37, segundo andar.
Relogios.
Vendem-se emeasa de Braga, Silva & C, re-
logios de ouro de diversos fabricantes inglezes,
por prego commodo.
Vende-se um cylindrode padaria com pou-
co uso ; na rua das Cruzes n. 30, padaria. *
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e decores Gxas
a doze vintenso covado, mais barato do qne
chita, approveitem em quanto nao se acabam ;
oa rua do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
CaldeLisbua,
nova, e muito bem acondicionada : na rua da
Cadea do Recife d. 38, primeiro andar.
de neme Antonio, por olcunlio Moreira, n qual
foi comprado ao Sr. Manoel Ignacio des Santi ?,
senhor do engenho Santo Antonio dos Mortes,
em liacei. Sfguio para o Recife aonde pedio
uma caria ao Sr. Antonio Pires Ferreira, e de
suppr que .linda a censerve servindo de guia.
Tem os signa es seguintes : reprsenla ter 30 a 35
annos de idade pouco mais cu menos, ii bem
prela c ejpaduss largas : roga-se a'quem delle
souber baja de o apprehf nder e levar ao dito en-
genho ao abaixo a.'signsdo, ou ao Recife do Sr.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, que se;.i
bem recompensado. Sibir 11 de dezerubro de
1860,Filippe de S e Albuquerque.
Altenco.
Acha-se fgido o moleque Antonino, de 16 an-
nos de idaJe, seeco, de cor fula, e com a cr.te;a
rapada de poucos dias ; foi escravo do Dr. Lopes
Netlo, de quem lambem foi seu pai o prelo li-
berto de nome Flix, que mora na Passagem, c
que ahi o cosluma receber quando o mesmo mo-
leque esl fugidoj quem o pegar leve-o raa
do Imperador n. 73, que sera recompensado.
Do engenho Culigi, freguezia da Escodo,
fugio no dia 3 de novembio do correnie nnno o
escravo de nome Antonio, com os signaes se-
guintes : estatura regular, cor mulato, cebello de
negro, pouca barba, denles limados, idsde 5 ou
28 annos, pescogo e ps grossos, tem pelo resto,
pescoco e peitos algumas martas de parns, e
algumas cicatrizes pelos costas que parreem ter
sido de chicote ; nao levou comsigo roupa algu-
ma, e consta haver fgido para o lado do serian
d'onde viera : quem o apprehender, poder el-
va-lo ao referido engenho, ou no Recife, rua es-
trella do Rosario n. 29, ao Illm. Sr- Florismun-
do Marques Lns, que ser bem recompensado.
Escravo fugido.
Um mu]ato claro, magro, com pannos prelos
na maca do roslo, representando ter 25 annos
de idade, natural do Rio do Peixe, chamedo
Luiz, desappareceu no dia 30 de outubro da casa
do Dr. Cosme de S Pereir?, de quem escravo ,
suppe-se ter levado um cavallo prelo do Sr!
Rostron que se havia sollado, e que elle tora
em busca do mesmo ; suppe-se mais que s.ua
mulher de nome Mara lambem o acompanha,
levando uro pequeo bah de flandres : roga-se
as autoridades policiaca e a culras quaesquer
pessoas que o prendara, e remettom ao seu se-
nhor, que pagar qualquer despeza.
Pugio da cidade do Aracaly, no mez de se-
tembro prximo passado, um escravo do com-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr. Bento
Lourenco Collares, de nome Joaquim, de idade
de cincoenta e tantos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e com falla de alguns na frente,
aueixo fino, ps grandes, e com os dedos grandes
dos ps bem abertos, muito palavriador, incul-
ca-se forro, c tem signaes de ter sido surrado.
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
correnie, vindo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogado por um parceiro seu conhecido,
disse que linha sido vendido por seu senhor para
Goianninha : qualquer pessoa que o pegar o po-
der levar em Pernambuco aos Srs. Basto & Lo-
mos, que gratificarlo generosametae.


rt)
DIRIO DE PERNAMBUCO. ^SEXTi FEIRA 21 DE DEZEMBEO DE 1860.
Litteratura.
A Orplia llouicn Clara.
(Coninuaro.)
\s dores expressocs da menina pnreriara n.lo
ter poder algum uo animo da condessa. a qual se
deinva cubrir de carinase boijos, r que oulros
menlos ermegrecinm o seu espirito I Pen-
Mva que podena dizer1 i Cuta : Suu la me >
e que olla tomprehenderia. ao menos no seu
soninan Sollamo, leda a importancia dpsla der.la-
raeo. A?ori que a propia Clara n considerara
como s ia verdadeira mae. e precia nn fazer
iIiiTt m, entre ella e directora das orph'as, a
senhora vnose obriznds 'renunciar 6 urna revo-
laco que j nao liuha cabimento. Como a feli-
CO.i !e que ella esperava se desvanerra, a en
(revista por tanto lempo esperada perda todo o
encanto, e foi s com grande abatimento que
disse:
Pobre menim! nojnlgnes que a outra
toa me ; s eu sai o que me costou o teu nasci-
ni.i.td. b m lenlio amargameulo solTrido pelo
que tu s no mundo, s eu tenho vertido lacri-
mas lia muilos anuos pela tua infeliz sorte. s eu
seria capaz de morrer do amor que te tenlio I Eu
ezponho a minha vida a colera de om esposo ir-
litado, arrisco a minha honra e a da minha fami-
lia para ouvir urna vez s o nomc de me sahir
da toa querida boca e tu nao me comprehen-
dcs, descaradamente I
A condeses callou-se, e copiosas lagrimas cor-
rer mi silenciosamente de seus olhos. Uouteu
Clara, que, por sympathia, tambem chora va, es-
lava odiando para i senhora multo sorprendida,
como se Ihe fallasse em lingua eslraiiha e incom-
prehensivel. Finalmente diss-lhe, suspirando :
Meo Deus, querida manie, porque Ihe que-
rein tasar mal f
A condessa aperlou a crianca ao peilo e deu-
Ihc um beijo sem responder. Depois de estar por
alguna lempo como abysmada n'uma profunda
tristeza, l.'vaniou de repente acbela, limpou as
lagrimas das laces, pegou com forca asmos de
Clara, e com as feicoes decomposts pela exprs-
sao do desesoero, exclamou :
Clara Clara !
Trmula, com os olhos filos na crianca, espe-
rn o elidi desta chamada.
A menina esfregou os olhos como seacordasse,
Imgou em torno de si urna vista receiosa, e ex-
clamou :
Oh raeu Deus 1 onde eslou eu ? E' nole !
I-, lancaodo-se nos bracos da condessa disse,
saturando :
Tenho raedo Islo aqu to triste e fri !
Depois de dar a enanca o lempo de reconhecer
o lugar em que eslava e de se tran juiltisar intei-
te, a condessa disse-lhe :
Clara, minha chara filha.reronheces-rue, nao
c assim ?
Sloi, minha senhora ; j nao tenho modo...
visto que esl ao p de mim. Mas que fazemes
aqu, szinbas e no meio da nole?
Sent-se all, Clara, o ouga-mo sem me
interromper: tenho cousas que dizerlhe, as quaes
nao deve esquecer em toda a sua vida.
