Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09194


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Full Text
lili IIITI. HUMERO 294
Por tres mezes adiantados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6J000.

0DIIT1 FEIBA 20 DE DEZEHBRO DE 1861.
Por anno adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
BNCARREGADOS DA. 9BSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima-
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaty, o
Sr. A de Leraos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de 01
veira; Haranhao, o Sr. Manoel Jos MartinsRibei-
ro Guimaraes ; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
Horaes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
t'AKl lliAs UUS C0HKE19.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
e sextas Teiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Aliinho e
Garanhuns as tercas felras.
Pao d' Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Sirinhaem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua preta, Pimenleiras e Natal quintas Teiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO MEZ DE DEZEMRRO.
5 Quarto minguante as 3 horas e 40 minutos
da tarde.
12 La nova as 10 horas e 28 minntus da manha
20 Quarto crescente as 3 horas e 50 minutos
da manha.
28 La cheia aos 58 minutos da manha.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro ss 10 horas e 54 minutos da manha.
Segundo as 11 horas e 18 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio : segundas e quintas,
lelacao tercas, feiras e sabbados.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quartas ao meio dia.
Dito de orphlos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel ; quartasesabbados suma
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
17 Segunda. S. Bartholoraeu de S. Geroiniano.
18 Terca. Nos9a Senhora do O' ; S. Speridio b.
19 Quorta. S. Fausta; S. Daro m.; S Paurillo m.
20 Quinta. S. Liberato m.: S. Foligoneo b.
21 Sexta. S. Thora ab. ; S. Temistocles m.
22 Sabbado. S. Honorato m. ; S. Floro m.
23 Domingo. S. Servulo adv. contra a paralysia.
ENCARREGADOS DA Sl'BSCRIPCO NO SUL
Alagoas. o Sr. Claudino Falco Dias ; Baha,
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo I'ercira Martins.
EM PERNAMBLCO.
O propriptario do diario Manoel Figueiroa da
Faria, na sua livraria praga da Independencia bs.
8 e 8.
PARTE OFFICIAL.
ministerio do Imperio.
Decreto n. 2,700 de 28 de notembro de 1860.
Approva o contrato celebrado em Londres para
efTectuar-se i entrega do producto do empres-
timo {companhia da estrada de forro de
Pernambuco, decretado pela le n. 2,183 de 5
junde- de 1858.
Hei por bem, de conformidado com a mnha
imperial resolucao de 3 do corrento miz, tomada
sobre parecer da seceso dos negocios da fazenda,
exarado era consulta de 22 de seterabro prxi-
mo passado, approvar o contrato para se effec-
tuar a entrega do producto do emprestimo de 400
mil libras esterlinas companhia da estrada de
torro da provincia de Pernambuco,decretado pela
le n. 2.183 de 5 de junde de 1858. celebrado pelo
enviado extraordinario c ministro plenipotencia-
rio do Brasil em Londres.
Joo de Alroeida Pereira Filhn, do mcu conse-
lho, ministro e secretario de estado dos negocios
do imperio, assim o tenha entendido o faca exo-
cutar.
P,lacio do R'O de Janeiro, 28 de novembro de
1860. 39 da Independencia e do imperio.Com
a rubrica de S. M. o Imperador. Joo de l-
ineida Pereira Filho.
oeral.Communicou-se ao director de arsenal do
guerra.
Dito ao inspector do arsenal do marinha.
Transmiti por copia a V. S. para seu conheci-
raento e execuco na parle que Ihe toca o aviso
da repartico da marinha de 17 de novembro ul-
timo, bem como o termo do contracto celebrado
cora a casa de Scott Hcit & C. para fornecimento
por espado de 12 mezes, a comecar do Io de abril
prximo vindouro, do carvo de ped.ru necessario
a repartico de marinha tanto na corte, como nes-
la provincia e as da Baha e Para.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Recoramento a V. S. que nos termos de sua In-
furmaco de 15 do corrente, sob n. 1316, expeca
as convpnientes ordens para que pela co
rjrn T ?dV Ubr? UIl!mo" e semn,,e! .5 Mr- de Lamoriciere respondeu logo a S. San-
JS*?* demonstrado a sua vania- tidadc que o pequeo exercito que agora possuia
f!^2u-",C,0,1"'n,?nc,a' "50 P.0de sub9,sllr.a no" um pnrgo posado para o thesouro pontificio,
va dmsao fela pela cmara n aquella reuniao de De quatro ou cinco mil veteranos e homens va-
30 de novembro sem motivo que a justifique, e
que consta da respectiva acta, que me foi envia-
da com o seu citado offlcio.
Nesta data recommendo ao mencionado pre-
sidente a maior presteza no cumprimento e ex-
pedido das MSjwjnindentPs a regnlarisar o
proeesso da elei(3o'3e eleilores, que deve ter
lugar a 30 do crtente mez.Otliciou-se ao su-
pradito presidente.
Dito ao director das obras publicas.Bemel-
lidos de que dispoe o ministerio da guerra, ape-
nas ura mildeiro delles est em estado de com-
baten Melhor seria desfazer-se dessas tropas,
que nao podem ter esse nome, e formar um ou
dous regimentos de soldados jovens e valentes,
que sirvam de guarda socapa.
O sanie padre partilhou desla opinio e logo
ordenou que fossem despedidas as tropas ac-
tuaes, e que se forrassem dous regimentos no-
vos -
. ,---------. -------- -----os quaes serao composlos. quanto fr possi-
, expeca tendo por copia a Vmc. para seu conhecimcnto i vcl, de francezes e belgas
llecioria a informarlo que deu o inspector da thesouraria Oestes ltimos ha m
Ministerio da gnerra.
DECRETO N. 2,697 DE 23 DE NOVEMBRO DE 1860.
ClassiOca ss vencimentos que o decreto n. 2,555
de 17 de marco de 1860 arbitra aos em prega-
dos da fabrica da plvora da Estrella.
Hei por bem determinar que dos vencimentos
marcados pelo decrelo n. 2,555 de 17 de marro
do 1860 aos empregados da fabrica da plvora da
Estrella se considerem duas tercas partes como
ordenado e urna larga parle como gratiicaco.
Sebastio do Reg Barros, do raeu conselho, mi-
nistro e secretario de estado dos negocios da
guerra, assim o tenha entendido e faca execular
com os despachos nocessarios.
Palacio do Rio de Janeiro, em 23 de novembro
de 1860, 39" da independencia e do imperio.
Com a rubrica doS. M. o Imperador.Sebastio
do llego Barros.
ora uns cem ; Mr. de
parlio j para procurar novos recru-
SrSdf teusfS^*p. *J?*? !-es* v?-vi.d.Tdrd.;;^-pT-! *k^^%&^!?%i$\?&
vico no novo exercito papal.
de Goianna seja pago o que justamente fr devi-1 provinciafacerca do seu offlcio de 11 do corren- Bocdelievre
batalhao de infanlaria Luiz i le. tenho a dizer que os operarios de que trata
Ministerio da marinha.
AVISO DE. 23 NOVEMBRO DE 1860.
Declara o que se devo pralicar acerca dos ofRciaes
da armada que por espago de ura anno perma-
necerem na 2a classe do respectivo quadro.
3* seccao.Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios da marinha, era 23 de novembro de
1860.S. M. o Imperador conforroaudo-se com
o parecer eraitlido pela seccao de marinha e
guerra do conselho de eslado, era consulta dn 25
do mez prximo pretrito, a respeito do oflicio
n. 1,913, de 17 de selembro do corrente anno,
em que esse quartol-general fizera ver a conve-
niencia de eslabelecer-se como regra geral a me-
dida adoptada em aviso de 26 de abril ultimo.de
mandar inspeccionar os ofliciaes que ha mais de
um anno se aedavara na 2a classe do quadro da
armada, alm de se condecer se estavam no caso
de ser reformados, houve por bem determinar,
por mromediala resolucao, tomada sobre a refe- {
rida consulta era 17 desto me*, que todo e qual- [
quer oflicial que de futuro venha a permanecer'
de Fogo, e bem assim ao carnerada do mesmo al-
teres, o soldado daquelle batalhao Manoel Joa-
quim da Silva, conforme requisitou o comman-
danie das armas em officio do 13 deste mez, n.
1332.Communicou-se ao commandante das ar-
mas.
Dito ao mesmo.Tendo em vista a sua infor-
mago de 2> de outubro ullirao, sob n. 1112. da-
da com referencia a do engenheiro fiscal da es-
trada de ferro e ao parecer do procurador fiscal
dessa thesouraria constantes das copias juntas a
cerca do requerimento de Geraldo Pereira Dutra,
Francisco Antonio das Ghagns, Francisco Antonio
Pereira do Britto e l.uiz de Franca da Cruz Fer-
reir, auloriso a V. S. a mandar fazer a reduceo
do foro da parte do terreno cedido pelos supp'li-
cantes companhia da mesma estrada conforme
indica o referido procurador fiscal.
Dito ao mesmo. Pe conformidado cora a sua
ioformaco datada de 15 do correnle, o auloriso
j a mandar adiantar ao almoxarife do hospital mi-
litar a vista do pedido junio a quantia de 1:4005
para occorrer ao pagamento das despezas daquel-
le eslabelccimento relativas a segunda quinzena
do presente mez.Communicou-se ao comman-
dante das armas.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Nos termos de sua informago de 15 do corrente,
sob n. 578, mande V. S. entregar ao major do
corpo de polica, Alexandre de Barros e Albuquer-
que, a quantia de 60*000 que lhe compete para a
compra de urna cavalgadura.
Dilo ao mesmo.Em vista dos' recibos juntos
mande V. S. pagar a Manoel FigueirOa de Faria,
conforme requisitou o edefe de polica em offi-
cto da 15 do corrente, sob n. 15-<9, quantia de
25&000, sendo 159000 provenientes do aluguel
de 3 mezes vincidos no ullimo de setembre des
le anno da casa que serve de cadeia no termo
do Buique, e 10j>000 da despesa Caita com o sus-
tento de urna escolla que conduzio tres crimino-
sos do raorle para Garanhuns.Communicou-se
ao chefe de polica.
Dito ao mesmo.Inteirado do conteudo do of-
ficio que V. S. me dirigi em 14 do corrente,
sob n. 575, tenho a diz-r ero resposia que ap-
provo a arrematacao, que fez Jos Augusto de
Araujo, da Hluminagao de Goyanna por ura an-
no o pelo preco de 2955000 cada um lampio,
sendo fiador o Dr. Ignacio Nery da Fonccca.
Dilo ao director do arsenal de guerra.Em
addilamento ao meu ofJicio de 27 de novembro
tramitto por copia a Vmc. as notas dos
naquella classe por espago do nra ano soja logo ",L80,sJ0iarJ?men,' mmenlo equiprenlo
inspeccionado ex-offico.W 6 vista do relultado JJ{ftoZd?
da inspeccao, ter o destino que lde competir na C ia-
forma da le : o que communico a Vmc. para sua
iDtellgencta e execuco.
^ Deus guardo a Vmc.Francisco Xaviar Paes
Brrelo. Sr. encarregado do quartcl-general da
manaba.
Dito aojuzde paz mais votado da freguezia
da Victoria.Em resposta ao que consulla Vmc.
em olcio do 10 de novembro tindo apresso-me
era declarar-lhe, que nao obstante o que dis-
pem os avisos do 18 de outubro de 1848, e de
5 do fevereiro de 1849 no 1.. confrontados com
Ministerio da justiea. osk ,-' 2- e 3 das instruieges de 28 de ju-
Minislcrio dos negocios da lustica.RiodeJa-lnho mosmo anno. q"e sao especialissimos
neiro. em 20 de novembro de 1860. Illm. e para ..c" de uraa cleiao convocada e fcita no
Exm Sr -Expe V. Exc. era seu olllcio de 21 de ; Pr,"C'Po de ura novo quadnennio. o em vlrlu-
julho do correnle anno que t^ndo-o consultado o d.e. dos ^uaes a Presidencia da assembla paro-
juiz de direto de Pao do Alho se poda ou nao chlal cpraPcle sm d,,v'da ao 1. juiz do paz no-
cobrar cusas dos processos de habeas-corpus I Vttra,,Dite e"1.'1?. dl>e \ rae. presidir todo o pro-
respondera V. Exc. negativamente, em vista do cess. da^leJlSao de eleilores, que so eflectuar
arl. 343 do cdigo do processo criminal, e do re-1 "k s.lc "'" 8inda que os seus lraba"
gmeuto de cusas, que nao designa expressa- j -os se itsle"d;"" a'm do da de Janeiro pro-
mente as que devem perceber os juizes de direto xl "itur0 elu 1"e lomarao posse os novos
pelos actos que praiicaretn em laes processos ; a if ? d,. Paz' Por1ue "ao sendo o caso de urna
sobradle esta decisao approvaco do goveruo 5ao leUa n0 l'^afennio, que enlao como-
imperial : e S. II. o Imperador, a' quera fiz pre- i c-mo Da hyPolnose ds citados avisos e ins-
senle o referido officio, conformando-se com o lruefC''s. e sim um acto contiuuado da eleico que
parecer do conselhero consultor dos negocios da I "a lurma da lei .deve, ler. lu8ar no quadnennio,
justica, manda declarar a V. Exc. q>ie sendo ape- : I"0,.8?0" termina, evidente que a jurisdiego
as a ordera do habeas-corpus isenta de cusas i d(? ^ '"? ,comoJf- julz. dc Pa5 do mesmo esl
pela disposicao do arl. 33 suprar.itado, com a Pre?nlo,La1rtl 39 da lel- n- 8, do 19 de "
alterado do arl. 156 do regiment de cusas, e l0 de lb4b' e "ue s Vmc- compete presidir o
naohavendo lei alguraa que dellasexima expre3-'seu Processo como se ello se tiudasse dentro do
smente as demais pegas do respectivo processo, tem,po de s.e" exercicio n'aquella qualidade.
devem estas ser sujeitas ao pagamento como se '!10 ao Julz de Paz mais volado da freguezia
fizessem parte de qualquer oulro processocrim- 0raval-enviando a Vmc. por copia o in-
nal. pois que nao mudara de natureza : nao sen- uso u,ao 1u0 mc dlrig|0 subdelegado de po-
lanoa 'llcia de33e districto, devo dizer-lhc para sua in-
gs pela quantia pedida por essa repartico no
mez de novembro nliimo e para esse fim acabo
de ordenar ao referido inspector que quanto an-
tes mande entregar ao tdesoureiro pagador dessa
repartico d'aquella quantia a de 1:500}, que
Vmc. requisitou como urgente para occorrer a
esse pagamento em outro oflVio de 15 deste
mez, que tica assim respondido.Ofliciou -se a
thesouraria provincial sobre a entrega da quantia
deque se trata.
Portara.O presidente da provincia em ob-
servancia do disposto no 10 art. Io do decrelo
n. 1082 de 18 de agosto ullimo, resolve que a
parochia de Garanhuns 48 eleilores na elei-
go a que se tem de proceder na ultima dominge
do mez corrente, sendo este numero calculado
era vista da qualiflcago do presente anno, por
nao exisrem na secretaria do governo as quali-
ficacoes dos aunos de 1857 a 1859, ficando assim
alterada a tabella de 27 de selembro ullimo na
No domingo passado annunciou-so aos ve-
granos de Boma que iam ser dissolvidos. No
da seguinte apresenlaram-se ao cardeal Anlo-
nrtli, e instantemente pediram a continuado do
servigo. O cardeal responden-Ibes que o seu pe-
dido era intil, e que razes de forca maior obri-
gavam Sua Santidade a proceder assim.
Chegaram 1 Roma seie soldados suissos, res-
tos das batildas de Caslellldardo ; foram fra-
mente recebidos, o chegaram a recusar o seu ser-
vico. Os seus camaradas da guarda suissa do
papa colisaram-se para lhes pagar as despezas
do regresso sua patria.
A proposito da guarda papal, a guarda pala-
tina, composta era grande parle de burguezes de
Roma, nao ser dissolvida. A guarda franco-
belga, se se organisar, tomar inmediatamente
lugar a par dalla.
Mr. de Lamoriciere dispoz-se a partir para
Franca ; mas nao se demorar em vollar trazeo-
parte relativa a mencionada parochia.Remct-
leu-se copia dosta a cmara municipal compe- j do co'msigo sua esposa
tenteo aojuzde paz mais votado do primeiro No entretanto deixou a sua habitacSo .
praca de Hespanha, e foi estabelecer-se em urna
casa muito modesta prxima da praga Navonne.
districto d'aquella freguezia.
DESPACHOS DO DA 17 DE DEZEMBRO DE 1860.
Requerimentos.
3332.Antonio Ignacio da Silva.Informe
na
o Vneto, que motivo temos pare nao accreditar
que se ha de invocar esse mesmo principio pora
reivindicar o Tyrol meridional, ou o canlao do
Tessino ?
Se prevalecer na Europa o costume de
ameagar constantemente o visinho com guerras,
debaixo do pretexto das nacionalidades, ou de o
aitacarem sem declararn de guerra, que senli-
mentos de seguranca podero conservar os esta-
dos da Europa, que", romo a Suissa e a Blgica,
eslo composlos de differenles nacionalidades?
Temos indicado urna serie de motivos que
teem podido induzir a Prussia alomar assuas
precaoces em norae do direito, contra o princi-
pio cuja applicaro pode atlacar os interesses da
fiarn allema.
Ignoramos so temos explicado os motivos
que tem o governo prussiano ; .nas nao nos
cousla que a poltica desle governo esteja deter-
minada pelas sympathias legilimas, nem pelos
liberaes, mas sim pelo desojo de salvar o inte-
resses do seu paiz e do seu' povo, pela seguranga
do territorio federal, e pela posigo allema,
contra qualquer torga que possa quebrantar o
equilibrio dos estidos da Europa,
A Prussia, que no anno passado reconheceu
a uecessidade de fundar na pennsula um estado
de cousas que esliesso em harmona com as
necessidades e com o espirito dos povos, assim
como com as garantas de duraco, nao, tem
motivo algum para empregar a sua influencia a
favor da reslauraco de urna siluago impossi-
vel ; mais julga d seu dever levantar a sua voz
em presenga de um movimenlo que medida
que lhe fr mais dillicil tomar consistencia para
urna organisago interna, parega eniregar-se
cada vez mais ao impulso de alargar as fronlei-
ras e tambera do seu dever, repetimos, lera-
brar aos que diiigem a poltica italiana, que a
Prussia nao permiltir que se toque na posse e
no direito, assim como nos interesses, da naco
allema.
Pede-se para que reservem em Roma bellos apo-
sentos e os palacios apostlicos.
Mr. de Lamoriciere, no seu relatorio e nas
s entrevistas com o papa, deu um notavcl
ir ,i. 6co,enodfr/c^ desmentido aos jornaes e a'os' escriplores ultra-
oconseino director montanos, censurando francamente a admnistra-
niSEr^ES dB Barr0S Albuqucrquc- cao pontificia: c Dou-vos carta branca para re-
Drija-se a thesouraria provincial.
-----...----------------para re
ormar tudo quanto vos agradar Disse o papa.
i333*.-AntoniO Malaquias de Macedo Lima 0eus me livre, replicou
fasse portara concedendo mais por dous mezes!
somanta a prorogago do prazo.
3335.Bernardo Jos da Silva Guimaraes.
Informe o Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda.
3336.Carneiro & Irmo.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.
3337.Ernesto Antonio da Silva Lins.In-
forme o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
o general, tenho j
mullos iniraigos e nao carego de crear raais.
Mr, Sacconi, nuncio em Pars, chegou re-
centemenle Roma, e foi ao seminario francez.
Diz-se que a saude de S. E. esl muito deterio-
rada.
e
ao impe-
Escrevem de Boma a 13 de novembro :
Alguns dos regimentos napolitanos entrados
JJJ8 Joaquim d Assumpcao Queiroz.' lo- nos estados pontificios oslo em deploravel
ruin <\ Qr ilimntAP An ^.~mi-.i .i.-. ...^_ t r,.-i .1 .
forme o Sr. director do arsenal de guerra.
3339 -Jos Bernardino de Vasconcellos Coim- i
bra.Informe o Sr. inspector da thesouraria de |
fazenda, ouvindo o Sr. inspector da alfandega.
3340.Jos Jusquiru a r.nia Pereira.Iu-
fuiuio o Sr. director do arsenal de guerra.
3341.Luiz de Azevedo Souza.Informe o Sr.
inspector da thesouraria provincial.
3312.Geraldo Pereira Dutra o oulros.Diri-
ja-se a thesouraria de fazenda.
3343.Manoel Thom Fialho dc Albuquerque,
Nao lem lugar o que requer.
EXTERIOR.
eslados.
Muitos soldados, faltos de tudo, nao teem era
sapatos era uniforme. I
O 11. regiment, que fura de Messina para ;
Gaela, composlo, na maior parte, de homens
mancetoVdoTe a ffS^. Sl U TelhoS U
Esles desgracados forjra receu... Pnm0 :. i
mos pelos soldados franiczes, o era um espec- j
taculo que coraraovia ver em Velletre, Albano, '
Frascali e Gcnzano, os ofliciaes francezes irem
so encontr dos ofliciaes napolitanos, e levarera-'
nos escasas de pasto, aos cafs; os soldados
condunram os soldados a direm-lhe pao e
vinho. ,
Nao ha elogios para a geoerosidade do exercilo
francez.
Puullcou-se urna ordem do dia que prohibe
comprar aos napolitanos armas, cavallos, ou
mais ou menos fugiram.
um general para trolar da
refugiados no nosso teni-
do licito porm demorar o andamento da causa, |
e soltura do pariente, a pretexto de tfaa de pre-
paro e cusas, que podem ser cobradas exeruli-
varnenle de quem direito fr. O que communico
a V. Exc. para seu conhecimento, e para que o
faca consiar ao referido juiz.
Deus gnarde a V. ExcJoo Lustosa da Cu-
nha Paranagu.Sr. presidente da provincia de
Pernambuco.
Governo da provincia.
Expediente do dia 17 de detembro de 1860.
Oflicio ao Exm. presidenta da Baha Acenso
o recepeo do officio que V. Exc. me dirigi cm
<4 de novembio ultimo, acompanhado do duas
collecgoes dos actos legislativos dessa provincia
promulgados este anno.
Dilo ao coronel commandante das armas.Res-
pondo ao seu officio sob o. 1272, dizendo-lhe que
nao estando declarado no regulamento, que bai-
xot com o decreto, n. 2677, de 27 de outubro ul-
timo, o modo poique devem ser enviados ao Exm.
ministro da guerra os papis qie cssecommando
de armas tem dc ministrar na forma das ordens
do governo deve V. S. transmitli-losa esta presi-
dencia com a sua correspondencia, alim de lerem
ai'ielie destino, visto como era essa a pratica
seguida antes da execugo do regulamento de 31
de Janeiro de 1857, boje revogado. e mesmo por
que estiio sondo Iraosmillidos actualmente por
intermedio desla presidencia as ordens do govor-
no, cuja execuco compete a esso commando de
armas.
Dito ao mesmo.Com a inclusa copia do aviso
da repartico da guerra de 28 de novembro ulti-
mo, transmiti a V. S. urna collecgo das ordens
do dia do exercito den. la 217 e iresexempla-
res do systema geral de siguaes por toques de
cornetas, tudo destinado ao archivo do corpo de
guarnico desta provincia.
Dito ao mesmo.De conformidade com o dis-
posto no aviso da repartico da guerra de 7 do
corrente, constante da copia junta mande V. S.
dar baixa do servigo ao soldado do 10 batalhao
de infanlaria Joo Baplista da Molla, que provou
sengu legal do recrutamento.
Dilo ao mesmoCommunico a "V. S. que
cm aviso de 6 do correnle, declarou-me o Exm.
Sr. ministro da guerra ter-se mandado fornecer
ao curpo de guarniejio desta provincia pelo arse-
nal de guerra da corte os livros mencionados na
inclusa nota da repartico do quartel megtre ge-
Q"tro mil pouco
Chfgou de Gaeta
sorto dos soldados
torio.
En Albano c Genzano revislaram-se os cartu-
xos dos soldados napolitanos, e achou-se que a
plvora era dc m qualidade.
Sibeis que o rei de aples tinha emprestado,
| sera juro, um milho ao Papa.
S S. restituid hoje esta somma ao joven rei,
daido-lhe consolidados romanos.
ao ha tropas nem nas Marcas nem na Ombra
e io obstante reina all perfeita tranquilli-
daie.
D cardeal arcebispo de aples que fra exila-
do por Garibaldi, dispe-sc a voltar para all,
agir que o governo do dictador foi substituido
para
telligincia, que se effectivamenle csto qualili-
cados nessa freguezia os habitantes de Amo-
ras, Amorinha, Carangueijo e Macacos,a qne se
alludu no mesmo oflicio, devem os seus volosser
recebidos na prxima eleigo de eleilores, nocom-
pelindo a Vmc, nem mesa porochial, o direito
de conhecer da idoneidado dos votantes qualifi-
cados, e julgar davalidadeda qualicago ; po-
den lo apenas apurarem esses votos em sepirado,
se para.islo houver fundamento, a fim de que o po-
der compleme poro docidr sobre a legalidado da
eleigo, possa descrimina-los ; como est decidi-
do no aviso de 19 de Janeiro do 1849 2.Com- I
municou-se ao subdelegado de Grvala,
Dito ao cidado Francisco Duarte Cocino, 3.!
juiz de paz do 1. deslriclo da freguezia do Pogo
da Panclla.Tendo nesta data mandado ouvr a
cmara municipal do Recite cerca da mudan-
ga de domicilio dos dous primeiros juizes de paz
dessa freguezia, e de que irala a informago por
Vmc. ministrada em 15 do corrente, cumpre
que manlenha tudo quinto ha* feto cerca da
convocaco dos votantes da mesraa fret'uezia at
ulterior deliberago, que por ventura acooselhe
a informago da mesan cmara.
O que communico a Vmc. para seu conheci-
mento e direego.Officiou-se a cmara do Re-
cite exigindo a informago, de que se trata.
Dilo a cmara municipal de barreiros.De-
claro cmara municipal de Barreiros em res-
posta ao seu officio do 30 de novembro lindo,
que achando-se nessa villa o presidente da mes-
ma, Francisco Santiago Ramos, sem que com-
municasse achar-se impedido por qualquer mo-
tivo, irregular o ter o seu immediato em votos
convocado vercadores para se rcunirem e desig-
nado dia para isto, allribuico que privativamen-
te incumbe aquello presidente pela terminante
disposicao do art. 26 da lei do 1 de outubro
de 1828.
Que bc:n assim foi irregular haver a mesma
cmara municipal continuado a funecionar na
sesso do dia 30 do predito mez, depols de en-
cerrados os trabalhos e levantada a sesso pelo
referido presidente, sobre quem recahia a res-
poosabilidade pela falta de cumprimento das or-
dens desla presidencia, relativos a prxima elei-
go de eleilores e satisfago do oulras necessi-
dades do servigo publico, quea cmara quiz
acautelar com esse procedimento.
Que finalmente, nao se tendo anda posto em
execugo a divisao de districtos, ltimamente
decretada por essa cmara e approvada pela
O Jarnal de Roma publica a seguinte ola :
:< A guerra principiada e seguida na Italia ,
pelo Piemonte nao prodnz s os males que acom-11 r "bjecto.
panham urna das mais deploraveis calamidades,
mas lambem os que dimanam da injustica da
mesma guerra. Deus queira que as immorali-
dados, as desordens, e quig as guerras civis nao
surjan) da enorme expoliaco, que neste mo-
mento se esl coosummando*
Hontom alludimos entrada das tropas na-
politanas no territorio pontificio, e este tacto
urna nova consequencia desta guerra.
O corpo do exercito que do reino de aples
entrou imprevistamente nos Estados Pontificios
compe-se aproximadamente de 30,000 infantes,
c 5.000 cavallos.
: Esto exercito quer permanecer fiel ao seu
soberano, innocenle mas vendido, filho de urna
rainha pieraonteza, Ilustre pela sua sanlidade,
raas desconhecida voluntariamente pelos perse-
guidores, que tizeram daquelle desgragado mo-i P*0 do v'clor Emmanuel.
narcha o objecto da sua aeco usurpadora, a pon-
to de lhe arrancar os meios para sustentar os
seus liis soldados.
Ainda que es desastres, resultantes das usur-
pages comraeltidas no patrimonio de S. Pedro,
arrebatara ao padre santo os meios dc soccorr-
los como desejaria o seu corago palernal, quer
vir em seu auxilio com -toda a qualidade de sc-
ennos. Cheio de scnlimenlos de humanidado e
de caridade, que podem classificar-se de obriga-
orios, e zeloso de observar rigorosamente o di-
reito das gentes, o padre sanio ordenou que se
provesse a sua sustentaco.
Para corresponder a estas generosas inten-
Qoes de Sua Santidade, as municipalidades das
diflerenles cidades visinhas dos lugares percorri-
dos por aquellas tropas realistas, apressaram-se
a Uar-lht's suicorroo.
Com enlhusiasmo publicamos
a,novo. Foi dado em 14 de margo de 1849. e ao
cabo de poucos annosderrogado porfcpralicavel.
giiem e que nos garante que a constiluico de
20 de outubro de 1860, nao lera dentro em pou-
cos das a mesma sorte. ? Quem que respondo
que ella nao seja destinada b (ranqullisar a agita-
gao no interior, nfin, de que a Austria esteja em
eslado de emprehender urna nova guprra ? La-
mentamos esta desconfianga, mas existe
Todos sabem que se as armas austracas t-
vessm tnumphodo no auno passado, nao se fazia
questao de concesso.
(Jerval do Commercio, de Lisboa)
OSr. Chatelet, para fazer sobres.ihir melhor os
enmes de Georges III contra a Franca, divide
seu reinado em tres periodos : o primeiro come-
ca cm 1-60 e acaba cm 1783 o segupdo abraca
toda aquella epopa to agitad* da repblica"
do consulado ; o lrceiro consagrado
no e termina era 1815.
Por occasiao da morte de Georgc II, quasi que
nada mais nos restava que perder ; comtudo de-
ciaron o novo re que nao deporia as armas an-
tes de haver reprimido a ambico.as usurparles
e ostemiveis projectos da Fraca. Estas pita-
rras que sao um atrevido sarcasmo, dispensara
qualquer commentario. O re da Inglaterra at
nao condece que depois de tanl.,3 crimes dos
seus antecessores loria dada provas de dignidade
guardando silencio.
Chegamos ao tratado de 1763. isto a urea
daquellas pocas da nossa disloria que impos-
sivel percorrersem sentir urna afflico no cora-
cao : depois de um seculo de luta's interraina-
cis, a Franca cs-jotada v-Se aos ps de sua ri-
val. A insolencia do governo britnico nao co-
hecc mais limites, quanto mais se lde concede
is exige, rui est sempre prompto para so-
r o fogo e o odio : elle irrila-se contra o tra-
tadoide Pars que entregara Ir.ghlerra o Ca-
nad, e Cabo Bretn, ogolpho de S. Lourengo.a
Granada 8.1 cente. Dominica, Tabago. o SenU
t,al o Monda. Mmorca, e as Indias, excepto
Pond.cbry e Chandernagor. Doente de urna ar-
ihrius.va, carregido ao parlamento e declara que
"a".dcuar P.^ssar ums d'a sem corabater com
m tratado que obscure-
. Mas es^e hornera que
ao genio da Franca, devia soffret no
Um de sua carreira urna decepeo amarga. Aquel-
la Franca que elle julgava anniquillada, ergue-
se mais enrgica e mais poderosa que uunca.
Titea Instaste para presentir a perda da Ame-
rica, arrancada ao leopardo brilannico pelas fro-
tas e pelos exercitos da Franca, aquella poten-
cia incancavel, pira servir-nos da expressao do
mslez Sraolell.
mai
pra
expressao
Depois do tratado de Pars, houve entre os
us povos alguns annos de tregoa. A Gro-
Brelanda empregou-os era conquistar as Indias.
Deve a posse de Bengala a inepcia dos principios
indios, e a urna serie de crimes. felonas e Irai-
Coes cuja leitura provoca o (dio. Nao tendo
hoje o animo de levantar urna ponti do veo im-
mundo e manchado de sangue que cobre o que
chamara conquista da India. Talvez que tente-
mos mais larde.
A Gazela Prussiana publicou ha pouco o sc-
giiole artigo em rolarn ao estado da Italia : i
Depojs da paz de Villa-Franca, em presenca
di situaco qne se tinha formado em consequen-
cia da guerra da alia Italia e da Italia Central, o
principio da nao intervengo, proclamado pela
franca e apoiado pela Inglaterra, alcancou o
issenlimento dc una grande parle da opinio '
tublica na Europa, porque estando em opposigo
Jirecta com a poltica de intervengo dos con-,
gressos de Laybach, e de Verona, pareca oflerc- '
cer aos eslados italianos a occasiao de so organi-
sarem de urna manera independente e segundo !
as suas necessidades polticas.
Mas por um efTeito singular, este principio
it agora sono para substi-
parece nao ter sido
jtuir a influencia austraca na Italia pela de urna
que o um- j potencia que tem oceupado o centro da pennsula
mandante militar francez amparou e protegeu pnr um consideravel numero de tropas,
esta disposicao soberana, dislribuindo numeioaa n.ebaixo da proiecco do principioapparento
races "a no inierrenco, o gabinete sardo poo cm
Tomam-se dlsposices para que eslas tropas mov'mento agora um mechanismo destinado a
estejam alojadas n'aquella parte dos Estados 'egansar o estado da revolucao.
Pontificios que ainda se nao eslendeu a usur- (< vtaco dos ducados e das Roraanias vo
pago. 'seguir-se a da Ombra a das Marcas a do reino
,.,,----- das duas Scilias.
Temos nolicias de Boma que nos do porme-
nores interessantes, pelo que se l na Patrie:
': Lamoriciere apresentou Sua Sanlidade o
relatorio que ha algum tempo preparara. Ainda
que limitado ao circulo proscripto pelos usos e
conveniencias, aquello relatorio comprehende1
ludo quanto fez o general desde a sua chegada
aos Eslados Pontificios, alm de conter algumaS
observacoes que pdde colher a respeito de diver-
sos ramos de adminislraco. Esta ultima parte
foi tratada com grande reserva, e s os pontos
que as circunstancias offerecem.
"O general nao poupava ao papa a verdade ;
queixa-se com energa da fraqueza de uns o da
traico de outros. Tambem nao oi poupada urna
parte dos suissos, e julga-se que em todas as
cousas Mr. de Lamoriciere se expressou para
com Sua Sanlidade com urna frauqueza inteira-
mente militar.
Depois de ouvr este relatorio, Sua Santida-
da agradeceu vivamente Lamoriciere a sua de-
dicagao e os seus servaos, e propoz-lhe que con-
tribuase, de nuvo para a reorgauisaco do exer-
cilo : a E impossivel I respondeu Mr de Lamo-
riciere, falla effecliramente dinheiro, soldados
e todos os elementos; e, alm disso, accres-
cenlou elle, aquelles que deviam dar o irapul-
so, os ministros de Sua Santidade, nao eslo
de aecrdo entre si.
Pi IX perguntou ao general se sabia, pelo
menos, o que s poderia faterde melhor na ao
luaudade.
Nao ignoramos que desdo o resultado surpre-
hendenle. quo se deu esta primavera nas votigoes
dos habitantes da Saboia o de Niza, existam an-
da na Alleraanha partidarios de urna theoria que
saneciona os direitos anligamente adquirido?, e
que se leem desenvolvido com a vida de um
poro.
Mas os conselhoiros de urna casa soberana,
cojas tradigoes gloriosas, eslo ha seculos inti-
mamente ligadas com o espirito e com a historia
desse povo, teem raso para tomar as suas pre-
caures contra um principio proprio para servir
do meio ao primeiro aventurero que quizer
lancar mo delle.
Esle o principio das nacionalidades, ea
idea da unidade italiana que invoca o gabinete
de Turim para justificar a sua invaso nos esta-
dos pontificios e a sua intervengo em aples;
mas as exigencias deste principio vao mais
alm; era urna linguagero, cuja franqueza o deci-
so nao indica mais do que o poderoso apoio
com que conta o conde de Cavour, declara Eu-
ropa que nao gosar de paz solida e sincera em
quanto se nao resolver a questao veneziana.
So o governo sardo, como representante da
ideada unidade italiana, duvida se pote aonun-
ciar d'ante mo urna guerra qual possa ser
arrestada toda a Europa, que podaremos esperar,
nos, os allemes, nos oossos interesses uaeio-
naes?
*o a Sardenha julgado seu dimito, em con-
sequencia do principio do oaciorjjtKfjade, annexar,
A Ga;eta de Colonia aprecia da maneira se-
guiute a constituigao austraca :
gao ao seu imperio. Que bello triumpho para o ZlZ'^aVuTLT S (
partido que representamos Porque, da quanto ct |, u'i a^Ur "'
lempo da que urna constiluigo, mesmo para i ',d'a m' da.".erra-
a Prussia, era ainda um assumplo da des- '
dem e de reserva para o partido ento dominan-
te, e que, quera ousava fallar de uraa represen-
tagao do paiz, ara considerado como um aulor de
utopias ? Pois bem : o rescripto imperial que
regula a siluago intnira da monarchia proclama
essa aboligo dos privilegios, essa igualdade de
direilos sem distinego de nascimento nem de
religio que antes de 1848, era desacreditada
pelo partido conservador de toda a Europa, como
falsas doulrinas do liberalismo.
Os principios que lemos professado toda a
nossa vida alcangaram na Europa urna victoria
quasi geral. A m imprensa, como ainda da mui-
to pouco lempo se edamava, linda defendido a
boa causa os nossos antigos adversarios julga-
rarn sabio ligar-se s nossas opinioes, quer seja
franca quer tcitamente. O governo mais conser-
vador presla homenagem s tendencias que ou-
irora se ^^varam deslruidoras, e v n'ellas a
salvagao e a felicidauc .. ,~-nc
a nova conslituico que proclama o mauties-
to imperial de 21, ainda nao i, verdade, uraa
constituigao liberal no sentido habitual da pala -
vra. Nao concede representaco popular com-
mura com voto deliberativo. O conselho do im-
perio nao mais do que o simulacro de urna
dieta. E' em pane nomc-ado pelo imperador, em-
quinlo que as dietas particulares mandam para
alli cem membros. Nao tem voz deliberativa se-
no em materia de divida publica e de impos-
los.e esse mesmo direito nocdega seno at ap-
provago do orgamenlo da receita edespeza. To-
dos os oulros negocios considerados como geraes,
laes como as leis monetarias, aduaneiras, com-
merciaes, os negocios de banco e de crdito, os
principios do syslema postal, telegraptieo e de
camiuhos de ferro, o servigo militar ele, s sao
regulados com a simples cooperago do conseldo
do imperio. Esta expressao equivoca, e o go-
verno poda muito bem interpreta-la no sentido
de que o conseldo do imperio lera simplesmente
vol consecutivo nestas materias.
_ Mas temos sempre a equidade e a modera-'
gao de reconhecer que urna constituigao unitaria
urna cousa quasi impossivel na Austria forma-
da de lo diversos elementos, por mais naluraes
que encontramos os dosejos de nossos compatrio-
tas allemes, manifeslados por Mr. Maager. Nao
podernos pois deixar de conceder a nossa appro-
vago ao governo austraco por procurar concil-
lar a unidade do imperio com a independencia
dos paizes da coroa. Quantas razes conhecidas
exigm que o cumprimento dos votos da Hun-
gra estivessem em primeiro lugar. A Hungra
rcebe urna posico parte com privilegios am-
pios. Reinlroduzcm-se as principaes partes das
suas precedentes insliiuiges,a chancellara em
Vienna, a curia real em Pestli, o cargo do lugar-
lente geral em Bude, a constituigao do paiz. O
rei, depois da coroago, reina de acedrd cora a
diela, o hngaro a lngua oflicial, mas tudo
isto com diversas modificaces.
A anliga independencia da Hungra esl su-
jeila, alm disso, a reslricges essenciaes. Befe-
rem-se nao s s finangas," mas ao desempenho
diz respeito ao exercito, a representago nos pai-
zes eslrangeiros, e finalmente, lodos estes nego-
cios sao altribuidos ao conselho do imperio como
negocios comrauns. O decreto imperial deixa pa-
ra o futuro o meio de execugo de urna grande
parte d j cousas ; e nestes termos sero convoca-
dos em Cran homens do confianga da Hungra
etc. Quanto s deraais provincias, contenti-se
em langar as primeiras bases, em tragar os pri-
meiros contornos lo vagos da sua organisago,
como se o governo quizesse "evitar enfraquecer a
boa impresso dessas rcsoluges, e despertar em
geral melhores esperangas era lodos os paizes da
coroa, sem conlrahir compromissos quanlo aos
detallies.
Pelo que respeita Hungra, fez-se agora o
quo nos reclamamos cm 1839 ; o governo pro-
cura combinar razoavelmente as cousas com o
maior e mais importante dos paizes da coroa. Os
direilos histricos dos hngaros devem concillar-
se com as inevitaveis exigencias do presente, di-
ziaraos nos anlcs dis lulas de 1848 e 1849, c
sempre depois temos repetido a mesma cousa.
Eis o governo preslar-nos a mo. Mas
nisto mostra-se mais urna vez quanto importa
que o tempo verifique as cousas. Se o impera-
dor tivesse publicado ha annos, por cxemplo,
quaudo viajou, na Hungra, um semelhante ma-
nifest em Pesth, o paiz teria recibido com ale-
gra essas concesses; Mas ento o palavra de
ordem era urna unidade do imperio rigorosa para
que fosse impralicavel. Hoje o dcscootentamen-
Ij na Hungra tem do tal maneira crescido, quo
so pergunia se os hngaros querero contentar-
que
Lerabremos apenas que um,
domem brioso, Hyder Alli, iniciado pela Fran-
ca nos segredos da poltica r-----*-* os n-
slpzes em 17fi9 p (---mes urna parte do que
naviam conquistado Esses reveros bnraram a
petturbacao nas fin.incas da companhia dos In-
dias. Para lhes fazer face, ella comprou todas
as colheitas, e Ires mlhes de Indios suecumbi-
ram nas garras da fome. Declaremos que anda
nessa occasiao nao houve no parlamento inglez
urna voz que censurasse to grande crime.
No mesmo anno, leve ainda a civilisacSo de
corar : O Sr. Choiseul inquielava a Inglaterra,
Georges III oft'ereceu ouro a madama Dubarry,
e o ministro suecumbio.
Em 1770, a Franca, para salvar a Polonia das
garras da Bussia. excitou a Turqua contra o
imperio dos Czares. A inglateira declarou-se
pelos Bussos, e ameacou a Franca com outra
guerra se procurasse soccorrer a Poiouia. A Tur-
qua, reduzida s suas nicas forgas, perdeu a
Crimea. He pois Inglaterra a quem a Kussia
deve Sebastopol. Por essa occasiao encontramos
na obra do Sr. Chatelet as justas reflexes que
se segum ;
A campanha da Crimea a ultrajante criti-
ca da poltica inleza do XVIII seculo : ella
poude fazr mal sem nos e coaira nos ; mas para
o reparar fui obrgada a seguir-nos e a recorrer
a nos. Chegaraos a ura dos raais inleressantes
periodos do fim do XVIII seculo. As colonias
inglezas da America, irritadas polas prlonces
da mai patria, sobievam-se, e Franklin vera a
Franga pedir soccorro. Luiz XVI est no throno;
em alguns annos, elle reparou as ruinas do ulti-
mo reinado ; oitenla e sois naos de linha, cora-
mandadas por ofliciaes habis, eslo promptas
para so fazerera de vela. Assigna-se um trata-
do entre a Franca o os Eslados-Uuidos. Essa
nolicta arranca o velho Pilt do seu |leito f-
nebre ; muribttndo, manda que o carreguem
ale o parlamento. Mylords. diz elle, coatoa
( velho, enfermo e com os ps no tmulo, l'al-
ve: que esta seja a ullima tes que me oucaes
< neste recinto. Consentiris que esle poderoso
remo seja humilhado pelo Bourbon ? Se
preciso declarar o guerra, o que esperaes ?
O duque de Btchmond responde com modera-
gao : Indignado o frentico inimgo da Fran-
ga quer responder, mas o paroxismo de sua
colera tal que elle nao pode pronuuciar urna
so palavra.. Levado sem sentidos, morro sufo-
cado pelo odio, assim como morreu outro t'itt
ao estampido do canho de Auslerlitz.
tm opposico ao que tinharaos visto al ento,
a in5itrrn np^mhn fira Slla luc contra a
I-ranga o contra os Estados Unidos. Foi obriaa-
da a reconhecer a independencia de suoe coi
nas, e a 21 de Janeiro de 1783 assignou-se o tra-
tado de \ersaldes que constitua a Franga Taba-
go, Santa Lucia, o Senegol e seus estabelecimen-
tos da India. De 130 milhes eslerlinos, s divi-
da ing'eza subi a 240 milbs inulil lem-
brar as peripecias da guerra da America.
quasi distoria contempornea, e todos sebem-na.
Oque importa indagar sob o ponto de vista da
disloria e cm previsao do futuro sao as causas da
derrota da loglalcrra, apezar de immensos arma-
mentos maritimos,
Por diversas vezes temos emittido a opinio
que a Inglaterra, reduzida s suas proprias tor-
cas, nao era para a Franca receiar. Se r.o o
confessam, os inglezes sabem-no e comprehen-
dem-no. Assim, todas as vezes que se cariega
o hortsoote do lado da Franca, elles procuran
alhados no continente. Dividir as nossas torcas
para vencer, tal o axioma fundamental da p"o-
lilica ingleza. O minislcrio brilannico, no mu-
ment de declarar a guerra a Luiz XVI, nao dei-
xou de recorrer a esse expediente. Procurou,
pois, aproveilar a morte do eleitor da Baviera.
cuja heranga era disputada pela Austria e pelo
oleitor palatino, a Inglaterra excitou os adversa-
se cora essa meia independencia, tanto mais que j nos> .aPe*r do fingir quo apoiava ambos. Se o
a Transylvania o a Croatia permanecer separa-t^r. Vergennes houvesse imitado o exemplo do
dasd'elles, e que a sorte de Voivodia est por de-
cidir.
Pergunta-sc tambem at que ponto as nutras
provincias ficaro satisfeilas d'eslo privilegio da
Hungra, e das promessas que a ella s^, fea. Os
poros d'Austria nao podem esquecer tiue. ja Uve-
ra ra urna conslituico mais liber*l da que nao
seus antecessores, a guerra retear-se-hia entra
a Franga, a Austria e uraa parte da Allemanha.
Obrigados o guardar para a guerra continental a
maior parle dos nossos recursos, a marinha seria
esquecida, e provavelmente assistiriamos a se-
gunda adico do que se pissou em 1763, Feliz-
mente c ministro do rei soube icuiisar as p,-

