Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09193


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Full Text
lili XXXYI. IDIEBO 293
Por tres mezes adiantados 5$000.
Pr tres mezes vencidos 6J000.

OARTi FEIRA 19 DE MZEIBRO DE 1861
Por anno adiantado t$000
Porte franco para o subscritor.
ENC.VRREGAD03 DA SUBSCaiPCA.0 DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaiy,
Sr. A de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de 01
vera; Marinho, o Sr. Hanoel Jos Martins Ribei*
ro Gulraaraes; Pauhy, o Sr. Joao Fernondes de
Moraes Jnior ; Tara, o Sr. Justino J. Ramos!
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
f AH uiAs una tUHHhlus.
Olinda todos os das as9 12 horas do dia.
Iguarass. Goianna e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
| S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
.G.'ir.-inhuris as tercas feiras.
Pao d' Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazera, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Orcury e Ex as quartas-feiras.
I Cabo, Sirinhaem, Rio Formoso, Un, Barreirus.
Agua preta, Pimenleiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO MEZ DE DEZEMBRO.
5 Quarlo minguante as 3 horas e 40 minutos
da tarde.
12 La nova as 10 horas e 23 minutus da manha
20 Quarlo cresceule as 3 horas e 50 minutos
da manha.
28 La cheia aos 58 minutos da manha.
PREAMAR 4)E HOJE.
Primeiro ss 10 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundo as 10 horas e 30 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOSTRIBUNAES DA CAPITAL
Tribuna] do commercio : segundas e quintas.
Relaco tercas, feiras e sabbados.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quart.s ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel ; quarlas e sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
17 Segunda. S. Bartholomeu de S Geminiano.
18 Terga. Nosu Senhnra do O' ; S. Spondao b.
19 Qunrta. S. Fausta; S. Daro m.; S Paurillo m.
20 Quinta. S. Liberato ra. j S. Fuligoneo b.
21 Sexta. S. Thom ab. ; S. Temistocles m.
22 Sabbado. S. Honorato m. ; S. Floro m.
23 Domingo. S, Servulo adv. contra a paralysa.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCO NO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino FalcSo Dias; Babia,
Sr, Jos Martins Alves ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Martins.
EM PEBNaMBUCO.
O proprielario do diario Manoel Figueiroa d*
Faria, na sua livraria praga da Independencia ns.
6 e 8.
PARTE OFFICIAL.
Governo da provincia.
Expediente do dia 15 dedezembro de 1860.
Officio ao Exm. presidente das Alagas.Nes-
ta data expego ordens thesouraria de fazenda
para ser indemnisada a capitana do porto dessa
provincia da quanlia de 309000 despendida com
o transporte do uisjor llerculano Sancho da Sil-
va Pedra dessa capita.1 para a cdadedo Penedo,
segundo V. Exc. declarou era sen ofcio de 13 do
correnle, que Oca as9im respondido.Expedio-se
a ordem.
Dito ao Exm. presidente da Bahia.Tendo
concedido permissao ao lente di 8 batalho
de inf Hilaria Nlcacio Alvares de Soma por offi-
cio de 6 de novembro ultimo para consignar
mensalmente de seu sold nesta provincia a
quantia de 20jO00 adra de ser entreg ae a seu
procurador Bernardo Jos da Silva uimarnes,
aconteceu que a esse lempo j se tivesso passa-
do e sem as convenientes dcclaragoos a guia de
soccommento. que acompanhou ao referido lo-
renle para essa provincia.
Assim pois nao podendo ser abonada a referi-
da prestago, como declarou o inspector da llie-
souraria no oiTn-io por copia junto, sem que se
mostr por documento passado pela thescuraria
de f.izenda dessa provincia que o lente Nica-
cio Alvares est parcebendo. e desde quando. o
respectivo sold com abate da quantia consigna-
di, rogo a V. Exc. que assim Ih'o faga constar
afim de que ello solicite esse documento.
Dito ao coronel commandante das armas.
Respondo ao olfl, io que V. S. me dirigi nesta
data, sob n. 13:17, declarando que pode o maior
Francisco Camello Pessoa de La cerda coniinuar,
como parece a V. S no exercicio de secretario
desse commando al que cheguo d oIBcial no-
mcado para esse eraprego, ou que venha ordem
do governo imperial para o mesmo major seguir
para*o Maranno inJependente da viuda de seu
successor.
Dito ao mesmo.Loso que V. S. obtenha o re-
sultado das investigacoes a que man lou proce-
der, como declarou cm seu ollicio n. 1331 de 12
do correnle, fian de saber-se se Manoel Gomes
da Assumpgo desertor do exercito sirva-se de
enviar-m'as. como couvier.
Dito ao conselheiro presidente da relaco.
Representande-me a re Francisca Maria da' Con-
ceicao acerca da demora no julgamento da ap-
pellaco iuierposla da sentetic.i do jury do ter-
mo de Santo Anio, que a absulveu, e informan-
do o respectivo juiz de direito que a referida ap-
pellaco subir para esse tribunal em julho do an-
no prximo lindo, baja V. S. de providenciar no
sentido de lomar o mesmo tribunal conhecimen-
to della, e julga la logo que fiar possivel.
Dito ao inspector do arsenal de marinlia.Re-
meito por copia a V. S. o aviso da ,ep3rlico
di niarinlia de 3 do correle declarando o mo-
tivo porque nao pode ser attendida a prelengo
do patro desse arsenal Joo Antonio da Costa, a
que se refere a sua informacaa datada do 6 de
outubro ultimo : o que V. S. f.ir constar ao pe-
ticionario.
Dito ao commandante superior de Villa Bella e
.Tugazeira.Transmiti por copia a V. S., para
terexecuco na paite que lho loca, o decreto n.
2688, de 14 de novembro ultimo pelo qual S. M.
o imperador houve por bem desligar desse com-
mando superior a Torca da guarda nacional qua-
lifkada no municipio de Tacaral, criando cora
ella um commando superior formado do bata-
lbao de infantera, n. 31, j orgaoisado, de um
corpo de cavallaria de dous esquadres com a de-
signaco de 4., e de urna scceo de balalhao de
duas comparihias com a designaeo de 14 do ser-
vido do reserva.Olficiou-se no mesmo sentido
ao commandante do balalhao n. 3, que lera de
tazer parte do commando superior uovamente
creado.
Duo ao iuspector da thesouraria de fazenda.
Remello por copia a V. S. o aviso da repartico
da guerra de 4 do correnle approvando a de'li-
berago que lomei de mandar pagar vantagens
'ie commando de corpo ao major Joao do Reg
Barros Falco. relativamente commisso em
que foi villa do Oiricury.Communicou-se
tambera ao coronel commandante das armas.
Dito ao inspoclor da thesouraria provincial.
Transmiti a V. S. a inclusa coma alim de que
mande pagar a Simplicio Jos de Mello, confor-
me req lisitou o chefe de polica em olTieio de.
honlem, sobn. 1587, a quanlia de 105g*200 des-
pendida no mez de novembro ultimo com o sus-
teoto dos presos pobres da cadea do Brejo, co-
mo se da referida conta. Communicou-se ao
ebefe de polica.
Dito ao mesmo.Era vista das contas. que de-
volvo, mande V. S. pagar, logo que for possivel
a quanha del:169;600, em que importara os ar-
tigos de fardamenlo comprados pelo conselho ad-
niinislraiivo do arsenal de guerra para as qua-
tro secefies de pedestres desta rapilal, pois que
o fardamenio de que trata a segunda parte da n-
formacao de 12 do corrente, sob n. 573. foi for-
necido s mesmas sessoes quando creadas no
iuio passado. Communicou-se ao presidente do
supra.lito consellio.
Dito ao mesmo Expeca V. S. as suas ordens
para que, vi-la de atle.-t.ido do secretario do
governo. e contar de 1C de novembro ultimo,
se pague mensalment.i a Uenrlue Carlos da
Costa, a graticag.io que vencer como empregadj
de coadjuvar os empregidos da secretaria do go-
verno nos traballios de escripturago.
Dito iiojuiz de direito de Garanhuns. Para
curnprimento do dupoato no aviso expedido pelo
ministerio da justica no Io do crrente, envi a
Vmc. o incluso requerimento da sentenciada
Francisca Maria de Jess, afim de o informar
nos termos do decreto n. 2,566 de 28 de margo
a'timo : fazendo-o acumpanhar dos documentos
exigidos pelo mesmo decreto.
Dito a cmara municipal de Iguarase.Para
poler resolver acerca da materia do officio que
me dirixio a cmara municipal de Iguarnss no
1 do e-irrenta, convra que a mesma cmara ex-
ponfaa circunistaiciadamenl os motivos q-ie tom
para assever.ir em o ctalo offlcio que os dous
vereadores priraenos vot idos na eleico a que
ltimamente se proceueu nessa villa, Manoel
Francisco de Souza Leo o Maree ino Antonio
Pereira Jnior nao lei>m os dous annos de do-
micilio exigidos no artigo 98 da lei regnlamentar
ii. 387 de 19 de agosto de 1846.
Dito ao juiz municipal de Iguarag-.Respon-
do ao seu officio de Sdeste mez,.dzendo-lhfi que
nho designado o dia 25 do mesmo para ter lu-
gar a reuniao do conselho municipal desse termo,
quedave tomar conhecimento dos recursos in-
lerpostos pelos habitantes d parochia de Itama-
rsc, das decisoes da respeitiva junta revisor.!; e
qiifi deve Vmc. expedir quanlo antes suas ordens
para que se effectue sem falta essa reunio: o
que hei poij-miiiio recommendado a Vmc.
Dito ao rrTesmo.Respondendo ao ofTicio qne
Vmc. me dirigi em 12 do corrente, devo dizer-
lhe que cora razo recusou o commandante do
destrmenlo dessa villa, satisfaznr a requisicao
quo Vmc. Ihe fez de unta praca do mesmo desta-
mento, se bem que para em-regala em servico
publico ; porquanto pelas ordens q io tenho
feiio transmitttr ao delegado desse termo, 86 elle
o competente para sattsfazer quaesquer requi-
si^es de funja das autoridades d'ahi, deendo
porconsequencia Vmc. dirigir-se ao dito delega-
do, e nao ao commandante do destacamento
quando houver de requisitar forca ou praQa para
qnalquer diligencia desse juizo."
Dito ao juiz municipal de Goianna.Constan-
do achar-SB nesse termo o bacharel Francisco
I.uiz Correia" de Andrade da Silva, envi a Vmc.
afim de Ih'o fazer entregar, o officio incluso, que
no mesmo bacharel dirige o Exm. presidente do
Rio Grande do Norte, prntiripando-mo Vmc. o
dia era que effectivamente tiver logara entrega.
Dito.. Aul iriso o Conselho administrativo a
comprar para fornecimento do arsenal de guerra
os objertis mencionados no pedido qoe aqu
ajunto.Communicou-se a thesouraria de fa-
zenda. #
Dilo ao mesmo.Transmuto por copia ao con-
selho admini.-trnlivo para seu conhecimento o
avisoj-ircular expedido pela reparti da guerra '
em 27 de novembro ultimo acerca da compra de '
esleirs para a tropa de 1" linha.
Dito ao director do arsenal de guerra.De con-
forniidade com o disposlo no aviso da repartico '
da guerra de 30 de novembro ultimo, forn'eca
Vmc. ao corpo de guarnic.o desta presidencia,
para o servico da eschola elementar, os objeclos
mencionados ni inclusa nota Communicou-se
ao coronel commandante das armas.
Dito ao thesoureiro das loteras.Com a iu-
formaco por copia Inclusa da couladoria da the-
souraria oe fazenda com a qual concorda o res-
pectivo inspector, respondo ao seu officio de II
do corrente, relativamente a lotera concedida
irmandade de N. S. do Bom Parto da igieja de
S. Sebastio de Oiiiida.
Dilo ao engenheiro fiscal da estrada de ferro.--
Do aviso junto por copia expedido pela reparti-
co do imperio em 28 de novembro ultimo, ver
Vmc. que foi approvado o procedimiento desta
presidencia, recoramendando-lhe que cumprisse
fielmente as obrigagoes que Ihe sSo impostas
pelo regulamenlo ce 26 de abril de 1857. i
Expediente do secretario do governo.
Officio ao direelor geral da secretaria do esta-
do dos negocios da marinha.O Exm. Sr. pre-
sidente da provincia manda acensar recebido o
officio de 26 de norembio ultimo, cm que V.
Exc. Ihe communica haver-se solicitado do Exm.
Sr. ministro da fazenda providencias para spt
paga a Marcelino Jos Lopes a quantia de 960
rs. proveniente de tenas que vendeu para as
obras do melhoranicnto do porto.
Dito ao inspovtor da thesouraria de fazenda.
S. Exc, o Sr. piesidenti da provincia, manda
transmittira V. S. as 9 inclusas ordens do the-
souro nacional, ns. 172 e 190 197, e bem as-
sim um officio da directora geral das rendas
publicas, de 3 do corrente, e dous da secreta-
ria dos negocios oa fazenda, de 4 e 6 do mesmo
mez, acompanhando ao primeiro diversos exem-
plares de circulares diversas, n'elle menciona-
das.
Dito Alexandre Jos de Hollanda Cavalcanle,
3o supplente do juiz municipal de S. Antao.S.
Exc. o Sr. presdeme da provincia manda de-
clarara V. S. que Oca inteirado de ter V. S., se-
gundo pariicipou em officio do 11 do correnle,
entrado no exercicio do cargo de juiz municipal
e de orphos do termo de Santo Aoto na quali-
dade de 3o supplente, e no impedimento do res-
pectivo juiz, que se acha licenciadoFizeram-
se as communieaces do coslume.
Pela secretaria do governo se communica
ao Sr. Camillo Augusto Ferreira da Silva que,
segundo consta de aviso do ministerio da fazen-
da de 3 do corrente, foi indferido o reqnermen-
to era quo Smc. pedia ser noneado 2o escrip-
turario da alfandega desta provincia, cujo lugar
de accesso na forma do artigo 68 do regula-
mrito de 19 do setenabro ultimo.
Iguaes a Francisco Egidio de Luna Freir e
Jesuino Rodrigues Carduso, que pediram a no-
meago de 4o escripturario d'aquella repartirlo,
cujos lugares devem ser prvidos por meio de
concurso.
DESPACHOS DO DIA 15 DE DEZEJIBRO DE 1860.
Requerimentos.
3329. Manoel Ignacio de Oiveira. P. P,
concedendo permissao para o mestre fazer a via-
gera para o Rio Grande do Sul, fi.-ando obriga lo
aapresentar desos carta de pillo em piazo
razoavel que ser marcado pela capitana do
porlo.
3330Pedido do baUlhode nfantara n. 2.
Remettido ao Sr. direelor do arsenal de guerra
para mandar recolher.
3331.O mesmo do4o batalho de arlilharia
a p.Remettido ao Sr. direelor do arsenal de
guerra para mandar recolher.
para o catholico com as opinioes discutiveis pelo
cidado o governo julga em consciencia que con-
serva no seu devido logar cada urna das cousas,
sem prejudcar os direilos, nena a liberdade de
ntiiguem.
Recebei, Sr. prefeilo, ecl.
O ministro e secretario de estado na repartico '
do interior.
EXTERIOR.
Circular do governo f rancez,
Pars, 16 de novemoro.
Senhor prefeito :A lei geral que prescreve
para os impressos a dupla formalidade da oo.-la-
raco e do deposito, e era rertos casos a obriga-
co de receber o sello, dexou por excepeo de
ser applicada, s past araes dosbispos; por isso
que o governo, animado de urna benvola con-
fianza na autoridade religiosi, leve a toleranga
de eximir os aclos desUl autoridades da vigilan-
cia que iniplic.a o deposito, e da despeza que o
sello poda occasionar.
Mas ha algum lempo a esta parte, publicam-se
com o nome do Mandamentos ou de Carlas Pas-
toraes, varios escriptos sobre quesles inleira-
mente eUranhas aos inleresses espiriluaes; ver-
daderos fullieos poltico destinados a julgar os
aconleiimenlos que boj* passara na Europa, e
que disculindo eatiacan.lo s vezescom extrema
oivac-.dade os actos dos gravemos, nia podra
reclamar para si as immunidades exclusivaraen"-
te oulhorgadas aos aclos especaes da jurlsdico
episcopal.
Esla confuso abusiva atlrahio a altengo do
governo. Para remedia-la, o m.iis acertado
e sincero tera sido invalidar aquella graga espe-
cial, e derrogar loda a cxcepgo do direito
commum.
Mas o governo. sinceramente sollicito em nao
embaragar a autoridade ccclsiastica na sua es-
pheia legitima, nao julgou que por agora fusse
noeessario adoptar esta radical providencia.
Os Uandamenlo o as Carlas Pastoraes que,
urna vez que nao salaiam do dominio espiritual]
se impiirarera em forma de carlazes para serem
alxados ou lidos nos templos, conllnuara.n
exemplos do sello o deposito; mas os escriptos
que com qnalquer titulo formn destinados a cir-
cularem na forma de folhelos tora do recinto do
santuario, e se confundirem cora os de polmica
temporal, nao devom gosar do urna excepeo
ser moramente livre, mas sogoita s condigoes
da lei commum.
Esta dislmgo, senhor prefeito, procurareis
vos fa/e-la comprehonder aos impressores do
vosso dislriclo.
A elle fica a obrigago do deposito o do sello,
e sus ser a responsabilidade se deixarera de
assim a curaprir.
D'esta maneira, conservndo s publicacoes de
carcter espiritual, urna benvola excepeo. mas
lambern oppondo-ao quanlo possivel a que se
confundara ns andamentos com os folhelos; a
religiao cora o poltica; as decises obrigalonas
Dillaut.
Ordem do dia do ministro da
guerra de Francisco II.
Gaela, 3 de novembro.
Hava j alguns dias que o exercilo que oceupa
a baixa Carellam faziam fente com Dom exilo ao
ninaigo roianido na margem esquerda, e linha
motivo para se julgar a cobert a de qualquer ata-
que martimo, quando na noite do 1. de no-
vembro, a esquadia pemomeza, forte de tres
fragatas e qualro vapores, priuciprava um vivo
I fugo de arlilheria desde a embo*adura do ro
Scanli, continuando-o com breves inlervallos
durante os dias seguintes; urna nova prova de
que nesta guerra ludo devia ser anormal, extra-
ordinaria e irregular.
Sendo asim obrgado o exercito a abandonar
os suas fortes posiges debaixo do fogo de arli-
llieria do mais grano calibre, piiz-se em retira-
da sem soffrer grandes perdas, gracas a pericia
dos artilheiros iuimigos
A mesma caosa que determinou a esquadra
piemonteza a disparar contra urna espagosa praia
martima de maneira alguma preparada para a
defeza, a lera sera duvida afastado das bateras
dessa praga.
Mas, se por acaso ou por fortuna succede o
contraro, os artilheiros de marinha lero grande
cuidado em deixar approximar os navios para
Ihes fazer fogo, quando por um rpido movimen-
to se subtrahirem arlilheria das nossas inu-
ralhas.
Para conseguir lo grande fim, os officiaes
conservaram o maior sangue fro possivel, afim
de se nao romper uro fogo intempestivo que ani-
me o inimigo sem Ihe causar daino.
O general direelor da guerra.
Ulloa.
yiota do governo de Francisco II
seus agentes diplomticos.
Gaela, 8 de novembro de 1860.
Senhor.Deveis ter conhecimento por lodosos
jornaes que justamente com a injustificavel ima-
so das tropas sardas no territorio do reino, o go-'
vorno revolucionario de aples decrelou um
plebiscito, segundo o qual, o povo, reunido em
Comicios, devia votar pelo suffragio universal a '
aboligao da raonarchia, a queda da dymnasiia que
reina ha ruis de um seculo e a mudanga de co-
rda para o rei de Sardenha.
Na Sicilia onde a revologao tinha decidido a
convocagao de um parlamento para resolver esla '
quesiao, foi esta medida revogada, e na ronfor- j
midade das nstruegoes mandadas de aples, de-
creiou-se o plebiscito cora a mesma formali-'
dade.
t O povo quer a Italia urna indivisivel com |
\ elor Emmanuel, rei conslilucional e seus legi-
tiraos descendentes.
Volou-se o plebiscito, e o resultado foi tal co-
mo as circumstancias o deviam produzir. Toio
o povopareceu aceitar sera discusso, sera obsta- :
culos e sera differeng.a de opmies, urna mudan-
ga tao radical dos seus deslinos. Apenas para
loran mais verosmil esta comedia revoluciona-
ria, se faz figurar um numero insignificanle de
votos ntgativo3.
Anda quando as circumstancias que precede-
rana e acompanhara.u este acto eslranho, nao
possam permiltir erro alguna sobre a falla abso-
luta desinceridade desse voto, dirijo-me a vos
poi vontade expressa ds Sua Mageslado para, em
seu real nome protestar contra urna nova usur-
pago de seus direilos, e para explicar ao gabine-
te, junto do qual eslaes acreditado, asrazes que
aos olhos de lodos os governos tornara illegal e
nulla a citada duciso.
Que um poro, quando o throno est vacante,
possa cleger urna nova dymnasta que possa es-
tablecer as condigoes do seu futuro governo,
que deve rege-lo seja sobmettido ao suffragio
universal, isso pode verificar sem lastimar os di-
reilos de pessoa alguma, e sem por em perigo a
tranquillidade da Europa. Mas quando se trata
de um povo trabalhado pela revolugo, entregue
a um bando de aveutureiros, que o subjugam e
nao reconheceu outra le para o seu desenfreado
dominio seno a raais illimadi dictadura; quan-
do, nao sendo isto sufficiente, entra no territorio
com um poderoso exercilo o rei que pede co-
rea ; e quando o legitimo rei oceupa ainda urna
parle do seu reino, ha urna violacio maoifesla de
I todos os direilos reconhecidos pelas leis e pelos
tratados, violago que nao podo juslificar-se pela
j vontade popular, era allengo a que imposta
j pela violencia e pela revoluco no interior e pela
I Torga das armas eslrangeiras.
Aceitando anda por um momento, em toda a
sua extensao, a doutrina da soberana nacional, e
admittindo que fosse permillido a um povo mu-
dar, nao s a forma do seu governo e expulsar o
seu soberano, mas alterar por uro acto da sua
vontade as demarcagoes terrltoraes da Europa,
a primeira condigno pelo menos para a legalida-
de de semelhaule acto, sem que a vontade naci*-
nal fosse livre.
i Mas no reino das Duas Sicias era se quer se
conservou a menor apparencia de liberdade. Ex-
ceptuando alguns movimenlos na Sicilia, produ-
zid.as pelo estrangero, pelas suas progressivas
provocagoes pela propria conQssao dos revolucio-
narios quasi inleiramente pacificados, lodo o rei-
no eslava perfeitamenle tranquillo quando Gari-
baldi desembarcou coma bandeira da Sardenha.
Oa seus pouco numerosos aveutureiros, conti-
nuamente augmentados pelas expediges sahidas
do Piemonte, tornaram-se dentro em pouco um
exercilo. em que figuravam aveutureiros de todas
as nagOes.
A forma de soverno que estabeleceram na Si-
cilia nao foi a liberdade, mas a dictadura ; isto
, a insliluigo que confisca sem excepgo todos
direilos de um povo para concentra-los as mos
de ura governo. E quando os aconlecimentos
militares, cujo segredo ha de um lia ser contie-
ndo na Europa, permillirara io exercito revolu-
cionaria que alravessasse o Faro, dominasse as
Calabrias, e afinal oceupasse a rapilal do reino,
o governo creado no continente fui tambem a
dictadura, e Garibaldi foi proclamado diclador das
Duts Sicilias.
Eolo prinripia-se a ver um singular espect-
culo. Neiilauma lei era respeitada ; fazenda, ad-
rninistrago, sentengas judiciaes. diroitos da igre-
ja nas suas relaces com o estado, ludo foi trans-
toniBdoem innumeraveis coniradigoes. das quaes
os povus podiam roraprehender que nao hs direi-
tos nas leis cima da dictadura.
Mas ludo isso nao pareca sufficiente para as-
segurar o Irumpho da revolugo. A Sardenha
que at enlo tinha oceultado a sus poderosa ac-
gao, dcide-se de repente a tomar, com impru-
dente audacia, a direcgo do raovimenio. O al-
mirante sardo apoderou-se do esquadra napolita-
na, e desembarcou as suas tropas de arlilharia, e
demunigao para coraUaler o exercilo do rei, e co-
hibir aiuJT mais a vontade dos povos.
Esse emprego, porra. nao hasla para dar eeses
povos ao ci de Sardenha, cm quanlo q;uc se
frniio.1 n> Plfbiscilo. aquelle soberano, a 1. Uraa commisso de generaes e officiaes su-
rer\ StX\* *r.Pas rog'ilares, vio em pessoa periores, escolhidos nos dous exerctos. nos far
reclamar sob o imperio das suas bayonetas, os as propostas convenientes, segundo osdocumen-
oos oos Habitantes pacficos do reino, e langar a \ los relativos s graduages dos offica>s.
sua espada na balangn do escrutinio. 2." A lei sobre pensoes em vigor nos antigos
a .a '?S <>uMkos e decisivos, nin- [ Estados ser applicada aos officiaes, sargentos.
i.i.erLrf C!.erd 1/er que se dpi'-0" 80 Pvo '- caDos e soldados, que se tnham inutlisado para
1 a mf,n,fe9l.ar a u opinio ; nem o servigo militar por fenmentos recbalos cm
mesmo se poder pretender que o artificio revo-' combate.
luc.onano salva ao menos asapparencias. Par 3." Conceder-se-ha licenga aos sargentos, ca-
aurir os oihos aos mais cegos a rospciio do grao bos e soldados que desejarem voltar ao seio de
ce iioerdade que o governo revolucionario tinha 'suas familias, facilitar-se-lhes-ho os meios de
resolvido conceder ao escrutinio, o diclador Ga- transporte por mar ou pelo caminho-de ferro, e
ribaidi, por decrelo de 15 do mez passado, isto a gralilicaco de um trimestre de sold como in-
.eis das anies da convocagao dos comicios, ante- j demnisaco Nao se conceder licenga qnelles
cipando se a vontade popular e dizendo o mesmo que segundo as leis lean compromissos que preen-
em nome do povo, tinha resolvido solemnemen- chor para com o estado e exercito
te era virlude da sua autoridade dictatorial, que 4." Os voluntarios que qoizerern continuar no
i uuas siciilH formavam parle integrante da servico, devem obrigar-se por espago de dous an-
n e )ndivisivel sob o sceptro do rei cons- I nos. a contar de hoje, e sero orgauisados con-
Metor Emmanuel e seus descenden- forme os demais corpos do exercito.
5 Conceder-se-ha
Italia,
lilucional
eo-* t> Conceder-se-ha para despezas de viagens
oao estes os termos do decreto de S. Angelo aos officiaes que derem a sua demisso urna gra-
que seis das precedeu a volago. lificago equivalente ao sold de um mez aos of-
ueooixo lestes auspicise sera garanlia de es- ficiaes e milicianos da guarda nacional que faz
pecie alguma, foi o povo chamado a volar. \ parto do exercito meridional.
E para que nenhuma cia-ciianslanc.ia, por mini- '
na que fosse, f.altasso para provar a coarco que ;
se exercia, foram os eleilores obrigados a deposi- :
_ ngaiios a deposi-
tar a sua lista publicamente em presenga das au-
toridades revolucionarias e da guarda nacional,
em urnas separadas, allm de que podessem er
claramente por urna semelhante aecuraulago de
violencias, que linhara do arrostar ao mesmo
lempo com a revolugo interna, e com a oppres-
so e3trangeira.
Dada em aples, aos 12 de novembro de 1860
\ictor Emmanuel.
Resposta do presidenta do conse-
Iha federal suisso nota prece-
dente.
O conselho federal suisso teve a honra dere-
ceber a nota que S. Exc. o embaixador de Fran-
r. desti maneira que se presenta ao mundo o a lno remeiteu, era data de 9 do correaate, men-
resuliado do plesbiecilo. Nmguem de boa f po- Clonando una novo insulto que, segundo diz, a
der adaniliir, era por um instante, quo seja a bandeira franceza recebera era Syou. Boleado
oxpresso sincera da vontade oacional. S. Exc. que tal insulto torna indispensavel, por
Q'isndo tiverdes occasio de communicar estas parle do governo federal, urna declaragao que
consilerages. com a vossa habilidade e lealdade manifest a reprovago destes factos, realisados
conhecioas, fareis valer junto do giaverno de...... Pr "raa parle da povoaco, extraviada por in-
e um dever acrescentar que Sua Mageslade el-|i"stas provocsges, e reclama providencias do-
rei nao vio no escrutinio do 21 de outubro, outra Chivas para qiao os autores de lo caalposa ma-
cousa mais do que um novo selo do violencia
commettida pela torga estrangeira contra o seu
povo, estimando que semelhanle acto nao possa i conse
invalidar nunca os direilos da sua cora nem des-' Droi con"
truir a independencia, e-a authonomia
- do reino
das Duas Sicilias.
Ficaes autorisado para fazer leitura e deixar
copia deslo despacho ao ministro dos negocios
eslrangeiros.
Cassella.
A Gazeta 0/ficial do reino (cTllalia) publica o
decreto de organisagao don voluntarios em um S"3 reprovago a esles aclos, comm--ltidus
corpo distincto do exercito regular.
Eis o decreto :
Vctor Emmanuel II, rei da Sardenha, etc.
Ouvido o nosso conselho de ministros, sobre
a proposta do presidente do conselho, nosso se-
cretario de estado nos negocios eslrangeiros. a
do ministro da guerra, temos decretado e decre-
tamos :
1." Os voluntarios italianos actualmente era
armas forma'ro ura corpo separado do exercilo
rufesiagao sejara, sera demora, procurados e cas-
tigados.
conselho federal leve, no dia 30 de setem-
ecimenio_do successo occorrido na en-
trada de Syon, a 27 do mesmo mez, pela rela-
go oral do presidente do conselho de E-lado do
canto de Volata ; e n'eata ojeasio. recebeu a
seguranga de que iramediatamontc se procede-
ra contra os autores de tao reprehensiveis allcn-
lados.
No dia 5 de outubro j o conselho do Estado
3 Valais apprllou para o p>az, manifestando a
reprovago a esles aclos, comm-'llidos por
individuos desconhecidos, e previuindo a sua
repeligo. Entregou tambem aos tribunaes com-
petentes os authores d'elles, notando, porra,
n'elles una resistencia reprehenslvel contra a
lei, e as aulhuridaues encarregadas de as fazer
respeilar.
O governo entendeu que erara estas as provi-
dencias que Ihe cumpria adoptar em tal assum-
1 pt", que nao poda ter carcter internacional ; e
. sobre o qual a sociedade de caminho de ferro
regular : a durago do servigo para oa simples j Bao Ihe havia dirigido queixa alguma.
soldadora-rara de dous annos. os officiaes conser- E conta que esta sociedade nunca poder ser
varao a sua ordera especial de anliguidade e de 'considerada seno como uraa sociedade suissa.
accesso. Os seus direilos fundara-se n'uraa concessu su-
l As vanlagens e deveres dos soldadas c ,issa 5 trabalha em territorio d'essa" nago, e a-
olficiaes sao as mesmas que as do exercito re- cha-se sob a proieccao de nossas leis.
Ku,ar* O conselho federal, que considera esta queslo
< 4. O governo reserva o direito de fazer pas- A citada nota do embaixador de Franca fez ver
sar para o exercito regular os officiaes do corpo 1ue nao era assim ; mas que exageradas e fal-
de voluntarios, respeitando os direilos adquiridos sas "formacoes tnham provocado esta comrau-
pelos officiaes do exercito regular. i nicaco. O governo federal nao o pode explicar
o." As condigoes precedentes nao dispensam -? outl"o modo, e anda mais porque as declara-
nenhum delles das obrigagoes civis e militares ?oe3 dds pessoas prsenles, iraparciaes e dignas
que possam ler para cora o Estado. \ de inleiro crdito, asseguram que s urna ban-
Ordenamos que o prsenle decrelo, sellado d,'ira tricolor foi arrancada do trera. mas imme-
com o sello do Estado, seja Inserido na-collecgo aiatameiue substituida, e era urna bandeira com
dos actos do governo. e mandamos a quera per-1 as tdres francoaas. Testemunhas que merecem
tenga, que o execute, e faga execular. | crdito asseguram a verdade deste fado ; o a
Dado em aples, a 4 de novembro de 1860. 1*'* do marquez de Turgot nao lem funda-
Ktcor Emmanuel. ment.
<: C. Cavour. Supponhamos poim que qualquer bandeira
AI Fanli. com as cores oacionaes fraocezas fosse arrancada
------------------ I da locomotiva, o conselho federal nao achana
Carta dos romanos viuva do se- i n!esle r,'cl mol-vo algum para intervenco di-
neral Pimodan (,ljmallca- 0s conselho federal nao reputa as
Senhora: Se a causa porque vosso esposo der- 22*ZSSSSFPSi arvoraldaf era lcrri,rio
ramou o seu sangue. deve ser querida de lodos I T?,, /J.7 Pnrl,c,lljres- sociedades, ou reunuVs
os ca.holicos que veem em Pi II o seu pastor """0!: SCm SU**! ou au.hor.sar.ao offi-
pasti;
e o seu psi, muilo mais o deve ser de nos os ro-
manos, que temos a ventura de Ihe chamar nosso
soberano.
O nome do marquez de Pimodan permanecer
d'iaqui por dimite ligado ao de Roma ; unio que
o decurso dos seclos nao poder romper, por
estar sellada cora sangue lo puro como sentido.
Julgarco-nos por isso hoio imperiosamente
obrigados a offerecer um tributo de aeconhoci-
menio e admirago memoria daquelle valente e
cial, seno como objecto de alomo, a que nao
pode jamis dar-se o carcter internacional, nem
lo pouco conceder a represcnlaco da nago,
cojas cores lem.
Quera procurar a causa principal dos aconle-
cimentos de 27 selembro acha-la-ha nos actos
da mesma sociedade.
O conselho federal deplora a inquietac&o que
se manifesta n'uma parte dos pavos da fronter
dos dous Estados ; bem como as snasconsequen-
cia ; mas a Suissa nao receia que a ceusurem
"os causa
Cora
vossa pe
guia
foia da maTs"saTata ca'"sa" U^'ZZ. ,a sua^S,rfnCla lo^id;rag.ao.
Era nome do conselho federal o presidente.
cao esentlmento, e estamos certos, senliora.de
que encontrareis na grandeza do sacrificio, e na
seguranca de urna eterna recompensa, maior al-
livio do que era todas as consolacos humanas.
(Segu os assignaturas.)
Nota dirigida pelo embaixador fran
cea na Suissa. o Sr. Turgot, ao
presidente do conselho federal,
acerca dos insultos feitos ban-
deira franceza em Syon.
Sr. presidente. o governo do imperador foi
I informado das deploraveis scenas que liveram lu-
j gar era Syon, t 27 de selembro ultimo, por occa-
siao da inaugurago do caminho diJ ferro.
Este novo insul'o feito bandeira franceza tor-
na indispensavei por parle do gov=rno federal um
acto reprovalivo dos sentimeulos hoslis de urna
parte da povoaco desvairsda por injustas provo-
cagoes.
Dirijo-me, pois, Sr. presidente, a V. Exc. re-
clamando medidas decisivas para qae os autores
desta culpavel manifeslago sejam castigados sem
demora. V. Exc. comprehende a necessidade que
ha de que nao apparegam novos adiamentos s
justas salisfaces que nos sao devidas para se
raanterem is boas relagoes enlre os dous paizes.
Acceiai, Sr. presidente, a certeza da miuha al-
ta considerago, etc.
Berne, 9 de outubro de 1860.
Turgot.
Decreto de Vctor Emmanuel.
O exercilo do volntanos coinmandado na Ita-
lia meridional pelo general Garibaldi, mereceu
bem da patria, assim como da nossa pessoa.
Eraquanlo que pelo nosso governo so procede
i sua reorgauisago definitiva segundo as leis e
regulamentos do Estado,
. Docreloica
P. Frey Ilerose.
Circular dai gove no de Francisco
II aos sens inijistroo n estran
geiro.
Dei-vds conhecimento pelo meu despacho de
5 de outubro da maneira por que o governo re-
volucionario d6 aples depojou o rei nosso amo
e toda a familia real, do loda a fortuna particu-
lar, e accresrentava a calumnia violaco de to-
das as leis. Nao era bastante ter-se apoderado
das immensas riquezas artsticas de S. M. anda
que Ihe pertcncessem por heranca, e que tives-
sem sempre estado dsposigo do seu povo,
fazenoo deste modo affluir capital todas as n-
tellgencias ; nao era bastante confiscar arbitra-
riamente os patronatos dos principes, os dotes
das princezas, os recursos dos orphos, os lega-
dos feitos aos pobres por Fernando II, a heranga
da santa princeza da Saboya, mi adorada do rei
noso amo ; era neces3ario obedecer lgica da
anarchia, distribuindo a fortuna particular da fa-
milia real pelos individuos que desde a i la le de
12 anuos nao leera cessado de conspirar conlra a
dyranastia, throno, ordera social, e contra lodos
os principios que conslituem a base do direito
universal recunhecido.
J comprebendeis, senhor, que nao sao os lio
mens de opinioes sinceras aquellos que lem cora-
balido e soiTrido na lula contra o governo, que
nao sao esses homens os que se apruveitaram
desla dsposico subversiva. Os homens honra-
dos, qualquer que seja a sua posigo, regeilaan
cora indgnago qualquer parte nesta aclo de ra-
pia. A revolugo triumphante deve dar esmo-
las sos revolucionarios iodomaves, aos agitado-
res de officio.
Desde a glortlcacao e remunerogoo do regi-
Icidio, os que se gabam de ter multas vezes jura-
1 do o sssassinatc do Fernando U, deve ler urna
parte preponderante no saque da fortuna de sua
familia.
A justica da revolugo quer que seus filiaos
sejam obrigados a remunerar os atteotados com-
ma-ltidos rontra seus pas.
No decrelo incluso lomar nota do conside-
rando e dala.
Diz-se que no da 15 de maio de 1858. Fran-
cisco II rompeu o pacto jurado, encheu a cidade
de terror e do sangue, inslituio a violencia lei
e desde enlo principiaran! as perseguices po-
lticas. o i i-
Se um governo (ivesse o direito de resistencia
devia faze-lo ne.-se d3. Tinhara-se reunido pe-
la primeira vez os representantes do povo, se-
gundo a corisltugo jurada pelo soberano e pela
nago, quando para impedir a inauguraco paci-
fica dos traballios parlamentares, rebenou a re-
volugo.
Todo o mundo sabe que o governo tomn to-
das as medidas da eonciliago antes do da torga,
e quedeprus da compresso, se atressou a Con-
vocar, segundo a mesma consltugo, urna nova
cmara. Podem apreciar-se de difireme modo
os aconlecimentos posteriores, mas a conducta
quo o governo leve naquelle dia nao atacavel.
O decreto de que se trata, esta assignado pelo
re vietor Emmanuel, assim como os domis; a
dala de 23 de outubro posterior dous das ao
plesbiscuo ailriouido ao rei da Sardenha e sobe-
rana das Duas Sicilias, o onze das a deierraaiua-
gao lomada pelo rei do Piemonte de nao esperar
o plebiscito e de passar a fronteira do reino pa-
ra se apoderar pela forca dos estados da casa de
Bourbon.
A violencia destes aclos evidente, por isso
qne o rei da Sarienha conspiran contra o throno
do re das duas Sicilias, e violando as leis divi-
nas c humanas, foi era pessoa consummar urna
aggressao odiosa, e hpje d o seu nome, a sua
auturdade, e o seu exercilo, exec.ogo dessas
enormidades; tomando a responsabilidade peran-
le a Europa e a posteridade.
Julguei do meu dever dirigir-me a -vos, se-
nhor, para fuerdes conhecer ao goverr. unto
do qual estaes acreditado a maneira porque o go-
verno do rei t estes factos, e para que protes-
tis formal e solemnemente por parle de Fran-
cisco II conlra o decrelo revolucionario de 23 de
outubro.
Pego-vos que deixes urna copia deste despa-
cho ao ministro des negocios eslrangeiros, e que
me acensis a recepgo.
O presidente do conselho de ministros, encar-
regado da pasta des negocios eslrangeiros.
Casella.
Gaela, 13 de novembro de 1860
( Jornal do Commercio, de Lisboa.]
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
NAMBDGO.
Paris
24 de novembro de 1860.
(Oulro correspondente.)
charo correspondente. E' aiuda solire e
Me i
queslo italiana que versan os aconlecimentos
do nosso velho continente europeu. Era Paris.
Londres. Vienna e Berlin nao se falla de outra
cousa seno de aples, Roma, Floreoga, Milo
o Veneza.
Desta vez se confirma e secenstlida a uuiG-
cagao italiana, isto., a reunio n'uma s familia
desasea vinte e tres nailhes de homens. irmaos na
linguagem, nos costumes, nas aspiraces e inle-
resses, os quaes esliverara separados*nns dos 00.-
troadoraute seculos inteiros.
E' esse um grande espectculo, anda que em
parle deploravel e penoso ; porquanto devernos
confessarque foram desprezados niuios direilos,
e sacrificados muitos inleresses Alua da ques-
lo, lo differentemente interpretada nos nossos
temos, sobre a independencia espiritual de du-
zentos milhoes de almas calholicas. existe ura
verdadeiro abandono dos tratados e das conven-
goes humanas, um completo olvido do respeito
devido ao fraco e f jurada, urna trans-
formacao irreousavel dos principios de autorida-
de e soberana ; porra existe tambem acuna de
ludo isto um inleresse, cuja conquista resalva
guia e arrastra um povo todo ao seu despertar
existe finalmente a grandeza d'essa obra commum*
a lanos milhes de homens quo bastante para*
desculpar os orros, os desvos, e asfaltas.
Falla-sede f-iriailias reaes despojadas I Acaso
se ho conservado livres de censura essas faini-
iias, cojas cur.as acabara de ser despedagadas ?
Acaso nao leera ellas sido ura obstculo aos des-
tinos irressliveis d'essa nacao italiana, cujo im-
morlal passado revela um futuro glorioso?
Falla-se da desmesurada anabico do rei da
Sardenha I Porra nao eslava no q'uerer de Vice
Ur Emmanuel ser modesto ou ambicioso : por-
quanto se hoje elle obandonasse a causa, os h-
llanos iriara collocar o seu estandarte em oulras
mos, e amanha mesmo se achariam elles reu-
nidos sob a iuflueiica de um oulro nome ; pois
nao se Irala de dar um rei ura vasto reino-
trata se do dar urna nago a suaindependen-
cia, e o graudo e nico brado proferido de urna
outra exiremidade da Peniusula foi :Viva a lis-
ia, forle e livre I
Falla-sc das extorso>8 pralicadas por Garibal-
di Fosse ello ou nao fosse um hroe, o caso
que voliou modestamente e cora as mos razias
para a sua ilha de Crapa, rejeilando honras o
dignidades, satisfeilo com o sentiuienlo de haver
cumpride ura dever, e mostrando a face do mun-
do inleiro que nao pozera e seu brago ao servigo
de Vicior Emmanuel, mas sira ao servigo da Ita-
lia I O proprio Sr. de Cavour, como niaiguera ig-
nora, muilo mais dedicado sua patria do que
ao seu re; e justamente esse patriotismo de
todos que faz a poderosa protecgo da Pennsula
nos lempos actuaos 1
O despacho de lord John Russell dirigido sir
iludson, embaixador inglez era Turira, produzio
ll eiTeito, que todas as chancellaras europeas
viram nesse despacno uraa seria aggraracu das
presentes conjuncluras. Espalhou-se para "logo
o boalo de que em resposta esse manifest da
Inglaterra, as principaes potencias dariam ordens
seus erabaixadores em Londres afim de que se
recusassem ao convite de lord Maire. Ora o ban-
quete de Guildhall ha mullos annos que se trans-
formara n'ura acontecimenio poltico ; c desta
vez oceupou aiuda bastante a opinio publica.
Cora elTeito os representantes da Proasta, Aus-
tria e Russia, recusaram assistir aos (estos mu-
uicipaesda capital ingleza ; mas o conde de Per-
signy. ctnbaix.adord Franga, deixou Parts onde
se achava de passeio, para voliar expressamente
a Londres ; e quaesquer que podessem ter sido
as resologos do soberaaos reunidos p >ucus dias
antee em Varsovia. o cerlo que as sandes e
discursos do Sr. de Persigny, do lord Palmerslon,
e de lord John Russel n'esse banquete foram pa-
cficos o mais possivel. O embaixador francez
declarou que nao exisliara sobre a mais pequea
cousa inleresses oppostos entre a Franga e a In-
glaterra, que os dous lados da Mancha nao am-
biciunavam mais do que a conservacao da sua
allianga ; por quinto as duasnages tiuhatc mui-
lo perder, c nada a gauhar n'um conflicto cutre
ellas.
Lord Palmerslon felic:tou-se por nao encon-
trar onde quer que lixasse as vistas mais do que,
indicios de paz, e felicitou o paiz pela cordial'
alTeigo que reinava eulre as tropas anglo-fran-
ceias l nas longincuas praias do celosta impe-


