Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09192


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Full Text

illl XXITI. HUMERO 292
Per tres mezes adiantados 5$000.
Pr tres mezes vencidos 6$00.
TERCA FEIBA 18 DE DEZE1BR0 DE 1861.
Por aono adianlado 19$000
Parte franco para o subscritor.
FAKtlUA.S US CUKKElUs
I 1.\H111IA3 IIUSWlKHtLUS.
ENCARREGADOS DA. SUBSCRH'CA.0 DO NORTE 0,in(la to,los os das as 9 i/2 horas do da.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaly,
Sr. A de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de 01/
reir; Marinhao, o Sr. Manoel JosMartinsRibei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
sextas feiras.
S. Antao, Bezorros. Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tercas Cetras.
Pao d' Alho, Nazareth, Liraoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex_ as quartas-foiras.
Cabo, Sirinhaem, Rio Forraoso, Un, Barreirus,
',-1,> iiin! ir P- o- i 11 n """". oiiiuiiociii, mu rurmosu, un, Darreirus,
atoraos Jnior Para, o Sr. Justino J. Ramos; Agua preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras!
amazonas, o Sr. Jernimo da Costa. [{Todos oscorreios partem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO MEZ DE DEZEMBRO.
5 Quartp minguante as 3 horas e 40 minutos
da tarde.
12 La nova as 10 horas e 28 minutus da manha
20 Quarto cresceute as 3 horas e 50 minutos
da manhaa.
28 La cheia aos 58 minutos da manha.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 9 horas e 18 minutos da manha.
Segundo as 9 horas e 42 minutos da tardo.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relago tercas, feiras e sabfiados.
Fazcnda : tercas, quintas e sabbadosas 10 horas.
Juizo do commercio: quartas ao meio dia.
Dito de orphos : tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tergas'e sextas ao rucio dia
Segunda vara do civel ; quartas e sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
17 Segunda. S. Bartholomeu de S. Geminiano.
18 Terga. Nossa Senhora do O' ; S. Speridio b
19 Quarta. S. Fausta; S. Dario ro.; S. Paurillo m
20 Quinta. S. Libralo ra.; S. Foligoneo b.
21 Sexta. S. Thom ab. ; S. Temistocles m.
22 Sabbado. S. Honorato m. ; S. Floro m.
23 Domingo. S. Servulo adv. contra a paralysia.
NCARREGADOS DA SLBSCRIPCO NO SIL
Alagoas, o Sr. Claudino Falrao Das ; Baha
Sr, j(,s Marlitis Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Percira Mariins.
EM PERNAMBUCD.
O proprietario do diahio Manoel Figueiroa da
Paria, na sua livraria praga da Independencia na.
6 e 8. O
O Sr, Jos Ferreira Lo-
supplicante o seu ordenado correspondente ao
mez de novembro ultimo : devendo esta doutri-
a falsidade dos alleslados mdicos,
mesmo. -- Nao obstante o que expoz
T i l "** u mvnwv uitiiuu uevtuiuo esta uuuin-
peS KeiS, residente na eStaCO na Crmar reSra para a Ihesouraria, a menos que
/! vio (',...., J i7__ j l^ : Por al6ura dos meios adraittidos em direito se
a va terreada Escada, esta: possa provar
autorisado a receber assigua-
turas para este Diario na
quella comarc*; e em sua re-
sidencia sero entregues as
olhas, todos os dias depois da
primeiro trem.
chegada do
PARTE 0FFIC1AL.
Dito ao
V. S. no final de seu officio de hontem, sob
n. 574, pois quo nao licito a essa ihesouraria
(Hender ao Intaresse o commodidado das partes
em detrimento do servigo publico, tenho resol-
vido approvar a arrematagao da illuminago da
cidade de Olinda, feita por Joo Francisco An-
lunes, mediante o prego de 260 rs. por cada
lampeo, e sendo fiador o tencnle-cornnol lia-
noel Antonio dos Passos e Silva. O que coamu-
nuico a V. S. era resposta ao citado offlcio.
Dito ao juiz de direito da Ia vara. Trans-
millo a Vmc. para, depuis de visto, ser relatado
em sesso da junta de julgamento os processos
verbaes dos consellios a quo responderam o cor-
neta Manoel Antonio dos Passos e o soldado Ce-
lerino Marques das Chagas.
Dilo ao 2" juiz de paz do Io dislriclo do rogo
da Panella. Ao seu officio de 11 do correte
respondo declarando-lhe que procedeu Vmc. re-
gularmente, dando providencias no sentido do
meu offlcio datado de 10 deste mez, do qual lho
remello segunda via, fisto que al aquella dala
Governo da provincia.
Expediente do dia 14 de dezembro de 1S60.
Officio ao coronel commaiidanie das armas.
PJe V. S. manjar recolher pliarmacia militar
o; medicamentos e utensis constantes da relaeo
aanexa ao seu oflUiodo hontem. sob n. 1.329," e
que foram fornecidos ao 4o batalho de artilliaria
a i i na 1 -i estacionado em Clin la, visto que "o havia chegado ssuas mos a primeira.
actualmente sao desnecessarios ao mesmo bala- Dito.Ao officio que me dirigi o conselho de
lliao. Communicou-so a Ihesouraria do fazenda. C0lnpr3S navaes era 12 do correnle, respondo de-
ito.Ao provedor da santa casa da miseri- c'arando que approvo a compra dos objectos
cordia.Respondendo ao seu officio de 13 do mencionados na relago que acompanhou o cita -
correnle, tenho a dizer-lhe que convindo nao du ^e' cumprindo que o conselho remella a
deixar de funecionar a junta administrativa dessa Ihesouraria de fazenda copia dos termos, quo
santa casa pela falla do mordomo a que allude o j ouverem do assignarem os vendedores dos ditos
citado officio proponha V. S., tendo em vista o 'objectos.Deu-se scicncia thesourtria do fa-
respectivocomproraisso o nieio de substitui-lo. zenda.
Dito ao commandantesuperiordoRio Formoso i Dilo,Pude o conselho de compras navaes pro-
Devoho a V. S., afim de serem reformadas no mover nos termos do seu regulamento a compra
sentido da informagao do inspector da ihesoura- dos objectos do material constante da relago jun-
ria de fazenda, junta por copia, as fo has dos ven-. la ao seu officio oe 12 do corrente, visto que sao
cimontos do official cornmandunie do destaca-' necessarios o almoxarifado do arsenal de m-
menlo de guardas n.iciona/>s da villa do Barreiros
([ le vieram coai sej offino de 21 de novembro ul-
timo.
Dito ao commandante de polica.Man le V.
S. apresentar-me ura inferior de conianca do
corpo sob seu commando, afim de ficar-s ordens
desla presidencia o erapregar-se no servigo da
respectiva sacretaria.
Dito ao inspector da Ihesouraria de fazenda.
Transmiti por copia a V. S. para seu conheci-
rinha. Commuuicou-se ihesouraria de fa-
zenda.
Dito ao administrador do correio.O Exm.
ministro do imperio communicou-mo em aviso
da primeiro do correnle haver mandado servir
em commissao por algum lempo nessa repartigao
o primeiro official da administrago do correio da
corte, Joaquim Francisco Lopes Anjc, afim de
por em pratica a convengao postal ltimamente
celebrada com a Franca e bem assira o respectivo
ment o aviso da repartigao do imperio do Io do regulamento : o que communico a Vmc. para
corrente declarando que leudo j silo expedida scu conhecimento.Commuuicou-se tambera a
a ordera abrindo um crdito de lO.OOj? pela ver- i thesourana de fazenda.
bicolonias militaresficava 3cobertaia a res-
ponsabilidade que toraou esta presidencia de
mandar adiantar ao director da colonia militar de
Pimenteiras a quanlia de 3:0005000 para occor-
rer s despezas da raesma colonia no corrente
ejercicio.
Dito ao superintendente da estrada de ferro.
Remello por copia ao Sr. superintendente da es-
trada de ferro para seu conhecimento o aviso do
ministerio do imperio do primeiro do corrente,
approvandoo procedimento que leve esta presi-
dencia de insistir para que fossem religiosamente
Dito ao mesmo.Participan lo-me o comman- cumpridas as disposiges do regulamento que bal-
dante das armas em offlcio de \1 do torrente que j xou_com a decreto, n. 1930, de 26 de abril de
na fuella dat foi dernitido do lugar de compra- 857, e que se llie communicou por officio de 13
dor do hospital militar o cidadao Francisco das \ de novembro ultimo.Igual copia foi enviada ao
Chagas do Caslro e silva ; assim o communico engenheiro fiscal,
a X. S. para seu conhecimento. Portara.Os Srs. agentes da companhia bra-
Uilo ao mesmo..-Em vista do seu officio n.' sileira de paquetes a vapor mandem dar Irans-
i,301 datado do 13 do corrente, o autoriso a man-' Porle para o Miranhao por corita do ministerio da
dar adiantar ao commandacle do brigue barca
tamarac ajquantia do 1O0JO00, de que trata o
incluso pedido, afim de occorrer ao pagamento
de premios pela approhenso de desertores da
armada Coramunicou-so a estaco naval.
Dito ao mesmo,Estando nos termos legaes os
inoiiuli, no vapor Oynpnr.k ao gnardiao Jo.vjolm
Roberto, que vai recolher-sc ao vapor Camacua,
a cuja guamigao perlence.Coramunicou-se ao
commandante oa esiagau naval.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao bacharel Aolonio Joaquim Buarque
dooumenlosjunios, mande V. S. pagaros venc- de Nazarea. S. Exc. o Sr. presidente da pro-
mtnlos dos guardasnacionaes queestiveram des-' vint,d manJa declarar a V. &. em resposta ao
tacados na villa de Ingazeira durante o mez de seu ncio de 10 do corrente, quo fica inleirado
outubro ullirao, devendo esse pagamento ser fei- I dc ter *" s- entrado na mesraa dala no gozo da
lo ao tonente quartel-meslre do corpo do poli- i llce"a d(! 60 das, que lhe fji concedida por por-
cia Manoel Fernandos de Albuquerque Mello, lana de 2 do novembro ultimo.Fizoram-se as
conforme me requisitou o respectivo commandan-
necessarias commuuicacoes.
i superior, era olficio de 20
vlmi lindo.Commuuicou-se
de novembro pro- i
ao referido com- i
mandante superior.
D l i ao mesmo.Autoriso a V. S. a pagar,em
vi?l) da folha e prel, que devolvo, os vencimen- 1
tos relativos ao mez de novembro ullimo, dos
officiaos, cornetas, clarins e tambores emprega-
dos nos corpos da guarda nacional desle munici- j
pi, pois que, segundo consta de sua informagao }
de honlem, sob n. 1,303, nao ha inconveniente |
?esse pagamento.
Dilo ao mesmo.De conformidide com o dis-!
posto no aviso expedido pelo ministerio da justi-'
ga em 30 de novembro ultimo, mando V. S. pa- I
gar, por cotila do augmento da consignago mar- i
cada para os raisleres da verbahispo e parochos i
no exercicio de 18591860, o que se esliver a
deverde sua congrua ao padre Antonio Freir dc
Carvalho, vigario da fregnezia de Caruar.
Dilo ao mesmo.Declaro a V. S. para seu co-
nhecimento, e afim de que o faga constar a quem
competir, qne o Exm. Sr. ministro da fazenda
previnio-me em aviso de 5 do correnle, de que
as dcmissOes dos guardas das alfandegas podera
ser concedidas pelos respeclivos inspectores com
approvaco das presidencias, na forma do rec-
lmenlo de 19 de selembro do corrente anno, nao
havcr.do potlanto inconveniente algnm em que
seja concedida a que pedio Antonio Jos Ban-
deira de Mello no requerimento que se refere
a informagao de V. S. de 23 tfa novembro ultimo regulamento que baixou como
DESPACHOS DO DIA 14 DE DEZEMBRO DE 1860.
equerimentos.
3323. Antonio Ferreira da Costa Braga.
Informe o Sr. inspector da Ihesouraria de fa-
zenda.
2324. Francisca Maria da Conceicao. Es-
tao expedidas as providencias possivis sobre o
pedido da supplicante.
3325. Jos Januario Alves Ferreira. In-
forme o Sr. inspector da Ihesouraria de fazenda.
3326. Minoel Francisco de Houra. In-
forme o Sr. inspector da Ihesouraria de fazenda.
3327. Vicente Ferreira Lima. Informe o
Sr. Dr. chefe de polica.
3328. Jos Pacheco I.eile. Informe o Sr.
director do arsenal do guerra, declarando a ra-
zio por que j nao o lem feito.
inauditas enormidades. A noticia do glorioso
feito dVmas de 26 e de hontem as margeos da
Garegliano, e as embocaduras de Cascano sa-
ber seguramente recompensar o \osso valor e
a vossa constancia, e ver como no meio das
difficuldades crescentes se conserva no exercilo '
napolitano, tanlo nos chefes como nos subordi-
nados, o mesmo espirito de honra militar 30
de outubro.
O director de guerra
Antonio Ulloa.
No dia 9 deste mez leve lugar a aborturn do
Parlamenta Mxanto, profennao-so n'esse seto o
discurso do estylo. Sua Magostada annuncia o
desojo de completar a organisaoaa railitir do seu
paiz. Eis-o.
Discurso.
Senhores : Quandovos reuni pela ltima vez1
em presenga de urna guerra inminente uo estran-
geiro, foi para vos podir o vosso apoio que me
haveis concedido com desinlercsse patritico. O
aspecto pacifico que as cousas tem lomado, do '
um modo to inesperado, tornaran) superfluo o '
emprego dos poderes linanceiros que rae con-!
cedeste, e collocou-me em posi;ao de poder
este anno alliviar o paiz das co^tribuigoes direc-
tas extraordinarias que volaste.
Experimento particular salisfaco em poder di-
zer-vos que a siluagio favorave da nossa fazen-
da me d a (pssibilidade do propor-vos. sera os
crditos quo o presente estado dos negocios an-
da exige para completar a nossa organisagao mi-
litar, sem por isso carecer de renunciar a outras
despesas uleis para a prosperidado do paiz.
A perlubagao produzidas pelas complicacoes
polticas assira no commercio como na industrie,'
deram lugar, desde o reslabelecimento da paz,
a um novo impulso no commercio c na indus-
tna, o gragasa Deus, nao soffreu n'estes ltimos !
lempos nenhuma calamidade.
Um aconteclmento feliz era minha casa o as-
cimento de urna neta, proporcionava no meu co-
rago paternal urna alegra que tem augmentado
pela parte quo n'elle tomou o povo Que sej a
para mim e para o paiz o cumprimealo das nos-
sas maiores esperangas 1
Cora menos satisfago se voltam as nossas vis-
tas para e eslrangeiro. Se al aqu as relacOes
pacificas da nossa patria se nao tem alterado, e
se os movimentos que agitam urna parte da Eu- i
ropa estao longe de nos nonhum observador na- j
parcial poder ver, comtudo, sem inquietaco''
os successos que ameacara quebrar os principios '
do direito das gentes.
A queslo do direito n'esl3s circumstancias
a maior garanta do futuro, e assim como esta
tendencia formou serapre o objeclo principal da
minha proprta poltica, encontr a raosma voca-
gao nos corages dos meus confederados alle-
mes.
No futuro seguirei esta mesla vereda, favore-
cendo, segundo as minhas forcas, o desenvol- I
viraenlo dos negocios allemaes no sentido fede-
rativo.
Proleja Dos os nossos trabalhos. Aproveite-
BtOS o lempo da paz para augmentar o verdadei-
ro bem dos povos, por meio de Dm progresso re-
flexivo mas constante, e para nos encontrarmos
face a face contra as tempestades do futuro, de
que Deus nos livre.
I\'ofa do roveraarlor Francisco II.
Gaeta, 5 de novembro.
O abaixo a3signado tem a honra de levar ao
conheciraenio de V. Exc. alguns fados que se
Sem esperar os soccorros, que tinham de ser man-
dados de dentro do porto, o capilao Carvalho lez
embarcar seu immediato em urna chalupa com
um certo numero de marinheiros, e ordenou-lhes
leem seguido entrada do exercilo piemontez no 1ue fossem bordo do navio em perigo. Ossoc-
reino, e que bastara para determinar o carcter corros mui hbilmente dirigidos conseguirn) por
dessa injusta invaso. Depois do primeiro en-1 f,Jr.a do perigo a equipagem hespanhola, eo pro-
contro com as tropas reaes, tendo o general Cial- Pf'o navio fot preservado de perder-se.
riini f. 11 .k nrioimiA... -- B...S 1____ l',i I An :A.n... -J.. V____Mi.
dini feito prisioneiro o general Scoli. julgou-se
aulorisado para mandar ao juiz de Vcoafro que
epvt.i4*e ao '"nente-geral Ritucci urna commu-
nicagao declarando que se se tocasse em um s
cabello dos pnsioueiroo 0"h.ildinos, se usaria
Oe represalias com o general Scolti, ecom os Ot
mais prisioneros feitos ao exercilo real.
Sena fallar do carcter injurioso desta commu-
Todos os jornaes do Marseille foram unnimes
em render homenagem ao procedimento havido
nesta circumsiam.in polo pUid r.rvalhr., por
seu immediato e por seus marinheiros.
Assira, a populago de Marseille acolhiacom
' mais cordial ftitijjia os jovens aspirantes, que se
achavam embarcados na cuneta om numero de
8; o uniforme brasileiro provocava as mais vi-
nicago da parto dc um general que commanda va* synpathias ; e quando chegou a hor em que
sob n. 1,226.
C0HMAXD0 DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
em eernambuco, na cidade do
Becife, 15 de dezembro de 18CO.
ORDEM DO DIA N. 56.
O coronel commandante das 3rmas, usando da
altribuico que lhe confere o 8. do art. 53 do
decreto n. 2677
de 27 de oulubro deste anno, manda executar
Dito ao mesmo. rara satisfago do quo foi- provisoriamente a decisao do conselho d'averi-
requisitado polo Exm. conselheiro, presiden-' gnago feito ao soldado voluntario Joaquim Ma-
laquias de Souza Cousseiro addido ao 9. bala-
Iho de infantera, permitlindo que o mesmo vo-
luntario possa usar do distinclivo de segundo ca-
dete.
Assignado Jos Antonio da Fonceca GalvSo.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo,
alferes ajudanle de ordens interino do com-
EXTERIOR.
me
te do si'premo tribunal de jnsliga, em officio de
Io (to cori-snte, sirva-se V S. de instruir-me
<\jm a possivel brevidade se existen) nesta pro-
vincia juizes de direito avulsos, empregados ou
nao em commissoes fura da magistratura, o
quaes sao ellos.
Dilo ao mesmo. Em aviso de 29 de novem-
bro-ultimo, declara-rae o Exm. Sr ministro do
imperio haver n'aquella poca sollicitado do da man
fazenda a expedico da conveniente ordem para SSS
que pelo thesouro nacional se eff>'ctuc o paga-
mento da gratincacao mensal de 200J000 que I
por falta de crdito nao Ora paga nesta provin- j __^_
cia desde o Io de julho at 3 do coi rente ao en- ~~"~~^
genheiro enesrregado da medigSo das Ierras dos ; Ordem do dia do ministro da guer-
indios, Hcnrique Jos da Silva Quintanilha. ra de Francisco II.
Dito ao inspector da thesouraria provincial. j Soldados : Sem tfrvio aviso, sem franca e
Tendo em considerarlo o que allega na inclusa ; leal declarago de guerra, invadi o exercilo
petico o Io escriturario dessa repartigao Fran- I sardo o reino. Foi por isso que nos combates
cisco Antonio Cavalcante Cousseiro ; e atienden-; de Isernia, e de Renafro, achasies em frente do
do a que nao licito essa ihesouraria deixar vos, nao o exercilo revolucionario,mas outro ex-
ercilo numeroso, disciplinado, aguerrido o
exercilo de um governo que conservava todas as
apparenciasde amisade para com o dosso augus-
to rei Francisco II.
A 8ituaco mudou, pois, mas muilo mais
honrosa para nos, o a resistencia ser mais glo-
riosa.
O general em chefe foi convidado ant'honlem
a uma entrevista insidiosa e prfida, o o ge-
neral piemontez disse lhe : a O exercito napo-
litano, apertado j em ura palmo de terreno,
pode entregar as armas, e j nao est na situa-
gao de corabater, achando-se o rei Vctor Em-
manuel em Benafro O lenle general Sal-
zano respondeu como verdadeiro militar : O
palmo de terreno ser deffendido s pollegadas,
e nos nao reconhecemos seno o augusto rei
acha entre Sessa e a feria-
do acceUar, para todos os effeitos legaes, atles-
tados de molestia, com o que exhibe o supli-
cante, passado por pessa competente, sem em-
bargo da razo que fundamenlu o despacho de
V. S. de 4 deste mez exarado no requerimento
junio, inslruindo a refer la peligo ; porque, co-
rno com razao expe o supplicante, o emprego
de escrivo da santa casa de misericordia, alera
de oceupar apenas um s dia na semana, pode
ser exereido mais commodamente, e nao exige o
trabalho assiduo e diario da ihesouraria.
Altcndendo finalmente que a asseveracao de
um medico em allestado de molestia deve me-
recer a qualquer repartigao publica inteira f, pa-
ra quo procoda de conformidado cora elle, con-
siderando o empregido em favor de quem con-
cedido, impossibilitado de cumprir os deveres do
seu emprego, por ser csso o meto legal de prova Francisco II, que se
em laes casos, e para faltas dessa nalureza, nao leza Gaeta .
podendo recusar-se o teslemunho do medico sem Esla resposla ha de guiar a nossa conducta a
a grave injuria do tfi-lo como falso, determino a Europa civilisads do seculo XIX nao pode per-
V. S. que por laes fundamentos mande pagar ao .manecer espectadora inactiva de taas e to
Das volumosas mfnrmacoes dadas pelos offi-
ctaes mglezf s a respeito do aconieciuieutoo de !
laKou ctrohimos o seguinle :
O coronel Sir George r-oley, cummUtarln Ho '
S. M. junto do exercito francez na China.
Quartel-general francoz.
Sing-Ko, rio de Pei-ho. 25 de agoslo.
Os chinas foram os primeiros a romper o fo-'
go. O tiro da nossa arlilharia e da artilharia
franceza era excellenle, e bem depressa produzio
grandes effeitos no forte, em que foi destruido um
armazn de plvora. Os sitiados oppozeram te- !
naz resistencia,, e s depois de duas horas de
bombardeamentoincessante que a infantaria re-
cebeu ordem para aangar. Os sitiados comba-
teram como desesperados langaram toda a qua- !
lidade de projeclis. Afinal, depois de uma pro-
longada resistencia, os inglezes c os francezes I
conseguirn) por p em differentes pontos dofor-
te quasi ao mesmo lempo, o as bandeiras alliadas
foram cravadas no alto do forle. |
O commandante em chefe chinea, prente de
Sang-Ko-Sin-Sin, morreu no forte, que encon-
tramos juncado de morios e de moribundos. A
perda dos francezes neste alaque foi de 130 ho-
raens feridos ou morios. Os inglezes perderam
uns 200 homens.
Durante este ataque as canhoneiras fizeram
fogo a grande distancia do forte do norte, junto
da embocadura do rio, afim de fazer uma diver-
sao. Tambem conseguiram fazer saltar um paiol
de plvora naquelle forte.
Considero-me feliz de poder informar a V. S.
que, em todas as relagoes entre oscommandantes
e officiaes alliadns rcinou a maior cordealidado,
o quo contribuio muito para o resultado feliz quo
tenho a honra de annunciar a V. S. Mais de 500
pegas de artilharia foram tomadas nos fortes,
mais de 100 sao de bronze e 50 deltas de grosso
calibre.
Assignado
Sir George Toley.
O tenenle-general commandante em chefe das
forcas de S. M. na China, ao secretario de estado,
ministro da guerra.
Quartel-general de Sing-Ko, 24 de agosto.
Os chinas rompern) o fogo no dia 20 ; as
pegas Armstrong do capilao Milward responde-
ram-lhe a 2,000 jardas de distancia, produzindo
bom effeito, e o fogo do inimlgo cessou gradual-
mente.
J nao exislam vestigios de iniraigos junto
de nos ; todos os fortes e os campos entrinchei-
rados esto em nosso poder. Encontrmcs all
400 pegas, muias das quaes sao de grosso ca-
libre.
E' difficil imaginar qual foi a confuso e a
incerteza donimigo quando suecumbio o primei-
ro forte. O general em chefe ficou morlo ; o se-
gundo commandante tambem morreu ou fugio.
Desde enlao, os sitiados esto incapazes de poder
resistir.
Descjo igualmente informar o governo de
S. M. da sincerid3de e da cordialidade com que
os francezes, nossos alliados, cooperaran) com-
nosco ; a sua conducta no campo da balalha ex-
cilou muito a minha admirago.
O commandante em chefe das torgas marti-
mas ha de sem duvida fallar-vos dos servigos que
nos prestaran) as canhoneiras. Desojo tambem
dizer-vos que encontrei no almirante Hope um
collega ulil e dedicado ; contribuio muito para o
xito das nossos operagoes.
Assignado
Hope Grant.
Quartel-general da 1." divislo, no campo
prximo de Sing -Ko, 2i de agosto.
A artilhetia Armstrong, a uma distancia de
2:000 a 2:500 jarda3, produzio muito effeito entre
os fugitivos.
Sendo este cmbete um combate exclusiva-
mente de artilharia, s livemos um ferdo.
O major-general comraaudante dal." di
visan
/. Michel,
um corpo de tropas regulares, dirigida a outro
general que se enconlra em outra posigo anlo-
ga sua, evidente que semelhantes ameacas
nao ostavam de modo algum justificadas pelos
fados precedentes, por i?so que todo o mundo
sabe com quanta humanidade e mesmo genero-
sidade sao tratados por ordem de cl-rei os pri-
sioneiros iniraigos.
Os proprios fondos o prisioneiros garibaldinos,
que, segundo as leis militares reconhecidas c
pralicadas at agora por todas as potencias civi-
lizadas, teriam merecido a pena que se impe or-
dinariamente aos piratas, foram tratados com to-
das as attenges possivis ; todava estao melhor
alimentados, vestidos e alojados do que os solda-
dos liis do rei. e elles raesmos podera ser disso
teslemunho. Entretanto os prisioneiros realis-
tas, feitos por Garibaldi no dia 1 de oulubro, e
conduzidos a aples, erara obrigados a marchar
para o Piemonte, onde se fariam alistar as tro-
pas da Sardenha.
Outra circuiustancia sobre que o abaixo assig-
nado tem a honra de chamar a attengo de V. Exc.
como absolutamente contraria s priraeiras no-
yes do direito da guerra, aos hbitos e honra
militar, a conducta observada pelo general
Cialdini na entrevista que o mesmo solicitou do
general Salzano, general cm chefe interino do
exercito.
O general d'el-rei dirigio-se ao ponto designa-
do para a entrevista, prximo de
acompanhado de ura pelolo de cav
suaoscolta, o qual deixou atraz, era
assislir s a entrevista, segundo os desejos mani-
festados polo general Cialdini. Tendo o general
Salzano encontrado em Teano um destacamento
de tropas garibldinas, advertio o comman Jan-
te das mesmas de que o pelolo de cavallaria que
formava a sua escolla, tinha Picado em Teano,'
com ordem de o esperar, oque conlinuava o seu
caminho para conferenciar sem testeraunhas
cora o general Cialdini, segundo se tinha conven-
cionado.
E' intil Tepelir as palavras do general Cial-
dini, que nao lluhara oulro fim mais do que pro-
var a inutilidade de combater, fundando-sena
exlensao que tinha tomado a usurpagao do Pie-
monle, e nos estreitos limites dentro dos quaes
se exerce a auloridade legitima de S. M. Sici-
liana. O general Salzano respondeu a essas pro-
postas com os sentimentos de fidelidade e dc
honra que lhe sao proprios. c declarou q.ieo seu
legitimo re reinava om aet, e que eslava dis-
posto a defender a auloridade, e os oslados do
rei cmquanio livesso vida e um solpado o acom-
panhaise.
Mas o general Cialdini nao se conlentou em
tentar abalara cwwirtwwala as liupasijuc itnWi
permanecido liois ao re, Joa seos valenles
chefes com artificios familiares aos lenles de
Vctor Emmanuel; o general Cialdini permittio
tambem que se commetesse um crime som exera-
plo na civilisacao moderna, e que ha de provo-
car a indignaran de quantos sabem apreciar a
honra militar."
Quando o general Salzano se preparava para
regressar a Santa gueda de Ses3a, depois de ter
terminado uma intervisla que nao poda produ-
zir resultado algum, nao encontrou a sua escolla
ao entrar em Teano.
Esla tinha sido feita prisioneira pelo comman-
dante do destacamento garibaldino, o qual foi
visto ir conferenciar com os postos avangados do
exercito piemontez durante a intervista do gene-
ral Salzano, cora o general Cialdini.
| O ullimo facto que deve submetter-se, assim
como os precedentes, ao juizo de Europa civili-
sada, a proclamago recenlemente publicada
i pelo general Cialdini, annunciando que todos os
1 paizanos que tomaren) armas em defeza de seu
soberano legitimo, sero fusilados sera pie-
' dado.
Basla-confessar a existencia desses partidos de
| voluntarios reaes que j leem tomado certa im-
i porlancia, para reconhecer a pouca sinceridade
da pretendida unanimidade de volagao popular a
favor de uma mudanga de governo; mas deve
observar-se tambem que o Piemonte pretende,
(por um novo direito do guerra, resorvar-se o
privilegio exclusivo de empregar o novo elemco-
ntamente foi obrigado a fazer internar nrs Esta-
dos do Papa ura corpo de 16 mil homens.
Ha um singular incidente desta guerra, estra-
nha por tanlos lados. Esle corpo dn exercito
passou a fronteira, mandando pedir ao governo
pontificio a permisso de ficar no territorio do
papa.
Como lhe Faltaran) viveros, o primeiro dever
de humanidade era nao deixar morrer .1 fame
esse pobres soldados: o Papa supprio suas ne-
ccisModeo. a n exercito Irancez -dicazmente
ajudou-o dividindo cora os nopolitauos suas
racoes.
Mas que havia a fazer desses dezesseis mil
homens? Os piemontezes ostavam seu enral
go. e pediam que essas tropas lho fossem
entregues como os prisineiros feitos em Ca-
piia. Telas hiara enviado para as provincias du
norte para reorganisal-as em exercito italiano.
Se os francezes nao estivo-sera ahi, provavel
Ainda nao seVabTpor que fatalidade o capilao ^/meio^T.1!0253 ni l.VT^m eraPrg-,', la-
rvalho. cuja illustraco e experiencia lodos re- m-nT'' 'e"am Pne" no territorio ro-
mano para executar esse plano por meio da
torga. Mas o piemonte quer a todo o transe
i cuneta devia apparelhar, essa parliift excitou
unnimes saudades. Ah I essas saudades iam
lornar-se muito mais amargas ainda, e Irocar-se
na mais profuud i dr I
-..periencia lodos re
conhecem, deu era um doscachopos, que errigarn
a sahida do cstreito de Gibraltar, e quebrou seu
navio sobre a costa de Marrocos, perto do cabo
Spartol.
De 226 homens, que compunham
gem, morreram 123
se o capilao, 9
11 aspirantes. E i
co. e todos aquellos, que amara o Brasil. I as- ^SS^SZ^Sl^J'SSS^
evitar ura conflicto com a Franga, e limitou-se
a negociar.
O negocio para ahi: pouco pouco os napol
^SSIMSS^ fK- t* Pe'-^cezes, co
em
e
com
No mesmo da em que partia minha ultima car-
ta, o rei Vctor Lmmanuel tazia sua entrada em
aples ; mas o co nao lho era favorave,
trancezes.oaquollesameagaran apoderar-sedelle;
mas loso o general de G'oyon enviou para esla
' urna pequea gnarnico. e o almirante
que cahio todo o dia urna chava copiosissiraa, que guerra'
poz em ura estado lamentavel os arcos de Irium- hMi, ",
fiur. ir- r ---- o-'""^vl *. v niuitiiiiitc
aun e F,nan f" 8uardar o mar por uma corveta de
Estas manifestaces b.istaram para
pho inacabados. O general Garibali eslava no H.^^u0^!3"0 "3 pPmnnle.ze^
unjo a vonlade muilo t venguada do governo
francez deixar
carro do rei, e os applausos dos lazzaroni foram
divididos entre os dous triumpliadores.
Entretanto o general Garibaldi eslava cuidad
ao rei de aples a sabida livre.
quer por mar, quer por torra quando elle quizer
0_ deixar Gaeta. E' por isso que elle fez oceupar
---------------------- _^ ^-........ w .-i.i..i-. UIIV tbOUOU- .. ~ 1------ Qww .^w., .
ra pessoalinenleo cordo da ordem da Annuncia- WaUMW nessa guerra italiana, livesse ainda a
da e o poslo de general do exercito ; mas quera so"rer ura ataque mais cruel; e permiitido
que fossem reconhecidos os postos, que confer- ^r ra seus officiaes, o que trazia uma grande difll- doJuven ni contribuio a tornar ma'is sympathi-
culdado, porque o exercito piemontez vera cora co?. alllJa. a Slla Ppssoa aquelles proprios, cuja
repugnancia estes aventureiros sollados diminuir Polll,ca mpellio-o queda, e que quereui ao
suas possibilidades de accesso. menos poupar-llie um ultrage derradeiro.
Teutou-so sahir do embaraco instituindo uma '^a" smente pelas armas que Francisco II
commissao encarroada de examinar os ttulos se ae'endc: caba fado considcravel, que assig-
desses offiewes. e do deliberar que corpos de-
viam ser addidos.
Ainda que tres generaes de Garibaldi devessem
fazer pirte desta commissao, a medida nao satis-
fazla, nem Garibaldi, quera se agravava pas-
sando em revista suas decisoes, nem aos garibal-
dinos, os quaes entendan) dever conservar t-
tulos, que julgavam ter ganho precodeseu
sangue.
Eslas desharmonias se prolongaran) bastante,
para que rompessem as leiras garibldinas gra-
vissimos db.aconlentamentos, fomentados pelos
amigos de Uazzini : deram-se em aples algu-
inas desordena; houveram gritos de : bnixo
Vctor Kmmanuel. viva Garibaldi.
ludo isto nao era grave ; mas pensou-se onc
na evenlualidade de uma gueira com a Austria
na primavera, convinha satisrazer o exercito ga-
r.bal lino ; e annuncia-se que acaba do ser deci-
dido que este exercilo seria conservado com ade-
nominagaode exercito da Italia meridional, e que
os lucaos conservaram seus postos.
Uma outra causa do mo humor de Garibaldi
a noracagao de Farini para o cargo de tenente
general do rei em aples. Farini segundo
Mr. de Cavour, o homem quo Garibaldi mais de-
testa. Entre outros aggravos, elle lhe censura o
ter, como ministro do interior, posto obstculo s
primeiras emprezas dos voluntarios contra os es-
tados romanos, no momento era que o Piemonte
pareca inquieta-lo ainda um pouco com o direi-
to das gentes, e com a opinio da Europa. Elle
por tanto est muito irritado por ver sua conquis-
ta entregue s mos de um tal hornera.
As ultimas horas que o dictador passeu em a-
ples tornaram-se muito sombras por essos en-
fados, que lhe perturbavam a alma e faziam-o
al injusto para com os seus araigos.
Assim, houve uma scena violenta enlre elle e
seu pro-dictador Pallavictno, porque este aceit-
na-ia esta guerra, os jornaes publicara" um pro-
testo novo, ridigido com uma exlrema habilidade
por seu ministro dos negocios eslrangeiros,Mr.
Ca3ellas, e quo produz na Europa uma certa
sonsacao.
A causa est perlida, reconhego, entre nos
ntroduzio-se um direito novo ; mas veremos se
esse direito so defender com to boas razoes
como o antigo, e se dar ao principio monarchi-
co, to necessario orJera social, garantas 13o
solidas.
O rei Vctor Emraanuel est serapre em ap-
les, onde lera muito a fizer, elle e seu lente
general Farini, no meio das testas que se reno-
vara e dos gritos alordoadores dos qae pedem
Gm|iri>ji04.
O estado das provincias napolitanas nao de
modo algum satisfatorio, segundo cn,,r,. correspondencias mesmo piemontezes. Era mul-
los pontos teem apparecido insurreiges aos gri-
tos do Viva Francisco II. Essas Ogitaces aca-
bara, mas renovara-se de um modo desagrndavel,
o parece que no seio do povo mais poderoso o
sen'imento da autonoma napolitana do que o da
unio italiana.
Estes desagradaveis contratempos teem de-
morado era pales o rei muilo mais lempo do
que elle pensava, e s amanha, 20, quo ella
deve passar Sicilia para receber ahi o processo
verbal dos votos, que pedora a annexago. Tai-
vez que novos pezares do mesmo genero o aguar-
den) nesta ilha.
Como quer que seja, apprcslam-se era Turini
ludas as cousas para por cm caminho essa Italia
Hia e indivisivel, criada to laboriosamente
pela (orco das armas. Prepara-se a salla onda
se reuniram os deputados da Italia, qual deve
ser concluida 15 de Janeiro, e onde espera-se
ver sentar-so o parlamento italiano 15 de fe-
vereiro.
Occupam-so activamente da forraaco das lis-
ra o cordao da Annunc.ada. e Garibaldi achava ias dc eleiloros para a nomearao dos'deputados,
mu. o ridiculo que Pallav.c.no consenl.sse era e bem qe sejara grandes as difficuldades pari
enfeilar-se com essa tete.a que elle Garibaldi dis- amoldar uma lei pieomonteza aos costuraos e
lo o forga militar deque elle primeiro fez uso,
isto das milicias voluntarias.
Nao ser intil pecrescentar que era quanto
S. M. Siciliana faz graga de vidas nao s aos es-
lrangeiros quo leem sido feitos prisioneiros em
uma guerra do bandidos, mas tambem aos seus
proprios subditos, paizanos engaados ou estra-
viados que teem cahido em poder das tropas
realistas, os quaes serviarr. na fileiras garibl-
dinas, os lenentes do rei da Sardenha, alribu-
om-se o direilo do ameagar com a morte os
subditos liis de um soberano ligilirao, que to-
mara as armas animados de um justo e santo
ardor em deffender o seu rei o a sua patria,
coutra a mais inlqua das agresses inimigas.
O abaixo assignado abstora-so dc qualquer
outra considerago sobre os tactos expostos. S
elles bastam para classificar a guerra injusta feita
pelo Piemonte a S. M. o rei das Duas Siciliis, e
essa guerra, sempre fiel idea revolucionaria
que os inspirou, viola toda a f, calca aos ps os
mais sagrados direitos, o at posterga as leis
militares que ennobrecem a vida e a profisso do
soldado.
Casella.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
Paris
24 de novembro de 1860.
De lodosos pontos da Europa recebereis a ter-
rivol nolicia, e vossos correspondentes do Lon-
dres e de Lisboa esto mais apios para dar-vos
os lamentaveis detalhes respeito do quo eu ;
mas entretanto nao posso deixar de dizer algumas
! palavras sobre a catastrophe, que privn o Brasil
de sua linda crvela vapor D. Isabel, e de mais
da metade de sua valentc equipagem.
Pelo meiado do mez passado, tinha tu visto no
porto dc Marseille, onde tinha ido passar uma
semana,a crvela quefazia tremularcoquelemen-
te as cores brasileiras, e quo nesse momelo era
0 objeclo da curiosa e benvola attengo desla
grande o populosa cidade.
Estas sympathias erara provocadas por um des-
ses actos, que honrara carreira dos martimos.
e que teslemunham ao mesmo tempo a humani-
dade e habilidade do capito, e a coragem da
equipagem.
Um navio hespanhol fura langado costa, na
entrada d% porto, por um desses ps do vento do
1 noroeste, que sio to terrireis no Mediterrneo,
preza como republicano, (porque proposito de
ludo elle, se diz republicano,) mas elle sentia
principalmente que Pallavicino a houvesse acei-
tado quando a mesma distinego nao tinha sido
dada ao pro-diclador da Sicilia, Mordini.
Esla dispula em ultimo resultado nao teve con-
sequencias ; caribaldr" antes de partir reconci-
liou-se com Pallavicino.
i
Esla partida leve lugar 9 de selembro : Gari-
baldi embarcou-se cora uma comitiva mui pouco
numerosa para a ilha de Caprea, onde possue
uma fizendinha de cabras, Levava to smenle
comsigo 1,500 francos.
Ninguera de corto acensar o dictador de ser
vido de dinheiro. Elle abalou profundamente a
Europa para dar Italia uma independencia e
uma liberdade, da qual ella ainda nao parece
muito capaz de servir-se; mas como elle nao lera '
necessidades maleriaes, pode mostrar-so pessoal-
raenlc muito desinteressado.
Mas relirando-se para sua lenda, como Achules,'
renunciou elle a idea de tomar parte na luta : e
deixa Viclor Emmanuel o cuidado de acabara '
obra da emancipagao italiana? Nada disso. Em '
ra
pieomonteza aos cosiumes e
hbitos da Italia meridional, espera-se entretan-
to chegar ao fim.
Menciono sraente aqni a publicago do rola-
torio dc Lamoriciere sobre a campanha d'Anco-
na, o qual sua immensa exlensao nao me per-
miti reproducir, mas quo acharis em todos os
nossos jornaes.
O ilustre general est de volla a Paris: elle
recusou o titulo de principe romano.
A respeito do Papa nada ha de novo : espa-
lhou-se o boato dc que S. Santidade tratava
directamente com o rei do Piemonte, e que es-
tava ponto do chegar ufe accordo. Duvido
muito disso.
As consequencias dos negocios da Italia fa-
zem-se sentir em Franga do uma mancira ainda
pouco sensivel, mas que nao menos real
Nossos jornaes catholicos e legilimislas, aos
qnaes deixa-se uma cert3 libordade, teera-se
abalado muito com a dupla invaso des e>tados
do Papa e do reino de aple*, e desde esta
momento suaopposigo tomou um carcter mais
pronunciado.
Como os poderes do governo em materia de
imprensa sao immensos, chamou-se razao scu
mo humor, fulminando com suppresso e sus-
suas despedidas ao exercito, no discurso que fez
antes de parlir legio hngara, entregando-lhe ,
suas bandeiras, elle foimalraenle annunciou que : >easno dous lestes jornaes. toram duas to-
a luta seria continuada no fim de fevereiro on no l,as de provincia, e peusou-so que o exeraplo
principio de margo. Elle pede Italia um mi- ; batia"t ?*[* os' Jorna.es e_3fi
lliao de soldados [nada mais] como no anno pas-
sado pedia para ella um milhao da espingardas.
Emquanto Roma e Veneza nao houverem entra-
do na uniJade italiana, nao haver paz nem tre-
gua ; e como elle i em adquirido na Italia uma
popularidade inmensa, como nenhum norae tem
o prestigio do seu, podis ter por certo que elle
ser um adversario terrivel para o governo pie-
montez, se este nao quizer executar seu*pro-
gramma.
Entretanto as cousas nao vo assim no reino de
aples.
Capua foi lomada, como j vos disse, e a guar-
nigo de 10,000 homens, que ella conlinha, de-
puzeram as armas. Mas Gaeta defende-se com
uma tenacidade incrivel, e os despachos telegra-
plucos cessara de annunciar-nos a prxima entre-
ga da praca.
Orti francisco II, que manifesta um pouco
tardo um carcter enrgico, quo ninguem lho
suspoilava, est decidido a resistir at a ultima
exlremidade. Elle tera muniges em abundancia
e viyeres para de?, mezes. Mandou para Roma
a rainha viuva, xa jovens principos e as jovens
princezas, e flo'u em Gaeta cora seu'irraos que
tomam parle nos trabalhos quotidtaoos. Solda-
dos nao, lh<-j fallara. ; anles pelo contrario tem-os
Mas havia uma outra opposigo muito mais
difficil a domar, era a dos rapos, que em pasto-
raes ospalhadas em grande numero de exompla-
rest advogavam com uma vivacidade cxlfema a
causa do poder temporal do Papa, tulromeltea-
do-se no dominio da poltica.
O governo- tomou uma medida muito atrevida
para por tetrao esta propaganda; que foi:
submelter ao sello do timbre aquellas pastoracs
quo se oceupassem de polilio.
A medida excitou murmurios e reciaraaroe-s,
mas o geverno de Napoleo III enrgico. "
Um outro incidente, de que o povo se lera
muito oceupado, liga-se na opinio de muitos
poltica franceza na quaeslo romana; a via-
gem sbita da imperairiz, que 14 deste mez
parti para aEseossia com a duqueza dc Ha-
mil ton.
Esta viagem feita debaixo do incgnito : a
iraperalriz tomou o titulo de condessa de Pier-
refonds.
E' muita verdade quo a espoza do imperador,
como catholica, est um pouco ncoramodada
com o que se passa nos estados romanos ; po-
i'm as pessoas mais bem informadas attribuem
a viagem principalmente ao estado de sua saude.
a qual muito abalada ficou com a dor profunda
muito kbJs do q,ue a praja pode conter, e ulti- sequa pela morte de ua umaa a duqueza do
MUTILADO


