Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09186


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Full Text
lili XXXTI. HUMERO 286
Por tres mezes adiantados 5$000.
Por tres mezes vencidos 68000.
TERCA FEIRA fi BE DEZEMBRO DE 1861,
Por anno aflautado \9$000
Porte franco para o subscritor.
PAtlt'lUAs UUS GO.ntf.ioa.
ENCARREGAD03 DA SDScRIPCAO DO NORTE 01i,nda tod?s ? dias 9 */* h,0."s do dia-
lguarassu, Goianna e l'araluba as segundas
Caruar, Altinho e
Par.th.ba. o Sr. Antonio Aleandrino de Lima < e i8?"?-feiras- \.,
k ..i o. .. -_ f ,... ".; s. Antao, Bezerros, Bonito,
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaty. o Garanhuns as lerdas felias.
Sr. A de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de 01i- Pao d' Alho, Na/.arelh, x.iraoero, Brejo. Pes-
veira; Marjnho. o Sr. Manoel Jos Martins Ribei- I1"*'"! Ingazeira, Flores, Villa Bolla, Boa-Vista,
ro Guimaraes ; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de *W tt^^ JTmtiS^n
Caho.Sirinnaem, Rio Formoso, Uns, Barreirou,
ra preta, Piraenteras e Natal quintas feiras.
(Todos os corrcios partem as 10 horas da raanha
,, ij.iuo, .^iiiiiii'K'iii, mu rurmuso
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos; Agua pre,( Piraenteras e Natal quintas feiras.
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
EPHEMERIDES DO MEZ DE DEZEMBRO. JaUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
5 Quarto minguante as 3 horas e 40 minutos'*, >. -i .
da tarde. Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Itetoco tercas, feiras e sabbados.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas
Juizo do commercto: quartis ao meio dia.
Dito de orphos: Jergas e sextas as 10 horas.
Primera vara do civel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel ; quartas e sabbados a urna
hora da tarde.
12 Loa nova as 10 horas e 28 rainutus da marina a
20 Quarto cresceule as 3 horas e 50 minutos
da manhn.
38 La cheia aos 58 minutos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 4 horas e 6 minutos da manha.
Segundo as 3 horas e 42 minutos da larde.
DAS DA SEMANA.
10 Segunda. S. Melquades p. m. ; S. Gemelo b.
11 Terca. S. Damazop.;S.Trazon m ;S.Francoc.
12 Quarta. S. Justino m.: S. Herencia ni.
13 Quinta. S. Luzia v. m. ; S. Othilia m.
14 Sexta. S. Agnello ab. ; S. Malroniano m.
15 Sabbado. S. Enzebio Verselense b. m.
16 Domingo. Ss. Ananias, Azarias e Mizael Mm
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPgO NO SOL
Alagoas, o Sr. Claudino FalrSo Dias ; Baha,
Sr, Jos Martins Alves ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBICO.
O proprielario do diario Manoel Figueiroa da
Paria, na sua livraria praga da Independencia uj.
6 e 8.
Aviso.
1 Dito ao director das obras publicas. Concedo
; a aulorisaco que Vmc. pedio em seu ollicio de
honiem, sob n. 319, para mandar lavrar o termo
0$ Srs. asstgnantes deste DIARIO, de de recepimento definitivo da obra do vigsimo-
fnra da fidade e nrnvinrii riiia astirr. seli,D0 ,anC da estrada da Victoria, por haver
oiauatmauv. c ptovincta, cuj assig- aXpjrado o prazo de responsabilidade e achar-se
patura termina no im do COrrente ella em bom estado de conserraco. Ucando na
mez. queiram mandar renova-las antes in,elli8e"?ia de que nesin data expeco ordem
, ', j thesouraria provincial para pagar a vista do rom-
do 1' de ] metro, no esenptono da re- potente certificado a importancia da prestac/ao a
daCQo os desta provincia, e ern casa que tem direilo o arremalante d'aquella obra,
dos respectivos agentes os das demais. n"i'ormerV"^ SSfT noJnal Si*" d f~
,. ," .,, o i litio.Communicou-so a thesouraria prorm-
aum de nao soliierem demora no rece-
bimento do DIARIO.
tro da mosraa provincia lera direilo ao abono de
addicional, etape c forragens para urna besta de
bagagem, ainda que em razao da patente, Ihes
nao compita, a excopeo porem d'ajuda de custo,
como mui ^xpresso no artigo de que se trata.
Dos guarde a V. Exc Sebstiao do Reg
Barros Sr. presidente da provincia de Peruam-
buco.
Assgnado.Jos Antonio da Fonceca Galviio.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo,
alferes ajudanle de ordens interino do com-
mando.
PARTE OFFICIAL
Governo da provincia.
Expediente do dia 6 de de:embro de 1860.
cial.
Dilo aos gerentes da companhia de illuminacao
a gaz. Recor.hecendo serem desnecessarios no
quartel do nono balathio de iufantaria dous bi-
cos de luz a gaz que existem na cosinha e latrina
dos soldados do mesmo batalho : assim o de-
claro aos Srs gerentes da companhia de illumi- i
maca a gaz alim de que mandem supprinii-las,
coro urgencia, fazendo retirar nao s os respec- ,
ti vos lampees, mas t.imbem os tubos qie lhes
do communieacao.- Cumraunicouse ao coronel.
commandanle das armas.
Portara.0 presidente da provincia, alten- j
dendo ao que represeutou o juiz de direilo inte-
rio da comarca do Bonito em otTicio de 8 e 30
lo mez prximo lindo, resolte nomear, de con-
formidade com o disposto no art 1. do decreto
n. 129 de 16 de dezembro do 1853. a Luiz An-
tonio Curdeiro para servir temporariamente o
EXTERIOR.
Offieio ao Exm. presidente das Alagoas.Nao
constando da guia, que acompaiiho'u o sentencia-
do Jos Vieira do Nascimento, condemnado a 23
annos de prso pelo jury da villa do Poxim dessa
provincia, e dahi viudo em 187, o lempo em
que enraecou elle a cumprira sua sentenca ; ro-
go a V. Exc. que se sirva de minisirar-me a esse
respeito a necessaria nformacao.
Dito ao mesmo.Em addilamento ao mcu of- olM,-1 de esenvao do jury do termo de Caruaru.
oficio de 4 desle mez, rogo a V. Exc. que sirva-se F''zeram-se as communicares necessaras.
de faier seguir por qualuuer meio pos*iveI l\ sua D"a-Os Srs. agentes da companhia brasileira
disposico para a ctdad de Pcnedo afim de che- de Pa'l'^tes a vapor expecatn as suas ordens alim
garem com a mainr brevi Jarte ao seu dest.no no do serom ransportados a provincia das Alagoas
termo de Tacaral o major Uerculdno Sancho da I a.corlp. no val'"r Paran, por cunta do mirus-
Silva Pedra, officiaes e pracas que com elle v.io leno da "Prra.os ofliciaes e pracas de pret cons-
para cssa capital no vapor'Paran, se nao for tinle!* d3 relacao nominal junta por copia, os
possiiel aprovoitar para isto o vapor da compa- 1uaes vao setvlr em diTerenies corpos do exer-
nha da Bulla como solcitei a V. Exc. no citado; Cl,,-, ......
ofTicio. Uila.Os Srs. agentes da companhia brasileira
Dito'ao commandanle das armas.Respondo de Paq*1" a vapor Mpecam suas ordens aura
ao inicio que V. S. nio dirigi nesta dala, sob d" seren> recebidas a bordo do vapor l'arana as
n. 1316, declarando que na gentil da cumpa- P.aSagens do major llerculai
nhia brasilcira de paquetes a vapor existe ordem
datada de 5 do corrente para se dtr transporte
para a corle no vapor procedente do norte a rati-
Iher do alferes Jonquim Jos Luiz de Souza e
dous (ilhos menores, os quaes estio comprehen-
didos na relacao que acompanhou o offieio de V.
S. de 3 deste me/, sob n. 1277.Expedio-sa
,, agencia a orlern conveniente.
Dito ao mesmo.Ao ofiicio que
riso nesta data, sob n. 1305, resiundo que nao
s ai'provci o contrato que V. S. celebrou com
A lei dos prejuizus de ji'e";i de II
de julho de lH.'.a.
Montevideo, 17 de outubro de 1860.
Ha ji alguns annos que certas pessoas, que
nao quero qualificar, urnas por maldade, outras
por ignorancia, se encarregaram de repetir em
lodos os lons,que a lei de prejuizos de guerra
trouxe immensos males para o paiz, que a cssa seJa elTectivamenle um roa
8o. na lei de 15 de julho de 1857, a qual des-
gr35adamnte approvou. taes quaes estavam, as
bases convencionadas entre o governo da rep-
blica e os agentes do Inglaterra e Franca sobre
prejuizos de guerra anglo-francezes, contra o es-
pirito e letra da le de 1853, e sera lomar della
sequer as di'(. hiedes severas e necessarias pan
precaver a fraude.
Austria ao czar, seu allado, que ella o(l>ndeu.
Os seis annos que ternn decorrido, mostrara
bera o que sao aquclles amantes zelosos. Na
guerra da Turqua, a Austria fui falsa e prfida,
e em seguida os russos. corto, clero, nobreza e
po-vo, apresentararn sempre a suas invectivas
muito acrimoniosas cortamente para que possam
leao nao poderia recomraendar-se melhor af-
leicao dos seus subditos ilo que permar.ecendo
uei a urna causa que lera por toda a parte as
syinpalliias dos homens osdarecidos o liberaes
1.6-se no Monileur :
As ultimas cartas do aples
desmentem
paqueto
rans-
toram
Nao se p le dizer que a Russia nao tcnhi ti-1 ul"^" re' Francisco ll se
nenhuma so tem consultado os verdadeiros in- rado a sua vinganca. .Nunca, nos nossos das :
presente un.a s operaQo acertada, pois quo em
leresses do paiz uein os da generalidade dos ere-
dores.
Ornemos porem de lado ludo isso, c rollemos
lei dos prejuizos da guerra de 1853, tao calum-
niada e tao lancada era rosto a mim como seu
nico responsavel.
Supponhamos qus cssa lei, bera appreciada e
considerada em seus termos, em seus lins, as
circumsiancas e factos que Ihc deram origem,
urna moiistruosidade,
Pedra, dos officiaes e pracas de pret que seguem
no mesmo vapor para Macei, e bem assim os
volume3 contendo armamento, fardamento e
i mais objectos destinados ao corpo lixo deguarni-
1 cao da comarca da Roa-Vista.
Dita.Ossenhores agentes da companhia bra-
isileira de paineles a vapor mmdera dar passa-
I geni por conla da/repartic.ao da guerra, no vapor
V. S. roe di-! Para"< "o alfere? do exercito Joaquim Jos Luiz
' de Sauza que vai para a corte apresentar-se ao
Exm- Sr. ministro di guerra.
Aristides Jos de Azevedo, para servir na quali-i n'a.Os senliores agentes da companhia bra-
dade de praticanle de pharmaca junto ao med- !Sllelra de paquetes a vapor mandera dar trans-
co q.ie va cncarregar-se da enfermara militar! P"rt? Para as Alagoas, no vapor Paran se hou-
da comarca di Boa-Vista, do que dei sciencia a
thesouraria de fazenla, mas tambera exped or-
dem pira ser o referido praticajite Iransporlado | "".'f^ "'J0 d_0 Albuquerqiie
Alagoas no vapor Paran. Fez-sc o de
i ver lugar vago para passag.'iros de estado, ao
prqfessor publico de iostmcc,ao elementar Manoel
para Alagoas no vapor
tois expediente preciso.
Dit) ao inspector da thesouraria de fazenda.
Mande V. S. pagar a Albino Jos Ferreira da Cu-
n!ia os vencimentos dos guardas nacionaes des-
tacados em Serinhem a contar de 13 a 31 de ou-
tubro ultimo, urna vez que estela nos termos le-
gies o pret junto em duplcala que me fui remet-
tido pelo respectivo coramandantc superior com
offieio de 26 de tnvembro prximo lindo.
Dito ao mesmo. Estando nos termos legaes
os doc iraenlos juntos, mande V. S. pagar a Clau-
dio Oubuex a importancia dos vencimentos, re-
lativos ao mez de novembro ultimo, do desens-
llenlo 1e guardas nacionaes da villa do Bonito,
conformo requisilou o respectivo commandanle
superior em ollicio de 3J daquelle raez.
Dilo jo mesmo.Resttuindo a V. S. o reque-
rinifiito do alferes do 8"balilhao de infaniaria,
Dila.OSr. gerente da companhia Pernambu-
cana mande dar transporte para a provincia do
Rio Grande do Norte, no vapor Jaguaribe por
conla do ministerio da fazenda, a Beroardno de
i Sena da Silva Guimaraes, inspector noraeado pa-
! ra a thesouraria daquella provincia, e sua fimi-
j iia composta de duas pessoas maiores e urna me-
! or de cinco annos.
Expediente do secretario io governo.
Offieio ao Dr. chefe de polica.De ordem de
I S. Exc, o Sr. presidente da provincia, remello a
I V. S. os figurines inclusos dos i niforraes de que
I devera usar os chefes, delegados e subdelegados
i de polica, e empregados das re spectivas secre-
! tarias na conforraidade do que c rdena o decreto
n. 2B0, de II de agosto de 1858, aBm de que os
| distrabua pelas autoridades subalternas como
! rnais\convier.
Dito ao curador dos africanos livres.De or-
lei se deve a maior parte, ou a quasi totalidade a causa real, effecliva e nica da divida que pesa
da divida publica,e que a responsabilidade mo-' sobre o paiz, nao se podem dar maiores conces-
ral e poltica desses males pesa nica e exclusi~ ses. Ainda assim, debaixo desta falsa hypothese,
mente sobre mim, porque como representante a-' P*"" que razio, por que principio de bom criterio
presentei em 1853 o projeclo da dita lei a cmara deveria eu ser moral e politicamente o nico res-
a que Uve a honra de pertencer. | ponsavel de suas consequencias "? Acaso por-
Imputacoes tao absurdas, que s polticamente (l"e fui o representante quo a formulei era pro-
poderam prejudicar me, t6em sido al o presen- jeeto, e que a apresentei consideragao, estudo,
le desprezado por mira, que nao vivo de poltica discussao e approvacao na cmara popular ? Era
e que nada tenho a mendigar U03 cargos officiaes, Por_ ventura tao poderosa, tao influente minha
nem honras, era posiQo social, nem fortuna;; posigaoalli, tao persuasiva minha voz, que bas-
julguei que nada deria contestar, o hoje mesmo lH!ise dar arraslar s cegas e sera reflexao nem
guardara silencio, e deixara de lado esses ata- esludo, e tarabem sera responsabilidade, a lodos
ques, se nao fra por ceder s instancias de al- os meus collegas? O que poderia justificar urna
guns de meus honrados e dignos amigos, desses 'al supposicfio, nao digo s a meu respeito, mas
quo nnnea deixarara de ser o que foram no pri- de nenhum dos
urna grande poti-nci.i foi IJoliumi
sido a Austria nesles ltimos dous anuos,
senciou-se o espectculo de urna dynastia sera
amigos no exterior, e som subditos dedicados no
interior. S encontrou a Uianc.a franceza para
ser repellida, invadida e des-nombrada. Alguna
milhes de seus subditos perlencera hoje urna
potencia estrangeira c hostil, que na faz miste-
rio da nleogiio que tem de rocoraecar a lucia
dentro em poue.o, e arrancar a casa de Austria as
Ultimas possesses italianas.
No entretanto o estado interno do imperio
deploravel alm do quanto se pode imaginar. A
Austria ha dez annos eslava dividida, infeliz e
pobre, mas eslava prospera era corap.irai;o da
Austria de hoje. Em todos os pontos do mundo
as pessoas interessadas nos fundos pblicos re-
cejara da rapidez cora que declina o crdito do
estado.
Era toda a parte reina utn d<*scoulenlamcnto
que cresce do mez para mtz, at que, era rebel-
lio franca, as provincias, nacionalida le e con-
dices de toda a qnalidade deixera do soffrer o
governo cora os seus aclos. No proprio exercito
larra o desgosto.
A' sua vista o imperio est perdido indo indo a
paquetes a vapor francezes que elle
tada como tem ^! ?0!r"MP0rte ':18 8U ,r?P*. <''-
mais notavets oradores daquella
raeiro da, e a quem devo considerages o dte- cmara delh53? Como irrogar tal injuria illus- honia, e de que serve ser iiel' urna familia quo
rencias sociaes, que vou cumprir dando publici- tracao e dependencia de ideas de homens taes n.io aproveila nunca das lices da experiencia, e
dade a historia da lei dos prejuizos cora alguraas corno os Srs. Azevedo, Juanico, Prez, Muoz, I que, as guerr. s que p lera ler lugar interior-
reflexoes. I). Jos II. e D. Ilenrique, Errazjuin, Manoel
A legislatura de 1852 a 1853, que conlnha em e D- Joaqun, Bustameate, Velasco, llordnann,
seu seio oque o paiz linha de mais Ilustrado em Garca, I). Doroteo. Tort, Aguirre, D. Atanacio e
ambos os partidos, comecou a escutar cora assom- D.Jos Martin, Zipitria, Viclorica, Gmez, D.
bro a relico comprovada de duas classes de fac- lua'1 Carlos, etc., ole. ?
tos que naturalmente deviam causar-lhe ostra- Essa lei, porm, p8Ssou depois ao senado, foi
"heza: alli discutida e approvada, sendo senadores os
1. que em o nome de prejuizos de guerra j Srs. I). Juan Miguel Martnez, I). Luiz Herrera,
se haviam reconhecdo crditos com juros por Dr. D. Antonio Luiz Pereira, D. Juan Thoraaz
alugueis de bens iramoveis, crditos por vveres Nunez, Dora Dionizo, coronel Dora Thoniaz
durante o cerco de Montevideo, que linham eres- Gomensoro, 0. Bruno Mas, Dr. D Franciscos
cido em virlude dos juros compostos a ponto de de. Anluna, D. Ramn Mascoi, D. Antonio Do-
elevar, por exemplo, o'valor de 37 saceos de fei- mingo Cosa, etc e seja-me permillido aqu
jao enorme sorama de trinta e sele mil pesos.... perguntar : minha voz e minha influencia tam-
isio histrico ; bem all tiveram echo para arrastarera essa de-
2o, que j alguns estrangetos comecavam a ciso? O honrado senado obrava tarabem por
vr aos respectivos consulados apresentarseus re- nimbas inspiraedes, nao tintn ideas proprias,
quenraentos para reclamacoes per prejuizos, o intelligencia c plena liberdade para repellir ou
mente, ha de renovar todas as mucuras, e os ac-
los de favoritismo que se viram na precedente ?
Segundo todas as inforraaerjes que se rece-
ben), falla-so to livremente c tao alto na Hun-
gra, que a polica nao trata de Iba por termo. O
que espies pdem dizer, que todos all tecra
urna linguagem de alta tradigo, e que nao ha
iiinguern denunciar particularmente. N'uma
s
rara-so; uns licaram ern aples, afim de rece-
Derem dinbeiro, e oulros acorapanharam o extr-
, cito real para Gaeta. Figura no numero destes
ltimos o paquete da companhia l'rotis.
No da 6 do outubro, este paquete ch"gou
; cidade de Augusta. Eslava a bordo um aldante
de campo do re enc#rregado de transportar para
Gaeta aquellas soldados que quizessem reunir se
, ao exercito real.
Na ausencia das autoridades, o capilio do
; / rotis, receben a bordo 360 olficiaes e soldados,
que deslavara acornpanha-lu para Gula, nao
. obstante ter-se estipulado na capilulaco da
guarnicSo de Augusta que as tropas dcs'einbar-
cariara em aples, era navios garbaldiuos.
: O Protis, a pequea distancia do Augusta.
Toi encontrado por ura navio de guerra sardo ou
! garibaldino. a bordo do qual so achara o rice-
; cnsul de Franca, era Syracusa. Este foi recebiJo
a bordo do paquete, e censurando o comraandan-
te do Protis por ler violado a captula.ao, inslou
com elle pira que regressasse a Augusta. O ca-
; pu.io recusen-su i isso, porm compromctttu-se
; a ir a aples, onde chegou na noiie de 8 para
i do crreme, depois de ler commimicado em
. Messirn com a nao de guerra franceza Imperial.
Api-nas ancorou no porto de aples, o ca-
I pilo do Protis foi convidado pelo governo do
dictador a mandar para tena esem armas os sol-
dados que linha a bordo. O governo considerara
I estes soldados como piisioneiros de guerra, por
! que linham violado a capitulacao, seguiudo via-
gemnum navio que nao ponencia raariulu
garibaldina, como se havia conveoconado.
Esta resolucao abrigara a marinha franceza
a representar um papel que n.io poda aceitar. O
Feliciano Ignacio de Andrada Maia. o autoriso a ,]1em *?? S-. Lxc- Sr- presidente da provincia,
mandar pagar nos termos de sua informacao de o" Silencia do que, conforme communicou-me
hontem. sol. n. 1275. a quaiilia de 45600,"a que10 '"spettor do arsenal de marinha por offieio de
tem direilo o mesmo alferes para forragem de d0 corrente, a africana lirre de nome Fehcida-
uroa besta de bagagem na viegero de 230 leguas do de a luz dla -8 do ra(z prximo (indo
que fez nos sertes do Cear e Parahyba, quan- uma crcanca do sexo feminino, bem como a de
do regressou da villa do Ouricury para esta ca-' "orne Perpetua em 3 do correte outra do sexo
pital. femenino, a qual nasceu mora.
Dit j ao mesmo.Annuindo ao que me requi- Dito ao baeharel Gervasio Campello Pires Fer-
sitou o inspector do arsenal de marinha em offi- ] reir.I)e ordem de S. Exc. o Sr. presidente da
co de 1(. de novembro ultimo, sob n. 463, a que provincia, aecuso a recepeo do offieio que V. S.
se refere a sua informacao de honlera. n. 12T6, dirigi em 28 de novembro ultimo participando
recommendo a V. S. a expedicao Ue suas ordens !ter assumido as fuuccoes da rara de direilo da
para que pelo ministerio da fazenda sejn indem- comarca do Rio Formoso, na qualidade de se-
nisado o da marraba da quantia de 7j>040 em que i g"tidu supplenle.Fizcram-so as participaces
importa a despeza feita com o curativo na iner- ; d0
maria do arsenal de marinha do marinheiro de j
classe superior An.lr Felippo e 2o marinheiro !
Francisco das Chagas perlencenles a escena Lito- I
d<;/a, coreo se v da conta junta em duplcala.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
PJe V. S. remeller para a corle no rapor Para-
n, para o que icara expedidas as convenientes
ordens os lOaprendizes marinheiros, que segun-
do o seu uffii-iu de 5 do corrente eslo as rir-
cumstancias de seren recolhidos ao quartel geral
do respectivo corpo.Expedio-se ordem a agen-
cia dos vapores acerca do embarque dos referi-
dos aprendiz-s.
Dito ao commandanle de polica.Ple V. S.
mandar engajar no corpo sob seu commando o
paisano Anlonio Gomes da Silva, de quem trata
V. S. em S''u olTicio desta data, sob n/6i2.
Dito ao mesmo Mande V. S. receber e con-
serrar preso no quartel do corpo sob seu cora-
mando, a disposico do Dr. juii da direilo espe-
cial do commercio, o capito da guarda nacional
Alexandre Ferreira Caminha, pronunciado pelo
mesmo juiz em crime de quebra culposa.Com-
rounicou-sc ao juiz especial do commer. io.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Era vista do competente certificado mande V S.
pagar, logo que fr possivel, a imporlancia da
segunda prestacao a qne tem direito o arrema-
tante de 500 bracas de empedramenlo entre os
marcos de cito e dez mil i.racas na estrada da
Victoria por haver fetlo duas tercas partes das
obras do seu contrato, segundo consta de offieio
do director da repartico das obras publicas da-
tado de honiem, sob 318.Communicou-se a
este.
Dito ao mesmo. Em addilamento aos meus
tres officios datados de 9 de nulutiro e 3 de no-
vembro desto anno, recommendo a V. S. decon-
furmidade com o que me requisitou o Exm. pre-
sidente do Cear era 23 do referido mez do no-
vembro. que mand pagar ao negociante desla
praca. Antonio de Moura Rolira, a quantia de rs.
609500, em que imporlam os vencimentos man-
dados abonar por aquella presidencia s pracas
do corpo de polica desta provincia, Francisco
Solano da Silva, Cosme Jos Henriques e Jos
Domingues Gooca'.ves, de que tralam os citados
officios.
Dito ao director do arsenal de guerra.Ao offi-
eio que Vmc me dirigi, sob n. *36, respondo
ieclarando-lhe que nao estando ainda promptos
os arligos de fardamenio que por .iriso de 15 de
setembro ultimo se mandaran) fornecer ao oila-
vo balalho de infaniaria, dere Vmc. fornecer
smente os que pedio o coronel commandanle do
segundo di mesma arma, visio que pode ooilaro
haMlhao obter o seu fardamento do arsenal da
provincia da Baha, cuja guarnicao est hoje
pertencendo ; e ueste sentido tou oficiar ao
Exm. presidente daquella provincia. Officiou-se
ao Exm. presidente da Baha, e comrounicou-so
ao coronel ccmma&dar.ic das armas.
aceitar o projeclo quelhe enviara a cmara dos
representantes? .
Se o aceitasse tal qual foi, ou modificado, e
at creio quesem modiueaces, nio assiste res-
ponsabilidade alguma aos ex-raembro3 do sena-
do ? Pode prescrutar-se, sera compl
gao dos principios, que se fez um mr
representantes um pensa- feu em ura erro ern sanecionar essa I
uniforme sobre a urgente alc boje ainda nao esl demonstrad
que ameacava o mal que depois viraos rcalisar-
se, islo duas classes de dividas, duas classes de
reclamacoes, diversas n.io na origem, porm sira
na forma ou no carcter, por ser urna raaisexigi-
vel do que a outra.
Km vista de t es factos e dos gravssmos ma-
les que trariam para o paiz, surgi em ambos os
lados da caraara dos
ment espontaneo e
suas
a polica de Vienna. encontrava-se na linguagem
enrgica, e as propostas importantes do couse-
1 lio do imperio.
tencoes. era presenta de um ajudante do camuu
do almirante francez.
360 soldados quizeram reunir-se ao re, 200
preforiram retirar-se do servio, indo virer com
necessidade de atalhar a continuaco do ma| de- pesara responsabilidade moral sorav
cretando-se uma lei que em lodos os sentidos fos- mim, porque fui o membro quelire a honra
pei-
que as
de i
se apropiada aos grandes objectos que se linha ^amara urna raediza necessaria. justa,! SSffSntSKSaiUrUK i
^es^occasio. como em varias outras, fui en- .^^^^7,!! \ ^^^^^^0 or
carregadopor meus collegas da maioria de en- poderiam jogar cora as relaces exteriores?
teuder-me com o representante da minora, meu Porque me nao de fazer o airo d'e todos os tiros
amigo o Dr. D. Jos Ma-ia Muoz, e depois de e dc 'odas as hostilidades encobertas, feitas por
concordar perfelamenle em ideas, fins e meios, pessoas que tal re nao onsem assignar essas n-
mcumbi-me de redigire apresentar cmara um criminacoes falsas o envenenadas?
costme.
DESPACtlOS O DU 6 DE DEZEMBRO DE 1860.
Requerimentos.
3270Lburenco Avellno de Albuquerque Mel-
lo.Proidenciou-se convenientemente.
3271.Manoel Thora Fiallio de Albuquerque
Entregue-se medante reribo.
3272.Thnmaz Aires Maciel.Informe o Sr.
Dr. chefe de polica.
3273 Antpmo Malaquias de Macedo Lima.
Informe o Sr. director da repartico das obras
publicas.
3274.Antonio Pedro Rodrigues.Informe o
Sr. inspector da thesouraria provincial.
3275. Flornda Maria do Carreo. Assignada
a peicao inclusa, volte querendo.
3276.Francisca Maria da Conceico.Infor-
me o Sr. Dr. juiz de direito da comarca de San-
io Antao.
377.Jos Julio Rigueira Pinto de Souza.
Passe patente.
3278Joaquim de Pauli Pessoa de Lacerda.
O sopplicante ser pago na thesouraria de fazen-
da apresentnndii ailestado da freguezia.
3279.Jos iluniz Texeira Guimaraes.Como
reqner.
3280.Pedido da companhia de carallaria.
Forneca-se.
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
em wernambuco, na cidade do
Becife, 9 de dezembro de f SCO.
ORDEM DO DIA N. 53.
O coronal coraraandante das armas faz publico
para conhecimeiilo da guarnicao e fira conrenien-
le, que approvou o ngajaraento que no dia 2 do
corrente conlrahio por mais seis annos, nos ter-
mos do decreto e regulamento do l. do maio
de 1858, o soldado da companhia de artfices
desla guarnicao Sabino do Reg Barros.
Faz igualmente publico o arso da secretaria
do estado dos negocios da guerra de 5 de no-
rerabro ultimo abaixo transcripto, explicativo
das ranlagens e vencimentos quo competera aos
Srs. officiaes do exercito, no caso previsto no ar-
tigo 20 das inslrucces de 24 de julho de 1857.
Circular.1.a directora geral.I." seceo
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios da guer-
ra em 5 de novembro de 1860.Para evitar a
continuaco de abonos inderidos a que lera dado
lugar o modo porque se lem entendido o art. 2
das instruccoes de 24 de julho de 1857, que re-
gulara as ranlagens e renrimentos dos officiaes
do exercito, viajando em commisso do serrico,
e que foram mandados observar por arlso circu-
lar da mesma dala ; de ordem de sua magesla-
de o imperador, declaro a V. Exc. para o fazer
constar thesouraria de fazends dessa provincia,
que no caso previsto no citado artigo, isto de
viajarcm os officiaes de um para outro ponto (Jen-
projeclo que regulasse os seguintes pontos : Se houre erro, se houve deploravel equivoco.
1. Que em preserva dos fados consummados como se tem dito, se os males provierara da lei
de baverem se reconhecdo prejuizos de guerra, e nao da falta de cumprimenio e da violacao da
c de haver-sc aberto a porta ou por erro ou por mesma, o isto que verdadjse esta raed-
necessidade a essa sorto de reclamacoes, s se da foi tomada conectivamente ao menos pela
permiltiria por lei, que com o titulo d prejuizos maioria dos corpos co-legisladores, o que se
se podesse reclamar nicamente o importe de ca- pode issever.ir sera necessidade de compuWar
pilaes consumidos ou destruidos pelas autoridades as acias, indubilavel para todo o horaem de
publicas, pelas procos que linham os objectos na boa-f e de bom senso que a responsabilidade
poca e lugar em que foram consum los ou inu- moral, qnalquer que seja a exleneao que se lhe
1 a pela a,,,ridade. d, pesa indstinclivamenie sobre lodos os que
2." Que se chamasse desde j essa classe de em ambas as cmaras tomarnos parle na appro-
tcclamaco-'s preexistentes o uma s e nica li- vijao da dita lei. Accresce ainda que a lei pas-
quidaco, nao reconhecendo assim o direilo, que su ao poder execulvo, e este nao julgou dever
comecavam a arrogar-se alguns esirangeiros re- fazer-lhe observacoes, nem devolve-la com o
correndo s legaces e consulados para formar veto; se a lei era m, porque nao usou do seu
d'versa cathegoria. direilo? Se nao fez valer essa prerogatlva, se
3. Que se adoplassom graves e exlraordina- nem lo pouro assislio s discusses para fazer
ras medidas contra a fraude, excedendo, se ne- notar os males e defeilos de que se falla, nao
cessario fosse, em materia de peuas, a legislaco lhe cabe tambera uma parte da responsabilda-
,nyi8J de? Porque pois se assanham homens encober-
4. Que se ixasse um prazo mui limitado e tos era aecusar somento ao representante que
peremptorio, islo que uma vez vencido ficasse formulou o apresentou a lei, nao para que fosse
para sempre encerrada a liquidago dessa divida burlada o violada como foi, mas para que fosse
juntamente com a divida geral d'u Estado. cumprida e observada? Ha nobreza no procedi-
Redig a lei, sera nunca perder de vista estas ment que combato? Nao preciso dizer era
bases. mais uma patarra.
Se tal modo do proceder foi arroneo ou acera- Antes de concluir devo todava accrescentar
uc, se alguma cousa ha a censura.- ou elogiar, a que. se o fado possivel e por desgraca muito
censura ou elogio nao pertencem a um s, per- frequente de fraude em casos taes tivesse sido
lencera a todos que conceberam e executaram o perseguido e reprimido conforme as disposices
pensamento.emsumma perlence a lodosos mem- penaes da mesma lei em ura s desses casos,
bros das cmaras legislativas de 1853. que com oulros de cerlo nao se daram ; porm desgra-
seu voto o sua palavra prestarara apoio ao pro- cadamente nemtim s bom exemplo pode-se ci-
jeclo de Ieique raeoecupa. lar para justificar que, cumpriudo-so a lei co-
yuer-sopoiem que eu, nicamente eu.assuma mo devia ser cumprida, a fraude podesse pro-
a responsabilidade dessa lei; pois assunii-la-hei seguir.
Sf'nL'i? PaZ HU,Lr0; "umi-la-hei para de- Culpe-ge. pas, aos que violaram a lei, aos
monsirar aos que de boa ou m f exprobera, que que a desnaturaran! e a annullaram de faci com
a le de isJ sobre prejuizos de guerra que apre- decretos desordenados e illegaes, aos que em
sentet ao corpo legislativo naquella poca, con- vez de coocorrerem para sua execuco cora
lorme rainhas propnas ideas era primeiro lugar, disposices reglamentares adequadas, porm
le com as ideas dos homens mais illus- alheias aleada do legislador parece que se
jue o colosso do norte
entrn de novo na scena poltica da Europa. Que
se passou as cortes de Vienna e de S Peters-
burgo ? E' isso que ignoramos, e que talvez nun-
ca saberemos
O Constilutionel. refere assim as usurpaces da
Austria :
A Austria e tem sido em todos os lempos
o principal baluarte da absolutismo e a personi-
ficaco da lyrannia. Era nenhuma parte o feuda-
lismo deilou mais profundas raizes do que i.'a-
seja como fr, o resultado a re-|quelle paiz; imperio formado pela coniuista a
conciliaco dos dous despotismos por tanto tem- | cusa das nacionalidades e dos thronos de varios
po contrariada.
Que Vienna lenha promettdo adherir aos
planos da Russia quanto ao novo auxilio que lhe
hade dar o czar ; isso nao cousa improvavel,
e julgamos que quasi c.erto que as duas corles
projurar.lo attrahir a Allemanha na sua allianca
pnvus diflerenles, conservou se pela forca, e s
pel forca pode continuar a sua existencia Nao
pois, para eslranhar que seja o mais genuino
representante do priucipio absolutista, que tara-
bem nao lera, nem tem tido no mundo out.o
apoio.
A historia das successivas acquisicoes da ca-
sa de Austria a historia das guerras qu.e por
seculos eosangiierilaram a Europ central. Nao
de outra sorte, senao cora guerras e conquistas.
para tentar o alcance de uma garanta contra a
Fianca.
A Russia lem sempre conservado a sua in-
fluencia as cortes allemaas por meio das allan-
cas matrimoniaes da familia imperial, eo czar poderam os duques dc Austria elevar-sc'at se-
merece electivamente a confianca da Prussa, e rera imperadores de Allemanha e res de roraa-
dos estados secundarios, porque prora vcl que: nos, tendo a pretenco de haverem herdado o an-
qualquer tentacin da parle da Franga para a se- ligo imperio do occidente.
duzr, lhe nao far consenlir em uma inras&o no Para formar o imperio austraco foram ne-
Rheno
Comludo parecera que os noros alliados nao
desesperara de ligar sua causa ura soberano
cessanas, entre grande multdo de actos injus-
tos, tres grandes usurpaces conlra o direilo : a
conquista da Hungra, a diviso da Pulouia, e
oceupico e conquista da Italia. S assim pd
a
a
poje
raperio
ainda mais poderoso. O prncipe de Gorlschakoff
censurou ao ministro de Franca a aiiimacao que | formar-se a monstruosa unidade de ura
se dar s doutrinas revolucionarias na Italia onde, como na torre de Babel, se fallara tolas as
Garibaldi rasgou o reo que rondara osllinguas do que se tem derivado os idiomas co-
o I los do monarcha russo. Este principe v agora : nliecidos e desconhecidos. All a lingua gerraa-
o liberalismo italiano em toda a sua deformida- nica proscreve a alara que, nao obstante, fal-
de. Sabia-so ha tres annos, quo era tao grande a lada nos sgus diversos dialectos por milhes de
antipalhia contra a Austria, que a Sardenha, an-
da que inimiga da Russia em 1855, era ento ob-
jecto da sua especial predileccao, e que a cessao
de um porto na costa do Mediterrneo linha sido
o sello de uma convenco secreta.
Todava a Sardenha era agora um criminoso
indigno de perdo. Ella roubou os direitos sa-
grados dos res o dos padres, e fez causa com-
mum cora os revolucionarios armados.
subditos ; all a lingua migyar pugna por sublra-
hir-se escravido e ao silencio a que esl con-
deranada ; all a lingua italiana recorda os ami-
gos lempos em que, como idioma latino, era
fallada em lodo o mundo. Raca latina, raca ger-
mnica, raca uraliana, raca escilica, todas ellas
eslo coufundidas sob o" mesmo jugo des
tico.
No seculo XVI, Fernando d'Austria submet-
espo-
Vctor Emmanuel e o conde de Cavonr estao ; ten pela forca a Hungra e a Bohem
por consequencia entregues ao diabo, e os esfor- cipios do seculo XVIII, a Austria apoderou-se da
irados, e por consejuencia os mais competentes empenharam em conrerte-la em
da cmara dos representantes, longe de ser a
origem e a causa da enorme divida que nos op-
prirae, jamis poda concorrer
para que as cou-
sas chegassem ao estado em que as remos :
que a causa desses males est :
Io, na falla de ura bom regulamento da parle
do poder execulvo;
2o, na reroluco de 1853 ;
3o, na riolaco que dessa lei de prejuizos fez o
gorerno revolucionario prorogando ranas rezes o
prazo que se hara fixado como o nico;
4r
elemento de
dssoluco e ruina para o paiz, falsoando-a
em suas bases principaes, emsoa letra, e tim-
bera em seu espirito.
Javme EsnuzexAS.
Jornal do Commercio, do Ro.)
Cos do czar erapregam-se para conseguir que o
imperador dos Francezes entre era urna ora
confederacao que lem por tira manter e defender
os dreitos muiiar-chicos.