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URJO DE PERHAMBUCO. QUARUFEIRA 19 DR DEZEMBRO DE 1860.
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vicini.-dizondo-lhe que a mais perfeita gualda- fcza dos christaos orieniaes : porm afina! de
o* jom ifciir en re os dous pro-dicladorcs; conUs a sus expedico nada lera alada produzi-
porqoanto ambos elles tinham iguaes direilos ao do; suas tropas Iludidas pelos funatnarioa ot-
reconhecrmento do seu paiz. Pallavicini respon- tmanos ho percorrido o Lbano sea eoderem
u que, tendo sido condecorado com o collar da castigar os Druzos, que
u h, nuu no condecorado com o collar da castigar os Druzos, que loem encoulraeo ladu wMm.M..,7r ,' ouser-
Anunciada, julgav. calar no seu direito usando I as portas aberlas para sua remiradI Pelo me" !l el ^.mT"? "'" ? ?buS0' de
s delle, especialmente naquella occaMao em alten- conseguiram ellas que se faca iusiija aos Man!- Sr rtdaZTE .lB*> c".ierio.
I i ^0/^e.,.,'U8^0*", Por felicld.de o caso n- litas, que este. Utenham iodemnr re.seae v-.f^t" *,"""a-7. "l:
no, e pela conclusao do tratado de commercio
que Ormava a alli.nca dos dewa principaes povos
occidcutae.. Lord John Russell glorificou a In-
glaterra por sustentar ora qualquer parle a causa
da librdade, e lerminou declarando que erara
mais favoraveis que nunca ostnittcios de pee
s discursos de Guildhall, as circumstancias
presente, e i vista di attitade tomad, 'pelo g.ai
nete britannico, saa da mais alta importancia, o cou nisto s ; elle, dirigiram-se ao encontr do
gabinete de Si, Jame, irritara as potencias da rei; e Garibaldi no da seguinte embarcou-so a
Europa central e oriental logo anos a entrevista bordo do Wmttngto par. Capra
d Varsovia, e o banquete do lord Maire veio I Esse Cincinoato vollou peis nos seus campo
confirmar a impressao causada pelo daspacho de rejeilaodo todas a. offertas Minantes, que lhe
lord John Russell, scgumdo-se alera de ludo es- fijeram : o grao de general do exercilo (grao o
sii manifestado (le um novo progrewo sob o ac- mais elevado da bierarchia militar no Piemoote],
edrdo completo daInglaterra o da Franca. A po- o grande collar da Annuociada. a propriedade
lente aos negocios de um dos castello. do rei sua escolha. urna
litica do ministerio
da Pennsula foi a final definida no conselho dos
ministros ; e o Morning Post annunciou que os
governos da Franca e da Inglaterra haviam com-
binado ni crcajo de urna embaixada de prtmei-
ra classe no reino itlico. Te ni-se dito que toda
e qualquer causa, que essas duas potencias reu-
nidas tomarem sobre si, poder ser considerada
de antemo urna causa ganha.
F.sia opinio de alguiua forma tera-ee tornado
verdadeira, al mesmo em Vienna, e de presu-
mir que o imperador da Austria jtilgue pruden-
te respeitar anda o principia de nao intorven-
eo ; lano mais quando elle nao poderia alra-
vessar o P
messa de um
dot.jao para o sou filho mais velho, o pelo de
ajudantc de ordens para o mais moco, e um do-
te de princeza para a sua Olha. Ao' desembarcar
na sua ilha encontrou por toda a parte provas
mamfestas da amizade real; Capra tinha per-
dido o seu aspecto selvagem para florescer sob a
influencia de urna cultura activa e recente, plan-
lajcs em boa ordem, prados frondosos, aleas
sombras, o no mcio de ludo isto urna bonita e
elegante casa de campo, Ahi installou-se elle
com o seu filho Uenolli Girolamo Basso, dous
dos seos olciaes Gusraaroli o Franscionne,
Mannole suaordenanja, e seus tres cavallos; e
a salisfaco, ao
aos seus vrttgto hbitos
sem ter oblido em Varsovia a pro- ei-lo de novo entregue'com lod
apoio elBcaz, quer por paite da I rueos na apparencia
rruss.a, quer por parte da Russia. Ora sabe-so da vija rural. TodavUTo'.ppoe'eie qe'es-
1,1fn\einfr!;,n\na0pr0fUZ10i.Srimel'l1,|'e re8uH ominad, a sna misso. como bem se pode
lado anda que pareja ter d ella sabido um ac-jcolligir das ultimas llnhas da sua proclamacao
coido pouco favoiavel .causa italiana ; mas es- de despedida datada do aples a 8 de nuvem-
!u?ffi r }n? ,oberi,no s"bor!llDa,lo *- I b : Se o mez de marco de 1861 nao sier en-
Ma a eventualidades, que difcil seria agora de- : conlrar firmes e unidos ao menos um railhao de
terminar, por mais pereilo que haja sido, nao Italianos, ento-pobre librdade 1 Pobre exis-
-!.n,alaSI? ,nlmen nem fosoluco al-, lencia da patria !.... Mas longe de mini csse pen-
fe-jma de natureza a procurara guerra. .sameuto! Italianos de Calatalini. F.lermo Vul
sia, que se presura benvolamente a es-, turno, Ancona. Castel-fidardo, Isernia, o ios to-
sa obra to mal succedida, lera muito breve de
colher os mos inicios desse acto novo da sua
poltica. Jaelb passou pelo dissabor de lor feito
i luglaterra proposiQoes, que toram regeladas, e
de vercousolidar-se a .llianca anglo-franceza,
que tanto procurou impedir: nao tarla que tam-
bera nao reconheca os etl'eitos da apopularida-
Uo em que incorreu para com o povo germnico,
o qual enirelanl nada mais desejava cenao eul-
locar-se sob a sua salva-guarda. Acresce que
mesmo no interior da nacao o gabinete de Schlei-
nitz se aclia ameagado de urna forte opposiciio na
prxima sessao. O regente da Prussia nao poda
escollier urna occasio mais desasada para fazer
parte dessi eoiisjiiraQo absolutista, quede mais
a maisollerecia o inconveniente de nao poder
ser bem succedida, do que essa occasiao em que
se propagava a idea da unidade nacional por
meio de um parlamento e de um governo cen-
tral B foi quando devia bastear com suas pro-
prias raaos o estandarte da uoiao, que esse prin-
cipe procurou isolar-se, lornar-seimpotente, liu-
miludo, o censurado pela opinio publica da Cu-
upi. Analmente coudemnar-so ao desprezo de
toda a Alleuiaiilia, e ao olio dos feudaes quefa-
zem ara crime do sau liberalismo pueril, ao pas-
soque os liberaes deleslam as suas inanifesta-
.oes absolutistas I Qual ser o segredo dessa cs-
tranha conducta ? Oque mais lom assignal.do
cida urna das phases importantes da Prussia mis
deiradeiros lempos o erapeuho, que ella mos-
tra, por urna conciliacao entr6 principios absolu-
tamente opposlos, insuccesso deste seu de-
sejo.
Querer que (riuraphc ao mesmo lempo o prin-
cipio da soberana histories, o o principio da so-
berana nacional, urna contradigo flagrante e
pueril, nao querer dar um passo avante sera
ser-se abrigado a retroceJer
dos, habitantes desU trra heroica e valerosa,
approximai-vos do glorioso soldado de Palestro;
e assira conseguiremos abalar de todo, dar o ul-
timo golpe nessa tyrannia esmagadora 1 Rocebei,
jovens volunlarios, quo anda reslaes de dez ba-
talhas, recebei os meus ltimos adeozes; elles
partera do irao da rainha alma I Quando suar a
hora do combale, ver-me-hei3 a vosso lado, ao
lado dos raleles soldados da librdade italiana ;
ver-nos-hemos lodos reunidos de novo sob nossas
gloriosas bandeiras marchando
que lhe sao devida? E' de crer que" tambem
neste ponto devoraos limitar-nos aos nossos de-
sejos sem poderms armar cousa alguma do
positivo.
Os funecionarios do governo lurco s busc.m
g.nhar lempo ; entretanto emquinto se discute
e delibera os infelizes christaos banidos morrem
de fome e do miseria : os rigores do -invern
acabaran cora aquelles que sobrevivem anda e
quanlo chegar a primavera o processo ser ds-
necessaiio por falta de quera ploleie. e de quem
reclame. n
Realmente o nico resultado da presenca dos
soldados francezes no Lbano lera sido favorecer
a ambicio dos turcos, os quaes hbilmente se
hao aproveitaio do concurso daquelles para es-
lenderem a sua autordade directa at o paz dos
Druzos : se isto o prembulo de igual usurpa-
gao nos districtos vizinhos habilitados pelos Ma-
ronilas, cumpre conjurar semelhanle perigo no
meio do urna reorganisagSo completa da Syria.
E esta urna das phases importantes da queslao
oriental.
O corpo expedicionario prepara neste momen-
to com a raaior calma os seus aquartelauenlos
do inveruo.
Era Pars absorve a altencro da classo Qnan-
ceira-uin eraprestimo de 400 milhoes, que o go-
verno turco prelende negociar com a nossa pra-
ca. Os polticos oceupam-so tambem com esta
queslao ; porque no estada cnlico, em que se
acha a Turqua, poderiam surgir complicacoes
pengosissimas, se a Europa ficasse insensivel
anda osla vez aos seu gritos de miseria.
Dizem que a Inglaterra se moslra despeitada
por causa da solicilude dos financeiros da Fran-
ja para com a sublime Porta, o lencioua parausar
as negociacoes proseguidas em Paris, offerecendo
a sorama em queslao nao a 53 por / mas a 65.
As ultimas noticias, que nos chega'ram da Chi-
na, se achara resumidas as seguinles linhas do
Monitor Universal da Franja :
Em consequencia da lomada dos forles
kan os embaixadorns da Frauca o da
de
Inglaler-
os nossos irmaos anda escravisados !
O fogo diante de Gaeu lein sido forte Os
Piemoutezes alacaram os arrebaldos da praja ; um
coronel enlregou-se com o seu regiment; mui-
tos goneraes pedirao a sua demisso;o estado
maior do exercilo bouiboniano paralisou a resis-
tencia, e a capilulajao parecen inminente. To-
dava dizem que Francisco II est decidido 3 de-
fender-se al a ultima extremi-Jade. Deixou Pi-
car junto da sua pessaa smenle as tropas ne-
cessanas para u defeca da praja ; os balalhoes
nao designados pela sorlo para semelhsnte fl.n,
enlrarara nos Estados da igreja. A fortaleza tem
provises de viveros o municoes para 10 mezes,
e as fortificacoes sao guarnecidas por urna for-
midavel aitilharia. Os representantes das po-
tencias esirangeas ficariam durante o cerco sob
a guarda e defeza dos vasos de guerra de suas
uacoes estacionados no porto. O jovern rei in-
tenta protestar at o Qm, tanto pela diplomacia,
como pelas armas. Por intermedio do seu mi-
nistro dos negocios estrangeirc-s dirigi aos seus
agentes diplomticos urna prolestaco contra o
plebiscito, quo a seu ver nao tem a'forca de ani-
quilar os direilos da cora, e a independencia do
remo das Duas Sicilias.
Por oulro lado Victor Emmanuel proseguo na
para libertarmos j ra so transporlaram imraediatameote a Tientsin,
onde depos de curta negociajo com o commis-
sano imperial Konei-Lieng assentaram n'um
projeclo do convenjo, cujo Gm era restabelecer
a paz enlre o governo chinez e os governos da-
quellas duas potencias.
O primeiro cedendo sobre todos os postos s
proposicoes das potencias alliadas mostrou-se
promplo a aceitar o ultimtum que ellas lhe ha-
viam apresentado era marco ultimo ; e j o baro
Oros e lord Elgin se dispunham a partir para Pe-
kn com urna escolta suicieute aun
logo, e gyrar cons- sua obra : o prlongaraeaio do cerco de Gacla
tan emente i. um circulo ocioso I Os escupieres espaco de lempo era que ter ai, da de llucluar o
da imprensa allemaa deixam Ifoje calur das suas estandarte da casa de
pennas amargas e severas
poltica, amanha sahiro
censuras contra essa
ellas dos labios di
. Bourbou sobre os muros
de ilessina, nao lhe imncdem de tratar da reor-
Dversos escriptos>lde? sua penna sttestjm as
suas nabilitajoes scienliQcas.
Submetteraos considerajo da autoridade
a quem possa competir a providencia, as obser-
CHRONICAjIUlClJ&RIJi.
TRIBUNAL DA REUCBO.
SESSAO EM 18 DE DEZEMBRO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EIM. SR. CQSSELHEIRO ERHELI50
. DELEO.
- As 10 horas da manha, achando-sepresen-
anima a pedir-lhe a publicacao das linhas seuin- Le? os Srs- desembargadores Caelano Santiago,
ilveira. Gitirana, Lourenjo Santiago, Guerra;
resse que Vnc. sempre mostrou em aecusar o
e em proteger a moralidade publica, me
. Dublicarao da li
lesna sa Revista
Bem sei que costume dizer-se q
pressoes obscenas e os termos iodeceotes s sao
proprios das nbeiras, mas ser isto exacto ? Pii-
meiramenle direi que nao admiti, como maxi-
" u como principio do direito estas bem co-
ndecidas palavras.que tanlo valor tinham ou-
tr ora na legislajo romana, mos fcil legem
e em segundo lugar que, quando se diz que as
nbeiras sao os lugares mais proprffs para se pro-
lenrern palavras menos convenientes, nao se
quer dizer quo necessariamente devem ser taes
palavras all proferidas ; porra, sira que onde
se costuma tolera-las.
Ora. so mesmo entre os romanos o costume
nao poda ser metamorphoseado em le, se elle
era contrario a moralidade publica, como o po-
der ser enlre nos, que desconhecemos esta ma-
neira do fabricar leis ? 1
Convencido da verdde do quo venho de di-
zer reclamo,a quem competir, conlra a de-
masiada desinvoltura das linguas dos carniceiros
talnadores. ou como quizerem chamar aos que
corlara e vendera carne no ajougue da ribeira
da Boa-Vista. as ras prximas a esle aocti-
gue moram militas familias ; mas, isto nao me-
rece considerajo Iguma taes individuos que,
alera de fazerem continuamente um barulho
hornvelherrando, como se eslivessem posses-
sos. despejara diariamenle em voz alti-someote
ludoquanio indecencia, immorulidade e escn-
dalo, que se pode imaginar, e at mesmo que se
nao pode imaginar,a nao viver-se chafurdado
em ludo quanto vicio e torpeza.
Esperamos, perianto, que as autoridades, a
quera incumbe zelar pela moralidade publica,
tomem alguma providencia capaz de conter se-
mejantes desmandos, ou, ao menos, capaz de
evitar que se os nao contine a praticar em vo-
zes lo altas, que vao ofl'euder os ouvldos das fa-
milias que cam distantes d'all, quanto mais
daqucllas, que morara ao p desse acougue.
Sou de Vmc. um constanto leitr, que tem
presenciado os faelos, que hoje denuncia.
Recife, ldedezembro oe 1860. o
aggra-
appellado, Joo Francis-
appellado, Leandro Gon-
Communlcam-nos o seguinte fado, que ur-
ge por urna providencia :
Sr. redactor da Revista Diaria.Sendo de
costume vir lodosos dias rio Rosarinho (sitio da
capella) um escravo do Sr. Thomai da C. S.
Brando, com taboleiro do venda, succedeu que
no da 14 perlodas 8 horas danoite.ao voltarpara
m de nessa casa, fosse ello perseguido na estrada de Joo de
uegociajoes se
ina,,, parte dos membros de l.andtag. f^.lflSSUSTig^t^^
Sr. de ScheleiniU conseguir just.licar-se ? mejar os seus trabalhos era Janeiro vmdoi
Igualmente se erguo um grande clamor as por isso as eleices forao marcadas
margeos do Tamisa por psrte da irapreusa all dezembro: a bise adopudT ntsVs ele
contra a raesma poltica : o Times so
le de todos os uniros
vera co-
vindouro
para 15 de
r vJeicoes de
B poza fren- um deputado por 50.000 almas, de sorl'e qirc se-
jornaes btanmeos nessa ; r elevado a 400 o numero do3 merabro da no-
truzada ; c a gazela da Prussia, orgao offlcial do va cmara meraoros da no-
|ov.-rno, responden com colera o odTgnajao-que No da 9 deste mez leve lugar em Roma um
a Inglaterra dev.a a sua preponderancia raariii- conselho magno de cardeaes com a ass^sfenHi
ma ao apo.o que a Alleraanha lhe prestara em de sua antidade: nclse coeh?
oulro lempo conlra a Franca; que, se o gabine- quosUo a
te de Saint-James censisse em contratar com a
Prussia una nova allianja, nd a conseguiriase-
nao medanle compensajes mu senas, das
quaes seria a primeiro um accordo completo a
respeito da queslao dinamarquez.; e finalmente
que uenhum dos tres soberanos, reunidos ha
pouco era Varsovia, reconliereria os embaixado-
res do re da Italia, apezar da proterjo da In-
glaterra e da Fifoea. Por oulra parto o mov-
menlo unitario vai lazendo novos piogressos no
mundo germnico, nao obstante ler-lhe a Prus-
sia neg lo o seu patrocinio. Um depulado das
cmaras saxouias apresentou urna proposta em
faver do governo central allemao e do parlamen-
to nacional ; essa proposla apoiada por grande
maioria f, remellida ao exame da comraissao
respectiva.
Era todos os paizes allemaes submctlidos 5 co-
ra da Austria ciutinuan a ser regeitadas ascon-
cessoes imperiaes de ^de outubro. A Hungra
reclama enrgica mente a rcslitoi.;o cmplela da
so. independencia, e al mesmo a Cidadc de Ty-
rol nao tem acolhido mais favoravelmenle a ou-
torga do seu novo estatuto.
suscitoii-so a
rospeitoda partida de Pi IX. O Papa
de egaria o governo do seu principado a um pre-
lado allemao, o cardeal Carlos do Reisach : mas
depois de prudente deliberajo cahio esto pare-
cer, adoptando-se a final jue o Papa nao sabi-
na de Roma. Fallou-se tambem de um concilio :
" foi emtda a opinio de que deveria ser con-
vocado em Itomu esse concilio formado dos prin-
cipaes bispos do mundo caiholico, alim do de-
clarar-se que o poder temporal do Papado era in-
dispensavel sua independencia; que o pairi-
raouio de S. Pedro era por isso mesmo patrimo-
nio da igreja; e que aos catholicos de todo3 os
paizes cumpria defender o poder ameacado : pelo
que seriam tomadas a respeito as medidas con-
venientes. Seria isto provocar um mmeiiso mo-
, vintenio popular caiholico. Esse projeclo que
merecen a approvajo do minios cardeacs nao
; pareceu convonieuto sos estadistas do governo
pontifical, o por isso foi abandonado.
O resultado definitivo da votaco as Marchas
e na Ombra para annexacao foi'de 230. 823 vo-
tos pro. e 1.5J2 conlra. Era Viberbo mesmo aos
olliosda guaruijao frenceza, que oceupa esse
ponto, as populajes se ho
o governo
Aceito da
nao pela ara -
pela consciencia de Italia-
, Victor Enmanuel aos | = &SZSZ "wSSSH mtt
imporlaiite conliada ao condo de Morny, enviado
a Roma : o diplmala fiincez serprecodido de
duas carias outographas do imperador Napoleo
III dirigidas Po IX.
Tratemos agora da Turqua, desse que hoje o
maior problema da poltica europea; problema
ha minio lempo estabeiecido, e que uo tardar
a exigir a sua solujo completa. O imperio Oito-
manochegou a csse ponto de decrepitnde em que
nao e possivel mais suslentar-se ; cada vez rio
crescendo as apprehenses inspiradas aos gabi-
netes pela imminencia da sua queda ; c lo
cnlica a situaeo desse '
povos di Italia meridional
O suffragio universal mo concede
soberano destis nobres provincias.
vonlade nacional essa alia miss
bico do poder, mas p
no. Os meus deveres, os deveres de lodos os Ita-
lianos augmentara ; mais que uunca sao hoje ne-
cessarios nao s a paz sincera como a constante
abnegajao. Todos os partidos devera inclinar-se
peranto a magestade da Italia, que Deus fez sur-
gir.... llevemos mostrar Europa que, se a for-
ja irresislivel dos acontecimentos tem destruido
os tratados eslabelecidos durante os longos in-
fortunios da Italia, nos saberemos restabe-
lecer nessa nacSo unificada o reinado dos dog-
mas immutaveis, sera os quaes serii fraca to-
da e qualquor sociedado, seriaiucerla o disculi-
vell'ila e qualquer autoridade.
A 7 de novembro pelas 10 horas da manha fez
o rei a sua entrada em aples nj meio das ac-
clama^es dos habitantes da cidado o das popu-
lajes vlzinhas. O dictador acompanhalo do mi-
nisterio apresentou-ihe o plebiscito, c nesso acto
pronunciou o ministro Conforli as seguinles pa-
lavras ;
Senhor] O povo napolitano reunido nos co-
micios vos acolaraou seu rei por immensa miio-
ria nove militos de Italianos se uiiem s outras
pzovincias, quo governaes com tanta sabedoria, e
confirmara desia fima a vossa promessa solem-
ne de que a Italia seria dos Italianos.
O acto da unio foi officialmenle publicado; a
dictadura de Garibaldi cessou desde esse mo-
menlo ; eo ministerio demillio-se. As compe-
tentes crodenciaes forant dirigidas aos principes
de S. Cataldo, e de S. Guiseppe, e a outros repre-
sentantes do dictador na Europa. As testas du-
raran) por espaco de tre3 dios: Victor Emmanuel
tinha de partir para a Sicilia, onde se he prepa-
rava urna magnifica recepeo na cidade de Pa-
lerrao.
Jrepoig da proclamacao do plebiscito foi creado
nos Estados de aples um cargo de ajudanle do
rei, para cujas funejes fra nomoado o Sr. de
Farioi: o plano eos principios desse novo cm-
pregoleera por um flrmar-se cada vez mais a
unidade, e prover-se regulandade das futuras
eleices parlamentares: o Sr. de Farini creou
ramediatamente um conselho composto de 10
conselheiros encarregados das repartijes minis-
teriaos: suppt-se quo esta instituijo durar
ate que sejarn votados pelo parlamento os novos
cdigos e a le sobre a organisajo provincial e
commercial: e por isso so pode considerar o Sr
de Farini revestido de um cargo que lera talvez
6 mezes do durajo. Urna organisajo anloga
leve lugar na Sicilia ; o assira como era aples
l'arini substituid a Pallavicini Trivulsio em Pa-
lerrao foi Monlezemalo substituido por'Mordini
que encarregou Lafarina da direceo do interior'
Cordova da fazenda, Pisani das obras publicas
o principe Laura dos cultos e instruejo pu-
blica. r
Tem-se fallado muito de urna allercajo bas-
tante viva que leve lugar a 7 do novembro enlre
Garibaldi e um dos pro-dictadore. Pallavicini
Trivulsio. Eisa que se passou : Quando Pallavi-
cini e Mordini, esle ultimo revestido da lunics
verraelha, t'oram palacio buscar Garibaldi para
a recepjao solemne de Victor Emmanuel, o dic- ,
lador notou que o primeiro Ievava o collar da
AncUUC,ada piS30 quo Mordni n-0 linha con_
uecoracao alguma ; censurou acremente a Palla-
turcos julgam niui prxima a rcalisajao da
ngas propicias annunciaodo o exodo dos
xam coraprometudo para cora os seus subdilos
musulmanos, o os prelenjes dos verdadeiros
renles, quo o deixam compromelliJo para cora
a Europa. O TanziraaloTio mais que urna as-
tucia; as reformas sao i.npossiveis; o a Turqua
se acha falalmenle volada lodos os abusos a
lodos os actos arbitrarios de corrupeo e venli-
dade, que a teera impellido para a bordas do
abysrao.
Tal a verdadeira siluajao desse' imperio;
aquella que se offerece ao pe'nsamento de quera
entra maduramente na apreciado das cousas.
Ella resulla da incompalibilidade radical ntreos
elementos constitutivos do raesmo imperio; e
nos pensamos que a diplomacia, por mais hbil
que se suppooha ser, nao poder empregar um
remedio efflcaz contra um mal to profundamen-
te inherente organisajo do enfermo; chega-
mos al a avanjar que os exforjos tentados para
salvar a Turquia, que se fina a olhos vistos, nao
teem oulro resultado seno eofraqucce-la ainda
mais e a prova existe, e vem a serque as re-
formas nao teem produzido algum melhoramenlo
serio para os christaos, ao passo que leera desa-
creditado o governo aos olhos dos musulmanos,
e inaugurado na Turquia urna nova era do cons-
ptrajes e revolujos que assigoala, segundo lo-
da a pparencia, a sua ultima agonia; e vem a
ser raais-que a Europa intervindo em favor dos
christaos, nem por isso lera conseguido tornar
a situajao destes menos precaria, e a sua vida
menos ameajada
As carnificinas e ss tentativas de carnificinas,
navidas em toda a eilensao do imperio ottoraa-
no, justificara assaz a nossa asserjo. Ainda ho-
je que esperanja deve ser fundada na carapanha
da Syria? A Franja prehencheu um dever sagra-
do : ezailou-se face do mundo lomando a d-
se acliava revestido de plenos poderos, recusou-
se a assiguaraspreleminares j por elle 3ceilas,
e declarou nao poJer ultimar as
uo ad referendum.'
Seraelhante procedira-nto demonstrava mui-
ta falla de boa f da parte do negociador chiuez,
e devia necessaiiamenio offender os plenipoten-
ciarios da Franca e da Inglaterra. Estes ulliraos
resolvorara responder fazendo avanjar as forjas
a liadas ale Ping-Tchon, cidado situada no cami-
nho, que vai ter a Pekn, a qualro legoas dis-
tante desta capital, e s ahi declarar-se dispos-
tos a ouvirem commissarios imperiaes que esli-
vessem munidos de plenos poderes.
Em cousequencia desta resolujo tomada a
b de selembro a escolla dos cmbaixadaTes trans-
loiraou-se n'uraa tropa regular disposta a con-
vencer os chinte, da vonlade dos raesmos em-
baixadoies.
As inforraajoes datadas de 27 de selembro
do a pensar que nao ser preciso recorrer-se
uovamenle s arraas, e que o governo chinez se
apressar 3 s3nccionar as condijes j aceitas
por seus plenipotenciarios.
O rei Leopoldo tem soffrido uUimaracnle ilte-
rajo na sua sanie, a ponto do nao poder em
pessoa abrir a nova sesso dafcamaras belgas ; o
seu oslado poim nao assustador.
O priacipe de Galles coucluio a sua viagera, e
o regresso al home do futuro oberaoo da Gia-
Bretanna foi saudado por raui vivas demonstra-
jes de sympathia, das quaes a imprensa se lem
tornado o echo.
No momeuto mesmo em que o joven principe
chegava s praias inglezas, a ellas locava igual-
mente a imperalrizdos francezes cora destino ao
castello de Hamillon na Escossia. E' singular
que essa viagem, a que soda como pretexto o
estado de saude da imperalriz, fosse resulvida
para esse lempo de invern, e sob um clima h-
mido e fri.
A opinio p'ublica pouco salisfeila, ou anles
noconliando em tal prelexto.se tem posto a
cala de explicaces. L'ns julgam que a partida
da iraperatriz procedeu de ter ella intilmente
intercedido de sua parte em favor dos interesses
lemporaes do Papa : eutros atlribuem-na um
pedido, que nao foi ailenddo, da demisso de
um ministro, conlra o qual existe mais de um
serio motivo de queixa.
Teve igualmente lugar urna oulra viageraa
da joven imperatriz da Austria, cujo eslado me-
lindroso do peito exiga que se relirasso promp-
laracnle, sendo-lhe aconselhado que fosse para a
ilha da Madeira.
Ultimas noticias.
Gaeta resiste : Francisco II all se conserva
cora as tropas que lhe ficaram fiis: falla-se
mesmo de movimcnlos produzidos em sen favor
sobre alguns pontos. Nesta siluajao a fuso do
exercilo garibaldino com o exercilo regular do
liemonle um momento decidida seria revogada,
e suppoe-se que Garibaldi nao lera de (car .in-
da por muilo lempo na sua ilha de Capra.
Cumpre purera dizer quenada de positivo con-
firma esse novo aspeclo das cousas na Italia.
G. M.
aJ-1\ ,Pe.rraularem as ractifieaces dos tratados Barros, por dous desalmados miados do camisas
mi VeJl,nno oo.l8a8, e ah entregaren! em e caljas braucas, que lhe acompanharam os pas-
maos do imperador as suas cartas credenciacs, j sos, resultando disso bolarem-o ao chao unto ao
o o commissario chinez, allegando qae nao BO do Sr. Rolim. para o nico fira do se apode-
rarem do apurado da venda, que o mesmo con-
duza : o que nao teve lugar, s o pudendo fazer
em parle, por o mais ir melhor agasalhado.
Com os echos do mesmo affluiram immedia-
taraeute diversos moradores do logar para o soc-
correrem, o qu produzio cfralo, desapparecendo
l^go os raloneiros. quo poderam evadir-se por
entre o sitio do referido Sr. Rolim, ondo se con-
servaran! por algum tempo ; visto pouco depois
haver passado um delles mui dsfarjadamente
pela mesma estrada com galbo do arvoredo, to-
tomando direcjo pelo becco ou estrada do
Pombal.
Na mesma noito muilas escravas conducto-
ras da roupa, receiavam as suas passagens pelo
mesmo lugar, por lhe ler constado o que havia
a pouco acontecido, nao se reproduzindo igual
scena, por ellas precipitadamente lerem-se posto
salvo; e no seguinle da, de novo ia tendo lu-
gar igual successo, o que notevo execuco, pela
perspicacia dos individuos, tcmendo elles sem-
pre de alguma cilada.
A'vista no que lemos exorado, que urna
pura verdade, como poder informar qualquer'
morador da citada estrada, chamamos sem perda
de lempo a allenco da competente autoridade,
alim de que preste o seu auxilio aos habitantes
do logar, (com alguma ronda) livraodo-os de no-
vo appareciraento do fados to
mesmo alim de inellior garantir a
dividual.
revoltantes, e
seguran ja in-
impeno que os rresmos
'as au-
manlis alm do Bosphoro7" goveTno", q"ue pre-
nde aos seus destinos, nao menos odioso s
populajes da najo turca, do que aos 12 mi-
lhoes de Raas submeltidos ainda autoridade
do bultao. Existe entre os christaos urna cons-
pirajao permanente contra a sublime Porta ; Ser-
bios, Monlenegnnos, Bosoiacos, Bulguiose Gro-
gos so esperam urna occasio propicia para a pe-
leja. Os Musulmanos indignados pelo que cha-
mam elles fraqueza e impotencia do Padishah
iramao tambera occuliamenle gigantescas cons-
piracoes com o fim de lancarera face da Euro-
pa e da civihssjo um ultimo desafio, arrastran-
do o imperio aos 6e//os dias da intolerancia reli-
giosa, e a restricta observajo das leis do Oslara
Manielado, opprimido e paralisado onlre essas
duas forjas, cujo choque de u-n momento para
oulro pode esmaga-loo governo turco emprega
Vr^" J. qU,8 lhe -resla "'"m3 luta 03leril en" """ ue (
L"Ji8J8.!el;1!W Europa, que o dei- cipalmente pelo indevTdo das ho! em 'qSe o
REVISTA DIARIA.
Temos inforroajao de que para a Capunga No-
va existe tima pessoa cojos escravos, por meio
do ura batuque quasi constante, s servem de
incomraodar a vizinhanja. (anto mais quanlo esse
diverliraento corneja pelas 9 horas da noito
quando elles regressara ou concluem suas oceu-
pajoes diarias.
Se o diveriirnenlo de que lanjara raao, para
ahgeirar as fadigas da vida, nao fosse to inco.n-
modo em si e no modo, nao havia o que oppr
mas assira nao sendo, convm que o respectivo
senhor nao lhes d semelhanle
---------------- horas, em
demais querem descansar.
A direcloria da corapanhia
ferro resolveu oulra entrada n
libras esterlinas por cada aejo.
Essa entrada deve serrealisada al o dia 19 do
futuro mez, pagando o accionista retardatario o
uro do 5 por % ao anno al fres mezes, quando
llcar a corapanhia o direito salvo de confiscar
a3 respectivas .cjes, na conformidade
poste nos estatuios.
da estrada de
na razo de duas
do dis-
Lista dosbaptisados e casaroentos feilos na fre-
g.iezia da Boa-Vista d0 Io a 15 de dezembro do
correte.
Manocl, pardo, com 9 mezes de nascido, filho
natural de Domingas Josepha de Souza.
Elisa branca, nascida em 5 de siterabro deste
anno, filha legitima do Dr. Domingos de Oliveira
Kibeiro e D. Elena de Freitas Oliveira.
Mana, parda, com 4 mezes de nascida, filha na-
tural de Beatriz, escrava.
Rachel, crioula, com 2 mezes de nascida, filha
natural de I.ibania, escrava.
Caetana, branca, com 2 annos e qualro mezes
de nascida, filha legitima de Candido Jos de Oli-
veira e Francelna Pereira Monteiro.
Elias, pardo, cora 3 mezes e mei3 de nascido,
Dlh. natural de Saturnina, parda, liberta.
M.-noel, branco, com 30 annos de nascido, fi-
lho legitimo de Venancio Ribeiro de Aguiar e An-
na Rila do Sacramento.
Horacio, branco, nascido era 5 de oulubro des-
te anno, fiiho legitimo de Siraao de Samp.io Lei-
te o Francisca de Paula das Chagas.
Atilia. branca, nascida em 17 do agosto do cr-
reme armo, filha legitima do Dr. Silvio Tarqui-
mo Villas Boas, o LeoDor de Araujo Amazo-
nas Villas Boas.
Bento pardo, nascido no Io de agosto do cr-
reme, filho legitimo de Jos Lucas Rodrigues Ma-
chado eOltudina Amelia Rodrigues Machado.
Miguel, branco, nascido em 9 de selembro des-
te anno. filho natural de Msnoel Jos de Aguiar
e Umbelina de Aguiar.
Mari,3. branca, nascida a 26 de julho deste an-
no, (i ha legitima de Joaquini Francisco Franco e
Joanna Mara Arantes.
Adclaide, parda, nascida em 27 de seterabro
deste, filha natural de Brgida, escrava.
Ricardo, pardo, idade 8 mezes, lilho de Lou-
renja Mara Joaquina de Sanl'Anna.
Anna. branc, nascida era 15 de oolubro do
correte, filha natural de Manoel Francisco Muniz
reijo e Candida Mara de Aguiar.
Maria, branca, de idade 8 mezes, filha legitima
de Leonardo Chuler, e Joaquina Januaria dos
Santos Aguiar.
Silva Gomes, Cosa Motta,' faltandoVSr. des-
entbargador Villares, procurador da cora, foi
a berta a sesso.
Passidos os feilos e entregues os distribui-
do., procedeu-se aos seguinles
JULGAMENTOS.
Os recursos crimes
Recorrente, ojuizo; recorrido, Francisco de
Abreu Barros.
Adiado na sesso de 15 do corrente, iulgou-se
improcedente.
Recorrenlo, ojuizo; recorrido, Rayraundo An-
tonio de Freitas.
Improcedente
Concedeu-se a soltura pedida em habeas-cor-
pus por Manoel Pedro de Alcntara.
dem a Antonio Carlos Pessoa.
RECURSOS CRIHE3.
Recurrente, o juizo; recorrido, Jos Antonio
Pereira.
Relator o Sr. desembargador Gilirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Lourenjo
Santiago. Motia e Silveira.
Improcedente.
AGGRAV DEPET1CO.
Aggravanle. Jos llygino de"Miranda
vado, ojuizo.
Relator u Sr. desembargador Lourenco San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Molla e
Gilirana.
Deram provimenlo.
APPELLAJES CHIMES.
Appellanle, ojuizo; appellado, Joaquim Jos
de Santa Anna.
Improcedente.
Appellanle, o juizo
co da Silva.
Nullo o processo.
Appelftnle, ojuizo
alvcs.
A novo jury.
Appellanle, ojuizo; appellado, Francisco Jos
Bezerra.
A novo jury.
Appellanle, ojuizo; appellada, Alexandrina
Mana da Luz.
A novo jury.
Appellanle, ojuizo; appellado, Eufrosino Viei-
ra Slouro.
Nullo o processo.
Appellanle, Antonio Delphino do Prado
pellado. o juizo.
Reformada a sentenca para o medio.
Appellanle, o juizo appellado, Gabriel An-
tonio.
Improcedente.
Appellanle, Joo Antonio dos Santos ;
lado, o juizo.
Reformou-se a senlenca para o medio.
Appellanle, o juizo ; appellado, Jos Gomes
Tolentino.
A novo jury.
Appellaiitt' o juizo
nardo Guerra.
A covo jury.
Appellanle, o juizo
Ferreira de Mello.
A novo jury.
OILICENCUS CniHES.
Com vista ao Sr. desembargador
justica, as appellajea crimes :
Appellanle, o juizo ; appellado,
reir Hornera.
Appellanle, o juizo ; appellado, Antonio Vei-
ra de Mello.
Appellanle, Manoel Jos Ferreira de Gusmo ;
appellado, o juizo. *
Appellanle, Joaquim Cordeiro Ribeiro Cam
pos; appellado, Guilhcrme Vieira Ramos.
Appellanle, Trajano Pereira de Oliveira ; ap-
pellado, o juizo.
Appellanle, o juizo ; appellado, Antonio Fran-
cisco Pereira Jnior.
_ Appellanle, ojuizo; appellado, Manoel Fran-
cisco da Malta e outros.
Appellanle, Palatino Augusto Barbalho cha;
appellado, o juizo.
Appellanle, Francisco Gomes Pantaleo ; ap-
pellado, ojuizo.
AppellanlP, o juizo ; appellado, Vicente Fer-
reira d'Oliveira.
OISTIUBCICES.
Ao Sr. desembargador Caelano Santiago, as
appellacos crimes :
Appellanle, Jos Antonio de Lima ; appellado,
o juizo.
Ao Sr. desembargador Silveira, as appella.-es
crimes :
_ Appellanle, ojuizo; appellado, Joaquim Mar-
linho.
Ao Sr. desembargador Gilirana, as appellaces
crimes :
Appellanle, o juizo ; appell?do, Joaquim Jos
dos banlos.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago
appellaces crimes :
Appellanle, ojuizo; appellado, Joaquim Jos
de Sania Anna.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, as appel-
laces crimes :
Appellanle, Antonio Martina Chaves
do, ojuizo.
As i> horas da larde deram-se as ferias e en-
cerrou-se a sessao.
ap-
appel-
advogado responda a consulta que lhe fez a c-
mara a respeito de mesmo escrivo.
Oulro do procurador, representando que o in-
quihno das lojas ns. 7 e 9 da praja da Indepen-
dencia, Manoel Ignacio das Cindeias, alm de
ser moroso no pagamento dos alugueres, tem de-
teriorado considera velmente o predio.M.ndou-
se responder, que, entendendo-se com o advoca-
do, promovesse o despejo da casa.
Oulro do mesmo, apresentando o aulographo d-e
orjamento da receita e despeza da cmara para o
futuro eiercicio de 1861 a 1862.\ comraissao
ue polica (Regoe Gameiro.)
Oulro do administrador do cemiterio publico
informando favoravelmenle a petijao da irman-
dade do Livramento que requereu para construir
no mesmo cemiterio mais 10 pares de catacum-
bas para adultos, e 9 para prvulos.Posto em
discusso, resolveu a cmara quc.fusse remellida
a petljo ao Sr. vercadorencarregado dos nego-
cios do cemilerio para deslinar o lugar que lhe
parecesse mais conveniente, votando conlra o Sr.
Barata por se nao conformar com edifleaces do
caiacumbas no cemiterio.
Oulro do fiscal da Vanee, comraunicando te-
rem sido moras no mez de novembro passado 12
rezes para o consumrao daquella freguezia.Ao
archivo.
Outro do Manoel Gonjalves Agr, partecipando
haver removido do armazem do convento do S.
Francisco para a ra Nova a sua cocheira do car-
ros fnebres Inteirada.
Urna petijao de Marcelino Jos Lopes, pedindo
solujo da preienjao que tem sobre a cordeajo
de um terreno na ra dosCoelhos, cojos papis
foram affeclos commisso de cdiicajes.__V
mesma commisso /Mello e Dr. Firmo Xavier.)
Delerminou-se quo o fiscal da Boa-Vista pro-
curasse enlender-se com o proprietiio de urna
casa de taimas, existente na barreira do Mangui-
nho, a qual, nao servindo de. uzo algum, eslreita
a estrada, e presta-se a escondrijo de raalfeilo-
res, fazendo o fiscal desapparecer a moncionada
casa.
Assignou-se a acta daapurajao goral de votos
para veradores, e mandou-se expedir copias pa-
ra os Exras. ministro do imperio e presidente da
provincia, assim como diplomas aos futuros ve-
nadores para comparecerem tomar posseno
dia 7 de Janeiro futuro.Igualmente mandou-se
oiciar aos joizes de paz para no raesmo dia vi-
rem prestar juramento, e enlo dar-se-lhes os
competentes ttulos.
Despacharam-se as petices do bacharel Ernes-
to de Aquino Fonseca, Evaristo Mendos da Cunha
Azeyedo, bacharel Hermogenes Scrates Tavares
de Vajconcellos. Dr. Ignacio Firmo Xavier, Joo
dos Santos Coelho, Jos Rodrigues Ferreira Je-
sumo Augusto Pereira dos Santos Fragozo, Joa-
quim Gomes Dourado & inao, Joo Pereira
franco, Jos Antonio de Souza, Luiz Jo; d*
Costa Amorim, I). Maris das Neves Gameiro da
Cunha. Manoel Firraino Ferreira, Rufino Manoel
da Cruz Couseiro(2), Symplicio Rodrigues Cara-
pello, e levanlou-se a sesso.
Eu, Francisco Canuto da Boa-Viagem, ofTicial-
maiora escrevi no impedimento do secretario.
Reg, pro-presidente. Barata de lmeida.
Mello,Gameiro Dr. yery da Funseca.
appellado, Manoel Ber-
appcllado, los Joaquim
promotor da
Matbias Pe-
as
appella-
CASARA IMCIPAL DO RECIFE.
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS3 DE DEZEM-
BRO DE 1860.
Presidencia do Sr. Reg e Albuquerque.
COLLECTORU PROVINCIAL DE
OLIXDA.
Alteraces feitas no lancamcHto da
dcima urbana, que pgam as ca-
sas pertenecntes col lectora de
Olinda, para o anno de 1860
1861, pelo collector Manoel Jos
de Azcvedo Amorim.
[Conlinitaco.)
Ra Nova.
N. 1. Herdeiros do Deo Dr.
Francisco Joaquim das Chafas
proprietarios de una casi terrea'
arrendada annualmenle por......
dem 11. Herdeiros do conse-
Iheiro Monsenhor Dr. Antonio
Jos Coelho,propnetarios de urna
casa terrea arrendada annual-
menle por ......................
Roa de Mathias Feneira.
tt. 1. Antonio Maria do Miran-
da Seve, proprielario de urna
ca terrea arrendada annualmente
por ..............................
Idera 3. Irmandade do Santis-
simo Sacramento da matriz de
S. Fre Peiro Marlyr, proprieta-
ria de urna casa terrea arrendada
annualmente por................
dem 6. Santa Quileri* aa jgre_
ja da S, casa de sobrado de 1
andar, arrendado annualmente
por ..............................
dem 7. A mesma sania, casa
de sobrado de 1 andar, arrendado
annualmente por................
dem 12. Exm. bispo cnde'de
Iraja. proprielario de urna ca-
sa terrea arrendada annualmente
por.........................
dem 13. Mana Luiz'a' daPuVi-
licaco. proprelaria de urna ca-
sa torrea arrendada annualmente
po ..............................
dem 14. Recolhmenioda Con-
ceico das Freirs, proprelaria de
urna casa terrea arrendada an-
nualmente por ..................
dem 1".. Maria da Conceijo
Gomes Mariz, proprietaria de urna
casa terrea arrendada annual-
mente por.....................
dem 16.Tenentc-coronel Fran-
cisco Manoel Carneiro da Cunha,
.proprielario de urna casa terrea
arrendada annualmenle por.
72000
4SjOOO
oogooo
605000
150SO0O
150;>000
120JOCO
96S000
06^000
COgOOO
Preseutes os Srs. Barata, Reg, Mello, Gamei-1 IJetn 17 n- Thomazia d'Alahyde
96;00J
e Dr. Firmo Xavier,
lida e approvada a
abrio-se a ses-
ada da antece-
ro, Pinto,
sao, e foi
dente.
Foi lido o seguinte
EXPEDIENTE.
Lm ofcio do Exm. presidente da provincia,
mandando fornecer provisoriamente ao adminis-
trador da casa de detenco o azeite que fr ne-
cessario para a conservajo de urna luz na enfer-
mara daquelle eslabelecimento.A cmara re-
solveu responder a S. Exc. quo ia ordenar ao
procurador para fazer esse fornecimenlo loman-
j m i ---------- r-. mav ,oji. iviiiiuiinuiiu ll/lUU-
"be. branca, nascida era 31 de agosto deste d0 esla ordem como autorisajo, visto nao ha-
Consta-nos que andam uns bofarinheiros
alu pelas ras vendendo madapolo por esauio
s pessoas menos conhecedoras do fazendas
para o que empregara o meio doloso de arran-
jsrem o madapolo da mesma maneira por aue
dobrado o esguio. *
Esle fado ainda no sabbado passado deu-se
cora urna familia do Chora Menino, que na au-
sencia do respectivo chefe foi Iludida compran-
do gato por lebro ; e como isto nao deva ser to-
lerado, recommendaraos os autores vigilancia
da autoridade policial. 6
A igreja que deu as badaladas, que nrovo-
caram o gualda incendio, na segunda-feira, nao
foi a da Conceicao e sim a da Saola-Cruz, no
bairro da Boa-Vista. '
No dia 14 do corrente
chegou no Ouapook
o Sr. c.rurgiao de diviso, Dr. Garios Frederico
dos Santos Xavier, e entrou no exercicio de che-
fo da saude da estajo naval desta provincia
para cujo cargo fora uomeado. '
Durante o longo periodo de 7 annos em que o
referido Sr. cirurgio de diviso exerceu o mes-
rao lugar na Bahia, soube captara estira, econ-
siderajo de lodos com quera entreleve relajes
de servijo ou puramente de amiz.de, por que
Lu m par"cular-/ superior inielli- I Camilla, prela, escrava. 9 annos, cerebrete.
gencia e noiave sommi de conhecimentos. i _____-
anno, filha natural do raajor Mauoel dos Santos
Nunes de Oliveira o Joaquina Maria Rita dos
santos.
Irena, branca, em S de abril do anno passado.
ilha legitima de Ulissei Justiniano de Oliveira e
t. Celicina Liberata de Oliveira.
Casamenlos.
Joaquim Miguel da Silva com Maria Juvina do
Reg Pereira, brancos.
Jos Lea o de Mello com Anglica Tavares de
Alraeida, brancos.
Arfelim Jos da Cosa Carvalho com Anna Isa-
bel da Costa, brancos.
Joo Ayres da Cosa Cardozo com Francisca
Gandida de Jess, brancos.
Luiz Jos Anlunes com Minervina Julia da Sil-
va, brancos.
Major Luiz Anlonio Rodrigues de Almeida^com
Candida Maximiana da Cruz Martins. brancos.
Mauricio Torquato das Dores com Floripes Vi-
eira de Araujo, crioulos.
Francisco Borges da Foncca com JozeGna
| Mana da Conceigo, pardos.
Francisco Affonso Ferreira com D. Ermina A-
raada Ferreira, brancos.
elemento Ferreira da Silva com Thomazia
Joaquina.
Luiz de Franja com Henriqueta Joaquina de
Moraes, libertos. *
Mataoouro publico :
Malaram-so no dia 18 do corrente para o con-
sumo desta cidade 84 rezes.
Mli r.iLIDADE DO DIA 18 DO CORRENTE !
Julia, branc, 5 annos, lisies.
Philomena, prela, escrava, 2 annos, bronchiles.
ManoeUoaquim da Fonseca Rosa, branco, casa-
do, 28 annos, hydropezia.
Joo, branco, 13 mezes, gastro interite.
Um corpo de um preto encontrado no rio, afo-
gado.
Joaquim Pereira Guimaraes, branco, solteiro, 25
annos, tubrculo pulmonar.
Anlonio Pereira de Oliveira, prelo, casado 40
annos, cancro.
ver quota na lei para semelhanle despeza.
Oulro da Illma, cmara municipal da corte do
Rio de Janeiro enviando um exemplar dos esta-
tuios da caixa municipal de Beneficencia do mu-
nicipio da corle e oulro da sessao solemne da
installajo da mesma caixa.Mandou-se aecu-
sar a recepeo, e agradecer lo valiosa offerla.
Oulro do secretario, partecipando que por mo-
lestia, que o lem posto de cama, nao poda com-
parecer repartijo.Inteirada.
Outro do engenh.-iro cordeador, informando o
requerlmento de Feidel Pinto & C, que pediram
cordeacao para edificar no terreno que possuera
nos fondos da casa n. 5 da ra do Vigario, di-
zendo nao ler querido dar a cordeajo requerida
sem primeiro pedir esclarecmentos cmara a-
lim de saber se deve seguir o alnhamento da
planta, o que dara um recanto junto dos arma-
zens construidos por Manoel Ignacio d'Oliveira, na
referida ra, os quaes estando novos, e bem cons-
truidos, tao cedo nao triam necessidade de se-
ren reedificados; ou seguir ao alnhamento dos
mesmos armazens, o que faria cora que a ra do
Amorim Ucasso com a mesma largura que hoje
tem, ou finalmente se ir desfarjando esla direc-
jo a partir do cunhal dos mesmos armazen3
terminar no ponto em que termina a direceo
marcada pela planta.Mandou-se responder que
seguisse a direcjo que fosse mais conveniente.
Uutro do mesmo, tratando do que se lera pu-
blicado ltimamente no Diario de Pernambuco
sobre a ediQcajo das casas e abertura das ras
desta capital, e pedindo, alim de delfender a sua
reputacao, como empregado publico, se dignasse
a cmara de mandar proceder a um exame n'um
sobrado da ra de Horlas, cuja linha recia, diz o
itmo, ir ntorrer na igreja dos Martyrios, esco-
Ihendo a cmara para islo pessoas profissionaes,
que, visla da planta do lugar declarem se a di-
ta casa est ou nao de accordo com o seu Ir.jado
no que respeita a ra de Horlas, e to bem se a
direcjo era que so acha vai ou nao morrer na
dita igrejaA commisso de edicajes (Mello e
Dr. Firmo Xavier.)
Outro do juiz de paz do segundo dislrido da
freguezia dos Afogados, solicitando de novo a ap-
do Albuquerque Mello, propre-
laria de urna casa terrea arreada-
dada annualmente por ..........
dem 19. Cosme Damio Muniz,
proprielario do urna casa terrea
arrendada annualmenlo por ....
dem 20.RecolhimenlodaCoucei-
jo das Freirs, proprelaria de
urna casa terrea arrendada an-
nualmenlo por ................
dem 21.-D. Clara Maria da As-
surapjo Sampaio, proprietaria
de urna casa terrea arrendada
annualmente por ................
dem 22.Manoel Jos Rodrigues
Pinheiro, proprielario de urna ca-
sa terrea arrendada annualmente
por ..............................
dem 230 mesmo, proprielario de
uns casa terrea arrendada an-
nualmente por ..................
dem 14.-.Lino Jos da Silva, pro-
prielario de urna casa lerrea ar-
rendada annualmente por........
dem 25.Dr. Manoel Filippe da
Fonseca Candi, proprielario de
urna casa terrea arreudada annu-
almenlo por......................
(Cenltnuar-se-ha).
60JJO00
60J00C
eogooo
72J000
72-J000O
72$00O
725000
72J00.'
Publicaces a pedido.
Discurso pronunciado na sesso mag-
na da 4ssociaco Typographica Per-
nambucana.
Senhores I A Associajo do Gabinete Portuguez
de Leiiura, honrada pelo vosso convite, nao pode
deixar de sentir coravosco o enthusiasmo de que
vos adiis possuidos uo dia do vosso solemne
aniversario. Era signal do sua dedicajo para
comvosco, em prova da subida consideraco que>
vos consagra e pelo respeilo de que sois'credo-
res, ella escolheu-me, a mira, o mais desconhe-
cido o acanhado de seus membros, para servir
de interprete, de seus mais nobres sentimentos, e
a frente de urna commisso. Irazer-vos um abra-
jo de dedicajo,um sculo de fraternidad. !
Anda que o nico e principal tira Va associa-
jo que tenho a honra de represeutar, seja o
cultivo da nlelligencia, por meio da acquisjo
e leitura dos boos livros, quer scienlicos, quer
luteranos, nem por isso, composta como de es-
Irangeiros amantes das instiluijes, que tendem
a devassar o mais prospero e brilhanle futuro
para esta gigantesca najo, deixarie de avaliaro
'
*
rV.7i V, uu..o"ciianao ae novo a ap- progressos operados ora vossa classe-mnii
-