(t)
DIARIO DE PERSaMBUCO. TERCA FE1RA 1
DE 1860.
Alba : i esta dor parece ter-se juntado urna viva 1 Eram muitos os barcosespalhados no rio. To-
irriac.o contra o ministro de estado Mr. Fould, [ dos os^nsyios eslavem empavesados. Desde a
o qual na ausencia da impera! riz fez asfuirera-
lhaa da duqueza con ubi ceremonial que foi
echado' rauito mesquinhn.
o tal com effeilo o pozar da rmperatric, ella
obleve una prompla satisfago, porque o Monitor
o hnje annunua que foi acceita a decuisso do
Mr. Fould, minislro da estado, sendo substituido
pelo conde \\*ale*ki.
A imperaiiiz que ncste momento acha-se em
Edimbourg acolhida *hi cvm muia sympa-
tbia. Ella se dirige Ha milln Pula-ce.
Vossos correspondentes de Londres participa-
ran! o banquete do lord .naire e os discursos de
lord Palmers ton e lord Joim Ruascll, os quacs
aqui causaran) ba impresso.
Bolsa S/0 70 f 1541/29630consolidados
inglezes Q'S 2/3.
Porto SC de aaovembro.
6 adiamento das cmaras legislativas contina
alada a ser o alvo das mullas o variadas con-
jecluras dos homens politicos e mesmo dos que,
nao setenrto romo laes, procuran) atinar con) as
causas que motivaran! semelhante resolucao do
governo. A' torga de querer acertar, lem-se for-
mado urna Babel do oninics, com a rnaior parte
das quacs o bom senso se ha dei\adu levar pelos
irais disparatados devnelos das conveniencias
ponte [do lado do noite) at ao cimo da ra de
S. Joao formava alas a tropa da guarnido.
Quando Unham passado foram os augustos via-
jantes cumpriroenlados pelos administradores dos
bairros.
Desde a JUbeira at a Lapa, e d'alli ao palacio
dos Carrancas, onde osreacs hospedes foram alo-
jarse, todas as ras eslavam embanderadas.
Urna salva de 21 tiros, que deu a batera postada
as FouUinhas annunciou a entrada de Sua Ma-
gestade e Altezas na cidade.
O esleirar dos fugeles que partiam de inn-
meros pontos, junto aos vivas, com que o povo
saudava o rei. poz em aguacho a multido im-
mensa, que do toda a parle corra a posUr-M no
transito do cortejo. as janellas e lodos os pon-
tos elevados apiuhava-se a gente a mais nao po-
der ser.
Junto do pavilho, que se levantara na Ribei-
rae onde os augustos visitantes eram espera-
dos pela cmara municipal, alguns pares do"rei-
ne. Ululare?, eleapearam-se Sua Mageslade e
Altezas, que a cmara recebeu debaixo do palio.
Suas Magestades e Altezas enlraram no pavi-
lho, e all o presidente da cmara municipal, na
occasiao da entrega das chives da cidade, diri-
gi a seguinte felicitago :
Senhor 1
Cabe-nos a honra de apresenlar ante V. M. a
- Sua Mageslade e Altezas procurarara infor-
mar-se sobre todos os pormenores, examinando
ludo dovidamente, merocendo-lhes particular
atlenco, entre muitos outros artigo*, as colla-
goes de raadfiras, do vinhos, de machinas e
gado vaceum, entie o qual so observavam al-
guns individuos ootaveis das ragas de Barroso e
Arouca*
El-rei dirigi aos membros da sociedade Agr-
cola e aos diversas expositores que ti*erm a
honra de Iho ser a presentado?, expressoes de
approvagio e incitamento para a conlinuago de
urna festa que lauto iutoressa principal indus-
tria do paiz.
O Sr. A. Giro, secretario da commissao di-
rectora da Exposigo, acompanhou sempre Sua
Mageslade e Altezas, responden Jo a todas as
No salSo o resto do edificio, todo o adorno
mostrara goslo aceio.
Na mes* em que se preparou o lunch, a
magnificencia compela com a elegante e vistosa
disposigo.
Para tornar a recepgao brilhanle a todos os
respeitos, convidoq a direcgo, as prmeiras au-
thoridados civis, militares e eclesisticas, judi-
ciaras, grindea do reino, deputados, Ululares,
dsse a missa instituida, para o mesmo fim, pelo
prior da dita ordem, o Sr. visconde da Trin-
dade.
A tropa fez o servigo de grande uniforme e
com as armas cm funeral.
Urna batera de artilharia, postada na alameda
da Lapa, deu salvas de 21 Uros ao romper da ai-
va, ao meo da, o ao por do sol ; a cujas horas
as torres das igrejas deram tambem o dobre dos
director da alfandega, corpo consular, coraman- uados.
danles dos corpos, intendeute da marinha, juizf Era consequencia da aulorisago concedida ao
do tribunal do commercio e seu secretario e es- governo pela carta de lei do 11 de agosto, ulti-
crivaes, e muilas oulras pessoas considoradas,' mo, foi publicado o decreto, com torga de le, de
nacionaes o estrangeiras. Achavam-se a!li lam- 3 do corrente raez, creando o consellio geral das
bem multas seuhoras da familia dos associados e : alfandegas do reino, e dissolreudo a commissao
convidados. das paulas, e a commissao rovisora da paula.
A urna hora da tarde chegaram S. M. e AA., O consolho composto do minislro da fazenda,
pergunlas que os augustos visitantes se digna- | que a direcgo toda, recebeu, quando se apeavam j que servir de presidente, de sete vogaes, um
da carruagem. e subiram ao primeiro andar da dos quaes ser o director geral das al3ndegas o
Bolsa, atravessando pelo meo de duas alas de contribuges indirectas, e do um secretario. No
seuhoras, que estanceavam em toda a extenso impedimento dos membros do consellio haver
galera daqualle edificio, e se di- | tres vogaes para preencherem as suas faltas.
A cargo do consolho ficam as attribuices que
inlii ._______..a__. __ :________?__
L;nas vetes p#lenJe-se fazer acreditar, que o hemenagem do mais profundo respeilo e acaia-
espagoque mediou entre o encerramenlo dat| euto com que o povo deslo municipio ^eauda n
cortes e a sua abertura e adiamento, nao foi suf- *- Pela sua feh* encada est,
licienle psra que o ministerio podesse organisar
os projeitos de lei sebre os variados c imporUn-
(is>iiuos assumptos que reclamam as necessida-
des do paiz ; oulras vezes, di-sc, que houvera
lempo para confeccionar esses lral>allios,mas que
as duas opposias influencias, que se guerreium
no gabinete, nao deixaram, neiu jamis dexaro, i
accordar em coitos pontos de governago publi-
ca as duas raeces polticas dos chamados his-
toi ICOS O carlistas ; aquel les representados pelo;
Sr. marque* d Loul, nreoidenle do consfll", o
ministro do reino, e estes pelo Sr. Antonio Jos
d'Arila, uiiuislro da fazenda e interinamente dos;
estrangeiras, se que ao Sr. Avila se Iho pode :
desculo ir o seu matiz poltico. Segundo uns. |
que sao os que cont?lam a existencia de des-
harmona no seio do gabinete, o adiamento leve
erigen! na presupposigo em que o governo esta-1
a do que nao tinha o apoio di cmara electiva ; I
uutios, porcm, nao concordara ueste alvitre, e j
8ustenlam quo'o ministerio pode contar com a |
maioria naquella casa do parlamento, mas que |
nao llie acontece uulro lauto na cunara heredi-
tii .i. Os primeiros, do como negocio assenta-
Jo, a dissolugo da cmara dos deputados ; e os
segundos reconheccm a necessdade de uina no-
va trnala de pares.
Deenvolta com estas apreciages, que al cer-
to ponto p jdem ser admitti las, os oovelleiros po-
lticos nao se leem descuida lo de propagar toda
do, e de era nomo d'elle lestemunhar V. M. o
maiur reconhecimenlo pela visilacom que se dig-
na honrar-uos.
Esta dislincgo, Senhor, que sabemos cora-
prehendor e avaliar, e que para sempre fie ir
gravada no corado dos porluenses como ojoiiu-
iiiento de gloria, teern alin disso a nutra signili-
cago de subido valor a esculla da poca em
rara azer-Ihe.
Sahindo do local da Exposicao enlraram Sua
Mageslade e Altezas para uma'corroigem desco-
berla na qual se dirigiram ao Museo Portuense,
em S. Lzaro, onde visitaran! a Exposigo da
academia de Bellas Artes, sendo all recebidos
e acempanhados por tres dos lentes da mesma
academia.
Dirigirara-so depois at Massarello, passando
em frente das obras da nova alfandega e reco-
llieram-se ao Pago js 3 horas e meia.
Seguio-se o jantar, para o qual lveram a
honra de ser convidados, a Sr. baroneza do Ne-
vogilde, governador civil, e os vereadores en-
carregados do arranjo dos regios aposeutos
Guilherme Augusto Machado Pereira. Alexin-
dre Soares Piulo de Andrade e Arnaldo llibeiro
de Paria.
Depois das 8 horas Sua Mageslade e Allczas
e sua comitiva sahiram para o thcalro Baquet,
onde de ilous camarotes se formou um, conve-
nientemente adornado, c com lodos os arranjos
que a capacida Jo do thealro permitlia.
Sua Mageslade e Altezas foram recebidos no
que a Sociedade Agrcola deste districto exhibe thealro por urna salva gerai de palmas, levantan-
em solemne exoosico os seus productos, assaz '
os seus
prova quantu V. M. so disveltn. oooiu iodos reco-
nliecemos. pelo progresso da agricultura, com-
mercio e industria, uuicas fonles de riqueza pu-
blica ; e V. M. para Ihe dar anda maior realce,
diguou-se vir, acompouliuiw de. seus augustos ir-
roaos, peuliores da nossa permanente ventura, e
entre elleso sereuissimo senhor infante H. Luu,
quem augusla mai de V. M. de saudosa me-
moria, como demonstragao de considerucao
por osla cidade deu o Ululo de duque du Porlo.
'i Se o rigor da estacao e a escassez do lempo
nio nos permillem que apreseutcnios V. M.
urna recepco condigna de lao augustos hospe-
des, e que raelhor salisfuesse aos nossos dnso-
jos, ccrios estamos de quo a benevolencia de V.
M. ha de dignar-se relevar qualquer falla, que
ser cornpeusada com os senlimenlos de amor,
respeilo e lealdadecm que os porluenses nin-
guem cedam.e qued'esta vez como sempre hio
de saber demonstrar.
l)igne-se V. M. acceitar a expressao Del des-
a tiiialidade de absurdo que n. sua frtil imagina- ,
cao. favorecida por osles lempos revoltosos que ?/ do 1ue somos interpretes, p as chaves da
vamos atravessanlo, se ha dignado engeudrar. ^af*mo Pul,ur ul njs?a submissao e ide-
Asslm, o boato do revolugo no Pono, que ha ,
lias correr em Lisboa, velo sorprender os liabi-
tJiites*da cidade da Virgpm quando aqui chegou I
.i noticia pelas correspondencias dos peridicos!
Os poituenses tratavam enlo nicamente da sua
vida laboriosa, uo se i lio conhecendo nenhiim
dos sy.nptonias precursores de laesacanlecimen-
los, e a tropa estaciunav nos seus alojamenlos
militares sem mostrar o incitamento, que de or-
dinario, denuncia a rcvolta nos quarleis.
Asseverou-se na capital que o duque de Sal-
danlia eslava nesta cidade lenle da imaginada
ievolugao, mas o porlo nao pudendo crer no
trans.un j da ordem publica dentro dos seus mu-!
lidade.
No pavilho receberam Sua Mageslade e Alte-
zas o cuiuprim-.uio de muilas pessoas notaves,
e depois seguio lo lo o cortejo, muilo augmenta-
do n'esta occasiao, pelas ras marcadas noilc-
ueiario. Em loJo o transito o povo rictoriava
el-rei e os infantes, e os sen horas agitavam os
lencos, e lancavam flores sobro a carruagem,
para festejar os augustos viajantes
Em frente da igreja da Lapa, onde se apearam,
foram recebidos debaixo do palio pela cmara
municipal, quo porta da egreja cntregou as
varas do mesmo ao reverendo cabido, que all se
achava
ngiram, ao gabinete particular de repouso.
Momentos depois S M. e AA. passarara sa-
la do docel, onde eslava um grande numero de
Minores. Entao o presidente da direcgo da
Associagao Coramercal feliciten el-rei em no-
mo daquella corporago, dignando-se, S. M. res-
ponder cora mosteas do oxpressiva benevolencia.
Em seguida foi apresenlado a S. M. e AA.,
um lbum que j contem as assignaturas de S.
M. a [lamba a Senhora l>. Mara II, de saudosa
memoria, e de seu Augusto esposo, e o presi-
dente da direcgo da Associagao Commercial, sol-
lictou para aquello albura a"assignatura de el-rei
e.de seus augustos irmos. S. M. e AA. assigna-
ram com urna penna de ooro, que para sso se
mandara expressamenle fazer.
epois deste acto foi el-rei consultado se do-
sejava primeiro visitar o edificio ou presidir
reunio extraordinaria da sociedade Humanitaria.
Optando S. M. por esta ceremonia, tomou
logo logar junto do tlirono, e declarou aborta a
sesso. 0 secretario da Sociedade Humanitaria,
o Sr. Eduardo Moser, leu era alia voz a acia da
""" 1,a um hora anloa livnr.i lugar, e na
qual a aor.ifidade. reconhecendo a opportunida-
de aa honrosa visita do >. ji. a cidaoo d Por
to, e querendo aprovcita-la para dar-a S. M. o
mais completo lestemunho do justo seniiineuto
de gratido de que su achava po?suida pelos va-
do-so todo o publico que lilteralmente enchia as
plateas, camarotes e galeras.
A orcliesira locou o hyniuo e terminado esle
liouve urna exploso d" !.
.\niao iic comecar o espectculo, que era dado
pe,, companliia hesp.nliola de Zurzuella, o ac-
tor da mesma coinpanhi.i, D. Jos Gse, recitou
no palco una poesa allusiva ao Sr. 1). Pedro V.
'uin dos camarotes lamben) foi recitada oulra liosos e quasi sobre humanos servicos h'umanila-' chassem ledas as fabricas du disUl
poesa pelo Sr. Evaristo Pinto. Ambas foram | "s que S. M. fez durante a calamitosa poca da achavam menos de cinco leguas da fronleira
o applaudiJas, e lveram as honras do bit. epidemia da febre amarella na capital, soccor- Acha-se nomeada pelo ministerio das obras
rendo pessoalmente os enfermos, visitando os publicas uina commissao para o esludo e confec-
hospiiaes, apresentando-so iucessantemenlo nos gao dos tragados para as estrados de Braga aGiii-
bairros aonde mais densa era a epidemia, e des- maraes e de Guimaraes a Traz-os-Montes. Logo
presando todos os conselhos e todas as precau- '
tinha a commissao das pautas ; os inqueritos,
invesiigi^oes e irabalhos preliminares para a for-
mago, reviso e publicago das pautas das alfao-
dogas, e modificar e regular, nos casos omissos,
as disposicdesdas paulas.
Veremos so o conselho remediar, era interes-
se do commercio, as demoras que se davam cojj
a commissao das paulas, na soluco dos recursos
interpostos pelos despachantes, em resultado de
contesiages com os directores das casas liscaes.
Na folha official de 21 appareccram os primeiros
trabalhosdo conselho geral das alfanJegas. Sao
seis as resoluces j publicadas, tres das quaes
pertencem a esta praga.
E cbsteme velho no paiz, c que j agora nos
parece que larde ou nunca se acabar, a inorosi-
dade no expejiente das reparliges do estado.
O Diario de Libboa dou-nos anda ha pouco
urna prova de que continua o antigo adorraeci-
riiento no servigo das secretaras. Publica urna
poriana resolvendo que as fabricas de dislillacao,
legalmeule habilitadas, que estiverem collocadas
a mais de dez kilmetros ( 2 leguas ) da raa,
possara de novo laborar. Esta portara tem 3
data do 6 de junho, e s ero 9 de novembro vio
a luz publica 1 E nao parega que e documento
de pouca importancia, pois que revoga a porta-
ra de 10 de junho de 1839, que ordenara se fe-
m
El-rei e os Srs. infantes assistiram al ao fim
Jo espectculo, rocebendo em todos os intervalos
dos actos repelidas e euthusiaslicas saudaed ^s.
Tanto entrada como sabida foram os roses
hospedes victoria tos com vivas, dados pelo po-
vo, que ae reuni para os ver, a pjrla do
thealro.
No dia 22 Sua Mageslade o Altezas, acorn)-
nhados dos ministros do reino, o obras publicas,
e do governador civil foram visitar o mus> mu-
nicipal, a bibliotheca publica, o hospital da mi-
sericordia, cojas enfermaras peiconeram, exa-
minando todo com muito interesse, c dirigiram
palavras de benevolencia e conforto a aiguns
doentcs proximando-se dosjseus leilos.
Us augustoi visitantes provaram das comidas
preparadas par os doentes, e informaram-se
sobre o estado do cofre d'esle lo til e humanita-
rio estabeleuimento, Pauaram depois a escola
medico-ciruigca, e em seguida visitaran) a aca-
demia polytechnica, a fabrica de iundicio d-^
ferro do Bulho, e terminarama digresso d'esto
dia pelo hospital do Terco e Caridade, onde el-
rei maniestou a sua benevolencia a ponto de
acariciar com a maior- alfabiliJade alguns meni-
nos e meninos das escolas all organisadas para
revestido de pontifical, e couduzio Suas os fillios dos irmos pobtes.
l..o li,...... .-i,.____ ....; c___, V,. .<;. -v o... .'_... .
ros, porque a nao via iragslornada, houve mu- JaS,'*lid-s e Altezas ate ao anteparo. Aqu Suas | No da 23, Sua MagesUdo recebeu as depula-
ti gente que se capacilou de que seria possivel( J'^oCsladesc Allozas ajoelhararu sobre tres almo- coes de 14 associages do soccorros mutuos que
achar-se o illustre mareehal Uissimulado na ci- ,fauas' beijaram o Santo Lonho que Ihes apresen- o foram visitar, dignando-so dirigir a palavra
dade. A recente resolucao do duque de e roti- lou reverendo Deao. e tevantando-se este os as- aos membros d'essas depulacoes que Ihe apro-
rar i vida privada, imprima a este boato um i,erS"\ cantando-se logo o Te-Deum. Findo o sentaram as blicitaedes. ma'niesiando todo o
ccrlo grao Je probabilidade que pouco depois se 'lu.al Saa Mageslade e Altezas descendo os de- interesse que tomiva pela prosperidade de laes
dosfez. graos do solio que oceuparara na caoclla-mr, iustiluicoes, e o desejo de que concorressem pa-
Depois, como so aindi nao fossem sulRcieutes ifurn,n 'joelhar e orar dianlo do monumento que ; ra o derramamento da iiistruccao, por meo do
coes que Ihe eram dadas ou recommendadas para
seguranca da sua vida lo preciosa para o povo
que rege, s livesse em vista animar com o seu
exemplo o povo da capital atteirado com o lla-
gello da morUfera epidemia, e prestar huma-
nidade todo o soec.orro que o corajo mais cari-
cioso o o alio exemplo do um re venerado poda
conferir Ihe.
<< A sociedade nao lendo urna dislincco espe-
cial a conferir a servigos to exlraordinarios, que
deram em resultado nao a salvacao do urna s
vita, mas a de militas vidas, que alias teiiam pe-
recido abandonados pela falla de soccorros que 0
terror pnico produziria, se este nao fosse atalha-
do pelo exemplo do monarcha -resolver solici-
ta! do S. M. permisso para conferir-lhe a sna
medalha d'ourn o maior dislinctivo que podi
conferir una sociedade que lo justa e imparcial
se na mostrado sempre na avaliago dosfeorajo-
sos feilos em prol da humanidade*.
Finda a leitura da acta, com a qual S. M. so
moslrou visivelmenle commovdo, oSr. governa-
dor civil, vice-presidente da direcgo, aproxiraou-
se a S. M. e soliclou a acceilaeao daquello les-
temunho espontaneo de considerago, que S. M.
se dignou acolher com o maior agrado.
Tomando em seguida o Sr. governador civil
que sejam concluidos e appruvados estes traba
llios, consta que o governo, usando da autorisa-
co que Ihe fra concedida pelas corles, pora em
arremalacao a toteara das referidas estradas.
Pelo mesmo ministerio mandou-se tambem
proceder aos estudos necessarios para a naveg*-
go do rio Cavado, e para o mellioramenlo do rio
Lima, especialmente desde o ponto do orrega-'
douro, na freguezia do S. Martinho da Ganara,!
do conselho de Ponte do Lima al Villa da '
Barca.
O regiment do infatuara n. 18, que ha 3 an-1
nos se achava fizenJo a guarnicao da Ilha Ter-'
ceira, regressou a esta cidade, n*o da 20 do cor-
rento, desembarcando de bordo da crvela de
guerra Estepliania. Para Braga, onde se achava
o regiment n. 8, que foi substituir aquello cor-
po, niarchou ha das o 2.u baialho do infantera
n. 6, de vendo o 1." batalho ir-se-lhe reunir
brevemente.
A produego da laranja no corrente anno, no
dislricto de Aveiro, subi a 25320 milheiros. Fo-
Tendo-se fechado a inscripgo para o con-
curso da cadeira de substtuigao vaga na facul-
dade de direilo, sao os eppositores os Srs. :
Dr. Manoel Moreira Guerra.
Dr. Joo Alfredo Correa d'Oliveira.
Dr. Francisco Pinto Pessoa.
Dr. Falippe Nery Collago.
Dr. Francisco de Paula Sales.
Domingo passado foi celebrada, na cidade
de Oliuda, a festividade religiosa de N. S. de-
Amparo, em sua igreja.
A' tarde houve procsso, sendo a Senhora
con'duzida em carro triumphanle.
Remeltem-nos as seguintes observages :
Nao s esto espirito de novidade, que era
nos so disperta com o apparecimento do que
pouco temos visto ou do que nu vemos sempre,
como alguns negocias moverara-me dar, do
passeio villa da Escada pela va-terrea um
que observei, julguei conveolenle dizer alguraa
cousa.
Sobre a conslrucgao da estrada, deixo ou-
lras pessoas. que teiiham conhecimenlo e expe-
riencia deste generu de obras, darem a sua
opiniao e fazerem a dovida apreciarlo, o quo
ento merecer do publico todo criterio o pode-
r aproveilar aos directores o empregados do
dito trabalho ; todava direi que se alguma cou-
sa merece o trabalho da primeirn secgo, o d3
segunda credor de acelhimento e at da
elogios.
Agora vou fallar das commodidades, que do
prsenle nos olfereco o transito da va-terrea,
mxime no que diz respeilo condcelo dos g-
neros alimenticios, que da villa da Escada e seus
arredores mister se transporten) para esla ca-
pital.
A villa da Escada e seus suburbios, um
dos lugares desla provincia, que maior quanlida-
de de assucar fornece ao commercio desla nraca,
e como tal mo parece que havendo esto pro tup-
io recurso da via-ferrea. destinado s remover as
dilIicolJades, que sobro o. transito nos podesso
embaragar, e quo sendo os assucares o que do
mais imporUuio devo fazer parte de sua carga,
assiin como sendo os sentir res de engenho pes-
soas, que. muito necessilim do seu auxilio, se
devia acabar com o* grandes obstculos com quo
incessanlemenle esto lutando todos aquelles se-
uliorcs de engenho que hab lam margen) es-
querda do rio Ipojuca, con?truindo-se sobre elle
nina ponte, o que com pouco trabalho fac!
conseguir. E' fcil conseguir porque o rio nao
um desles grandes rios, cuj^.s fortes enchentes
escarnecen! do pouco Irabalho, que coslumam
nelles fazer e nem tambem de grande largura.
O que me mova fazer estas consid^races,
que subraello ao conhecimenlo do Exm. Sr. 'pre-
sidente da provincia, foi Exm. senhor, o que Uve
occasiao de observar, como j liz ver, islo as
dilliculdades que encontrara, aquelles abastados
proprielarios, e o que mais, os prejuizos con-
stderave, que tem soffrido, todas as vezes que
se propem embarcar os assucares para esta-
cao, pois a deficiencia de barcos commodos e
adaptados para isto absoluta, alni do lempo,
que rouba o grande numero de pessoas, que bem
dirigidas em oulro trabalho muito aproveitariam
e anda mais a lembraoea de que, segundo mo
informaran!, a muito digna cmara municipal
d'aqueila villa j fez lembrar 5. Exc. i necess-
dade palpitante com que lulam aquelles propie-
tarios.
Se S. Exc. dor sto o remedio, quando mes-
mo nao seia o de que fallei. l'ar nra grande ser-
vigo agricultura e ao commercio, que a baso
mais solida e estavel do estado. e finalmente
la
esla provincia, cuja administradlo Ihe foi confia-
ran! vendidos para'cunsumo 103320 milheiros/e Ji XALg!*!?? ",8." ^l" ^)rov',.'i',
exporladas 14997. A do limo foi de 539 m.lhi- SVfl s nre- .. ,,p' ?"6 "!'a tCm eXetCld
ros, dos quaes 53G oram para consumo, o 3 pa- I o menP lia i! i. mm r, c
K I A0 meo da do liootem o Exm. Sr. consc-
j Iheiro Autran, decano da faculiade de direito,
conferid o grao de bacharel a 72 estocantes quo
ra export ico.
O prego da laranja variou segundo a
de. A do conselho do Ovar regulou 5^030 o mi-
para quebrar a cabega aos que se entreteem na
averiguaco o origem das noticias ad hoc espa-
lhadas para flus polticos, veio o Iberismo aggra-
var as apprelienses do povo.
O regresso do conde de Thomar ao reino ; a
viagem do duque de Saldanlia a Pars, o anno
paseado, e a sua amizade com o Sr. D. Jos Sa-
lamanca, empresario de vias terreas em Portu,-
gal; e o Cslacionami'uto de urna esquadra iu-
glczi ha pouco entrada as aguas do Tejo, sao
circuuisiau-ias aproveiads com todo o cuidado
para fa/er calar na opiniao publica, que chega-
do o momento de levar execuco o plano de
unir '.nt i,;,ii Heapauha.
Nem .i visita de Sua Magostado el-rei o Sr. D.
Pedro V ao Porto foi capaz de acalmar as suppo-
sices partidarias, anles pelo conlrario, a sin
inesperada viagem veio de alguma forma cn-
correr para alguem acreditar que a viuda de el-
r**l lla.l tit'Ura. nlra du* nu..^. rx ra->r- t^..H,.
planos dos cousplradores.
.V-. norm. que suppoinos o Sr. D. Pedro V
superior s paixes dos partidos quo disputam
entre si a ascenso ao poder, nao podemos con-
vencer-nos de que o joven monarcha se envolva
noslas conlendas de corrillie. E' mais natural
suppor que depois das eutliusilisticas ovscdes
que o Sr. D. Pedro V recebeu na sua-viagem ao
Almt'jo Ihe sobrassein desejus de visitar o Por-
to inaj occasiao em que duas graudes feslas
do trabalho am ler lugar.
Agora passsreuios a dar noticia da viagem de
Suas Magestades o Altezas, c da sua estada nesta esperava e acompanhou
cidade.
No dia 18 parti de Lisboa el-r.:i o Sr. D. Pe-
dro V acompanhado dos Srs. infantes D. Luiz,
iuquo do Porto, e D. Joo duque de Bja. Pelas
6 huras da inanlia culraram n'um trem especial
docaminho de ferro, e pouco depois das 7 esta-
vam no Canegado, e seguiram em urna carrua-
gem da.mala-posta pelas Caldas da Rainln, onde
almocaram, jautando ora Leiria, c pernoilanJo
em Cjndeixa cm casa do Sr. Joo de Lemns, e
chegaram a Coimbra pelas 5 e meia horas da raa-
nha do dia 19.
Sua Mageslade e Altezas eram esperados pelas
autoridades, corpo celhedralieo, diversas pes-
soas de considerago, e por grande concurso de
povo. A cmara municipal otercceu aos reaes
viajanlos a refeigo que Ihe linha preparado, o
s horas seguirn) estrada de Oliveira d'Aze-
rneis, sendo Sua Magostado e Altezas conduzidos
debaixo do palio, a cujas varas pegavam os mem-
bros da cmara municipal, para casa do Sr. Ber-
nardo da Costa Pinto Bisto, onde se atojaran).
Pelas 6 horas da raaohia do dia 20 sahio a real
comitiva do Oliveira d'Azemeis, o era Grij pri-
meira povoago do districlo do Porto, era espe-
rada pelos Srs governaJor civil, general Ferrci-
ra, commandanlrt da diviso militar, cmara mu-
nicipal e administrador do conselho de Villa-No-
va doGaia. Chovia nesta occasiao, elporisso S. U.
e Altezas receberam os cumprimenios das referi-
das autoridades portiuhula da carruagem, en-
carregando-se oSr. governador civil de apresen-
tar a el-rei a allocuco que aquella, cmara Ihe
enderecava.
Sua Mageslade e Allozas chegaram ao Alto da
Bandeira s 10 horas e um quarlo acompauhados
de muilas pessoas de dislincco, que o Unham
ido esperar. Em casa do Sr.'Diogo Jos de Ma-
o mais humilde do seus cidados.
O Sr. governador civil toman io ento a me-
dalha as mos, e curvando-se S. M. para a rc-
oncerra o corajo de S M. I. o duque de Bra- escolas de primeiras letras.
ganga, seu av6. N'esle dia foram Sua MagestiJe e Altezas vi-
Sihindo da igreja, seguio o cortejo pelas ras! sitar a alfandega, entrando pela ra dos Ingle-
para esse lim designadas al no palacio porten-1zes, onde eram esperados pelos Srs. director
cente Sra. baroneza de Nevoglldo, que linha so-. d'aqueila casa fiscal, e intendente da marinha. cebor foi-lhe langada ao pescogo no meo das ac-
liriado, perante a cmara municipal, a honra de : O Sr. Nazareth, moslrou a Sua MagcAlade todas: clamagoes de centenares de homens o seuhoras
hospedar Sua Magostado e Altezas, na su3 cisa, ] as roparlicoes e dependencias da casa, exylcan- loe all se achavam presenciando a ceremonia,
que eslava na posse de sera residencia real res- do-lhe o modo por que eslava dividido e orga-1 e !* romperam em vivas ao re constitucional o
la cidade. | nisado o servigo fiscal. Da reparlico principal | humanitario com urna commogao impossivel de
Ai ras do transito cstavam portal molo api- passaram os augustos visianles Estiva, apezar descrever-se.
da muila chuva, e all tambem o Sr. director da I Era durante aquelle quadro em quo os olhos
alfandega, explicou ios reaes visitantes a orga- de Udos se humedeceram, venlo como um rei
urna salva de prata, sobre a iiuaj so achava, den- llieiro, a do Sever a ljOOO, e a de Aveiro a 1 200.
tro de una paisa de velludo, a medalha do ouro | O limo daquella primeira localidale foi ven-!
da Real Sociedade Humanitaria, apresentoua a ddo a 7#00d o milheiro, emquaoto que o da ul-'
el-rei, que houve por bem significar o desejo de tima s obleve ljJiSO.
ser condecorado segundo o estylo, como se fra ; A produego de inel foi de 807 1/2 arrobas, e
nhadas de povo, que era- difiicil a passagem do
prestito. A lo los os momentos se ouviam vi as
eulliusiasticos a Saa Mageatade, familia real e
carta constitucional.
El-rei logo que chegou ao pago, quo a cma-
ra municipal linha ricamente preparado para
servir de aposento aos reaes hospedes, dignou-
>c receber a Berna, cmara, as autoridades e di-
versas corporales, e as pessoas que o acompa-
ii ha ram.__
Etn trente ao pago era tal a raulfido e to
compacta quo com dilTiouldade marcharan) os
corpos em continencia, estando o Sr. D. Pedro
\ em uina das verandas c>m os Similores In-
fantes. Os vivas prolongaram-se ah por muito
lempo.
i Pelas [horas da Urde, Sua Mageslade e Alte-
zas, acompanhado do camarista de semana, do
aju lano do campo em servigo o dos Exni. pre-
sidente do conselho dos ministros o do ministro
das obras publicas, foram visitar os hospilaes do
Francisco e dos terceiios do Carino, onde os
o Sr. governador civil
j nis'.gao e naturesada parle do servico fiscal d'a-
j quella reparlico.
Te:.do sua Mageslade manifes'ado o desojo de
' lur embarcado visitar as obras da nova atfande-
Iga, esta van) no caes o escaler da alfandega e
galeota da intendencia da marina, na qual Sua
j Mageslade e Altezas e a sua comitiva eiiibarcs-
i^M.^-^>,u,pUna03 p-e|0 Sl. uirector da alt'ande-
| ga e intendente u luannh.i,
Desembarcando em Miragaia, ondeo espera-
; vara o Sr. Mousinh
, .Moro engenheiro d
rodeado de prestigio da urna vencraco lo cor-
deal. dava o maior exemplo de apreco por aquella
condecoradlo, syinbolo dacoragciu'e metilo ver-
da deiramente subido, curvan lo-so perante a lio-
menagem justa e imparcial de seus subditos.
a da cera 20 1/2 arrobas. O prego desles gene-
ros tete regulado, mquella localidade, termo me-
dio, o tnel -iJO a arroba, e a cera 6;50'J.
A colheila do sal em Aveiro foi este atino supe-
rior dos anuos antecedentes.
_ No mesmo dislricto houveram 5127 arrobas de
la, que foi vendida, termo medio, IJ000 a ar-
roba no estado de sujar e no dobro depois de la-
vada.
Esie ramo de industria, segundo diz a folha de
Aveiro, 'onde colhemos estas noticias, vai-se
desenvolvendo progrossivamente no districlo, ha-
vendo abundancia de pastos em quasi todos os
conselhos.
a despexa feiu com a roda dos exposlos no
dislricto de que nos temos oceupado, fu no anno
O cnihusiasrao que esta unbre conducta des- econmico de 1839lSoO de 8:3tt9i purlou nao poda c.vceoer-se ; o se podera ser
presenciado pelos monarchas que aind^ iegem os
Povos em ao.-emos absoiuius, por ceito que lhes
houvera despertado o des-.jo de so conveiierem
o director das obras publicas, em rc'Sconsl.luc.o..3es.
las obras do edificio, e Victo- I ? e.P0'3 to, S.M. B Ai
na, engenheiro das obras do caes, eiaminou [ '' 71sltanJo o Tribuna'J
com muia atlengo as obras em andamento, e
entrando no barragn vio as plantas que eslavam
sobre urna mesa, oque foram explicadas pelo
Sr. Uousinho na parlo technica, e pelo Sr. Na-
zareth na parte que respeila applicago para
as diversas necessidades do servico fiscal/
Sua Mageslade e Altezas passaram depois ao
local onde est est3belecida a machina a vapor
para fibricago do betn, que virain funecionar,
A pedido do brigidciro Avilla, commandante do
material de artilharia, visitaran) o convento de
Monchique. a repirligo do Trem.
Depois d'c?ta visita, el-rei e os Srs. Infantes,
montaran) cavado, e foram ver as fabricas de
e do Bicslho, e a de la-
cn) o seu secretario geral. ficando el-rei muito
salisfeilo do aceio, ratam uilo, e do zelo que re-
velara a boa ordem e direcgo d'cstes lo uleis e
benficos eslabelecimontos.*
A's 6 horas recolheram Suas Magestades o Al-
tezas ao pago, e s 6 e um quarto leve lugar o
jantar para o qual tiveram a honra de ser convi-' fundico de Massarello
dados, alm da comitiva de Sua M igestade o pre- nicis de Lordelln.
sidente da cmara municipal, governador civil e Desla ullima dirigiram-se Torre da Marca,
secretario geral, general commaudaute da divi- ; onde novamente visiiaram a exposigo agrcola
sao militar, chefe de estado-maior, g.-neral ba- ( e a capella de Carlos Alberto, recolhendo-so os
lao delalme, presidente da relacio, *igsrio ca- senhures infantes ao pago, por terem a" roupa
piluler, intendente da marinln, general esmman- muilo molhada, e el-rei foi anda visitar as ca-
dante do material d) artilharia, director da al- i deas da relaco, surprehendendo na socaetaria
tandega director das obras publicas, os com- o carcereito, que o letor pode fazer idea dos
mandantes dos diversos corpos da guarnicao, embaragos em quo elle se havia de ver em fren-
''loni 1? aMso.c,*!aoCommerrial,.vice.pre- te do semelhante personagem. El-rei andn
Mieni. aa Sociedade Agrcola, e Antonio Ber-! pelos quartos chamados de malla, desceu a urna
nardo berreira e mais alguns cavallei.-os em nu-; das cnchovias, e ouvio cora benevolencia alzuns
VVVA9"i ,. dos iufelizes presos. Ao Sr. Gamillo Cstello
A noite foram Sua Magostado o Alle/as ao Branco, que em urna das anteriores cartas no-
real thealro de S. Joao, onde a companhia ]yri- leamos a sua enlrada na cadea, disse o Sr. D
a o Polinlo. Os camarotes esla-1 Pedro V. que nao esperava vir a conhecer o
ca levou a
vam todos cheios e da platea nao reslou por
vender um nico bilhelo. As senhoras apresen-
laram-sc elegaiileraente vestidas de galas. Ape-
nas chegou Sua Mageslade e Altezas, prorompo-
rara os vivas na platea sendo frenticamente re
cedo foi servido o almoeo a el-rei e aos infantes 03 vivas enlhusiaslicos e as sa
- pre-
,so na relagao.Pergunlou-lhe se se oceupava
alli etn obras Iliterarias, e nolou que a sala em
j que eslava era pouco propria para Irabalhos de
tul natureza. Nao temos noticia do nenhura
. ._ oulro monarcha portuguez visitar as prises do
pclidos nos camarote?, aondo, todas as senhoras [ estado. Julgamos sor o Sr. D Pedro V o ori-
de p saudavam el-rei com os lengos Sua Ma- meiro que transpoz os uinbraes do taes casas
geslade commovdo com tantas demouslragoesde I No dia 2S el-rei acompanhado do Sr. infante
alegra e de dodicacao, dignou-se assistir ao D. Joo. foi assstir parada da tropa da guar-
especlaculo at ao fim. O poela portense, o Sr.. nico. que leve lugar no campo da Regenerarao
Antonio Finheiro Laidas ouiraaraes, rtcitou urna examinando em seguida os quarleis dos reginien-
mimosa c linda poosia, quo muito agradou. e cora los 6 e 18, cagadores 9 e guarda municipal
sobeja razao foi mmensamente applaudida. Por Sua Mageslade e Alloza dirigiram-se depois
tres vezes a platea pedio o hymno que a orches- i ao hospital militar, que, examinou minciosa-
tra executou inmediatamente e
o qual foi mandado preparar pela cmara de
Gaia.
Depois do almogo recebeu o Sr. D. Pedro V e
seus augustos irmos os cumpnmentos das auto-
ridades militares, administrativas, judicaes, ec-
clesiaslicas e de muitas oulras pessoas de dis-
tinegao.
Sua Mageslade e Altezas, que at ao AHo da
Bandeira viajaram na mala-posta, diguaram-se
alli aceitar os elegantes trens, otlerecidos pelo
por lies vezes, mente, a fabrica de saboarias do Freho, e outros
saudagoes el-rei, estabolecimenlos industriaos, o s 9 horas da
patenlearem o jubylo dos porluenses com a visi-i noite dirigiram-so Escolla'Industrial, e con-
versando cora alguns alumnos exjrlou-o's a tor-
naren)-so pelo estudo cidados uleis a si e
patria.
No dia 25 foram Sua Mageslade e Alleza ouvir
missa capella de Nossa Senhora da Lupa se-
ta dos augustos personagens. Assim terminou
um dii de geral conlentamenlo para os habitan-
tes do Porlo que em provas de respeilo e amor
ao seu virtuoso monarcha nao conseulem ser ex-
cedidos por ninguera.
No dia 21 acabada a grande recepgao no paco, guindo dali dar o yceuYa Ordem 3a da Santis'
onde coraparecerajn a cmara municipal, jui-, sima Trindade para Sua Mageslade destribuir
zes da relago, corpo cathedratico da escola me- por suas regias mos, os premios aos alumnos'
Sr. Antonio Bernardo Ferreira'eneltesseui'rm i fCd"C,,rUrg,C!r d" acaderni.a Pollechnica, in- que durante n anno se tornaram dignos delles
> I tendente e offieiaes de marinha, general com- pelo seu estudo e adianlamento. Para este acto
mandante da diviso e toda a ofTicialidade da havia el-rei sido convidado pela mesa da dita
guarnigo, offieiaes generaes e do differentes pa- ordem. O Sr. luanle D. Joo professou como
tentes^mpregados em diversas commisses, di- '
para esta cidade, sendo recebidos. com as hon-
ras devidas, no pesio fiscal da Bandeira, pelo
commandante e companhia de guardas barreiras,
quo all se achava formada, na-raelhor ordem e
asseio.
O povo apinhava-seno transito para ver sau-
dar os augustos viajantes.
A ra Direta da Villa Nova de Gaia, eslava
enibandeirada, e as senhoras das janellas agita-
vam lengos brancos e langavam flores degfolha-
das sobre a carruagem.
A' meia hora depois do meio dia, chegaram
Sua Mageslade e Altezas entrada da ponle, e
alli a cmara do Gaia, apeando-se, se despedio
dos augustos viajantes.
Quando o cortejo real alravessava a ponte, o
espectculo era magnico. Os escaleras da alfan-
dega e intendencia da marinha foram collocar-se
debaixo da ponle. Os remadores do 2o levanta-
ran perpendicularmente os remo?, e foram as-
sim rogando na corrente da agua.
reegoes da associagao commercial, da companhia
dos vinhos do Allo-Douro, da associagao Indus-
trial Portuenso o da assembla Portense, e os
cnsules de Franga, Hespanha, Dinamarca, Es-
lados-L'nidos, o os vice-consules do Brasil, Sar-
denha, Meclemburgo, e diversos cavalheiros na-
cionaes e eslrangeiros drigiara-se Sua Mages-
lade e Altezas, acompsnhados do camarista de
semana, do ajudante de campo de servigo e dos
ministros do reino e obras publicas e dtvffrsas
autoridades Torro da Marca para honrarem
com a sua presenca a abertura das Exposigo
Agrcola, que ento leve lugar.
A' enlrada do local da Exposigo foram Sua
Mageslade e Altezas recebidos pelo grande con-
selho da sociedade agrcola, cujos membros se
distinguan} por um lago de lila verde, e passa-
ram a examinar os diversos producios exposlos.
irraao lerceiro, sendo esla cerimouia feiU i
igieja cora a soiemnidade devida a alta cathego-
ria do novo irmo.
Suas Magestades e Altezas dgnaram-se ir ao
edificio da bolsa, onda a direcgo da Associaco
Commercial osperava os augustos visitantes.
O jornal, do Commercio do Porlo, de hoje
conta esta fesla da manoira seguinte:
O edificio estava exteriormente todo ador-
nado com immensa profuso da bandeiras, apre-
sent3ndo um ar verdaderamente festival e de
gala. A ruado Ferreira Borges, tinha aos dous
lados filoiras de mastros, e em cada um desles
urna grande bandeira Qualro bandas militares
tocavara em dflerenles pontos do edificio.
c No interior ludo era esplendido, achando-se
todas as salas com ricos tapetes aveludados. 9
gabinete particular destinado paro repouso de S.
M. 9 AA. estava rico e deslumbrante.
\. percorreram oedi-
do Commercio e o gran-
de salo, que anda eji em obras.
Etn seguida descansaran) um pouco no gabi-
nete para isso destinado, e dignanJo-se acceitar
a refeigo que lhes foi oferecida, dirigiram-se
sala onde se achava preparada. .
_ El-roi foi servido pelo presidente da direc-
go, visconde de Lagoaga, o Sr. infante I). Luiz
pelo vice-presidente, Francisco Goncalves de
Aguiar, e o Sr. infante I). Joo pt-lo 1." secreta-
rio, Jou Antonio de Miranda Guimaraes.
Ouatido S. M. e AA. enlraram na sala do
lunch, urna grande orchestra. regida pelo Sr. Joo
Antonio Ribas o collocada n'um crelo, tocou o
hymno real ; e em quanto os augustos visitantes
estiveram mesa, os principaes artistas da com-
panhia lyriea cantaran) difi'erentes pecas com
acompanhamento de orchestra e piano.
S. M. e AA. sahindo da mesa dirgiram-se
para uraa das varan Jas do edificio, e d'alli o pre-
sidente da direcgo da Associaco Commercial,
rompen os vivas a el-rei o aos serenissimos in-
fantes, que foram enlliusiaslicamento repelidos,
pela multido compacta, que tomava toda a ra
do Ferreira Borges.
S. M e AA. sahiram do edificio da Bolsa s
4 horas, acompanhados at carruagem por toda
a direcgo e commissao directora do festejo, no
meio das saudsges do povo.
S M. dignou-se convidar, para jantar no pa-
go, o presidente, vi-e-presidente el.' secretario
da direcgo da Associaco Commercial.
A recepgao teit) na* Bolsa Commercial a S. M.
e AA., foi digna do commercio do Porlo, e por
isso merecen) justo louvor a direcgo da Asso-
ciagao Commercial, e especialmente a commissao
que dirigi e organisou to esplendida testa.
Tinhamos anda a dar conta aos leitores de
alguns outros festejos que houveram em hon-
ra de sua mageslade o altezas como eram os
bailes dados a el-rei pela Assembla Porluense,
Associagao Brilannica e C'ub Portuense ; porm
a hora adiantada em que escrevemos nao nos per-
mute seno dizer ao leitor que sua magestade e
altezas deixaram hoje o Porto 1 o meia hora da
lardo.
Em Coimbra prepara-se brilhanle
sua magestade e altezas.
No dia 15 do corrente foi o anniversario da
morto da Sr.a D. Maria II, succediJa em 1853
Ha sete annos, pois, que a bondpsa rainha foi
reunir-se, na manso dos justos, ad principe phi-
losopho. quo Ihe dera a existencia, e ao qual,
dous povos briosos devera a liberdade.
O reinado da Sr.a D. Maria II um dos mais
notareis da historia de Portugal. Abrango um
periodo de 27 annos, a contar de 1826 em quo te-
ve lugar a abdicago do seu auguslo progenitor.
Ainda nao est escripia a sua historia. E' muito
celo para se poder fazer com imparcalidade, por-
que sao anda vivos, e continuara frente dos
negocios pblicos, a maior parte dos persouagens
que flguraram nos importantes acontccimenlos
politicos dessa poca.
Mas a historia nao poder deixar do fazer jus-
tiga ao carcter bondoso e clemente da rainha,
que no meio das borrascas polticas soube ser
superior aos odios partidarios, reunindo firmeza
dos seus actos, urna inabalavel constancia as si-
tuages criticas e dolorosas em quo por algumas
vezes scachou durante o seu reinado.
Para coramemorar a infausta morto da rainha
constitucional, houveram nesta cidade as seguin-
tes demonstrages de seatimenlo.
O Sr. governador civil do districlo mandou ce-
lebrar urna missa de rquiem na S cathedral.
A mesa da real irmandade de Nossa Senhora
da Lapa, snffragou a alma da virtuosa rainha com
raissas rezadas na sua capella. Na igreja da Or-
dem Terceirs da Saulissima rrindade lambeta se
recepgao a
v.-. pin iroa motes i|iic as pescas as costas de
Aveiro teem sido cscassas. A da sardinha, que
nos mezes de seterobro e outubro costumava ser
copiosa, foi ncste anno limitalissima, o para cu-
mulo da infelicidade que lera perseguido os po-
bres pescadores d'aquellas cosas, cotila o jornal
da citada localidade, que no dia 13 do corrente
liouve til abundancia do sardinha na Costa-Nova
do Prado, quo urna rede, cedenio ao peso, se ar-
rombou deixando todo o peixe no mar, cujo lan-
go se calculou era cinco cotilos de reis Vejam
l quanto pode a fatalidade Havia muito que
os pobres pescadores nada linham lirado por
meio da sua laboriosa e arriscada industria ; c
agora que podiara usuruir vantagens, tirar lu-
cros, a fatalidade destruio-lhes todas as espe-
rances !
No dia 15 perdeu-se tambem, ao enlrar a bar-
ra da Povoa do Varzim, urna barca de pescara.
Conta o Barcellense que quando a barca por
forte vento impedida, e guiada pelos eaforcosde
22 tripulantes infelizes, passava o sitio perigoso
da barra, uraa onda forte a cobrio, levando-a ao
fundo com toda a tripolaco, redes e produelo da
pesca. Nao sa vio mais um s resto desle nau-
fragio.
Abriram lerrao de carga : em 10 de novem-
bro o brigue Amalia l, para Pernambueo, e a
barca Unido, para o Para } em la galera .Vo-
ta f/ftto, pa/a o Rio de Janeiro ; em 22 a bar-
ca Carolina, para o Rio de Janeiro.
Entrou em 12 de novembro a galera Ami-
zade do Rio de Janeiro por Lisboa.
Nao sahio embarcaco alguma com deslino ao
portos do Brasil.
Cambio sobre Londres a 90 das data 511,4
54 1/2.
PERNAMBUCD.
REVISTA DIARIA-
Sabbado pelas 5 l|2 horas da tarde baplisou-
se, na igreja parochial desla freguezia de Santo
Antonio, urna Glha do Sr. Joo Ferreira Villela,
da qual se digoaram ser padrinhos S. M. o Im-
perador o S. M. a Imperatriz, sendo representa-
dos pelo Exm. Sr. presidente da provincia e por
sua Exma. senhora, que para isto foram por SS.
MM. II. constituidas seus procuradores.
O acto leve a alsislencia de grande numero de
pessoas consideradas desta cidade, entre as quaes
S. Exc. Rvm., o Exm. Sr. commandanle das ar-
mas e seu ajudinted'ordens, o Sr. Dr. chefe de
polica e seu secretario, diversos cheles de rep'ar-
tigoes publicas, commandantes dos corpos da
guarda nacional e do exercilo, inspectores dos
arsenaes do guerra e marinha, e offieiaes da ar-
mada nacional.
Officou no acto o Rvm. Sr. padre meslra Lino
do Monle Carmello Luna, sendo assistido pelo
Rvm. vigario da freguezia.
Urna guarda de honra do 2o balalho de fuzi-
leiros fez as'continencias militares, e a msica
dosaprendizes menores tocou dentro do templo,
cuja mesa do baptisterio estava ricamente ar-
mada, assim como toda a igreja.
A' noita o Sr. Villela deu uraa partida era sua
casa, qual conco'rreram bastantes convidados.
_ Era sesso do conselho director da iuslruc-
go publica, foi ltimamente tomada urna medi-
da rotativa aos candidatos, que, propondo-se ao
magisterio, e seudo reprovados no exame de ca-
pacidade, pretendan) submeller-se exarae por
occasiao do novo concurso.
A medida do conselho tende i obstar o reappa-
recimento do reprovado era todos e quae3quer
exames que se proceda, sem que um certo lap-
so de lempo d-lhe ao menos a presumpgo de
ler estudado de novo a materia, e por conseguin-
te adquirido as habilitagoes precisas para a prova
de capacidade.
Era isto tima necesidade, e assim Sea ella sa-
lisfeit.
haviam terminado o curso. Deixou-se de confe-
rir o grao ao bacharelando Antonio Muniz Sodrc
do Aragao ; porque, eleilo orador, havia escrip-
lo um discuiso injuriando os lentes e censuran-
do o governo. A congregado dos lentes irapoz-
llie a pena de sospenso por dous annos.
Depois do acto do bacharelamentn, alguns dos
novos hachareis proromperam em gritos por se
nao ler permitlldo ao orador recitar o discurso.
Acongregaco reuni-se logo, e consta que aos
turbulentos foi imposta a pena de suspenso da
entrega das cartas.
Hontem s e meia horas da tarde, foi so-
bresaltada a populago da cidade, pelo toque do
incendio no bairro da Boa- vista. Apenas isso so
deu, diversas autoridades e a bomba do arsenal
de guerra seguiram era busca da localidade. Fe-
lizmente, potm, nada houve mais do que um
quiproqu entre as badaladas designadas pelo
regulamento policial, e as que dava a egreja da.
Conceico na praga da Boa-visla, para dar sig-
na'es de que um christo viuha de morrer, as
quaes foram repelidas pela matriz d'aquelle bair-
ro. Convcm que muito cuidado se empregue no
dar rebate de incendio, para quo se evtem de-
sastres que plera sobrevir de urna irreflexo.
A's seis horas da tarde de honlem appare-
ceu fior d'agua, entre as pontes nova e velha
do Recite, um cadver, que ao ser retirado reco-
nlieceu-se ser preto, de idade de 15 40 anno?,
trazer urna corda aperlada ao pescogo, com um
prego em una pona, parecendo ler sido enfor-
cado prime-iramenlo, e depois langado a agua. O
corpa foi depositado na Igreja d"o Rosario, po
ordem do Sr. subdelegado da freguezia do Reci-
te, que foi quemprocedeu diligencias, afim do
se Ihe fazer corpo do delicio.
Foram recolhidos a casa de detengo nos
das 15 e 16 do concille, G homens, todos'livres,
sendo: 1 ordem du subdelegado de Sanio An-
tonio, 2 ordem do de S. Jos, 2 ordem do da
Boa-Vista, ola ordem do da Capunga.
Nos dias 12, 14 e 15 izeram actos dezeno-
vo estudanles, e o resultado da votaeo foi o se-
guinlo :
Primeiro anno, 9 approvados plenamente o 2
simpliciter.
Quinto anno. 8 approvados plenamente
O hiate brasilciro Dous Irmos, vndo do
Assu, Irouxe a seu bordo os seguintes passagei-
ros : E. Egidio de Figueiredo, Eufrasia Carolina
Amencia.
O hiate brasileiro Exalaro, sahido pan o
Aracaiy, levou a seu bordo os seguintes passa-
geiros : Alagucrio Tevorilo Cesar, Manoel Joa-
qun) de Carvalho, Manoel do Nascimento eco,
Mariano Venancio, Francisco Alfredo da Silva
Castro.
0 vapor inglez magdalena, sahido para Sou-
thampton. e porlos intermedios, levou a seu bor-
do os.seguu.tes passageiros : Stwart e sua fami-
lia, Peter Tochos e 1 criado, Antonio da Costa
Monteiro. C. Soci.nr> j0hn Beiran Smith.
Matadouho prbutio :
Mataram-so no dia 16 o* correnle para o con-
sumo desta cidade 90 rezes ; t no dia 17 88.
Moktalioade do dia 16 do crrente :
Lulza, parda, 1 anno, sarampo:
Hodolpho, preto, escravo, 2 anuos, convulsoes.
Emilia, parda, escrava, 16 raezes, anazarca.
Manoel Pereira do Nascimento, branco, solteiro,.
34 annos, febre amarella.
Limarrls Arraal, branco, solteiro, 29 annos, t-
tano.
Joo, pardo, 7 raezes, espasmo.
Maria, preta, escrava, solleira, 28 annos, phty-
sica.
Annunciada, branca, 2 annos, hydropesia.
Francelina, parda. 4 annos, vermes.
17
Jos, pardo, 1 niez, febre.
Joaqutm Jos Pereira da Cunha, branco, soltei-
ro, 18 annos, tubrculo pulmonar.
Vicente Manoel da'Conceico, pardo, casado, 80
annos, phtysico.
Maria, branca, 1 anno, convulsoes.
Maris, branca, 8 dias, espasmo.
Frederico Kamra, branco, viuvo, 54 annos, hy-
dropesia.
Maria, branca, 7 dias, ttano.
Jos, branco, 5 mezes, vermes.
Caelano, preto, escravo, solteiro, 34 aonos, Iiy-
pelrophia.
CHROfICA JUILiARIA.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 17 DE DEZEM-
BRO DE 1860.
PRESIDENCIA DO BXM. SR. DESEMBARGADOS
F. A. DE SOUZA.
As 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu-
tados Lemos, Bastse Silveira, o Sr. presidente
declarou aberta a sesso de mero expediente, e
designou o Sr. deputado Silveira para servir de
secretario.
Foi lida e approvada a acta da anterior.
MUTILADO