Le-se no Tymes ;
A ora allianga restabelecida entre a Russia
e a Austria faz rer que a Europa est ainda em
grande parte ao lado do tratada de Vienna. Nada
ha quo mostr melhor a disposico que as guerras
em suppnmir os agentes fiscaes para cada do primeiro imperio francez imprimiram na poltica
departamento, os quaes foram creados pela lei, dos estados, e no espirito dos individuos do que
abra de que o ministerio fiscal pudesse colherera essa constante tendencia quo exista para se di-
cada caso os dados sufficieotes das autoridades vidir. segundo as tradices de 1815.
locaes, e dos riznhos de probidade a respeito de Comparada a mp'ressao que a Europa roce-
cada reclamacao, j para produzir proras em bcu das guerras que se ultimarara era 18l5 cora
contrario, j para descobrir a fraude e exigir a a irapresso que produziram as rarolueoesdel830
annuallacao do que linha sido fraudulento, e a e de 1848, assim como a guerra de I85i. ludo
applicacao das penas tanto conlra os reclamantes parece insignificante E' artigo de f em S. Pe-
coreo contra as testemunhas ; torsburgo, em Vienna, e n'uma parte consdera-
i a desre8ramenl0 ofalla de ordem e regu- re de Berln, que as tres grandes potencias do
laridade judicial, que desde o principio se per- norte sao os defensores da ordem conlra a Fran-
miitio observar na sene dos expedientes ; Sa agitada e democrtica, e que a Inglaterra
b n fraude a o.ue essa irregulandade e falla um estado poderoso com bons inslincios, mas
dc agentes fiscaes nos departamentos deu lugar, que pode dexar-se Iludir pelo phantasraa da li-
segundo a vozpubltcou denuncia, e segundo tam- berdsde, e pelas sedueces de uraa allianca
bera foi denunciado no corpo legislativo e pela franceza.
imprensa durante a iiquidacn, 8em que depois O principio da santa allianca est profnda-
se naja tratado de inquirir a rerdade e perseguir raenie enraizado na consiiiuic das tres monar-
os culpados, e inutilisar os martelos que fossem chas absolutas. A Prussa est, porm entre
obras do dolo e da mi ( ; dous fogos. Beija a cauda do manto de ura im-
/ o mal tambera estere, e em grande parte, perador absoluto em Varsoria, e em Cobleot?.
na le de consolidado a divida dejulho de 1854, aperta cordialmante a mao uma rainha ousli-
Lombardia que se lhe cedeu pelo tratado de
Aquisgram ; nos fins do mesmo seculo adju Jicou-
se uma parle da Polonia de accordo cora a Rus-
sia e Prussia ; e no seculo XIX conquislou Vene-
D aqu a poucos das hao de provarelmente za e estendeu a sua influencia por toda a Italia ;
erapregar-se todos os meios para persuadir a | e se no seculo XVII se tivesse conseguido a in-
crte das Tulherias a qne adopte uma poltica a j tentada diviso da Hespanha, a Austria, um dos
que se chamo decididamente conservadora. Quer usurpadores que se reuniram para esla obra de
dizer-se que o grande fira da allianca conscr- iniquidade, teria recebido tarabem o seu quinho.
rar ligadas as dirr.rsas partes do edificio arrui- A historia da Austria, de seos triumphos e re-
nado do imperio d'Austria, e salvar, se fr pos- I rezes, tamben a dos triuraphos e revezes do
sirel, os restos dispersos do passado temporal. | despotismo que representa. Recobra ascendente
Que a corte de Vienna tera ainda a passar! na Europa o direito das nacionalidades e dos po-
por muilas crises, evidente para os iludidos I vos? O imperio austraco decahe. Aniquilara-se
conselheiros do czar, e leera chega io sem durida j as causas popularas o os thronos constitucin-es?
a concluir que importa mais Russia que as j A Austria engrandcese. Tal o carcter dis-
e em outras poslecieres;
cousas pormanecam no estado em que eslo, e
que a Austria se arrasia penosamente, como ura
amigo dependente, porque islo vale raais do que
vr o imperio de Francisco Jos cahir em ruinas,
e a Russia apresentar-se para tomar parle na
partilhacom as demais potencias.
O contagio das opinies liberaes chega a cs-
palhar-se as regides soladas da F.uropa central,
de maueira que causa inquielseo s authohda-
des russas.
a Tuda quanto a Russia poda ganhar em ter-
ritorio pela queda da Austria, nao a indemnisa-
ria das desord-ns polticas que rebenlariam as
suas provincias limilrophes.
a E' isto que explica a reroluco da Russia, e
a sua apparico era scena a titulo de defensor da
paz e da ordem.
O que resta pois a fazer, a um paiz lirro
vigiar a conducta do imperador dos Francezes
Vira elle a ser membro de uma nova santa al-
lianca, ou permanecer fiel a essa politice liberal
no exterior, que attenua um pouco o rigor da sua
admuiialraco interna ? Na nossa opiniao o ca-
minho est claramente tragado.
c A oar^o franceza, diga-seo que se dsser do
sou governo interno, nao gosta dos principios
tucleciaJ, t,ra irrestsUrjrel. tendencia, teunc a que poesso fortnuUr um CortsohakolT, e Npo-
tincliro desse governo : a sua missao, o son pa-
pel em toda a historia de alguns seculos a esta
parte, 6 a missao, o panel que descrevemos :
representar a unidade absoluta conseguida pela
forca, a aulordaie raonarchica levada ao ultimo
grao de despotismo.
Eis o lexlo da Gaiela Prussiana que o lelegra-
pho nos annunciou sobre a entrevista de Coblen-
tz, e cujo conleudo esl sendo objecto de nume-
rosos comraenlarios em toda a imprensa europea.
O artigo diz assim :
Os Irjcos pessoaes qno unem as familias reaos
da Prussia e d'Inglaterra Dromoveram nestes l-
timos das uma entrevista da rainha de Ingla-
terra com o regente da Prussia as margens do
Rheno.
Essa entrevista, consagrada principalmente
flcidde domestica e vida intima da fa-milia,
nao poda deixar dc ter, na actual stuaco da
Europa, mais extensa lignificaco.
< Nao s pelo feliz vinculo que une rts suas
dyranastias eslo unidos entre si os Estados da
Prussia e ds Inglaterra, mas alm disso por nu-
merosas razoes que concorrem para ec'ac.ir os
povos por interesses comraun.se por coraaura si-
luajc potitica.


P)
MARIO DE PERRAMWOO. TERCA fElRA 11 DE DEZEMBRO DE 1860.


* <
As cordeaes relaces que senipre exstiram
entre a logia erra e a Prussia, e que nunca dei-
xaro do existir emquanlo estas duas patencias
nao desconhecerem os seus verdadeiro* inie-
resses. robusteceram-se, e ganharam om segu-
ranza e cxleoso na conferencia deCoblentr. pea
troca reciproca de senlimenios que houve entre
os eminentes homens de Estado de ambas as na-
coes.
Quanlo tnais complicada a situaco dos
Estados europeus, mais viva a si t-uac.au que se
experimenta em consignar a harmona de vistas
e de apreciaeoes uestes Estados sobre as grandes
e importantes quesles pendentes na actuali-
zado.
h' intil, pm nossa opinio, oeste momelo,
explicar al que ponto a situado pessoal de un
potencia independente e a missao particular que
lhe incumbe dcvem ser respeiladas, apezarl da
coramunidade de inieresses. Tambera nao indi -
can mus os pontos solados e os detalhes que
promellem ou fazem presumir cornmunidade de
apreciarlo ou de execuco entre a Prussia fe a
Inglaicira. Basta saber que sobre os pontos es-
senciaes, sobre o objedo que devc conscguir-sc
se acha cstabelocido um feliz accordo.
Ao pssso que a entrevista do principe regen-
te com os soberanos da Austria e da Russia pro-
va a boa intelligencia entre a Prussia e os seus
visinhos de este, o feliz acontccimenlo das con-
ferencias de Coblentz altesta que a Prussia sbtp
apreciar os importantes inieresses que a ligara I
Inglaterra.
A Gazela Prussiana publica o seguinte, a res-
peito da conferencia de Coblcrilz :
Os vnculos pessoaes que uera as familias
reaes do Piussia e de Inglaterra promoveram
nestes ulllmus das una entrevista da rainha de
Inglaterra com o rstenle da Prussia as margeos
do Rheno.
Essa entrevista, consagrada primeiro que
tudo iVlicidade domestica, c vi la intima da
familia, nao podia deixar de ler na situado actual
da Europa urna signilicaco mais ampia.
Nao s pelo vincul feliz que une as suas
ynasllas, eslo enlacados enlre si os estados de
Prussia e de Inglaterra, mas o eslao tambera por
numerosas raides que concorrem para reunir os
puvos pelos inieresses communs, e por urna si-
luaco poltica commum.
.< As relaces cordeaes que sempro teem exis-
tido enlre a Inglaterra e a Prussia, e que nunca
deitarao de existir emqunnlo estas duas poten-
cias nao qulzerem descouhecer os seus verdadei-
ros inieresses, o robustecerm-se e ganhararu
tm seguranza c extenso na Confercnca de Co-
blentz pela troc reciproca de scniimeuios que
houvc enlre os eminentes homens de estados das
las nacoes.
Quanto mais complicada a situaco dos es-
tados europeus, mais viva a salisfaco que se
experimenta era consignar a harmona de ideas
e de appreciaces desses estados sobre as gran-
des e importantes quesles pendentes na aclua-
lidade.
< Na nossa. opinio intil por agora explicar
at que poni a situac&o pessoal de uina potencia
indepcndcnlp, e a missao pariicuhr que lhe in-
cumb', devt'in ser respeitados, apezar de loda a
conmiunidade de inieresses.
Tambom nao indicaremos os pontos solidos
e os detalhes que priameltem, ou fizem presumir
nma communidade de apprcrincao ou de exe-
cuco enlre a Prussia e a Inglaterra. Basta que
sobre os pontos essenciaes, sobre o objecto que
leve conseguir-se, se tenha cslabelecido um ac-
cordo.
Ao passo que a entrevista do principe regen-
te com os soberanos 'Auslria e da Prussia prova
a boa intelligencia que existe entre a Prussia e
os seus vizinos de leste; o plaujsivel aconteci-
n.enio das conferencias de Coblentz atiesta que a
Prussia sabe appreiiar 08importantes iuteresses
que .i uera Inglaterra .
A Patrie publica o seguinte :
Os mais recentes despachos do aples dfio
alguns delalhcs exactos a respeito das operaces
militares que acibara de se verificar.
Logo que os despachos do Mr. Winspeare
chegaram a Gaeta, e derain ao fei a certeza de
que um exercilo piemontez de uhs 30,000 ho-
mens ia marchar sobre Capm, Idecidio-so que
era necessario preparar a evacimco daquelh pru-
na, e desde odia 10 de oulubro comedn-se a
transportar para (Jaita urna par le do material de
guerra e das provisSes que all sei conlinhatn.
< Ao mesrao lenuo efiecluou-se de urna ma-
neira regular, um movimenlo ge ral de retirada e
de concentrado do exercilo napolitan*. Para
proteger este movimcnlo, manduu-se para a Iser-
nia um corpo de 11,000 homen, que a 17 leve
cora os niemoutezes o primeiro reconlro em con-
seqoencia do qual se encaroinhou sobre Venafro,
e dopois sobro Teano, onde fczjuncco como
corpo de Cajazzo, que abjndonava aquella posi-
cao, milito affaslada da nova base do operaces
do exercilo napolitano.
Duus corpos, que formavam um efleclivo de
uns 15,000 homens, susteutaram no dia 2G um
combate muilo vivo contra o exercilo piemontez,
cummandado pelo re Vctor Emmanuel em pes-
soa. Conseguiram desembaracar-se, oeixando em
poder dos pieraonlezes 500 a'COO prisioueiros do
terceiro regiment de nfantaria que su achava na
retaguarda.
<$ A 27, eomecaram os napolitanos a abando-
nar Sessa, e passando o Gariglisno cstabeleceram-
pela parle delraz daquelle rio, lendo o seu cen-
tro era Traello. As posces que vao oceupar sao
muito fortes, porque se apoiam em urna cadeia
de monlanhas difBcil de escallar, o que esli Cu-
beras pelo Gariglianno. Essas posices nao po-
derao ser tomadas senao quando o exercilo pie-
montez livor comecado um silio regular contra
Gaeta, que, a menos que nao baja algum inri-
dente imprevisto ser longo, porque a prae.a nao
pode ser investida por mar
Em sumina, o corpo mandado par Isernia,
manobrando contra o exercilo piemontez, pennil-
lio ao exercilo napolitano, apezar dos dous che-
ques que solTreu, que pde-so executar uina
marcha de Banco de quasi 75 kilogramo!vs, e
que operasse um movimento geral de conce'n-
Iraco .
iluco o est nos tormos de atlrar outra vez para
alm. do Eatreilo do Messira as legioe3 gsribal-
diuas, generosidade e justica que Viclor Em-
manuel aiude a gente briosa dos libusteiros: se
urna legiao extraogeira vai ajudor os romanos
contra as infames tentativas da ambicio piemon-
leza, essa ajuda um altcnlado contra a- liber-
dade, e contra ai competencia que tem os povos
para decidirem por si mesmos as suas quesles
puliiicaal
Quando a idea revolucionaria cga a intelli-
gencia at o rynisrao do absurdo, nao pode ha-
ver duvida para os hernens de e sincera cren-
?a : a razo prererteu-se; a treva na intelli-
gencia densa e profunda ; a procella nao pode
lardar.
Esta coragem do cynismo prova que nos ou- I
de sus illustre e reneravel raae Maa Christina
de Saboya.
O doto desla Ilustre princesa foi confiscado
pelo governo de Garibaldi em noore do rei do
Piemoote, e todava, protesta-se contra o direi-
to do tilho a esta santa e legitima heranca de
sua raae, saneciooada em virlude de um trata-
de com a Sardenha.
Pcrmiuindo-me, depoisdas mais vivas instan-
cias, que vos transmlltissc estas explicacoes ne-
cecsarias, el-rei ordenou-mo que tomasso por
base as pubhcaccs feias pelo governo revolu-
cionario que se apederou dos seus estado em
nome de S M. el-rei da Sardenha.
S. M. nao trata de se queixar na espolisco da
sua fortuna particular.
S. M. tinha-a sacrificado, quando constante-
-----------o w j '~/i^
Iros gabinetes tambem o contagio vaij muito a mente, e al nos das da invasao, recusou ven-
dentro. Se assim nao (ora, a Ingluterrs, pelo i der as suas rendas era aples para collocar os
instincto da propria dlgnidade e da propria con- *"'"' f"nHnc ...--------._j
seivagao, houvera-se ao meuos com maior dis-
farce, e nao iizera alarde do insulto ao senso
commum : se assim nao (Ora, um clamor de in-
dignado surgira unisono de toda a Europa, e o
gabinete brilanaico havia do ser-obrigado a ab-
jurar as doulrinas que apenas se podem tolerar
na Serra Leda, enlre os libertados escravos que a
humanitaria Inglaterra embrega all no pircado
servido liare.
N'outros lempos o pejo cerrara os labios do
proprio Talleyrand para n5o levar tao longe a
insolencia contra a razao humana ; boje em dia
a lepra que corroe a consciencla dos homens de
rnarmore, fez-lhes nella ulceras lao callosas.
seus fundos com mais seguranza em estados imis
felizes. Pode lamentar a sorle de seus nove ir-
mos, condemnados, sem oulro crime mais do
que o seu nome, a ver confiscadas pela revo-
lucao as suas fortunas ; mas qualquer que s*ja
o seu futuro, e a sua sorle, ainda que
fosse viver no desterro, e no meio das
mais duras privacoes, sabero supporlar a tdver-
sidade cora urna constancia digna do seu nasci-
menlo, c da classe em que a Providencia os col-
locou, para darexemplo aos demais. A magna-
nimidade do nosso augusto soberano, apparece
mais explendida e mais gloriosa no meio dos de-
sastres da revuliiQao.
Os palacios e os museus, que, quando parti,
" ict-uic hciii uiceras iao canosas, y jiontios eos museus, que, quando parti,
que se loes podem por os dedos sem causar dor, | deixou cheios de Ihesouros, inestirnavel lieran-
pois era j a pedra infernal das olas de lord ca de seus maiores, alteslarn ao mundo o com-
llussell capaz do as curar, c restitui-las ao
sentimcnlo do juslo ou ao menos ao do pundo-
nor e diguidade humina!
Vai longe e mu longo o contagio ; andar na
almosphera os miasmas da pesie d'alraa : s Dos
sabe, quando a veremos desapparecer da Europa,
|a. cioilisada !
Observai, como o contagio lavra aqui enlre
pelo desinteresse e a generosidade do alma de
Francisco II.
Ligando a sua causa dos seus povos, el-rei
nao quiz transportar para fra do seu paiz nem
mesmo a sua fortuna particular, nao quenado
salvar cousa alguna no naufragio geral do seu
reiuo. A sua indilTercuc.a pelos bous rnaleriaes
da vida prove bial. eos dolorosos aconieci-
il..r. n..^ ln. .I .1 I ._____. .. __.
i uuser>ai. como o coniagio lavra aqu enlre:"" viua e proveiuiat. eos dolorosos acorna-
nos. Observai, o veris por ah muilo em uso a ] mritos que teern lido lugar no curto periodo que
jalela da lord Kussell. lera deuorrnlo dtsdeosua exdlacao ao throno,
\ Annuncia-SO a^ora hu vrnmhi nflranffnna nm IKivi lhe tee.in IMrniilLlA Ati^.a Aa ihiImk,hi.
aleda da lord Kussell.
. Annuncia-se agora em grande parangona um
blrado aos portuRuezes. E' um follielo primoro-
samente impresso, era que se contin ura ops-
culo de Joao Pinto Ribeiro. Esse opsculo tem
por titulo L'surpacao, retenro e restauradlo
de\ Portugal Oora do Jo Pinto Ribeiro,
qubm nao adivinha, ainda sem a ler, por que
sentimeiilos seria inspirada ?
Boa. foi j inleiiciio do editor tentando excitar o
lera deuorrnlo dtsde o sua exMlaeao ao throno,
nao lhe teem permitidooceupar-sede outra cou-
\ sa que nao s-ja a paz do seu reino.
Estas explicacoes nao sao uecessarias para os
i que conhciem o verdadeiro estado dos negocios
I de aples, mas como a calumnia podia encon-
, trar ceo no paiz era que resida, quiz pr-vos
ao correute dos fados, para que fiqueis habili-
lados a desmenli-los.
| _A casa de Bourbun, quando deixa a capital,
amf de patria o nacionadade, tao sem vida ha nao leva Ihesouros, masueixa n'ella os seus pala-
um Wuarto de sceulo. Escolheu hbil penua que os, como monumentos da sua generosidade pa-
n'unba elegante introduccao lizesso entrada as, ra eom o seu reino sempre querido, sem se in-
honnas da casa, a quern prelendesse espairecer quietar das eventualidades do futuro.
dallilos olhus no passado e coutemplar um dos
mais bellos quadros da nossa historia.
Qubm se v assim logo lambera tratado de
ramor|da patria o verdadeira liberdade, toma gos-
lo por ir mais adiantd e descobrir-se ante a ve-
neravlel efigie de Joao Pinto Ribeiro, que se re-
traa,! como era na pessoa, modesto e nobre na
sua escripia.
Dissereis, que o introductor nao menos ar-
O dote da sobrinha de el-rei, a heranca par-
ticular de seu pae, as economas dos principes e
das princezas,' ludo quanto conslituo 0 patrimo-
nio da familia real, o que asseguram as leis ci-
vis, o que respeia o direilo commum dos po-
vos; ludo fui confiscado pelo governo revolucio-
nario de aples, sem que el-rei se dignasse
sequer protestar, considerando muito inferior
sua diguidade oceupar-se dos seus iuteres-
deniol defensor do diieilo e independencia das Scs parliculares, quando cahiam por trra os
nacoes, do que o fora Joao Pinto Ribeiro desla grandes inieresses do estado, e nao leria cedido
sua e nossa ierra ; dissereis que o bavieis visto I as
i em AUjubarrola de visena calada arremottendo
contra osirmaosdo condestavcl, por que vinbam
contra o seu rci natural seguind > as parles da
princesa estrangetra, embora primogenila e uni
ca lillm do tallecido rei, dissereis einlim que se
representarles dos seus ministros, se os seus
sentimenlos lhe nao iuipozcssem o dever do re-
pellir iinpulaccs que podem influir nos nimos
prevenidos ou ignorantes.
Estaos nulhorisados para fazerdesle documen-
to o uso que julgardes Conveniente, e para dei-
rAi.it .l'nll.. .. .;___I. ._-_______ __.___
.. ._ ...., H.w^..^.^ v.-i.iiu ^uc av -- -- -|-. juipmuuj tiotiiit'iu?, o para uei-
ora inspirar na epopea de marmore junto da Ba- xar copia 'elle ao ministro dos negocios eslran-
talha, para soltar esse ardido brado aos porta- genos.
_ uezes. E todava- Vede da natureza o des-
concert !Se consultis seus escriplos que ao
mesmo passo vai dando para o publico em um
jornal desla capital, ouvi-lo-heis saudando as
usurpBces do ambicioso rei do Piemonte, e bi-
lendoias palmas quando cahe na Italia urna na-
cionadade gloriosa, o o nomo de aples ris-
cado da lisia das nacoes independeutes !
Casella.
Por occasiao da entrada das tropas francezas
ero Viterbo, o commissaiio real daquell cidade
dirigi ao commandante da columna de oceupa-
c.io o seguinte protesto
Protesto.
-----..._ _^ mV^<> .y0y^Uma, Sr. coronel : Ainda que haveis recebido or-
Acso Portugal lena mais direiiu que aples dem para restabelecer o governo clerical nesta
a sua independencia ? Nao vemos por que : pois cidade, o abaixo assignado considera do seu de-
1 ortogal nao era maior, e hojo c muito mais pe- ver reiirar-se diante das armas francezas. Mas
U0- lao mesmo lempo julga-se obrigado a declarar.
gio r ra e q_.
era o sulTragio vendido ou rendido "? Tal e qual
como acola; um vendido por dinheiro, oulro
rendido pelas bayonetas piemonlczas.
Acola os povos festejara muito o Philippc de
, l ? Tambem aqui festejaran) muilo o Philippe
j hespanhol. Pesias por testas as de Portugal nao
, valiam menos ; e tanto aqui como acola repre-
sentan sempre, aps a victoria, igual amor dos
povos ao rei que Iriumplia.
Quizeramos adiar meaos semelhancas entre
Viclor Emmanuel e Philippe II ; mas quanto
mais consideramos os dous casos, mais paren-
tesco lhe adiamos. O direilo, a forma, a fortu-
na, a bypocrisia, as festas. tudo, ludo lio se-
melhante, que nos entristece, por que nos faz de
novo estremecer pela patria, por que tememos
que a lgica do mal nao faca excepces a nosso
respeito.
E' a dialctica do Russell, de que a Irlanda de-
ve aproveilar-se. Como foi justo segundo Vat-
lel, que as provincias Unidas coajuv*sscm a re-
i ruluc.a.0 do principe de Orange, por que geue-
j rosidade e justica ajud r gentes briosas, que
I combaten pela sua liberdade, se a Irlanda alo-
| vantar o pendao da independencia para se liber-
tar da oppressaa britarmica, a Europa jsabe que
lhe cumple ser justa, e generosa ajudando o povo
brioso a defender a sua liberdade.
; A justica de Dos ha de vir e a doutrina de
Vatlel ser repelida mais de urna vez, e imcom-
paravelmentc com mais razao e mais justica ai
ouvido de Jliori Buil.
que lhe pedir at que tivesse decidido da sua
torio ; entrega os seus poderes represealacgu
municipal, e relira-se repetindo que cedo as ar-
mas do imperador dos franceses, recommendan-
do esla cidade a justiga e honra dos seus va-
U i.tes soldados.
Viterbo, 1 de outubro de 1860.
O commissario d'el-rei
Duque de Sforza Cezarini
Iiilervenct e no interven^o.
A corrupQao da inlelligencia urna molestia
contagiosa, como a peste.
Nem s a vida orgnica est exposta aos pe-
rigos do contagio; ronvencamos-nos que o est
igualmente a vida animal, na sua mais alta ex-
presso, a racioualidade.
A razao adoeceu ha muito na esphera do di-
reilo, da moral c da poltica. A molestia tem-
se communicado ao longe, e vai abrangendo
largos horisontes.
Nao vem das margens do Ganges, como a cho-
lera moibo, levedada as mmuudicws dos ia-
geros supersticiosos; vem das margens do Ta-
misa, levedada na corrupQao de corceos sem
scntimer lo moral. Nao vem da cidade das cem
portas como a peste, reas da cidade das 80 pra-
cas, onde o ruido das conslruccocs navaes en-
surdece os ouvidos d'alrna como"os do corpo, e
o fumo do carvo do pedra d i razo brilanica
o aspecto lgubre de seus palacios.
Que triste e deploravel documento essa, em
que lord Russell imprimi com seu nome o sello
dessa razao corrupta!
O povo dos Estados Romanos e o de aples
tinha razoes para nao estar salisfeo com os
seu9 governos. e por isso foi que se rebellou
contra ellcs Em Romsuma legiao extrangeira
prova que o Papa nao tem subditos para o de-
fenderem; na Sicilia urna legiao exlrangeira,
commanda3a por Garibaldi, prova que Garibaldi]
e o rei que o l maodou, sao amados em Naoo-
les e na Sicilia r
Se os catholicos acodem a Roma para ajudar
o governo pontificio contra as manobras revolu-
cionarias do Piemonle, csses calhulicos abnfam
a unnime manitestacao dos povos contra o go-
verno ; se os revolucionarios renovara as faeces
da anliga piratera, esses revolucionarios vao
desalgemar os oppnmidos. que nao podiam bran-
dir o punhal, por que seus compatriotas lhes li-
gavam as maos I
O governo ingles sustenta que os povos sao
por si os melhores juizes de seus proprios ne-
gocios. Mas porque v que outras grandes po-
tencias increpara severamente a intervenco do
Piemonte-, a mesma Inglaterra que a principio
julgiv os povos os melhores iuizes, muda de
opiniao, o enlende que ot melhores juizes sao
as bayonetas e as bombardss de Viclor Emma-
iWo falla a auloridade de tVallel, pois, se-
gundo este nao senao ura aclo de justica e
generos,dado ajudar gente briosa na defesa de
suas liberdade*
E assim se o rei de Napelos faz frenle 4 rerp-
De.spacho do governo le Francis -
co II. ao seu representante em
Tarn.
Gaeta, 6 de outubro.
Sr. bari :
Oopois de haver el-rei, nosso >imo, sido des-
Ai S, Exc. o general Goyon,
ajudante de cainpu
de S. M. < imperador dos francezes.
Sr. general: Depois de ler lido a recente
ola do JIunileur, sinto-me inclinado a acredi-
tar que a oceupa^ao de Viterbo urna medida
puramente militar. Espeio pois que me ser
permillido sustentar esta provincia sob a protec-
QBO d'el-rei Viclor Emmanuel.
Se, nao obslante, as vossas inslruccoes se op-
pozerem a isso, nada mais me restara a lser
senao coniiar-vos a nobre missao de proteger a
povoaco de Viterbo, que se pronuncien nica-
mente a favor da nacionadade e da liberdide,
reservando-se o direilo de deliberar sobre a sua'
propria sorle.
Sr. general, so eu duvidasse por um instante
que os oppnmidos deixavam de encontrar era
vos urna plena e eflicaz proteceo, conllevo que
fallara aos senlimentos de respeilo e de grati-
dao que todos nos temos consagrado Franca e
ao imperador.
A verdade pode apresentar-so desfigurada nos
paizes eslrangoiros : a que>to romana pode des-
, conhecer-se pelo espirito de partido ; mas, quan-
i do se est no meio dos povos que solTrem, nao
so pode negar a evidencia dos fados, e preci-
oso convencer-se de que o dominio pontificio
; chegou a fazer-se intoleravtl para todos.
Na provincia de Viterbo, como era toda a par-
f% l'Illlk nuil',,.' .'------*------* J_ _.. ___!_ ..
pojado dos seus Estados, 'a revolucSo despojou-o Na l1r01vincia. de Viterbo, como era toda a par-
tambera da sua fortuna particular e legitima V u,uversal patenleana de que parle se
Foram confiscados o patrimonio dos orincines' < nconlra direito e a justica, se do lado do po-
suas ero' v* ou do lado do romano
os doles das princezas, o produelo das suas eco-
nomas particulares e as propriedadesque. cons-
tituidas segundo as leiscivis, sao respeiladas em
todos es paizes civllisados, al n'aquelles que
esta regidos pelos mais anarchicos governos.
Mas este alternado s merecera o despreso de
S. M. se no aclo do despojo se nao houvesse so-
gilo a calumnia.
O Diario de Soples de 20 de setembro, dan-
do conta deste fado, diz, como para o desenl-
iar, que o ministro da polica de Garibaldi, saben-
do que tinhara sido accurauladas grandes rique-
zas a cusa do povo. pelos principes da casa de
Bourbon, havia trtalo de azer entrar urna par-
le no thesouro do estado.
t ------- a w ... -..
Accelai, Sr. general, a expresso dos senti-
menlos, ele.
Perugia 9 de outubro de 1860.
O commissario geral d'el-rei as provincias da
Ombra.
Proelamaco do pro dictador de
Auples.
Italianos da Sicilia I Subindo ao poder, digo-
vos : a vossa historia obriga-vos a ser grandes.
Chegou o momento de provar que o sois.
Para accclerar o curoprimenlo dos vossos des-
; tinos adoptei ha poneos dias um systema que os
11 de ldrDaS PV0S da Ilalia lm seuid^ com lPau-
a Iransmisso violenta de urna somi i de
181,608 ducados de renda, e acrescenU-lhe on" S da,Europa- Foi c-scolhtdo com a approvaco