DIARIO DE PERflAMBUCO. QlARTA FEIRA 19 DE DEZEMBRO DB 4860.
m
E como deixariaroos nos, de acatar os princi-
fio$ do respeilo e consideraeo que vos devenios,
urt.indo-nos ao empenho de admirar e applau-
dir a vossa subida emprezi, face da prosperi-
dad* do vosso imraonso paiz?
Neste empenho, senhores, o Gabinete Portu-
gus de Leitara, sent hoje a mais viva satisfa-
co, vendo que urna irmo sua, animada pela
sympathia geral, tem sabido conquistar blouse '
do artista, entre os lavoures e obstculos de urna ;
vida affanosa, os arminhos com que hoje vos re- '
vests, para festejar a aurora de um dia que vos
recorda oulro dia, nao mais bello, era mais es-
peranzoso, porm cheio das mais gratas recor-
dacoes, e do mais enlhusiastico anhelo; nao obs-
tante a pndula incansavel do lempo, que no^seu
constante movimento acaba do marcar quatro
anuos da vossa existencia, dia por ceno, o mais
glorioso da vossa historia.
Nao a mim, senhores, que cumpre fallar dos
benficos resultados que se alcancaram cora a
inyenco da imprensa. O que fizeram os guer-
reiros expoudo as suas vidas o coniuistando no-
vos horisontes, e com elles a civilisago, e com a
cirilisago a glorio, e com a gloria a liberdade ?
O que zeram os navegantes sulcando os mares,
arrostando com a furia das tormentas, e deseo-
brindo mundos, o com elles a riqueza e a pros-
peridade dasnaces? Oque tem feilo o genio
descobrindo face do universo os thesouros da
sciencia ; cantando os feitos heroicos, que tem
assombrado -os povos ; cortmdo os mares, dimi-
nuindo as distancias, alravessaudo os ares, im-
morlalisando-se finalmente?
A' vos devemos tudo sem duvida, porque sem
a imprensa o guerreiro seria olvidado, o nave-
gante esquecido e o genio deslembrado ; sim,
porque fostes vos, que fizesles a historia, fustes
vos quo pelas vossas cem tubas apregoasles os
feitos de todos e esculpistes com caracteres in-
deleveis de idade em idade. de paiz ern paiz, as
descobertas dos sabios e os cantos dos poetas I...
Alanos, humildes filhos de urna ambiciosa asso-
ciacao, vos devemos nossos louros, e pallidos e
enurchos embora, viemos depr-vos aos ps es-
peranzosos operarios, de um mais esperangoso
ful uro !
E' bem glorioso para nos, (confessamo3 com
imparcialidad!.') este camiohar desassombroso,
estes triumphos que unidos conquislaes, a gloria
da vossa classe, os progressos de vossa asso-
ciaeo.
Se os habitantes desle bello paiz, senlem com-
vosco o prazer que ves entumece o corago, o
enthusiasmo que se traduz as vossas frontes, a
alegra qne se desprende dos vossos labios, quan-
to roaior nao deve ser ern nos esse nobre senti-
nierito, unificados comvosco, pela honra que nos
fizesles, quando commemoramos, como estran-
trangeirns, o desenvolvimento da vossa institui-
rn, que symbolisa o mais bello futuro da nacao,
-como chave que sois do progresso !
Acreditai, pois, na pureza desta manifestaeo,
ingenua filha da sjm patina, da affeieSo e dos
bons desejos que vos consagramos.
Eiu nome de mcus collegas, acceitai as provas
sinceras da confraternidade que nos une, embora
sejam ellas traduzidas por um de seus lilhos me-
nos intelligenle, ainda que asss animado, dos
sentimentos e dos desejos de prosperidade para
vos e para lodos os Brasileiros.
Desculpa ainda vos peco, se nao correspond
vossa atu-n^ao e misso de que fui enearrega-
do, allendendo importancia do assumplo, so-
lemnidade da festa e dignidade de to brithante
ajsc-mbla 1...
Tenho concluido o que tinha a dizer-vos como
encarregado de urna commisso, e fci escudado
cora o nomo de urna sociedade que cu me atrev
a fazelo; agora, como particular, permilli que
vos offerega um ramo de raurchas e descoradas
flores, mas nascidas do coracao, e regadas cora o
affecto que vos consagro. Ei-las :
TOESIA.
Irmaos, orguei-vos, conquistai a glora,
Alera mil noraes bem-dir a fama ;
Em lettras d'ouro vos aguarda a historia
Alaior reuome no porvir se acclama !
O mundo inteiro com fervor vos sauda,
O vosso nome com orgulho ensina,
Entre mil flores, que desponbm bellas
Novas griualdas para vos destina.
Novas grinaldas, para vos. artistas,
Que dais ao genio palpitante luz:
Trilhando as raias que marcara o genio
Que o grande nome- Gutlenbergtraduz I
Mssao augusta, ennobrecendo a patria,
Ornando-a, altiva, dimmortaes brazoes,
Vos sois achavedo progresso illuslre,
Vos sois avida d'iufanlis nagoes !
A arle nobre. Bemfadado o artista.
Que a cruz Ihe loma sobre os hombros seus,
Qjeao munJo inteiro sua luz envia
Por entre as glorias d'immorlaes tropheus !
Povcs, cijades, colossaes grandezas.
Que o lempo esmaga no correr veloz ;
A'luz da imprensa com fulgor resurgem,
Vingando aos seculos o despeito atroz !
Nomos s'eleram nos annaes da historia
Do p ineft-. de feral jazida,
Comvosco, artistas, juveoece a glora
Comvosco a idea se transmuda em vida !
De minlia palria, a Lusitania antiga,
Quera foi altivo burlar-lhe os feitos?
Qucm pelo mundo repartios fama
Do genio Ilustre de to nobres peitos ?
Da sabia Greciao esplendor dos genios,
Da Romaaltiva de soberba gloria,
Quero. pJe, affoito, descertar-lhe as trevas.
Seu nome erguendo ao pedestal da historia?
Aqui, na plaga Americanaoutr'ora,
Quem mais altivo levantara a voz ?
Quero, disse a Europa, com empenho santo
Poros, soislirrestriumphemos nos?
Na Franca mesmo, na Italia ainda,
Quera a tribuna collocou mais alto ?
Irmas, amigas, lioerdade, imprensa,
Nasci entr'ellas, scu fulgor exalto !
E vos apostlos, dessa augusta crenca,
Como os pintores que do vida a ll ;
Com santo lume qu'inventra o genio
Sois do progresso a salvadora estrella !
Formosa estrella d'explendente brilho,
Ao mundo inteiro repartindo a luz ;
om precioso que a sciencia exalta.
Mimoso astro, que ao S3ber conduz !
Aos vossos raios. lidadores surgem,
Novis guerreiros de novel cruzada ;
Co'a imprensa os thronos seu poder exercem
Nao ferve o sangue, nao se brande a espada-!
Deu-lh'aureo sceplro a intelligencia, a gloria
Deu-Ihe mensagem de saber profundo
Com ella o genio a iospiracao dilata
Seu sol imprensased limite o mundo !
Eia, soldados do progressoavante,
Em nuvens d'ouro vos espera a gloria,
Nao morre a esp'ranca, quando viva a idea
Novos espatos vos aponta a historia.
Luidos sempre, como irmaos unidos,
Na lula a gloria podereis echar
Aps a lula revenlecom louros, *
<}ue alera da campa vos faro lembrar!
Embora, as dores de afTanosas lides,
Vos leve'ao peito, d'amargura o travo
E' nobre o empenho que tomis, artistas,
Em vossas filas, tereis mais um bravo 1
Erguendo misado rainha dbil voz
Em vossas filasd'alegria cheio,
Cu vos offeregoiramurchecidas flores
Que desta (esta virn laucar em meio I
Recif? 12 de agosto de 1860.
Francisco Ignacio Ferreira.
Mo vimento do porto.
Navioi entrados no dia 18.
Montevideo85 das, rcouna dinaroarqueza El-
vira Maria, de MO toneladas, caDUo C. H.
Jacobsen, equipagem 6, carga 2395 quintaos de
carne ; a Bastos & Lemos
CirdilT37 dias, briguo inglez Levante, de
226 toneladas, capilo David Gorrie, equipa-
gem 10, carga carvo de pedra; a ordem.
Mundah18 dias, hiate brasileiro Santa Rita,
de 55 toneladas, capilo Antonio Joaquim Al-
ves, equipagem 7 pessoas, carga milho. fan-
nha de mandioca e mais gneros ; a Martina
Irmaos.
Navio sahido no mesmo dia.
Rio de Janeirojrbarca americana L'nio, capi-
lo Williadaward; am lastro.
-
o.
s*
- B
5
Horas
Atmosphtra.

Direccao.
5 9
09
c
I Intensidade
- Villa da Escada.
O preto Ado.
Hoje 12 do crranle espalha-se a noticia de
ter desapparecido do engenho Dous-Bracos s
preto Ado, escravo do capilo Manoel Rodrigueo
da Silva Cmara.
O desgrasado captivo a quem o juiz municipal
do termo da Escada o Dr. Luiz Antonio Pires nao
quiz consentir que appellasse da sentenga que
proferio. julgando-o carecedor d'acgSo ni causa
de liberdade e isso porque o escravo nio poda
figurar em juizo sem'curador, a quem o Dr. Pi-
res nao quiz dar curador porque o escrav j ti-
nha curador que estava ausente, como fez ver o
Dr. Juvenci, que requera em sea favor, quiz dar
Qm a seus dias tenlou contra sua vida e bem
prozimo a seu senhor, dou o golpe no pescogo e'
que nao Ihe trouxe a raorte porque o instrumen-
to era t5o grosseiro que s o desesporo do ho-
mem fez apparecer o mal que Adao cora esforgo
pode fazercm si vencendo a ineficacia do instru-
mento.
O golpe que Adao deu no pescogo veo provar
aos homens desta torra em que vivo que s
leis da natureza se deve maior somraa de'res-
peito.
Adao ensanguentado sensibilisou seu senhor
que mandou um facultativo, aflm de acudir com
os recursos da sciencia e remover o mal do des-
espero.
O cirurgio Pcizoto examinando o escravo re-
conheceu que anda poda salvar, mas era neces-
sario que aceilasse alimeutos. Adao tinha resol-
yido morrer, porque a vida que a sociedade Ihe
impunha nao era digna delle.
O escravo nao falla e por signaes regeita os
alimentos que seu senhor Ihe offerece.
O corpo de Adao se abale, elle se sent des-
fallacer, e quando conhece o abalimento de suas
Torgas um riso de piedade lheassoma os labios ;
esse riso exprime a infeliz victoria que alcangou
sobre aquelles que alropellaram seu direito, nao
consenlindo que os recursos que a le faculta a
todos, servissem tambera para elle.
Ado concentra-se em sua desgraga e seu co-
ragao que j nao pertence a mulher o filhos, per-
tence smente a sua miseria. Ado lembra-se
que a perda do corpo nao deve breve trazer a per-
da (Palma e por um esforgo levanta as trmulas
mos ao co, e em situagao de um verdadeiro
terror pela condemnago eterna em solugos e ge-
midos mostra que quer os recursos da religio
do Ueus, que morreu para remir a humanidade.
O sacerdote de Christo vai em procura do suici-
da arrependido: e ento Ado que nj) quiz ver
os homens, se mostra satisfeto em sua presenga :
a esperanca da salvaco ao ostenta : Ado com a
alegra do conlricto chama para si o ministro do
altar, que faz retirar todas as pessoas e a confis-
sao se faz por gestos. Ado era soluros mostra
seu arrependimento e como chrislo conhece que
deva suportar as miserias ueste mundo.
Adao mostra querer ver seusenhor e ossim que o
capilo Cmara se apnroxim, eslende os trmulos
bragos e se quer prostar: o capilo Camaia nes-
sa scena de lagrimas consola o misero escravo, c
deixa ouvir expresses que denotam bem sua af-
flicgo : dahi por dtante Ado parece querer acei-
tar alimentos; hoje, porm, Ado nao estao
engenho Dous-Bragos e se ignora que camioho
tenha seguido.
O contriclo fo accoraraeltido pela lembronga
de seus alropelladores e sem forras se arrasta Manoel Jos Texeira Bastos, cavalleiro da imoe-
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Fahrenheit