DIARIO Dft PKR1U1IBCG0. lER^A FEIRA 18 DI DEZEMBRO DI 1860,
m

de ama can tarrea
annualmenlc por
arrendada
(Canttnuar-te-ha].
Communicados
' ESPEDIENTE.
rol presente a participado da secretaria de es-
tado do negocios da Justina, datado de 30 de no-
vembro, de ter sido dispeosado o desembargador
Agosiiuho Moreira Guerra de djunci deste tri-
bunal, e nomeado procurador da cofoa, fazenda e
soberana nacional da relacao lesta provincia.
Foram presentes as cotaedes offlcaes da junta
dos corretores da semana Un da.
DESPACHOS. I
m requerimento de Jos da Cunha, Brasileiro,
de 75 annos de idade, domiciliado e eslabeleci-
do nesta cidade, com commercio de gneros do
paz e eslrnngeiros, por groase, pedindo matri-
cular-se.Como roquer.
Ouiro do Francisco Ferreira Borsces, gerente da
compmbia Pernambucana de nivegaco coslei-
ra, pedindo carta de registro do vapor Jaguaribe,! *9 anno.' nlif mu,1 espontneamente
?isto pelo senhor desembargador Qscal Satis- de conncgao^havia consgnalo em uro t
faga o parecer Bacal.
Ouiro de Francisco do Prado, pedindo certidlo
de seu contrato social com Joiio Antonio Carpin-
eiro da Silva. Passe.
RESOLl.'CAO
Remelta-se junta de ciretoros o regularaen-
to respectivo, e ordene-se-lho que por esta vez
se procoda quanlo antes a eleigo dos novos mem-
bros que devem servir no anno vindouro, cura-
prindo-se depois a respeilo o que disude o mes-
mo regulamennto.
Nao havendo nada mais a tratar, o Sr. presi-
dente encerrou a sesso.
SESSAO JUDICIARIAEM 17 DE DEZEMBRO.
PRESIDENCIA DO EXH. SR. DESEUBARGADOR
SOUZA.
Secretario, Julio Guimares.
A meia hora depois do meio-dia, achaodo-se
presentes os Scnhores desembargadores Silva
Guimarics e Guerra, e os Srs. depulados Le-
os, Bastos e Silveira, o senhor presidente abri
a sesso.
Fni lida e approvada
reme.
O Sr. desembargador Villares
nao podia comparecer.
Recrreme, Jos Teixeira Basto e Silva, socio
liquidante da firma de Bittancourt o Silva ; re-
corrida, I). Mara Carolina de Quadros, herdeira
de Francisco Jos de Bittancourt.
Foi assignado o accordao.
Embargante, Antonio Primo Soaros & Compa-
nhia o Joo Chrysostomo Pacheco Soares ; em-
bargado, Carlos Jos Astley & Companhia.
Fui assignado o accordao.
Aggrayante, Joao de Arruda Cabral ; aggra-
va lo, o juizo municipal e do commercio da co
marca do Limoeiro.
OSr. presidente deu provimento.
120*000
a acta de 13 do cor-
participou que
AO PUBLICO.
Ha mais de tres anuos (ui (arcado chamar
um pleito a Etm.a Sr." viuva de meu pai, o com-
mendador Luiz Gomes Ferreira, o meus irmos
paternos para que reconhecessem a minh filia-
cao natural, o mi dessem a minh a heranca, jul-
gand-senullo o testamento ultimo ecolicifio, cora
que falleceu meu pai, na parte em que declara de
nenhum effeito o meu reconhecimento, que elle,
e cheio
testamen-
to solemne ; ha mais de tres annos, pois, que oc-
cupo a allengo dos tribunaes com o tacto de
mais importancia para mim, qual o meu nasci-
mento, desde que se poz em duvida a palernidade
delle, e com quanto durante to grande espago
de tempo meu espirito alguma vez se inquietasse,
todava, nunca pratijuei um acto que podesseser
qnaliflcado de menos reflectido, nunca me alle-
rei no meio das diversas explicagoos que se pro-
curava dar ao procediraento dos meus adversa-
rios ; nunca recorr imprena pira oceupar-me
disto ; nao manifestei por qualquer molo o me-
nor acabrunharnento ou odio, quando vi senten-
ciar-so na priraeira instancia contra o meu direi-
to, nem manifestei-me de um modo inconvenien-
te quando tive motivos para dar largas ao meu
prazer, vendo o mou direilo reconhecido na se-
gunda instancia ; que serapre tive por incon-
seus deveres, nao tem querido m prestar aos mus
manejos eleitorae*. Temos porra inielra-con-
,e da provin-
Qinga em que o Eim. Sr. presidenli
da nao ha de consentir que esse o<
Francisco Antonio Poreira de Brilo.
Antonio Francisco Alves.
Jobo Joaquim de Figueiredo.
de dirotfo de pasto aos leus ruaos instlnctos.
A pedido seu acaba de ser exonerado do cargo
do chee de polica daquella provincia o Sr. Dr.
Pedro Camello Pessoa. que no exercicio desse
importante lugar se houve sempre com teda dis-
lincgo; sendo nomeado para substitui-lo o Sr.
desalmado juiz Tiburcto Valeriano BapUsta.
Dr. Jayme Carlos Leal, de quem temos tambara I Joo das Vjrgens Molla,
boas inforraagoes.
15 de dezembro de 1860.
Francisco Joaquim de Souza.
Jos de Freitas Barbosa.
Maiimiano Francisco das Noves.
Manoel Joaquim de Souza Vianha.
Elias Marinho Falco de Albuquerque Maranhao.
Antonio Emigdio Ribeiro.
J.
COMMERCIO.
Alfandega,
Rendimento do da 1 a 15. 172.4353738
dem do da 17.......10:468^983
182:9049719
Movimento da alfandega.
Volumes entrados com fazendas..
com gneros..
Volnmes