tr,a de 317.18o' ducados, producto"eonual do bol-! ? d!,ciai?.rApor?U(? c.llt "ao se Wot> a aPPlic-
I ni- \o j------( .i,ii.i' inriiii; i'U-
'W de J17.180 ducados, producto annual do bul-
sihho e economas particulares da casa real, cal-
culando o capital desta dupla renda era onze
mllhoes legtimamente reivindicados, diz, pela
tazenda do eslado.
Quando pelos inqualificavois actos que distin-
gelo a invaso do reino, se invoca s o direilo
da revolucao e da forca, o governo de S. M. dei-
xa | Providencia, a opinio publica e juslica
da burop, o cuidado do Julgarem um estado
de cousas, que, sendo contrario a lodos os prin-
cipios sociaes. nao pode ser acceito nem dura-
donro. Mas quando se falla de direilo e do leis
calcando aos ps estas leis e esses direilos o'
governo de S. M. nao julga dever deixar aos in-
vasores e aos revolucionarios o beneficio da im-
punidade das suas calumnias. I
As rendas violentamente tomadas pelo Sr. Con-
fort!, e confiscadas pelo governo de Garibaldi.
comipoem-se das duas parcellas mencionadas no
Diairio de Napolet. A primelrs de 184,608 du-
cadd?, representa a heranga deixada a seus dez
uJuob e aos pobres pelo fallecido rei Fernando, e
sao Tructo de suas economas pessoaes dnran-
trinl.) annos de reinado, e declarar esla heranca
tlegiiima, allacar a legitima, da vida civil, o
do patrimonio que poesuam todos os reis das
Duas Siulias.
A dutra compe-se na sua maior parte do bol -
sinho dos principes reaes, e dotes das princezas,
constituidos era virtudo'de leis amigas, e at aqui
respeiladas. A estas esli anoexadas as peque-
as economas feitas a favor dos orphos, como
pode yr-se da propria lisia publicada no jornal
da revolucao. S ba duas parcellas pertencentes
a el-rei : urna do 5,415 ducados de ecouomias
lenas como prioeipe herdeiro, e outra da 67,505
ducado* de juro composto, e accumulado duran-
le ?iate\a irez anoog do dol e heran5a proprios
Qo de oulro principio, de que tem sempre sido
ardente partidario.
Novas condicoes tm mudado as condicoes dos
ullimos dias. Tregua, pois, a todas as'vacilla-
Qes. Trata-so de constituir a patria por meio
da concordia Italianos da Sicilia : de dentro
das urnas, d'onde sahir no dia 21 o vosso futu-
rs, ha de brotar urna sincera harmona com os
povos da pennsula 1
Na Sicilia j nao ha partidos: esla ser para
Garibaldi a melhor prova de sympathia, e para
mm urna consolacao quando me separar de vos.
Palermo 15 de outubro de 1860.
O pro-dictador, Mordini.
Orden publicada pelo governo do
re de Vapo'es,
Em nome d'el-rei mando o seguinte : Proco-
der-se-ha desde hojo creaco de dous bata-
Ihoes de voluntarios, cujos chefes e offlciaes se-
rao eacolhidos do quadro do exercito. 03 que
desojaren! alistar-se nos ditos batalhes para de-
fender-se a causa da ordem, podero apresen-
lar se desde j aos sub-intendentes de Mola,
Sora o Piedemonle, os quaes lhes proporciona-
rao os meios de que necessit3rem para se trans-
ferirem ao doposilo geral estabelecido em S.
Germano. Cada voluntario lera o sold diario de
dousCarlioos (155 rs. aproximadamente. ) A ida-
de que se exige nos voluntarios para serera id-
mittidos de 18 a 40 annns inclusive, e os que
forem escolhidos declararao voluntariamente se
querem logo pertencer ao exercito permanente,
e nesle caso receberao de premio l2o ducados
(909000 rs aproximadamente), quaotia de que
se lhes entregar n'este aclo a quarta parle, e
o resto lhes ser abonado durante o seu lempo
do 8ervieo. Promelte-se aos voluntarios das pro-
vincias que o servico que, como taes flzerem,
! ser recompensado, considerando-se como ser-
viga ao exercilo.
S. Cernou 8 de 1860.
O marechal de campo, Luiz Scotti.
Protesto contra o decreto a favor do
regicida liluno.
Gaeta 6 d'outubro.O jornal olTlcial do gover-
no revolucionado de aples publica no seu nu-
mero de 28 de setembro o decreto seguinte :
(Aqui transcreve-se o decreto emque se con-
cede urna penso mae e um dote a cada urna
das irmaes de Milano.)
O abaixo assignado, levando este decreto ao
conhecimenlo da Europa, julga dever dispensar-
se de qualquer commenlario a respeito desta in-
qualificavel disposico.
Em nenhum paiz lnha a revolucao chegado a
semilhanle grao de perversidade e de anarchia ;
al hoje anda se nao tinha visto honrar o regi-
cidio como urna causa sania, recompensar publi-
camente o assassinalo e provocar assim este cri-
me contra os soberanos.
A dictadura que impera no reino das Duas-
Sicihas oflereceu este aflictivo espectculo. Es-
ta glorificado do assassinalo veriicou-se em
urna cidade oceupada pelas tropas piemontezas,
por um instrumento que obra em nome do rei
da Sardenha, e qual ha qualro mezes recusa toda
a quahdade de responsabilidade, porque mente
sua bandeira e ao seu nome.
O homem que intenta assassinar os seus se-
milhanles, o soldado que sabe das fileiras para
matar o seu general, o cidado que armado de
urna bayoneta se precipita contra o seu rei,
considerado pelo governo de Garibalai como um
mariyr digno do elogio, de recompensas e de
gralas recordaces I
Esla apolhese no diario oflicial de aples,
estas recompensas ao regicidio dadas em nome
do rei Viclor Emmanuel, fallara mais alio do
que qualquer outra discripcao da anarchia e do
estado deploravel em que geme o paiz desde a
invasao.
Nao protesto conlra o escndalo desse decre-
to que subleva lodo o sentido moral, lodo o
principio de honra e de rrligio.
l.irailo-me a donunria-lo justica da Europa
como urna das innuraeravois provs da mora-
HJade polilica de certa gente, que, gracas for-
ca eslrangeira e provocando indignas Iraicdes,
usurpou a autoridade o oceupou a parle mais
consideravd da Pennsula.
(Jornal do Commercio, de Lisboa.)
O direito das gantes e
nnuexaces.
Estamos no secuto das luzes; mas podemos
dizer que a Europa, como o resto do mundo re-
trocedeu, para o que se chama impropriamente,
estado natural.
A bussola que devia guiar os governos, nesse
mar procelloso em que se agita a vida dos povos,
perdeu-se. A descrenca que nao pode lular
conlra o senlimento religioso, cancou, mas nao
so renden : cruzou os bracos beira do abysmo,
e enfatuada pelo orgulho" da va philosophia ra-
cionalista, hradou com Joao Jacques Rousseau :
pois que nao comprehenderaos os dogmas do
calholicismo, licamos no sceplicismo involunta-
rio ; exultamos na regio da iodifferenQa !
E nessa regiao estril nao podia medrar a ver-
dadeira philosophia, que por isso b adou em vao
aos governos : sede justos !
E qual tem sido o resultado? A hstoiia ah
est para o aitestar.
Pensavam os descrentes, que podiam profa-
nar as reliquias sagradas do templo de Dos vi-
vo: banqueleavam-se as soas Babylouias ais-,
solutas os Ballhazares deste seculo ; e no meio
do feslira a propria mao de Dos lhes Ira-
cava as paredes de seu palacio a sentencu
final. i
Muilas vezes pagaram os innocentes o crimo
dosseelerados. Altos juizos de Dos I Tambem,
no Golgolha a Victima sera mancha solfYeu pelos
peccados dos homens !
Mas o crime dos reis e dos povos nao ficava
impune.
A victima suba presonca de Dos com a
fronte adornada pela cora "do marlyrio ; em-
quanto o sangue innocente cahindo sobre a fron-
te dos culpados pedia ao co vinganra contra os
algozes!
E a justica do Senhor nao tardara.
Benlharn que na expresso do mximo inle-
resso dera ao mundo a formula para resolver
as grandes quesles sociaes, tinha razao.
Errara na doutrina confundindo a causa com
elfeilo, e elevando & calhegoria de principio, o
quo nao seno consequencia. Mas a verdade
e, que se os governos coniprehendessem, qual
era seu verdadeiro interesse, nunca deixariam de
ser justos.
A justica era o principio; o interesse a conse-
quencia. E a coosequencia bastara para fazer
honrado e observado o principio, quando os go-
vernos fossem realmente Ilustrados. Mas a ver-
dade que nao ha illuslracao, onde nao ha :
crenca ; que as Irevas da philosophia materia-
lista sao as luzes deste seculo orgulhoso.
As nocoes do justo que eram a verdadeira bus-
sola para guiar os povos, converleram-se em ie-
roglypbicos, que a moderna idade apenas res-
peita cemo vestigios das antigs geraces,
mas sem querer comprehender o que signi-
ficara.
No horisonte nao se eleva a seu3 olhos siijo
urna estrella de maligna influenciao interesse !
Mas o interesse mesquinho, o interesse mo-
menlaneo, o interesse d)s almas pequeas, que
nao pudendo elevar-se ao alto, como a aguia,
para lobrigarde longo a procella, sahem do es-
condrijo afoilas, quando as aqueco o raio incerlo
do sol, e apanhadas de sbito no carainho pelo
aguaceiro, vo arrastadas na torrente precipitar-
se com ella no abysmo !
Que podo esperar boje a Europa desse novo
principio que introduz no direilo internacional, I
o principio das annexaces ? Ondo ha principio!
mais sagrado que o direilo de existir? Queris!
que o_povo possa deliberar o suicidio ? O suici- '
dio nao se delibera : urna aberracao da intelli-
gencia.
Porque se ha de consultar o sulTragio de um
povo? Porque esse povo livre, independen-
le De outra sorteo sulTragio fri nullo.
Mas o sulTragio s podo existir com a condicao
da independencia, fra dessa condicao urna
monstruosidado.
as regies da diplomacia andara nuvens es-
pessasque nao deixam ver o mundo.
Cuidara que a humandade est cga e surda ;
e c*gos e surdos eslo os que nao a ouvem nem
a voera.
Aules da comedia do sulTragio, a aleivose e a
infamia 1
trra para assaltar a victima descuidosa no meio
do silencio.
Pois a piratera, que hoje est sendo tolerada
e por vezes applaudida na Europa.
Trava-se a lucia entre um aventurciro que o
re ambicioso mandara alevosamente investir
contra potencia amiga ; e quando a luda se tor-
nava duvidosa, esse rei enlra pelas ierras do
eslado amigo, e vsi unir suas armas s do fili-
busteiro. Animado pela inaego de uns e pro-
te. cao de oulros, rejeila-se o' principio da nao
inlervencao, c vai elle nlervir na luda. Se al-
guma potencia protesta contra esta violacao do
principio, e querintervir para fazer que seja res-
peitado, grila-se- lhe ; nao permiltida a inter-
vengo I
E a forca bruta, a astucia aleivosa prevalecem
conlra o direito, porque para a aleivosia foi sal-
vo o direilo de intervenco ; justica lancam-se
ferros.
Liberdade do mal, ampia, amplissima Liber-
dade do bem subjugada e comprimida I
E o S3ngue de leaes soldados rega a Ierra : os
assassjnos desembaiuham os punhaes ; as victi-
mas sao arrastadas polas runs.
E apoz o drama sanguinolento, onde a perfidia
Iriumpha, segue-se de novo acomeda dosuf-
fragio I Os vencidos ho de dar o direito ao pr-
fido usurpador ; quer-se que subscrevam sua
vergonha em um monosyllaho ; como se para
escrever um moiiosyllaho com sangue, fosse ne-
cessario derrama-lo em ondas, erogar a Ierra
com elle.
E pensam que a humandade nao ha de lirar as
consequencias desta doulrina? Ha de tira-las
mais larde ou mais cedo; a lgica dos lados ira-
placavel.
Deixar ficar o papa no patrimonio de S. Pedro.
Deixai-o rodeado de inimgos, em qu poucos
minutos podem tornar posse de Roma. Pensis
que governais o futuro, e o futuro r-se de vos-
sas preleuji'S.
Um da a Boma que ao por do solera dos pa-
pas, ser, ao araanhecer a Boma do rei ambi-
cioso. Quem vos ple assegurar-vos de que as-
sim nioseja? Os tratados? Qualro milhes de
homens deven respcilar os tratados : vinte e
dous milhoes de homens podem dizer um dia :
estamos senhores de Roma ; quem liver cora-
gem de no-la disputar, que desembainlie a es-
pada.
E qual a auloridade que pide dar sanecao
ledos tratados? Qual a espada que ouse mos-
trar-so ao mundo, leudo embaciudo o brilho pe-
la covardiadestes aunos de eslerelizadora indif-
terenca ?
Todo principio tem legitimas consequencias ; e
nao ha fun;a nos homeus para destruir a lgica
das cousas.
Portugal tambera um reino pequeo o avi-
sinha urna potencia demais de 15 milhes de
almas.
Quando a Ilcspauha vir adoptado o principio,
rjuerer tirar as consequencias, porque tem um
lorie e aguerrido exercito. Depois nao tallar
bastante sangue de porlugui-zes leaes para se
escrever com elle o fatal inouosyllabo de suf-
fragio.
Deus aflaste esse futuro. Mas o mal tem como
dissemos a sua lgica. E teiuemo-la porque ir-
resisiivel.
(ivoco.]
tituio redactor ostensivo de urna gazeti freneti-
1 cemente opposlcionista.
O Diario de ura destes ltimos das deu no-
ticia, entre as publicacoes pedido, de quo se
eslava formando em Porto Calvo um processo do
sedicao, conlra pessoas prepoderanles ; a forma
de publicaco denunciou logo, que era urna in-
vencao ; apezar do que presidencia dirigi ao
Jos Manoel a seguinte portara :
u fsl;o d gobern de Alagoas, 3 de dezera-
bro de 1860.
Acaba-se-me de contar que Vmc est ah ins-
taurando um processo, nao sei se por crime de
sedigao, no qual eovolve pessoas de importancia
desse termo ; urna noticia que me tem sorpren-
dido, tanlo mais quanto tendo hoje recebido offi-
cos de Vmc. com data de 29 o mez proxim
passado, nenhuma communicacao tive a respeilo
desse fado, alias de tanta importancia e gravi-
dado ; cumpre, portanto, que Vmc, suspendendo
todo ulterior proredimento a respeito, me fu-
forme com urgencia e minuciosamente sobro
ludo que houver, cando cerlo de que, esta pre-
sidencia sem querer estorvar i marcha da admi-
mslracao judiciaria, nao acorocoar a actos me-
nos refleclidos, que possarn, na quadra actual,
ser considerados manejos eleitoraes.
Deus guarde a Vmc. Pedro /.o Velloso.
Sr. juiz municipal do termo de Porto Calvo. =
Confere. = No impedimento dosecreiario, o ofli-
cial maior, Domingos Mondim Pestaa.
Basla por hoje.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Um governo poderoso assigna de antemao um
tratado com um rei ambicioso, q\ie provocava
guerra una nacao vizinha ; a guerra verifica-se;
o direito do iniervir nao offre conteslaco : o
governo poderoso intervm ; e recebe do fim por
paga do auxilio o proprio berco do re ambi-
cioso !
Eslava representad! a tragedia sanguinolenta :
succedia a comediado sulTragio.
Esse rei ambicioso, abusando do direito das
gentes, manda para cada eslado visinho ura
conspirador era vez de um representante de po-
tencia amiga : o conspirador ministro cuberto
pela gide da sua inviolabilidada distribue di-
nheiro, compra ministros, funecionarios venaes ;
abre seu palacio aos conspiradores, e quando s
fronteiras se aproxima um exercilo do rei am-
bicisso, a revolucao preparada de antemo por
meios tao infames prescreve o governo legi-
timo.
Alguns paizes, porm, ainda resistiam s ma-
chinarles; eo rei ambicioso que delles nao re-
cebera nem urna offensa, enlra por elles cora mao
armada, cahe de improviso sobre seus soldados
e pela traicao iname conquista o poder e a man-
do sobre esses paizes.
Encontris em tudo istoalguma cousa que nao
merega o nome de infamia? Nao coraprehendeis
que ao repugnante das lulas sanguinolentas se
acrescenlou a objecgo da perfidia?
O direilo da conquista 6 o direito da forca.
Mas na conquista ha ainda alguma cousa quo
possa ennobrecer o homem 0 soldado valenle
expoe o peilo ante o ferro do inimigo, e quer o
poder por premio da coragem.
E' o leao no meio da selva, soltando em seus
rugidos um prego de morle, e dizendoa natu-
reza animada que o rodeia : eu destruirei tudo
quanto encontrar em reinha carreira, pois o que
nao tem forga para suslentar o direito vida
indigno della. '
Mas que nome reservou a humandade aos
traicoeiroa que sem provocacao, sem previa.' de-
claragao de guerra, accommeltera um povo? O
nome de piratas.
Esses arrastam.56 como o tigre, correndo-se
DIARIO DE PERfUiyiBCO-
Pelo vapor Persinunga, da companhia per-
nambucana do vapores, recebemos cartas e jor-
naes de Sergipo at 28 do passado, e do Alagas
al 8 do crrenle
Sergipe. \ provincia goz.iva de paz e tran-
quillidade. avia-se procedido eleicio de va-
readores e juizes de paz na villa do Corral de
Podras, sem que occorresse o menor incidente
desagradavel durante os diversos actos do reco-
bimenio c apursgo das cdulas.
Alagas. O nosso correspoodonle diz-nos o
0 seguinte :
Tres horas depois do Paran, chegou hon-
lera o Persinunga que ha-de esta conduzir.
Apezar da subida que no seu lliermomelro
tem apreseulado o Diario das Magda?, uestes
ullimos dias os espiritos conservam-se calmos,
e quem disser o contrario falta verdade.
O quo para contristar a linguagem desa-
brida e indigna de que se vai servindo a impren-
sa opposicionisl.i, que parece estar no proposito
de explorar o escndalo ; urna calamidade essa
1 cenca, que querem chamar direito. como se
nunca fosse direito descer aos lupanares, o, co-
Ihendo de l ludo o que de torpezas, alira-las
face do adversario I I
Felizmente a presidencia moslra-se revesti-
da da maior moderaco, e vai seguindo seu ca-
min'no, ap lhe faz juslica ; a opposicao do Diario smente
tem servido para enfraquecer o seu proprio par-
tido.
O que ha de pelar que continuamos lu-
lar cora a falla de dinheiro nos cofres provin-
ciaes, fazendo islo cora que os respectivos em-
pregados vivan alrazados era seus pagamentos.
Eslou que islo mais para cncommodar ao pre-
sidente, do que opposicdes de gazela ; entretan-
to, nao tem faltado quem baja lancado em culpa
do Sr. Le&O Velloso a situaco fina'nceira, nao ha
aecusaco mais injusta ; como j foi demons-
trado no Corrio Oficial.
Quando S. Exc. enlrou para a administra-
Qo, encontrn era dinheiro 702^737. e una di-
vida ernpregados pblicos de 74:883g751, o
era no comeco do semestre de menor receita ;
em seu relatorio expoz assembla provincial a
situaco, e pedio providencias, mas a nossa as-
sembla, que como todas as outras, nada fez,
ou antes diminuto a receita era 20.U6 l, con-
cedendo moratorias arrematantes do dizimo do
gado; quem ser o culpado?
A presidencia lera feilo de sua parle o que
podia, economisando ; acabou cora umi reparti-
da o de obras publicas, que aqu havia sem ha-
verera obras; mandou despedir das repartirles
urna chusma de colaboradores, deixou de con-
tratar a illnmlnaco da cidade, ccrceou as des-
pezas do coilegio de educandos artfices, despe-
dindo miiitos rapazes, que alise iam alimentan-
do de ociosidade, quando ja estavara no caso de
ganhar a vida ; deixou de prover urna immen-
sidade de cadeiras de ensino primario, que a as-
sembla creou porquanlo lugarejo ha na provin-
cia ; que mais poderia fazer?
A presidencia mullou na quanlii de 700.^000
a cmara municipal de Camaragibe, por lerdei-
xado de remellar as copias das actas de eleico
de vercadores, apezar de lerom ellas sido exigi-
das por tres vezes, como se v do Correio Oficial,
nada de mais razoavel, e legal; quer entretanto
saber, como foi esse acto qualiDcado ? de pro-
tenia I 1 Porque a cmara da comarca de Por-
to Calvo I
Depcis da multa vieram as actas, e por
ellas se reconheceu que a mesa parochial lora or-
ganisada por turmas e nao por eleices ; avista
desla falla de formula substancial annullou a
presidencia a eleico ; novum crimen I
O chefe de polica sahio para fra da cidade,
segundo consta, com o fim de entrar em inJaga-
ces sobre noticias que se tem espalhado, e de
quo as gazelas j tem fallado. de se estar for-
mando um quilombo entre a villa de Sta. Luzia e
o Pilar, noticias que tem aterrado a populaco
por se dizer que os pretos do quilombo j tem
praticado fados de perversa audacia ; muiti gen-
te suppoe que ha exageraco nessas noticias
com amere pense eleiloral." O Correio Oficial
diz o seguinte :
" Ejra- Sr. presidente tendo communicacao
do Dr. chefe do polica em seu ofllcio de 5 datado,
que as 15 pragas poslas disposico do subdele-
gado do Pilar para o fim de proceder ao cerco do
quilombo que supp5e-sc haver entre aquello dis-
trictoc o do norte, haviam chegado, acompaoha-
das por um oOlcio d'aquelle subdelegado em que
affiriDa terfeito todas aspesquizas neste sentido,e
nao haver encontrado o menor vestigio dos acon-
lecimenlos repelidas vezes noticiados de um mo-
do aterrador; eolf ndeu acertado mandar que o
mesmo chefe de polica se dirija quelle ponto
para conhecer de tudo, providenciar como pedir
o caso e tomar* conhecimenlo das autoridades
respectivas, quanto ao modo por que se lera por-
tado em ramo de servigo publico, que reclama a
maior actividade e empeuho em cumpriraen-
to de seus deveres, e fidelidade que devem
guardar.
Foram exonerados dous amanuenses da se-
cretaria de polica, nao quero commentar o ac-
to, na nomoaco e demissao de ernpregados de
tao immediaia confiara;, deve haver a mais ple-
na liberdade para aquello perante quem servera ;
de um dos demiltidos. entretanto, sei. que ln-
nocencio de Siquera Reg, cuja continuaco no
emprego era um escndalo desde %\i se congti-
Os Srs. Harrisoq e Flelcher, representantes
dos Srs. Warings Brothers, empreileiros da es-
trada de ferro desta provincia, olTerecerara na
sexta-feira passada aos ernpregados da mesma
cstiada um esplendido banquete de cerca de du-
zenlos talheres que foi servido com profusao na
estaco da Escada.
O Sr. Peniston, oceupando a presidencia da
mesa, convidou o nosso engenheiro i.- Dr. Buarque tomar a sua direita e u Sr. Ilarri-
soh a sua esquerdn.
Servida a primeira coberts, o Sr. Peniston to-
mou a palavra. e, depois de urna bella allocuco
em que fez st-mir aos seus compalatriutas a pa'ilo
que tornara nosso monarcha pelos inieresses da
companhia da estrada de ferro do Recite S.
Francisco por occasiao de sua visita esta pro-
vincia, e a solicitud.! que tem sempre mostrado o
governo era auxiliar esse emprego, propoz uic
brinde S. M. o Imperador do Brasil.
Esle brinde foi enlhusiaslico e calorosamente
correspondido cora vivas que duraram para mais
do cinco minutos.
Ern seguida o Sr. Dr. Buarque, agradecendo as
sympalluas que lo cordialmenie maoifesUvam
ti aquella occasiao os subditos de S. M. brilanica
no monarcha brasiltiro, propoz ura brinde S.
M. a rainha Victoria.
Os ernpregados brasileiros quo se acharara
prsenles, unidos ao nosso engenheiro fiscal,
correspondern! rom todo o enihusiasmo cate-
brinde, acompanhando-o de vivas e repetidos
applausos.
O terceiro brinde, proposlo pelo cngeiheiro
em chefe o Sr. Peniston, l'oi dirigido ao Sr. Dr.
Buarque de Macedo, engeuheiro fiscal do gover-
no. cuja cooperario devia a companhia ler
inaugurado a segunda seccao da va frrea no
da 2do dezembro.
O q.iarto, proposlo pelo Sr. Dr. Buarque, foi
dirigido ao Sr. W. Penislon, eugenheiro em che-
fe, cuja intelligencia, zelo o actividade desen-
volvidas nos Irabalhos da va frrea, torr.avam-o
credor da estima c recouhecimeulo de lodos os
Brasileiros.
O quinto fui dirigido pelo Sr. Penislon aos Srs.
Warrings Brothers e seus digno3 representan-
tes os Sis Qarrison e Fletcber, quera devia a
companhia a boa execugao e solidez das obras da
segunda Scco.
O sexlo, proposlo pelo mesmo senhor foi dedi-
cado ao Sr. Bramah, digno superintendente da
i va frrea, quera se deve era grande parlo a
boa admioislraco dos negocios da companhia
nesta provincia, oque, apezar e dachar-se ausen-
te por motivos do molestia, nao tomara menor
parte no regosijo de seus compaiiheiros e amigos
de Irabalho.
Alm destes outros rauitos brindes foram pro-
posto.--, fazendo-se nptaveis entie elles um do
Sr. Peniston lodos os seus ajudautes e mais
ernpregados que lano o auxiliaran) nos Irabalhos
de construeco, nao fazendo dsnccao dos In-
glezesnera dos Brasileiros, Francezes ou Alle-
maes.I cuja cooperaco so mo.-trava igualmente
reconhecido, e um oulro do Sr. Cowler, em nome
; dos Srs: Barrison e Peniston, lodos os ompre-
i gados Brasileirus da companhia. Eslo brindo
| foi acoropanhado de palavras lisongeiras para os
nossos dignus compaliiolas ernpregados na va
forrea. De nossa parte nos congratulamos com
! elles pela estima e apreco que teem merecido
dos agentes da compaa.
Nesta festaestavara representados todos os de-
partamentos da adminislrago da estrada de f^rro
desta provincia pelos seus respectivos chefes e
ajudautes, Nenhuma distinc<;ao houve entre os
convivas; desde o engenheiro em chefe at o
machinista todos senlaram-se mesma mesa, e
lodos parlilharam igualmente des obsequios dos
dignos empreileiros.
As 8 horas da noite um trem ospeciat condu-
zia grande numero dos convidados da Escada para
villa do Cado, eiTeeluando-se o Irajeclo em per-
feila ordem, e tendo reinado durante o festim a '
mais fraternal harmona.
7" ^ dla ^ do correnle na altura de Ponte do
l.choa, ura prelo escravo do Sr. Justino Pereira
i!e Parias, tentando atravessar o rio Capibaribo
em una canoa, cahio n'agua e pereceu afogado.
Acerca do apparecimento do cadver de urna
prela que vendia azendas, l para as bandas da
Ibura no lugarue", informam-nos que tal
fado nao succedeu, como declarou o subdelega-
do do respeciivo dislriclo no olDcio abaixo trans-
cripto :
Subdelegada do Io dislriclo da freguezia dos
Afogados, 8 de dezembro de 1860.Illm. Sr.
Em cumprimente ao oIBcio de V. S., datado de
hontem, em o qual pede-me lhe informe sobre a
noticia que d o Diario do 7 do correnle, res-
peilo do apparecimeulo de uracadaver nolugardo
Mu deste dislriclo, rumpre-me dizer a V. S. que
nao exacta a noticia, visto ler eu empregado
toda diligencia e pesquiza a respeito ; e junto re-
mello a V. S. a parlado inspector do quarteirc.
da Ibura, a que pertence o lugar Au, para mais
- r :----- w o i'uiu ni.
esclarecimenio da vordade, donde se v que <
apparecimento alli de um cavallo j dilacerado
de urub-.
Dos guarde a V. S.Illm. Sr. Dr. Trislo do
Aleucar Araripe, dignissimo chefe de polica.__
Jos Buarque Lisboa, i" supplenlo em exercicio.
Conforme.O secretario, Rufino A. de Al-
meida.
Illm Sr.Em cumprimento a portara de V.
S. de 7 do correnio mez, em que me ordena que
com a maior minuciosidade lhe informe sobra o
cadver de urna prela, que eropregava-se em
vender fazendas, que diz o Diario de hontem,
exista dito cadver no lugar Au deste quarlei-
ro, cumpre-rae declarara V.S. que tal oceur-
rencia nao se deu nesle lugar, visto como tendo
eu feilo todas as indagacoes nocessarias, afira de
ver se posso colligir alguma cousa a lal respeito,
e oqueencontre no mesmo lugar Au foi um
cavallo que tinham arrastado do um dos ranchos
da Imberibeira, que fica perlo do lugar Au, no
qual havia alguns urubs; e o mais que tem
apparecidosao boatos falsos, sem que haja urna
s. pessoa quo digavi esle ou aquelle cadver.
E o que tenho a informar a V. S. ; a quem Dos
guarde muitos annos.
Quarteiro da Ibnra 8 de dezembro do 1860.^.
Illm. ir. lente Jos Buarque -Lisboa, digoo
subdelegado da freguezia dos Afogados,Manoel
de Bollando, Caoalcanti de Albuquerque, ins-
pector.Conforme 0 secretario, Rufino A. de
Almeida.
No dia 15 do correte mez ultimam-se os
seis mezes marcados para a inscripgo dos con-
currentes vaga de lente substituto da faculdado
de direito desla cidade.
De novo avivamos a lembrao^a de quo
finda-se no ultimo deste mez a subsliluicio das
sedulas de 5$ e 1JJ000, papel branco e de urna s6
figura, sem descont.
ueste praso por dianle sao ellas submeltidas
ao descont proporcional de 10 p0/. ao mez, al
licarem sem valor algum, na forma da lei n. 53
de 6 de oulubro de 1835.
Acham-se tambem em subslituico as de
20#000, papel branco.
No dia 31 deste mez encerra-se o sagundo
praso marcado para o registro das Ierras nesta
provincia.