3
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Centgrado.
| Hygrometro
Cisterna hydro-
melrica.
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A noite nublada al as 3 h. 30' que tornou-se
de pequeos aguaceiros, vento E regular e as-
sim amanheceu.
oscillaqao di mab.
l'reamar as 8 h. 5' da manha,altura 5 6 p
Baixamar as 3 h. ti' da tarde, ollura 1,8 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 17 de de-
zembro de 1860.
ROMANO STEPPLK.
lu lenle.
Editaes.
pelas mallas, afim de acabar a vida ou ento ir
ero procura de homens mais amigos da humani-
dade e talvez v-se arraslando at as portas da
sociedade de Lenla Emancipago dos Captivos,
ah eu afflrmo que elle encontrar homens que
senlem o seu soffrer.
Villa da Escada, 12 de dezembro de 1860.
Joo Baptisla do Amaral Mello.
Illm. Sr. Dr. Pedro Theberge.Cear 18 de
novembro de 1860.No Diario de I'ernambuco
de 25 do mez passado, deparei com a publicagao
de urna parte do trabalho de V. S. sobre os acon-
tecimentos polticos desta provincia, a que V. S.
deu o nome deEsbogo histrico sobre a provin-
cia do Cearera que vem essonchlmentc adul-
terado o fado das despezas feitas na eleico de
senador no anno de 1817, nao s no que me diz
respeito como mesmo cora referensia a outros.
\. S. diz de urna nianeira mu positiva que o
vice-presideute Pamplina me man.lra entregar
a quantia de cinco contos de ris, pertencenle a
obrada casa de caridade e que eu por ella me
responsabilisei, prometiendo satsfaze-la se
sahisseeleito, ao que diz V. S. recusei-me por
nao ter sido escolhido e que foi a dita quantia
restituida ao cofl're pelo Sr. senador Francisco de
Paula Pessoa, que foi ento escolhido etc. Est
tacto to verdadeiro, como se se dissesse, que
>. S. sendo como francez, havia nascido no
Brasil. Affianco a V. S. que nunca o vice-presi-
dente Pamplona mo mandou entregar e neru eu
recebi de pessoa alguma essa quantia de cinco
contos do reis para applica-la as despezas da
eleigo de senador; n*m ao menos poda
riat ordem da Rosa e juiz de paz mais volado
da freguezia de S. Jos do Recife em virtudo
da le etc.
Faco saber, que devendo proceder-se na ler-
ceira domnga do mez de Janeiro prximo futuro
a reviso da qualificaco na conformidade do art
2a da le de 19 de agosto de 186, se faz misler
que os eleilores e supplentes abaixo designados
comparegara afim de proceder-se a formago da
junta de qualificaco, que ser orginisada se-
gundo o disposto no Io do art. 1. do decreto
n. 8-42 de la de selerabro de 1855 combinado com
o art. 4 e seguintes do decreto o. 1812 do 23 do
agosto pelo que na execuco do art. 4 da refer- ;
da lei convoco-os para qu se aciiem na igreia da
Senhora do Tergo pelas nove horas da manha.i'
da mencionada lerceira domnga de Janeiro do
armo prximo vmdouro, sob pena de incorrerem
na mulla camminada pela mesma lei.
Eleilores.
Os senhores :
Tcnente coronel Joaquim Lucio Montero da
Franca.
Mtnoel Ferreira Accioly.
Manoel Joaquim Ferreira Esteres.
Joaquim Pedro dos Santos Bezerra.
Joo de Brilo Correa.
Joo Soares da Fonseci Vellozo.
Manoel de Alraeida Lima.
Antonio Moreira de Mendonca
Felippe Santiago Cavalcanli'de Albuquerque.
Jos Simplicio de S Esleves.
Miguel Jos da Silva.
Antonjo Goncalves Pereira Lima.
Josc Francisco Bento.
,v," inum unu ao menos poda isso:*"31' rrawsweg uemo.
ser proyavel, porque quando correu a eleico na Joaquim Jos Tavares.
provincia eu me achava no Rio de Janeiro, cir- i Joo Francisco Bastos d'Oliv
era.
cumstancia esta que me poz fra do movimenlo
eletoral Affiango mais a V. S. que nunca me
compromelli de modo algum a pagar essa quan-
tia qur antes, qur depois da eleigo ; assim "" inrioceucio seraphico de As
como que nao me conslasse nunca, que fosse ella Padre Albino de Carvalbo Lesst.
restituida ao cofre pelo Sr. senador Paula Pessoa Manoel Camello Pessoa.
que, segundo se me tem dito, dera apenas a Jos Francisco de Souza Lim?.
quantia de quinhentos mil ris, j depois de es- i Jos Virissimo dos Anjos
Supplentes
Os senhores :
Francisco Amonio das Chagas.
Dr. Innoceucio Seraphico de Assis Carvalho.
colhido senador, assim como eu a de' duzentos,
para ajudar as despezas da eleigo quo se havia
feio era minha ausencia. Acreditando que V.
S. referi o fado assim lo esscncialmente adul-
terado por informacoes inexactas, julguei que
nao devia deixa-lo correr sem reparo e correceo
de minha parte, no que rae diz respeilo ; porquo
assim como V. S. o referi, c as^s offensivo de
minha honra, que preso cima de tudo. Fazen-
do juslica as boas intenr.es de V. S. cont que
corrigr nesta parte o seu trabalho dando a mi-
nha reclamaco a mesma publicidade que a elle
deu. S assim V. S. poder salvar a idea de se
ler achado to cruelmente desapuntado na falsa
exposico dessefacto, quantoinrundadamenle me
suppoz pela nao escolha de senador, que alias
recebi com a mesma tranquillidade cora que te-
nho encarado outras muitas contrariedades. Pre-
so-me ser com particular estima de V. S. muito
resp'eilador e affecluoso servo.
Francisco Antonio Pereira de Brito.
Antonio Francisco Alves.
Joo Joaquim de Figueiredo.
Tiburcio Valeiiano Baptisla.
Francisco Joaquim de Souza.
Jos de Freilas Barbosa.
Maximino Francisco das Noves
ManqgQoaquim oe Souza Vianna.
EliaaHHnho Falco de Albuquerque Maranhao.
Antonio Emgdio Ribeiro.
Joo das Virgens Molla.
Braz Antonio da Cunha e Albuquerque.
E para constar mandei fazer o presente para
ser afixado nos lugares do coslume e publicado
pela imprensa.
Dado c passado nesta freguezia de S. Jos do
Recife aos 17 de dezembro de 1860. Eu Jos
Goncalves de S, escrivo do juizo de paz o es-
crevi.
Manoel Jos Teixeira Bastos.
Padre Carlos Augusto Peixoto de Alencar.' n: .,~.,: ~ i i i
.^pjaaa^a^p,^,,^.^pp^^ | directora geral da mstruc^ao
publica.
Directora geral da inslrucgo pnblca de Per-
COMMERCMO. jJ
Caixa filial do banco ^
Brasil.
EM 18 DE DEZEMBRO DE 1860.
A caixa desronta letras a 10 /0, loma saques
sobre a praga do Rio de Janeiro, e recebe di-
nheiro ao premio de 8 %.
NOVO BANCO
DE
PEBWAMBUCO.
EM 18 DE DEZEMBRO DE 1860.
O banco desconta na presente semana a 10 /0
ao anno at o prazo de 4 raezes e a 12 % at o
de 6 mezes, e toma dinheiro em conlas correntes
simples ou com juros pelo premio e prazo que sn
convencionar.
Alfandega*
Rendmento do dia 1 a 17. 182:9046-719
dem do da 18.......20:321806
203.2263525
MoTimento da alfandegra.
Voluntes entrados com fazendas..
com gneros.
Volnmes sabidos cora fazendas.
com gneros..
277
55
------332
f.8
418
------476
Descarregam hoje 19 de dezembro.
Barca ingleza Belcm ferragens.
Brigue inglezUranisfazendas.
Patacho americanoHenry Dedieridem.
Barca francezaA delecarvo.
Brigue inglezLevan!idem.
Bccebedoria de rendas internas
geraes de Pernamfraco.
Rendmento do dial a 17. 17:98 dem do dia 18.......1:989*565
19:974272
Consulado provlnelal*.
Rendmento do dia 1 a 17. 40:471*906
dem do ;dia 18.......5:346079
758l7f9$5
nambuco 17 de dezembro de 1860.
Por esta secretaria se faz publico, de ordem do
! Illm. Sr. director geral interino, a portara abai-
xo transcripta.
O director geral interino da instruegao publica,
tendo verificado a utilidade e vantagens que re-
sultan) doexercicio das escolas priraaris uma-s
vezao dia ; providencia solicitada com instancia
por muitos delegados Iliterarios da provincia ; e
usando da altribuigo que Ihe confere o art. 23
das inslruccoes de 30 de junho de 1859, determi-
na o seguinto :
As escolas publicas de inslrucgo primaria de
um c outro sexo da provincia funecionaro do da
t de Janeiro de 1861 em diante, das 9 horas da
manhaa s 2 da larde. Por esta medida em nada
fica alterada a tabella, etc.. que acorapanha as
instrucgoes de 30 de julho de 1859, devendo po-
rm os respectivos professoies aproveitar para a
Continuago da seccao do leitura o quarto do ho-
ra que era dado para a chamada e sahida dos
alumnos de manha ; e para conlinuaco da sec-
?o de arithmelica, o terapo concedido para a
entrada dos mesmos tarde ; os delegados lute-
ranos, a cuja inspecgo pertencem as sobreditas
aulas, faro cumprir fielmente a presento porta-
ra.Jos Soares de Azevedo, director geral in-
terino.
Conforme.O secretario interino,
Salvador Henrique de Albvquerque.
A cmara municipal do Recito manda pu-
blicar para conhecimento dos seus municipes a
postura abaixo transcripta, approvada provisoria-
mente pelo Exm. presidente da provincia, resta-
belecendo o arl. Io tit. 6 das posturas do 30 de
iunho de 1849, o revogando o art. 9 das addicio-
nacs de 10 de novembro de 1855.
Quarla secgo. Palacio do goveroo de Pernam-
buco, 11 de dezembro de 1860.
O presidente da provincia, tendo em vistas o
que representou a cmara municipal do Recife
em officio de 31 de oulubro ultimo, sob n. 91,
resolve approvar provisoriamente o seguinte ar-
tigo do postura.
Art. nico. Fica revogadoo art. 9 das posturas
addicionaes de 10 de novembro de 1855 e em in-
teiro vigor o artigo Io til. 6 das de 30 de junho
de 1849.Ambrozio Leito da Cunha.Conforme,
Antonio I.eite do Pinho.
O tenente-coronel Antonio CarneiroMachndo Rios,
commendador da imperial ordem da rosa, juiz
de paz do Io anno do 1 dislmto da freguezia
doSantssimo Sacramento da Boa-Vista, termo
da cidade do Recife de Pernambuco. em virlu-
de da lei etc.
Faro saber que lendo de proceder-se nesta
freguezia no dia 30 do mez de dezembro pr-
ximo futuro, a eleigio dos eleilores, que ho
de eleger, nao a os deputados assembla
8eral Pra a prozima leg'ulatura dos anuos
de 1861 a 1864, como os membroa da as-
sembla legislativa provincial dos anoos de
1862 a 1863 e de 1864 a 1865, devem os eleilores
supplentes de^ta freguezia comparecerem as 9
horas do dia, era o corpo da igreja matriz adra
dse organisara mesa parochial. Meando os que
nao f7orera sem motivo legtimo sogeitos mul-
ta comminada no art. 120 5. n. 2 da lei de 29
de agosto de 1816.
Eleitores.
Os senhores:
Tenente-coronel Antonio Carneiro Machado Rios.
Empregado publico Simplicio Jos de Mello.
Major Jos Joaquina Antunes.
Capillo Amaro de Barros Carreia..
Tenente-coronel Antonio Carlos de PinhoBorges,
Tenente-coronel Theodoro Machado Freiro Pe-
reira da Silva.
Dr. Bento Jos da Costa.
Tenente-coronel Thomaz Jos da Silva Gusmao.
Propietario Vicente Antonio do Espirito Sanio.
Empregado publico Thomaz Antonio Maciel Mon-
tero.
Capillo Jos Maria Freir Gameiro.
Dr. Luiz de Carvalho Paes de Andrade.
Lmpregado publico Manoel Coelho Cintra.
Padre Francisco Alves de branles.
Empregado publico Jos Antonio dos SanUs e
Silva.
Empregado publico Jos Affonso dos Santos
Bastos.
Empregado publico Manoel Luiz Viraos.
Empregado publico Jlo Gregorio dos Sanios.
Capitu Jos Gongalyes da Silva.
Empregado publico Joaquim Jos Ferreira da
Penha.
Escrivo Francisco de Barros Corris.
Empregado publico Hypolito Cassianno Vascon-
celos Albuquerque Maranhao.
Empregado publico Francisco do Lemos Duarte.
Empreado publico Luiz de Azevedo Souza.
Escrivo Francisco Ignacio de Athavpe.
Empregado publico Joaquim Milito Mariz.
Proprietario Jos Carueiro da Cunha.
Dito Bento dos Santos Ramos.
Empregado publico Belmiro Augusto de Almeida
Capilo Jos Anto de Souza Magalhcs.
Dito Joo da Silveira Borges Tavora.
Artista Alexandre dos Sanios Barros.
Supplentes.
Os senhores :
Tenenla Decio d'Aquino Fonscca.
Flavio Ferreira Clao.
Belarmino de Barros Correia.
Thom Carlos Peretli.
Joaquim Elias de MouraGondim.
Francisco Aciolo de Gouveia Lins.
Dr. Lourengo Trigo de Loureiro.
Clorindo Ferreira Catn.
Jos Hygino du Miranda.
Venceslao Machado Freir Pereira da Silva.
Joo Bartholomeu Gonc-tlves da Silva.
Jos Barbosa de Miranda Santiago.
Antonio Pedro de de Alcntara o Silva.
Porfirio da Cunha Moreira Alves.
Miguel Archanjo Fernandes Vianna.
Jos da Costa Brandan Cordeiro.
Manoel do Nasciraenlo daCosti Monleiro.
Joaquim Fernandes de Azevedo Jnior.
Jos Joaquim Ramos e Silva.
Joo Pacheco de Queiroga.
Francisco Rufino Carvalho de Mello.
Francisco Mailins Raposo.
Feliciano Joaquim dos Santos.
Manoel do Nascimento Vianna.
Desembargador Manoel Bodrigues Villares.
Jos. .Nunes de Oliveira.
Francisco Mendes Marlins.
Francellino Augusto dellollanda Chacn.
Joaquim Jorge de Mello,
Dr. Joaquim de Oliveira o Souza.
Jos Lucas Rodrigues Machado.
Outrosim, convoco a lodos os cidados qualifi-
cados no presente anuo, pard que comparecam a
prestar seus votos no referido dia, segundo foi
ordenado pelo Exm. Sr. presidente da provincia
de Pernambuco, por officio datado de 12 deste
mez, como se conhecer do referido offieio abai-
xo transcripto :
4.a secgo.Palacio do governo do Pernam-
buco 12 de dezembro de 1860.Allendendo a re-
presen tago que me fizeram os eleitores supplen-
tes da parochia da Boa-Vista desta cidade. pe-
dindo a revogaro do acto desta presidencia de
28 de novembro ultimo, pelo qual declarei a
Vmc. que devia fazer a chamada dos votantes na
prxima eleico de eleitores pela qualificaco do
anno passado, visto se ler provado haver-'se fal-
sificado no respectivo livro do corrente anno.
Considerando que, era regra a chamada para
qualquer eleigo se deve fazer pela qualificaco
do armo actual, havendo s, como excepeo o re-
curso a do anterior, quando nao fr absoluta-
mente possivel servir regularmente para seme-
lhaotefim. Considerando naquesto sujeila um
dos motivos para a excepeo, visto como, pelo
exame a que ora mandei proceder, ve-se que a co-
pia authentica da qualificago do corrente anno,
exUtnlo na secretaria do governo fora extrahida
do livro antes de ser ello falsificado, o que so
evidencia peU comparaco do que expozeram
os peritos, que examinaram os livros da qualili-
cego no juizo municipal da segunda vara, sobre
os noraes alterados, que conslituem a falsilicago,
e o que se v acerca dos mesmos nomes na co-
pia existente na secrrtaria. Considerando final-
mente, na disposicodo 17 das instrueges de
28 de junho de 1819, e do aviso de 29 de oulu-
bro do corrente anno, ia hypothese, para o caso
da perda do rol da chamada, existente em poder
da mesa, no que importa a falsilicago que oinu-
tilisa, sendo que onde se d a mesma razio pro-
cede a mesma disposigo, resolv remelter a c-
mara a in .lusa copia da qualificaco do corrente
anno, da que existe na secretara* do governo, e
recommendo que por ella se faga a chamada na
prxima eleigo de eleitores, ficandu por isso
sera effeito a declarago qne Ihe liz no meu pre-
dicto officio do 28 de novembro lindo. Observo
a Vmc que nao obsta o prazo de lempo decor-
rido de 30 de novembro at hoje para a convo-
CacSo dos volantes, por ser permiilido reduzir o
prazo dos 30 dias anterioros eleigo para a tlxa-
co dos edihes, nos termos do aviso n. 100 de
28 de agosto de 18J8 ; devendo, portanto. Vmc.
manda-los aflixar quanto antes, nos termos desta
deliberadlo.
Dos guarde a Vmc.Ambro:io Leito da Cu-
nha.ir. juiz de paz mais volado do Io districto
da freguezia da Boa-Vista desta cidade
E para constarse mandou fazer o presente que
ser affixado nos lugares mais pblicos desta fre-
guezia o publicado pela imprensa.Recife 14 de
dezembro de 1860.
Eu Francisco de Barros Correia, escrivo que o
escrivi.
entonto Carneiro Machado Kios.
O.Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz de direito especial do commercio desta ci-
dade do Recife de Pernambuco e seu termo,
por S. M. I. e C. o Sr. D. Pedro II, quo Deus
guarde, ele
Fago saber aos quo o presente edital virem e
delle noticia tjverem, que no dia 19 de dezem-
bro prximo futuro, se ha de arrematar em praga
publica deste juizo, na sala dos auditorios linda
a audiencia, a casa terrea sita no largo do Parai-
zo n. 4, a qual tem 3 portas na frente, 2 salas, 4
quartos, cozinha na sala de detraz, quintal mu-
rado, cacimba moeira o com sahida no fundo para
a ra de S. Francisco, avaliada cm 3 000-3 e vai
praga por execugao de Manoel Buarque de Ma-
cedo Lima, contra seus devedores Joaquim Flix
Machado e sua mulher do quem a mesraa per-
tencenle ; e caso nao haja langador que cubra o
prego da avaliaco, ser a arrematago feita pelo
prego da adjodicaco com o abate d lei.
E para que chegue ao conhecimento de lodo3
mandei passar editaes. que serao publicados pela
imprensa c afiixados na forma da lei
Cidade do Recife 26 de novembro de 1860.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimento, es-
crivo o subscrevi.
Anselmo Francisco Peretli.
O Illm- Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desta provlucia manda fazer publico que
no dia 10 de Janeiro prximo seguinto haver
concurso nesta thesouraria para preenchimenlo
de 10 vagas do praticanle da alfandega desla ea-
pial, comecando os exames as 10 horas da ma-
nha sobre as seguintes materias : leitura, e ana-
lyso grammatical da lingna verncula, orthogra-
phia, o arithmelica at a theoria das proporges
inclusive.
Aqoelles, que pretenderen! ser admiltidos ao
concurso, devero previamente provar/que teem
18 annos completos de idade, que esto livres de
culpa e pena, e que teem bom procedimento,.
Secretaria da fneswraria de fazenda do Per-
nambuco 12 de dezembro de 1860.O oflicial-
maior interino, Lux: Francisco de Sampaio e
Silva
Declarares.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco continua a substituir
ou a rescatar o resto das notas de 10$ e
20$ que havia einittido e ainda existe
em circulacao, declarando que, em
cumprimento do decreto n. 2,664 de
10 de outubro do corrente anno, esta
substituido ou resgate devera' eFec-
tuar-se dentro de 4 raezes, e que findo
este prazo s podera' ter lugar com o
disconto progressivo de 10 por cento ao
mez, ficandu as^im na forma do art 5
da lei n. 53 de 6 de outubrcgi ap o5
sem valor algum no im de lo mezes.
Recife 9 de novembro de 1860. Os
directores, Joo Ignacio de Medeiros
Reg, Luiz Antonio Vieira.
Conselho econmico do balalliao de in-
fantaria n. 9.
O mesmo conselho contrata pira suas pragas
arranchadas durante o primeiro semestre do an-
no vindouro, os seguintes gneros : azeile doce,
assucar branro de torro, ou raascavado refinado^
arroz, bacalhao, caf era grao, carne verde, dita
secca, feijo mulalinho ou preto, farnbaea tr-
ra, lenha em achas, manteiga franceza, pes de
4 e 6 oness, oucinho de Lisboa, e vinagre tam-
bero de Lisboa : os qnaes gneros devero ser
de boa qualidado: quero pois quizer se propr
ao fornecimento, compareca na secretaria do dito
batalMn.no dia 28 do corrente, at as 10 horas
da manha, com suas propostas em cartas fecha-
das. Quartel na Soledade 17 de dezembro de
1860.O tenente-secretario,
Jos Francisco de Moraes & Vasconcellas.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
lo arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes :
Para provimenlo dos armazensdo arsenal
de guerra.
20 duzias de tabeas de assoalho de louro ; 5
arrobas de colla da Bahia ; 3 arrobas de cabo de
linho branco, tendo de grossura I 1;2 pollegada ;
1 arroba de cera branca.
Para o rancho dos menores do arsenal de guerra
durante os mezes dn Janeiro e feverciro do
anno prximo vindouro.
Pao de 4 ongas, bolacha, manteiga franceza,
caf em grao, cha hysson, assucar refinado de 21
sorte, carne verde, dila secca, farinha de man-
dioca, feijo preto od mulalinho, toucinho de
Lisboa, bacalhao, azelte doce de Lisboa, vinagra
de Lisboa, arroz do Maranhao.
Quem qai.zer vender taesobjectos aprsente as
suas proposlas em carta fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 22
do corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra 17 da
dezembro de 1860.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
jaraa.-.a*oronel vosal secretario interino.
V acema publica.
Havendo presentemente mui boa se-
ment vacciniea, commissario vaticina-
dor provincial convida aos paes do fami-
lias desta cidade a comparecerem coro
seus filhos e mais agregados que preci-
saren! ser vaccinads as quinUs-feiras f|
<&& e domingos, no torreo da alfandega das S
8 7 s 10 hora3 da manha e nos sabbados *
( na casa de sua residencia, segundo andar J*
H do sobrado da ra eslreila do Rosario n *
r*a SO, para assim poder conservar a tians- S
^ misso do fluido de brago brago, nica
cu; maneira de sua conservago com pro- 3
A junta administrativa da santa casa da mi-
sericordia do Recife manda fazer publico, que nao
tendo havido sesso honlem por achar-se doente
o thesoureiro esmoler Interino, ficou transferida
para o dia 20 do corrente a arremataco das ren-
das das casas abaixo declaradas :
Bairro do Recife.
Ra do rilar n; 74.
Becco do Abreo n 2.
Bairro de Santo Antonio
Ra Direita n 7.
Ra Nova n. 55.
Dita do Padre Floriano ns. 45,47 e 9.
Dita do Fagundes n. 32.
Dila do Santa Thereza n. 4.
ita da Calgada n. 36.
Dita dos Pescadores n. II.
Secretaria da Sania Casa da Misericordia do Re-
cife 14 de dezembro de 1860.
O escrivo.
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Recebe doria de rendas inter-
nas ge raes.
Pela recebedoria de rendas inlernas geraes sa
faz publico, que no corrente mez termina o prazo
do recebimento dos mpostos do exercicio de 185'J
a 1860, no domicilio dos contribuinles a car"o
, dos recpbedores, assim como o dn pagamento na
recebedoria do primeiro semestre dn exercicio de
, 1860 a 1861, livre da multa de 3 % dos impus-
i tos seguintes : decima addicional du mao morta-
miposto do-20 sobre lojas e casas de descon.
lo ; dito especial sobre casas de movis, roupa:
calgadu, mobilias fabricadas em paiz cstrangfiro :
dito sobre barcos do interior ; findo o qual se-
gn-so-ha a cobranra execuliva quanto ao de-
bito daquefe exercicio, e a percepeo da multa
quanto ao deste.
Recebedoria de Pernambuco, Io de dezembro
de Iseo.-O^dministrador, Manoel Carneiro dt
Souza Larerda.
Pela rnefa do consulado provincial se faz
publico aos propietarios*dos predios urbanos das
tregnezias desta cidade e da dos Afogados, qun os
Odias uteis para o pagamento bocea do cofre
do !. semestre do anno iinanceiro da 1860 a 61
' do imposto da decima, se principiara a contar Jo
dia 1.- de dezembro vindouro. Mesa do consu-
lado provincial do Pernambuco 24 de novembry
de 1S60.
THEATRO DE S. ISABEL.
"OMUMlIi IVItiCl DE 6. JHWNMiELl
Quinta feira 20 de dezembro
ULTIMA RECITA DA PRESENTE ESTAQO
Represenlar-se-ha a opera do immortal VerJi em qu3tro actos.
A endem-se j os bilhetes como de costume.
Principiar s 8 horas em ponto.
Avisos martimos.
Porto e Lisboa
M_ 1 S B-a A bem ronhfcida hjttca portugueza rS'.moa-
arannao e Para ihi"-Mptao k^****!. *-sp&.
*m. tiuu./ vy I Cl9 vomento para os portos cima indicados : ouem
Sahe nesles das para os indicados portos o
brigue-escuna Graciosa, capilo e pratico Joo
Jos de Souza.; pjra a pouca carga que ainda po-
de admiltir, trata-so com os consignatarios Al-
meida Gomas, Alves & C, ra da Cruz n, 27.
Porto por Lisboa.
A barca portugueza Silencio, capilo Fran-
cisco Martina de Carvalho, segu viagem para os
portos cima meuciooados em 28 do corrente,
ainda recebe alguma carga e passageiros; os
pretenderles podem enlcnder-se com o consig-
uatario Manoel Ferreira da Silva Tarroso, na ra
de Apollo n. 28.
Para o Porto e Lisboa,
o brigue Esperanca sahir no dia 29 impreleri- ;
velmente, ainda recebe carga c passageiros : a )
tratar na ra da Cadeia do Recife n. 4.
Para o Rio de Janeiro
seguir at o dia 22 do corrente a barca nacional'
cMarianna, e recebe alguns escravos a frote : i
trata-se na praca do Corpo Santo, escriptorio de
Manoel Ignacio'de Oliveira & Filho.
Cear, Maranhao e Para.
P palhabote Novaos segu para os tres por-
tos cima, e recebe cerga : trata-se cora os con-
signatarios Marques, Barros & C, largo do Corpo
Santo n. G, segundo andar.
Aracaty pelo Ass.

O hiate Gralido sahe por estes dias com a '
carga quo tiver: para o resto e passageiros, tra-
ta-so com Pereira & Valente, ra do Codorniz
o. 5 e no Forte do Mallos. <
Porto por Lisboa no
dia 5.
Irapreterivelmente vai sahir no dia 15 para o
Porto com escala por Lisboa o brigue portuguez
Promptido II. forrado eencavilhado de cobre,
de primeira classe e marcha, cora a carga que ti-
ver : o para carga e passageiros. aos quaes effe-
rece excellcntes commodos e bom tralamentb,
trata-so com Elias Jos dos Santos Andrade & C,
na ra da Madre de Dos n. 32, ou com o capi-
lo. Roga-se aos senhores passageiros que pre-
tenderen! ir no mesmo navio, de virem realisar
suas passagens.
Para Lisboa,
pretende sahir com brevidade a bem conhecida
e acreditada barca Flor de S. Simo ; para
carga e passageiros, trata-se com Carvalho No-
gueira & C, ra do Vigario n.9, primeiro andar,
ou com o capito.
emente para os portos cima indicados ; quem
na mesma quizer carregar ou ir do passagem,
poder entender-se com os consignatarios Billar
& Oliveira. ra da Cadeia do bairro do Recife nu-
mero n. 12.
Eil
Para a Babia segu em poucos dias o palha-
bote nacional Dous Amigos, tera parte de sua
carga engajada; para o resto, Uala-se cora seu
consignatario Francisco L. O. Azevedo, na ra
da Madre de Deus n. 12
Aracaty.
Para este porto segu brevemente o hiate na-
cional Sanl'Anna ; para o restante da caga
passageiros, trala-sc com Gurgel Irmaos, ra d3
Cadeia do Recife, primeiro andar a. 28.
Bahia.
Segu nestes dias o palhabote Santa Cruz* ;
para o restante da carga, trata-se com Caetano
Cyriaco da C. M. & Irmo, no lado do Corpo San-
to n. 23.
Rio Grande do Sul
O patacho Bom Jess, pretende seguir com
brevidade, recebe carga a frele : a tratar cora Cae-
tano Cyrbcoda Costa Moreira & Irmo, no Iaro
do Corpo Santo n. 25.
Para a Rahia
pretendo seguir com muita brevidade a sumaca
nacional Hortencia, a qual tem prompta parte
de seu carregamento : para o resto que Ihe fal-
ta, trata-se com o seu consignatario Azevedo &
Mendes, no seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro
barca Castro III, sae at o dia 20 do corren:e,
s recebe passageiros, para os quaes tem cora-
modos excellentcs: trata-se com os consignata-
rios Pinto de Souza & Bairfto, na ra da Cruz n.
24, ou com o capilo Antonio Goncalves Torre?.
COMPAMHA PERWMBlXAYi
DE
Navegacaocosteiraavapor
O hiale Garibaldi, segu para o Cear em pou-
cos dias : a tratar com Tasso Irmaos ou com o
capito Custodio Jos Vianna.
O hiate Camaragibe sahe para o Ass na
presente semana : para o resto da carga diriiam-
'se a ra do Vigario n. y
O vapor Pemnumja, commandante Moura.
segu viagem para os portos'do sul do sua escala
no dia 20 do corrente mez as 5 1i2 horas da
larde.
Recebe carga para Macei e portos intermedios
at o dia 19 ao meio dia.
O expediente na gerencia ser at, 3 horas e
depois de fechado nada mais se admitlir : es-
criptorio no Forte do Mallos n. 1.
Lisboa.
Vai sahir brevemente a barca Gralido pi.r
ter parte lo carregamenlo prompto ; para o res-
to e passageiros, tratase com os consignatarios
Carvalho Nogueira & C, ra do Vigario n. 'J,
primeiro audar, ou com o capito Borges Pcstaaa
II FffVFI
i-


w
DIARIO DE PCWABMUCO. QUABT1P|IRA 19 DE DEZEMBRO DE 1880.
Aracaty. I
Segu oestes das o hiato Vdela* pura o
resto da cama e patsageiro, trata-se cora Ceta-
oo Cyriaco di C M., ao lado do Corpo Sauto nu-
mero 25.
Leiles.
LEILAO
NA
Boa-Vista ra da Con-
ceyo numero 58.
(SEM LIMITE.)
Costa Carva'ho fsr leilao na sexta-fera 2t do
corrente s 10' horas, da manhSa, de todos os
movis cxisleutes era dita casa, consistindo em
boa raobilia de Jacaranda e niobilia de sala de
janar.
Urna taberna.
Sabbado 22 do correte
as 10 horas.
Costa Carvalho far5 leilao por canta de quem
pertencer da taberna cima sita no paleo do Ter-
co n. -23, sabbado 22 do corrente as 10 horas da
manhaa est bcra ifreguezada, o leilao ser a di-
oheiro ou a prazo cora boas firmas.
. LEILAO
DE
ASSOCIAQAO
DE
Soccorros Mutuos
E
Lenta Epancipaco dos Captivos.
Domingo 16 do corrente levo logar a posse dos
membros do novo consetho directorio, em as-
sembla geral, recahin jo a elecao da mesa nos
seguintes conselheiroo :
Presidente reeleito.
Modesto Francisco das Chagas Caoabarro.
Vfce-presidenle.
Joo dos Sanios Ferreira Barras.
1." secretario.
Joao da Costa Braga.
2. secretario.
Antonio Pereira de Souza.
Thesoureiro.
Albino de Jess BanJeira.
Commiss.io de exame de contas.
Inoocencio da Confia Goianna.
Alexandre Francisco Regs.
Theodoro Oreslo do Patrocinio.
Comoaissao de beneficencia da freguezia
do Rerife.
Pedro Chrisostomo da Cunha.
Joaquim Jos de Oliveira.
Dita de Santo Antonio.
Jos Angelo Pereira.
Joaquina Jos de Souza Lins.
Mo Eloulerio de Hacedo.
Dita do S. Jos.
Jos Leoendio da Silva.
Daniel da Silva Machado.
Joaquim Dias Martina.
Dita da Boa-Vista.
Claudino Jos Dias.
Policarpio da Costa Paiva.
Flix do Veloz Correia.
Secretaria das Associaco de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipado dos Captivos 17 de dezem-
bro do 1860.
Albino de Jess B.indeira,
Fx 1." secretario
' Samuel P. Johnslon. su senhora e urna fl-
Iha menor, eo reverendo ilcnrique Palerson vao
ao Rio do Janeiro.
Contina a estar fugiia desde o da 4 do
corrente mez a preta Bonifacia, comprada ao Sr.
Antunes da ra Dire-ta, levando um bahuzinho
cora 15# do bico que andava vendendo,
signaos seguinles : baixa, magr?, de id
MU,
Quem quizer dar urna enanca
para se criar (sem ser de leite), dinja-
a* ra Velha n. 73, que achara' com
quem tratar.
Perdeu-se no dia 17 do correnle o meio bi-
Ihele n. 2601 da 2a parte da Ia lotera da irman-
dade de Nossa Senhora do Bom-Parlo da igreja
de S. Sebaslio de Olinda, o qual levava assig-
nado no verso o-nome de seus douos Anna
Theodora dos Santos Couto e Victorino Jos Sal-
danha. Previnc-se port.nlo ao Sr. thesoureiro
das loteras, que nao pague o premio que por
sorte Ihe sahir, senn aos mesmos possuidores.
NOTICE.
lo pursuanco with the Act 6 Geo IV cap. 87
A meeling of the brilish resideuls will be held
et the british cnn3iilale on lhiirsday the 27
instant at 12 oclock. British consulale.
Fernarabuco 17 dec. 1860.
O abaixo assignado, tendo-lho constado
que Antonio de Freitas- Tavares havia negociado
a parle que tem em urna parda de nome Jaein-
tha, a qual est com urna accao em juizo para
manulencao de sua liberdade, exstindo no de-
posito geral dcsla cidade a quantia que Ihe ga-
rante, visio esta ser urna parte forra declara
ao respaitavel publico desta provincia que nao
poder fazer tal compra pois o supplicante a
nao pode vender; ha penas de responsabilidade,
como garantem nossas leis, para lodo e qualquer
quo assim obrar; aununcio para nao chamar-se
ignorancia.
Francisco Maciel de Souza.
Imageos
40 costados de amarello, 14
duzias de cadeiras asseato
redondo, 16 ditas de ditas
hamburguezas, 2 ditas de
itas para meninos, bercos, o aba
lavatorios com pedra e sero |ZXg, e,c .endb .rrem.udoemhMi.-pai
ella, secretarias, cadeiras Mib-!.ril.a ":.i20,.sll?no p^o^oTorco, queper-
e com os
ade 40 an-
uos, pouco mais ou menos, tem o andar raiudo,
e rauito ladina, loma tabaco, tem muilo ronlie-
cimento por estos matos Olinda Iguarass,
boianna, Pedra de Fogo, quo parece que ahi nas-
ceu. e pode ser quo diga que forra, levou cha-
les encarnado e vestido de rsca lo tambem en-
carnado j. velho : roga-se as autoridades poli-
ciaes e espitaos de campo a captura da dita es-
crava e leva-la ra Imperial n. 55, que sero
recompensados.
ixo .asignado participa ao respeilavel
com especialidade ao corpo do com-
para pianos, cabidos, bi-
dets, camas para menino,
costureiros, mesas etc.
Quinta-feir 20 do corrate.
Antones aulorisado pelos administradores do
casal do fallecido Marcelino d" Borja Geraldes,
far leo no dia cima designado sem reserva
do pr -eo, de todas as obras de marcineiria exis-
tente, no annazem da ra do Imperador n. 17,
que fica em frente da igreja de S. Francisco, ora
Cajo armazem lera lugar o leilao, s 11 horas da
manhaa.
Avisos diversos.
No Diario de Pernambuco n. 290 de
sabbado 15 do corrente, publica rara os
netos de Custo lia Mara llosa, iroiaa do
linado Joaquim Francisco de Azevedo
(por alcunba Diznneiro) um annuncio
protestando contra ijuaesquer transac-
coes que acerca dos bens constitutivos
ta herancado mesmo finado facamseus
sohrinbos, nicos berdeiros adruittidos
na partilia dos ditos bens, a que se
procedeu pelo juizo municipal da se-
gunda vara desta cidade.
Em resposta ao mesmo annuncio,
abaixo se transcreve a verba testamen
tana relativa ao destino que aquelle fi-
nado den ao remaniente de sua fa-
zenda.
Por essa verba se v que o testador
apenas chamou a sua heranca seus tr-
illaos e na falta destes os filbos dos mes
mos, e que porUnto com toda a justica
tenceu a exlincla firma de Antonio Seraphim dos
Santos Lima, ficanlo a seu cargo todo o activo
da mosina ; por isso pede a todos os devedores
da referida taberna a virem sntisfazer seus dbi-
tos no prazo de 15 dias, a contar desta data em
dianle. Recife 17 do dezemhro de 1860.
LuJgero de Paula Ifeir. Lima.
Os bilhctpsda primeira loteria da imperial
sociedade das Artes Mech.nicas Liberaes do Rio
de Janeiro, perlencente a Sociedade Feliz, sao os
seguimos: 1 bilhete n. 4276, 1 meio n 832, 2
quarlos ns. 1718 e 5559.
Alcntara1. procurador.
Precisa-se fallar com o Sr. Antonio Jos-
quim Fernandes de Oliveira, estodanto da aca-
demia, a negocio que Ihe diz respeito : na ra
do Crespo, loja n. 14.
Os Sr?. abaixo assignados sao rogados a vi-
rem a ra da Imperatriz, loja n. 82, a negocio
que muilo Mies interessa e diz respeilo :
Jo< Caetano Pinto do Queiroz.
Manuel Flix Nasario, de Santo Anlao.
Domingos Jos Danta?.
Sabino Joaquim da Puiificaco.
Joo Augusto de Hollanda e Silva.
Lucas Antonio Evangelista.
Jos Joaquim de Aguiar.
Manoel hidra do Nascimento Ar.uio.
Manoel Scraphim.
Joaquim Juvencio de Alroeida.
Theo loro Jos Pereira Tavares.
Jos Pedro Ralis Barbosa.
Antonio linmem LeJo.
Miguel Carneiro de Moraes.
Manoel Flix.
Conrado Jos da Silva.
Domingos Francisco Regs.
Jos Antonio da Silva.
Joao Barbalho de M.-l!o.
Jos Leocadio do Reis, morador no engenhoJar-
dim, freguezia do Cabo.
Trocam-so as mais ricas e perfeitas imagens de
N S. do Carmo, Santo Antonio e Menino Jess,
de diversos lmannos, proprios para o festejo da
noite de natal, e por pregos eommodos : na ra
do Qupmado, loja de ferragensn. 14.
JoSo Antonio Soares Vivos participa a quem
tem penhores em sua mo que os vao resgatar
at o fim do correnle mez de dezembro, do con-
trario sero vendidos para seu pagamento. Reci-
fe 17 de dezembro de 1860.
. Quem quizer alugar uroaescrava para o ter-
vigo de urna casa de familia, dirija-se ra do
Socego n. I
Precisa-se de urna ama de leite e outra sec-
ca : no paleo do Tergo n. 26.
Da-se um vantajoso ordenado a urna pessoa
quetenha as precisas qualida les de oceupar o
lugar de primoiro caixeiro de urna das melhorcs
casas de molhados do Dairro de Santo Antonio,
dando por iss-j conhecimonto de pessoas de reco-
nhecijn probidaJe, indicando por este jirnal aon-
de so deve tratar.
Na ra da Cadeia do Recife u. 1, en- Sg
tf) tregaram ha das na ausencia do dono >
^ di casa, um volume de estiva, suppe-se 3
SS ter sido engao do conductor i quem fr 0
< seu dono dando os signaes e pagando as ,>>
g| despezas Ihe ser entregue ; na mesma ^
^9 casa se vendo massa phosphorica para a
a^ matar ratos. 3f
Peter Jullin ntira-se para a Europa.
Aluga-se por prego commodo o armazem da
casa n. 39, sito na ra do Imperador: a tratar na
casa do fallecido commendador Luiz Uornes Fer-
reira, no Mondego.
K"GPMCJJK!M"-- j-7 -1. -.-
Milhate, de ndi.iduo, d. u,d n,{5es mJoTS\r^',"S" P"* "p,lc,r
Aluga-se um
O deposito geral em esa do Sr. Soom,
membros u le rameo te saosdepoisde ha^o- em-
pregado intilmente outros tr.taraenios. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas m-
ravilbosas pela leilura dos peridicos, que Ih'as
relatara todos os dias ha muitos annos ; e a
maior parte dellas sao tao sor prndenles que
i os mdicos mais celebres. Quanias
d Cruz n. 22.
em
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3#
Tira ratratos poro#
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 5$
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbus novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tondo recebido um sortimento de ca
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de ca-
xinbas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador,
No grande salao da ra do Imperador! EmfermidadesVa culis
No grande salao da ra do Imperador I era gera"
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Usborn, o retratista araerica
no tem recentemente recebido um gran- .
de e variado sortimento de cautas, qua- J.'5'"'8,8 no abdomen,
dros, aparatos clmni-os, c urn grande i*'",, U falla de
numero de objectos relat.vos a arte.! Jj'"" ex,remiJa-
Como tambem um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3$000 rs.
cada um, as pessoas que dtsejarem ad-
qnirir conhecirrentos pratiecs na arte
de retratar acliarao o abaixo assignado
sempre prompto sob condenes muito
razoaveis.
pessoas recobraram com esle soberano remedio
o use de seus bracos e pernas, depois de ter
permanecido longo lempo nos hospiues, onde
deviam soffrer a amputago 1 Dellas ha mui-
casquehavendodeixado esses. asylos de pade-
liraenios, para se nao submeterem a essa ope-
ragao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desee precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nhec.raenlo declararam estes resultados beneO-
cos diente do lord corregedor e outros magis-
trados, afimde mais ulenticarem sua afirma-
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante c-onfianga para encinar esle re-
med.o constaniemenleseguindo alum lempo o
| iraiamento que necessusse a natureza do mal
cujo resultado seria provar inconlestavelmenie.
yue ludo cura.
ulil, mais particu
M'Kiiinfes casos.
lnflaiDm8go da bexiga.
O ungento lie
lamiente nos
Alporcas
Caimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabeja.
das cosas,
dos me/rbros.
Ditas do anus.
Erupgoes escorbulicas.
bom cozinheiro, tanto nra
botequim como rre.mo casa particular ou hotel
So n.a entende bera: rua lara o >2-r
Quem precisar de um bom cozinheiro lan-
o para casa parlicolar. como hoteqi.m 0?i
etc. : procure na n. larga do Rosario n. 231 '
- Quarla-feira 19 do corrente mez. depois da
audiencia do Sr. Dr. juiz municipal da sejnda
vara, tem de serem arrematadas, porrera ultima
praga, a requenmenlo do leslamenteiro de Bento
Fernandes do Passo. todas as dividas activas pcr.
I3BSM casal d0 d,,fin8do no '-
1fi7,^rl8|8mdf um sili0 na r,,a Imperial n.
leII nm57qS?,0^'ur0 CObe.r'0' d Rob'< Ros-
no d him resPCfli?a adela com dous
noa de bom ouro euro grosso passador, tendo
este em cada um dos lados urna pequea rebeca
de azevuhe, n'uraa das quaes tem^ tres pequeos
diamantes, e na outra um dito : roBa-se as a!
loridadea e a alRuona quem for ofTerecido q
o apprehenda e leve ao sitio cima indicado' que
ser generosamente recompensado. q
Frieras.
Gengiva escaldadass.
Indians.
Inflama^ao do ligado.
Vende-so este ungento no establec
i geral de Londres n. 244, Strand. e na loja
i de todos os boticarios droguistas
da matriz
Lepra.
Melesdas pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articnlaces.
Veias torcidas ou no-
das as pernas.
e outras pes-
s cavalheirosesenliora8 sao convida-1 s1oas. ?ncarregadas de sua venda em toda a
uy^.-di,
1
DO
Wagn n. 227.
O publico desta capital tora acompanhado as
viagens de Mr. Y. Galloix, e a mais instructiva,
reconhecer ter sido a do dia 17 do corrente.
Infeliz como conloen no coroego, pela diffi-
culdade da estrada que segu, nao obstante leve
acoragem do partir, scgumdo aleo ponto Lu-
crecia Borgia eahi por effeilo da predilecta es-
colha ae ostra cortou-so a ponto de merecer
Recife ao rio Sao Francisco
LAmitado.
Do conformidade com as nslrucjes recebidas
da respectiva directora faz-se publico que desti
dala em diante sao convidados os accionistas
desta compauhii a cumprircm com os termos do
aviso que porordem da mesraa abaixo licara pu-
blicados.
Escriptorio da corapanhia 17 de dezembro de
18S0.E. II. Brauah, thesoureiro.
AVISO.
COMPAMIIA DI YIA FRREA
DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(LIMITADO.)
a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra exarainarem os specimens do
que
na pa-tillia s foram contemplados m T ..Aulorisado pelo cDvalieinsmo,
, r ."cujijicjuos os(com que escreve. naoduvidou analisar a senhora
SObrinlios do linado e nao os annun- j Boltramini, prirna-dooa absoluta, de maneira
ciantes a quem pelo presente annuncio "' 1oere,e'l naturalidade de seu carcter
se responde, os quaes sao illios de so-
brinbos.
E'isso o que se deduz da litteral dis-
posic j do testamento e foi j'econhecido
porquanto affastando-se ora da justa apprecia-
cio do real mrito da mesma actriz, ota arrogan-
do-se aos ps da honra que offende.... appellan-
do para o publico que sempre Ihe negar esso di-
reito. ahi tropee, e vai de encontr ao silencio
...i i do campo, chamando para o substituir o machi-
por distinctos advogados desta cidade ei "'"'''
mesmo de Portupal. Mr. Y. de Galloix, o aeonselhamoi depois de
A, i sua vergonhosa retirada para os caninos do Rin
vei ba testamentaria e a seguinte: ; Formse, que so compenetre do deer de ria-
(nstituo por berdeiros de minba 'ao*e uis''ret'1 e honrado, por si esquecido o pelo
fazenda e bens presentes e futuros
meus irtnuos Custodia, Mara, Anna,
Joaquina, Victoria e Manoel, todos re-
sidentes no reino de Portugal. E aquel-
les ou aquellas que forem fallecidas,
serao berdeiros seus filbos para se sub-
dividir cora elles a parte ou partes que
deveriaoi caber a seus paes se fossem
vivos.
l^Guiiiaraes & Villar!
que protestamos.
La Voyageur.
Muitaaltenco pa-
ra se nao dar
ao engao.
Pelo presente faz-se publico que por rosoluco
da directora desta companhia, tomada nesta da-
ta tem-se feito urna outra chamada de du.s li-
bras sterlinas por cada accao. a qual chamada ou
prestago dever ser paga"at o dia 31 de Janeiro
prximo foturo no Rio de Janeiro em casa dos
Srs. Mau Me. Gregor & C, na Bahia aos Srs. S.
S. Davemporl C, e era Pernarnhuco no es-
criplorioda Ihesouraria da mesma via frrea.
Pelo presente ca tambem entendido que no
caso de nao ser a dita chamada ou prestacao sa-
tisfeita no da marcado para o seu pagamento ou
autes o accionista que incorrer nesta falla paga-
r juros a razio de 5 por cenlo ao anno sobre
tal chamada ou prestacao a eeotar desle dia al
que seja realisado o pagamento. No caso de nao
eleclonr o pagamento desta chamada ou piesla-
co dentro de 3 niezes a contar do Jilo dia flxado
para o embolso da mesma ficaro as acedes que
incorrerem em tal falta sujeilas a serem confis-
cadas segundo 3 disposcoes dos estatutos a este
respeilo.
Por ordem dos directores.
Assignado\V. H. Bellamy,
Secretario.
199 Groaban] Honse.
Od Brouad Street.
E C.
22 de novembro de 1860.
O Sr. Agostinho Letarte, tem
urna carta de sua familia na rua da
Cruz n. 17.
dos
ra
cima fica anunciado.
SYSTEMA MEDICO DEIIOLLOWAY.
PILLAS HOLLWOYA-
Este inestimavel especifico, compnsto inieira,
mente de honras medicinaos, nao conira mercu-
rio era alguma outra substancia delepteria. be-
nigno raaistenra infancia, e a compleigao mais
delicada igualmente promplo e seguro para
desarraigar o mal na compleico mais robusta ;
enteiraraente innocente em suas operaces eef-
feitos ; pois busca eremove as doengas de qual-
quer espacie e grao por mais amigas e leazos
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas craoste
remedio, muitas que j estavam as porlas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn!
recobrar a saude e forjas, depois dehaver tenta-
do inullimente todos os outros remedios.
As mais afflictas uodevem entregar-se a des-
esperado ; fagam ura competente ensaio dos
efcazes effeiios desta assorabrosa medicina, e
pre.les recuperaro o beneficio da saude.
Araerica do sul, Ha vana e Hespanha.
Precisase de uma ama para corrrar e m
nhar pan casa de hornera solteiro -na rua h
Queimado. loja de erragons n. 49 "" d
sHel?" F" Behre"dS T8i p3ra Pfneo por
Lufa Anlonio Connives Ferreira tenrtn na
F. W. Konigsmarck v. p8ra a Un/t.
,~- Aluga-se o armazem da rua do Trapiche n
* a lr.l, na roa da Cruz, armazem n 33
seTra d" ITu" de Um guarda livros- dirii"-
I V 8 tP, l0' arma7C' 28, a tratar cora
31. r. aa >. Tdrroso.
Quera precisar de uma ama com bom leile
dirija-se a rua da Senzala Velha n. 42 '
r.~,3" n'" 'er leil! puro de vacca a 320
rs. a garrafa no armazem do S. Silva c Branco
S dronauosC.ha3f2 D0 larS da A-e-bla/F?:
ma pessoa com as habiiitacoes nrecisa
offerece-se para fazer a escrip.a de? aluma ca
de eomoiercio. assim como a promover aTobra,^
Ca de alg.mas casas de negocio, quer SPa a c
.rSndeuC.C,P.I."1," frd dH,. -- A. oCr
cife n 46 """ "3 rUa da Cadeia do "
^.Se-Sir subdii pr,u-
i T o.e,M"8e de uma ama de Jeito aue na
SSSfZ rua da Alecri- *&i
Curso particular derhetorica.
Manoel de Honorato tem aberto o seu curso
f, n f3iJenc-"e- PJelca naclonal na '"" Direl-
n. 88, pnmeiro andar.
CONSULTORIO
DO
MEDICO PARTEIRO 1 OPERADOR.
3 RUA DA GLOIA9 CASA IIO FUNDO 3
Clnica or ambos os sysientas.
O Dr. Lobo Hoscoso d consullas todos os dias pela manha-8 e de .
horas. Contrata partidos para curar annualmenie, nao s para aedade como na a P L 4
cu oulras propriedades ruraes. F aciaaae, como para o engenhos
Oj chamados devem ser dirigidos sua casa al i
ao se perca lempo em lomar este remedio u urgencia a ouira qualquer hora do dia ou da
para qualquer das seguinles enfermidades:
Ruado Crespo n.17.
Grande sortimen-
g lo de sedas, cortes
g de vestidos de cam-
g braa brancos, man-
ta leletes, chapeos de
g seda de palha de Ha-
to lia e todas as qoali-
g dados de fuendas
| da moda para se-
S nhoras e meninas.
Grande sortimen-
to de sobrecasacas,
paletots, caigas, ca-
misas, siroulas, col-
leles, mi'ias, caiga-
do M^llis, caseii-
ras de ledas as qua-
lidades e ludo mais
perlencente a ho-
rnera e menino;.
Sj Vende-so baralissimo.
Precisa-se de uma ama
para casa deum moco soltei-
ro : na rua do Liv ramelo loja
n. 19.
JoSoBaptista Goncalves Bastos faz
sciente ao respeitavel publico ecom es-
pecialidade ao corpo do commercio
desta cidade, que tendo dissolvido ami-
gavelmente a sociedade que tinha coni
o Sr. Francisco Antonio de Assis Ges
que gyrava sob a firma de Ges & Bas-
tos na rua do Queimado n. 46, se acha
hoje estabelecido na rua Nova n. 49 as-
sociado com o Sr. Joao Bernardo da
Costa Reg Honteiro, cuja sociedade
paisa a gvrar 10b a firma de Basto &
Reg.
Jos Izidorio Pereira dos liis, deca
ra aos Srs. l'igueiredo & Irmos, que era quan-
lo uo for decidida a pretcncao que tem de ser
! pago pela massa falida de Claudi.no Oliveira de
qu.nlie igual a que devo mesma massa em
I virlude dos servicos que prestou ao mes-
irr.o Claudiano como seu escriplurario, no pode
considerar-so devedor dos mesmos Srs Figuei-
redo & rmao, que devem ser mais prudentes em
hincar injurias sobre quem quer que seja.
Deposito de rap Prince-
sa Gasse do Hio do Janeiro em Pernambuco em
casa de Pinlo de Souza Dairao na rua da Cruz
n. 21, avisam 8os amalles desta excellenle e
acreditada pilada que -ltimamente receber.io
nova reraessa delta, o se achs por essa forma o
deposito soitido com todas as qualidades.
Aluga-se uma casa na rua Imperial n. 97.
com duas salas, quatro quarlos, cozinha fora,
quintal o cacimba: ajlratar na rua do Rangel n. 7.
Palitos do gaz e
de cera
desta superior qualidade s so vendo no arma-
zem de Barros & Silva.
Vende-se uma morada de casa
terrea na rua da matriz da Boa-Vista :
a fallar na mesma rua sobrado que vol -
ta para a rtfa da Glorian. 33.
Preci8a--se de um rapaz para cria-
do : na ruada Cadeia armazem n. 36.
Peife se aos Srs. Alfredo de Albu-
querque Hartins Pereira e Joaqaim de
Carvalho Cabreira o favor de virem a
rua da Cruz n. 21, a* negocio que os
mesmos lenhOTei nao ign'oram.
Precisa se de 6:000.^ a premio
dando-se por seguranca predios nesta
praca por tempo de um anno : qnem
os quizer dar dirjase a esta typogra-
pbia que se dir' quem precisa ou an-
nuncie por este Diario.
Nova pauta ou tarifa da
alfandega
Ne Linaria da praca da Independen-
cia n. 6 e 8. existe a nova tarifa que
tem de ejecutarse a 9 de evereiro, a
qual sera' mostrada aos Srs. assignantes
do Diario, que a quizerem consultar em
qu5nto nao chegara alguns para vender.
Botequimdaespe-
ranca.
o
No pateo do Tergo n. '42 acha-se estabelecido
um bolequim onde se encontrar a qualquer hora
do dia o bom lanche, e a noite haver bom caf
e cha, onde tambera hiver o bom charutioho de
Ravana para a rapazeada fumar.
Mudanca
Pints de Souza & Bairao raudaram o seu es-
criptorio da rua da I'eulia n. 6 para a rua da Cruz
n. 24, primeiro andar.
Precisa-sede um feilor para um sitio perlo
da praca : na rua da Cruz n. i.
Constando ao abaixo assignado que o pardo
Manoel, que ora vagueia dlas ras desta cidade,
l.izendo algumas f.lcatruas, tem dito ser seu
criado, e estar em sua casa, previne ao publico
e a polica, que falso, e que elle s o foi du-
rante .sua estad, no sul do imperio, deixando de
o ser, logo que qui chegou, em vlrtude de seu
estado de alienacao mental. Recife 18 de dea
zembrode 1860.--HeriBOgones JjJcrales Tavares
de Viseoacellos.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Am polas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulso es.
Debilidadeou exlenua-
Qao.
Debilidade ou falla de
forjas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no venire.
Ditas no gado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
o nome da pessoa, o da rua e o numero da
10 horas da manhaa e era caso
noite, sendo por escriptoem que se declare