sahidos com fazendas..
com gneros..
165
427
------592
76
533
------609
Descarregam hoja 18 de dezembro.
Bares inglezaSarahcarvo.
Barca ingleza Belem ferragens.
Briguo inglezUranismercadorias.
Patacho americano llenry Oedier merca-
dorias.
testavol que aos tribunaes se deve respeilo, e nao !;IJ3re hollandezFelicitasidem.
Aggnvantes, Siqucira & Pereira; aggravado,
O juizo especial desla cidade
O Sr. presidente negou provimento.
Foi lida urna participadlo da secretaria de es-
tado dos negocios da justiga, de 30 de novembro
do correte anno, de ter sido dispensado do exer-
cicio de adjunclo do tribinal, e nomeado procu-
rador da corda e fazenda nacional da relacao des-
ta provincia, o desembargador Agostinho Moreira
Guerra.
O Sr. desembargador Guerra apresenlou em
mesa os seguintes feitos, sendo uns pan prose-
guirem a reviso e outros nova distribu .So.
Appellante, Jos Goncalves Villaverdu ; appel-
la lo, Joao Manoel de Alrneida.
Appellante, Claudino Benicio Machado ; ap-
pellados, Milito Borges Uchda e outros.
Appellante, Francisco Jos da Silva* Marieira ;
appellado?, Tasso& Trmos, curadores iscaes da
rnassa fallida de Novaes & Companhia.
Appellante, Theodoro B. Dubois capitao da ga-
lera americana R'iinha do Pacifico ; appellado,
Domingos Henrique de Ollveira.
Appellante, Salustiano Augusto Pmenta do
Soura Peres ; appellado?, o padre Jos Leile Pi-
ta Ortigueira e os herdeiros de Joo Leite Pilla
Orligueira.
Appellante, Domingos Alves Maiheus; appel-
lado. Amonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Embargantes, Francisco Santiago Ramos e sua
znulher ; embargado, Elias Emiliano Ramos.
Appellanles, Ayres & Araujo ; appellados, os
administradores da mas-:a fallida do finado Jos
Machado Malheiros Braga.
Appellante, Joao da Rocha Wanderley Lins;
appellado, Joao Baplista de Barros Machado.
Appellante, o embargante 3o Jos Esteves V-
anos ; appellada, D. Mara Joaquina dos Santos
Abreu.
Appellante, Luiz Rodrigues Samico ; appella-
do, Manoel Francisco da Silva Albano.
Nada mais houve.
permittido prevenl-Ios ; que alni disto nun-
ca mo ossilto i a i lea de urna injustic,a praticada
pelo venerando, Ilustrado einteg^rrirao tribunal
da relacao do districto.
lempo porra de fazer eu urna manifestarjao,
e de a fazer cora toJa a publicidade, nao para li-
songear o nem invectivar, mas para protestar a
raiuhi admirado e profundo reconhecimento
para cora essa respeitavel corpora^o do distinc-
tos magistrados, d'entre os quaes me deve ser per-
rnitiidu noracar os Esois. Sra. desembargadores
Lourenco Jos da Silva Ssntiago, Antonio Joaquim
da Silva Gomes, Antonio aptista Gilirana, D.
Francisco Balthazar da Silveira, e Agostinho Mo-
reira Guerra, que concorreram para que fosse
por unanimidsde reconhecido o meu direito ; a
publicarlo dos seus nomes e do veneran lo e dou-
lo accordao que vai transcripto baixo, bastan-
te para lecommenda-los consideracao do paiz.
Ao mou advogado o Sr. Dr. Joaquim de Souza
Reis dovo o meu coragao ; a sua dedicacao e
dosinteresse na defe/.a do meu direito' foram" por
mim experimentadas; delles do os autos a mais
exhuberante prova.
Recite 17 de dezembro de 1860.
Lui: Gomes Ferreira.
Accordam em relago etc. que vistos e expos-
tos esles autos, desprezam osombargo* de fl. 211,
porquanto, o principio invocado pelos embargan-
Barca francezaPernambucocarvo.
Barca francezaAdeleidem.
Barca inglezaMiriopecarneiros e porcos
ltate nacionalNovaesdiversos gneros.
ttecebedoria de rendas internas
feraes de Pernambuco.
Rendimento do dial a 15. 15:692^541
dem do da 17.......2:292-5166
17.084*707
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 15. 35:8849518
dem do dia 17.......4:5873388
40.4715906
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 17.
Ass11 das, hiate brasileiro Dous lrmaos, de
6i toneladas, capitao Joaquim Jos da Silveira,
equipagera 6, carga sal ; a Martins limaos.
Ass 11 dias, hale brasileiro Gratido, de 43
toneladas, capitao Pedro Jos Francisco, equi-
pagera carga couros e mais geueros ; a Fir-
mianoJos Rodrigues.
es Voluntas hominis est ambulatoria usarte ad' Maranhao 16 dias, hiate brasileiro Novaes, de
COLLECTOIUA PltOY.XCttL DE
OUXDA.
Allci'iicoes feilas no lancamento da
dcima urbana, que pagan, as ca-
sas pertenceotes collectoria de
Olinda, para o anno de 1860
1861, pelo colleclor Manoel Jos
de Azevedo Amorirn.
(Convnwaro.)
Ra do Bom-Sucr.esso.
N. 3.Jos Cbrispim.da Assurap-
co, proprietario de urna casa
terrea arrendada annualmenlc
por .............................. 4SJ000
dem 10. Francisco das Chagas
Salgueiro,proprietario de urna ca-
sa terrea arrendada annualmente
por .............................. 28J880
Ra larga do Amparo.
N. 4 Proprietario de urna casa
terrea arrendada annualmente
uor .............................. 4Sg0o0
dem 5.Bento Eleulerio de Souza
Castro, proprietario de urna casa
terrea arrendada annualmente
por._.............................. 72j000
dem 7. Bonifacio de Jess da
Silva, proprietario do urna ca-
sa terrea arrendada annualmente
por .............................. 144-J0OO
dem 8. Manoel Antonio das
Neves, proprietario de urna ca-
sa terrea arrendada annualmente
por ......................*...... 72#000
dem 9. Ludgero Teixeira Lo-
pes, proprietario de urna casa
terrea arrendada annualmente
por .............................. 6O5OOO
dem 11. Isabel Raymunda dos
Suntos Pinheiro, proprietaria de
lima casa te'rea arrendada an-
nualmente por .................. 72000
Ra da ladeira da Misericordia.
N. 2. Viuva de Manoel Ferreira
da Silva Msia, proprietario de
urna casa terrea arrendada annu-
almente por...................... 120#000
dem 6. Tenente-coroncl Fran-
cisco Manoel Carueiro da Cunha,
proprietario de urna casa terrea
arrendada annualmente por ..... 120JJO0O
dem 7. Seminario' Episcopal de
Olinda, proprietario de urna casa
oe sobrado del andar, arrendado
annualmente por ................ 72^000
dem 8. Joao de Barros Pimen-
tel, proprielario de urna casa
terrea arrendada annualmente
por .............................. 60*000
dem 9. O mesmo, proprietario
de urna casa terrea arrendada an-
nualmente por .................. 60g000
dem 10 Viuva do Joao Pererra
Soares, proprietaria de urna ca-
sa terrea arrendada annualmente
por .............................. 48JO00
dem 11. Manoel Antonio Mo-
reira, proprielario de urna casa
. terrea arrendada annualmente
por .............................. 78J000
dem 12. Joao Pinto de Queiroz,
proprielario de uina casa lerrea
arrendada annualmente por...... 72JO0O
Uem 13. Irraandadc de Nos3a
Seohora do Guadelupo, proprie-
taria de urna casa terrea arren-
dada -annualmente por.......... 72JO00
dem 14. D. Rosa de Vilerbo,
proprietaria de urna casa terrea
arrendada annualmente por...... 76J000
dem 16. Antonio Maria de Mi-
randa Seve, proprietario de ama
casa terrea arrendada annual-
mente por........................ 36JO0O
dem 18. Herdeiros de Joaquim
Jeronymo Serpa, proprietaria do
exlremumspiritum, s tem applicagao naquelles
casos, e para com aquellas cousas, que sao de-
pendentes da mera lberalidaJe, do mero arbitrio
do testador, como seja insiiiuK.io de herdeiros,
de legado, noraeac.au de teslamenteiro etc., e
nunca pode ter lugar em materia de fado, cuja
existencia, cujo reconhecimento, nao sujeilo
versatilidade da vonlade do lio me.m.
E tanto mais, quando esse reconhecimeato.
crea, firma logo direitos que hio de durar, em-
quanto se nao der prova em contrario, pois a
verdadeira base nao est no testamento, mas no
faci mesmo da pateruidade, que nao depende da
instabilidade da vonlade do testador.
O reconhecimento de m filho natural, produz
regularmenie dous effeilos : segura ao fllho o di-
reito heranca, e obriga ao pai a dar-lhe ali-
mento.
Ora, como provocar, como acarretar urna des-
herdaco pelo simples lalanle do testador, sera a
menor prova ?
A filiaeao hada produzir effeito emqninto nao
provar-sc o contrario Tandiu, vatelura. quan-
diu contrarium probalmn non fuerit (Mello
Freir, I. 2o, lil. 5o, 20, not. Herlin, verb. Filia-
lion-Rogrou no ail. 970 do cod. civ. Fr., 3a
quest.)
Nem poda aproveitar aos embargantes a dls-
iincc3o, que tentam estabelecer entre diversas
especies de testamento ; porquanto a lei de 2 de
selembro de 187 falla era testamento c escriplu-
ra pnblica, era termos taes. quo nao aulorisam
dislincfao ou duvida alguma*
E tanto-mais no caso vertente deve-se allcn-
der e respeitar um testamento, como o de fl. 35,
quando manifesla a expontaneidaie que o pro-
duzio ; feito na casa do proprio testador na ves-
pera de casar-se, acompanhaJo da notivel carta
de fl. 203 ; feito quando o testador era moco e
vigoroso, mostrando asaim querer bem regular a
sorte de seu filho, atormente se considerar-seque
era islo em tempo era que a carta citada s por
si fazia prova irrefragavel da pateruidade ; e tal
importancia ligava o testador este acto, que
Domis por seus testamcalciros o governador e
eapilao general da provincia, e ocapilo-mr An-
tonio de Moraes e Silva, que linha de ser seu
sogro.
Nem se pdedetxar de atlendcr muito, que no
longo espajo 29 annos (desdo 5 de selembro de
1821. poca do primeiro testamento, at 2 d^
abril de 1850, quanlo fez o segundo) nao empre"
gou o tinado commendador Luiz Gomes Ferreira
a menor diligencia, nao apparega acto algura que
demonstre resolucAo de haver si, de destruir ou
o testamento do fl. 35 ou a carta de ll 205, em
que to explcita, to claramente reconhece o li-
Iho, e manifesla o fim do testamento; pelo cou-
trario mostrou sempre as mesraas ideas, os mes-
mos senlimenlos, tratando do filho e da sua edu-
cacao, nao s no nosso paiz, como na Europa, nao
poupaodo despezaste desvellos.
Portanlo, e pelo mais dos autos, e segundo as
195 toneladas, capitao Joaquim Jos Mendes,
equipagera 11, carga arroz e mais gneros; a
Marques Barros & C.
Navio sahido no mesmo dia.
Soulhampton e porlos intermediosVapor inglez
Magdalena, ccmmandanle R. Woohvard.
Navio sahido no mesmo dia.
AracatyHiate brasileiro /i.valaro, capitao An-
tonio Manoel Alfonso, carga varios gneros.
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A noite nublada, vento E regular as 4 h. ron-
dn para a terral e assim amanheceu.
OSCILLaCAO da har.
Preamar as 8 h. 6' da roanha,altura 6. p.
Baixamar as 2 h. 18' da tarde, altura 1,5 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 17 de de-
zembro de 1860.
ROMANO STEPPLK.
Io lente.
Editaes.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo e
juiz de direito especial do commercio desta ci-
dade do Recife de Pernambuco e sau termo
por S. M. I. e C. que Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edilal virem,
em como no dia 20 de dezembro do correte an-
no, se ha de arrematar em praca publica desto
d.sposrcoes de direito, mandara que subsista o juizo na sala dos auditorios casa terrea sita na
accordao embargado, o qual fara livre transito rua da Roda n. 25, de duas portas e urna janella,
la, e paguem os embargantes as duas salas, quatroqnarlos, cozioha fra e cacim-
ba do servico, avahada era 3:OOOJ>. pertencento a
pe
cnsias.
Rocife 15 de dezembro de 1860.
A. E.Leo,
presidente.
L. Santiago.
Silveira.
Gitirana.
Guerra.
Silva Gomes.
Joaquim Flix Machado, e vai a praga por exe-
cucao que lhe move Manoel Jos Leite, e caso
nao haja lancador, que cubra o preco di avalia-
cao, ser a arremataco feita pelo "preco da ad-
judicarlo cora o abate da lei.
E para que chegue ao conhecimenlo do todos,
mandei passar editaos, que serao publicados pe-
la iraprensa e afiinados nos lugares do costume.
Cidade do Recife, 19 de oulubro de tS60.
Eu Manoel Mua Rodrigues do Nascimento,
escrivo, o escrevi.
Alagoas.
Pelo Oyapock entrado hontem dos porlos do
sul tivemos noticias exartis d'aquclla provincia.
O Exm. Sr. Dr. velloso est firmo as ideas
por si enunciadas em seu programma, isto ,
indiffereote as lulas polticas e muito superior as
invectivas e calumnias do Diario das Alago as,
S Exc. protesta nao tomar a menor parte no
pleito eleitoral, de que na aclualidsde tanto se
achara preoecupados os espirites, a nao ser se ceiradominga do raez de Janeiro prximo futuro
nao, no sentido de garantir a liberdade de voto, I a roviso da qualificaco na conforraidade do art
e mantor a ordera social, quando assim se faga 25 da lei de 19 de agosto de 1816, se faz misler
necessario, I que os editores e supplentes abaixo designados
A ioleira justigae imparcialidade com que tom
Anselmo Francisco Perctli.
Manoel Jos Teixeira Baslos, cavalleiro da impe-
rial ordem da Rosa e juiz de paz mais votado
da freguezia de S. Jos do Rocife em virtude
da lei etc.
Faco saber, que devendo proceder-se na ter-
se havido, e at hoje tanta tem se distinguido
esse Ilustrado presidente,, receboodo mullos e
merecidos elogios, sendo apoiado por toda pro-
vincia, a excepefo do grupo diarista, que tem
por chefes os tres irmaos Jacinlho, Manuel e
Bernardo ; essa inendogal o infernal trindade, de
quem lanos males lera experimentado aquella
provincia ; sao urna prova manifesla de que S
Exe. o Sr. Dr. Velloso, tendo se collocado como
presidente de provincia, em urna bonita e mui
honrosa posicao, tido e considerado por lodos
os homens justos e honestos por um dos mode-
los da administraco do nosso paiz.
O Diario das Alagoas, seui que at agora te-
nha.sequer, apontado um s tacto que mariar
possa a a Iministraro de S. Exc, prosegue em a
sua desregrala e venlureira marcha : rechciado
de aleivosas e injuriosas calumnias, elle tem
descido al onde pode descer o mais immundo
pasquim !
Nio merece, portanto, "no?sa attengo. Oc-
cuparmo nos delle, seria querer tocaf'no ptrido
lamacal, cm que elle se aclia chafurdado.
Noentretanto diremos sempre aos senhores,
quecompoom a sua redaegio, que. Ihes sobre-
vindo alguns momentos lucidos, rertilam bem no
triste o vergonhoso papel que esto represen-
tando.
Consta-nos que o juiz de direito de Porto Cal-
vo, Manoel Joaquim do Mendonga, tem nestes
ltimos dias movido urna lerrivei perseguico Francisco Antonio das Chagas.
comparegam alim de proceUor-se a formago da
junta de qualificaco, que ser organisada se-
gundo o disposto no 1 do art 1." do decreto
n. 811 de 19 de selembro de 1855 combinado com
o art. 4 c seguintes do decreto o. 1812 do 23 de
agosto pelo que na execugao do art. 4 da referi-
da leiconvoco-os para que se achem na igreja da
Senhora do Terco pelas nove horas da manha
da mencionada terceirn dominga de Janeiro do
amio prximo vindouro, sob pena de incorrerem
na multa comminada pela raesma lei.
Eleilores.
Os senhores :
Tenente coronel Joaquim Lucio Monteiro da
Franca.
Manoel Ferreira Accioly.
Manoel Joaquim Ferreira Estoves.
Joaquim Pedro dos Santos Bezerra.
Joo de Brito Correa.
Joo Soares da Fonseca Vcllozo.
Manoel de Almeida Lima.
Antonio Moreira de Mondonga
Felippe Santiago Cavalcanti de Albuquerque.
Jos Simplicio de S Esleves.
Miguel Jos da Silva.
Antonio Goncalves Pereira Cima.
Josc Francisco Bento
Joaquim Jos Tavares. ,
Joo Francisco Baslos d'Oliveira.
Supplentes
Os senhores
contra diversas pessoas, em cujo numero se con-
ta o mui digno e mu honrado Dr. Joaquim Ay-
res de Almeida Frertas, juiz municipal daquclle
termo; e isto somente porque es4e distinctojuiz.
tendo em visla nicamente o cumprimento do
Dr. Innoceucio Seraphico de Assis Carvalho.
Padre Albino de Carvalho Lessa.
Manoel Camello Pessoa.
Jos Francisco de Souza Lim?.
Jos Virissimo dos Anjos.
Braz Antonio da Cunha e Albuquerquo.
E para constar mandei fazer o presente para
ser afixado nos lugares do costume e publicado
pela imprensa.
Dado o passado nesta freguezia de S. Jos do
Recife aos 17 de dezembro de 1860. Eu Jos
Goncalves de S, escrivo do juizo de paz o es-
crevi.
Manoel Jos Teixeira Bastos.
O^Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz de direito especial do commercio desla ci-
dade do Recife de Pernambuco e seu termo,
por S. M. 1. e C. o Sr. D. Pedro II, que Deus
guarde, etc
Fago saber aos que o presente edilal virem e
delle noticia tiverem, que no dia 19 de dezem-
bro prximo foturo, se ha de arrematar em praca
publica deste juizo, na sala dos auditorios finda
a audiencia, a casa terrea sila no largo do Parai-
zo n. 4, a qual tem 3 portas na frente, 2 salas, 4
quartes, cozinha na sala de detraz, quintal mu-
rado, cacimba moeira e com sahida no fundo para
a rua de S. Francisco, avaliada em 3 OOOj} e vai
praga por execugao de Manoel Buarque de Ma-
cado Lima, contra'seus dovedores Joaquim Flix
Machado e sua mulher de quem a mesma per-
tencento ; e caso nao haja langador que cubra o
prego da avalisgo, ser a arremataco feita pelo
prego da adjadicagao com o abate da lei.
E pata que chegue ao conhecimenlo de todos
mandei passar edilaes, que serao publicados pela
imorensa e affixados na forma da lei
Cidade do Recife 26 de novembro de 1860.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimento, es-
crivo o subscrevi.
Anselmo Francisco Peretti.
O Illra* Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desla provincia manda fazer publico que
no dia 10 de Janeiro prximo seguinto haver
concurso nesta thesouraria para preenchimento
de 10 vagas do praticanle da alfandega desta ca-
pital, comegando os exames as 10 horas da ma-
nha sobre as seguintes materias : leilura, e ana-
lyse grammalical da lingoa verncula, orthogra-
phia, c arithmetica at a theoria das proporges
inclusive.
Aquelles, que pretenderem ser admittidos ao
concurso, devero previamente provar que teera
18 annos completos de idade, que esto livres de
culpa e pena, e que teem bom procedimento.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 12 de dezembro de 1860.O official-
maior interino, Lni; Francisco de Sampaio e
Silva
Deelaracoes.

Conselho econmico do balalhao de n-
fantaria n. 9.
Para o rancho dos menores do arsenal de guerra
durante os mezes de Janeiro e fevereiro do
rumo prximo vindouro.
Pao de oitcas, bolacha, mantetga franceza,
caf em grao, cha hrsson, assucar reinado de 2a
sorte, carne verde, dita secci, farinha de man-
dioca, feijo preto ou mulatinho, loucinho de
Lisboa, bacalho, azeite doce de Lisboa, vinagre
de Lisboa, arroz do Maranhao.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 22
do corrente mez.
Sala das sesses 4o conselho administrativo
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 17 de
dezembro de 1860.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal^ecrelario interino.
Pela adminislragao do correio desta cidade,
se faz publico, para lins convenientes, que em
virtude do disposlo no arl. 138 do regulamento
gcral dos correios de 21 de dezembro de 1844
e art. 9 do decreto n. 785 de 15 de maiode 1851,
so proceder a consumo das cartas existentes nes-
ta adminislragao pertencente ao mez de dezem-
bro do armo passado, no dia 3 de Janeiro pr-
ximo, s 11 horas da manha, na porta do mes-
mo correio, e a respectiva lista j se acha expos-
ta aos inleresssdos Correio de Pernambuco. 18
do dezembro de 1860. O administrador, Do-
mingos dos Passos Miranda.
Par o Ra Grande do Sul
segu com brevidade a barca Mathilde
a maior parte da carga prompta para o
te, lrata-se com Manoel Alves Guerra,
escriptorio na rua do Trapiche n. 14.
por ter
restan-
no seu
Para o Rio de Janeiro vai seguir com muila
breyidade o brigue nacional a Encantador, de
rauilo boa marcha, anda recebe alguma carga a
frote : trata-se na rua da Cruz n. 45 ou com o
capitao a bordo.
Lisboa.
Vai sahir brevemeute a barca Gralidao por
ter parte Jo carregamento prompto ; para o res-
to e passageiros, tratase com os consignatarios
Carvalho Nogoeira & C, rua do Vigario n. 9.
primeiro audar, oti com o capilo Borges Pestaa
C0MP4MHA PER\4JIBICAXA
ra
Navegado cosleira a vapor
O vapor fersinunga, comrnandanle Moura.
segu viagem para os portos,do sul de sua escala
no dia 20 do corrente mez as 5 li2 horas da
larde.
Recebe carga para Macei e portos intermedios
' al o dia 19 ao meio dia.
O expediente na gerencia ser at 3 horas e
I depois de fechado nada mais se admittir : es-
criplorio no Forte do Mallos
Vaccina publica.
Havendo presentemente mui boa se-
ment vacciniea, o commissario vaccina-
dor provincial convida aos paes do fami-
lias desla cidade a comparecerem com
2gj seus ilhos e mais agregados que preci-
/g sarem ser vaccinados as quintas-feirns
c e domingos, no (orieo da alfandega das
C6 7 s 10 horas da manha e nos sabbados
m na casa de sua residencia, segundo andar
Wt do sobradu d j um ealrcita do Rosario n
Qga 30, para assim poder conservar a trans-
%f misso do fluido de brago braco, nica J|
13/ mancira de sua coiiserraco com pro- gs
A junta administrativa da santa casa da mi- .
sericordia do Recife manda fazer publico, que nao O hiate Garibaldi, segu para o Cear em pod-
iendo havido sesso hontem por nchar-se doente icos dj as : a tratar com Tasso Irmos ou com o
o thesoureiro esmoler interino, ficou transferida capitao Custodio Jos Vianna.
para o dia 20 do corrente a arremataco das ren-
das das casas abaixo declaradas :
Bairro do Recife.
Rua do Pilar n. 74.
Becco do Abreo n 2.
Bairro de Santo Antonio
Rua Direita n. 7.
Rua Nova n. 55.
Hila do Padre Floriann ns. 45, 47 e 49.
Dita do Fagundes n. 32.
Dita de Sania Thereza n. 4.
Dita da Calcada n. 36.
Dila dos Pescadores 11. 11.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do Re-
cife 14 de dezembro de 1860.
O escrivo.
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Recebedoria de rendas ioter-
Aracaty.
Segu nasles dias o hiate Vdela para c
resto da carga e passageiros, trata se com Caeta-
no Cyriaco di C M., no lado do Corpo Santo nu-
mero 25.
O hiale Camaragibe sahe para o Ass na
presente semana : para o resto da carga dirijam-
se a rua do Vigario n. 5"
Leiles.
O mesmo conselho contrata para suas pragas
arranchadas durante o primeiro semestre do an-
no vindouro, os seguintes gneros : azeile doce,
assucar branro de torro, ou mascavado refinado,
arroz, bacalho, caf em grao, carne verde, dila ,
secca, feijo mulatinho ou preto, farinha da ter-! dos' cebedores, assim como o do pagamento na
ra. lenha em achas. manteiga franceza, pes de ; ;eRc,erib'd1'Jsri! d?. PnB!ciro 81?ra5lr,edo erc.'cl de ,
4 e 6 ongas, fucinho de Lisboa, e vinagre tara- 1 86 a *^6I- ll
uas ge raes.
Pela recebedoria de rendas internas geraes sa
faz publico, que no corrente mez termina o prazo J COSt9QOS
do recebimento dos irapostos do exercicio de 1859
a 1860, no domicilio dos conlribuintes a cargo .
DE
ongas,
bem de Lisboa : os quaes gneros devero ser
de boa qualidade: quera pois quizer se propr
ao fornecimenlo, compsrec* na secretaria do dito
balalhn, no dia 28 do crrenle, at as 10 horas
da manha, com suas propostas em cartas fecha-
das. Quartel n3 Solelade 17 de dezembro de
1860.O tenentesecrctario,
Jos Francisco de Moraes & Vasconcellas.
.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tom de comprar os objec-
tos seguintes :
Para provimento dos armazens do arsenal
de guerra.
20 duzias de taboas de assoalho de louro ; 5
arrobas de colla da Bahia ; 3 arrobas de rabo de
linho branco, tendo de grossura 1 1/2 pollegala ;
1 arroba de cera branca.
livre da mulla de 3
decima addicional de mo morla-
imposto do 20 % sobre lojas e casas de dcscon,
lo ; dito especial sobre casas de movis, roupas;!
calcado, mobilias fabricadas em paiz estrangeiro ;
dito sobre barcos do interior; Gndo o qual se- ;
guir-se-ha a cobranga executiva quanto ao do- j
bilo daquel e exercicio, e a percepeo da multa
quanto ao desle.
Recebedoria de Pernambuco, Io de dezembro
do 1860.-O administrador, Manoel Carueiro de
Souza Lacerda.
Pelamesa do consulado provincial se faz
; publico aos proprietarios dos predios urbanos das
freguezias desla cidade e da dos Afogados, que os I
30 dias uteis para o pagamento bocea do cofre, i
do 1.* semestre do anno linanceiro da 1860 a 61
do imposto da decima, se principian) a contar do
da 1.-de dezembro vindouro. Mesa do consu-
lado provincial de Pernambuco 24 de novembio
de 1860.
C0MP1NLM imU DE G. MIRINiNGELl
Quinta feira 20 de dezembro
ULTIMA RECITA DA PRESENTE ESTACAO
Represenlar-se-ha a opera do inmortal Vcrdi em quatro actos.
Vendemse j os bilheles como de costume.
Principiar s 8 horas em ponto.
Avisos inaritimo.
Maranhao e l*ar,
Sahe ncsles dias para os indicados porlos o
brigue-escuna Graciosa, capitao e pralico Joo
Jos de Souza ; para a pouca carga que ainda po-
de admitlir, trata-se com os consignatarios Al-
meida Goma?, Alves & C, rua da Cruz n, 27.
Porto por Lisboa.
A barca portngueza Silencio, capitao Fran-
cisco Martins de Carvalho, segu viagem par3 os
portos cima mencionados em 28 do corrente,
ainda recebe alguma carga e passageiros: os
pretendentes podem entender-se com o consig-
uatario Manoel Ferreira da Silva Tarroso, na rua
de Apollo n. 28.
Para o Porto e Lisboa,
o brigue Espcranga sahir no dia 29 impretori-
velmente, ainda recebe carga c passageiros : a
tratar na rua da Cadeia do Recife o. 4.
Para o Rio de Janeiro
saguir at o dia 22 do corrente a barca nacional
Marianna, e recebe alguns escravos a frete :
trala-se na praga do Corpo Santo, escriplorio de
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho.
Cear, Maranhao e Para.
P palhabote Novaes segu para os tres por-
tos cima, e recebe cerga : trata-se com os con-
signatarios Marques, Barros & C, largo do Corpo
Santo n. 6, segundo andar.
Aracaty pelo Ass.
O hiate Gratido sahe por estes dias com a
carga que tiver: para o resto e passageiros. Ira-
Porto e Lisboa
A bem conhecida barca porlugueza Sympa-
thia, capitao Nogoeira dos Santos, vai sahir bre-
vemente para os portos cima indicados ; quem
na mesma quizer carregar ou ir do passagem,
poder ontender-se com os consignatarios Bailar
iiOliveira, rua da Cadeia do bairro do Recife nu-
mero n. 12.
iXLllluua
Para a Bahia segu em poucos dias o palha-
bote nacional Dous Amigos, tem parle de sua
carga engajada; para o resto, trata-se com seu
consignatario Francisco L. O. Azevedo, na rua
da Madre de Deus n. 12
Aracaty.
Para esle porto segu brevemente o hiate na-
cional Sanl'Anna ; para o resla-nte da caga e
passageiros, trata-se com Gurgel Irmos, rua da
Cadeia do Recife, primeiro andar a. 28.
de amarello, 14
duzias de cadeiras assento
redondo, 16 ditas de dilas
hamburguesas, 2 ditas de
ditas para meninos, bercos,
lavatorioscom pedra esem
ella, secretarias, cadeiras
para pianos, cabides, bi-
dets, camas para menino,
costureiros, mesas etc.
Quinta-feira 20 do corrente.
Antones autorisado pelos administradores dj
casal do fallecido M.ircolino d.- Borja Geraldes,
far leilo no dia cima designado sera reserva
de prego, de todas as obras de marcineiria exis-
tentes no annazem da rua do Imperador n. 17,
que Oca em frente da igreja de S. Francisco, em'
cujo armazem ter lugar o leilo, s 11 horas di
manha.
corrente.
Evaristo autorisado pelo despacho do Exm. Sr.
Tr. juiz especial do commercio. a requer monto
o'os Srs. Ferreira & Martins, fir leilo do depj-
sito n. 15 no largo da ribeira de S. Jos, de to-
dos os objectos no mesmo existentes, como do
balango consta, sendo a casa garantida ao com-
prador, as II lioras do dia cima mencionado.
Avisos diversos.
COMPANHIA BRASiLEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se dos portos do norte at o dia 18 do
corrento o vapor Tocanftns, comrnandanle o
primeiro-tcnente Pedro Hypolilo Duarle, o qual
depois da demora do cosiume seguir para os
portos do sul
Recebem-se desde j passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir a qual de-
la-so com Pereira & Valenle, rua do Codorniz j Ter ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
o. 5 e no Forle do Mattos. i cia rua da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo A
Porto por Lisboa no
dia 5.
Imprelerivelmenle vsi*sahlr no dia 15 para o
Porto com escala por Lisboa o brigue portusuez
Mendes
Baha.
Segu nestes dias o palhabote Santa Cruz ;
para o restante da carga, trata-se com Caetano
Promptido II. forrado eencavilhado de cobre, i cyriacoda C. M. & Irmo, no lado do Corpo San-
de primeira classe e marcha.com a carga que ti-(to n. 25.
ver: e para carga e passageiros. aos quaes effe-' -m-x *-^ j J C1 1
rece excedentes commodos e bom tralamento,' l'C 1 f\ I tTI H I l f ^S\
trata-se cora Elias Jos dos Santos Audrade& C.,1 ""V-' Vil UUUt< \M.\J UUI
na rua da Madre de Dos n. 32, ou com o capi-! O patacho Bom Jess, pretende seguir com
to. Roga-se aos senhores passageiros que pre-1brevidade, recebe carga a frete : a tratar com Cae-
tenderera ir no mesmo navio, de virem realisar tao Cyriacoda Costa Moreira & Irmo. no largo
suas passagens.
Para Lisboa,
pretende sabir com brevidade a bem conhecida
e acreditada nrca Flcr de S. Simao : para
carga e passageiros, trala-se com Carvalho No-
do Corpo Santo n. 25.
Para a Bahia
pretende seguir com muila brevidade a sumaca
nacional Horteneia, a qual tem prompta parle
de seu carregamento : para o resto que lhe fal-
gueira fc C, roa do Vigario a.V, primeiro sudar, ta, trala-se com o seu consgnatr.rio Azevedo &
ou com o capitao. Mendes, no seu escriplorio rua da Cruz a. 1.
Quem precisar de urna ama com bom leite,
dinja-sea rua da Senzala Velha n. 42.
Todos os dias ter leite puro de vacca a 3iO
rs. a garrafa : no armazem do S. Silva e Branco.
defronte do chafariz no largo da Assembla. Fur-
to do Mallos.
Urna pessoa com as habilitagoes precisas,
offerece-se para fazer a escripta de algama easa
de commercio, assim como a promover cobran-
ga de algumas casas de negocio, quer seja a co-
branga nesta capital ou fra della, dando liadur a
sua conducta : a tratar na rua da Cadeia do Re-
cife n. 46.
Joaquim Goncalves CaBcio, subdito porto-
guez, retira-se para Portugal.
= Precisa-se de urna ama de leite que nio
lenha filho ; na rua do Alecrim, sobrado n. 2,
primeiro andar.
Attcnco.
Havendo Jos Pacheco Couto, no dia 13 do cor-
rente, pelas 5 horas da tarde, sahido desta cida-
de com destino ao olho d*agoa dos Bredos, dif-
irilo de Pesqueira, aonde c morador, perdido no
caminho de Santo Amaro de Jaboato una maca
em que conduzia urna lelra do l-200jj|, aceita pelo
Sr. Pulquerio dos Santos Jnior, una paletot de
panno, nma caiga preta, duas dit3s branca, dous
colleles prelos e urnas camisas, um par de borze-
guins, urna toalha, e duas cartas dirigidas aos
Srs. Antonio Francisco de Albuqucnjue e Leo-
nardo Pacheco Coulo, acompanhando conti de
venda do saceos com algodo : rogase a qual-
quer pessoa que tiver achado ou der noticia de
ditos objectos, de dirigir-so nesta praga Jos
Luiz Snaiaco, no Forte do Mallos, prensa de al-
godo n. 20. ou no engeuho Calende ao Sr. Jo.--
Ignacio Rodrigues, que ser generosamente gra-
tificado ; prevenindo-se que se proceder contra
a pessoa que fizer negocio com a lelra e mais ob-
jectos j mencionados.
No botequim do caf dos anos, na travessa
da rua do Imperador, casa do Paiva, precisa-so
de um moleque para o servico do mesmo.
Aluga-seura excellonle quarto no corredor
da escada do sobrado da rua das Cruzes n 3>
quem o pretender, procure na travessa da rua das
Cruzes n. 6.
Botequim da espe-
rarle a.
o
No pateo do Terco n. 42 acha-se establecido
um botequim onde se encontrar a qualquer hora
do dia o bom lanche, e a noite haver bom caf
e cha, onde, lambem haver o bom charutinho de
Ravana para a rapazeada fumar.
Mudanca
i
rinln de Souzr & Bairio mudaran) o seu es-
criptorio da roa da Peuba n. 6 para a rua da Gru
b. 24, primeiro andar.


<)
Qucm quizer dar urna enanca
para se criar (sem ser deleite), dirija-
a* ra Velha n. 73, que achara' com
quem tratar.
Perdeu-se no dia f7 do corrente o meio bi-
lhete n. 2601 da S* parta da 1* lotera da irman-
dade de Nossa Senhora do Bom-Parto da igreja
de S. Sebaaiio de Olinda, o qual levava assig-
nado do verso o nome do seus douos Anna
Theodora dos SodIos Couto e Viciorioo Jos Sal-
danh. Previne-se porlanto ao Sr. thesoureiro
serte lhe sahir, seno aos raesmos possuidores.
NOTICE.
In pursunnee with the Act 6 Geo IV cap. 87
A meeling o the british residetits will be held
el the british consulate on Ihnrsday the 27
iostant ni 12 ocluck. British consulat.
rernambuco 17 dec. 1860.
O abaixo assignado, tendo-lho constado
que Antonio de Freitas Tavares havia negociado
a parte que tem eoi uma parda de nome Jacin-
tha, a qual est com uma aejao em jui/.o para
manulengo de sua liberdade, exislindo no de-
posito gcral dcsta cidade a quantia que lhe ga-
rante, visto esta ser uma parte forra declara
ao respaitavel pubjico desta provincia que nao
poder fazer tal compra pois o supplicanle a
cao pule vender; ha penas de responsabilidad',
como giran ti- m nossas Iris, para todo e qualquer
que assim obrar; anuuncio para nao chamar-so
ignorancia.
Francisco Maciel de Souza.
Fugio no dia 2 de novembro do engenho Si-
bir da Santa Cruz, sito na Ipojuca, uro escravo
de nome Antonio, por alcunho Moreira, o qual
foi comprado ao Sr. Manoel Ignacio dos Santos,
senhor do engenho Saulo Antonio das Morios,
em Macei. Seguio para o Recife aoudo pedio
uma caria ao Sr. Antonio Pires Ferreira, e de
suppdr quo aioda a conserve servindo do guin.
Tera os signaes seguinles : representa ter 30 a 35
anuos de idade pouco mais ou menos, cor bem
prela c espaduas largas : roga-se a quem dulle
soubcr haja de o apprehender e levar ao dito en-
genho ao abaixo assignado, ou eo Recife ao Sr.
Manoel Ignacio de Olivetra Filho, quo ser
bem recompensado. Siluro 11 de dezerubro de
1860.Filippe de Si e Albuquerque.
Joo Percira de Carvalho, como procurador
de Joa-juim Gom;alves de Azevcdo Maia, que sen-
do marcado o dia 14 do corrente para seren ar-
rematados os bens da Alexandre Jos de San- no tem recentemente recebido um f?ran-
t Auna, que foram penhorados c avsliados, e co- .i~_____-
mo nao se tenha cffectuado dita arrematago c
ten do Picado para o dia 18 do mesmo corrente
mez, por isso roga a todas as pessoss que quei-
ram lancar em ditos bens, comparecam do citado
dia, as9 huras da manha, na porta da juiz do
paz da freguezia de S. Jos.
-MAMO DE KRNABHOGO. TEBC* *tUU 18 DE DEZEMBRO DE 1840.
IMITO
PROGRESSO
de
O artista americano
O artista americano
O artista americ?no
O artista americano
O artista amtricano
Tira retratos por 3$
Tira r a tratos por 5$
Tira retratos por 3
Tira retratos por 5*
Tira retratos por 3$
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Usborn, o retratista america
mm
--largo da Penha-
Os proprietarios deste estabele-
por seren
omento convidara ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato que se
r9em, S6U T"em de m,had0s de novamente sor,ido degenero,, os melhoresiueem
ma! TZrC0' P/ 8ere?n eSClhd0S Pr um dos socios na CPil*' de L^oa e
a maior parte delles vindos por coma dos proprietarios.
CliocoliUe
dos melbores autores de Europa a 900 rs. a libra em porSo a 880 ti.
Marmelada imperial
1 a 2 libras a 800
Imagens
Trocam-sc as mais ricas e perfeitas imagens de
N S. do Carino, Santo Antonio e Menino Jess,
de diversos lamanhos, proprios para o festejo da
noite de natal, e por precos commodos : na ra
do Queimado, loja de ferragensn. 14.
JoSo Antonio Soares Vivos participa a quera
tem penliores em sua raao que os vio resgalar
ate o lira do correnle mez de dezembro, do con-
trario sero vendidos para scu pagamento. Reci-
fe 17 de dezembro de 1860.
Quem qoizer alugar uma escrava para oser-
vro de uma casa de familia, dirija-se ra do
Socego n. 4.
Precisa-se de uma ama de leile e outra sec-
ca : no paleo do Terco n. 26.
O-se um vantajoso ordenado a uma pessoa
que tenha as precisas qualida les de oceupar o
lugar de primeiro caixeiro de uma das melhores
casas de molhados do bairro de Sanio Antonio,
dando por isso coahecimetito de pessoas de reco-
nhecida probidade, indicando por este jjroal son-
de se deve tratar.
3j Na ra da Cadeia do Recife n. 1, en- &>
6 tregarara ha dias na ausencia do dono
S| d.i casa, um volurae de estiva, suppe-se tj
S ter sido engao do conductor j quem fr fla
seu dono dando os signaes e pagando as
despezas lhe ser entregue ; na mesma
g rasa so vende massa phosphorica para
gj matar ratos.
de e variado sortimento de catxas, qua-
dros, aparatos chimaos, c um grande
numero de objectos relativos a arte.
Como tmbeos um grande ornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acliarao o abaixo assignado
sempre prompto sob conduces muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra exammarem os specimens do que
cima lica anunciado.
SYSTEHA MEDICO DEH0LL0WAY.
PI LULAS HOLLWOYA-
Peter Julliii relira-se para a Europa.
Aloga-se por prego commodo o armazem da
cas3 n. 39, silo na ra do Imperador : a tratar na
casa do fallecido commendador Luiz Gomes Fer-
reira, no Mondego.
Recife ao rio Sao Francisco
limitado.
da
da
de
Este inestimavel especifico, composto inteira
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a complei$o mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na coroplei$ao mais robusta ;
entecamente innocente em suas operares eef-
feitos ; pois busca eremove as doeDc.as de qual-
quer especib e grao por mais antigs e lenazes
que seam.
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, rauitas que j estavamas ponas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrara saude e forjas, depois dehaver tenta-
do inullimente todos osoutros remedios.
As mais afictas naodevem entregar-se a des-
esperajo ; fajam um competente ensaiodos
eDcazes effeitos desta assorabrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Mo se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
n *MtJhT' e,de OUlros mais fabri"nles de Lisboa em latas de
rs-, em porcao de se far algura abatimento.
Ma^a de tomate
em latas de 1 libra por 900 rs., em porSao vende-se a 850 rs.
l^atas com erviYhas
vende-se nicamente no armazem progresso a 640 rs. cada huma.
Conservas franccias e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
Latas de bo\ac\iin\ia de soda
com diferentes qualidades a 19600 a lata
Ameixas traueexas *
Ztt%jm^nm5T* em corapoteir8S'C0Dlend03libras 3*00 rs-
Vevdadciros gos de comadre
em caixa com 16 libras por 39000 rs. a retalho a 240 reis a libra.
CaixVn\vas com 8 libras de passas
a 3*000 rs. em por5o se far algura abatimento, vende-se tambera a retalho a libra a 500 rs.
Manteiga ingleza
peritamente flor a mais nova que 4ta no mercado a i000 rs. a libra, em barril se far al
gum abatimento. ''" *""
Cb perola
o melhor que ha neste genero a 2*500 rs. ajibra dito hyson a 2*000 rs.
Palitos de dentes lidiados
a 200 rs. cera 20 macinhos.
peixe sarel em posta
o melhor peixe que exziste em Portugal era latas grandes por 1500 rs. cada uma e de
outras nfuitas qualidades que se vendem pelo mesmo preso
REMEDIO INCOIVIPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY."
Milnares de individuos de todas as nacSes
podem testemonhar as virtudes deste remedio
incomparaveleprovtrem caso necestario, que,
pelo uso que delle izeram tem
seu <">rpo e
raembros tuteiramente saos depois de havo? em-
pregada intilmente outros trataraentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilbosas pela leitura dos peridicos, que Ih'as
relatara todos os dias ha muitos annos; e a
maior parte deltas sao lao sor prndenles que
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraran) com este soberano remedio
o uso de seus brasos e pernas, depois de ter
permanecido longo tempo nos hospitaes, onde
deviam soffrer a amputado l Dellas ba mui-
casquehavendodeixado esses, asylosde pade-
timenios, para se nao submeterem a essa ope-
racao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das laes pessoa na enfusao de seu reco-
nhecimento declamara estes resultados benfi-
cosi dame do lord corregedor e outros magis-
trados, afimde mais autenticaren! sua afirma-
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confian8 para encinar este re-
medio constantemente seguindo algura tempo o
infmenlo que necesslasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar inconlestavelroente.
yue ludo cura.
til, mais particu
Quintes casos.
lnflaramac.o da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
deolhos.
Mordeduras de reptis.
mosquitos
de
O ungento he
rmenle no,
Alporcas
Caimbras
Callos.
Ancores.
Cortadurts.
Dores de cabera.
das costas.
- dos meibros.
Emfermidades da cutis
era geral.
Ditas do anus.
Erupc,5es escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadass,
Inchages.
InflamaSao do ligado.
Vende-se este ungento no estabeleci
geral de Londres n. 244, Strand. e na loja
de todos os boticarios droguistas e outras pes-
soas encarregadas de sua venda era toda a
America do sul. Havana e Hespanha.
Vende se a 800 rs., cada bocetinha contera
uma instruc5ao em portuguez para explicar o
modo de Uzer uso deste ungento.
O deposito geral 6 em essa do Sr. Soum,
pharraaceutico, na ra da Cruz n. 22. era
Pernambuco.
Aluga-se um bom cozinbeiro, tanto para
l eaqoUl^BCOm, V"? C,S* Prlicul" ou hotel,
rio n. e"te dC be : na rua lar* d0 R":
Quem precisar de um bom cozinheiro, tan-
to para casa particQl.r, como botequiro, hotel
etc. : procure n. ru. larga 00 Rosario n. 23 '
yuarla-reira 19 do corrente mez. deoois da
"vlr.,Tm0Sr- Df- JUZ mUnCpal 5"
vara, tem de serem arrematadas, porrera ultima
F5nVn"dqH0e,,,c,,'0 d0 e"nenleiro de Bento
tencentpS ?" Pa8,'idaS as divid" "livas per-
1fir,fmr!!amdJeum sit0 na rua Imperial n.
r '-997> com a respectiva cadeia com dous
flos de bom ouro e um grosso passador tendo
este em cada um dos lados uma pequea cabeca
de azeviche, n'uma das quaes tem tres neouen^
diamantes, e na outra um dito : rogareTs aT
n.nadei? 'h3 a'SUCm qUem or offeretdo
o apprehenda e leve ao sitio cima indicado
ser generosamente recompensado.
que
qjie
/.UM.
Precisa-se de uma
nhar para casa do homemsolteir
ueiniado. loja de ferragens n. 49.
1 F. Behrends vai p3ra o Pcnedo
8-1'8 .C0IEPrar e cozi-
na rua do
por
Picadura
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraces ptridas
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulares.
Veas torcidas ou no-
das as pernas.
Macei.
ry Luiz Anlonio Goncalves Ferreira tendn np
goc.o a tratar com o Sr. desemba gad^-Villares
- F. W. Konigsmarck vai para a Europa.
Oucm precisar de um guarda livms rtir.
e w: se a 2 ttaas
Publicicao jurdica.
m2?2S9** po,itica do imperio.
tambem se vende o cdigo criminal e o do pro!
cesso criminal, anotados pelo mesmo Sr. doutor
dameme.aderDad em Um S 555E
Hr- ? se "m s"10 no Principio da estrada
dos Affliclos. pertencente aviuva de Jos Jna
quim de Mesquila, com muitos arvoredos nro"
ductivos e uma excellenle casa hnSSS PflS
se .orna recommendavel pelos seus commdo^ e
dependencias : a tratar na rua do (fceimado n
18, segunda loja vmdodo Rosario. v"tln,aao n'
Curso particular derhetorica.
Manoel de Honorato tem aberlo o seu curso
de eloquenciae potica nacional : na rua D?rei-
88, primeiro andar. '
ta n
SL1UHIO
1. P. .
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Am polas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou extenua-
co.
Debildade ou falta de
for$aspara qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor do garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enferrnidadesno ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammacdes.
Irregularidades
menslruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstruc$ao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retenjao do ourina.
Rheumatismo.
Symptomos secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
aviso que porordem da mesma abaixo icam pu-
blicado?. r
i^Cr'i!tcna cornPanl''a 17 de dezembro de
*oau.t. u. Bramah, thesoureiro.
AVISO.
COMPAMHA DA VIA FRREA
UECIFE A SAO FRANCISCO.
(LIMITADO.)
Pelo presente faz-se publico que por resolucao
da directora desta companhia, tomada nesta da-
la tem-se eilo uma outra chamada de duas li-
bras sterlinns por cada accao. qual chamada ou
prestioao dever ser paga at o dia 19 de Janeiro
prosimu futuro no Rio de Janeiro em casados
Sr. Maua Me. Gregor & C, na Babia aos Srs. S
S. Daveroport & C e em Pernambuco no es-
cript3nodd thesouraria da mesma via ferroa.
Pelo presente fca tambera entendido que no
caso de nao ser a dita chamada ou prestacao sa-
Usfeila no da marcado para o seu pagamento ou
otiles o accionista quo locorrer nesta falta paga-
r juros a razio de 5 por cenlo ao anno sobre
til chamada ou prestaco a contar deste dia at
que seja realisado o pagamento. No caso de no
effectuaro pagamentodesti chamada ou piesla-
cao dentro de 3 mezes a i-ontar do dito dia Oxado
para o embolso da mesma (carao as arcoes que
incorrerem em tal falta sujeitas a serem confis-
cadas sogundo as disposicoes dos estatutos a este
respeito.
Por ordera dos directores.
AssignadoW. H. Bellam,
Secretario.
O Sr. Agostinlio Letarte, tem
uma carta de sua familia na rua da
Cruz n. 17.
Precisa-se de 6:000$ a premio
dando se por eguranca ^predios nesta
prara por tempo de um'anno : qnem
os quizer dar dirija-se a esta typogra-
pliia que se dir' quem precisa ou an-
nuc-cie por este Diario.
Nova pauta ou tarifa da
alfandega
Ka vraria da praca da Independen-
ca ti. 6 e 8. existe a nova tarifa que
tem ieexecutar se a 9 de fevereiro, a
qual sera' mostrada ao$ Srs. assignantes
do Diario, que a quizerem consultar em
quinto nao chegam alguns pai-a vender.
Hoje pelas 11 horas da manhla se ho de
arrematar na audiencia do Sr. Dr. Jul de or-
ff^^T^^VtnSStS^i e ""Sn" M "'^ercom eFanVruaTo Uo8:
Leal, que lhe ..,,',31 Farl *SS .?.?, 'e 5?J ^'Z&T?* 2? como administrador de sua mulher e tutor de mj ,?fe correnl raez. pois do contra-
r.unhada iinonib.^.. >UBr "r ae *8u no serao rendidos pr ordem do iuiz comoe-
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto intermitente.
Vende-se estas pilulas no ostabeleciment 0
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
lodos os bjticaros droguista e outras pessoas en-
carregadas de sua venda em toda a America do
oul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
uma dallas, contera uma instruc^So em portu-
guez para explicar o modo dse usar destas pi-
llas. r
O deposito geral em casa do Sr. Soum
dharmaceutco, na rua da Cruz n. 22, em Per-
nambuco.
A refinacao do Monteiro precisa de ser-
ventes.
Dentisla de Pars.
15Rua Nova15
FcedericoGautier, cirurgiodentista
faz todas as operare da suaarteecol-
locadentes artificiaes, ludo com a upe-!
rioridade e perfeiQo queas pessoasen-
tendidas lhe reconhecem.
Temazua e pos dentifricios etc
mmmmmM
Manteiga franceza
a 720 rs. a libra em barril se far abatimento.
Toneiuuo de Lisboa
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
Masas para sopa
emcaxinhasde 8 libras com deferentes qualidades por 49000 rs.
Tambem vendm-seosseguintes geaeros, ludo recentemente chegado e de suneriores m.
idades presuntos a 48* rs. a libra, chourlca muita nova, marmelada dflg mais afaSTabr can,
.^.''T*. detomaf,e'Perasecfka. P"sas fructas era calda, araendoas, nozes, frascos com
emendo cobertas, confe.les, past.lhas de varias qualidades, vinagre branca Bordeaux, propS
para conservas, charu os dos melhores falricantes de San Flix, macas de todas as qualida!
gomma mutto fina erv.lhas francez. champagne das mais acreditadas marcas, cervejas d dh
permacete baralo.ltcore. francezesrauito finos, marrasquino de zara, azeite doce purXado zei
tonas mutto novas, banha de porco refinada e outros muitos gneros que encontrado ten dme a
mo.hados, por.sso prometiera os proprietarios venderera por muito menos do queouroZ!er
promettera mats tambera serv.rera aquellas pessoas que mandarera por outras 2S2TSS
seviessem pessoalmente; rogara tambera todos ossenhores de engenho esenhores madores
7SSSSSencom no artDazera Progresso'que se lhes affiana a **3Z
ina
DE
IX \ L.OJ\ \KM\ZEM
DE
Joaquina Francisco dos Santos.
40 RUA DO QUEMADO 40
Defronte do beoco da Congregado letreiro verde.
m
MEDICO PARTEIRO E OPERADOR.
3 RUA DA GLORIA, CASA DO F LWDAO 3
Clnica por ambos os systemas.
hr r?.Dr; Lob1.JMoscos,, d consullas todos os dias pela raanhaa, e de tarde
horas. Contrata pantdos para curar annualraente, nao s para acidado comonara
ou outras propriedades ruraes. "uaue, como para
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da ,
de urgencia a outra qualquer hora do dia. ou da noite, sendo por enripio'
o nome da pessoa, da rua e o numero da casa. P
Nos casos que nao forera de urgencia, as pessoas residentes no barrr. An n u
derao remetter seus bilhe.es bofe, do Sr. J. Sounn & C. na rua da Cru/ .'
l.vros do Sr. Jos Nogueira de Souza na rua do Crespo ao p da ponte ve ha' J
Nessa loja e na casa do annuncianie achar-se-ha constantemente
mentos horaeopallncos yi bam conhecidos e pelos precos seguinte-
ImjV?. lubos 3ranJe5...........10oo
Dita de 24 ditos........ ,...
Dita de36ditos........ ]......ggj
Da de 48 ditos......... ". ----------|^
Dita de 60 ditos........... .....*2Sff
Tubos avulsoscada ura......" V ." 3?f?22
Frascos de tinturas. ; ;.....!'.'.'.*.'.. 2000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr" t'ra-
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........20300O
>ledicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 10^0C0
Bepertono do Dr. Mello Moraes. ..... 65JOOO
depois de 4
cr engenho
manha e em caso
em que se declare
po-
lola de
os melhores medica-
ggg|Pg
DE