f


DIARIO DE PERIUMBUCO. TER{jI FE1RA 11 DE DEZEMBRO DE 1860.
m
Domingo celebrou a Associacao popular de
soceorrot mutuos a sessio magna comraemorati-
va do seu 4. aniversario, no palacete da ra
da Praia.
O acto tere a solemnldade condigna festa
social, lendo concorrida de*idamente.
Remettem-nos o seguinte :
como quaficar; e d'eatre elles avulta o descui-
do que tora haido em aperlar o estiFado do
principio da ponte do Recife.
Desde rauilo lempo, que so nota, que as
travs eslao solas as suas extremidades, do que
resulta, que algumai desaranjando-.se cahem
no rio; e o que ainda maig admira, que depois
deste acontccimento deixa-se car urna abertura
por onde pode passar ama pessoa. que por des-
cuido ou por nao ver transita por esta ponte.
Fazcm nmilos das, que se observa urna
destas aberturas no principio da ponte, e este
Diario jchamou a attencao de quem compela
remediar; infelizmente portn o mesmo estado
subsiste, o agora mesmo fui testemunha de uno
menino de oito annos pouco mais ou menos, que
precipitou-se por este buraco, e a nao ser o cano
que o atravessa ter-se-hia despedazado as pe-
dras cm baixo da ponte, ainda assim o soccorre-
mos tiran Jo -o do precipio em que se achava,
sustentara-se apenas com as mos, tendo o corpo
at cima dos peitos alravessado a ponte.
Como pode dar-se outro fado ainda mais
lamcnlavel, lhe rogamos, que por caridade pega
soguilla vez, que se cordoam dos que por ah
passam.
Recife, 9 de dezembro de 1860.
F.
Hontcm levo lugar o proc^S30 de habilitago
para o concurso s cadeiras de instruccao ele-
mentar, da provincia, que acham-so vagas.
Foram examinadores os orofussores Miguel
Archanjo Alndelo e padre Miguel Vieira do Bar-
ros Marreca.
Lista dos baptizados e casamento:, fetOS
na matriz da Boa-Vista de 16 de novembro, ao
ultimo do mesrao.
Dionizia, parda, com dous raezes de nascida,
lilha natural de Xisto Jos Ribeiro, e Haria
Joaquina, solteiros.
Martinlio, pardo, cora 8 mezes de nascido, Clha
natural de Maria, forro. -
Sabina, crioula, com 4 mezes de nascida, filha
natural de UoGna, escrava.
Joaquina, branca, cora ura annode nascida, filha
natural de Balbina Virginia do Nascimenlo
solleira.
Hara, branei, nascla era 2> do setembro do
atino pascado, filha legitima de Januario Cons-
tancio Monteiro de Andrade, e D. Elena da
Silve.ra litis de Andrade.
Deolinda, branca, cora 2 mezes de nascida. filha
legitima de Francisco Pedro de Souza, o Ja-
cinta Candida de Mello.
Antonio, crioulo, com mezes de nascido, filha
natural de Marta, escrav*.
Manuel, crioulo, com 6 mezes de nascido, filho
natural de Luiza, escrava.
Jos, liranco, nascido em 9 de margo dosle an-
no, filho legitimo de Manoel Joaquim Alvaro
de Oliveira, e Julia Senhoriuha de S Olveira.
Simplicio, branco, nascido em 7 do abril deste
anno, filho legitimo de'Simplicio Jos de Mel-
lo, e D. Mara Margarida Cirueiro Ros de
Mello.
Joan, branco, nascido em 12 do margo desle an-
no, filho legitimo do alteres Policarpo Jorge
de Campos, e Maria Amelia de Campos.
Casamenlos.
Cypriano de Souza e Mello, com Maria Emilia
das Noves l.emos, brincos.
Dr. Augusto Elisio de Castro Fonceca, com .
Maria Rita de Arevedo Aguiar, brincos.
Manoel Jos Pereira da Silva, com Mara Faus-
tiaa do Nascimento, pardos.
Tilomas Jos Arding, cora Francisca Margarida
Arlris, brancos.
Clarindo Bezerra Cavalcante Camboim, com D.
Aurelia Texeira Lopes, brancos.
Foram recolhidos nos diaa 7, 8 e 9 do
corrente casa de detencao 19 horaens e 2 niu-
lheres, sendo 14 livres e 7 escravos, a saber: a
ordem do Dr chefe de polica 1, a ordem do Dr.
delegado da 1. distrcto 1", a ordem do subdele-
gado do Recife 4, a ordem do de Santo Antonio
"2, a ordem da de S. Jos 9, a ordem do da Boi-
vsta 2, a ordem do da Capunga lea ordem do
da Magdalena 1.
Passageiros viudos de Macei no vapor
nacional Persinunga, Joaquim Aurelio Wander-
ley sua senhora 4 lilhos e 1 escravo, Donalila de
Jess, Manoel Thom Cordeirn, (eovan Batiisto,
Antonio Fernandes, Thomaz Carlos, Spiro Fab-
biani. Geovanni Tudete M. Maeste Jeentado Jos
Ernesto Julio de Mendonga, D. Mara Barbosa
de Mendonga e 1 criada, Francisco de Salles Car-
valho Lins, J. Cavalcanli de Albuquerque Lias,
A.J. Gongalves de Azevedo.tenente-coronel Jos
Antonio Lopes ei2 criados, Antonio Joaquim
James, Francisco Alfonso de Albuquerque, Joan-
Da Maria Alves, 1 cabo de esquadra do exer-
cilo.
Passageiros do hiate nacionai Sobralense
que seguio para o Acarac pelo Cear : Ma-
noel A. A. de Albuquerque, Dario Fortuna Pes-
soa, Minoel Joaquim Ignacio Pessos, Derciso
Pinto Brando, Jos Francisco Jorge do Souza,
Joaquim Barroso Braga, Joao Thom da Silva
Jnior e 1 criado, Jos Thom da Silva, Manoel
Rufino, Marianna Gcrlrudes Pereira, l filho e
1 criado, Flix Jos de Souza e 1 criado, Fran-
cisco Ferreira Gomes Menezes, Jos Candido da
Silva Franca.
Pasageiro do brigue nacional Pombinha
vindo do Rio Granle do Sul : Fraucisco Mar-
tina.
Matadouro pi'bmco :
Maiaram-sc no dia 8 do correle para o con-
sumo desta cidade lOirezcs.
No dia 9, 92.
No dia 10, 80.
Mortalidade do DIA 8 DO CORREMC
Recemnascido, cxposlo, morto, na roda.
Delfina Alves Pereira, parda solleira, 40 onnos,
phthysica.
Francisco, branco, 8 mezes, losse convulsa.
tJrsula, branca, 10 mezes, gastro enlerite.
Atina Maria da Conceico. preta, solleira, 70
annos, congeslao cerebral.
- 9
Elisio, branco, 3 mezes, tosse convulsa.
Francisco, pardo, 11 annos, maligna.
Alfredo, branco, 5 mezes, convulses.
Mara, branca, 8 das, convulses.
l'cdro, pardo, 3 annos, convulses.
Auna, branca, 10 anuos, bexigas.
10
Amalia, branca, 4 mezes, hydrocephala.
Joo deSeixas.branco, solletro, 19 annos, tubr-
culo pulmonar.
Claudina, branca, 5 mezes, convuloess.
Joaquim, branco, 3 annos, escarlatina.
Iguaria Francisca da Cruz, branca, viuva, 76
annos, phthisica.
Quintina, parda, 2 annos, verme.
Antonio, pardo, 6 annos, pulmona.
Sebastio. preto, escravo, 33 anuos, elefantiasis.
Antonio Francisco dos Santos, branco, casado,
30 annos, applexianervosa.
Albano Piulo de lmeida, branco, solteiro, 14
annos, febre lyphoide.
Josefa Maria do Amor-Uivino, branca, viuva, 26
annos, varila.
Lidia, branca, 9 mezes, convulses.
Amia, Juaquina da Cruz, parda, viuva, 61 annos,
diatrha.
dem 15. Francisco de Frailas
Gamboa, casa terrea arrendada
por .............................. 192*000
dem 27.0 mesmo, casa torrea
arrendada por.................... 144*000
dem 33. O mesmo, casa terrea
arrendada por.................... 120&000
Ra da Baixa-Verde.
N. 2.Antonio Luiz Nunes, 1 por-
to com 2 meia-aguas, arrenda-
das por....casa terrea arrenda-
da por............................ 144*000
dem 4. O mesmo, casa terrea
becupada pelo mesmo, avaliada
em .............................. 96*000
dem 8.Malheus Antonio de Mi-
randa, casa terrea arrendada por 2i0$O00
dem 10 Joaquim Pereira Aran-
tes, casa torrea arrendada por.. 240&OC0
dem 12. O mesmo, casa terrea
arrendada por.................... 300*000
dem 14.Jos Bernardo de Senna,
casa terrea arrendada por.......120g00O
dem 16. O mesmo, casa terrea
arrendada por.................... 200*000
dem 18.Candido Antonio do Es-
pirito Santo, casa terrea arren-
dada por ........................ 141^000
dem 20. O mesmo, casa torrea
arrendada por.................... 96*000
dem 22. Augusto Genuino de
Figueiredo, casa lerrea arrendada
por .............................. 96*000
dem 1. Julia Augusta do Mon-
te, casa terrea com oulra no
fundo, arrendado ludo por...... 350JOOO
dem 3. A mesma, casa terrea
arrendada por.................... l.'i0*0C0
dem 9Felicianno Trimo de Sou-
za, casa terrea arrendada por___ 6OJJ00O
dem 11.Joaquim de Albuquer-
qua Mello, casa terrea arrenda-
da por............................ 96*900
Travessa da rua da Baixa-Verde.
N. 2.Izequel Antonio dos Praze-
res, casa terrea arrendada por .. 6O5OGO
dem 4.Jos Bernardo de Senna,
casa terrea arrendada por...... -120*000
dem 6. 0 mesmo, casa terrea
arrendada por.................... 120JO0O
dem 8. ,0 mesrao, casa lerrea
arrendada ipor.................... 150*000
dem 10.Joaquim Poreira Aran-
tes, casa lerrea oceupada pelo
mosm, avaliada era............ 300JO00
dem 11.Jo$ Bernardo de Sen-
na, casa terrea arrendada por.. -OJOOO
dem 3.O mesrao, casa terrea ar-
rendada porl..................... 200*000
dem 9. Jos da Silva O ivei-
ra, rasa terrea arrendada por.. 96*000
dem 11. Francisca Candida da
Silva Olveira^ casa terrea arren-
dada por........................ 120*000
dem 13. Francisco Jos da Silva
Maior, casa lerrea arrendada por 144*000
esperam que a3 autoridades existentessejamjcoo-
lidas em seus excesso, para que a juslira impe-
re, a imparcialidade apparega, a tiberdade do
voto se execute, a moralidade finalmente selo e
csracierise as intenco-s da adminulrago.
3 de dezembio de 1860.
# ?
COMMERCIO.
Akliundega.
Rendimento do dia 1 a 7 ,
dem do dia 10. .... ,
71.192*526
28:4343815
99627*371
(Conlinuar-se-ha).
C0XSILAD0 PK0Y1NCIAL.
lteracoes feilas no lancamenlo da
dcima que pagam as* casas per-
tencenles freguezia da Boa-Vis-
ta, pelo lancador Joo Pedro de
Jess da Matta.
(Continuajo.)
Rua da Capunga.
*,'. 12.Vctor Antonio do Sacra-
mento, casa terrea arrendada
por
dem 14. Jos Dtiarie Coutinho,
casa terrea arrendada por ......
dem 18Joaquim de Albuquerque
Mello, casa lerrea arrendada por
dem 20. O mesmo, casa terrea
arrendada por....................
dem 1. Ivo Correa do Nasci-
mento, casa terrea arrendada
por ..............................
dem 3.Antonio Josn Ribeiro de
Moraes, casa terrea arrendada
por ..............................
dem 7. Joo Bapttsla Teixeira,
casa terrea arrendada por ......
Communicados.
\_____________
As freguezias do Bonito e Gravat.
O elemento conservador avulta as duas fre-
guezias cima mencionadas, e sendo a actualida-
de do dominio conservador, cousa inexplicavel
a compresso que de prsenle ali se vence, para
dar-se ganho de causa ao lado liberal as futuras
eleices de eleitores.
t, em verdade, cousa singular que em uns lu-
gares a causa dos liberaos seja combatida cora
afinco, c era outros a compressao a mais desas-
trosa pese sobre urna poroso de conservadores de
Iradicces nunca desmentidas, no iot-resse de
lrazr-se a tona d'agua cncaruicados adversarios
da actualidade 1
Na frequezia do Bonlo, desde lempos remlos
que um hornera se poz em grande evidencia,
corabalenJo com sacrificios pessoaes e pecunia-
rios no mais elevado grao, por amor de um prin-
cipio, por amor de um partido, sem que as por-
seguicoes de oulras pocas, nem as lutas al
de armas ua uio, o livessem feilu esmore-
cer ou recuar. As seducedes, os engaos e as
proraessas, o terror e as ameagas nunca do-
minarara o seu espirito forte e dedicado, porque
I aules de ludo esl para elle a firmeza das opinies
i e as luis da honra. Esse homem. cujo nome grato
I repetir, nao oulrose nao o lenle-coronel Jo-
s Joaquim Bezerra de Mello, que sempre forte e
dedicado, agarrado ainda a bandeira conservado-
ra, lula boje (quera o diria I) com rigor contra as
violencias das autoridades liberaos, que encentra
a sua frente I
Contra a sua pessoa, c contra a sua poderosa
influencia, se ha atirado todos os golpes! Re-
miltido desde supplenle de delegado de polica
at delegado do circulo Iliterario, e tendo contra
si, empenhado na guerra a mais cri, desde o juiz
de direito al o ultimo inspector de quarteirao,
o teneute-coronol Bezerra, vai por diante, nao
desanima, e nem ao menos desespera dos prin-
cipios, a cuja sombra buscam aniquila-lo O le-
nente-coronel Bezerra de Mello, nao obstante ha
de vencer, nao como renegado, mas como con-
servador.
As queixas, portanto, que trazemos boje ao co-
nlieciinento do publico, e a esclarecida aprecia-
Cao do governo, nao indicio de desespero, o
sagrado direito de pedir justica a quem pode e
capaz de faze-la.
O delegado do Bonilo um escndalo vivo pe-
rante a actualidade. Aprcsentou-so naque'la
freguezia, reunindo os pequeos destrojos libe-
raos, animaudo-os, e era nomo desse principio,
trata agora de cmpcnha-lo n'uma lula extrema
para derrotar o partido conservador, lima com-
pleta inversao no pessoal da polica, foi de seu
primeiro cuidado, e agora que a suapholange!
esl remontada o cerrada, vive elle montado a
cavallo de porta era porta solicitando votos,
amelgando cora rccrnlamento e processos, e tu-
llo islo em nome do principio liberal 1 Que ano-
mala! A actualidade conservadora, e o delegado
de Bonilo, filho dola, trabulhando pela sua
ruina !
Eis-aqui Jpiter, despojando seu pao do rei-
nado___
O delegado dr. Bonilo leva mais adanlc a s_a
arrogancia, diz alto e bom som que o Dr. Gilira-
na ha-de dirigir as eleices da cadeia !
Quer sem duvida acautellar ajuntamentos illi-
cilos Est no seu direito....
Exm." Sr. presidenta da provincia, urna ul-
tima reclamac.ao. Confiamos na jusiica de V.
Exc, as suas nobres inlences ; e vendo que as
vistas do V. Exc. estao sendo torturadas, rogamos
encarecidamente a sua attencao para a freguezia
do Bonito. ludo quanto de justo e honesto se
deve esperar em urna autoridade, est sendo ali
prostituido, todo quanto escandalisa a moralida-
de publica e goveraaliva, esl sendo ali posto em
pralica.
As autoridades do Bonito s nao curam da se-
guranza individual, porque os presos de justica,
os altos criminosos fogem a gosto do meio "da
forga publica, sem que, no menos par;-, salvar as
apparencias, as autoridades deem mostras de
contrariadas no dever.
Nao exageramos os fados, poJem ser averi-
guados.
Do Gravat pouco dizeraos, porque o estado
excepcional d'aquella freguezia continua, a des-
peitoVlas queixas e reelarasces. E' perder lem-
po, eiempo que pode ser bem aproveitado, o rc-
peii-lo. Urna denuncia, porm. devemos trazer
ao conl^ecimento do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia.
O subdelegado de Gravat, freguezia neminen-
teracnte\conservadnra, nao contente com os
e_cessos escndalos com que pretende conquis-
tar as prximas eleices, fazendo cleilores libe-
raes ; nao lem tilo aprudencia, depois que se
recolheu dossa cidade, de acaulelar que circule
o boato, denue fra chamado por S. Exc., para
em leu gabinete particular ordenar-lhe gue ven-
cesie a eleico por lodos os meios I
Nem S. Exc, honesto c illugtrado, como se-
ria capaz de autorisarum boato tal, nem mesmo,
144*000 acreditamos,! o espalharia o subdelegado ; roas o
quecerto ,que esse boato corre, que cumpro
144*000 desde ja embergar-lhe o curso.
D'aqui par o dia da luta elratorai temos ainda
200*000 bastantes diis ; e a coiiQanQauc nos merece o
Exm. Sr, presidente, nos alimenta a esperaoca
200*000 de que o reipado da justica e imparcialidade ser
plantado as duas freguezias, que esto mencio-
nadas no alto deste, assim como o lera sido em
96*000 oulras.
Esperamos, e esperamos confiadamente, j que
os conservadores de Bouito e Gravat (nos o de-
35O9OOO claramos silo e bom som) nao querem alteracao
na polica, nao pedem postos officiaes, e nem
-OOfOOO as acceitariom actualmente : querem, pedem e
Negocios de Goianna.
A prisao do Sr. capilo Ursulino Cavalcante
da Cunha Reg, a quem calumniosamente se
imputou o crime de homicidio contra Jos Bar-
lulho, lem sido muito discutida na imprensa ;
e tem-se procurado crear urna opinio desfavo-
ravel s autoridades de Goianna, dizendo-se que
a prisao foi consecuencia da asignatura que 0
dito capilo prestan a um cantra-p.oteslo.
Ainda mais : sabe-se que o processo do Sr.
Ursulino foi instaurado pelo ex-juiz municipal
Estellita, inimigo do Sr. comraendador Joao
Joaquim, e instrumento da parcialidado do Sr.
coronel Antonio Francisco, e nao se ignora que
elle exprime vioganca eletoral da parte do juiz
processaote.
Sabe-se ainda que, lendo sido despronunciado
por via de recurso o Sr. Ursulino. foi denuncia-
do por um candidato inimigo do Srcommenda-
dor Juao Juaquim, e que em virlude d'essa de-
nuncia o honrado Sr. Dr. chefe de polica, em
feverero 'este anno, ordenou ao Dr. Jos Igna-
cio, entao delegado, a prisao que mais larde foi
feita pelo subdelegado, por ter aquello Sr. se
declarado inpedido para cumprir a ordem.
Pois bem Agora os denunciantes figuram
como defensores do Sr. Ursulino, a aecusam as
autoridades de Goianna por um acto em que fo-
ram meras execulnras de ordem superior!
E ousam esses homeus de m f, miseraveis in-
trigantes, dizer que a prisao o resultado da as-
signatura do contra-protesto ?
O Sr. Ursulino assiguou esse papel em agosto,
rom restriuces, salvando a reputacao dos juize.s.
A primeira ordem de prisao, j publicada, foi
expedida nm feverero; a segunda, que abaixo
transcreveraos, foi dada em 9 de junho.
Da combinacao das dalas do contra-protesto e
das ordens de" prisao resulta, que estes foram
muito anteriores aquelle, e isto destre plena-
mente o que se tera dita contra os juizes em re-
lacao ao facto da prisao.
O Sr. commendador Joao Joaquim, dizeni,
por vioganca promoveu a prisao do Sr. Ursu-
lino.
Miseraveis! Ignoraes quo o Sr. Ursulino sem-
pre foi dedicado causa dos seus prenles, e que
por esla razo foi processado era 1857 pelo Sr.
Estellita, c novamente processado este anno em
virtude de denuncia vossa ?
O Sr. Ursulino innocente ; mas vos, calum-
niadores infernaes, tivestes o poder de faze-lo
soffrer os incommodos, por que est passando.
Por ora publicamos somenlo os dous ofiicios
abaixo transcriptos depois mostraremos quem
foi o denunciante, e quaes as pessoas que flea-
ram fazendo suas vezes, quando elle se relirou
desta cidade.
J'.
Goianna, 3 de dezembro de 1860,
Slovimento da alfai-dega.
V'olumes entrados com fazendas..
com gneros..
Volnmes sabidos com fazendas.,
com gneros..
237
212
------449
13
516
------529
Descarregam hojo 11 de' dezembro
Barca ingleza Sirahcarvo.
Brigue inglezSea Nymphidem.
Palhabole brasileiroDous Amigosfumo e ce-
mento.
Brigue brasileiroCastro IIIdiversos ge-neros.
Biigue inglezEvertoncarvo.
Brigue inglez=_Chenyidem.
Barca americanaDacotahcarvo.
Barca americanaMargareth farinha, pimenta
e papel.
Brigue americanoUoiofarinha, bolacbinka e
papel.
Barca ingleza Belem gigos com louga e fa-
zendas.
Brigue inglezLaurenl Junethirilbos de ferro
Brigue inglezIsabellaidem.
Hccebetloria de rendas internas
Seraes de Pernantbuco.
Rendimento do dial a 7 5:059*914
dem do dia 10.......2:193*860
Consulado
Reudimento do dia 1 a
dem do dia 10. .
7:253*804
provincial.
7 16-208*758
.... 3;476g455
19.685*213
Mo vimento do porto.
PUBLICA FORMA.
Primeira seccao. Secretaria da polica de
Pernambuco, 9 de" junho de 1S60.Rservado.
Logo que vossa merc esto receber, faca captu-
rar a Ursulino Cavalcante da Cunha Reg, e ro-
colhendo-o priso d'essa cidade, o pora a dis-
posicao do juiz municipal desse termo, para con-
tra elle proceder nos termos da lei, pelo crime
do homicidio de Jos Barbalho. V. Mee. pro-
curar o melhor meio de realizar essa prisao,
quer fezendo-a em occasio de enconirar o reo
nessa cidade, aonde vai frequentcmente, quer
cercando c varejando o engenho, onde mora.
V. Mee. lem criterio bastante para conhecer qual
o meio mais proficuo, e seguro. Espero de par-
te de V. Mee. toda a reserva, e ponlualidade no
cumprimentc desta ordem, poiendo V. Mee., se
necessario for, sabir das raas do seu dislriclo,
e penetrar no segundo districto desse termo.
Dos guarde a V. Mee. TrUlode lencar Ara-
ripc.Sr. Antonio l'inheiro de Medonga, subde-
legado de polica da freguezia de Goianna.
Primeira seccao.Secretara da polica de
Pernambuco 3 de agosto de 1860.Accuso a re-
cepcao do ofiicio de V. Mee. de 28 do oiez prxi-
mo passado cm que communica a prisao do ca-
pilo Ursulino Cavalcante da Cunha R-go, e o
que a respeito de Luiz Uaricot lem acontecido.
Nao posso deixar do louvs-lo pela maneira por-
que cumprio V. Mee. a ordem de prisao do so-
piodiio cauito Ursulino. Oeus guarde a V. Mee.
Tristo de Alencar Araripe Sr. subdelegado
da cidade ue Goiann.
E mais se nn continha em dilos ofiicios. que
reconheco ser as firmas dos raesmos da propria
pessoa nelles contemplada, e aos proprios que
foram apresentados, me reporto, e vai na verda-
de sem cousa que auvia faca, conferida c con-
certada commigo, e o tabellia'o abaixo assignado,
nesla cidade de N. Senhora do Rosario de Goi-
anna, da provincia de Pernambuco, aos 24 do
mez de novembro do anno do Nascimenio de
N. Senhor Jess Chrsto de 186:). Eu, Joaquim
Jos da Costa Leile, tabelo, osubscrivi e as-
signei era publico e raso do meus sigues do que
uso. Em teslemnnho de verdade o tabelliao
publico Joaquim Jos da Costa Leile.
Conferido o concertado o labelliao publico Joa-
quim de Mallos Alcanlilado Roehedo.
Continuaban das sahidas do dia 7 de dezembro.
Portos do Norte Vapor brasileiro Jagdaribe,
commandante Manoel Joaquim Lobato.
Observaro.
O brigue escuna hollandez Cecilia, arribou a
este porto por haver perdido o mastro grande,
seu destino era para Java.
A'acios entrados no dia 8 at meia dia.
Terra Nova35 das, barca inglesa Norcal, de
246 toneladas, capilo David C'irrie, equipa -
gem 12, carga 29ii barricas cora bacatho ; a
Johnston Pater C.
Lmar63 das, barca haraburgueza Sitsanna.
de 272 toneladas, capilo F. Rup, equipagem
15, carga guano ; ao mesrao capilo. Velo re-
frescar e seguio para Cork.
Cardiff56 dias, brigue inslez D'lsraeli, de 217
toneladas, capilo B. Harris, equipigem 10,
carga trilho para estrada de ferro e carvo de
pedra ; a Rotlie Bidoulac.
Sahidas no mesmo dia al meio din.
Acarac pelo CearHiate brasileiro Sobralense,
cipito Francisco Jos da Silva Raltis, carga
varios gneros.
Cear Brigue inglez Grecian, capilo Philip Le
Groes : em lastro.
CanalBrigue oldenburguez iftna, capilo D.
Dechard, carga assucar.
Dia 8 a larde.
Nao houveram entradas nem sahidas.
Naoiot entrados no dia 9 at meio dia.
Cardiff49 dias, barca ingleza Cluny, de 229 to-
neladas, capito R. Watson, equipagem 9, car-
ga carvo de podra ; a Johnston Pater C.
dem35 dias. brigue inglez Ecerlon, de 138 to-
neladas, capilo S. Longlon, equipagem 11,
carga carvo de pedra : a ordem.
Observaro.
Suspendeu do lamaral) para Macei o brigue
hespanliol Aguia de Ouro, capilo Dom Jos
Mass ; cm lastro.
Dia 9 a tarde nao houveram entradas nom
sahidas.
Navio entrado no dia 10 al meio dia.
Rio de Janeiro26 dias, brigue brasileiro Alfre-
do, de 216 loneladas, capito Ignacio Goncal-
ves Lima, equipagem 11, em lastro ; ao mes-
mo capito.
Hoje at meio dia nao houveram saludas.
Macei e poros intermedios 44 h iras, vapor
nacional Versinunga, comraandatile Manoel
Rodrigues dos Sanios Moura.
Navioi sahidos vo nie?mo dia.
Ro Grande do SulBrigue brasileiro Vcmbinha,
CapitaO Jos Alvos Ribeiro, carga assucir.
CanalBrigue inglez Agnes, capito J. Abbott,
carga assucar.
Observaco.
Fundearam no lamaro dous brgues, um in-
glez o outro hespanhol, nao liveram communica-
Cocou a turra, c passou para o sul um vapor
araericauo.
lugar de seus domicilios, e diploma de doutor
por urna das Facilidades de Direito do imperio,
ou publica forma, justificando a impossibilidade
da aprcsentaeao do original, e na mesma occa-
sio poderao entregar quaesquer documeotos que
julgarem convenientes, ou como titulo de habi-
litaco, ou como provas de servicos prestados ao
estado, a humaninade ou a sciencia, dos quaes
se Ihes passar recibo, ludo de conforroidade
com os artigos 36 e 37 do decreto 1386 de 28 de
abril de 1834, o 111 e seguintes de numero 1568
de 24 de feverero de 1855.
E para que chegue ao conhecimenlo do todos
mandou o mesmo Exm. Sr. director interino afil-
iar o presente, que ser publicado pelas folhas
desta cidade e da corte.
Secretaria da Faculdade de Direito do Reeifo
16 de junho de 1860.O secretario,
Jos Honorio Bezerra de Menezes.
Secretaria da Faculdade de Direito do Recife
6 de dezembro de 1861. O offichl servindo de
secretario, Manoel Antonio dos Passis c Silva
Jnior.
O Illiu. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumpriment da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia, manda fazer publico que
no dia 13 do crrente vai novamente prace para
ser arrematado a quem por menos fizer o costeio
de 30 lampees da cidade de Goianna, pelo pre-
go do 300 rs diarios pnr cada um.
A arrematacoser feita por tempo de 1 anno,
a contar do dia 20 do mesmo mez.
E para constar se mandou affixar o presente o
putilicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, Io dezembro de 1860 O secretario,!
A. F. da Annunciaco.
De ordem do illm. Sr. Dr. piocurador fiscal
da fazenda provincial se faz publico, que as le-
laces de dcimas e outros impostos, relativos
ao anno financeiro de 1859 a 60, s; acham em ;
juizo : os inleressados poderao solicitar as res- I
peclivas guias, no escriptorio da rua do Impera- ]
dor 11. 41, das 9 ) da manba s 3 da tarde,
para o que se Ihes u o prazode 30 dias, conta-
dos de hoje. Recife _8 de novembro de 1860. \
O solicitador, Jofio Firroino Correia de Araujo.
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, commendador
da imperial ord-'m da Rosa, da de Christo, e
juiz de direito especial do comraercio desta ci-
dade do Recife e seu termo capital da provin-
0 Dr. Anselmo Francisco Peretli, comraendador
da imperial ordem de Rosa, da de Gbrlsto e juiz
de direito eSpeciat do commercio desta cidade
do Recife e sou termo, capital da provincia de
Pernambuco, por S. M. I. e C. o Sr. D. Pedro
II, que Deus guarde etc.
Fago saber pe presente, que por este juizo e
cartorio do escrivao quo este lubscrevcu, corre
orna execucao de senlenga por mandado de pre-
ceito ; entre parles exequenles Francisco Alves
Monteiro Jnior, executido Jos Gomes da Silva
Santos, que tendo-se feilo penhora era inheiro,
que se achara recolhido ao deposito g*ral na
quantia de _99j600is., penalcenteaoexecntado.
em audiencia do dia 28 de novembro prximo
(indo, por parle do solicitador Manoel Luiz da
Veiga, procurador bastante do exequente, me f-
ra feto o requerimenlo do theor seguinte :
Aos 28 de novembro do 1860, nesta cidade do
Recife de Pernambuco, em publica audiencia quo
os feiUs e partes lata o Dr. juiz de direito espe-
cial do commercio Anselmo Francisco Peretli,
nella pelo solicitador Manoel Luiz da Leiga, pro-
curador do exequente fra iccusada a penhora
feita em dinheiro, na quantia de 299*600 rs. per-
tencente ao execulado, a qual se aclia recolliida
ao deposito geral, requerendo que nao s ficas-
sem assignados os seis dias da lei,-corao tambein
os dezdiasda lei aoscredoresincertos, passando-
se o respectivo edital do eslylo.
O que uuvidu pelo juiz. houve a penhora por
acensada, e o ma's por deferido na forma reque-
rida.
Exlrahi o presente do protocolo de audiencias,
e junto a ante dita penhora, que em consequen-
t:iu do qual tem-se do passar o edital reque-
rido
Eu Manoel de Carvalho Paes de Andrade, es-
crivao o escrevi.
Por torca do defeiiraento dado a este reaueri-
mento, o escrivao respectivo fez passar o presen-
te, pelo theor do qual sero citados os credores
incerlos por lodo o conlelo no requerimenlo
i aqui inscripto, afim deque dentro do preixo pra-
: zo de dez dias, romparecam neste juizo, allegan-
j do o que Ihes for a bom de sou direito O Justina,
1 sob pena de rovelia.
E para que chegue a noticia a quem interes-
sar po.ssa, mandei passar editacs, que sero afii-
xados e publicad.is pela imprensa. v
Dado e passado nesta cidade do Recife. capital
ca de Pernambuco, por S. M. imperial e cous- a provincia de Pernambuco. aos dez de dezeen-
1 1 I 1 ,.,,. I n I > t! I I ... ., r\. .-,..__ r. ......
titucioiial o Sr. D. Pedro II, que Deus guar-
de etc.
Fago saber pelo presente que no dia 12 de de-
bro de 1860, 39a da independencia e do Imperio
do Brasil.
Eu Manoel de Carvalho PaesdeAndrale.es-
zembro do crrente armo se ha de arrematar em Criv8o do juizo especial do commercio o li.es-
he!_? _l5_._!!?An.!_.!.t0J-?? la de 3porce.Ho dos impostos cima menciona-
de Janeiro em diaut-j tica:;
de dezembro
Publicaces a pedido.
Cu
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Atmosphera.
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W- Pl
Direcco.
I
ELEICO
Dojuizailoque tcm de festejar Vossa
Senhora da Conceico, erecta na ca-
pel la da ponte do Recife ao anno de
1861.
Juiz por eleico.
O Illm. Sr. Jos Malheus Ferreira.
Juiza por eleigao.
A Illma. e Exraa. Sra. D. Maria dos Passos Cruz
Mesquita, filha do Illm. Sr. Auloni, Botellio
Pinto de Mesquita.
Juizes protectores.
Os Illms. Srs. :
F.xra. baro do Livraraento.
Manoel da Silva Santos,
loo Fernandes Prente Vianna.
Joo Pereira Moiitinha.
Juizas protectoras.
As lllmas. eExmas. Sras. :
D. Carila Joaquina Raposa da Cmara, esposa
do Illm. Sr. Dr. Gabriel Soares Raposa da C-
mara.
D. Adelaide de Mallos Lenics, esposa do Illm.
Sr. commendador Joo Pinto de Lemos.
D. Arma, esposa do Illm. Sr. tenenle-coronei
Ifcaiioe! Joaquim do Reg e Albuquerque.
D. Luiza d'Assumpgo Farias esposa do Illm.
Sr. tenenle-coronei Justino Pereira de Farias.
Juiz por devoco.
O Illm. Sr. Jos Joaquim da Silva Gomes.
Juiza por devogo.
A Illma. e Exma. Sra. D Anna de Brilo Fonse-
ca, esposa do Illra. Sr. Pergenlino d'Aquino
Fonseca.
Escriva por eleicao.
A Illma. e Exma. Sra. D. A una Mequilioa da
Cruz Noves, filha do Illm. Sr. Autor.io Pedro
das Neves.
Escrivao por eleigo.
O Illm. Sr. Manoel Ribeiro Ponlcs.
Escrivao por devogo.
O Illm. Sr. Jos Alves Fernandes.
Escriva por devogo.
A Illma. e Exma. Sra. D. Fnncisca Umbclina
Braga Freir, esposa do Illm. Sr. Joaquim
Mendes Freir Vianna.
Procurador geral.
O Illm. Sr. Antonio Francisco Correia Cardoso.
Thesourciro.
0 Illm. Sr. Manoel da Silva Nogueira.
Procuradores.
Os Illms. Srs. :
Jos Pedro das Neves.
Eduardo Ferreira Bailar.
Joo Jos Ribeiro Guimares,
Francisco Pedro das Neves.
Joo Jos da Cruz Moniz.
Ignacio Pedro das Neves.
Horacio da Cruz Moniz.
Manoel Correia de Menezes,
Recife 8 de dezembro de 1860.
O arcediago vigario, Placido Antonio da Silva
Sanios.
Intensidade
00 10 S9 oc 1 1 Fahrenheit 1 n po 0
--4 -4 8 h9 MI "en Centgrado. m C
~J _ -1 | Hygrometro
Cisterna hydro-
melrica.
-i
en
~4
tn
OO
~1
n
es
o
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C
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OC
5
Inglez.
ce I
A nnite nublada e de pequeos aguaceiros,
vento E fresco e assim amanheceu.
OSC!I.I.r.AO DA MH_.
Preamar as 2 h. 18' da tarde, altura 6,9 p.
Baixaraar as 8 h. 6' da manba, altura 0.9 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 10 de de-
zembro de 1860.
ROMANO STEPPLK.
Io lente.
Editaes.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, era cumprimenlo da resolugo da junta
da fazenda, manda fazer publico, que a arrema-
tado da illuminago publica da cidade de Olinda
foi transferida, para o dia 13 do correle.
E para constar se mandou affixar o presente
e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 6 de dezembro 1860.O secretario,
A. F. da Annunciaco.
De ordem do Exm. Sr. V isconde deCama-
ragibe, director desta Faculdade, se faz publico
que no dia 15 do corrente se finda o prazo para
1 inscripgo do concurso a urna subslituigo vaga
nesta Faculdade do Direito, segando foi annun-
ciado por edital de 16 de junho do correle anno,
cujo theor o seguinte :
EDITAL.
De ordem do Exm. Sr. director interino o
conselheiro Pedro Aulran da Matta e Albuquer-
que se faz publico, quo fica marcado o prazo de
seis mezes, contado da dala desle, para a inscrip-
go dos que pretenderen concorrer ao lugar de
lente substituto desta Faculdade, vago pela no-
meaco do Dr. Braz Florentino Henriques de
fiouza para a cadeira do fallecido Dr. Nuno Ay-
que de Avellos Aunes de Brilo Inglez, e accesso
do substituto Dr. Joo Silveira de Souza, a pri-
meira cadeira do segundo anno, deixada pelo
mesmo Dr. Braz ; pelo que lodos os pretendeutes
ao dito lugar se poderao apresentar desde j nes-
ta secretaria para inscrever seus nomes no livro
competente, o que Ihes permitlido fazer por
procurador, se estiverem a mais de 20 legoas
desta cidade, ou liverem justo Impedimento Sao,
porm, obrigsdos a aproaenlar documentos que
mostrem sua qualidade de cidada brasileiro, e
dn que esto no gozo de seus direitos civis e po-
ticos, certido de baptismo, folha corrida do
praga puolica deste juizo, a quem mais der, na
sala das audiencias os bens seguintes ;
Una carroa em bom estado sera arreios, ava-
liada em 80a".
Um cabriolet avaliado em 60?.
Tresquailo em muito mo estado, tendo un
dell.'s umgerimun na sarneia e um granle en-
chapo as mos, avalladas em 30a (iodos tres),
os quaes bens vf.o praca por execugo de An-
tonio de Almeid 1 Gomes como liquidatario da
exliucta firma de Almeida Gomes & C. contra
Antonio Pinto Soares, e sero arrematados na
fallado licitamos pelo prego da adjudicago com
o abatimeuto da lei.
E para que chegue ao eonh"cimento de lo los,
mandei passar editaos, que sero publicados pela
imprensa e afiixados dos lugares do cosime.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco aos 26 de novembro de 1860, 39." da
independencia c do imperio do Brasil. Eu Ma-
noel de Carvalho Paes de Andrade, escrivao do
juizo especial do commercio o fiz escrever.
Anselmo Francisco Peretli.
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, eommendador
da imperial ordem da Rosa,da de Chrislo,e juiz
de direito especial do commercio, desta cidade
do Recife e seu termo, capital du provincia de
Pernambuco, por S. M. Imperial e Constitucio-
nal, o Sr. D. PeJro 11, que Deus guarde, etc.
Faro saber aos quo o presente edital virem, e
dellc noticia liverem, que 110 dia 12 ije dezembro
do corrente anno se hade arrematar em praca pu-
blica desle juizo, na sala dos auditorios a parte
ou melado do sobrado de um andar com Iros por-
tas na frente da loja e Ircs janellas 110 primeiro
ander, duas salas e quatro quartOS e quintal em
aberto. sem cacimba e casa por acabar, o qual
situado na rua da Concordia desta cidade n. 34,
e tendo sido o mesmo sobrado penhorado a Jos
Miioiz Teixeira Guimares, por execugo que con-
tra este enesminha Manuel Francisco de Mello,
fra avaliado 110 lodo em cinco contos de ris, e
nao havendo lancador que cubra 0 prego da ava-
llarn, ser a arrematagao feita pelo prego da
adjudigo com o abatimtnlo da lei.
E para que
mandei passar editaes, que sero publicados pela
imprensa e afiliados nos logares docosiume.
Dalo e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco aos 19 de outubro de 1860, 39 da in-
dependencia e do imperio do Brasil.
Eu Manoel de Carvalho Paes de Andrade, es-
crivao do juizo especial do commercio o fiz es-'
crever.
Anselmo Francisco Peretli.
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, commendador
da imperial ordem da Rosa, da de Chrsto e
juiz de direito especial do commercio desta ci-
dade do Recife e seu termo capital da provin-
cia de Pernambuco, por S. M. imperial e Cons ,
(Racional o Sr. D. Podro II, que Deus guar-
de, etc.
Fago saber pelo presente que por este juizo o
cartorio do escrivao que este aubscreveu, cora
urna execugo de sflnteiiga entre parles; exe-
quente Jos dos Santos Pereira Jardira c evecu-
tados a viuva e herdeiros de Manoel P.'reir Jar- ;
dim, Dr curador geral e procurador fiscal da fa-
zenda nacional, que tendo-se feilo penhora em '
dinheiro que se acha recolhido a thesouraria de !
fazenda desta provincia na quantia de 864gl7
rs., perlencente aos herdeiros ausentes do exe- [
cutado Manoel Pereira Jardim, era audiencia do
dia 28 de novembro ultimo, por parte do soliel- !
tador Manoel Luiz da Veiga, procurador bastan-
te do exequente, me fra feilo o requerimenlo
seguinte :
Aos vinte c oilo de novembro de 18G0, nesta
Cidade do Recite de Pernambuco. cm publica au-
diencia que aos feilos e partes fizia o Dr. juiz de
direito especial do commercio Anselmo Francis-
co Peretle, nella pelo solicitador Hanool Luiz da
Veiga, procurador do exequente, fura aecusada a
penhora feila contra os herdeiros ausentes do
execulado Manoel Pereira Jardim, era o dinheiro
recolhido a thesouraria de fazenda desta provin-
cia, (863I47 rs.) requerendo quo nao s ficas-
sem assignados os 6 dias da lei, como tambera
os 10 dias aos credores incerlos, passatido-se o
respectivo edital do eslylo.
O que ouvido pelo juiz, houve a penhora por
acensada en mais por deferido na forma reque-
riJa. Extrahi o prsenle do protocolo das au-
diencias e junto a ante dita penhora, que em
consequenria da qual tem de passai-se o edital
requerido.Eu Msnocl de Carvalho Paes de An-
drade, escrivao o escrevi.
Por forga do deferimento dado a esle requeri-
menlo, o escrivao respectivo fez passar o pre-
sente, pelo theor do qual sero ctalos os credo-
res incerlos, por todo o conteni no requerimen-
lo aqui transcripto, afim de que dentro do preixo
praso de 10 das, comparegain neslc juizo alle-
gando o que Ihes fr a bem do seu direito e jus-
iica, sob pena de revelia.
E para que chegue noticia a quem interessar
possa, maadei passar editaos que sero afiixadoe
c publicados pela iraprensa.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 10 de dezembro de 1860, trigsimo
nono da independencia e do imperio do Brasil
Eu Manoel de Carvalho Paes de Andrade, es-
crivao do juiz especial do comraorcio o fiz es-
crever.
Anselmo Francisco Peretle
crever.
Auselmo Francisco Verelli.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, o
juiz de direito especial do commercio desta ci-
dade do Recite de Pernambuco e seu termo,
por S. M. I. e C. o Sr. D. Pedro II, que Deus
guarde, etc
Fago saber aos iue o presente edital virem e
delle noticia liverem, que no dia 19 de dezem-
bro prximo futuro, se lia de arrematar em prag
publica d-'Ste juizo, na sala dos auditorios linda
a audiencia, a casa lerrea sita no largo do Parai-
zo n. 4, a qual tem 3 portas na frente, 2 salas, 4
quarlos, cozioha na sala de delraz, quintal mu-
rado, cacimba rnoeira o com sabida no fundo para
a rua de S. Francisco, avaliada em 3 000-3 o vai
praca por execugo de Manoel Duarque de M.i-
cedo Lima, contra s:us devedores Joaquim Felfr
Machado e sua mulher de quera n mesma per-
lencente ; e caso nao baja lancador que cubra o
prego da ovaliago, ser a arrematagao feita pelo
proco da adjudicago cora o abate da* lei.
E para que chegue ao conheciracuto de todos
mandei passar editaes, que sero publicados pela
imprensa e affixaios na forma da le
Cidade lo. Recife 26; do novembro de 1860.
Eu .Manoel Maria Rodrigues do Nascimento, es-
crivao o subscrevi.
Anselmo Francisco Peretli.
&
eclaraees.
Pela collectoria das rendas geraes do iniui-
cipio de Olinda se fu publico que no ultimo do
corrente mez, termina o praso do recebimento
'dos impostos sobro tojas c tabernas, laxa sobre
escravos, _" decima das corporacoos de mo-
morta, barcos do interior, foros dos torreaos de
marinha ele, pcrleiicenles ao exercicio linio d
18/J a 1860, lindo o qual sero ditos impostos
cobrados judicialmente. Assim como o do pa-
gamento na collectoria do primeiro semestre do
exercicio corrente de 1850 a 1861, livre da mui-
dos, pois que do Io
sujeitos a referida multa.
Cellectoria da ciJado de Olinda Io
do 1860.
O colleclor
Braz Ferreira Maciel l'inheiro.
Relago das carias seguras existentes na
adminislraco do correio desta cidade para os
senhores abaixo declarados :
Dr. Antonio Coolho de S e Albuquerque [3)
Dr. Antonio Ferreira dos ^anlos C.iraiuha.
Dr. Francisco Piulo Pessoa.
Dr. Francisco de Serra Garneiro.
Joaquim Cl ludio lt-zerra de Mello.
Joo Joaquim de Santa Anna.
Manoel Alves Ferreira.
A junta administrativa da irmandade da
Santa Casa da Misericordia do Recife, manda fa-
zer publico, que no dia 13 do corrente, pelas 4
horas da larde, na sala de suas sessoes no largo
do Paraso n. 49 iro praca as rendas das ca-
sas abaixo declaradas, pelo tempn que decorrer
do dia da arreraalamaco at 30 de junlio i'j
1863.
Os prelendentes devero comparecer acompa-
inados de seus fiadores, ou movidosde cartas
destes.
Bairro do Rciefe.
Rua do rilar 11. 74.
Becco do Abreu B. 2;
Bairro de Sauto Antonio.
Rua Nova n. 55
Dita do Padre Floriano ns. 45, 47 e 'i9.
Dila do Fagundrs n. 32.
Dita do Santa Thereza n. 4.
Dila da Calgada n. 36.
Dila dos Pescadores n. 11.
Bairro da Boa-Vista.
I Becco do Qoiabo n. 8.
Secretrria da Santa Casa da Misericordia do Re-
cife 3 de dezembro de 1S60.
O escrivao.
Francisco Antonio Cavalcanli Cousseiro.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo,- para fornecimento
Jo arsenal de guerra, lem de comprar os objec-
tos seguintes :
Para o 2 batalho de infantsria.
507 covados de panno azul.
140 1/4 covados de panno preto.
209 1/4 varas de brim di Russia.
133 boles de metal amarello lisos.
400 esleirs.
Pesos de bronzo de IjS al meia arroba.
Para a corapanhia fixa de cassadores do Rio
Grande do Norte.
150 bonets.
150 grvalas.
150 manas de la.
Para o hospital militar.
60 pares de chinellas rasas.
Quem quize.r vender laesobjectos aprsente as
3ua3 propostas em carta fechada, n3 secretaria
1o conselho, s 10 horas da manha do dia 1_
do corrente mez.
Denlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secrclarto interino
THEATRO DE S. ISABEL
COirtMIli LYItlU DE 6.1HMNGELI
Quartafeira 12 de dezembro
Representar-se-ha a grande opera em tres actos de Donizeiti:
T
Vendem-se os bilhetes no theairo.
Principiar s 8 horas esa ponto.