Febreto da especie.
Gotia.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflamraaces.
Irregularidades
menslruacao
Lorabrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abslrucc,ao de venire.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Re'encSo de ourina.
Rheumatisrao.
Syraploni8s secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
derao remelle
livros do
Nos casos que nao forera de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife
raetter seus bilheles botic. do Sr. J. Sonnn & C. na rua JaX 1
o Sr. Jos Nogueira de Souza na rua do Crespo ao p ponte v ha' J
Nessa lo,, e na casa do annunoianteachar-se-ha constanlemetIZ 2t
po-
a de
raenlos.=Fi;s'3^ZEttj^2S?~ > -
a^Vai1:.?^.........'--isa
Dita de 36 ditos.....'..'.' !'.......SS*
Dita de 48 ditos....... .......ISSSS.
Dita de 60 diios........... '. \ '.'.'' !SS
Tubos avulsos cada ura........
Frasees de tinturas.........!'.".*,'"
Manual de medicina homeopalhica peoDr. Jahr*. I*ra-
duzidoem portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........2t*<8000
Med.dma domestica do Dr. Hering, cora diccionario. C^OCO
Repertorio do Dr. Mello Moraes. ,....... 69000
308000
15100
2000
Febreto intermitente.
Vende-se estas pilulas no ostabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguista e outras pessoas en-
carregadas de sua venda em toda a Araerica do
*"ul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
uma dallas, conten uma inslrucc.ao em portu-
guez para explicar o modo de se usar deslas pi-
lulas.
O deposito geral era casa do Sr. Soum
dharmaceutico, na rua da Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
A refinaco do Monteiro precisa de ser-
| Dentista de Pars. |
15Rua Nova15 |
Frederic Gautier, cirurgiao dentista,
faz todas asoperace da suaartee col-ig
loc.dentes artificiaes. tudo com a upe->
Mondado e perfeicio que as pessoasen-|g
tendidas Ihe reconhecem.
Temazua e pos dentifricios etc
wmm
DE
WA l,OJ\ T \1VM\IEM
DE
Casa de Detenco.
Pagando a Veneravel Ordem Terceira Francis-
cana um capello para diser missa nos domingos,
e das sanios ; consta que sement em um da
ali se celebrara o santo sacrificio ; por isso roga-
se ao Dr. chefe de policir, queirj dar providen-
cias que o caso exige.
Offerec es para caiieiro um rapaz brazileiro
para qualquer eslabelecimento na rua Impariai
n. 37.
Aviso em tem po.
A viuva do finado Miguel Soug avisa .os do-
nos dos objeclose carros que exist, na cochira,
quo venh.im se entender com ella na rua do Hos-
picio n. 80 para p.garem e lon*vem conta delles
al o dia 20 Jaste correnle mez, pois do contra-
no sero vea-lii a p'?r ordem do juiz compe-
leeilr.
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RUA DO QUEMADO 40
Defronte do beoco da Congregado letreiro verde.
Seda de quadrinhos muilo fina covado
Enfeites de velludo com froco pretos e
de cores para caheca de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, csrabraias e seda lapada e
transparenre, covedo
Luvas de seda bordadas e lisas para
senhoras, bomens e meninos
Lencos de seda rxos para senbora a
29000 e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lencos de gurgurao pretos
(ticas capellas brancas para noivados
Saias balso para senhora e meninas
Tafeta rxo o covado
Chitas franceza a 260, 280, 300, e
Cassas francezas, a vara
19000 Selim preto azul e encarnado proprio
para forros cora 4 palmos de largnra
o covado
Casemiralisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria para
forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos cortes da seda pretos e de coros
com 2 saias e debabados
Ditos de gaze e de seda phanlasia
Chales de loquim rauito finos
Crosdenaple preto e de cores de todas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e visitas de seda preta
cora froco
29500
8500
2#00C
9500
30
9600
1*600
29000
19500


DIARIO DC PERNAMBUCO. QUARTA fERA 19 DE DEZEMRRO DE 1800.
O)

No bolequira do caf Jos arcos, na traressa
da ra do Imperador, casa do Paira, precisa-se
de ura moleque para o serdco do mesmo.
Aluga-se ura excellente quarto no corredor
da oseada do sobrado da ra das Cruzes n. 39 :
quem o pretender, procure na ira?essa da ra das
Cruzes n. 6.
Escnp torio de en trros, na ra Nova,
casa n. 63, entrada dos carros fne-
bres pela ra das Flores.
Asra, administrador dejle estabolecimento, ro-
ga aquellas pessoas que sao devedoras ao mes-
mo, o obsequio da mandarem saldar seus dbitos,
visto que tem de prestar contas at o da 30 do
correle, e espera que atlenderao ao Justo moti-
vo que tem : igualmente pede aos que tem pe-
nhores era seu poder, de os vir resgalar at o
mesmo dia 30, ao contrario os vender para ser
embolsado, visto ler passado do lempo em que
combinaram para os tirar ; e para que nao se
chamem a ignorancia faz o presente annuncio.
A
Atten$&o a esta explica^ao.
Algomas pessoas leem urna opiniiio errada a
respeito da proprieJade e vir lude das chapas me-
dicinaes, julgando que s operara supericial-
mento ; procuramos desfazer esto engao com
ciis esta explicaco :
As chapas meiiciuaes electro magnticas -
epispasticas operara sobre os ornaos interioras,
como o estomago, ligado, bofes, bajo, rins, nles-
* tinos, etc., etc. ; ha mais Je 23 annos que a ap-
plicaco das mesraas tem sido o sao cornadas lo-
dos os das com grande surcesso, obtendo curas
completas as diversas molestias a que sao ap-
plicadas.
Por exemplo : no caso do pleura inflamma la
raras vezes necessario mais que tres ou qualro
das para completar sua cura, se ella provm s
da inllammiicao ; mas no ca$o do Agido difle-
renle, por ser esta inflara uia^io seguida de hu-
mores quo sao precisos serem extirpados interna
, ou externamente, requerendo urna applicacao
i- mais longa, de iim a dous mezes, para t"r um
elTeito plausivel ; o mesmo acoutece com a in-
lair.niacao de bofes, ou oulros quae.squer orgaos
obstru ios.
Innmeros alleslados que existem em nosso
poder de pessoas respeitaveis e de dislinc(o,
afianzando curas radicaos, eslao disposic.au das
fessoas que os quizerem ver.
Ua eficacia destas ditas chapa3 medicinaos nin-
guem pede duvidar vista dos resultados profi-
cuos qiro tem li.lo, alem das innmeras curas
Complejas que tem oblido com ellas.
O eScriplurio Ricardo Kirk estar abcrlo lodos
os dias todas as pessoas que so dignaren) hon-
ra-locom a sua conlianca. das 9 horas da ma-
nha s 2 da larde ra Parlo n. 119.
Escravo fgido.
No dia 14 do correnle fugio do poder do abaixo
assignado a sua escrava de nomo Mara, a qual
tem os signaes seguinles: nao tem denles na
y frente da bocea, o tornozello do p esquerdo ju-
chado, procedido do urna desmenlidura. e quan-
do anda puxa pela mesma perua, na mo direita
tem entre os dedos um calo e a cabera ^os dedos
um lano tostados do fugo por ver cozinheira,
de cor fula e reprsenla ter de 35 a 40 annos, le-
vando veslido de assenlo encarnado com flores
escuras, panno da Costa aiuT e mais umfoupo
de quadros escuros para muda : rogo as autori-
dades policiacs ou a qualquer pessoa a appre-
hens5o de abaixo assignado em Santo Amaro, ra da Auro-
ra, passando a fundido, que ser generosamente
ratificado.Jos da Silva Ferrcira Jnior.
Alugam-se dous andares do sobrado da ra
da Cadeia n. 24, tendo commodos para grande
familia : a trataros loja do mesmo.
PILMAS PAULISTAiNAS.
Tratanieiito contra a tinha.
Paincipiar conforme a guia do folhetodas
molestias chronicasque sao : 4 massosde pun-
as. Lavar a caneca nos dias de faina com agua
morna, e a esfregar com sabo ordinario, e de-
pois a enxugar
N. B. Fazei a pomada seguinle : folhas de
arueira 4 onc,as ; socai-as no pilao, misturai 4
on;n de azeile doce, conservai n'uma vasilha ;
e quando for misler empregar, aquenlar-so-ha
as brazas. Conservar urna especie de carapuca
de bala, alira de transpirar ; nada de dieta*:
com quatro tratamentos que sao 16 massos, esta-
r sao' perfeito. c gozar abundancia de cabellos
annellados. Esti planta anniquilada pela impu-
reza do saogue, brotar cora lodo vigor.
C. P. Etcbecon.
DEPOSITO GERAL
119Ra do Parto119
RIO DE JANEIRO.
PROTESTO DE REIVINDICAQ.VO E RESTI-
TlilCAO.
. D. Mari i Clara de Salles Castro, viuva de Jos
Domingues de Castro, negociante que fui da pra-
ca do Maranho, lulora de seus fillios e residen-
e era Lisboa, d'onde ltimamente resida e
fallecou seu marido; e suas fllhas maiures de
15, 16 e 17 annos D. Mara Luiza, D. Mara Jos.
D. Mara Clara, tendo do so oppor devidamenle
ao irregular e nullo procedimento em que foram
alheados os mais importantes bens do casal em
Maranho pelo juizo orptianologico Dr. Barradas,
escrivo S ; fazem publico por este meio, e por
que acabara de ser scientes de se ha ver julgado
o celebrrimo e monstruoso inventari instaura-
ndo em Maranho sobre o seu casal, que ella
totora e suas lilhas mirares. Protestan) contra os
abusos e uullidades desse irregular inventario, e
especialmente pelo direilo de restiluico e leso
enorme perJas, damnos e lucros cessantes, na
venda que seprocedeo pelo juizo orphanologico
Dr. Barradas o escrivo S, de urna sumaca de-
nominada c Parnahiba, o qualro escravos mari-
nheiros que a tripulavam, de nomes Adrio, pre-
to, Leonel, proto, Joaquim, prcto o Benedicto,
preto, cuja sumaca navegau'io do Maranho para
a villa da Parnahiba, e perlencenlo a seu Qnado
marido e pai, se achava fondeada em Maranho
na poca do alludido inventario, e foi vendida
por ordem daquello juizo, pela quanlia de 2:.100
xa., e os qualro escravos marinheiros por2:917j>
n.! I ao lodo 5 2173000!! quando ludo valia
aproximadamente del7coutosll sendo o com-
prador Francisco Pereira da Silva Novaes, a quera
O sesmo juizo constiluio iuvenlariamente sem
que para semelhanle venda fosse prevenida nem
ouvida previamente viuva cabera do casal, que
so a.'uiva fazeudo sen inventario em Lisboa, vis-
to que all resida, all tinha fallecido seu mari-
do, e all linha e possuia os seus mais valiosos
bens, nem to pouco ouvidas ou citadas suas li-
lhas maiures. O que ludo conslilue monstruoso,
irregular e nullo seraelhaute procedimento era
face das leis do imperio, lano mais quando g-
mente mida teconhecida por enormemenlo
lesiva para os reclamantes, pois que um dos pre-
tos mariuheiros, deixou de se vender em lempo
do fallecido, pela ollera de mais de dous contos
de re:*. ; emquanto quo se venderam os qualro
per 2:9173000 I I o que manifesta o accordo de
urna arrematado liclicia. Nao podendo pois a-
reclamantes prejudicadas achar jtMtic* nesta ci-
dad, e havendo recorrido de tanta violencia e
extofsoaS.il. o Imperador de quem esperan)
Justina e paternal proviso : fazem e publlcam o
prsenle protesto, de revimlicarem e pedirem
reslitJicao dsquellcs escravos e navio, e previ-
nem ao publico para que nao se faga Iransacc^io
algura3 *obre taes bens com o referido Francisco
Ptreira da Silva Novaes, de quem tem de have-
lo., assim como todas as perdas e damnos e lu-
cros cessantes. quo calculara ludo em mais de
20 coritos de ris, ou em mo de quem elles es-
tiverem, por isso que bens adquiridos por actos
nullos nao conferem direitos lerceiros, quando
mesmo eslranhos posse viciosa do vendedor. E
para que chaguo ao conheciraento de todos e nao
so allegue ignorancia, visto que a reclmenles
esto dentro do prazoda Ord.4, til. 13, 9 ; tan-
to mais quaudo a seraolhane acto ou venda nao
der un aeu assentimento. Se d publicidade ao
presente protesto pelos jornaes desta cidadoeou-
iros do Imperio.
Lisboa 19 de novembro do 1860.
\ Viuva D. Maria Clara do Salles Castro.
D. Maria Luiza de Salles Castro.
D. Maria Jos do Salles Castro.
D. Maria Clara de Salles Castro.
(Estaram reconhecidas.)
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA IPARIRDLNA @ R. TOWMSIt
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECgAO' EO DR JAMES R. CBILTON,
Oiuiico e medico celebre de Sew York
EX-
A GRANDE SUPERIORIDADE DO
TRACTO FLUIDO COM POSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario
e quasi miracuioso effeito no
sangue.
New-York, bavemos vendido durante muitos an-
nos o extracta Je salsa parrilha do Dr. Town-
send, considdfflno lo ser o extracto original e ge-
nuino da salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeiramente sob este norae foi apresen-
lado ao publico, y
BOYD PAUL. 40 Cortlandl Street.
Cada umvsabe que a saude ou a inferraidadel WALTER. B TOWNSEND & Co, 218 Po.ll
depende directamente do estado desie floido vi- r SStm u. -. n n .. iti i r
TAL,. Islo ha de ser, visto o partido importante LEI )S & HAZaRD- MaiJe0 Lae.
que tem na economa animal.
A quaulidade do sangue o'um homem d'es-
talura mediana est avaliada pelas as primeiras
autoridades era vinto e oilo arrateis. Em cada
pulsado duas odqs sahern do coracao nos bofes
o llalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos do quatro minutos. Urna dis-
posigo extensiva tem sido formada e destinada
com admiravel sabeJoria a deslribuir o fazer
circular esa corrrjte db vida por tojas as
partes da organisagao. Deste modo corre sera-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
fonledeinfermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguraa se eraprenha
de materias ftidas ou orrompidas, diffunde
com velocidaub electrica a corrupto as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-?e para Iras e para diante pelas
arterias, pelas veias, o pelos vasos capillarios,
at cada orgao e cada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulado eviJeniemonte se faz ura engenho
poderoso de doenga. Nao obstanie pode tam-
bem obrar cora igual poder na crirQao de saude.
Eslivesse o corpo infecionado da doen^a maligna,
ou local ou geral, o situada no systeraa nervoso
ou glaniuloso, ou muscular, so smente o san-
gue pode fazer-se puro o saudavel ficar superior
a doenja e inevitavelraeute a expedir da cons-
litu'tQo.
O grande raananri3l de doen^a ento como
d' aqui consta no fluido circulante,e nenhum
medicamento que nao obra directamente sobreel-
le para purificar e renova-lo.possue algum direi-
lo ao cuidado do publico.
O sangue J O sangb o ponto no qual
se ha mysler fixar a altenc.ao.
O ORIGINAL E O GINUINO!
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidadede
Cada garrafa do
exterior de papel verde
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD Si Co, 53 Maiden Lae.
J& J. F. TBIPPE. 92 Maiden Lae.
GRAHAMCo, 10 OldLIip.
OSGOD S JENNINGS, 188 PearIStreet.
R.B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, R0BINS& Co, 134 Water Street.
THOMAS &. MAXWELL, 86 William Street.
WM. UNDEBHILL, Junr, 183 Water Sireet.
DAVIDT. LANMAN, 69 Water Street.
MARtfi & NORTHROP, 60 Pearl Slreet.
NORTON, BVBCOCK 3c WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY& Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON Si CO, 127 Msiden
- Lae.
A. B. Si D. SANDS. 100 Fullon Street.
SCHIEFFELlN, BROTHER & Co, 104 &
IOG Jobn Si.
LEWIS & PR1CE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 -Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
lOAslor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Slreet.
PHILIP SCUIEFFEL1N & CO, 107 Water
Slreat.
POU & PALANCA. 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN. 64 Pearl Slreat.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I. MINOR&CO. 214 Futnn Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Slreet.
JOSEPHE TRIPi'I. 128 Maiden Lae.
GREENLEAF S KINSLEY, 45 Cortlandl
Street.
HAYDOCK, C0RLIES& CLAY, 218 Pear
Slreet.
CUMM1NG S VANDUSER, l78Greenwch
Slreet.
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK S Co. 49 John Street.
CONHECEMOS AARVORE E SUASFRU-
TAS ,
B IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus Effeitos.
O extracto composlo de Salsa parrilha do
Dr. Townsend est
0 MED I CIMENTO DO POYO!!
Adata-so lio' maravilhosamenle a constituido
que pode ser ulilisadu em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E" DEBILIDADE,
porta lf.ce;
ONDE E'CURRUPgO,
purifica;
ONDE HE PODR DO,
AL1MPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servidos presta a huraanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das iuas Fronte
Washington, Brooklyn, seb a inspecjo directa
do muito conhecidochimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade deNew-York, cuja cer-
lidao e assignatura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSAPARRILHA
DO DR. TOWKSEKD.
O grande pnrlcaflor do sangue
CURANDO
O Herpes
A Hertsipela,
A AliSTRICC,AODO VtN-
TRE,
As Alporcas
Os Effeitos do azod-
GUE,
Dispepsia,
As Doencas.defiga-
do,
CONSULTORIO
ESPECIAL HOMEOPATHICO
Ra de Santo Amaro (Mundo-novo) n. 6.
O Dr. Sabino O. L. Pinho d cousullss I venientes na pralica, principalmente para es m-
todos es dias uleis desde as 10 horas at meio dicos que comeam fazer ensaios, e para as
dia. Visita aos doentes era seus domicilios pessoas curiosas que nao sabem conhteer essas
de meio dia em diante, e em caso do ne- diterencas, e por isso podei atlribuir inefica-
cessidade qualquer hora. As senhoras de | eia da homfcopatliia, o que realmente depende da
parto e os doenles de molestia aguda, que m pri-parc;ao dos medicamentos.
nio tiverem anda tomado remedio algum al- Para obviar estes graves inconvenientes o
lopalhico ou homeopalhico, serao attendidos de agitador dynamico do Dr. Sabino munido
preferencia.
As molestias mais frequentes debaixo dos
climas do Brazil, principalmente as que sao
mais difficeis de curar, Ihe tem merecido um
tstudo especial; sao ellas :
1. Molestias proprias das mulheres.
2. Molestias das creancas.
3. Molestias da felle.
4. Molestas dos olhos.
5." Syphilis, ou gallico.
6. FebressymDthomalicas Jas leses do cere-
bro e le suas membranas, dos orgaos do peilo,
e do spparelho digestivo ; febres inlermilten-
tes o suas consequencias.
Pharmacia especial homoeopalhica.
de um contador em que se acham as unidades,
decenas, centenas, n.illiarcs, dezenas demilhares
enllocadas convenientemente, de maneira que
cada vascolejaijao apparece um numero novo,
dtsJe 1 al 10 mil; nao sendo desta sorle
possivel engao algum.
Os medicamentos homceopathicos preparados
por meio desta maquina sao os nicos que de-
sinvolvem propiedades uniformes capazes de
curar as rnolesti&s com a raaior certeza pos-
si el.
AHydropesia.
A Impingb
As Ulcera?,
O Rhematismo,
AsCuagas
A Pf.dilidade gehal
AsDoencasde pelle
As Borbulhas r ra,
As ToSSESt,
Alera Jisso, desojando tirar de sua viagera
a Eurcpa todas as vaniagens para o progresso
da homoeopaihia no Brasil, o Dr. Sabino nao
poupou esforcos para obier as substancias irn-
dicamenlosas dos proprios lugares, onde ellas na-
turalmente nascem, e para isso entendeu-se com
um dos raelliores herboristas d'Aemanlia, para
Ihe mandar vir as llantas frescas, afim de pro-
parar elle mesmo as tinturas.
E' assim que o acnito foi mandado vir des
Alpes, a rnica das montanhss da Suissa, a
belladona, bryonnia, chamomilla, pulsalilla, rbus,
byociamus, foram colhidas n'Allemanha, na
Franca o na Blgica, o veratrum no roor.te Ju-
, ra, ele. etc.
Desta soile provida a pharmacia do Dr.
Sabino das substancias que serviram para as ex-
A pharmacia horroeop%ihica esl longe de | perencias pnraus de Hahnemann, descripias na
preenrhty todas as vistas dos mdicos hornee-; P8"icensi. achara0 mdicos e os amigos da
pathas era quanto forera os medicamentos nre- l,m(H0l,alhia me.,os, Se8"ros e verdadeiros do
p-arados rao. A for5a do homem nao p- curaromas euferraidades.
uniforn idade
AGITADOR DYNAMICO.
Os Catarrhos, As Tsicas, btc
OExtraclo acha-secontidoemgarrafas quadra-
das e garntese ser mais forie e melhor em lo-
do o respailo a algum oulro purificador do san-
gue., conserva se em lodos os climas por cer-
to spaQO i lempo.
p
de ler a precisa uniforaidade para bera de-
sinvolver as propriedades medicamei.Kas da3
substancias; ella vae naturalmente enfraque-
. cendo mediJa que se vae fazendo o Iraba-
| Iho da dynaraisaco; e por essa rrzo que
numerosas vezes accontece que duas preparaces
de acnito, por exemplo, da mesaa dynami-
Mtjo, feilas pelo mesmo homem, no mesmo
dia, ou em dias diversos, cu feitas por dous
bomens dilTerentes, nao produzem o mesmo re-
sultado em
original
exraciu do Dr. Townsend tem a assignatura e a ceitidao do Dr. J. R. Chlillon, na capa
OS PRECOS SAO OS SEGliNTES:
Botica de 24 tubos grandes ....
Dita de 36 a ......
Dita de 48 a ......
Dita de 60 y ,.....
N.B. Existem carteiras ricas de
maior prego.
Cada vidro de tintura avulso......255
Cada tubo avulso...........j,.
Caixas com medicamentos era glbulos e lin-
12 a 165
1853 a 220
2 i a 29
30 a 3c5?
vtludo para
casos anlogos de molestias; urna
desinvolve urna areao mais prompta, a outra \ turas de diversas dynamisaces ( mais"usadas
urna cqo mais lenta. De 24 vidros cora tintura e 48 tu-
Alra disso, sendo essencial para a reg-! bos grandes...........4800O
No esoriptorio do proprietario, 212 Broadway. New York, e era Pernambuco na ra da Cruz n. 21 escriptoric 1. andar, tara- o^^ di.a e 56jubos gra'ndes". 64900O
)irei. 8 do Sr. Paranhos. ja55egf para que ng0 acconl6Q, que peIo eces$0
ou pela insulTiciencia d'estas perca ra os medica-
APPPOVAiO E AlTORISACiO
DA
imnm nmmt m mmtu
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPTICAS
De 36 ditos dita e 68 lubus grandes. 7CJO<0
De 48 ditos dita e 88 tubos grandes 92*000
De 60 ditos dita e 110 tubos grandes USJCCO
mentes as prepriedades que Ibes sao assignala-, Estas caixas sao uteis aos medice?, aos Sts,
das. ou que convera cada dynamisaeao, lo de engenho, fi-zendeiros, chefts de fi-milios
se podo isso obter as prepararles Mas mao capilaes de na\o, e em gersl todos que se
porque anumero de abales serrpre maior ou quizerem dedicar pratica da honoeopahia,
menor, d' onde evidentemente resulta um eTeilo Veudem-se tan bem n achinas elctricas por-
tambem maior cu menor, e por conseguinte lateis, para tratamcnlo das molestias nenosss,
duvidoso na applicgo do medicamento ; se os Estas machinas s& as mais modernas e ss
abales sao insufficienies nao se desinvolvem mais usadas actualmente era toda a Europa,
todas as propriedades convenientes dynamisa- tanto pela commodidade de poderem ser trasi-
?ao quesequer fazir, e se sao de mais, disin- das na algibeira, como porque trubalUm com
Ensino de musica.
OITerece-separa leccionar soUejo.comotam-
bema tocar varios instrumentos; dando asli-
Qesdas7norass9 1(2 da noite:a tratar na rus
da Roda n. 50.
Saea-se
para Lisboa, Porto e liba de S. Miguel,
no escriptorio de Caivalho, Nogueira S j volvem-se algumas das propriedades ja dyna- preparaces7<
C., ra do Vigario n. 9, pi meiro andar. "
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS ME0IC1NAES sao muito conhecidas no Rio de J3neiro e era todas as provincias
deste imperio ha mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se lem oblido as enfer-
maras abaixo escripias, o que so prova com innmeros alleslados que existem de pessoas capa-
zes o de distineces.
Com estas Ciiapas-electro-macseticas-epispasticas obtem-se urna cura radical e infallive
em iodos os casos de iriflammaco [cansao ou falla de respirado), sejam internas ou externas
como do ligado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, peito, palpitado de coracao, garganta, olhos
erysipelas, rhematismo, paralysia e todas ae affercoes, nervosas", etc., etc. igualmente para as
clilTerenles especies de tumores, como lobinhos,escrfulas etc.. trja qual r o seu lananho epro-
fiindeza, por meio da stippuraeo sero radicalmente extirpados, sendo o seu uso acuiioelhado ao,
habis e distinems facultativos.
As encoramendas das provincias devem ser diiigidas por e6cripto, tendo lodo o cuidadode
fazer as necessarias explicares, se as chapas sao para homem, seiihora ou crianza, declarandop
molestia em que parte do corpo existe, se na cabeca, pesco?o, braco, coxa, perna, p, ou tronoc
do corpo, declarando a circunferencia e sendo inchagoes, feridag ou ulceras, o mol le do seu la
manho em um pedazo de papel e a declararlo oude existem, afim de que as chapas possam ser
bem applicadas uo seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serao acompanhadas das competentes explicaQesc tambera de lodos os accesso-
nos para a t ollocaco dellas.
Consultas todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianra, em s escriplorio,
que se achara aberto lodos os dia3, sem excepeo, das 9 horas da manhaa s 2 da la
119
I UTO ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
CAPORAL
Cachang.
Nesle bello arraial ha para alugar urna casa
com bstanles commodos para grande familia,
muito fresca e defronte do rio; na ra Nova nu
mero 63.
Deposito das manufacturas imueraes i\cranca.
Eteexcelente fumo acha-se depositado, diretamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBOA DOCAflMO, o qual se vende por mseos de 2 hectogramos a lvOOOe em p0r5.no de
JO masaos para cima com descont de 25 porcento ; no mesmo estabelecimento acha-se tambera
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
EAU MINERALE
NATRALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22
Remedio infallivel contra as agnorrhas antigs e rcenles.
Uoico deposito na botica francezj, ra de Cruz d. 22.
Preco do frasco S$0Q0.
Os lancadores dos impostos provinciaes
abaixo assignados fazem publico aos possuidores
de carros, tanto do servido parlicular, cono os
de alugiiel, e bem assim os de mnibus e de car-
ro5as, para que mandero repart5odo consula-
do provincial notas do numero de carros que
possuem e suas qualidades, afim de que os mes-
aras lanzadores possam conferir com as rela5cs
que existem
Primeira serro da mesa do consulado provin-
cial, 10 de dezembro de 1860O lansador. Joao
Pedro de Jess da Malla.O lerceiro escriptura-
rio servindo delancador, Vicente Machado Freir
Pereirada Silva.
O Sr. alferes Tliom G. Vieira de
Lima, queira dirigr-se a esta typogra-
phia, que se Ihe precisa fallar.
Jos Maria da Silva Ferreira avisa'a seus
freguezes e imigos que raudoo o seu estabeleci-
mento de tinluraria de todas es cores, do largo da
Soledade para a ra do Hospicio n. 42, conti-
nuando a recebf r nos mrsmos depsitos, tanto no
largo do arsenal de marinha n. 8, do Sr Anselmo
Jos Duait Sedrim, assim como no largo da ma-
triz de Santo Antonio n. 2, do Sr. Antonio Joa-
quim Panxsco.
Quem liver urna ama de leile sem filho,
pode dirigir-so ra dus Prazcres, nos Coelhos',
casa de ponao com 2 lees.
O Illm. Sr. B. A. M. C. B.
senhor de engenho na provin-
cia das Alagos, queira fazer
o favor mandar pagar na loja
de ferragens da ra do Quei-
mado (que nao ignora) a sua
letra vencida ha muito tem-
po, producto de negociovrea-
lisado a 28 mezes, visto que
naotem-sedignadodar mais
insignificante resposta amis
de umaduzia de cartas que se
Jhe tem escri to.
Pede-se aos Srs. Alfredo de Al
buquerque Martins Per eir e Joaquim
de Carvalho Cabreira, o favor de vi-
i em a ra da Cruz n. 21, a negocio que
os mesmos senhores nao ignoran.
O spgundo lente agrimensor dos terrenos
de marinha convida aos Srs. Manuel Alves Guor-
ra, Dr. Joaquim Antonio Cfrneiro da Cunha Mi-
randa c Bento Jos Ramos de Oliveira, por si ou
por seus procuradores, a coroparecerem na casa
oe sua residencia, na roa Direita n: 74, de ma-
nhaa al as 10 horas, o tarde at as 3; para
na conformidade das instruc5oes de 14 de novem-
bro de 1832, assistirem a med5ao, demarca5oe
avalia5ao dos 'terrenos de marinha, que Ihes fo-
ram concedidos. Recife 17 de dezembro de 1860
Perdeu-se urna pulseira do principio da rus
estreita do Rosario, indo pela ra Augusta at a
pnmeira padaria a esquerda do Aterro, com o
pesodeoilavas, pouco mats ou menos, de ou-
ro de lei, feita na trra : quem a achar, se qui-
zer resiitui-la, podo leva-la a typographia do-
fronle de S. Francisco n. 15, quesera recompen-
sado.
Rctiram-separa a Bahia Ignacio Pinheiro,
subdito oriental, Manoel de Mello e sua mulher,'
Jos Pedro Velloso e sua mulher, africanos livres
A Ordems suspendeu a sua publicacao des-
de o dia 4 do correnle, por se achar doente o seu
proprietario.
Quem perdeu ura cavallo ru$o com urna
cangalha, no dia 11 do corrente mez, dirija-se a
ribeira da Boa-Vista, que receber o mesmo, dan-
do o signaes compontes : a tratar com o po-
deslre Joaquim Miguel do Amaral, ou com o Sr.
subdelegada do primeirj dislricto.
misacao superior, com perda certa de muilas
das que convera dynamissQao que se quer
preparar, o que sera duvda tem graves incoo
ue nao ao nocivas
Cada urna....... 50J0CO
O Dr. Sabino ensina a maneira de .'e servir
desta maquina.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas ntsta.
typographia
Folhinha de porta ou KALENDARIO aedeeiasoo e civil para o
bispado de Pernambuco...........
Dita de algibeira ateado alera do kalendario ecclesiaslico c civil,
explicado das fesias mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mais e nascimcnio e occaso do'sol:
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio:
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos Imposta geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se junlou urna collecgao de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entreteniraenlo da mocidade.
ICO rs.
Dita dita
320 rs.
conlendo alera do kalendario tcclesiastico civil, expli-
cs5ao das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nafeimento e occaso do sol ; ditas dos emo-
lumentos do tribunal docommenio; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
de confessar-sc, e con ungar, e os officios que a
320
igreja costuma celebrar desde domingos de Ramos, at
sexta-feira da Paixo, (em portuguez). prego.....
Est a concliur-se aimpresso do almanak que breve
ser annunciado, nao estando j prometo pelas grandes al-
teracoes que se deram neste anuo.