Oh meu Deus, esl tiemtr, minha se-
nhora ainda tenho medo I
Socegue, Clara. Aqui nao nos succedo mal
nenhum. Ouca-me com attengo, pelo amor de
' .. Ouca-me com attengo, pelo amor de
Deus .. Todos julgam que urna pobre orph.ia,
Clara, e dizem que nunca ser mais que urna hu-
milde criada, toda a sua vida rondemnada Ira-
lialliar como umi esc'rava e A obedecer seus
amos que Ihe pagaro o salario. Bem o sabe,
Clara, e esl contente com a sua sorie. Mas nao
ha de sor assim. Vira um da em que ordenata
como ama ; lera ricos vestidos e magnificas rar-
ruagons ; encantar pela sua belleza nobres
mancebos, e olhar altivamente do alto da sua
grandeza para o que se atrever lembrar-se da
Sua pnmeira condigno, porque-1 pre.'iso que sai-
ba, minha querida filha.que tem urna me promp-
ta sacrificar a sua vida para fazer a sua felici-
da le. Sua me rica, nobre, poderosa, e nun-
ca, minia abandonar o seu anjo querido I
Dizendo islo, estrelln a meo na ii'um abraco
convulso e febril, sem duvida, que ella Ihe pr-
digallsasse tambem signaes de ternura, mas en-
ganou-se. llouten Clara pareceu cahir n'uma
profunda mcdlaeo e dise, suspirando, e como I
i indo enrasigo :
Ilei-de ser rica.liei de ler magnificas car- i
ruagens e ricos vestidos Tenho me I... Ah I
como eu a amarei! Mas porque nao rem bus-!
car-me? Nao a conheco !
A condessa eslava meia louca ; em seus olhos
brilhava um fo/o ardente, um sorrlso desordena-1
do conlrahia-lho as fegoos. Segurou ni cabera i
da meuiua rom ambas as mos, e, olhando-a fl I
Ka mente, exclamou :
Ollia bem para mim, meu querido anjo,
olha para mim... sou tua me 1 Nao o conhecs
pelo ardente beijo que le dou, thesouro da minha
alma Oh minha querida lilha I
[roa viva alegra raiou na physionomia de
Iloulen Clara, e, conitudo, urna sombra de duvi-
da subsista ainda no meo da sua felicidade.
A senhora o minha verdadeira mo 1
exclamou ella minha mac que vive com mou
pae"
Teu pae esl ha muit lempo no cu, mi-
nha Clara ; esto pedindo Deus por nos dis-
se a condessa. suspirando o suffocaodo com um
beyo as_perguntas do crianca Sou la nica e
verdadeira me, e nao tenho outra lha I
Oh! meu Deus Iexclamou a menina
bem lila seja a S-inlissima Vtrgem (.le lindos
cnticos, que- toda a minha vida Ihe hei-de can-
lar Porque foi Ella que fez ludo islo Como
estou contente pela senhora ser minha me 1 J
a amava lano e lano !
Urna voz discreta disse ncslc momento de fun-
do da escurido:
Senhora, senhora, j lempo!
A condessa poz-sc fallar muilo baixo com
llouten Clara, e com precipitaeo apaixonsda.
,em dunda, receiava ser ouvida por algum im-
portuno queeslvesseeseulando na proximidade
O mysterioso colloquio durou multa lempo ; o
sorriso e as lagrimas surc-diam-se as feicoes da
me e da lilha ; a tristeza cedia o lugar felic-
dade Finalmente Houlen Clara levantou-secom
resolico e disse, depois de ler dado um ardente
beijo em sua me :
Nao. nao direi que me disperlou Ninguem
ha-de saber que minha me !... Mas promet-
le-me lomar, nao verdade, minha qoerida roa-
j me ? llezarei ao archanjo S. Miguel para que a
j proteja na sua viagem.
A condessa pegou no casligal e subi a escada
, cora a menina ; passado um instante, desenu e
| veto ter com as duas mulheres, que j ha muilo
; a esperavam com impaciencia.
j Vamos, Ignez; disse a condessa vol-
| temos depressa casa. Clara j subi e dorme
socegadamente. Senhora directora, msnda-la-hei
chamar amanha do manha ; como nao parti-
mos antes do meio dia, temos lempo para con-
versar de cousas importantes.
A senhora e a aia sahiram do recolhimenio das
orphuas e dirigirara-so para sua casa. Quando
chegaram pona, bateram devagar com a mo
para que Domingos Ibes abrisse. Ninguem Ihes
respondeu e ful em vo que repetirn) o signal
por muilas vezes. J a condessa trema toda,
quando a ata, palpando a porta com a mo, co-
ohcceti q.ie eslava aberla.
Nao nada, senhora ; murmurou ella
este preguicoso Domingos adormeceu ahi por al
gum canto. Como a porta esl aberla, enlro de-
vagarinljo e nao faca bulla na escada.
i Depois da aia ler dado volta chavo com lodo
[ o cuidado, ambas avancaram s apalpadellas pelo
meio da escurido, e chegaram cima sem que
o mais leve ruido da escada ou do sobrado de-
nunciasse a sua presenca. Quando s^e viram pr-
ximo da porta doquarlo da condessa, respiraram
mais larga romo se estivessem livres do peso
de uro rochedo. Tinhain desempenhado a sua
perigosa empreza, e j eslavam em casa segu-
ras, sem Ibes ter acontecido nenhum accidente !
A aia abri a porta do quarto dianle de sua
ama, mas, ao segundo passo quo esta deu, um
grilo honivel se escapou de seu peito e cabio re-
dondamente no chao. Paluda e trmula, a aia
eslava em p ao lado ao sua ama inanimada,
sem Ihe acudir; a pobre mulher ludo era olhar
para o fundo do quarto, onde, alravcz da fraca
luz de urna lampada, urna lerrivel apparico Ihe
causara um susto mortal. O tundo d'Almata es-
lava sentado ao lado a cama da condessa, com
urna pistolla em cada mo c bramindo como um
leao fertdo Deilou sua mulher uns olhos scn-
lillanles, e, com riso amargo e sardnico, levan-
tou-se e diiigto a mo direila para ella armida
da pistolla... mas do repente pareceu como do-
minado porua secreto pensameDlo, porque sol-
lou um grito desesperado, deixou cahir os bracos
cora a arma mortfera e fugio como um humem
que lecua dianle de um assassinato, atestando
| as inspirsces da sua propna colera Ao rel-
1 rar-se, proferio urna horrivel rnaldQao que s
I foi ouvida por Ignez, aterrada, e desappareceu
na escurido da escada.
A aia cahio de joelhos ao lado da condessa,
derramando urna trrenlo do lagrimas. J linha
esquecido o pergo pe.- que acabara de passar, s
para cuidar do sua ama.
VI
A condessa achava-8e sentada, sozinha, na sa-
la que dava para a ra. Tuiha a cabeca encos-
laea no braco de urna poltrona, os cabellos ca-
hidos em desurdum pelas costas e o vestido amar-
rotado. Um silencio lgubre reinava em torno
doila : parecia-se com um ca.daver que conser-
vasse a posigo em que o sorprendesse urna mor-
a sbila. E se as lentas e penosas aspiraces
que Ihe agilavam o peito mosiravam que a vida
anda a nao tuiha abandonado, via-se tambem
que um iodisivel martyrio Ihe anniquillra as
Coicas e que jazia ali abatida pelo mais pro-
fundo desespero.
O ruido da porla da entrada, fechada coa vio-
lencia, fe-la estremecer ; levantou um pouco a
cabera e escutou anciosa, mas logo lornou dei-
xa-la cahir no mesmo lugar.
TIM
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO-
XLVII.
\nio.O naufragio da crvela brasileira l).
Isabel as cosas de Marrocos.