(4)
DIARIO DE PERSiWnx. TERCA FEIRA 11 DE DEZEMBRO DE 1860.
Avisos martimos.
Porto por Lisboa no
da 15.
Para o Rio de Ja-
\ neiro
se era pmices das o brigue nacional Leo;
Imprelerivelmonte vai sahir no da t5 para o qiem no mesmo quizor carregar, dirija-se aos
Porto com eseala por Lisboa o brigue porlusuez consignatarios Balthar & Oliveira uu ra da Ca-
Promplido II. forrado ee.ncayilhade do cobre, dla de ftocife o. 12.
Cear.
de primeira classe e marcha, com a carga que ti-
ver: e para carga e passageiros. aos quaes effe-
rece excellentes comraodos e bom tralamento,
irala-so com Elias Jos dos Santos Atidrada$ C,
na ra da Madre de Oeos n. 82. ou com o cap-
tao. Roga-se aos sonhores passageiros que pre-
tenderen! ir no mesmo navio, de viretn realisar
s jas passagens.
Para
Rio de Janeiro
Palhabete Sania Cruz, recebe carga a (rete e
passageiros ; a tratar com Caotano Cyriaco da C.
.rsio, no lado do Corpo Santo n. 25.
Para o Assu* e Aracaty
segae <\om a carga quo houver o hiato Camara-
gibe : \a tratar na ra do Vigario n. 5.
Para Lisboa,
pretende ^fahir com brevidade a bem conhecida
e acreditad'! barca Flor de S. Simo ; para
carga e passageiros, trata-se com Carvalho No-
gueira & C.Arua do Vigario n. 9, primeiro andar,
ou com o canil?!o.
%
Leiles.
ilLO
Quinta-feira 13 do corrente
PELO AGENTE
segu uestes dias a barca Castro III por j ter
parte do carregament prompto; para o resto da
carga e passageiros, Irata-se com os consignata-
rios Pinto de Souza Si Barao, Di ra da Penha
ii. 6, ou conj o capttao Antonio Goncalves Torres
na praca.
Porto e Lisboa
A bem conhecida barca portuguesa Sympa-j r|r
thia, rapito Noguoira dos Santos, vai sahir bre- I!
cementa para os portos cima iudicados ; quem m
lia mesma quizer carregar ou ir do passagem. i iwj _
poder culender-se com os consignatarios Bailar I ~? >^ ^-J sJ J V -J,
i Oliveira. rua da Cadeia do bjirro do llecife nu- A requentnento de Kab Scliametau
mero 12< & C. e por despacho do Illm. Sr. ins-
pector dd alfandega, o referido agente
fara' leilo no dia cima indicado pelas
lOhorasda manliaa, na porta da ines-
ma alfandega, de urna porcao de caixas
com couros de lustre em lotes a vonta-
de dos compradores e sera limite de
preco.
O hiate Garibaldi, segu para o Cear cm pou-
cos di-is : s tratar com Tasso Irmos ou com o
tapitao Custodio Jos Vionna.
Para Lisboa.
Obrigoe portuguez Constante pretende se-
guir vi.igera com a maior brevidade,para o que j
tem parto da carga engajada : quem no niesmo
qtlizer carregar ou ir de passagem, para o que ^ .
toui a;eiadoscommodos. dirija-se aoconsgnala- Vjlllla-ftira 13 (lo COrreillC.
no riiom.17. de Aquino Fonst-ca, na roa do Viga- i P.vurUin ri4 in;i ,,., t
rio n. 19, primeiro andar, ou ao caplao o Sr. do Vi armaZm d
Augusto Carlos dos Reis, na praca.
LEILO
em seu armazem da rna
gario n. 22, de urna casa terrea n. 21 sita
na ra dos Quacteis, os prelendcntes tero as
informarijes oelo mesmo agente, assim como
i tambem fai leilao de diversos objcctos de mar-
cineiria no mesmo armazem, as 11 horas em
ponto do dia cima.
Para o Sr. ministro do im-
perio ver.
Nenhum empregado geral pode
aceitar era prego algum provincial sem
que previamente solicite e objenha a
sua demissao. v> Avisos de 10 de i>o-
vembro de 1837 e 7 de outubro de
1 8 io.
Ora, nao tndo sido derrogados 08 ci-
tados avisos, cuja tao sabia, quao ter-
minante disposirao se acaba de lcr : e
fora de duvida que nao deve continuar
a ser inspector da thesouraria provin-
cial o proessor de geometra do colle-
gio das artes (ou a ser proessor de geo-
metra do collegio das artes o inspec-
tor da thesouraria provincial )
Esse funccionario, a despeito dos avi-
sos citados, foi nomeado*" inspector da
thesouraria provincial de Pernambuco ;
e, em prejuizo do seu substituto, da
instruccaoe dos cofres pblicos, se acha
tora da sua cadeira, ha 15annos!
(fazem lioje 15 desetambro de 1800.)
Perdeu-se um alfinete de peito, de
ouro, com um retrato : quem oachar,,
querendo restituir, dirija se a ra do
Imperador, n.17, primeiro andar, que
se recompensara'.
O abaixo assignado, comprador da loja do
finado Antonio Francisco Perrira, pede aos deso-
dores da mesma o favor de virem realisar seos
dbitos afim de evitar duvidas para o futuro. Re-'
Atten Contrata se por venda a casa de negocio da ra
da Cruz ii. 15, livre e desembaracada : a tratar
na mesma com os proprietarios Pinto & Carvalho
O Sr. Jos Antonio da Silva Maia, olkial de
mannha, do vapor Viamao, tenha a bondade
de ir ra da Madre de Doos n. 38, taberna, que
se precisa fallar-lhe.
Precisa-se do urna ama para cozinhar
ra do Caldeireiro. taberna n. 60,
na
Anda est por alugar-se o SPgundo andar
da ra do Rosario da Boa Vista n. 53, quasi de-
fronte da taberna da esquina que deita para o
paleo de Santa Cruz : quem pretender, falle na
taberna do mesmo sobrado.
a ~4m-uga"se "m 8,io no Principio da estrada
dos Afflictos, pertencente a viuva de Jos Joa-
qun) de Mesquita, com muilos arvoredos pro-
ductivos o urna excellente casa assobradada que
se torna recommendavel pelos seus commodos i-
dependencias : a tratar na ra do Queimado
18, segunda loja viudo do Rosario.
n.
Acham-se venda na livraria da rraca da Independen-
cia ns 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesia
typogr^phia
Folhitlha de porta ou KALENDARiO eeclesiastico e civil para o
bispado de Perna-nbuco.......V."VV 160 r s
Dita de algibeira conlendo aliim do kalendario eeclesiastico c civil,
explicaQao das fustas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimenio e occafo do sol-
ditas dos emolumentos do tribunal do comaiercio
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, prownciaes e municipaes, ao
que se junlou una colleccao de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entretenimento da mocidade. 320 rs.
Lslao no prelo oalmanak e outra foJhinha contendo
todas as oracoes para assistir semana santa, etc.
-- -..- ...... w L.noi uu*njiis "ira o iniuru. ue- i --------"*~i -~ *vw Vivllll"
cife 5 de dezembro de 1860. Leandro Lopes Dias. pranO-SC em pOI'CeS Se darO por proco maiS (Ommodo.
FUND
QS
COMPANHIA
DE
Seguros LHilidade Publica..
Transferimos de 11 para 12 do corrente, ao
meio da, neste escriptorio, na ra da Cadeia do-
Kecife a reuniao para que linhamos convidado
os senhores accionistas de conformidade com a
parte segunda do art. 41 e art. 2 de nossos es-
tatutos.
DO
COMPAHHIA
DAS
SIessagcrics imperiales.
Vt o dia 1 ( do corrente espera-se di Europa
vapor francezEtlramadiire, comiiianJantc Trol-
lier. o qual depois da demora do costumo se-
guir para o Rio do Janeiro, locando na Baha,
para passageiros etc., a tratar na agencia ra do
fiapiche n. 9.
Aracaty.
Para este porto se.*ue brevemente o hiate na-
cional aSant'Aonaa ; pars o restante da caga e
passageiros, trata-se com Gurgel Irmos, ra da
Cadtia do Recife, primeiro anJar a. 28.
Para o Porto e Lisboa,
o brgue Esperance sahir com toda a brevida-
de : para carga e pa-sieeiros, trata-se com os
onsignatarios Barroca & Mcdeiros, na ra da Ca-
deia do Recife n. 4.
Albardasinglezas.
Para liquidar,
Ouarta-feira 12 do correute, s 10 horas d-i
manhaa, no escriptorio do agente Oliveira, serao
vcndilas sem reserva de preco para fechar enn-
las.i6 albarlas completas, inglezas do melhor
systema para supportar grande carga sem ma-
goar os animaes.
Terca
corrente.
Para o Rio do Janeiro vai seguir com brevi-
dade o brigue nacional Mentor, recebe aind-i
carga a rete, Irata-se na ra da Cruz n. 45, com
viuva Amorim & Filho.
Maranhao ePar.
Segu com brevidade, por j ter parte do seu
carreganiento para este ultimo porto, o bem co-
nhecido brigue escuna (Graciosa, capitao e pra-
tico Joao Jos de Souza, e pudendo completar
o carregamenlo todo so para o mesmo poilo do
Para, seguir em direilura sem tocar no Ma-
ranhao.
Urna taberna.
la do Bram, passaodo o chafariz.
No deposito deste estabelecimento tempre ha grande sortimento de mechanismo para enge nhos de assucar a saber
Machinas de vapor modernas de golpe cumpr.do, econmicas de combustivel e de facillimo assento
Kodasd agua de ferio com cubos de madeira, largas, leves, fortes, e bem bataneadas
Canos de ferro e por s d'agua para ditas, e sernlhas para rodas de madeira *
Moendas inteiras com virgtns muito fortes e convenientes ;
Meias moendas com rodelas motoras para agua, cavallos, ou bois, acunhadas e maftuilhdes de azas
laixas de ierro fundido e batido e de cobre; '
Pares e bicas para o caldo, crivos e partas de ferro para as fornalhas ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha';
Rodetas, dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos ou Bois
Aguilhoes.bronzes, e parafusos arados, eixos e rodas para carreras, formas galvanisadas para purgar etc de
U. W. Bowman adiando se na direcro da sua fabrica, confia que os seus freeuezea arlurSn tnrlnH J- -- Z
*fts n .hrrdm* rtbDga experienciit,ue e,,e tem do m-h-!-o propsrP^r^ pp:: Breursar ***a rua da c
vinca, e pelo f acto de ter mandado construir pessoalmente as suas obras as ma.s acreditadas fchKL A,\tuJ ,r.*W> "? 4 de.dezembro a preta
assim como pela continuacao da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mec
dor, ede fazer os concertos de que poderao necessitar.
Eirriplono da Companhia de Seguros tldade
Publica 10 de dezembro de 1860.Os directores.
Manoel AlvcsGuerra.Jos Antonio de Carvalho.
Gratiicacao de
cem mil rs.
Ao amanhecer do dia 8 do corrente fugio do
abaixo assignado um escravo de nome Florencio,
de idade de 30 annos, pouro mas ou menos, cora
08 siguapa seguinles : enlre-cabra. mulato, ca-
bellos crespos, bem barbado, rosto regular, falla
mansa e mal. tem lodos os denles da frente, cor-
po sem dceit >, andar ligeiro, e conduzio maca
de couro de ovrlha em cabello com 3 pares do
calcas de bnm de cor, 3 camisas de algodoji-
nho e I dita franceza, e estas novas, e oulras
mais usadas, t rede branca sem varanda, e iul-
ga-se ler ido para o serlo do Ico. d'onde veio
ha punco It'mpo ; quem o prender, peder con-
duz-lo a rua Nova n. 32 a seu senhur Thom Lo-
pes Je Sena.
= Precisa-se alagar um moleque de 14 a 18
annos. para o servico externo de urna casa de
Pequea familia : quem qnizer. dirija-se loa
do Queimado n. 28, primeiro andar.
Precisa-sealngar um prelo para o servico
le urna casa de pequea Emilia : quem quize'r.
dinja-se a rua do Queimado n. 28, primeiro an-
Precisa-se de urna ama forra ou Caplira
para o servico interno e muito leve u/una casa
desquera lamilla : ua rua Nova de Siuta Rita
n. oo.
Joao de Brilo Marques, subdito portuguez
retira-se para a provincia do Para a iuteresse de'
seus negocios.
Precisa-so de 400g a premio por esparo
ue annos, dando-se por garanta bom predio :
quem qmzer, dirija-se Passagem, taberna a.
21, ou annuncie.
"" Preefea-ae de areartores para a fabricado
;Monleiro : a tratar no deposito da rua do Apollo
u. 6. r
I Os lanzadores dos impostos provncae3
abaixo assignados f.izcm publico aos possuidores
de carros tanto do servico particular, como 08
| de alugnel, e bem assim os de mnibus e de car-
rocas, para que mandem repartidlo do consula-
do provincial notas do numero" de carros que
pnssuem e suas qualidades, afim de que os mes-
moa lanr.adores possam conferir com as relacocs
que existem
Primeira sereo da mesa do consulado provin-
cia 10 de dezembro de 1860.-0 lancador, Joao
ledro de Jess da Malla.O lerceiro escriptura-
rio servir.do de lancador, Vicente Machado Freir
Pereirada Silva.
Perdeu-se no dia 10 do corrente, meio li-
Ihete da lotera de Nos.-a Senhora do Bom Parlo,
"-"vofe no dia t2 do crreme, com o numero
1262, assignado no verso por Joao Dunrle de Fa-
rm Ticibau : roga-se ao Sr. thesourciro e caute-
llas que nao paguem o premio que ubtiver o
mesmo bilhele, se nao ao referido Timba.
A Sra. C. Spencer e um fillio menor reti-
ram-se para Inglaterra.
Alugam-se duas casas terreas na Boa-Vista
rua do Uistino ns. O e 12 : a tratar na rua d
Coiovello n. 47,
Empresla-se 1000;000 a premio com hy-
pclneca em um esrrava que nao tenha vicios," e
com as habilidades necessarias para lodo o ser-
vico de casa, h'cando o alnguel da rnesma pelo
Rua da Praia n 35.
Autuues auloiisado pelo Exm. Sr Dr. juiz es-
pecial do commercio far leilao a requentnento
doscredores de Costa & Silva, da armaco, per-
tenecs e lodos os gneros existentes na" taberna
sita na rua da Praia n. 35, o qual ser em dita
taberna as 11 horas da nunhaa.
L
Ter^a-feira 11
is fabricas da Inglaterra, ca, criolla, 'd,
de excellente
simo por sua ex
Aracaty.
Segu nastes dias o hiate Vcdela ; para o
resto da carga e passageiros, trata se com Cacta-
no Cyiiscoda C. M., no lado do Corpo Santo nu-
mero 23.
i.
<
Para a Baha segu cm poucos dias o pein-
bate nacional Dona Amigos, tem parte de sua
carga engajada; para o resto, trata-se com seu
consignatario Francisco L. O. Azevedo, na rua
Ja JJjdrc de Deus n. 12.
Porto por Lisboa.
A barca portogaeza Silencio, capitao Fran-
cisco Harna de Carvalho, pretende sabir com
toda a brevidade para os portos cima indicados :
quem na mesma quizer carregar ou ir de passa-
gem, dirija-se ao consignatario Manoel Ferreira
l_Silva Tarroso, na rua de Apollo n. 28, ou ao
referido copio.
corrente.
DE
Una tabernil uo palco do
Terco n. 20.
Antonio Serafim dos Santos Lima
com autorisacao de seus credores fara'
I leilao porintervencao do agente Carnar-
io de su i taberna consistinJo emarrm-
' rao, gneros e mais utencilios da dita
su i taberna sita no pateo do Terco n.
20, englobado ou aretallio a vontade
dos compradores: terca-feira 11 do
corrente as 1 f horas em ponto.
LEILAO
OLEADO PINTADO
qualidade proprio para mesas, consolos, bancas etc., etc., a 3$000 o covado baratis-
:xcessiva largura: na psrc,a da Independencia ns. 2 e 30.
COMPANHA BRASILEIRA
DB
ilUTIS lAPia.:
Espera se >>3 portos c!o sul nt o da 14 do'
corrente o vapor Oyapock, commai.dante o ca-1
pita O lente Sonta Barbara, o qual depois da
do csi.imc seguir paraos portos do
Terca-feira 11 do correnLe
as 11 horas em ponto.
NA
ua da Gloria n. 27.
(Sem limite )
Costa Carvalho far leilo na casa e no dia e
ra cima designado de iodos os movis exis-
por ser
Avisos diversos.
demora
liorle.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se .
a carga que o vapor poder conduzir, a qal de- ,enles na mesma cusa e por todo preco
ver ser embarcada no dia de sua -negada : de Ppssoa queso retira para o sertao.
agencia rua da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve-
do Vendes.
Para a Babia
pretenJe seguir com muta brevidade a sum-;ea
nacional Horrenda, a qual tem prompta parte
deden carregcmenlo : para o resto que Ihe fal-
l, ir.ita-se com o seu ronsignatario Azevedo &
lleudes., no seu escriptorio rua da Cruz n. 1.
Para o Rio Grande do Sul
segu com brevidade a barca MalhWe por ler
-a maior paite da carga prompta : para o restan-
te, trata-se eom Manoel Al ves Guerra, no seu
es-r.ilmo ns rua do Trapiche n. j.
Tara o Rio de Janeiro vai seguir com muila
brevidade o brigue nacional Encantador*, de
muito boa marcha, anda recebe aliruma carga a
frote : trata-se na rua da Cruz n. 45 ou com o
capilla a bordo.
Lisboa.
Vai sahir brevemente a barea Gratidao por
let parte io carregamento prompto ; para o res-
to e passageiros, tratase com os consignatarios
Carvalho Nogueira & C, rua do Vigario n. 9,
pnmcirj andar, ou com o capilio Barges Pestaa
Genebra medicinal.
Rudolphie Schiedam.
De urna efliracia inconlestavel as seguinles
moleetias: podra na bexiga, gota, rheuraatismo,
tanto chronico como agudo, bydropesia em prin-
cipio, clicas no estomago e nos intestinos, assim
nos adultos como as creancas. Em lodos os ca-
sos ordinarios de obstroccoes assim do ligado
como dos rins e dos orgos ourinarias. Na diges-
lao dilTicil lauto aguda como chronica. Na de-
bilidade geral, na dlfcil crculacao di sangue,
em perfeita assomelhago da nutricao e falla de
energa vital. Vende-se nicamente no basar
pernarabucano da rua do Imperador a lg500 rs.
o frasco, fazendo-se algum abatiraento a quem
comprar em duzias.
Joao da Costa Bibeiro, retira-se para Por-
tugal.
Jos Barroso Bastos, subdito portuguez vai
para o Para.
Gustav Julius Gunlher, ropa no vapor Magdalena.
Vaudenbruel (Francois), subdito belga, re-
tira -ae para o Rio de Janeiro.
Manoel Caroeiro da Silva Roque. subd*ilo
portogijjz, relira-se para o Para.
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
M,A PAIUULHA DO' DR. TOWGS8S
MEL1IORADOE FABRICADO SOB ADIREOgAO' CO DR JAMES R. CilILTON,
_________________________Oimico e medico celebre de New York
Bonifi-
._, _e idade 10 annos, pouco mais cu
lanismo a vontade de cada compra- menos, comprada ao Sr. Antunesda rua Direila,
com os signaes seguinles: baixa, mugra, anda
______^^________ nao tem cabello branco, levando um bahuzinho
", -.............. com ,J8 debico. vestido de riscado encarnado e
^ ,. Chales encarnado, e tambem outro vestido de
IlOlllillO4? .mosselina, tem sido vista pelos Remedios, estra-
^"uo. da fra. nos Arrabaldes: roga-se as aulorda-
verTos Zfof"^ b?T\" e"feilj"'a di-| des po-iaese cap;taes de campo adlgemap-
; "llS de bol.nhos dos mais perfeitos prehende-la elevar a seu senhor na rua Impe-
?n. J S .mercad0- P" "le, casamen- rial n. 55. qoe se rao recompensado. P
doV^nhr.'?^" solem"isari,sformalurasin Na padaria do Antonio remandes da Silva
f l? Cade"'rosi. '.u(Jo 1" forma que Be.riz rua dos Pires n. 42, d-se pao de venda-
nh',^ 89VnC0rnmCud0S; ^"J^-se a rua da Pe- sem e na mesma vence-se pao conn.om. dito de
provenca, bolacha de boa qualidade e nova, dita
fina, bolachinhas, biscoutos, doces e agoado
fallas, roscas, aramia franceza, bolachinhas d"
dita franceza, farinha do reino moto nova pro-
pna para sequilhos, ludo 6 das raelhores faiiuhas
e o mais bem trabalho possivel.
Potassa da Russia.
Potassa da Russia muito superior e
novissiina, per ter sido desembarcada
hontem: vende-se na rua do Trapiche
n. 7, armazem deFonseca.
EX-
4 GRANDE SUPERIORIDADE DO
T1UCTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se p lo seo extraordinario
e quasi miracaloso effeito no
sangue.
Cada um sabe que a saude ou a infermiJaJe
depende directa Tiente do estado deste floioo vi-
tal. Isto ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quaulidade do sangue n'um homem d'es-
talura mediana est avaliada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oito arralis. Em cada
pulsacao duas 01158S sahem do coragao nos bofes
e llalli lodo o sanguo passa alem no corpo huma-
no em menos de qu.tro minutos. Urna dis-
posigao extensiva tem sido formada e destinada
cora admiravel sabedoria a destribuir e fazer
circular esta corrente db vida por todas as
partes da organisagao. Deste tnoJo corro sera-
pre pelo corpo em trrenle, o qual a gran
fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se emprenha
de materia? ftidas ou orrompidas, diffunde
com velocidabe ULF.CTRiCA a corrupjao as
remolas e mais pequeas partes do corpo.
veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veias, e pelos vasos capillarios,
al cada orgao e cada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulagao evidentemente se faz um engenho
PODEROSO de doenca. Nao obstante ple tam-
bem obrar com igual poder na cruco de saude.
Estivosse o corpo infecionado da doenga maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glan luloso, ou muscular, se smenle o san-
gue pode fazer-se puro e saudavel ficar superior
a doenca e inevitavelmeoto a expellir da cons-
tituico.
0 grande manancial de doenga enlao como
d' aqui consta no fluido ciRCULANTE.e nenhum
medicamento que nao obra directamente sobreel-
le para puriCcar e renova-lo.possue algum direi-
to ao cuidado do publico.
O sangue I O sangue 1 o ponto no qual
se ha mysler fixar a attencao.
i O ORIGINAL E O GINUINO !
AO PUBLICO.
Nos, os Assignanies, Droguista na cidadede
New-York, bavemos vendido durante muitos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideraraolo ser o extracto original e ge-
nuino da salsa parrilha do Dr. Townsend.o
qual primeramente sob este nome foi apresen-
lado ao publico,
BOYD & PAUL. 40 Cortlandt Street. Conhecemo*
WALTER. B TOWNSEND d- Co, 218 Pearl exlracl comPos,
Street. Dr. 1
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
COHHECEM0S A ARVORE E SUAS FRU-
TAS ,
E IGUALMENTE
t)/i Medicamento nos seu Effeitos.
parrilha do
mais
O
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE Se Co, 153 Water Street.
M WARD St Co, 53 Maiden Lae.
J- & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAMA Co, 10 Od Llip.
OSGODi JENNINGS, 188 PearlStreet.
R. B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, R0BINS& Co, 134 Water Street.
TH0.MAS Si MAXWELL. 86 William Street.
WM. UNDERH1LL. Junr, 183 Water Street.
DAVIDT. LANMAiV, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY.& Co, 4 Flelcher Stre.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. i D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFEL1N, BROTHER & Co, 104 &
106Jobn St.
LEWIS k PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE Si CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
lOAstor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCUTEFFELLN & CO, 107 Water
Streat.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Streat.
RUST S HOUGHTON, 83 John Street.
I. MIN0R& CO. 214 Futon Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPH E TRIPPI. 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Conlandl
Street.
HAYDOCK, C0RLIESS.CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING Si VANDUSER, 178Greenwch
Slreet.
de Salsa
Townsend est
OMEDIC4MENT0DO POVO
Adata-sa iao maravilhosamente a constituicao
que pode ser ulilisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E DEBIL1DADE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPCAO,
purifica;
ONDE HE PODRID AO,
AL1MPA.
Barroca AMedeiros tam-
bem saeam cora Portugal.
A viova o fallecido Francisco Custodio de
Sampaio, faz Miente ao publico que as leitras
endossadas pelo n.esmo fallecido nao sero va-
lidas 3S firmas do mesmo finado, porque quando
elle eodossou estas le ti ras nao eslava em seu
juizo perfeito, por quanloa 3 annos que elle es-
lava alionado de lal maneira de o mesmo fallec-
do deixara casa em miseraveis estados, vendeu
escravos e carro que elle possuia e movis de ca-
sa por pouco mais ou nada, liona e tem socios na
loja n5o podiam dar um conselho. nem sua mu-
Iher propria porque elle hincava-se com ferros o
armasde fugo para quem Ihe'dava nm conselho,
s quera fazer o que Ihe vinha no seu fraco jui-
zo ; entretanto agora que viram que meu marido
j nao existe mais neslo mundo, querem abati-
menlo decent por conlo deslas letras endossadas
e naoolhamqueo mesmo finado tambera tem let-
trasa pagara prazo e deixando 2orpliJos de me-
nor idade pgem educacao, vejo elles pobrezinhos
com dous faloszinhns um n'ngua oulro no corpo.
Srs. pai de familia e juiz de orphaos c prenso
lomar cobro nestas censas todas
que possuindo
o meu fallecido maiido livre de dospe/as 80 con-
-., Ilos de reis e boje por sua roorle me veio na dura
Este medicamento celebrado que tao grandes ciremstancia de me ver cosnhando no fogo
mais a minha filha para comer, este favor dado
de racSo por maos dos socios e tenha tido v/,s
de ser lanzada pelos bracos de casa para fo-
r-i, de modo que me vejo na" dura neccsdade de
servidos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspeccac directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln-,- da Cidade de New-York, cuja cer-
tidao e assignalura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSAPARRILHA
DO DR. TGWXSEaD.
O grande purificado' do sangttt
CURANDO
O Herpes
A Hertsipela,
A AliSTRICiJAODO VfcN-
TRE,
As Alporcas
Os Effeitos do azou-
GUE,
Dispepsia,
As Doencas,defiga-
do,
A Hydropesia.
AImpinge
As Ulceras,
O Rheumatismo,
As Chagas
A DEDILIDADE GERAL'
As Doencasde pelle
AS BORBULHAS >A CA-
RA,
As Tossesi,
tornar para a cosinha de meus pas para ler al-
gum refrigerio, Sr. juiz do orphaos h.ija em
quanto antes lomar cobro nestas rousas, a mes-
ma requer a seus credores que venham isaialir
os balancos que se derom na loia quando forem
lazer inventario.
1S
Cada garrafa do original e
exterior de papel verde
genuino exfractu do
Os Catarruos, As Tsicas, etc.
OExtracto ac.ha-seconlidoemgarrafas quadra-
das e garntese ser mais foriee melhor em toJ
do o respeito a algum outro purieador do san-
gue., conserva-se em lodos os climas por cer-
to sspaco de tempo.
Dr. Townsend tem a assignalura e a certido do Dr. J. R. Chlitton, na capa
No esoriptorio ,o proprietario, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na rua da Cruz n. 21 escriptorio 1. andar, tam-
bera na beuca da rua Direila n. 88 do Sr. Prannos, r '
No da 4 do corrente ausentan so da padaria
do Sr. Manoel Leao de Castro, em Saoto Amaro
onde eslava nlugado, o escravo Flix, pardo
claro, alto e cheio do corpo, tem bigode e anda
vestido com calca s/ul e camisa j snja e bonet,
ja tem sido visto no Recife no Forte do Mallos
escadinha e dizque anda guiando na rua, lam-
ben) j foi visto no caminho de Santo Amaro,
foi escravo de armazem de assucar dos Srs. Car-
nein. & llamos na rua do Vigario e por isso o
bstanle conhecido : roga-se a todas as autori-
dades policiaes, capitaes de campo e pedestres o
aprehendan, e conduzam ao seu senhor Antonio
Leal de Barros no seu sitio na rua de Joao Fer-
nandes Vieira junto ao Manguinho,
pensar.
Fugio do lugar do Manguinho do sitio do
Sr. Carneiro, no dia 9 do corrente, o escravo
criotilo de nome Jeronymo, de idade de 18 a 20
tinos, estatura regular, bastante magro, com
falla de cabello nos cantos da testa, olhos encar-
nados, foi vestido de branco, o que de suppor
tenha mudado visto ler levado porfo de roup,
assim como diversos objectos sendo um relogi
de ouro com corrente na qual linha una chave,
uro medalha e urna cassolela oval ludo de ouro',
boles de camisa e algum dinheiro em cdulas;
quem o pegar pode leva-lo ao mesmo silio ou
no Recita na rua do Trapiche n. 9, que ser bem
recompensado.
que recom-


DIARIO B PERMMBUCO. TERCA FE1RA II DE DEZEMBRO DE 1860.
ffi)
*&bqq@ ^Bai?
DEBANHO
&
jmm
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em-30 dias consecutivos. I.......... 10OOO
30 candes paraos ditos banhos tomados era quilquer lempo...... 153POOO
.;.... 8000
ooo
15 Ditos dito dito
7
Banhosavulsos, aromticos, salgados esulphuro
dito

sosaopreQOs annunciados.
Estareluccao de preco6 facilitar ao respeitlavel publico ogozo das vantagens que resultara
da frequenciadeum estabelecimento de urna uti|idadeincontestavel,mas que infeliimente nao
estando era nosso* hbitos, ainda pouco conhecida apreciada:
EAU MINERALE
NATRALLEEE VICHY
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.22
Charutos.
Gustavo Boussot & C. receberam pelo ultimo
navio um esplendido sortiniento de charutos de
Ilavana dos melhores vindo a esto mercado, os
quaes eslao a disposiciio dus freguezes, na ra
da Cruz n. 5.
Precisa-se de ariadorcs para a fabrica do
Monteiro : a tratar no deposito da ra deA-
pollo n. 6.
Aluga-so o segundo andar da rasa n. 6 da
ra da Lapa com muitos cemmodos para familia;
a tratar na ra da Moda n. 41.
Verdadeiro caf de Moka, s
no hotel trovador, ra larga
do Rosario n. 44.
A qualquer hora do dia ou di noito enoonlrar-
se-ha nesle esubelecimento gosto dos fregue-
zeso verdadeiro caf de Muka, bern assim ser-
vles das melhores frtelas quo exislem no mer-
cado, das 6 horas da tarde era diante, Ilepele se
O aununcio para rruior ciencia do publico e ha-
ver nesle mesmo estabeleeimento comida feita a
qualquer hura que se procure, e bem assim o
furnecer-se, para casas particulares. No mesmo
hotel precisa-se de um moleque captivo para o
se'vico interno e externo.
Aluga-se
Remedio ofallivel contra as agnorrhas antigs p rcenles.
nico deposito na botica franceza, ra da Cruz t,. 22.
Preso do frasco 3J0O0.
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas mucriaes deranea.
Esteexcelente fumo acba-se depositado, direlarnente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
GAMBOA DOC ARMO, o qual se vende por mseos de 2 hectogramos a lJSOOOeem porcode
10 mseos para cima com descont de 25 porcento ; no mesmo estabeleeimento acha-se tambem
verdadeiro papel de linho para cigarros.
mzm&mtmzm^mm zm^mmm
VXi
IfflUffiSft
MYeHisi
SMF
CASA DE SALDE
IA0PIBL1C0
9 O arrematante da toja de miudezas da *
I ra do Livramenton. 2, que foi de Igna- |k
*Q ci Nery Ferreira da Silva Lopes, avisa ^
Ib aos desodores do mesmo que smente de- bz
S vera ir pagar saus dbitos na loja de miu- Sj
8 dezas da ra da Imieralriz n. 82, sob jts
(j. pena de pagarem segunda vez no caso de SE
^ que paguein a oulrem. ^
Approhenderam-se 16 volumes de diversas
obras dedireilo e litieralura a ura preto que as
andava ollorerendo por diminuto prego, o algo-
mas truncadas ; por isso a quem ellas faltuem,
queira dirigir-se livraria universal de Guima'-
raes & Oliveira, que dando os sigues cortos se
Ihe enircgarao.
Km Sanio Amaro de Jabo3liio aluga-se urna
exeellenle casa porseus commodos e posio.lo : a
tratar na ra Nova n. 56.
Quem quizer possuir um grnde e lindo gal-
lo da Conrhiiirhina, chegado ha pouco da Euro-
pa, dirija-se a ra da Santa Cruz n. 14, defronle
do oito da igreja, aonde encontrarlo o seu pos-
suidur, que o vender por prego commodo.
A casa terrea na roa dos Guararapes sob n.
51, com 18 palmos de frente e 60 do fundo, co-
ziiiha exlerna, quintal murado, cacimba metira,
cm solo foreiro, avallada por 2.000$, C3sa que foi
part! liada iimi us orphaos lhos dos finados Fer-
nandos Jos da Silva Manta e Jos Femando da
Silva Manta Junior, cuja parle de que es men-
cionados orphaos consenhores importan) em
1:5949764, e vai praca a requerimenlo dos tu-
tores daquelUs orphaos, sendo a ultima praca as
11 horas da nianha, na casa da audiencia, no
dia 11 do crreme ; ultima praca.
K. Ikmann Iriuaosci! C. avisamao
respeitavel eorpo do commercio que
foram nomeados agentesnesta prac.adas
corapanhias de seguros maiitimos de
Ha tn hurgo.
o sobrado n. 29 da ra dos Burgos, com arma-
zern proprio para recolher gneros de estiva : a
tratar na ra da Cadeia do Recito n. 35.
Quem livor umaSpreta que tenha leilo paro
criar urna menina de 2 raez^s ((flaneando a sua
conducta] annuccie, ou dirija-sc a ra do Cano
n 11.
Desappareceu da casa do Dr. Paula Itaplis-
ta, no da 3 do crreme, a preta Vicencia, de 60
annos do idade, levou vestido preto, panno azul,
lera os ps c as mos foveiras: roga-se, pois, a
todas as autoridades policiaes que a apprehende-
rem, o favor de a couduzirem ra do Colovello
.n. 56, que sero recompensados.
Aluga-se na ra da Scnzala Nova n. 37, um
escravo ptimo cozinheiro, acoslumado a servir
em hotel.
Joao Francisco Maia administrador das
malas de Apipucos. avisa a quem convier, que
nos dias 15, 16 e 17 do crtenle mez se arrendar
as referidas matas a pessoa que raaior preco ofle-
recer, devendo os prelendenles aprcsenlar os
comptenles (adores.
A quem fallar um cachortinho pequeo de
cor cinzenla, com um guizo ao pescoco, pode vir
recebe-lo na ra da Cadeia do Recite" n. 55, pri-
meiro andar.
Amonio Moreira da Silva, subdito porlu-
guez, relira-se para o Rio de Janeiro.
Aluga-se um solao com muitos commodos
para pequea familia ou moco solteiro : na ra
COITSULTOEIO
CENTRAL nOAHEOPATUlCO.
Ra de Santo Amaro (Mundo-novo) n. 6.
O Dr. Sabino O. L. Pinho d cousullas
todos os dias uteis uVsde as 10 horas at meio
dia. Visita aos doentes em seus domicilios
de meio dia em diante, e em caso de ne-
cessidade qualquer hora. As senhoras de
parto e os doentes de molestia aguda, que
nao tiverem ain.la tomado remedio algiitn al-
lopalhico ou homeopatliico, sero altendidos de
preferencia.
ruis frecuentes debaixo
As molestias
climas do Brazil, principalmente as que sao
mais difficeis de curar, Ihe lem merecido um
esludo especial; sao ellas:
1. Molestias p'oprias das mulheres.
2. Molestias das creancas.
3. Molestias da (tile.
4. Molestas dos olbos.
5. Syphilis, ou galilea.
6. Febressymplhoinalicas Jas lesoes Jo cere-
bro e de suas membranas, Jos orgaos do peito,
febres iniermiiien-
venientes na pratica, principalmente para os rre-
dicos que comecam fazer easaios, e par.3 s
pessoas curiosas que nao sabem conhi-cer bssj
diiTerencas, e por isso poder" altribnir a inefica-
cia Ja homcepathia, o que realmente depende a
m preparado dos medicamentos.
Para obviar estes graves inconvenientes o
agitador Jynamico do Dr. Sabino musido
de um contador em que se scham as unidodes,
dos decenas, centenas, militares, dezenas de milbares
collocadas convenientemente, de maneira que
cala vascolejaijao apparece um numero nova,
Jtsde 1 al 10 mil; nao sendo eAi serle.
posstvel engao algum.
Os medicamentos hemceopatliiccs prfpara!>.r.
do Lima, travossa da ra da Aurora, segunda e do spparellio digestivo
casa ao p da fur.dicao. | tes e suas cor.scquencias.
Pharmacia cspeci.il homoeopathica
\GITADR DYNAMICO.
pharmaeia homceop-jthica esla Ion
Aluga-se ura bom e exeellenle jardineiro
de horialice, traz mulla sement estrangeira com
sigo, trabalha com toda perfeirao ; quem preci-
sar, procuro na ra do Lima, segunda casa dj
mesma ra, travessa da ra da Aurora ao p da
tundizno.
No paleo da Sania Cruz n. 26, sobrado, la-
va-se e engumma-se toda a qualidade de roupa,
por proco commodo.
Thomaz Dulion, subdito britannico, relira-
so para o Rio de Janeiro ; quem se julgar seu
credor, queira aprcsenlar as suas cotilas no es-
criplorio de Roslron Roeker& C, praca do Cor-
po Santo n.48.
- Os abaixo ocsinnados fazem scionle que tem
dado procurado bstanle ao Sr. frederieo Char.
los C'ix para dirigir a sua casa commercial uesla
praca. Recite 10 de dezembro de 1860.
nlinm "ostrn Bo..kfr & C preenclier todas as vistas dos meJicos horr.te-
Quem precisar de uto homem para leitor de i' .
sitio ou de outro qualquer emprego, appareca na Pa'has era quanlo foreni os medicamentos pre-
tua de Hortas u. 39. parados mo. A forra do homem nao p-
A pra^a do juizo dos feitos da fazenda pro-1 je ter a prcc;sa uniformi lade para bem de-
vinc.al annunciada para o dia 6 do correle mtz,; sinvolver as pr0predai1es medicamer.t^ss da?
toi transferida para o da 13 do mesmo mez. I r v
substancias ; ella V3e naturalmente enfrtique-
cendo mediia quo se vae fazendo o traba-
Iho da dynamisac.u ; e por cssa ri zao que
numerosas vezes acconteco jue duas preparacoes
de acnito, por exemplo, da mesroa riynami-
0 senhor que empenhou um uniforme iPtciro, sa.-|0 feilas pe|o mesmo homem, no mesmo
constando de um chapeo de sol. chauo. casaca, ,.* ,.* ,. ... ,
colletc e calcas, hajaP de ir tirar ,,o prazo do 8 J,a. ou em das diversos, ou fe.las por dous
dias, o se isto nao fizer o dito empenhanle, lera homens dilfjrenies, nao produzein o mesmo re-
de dispr para seu real embolen ; e assim tam- sullado em casos anlogos de molestias ; urna
bem faz ver a oulras pessoas quo lem penhores : desinvolve urna accao "mais prompla, a oulra
e eslao findos seus prazos e dellos nao tenham *
pago juros, lerao de solVrer a mesma pena ocima : i uraaifra0. m8is ie',ia-
por meio desta maquina sao os nicos que de-
sinvolvem propriedades uniformes capazos de
curar es molestias com a maior certeza cos-
si\el.
Alcm disso, desejando tirar de sua viagem
a Eurcpa todas as vantagens para o progresso
da homceopaihia no Brasil, o Dr. Sabino nao
poupou e^furcos para obter as ubslancias ite-
dicaij-enlsas dos proprios lugares, onde ellas na-
turalmente nascem, e para isso enlendeti-se cora
uin dos melhores herboiistas d'AI emanlin, para
Ihe mandar vir as (lautas frescas, afim de pro-
parar elle mesmo as tintures.
E" assim que o acnito foi mandado vir des
Alpes, a rnica das montanhss da Suissa, a
belladona, bryonnia, chamomilla, puUatilla.rbus,
hyosciamus, foram colhidas u'Alfemanba, na
Franca e na Bslgica, o verairura no mo.ite Ju-
ra, ele. ele.
Desla so-le provida a pharmacia do Dr.
Jr Sabino das sbalancias que serviram para ssex-
Procisa-se de urna ama para casa de pouca
familia ; na ra da Senzala Velha n. 101.
Attenco.
ponencias puras de Datmemann. descriptas na
palhcgensia, acha'o o medico eos amigos da
homceopaihia os meios seguros e verdadeiroa de
curarom ts enfermidades.
OS PKECOS S.\0 OS SEGU1NTES :
Botica de 24 tubos grandes
D.la de 36 i .
Dita de 18 a a .
Dita de 60 > .
N.B. Exislem
12 a 169
183 a 225
219 a 0
305 a 353
v-.ludo para
Sili em Sanio Amaro.
Esteestabelecimentocontinua debaixo da aduiinistracao dos pro-
pnetarios a receber doenles de qualquer natureza ou cathegoria que
leja.
O zulo e cuidado all empregados para o prompto restabeeciuien>
to dos doente geralmente conhecido.
Quem se quizer utilisai podeHirigir-se as casas dos proprietarios
ambos moradres na ra Nova, ou eiiender-scoom o regente no esta-
tabelecimento.
Reforma de pregas.
Escravos. 9^000
MarujoB -ecriados..... 2 Primeira classe o$ e. 5^500
As operaQes sero previamente ajustadas.
carleiras ricas de
maior preQo.
Cada vidro de tintura, avulso......2gl
Cada tubo avulso...........
Caixs com medicamentos em glbulos r un-
turas de diversas dynamsac.es ( mais usadas ) :
De 24 vidros com tintura e d8 tu-
na ra d*s Aguas Verdes, segundo andar do so-1 Alem disso, sendo essencial para a rega ^os granrjes....... -^CQO
Irado n. loo. hridade das dijnamisa(des que cada diluidlo De 36 ditos dita e 56 tubos grandes'. G 50GG
- Pracisa-se de um feitor para silio o j.erto ten,,a um numer0 ctrl de &bulos ou vastle- De 30 ditos dita e 08 lulius grandes. 7<>80< 0
da praca ; na ra da Concordia, loja do sobrado !jacoes, para que nao acconteca que pelo excesso | De 48 dilts dita e 88 tubos "rendes 939000
" d5. j ou pela insufTiciencia d' estas percam os medica- | De 60 ditos dita e 110 tubosgrandes ) !60C0
Peranto. o juiz de paz do 2." destricto da "lentos as prepriedades que Ihes sao assignala-; Estas caixas ao uteis aos mdicos, fos Sr;
freguezia de S. Frei Podro GonQalvos, lom de ser |das. ou que convem cada dynamisaao, rao jt engeuho, ft-zenJciro* ehefes de fomili-s
se pode isso obter as preparares felas mao c&p,5e3 de nav0> eem'gertl todos que Z
quizerem dedicar pratica da boiueopatlii^,
CONSULTORIO
stabeecida m Londres
CAPITAL
Cinco miliioes de \\^ts
steu\ii\as
Saunders Brothers & C. tem a honra deinfor-
mar aos sonhores negociantes, proprielarios de
casas, o a quem mais convier, que estao plena-
iuv-tnrisad^s pela lita companhia para ef-
fecluar seguros suur- m*^ de ti;0|0 e pedrSi
cobertos do lelha, eigualmente su^... ^i,nctos
que contiverem os mesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de q,ualqucT
qualidade.
yrrrrTrrTTTTTTTyTTTTtT-TT^
I DENTISTA FRANCEZ.
- Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
* rang.'iras 15. Xa raesma casa tem agua e
^ p denlifico.
^jLjLX. ltAA L.S.Ai JLJL.JL&.JLX.X
agencia dos lakricautesamerlea
nos Grouver & Baker*
Machinas de coser: em casode SamuelP.
Jonhston Si ra da Sonzala Nova n. 52
vi na mh aae m aja
m
D
iri;
1P:
lll(0la
MEDICO PARTE I RO E OPEIUDOR.
3 RA DA GLORIA, CASA CO FU^DO 3
CAimca por ambos os sysltmas.
O Dr. Lobo Moscoso di consultas todos os dies pela manhaa, e de tarde depois de A
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao se para a cidade, como para os engenbos
,.3u outras propriedades ruraes.
O; chamados devera ser dirigidos | sua casa at s 10 horas da manhaa e em caso
de urgencia oulra qualquer hora do dia. ou da noite, sendo por escriploem que se declare
o no.lie da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoae residentes no bairro do Recife po-
deraa remellar seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
livros do Sr. Jos Nogueira de Souza na |rua do Crespo ao p da ponte velha.
Nsssa loja e na casado anniinciante achar-se-ha constantemente os melhores medica-
raeciosaemeopalhicos jj bem conhecidos e pelos precos seguintes:
lies........... 10SO0O
.......... 159000
..........-2080G0
..... ..... 25^000
Dita de 60 ditos.....I..........- 30$000
Tubos avulsos cada um. .1....... 19000
Frasees de tinturas. ; ; L...........2*000
Manual de medicina homeop'alhica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em porluguez, cora o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........200000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Mpraes. ,....... 69000
Botica de 12 tubos gran
Dita de 24 ditos. ,
Dita de 36 ditos. .
Dita de -18 ditos. .

m
Fazendas e d miudezas.
Eua casa de Augusto C. de Abreu, ha para vender um completo f/j||
sortimento de perfumaria, constando de leos, banhas, pos para )
dentes, sabao, extractos, aguas de cheir e muitos outros artigos dos flffl
melhores perfumistas de Londres e Parisv ?^-
S!
I*
I Dentista de Ptiris.
15Ra Nova15 8
FredericoGautier, cirurgiao dentista,^
faz todas as operace dasuaarlee col-^
locadentes artificiaos, ludo com upe-^rv
rioridado e perfoieo queas pessoa^en-f^
tendidas Ihe reconhecom. ^
Tem asna e pos dentifricios ote i-
Precisa-se alagar urna mullier forra ou es-
cravo para ajudar a cozinhar em urna casa que
faz comer cozido, o ajudar a vender : a fallar na
ra do Oangel n. 17, que se dir quem a se-
nhora e a case.
Esl ainda por alugar-so o 1." e 2. andar
, do soldado na ra das Ajuas-N erdes : quera pre-
tender, falle na ra das Cruzes n. 9, penltimo
sobrado de dous andares, quem vai da ruado
Queimado para S. Francisco.
No paleo do Paraizo sobrado n. 26, preci-
sa-se do urna engormadeira, preerindose os-
tra va.
Muilo so desoja fallar com ossennores abal-
xodeclarados, na ra do Queimado n. 39, loja.
Antonio Jos deAmonm.
Antonio Francisco da Silva.
Manuel Jos dilate Mciliz.
Joaquim Jos Botelho.
Para administrar engenho
se offeaera um hornera que j foi rendeiro do
ume que sondo victima da infelicidade se su-
goila por qualquer ordenado tanto nesta provin-
cia como n'outra : na ra do Crespo loja u. 10,
se dir.
Cursa particular derhetorica.
Manoel de Honorato tem aberto o seu curso
de elocuenciae potica nacional : na ra Direi-
la n. 88, primeiro andar.
Aluga-se o sobrado de doos andares e so-
15o da ra Imperial n. 1C9 : a fallar na ra .da
Aurora n. 36,
O Illm. Sr. B. A. M. C. B
senhor de engenho na provin-
cia das Alagoas, queira fazer
o favor mandar pagar na loja
de ferragens da ra do Quei-
mado (que nao ignora) a sua
letra vencida ha muito teni-
po, producto de negocio rea-
lisado a 28 mezes, visto que
nao tem-se dignado dar a mais
insignificante resposta amis
de uinaduziA de cartas que se
Ihe tem escrito.
arrematados no dia 12 do correnles, fmda a au- I
diencia, as 4 horas da larde, na porta do mes-
rno juizde paz ; na ra do Pilar, os b"ns que
foram penhorados do Jos Estanislao Cordeiro,
cojos bous siio objeclos de venda, urna arma-
cao di mesma, por execuco que move por esle
juizo, Francisco Jos dos Passos Guimaraes como
ihesoureiro de N. S. Rosario do Corpo Santo.
A viuva de Miguel Luiz Songey pede as
pessoas que tiverem objeclos na ofcina de seu
finado marido, quo os vtnham buscar dentro de
8 dia.*, sob pona de surera arrematados por cotila
e tisco do quera nortencer.
O Dr. Manuel Moreira Guerra contina a
prcslai-se aossenhures estudanles de Fa4udade
de Direitocomo explicadorpora a occasio do
seu estudo dos potitos para os actos: pode ser
encontrado na ra da Matriz da Boa-Vista n. 24,
pela mauliia al as 10 horas, e a tarde das 4 em
diente.
porque o numero de abales e sempre naior ou
menor, d'onde evidentemente resulta um cffeito
tambem maior ou menor, e por conseguate
duvidoso na applicco do medicamento j se os
abalos sao insufllcientes nao se desinvolvem
O Sr. thosoureiro das loteras manda declarar
que se achara exposlos venda os bilhelos da
segunda paito da primeira lotera da irmandade
de Nossa Senhor:i do Dora Parto da igreja de S.
Sebastiao do ulinda, cojas rodrs deverao andar
impretciivelmenic no dia 12 do presento.
Thesouraria das loteras 1 de dezembro de
1860.Jos Maria di Cruz, escrivao.
A lieii00.
VenJem-se tambera machinas elctricas por-
tateis, para tratamento das molestias nervosss.
Estas machinas sao as mais moJemas c es
mais usadis actualmente era toda a Ew ida
todas as propriedales convenientes a dynamisa- lant0 pela comrr,odidade de poderem ser
cao que se quer axer, e se sao de mais. des.n- daS na al^iheira, como porque trabalham
volvem-se algumas das proprieJjdes da '
e se sao de mais.
lyiia-
misa^o supeor, com perda certa de muilas
das que convem dynamisocao que se quer
preparar, o que sem duvida tem graves incon
u ast-
eo m
preparares que nao sao nocivas :
Cala urna........50J0C0
O Ur. Sabino ensina a maneira de se s tir
desta maquina.
O

o
Apparcceu no dia "8 do mez prximo passado,
na estrada dos Afililos, em o silio da viuva do
(Juinlello, um cavallo : a pessoa que se julgsr
com diroilo a elle, dando os signies ceitos, Ihe
ser entregue, pagando o anuuncio c recompen-
sando o irataumilu que a ello se tem dado.
John Bewan Smith, subdito britannico. re-
tira-se para Inglaterra.
O abaixo assignado, tendo ficado como pro-
curador do >r Sabioo lrunodo Itosario, durante
a sua viagotn, e o mesmo senhor londo chegado
no dia 27 de iiovcmbro, leve o abaixo assignado
de entregar ludo quanlo Ihe era pertencenlc, as-
sim como Ihe aprcsenlar as suas contis durante
a sua viagem, as quaes estavara exactis. Pede o
abaixo assignado se assim nao loi queira declarar
(ior este mesmo jornal.
Recite 5 do dezembro do 1860.
Leocadio J. da Concoicao.
Aluga-se o sobrado de duus andares na ra
da Matriz do bairro da Bo-Vbta n. 28 : os pre-
lendoutes podera enlender-se cora Antonio Gon-
calves Ferreira Casco, na ra de Apollo n. 32.
Samuel Stewart e eua senhora reliram-se
para a Europa.
Trccisa se de urna ama que seja forra ou
captiva : na ra do Hospicio n. 62
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho sacca
sobre Lisboa : ao largo do Corpo Sauto, escrlp-
torio.
Xo dia 12 do correle, na sala das audien-
cias, depois da audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz
municipal da seguuda vara civel, tem do ir pra-
ca por venda um terreno*uo lugar da Passagem
da Magdalena, penhorado por execuco que move
Jos Ales da Silva Guimaraes coulra Jos An-
tonio do Oliveira.
O Sr. al fe res Thonie G. Vieira de
Lima, queira dirigir-se a esta typogra-
plua, que se Ihe precisa fallar.
Coke (carvao),
ou corobustivel para cozinhns, caldeiras, etc.,
muito econmico para as casas particulares: von-
de-se na fabricado gaz, em ponoes de um quin-
tal para cima a 1$ o quintal.
Vende-se fardo de Lisboa em saceos gran-
des, milhoe farinha de mandioca, arroz pilado e
de casca, tudo por proco muito em conla ; no
pateo de S. Podro n. 6 "
Je ca-
DE
Differentes qualidades
Na loja da aguia branca se acha um grande
sorlimenlo de papel de diflerenlosqualidades, al-
maco liso e pautado, de peso tambem liso e pau-
tado proprio para se mandar marcar a 3j>, 3600,
le '(500 a resma ; dito fantasa de bonitas co-
res e bons goslos a 1 e 19200 a caixraha, dilo do
beira dourada a 25<)0 a caixinha, envelopes de
cores, branco, bordados a lj>e 2# rs. a caixinha :
na dit.i loja da agoi? branca, ra do Queima-
do a. 16.
artista americano
artista americano
artista americano
O artista americano
O artista am< rica no
Tira retratos por S
Tira ratratos poro/)
Tira retratos por ~ig
Tira retratos por 7>s
Tira retratos por .s'
Tendo recebido um sortimento
\inln s novas
Tendo recebido um sortimento de ca-
\inlias novas
Tondo recebido um sortimento de cai
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
\inlias novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista amerca
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-<
dios, aparatos cbimicos, c urn grande
numero de objeclos relativos h arte.
Como tambem um grande ornecimen-
to de caixas para retratos de 5#000 rs.
cada um, as pessoas que d. sejarem ad-
qnirir conhecircentos pratiecs na arte
de retratar acliarao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicwes muito
razoaveis.
Os cavalheirose senhoras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimens do que
cima lica anunciado.
Ainda est por logar o sitio na T 11
lencente a Jos Marianno de Albuquerque:
lar com o mesmo ou com o Sr. Jos A
Andrajo, na ra do Crespo.
Desappareceu na sexta-feira :10 do prox 1 o
passado mez una vacca amarella com a
torada ao meio, com urna bezorra malhada de
branco e preto, j bstanle crescida : qu. m sou-
ber. dando parte ou lovsndo-a povoaro do
Monh'i'O, no Isrgo de s. p.oin|-0. ,ia 0 att_
ligo morgado, ser generosamente recompon-
sado.
Aluga-se o arrrazem da ra da Madre co
Dos n. 2 ; a tratar cora Marlina A Iruiao.
N. O Bieber & C. ucceisore e
Domingos Alve Matlieus, administra-
dores da casa do fallecido Marcelino de
Borja Geraldes, parlicipam aos dt e
dores do mesmo fallecido que incoi 1-
biram o Sr. Beinardino de Sena Dias
para promover cobninca.
Aluga-se urna casa para lempo de S
ou por aneo, no pitoresco silio dos Airn 1
com banhopoito no saudavel Boboribe ; a a
est concertada e piniada : quem a prte
dirija-so ao largo do Terco
segundo andar, a
tratar com o coronel Salgueiro.
Grayuras.
Gravamscoimprimem-secom perfoieo 1
tes de visita, registros, msicas, letras
abrem-se sinetes e chancellas, tanto em
como em qualquer outro genero ; na
Agoas-Verdes n. 02.