CASA D
Sila em Santo Amaro.

Esteestabelecimentocontinua debaixo da administraco dos pro-
pietarios a receber doentes de qualquer natureza ou catbegoria que
tn A* 2e} C cui?ad0 ?Ui empregados para o prompto restabelecimen
to dos doentes egeralraenfe conhecido.
Quem sequizerutilisai podedirigir-se as casss dos proprietmios
ambos more resna ra Nova, ou entender-secom o recente no esta-
tabelecimento.
Reforma de precos.
Escravos. .....
Marujos ecriados,:'.
Primeira classe 3^1 e. ,
As operaqoesserSo previamente ajustada?.
2^00
2S500
3^500


()
DIARIO DE PEhNAMBUCQ. GUARTA FURA 19 DE DEZEMBRO DR 1860.
K ilkmana Irmaos <& G. avisam ao
rspeitavel corpo do commercio que
foram no meados agen tes nesta pro cadas
companluas de seguros martimos de
Ham burgo.
COMPANHIA
ALUANCE,
stabeecida ni Londres
m&m u mu.
CAPITAL
Claco safthoes de libras
sterlinas.
Saltadera Brotherst C. tem a honra de nfor-
miraos senhores negociantes, proprielarios de
casas, e a quem maisconvier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para ef-
ectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
obertos de telha, e igualmente sobre osobjectos
que contiverem os raesmos edificios, quer con-
sista era raobilia ou em fazendas de qualquer
qualidade.
X j^rrrTTTTTTTTrVYTTTY-TTTTAfc
Manoel Bento de Oliveira Braga, faz sciente
ao comicercio desta praca que se desligou da so-
ciedade que leve na loja da rus Direita n. 68. que L
grrou e gyra sob a firma de Braga & Lima, por
"cedido a parte que nella leve ao Sr. Lino
Jos do Bego Braga, que continua o negocio de-
i '0id" sua re!PonsDildade e da de seu socio
Jos Iziquio de Amoiim Lima, debaixo da mesma
firma, porm sem mais responsabilidade do an-
nuncianle. que na dita loja nao tem mais ge-
rencia alguma desde o 27 de novembro prximo
passado.
Quem prensar de urna ama com bom leile,
dmja-se ra da Senzala Yelha n. 42.
Quera precisar de um prelo para o servjeo
interno e externo de una casa, dirija-se ra
T *'Jt' que 8char com quem tratar.
Claudio Dubeux faz scienle aos senhores
amantes dos banhos de Santo Amaro de Jaboa-
tao, que domingo 23 do correte haver mnibus
do Recite pan. aquelle lugar e voltar s 5 da
Urde para o Rccife e regressa para Jaboatao s
7 horas di noile e continua todos os
das santos.
Na ra da Concordia n. 65, precisa-se
urna ama que saiba engommar e cozinhar.
Quera annunciou querer ura sitio na visi-
nhanca da praca, com casa de vivenda e baixa de
capim, pode procurar na ra da Lapa n. 15 o Sr.
Iraniisco Antonio de Albuquerque Mello.
Rog-se ao Sr. Jernimo Gomes Ferraz, de
apparecer na ra larga do Rosario n. 20, segundo
andar, que se lhe desoja fallar a negocio do seu
nleresse.
domingos o
de
C rPcTIST*/?7NCE?1-L 311*.*
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- <^I Imperial n. 6.
* rang iras 15. Na mesma casa tem agua e <'
p d .ratifico.
J. Praeger & C.
Ra da Cruz numero 17.
Offorocem aosseus freguezes e ao publico em
eral os segrales gneros :
Cervpja branca e preta em garrafas e raeias gar-
rafas de differontes marcas como Tennenl, Tru-
mao, cavallinho e cobrinha.
Champanhe superior dos afamados fabricantes
Eugene Clicquot, Bruch Toucher & C. e outras
marcas mais inferiores.
Vinho do Porto muilo velho a differentes precos.
Dito Xerez(Pale, Bweon o Golden.)
Dito da Madeira.
Dito Cordeaux muito fino marca Chaleau Lo-
ville.
Dito pito brsnco Haut'Saoternes.
Dito do Rheno.
Dito dito espumoso.
Cognac de carias qualidades superior Pal Bran-
dy e outras.
Licor muito Ano de Marselha e de Bordeaux em
caixas assortidas.
Dito marrasquino.
Conserva ingleza em frascos (Pieles.)
Dita em latas de diflerenles qualidades tanto do
carne como do hortalice.
Ervilhas francezas em latas.
Muslarda ingleza era frascos.
Biscoulo inglez.
Bolacha de soda em meias latas.
Agua de Setter em meias botijas.
O Dr. Joaquim da Silva Gusmao, medico ul-
ula cliPRado a esta capital, pode ser pro- [ Chocolate francez.
prolissao, na ra Q|ieiJ suisso muito fresco.
Dito de Limburgo em latas.
Bom e barato,
Vendem-se m/tnleiga ingleza a 960 rs. a libra,
dita franceza a 6*0 c800 rs., toucinho a 320, es-
permacetc a 680. azeite de carrapato a 440 a gar-
rafa mtlho e Trelo a 200 rs. a cuia, cha a 2,
vinho do Porto engarrafado a 1* e 800 rs. a gar-
rafa ; na travessa do paleo do Paraizo o. 16, ca-
sa pintada de amarello.
Vende-se urna mulata de meia idale, peri-
ti engommadeira o cozinheira, e coso soffrivel-
mente : a tratar na ra da Codeia velha n. 51,
segundo andar, Oas 7 s 9 horas da manhaa. e
das 4 1|2 da larde em dianle.
Vende-se urna escrava crioula, a qual cozi-
nlia cora pereico, engomma, faz doces o refina
assucar : na ra de Hortas n. 85.9
240.
* L'ma senhora franceza offerece-se para ad-'Salames de Haroburgo.
^ I ministrar urna casa de familia, seja na cidade ou i Charutos do Ilavana muitc
Companhia Pernambucana
Tendo breve de se convocar reunan da as-
serabla geral, os Srs. accionistas desta compa-
nhia so convidados a fazer registrar suas acedes
no escriplorio da mesma companhia largo do
Porte do Mallos n. 1, at ao dia 24 do corrente.
rernambuco 13 do dezembro de 1860.
m
-..o finos por menos pre-
nos arrabaldes; nosla ivpographia se dir cora co do 1"e em qualquer oulra parle,
quem 3e ha detallar. j Absinthe verdadeiro suisso.
Kirsch dito dito.
i
I
Altenco
a
a cocheira nova.
Na Boa-Vista ra do Tambi n. 11,
alugara-se cavallos proprios para passeios
e tambera recebem-se de trato por raez
OU por dia mais barato do que em oulra
parte, na mesma coclieira vende-so um
excelleole cavallo para passeios de se-
nhora
Deposito de sabo barato
Caes do Apollo n. 57.
Quem pretender comprar um es-
clavo bom cosinheiro dirija-se a ra da
Cadeia 'lo Recite n. 2.
Achando-se justa e contratada a compra da
casa terrea sita na roa Nova n. i, pede-se a
q em se jnlgar com direito a mesma, que declare
por essa Diario aflu de nao se ultimar a compra
da mesma casa.
Tem ehegado na ra Nova n. 22, um bonito
sedimento de instrumentos de msicos, e tam-
bero iivros do escripluraco diaria de 780 fulhas
muilo bonitos.
lluil i se deseja fallar cora ossennores abai-
s) leclarad08, na ra do Queimado 'n. 39,loja.
Ai Ionio Jos de Amorim.
Antonio francisco da Silva.
Manuel Jos Muele Meiriz.
un Jos Boletho.
Verdadeiro caf de Moka, s
no hotel trovador, ra larga
do Rosai io u. 44
A qHt'iuer hora do dia ou da noito encontrar-
i ueste eftlAbeiecimeiitu gosto dos tegue-
.""-n rerdadi'iro caf de Moka. bem assim sor-
vetes das melhores [rucias qiif existen) no mer-
cado, ; 6 h iras da tarde era diante, Replese
o annuncio para m fir oeste raesmo eslubeleciraento comida feila a
|uer hora que se procure, e bem assim o
t mecer-se para casas parculares. No mesmo
preeisa-se de um muleqno captivo para o
s i'vqo interno eexterno.
Muga-se o sobrado de dons andares e so-
loda ra Imperial n. 169 : a fallar na ra da
Aurora u. 36,
Urna cosiureira.
Precisa-se de urna cosiureira que saiba fazer
is, para Irabalhar em C3sa de urna familia
r um bom ordenado c lodo o neces-
saric : na ra da Cideia n. 57.
Rgreaeladoa labrieanlesamcrlua*
nosSrouver^Baker.
Hachiaas de coser: era casade SamuelP.
--ih^toniS: ruada Senzala Nova n. 52
ha detallar.
Sociedade dos devotos da ca-
pellada Senhora da Concei-
co da estrada de Joo de
Barros.
Do ordom do sociolpresidenle, sao pelo presen-
ta convidados todos os senhores socios para Bes-
sao da mesa geral no dia 19(hoe) pelas 5 horas
da tarde, na casa do paleo de 9. Pedro n. 4, para
d'-flmtifamente resolver-so acerca de negocios
U summa importadeia.
Recile 18 do dezembro de 1860.
Luiz Francisco de Paula Ramos
Secretario.
T -Vluga-se urna ama para servir em cosa de
familia para engommar e fazer qualquer servido
interno, e lambem so aluga um moleque de sete
annos : na ra Direita n. 120.
Na povoac&o de Santo Amaro de Jaboaiio
tem para alugar-se urna casa de lijoio. grande o a
moderna, pintada de novo, cora mobilia dentro,
tem banlio no fundo do sitio, e este todo cerca-
po com poitai ao lado : quem a pretender, diri-
ja-se a ra Direita n. 95.
A direccao do Jockey Club convida aos se-
nhores socios para comparecerem no salo do
hotel inglez no dia 20 do correle, as 12 horas
da manhaa, alim de iratar-se de negocios inhe-
rentes a mesma sociedade. Rjcife 18 de dezem-
bro de 1860.
Vinagre em barris etc., ele.
1<$
\ Ao bello sexo.
1 Faria & C. proprielarios da loja de a*
marmore, avisam ao bello sexo em geral y
que acabam de receber um completo sor- 3g
lmenlo de fazendas de modas proprias r>
da presente estaeo. jsf
mmmm msmmmmmm
Aljofares.
Cassas de lindos padroes e cores fixas que se
pode garantir aos comprados, a 210 rs. o covado*
na ra do Queimado, loja de 4 porlas n. 39.
As verdadeiras luvas de
Jouvia.
A loj-i da aguia brancas acaba de receber de
sua encommenda as verdadeiras luvas de Jou-
vin, primeira qualidade, tanto brancas como pre-
tas para homem e senhora : quem precisar, diri-
ja-se a dila loja da aguia branca, rna do Quei-
mado n. 16.
Potassa da Russia.
Potassa da Russia muito superior e
novissima, por ter sido desembarcada
hontem: vende-se na ra do Trapiche
n. 7, armazem deFonseca.
Feijo mulatinho.
Vendem-se saceos com feijao mulatinho, che-
gado da Ilha de Fernando ; no armazem de Bar-
ros & Silva.
Esteiras da India de 4, 5
e 6 pamos de largo.
No armazem de tazendas da ra do Queimado
n. 19, propriamente para forro de salas o camas
por ser dj melhor qualidade, e todas brancas
Confeitaria.
Neste novo estabelecimento preparam-se bau-
deijas pelo gosto do paiz, frascos com melhores
docos e deliciosos enfeites. Vende-se o delicado
xarope de abobara propriopara a estajo calmo-
sa, superiores doces para a trra e exportarlo,
bem como fructas em calda, ludo do melhor gos-
to possivel: na ruaSenzella-nova n. 30.
Attenco.
Vende-se ou permuta-se por casas pequeas,
urna grande casa sila em um dos arrabaldes pr-
ximo desta cidade : para tratar, diriiara-se ao
agente Antunes, na ra do Collegio.
Mellis
panno
do Queimado,
mi?*/ p ullimo naT0 ffancez, botinas de
Mellis de divorsas qualidades : na loja do vapor
na ra da Nova n. 7.
Donis para meninos.
O lempo proprio para se comprar os bonilos
bonels de panno fino enfeilados cora fila de e*a-
malole e borlla, outros enfeilados com Uta de
velludo e pluma, e outros com galaozinho dou-
rado, todos pelos baratissimos pregos do 3^500,
4$ e 5#, ditos de palha escura, mui bonitos e
fortes a 3, gorras de palha branca enfeitadas a
l$5O0, e outros mu differentes bonels de
enfeilados a1)e 1$280 : na
loja da aguia branca n. 16.
Sebo e graixa.
Se'jjcoadoe graixa em bexigas: no armazem
u* Tasso Irmaos, no caes de Apollo
W "achinas de vapor. @
9 Rodas d'agua. @
Moendasdecanna. a
@ Taixas. g
g Rodas dentadas.
@ Rronzes e aguilhoes.
Alambiques de ferro.
^ Crivos, padroes etc., etc.
Na fun Jic.3o de ferro de D, W. Bowman, @
@ ra do Brum passando o chafariz.
Bolsas de tapete para
viagens.
Vendem-se mui bonitas bolsas de tapete pro-
prias para viagens, etc., ele., pelos baratissimos
precos de 5, 69 e7> : ni loja da aguia branca
ra do Queimado n. 16:
Bonitos cintos para senta-
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas fitas cora fivelas para cintos de senhoras e
-neninas, o pelo baratissimo prego de 2 :
ta loja da iguia branca, ra do Ouemniin
m
dita loj
mero 16.
guia branca, ra do Queimado nu-
Objectos de gosto
senhoras e meninas.
A loja da aguia branca recebeu um bello sorti-
menlo do objectos de muito gosto e ultima mo-
da, proprios para senhoras e meninas, sendo de-
licadas gollinhas e voltas de vidrilho, vollas de
crale cornalina com atacador de mola, doura-
do obra inleiramcnlo nova e de muito gosto, e
pelos baratissimos precos de 2 cada objeclo :
na roa do Queimado, loja da aguia branca cu-
nero 16.
baratas.
4ai\
19 Ra do Queimado 19
Na loja da aguia
de
o uro ra
do Gabug n. 1 B.
Vendem-se lindos aljofares proprios para fazer
enfciles de cabeca de senhora, que se vende pelo
baralissimo proco de 500 rs. o macinho de 12
(ios.
O abaixoassignado pede aos Srs. Ihesourci-
ro das loteras e cautelistas, que nao paguem o
meio bilhete n. 2839 da segunda parte da primei-
ra lotera do N. S do Rom Parto da igreja de S.
Sbasti3o de Diinda, em cojo reverso tora a firma.
Jos Luiz de Franca Torres.
Lembrs-ae a quem lera oceulta a preta Lu-
zta, que tenha a bondade de a entregar quanlo
antes a seu senhor, do contrario dar-se-ha co-
nhecimunto a polica para proceder como for
de lei.
Precisa-se de urna prela para fazer o servi-j
i-o de urna casa de pouca familia, espccalmc-nle
para cozinhar, paga-so 25} por mez, nao tendo
vicios ou achaques : a tratar na ra do Impera-
dor n. 79, loja.
m ^$m mam emmm
| Ao publico.
Faria & C. proprielario da loja de mar-
more, avisam aos seus uumerosos fregu- &
^ z"s e ao publico em geral que acabam de 5
As recel>er um completo sortimenlo de fa- $
9 zondas de modas e todas scrao vendidas ^|
3 por precos mdicos. flj
W8wwwm8w; m vmrnmmn
o >ras.-
Compra-se papel de diarios a 120 rs. a li-
bra : na ra da Sen/alia Velha n. 95.
Coinpi'iiffl-se esemos,
sendo de ambos os sexos, de 12 a 20 annos de
idade, sadios e boas figuras; na ra da Irapera-
Iriz n. 12, loja.
Compra-se ura armario para louca de cozi-
nhae urna mesa ie qualquer lamanlioj usados :
quem tiver annuncie.
Compram-se
escravos de ambos os sexos para fra da provin-
cia, assim como para esta provincia, igualmente
compra-se urna escrava de boa figura, com habi-
lidades ; na na Direita n. 66.
Compra-se urna casa nos arrabaldes desta !
cidade, preferiudo-se nos Afogadcs, e que seu |
preQo nao exceda de200g a 25J: a tratar na ra
Nova n. 18.
Compra-se pape! de diario a peso : no pa-
teo dj Santa Cruz n. 12.
\ endem-so baudeijas muilo finas a 1JJ, 2g e 3#.
ditas para cipos a 20 rs. muito lindas, e cutros
mallos maiiobjectos de goslo que se vende por
baratsimos precos : n\ loja da aguia de ouro
ra do Cabug n. I B.
Enfeites de velludo, ultimo
gosto.
A loja da aguia branca acaba de receber mui
bonitos c delicados eufeiles de velludo, obra de
toda perfeicao e ultima muda : vendem-se a 10#
o 123: quem os vir nao hesitar de os comprar;
vendem-se tambera outros de velludo e troco a
3. 4$ e 5$: na ra do Queimado, loja da aguia
branca n. 16.
Vendem-se na ra Direita n. 66, escravos
de ambos os sexos, e no numero destes um mu-
latinho de 4 annos por 300J, cora pequeo defei-
to em um p, euma escrava de meia idade por
9008000. '
Vendem-se velas do nova composic.5o para
matar formigas de roga, as quaes tem fe'ito o ef-
feilo desejado, que com 10 velas se mata ura
formigueiro, custando a diminuta quanlia de 5$ ;
tambera se vendem ferros de cortar capim, cal-
cados de aro, bem feitos e fortes, obra do Porto :
na ra do Imperador n. 43.
Chales.
Ricos chales de merino estampados, de cores
uto bonitas a 7, ditos muito finos a 8500,
isos a 5$, ditos bordados a matiza 8g60n,
ra do Queimado n. 22. loja da boa-f.
ditos
oa
Na loja da boa f, na ra
do Queimado n. 22,
vende-se muito barato.
Cambraia lisa fina com 8 1 [2 varas cada peca a
4|50O, dita muito fina com salpicos a 59, dita de
cores-de padroes muilo bonitos a 320 o covado.
cortes de cassa pintada com 7 varas a 2-J240, fil
de hcho liso muito fino a 800 rs. a vara, tarlala-
na muito fina branca e de cores com 1 1[2 vara
de largura a 800 rs a vara, guarnic6es de cam-
braia (manguitos e golla] bordadas muilo finas a
O, gollinhas bordadas de cambraia muilo Rna a
1j>, espartilhos muito superiores pelo baratissimo
preco de 63, penles de tarlaruga a imperatriz
muito superiores a 9, bonels de velludo para
meninos a 5g, ditos de panno prelo a 3g, sapati-
nhos de merino muilo enfeilados a2J o par, chi-
|s Manlerim de laa fazenda nova do ul- 3|
jg timo gasto, em casa do Julio & Conrado : 5
^ na ra do Queimado n. 48. 3f
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sempre no seu depo-
sito da rui da Moeia n. 3 A, ura grande sorii-; lis francezas fins escuras e claras a 280 o cova-
rnenio de tachas e moendas para engenho, do
muito acreJitado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no raesmo deposito ou na ra do Trapi-
che n.4.
(apellas e flores.
Mui bonitas capellas para noivas a 58, 6J e 7]},
ditas para ra 'ninas a 23. bonitos e delicados cai-
xns de flores finas a 1J500, 2# e 33 : na ruado
Queimado, loja da aguia branca n. 16.
do, corles do cambraia de coros com 3 babados
cora 11 e 12 varas cada corte a 4^500, superiores
lencos de cambrai* de linho muito fina e rica-
mente bordados a 93, ditos de cambraia de algo-
dao com bico de linho a 1^280, ditos de cam-
braia de linho proprios para algibeira. a 68, 7e
83 a duzia, ditos de cambraia de algodao a 2 iO
e 3j} a duzia, tiras bordadas largas e finas com 3
1|2 varas cada pega a 23..J00, e assim outras mul-
tas fazendas que vendem-se por precos muito
baratos na ra do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loia da boa f.
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Biscoutos
Eracasade Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.

e
G8.ME SORT1KENT0
DE
Vendem se coroas e resplandores de metal
brunco imitando prata, de varios lmannos o rao-
dlos, proprios para o diario de imagens, feitas
na cidade do Porto, e por proco coraraodo ; na
ra do Queimado. loja o. 1 i.
e roupa feila
PaodeSenteionovo.
Acha-se todas as quartas e sabbados, das 11
horas do da em diante : era Sanio Amaro, pa-
daria allemaa. e na ra da Imperatriz n. 2, ta-
berna.
NA LOJA E ARMAZEM
Conlas eitas
Vendas.
Espirito de vinho.
Vende-se a 2:560 e 2JS00 a caada ; na tra-
vessa do paleo do Paraizo n. 10, casa pintada do
amarello.
Issucar e canna.
Vende-
para compra e venda de assucar e mais objeclos'
abra muilo til para os negociantes esenhores
de engenhos, pois com um lance de vista podem
saber o importe de quaesquer quanlidade de or-
i' libras; um volume bem encadernado por
I. Ve.ale-se na livraria cconomic-i, junto ao
arco de Santo Antonio.
Aluga-se o armazem da ra da Madre de
Dos n. -2 ; a tratar com Marlins & Irrao.
No paleo da Sania Cruz n. 26, sobrado, la-
va-se e engomma-se toda a qualidade de roupa,
por preco commodo.
Fngio no dia sabbado 15 do corrente, pela
n anliaa um papagaio com corrente no p, do
ido da ra larga do Rosario n. 20, lomou o
p ira o lado da matriz de Santo Antonio .,
ai o pegar, leve o ao do sobrado n. o, que turnina de mandioca a 5,^500
e assucar mascavado a 100 rs. a li-
bra, agurdente de canna engarrafada a 240 a
garrafa ; na travessa do paleo do Paraizo n. 16
casa pintada de amarello.
Ceblas.
Vende-se a 640 e 800 rs. ocenlo
Chapeos deso
DE
Seda grandes para homem
a 3*000.
Na ra Novj n. 36, defrontc da igreja da Con-
ccirao dos Militares.
Ra Nova n. 32.
Loja de molas do Thom Lopes de Sena, e ou-
tr'ora de sua sogra Madarae Theard, recebeu pelo
ullimo paquete bons chapeos de soda de diversas !
DE
do paleo de Paraizo n. 16,
! rollo.
na travessa
casa piniada de araa-
recompensado generosamente.
l'i'risa-s de urna ama que saiba cozinhar
r Indo o sorvico de casa : na ra do Cal-
circiro, taberna n", 60.
Joao Baptista Marlins, subdito porluguez.
relira-se para o Rio de Janeiro.
Agencia de passaporte e
folha corrida.
Claodino do Reg Lima lira passaporte para
ro e lora do imperio, por cojnmodo prer;o e
'*: na ra da Ptaia, primeiro andar "nu-
inero 47.
Precisa-sede urna ama capaz para urna ca-
de pouca familia ; a tratar na ra da Senzala
Velha n. 104.
AVISO.
Albga-so urna casa nova cora muito bons com-
Dtodos par familia passar a fesla ou anoualmen-
i- e ura pequeo sitio rom larangeiras e sapo-
-, e muito boa agua de beber, no principio da
i girada dos Afilelos n tratar no sitio da capel-
linha do Cliora-meninos.
2,000 a 3,000 pares
proni[)tos.
Na grande fabrica do tamancos da ra Direita,
f quina da Iravessa de S. Pedro n. 16, achara
'.lustrado publico desta capital e de fra, e de
OOtrM provincias, um numeroso e riquissimo sor-
limentode tamancos de todas as qualidades, ao
qual o seu propietario est revolvido a vender
tanto a retalho como em pequeas e grandes
porces por muilo menos do que era oulra qual-
quer parle, assim como lem urna grando quanli-
dade de tamancos feitos, sendo do Porto, com a
mesma perfeico eseguranca. a casa lem sempre
um effeclivo de 2,000 a 3,000 pares pregados e
prompins para qualquer encommenda, com pou-
ro dinheira lodos podero andar cora os ps li-
v res da humidade que lio prejudicial a saude
o sacco.
Vendo-se na ra da Cruz, armazem n. 26.
do Crespo,
loja n. 25, do Joaquim Ferreira do S, vende-se
por precos baratissimos, para acabar : pecas de
cambraia lisa fina a 33, organdys muito finase
modernas a 500 rs. o covado, cassas abortas de
honitas cores a 2i0 rs., chitas largas a 200 e 240,
cortes de cassa de cores a 23. ntremelos borda-
dos a I350O a peca, babados bordados a 320 a
V3ra, sedinhas de quadros finas a 800 rs., casa-
veques de cambraia e fil a 53, perneadores de
cambraia bordados a 53, gollinhas bordadas a
610, ditas com ponas a 23500, manguitos borda-
dos de cambraia c fil a 23, damasco de laa com
9 palmos de largara a I36OO, bramante de linho
com 5 palmos do largura a 900 rs. a vara, luvas
para senhora a 100 rs. o par, capas de fuslo en-
feitadas a 5-}, pecas de madapolo fino a 4J, la-
zinha de quadros para vestidos a 320, camisusde
cambraia bordados
Joaquim Rodrigues Tarares de Mello
RfJ.V DO QUEIMADO N. 39
EM(St\\ LOJ* DE QIIATRO PORTAS.
Tem um completosortimenio ds roupa feila,
convida a todos os seus freguezes e a lodos
que Jesejar-e'n ler ura uniforme feito com todo o
gosto dirijam-fe a e;le ostabelicimenlo que em-
contraro um babel artista chegado ltimamen-
te de Lisboa para desempenhar as obras a von-
tade dos freguezes, j lera um completo sorti-
menlo de p\litot5 de fina casemira modello ira-
glez, e muito bem acal)idos a 163300, ditos
de marin selira a 123*000, ditos de alpaca
preos a 59000, dilos de alpaca sobre casacas
cores e qualidades para senhora I J;?*0?0; d'T C4.m S"a de ^^ a 900-
da Italia, ditos de seda para meninos se fiptis.r! ^T ^ a 'lS ga"g9' dlS de brl"!'
bons enfeiles de dilerenlos qualidades e cores a a?U > (,ltos ^e br'm Jd linho tranca
para cabeca, crep prelo, filas do velludo e de d a 6J0OO, calca de brim de linho muilo s,i
seda, franjas, o outros rauitos odjoctos ; recobera- perior a 53000. ditas de cisemiri de c\,
se figurines todos os mezes, f.zera-se vestidos, q%aan in na ?! casem,M Cor a
capas, manteletes e vestuarios para menindsbap-i, "*'0, ditas de casemira pre-
tisar-se, e tudo mais quanto pertence ao loilele ila 3uPfr'or fazenda a 123000, palitois fran-
3
%
%
Segara contra Fogo
AGENTES
J. Astley & Companhia. i
I
de urna senhora.
Canarios.
Na ra do Rangel 11. 18 ha urna porcao de ca-
narios para vonder-se, chegados ltimamente de
f.isboa, ese vende a contento.
Vende-so urna bonita molecota do 12 an-
nos, com habilidades: na ra di Prata n. 47,
primeiro andar.
Na ra da Imperatriz nu
mero 80,
vende-se vinho engorrafudo ruuscatel de Setubal
a lj600, queijo pralo a lga libra, nozes a 200 rs.
a libra, azeilonas a ljj a aucorela, a garrafa a 200
r=., chouricas a 480 a libra, paios de Ii2 libra a
200 rs, latas de ma3sa de tomates de 2 libras a
2J, talharim e macarrao a 100 rs. a libra, latas
de doce de calda de 1 libra, do fruclas de diver-
sas qualidades a 610.
Libras sterlinas
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
a 2, sobiecasacas de panno
fino a 20g e 25g, palelols de panno e casemira de
16 a 20J, dilos de alpaca de 33500 a 8, dilos de : dc Oliveira & Filho, praca do Corpo Sanio,
brim de crese brancos de 335U0 a 5g, calcas de
1 casemira prelas e de cores para lodos ps precos,
ditos de brim de cores e brancos de 23 a 53, ca-
misas brancas e de cores para todos os precos,
colleles de casemira de cores finos a 53 ; assim
corno outras militas fazendas por menos do seu
valor para fechar conlas.
Vende-se urna escrava moca, propria para
o servido do campo, e lambem urna negrinha de
8 a 10 annos : na ra da Cadeia do Recife n. 22.
Vendem-se 6 a 7 garrotes, filhos do pasto,
mansos de curda : para ver o tratar, nos Torres,
freguezia da Varzea, cora Joao uarte Lopes.
Miho.
Vendera-se saceos com milho, farinha e gom-
ma muito alva propria para engommar e fazer
bolinhos.
Ra Nova n. M.
Toucinho a 320 a libra,
arroz a 100 rs.
Vende-so loucinho de Lisboa muilo novo a 320
rs., arroz muilo bom a 100 rs., presunto muito
novo a 480 : na roa das Cruzcs u. 24, esquina da
travessa do Ouvilur.
Acaba-se de receber ricos chapeos de seda para
senhoras, ditos do palia de Italia, ditos a Gari-,
baldi de palha de todas as cores, ditos de seda e
I de crep para meninas e meninos, vestuarios pa- :
ra baplisado, chapeos pretos muito ricos para i
senhora, corles de vestidos de lodas as cores, i
manteletes, espartilhos, bales de 30 aspras, ca-
pellas para noiva c para baile, loques de boquet,
enfeites de tranca pera senhora, ditos de velludo,
penles muilo ricos de tarlaruga para senhora, ri-
cos veos para meninas e para senhoras, um gran-
de sortimenlo de chapeos de sol de todas as qua-
lidades.
I la
.cezes de panno fino fazenda muito fina a 2555
sobiecasacas de panno muito superiores a 35]?
iea 403000, um completo sortimenlo de carni-
zas fracezas, tanto do linho como de algodao
jefustao vende-se muilo em coma, afim doque-
! rer-se liqiudar cora as camisas.
I pechincha.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n 2
tem cobertores de algodao do cores bastante!
grandes, proprios para escravos, pelo baratissi-
mo preQO de lg.
Vende-se na ra do Livrmeuto
n. 19,borzegunsfrancezes a 6$, dito
de bezerro a G$. dito de vaqueta a 7$.
Aos senhores armadores e
proprietarios de carros fn-
n jbres.
Vendem-se velbutina prela superior a 400 rs.
o covado ; na ra do Crespo n. 25.
Por metade do seu
valor.
Vende-se
I Formas de ferro
purgar assucar.
I Enchadasde ferro
Ferro sueco.
Fsringardas.
| Ac de Trieste.
I
para
Pregos de
cobre de com- I
posicao.
Barrilha e cabos.
Brim de vela.
Couro de lustre.
Palhinha para marcinei-
ro : no armazem de C. t
J. Astley & C.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra daSenzala n.i2.
@ Recebeu-se e continua a receber-se por @
todos os vapores artigos de modas para
m homens, incluindo calcado de Molis na f>
Loja de marmore. Jj
9 *S&&-@S
Ra do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phantasia.muitosliodos.de
duassaias, pelo baratissimo preco da 103 cada
um corle.
M pechincha, antes que
se acabe.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n. 2,
tem saias balo abertas, do ultimo gosto, pelo
diminuto preco de 53,
Cortes de cambraia branca muito fina cem sal-
I piros miudinlios a 4j60O.
I Cambraieta para vestido, muilo fina, pelo ba-
ratissimo preso de 2^600, 23b00, 3-3 e 3;500 cada
peca.
Baldes de mussulina, ditos arrendados, ditos
de madapolo.
Loja da boa f
NA
Ra da Imperatriz n. 74.
Vende-se peca de franja para cortinados com
Id varas a 4. manguitos com gollinha bordados
a 43, camisinha com gollinha i 2g e 33, gollinhas
bordadas a 6SO e 1*200, tiras bordadas muito fi-
nas a 1J200 e 600 rs., cnlremcios a 23 a peca
penles de tarlaruga a 4, dilos virados muito fr-
'PS'8S. enfeites de fita de velludo com laco a
3500, c muitas mais fazendas que se vendenj
barateara acabar.
Machinas ameri-
canas
E OUTROS RTICOS.
N. O. BICBER &C. SUCCESSORES,
tem exposto nos seus armazens da ra
da Cruz n. 4 e 9, urna nfinidade de
machinas etc., como seiam :
ARADOS de diderentes modelos, traba-
lhandode 2 lados.
CULTIVADORES para liropar e abrir a
trra.
| MOINTIOS para cana em ponto peque-
o, podendo ser gove nadas por urna
pt-ssoa. proprias para Javradores.
Ditas de DESCAROCAU MILHO, um
processo pelo qual se poupa muito
tempoe emprega-se somente 2 pes-
soas,
Dilos de MOER MILHO, CAFE etc.,
etc. at o grao mais fino que liouver.
Ditos para FAZER FARINHA de mi-
lito etc.
MACHINAS para fazer BOLACIILVIIA.
BOMBAS para cacimbas e
navios, muito mam iras e
de forra superior per
mdicos precos.
Ditas com corren tes para
tirar agua de lugares
mui fundos.
VERNIZ de superior qualidade para
carros.
CARROS de rr;5o muito leves e baiatos.
BALANf.AS de 1,000 libras para baixo
proprias para armazens, depsitos,
tabernas, boticas etc., etc.
MAPPAS geograpliicos do mundo e
suas partes.
MACHINAS de costura de Sivat & C. as
melhores que ate boje tem appare-
cido.
Vende-se urna tipoia nova com
todos es seus pertences: na ra da
Cruz n. 21.
Charutos de Ilavana superiores,
chegados ltimamente: em casa de
Kaikman limaos & C, ra da Cruz nu-
mero 10.
Entremeios e tiras
bordadas.
Vande-se mui bonitos entremeios e liras bor-
dadas em fina cambraia, obras mui bem acaba-
das, os entremeios pelos baralissimos precos de
18600, 23 e 23400 a peca e as tiras bordadas por
23. 23500, 33, 43, 5g e 6. A vista da superio-
ridade da fazenda ninguem deixar de comprar e
paraisso dirijam-sea ra do Queimado loja da
aguia branca n. 16.
Pechincha
Lindissimos riscados de cambraia de seda a
400 rs. o covado, a elles, que se acabam : na ra
do Queimado n. 44.
Guararapes vendem-se ani-
No engenho
maes de roda.
jp Keccbou-se e continua a receber-se por
lodosos vapores, vestimentas, calcado e @
chapeos para meninos na {.>
^ Loja de marmore.
Barato.
RELOGIOS.
Vende-se emasade Saunders Brothers 4
C. praca do Corpo Santo, relogios do afama
do abricante Roskell, por precos commodos
e tambemraacnllins e eadeiasf araos mesmos
deexceellnte gosto.
\endem-se barato duas taboletas de amarello
em bom estado, algumas taboas de louro, e ai-
guns caxilhos : na ra do Cabug, loja n. 9.
Attenco.
Vende-se urna fabrica de charutos muilo bem
afreguezada, nssim como se negocia a armacao,
s muito propria para laberna ou chypchandle
pelo local era que se acha, por seu dono se reti-
rar ; a fallar na Lingoeta n. 2.
Ceblas a 700 rs. o cento.
Vende-se cebla a 700 rs. o cento, loucinho de
Lisboa a 320 rs. : na ra das Cruzes n. 24, esqui-
na da travessa do Ouvidor.
Vendem-se dous silhoes inglezes para mon-
tara de senhora, os quaes tem pouco uso, e da-
se por preco commodo com todos os arreios : c*
ra do Livramenlo n. 33, loja.