ii rftfv/ri


m
UR10 DI PERH4MBUC0. QUIMA FEIRA SO DE DEZEMBRO DE 1860.
-*
trigas bnlannicas. Dcscobriodo a deslealdade I precisa tre cousas Inglaterra : urna Europa
a Inglaterra, limiiou-se a entregar o negocio (que desconhecesse seus proprios inlerosses de-
u a queslao a mediago da Russia, e a Franga,, terga.o da Hespanha, ou:o para assoldadar'mer-
podeiido dispor de seu poder, 1 iberiou os Esta-1 cnanos allemes e crear em Franca, no conti-
d?-uoiJ,0o,l 0 ,. Ar. A enlf. muaragos taes que Ihe fosse'iinpossivol um iniraigo voixa-nos, marchamos contra ella;
1-83-180. Segundo perodo do reinado de dispor de todos os s*us recursos, para urna lula1 nao temos guineos para pornios sua cabega^
Jeorges lll. i martima. A Inglaterra achou essas tres candi; premio : o roubo, o latrocinio, o assassinio. m-
" (oes. Sem f e sem lei, o que nao se faz corr
que nos deve consolar ; nao combateram contra
nos cora armafjiguaes ; nao sabemos violar nossa
patarra, tomar em lempo de par. os navios ei-
traogeiros, assassioar parlamentario!. Quando
Est no poder Pitt, filho daqu*lle que xhalou
ultimo suspiro amaldicoando a Franca ; elle
presente revoluto (ranceta, e para castigar
Luiz XVI por seus triumphoa martimos, derrama
uro s maos cheias e fomenta cutre nos a dis-
cordia e as diasencocs. Compreheade todo o lu-
cro que se pode tirar da revolugs para destruir
nossa marinha. Com urna das maos procura te-
ta a seu sold ; com a oulra excita o velho odio
ingle*. Medita uina guerra do morte, e assesta
anticipadamente as suas bateras. Em seus cal-
culos, a Fran;a, aperlada poru:u lado pelo jaco-
binismo, e por outro pela colligagao deve suc-
cumbir. Comludo dissimula ; ca immovel, an-
da que liouvesse suscitado a primeira guerra da
PrussU e da Austria contra a revoluco franceza.
O rei est no templo. Peuco importa a Georges
III e a seus ministros. Esse rei o libertador
Pitt assisle impasgivcl ao martyrio 4a familia
real : \ a anarchia estender pela Eranga o sig-
nal do luto ; tem ouro para lodos os crimes,
acorogoamento para lodas as trajeos ; pd Je crer
por um momento que aquella Frjnga, ebjeclo de
tanto odio, abater-se-hia por si mesmo na lama
de 93. A illuso foi curta. Apezar de seu ta-
lento, Pili desconhecia a Franga. A conquista
da Blgica ensinou-lhe, que se o governo eslava
em maos d^salteadores, a Franca, a verdadeira
Franca, halntava os campos do blallia. Cliegou
a occasiao de desmascarar os seus projeclos : Ico-
veja repentinamente contra os regicidas e forma
logo a primeira colligagao : 35 mil inglezes,
commandados pelo duque de York, desembarca-
ra no continente. Cinco esquadras receben!
ordem de plhar o nosso cominercio. I'romet-
tem soecurref a Vendea. Lcmbrando-se como
se dealroem 3 millioes de homeus pela lome,
Pilt quer renovar o mesmo processo n respeilo
da Frauga Sao bloqueados lodosos nossos por- vios de guerra
los, e d-se ordem do lomar qualquer navio
neutro carregado de vveres.
Esses esfurgos gigantescos deram em resultado
urna serie de derrotas. Batidos em Ilondschool
c em Watigaies, os Inglezes tirnam a gauhar
apaisadamente as margeus do Tamisa ; expul-
ses de Toulon, vingam-se com o incendio do ar-
senal ; e pedemse novos millioes ao parlamen-
to para reprimir a insaciavel rimbico da Frauga.
For mar perdemos a Corsega, a India e as Anii-
lhas ; mas por trra marchamos de victorias em
victorias. A ilullauda conquistada, a l'russia
e a Hespanha abandonan! a colliggo.
Apenas venios diaule do nos a Inglaterra ea
Austria ; apezar Fox e Slieridan, que aecusam-o
de provocar una guerra infame, Pitt inumpha
no parlamento. Elie pede uro e homeus con-
ceJem-lhe urna e oulra cousa.
impostos. a es'agnaco do commercio, a carislia
dos coreaos sublevara a populaga Jo Londres ;
ouvem-se gritos sediciosos, mas" que importa :
<0 Governo, escreve o Sr Chaielct, lena saeri-
ficado melade do reino para esmaijar a Franca.
Oeixsra de gritar, mas a fjuerra contina.
Deaespi rado por nao ler mais seu sold se-
no os exerettos da Austria, Pitt cuida na Ven-
dea ; foi elle o promotor daquelle famoso desem-
barque onde pareceram cm grande paite aquellos
valeules oQlciaesda marinha franceza, combaten-
tes di guerra da America. Quibron I tal u
nome dessa expedigio em que a honra inglcza
perd u-so por todos os poros ISheridan). A Aus-
tria, derrotada na Italia, assigna o IralaJo de Leo-
ten, e Pili, ftcando so na brecha, litigio propo-i-
es do |iiir! Mas com tal homem nao havia pai
pos-ivel, Romperam-se as conferencias apenas
comegalas. (.loronla mil francezes apoderam-
se de Malla e conquislaram o Egypto. Essa ex-
pedido lao gloriosamente coruecada, 6 compro-
meiuda oyla victoria de Aboukir que entrega
Inglaterra o Mediterrneo.
O canhao de Aboukir reanima a coragem dos
DimigOS da Franca. Pili aprovcila a occasiao :
reforma asegunda colligagao. A Russia, a Aus-
tria, aples, a Turqua, pem-se ao sold da Iu,
glaterra, e o sangue comega correr de novo.
O lei de aples, expulso de sua capital pelos
nossos exordios victoriosos, refugia-se bordo
dasu,os *e~ Nelsou. A felicidade da colligacao
obrigou dentro em pouco as tropos trncelas
racuarem. Assigoa-se una capilulagao entre o
rei de aples e o general franuez : o almirante
inglez recusa reconhece-la. Acto deploravel,man-
cha indelcvel na honra da Inglaterra, diz um
historiador inglez. As derrotas dos Inglezes e a
capjlulaco do duque de Voik em Alkmaar, vin-
ilo que
pugnam ao carcter francez.
o sabemos, aperlar a mo de um adversario
para o estrangular melhor. D'ahi nossos revezei;
d'ahi tambem os tiiumphos da Inglaterra I Nio
lh'os eovejamos.
Xavier dk Fontaines.
Monde.H. Vuperon.
ouro?
E' mui curioso lembraraos nossos liberaos sn-
glomaniacos a causa do rompimento que leve
lugar em 1735 entro a Franga e sua visinha. A
Austria e a Russia comegavam a cobigar a Polo-
nia. O cardeol Fleury comprchendeu o immenso
interesse que nhara as nacoes occidenlaes em
proteger a nacionalidade poloueza, e roclimou o
auxilio da Graa-Bretanha. A resposU foi digna
da nago liberal e philanlropica. c Nada temos
a ganhar, escreve o ministerio britannico, cora
urna intervengo. A Russia e a Austria podem-
nos pelo contrario ser uteis : l se havenha a Po-
lonia como podar. Essa recusa pOz a Franga do
lado da Austria, e provocou o tratado de Vienna ;
que nos aseegurava a Lorena e o throuo das Du.s "'"f5*0 ESlfe sti.da df 17.d correi,le .
dem 25.Luiz Jos Gonzaga, casa
terrea arrondada annualmenlo
poc..............................
Ba da ladeira da S.
N. 1.Capito Jos da Silva Men-
donga Vianna, casa de sobrado de
1 andar, arrendado annualmenlo
por .............>................
.dem 5. Antonio Harlins Duarle,
casa terrea arrendada annualmen-
tepor............................
Ra da frente de S. Francisco.
N. 5. Joaquim Filipo da Costa,
casa terrea arrendada annual-
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
i
Por rirlude da portara da directora geral da
Sicilias ao filho de Filippe V. D'ahi, grande co-
lera era Londres. Declara-sa guerra aos Ilespa-
nhes por terera tomado navios inglezes viola-
dores das convenges de Utrech, e a Franga ar-
mava-se para defende-los. quendo a morte de
Garlos VI deleve por momelos a guerra mar-
tima.
Em 1745. a luta entro a Franga e a Inglaterra,
evaudo apssi um imperador, dous res, tres
eleitoros e mais sete principes, recomecou mais
encarnicada quo nunca. Em Ierra, a victoria de
Fontenoy, a conquista dos raizes Baixos; no
mar, 40(1 navios inglezes aprisionados pelos nos-
sos corsaiios, a derrota da armada brilannica o a
tomada de Madras por Dupleix e La Bourdon-
noye, fizerara tremer a colligagao. Infelizmente
as proporgoes que tomava a guerra no continen-
te trouxerara o resultado que a Inglaterra quera :
Luiz XV foi obrigado a retirar os seus auxilios da
lula martima.
O exercito inglez foi batido em Laneld Berg-
op-Zoom cahio em nosso poder, masdezoito na-
1 vios de guerra inglezes tomaran], na altura do
cabo Finisterra.seis navios de guerra francezes e
trinla embarcacoes que coraboiavam. Desse mo-
mento dala a decadencia da marinha franceza ;
tivemos comludo algutnas vantagnns parciaes,
Minores foi retomada aos Inglezes e batida e frota
do almirante Bing, porm a superioridade do
nosso uiiiro lornou-se inconlestavel. Vio oflm
dessa nova colligagao o anuo de 1849. A Franga, '
victoriosa por ierra, resliluio suas conquistas; u,t7L*0' fS,0,I.n,Pc.''ia de 14
Inglaterra resliluio o que havia tomado, mas o ,'j0'n"688'- 01 ,er''du T "mmauao su-
seu intento eslava realisado : restaura apenas fe"or nf- raun C1P' d Tacaralu, para cuja for-
alguns navios aos seus adversarios wF'o de,sll8ada. commando superior de
Cegas, diz a este respeilo o Sr. Chatelet, as V". Be.!,i 0l"Sazeira. frSa da g""Ja cio-
nagoes do conline
teem as escolas de instruego elementar de am-
bos os sexos de funecionar urna s vez por da no
futuro anuo de 1861.
O exercicio diario abrsnger d'agora por dianle
o espago decorrido das 9 horas da manhaa s 2
da larde.
Esla deliberago nao altera a tabella que
acompanhou as instruegoes de 30 de julho de
lo'J ; sem embargo porem, os professores ap-
plicaro na continuago da seccao de leitura, o
quario de hora, que as mesraas instruegoes era
dado para a chamada e sahida dos alumnos pela
manhaa : e naquella da outra de arilhmetica o
lempo concedido para a entrada dos mesmos a
tarde.
Hoje encerrara-se os Irabalhos forenses,
pois que amauhaa entrara as ferias.
t) Sr. Candido Eraigdio Pereira Lobo foi ad-
mittido a coadjuvar os Irabalhos da redarligao
das obras publicas mediante a gratilcagao de 2
diarios.
A directora da companhia pernarabucana
convida aos respectivos accionistas a realisarem
o registro das suas aegoes at o dia 24 do cor-
relo.
Esla medida suscitada pela reunio breve da
assembla geral da mesma companhia.
O Jockey Club faz hoje una reunio no
salo do hotel inglez, ao meio dia, com o lim de
tratar acerca de negocios inherentes referida
sociedade.
Jecreto imperial de 14 de novembro
ultimo, n. 2688, foi erigido um commando
72000
5009000
72S000
mente por.
(Cenmuar--na
84J000
Correspondencias.
Srs. redactoresPego-lhes o favor de publi-
carem esta em seu judiciosu Diario, pela qual
declaro, que nunca se pnssou enlre mim o o Sr.
capito Firmioo Jos d'Oliveira, o quo referi o
Liberal Pernambucano n. 277 de 17 do correte
sob o titulo de Fados Diversos.nem que eu ouvis-
se ao dito Sr. Firmino tratar cora a pessoa que
refere o mesmo Liberal, nem dizer d'clla o quo
ahi se refere. Julgando nao dever consentir que
com 0 meu nomo iodevidamento se moleste a
alguem, por isso, que fago esla declaragao.
Seu venorador e criado,
Manoel Coriolano dos Sanios.
Publicacoes a pedido.
DIARIO DE IM MEDICO.
Via^cni Europa do Dr. Sabino
Olegario Ludgero Pinbo.
Felizes sao os homens que
sabem tirar proveito da propria
experiencia; e ainla mais feli-
zes aquellos quo aprendem na
experiencia alheia.
a amttico franceza, nao viam que o ouro q
recebiam era o preco da sujeigao que lhes pre-
parav no mar urna alliada prfida Cegas, que
O excesso dos j nao coo^prehendoram que, destruidas as mari-
nhas franceza e hespanhola, a Inglaterra, senho-
ra do Ocano, lornava-sc por conse inencia se-
nhora do Novo Mundo.
A paz de 1748 foi apenas urna Iregoa. Possuia-
mos anda a I.nsilania e o Canad, nossa marinha
linha-se refoimado com rapidez. Nao era pre-
ciso tanto para excitar os odios e o ciume brilan-
nicos. e procuraram occasiao para novo rompi-
mento. Todos os historiadores inglezes, segundo
o Sr. Chlele!, confessara que a guerra s leve
urna causa real O crescimeato rpido da mari-
nha franceza, que decia ser considerado como',
urna ameaca pela Croo Bretanha I
A Inglaterra comecou por se queixar de Du-
pleiz. Foi sacrificado. Triste por ver aplanada 1
urna difficuldade de que pensava fazer um casus,
belli, reclamou contra os limites fixados na Ame- i
rica pelos tratados de Utrech o de Aix-la-Cha- !
peile ; n dous grandes crimes, como s a Ingla- i
ierra lera a honra de contar s duzias em sua '
historia, obrigaram o rei de Franga a tomar as
armas : 1. o assassinato de jm official francez
maudado como parlamentario, assim como sua
escolta, pelos soldados inglezes, o que leve lu- I
gar as margeos do Ohio era 1754 ; 2." a tomada !
de Irezenios navios mercantes
sob a f dos tratados.
Te u7 ensando pe seg r i ""^ ^^ W-
a, nao viam que o ouro queL-St5R?2?f-??."" ?*
JoDaparterSWaifti^!^* d" 8ul; t-i e'"
do estado. Todos sbe,Te*dH|ftu^rgSI?
ven George III para Ihe propr que cessasse a
clTjsao de sangue ; I0J03 sabem tambera que a
resposta negliva e incivil daquelle Inglez uo
foi mandada se quer ao primeiro cnsul. Este
vinga-se esmagando a Austria em Marengo, e
impoem-lhco tratado de Lunville.
Enlrelanlo as insupportaveis pretencoes da
Graa-Bretanha por mar provocara urna reac:ao.
Qualquer navio encontrado pelos Inglezes'era
detilo, esiuadrinhado, visitado, A Prussia, a
Dinamarca, a Suecia, a Russia reunem-se
. superior do
batalho de iufaiilana n. 3i, que j acha-se or-
ganisado, de ura corpo de cavallaria de dous es-
quadres cora-a designagao de 4. de urna sec-
gao de batalho de duas companhias sob deuo-
miuagao de 1 i." do servigo de reserva.
Matauouho publico :
Maiaram-so no dia 19 do correle para o con-
sumo desta cidade 83 rezes.
MOIITALIDAE DO DU 19 DO CORRENTE :
Joaquim Guilherme Ferreira, branco, solteiro,
28 anuos ; colito chiouica.
Padre Amonio Ferreira de Azevedo, branco, 66
anuos ; gastro epaticas.
Dilino, branco, 18 anuos ; bexigas.
Thereza Maria da Jess parda silleira; 45.
annos.
Caiharina, preta, 48 annos ; epilepsia.
Josefa Mara di Conceico, preta, soltcira, 56 an-
nos : hypetrophia.
Idalina Francisca de Carvaiho, brauca, solleira,
12 annos ; pluro-peneumonia.
Salus'iano Jos dos Passo3, pardo, solteiro, 28
annos ; tsica.
Maria, branca, 4 aunes; bexigas.
que navegavam
Notemos que nao heuve no Parlamento inglez
um hornera de bem que Stlgmatisassa taes infa-
mias : F.ra para tirar o Franga os seus mari-
nheiros no momento da guerra que Ihe iam de-
clarar. Com eleilo, acrescenla o Sr. Chatelet,
essasurpreza privou a marinha franceza do 12.000
marinheiros, o nao foi urna das menores causas
dos desastres que solreu nessa guerra !
De 1755 a 17i^), poca da morte de Georges II,
conlinuou a luta implacavel, incarnigada, entro
os dous povos. A Asia, a Europa, a Aro"'!, o
Ocano, lal foi o vasto lh J^sse duello gi-
".-".....M *v "ju. retomarnos Minorca ao >n
glezes. Na India, caho Calcuta em nosso poder, I
duas frotas bnlannicas procurara de balde incen-
diar Roch
COLLECTORU PROVINCIAL DE
DUNDA.
ltenteles feilas no lancameuto da
deciaia ui-baiia, qu pagam as ca-
sas pcrtcnccutcs collectoria de
01 i ma, jiara o auna de 1860 a
1861, pelo colleclor
de Azevedo Aaioriui.
(Coiiidiafo.J
Ra de Mathias'Feneira.
Numero 26.Joaquim Lopes dn '
meida, casa ten-- fndala an-
nuai.....c por ..................
dem 27.Firmina Flores da Silva,
urna casa terrea arrendada an-
nualmente por ..................
Piolo de Queiroz,
ea arrendada an-
tremer Londres, o Pili deixou o ministerio.
O nterin durou tres me/.cs, nao ousando
ninguem aeccitir aheranga de sangue e de felo-
nas de tal homem. Relomou, pois, o poder pa- \ Idcn^ 3*),'^^
do novo inglez. sempre generoso.
M-lezes
desembarcara na Bretanha para roubar c e des-
iruir ; esmagados em S. Casi, deixam cm nossas
maos 3,000 prisioneiros. Nao podendo mandar
reforcos s suas colonias, a Franga perde Seno-
gal e Luizburgo. Chandernagsr e Calcutta. O
nosso alhado soubab de Bengala foi batido pelos
I inglezes que_raandarara-o assassinar. Ni Ame-
mandou armar os selvagens
exclamava Pitt, consentir que a Franga res-
suscite a sua marinhae sen commercio. Nunca !>
Desta vez a basolia ingleza nao assuslou nin-
guem ; a Prussia invadi o Ilanover. eo impera-
dor da Russia, Paulo I, propoz alliar-se nos
afira de expellir das Indias o poder inglez ; Pitt
ateriorisado deixou o ministerio.
Na Inglaterra os homeus podera mudar, mas o miV.
systema fica.
Chegamos ao fin*, da scguuda colligacao. A
tregua de Araiens suspendeu a luta por'desoilo
niezes ; porm 3ntesde fallar desse tratado, as-
signilemos dous crimes novos da Inglaterra. No
Egypto. o commodore Syndney Smith e o grao
vj/.ir frente de 80,000 homens, levando urna ar-
tilharia de campanha feila por elles na Inglater-
ra, atacaram EI-Arisc e apoderaram-se d'ella ;
urna parle da guarnico foi assassinada. Em se-
guida csse crime. "assigna-se urna convencao malisar .essa. alroz poltica
enlre Sydney Srnth e Kleberoela qual o exercito
francez devia deixar o Egypto rom armas e ba-
zgfgens. Ti nha coraegado a evacuacao quando o
almirante Keit rocusou reconhecer "essa conven-
cao. preciso, disseram os ministros no parla-
mento que esse exercito sem f sirva de exem-
plo ; o interesse do genero human pede sua
destruigao. Kleber responden essa nova trai-
cao com a victoria de Heliopolis, eachou-se nos
uanhoas do inimigo este dstico iuglez : Ilonni-
soit qui mal y pense I
A revolla do Cairo, assoldada pelo ouro inglez,
e onde foram sssassinados mais de 5,000 chris-
tos, o assassinato de Klber, determinarain a
evacuarn do Egypto. Ao mesmo tempo assig-
11 ira ni a por. de Amim. i'..... o Inglaterra.
A divida ingleza exceda de 13 militares. A
.-.riutocidcia ingleza proclamou que aqueile trata-
do era a sentenga de morte da patria, e os mi-
nistros foram obrigados justificar-so A ne-
cessidade, disseram elles, forgou-nos escolher
a paz como o meoor dos males. Porm nos
concedemos cora pezar e como prova.
Xavier Fontaixf.s.
(.on\//. Duperron.
nos; e fez um tratado com elles pelo
qual obrigavam-se a assassinar e abrir os prisio-
neiros. Tal era o estado das couaas, quando a
raorte veio sorprender Georges II.
O reinado desse principe e considerado na In-
glaterra como um dos mais gloriosos. Quando
eiie sobio ao Ihrooo, a Franga possuia urna for-
midivel marinha; ao morrer, tinhamos perdido
ludo, marinha e colonias. Quanlo aos meios em-
pregado3. esl ahi loda a civilisago para estig-
. que parece zorabar de
1 ueus e dos bomens. Por isso, ao lado dos tri-
umphos de Georges II, a historia imparcial esta
presente para tragar cm caracteres meleveis os
viute e Ires crimes seguiules:
1. O abandono da Polonia;
2. Violago do tratado de L'lrech ;
3. Violago do tratado de ValUdolid ;
4. V lolago do tratado de Weslphaa ;
5." Violago de urna convencao com a Fran-
pondo 49,000 horaens ao servigo de Mara
N'um artigo precedente lembraraos que Geor-
ges I, afim de ganhar a affeigo de seus fiis
subditos, inaugurou seu reinado por urna palavra
de odio Franca. Georges II pensou que nao
poda isentar-se da mesma formalidade ; decla-
rou que hala de perseverar na poltica de sen
pai : era dizer ludo, e a Inglaterra nao pedia
mais.
Antes deasslgnalaralguns dos vinle etres cri-
mes que votaram para sempre o nome de Geor-
ges II a execrago da Franga, necessario, afim
decomprnhender bem o penjamento de seu rei-
nado e seus resultados. Jangar um golpo de viga
na situacao da Europa.
O imperio de Nepluno era a idea fixa da pol-
tica brilannica, mas a Inglaterra nao o possuia
anda ; duas nages, senhoras de ricas colonias,
dipondo de armadas formidaveis, dispntavara-
lhe o sceplro dos mares : a Franga e a Hespanha.
A Franga proclamara a liberdade dos mares, e
altivamente repellira as iniquas pretengdes da
Graa-Bretanha. Senlinella avangada da civilisa-
ai), tinha o direilo de contar cora o apoio da
iiropa e de todas as marinhas secundarias. Ora,
am de poder abater o nosso poder naval, erara
fi
Thereza, e forraago do outra colligagao ;
6" Recusa de assignar a paz, apezar de pro-
posiges vanlajosas;
7. Incendio das colonias hespanholas, por-
que a Hespanha nao quor ligar-se contra a
Franga.
8-^ Captura de nossos navios em plena paz;
9 A Inglaterra impela os Russos pola Eu-
ropa ; pertence-lhe a honra de 1er sido
meira a enlnar
pois
um
a pil-
ca minho que seguirara d-
lo Assignatura da paz em Aix-la-Chpelle era
1/48: antes do (Ira do anno, tentativa fraudulenta
para quebra-Ia ;
11." Injustas queixas contra Dupleix, que
sacrificado ao odio|britannico;
12. Violago do nosso territorio na America
sem declaragao de guerra ;
13. Invaso e lomada de posse de terrenos
indivisos entre a Franga o a Inglaterra ;
14. assassinato de um official francez e sua
escolla despeito da bandeira parlameutar ;
13. Ordem aos corsarios inglezes dse lenga-
rem sobre o nosso commercio, sem deciaragaode
guerra ;
16 Trezentos navios navegando sob a f do
tratados, sao lomados em plena paz ;
17. A Franga restitue Inglaterra suas prezas
no mar, esta recusa restituir os nossos ;
18. Violago da capilulagao de Closter-
Seven ;
19." Nova violago de tratados, incendio de
Cherburgo e de S. Servan ;
20. Assassinato de um principe indiano, allis-
do da Franga ;
21. Tomada dos estado, da victima ;
22." Saque de Mazulepatran ;
23. A Inglaterra paga aos selvagens para as-
sassinarera os nossos prisioneiros I
Esse lecido de malvadezas, a que do o nome
de reinado de Georges II, foi fatal Franga, ma-
terialmente fallaado, com ludo ha urna cousa
im Jos da Silva
Lisboa, casa torrea arrendada an-
nualmenlo por..................
dem 32O mesmo, urna casa ter-
rea arrendada annualmenle por
ancisco das Chagas
Salgueiro, urna casa terroa arren-
dada annualmenle por ..........
1 lem 35 Jos Ignacio Xavier, casa
terrea arrendada annualmenle
por ..............................
dem 36.Manoel l'erreira da Silva,
casa de sobrado del andar, arren-
dado aunualmente por............
dem 39. D. Maria da Conceigo
Gomes Marei, casa terrea arrenda-
da annualmenle por..............
dem 40.Viuva de Antonio Victor
de Mello; casa terrea arrendada
annualmenle por................
dem 41. Convento de Nossa Sc-
nhora do Carmo de Olin Ja, casa
terrea arrendada annualmcnta
Por ..............................
dem 42. Exm. bispo conde de
Iraja. casa terrea arrendada an-
nualmenle por ..................
dem 43. U mesmo casa terrea
arrendada annualraenlepor ......
dem 44. O mesmo, casa terrea
arrendada annualmenle por....
dem 45O mesmo, casa terrea ar-
rendada annualmenle por ......
dem 47. Becolhiraento da Con-,
ceigo das Freirs, proprietaria do
urna casa terrea arrendada an-
nualmenle por ..................
Iiem 49. Jos Martiniano Caval-
canti do Albuquerque, casa ter-
rea arrendada annualmenle por .
dem 50.Vigario Joo Jos Pereira
casa de sobrado de 1 andar, ar-
rendado anualmente por......
o ^ Ra de S. rdr0 Apostlo.
N. 2Conego Joao Baptista da Al-
buquerque, casa terrea arrenda-
da annualmenle por............
Ra do Bom Fim.
N. 2. Exm. bispo capellao-mr.
conde de Iraj, casa terrea arren-
dada annualmenle por ..........
dem 3. D. Rosa de Viterbo.
proprietaria de urna casa terrea
arrendada annualmenle por......
dem 5. .Irraandade do Sant-
simo Sacramento da S, casa
terrea arrendada annualmenle
por ..............................
dem 9.Luiz da Santissima Trin-
dade, casa terrea arrendada an-
nualmenle por....................
dem 10.D. Clara Maria da As-
sumpgo Sarapaio, casa terrea
arrendadada aonualmentepor....
dem 11. Senhor Bom Jess do
Bom Fim, casa terrea arrendada
annualmenle por ................
Idemli.Jos JacinthoPavo, casa
terrea arrendada annualmenle
por................................
dem 16. Jos Joaquim de Santa
Anna, casa terrea arrendada an-
nualmenle por ..................
dem 20. Manoel da Silva Neves,
urna casa terrea arrendada annu-
almenle por......................
dem 23. Herdeiros do conse-
lheiro Moosenhor Dr. Antonio
Jos Coelho, casa terrea arrenda-
da annualmenle por..............
dem 24. Fortunato Cerdoso d
Gouveia, casa terrea arrendada
annualmenle por................
Logo que resolv fazer a minha viagern Eu-
ropa, resolv Igualmente deixar aqui a minha qua-
lidade de medico pratico, para viajar to tmenle
com o meu titulo do Dr. cm medicina ; isto ,
nao desejava viajar como um medico panegyris-
ta de um dos systemas de medicina, cora as ideas
presas as cadeias da prevengo, e sim como me-
dico philosophu, amigo da instruego 6 da ver-
dade. O meu intuito pois era indagar e couhecer
por mim mesmo ludo o que havia melhor nos
ceiros mais Ilustrados do mundo civilisado que
podesse servir de ulilidado aos raeus compatrio-
las, quer em relago sade publica, to mal
apreciada entre nos, quer em relago particu-
lar. Era o progresso da medicina ora todos os
seus ramos e depeudencias que eu quera ver e
examinar.
Sem embargo Jo proposito era que eslava do
nao exercer a proissao durante esta viagern, fui
oorigado a allender as queixas de algumas pes-
soas doeutes, d'enlre mais de trezenlos passagei-
ros quo comigo seguiam no mesmo vapor. Essas
pessoas que precisavam de soccorros mdicos, e
quo pouca conlianca deposilavara no medico do
vapor, me induzirain a prestar-lhes meus servi-
gos, sendo escusado di/.er que elles foram empre-
ados segundo os principios da doulrina bomueo-
pathica.
Chegamos ao Tejo; lodos os passageiros quo
se dcstinavam Lisboa foram conduzidos ao la-
zareto afim de sotTrerem a quarenlena ; est cla-
ro que fui igualtncnto urna victima d'esse flagel-
10, cuja invenco nao podo deixar de ser altri-
buida, ou maliguidade dos mdicos e perversi-
dade dos governos, ou ento arle do demonio.
Havia j alguna anuos que eu tinha escriplocou-
tra as quarentenas, tanto pela sua impruficuida-
de para prevenir o apparecimento das epidemias
reinantes era oulros pases, provincias, ou cida-
des, como pelos veixanies que causara aos via-
jantes, ao commercio e navegago ; mas eu ig
uorava o quo eram verdaderamente as quaren-
tenas e os lazaretos ; hoje, porm, sei pela pro-
pria experiencia que as quarentenas era toda
parle nao sao meio do prevenir epidemias, nao
someio do segregar populages doeutes das que
, j o nao sao, sao sim o meio de fazer pagar com o
jlailCl JOSO corpo o com a bolsa faltas que nao comuietlemos,
caprichos que nao ticemos e despezas que nao
eucoinmendaraos ; os lazaretos, pois, nao sao ou-
lra cousa mais nem menos do que um meio de
arrani." afilhnJ.o c ue eslorquir dos miseros
viajantes o sueco pecuniario quo deve sustentar
certas elasses de zangos.
Nao seise digo a verdade, mascrcio profunda-
mente que, a nao termos exacto conheciraento
dos progrtssos da civilisago na Europa, nos os
habitantes da Ameiica do Sul ao chegarmos a
Lisboa, e entrando era seu lazareto, Do teiia-
mos dilliculdade da acreditar quo a exisleucia
d'esse estabeleciraenlo no primeiro porto, que
tocamos do continente europeo, era um protesto
formal contra ludo que se lera dito o escriplo re-
lativamente a essa civilisago. Felizmente nao
assim, pois que nao passaudo por Vigo (porto de
Hespanha, e dirigindo-nos directamente para a
Inglaterra ou Franca, os dous paizes mais Ilus-
trados o radiantes do mundo, nao enconlramo.-
esse terrivol obstculo a realisago do desejo de
vermos iramediataraente as provas do adiaota-
mento do velho mundo. E' forgoso acrescentar
quo o desembarque do vapor e "o modo de con-
Juccodos passageiros para o lazareto ora ludo
semelhanle ao que amigamente se fazia acerca
dos Africanos, quo nos vinha d'alm mar ; e isso
muito depoe contra a maneira por que a Real
companhia de vapores inglezes preenche as suas
obrigacoes, e contra a vigilancia do governo por-
tuguez na execuco do cntralo feito cora a dita
Companhia a tal respeito, seguTido me informa-
ran). Deixari esta materia com urna itnprecagilo
arrancada da profundeza da minha indignago:
queimados sejam todos os lazaretos, e malditos
sejam aquelles que os flzeren renovar e susten-
tar !
No lazareto ainda fui obrigado a exercer a me-
dicina, salvando das garras da raorte a duas pes-
soas, sendo urna d'ellas o Sr. Manoel Cavalcanl
d Albuquerque, d'esta provincia, senhor do en-
genho Crussahy, o qual, alera dos sofTriraentos
chronicos quo o levarara Europa, foi laccom-
meltido de um violento mal que em dous dias o
leria levado sepultura se com elle nao estivesse
o medico amigo, e algumas pessoas caritativas,
pois que n'esso lugar nao bastava ter dinheiro]
011, melhor ainda, odinheiro nada valia, valendu
ludo a dedicago do amigo anligo e dos novos
adqueridos na viagern. O outro doenle foi um
porluguez, que lendo ido na companhia do um
medico allopalha do Rio de Janeiro, e sendo ac-
commellido de febre perniciosa violenlissima, foi
por este medicado cuidadosamente. Zombando o
molestia da volhn madioina, o senUO Jft COIlhec-
da a cura do Sr. Cavalcanti, entendeu o medico
que devra consullar-me, e o fez nos seguintes
termos : Doulor, o meu doenle vai pessimamen-
te ; o molestia nao tem obedecido ao serio Ira-
lamento, que tenho empregado, e por isso solli-
cito o seu concurso na esperanca de que elle es-
cape ; e fique cerlo de que eu nao sacrificara os
meus escrpulos contra a homwopathia se nao
reconhecesse a conviccao com que V. sustenta
suas ideas, e a habilidade com que melhor as
execula. Annui ao convite, comparei os sympto-
mas cora descerniraenlo, dei ipecacuanha 12.
aynamisa^ao, e vinle e qualro horae depoiso
doenle eslava escapo com espantosa admirago
medico. A vista d'esse facto o Sr. Dr. J. A. V.
-4g000 ixclamou : era preciso ver para crer I e eu Ihe
respond flue aquelles que nao creem porque
'nao querem ver.
36J000 Sahidos da nossa priso lazarelal, todos os
passageiros lomaram o seu rumo, derramando-se
pela gentil cidade de Lisboa, urna das mais bol-
120$000 las do mundo, e cujo3 habitantes hospitaleiros o
bons tratara aos eslraogoiros com a maior alTahi-
ilidade; os brasileiros principalmente sao ahi
48j|000 muito eslimados e considerados.
Pela minha parte fui hospedar-rac na hospe-
daria do Sr" Pedro Alexandrino Gomes, na Praga
300JJOOO da Figueira, hospedara para onde vo quasi "to-
'dosos Pernambucanos, no que creio que fazem
' bera, porque o Sr. Pedro Alexandrino, alera de
96S00Ofser razoavel e leal em suas conla?, poupa aos
seus hospedes"todo o trabalho, quer no que diz
respeilo aos passaporles e quaesquer exigencias
da polica quer no que diz respeilo s bagageos,
e a ludo mais que ao hospede necessario.
Divulgada a minha chegada Lisboa, d'enlre
os muitos obsequios que recebi por algumas re-
6G>000 coraraendagoe8 mandadas de Pernambuco. Mara-
nho, Bahia e Rio de Janeiro, tanto mais obriga-
-torias para o meu reconhecimento, quanlo foram
96fOOO ellas exnontaneas e sem previo conhecimento
120&dt)0
723000
72j000
72J000
96000
12)^000
96|JOOO
144OOO
60JD0Q.
609)00
36*000
72-iO)o
72J0K)
7230W
7290
843OOC
144300O
96S000
1003000
76*000'
813000
72*000
meu, fui honrado cora urna visita do Consultorio
Homeopathico Lisbonense, representado por urna
commisso composta dos Srs. Drs. Bernard.no
Egydio da Silveira e Castro, presidente da socie-
dade, Antonio Maria dos Santos Brilhante, Anto-
nio Ferreira Moutinho e Ignacio Manuel de Le-
ntos ; e essa commisso dirigindo-me sua felici-
tago, me pedio igualmente que me demorasse
era Lisboa, se nao para ajudar na sociedade no
propaganda da homeopathia, era que ella se
achavaempenhada, sob a influencia e proteceo
do Exm. Sr. duque de Saldaoha, ao menos para
nao passur do sbito ao norte da Europa, onde os
climas eram meos benignos para o tratamenlo
dos raeus soffrmenlos de olhos.
No raomeuto em que eu ouvi dos labios do re-
lator dessa commisso que o mea nome era co-
nhecido e respeilado pelos homeopalhas porlu-
guezts, em razo dos bons servicos que tenho
prestado a causa da humanidade, que um asso-
mo de amor proprio mo fez esquecer as calum-
nias e a Ingralido dos homceopalhasde c, prin-
cipalmente d'aquelles que aqueceram era raeu
seio, e cresceram 4 minha sombra, e a quem per-
dj de corago o rfesejo que nutrera de me ve-
rem abatido peranto a opiniao publica.
Annuiudo aos bons dosejos da commisso, e
certo dos bons servigos que os homeopalhas
portuguezes podan prestar a mim quanto ao
soTrimento dos olhos, e a minha mulher. quan-
to aos seus soffrimeutos nervosos, toraei a reso-
lucao de flcar por alguns raezes entre elles, feli-
citandome por haver dado esse passo, pois que,
alm dos melhoramentos quo esperimentei, liv
occasiao de saber qual era o estado da medicina
em Portugal.
Teodo era considerago o numero de doente3,
que sao mandados pelos mdicos, ou partem ex-
pontaneamente para a Europa, com destino
Portugal, eu acreditava que a medicina all es-
tivesse mais adianlada do quo no Brasil; entre-
tanto sei hoje positivamente que eslava engaa-!
do, pois quo apezar de nao ser a medicina de Ga-
leno susceptivel de progressos, todava a a 'aliar!
pelos trabalhos das faculdades de medicina da
Baha e do Rio de Janeiro, comparados com as !
da Uniyersidade de Cuimbra, do Real hospital de i
S. Jos em Lisboa, e da escola do Porto, e com-1
parando alm disso o que os mdicos de ambos
os paizes lem escriplo acerca da scieuca, somos
levados a crer que a medicina brasileira lem da-
,do mats algn] passo adiaute do que a portugue-
za. Esta proposico nao somente a consequen-
cia do que vi; ella igualmente deduzida do
que se l no Esculapio, jornal escriplo por ura
dos mais sabios mdicos porluguezes, o Dr. Liraa
Loilao, hojo fallecido, c pelo Dr. Brilhante, e
tambera do que se l era ura opsculo intitulado
Estado da medicina em 1858, publicado por ura
dos mais disiinctos Iliteratos porluguezes, o exi-
mio raarechal duque de Saldanha. Fallando as-
sim do estado da medicina era Portugal, nao se
pode, nem se deve concluir quo l nao exislam
mdicos rauilo illustrados, talentosos, amigos do
estudo e do trabalho, e habis no tratamenlo das
molestias; maso que affirrao quo nao sao el-
les superiores aos boosileiros, o tanto assim que
os doeutes de molestias que nao podem ser cu-
radas fcilmente, e que nao sao suscepliveU de
melhorarem pela raudaoga do clima e pureza das
aguas e do ar, o por um rgimen conveniente, ou
vollam no mesmo estado, se nao peiores, ou
morrera.
Era vista das desordena da velha medicina que
o Lxm. Sr. duque de3aldanha observava em seu
paiz, conhecedor das vanlagens praticas que os
seus compatriotas podiam tirar da homeopathia,
poz-se testa do movimento scientifico para a
regenerago medica, como em outras eras o fez
para a regenerago politica, creou o Consultorio
Hommopalhico Lisbonense, de que presidente
honorario, alcangou do governo ura subsidio pa-
ra a gazela horaeopalhica lisbonense, e tem es-
cudado com sua influencia g prestigio os mdicos
que se achara frente da propaganda. Hjiira e
loria ao nclito marocha!, que, por todos os mo-
dos possives, desprezando quaesquer considera-
ces egosticas, tem sabido conhecer a natureza
dos males polticos, sociaese humanitarios, que
carcomem as cntranhas da patria e lhes sabe ap-
plicar o conveniente remedio 1
A homeopathia nao pode raais retrogradar era
Portugal, erubora os homeopalhas bnguem, se
divdam, ou passem a ser a cousa peior o mais
e-tupida o perigosa do mundomdicos ec/efi-
cos, islo c : homens sera principios, sera eren-
cas scienliicas, sem conviegoes, sem conlianga
na medicina. Ignorantes das verdades olornas,
que fazem o seu fundamento, verdadeiros mani-
veMas do accaso, lendo nicamente por im a sa-
tisfagan de sua coliiga.
A homcopalhu era jS conhecida em Lisboa e
Coimbra e ensinada pelos Drs. Liraa Leitao e Fur-
ado Galvao ; mas a sua ortica era muito limi-
tada, c nenhum esforco se havia feito era favor
da propaganda antes quo o Dr. Antonio Ferreira
Moutinho, medico rico de fortuda e de talentos,
se antmasse a arrostrat os preconceitos dos m-
dicos edopovo, sustentando pelos jomaos as
verdades da nova doulrina, e demonstrando pra-
vamente a sua superioridade sobre a allopalhia.
Ao Dr. Moutinho, portanlo, se deve o comeeo da
propaganda na cidade do Porto, a qual se" lera
estendtdo at Lisboa, e d'ahi sem duvida se esten-
dera todo o reino.