re
o
Je
Extraceo
*
dentes.
aos
Jtso Aiiaoleto sangra, tira b, m denlos o raizi
con. rapidez, cura as dores de dentes, applieando
os melhores especiOcoa, ou tira es bem l
pi. Ciao caiga oa denles furados e separa be
da frente, apphca renloaaaaarjadas, prepara coii-
formeaarle, os raelhorea Untes 'mi
den'ilnces.muilo medicinis e ti
lam.nlo e aceio da bocea
denles, por ljj a cixa, e 1 o frasco, os,.
tnico para
o ronserv
e pos
..,..,, oaceio oa bocea, o ronservaco I s
deotea.porl#a e.i,, lf o frasco, ,.<
para applarar o distruir as dores de denles, qari!
lidade por 9 e 2g ; sendo chamado com eaenjto
a qualquer hora: n. rus da Gamboa do Carmo
4,

Caxang.
Nesle bello arralal ha para altigar urna casa
com bastantes commodos para grande familia,
muito fresca e doronte do rio : na la Nova
11. 63.
Alugam-se dous andares do sobrado da ra
da Cadeia n. 24, tendo commodos para grande
familia :,a tratar na loja do mesmo.
Ama.
Precisase alogar urna escrava para casa do fa-
milia, quesaiba fazer lodo servijo do casa : na
ra 'jo Queimado o. 39, loja, so dir quem pre-
cita.
Esleirs da India de
e 0 pamos de largo.
No armazem de lazendas da ra doQueim; io
n. 19, propriameote para forro de salas e cal 1
por ser da melhur qualidade, o todas branca
Ensino de msica.
OITerece-separa leccionar so'fejo.ccmr tam-
beros tocar vario? inslrumenlos;" dando as !<-
coesdas7norass9 l|2da no;te:a tralar 113
de Roda n. 50.
O Dr. Casanova tendo de fizer urna viag
a Europa, pede novamenlo a todaa as pi-
que Ihe eslao devendo, o favor de Ihe mandar. ;,
pagar at o dia 13 do crreme ntallivelmente.
Sacase
el,
para Lisboa, Porto e Ilha de S. Migu
ao escriptorio de Caivallio, Nogueira o
C., ra do Vigario n. 9, primeiro andar.
Roga-se aosenbor que. por en-
gao, levou do cartorio do escrivao A2-
meida, na ra do Imperador, honlem,.
um chapeo preto, de cabeca, o favor de
ir trocar pelo seu a' ra das Cruzes n.
ii, segundo andan
MUTILADO


(*)
DIARIO DI PEitRAMBUCO. TItQA. FEIRA ll DE DEZEMB10 DE 1S60.
Compras.
Roslron Rooker & C. comprara saques so-
bre a Bihia; quem tiver, diriia-se praga do
Gurpo Santo a 48.
Vendas.
Ceblas a 700 rs, o cento.
Vende-se cebla a 700 rs. o cento, lourtnho de
Lisboa a 320 rs. : na ru das Cruzes n. 24, esqui-
na da travessa do Ouvidor.
Vendem-se dous sillies inglezes para mon-
tara de senhora, osquacs tem pouco uso, e da-
se por preco commodo com lodosos arreios
ji uuiar.
Manual
DE
Conlas feitas
p ira compra e venda de assucar e mais objeclos
obra nimio uiil pira os negociantes e senhores
de eugenhos, pois cora um lance de vista podom
saber o importe de quaesquer quantidade Ue ar-
robas e libras; um volume bem encadernado por
5$O00. Vende-se na Iivraria econmica, junto ao
ai j de Sanio Antonio.
Pechincha
Liodissimos riscados de C3rabraia de sodas
400.rs. o covado, a elle?, que se acabara : na ra
da Queimado n. 41.
Vendem-se os afamados cigarros da Baha
em macinhos de 25 cada um : na praca da Boa-
\ Sta, taberna n. H.
N'n engenho Guararapes vendem-se ani-
niaes de roda.
Vendem-se 50 ps do coqueiros, bons para
mudar, e de loa qualidailo ; n. iua da Gloria
y. iilu ao convenio.
FABRICA
DE
Sita na ra Imperial n. 118 e lio junto a fabrica de salmo.
DE
Sebastio J. da Silva dirigiaporoFranciscBelmiro da Casta.
rseste esta beleci ment ha seropre promptos alambiques de cobre de di Serenes di
iflVnoi, 1 s a,meneoes' aspirantes e de repucho, tanto de cobre como de bronza e ferro
.orneiras de bronze de todas as dimences e feitios para alambiques, tanques ele, parafusos de
rhmLe;er[/arar0aS d8gua' Pr,8SPa fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e
JlVr d!men5es para encanaraentos. camas de ferro coraarmacao e sera elle,
iu oes de ferro potaveis e econmicos, tachas e tachos de cobre, fundos de alambique, passa-
aeiras espumaderas, coccos para engenho, folha de flandes, chumbo om lencol e barra cinco
en lencol e barra, lences e arroellas de cobre, lences de ferro e lato, ferro Hieda inglez
de (odas as d.mencoes, safras, tornos e folies para ferreiros etc.,e outros mullos artigos doj
menos preco do que era oulra qualquer parle, desempenhandose toda e qualquer encomraen-
aaccm prestesa e perfeico ja conhecida e para comuodidadedos freguezes que se dignarero
honr,rern.nos com a sna C0llBans,f ach5o na rufl N()va n_ 37> ,o.a de I hab.
45-~RuaDireila--4o
ESC0LHID0 S0RTIMENT0
DE
tomar nota das encommendas.
AURORA.
Seus bropnelarios offerecera aseus numerosos freguezes e ao pubbico em geral, toda equal-
querobra ianufaturada era seu reconhocido eslabelicimento a saber: machinas de vapor de todos
os tamanno*, rodas d'agua para engenhos, todas de ferro ou para cubos de madeira, moendas e
moendas, tachas de ferro batido e fundido de lodosos tamanhos, guindastes, cuinchos
disXavmein9du0fi"S aispensave que as lindas e amaveis filhas da
ce0 saadoPDCalC.anMaUreea/e P"'o Q!
I I '! par,a res8"ardo dos seus mimosos
?.mTr?n!?i P9: "endendo tambera a que
umacnnolma empavesada nao podo eslar de
.Irla' ? .UmaJ,ollM acal"nhada ou desco-
?''m como um cavalheiro de calca balao,
fU-nra vi, v!6!l'm eslraad. ar urna triste
V?. SLu I8de uma bp|la cnsideracoes lio
t.hpfoPim l,,,"'-1n D-oesPiri, do propietario do
estabelecimento, j tao conhecido pela modici-
ofi mP.re.S8 d T Calad0' Para dual-Ios
?mi- i! muj"',d-se d<> um abundante sor-
S" ?m defpl,' **,,e Prsenla aos seus
re;gosabaf^UeZeS lmeda Cm PUDho) Pel8
Bonels para meninos.
hn?!em.P0 6 P^P''0 Par se comprar os bonitos
bonets de panno fino enfeitados com fita de cha-
ma ote e borlla, outros enfeitados com fila de
velludo e pluma, e outros cora galozinho dou-
raao. lodos pelos baralissimos precos de 3500
4e5, ditos de palha escura, mui bonitos
lories a 3J>, gorras de palha branca eofeitadas a
18500, e outros mu ditlerenles bonets de panno
enfeitados a 1 e 1280 : na ra do Queimado
lo ja da aguia branca n. 16.
Sebo e graixa.
Se'ji coadoe graia em bexigas: no armazem
u" Tasso Irmos, no caes de Apollo
i
Senhoras
Borzeguins 32 a 39. .
Ditos ditos.
Ditos ditos.
4$800
4$500
4#000
5,j800
00
#200
Barato.
Vendem-se barato duas tabolctas de araarello
em bom estado, algumas tabeas de louro, e al-
caxhos : na rua do Cabug, loja n. 9
Sao pecas.
I)jas lindas negrinhas de 9 a lOannos, 1 dita
-1 minos, 1 negra cozinheira por780J: na rua
d-. Aguas Verdus 11. 46
Na loja do successor do fi-
nado Antonio Francis-
co Pcreira.
Vendem-se as melhores fazendas de goslo :
manteletes de diversas qualidades, ntremelos e
tiras bordadas, esparlilhos da uliima mola de
t, robe-de-cbambre bordado a velludo e de
outra9 qiulidades. vestidos de seda branca para
lientos bordados a velludo, ditos de blonde,'
i de cambraia fazenda de muito goslo. ditos'
denoir-anlique, sabidas de baile, capotinhos de
' lo pret-i, saias bordadas pan senhora, ca-
bordadas, cisaveques, prnlcadores', da-
' > de la de 2 larguras, leques de sndalo,
madreperols e chario. chales de muito goslo.'
nlys de diflerenles padroes, cassas, chitas
iadas escuras e outras muitissimas fazen-
In gosto t esero patentes aos compradores.
Altencao.
Vende-se uma fabrica de charutos muilo bem
moldes que para tal firn forera aprestados. Recabem-se encommendas neste eslabelecimento na
rua doBrumn; 28 A e na ruado Collegio boje do Imperador n.65 moradia do caxeiro do es-
^belec.raenlo Jse Joaqu.n, da Costa Peroira, com quem os pretendentes se podem entender para
PROGRESSO
de
Os prOprietarios deste estabele-

cimento convidam ao respeiiavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, que se
achara em seu armazem de molliados de novamenle sonido de gneros, os melhores que tem
rindo a esle -uercado, por serem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa
a maior parte delles viudos por conta dos proprietarios.
e por serem
Chocolate
la, assiaicomo se negocia a annaro,
uto propria para taberna ou chypchardlf
ical "m q >" aclia. or sen dono sr rrii. 1-. r- _,.
tall r na Liogoeld ,,. 2. 1,|os n>>ores autores de Europa a 900 rs. a libra em parcao a 80O .
Preco admiravel.
Marje\aaa imperial
. _ro,
um grande sortimento do melhor eoslo'c
(unimoJ, qu fimim dos precus nao dei-
os freguezes le tintar oslo esabolecimen-
t o qual estar aberto das 0 da manha al as
11 is da noilo, garanto-ae a quahdade de qual-
q 1er objecto comprada cmsua casa.
Vende-se nina preta crioula com 3Gannos
1 idade, sabe engomtnar, cozinhar, lavar per-
: qem pretender.dirija-se a rui da
Je Dos n. 20, das 9 horas do dia al as 3
da tarde, que a'ii acharS com quem tratar.
Confeitria.
Ni -le novo esUibclccimcnlo preparam-sf ban-
is pelo gosto do paiz, frascos com melhores
doces o deliciosos enfeites. Vende-se o deli rado
xiropo do abobara propriopara a esta;o cal no-
s, superiores doces para a trra e exporiagao.
como fructas em calda, ludo do melhor gos-
K posivel: na roaSenzella-nova n. 30.
inheiro.
Loja amarclla da rua do Cres-
po n. 8.
icas de panno inissirno de 25*000 a
39000.
- icas de panno fino a 305000.
1 lls de iinno prelo o d.- cores a 16$O0O.
de panno (saco) a 1S-O00
Ditos de di 10 a 15&000.
de pampolina mesclado a 10JO00.
I de diversas qualidades de seda e bomba-
se a G;00J.
il s para cabera de Sra. de 3$> s 55000.
] rlalanas de cores, vara de 400 a 600.
I 9 Je colles de velludo a 6>000.
le dito de merino a 3j00.
V nido de seJa de diversos goslos de 40000
. 1; i-.'ioo
lenaple decores de muilo boa aualidade
a I580O.
d ;nadrinhos (gosto de Taris) a 15.J00O.
ibas de qudrinliosde muitosgosloa 1200.
\--ilo de barege, c gaze, de bom gosto a
os de palha para homem (a Garibald a
'.
de molla* a 35000.
1 19 para Sra.(de seda fazenda de goslo) de 15-
IOOQ.
C berlores do la encarnados a 7J000.
Joros de cambraia rica a SjOOO.
'.' 1 iete para padres a 15J>000.
Eiitremeios e liras
bordadas,
Vandc se mui bonitos enlremeios c tiras br-
dalas em lina cambraia, obras mui bem acaba-
das, os ntremelos pelos baralissimos presos de
U '. 23 o25(00 a poca c as tiras bordadas por
oii.:::, 45, 5ge 65. A vista da supera-
da fazenda ninguem dcixar de comprar e
para laso dirijam-se a rua do Queiraado loja da
aguia branca 0. 16.
Chales.
Ricos chales de merino estampados, de cores
noel Alvares dos Prazeres faz scienleao res-J ma'io ALreit, e de outros mais fabricantes de Lisboa em latas de 1 a 2 libra" a 800
poitavel pualicoquese aohaesiabolecido na Ala- **> em porjao de se far algum abalimenlo.
g 1 do Barro, cidade da Victoria, Inja encarnada,
cliineza, eom fi/enias e obras de ouro m* ,
Sliacii l toiuuie -
era latas de 1 libra por 900 rs., em porc.5o vende-se a 850 rs.
luatas com er\i\Yias
vende-se nicamente no armazem progresso a 640 rs. cada huma.
Conservas Crancezas e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 70o rs. o frasco.
luatas de ba\ae\nn\\a de soda
cora diferentes qualidades a 15600 a lata
A.mexas fraueezas
s Biis novas que (em vindo a esle mercado era compoteiras, contando 3 libras por 38000
e era latas de 1 1|S libra por 1500 reis
Verdadeiros ugos de comadre
em caixa com 16 libras por 3#000 rs. a relamo a 240 ieis a libra.
Caixmuas com 8 Vibras de passas
a 35000 rs. era porcio se far algura abatimento, vende-se tambem a retalho a libra a 500 rs.
Mauleiga inglcza
1000 rs. a
5$600
5^000
Meninas
Borzeguins 29 a 51. .
Ditos 25 a 28. .... 3*6
Ditos 18 a 2*. ..... 52
Homem
Borzeguins. ...... ugoO
^!08.........WQO
Uitosprova de fogo e d'agua.
Ditos......
Meios borzeguins de lustre. .
SapatOescom elstico e lustre.
Ditos arranca pelle, bezerro. .
Ditos de bezfrro-
Meninos
JapatOp$........3f600
Dl '........5*000
dalL??. nal ?riai, SOr'"nento de lodasas
somoni. Hre5-S "'r"n').3' SCQd0 os anunciados
somonte de priraeira classe.
*> ?.!ndem"se sacros com fe'Jao rajado por 5
cid eco por ler algum foraJo. sendo muito
propno para animaes : no pateo de S. Pedro nu-
mero o.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, lera sempre no seu depo-
sito da roa da Moeda n. 3 A, um grande sorti-
ruenio de tachas emiendas para engenho, do
rauno acreditado fabricante Edwin Maw a ira-1
tar no mesrno deposito
che n.4.
J9 d$S-94.@
ta Machinas de vapor. A
@ Rodas d'agua.
9 Moendas de canoa.
Taixas.
9 Rodas dentadas. x
Bromes e aguilhoes.
S Alambiques de ferro.
Crivos, padroes etc., etc.
Na fundicao de ferro de D. W. Bowman,
H rua do Brum passando o chafariz.
Na loja da boa f, na rua
doQueimado n. 22,
vende-se muito barato.
t*-nr?braia ,isa Cnacom 8 M2 Tfas cada peca a
49500, dita muito fina com salpicos a 5}, dil de
cores de padroes muito bonitos a 320 o covado
cortes de cassa pintada com 7 varas a 2j>240. fil
de hrho liso muito fino a 800 rs. a vara, tarlala-
na muite fina branca e de cores eom 1 Ii2 vara
de largura a 800 rs a vara, guarnic6es de cam-
braia (manguitos e golla) bordadas muito finas a
o, gollinhas bordadas de cambraia muito fina a
1, esparlilhos muilo superiores pelo baratissimo
preco de 6j, penles de tartaruga a imperatriz
, muito superiores a 9, bonets de velludo para
JU i meninos a 53. ditos de panno preto a 3S, sanati-
6#000 nhos de merm muilo enfeilados a 2$ o par, chi-
GOOO .as francezas fD's escuras e claras a 280 o cova-
KnXrt ci)r,es t,e carabr8ia 'le cores cora 3 babados
O^UU com 11 e 12 varas cada corle a 4o00, superiores
tenaos de cambraia de linho muito fina e ca-
rnete bordados a 9g, ditos de cambraia de algo-
dao com bico de linho a 132*0, dilos de cam-
braia de linho proprios para algibeira a 6#, 7 e
03 a duza, ditos de cambraia de algodao a25l00
e 3J> a du/.ia, liras bordadas largas e finas com 3
l\ varas cada peca a 2SO0. e assim outras mui-
las fazendas qua vendem-se por precos muito
baratos i na rua do Qucimadon. 22, na bem co-
nh-cida loia da boa f.
ou na rua do Trapi-
Capellas e llores.
Mu bonitas cappllas para noivas a 5, C} e 7*.
dilas para m-ninas a 2J. bonitos e delicidos cai-
xos de flores finas a ^OO, 2jj e 3ft : na rua do
ueimado, loja da aguia branca n. 16.
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Biscoutos
Emcasade Arkwight 4 C, ruada
Cruz n. 61.
I: -. j- I
iS!5
Botica.
Birtholomeu Franciscode Souza, rua larga d
Rosario n. 36, vende-se os segointes medica-
mentos :
Robl'AiTi'cteur.
Pilulas contra sezoes.
Dilas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarupe do Bosque.
Pillas americanas (contra febres).
Ungento Hollowav
Pilulas do dito
Toalhas.
Vendem-se toalhas de linho para maos pelo
baratissimo preco de 9 a duzia, ditas de pelo
Brreles de seda
para padres
Finos barretes prelos de seda para padres a 2
d Um lfi da 86Ud braDca- rua 0 Que"
Bramante
bretanhas e atoalhado
Na loja da boa f, na rua do Queimado n 9*
vende-se bramante de linhs rr.uito fino com duas
varas de largura, pelo baratissimo preco de 2JM00
a vara, bretanha de linho muito fina e muito
larga a 20, 22S e 245 a peca com 30 jardas!
atoalhado de algodao com duas larguras a 1*400
a vara, dito de linho muito superior, tambem
com duas larguras a 33 a vara, ; na rua do Quei-
mado n. 22. na loja da boa f.
Franjas de seda
de laa e algodao.
Mui bonitas franjas de seda de diversas lariu-
ras e cores a 500, 640 e 800 rs. a vara, ditas dt
aa a 240 e 320 ditos de algodao brancas e pin-
tadas a 160 e 200 rs. a vara, todas proprias para
enfeiles de vestidos e casaveques. dilas com bor-
llas e lisas, com mui bonitos lavrores, propria*
para cortinados, toalhas, cobertas, etc. tanto
brancas como pintadas a 33. 3500, 4, 5J e 6*
doPn"ai6na 'a d'8gUa branCa' fUa d Quima-
Bonecas chnezas.
Mui bonitas bonecas de choro vestidas a chi-
neza alS'00cad.i uma, assim como oulras lam-
ben) elegantemente vestidas e de saias balao a
Ud : na loja da aguia branca, rua do Queima-
do n. lo.
E' o ultimo goslo.
Superiores gurguroes dc'seda de quadririI.o
de lindos padroes, pelo baratissimo preco de 1
o covado, grosdenaples liso de lindas cores a 81
o covado. cortes de la muito fina com 15 cova-
dos, padroes muito bonitos a 8, dilas dequadros
padiops tambem muito bonitos a 480 rs. o cova-
do chales de cores, padroes inteiramenle novos
a 15 rs. o covado ; aproveilem em quanlo se n5o
acaba : na rua do Queimado n 22. Uia de
boa-fc. '
Phosphoros do gaz.
Existe venda no armazem de Luiz Jos da
Costa Amorira. rua da Madre de Dos n. 24.
No armazem de E. A. Burl
le (tC, rua da Cruz nu-
mero 48,
vende-se champanha das melhores marcas que
vem ao mercado, mais barato que em qualquer
oulra parte ; cofres de ferro (burras) das que cos-
0 turna receber, do melhor fabricante que ha reste
! Ellixir anti-asmathico
CHANDE SORTIIESTO
DE
1 Fazeiilas c roapa cila
rs.
perfeitaraenle flor a mais nova que ha no mercado a
gum abatimento.
lib
ra, em barril se far al-
NA LOIA E ARMAZEM
DE
m romas, de 2 oncas
Dulnt0*9 ^m Um grand0 ortimento de pa-
pe^para forro de sala, oqual vende a mdico
Pao de Senteio hoyo.
hodr,Srtit,'laS ? ,,"r,rtas c "abados, ^s 11
'3 do da era diantc : em Sanio Amaro, pa-
llemaa. p n.i nu h- r......:. a '
berna.
--ste
genero, surtimentos de lodos os tamanhos e to-
dos os precos ; novo sonimento de pianos, de
um excellente fabricante, que se vendero'por
conla do raesmo, deduzindo-se a commissao c o
descont que os lornasse baratissimos.
na aliemaa. e na rua da Imperatriz "T."", 'la-
Seguro coaira Fogo j
CVi parola
o melhor que ha neste genero a 2#500 rs. a libra dito hyson a 2JS0O0 rs.
\ Palitos de denles lidiados
a 200 rs. cem 20 macinhos.
\ pexe savel em posta
o melhor pe'txe que esziste em Tortugal em latas grandes por 1&500 rs. cada uma e de
oulras rauilas qualidades que se vendem pelo mesmo pre^o
Mauleiga fraiiceza
a 7-20 rs. a libra em barril se far abatimento.
Toucinlvo de luislioa
o mais novo qua ha ni) mercado a 320 reis a libra.
\ Ma^as para sopa
em caxinhas de 8 libraspm deferentes qualidades por 4#0O0 rs.
Tambem vendm-seosseguintes gneros, tudorecentemenle chegado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 48fc rs. alibra.cheuri^a mu'ua nova, marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, ma^a de tomaie, pera secca, paisas, fructas em calda, amendoas, nozes, frascos com
Joaquim Rodrigues Taraps de Jlello
RUA 00 QUEIMADO N. 39
EMSLALOJ DE QIATRO PORTAS
lera urn completojoriimento da roupa feita.
convida a tolos os seus freguezes e a todos
quedesejarem lar urn uniforme feilo com toJo o
gosto fJirijam-fe a este estabelicimenlo que em- I
comrarao m habel artista chegado ltimamen-
te de L.sdoj para desempenhar as obras a von-
tade dos freguezes, j lera uin completo soni-
mento de pililo* de fina casemira modello im-
g'ez, e muito bem acabijos a 1G&300, ditos
de marin selira a 129000, ditos de alpaca
f S 5?.000' ditos de alPCa "bre casacas .
a s-3000, ditos com golla de veludo a 9*000, 1
ditos de. fustao, dilos de ganga, dilos de trira,
ludo a 530 )0, ditos debrim Je linho tranca-
do a 6*000, calca de brim de linho muito su-
2ET 5039, ditas de casemira de cor a
99000 ea 105)00, ditis da casemira pre-
ta superior fazenda a 12#000, palitots fran-
cezes Je panno fin faienda muito fina a 259
sobre casacas de panno muilo superiores a 353
ea 409000, um completo sortimenlo de cami-
sas fracezas, tanto de linho como Je algodao
e fustao vende-se muito em conta, aim de que-
rer-seliqiudar cora as camisas.
wm
c
LONDRES
AGENTES
J. Astley & Gompanhia.|
ende-se
Formas de ferro para I
purgar assucar,
Enchadasde ferro.
Ferro sueco.
F-spogardas. g
I Ac de Trieste. I
I Pregos de cobre de com- I
I posico. I
i Barrilha e cabos.
I Brim de vela. |
! Couro de lustre.
I Palhinha para marcinei- I
ro : no armazem de C. I
J. Astley & C.
nm m m m cjra>*i>f
Arados americanos e machinas
^ Vende-se na rua do Lvrmeuto Para lavar roupa: em casa de S. P. Jo
' hnston & C. rua daSenzala n.i2.
lcceDeram pelo vapor francez, superio-
& res vestidos de blondo de duas saias,baba- 5
j| dinhos e arregaco com manta, capella el
J mais prrtpnces : na rua da Cadcia loja n. S
^ ^3^ t;.irgp| & l'prdigao_______
ji Receberam sup.ri'irfs estidus de seda
g de cores, ditos de phdntasia, ambos de
g| duas saias ou babadinhos, grosdenaples
p dequadriulios para covado, seda de qua-
$ drinhos. moreanlique e grosdenaples es-
^ euros de superio. q..alidde : na rua da
pia y, Receberam Chapeos de palha paiu Sr-
jg nliora armados a moderna e enfeilados do
a plomas ou flores, completo sortimenlo de
m pulseiras, estratos e essencia de sndalo
g Illas adamascadas e a cliamaloladas pa-
#5 ra cintos, linas de pellica branca e do
32 cores: na rua da Cadeia loia n. 23 de
S Gurgel & Perdig.io.
W Receberam as arrediladas ssias balao
Z de musselir.a e selim de algodao muilo
g commodas para as senhoras e crianras
ojg pelo prero do 4* c 5, botioas moderis
para senhora gaspeado alto, capas bran-
cas c de cores de erse de seda, taimas
polonesas de gorgurao, manteletes e ca-
3 pmhas de grosdenaples bordadas e com -
?B bico : na loja da rua da Cadeia n. 23 de :
Gurgel & l'erdigao. (
Receberam chapeos le C3*lnr prelos e '
brancos, dilos de seda forma inteiramen-
t" moderna na rua da Cadeia loja n. 23
de Gurgel & rerJigac.
*!.; SE5S A2.S&ra a.a-,3
pechincha.
Na loja do Preguica, na rua do Queimado n 2
tem cobertores de algodao de cores bastante'
SS5/SBTpara ecraT0Si pe,baratS!
na rua do Queimado n. 22, loja da boa-f.
Algodao monstro.
Vendse algolo monslro com duas larguras,
miito proprio para toalhas e lences por dispen-
sar toda a qual-iuer costura, pelo baratissimo
pr.'^o de 600 rs. a vara ; na rua do Queimado
22, na loja da boa f.
n. 19, borzeguins francezes a 6, dito
de bezerro a G$, dito de vaqueta a Ijf.
Aos senhores armadores e
proprietarios de carros fn-
nobres.
Vendem-se velbulina prela superior a 400 rs
o covado ; na rua do Crespo n, 25.
Por metade do seu
valor.
Rua do Queimado n. 19.
t^fS^3JSS\ m'nTz a !$Z *i(s ^l, confeiles, paslilhas de varias qualidades vinagre brano Bordeaux, proprio I
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, macas de todas as qualidades
gomraa muito fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas' L Veslidos de 8aie e phantasia, muiloslindos.de
sperraaceie barato, licom francezesmuitofinos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei- m corle.3' a"8simo Pto de 10 cada
M pechincha, antes que
se acabe.
Recebeu-se e continua receber-se'por'
@ todos qs vapores artigos de modas para
homens, iocluindo calcado de Melis na
| Lojade marmore.
tonas muito novas, banha de porco refinada e outros muitos gneros que encontrarao tendentes a
raolhados, por isso prometiera os proprietarios venderem por muilo menos do que outro qualquer,
proraettem mais tambera servirem aquellas pessoas que mandarem por outras pouco praticas como
seviessem pessoalmente 5 rogam tambem a todos os senhores de eagenho e senhores lavradores
n. queirara mandar suas encommendas no armazem Progresso, que se lhes affianca a boa aualidade e! .8*,?! 'r "l"'?' n Yua .1 0ueira8do *.
oacondicionamenlo, I minuto preco de i!9' d "1Uno 8St0, pel
Ceblas e velas.
Vendem-se ceblas novas a 800 rs. o cenlo
espermacete a 680 a libra ; na travessa do pate
do Paraio n.16. casa pintada de amarello.
f tMtmnM tMt
Recebou-se e continua areceber-se por @
todos os vapores, vestimentas, calcado e
chapeos para meninos na m
Lojade marmore.
Rival sera segundo.
Na loja de miudezas da rua do Queimado n.
55, defronle do sobrado novo ha para vender
pelos diminutos precos os seguintes artigos :
Dnzu de saboneles muito finos a 6(0 rs.
Canes de clcheles com duas ordens a 20 rs.
Caixas de clcheles balidos a 60 rs.
Duzia de mc:as cruas para homem a 3j>.
Dita de ditas para senhora a 3J500.
Pares de meias para senhora a 300 rs.
Latas com bouha muito fina a 500 rs.
Iscas para accnler charutos, caixa a 60 rs.
Phosphoros em caixa de folha a 120 rs.
Carlas de alfineles muito finos a 100 rs.
Caixis de agulhas francezas a 120 rs.
Pares de sapalos de tranca de algodao a 1*.
Frascos de macass peroa a 200 rs.
Dilos de dito oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garfos, cabo prclo, a 3g.
Pares de sapalos de 15a para meninos a 200 rs.
Dilos de luvas de cor fio de Escocia a 320.
Massos de grampas muito finas a 40 rs.
Caivetes de. aparar per.na a 80 rs.
Tesoutas muilo finas para costura a 500 rs.
Dilas ditas para ui.has a 500 rs. v
Pe?as de franja de laa com 10 varas a 800 rs.
Dilas de tranca com 10 varas a 320.
I.inha Pedro V. carlaicom 200 jardos a 60 r*
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escoyas para denles ramio finas a 200 rs.
Cordo imperial lino cgrossoa40 rs.
Oleo de babosa muito fino (frasco) 400 rs.
Fitinhss estreitas para enfullar vestidos a 800
rs. a ppfa.
Labyrinihos de muilo bonitos costos por todrv
o preco.
Cordoes para enfiar espartilho muito grandes
a 100 rs.
Dito para dito pequeos a 80 rs.
Pegas de ranga de linho com 10 varas a 200 r.
Ditas de Irania de seda prela com 10 varas a
1J>40.
Vara dedila a 160 rs.
Pares de meias de cores para meninos a 160.
Caixas para rap muito finas a 1.
Linharara marcar (caixa de 16 nvelos) a 320.
RELOGIOS.
Yende-se em:asade Saunders Brothers A
G. pracado Corpo Santo, relogios do afama
do abricante Roskell, por presos commodos
e tsmbem-anc^llins e cadeiasoaraos mesmos
deeiceellota costo.
Pianos
ILEGVEL
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n.ll,
alguns pianos do ultimo gosto recentimenta
chegados.doebem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broawood 4 Sons de Londrw 'a
muito prornosara esle clima
i
MUTILADO
>
i
> .