Pazendas e demiudezas.
Era casa de At

lugusto C. de Abreu, ha para vender um completo g
witimento de perfumara!, constando de leos, banlias, pos para Sfi
dentes, sabao extractos, aguas de cheiro e muitos outros artigos dos S$
melbores perfumistas de Londres e Pars. 5 J
Casa de Detencao.
Pagando a Veneravcl Ordera Terceira Francis-
cana um capello para diser missa nos domingos,
o dias santos ; consta quo somenle em um dia
ali se celebrara o santo sacrificio ; por isso roga-
se ao Dr. chefe de policir, queira dar providen-
cias que o caso exige.
Offerec 6s para caiieiro um rapaz brazileiro
parai qualquer estabelecimento na rua Imparisj
n. 37. (
Aviso em tempo.
A. vi uva do fioado Miguel Soug avisa aos do-
nos dos objetos e cirros que existia na cocheira,
cuchado Miaool Caroeiro Leal.
1 leeilr.
por ordem
do juiz compe-
Seda de quadrinhos muito fina covado
Enfeiles de velludo com froco pretos e
de cores para caheca de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraas e seda lapada e
iransparenre, covedo
Luvas de seda bordadas e lisas para
senhoras, homens e meninos
Lengos de seda rxos para senbora a
29000e
Mantas para grvalas e grvales de
seda de todas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lencos de gurgurao preos
lucas capellas brancas para noivados
Saias balao para senhora e meninas
Tafeta rxo o covado
Chitas franceza a 260, 280, 300, e
Cassai francezas, a vara
0 Setim preto azul e encarnado proprio
.para forros cora 4 palmos delargnra
o covado
Casemiralisa decores 2 larguras, o co-
vado
Chalesde miron bordados, lisos ees-
lampados de todas as qualidades
Seda lisa pretae de cores propria para
forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos cortes de seda pretos e de coros
cora 2 saias e debabados
Ditos de gaze e de seda phanlasia
Chales de loquim muito finos
Grosdenaple prelo e de cores de todas
as qualidades
Seda lavradapreta e branca
Capas de fil e visitas deseda preta
com froco
28500
8500
29000
9500
9320
500
19600
29000
19500
ARMAZEM DE ROIPAFEITA
m m 1 isio&D
Defronte do becco da Congregacao letreiro verde.
Casacasde panno preto a 308, 355? e
Sobrecasacas de dito dito a
Paletots de panno pretos e de cores a
209, 258, 309 e
Ditos de casemira de cores a 159 e
Ditos de casemiras do cores a 79 e
Ditos de alpaca preta gola de velludo a
Ditosde raerinsetim prelo e de cor
a 89 e
Ditosdealpacadecoresa 39500 e
Ditos dealpaca preta a 39500, 59,
78 e
Ditos de brim de cores a 39500,
49500 e
Ditos de bramante da linho brancos a
^ 49500 e
Calcas de casera ira preta e de cores a
99, 108e
Ditas de princeza e alpaca de eordio
pretos a
Ditas de brim hranco e de cores a
29500 48500 e
Ditas de ganga de cores a *
Ditas de casemira a
40000 Colleles de velludo decores muitofino a
359000 Ditos de casemira bordados a lisos
pretos e de cores a 59, 59500 e
359000 Ditos de setim preto a
229000 Ditos de casemira a
129000 Ditos de seda branca a 59 e
129000 Ditos de gurgurao de seda a 59 e
Ditos defusiao brancose decores a
99000 39e
59OOO Ditos de brim branco e decores a 29 e
Selouras do linho a
99000 Ditas de algodo a 19600 e
Camisas de petode fustao branco e
59000 de cores a 29300 e
Ditas de peito e punhosde linho mui-
69000 lo finas inglezas a duzia
Di tas de raadapolo brancas e de cores
129000 a 19800, 29e
Ditas de meia a 19 e
59000 Relogios de ouro patente e orisonlaes
Ditos de prata galvanisados a 259 e
59000 ObPas de ouro, aderecos. pulseiras e
39000 rosetas
58500
109000
68000
59000
39500
69000
68000
39509
29600
28500
28000
28500
35900o
29500
18600
8
309OOO



______________
DIARIO DE PERNMBCO. TER^A fEIRA >8 DE DEZEMBRO DE 1800.
f)
f.
. Alteneo.
Os netos da fallecida Cus-
todia Maria Rosa, esta irma
do finado Joaquim Francisco
de Azevedo [por antonomazia
Dizimeiro] e aquelles seus 2
s-jbrinhos legtimos, tendo
embargado a sentenca que
julgou a partilha dos bens da
heranca do mesmo finado na
qual nao foram osaununcian-
tes contemplados como her-
deiros instituidos substituti-
vamente em seu testamento e
ha vendo appellado para o su-
perior tribunal da relaco da
sentenca que confirmou
aquella outra pelojuizo mu-
nicipal da segunda vara desta
cidade, escrivao Vasconcellos,
previnera disto ao publico pa-
ra 4ue ninguem faga trausac-
cao alguma com os outros co-
herdeiros acerca dos ditos
beos, dos quaes protestata os
annuaciantes haver os seus
guinhs hereditarios, se ob-
tiverem como esperam pro-
vimento ao seu recurso, e pa-
ra que ninguem possa allegar
ignorancia e boa f fazen o
presente.
Vandcnbruel, Francois, subdito belga, re-
tira-se para o Rio de Janeiro.
Fierre Marlelet, subdito belga, retira-se
para o Rio de Janeiro.
Joao Jos da Cunha Lages vai a provincia
das Alagoas, levando era sua companbia sua se-
nhora e J menores.
. Alteneo.
Tere a-eira 18 do corrate, finda a audiencia
do Dr. juizde orphosir praga por venda urna
cscravinha de 14 annos, muito habilidosa, cose
etc., etc., pertencente aos herdeiros do finado
Henriquo Amante Chaves, aflm de ser seu pro-
ducto devidido ealro os mesmos herdeiros: os
pretendentes dirijara-se no da indicado, sala
das audiencia, casa em que (oi oulr'ora cadeia.
Alugam-se dous andares do sobrado da ra
da Cadeia n. 24, tendo commodos para grande
familia : a tratar na loja do mesmo.
PILMAS PAULISTANAS.
Trllame uto contra a tinha.
Paincipiar conforme a guia do folhetodas
molestias chronicasque sao : 4 massosde pla-
las. Lavar a caneca nos dias de falha com agua
moma, e a esfregar com sabo ordinario, ede-
pois a entogar
N. B. Fazei a pomada seguinte : fothas de
arueira 4 oncas ; socai-as no pilo, misturai 4
oncas de azeite doce, conservai n'uma vasilha ;
e quando for mister empregar, aquentar-se-ha
as brazas. Conservar urna especie de carapuca
de bata, aflm de transpirar ; nada de dieta :
com quatro trataraentos que sao 16 massos, esta-
r sao perfeito, e gozar abundancia de cabellos
annellados. Esli planta anniquilada pela impu-
reza do sangue, brotar com lodo vigor.
C. P. Etcbecon.
DEPOSITO GERAL
i 19Rita do Parto119
HIO DE JANEIRO.
TROTESTO DE REIVINDICACO E RESTI-
T1CA0.
D. Maria Clara de Salles Castro, viuva de Jos
Doraingues de Castro, negociante que fui da [ira-
ca do Marnnho, tutora do seus filhos e residen-
te em Lisboa; d'onde ltimamente resida e
allecou seu marido; o suas illhas maiores de
15, 16 e 17 annos D. Maria Luiza, D. Maria Jos.
D. Maria Clara, tendo de se oppor devidamente
ao irregular e nullo procedimenlo em que foram
alheados os mais importantes bens do casal em
Marauhao pelo juizo orphanologico Dr. Carradas,
escrivao S ; fazem publico por este meio, e por
que acabara de ser scentes d-e se haver lgido
O EXTRACTO
GOMPOSTO DE
ALA IPARRDLHA @ R. T@WB!I1]
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECQAO' CO DR JAMES R. CH1LT0N,
Oiniico e medico celebre de New York
A GRANDE SUPERIORIDADE DO EX-1
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
sangue
New-York, bavemos vendido durante muitos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, considera rao-lo ser o extracto original e ge-
nuino da salsa parrilba do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este nome foi apresen-
tadoao publico,
B0YD & PAUL. 40 Cortlandl Street.
Cada um sabe que a saude ou a infermidade W^LTER. B TOWNSEND 4 Co, 218 Pearl
depende directamente do estado desleFLOlDO vi-^ppnc" n.7.pn ,, mu t
tal. Isto ha de ser, visto o partido importante LEI S HazaRD-
que tem na economa animal.
A quaulidade do sangue n'um homem d'es-
talura mediana est avaliada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oito arralis. Em cada
pulsadlo duas oncas sahera do coragao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alera no corpo huma-
no era menos de quatro minutos. Urna dis-
posigao extensiva tem sido formada e destinada
com admiravel sabedoria a deslribuir e fazer
circular esta comiente db vida por todas as
partes da organisajao. Desle mojo corre sera-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se emprenha
de materias ftidas ou cjrrompdas, dtrtunde
COm VBLOCIDADB ELCTRICA a CJrrupgao as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para dtante pelas
arterias, pelas veias, e pelos vasos capillarios,
al cada orgao e cada leagera se faz ccmplela-
menle saturado e desordenado. Desta maneira
a circulago evidentemente se faz um engeniio
poderoso de doen$a. Nao obstante pode tam-
bem obrar com igual poder na eructo de saude.
Eslivesseo corpo infecionado da doenc,a maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glan luloso, ou muscular, se smente o san-
gue pode fazer-se puro e saudavel ficar superior
a doenga e inevitavelmente a expellir da cons-
lituicao.
O grande manancial de doenga entao como
d' aqui'consta no fluido circulante^ nenhum
JOHNCABLE& Co, 153 Water Street.
M WARD Si Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAMCo, 10 OldLIip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R. B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, ROBINS& Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86 William Street.
WM. UNDERH1LL, Junr, 183 Water Street.
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PKNFOLD, clava Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSS03 & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANOS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFEL1N, BROTHER & Co, 104 &
106 Jobn St.
LEWIS & PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
lOAstor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCHIEFFEL1N & CO^O Water
Suwt.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Slreat.
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FANESTOCt & Co. 49 John Street.
CONHECEMOS A ARVORE E SUAS FRU-
TAS ,
E IGUALMENTE
Vot\hecemos um Medicamtnto nos seus Effeilos.
O extracto composlo de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend est
0 MEDICAMENTO DO P0Y0
Adata-so ao maravilbosamente a constituido
que pode ser utilisadu em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E" DEBILIDADE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPCAO,
purifica;
ONDE HE PODRIDO,
AL1MPA.
Este medicamento celebrado que lo grandes
servicos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington. Brooklyn, sob a inspecro directa
do muito conhooidr, riiimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade deNew-York, cuja cer-
lido e assignatura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSAPARRILHA
DO DR. TOWNSEND-
O grande nirlficador do sangue
CURANDO
O Herpes
A Hertsipela,
CONSULTORIO
ESPECIAL H01E0PATHIO
Ra de Santo Amaro (Mando-novo) n. 8.
O Dr. Sabino O. L. Pinho d cousultasl venientes na pratica, principalmente para os m-
todos os-dias uteis desde as 10 horas at meio dicos que comejam fazer ensaios, e para as
dia. Visita aos doenles em seus domicilios! pessoag curiosas que nao sabem conhecer essss
de meio dia em diante, e em caso de ne- [ differencas, epor isso podei? altribuir inefica-
cessidade qualquer'hora. As senhoras de 'ia da homoeopaihia, o que realmente depende da
parto e os doenles de molestia aguda, que m preparago dos medicamentos.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
ssrs^.^ifrnr!?^ gS^?botb1S:1Shw.s.
lepara purificar e renova-lo.possuealgum dire- mcPDIIIJ tdtiidi .aa 1i.m.. r ...
to ao cuidado .do publico.
O SANGUE O sangcb o ponto no qual
se ha mysler fixar a atten;ao.
O ORIGINAL E O GINUINO!
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
JOSEPHE TRIPPI. 123 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortlandl
Street.
HAYDOCK, C0RLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDUSER, l78Greenwch
Street.
A ADSTRICC.AODOVEN-
TRE,
As Alporcas
Os Effeitos do azod-
GUE,
Dispepsia,
As DoENCAS.DE FIGA-
PO,
A IIydropesia.
AImpingb
As Ulceras,
O Rhematismo,
As Chacas
A Dedilidade geral-
AsDoencasde pelle
as borbulhas > a ca-
RA,
AS ToSSESt,
nao tiverem ainda lomado remedio algum al-
lopathico ou homeopalbico, sero allendidosde
preferencia.
As molestias mais frequentes debaixo dos
climas do Brasil, principalmente as que sao
mais difliceis de curar, Ihe tem merecido um
estudo especial; sao ellas :
1. Molestias proprias das mulheres.
2. Molestias das creancas.
3. Molestias da {elle.
4. Molestas dos olhos.
5." Syphilis, ou gallico.
6. Pebres sympthomalicas Jas lesoes do cere-
bro e de suas membranas, dos orgos do peito,
e do apparelbo digestivo ; febres intermitien-
tes e suas consequencias.
Pharmacia especial hornee opathica.
Os Catarrhos, As Tsicas, btc.
OExtracto acha-seconlidoemgarrafas quadra-
das e garante se ser mais forie e melhor em to-
AGITADOR DYNAMICO.
A pharmacia honceopathica est longe de
preencher todas as vistas dos mdicos homoe-
palhas em quanlo foreni os medicamentos pre-
parados mo. A forja do homem nao po-
de ler a precisa uniformidade para bem de-
sinvolver as propriedades medicamentosas das;
substancias ; ella vae naturalmente enfraque-
cendo medida que se vae fazenJo o traba-
Iho da dynamisac,o; e por essa r*zo que
numerosas vezes accontece que duas preparaces
de acnito, por exemplo, da mesaa dynami-
sa$ao, feilas pelo mesmo homem, no mesmo
dia, ou em dias diversos, ou feilas por dous
Para obviar estes graves inconvenientes o
agitador dynamico do Dr. Sabino munido
de um contador em que se scham as unidade,
de?enas, centenas, mituares, dezenas de militares
enllocadas convenientemente, de maneira que
cada vascolejacao apparece um numero novo,
desde 1 al 10 mil; no sendo desta sor-te
possivel engao algum.
Os medicamentos homceopathicos preparados
por meio desta maquina sao os nicos que de-
sinvolvem propriedades uniformes capazes de
curar os molestias com a maior certeza pos-
sivel.
Alem disso, desejando tirar de sua viagem
a Eurcpa todas as vantagens para o progresso
da homceopatbia no Brasil, o Dr. Sabino nao
poupou esforjos para obler as substancias rre-
dicameniosas dos proprios lugares, onde ellas na-
turalmente nascem, e para isso emenden- se com
ura dos melhores heiboristas d'Aliemanha, para
Ihe mandar vir as llantas frescas, afim de pro-
parar elle mesmo as tinturas.
E' assim que o acnito foi mandado vir des
Alpes, 3 rnica das montanhis da Suissa, a
j belladona, bryonnia, chamomilla, pulsatilla. rhus,
hyosciamus, foram colhidas n'Allemanha. na
I Franja o na Blgica, o veratrum no monte Ju-
I ra, ele. etc.
Desta sorle provida a pharmacia do Dr.
Sabino das substancias que serviram para as ex-
periencias puras de Hahnemann, descriplas na
palhcgensia, acharao os mdicos e os amigos da
homceopathia os meios seguros e verdadeirosde
curarem as eufermidades.
do o respeito a algum outro purificador do san-i homens differenles, nao produzem o mesmo re-
gu., conservase em todos os climas por cer-, sultado em casos anlogos de molestias; urna
prompta, a outra
to sspago de lempo.
a certidao do Dr. J. R. Chlitlon, na capa
Cada garrafa do original e genuino exlraciu do Dr. Townsend tem a assignatura e
exterior de papel verde
No esariptorio do proprietario, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 21 escriploric 1. andar, tam-
bera na botica da ra Direita n. 88 do Sr. Prannos.
APPPOVACaO E AITORISACaO
DA
ALMBit/t lfilAL G)I HDCII
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
rtDSSil/\
Precisa -se de urna sma para casa de poua
familia : a tratar na ra da Cadeia do Reei'e n.
"45, ou na ra da Senzall-velha n. 80.
Ensino de msica.
OTerece-separa leccionar soejo.comotam-
bema tocar variosinsl/umenlos; dando asu-
enes das 7 horas s 9 li9 da noi te: a tratar na ra
da Roda n. 50.
desinvolve urna accao mais
urna acejio mais lenta.
Alm disso, sendo essencial para a regu-
laridade das dynamisa(oes que cada di/utf-ao
tenha um numero certo de abalos ou vascole-
jagoes, para que nao acconte^a que pelo excesso
ou pela insuf&ciencia d' estas percam os medica-
memos as propriedades que Ihes sao assignala
OS PREgOS S.lO OS SEGUINTES:
Botica de 44 tubos grandes .... 12 a 1P
Dita de 36 ...... 189 a -2-20
Dila de 48 ......2 a 299
Dila de 60 ......309 a 3bJ
N.B. Existem carteiras ricas de vdudo para
maior prego.
Cada vidro de tintura avulso. ; 253
Cada tubo avulso...........t~.
Caixas cora medicamentos em glbulos e tin-
turas de diversas dynamisacoes ( mais usadas ) :
De 24 vidros com tintura e 48 tu.
bos grandes...........48900O
De 36 ditos dita e 56 tubos grandes 6i~000
De 36 ditos dila e 68 lubus grandes. 70*000
De 48 ditos dila e 88 tubos grandes 928000
De 60 ditos dita e 110 tubos grandes J155COO
Esta; caixas sao uteis aos mdicos, sos Srt,
abusos e uuilidades desse irregular inventario, o habis e distincts facultativo?.
especialmente (K-lo direito de restiluicao e lesao
enorme perJas, damuos e lucros cessanles, na
vend* que seprocedeo pelojuizo orphanologico
Dr. Barradas e escrivao Si, de urna 6umaca de-
nominada ParRshiba, e quatre'escrnvos mari-
nheiros que a tripulavam, de nomesAdriao, pre-
to, Leonel, prelo, Joaquim, proto e Benedicto.
preto, cuja sumaca navegando do Maranhao para
a villa da Parnahiba, e perlencendo a seu finado
marido e pai, se achava tundeada em Maranhao
na poca do alludido inventario, e foi vendida
por ordem daquello juizo, pela quantia de 2:300g
rs., e os quatro escravus mariuheiros por2:917#
rs. !! ao todo 5:217$0001 quando ludo valia
aproximadamente del7contos I sendo o com-
prador Francisco Pereira da Silva Novaes. a quem
o mesmo juizo constituio iuveulariamenle sem
que para semelhanle venda fosse prevenida nem
ouvida previamente viuva cabera do casal, que
se achava fnzendo seu iovenlarioem Lisboa, vis-
to que alii residia, all tinha fallecido seu mari-
do, e all tinha e possuia os seus mais valiosos
bens, nem to pouco ouvidas ou citadas suas fi-
lhas maiores. U que ludo conslilue monstruoso,
irregular e nullo semelhanle procedimento em
face das leis do imperio, tanto mais quando l-
menle venda teconhecida por enormemente
lesiva para os reclamantes, pois que um dos pro-
tos mariuheiros, deixou de se vender em lempo
do fallecido, pela olorta de mais de dous contos
de re:s. ; emquanto quo se vendern os quatro
por :917=jOOJ I l o que manifesta o accordo de
urna rremaiaco ficticia. Nao podendo pois as
reclamantes p'rejudicadas achar justie* nesia ci-
dade, e havendo recorridu de tanta violencia e
estursJo a 5. M. o Imperador de quem esperam
juatiga e paternal proviso : fazem e publtcam o
preseute protesto, de reviodicarom e pedirem
restituiQM d3quello8 escravos e navio, e previ-
era ao publico para que nao se faga transaeco
alguna sobre laes bens com o referido Francisco
Pereira da Silva Novaes, de quem tem de have-
los, assim como todas as perdas e damnos e lu-
cros cessanles. que calculan) ludo em mais de
20 cont de ri, ou em mo de.quera elles es-
tiverem, por isso que bens adquiridos por actos
nullos nao conferem dircilos lerceiros, quando
mesmo estranhos posse viciosa de vendedor. E
para que cheque ao conhecimento de todos e nao
se allegue igoorancia, visto que as reclmenles
eslo dentro do prazodaOrd.4, lit. 13, 9 ; tan-
to m.iis quando a semelhanle acto ou venda nao
denm seu assenlimento. Se d publicidade ao
presente protesto pelo jornaes desta cidade e ou-
tros do imperio.
Lisboa 19 de novembro de 1860.
Viuva D. Maria Clara de Salles Castro.
D. Maria Luiza de Salles Castro.
D. Maria Jos do Salles Castro.
' D. Maria Clara de Salles Castro.
[Eslaram reconhecidas.
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPATICAS
Oellicardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS MEDIC1NAES sao muilo conhecidas no Rio de Janeiro e em todas as provincias
este imperio ha mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se tem oblido as enfer-
maras abaixo escripias, o que se prova com innmeros attestados que existem de pessoas capa-
zese de distineces.
Com estas Chapas-electro-hagseticas-epispasticas obtem-se urna cura radical e infallive
em todos os casos de inflammacao {cansado ou falla de respirando), sejam internas ou externas
como do ligado, bofes, estomago, baco, nos, tero, peito, palpitado de coraQo, garganta, olhos
ira as
c pro-
do ao,
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidadode
fazer as necessarias explicarles, se as chapas sao para homem. senhora ou crianza, deelarandop
molestia em que parte do corpo existe, se na cabeca, pescoco, braco, coxa, pertia, p, ou ironoc
do corpo, declarando circumferencia ; e sendo inchaces, feridae ou ulceras, o molde do seu ta
manho em um pedaco de papel e a declaragao onde existem, afim de que as chapas possam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do B rasil.
As chapas sero acompanhadasdas competentesexplicacese tambera de lodosos accesso-
rios para a tollocaco dolas.
Consultas todas as pessoas que a dignaren honrar com sua confianca, em s escriplorio,
que se achara aberto todos os dias, sem excepeo, das 9 horas da manha s 2 da la
||9 Ra do Parto ||f)
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
Gaehang,
Neste bello arraial ha para alagar orna casa
cora bastante commodos para grande familia,
muito fresca e deronte do rio 5 na ra Nova nu-
mero 63.
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas imperiaes Aerana.
Esteexcelente fumo acha-se depositado, diretaraente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBO A DOCARMO, o qual se vende por mseos de 2 heeiogramos a l$000eem porc,ode
10 mseos para cima com descont de 25 porcento ; no mesmo estabelecimento acha-se tambera
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
Sacase
EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22
INJECTIGN BROU
Remedio nfalffvel contra as agnorrhas antigs e rcenles.
nico deposito na botica franceza, ra da Cruz o. 22.
Preco do frasco 3#000.
para Lisboa, Porto e liba de S. Miguel, das que convera dynamisacao que se quer
no escriptorio de Caivalho, Nogueira & ( preparar, o que sera duvida lera graves incon
C, ra do Vigario n. 9, primeiro andar.
Os lancadores dos impostos provinciaes!
abaixo assignados fazem publico aos possuidores
de carros, lano do servido particular, como os
de aluguel, e bem assim os de mnibus e de car-
rocas, para que manden repartirlo do consula-
do provincial notas do numero de carros que
possuem e suas qualidades, afim de que os mes-
mos lancadores possam conferir com as relares
que existem
Primeira sec^o da mesa do consulado provin-
cial, 10 de dezembro de 1860O lanzador. Joao
Pedro de Jess da Malla.O lerceiro escritura-
rio servindo delancador, Viceute Machado Freir
Tereira da Silva.
Para acabar.
Chapeos do Chyle finos, pelo baixo prejo de $,
5, 6, 7 e 80 cada um na ra da Cadeia n. 17.
O Sr. alferes Thom G. Vieira de
Lima, queira dirigir-se a esta typog a-
phia, que se Ihe precisa fallar.
Jos Maria da Silva Fcrreira avisa'a seus
freguezes e amigos que mudou o seu estabeleci-
mento de tinturara de todas as cores, do largo da
Soledade para a ra do Hospicio n. 42, conli-
nuando a recebf r nos mesmos depsitos, tanto no
largo do arsenal de marinha n. 8, do Sr Anselmo
Jos Duart Sedriro, assim como no largo da ma-
triz de Santo Antonio n. 2, do Sr. Antonio Joa-
quim Panasco.
Quera tiver urna arai dejeite sem filho,
pode dirigir-so ra dos Prazcres, nos Coelhos,
casa de porto com 2 lees.
HOTEL
Pernambucano.
Na villa da Escada, ra do Compra-fiado, se
acha eslabelecido um hotel em que se enconlram
as melhores acommodaces para cima de 40 pes-
soas. O bom agasalho, bons peliscos, etc ele,
ludo se encontrar alli, e para cujo fim se roga a
concurrencia, qurdes eslrangeiros, qurdosna-
cionaes que por alli transitaren.
O Iilm. Sr. B. A. M. C. B.
senhor de eugenho na provin-
cia das Alagoas, queira fazer
o favor mandar pagar na loja
de ferragens da ra do Quei-
mado (que nao ignora) a sua
letra vencida ha muito tem-
po, producto de negocio rea-
lisado a 28 mezes, visto que
nao tem-se dignado dar a mais
insignificante resposta amis
de umaduzia de cartas que se
Ihe tem escribo.
Pede-se aos Srs. Alfredo de Al-
buquerque Martins Pereira e Joaquim
de Carvalho Cabreira, o faor de v-
rema ra da Cruz n. 21, a negocio que
os mesmos senhores nao ignoram.
Francisco Ignacio Ferreira declara pessoa
uem quer que seja) da ra as Trincheiras n.
que deseja fallar Ibo, que a sua residencia
na ra eslreita do Rosario n. 29, onde pode ser
procurado a qualquer hora do dia.
das. ou que convem cada dynamisacao, rao de engenho, fszendeiros, chefes de familias
se pode isso obler as preparaces feilas mao'capiles de navio, e em geral todos que se
porque o numero de abales sempre rcaior ou | quizertm dedicar pratica da honceopaihia,
menor, d'onde evidentemente resulta ura effeito Vendera-se tarobem machinas elctricas por-
tambem maior cu menor, epor conseguinie. tateis, para tratamento das molestias nervoses.
duvidoso na applicagao do medicamento ^ se os j Eslas machinas sao as mais modernas e ss
abalos sao insuficientes nao se desinvolvem mais usadas actualmente em toda a Europa,
todas as propriedades convenientes dynamisa- lano pela commodidade de poderem ser traM-
cao que se quer fazer, e se sao de mais, dtsin- | das na algibeira, como porque trabalham com
volvera-se algumas das propriedades da dyna- pieparacoes que nao sao nocivas:
misaejio superior, cora perda ceria de rauilas: Cada urna........50{000
O Dr. Sabino ensina a maneira de se servir
desta maquina.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesta
typographia
Folhinha de porta ou KALENDARIO eeclesiasiico e civil para o
hispado de Pernarabuco........... 160 rs
Dita de algibeira contando alm do kalendario eeclesiasiico e civil,
explca$ao ds feslas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol:
ditas' dos emolumentos do tribunal do comcercio:
ditas do sello; ditas do porte das carias; ditas
dos impostos geraes, prounciaes e municipaes, ao
que se juntou urna collec$ao de bellos e divertidos
jogos de prendas, para eniretenimento da mocidade. 320 rs.
Dita Uttl conlendo alm do kalendario eeclesiasiico civil, expli-
csQo das feslas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mates e na.'cimento e occaso do sol 1 ditas dos emo-
lumentos do iribunal do commertio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de cones'sar-se, e coaungar, e os officios que a
igreja cosluraa celebrar desde domingos de Ramos, at
sexla-feira da Paixo, (em portuguez). prego..... 320 rs.
Est a concluir-se a impressao do al man k que'breve
ser annunciado, nao estando j prometo pelas grandes al-
terantes que se deram neste anno.
CASA DE SAUDE
Sita em Sanio Amaro.