Pela segunda vez, nesle anno, toca nossa
pc-nna dcscrever nestas Columnas um fado luc-
tuoso para a marinha de guerra, um acontec-
Di lo suii-iro, que, inopinadamente veio Irazer-
nos urna grande consternac&o, e affligir sobrema-
Deira um avuliaJo numero de familiasbraseiras.
que hojechoram a niorle desastrosa de um fiho,
c un prenle mais ou menos prximo.
Anida e.-to abertas as ehagss fcitas pelo sinis-
tro do brigue Caliope, recenlemeule occorrido as
aguas do Maranhu ; anda conservam todo o seu
vigor os impressoes dolorosas que enlo recebe-
mos, c j hoje somos vctimas de urna cataslro-
pbe mai? extensa, que nos faz suecumbir o ani-
mo, lio profundamente abalado.
E nos, particularmente, sentimos cima de
toda o manifestacao possivel o fatal snecesso ; por
que elle nos arrehatou amigos ntimos, cojo
ment to amargurado sempre choraremos.
Q lando funJcouom nusso porto no dia 14 do
correlo o vapor francz Eslremadure, e o de-
mandamos com a esperanca de abracar um ami-
go, que nelle devia ter viudo da Europa, longe, I
t.oin longe de nosso pensamento eslava a idea de
que iiiamos ter o desgostoque recebemos.
Mas cssa idea oceurreu-nos Imraedialamenle
com a rapidez do raio, e imprimio-nos um abalo
violento, quando vimos na popa do vapor varios
oficiaes brasileiros, da guaruiro da crvela l).
Isabel.
Com urna ligeireta febril impensada, anda
mal havia atracado o escalcr que nos condozia,
e nos j subamos a escada, que nos serperavada-
qoelles cantaradas.
Em uro. momento abraca vamos O Io lenle
Salgado, o iraraedialo da crvela, e nos vamos
rodeados dos outros companheiros,
Com anciedade e temor Ihe dirigimos algumas
f er-unas, que fcilmente so cogitar quaes so-
riain, e abismos em resposta que a marinha de
guerra nacional coniava de menos um dos seos
mais formosos e valenles barcos, e o que mais
para lamentar so, que rento e vinle tres bravos,
nossos compatriotas, linham sido devorados pelo
elemento terrive! sobie o qual se escoam os me-
1.. re3 das de nossa existencia.
E.-tj desgranada noticia perlurbou-nos e tal
modo que ticemos por algum lempo como que
insensivel ao q-ie se psssava em torno de nos.
Pouco pouco fomos readquiriodo mnia algu-
ma calraa, e ouvindo com atleiiQo os delalhes
dofacto. comprehendemos toda a sua extenso.
Doviamos relata-lo ao publico ; mas nossa pen-
ria tem lutado em vo para faz-lo, porque nao
temos achado forjas suficientes para sso : tocar
reste assumpto i ainda agora inflingir ao nosso
Corarn um soTiimento iadescriplivel.
Tudavia nao podemos, chromsta da marinha.
deixa-lo passar desaptrcebtdo as paginas que
e=ta classe consigramus, embnra nos ruste o pre-
sente trabalho, equeutemenio inlerrompido pe-
la nuvem que nos obscurece a vista e se interpe
entre cl'e e o papel, sobrehumanos esforQos, que
lia o de ser apreciados por quem sabe o que sen-
r-ibilidade, o qio sao para urna alma dotada em
alto grSo desla qualilade, golpes de semelhante
natureza.
Na descripeo do itinerario da curveti D. Isa-
bel pelos porlos da Europa, que publicamos ante-
riormente, e que era bstala as iuormaces
que regularmente recebiamos do nosso distieto
amigo oIolente Ciio Pinheiro de Vasconcellos,
instructor dos guardas marinhas, que tambem foi
urna das Ilustres victimas que actualmente pran-
leamos, dissemos quo ella Ucra cm Marselha s
ordeos de S. A. o Sr. conde d'Aquila, depois quo
o conduzio, e nossa priuceza, sua. esposa, de
aples para aquelle porlo.
O principa communicou ao cornmandanle, o
infeliz capito lente Denlo Jos de CarvaDio
que di-pensava o navio na segunda quiuzena de
oulubro ultimo, o em consequencia disto, resol-
veu esta, de combin ic.o com o nosso ministro na
corle de Pdris, regressar an Brasil promptaraenle,
visto que a demora que litera por causa da-quel-
le incidente, que Ihe dera occasio de preslar o
relevante semeoque tolos couhecemos, allerava
completamente o programla da viagem tracado
pelo Exm. Sr. ministro da marinha, por que nao
havia lempo de locar nos oulros porlos, que ain-
da elle devia visitar.
No da 30, pots, sarpou a crvela brasileira, e
(ez-se vela, deixando entre a populaco mar-
selheza a mais diMincta e honrosa recordacao da
maneira briosa por que se portara sua guarnico
durante mais de dous mezes. especialmente abf-
ficialidade, que linha sabido grangear a estima e
consnleraco daqucll.a rica eidade martima, que
apreciava a sua cultivada educaco, e pr- mpti-
do no servico, desenvolvida em alguns soccorros
que Ihe coube a opportunidade do preslar no
porto.
Todo o Melilerraneo foi atravessado por ella
A aia entrou apressada na sala, procurando
nao fazer barulho com os ps, e, pegando no bra-
qo de sua ama, disse-lhe com alegra :
Senhora, demos grecas | Deus: o senhor
conde vollou !
A condessa, como reanimada por esta noticia,
tndirelou-sc na cadeira, levantou as mos e
e olhos para o cn e exclamou com voz suplican-
te e agradecida :
Bemdilo sejacs. meu Deus, por nao permil-
tirdes que acontecesse algums desgraca Pro-
legei a minha lilha, a minha lilha (inocente e
pura (ilha! Mas elle I elle, o homem excel-
lenlo cuja vida lenho envenenado.... Oh! gra-
tas, meu Deus, gracas, pelo terdes salvado I O
vosso anjo lulelar deslerrou da su> olma o hor-
rivel pensamento que o dominara ; nao consen-
tiste, pac celestial, que um assassiuio pesasse
Sobre a vossa iufulz serva I B.iudito seja o vos-
so nome !
Masexclamou a aia debaixo da improssao
de ura incrivel ltrror-ro conde est c De uro
instante para o oulro pode aqui vir.... Diga-me o
quo haremos de fazer 1 Eslou desesperada e
n'uma inquietara,) mortal.
Vae ler com elle, Ignez; vao depressa !
A aia nao se mostrou de modo nenhum dispos-
la seguir este constlho: abaixou a cabeja e
guardn silencio.
Infeliz de mimexclamou s condessanao
se alrevo I Ignez, queres que eu v ? Tu, que
s tao eloquenie, que sabes tilo bem tocar no co-
rceo quando fallas, abandunas-me ueste instan-
te supremo I
Oh minha querida ama,disse a aiauro
me atrevo So o visso com os olhos furiosos, as
Mces alteradas, fechar a porla com violencia e
entrar em casa blasphnman-Jo, ah que tena f-
gido.... porque a morte o acorapanha !