Em Lisboa fui eu consultado por mulos doen-
les. limilando-rae apenas a fallar de dous, sendo
o primeiro o meu collpga Dr. Maduro da Fonse-
ca, que sendo atacado de urna collica violenta,
leudo- era vao empregado os remedios allopathi-
cos, lembrou-se de mandar consullar-ine, fican-
do curado depoisdo emprego dos medicamentos
que Ihe mandei. O Dr. Maduro se acha em Per-
nambuco, e sendo, como ura medico honesto,
nao duvidar confirmar esse fado. O segundo foi
ura negociante 6a Bahia, que lendo partido no
mesmo vapor em que cu segua, para tratar-se
de cieno [ulcera ftida do nariz), e nao tendo
melhorado com o Iralaraento allopalhico empre-
gado era Lisboa, procurou-me e pedio-me que
Ihe desse alguns medicamentos emiuauto eu ali
estivesse ; assim fiz. o consegu ura melhora-
mento muilo nolavel, sendo a cura terminada
r liiS de rainha ausencia debaixo das visias do
Dr. Moutinho, no Porto, a quem escrev recom-
raendando o doenle.
Era minha volla Lisboa foi o Sr. Bastos [o
doente do quem fallo) a primeira pessoa que me
procurou para asradecer-me o bom resultado do
Iralaraento homeopathico, e tambem a recom-
mendagao quo eu havia feito ao Dr. Moutinho
que taq proveitosaraente me tinha substituido.
Rearo este facto de proposito, porque lera mui
la relago com outro de um amigo de Pernam-
buco, que tendo sido igualmente meu corapa-
nheiro do viagera, e estando no mesmo caso do
br. Bastos, seguio immediatamente para Paris, e
leve a infelicidade do entregar-so aos cui Jallos
de urna nolabilidade allopalhica, o Dr. Ricord. o
qual leve a habilidade de transtornar a marcha
natural da molestia, e dar Ihe taes proporgoes
que hoje se loma muito diflicil a cura tosmeo-
to pelos meios therapeulicos, sendo quasi cerla-
raer.le indispensavel urna grave operago cirur-
gica para remediar o mal feito pelas habilidades
do Sr. Ricord !
Depois de urna demora de tres mezes em Por-
tugal, segu para Inglaterra, ondecomecei a sen-
tir as dtlTiculdades inseparaveis de todos aquelles
que apenas sabem fallar a iiigua malerna. Ao
chegar Southarapton pensava eu nos embaragos
que a encontrar, raormente quando havian des-
embarcado sera me derem adeus dous inglezes
que iam do Brasil, e a quem eu e oulros brasi-
leiros haviamos pedido para nos orienlarem na
escolha de um hotel. Os inglezes quando che-
gara Inglaterra parece que vo desesperados
pelo cheiro da cerveja, que em verdade all me-
nos desagradavel do que em oulra qualquer par-
te, e pouco se importam quo caia o mundo sobre
a cabega de quem quer que seja. Acho que at
cerlo tempo elles tem razo ; porque o prazor
que se goza, quando avistamos a patria querida
depois de urna longa ausencia, embriagador e
capaz de azer esquecer oulros somenos senti-
montos ; lodavia nao gostei do abandono ; mas
como nos grandes apuros sempre se enconlra ura
soccorro mais ou menos seguro, appareceu fe-
lizmente a bordo um hespanhol, que me indicou
Um "cc.llenle htel defronte da estago do cami-
nho de ferro, tomou conla da minha bagagem, e
nao rao deiou al quo eu partisse para Londres
medanle tima esportilla razoavel. Foi ento qu
eu lamentei a averso que tinha ao estudo das
lioguas, e a necessidade imperiosa do fazer entrar
esse estudo 00 plaoo de educagode meusfilhos
nao sraente para traduzirem, como commum-
raente se faz entre nos, mas tambem para falla-
rem, pois que immensa a vantagem que dahi
resulta, qualquer que seja a profissao, a que elles
se destinem. A lingua franceza, que a mais
entendida em toda parte, aponas sufficiente pa-
ra as necessidades commun das pessoas que via-'
jara ; mas ella nao basta para que se possa go-
zar da sociedade entre os povos, que nao a fal-
la m. Alm do agrado auo causa o estrangeiro aos
habitantes do paiz, em que se acha, por fallar-
Ihei em seu idioma, elle goza verdaderamente
lodas as delicias, que se podera desejar as so-
ciedades publica, e nasjamiliares ; alm disso
pelo conhecimento das liuguas elle se livra da
maior parle das lograges ou das ciladas armadas
contra a bolsa.
E' verdade que o homem mais ignorante pode
viajar por toda parto sera receio de nao ser en-
tendido, urna vez que leve em suas algibeiras os
elementos da Iins;.iagera universal; a linguagem
do dinheiro muito conhecida entre todos os po-
vos, e a mais fcil de ser comprehendid* ; com
ella ninguem tenlia medo de perder-se: mas
quem viaja deste modo paga horrivelraente com
a bolsa- a falta do cultivo do espirito, e alm de
tudo faz ura papal muilo triste liuiilando os seus
gozos to smente ao que a vista Ihe fornece.
Nem sempre so viaja por goslo, e prevenido de
dinheiro ; ninguem sabe para que est neslo
mundo.
Quantas vezes acontecimenlos imprevistos, urna
revolugo, e al mesmo ura crime inexperado
obriga o humera abandonar seu paiz. sera mais
tempo que embarcar-se ou correr? Se elle tem
alguma profissao,,se medico, advogado, litte-
raio ou artista, e ignora a lingua do paiz para
onde vai, primeiro que possa fazer uso da sua
profissao com o fin de obter o pao quotidiano,
ja lera passado por muitos desgostos e privages,
e dado muilo tempo para que a forca do destino
pese desabridamente sobre elle ; si', porm, ello
conhece a lingua, e a sabe filiar, a sua surte
em tudo mais favoravel
Alera da lingua franceza indspensa el o es-
tudo da inglcza, e muito til o das lnguas alle-
maa italiana, e hespanhola. E' de lamentar quo
era lernarabuco nao esteja ainda desenvolvido o
goslo para estes estudo*, e seria do desejar que
os directores de collegios contratassera professo-
rus naluraes dos naizes, cujas lnguas teem do
ensinar, ou entao nacionaes que lenhara residido
por muito tempo nesses paizes; pois que nao
basta conhecer as regras para bem iraduzir,
anda indispensavel para fallar, educar o ouvido
nos sons e habituar a lingua verdadeira pro-
nuncia, alm deque a construego das phrases
vana do tal maneira que s um professor uas
candiees indicadas podera bom ensinar.
Chegando a Londres dous seolimenios diver-
sos rae assallarara, o da adrairajo e o da triste-
za ; o da slmraco, por quo a vista de Londres
e magnifica, imponente e iraraensa ; suas ras
sao mui.o regulares, extensas, largas, e aceia-
das; as casas eos edificios pblicos sao de urna
consiruco magistosa eagradavel; as pracas par-
ticulares (sauare ) coberl3s de arvores o' de jar-
dins sao rauilo numeras e bellas, e fazem um
admiravel efieito visla as pragas publicas sao
linpas o vastas, e quasi tolas contera um monu-
mento das glorias de Inglaterra, ou a estatua de
alguns dos seus grandes homens ; osjardins e os
passeios pblicos sao mui varilos e rauilo bem
dispostos o ricos ; suas pontes, seu porto, suas
docas, o seu lunnel /"passagom feita por debaixo
do rio Tamisa, alravessando-o de um a outro
lado, e urna das obras mais atrevidas da enge-
nharia hydraulica), era fim, o immenso movi-
mento de homens e de vehculos, que alravessam
as ras, da a Loudresuma importancia immen-
sa, e causa ao estrangeiro urna admiraco leva-
jila quasi a eslupefagao.
I Sem erabirgo porm de tudo isso, ao contem-
I piar a aihmosphera de Londres, baga, carregada,
cheia de vapores do carvo de pedra, e a cor do
fumo quasi negra do exterior dos edificios p-
blicos e casas particulares, sent apertar-me o
coragao de Irtstesa, tanto mais quanlo eu nao
esperava ver assim o bello conbinado com o hor-
rivel. Nao sei se lodosos estrangeiros terao as
raesmas sensagoes que eu live.
Nao se pense porra, como j urna vez li, que
era Londres nao apparece o solcm I0J0 seu bn-
Iho : hi dias, poucos, verdado, em que o aslro
luminoso ostenta todas as suas gallas sobre a
capital do mundo commercial, como live occa-
, sio de ver por tres dias consecutivos na segun-
da visita que fiz a Londres.
Aproveitando o tempo de que pudo dispor as
| mirinas duas vizitas tratei de ver e examinar tudo
, que me pareceu mais uiil ; assim vizitei o gabi-
nete de figuras de cera de madarae TusseauJ,
1 urna das cou-zas raais curiosas do Londres, por
! que n'elle so achara representados ao natural as
j pessoas mais notaveis deste secuto, ou por seus
I talentos o virtudes, ou por seus crimes; fiquei
surprehendiJu ao ver no grupo dos soberanos
europeos a figura do nosso imperador o Sr. I).
Pedro II, com toda naturalidade. Na sala dos
I horrores, alera de oulros criminosos celebres
t vi representado o medico Palmer, que assassi-
I nou com veneno alguns de seus prenle?, de-
t pois de lhes ter segurado a vida. O muzeu ou
jardim zoolgico, muzeu britannico o alguns
oulros, a Torre de Londres, o colltzo. o parla-
j ment, as sobadlas de Weslminsler e de S. Pau-
Is)| a igreja de S. Pedro, e algumas outras, o
j tunnel, o theatro lyrico, o hospital de Greenwich,
I e de S. Thomaz, o hospital uomeopatiuco de
Londres, o palacio do cristal, etc., etc. me me-
recern! particular altenco.
O palacio de cristal, essa feliz concepeo da
industria moderna, na verdade urna uiaravi-
lha; ah se v reunido tudo que existe no mundo;
e o prazer que se gosa em o examinando su-
perior a todas as discripgdes ; elle visitado
diariamente por milhires de pessoas de todas as
nacoes. Pode-se dizer sem hyperbole que Lon-
dres e a maior cidade do mundo, e o palacio de
cristal o mundo inleiro : preciso v-lo para
se fazer urna ideia do que elle .
Nao fallarei do estado da medecina na Ingla-
terra por que mais adianto tratarei d'esse objec-
lo era geral; limilo-me por agora a dizer que a
homeopata nao s ali muito conhecida, como
tambem propagada cora ardor, sendo do notar
que as elasses altas da sociedade ingleza, ella
acceena, tein'o por protectores pessoas muilo
elevadas.
O hospital hemeopathico de Londres situa-
do Gt. Ormond Street, Queeii Square Wc 52, foi
fundado pela sociedade horaeopalhica Britni-
ca, a 10 de outubro de 1819, e lem por patrono
S. A R. a duqueza da Cambridge ; vice patrono
o duque de Beaufort; presidente o conde de Wil-
ton ; vice presidentes, o arcebispo de Dublio, o
de de Albemarle, o conde de Essex, Lord Gray,
'd rd,Rob Orosven'or etc., etc. Secretario, Ralpl
Buchan; medico consultante o Dr. Quin; m-
dicos ordinarios, Hamitton, Hill, Russell, Wie-
lobycki, Wylde ; alm disso tem qualro cirur-
gioes, um medico parteiro, um cirurgiao partei-
ro, e ura medico e ura cirurgiao adjunto. Ha
em Londres mais de 70 mdicos homeopathas;
e cinco principaes pharmacias homeopathicas.
Nao sei pois como a vista disso hija quem se
anime a cscrever e a dizir que na Europa nao
se talla cm horaeopotlila ; a razo por que es-
ses senhores teem olhos o nao querem ver, teem
ouvidose nao querora ouvir, ou por que viajam
com o firme proposito de nao quererem saber da
verdade. Para confuso dos calumniadores da-
rei em seguida este escriplo nao s os aomes
dos principaes mdicos e pharmaceuticos homeo-
pathas. como tambem o numero dos hospitaes o
cstabelccimentosdecaridade homeopalhicos. que
exisiera na Inglaterra e em toda a Europa.
(Conlinuar-se-ha.) .
1LEGVEL1
Para o Sr. ministro do im-
perio ver.
tfenhum empregado geral pode
aceitar emprego algurc provincial sem
que previamente solicite e obtenha a
sua detnissao. Avisos de 10 de no-
vembro de 1837 e 7 de outubro de
8i5.
Ora, nao tendo sido derrogados os ci-
tados avisos, cuja to sabia, quo ter-
minante disposicao se ac Da de ler :
tora de duvida que nao deve continuar
a ser inspector da thesouraria provin-
cial o proessor de geometra do colle-
gio das artes (ou a ser proessor de geo-
metra do collegio das artes o inspec-
tor da thesouraria provincial.)
sse funecionario, a despeito dos avi-
sos citados, foi nomeado inspector da