Esteestabelecimentocontinua debaixo da administraqao dos pro-
pietarios a receber doenles de qualquer natureza qu cathegoria que
O zelo e cuidado alli empregados para o prompto restabelecimen.
to dosdoentetegeralmente conhecido.
Quem sequizerutilisai pode dirigir-se as casas dos proprielarios
ambos more resna ra Nova, ou entendersecom o regente no esta-
tabelecimento.
Reforma de presos.
Escravos. -..... 2jj|000
Marujos ecriados..... a$500
Primeira classe Z$ e. 3^500
As operaqOes serao previamente ajustadas.


w
DIARIO DE PEhlfAMBUCO. TlQk FHRA 18 DE DUEMBRO DB 1860.
Kalkmann lrmaos& G. avisam ao
respeitavel corpo do coramercio que
fot-am noineados agentes nesta prara das
companhias de seguros martimos de
Hawburgo.
COMPAHHIi
ALLIANCE,
stabeecida m Londres
a arijo m mu.
CAPITAL
Cinco mlttioes de libras
sterUnas.
Saunders Brothers4 C. tem a honra de nfor-
m araos senhores negociantes, proprietarios de
caas, e a quem mais convier, que esto plena-
mente ."iiitorisad<>8 pela dita companhia para ef-
focluar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de lelha, e igualmente sobre osobjectos
que conliverem os inesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer
-ualidade.
rrrr trTTTTTTTT rTTTTTTI TTTTA*
DENTISTA FRANCEZ. :
{T Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- <*
? raug uras 15. Na mesma casa tem agua e M
p dentifico. *
Companhia Pcrnamlnicana
Tendo breve de se convocar reunio da as-
se mlila gem, os Srs. accionistas desta compa-
nhia sao convidados a fazer registrar suas aeces
no esriptorio da mesma companhia largo do
Forte do Mallos n. 1, at ao dia 24 do Crrente,
rertiambuco 13 de dezembro de 1860.
~ AUenco
a cocheira nova.
^ Na Boa-Vista ra do Tambi d. 11, SS
tj, alugaro-se cavallos proprios para passeios gj,
e tainbem recebem-se de trato por mez jg|
ou por dia mais barato do que em oulra ^p
parte, na mesma cocheira vende-sc um ^f
encllente cavallo para passeios de se- v
Deposito de sabao barato
Ces do Apollo n. 57.
Quem pretender comprar um es-
Ci avo boai cosinheiro dirija-se a ra da
Cadeia lo Recife n. 2.
Achando-se justa e contratada a compra da
casa terrea sita na rus Nova n. 1, pede-se a
quem se julgar com direiio a mesma, que declare I rente, por ser esta iollamrnacao seguida de hu-
por esso Diario afim de nao so ultimar a compra mores que sao precisos sercm extirpados interna
da ni os m a casa. ou externamente, requerendu urna applicacao
Tem chegado na na Nova n. 22, um bonito mais longa, de um a dous mezes, para t-'r m
1000 a 3,000 pares
promptos.
Na grande fabrica de lamancos da ra Direita,
esquina da travessa de S. Pedro n. 16, chura o
lluslrado publico desta eapital e de (ora, e de
outras provincias, um numerosoe riquissimo sor-
timentode (amneos de todas as qualidades, ao
qual o seu propietario est resolvdo a Tender
tanto a rctalho como em pequeas e grandes
poredes por muilo menos do que em oulra qual-
quer parte, assitn como tem urna grando quanti-
dade de tamancos feitos, sendo do Porto, com a
mesma perfeicao esegu-anga. a casa tem serapre
um effeclivo de 2,000 a 3,000 pares pregados e
promptos para qualquer encommenda, com pou-
co dinheiro todos poderao andar cora os ps li-
vresda humidade que to prejudicial a saude
Agencia de passaporte e
folba corrida.
Claudino do Reg Lima tira passaporte para
dentro e fra do imperio, por commodo preco e
presteza: na ra da Praia, primeiro andar nu-
mero 47.
Precisa-se de urna ama capaz para urna ca-
sa de potica familia ; a tratar na ra da Scnzela
Velha n. 104.
AVISO.
Aluga-se urna casa nova com muito bons com-
modos para familia passar a fesla ou annualmen-
te, e um pequeo sitio com larangeiras e sapo-
lis, e muito boa agua de beber, no principio da
estrada dos Afilelos : a balar no sitio da capel-
liona do Chora-meninos.
No dia 18 do corrente vai praca na au-
diencia do lllm. Sr. Dr. juiz do civel d'a prima-
ra vara, um corro de passi-io do 4 ludas, probo-
rado a Augusto Ficher, por execucao de Paulo
Jos Gomes & C.
Joaquim Jos Pacheco do Amaral Reg,
morador na villa de S. Bento, pede a Sra. D. J.
F. de F. que tenha a bondade de mandar salis-
fazer a quanlia de 788780 ao Sr. Juo Ferreira da
Suva, na ra Direita, nssim como tralou de seu
genro Gabriel Mara Velloso 818760, se nao qui-
zer que seu nome soja publico por extenso ; as-
sim coma tambero pedo ao Sr. r. M. C. S. J-
nior a quanlia de 298420
No botequim da ra larga do Rosario preci-
sa-se de um cozioheiro forro ou captivo.
AUenco a esta explicnco.
Algumas pessoas leeui urna opinio errada a
respeilo da propriedade e virtude das chapas me-
dieinaes, jugando que s operara superficial-
mente ; procuramos desfazer este engao com
mais esta cxplicacao :
As chapa. rae'ticinaes electro magnticas -
epispasticas operam s >brc os orgaos interioras,
como o estomago, ligado, bofes, bajo, rtaa, intes-
tinos, etc., etc. ; ha mais de 23 annos que a ap-
plicacao das mesmas lem sido e sao coroadas lo-
dos os dias com grande successo, obtendo curas
completas uas diversas molestias a que sao ap-
plicaddS.
Por exentlo : no caso de pleura iuflammada
raras vezes 6 necessario mais que tres ou quatro
diaspara completar sua cura, se ella provm s
da inflammacao ; mas no caso do figado difie-
J. Praeger & C.
Ra da Cruz numero 17.
Offerecm aos seus freguezes c ao publico em
eral os seguinto gneros :
Cerveja branca e preta em garrafas e meias gar-
rafas do differenles marcas como Tennent, Tru-
man, cavallinho e cobrinha.
Champanhe superior dos afamados fabricantes
Eugene Clicquot. Bruch ToucUer & C. e outras
marcas mais inferiores.
Vinho do Porto muito velho a differenles precos
Dito Xerez (Pal. Bwcon o Gulden.) '
Dito da Madeira.
Dito Cordeaux muito fino marca Chatoau Lo-
Tille.
Dito pito branco Haut Saalernes.
Dilo do Rheno.
Dito dilo espumoso.
Cognac de varias qualidades superior Pal Bran-
dy e outras.
Licor muito fino de Marselha e de Bordeaux em
caixas assortidas.
Dito marrasquino.
Conserva ingleza em frascos (Pieles.)
Dila em latas de dfferentes qualidades tanto do
carne como do hortalice.
Ervilhas francezas em latas.
Mustarda ingleza em frascos.
Biscoulo inglez.
Bolacha de soda em meias latas.
Agua de Solter em meias botijas.
Chocolate francez.
Queijo suisso muilo fresco.
Dilo de Limburgo em latas.
Salames de Haroburgo.
Charutos de Havana muito finos por menos pre-
go do que em qualquer oulra parte.
Absinlhc verdadeiro suisso.
Kirsch dilo dito.
Vinagro em barris etc., ele.
I Ao bello sexo.

marmore, avisam ao bello sexo era geral **
que acabam de receber um completo sor- 2K
vg tmenlo de fazendas do modas proprias t
7$ da presente estacao. |g
Aljofares.
Na loja da aguia de ouro ra
do Cabug n. 1 B.
Vendcm-se lindos aljofares proprios para fazer
enfeiles de cabeca de sonhora, que se vende pelo
baralissimo preco de 500 rs. o raacinho de 12
fios.
de msicos, e tam-
diaria de 780 fulnas
sortimento de instrumentos
bem livros dj escripturacao
muilo Bonitos.
Muit isedeseja fallar com ossennores a bai-
lo declarados, na ra do Queimado n. 39,loja.
Antonio Jos deAraorim.
Antonio Francisco da Silva,
Manuel Jos Milete Meiriz.
Joaquim Jos Botelho.
Verdadeiro caf de Moka, s
no hotel trovador, rua larga
do Rosario n. 44.
A qualquer hora do dia ou di noite encontrar-
se-ha oeste esUbeleciineulu goslo dos fregue-
zeso verdadeiro rafe de Moka, bem assira sor-
vetps das nielhores (rucias que exislem no mer-
cado, das 6 horas da tarde em diante, Repetese
o annuncio para m.nor ciencia do publico e ha-
ver neste mesmo estabeleciruento comida feita a
qualquer hora que se procure, e bem assim o
turnecer-sc para casas particulares. No mesmo
hotel precisa-se so-vico interno e externo.
Aluga-se o sobrado de dous andares e so-
llo da rua Imperial n. 169 : a fallar na
Aurora n. 36,
effeito plausivel ; o mesmo acoutece com a in-
flammaco de bofes, ou outros quaesquer orgaos
obstru los.
Innmeros alteslados que existem em nosso
poder de pessoas respeitaveis c de distinceo,
afiancando cures radicaes, eslo disposigao'das
pessoas que os quizerera ver.
Da eficacia destas ditas chapas medicinaos nin-
guem pode duvidar vista dus resultados profi-
cuos que tem lido, alem das innmeras curas
completas que tem obtido com ellas.
O escriplorio Ricardo Krk estar aberlo todos
os dias todas as pessoas que se dignarem hon-
ra-lo com a sua conflanca, das 9 horas da ma-
nhaa s 2 da larde, rua d Parto n. 119.
Eseravo futido.
sua.
Precisa-se de umi ama para fazer o snico de
urna fa'nilia, de portas S dentro, sendo desemba-
razada, Hvre ou eserara : na taberna grande da
Soledade se dir quca precisa,
Urna cosiureira.
Trecisa-sn de urna cosiureira que saiba fazer
'.-lid"s, |iarj traballiar em casa do una familia
que llip dr um bom ordenado e todo o neces-
sariq^: na rua da Cadeia n. 57.
adeudados fabricantes amerlca-
uosfi>ouver& Baker.
linas de coser: em casade SamuelP.
rua da Scnzala Nova n. l
Jonbston S
DE
No da lj do corrente fugio do poder do abaixo
assiguado a sua eserava de nome Maria, a qual
'em os signaos seguintes: nao tem denles na
frente da bocea, o tornozello do p esquerdoin-
cliado, procejuo de urna desinenlidura, e quan-
do anda puxi pela mesma perna, na mo direita
tem entre os dedos um ralo e a cabeca dos dedos
! um tanto (oslados do fogo por ser cozinheira,
de cor fula e representa ter de 35 a 40 annos, le-
vando vestido de assento encarnado com llores
a escuras, panno da Costa ozul c mais um roupo
de quadros escuros para muda : rogo as autori-
dades policiacs ou a qualquer pessoa a appre-
hensao de dila eserava e enlroga-la ao mesmo
abano assigo-ado em Santo Amaro, rua da Auro-
ra, passando a fundico, que ser generosamente
gratilicado. Jos da Silva Ferreira Jnior.
O segundo lente agrimensor dos terrenos
de marlnha convida aos Sis. Manuel Alves Guer-
ra, Dr. Joaquim Antonio Cimeiro da Cunha Mi-
randa c Bento Jos Ramos de Oliveira, por si ou
por seus procuradores, a comparecerem na casa
de sua residencia, na rua Direita n: 7, de ma-
nhaa al as 10 horas, e a tarde at as 3; para,
na conformidade das instrueces de 14 de novem-
bro de 1332, assistirem a medioao, demarcacao e ,
avahacao dos terrenos de mannha, que lhes fo- i
ram concedidos. Recife 17 de dezembro de 18GJ
Perdeu-se urna pulseira do principio da rua i
estreita do Rosario, indo pela rua Augusta at a j
primeira padara a esquerda do Aterro, com o|
pesodeoitavas, pouco mais ou menos, de ou-
ro de le, feita na ierra : quem a achar, se qui-
zer restitu-la, pode leva-la a Ivpographia de-
fronte de S. Francisco n. 15, quesera recompen-
sado.
Retiram-se para a Baha Ignacio Pinheiro,
subdito oriental, Manoel de Mello e sua mulher,
Jos Pedio Velloso e sua mulher, africanos livres
A Ordem suspendeu a sua publicacao des-
de o dia 4 do corrente, por se achar doenie o seu
proprietario.
- Quem perdeu um cavallo
Ao publico.
Faria & C. proprietario da loja de mar- <*$
more, avisam aos seus uumerosos fregu- 9|
zes e ao publico em geral que acabam de SI
receber um completo sorlimento de fa- 92
zendas de modas c todas sero vendidas J
por precos mdicos. |ij
um
Vcndem-so baudeijas muito finas a lj>, 23 e 3#,
ditas para cipos a 210 rs. muilo lindas, e outros
amitos mnMobjeclos de goslo que se vende por
baratsimos precos '. n> loja da aguia de ouro
rua do Cabug n. 1 B
Enfeites de velludo, ultimo
gosto.
Aloja da aguia branca acaba de receber mu
bonitos e delicados eufeiles de velludo, obra de
toda perfeicao e ultima moda : vendem-se a 10J
o 12$: quem os vir nao hesitar de os comprar ;
vendem-se tambera outros de velludo e froco a
3g. 4g e 5S: ua rua do Queimado, loja da aguia
branca u. 16.
Vendem-se na rua Direita n. 66, escravos
de ambos os sexos, e no numero destes um mu-
latinhode 4 annos por 300j), com pequeo defei-
loem ura p, euma eserava de meia idade por
9000000.
Vendem-se velas do nova composico para
malar forraigas de roca, as qnaes tem feito o ef-
feito desojado, que com 10 velas se mata um
furmigueiro, custando a diminuta quanlia de 5} ;
tambera se vendem ferros do corlar capim, cal- '
adosde ac, bom feitus c fortes, obra do Porto :
na rua do Imperador n. 43.
Vendem se coroas o resplandores de melal
branco imitando prala, de varios tamanhos e rao-1
dlos, proprios para o diario de imagens, feitas
na ridade do Porto, e por prego commodo ; na
rua do Queimado, loja n. 14.
Pede-se toda at-
tencao.
Na loja da aguia de ouro, rua do Cabug n. 1
B, vendem-se lodos estes objeclos por precos ba-
ratissimos, por at receber em diroilura da Euro-
pa, a sabor:
Gollinhas de vidrilho muilo lindas.
Pulseiras de missanga ricamenle enfeiladas.
Ditas muito lindas Ongindo cornalina.
Fios de coral verdadeiro lapidado.
Fivellas muito finas para ciotero de sonhora.
Cintos j promptos cora laco e sem elle.
Fitas, o mais rico que pode haver, para cinto e
para laro.
Enfeites de velludo a Luiz XV.
Ditos de tranca de relroz.
Ditos de aljofares e de vidrilho.
Ditos de flores e lago de fita.
Ligas de seda muito lindas.
Luvas de seda ricamenle enfeiladas e de outras
qualidades.
Franjas de seda.
Ditas de lnho.
Ditas de 18a, galozinhos brancos e de cores,
proprios para enfeiles. Na loja da aguia de ouro,
rua do Cabug o. 1 B.
Feijo mulatioho.
Vendem-se saceos com feijo mulatinho, che-
gado da Ilha de Fernando ; no armazera de Bar-
ros & Silva.
a-iaa mm
da rua do Queimado
n. 51.
Vende-se madapolao fino muito largo pelo
diminuto prego de 4$i00, c roupas feitas ludo
mais barato do que em oulra qualquer parte.
Esteiras da India de 4, 5
e 6 pamos de largo.
No arraazem de lazendas da rua do Queimado
n. 19, propriamente para forro de salas e cama
por ser di melhor qualidade, e todas brancas
Chales.
Ricos chales de merino estampados, de cores
muito boDitaf a 7, ditos muito finos a 8?500,
ditos lisos a 5#. ditos bordados a matiza 8jjn,
na rua do Queimado n. 22, loja da boa-f.
Confeitaria.
Neste novo eslabelecimento preparam-se bau-
deijas pelo gosto do paiz, frascos com raelhores
doces e deliciosos enfeites. Yende-se o delicado
xarope de abobara propriopara a estajo calmo-
sa, superiores doces para a trra e exportado,
bem como fructas em calda, tudo do melhor gos-
10 possivel: na rua Senzella-nova o. 30.
A Voz do Alagoano.
Acha-se nesta cidade.no holel Trovador, che-
gado ltimamente dos porlos do sul, Antonio
Gjrziano da Rocha Aigarrao, com suas poesas do
titulo cima, e as vende pelo diminuto preco de
1*500
Mellis
m
Manlerim de la fazenda nova do ul-
timo gosto, em casa do Julio & Conrado :
na rua do Queimado n. 4*.
mu
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem serapre no seu depo-
sito da rui da MoeJa n. 3 A, um grande sorti-
menio de lachas e moendas para engenho, do
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na rua do Trapi-
che n.4,
(apellas e llores.
Mu bonitas capellas para noivas a SL 6# e 7JJ,
ditas para meninas a 2J. bonitos e delicados cai-
xos de flores finas a 1J500, 2 e 3$ : na rua do |
Queimado, loja da aguia branca n. 16.
c negad os pelo ultimo navio francez, bolinas de
Mellis de diversas qualidades : na loja do vapor
na rua da Nova n. 7.
Bonets para meninos.
O lempo proprio para se comprar os bonitos
bonets de panno fino enfeitados com fita de cha-
malote e borlla, outros enfeitados com Ota de
velludo e pluma, e outros cora galozinho dou-
rado, todos pelos baratsimos precos de 3500,
'3 e 50, ditos de palha escura, mui bonitos e
fortes a 3#, gorras de palha branca enfeiladas a
15500, e outros mu ditferenles bonets de panno
enfeitados lije 1#280 : na rua do Queimado,
loja da asuia branca n.10.
Sebo e graixa.
Se'jo coadoe graixa em bexigas: no armazem
u* Tasso Irmaos, no caes de Apollo
**$ *#>*;+##
i9 Machinas de vapor. @
;'. Rudas d'agua. $jt
g Moendas de canoa. d?
i.;.... z
Rodas dentadas.
Bronzes e aguilhoes.
5$ Alambiques de ferro.
^ Crivos, padroes etc., etc.
S Na fundigao de ferro de D. W. Bowman, g
rua do Brum passando o chafariz. sl
@@#@ @?@@
Na loja da boa f, na rua
do Queimado n. 22,
vende-se muito barato.
Cambraia Usa fina com 8 1|2 varas cada peca a
4-joOO, dila muito fina com salpicos a 53, dita de
cores de padroes muito bonitos a 320 o covado,
cortes de cassa pintada com 7 varas a 2ff240, fil
de lir.ho liso muito fino a S0O rs. a vara, tarlata-
na muilo fina branca o de cores cum 1 1(2 vara
de largura a 800 rs a vara, guamic&es de cam-
braia (manguitos e golla) bordadas muito finas a
o, gollinhas bordadas de cambraia muilo fina a
1, esparllhos muito superiores pelo baralissimo
preco de 6j, penles de tartaruga a impcralriz
muito superiores a 9J>, bonels de velludo para
meninos a 5$, ditos de panno preto a Sf, sapoti-
nhos de merino muito enfeitados a 2J o par, chi-
tas francezas fins escuras e claras a 280 o cova-
do, cortes do cambraia de cores com 3 babados
cora 11 e 12 varas cada corte a 4500, superiores
lencos de cambraii de linho muitu fina e rica-
mente bordados a 9$, dilos de cambraia de algo-
dao com bico de linho a 15230, ditos de cam-
braia de lnho proprios para algibeira a 6#, 7 e
8J a duzia, ditos de cambraia de algodao aZ|4O0
e 35 a duzia, liras bordadas largas e finas com 3
1|2 varas cada peca a 23500, e assim outras mui-
tas fazendas qua vendem-se por precos muito
baratos na rua do Queimado n. 22, n"a bem-co-
nhecida loia da boa f.
Bolsas de tapete para
viagens.
Vendem-se mui bonitas bolsas de tapete pro-
prias para viagens, etc., etc., pelos baratsimos
precos de 5, 6* e7$ : ni loja da aguia branca
rua do Queimado n. 16.
Bonitos cintos para senio-
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas litas com fivelas para cintos de senhoras e
meninas, o pelo baratissimo preco de 2g em
dila loja da aguia branca, rua do Queimado nu-
mero 16.
Objectos de gosto
Veaile-se i
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas. ,
Camisas inglezas.
Peitos para camisas,
Biscoutos
Emcasade Arkwight 4 C, ruada
Cruz n. 61.
fiUBE SOaTIHEMO
DE
FazenJas e roupa feita
NA LOJA E ARMAZEM
Chapeos deso
DE
Seda grandes parahomem
a5$000.
DE
Na rua Nova n. 36.
ceico dos Militares.
Conlas eitas
para compra e venda de assucar e mais objeclos
Obra muilo ulil pira os negociantes eseohores
deengenhos, pois com ura lance de vala pndem cangaHiro' da Yl dVcorete mez, dirija-se a
saber o importe de quaesquer quantidade de ar- ribeira da Boa-Vista, que receber o mesmo dan-
rugo com urna
defronte da igreja da Con-
Rua Nova n. 32.
Loja de modas de Thora Lopes do Sena, e ou-
tr'ura de sua sogra Madaine Thoard, recebeu pelo
Joaquim Rodrigues Tarares de Mello
RUA OOQUEIMADO N. 39
EH^SL'A LOJ DE QCATRO PORTAS.
Tem um completoiorlimento da roupa feita,
jconvida a tolos os seus freguezes e a todos
que Jesajarera ter um uniforme feito com todo o
gosto di rijam-se a este estahelicimenlo que ena-
contraro um babel artista ebegado ltimamen-
te de Lisbi pira desempenhar as obras a von-
tade dos freguezes, j lem um completo sorti-
menlo d-s pilitots ,U fina casemira modello ra-
glez, e muito bem acabados a 165D0O, ditos
de m:rin seiim a 129000, ditos de alpaca
pretos a 59000. dilos de alpaca sobre casacas
robas e libias; um volume bem enesdernado por
55'JOO. Vende-so na lvraria econmica, junto ao
arco do Sanio Antonio.
Aluga-se o armazem da roa da Madre de
Dos n. 2 ; a tratar com Marlins A; Irmo.
No paleo da Sania Cruz n. 26, sobrado, la-
1 e engomma-se toda a qualidade de roupa,
por pr50 commodo.
Precisa-se alugar um moleque para servir
cm urna casa eslrangeira : na rua da Cruz n 5.
Vai a praca por venda, terca-feira, peranle
o Sr. Dr. Juiz de orphaos, um cavallo bom anda-
dor c gordo, bem como de renda o sitio Piedade
rom casa do rrenda e com arvores de fructo e
t-rras da planlagao : quem nos ditos objeclos
q lizer laucar, compareca as 11 horas do da na
casa da audiencia : a'ultima praca.
Fugio no dasabbado 15 do corrente, pela
manhaa, um papag.iio cora corrente no p, do
sobrado da rua larga do Rosario n. 20, lomou o
para o lado da matriz de Santo Antonio :
quem o pegar, leve o ao dito sobrado n. 20, que
ier recompensado generosamente.
Pccisa-se de urna ama que saiba coznhar
e fazer todo o servico de casa : na rua do Cal-
dofxciro, taberna n, 60.
AUenco.
Acha -so fugiJo o moleque Antonino, de 16 an-
nos de idaJe, secco, de cor fula, e cora a cabeca
rapada de poucos das ; foi eseravo do Dr. Lopes
Nrtio, de quem lambem foi seu pai o preto li-
berto de nomo Flix, que mora na Passagem. e
que ah o costuma receber quando o mesmo mo-
rque esi fgido : quem o pegar leve-o rua
de Imperador n. 73, que ser recompensado
Ji'oBaptista Marlins, subdito portuguez,
tetira-fp. para o Rio de Janeiro.
Quem precisar de urna ama para o s-rvico
intenta de qualquer casa, dirija-se a rua do Hos-
picio n.64.
Ruga-se s pessoas que toham penhores
ua rua da Cadeia deste bairro n. 15, e ao depois
no paleo do hospital do P.. n. 18, e cujos prazos
esto vpmidos, venham tira-Ios neslosS dias, na
rua Diri'in. primeiro andar n. 82, do contrario
sero vendidos.
A uga-se para passar a fesla urna casa rio
Vanea : a tratar na roa da Cadeia Ncva n. 81.
o pe-
o Sr.
do os signaos competentes : a tratar com
destre Joaquim Miguel do Amaral, ou com
subdelegado do primeiro dislrclo.
Escnptorio de eoterros, na rua Nova,
casa n. 63, entrada dos carros fne-
bres pela rua das Flores.
Agr, administrador deste estabclecimenlo, ro-
ga aquellas pessoas que sao devedoras ao mes-
mo, o obsequio de mandarem saldar seus dbitos,
visto que lem de prestar conlas at o da 30 do
corrente, e espera que altenderao ao justo moti-
vo que lem ; igualmente pede aos que lera pe-
nhores em seu poder, de os vir resgntar at o
mesmo da 30, ao contrario os vender para ser
embolsado, visto ter passado do lempo em que
combinaram para os tirar ; o para que nao se
chamem a ignorancia faz o presente annuncio.
i* ompras.
Gompram-se escravos,
sendo de ambos os sexos, de 12 a 20 annos de
idade, sadios e boas figuras ; na rua da Impcra-
lriz ii. 12, loja.
Compra-se ura armario para louca de cozi-
nha e urna mesa de qualquer tamanho, ueados :
quem tiver annuncie.
Compram-se
escravos do ambos os sexos para fra da provin-
cia, assim como para esta provincia, igualmente
compra-3P urna eserava de boa figura, com habi-
lidades : na rua Direita n. 66.
_ Compra-se urna casa nos arrabaldes desta
cidade, prcferido-sc nos Afogados, e queeu
preco nao exceda de200S a 250: a tratar na rua
Nova n. 18.
Compra-so papel de diario a peso : oo pa-
teo da Santa Cruz n. 12.
ultimo paquete bons chapeos de seda de diversas a 83000, dilos com "olla de rolado s 9000
cores e qualidades. para senhora, dilos de palha Hilo A* f.,M- V- ala*"U,
da Italia, ditos de seda para meninos se baplisar. ,S dek81*0' ?,l0S de San8a' d,los de br'ra'
bons enfeiles de differenles qualidades e cores lu'10 a 5!J0 !0> >11
qualidades e cores *""" "WVJ u5 ,1,tos &* brim da linho tranca
para cabeja. crep preto, filas do velludo e de do a 6}000, calca de brim de linho muito s,,
seda, franjas outros muilos odjectos; recebera-. perior a 5000, ditas de casarnira da c\,\
se figunnos todos os mezes, fazem-se vestidos,' Unrn ,n* ,nft J,., ca.sorn,rd d.e Cor
capas, manteletes e vestuarios para meninos bap- a '""''OO, ditas de casemira pre-
tisar-se, e ludo mais quaolo pertence ao toilele Ila superior fazenda a 12000, palitois fran-
cezes de panno fino faienda muito fina a 259
de urna senhora.
Canarios.
Na rua do Rangel n. 18 ha urna por$ao de ca-
narios para vender-se, chegados ltimamente de
Lisboa, ese vende a contonto.
Vende-se urna bonita molecola de 12 an-
nos, com haoilidades: na rua da Prala n. 47,
primeiro andar.
Na rua da Imperatriz nu-
mero 80,
vende-se vinho engarrafado muscalel de Setubal
a la6(M), queijo pralo a lga libra, nozes a 200 rs.
sobre casacas de panno muilo superiores a 359
ea 40*000, um completo sortimenlo de cami-
sas fracezas, tanto de linho como de algodao
efusiao vende-se muilo em coma, afira de que-
rer-se liqiudar com as camisas,
E pechincha.
Na loja do Preguifa, na rua do Queimado n 2
tem cobertores de algodao de cores bstanle'
grandes, proprios para escravos, pelo baralissi-
mo prego de 1J.
a libra, azeitonas a 1JJ a ancoreta, agarrafa a 200 va j
rs^chouricas a 480 a libra, paios de li2 libra a Venae-se na rua do Ltvrmeuto
de tomates, de 2 libras a n. 19, borzeguin francezes
200 rs, latas de ma3sa oe tomates, de 2 libras a n. l y, DOrzeftuins irancezes i it Hf
2S, talharim e macarrao a 400 rs. a libra, latas de he/prrm fi ditn A0 1?
de doce de calda de 1 libra, de fructas de diver- e Dezeno a lto de vaqueta a 7#.
sas qualidades a 640.
Libras s le runas
Vendem-se no escriplorio de Manoel Ignacio
de Oliveira 4 Fllho, praca do Corpo Santo.
Milho

Vendem-se saceos com milho, farinhn e gom-
ma muilo alva propria para engommar e fazer
bollnhos.
PaodeSenteionovo.
Acha-se lodas as quarlas e sabbados, das 11
horas do dia em diante : cm Santo Amaro, pa-
dara allemaa. e na rua da Iraperatriz n. 2, ta-
berna.
J 3 ;ja 3 '_> LjilL>iOluI2) C9&3&3CJtf
I i!,
senhoras e meninas.
A loja da aguia branca recebeu um bello sorti-
menlo de objeclos de muito gosto e ultima mo-
da, proprios para senhoras e meninas, sendo de-
licadas gollinhas c voltas de vidrilho. voltas de
crale cornalina com atacador do mola, doura-
do, obra inteiramente nova e de muito gosto, e
pelos baratissiroos precos de 2j cada objecto :
na rua do Queimado, loja da asuia branca nu-
mero 16.
Camlir&ias
baratas.
gil9 Rua do Queimado 19
| Cortes de cambraia branca muito Dna cem sal-
picos miudinhos a 4^600.
Cambraieta para vestido, muilo lina, pelo ba-
ralissimo preco de 23600, 258OO, 3 e 35O0 cada
pega.
Baloes de mussulina, ditos arrendados, dilo
de medapolao.
Loja da boa f
NA
Rua da Imperatriz n. 74.
Vende-se per;a de franja para cortinados com
la varas a 43. manguitos com gollinha bordados
a 4 camisinha com gollinha a2$e 3#, gollinhas
bordadas a 640 e Ifl200, tiras bordadas muito fi-
nas a 1J200 e 600 rs., entremeios a 2 a peca
penles de tartaruga a 4jt, ditos virados muito fr-
aS*L *' enfolles de f,la de velludo com laco a
zjjaOO, e mullas mais fazendas que se vendem
barato para acabar.
Machinas ameri-
canas
E OUTROS ARTIGOS.
N. O. BIEBER & C. SUCCESSORES,
i tem exposto nos seus armazens da rua
da Cruz n. 4 e 9, urna iuinidade de
! machinas etc., como sejam :
ARADOS de dieentes modelos, traba-
lliando de 2 lados.
CULTIVADORES para limpar e abrir a
trra.
M01NH0S para cana em ponto peque-
no, podendosergovernadas por urna
pessoa. proprias para lavradores.
Ditas de DESCAROC.AR MILHO, um
processo pelo qual se poupa muito
tempoe emprega-se somente 2 pes-
soas,
Ditos de MOER MILHO, CAFE etc.,
etc. at o grao mais fino que liouver.
Ditos para FAZER FARINHA de mi-
IIio etc.
. Seguro coaira Fogo
MOTffl
AGENTES
le J. Astley Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Enchapas de ferro
Ferro sueco.
Fftpiogardas.
para
Vendas.
Vende-se espirito
caes de Apollo o. 57.
de vinho superior ; no
Rua Nova n. 34*.
Acaba-se de receber ricos chapeos de seda para
senhoras, dilos de ealna de Italia, ditos a Gari-
baldi de palha de todas as cores, ditos de seda e
de crep para meninas o meninos, vestuarios pa-
ra baplisado, chapeos pretoi muito ricos para
senhora, cortes de vestidos de lodas as cores,
Aos senhores armadores e
proprietarios de carros fn-
nabres.
Vendera-se velbutina preta superior a 400 rs.
o covado ; na rua do Crespo n. 25.
Por metade do seu
valor.
Rua do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phaniasia, muitoslindos.de
duassaias, pelo baratissitno preco da 10J cada
um corte. '
manteletes, espartilhos, baldes de 30 aspras, ca- A* rf/li nfK* Qiifac /rni\
pellas para ooiva c para baile, leques de boquet, ^ pCOUIII^IIrt, ctIltt/9 l|Uc
se acabe.
enfeites de tranca pera senhora, ditos de velludo,
penles muito ricos de tartaruga para senhora, ri-
cos veos para meninas e paro senhoras. um gran-! Na loja do Preguica, na rua do Queimado n. 2
de sortimenlo de chapeos de sol de todas as qua-tere saiasbalo abenas, do ultimo gosto, pel
diminuto preco de 5j.
| Afo de Trieste.
) Pregos de cobre de com- '
I posiQo.
Barrilha e cabos.
j Brim de vela.
I Couro de lustre.
I Palhiuha para marcinei- 6
ro : no armazem de C. I
| J. Astiey A C. f
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P Jo-
hnston & C. rua daSenzala n.42.
at*iss a 9 t &
9 Itecebeu-se e continua a receber-se por #
9 todos os vapores artigos de modas para
@ horaens, incluindo calcado de Melis na
j Loja de marmore. i
No engenho Guararapes vendem-se anl-
maes de roda.
9 Reccbou-se e continua areceber-se por
lodosos vapores, vestimentas, calcado e @
9 chapeos para meninos na fg
f Loja de marmore. 1
MACHINAS para fazer BOLACHIMIA.
BOMBAS para cacimbas e
navios, muita man ras e
de forca superior por
mdicos precos.
Ditas com crtenles para
tirar agua de lugares
mui fundos.
YERN1Z de superior qualidade para
carros.
CARROS de mito muito leves e batatos.
i BALANCAS de 1,000 libras para baixo
proprias para armazens, depsitos,
tabernas, boticas etc., etc.
MAPPAS geograpliicos do mundo e
suas partes.
MACHINAS de costura de Sivat & C. as
melhores que at lioje tem appare-
cido.
Vende-se urna tipoia nova com
todos es seus pertences: na rua da
Cruz n. 21.
Charutos de Havana superiores,
chegados ltimamente: em casa de
Kalkman limaos & G., rua da Cruz nu-
mero 10.
Entremeios e liras
bordadas.
Vande-se mui bonitos enlreneios e liras bor-
dadas em fina cambraia, obras mui bem acaba-
das, os entremeios pelos baralissitrios precos de
18600, 28 e 2|400 a peca c as tiros bordadas por
28, 28500, 38, 4, 58 e'6. A vista da superio-
ridade da fazenda ninguem deixar de comprar e
paraisso drijam-sea rua do Queimado loja da
aguia branca n. 16.
Pechincha
Lindissimos riscados de cambraia de seda a
400 rs. o covado, a elles, que se acatan) : na rua
do Queimado n. 44.
RELOGIOS.
lidadeg.
Vende-se enuasade Sajinders Brothers*
G. praca do Corpo Santo, "elogios do afama
do abricante Roskell, por precos commodos
e tambem-anceUins e cadeiasoaraos meamos
deexcrcllnte costo.
Barato.
Vendem-se barato duas tabolelas de amarello
em bom estado, algumas taboas de louro, e ai-
guns caxilhos : na rua do Cabug, loja n. 9.
AUenco.
Vende-se urna fabrica de charutos muito bem
afreguezada, assim como se negocia a armarao,
s muito propria para taberna ou chypchandle
pelo local em que se acha. por seu dono se reti-
rar ; a fallar na Lingoeta n. 2.
Ceblas a 700 rs. o cento.
Vende-se cebla a 700 rs. o cento, toucinho de
Lisboa a 320 rs. : na rua das Cruzes n. 24, esqui-
na da travessa do uvidor.
-- Venden-se dous sillioes ingleze para mon-
tara de senhora, os quaes tem poaco uso, e da-
se por preco commodo com lodos os srreios : na
rua do Lirramento n, 33, loja.
i


OUIIO 3B PEB1UMBUC0. TERCA fEIRA 18 DE DE2EMBRO DE 1860.1
Calcado,
Qualidades escolhidas.
43--Hu Direita~4a
- Eis testa I E necessaro renovar o calcado e
correr ao estabelecimento da ra Direila, que o
?ende muito fresco e em perteilo oslado por es-
tes precos^
Borzeguinrde homem (bezerro e lustre)
dem)
dem)
dem)
idero)
9S500
9S0OO
83500
8g000
69OOO
5&000
4800
4500
4gOOO
550
5J0O
63000
38600
3500
e em porfeilo
Ditos de dito
Ditos dedito
Ditos dedito
Ditos de dito
Borzeguins de senhora
Ditos de dita
Ditos "de dita
Ditos de dita
Sapates de bezerro [3 li2 batera)
Ditos de dito e de lustre
Meios borzeguins de homem
Borzeguins de menina 4J000 e
Sapates de bezerro para menino 4fl e
Vende-se um cabriolet bonito
estado : na ra da Iropentriz o. 33, primeiro
andar, se dir quem vende.
Em casa de N. O. Bieber & Successores, ra
aa Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marca Farre 4 C, urna das mais
acreditadas marcas, muiconhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho xerez em barris, cognac em barris e
caixas.
Vinagre branco e tinto em barris.
Brilhantes de varias dimensoes.'
tiher sulfrico.
Gomma lacre clara.
Lonas, brinzaos e brins.
Ac de Milo
Ferro da Suecia.
Algodo da Baha.
Cera de carnauba e sebo.
Ra da Cruz u. 33.
Vende-se cera em porgao e a retalho, de arro-
ba para cima a 9J, sebo refinado do Porto
cauoles e barricas a 10 e 10*500 cada
fio da Baha a 800 rs. a libra
cao e de carnauba.
Lices
p)
Vende-se una escrata de bonita figura cora
habilidades : na ra da Imperatriz n. 5.
em
arroba,
velas de composi-
caixiolias de cos-
tura.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
H, vendem-se as lindas caixas de costura pro-
pnas para mimo, assim como pianinhos com a
sua competente msica, quadros dourados, tan-
tos de santos como de retratos, proprios para en-
teile de sala, jarros com flores muito lindos es-
tampas tanto de guerras como de vistas decida-
oes, cauas do msica com lindas pegas, realejos
grandes com 30 pecas compostas de valsas
mais modernas, ludo isto se vende
commodos.
as
por precos
AS^OOO.
Chapeos de sol de seda para liomem
a 5$ cada um e em porco de urna du-
zia para cima far-se-ha 10 por cento
de abate : na ra Nova n. 23, esquina
da Gamboa do Carmo.
Ra do Queimado
n. 39
Sobreainfallibidadeeo
poder temporal dos Papas.
PELO DR.
Aprigio Justiniano da Silva Guimaracs.
A venda na livraria dos Sis. Miranda
& Vasconcellos, ra do Imperador n.
79, a Sacada exemplai.
DA
FINDICIO LOW-MOW,
Roa da Senzalla Nova n. 42,
Neste estabelecimento contina a haver uro
completo sormenio de moendas e meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e laixas
de ierro batido e coado, de lodos os limanhos
para dito.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido eacreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambera cal virgem em
pedra, indo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parle.
Viuho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmos&C, ra da
Cruz n. 10 encontra-se o deposito das bemco-
onecidas marca dos Srs. Brandenburg Frret
e dos Srs. Oldekop Mareilhac 4 C, em Bor-
deaux Tem as seguintes qualidades :
De Braadenbure frres.
St. Estph.
St. Julien.
'Margaux.
Larose.
Chteau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
st. Julien
t- Julien Mdoc.
Ciateau Loville.
Na mesraa casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madcira em barris.
Cognac em barris qualidade fica
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveja branca.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wheeler & Wilson.
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da velha
e nova safra a preco de 9$: no antigo
deposito do largo da Assembla n. 9.
i
gROUPA FEITA AEKDA MAIS BARATAS.!
f| SORTIMENTO COMPLETO j
sFazendas e obras feias.i
KA
LOJA E ARMAZEM
DE

Vendem-se5 carros novos com lodos os
arrelos : na ra Nova n. 21.
Lcre?(&L
ajJo
NA
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TA VARES
Imperatriz n. 10
Yista.
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, moslram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e rcsponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade eseguranoa:
no armazem defazendas
do Rayroundo Carlos
Leite 4 Irmos ra da
sungamente aterro da Boa-
Hua do Queimado
. 46, (vente amarella.
Constantemente temos um grande c va-
riado sorlimento de sobretasacas pretas
dn panno e de cores muito fino a 288,
30g e 35JJ, palctols dos mesmos pannos
a 20$, 2-2g e 2-g, ditos saceos prelos dos
mesmos pannos a 148, 168 e 18jj|, casa-
! cas pretas muilo bem feilas e de superior
| panno a 28, 30g e 35. sobreasaras de
casemira de cores muito finos a 15, 16$
e 18$, ditos taceos das mesmas caserui-
i ras a lOg, 12 e 14J, caigas pretas de
casemira fina para hornera a 8, 9. i O
i e 12, dilas de casemira decores a 7t, 8,
| P e 10, dilas de brim blancos muilo
i Gna a 5fi c 6, ditas de ditos de cores a
3. 3500, 4 e 4500, dilas de meia ca-
i semira de ricas cores a 4g e 4J50O, col-
leles prelos de casemira a 5 e 6, ditos
| de ditos de cores a 4J500 e 5, ditos
brancos de seda para casamento a 5,
ditos de 6, colleles de brim branco e de
fuslao a 3, 3500 e 4. ditos de cores a
2500 e 3, paletots preto de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 7, 8 e 9,
colletes prelos para lulo a 4j50O e 5,
calcas prelos de merino a 4500 e 5, pa-
letots de alpaca preta a 3j500 e 4jj, ditos
i sobrecasaco a 6, 7e 8$, muilo finocol-
i leles de gorgurao de seda do cores muilo
i boa fazenda a 3800 e 4g. colleles de vel-
ludo de crese prelos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pro-
tos e de cores a 14, 15 o 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6500 e
7, dilos de alpaca prelos sacros a 3 e
33500, dilos sobrocasacos a 5J e 5500,
calcas de_casemira pretas ede cores a 6,
1(500 e 7, camisas para menino a 20
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muilo superior a 32 a duzia para acabar.
Assim como temos urna ofirina de al
faiate onde mandamos executar todas
obras com brevidade.
CANDIEI/iOS
ECONMICOS
NA
Ra Nova n. 20.
Chegou um riquissimo sortimenlo de candieiros
econmicos de muito bonitos modelos, desde o
mais superior at o mais ordinario, por preco
muilo commodo, com a experiencia propria de-
ver agradar ao comprador, e vista da pouca
despesa que faz, animar a ser Iluminado s com
os ditos candieiros a gaz ; os mais baratos sao a
mitacao de urna lamparina, produzindo a luz a
tres velas de espermacete com a importancia de
40 rs. por noite ; gradualmente ir sobindo to-
das as mais qualidades al o roaior, que servir
para ornare illun.inar urna rica sala, equivalente
a 16 velas de espermacete, ludo islo se garante
sob a condicao de voltar e restituir-se o sen
importe, na falta de nao agradar a experiencia
feta: na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Cofres de ferro para dinheiro,
joias. etc., etc.
'Na loja da aguia branca vendem-se bonitos co-
fres de ferro mu fortes e seguros, com fechadnra
e chave, e de diflerentes lmannos, proprios para
se guardar dinheiro. joias e papis de importan-
RMiS Lbara,,"mo Pr<,cos de 48500, 5000,
5*500 e6|: em dita loja da aguia branca, ra
do Queimado n. |6.
Coke (carvo),
ou cornbustivel para cozinhas, caldeiras, ele,
muilo econmico para as casas particulares: ven-
de-se na fabrica do gaz, em porcoes de um quin-
tal para cima a 1 o quintal.
No armazem de E. A. BurI
leC, ra da Cruz nu-
mero 48,
vende-se champanha das melhores marcas que
vera ao mercado, mais barato que em qualauer
outra parle ; cofres de ferro (burras) das que cos-
luma receber, do melhor fabricante que ha neste
genero, sortimenlos de todos os lamanhose lo-
dos os pregos ; novo sortimenlo de pianos, de
um excellente fabricante, que se venderao por
conta do mesmo, deduzindo-se a commisso e o
descont que os tornasse baratissimos.
240.
as
mzmm$is& smsm mmmmm
DE
RODRIGUES
DE MELLO.
Chegou ultimamafile a este estabelecimenlo um
completo surtimenlo de chapeos prelos francezes
do melhor fabricante de Pars, os quaes se ven-
dem a 7000, dilos a S000, dilos a 955000
dilos muilo superior a 100C0, dilos de castor
pretos e brancos a 1G000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de fellro a Garibaldi de
muito superior raassa a 7#000, ditos de copa
baxa para diversos precos, dilos de palha escura
de varias qualidades que se vendera por preco
baralo, bonets de veludo para meninos a 500O,
ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos
de panno muito bem arranjados a 3500
chapeos de seda para senhoras a25000 muito,
superiores, dilos de palha escuras proprios para
campo a l2iJ000, dilos para meninas 1000O,
chapeos de sol de seda inglezes a 10 e a 12
muito superiores, ditos francezes a 8000,
ditos de panno muito grandes e bons a 429000.
sapatos de voludo a 23000. ditos de tranca a
1600, sintos de grugurao para senhoras e me-
ninas a 200>, coeiros de casemira ricamente
bordados a 12$000, e oulras rnuita fazendas
que a vista dos freguezes nao deixaro de cora-
prar.
Campos receberam urna factura de chapeos de sold se-
da para homem, leudo entre esles alguns peque-
nos que servern para as senhoras que vao para o
campo tomar banhos se cobrirem do sol, e como
a parco seja grande se resolverao vender pelo
preco de 6 e 6g500, e alguns com pequeo de-
eito a 5 : na ra do Crespo n. 16.
Ra da Senzala Nova n.42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C
varetas de lustre para carros, sellinse silhoes
nglezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lonas
nglezes, fio de vela, chicote para carros, e mon-
jaria, arreios para carro de um e dous cvalos
e relogios de ouro paiento inglez.
llecebeu-se recentemenle e continua a j-
Sreceber-se directamente de Pars e Lon- &
dres por lodosos vapores, de
da especial, arligos
9 nhoras na
cncommen
de modas para se-

8a
Loja de marmore.
s e@ g
Machinas de costara
DE
Slv^t & Companhia.