Recusas-mc este ultimo servico ;disse a
condessa com voz andada e deixando cahir a ta-
boca do prostragonao ousas por em pralira a
boa idea que tu mcs-na rao indicaste como a ul-
tima taboa do salvarlo? Pois ento, encommen-
da a minha alma Deus o espera aqui resignada
o golpe que me vae ferir 1
A aia, coma cabeca encostada poltrona, cho-
rava em silencio. Passados instantes, a condes-
sa levantou a cabeca e disse :
Pois hei de moslrar-me ingrata e fraca
esle ponto ? O dever, o meu coracao e a minha
consriencia, tudo me brada que o devo arrancar
ao infernal desespero em que se lancnu eem que
soffre como um condemuado, e recuarei diante
desla voz ? Nao !
Detxe-se ficar aqui, minha senhora !disse
a aia, supplicando c pondo as mosElle c ca-
paz de a matar !
Mas a senhora nao llio deu silencio e conli-
uuuu cora crescente exallac.au :
Sahi de noite julga-me culpada da mais
horrivel traico ; ha dez anuos que sacrifica o
socego da sua vida e a sua felicidade por mim,
pela sua querida Calharna ; e turnei-me sous
olhos urna despresirel einftmecrealura; o amor,
o odio, a vinganca lulara nesle momento em seu ;
corago e lorturara-o cruelraenlo.... E eu.com
vergonha e medo da morle, hei de deixa-lo lu-
lar com este horrivel pensamento ? Nao. Ignez;
se preciso urna victima, sej i a culpada. Esl
dito ; lica tu aqui, que eu vou ler cora elle.
Dizendo islo, dirigio-se para a porta ; a aia, po-
rm, deilou-se-lhe aos ps e exclamou :
Perdo, minha senhora, perdo !
Nao tenho que te perdoar' respondeu a
condessa, levantando-a e abracaudo-aCompre-
hendo os teus receios, boa Ignez. Socega e dei- l
xa-me ir.
Nao ha de ir !replicou a aia com modo
imperativoA sua presenca torna-lo-hia furioso;!
todas as accusac.es que senhor conde Ihe fi-
zesse, a senhora nao respondera como se deve '
fazer. A sua resoluco corajosa recordou-me o ;
meu dever. Que me espere ou nao a morte, se-
rei eu que Ihe leve a noticia, nao quero que mi-
nha ama tenha de do se envergouhar das suas
propnas palavras. O meu partido est lomado,
o que Ihe promelti esla manha hei de cumpri-
lo. Varaos, torne ir para & sua cadeira o es-
pere-rn-- !
Sem dar lempo senhora para fazer nenhuraa
observaco, sahio precipitadamente da sala, fe-
chando a porta portera e lirando a chave.
Forte com o exemplo de sua ama, a aia nao
trema. Pelo contrario, como era naturalmente
corajosa, empregou no senluneniu da sua grande
uusso urna energa extraordinaria, e foi sem he-!
sitaco que atravessou os corredores e se apre-
sentou inopinadamente no quarto do cundo de
Almata.
O infurlnnado esposo eslava senlado junio de
uina mesa, com a cabera encostada mo e os
olhos filos no sobrado. Tinha ao p de si as
duas pistolas ainda engalilhadas.
Ouando^io a aia, estremeceu e as feicoes con-
tra hiram-se-Ihe convulsivamente.
Vil serpele, ainda vives 1exclamou elle
com voz aterradora, mas sem so mover Se me Ira
zes o leu sangue como expiaco.... uc o quero.
O verdugo e a fogneira faro"justic,a la infame
Iraico !
A aia nao se intimidou de maneira nenhuraa
cora estas palavras; guardou silencio por um
instante, depois disse com o maior socego:
Senhor conde, nao lem razo para julgar a
senhora condessa criminosa. Ella sempre Ihe
tem guardado* f jurada aos ps dos altares!
.."" '.imPlura juntar-se-ha traico I
Nao, nao, ja disse l Relira-to e nao me provo-
ques ; a minha colera pude de novo incendiar-
me! Nao quero o leu sangue ; vae-le!
Senhor conde,responden a aa sem se mo-
verolho para mim e veja que nao est to tran-
quillo dianto do seu Juiz 1 Ha-do ouvir-me, por-
que o que vou duer-lheresiiuir-lho-ha o soce-
go de espirito.... e talvez a sua felicidado. Sof-
fre mexplicaveis torturas o seu te o coracao quasi
despedacar-lhe nu peito. Se as suas hurrivls
suspeiias fossem fundadas, de cerlo que linha ra-
zac, nao s para o sollmenlo queo tortura, mas
para satisfazer a vinganca no sangue dos culpa-
dos I Purera nao assim, senhor conde. E' urna
injuria que faz minha ama 1
O con le levou a mo cabeca e lorceu-se lo-
do na cadeira, como se luctas'se coulra um pen-
saraenlo, que viva torca se quera introduzir
uo seu espirito.
Pense bem nisso, senhor conde ; .prose-
gu!) a aiase ceilo quo a senhura nunca dei-
xou de o amar, que sempre Ihe lera sido pura e
fiel, que injuslica nao torturar o seu proprio
coragao c fosea pesar sobre ella to indignas sus-
| pellas I E ainda sustentar que verdade ludo
quejulgae que outra qualquer idea que possa
formar della falsa I V
Meu Deus. raeu Deus! como te atreves
| fallar desse modo ?exclamou o conde com voz
cheia de dr e coleraE esta noile., esta imite !
E' engao, senhor conde. Bem sei que fl-
zemos mal, que commellemos urna grave falta ;
nada nos poje desculpar ; porm se pralicaraos
urna imprudencia, ncm por isa" a nossa ai-cao se
assemelha ao que suspeila. Perdoe-me se Ihe
fallo com esta libordade. Huralho-me respeito-
sameule dianle do meu senhor o amo, porm
aqu mesrao defeodeiei a honra ultrajada de mi-
nha ama vira de proposito pira* desterrar do
seu coragao as infernaos torturas da duvida. Ma-
te-me se quizar, mas hei de dizer sempre a ver-
dade, mesmo era (rente da morte I
Perco a cabeca ;exclamou o condevejo
I andar ludo roda de mim ; soffro horrivelmen-
; *** i Calharina ser pura! Anda poderei aina-
| la Ignez, Ignez, se me dices urna s falsidade,
! nao baslaro mil morles para punir a la cruel-
I dade 1 Tem d de mim, nao mn engaes !
A aia approximou-se vagarosameuto do conde
e ajoelhou seus ps ; pegou Ihe na mo, bei-
jou-lh'a respeiosameiite e disse :
Meu bom amo, peco-lhe por si, pela senho-
ra condessa e por mim que me deixe fallar Vim
para Ihe revelar o segredo que ha lanos annos
involve como um veo fnebre a sua vida, e se
nelle houver motivo para a sua colera, a sua in-
fi.-.ta bondade ha de perdoar o que deva serper-
doado. D-melicenca que falle? Ouvir-me-ha
sem me interromper?
l.evanla-le!respondeu o condee se vais
dizer a verdade, abenjoada sojas de Deus !
VI
A aia conservou--se de p ao lado do con-
de, curvou a cabeca, baixou os olhos e coinecou
assim :
Senhor conde, lembra-se da poca em que
encontrou no casiello de Ghyseghem, com seu
rino e sua Otoada, uinasylo hospialeiro con-
tra a perseguico dos iniraigos da ilespaulii ?
Tambem alise tinha refugiado um nobre mancebo,
de quera era inulto amigo, e por quem era egual-
meine estimado. Penas e alegras, receios e es-
peranzas, ludo era por arabos sonlido ; pareciam
dous imos...
Pobre Lancelot I disse o conde, suspi-
rando.