MARIO DE niUXAMBUGO. QUISTA FEIRA 20 DE DEZEMBRO DB fMfc
>
thesouraria provincial de Peraambuco;
e, era prejuizo do seu substituto, da
instrueco e dos cofres pblicos, se acha
fora da sua cadeira ha 15 anosl
(fazem hoje 15 desetembro de 1860.)
OHMLKCIO.
Praca do Recife 19 de de-
zembro de 1860.
A.s tres horas da tarde.
Cuiupi'ies offletaes.
Cambio soDre Londres26 1|4 d. 90 d(v.
George PacAetPresidente.
UubourcqSecretario.
4.1fu ii ilesa,
Rendimento do dia i a 18. 2t)3.2'26a525
dem, do dia 19.......14:787^185
218:013j>710
Ho\ intento da alfandegra.
Voluntes entrados cora fazendas..
cora gneros..
Volnmes sabidos cora fazendas.,
> cora gneros..
236
6
------242
42
428
------470
Desearre?atn hoje 20 de dezembro.
Rriguo inglezUrsoiscarvo.
Brigue inglez Lovantid-m.
Barca francezaAdelecarco.
Barca ingleza Belera torragens.
Recebe diaria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dial a 18. 19:974^272
dem do dia 19.......1:15K#MS
21:2299414
era officio de 31 de outubro ultimo, sob n. 91,
resolve approvar provisoriamente o seguinte ar-
tigo do postura.
Art. nico. Fies revogado o art. 9 das posturas
addcionaes de 10 de novembro de 1855 e era in-
te i ro vigor o artigo 1 til. 6 das de 30 de junho
de 1849.Ambrozio Leitlo da Cunta.Conforme,
Antonio Leile de Pinho.
O tenente-coronel Antonio CarneiroHachado Ros,
commendador da iropcnal ordem da rosa, juiz
de paz do 1* anno do 1 disfruto da freguezia
do Santissimo Sacramento da Boa-Vista, termo
da cidade do Recife de Pernambuco. cm virtu-
de da lei etc.
Faco saber que lendo de proceder-se nesta
freguezia no dia 30 do mez de dezembro pr-
ximo futuro, a eleicao dos eleitores, que ho
de eleger, nao s os deputados assembla
geral para a prxima legislatura dos anuos
de 1861 a 1864, como os roembros da as-
sembla legislativa provincial dos annos de
1862 a 1863 e de 1864 a 1865, devem os eleitores
e supplentes desta freguezia comparecerem as 9
horas do dia, em o corpo da igreja matriz afini
dse organisara mesa parochial, Picando os que
nao fherem sera motivo legitimo sugeitos i mul-
la comminada no art. 120 5, n. 2 da lei de 29
de agosto de 1846.
Eleitores.
Os senhores :
Tenente-coronel Antonio Carneiro Machado Rios.
Empregado publico Simplicio Jos de Mello.
Major Jos Joaquim Autunes.
. Capito Amaro de Barros Carreia.
Tenente-coronel Antonio Carlos de Pinho Borges,
i Tenente-coronel Theodoro Machado Freir Pe-
reira da Silva.
Dr. Bento Jos da Costa.
Tenente-coronel Thomaz Jos da Silva Gusmao.
Proprietario Vicente Antonio do Espirito Santo.
Empregado publico Thomaz Antonio Maciel Moo-
teiro.
Capito Jos Mara Freir Gameiro.
Dr. Luizde CarvalhoPaes de Andrade.
Empregado publico Manoel Coelho Cintra.
Padre Francisco Alves de branles.
Empregado publico Jos Antonio dos Santjs e
Silva.
Empregado
Bastos.
Empregado publico Manoel Luiz Viraos.
Empregado publico Juo Gregorio dos Santos.
m
publico Jos Alfonso dos Santos
Movimiento do porto.
Navios entrados no dia 19.
Rio de Janeiro32 dias, brigue nacional Concei-
cao, de 177 toneledas, capilao Francisco da
Rocha Pires, eqnipagem 10, carga caf e mais
gneros ; a Azevedo & Mendes.
Rio de Janeiro24 dias, barca nacional Real Pe-
dro, de 394 toneladas, capilao Francisco Anto-
nio Ferreira, eqnipagem 14, em lastro : a Ara-
naga Hijo &.C.
Navio sahido no mesmo dia.
Pened jHiate nacional Deberibe, capito Ber-
nardino Jo; Bandeira, em lastro.
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 18. 45-8179985
dem do dia 19.......5:008J589 .
_________ Capilao Jos Goncalves da Silva.
50.826s574'EmPregado publico Joaquim Jos Ferreira da
Penha.
Escrivo Francisco de Barros Corris.
Empregado publico llypolito Cassianno Vascon-
celos Albuquerque Maranho.
Empregado publico Francisco de Leraos Duarle.
Empregado publico Luiz de Azevedo Souza.
Escrivo Francisco Ignacio de Athavpe.
Empregado publico Joaquim Milito Mariz.
Proprietario Jos Carneiro da Cunha.
Dito Benlo dos Santos Ramos.
Empregado publico Belmiro Augusto de Almeida.
Capillo Jos Autao de Souza Magalhes.
Dito Joo da Silveira Borges Tavora.
Artista Alexandre dos Santos Barros.
Supplentes.
Os senhores :
Tenente Decio d'Aquino Fonscca.
[ Flario Ferreira Callo.
_ | Belarmino de Barros Correia.
Thom Carlos Peretli.
! Joaquim Elias de MouraGondim.
: Francisco Aciola de (louveia Lins.
Dr. Lourenco Trigo de Loureiro.
j Clonndo Ferreira Cato.
Jos Hygino de Miranda.
O Venceslao Machado Freiro Percira da Silva,
en | Joo Bartholoraeu Goncalves da Silva.
g Jos Barbosa do Miranda Santiago.
para que compreram, afiro de se proceder a for-
marlo da junta de qualificaco, que ser organi-
sada segundo dispe o 1 do art. Io do decreto
n. 812 de 19 de setembro de 1855, derendo os
Srs. eleitores e supplentes, as 9 horas da ma-
nha da mencionada dominga, comparecerem na
matriz de S. Fr. Pedro Goncalves, sob pena de
serem multados como determina a mesma lei.
Domingos Uenrique Mafra.
Antonio Henrique Mafra.
Manoel Amanciode S. Cruz.
Jos Marques da Costa Soares.
Jos Pedro das Neves.
Ignacio Antonio Borges.
Antonio Bolelho Pinto deMesquila Jnior.
Estevao Jorge Baptista.
Supplentes.
Manoel da Silva Neves.
Antonio Jos Silva do Brasil.
Candido Thomaz Pereira Dulra.
Manoel Bastos Abreu Lima.
Manoel Estanislao da Costa.
Luiz Antonio Goncalves Penna.
Constancio da Silva Neves.
Joaquim Jos Sant'Anna Barros.
Mujer Alexandre Augusto Frias Villar.
Dr. Cosme de S Pereira.
Dr. Jos Joaquim de Souza.
Major Thomaz de Almeida Anlunes,
E para constar mandei passar o presente que
ser afixado nos lugares docostume, o publicado
pela iraprensa.
Dado e passido nesle Io. districto da freguezia
de S. Fr. Pedro Goncalves do Recife 18 do de-
zembro de 1860.
Eu Innoceocio da Cunha Goianna, escrivo o
escrevi.
Padre Jos Leite Pilta Orligueira.
os
C
O.
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o.
-. V
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Horas
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Atmosphera.
v.
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O
Anlonio Pedro de de Alcntara e Silva.
Porfirio da Cunha Moreira Alves.
Miguel Archanjo Fernandes Vianna.
Jos da Cosa Brandan Cirdeiro.
Manoel do Nascimenlo da Cos i Montero.
Joaquim Fernandes de Azevedo Jnior.
Jos Joaquim Ramos e Silva.
Joo Pacheco de Queiroga.
Francisco Rufino Carvalho de Mello.
r- Francisco Marlins Raposo.
A noile clara, vento SE regular at as 3 h. 20'
que refrescou e rondou para o SSL' e assim
amarillecen.
O relogio adiantou-se 43' em 8 dias e hontcm
as 3 ti. da larde foi cerlo.
oscillacxo da har.
Prearnar as 9 li. 42' da manha,altura 5;4 p.
Baixamar as 3 h. 5" da tarde, allura 2, p.
Observatorio do arsenal de marinha, 19 de de-
zembro de 1860.
ROMANO STF.PPL*.
Io lenle.
Editaes.
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, commendador
de imperial ordem da Rosa e da de Christo e
juiz de direito especial do commercio desta ci-
dade do Recife de Pernambuco e sau termo
por S. M. I. e C. que Deus guarde, ele.
Faco saber aos que o presente edilal virem,
em como no dia 20 de dezembro do corrento an-
no, se ha do arrematar em prara publica desle
juizo na sala dos auditorios a casa terrea sita na
ra da Roda n. 25, de duas portas e urna janella,
duas salas, quatro quarlos, cozinha fra e caciin-
Feliciano Joaquim dos Santos.
Manoel do Nascimenlo Vianna.
Desembargador Manuel Rodrigues Villares.
Jos Nones de Oliveira.
Francisco Mondes Marlins.
Francenlnu Augusto dollollanda Chacn.
Joaquim Jorge de Mello,
Dr. Joaquim deOliveira e Souza.
Jos Lucas Rodrigues Machado.
Outrosim, convoco a lodos os cidadaos qualifi-
cadosno presente anno, para que comparecam a
prestar sous votos no referido dia, segund'o foi
1 ordenado pelo E\m. Sr. presidente da provincia
| de Pernambuco, por officio datado do 12 deste
mez, como se conheceido referido officio abai-
xo transcripto :
4.a seceo.Palacio do governo do Pernam-
buco 12 do dezembro de 1860.Altendendo a re-
presentacao que me /.eram os eleitores supplen-
tes da parochia da Boa-Vista desta cidade. pe-
dindo a revogacao do acto desta presidencia do
28 de novembro ultimo, pelo qual declarei a
Vmc. que devia fazer a chamada dos volantes na
prxima eleicao da eleitores pela qualificaco do
anno passado, visto se ler provado liaver-se fal-
sificado no respectivo livro do correnlo anno.
Considerando que, em regra a chamada para
qualquer eleicao se deve fazer pela qualificaco
do anno actual, havendo s, como excepcao o re-
curso a do anterior, quando nao fr absoluta-
mente possivel servir regularmente para seme-
Ihanle fira. Considerando na queslo sujeita um
dos motivos para a excepcao, visto como, pelo
exame a que ora mandei proceder, ve se que a co-
pia authentica da qualificaco do corrente anno,
existente na secretaria do governo fora cxlrahida
do livro antes de ser elle falsificado, o que se
evidencia pela compararo do que expozeram
os peritos, quo examinaram os livros da qualifi-
caco no juizo municipal da segunda vara, sobre
os nomes alterados, quo constituem a falsificaco,
ba do servir., avaha Ja em 3C0C9, pertencente a fI"eis'\v0 acerca dns mesmos nomes na co-
Joaquim Flix Machado, e vai a praca por exe- |pl1 e,xl*lenlJi "a socrelana. Considerando final-
| mente, na disposicao do 17 das nstruegoes de
O conselho econmico do batalhao do n-
fantaria n. 10, tendo do contratar os gneros ali-
menticios abaixo mencionados, que devem ser
de superior qualidade para alimento de suas pre-
gas, no Io semestre do anno fulurode 1861, con-
vida aos senhores licitantes que so queiram cn-
carregar de forneccr taes gneros a apresenta-
rem suas proposlas em carta feichada na secreta-
ria do mesmo batalhao, no dia 22 do mez cor-
rente.
Arroz pilado.
Assucar refinado c mascavado.
Azeile doce.
Bacalho.
Carne verde.
Dila secca.
Farinha de mandioca.
Feijo.
Lenha era acha.
Manteiga franceza.
Pao de 6 oncas.
Dito de 4 oncas.
Toucinho.
Vinagre.
Qiarlel do batalhao de infantaria n. 10, na ci-
dade do Recife, 19 do dezembro de 1860.
Lino Augusto de Carvalho,
alferes servindo de secretario.
CONSELHO DE COMPRAS NAVAES.
Pro roo ve este conselho em sesso de 22 do
corrente mez, a compra dos objectos abaixo de-
clarados, do material da armada, mediante pro-
postas era carias fechadas, aposentadas nesse
dia al as 11 horas da manha. acompanhadas
das amostras do que caiba no possivel.
Para os navios.
100 cascos de coco, 30 toroeiras de metal, e 20
garrafas de linta de escrever.
Para os navios e arsenal.
100 brochas sorlidas, e 8 arrobas de fio de
vela.
Tara o arsenal.
10 arrobas de almagre, 3 grosas do parafusos
de urna polegada, 4 sorras francezas de 4 ps
de comprimenlo e 20 arrobas de ochre.
Para os aprendizes artfices.
3 fronhas de aigodo, e 6 lcnces de dilo.
Para as obras do porto.
100 travs de qualidade, com 30 a 40 pal-
mos de comprimenlo, e 20 martelos de pe-
dreiro.
Para a enfermiria de marinha.
subrtituic5o ou reigate devera' effec-
tuar-$e dentro de 4 mezes, e que fiado
este prazo 6 podera' ter lugar rom o
discooto progressivo de 10 por cento ao
mez, (cando astim na forma do art 5
da lei n. 53 de 6 de outubrgg j. ap o5
em valor alguin no fin de 11> mezes.
Recife 9 de novembro de 1860. Os
directores, Joo Ignacio de Medeiros
Reg, Luiz Antonio Vieira.
Conselho econmico do batalhao de in-
fantaria n. 9.
O mesmo conselho contrata para suas pravas
arranchadas durante o primeiro semestre do an-
no vindouro, os seguintes gneros : azeile doce,
assucar branco de torro, ou mascavado refinado,
arroz, bacalho, caf em grao, carne verde, dila
secca, feijo mulalinho ou prcto, farinha da tr-
ra, lenha em achas, manteiga franceza, paes de
4 e 6 ongas, toucinho de Lisboa, e vinagre tam-
bero de Lisboa : os qnaes gneros devero ser
de boa qualidade: quera pois quizer se propr
ao fornecimento, comprela na secretaria do dilo
batalhao, no dia 28 do corrente, at as 10 horas
da manha, com suas propostas em cartas fecha-
das. Quarlel na Soledado 17 de dozembro de
1860.O tenente-secrelario,
Jos Francisco de Moraes & Vasconcellas.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tom de comprar os objec-
tos seguintes :
Para provimento dos armazens do arsenal
de guerra.
20 duzias de taboas de assoalho de louro ; 5
arrobas de colla da Baha ; 3 arrobas de cabo de
linho branco, teado de grossura 1 Ij2 pollegada ;
1 arroba de cera branca.
Para o rancho dos menores do arsenal de guerra
durante os mezes de Janeiro e fevereiro do
armo prximo vindouro.
Pao de A onjas, bolacha, manteiga franceza,
caf em grao, cha hysson, assucar refinado de 2a
sorte, carne verde, dila secca, farinha de man-
dioca, feijo preto ou mulalinho, loucinho de
Lisboa, bacalho, azeile doce de Lisboa, vinagre
de Lisboa, arroz do Maranho.
Quera quizer vender taes objectos aprsente as
suas proposlas em carta fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 22
do corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 17 de
dezembro de 1860.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
A junta administrativa da santa casa da mi-
sericordia do Recife manda fszer publico, aue.nao m0rpi hini B ai.. .- -
tendo havidosessaohontemnnriw.k.P-i.Von.-, more'existeii em dita casa, consistindo em
tendo havido sessao hontem por achar-s* doente
o thosoureiro esmoler interino, flcea transferida
para o dia 20 do corrente a arrematadlo das ren-
das das casas sbaixo declaridas :
Bairro do Recife.
Roa do Pilar n. 74.
Becco do Abreo n 2.
Bairro de Santo Antonio
Ra Direila n 7.
Ra Nova n. 55.
Dita do Padre Floriano ns. 45,47 e 49.
Dita do Fagundes n. 32.
Dita do Santa Thereza n. 4.
Dita da Calcada n. 36.
Dita dos Pescadores n. 11.
Secretaria da Sania Casa da Misericordia do Re-
cife 14 de dezembro de 1860.
O escrivo.
Francisco Anlonio Cavalcanti Cousseirn.
Vaccina publica.
Havendo presentemente mui boa se- S
mente vacciniea, o comniissario vaccina- jftj
dor provincial convida aos paes de fami- |l
lias desla cidade a comparecerem com Ta
sous filhos e mais agregados que preci- w
sarera ser vaccinados as quintas-feirns |rc
e domingos, nolorteo da alfandega das g
7 s 10 horas da manha e nos sabbados jrf>
na casa de sua residencia, segundo andar J$
do sobrado da na estreita do Rosario n |g
30, para aisim poder conservar a trans-
misso do fluido de braco braco, nica g|
maneira de sua conservaco cm pro- etj
Recebedoria de rendas inter-
nas geraes.
Pela recebedoria de rendas internas geraes sa
faz publico, que no corrente mez termina o prazo
do recebimento dos irapostos do exercieio de 1859
a 1860, no domicilio dos conlribuintes a cargo
dos recebedores, assim como o do pagamento na
recebedoria do primeiro semestre do exercieio de
1860 a 1861, livre da multa de 3 % dos impos-
tes seguintes : decima addicional de mo morta-
imposlo do 20% sobre lujas e casas de dcscon.
lo ; dito especial sobre casas de movis, roupas;
calcado, mobilias fabricadas em paiz estrangeiro ;
dilo sobre barcos do interior; findo o qual se-
guir so-ha a cobranra executiva quanto ao de-
bito daquel'e exercieio, e a percepQo da mulla
quanto ao desle.
Recebedoria de Pernambuco, Io de dezembro
de 1860.-O administrador, Manoel Carneiro de
Souza Laccrda.
Pela mesa do consulado provincial se faz
publico aos propietarios dos predios urbanos das
freguezias desla cidade e da dos Afogados, que os
boa mobilia de Jacaranda e mobilia de sala de
jantar.
lima taberna.
Sabbado 22 do corrente
as 10 horas.
Costa Carvalho far leilrTpor conta de quem
perlencer da taberna cima sila no pateo do Ter-
co n. 23, sabbado 22 do corrente as 10 horas da
manha est bera ifreguexada, o leilo ser a di-
oheiro ou a prazo com boas firmas.
LEILO
DE
40 costados de amarello, 14
duzias de cadeiras asseuto
redondo, 16 ditas de ditas
hamburguezas, 2 ditas de
ditas para meninos, bercos,
lavatorios com pedra esem
ella, secretarias, cadeiras
para pianos, cabides, bi-
dets, camas para menino,
costureiros, mesas etc.
Quinta-feira 20 do corrente.
Antunes aulorisado pelos adminislradores do
casal do fallecido Marcolino d.' Borja Geraldes.
far leilo no dia cima designado sera reserva"
de prego, de todas as obras de marcineiria exif-
tenles no arrnazem da ra do Imperador n. 17,
que tica em frenle da igreja do S. Francisco, em
cojo nrmazera tero lugar o leilo, ,is 11 horas da
manha.
Ireguezias desla cidade e dados Afogados. qup os ^ '
30 dias uleis para o pagamento bocea do cofre, i V na K y| g-\ I g\t rt r%\VT*a
do 1.- semestre do anno linanceiro do 1860 a 61 i ^ ^.IJ J 1U L\J t3 II U > US
do imposto da decima, se principian] a contar do \
dia 1.-de dezembro vindouro. Mega do consu-
lado provincial de Pernambuco 24 de noveiLbro
de 1860.
riscado de linho cheios de
24 travesseiros de
palhi.
Contraa 0 mesmo conselho em dita sessao,
mediante tambera propostas, u >.i..SciU,il,[onpa
dos aprendizes artfices, e da enfermara de ma-
rinha, bem como de toda a mais do arsenal de
mar*nha, portempode liez mezes a findar em
marco do anno prximo; e igualmente o forne-
cimento durante este lempo, de sabo que for
preciso para os navios.
As condieces para elfectuarem-se a compra,
e os contratos, sao as do estillo, j ha muilo
conhecidas pela populaco.
Sala do conselho de compras navacs em 19
de dezembro de 1860.
O secretario
Alexandre Rodrigos dos Arijos.
THEATRO DE S. IS
"OHPAMII1 LVMCi DE G. HIIIIMNGEU
Quinta feira 20 de dezembro
ULTIMA RECITA DA PRESENTE ESTAgO
-Representar-se-ha a opera do iramorlal Verdi em qualro actos.
Sabbido 22 do correle.
Costa Carvalho far leilo no dia cima as 11
1)2 horas da manha de dous cabriolis novos
cora arreios, es quaes serio entregues pelo maior
preco encontrado, uo atorro da Boa-Vista hoie
ruada Imperatrizn. 55.
^ endem-se j os bilhetes como de costume.
Principiar s 8 horas em poni.
avisos martimos.
Maranho e Para,
Sahe nesles dias para os indicados portos o
brigue-escuna Graciosa, capito e pratico Joo
Jos de Souza ; para a pouca carga que ainda po-
de admiltir, Irata-so rom os consignatarios Al-
meida Gomas, Alves &. C, ra da Cruz n, 27.
Porto por Lisboa.
A barca porlugueza Silencio, capilao Fran-
bole nacional cDous Amigos, tem parte de sna
carga engajada; para o resto, trala-se com seu
consignatario Francisco L. O. Azevedo, na ra
da aladre de Deus n. 12
Aracaty.
Para esiu rorio segu brevemente o hiate na-
cional sanl Auna ; para o resiauo da caa e
passngeiros trala-se com Gurgel Irmaos. ra da
Ladea do Recife; primeiro andar n. 28.
Sexta feira 21 de dezembro as
10 horas em ponto.
NA
Alfandega arrnazem n. G.
O agente Pinto autorisado pelo Illm. Sr. ins-
pector da alfandega e em preseuca do cnsul da
Blgica, far hilo no dia e hora cima mencio-
nados dos seguintes objeclos salvados do navio
belga Planten, a saber: urna lancha e seus
perteoce, um bote, 6e 1|2 pecas de lona, uma
barrica com bolacha, uma lala'com chS, um lam-
pelo.uma chale-ira e panella do cobre, um bar-
ril com manteiga, duas pecas a duas meias pe-
cas de cabo, uma vela e um salva vida.
.visos diversos.
Babia.
nao ha/a lancador. quo cubra o preco di' avalia- '. deJuho de 189, e do^ aviso dc29 do outu-
o que lho move Manoel Jos Lcte, e
o preco d i
pelo'preco da
cao, ser a arrcmalaco feila
judicagao com o abale da lei.
F. para que chage ao conhecimenlo de todos,
mandei passar edlaes, que sero publicados pe-
a imprensa n affixados nos lugares do costume.
C jade do Recife, 19 de outubro do 18C0.
Eu Manoel Mara Bodrigues do Nascimenlo,
escrivo, o escrevi.
Anselmo Francisco Peretli.
Directora geral da instrueco
publica.
Directora geral da instrueco pnblica de l'er-
nan buco 17 de dezembro de 1860.
Par esla secretaria se faz publico, de ordem do
Ulna. Sr. director geral interino, a portara abai-
xo transcripta.
O director geral interino da instrueco publica,
tendo verificado a uli'idade e vantagns que re-
sultan! do exercieio das escolas primarias uma s
vez ao dia ; providencia solicitada cora instancia
por muilos delegados luteranos da provincia ; e
usando da altribuico que lhe confere o art. 23
das instruccoesde 30 de'junho de 1859, determi-
na o seguinte :
Assenlas publicas de instrueco primaria de
um e outro sexo da provincia funecionarao do dia
7 de Janeiro de 1861 em diante, das 9 horas da
manha as 2 da larde. Por esta medida cm nada
Rea alterada a tabella, etc., que acompanha as
instruccoes de 30 de julho de 1859, devendo po-
rm os respecliyos professores aproveitar para a
conlinuaco da seceso de leilura o quarto de ho-
ra que era dado para a chamada e sahida dos
alumnos de manha; e para conlinuaco da sec-
cSo de arithmetica, o lempo concedido para a
entrada dos mesmos larde ; os delegados Ilite-
rarios, a cuja inspeceo pertencem as sobredilas
aulas, faro cumprir fielmente a prsenle porta-
ra.Jos Soares de Azevedo, director geral in-
terino.
Conforme.O secretario interino,
Salvador Henrique de Albvquerque.
A cmara municipal do Becrfe manda pu-
blicar para conhecimento dos seus municipes a
postura abaixo transcripta, approvada provisoria-
mente pelo Exra. presidente da provincia, resta-
bclecendo o art. Io til. 6 das posturas do 30 de
junho de 1849, c re rogando o art. 9 das addicio-
naes de 10 de novembro de 1S55.
Quarta secc/io. Palacio do governo de Pernam-
buco, 11 de dezembro do 1860.
O presidente da provincia, tendo em vislas o
que represeuleu 9 cmara municipal do Recife
ad- llro do corrente anno, 4a hypothese, para o caso
da perda do rol da chamada, existente em poder
da mesa, no que importa a falsificaco que oinu-
tilisa, sendo que onde se d a mesma razo pro-
cede a raesma disposigo, resolv rcraelter a c-
mara a in :lusa copia da qualilkac,o do corrente
anno, da que existe na secretaria do governo, e
recommendo que por ella se faca a chamada na
prxima eleicao de eleitores, ficando por isso
sera effeito a declarajo que lhe fiz no mcu pre-
diclo officio de 28 de novembro lindo. Observo
a Vmc que nao obsta o prazo de terapo decor-
rido de 30 de novembro at hoje para a convo-
"''"" ?~~,i'A""''"! oor ser pormijiido rcduzir o
prazo dos 30 das anteriores a eleiQao y\i. "_-
cao dos edlaes, nos termos do aviso u. 100 de
28 de agosto de 18S8 ; devendo, portanto, Vmc.
manda-Ios affixar quanto antes, nos termos desta
deliberacao.
Dos guarde a VmcAmbrozio Leilo da Cu-
nha.ir. juiz de paz mais votado do Io dislriclo
da freguezia da B^a-Vista desta cidade
E para constarse mandou fazer o prsenle quo
ser affixado ras lugaros mnis pblicos desta fre-
guezia o publicado pela imprensa.Ilecife li de
dezembro de 1860.
Eu Francisco de Barros Correia, escrivo quo o
cscrivi.
Antonio Carneiro Machado Rios.
O Illm- Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desla proviucia manda fazer publico que
no dia 10 de Janeiro prximo seguinte havera
concurso nesta thesouraria para preenchimonto
de 10 vagas do pralicante da alfandega desta ca-
pital, comecando os exames as 10 hora3 da ma-
nha sobre as seguintes materias : leilura, e ana-
lyse grammalical da lingua verncula, orlhogra-
phia, e arithmetica at a theoria das proporces
inclusivo.
Aquelles, que pretenderen! ser admittidos ao
concurso, devero previamente provar que teem
18 annos completos de idade, que esto livres de
culpa e pena, e que teem bom procedimento.
Secretaria da thesouraria de fazenda do Per-
nambuco 12 de dezembro de 1860.O official-
maior interino, Luiz Francisco de Sampaio e
Silva
O Rvd. Jos Leite Pilla Orligeira, juiz de paz do
Io anno da freguezia do S. Fr. .Pedro Goncal-
ves do Recife, etc.
Fago saber que deveodo proceder-se na ter-
cera dominga do mez de Janeiro do auno de
1861, a reviso da qualificago em virtude do
art 25 da lei do 19 de agosto do 1846, convido
acs Srs. eleitores e supplentes abati designados
ainda recebo alguma carga e passageiros; os
pretendemos podem entender-se com o consig-
uatario Manoel Ferreira da Silva Tarroso, na ra
de A;iollo n. 28.
Para o Porto e Lisboa,
o brgue Esperanza sahir no da 29 impreteri-
velnente, ainda recebe carga o passageiros : a
tratar na ra da Cadeia do Recife n. 4.
Para o Rio de Janeiro
stuir al o dia 22 do corrente a barca nacional
Mirianna, e recebe alguns escravos a frete :
traVa-se na prara da Corpo Sanio, cscriptorio de
Maioel Ignacio de Oliveira & Filho.
Cear, Maranho ePar.
* palhabote Novaesn segu para os tres por-
Conselhu administrativo.
0 conselho administrativo, para tornecimento
do arsenal de guerra, em cumpriraenlo ao art.
22 do regulamcto de 14 de dezembro de 1860,
faz publico, que foram aceitas as proposlas dos
senhores abaixo declarados.
Para a botica do hospital militar.
Jos da Rocha Prannos:
3 caixas de extracto coraposto de salsa parrilha veiDcr|l .
do Dr. Towneud, contendo cada caixa 24 frascos, I' adcia d0 Recife &-
6;J000 ; 12 arrobas do assucar refinado da pri-
meira qualidade; 25 garrafas de clurope peitorai
brasileiro.
Para o 2. batalhao de infantaria.
Ramos & Lima :
61 pares de palatinas, o parlgOOO.
Para o corpo da guarnicaodc Pernambuco.
Ramos & Lima :
11 bandas de la para inferiores, 3;>500 ; 10
cordes do la para canudos de (landres, 1#600;
1 bandeira de seda com armas imperiaes. por
985000 : 1 porte cora galao d'ouro, por 51S200 ;
1 haslea com esphera dourada, por 13*000 ; 1
capa de oleado, por 23000 ; 1 dita de brim, por
400 ris. '
Para o batalhao da G. N. de Serinhaem.
Guiraarcs S Oliveira :
1 livro mesire para 6 companhias conforme o
modcllo com capa de couro e cantos de metal,
por 1503000; 6 livros em bmoco de 150 folhas
de papel de hollanda pautado, 5$000 ; 1 livro
com 200 folhas do mesmo papel para receita e
despeza, por 8*500 ; 6 caetas, 80 ris.
Para a companhia fixa do cassadores do Rio
Grande do Norte.
Antonio Ferreira da Cosa Braga :
150 grvalas de sola de lustre, 800 ris.
Joo de Souza Marinho :
"" "Para o 2/ BTlalfia^t^AiM00-
Joo Baptista Vieira Ribeiro :
507 covadoi de pao azul, a 2*500 ; 140cova-
dos de panno preto, a 2*160.
Para differeotes corpos.
Fraga & Cabral :
960 esleirs de palha do carnauba, 380.
Tara o corpo de guarnlco de Pernambuco.
Santiago de Maragas :
1 sincle cora armas imperiaes, por 50*000.
O conselho avisa aos mesmos vendedores, que
devem recolhcr os
Segu nestes dias o palhabote Sania Cruz*
,- para o restante da carga, trala-se com Cactanr
cisco Marttns de Carvalho, segu viagem para os Cyriaco da C. M. & Irmo, no lado do Corpo San-
portos cima mencionados era 28 do corrente,! to n. 25.
Rio Grande do Sul
O patacho Bom Jess, preleude seguir com
brevidade, recebe carga a frete : a tratar com Cae-
lano Cyriaco da Costa Moreira & Irmo, no largo
do Corpo Santo n. 25. 6
Para a Babia
pretendo seguir com tnuita brevidade a sumaca
nacional Hortencia, a qual tem prompta parte
de seu carregameoto : para o resto que lhe fal-
ta, trata-sc com o seu consignatario Azevedo &
Mendes, no seu escriptoro ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro
barca Caslro III, sac at o dia 20 do corrente
s recebe passageiros, para os quaes tem com-
--* t-i w> ri- modos excellentes: trati-se com os consignata-
to cima, e recebe ccrga : trata-se com os con- FV0S Pinto de Souza & Barflo, na ra da Cruz n.
siinatarios Marques, Barros & C, largo do Corpo i ** ou com o capito Antonio Gongalves Torres.
Saito n. 6, segundo andar. 1*1
Lisboa.
Aracaty pelo Assu
Vai sahir brevemente a barca Gralido por
1 ter parte do carregamento promoto nara o rps
Oh.ate GraUdao sahe por estes das com o t e passageiros, lstase cira o consi/nitario
orga que l.ver : para o resto e passageiros Ira- Carvalho Nogueira & C ra V So n O
h-so com Pereira guente, ra do Codorniz prmcr0 audar.ou com o capito ^"l Pesiau
1. 5 e no Forte do Mallos.
Porto por Lisboa no
da 5.
Leiloes.
LEILO
Irapreterivelmcnte vai sahir no dia 15 para o'
Porto cem escala por Lisboa o brigue portugus I
Promptido II. forrado eencavilhado rl cubre,
de primeka classe e marcha, com a e-rga que ti-;
2r-e Pia carga e passageir^. quaes effe-
rect> excelleifie nmmnrfji e bom tratamento, o e r
Tula-so com EliaJ^e dos Santos Andrade & C, ^eXta IClTa 21 do COrrPtp
>J> ra da MiM-ro de Dos ... 32. ou com o capi- I
^0. Roga-ge aos senhores passageiros que pre-
uderem ir no mesmo navio, de virem realisar
las passagens.
Para Lisboa,
iretende sahir com brevidade a bem conhecida
KA
em
Pede-se ao Sr. que recebesse por engao ou
achasse urna carta vinda de Barreiros, para An-
lonio Augusto de Amorim, que a v levar na rus
do Queimado n. 50 ao mesmo senhor, anda quo
por engao a abrsse, e ser gratificado. Es>;i
carta irazia dentro uma lettra de que saendor
Francisco Jos Leite e um papel de grande im-
portancia.
Irmandadc de IVossa S-
nhora da Conceicao dos
Militares.
Nao se procedendo a eleicao para a mesa futu-
ra no da 15. como determinara os estatutos por
falla _do comparecimento dos raos, de novo
convido a todos os Srs. irmaos para que compa-
rtan) hoje 20 do corrente, no referido consisto-
rio as 3 horas da tarde, para dito fim.
Manoel Jos Victoriano de orba,
Io secretario
Admirareis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele, devem estar prevenidos
cora estes remedios. Sao ires medicamentos
cora os quaes se cura eGcazmenle as princinaes
moleslias. '
Promptoalivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de reumatismo, dor de
caberla, nevralgia, diarrha cmaras, clica?,
bilis, indigestao, curp, dores nos ossos, coniu-
ses, queimadura, erupcoes cutneas, angina,
retengo de ourina, etc., ele.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades escrophulosa*,
crnicas esyphiliiicas : resolve os depsitos de
raaos humores, purifica o san
,--* acreditada barca Flor de S. Simo ; para'
objectos comprados s 10 ho- arga e passageiros. trala-se com Carvalho No- 8ela.me>aS commodas, uma excellente
ras da manha na secretaria do mesmoconselho ueira & c., ra do Vigario n. 9, primeiro andar,
,. :;_r ------------------- --------------------- --' vx ^., iua u
no aia t do corrento mez. exceptuando-se os iu com o capito
frascos de extracto composlo de"salsa parrilha
que devero ser recolhidos no hospital militar
00 dia cima indicado
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 19 di
dezembro de 1860.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino
NOVO BANCO
DE
Pernambuco
O novobauco continua a substitu
ou a resgalar o resto das notas de 10$
j 20r que havia emittido e ainda exis
em circulacao, declarando que, enl
cumprimento do decreto n. 2,661 d*
10 de outubro do corrente anno, este;
Ifejfev
1 .' ,'^
O hiate Gar\bald\, segu para o Cear empoll-
as das : a tratar com Tasso Irmaos ou com o
ptlao Custodio Jos Vianaa.
O hiate Camaragibe sahe para o Ass na
presente semana ; para o resto da carga diriiara-
se a ra do Vigario n. 5-
Porto e Lisboa
[A bem conhecida barca porlugueza Sympa-
ia. capito Nogueira dos Santos, vai sahir bre-
mento para os portos cima indicados ; quem
mesma quizer carregar ou ir do passagem
lera entender-se com os consignatarios Bailar
Miveira.rua da Cadeia do bjirro do Recife nu-
Iro n. 12.
Ru do Vigario n. 19.
O agente Camargo fara' leilo ,
difiSS(3rbS^eL^m-,?eU0' ^ Sad r"S' 1-N* abeessos e u.ceras de
I marcineiria como todos as clases, moleslias d'olhos, difficulj.de
das regras das mulheres hipocondra, venreo,
gue, reno va o
sysiema : prompto e radicalmente cura, escro-
phulas, venreo, tumores grandulares, ictericia
dores de ossos, tumores brancos, afeccoes do fi-
, ... .-------;-------~"J mua CAUClICIllC
mobilia de Jacaranda', camas de ferro,
lavatorio, bancas, cadeiras avuls-as, pia-
no, guarda vestidos e na mesma occa-
siao vender' uma porco de lencos de
Itabo de algtbeira e uma dita de laby-
nntho sem reserva de preco, as 11 lio-
ras em ponto.
Para a Bahia segu em poucos dias o palha-
NA
Boa-Vista ra da Con-
ceicao numero 58.
(SEM LIMITE.)
Costa Carvalho far leilo na sexta-feira 21 do
correle s 10 horas da manha, de todos es
etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o systema, equilibrar a circu-
ladlo do sangue, inteiramenie vegetaes favora-
veis em todos os casos nunca ocasiona nau-
zeas era dorres de ventre, dses de 1 a 3 re-
gularisam, de 4 a 8 purgara. Estas pilulas
sao effieazes as sflecc,5es do figado, bilis, dor
de cabeca, ictericia, indigeslao, e em todas as
enfermidades das mulheres, a saber: irregula-
ridades, fluxo, retences, flores brancas, obs-
IrucQoes, histerismo, ele, sao do mais proropio
effeilo na escaria^na, febre biliosa, febre ama-
rella, e em todas as febres malignas.
Estes tres importantes medicamentos veni a-
companhados de instrueges impressas que raos-
tram com a maior minuciosidade a maneira de
applica-los em qualquer enferraidade. Estao ga-
rantidos de falcifica^ao por s haver i venda no
arrnazem de fazendas de Raimundo Carlos Lei-
le A- Irmao, na ra da Imperairiz n. 10, ni-
cos agentes era Pernambuco.


<)
DIARIO DE PERNABMCO. QUINTA FEIRA 20 DE DEIEMBRO DE 1800.
Aluga-so metade de uma casa n bairro do a- f. Til ni Ilecife. dando-se preferencia a nma senhora viu- v "uu* ol ** A. 01. U. B.
va ou alguma senhora casada cora pouca familia ; seilD.OC U6 CDff60.110 naTOViD.-
a tratar na ra da Camboa do Canco n. 19. i
O hospital militar precisa contratar com Ca Q&S AlagOaS, Olieira tazer
'luem tenha habilitacoes para exercer o lagar de favrvr mnt A r\ar* 1 '
enferineiro mor: qum eliver tm taes ciicums- IclVur maullar pagar Ha lOja
tancias, corhpareca no mesmo estabelecimento,
no dia 20 do corrente, pelas 11 horas do dia.
Hospital militar de Pornarabuco, 19 de dezembro
Monteiro
Aluga-se urna casa cora solo, na ra da
Alegra n. 36: a tratar com Marcolino Jos Lo-
pes, na ra do Mondego, olaria n. 13.
Willam Jack9oo, subdito americano, tai ao
Rio de Janeiro.
I Barato para se|
i acabar, i
m
Vestidos de seda de duas saias e tres
babados do ultimo gosto e chapeos de se-
da com vo para stmhora da ultima moda
de Paria, vende-se por j: re eos baratos na
ra do Crespo luja amarella n. 8, do suc-
cessor de Antonio Fraiciscd Pereira.
Se ferragens da ra do Quei-
mado (que uo ignora) a sua
letra vencida ha milito tem-
po, producto de negocio rea-
lisado a 28 raezes, visto que
nao tem-se dignado dar a mais
insignificante resposta amis
de umaduzia de cartas que se
ihe tem escri to.
urna enanca
O Wagn n. 277.
Qucm qmzer
para se criar (%em ser deleite), dirija-
a' ra Velha n. 73, que achara' com
qucm tratar. .
O abaixo assignado participa ao respeitarel
publico e com especialidado ao corpo do com-
mercio, que tendo arrematado em hasta publica
a taberna n. 20, sita no pateo do Terco, que per-
tcnceu a exlincta Qrraa de Antonio Seraphim dos
Santos Lima, leando a teu cargo todo o activo
da mesina ; por isso pede a lodos os devedores
da referida taberna a virem salisfazer seus dbi-
tos no prazo de 15 dias, a contar desla data em
diante. Recife 17 de dezembro de 1860.
Ludgero de Paula Meira Lima.
NOTICE.
In pursuance wilh Ihe Act 6 Gao IV cap. 87
A meetiog of the british resideuts will be held
et the british consulate on Ihursdsy the 27
0 publico dcsta capital lera acompanhado as, instaut al 12 oclock. British consulale.
Ama.
Precisa-se de urna amo para casa de pequea
familia : a tratar na ra da Cadeia do Hecie n.
45, esquina da Madre de Dos.
i Pechincha. 1

Vestidos de barrge e gazc de dous e tres @
@$ babados a 10g para se acabar, vende-se @>
@ na ra do Crespo luja amarella n. 8. do
successor de Antonio Francisco Pereira. @
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ruado Hosario da lioa-Vista n. 53. quasi de-
l'ruiilc do sobrado da esquiua que deita para o
pateo da Santa Cruz quera pretender fallo na
taberna do mesmo sobrado.
Claudio Dubeux faz
scicnle ao6 senhores
amantes dos banhos
do Santo Amaro de
Jaboalo, que domingo
23 do corrente s 6 ho-
rada machia haver mnibus do Reciie paru
oqoelle logar c voltar s 5 da larde para o
flecife e re^ressa para Jaboato s 7 horas di
noite e continua lodos os domingos e dias
santos.
Ainda est por alugar-se o segundo andar
do sobrado da ra das Aguas-Verdes n. 66 :
quera a pretender falle na ra das Cruzes n. 9,
penltimo sobrado quem vai da ra do Queinia-
do para S. Francisco.
Vende-se um t-elim inglez com
pouco uso : na ra do Imperador loja
n. 32.
Vende-se ura lindo cabriolet com
todos os seus pertences : na ra da ma-
triz da Boi-Vista sobrado n. 33, pri-
meara andar.
Paraalugar
duas casas a margena do rio Capibaribe
no lugar do Monteiro, sitio do finado
\isto Vicha Coelho : quem as preten-
der dirija se a loja da esquina da ra
do Crespo n. 8.
"-jtT'lfr'M:
Aos consumidores de
gaz.
A empreza da illuminacao
i gaz, roga a todos os Srs con-
sumidores o favor de nao en-
tregarein aos seus machinis-
t3s ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outru qualquer pretexto, sob
pena de lb.es ser novamente
exigido Todos os pagamen-
tos deveni ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Farinha a 3S500
Ven Je-sefarinha de mandioca a 3,^500
a sacca : na ra da Madre de Dos nu-
mero 35.
Precisa se de urna ama de leite
tem lho : na ra dos Guararapes em
Fora de Portas n. 30.
.Muses Williams, subdito american reit-
ra-se pira o Rio de Janeiro.
ja-se a ra djs Mariyros n. 2, sobrado de dous
andares.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ru3 da Lapa n. 13 ; a tratar no armazem do
tnesnio.
r>etisa-se de urna escrava |que saiba cozi-
uliar o engommar; quem liver, dirija-se a ra
larga du Rosario n. 28, primeiro andar.
Dusappareceu do sitio de D. Bernarda, era
Santo Amaro, um cavallo rodado escuro, lendo
urna ftida na rao direita junto ao casco, c oulra
na pa esiuerda cora tres dedos de largura ro-
^a-se s pessoas que o virem ou delle tiverem
noticia, de o levar ao mesuio sitio junto ao quar-
lel da cavallaria do que ser generosamenlo gra-
tificado.
Christiano de Almcida, subdito portuguez,
embarca para n Baha.
Km casa de Wills Latkam & C, ra da Ca-
deia n. 52, vende-se vinho branco e tinto de Lis-
boa em barril de quinto.
Para pastis.
Ancorelas de azeiionas novas a 1/280, err gar-
rafa a 210 rs., farinha do reino a 160 a libra,
toucinh a 320, banha de porco a 560. vinagre do
Lisboa a 2i0 ; na taberna da estrella, largo do
I'araizo n. 14,
Compra-sc um tacho que leve de 3 a 4 ca-
adas, em segunda mao, que esleja om muito
bom estado ; era Santo Amaro, taberna de Jos
Jicinlho de Carvalho, ou annuncie.
Festa do Monte
em Olinda.
Os festeiros do Monte, do conformidade com o
F.ini. I). Jbbade de S. Bento, tem accordado que
a fesla da Sra. do Monte tenha lugar no domingo
13 do Janeiro prximo vindouro, em razo de
acfcarera-se empedidos os ultimse os primeiros
dias o corrente e do prximo Janeiro cora as
eleicoaa primarias, que nellcs devem ter lugar,
e que necesiariaraenle eraberacaro a rautos de-
votos e -as suas familias de poderem concorrer
com suascomarias, e assira todos llcaro satis-
eilos.
Aquelles devotos, que quizerem concorrer para
a mesma festa com suas esmolas, podera procu-
rar no Recifc ao Sr. commendador M3noel Luiz
Vires, e em Olinda ao Sr. Lima Jnior, casa de
sobrado em frente da igrpja de S. Bento.
Vaquetas para cobrir car-
ros, chegadas pelo va-
por francez.
Vjcdem-se na ra da Cruz do Recife n. W.
viagens de Mr. Y. Galloix, e a mais instructiva,
recouhecer ler sido a do dia 17 do corrente,
Infeliz como confessa uo cometo, pela diOi-
culdade da estrada que segu, nao obstaifte leve
acoragem de partir, seguindo aleo ponto Lu-
crecia Borgia e ahi por etl'eito da predilecta es-
colha do ostra cortou-se a ponto de merecer
compaixo. Autorisado pelo CDoa/ieirismo,
com que escrove, nao duvidou aoalisar a senhora
Beltramini, prima-dona absoluta, de raaneira
tal que revela a naturalidade de seu carcter;
porquanto affastando-so ora da justa apprecia-
c j do real mrito da mesma actriz, oa arrogan-
do-se aos ps da honra que offende.... appellan-
do para o publico que sempro Ihe negar esse Ji-
mio, ahi tropeca e vai de encontr ao silencio
do campo, chamando para o substituir o maehi-
nisla 1
Mr. Y. de Galloix, o aconselhamos depoisde
sua vergonhosa retirada para os Cjimpos do Rio
Formato, que se compenetre do dever de via-
jante discreto e honrado, por si esquecido c pelo
que protestamos.
La Vuyageur.
Deposito de rap Prince-
za Gassc do llio de Janeiro era Pernambuco em
casa de Pinto de Souza & Bairao na ra da Cruz
n. 24, avisara aos amantes desla excellente e
acreditada pilada que ltimamente receberao
nova remessa della, o se acha por essa forma o
deposito soitido cora todas as qualidadea.
Quem tiver urna escrava para alugar em urna
casa de pouca familia, com tanto que sirva para
comprar a com la, dirija-se as Cinco Ponas n.
45, casa da tiutureira, que ahi achara com quera
tratar.
Francisco Josa Correia Guimares, tendo
chegado no dia 17 do urna viagem da Escada,
succede perder urna csrteira contendo duas le-
tras, urna de 481*670 aceita pelo Sr. Antonio Se-
vero da Silva, e oulra de 908370 aceita por Jos
Severo Coirana, ambos moradores era S. Bcnlo ;
previne-se a quem as achou que ellas do nada
valem por os mesraos estarem prevenidos.
O'iera annunriou nos Diarios de lerga e
quaila-'eira 18 e 19 do corrente mez offerecendo
bora ordenado a una pessoa que se encuregue
das cobrancasde urna grande casa de molhados,
sendo que ainda queira, pode dirigir-so a Boa-
Visla, nes Coelhos, ra dos Prazeres n. 28, que
ahi se indicar urna pessoa com as babilitai;6es
que o annuncio exige.
Desappareceu urna cachorrinha do roino,
branca, pequea, e cga de ambos os olhos ; ro-
ga-se encarecidamente a quem a tiver ou achar,
de a mandar levar a ra do Sebo n. 35, que se
recompensar.
Lindos sintos.
Vendem-se lindos sintos j promplos cora lago
e sem elle, por baralissimo prego de 2j500 e 89 :
na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Leques.
Vendem-se os ricos leques de niadreperola e
deoutras muitas qualidades, que so vendem por
baratissimos pregos : na loja da aguia de ouro,
ra du Cabug n. 1 B.
Pentes
\endem-se lindos pcnlcs de tartaruga virados,
pelo baralissimo prego de 9J. 10, 11 e 129, ditos
lisos muito fortes a 4 e 5. dilosde travessa a 3tf,
ditos virados para atar cabello, que paree tarta-
ruga a 1JM00, ditos lisos a 200. 500 e ltf, ditos de
travesso o 800 rs. ; na loja da aguia de ouro,
ra do Cabug n. 1 B.
Oculos.
Vendem-se oculos muito finos de cores para
doenga de olhos, assim como de outras qualida-
des, que se vendem por menos quo era outra
qualquer parte.
Heias.
Vendem-se meias tanto para horaem como para
senhora o para menina e menino, que so ven-
dem por boratrssimos procos ; na loja da aguia
do ouro, ra do Cabug u.'l B.
Enfeites para senhora
Vendem-se lindos enfeites decabeca, sendo de
velludo a 5j e 4j>, ditos de froco a 2$500, ditos
de aljofares a 3. ditos de tranga de retoz a 4$ e
59, dilos devidrilho a 28500 e 39: na loja da
aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Gollinhas e pulseiras
Vendem-se gollinhas de vidrilho o muito lin-
das, pelo baratissimo prego de 29, pulseiras de
conlinha muito lindas a g : na loja da aguia de
ouro, ra do Cabug n. B.
Luvas.
Vendem-se luvas de seda para senbara a 19,
<600 o 2, ditas de algodo e 0 de Escocia,
tanto para hornera como para enhora, que se
vendem por baratissimos procos : na loja da aguia
de ouro, ra do Cabug n. t B.
Caixinhas de costura.
Vendem-se lincas caixinhas de todos os taa-
nnos, ricamenie enfeiladas, proprhs para meni-
Pernarabuco 17 dec. 1860.
O abaixo assignado, tendo-lhc constado
que Antonio de Frenas Tavares havia negociado
a parle que tem em urna parda de nomo Jacin-
tha, a qual esl com urna aegao em juizo para
manutengo de sua liberdade, exislindo no de-
posito gcral desla cidade a quanlia que Ihe ga-
rante, visto esla ser urna paite forra declara
ao respaitavel publico desta provincia que nao
poder fazer tal compra pois o supplicante a
no pode vender; hn penas de responsabilidade,
como garantem nossas leis, para lodo e qualquer
que assim obrar; annuncio para nao chamar-se
ignorancia.
Francisco Maciel de Souza.
Imagens
Trocam-so as mais ricas e perfeilas imagens de
N S. do Carroo, Santo Antonio e Menino Jess,
de diversos lamanhos, proprios para o festejo da
noite de natal, e por pregos commodos : na ra
do Queimado, loja de ferragens n. 14.
Joo Antonio Soares Vivos participa a quem
tem penhores em sua mao que os vo rosgatar
al o Ora do correnie mez de dezembro, do con-
trario sero vendidos para seu pagamento. Reci-
fe 17 de dezembro de 1860. -->3J|
Precisa-se de urna ama do leite e outra sec-
ca : no pateo do Terco n. 26.
D-se um vantajoso ordenado a urna pessoa
que tenha as precisas qualidales de oceupar o l
ca-
de
cat-
0 artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3$
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3#
Tendo recebido um sor ti ment de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de
\1nl1as novas
Tondo recebido um sortimento
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Uborn, o retratista america i
lugar de primeiro caixelro de urna das mehores no tem recentemente recebido um pran-
casas de molhados do bairro de Santo Antonio. I Je e vara(j0 srirlimpnfn ne cai\a rma-!
dando por isso conhecimento de pessoas de reco- I Vdriauo S01 ment de caixas, qua :
nhecida probidade, indicando por este jirnalaon-1 uros, aparatos churucos, c um grande
GOMPAMHIA
ALL1ANCE,
stabeecida m Londres
CAPITAL
Cinco mihoes de Vistas
sievUnas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de n for-
mar aos senhores negociantes, proprietarios de
casa, e aquem maisconvier, que estao p'.ena-
raenteautorisados pola dita companhia para ef-
fectuar seguros sobre edificios de tijolo e pedra.
cobertos de telha, e igualmente sobre os objectos
que conliverem os mesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer
qualidade.
I K dkmann IrmSos & C. avisam ao
irespeitavel corpo do commercio que
forara nomeados agentesnesta praradas
2ompanhias de seguros maiitimos de
Hamburgo.
g DENTISTA FRANCEZ. 2
> Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- **
>^ rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e 2
^ p denliQco. -~
^Ai.lAAAAAjL.AAi-Ai.AAAi.AA w
Aluga-se um bom cozlnhoiro, tanto para
bolequim como mesmo cssa particular ou hotel
P.a o que emende bem ; na ra larga do Rosa-
rio n. 23.
Quem precisar de um bom cozinheiro tan-
to para casa particolar, como botequim, hotel
etc. : procure na ra larga do Rosario n. 23 '
Furlaram de um sitio na ra Imperial n.
I i UnV-rreS510 de ouro C0Derl. dt Roberto Ros-
Ken n. 57.K97, cora a respectiva cadeia com dous
Dos de bom ouro e ujn grosso passador, tendo
este em cada um dos lados urna pequenaobeca
mJSSL a uma.da8 1uaes tem tres pequeos
diamantes, e na outra um dito : roga-se as au-
nr^,? ? "lSucm quem for "*erecido, que
o apprchenda e le^e ao sitio cima indicado que
sera generosamente recompensado
MaTei"1 *' Behrends vai P"a PeQedo por
Aluga-se o armazem da ra do Trapiche n
4: a tratar na ruada Cruz,
armazem n. 33.
negocio
,r S ^f' \baho ass'8nados sao rogados a vi-
rem a roa da Irrrperatriz, loja n. 82 a
que muito lhes inleressa e diz respeito
Jos Caetano Pinlo do Queiroz.
Manuel Flix Nasario, de Santo Anlao.
Domingos Jos Dantas.
sabino Joaquim da Purificaco.
Joao Augusto de Hollanda Silva,
lenuo oreve de se convocar reunio da os- M-ncas Antonio Evangelista.
| semblea geral, os Srs. accionistas desta compa- Jos Joaquim de Aginar.
de cai- nnla sao convidados a fazer registrar suas aeces J'anoel Izidro do Nascimento \rauio
no escnptnno da mesraa companhia largo' do | noel Seraphim. '
Forte do Mallos n. 1, at ao dia 24 do corre'ute. i Jn3T'im Juvencio de Almeida
Pernambuco 13 de dezembro de 1860.
Companhia Pernanibiicana ]
Attenco
a cocheira nova.
Na Boa-Vista ra do Tambi n. ti, jd
alugara-se cavallos proprios para passeios !
e tambera recebem-se de trato por mez lf
ou por dia mais barato do que em outra j
parle, na mesma cocheira vende-so um fg
excellente cavallo para passeios de se- a
nhora. a
de se deve tratar.
AlJ Na ra da Cadeia do Recife u. 1, en- S
W tregaram ha dias na ausencia do dono b
^ d casa, um volurae de estiva, suppe-se !8{
< ter sido engao do conductor i quem fr is>
cjV seu dono dando os signaes e pagando as $jp
despezas Ihe ser entregue; na mesraa |g
oa casa se vendo massa phosphorica para ap
^ matar ratos.
w c/tu a fTrcyt z/tt& &z5V ry/Rw eTTTw Rin*(DBV&mV9nvmt
Peter Jullin rttira-se para a Europa.
Aluga-se por prego commodo o armazem da
casa n. 39, sito na ra do Imperador: a tratar na
casa do fallecido commendador Luiz Gomes Fer-
reira, no Mondego.
TOJB11M
DO
Recife ao rio Sao Francisco.
LAmUado.
De conformidade com as inslrucjes recebidas
da respectiva directora faz-se publico que desti
dala om diante s5o convidados os accionistas
desta companhia a cumprircro com os termos do
aviso que por ordem da mesma abaixo ficam pu-
blicados.
Escriptorio da companhia 17 de dezembro de
1860.E. II. Bramah, lhesm>">ir.
AVISO.
C0HP1MIIA DA Vil FRREA
RECIFE
DO
A SAO FRANCISCO.
(LIMITADO.)
Pelo presente faz-se publico que por resoluco
da directora desta companhia, tomada nesta da-
la tom-se feito urna outra chamada de duas li-
bras sterlinas por cada aeco, a qual chamada ou
prestaco dever ser paga at o dia 31 de Janeiro
prximo futuro no Rio de Janeiro em casados
Srs. Mau Me. Gregor & C, na Baha aos Sn. S.
S. Davemport & C, e em Pernambuco no es-
criptorio da thesouraria da mesma via frrea.
Pelo presente fica lainbem entendido que no
caso de nao ser a dita chamada ou prestaco sa-
lisfeila no dia marcado para o seu pagamnlonu
aules o accionista que incorrer nesta falta paja-
ra juros a razo de 5 por cento ao anno solro
tal chamada ou prestaco a contar deste da it
que seja real isa Jo o pagamento. No caso de ru
effecluar o pagamento desta chamada ou piest-
co dentro de 3 mezes a contar do dito dia liato
para o embolso da mesma tica rao as ac;oes qte
incorrerem em tal falta sujeitas a serem confi-
cadas segundo as dsposices dos estatutos a ese
respeito.
Por ordem dos directores.
AssignadoW. II. Bellaroy,
Secretario.
199 Greshara House.
Od Brouad Street.
E C.
22 de novembro de 1860.
O Sr. Agostinho Letarte, tec,
urna carta de sua familia na ra da
Cruz n. 17.
Precisa se
numero de objectos relativos & arte.
Como tambem um grande forneetmen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acliarao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicoes muito
razoaveis.
Os cavallieirosesenhoras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examtnarem os specimens do que
cima lica anunciado.
2,000 a 3,000 pares
proiiiplos.
Na grande fabricado tamancos da ra Dreta,
esquina da travessa de S. Pedro n, 16, achara o
Ilustrado publico desta capital e de fra, e de
outras provincias, um numeroso e riquissimo sor-
timento de tamancos de todas as qualidades, ao
qual o seu proprielario est resolvido a vender
tanto a retalho como em pequeas e grandes
porees por muitu menos do que em outra qual-
quer parle, assim como tem urna grando quanti-
dade de tamancos feitos, sendo do Porto, com a
mesma perfeicao e seguranza, a casa tem sempre
um effectivo de 2,000 a 3.000 pares pregados e
prnmpico ,.dra qualquer encoraraenda, com pou-
co dinheiro todos poderao andar com os ps li-
vresda humidade que lio prejudicial a saude
launa!
DE
Contas feitas
para compra e venda de assucar e mais objectos
obra muito til para os negociantes e senhores
de eogenhos, pois com um lance de vista podem
saber o importe de quaesquer quanlidade de ar-
robas e libras ; um volume bem encadernado por
58000. Vende-se na livraria econmica, junto ao
arco do Santo Antonio.
Aluga-se o armazem da ra da Madre de
Dos n. 2 ; a tratar com Martins & Irmo.
Joao Baptisla Marlins, subdito portuguez,
relira-se para o Rio de Janeiro.
Agencia de passaporte e
folha corrida.
Claudino do Reg Lima tira passaporte para
dentro e fra do imperio, por commodo preoo e
presteza : na ra da Praia, primeiro andar nu-
mero 47.
Verdadeiro caf de Moka, s
no hotel trovador, ra larga
do Rosario n. 44.
Quem pretender comprar um es-
cravo bom cosinbeiro dirija-se a ra da
Cadeia do Recife n. 2.
Achando-se justa e contratada a compra da
casa terrea sita na ra Nova n. 1, pede-se a
quem se julgarcom direito a mesraa, que declare
por esse Diario aflm de nao se ultimar a compra
da mesma casa.
Tem chegado na ra Nova n. 22, um bonito
sortimento de instrumentos de msicos, e tam-
bem livros do escripturaco diaria de 780 folnas
muito bonitos.
Theodoro Jos Pereira Tavares
Jos Podro Ratis Barbosa.
Antonio Hnmem Ledo.
Miguel Carnero de Moris.
Manoel Flix.
Conrado Jos da Silva.
Domingos Francisco Regis.
Jos Antonio da Silva.
Joao Barbalho de Mello.
Jos Leocadio do Reis, morador no engenho Jar-
dim, reguezia do Cabo.
Todos os dias lera leile puro de vacca a 320
H-'fr'nS"!? L "f0 "rra"om d0 s- Silva e Branco,
te ao Mallos.
n>i^nUm8 PCSSOar Com as habillacoes precisas.
f";?3" faZer a "Scri'1,a de alguma casa
de commercio, ass.ra como a promover a cobran-
za de algumas casas de negocio, quer seja a co-
branza nesta capital ou fra della, dando fiador a
cife nn46 '' '"'" "" rua da Cadeia do Re"
Joaquim Goncalves Cosco, subdito portu-
guez, retira-se para Portugal. v
. T 1>r,(',cisa"sa de uma ara> de leite que nao
tenha tilho ; na rua do Alecrim, sobrado n 2
primeiro andar.
Curso particular derhetorica.
Manoel de Honorato tem aberto o seu curso
de eloquencia e poelica nacional : na rua Direi-
ta n. 88, primeiro andar.
CONSULTORIO
DO
11. i> L
MEDICO PARTEIRO E OPERADOR.
3 RUA DA GLOftlA. CASA BO FUMDAO 3
Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Hoscoso d consullas todos os dias pela manha'a, e de tardedeoois de 4
horas.Contrata partidos para curar annualmente, nao s para acidade como para o Tnebo,
ou outras propriedades ruraes. v engeunos
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manhaa a em so
de urgencia a outra qualquer hora do dia ou da noile, sendo
o nome da pessoa, o da rua e o numero da
Nos casos que nao forem de
por escripioem que se declaro
casa.
urgencia, as pessoas residentes no
bairro do Recife po-
loja de
ou a
de 6:000\s a
nos, por baralissimo preco de 63, IOS. 16S 203 c J j j'
300 : ca loja da aguia de ouro, ia do Cabo dando",e P0r *Z""W PdiOI nesta
g n. I b. Ipraca por tempo de um anno : qnem
Tb\T| f\ Y^\ff\(^( os quizer dar dirija-se a esta typogra-
l L i Fl\ Ll^l ~\J" ^^ 3 phia que se dir' quem precisa ou an-
Vendem-se piauinhos com a sua competente
msica, proprios pnra meninos, pelo baratissi-
dt
rao proco de 153; na loja da aguia de ouro, rua
do Cabug n. 1 B.
Vende-se um sobrado de um andar e solio
na rua do Fogo n. 35, chao proprio, que rende
60$ mensaes : a tratar na rua do Livramonto nu-
mero 30.
Vende-se um rylindrode padaria com pou-
co uso ; na rua das Cruzes n. 30, padaria.
Caixinhas de msica
Vendem-se lindas caixinhas com msica, que
loca linoas pecas, pelo baratissimo preco do 6#,
10, 40 e 603 ; na loja da aguia de ouro", rua do
Cabugn.l B.
Realejos grandes.
Vcndera-se realejos com figuras e sem ellas,
que tem tres cylindros tocando lindas pecas, que
so vende por pre;o commodo : na loja da aguia
de ouro, rua do Cabug n. 1 B.
A pessoa que mandou empenhar 12 galfos,
uma caixa para tabaco c uma salva, tudo da pra-
ia, pela quanlia de 1103. desde o dia 15 de feve-
roiro do corrente anno, haja de mandar tirar no
prazo de 10 dias, na rua Direita n. 18, pois do
contrario sero vendidos para seu pagamento e
juros, visto j ter-se mandado avisar por diver-
sas vezes.
O seuhor que annunciou precisar do um
primeiro caixeiro para estabelecimenlo de mo-
lhados, no bairro de Santo Antonio, queira lerdapraca : na rua da Cruz n. 4.
a bondade de se dirigir rua da Cadeia do Reci- Constando ao abaixo assignado que o pardo
ie n. 2, estabelecimenlo do Sr. Marcelino Jos Manoel, que ora vaguea dlas ras desta cidade,
Gongalves da Fonte. | lazendo algumas falcatruas, tem dito ser seu
Roga-se as pessoas que tinham penhore, criado, e estar em sua casa, previne ao publico
oa rua da Cadeia deste bairro, n. 15, e depois no e a polica, que falso, e que elle s o foi du-
pateo do Hospital do ParSizo n. 18. e cujos pra- rante sua estada no sul do imperio, deixando de
zog eato vencidos, venham tira-Ios uestes 8 dias o aer, logo1 qoe qui chegou, em ytrtude de seu
na rua Direita n. 82, primeiro andar, do contra- estado de a'ienagao mental. Recife 18 de dea
rio serio .odidos, Beeife, J4 do dezembro de wmbro de li}W.--Hermogenes Scrates Tavares
1860. ide Vssconcellos.
'incie por este Diario.
Nova tarta ou tari fe
alfandego.
Ne livraria da prar.a da Independen
cia n. 6 e 8, existe a nova tarifa que
tem deexecutar se a 9 de fevereiro, a
qual sera' mostrada aos Srs. assignantes
do Diario, que a quizerem consultar em
qunto nao chegam alguns para vender.
Botequim da espe-
rnca.
o
No pateo do Terco n. 42 acha-se estabelecido
um botequim oude se encontrar a qualquer hora
do dia o bom lanche, e a noite haver bom caf
e cha, ondo tambem hiver o bom charulinho de
Ravana para a rapazeada fumar.
Mudanca