DIA1I0 3E PERIUMBUCO. TERCA EIRA 11 DI DEZEMBRO DE 1860.
(?)
>
Carro.
Vende so um escolenle carro todo envidraga-
do, com urna boa parelha de cavallos, por prego
commodo, prazo ou vista : na ra larga do
Rosario a. 24. loia de ouro, se dir quem tem.
Vmho genuino.
Anda ha urna pequea quantidade de ancor-
is deste vinho sem confeigo, e proprio do doen-
'es : na ra do Vigario n. 19, primeiroandar-
Farelo e milho a 3#500,
e ero cuia a 200 rs. : na taberna da estrella, lar-
go do Paraizo n. 14.
Negocio conveniente.
Veude-sc urna armacao de urna toja de calca-
Jo, enidragada e era boro estado, na ra do Li-
vramento n. 29, bem afreguezada, e com bastan-
tes commodos para familia, e islo por ter o dono
deseretiiar breve para o malo a tratar de sua i
saude, pelo que se faz todo nogocio : jl tratar na [
mesma loja n. 29, a qualquer hora do "a.
\GKCl\
DA
FliNDICAO LOWMOW,
Ra da Senzalla Nova n. 42,
Neste eslabeleciment contina a haver um
completo soriimento de moetnlas e meias moen-
d is para engenho, machinas de vapor e taixas
pe ierro batido e coa Jo, de todos os taannos
para dito,
Putassi da Russia e cal de
Lisboa.
No bem contncido e acreditado deposito da
ra da Gadeia do Recite o. 12, ha para vender
verdaaira potassa da Russia nova e de superior
qualKiad*, assim como tambera cal virgen em
paira, tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Vinho de Bordeaux.
Em casa Je Kalkmann lrmaos&C., ra da
G i n. 10 .mcontra-se o deposito das bem co-
uiacidis imrea los Srs. Brandenburg Frres
e Jjs Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
laax teca as seguintes qualidades :
Da Ui'ati'leuburg frres.
St. Estph.
St. J alien.
Margnux.
Larose.
Chite.iu Loville.
ChAtsau ilargaux.
De Oldekop A Mareilhac.
St, Julien
jt. Julien Mdoc.
Cuate iu Loville.
Na mesiaa casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madoira em barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac ern caixasqualidade inferior.
Cerris branca.
.Vs mlhores machinas de coser dos mais
arn los autores de New-York, I.
M. Sineer & G. e Wlieeler & Wilson
Neste eslabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e responsabili-
sarao-nos por sua boa
qualidade eseguranca:
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Lcite & Irroos ra da
amigamente aterro da Boa-
Labyrintos e biccos das
libas.
A loja d'aguia branca acaba de receber urna no-
vo e bonito sortimento de labyrintos e biccos das
Ithas, obras ji bem conhecidis por suas boas
qualidades e duragio. Os labyrintos por suas
mui diversas larguras regulam de 240 a l200 a
vara, e os biccos do 200 a 1$000. Uns e outros
sao desuniros utilidad*, e par isso so tornara
necessariospara as familias. Vendem-se era dita
loja d'aguia braca, ra do Queimado n. 16.
ajaB ssjmsjmM tS&W
S1 R flmwW vJB% 099V t>JI) CTT* *J
lepara acabar.!
Guimaraes & Villar.
%Rua do Crespo numeran),
A 20#000.
Chapelinas de seda
v*.
para senhora com
4 5#000.
Chapeo* de sol de seda para hornero
a 5$ cada um e em porco de urna du-
zia para cima lar-se-ha 10 por cento
de abate : na ra Nova n. 23, esquina
da Camboa do Carmo.
Ra do Queimado
n. 39.
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da Telha
e nova safra a pi ero de 9# : no antigo
deposito do largo da Asembla n. 9.
Vendem-se 5 carros novos com todos os SJ
arreios : na ra Nova n. 21. j
CANDIEI/OS
ECONMICOS
NA
Ra Nova n. 20.
Chrgou um riquissimo sortimento de candieiros
rio de superior qualidade.
as as cores.
(raperatriz n. 10
Visti.
Wua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas
DE
. J0AQUIM RODRIGUES TAVARES
E MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, fazenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
G03M)00, ditos sem defeilo a 100*000, tem um
resto de chales de toquim que estac-se acabando
a 305000, ditos de mirin bordados com ponta
redenda a 85000, ditos sem ser de ponta redonda
a 3J5000, ditos eslanpados com listras de seda
em roda da barra a 9J00, ditos de ricas eslam-
pas a 75000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 2J0O0, ditos sem franja e muito
\ A 28#000. |
Cnapelinas de palha de Italia ricimen- a
le enfeitados.
\ A 35#000. |
3 Chapelinas de palha de Italia ricamen- ji
J to enditadas recebidas ltimamente de 5rp
tfir Paris.l *>
2 A OJOOO.
g Riquissimos corles de lia a Garibaldi f|
tt com 2 covados, fazenda inteirameDte /
^ nova e delicados desenhos a 10$. ^
Vende-se
EM CASA DE
Adaiiison loivic k C.
Vinho doP
Tinta de to
Lona e filel
l'io de vela.
Sellins, sillines, arreios e chicotes.
Rolhas.
Ra do Trapiche n. 42.
Vestidos brancos bor-
dados.
Vendem-se corlas de vestidos brancos de cara-
braia com dous e Ires babados ricamente borda-
dados, pelo baratsimo preco de 5&500 : na ra
do Queimado n. 22\ na loja da boa f.
Parauestidos.
Superiores grosdemaples de seda do quadri-
nhos, fazenda de mui^o gosto e de lindos padroes, @@@@@ @@
pelo mdico prego de lJOO rs. o covado : na ra ''
do Queimado n.22, ra loja da boa f.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. o co-
vado, ditas estrellas de cores escuras a 160 rs ,
pegas de brelanha de rolo com 10 varas a 2#,
dilas de esguiSa de algodao muito fino a 33, ris-
cadinho de linho a 160 o covado, lengos brancos
com barra de cor i 120 rs dilos brancos com bi-
co i 200 rs., algodao monslro cora duas larguras
a 6 50 a vara, laziuhasde duas larguras, fazenda
nova para vestidos a 500 rs. o covado, enfeites de
tranca com laco de fila para cabega de senhoras
a 22500, corles de riscado para vestidos a 2g, pe-
cas de rmdapolo com 4 1(2 palmos de largura a
4JJ0O, chales de merino estampados muito linos
a 65. A loia est aberta al as 9 horas da noile.
Rlogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C.
ra do Vigario n. 3, urabello sortimento de
rlogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesmos
_Vendem-se tres pretas boasengommadeiras
e cozinheiras, sem vicios e molestias, icndo urna
NA
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TA VARES
DE MELLO.
Chegou ltimamente a este eslabeleci ment um
completo sunimento de chapeos pretos francezs-
do melhor fabricante de Paris, os quaes se vene! econmicos de muito bonitos modelos, desde o
dem a 79000, ditos a 8000, dilos a 93000,1 !!fIn"'"0VJ^B0Jn'^ "dnar.i0' por- pr!?0
,. ~. jno.f.^n i- j 'muito commodo, com a experiencia propria de-
ditos muito superior a 100C0, ditos de castor ver agradar ao comprador, e vista da pouca
dretos e brancos a 16$000, o melhor que se despesa que faz, animar a ser Iluminado so com
pode desejar, chapeos de fellro a Garibaldi de|?s.dilos candieiros a gaz ; os mais baratos sao a
muito superior massa a 7.000. ditos de copa SSi^SySB^JtBSSilK
baixa para diversos pregos, ditos de palha escura 40 rs. por noite gradualmente ir sobindo to-
de varias qualidades que se vendem por prec.0 das as mais qualidades at o maior, que servir
barato, bonets de veludo para meninos a 5&00O,
ditos de palha escuras e claras s -43000, dilos
de panno muito bem arranjados a 3.500
chapeos de seda para senhoras a25$000 muito,
superiores, ditos de palha escuras proprios para
campo a 123000, ditos para meninas 10.000,
chapeos de sol de seda inglezesa 10. e a 12
muito superiores, ditos francezes a 8$000,
ditos de panno muito grandes e bons a 43000.
sapatos de veludo a 23000. ditos de tranca a
1.600, sinlos de grugurao para senhoras e me-
ninas a 28000, coeiros de casemira ricamente
bordados a 123000, e oulras muita fazendas
que a vista dos freguezes nao deixaro de com-
prar.
Campos receberam urna factura de chapeos de sold se-
da para homem, leudo entre estes alguDS peque-
nos que servem para os senhoras que vo para o
campo tomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porco seja grande se resolverao vender pelo
prego de 6# e 6S500, o alguns com pequeo de-
feito a 5. : na ra do Crespo n. 16.
Ra da Senzala Nova n.42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston &C
vaquetas de lustre para carros, sellins esilhes
inglezes, candeeirose castigaes bronzeados, lonas
I inglezes, fio de vela, chicote para carros, emon-
, taria, arreios para carro de um e dous cvalos
e rlogios de ouro patente inglez.
. J i@@@@
Recebeu-se recentemente e continua a @
@ receber-se directamente de Taris e Lon-
^j) dres por lodosos vapores, de encommen @
da especial, artigos de modas para se-
@ nboras na ^
J Lojade marmore.
@@@ @@@ tft <
Slachinas de costura
DE
para ornar e Iluminar urna rica sala, equivalente
a 16 velas de espermacete, tudo islo se garante
sob a condigno do voltar e resliluir-se o sen
importe, na falta de nao agradar a experiencia
feita: na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Cofres e ferro para dinheiro,
joias. etc., etc.
Na loja da aguia branca vendem-se bonitos co-
fres de ferro mui fortes e seguros, coro fechadura
e chave, ede differenles tamaitos, proprios para
se guardar dinheiro, joias e papis de importan-
cia, pelos baralissimos precos de ig.'jOO, 5$000,
55500 e 6$ : em dita loja da aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
^iZZx -
I
a

c o
1
perita em tudo, e tambem um moleque de 15 an-
uos proprio para todo o servigo : na ra da Cru-
zes d. 18.
Saceos de 115 libras.
O mais superior farelo que tem vindo ao mer-
cado, no armazem de Barros & Silva ; assim co-
mo se vende saceos de feijo mulatinho, vindo da
ilha de Feruando.
Vende-se farelo ltimamente desembarcado
milho, arroz do Maranhau, gomma muilo fina e
farinha de mandioca da mellior que ha no mer-
cado : na ra da Moeda n. 41.
encorpado a 2*000, ricos manieleles de grosdi- i Jel,as um "Iho de Ires anuos, o sendo urna outra
naples preto e de cores ricamente enfeitadosa
oOOO, ditos muito superiores a 303000, en-
feites de vidrilho preto a 39000, dilos de relroz
a 33500, organdisda mais fina que ha no mer-
cado a 1.000 o ce va lo, cambraias decores
de padroes muito delicados a 800 rs. a vara, ditas
de outras qualidades a 600 rs. a vara, ricas chitas
farncezas de rauiloboas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, peilos para camisa a 240 rs. cada urna,
corles da casemira de cores a 63000, dilas em
pesija de quadrinhos a 43000 o covado, gollinhas
ele muito bom goslo a 19000, ditos de outros
birlados ricos a 3)000, manguitos de cambraia
borlados a 3.000, tiras bordados e entrimeios
que se vendem por prego commodo, bombazil de
coros proprio para roupa de criancas, e capinhas
para senhoras a 19400 rs. o covado, corles de
cambraias de salpicos a 53000, corles de cam-
braia enfeitadas com tiras bordadas a 6*000,
e outra3 rauitas mais fazendas que ser difcil
aqu pode-las mencionar todas.
Slvat & Companhia.
Estas machinas so as mais pereilas
no ramo de mecanismo, unindo a urna
simplicidade a maior ligneza e pcrlei-
tod
do
"2
i

. 2 a._;_
o; *
ATT
Vendem-se doces soceos de caj muito bom e
commodo prego, como sej : bom doce secco de
mangaba, cidrao, latas com boa jalea de arag e
pilanga, tambtm se fazem bandejas de bolnhos
de armagoes de lindos modelos, e rasas do me-
lhor gosio apetecidas, tambem se fazem pastis
de garne, feitio do nariz, pastis de nata, doces
d'ovos, papos de aojos, allinins, arroz de leite,
jaleas de substancia.
Admiracol
Vendem-se na rua'Direita n. 99, saceos com
farelo muito novo, dilos com arroz de casca, dilos
com farinha da trra, queijos ltimamente che-
gados a lg800 e 2$500, linguigas a 560 rs., assim
como passas e ameixas, chapeos de palha do A-
racaty o cento a 18g, a retalho 200 rs. cada um,
maiileigaioglcza a lglOO, dita franceza a 840 rs.
240.
Cassas de lindos padroes c cores fixas que se
pode garantir aos comprados, a 240 rs. o covado'
na ra do Queimado, loja de 4 portas n.39.
Vondem-se tres porcos muito gordos, sendo
um grande e dous menores: na ra dos Tires,
n. 50.
CA1V1VOCA.
5
Vende-se urna carroga para cavallo, nova : na
ra da Concordia, tenda de ferreiro, confronte ao
armazem do sol.
Vendom-se dos balaceas para cima de
balco, pequeas, proprias pa'ra botica ou depo-
sito, novas e bonitas, e apparelhos ou os ferros
necessarios para cortar carne no agougue, espi-
rito de vinho ou alcool de 36 graos, por preco
commodo ; na ra do Imperador n. 28.
Rlogios
Suissos.
Machinas ameri-
canas
E OUTROS OBJECTOS.
N. O. Bieber & C. successores, !em
exposto nos armazens da ra da Cruz
n. 4 e 9, uma ininidade de machinas e
outros artigos como -sejam :
Machinas de moer caf e milho.
Ditas de descarocar milho.
Bombas de todas as dimemoes para ca-
cimbas, navios etc. etc.
Ditas para levar a agua a maneira Ci.%
bombas para incendio.
Machinas de fazer assucar de um modo
muito simples.
Ditas de fazer bolachinlia.
Balancas de 1,000 arrobas para baixo
proprias para armazens de assucar,
depsitos, vendas etc., etc.
Carros de mao mais baratos do que em
outra qualquer rarte.
Mappasgeographicos do mundo e suas
partes.
Ferramenta de toda a qualidtde.
Cadeiras americanas douradas e outras.
Obras de metal principe prateado.
Ferros de engommar econmicos.
Vernizpara carros de ptima qualidade.
Rap caco.
Fumo para cigarretos e cachimbos.
Instrumentos para agricultura.
1
Era casa de Schafleitlln & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e vtriado sortimento
de rlogios de algibeira horisontaes, pateles,
chronsmetros, meioschronometros de ouro, pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo esles relo-
giosdos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vanderopor nreros razoaveis.
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?cB

Chapeos deso
DE
Seda grandes para homem
A 5$000,
FROCO.
Vende-se frco de lodas as cores e gror-suras,
com rame e sem elle a 400, 500, 650 e lj) rs. a
peca ; na ra do Queimado, loja da aguia bran-
LROIPA feita anda mais baratas!
SORTIMENTO COMPLETO

DE
iazendas e obras feilas
C4A
ca n. 16.
ira do Crespo
loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, vende-
e por presos baralissimos para acabar : ves-
tidos de tarlatana bordados de seda a 85*000,
i organd de cores muilo finas a 320 rs. o co-
vado ,cassas de cores a 240 rs., chita larga a j
200, e 240 rs., capas de fuslao enfeitadas a
5&0C0, easaveques de cambraia e fil a 58000,
perneadores de cambraia Lordados a GfOOO,
babados a 3*20 rs. a vara, liras bordadas mui-
to finas a 195C0 a pec,a, riscado francez fino
a 160 rs. o covado, golinhas de ponas bor-
dadas a 28500, manguitos de cambraia e fil
a 2*000, camisinhas bordadas muilo finas a
28000, chita larga com lustro e muite fina
propria para coberla e roupes a 320 rs., es-
guiao de linho a 120 a vara, roupes de
seda feilos a 125?00, vestidos de seda mofados
a 88000, luvas arrendados a ICO rs. o par,
vestidos de grosdenaple pretos com barra de
| LOJA E ARMAZEM
U DE
| U,ce-J

y.
m

i
a
@8 @@S
A loja de marmore
recebeu leques de madreperob para noi-
na ra Novan. 36,defronte da igreja da Concei-
ao dos Militares.
Cheguem ao barato
O Preguira est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
cao para toda e qualquer qualidade de oc .L...:.. ,____ i
' ,' 7 t ,." o, casemira escura infestada propria para cal-
costura, do ponto mais uno ao mais g3> collete e palito ts a 9f.O rs. o covado. cara. cor a 20000, palitos de pao preto ede cores
grosso. O vendedor se obriga a ensmar braia organdy de muilo bom gosto a 480, rs. I de .16)5000 a 2050U0, sobrecasacas de panno
o metbodo aos compradores Pt o sa- a \ara, dita liza transparente muito fina a 3$, i muil fin0 a 25C00, caigas de casemira preta
bertm bem, assim como a ter as macbi- 4, 5, e 63? a pega, dita tapada, com 10 varas i e de cores de 68000 a llJOOO, ditas de brim
cbinas em ordem durante um anno. a 53? e 63?a pega, chitas largas de modernos e t*31";6 de cores de 2000 a 53O0O palitos'
Estas macbinas cosem com 2 fios nao escolhidos padroes a 240, 260e280 rs. o cova- debrim branco ede cores de 3T5GO a 58000,
quebrara o io como muitas outras o fa- do- "quwsimoa chales de merino eslanpado a ditos de a,Paca ^ 3*P00 a 88000, brim:
78 e 88, ditos bordados com duas palmas, fa- lrar,odo de slgcdao com 9 palmos de largura '
zenda muito delicada a 98 cada um, ditos com | ProPr' Para toalhas a 900 rs. a vara, damas- j
uma s palma, muito finos a 88500, dilos lisos |c0 de 'aa com 9 palmos de largura a 18600 o
com franjas de seda a 53>, lengos de cassas com covado, velbulina preta a 400 rs., brim de
barra a 100, 120 e 1(50 cada um, meias muilo | linll de cores a 13f300 o curte, raeias cruas
finas para senhora a 43 a duzia, dilas de boa Para homem a 18200 a duzia, camisas del
uma senhora competentemente habili-' qualidade a 38 e 3350O a duzia, chitas fian- ,inho "g'^as a 32?000 a duzia, pt?as dej
tada as ara' ver e trabalhar. Igual- cezas de ricos desenhos, para coberla a 2S0 rs. | madarelao fino a .43T500, cortes de lanzinha
mente se acbam expostas no armazem o covado, chitas escuras inglezas a 58900 a | rau'10 ^na cora 15 covados a S'OOO rs., ca- J
de MACHINAS AMERICANAS, RA DA peca, ea 160 rs. o covado, brim branco de puro ; misas de co\es e ^"ncss de 1??5C0 a 38000,:
"inho a 13?, 19200 e 18600 a vara, dito preto e ulras muitas fazendas por menos do sen
m Hwa do Queimado
\i. 46, frente amareUa.
2 Constaniemenle temos um grande e va-
ro riado sortimento de sobrecasacas pretas
|j de panno e de cores muito fino a 288,
30g e 35?, pal tota dos mesmos pannos
H a 20, i-J e 2!^, ditos sarcos pretos dos
*j mesmos pannos a 148. 1C e lfg, casa-
ai cas pretas muilo bem feilas e de superior
3$ panno a 288, 30$ e 358. sobrecasacas de
jji casemira de cores mi
e lSg, dilos .arcos
H rasa l(lg, 128 e 14g, calcas pnlas de ^g
o> casemira fina para homem a 89, 98, 10/j
^| e 12, dilas de casemira decores^ 7;', Nr, :*
51$ 5 e ll>5, dilas de Urira brancos mullo gp
J38, sobrecasacas de T1-."
lulto finesa lj, 1(j m
das niesmas casemi- 5?
m
zem e sao as melbores e mais baratas
ate boje conhecidas no mundo, ellas se
acliam expostas na galena do SR. OS-
BOBN, RETRATISTA AMERICANO NA
RA DO IMPERADOR N. 58, onde
fina a ;>$ e 6tf, dilas de ditos de cores u
5| 38. 3tC0, 48 e 45500, ditas de meia ca-
B sercira de ricas cores a 4g e 4500, (cl-
leles prelos de tase mira a 5? e ($, ditos
de dilos de cores a 4|500 e 58, ditos
^ brancos de sedo pora casamento a 5$,
ro ditos de C;, colleles de brim branco c de
| fuslao a 3?, 38500 e 8. dilos de cores a
V 2^500 e 38, pal. luis prelus de merino de
H cordao sacco e sobreraaco a 7, fcj e 9S
? colletes prelos para lulu a 4;5C(I e 5ji
calcas pretas de merino a 48500 e- 5?, pa-
vi Iftots de 3lpaca pn la a 38500 c 4$. dilns
m sobrecasaco a 68, 78 e 8g, muito lino col-
ar leles de gorgurao de seda de cores muito
g^ boa fazenda a 3j8c0 e 4S. colletes de vil
w ludo de cores o prelos a 78 c 88, roupa
?5> [ara menino sobre casara de panno pro- 36
tos e de cores a 145, 159 o 16*. ditos d
casemira sacro para os mesmes a 685(0 e
|? 7?, ditos de alpaca prelos sacros a 3> e 53
g 38500, ditos sobrecasacas a 5g e ESOO, f>
S cairos de casen.ira prelos ede cores a 68, f
g 6g50 e 75, camisas para menino o 25 K
ie a duzia, camisas inglezas pregas largas g_
muito superior a 325 a duzia par acabar. tf5
8S
Assim como temos uma offlrina de al
CRUZ N. 4 E 9.
idmiraveis remedios
americanos.
fiiate onde n.andamos
obras com brevidade.
fuga
exccuUr odas rs
j muilo encorpado a 15500 a vara, brilhanlina
azul a 400 rs. o covado, alpacas de differentes
cores a 360 rs. o covado, casemiras pretas
: finas a 28500, 33 e 38500 o covado, cambraia
I preta e de salpiccs a 500 rs. a vara, e outras
i muitas fazendas que se far patente ao compra-
t dor, e de todas se daro amostras com penhor.
lodas as casas de familia, senhores de enge-
p revenidos'
nho, fazendeiros, etc., devem estar
com estes remedios. Sao ires medicamentos
cora os quaes se cura eficazmente as principaes
molestias.
vas.
Baloes de 30 arcos.
Vendem-se superiores baloes com 30
Promptoalivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
Loja das 6 portas
em frente do Livramento
Lazinhas a oOO rs.
Camisinhas muito bonitas com duas larguras
para vestidos de senhora a 500 rs. o covado, cor-
e cura os peiores casos de reumatismo, dor de.'es_de riscado francez para vestido a 28, sa!as
Jcabeca, nevralgia, diarrha cmaras, clicas, J^nn"* S?'na a^>50()' di'^s para senhora a
I0J8
ARMAZEM DEROUPAFEITA
BMM Sil
sendo muito recommendaveis poi poderem ficar; bilis, indigesto, curp, dores nos ossos, conlu- i IS?".rf" V^"se amoalra com penhor
do tainanhn nue se Drecisar npln tiaralUsimn' i estu antrla ale as 9 horas da noite.
uu lauaimo que se precisar, peio oarauss mo soes queimadura, erupcoes cutneas, ans na,
preco de 68 ; ua ra do Queimado n. 22, na loja rv rk rv ^-v /v r-k *
da boa f.
retengao de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura tojas as enfermiJades escrophulcsas,
crnicas esyphilitiras : resolve os depsitos de coberlos e descobertosr pequeos e grandes, de
maos humores, puriGca o sangue, renova o I ouro Palenle in8lez' Para bomem e senhora de
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Casacas de panno preto a 305>, 355 e 40*000
Sobrecasacas de dito dito a 359000
Palelots de panno prelos e de cores a
208, 25, 30$ e 35000
Ditos da casemira de cores a 15* e 32*000
Dilos de C3semiras de cores a 7$ e 128000
Dilos de alpaca preta gola de velludo a 12000
D.tos de merino setim preto e de cor
a 8 e 935000
Ditos de alpaca de cores a 39500 e 58000
Dilos de alpaca preta a 35500, 59,
75? e 9U00O
Ditos de brim de cores a 39500,
49500 e 58000
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 e GOCO
Calcas de casemira prela e de cores a
9, J05?e 12*000
Dilas de princeza e alpaca de cordo
pretos a 5*000
Dilas de brim branco e de cores a
2*500 49500 e 59000
Ditas de ganga de cores a 3*000
Dilas de casemira a 59500
Colletes de velludo decores muitofino a
Dilos de casemira bordados e lisos
prelos e de cores a 5*, 59500 e
Dilos de setim preto a
Dilos de casemira a
Ditos de seda branca a 59 e
Ditos de gurgurao de seda a 59 e
Ditos de fuslao brancose decores a
39e
Ditos de brim branco e decores a 29 e
Selouras de linho a
Dilas de algodSo a 19600 e
Camisas de peitode fuslao branco e
de cores a 2*300 e
Ditas de peilo e punhosde linho mui-
lo finas inglezas a duzia
Dilas de madapolao brancas e de cores
a 1*800, 29 a
Dilas de meia a 1* e
Rlogios de ouro patente eorisonises
Ditos de prata galvanisados a 25* e
Obras de ouro, aderecos, pulseiras e
rosetas
10900
69000
5*000
39500
69000
69000
puriGca
sysiema : prompto e radicalmente cura, escro-
pliulas, venreo, tumores grandulares, ictericia,
dores de ossos, tumores brancos, afecces do li-
gado o rins, erysipelas, abeessos e ulceras de
todas as clases, molestias d'olhos, difilculdade
das regras das mulheres hipocondra, venreo,
ele.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularizar o sysiema, equilibrar a circu-
laqo do sangue, inieiramente vegetaes favora-
veis em lodos os casos nunca ocasiona nau-
zeas nem dorres de venlre, dses de l a 3 re-
35500 gularisam, de 4 a 8 purgara. Estas pilulas
29500 sao efficazes as aflecQes do Ggado, bilis, dor
29500 de cabeca, ictericia, indigesto, e em todas as
29000 enfermidades das mulheres, a saber: irregula-
ridades, luxo, retences, flores brancas, obs-
295001 trucc,es-, histerismo, etc., sao do mais prompto
', effeilo na escarlatina, febre biliosa, febre ama-
35*0001 relia, e em todas as febres malignas.
Esles tres importantes medicamentos vem a-
2*500 companhados de instrueces impressas que mos-
um dos raelhores fabricantes de Liverpool, vin-
dos pelo ultimo paquele inglez : em casa de
Sonlhall Mellor d C.
Em casa de N. O. Bieber & Successores, ra
da Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marca Farre & C uma das mais
acreditadas marcas, mui conhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho xerez em barris, cognac em barris e
caixas.
Vinagre branco e tinto em barris.
Brilhantes de varias dimenses.
Eiher sulfrico.
Gomma lacre clara.
Lonas, brinzaos e brins.
Ago de Milo.
Ferro da Suecia.
Algodao da Bahia.
E' baratissimo.
Palitos de brim branco muito bem feilos e pro-
prios para a prsenle estacao, pelo baratissimo
prego de 5* cada um : na ra do Queimado n.
22, loja da boa-f.
19600
9
308000
tram com a maior minuciosidade a maneira de
applica-los em qualquer enfermidade. Esiao ga-
rantidos de falcificacao por s haver venda no
armazem de fazendas de Raimundo Carlos Lei-
te & Irmo, na ra da Imperatriz n. 10, ni-
cos agentes em Pernambuco.
de gra^a.
Corles de caigas de meia casemira de cores es-
curas a lg600, dilos de brim de linho de cores a
2g, riscadinhos de linho proprios para obras de
meninos a 200 rs. o covado, grvalas de seda de
cores a 640, ditas pretas estreilinhas e largas a
18. e alem disto outras fazendas que se vendem
muito em coota ; na loja da boa f, na ra do
Queimado a. 22,
valor para fechar contas
Vende-se farinha de milho em
barricas, ebegada ltimamente : no ar-
mazem de Matfaeus, Austin & C. ra da
Senzala Velha n. 10G.
Grammatica io-
gleza de Ollendorff.
Novo methodrpara aprender a lr,
a escrever e a fallarjnglezem 6 mezes,
obra i nteir ament nova, para uso de
todos os estabelecimentos de nstruc-
qao, pblicos e prticulares. Vende-
se napraca de Pedro II (antigo largo
do Collegio) n. 57, segundo andar.
Rlogios.
Vendem-se em casa de Braga, Silva & C, r-
logios de ouro de diversos fabricantes inglezes,
por prego commodo.
Charutos superiores e oulras marcas da Ba-
hia e do Rio de Janeiro : vende-se na ra da
Moeda n. 41, armazem do Augusto Ferreira & C.
Para acabar.
Chapeos do Chyle finos, pelo baixo prego de 48,
5, 6, 7 e 8* cada um : na ra da Cadeia n. 17.
Farinha da mandioca.
Vende-se por meuos do que em outra qualquer
parte, na ra da Cruz, armazem n. 26.
Queijos a 2#240, viohode Lis-
boa a 560 rs,
do melhor que tem o mercado, manteiga ingleza
fina a 960, franceza a 760, chfi a 18920, caf a
240, arro"a 100 rs., toucinho a 3-20, chourigasa
560, figos de comadre a 160, vinho a 400 rs., vi-
nagre a 240, azeile doce a 640, espermacete a
720, alpista a 160, azeile de carrapalo a 400 rs. :
na taberna da estrella, largo do Pareizo n. 14.
Chega para todos.
Cassas francezas muilo bonitas e de cores Qxas
a doze vintens o covado, mais barato do qne
chila, approveitem em quanto nao se acabam ;
na ra do Queimado n. 22, na bom conhecida lo-
ja da Boa F.
Cal de Lisboa,
nova, e muito bem acondicionada : na ra da
Cadeia do Recife n. 38, primeiro andar.
45
1
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Stomacal de 1830.
Precioso de 1847.
As duzias.e em caixinhas, a dinheiro, por ba-
rato prero : vende-se na ra do Trapiche n. 40
escriptorio.
Escravos fgidos.
o0,000 rs.
A quem apprehender o escravo Manoel, caira
cabellos carapinhos afogueados, estatura re;u!;ir
suissado, com uma das pemas e ps ochados do
erysipella, pretende passar por forro, e muito
tallador, levou vestido uma raleado algodao azul
e camisa branca da mesma fazenda : quem o ap-
prehender traga-o ra do Socego n. >i, en-
tregar ao alfaresMaooei Joaquim de Oliveira Cur-
chotuz.
Do engenho Culigi, reguezia da Eseada,
fugio no da 3 de novembro do correnle anno o
escravo de nome Antonio, com os signaos se-
guintes : estatura regular, cor mulato, cebello de
negro, pouca barba, denles limados, idade 5 ou
28aDnos, pescogo e ps grossos, lem pelo rosto,
pescoco e peitos algumas marcas de pamas, e
algumas cicatrizes pelas costas que parecem ter
sido de chicote ; nao levou comsigo roupa algu-
ma, e consta haver fgido para o lado do sori?o
d'onde viera : quem o apprehender, podera el-
va-lo ao referido engenho, ou no Recife, ra es-
trella do Rosario n. 29, ao Illm. Sr- F.orismun-
do Marques Los, que ser bem recompensado.
Escravo fgido.
Um mujato claro, magro, com pannos prelcs
ra magaa do roslo, representando ter 25 annos
* idade, natural do Rio do Peho, chamado
luiz, aesappareceu no dia 30 de outubro da casa
ao ur. Cosme de S Pereiri, de quem escravo
suppoe-se ter levado um cavallo preto do Sr!
iioslron que se havia sollado, e que elle tora
ero busca do mesmo ; suppe-se mais que sua
mulner de nome Maria tambem o acompanha,
levando um pequeo bah de flandres : roga-se
as autoridades policiaes e a outras quaejqurr
pessoas que o prendam, e remeltam ao seu se-
nhor, que pagar qualquer despeza.
Pugio da cidade do Aracaty., no mez de sc-
tembro prximo passado, um escravo do com-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr. Rento
havia comprado ao
Lourenco Collares, de nome Joaquim, de idado
de cincoenta e lanos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e com falta de alguns na frente,
queixo flno, ps grandes, e com os dedos grandes
dos ps bem bertos, muito palavriador, incul-
ca-se forro, e tem signaes de ter sido surrado.
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
correte, vindo do lado das Cinco Pontas, e sen-
do enterrogado por um parceiro seu conhecido,
disse que linha sido vendido por seu senhor para
Goianninha ; qaalquer pessoa que o pegar o po-
dera levar em Pernambuco aos Srs. Baslo & Le-
mos, que gralicario generosametae.