Lancelot de Bisthoven amava a seorita
Cathariua ; proseguid a aia e mesmo o se-
nhor conde pareca tomar um vivo iuleresse n'es-
te leal amor, e nao perda occasiao de exaliar,
na presenca da menina, as virtudes, bravura e
gentileza de Lancelot. Todava, o senhor con-
de nao era osenvivel maravilhosa bellesa da
seorita Catbanna. A sua generosidade e de-
dreagao, porm, levaram-o suffocaresse amor
no seu coracao para assim apressar a ventura do
seu.amigo. O bem que sera cessar dtzia de Lancelut
as orcases que o seu espirito inventivo prepa-
rava para ajudar e favorecer seus votos, d*esper-
laranj finalmente no coracao da donzella una a
terna alTeigo ao seu amig. Foi ura feliz dia
para o senhoj conde aquelle em que so celebra-
ram no templo do Senhor os esponsaes da miuha
joven ama cora Lanct-lot de Bisthoven. Aquel-
las promessas recprocas, trocadas na prsen-
la das duas familias, lo tus pareceram indissolu-
veis e seguras contra qualquer acouieciraenio.
Mdis alguns das, e o lago sagrado do matrimo-
nio unirla para sempre minha ama ao seu
amigo...
Infeliz de mim I disse o conde. Para
que me recordas esses tristes aconlecimentos ?
Purrcutura nao solfro eu bastante ? !
porque, quer no bordo do norte, quer no bordo
do sul, nao poda montar a costa, e o espaco que
tinha para manejar era pequeo, o o lempo nao
permittia bordejar: por capaem conselho fo-
rara os oficiaes de opinio que nao era prudente
lenlar esto meio ; porque o navio bem que forte,
nao poderia aguenta-lo : restara, porlanlo, o ul-
limo, procurar arribar um porto de solavent
Cadix estava peno mas nao nessa situago, era
que s se apresentava GibralUr, nem era accessi-
vol sem pralico. Foi conseguiilemente resolvi-
do que se arnbasse este
Demandar o Estreilo, que um canal de dez
dzo millias apenas de largura, por urna noile
cerrada e tempestuosa, era empreza arriscada,
que s n'uma conjuntura perigosa como a em
que eslava a CUT'eU se devia tentar.
Conservar-se no ocano, porm era a perd
total do navio, o sacrificio da ultima esperanca
que havia para salva-lo, e a sua guarnigo.
Onrou, por tanto, com lodo o discernimiento o
cornmandanle, procurando a ultima probabida-
de que Ihe aceuava favoravel resultado. A cer-
teza do ponto observado ao meio dia ainda mais o
animou dar este passo, e lodos os oficiaes.
Cura o instincto do perigo. e em consequencia
de dever, tuda a guarnigo iixou-se na lolaa, es-
Sem parecer Dolar a corcraocao do conde, a
aia preseguiu :
Urna horrivel morte veio quebrar este la-
go antes que a bengo do saeerdolo o tivesse pa-
ra sempre opera Jo. O velho senhor de Chy-
zeghem foi obrigadd partir para Gand, aura
de lomar parle as conferencias de paz. Fi-
quei s cora a seorita Catharina, na mesma ca-
sa, om que hua j algum lempo vivamos, na
ra Knile. senhor conde ha de lembrar-se de
que edooci repentinamente, e com lal gravidade,
que eslive muititerapo de cama, sem dar acord
de mim, elutnilo com urna febro ardente. Ura
da, da mnmoravel que a eidade de Antuer-
pia tnscreteu nos seus aunaes com sangue e
lagrimas, os Hespaiihoes, cora espada n'uma
das mos e na outra o ardite incendiario, cahi-
ram da cidalolla na eidade. A raotlandade e
o incendio assignalarara a sua passagera pelas |
nossas ras. Os habitantes correram as armas
eoppozeram urna resistencia desesperada. To-
dos os Hespanhoes que se enconlrarara forara as-
sassinados em represalia. Ainda me parece ou-
vir os furiosos gritos da mullido, que stluava
a nossa casa para lh" dar a morle, e ainda es-
lou vendo a desesperago de Lancelot. que, com
a espada era punho e to lo coberto de sangue,
a defenda contra a raiva dos sitiantes. Desgra-
ciadamente, quando a furia hespanhola (I) j
tinha derramado bstanle sangue e u fugo devora
do multas casas, o cadver de Lancolcl jazia em
letra iraspassalo de cinco golpes de espada; e
seu irmo. senhor conde, sua cunhada e suas so-
bnnhas ha vi ara perecido no incendio que Ihe
consumir a casa Perdoe-me, senhor conde,
se me vejo obrigada faze-lo derramar lagrimas.
Muilo lempo depois, quando j a memoria dos
morios apenas era chorada no coragao dos que
os amavam, de novo a sua alma se abrazou em
ardente paixo pela seorita Camarina. Acre-
dilou que era dever seu fazer feliz a noiva do
seu amigo e por sso pediu a sua mo. Minha
ama nao estimara mais ninguem no mundo que
o seuhor conde ; para ella nao havia oulro ho-
rnera com mais nobre coragao, nem mais dig-
no de ser amado... e, comtudo recusuu unir o
seu destino ao do senhor conde pelos sagrados
lagos do matrimonio; at mosmo repelliu o seu pe
dido com cerla aversao e horror, como se Ihe li-
vessera oorecido a vergonha c a desgraca. O
senhor conde ha-de lemhrar-sc ainda dos esfor-
g>s que fez para vencer a sua resistencia, e de
juantas vezesellajse deitou seus ps e ihe sup-
plicou, com os lagrimas nos olhos, que renun-
ciasse essa iinio. E' escusado record ir-lhe
tudo sso. Finalinenle, obrigada por um senli-
raento que nao podia vencer, valeuse do po-
der de seu pae, e quo fez ? Arraslou ao altar,
como urna victima, a nossa pobre seorita, ear-
raucou-lhe forca o seu conseiitimeulo Digo
ou nao a verdade !
Ah Eu amava Catharina mai que a vida !
Bem o sei, o longe Je mira a idea de aecu-
sar o meu senhor e amo ; mas o senhor con le
sabe o motivo por que minha ama Ihe resisti
como se fosse um hameni de que s Ihe provi-
ne desgraga e Ihe envenenara a vida 1 Sibe o
segredo que ha tantos anuos nos opprime como
um lerrivel pesadello ?
Dizendo islo, chegou-se ao ouvdo do conde e
disse-lhe com voz suffocada :
O Ucj que prenda Lancelol Calharna
nao poda ser quebrado por nenhum poder da
ierra, nem a propria morle o podia fazer. Urna
filha de Lancelol vive occulla, senhor conde, co-
mo ura penhor innocente da cierna f jurada que
uni o noivo raorto pobre senhora que soffre
nesle mundo !
O conde d'Almada mudou de repente de cor e
encarou fixaraente a aia, que, sob este lerrivel
olhar, curvou a rabega assuslada. Um suspiro I
reprimido e umgritu rouco mostraran) bemquanto
e.-ta revelago ferira profundamente o conde, i
Horrives ideas de vergonha e deshonra se suc-
eediam no seu esirilo, comtudo fez um violen-
to esforgo para nao suecumbir dr que o tur-!
turava e perrnaneceu na cadeira immovel e I
mudo.