Pinb de Souza & Bairao raudaram o seu es-
criptorio da rua da Peuha n. 6 para a rua da Cruz
n. 24, primeiro andar.
Precisa-sede um feilor para um sitio perto
A qualquer hora do dia ou da noite encontrar-
so-ha neste estabelecimento gosto dos fregue-
zeso verdadeiro caf de Moka, bem assim sor-
vetes das mehores fructas que exislem no mer-
cado, das 6 horas da tarde era diante, Repete-se
o annuncio para maior sciencia do publico e ha-
ver nesto mesmo estabelecimento comida feita a
DremiQ 1ua,1l,er hora quo so procure, e bem assim o
fornecer-st, para casas particulares. No mesmo
hotel precisa-se de um moleque captivo para o
Be'vic.o interno e externo.
Aluga-se o sobrado de dous andares e so-
lao da rua Imperial n. 169 : a fallar na rua da
Aurora n. 36,
Urna
cosiureira.
Prpoie-" *- ; -"-"u""'* vestidos, para trabalhar em C3sa de uma familia
que Ihe dar um bom ordenado e todo o neces-
sario : na rua da Cadeia n. 57.
Itarenclados fabricantes america-
nosGrouverJS Baker
Machinas de coser: emeasade SamuelP.
nhston S rua da Senzala Nova n. 52
Monteiro precisa de ser-
A refinaco
MllOS.
do
i Dentista
15Rua
derao remetter seus bilheles botica do Sr. J. Sounn & C. na r
hvros do Sr. Jos .\ogueira de Souza na rua do Crespo ao pe da ponle velha.
Nessa toja e na casado annuncianleachar-se-ha constantemente os mehores
mentoshomeopailiicos ja bem conhecidos e pelos presos seguintes:
Bolica de i 2 tubos grandes........... 10000
Dita de 24 ditos.................155000
Dila de 36 ditos............."..'.'.' 205000
Dita de 48 ditos................. 25*000
Dita de 60 ditos...........'.'.'.'.'.'. 30000
Tubos avulsos cada um.........: 1$(00
Frasees de tinturas..............\ 29000
Manual de medicina horaeopalhica pelo Dr. Jahr, tra-
duzidoem portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. ele........205000
Medicina domesticado Dr. Hering, cora diccionario. 1050CO
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 6500O
medica-
DE
N\ L.09\ ^ MKMUkZBlI
DE
Joaquim Francisco dos Sanios.
40 RUA DO QUEMADO 40
de firiS. ff Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Nova15
Frederic Gautier, cirurgio dentista,
z todas asoperace da suaartee col-i
calentes artificiaos, ludo com a upo-,
oridade e perfeicao que as pessoasen-|
ndidas Ihe reconhecem. g
Tera agua e pos dentifricios etc |
Aviso em tempo.
iuva do Gnado Miguel Soug avisa an J-
os objectos e cirros que existia na cocheira,
enham se entender com ella na rua do los-
n. 80 para pagarem e tomarem conta delles
dia 20 deste correnie mez, pois do contra-
rao vendidos por ordem do juiz compe-
Muiti se deseja fallar com ossennores abai-
xir.larados, na ruado Queimado n, 39 loja,
A io Jos de Araorim.
A io Francisco da Silva.
\ il Jos Milele Meiriz.
J m Jos Botelho.
Seda de qt.aJrinlios muito fina covado
Enfeites de velludo cora froco pretos e
de cores para cabera de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraias e seda lapada e
transparenre, covedo
Luvas de seda bordadas e lisas para
sanhoras, homens e meninos
Lencos de seda rxos para senbora a
29000 e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lencos da gurgurao pretos
Uieas capellas brancas para noivados
Saias balo para senhora e meninas
Tafea rxo o covado
Chitas franceza a 260, 280, 300, e
Cassas francezas, a vara
19000
2550O
89500
2000
5500
530
500
Setim preto azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos delargnra
o covado Ji.
Casemiralisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Seda lisa pretae de cores propria para
forros com 4 palmos de largara, o
covado
Ricos corles de seda pretos e de coros
cora 2 saias e debabados
Ditos de gaze e de seda phanlasia
Chalas de toqulm muito finos
Crosdenaple preto e de cores de (odas
as qualidades
Seda lavradapreta e branca
Capas de fil e visitas desedi preu
cora froco
19600
2900O
15500


DIARIO DE PERNAMBUCO. QUIMA fERA 20 DE DEZEMBRO DE 1860.
(f>)
No botequim do caf dos arcos, na travessa
da ra do Imperador, casa do Paiva, precia-se
de um molaque para o itrico do mesmo.
Aluga-ae um exccllento quario do corredor
da escada do sobrado da ra das Cruzes n. 39 :
quem o pretender, procure na travessa da ra das
Cruzes n. 6.
Escnptorio de enterros, na rua Nova,
casa n. 61, eatrada dos carros fne-
bres pela ta das Flores.
Agr, administrador deste estabolecimento, ro-
ga aquellas pessoas que sao devadoraa ao mes-
mo, o obsequio de mandaren) saldar seus dbitos,
visto que tem de prestar conlas ata o dia 30 do
corrente, e espera que attendero ao justo moti-
vo que tem : igualmente pede aos que tem pe-
nliores em seu poder, de os vir resgatar at o
mesmo Ji 30, ao contrario os vender para ser
embolsado, visto ler passado do lempo em que
combinarn) para os tirar ; e para que nao se
chamem a ignorancia faz o presente annuncio.
Attencao a esta explieacAo.
Alguroas pessoas leem urna opoiao errada a
respeito da propriedadee virtude das chapas me-
dicinaos, julgando que s operara superficial-
mente ; procuramos desfazer esto engao com
mais esta explicarlo :
As chapas meJiciuaes electro-magnticas-
epispasticas operam sobre os orgaos interioras,
como o estomago, igado, bofes, bajo, rins, intes-
tinos, etc., etc. ; ha mais de 23 annos que a ap-
plicacao das mesnias tem sido e sao coroadas to-
dos os das com grande successo, obtendo curas
completas as diversas molestias a que sao ap-
plicadas.
Por exemplo : no caso de pleura inlammala
raras vezes necessarlo mais quo tres ou quatro
dias para completar sua cura, se ella provm s
da inflammacao ; mas no_caso do figado difle-
rente, por ser esla inflarnaiagao seguida de hu-
mores quo sao precisos sercm extirpados interna
ou externamente, requerendo urna appllcago
mais longo, de um a dous mezes, para ter um
etleito plausivcl ; o mesmo acoulece com a in-
flammagao de bofes, ou outros quaosquer orgaos
obstruidos.
Innmeros attesUdos que existem em nosso
poder de pessoas respeitavois e de dislincjao,
afianzando curas radicaes, eslo disposigao das
pessoas que os quuerom ver.
Da efficacia destas ditas chapas medicinaes nin-
guem pode duvidar vista dos resultados profi-
cuos que tem lido, alem das innmeras curas
completas que tem oblido com ellas.
O escriplorio Ricardo Kirk estar aberlo todos
os dias todas as pessoas que se dignaren) hon-
ra-lo com a sua confianca, das 9 horas da ma-
nha s 2 da tarde, rua do Parto n. 119.
Alugam-se dous andares do sobrado da rua
da Cadeia n. -24, tendo commodos para grande
familia : a tratar na loja do mesmo.
PILMAS PAULISTANAS.
Tratamento contra a tinha.
Paincipiar conforme a guia do folhetodas
molestias chronicasque sao : 4 massos de pilu-
las. Lavar a cabera nos dias de falha com agua
moma, e a esfregar com sabo ordiuario, e de-
pois a enxngar
N. B. Fazei a pomada seguinte : folhas de
arueira 4 oncas ; socai-as no pilo, raisturai 4'
oncas de azeite doce, conservai n'uma vasilha ;
e quando Cor misler empregar, aquentar-se-ha
as brazas. Conservar urna especie de carapur.a
de bala, allm de transpirar ; nada de dieta :
com qualro tratamentos que sao 16 massos, esta-
r sao perfeilo, e gozar abundancia de cabellos
annellados. Csti planta anniquilada peta impu-
reza do sangue, brotar com todo vigor.
C. P. Eicbecon.
DEPOSITO GERAL.
119Rua do Parto119
IIIO DE JANEIRO.
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
ALA PARRDLHA @ SR. T@WlfaS
MELHORADO E FABRICADO SOB AWRECgAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
imico e medico celebre de Xcw York
4 GRANDE SUPERIOIUDADE DO EX-
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
sangue. /^BOYD & PAUL, 40 Gortlandt Streel.
Cada um sabe que a saude ou a informidad LT|
New-York, bavemos vendido durante muitos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, considera rao lo ser o extracto original e ge-
nuino de salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este norae foi apresen-
tadoao publico.
depende directamente do estado desle floido vi-
tal. Islo ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quautidade do sangue n'urn homem d'es-
talura mediana esta avaliada pelas as priraeiras
autoridades em vinte e oilo arralis. Em cada
pulsado duas oncas sahem do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no era menos de quatro minutos. Urna dis-
posgio extensiva tera sido formada e destinada
com admiravel sabedoria a deslribuir e fazer
circular esta corrbnte db vida por todas as
partes da organisago. Deste rao lo corro sera-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
fonte de inferroidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se emprenha
de materias ftidas ou corrompidas, difunde
com vblocidadb elctrica, a corrupejio as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-?e para tras e para diante pelas
arterias, pelas veias, e pelos vasos capillarios,
at cada orgo e cada leagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circularlo evidentemente se faz ura engemio
poderoso de doenga. Nao obstante pode tara-
bem obrar com igual poder na cri?rao de saude.
Estivesse o corpoinfecionado da doenga maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glanluloso, ou muscular, se smente o san-
gue pode fazer-se puro e saudavel ficar superior
a doenga e ineviiavelmente a expellir da cons-
tituigao.
O grande manancial de doenga enlo como
d' aqu consla no fluido circulante^ nenhum
medicamento que nao obra directamente sobreel-
le para purificar e renova-lo.possue algum direi-
to ao cuidado do publico.
O sangue 1 O sangue! o ponto no qual
se ha mysler Gxar a attengo.
O ORIGINAL E O GINUINO!
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidadede
Cachang.
Neste bello arraial ha para alugar urna casa
cora bastantes commodos para grande familia,
muito fresca e defronte do rio ; na rua Nova nu-
mero 63.
Manoel Berilo de Oliveira Braga, faz sciente
ao commercio desta praca que se desligou da so-
Ciedade que leve na loja da rua Direila n. 68, que
gyrou e gyra sob a firma de Bnga & Lima, por
naver cdido a parte que nclla leve ao Sr. Lino
Jos do Reg Braga, que continua o negocio de-
baixo da sua responsabilidade e da de seu socio
Jos Ixiquio de Amoiim Lima, debaixo da mesraa
lirma, porm sem mais responsabilidade do an-
nuncianle, que na dita loja nao tem mais ge-
rencia alguma desde o 27 de novembro prximo
passado.
Quem precisar de ura prclo para o servioo
interno e externo de urna casa, dirija-so rua
da Cruz n. 27. que achara com quera trotar.
Na rua da Concordia n. 65, precisa-so de
urna ama que saiba engommar e cozinhar.
Quera annuuciou querer ura sitio na visi-
nhanra da praca, com casa de vjvenda e baixa de
sapim, pode procurar na rua da Lapa n. 15 o Sr.
Francisco Antonio de Albuquerque Mello.
Roga-se ao Sr. Jernimo Gomes Ferraz, de
apparecer na rua larga do Rosario n. 20, segundo
andar, que se lhe deseja fallar a negocio de seu
olereis*.
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CARLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
i. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM&Co, 10 OldLIip.
OSGuOD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R. R. HA VIL AND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, ROBINS& Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86 William Street.
WM. UNDERH1LL. Junr, 183 Water Street.
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY & Co, 4 Flelcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fullon Street.
SCHIEFFEL1N, BROTHER & Co, 104 &
100 Jobn St.
LEWIS & PR1CE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE &CO, 80 Maiden La-
e.
RVSHT0N, CLARK & CO, 110 Broadway,
10 Aslor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCHIEPFEL1N & CO, 107 Water
Street.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Slreot.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I. MINORA CO. 214 Futen Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPHE TRIPPI. 128 Maiden lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortlandl
Street.
HAYDOCK, C0RLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
GUMMING & VANDUSER, 178 Greenxvch
Street.
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOS A ARVORE E SUAS FRU-
TAS ,
E IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus E/feitos.
O extracto composto de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend esla
0 MEDICAMENTO DO POYO'.!
Adata-so tao maravilhosamente a conslituico
que pode ser ulilisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E" DEB1LIDADE,
fortalece;
ONDE E'CURRUPCO,
purifica;
ONDE HE PODRID AO,
AL1MPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
serviros presla a bumanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspecgo directa
do muito conhecido chiraico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade de New-York, cuja cer-
tidao e assignalura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE S.VLSAPARRILHA
DO DR. TOWNSEND.
O grande purieador do sangue
CURANDO
CONSULTORIO
ESPECIAL HOMEOPATHICO
Raa de Santo Amaro (Mundo-novo) n. 6.
O Dr. Sabino O. L. Pinho d consultas! venientes na pralica, principalmente para os m-
todos es dias uteis desde as 10 horas al meio dicos que comersm fazer ensaios, e para s
dia. Visita aos doentes era seus domicilios! pessoas curiosas que nao sabem conhecer essas
de meio dia em dianle, e em caso do ne- | differencas, epor isso poders allribuir inefica-
cessidade L qualquer hora. As senhoras de;eia da homoeopatliia, o que realmenle dependida
parto e os doentes de molestia aguda, que \ m preparago dos medicamentos.
nao tiverem anda lomado remedio algum al-
lopatbico ou homeopalhico, serao attendidos de
preferencia.
As molestias mais frequenles debaixo dos
climas do Brazil, principalmente as que sao
mais difficeis de curar, lhe tem merecido um
tsludo especial; sao ellas :
1. Molestias proprias das mulheres.
2." Molestias das cranlas.
3. Molestias da [-elle.
4. Molestas dos olhos.
5. Syphilis, ou gallico.
6." Febressymplhomaticas das lesoes do cere-
bro e de suas membranas, dos orgaos do peito,
e do apparelho digestivo ; febres inlermitlen-
i tese suas consequencias.
Para obviar estes graves inconvenienies o
agitador dynamico do Dr. Sabino munido
de um contador em que se acham as unidades,
decenas, centenas, milhares, dezenas de milhares
collocadas convenientemente, de maneira que
cada vascolejaijao apparece um numero novo,
desde 1 al 10 mil; nao sendo desla sorte
possivel engao algum.
Os medicamentos homceopalhicos preparados
por meio desla maquina sao os nicos que de-
sinvolvem propiedades uniformes capazes de
curar as molestias com a maior certeza pos-
sivel.
O Herpes
A Hertsipela,
A ADSTRICC.AODOVEN-
TRE,
As Alporcas
Os Effeitqs do AZO-
GUE,
Dispepsia,
As Doencas,de figa-
do,
A Hydbopesia.
AImpingk
As Ulceras,
O Rheumatismo,
As Chagas
A Dediddade geral-
As Doencas de pelle
AS BORRULHAS NA CA-
RA,
AS ToSSESt,
Pharmacia especial homoeopalhica.
Alem disso, desejando tirar de sua viagem
a Eurcpa todas as vantagens para o progresso
da homceopaihia no Brasil, o Dr. Sabino nao
poupou esonjos para obier as substancias me-
dicamentosas dos proprios lugares, ond ellas na-
turalmente nascem, e para isso entendeu- se cora
um dos melhores heibostas d'AUemanha, para
lhe mandar vir as llantas frescas, afim de pro-
parar ello mesmo as tinturas.
E' assim que o acnito foi mandado vir des
Alpes, a rnica das montanhs da Suissa, a
belladona, bryonnia, chamomilla, pu'salilla. rbus,
hyoeciamus, foraru colhidas n'AHemanha, na
Franca e na Blgica, o verairum no monte Ju-
i ra, ele. ele.
Dtsla sorle provida a pharmacia do Dr.
| Sabino das substancias que serviram para as ex-
A pharmacia horr.ceop.ihica esl longe de | periencias puras de Hahnemann, descrip.as na
preenther lodas as vistas dos mdicos hornee-! Paln0ens'a; achar os ""edwos e os amigos da
pathas em quanlo forera os medicamentos pre- h(imffl0Palhia os meios seguros e verdadeirosde
parados mo. A forrea rio homem nao po-
de ler a precisa uniformidade para btra de-
AGITADOR DYNAMICO.
curarem as enormidades.
OS PRECOS S.\0 OS SEGUINTES:
Os Catarrqos, As Tsicas, etc.
Cada
garrafa
do
original
sinvoher as propiedades medicamentosas da3
substancias; ella vae naluralmente enfraque- lolica de i \ tubos grandes .... 12* a 168
cendo medida que se vae fazendo o traba- Dita de 36 > ......185> a 223>
lho da dynamisso: e por essa r*zao que; Dita de 48 ......2> a 299
numerosas vezes accontece que duas preparares j Dita de 60 ......30 a 353
de aconilo, por exemplo, da me'srxa dynami- N.B. Existen cateiras ricas de veludo para
OExlracto acha-seconlidoemgarrafas quadra- jsacao, feitas pelo mesmo homem, no mesmo, maior prego,
das e garante-se ser mais forie emelhor em to- dia, ou era dias diversos, cu feilas por dous: Cada vidro de tintura avulso. ; 29
do o respeito a algum outro purificador do san- homens differenles, no produzem o mesmo re- Cada tubo avulso...........i-
gue., conservase em todos os climas por cer-| sullado em casos anlogos de molestias; urna i Caixss com medicamentos em glbulos e lin-
io sspaco de lempo. ,desinvolve urna aocio mais prompla, a oulra luras de diversas dynamisa^oes ( mais usadas ) :
I urna acQo mais lenta. De 24 vidros com tintura e 48
y
APPROVACAO E AlTORISAClO
DA
mmmm imperial si mmm
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
aiB55tlA
Ensino de msica.
Offerece-separa leccionar soUejo.comotam-
bema tocar varios instrumentos; dando asli-
(5esdas7horass9 1\2 da noite:a tratar na rua
da Roda n. 50.
Sacase
para Lisboa, Potto e liba de S. Miguel,
e genuino extractu do Dr. Townsend tem a assignalura e a certido do Dr. J. R. Chlitlon, na capa I Alm^dis'so.'sendTessencial para a regu- I "bs grandes^"' ""!"'*. V. 48^000
exterior de papel verde : laridade das dynamisafcs que cada dtluifao De 36 ditos dita e 56 lubos grandes". 6-5000
No esariptono do propnetano, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na rua da Cruz n. 21 escnplonc 1. andar, tam-1 lenha um numero cer(0 de abalos ou ViScole. De 36 Ji|os dla e G8 lui)US grandes. 7o>0,.0
bem na blica da rua Direila n. 88 do Sr. Paranhos._______________________________ jacoes, para que nao acconteQa que pelo excesso \ De i8 ditos dita e 88 tubos grandes. 92*000
ou pela insufficiencia d' estas percam os medica- De 60 ditos dita e 110 tubos grandes 11>5?0C0
memos as propiedades que lhes sao assignala-. Estas caixas sao uteis aos mdicos, sos Sis,
das. ouque convera cada dynamisaQao, rao de engenho, fszendeiros, chefes de familias
se pode isso obter as prepararles feitas mao capilaes de navio, e em geral todos que so
porque o numero de abales sempre maior ou quizerem dedicar a pralica da homceopaihia,
menor, d' onde evidentemente resulta ura effeito Vendem-se tambem machinas elctricas por-
lambem maior ou menor, epor conseguinte, laieis, para iralamento das molestias nervosas,
duvidoso na applicgo do medicamento ; se os Estas machinas sao as mais modernas eos
abalos sao insufficienles nao se desinvolvem maisusads aclualmente em toda a Europa,
todas as propriedades convenienies dynaroisa- lano pela comraodidade de poderem ser irasi-
?ao que se quer fazer, e se sao de mais, desin- das na algibeira, como porque irabalham com
no escriptono deCaivalho, Nogueira & volvem-so algumas das propriedades da dyna- preparares que nao sao nocivas:
C, ruadoVigarion. 9,pnmeno andar misa^ao superior, cora perda certa de mallas CaJauma........50*000
O Sr. alferes Thome G. Vieira de |das 1ue conven dynamisagao que se quer j O Dr. Sabino ensina a maneira de se servir
Lima, queira drigir-se a esta typopra- PreParar o que sem duvida tem graves incon jdesia maquina.
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPTICAS
eficardo Kirk
Para seren applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS MEDICINAES sao muito conhecidas no Rio de Janeiro e era todas as provincias
desle imperio ha mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se tem oblido as enfer-
maras abaixo escripias, o que se prova com innmeros attestados que exislem de pessoas capa-
zeso de distineces.
Com estas Chapas-electro-magneticas-epispasticas obtem-se urna cura radical e infallive
em todos os casos de inflammaco (cansado ou falla de respiraco), sejam internas ou externas
,como do ligado, bofes, estomago, bar^o, rins, ulero, peito, palpitaeo de coraco, garganta, olhos
O Dr. Joaquim da Silva Uusmao medico ni- erysipelas, rheumalismo, paralysia e todas as aTecces, nervosas" etc., etc. Igualmente para as
timamcnle chegado a esta capital, pode ser pro- ; diferentes especies de tumores, como lobiokos, escrfulas etc.. seia qual for o seu tamar.ho e pro-
curado para o exerclcio de sua prolissao, ua rua fundeza, por meio da suppuracao sero radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado ao,
habis e distinclos facultativos.
As encomraendas das provincias deven) ser dirigidas por escriplo, tendo lodo o cuidadode
fazer as necessarias explicaf;6es, se as chapas sao para homem, senhora ou crianza, declarandop
raoleslia em que parte do corpo existe, se na rabega, ppseoco, brar;o, coxa. perua, p, ou tronoc
do corpo, declarando a circumferencia : e sendo iuchacoes, feridas ou ulceras, o molde do seu ta
manho em um pedazo de papel e a declararlo onde exislem, afim de que as chapas possam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer pouto do imperio do Brasil.
As chapas serao acompanhadas das competentes cxplicaccs c tambera de lodos os accesso-
rios para a collocaco dolas.
Consultas todas as pessoas que a dignaren) honrar com a sua confianca, cm s escriplorio,
que se achara aberlo tolos os dia3, sem excepcio, das 9 horas d manha s 2 da ta
Imperial n. 6.
Urna senhora franceza offerece-se para ad-
ministrar urna casa de familia, seja na cidade ou
nos arrabaldes ; nesta lypographia se dir com
quera se ha de fallar.
Na povoa<;ao de Sanio- Amaro de Jabnalao
tem para alugar-se urna casa de tijoio, grande c a
moderna, pintada de novo, com mobilia dentro,
tera bariho no fundo do sitio, e este todo cerca-
po co-rn porto ao lado : quem a preteudor, diri-
ja-se a rua Direita n. 95.
A direcoo do Jockey Club convida ao3 se-
nhores socios" para comparecerem no salo do
ho'.el inglez no dia 20 do corrente, as 12 horas
da manha, a lira de tratar-se de negocios inhe-
rentes a rnesma sociedade. Recife 18 dedezera-
bro de U i.
O abaixo assignado pede aos Srs. thesourei-
ro das loteras e cautelistas, que nao paguem o
meio bit bate n. 283'J da segunda parle da priraei-
ra lotera de N. S dr Bom Parto da igreja de S.
Sebaslio de Olinda, em cujo reverso tem a lirma.
Jos I.uiz de Franra Turres.
Lembra-se a quem tera occulla a prela Lu-
zia, que tenha a bondade do a entregar quanlo
antes a seu seuhor, do contrario dar-sc-ha co-
iiliecimento a polica para proceder como for
ce lei.
Precisa-se de urna prela para fazer o ser vi-
co de urna casa de pouca familia, especialmente
para cozinhar, paga-se 259 por mez, nao tendo
vicios ou achaques : a tratar na rua do Impera-
dor n. 79, loja.
Precisa-se de urna ama
para easa de un-moco soltei-
ro: na rua do Livramenfo loja
n. 19.
Joo Baptista Goncalves Bastos 3Z
sciente ao respeitavel publico e com es-
pecialidade ao corpo do commercio
desta cidade, que tendo dissolvido ami-
gavelmente a sociedade que tinha cora
o Sr. Francisco Antonio de Assis Ges
que gyra va sob a firma de Ges & Bas-
tos na rua do Queimado n. 46, se acha
hoje estabelecido na rua Nova n. 49 as-
sociado com o Sr. Joao Bernardo da
Costa Reg Monteiro, cuja sociedade*
passaagvrar sob a firma de Bastos &
Reg.
Precisa-se fallar com o Sr. Antonio Joa-
quim Fernandes de Oliveira. estudante da aca-
demia, a negocio que lhe diz respeito : na rua
do Crespo, loja n. 14.
Samuel P. Jobnston, sua senhora e urna fl-
lh3 menor, e o reverendo enrique Palerson vo
ao Rio da Janeiro.
Aluga-se urna casa na rua Imperial n. 97,
com duas salas, qualro quartos, cozinha fora.
quintal e cacimba: a tratar n rua do Rangel o, 7.
pina, que se lhe precisa fallar.
Jos Mara da Silva Ferreira avisa'a seus
freguezes e imigos que mudou o seu eslabeleci-
mento de tinturara de todas es cores, do largo da
Soledade para a rua do Hospicio n. 42, conti-
nuando a recebrr nos mc-smos depsitos, lano no
largo do arsenal de marinha n. 8, do Sr Anselmo
Jos Duart Sedriro, assim como no largo da ma-
triz de Santo Antonio n. 2, do Sr. Antonio Joa-
qun) Panasco.
W
||9 Rua do Parto ||)
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas \mpev\acs deFranca.
Esteexcelente fumo acha-se depositado, diretamente na rua Nova n. 23, ESQUINA DA
CaVMBOA DOCARMOi o qual sa vende por mseos de 2 hectogramos a lfOOOeem porgaode
10 mas?os para cima com descomo de 25 porceoto ; no mesmo estabelecimertto acha-se tambem
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na botica franceza rua da Cruz n.22
Remedio infallivel contra as agnorrhas antigs e recentes.
-nico deposito na botica franceza, rua da Cruz n. 22.
Preco do frasco 3*000.
No Diario de Pernambuco n. 290 de
sabbado 15 do corrente, publicaram os
netos de Custo lia Maria Rosa, irmaa do
finado Joaquina Francisco de Azevedo
(por alcunha Dizimeiro) um annuncio
protestando contra quaesquer transac-
qoesque acerca dos bens constituitivos
da herancado mesmo finado facamseus
sobrinhos, nicos herdeiros admittidos
na partilha dos ditos bens, a que se
procedeu pelo juizo municipal da se-
gunda vara desta cidade.
Em resposta ao mesmo annuncio,
abaixo se transcreve a verba testamen-
taria relativa ao destino que aquelle fi-
nado deu ao remanescente de sua fa-
zenda.
Por essa verba se v 'que o testador
apenas chamou a sua heranea seus ir-
maos e na falta destes os filhos dos mes
mos, e que portante com toda a justica
na paitlllia s foram contemplados os
sobrinhos do finado e nao os annun-
ciantes a quem pelo presente annuncio
se responde, os quaes sao filhos de so-
brinhos.
E'isso o que se deduz da litteral dis
posieao do testamento e foi reconhecido
por distinctos advogados desta cidade e
mesmo de Portugal.
Aveiba testamentaria a seguinte:
Instituo por herdeiros de minha
fazenda e bens presentes e futuros a
meus rmos Custodia, Maria, Anna,
Joaquina, Victoria e Manoel, todos re-
sidentes no reino de Portugal. E aquel-
les ou aquellas que forem fallecidas,
serao herdeiros seus filhos para se sub-
dividir com eles a parte ou partes que
deveriacn caber a seus paes se fossem
vivos.
Perdeu-se urna pulseira do principio da rua
eslreita do Rosario, indo pela rua Augusta at a
primeirapadaria a esquerda do Aterro, com o
peso de oitavas, pouco mais ou menos, de ou-
ro de lei, feita na trra : quem a achar, se qui-
zer resiilui-la, pode leva-la a typngrapha do-
fronlo de S. Francisco n. 15, quesera recompen-
sado.
Retirarn-se para a Bahia Ignacio Pinheiro,
subdito oriental, Manoel de Mello e sua mulher,
Jos Pedro Velloso e sua mulher, africanos livres
PeJe se aosSrs. Alfredo de Albu-
querque MartDS Pereira e Joaqnim de
Carvalho Cabreira o favor de virem a
rua da Cruz n. 21, a negocio que os
mesmo? senhores nao ignoram.
Acham-se A venda na livraria da praca da Independen-
cia ns 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesta
ty pog rapia*
Folhinka de porta om KALENDARIO eeclesiaslico e civil para o
bispado de Perp.a.ubuco...........
Dita de algibeira moteado alem do kalendario eeclesiaslico e civil,
explica^ao das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol:
ditas dos emolumenlos do tribunal do commercio-
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos imposios geraes, prownciaes e raunicipaes, ao
que se junlou urna collecjao de bellos e divertidos
jogos de prendas, para ntrele ni ment da mocidade.
160 rs.
320 rs.
Dita dita
conlendo alem do kalendario eeclesiaslico civil, expli-
cado das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mais e nascimenlo e occaso do sol ; ditas dos emo-
lumenlos do tribunal do commenio ; ditas dos imposlos
geraes, provinciaes e raunicipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e conungar, e os cilicios que a
igreja eosluma celebrar desde domingos de Ramos, al
sexta-feira da Paixo, (era porluguez). pre^o.
320 rs.
Esta a concJmr-se a mpresso do almanak que breve
sera annunciado, nao estando j prompto pelas grandes al-
terares que se deram neste anno.
ES
Sila em Sanio Amaro.
Este estabelecimentdcontinua debaixo da administrae.o dos pro- S
letanosa receber doentes de qualquer natureza oa cathegoria que ;5:
prieta
seja
O zelo e cuidado all empregados para o prompto restabelecimen-
to dos doentes egeralmente conhecido.
Quem sequizerutilisar podedirigir-se as casas dosproprietarios
ambos more resna rua Nova, ou entender-se com o regente no esta-
tabelecimento.
r,-x-
Reforma de precos.
Escravos. -..... 2$000
Marujos ecriados..... 2^500
Primeira classe o$ e. 3#500
As operaqoes serao previamente ajustadas.
1