DIARIO DE PERNAMBUCO. QARTA FEIRA lt DE DEZEMBRO DE 1860.
Calcado.
Qualidades escolhidas.
45-Rua Direita-4o
Eis a festa necessario renovar o calcado e
correr ao estabelecimento da ra Direita, que o
vende muito fresco e em perfeito estado por es-
tes presos : r
Borzeguins de homem (bezerro e lustre
Licftes
(dem)
idemj
dem)
dem)
Ditos de dito
Ditos dedito
Ditos de dito
Ditos dedito
Eorzeguins de seohora
Ditos de dita
Ditos de dita
Ditos de dita
Sapates de bezerro (3 1(2 batera)
Ditos de dito e de lustre
Meios borzeguins do homem
Borzeguins de menina 4J000 e
Sapaloes do bezerro para menino 4* e
9$500
9fiOOO
8S500
SgOOO
cooo
55000
42?800
4C50O
iSOOO
55500
5000
6800
3*600
3500
Vende-se u estado : na ra da Imperatriz n. 33, primeiro
andar, se dir quem vende.
Bramante
bretanhas e atoalhado
Na loja da boa f, na ra do Queimaoo n 2S
vende-se bramante de linho muito fino cora duas
varas de largura, pelo baralissimo prego de 2100
a vara, bretanha de linho muito fina e muito
nog?haH2?' *?* -24* pe5a com 30 jardas,
atoalhado de algodao com duas larguras a 18400
a vara, dito de linho muito superior, tambera
com duas larguras a 3S a vara, ; na ra do Ouei-
mado n. 22. na loja da boa f.
Cera de carnauba e sebo.
Ruada Cruz d. 33.
Vende-se cera em porcao e a retalho, de arro-
ba para cima a 9J, sebo refinado do Porto em
cauotes e barricas a 10 e 10*500 cada arroba,
lio da Baha a 900 rs. a libra, velas de composi-
eao e de carnauba.
Lindas eaiviiihas de cos-
tura.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
U,. vendem-se as lindas caias de costura pro-
pnas para mimo, assim como pianinhos com a
sua competente msica, quadros dourados, tan-
tos de santos como de retratos, proprios para en-
teite de sala, jarros com flores muito lindos, ci-
lampas tanto de guerras como de vistas decida-
oes, caixas do msica com lindas pegas, realejos
grandes com 30 pegas compostas de valsas as
mais moderna*, tudo islo se vende por precos
commodos.
Sobre a infallibilidade e o
poder temporal dos Papas.
PELO DR.
Aprigio Justiniano da Silva Guimares.
A. venda na livraria dos Srs. Miranda
& Vasconcelos, ra do Imperador n.
79, a 2$ cada exemplar.
iVGENCA\
DA
Chapeos de sol de seda para x'iomem
a 5$ cada um e em porcao de urna du-
zia para cima far-se-ha 10 por cento
de abale : na ra Nova n. 23, esquina
da Camboa do Carmo.
Ra do Queimado
n. 39.
NA
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Cuegou ltimamente a esle estabelecimento um
completo suriimenlo de chapos prelos francezes
do melhor fabricante de Paris, os quaes se ven-
dem a 7000, dilos a S000, ditos a 99P000
ditos muito superior a 108000, ditos de castor
prelos e brancos a 1G&000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de feltro a Garibaldi de
muito superior massa a 78000, ditos de copa
baixa para diversos presos, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vendem por prego
barato, bonets de veludo para meninos a 58000,
ditos de palha escuras e claras a ivOOO, ditos
de panno muito bem arranjados a 38500
chapeos de seda para senhoras a258000 muito,
superiores, ditos do palha escuras proprios para
campo a 125000, ditos para meninas 1 108000,
chapeos de sol de seda inglezesa 108 e a 128
muito superiores, ditos francezes a 88000,
ditos de panno muito grandes e bons a 49000.
sapatos de voludo a 29000. dilos de tranca a
18600, sinlos de grugurao para senhoras e me-
ninas a 28000, coeiros de casemira ricamente
bordados a 1236000, e outras muita fazendas
que a vista dos freguezes nao deixaro de com-
prar.
FUNDIDO LOW-MOW,
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a haver um
completo sortimento de moendas e meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
jejerro balido e coado, de todos es taannos
para dito,
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido eacreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambera cal virgeni em
pedra, tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
VhIio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmaos&C, ra da
Cruz n. 10 encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac A C, em Bor-
deaux Tem as seguintes qualidades :
DeBraadenburg frres.
t. Estph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chteau Loville.
Chteau Hargaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien
St. Julien Mdoc.
Chteau Loville.
Na mesraa casa ha para
vender:
Sherry era barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer &C. e Wheeler &Wilson.
"7 Vende-se urna escrava de bonita flguri com
habilidades : na ra da Imperatriz n. 5.
Mese fiiseseaiefiisi
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da velha
e nova afra a pi ero de 9#: no antigo
deposito do largo da Assembla n. 9.
[ROUPA FEITA AL\DA 1A1S BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
DE
Vendem-se 5 carros novos com todos os as
arreios : na ra Nova n. 21,
[Fazendas e obras feitasj
HA
LOJA E ARMAZEM
DE
I Cce?(L
ad
Imperatriz n. 10
Yista.
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do da ou
da noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranca:
no armazem defazendas
do Rayroundo Carlos
Leite & Irmaos ra da
amigamente aterro da Boa-
Uua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, lazenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
609000, dilos sem defeito a 1008000, tem um
resio de chales de loquim que esiac-se acabando
a 30*000, ditos de ranino bordados com ponta
redonda a 8000, dilos sem ser de ponta redonda
a 89000, ditos eslanpados com listras de seda
em roda da barra a 9000, ditos de ricas estam-
pas a 79000, dilos de ganga franceza cora fran-
ja branca a 2000, dilos sem franja e muito
encorpado a 2&000, ricos mmeteles de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfeilados a
25*000, ditos muito superiores r 309000, en-
feilesde vidrilho preto a 39000, ditos de retroz
a 3*600, organdisda mais fina que ha no mer-
cado a 1*000 o covado, cambraias de cores
de padroes muito delicados a 800 rs. a vara, ditas
de oulras qualidades a 600 rs. a vara, ricas chilas
farncezas de muito boas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pod
imaginar, peitos para camisa a 240 rs. cada urna,
corles de casemira de cores a 69000,
casemira de cores a 69000, ditas em
pesca de quadrinhosa 49000 o covado, gollinhas
i am nrw ((r mi "e?u,lt0bom gosla,000>diios de^oS
^aill|I(J3 U UiilltX bordados ricos a 3?>000, manguitos de cambraia
receberam urna factura de chapeos de sold se- bordados a 3*000, tiras bordados e entrimeios
que se vendem por prego comraodo, bombazil de
cores proprio para roupa de criangas, e capinbas
para senhoras a 1*400 rs. o covado, cortes de
cambraias de salpicos a 59000, corles de cam-
braia enfeitadas com tiras bordadas a 6*000,
e oulras muilas mais fazendas que ser difici'l
aqu pode-las mencionar lodas.
da para homem, leudo entre esles alguns peque-
nos que servera para as senhoras que vao para o
campo tomar banhos se cobrirera do sol, e como
a porcao seja grande se resolverlo vender pelo
prego de 6* e 6S500, e alguns com pequeo de-
eito a 5* : na ra do Crespo n. 16.
Ra da Senzala Nova n.42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C
vaquetas de lustre para carros, sellinse silhes
inglezas, candeeiros e castices bronzeados, lonas
nglezes, fio de vela, chicote para carros, e mon-
era, arreios para carro de um e dous cvalos
e relogios de ouro paiente inglez.
0 Recebeu-se recentemente e continua a
@ receber-se directamente de Paris e Lon- @
%) dres por lodosos vapores, de cocommen f.$
@ da especial, artigos de modas para se- @
$ choras na @
9 Loja de marmore. 1
#s@@@ @@ # @@
Alachinas de costura
DE
Slvat & Companhia.
Estas machinas sao as mais periclitas
no ramo de mecanismo, unindo a urna
simplicidade a maior geireza e perfei-
^ao para toda e qualquer qualidade de
costura, do ponto mais fino ao mais
grosso. O vendedor se obriga a ensinar
o methodo aos compradores Pt o sa-
berem bem, assim como a ter as machi-
cbinas em ordem durante um anno.
Estas machinas csern com 2 fos nao
quebram o fio como muitas outras o 'u-
zem e sao as melhores e mais baratas
at hoje con heci das no mundo, ellas se
acham expostas na galera do SR. OS-
BORN, RETRATISTA AMERICANO NA
RA DO IMPERADOR N. 38, onde
urna senbora competentemente habili-
tada as ara' ver e trabalhar. Igual-
mente se acham expostas no armazem
de MACHINAS AMERICANAS, RA DA
CRUZ N. 4 E 9.
Uua do Queimado
n. 46, rente amareWa.
Constantemente temos um grande e va-
riado sorlimenlo de sobrecasacas pretas
de panno e de cores muito fino a 28j>,
30g e 35J, palelols dos mesmos pannos
i a i(i:, 22j| e 24$, ditos saceos prelos dos
mesmos pannos a 14j>, 16# e 18JI. casa-
i cas prelos muiu bem fcilas e de superior
5 panno a 28, 30S e 35. sobrecasacas de
\ casemira de cores rouilo finos a 15, ICfl
i e I85, dilos saceos das mesroas casemi-
ras a 10$, 12 e 14?, calcas prelas de
i casemira fina para homem a 8, 9. 10/
l e 12, dilas de casemira decores a 7j. 8,
| 8 e 10, dilas de brim brancos muilo
> Gna a bg e 6, dilas de dilos de cores a
3, 3500, 4 e 4500, dilas de meia ca-
semira de ricas cores a 4 e 4g50O, col-
\ leles prelos de casemira a 5 e 6, dilos !
j de dilos de cores a 4J500 e 5, dilos !
brancos de seda para casamento a 5,
> dilos de 6, colleles de biim branco e de
i fuslao a 3,3500 e 4. ditos de cores a
\ 2^500 e 3, palcloU prttos de merino de
i cordo sacco e sobrecasaco a 7J, 8 e 9,
; colleles prelos para lulo a 450O c 5,
| calcas pretas de merino a 4500 e 5, pa-
lelots de alpaca preta a 3{500 c 4g, ditos
sobrecasaco a 6, 7e 8g, muilo Dnocol-
Itles de gorgurao de seda de cores muilo \
boa fazenda a 3800 e 4g. colletes de vel- ;
ludo de crese prelos a 7 e 8, roupa !
para menino sobre casaca de panno pre- |
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de l
casemira sacco para os mesmos a 6500 e !
7, dilos de alpaca pretos saceos a 3 e !
39500, dilos sobrecasacos a 5g e 5500, i
calcas de^csseir.ira pretas e de cores a 6, j
6$500 e 7, camisas para menino a 20
a du?ia, camisas inglezas pregas largas !
muito superior a 32 a duzia para acabar. '
Assim como temos urna oflirina de al
faiate onde mandamos executar todas as
obras com brevidade.
CANDIEI/OS
ECONMICOS
NA
Ra Nova n. 20.
Chegou um riquissimo sorlimenlo de candiciros
econmicos de muito bonitos modelos, desde o
mais superior at o mais ordinario, por preco
muilo commodo, com a experiencia propria de-
ver agradar ao comprador, o a vista da oouca
despesa que faz, animar a ser Iluminado s com
os dilos candieiros a gaz ; os mais baratos sao a
milacao de urna lamparina, produzindo a luz a
tres velas de espermacete com a importancia de
40 rs. por eoile ; gradualmente ir sobindo lo-
das as mais qualidades al o maior, que servir
para ornar o lluminar urna rica sala, equivalente
a 16 velas de espermacele, ludo islo se garanle
sob a condieo de voliar e restituir-se o sen
importe, na Taita de nao agradar a experiencia
teita: na ra ISova n. 20, loja do Vianna.
Cofres de ferro para diuheiro,
joias. etc., etc.
Na loja da 8guia branca vendem-sc bonitos co-
fres de ferro mui fortes e seguros, cum fechadura
e chave, edediffereoles tamanhos, proprios para
se guardar dinheiro, joias e papis de importan-
=LnReloLbaralissimos pr5s de 4g.')00, 5SO0O,
5500 e 6g : em lita loja da aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
h
JOtQUIM DEOLIVElni Mllt
24-30-Praca da Independeocia-24-30
Graude, \ariado e escolhido sortimento de chapos de
todas as formas e qualidades, a saber:
De seda finos, de castor, braucos e pretos, com pello e
sem pello, de 10 a 14#, de feltro de todas as qualidades e
vanas formas, Magenta, Solferino, Touristas, Jerome, etc
etc.: de palha escura (phantazia), de palha e casemiri
(dem), de palha do Chille, ditos muito finos, avelludados
altos e baixos, de gorgurao de seda, de oleado para criado.
De Manillia,
os maisrecommendaveis para
longa duraco.
a eslaco por serem leves, muito frescos, oscuros, eleganies e ce
De baleia, forma cavour.
elegantes, muito frescos, leves e de durarlo.
, M P1UU Mil SUMAS.'
escuros e claros, com eufeiles e sem enfeiles. w'
Complelo sortimento para ineDnos e enancas.
dem de bonets para homens e meninos
e finalmente oulros rauilos, quesera enfadonlio mencionar.
I c i o i m ioe
flJmc'vC o *5 Xfa
sr
mam mam mmwmmmWmM wm^n
Coke (carvao),
ou corabustirel para cozinhas, caldeiras, etc.,
muilo econmico para as casa3 particulares : ven-
de-se na fabrica do gaz, em porcoes de um quin-
tal para cima a 1 o quintal.
No armazem de E. A. Burl
le mero 48,
vende-se champanha das melhores marcas que
vem ao mercado, mais barato que em qualquer
outra parte ; cofres de ferro (burras) das que cos-
luma receber, do melhor fabricante que ha neste
genero, sortimentos de todos os tamanhos e lo-
dosos precos ; novo sorlimento de pianos, de
um excedente fabricante, que se venderao por
conla do mesmo, deduziudo-se a commissao e o
descont aue os lornasse baratissimos.
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Stomacal de 1830.
Precioso de 1847.
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n o.g a> C: a, > c^3 cb
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OLEADO PINTADO
de excellente qualidade proprio para mesas, consolos, bancas etc.. etc. a 3*000 o
simo por sua excessivo largura: na parca da Independencia ns. 24 e 30.'
covado, bara:.s-
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> 5 fe S "2 K 2 =
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:S^2 = S
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o 5
a



Es-5
>ende-se urna loja de funileiro em muilo
, bom lugar, bem afreguezada, e com poucos fu-
idos, na ra Direita n. 15 : quem pretender, di-
rija-se mesma.
Vinho genuino.
Ainda ha urna pequea quanlidade de ancore-
tas deste vinho sem confeicao, e proprio de doen-
tes : na ra do Vigario n. 19, primeiro andar-
S o o *~ ir\ ..
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O) C'-TC
a, O O CB
O "O
r: i_ j. cyjs
3--5S
s
a> S

Algodao monsro.
Relogios
Suissos.
E' o ultimo goslo.
Superiores guiguroes dc'scda de quadrii.ho?,
ae lindos padroes, pelo baralissimo prcro de 1
o covado, grosdenaples liso de lindas cores a 2
o covado. coi les de laa muilo fina com 15 cola-
dos, padroes muilo bonitos a 8, dilas de quadre s
padroes tambem muito bonitos a 480 rs. o cova-
flo chales de cores, padroes inteiramenle notos
a 1? rs. o covado ; aproveilem em quanto se no
acaoa : na ra do Queimado n. 22. lija de
As duzias, e em caixinhas, a dinheiro, porba- ilha de Feruando.
Vende-se algodao monstro com duas larguras,
muito proprio para toalhas e lences por dispen-
sar toda e qualquer costura, p'elo baralissimo
preco de 600 rs. a vara ; na ra do Queimado n.
22, na loja da boa f.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnslon Pater & C,
ra do Vigario n. 3, urabello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna variedade de bonitos trancelins
mesmos.
Saccosde 115 libras.
O mais superior farelo que tem vindo ao mer-
cado, no armazem de Barros & Silva ; assim co-
mo se vende saceos de eijo mulatinho, vindo da
Em casa de Schafleitlln & C, ra da Cruz D.l
08, vende-se um grande e Vriado sortimento
de relogios de algibeira horisontaes, patentes,]
n^ t chronometros, meioschronometros de ouro, pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo esles relo-
Guigcl A Perdigao^ j
f*Rua da Cadeia loja n 23.1
Iteceberam uovos cortes de cambraia q
branca bordada de duas saias e babadi- i
S nhos. 3
Receberam
giosdos primeiros fabricafctes da Suissa, que se
vanderoor precos razoaveis.
FROCO.
Vende-se frco de todas as cores e grossuras,
com rame e sem tile a 400, 500, 640 e 1 rs. a
peca ; na ra do Queimado, loja da aguia bran-
para oslCan. 16.
ua do Crespo
ralo preco : vende-se na ra do Trapiche
escriptorio.
n. 40,
Meias muito bara-
tas.
Vende-se farelo ltimamente desembarcado
milho, arroz do Maranho, gomma muito fina e
farinha de mandioca da melhor que ha no mer-
cado : na ra da Moeda n. 41.
Bales de 30 arcos.
Vendem-se superiores baloes com 30 arcos,
A loja da aguia branca est prvida de urna sendo muito recommendaveis por poderem ficar
grande quanlidade de meias, c melhor sortimeu-; d tamanho que se precisar, pelo baralissimo
lo que se pode dar, e por isso est veodendo-as i Pre de 6# ; na ra do Queimado n. 22, na loja
mais barato do que em culra qualquer parle ;
sendo meias cruas encorpadas, de abanhado ou
bocal elstico para homem a2$500, 3jJ, 33500, 4J,
4$500c 5$ a duzia, dilas inglezas o melhor'que
se pode encontrar a 6j> e 6J500, ditas de fio de
Escocia ponta encarnada imilandoseda a 800 rs.
o par, e de cores a 640 e 800 rs., ditas brancas
mui linas e tapadas a 2}40, 3g500 e 5, e fins-
simas a 89 a duzia, ditas brancas finas e fio unido
para senhoras a 4$, 4g800, 5$500 c 6*500, e de
Do de Escocia primeira qualidade a 8S500 a du-
zia, dilas de seda branca e prelas a 2J500, 3{j,
3g500 e 4, ditas cruas mui encorpadas para me-
ninos a 200 e 240 rs. o par, ditas brancas e de
cores a 240 o 280 o par, ditas para meninas a 3$
a duzia, ditas de seda para baplisado a 2j> o par,
dilas de laia e de seda para padres a 2#, 3jJ e 4
o par. Euifim vista de tantas e diversas quali-
dades, o melhor approveilar-$e a occasiao, e
dirigir-se a ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16, que ser servido com agrado e since-
ridade.
completos sorlimentos de
vestidos de blonde com manta, capella e
mais perlences.
Receberam moaernos chapeos de pa-
Iha para senhora enfeilados de plumas e
flores.
Receberam novos enfeiles de cores e
peilos para senhora, pulceiras e estratos
de sndalo.
Receberam chapeos para homem, de
castor preto, branco e do seda furnia
moderna
Vendem ricos coi les de vestidos de
seda, ditos de baroge e gazc de seda ds
baba di nhos.
Vendem as commodas saiar
musselinas e cutim de algodao
nhora e enancas
balao de
para se-
Vendem sedas
loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, vende-
e por presos baratissimos para acabar: ves-
tidos de tarlatana bordados de seda a 8P00O,
organd de cores muilo finas a 320 rs. o co-
vado .cassas de cores a 240 rs., chita larga a
200, e 240 rs., capas de fuslao enfeitadas a
e grosdenaples de qua- i
drinhos padroes modernos e cores es- <
curas, dilos lisos.
Vendem manteletes-prelos de grosde- !
_ naples, ditos de seda bordados e dous '
^g bicos, espichas de croxe brancos e de '
cores, polonezas de gorgurao, taimas de '
tilo, fitas para cintos. i
Vende-se urna carroca
Vende-se
EM CASA DE
Adaiiison Howie & G.
Vinho do Torio de superior qualidade.
Tinta de lodas as cores.
Lona o flele.
Fio de vela.
Sellins. silhOes, arreios e chicles.
Rolhas.
Ra do Trapiche n. 42.
Loja das seis portas em
frente do Livramento
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos gostos a 200 rs. o co-
vado, dilas estreitas de cores escuras a 160 rs,
pegas de brelanha de rolo com 10 varas a 2JJ,
ditas de esguiaa de algodao muito fino a 3$, ris-
cadinho de linho a 160 o covado, lencos brancos
com barra de edr a 120 rs., dilos brancos com bi-
co a 200 rs., algodao monstro com duas larguras
a 640 a vara, laazinhasde duas larguras, fazenda
nova para vestidos a 500 rs. o covado, enfeiles de
Iranga com lago de fita para cabeca de senhoras
a 2^500, cortes de riscado para vestidos a 2g, pe-
cas de madapolo com 4 1[2 palmos de largura a
49400, chales de merino estampados muito Unos
a 6#. A loja est aberta al as 9 horas da noile.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praga do Cerpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto recentimente
chegados.dosbem conhecidose acreditados fa-
bricantes J. Broadwood & Sons de Londres
muito propriospara este clima
Rival sem segundo.
Na loja de m-iudezas da ra doQueimado n.
55, defronje do sobrado novo ha para vender
pelos diminutos precos os seguintes artigos :
Duzia de sabonetes muito finos a 600 rs.
Cartes de clcheles com duas ordena a 20 rs.
Caixas de clcheles balidos a 60 rs.
Duzia de meias cruas para homem a 3#.
Dita de ditas para senhora a 3j(500.
Pares de meias para senhora a 300 rs.
Latas com banha muito fina a500rs.
Iscas para acender charutos, caixa a 60 rs.
Thosphoros em caixa de folha a 120 rs.
Carlas de alfinetes muilo finos a 100 rs.
Caixas de agulhas francezas.a 120 rs.
Pares de sapatos de tranca de algodao a 1$.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Dilos de dito oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garfos, cabo preto, a 3ft.
Pares de sapatos dela para meninos a 200 rs.
Ditos de luvas de cor fio de Escocia a 320.
Massos de grampas muito finas a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouras muito finas para costura a 500 rs.
Dilas ditas para unhas a 500 rs
Pegas de franja de laa com 10 varas a 800 rs.
Ditas de tranga com 10 varas a 320.
Linha Pedro V, cartocom 200 jardas a 60 rs.
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles multo finas a 200 rs.
Cordo imperial fino e grossoa40 rs.
Oleo de babosa muito fino (frasco) 400 rs.
Filiohas estreitas para enfeitar vestidos a 800
rs. a pega.
Labyrinthos de muito bonitos gostos por todo
o prego.
Cordoes para enfiar esparlilho muilo grandes
a 100 rs.
Dito para dito pequeos a 80 rs.
Pegas de tranga de linho com 10 Taras a 200 rs.
Ditas de irania de seda preta com 10 varas a
1J400.
Vara de dita a 160 rs. '
Pares de meias de cores para meninos a 160.
Caixas para rap muito finas a 1}.
Linha cara marcar (caixa de 16 nvelos) a 320.
Vende-se urna parelhs de hurosle cor ru-
go queimado, propria para carro: quem os mes-
mos pretender, dirija-se** ra da Lingoeta, ho-
1 le inglez, a tratar com seu dono.
da Lu f.
Cheguem ao barato
O Preguiga est queimando, em sua lofa na
ra do Queimado n. 2.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
2S, casemira escura infeslada propria para cai-
ga, collete e palilois a 960 rs. o covado. cam-
braia organdy de muilo bom goslo a 480, rs.
a vara, dila liza iranjparenle muilo fina a 39,
4#, 5$, e 65 a pega, dila tapada, com 10 varas
a 59? e 6?? a pega, chitas largas de modernos e
escolhidos padroes a 240, 260e280 rs. o cova-
do, riqusimos chales de merino eslanpado a
19 e 8#, dilos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 9$ cada um, ditos com
urna s palma, muito finos a 8JJ50U, ditos lisos
com finjas de seda a 59?, lengo* de cassas com,,
barra a 100, 120 e 160 cada um. meias muilo propVrio para Sha,
boas pira senhora a 45? a duzia, dilas de boa
qualidade a 3 e 3#5G0 a duzia, chilas fran-
cezas de ricos desenhos, para coberla a 280 rs.
o covado, chitas escuras inglezas a 5#900 a
pega, e a 160 rs. o covado, brim branco de puro
linho a IV, 19>200 e 1600 a vara, dito prelo
muilo encorpado a 19P500 a vara, brilhanlina
azul a 400 rs. o covado, alpacas de difforentes
cores a 360 rs. o covado, casemiras pretas
finas a 2J)50O, 39 e 3*500 o covado, cambraia
preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e outras
muilas fazendas que se far palenie ao compra-
dor, e de todas se daro amostras com penhor.
na ra Imperial n. 1.
na Boa-Vista.
para senhora :
580C0, casaveques de"cambraia e fil a 5&000, Para vallo, de madeira d sicupira, muilo bem
perneadores de cambraia Lordados a 65TOOO,; acaba!j,a na rua dos f<* '2,
babados a 320 rs. a vara, liras bordadas mu f *- cllini D""
to finas a 1?5C0 a pega, ricado francez Gno
a I6 rs. o covado, golnbas de ponas bor-
dadas a 2*500, manguitos de cambraia e fil
a 2*000, camisinhas bordadas muito finas a
2*000, chita larga com lustro e muite filia
Escravos fgidos.
Loja das 6 portas
em frente do Liyramento
Lazinhas a 500 rs.
Camisinhas muito bonitas com duas larguras
para vestidos de senhora a 500 rs. o covado, cor-
tes de riscado francez para vestido a 2, sa;as
balao parr menina a 3*500, ditas para senhora a
4gd00e 5* ; d-sc amostra com penhor. A loja
esl aberta al as 9 horas da noite.
BBJK
cobertos e descobertosr pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora de
um dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
dos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Sonihall Mellor &C.
de gra^a.
Cortes de caigas de meia casemira de cores es-
curas a 1JJ600, dilos de brim de linho de cores a
2g, riscadinhos de linho proprios para obras de
meninos a 200 rs. o covado, grvalas de seda de
cores a 640, ditas pretas estreilinhas e largas a
1*, ealem disto outras fazendas que se vendem
muito em conta ; na loja da boa f, na rua do
Queimado n. 22.
propria para coberla e roupoes a 320 rs., es-
guio de linho a 1200 a vara, roupoes de
seda feilos a 12900C, vestidos de seda mofados
a 8*000, luvas arrendadas a 100 rs. o par,
vestidos de grosdenaple prelos com barra de
cor a 20000, palitos de pao preto e de cores
de 16^000 a 209000, sobrecasacas de panno
muito fino a 25*000, caigas de casemira prela
e de cores de 6*000 a 1(9000, ditos de brim
branco e de cores de 2>000 a 59000 palitos
de brim branco e de cores de 9500 a 5*000,
ditos de alpaca de 3*G00 a 8*00o, brim
trangado de algodao com 9 palmos du largura
a 900 rs. a vara, damas-
co de laa com 9 palmos de largura a IcOOo
covado, velbutina preta a 400 rs., brim de
linho de cores a 1*500 o cote, meias cruas
para homem a 1*200 a duzia, camisas de
linho inglezas a 329000 a duzia, pegas de
madapolo fino a 497*500, corles 6 lanzinha
muito fina com 15 covados a 8>000 rs., ca-
misas de cores e brancas de 19500 a 3*000,
e outras muilas fazendas por menos do sen
valor para fechar con tas.
Grammatica in-
gleza de Ollendorff.
Novo methodepara aprender a lr,
a escrever e afallaringlezem 6 mezes,
obra inteirament nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruc-
cao, pblicos e prticulares. Vende-
se napraca de Pedro II (antigo largo
doCoIlegio) n. 37, segundo andar.
Relogios.
Vendem-se em casa de Braga, Silva & C, re-
logios de ouro de diversos fabricantes inglezes.
por prego commodo.
Charutos suspiros e outras marcas.da Ba-
bia e do Rio de Janeiro: vende-se na rua da
Moeda n. 41, armazem de Augusto Ferreira & C.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fizas
a doze vintenso covado, mais barato do qne
chita, approveitem em quanto nao se acabam ;
na rua do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
Cal de Lisboa,
nova, e muito bem acondicionada : na rua da
Cadeia do Recife n. 38, primeiro andar.
Fugio no dia 2 de novembro do cngrnho Si-
bir da Sania Cruz, sito na Irojura, um escravo
de nome Antonio, por alcunho Moreira, oqual
foi comprado ao Sr. Manoel Ignacio dos Santos
seohor do engenho Santo Antonio das Mortes'
em Macei. Sfguio para o Recife acude pedi
urna caria ao Sr. Antonio Pires Ferreira, e de
suppr que 3inda a conserve servindo de guia.
Tem os signacs seguintes : representa ter30a 35
anuos de idade pouco mais cu menos, ir bem
preta c espaduas largas : roga-sc a quem dec
souher baja de o appiehf ndtr e levar ao dito en-
genho ao abaixo assignaJo, ou so Fenfe ao>-
Manoel Ignacio de Oliveira Fillio, que ser
bem recompensado. SibirO 11 de dezembro de
1860,Filippe de S e Albuqucrque.
Altenco.
Acha-se fgido o moleque Anlonino de 16 arj-
nos de idaJe, serco, de cor fula, e con a crbeea
rapada de poucos dias ; foi escravo do Dr Lopes
Netto, de quem tambem foi seu pai o prelo li-
berlo de nome Flix, que mora na Passagem "
que ahi o costuma receber quando o memo mo-
leque est fgido : quem o pegar leve-o rja
do Imperador n. /3, que ser recompensado.
Do engenho Cutigi, ireguezia da Escadn
lugio no da 3 de novembro do correte arco
escravo de nome Antonio, com os signaes --
guintes : estatura regular, cor mualo, cebello'de
negro, pouca barba, denles limados, idade 5 cu
faunos, pescogo e ps grossos, tem pelo roto
pescogo e peitos algumas marcas de pannos
algumas cicatnzes pelas costas que parcerm ter
sido de chicote ; nao levou comsigo roupa algu-
na, e consla haver fgido para o lado de serlao
d onde viera : quem o api rehender, poder el-
va-lo ao referido engenho, ou no Recife, rua es-
trella do Rosario n. 29, ao Illm. Sr- l'.orisicun-
do Marques Lins, que ser bem recompensado.
Escravo fgido.
DaLmarmafl1Ht0d8,r0'D,aer0' COm PanD08 P'HO
S m2t d0 rosl0' fPprestntando (er 25 anuos
Luiz d DalUral d Rod reXC' ch6do
Luiz, desappareceu no dia 30 de outubro da caa
do Dr. Cosme de S Percira, de quem escravo
ippoe-se ter levado um cavallo preto do S
Hos ron que se havia sollado, e que elle Fdra
ero ousca do mesmo ; suppe-se mais que ua
mulner de nome Mara tambem o acon.panha
levando um pequeo bah de flandres : roga-s
as autoridades policiae e a oulros quaeiqurr
pessoasque o prendam, e remeltam aoseus'-
nhor, que pagar qualquer despeza.
"~" Pugio da cidade do Aracaly, no mez de sc-
(embro prximo passado, um escravo do com-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr. Benlo
Lourcngo Collares, de nome Joaquim, de, idade
de cincoenta e tantos annos, fulo, alto, magro,
denles Rrandes, e com falta de alguns na frente,
queixo fino, ps grandes, e com os dedos grandes
dos ps bem abertos, muilo palavriador, incul-
ca-se forro, e tem signaes de ter sido surrado.
Consta que esto escravo apparecera no dia 6 do
corrente. vindo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enlerrogado por um parceiro seu conhecido,
disse que linha sido vendido por seu senhor para
Goianninha : qaalquer pessoa que o pegar o po-
der levar em Pernambuco aos Srs. Basto & Le-
mos, que gralificarao generosamelue.