3$SI
Rua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas
DE
JOAQIM RODRIGUES TA VARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, azenda
muito superior com pequeo toque de moro a
6055000, ditos sera defeito a 10000, lera um
resio de chales de toquim que estc-se acabando
a 30000, dilos de mirin bordados com ponta
redonda a 8000, dilos sera ser de ponta redonda
a 8P000, ditos eslanpados cora lislras de seda
em roda da barra a 9000, dilos de ricas estam-
pas a 73*000, dilos de ganga franceza cora fran-
ja branca a 2000, dilos sera franja e rauito
encorpado a 2000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfeitadosa
25000, ditos rauito superiores a 305OOO, en-
fetes de vidrilho preto a 3000, dilos de relroz
a 3500, organdisda mais fina que ha no mer-
cado a l000 o cavado, cimbraias de cores
de padroes muito delicados a 800 rs. a vara, ditas
de oulras qualidades a 600 rs. a vara, ricas chitas
farncezas de muito boas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pod
imaginar, peitos para camisa a 240 rs. cada una,
corles de casemira de cores a 6??0C0, dilas em
pesca de quadrinhosa 45000 o covado, gollinhas
de muito bom goslo a 1000, ditos de outros
bordados ricos a 3000, manguitos de cambraia
bordados a 3000, tiras bordados e entrimeios
que se vendera por preco commodo, borabazil de
cores proprio para roupa de enancas, e capinhas
para senhoras a 1400 rs. o covado, cortes de
carabra.as de salpicos a 53JOOO, corles de cam-
braia enfeiladas cora liras bordadas
e outras muilas mais fazendas que
aquipode-las mencionar lodas.

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Cassas de lindos padroes e cores fkas que se
pode garantir aos comprados, s 240 rs. o covado'
na ra do Queimado, loja de 4 portas n. 39.
Vende-se um escravo pega com 19annos,
ptima figura, sem vicios e defeilos. e proprio
para todo o servico, um moleque de 11 annos, e
um dito de 15 ; na ra das Cruzes n. 18.
As verdaileiras luyas de
Joirvin.
A loja da aguia brancas acaba de receber de
sua encommenda as verdadeiras luvas de Jou-
vin, primeira qualidade, lanto brancas como pre-
las para homem e senhora : quem precisar, diri-
ja se a dila loja da aguia branca, rna do Quei-
mado n. 16.
Potassa da Russia.
Potassa da Russia muito superior e
novissima, por ter sido desembarcada
hontem: vende-se na ra do Trapiclie
n. 7 armazem deFonseca.
Attenco.
Vcnde-se ou permuta-se por casas pequeas,
urna grande casa sita em um dos arrabaldes pr-
ximo desla cidade : para tratar, dirijam-se ao
agente Antune?, na ra do Collegio.
Vende-se urna loja de funileiro em muito
bom lugar, bem afreguezada, e com poucos fu-
idos, na ra Direila n. 15 : quem pretender, di-
rija-se mesma.
Vinho genuino.
Ainda ha urna pequea quantidade de ancore-
tas desle vinho sem confeicao, e proprio de doen-
tes : na ra do Vigario n. '19, primeifo andar-
e carro.
grande da Soledade vende-se um
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Z. (3)
Suissos.
Eieyelopedica
Guimares Villar
Ra do Crespo n. 17.
Algodo monsro.
> enae-se algodao monstro com duas larguras, giosdos primeiros fabricantes da Suissa, qu
uitojiropriopara toalhas e lenges por dispen- vanderaoiior precos razoaveis.
FROCO.
Em casa de Schafleitlin & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e vjriado sorlimento "" '"Ja ua uua ":. n
de relogios de algibeira horisontaes, pateules, | Tende-se bramante de linho muito fino com duas
chronometros, mcioschrononietros de ouro. pra- : varas de largura, pelo baratissirro prero de SJ40O
I la dourada e foleados a ouro, sendo estes relo- | a Tara' oretanha de linho muilo fina e nTuito
' larga a 20j>, 22g e 2431 a peca
Pede-se toda
attenco.
Na loja da aguia de ouro, ru do Cabug n 1
B, vende-se ludo por baratissimos precos as'im
como seja : '
Fitas de velludo de todas as larguras.
Ditas de garca, brancas ede cores, muilo lin-
dos gestos.
Lequrs de madreperola muilo finos.
Ditos de outras qualidades.
gustos1.68 dC latlaruga a imPetriz, de lindos
Ditos fingindo tartaruga e de outras qualidades.
Ditos de iravesso pura menina,
osarios de cornalina muito finos.
Meias muito finas brancas e pretas para se-
nhora. r p
Dilas de seda muilo finas.
Dilas de laia e barretes de seda para os senho-
res padres.
Labyrinthos de todas as larguras.
Bicos e rendas muilo linos.
Oculos multo finos de cores proprios para do-
en?a de olhos. ^
Jogos de domin, ditos de chadrez, dilos de
damas, ditos de vispora. Na loja da aguia de ou-
ro, ra do Cabug n. 1 A.
Boi
Na taberna
boi e carro, tu :o bom e muilo barato.
Meias muito bara-
tas.
A loja da aguia branca est prvida de urna
grande quantidade de meias, o melhor sorlimen-
to que se pode dar. e por isso est vendendo-as
mais.baralo do que em cutra qualquer parle -
sendo meias cruas encapadas, de abanhado ou!
2-Sn t,COjp"a h0rt'cm a 2550- 3& 38-r'CO, iS,
45500 5#a duzia, dilas inglezas o melhor oue
se pode encontrara 6 e P55OO, dilas de fio de
tscocia pona enramada imitaudseda a 800 rs
o par, e de cores a 640 e 800 rs.. dilas brancas
mu linas e lapadas a 2J-0, 3g500 e 5?, e Bnis-
simas a 8# a duzia, dilas buencas finas e fio unido
para senhoras a 45, iS80O, 5C500 c 6S00, e do
to de Escocia primeira qualidade a 8?5(0 a du-
g'Ann LdeJSeda ,"'anci,9 e P'e'as a 2*5(10, 3.
dfeaUUe49, dilas cruas mui encorpadas para me-
ninos a 200 e 210 rs. o par, dilas brancas ede
cores a 240 e 260 o par, ditas para meninas a 3
a duzia, ditas de seda para baptisado a 2 o par
dilas de Iota e do seda para padn s a 2, '3 e J
o par. EmUm vista de tantas e diversos quali-
dades, o melhor approveiiar-se a ocrasiao e
dirlgtr-se a ra do Queimado, loja da aguia brin-
c.a 1(. auc sei servido com agrado e since-
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Stomacalde 1830.
Precioso de 1847.
As duzias, e em caixinhas, a dinheiro, ror oa-
rato prego : vende-sena ra do Trapiche r. 4C
esenptorio. '
Bramante
bretaishaseutoaJ -
Na loja da boa f. na ra do Queimaoo u
vende-se bramante de linho muito fino
m
sar loda e qualquer costura, pela baratsimo
preco de 600 rs. a vara ; na ra do Queimado n.
22, na loja da boa f.!Jg^s "Reloios
O Vende-se frco de lodas as eres e grossuras,
Yende-se em casa de Johnston Paler & C, nec",-Tn,," YV^ (\50-/{ e^V8' a
rna rtn Vi*..:. o ci vi., peca ; na ra do Queimado, Iota da aguia bran-
rua do Vtgano n. 3, um bello sorlimento de ca n. 16.
Receberom sedas, chapeas para senhoras, man- 1^'' !** V"- *' T ^ ?* !
teleles, saios baldes, laast de quadros ricos de- I a,amacJos. fabncanies de Liverpool ; tambem
senhos, manteletes, capas, casaveques, ricos Iuma va"fcaade de bonitos Irancelins para os
corles de cambraias brancas para 18}, 25& e 40j>, "
organd7es do padroes lindissmos. cassas de
cores a 260 rs. o covado, cassas bordadas da Chi-
na a 6500 com 9 varas, ditas a 4?) e 5J com 9
Saceos de 115 libras.
ua do Crespo
atoalhado de algodo c'm dual lrg" "
a vara, diio de linho muito
ras
a 15' O
E' o ultimo goslo.
dSuL0re.8.i ?*"?U,5,PS dc seda de quadiinhos,
de lindos padioes, pelo baralissimo preco del
o covado, grosdenaples liso de lindas rf.res a S
o covado. corles de laa muilo fina com 15 cova-
nK= ,0e\D'U' t0ni0S a 8* dil" T'adtn
padioes tambem muito bonilos a 480 rs o cova-
o, chales de cores, padroes inteiramente novos
IA\J covado i aproveitem em quanlo se nao
boai a rUa d guein'i,d 22. Uja de
modes.
... cm evra g, wp., v^, g S
Ourgel A Perdigao.
{Ra da Cadeia loja n 23.8
ItecebeTam novos corles
loja n. 25 de Joaquina Ferreira de S, vende-
^ri?,? meninas a 8, meias pan O mais superior farelo que lem vindo ao mcr- e por pregos baraiissimos rara sralar : ves-
ne ,r ded rs vtss TSuTi: AarstttB sjssu m&; i iidos ? r Lm ** *< ^a *A ^
qualquer objecto para senhoras por precos com- ilha de Feruando. -organd de cores muilo finas a 320 rs. o co-
Vende-se farelo ltimamente desembarcado I Tado >cassas de cores a 240 rs., chita larga a
Silnk', "rox uo(.MarsDhiio.eomm8mu'<> fina e, 200, e 240 rs., canas de fuslao enfeiladas a
c.do 'nru"".'"odnTA" qU6 D """ 5C' CaSaVe(>UeS de CaniLria e fil0 a 5000'
perneadores de cambraia Lordadcs a 600O, ', m eberam completos sortimenlos
babados a 320 rs. a vara, tiras bordadas mui- i ves.tldos de blondecom manta n
Vendem-se superiores ba!5es com 30 arcos Jffl *2 HP {* 'T" I
sendo muito recommendaveis por poderem Dcar a J60 rs' ftcovau. tfiMM de ponas bor-.
do tamanho que se precisar, pelo baratissimo i d8das a 2IJ50O, manguitos de cambraia e fil
prego de OS ; na ra do Queimado n. 22, na loja a 2000, camisinhas bordadas muilo finas
da boi f.
- .
es
Baloes de 30 arcos.
- de cambraia
branca bordada de duas saiu e babadi-
nnos.
Receberam
capel
ae
a e

-
1B>
a 6000,
ser difcil
Para acabar
Guimares Villar
Ra do Crespo n. 17.
A 4^000,
Cortes de cambraia com tres babados de 20 a
22 covados cada um a 4J.
A 260 rs.
Cassas organdizes a 260 rs. o covado de lindis-
smos padroes.
A 25#000,
Riquissmos chapeos de seda brancos e de co-
res a 28, e dc palha de Italia ricamente eufei-
Receberam modernos chapeos dc oa-
3 pa-
flores.
ha para senhora enfeitados de plumas e
lados.
A 360 rs.
Laas miudnhasde lindissmos
rs. a dinheiro.
padroes a 360
Estas machinas sao as mais perfeilas
no ra'mo de mecanismo, unindo a uma
simplicidade a maior ligeireza e pcrf'ei-
ijao para toda e qualquer qualidade de
costura, do ponto mais fino ao mais
grosso. O vendedor se obriga a ensinar
o metlio Jo aos compradores >t o sa-
berem bem, assim como a ter as machi
cbinas n ordem durante um anno.
Estas machinas cosem com 2 los nao
quebram o fio como muitas outras o fa-
zem e tao as melhores e mais baratas a
ate hoje conhecidas no mundo, ellas se
acham eSpostas na galera do SR. OS-
BORN, RETR\TISTA AMERICANO NA
RUA DO IMPERADOR N. 38, onde
uma senhora competentemente habili-
tada as ara' ver e trabalhar. Igual-
Veode-se
EU CASA DE
Adamson Hovvie & C.
Vinho do Porto de superior qualidade.
Tinta de todas as cores.
Lona e flele.
Fio de vela.
Sellns, silhoes, arreos e chicotes.
llolhas.
Ra do Trapiche n. 42.
toja das seis portas em
frente do Livramento
Covado a 200 rs!
Chitas largas de bonilos gostos a 200 rs. o co-
vado, ditas eslreilas de cores escuras a 160 rs
pegas de bretanha de rolo com 10 varas a 2$'
ditas de esguiao de algodo muito fino a 3jJ, ris-
cadinho de linho a 160 o covado, lencos brancos
com barra de edr a 120 rs., ditos brancos com bi-
co a 200 rs., algodao monstro cora duas larguras
a 640 a vara, lazinhasde duas larguras, fazenda
nova para vestidos a 500 rs. o covado, onfeites de
tranca com lago de fita para cabeca de senhoras
a 2500, cortes de riscado para vestidos a 2f, pe-
cas de madapolo com 4 1 [2 palmos de largura a
49400, chales dc merino estampados muito finos
A loja est aberta al as 9 horas da noite.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para Tender em
eu armazem, napraca do Corp Santo n.ll,
do ultimo gosto recentimente
mente se achuru expostas no armazem alguns pianos
de MACHINAS AMERICANAS, RUA DA i h*>M<>ii*ein cWbecidVsYacredit7dos7a-
CRIJZN4FO. 1 tacantes J. Broadwood & Sons de Londres e
bllU .1<~-
muito Brooriospara este clima
Rival sem segundo.
Na loja de miudezas da ra doQueimado n.
55, defronte do sobrado novo ha para vender
pelos diminutos pregos os seguintes arligos :
Duzia de saboneles muito finos a 600 rs.
Cartoes de clcheles com duas ordens a 20 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Duzia de meias cruas para homem a 3$.
Dita de dilas para senhora a 3J500.
Pares de meias para senhora a 300 rs.
Latas com banha muito fina a500rs.
Iscas para acender charulos, caixa a 60 rs.
Phosphoros em caixa de folha a 120 rs.
Cartas de alfinetcs muito finos a 100 rs.
Caixas de agulhas francozas a 120 rs.
Pares de sapatos de tranca de algodo a IjJ.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Ditos de dilo oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garfos, cabo prelo, a 3ft.
Pares de sapatos de la para meninos a 200 rs.
Ditos de luvas de cor Do de Escocia a 320.
Massos de grampas muito finas a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouras muilo finas para costura a 500 rs.
Ditas ditas para unbas a 500 rs
Pegas de franja de la com 10 varas a 800 rs.
Dilas de tranga com 10 varas a 320.
Linha Pedro V, carto com 200 jardas a 60 rs.
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escoyas para denles multo finas a 200 rs.
Cordo imperial fino e grosso a 40 rs.
Oleo de babosa muito fino (frasco) 400 rs.
Filinhas eslreilas para enfeilar vestidos a 800
rs. a pega.
Labyrinthos de muito bonitos gostos por todo
0 prego.
Cordes para enfiar espartilbo muito grandes
a 100 rs.
Dilo para dito pequeos a 80 rs.
Pegas de tranga de linho com 10 varas a 200 rs.
Ditas de Irania de seda preta com 10 varas a
1 Jfc4 uu.
Vara de dita a 160 rs,.
Pares de meias de cores para meninos a 160.
Caixas para rap muito finas a 1$.
Linha cara marcar [caixa de 16 nvelos) a 320.
Vende-se uma parelhs de burros de cor ru-
go queimado, propria para carro : quem os mes-
mos pretender, dirija-se a ra da Lingoeta, ho-
tel inglez, a tratar com seu dono.
Cheguem ao barato
O Preguiga esl queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
28, casemira escura ineslada propria para cal-
ca, collete e palitots a 960 rs. o covado. cam-
braia organdy de muilo bom gosto a 480, rs.
a vara, dila liza transparente muito fina a 35?,
4#, 55?, e 65 a pega, dila tapada, com 10 varas
a 53> e 69 a pega, chitas largas de modernos e
escomidos padroes a 240, 260e280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de merino eslanpado a
7 e 8, dilos bordados com duas palmas, fa-
zenda n.uito delicada a 9 cada um, ditos com
uma s palma, muilo finos a 88501, ditos lisos
com franjas de seda a 5$, lengos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
finas para senhora a 45? a duzia, dilas de boa
qualidade a 3 e 3)?5C0 a duzia, chitas ran-
cezas de ricos desenhos, para coberta a 280 rs.
o covado, chitas escuras inglezas a 5$900 a
pega, e a 160 rs. o covado, brim branco de puro
linho a 1?>, 15200 e 1600 a vara, dito prelo
muito encorpado a 15500 a vara, btilhanlina
azul a 400 rs. o covado, alpacas de differentes
cores a 360 rs. o covado, casemiras pretas.)
finas a 2500, 33> e 3500 o covado, cambraia
preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e oulras
muilas fazendas que se far patente ao compra-
dor, e de todas se daro amostras com penhor.
Loja das 6 portas
em frente do Livramento
Lazinhas a 500 rs.
Camisinhas rauito bonitas com duas larguras
para vestidos de senhora a 500 rs. o covado, cor-
les de riscado francez para vestido a 2, sa-"as
S2.5VI 2toa a a500' dilas Pa senhora a
42puue aj ; d-se amostra com penhor. A loia
est aberta at as 9 horas da noite.
cobertos e descobertosr pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora de
um dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
dos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Sonthall Mellor &C.
de graca.
Corles de caigas de meia casemira de cores es-
curas a 1J600, ditos de brim de linho de cores a
2#, riscadinhos de linho proprios para obras de
meninos a 200 rs. o covado, grvalas de seda de
cores a 640 ditas pretas estreilDhas e largas a
1. ealem disto outras fazendas que se tendera
mu oem cont. ; na loja da boa f, na ra do
Queimado n. 22.
a
2000, chita larga com lustro e muito fina,
propria para coberta e roupoes a 320 rs., es- i
guiao de linho a l20O a vara, ioupoes de
seda feitos a 125JC00, vestidos de seda mofados i
a 8*000, luvas arrendadas a ICO rs. o par, i
vestidos de grosdenaple prelos com barra de
cor a 20;$000, palitos de pao prelo e decores
de 16,5000 a 2OS00O, sobrecasacas de panno
muito fino a 258C00, caigas de casemira preta
e decores de 6000 a 11*000, ditas de brim
branco e de cores de 2>000 a 55000 palitos
de brim branco ede cores de 2?500 a 5800,
dilos de alpaca de 38C0O a 8800o, brim
irangado de algodao com 9 palmos de largura
proprio para toalhas a 900 rs. a vara, damas-
co de laa com 9 palmos de largura a 1^600 o
covado, velbulina preta a 400 rs., brim de
linho de cores a 18500 o curie, meias cruas
para homem a 18200 a duzia, camisas de
linho inglezas a 32?000 a duzia, pegas de
madapelo fino a 4??500, corles de lanzinha
muilo fina com 15 covados a 8--000 rs., ca-
misas de cores e brancas de 1P500 a 38000,
e oulras muitas fazendas por menos do sen
valor para fechar comas.
Grammatica in-
gleza de Ollendorff.
Novo methodepara aprender a lr,
a escrever e a fallaringlezem 6 mezes',
obra inteiramente nova, para uso de
todos os e&tabelecimentos de instruc-
cao, pblicos e prticulares. Vende-
se napraqa de Pedro II (antig largo
do Collegio) n. 37, segundo andar.
Relogios.
Vendem-se em casa de Braga, Silva & C, re-
logios de ouro do diversos fabricantes inglezes
por prego commodo.
Charutos suspiros e oulras marcas da Ba-
ha e do Rio de Janeiro: vende-se na ra da
Moeda n. 41, armazem do Augusto Ferreira & C.
Farinha da mandioca.
Vende-se por meuos do que em outra qualquer
parte, na ra da Cruz, armazem n. 26.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fixas
a doze viutenso covado, mais barato do qne
chita, approveitem em quanto nao se acabara ;
na ra do Queimado n. 22, na bem coBhecida lo-
ja da Boa F.
Cal de Lisboa,
nova, e muito bem acondicionada : na ra da
Cadeia do Recife n. 38, -rimeiro andar.
Receeram novos enfeiles
peilos para senhora, pulceiras
de sndalo.
31
de cores e
e estralos
Receberam chapeos
castor preto, branco
rorderna
para homem, de
e de seda furnia
ce
Vendera ricos corles de
seda, ditos de barege e gaze
babadinhos.
vestidos de
de seda de
^
Vendem
as commodas saias balau de
musselin.is c cutim Je algodo para se-
nhora e enancas.

Vendem sedas
e grosdenaples de qna-
dnnhos padioes modernos c cores cs-
?> curas, ditos lisos.
_C3
i
i
SB5
H \endem maniektes pretos de grosde-
n.iples, ditos de seda bordados e dous
bicos, capinhas de croxe brancos e de
U f.or". PlnM de gorgurao, taimas de
j "lo, lilas para cintos.
- Vende-se urna carroca nova com arreol
para cavallo, do madeira dc sicopjra, muito bem
acabada ; na roa dos Pires n. 72, na Boa-Vista
_ Vende-se um sellim novo para senhora
na ra Imperial n. 1.
Escravos fugidosT"
da Escada,
crreme armo o
os sigrai s se-
ir mulato, ct-bcllo de
Do engenho Cutigi, fregnezia
fugio no da 3 de novenbio do
escravo de nome Antonio, com
guiles: estatura regular co
negro, pouca barba, denles limados, idade
28 annos, pescogo e ps grossos, tem pelo rosto
pescogo e peilos algumas martas de i-anr-cs e
algumas cicatrizes pelas costas que pa cerm ier
sido de chicote ; nao levou conmigo rou,a "1-"
ni a, e consta harer fgido para o lado do seriro
d onde viera : quem o aprehender, peder el-
ya-lo ao referido engenho, ou no Recife. ra es-
trella do Rosario n. 29, ao Illm. Sr- Foriscun-
do Marques Lins, que seta bem recompensado
Escravo fgido.
na macraa1H1C'T,m8gro- com PaDDo-" pretos
5? ra0a5aa do roslo, representando ter 55
de idade, natural do Rio do
Peixe,
annos
chamado
Luiz des,Pparece rTo dia 30,de oulubr ZS
do Dr. Cosme de S Perein, de quem i-cravn
uppoe-se ter levado um cavallo nrr.'h'%0/
preto do Sr.
que elle fra
mais que sua
roga-se
quaequer
ao seu sc-
-------. .avallo
Hostron que se havia sollado, e
ero busca do mesmo ; suppe-se
?2SL! "me M"" ,,IBbem ocompanha,
asa0tnriS?!iPOqUe,li0.bah(i fl"'" ro-
as autoridades pollciae e a oulras
pessoas que o prendam, e remellm
nhor, que pagar qualquer despeza.
iQH. 1 ^a cidat3e d0 AC8'y, no mez de se-
tembro prximo passado, um escravo do com-
mandanle superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr. Bfnto
i-ourcnco Collares, de nome Joaquim, de idade
de emeoenta e lairtos annos, fulo, alto, magro
denles grandes, e com falta de alguns na frente'
queixo fino, ps grandes, e com os dedos grandes
dos ps bem abertos, muilo palavriador, incul-
ca-se forro, e lem signaes de ter sido surrado.
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
corrente, vindo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogado por um parceiro seu conhecido
disse que linha sido vendido por seu senhor para*
Goianninha : qoalquer pessoa que o pegar o po-
der levar em Pernambuco aos Srs. Basto & Le-
aos, que gratificaro generosimetue.