()
MIMO DE PKhKAMBUCO. UIHTA FHRA 20 DE DEZEMBRO DE 1860.
Compras.
Coropra-se papel de diarios a 120 rs. ali-
bis : na ra da Senzalla Velha n. 15.
Compram-se escravos,
sendo de ambos os sexos, de 12 a 20 annos de
idade, sanios e boas liguras ; na ra da Impera-
triz ii. 12, loja.
Compram-se
escravos de ambos os sexos para fra da provin-
cia, assim como para esta provincia, igualmente
compra-3e urna escrava de boa figura, cora habi-
lidades ; na ra Direita n. 66.
Cnmpra-se papel de diario a peso : no pa-
teo do Santa Cruz n. 12.
Vendas.
Vendem-se 500 bragas de trras de testada,
propn i para engenho por ser brejo, e anda ter
tosas, no lugar de Alago* Orando de Tiuma da
frcKuezia da cidade de Nazarelh quem preten-
der, dirija -se a S. Vicente casa do padre Andr
Curcino de Araiijo Pereira.
Vpndem-se duas pretas boas cozinheiras e
engnnimadeiras, urna dita lambem boa engom-
iuad.irn e cozuiheira com un fllho de 6 annos,
e ama dita com principio de todo o arranjo de
urna casa, tres pretos, sendo um moleque do 16
eanns, um preto bom canociro o caiador, e um
dito para todo o servigo por ser do mato, todos
sod us p sera vicio algum : na ra das Cruzes nu-
aeio 18.
~ Palelots de seda a 10$: na loja de Julio &
Conrado.
\endem-sc tres bois mansos, grandes e
gordo*: na Estancia, sitio ao lado da igreis nu-
HeLo-22. c '
Farelo do Lisboa,
ramio superior c novo, por prego commodo :
Tua do Vigario n. 19, primeiro indar.
Burros andaluzes
na
Vende-se urna morada de casa
terrea na ra da matriz da Boa-Vista :
a fallar na mesma ra sobrado que vol-
ta para a ra da Glorian. 35.
Irnrgel APerdigo. |f
%Uua da Cadeia loja n 23.
9 Receberam novos corles de cambraia
i> branca bordada de duas saias e babadi-
S olios.
Receberam completos sortimentos de
vestidos de blonde cora manta, capella e
mais pertences,
Receberam modernos chapeos de pa-
lha para scnhora enfullados de plumas e
flores.
Receberam novos enfeites do cores e
peilos para senhora, pulceiras e estratos
de sndalo.
Receberam chapeos
castor preto, branco
moderna
ara homem, de
e de seda forma
Veudem ricos coites de vestidos de
seda, ditos de barege e gaze de seda de
bsbadiohos.
balo de
para se-
Vendem as commodas saias
musselinas c cutim de algodao
nhnra e criancag.
Vendem sedas e grosdenaples de qoa-
drinhos padroes modernos e cores es-
curas, ditos lisos.
Vendem manteletes pretos de grosde-
naples, ditos do seda bordados e dous
bicos. capinhas de croxe brancos e do
cores, polonezas de gorguro, taimas
fil, Atas para cintos.
de
!ua do Crespo,
Na roa do Vig.irio o. 19, primeiro andar, ainda
leo pur vender 2 burros di pura raca hespanho-
la, dusquaes se dispem a preco comraodo.
\endera-se caixas de vidro de diflVrenles ta-
manhos e grossuras, os mellieres que tem viudo
neata prsga, pelo preco mais commodo do que
em o.iira parte ; na mesma casa vendem-se os
afj na ios cocos italianos pelo proco de 320 rs.. e
em duzia a 3j50O ; na ra da Imperatriz n. 65.
Para acabar.
Chapeos do Chyle finos polobaixo preco de 4j,
5. ti. 7 p 85 rada um ; na ra da Cadeia n. 17.
Vende-se nina casa terrea n. 23, sila na
roa do Calabouco, pertencento ao Sr. Praoeisco
Cordeiro Raposo, da llha de S. Miguel : quem a
pretender, dirija-se a ra ireita D. 91.
Fitas de seda.
Vrndom-se ricas filas dechamalote elavradas,
proprias parasinloe para lacos, assim como litas
de velludo da lodas as largoras, que se vende
por procos h3ratissiraos : na loja da aguia de ou-
ro, ra do Cabug o. 1 B.
loja n. 25, de Joaquim Ferrcira de S, vende-se
por precos baratissiraos, para acabar : pecas do
cambraia lisa fina a 35, organdys muito finase
modernas a 500 rs. o covado, cassas aberlas de
lionilus cores a 2i0 rs., chitas largas a 200 e 210,
cortes de cassa de cores a 2#. entremeios borda-
dos a Ij500 a peca, babados bordados a 320 a
vira, sedinhas de quadros finas a 800 rs., casa-
veqnes de cambraia e fil a 59, penteadores de
cambraia bordados a 59, gollinhas bordadas a
610, dilascom ponas a 2J50, manguitos borda-
dos de cambraia c fil a 2-3, damasco de la com
9 palmos de largara a I96OO, bramante de linho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, luvas
para senhora a 100 rs. o par, capas de fusto en-
ditadas a 59, pecas do madapolo fino a 4jJ, laa-
zinha de quadros para vestidos a 320, camisusde
cambraia bordados a 29, sobiecasacas de panno
fino a 20$ ei~>$, paletots de panno e casemira de
16 a 20g, ditos de alpaca de 39500 a 89, ditos de
brim de crese brancos de 39500 a 5J, calcas de
casemira prclas e do cores para todos ps procos,
ditos de brim de cores e brancos de 29 a 59, ca- '
misas brancas o de cores para todos os preces, i
Culletes de casemira de cores finos a 59 ; assim I
corno outras muilas fazendas por menos do seu !
valor para techar contas.
Vendem-se na ra Direita n. 66, escravos
de ambos os s-xos, e no numero destes um mu-
latinho do 4 annos por 3009, com pequeo delei-
to em ura p, e una escrava do meia idade por
yuojouo.
J. Praeger & C.
Ra da Cruz numero 17.
OfTerecem aosseus freguezes o ao publico em
eral os seguintc gneros :
Cerveja branca e prela em garrafas e meias gar-
rafas de differenles marcas como Tennent, Tru-
mao, cavallinho e cobrinha.
Champanhe superior dos afamados fabricantes
Eugene Clicquot, Bruch Toucher & C. e outras
marcas mais inferiores.
Vinho do Porto muito velho a differenles precos
Dito Xerez (Pal, Bwcoo o Golden.) v '
Dito da Madeirs.
Dito Cordeaux muito fino marca Chaleau Lo-
ville.
Dito pito branco Haut Santernes.
Dito do Rheno.
Dito dito espumoso.
Cognac de varias qualidades superior Pal Bran-
dy e outras.
Licor muito fino de Marselha e de Bordeau* Cm
caixas assortidas.
Dito marrasquino.
Conserva ingleza em frascos (Pieles.)
Dita em latas de differenles qualidades tanto de
carne como do hortalice.
Ervilhas francezas em latas.
Hustarda ingleza em frascos.
Biscouto inez.
Bolacha desm'a em meias latas.
Agua de Selter em meias botijas
Chocolate frjocez.
Queijo suisso muito fresco.
Dito de Limburgo em latas.
Salames de Hamburgo.
Charutos de Havana muito finos por menos pro-
co do que em^qualquer outra parle.
Absintho verdadeiro suisso.
Kirsch dito dito.
Vinagre em barris etc., etc.
I Ao bello sexo. |
*f> Faria C. proprietarios da loja de <8
marmore. avisara ao bello sexo em gcral -,
quo acabam de receber um completo sor- |
jg tmenlo de fazendas de modas proprias 5
O da presente estacao. 3f
BM8aaaBHi mmmsi
Aljofares.
Na loja da aguia de ouro ra
do Cabug n. IB,
Vendem-se lindos aljofares proprios para fazer
les de cabeea de senhora, que se vende pelo
macinho de 12
Bom e barato,
Vendem-se naalein ingle*, a 960 rs. a libra,
dita franceza a 640 e800 rs.. toucinho a 320, es-
permacete a 680, azeite do carrapato a 440 a gar-
rafa m.lho e farelo a 200 rs. a cuia. cha a 29.
vinho do Porto engarrafado a 19 e 800 rs. a Bar-
rara ; na travessa do paleo do Paraizo n. 16. ca-
sa pintada de amarello.
- Vende-se urna raulsta de meia idade, pen-
is engommadeira e cozinheira, e cose soffrivel-
mente : a tratar na ra da Cadeia velha
segundo andar, das 7 s 9 horas da
das 4 1(2 da tarde em dianle.
Vende-se urna escrava crioula, a qual cozi-
nha com perretcao. engomas, faz doces e refina
na ra de Hortas n. 85.
n. 51,
maohaa, e
assucar
240.
e graixa.
baratissimo prec'o de 500 rs. o
1 fios.
Ao publico.
Faria & C. proprietario da loja de mar-
more, avisara aosseus uumerosos fregue-
zes c ao publico em geral que acabam de
receber um completo sorlimento de fa-
zendas de modas e ludas serao vendidas
por precos mdicos.
Cassas de lindos padroes c cores fixas que se
pode garantir aos comprados, a 240 rs. o covado'
na ra do Queimsdo, loja de 4 portas n.39.
As verdadeiras luvas de
Jouvin.
A loja da aguia brancas acaba de receber de
sua encommenda as verdadeiras luvas de Jou-
vin, primeira qualidade. tatito brancas como pre-
tas para homem e senhora : quem precisar, diri-
ja-se a dita loja da aguia branca, rna do Quei-
mado n. 16.
Vende-se urna escrava moga, propria para
o servigo do campo, e tambem urna negrinha de
o a 10 annos : na ra da Cadeia do Recife n. 22.
Farinha de mandioca a 5^500
o sacco.
endo-sc na ra d Cruz, armazem n.26.
Feijo mulalinho.
Vendem-se saceos cora feijao mulalinho, che-l^^* Espirito de vinho.
Vende-se a 29560 e 29800 s caada ; na tra-
vessa do pateo do Paraizo n. 16, casa pintada de
amarello. r
Toucinho a 320 a libra,
arroz a 100 rs.
Vende-se toucinho de Lisboa muito novo a 320
rs., arroz muito bom a 100 rs., presunto muito
novo a 480 : na ra das Cruzes n. 24, esquina da
travessa do Ouviiur.
Bonets para meninos.
O tempo 6 proprio para se comprar os bonitos
bonets de panno fino enfeitados com fita de cha-
raalole e borlota, outros enfeitados cora fila de
velludo e pluma, e outros com galozinho dou-
rado. todos pelos baratissiraos presos de 39500,
49 e 59, ditos de palha escura, mui bonitos e
|r'os a 39, gorras de palha branca enfeitadas a
19500, e outros mu dirTerentes bonets de panno
enfeitados a.I e 19280 : na ra do Queimado,
toja da aguia branca n. 16.
Sebo
Se'^j coadoe graixa em bexigas: t
a" Tasso Irmaos, no caes de Apollo
**# &X@$@
ijt Machinas de vapor. t
$ Rodas d'agua. q,
3 Moendasde canoa. m
& Taixas.
@ Rodas dentadas.
@ Broozes e aguilhes. a
Alambiques de ferro. S
% Crivog, padroes ele, etc.
Na fundiQode ferro de D, W. Bo
@ ra do Brum passando o chafariz.
Bolsas de tapete para
viagens.
Vcndem-se mui bonitas bolsas de tpele nro-
pnas para viagens ele., etc., pelos baratissiraos
s?ssaaw,N",,p,uiM~-
Bonitos cintos para senta-
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas fitas com fivelas para cintos de senhoras e
meninas, e pelo baratissimo preco de 2 : em
dita loja da guia branca, ra do Queimado nu-
mero lo,
Objectos de gosto
senhoras e meninas.
A loja da aguia -branca recebeu um bello sorti-
mento de objectos de muito gosto e ultima mo-
aa, proprios para senhoras e meninas, sendo de-
licadas gollinhas e voltss de vidrilho, vollas de
coral c cornalina com atacador do mola, doura-
do obra inteiramente nova e de muito costo e
pelos baraiissimos preQos de 29 cada objeelo -
na ra do Queimado, loja da aguia branca nu-
mero 16.
>wman,

gado da llha de Fernando
ros & Silva.
no arraazera de Bar-
*
Na loja da boa f, na ra
Lsteiras da India de 4, 5 do Queimado n. 22,
e 6 pamos de largo, (vende-se muito barato.
.. 1rPrei^ 8 1,2 varas cada peca a
Os proprietarios deste estabele-
^ondem-so baudeijas muito finas a 19,29 o 33
ditas para opos a 210 rs. muilo lindas, e outros"
ramios man objectos do gosto que se vende por
baratissiraos precos ni loja da aguia de ouro
ra do Cabug n. IB.
Enfeites de velludo, ultimo
gosto.
A loja da aguia branca acaba de receber mui
bonitos e delicados eufeiles de velludo, obrado
toda perfeicao e ultima muda : vendem-se a 109
o lp: quem os virnao hesitar de os comprar-
.^ndem-se tambera oulros de velludo o froco a
3f, 4g e 5g: na ra do Quoimado, loia da aauia
branca 11.6.
49500, dita muito fina com salpicos n 5#, dita de
cores de padroes muilo bonitos a 320 o covado
corles de cassa pintada com 7 varas o 2&240. fil
de heno liso muito fino a 800 rs. a vara, larlata-
na muilo fina branca e de cores cora 1 Ii2 vara
de largura a 800 rs a vara, guarnieres de cam-
braia (manguitos e golla] bordadas "muito finas a
j9, gollinhas bordadas de cambraia muilo fina a
19. esparlilhos muito superiores pelo baratissimo
preco de 6J, pentes de tartaruga a imperatriz
muilo superiores a 99, bonets de velludo para
meninos a 5$. ditos de panno preto a 3g, sapali-
nhos de merm muilo enfeitados a 2g o par, chi-
tas francezas Qnsa escuras celaras a 280 o cova-
do, cortes de cambraia de cores cora 3 babados
cora 11 e 12 varas cada corte a 49500, superiores
lencos de cambrais de linho muito fina e rica-
mente bordados a 9$, ditos de cambraia de algo- ;
dao com bico de linho a 19230, ditos do cam-
sito da ra d. Moeda n. 3 1, m granda^lg2?S!if2JSL SftSUX
raento de tachas e moendas para
muilo acre litado fabricante Edwi
por precos muito
por ser d* melhor qualidade, e todas brancas .
Chales.
Ricos chales de merino estampados, de cores
muito bonitas a 79, ditos muilo finos a 89900
ditos lisos a o9, ditos bordados a matiza 8950n'
na ra do Quoimado n. 22, loja da boa-f.
|g Manlerimde laa fazenda nova do ul- &
5| timo sislo, em casa do Julio& Conrado ; 5*
2g na ra do Queimado n. 48. m
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem scrapre no seu depo-
tar no mesmo deposito
che n.4,
.,.. e..M.,WH-.^. uui.., uims ue camoraia oe aigoaao a zg4U(l
ra engenho, do e ** a duzia, liras bordadas largas e finas com 3
fin Maw a ira- varasjCada pe-a a 2S",0. e assira outras mui-
ou na ra do Trapi-
baratos na ra do Queimado n. 22, i bem co-
nhecida loia da boa f.
Cijiellas e llores.
Mui bonitas cappllas para noivas a 9, 69 o 79,
dilas para meninas a 2J. bonitos e delicados cai-
xos dn flores finas a 1J500, 29 e 39 : na ra do
Queimado. loja da aguia branca n. 16.
cimento convidara ao re.peitavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, aue se
sham em seu armazem de moldados de novamente sonido degeneres, os melhores que tem
por serem
viiiilo
a
a esle nercado, por serem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa
maior parte delles viudos por conla dos proprietarios
G'igos com c\\am\>aM\a
das melhores marcas que ha no mercado a 2O000 e em garrafa a 25000 .
Vgos de comadre
e.-a caitas proprias para mimo a 19O0O.
Ravris com aieitonas
os mais novos que ha no mercado a l200(>.
Sctveja branca
das n:ais acreditadas marcas a 5000 a duzia e em garrafa a 500.
Queijos ftamengos
recebidos pelo ultimo vapor de Europa a 39000
Qneijos parto
135 melhores qualidades quo tem viudo a este mercado a 960 res
um iibatemento.
ao.
>
a libra, e em poreSo se fa.
\endem-se velas do nova composicao para
malar forraigas de roca, as quaes tem fcilo o ef-
teilo desojado, que cora 10 velas se mata um
formigueiro, custando a diminuta quantia de 59 ;
tambera se vendem ferros de corlar capim. cal-
cados de aro, bem feilos o fortes, obra do Porto :
na ra do Imnerador n. 3.
Vendem se coroas o resplandores de metal
branco imitando prala, de varios tamanhos e rao- '
dlos proprios para o diario de imagens, feilas '
na cidade do Porlo, e por preco commodo
ra do Queimado, loja n. 14.

6IAHM M1TIIHT6
DE
e roupa fcia
na
Chapeos deso
NA LOJA E ARMAZEM
DE
DE
Qncijos suisso
r=:ccntemente chegado e de suqerior qualeJade a 9G0 reis a libra.
Chocolate
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porc,ao a 880 k.
i&atmetada imperial
afama lo Abreu, e de "outros mais fabricantes de
ti., e:n porfi de se far algut
Lisboa em latas de 1 a 2 libras a 800
Seda grandes para homem
a 5#000.
Na ra Nova n. 36, defronteda igreja da Con-
ceicao dos Militares.
Joaqnira Rodrigues Tarares de Helio
RA DO QUEIMADO N. 3
EM(SLA LOJ DE QCATRO PORTAS.
Tem ura completoiortimento de roupa feita,
convidaba tolos os seus freguezes e a todos
que desojaren ter ura uniforme feito com todo o
'gostodirijam-ea este estabeliciraenlo que em-
contraro um babel artista ehagado ltimamen-
te de Lisboa para dssempenhar as obras a von-
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Biscoutos
Emcasale Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
PtodeSenteionovo.
Acha-se todas as quarlas e sabbados, das 11
oras do da em diante : cm Santo Amaro, pa-
tria allemaa. e na ra da Imperatriz n. 2. ta-
berna. '
* o a a-3 !> otioi-i! mn cj?-.o cd-s-
Seguro contra Fog
ORES
AGENTES
|G"J. Astley & Companhia.I
Ra Nova n. 32.
Loja de modas de Thora Lopes de Sena, e ou-
lr ora de sua sogra Hdame Theard, recebeu pelo
m abatimenio.
Maca de tomate
e iataa de 1 libra por 900 rs., em porrao vende-se a 850 rs.
Conservas francezas e inglezas
as mais novas que lia no mercado a 70u rs. ojfrasco.
Latas de bolacninVia de soda
diferentes qualidades a 1600 a lata
\meixas Craneezas
. novas ^eieraivindo^a es, mercado em compoteiras, contando 3 libras por 35OOO rs.
Caixinn&s com 8 Vibras de passas
porcao se far aljjum abatiraenio, vende-se tambem a retalboa libra a 500 rs
Manteiga ingleza
a que ha no mercado a 1J>000 rs. a libra, era barril se far al-
tade dos froguezes, j tera um completo sorli-
mento de pilitots de fina casemira modello im-
g'ez, e m lito bra acabidos a 16300, ditos
de merino sclira a 129000, ditos de alpaca
Ultime paquete bons-chapeos- ^^^ I SoOlitlom "l."6 alPaa "*" ^
S"ff-,e=3u;!da,,.M Pa.ra senhora, ditos de palha "'
/ende-ss
Formas de ferro
baratas.
19 Ra do Queimado 19
Corles de cambraia branca muito fina cem sal-
picos miudinhos a 45600.
Cambraieta para vestido, muilo fina, pelo ba-
rilissimo preco de 2j}600, 2^800, 3 e 3^500 cada
peca.
Baloes de mussulina, ditos arrendados, dito?
de madapolo.
Loja da boa f
NA
Ra da Imperatriz n. 74.
Vende-se peca de franja para cortinados com
lo varas a 49. manguitos com gollinha bordados
a 4. camisinha com gollinha a 2g e 3, gollinhas
bordadas a 640 e lff200, liras bordadas muilo Q-
nas a lg200 c 600 rs., entremeios a 2^ a peca
pentes de tartaruga a 4?, ditos virados muito fr-
H1L "' e"ft'lles de Ca de velludo com laco a
^Cwo, e muilas mais fazendas que se vendem
tralo para acabar.
Machinas ameri-
canas
E OUTROS ARTIGOS.
N. O. BIEBER & C. SLCCESSORES,
tem exposto nos seus armazens da ra
da Cruz n. 4 e 9, una iufinidade de
machinas etc., corno sejarc :
ARADOS de dilerentes modelos, traba-
Ihandode 2 lados.
CULTIVADORES para mpar e abrir a
trra.
MOl.NHOS para cana em ponto peque-
no, podendosergovernadaspor urna
pessoa. proprias para lavradores.
Ditas de DESCAROCAR M1LIIO, um
prooesso pelo qual se poupa muito
tempoe emprega-se somente 2 res-
soas,
Ditos de MOER MILIIO, CAFE etc.,
etc. ate o grao mais fino que houver.
Ditos para FAZER FARINHA de m-
liio etc.
MACHINAS para fazer BOLACHINHA.
BOMBAS para cacimbas e
navios, muito man iras e
de forrea superior por
mdicos piecos.
\
\ Ditas cora correntes
tJ tirar agua de lu
mui fundos.
para
gares
para
paca
a de velu a 9#o00,
a. ditos de eda para meniooa se bapu'sar i 8 de fusl5a dilos de ganga, ditos de brim,
nTeilesde differontes qualidades c cores lUlio a 530)0, ditos de brim da linho tra '
da Ha
bous e
cora
c em iaias de 1 e
^3000 rs. em
itainenlelor a mais
gura abatimento.
C\i jverola
o inelbor que ha neste genero a 25J500rs. a libra dito hyson a 2JJ000 rs.
NLanteiga franceza
a 7-20 rs. a libra em barril se far abatimento.
Toucinuo de LAsboa
o mais novo rjua ha no mercado a 320 reis a libra.
Ma?as para sopa
e.T3>xmhas de 8 libras, cora deferentes qualidadespor 4#000 rs
iibem vendem-seos seguintes gneros, ludo rocenternente chegado e de superiores qua-
pan. ,,.,,-u, vas, c-.aruios aos melhores fabricantes de San Flix, macas de todas as qualidades
gxn.ua muito fina, ervilhas francezas, champagne das maisacred"
zara, azeite doce purificado, azei-
se hgunnos lodos os mezes, faiem-s vestidos
capas, manteletes e vestuarios para meninos bap-
nsar-se, e ludo mais qoanto perlence ao toileto
de urna senhora.
Canarios.
#...---------------- i|uuiiiiUUC3
per.n.ceieb3ralo,licore8franceZesmutofi^^
3 acondicionaraeolo.
Na ra do Rangel n. 18 ha urna porcao de ca-
narios para vender-se, chegados ltimamente de
Lisooa; ese vende a contento.
Vende-so urna bonila molecot
nos, com liaoilidades: na ra d
primeiro andar.
Na ra da Imperatriz nu-
mero 80,
Tioa e Vn- cn3arrafi'd muscatel de Setubal
a 15600, queijo prato a ISa libra, nozes a 200 rs.
a libra, azeilonas a 1 a ancorela. a garrafa a 200
rs. chouricas a 480 a libra, paios de 1,2 libra a
200 rs..latas de massa de tmales de 2 libras a
g, talhanm e macarrao a 100 rs. a libra latas
de doce de calda do 1 libra, de fructas de diver-
sas qualidades a 610.
Libras sterlinas
de^?:KFnho:s^t^^!(?nacio
Milho.
Vendem-se saceos cora milho, farinha e gom-
borT"0 "lTa pr0pria para en8mnJ e fszer
Ra Nova n. M.
Acaba-sede receber ricos chapeos de seda para
senhoras, ditos de palha de Italia, ditos a Gari-
baldi de palha de lodas as cores, ditos de seda c
de crep para meninas e meninos, vestuarios pa-
ra baplisado, chapeos pretos muito ricos para
senhora, cortes de vestidos do todas as cores
manteletes, esparlilhos, baldes de 30 aspras ca-
pellas para noiva o para baile, leques de boquet
enfeites de tranca pera senhora, ditos de velludo
pentes muito ricos de tartaruga para senhora ri-
cos veos para meninas c para senhoras, um gran-
de sortimcnto de chapeos de sol de todas as qua-
penor a 5#000, ditas
95000 ea 1.05)00,
nc,a
muilo su_
de casemira de cor a
. ditts de casemira pre-
la superior fazenda a 12*000, palitots fran-
ceses de panno fino fazenda muito fina a 255
sobre casacas de panno muito superiores a 35"5
ea 40000, um completo sorlimento decami-
sas fracezas, tanto de linho como ie algodao
|efust3o vende-se muilo em conta, afira deaue-
r n 'i'1" i r6r"Se 1qiudar com as caraisas-
i x lula ti. 4/, '
E pechincha.
,0aiija ? PrTCa! na.r"a d0 Gomado n.2
tem cobertores de '-<*~ ->- *
algodao de
grandes, proprios para escravos,
mo preco de ljg.
cores bastante
pelo baratis'si-
Vende-se na ra do Livrmeuto,
n. 19,borzegutnsfrancezes a 6$, dito
de bezerro a G$. dito de vaqueta a Ti.'
Aos seahores armadores e
proprietarios de carros fn-
nebres.
Vendem-se velbutina prela superior a 400 rs.
o covado ; na ra do Crespo n. 25.
Por metade do seu
valor.
Ra do Queimado n. 19.
Vestidos do gaze e phantasia, muitoslindos.de
duassaias, pelo baratissimo preco do 10 cada
um corte.
M pechincha, antes que
se acabe.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n. 2
tera saias balao abertas. do ultimo gosto, pelo
diminuto preco de 5,
purgar assucar.
Euchadasde ferro
I Ferro sueco.
Fe^ingardas.
I Ac de Trieste.
3 Pregos de cobre de com-
^ posicao.
I Barrilha e cabos.
I Brim de vela.
I Gouro de lustre.
| Palhinha para marcinei-
ro : no armazem de C.
5 J. Astley S C.
#.TM 3S1313 13 O I Arados americanos e machinas
para lavar roupa: emeasa de S. P. Jo-
linston & C. ra daSenzala n.i2.
f|MMf ^ 99 @ @@
Recebeu-se e continua a receber-se por
9 todos os vapores artigos de modas para
9 horaens, incluindo calcado de Helias na 9
| Lojade marmore.
Confeitaria.
Neste novo eslabelecimenlo preparam-se bau-
deijas pelo gosto do paiz, frascos com melhores
doces e deliciosos enfeites. Vende-se o delicado
xarope do abobara proprio para a estacao calmo-
sa, superiores doces para a trra e exportacao.
bem como fructas em calda, ludo do melhor gos-
lopossivel: na ra Senzella-nova n. 30
9 Recobou-se e continua a receber-se por I
todos os vapores, vestimentas, calcado e 9
9 chapeos para meninos na g
f Lojade marmore. f
\ERX1Z de superior qualidade para
carros.
CARROS de inao muito leves e baratos
BALANZAS de 1,000 libras para baixo
proprias para armazens, depsitos,
tabernas, boticas etc., etc.
MAPPAS geographicoi do mundo e
suas partes.
MACHINAS de costura de Sivat & C. as
melhores |ue ate boje tem anpare-
cido.
Charutos de Havana superiores,
[chegados ltimamente: em casa de
Kalkman limaos & C, ra da Cruz nu-
' mero 10.
Entremeios e liras
bordadas.
Vande-se mui bonitos entremeios e liras bor-
dadas em fina cambraia, obras mui bem acaba-
2fihnS!lroSS pelS bar3li.5siIos preros de
VrSM .^? 1 pe^a e as "ras r-ordadis por
2? 2500 39, 4, 5 e 6. A visia da superio-
ndade da fazenda ninguem deixar de comiirar c
paraissodinjam-sea ra do Queimado loia da
aguia branca n. 1C.
Pechincha
seda a
na ra
0
RELOGIOS.
Vende-se emeasa de Saunders Brothers*
d;,^ .CSp0, S^10- elogios do afama
do abncante Roskell, por precos commodos
etambem-ancelhnse cadeias?araos mesmos
leexceellnte osto.
Lindissimos ri.scado. de cambraia de
400 rs. o covado, a elles, que se acabara :
do Queimado n. 44.
Altenco.
Vende-se urna fabrica de charutos muilo bem
afreguezada, assim como se negocia a armacac
so muito propr.a para taberna ou chypchan'dl
pelo loca em que se acha, por seu dono se reti-
rar ; a fallar na Lingoeta n. 2.
^Giiimaraes &1"
Ra do Crespo n. 17.
Grande sorlimen-
to de sedas, corles
de vestidos de cam-
braia brancos, man-
teletes, chapeos de
seda de palha de Ita-
lia e todas as quali-
dades de fazendas
da moda para se-
nhoras e meninas.
Vcnde-sc baratissimo.
Grande sorlimen-
to de sobrecasacas,
paletots, calcas, ca-
misas, serouls, col-
Ictes, meias, calca-
do Mellics, casemi-
ras de todas as qua-
lidades e tudo raais
pertencente a ho-
mem e meninos.
*