')
DIARIO DE PERNAMBUCO. QARTA FEIRA 19 DE DEZEMBRtf DE 1860.
L literatura.
A Orpha Houlen Clara.-
ii
(Coninunro.)
F.' mal feto, dizos tu ? Infelizmente, pa-
rccfu-me que tns razo ; mas romo possivel
escapa/ esla fatal neo.ossidade ? Tu boro sa-
bes i|iit' eslou Innocente, e morrena de vergn-
nha prinii in> que desse acesso em meu corago
,\ un pensamenlocriminoso... elenhode supnor-
iar injustas suspeilas......
i'or un insloiiie esleve callada, c depois pro-
seguiu :
Sa cu lhe confessasso tudo, Ignez?
Jess-, que diz, senhora 1
Amo o conde, Iguez, lauto por sentimeuto
do-eoragao, como pelo infinito recunheeimonto
gauondo para mim ura inferno de dr o re-
moraos ; tenho momentos em que desejava con-
l'S-ir-lhe ludo.
Deus a hvre d'isso, senhora ; o sangue ln s-
peohol dava logo signal de si. A sua vida seria
entenada por una certeza liorrivel, e nao pJe
prever a surte, que lhe estarla reservada. Va-
lia mais tornar para il.-spanha, e fazer diligen-
cias pjra so esquerer do motivo da sua vjagem.
Estas ultimas palavras da ais fizeram na con-
dessa urna subdita o dolorosa impresso ; e como
se I insullassem, levanlou-sa com magestosa al-
livot, e lanzando mn olbar irritado velha :
Queousaslu propr-nie?exclamou ella
Partir .-ora a *6r ? De corlo ests zombaudo ;
abea loo bem como cu que 6 inpossivel... Da-
me a mioha capa... c partamos..................
lia na na do Ilospiial mna casa de fachada
Roilcd. deum eslylo passageiramente singular,
e C"jo cimo est ornado com urna imagen) em-
blemtica da Sanlissima Trindade. Por cima da
(orla da entrada v-se urna especie de quadro
;'. avado oa parede, representando um grupo de
mfninas, quem ensina sua mi ou mestra,
como tambera inultas outras orphaasque sao re-
cibidas porta do estabelocimeiiio. Por baixo
d'esla esculpan, que nao falla mrito arts-
tico, l-se a seguinte iuscripgo, que tnostra
quem passa qual o liui u'esle recolliimento de
orphas : *
U.n liomem piedoso,
nicamente movido pela caridade dotou
ricamente este hospicio, para
que as orphaas que amigamente geraiam
n'uma profunda miseria
nelle fosse m honrosamente creadas
e educadas.
Esto excellentc liomem inorreu 19 de no-
vembro de 1162. Viveu 73 aunos, e chama-
l \ .ni der Moere, niercador n'esta cidade.
Fo dianle- d'osta casa que a conJessa d'AIma-
ta ..ro, acompanhsda da sua aia. Esta ultima
devanlou o bedelho de ferro da porta e deixou-o
cahir : a butha que fez relinin no interior da
casa. Ao mesmo lempo disse cora voz rpida
sua ama :
Agora, senhora, contenha-se pelo amor de
ly us ; poder se-ia lr no seu rosto o que nin-
guem deve suspeiiar.
A con iessa nao respondeu.
Lni instante depois, foi abertn a porta por
tima pequea orpha, que Irazia duas grandes
Chaves penduradas na fila do avena'. Via-se a
saule e o conlenlamenlo ni physionomia d'esla
crianza : todo o seu vestuario era elegante; o
avena!, mantinha c as mangas eram de p.mni-
oho to branco e dobradascom tanla graga, que
pareca que a tinham posto porta como urna
prova viva do aceio, coidados e habis trabadlos
que constituan a repulago do estabilocimonlo.
Que deseja, minha senhora ? perguntou
a orphaa com um engracado sorriso.
Encantadora crianza I exclamou a se-
nhora loda maravilhada, acariciando n face da
menina. Helteu a mac na algibeira, c tirn um
de Jal do prata, que deu enanca dizendo-lbe :
Aqui tem, mlnba Dlha, dou-lhe iso, porque
muilo acetada e bonita... Venho ver se encon-
tr aqui algunas rendas que me agraden).
Muito agradecida, minha senhora, res-
ieu a menina.Temos muito bas r.-ndas.
I ac 0 favor de entrar no locutorio.
Ecollocando-se dcbaixo da porta, ao lado da
cscada. bradou :
Querida roFio,querida me,venda cdepressa.
E aqui urna senhora que deseja [aliar-lhe.
Passados instantes, eutrou no locutorio una
i ..hora de quarenta anuos, pouco mais oa me-
nos. O seu semblante respirava saude e sereni-
dade de espirito, e tudo u'ella atlestava bonda-
dc ecandura. Comprimentou senhora, offe-
receu lhe respcitosamonie urna cadeira, e dis-
se-lhe :
E' urna honra para a nossa casa, que a ron-
oessa d'Almat.i so digne visitar ss pobres orphas.
Em que podemos servir senhora condessa ?
Dhscjo, querida mi, comprar algumas ren-
das bonitas, 0 visitar ao mesmo lempo um esla-
belecimento que o seu exterior recomucnda
lai.to.
A directora abriu logo urnas gavetas, e eslen-
eu numerosas pecas do renda dame da con-
dessa: porm esta nao pode conier o sua impa-
ciencia, e disse :
Estas rendas sao magnificas, e com cerlezi
Qco com ellas ; mas agora desejava que tivesse a
bondade de me mostrar piimeiro as suas orphaas,
visto que eslao no irabalho.
Sera parecer dar attenc&o oslo pedido, a di-
rectora poz-so de repente considerar a senhora
cun nina sorpieza o insistencia quasi incvis.
Eolio, senhora directora, disse a con-
dessa, nao me responde ?
Perdi, minha senhora, disse ella, dan-
do um suspiro ; meu Deus em que eslava
pensando I Como eslava dislrahida... E' bem
singular...
De que se admira lano ? perguntou a
condessa que se senta estremecer.
Nada, nao nada Urna semelhanga... mas
em que esl .u eu pensando ? Queira le'r a bon-
dade de nio acompanhar, mioha senhora.
Dizendo isto, rondozio as duas por ura paleo
quadrado, no im do qual havia os aposentos re-
lira dos ondo esiavam as orphaas. No cami-
nho, a aia disse sua ama com voz expressiva :
Cuidado, senhora !
sala, na qual a me introduzio a condessa,
WJjKTM"
GIY LEYIXGSTONE
ou
A TODO TRANSE
POR
flrsre Alfredo Lanrence
eslava cbcia de donzellas de todas as edades,
occupadjscm trabalhar. Todas estavam unifor-
memenie vestidas ; tinham saia de laa preta ;
ja eco de laa azul : o colleirinho cahido ; aven-
il branco de nev ; e urna mantilha de veludo.
Lra rale seu vestuario. Usavam, alm dtsso,
do cabello alado alraz e preso na mantilhs, de
maoeira que a testa flcaa inteiramenlc desem-
haracada. Traziara mais, nashoris de trabalho.
manguitos de panr.inh para resguardar do muilo
| usa as matiaas do jaleco. .
; A maior parle dVllas linhim almofadas nos
neldos, B oceupavam-sc em f.izer rcndss ; ou-
' Iras coziam ou desenharam ; algumas fazism
meiasde laa de diversas cores ou bordeara com
fios de seda e ouro os estofos de diversas quali-
dades.
Antes Ja chegada da directora, as orphas en-
treiinham-se em cantar ura cntico ; a senhora
. linha-as nuvido anda do pat^o; e soretudo no-
, tira d'entro todas urna voz sonora e aguda, que
dominava as oulrascorao o tinir d'uma campainha
, de prata. Com grande desgasto vio, assim que-
entrou, que ocanto cessra immediatamenle, e
que cada orpha bnixra com respeito a cabeca
para a sua obra. Assim o determinava a disci-
plina, na observancia da qual a directora vigiava
severamente.
Segundo o desejo que exprimir a condessa, a
directora mnstrou-lhe o trabalho de cada urna
das orphas, c deu-lhe esle respeito lo pro-
lixas explicices, que a senhora se vio obrigada
percorrer as fileiras com extranho vagar. Pe-
dir os esdarecimeulos que desejava obter, ou
pergunlar por aquella que tanto a interessava,
era justamente ijue ella nao se atreva ; vio-se,
porlanto, obrigada ler paciencia, e por assim
dizer nem ouvir a sua conductora, lo absor-
bida eslava pela lembranja de que um ente, que
lhe era mais charo que a vida, respirava ao mes-
mo lempo que ella o ar d'e.-ta sala.
A directora, sorprendida pela eslranha desat-
iendan da senhora, dispunlia-se porfirn ssuas
observaQes, quando a condessa lhe disse de re
pente :
As suas Lilias cantam muito bem, e ha en-
tre ellas urna que lera urna voz de admiravel
suavidad*.
Bem sei exclamou a me, a voz de
lloulen Clara. Que tem, minha senhora ? O ar
d'esla sila lalvez a incommoda I Vamos para o
pateo, que hado estar l mais fresco do que aqu.
Engana-se, senhora directora, respondeu
a aia com voz rpida, mas soregada. Minha
ama desmaia muito raiudo : urna alTecco
nervosa, porm nao 6 cousa de cuidado.
Tanto mclhor I disse a directora Tai-
vez a senhora deseje ouvir outra vez o cn-
tico ?
Sim, sira ; obsequiava-me muito ; mas per-
milla-mo que me sent n'esta cadeira porque
eslou muito caneada.
A directora correu ao fin da sala e trouxe a
sua proora poltrona, frrala do damasco, e ta-
xiada d5 pregos dourados. Pedu condessa
queso senlasse n'ella, depois disse s orphas :
Miuhas lilhas, esta nobre dama deseja ou-
vi-Us cantar. Clara Houlen, v para a estante.
E'ii quanto as orphas se dispunnam obe-
decer sua directora, e esperavara o signal
d'elia, a condessa disse com mal comida com-
raocao :
Chra Iloulvell, nao assim que disse, se-
nhora directora ? Parece-me que allou n'uma
llouten Clan como primeira cantora.
Sirn, minha senhora ; Clara Iloulvell e
Houlen Clara tu lo una ; o anjinho que esl
diaote da'pst.mlo.
E sem reparar na expressao da physionomia
da conJessa, nem lio pouco na anciosa alleu-
(io com que a aia coulemplava sua ama, vol-
lou-se para as enancas e disse-lhes :
O cntico do N.t.t Clara, minha ilha,
cania primeiro ; as suas irmas repetirn o es-
trtbilho.
Houlen Clara conservava-se an j. da estante,
com a potica e deliciosa imagem da infancia.
Era de constituirlo delicada, mesmo um tanto
fraco, mas de urna e>bolla elegancia que convi-
nha aos seus dozo aunes. Us seus graBdes olhos
parectara refleclir o azul dos cus, 6 destacaran)
como perotaa sobre o alabastro da sua fronte; a
sua pe.-; ie:i> bocea assimilhava -se urna folha
de rosa dobrada em duas, e um engranado sor-
riso lhe animava as feiQits. Todava, o que so-
bretodo a destingnia das companheiras, e que de
cerlo nao combinava corH a mantilha, avena! e
saa de laa qoe Irazia, era a sua altitude majes-
tosa, e o quer que era de inexplicavei no olhar,
que fazia presumir n'ella um sangue nobre e urna
alia origero. Nenhuma de soas companheiras es-
capara esla impresso ; tolas estavam conven-
cidas que Houlen Clara nao era de vulgar
nascimento, poslo que esla idea nao Ihes fosse
inspirada mais que pela imponente dignidade e
nobre carcter da linda ireanea. Assim que Hou-
len Clara viu o signal que lhe fez a man, sollou
a sua linda e harmoniosa voz, e cantou :
I
Sainte Mario el Jnseph
Cheininaul enseradle,
S'en vinrent LVlhtem
i'rendre ura logemeut.
As outras orphas rnsponderam em coro .
In cxcelsis gloria !
YA in Ierra pax kominibut,
Valatu! Valasus!
Saint, mon tloux Jess !
Vaos oles nutre Dominus,
Hl in trra pax hominibus
i
Csntaram este, estribilho depois de cada stro-
phe. Ilonten Clara continuou :
II
Dans une pauvre raaison.
Saris raeubles "i lil.
Car ils ne possedaient ren,
lis durent se loger.
in exeeifia gloria, etc.
III
Lorsque minnit arriva
La verse mit au monde
Um enfjnt furl et pnissanl
Com me l'ange nous i'annonce
7! excelsis gloria, ele.
IV
Oni, l, la douce Vierga
Par le Seigneur benie,
Enfanla I Qu'elle soil louo
Sur la Ierre e dans les cieux.
In exeeltis gloria, ele.
V
Alors Saint Joseph chanta
Avec ls auges: Alleluia !
In excelsis gloria,
Valasui I rafusus 1
Salut, dnux Jess, '
Vous eles nolre Dominus,
El in Ierra pax hominibus !
Emqunnlo durou o canlico, a condessa, a. tada, com os labios meio abortos, eslava n'uma
admirarlo exlalica, como se realmente ouvissn
cantar a Alleluia nos ceas. Seos olhos nao se li-
ravam de Houton Clara; c pareca realmente sus-
pensa aos labios Ja crian? E, em verdade, em-
nanlo a menina cantava, havia nella um nao ei
que de puro e celeste, urna piedadetao feroro-
sa se irradiara de seus olhos para o co, pareca
lo bsorvida no hymno de louvores que lhe sa-
nia dos labios, lo maravilhada pareca por um
myslerioso sentimeuto de harmona, qno spodia
ser comparada urna sima bemaventurala dian-
lo do Ihrono de Deus A prnpria aia senlio-se
impressionada e esqueceu o perigo que corra sui
ama ; lambem estendeu a cibega para diante c
entreabri a bocea, contemplando fixamerite llou-
ten Clara.
O canlico linha acabado, ji Hiuten Clarase
havia sentado para continuar a sua renda eainda
a^condessa e a aia estavam immoveis nos seus lu-
gares, rom grando espanto das curiosas rapari-
gas ; a directora, porn, chegou-se senhora e
disse-lhe, chela deorgulho :
Nao rae admira o seu pisroo. minha senho-
ra ; vo bnscar-me em tsda a el la le urna voz,
que se comparece d'essa querida enanca Tara-
bem lhe dgo, que nunca hade sihir da nos-
sa casa para ir servir ninguem. As fruirs de
Santa Isabel, nossas visinhas ; as irrnas brancas
do convento da ra Nova do Gido. o as Ursuli-
nas da Feiraj prometieran) Clara recebe-la
nos seus conventos logo que complete a idea.
Aceitam-a sem dote, porque hade ser a primeira
voz do coro ; mas po-tem estar certas, que a nao
haodeler, minha senhora, Clara m ha filha.
e nao rne hade deixar emquanto eu vivar, se
Deus quizer. Que lhe parece senhora condessa
a linda voz della ?
A senhora, dominada por um invencivel senti-
meuto esfoicava-se havia muito lempo por con-
ier as lagrimas, queriam escapar-se lhe dos olhos.
A aia bem v0 a lola em que sua ama estiva, e
por isso aperlou-lhe furtvamentea mao para Ido
lerabrar o sen devor. o exhorta-la ler animo.
Sera dar mais alten;o esta advertencia que
dera pergunta da directora, a condessa levan-
tou-sn da poltrona e foi collocar-se dianle da al-
raofada de Houlen Clara, que era respeito ella,
lovantou-se logo e baixou modeslamente os olhos.'
A lidnlga peguu, tremendo, na mo da menina,
disse-lhe com vozsensibilisada :
~~ M'nha filha, que voz anglica que tem 1
Olne para mira, minha querida, nao teuha!
susto I
A enanca levanlou os lindos olhos azues. e'
olhou para a condessa cora um sorriso de iaex-
pnroivel canlura.
Oh nao, minha senhora I respondeu ella ;
falla con t.lo bom modo sua humilde criada 1...
Criada murmurou dolorosamente a con- !
dessa, aportando com mais forga siuda a mo da
orpha. D-rne um beijo, luiuha Clara I Oh '
como canta bem !
Dar-lhe um bejo. minha senhnra ? disse a
joven muilo confusa. Quera, mas nao rae al-I
iravo I
Apenas a crianca proferto estas palavras, logo a
Qdalga lhe pegou na cabecacom as duas mos, e .
depoz na sua fronte um beijo lo apaixonado e
prolongado, que assim que se vio livro, a mentua
toda vermelha de coramoco e muilo perturbada,
tornou sent.ir-se diante do seu trabalho, sem se
atrever levantar os olhos.
Entretanto, a directora e a aia baviara-se apro-
xiraaio, e ambas foram testerannhas dcsta cana.
A primeira nao sabia o que pensasse ; eslranhas
suspeilas lhe alravessavam o espirito ; com tudo
nao quz dar-lhes importancia, e fez lodas as di-
ligencias para se persuadir, que era nicamente
a voz de Houlen Clara, que linha arrancado la-
grimas condessa.
A maior parlo das orphas olhavam com modo
dislrahido ou invpjoso para o que se passava.
Estavam acoslumadas ver, que Houicn Clara
era o objeelo da altenco e caricias de toda a
gente, e por isso nao se adrairavam do que apre-
sentava de mais isla circumslancia.
Quanto aia, trema de susto, e aponas nntou
a pallidez de sua ama, e o fugo quo lhe brilhava
nos olhos hmidos, disse em voz alta :
Senhora, o lindo cntico impressionou-a
ramio ; est incommodada... Vamos tomar ar.
Voltaremo3 tarde ou amaoha.
Dizendo isto, fingi que suslinha sua ama, mas
levou-a forca para fra da sala, e conduzo-a,
depois de se demorar um instante no patea, ao
locutorio onde sua cheguda lhe tinham mostra-
do as rendas.
Agora vamos ver, minha querida directora,
as cousas mais bonitas que c tem ; minha ama
precisa de algum rtpooso. Nao conhego ninguem
no mundo que se irapressione lano com a m-
sica e cauto. Comoiove-so ponto de perder os
sentidos.
Nesse caso posso salisr.izcr a senhora con-
dessa, se isso lhe agrada. Clara sabe mullos lio-
dos crnicos: para a outra vez fago-a cantar aqui
soznha na presemja da senhora condessa ; a en-
anca lao dcil e engranada, que nunca recusou
fazer o que lhe mandav.irn.
A condessa nao se arhou com bstanle presen-
qa de espirito para responder. Anda senta a
impresso do beraaventurado beijo ; a sua alma
eslava como preza aos doces labios da crianza
adorada.
A aia comprehendeu ludo isto, e continuou sem
esperar orden) da sua ama :
Nao ha duvida que est:is rendas sao boas,
mas o prego que pede por ellas, senhora directo-
ra, muilo puchado; spezar disso minha ama
fica com toda a pega. Logo venho busca-la, e
tamben esle cinto bordado da ouro. At ma-
nhaa senhora. Mil vezes agradecida pels bonda-
de com que nos recebeu. Varao-nos, nao assim,
minha senhnra ?
A condessa vrou-se para a director, e dis-
te-lhe :
Desejava fazer nm presente linda cantora :
poda manda-la vir aqui ?
No mesmoinstmte. minha senhora, respon-
deu a directora sahindn do locutorio.
Pelo amor de Deus, minha senhnra, que
quei fazer 1 exclamou a aia pondo as mos.
Quero beija-la mais urna vez miles de me
retirar, anda quo cuide morror, Ignez.
O sen a lija da guarda llie assisla, quo o
perigo 6 grande. Teuha pruden ia, muita pru-'
dencia ; ella ah vera.
A directora apreJentoo Houten Clara condes-1
sa ; pegou na milo da menina e disse lhe, liran-'
do alguns objecins da algibeira : *
Minha querida filha. a sua linda voz e anda
mais a sua docihdado encantaran) -me. Querj '
reaompensa-ia : aqui lera; aceite isto qoe lhe
don, como de urna amiga que muito a ama.
A menina aceilou o que lhe dava a fldalga, e1
flcou exttica de admiragao vista dos objectos '
que brllhnvam as suas mozinha. Era urna
linda ihesourinha de prata e um estojo do mesmo
metal.
,7~ ,? ura Dft'J na senhora condessa, minha
filha, disse a aia.
Houlen Clara, louca de alegra por possuir urna
thesoutinh.-. lo bouila e mais um estojo de tanto
gusto, nao esperou por que lhe dissessem duas
vezos, e, sorrinlo, es'cndeu os bracos para a con-
dessa. Esla enr.heu a crianga d beijos, at que
a aia intervalo, dizendo cora modo s.rio :
Senhora, o snnhor conde esl sua espera,
taUez que se enfade cora a sua demora.
E deu alguns passos para a porti.
Al amanha, querida directora, disso a
condessa ; al amanha minha encantadora me-
nina. Anda lhe falla um dedal que tambera lhe
quero dar, minha linda cantora.
Dizendo isto, sahio acompanhada da aia, e a
port ferhou-se sobro ellas.
Oh! minha senhora. disse a aia assim que
se acharam na ra, como imprudente Era i
preciso que toda aquella gente fosse cega para nao
adevinhar, pelo menos, que as suas cornmoges
esconden) um mysterio....
Mas a condessa poz-lhe a mo na bocea, e dis-
se-lhe cora cxMago : v
Calla-le, minha Ignez, calla-te. Ainda mes-
rao que n.e di3seses que o conde linha descoberto
ludo, e que o seu odio e vinganca se desencade-
assem contra mira, nao meimporlava. Ah quem
le vsse dina que tu ignoras que eu lhe ouvi a
voz, que pertei o meu peilo, que a cobri de bei-i
jos. que ella se sorrio pira mim e me fallou.que
seus queridos labios se unirn cora amor aos
meus I Oh meu Deus muita felicidde 1 Es-i
lou prompta pan sofTrer e padec-r ludo ; mas nao
me prevern da alegra que inunda o meu cora- :
gao E iu, Ignez, calla-te; deixa-me gozar
desla inexplicavei felici lade ; nao obscuregas o
meu bello co 1 Ella linda como um aojo, nao
verdade, Ignez ? Que ar de nobreza naquelle en-
cantador rouxinol!
A aia limpou duas lagrimas, abri a porta e
tornou fecha-la quando sua ama entrou.
A directora do recolhmenlodas orphias, mui-
to preoecupada o (aliando comsigo mesma, tor-
nara para o locutorio p3ra [echar as gavetas onde
se guardavam as rendas. Porm, entrando ali,
quasi se esquec*ra do que ia fazer, e como se nao
tuesse a conscieiria da sua acgo, foi senlar-se
n'uma cadeira, onde licou por alguns momentos
imraovel e com os olhos pregados no sobrado ;
final murmurou em voz baix* e vagarosa.
Mas a historia di aldeia incendiada e do
soldado gneros-) seria urna invenco ? Iloulvell
com eleito um nomo singular l Talvez seja sua
irma---- Mas como pode ser isso ? llouten Cla-
ra nao tem mais de doze anuos.... Na la ; lal-
vez sua prima, sua la---- Quem sabe ? Porm,
possivel que urna prima, ou lia, ou irma, se
commova tal ponto, que derrame lagrimas s
com um beijo de urna crianga ? Esse irresistivel
Sentimeuto poder ser nutro,' que nao o que o es-
tado da condessa me fez suspeiiar ? Sim, s o
sentimenlo maternal capaz de assendorear-so
a*aim da alma de urna mulher.... Ah 1 emendo !
Pobre m.ie, quanto t-r solTrido urna crianga lo
bonita, lo inieressantc Nao a ver ha ana pou-
cos de aunos, encontra-la no meo dessas pubres
criancas que se educan) para semrera nao poder
livra-la nem protege-la, desfallecer com o con-
tacto de ura beijo, e ter do retirar-se com o co-
raco partido. Oh I meu Deus I ver-se condemna-
da occullar de sua tilda um sperto de mo, um
beijo, um sorriso. o fillar-lde como se fosse
urna eslranha Ver a espada da deshonra sem
cossar suspensa sobre a eabeca, lular contra a na-
tureza e a sociedide, e curvar-sc cem \ees ao
implacavel destino 1___ Pobre me !___ Mas
quem sabe. ? Talvez rae engae___e nesse caso
as minh.is susp-ilas seriam urna injuria honra
da condessa. Seja como fr, a condessa lem bom
Ciragao, ama perdidamente a crianga, que prefe-
re ludo no mundo ; seja qual fr o segredo da
sua alma, nio a heide airaieor, Deus ma livre !
E domis, parece lo feliz visti da mieressanle
Clara, corno se nella contemplasse un) filha que-
rida 1 Pobre me I Yenha quando quizer que
achaca em mim urna amiga, que lhe procu-
rar...
"Querida me, exclamou a porleira, esl c
a irma Begga das Annunciadas, que vem buscar
a alva do conego Vimkers 1
- Ahi vou I Ah vou I respondeu immediata-
menle a directora, correndo ao encontr da irma
anuunciada.
III
O sol eslava anda no comeco da sua carreira,
quando a condessa d'AIraala sahio de casa com a
aia para ir visitar novamente o recolhimenlo das
orphas. A mais pura .alegra lhe brilhava-nos
olhos; ludo lhe pareca bom e agradivel, depois
que ella propria escapara negra tristeza que a
opprimira por tantos anuos. A sua alegra era
para sen marido um manamial de eonsolscdee e
de ventura : havia-so lomado lo bom e'lerno
para sua esposa, manifustava-lhc urna coufianga
lio iliimitida, que esta eslava convencida, que
j nao exista era seu corago a menor suspeita.
; la, pois, visitar o seu amado anjo sem temer que
um s espio a esproilasse
A aia baleu.
A directora havia sera duvida dado ordens
particulares porleira, porque, quando osla re-
conheceu as pessoss que prelendiam entrar, abri
tffla a porta, exclamando com voz alegre :
Bem vinda seja, senhora condessa d'AIraa-
la. Son urna sua humilde criada. Queira en-
trar, minha senhora, que eu j vou chamar a
nossa directora.
A nteressanle crianga fechou a porta, e, Hgei-
ra como urna sella, correu chamar a directora,
que pouco tardou que nao apparecesso acompa-
nhada de llouten Clara.
Assim que a orpha entrou no locutorio, e'
avisiou a condessa. foi direita a ella, pegou-lhe
na mo e beijou-lh'a.
Um ealafrio -z estremecer a i l.ilga, lodavia
conteve-se c, sem dizer palavra, entrou con-
templar com ueffavel prazer os olhos azues da
menina. Por sua vez pegou na mo de Houlen
Clara, e acariciou a fronte o eolio da amavel
crianga. O olhar llxo e singular da condessa
dispertou sem duvida em Clara um sentimenlo
que ella nao poda comprehender, porque o sor-
riso desappareceu-lho de repente dos labios, e
poz-se olhar para a senhora cora modo nter-
rogador, como se esperasse urna explicaco. Pa-
reca dizer-lbe :
Todos me estimara e me festejan), as a
senhora condessa fa-lo de outra forma. Porque
)sso ? E por jue desojo eu com tanto empenho
estar junto da senhora?
A condessa comprehendeu sem duvida a muda
inlerrogago da orphaa, porque disse com voz
triste, e suspirando :
Pobre crianga !
A directora observava allentamenle todas as
impreseoes, que so desenhavam as feiges da
condessa; conheceu que a siluago se lornava
penosa, porque a Sra. llouten Clara, egualmente
enleadas, licavam mudas ; foi por isso que diri-
grado-se condessa, lhe disse :
Sra. condessa, pego-lhe que vamos para a
sala onde est o cravo. Vae ouvir como a nossa
Clara toca bem. urna vordadeira perola esta
crianga ; a sror Catharina do convenio de Fan-
con easinou-lhe msica, e loca lo bera, que se
poda estar diis inteiros ouvi-la, sem lembrar
o comer nem beber.
J se havia estabelecido entre a condessa o
Houlen Clara um lago de affeigao e conianga ;
sera duvida um myslerioso sentimeuto levava a
crianga- ver na nobre dama mais que urna pro-
tectora, porque logo que a directora propoz que
passassem para a outra sala, a menina foi pegar
na mo da condessa como se ella fosse soa niae.
Esle movimenlo, lo natural como era, fez bri-
Ihar de aleara e orgulho os olhos da lidalga, e
levou Houlen Clara pela mo, como faiia com
sua filha.
Quando ehngaran sala onde estiva o piano,
a directora olfeieceu urna cadeira condessa e
senlou-se com a aia em duas que estavam ao
p: Houlen Clara collocou-se diante do instru-
mcuto.
Canta-nos disse a directora o cntico :
Cantemos, cantemos com alegra, que tem um
preludio lo bonito !
llouten Clara comegou. A joven mostrava ser
extremamente sensivel & msica, porque logo do
principio pareceu cahir n'uma especie de xtasis
Entretanto'que os seus lindos dedinhos rorriara
ligeiramente o teclado, a sua engracada bocea
sorria s suaves harmonas ; urna prega, porm,
se lhe cavava rpida na bella fronte lomada se-
ria, quan lo alacava as modulages graves.
Tmalas do admiragao pela bravura e suave
execugo da cranga, mergulhadas as ondas de
harmnicos accordes, as duas senhoras e a ala
contemplaran cora pasmo e orpha inspirada ;
esla levanlou a eabeca, os seus olhos azues diri-
giram-se pan o co, e caniou aquelle cntico
acompauliaiido-sc- com o cravo.
Emquanlo a voz de Houlen Clara fez ouvir as
suas puras e argentinas notas, nem a me nem a
aia tiraram os olhos do rosto da crianga. Mas
logo que acabou o canlico, ambas dirigirn) ao
mesmo lempo a vi-la para a condessa como para
lhe per.'unl.ir :
Nao mesmo um eanto celestial?
Mas infelizmente, a condessa linha a fronte ca-
hida, e urna torrente de lagrimas corra silencio-
samente de seus olhos, sem que ella parecesse
mesmo dar por issn.
Houlen Clara, vendo a sua commogo, soltou
uro grande grito e correu para ella. Cunlemplou-
a com olhos espantados, e cora singular expres-
slo ; depois entrou lambem chorar, o poz a
sua cabecioha nos joeibos da condessa, como se
quizesse alliviar o seu corago compartildando o
punoso seiilimento que lhe arrancava lagrimas.
A senhora, porm, levantou-a, lomou-a nos dra-
gos, aperlou-a sobre o seio, chegcu-lhe a face
sua, c banhou-lde afronto de lagrimas. Nem a
enanca, nem ella, sollama uai SO* suspiro, um
s gemido.
Esta scena era to solemne e locante, que a
aia conlemplava sua ama com veneraco, sem se
atrever fallar; emquanto directora cada vez
eslava mais certa de que se nao enganava as
suas primeiras suspeilas. Por isso senta profun-
damente o que se passava no corago da condes-
sa. E, com elfeito, muito lhe cuslava comer
as lagrimas de piedade que se queriam escapar
de seus olhos ; o sentimeuto das conveniencias,
e nina especie de generosidade ajudarara domi-
nar esta impresso, e fizeram com que parecesse
nao ter adeviuhado a causa di scena, que se da-
r !i seus olhos.
Passados instantes, a condessa vollou ao sen-
liinenlo da realidado. O silencio que reina/a em
torno della sorprenden-a ; levanlou a cabera e
vio a directora que a fitava com olhar inquisito-
rial. Conheceu etilo quanto se expozera, e pro-
curou serenar-se, ou pelo menos mostrar san-
gue fri apparente. Limpou muitas vezes as la-
grimas que lhe corran) pelas faces, e acariciou a
crianga para dssimular a perturbago em que
eslava, e que se prolongava. Finalmente, quan-
do de lodo se vio tranquilla, deu o ultimo beijo
em Houlen Clara, e disse-lhe cora voz meia se-
rena :
Meu querido anjo, a sui voz allurinou-me
loda... O seu canto lera na verdade um poder
mgico.
Mas a crianga, sempre chorar, respondeu sp-
lugaudu :
Ah nunca raais cantarei... nunca mais na
minha vida.
Porque, minha filha?
Porque a faz chorar... F. com certeza, nao
cauto mais, nem pra a senhora, nem jara os
mais .. porque eslou furiosa contra raim por a
ter af
lar !
XWIII
o Mas val lembrar-se a gen-
io de ti, do quo viver com os
oulros 1
Lady Catharina no castellode Korlon prompta-
mente soube da doenga de seu filho Eu s a
soube um di-, mais tarde, e quando choguei, on-
contreia pobre me quasi exhausta pela privacao
de somnn e p'-la anriedade, bem que apenas ti-
vessse passado Irinla e seis horas cabeccira do
oente.
Os cuidado; prodigslisar urna pessoaem de-
lirio pedem a raaior energa. Ha agitago inces-
sante da cabega, que move-se continuamente
para um e outro lado, coran tentando sublrahir-se
compresso de urna mo pesada e ardenle; no
olhar lixo desses olhos alientos, que vos soguero
por tola a parle, o no qual ledos urna pcrgutila
que nunca espera resposta ; nessas palavras in-
coherentes, sempre suspensas, por assim dizer,
borda de urna revelaco, mas que nunca se aca-
ba ;ha em tudo isto urna especie de fasiinagao
lerrjvel, que exige de vnsso espirito urna appl-
eagao perpetua, bem sufficieute para fatigar o ho-
rnera n ais vigoroso.
Tem-se visto homens, dlzera, que sonlindo
prximo, o delirio escolheram a nica pessna cu-
jos cuidados Ihes convm, e mandaran) fechar a
porta para excluir outra qualquer visita, prefe-
rindo urna morte quasi solitaria ao perigo de tra-
hir seus segredos nos transportes do phrenesi.
Mas tambera tenho oundo dizer que ha segre-
dos.anda mesmo aquellos, que muitas pos-
) Vide Diario a. 291.
S0S8 sabem,cuja ultima palavra o delirio ou a
embriaguez nao tom dito. O sangue iuflamma-
do resfria instantneamente, a lingua sem freio
acha-se presa quando o sangue chega ao limite
extremo, no qual a palavra jurada se c%ue des-
tnela e ameacadra como sempre, em quanto o
resto fica no vago e no phantaslico.
Houve nlguma cousa semelhanle na doenga de
Levirigslone. Desiinguiamos claramente cerlas
de suas phrases entrecortada^ as quaes referiam-
se ora cagadas, ora 5 exeessos de vinho e de
jngo. De lempos lempos diza lambem nomes,
que para sua me nao tinham signilicago algu-
ma, mas que para mim tinham ura triste al-
cance.
Urna ou duas vezesnao maiselle fallou de
Flora Brllasys. Mas quando o nome do Constan-
cia Brandan lhe escapava dos labios, sua voz rou-
ca e ordinariamente alta abaixava-se de repeine,
e nao pra mais do que um murmurio lo fraco,
que mesmo conchegando o nuvido sua bocea
nao se poderia ouvir urna syllaba dos pensamen-
los, que acompanhavam este nome.
Muitas vezes, muilissimas vezes Uve occasio
de notar e de perguntar admirado como poda o
corago guardar lo fielmente seu thesouro,
quando o espritu corra ao acaso sera fim, como
um navio, que foge dianle da tempestado, depois
de ter perdido o leme.
Cinco dis depois que Cuy adoeccra, ura nnjo
podia interceder por elle era lugar de urna mu-
lher de corago sincero e puro.
Constancia est mora.
Vi lady Catharina tremer c curvar a eabeca
com acabrunhampnto por occasio de receber es-
ta noticia, como se ella fosse esmagada pelo cho-
que, que lo posadamente devia seu filho sentir.
Ella ronlireera muilo pouco Constancia, mas
esse pouco lhe linha bastado para amar lerna-
mente a donzclla ; e quem leria podido nao
ama-la 1
E entretanto nao era por Constancia que ella
ento chorava. Comprehendi que lhe occorrera,
ao mesmo lempo que mim, o mesmo pensa-
mento ;quem dira Cuy esta desgraga no dia
era que elle estivesse reslabelecido ?
Fiz quanto pude pnra poupar sua sensibilidade;
mas a tristeza de que ella licou possuida depois
de deixar o quarto do duente, foi para ella urna
prova mais rude talvez que a fadigaphysica. 0
que de molliur havia fazer era deixa-la entre-
gue si propria.
Eu nunca linda suspnitido antes desse da tudo
que pode supporlar uraa tao traca raulhor.
F'oi na verdade uraa lula ennarnigada entre a
vida e a morte. O ardor da febre extinguio-se
Apnal, quando nao houve mais com que alimen-
ta-lo. F.ssa brago. que uro mez ants era to to-
mivel como o do velho Cabega-de-boi, nao tnha
mais foro a para levanur-se tres polegadas cima
da cama.
Cuy linha acabado por cahir em um somno
profundo, e os mdicos disseram que era o mo-
mento critico. Se elle disperlasso calmo o s-
nhor de sua razo, o vigor de sua constiluigo
p-lo-hia sem dovida em estado de restablecer-
se : seno, era cortamente forgoso temer as mais
dolorosas consequencias.
Elle dispertou no fim de muitas horas. Re-
nava no quarto um silencio tal, que pooia-se ou-
vir o baler do corago do sua mae, sentada irn-
move junto do leilo. Por raais carregado e obs-
curecido que fosse seu olhar, elle a reconheceu
logo, por qqanlo tontn virar a cabega para bei-
jar-lhe urna das mos, que ella appoiava em seu
travesseiro.
Comprohendemns enlo que elle eslava salvo
e pela primeira vez vi rolar lagrimas pela face
fatigada de lady Catharina. Ella nielhnr po-
da o -cuitar as demonstraces de sua dr, do que
de sua alegra.
Cuy vio-mc tambem no momento em que ap-
proximava-me de sen leito.
Sois vos, Frank ? diz elle com urna voz fia-
ra. E' bem pura >s lerdes vindo.
Mas nos o impedmos de fallar mais.
Tres das depois desla feliz mdanos, nchava
me eu snzinho com o doenle. De r-penle vol-
tuu-se elle para mim, n disse-rne em voz baixa,
mas com urna firmeza que me sorprenden :
Frank. e Constanga ?
Teria eu pois me premunido lanto para ffron-
tar esla pergunta; leria eu, pois, cuidado de pre-
parar mullos das ames minha voz e minha phy-
sionomia, nicamente para espichar-rae to
mineravelmcnte na occasifo ?Fiz raim pro-
prio censuras amargas quando nolei quo meu ros-
to lhe linha dilo tudo.
Quando iperreu ella? proseguio elle cero o
l'gido. Muilo infoliz sou por saber can-
A palavras da crianga nao eram de certo pro-
pnas para tranquilizar a condessa. E por isso
estove ponto de novamente so debulhar em
lagrimas, mas conteve-se, porque os olhos da
directora estavam sempre pregados n'ella. A
conJessa senlou corainodamenlo a crianca
nos joelbas, e disse-lhe com voz carinhosa :
Minha querida Clara engaa se ; as lagri-
mas que derramo sao de alegra. Nunca chorou
ouvindo pela primeira voz urn lindo canlico ?
A crianca respondeu toda despeilada ;
Quando sror Catharina c o mostr Huygens
cantam juntos ao piano, choro sempre, iniuha
senhora, mas no da mesmo forma.
Ento, minhn filha, bem v quo a sensi-
bilidade da alma que ceJe suavidade da m-
sica.
Sim, a alma que se commove, o coragSo
que palpita... mas nao lomarei cantar.... se a
torno ver triste tomo anda agora, de corlo
adoogo. porque me faz mal, muito mal I
Pobre crianga 1 Quer sabor o que eu pre-
ciso para me animar ? V-la sempre alegre, o
nunca chorando. Um sorriso seu faz-me logr*
est*r conlenle
Houtee Ciara levanlou a cabega, e apresenlou
a condessa um rosto ainda hmido de lagrimas,
mas animado ao mesmo tempo por um encanta-
dor sorriso. Esta prova de affeigao e anglica
bondade da parle da crianc tocou lo profunda-
mente condessa. qne a obrigou a leTr a mo
fronte, ea cobrir os olhos por um momento,
depois do que de novo abracou a joven com trans-
porte.
A' vista d'esta nova expanso, a dreclora co-
nheceu que a sua presenga eslava sendo incora-
rnoda condessa. Foi, pois. to generosa que
veuceu acuriosidade, e S3hu da sala, dizendo :
Minha senhora, preciso ir dar urna vista de
olhos sala onde eslo as minhas meninas, por-
que nao cousa fcil conserva-la em ordero por
muilo lempo. Pode estar aqui muiu sua ven-
lade com Clara, sa do seu agrado, porque nin-
guem vira incommoda-la; eu vulto logo...
Assim que a directora solnu da sala, a aia disso
em hespanhol condessa :
Senhora, osla mulher nao desconfiar nada?
Parore-me, pelo contrario, que j adevinhou
tudo.
Pode muito bem ser, Ignez, responlou
a condessa sem se alterar : entretanto nada
temo. Segondo julgo estima tanto esta crianga
como eu, e portento uo de esparar que faga
nada que a prejudique.
A lingua de uraa mulher, minha senhora,
falla muitas vezes contra o seu corago
On I meu Deus, Ignez, nao me afnijas;
deixa-me gozar da minha ventura.
J me callo ; se acontecer desgraca, tanto
peior; gose da felici lade visto que a achu.
Quando a directora voltou meia hora depois,
Houlen Clara saltoudo eolio da condessa e corre
ella para lhe mostrar um livro, dando gritos
de alegra :
Un minha querida me, veja que bonito
livro de orages, com fechos de ouro, c lodo
chelo de lindas estampas. O mestre Joo Ro-
verio, que lirou o seu retrato, foi quem o ornou
de flores de ouro e azul. Meu Deus, como estou
contente Amanha hei de ter um livro de
cnticos E tenho mais na algibeira um collar
de pcrulas... Ora olhe... to rico, que se podia
dar tilha de um re 1
A condessa j se linha levantado, e prepara-
va-se para partir. Pegou ni mo da directora,
eaperta-ndo-a affecluosanente, disse-lhe :
Devo-ihe muito minha senhora. Se em
alguma cousa lhe poder mostrar o meu reconhe-
Cimeoto, a porta da minha casa a tola hora
est aherta para a receber. Occupe-me noque
quizer, que atnda em cima lhe icarei obrigada.
A senhorj condessa tem muita bondade.
A amizade com que me honra para raim una
sulliciento recompensa. Disponhi de mira, ve-
nha aqu quando quizer ; lodas estamos s suas
ordens.
At amanha; se por acaso precisar fallar-
me, lem a bondade de rit a minha casa, nao i
assim ?
De corlo, minha senhora; receberei n'isso
grande honra !
Houlen Clara, com a eabeca tristemente cabi-
da, eslava quasi chorar.
Ai manilas, meu lindo rouxinol! disse
a senhora.
Nao fica c ? perguntou a menina sus-
pirando.
Vollo amanh.iii, e trago-lhe o livrnho dos
canucos. Vamos, dO-me outro beijo, e nao es-
quena a sua amiga.
Nao, nao ; esla noute souho outra vez com
a senhora.
Pois j sonhou commgo ? perguntou a
condessa sorprendida. E que tem sonhado,
minha querida filha ?
Oh 1 cousas muilo boas Sonhe que era
minha me ; que eu eslava deitada, descaucan-
do nos seus dragos, e que me dava beijos, e...
Al amanda al amanlia axclaraou
a condessa cora voz comprimida.
Agirrou na mo da aia, e levou-a repentina-
mente para a ra, como se tenlasse fugr de um
perigo imminente.
IV
~ Teve a bondade do me mandar chamar,
minha senhora disso a directora das orphas,
entrando no qoarlo da condessa de Aluiata.Eis-
me aqui ao seu servigo
Bem vinda soja! exrlaraou a condessa.
Sent-Se n'esta cadeira ao p de mim, que dese-
jo rallar-lhe. Sera dovida j adevinnou o objeclo
de que vamos tratar?
E' de Houton Clara, senhora condessa?
. Exactamente. Sabe a hisloiia d'essa me-
nina ?
Pouco sei acerca d'ella, minha senhora.
Houlen Clara havia "j uro amurque estova no
esiabelecimenlo, quando o'clle entrei como di-
rectora. Soube pelos senhores administradores
e esmoleres, que, em consequencia do incendio
e devastago de una aldea, ticra olla orpha,
e que um soldado a recolhera por d, c livera
cuidado n'ella. 'lempo depois, instancias de
um prente do fundador do nosso recolhimento,
fot admillida Em quanto mim, nao acredito
n'uma s palavra da tal historia ; sempre vi
n'ella urna fbula inventada para occullar a ver-,
dadeira origem de Clara.
(Coiir7)|(ar-se-/ia.
mesmo tom compassado e sera deixar-me com
os olhos.
Creio que elle so fez forte justamente quanto
bastava para tentar esle esforgo, e que tema ca-
hir desped.agado, se parasse rio camiuho.
Agora eu poda fallar e disse-lhe lulo. Ia
tambern dizer-lhc de que maneira pacifica e fe-
liz linha-se exhlalo a alma do Constancia,sua
ta ilnli i oscripto ludo lady Catharina.quan-
do Cuy sustevu-me, nao tranquillamente, mas
cora um acceulo cheio de tristeza o de desespe-
ro, que fazia mal na verdade ouvi-lo :
Obrigado, diz elle, vossa intonco boa,
porm eu antes quera uSo fallar della, al com
vosco, ao menos durante algum lempo.
O imperio que elle linha sobre si, o susteve
forlomeiitc, mas abaudouou o logo depois do pro-
nunciadas estas palavras.
Enlo elle vollou a cabega para o outro lado, e
crusou os bragua contra o rosto.
Retirando-me para a j.inella vi tremerera-lhe
os rompridos dedos eramagrecilos, nos quaes
encubra o rosto. Nao lerantei mais os olhos
sobro elle, at chimarme co>o urna voz inteira-
menlu tranquilla, pnrque eu nao ousava espreitar
seus pensamentos, nem intrometler-me nos se-
gredos de sua dr.
Contei lady Catharina o qne se linha passado;
e esla licou muilo alliviada por saber que nao ha-
via mais perigo, mas nunca disse urna palavra
se quera seu lidio esle respeito : anda que es-
las duas almas se eiiicndessom perfeilamenle,
era de corto para admirar as poucas confidencias
que entre si mutuamente havian.
A convalescenga de Cuy foi lenta,muilo mais
lenta do esperavamos. Dir-se-hw que urna mo-
la linha se quebrado era seu ser e que nao era
fcil substilui-la.
Ello pstava sempre triste e pensativo e fallava
mui poucas vezes, porm nunca eu lhe linha vis-
te lana benevolencia, e affaoilidado nas ma-
ueiras
Urna das primeiras visitas que recebeu foi do
coronel Mohun. Es'e nao cessra de pergunlar
utilas de seu amigo, e se offerecera vellar
lambem para poupar as fadigas ; mas lady Ca-
tharina nao quiz nuvir fallar disso. Causava-Ihe
urna es||pcie do terror a idea de vAr esse rosto
sombro inclinado sobre o leito de seu filho.
Ninguem assislio sua primcir?. entrevista,
Ralph ficou mais abalado do que quera pare-
cer vista da alleraco produzda nas feiges e
n3s maneiras de seu anligo amigo ; mas pres-
tou-lhc urna conta exacta de suas indagarnos
respeito da caita perdida, sera poupar urna s
partioularidade.
E preciso que Cuy lenha estado bera mal !
fez-mc elle observar com um ar pensativo ao re-
tirar-se. Nao lo cedo que ha de ro>t cer-se. Quando nairei-lhe o que Wil!is fez, es-
P"rawa *o-lo entrar em um grande furor ; elle
disse apenas :
Pobre nilseravel! Elle obrara conforme as
ordens recebidas e nao sabia toao o mal que
fazia.
Guy carece qno lhe reslabelecara a moral;
mas quem ser capaz disso?
O esquociraonlo e. o perdo das injurias pare-
can) esto velho pbgo endurecido o mais peri-
goso signal de fraqueza pdysira c moral.
Desde eoti) elle veio lodos os das, e pens
eu que suas maneiras abruptas, e suas adverten-
cias ch>Mas de censuras acerbas obraram soDre
l.evingslone, como urna especie de Inico, amar-
go, mas forliticanle.
Alguns dias depois tivemos a visita de Mis-
tress Wassour, a qual tambera conversou s-
zinha com Guy.
Certamenle linha alguma mensagem commu-
nicar-lhe, porqumlo, ao contrario, nao se leria
arriscado urna entrevista, que nao podia deixar
de ser para ambos muito penivel.
E*te entretonimento nao foi longo; mns, quan-
do ella desceu, occullava cuidadosamente o ros-
to sob seu espesso vfu de lulo, e nessa tarde ti-
vemos do recusar Mohun a entrada no quarto
de Guy.
Urna tarde Levingstono cstsva szinho. Lady
G-tharina, depois de ler visto sou lho, retira-
ra-se seu quarto ; o coronel tnha partido para
urna cagada do muitos das em Warwick-shire, e
e eu linha sahido urna hora ou duas. Nao he-
silavamos raais em deixa-lo s ; o que ello mui-
i tas vezos pareca desojar.
Seu criado aprescutou-se com um ar embara-
j gado para dizer-lhe que urr.a senhora pedia v-
' lo. Ella uso quera dizer o nome, mas prcmet-
tia nao estar com Guy seno alguns minutos.
I Esle nao leve, lempo sita, porquanto ella segua de perto o porladcr
do recado.
Bom que fosse eslreitamentc envolvida em seu
manto, e que o vu lhe cahisse em trplices do-
bras sobre o rosto, nao havia que duvicar no
porio dessa cabega altiva, nesse raraiuhar ele-
gante e doce, e nas meigas ondulages dessa cin-
tura sem egual entre os quatro mares, que uos
cercana. Nao admirar se Levinaslone estreme-
ecu violentamente reconhecendo Flora Bellav=
XXIX "J"
Fiel e sincera.
Fechada a porta, Flora adiantou-se rom viveza.
Confessae que eslaes sorprendido de ver-
me, diz ella esteudendo sua moziuha cnlu-
vada.
Se Guy nao repellio esta mo. foi eff da
corlezia para com as mulheres, hereditario en-
tre os Levingsioue ; corlezia que fazia u-m con-
traste estranho com seu carcter inlraclavel o
feroz ; mas a sua flcou passivi e iserie en-
tre os afilados d'dos de Flora, e nao corres-
pondeu nem urna vez sua ardenle pressao.
Essa mo nao linha mais esse esiroci-riment)
nervoso de una ceria forga, de que Flora se
lembrava, e que lhe agradava tinto.
Eslou sorprendido, cora effeito, responda
ello framente, de vos ver aqui i,u cedo ; mas eu
sabia que deviamos achar-nosem breve em pre-
senga um do outro.
A sorpreza nao parece enrantar-vos muilo
conlinuou Miss Dellassys, cujos lanos, verme-
Ihos, como urna ccreja, fiaeram um pequenc
momo, em quanto ella sentava se em urna pro-
funda poltrona defronle do leilo, no qual Le-
vingstone se tnha estendido de novo, por estar
anda muito fraco e pouco senhor de seus movi-
ni enlos.
Seria por efleto do acaso, ou por premedita-
gao que urna dobra de seu vestido descobrio seu
p delicado e o peilo do p curvo, mas em rele-
vo por um borzeguim de um trabalho exquisito,
primor d'obra d'um hbil sapaleiru parisiense,
sou lornozellv to direiio e lo peifeitamenle ar-
redondado, encerrado em urna ineia de seda
branca ?
(Connuar-ie-na.)
pp.RN. TYP. DEM, F, DE FAMA.1860.

ii
I


Full Text
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