A aia conlinuou continuou com voz aflicliva :'
Deus ainda Ihe n5o conce 'eu filhos, senhor
conde, e por sso nao Ihe possivel comprehen-
der o irrestslivel poder do senlmenlo maternal
sobre o corar i da mulher. E ainda que fosse
(1) Havia muilos mezes quo os suida dos hespa-
nhoes nao rocebiam suido, e reclamavam todos
os alrazados, ameagando revollar-se e saquear
a eidade. Os habitantes de Antuerpia vista
d'isto, eutraram formar forlllcagoes de Ierra
contra a cidadMla para se livrarcm" de algunia
sorpreza ;_ porm o commaudanle da guarnigo.
Sandios d'Avila, envin Antuerpia todos" os
destacamentos prximos. A 4 de novembro de
1576, os Hespanhoes sahiram da cidadella, as-
saltaram a eidade e levaram tudo ferro e fugo
com urna crueldade inauta; queimaram 5t)0
casas, incendiaram o palacio da cmara e m a ta-
rara mais do 5U.OO0 pessoas. Tambem perde-
rn) a vida mais de 5Q0 Hespanhoes. Deu-se
eslo triste episodio o nome de Furia hespa-
nhola
sem nuvida le, mas prximo ao estreito de Gibral-
lar, que passou no dia 10 de novembro. o lempo
loroou-se nublidu, e o vento lirmou-se pelo su-
doeste, bonanca.
Estava-se ento no principio do invern, qua-
dra em que sao frequenles os temporaes naquel-
les mares, c mu numerosas as perdas de navios.
Navegaba, por lano, o cornmandanle Carvalho
com toda a cautela e cuidado, como bora nave-
gante que era, e acostumado u fazer face aos pe-
rig'is do ocano com habitual pericia.
Ao por do sol daquelle da o vento cresceu de
inteusidade, e mais augmento, medida que
desabrochava urna medonha truvoada, que envol-
va lodo o horsonte ; porm j eslavam fra do
Eslreilo, e o cornmandanle pensou que sua situa-
go nao era perigosa.
Cora as gavias n- s lerceiros rizes. papafigos, e
vela de slay, a crvela arrostava bem o tormen-
ta : esta, porm, cada vez augmentava mais, e
por alta noile fez em podaros todo aquelle pan-
no, e levou-o como se fra fragnis pedagos de
cambraia 1
Promplament* envrargou-se oulro, mostrndo-
se a guarnigo animada, embora Ihe custasse es-
la operago inmenso trabalho. Amanheceu o
da II, de sinistra memoria, trazendo alguma ale-
gra aos lassos navegantes, mas nao o descango
de que tanto necessitavam ; porque o lempo con-
linuava medonho.
A's oras do costme, o commandar.to Carva-
lho e seus oficiaes, com toda a alleugo tomaram
alturas do sol para o calculo do chronomelro, e
ao meio dia obltveram excellente altura meri-
diana.
Cora estes dados conseguirn) calcular urna
verdadeira postgo do navio, o que Ihes era de
muita utililade para se dirigirem.
Para a tarde a tormenta assumio prbporgdcs
horrorosas, indicando que cora a noile anda mais
lemivel e perigosa se tornara.
Como j dissemos, o vento erasuduesle. Tres
Por fina diz quo os segu, mas desee a cmara
que j eslava cheia u'agua, e nunca mais foi
visto.
Os tres oficiaes que mencionamos muiam de
posigo, e apprdxiinam-se proa : urna enorme
vaga os arrebata, e quando du accordo de si
achara-se em pleno mar, agarr-dos ura pedacn
de pao, mas faltando u lente Caio Pinheiro, que
talvez ttvesse levado alguma forle pancada que o
privara dos sentidos.
O mar esl cheio de destroces, de cadveres, e
de aluns-iufelizes que se entregam intiiraraen-
le protecgo divina. Estes chegara tena im-
pellidos pelas vagas, porm em ura oslado lasti-
moso, i>s. Untando de fro, sem ter im fogo pa-
ra os aquecer, nem roupapara a- agasalhar.
Assim mesrao erguem as mos para o cu por
lerem escapado urna morle to cruel. O im-
medialo lera um profundo golpe na fronte, e ou-
lro na perna, mas anda nesto estado conserva
toda a sua energa e razo.
Passam urna noile croel em urna praia deseo-
uhocida, em preza as mais puugeutes recorda-
ges.
Eraflm raia o dia e o sol alluraia urna scena
pavorosa l
De duzeutas e vnle e seis piaras de qu se
perando cora urna solemnidade respeilosa a con- corapunha a guarnigo da crvela, apenas se ha-
sequencia desta delioeraco, cuja gravidade nin-' v'ara salvada ceuto e tres Os cadveres cotue-
guem ah desconhecia. gavam apparecer na costa em grande numero,
Das 6 s 9 horas da noite prumou-se constan- ; o que mais ausmenlava o suppltcto dos desdto-
lemente de meia em meia hora, c depois de me-1 sos nufragos, que adquirram por esle modo a
nos era menos lempo, o achou-se serapre bom Inste certeza da morte de mullos amigos que
fundo, indicador do parcel I anda ha pouco abragavam.
A's 9 horas avisiou-so de borJo arrebenUgoes ; Ntuguem pode avaiiar urna scena deslas' nem
pela proa ; com a escurido que faza ellas s po- | desciev-la exactamente, e timbera nao temos a
diarc ser destingutdas de mu porto. O comraan- i preiengo de faz-lo, dando publicidade estes
danto raandou orear ludo, e fez forca de vela, mas j apoutameutos e informages que nos forara pres-
1 tadas por urna testemunha oceular, por um dos
hroes mais salientes deste drama lerrivel.
\erilicou-se Je dia que a crvela se perder
pae, nao o comprehendiria! Nunca homem al-
gum poder conhecer toda a .paixJw que, como
chamraa sagrada, consom o coragao de urna
me para com seu filho. e que al no leito de
morle, no momento do ultimo suspiro, Ihe fez
bradar Deus : Meu lho meu filho Ah !
se ella adora seu filho quando o v crescer e
prosperar no meio de lodos os gosos da vida,
quanlo o seo amor so nao deve exaltar al lou-
cura vciiiio o pequeo ente que deu luz ge-
mer na desgraga Quando, entregue mos
estranhas, se a-ha s no mundo como um cor-
deirinho perdido : quando amaldigoado pela
soctedade e marcado com o ferrete da ignominia !
Senhor conde, minha ama vveu oilo anuos sem
saber o que era feto da pobre Qlha de Lancelot..
Em lodo este lempo gemeu e chorou... em todo
este lempo o seu coracao soffreu horrivelmenle !.