D1ABI0 DE PERNAMBUCO. QUIHTA FEIKA O DI DEZEMBRO DE 1860.
P)
Calcado.
Qualidades escolhidas.
45-Rua Direita-45
Eis a festa necessario renovar o calcado e
correr ao estabelecimenlo da ra Direila, que o
vende muito fresco e em perfeilo estado por es-
tes presos :
Borzeguins de hornera (bezerro e lustre) 9j500
Ditos de dito idem) 9X000
Ditos dedito idem) 8g500
Ditos dedito idem) 8g000
Ditos dedito idem] G50OO
Borzeguins de senhora 5j000
Ditos de dita 498OO
Ditos de dita 4j>500
Ditcs de dita IgOOO
Sapatdes de bezerro [3 1\2 batera) 5$5O0
Ditos de dito e de lustre 5j}000
Meios borzeguins de hornera 68000
Borzeguins de menina 4$000 e 3$600
Sapatdes de bezerro para menino 4S e 3500
Vende-se um cabriolet bonito e em perfeilo
estado : na ra da Impentriz n. 33, primeiro
andar, se dir quem vende.
Bramante
bretanhas e atoalhado
Na loja da boa f, na,ra do Queimaao n. 22
vende-se bramante de linho muito Dno cora duas
varas de largura, pelo baratissimo prego de 23100
a vara, brelanha de linho muito fina e muito
targa a 20*. 2i$ e 24 a peca com 30 jardas,
atoalhado de algodao com duas larguras a 19400
a vara, dito do linho muito superior, tambero
com duas larguras a 3$ a vara, ; na ra do Quei-
mado n. 22. na loja da boa f. <
Cera de carnauba e sebo.
Ruada Cruz d. 33.
Vende-se cera em porgao e a retalho, de arro-
ba para cima a 9g, sebo refinado do Porto em
caixotes e barricas a 103 e 10^500 cada arroba,
fio da Baha a 800 rs. a libra, velas de composi-
oao e de carnauba.
Lindas cakinhas de cos-
tura.
Na loja da aguia de ouro, ra do CabugS n.l
B, vendem-se as lindas caixas de costura pro-
prias para mimo, assim como pianinlios com a
sua competente msica, quadros dourados, tan-
tos de santos como de retratos, proprios para en-
feite de sala, jarros com flores muilo lindos, es-
tampas tinto de guerras como de vistas dccida-
des, caixas do msica cora lindas pecas, realejos
grandes com 30 pegas composla9 de valsas as
mais modernas, tudo islo se vende por precos
commodos.
Assucar e caima.
Vende-se assucar mascavado a 100 rs. a li-
bra, agurdente de canna engarrafada a 240 a
garrafa ; na travessa do paleo do Paraizo n. 16,
casa pintada de amarillo.
Licoes
Sobre a infallibilidade e o
poder temporal dos Papas.
PELO DR.
Aprigio Justiniano da Silva Gaimares.
A venda na livraria dos Srs. Miranda
& Vasconcellos, ra do Imperador n.
79, a 2$ cada exemplar.
FUNDICiO LOW-MOW,
Roa da Sen zalla Nova 11.42.
Neste estabelecimenlo contina a haver um
completo sortiment de moendas e meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
Jejerro balido e coado, de todos os lmannos
para dito,
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhacido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recie n. 12, ha para vender
.verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambera cal virgem em
pedra, tudo por precos mais baratos do que ero
oulra qualquer parle.
Viiilio de Bordeaux.
Em casa de Ralkmann lrmaos&C, ra da
Cruz n. 10 encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux Tem as seguintes qualidades :
De Braudeuburg frres.
St. Estph.
^t. Julien.
Margaux.
Larose.
Chteau Loville.
Ghteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Julien
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Na mesma casa ha
|W3n9e99B9K5KeReK9KeieB! a o QQQ o arroba
Vende-se cera de carnauba da vellia
e nova safra a preco de 9$ : no antigo
deposito do largo da Assembla n. 9.
ROUPA FE1TA ANDA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
DB
jFazendas e obras feilasj
NA
para
Ceblas.
mesma casj
vender:
Sherry em barris.
Madcira em barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wheeler & Wilson.
Vende-se a 610 e 800 rs. o cenlo ; na Iravessa
do pateo do l'arauo n. 16, casa pintada de ama-
relio.
Ra do Queimado
n. 39.
Na
Loja de quatro portas
DE
JO AQU II RODRIGUES T.\ VARES
DE MELLO.
Cliegou ltimamente a este estabelecimenlo um
completo surtimenlo de chapeos prelos francezes
do melhor fabricante de Pars, os quaes se ven-
dem a 73000, ditos a 89000, ditos a 99000
ditos muilo superior a 109000, ditos de castor
prelos e brancosa 168000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de fellro a Garibaldi de
muilo superior massa a 79000, ditos de copa
baixa para diversos precos, ditos de palba escura
de varias qualidades que se vender por preco
barato, bonets de veludo para meninos a ojOOO,
ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos
de panno muito bem arranjados a 39500
chapeos de seda para senhoras a259000 muilo,
superiores, ditos de palha escuras proprios para
campo a 129000, ditos para meninas 109000,
chapeos do sol de seda inglezesa 109 e a 12$
muito superiores, ditos francezes a 89OOO,
ditos de panno muito grandes e bons a 49000.
sapatos de valudo a 29000. ditos de tranca a
19600, sinlos de grugurao para senhoras e me-
ninas a 2900O, coeiros de casemira ricamente
bordados a 129000, e oulras muila fazendas
que a vista dos freguezes nao deixaro de com-
tprar.
Campos receberam urna factura de chapeos de sold se-
da para homem, tendo entre estes alguns peque-
nos que servera para as senhoras que vo para o
campo tomar, banhos se cobrirem do sol. e como
a porcao seja grande se rcsolvero vender pelo
prego de 69 e 63500, e alguns com pequeo de-
eito a 59 : na ra do Crespo n. 16.
Ra da Senzala Novan.42
Vende-so em casa de S. P. Jonhston & C
vaquetas de lustre para carros, sellinse silhoes
inglezes, candeeiros e castices bronzeados, lonas
inglezes, fio de vela, chicote para carros, e oto-
ara, arretos para carro de um e dous cvalos
relogios de ouro patente inglez.
Uecebeu-se recentemente e continua a %
@ receber-se directamente de Paris e Lon-
dres por lodosos vapores, de encommen @
da especial, arligos de modas para se- @
& nhoras na @
Loja de marmore.
Imperatriz n. 10
Yista.
Neste estabeleci-
menlo vendem-se as
machinas destes dous
autores, moslram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e rcsponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranca :
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leite & Irraos ra da
amigamente aterro da Boa-
Uua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas
DF,
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, fazenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
609000, ditos sem defeito a 1009000, tem um
resto de chales de loquim que estac-se acabando
a 309000, ditos de rairin bordados com pona
redonda a 89000, ditos sem ser de ponta redonda
a 89000, ditos estanpados com listras de seda
em roda da barra a 99000, ditos de ricas estam-
pas a 79000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 29000, ditos sera franja e muito
encorpado a 29000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfeilados a
259000, ditos muilo superiores a 309000, en-
feitesde vidrilho preto a 39000, ditos de relroz
a 395QO, organdisda mais fina que ha no mer-
cado a 19000 o covado, cambraias de cores
de padroes muilo delicados a 800 rs. a vara, di las
de cutras qualidades a 6C0 rs. a vara, ricas chitas
farncezas de muito boas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, peilos para camisa a 240 rs. cada urna,
cortes de casemira de cores a 69000, ditas em
pesga de quadrinhos a 49000*o covado, gollinhas
de muito bom goslo a 19000, ditos de outros
bordados ricos a 3;>000, manguitos de cambraia
bordados a 39000, tiras bordados e entrimeios
quesevendera por preco commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de enancas, e capinhas
para senhoras a 19400 rs. o covado, cortes de
cambraias de salpicos a 59000, cortes de cam-
braia enfeitadas com tiras bordadas a 69000,
e outras muilas mais fazendas que ser difcil
aqu pode-las mencionar todas.
LOJA E ARMAZEM
DE
U.aet(L
at
o\
NA
9 Vendem-se 5 carros novos com todos os tt
arrelos : na ra Nova n. 21. a*
@S a-@@
CANDIEIAOS
ECONMICOS
NA
Ra Nova n. 20.
TVua do Queimado
n. 46, frente amaveWa.
Constantemente temos um grande e va-
riado sortirocnlo de sobrerasacas prelas
S de panno e de cores muito fino a 289,
P 0$ e 359, paletots dos mesmos pannos
ft a 20$, 2-2$ e 24$, ditos sacros prelos dos
2 mesmos pannos a 149, I69 e 18$, casa-
ife cas pretas muito bem (filos e de superior
** panno a 289, 30$ e 359. sobrepasaras de
5| casemira de cores muito finos a 159, 16$
S e 18$, ditos saceos das mesmas caseroi-
* ras a 10$, 129 e 14$, caigas prelas de
(O casemira fina para homem a 89, 99, lOg
re e 12, ditas de casemira de cores a 7$, 89,
u !>!le 109, ditas de Diim brincos muito
gj fina a 5$ e 69, ditas-de ditos de cores a
J 39, 39500, 49 e 49500, ditas do meia ca-
S semira de ricas core a 4$*e 4$500, col-
St leles pretos de casemira a 59 e 69, ditos
|K brancos de seda p8ra casarnenlo a 59,
g ditos de 69, colletes de brim brauco e de
H fusto a 39,39500 e 49. ditos de cores a
g 2JJ500 e 39, paletots prelos de merino de
|s cordo sacco e sobrecasaco a 19, 89 e 99,
X colletes prelos para lulo a 450 e 59,
i calcas pretas de merino a 4&50O e 59, pa-
S lelo'ts de alpaca preta a 3500 c 4$, ditos
| sobrecasaco a 69, 79 e 8$, muilo finocol-
(b letes de gorgurao de seda de cores muilo
| boa fazenda a 39800 e 4$.^colleles de vel-
ludo 0e crese prelos a 79 e 89, roupa
f para menino sobre casaca de panno pre-
t tos e de cores a 149, 159 e I69, ditos de
Sk casemira sacco para os mesmos a 6$500 e
S 79, dilos de alpaca pretos saceos a 39 e
39500, ditos sobrecasacos a 5$ e 59500,
|K calcas de casemira pretas ede cores a 69,
g 6$500 e 79, camisas para menino a 209
|e a duzia, camisas inglezas pregas largas
gi muilo superior a 329 a duzia para acabar.
me Assim como temos urna ofikina de al
S? fsiate onde mandamos executar todas as
* obras com brevidade.
Coke (carvo),
ou combustivel para cozinhas, caldeiras, etc.,
muilo econmico para as casas particulares: ven-
de-se na fabrica do gaz, em porcoes de um quin-
tal para cima a 19 o quinta!.
i\o armazem de E. A. Burl
leeC, ra da Cruz nu-
mero 48,
vende-se cliampanna das melhores marcas que
vem ao mercado, mais barato que em qualquer
outra parte ; cofres de ferro (burras)das quecos-
turna recetor, do melhor fabricante que ha neste
genero, sortimenlos detodos os tamanhose to-i
dos os precos ; novo sortimento de pianos, de
um escolente fabricante, que se venderao por!
conta do mesmo, deduzindo-se a commissiio e o
descont cue os lornasse baralissimos.
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Slomac3l de 1830.
Precioso de 1847.
Chegou um riquissimo sortimenlodecandieiros
econmicos de muito bonitos modelos, desde o
mais superior at o mais ordinario, por preco
muilo commodo, com a experiencia propria de-
ver agradar ao comprador, o vista da pouca
despesa que faz, animar a ser Iluminado s com
os ditos candieiros a gaz ; os mais baratos sao a
imilaco de urna lamparina, produzindo a luz a
tres velas de esperraacete com a importancia de
40 rs. por noite ; gradualmente ir sobindo to-
das as mais qualidades at o maior, que servir
para ornar e Iluminar urna rica sala, equivalente
a 16 velas de espermacete, tudo isto se garante
sob a condieo de voltar e restituir-se o seu
importe, na falta de nao agradar a experiencia
feito: na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Cofres de ferro para diuheiro,
joias. etc., etc.
Na loja da aguia branca vendem-se bonilos co-
fres de ferro mui fortes e seguros, cora fechadura
e chave, ededifferentes lmannos, proprios para
se guardar dinheiro, joias e papis de importan-
cia, pelos baralissimos precos de 4$500, 5$000,
5J500 e 6$ : em dita loja da aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
i
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'seieninioeeo
ii*fi|*Z!.iS!
o. g W m o.a, SS""
5 g" 0 E a 5 % e a f B a "
,B _*.-* 8-Sfi & 851.!-
J- a.
JOAQUIM DE OLIVEIRA MAIA
24-30-PracadaJlndepcndeucia-24-30
Grande, variado e egcolhido sortimento de chapeos de
todas as fcmas e qualidades, a saber:
De seda finos, de castor, brancos e pretos, com pello e
sem pello, de 10 a 14#, defeltrode todas as qualidades e
varias formas, Magenta, Solferino, Touristas, Jerome, etc.,
etc.: de palha escura (phautazia), de palha e casemira
(idem), de palha do Chille, ditos muito finos, avelludados,
altos e baixos, de gorgurao de seda, de oleado para criado.
De Manilha,
os mais recommendaveis para
longa duraco:
a estaco por serem leves, muito frescos, cscuros, eleganies e do
De baleia, forma cavour,
elegantes, muito frescos, leves e de duraco.
W PMIA MU ssraDMs,
escuros e claros, com enfeiles e sem enfeites.
Completo sortimento para meninos e crianzas.
dem de bonets* para homens c meninos
o finalmente outros muitos, quesera enfadonho mencionar.
OLEADO P
de excellente qualidade proprio para mesas, consolos, bancas etc., etc., a 3jG00 o covado, baratis-
simo por suaexcessiva largura: na parc,a da Independencia ns. 2i e 30.
w.
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Vendem-se 6 a 7 garrotes, filhos do pasto,
. mansos de corda : para ver o tratar, nos Torres,
j freguezia da Varzca, com Joo Duarte Lopes.
Vinho genuino.
Ainda ha urna pequea quanlidade de ancore-
tas desle vinho sem confeicao, e proprio de doen-
tes : na ra do Vigario n. 19, primeiro andar-
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Algodao monslroo
Relogios
Suissos.
Palitos do gaz e
de cera
desta superior qualidade
zem de Barros & Silva.
s se vende no arma-
E o ultimo goslo.
38, vende-se um grande e vjriado sortimento
Vende-se algodao monstro com duas larguras, i -erel060S de algibeira horisontaes, patentes,
ices
pelo
a : na ra
22, na loja da boa f.
Superiores gurgures de seda de quartur rri,
de lindos padroes, pelo baratissimo puco de 1j
o covado, grosdenaples liso de linda rotrsa ?5
o covado. corles de laa muito fina rom 15 roba-
dos, padroes muito lonilos a 8J>, da. oe quadros
padroes tambrm muilo bonilos a 480 rs. o rota-
do, chales de core?, padroes inteiran ule nnrrs
a ljf rs. o covado ; aproveitem em quantu sp no
EmcasadeSchaneitln&C.rua da Cruz 0.)$ m IUa d0 Queiffiad n" 22' 1(a ^
muito proprio para loalhas e lences por dfspen- I?*?*0?!^meioschronometros de outo.pra-
sar toda e qualquer costura, pelo baratissimo 'ta- dourada e aleados a ouro, sendo estes
preco de 600 rs. a vara ; na ra do Queimado n.
giosdos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vondero por preros razoaveis.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater &. C,
ra do Vigario n. 3, umbello sorlimento de'
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesmos
FROCO.
Vende-se frco de todas as cures e grossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, 640 e 15 rs. a
peca ; na ra do Queimado, luja da aguia bran-
ca n. 16.,
As duzias, e em caixinhas, a dinheiro, por ba- ha de Fcruando.
O mais superior farelo que tem vindo ao mer-
cado, no armazem de Barros & Silva ; assim co-
mo se vende saceos de feijo mulalinho, vindo da
Saceos de 115 libras. H) i\d i iVllK\\
mais superior farelo que tem vindo ao mer- gjs \m.\\ \m\j \Am. V>i31-f V?
Eseravos fgidos.
rato preco : vende-se na ra do Trapiche
escriptofio.
n. 40,
Vndese farelo ltimamente desembarcado
railho, arroz do Maranhao, gomma muilo fina e
farmha de mandioca da melhor que ha no mer-
cado ; na ra da Muida n. 41.
Bales de 30 arcos.
Vendem-se superiores baldes com 30 arcos,
A loja da aguia branca est provida de urna sendo muito recommendaveis poi poderem ficar
grande quanlidade de meias, e melhor sortiroeu- do lamanho que se precisar, pelo baratissimo
Meias muito bara-
tas.
t >'
Machinas de costura
DE
Slvat & Companhia.
Estas machinas sao as mais pereilas
no ramo de mecanismo, unindo a urna
simplictdade a maior geireza e peret-
ro para toda e qualquer qualidade de
costura, do ponto mais fino ao mais
grosso. O vendedor se obriga a ensinar
o metliodo aos compradores al o sa-
berem bem, assim como a ter as machi-
cbinas em ordem durante um anno.
Estas machinas cosera com 2 los nao
quebram o fio como inultas outras o fa-
zem e sao as melhores e mais baratas
at hoje conhecidas no mundo, ellas se
achm expostas na galera do SU. 0^-
BORN, RETRATISTA AMERICANO NA
RA DO IMPERADOR N. 38, onde
urna senhora competentemente habili-
tada as fara' ver e traba)har. Igual-
mente se acham expostas no armazem
de MACHINAS AMERICANAS, RA DA
CRUZ N. \ E 9. "
Vende-se
EM CASA DE
Adamson Howic & G.
Vinho doPorlo de superior qualidade.
Tinta de todas as cores.
Lona e flele.
Fio de vela.
Sellins.silhOes, arreios e chicotes.
Rolhas.
Ra do Trapiche n. 42.
Loja das seis portas em
frente do Livramento
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonilos gostos a 200 rs. o co-
vado, ditas estrellas de cores escuras a 160 rs.,
pecas de brelanha de rolo com 10 varas o 2J,
ditas de esguiao de algodao muito fino a 3$, ris-
cadinho de linho a 160 o covado, lencos brancos
com barra de cor a 120 rs., ditos brancos com bi-
co a 200 rs., algodao monstro cora duas larguras
a 640 a vara, lazinhasde duas larguras, fazenda
nova para vestidos a 500 rs. o covado, enfeiles de
tranca com laco de fita para cabrea de senhoras
a 250OO, cortes de riscado para vestidos a 2g, pe-
gas de madapolo com 4 li2 palmos de largura a
4jji00, chales de merino estampados muito finos
a 6-3. A loja est aberla al as 9 horas da noite.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n.ll,
alguns pianos do ultimo gosto recentimente
chegados.dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood & Sons de Londres fl
muito firopriospara este clima
lo que se pode dar, e por isso est vendendo-as
mais barato do que em cutra qualquer parle ; i
sendo me3S cruas encorpadas, de abanhado ou |
bocal elstico para homem a 2;U0, 3g, 3$500, 4$, ,
4g500e 5$ a duzia, dilas inglezas o melhor que
se pode encontrar a 69 e 6&50O, dilas de fio de ;
Escocia penta encarnada imilandoscda a 800 rs.
o par, e de cures a 640 e 600 rs., ditas brancas
mui lias e tapadas a 2)400, 3g500 e 5&, e inis-
simas a 80 a duzia, dilas brancas finas e fio unido
para senhoras a 4, 4J800, 550O e 6*500, e de
fio de Escocia primeira qualidade a 8*500 a du-
zia. ditas de seda brancas e prelas a 500, 3*,
3$500e4, ditas cruas mui encorpadas para me-
ninos a 200 e 240 rs. o par, ditas brancas e de
cores a 240 o 280 o par, dilas para meninas a 3)f
a duzia, ditas de seda para baptisado a 2$ o par,
ditas de laia e de seda para padres a 2*, 3$ e-4ft
o par. Eoitim vista de tantas e diversas quali-
dades, o melhor approveitar-se a occasio, e
dirlgir-se a ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16, que ser servido com agrado e since-
ridade.
Rival sem segundo.
Na loja de miudezas da ra dcQueimado n.
55, defronte do sobrado novo ha para vender
pelos diminutos preros os seguinles arligos:
Duziade sabonetes muilo linos a 600 rs.
Cartoes de clcheles com duas ordens a 20 rs.
Caixas de clcheles balidos a 60 rs.
Duzia de meias cruas para homem a 3$.
Dita de ditas para senhora a 3&500.
Pares de meias para senhora a 300 rs.
Latas com banha muilo fina a 500 rs.
Iscas para acender charutos, caixa a 60 rs.
Phosphoros em caixa de folha a 120 rs.
Cartas de alfineles muilo finos a 100 rs.
Caixas de agulhas francezas a 120 r?.
Pares de sapatos de tranca de algodao a I?.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Ditos de dito oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garfos, cabo preto, a 3ft.
Pares de sapatos de laa para meninos a 200 rs.
Dilos de luvas de cor fio de Escocia a 320.
Massos de grampas muito finas a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouras muilo finas para costura a 500 rs.
Ditas ditas para uohss a 500 rs.
Pecas de franja de laa com 10 varas a 800 rs.
Ditas de tranca com 10 varas a 320.
Linha Pedro V, ewtao com 200 jardas a 60 rs.
Uita com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Cordao imperial fino e grosso a 40 rs.
Oleo de babosa.muilo fino (frasco) 400 rs.
Filinhas eslreitas para enfeitar vestidos a 800
rs. a pega.
Labyrinlhos de muilo bonitos gostos por todo
o preco.
Cordes para enGar esparlilho muito grandes
a 100 rs.
Dito para dito pequeos a 80 rs.
Pegas de tranga de linho com 10 varas a 200 rs.
Ditas de Irania de seda preta com 10 varas a
1S400.
Vara de dita a 160 rs.
Pares de meias de cores para meninos a 160.
Caixas para rap muilo finas a 1$.
Linha sara marcar [caixa de 16 nvelos) a 320.
prego de 6ji
da boi f.
na ra do Queimado n. 22, na loja
Cheguem ao barato
O Preguiga esl queimando, em sua loja na!
ra do Queimado n. 2.
Pegas de brelanha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palilots a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muilo bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente muilo fina a 3$,
49, 59, elija pega, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 63? a pega, chites largas de modernos e
escolhidos padroes a 240, 260e280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de merino estanpado a
7$ e 89, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 9* cada um, dilos com
urna s palma, muilo finos a 8$50U, ditos lisos
com franjas de seda a 5$, lengos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muilo
finas psra senhora a 45> a duzia, ditas de boa
qualidade a 39 e 39500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, para coberta a 2S0 rs.
o covado, chitas escuras inglezas a 55900 a
pega, e a 160 rs. o covado, brim branco de puro
linho a 1??, 195200 e 1600 a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 a vara, brilhantin
azul a 400 rs, o covado, alpacas de differentes
cores a 360 rs. o covado, casemiras" pretas
finas a 2&5GO, 39 e 39500 o covado, cambraia
preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e outras
muilas fazendas que se far patente ao compra-
dor, e de todas se daro amostras com penhor.
Loja das 6 portas
em frente do Livramento
Lazinhas a 500 rs.
Camisinhas muilo bonitas com duas larguras
paraveslidos de senhora a 500 rs. o covado, cor-
tes de riscado francez para vestido a 2g, sa;as
balo parr menina a 39500, ditas para senhora a
4g500e 59 ; d-se amostra com penhor. A loja
est aherta al as 9 horas da noite.
Escravo fgido.
No dia 14 do correnle fugio do poder do abaixo
assignado a sua escrava de nome Mara, a qual
leui os signaos seguinles: nao tem denles na
frente da bocea, o lornozllo do p esquerdu in-
chado, procedido de urca desmentidura e quan-
do anda puxa pela mesma perna, na mao dir.>ia
lora entre os dedos 11 ni ralo e a eabeca nos ilPdus
um lanto loslados do fugo por >er cozinheira, e
de cor fula.e representa ter de 35 a 40 aimus, le-
vando vestido de assfnlo encamado tum fiores
escuras, panno da Costa azul c mais um ruupio
de quadros escuros paia muda : iojjo as auiort-
dades policiaca ou a qualquer pessoa a appre-
hensao de dita escrava e entrega-la ao mesmo
abaixo assignado em Sanio Amaro, ra da Auro-
1 ra, passando a fundirn, que ser geni rosamente
gratificado.Jos da Sil Ferreir Jnior,
n. 25 de Joaquira Ferreira de S, vende-' Contina a estar fogiJa desde o da 4 do
conenle mez a preta Bonifacia, compiad* ao Sr.
Antunes da ra Dirc'ta, levando um bahuzinho
com 153 de bico que aoflava vendendo, e com os
signaes seguinles : baixa, magra, deidad? 40 .ni-
os, pouco mais ou menos, lem o andar o iudo,
muito ladina, toma labaco, tem moho runhe-
. cimento por estes mitos Olinda Jguaras,
590C0, easaveques de cambala e filo a 59000, Goinnna, Pedra de Fogo, que parece que ah nas-
penteadores de cambraia bordados a 6?000, ceu, e pode ser que diga que forra, levou cha-
babados a 320 rs. a vara, tiras bordadas mu- iles encamado e vestido de riscado tambera en-
to finas a 1*5( 0 a Pega riscado francez fino SSfcftfift 25? ^SXlJTt
a lfaO rs. o covado, golinhas de ponas hor- cravae leva-la ra Imperial n. 55, quo serao
dadas a 29500, manguitos de cambraia e fil recompensados.
a 29000, camisinhas bordadas muito finas a Fugio no dia 2 de covembro do enginhn $i-
29C0O, chita larga com lustro e muito fina b.i[0 da s,BnlaC,uz. rilo na Ifojuca, um escuvo
loja
e por pregos baralissimos para acaLar: ves-
tidos de tarlauna bordados de seda a 8?000,
organd de cores muito finas a 320 rs. o co-
vado ,cassas de cores a 240 rs., chita larga a
200, e 240 rs., capas de fuslao enfeitadas a
ROM
Vende-se urna parelha de burros de cor ru-
go queimado, propria para carro: quem os mes-
mos pretender, dirija-se a ra da Lingoela, ho-
tel inglez, a tratar com seu dono.
cobertos e descoberlbsr pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora de
um dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
dos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Sonihall Mellor & C.
de graca.
Cortes de caigas de meia casemira de cores es-
curas a 1$600, dilos de brim de linho de cores a
2#, riscadinhos de linho proprios para obras de
meninos a 200 rs. o covado, grvalas de seda de
cores a 640, dilas prelas estreitinhas e largas.a
19, ealem disto outras fazendas que se vendem
muito em conta ; na loja da boa f, na ra do
Queimado n. 22.
propria para cobeita e roupoes a 320 rs., es-
guiao de linho a 1>200 a vara, rouioes de
seda feilos a 129000, 'vestidos de seda mofados
a 89000, luvas arrendadas a 100 rs. o par,
vestidos de grosdenaple prelos com barra de
cor a 20000, palitos de pao preto e de cores
de 165000 a 209000, sobrecasacas de panno
muilo fino a 259C00, calgss do casemira preta
e de cores de C$000 a 119000, ditas de biim
branco e da cores de 2fii000 a 59C00 palitos
de brim branco e de cores de 9500 a 59000,
ditos de alpaca de 39 trangado de algodao com 9 palmes de largura
proprio para loalhas a 900 rs. a vara, damas-
co de laa com 9 palmos de largura a I9GOO0
covado, velbulina preta a 400 rs., brim de
linho de cores a 19500 o corte, meias cruas
para homem a 19200 a duzia, camisas de
linho inglezas a 329000 a duzia, pegas de
madapolo fino a 49500, cortes de lanzinha
muito fina com 15 covados a 8>000 rs., ca-
misas de cores e brancas de 19500 a 39000,
e outras muilas fazendas por menos do sen
valor para fechar contas.
Grammatica in-
gleza de Ollendorff.
Novo methodepara aprender a lr,
a cscrever e a faliaringlezem 6 mezes,
obrainteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de nstruc-
cao, pblicos e prticulares. Vende-
se napraca de Pedro II (antigo largo
doCollegio) n. 37, segundo andar.
Relogios.
Vendem-se em casa de Braga, Silva & C, re-
logios de ouro de diversos fabricantes inglezes,
por prego commodo.
Charutos suspiros e oulras marcas da Ba-
ha e do Rio de Janeiro : vende-se na ra da
Moeda n. 41, armazem de Augusto Ferreira & C.
Chega para todos.
Cassas francezas muilo bonitas e de cores Cas
a doze vintenso covado, mais barato do qne
chita, approveitem em quanto no se acabara ;
na ra do Queimado n. 22, na bom conhecida lo-
ja da Boa F.
Cal de Lisboa,
nova, e muito bem acondicionada : na ra da
Cadeia do Recite n. 38, primeiro andar.
de nomo Antonio, por alcunho* Morena, o quol
foi comprado ao Sr. Manoel Ignacio des Pe ni o,
senhor do engenho Sanio Antonio dus Moflee,
em Slacei. Srguio para o llerife anudo pedio
urna caria ao Sr. Anlonio Pires Ferreira, e de
suppr que ainda a conserve servindo de pui.
Tem os signocs seguinles : representa i> 1 30 .' 35
annos de idade pouco mais ou menos, 101 Irm
prela e espaduss largas : roga-se a quem delle
soubir baja de oappiebtuder e levar ao 0110 en-
genho ao abaixo assignsdo, ou ao Rente ao-r.
Manuel Ignacio de Olivciia & Filho, que ser
bem recompensado. Sibir 11 de dezenjLro de
18C0,Filippe de S e Albuquerque.
Atlenco.
Acha-se fgido o moleque Anlonino, de 16 an-
nos de idaJe, secco, de cor fula, e com a checa
rapada de poucos dias ; foi escravo do Dr. L- p>s
Nello, de quem lorabcm foi seu pai o prlu li-
berto de nome Flix, que mora na Panaag ::, e
que ah o costuma receber quando o mem<> nio-
leque esl fgido : quem o pegar leve-o ra
do Imperador n. 73, que sei recompensao.
Do engenho Cutigi, freguezia da Errada,
fugio no dia 3 de novembro do crreme mino o
escravo de nome Anlonio, com os fnaec se-
guintes : estatura regular, cor mulato, rehelln de
negro, pouca barba, denles limados, idade 5 cu
28 annos, pesrogo e ps grossos, trm pelo rosto,
pescogo e peitos algumas marcas de paniire ,'
algumas cicatrizo pelas costas que parecen* tor
sido de chicote ; nao levou comsigo roui-a algu-
ma, e consta haver fgido para o lado de senSo
d'onde viera : quem o apprehendrr, pndet H-
va-lo ao referido engenho, ou no Recite, ra rs-
treila do Rosario n. 29, ao Illm. Sr- Piorsn un-
do Marques Lins, que ser bem recompensado.
Escravo fugido.
Um mulato claro, magro, com pannos pretos
na raagaa do rosto, representando ter 55 annos
deidade, natural do Rio do Peixe, hachado
Luiz, desapparceru no dia 30 de oulubro da rasa
do Dr. Cosme de S Percira, de quem e escravo ;
suppe-se ter levado um cavallo prelo fle Sr!
Rostron que se havia soltado, e que elle fflra*
ero busca do mesmo ; suppe-se mais que sua
mulher de nome Maria tambem o arnn-panha
levando ora pequeo bah de flandres : roga-
as autoridades policiaca e a nutras quaeiquer
pessoas que o prendam, e remetlem ao seu se-
nhor, que pagar qualquer despeza.
Puio da cidade do Aracaly, no mez de se-
lembro prximo passado, um escravo do eom-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr. Remo
Lourengo Collares, de nome Joaquim, de idade
de cincoenta e tantos annos, fulo, alto, magro,
denles Rrandes, e com falla de alguns na fenlo,
queixo fino, ps grandes, e com os dedns granoes
dos ps bem abertos, muilo palavriador, inrnl-
ca-se forro, e tem signaes de ter sido surrarfo.
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
correnle. vindo do lado das Cinco Ponas, esen-
do enterrogado por um parceiro seu roiAeddo,
disse que linha sido vendido por seu senhor para
Goianninha : qualquer pessoa que o pppnr o ro-
dera levar em Pernambuco aos Srs. Basto & Le-
raos, que gratificarlo generosamelne.