'*)
DIARIO DE PERNAMBUCO. M TERCA FEIRA 11 DE IHUlIlHl) DE 1860.
* >
Litteratura.
0 paiz e a revoluco italiana.
Que os revolucionarios, dispersos pelos difle-
rcntes poizes, coreo a rafa deicida, syaipathiseui
"ni a revulugo, que est assotaudo'a bella Ita-
lia, 0 nina daquellas veniales, de que s poderla
dcscrer a I gur espirito citado do roais emperrado
; t'cisu o.
Q c os revolucionarios, aqui como em toda a
parte, C3|>reilim eom avidez a occasiao de ap-
nbiidir esirntidosameiilo a oonsumm igoda obra
ptidade, que a desmedid* a (ubica o de um
a ieute tem secundad, e a arteira eu-
I urna naci que teni soprado a desurden),
Hado os diversos povos do velho e novo
-1 nos horrores da guerra civil proles,
iitcoiitrastavel.
Que s revolucionarios, vistam ou nao v islam
lega tribunicia, tragam ou nao Iragam a libr
realenga, desojara ardeatemente rr sobrei>s rui-
nas de lodos os llironos o despotismo liberal,
palpitee] e sobre modo consequente.
Porque nao ha do o incendiario legrar-se cora
< vorageaj das chammas, o sacrilego com apro-
tanaco e desacato do santuario, o assassino
eom a agona do irucdario, o salteador com a
cxpol-.acao do salteado, o devasso com a licencia,
0 corrupta com a desmoralisago, o impio com a
Linagcm ?
Assira como a virtude medra na proporgao
dos que a eultivam, o delicio folga rom a roulli-
plicidade dos criminosos, o vicio com a exube-
rancia dos dissolulu?.
io pois, nada prenatural, antes mu con-
formo com a nalureza revolucionara, esse euthu-
smo phrenelico, com que os liberaes indistinc-
Umeute aaudam qualquer vautagem, que obtem
a revoluco italiana, nao marav-ilha por crio,
que iodos elles fcslejcm a usurpacao, e fagam in-
cessaulea votos pela completa anuiquillaco de
todos os thronos legitimos
51as deveremos por issocar impassiveis. quan-
do su assevera que lodos os Portuguezes syrnpa-
lliisam com a revoluco, que assoberba a infeliz
1 ilia ?
O liberalismo, por clcalo, ou cegneira, pre-
leti le convencer a Europa de que o pau nao s
le o .-vsiema, o a dynastia vindicas, ma<
que Ihes quer perdidamente. Porque nao li i de
> ito propalar, que o paiz anhela o momento de
v t-loriar a revoluco italiana, porque drizara de
envotye-lo no pequeo numero dos que teem ap-
plaudido a qued.i dos principes deslhronados, a
ir lualillcavl violago dos direitos dos diversos
povos italianos, as cruezas exercitad3S pelos si-
ci "ios, que sol o manto di liberdadc, e da inde-
U. i. iencid da Italia, a esto immolando furia
da revoluco coia todo o seu cortejo de malefi-
cie ;, c iva lodo esse apparalo do violencias, que a
a aclerisam, e que a fazem abomioanda ?
. 0 lavia nao peoseru, que urna tamaita alTron-
ti aos senliuientos humanitarios, e s crengas
nubru povo, lite arrojada sera que se erga
urna vo/. se quer para protestar contra a incom-
petencia dos que se arrogara o direito de o aiuar-
ao pelourinlio publico, com um rotulo de vi-
li /u, qual a que pollue o carcter do que se iden-
tifica com uma causa, evidentemente hostil li-
ta I lie dos pOVOS.
Oiulhe-so o liberalismo erabora de sympa-
tl ;>ar com as sevicias, as depradaces, os sacri-
li gtos, as perfidias e lyrsnnias, que a revoluco
U ni cornmeilido, e est commettendo na Italia,
n as nao persista no intento de rebalsar a naeo
.portuguesa .i lo nfimo ponto de ahjecgo, que
descea irrecusavelmente se uevras nutrase a
menor sjrmpathia pela causa de um rei, que uas-
ecu catholico e usurpa deslealmente a proprie-
dade da egroja, e man la traicoeiramente metra-
I i: ir soldados, que veilem o uniforme pontificio ;
que invade hostilmente os dominios de um sobe-
. que est bracos com as foro is rcrolucio-
is, e Ihe iinha al ali guardado amizade;
que anteriormente incitara o governo de uma na-
poderosa auxilia-lo na conquista de uma
1 sta provincia estrangeira.
0 povo portuguei um rovo manso, repug-
i-lhe as brutezas selvagens, e por isso nao
le congrttular-se petos vaiitagens da rcrolu-
taliana. O poto portugus um povo ca-
li, ilico, e por isso niio pedo ver com indiltorenca
O; carceres c trra do exilio povoados de bispos,
0 de venerareis sacerdotes de todas as jerarrhtas,
myriades de frades e de parochos brutalmente
espancados, expellioa, e muitos delles exalmdo
a alma victimas do furor, c da barbaiia revolu-
ci i iria, os conventos suprimidos, os cofres dos
estabelecimentos pios tnerce do vandalismo
liberal, o regicidio endeosa Jo, o roubo, e a per-
soguicao da egreja, a postergaban de lodos os
1 -veres, e todos os direitos, o cahos em logar
de ordem, a usurpacao era lugar da legitimida-
de, a anarchia em logar da le, a dissoluro do
todos os vnculos soctaes em lugar da maulen-
cio delles.
Portugal stygmatisa as hecatombes de 3,
3o e 36, se o paiz fulmina a impiedade, com que
c sccllas apollados ao Mindello assallarara os
pos, e os despojaran); uvadiram os pacos
ipaps, e arrancaum delles os prelados para
5 arrastraren! exanges at s raasmorras ; ras-
garan) as leis cannicas, o so apossaram di pre-
lado eclesistica, romo sympathisar com
a revoluco, que acoili a Iialia presentemente?
Reserve para si o liberalismo portuguez a glo-
> i de fazer a apolhese do< nefarios crimes que
a revoluco perpetra. Lmbriague-se comas vic-
1 ras da liberdaie italiana. Tenha ludo apun-
tado para rest-jar com verdadera pompa revo-
lucionaria o completo triumpho garibildino.
mas convenc^-se de que Portugal nao perfilha
as sais ideas, persuada-se que as sympalhias e
a dfdir-aijao deste bom povo pela causa liberal
da Italia, orcam pla popularidade de seguran-
ga, que o paiz solre porque est sob a p'rcssao
da prepotencia de tres governos poderosos, nao
porque Ihe nao ahaje torca para recuperar a sua
vrrdndeira liberdade lo proinplamenle como
no 1. de dezembro de 1640.
Bssa liberdade applaud-la-ha o paiz : a lber-
dado de Vctor Emmanuol e Cavonr, de Hazzi-
nj e Garibaldi, quer tanto, quanl i liberdade
do senhor D. Pedro, a que chamam IV, embu-
ra realmente fosse I.
Anoo.
Um drama no Oriente.
(Conclusao.)
Kalo (cando s, livre da presenca de sen ma-
rido, cujas ultimas palavras nao deixaram de cau-
sar- Ihe certa impresso, tornou-so firme na sua
resolugao, foi chamin, laucn mo de um ma-
chado, auioloii-o, e dirigio-s para o quarto do
seu hospedo Entrou se:n fazer o raais peque.no
ruido, caminhando na pona dos pes, precaugo
intil, porque Yanko dorma profundamento. Sus-
pendeu a linterna que levava, contemplou por
um momento as feicoes do mancebo : um eslre-
mecimento involuntario prcorreu-lli tolo o!
corpo, a mo tremeu-Ihe, sentio enlao uma espe- i
ci de Ptjternecimento ; mas o seu olhar desvian-
do-so bem depressa desse ponto se foi fixar no
cinto que se chava ao redor do corpo de Yanko;'
a ambieo desperlou-se e abafou outro qualquer
senliraento. Krgueu a auna mortfera, desear-'
regou -a repetidas vezes sobre p infeliz, que ex-
halou o ultimo suspiro sera que de seus labios
escapasse um s grito : que passra instante-
mente do sorano morle I
Kato, toda ensanguentada, como que desvaira-
da, prosegua no seu intento ; desligou o cinto,
B foi imm.'dialamenle enlerra-lo ; depois vollou
para junio do cadver. Como escond-lo sem
despertar suspeitas, sem trahir-so? Impellida
para pssc crime atroz nao havia calculado as suas
coiisequencias. O da a veio sorprender entre-
gue cssas e outras eombinaces Tratou logo
de tirar os seus vestidos para tomar oulros ; fe-
chou cuidadosamente a porta do quarto, onde ja-
lla a ncima, guardando pira a noile seguinlo o
cuidado do faz-la desapparecer.
Quando se achou face face com seu marido
nii pie deixar de estremecer ,*receiou trahir-sc
si propria, eprocurou moslrar-sc firme o de-
sassombrada, quao inquieta c perturbada eslava
a sui consciencia. Logo ao romper do dia ou-
vem-se porta alegres e innocentes roses de me-
ninas; balem, ella vae abrir, sua filia, seu gen-
ro, c seus netos; no semblante de todos se achara
estampados o prazere a alegra.
Bnto mama, reconhuceste-lo ? Diz Ma-
iza abracando a mae.
Olera ? PergiiDtou esta empallideccndo.
Yanko, raeu irmo, leu filho ; j vollou e
hootem mesuio devia aqu ter chegado ancioso
por ver se o reconhecerias.
A estas patarras Kioto se sentio desfallecer,
soltou um gran le griio ; lodos pensaran! que era '
efteilo da commocao; mas o vclho Gautcho,!
precipitando-se para ella, exclamoU :
Infeliz, que Dzeste"?! Nao foi bastante que
en houvesso invocado a memoria donosso filho! ,
0 espanto se deaenhou em todas as feicdes; as
crianzas choravamellas nada comprehendiam,
mas bem presentiam que se pissava alguma cou-^
sa de extraordinario
O que feilo de meu irmo? Pcrguntou
Mazitza.
Ten irmo est ali, diz o pae apuntando pa-
ra o quarto fechado.
A porta foi arrombada, e um triste espectcu-
lo seapresentou aos olhos de todos : Yanko ali
eslava csra elTeito, banhado no seu propno san-
gne, desfigurado, assassioado por sua propria
mae I
i\o lardou que por toda a aldeia se e-pIhasse
o boaio desse crune horrivel. Os viziohos, quem
Maiza hara j cuntido a rolla de seu irmo.
admralos por ver que nao apparecia a familia
com Gautilio, e a porta se consrvala fechada,
entreicnram-se mil conjeclurs. Depois de uma
nora de espera, que pareceu um secuto sua cu-
riosidade. elles se deciJiram i irern preveniros
Ichorbadiis [prinripaes pessoas da aldeia) e con-
lar-fhes o que se passava na choupana de Gaul-
Choj Esies requis'.lara.n a assislencia de algu-
mas autoridades ese cnc-imiiiharam para o lugar
designado : depois do balerem intilmente, for-
carara a porta, e descohriram todo o ravterio.
1 .'i presa a familia tola, e cmduzida 4 Niclie,
onilo conservaram-a em custodia ate a inslruc-
ca do processo. Esperou-se para esse fim pela '
chegala do grao-visir, que devia passar por essa !
uidade na sua riagem pela Romelia, onde as pe*
pulages, quera elle faz juslica o abeDcoam, e
dirigem rlenles votos ao cu "pela cooservaco
de Ali lul-Medjid, e do seu servidor, que lo bm
comprehendee executa as suas ordens.
Resolveu-se. pols, submelier ao seu esclarec- i
dpjuizii esse triste e espantoso raso. U gio-vi-i
sir instillo um tribunal composto de musolina-i
nos e dechrislos, entre estes o hispo orthodoxo, |
porque a acensada pertencia religio grega.
tjoi ella coudemnada a ser enforca la ; o bispo po-'
rui oppoz-se execuco deesa sentenca, alle-
gando que a religio orlhodoxa prohibe quo a
niulher seja enforcada ou decapitada ; volou pa-
ra que fosse laneada viva em alcalro fervendo.
O grao-visir recusou preslar-se & essa atrocidade
propria de antigs eras, e conOrmou a sentenca
dos julzes.
A culpada expiou seu crime monstruoso no
meo de uro grande concurso de curiosos.
Estes factos tiveram lugar na cidade de Niche
em fins do mez de ego-to.
{Jornal do Havre.Silveira.)
O Patrimonio de S. Pedro.
Tivemos j occasiao de reproluzir uma circu-
lar do arcebispo de Rouen, dividid i em duis par-
tes. A primeira, que hontem ( domingo ) fui li-
da no pulpito as diversas egrej is da diocese.ans
nuncia que na qu.irla-feira pruxima sdez hora-
da manlia se celebrar na egreja metropolitana
um eluvio solemne em memoria dos offlciacs
e soldados morios na defeza do poder tempo-
ral do papado, e que as outras parochias da
dioce*e ser cantado um Libera, na mesraa
inlencao, seguido das oracos do costume. A
segunda parle, que especialmente dirigida
aos raembros do clero, tem por im cotmnuni-
car-llies que ello arcebispo escrevera ao Sobera-
no Ponlilfce signillcando-lhe a grande parte
que tomava uas suas alfliees.
Posto que parante a poltica a maior parle
dos eslrangeros, que entraran) no ultimo exer-
cito pontifical, devam antes ser considerados de-
fensores da causa piral das legitimidades motiar-
chicas, do que defensores dos direitos da sobe-
rana especial do Santo Padre; posto que ne pon-
to de vista das suggestoos puramente humanas,
e mesmo do principio chrslo da fralerndide
dos hurnens, parega que as'lagrimas, suspiroso
supplicas devam ser cora pgualdade dispensados
todos aquellos que, nos dous exercitos bellige-
ranles, suecubiram para consuramago da obra
que qualquer uma das partes acceitou como um
dever imperioso, todava corr.prehendemos que,
no caso presente, os chefes do clero catholico
queiram reservar os seus bons offinios para a
memoria de umi s calhegoria de victimas :com-
prohenderao3 raais que as theorias do chote da
egreja sobre o seu poder temporal, embora mui
discutiris no tribunal da pura razo e segundo
as regras do direto das gentes, sejam recebidas
como artigos de f por aquellos que professam o
principio dedeponder a sua auloridade da auiori-
da le do Papa.
Em arabos os casos, associar-se s afflicges do
auto Padre, gemer bem alto como elle, sao ac-
tos estes que tem direito merecer a rospoitosa
tolerancia de todos. Mas os prelados franceses,
que at aqu teem erguido suas roses, nao limi-
tan) esse ponto a sua intervencao : abandonan-
do o papel passivo das queixas e suspiros, elles
embocara heroicamente n trombela guerreira,
armani-se dos ralos sagrados do Vaticano, lancim
O anathema s populaces dos amigos estados
pontificios, ao rei Vctor Emmanue!. e aos sol-
dados que comba'eram e morreram ao mando
dos seus generaos. O Papa na sua allocuco
pronunciada em consistorio secreto qualilkara
de sacrilego o ataque das tropas do rei da Sar-
deuha contra as suas : o arcebispo de Rouen, na
circular, que citamos, quwlifica de impia a con-
quista das antigs provincias eclesisticas pelas
mesmas tropas, e at mesmo parece negar a-
quelle re o seu carcter de principe christao.
Semelliantes censuras nao sao menos lasti-
mar & quem do quo alera dos Alpes, especial-
mente n'unia poca em quo se consumraam factos
dessa ordem n'um terreno que a todas as vis
tas sagrado : e ellas sao menos cabiveis, sao
mas destituidas do significaco quem do que
mesmo alm. O Papa como personagem do
.governo temporal, que tem o seu centro na ci-
dade de Uoma. um soberano como outro qual-
quer ; e por coiisequencia o direito das gentes
e o direito nacional nao poderam ser outros na
Italia central que nao os do restante do paiz.
Ora, se j pouco adraissivel a legitimidade de
aeco quando o Papa, aproveitando-se da sua
qualidade de pae ou de chefe espiriiuil dos reis
calbolicos, fas uso dos seus raioa sagrados para
defender o poler temporal contra o rei da Sar-
denha, como possivel sduiitlr-sc que este
principe e os povos sujeitos ao seu sceptro se
achem de qual juer forma na dependencia de al-
gum dos prelados francezes, ou este obro por si
mesmo, ou em nome colleclivo ? Nao essa
urna questo de orihodoxia que cumpre julgar
risca, puramente uma questo de poltica in-
ternacional.
Mas uma vez que o Sr. arcebispo de Rouen
baixou da esphera celeste, emque ames o quere-
riamos contemplar na sua Inviolabitidade, para
vir at a arena das paixoes mundanas, perralia
que tambem discutamos, e protestemos contra a
emisso de principios proprios de outras eras,
que nao teem acccilacao entre nds. Nao exac-
to dizer-se que o re'da Sardenha pela riofeucia
despojou a egreja do patrimonio, que Ihe havia
conferido a liburalidade dos principes, e dos po-
vos. L se foi o lempo em que o poder lempo-
ral se confundid com o espiritual, e nao forma-
vam mais que um s poder ; l se (o o lempo
era que a propriedado territorial se confunda
egualmenle e fonnava uma s com a soberana
poltica : esses lempos j nao exislera, nera elles
c vol laro.
Q anlo aos povos, nao ha mais prescripcs
contra a sua liberdade : el.es j nao se sujeitam
seno reservando para si as consequencias no fu-
turo. A soberana ca-lhes tambera de reserva,
como a ftisca na pederneira at o momento en
que o clioquo com o ferro a faz scintillar. O fer-
rorepresenta aqu o symbolo da violencia : ora,
a iniciativa da violencia parti nao das popula-
ces da Italia central, mas dos principes, inclu-
sive o chefe nsivel do governo pontifical, os quaes
se recusaram obstinadamente k concesses de
instituirles liberaos exigidas pelo progresso da
poca, Tssa outra le de Deus ; os quaes s quizo
ram remar pela torca das bayonetas, esquecidos
do que diz a cscriptura sagrada: Quem com o
ferio ferecom o ferro ser ferido.
Quanto aos principes, nao podem dar, assm co-
mo os outros homens, senao aquillo que pos-
,511003. As trras comprehendidas na circunserip-
gao dos Estados da egreja nao p.-.diam ser dadas
ao papado a titulo de -patrimonio por qualquer
principe ou congresso de principes: porque essas
torras pfirlencein aos particulares que as adqui-
rirara com o seu suor, ou as recberaoVcomo he-
ranca. Os prncipes nao disp&em, nera podem
legtimamente dispr em favor do Papa seno do
direito de governo e adranistraco desses pases
direito que n'outro lempo era considerado como
vindo do co, e por isso se chara iva direito divi-
no ; que hojo reside era cala naci, e constilue
oseu patrimonio inalienavel. Comparar a posi-
5aa do Papa, as circumslancias acluaes, da
viuva e do orpho araoagajos de serem despoja-
dos dos seus bous pela violencia de um brbaro e
ando collateral, ludo islo pode produzir um bello
eireitode estylo para uraa homeli.i, mas choca o
principio das leis divinas, assira como tambera
das leis humanas.
sera duvila grande e solemne a questo de
saber-se-se necessario que o poler espiritual
do Papa se veja cercado do poder temporal a elle
inherente, e que exlensio tanto territorial, quan-
to poltica, pode ser altribiiida a esse ultimo po-
der. Acharaos razo na melindrosa proocupago
que excita no seio do catholicismo um problema
de lao alta gravidade. Mas ningucm poderi sup-
por que da sua soluco, qualquer que seja, de-
pender ou um accrescrao do riqueza, ou um
augmento de pobreza para aquello que traz a lia-
ra. Succeda o que acceder, o Papa deve estar
sempre cerlo de obler, sob esta ou sob aquella
forma, as rendas financeiras que sao necessarias
a sua dignidade, e dignid-do da insiituico; a
unici questo consiste era saber-sese essas ren-
das devero continuar a ser torneadas por popu-
laces obrigadas a entrar de novo ou permanecer
sob o dominio do seu sceptro de principo tempo-
ral, ou se durem ser ellas compostas de conlribui-
ces exigidas de lodos os povos catholicos.
Que os fiis ministros do Cdtholicismo nchem
emludu islo motivos para queixumts erecrimi-
nagoes ; que cborem por aquelles qu6 morreram
combatendo contra as populaces anciosas por li-
bertaren -se (lo jugo do governo papal; porm
ao menos nao desconhegam que aqui nao se trata
de miserias materiaes de surte alguraa, n.io dos-
conhecam finalmente que o papado, na pessoa do
pontifico e no carcter da insliluiro, nao se acha
era lula, nera sujeito a possibilidde de qualquer
olfensa.
Gstate Cazwax.
[Jornal da Havre Silveira.)
r"r e um I d m n ^""V" d" U- "88ntes' 0 recor9 os prohibidos;
Z'1, Pacata, e de outro uma mas, como saberaos> 0 horaem sso ^^
,n 1 ,1 9m?' C, SC CnhCCe and* qUC 1ue ura 8er 80cial e ^avel.toi desuado a hZ
^"'^ comseus seme.hames, na po-
gavemenle as prescr.pgcs ha pouco citada., ;dendo 8llbtrhir-.e 4 esse dever que reconhece
claro est que a pralica de um ta acto, para cu- m..... retnnece
:. ,. H iera sua propria natureza, sem infngir suas mes-
ja appiicagao seinvocam condicoes desla ordem ,,. 1-5..1 -
nimiamente contraria 1!. ....,. I m.a9..'eiS lS n" VemoS "Zao Para W*
nimiamente contraria s leis naturaes.
Que o duello uma especie de legitima detoza,
proclamara- os seus sustentadores.
Mis, quid eta ? Ha uma distaneia perder de
vista entre esta c aquello !
Os principios que regulara o direito de legiti-
ma defeza nao sao sem duvida os mesmos que re-
gulara o duello.
Para que tenha justa applcaco o direilo de
legtima defeza, mislcr que, como sabemos, oc-
corrara circumslancias urgentes, que se d um
verdadeiro conflicto entre o aggredido e o aggres
admita que vivendo elle, como vive, em uma
sociedade civilsada, onde nao falham providen-
cias necessarias, possa langar mo de meios ex-
pressamenle prohibidos por ella.
Quanto ao segundo caso, porm, nao descubri-
mos anda razo alguraa que possa justificar a
necessidade do duello, por quanto, se o provo-
camos tendo om vistas oceultar ao publico a
qualidade da o (Tensa que o originou, vemos que
isto se nao verifica, porque j vimos (a priori)
que era urna coudigo indspeasavel possibili-
dade do duello, a presenra de lestemunhas.
A' que fim pois se reclamara a assislencia
sor, de sorle que o aggredido para poder evitara T* S reclamaria assis.encto
leso eminente, e conservar inlar.tos os .., di. de",a' tf3,emu"h em um acto, cuja origem se
leso eminente, e conservar intactos os seus d-
reitos c atlributos, nao tenha outro recurso se-
nao o de empregar a torca propria, na ausencia da
torga publica.
Outro tanto, porm, nao se d respeito do
duello.
Como vimos, esle aclo s pode ter lugar, pre-
cedendo uraa convenro previa entre os coraba-
tentes sobre as condiges elle inherentes, con-
dices eslas que de modo algum podem intervir
na legitima defeza.
Ora, se para que a legitima detoza exista, e seu
pretenda oceultar? Qual sera o papr! que re-
presentaran) estas testemunhas ?
Certamenle que sua mi-so nao outra'seno
a de informar ao publico as consequenciar do
duello.
Ora, se este aclo s pode realisar-se pcranlce
congresso de testemunhas que eiponham ao pu-
blico a causa que o originen, torca confessar
que a intervencao do duello nao pode ser justi-
ficada sob o pretexto de nao fazer publico sua
causa originaria.
O duello considerado em suas relacoes
e em seus resultados.
O duello, quo como mu bem define o padre
Taparelle o combate singular por tuna cau-
sa pessoal, precedido de uma convenalo previa
entre os que se pretenden', baler ; sm duvida
alguma um acto totalmente contrario s leis na-
luraes.
De fado, da defiuigo cima, vimos que era
condigno indisponsavel para que se podesse dar
o duello, a existencia de urna convenco previa
entre os_ duel'istas ; mas por ventura uraa tal
convengo importara o mesmo que o ajuste de
cortos app.iratos para meros festins, para meros
diveriiraentos ? Por certo que nao. Mas importa
sim a seria declaraco das vonlades de ambos,
acerca de urna renhida e obstinada porfa, na
qual rouitas vezes sao victimas de uma desgrana-
da mort. aquellos mesmos que pretextando vin-
garera a fama e a honra ultrjala, quasi sempre
collocm pelo duello suas vidas na pona do tor-
ro, na boca da pstoh, as mos do seus inimi-
gos; uma tal convenco, repetimos anda, nao so-
mente, importa a provocago da parte de um. a
areilaco da parle de outro, como anda implica
o acerbo e cruel ajuste das armas de que se nao
de servir, do modo porque ho de esmagar, do
lugar onde se ha de representar uma scena lao
horrorosa, e finalmente das pessoas que devero
presidir e testeraunhar este barbar combato.
Nesta triste stu.ago se acham os duellislas :
um o que provoca o desafio, c outro o que aceita,
so vem na dura necessidade de malar ou do
morrer s mos de sou concurrente.
A' vista, porm, dosle estado funesto de cousas,
peguntamos, qual tora a dea que logo se des-
puntara era nossa reflexo ; qual a consderago
quo actuara na razo humana, quando em face
de um tal conflii to se traiasse de investigar e de
terminar o seu valor jurdico e moral ?
Certimente, respondero os que conhecem os
prejuizos do duello, que esle arlo implica sem-
pre uma violaco s leis naturaes, quer seo con-
sidere em relago ao pro ovante, quer em rela-
cao ao provocado ; e na rerdade assim por-
qumlo aqnelle, por isso mesmo que exacerbado,
procura a lodo o prego vingar a olensa recebida,
oliendo inevilavelmenl- i le naturalrespeila a
existencia de tea semellinnte ; esle estimando
era pouco o que deve constituir o objeclo de seos
prncipaes desvellos, oliendo egualinente oulra
le natural conserva-te.
Ora, se se confiero perfeitamenle que o duello
nao pode ler lugar sera que precedan), como cir-
^OLIIETIM
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAM8UC0-
MlfrM
XLVI
sl'iimirio.Scenas contemporneas da vida ma-
rtima.L'm hornera ao mar!Reserva nava
da Inglaterra, actualmente em wnstrucgo em
seus arseoaes.
1 amo catholicos procuramos um templo onde
i --i-mos d.ir gragas Deus por nossa boa
1 ijgeui: intolizmente, porm nao nosfoi possl-i
re salisazer esle desejo, porque, naqu'-lla trra,
a verda icira doutrioa do Crucificado nao co-
nhecida, e s se abrigam nolia as soitasdissideu-
la da egreja romana ; o que nao tete admirar,
atleudeudu-se origem de seus habitadores, des-
cendenl-s de IIollanleze3 lutheraoos, de Franre-
r-:s calvinistas, e de Inglezes prolestautes, como
j 1 diisomos.
II1, porm, algura-is egrejas destes cultos, en-
tre as quaes sobresalte uma do priraeiro, vastis-
Sima, e de arcliictetura boa e severa, corada por
uma torra raui alta, que nos servia de guia para
nao nos perderraos as ras da cidade.
Timbera a magonaria est all mui fiorescente.
C lera casas exfolenles pira suas reunios, sem-
pre numerosas e bullanles. Emre nossus olu-
Ciaes mais aotigOS, dous haviam afliludos esla
sociedades, outr'ora lo poderosa, e quo anda ho-
j i acha-se espalhada por lodo o mundo, os quaes
[orara recelados cora disiiocgo pelos seus con-
fra les l'aquellas lojas.
Sorprenden-nos nao haver um l'nealro em
uma ci lade lo rica e popular ; mas o orgulho
ingles a h ni logo uma resposla prompta para
nosso reparo temos anda que realisar rauilos
m-dlior imniitos uteis, priraeiro quo possaraos cui-
dar da edificago de uraa casa para diveriiraentos.
que alias o paiz nos offerece era seus arre-
flores.
E' o mesma sentimonto quo os faz dizer quan-
do se ii>la a falta de arvoredo copado nos vastos
e verles prados inglezes, que alera do encantar a
payssgem, daria uraa sombra agradavel ; nao
temos espago para ellas No room I
Entretanto ellos lateriormeule pensara o con-
traro.
Entre os eslabelcciraentos pblicos da cidade
do Cabo merecen) especial mengo, a residencia
habitual do governador, situada no meio do jar-
dn) dj quo fallamos, que est sempre aberio ao
povo, e offerece durante o calor do dia um deli-
cioso passeio ; o Slardliius, tribunal em que
se decidan os negocios civis ; os quarteis da ca-
rallarii, de uma elegancia ecoramodos notareis,
e emfim, na entrada do dito jardim, um vasto e
cobre edificio, em cojo recinto esto reunidas to-
das as reparges publicas, dependentes da ad-
mxiislrago.
Intorrairaiu-nos quo havia uma bibliotheca ;
m3 senamento ella nao mereca esle nome, nao
56 porqu; era pabrissima era obras, a maior par-
te arruinadas, como porque eslava sob a dircrco
de um hornera de pe quinta es, como disse Arago, que pouco lempo au-
tos a visitara.
Em falla de livros, porm, que nao defende-
rn) os habitantes do furor dos Cafres, que al
ento anda nao so itiihim podido habituar ler i
aquelles viziohos potldos, existem boas forlale-1
zas, que orainara 9 baha da Mesa, e a lornam
bem protegida.
Ha tambem uma vasta praga, denominada Cam-!
po de Marte, onde um exercito de vinlo rx.il ho- i
mena p le manobrar perfeita nenie. Neste cara-
po anda vimos os canaes alenos em toda a ci- j
dade pelos Hollandezes. c que (orara conservados
ahi, nao sabemos porque razo.
Alm da tropa regulis tem a cidade do Cibo,'
sua ipolicia especial, nao numerosa, mas com-
posla de serenos, que noite se reunem em um
ponto dado, d'on le so espalnam-depois por todas
as ritas em rondas de dous ou tres homens.
Quem tem visitado a Hospanha, ou as republi-i
cas Argentina e Oriental, conhece os Serenos. I
Sao homens que do dia oslo confundidos cora a '
lopulago. mas qup noile reveslem um unifor-
e, que mais parlecipa do trajo civil do que do !
ilitar, e se apreseutam armados com uma langa,!
pistola, c uma lauleina furia-fugo, que de multa
lidade ln.es para reconhecorem um lodividuo
sVispeiio.Qxando-o cora o olnodo vidro, repenti-
"imenle illuminado.
Os do Cabo da Boa Esperanga s divergem da-1
qiiellesemnoannunciarem as llorase o tempoem '
alias vozes, o qae horas mirlas da noile tem al-
ma cousa de siuistro e melanclico, que entris-
tecb a alma ; mas que, todava, tranquillisa o
espirito, porque raostra ao cilado que, eraquan-
1 eylo repousa, a adminislrago publica vela por
1 de seus subordinados.
Estes eram raui activos e vigilantes : com todo
o cuidado nos acompan'.uvam, sem comtudo dei-
xar p-lrceoer islo, e sempre que nos viara em era-
ba ra^oa, por nao saber uma ra, ou oulra qual-
quer cvusa, pulidamente nos dirigara. Se encon-
iram por alta noite alguma porta aberta, ou avi-
sara os moradores para fecha-la, ou se postara em
observarto, se desconfiara quo ha alguma ten-
tativa de\roubo, ou da qualquer outro crime.
Sao homens coiihecidos.de probidade nao pro-
blemtica! bem pagos para se dedicarem exclu-
sivainentei aquello servgo, e que corresponden)
perfeitamenle 1 vistas da raunicipaldade. Assim,
pde-se confiar nelles sera receio, e de facto as
ras noit* sao mui bem vigiadas ; porque as
rondas teem limites prximos urnas das outras, e
nunca os abandonan).
Entre nslesle servico, lo irapoilante, feilo
de uma raaneira lampntavel, e embora as provin-
cias gastem animalmente uma somraa avullida
de suas rendas com a polica, m-m por isso deixo
de ser ver lade que, a maior parle dos crimes que
presenciamosUodos osdias, o cojos autores fleam
impunes, sao animados por seu descuido, pela ne-
gligencia, e at complicidade de agentes que de-
viam ser incorruptiveis ; mas que com urna-gor-
gor insignificante permiliem todas as inlracces,
e. feehara os ollios ludo I
A illumifiacu publica era de aseile doco : mas
cm lampeos limpos, colloodos em postes, de.
pequea em pequona distancia.
Opharol esl collocado na base do morro Ca-
mpa do Leo, e risivel em uma distancia de
vinie e cinco trila milhas.
Tinhamos o projecto de subir a montanlia da
Mesa, para verntos o sublime panorama quede
sobre ella se devisa ; porm tomos demovdosdo
nosso proposito ; porque nao s nos asieguraram
que_ o cantinho era difflcimo. como que bata
perigo do encjnlrar algumas toras ou indigents,
que nos lizessera mal.
Se inuito perdemos por isso, bstanlo ganha-
ram os nossos leitores, que. em lugar de ftcarera
aborrecidos com a pallida descripgo que pode-
11 un is fazer-lhes do espectculo que nao podc-
riainos esbogar, vo encontrar aqui as poelcas
pinturas fetas por Cook. e Arago. islo por um
grande e incansavel navegante, cujas memorias
sao cheias de interesso, e por um poeta, que de
porto conhecemos, e que veio aehar era nossa
patria ura tmulo que a sua franca Ihe oe-
gava.
Deixemos filiar o primero :
.< A monlanha da Mesa foi o objeclo de ura de
nossos passeios.
o O caminho escabroso, fatigante e diflicil,
por causa das pedras que rolam sob os ps do ca-
minhante.
Quasi meo entramos em uma vasta e Ma-
donna fund, cujos lados perpendiculares sao
guarnecidos de rochedos ameigadores, arruma-
dos em pilha e deilados. Pequeos regatos sa-
ltera das tondas ou cahem dos precipicios era
gotla, e do vida s plantas e aos arbustos que
encltem abaso. Outras vegetaes que crescera so-
bre urn slo mais secco, o que parecem concen-
trar seu sueco, cspilhain ura cheiro aromtico,
cujo perfume ura vento fresco faz saborear. Era-
fim, depus de uma subida de tres horas,
alliogmos o cume da monlanha, que .quasi ni-
vellado, mui estril, e completamente lirapo de
trra ; cora ludo, existiain muitas cavidades
cheias d'agua da chitva, e algumas cometido um
pouco de trra vegetal, d'onde algumas plantas
odorferas extrahiam sua nutricio.
Por ahi habitara cabras selvagens, grandes
macacos, abulres solitarios e numerosos sapos.
A vista de quo se goza mu extensa e bs-
tanle piuoresca ; a baha pareca ser apenas um
tanque ou uma bacia d'agua, e os Gavias se redu-
ziim pequeos boles.
A cidade, eas divisos regulares de seusjar-
dins asseraelhavam-se brincos de meninos. A
Garupa do Leo era ento uraa monlanha pouco
considoravel. Ao norte a ilha Roben, as collinas
Brancas, as collinas do Tigre, o alm uma cadeia
magestosa da raunlanhas mais elevadas que limi-
tavara a vista.
Um grupo de raassas de rochedos quobrados
fecha a baha do Bosque oeste, e, prolongan-
do-so para o sul, forma um lago da baha da
Mesa, e se termina no famoso Cabo das Tormen-
tas, que el-rei D. Manoel do Portugal, denom-
nou o Cabo da Boa Etperanra. Ao sueste, o
orisoule atravessava o isthm'o baixo que existe
entre as duas Bahas : dislinguia-s alm a colo-
nia dos Hutentotes, chamada a Hollanda, e as
monta';,has nos arrobaides de Slellembosch. Im-
, m3nsas plantages, encerradas de todos 03 la-
I dos por immensas charnecas, e cuja verdura con-
I trastava agradavelmentocora e resto do paiz, tor-
mavam tambera ura encantador panorama ; que
era ainda mais embellecido pela villa de Cons-
tanga, que se distingue, e que um dos mais ce-
lebres vinhedos COnheridos. Picamos duas ho-
ras no cume da monlanha, e s o deixamos, por-
que o ar mui vivo nos obrigou descer.
Agora traiiscrevcmos a bella descripgo do se-
gundo escriptor :
Nada ha t.io imponente no mundo como o
quadro que tinhamos a vist*. Todo o que a nalu-
reza le ni de grave, magestoso, potico o lerrivel
esl aqu nossos ps, nossos l idos, em torno
de nos. O mar e seus navios, uma cidade com
seus tormososedificios, muntanhas esperas e sel-
vagens e immensos desertes aonde os olhos se
espriam por unta lungitude sera limites. C01I0-
camo-uosem p sobre a pedra mais elevada da
Mesa, chamada sepulcro chnez, e orgulhosos
de nossa conquista, encontramos ao seniarmo-
nos, uma alegra que nao podemos exprimir.
Acabamos de fallar de Constanga, que goza de
uma justa celebridade por seus excellcutcs vi-
nhos.
Nao era possivel despresarraos uraa occasiio,
que nunca mais talvez depararemos, p^ra fazer-
Ihe uma visita. Todos os naturaes elogiavara a
belleza deale passeio com muilo enthusiasmo, e
isto mais incitou a nossa enriosidade.
Dous meios de transporte comraodos para via-
jar-se eiicontra-se no Cabo, e se nos ollereciam
para esla excurso de prazer, e srf, ou carros
Europea, puchados por magnificas parelha3 dos
seus afamados caradas, e guiados por cocbeiros
raalaos, d unta destreza inexcedivel, que se
tornara originaos pelos singulares chapeos chi-
neza de que usara sempre, de abas redondas (de
grandes diraenses, e ponte-agudos. do sorle que
parecem trazer uraa pyramide por sobre a caboga,
ou carros de madeira do paiz, que accommodara
familias inleiras ; puchados por dezaseis e mais
juntas de Lois, que os Iloitentotes e Cafres guiara
de uraa maneira raaravilhosa.
Estes vehculos sao commodos e convenientes
para as grandes jornadas para o interior da fri-
ca ; porque nelles reno o viajante tudo quanto
pode precisar, porquanto nao ha as estradas
hospedaras, nem ranchos em que se accoramode.
Nelles se faz todo o transporte de gneros do in-
terior para a cidado, e nao deixa de ser interes-
suite ve-Ios ahi no meio da cvilisacao de que
anda distara lauto.
Langamosmo, porlanto, como era natural, de
um dos primeiros, superior cm lodos os puntos
de vista aos que encontramos em nossas cuchei -
ras de aliiguel, e todava ublido por ura prego
muilo inferior, ainda que o sust-nto dos bellos
animaes que os puchara seja mais caro do que
aqui o capim, porque consiste quasi sempre em
teo.
Realmente nao sabemos al que poni ellas
pretendero elevar suas exigencias, que j sao
raui vexitorias para o publico, que nao pode dei-
xar de procura-tas era certas oecasies.
Nossos arrebaldes sao magnficos, os do Rio de
Janeiro e Baha nao teem nada nvejar aos
mais lindos sitios do mundo. Pois bem os que
unem a cidade $ villa de Constanga, que della
dista los flilu'js, nao Ihes s5o inferiores, e apre-
senta,m u.m aspecto da ferlilidade que alegea a
uso possa ser permillido, mislcr a intervencao1 A" ma'3 acresce 1"e Publico, querendo
do acaso e a presenca do um confiieto, claro est '" P'en co"hccimento da c"S este acto, se
a dspandade, a dlTerenca entre esta e o dueilo B* Uo,iyess,!m estemunhas que lite intormasse,
emque se divulga uraa premeditago emque' sem duT|,,a ""! outras causas que talvez
se divulga urna liberdade ampia em provocar e ,m ma'S Prpodlclaes 'lue a verdadera, c eis
em aceitar a provocaro. al" uma c">sequencia m, dedusida do
duello.
As razes ha pouco expendidas, alm de cor-
roboraren! essa iheona, provam, segundo nos pa-
rece, exuberantemente e em grande parte, nao s
a Ilegitimidad e do duello, como ainda que os
seus sustentadores jamis podem invocar em seu Pois bem, vejamos em que consisto esla honra
auxilio o direito de legitima defeza, visto que es- '. e tal ser que concordaremos em que scia elle
le so apparece quando existe colliso, e na ausen-: um meio apto para vlnga-la.
ca do poder publico, quem incumbe velar in-
A honra consiste, ou na boa reputago em qua
nos lera os demais homens por nossas virtudes,
ou ento no bel cumprimento de nossos deveres,
Vingar
principio
listas.
a honra ultrajada, dir alguem, o
que ordinariamente induz os duel-
cessantemenle sobre os homens.
Depois de havermos demonstrado evidentemen- ......- -v' --"............ ut '
te por um lado a ncompatibilidr.de entre o duel- 30Dl10 semPfe a virtude e a probidade a base
lo e as prescripges naturaes, passamos agora : desU honra-
demonstrar, como ainda por outro lado o duello! n a a i -
Ora, se verdade isto, vemos que nao pde
deixa ver essa mesma incompalibilidade cora as
mesmas leis.
Com effeito, o duello ainda contrario ao di-
reito natural, porquo, devendo os seus agentes
recorrer justiga e torga publica,para decidirem
suas quesles (nao s porque ha lempo sobejo pa-
ra islo, como porque a jusliga e a torga publica,
haver honra onde nao ha virtude ; logo o duello
nao pode decidir della, por quanto as armas nao
1 de ni da-la, ou tira-la.
Portento, vemos ainda que a vinganca do uma
pretendida honra nao pde justificar o duello.
As causis que de ordinario originim o duello,
sao os nicos meios aptos de que se deve langar1' sao quasi sempre as que fcilmente podiam =er
mo em circumslancias taes), nao o fazem ; cons
liluem-se ju/cs em sua causa propria, e oton-
dera ao sao .principio do direito pelo qual a tin-
guen, permillido destribuir justira si mesmo,
principio este que lem dado nasiiment aos di-
versos tribunaes, que os sustenta c lites submi-
nistra toda a sua importancia.
Ora, se se reconhece a existencia de tribunaes.
enearregados de destribuir juslica, e a existencia
de ura poder publico, capaz do terminar ques-
les que se ventilara no foro, claro esl que em
face deslas providencias, ningnem deve lan car
dispensadas, e taes so os ditos picantes, os
olharcs de despreso, etc.
Ningucm dir por corlo que taes fados devam
ser punidos com a morle.
Por mais que tenhamos pre3cruttdo com toda
a diligencia as causas que poderiam justificar a
legitimidade da duello, nao- vemos uma que se
presto isto, nao serem os caprichos e as pai-
xoes individuaes, sendo por isso mesmo que a
sabia egreja catholica tem fulminado penas con-
2XZZX z?23*ir*rrz' --^ -i-**- at 0 UM ,-.-
go em lugares sagrados, quando thegam mor-
rer sem receber os sacramentos, os soccorros
espirilitaes. o sem arippendiraento.
Concluiremos portanto com i. Rouseaux que
injuria recebida, por quanto este acto importa
sem duvida a violagao do principio ha pouco es-
tabelecido, e por conseguate, contrario ao
direito natural.
Que se vivendo tora da sociedade, em ura esta-
do de abjeccao, onde nao bajara tribunaes, onde Pra demonstrar a illeglimidade do duello e a
nao se faga aeor o poder publico, que se possa j nenhuma razo que assisle aos seus sustenta-
dar o due.lo e que para nao se fazer patente a ,wn= mr,, .,
iiualidailn ,1 nir.n .,,! i dores, retore asegrale mxima : gnardae-vos
quanuaue a ollensa sendo pleiteada perante os .
tribunaes, se recorra s armas ou ao duello l confundir o sagrado nome de honra com estes
proclamara anda oulros. \prejuizos brutaes gne collocam todas as virtudes
_ i na pona de uma espada, e que s sao proprios
dizer, seohomem fosse decretado viver tora
da sociedade, neste supradto estado extra-social,! Recito, 12 de dezembro de t&60.
onJo por assira dizer, is leis eos tribunaes que!
o regem, nu sao oulra cousa raais do que os
diclames de suas vonlades caprichosas e exlra-
fgydio Francisco das C'hagas.
Lraa mulidao de elegantes casas de campo os
embidlezmi, com suas fl rscenles plantages de
vinhas, e de arvores frondosas, que nao parecem
estar no solo da frica, e tornara este passeio
verdadeiramenle delicioso.
Mas, entre estas duas naturezas que compara-
mos, e que era definitiva se assemelhain, ha um
ahysmo que as separa.
No nosso Brasil tudo devido ferlilidade es-
pontanea do solo, sua riqueza e torca de vego-
lacao ; o huraem quasi nenhuma parl lera nslo
espectculo que gosaraos ; no Cabo inlera-
mente o contrario, observamos o elTeilo da in-
dustria ininterruot e nlelligenl de povos que
conhecem a riqueza da trra,como os Hollande-
zes, que conquislaram sua patria s vagas do
ocano, e os inglezes encerrados cm sua ilha de
car vio de pedra, e de ferro.
Pela quanti lade de rinho de Constanra que se
encontra renda era lodo o mundo, su'ppor-se-
na que a produccao crande. Enlretanlo assira
nao ; ella nao excede animalmente cincuenta
pipas, e tolo se exporta para a Inglaterra.
lode-se. pois, considerar o que se acha era
nossos mercados, como succede maior parto do
Champagne, omo falsificado, tanto mais que
elle cusa ali nos grandes depsitos do proprie-
tario. 100 o barrilzinho de 3u garrafas, e nelles
se yende a i$ a garrafa 1
Estes depsitos ou adegas sao dignos de ser
vistos : porquo esto mui bem estabelecidos
nelles achara-so os vnhos recolhidos e classifi-
cados contormo a dala da colheita que porten-
cera, chegando algum ler um secuto de edade !
Os proprielarios pedem sin,re que as visitas
inscrevam seus nomes em livros proprios, em que
tomos os de ba,lantes personagens. entre ellas os
ue alguns falsos marquezes brasileiros e por con-
sequeiicia fizemos o mesmo, depois de provar o
ruis delicioso nec'ar que tenhamos bebido, que
fazia unta grande diHereng do que haviamos
apreciado como legitimo na cidade '
Por ahi faga-se idea da transformara que elle
sotrer. alratessando o Atlntico, sa ja to perlo
passa por modificago, combinando-se talvez urna
terca parte do genuino com duas tergas partes do
vinho inferior que perlo d'ali se recoihe, que as
sim mesmo o excedente !
No mesmo d:a rollamos bastante salisfeitos de
nossa viagem, 0 nao sem trazer um pouco do
precioso licor, para offerecer aos nossos prenles
o amigos, de quo tinhamos a raais viva recorla-
gao.
(Confinuar-se-fta.)
V
Nao deixa de spr curioso que Garibaldi, o ho-
rnera apaixonado da guerra, o here que s res-
pira contente no meio dos campos do batalha
cuja vida lem sido sempre de aventuras, e que'
ama o perigo e o procura ern toda a parte om
que elle Ihe acea, como no Rio Grande do Sul
Montevideo, Roma, e ltimamente na Italia onde'
se tem cobertn de gloria, seja o proprio que dirija
ura memorndum Europa, propondo-lhe uma
contoderaga j geral de todas os nages ; ura abra-
go fraternal dos reis dissidenles, e, como conse-
qucncia desta feliz situacao, que realisaria era
nossos das a sonhada edade de ouro, o desar-
mamenlo simultaneo de todas as potencias, que
hoje absorvera a maior parte de suas retidas era
sustentar numerosos exereitos, e poderosas cs-
quadras.
Nao suspeilavara os Amigos da l'az, que at
agora anda nao poderam adiar um meio elTiraz
de realisar suas benficas intences, que, no bel-
licoso italiano linham lio notav'el adepto !
Esto secuto tem sido mui singular Apparecem
mudancis, converses, aconlecimentos taes, que
transtnrnara os clculos dos mais sagazes Anda
nos (altiva mais esta O p-opro homem que tem
accenlido na Italia um rulcao mais medonho
que o seu Vesuvio e Etna, e cuja eruprao i ao-
vorou cinco thronos, o mesmo que sn'nha.'air.da
armado, em uraa paz geral, que os aconteciman-
los era que leve a mas gloriosa parto, talvez {tos-
iera por muilos .tunos do mundo '
Nada, o tal mmoratM{iwn nao de Garibaldi .
provavelmonte o parto laborioso de algum ro-
mancista celebre, que repentinamente quer ga-
nhar os toros de homem de estado consummado.
Quem sabe se nao ser um novo capitulo do Mon-
le-Chrislo, ou dos Mosqueleiros ?
Porm, era quanto as patarras do homem so
de paz, e os actos sao de guerra, vejamos o que-
(az a Inglaterra, que tambera diz ser seu dei*jo
a paz.
Todos sabenj que ella j possue uraa marinfca
extraordinaria: pois ainda nao est, contensc com
ella, e segundo um extracto que fazemos do The
United Service Gaselle, do dia 27 de oulubro ul-
timo. Un na ento em construego nos sus rse-
naes raais 42 navios de guerra, que deviam sec
armados como se especifica.
Em Pembroke haviam olo, e, eram os segua-
les, pelos quaes fariamos grande negocio, se tro-
cassemos toda a nossa esquadra, que vae cami-
nhando passos gigantescos parsita dissolugo :
Aurora, 151 ; Defian.ce, 91; Pandora, >i Per-
seas, 17 ; Shearivates, 11 ; Triumphe,9l"; Tweed
51 ; e Zealous, 91. Era Doplpord 7 Col'umbine'
U;Favorile, 22; Neweastle, 51 ; Rapid, II*
Rosario, 11; Spetdtcell, 5 ; e Zebra, 17. Era
Chalara 6 Deltidera. 51 ; Ouitari. 91 ; fotl-
lesnnke. 21 ; Reindter, 17 ; Royal-Oak, 91 ;
! t/ndaunies. 51. Quatro em Porlsmoulh ^
Channcleer. \1-, Dryad, 51 ; Glasgow, 51 ; o
Royal.Alfred.9l. Tres em WoolwictBristol.
51 ; Repulse. 91 ; c Wolverine. 21. Tres em
MillwailEclipse, 4 ; Lily, 4 : e Star, 4. Qua-
tro em Devonport Liverpool. 51; Occan, 91 ;
P'e, U ; e Robaste, 91. Em GlascnwBlack
Prince, 36. Era liwow New-astle-ruji-TyneDe-
fensa, 16. Em Shoerness.Voi-f/i-.Sar. 22. Era
Poplar /Misranee, 16. Em BlockewallFftr_
rior,36. Era PlymoulhTriuculo canhoeito
e em Newhavem, Tyriam, ennhonheira.
A VS'airior, fragata do 6.000 toneladas, aforra-
da toda de aro, para Picar invulneravel. devia ca-
hir ao mar no da 15 deste mez.
Reflictam os ooss.os leitores na signicagc
deste (acio, c decifrem a charada4
A. A.
TIW. TYP. DE H. F. DE PARIA.W>.
v


N
ILEGVEL


Full Text
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