A ninguem podia comV.unicar seno mim, sua
huraildi criada, as suas dores e amargos sofl-
menlos. Via-se obrigada engaar o senhor
conde, quera amava e renerava como ura mo-
delo de bondade c generosidade ; e, fazendo-o^
assim bem va que o irritava com o myslerio de
suas palavras e aeges, que o feria nos seus sen-
timenlos raiis profundos, e que Ihe mudara a
vida u'um inferno de suspeitas, desespero e du-
vida. Ah eu que vi pobre martyr definhar-
se, murcharem-se-lhe as rosas das faces e ir
desapparecendo cora o sopro da tristeza, que vi
a morte aproximar-so d'ella pouco pouco 1 E
o senhor conde mesrao nao me disse muitas ve-
zes : Que desgraga 1 morrede cerlo ; urna mys-
teriosa e incomprehensivel dr a consume 1
Um surdo murmurio, expresso da clera com-
primida, foi a nica resposta do conde. A aia
proseguio :
O seuhor conde snnuio finalmeule vir aos
Paizes-Baixus, o que reslituio a vida a minha
ama. Depois de muito tempo procurarmos oc-
cultamente. encontramos a menina em Antuer-
pia ; temo-la aqui perto, n'um recolhimento de
orphas. Esla noite, a infeliz me quiz abragar
pela ultima vez a sua pobre filhinha, quiz pela
ultima vez alegrar o seu coragao. despedindo-se
o ella antes de partir para a Hespanha. A se-
nhora condessa atreveu-se sahir de noite : re-
conhego que fez mal, mas nao foi com oulro fim
seno com o de despedir-se da sua querida fi-
Ina !... E se duvida da verJade de tudo que Ihe
lenho dllo, senhor conde, vive n'uma casa da
roa do Convento urna pobre mulher de um sol-
dado, chamada Arma Canteis; foi ella quem
n'outro lempo confiaran) a menina, e por iso
sabe ludo... A menina foi metiida no recolhi-
mento, que est aqui defronte, como orpha ; e
chama-se llouten Clara. Talvez o senhor conde
queira cerliUcar-se por urna devassa da innocen-
cia de sua mulher... E' um direilo que Ihe asis-
te, mas supplico-Ihe, qualquer que seja a sua
deciso, que poupo a reputago da senhora con-
dessa e a memoria do sou amigo ; salvo a sua
do escndalo e deshonra Naja me resta di-
zer-lhe ;j sabe a verdade.
A aia linha acabado de fallar havia ji um ins-
tante, quando o coudo Ihe disse com urna irri-
taco mal coulida :
Esl bom, pode retirar-se. Preenda tra-
zer-rae a ventura e iranquilidade, e nao fez mais
quo mudar a causa do meu desespero Junio da
ferida que urna dor horrivel me abrir no cora-
gao, fuz-mo oulra nao menos pungente !... Pre-
ciso consultar os roeus prenles acerca do que
devo fazer : quero livrar o raeu brazo mancha-
do d'esta nodoa. Relire-se : detxe-me s ; sua
ama saber qual a minha deciso antes da
noule...
A aia shio do quarlo e, m eia triste meia con-
tente, parou em alguma distancia no meio do
corredor. Esperava e temia ao mesrao tempo,
sem poder adeviuhar qual seria o resultado da
sua tentativa. Todava, reflectindo que a reve-
lago que fizera calmara a lerrivel clera do
conde, c a substituir por urna dor muito meros
profunda, applaudio-se interiormente do que
havia feto. Urna s duvida, mas cruel, se Ihe
divisara no semblante. O conde separar-se-ia
de Catharina ? Rcpudia-la-ia como urna espo-
sa culpada ? Iria s para Hespanha, cubando
assim de opprobrioo ullimo ramo da noore fami-
lia ae Ghyzeghern ?
Alficla por fnebres ideas, a aia dirigio-st
a final para o quarlo da coudessa, er depois de
ali entrar, fechou a porla com caulella.
O conde ficra na cadeira immovel, como?
olhos filos e sera expresso, como um homem
mergnlhado n'um sbysmo de reflexes.
As coniracges fugitivas que por i.nslanles se
Ihe notavam as feicoes, o amargo sorriso que
Ihe fl'uctuava dos labios, erara os nicos signaes
que denunciavam a tempestade que Ihe ruga
no fundo do coragao. Esta Iota interior durou
quasi meia hora ; depois passou a mo com deses-
pero pela tesla e olhos como para se livrar de
ideas que o atormenlavam. Levantou se e re-
tio-se pressa ; trou da urna caxinha una por-
o de dtnheiro eai ouro e sahio precipuamen-
te do quarto.
Conlinnlrir-se-ha. )
era tarde 1 A crvela eslacou, leudo encalhado
da popa.
A obra de deslruigo comegou immcdiatameu-
le, e o lempo urga para que se laucarse mo dos na coat de Marrocos, sobre rochedos, e seis m-
melos que anda poderiara concorrer para sal-|lhasao sul do Cabo de Esparlel. Tresou quatro
vago da g-nte, visto que para o navio tinha soa- militas para o norie ou para o sul, teriara os po-
do sua ultima hora. | bres naulragos, depois de livrarse de lamanho
Command me e oficiaes, entre os quaes se perigu, cabido em outro maior, no poder de tri-
conlavam 17 jovens guardas marinhas que es- i bus sulrageus, e barbaras, que os assassinariara
treavara a vida do mar, nesle momento supremo lodos.
cumpriram o seu dever, conserrando esta calma ; O vicc-rei do Marrocos apenas leve noticia do
e sangue fro que nunca deve abandonar o olli- siiuslro deu tolas as providencias Balotares de
ctal de marinha, manifestando e*le sexto sebtido quo precisavam os nossos compatriotas, que rece-
do mariuheiro que, os torna superiores aos oulros berana dos Marroquinos um agazalho delicado, to-
homens. Ido cheio de atienges, digno de ura povo eleva-
Dirigiram, pois, com todo o zelo o servico de do ao mais alto grao de civilsago.
salvago, mas esta em pouco se rt-conheceu ser O 1. ten-nle Salgado, na qualidade deimme-
quasi mpossivel.'per que os dous priraeiros es-i dalo, aaauraioo commaudo do seus coinpanhei-
caleres que se arreiarara, promplamente se arre- ] ros salvos, e os conduztr Tnger, onde com to
benlaram, o qire produzto logo muilas victimas. I dos juduiusaraente se collocou sob a protecgo
Era quanlo islo snecede, os mastros caliera so-
bre o convez matando alguns homens; o capel-
lo esmagado vista dos oficiaes pelas anien-
nas, que sallara do sou lugar e vo coraprirai-lo
de en-ontro amurada.
O desespero e a morte pairam sinistramente
por lodos os lugares. Soou o instante de cada
um era cuidar de sua conservago por esse ins-
tincto natural que nunca nos abandona.
O iraraedialo, que era o Io lente Salgado, o
Io lenle Caio Pinheiro de Vasconcellos, e o 2
tenente Paes Leme, que eslava de quarlo for-
man) um grupo junio do cornmandanle, e instara
com elle para que procure salvar-se tambem. Os
oulros oficiaes dividiram-se da mesma forma em
varias parles do navio, e pensavam em ura meio
que Ihes fosse proficuo.
O cornmandanle recusa com loda a sorjnida-le
acompanata-lts, e s redohradas instancias res-
valiosa do ministro ingle/, que leve a delicadeza
de faze-lus transportar era o vapor de guerra de
S. M. Britannica Argos para Gibrallar.
Ahi o nosso cnsul os fez embarcar para Lis-
boa no paquete Frankfort, d'oude seguirn) para
o Brasil no Eslremadure.
Era loda a parle receberam clles as maores
provas de interesse pela sua desditosa sorte, en-
contrando, lano as autoridades nacioiiaes e es-
traugeiras, cuino as populages, o mais genero-
so acolhtmenlo, pelo que esio mu gratos.
Sentimos bstanle a perda material que soffreu
nossa esquadra com esle naufragio, mas este sen-
t melo assim mesmo nsiguiUcaule, compara-
do io que tiremos pela muilo de lautos oluciaes
e miriahciros.
Entre estes oficiaes dous especialmente eram
nossos particulares amigos, o cornmandanle Car-
valho, e o 1 lenle Pinheiro.