rs)
DIARIO DE PERNAMBUCO. su QUIRTA FERA 20 DK DEZEMBRO D 1860.
Littcratura.
A Orpha Hooteii Clara.
IV
(Continuando.)
E Clara nao sabe nada de scus paes ?
Apena* se iccorda vagamente de que,
quando ir ireanja, viva ii'utna aldea, em com-
(aithia Je nns rsticos. E o que roe faz julgar
que ella n.io couheccu os cuidados nem o amor!
<:. ini1, que de lodos os seies titos que a
.(..n.|.;iriavi. s se lembra de un cordeirinho
que i'un. oa brinca va. Islo prava cvidenle-1
i) 11 te que a creanca nao linha me, ou ento,
que si a linha, ahandonou-a.
A' f-l-s patarras, a condes?a cahio n'uraa pro-
tanda uiedilaCM, e pareceu luda absorvida pelos
scus pensamientos A directora percebeu islo,
e nao deixou de adevinhar a causa. A boe mu-
i'uer eslava convencida de tic a condessa queria
onfiar-lhe 11 m segrodo, e movida por esla eda,
diligenciara por dar senhora ocoasio de salis-
l m r o seu desojo. As conveniencias e a genc-
rosidade impediam-a de ir directamente ao seu
f m. Bm via que llio cumpria respeilar o pudor
da condessa, e de forma nenhuma arrancar-llie
liria confisso, que podia ser que ella nao po-
desse fazer. E (temis, quem sabe se ella se ti-
nha engaado ?
Vendo que a condessa nao dizi.i nada, termi-
nou a> explieaces com eslas palavras proprias
para cliainnrem a silencio da nobre dama:
E' ludo o que sei, senhota condessa, da
l isloria de Houten Clara.
Houten Clara Porque nao prohibe is suas
meninas que useni de appellidos lo fetos?
Miutia seuhora, querer o poder sao duas
censas. Temos que cuidar em objectes de maior
importancia. Fique certa de que mais fcil
commandar um regimenlo do que governar uin
ijl rancho de cranlas.
Querida directora, pedi-lhe que ivesse o
incommodo de vir minha casa para me dizer o
que pode fazer uuia pessoa para proteger a pe-
quena Clara ?
Suppooho, minha senhora, que a protec-
tora ser a condessa d'Almala? Era primeiro
lugar pude retirar a creanca do recolliimento
das orphaas e educa-la em sua casa, porque to-
das as orphaas sao destinadas para criadas ou
rostureiraa, nao ser que deixem o eslabeleci-
menlo para casarca), o que lambcm acontece de
lempos mi lempos..
A boa inulher callou-se e pareceu esperar a
resposta da condessa, mas esta fez um gesto de
impaciencia como se dissesso :
E dopois. depois!
Depois, cada orpha guarda urna parte do
rroducio do seu trabalho ; este ganho insignili-
canie, mas quolliano, accumula-se e forma
para cada urna d'ellas um pequeo capital.
Quando sali para so casar, as suas economas
. Tvem-lhe de dote ; e se sabe para servir,
c.m recurso que tem contra as necessidades im-
previstas e urna garanta contra o vicio. Qual-
quer berafeilor, se quizer acrescenlar as econo-
mias 'uma orpha alguns meios, pudo assim
na vis ir a sua existencia futura.
I,' ludo o que se pode fazor ?
N.io sei de outro meio, minha seuhora, por
que era qoanto urna orpha est no eslabeleci-
meolo, usa do vestuario da ca lorin e nunca tem dinliciro sua disposico,
excepi-o o'uma determinada quantia.que 6 sent-
are pequea ; to pouco pode sahir, nao ser
com licenca especial, e smente pasa ir traba-
h-- r boas casas,
Os inquietos movimenlos da condessa assz
manifestaran! a allcco que Ihe causavam as
patarras da directora. Com voz triste e cora um
doloroso suspiro disse-lhe por fim :
Mea Deus! qual ser, pois, a sorte de
Ciar ?
li minha senhora, nao custa adevi-
nhar. Mais para diante ha de ser minha criada
no recolliimento e ha de ser tambera das orphaas;
La de conzinliar, lavar, varrer...
Clara exclamou a condessa indignada
' de ser criada das oulras orphaas !
Seguramente, minha senhora.
Oh nao pode ser, nao quero...
Poia, senhora condessa, por ser amiga
da cranla que assim o decid. Suppocha que
n3o vera ser minha criada, ou para melhor
dizer, criada do estabeiccimento, a sua sorte
Qca sendo muilo pcior, porque enlo obrigada
sabir para servir casas eslrauhas, onde sonrere
a lirulaluade dos amos e talvez mus tratos.
Tennis anda os contentos ; mas sera urna
cruiddade decidir n'csse sentido da sorte d'uma
creanca do doze orino?, porque ninguein pode
saber por ora que disposicoes do corceo o de
espirito sero as suas quando chegar esse
lempo...
Aj'ondessa, muilo coronicvida, apettou a mo
directora.
_ Obrigadadisse ella pela generosa affoi-
cf.o que lera querida meniua : urna me nao
fallara cora mais interesse. L' urna pessoa de
1 1 rn e sensata. Mas, diga-rne, nao seria possi-
rel subtrahir Clara essa humilda coudicco?
Nao cnteiido btni o que diz, minha se-
nhora.
l'or exemplo, se Ihe dssem meslres para
Ihe cu-niai coi o hespanhol e ludo o que devo
saber urna menina bem educada.
Nao poda ser, porque os administradores
da rrisa nao o consentan). Urna tal instruccao
nao cuurm urna costureira, nem urna cria-
FOLMETIM'"1
GUY LEYI^GSTOINE
01
A' TODO TRANSE
Jorse Alfredo Laivrence
d; seria para ella um germen de vicios e rai-
dade.
Ciiadal criada exclamou a condessa,
que se levantou suspirandoNao, nao, e nao ha
de ser isso, meu Deus!
Abri um armario, e lirou urna pesada bolea,
que apreseulou directora, dizendo-lhe:
T" Mjn,ia relente amiga, aqu tem esta
bolsa cheia de dinheiro, que rontm urna som-
ma ronsideravel. Junte-a s econoniias de
Clara adra de que ella possa ter n vida mais
dilosa; nao Ihe recuso nada, satisfaga-lhe os
menores desojo?, fa^a-lhe aprender ludo ; quero
que ella viva contento e feliz, e que aquello que-
rido anjo uo teuha nnnea n mais pequea tris-
teza. Faca isto, c acredite que Ihe ficarei eterna-
mente reconfiecid pela sua bondade !
As economas das orphaas param as mos
dos administradores, miuha senhora ; e urna
vez que qualquer dinheiro pata ali se deita, so
ple ter urna determinada applicaco. Nao pos-
so, portante, fazer d'elle o uso que deseja.
Que infelicidade! Porque ha de ser que
ludo contraria os raeus planos? E' de certo uraa
fatalidade !
Todava, se a senhora condessa consento
que eu conserve minha disposico urna pe-
quena parte desle dinheiro, desempenharet
quanto me fr possivel a sua boa ventado
Sim, sim, agradeeo-lhe de preveuir lo ge-
nerosamente o meu desejo.
Farei juntar o resto s economas de Cla-
ra, ltelo de donativo... da senhora condessa
d'Almala?
A senhora ficou visivelrnente aterrada com es-
ta pergunla e haixou os olhos como uraa pessoa
que reflecte, ou se perturba.
Ser melhor dier que um anonnmo me
enlregou este dinheiro, minha seuhora ? per-
gunlou a directora, cora certa expresso.
Sim, sim, um anonymo ; respondeu a
condessa ; urna pessoa que desappareceu, e que
maguera sabe d'ella. Sim, melhor !
pilante mais se prolongara o dialogo, mais se
forliicava no animo da directora a conriceo de
que se nao linha ensaado acerca das relacoes
que existiam entre a coudessa e Houten Clara ;
notara tambera que um peso opprimia o corago
da fidalga oque esla eslava muilo disposta li-
vrar-se d'elle, confiando-lhe o seu segrodo ; pa-
recia-lhe ter d'isso urna prova sulliciente no
pouco cuidado que havia mostrado a condessa
era dissimular o seu segredo. Rcsolreu-so, pois,
abreviar c aplainar o caminho para uraa ex-
plicnco, se ella se prestasse sso. A otcasio
uo lardou em se apresentar.
Nao 6 verdade que hado dar Clara um
meslre de hespjnhol ? perguntou a condessa
que Ihe far aprender lulo o que urna menina
deve saber para apparecer convenientemente na
socedade ?
- Isso impossivel, minha senhora : saber
muitas cousas ordinariamente, para urna mu-
Iher de humilde condico n origem de desgranas.
Meu Daus, a senhora directora c devoras
iniplacavel Clara de sanguo nobre, digo-
lli'o eu.
J o sabia antes de ler a honra de a co-
nhecer respondeu a directora com tranquil-
dade.
E quem lh'o disse ? exclamou a senho-
ra estupefacta.
A propria Clura.
O que Clara sabe-lo-ii ?
Nao, senhora condessa : ella nao o sabe,
e, comtudo, di-lo.
Que enigma esse ? Nao a enlendo.
E', cora cffeilo. singular. A senhora con-
dessa lu de ter ourido fallar muitas vezes de
urna duenda, ou, para melhor zer, de um osla-
do extraordinario, que so chima somnambu-
lismo ?
Sim
e que. mais
A pequea Clara somnmbulo.
Oh pobro creanca !
Nao se afflija, minhi senhora : olla nao pa-
rece sofTrer com isso, e cosa que passa com
a edade. Tainbcm nao 6 somnmbula todo o
anuo ; o mal comegaMht) em maio, na poca em
que se abrera os robenles dasarrores, e em que
o sangue fermenta as veias. Hura-lhc isso
tres semanas ou um mez, pouco maisou menos.
acontece ? Pelo amor de Deus,
que eslou sorcndo horrivel-
E que Ihe-
tnnquilise-mc,
fuente !
Eie-sc em
motivo para se
mira, roinna senhora ; nao ha
affligir tanto. Quando cornecei
a dirigir o eslabclecimento, Clara ficava no dor-
mitorio das orphaas, e assim que veio a prima-
vera, coraecou ella os seus passeios nocturnos,
e, apozar das oulras cranlas couheccrem o seu
mal, acontecen muitas vezes sonlirem um tal
susto, que toda a casa eslava em alvorogo. livo
medo que a creanca se ferisse mortalmente e
por isso Ihe mudei a cama para o lado fronleiro
do edificio, para um pequeo quarto no alto da
escada. Ao principio, fechava-lho a porta, mas
conheci que sso a prejudicava, porque, ouando
se levaniava de nole, raarljrsava o fi>ria as
mos, diligenciando abrir a fechadura. Urna vez
chegou feir-sc gravemente, balendo cora os
punhos nos vidros das jancllas. Mestre Tyfe-
hynck, medico do recolliimento, ordenou-me
que deixasse aberla a perla do quarto. Na parle
fronleira do edificio ha duas porlas, uraa que
abre para a ra e a outra para o paleo, de ma-
neira que, quando Clara passeia dormir, s
pode dcscer a escada e percorrer um esparo fe-
chado entro duas porlas, onde nada est que
possa feri-la ou prejudica-la de algurna nianeira.
Minha querida directora, por amor de Dous,
XXIX.
Depois de um silencio de um minute, durante
o qual Flora lixou um olhar ltenlo sobre seu '
interlocutor, sustentando seu queixo na mo ella
proseRuiu :
Temo que tenhacs estado muito doente___
oh!.... como estaes mudado I
Com effeito, a pessoa de Cuy linha sofirido
una olteraco frisante. A' cOr morena e vigo-
rosa de sua tez linha substituido urna palliuez
tema c opaca ; viam-se-lhe as faces encovar-se >
profundamente sob os macas salientes de seu
rosto, e seu largo chambre de velludo negro,!
Quemante, cahia escorrido, designando os ngu-
los descarnados de seu corpo. Sua voz linha um
som mais surdo quando elle respondeu :
Sim, lenho estado muilo doeute, c estou
completamente mudado. Mais deveis ler algu-
rna cmisa dn mais importancia dizer-me, som
o que eu nao comprehenderia que houvcsseis ar-
riscado este passo I
Flora seriliu-se dominada pola timidez,con-
sa inexplicavel para ella, quo sabia guardar teda
sua cabeca, fazendo-a perder aos oulros.
Nao, eu somente quera....
Ella hesito, tentou um riso (oreado, e depois
rompen em risadas repentinamente.
Cuy, fallae-mecora docura, nao me olheis
de um modo to eslranho.
A resposta foi breve e severa :
Fallarei pois. Mss Bellassy, com quo di-
reito c iom que autorisoco minha ousasics in-
Irometter-Tos em meus negocios ponto de in-
terceptar minha correspondencia?
Ella lenlou aiuda negar,era sua lctica, e
nada a leria impedido de faze-lo, ainda quando
de nada servisse,mas s para ganhar lempo.
Nao sei o quo queris dizer___nem ja-
mis....
Um sorriso de desdem enrugou os labios do
Levingstono, que inlerrompeu-a :
Basta, eu vos pero. E' intil aboixar-vos
mais ainda do que ja o leudes feito. Aqui lenho
as ronfisscs escripias de Willis. Ah 1 codIicqo
mui bem vossos talentos, para necusar-vos sem
ter pmvas materiaes entre as maos.
Eila ergueu a cabega assaz altivamente para o
circumslancia. Essa donzella represenlava per-
feiainente a Sparciata, c pareca absolutamente
cima do escndalo ;ella somente se envergo-
Dhiva de nao conseguir seu fim.
Ao menos, nao eris vos que deveries fa-
zer-me urna censura. Terieis podido adevinhar
eonclua depressa ; a sua nsrracao fax-me tre-
mer I
A directora lannou sobre a condessa um olhar
penetrante e proseguio :
Na poca do anno era que Clara somnm-
bula, leranta-se todas as noules mela noule,
desee a escada com cautella e senta-se no ulti-
mo degro. Pica n'esle sitio perlo de meia hora :
depois sobe, torna deitar-se e dorme socega-
damente al pela inanha. Mas o quo admira
islo ; tem os olhos abertos, ve sem luz, falla,
interroga e responde deslinelamenle e com mui-
lo mais intelligencia que de dia. A sus memo-
ria deve ler- tambera n'estes momentos muila
mais lucidez, por que falla de certas circumslan-
cias da sua meninice, do que na vespera nao li-
nha a menor lembranga. Alguem Ihe lera dito
que sua me 6 rica o nobre, por que lh'o lenho
ouvido repetir muitas vezes no meio de palavras
entrecortadas ; porm escusado fallar-lhe de
dia, porque nao sabe nada do que diz ou faz du-
rante os accessos de somnambulismo. Nem mes-
mo desconfiara de que se linha levantado da
cama, se nao fosse muitas vezes acordarcm-a,
chamando-a pelo seu nome, porque basta arti-
cula-lo para ella sahir immediatamente do seu
myslerioso somno.
Mas nao me diz, senhora directora, se j
fez diligencias para livrar a pobre creanca d'esse
lerrivel mal Essa indifferenca imperdoavel!
Como possivel que se vej padecer um anjinho
sera remover cus e Ierra para a curar?! Ah !
se eu eslivesso no seu luga !
Bem sei, senhora condessa, quo se deviam
ter consultado todos os mdicos. Mas quem Ihe
diz que eu, que nao sou rica, nao tenha feito o
que urna condessa nao era capaz de fazar com
todo o dinheiro do mundo ?
Oh perda a minha impaciencia : descul-
pe mo. que estou soffrendo cruelmente !
E, comtudo, lenho de continuar, minha se-
nhora, porque o que vou dizer o raiis rnara-
vilhoso. Quando Clara esl sentada no fundo da
escada, o que alguem Ihe falla, responde sera-
pre como se livesse sua mae diante de si. So
nao Ihe contrariam o impulso do seu corarao,
um foco de amor a abraza : aperta-nos nos bra-
cos, d-nos beijos, sorri-se, senta-se sobre os
nossosjoelhos, faz-nos testas na cara e conlem-
pla-nos de tal forma, que a nossa alma Pica toda
impressionada ; encanta-nos os ouvidos com
urna torrente de palavras harmoniosas e faz-nos
esquecer de nos mesmas por um myslerioso po-
der lo inexplicavel como incomprehensivel c
que por vezes nos faz estremecer.
A directora parou para ouvir as observaroes da
condessa ; mas a fidalga immovel, com o pesco-
co estendido, as olhos muito aberlos, respirava
custosamente depois do que tiuha ouvido. A boa
mulher proseguiu :
Tudo me faz acreditar que a me de Clara,
quando ella era muito cranla, levara horas in-
leiras fazer-lhe testase dar-lho beijos, e ao
mesmo tempo chorando, porque muitas vezes
Clara, no seu somno singular, chora, porque
acredita que ve sua me chorar. E ento, mi-
nha senhora, a creanca torna-se to inleressan-
le, to bella de ternura e amor, que ninguem,
por mais duro que tenha o coraco, pode resis-
tir aos seus gestos o palavras. Oh 1 se sua me
podesse ouvi-la I De certo despresaria todos os
perigos para consolar sua filha na sua tristeza...
e para a fazer feliz, porque aqiaella pobre alma
sulTre horrivelmente e desfallece devorada por
um mal myslerioso... Mas est chorando, se-
nhora condessa ; j vejo que a minha narraco
rommovpu-a muito. Peco perdo 1
A condessa pareca ler perdido todo o senli-
mento da sua siluaco, e s^us olhos eslavam in-
nundados de lagrimas silenciosas. Nao respon-
deu exclamaco da directora e al roostrava
que linha esquecido a sua presenta ; al mesrao,
quando a bondosa mulher Ihe pegou na mo pa-
ra a consolar, nao fez um s movimento.
IIuuvc, ento, um prolongado silencio. De
repente, o peito da condessa dilatou-se, um vi-
vo rubor cobriu-lhe a fronte, liten os olhos no
chao, como abatida pela confuso, e disse sus-
pirando e com voz quasi inintelligivel :
Oh 1 tenha compaixo do mim, minha fi-
lha... sou sua me E' a mira que ella chama,
a mim que acaricia !...
Urna torrente de lagrimas correu dos olhos da
condessa c sufTucou-ihe a voz.
A directora respeitou durante alguns instantes
a dr da condessa ; depois comec,ou dirigir-
Ibe todo o genero do consolares. Fallou-lhe
novarnento de Clara, indicando-lhe os meios de
fjzer a felicidade da menina ; n'uma palavra,
fez e disse tudo que a sua alma generosa Ihe
inspirou para procurar algura lenitivo ao oppri-
mido coraco da condessa. Foi pouco pouco
conseguiudo o seu fim, e a condessa senliu-sn
alliviada do segredo, que por tanto lempo Ihe
pesara, e pode fallar mais. livrementc, e mesmo
at ao fim com alguma serenidade.
Arabas conversaram anda por muito tempo
acerca da menina, e especialmente do seu mal,
de que a condcssi quiz saber at a menor part -
cularidade.
De repente, mudou de cor e enlrou tremer,
Emquanlu a directora prorurava assustada adi-
rinhar o motivo desla sbita coramoco, a fidal-
ga abriu urna gaveta, e tirou d'ella algumas
pecas de rendas que deilou sobre a meza, de-
zcudo :
Minha qncrida directora, ahi vera o conde
d'Almala, ouvi abrir porla Oh minha que-
rida amiga, retire-se deoressa para que a nao
encontr aqui ; poderia fazer-lhe algumas per-
gunias, que Ihe seria difcil responder. Es-
conda o dinheiro... e se o encontrar, diga-lhe
que veio c vender-me rendas... Adeus. adeus,
atd manhaa... irei visila-ta lodos os dias...
A directora levantou-so e sanio da sala preci-
pitadamente. Na escada encontrou efteclivamen-
te o conde d'Almala, que a examinou com curio-
sidade investigadora, mas nodirigiu urna s pa-
lavra. r
Domingos, egualmento mudo como o conde,
abnu-lhe a porta para ella passar.
Havia j passado quinze dias depois que a con-
dessa d Almala confiara o seu segredo directo-
ra das orphaas. Todas as manhftas, e at muitas
tardes, 1* ella ver a.menina, o de cada vez, gra-
Cs. condescendencia da directora, demorava-se
com ella duas c tres horas, ocariciando-a c enst-
nando-lhe as maneiras da alia soci.-dado Tam-
bera comejra ensinar-lhe a liogua hespa-
nhula. % '
Nesta poca, precisava-se saber esta lingua
para se nao passar por pessoa de baixa origem ;
e c?mo." condessa resolver ompregar todos os
meios fim do dar Clara urna educaco supe-
rior a sua qualidade de orpha, era natural que
a sua atlencao se dirigisse primeiro para este
ponto.
Houten Clara, aftecluosa por ndole, volara
sua protectora urna Ilimitada ternura ; as doces
palavras e innocentes caricias, que bastariam para
seduzr um coraco eslranho, tinham produzido
um tal effeito na alma da condessa, que esquece
ra o mundo inteiro para s cuidar na anglica
creanca.
O conde d'Almala nao eslava nada contente de
saber que sua mulher passava dias inteiros fra
de casa, com o inverosmil pretexto de que en-
contrara no recolliimento das orphaas uraa ami-
ga amigj do collegio, cuja socedade Ihe agrada-
va infintame lo.
As suspeitas do novo o assallarara, e tanto mais
vivas, quanto abandonado e esquecido so via pela
condessa ; mas quiz ser fiel sua palavra, o por
muito que llio cusUsse o procedimento de sua
mulher, nao a mandou espreitar. nem mesmo
maniteslou o menor desejo de saber mais do que
ella quizesse dizer.
A desconfianc* e a colera rouniam-se silencio-
smenle em seu coraco. Cora certeza a tempes-
tado, se ura dia rebentasse, havia de ser ler-
rivel.
O estado das cousas mudou repentinamente por
causa de urna noticia que viera de Ilespanha. O
lio do conde d'Almala linha monido, deixando-o
por herdero de todos os seus bens, que consis-
tiam, pela maior parte, em ierras visinhas da al-
deia de Rota, na frtil Andaluzia, n'urn grande
numero de propriedadesn cidade de Xeres deja
Frontera, e em numerosos e bellos navios no mar,
que iam de Cdiz para o Novo-Mundo.
As riquezas que assim vinham reunir-so for-
tuna do conde excediara, por assim dizer, todo
o valor; e para obstar quo uraa grande parte
des'.a fortuna lo espalhada se perdesse, nao podia
elle deixar de partir no mesmo instante para a
ilespanha.
Vio neste aconlecimento urna circumslancia fa-
voravel para fazer com que sua mulher deixasse
os Paizes-Baixos, sem que isso se recusasse.
Quando parlicipou condessa a necessidade de
irom Ilespanha, notou que o rosto deslase co-
brira deuma pailidez mortal, e passados instan-
tes, sorprendeu-a com os olhos roxos e inchados
de chorar; porm comportou-s* do forma que
raostrava nao allnbuir esta tristeza urna causa
secreti.
Baslava-lhe ter a certeza de que a condessa se
soparava do objecto desconhecido que a prenda
ao Paizes-Baixos.
Na vespera de parlirem para a Ilespanha, a
[condessa e a aia eslavara asentadas silenciosa-
mente na raesma janelta emquo eslava a condes-
sa no dia do passeio das orphaas.
J havia bastante tempo que as duas, sera da-
rem urna palavra, pareciara esperar por alguem
com impaciencia 011 appreheoso. as feicoes da
condessa divisava-se de vez em quando ura im-
perceplvcl sorriso, que bem depressa dar lugar
expresso da tristeza e anciodade ; pelo con-
trario, a physionomia da aia denunciara uraa es-
pecie de dulorosa dcsanimaco.
Quando deram dez horas c meia as egre-
jas prximas, ambas lerautaram a cabega e fi-
taram os olhos assusladasna porla da sala onde
eslavam ; tinham ouvido ruido de passosua casa
immediata.
Meu Deus ainda nao esl deitado I disse a
condessa suspirando.
O conde enlrou na sala e lancou s duas um
olhar prescrulador. dizendo :
Ainda p, Calharina? Porque nao vae des-
cancar, visto termos amanha que fazer una
grande viagem ? Esl triste, bem sei, mas
preciso ser razoavel e sujeitar-so com resignaco
necessidade.
J nos ramos detar! respondeu a condessa
levantando-se e pegando n'uma luz.
Nao sei o que islo significa, proferto o con-
de, mas o que acho singular hoje que todos c
em casa parece que fogem da cama. At o pro-
prio Domingos, que costiirna deitar-se s nove
horas, e por toda a parte ressona, lera estado
inventar preteslos para velar al meia noite.
E, com ludo, os preparativos da jornada esto
concluidos desde pela manhaa.
A condessa nao respondeu esta observaco ;
mostrara querer evitar tolo e qualquer dialogo
com sou marido, e apenas disse, abrmdo a port
do seu quarto :
Vou j por em pralica o seu bom conselho,
conde ; vou verse descanso, se isso me fr pos-
......n
*) Virio iario a. 292.
seu motivo,nico motivo que me induzio,
sem me obrigardes confessa-lo. Nao lenho eu
j sacrificado bstanle* rosno orgulho?
Nao esla a queslo, respondeu Cuy gra-
vemente, ros bem o sabis.Entretanto tendes
algumas razos. Eu nao leria consuras fazer-
vos por um franco e leal movimento, que podes-
se confessar-se honestamente. Em rnuilas cou-
sas reconheoo-me mais culpado do que ros;
mas isso muito difireme. Miss Bellassys, con-
testes pois bem pouco com a influencia seducto-
ra de vossa pessoa para arillar-vos al urna trai-
cao to cruel?
Eu nao sabia o que fazia....murniiirou
Flora,eu nao sabia que ella estar moribunda.
Ah Cuy.... tende piedade !
Mas sabis que poda ser para ella o gol-
pe do morte, vendo sua carta,urna lal caita
ficar sem resposta Sabis quanto devia ella ter
sofirido antes de decidir-se cscreve-la. Tudo
fizestes de sangue-fro, o agora rinde dizer-me :'
Tende piedade Ah se fosse um ser humano
rcsponsavel,em lugar do urna mulher e de seu i
vil instrumento,que me liouvesse causado tan-'
te mal, eu leria arriscado minha alma para dellej
ringar-me ;o visto ser-me tal cousa imposs-|
vel, credes que eu soll'ra menos amargamente ?
Deveis conhecer-me melhor.
Longo de deixar abrandar-sc pelas supplicas
de Flora, Cuy lornara-se cada vez mais inexo-
ravel para ella, e osla dureza faza-se sentir era
suas feicoes, no tom de sua voz, tanto quanto ella
eslava em seu coraco.
O senilmente penetrante do urna derrota ira-
mneule e inevilavel, que al aqui lera impedi-
do com a cabeca baixa horaens foi les e sabios ao
mais renhido do embale para ahi encootrarem a
morle, tornou-se muilo violente para esse carc-
ter, quo nunca linhi sido dobrado.
Assim, pois, est decidido!exciamou ella
com um transporte, que fez-lhe tremer os labios,
e brilhar umraioem seus olhos. Assim, depois
de tudo que arrisquei e soffri por vosso respeito,
devo ser immolada urna sombra, urna lem-
branca, lembranca dessa fra e pallida estatua
da decencia.
Ella parou de repente, e era lempo.
Cuy se linba levantado, e o furor reslluira-
Ihe por um momento toda a sua forca perdida.
Si Ralph Mohun o livesse viste ento, nao teme-
ra que o demonio da colera estivesse completa-
mente banida do coraco de Cuy. Esse demo-
nio refervia nelle mais udomavel e mais perigoso
que nunca.
Ousaes ainda ultraja-la, agora que ella est
mort I.... quando nao ha um mez que a perd?
Nao sois prudente.... Acaulolac-ros !.... acau-
lelac-vos !___
A tempestade de sua colera fazia-lho esquecer
pela vez primera era sua vida a fraqueza daquel-
la que tinha causado essa tempestade.
Flora era apenas urna mulher, bem que to
altiva o tao affoita como ninguem no mundo.
Seu proprio transporte desvaoeceu-se dianle
desse rompmeuto de furor, como um fogo de
acampamento no meio de um campo incendiado
desapparecena torrente vermelha de charoma.
Ella deixou cahir entre as mos a cabeca, em
quanto um susto puramente physico ogitava-lhe
todos os merabres.
Levingstone tero vergonha, rendo o effeito de
sua violencia, e con'.inuuu com mais docura do
que al ento fuera ;
Desculpae-mo ; fiz mal : ainda nao apren-
d dorninar-rae, e temo nunca sabe-Io; nao
devieis ler pronunciado laes palavras, ainda que
eu eslivesse melhor disposte ouvi-las. Agora,
seria lempo de separar-nos ; tendes aqui estado
j ha muito lempo. Nao deveis arriscar vossa
reputaco por um horaem, que era mesmo ros
saberia ser reconhecido por a haverdes compro-
meltido. Nao nos tornaremos ver mais, se eu
poder evite lo :e com effeito, seria eslranho
que nos eucontrasseraos como simples condeci-
dos ; o quanto nos tornarmos a ver de qual-
quer outra mar.eira, nao me inlerrompei
impossivel. Muilo lempo decoirer primeiro que
eu frequente de novo o mundo; nao me acharei
por lauto em vosso caminho.
Flora viu enlo que o mal era sem remedio.
Completamente abatida, ella nao lerantava a ca-
beca, que ainda tinha apoiadi as mos, em-
quanio que atravez de seus dedos, que Ihe oc-
cullavara metade do rosto, suas lagrimas corriam
abundantemente.
Guy ouviu-a somente murmurar com urna voz
surda e queixosa :
Ha lano tempo que ros amo !.... eu ros
amara ternamente!___
Qunlquer que fossesua habilidade era todos os
delalhes da arle do ensaar, julgo que ella nao
fez ento mais do que fallar a verdade. Creio
cora efTeito quo ella adorava Levingstone com
(oda a energa de sui nulureza ardenle e sen-
sual.
Para o maior numero dos homens ella seria
assim muito mais perigosa no abandono de sua
dr, do que o fra na insolencia de sua explendi-
da belleza.
Ha mulheres, muito poucas talvez,a linda
amiga de Johnson, Sophia Streat-eld era do nu-
mero, quem a: lagrimas nao cmbellezam. Nao
! se1 Ihes vcera as palpebras corar ou inchar-se, o
: iris dos olhos lorna-se apenas mais lerno, o os
prantos, em vez de lislrarcm o sulcarem a a su-
perficie lisas das faces, nao fazera mais do que
i brilhar como gollos de orvalho sobre o raar-
| more ; seus suspiros sao regulares e so suc-
. cedem em urna certa cadencia ; finalmente scus
l seios nao so levantara nem abaixam, de uma
i maneira desordenada. E' esla uma faculdade
I muito rara. '
Miss Bellassys nao a linha posto muitas vezes
I era pratica, porque em philosophia era ella es-
encialmente da escola do Democrito, para nao
dizer da de Rabellais ; porm ella sahia-se en-
tretanto s mil maravilhas. Como oulra qual-
quer emoco a dr ia-lhe muito bem.
Guy olhou-a, e nao Ihe disse uma s palavra.
Sim, devemos separar-nos, diz ella, agora
vejo ; mas dac-me uma palavra meiga que eu
possa levar comigo. Vou achar-me to abando-
nada agora que sois meu iuimigo! Recusareis
pois dizer-me que desojaos que eu stja feliz?
Ah Guy! lembrae-vos de todas as horas, que
tenlei vos tornar agradaveis. Dizei: adeus Flo-
ra ;nada mais que eslas duas palavras, estes
duas pequeas palavras,dizei-m'as amigavel-
mente.
Sua voz era hesitante e er.tceccrlada. ma ssera-
svel. Nao se deixa assim a patria sem pona, mui-
to mais quando nao se sabe se a tomaremos
ver.
Condessa, esteja certa de que ha de torna-
la ver. Pelo amor de Deus Ihe peco qu ao-
cegue, e que nao pense em cousas tristes. Dur-
ma bem... at amanha.
O conde sahio da sala a foi para o seu quarto,
que era na outra extremidade da casa, do lado do
jardim.
A condessa, acompanhada da sua aia, enlrod
no seu.
Ali, cada uma se sentn em sua poltrona, sem
que nada annunciasse nellas a nlenr.io do se dei-
tarem.
Depois de esterera por alguns instantes com o
ouvido escuta para verificar se cessara todo o
ruido, a condessa disse era voz baixa :
Oh Ignez, se Domingos nos atraicoou !
se elle j revelou o nosso projecto seu
amo ..
Nao o fez, nem o far, senhora.
Esls bem certa disso, Ignez ?
Promelli-lhe que assim que chegassemos
Madrid Ihe dava a Antoninha para sua mulher.
Esta promessa decdio-o correr descalco por
cima de carrejes accezos. Nao receie nada
del le.
Agradecida, Ignez ; essa certeza diranue as
miohas angustias ; receiava alguraa traico, por-
que o conde olhou para nos cora talseveridade e
examinou-me to profundamente, que....
Nao me parece, senhora condessa, que elle
tenha novas suspeitas. Nao mais que a sua ha-
bitual desconftanca, que alias justa e bem fun- ;
dada desla vez. Mas, minha senhora, pern.itta-j
me quo Ihe faca ouvir ainda uma vez a voz da ,
railo, primeiro que execute o seu perigoso in-
tento, e perde-me se Ihe disser cousas que Ihe
desagradem !
Falla, Ignez ; dize tudo que quizeres, m-
nhaboa amiga ; mas lerabra-te da minha triste!
situaco eno me afliijas muilo !
Senhora condess3, peco-lhe que se lembre I
de que vae dar um passo om que periga a sua vi- '
da e a minha, c do mais, arriscar-se nelle per- [
der a sua honra, porque, quera a justificar, se a [
vinganca sanguinolenta e legitima do seu marido!
involver comnosco o seu segredo na sepul-:
lura ?
Ignez, tem d de mim Alera de que, ludo!
isso intil.
Para mim o mesmo ; nao me falla o ani- |
mo ; tenho visto muitas vezes de perlo a pona '
de ura punhal ; mas o que quero que a senho-"'
ra, quem por amor o dedicaco venero como i
uraa escrava, saiba que nao consent por minha
vontade neste passo insensato. Fiz quanto pude i
para despersuadi-la, nao assim 1
Sim, Ignez, sim I
_ Recorr s lagrimas, persuaco e colera,
nao verdade '.'
Sim ; sobre ti nao cabe rasponsabilidade al-
gurna, minha boa Ignez !
E ainda persiste na sua resolucao ? Quer!
arriscar a sua vida o honra por um przer que po- j
der apenas durar meia hora ?
Tu fallas bem do leve, Ignez, Querespri-!
rar-me da ultima consolago que lalvez rae soja !
concedida na torra? Amanha vamos para a II-s-
panha. Quem sabe se lomaremos mais esla'
torra ? E hei do soparar-me da minha Clara sem
que a sua bocea pronuncie a meus ouvidos o no- '
rae de me ; sem quo ella saiba porque a adoro?
! Hei de partir como uraa estrsnha, que a abando-i
na com indifferenca sua sorte to infeliz ? Nao,
! nao, impossivel Bem sei que tens razo, Ig-
! nez que sou uma louca, uma insensata ; mas
i em vo luctaria contra o sentimenlo que rae m- !
1 pelle Asim preciso !
Tinha muilo que Ihe dizer, senhora, mas
i vejo que 6 tempo perdido. Nao receie ma:sob-
I servaces da minha parte ; succeda o que succe-
I der, hei de obcdecer-lhe. Ainda temos tempo o
porisso convein demorar-nos mais alguns instan-
i les. Domingos j nos estar esperando munido
! com n chave : o porteiro do rccolhiracnlo ha de !
tambera estar no seu posto ; pensa que vamos!
i cumprir uma obra da beneficencia e que fure-
mos curar a pobre Clarado seu sormiabu-
lismo.
Passou-seum extenso quarto do hora no mais
profundo silencio ; depois a aia levantou-se, co
brio a condessa cora a sua capa e disse :
Senhora, lempo! Andemos as poutas dos
ps para nao fazer boln. E agora nem p-ilavra
era quanto nao estivermos no rvcolhimento. Si-
ga-me.
A condessa e aia sahiram do quarto c descerara
a escada na mais profunda obscuridade, o com a
maior precaugo. Iam chegando abaixo quando
ouviram de repente bulla no primeiro andar. Pa-
raran) e escularara cheias de susto, mas nao ou-
viram mais nada.
Estaraos perdidas exclamou a coudessa.
Esla bulha nao era 110 quarto do conde?
Calle-se, senhora, respondeu a aianao jul-
go que seja l. Esteja socegada.
Depois de ler applicado o ouvido por algum
j lempo, respondeu :
Nao nada... Venlia.
E, voltando-se para a porta, disse em voz raui-
I to baixa :
Est ahi, Domingos ?
Eslou ha muito tempo esperando respon-
; deu o criado na escurido.
A condessa e a aia approximararo-se da porte,
que se abri com precauco para sahirem.
I Assim que chegaram ao recolliimonlo, a porte
. abriu-se logo, porque eslava um hornera vendo
: peto postigo quando vinham.
pje cheia de meloda, semelhanle aos suspiros :
do vento pordido nos lubos do um orgo.
Foi neste momento que eu abr a noria.Eu
ignorava completamente que Levingstone nao es- '
lava s.Tornei fecha-la sem que nem um,
nem outro, livesse notado minha presenr.i, porm
tive lempo do ver com um volver d'olhos ura
quadio mui lerno.
Guy eslava encostado cora o colovelo contra !
a charain, c cora o outro bragoapoiado con-'
Ira o peito; Flora agarrava-se esse braco!
cora as duas mos, no ardor apaixonado da sup- \
plica. Seu chapeo tinha cahido um pouco para
traz.descobrndoas madeixasdeseu luxuriante ca- j
bello, e lodos os contornos de suas faces coradas,
bem como seus olhos sciniillantes de um brilho .
extraordinario, posto que ainda livessem lagrimas '
em seus longos cilios arrebatadores
Cri ver a personificaco da vida material, per-
sonficaco exhubcrante c vigorosa, mas entre-
tanto exquisita em sua belleza delicada,verda- ,
deira inc.arnaco do desejo dos olhos.
Mas Guy ficou perfeitamente calmo,_sem fazer
un s movimento para repelli-la. de mais, se I
elle houvesse-o feito cora violencia, dificilmente!
leslemunharia mais averso do quo mostrava a I
expresso de sua physionomia. Nao haviam nes-
sas feicoes impossveis e nesse olha: severo mais!
signaes do fraqueza ou entornceiraenlo, do quo
ollerecenam os de um cadver fri j depois de 1
tres horas, do qual a alma se tivesse exhalado
era um excesso de clera, ou na angustia da dr.
O que o tornara mais duro e mais inflexivel
que nunca, quo ello pensava naquella que
seis raezes antes tinha tentado arrancar-lhe um
adeus amigo, e nada tinha obtido. Sua riral le-
vara ainda esto triumpho por cima de seu t-
mulo ?
Assim, quando Guy respondeu com um tom
decidido, cada uma de suas palavras cahindo-lhe
lentamente dos labios, anniquillou toda s espe-
ranea, como faz o balcr dos ferrolhos, um depois
do oulro, porta de uma priso.
Do passado s me record de rossa ultima \
aecao, o esta, nunca, oh nunca ro-la perdoarei. i
Nao desejo cousa alguma, nem para rossa fehei-
dade, nem para rossa deagraca. Nao restar a
sombra d* mais ligira ligaco" entre nos, nem o
menor annel, se eu poder quebra-lo inteiramen-
te. Entre ros e eu estende-se o abysino de uma
sepultura frescamente aberla; nuuca pensamen-
to algum meu a traspassar.... to verdadera-
mente, como peco Deus que me tenha cmsua
santa guarda 1
A ultima setla de Flora acabava de quebrar-
se ; mas ainda quo Ihe reslasse uma outra na al-
java, ella nao teria tdo a coragem de empre-
ga-la, tundo ouvido eslas palavras accabru-
uhantes.
Ella agarrn, entretanto, na mo de Guy, antes
que este tivesse tempo de adevinhar sua inten-
co, o apertou-a fortemente contra os'labios,
ponto de deixar-lhe marca, e depois sahio. Ape-
nas ouvio-se ura leve pisar quando ella desceu a
escada ; todava este fraco barulho foi o derra-
deiro echo, que veio fallar Levingstone de Flora
Bellassys.
Quando eu soube das particularidades desla
entrevista, fui de parecer, e sou ainda, que elle
liaha ido longe cm sua dureza implacsrel, Guy
A directora recebeu-as econduzio-as ao locu-
torio, que eslava allumiado. Depois disse con-
dessa :
Veio bem larde, minha senhora. Clara j
poda ter descido, porque a sua hora nao to
exacta, que algumas vezes nao haja diterenca de
uma noite outra. Aprompte-se. senhora can-
dessa ; Clara nao deve ver-nos; esteremos acor-
dadas, esperando- E tome muito sentido era
nao pronunciar o seu nome, porque logo a acor-
da do seu somna.
Faz fri ; observou a condessa, a crianca, se
isto dura muito lempo, nao poder adoecer'?
Nao lenha receto, senhora condessa, man-
dei-lha fazer um falo para a noite. Em quanto
dura o periodo da doeii';a, deita-se vestida. Es-
pere ; parece-me qu se levantou. At logo, va-
mos para ali. Ao p da escada esl uma cadeirj
para se sentar. Aqui tem a luz, minha senhora.
A condossa pegou no castcal e foi p-lo no lira
da escada. O coraco balia-lhe apressado, e te-
da ella trema como se estivesse dominada por
uma profunda anciedade. E, comtudo, era o ex-
cesso da alegra que assim Ihe acluav nos er-
vos, porque a sceua que so preparava prometa-
Iho um cu de ventura. Pobre senhora I Era seu
peito ardia, como chamma devoradora, o immen-
so e irresislivel sentimento do amor maternal ;
era a sua nica filha, havia oilo annos que sof-
fria em silencio, acompaoh iva-a sempre 3 des-
graca e a tristeza ; o seu amor de me tizera delta
urna raarlyr. Verdade que, desde algum lem-
po, linha achado a recompensa de lautos padeci-
mentos as caricias, beijos e sorrisos de Clara,
mas, infelizmente para ella nao era, poremquan-
to. mais que uma estranha ; nunca o doce nome
de me Ihe havia resoado aos ouvidos 1 Final-
mente ia ouvir esse nome sagrado, nome que
teca como uma divina harmona, no corago da
mulher e o enche do iuelTavel gozo I
N.io era, pois. para admirar que o momo si-
lencio que a rodeava, a impenetravel escurido
dos lugares distantes, onde nao chegava a luz,
nao Gzessem alguma impressao no seu espirito ;
a espera do solemne momento que se approxi-
mava, inspirava-lhe uraa alegra que a dominara
toda.
Conservava-se em p, junto da escada, olhando
pora cima.
Houten Cta^-a nao tardou apparecer, e, logo
que descubri a condessa, sorrio-se para ella de
um modo encantador.
Viuha toda vestida de panno de Iinho branco
como a nev ; o seu cabello louro, bastele cur-
to, cahia-Ihe em graciosos aoneis sobre os hom-
bros; as faces apresentavam uma ligeira cor ro-
sada; seus grandes olhos pareciara aindamis
azuea que de dia, esiaram muilo dilatados e bri-
Iharara com singular fogo sob sua pura fronte.
A' esta hora mysteriosa da meia noile, Houten
Clara, longe de ssemclhar-se um phantesma,
era, pelo contrario, a viva imagem do bello anjo
que a tmagioaco de uraa me cria junio do ber-
Co de seu tilho !
Logo que Houten Clara aristn a condessa, a
sua voz argentina exclamou com ioeTivel e pe-
netrante docura :
Ah maroe, est ahi? L vou, l rou !
Duendo isto, aorio os bracos para apenar nel-
les a condessa, e desceu a escala com alegre pro-
cipiaco. A fidalga apenas Uvera lempo para
depr a luz, porque j a crianca se Ihe linha pen-
durado 00 pescoco e a cobria de beijos, corao se
se alegrasse por ve-i i rollar depois da ausencia
do muios anuos. Mo meio dos beijos perdiam-
se palavras, que, por muilo ucompreliensiveis
que fossem, cahiam no coraco da condessa como
perolas de rentara. Ella qasi que suecumbia .
impressao que Ihe causavam 3S apaixunadas ca-
ricias da menina sem proferir palavra, aperlara
Clara ao seu peito, e, esqurcida de si, encantara-
se com o doce nome de me, que, sem cessar,
escapara dos labios da menina.
De repente, sollou-se dos bracos da condessa o
foi senlar-se no ultimo degro da escada. ao la-
do de. urn feixe de lenha, trazendo pela mao a
Condessa. e dizendo-lhe com engracado sorriso ;
Querida mamau, sente-sc alu.'ncssa cadei-
ra ; est aqui to agradavel, e simo-me to feliz
loando a rejo ao p de mim Estar to triste c
tinha chorado tanto Ha sete dias que renho
sentar-rae aqui ssinha, e que a espero tac
liiste !
Enganas-le exclamou a condessa como
desrairada pelo ciume. A mulher de que fallas
nao tua me. Eu que sou tua me ; tu s mi-
nha filha !
Houten Clara conlemplou a condessa com es-
panto, e disse :
Porque disse isso com esse modo. Bem sei
que minha me ; mas porque nao rem todos os
dias eslar comigo ? Tinha-ra'o promettido. As
oulras meninas quo teem me eslo sempre ao PC
del la *
Uraa profunda tristeza curvou a fronte con-
dessa, quo s com suspiros respondeu pergunta
de Clara. Este bem a conheceu, o por isso a re-
lorquio :
Meu Deus, querida raame, nao esteja tris-
te ; nao digo roais nada Bem sei que nao por
sua culpa, se nao vera lodos os dias.
E, passando os braciuhos pelo eolio da senhora>,
apreseulou seus olhos o lindo rosto, dizenia
com voz supplicaule :
Nao est zangada, nao 6 rerdade, querida
mame ? Amo-a tanto Quando a tenho junto a
mira, o que descanso nos scus bracos, esteu to
contente como os anjos esto no paraizo. Mas c"
preciso nao ter esse modo zangado, mame, por-
que me oOlige___
(Continuar -se-ha.)
Poucos mezes depois a linda rola selvagem
mortalmente ferida, debalendo-se contra as gra-
des da gaiola ; e uma apparico nocturna veio di-
zer Lancelot que se levanlasso e fosse procurar
o corpo de Genierre. Ella ragou muitas rezes e
por longe durante sua vida, mas otile poder
repousar agora nao ser ao lado de seu marido?
era resoluto e lo firme em suas inlences. que
lena podido aplacar-se um pouco ao p-tas em
execuco. Mas elle fez as cousas seu modo, e
combaleu com suas proprias armas,armas ef-
ficazes, mas dilficeis de manejar para a mor parte
dos homens, como a facha do fazeJor de reis,
ou o arco de Ulysses.
Executando seus designios, elle era capaz de
fazer to pouco caso dos sentiraenlos lernos dos : Bepois de rauitos trabalhos e fadigas, ello e os
oulros como dos seus proprios. E' o quo fazia Ste Fiis empregam dous dias alravessar triu-
elle seguindo a matilha, correndo diante delta, Ita snilhas, que os separara do lug ir designado,
direilo como uma flecha, o nao poupando si, tent est agora fraco e abatido esso vigor sobre-
nem seus cavallos. humano, em presenca do qual os bosques das lau-
Cada hornera acha no cdigo chrislo um pre- cas nio erafU ni;,'s Jo 1ue crnicas., e as barras
ceito particular, mais difiicil de admitlir o prati- tie ferro cordas de seda !
car, do que todos os mais reunidos. Era talvez o
que irapellia 03 Anachoretas de ura gio de peni-
tencia um outro, e que tornava-os tao crueis
na arte de atormentaren) si proprios. Quando
sua carne macerada linha perdido quasi loda a
sensibilidade, o aguilho que a ferira no ardor
da mocidade, so tornara incessanlemente mais
riraz que nunca.
Este mandamenlo : Perdoae-nos como que-
rerieis que ros perdoassera era sempre ura
Iropeco pja Guy.
Alrn disto, elle sabia melhor do que ninguem
contra que adversario linha de talar;um ad- ,
versano. cora o qual cada passo na senda das ne-
gociaces era ura passo para a denota. '
Como o Hespanhol armado da navaja contra
um hornera armado de ura sabr,sua nica ;
vantagem era conserva-la firmemente ponte da ,
espada, sera perder ura passo; porquanlo, se lodos os vitos, depois que a Ierra foi lancada para
ella o livesse conseguido achar uma s vez fra sempre sobre o fretro.
Lembrae-vos da famosa noite de maio no
casielto Metiagraunee.
Elle para no convenio das freirs de Almes-
bury ; e soube das criadas da r linha que supplica
ella raurmurou sem cessar duraute esses dous.
dias, em que jizia moribunda ; c como invocara
e supplicava Deus para que nao Ihe fosse j-
mais permitlido ver ainda neste mundo com
v. scus proprios olhos sir Lancelot .
Ento, diz o autor da chronica,1 elle vio o
rosto de Genierre ; suas lagrimas quesi que
nao correrim, mas elle suspirou. Depois, elle
mesrao desempenhou lodos os detalhes da ce-
remonia fnebre, assislindo ao oflicio da notta,
e .' raissa do dia seguate de raanhs ..
S Lancelot desappareceu depois do obserrdos
de defeza, nao Ihe poJeriam salvar todos os san-
tos do kalendario.
Talvez, finalmente, quo Guy livesse razo.
Cerlamenle Ralph Mohun* foi deste parecer
quando soube em algumas palavras o quo se ti-
uha passado ; nirracao que elle escutou cora uma
satisfago lerrivel e mui edificante.
Quauto mim, antes de deilar-me nessa noi-
te, li na Morte de Arthur alguns capitules,
quo nos dizem como acabarara os longos o culpo-
sos amores de Lancelot e de tlenievre.
No caso presente havia de certo bem pouco
arrependimenlo do lado da dama ; mas cora ludo
havia cnire as duas situacoes pontos de seme-
Ihanca que me tocaram.
Sempre pensei que Flora fosse o retrato dessa
rainha. E na verdade, pde-se tomar o trabalho
de percorrer penivelmente mullos captulos,
Nao conheco cousa to tocante nos doionios
da fieco, corao as palavras quo nos pinlam sua
tristeza e mortal dr.
Desde esse dia sir Lancelot nao comen mais,
nao bebeu seno o estrictamente n?cessario ;
mas choron continuamente al hora da mor-
le ; depois, fei enfraquecendo cada vez mais,
nem o bispo, era pessoa alguma d'entre os
que o cercavam, poderara-o decidir comer,
a e elle bebia muilo pouco, ponte da tornar-se
um covado mais pequeo do que d'aates era,
e de ninguem mais reconhece-lo : noite e dia
orava sera descanco; mas como a njkureza im-
< penosamente o exige, elle dormia s vezes um
somno agitado, e sempre eslendia-so sobre o
tmulo do rei Arthur e da rainha Ger.ievre.
E seus amigos nao tinham consotaces dar-
cheios de exagerac.o e obscuridade, para chegar Ihe ; ellas seriam inuteis .
plena e esplendida luz, que vos aguarda no no-
bre epilogo.
O bou rei Arlhur morreu. Elle recebou mui
profundamente esse golpe, que o traidor Mordred
deu, quando a tanca sahla-lhe ura corado petas
costos; e a fada Morgao chegou muito larde
para curar sua ferida mortal. Ninguem mais po-
der despedacar, nem trahir esse coraco to
franco, to benerolo, to generoso, que no*que-
ria entrar em desconftanca, era quanto a en-
dnete deixar ainda um lugar menor durida.
A cruel separaco dos dous amantes acaba de
ser assim ; e Lancelot parto psra o sou castello,
sem a carkia de adeus, que elle pedio com ins-
taucia, rogando rainha que o abracase indi
e pela ultima rez >.
Sabemos que este agonia nao pode durar mui-
to ; sabemos que grandes passos approxima-se
a mauha, na qual ser elle encontrado: <.: Es-
lirado morto o jazendo por Ierra, com o sorriso
ainda sobre os labios ; manha, na qual ser
tarado, conforme seu roto, ao lugar de repouso
ane escolheu era Joyeuse-Garde ;na qual final-
lento ser recitada "sobre elle essa famosa oraco
fnebre, a mais rerdadeira, a mais nobre, segun-
da pens, que jamis se pronuaciou sobre os res
tos de um peccador.
[Conlinuar'Se-ha.]
PFR.N. TYP. DEM. F. DK FARIA.1860.
f B


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