"8)
Lilteratura.
DIARIO DK PERNAMBUCO. TERQA FEIRA 18 DE DEZEMBRO DE 1860.
Em quanto as orphas desfilaran) vagarosamen-
te pe* ra do Hospital, a senhora de que j fal-
lamos cenlinuava cslar na janella o olhava para
a ra cora vistas inccrtas e distrahidas. Tudo
n'ella indicara um* profunda tristez*. tanto a
A Orpha Hoiilcn Clara.
Minha sobrinha Fredorica ( Deus so coaipa-
o>r.i de sua alma ) pergunlava-mc rouifts ve-1 Uansparenle Pa" ' cora tajriraas dos ollus.pofque ratas as suaa cor, de .seus ,hos niaes- colno- a "ngldcz de
inheiiMS do collegio lhe dlziam sempre era
tom'oVmfa : Tu pareces-te com Houten
Ci< ra I > Klla sabia lo bcra como cu, que
Houten Clira em o nomo de urna estatua de pu
l'ic est ao p da casa das orphas Je Antuerpia;
mas der-ejara que llio explicassem quem liona
lo -aquella C'i.ira, e o que significara o scu no-
me. iiu nao eslava enlo no caso da salsfazer-
Ihe o desejo, e reduzia-me, cada vez que me
interrogara, deixa-ladesconsolada e sera res-
I>osta.
J havia bstanle lempo que ella repousava
io cemilerio do Sluirenberg, j a cruzinha col-
seusmorimenlos. Apezar da sua edade ( por-
que mostrara passar dos trinta ) era de una bel"
leza sorprendente.
Havia pouro menos de um quarto de hora que
a senhora eslava sentada, i.mnovel, junto ja-
nella, quando urna porla se abriu devagar, e um
hornera introduziu a cabera para observar o que
se passava em casa.
A senhora nao se moveu o o homem cntrou no
quarlo sem fazer o menor ruido, mas sera com
ludo occultar a sus presenca. Aproxiraou-se da
senhora e por cima do hombro langou furtiva-
mente urna vista curiosa atravez dos vidros. Con-
locada sobre a sua sepultura apro locura e cahira, | vencido de nata poder notar na ra, foi senlar-
quando, levado por um senlimonio que fcil de 'Se "'uma poltrona distante alguns passos da dama,
co uprerreuier, comecei procurar com perse- Sempre triste, Calhariua? Engauava-rae quan-
veranca algumas antigs lendas populares da : do me repeta lautas vezos que o clima dos Paites
Uinha cid-da natalicia, e vira cutio saber' Baiios havia de restabelece-la. Ha j qulnzc
quera era Houlen Clara ou, como ditera os au '"as 1"e estamos ha nossa cidade natal, o longe
tuerpeoses, Houten Cleer. Esta historia, que co-
meca poucc depois da tomada de Antuerpia, pe-
lo duque de P->rma, ern nada se parece com urna
tradico popular, e cora razio se pode auppor
que um aconlecimento verdadeiro lhe servio de
de alegra-la a residencia aqui, o sorriso to con-
solador que lhe animava as feicoes durante a via-
gom, desappareceu. Lamento vivamente ler to
i'acilmento annuido aos seus rogos, porque de
certo o ardenle ecu da Hespanha 6 mais favora-
bast. Soja comofor, a historia que vamos apre- ve' a sau,|e, e raelhor para contemplar, do que
sentar aos notaos leilorea o resultado das in- esta cinzenta e nevoada cpula, que pc3a aqui
vesiigages mais ou menos completas que pro-
redi, ouvindo a opnlio de algjins velhos c ou-
iris pessoas sensatas.
N'ura dia de primavera de 1589, quando as or-
sobre a trra como urna chapa de chumbo. Em
verdade, Calharina, preciso que o amor que lhe
tenha seja mui grande, para me decidir em-
prehender urna tao perigosa viagem, e vr um
paiz em que vi morrer prenles e amigos fero
phas sahiam do seu recolhimeulo da ra dolas- e ^o esperava, portanto, que ao menos me
pilal para irem p3sseio acompanhadas por sua recompensara este sacrificio retiasceudo para a
me ou directora, muitas d'ellas levantaran! a v'l'a e Patd a alegra. Infelizmente, parec>p-me
caneca para a janella de urna casa visinha, e raa's inseosiral que nunca, e excepgo das visi-
moitraram curiosamente urnas s outra?, urna as 1'iC fazemus seus prenlas, cousa nenhuma
senhora ricamente vestida, que as conlemptava a oljr>tia a sahir de casa,
por dentro dos vidros. i Estas ultimas palavras foram dirigidas uobre
Olha, disse urna acola est a rica se- da,na cora ,,m ,noJo eslranho e inlerrogador. Esta
nhora que vem habitar para junto da nossa casa. ljaixou os olhos e ficou muda, como se a confu-
Eu sei como ella se chama exclamou sao "ie '""'era a falla.
oulra. E' a condessa d'AIraata, que chegou de' Seu marido continuou cora'affectada tranquilli-
Bespanha. dade :
Como sabes sso? perguntou a terceira. Ko, senhora, nao tem querido sahir. Nem
O ivi a me dize-lo irnia Monica. Ella n'esnio hontem, ao cahir da tarde, quando sahi
nao hespanbola ; bera veem que tora os olhos P,M T'si'ar D. Fabricio, nao assim ? Nao, nao
azues e o cabello louro. E' uma menina de Ao-' saH' bontem com a sua nia...... que nao sei
luerpia que casaucom um hespanhol rico. Pr(l''e <>a est agora aqui 1
Ora, ah esl Therezi no seu costume de Calisto Calisto disse a nobre dama sus-
invt rilar historias! disse por brincadeira urna Prando, porque se oceupa em espionar os meus
das meninas. menores passos? Pergunlt-nie porque nao re-
Perguolem Ilouten Clara que tambem I, nasco Para a v'ida sob esle clima dos Paizes Bai-
eslava... Heuien Clara oulen Clara xos ? ^-ca n berdaJe que vinha aqui buscar, e
A" esta chmala a mae vollou a cabera, e vio mf,'lizmcr"e encontr a eseravido. Nao 6 o ar
que algumas dasorphaasolhavam para janella da j deslc p""' Mm so1 de F'^nJres, aue minoran
casa visinha, em quanto ella eslava cntrelida meu so^'raento. E' da liberlade flapenga que
por as (Mitras era ordem. Com um simples olhar PreclS0' c se contina recusar-m'a cruelmente,
severo fez entrar em linha as curiosas talladoras ;: S0 Pcrsis,e- como "essa Hespanha que sufoca,
pe2ou com particular affecto na nio de urna dasi em fdZCr viiu sua mul,,ere cerca-la de espides,
pequeas, e pondo-se ella raesraa em marcha Gl esPer0. senhor, que o meu estado mellior..'
com a sua protegida, fez sigual para comecar o
pasado.
L' sempre Houten Clara 1 murmurou
Thereza gasta-se como canella : eslou vendo
quando sedeirete a pobre da rapariga !
O.hem para a Auna I como vae soberba e
direila pela mo da me : parece que engulio o
pu da vassoura. A presumida no que cuida
Ser intil procurar um clima mais salular ; so-
frerei em toda a parte on do seja opprimlda e es-
cra a.
Em quanto a nobre dama responda nesles ler-
mos cora mal conlido despeito, o conde de Al-
raata fitava-a cora olhar penetrante, e um sorri-
so misturado de duvida lhe entre-abria os labios.
Asehhora, disse elle, lera a bondade de me
| dizer onde foi hontem larde ao escurecer, acom.
cm mostrar-se !
Callem-se todas exclamou Hara, cuja panhada de sua aia ?
lingua era sola e espiritada ella sabe urna', Ao grande mercado, Calisto.
cantiga nova e bonita Comeca assim :
Dieu vous garde de belles fleurs '.
O' repeinante Magdeleinc......
Esta tarde hade ensinar-no la com acom-
-panharaento do cravo. Dar dous dedos da raao
esquerda para locar cravo como Houten Clara
Sim, sini, ludo isso c bom*de dizer, mas
Poderei saber, enharina, oque foi ah fa-
zer urna casa de niesquinha apparencia ?
Oh i meu Deus, com que modo me inter-
roga !
ira mais simples, Calharina, di/er-me logo
o que desejo saber.
porque hade ser ella sempre tratada com tantos ar da nou.e lUr" T3 "^ r', ,mrae",e
mimos, como se nao fosse egualmente orpha ZeT-mrl'uTZTr 7\ *"'
como n6s ? Alm de que para que tao sobe ba ? v li c auzTe S t "^ '^ mfa"
- Soberba, ella ?... Thereza a propria bon-: S* ,! *** "' eUa q"e "ie "T^
ade e candura ,, aucolleg,o, quando era enanca. Porque
n* J" 01l annos que deixamos os Paizes Raixo
As pequeas, anda por niuilo lempo, conli- c .,, m..;ln lnmnr' 7 naixos.
. c na inuiio lempo que e a havia mudado de ca-
li lanam dar a lingua, ieerca de Houten Clara, s. lillha d.nn' muuauo ae ca
... a e uuna uesapparecido : ninguem dar noticias
se um beilo mancebo, montado n'ura cavallo, c i#mB|h.nl !, n-.t."I*
,.- ,.;ao ._______j:._.. j>.it._ j. ue semeinanie crealura. Que ha que censurar
n'uma acQao lo simples"?
Tanto melhor, Calharina. Eu mesmo, se
quizer, a posso ajudar as suas pesquizjs. Como
se chama essa vclha criada?
L'm viro rubor corou a paluda fronto da con-
nao viosse passar por diante d'ellas, de que re-
suliou todas as vistas serem immediatamcnle
empregadas, e as talladoras tercm baslaule raa-
leria para lhcs servir de tema s suas obser-
VaCeS.
lOLMKTIU
Gl]\ LEVI^GSTONE
00
A' TODO TRANSE
POR
Jorge Alfredo Lawrence
XXVII
v< Conjuro-le, pela supplica
do vvente, pelo silencio da
morle, que arranques de la
alma um grito, que Deus pos-
sa ouvir e abencoar; lemo
ver a palma celeste fanar-se
em minha mo, e licor isolada
cnlrc as santas.
Conslancia eslava eslendida em um leilo dere-
pouso junto do fogo, e sustentada por muitos
t ,.visseiros. Eslava mais fraca que de ordinario:
0 que llzera de manha esgolra-a.
S depois de muilo temro foi que Cuy soube
que, segundo todas as probabilidades humanas, o
esforc que ella fizera por cor.seguir esta entro-
vista, abreviara sua vida algumas semanas.
Ella julgava n3o o ler pago mutocaro por este
preQo,o linha razao I
A praoQo mesrao de um lal momento apenas
cobriracom urna tinta mais animada suas faces
paludas e brancas como a cera; porm seus
lindos olhos lmpidos estavam mais brilhautes
que nunca. Em seus cabellos lustrososenrolava-
se urna fila azul: era a cor que Cuy prefera.
A principio elle nada vio de ludo islo ; nao a
vio levanlar-se com um fraco grilo de contenta-
mrnlo no instante que elle se adianlava cora os
olhos baixos; o nunca pdde explicar como achou-
se repentinamente aos joelhos do Constancia, a
qual, apaixonadamenlo suspensa em seu pesco-
ceo, morraurava-lhe baixinho ao ouvido :
Eu tinha dilo que virieis... bem saba ou
que estaveis chegar.
Anda que esse doce rosto estivesse tao perlo
delle, Cuy nao o tocou urna vez sequr com seus
labios. Elle recuou tremendo por lodos os ment-
iros, e disse cora urna voz entrecortada :
Nao posso .. nao ouso... nao sou digno...
Nao sei se Constancia comprehendeu o quo el-
le quera dizer; porm olla procurou erguer a
cabnca, que estava inclinada sobre o travesseiio
que eslava seu lado, afim de que elle podesse
olhar para seus olhos cheios do franqueza, e res-
pondeu :
Nao deveister essas ideas; nao deveis fal-
lar ssim. Sei que tendes estado encolerisado e
Vide Diario n. 290.
qnasiloucoha muitos mezes; porm nao o es-
taes mais agora, nem estaris mais nunca. A fal-
ta minha, sim, a falla minha. Se eu nao t-
vesse sido tao tria e lio orgulhosa, nunca ter-
me-hieisabandonado. Julgasles que eu vos nao
araava, nao assim? Sim, eu vos araava, meu
charo meu charo Cuy... eu vos amava... e
bem ternamenle anda !
A almi forte e viril de Cuy quebrou-sode re-
pente, como ha quatro rail annos o rochedo de
Horeb quebrou-se sobre a UonUoba de Deus.
Entao, assim coma a3 aguas correram do granito
enlre-aberlo, as primeiras lagrimas que Guy der-
ramou desdo a mais tenra infancia,as ultimas
que ninguera lhe vio jamis veiter, cahiram ar-
dentes de seus olhos sobre a mo emmegrecida
o quasi diaphana, que elle estreilamenle apertava
as suas.
T-lo-hiam reconhecido aquelles, para quem
a ausleridaJe e inflexbilidade de seu carcter se
lornaram proverbiaes? Talvez que tambera se
tiressem elles sorprendido de ver Constancia
Brandan,apezar de seu humor altivo e reser-
rado,sobrepujando o terror que lhe causara
estes transpones do dor apaixonada, para appla-
car seu amanto por mil ternuras o cora patarras,
cada urna das quaes era urna caricia, e isto al
o momento em que passado esse espasmo Guy
lornou-se calmo e senhor de si.
Elle nao pronunciou urna s palavra anlesde
poder dominar-se completamente; e disse entao
com um tora assaz firme, mas com um ligeiro
suspiro na voz:
E no enlanto eu vos mntei! *
Nao. nao, respondeu vivamente Constan-
cia, crde-me, nao isso. Um defluxo atcen-
me o paita e causou esta doeuca mas dizem que
eu j tinha os pulmes atfectados, o que apenas
poderia viver maisalguns mezos. Eis oque de-
veis pensar, meu amigo, e talvez seja melhor
que assim fosse. Acho a vida bera ponivel e bom
difflcil, o nao seria eu assaz forte para carregar
convenientemente minha cruz.
Cuy sacodio tristemente a cabera, como se es-
tivesse apenas raeio convencido; entretanto sa-
bia que Constancia nao teria dito urna palavra
contraria verdade, ainda mesrao para poupar-
lhe um soffrimento.
Se s vspodesseis ficar comigo... seseu
podesse conserrar-vos Iexclamou elle.
E lancou-lhe os bracos ao redor da cintura,
^como se seu vigoroso abraco tvesse o poder de
rel-la nesse caminho fatal, onde os monsagei-
ros de Deus lioham-lhe de ha muilo feito signal
dcsegui-los.
Caluda! continuou Conslancia em voz bai-
la,carecis de coragem. Entretanto folgo de
pensar que nao me esquecereis tao depressa.
Agora, ouri-mo ;-e ella levantou a mo por um
Resto, no qual reinava ainda alguma cousa de
seu anligo ar de rainha :teuho fazer-vos um
pedido. Nao tertis vos satisfacqo em curapri-Io,
ainda quando fosse exigente?
Guy nao respondeu, porm ella comprehendeu
o apeno de sua mo, e continuou:
Temo que tcnlia lugar enlre vos e Cyrillo
alguma cousa lerrivel. Elle tao colrico, (fio
dossa, t s passado um instante de reflexo que
pode responder com voz pouco firme :
Chama-se.... Anna a Negra 1
Ah I replicou o conde com incredulidade,
chama-se Anna a Negra? Muito bem, senhora.
Has talvez nao seja esse o seu norae ; pode ser
qno j se nao lembro della, visto que a conhece
ha tanto lempo, nao assim?
Calisto, exclamou a dama cora ddr o indg-
nngo, prohibo-lhe que me falle assim. Se o seu
genio ciumenlo lhe inspira desconfianzas res-
peito de sua mulher. nao lhe concedido, seuhor
d'AIraata, humilhar na pessoa da Qlha o sangue
do seu anligo companheiro de armas. Respeile
em raim a nobre raga das Ghyseghem, quem
devedor da vida I
Seu pae, Joo de Ghyseghem, meu irmao
de armas e meu salvador ; bem v, senhora, qUf
anda me lembro delle. Confiou-m'a aos meus
cuidados. Tenho cumprido fielmeute os sagrados
deveres de esposo, e diga o quo disser, Calhari-
na, quero doscobrir e hei de saber o que voio fa-
zer aqui, e que trata de me occultar. sezundo
parece. Reconhego que o meu modo de proce-
der deve offende la, se acaso nao merece censu-
ra,e por isso s tenho confessar da melhor von-
tade que n julgo urna honrada e fiel esposa ; mas
lambem nao menos certo que dovo vigia-la,
porque ocorsgo algumas vezo-desvaira epodo
ser que haja no fundo do impenetravel mysterio
em que se envolve um perigo eminente. Bem
v que ao menos fallo com franqueza, porque do
meu lado esl o dreilo. J nao pode dizer outro
tanto da sua parte, Calharina, porque tudo o que
se esconde e dissmula porque tem razos para
isso.
A senhora paroceu arrepender-so de so ter
mostrado tao arrebatada, e toda s sua irrilaco se
dissipou com as ultimas palavras do conde.' Che-
gou-se elle, com o semblante risonho, as la-
grimas nos olhos, e pegou-lhe ternamenle na
mo
Bom Calisto, disse ella com modo suppli-
cante, perdoa-me, que nao live razo. Mas lara -
bem para que desconfa de raim? Para que me
fizesles um interrogatorio respeito de urna cou-
sa insignificante, como 3 eu fosse um ateusado
diante dojuiz? Queres ver me alegre e conten-
te ? Queres ter cm mim urna companheira aman-
te e feliz ? Pois entao acaba cora as las suspei-
tas ; deixa-te de me espionar ; concede-me a li-
berdade d- que gozam asraulheres desle paiz. e
vers cora que ternura reconhecida te amarei,
nao s como" um esposo querido, mas como ao
meu berafeitor, como ao salvador da minha
vida I
Nao sei, Catharina, como podeste imaginar
que vivas na escravido ; eu nao te espiono, e
se tenho desconfanos nao s tu que as disper-
tas? Para que sahes s escondidas e sem m'o di-
zer? O meu criado Domingos vio-le hontem fal-
lar com urna mulher porta de urna casa no
grande morcado, e veio dizer-ra'o ; nao islo lo
natural? Ah! podes-e eu banir do meu coraco
todas as suspeilasl Sou o priraero deseja-o 1
mas ou quer seja do sanguo hespanhol quo me
corro as veas, ou do leu procedimento todo
cnygraatico, Catharin3, certo quo nao posso
estar tranquillo era o estarei, em quanto nao al-
cangar de ti mestua aexplicago de ura mysterio
que negas c quo dizes nao existir. Estou con-
vencido de que s incapaz de proceder mal, mas
sou homem... e de mais sou hespanhol. S,
pois, generosa, e lembra-te sempre d'isto !
Calisto 1 Se podess-'S ler no meu cora-gao !...
Primeiro que faltasso ao amor e reconheciraent
que te devo, soffrera cem vezes o martyro As
tuas suspeilas oppriraera-me o corago ; tem do"
do mm !
Varaos, rainhi pobre Calharina, nao te
afflijas ; acabemos com islo, e esquoga-se tudo.
Adeus, rainha querida ; d'aiui meia hora ire-
mos fazer a visita que proraeltemo3 senhora de
Boza de Santa Cruz. Espero que a tua aia j lo-
nha vollado para te acompanhar.
Dizendo isto, beijou affectuosamente a mo da
esposa, e sahio do qnarto.
A coadessa cahio desfallecida n'uma cadeira, e
levou as duas mos cabega ; o seu soffrimento
devia do ser lerrivel, por que um tremor febril
lhe agitava lodos os membros. Era breve pero-
las humildes o brilhantes escoarara atra.vez dos
dedos, e sentidos suspiros escaparara de seu pei-
to opprraido. De certo a infeliz senhora tinha
que lutar contra uraa inevitavcl fatalidade, por
que se levantou de repente chea de resoluco e
coragem, e limpou apressadamenle as lagrimas
que Iho molhavam as faces. At mesrao o seu
semblante lomou uraa expressao risonha que se
pareca com a esperanga ; chegou-se atoa das
paredes do quarto, e tres vezes bateu nella com
a mo. Mal fez isto, ourio-se do outro lado o
ruido d'uma cadeira que se empurra, depois os
pa3sos rpidos d'uma pessoa. que haria esperado
rauitD lempo por esle signal.
Pouco depois, entrou cautelosamente no quarto
urna mulher j de edade. A dama lerantou-se, e
irascivel, que nao querer ouvir-me, bem que
arae-me ternamenle, e eu tenha empregado para
com elle supplicas as mais ardentes.
Ella empallideceu mais ainda, e treraeu visi-
velmente.
E vos, meu charo Guy, vos nao sois mais
paciente; porm s-Io-heis dosla vez... nao?....
s-lo-heis?... Pensae somente quauta magua te-
ria eu, se...
Foi-lhe impossirel resistir por mais lompo
tossn surda e protonda, qual ella corajosamen-
te esforcava-se por comprimir.
Nao poderieis duvidar disso, respondeu
Guy, prodigalisaudo-lhe mil caricias:prometlo-
vos que nada do que elle me disser, nada do que
me fuer, docidir-me-ha defender-me contra el-
le, nem por palavras, nem por aeges. Como
pode-lo-hia eu alias fazer, ainda mesmo quando
nao me houvesseis feito esle pedido ? Nao teem
elle mil vetes razao?... Pedi-me alguma outra
cousa mais dfcil, minha querida.
Constancia hesitou ; depois. falln rpidamen-
te, como se temesse parar apenas tomada sua re-
soluco. Suas cores encantadoras de oulr'ora vie-
ram animar por momentos suas faces em um bri-
Iho fugitivo, e com a mesma rapidez desappare-
ceram.
Sei que c mais fcil mim do que vos sub-
raellcr-me ; entretanto, Guy, se mo doloroso
deixar vos, me mais penivel ainda abandonar-
vos i. .aflora Bellassys. Espero que meu clu-
rae,eusou ciumenla,uo me figa injusta ;
mas nao creio que ella vos torne melhor, nem
anda mais feliz. Agora, perdoae-me, talvez que
eu devesse...
Guy a inlerrompeu: ello nao a teria parado
antes que ella comegasse desclpar-se :
E' preciso que eu a veja ainda urna vez....
O franzido de suas negras sobraucelhas presa-
giava mal desla entrevista...
Mas depois, por minha honra e por minha
fe nunca mais dir-lho-hei urna s palavra, nem
olharei voluntariamente para seu rosto.
O' coragao sincero 1 que soffreu tanto lempo, e
cujo sangue lo puro foi derramado na lula, re-
gosija-te, porque acabaste por alcangar a victo-
ria. Nunca o bom direito e a lealdade oblveram
um triumpho mais completo, desde o dia em
que aquelles, que estarao ao lado de seu rei no
Dies ira da grande confusao, virao os njos re-
beldes precipitados no abysmo I
Se houve certo sentimento de orgulho satifei-
to nessa alegra indisivel que fez estremecer to-
da a pessoa de Constancia, quem poderia censu-
ra-la disso?
. Nao seria ou de cerlo, porquanto temera ser
menos indulgente para com ella, do que o foi,
creio eu, o Juiz Eterno, quando poucos dias de-
pois ellaappareceu anto seu tribunal.
Ella nao careca de protestos, nem decxplica-
gos ; nao pensou um s momento que seu aman-
to se deixasse cahir nos mesmos lagos : ella nao
leve urna duvrda ao menos.e tere razo. O
olhar do espirito v os cousas de longe, e raras
vezes se engaa, quando esl tao perto de mu-
dar de mocada, como eslava 0 do Constancia.
foi, sem dar palavra, abrir e fechar todas as por-
tas ; depois pegou na mo da aia e levou-a em
silencio junto da janella. Copa voz baixa o quasi
imperceptivel. disse velha, ao passo que as
suas felges brilhavam com urna doce espe-
ranza :
Enlo, Ignez, minha boa Isfiez, descobrste
final mente algum indicio ? Sabes oque feito de
Anna Canteis ?
Sim, minha senhora, j sei onde mora.
Oh meu Deus. at que emfim Que salis-
fago para mim I Que feliz sou, minha querida
Ignez!
Ainda mais o ha-de ser, quando lhe contar
o que consegu saber.
Que ro, Ignez? Ters lu...
A velha sorriudo-se, poz um dedo na bocea e
disse ao ouvido da ama :
Gragas Deus, que tambera sei aonde ella
est.
Esta palavra ella, pronunciada com voz expre-
siva, moslrava ter urna significagao mui clara
para a condessa. porque mesmo trmula pulou,
sorrindo de contente, apezar do visivel esforgo
que fazia para comprimir a comraogo.
Ella? ella?
Sim, senhora, vivo e est perto d'aqui.
Ah I que tanto me fazes soffrer, Ignez 1 Ex-
ptica-le, porque nao posso crer n'uma ventura
to. inesperada.
Nao tenha duvida, rainha senhora : mais
urna vez lhe digo, a que procuramos nao a ve-
lha, a oulra nao est longe d'aqui.
A condessa sentio urna sensago incxplicavel,
quando^ lhe confirmaram positivamente o que
ella apenas ousava esperar; via-se-lhe as faces
succoder a pallidez ao rubor, e do certo conheceu
que as forras a abandonavam, porque se apoiou
cimalha de marmore do fogo. Depois conti-
nuou com voz fraca e quasi supplicanle :
Mas onde? ondo est ella? Ampara-me,
rainha querida Ignez, que me sinlo desfallecer 1...
Nao, j passnu ; estou boa.. Dize... falla de-
oressa... onde esl ?
E' melhor esperar para quando estiver mais
socegada... s um instante... a alegra que lhe
causou esta noticia translornou-a... ple ser
que nao csteja era estado de ouvir o que me res-
ta que lhe dizer.
Olha para raim, mulher cruel I Tremo, sim,
mas nao me falla o animo. Vamos, que tens
que dizer-me ? E' a minha sentenga que tenho
de ouvir da tua bocea, e nao a salvagao que pa-
recas prometler-me I
Ah pobre senhora, que se desvair So-
cegue, que j vae saber ludo.
A aia chegou-so parede opposta, e fazendo
signal condessa como para lhe chamar a atten-
go para um ruido quasi irapercoptivel, disse
com modo myslerioso:
Senhora, as orphas viziuhas j vieram do
passeio com sua me. Nao Ihes ouve as votos
no pateo que esl pgalo cora esta casa?
Sim, Ignez, ouco as todos os dias .. mas
que vens dizer, meu Deus '.
Ella est lambem aqui, nosle recolhimento ;
e quem sabe se neste momento lhe nao ouve tam-
bera a voz...
Oh I meu Deus, possivel ? exclamou a
condessa levantando imprudentemente a voz ;
pois ella est lio perto de mira!...
E como levada por iriesistivel impulso, correu
parede e encostou nella a cabega,.ao mesrao
lempo que uraa ineffavol expressao de ventura
se misturava no scu semblante urna febril at-
lengao.
Assira esteve rauilo lempo, sorrindo e escu-
tando, at que a sua immobilidade lhe acalraou
a effervescencia do sangdc e a febr.l agitaran dos
ervos.
Passado ura instante, j se nao ouvia o rumor
das vozes ; sera duvida as orphas tinham dei-
xado o paleo para entraren! as salas do traba-
Iho.
A condessa, ainda toda radiante de alegra,
foi ter com a aia, e sentando-se ao p della, dis-
so-lhe com voz comprimida :
Querida Ignez, conta-me como podeste tra-
zer-me tanta felicidado junta ; dite-rae como foi
que Deus te guiou as las pesquizas. Ests bom
certa deque te nao engaaran!, nao assira ?
Oh 1 que eu morreria !
Ouga o que lhe digo, minha senhora. O
lempo precioso, porque Domingos, quando en
trei, dsse-me que ia sahir com o Sr. conde.
Domingos disse a rerdade. Apressa-le
Pois eu lhe digo : eu nao sabia hoje aonde
fosse nem quem fallasso. E nao para admirar,
porque ha quinze dias quo todos os passos que
dou sao inuteis. J estava disposta voltar sem
nada saber, quando urna velha, que antes da se-
nhora casar ia muitas vezes trabalhar em casa do
conde de Almala, me encontrou na ra e me per-
E ella apoiou de novo a cabega sobre o hom-
bro do Goy murmurando:
Vos me tenes feito feliz I.... Ol! bem fe-
liz I
Seus lindos olhos, que tinham chorado lagri-
mas lo amargas, o que eolrotanto nio tinham
ainda perdido lodo o brilho, encheram-se de la-
grimas de contenlamenlo.
Houve um momento de silencio ; depois, Cons-
tancia lomou de novo a palavra, olhaodo para
Levingstone cora olhos atleutos, e mais triste-
mente do que jamis o fizra...
Sabis, Guy?temo que nao vivaes muito
tempo. Parece isto urna loucura I Vos sois for-
te... e entretanto nao posso apagar este presen-
timiento I
Uixa fraca o fugitiva expressao de contenta-
tnenlo, semelhanle sombra de um sorriso, ap-
pareceu sobre as feiges espantadas do infeliz Le-
vingstone. J desde muito lempo nellas nada se
linha visto de egual, era se vira muito lempo
ainda depois.
Bem podis ter razo, diz ello com muita
calma Praza Deus que assim seja 1
Sira, proseguio Constancia ; mas veio-me
idea outra cousa. Eu desojara que, talvez par
amor de mim, seno por amor de ros mesmo,
procurasseis melhorar de dia em dia. Pensae so-
mente quao lerrivel seria nao nos encontrarmos
mais durante todo o curso da cternidade I
Ella o chegou mais para s, porque a voz esla-
va quasi faltar-lite.
Nao pens que possaes algum dia ser o que
se chama um hornera de uraa grande piedade ; e
tal minha fraqueza,embora mo lenhaes sup-
posto muito forte do espirito, que lemo ler
achado ura corto attractivo na falla, da qual vos
aecusava ; porm ao menos podereis, estou con-
vencida disso, preservar-vos de mui grandes fal-
tas. Tentae, o primeiro que tudo sede raelhor
para outrem. Em cada boa necio, na qual o
egosmo nao tiver parte alguma, tereis ganho
alguma cousa. O primeiro bom sacerdote que en-
contrardes dir-vos-ha o resto melhor do que eu.
Recordae-vos quo feliz me faro vossos esfor-
gos. Pareco-me quo vos verei, quo saberei tudo
que fizerdes. Talvez que isto vos parega durissi-
rao, charo amado de meu corago, mas talvez
lambem que nao dure muito.
O mesmo estranho olhar brilhou de novo nos
olhos da enferma, como se as sombras do tene-
broso futuro houvessem passado diante della.
Tobre moga I com a pureza de seus principios
e a solidez de sua f, nao leria feito mais do que
urna fraca theologa ; mas suas palavras to sim-
ples iara direito ao corago d'aquelle, que a ou-
via, e tinham mais poder para converl-lo, do
que todos os discursos dos Crysosthomos do so-
brepcliz, que tenham por ventura langado o ana-
ihema sobre um peccador, ou feito a autopsia de
urna crenga.
Entretanto desta vez Guy nao respondeu tao
depressa. Emfim, quando fallou, foi com um toru
Qrme e resoluto.
Sim, diz elle, sim, certmenle... procu-
rare!...
Enlo Conslancia descancou com um ar fati-
guntou pela senhora condessa. Ha de conhece-la
por torga, porque tambem ia trabalhar casa de
seu pae.
Ser ella Thereza Costerling?
Essa mesma. Do palavra em palavra vie-
mos fallar de Anna Canteis ; disse-me Thereza
que nao se tinha comportado bem, e que ultima-
mente casara com um soldado ; tambem me dis-
se que habita agora n'um quarto de urna cazinha
na ra do Convento. Transporta la de alegra, di-
rigi-me ao bairro hespanhol e ali com muito cus-
i, cheguei descobrir a morada de Auna Can-
teis. Oh! senhora, a pobre mulher digna de
d; est acabada, magra como um esqueleto,
coberla defarrapos, costa crer o que nella se
rI Maso corago da desgragoda anda mostra
ser bom. porque assim que Iho fallei na senhora
entrou chorar e pedir perdi. Disso-me que
por esparo de alguns annos ella tinha sido crea-
da por um camponez. pago com o dinheiro que
a senhora condessa deixou Anna. Passados lem-
pos esta trarou conhecimento com uns soldados
que foram a causa de dar em m mulher. Casou
cora um delles, e provavelmento com um dos
peiores, porque torga de pancadas e mos tra-
tos, conseguio arrancar-lhe toda a sorama que
lhe tinha sido confiada ; comludo ella nao Iho
entregou dinheiro seno com a conlicao de que
havia de licar segura a surte della. Levara mui-
to lempo se lhe contasso agora a historia do sol-
dado raorto e da aldeia incendiada que ellos in-
ventaram para a fazer admillir no recolhimento
das orphas, com a recomraendago de varias
pessoas ricas desla cidade : por hoje j lhe disso
baslaule. Fica sabendo, pois, n'uma casa de orphas, onde conhecida denlre
as outras pelo sobrenome de Houten Clara.
Houten Clara () ura appellido to ridicu-
lo I Meu Dous, que talrez tenha sido maltratada
por isso I
Oh nao, senhora I Chamam-lhc assim por
que tem o costume de estar sempre muito diroi-
ta, e segundo parece todas as orphas teem des-
les sobrenomes que as outras lhes pem, e pode
ser que Houlen Clara soja um dos mais bonitos.
Mas deixe-me continuar porque j ougo passos.
Como me canso muito quando fallo baixo, estou
quasi soffocada. Era quanto eslava fallando com
Anna Canteis, que nu cessava de chorar; sinlo
abrirse a porta, o um horrendo- soldado, com
grandes bigodes o cara feroz, entrn ns casa em
que estovamos cambaleando das pernas. Era o
marido della. O maldito bebado olhou-me com
modo desconfiado, e j ia encolersar-sc. quan-
do vio as lagrimas que corrm pelas faces da
mulher. Arrancou-a brutalmente da cadeira onde
estava, arrastou-a para ura canto, e perguntou-
Ihe, rogando muitas pragas, porque motivo me
achava eu ali. A pobre Anna, por um mo-
mento, procurou resistir-lhe, mas as brutali-
dades delle obrigaram-a confessar tudo. En-
tao o soldado furioso entrou fallar era recom-
pensss e dinheiro, at que eu despejei a minha
bolsa diante delle. Prumctli-lhe dar alguma cou-
sa todas as semanas Agora est do todo quieto,
porque.... Mas espere o senhor conde qu
vem subindo a escada. Felizmente que j esl
prompta para sahir.
E com effeito, o conde entrou todo risonho, e
esperou alguns instantes, ao p do espelho, que
sua mulher acabasse de se preparar. Notou com
alegre sorpreza que a chamraa de urna nova viJa
brilhava nos olhos da condessa, e que ella olhava
para elle amiudadas vozes com especie de reco-
nhecimento pela raaneira por que se comportara
com ella, e alegrou-se com lo feliz mudanca.
Quando vio sua mulher prompta. offereceu-lno
a mo e ambos sihiram para ir visitar a senhora
de Boza do Santa Cruz.
II.
No outro dia, a condessa de Almala lerantou-
se mus cedo do que costumava. Ainda a ah
nao estava erguida, e ella se comegra ris-
tir soiznha para S3hir. Fcil era de rer pelo sor-
riso que lhe brilhava nos labios e precipilago de
seus movimentos, quo uraa alegre impaciencia a
estimulara.
Quando a aia entrou no qqarto, estava ella j
quasi prompta. A velha criada rio miquillo uraa
reprehenso sua preguira, e comecou o arran-
jo do quarto sem dizer pitarra, mas toda enfada-
da ; porm a condessa roltou-sc para ella e dis-
se com muito bom modo :
Nao estejis zangada, minha boa Ignez; toi
a alegra que me fez levantar cedo. Cansaste-le
tanto- hontem por minha causa, que eu, era al-
leneo ao teu zlo, nao quiz accordar-te.
Chegou-se mysjeriosamente velha aia j con-
solada, pegou-lhe na mo e levando-a para um
canto do quarto, disse-lho transportada-de ale-
gra, mas reprmindo a voz :
Ignez, vou vel-a Preciso ve-la! Oh!
como me bate o corago Parece-me que me
circuh as veas urna nova vida. Anda, ajuda-
me, nao sei o quo fago, eslou to apressada, e
sinto-uis tu feliz !
A velha, espantada, obedecen, dizendo ao mes-
mo lempo com voz inquieto .
B que dir o senhor conde, minha senho-
ra ? E' capaz de encolerisar-se, se sabe que
sahin mais esta vez sem o seu consentimento, e
apezar da sua prohibgo.
Elle sabe-o. Ignez ; permeltiu-m'o.
Deveras e a senhora est certa que a per-
misso lhe foi dada de boa vontade ?
Muito certa ; nao podes acreditar como elle
eslava honlem bom eterno para mim. Ainda nao
posso comprehender o motivo desta repentina
mudanca.
Comprehendo-o eu, minha senhora. O se-
nhor conde eslima-a muito. V que ha outro
("[ Houlen, deriva de hout, pao.... Este nome
siguiflca, portanto, Clara de pao. ;
amor que por mail que faca a distrahir e ale-
grar, tudo intil ; a lira desia invensivel Iris-
lesa. Honlem, quando lhe dei aquella boa noti-
cia, viu-se brilhar nos seus olhos urna nova vi-
da ; as faces cobriram-se-lhe de uma linda cor,
e a sua voz tornou-se suave e vibrante A se-
nhora estava bella, mas de uma belleza irresis-
f i o ne83e ca80' 1uem nSo s"ria caPaz d"
seduzlr ? Ora elle, que a ama, que lhe quer mais
que tudo neste mundo, deixou-se lovar de tan-
tos encantos. E depois, a senhora nao lhe fal-
ou com roai3 amor, ternura do q% ros-
to me ? *
Como lu les bera no fundo dos coraces
Ignez E' verdade... depois do quinze das d
desesperagao e lagrimas, senli-me to feliz que
tudo que dizia me sania da bocea com uma doce
vivaciJade, e um modo de penetrante syrapalhia.
O conde moslrava estar no auge da alegra. Por
isso. quando no meto da conversago lhe ex-
prim o desejo de visitar o recolhimento das or-
phas, cora o pretexto de ali comprar algumas
rendas, abragou-rac com ternura, o disse-me :
Podes ir, minha amada Catharina. porque j me
desappareceu toda a desconfianga, e nao deves
occuliar-me os leus passos ; agora sei que o de-
sojo da Iiberdade era o uniro moliro da tua mys-
lenosa conducta ; acreditavas que te andava es-
preilando. Conserva-te sempre assira alegro ;
se sempre boa como o s n'este momento, e po-
des ir aonde quizeres. O teu nobre carcter, os
leus sentimentos altivos e honrados sao uma suf-
icientes garanta contra as inquietacoes da mi-
nha alma castelh^oa.
A aia exhalou um suspiro, e disse poudo as
raaos :
E havenbs de estar engaando um homem
tao bom e to generoso Deus nos perdoe, mi-
nha senhora ; aclu islo bem mal feito !
A condessa deixou pender a cabega sobre o
peito ; a exclamaco da aia pareca opprimi-Ia.
Passado instante, continuou com voz triste :
( Conlinuar-se-na 7.
Variedades.
gado, como um passaro, sobre o largo peito de
seu amante, mas com um longo suspiro, no qual
adevinhava-se um graude allivio ; e depois :
Eu disse ludo o que linha dize-, murmu-
rou ella docemenle ; nao vos enfadei muito,
nao assim ? Agora, vou descangar. Velao-me,
repelindo-me algumas d'aquellas lernas palavras,
que oulr'ora me dizieis.
Quantas phrases entrecortadas! quantos si-
lencios mais eloquentes anda,qnantas caricias
ternas o sem fim, trocadas entre essos dous infe-
lizes, sobre .os quaes se abata a sombra do deses-
pero.eis o que eu nao pude adeviuhar, eis o
que eu nao confiara estas paginas, ainda quan-
do podesse faze-lo.
Sustento que ha separaroes mais peniveis que
a do um pae, quem arranca-se o filho, e tris-
tezas ma3 dignas que se cubra a cabera com um
veo, do que as de Agamemnon.
Ainda qae Levingstone comprimisse entao todo
o signal exterior de emogao, creio quo dos dous
era elle quem soffria mais.
Sempre assim succedo com aquelles. quem
a inorte vae separar. A agona desigualmente
parlilhada, e aparte mais pesada para aquello
que fica nesto mundo.
Se a snparago devesse durar annos e as duas
pessoas fossera egualmente cheits de osperanga
o de saude, muitas vezes a posigo nada influi-
ra ; porm,ou a fraqueza physica embole a
sensago aguda das tristezas quese prev, ou as
relages terrestres dirainuam comparativamente
para com olhos j rollados para as glorias e os
terrores dos mundos desconhocidfcs, acharis
que enlre a mor parte dos homens o rio da vida,
qualquer que seja sua impetuosidad no meio
do sou curso, rolo sampre aguas maiscalmas o
mais lisas no momento de perder-se no gran-
de-abismo do Dceano
Alm disso, a moribunda soffrera tanto nos
ltimos temos, quoapresenga de Levingstone
nao deixava lugar outro sentimento, que nao
fosse o de uma felicidade sem mistura; e as
palavras de amor que nesse momento elle mur-
murara-lhe ao ourido, causaram-lhe uma ale-
gra mais profunda do que quando as ourira
cahir dos mesmos labios primeira vez.
Ambos estavam to oceupados um do outro e
de seus proprios pensamentos, que nao notaram
que o curto espago de tempo que fora-lhes con-
cedido desapparecera com a mesma promplidao
que o banco de areia invadido pela mar.
Nao ouvram Cytillu Brando ir vir sem pa-
rar no quarto que ficava por baixo delles, e cujos
passos lornavam-se mais impacientes i cada rol-
la que dava.
Constancia tinha cortado uma de suas tongas
madcixas de cabellos domados, e a traogava para
formar com ella uma cadeia ao redur dos dedos
de Guy ; e este com o brago que ella lhe deixava
livr'c, a tinha estreitameote abracada.
Seus olh'os as fallaram neste momento.
Ambos elles estremecern! quando de repente
a porta abrio-se, o Mlstress Vavasour entrou com
o rosto paludo e com os olhos turbados pelo es-
panto. Ella senta muito modo para ser ineipa e
polida,
TURQUA.
LG-se n'uma correspondencia de Berroulh.
datada de 26 d oulubro ultimo.
Chegaram ltimamente Bevrouth mais dez
condemnados de Damasco.
Sao os seguintes personagens :
1." O eheiko Abdallah-Hallebi, chefe da Caa-
ba, conderanado priso perpetua, confiscaco
de beos, e a sua familia fui desterrada.
2. Abiallah-Bey, lilho de Nassouh-Pach.
." Ahmet-EtfenJi-Hissibi.
4. Mohammed-Bey Adem.
Todos con lemnadbs 15 annos do priso, e
confiicaco de bens.
5. Taher-Effend, muphti.
6. Omar-EtTendi-Yliazi.
Condemnados i li) annos de priso, e confis-
cados os ben,
7." Abdallah Bey Adem.
3. Seu filho Ali Bey.
9 Alimet-Ellenti, "grao sherilf ou sheriff da
nobreza.
10. Abdul Hadi Effendi.
Simplesmeote condemnados 3 annos de de-
gredo.
O clieck Abdallah Hallebi, cujo nome figura
na cabega desla lista, o primeiro personagem
do islamismo syrio, pouco menos do que papa,
porem mais do que patriarcha, e a reputaco de
saniidade que adquirir influa mais para que
o respeitassem do que mesrao a sua elevada ga-
thegoria.
Protegido ao mesmo lempo contra qualquer
revelago muito compromeltedora pela venera-
gao quasi fanatic dos Musulmanos de Damasco
e pelo terror aue a sua influencia inspirara ao
christos, Abdallah Haleui escapou eraquanlo
foi possivel uraa aecusago seria. Quando
muito era apenas aecusado de* algumas excitage3
graes e da apprehenso d'alguns objeclos pre-
ciosos que serviam para o culto catliolico, duas
cousas no paiz sem consequencia, e que poJiam
i tanto uma como oulra explicar-se por um exces-
sivo zelo piedoso.
Tinham as cousas chegado esle ponto,qu3ndo
os principaes habitantes de Marona e da Maraba
aldeas vitinhas de Damasco foram chamados
presenca da coramisso de iiiquerilo afim de
se explicarern acerca de excessos religiosos de
muito maior gravidade.
Os accusalos de Marona e Maraba seguirm o
I exemplo das suas victimas ; o inslinclo da con-
servarn foi n'elles superior aos interesses de
conscicucia, e fiterem.o que nenhum Musulini-
no de Damasco cusra at ento.
Declararam que tola a responsabilidade devia
recahir sobre Abdallah-Halebi, e de quem re-
cebiam ordeus por escripto.
Provou-se pelo exame dos documentos origi-
naes, que ello instara com os Musulmanos para
que assassinassem os christos que nao abragas-
sem o islamismo, baseando-so para isto em um
texto do Alcoro, onde os theulogos mahometa-
nos lem. como se sabe, tudo quanto lhes apraz.
Fuad Pacha mandou enforcar ou fuzilar ho-
mens menos criminosos do que esle cheick.
Todos os condemnados deque cima tallamos
foram ccnduzidos bordo da nao vapor da
marinha ottomana Fethye, afim de serem trans-
portados para Constantinopla, onde cumpriro
a sua senteoca na fortaleza denominada das Sete.
Torres.
(Sarao )
Conrra partir quanto antes exclamou ella
agarrando Levingstone pelo brago. Constancia,
fazei-o par! r ; ha j muito lempo que elle aqui
est. Sabis o que proraettestes ?
Sim, prometli, respondeu Constancia com
calma, quasi com altivez,e elle vae cumprir mi-
nha palavra.
Enlo ella iuclinou-se do novo sobre o corago
de Levingstone, que estava de joelhos ao p
della, e oceultou o rosto em seu peito cercando-o
com seus bragos.
Sua ta apenas pode ouvir estas palanaslem-
brae-vos!
Depois do que, seus adeuses foram um Jsegre-
do, conhecidu sraente de seu amanto e dos
arijos.
Mas esta separago lo sbita esgotou-lho o
fraco e derradeiro resto das torgas, j postas em
to rudes provangas.
Guy sentio a immobilidade, e depois o fro, ga-
nhar os labios quo lhe murmuravam esses lti-
mos adeuses ao ouvido ; os bracos amantesafrou-
xaram por si mesmo seu abrigo, e seus olhos
supplices nao poderam obter uma resposta dos
olhos encantadores, que acabavam de fechar-se.
E' apenas um desmato, diz Mistress- Varas*
sour, respondendo ao olhar de Guy,vou faze-
la tornar asi. Mas, eu vos pero...eu vos sup-
plico....aahi.
Eoto, elle levantou primeiro esse fardo leve,
que seu braco apenas seotia, c depositou-osobre
os trave3seiros com uma terna solicitude, acom-
modando-o machinalmentc com a mo, e depois
inclinou-se para depositar sobro os labios paludos
de Conslancia um ultimo bc-ijo, que elles nao
sentirm, bem que o ardor opaixonadodi'Sta ca-
ricia fosse quasi capaz de dispertar a morte.
Foi assim que se separaran para nunca mais
se tornaren) ver, sobre esta Ierra ao meno?.
A primeira vez que depois disso a fronte de
Guy foi tocada por labios de mulher, foi no dia
em que sua me deu-lhe o ultimo beijo* um
hora depois que elle era apenas um cadver.
Elle retirou-se sem olhar para tras, seu psaso
ora lento e vacilante, e seu andar ititeirarnento
differenle do andar o mais firmo que tres horas
antes elle tivera. A faculdade de querer c do.
dingir-se era nelle quasi extincta.
Passando ao andar inferior, elle vio por uma
porta entre-abert*um rosto trastornado o como
esclarecido por olhos de animal feroz, o ouvia
uma voz lerrivel.
Elle comprehendeu que esta voz e estes olhos
o maldiziara quando passou ; e mais tarde, re-
cordando-se vagamente destas particularidades,
assim como encontramos um um os inciden-
tes de um sonho terrivel, lembrou-so que vira
pela segunda vez Cyrillo Brando.
Guy pode apenas dizer como entrou em Lon-
dres nessa mesma noite, porque estava j atacado
da febre cerebral, que seapodorou completamente
delle ao dia seguiote pela manha.
(Coiinuar-se-no.)
P.W. -TYP. DEM. P. DE PAJUA.-1869.


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