Este, com 28 annos apenas, j gozara na
ponde sempreA vida de umeommandante de
recursos linha o commandanto na posigo em que 1 m naci de guerra lao cara depois de um au-1 marinha urna reputago inrejivel pelo seu reco-
se achara, correr para o largo-nao o poda fazer j fragio, qutnv calta ptnna dispttta-la s vagas, onecido merilo. Era um efcial das maieres es.-
perangas, e s Ihe faltava visitar a Asia, sendo de
nossos ofliciies o que mais tinha navegado em
urna edade lo nova.
Nos Estados-Unidos grangera elle a estima e
considerago do sabio oflicial de marinha M-ury,
director do observatorio astronmico de Washiog
ton. porque se mostrou altamente veisado na sei-
enca nutica, o como prova de dislincgo Ihe f*-z
presento o n.esmo sabio de varios exemplares de
suas oblas e mappas
O trabalho que o lenle Caio Pinheiro organi-
sava para presentar ao governo, era umraonu-l
memo de saber e applicago, auna verdadeira ri- i
queza que perdemos, segundo affirmam seus col- '
legas.
Bom observador, excellente calculista, perfeilo
manobrsta, era o referido tenente o piolctypo
verdadeiru do official de marinha, e seria por cor-
to urna de nossas futuras glorias.
A' estis eminentes qualidadesajuntava urna su-
perior educaco, ura carcter brando e delicado,
que o tornara log > estimado do todos, quer supe-
riores, quer subordinados.
Nao araizade quera as empresta estas (ne-
tas para retratar nosso desventurado amigo, que
nao ple evitar o triste destino de seus dous ir-
mos, que tambem foram vctimas de urna des-
graca ; nao justamente a apreciago quo elle
maraca, ojuizo que toda a corporago delle faz,
manifestando o sua dr.
O cnmmandanie Bento Jos de Carvalho era o
quese costuina dizer,um grande coragao sob urna
casca grossa. Homem do mar na mais completa
accepgo desta palavra, suas palavras erara pou-
cas, mas sua lealdade e franqueza nao liona li-
mites.
Nunca olTendeu pessoa alguma ; sempre con-
centrado, metido com sigo, dedicava-su pro.
(isso que havia abragado tula a sua vida, toda a
sua iolelligencia, essa grande experiencia que ha-
via adquirido no mar, onde passra a maior par-
te de seus dias.
A reputago do capito lenle Bento. como
perfeilo navegador eslava slidamente estabeleci-
da em nossa marinha, que nelle deposilava uraa
grande e Ilimitada contanga.
Sua morte p ie-se quasi considerar ura suici-
dio, c o infeliz coramaudaiito linha razo as pa-
lavras que proferir.
Com effeifo, nada ple haver mais triste c dig-
no de commiserago do que a sorte de um nau-
frago. Como pois, que a lei, com nina cruel-
dade desnei i.-ssai 11 vena aggravar esla sorte, jun-
tando novos tormentos aos que ello acaba de sup-
porlar ?
Concedemos que a disciplina militar exige a
jusillcaco de ura commaudanle depois do um
naufragio, ou de urna derrota ; mas nao vemos
necesMdade alguma de que elle seja logo preso,
redozido meio sold, insuflkente para manler
s a si, justamente quando precisa lazer grandes
despezas para sua defeza, e para refazer-se do
I que perdeu.
At ento nao ha criminoso, existe apenas um
infeliz, digno de protecgo.
E misler que o tribunal falle, julguee publique
I sua sentenga. Se ella fr con leinnatona chegou
a occasiao de proceder-se cura rigor.
Antes disso, esle rigor urna barbarida.ie, in-
digna de ura cdigo de urna nago civilisada, e
mulls vezes concorrer para fazer reproduzir o
fado lameniavel que mencin irnos, islo a re-
nuncia da parte dos couimandautes para se sal-
varen).
Todos os homens podem errar, reconhece-sc
que esle o lato fraco da huraanilade, raasexi-
ge-se que o official jo marinha seja urna excep-
go esta lei natural I
Ura ministro de estado, um presidente de pio-
rincia, qualquer oulra auloridade civil, emm,l
por seus desatinos, fallas e erros podera levar
uraa nago inteira borda do abysmo, urna pro-
vincia, urna eidade ; fazer erigir urna revolugo
era que as victimas sao sem conla, as viuvas e
orphas nnumeraveis ; em que a fortuna publi-
ca e pailicular softre perdas extraordinarias: es-
ta situaco por clles produzidas muito mais
desastrosa que as consequencias de um nau-
fragio.
Mas qual a respons3blJade em que incorrem ?
Quaes os juizes quo prestara comas? Que
tribunal os julga ? Passados alguns anuos tor-
nara conquistar o poder, e ei-los do novo aulo-
risados fazer turto quant i quizerem. t
_ E nole-se que deliberan) em trra, sera a pres-
so do elementos naturaes, cerca Jos do auxilia-
res dedicados, que multiplican) os Oteioa de ac-
cao, que pam sua dtsposico a sua iulelligea-
cia e saber.
Torm o commandauto de um navio de guerra !
No momento em que o homem mais animoso
empalidecera, e se perturbara inleiramenle,
elle deve conservar toda a calma e singue fri ;
devo deliberar de improviso, urgido pelas cir-
curestelas da occasiao, como se estivera em
sen gabinete de esludo, e em perfcita quie-
lago.
Succede as vezes que elle e aos seus oficiaes,
quera consulta as occasies mais graves, pare-
ce que todos os raeos forara applicados. que nc
resta va nenhum oulro recurso, e assim, con el.
couscieiicia tranquilla do dever cumprido, conta-
se cora urna completa justificaco.
Lm dos juizes, porm, que esluda o proeesso,
descobre que esta manobra, de resultado preble-
mali.o. masque deveria ser teniado.no fuijfeila,
o ceiisuia o cornmandanle, que por lal omissc
deve ser punido, perdendo lodo o fruct de sua
deJicaco patria, todo ura passado Ilustre,
assim marcado em um minuto!
E' muilo duro islo por cerlo !
E quaudo se quer imperiosamente que ura cffi-
cial de marinha seja um homem assim to su-
perior aos outros homens, erabora se contrari a
uaiureza, quando se impe elle to rudos de-
veres, justamente qnanJu se amesquinh, tra-
tando-ostua allenges, fazendo-sa-lhe iajoslicas,
rebdixando-o no proprio lugar era que devia st-c
o priraeiro sob todos os pontos da vista !
Etranha conlradico!
Masdeixemos ests considerages que nos ar-
rastariam para um terreno desagradavel ; nao
aprofun lomos a ferida que uos punge.
Dos homens pouco esperamos : passaa a erao-
go que este successo ha de produzir a impressac
da occasiao elles o esquecero, como j esquece-
rara o naufragio da Corioca, a submerso do Ca-
liope.
Mas os paes e mes das victimas, as viuvas e
orphios, os roaos o amigos dedicados, esles
senipres achararao.porque para taes dores nao ha
consolacio,
O anuo de 1S60 tem sido um dos mais falaes
para a marinha de guerra, o mais asiago que ella
conla : por felicidade est sumir-so na ramen-
sidade du passado !
Deus tenha cumpaixo dos desdilosos nufra-
gos da crvela D. Isabel, e os acolha com mise-
ricordia na mausu celeste.......................
E assim concluio-se urna comtuissao cumecada
sob lu brilhanles auspicios !
Alta sunt/iidtcia D-
E. A.
riffl, -TYP. DE M. F. DK PA.RIA.-1800.
i
< ,

. ....-.. .


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ELK03G1YX_69EOTF INGEST_TIME 2013-04-30T22:40:26Z PACKAGE AA00011611_09195
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES