Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09182


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Full Text
illl XXXVI. HUMERO 282
Por tres mezes adiantados 5J000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
-
oarta mi s pe mam de mi
Por anno adiantado 19$000
Porte franco para o Subscritor.'
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahib3, o Sr. Antonio Alexandrinode Lima :
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaly, o
Sr. A de Lemos Braga; Cear, o S<. J. Jos de Oli-
veira; Maranho, oSr. Manoel Jos MartinsRbei"
ro Guimares ; Piauhy, o Sr. Jool Fernandos de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Cosa.
PAKlluAs Uus COKttfclOs.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
e sextas reiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tercas tetras.
Pao d' Alho, Nazareth, Liraoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Sirinhaem, Rio Formoso. Una, Barreiros,
Agua preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiosrparlem as 10 horas da manhaa
EPHEMERIDES DO MEZ DE DEZEMBRO.
aQuarto minguante as 3 horas e 40 minutos
da tarde.
12 La nova as 10 horas e 28 minutus da manhaa
20 Quarlo cresceute as 3 horas e 50 minutos
da manhaa.
28 La cheia aos 58 minutos da manhaa.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeiro as 10 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundo as 10 horas e 30 minutos da tarde.
JADINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaco tergas, feiras e sabbados.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas-
Juizo do commercio: quartas ao meio dia.
Dito de orphos: tergas e sextas as 10 horas.
Primira vara do civel: tergas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel ; quartas esabbade* a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
3 Segunda. S-. Francisco Xavier apostlo.
4 Terga. S. Barbara v. m.; Pedro Chrisologo.
5 Quarta. S. Ge raido are.; S. Sabas m.
6 Quinta. S. Nieolo B. de Mira ; S. Leonisa.
7 Sexta. S. Ambrozio b. doutor da igreja.
8 Sabbado. tfc Conceigo de Nossa Senhora.
9 Domingo. S. Leocadia v, m. ; S-. Restiluto b.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO S17.
Alagoas, o Sr. Claudino FaleSo Dias-; Baha,
Sr, Jos Marfiris Alves; Rio de Janeiro, oS'.
Joo Peroira Rartins.
EM PERNAMBUCO:
_ O proprietario do diamo Manoel Figueir8 i
Paria, na sua livraria praga da Independencia a-
6 e 8.
PARTE OFFICIAL.
ministerio da fazenda,
EXPEDIENTE DO DIA 21 DE SETEMb|rO DE 1860.
Circular s thesourarias, declarando que o re-
curso establecido na parle final da circular de
17 de fevereiro desle anno, das deciges das mes-
mas thesourarias por occasiao dos qollectores re-
sidentes al distancia de 60 leguas da capital
da provincia haverem incorrido as penas do
art. 43 da lei n. 514 de 28 do outubro de 1848,
devo ler lugar nicamente nos casi>s em que as
ditas decies sejam favoraveis s partes.
A' de Pernambuco, approvando a sua deli-
beracao, communicada era officio de 24 de julho
ultimo, de relevar o collectur do rnunicipio da
\ictoiia Joo Cavalcante de Albuquerque, da pe-
na da prrda de porcenlagem e pagamento dos
juros de 9 por cenio, por ha ver edlrado para o
cofre dous dias depois do pnzo estabelecido,
com o producto das reudas^arrecadadas no tri-
mesiie aulerior.
22
Circular mesma Ihesouraria, approvando de-
ciso semclhanle tomada a respeito do ex-col-
leclor do Rio-Formoso, Manoel Theodoro Pereira
Lins.
23 -
Circular ao ministerio da guerra coramuni-
cando, em resposta ao seu aviso de 1 de maio do
corrente anno, em que pondera as razes que
reclaman a alteragao da circular do thesouro
de 7 de Janeiro do 1856, n. 13, a qual prohibe o
pagamento do sold dos officiaes reformados,
em quanto estes nao apresentarem as respectivas
patentes'.
1., que os decretos rfs. 119, 261 e 681, do 29
de Janeiro de 1842, 10 de Janeiro dei 1843 e 10
de julho de 1851, determiuara que o sello de
quaesquer ttulos seja pago por urna vez somen-
te, e que a ninguem se satisfagan! os respectivos
yencimenlos, sem previo pagamento daquelle
imposto, coramiuando. alni dsso, o ultimo dos
citados decretos, multas e ponas paraj o caso de
s<>r infringida urna tal disposiclo, seguindo-se
d'ahi nao se poder pagar aos militares nomeados,
promovidos ou informados, antes que hajam sel-
lado os ttulos competentes, que sao as patentes;
2., que a razo de pobreza nao pode ser alle-
gada em favor dos officiaes reformadas, porque
nas mesmas clrcumslancias so acham os jubila-
dos, aposentados, pensionistas, eoutro?, os quaes
nao recebem os seus vencimenlos, senao depois
que tenham provado que satisfizeram o imposlo
em qucslo.
3., que a adoptar-se qualquer medida no sen-
tido do mencionido aviso, nenhum ofJIcial refor-
mado sollicitaria jamis a sua patenie, porque
nao Ihe resultara o menor intQresse de tira-la,
e nesse caso seria obrigado o thesouro a suspen-
der o pagamento do sold, o que causara os
mesmos embaragos que ora so pretende remover.
4.", que o estado correra o risco do pagar sol-
dos indevidos, como aconteceu entre outros, a
rospeito de Jos Jacintho Pereira, da provincia
do Rio-Grande do Sul, o qual sendo formado na
graduarn de major, com o sold porm de capi-
:o, recebeu, entretanto, por falla de patente, o
sold do posto inmediato, de que sobreveio um
prejuizo faienda nacional de cerca de 5:000$,
de que ella se nao pode nunca mais iodenmisar.
5.", que a nica providencia que parece adop-
tavel quando os officiaes residirem nas pro-
vincias, mandar arbitrar-lhes o sold da reforma
provisoriamente pela ihesouraria de fazeuda,
vista da f de officio, inclui-los em folha, o
pagar-lhes tambem provisoriamente) os sidos,
mediante fianga e previo pagamento de sello o
mais direilos devidos, marcando-se-lhes um pra-
zo razoavel dentro do aual devara apresentar as
patentes ; praca esla que observada quanto
aos pensionistas do estado.
Roga-sc emfim ao roesmo ministerio, que, se
aislo convier, sirva-se de coramunicar ao da fa-
zenda, atirn de se expedirem as ordens necessa-
rias.
A' Ihesouraria de Pernambuco, mandando
fiscalisar, era virtudo. do aviso do ministerio da
guerra de 30 de agosto do correte anno, o em-
prego que liveram os600, que sob responsabi-
lidade da presidencia, foram adiantados ao l-
ente Jos Anselmo Valejo, para despezas da
vwgem que fizera para a villa do Ouricury, em
diligencia do servigo, conduzindo dinheiro, far-
danicuto e armamento para a respectiva compa-
nlna de pedestres.
29 -
A' Ihesouraria do Para, mandando proce-
der com urgencia i avaliago dos fizendas na-
conaes de Arary, S. I.ourengo e Santo Antonio,
cujo valor nao consta no thesouro.
2 de outubro
A'directorio da contabilidade, communi-
'.cando que fora decidido por imperial c immcda-
a resolucao de 29 de selembro do corrente
3tino, tomada sobre consulta da scc^o do con-
selho do estado, que os empregados promovidos
ou removidos quando doentes ou noi gozo de li-
cenga, e os que carem addidos s reparticoes
a quo at enlo fjerlencio nao tem direito'aos
respectivos vencimenlos senao depois da effeeti-
va possede exercicio era 03 novos empregos pa-
ra que houverem sido despachados, e que por-
lanlo devem perceber pela reparligao donde 3a-
luram. os vencimenlos que anteriormente Ihes
pertenr.iam : licaiido igualmente a mesma direc-
tora na intelligencia de que, se na applicaco
desla regr alguma differenga se der entre as
quanlias despendidas e as decretadas na lei de
orcaracnto, o excesso das primeiras para as se-
gundas dever ser levado verbaEvcntuaes.
E nesta conformidade cumpre que se proceda a
respeito de Mximo Forreira de Albuquerque,
ex-escrivo da alfandega do Rio Grande do Nor-
te, removido, quando licenciado por motivo de
molestia para o lugar deajudanto conferente da
da corle, o cuja pretencao deu origem citada
resolugo.
A' mesma, communicando que, atienden lo
a que nao ha lei que obste a que sejam abona-
dos, nos casos de aposentadora, os servicos
prestados ao estado como addidos a qualquer re-
parligao, ou outros semelhanles, com vencimen-
los ou sem elles ; e a que, alm disso, o princi-
pio favoravel tem j sido adoptado, por mais de
una vez, a respeito de empregados das reparti-
coes da guerra e marinha, fui decidido, por im-
perial e imraediata resolucao de 29 de selembro
desle anno, lomada sobre consulta da secgao de
fazenda do conselho de estado, que deve levar-
se em conla, para a apresenladoria dos empre-
gados pertencentes ao ministerio da fsienda, o
tempo que houverem servido de addidos, gratui-
tamente ou nao, em qualquor reparligao publica.
A' mesma, communicando que, de accordo com
o parecer da mesma directora o com o do con-
selheiro procurador fiscal, foi resolvido, por im-
perial e immediata resolugo de 29 de selembro
uliimo, tomada sobre consulta da secgao de fa-
zenda do conselho do estado, que na expresso
vencimento fixo de que usa o art. 39, do de-
creto n. 2,343 de 29 de Janeiro de 1859, para re-
gular o augmento de vencimenlos a que tiverem
direito, quando aposentados, os empregados das
alfandegas, mesas de consulado e recebedorias,
comprahende-sc nao s o ordenado, mas tambem
a gralicago de que trata a tabella annexa ao
decreto de 16 de Janeiro de 1858, n. 2,082 : cum-
prindo porlanto que nesle sentido se proceda a
respeito do requerimento de Francisco Jos de
Oliveira, aposentado no lugar do 2o escriptura-
rio da recebe doria.
A' Ihesouraria do Maranho, declarando,
em resposta a seu officio de 9 de margo ultimo,
que as gratificages concedidas aos empregados
de fazenda que conto mais de 30 annos de ser-
vigo, em virtude do art 42 do decreto n. 2,343
de 9 de Janeiro de 1859, s podem ser abona-
das, quando os mesmos empregados esliverem
em effectivo exercicio, excepgo to smente
das faltas que provierem de servico publico gra-
tuito e obrigatorio
3 -
Circular s thesourarias, declarando que as gra-
lificogdes para quebns, concedidas aos thesou-
reiros e pagadores, nao esto ujeitas regra do
art. 43 do decreto n. 2,343, de 29 de Janeiro de
1839 o qual refore-se nicamente s gratifica-
ges que percebem os empregados pelo effectivo
exercicio.
_ 4 _
Circular s thesourarias, declarando que em
aviso da secretaria de estado dos negocios da ma-
rinha de 12 de selembro do corrente auno, cuja
fiel execugo muito se recommeuda s mesmas
thesourarias, foi comraunicado haver-sc deter-
minado que os responsaveis por dinheiros do es-
tado, sujeitos quelle ministerio, entreguera nas
provincias s ditas reparticoes, no fin de cada
auno finauceiro ou exercicio, os saldos existeotes
em seu poder, conforme coincidir com um ou
com oulro o encerramento das respectivas contas.
Circular s thesourarias, remetiendo exempla-
res da lei o. 1,114 de 27 de selembro ultimo, pa-
ra que a faco cumprir no anno respectivo, dan-
do lodavia desde j execuQao ao arl. 9o S 28, 45
e 46, art. 11 2 e 7, e arl. 12 4 e 6.
dem idem, transmillindo as instrueces
expedidas para a execugao do decreto n. 2,647,
do 19 de selembro prximo passado, que acom-
paoha o novo regulamento das alfandegss.
Aos presidentes das provincias, determi-
nando quo, para se poder dar o deviJo cumpri-
mento aos6 08 do arl. II da lei n. 1,114 de
27 de selembro uliimo, hajam do transmitlir a
esto ministerio as necessariasinformaces acer-
ca dos proprios naciouaes, existentes as respec-
tivas provincias, que estiverem no caso do refe-
rido art. 6, e igualmente sobre os terrenos das
antigs missoes e aldeas de indios queconvenha
ceder os mesmos indios.
A' Ihesouraria de Pernambuco.Tendo era
vista o seu officio de 13 de fevereiro uliimo, em
que consulta : se um fiel do thesoureiro ou do
pagador da ihesouraria se portar mal, poder ser
demittdopelo inspector, apezar de tal derais.-o
nao ser solicitada pelo thesoureiro ou pagador ;
e se o thesoureiro e pagador sao obrigados a no-
mear interinamente outro fiel, quando o effecti-
vo for suspenso ou esliver impedido : dcclara-se
quanto I* qucslo, que o fiel est sujeito de-
missao, embora nao seja requerida pelos thesou-
reiros ; o quanto a 2\ que nos casos de suspen-
sao ou impedimento dos fiis, que nao Ihes de
direilo percepgao dos respectivos vencimenlos,
os ihesoureiros c pagadores sao obrigados ano-
raear interinamente quem os subslitua, sujeilan-
do tambem essa nomeagao interina a approvago
da presidencia da proviucia.
13 -
Ao ministerio do imperio, declarando, em res-
posta ao aviso de 11 do passado, que, segundo
a resolugo de 11 de junho de 1828, cuja doutri-
na foi sustentada pela ordem de 12 de fevereiro
de 1844, as pensoes concedidas xora a clausula
de serem percebidas roparlidatBente nao rever-
an, depois do- fallecimenlo de qualquer dos
agraciados, em favor dos que sobrevivem : por-
-tanto, s por graga especial poder ser deferido
o requerimento, que se devolve, no qual D Lui-
za Candida da Nobrega Barbosa pedo assembla
geral legislativa que lhe conceda o sold por in-
teiro de seu fiuado pai, o brigadeiro Luis Pereira
da Nobrega de Souza Coulinho, visto haver fal-
lecido a irma della supplicante, consorto na
percepeo do referido sold.
Ao mesmo, communicando que, por deter-
minar o art. 12 4o da lei n. 1,114 de 27 de se-
lembro desle anno que a despeza com os pro-
se devem prevenir, nao duvida o ministro da fa-
zenda adoptar ou a quo indica, ou outrn qual-
quer que secgao parega mais razoavel, como
verbalmente communicou em outra occasiao ao
conselheiro visconde dellaborahy, designado re-
lator. Era todo o caso parece indispensavel que
so atienda a que ua subsliluico desse imposto o
governo deseja nao tanto um'augmento de ren-
da, mas o principalmente regularisa-lo sob bases
mais equitativas.
Bases de tim projecto de regulamento sobre o
imposlo de lojas e profisses.
1.a O imposlo das lojas, estabelecido pelo 2o
do alvar de 20 de outubro de 1812 e arterado
pelos arts. 8o 4o da le de 22 .do oulubro de
1836 e art. 10 da de 21 de outubro de 1843. ser
substituido por urna laxa em parte fixa e em par-
te variavel.
l. A parte variavel poder ser de 5 at 10
por cento do valor do aluguel da casa onde esli-
ver o armazem ou luja sujeita dita laxa.
2. A parte fixa poder ser determinada pelo
modo seguinte: nas cidades do Rio de Janeiro,
Babia, Pernambuco o Maranho tomar-se-ha se-
paradamente a quanlia em que cada casa que
exercer a mesma classe de in Justria e estiver su-
jeita ao imposlo de que trata o Io do art. Io do
regulameiiM de 15 de junho de 1844, tiver sido
lolada no anno Dnanceiro de 1859 a 1860. Desta
quantia se deduziro 10 ou 5 por cento, confor-
me fr o quantum da parle variavol, e do resto,
tomado com o das outras casas que se emprega-
rem ua mesma classo de industria ou commercio,
se tomar o termo medio; desle termo medio s
abaterao anda 10 por cento, e a differonga repre-
sentar a laxa fixa para a respectiva classe de
industria ou de commercio, na cidade de que se
tratar.
2.a Nas outras cidades e villas, onde actual-
mente se cobra o imposto do patente na forma
do 2o do art. Io do citado regulamento de 15 de
junho de 1844, ficar este imposlo abolido e
substituido pela taxa variavel de 5 at 10 por
cento do valor de aluguel da casa em quo esli-
ver a loja, e por urna taxa fixa, calculada em re-
lago populaco da dita cidade ou villa c taxa
fixa estabelecida para as das ditas quatro cidades
do Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Mara-
nho, que mais prxima estiver ( ou com que as
primeiras tiverem maiores miagos commcr-
caes.)
3.a Nas povoagoes. arraiaes e quaesquor luga-
res fra dos designados na base antecedente, o
imposto fixo ser igual ao estabelecido na villa
ou cidade em cujo termo existirem, mas nao pa-
garo o imposto variavel.
4.a O imposto de que se traa nao extensivo
nem aos empregados pblicos, nem s profisses
que pela natureza de suas funeges sao privile-
giadas e que por esta razo nao so achara com-
prehendidas nas disposiges do art. 2o do regu-
lamento de 15 de junho de 1844, nem finalmen-
te aos simples operarios ou arlistas, ou a qual-
quer individuo que Irabalha a jornal ou salario
de outrem.
pradito ministerio de 7 e 14 de agosto e 3 do re-
ferido selembro, os quaes rerssm sobre reparos
fetos no palacio do governo e na egreja do col-
legio da provincia da Parahyba, e sobre os de
que ainda necessita o mesmo palacio, bem como
acerca dos que se zerara no edificio em que
funeciona a reparligao do corrcio na capital do
Para.
A' Ihesouraria de Pernambuco, declarando,
em resposta a seu officio de 26 de margo ultimo,
que nao compete ao thesouro a deciso da pre-
lengo do ex-solicitador dos feilos da fazenda
provincial, Francisco da Costa Arruda e Mello, de
pagar por prestages o alcanco em que Macha
para com a fazeuda ; e quando competisse, nao
oodia o supplicante ser alleodido, cm vista do ar-
tigo 43da lei de 28 de oulubro do 1848.
A' mesma, declarando, em resposta a seu
officio de 16 de julho uliimo, que nao compete a
este ministerio, e sim ao da justiga, deferir o re-
querimento em que D. Philadelpha Honoria da
Silveira Rabctlo pede pagamento dos ordenados
devidos a seu fallecido marilo, o desembargador
Bernardo Rabello da Silva Pereira: alera de quo
pertenceiido a oxercicios Godos a importancia re-
clamada, indispensavel a audiencia do minis-
terio da justica, nos termos da circular de 6 de
outubro de 1847.
16 -
A' Ihesouraria do Cear, era resposta ao
officio de 25 de julho uliimo, era que consulla
quera deve sor obrigado a pagar a revalidac.o do
sello de urna letra, se o credor, se o devedr, dc-
clara-se que, nao podendo ser exigida a revali-
daco, salvo nos casos dos arts. 8o o 13 do re-
gulamento do 3 de setembro, claro que a de-
ver pagar quem tiver intersse em que o titulo
seja atendido conforme o disposto no regulamen-
to de 10 de julho de 1850, arts. 31 o 54, nas or-
dens do Ihosouro de 6 de oulubro de 1851, 8 de
julho e 12 de setembro de 1853, e circular de 30
de junho ultimo.
Circular s thesourarias, declarando que a
cobranga do imposto addicional de 2 por cento
sobre a exportaco, de que trata o 2o do art. 11
da lei n. 1,114 de 27 de setembro deste anno,
deve comegar do Io de Janeiro de 1861, como ex-
pressamente determina o final do nvpsrao para-
grapho, e que se na circular n. 63 se mencionou
o sobredito paragrapho como devendo ter exe-
cugo desde j^foi com o tira de explicar quo
nao era necessario aguardar o coraogo do futuro
exercicio, a que perlence a dita lei.
~~ A' secgao de fazenda do conselho do esta-
do, remeliondo, em additumeato ao aviso de 15
do correle, alguns documentos quo podem ser
uteis ao estudo e Irabalhos do projeclo de regu-
lamento sobre o imposto de lojas e. profisses, de"
que foi encarregada a mesma secgao, e bem as-
sim algumas bases para esse regulamento ; de-
veodo a secgao ficar certa de que, sendo dilficil,
para determinara taxa Gxa, achar urna base se-
gura que nao seja sujeita a inconvenientes que
Governo da provincia.
Expediente do dia\ de dezembro de 1860.
Officio ao presidente da Bahia.O ex-pharraa-
ceutico do exercito Domingos Gomes Borges re-
tirou-se desta paro essa provincia no dia seguin-
te ao era que constou a sua deraisso concedida
por decreto de 24 de outubro uliimo, devendo a
fazenda nacional a quanlia da 261j>764, em que
achava-se alcangado, como tudo V. Exc. melhor
ver do officio junto por copia do comraandante
das armas e papis annexos.
Rogo pois a V. Exc. que se digne de providen-
ciar em ordem a que seja o referido ex-pharma-
cculico, se ainda ahi esliver, obrigado a indem-
nisago da quantia supraindicada, que deve ser
enviada para a Ihesouraria desla provincia.
Dito ao Exm. presidente do Rio Guinde do Nor-
te.O art. 51-3 combinado com o 22 do art 512
do novo regulamento de 17 de setembro desle an-
no nao permute o despacho livre nas alfandegas
ainda mesmo das mercadorias directamenlo im-
portadas por conta e para o servigo do estado,
qualquer quo seja o seu destino ou emprego, sem
ordem previa do ministerio da fazenda.
Sin lo pois em vista das citadas disposiges nao
poder ordenar que na alfandega desta cidade seja
despachado isento de direilos um volurae con-
tendo envoltorios destinados ao servigo dessa
provincia, como solicita V. Exc. em officio do 12
de novembro prximo findo, a que tenho res-
pondido.
Dito ao mesmo.Pela leitura das copias jun-
tas D*ar V. Exc. inteirado de que foi entregue
ao bacharel Miguel Gongalves Lima, no dia 7 de
novembro prximo fludo o officio que para ter
esse destino. V. Exc. me Irausmitlio com o seu
de 2 de outubro ultimo.
Dito ao commandante das armas.Era respos-
ta ao officio de V. S. de 26 do corrente. sob n.
1254, tenho a dizer que quando esliverem con-
cluidos os reparos que mandei fazer no quarlel
da Soledade, oulr'ora oceupado pelo 8o batalhao
de iofanlaria, ser para alli transferido o 4o ba-
talhao dearlilharia a p, vislo que o quarlel em
que actualmente se acha este batalhao tem de
ser oceupado pela companhia fixa de cavallaria
na forma do aviso do ministerio da guerra de 7
do corrente, de que remelti copia a V. S. com o
meu officio de 30 de novembro ultimo.
Dito ao mesmo.Para curaprimento do dis-
poslo no aviso de 15 de novembro ultimo, sirva-
se \ S. de remetter-me a guia do assentamen-
tos do 2o cadete Eustaquio Rodrigues Samico, que
foi transferido do 2o batalhao de infamara para
o 1 da mesma arma.
Dito ao Dr. Anselmo Francisco Peretli.Passo
s maos de V. S. por copia para seu conhecimen-
lo, o aviso de 9 de novembro ultimo, no qual o
Exra. Sr. ministro da justiga declara ter sido ap-
provada a nomeagao que fu do V. S. para o tugar
de provedor da Santa Casa de Misericordia desta
cidade.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
.Transmiti por copia a V. S. para seu conheci-
mento, e am de que d sciencia ao porteiro
desse arsenal, Jeronymo Melchiades Ferreira da
Silva, o aviso do ministerio da marinha em 8 de
novembro ultimo, acerca do requerimento em
queaquelle empregado pedia a restiluigao do que
pagou pelo seu novo titulo, expedido em virtude
do decreto n. 2583, de 30 de abril deste anno.
Dito ao mesmo.Cora a inclusa copia do avi-
so do ministerio da marinha de 3 de novembro
ultimo, transmiti a V. S. para seu conhecimen-
to um cxemplar do que se dirigi reparligao da
fazenda na mesma dala, declarando de quando
se devem contar os prasos de 2 mezes ixados
para a apresentagao dos livros e documentos
concernentes s contas dos responsaveis o liqui-
dagao dellas e sua remessa ao Ihesouro nacional;
e como se ha do proceder no caso de exceder-se
daquelles prasos.
Dito ao mesmo.Com a inclusa copia do aviso
do ministerio da marinha de 21 do novembro ul-
timo, transmiti a V. S. a proposta de ScottHett
& C, conlratadores para fornecimento de carvo
de podra nesta provincia, afim de que informe
com o que se lhe offerecer.
Dito ao commandante de polica.Mande V.
S. por a disposigao do engenheiro fiscal da es-
I irada de ierro um sargento e oito soldados do
corpo sob seu commaudo. os quaes devem estar
na estacao das Cinco Ponas, amanha as 6 horas
do da.Communicou-se ao mesmo engenheiro.
Dito ao mesmo.Remello por copia a V. S.
para seu conhecimento o officio que em 29'do
raez prximo findo rae dirigi o promotor publi-
co dos termos de Olinda e Iguarass, designado
para servir de auditor nos conselhos que tem de
julgar alguns soldados do corpo sob seu com-
mando, e por esta occasiao lhe declaro, que con-
vert nao demorar o andamento dos processos e
a reunio dos ditos conselhos pelo molivo decla-
rado no officio, a que me refiro: o que sem duvida
prejudicial ao servico publico,e a defeza do3 ac-
ensados
Dito ao mesmoPod V. S. mandar engatar
no corpo sob seu commando o paisano Joo Ma-
ra da Cruz, que foi julgado apto para o servico,
como consta do atleslado aanexo ao seu officio
desta dala, sob n. 531.
I Dilo ao inspector da Ihesouraria de fazenda.
InleiradojJoenteudo de seu officio do honlem,
sob n. 1254, tenho a dizer em resposta que pode
, V. S. conforme prope no citado officio, mandar
abonar ao major Herculano Sancho da Silva Pe-
dra, commandante do corpo de guarnigo desta
provincia, cujo aquartelamento vai ser no Ouri-
. enry, a quantia de 12000, afim de ser all entre-
gue ao respectivo colleclor para Recorrer as des-
pezas do mesmo corpo nos mezes de Janeiro a
margo de^te anno, urna vez quo o referido col-
j lector j se ache afiancado.
Dilo ao raerao.Communico a V. S. que por
i despacho desta data conced mais 60 dias de pra-
I so ao bacharel Francisco Antonio de Olivera Ri-
, beiro para apresentar a sua carta de juiz de direi-
lo da comarca de Bonito.
Dito ao mesmo.Remello por copia a V. S.
| para seu conhecimento o aviso da reparligao da
: guerra de 10 de novembro uliimo e a tabella que
o acorapanhou da qual consta ter sido augmen-
, lado com 20:000$ no 14 do exercicio corrente,
o crdito concedido essa Ihesouraria para o
mesmo exercicio.
Dito ao mesmo.Autoriso a V. S. cm vista de
sua informagao de hontem, sob n. 1256, a man-
. dar pag3r a Francisco Antonio Bastos, conforme
requisitou o capito do porto em officio d 21 de
| novembro ultimo, n. 182, a quantia de 70jf em
que, segundo a conta junta era duplicata, impor-
ta a encadernagao de livros daquella capitana.
Dito ao mesmo. ^-Communico a V. S. para seu
conhecimento, que por aviso expedido pelo mi-
nisterio da justiga em 16 do mez prximo lindo,
j me foi declarado ter sido approvada a deliberagao
j que lomei de mandar abonar o venciajento do
juiz de direito avulso ao bacharel Abilio Jos
Tavares da Silva.
E como tenha o dito bacharel de pagar a quan-
, ta de 8, importancia dos emolumentos pela or-
dem expedida para fazor-se o citado abono, de-
I claro a V. S. que nesta data solicito do Exm.
presidente do Maranho que haja de providenciar
nesse sentido.OITiciou-se a respeito ao presiden-
te da provincia do Maranho.
Dito ao mesmo.Annuindo ao que me requ-
tou o inspector do arsenal de marinha em officio
de hontem, sob n. 480, recommendo a V. S. a
expedigo das convenientes ordens para que nessa
Ihesouraria seja recebida a qnanta de 3970,pro-
veniente da venda que em 29 de outubro ultimo
fez aquello arsenal Jos Gongalves Beitro &
Irmo de 12 arrobase 13 libras de bolacha arrui-
nada que ro entregue como intil pelos navios
da armada.
Dito ao mesmo.De ccnlormidadc com o que
foi ordenado em aviso do ministerio da justiga
de 16 do mez prximo findo, mande V. S. pagar
por conta dos augmenlos de crdito concedidos
para as despezas das verbasjustiga de Ia ins-
tanciae bispos e parochoso que se estiver a
dever de seus vencimenlos ao bacharel Sebaslio
do Reg Barros de Lacerda, juiz de direito da
comarca do Brejo, e ao padre Francisco Jos Ta-
vares da Gam, provisor deste bispado, cujos re-
querimentos V. S. informou cora officio de 24 de
de oulubro ultimo, sob n. 1,107.
Dito ao mesmo.Por aviso expedido pelo mi-
nisterio da justiga om 20 do mez prximo fiado,
consta quesolicitou-se do da fazenda a expedi-
go de ordens a essa Ihesouraria afim de que
pague, a contar do lu de fevereiro ultimo em
diante, a gralificagao mensal de 309, marcada a
Firmino Jos de Oliveira, capilo secretario ge-
ral do commando superior da guarda nacional
desta capital : o que communico a V. S. para
seu conhecimento.Deu-se tambora sciencia ao
commandante superior deste municipio.
Dito ao mesmo.Transmiti por copia a V. S.
para seu conhecimento e execugo, o aviso cir-
cular de 19 de novembro ultimo, em que o Exra.
Sr. ministro da fazenda ordena que sempre que
se derem vagas dos lugares de administradores
e escrivacs das mesas de rendas desta provincia,
uo comprehendidas no art. 19 do regulamenlo
annexo ao decreto'n. 2,67 de 19 de setembro
deste anno, compele presidencia, depois de
ouvir, ou sob proposta dessa Ihesouraria, prover
interinamente as ditas vagas, sujeilando as no-
meages approvago qaquelle ministerio.
Dito ao mesmo.De conformidade com o que
foi ordenado em aviso do ministerio da justiga
de 16 do mez prximamente findo, mande V. S.
abonar por conta do augmento de crdito conce-
dido para as despegas da verbajustiga de pri-
mira instanciaao bacharel Jos Piaulino Man-
des Magalhes, a quantia de 60J214, correspon-
dente ao ordenado que venceu, na qualidde de
promotor publico interino da comarca de Flores.
Dito ao commandante superior da comarca da
Boa-Vista.Inteirado da materia do officio que
V. S. me dirigi em 31 de outubro uliimo, de-
claro-lhe que, com effeito, como V. S. diz, nao
pode o delegado de polica dispensar destacamen-
tos da guarda nacional estabelecidos por ordem
da presidencia, e nesta data me dirijo ueste sen-
lldao delegado do termo de Cabrob, a quem
V. S. se refere no citado officio.Officiou-se
a respeito ao referido delegado.
Dito ao inspector da ihesouraria provincial.
Em vista dos documentos juntos, mande V. S.
pagar, logo que for possivel, ao gerente da com-
panhia Pernambucana, a quantia de 34JO0O.pro-
veniente das passagens dadas no vapor Iguaras-
s a duis pragas do corpo de polica desta pro-
vincia que regressaram do Cear para esta ca-
pital.
Dito no mesmo.Tendo em vista a sua infor-
magao de hontem, sob n. 553, recommendo a
V. S. que mande pagar a Dunizio Jos Correia,
conforme requisita o chefe de polica em officio
de 20 de novembro prximo passado, n. 1508, a
quanlia de 18g, em que, segundo o recibo junto,
importou o aluguel da casa que serve de quarlel
ao destacamento de S. Bento. no semestre ven-
cido no ulf.mo de setembro deste anno.Commu-
nicou-se ao chefe de polica.
Dito ao mesmo.Nos termos de sua informa-
gao de honlem, sob n. 552, maude V. S pagar
ao procurador do delegado de Serinhem a quan-
tia de 30j?, era que segundo o recibo, que devol-
vo, e que me foi remeltdo pelo chefe de polica
com officio de 20 de novembro uliimo, sob n.
1511, importou o aluguel da casa que serve de
quarlel ao destacamento daquelle termo no tri-
mestre vencido em 12 de putubro deste anno;
Dilo ao mesmoDeclarandoV.S. pnraosfins
convenientes, que o director da companhia de
Beberibe parlicipou-me em officio desta dali, quo
o commendador Manoel Gongalves da. Silva, co-
...a daquella companhia apeatoa com
.nlo na conformidade do art. 25 atn respecti-
vos estatutos, para receber todos os dinheiros a
ella pertoncentes.
i Dito ao mesmo.Atienta a necessidade que
i ha dos medicamentos e mais objectos rcq;uesta-
I dos para a enfermara que se tem de eslabelecer
na villa do Ouricury, pode o conselho adminis-
trativo, como propoz em seu officio de 30 de no-
I verabro prximo findo, promover a respectiva
, compra independentemento de annuncios, me-
| nos a caixa e estojo de instrumentos cirurgieos,
I visto que existem no arsenal de guerra, e podem
ser destinados para a dita enfermara, os que se
compraram para a do Villa Bella.Communi-
cou-se ao commandante das armas.
Dito ao director do arsenal de guerra.De
conformidade com o disposto no aviso da repar- !
tigo da guerra, por copia incluso de 17 de no- |
vembro prximo findo, mande Vmc. entregar ao i
gerente da companhia pernambucana de vapores !
as 4 pegas de bater de ferro que existem nesse '
arsenal urna vez que se reconhega estarem ellas,
nutilisadas. Coramunicou-se ao supradito se-'
rente.
Dilo ao mesmo. Faga Vmc. apromptar para
ser enviado a companhia de cagadores da pro-
vincia do Rio Grande do Norte o cofre de quo i
traa a nota junta por copia.
Dito ao juiz de direito da comarca da Boa-Vis-
ta.Fico inteirado do que communica me Vmc.'
em seu officio de 14 do mez prximamente fin-
do. e confio que a eleigo, que deve ler lugar no
dia 30 do correnle, se far em toda essa comar-
ca na mellio- ordem e regularidade, atiento o ze-
lo que para isso empregar sem duvida Vmc.
Dito ao juiz municipal da Ia vara.Transmit-
i a Vmc. para ter o conveniente destino, a guia
do sentenciado Jos Pereira de Santiago, que
existe no presidio de Fernando.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao commandante do corpo policial da
corte.O Exm Sr. presidente da provincia man-
da declarar a V. S que foram entregues nesti
provincia os doos clarins, de que V. S. trata no
officio que lhe dirigi em 21 de novembro ul-
timo.
Dito ao inspector da Ihesouraria de fazenda.
S. Exc. o Sr. presidonle da provincia, manda
transmitlir a V. S as dez inclusas ordens do Ihe-
souro nacional, us. 137 e 180 a 189, menos 183,
e bem assim um officio da directora geral das
rendas publicas, e das da secretaria do ministe-
rio da fazenda, aquelle de 6 e este de 19 de no-
vembro prximo findo, a que acompanham al-
guns exemplarcs das circulares nelles mencio-
nadas.
Dito ao bacharel Eugenio Aug'isto do Couto .
Belmonle.De ordem do S. Exc. o Sr. presiden-!
te da proviucia, aecuso a recepgo do officio que
V. S. lhe dirigi em 14 do mez ultimo, commu- j
nicando que no dia 12 entrara no exercicio do
cargo de promotor publico da comarca do Taca- !
rat.Fizeram-sc as communicaces conve-j
nientes.
Portara.O presidente da provincia, sob pro-'
posla do chefe do polica, resolve demittir a Jo- '
vino Carneiro Machado- Ros do cargo de 2o sup-
plente do subdelegado de polica do districlo de
Santo Antonio desla cidade.
DESPACHOS DO DIA 1 DE DEZEMBRO DE 1860.
de doputados que
legislativos eer-
e interesses cem-
Requerimentos.
3230.O bacharel Manoel Izidro de Miranda-
Informe o Sr. inspector da ihesouraria de fa-
zenda.
3231.Leao Dniz Machado.Informe o Sr.
inspector da Ihesouraria de fazcDda.
3232.Joaqnim Antonio Carneiro da Cunha
Miranda.Volio ao Sr. inspector da Ihesouraria
de fazenda para mandar passar titulo na forma
pedida.
3233.Bacharel Francisco Antonio de Oliveira
Ribeiro.Como requer.
3234.Manoel Ferreira ViannaAguarde o
supplicante a deciso da relaro do districlo de
que pende o proeesso a que alinde.
EXTERIOR.
Julgamos digna da mais seria altenco tanto !
a patente imperial relativa nova orgaoisago '<
constitucional da Austria, como a dos rescrp-l
tos que acompanham. Sao dous documentos'
muito importantes e por isso os publicamos em i
sguida :
Manifest imperial,
A os meus potos,
Quando sub ao throno dos meus anfepassa-'
dos, era a monarchia victima de violentas com-i
mocoes.
Depois de urna lucia extremamente doloro- i
sa para os meus scntimenlos patriticos, surgi i
nos meus dominios, assim como em quasi lodos
os paizes muito abalados do continente europeo,!
a imperiosa necessidade de urna mais limitlada !
concentrago do poder governamental. A ordem
publica e a seguranga do maior numero dos ha-
bitantes pacficos da monarchia exigio esta me-
dida, as paixes excitadas e as tristes recorda-
goes do mais recente passado. tornavam impossi-
vel olivre movimento dos elementos ainda ha
pouco to hostis.
Quiz lomar conhecimento dos desejos e das
necessidades dos diversos paizes da monarchia,
e em consequenca disso fundei o convoque o
meu conselho do imperio, augmentado em vir-
tude da minha patente de 5 de marco deste I
anno.
Tomando em considerago as propostas que '
esse conselho me submetteu, resolv promulgar I
e publicar hoje um rescripto relativamente or- '
ganisago politica da monarchia, aos direitos e
siluacao dos reinos e dos paizes em particular,
ao mesmo lempo que a garanta, ao regulamen-
to e representaco politica de toda a monar-
chia.
. Cumpro o meu dever de soberano, ligando
desla maneira as recordages, os votos, e as pre-
teng-!S legitimas dos meus povos, i necessida-
des reaes da minha monarchia, e confiando.com
inteira tranquilidade, sabedoria e zello patri-
tico dos meus povos, o desenvolviraonto pro-
gressivo, e a consolidaco das instituiges dadas
ou reslabelecidas do novo per miro. Espero o
mais feliz xito da prolccgao e da graga do Todo
Poderoso, em cujas mos deposito os destinos
dos principes o das nages, confiando que elle
me nao recusar abengoar o profundo c cons-
cier.cioso desejo do meu corago.
Vicnna, 20 de outjbro de 1860.
Francisco Jos.
, matica sancro que foi neceita pelos Estados le-
gtimos dos nossos difiercnlcs reines e actual-
mente em vigor.
, Apoudos n'uma ordem de successso deter-
minada e na mdivisibilidade destas parles inte-
i grantes postas em harmona por meio de direi-
i ios e libcrdades, a monarchia austraca, engran-
I decida e fortalecida pnlos gratados inlernacionaes
lV}Cer^ ,eJcon>P"'ni''. appoiada e sustentada
, pela fidolidade dos meus povos, os pericos e as
| aggressoes quo a ameagnvam.
No intersse da nossa causa e dos r.osso*
subditos do nosso dever de soberano su.,!fntar
I o poder da monarchia austraca, e dar para sua
. seguranca garantas de direitos definidos clara-
I mente, e urna accao commummentc homognea.
I usas garantas nao podem ser olferecidas era
j toda a sua plenitude seno por meio de institui-
| roes que correspondem aos direitos histricos
i a ditrerenga que existe entre os nossos reinos c
i provincias e s necessidades de sua unio indi-
visncl.
Considerando que os elementos de institui-
ges orgnicas communs e homogneas se leer
desenvolvido e fortificado na nossa monarchia
pe a igualdade dos nossos subditos peranle a lei :
pela hberdade de cultos oulorgada a todos, pela'
admissibihdade aos cargos pblicos sem tis-
iincgao de nascimcnlo ou de posico social, pe-
laobrigagao igual, commum e universal de con-
tribuir para a defeza e encargos do estado, pela
aootigao dos privilegios c aboligo das linhas d alfandegas internas ;
Considerando, por outro lada, que em con-
sequenca da centrasaoo dos poderes em lo-
dos os paizes da Europa, a boa aJminislrago
das mais importanles queslos do oslado, v'eio
a ser urna necessidade imperiosa pira a segu-
ranca da nossa monarchia e bem-estar dos pai-
zes que a compem ;
Querendo conciliar as difTerencas que exis-
tem entre os nossos reinos e paizes. fazendo
cooperar lodosos nossos subditos para a lei-
lacao e adrainistrago, houvemos por bem de-
cretar e ordenar o seguinte, como lei funda-
mental do estado perpetua e irrevogavel, tanto
para nosso governo, como para o dos nossos le-
gtimos herdeiros ao throno:
Io O direilo de alterar e supprirair as leis
sera ejercido por nos e nossos successores, cora
p concurso de dietas tegalmente reunidas, e re-
lativamente pelo conselho do imperio, ao qual
enviarao as dietas o numero '
nos indicarmos.
2. Todos os assumptos
ca dos direitos, obrigaces
munsa lodosos nossos reinos e paizes, e es-
pecialmente as leis que regem o syslema mo-
netario e o dos rditos, as alfandegas os ban-
cos de emissao e o commercio, assim como a
disposiges relativas aos correios, telegraphos e
caminhos da ferro, e a organis.ico do servi.o
minar, seao d'aqu por diante discutidas pelo
conselho do imperio, e nada se decidir a este
respeito sem o concurso constitucional daquella
corporarao. Da mesma maneira nao poderao
combinar-se sem o consentimento do conselho
do imperio a introducgao de novos impostes e
encargos pblicos e augmento dos exisientes,
e principalmente a elevago do preco do sal; o
contrato de novos impostos de accordo com
a nossa_resolugo de 17 do julho de 1860 : a
conversao das dividas do estado existentes; a
venda, permulaco, destino e encargos das pro-
pnedades iramoveis da nagao.
Por ultimo, o exime o adiamento dos or-
gamenlos de despeza para o exercicio reme-
dalo, assim como o exame das contas do ca-
lado, e dos resultados annuaes da administra-
cao dos rendimentos pblicos p5o podero ve-
nficar-se sem o concurso do conselho do im-
perio.
3o Todos os assumptos da legislacio nao
comprehendidos no presente artigo se'ro de-
cididos constitucionalmcnte pelas dietas res-
pectivas, a saber: nos nossos reinos e paizes
pertenccnles cora, da Hungra, no sentido
das suas anteriores conslituiges, e nos nossos
outros reinos e paizes, no sentido das suas
conslituiges provinciaes, e em harmona com
ellas. Todava, como depois do decurso le mui-
108 annos nao existe para os nossos paizes, ox-
cepto os que pertcncem cora da Hungra,
urna legislaco e urna administrarlo commumi
pora objectos legislativos que nao sejam da
inteira competencia do conselho de eslado, re-
servamo-nos fazer regular tambem estes assump-
tos com o concurso conslitucional do conselho-
do imperio, chamando igualmente os constlhei-
ros dossobredtos paizes.
Poder ordenar-se urna discussao em com-
mum, dos assumptos nao reservados compe-
tencia do conselho do imperio, sempre que isto
seja proposto pelas dietas a que disser respeito
este direito.
4o O presente diploma imperial ser inmedia-
tamente depositado nos archivos do estado de
nossos reinos e paizes, e se transcrever em
poca opporlun, no original, e traduzido nas
leis respectivas desses paizes.
En f do que o assignamos, sellamos cora
o sello imperial e ordenamos que se deposite
nos nossos archivos de familia, da corte e do es-
tado.
Dado na nossa capital e residencia de Vienna,
em 20 de outubro de 1860, XII do nosso rei-
nado.
Francisco Jos.
Ftenle imperial para a organisaeo politica
interna da monarchia.
Nos Francisco Jos I, etc.
Desde que os nossos antepassados, de glorio-
sa memoria trataram na sua sabia solictude de
crear, para a nossa augusta casa, urna forma
exacta de successo hereditaria a ordem da suc-
cessao estabelecida invariavelmente e para sm-
pro por M 0 Imperador Carlos VI, em 10 de
i "i v iffinilivamenle regulada pc.ra
le do E9tado, e. conhecida com o nome de prag-
Os jornaes iglezes publicam a seguinte carta,
que Ihes foi remeitda por Luiz Blanc :
Senhor. Nunca cstive na Italia e acibo de
chegar da Escossia. Acho-mo por isso comple-
tamente maravilhado de ler n'uma parte tele-
graphica, publicada nos jornaes de hontem, que
o pro-dictador Palivicino mo prohibi abrir as.
officinas nacionacs. Receio que esla fbula se
torne mas do que ridicula. Tem girtdo, cem ,
Cm de fazer acreditar a gente crdula, que a-
ples agora o valhacouto de sonhados cosmo-
politas. Leva em mira, em qualquer caso, tor-
uar a dar vida calumnias systematicas que me-
ten sido arrojadas para me darem a paternidad*
das officinas naciouaes que, brffu longe de have-
rem sido por mira eslabelecidas, foram ciealas
contra mim, isto em completa opposigo aos
meus principios, e com o fim de contrapesarem
a minha iufluencia, sendo, como dizia Mr. de
Lamartine, o sysiema dos meus inimigos pes-
soaes.
Para saber isto, bastar ao pro-dictador ita-
liano conhecer bem a historia eootemporanea.
Por consquencia, dado mesmo que eu v a-
ples, o que nao acontecer, nao fra ntcessario
prohibir que Mr. Luiz Blanc abrisse as officinas
nacionaes.
Sou, etc.
Em 17 de outubro.
Luiz Blanc.
Memorndum de Garibaldi.
Est ao alcanca de todas as inteligencias
conhecer que a Europa se acha longe de um
eslado normal e conveniente s suas populages.
A Franca, que oceupa sem conjradicgo o pri-
meiro lugar entre as potencias europeas, man-
tera seiscentos mil soldados em armas, urna das
primeiras esquadras do mundo, e urna quanti-


1
w
MARIO DE PERNaMBUCO. QABTA FEIRA 5 DE DEZEMBRO DE 1860.
Jade immensa de endrogados para a sua segu-
rarles interior.
A* Inglaterra nao tem o mesmo nmero de
soldados ; portn lera ma esquodra superior, e
maior numero de empregado9 para a seguranca
de suas longinquas possesses.
A Kussia e a Frirssia, para so conservaren en
equilibrio, lm igual necessidade de assoldadar
enormes exorcHos.
Os estados secundarios quando s fosse por
espirito de imitagao e para salvar as spparen-
cias sao obrigados a manter-se proporcional-
menle no oresmo p.
au fallsrei da Austria e do imperio ottomano
porque estao rondemnados a extinguir-se para
felicidude das desgranadas populaces que ha
tantos seculos opprimcm.
Emflm, pde-se pergunt do agitado e violento da Europa ? Toda a gento
falla de civilisacao e de progresso 1 Parece que
nao diferiiuos rauito dos lempos primitivos ero
que os homens se despedagavara na repartico
da presa. Passamos a nossa vida ameagando-
nos continua o reciprocamente, em quanlo na
Europa a grande maioria, nao s das inteligen-
cias, mas dos hornees de bom senso, compre-
hende perfeitamenle que se poderla passar sem
um perpetuo estado de ameagas e hostilidades
de uns contra os outros, e sera a necessidade,
que parece fatalmente imposta aos povos por al-
guna inimigo secreto e avUtvel da huoinnidade,
de nos malarmos cun tanta scicncia c incaruica-
mento.
Supponhamos, por exemplo, urna cousa :
Supponhanios que a Europa foimasse um s
stdo.
Quem pensara em perturba-la? A quera viria
a idea, pergunlo, de despertar o repouso da Eu-
ropa a soberma do mundo?
E na supposicao que Qzeroos, nem se careca
de exercito, nem de esquadras ; os iramensus
capitaes arrancados quasi sempre s necessidades
e as miserias dos povos, etdespeidigados em ser-
vicos mortferos e improductivos, seriara conver-
tidos, um seu proveito, no desenvolvimenlo col-
lossal da industria, no melhoramento das estra-
das na construccao de pontos, na abertura de ca-
naes. e na fundago do escolas que arrancariam
;'i miseria ea ignorancia tantas iutelizes creatu-
ras que, em loos os paizes do mundo, qualquur
que seja o grao da sua civilisacao, csto condem-
nadas ao embrutecimenlo e prosltuicao da al-
ma ou do corpo, pelo egosmo, calculo e m ad-
ministrace das classes privilegiadas.
A reafisarao, pois, das reformas sociaes, que
aponlo, depende simplesmente de una forte e
generosa iniciativa ; porque, vos pergunto : em
que circumslancas apresentou a Europa mais
probablidade de exilo para estes humanitarios
beneficios ?
Examinemos a situaco em que actualmente se
enconlra :
Alexaudre II, na Russia, proclamando a eman-
cipacao dos servos ;
Valor Emmanuel, na Ilalia, lanenndobseu
scepiro no campo de batalha, e expondo a sua
pessoa pela regenerado de urna cubre racae de
urna grande nac.no ;
Na Inglaterra,Tima rainha virtuosa e urna na
r a o liberal c illuslrada, que se associa cun
ppn-
enthiisiasmo causa das nacionalidades o
midas ;
A tranca, emfnn, chamada ao arbitramento
da Europa pela massa da sua populugao,con-
centrada, pelo valor de seus soldados e pela r-
cente prestigio do mais brilbaulc periodo di) sua
hisioiia militar.
A' quem peitenee, pois, a inichliva d'esta
grande obra ?
Ao paiz que marcha na vanguarda da nevo-
lucio.
Aida de urna confederaQo europea lancada
auiecipadamenle pelo i hele do imperio fra icez,
e que diflundisse a seguranza e a felicida e no
mundo, nao valora mais que todas as coni lina-
coes pulilicas que debilitara e atormentara t in-
feliz povo ?
O pensamento da barbara deslruico que com-
sgo traria um s combale entre as grandes es-
quadras das potencias occidentaes, deve fazejr es-
tremecer de horror o que nicamente pensasse
ci ordena-lo, e provavelmcutc nunca muera
liumcm em demasa covarde e atrevido para to-
mar sobre si tamaita responsabiliza le.
A livalidade que lem existido entre a Frar ga e
s Inglaterra desde o dcimo quarlu sceulo a os
iiossos das, anda existe, porm cora iulenida-
de infinitamente menor boje, e verificamos slo
para glora do progtesso humano ; de sorte que
urna traoseegao entre as duasmaioies nacfls da
Europa, iransacgo que leiia por lm o bem da
humanidadenao pode collocar-sc entre os so-
nliose as utopias dos hoo.ens de corarao.
A base, pois, de urna confederagao europea
est naiuralmenle delineada pela tranca e peia
Inglaterra. Que a Franca e a Inglaterra se dem
franca e leilmente a mo, e a Italia, Hesp nha
Portugal. Hungra, Blgica. Suissa, Grecia c,Ru-
melia, virio nslinclivamente, por assim djzer,
collocar-se em redor d'cllas-
Todas as nacionalidades divididas e opprim-
das, enim, as ragas slavas clticas, germnica*,
scandnavas,Cuiupreheudcudo a gigante ltussia
nao querero permanecer fra d'esia rege-
nciarao poltica, a qual as chamara o genio do
Scalo.
tem sei que naturalmente se nfferece urna
objecco em resposta ao anterior projeclo.
Que se havia fazer d'esta massa in. mensa
de homens empregada hoje nos exercitos e na
urinha militar ?
E' fcil a resposta.
Ao passo que licenceassem estas massas, des-
embaracar-se-hiam do nslituiges onerosas o
prcjudu'iaes, e o animo dos soberanos deixaindo
Ue prcoecupar-se com a imbigo de conquistas,
guerra e eslruigao, vollar-se-hia para o estibe-
lecimento de insiitugoes uleis, e desceria doies-
tudo das generalidades ao das familias e dos in-
dividuos.
Alm d'isso, pelo desenvolvimenlo da indus-
tria c pela seguranza do commercio, a raarinha
mercante reclamara immedialamente toda a
parte activa da marinha militar o a iucalculavel
quanlidade de Irabalrjos cresdos pela paz, pela
associaciio e pela confianza, absorveia toda essa
populaco armada, aiuda que fosse duplicada do
que ."
Sendo quasi impossivel a guerra, tornam-se
inuteis os exercitos. Mas o que nao seria intil
era conservar o povo em seus hbitos guerre-
ros egenerosos, por meio das milicias naiiunaes
que e.-tariam sempre proroptas a reprimir as dps-
ordeus e qualquer ambico que tenlasse infrin-
gir o pacto europeu.
Desejo ardentemente que as minhnspalavijas
cheguem ao conhecimento d'aquelles a quem
Deas confiou a sania missao de praticar o bem,
e pratica-lo-hao cerlamente preferindo a urna
grandeza falsa c ephemern a verdadeira grande-
si boseada no amor e reconheciraento dos
povos.
Jos Caribaldi.
lados empreza e estorbos empregados para a
realisage de to importante melhoramento.
No paragrapho que comeca ; Hoje porm, etc.
sshio publicado imperio commereiat por emporio
commtrciai.
No paragrapho que cometa : Nao se diga que
alravessamos, etc. onde l-se que censtiluem
V. Em. fonte de riqueza, etc. devera ser que
constUuem a verdadeira fonte de riqueza, etc.
No paragrapho que comeca : Hostrai a mesma
solicitude para lodos o empregos, deve ler-se
pare toda at emprexat, etc.
No paragrapho que comeca : Nenhum'paizpde
prosperar desde quelhe allam, lase desde que
Ihefaltam.
No paragrapho que comeca : Olhai para o M-
xico que tendo seguido paripasso ou Estado*-U-
nidos, la-se pari-pasu o* Estados-Unido.
No paragrapho que comeca : As viss de r.ora-
municacao, que lera transformado, ele. Sohiuea
batanea do futuro por i a batanea do futuro ;
assim como na ultima palavra desenvolve-los por
aesent/o/re-Za.
Amauha deve ter lugar, perante a junta
da fazenda provincial, a arreinatacao da iltumi-
uaco publica da cidade de Olinda, que j foi
transferida por falla de concurrentes respectiva
licilafio.
AsdifRculdades daaequisigao d'agua pola-
vel na cidado de Olinda cada vaz crescem de pon
lo, de raaneira que j d'alli vo buscar no 'i*i-
/io a que se carece para o uso iudispensavel.
Reclamamos por tuna providencia no sentido de
cessar esse estado incommodo.
No dia 12 do pretrito mez, eolrou em exer-
cicio da promotoria publica da comarca de Ta-
carnt, o Dr. Eugenio Augusto do Coulo Bel-
raonl'
As opera^es de cataratas entre nos cauzam
tantos receius, que poucos doenles querem su-
jeiiar-se ao tralameulo cirurgico, o que se deve
(tribuir ao pequeo numero de operd^Ocs, que
ate aqu se ha feilo, e anda mais ao resultado
oblido, e por isso, julgamos conveniente publicar
o seguidle caso.
No dia 17 do mez prximo passado, em casa do
Sr. Manoel Ignacio de Oliveira, o Dr Ferreira,
ajudado pelo Dr. S Pereira e com a assislenria
o r. Pereira do Carino, praticou a operado da
catarata .por abaixamenlo no olho esquerdo do
Sr. Antonio Miguel de Barros, do idade de 67 ali-
os, senhor do engenho Primavera era Tracu-
nliaem.
A operado foi feita em um minuto pouco mais
ou menos, sem quasi incommodo do operado ; e
a vista deste olho, que desde muito lempo linha
desaparecido, vollou immedialamente.
D.sde o quinto, da, foi-lhe permiltido levantar
a venda dos ulhos; e com quanlo aiuda nao pus-
sa expor-se claridade maisMutensa, era virlude
do deslumbrameuio causado pela luz ; todava
anda por casa e pretende relirar-se em um des-
tes das para sua casa,
0 eslaJodoulho satisfactorio, coraofoi obser-
vado pelos mesmos doutores por diversas vezes,
depuis da operagao, no sendo esta a primeira,
em que o referido doulor oblem semelhaute re-
sultado.
Forara recolhidos no dia 3 do corrente a
casa de delencao, 8 homens e 1 mulher, sendo
6 livres e 3 escravos, a saber: a ordem do Dr.
chefe de polica 4, a ordem do Dr. delegado do
1. dislriclo I, a ordem do subdelegado de S. Jos
3, e a ordem do da Boa-Vista 1.
Lista dos baptisados havidos na freguezia de
Sanio Antonio do Recite de 1 do passado a 1 do
corrente.
Firmino, pardo, escravo de D. Senhorinha Maria
Simes da Cruz.
Frnticisco, pardo' escravo de Domingos Jos Fer-
reira.
Joo. tranco, ilho natural de Maria Candida Vi-
lella.
Maria, branca, Dina legitima de Slanoel Joaquim
do Nascimeuto, e Itoraana Rodrigues Bar-
boza.
Thcreza, branca, filha natural de Alexandrina do
llego Barros.
Flonsmundo, semi-branco. filho natural de Fran-
cisca de Jess Mara Marques.
Jos, bronco, filho do Dr Jos Soares de Azore-
do, e D. Emilia Bibiana Tavares.
Samuel, branco, filho legitimo de Augusto Xa-
vier deSouza Fonceca, e D, Maria da Purifica-
cao Ferreira.
.Joao, pardo, filho de Antonio Jovino Torres
Bandeira, e Mariana Gliceria da Purificacao
I Ferreira.
ISererina, crioulo, filha natural de Margarida, es-
? eraras de Manoel Ferreira Anluncs Villaco.
Um filho legitimo deTristao Jacome de Araujo.
Antonio, branco, ilho legitimo de Antonio Perei-
ra de Furias, e D. Auna Umbelino da Rosa
Parias.
Bruno, branco, filho legitimo de Jos Muniz Dias
e Claudiua liosa do Menezes.
Joviuiano, pardo, escravo de Francelino Bernar-
do Quiuleiro.
Crispim, pardo, escravo de D. Joanna Baplisla
de Ara'.ijo Baslos.
Caroliua, branca, Bina legitima de Caelano Fran-
cisco Antonio Ferreira, e D. Caroliua Maria
Rosa de Olinda, Santo Oleo.
Anlunio, pardo, ilho natural de Deolinda Euge-
nia da Cmara Sehe, Santo ulo.
Casamenlos :
Jos Joaquim de Sant'Anna, com Emilia Maria
da Concedan.
Dr. Antonio Witruvio PintoBandeira, com Celes-
lina Gad.iult.
Germano Pinto do Magalhes, com Francisca Lins
de Carvaiho Braganci.
Manoel Pereira do Nascimeuto, cora Maria Feli-
cia da Conceico.
Passageiros do hiato brasiletro Sergipano,
saludos para o Aracaty : Joao Connives Pereira,
Jos Joaquim Domingues Carneiro, Samuel Fi-
lipiio de Souza,. Germano Cavalcanti L'chs, Joa-
quim Manoel Soares, Jos Denlo de Souza, Euge-
nio Gomes Bccco.
Matadouro publico :
Malarara-se no dia 4 do correnlc para o con-
sumo desla cidade 'JOrezes.
Moutalidade do da 4 do corrente.
Adriana, prcla, cscrava, 7 raezes ; iiifiammsco
no figado.
Joao Maria. pardo, 1 mez phthisica.
| Leopoldino, pardo, 18 dias ; convulses.
Mara, branca, 5 rnezes ; bexigas.
Francisco, branco, 3 annos ; sararopo.
Caelano, branco, 5 annos ; varilas.
Appellanto, ojuizo/, appellado, Francisco Pe-
dro Barbosa de Mello.
Appellanle, o juizo ; appellado, Joaquim "Fra-
ilo de Baixa-Verde.
Appellanle, o juizo; appellado. Mediano Dee-
dato da Silva.
Appellanle, Joao Jos da Silva Reis; appella-
do, o juo.
Appellanle, o juizo ; appellado, Manoel Cos-
me.
Appcllante, Manoel Flix do Nascimcnlo ; ap-
pellado, o juizo.
Appellanle, Isabel Adclaide de Siqueira Granja
e outros ; appellado, o juizo.
Appellanle, o juizo ; appellado, Antonio da
Molla Cavalcanti.
Appellanle, o juizo ; appellado, Antonio Pe-
reira das Santos.
AppeTlante, o juizo; appellado, Salvador Go-
mes Heepanhol.
Appellanle, Venancio Lopes da Silva ; appella-
do, ojuizo.
Appellante, o promotor; appellado, Jos Ro-
drigues da Silva.
Assignou-se dia para julgamcnto da seguinte
appellaces civeis :
Appellanle, a fazenda ; appellada, a baroneza
da Victoria.
As appellaces etimes :
Appellanle, Jlo Antonio dos Santos ; appel-
lado, o juizo.
Appellanle, Antonio Delphino do Prado ; ap-
pellado. o juizo.
Appellanle, o juizo appellado, Gabriel An-
tonio.
A revista civel :
Recorrentes, D. Francisca Brrelo de Jess e
oulros ; recoiridas, D. Anna Rosa Martins e os
Cilios.
D1STR1BLICES.
Ao Sr. desembargador Silvcira, o aggravo de
pelieao :
Aggrayante, Manoel de Souza Pereira ; aggra-
vado, o juizo.
Ao rucio dia encerrou-se a sesso.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
6a SESSO ORDINARIA AOS 19 DE NOVEM-
BRO DE 1860.
Presidencia do Sr. Reg.
Presentes os Srs. Barata, Mello, Gameiro, e Dr.
Firmo Xavier, abrie-se a sesso, e foi lida e ap-
provada a acta da antecedente.
Leu-se o seguinte expediente :
Uina informaco do fiscal da Boa-Vista, a fa-
vor da prelenQo de Jos Vicente de Lima, que
requereu para reedificar a sua casa, dentro do
seu terreno, na Capunga, na travessa do Jacobi-
na. Deferiu-so%
Outra informaco do mesmo fiscal, tam bem a
favor da prelengao de Jacinto JosJoo de Amo-
rim, que requereu para reedificar a sua casa na
ra da Esperanza, no bairro da Boa-Vista, fa-
zendo-lhe os oiles singelos.Concedeu-se
Entrando em discussao as tres informac,6es do
engenheiro cordeado'r, lidas na se^so anterior,
sobre as peti(5es de. Candido Alberto Sodr da
Motta, Francisco Ferreira Rnrges o Francisco Al-
ves Veiga, quanlo a primeira, resolveu a cmara
fosse rcmettido a coramissao de edificacao (Mel-
lo e Dr Firmo Xavier), se a dcsappropriaco re-
querida de reconhecida ulilidade. e se a ra
promelte melhoramento futuro, e quanto ase-
gunda e terceira, concedeu-se aos peticionarios
as licengas, que peiram, guardando as dimen-
soes das casas visinhas aquellas que io cons-
truir,
Foi approvado um parecer da coramissao de
ediiieacoes cerca da n retened o de Joao Ignacio
de A villa, sendo a coramissao de vol que, su-
geilando-sc o peticionario a dcsapropriar a sua
custa o terreno fronleiro ao era que pretende
edificar na Capunga, como teem oulros proniet-
lido fazer, se Ihe mandasso dar cordeaco, quan-
do nao, poderia edificar na ra actual.Defe-
riu-se.
Despacharam-se s peticoes de Antonio da
Costa e S, Feidel Pinto 0 C, Joao Ignacio de
Avila, Marcoliuo Jos Moreira, e levaulou-se a
sess.io.
En, M/.noel Ferreira Arcioli, secretario n es-
crevi.Reg e Albuquerrjue, presidente.Reg,
Mello.Gamiero.Pinto.Dr.ffery da Fon-
seca.
Ibc
A sociedade .1/anra israelita universal re-
cebeu do conde de Cavour a seguinte carta :
Turim 3 deoutubro de 1860.
Senhcr.Recebi a carta que me havieis diri-
gido em nome da sociedade Allianra israelita
universal, para soilicitar o d'cl-rei nos passos que o pae do joven Edgard
d|o
convento em que se acha retido.
Mortra vae dar, afn, de retirar seu filho d|c
Persuadido da juslica das reclamaces d)_
Mr. Morlra, lenho a honra de vos assegurar, sej-
nhor, que o governo d'el-re far ludoquan
esliver ao seu alcanca para que aquella creanr,
porquero to vivamente se interessa a opiniaup-
fclica na Europa, seja enlregue sua familia.
Pego-vos que levis ao conhecimento dos
membros da sociedade israelita estas disposj-
ces em que est o governo d'el-rei, e accei-
lae, senhor, as segurancas da minha mnito di-
l.ncta consideracao.
AssignadoCavour.
i
[Jornal do Commercio Je Lisboa.)
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Na publicarlo da noticia quedemos, acerca da
inaugurado da 2.a seceo da via frrea, seosiveis
erros appareceram, que obrigam-nos a rectifca-
los mormeole na parto do discurso do Sr. Dr.
Bunrqoe de,Mac<:do, de quem foi oramillido igual-
mente um brinffe feilo ao Exm. coinelhairo Jos
Deoto da Cunba e Figueiredo pelos servicos pres-
CHRONICA JUICUHIA.
TRIBUNAL DA RELAClO.
SESSAO EM 4 DE DEZEMBRO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. COXSELIIEIRO ERMEL1NO
. DE LEVO.
As 10 horas da manha, achando-se presen-
tes os Srs. deserabargadores Silveira, Gilirana,
Lonrenco Santiago, Guerra, Silva Gomes e Vil-
lares, procurador da cora, faltando com parti-
cipagao o Sr. desembargador Caelano Santiago
foi aborta a sessao. '
Passidos os feitos e entregues os distribui-
do., procedeu-se aos seguinles
JULGAMENTOS.
RECURSOS DE ELEICES.
Recorrento, Jos Rodrigues 'dos Santos ; re-
corrido, o conselho.
Relator o Sr. desembargador Silveira.
Sorteados os Srs. desembargadores Lourenco
Santiago, e Gilirana.
Derara provimento.
RECURSOS CRIMES.
Recorrente, Thomaz Antonio Pessoa de Andra-
de ; recorrido, o juizo. *
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. deserabargadores Lourenco
Santiago, Gilirana e Silveira.
Deram provimento e se responsabilisou o juiz
de direito.
Recorrente, o juizo ; recorrida, a cmara mu-
nicipal.
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. desembargadores Gilirana,
Silveira e Lourenco Santiago.
Improcedente.
APPELLACES CITIS.
Appellante. Jos Vlho Brrelo; appellado,
Jos Luiz Pereira Lima.
Desprezaram-se os embargos.
Foi proposta a pelieao de Domingos Jos Fer-
reira e oulros, pedindo ordem de habeas-corpus,
quo foi concedida, devendo os pacientes seren
apresenlados era sessao de 7 do correle, ouvida
a autoridad? competente.
DIL16BNCIAS CMMBS.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
juslira, as appellaces erimes :
CONSULADO PROVINCIAL.
41lcraces feitas do lancamento da
dcima que pagam as* casas per-
tcnccnles freguezia tos A Boga-
dos, pelo cscripturario V. M. F. P.
da Silva.
Conlinuarao.)
Ra dos Pocos.
N. 2.Antonio Moreira Reis, casa
lerrea arrrendada por....'........ DfifOOO
dem 4 A. O mesmo, casa lerrea
arrendada por.................... SigOOO
dem 10. O raesrao, casa terrea
arrendada por.................... 72-J0OO
dem 18. Joaquim Barboza de
Souza, casa terrea arrendada por 18;000
dem 20. O mesmo, casa terrea
arrendada por.................... 48-3000
dem 22.Luiz Manoel Rodrigues
Valenca, casa tertea arrendada
Por .............................. 60J000
dem 24. O mesrao, casa terrea
arrendada por.................... COS00O
dem 7. Joo Benlo Lagos, casa
lerrea arrendada por............ 725000
dem 9.O mesmo, casa lerrea ar-
rendada por...................... 72J0O0
dem II.O mesmo, casa lerrea ar-
rendada por...................... 72gO0O
dem 27. Manoel Fernandes da
Co3ta e outro, casa lerrea arren-
dada por......................... 8i$000
dem 29. Os mesmos, casa terrea
arrendada por.................... 84;OO0
dem 29 AOs mesmos, casa lerrea
arrendada por.................... 605000
Largo dos Remedios.
ti. 1 B.Jesuino de Albuquerque
Mello, casa terrea arrendada por I685OOO
dem 3. Viuva e herdeiros de
Bento Gongalves, casa lerrea ar-
rendada por...................... lOTfOOO
dem 3 B.Caetana Maria Magdale-
na, casa terrea arrendada por..... 108;000
dem 3 B.Anna Joaquina dos Pra-
zeres, casa lerrea arrendada por 965000
dem 3 C. Jos Francisco do Ro-
go Barros, casa terrea arrendada
por............................... 725000
dem 3 D.O mesrao, casa lerrea
arrendada por.................... 72gQO0
dem 3 E.O mesrao, casa terrea
arrendada por.................... 725000
dem 5. Antonio Valentim da
Silva Barroca, casa lerfta arren-
dada por........................ 3605')00
dem 9. Uerdeiros de Joaquim
Jos Luiz de Souza, casa terrea
arrendada por.................... 1205000
dem II. Cypnano Luiz da Paz,
cas terrea arrendada por........ IM5OOO
dem 13. Jos Francisco do Re-
g Barros, casa terrea arrendada
por. ...T.......................... 120g000
Bemlica.
N. 2.Viuva de Manoel Dias Fer-
nandes, casa lerrea arrendada
, Por............................... 4505000
dem 10.Manoel Joo de Arao-
riro, casa terrea arrendada por.. 8OO5OOO
dem 22. Caelano da Costa Mo-
reira, casa terrea arrendada por.. 0OO5OOO
dem 30.Manoel Custodio Peixo-
to Soares, casa terrea arrendada
Por............................... 500JOOO
dem 32.Herdeiros de Caelano de
Carvaiho Raposo, casa terrea ar-
rrendada por................... 5005000
dem 38 Manoel Goncalves da
Silva, casa terrea arrendada por 8OO5OOO
dem 60.Manoel Antonio Conni-
ves, casa terrea arrendada por.. 725000
dem 62. O mesmo, casa lerrea
arrendada por.................... 735000
dem 64. Jacintha Maria da As-
sumpcao Callara, casa lerrea ar-
rendada por.....................> 725000
dem 68.Campos & Moreira, ca-
sa terrea arrendada por..........
dem 70. Joaquim Bernardo de
Souza Rangel, casa terrea arren-
dada por.......'...................
Id>m 3. Vjuva e herdeiros de
Pe uto Pereira Siraoes, casa ter-
rea unida a de n. I, arrendada
por...............;...............
dem 23.Jos Antonio do Brito
Bastos, casa terrea com soto,
oceupada pelo mesmo, avaliada
om...............................
dem 29. Manoel Ignacio d'vii-
la, sobrado del andar era obras,
a luja arrendada por............
Travessa dos Remedios.
N. 11 C. Antonio Alves da Fon-
seca, casa terrea avaliada em___
dem 11 D. O mesmo, casa lerrea
avaliada em ....................
Idora 11 CViuva e herdeiros de
Joo Rodrigues Pereira de Al-
cntara, casa terrea arrendada
por ..............................
dem 13 A. Ignacio de Souza
Leo; casa terrea arrendada por
dem 17.Francisco Ouintino Ro-
drigues Esteves, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 17 A. Antonio Caldas d
Silva, casa terrea arrendada por.
dem 19 O mesmo, casa terrea
arrendada por....................
Ilha do Bemfica.
N. 8.Manoel Ferreira da Silva
Tarroso, casa terrea oceupada
pelo mOsmo, avaliada por........
dem 10. Joaquim Francisco de
Alm, casa terrea arrendada por.
Lt'oninuar-
1445000
144JJO00
300|000
8005000
120S0O0
965000
965000
1925000
150$0OO
1205000
120JS000
I2O5OOO
400gOOO
3005000
se-ha.)
Communicados.
0 espaiicamcDto do Sr. Modesto Fran-
cisco das Chagas Cana barro e o Li-
beral Pernainbucano.
Aquelles que lm licoes da historia de lodosos
partidos polticos, sabom quo estes sao facis em
laucar corita dos adversarlos os actos reprova-
dos, que rcalisam-se durante o dominio dos seus
principios c ideas. Sobreludo us3m desso expe-
diento os partidos fracos, que nao teem o seu
tempo e os seus gentes empregados em conse-
guir, quo a sua bandeira faca a conquista da opi-
nio, e assuma a direegao da sociedade.
Ninguem adrairou, por tanto, que o Liberal
Pernambucano se prevalecesse do espancaraento
do Sr. Modesto para aecusar a admiuislragao su-
perior da provincia.
Est o contemporneo no seu papel, e nelle
podo desenvolver toda a facundia, de que do-
tado.
Eulretanlo orQoso confessar, quo ainda desla
vez o collega nao foi feliz era sua tctica, porque
dos seus mesmos escriplos se collige evidente-
mente que o fado do pateo do Carmo lem a sua
origem nica o exclusiva em urna vindicta parti-
cular, que lodos teem reprovado, e contra a qual
a adminislracao ha lomado as mais rpidas, enr-
gicas, e proveitosas providencias.
Pondo de parte os enredos e os raexericos,
cujo nico lim desvairar a opiniao dos incautos,
vejamos o que o Liberal lera de essencial e ver-
dadero na aprecijQo, que taz do espancamento
era questo*
O Atleta, diz o contemporneo, atacou de
urna maneira infamo, torpe, e s digna dos es-
critores de lo inmundo pasquim, a vida pri-
vada do pobre hornera, ao ponto de cuspir a in-
juria mais ignobil sobre as filhinhas do Sr. Mo-
desto. Ento este, ferido no que wn pae tem de
mais sagrado, repelle o insulto e alira atlusoes,
que foratn ferir pessoas ligadas aos Srs. Epa-
minondas e Firmino de Oliveira, donde eviden-
temente Ihe havia partido a descommunal ofen-
Sa. Se coiidemnamos com todo o peso de nossa
indignaro o asqueroso ataque do ofgo policial,
nao menos censuramos a represalia da parte do
Sr. Modesto, que deveria responder com o des-
prezo offensas lo repulsivas, lias o que nin-
guem pode soffrer que os Srs. Firmino e F.pa-
minando, d'onde se diz que partiram as provo-
ca roes, tenham procurado no assassinato cobarde
de um pobre pae de familia urna represalia.
Nao procuraremos saber de quo lado paniram
as provocacoes ; fossera dos individuos, quem
se refere o Liberal, ou do Sr. Modesto, ou de ou-
tra qualquer pessoa, a verdade que todos os
homens de bem sao concordes em repiovar as
discusses da vida privada, de que alias lauto
gostam os diversos jornaes de pequenina circula-
cao, que ha na provincia, osquaes sao realmente
pasquins em toda a forca do termo.
O que lambem verdade que o lamenlavel
successo, de que nos oceuparaos, segundo oque
se l no trecho do contemporneo, que acabamos
de transcrever, nao foi o resultado do um plano
poltico, e sira o fruclo mesquinho e negro de
uina vingan^a particular, que lem revoltado toda
a popularo.
O Sr. Modesto, cuja pessoa merece respeilo,
pela sua simples qualidade de cidado de um
paiz eolio, e de merabro de urna sociedado regu-
lar, nao nenhura vulto poltico, que possa cha-
mar sobre si as iras de um partido.
Disso estao todos certos.
Os seus escriplos nao merecem mesrao as hon-
ras de ser ldos por homem algurn serio, cujo
lempo se consumira na directo de negocios gra-
ves ; e por isso ninguem poer jamis ver em
seu espancaraento, seno a exploso do odio pri-
vado, o fruclo do machinacoes eslianhas a loda a
idea de poltica, em urna palavra, o crime deal-
guns homens apaixonados, que nao liveram o bom
senso preciso, para ver que a nodoa laucada so-
bre a honra de urna familia nao pode ser lavada
com o sangue do uftensor
Agora perguntinios : oque fez a administra-
cao, em relaco ao fado, de que se trata ?
Era poucos minutos o chefe de polica, o o de-
legado da capital aeharam-se no theatro do acon-
tecimeitto, e todos aquellos que a opiniao indigi-
tava, comocomplices ou mandatarios docrime, ou
antes todos aquelles sobre quem recahiram as
fundadas suspeitas da autoridade, todos estes fo-
ram presos, e brevemente, processados, sero en-
tregues Justina dos tribunaes para seren pu-
nidos.
O propro agenle da execugo, que pode eva-
dir-sedi8nle do grande numero de cidadcs, que
iara-lhe no encalco, nao pode escapar vigilan-
cia e 8ctividade da forca publica.
Na manha do d+a seguinte, quando havia re-
ceio de quo eslivesse fra do alcance da polica,
enlrava ello preso pela torga de cavallaria qut>
fora-lhe lancada na pista, raoslrando-se a popu-
lacho inleiramenle salisfeita com semelhanto re-
sultado.
O Sr. presidente da provincia, apenas leve sci-
encia do fado, deu todas as providencias, e
ainda hojo leraos no Diario de Pernambuco o
seguinte olUcio da presidencia ao Sr. Dr. chefe de
polica :
Inteirado pelo seu officio desla data do ata-
que conlra a seguranza individual, que Uvera lu-
gar na pessoa de Modesto Francisco das Chagas
Canabarro, da causa & que V. S. o attribue, e da
prompta prisodo autor de semelbanle altenta-
da e de outras pessoas suspeitas do complicidade,
cabe-me louva-lo pela energa e aclividade cora
que so houve naquella diligencia, e recommon-
dar-lhe tuda a solicitude na formago da culpa
dos mesmos individuos, afm de que possam vir
ser devdamente punidos, e se evite por cssa
forma a reprodcelo daquelle fado, que nao po-
de deixar de depr altamente contra a civilisa-
cao de um povo que nao merece imputages des-
airosas, e que deve estar convencido de que,
quaesquer quo sejara as offensas feitas indiscreta
ou malvolamente pela imprensa, nao cabe ao
offendido seno os recursos lei e opiniao sen-
sata e esclarecida do paiz, e nunca os que occa-
sionam successo, como o quo V. Sr. refere, o
qual nao pode deixar do provocar, como prov'o-
cou o mais vivo desagrado e a reprovaco da
parte desta presidencia e da de V. S.
O que pretendo o Li&era que se faca mais
bem dajustica ?
Por ventura, antes do processo, quer que se
extenda urna rede, e sejam presos lodos quantos
estao sob as iras do lado poltico, de que o con-
temporneo diz-se o orgo legitimo ?
A autoridade nao obrara com o preciso crite-
rio, se assim procedesse.
Mas, para que nos caneamos ?
O proprio contemporneo encarregou-se de fa-
zer o panegyrico das autoridades superiores,
quando louva o procedimento do Sr. delegado
Lucena, o qual esteve cora o chefe de polica,
marchou com elle harmnica e concertadamente
em tudas as diligencias ordenadas e feitas para a
captura dos criminosos.
Nestas circunstancias, elogiar o delegado sem
louvar o chefe de polica, que com o mesmo
achou-se na occasio, urna lctica, que escapa
nossa comprehensao, e que cerlamente nao faz
honra sagacidad de poltico algum.
Alm de que, se o delegado credor de toda a
cooflanca do contemporneo, se o seu carcter e
tino policial estao cima do todo o elogio, se o
crime enconlra nelle um azorrague, a socio'dade
um amparo, e a justga um apostlo zeloso, como
nao elogiar as autoridades, os Srs. Leito da Cu-
nha e Araripe, que o foram arrancar tranquili-
dade do lar,o que o escolherara entre tantos cida-
dos habilitados? para delegado de polica da
capital ?
Repetimos, ha estrategias, que diflkilmente se
coraprehendem.
E' que o contemporneo nao quer render-se
verdade, nem obedecer opiniao, que ha foito
JU31Q3 inteira adminislrago.
Por bem di moralidade publica nao fagamos
urna questo de poltica daquillo que nada tem
com ella.
Todos queremos a punicaodo facto, de que se
trata, e por lano cumpre" que nao confundamos
as cousas, que nao desorientemos a opiniao, e
que convirjomos todos os nossos ataques conlra
os criminosos, o contra os nicos responsaveis por
to tristes successos.
Diz o contemporneo que ha muito o Sr. Mo-
desto havia denunciido a trama, que contra elle
se urdia, e quo nesso sentido al o mesmo se-
nhor se havia dirigido cosa do Sr. delegado
Lucena.
Este, senhor, porm, cuja palavra tem todo o
cunho da verdade, e na qual inleiramenle acre-
dita o contemporneo, d no Liberal de hoje o
mais solemne desmentido semelhanle asseve-
raco.
lis as palavras do Sr. Dr. Lucena :
Nao tendo o Sr. Modesto me procurado urna
vez s sequer, para me pedir providencias uo
remido de acerear de garantas a sua existencia,
! sogo-lhesqucse dignem de publicar esta minha
I asseveragao era resposta ao que disse hornera o
seu jornal com relaco mim no artigo, que lem
por epigraphe Fados Diversos.
Ao Dr. chefe de polica lambem nao se dirigi
o Sr. Modesto, segundo as iiiformaces, que
lemo.
Oque resta, portento, depois disto ?
A denuncia da imprensa daquelle senhor.
Infelizmente, porm, essa imprensa lao des-
moralisada, que nenhuma autoridade pode guiar-
se pelo que nella se escreve.
Fossem lodos os redactores dos jornaes mais
amigos da vetdade, que do propiio inieresse ;
comprehendessera que a sua missao toda de
moralidade, e de civilisago, Qzessem da impren-
sa um instrumento do bera, e nj um pregoeiro
de fulsidadcs, o o ardile da anarchia, e ento te-
riam sobeja razo quando nao fossera allendidos
pela autoridade, sempre que Jenunciassem quaes-
quer fados, sobre que a mesma autoridade de-
vesse providenciar.
Desenganem-se de una vez por todas.
A imprensa, que nao manejada com criterio
e sabedoria. um dos mais poderosos elementos
de desorganisaco social, e urna arma, quo pode
ser funesta em muitos casos quelle que delta
faz uso indiscreto.
Recife, J de dezembro.
Yerilas.
A lei lei.
Quem a transgredir haver-se-ha com os exe-
culoros dola.
Recife, 4 de dezembro.
O Zuavo.
Correspondencias,
Senhores redactores.O espirito do mal do dia
em da procura denegrirs mais illibadas reputa-
coes, para assim dar aso ao genio corrupto e im-
raoral de que essencialmenle dolado.
Tendo assislido em um dos dias da semana
passada em 0 juiy desta cidade a defeza de un
reo de nome Ivo Antonio de Larangeira Leile,
com bastante sorpreza vi elle declarar em seu in-
terrogatorio haver sido pronunciado pelo Dr. de-
legado de ento Francisco Jos Martins Penna J-
nior por nao Ihe ler dado a quantia de 1005 que
Ihe exigir o mesmo doutor.
Esse procedimento da parte de Larangeiras as-
saz rae revoltou, pois que conheco de ha muito
o Dr. Penna e a nobreza de seu carcter e nunca
desmentida honradez me pareciam ser os melho-
res garantes de sua reputacao, j como advogado,
j como agente policial ; "e entrevi nessa confu-
sa o de Larangeiras nada menos quo um inimigo
cobarde, que nao ousando ferir de frento seu
contendor, busca fazS-lo pelas costas.
Com essas expresses nao me dirijo ao Dr. Ja-
cinlho Pereira do Reg, advogado do reo, porque
sei devdamente aquilatar a sua nobro e elevada
eduetco, tanto que foi elle qem com tanto vi-
gor protestou sobre a falsidado de tal proposl-
go.
Todava inimigos dessa ordera, que por si mes-
mos revelam seu vil carcter lmige de deprecia-
rom aquelles a quem pretendem, trazem sobre
si mesrno o odio e desprezo publico.
Prosiga todava o Dr. Penna na nobre e glorio-
sa carreira, que ha encetdo, sera altengo i es-
ses zoilos, miseraveis, porque elles nada mais fa-
zem que demonstrar a baixcza de seus carac-
teres.
Essas poucas linhas nada^mais revelam que
a expresso genuina e tranca de um amigo sin-
cero c Diario em defeza de um oulro seu amigo
injustamente calumniado eterno no que de mais
sagrado lem a sua honra.
Recife, 1" de dezembro de 1860.
Joo Maria, de Moraes Savarro.
O Liberal Pernambucano julgou ter feito um
grande adiado, cora o qual se poderia salvar das
aecusacoes que llio navemos feilo.
F.3to grande acludo, este poderoso invento da
Archimedes foi um trecho do Diario de Pernam-
buco, em que unidos redactores eniitte a opiniao
de que no secuto actual em que 01 soberanos
s se podem manler pelo consenso dos povos, e
nao por direito divino, aopovo compele retirar o
mandato ao rei, que nao cumpre os seus deve-
res, Essa opiniao singular de um escriplur do
Diario de Pernambuco, que nao passa por oruao
j de un partido poltico, fez arripiar os cabellos ao
I redactor em chefe, que logo clamou que eramos
. reos do mesmo crime, de que o aecusavaraos.
I Nao querernos entrar era apreciaco da opiniao
! do escriplor do artigo que so refere o Liberal,
nem anasarmos se ella ver adeira e se esta de
, harmona com a mxima favorita do redactor em
chefe todos os poderes do estado sao delegares
i da naco.
Apenas diremos, que o escriplor emitllo urna
J opiniao.com a qua! muito se conforma o Liberal,
' mas nao fe-la passar como opiniao de um parli-
j do ; e nem a applicou ao Br-isil, como tem feiio
o redactor em chefe, quando por oulras palavras
tem exprimido o mesrao pensamento, e faz loso
a applicago, dizendo que Sua Mageslade o Im-
perador nao lem cumprtdo os seus deveres, e
que elle se deve altribuir os males que acabru-
nham classe da nossa sociedade menos favore-
cida di fortuna, e com a qual se pode melhor jo-
gar para certus fios oceultos.
E nem a opiniao de um jornal, que nao orgao
de um partido poltico, pode servir de aecusogao
un partido, como o conservador, que por lan-
as vezes lera demonstrado por fados qual o
amor, e dedicago que consagrara a monarchia e
pessoa do Sr. D. Pedro II.
Por tanto contina o Liberal sem defeza ; por
que alm do que fica dlo, nunca se considerou
defeza o dizer-se quem me aecusa o reo do mes-
mo crime.
0 Zuavo.
Mais urna prova da grande intelligencia, e lino
poltico do grao chefe redactor do Liberal Per-
nambucano.
Chamamos a altengo do lelor paraos arligos
edictoriaes do i&eraide hoje, que nelles vero
al que ponto chega o cynismo, ou o desmancho
da cabeca de quem os escreveu.
O homem que foi para Ouricury manchar as
cinzas de seu pai, o vendido olygarchia, o re-
negado poltico, erafim o Dr. Ilenrique Pereira
de Lucena. conlra quem o Liberal lem jogado os
epithetos affrontosas cima ditos, hoje o alvo dos
elogios do grao chefe do Liberal, porque preci-
so fazer urna carambola.
Cararabolaram quando quizeram comecar a
chuva de insultos conlra o r. chefe de polica ;
carambolam hoje, porque os actos praticados por
elle, sao dignos de elogios, sao apreciados dev-
damente p r Gcegos e Troyannos.
E so nao ha a carambola para o fira dito, ha
ento muita somma de ignorancia.
E seno, diga-nos o redactor em chefe, como
pode comprehenJer ura presidente de provincia
e um chefa do polica combinados para un 6a-
nho de sangue, mandando dar bordoada por sua
conta e risco, e um delegajo do mesmo chefe de
polica prendendo e processando todos os agentes
destes personagens?
Ser o delegado de polica umi auloridade su-
perior ao chefe de polica, e com tal poder para
ncutralisar-lhe os planos?
E lendo sido as prisoes dos supposlos autores
do espancamento da noilo do da 1. do corrento,
e todas as diligencias ulteriores, actos do Dr.
chefe de polica, que lomou inmediato conheci-
mento do fado, qual a razo porque os elogios,
que merecem laes netos, sao para o delegado de
polica?
Convenga -se o redactor chefe que as aecusa-
ges que lera foito ao.Dr. chefe de polica ho de
cahir urna a urna diate dos actos do aecusado,
que s lera era vistas o el cumprimento da lei:
e quo ha de brsndir a sua espada conlra quem a
oTender, seja qual for o seu credo poltico, seja
qual fr a sua posigo na sociedade.
Nao sero os insultos, as araeagas e as calum-
nias do Liberal, que Ihe ho de marear o nomo
que tem sabido adquerir como magistrado, e fa-
zc-lo parar na carreira encelada.
Commetteu-se ura crime, verdade, conlra rile
homem, que nao pode bem 3aberde que lado um
veio o mal, lanas tem sido as offensas porlhc
feitas ao quo o homem tem de mais sagrado ;
mas tambera verdade que a sociedade nenhum
abalo soffreu, porque a acgo da lei se fez logo
sentir, e a polica, garaolidora dosdireilos do ci-
dado moslrou-se enrgica e activa.
Nada lem que ver a poltica com espancamen-
to havido no largo do Carmo, era homem que
nada reprsenla nella, sem prestigio, sem posi-
go, e que tornando-se o responsavel de um pas-
quim, ha mais de dous annos, devassa a vida
privada das familias, como pblico o notorio
1 nesta cidade.
Tantas foram as difamages, lo grande o nu-
| mero das pessoas insultadas, que dillicil ser
I bem designar os autores e cmplices do crime.
j O mais querer-se dar importancia quem
I nao a leo.
Srs. Redactores.So sabbado, Io do corrente,
sahi da alfandega s tres honras da tarde, e se-
gu em direitura para a freguezia da Boa-Vista
al a casa, do Sr. visconde commandaule supe-
rior da guarda nacional, como mcu costuine,
e pratico Iodos os dias, ha seis annos. Chegan-
do 13 oceupei-me com o expediente da guarda
nacional, o jantei na mesma casa, ret'uanJo-ine
s seis horas da tarde, ou pouco mais em com-
panhia do Sr. Miguel da Fonsea Soares e Silva,
ajudante do Exm. Sr. presidente da provincia,
que l chegra depois de termos jantado, e fura
buscar urna ordera do mesrao commando para
no dia seguinte ir postar-se urna msica na es-
locao da estrada de ferro. Ainda l rae demorei
fazendo o officio que conlinlia dila ordera.
Ao voltar da Boa-Vista, parei na ra Nova,
cas3 do major Antonio* Bernardo Quinleiro, e
com elle ceraecei a conversar sobre a mesma
msica, leudo ahija encontrado o Sr, lente co-
ronel Francisco de MiandaJ.eal Seve. Era j ao
escurecer, e demorei-me um quarto de hora,
pouco mais ao menos : segundo depois para
minha casa, acompanhou-me al a travessa da
Caraba do Carmo, onde dobrei, o referido Sr.
aju lante.
E' por tanto falso, dizer o Liberal Pernambu-
cano que no da cima mencionado, eu rae acha-
va em casa, na occasio que sotTria algumas
pancadas o Sr. Modesto Cannabarro.
Publicando, Srs. redactores, a presente, muito
Ihcs agradecer o seu assignante
Firmino Jos de Oliveira.
Diz Firmino Jos de Oliveira, secretario deste
commando superior, que elle precisa bem seu,
que V, Exc. se digne atlestar no presente reque-
rimentj, se o supplicantc no dia sabbade 1" do
correle leve a honra de janiar com V. Exc,
exercendo as suas funecoes de secretario, fa-
zendo o expeJieute a'aquelle dia : bem como a
que horas relirou-se o supplicanle da casa de
V. Exc.
Pede ao Illra. e Exm. Sr. comrnandanle supe-
rior da guarda nacional deferimento.E. R. Me.
Firmino Jos de Oliveira.
Recife, 4 de dezembro do ISSO.
Alteslo, que Sr. secretario deste commando
superior Firmino Jos de Oliveira, chegou a mi-
nha casa s 3 1/2 horas da tarde, pouco mais eu
meuos, e principiou a tratar do expediente, co-
mo c coslume, e se relrou s 6 1/2 horas da
tarde, em companhia do Sr, ajudante de ordens
do Exm. Sr. presidente da provincia, com ufcio
dirigido ao commandaule do 3 batalho de guar-
da nacional,
Ouartel general do commando superior do
guardi nacional, 4 de dezembro de 18(>0.
Visconde da Boa-Vista.
Commandaule superior.
Srs. Redactores. Mcu irmo, Firmino Jos
do Oliveira, nao eslava em casa no sabbado Io
do correnle, quando no pateo do Carmo aconle-
ceu suilVer algumas pancadas o Sr. Modesto
Cannabarro. Achava-me eu deitado na sala a
dormir, e acordando e) chegando varauda nao
vi o fado : pouco depois que cheguei varando,
chegou a minha casa o Sr. delegado Henrique
Pereira do Lucena, ainJa de dia, e veriGcou que
l nao eslava meu irmo, o qual chegou j
noite.
E' portanto falsa a assergo do Liberal Pernam-
bucano, quando diz que meu irmo estiva em
casa na tarde a'aquelle dia.
Muito Ihes agradecerei, Srs. redactores, se
publicarem a presente em seu Diario.
Recife, 4 de dezembro de 1860
A/ ERRATA.
Na correspondencia com epigraphe' Ao paiz
publicada no Diario de hontem c. da p. 3
no quo principia no dia 22 a noilo onde diz
pelo Dr. Sergio advogado e capilo Cmara, lea-
se advogado do capito Cmara.
Publicacoes a pedido.
Illra. Sr.Havendo adoocido, hoje, o guarda
nacional Jacintho Francisco d'Almeida, do bata-
lho do digno commando de V. S. o qual se
achava a disposko do conselho de disciplina a.
que ha de respon'der o Sr. tenente Francisco Co-
ckles Teixeira d'Araujo e Silva do mesmo bata-
lho, e tendo de reuoir-se dito conselho a ma-
nha 7 do andante mez. scienliQco a V. S aliai
de que dgne-se providenciar para quo seja subs-
tituido por um oulro guarda para o referido lim,
o qual dever se me apresenlar n^ cass da c-
mara municipal desta villa s 9 horas do dia
dignando-se V. S. de me communicar o que for
Borneado.
Deus guarde a V. S. Villa de Iguarass 6 do
agosto de 1860.
IMra. Sr. capilo Pedro Jos Monte-Negro Vil-
larira, digno commandante interino do 10 bata-
lho de infantaria da guarda nacional de Igua-
rass.
Antonio Lobo Alberlim de Miranda Henriques,
alferes promotor do conselho de disciplina do
mesmo balalho.
Illm. Sr.Comparecendo eu na casa da c-
mara municipal desta villa era todos os dias que
deve reunir-se o conselho de disciplina a que ha
de responder o Sr. lente Francisco Cockles
Teixeira d'Araujo o Silva, hci testemunhado, bem
a meu pesar, que deixa sempre de reunir-se o
numero legal, nao obstante procederem todas as
formalidades de minha parte que a lei me in-
cumbe e al hoje assummio um posicao tal, que
nao s deixou de comparecer o numero legal, co-
mo a casa da cmara conservou-se trancada al
quasi ao meio dia I Nao convindo portanto a
eonlinuagao desse males que tanto encontrara
com o bera do servigo publico, mximo em ma-
teria desta nalureza, communico a V. S. a uro
de que digne-se providenciar como o caso exige".
Deus guardo a V. S. como misler. Vil a de
Iguarass 7 de agosto de 1860.
Illm. Sr. capilo Pedro Jos Monte-Negro Vil-


MARIO DE PERRAMBDCO. QUARTA FEIRA 5 DE DEZEMBRO DE 1860.
M
larim, digno commandante interino do 10. ba-
talho da guarda nacional de Iguaress.
Antonio Lobo ilbertim do Mirada Henriques,
alteres promotor do conselho de disciplina doj
mesmo batalhao.
Itlm. Sr.Respnndendo a communicaco del
V. S. datada de 7 do andante raez, porm s seift
do-me presente hoje 12, quasi as onze horas d-
dia, hei a responder-lhc que sendo eu iocansa-
ti?I no cumprimento do mou derer, afim de que
nao sofTra o bem do servido publico o por isiq
Ido muitas vezes a essa villa, como V. S. nao
ignora, hei visto semore com* espanto, que nd
da que devo harer scsso deixa do reunir-se
conselho e ltimamente nao s deiiou do reunir
se, como tambem conserrou-s (raneada a cas
da cmara municipal al quasi ao neio dia!
Em consequencia por tanto do sol e chiva que
hei solTrido om todas essas viagens de cinco lej-
guas (e algum-s vezes mais), acho-me com ai-
gurn encomraodo, que unido ao pouco lampo
que milita do hoja para o dia quartoze, sendo
oecessario citaco, avisos etc., julgo nao podar
ser no dia que cima indica, porm em um oui-
tro o mais bceve que me fr possirel, o qual eu
communcaroi a V. S. afim de ver so accorda,
a monos que este incommodo nao cresca, que me
impossibilite de continuar, que seroi proarplo em
participar-lhe.
Dos Guarde a V. S. como raister, cidade
de Olinda 12 de agosto de 1361).
Illra. Sr. capitao Manoel Joaquim da Fonseca
Galvo, di?no presidente do conselho de disdi- '
plina do 10 batalhao de Iguarass.
Antonio Lobo Albertim de Miranda Henrique?,'
alteres promotor do mesmo conselho.
Garanhuns, 27 de novembro de 1800.
Saiba o respeitavel publico que o facinorpso
Izaac, que a pouco saio da cadeia de Caruir
par crime de morte, contina a embriagarle,
atacando as possoas do bora seuso que transitan)
pela estrada de Altinho, para Cachoeirinha* pne-
se as autoridades daqualles lugares que loniom
om considerado semelhante procedimento, para
que nao acntela o que succedeu ao infeliz Joo
Pereira, pai do numerosa familia, o qua( foi
victima dos furores desla fera.
Um comarca
\ in liguas de
j nao basta di-
Rio Grande do A irte.
Srs redactores.Lcndo no Diario de Per\\am-
buco, n. 231, urna correspondencia degradante e
virulenta publicada contra mim, o assignad pelo
Dr. Antonio Luiz de Souza Seuas, crurgijo mi-
litar, tenho a honra de publicar minua deMza em
seu conceiluado jornal, para quo o Hio Grande
do Norte avalie e lorpo calumniador, que'(o al-
tse julga collocado... So eu fura, na provincia
de Pernambuco, coohecido, se l tambem o fdra
csse doulor, como era toda parte que lera a
desgrac de ti'-lo, eu loria urna defeza exuberan-
te, como eterna seria a sua condeomacoj!.... O
doutor Seixas por sem duvida um desses carac-
teres que honrara ao cidado que lhe d merece
agrados ; porm disto talvez o nao saiod a pro-
vincia de Pernambuco ; devo-lhe, portanto, uraa
resposla, Qltia do respeito que me imp|em seus
trios....
Convencido, como todo* que conhocera 5 esse
doutor, que nao elle o autor das linhais grava-
das n'aqiiclle jornal, porque, coiladfnho 1. elle
nao sabe qual a sua mo direita devo ura con-
selho de prudencia ao homnculo qu por elle
garatujou, rogando-lhe que de nntrem, nao figa
seu Instrumento de ving.uiga para a alguein ferir
traigoei.-araente, como faz o spide oceulto na
relva, ou ou sec.ca folhagem ao viajor qjue incau-
tamente em seu redor ragueia ; e, se ,o fez pela
ambico pecuniaria, deve aprender urna lico.
Os lucros que se adquirem pela mo do crime
envilecen! ao peiio que os guarda.
Tenho bem pouco vivido, e n'essa curta exis-
tencia nao receio. que as minha* fices corera,
ante o bal la j assacado de um procedimenlo pou-
co digno dos deveres sociaes na pleniuide de sua
moralidado ; poitanto, homnculo, nuera quer
que sois, nao derramis o vosso odio pela mo
da estupidez : fazei-o por vos mesmo ; e se fos-
les obrigado pela compaixo, nao vos deve im-
portar que um medico nao saiba qscrever seu
nome !
Bem pouco pensado fui, doutor, eipi convidar-
vos para urna diseusso : sabia qpe nao eris
medico, purera ignorava que nao nsseis cons-
Cien a do rossocu, e que..... Pirm, deso-
jando lavar a evidencia vossa nailidade, s
na imprensa derrria fa/.C-o, fazenio um servido
aterra que me vio oascer. Ento resolv escre-
ver-vos urna carta, em a qual promettia conven-
Cer-vos de que nio sabieis medicina, e quo enn-
seguinteraenle nao eris medico. Era ura cartel
do desali que vos curopria acceila cavalheini-
samente, ou rem<'tt-lo ao silencio ; porque era
de primeira intuico que smeule nos diversos
ramos da sciencia de Bippocrates, cu, pobre dis-
cpulo, poderia salisfazer-vos no promettido,
parque bem curto seria o meu andar I
E o que Tuestes, doutor ? Trocastes o argu-
mento dos principios que profesamos, pela lin-
guagem torpe da mulher perdida ; a verdade
pela calumnia mordaz ; as conveniencia s.iciaes
pelo trocadilho de infamias assa
um carlista. Vou provar-vos, pona
zer-vos.
Quando lestes a minha carta, furioso como um
tigre, vos arrumastes de encontr polica ; me
denunciaslcs ; pedistes a minha cqndomnaoao; e
creio mesmo, que no art. 192 do ci| ligo crimin il,
porque atrevidamente vos pretenda arrancar a
mascara do engao I A polica, sensata crae ,
eslava longe de ver que n'uma diseusso scienli-
fica baa urna offonsa ser pulida ; e mesmo
quaudo houvesse, seria preciso oijvir-rae. ou pe-
anle ura jury do mdicos, ou na discusso de
argumentos lirados de vossa clnica, e exarados
as folhas publicas da prov'inqia ; islo que
cumpria po.icia, ou a outro tribunal que por-
ventura livesseis de recorrer.
A polica, portante, deu-vos a importancia do-
vida, desprzando-vos como cifraj de pequenasoc-
currencias.
Erais ento, doulor, ura espscljiculo de um bel-
lo horrirell Vossa soda de vinianca cresceu as
ponto desmedido ; pareca q icidesejaveis respi-
rar na alraosphera dos agougups !,... Boscastes
por fin iuiprensa, nao para njella sustentardes
o direilo do vosso pergaminho.ie a dgnidade da
escola que vo-loconceleu ; n5|o, foi para n'ella
despejardes o jorro dos diques- de vossa colera,
farida na sua palpitante veiaL A iraprensa de
Rio Grande, cheia do dgni lape, polda cora as
iices do lempo, nao poda recelar a um secreta-
rio in nomine, um secretario Jas escuras, (como
me chanuis) quando por muilas vezes ella tem
dado sob-jas provas de nobrpza, luctando cora
bravosidade heroica cora miiitos goveruos desa-
piedados na magnitude de seu poder 1
A iraprensa do Rio Grande cahiria do sens
principios, se tolerasse qua iirn nome que lhe
conhecido e reprovado pela opnio do lugar.se
inserisse era suas columnas epi desTavor de ou-
tro, quem os partidos, repressntados pela raes-
ma imprensa, e represontantes da expressao da
provincia, o considerara smente por suas quali-
dades pessoaes.
Assim, enxolado o Sr. doutor Seixas das ira-
prensas Dous de Dezembro e Rio Granense,
recorreu ao Diario de Perrambuco, que, se
igualmente conhecesse o cal bre do canho, lhe
aria a justa barreira, roasmn com prejuizo de
quaesquer lucros pecuniarios, evitando que esso
hornera, envenenado com a oe^onha de podres
vermes, possuido de rancr c odio, espumasse
sabr suas columnas o trav >r da calumnia e o
el da degndic/io. E coran ? r izendocyiVoo oi
eu qnem vos accu?a, o Sr. Manoel Januario das
Neves que vos recummenda ao publico, declaran-
do bem alto que arrancastes o ulero de sua fre-
zada mulher.
Sr. doutor Seixas, Manoel .anuario lera muila
dignidade na sua carpentara de que vive ; nao
como vos que, a altura e n que gmenle vos
collocau a falalidade, tendes mentira e illuso !
Mano.l Janaario. cheio de leconhecimento, de-
clara o que se v no documen1 o n 1.
A calumnia tambem preoi*i de pejo, somante
vos, doutor, delle r.o precispis; porque, vossas
faces embotadas j nao sentir o calor da vir-
lude......
Eis o segundo elo da cade a que vos prende 5
escala dos mentirosas ao 4 i esli em seu abo-
no os filnos eviuoi do major Borges da Sitveira
chorando sem remedio, e diztndo que seu pai e
esposo fra victima da ignorancia e imprudencia
de V. S., applicando um fon t drstico, eo man-
dando condutir dt fortaleza, nesse mesmo dia
chegando, tendo \. S. me chimado para consul-
r :, odesenganei, como l notorio.
Muilo ros sacrificou, doutor, o Ul homnculo.
que por ros escrereu aquella diatriba escanda-
losa; era tal o furor do mentir, que nem ros, e
nom elle se lembrou de que essa viura e seus fl-
Ihos moram no serto, e creio que, se c riessera,'
loriis occasio de cobrardes vossas tres contas,
Iras rezes apresentadas com dirersos precos, por,
urna s conferencia; e eu procurara documentar
essa triste narraban a que ros referales.
Lembrai-ros tambera do que, um preso de jus-
tica encerrado n'uma fortaleza, dalla no poda
sahir por determinarn de ura medico; e o docu-
mento n. 2 prova que nao fui sabedor ao menos
da vin la do infeliz Silveira; o que igualmente
prova o documento n. 3; bem como, que s fus-
tes chamado para teslemunhardeso que eu ha-
ra feito: porquanto, o doonle j se achiva re-
ceilado, quando chegastes, e humildemente con-
cordastes cora toda minha prescripeo.
Tocando no terceiro ponto do rosso asqueroso
pamphleto, direi, que era vos, era o rosso hon-
rado advogado, quinquagenario, Manoel Gabriel
de Carvalho sabem a signiQcaco da palavra ni-
gromancia; e se o tal lettrado honrado quizer
distose convencer, renha imprensa; eu publi-
earei suas carias, o meu relatorio, e ss receitas
aviadas na pharmacia de seu sobrinho ; bem co-
mo a molestia principal de quo se queixa esso
bom relho; e o publico applicara com muito es-
pirito o vossorisum tsnealis.
O quarto documento me dispensa de qualquer
analyse sobre o docnte Barlholomeu Guedes da
Rocha Fagundes.
'Emfim, doutor, seguistes a mxima dos per-
versos:Oode nao ha, iuvenla-so: inveniastas,
imaginastos urna nova guilholiiii para o morti-
cinio moral dos vossos irmos carlistas; e como
Guillolin lereis a honra de rossa machina, se
chamarSeixina I
Quanto molestia de meu irmo do passagem
ros direi, que o vosso dilemraa carcomido de as-
neiras era nada procede; porquanto nem loda
applicagao proscripta pelo medico aproveitala,
mesrao por aquolle que ludo ignora dos preceilos
d'arte; seguiudo-se disto que eu poda ros ou-
vir, como a qualquar curandeiro, ficando-me o
direilo salvo de applicaro que julgasse conveni-
cnto urna vez que a responsabilidade de acto
pesara sobre mim, mesmo quando cotivosco
concordasse: e se eu ros ouvisse, doutor, no
vosso diagnostico do meningite; se vos enlre-
gasse o doente ; hojo eu nao teria de meu irra*
mais que pungentes recordagoes humedecidas de
lagrimas, e o reraorso de vos ter chamado!
Comludo, agradeco-vos a presteza e as vossas
boas ititenedes; e rcebei por isso o perdo do
fel que teudes derramado no intimo de minha
alma......
Prove, doulor, a toda evidencia quo eris um
mentiroso de eternal memoria, e reo confesso do
injurias e calumnias descoraraunaes 1 Agora des-
riando-me do p, que de rossos ps me sopras-
tes, lembro-vos, como christo que son, que nao
lireis de vossa mascara galvanizada do cobre a
lama que nella lendos; nao porque vos cahisse
dos ps do oulrem, porque o Evaugelho do So-
nhor nao permita que alguera la alo faca a seu
smolhante.... mas porque a pedra tambem se
rala, os seixos e as raarpesias rochas tambem
se gastara, orlinariaraenle do cimo para o base,
e cobertos das lamas quo as enxurradas levara,
se preservara do altriio dos ps da vil canalha. ..
Que bello, que famoso plagalo fiz de vossas pa-
lavras !!...
A subida consideraco que ros tributo, doutor,
obriga-me a fizer alg'umas rellexes explicativas
a respeito do cargo que anda oceupo de secre-
tario do governo desta provincia Ha trezo me-
zes que exorco as funeces deste cargo, o sempre
tenho merecido nao s respeito, como ledicaces
dos meus subordinados que, como amigos, leem
coramigo vivido em completa coraraunho, bem
como o Exra. Sr. Dr. Jos Denlo da Cnnha Fi-
gueiredo Jnior, que me honra co#i a sua parti-
cular estima.
Assim, ainla menlistes no vosso papeluxo de
infamias, dizenlo que no meu cargo tenho sido
inotejadu: motejado, doulor, sois ros, mesmo
pelos vossos irraos d'arraas, queriem-se, riem-
se a perder, quando, era cada papel que sahe de
vossas raaos, encantram um corpo de delicio, pa-
ra ura libello comprobatorio de vossa supina es-
tupidez!
Nao abanlonei minh* protissao, como dizeis,
mas sou obrigado a declarar-vos, que me sinto
abatido, ou antes ralado, por ver, que nesle
mundo desapparece, ante o embuste mais gros-
seiro da srdida especulado, o mrito real cora
sacrificios adquirido; por ver que vos, cora urna
caria sera merecimento, e outorgada porum ni-
co limo desenlulho dos bancos, em os quaes
pesasteg por oilo annos, porque os RR, insepa-
raveis companhairos da vossa marmrea intelli-
gencia, nao vos davam guarida, ostentis com
esse cynismo admiravcl e epopelico com que vos
revesiis, conhecimenlos de que nunca livestes
noticias ; o que ros obriga a representantes o
papel de ridiculo sera chiste.
Agora, doutor, pensai coravosco ueste amal-
gama de asnices iodisiveis.
Lembrai-ros da que, peranla tres mlicos re-
sidentes nesta capital, declaraste por dffarenies
vezes que linhais ura do-nte de necrose no esto-
mago ; sorpreza immens! porque estavam longe
de saber, que na estructura do estomago houves-
sera ossos, o que at hoja se ignorava. O Dr. Sei-
xas o dcscobridor dessa anomala, e como tam-
bem tiresse reconhecido que a gangrena os baria
accommeliido, por isso deu-lhe seu verdadeiro
diagnostico !! Ordinariaraenta as grandes desco-
berlas toraam o nome de su autores, o :onse-
guinlaraenle temos o no3so doutor nei rosado....
Postes chamado para curaranles o Sr. coronel
Barbosa de Mour3, bem conhecido nesta provin-
cia, e creio que em muitas outras ; e solfrendo
elle de ura alaquo aslhmatico, como so v de um
relatorio que o mesmo senhor tem em seu poder
da lulo que sofTrera ; diagnosticaste inflammi-
c,o de bao, e para islo applicastes pannos mo-
lludos em agoar lente quente sobre o peilo, bem
como ura sinapismo no hypoconirio esquerdo
Nunc a Iheo'ia dos revulsivos foi mais perigosa-
raente coraprehendida, era to infelizmente ap-
plicada. Alguns dias depois, apezar do enjo,
que inspirava vossa phosphorica medicina, 4 for-
ca procurasles receitar a urna fllhinha do mesmo
coronel, que, por motivos especlaes, eslava sem
medico ; era ento seu padecimenlo soppresso
de transpirado, com affocco consecutiva do ule-
ro ; e o que diagnoslicasles ? Phlhisica em pri-
maro grao. E qual o vosso receituario? Sulfato
de quiiino. Seria essa phlhisica consequencia de
urna infiammaco, producida pela suppresso de
transpirajo? Se o foi, porque symptomas reve-
lou-so semelhante infiammago? cora sulfato
de quinino, doulor, pretendis acabar com a
phlhisica, consequencia de urna infiammaco?
Nao, por certo. Mas concedamos que a padocenle
tinha urna diatheso tuberculosa, islo ura prin-
cipio essencialmente mrbido com o nome de tu-
brculos, disseminados era tolo organismo, mes-
rao no tecido das ossos, e que era consequencia
do abalimento de torcas e faslio que a doente ti-
nha ; esse principio tuberculoso, crescendo na
razo directa do defiohamento da doente, a
phlhisica revelou-se : atarracarieis, como disses-
tes, com sulfato de quinino. E como? Quaes as
propriedadesdcsle sal? o que manora obra elle
no organismo, para lhe concedordes taos virtudes ?
Esquecestes-vos, doutor, do que Cuestes inno-
cente fllhinha do Dr. Jos Maria de Albuquerque
M-llo, quando fustes chamado par abrirdes um
tumor aparte lateral e superior do pesclo?
Porque torturas nao zesles passar a innocenle.que
mal c intava tres mezes deidade? Diagnosticas-
es angina, sarjasles as fauces, no dia seguinte,
acreditando na existencia do tumor; coatundis-
les o pesclo na explorado de pus, e elle j eslava
sendo absorvido Dous dias depois era a viclima,
nada ruis que um anjinho !
Defendei-vos, doutor, documental vo9sa defe-
za : ostes fados produziro seu effeito !
Longa a sene desta3 e de outras oceurren-
cias; e eu rao tornara macante em publica-las,
ao menos n'ura s numero deste peridico. E nao
ros morde a conscioncia, doutor, com esse est-
lido proceder que lendes, buscando aclarar-ros,
amman lo a bella estrella dos outros? Creio que
sim ; ao contrari.0, depois de um longo mentir,
nao trarieis scena da discusso a zinhavrada
idea do dinheiro ; rossa imagera (lxa, vosso nico
cordial! Lerabrai-ros do que fizesles com o ne-
gociante Sampaio? Ignoris que commeltesles
ura crime, procurando delle haver o que ros nao
devia? E cora a circumslancia aggravante de
mandardes ditas cartas pelo mesmo fim cora ci-
fras duplicadas? Lembrai-vos de que mandastos
citar vosso collega o Dr. Firraiuo Jos Doria, sera
que nada ros devesse, alm do insignificante fa-
vor do verdes um doente delle a seu pedido? O
Dr. Doria, que como irmo, ros tinha aberto os
bracos, carao Jos seus irraSos, e vos como ju-
das, lhe dstes o beijo da ingralidio I!
. Fallis em dinheiro, essa estrella que ros le-
var ao inferno, se muitol passos anda ros fal-
tara dar! Vos que nao contente de amonloar-
des ordenados e gratificares de muitas especies,
propozestes, para pharmaceulico do hospital da
companhia fixa, um menor que tendea comvosco 1
Vos que andis radiante de felicidade, por irdes
cobrar em Lisboa dezenas de contas, sem ros
lembrardes, que em cada real tendea um crine,
era cada crime um remorso, e em cada remorso
urna explaco II.... por isso que o rosso nomo
grande; por isso que ros julgais altamente
collocado I.... E eu, por falla de taes sltributos,
tenho o nome to poquenino, que nao merece as
honras de urna discusso.... e nem ser discuti-
do, seno pelo odio, fermentando acalumnia que
tanto ros destingue.
Gonto-ros urna historia, e nada mais por era-
quanto.
Certo re mandando enforcar a um facinora,
notarel pela carreira de seus crimes, este, na oc-
casio de ser enforcado, quando o ministro do
Senhor lhe fallara em conlisso e morte, dizia :
Padro, deixai-me com taes laudos I E rundo-
se para o carrasco, mandava que apressasse a sua
obra, porque se julgava tal altamente collocado,
que se enojava do ver o rei andar do rastos me
procura de enlame.... e antes de pronunciar o
lira da palsvraenlamea-lo, o seu crneo bata
nos degros da morte !!!
- Adeus, meu doutor, por oulra vez escrererei
com mais altenco a rossa biographia, e acreii-
lai na slnceridade de minhas expresses ; nao
buscarei o manto da noile, a capa do anonyrao,
a v| emboscada e a negra calumnia, para ros
obrigar pedir-rac piedade.
Recoramendo-vos a leitura dos mandaraenlos
da lei de Deus e dos peccados que bradam ao
co.
DOCUMENTOS.
N. 1.
Llm. Sr. Dr. Manoel Antonio Marques de Fa-
ria.-jNo podando desviar-rac do dever que me
corre de dizer o que em minha presenca se pas-
sou em relaQao aos pontos de pergunt que con-
signara na presente carta, abaixo da qual respon-
do, tenho de declarar que estando eu em casa do
meu collega o bacharel Francisco Xavier Perei-
ra de Brillo, e nessa occasio apparecendo ines-
peradamente o meu compadro Manoel Januario
das Neves, a quem V. S. chamando previamente
minha atienco, fuera diversas p6rguntas era re-
ferencia ao padecimenlo de que viera a fallecer
a mulher do mesmo Neves, dsse este que era
coslurae dar-so o prolapso do tero depois dos
partos; que dando-se o dito prolapso immedia-
tamente ao parto que livera lugar, durante a noi-
le, e no stimo mez da gravidez, fra V. S. cha-
mado no dia seguinte, e que declarara que nada
podia fazer, em consequencia do eslreitamento
do eolio, mas que passarta a receitar, sendo que
ira pedir a um collega para ficar em o seu lu-
gar, visto nao poder continuar ; que o medico
que se apreseulra a convite de V. S. fra o Dr
Sei'xas, assim como que minutos anles de falle-
cer sua mulher," fra esta vista pelo Dr. Vicente
Pereira. que confirmara o que V. S. havia dito,
e que finalmente tinha isso mesmo dito ao Dr.
Seixas, por quem fra interrogado a semelhante
respeito
Foi exactamente o que respondou o meu com-
padre, confirmando por juramento, se assim fr
de raister. Permanego era ser cora lulo o res-
peito.Da V. S. venerador, obrigado e criado.
Jeronyrao Cabral Raposo da Cmara.
N. 2.
Illra. Sr. Dr. Manoel Anlonio Marques de Fa-
ria. Respondendo o que me pede cima, V. S.
nao foi sabedor da viuda do capitao Silveira, da
Fortaleza para esta cidade. Quando lhe partici-
pei da chegada delle, V. S. at se mosirou enfa-
dado por eu nao lhe ter coramunicado a riads
do seu doente : o estado delle era mortal, par j
ter soffrido terceiro ataque da mesma molestia.
Nado tera de me agradecer, pois uo fago mais
do que dizer o que occorreu a tal respeito, sendo
forgoso declarar que o doente alera do nao fallar
mais, apresentava paralysia em urna banda do
corpo.Sou com toda estima amigo grato.Ca-
nuto Ildefonso Emerenciano.
N. 3.
IIIm Sr. Dr. Manoel Anlonio Marques de Fa-
ria.Salisfazendo ao que V. S. me pede em sua
carta, cunipre-me declarar : Io, que sempre as-
sisli com o major Joao da Silveira Borges desde
que veio da Fortaleza dos Santos Reis Magos,
para nesta capital tratar de sua saude ; 2o, que o
Dr. Antonio Luiz do Souzi Seixas, chamado
nes3a occasio, como conferente, desenganou o
doente, ao que V. S. se nao oppoz ; 3o, final-
mente, que o mesmo doutor nenhuma cousa lem-
brou, que V. S. antes de 3ua rinda, j nao tiresse
feito o manalo buscar, concordando com ludo
quanto por V. S. havia sido applicailo.
F.' o que se passou e presenciei ; pndendo V.
S. fazer desla o uso que lhe convier.Sou de V.
S. atiento, venerador e obrigado.Joo Ignacio
de Loyolla Barros.
N. 4.
Illm. Sr. Dr. Manoel Antonio Marques de Fa-
ria.Respondendo a carta retro que V. S. se
dignou dirigir-mo em data de lioje, tenho di-
zer quanto ao primeiro ponto que, achando-rae
gravemente doente, e sendo V. S. o meu assis-
lente, fez-me sentir a necessidade de um confe-
rente, cao indicando, porm, qual dos mdicos
existentes nesta cidade devera ser chamado, an-
tas pelo contrario declarou que qualquer quo fos-
se lhe era indifiercnlc : quanto ao segundo, que
antes de ter lugar a conferencia, islo c, no dia
antecedente ao em que ella teve lugar, declarou
V. S. a mim, e se bera me lembro, parante o Dr
Octaviano, ser a molestia ura tumor, c que de-
veria ser trazido a supuraco por meio do cani-
velo, ou resicaco ; e quanto ao terceiro, final-
monte, que a referida conferencia nao teve outro
fim seno saber-se qual dos raeios por V. S. in-
dicados era o preferivel, sendo resolvido que
fosse oda vesicarao.
Cora muila saiisfago me assigno.De V. S.
alenlo, venerador e obrigadisirao criado.Bar-
tholoraeu Guodes da Rocha Fagundes.
S. C.,5 de novembro de 1860.
(Todas as cartas estavam selladas e reconhe-
cidas ]
pagem II, carga 2000 barricas de firinha de
trigo mais gneros; a Saunders Broth rs
4C.
Pbrladelphia 58 dias, palhabote americano
George Byron, de 116 toneladas, capilo Ge-
orge Hardy, cquipagem 8, carga fariuha de
trigo e mais gneros ; a lleory Foster& C.
Suansea42 dias, barca americana Dacotah, de
392 toneladas, capitao Besse, equipagem 13,
carg carreo de pedra ; a Scott Wilson & C.
Navios sahidos no mesmo dia.
Aracaly pelo AssHiate brasileiro Sergipano,
capitao Manrique Jos Vielra da Silra, carga
varios gneros.
Parahiba Brgue inglez Phanton, capilo John
E. Harly, carga bacalho.
ai * co o. t S' CO OS o. m B 1 Rotas 1
e w w ^ C5 5 e s ce Atmosphtra o es
V V V Z w Direcco. f V. 2 -i O tu
V V a B O 1 Intensidade 1 > > 1*
-i 00 OB O 8S s 1 Fahrenheit -1 5J at o B M H O 2 B E 5
te MI pe MI O OS Centgrado. 5 c o C
4 * os 3 Hygrometro i
o O O o Cisterna hydro-melrica.
-1 _-a g 5! Francez. es > o le s
eo o o co o co o s co o o te .8 o o Inglez.
A noile principiou nublada e depois clara, vento
NEN fresco e assim 3manheceu.
OSCIULaCO DA 'HU.
Preamar as 8 h. 51' da manha, altura 5,3 p.
Baixamar as 3 h. 6' da tarde, altura 2, p.
Observatorio do arsenal de marinha, 4 de de-
zembro de 18G0.
ROMANO STEPPLR.
Io lente.
Editaes.
COHME1ICIO.
Praca do Recife 4 de de-
zembro ele 1860.
iVs Ires Vvoias Aa tirAe.
Cuta^as ofdeiaes.
Cambio sobre Londres26 3(4 d. 90 d(r.
Descont de letras15 ()|0 ao anno.
George PatchetlPresidente.
DubourcqSecretario.
Alfandega,
Rendimento do dia 1 a 3 .
dem do dia 4.....
21.1053038
ll:147g4S6
32::25-&J2l
Movimento da alfandeea.
V'oluraes entrados com fazendas.. 8t
cora gneros.. 197
------281
Volnraes sahidos cora fazendas.. 26
> com gneros.. 155
------181
Descarregam hoje 5 de deiembro.
Barca inglezaIrisbacalho.
Briaue inglezGrecian idera.
Galera francezaAdelefazendas.
Patacho hamburguezThekle Schmidtem.
Brigue portuguezVotivofarelo.
Brgue brasileiroCastro IIIcaf efumo.
Becebedoria de> rondas internas
geraes de Pernambnco.
Rendimenl do dia 1 a 3 1:26599G
dem do dia 4.......1:0~24$672
2:2905668
O Dr. Francisco Dsmingues da Silva, juiz de
drito da 2a vars criminal da comarca do Re-
cife, por S. M. o Imperador, que Deus guar-
de ele.
Fhco saber que as audiencias desle juizo tero
lugar as quintas-feiras de cada semana pelas
II horas da raanli, na respectiva casa.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandei passar o presente que ser publicado pela
iraprensa.
Recife 3 de dezembro de 1860.
Eu Joaquim Francisco do Panla Esleves Cle-
mente, escrivo do jury a subscrevi.
Francisco Domingues da Silva, '
O Dr. Francisco Domingues da Silva, juiz de di-
reilo da 2a vara criminal da comarca do Reci-
fe, por S. M. o Imperador que Deus guarde
etc.
Fa;o saber que se acha designado o dia 6 do
correnle, pelas 10 horas da manha, na casa da
cmara municipal desla cidade para se reunir a
junta revisora da qualificaco dos jurados desle
termo, e sao pelo presente convidados lodos os
enleressados comparecerem a fira de apresen-
larem suas escusas.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandei passar o presente que ser publicado
pela imprensa.
Recife 3 de dezembro de 1860.
Eu Joaquim Francisco de Paula Esteres Cle-
mente, escrivo do jury o subscrevi
Francisco Domingues da Silva.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, commendador
da imperial ordom da Rosa e da de Christo e
juiz de direito especial do commercio desta ci-
dade do Recite de Pernambuco e seu termo
Dor S. M. I. etc.
Faco saber aos que o presento edilal virem em
como no dia 20 de dezembro do correle anno,
se ha de arrematar era praca publica deste juizo
na sala dos auditorios a casa terrea sita na ra
da Roda n. 25, de 2 porlas e una janella, 2 sa-
las, 4 quartos, rosinna fura e cacimba do servi-
co, avaliada em 3:0OOJ, perlenceute o Joaquim
Flix Machado e rai a praga por excuco, que
lhe move Manoel Jos Leite e caso nao hjs lan-
zador que cubra o preco da avaliago ser a ar-
remataco fcita pelo proco da adjudicarlo com o
o abale da lei
E para que chegue ao conhecimento de lodos
mandei passar editaes que serao publicados pela
iraprensa e affixados nos lugares do costme.
Cidade do Recife 19 de outubro de 1860.Eu
Manoel Mara Rodrigues do Nascimento, escri-
vo o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelti.
0 Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da resoluco da junta da
fazenda, manda fazer publico, que a arreraatacao
do contrato do cosleio da Iluminarn publica da
cidade de Olinda, foi transferida para o da 6 de
dezembro prximo vindouro.
E para constar se mnndou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 23 de novenrbro de 1860.O secretario,
A. F. d'Annunciaco.
Declarares.
Diario de Fernandea & Feliciano.
Protocolo do Corredor Jorge Potchett.
Copiador de Domingos Francisco Rsmalho.
Entradas e sahida do trapiche Novo.
Copiador de Anlonio Jos do Castro.
PAPIS.
Escriptura de hypolheca de Passo Irmo.
dem iJem de
dem idem de Victorino Domingues Alves Maia.
Contrato de socedaie de Francisco Ferreira de
Novaes e Jos Luiz Pereira Lima Jnior
Distractq de Jos Luiz Pereira Lima Jnior, Fran-
cisco Ferreira de Novaes e Jos Luiz Pereira
Lima Jnior.
Carla do registro da barca Recife.
Distrato de Joao Teixeira de Souza Lima e Fran-
cisco Thomaz das Neves.
Contrato de Antonio Lopes Rodrigues, Mariano
Lopes Rodrigues e Jos Dias Brandan.
Reforma de contrato de Eduardo Alejandre Bur-
le, Filippe Francisco Truchon e Narciso Ma-
rta Carneiro.
Cerlido apedido de Anlonio Pedro das Neves.
Distracto de Eduardo Peileu Wilson Jnior, e
Carlos Moireau.
Noraeaco de Jos Joaquim fiamos e Silva, cai-
xeiro de Manoel Joaquim llamos e Silva.
Distrato do Aniunio Valenlim da Silva Barroca,
Joaquim da Cruz Lima e Jos Goncalres Mar-
tina.
Distrato de Francisco Marques Guimaraes, e
Francisco Jos Correia Mirques
Cerlido apedido de Manoel Joaquim Ramos e
Silra Jnior.
Copia a pedido de J. Patchetl
Dfstrato de Francisco Antonio do Reg Mello e
Jacintho Jos de Mello.
Procuraco de loajuira de Oliveira Maia.
Cerlido apedido de Luiz Borges de Cerqueira
Secretaria 4 de dezembro de 1860.
Julio Guimaraes,
OITi ial maior.
CORREIO.
Pela adrainislracao do correio desta provincia
se faz publico que hoje (">) do correnle, as 2 ho-
ras da tarde em ponto, sero fechadas as malas
quedeveconduziro vapor cosleiro Persinunga>t
com deslino a Macei e porlos intermedios.
Conselho de compra na va es
Promore este conselho, em sosso de 5 de de-
zembro prximo, a compra do material da arma-
da, abaixo declarado, mediante proposlas apre-
sentadas nesse dia at as 11 horas da manha,
acompanhadas das amostras dos respectiros ob-
jectos.
Para os navios.
10 barris de alcatro. 6 balancas romanas, 200
corados de baetilha, 100 croque*?, 20 escarradei-
ras de metal, 10 arrobas de gaxeta do patente.
200 pecas de lona ingleza estrella, 100 lencos de
seda prcia, 1 livro mappa de 12 folhas, 20"pecas
de linha de barca, 20 arrobas de mialhnr branco,
7 arrobas do plvora grossa, 7 molhos de piassa-
va, 12 pedras de amolar, 400 remos de faia, de
14 a 18 ps, 12 pe^asde sondareza, 300 saceos de
conduego, 200 lijlos inglezes e49 libras de tai-
xas de cobre.
Para os navios e arsenal.
5 arrobas de estanho para sidas, 1 folc com-
pleto de 36 pollegadas, 20 libras de linha croa,
60 pares da ferros, 60 raeios de sola da Ierra,
1.400 libras de tinta branca de zimo, 50 talas de
tinta.preta e 6 arrobas de zarcO.
Para o arsenal.
80 cadinkos do lapis ns. 30, 40, 50 e CO.
Para a enfermara de marinha.
1 apparelho de louca para cha, 2 colchos de
linho cheios de palha'c 12talhcres.
Sn as condiQes para a efTcctuaco da compra
ser paga logo no mez subsequente do rerebim*D-
lo dos objectos, e sujeitarem-se os vendedores i
mulla de 50 /0 do valor dos mesmos objectos,
caso nao sejam entregues na poicao e da quali-
dades contratadas.
Sala do conselho de compras navaes, em 27 de
I novembro do 1860.O secretario, Alexandre Ro-
drigues dos Aojos.
THEATRO DE S. ISABEL
(I)IP 1MII1 LYRI DE G.IM YiXGELl
Quarta feira 5 de dezembro
Represenlar-se-ha pela segundHez a opera em ires actos de Donizelti:
Os bilhetes de camarotes e plateas vendemse como de coslutoe.
Principiar s 8 horas em poni.
Avisos martimos.
Para Maceio, a barcaga Dous Amigos,
mestre Jos Francisco Nones, cuja barcaca no-
va, de superior construcro e muito segura :
quem nella quizer carregar, dirjase ao caes do
Ramos o. 4, a fallar com Jco Bautista Santos
Lobo,
rio Thomaz de Aquino Fonseca, na ra do Viga-
no n. 19, primeiro andar, ou ao capilo o Si,
Augusto Carlos dos liis, na praca.
Rio de Janeiro,
segu nesles dias a barca .Castro III> por j ler
parte do carregamento promplu; para o reslo da
carga e passageiros, traa-se com os consignata-
rios Pinto de Souza & Bairo, na ra da Penha
n. 6, ou cora o capilo Antonio Goncalvcs Torres
na praca.
COHPAMHA PERYAMBiim
Navegaco cosleira a vapor.
O vapor Persinunga, segu \iagem para os
portos do sul no da 5 do dezembro as C horas
da tarde.
Recebe carga para Macelo e porlos intermedios
al o dia 4 ao meio dia.
O expediente na gerencia ser alcas 3 horas e
depois de fechado nada mais se admitiir: es-
criptotio no Forte do Mallos n. 1.
Consalado provincial.
Rondiraento do dia 1 a 3 5:167*234
dem do ,dia 4.......4:02l$715
9:188*949
Movimento do porto.
Naoios entrados no dia 4.
S. Thomazoi das, barca americana Margaret,
de 249 toneladas, capitao Daniel Quig, equi-
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguinles :
Para o 2o batalhao de infantina.
507 covados de panno azul.
140 1/4 covados de panno prelo.
209 1/4 varas de brim da Russia.
133 botes de metal araarello lisos.
400 esleirs.
Pesos de bronzo do 1;3 at raeia arroba.
Para a corapanhia fixa de rascadores do Rio
Grande do Norte.
150 bonels.
150 grvalas.
150 mantas de la.
Para o hospital militar.
60 pares de chinellas rasas.''
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas proposlas em carta fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 12
do correnle mez.
Sala das sessdes do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 4 de
dezembro de 1860.
Dent Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio de
Pernambuco se faz publico que nesta dala fica
competentemente registrado o contrato de so-
ciedade celebrado no Rio de Janeiro, em o Io de
maio do correnlo anno (e ali registrado ns se-
cretaria do tribunal do commercio, aos 14 do
referido mez) por Hayer Lehmann, Mauricio
Lehmann. Jos Lehmann, Alfred Blum, Silvano
Blum e F.ugenio Blum ; o Io c o 5o residentes
em Paris, gerentes da casa ali estabelecida ; o 2o
e o 4o residentes no Rio de Janeiro, gerentes da
casa ali estabelecida ; o 6o e o 3o residentes
nesta capital, gerentes da casa aqui estabelecida;
(lerendo a mesma sociedade que tere comego na
data do contrato, durar por esparo de 4 annos,
com o capital de 131.-1789000 rs, fornecido por
todos os socios, para a compra e venda de joias,
em groso.
Secretaria 4 de dezembro de 1860.
Julho Guimaraes,
Oficial mator.
Pela secretaria do tribunal do commercio
sao chamados para que veoham pagar a impor-
tancia dos livros o papis abaixo mencionados,
aquellos a quem os mesmos pertencerera.
LIVROS.
Diario de Lourenco Luiz das ores.
Copiador do mesmo.
Para o Rio do Janeiro vai seguir com brevi-
dade o briguo nacional Mentor, recebe aindi
carga a frele, trnta-se na ra da Cruz n. 45, cotn
viuva Amonni & Filho.
Maranho e Part.
Segu com brevidado, por j ter parle do seu
carregamento para este ultimo porto, o bem co-
nhecido brigue escuna Graciosa, capilo e pra-
tico Joo Jos de Souza, e podendo completar j
o carregamento todo s para o mesmo porlo do !
Para, seguir em direitura sem tocar no Ma-
ranho.
. PARA O ARACATY E ASSU'
sae o hate Sergipano: pa/a carga, trata-secom
Martius & Irmo.
Porto e Lisboa
A bem conhecda barca porlugueza Sympa-
thia, capitao Nogueira dos Santos, vai sahir bre-
vemente para os portos cima indicados ; quem
na mesma quizer carregar ou ir de passagem,
poder entender-se com os consignatarios Rallar
Oliveira, ra da Cadeia do bairro do Recife nu-
mero n. 12.
Para o Rio Grande do Sul
segu com brevidado a barca Mathilde por ter
a maior parte da carga prompla ; para o restante
trata-se com Manoel Alves Guerra, no seo escrip-
lorin da ra do Trapiche n. 14-
Porto por Lisboa.
Vai sahir para o Porto com escala por Lisboa
at o dia 25 do crtente mez o brigue portuguez
Promptidn II. forrado e encavilhado de cobre,
de PRIMEIRA MARCHA ECLASSE, por j ler
parte do seu carregamento; para o reslo e passa-
geiros, para os auaes tem exrellenles rommodos,
trata-se com Elias Jos dos Sanios Andrade & C,
ra da Madre de Dos n. 32, ou cora o capitao.
C0!PJNHIA BRASsLEiR
DE
PAQUETES A VAPOR.
F.spera-se at. odia 5 do correnle o vapor /' ran, comii-.andante o primeiro teneule Ti.rre-
zo, o qual depois da demora do costume se-
guir para os portos do sul.
Recebem-se desde j passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriplorio de Azevedo &
Mendes
Cear
O hiate nacional Exhalaco, segu para o
Cear no dia 6 de dezembro, 'etern parte de sua
carga prompta : para o resto e passageiros trnta-
se com Francisco Alfredo da Silva Castro, ou cem
o mtstre no trapiche do algodo.
O hiate Garibaldi, segu para o Cear em pou-
cos dias : a tratar com Tasso Irmos ou com o
capilo Custodio Jos Vinnna.
Leiles.
LEIL
DE
Urna casa terrea
Babia.
A escuna nacional Carlota, segu em poucos
dias para a Baha, tem parte de sua carga en-
gajada ; para o resto trala-se corh o seu consig-
natario Francisco L. O. Azevedo, na ra da Ma-
dre de Deus n. 12.
Para a Bahia.
A releira sumaca nacional Hortencia, pre-
tende seguir com muita brevidade, tem parte de
seu carregamepto prompto, para o resto que lhe
falta trata-se com osseus consignatirios Azeve-
do & Mendes, no seu escriplorio ra da Cnu n. 1.
Q
EM
Mo toco lombo.
uarla-feira 5 do correnle.
Antunes far leilo em seu armazrm na ra
do Imperador n.73, da casi terrea n. 73, sita na
ru de Molocolomb Ireguezia dos Afogados, a
qual tem 2 salas, 2 quartos, cosinha fora, quin-
tal murado etc., com 21 palmos de frente c 5G
definido o se vender sem reserva de preco, Ss
II horas em ponto.
COjIPAMA peunambucana
DE
Navegado cosleira a vapor
O rapor Jajuaribe^ commandante Lobolo, se-
gu riagem para os porlos do norle at a Granja
no dia 7 de dezembro as 5 1[2 horas da tarde
em ponto.
Recebe carga para a Granja e Cear nos dias
29, 30 c Io de dezembro, para o Aracaly no dia
3, Maco no dia 4, Rio Grande do Norte e Pa-
rahiba nos dias 5 e 6 at ao meio dia.
O expediente na gerencia ser at s 3 horas e
depois de fechado nada mais se admillir : es-
criplorio no Forte do Mallos n. 1.
Para o Rio Grande do Norte e
Ass,
sahe o hiate Camaragibe por j ter parte de
seu carregamento : para o resto e passageiros,
trata-se na ra do Vigario.
Para Lisboa.
O brigue portuguez Constante pretende se-
guir riagem com a maior breridade.psra o que j
tem parte da carga engajada : quem no mesmo
quizer carregar ou ir do passagem, para oque
tem acetados commodos, dirja-se ao consgnala-
Urna escrava
Quarta-feira 5 do correnle,
Antunes far leilo em seu armazem na ra
do Imperador n. 73, de urna escrarn de naro,
boa cosinheira e quitandeira, as 11 horas 'em
ponto.
Quinta-feira 0 do correnle.
DE
lina taberna no paleo do
Terco n. 20.
Antouio SeraGm dos Santos Lima
com autot isocao de seus credores fara'
leilo por intervencao do agente Carilar-
go de su* taberna ronsistindo em armi-
co, gneros e mais utenoilios da dita
sua taberna sita no pateo do Terreo n.
20, englobado ou aretalho a vontade
dos compradores: quieta-fe ira G do
corrente as 11 horas em ponto.


DIARIO DE PERMBMUCO QUARTA FE1RA 5 DE DEZEMBRO DE 1860.
Quarta-feira 5 to corrente.
PELO AGENTE
PESTAA.
A.' porta do armazem do
elfandega o referido agent
da manhaa do mencionad!
quem perlencer em lotes a
dores e
Sem limites
0 barra com presuntos d
Sr. Annes defronte da
i vender s 10 hora
da, por conta de
vonlade dos compra-
de prego
Lisboa.
LEILO
O agente Ilyppolilo autorisado por
urna pessoa (|ue se retira para fora da
cidade fara' leilao de urna mobia de
Jacaranda' de gosto moderno, guarda-
roupas, secretarias, udros, louca, ap-
parador de apurado gosto. urna excel-
cellente esteira para sala e urna inini-
dade de objectos de adornos de sala, in-
ctusiveutn magnifioo relogio para cuna
de bine i: quarta-feira 5 do corrente
as 11 horas da tnarihia era seu arma-
zein sito na ra do Iriperador n. 35.
FOLft
Folhitiha de porta ou KALENDARIO eeclesiasti,
Dita de algibeira
tico e civil para o
bispado de Pernambuco.........
comeado alm do kalendario ecclesiast'ico* e* vi"],
explicado das testas mudaveis, noticia dos planeta?,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol-
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio
d.tas do sello; ditas do portadas cartas; ditas
dos imposto geraes, provinciaes emunicipaes, ao
que se junlou urna colleccao de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entreten ment da mocidade.
160 rs
320 rs.
Terca-feira
PELO
AGENTE
armazem
defionte da alfandega
corrente.
prando-se em porpes se daro voT^oZTs^JaT'
para todo ser-
Cinco Pon es
o referido ngen-
caixas
idade
com quei-
vindos ul-
te vender' as 10 horjas da manbaa do
mencionado dia acimf, em lotes a von-
tade dos compradorejs, sem limite de
preo, urna porco de
jos de excetlente qua
ti mmente pelo Adcllle.
LEflO
',3 de dezembro.
Hoje,
Obras de
DE I
II
O agente Camargo
armazem na ra do
di/Fecentes obras de m!
tin lo em com modas
cjmmodas, marquezaij, sotas, cadeira
de ara uello, lavatorio
objectos que
mencionarse
11 boras em ponto.
arcmeiria.
ara leilao no seu
gario n. 19, de
arcineiria consis-
inteiras, meias
catteirae outros
! tornam desnecessario
no mencionado dia as
l57,.gif"?B]fl excel,en,e loarlo ou corredor
loja do sobrado da ra das Cruzes n 39 auem
o pretender, dirija-se a mesma '
Christiano Jos Tavares, subdito portuguez
-ocios d N0Me !raUr do* seu* ne"
Aluga-se a mehcao de uro segundo andar
na na no Alecrira n. 2 ; quem preciar, dirija-
se a mesma casa. '
. Precisa-se alugar um preto
vico do urna nadera ; na ra das
numero n. 98.
.i 9 an'1X as?'8nado declara ao Sr. thesou-
reiro da thesourana provincial, que o Sr Jos
trane.sco de Paula, oflicial da fazenda,'nao
mais seu procurador bastante, e portanto que i-
ca de nenhum effeito a procuracao que o mesmo
senhor lera, e que della d3o pode mais usar.
Maximino X. Sobrcira do Mello.
re rn lili?" TF ** CU* "" rUa d Cald*-
reiro, lawerna n. C0.
Jos Narciso Camello mudon seu ecrinto-
no para a casa n. 19 na ra do Imperador.
lecebi do Sr Polycarpo
Jos Layrae a quantia de
2:355$000 por saldo de con tas
com o mesmo senhor. Reci-
fe 28 de novembro de 1860.
Gamillo Pires.
Rs, 2:3555000.
-- Aluga-se urna loja na ra Direila n 9 a
Iratarna ra da Periha, foja n 23.
d,(7a hfiLene r'l'lor' Prijsper Vanderkam, sub-
ditos belgas, retiram-se para o Rio de Janeiro.
Anda esta por lugar o sitio na Torre, oer-
encent a Jos Marianno de Albuqueniue : ira- '
A*nHrC.T mesm .ou com Sr' Jos Azevedo
Andrade, na ra do Crespo.
s,M,'r jU"a a1?.n,in.'"liva da irmandado da
anla Casa da Misericordia do Rf cife, manda fa-
hnrr,P"S -0,1UC n0di.a 13 d0 corrente, pelas
horas da larde, na sala de suas sesses no largo .
.... Ira,so "-, rajrto Prara as rendas das ca-
Sria'h decllrad1,- Pe-' '"P" i decorrer
1863 "ematamacao at 30 de junho de
O Illm. Sr. B. A. M. C. B
senhor de engenho na provin-
cia das Alagois, queira fazer
o favor mandar pagar na loja
deferragensdarua do Quei-
mado (que nao ignora) a sua
letra vencida ha muito tem-
po, producto de negocio rea-
lisado a 28 mezes, visto que
nao tem-se dignado dar a mais
insignificante resposta amis
de umaduzia de cartas que se
hetem escri to.
S0CIEDADE
Bella Harmona.
Stahl ( C,
especialmente a seus amigos e freguews, que'
Paulo itn0"" de u Tn cachoei'r.'de
IhS opw' C PaSSa drigir eslbelecimento
K2EL. ^ou S0Cl Sr- Augusto Slahl
Sr"'6 ParliciPam seus freguezes que col-
da arS SomhiK lda qUl'dade de lraba'h"s
fran tn i. dr COm a Phologphia. e que
fn i h S "f0r5S por servir bem quelos
que os honrarem com suas confiancas. garantin-
do esmero e perfeigo no trabalho. g
O Dr. Manoel Moreira Guerra contina a
5eCDare"itoe 'ZStt 'T'1'* <>*^%
SJSEZnSl e1ipl,cador"-para a occasia d
seu estudo dos pontos para os actos: pode ser
encontrado na ra da Matriz da Boa-VisU n g
pela manhaa al as 10 horas, e a tarde das 4 em
Ensino de msica.
SO-

.'
fk
I n,?,^0 ass;Snad0 ^xando de fazer
parte da soc.edade Bella Harmona por *ft
recorre as columnas deste jornal para pa-
% SOZL 8 1O,l0S seus ex-consociosP e 2
9 amigos os seus mais sinceros agradec- S
# memos pelo bom acolhimento cora nue 8
sempre se dignaram trata-lo durante
9 lempo a que mesma sociedade
ceu ; outro sim, offerece o seu
o
perten -
limitado
qur a cada um do seus socios em i
I a'&'rU? q"e CSrlVer ao se'l e
t I1S2 enSraf"lecimenlo da sociedade I
e que ancioso aguarda suas ordens.
___JoSo Francisco Fcrreira Jnior
@3@!@@@ @@@
Muiti
roTPrl,r;,lSedeSea fallar com ossennores abai-
ZS^fjS&*~*a-39- loJa-
Antonio Francisco da Silva.
Manoel Jos Milete Meiriz.
Joaquim Jos Botelho.
Bolinhos.
nQJrepar,am"se bandejas enfeiladas com di-
m,Ph.T''el0S de boli"hosdos mais perfei.os
?o. fl.it? in0SS0 .raercad. P"ra bailes, casamen-
dos,enhLcecIgrej,as e so'emnisarasformaturas
fr' -- S nCJ,dncos; tudo da forma'que
h. |5'nCOmmcudos; di"J'm-se a ra da Pe-
Mudanca.
Carros fnebres.
.0'igr.a.'_alm.inistra(,or d,"sle estabelecimento.
faz ver ao publico e aos
30 do corrente faz

>
m
*e rea-fe ira \
O agente Evaristo far I
da ra do Vigario n. 22.
obras de raarcineiria as
dia cima dito. '
corrente.
"Ijio no seu armazem
de' grande porc.io de
1 horas em ponto do
Esteiras da India de 4, 5
e 6 pamos de largo.
No armazem de tazendas da ra do Queimado
or?;rPH0.Pr,ai0nle Para forro de sa'e camas
por ser di melhor qualidade, e todas branca
DE
Sobrado de um andar
Na ra do yogo.
Quarta-feira 5 do corrente.
Antunes fara leilao em sed armazem na ra
Imperador n. 73. do sobrado do um andar e
sotao sito na ra do Fogo n. !S. quo tem chaos
proprio?, 2 salas, 3 quarlos, umsulaocom cosi-
nha. quintal, cacimba etc., ledo a loja cosinha
lora. Principiar as 11 horas om ponto.
LE
c
na Passagem
ponte grande,
para urna
e ptimo
Quarta-feira 5 d
Antunes em seu armazem far
p.ir;5o de obras de marcineiri
preco.
Principiar as 11 horas.
,afinPcrleDdenler everl comparecer acompa-
aos de seus fiadores, ou mondjMde carias
d a ., B,1rro do Rciefe.
Ra do Pilar n. 74.
Bccco do Abreu n. 2:
Bairro de Santo Antonio.
Itua p.ora n. 55
Dita do Padre Floriano ns. 45, i7 e 59
Dita do Fagundes n. 32.
Dita de Smta Thereza n. 4.
Diia da Calcada n. 36.
Dita dos Pescadores i>. 1!.
, Bairro da Boa-Vista.
Becco doQuiabo n. 8.
rfaer?irada f'inlaCasa da Misericordia do Re-
cite 3 de dezembro de 1660.
O escrivo.
francisco Antonio Cavalcanli Cousseiro
l,o7^nDHeS DPP'lrlCeu no dia 23 d0 raez Passado do
becro do Pocnho, urna escrava de nomo Delnna
chos
imf aSr a"lorid3d1',s P"C'.ies o capitaes da
Jf Prendan e levem-na ra Imperial n.
5 que ser recompensado.
Resposta ao encommodado.
O annuncio inserto no Diario de hontera cha-
mando alattencio do Sr. fiscal Ribeiro para as
do denles, cor fula, peitos pequenol e mnr-
a gaga e julga-se ler do com urna mana
-so as autoridades nnlii-imc n..is.. il
Aluga-se urna casa
da Magdalena junto a
com excellentes comraodos
g'ande familia passar a festa
banho no fundo : a pessoa que
tender dirija-se a ra Direita n. 3.
da~Cad!f r?"oid?"Vudares d0 sobrado da ma
aas; fAa,.r;:.para graode
seus amigos, que no dia
asua mudanca para a ra No-
enlerm. \.'^% '?' Seu es"iptorio de
ra da, or e" r?da dos carros fnebres pela
oeo ,j e*: n,le S lem palcntes a <>" as
i,i i q queiram ver, pois espera ter este
aue ? teeCmmen, rda Cm maiores Proporcfies de
2 2?J5> e C-nla quo P,,blico e os seusami-
oa?a ,n J,,V"" "-Sle emPeh, cerlos de"Joe
para ludo quanto estiver ao seu alcance para bem
S^SMaSObrga5eS;0 encontrara
,mff, o Mlabelecimenio a qualquer hora do
da o da npite. Approveila o enseio para agrade-
lheStPrnraoniaiq',e0,publiC0e os "" amigos
inestera prestado, pelo que eternamente grato.
? irlL i f L Pinho tendo encon- m
do. .rl quasi todas as conlas que
deixou quando parti para a Europa, ro- 2
dat?LSe"S de,vedores ^e 'enham a bon- S
rnm m,maDdar SalS''" eus dbitos
gS com a maior promplido. pois que o tem- S
2 5 q"e lCm "60"1"0 *era que tenhamTi- I
do eocommodadosdao ao mesmo Dr o 2
S^lSr^dI esperar q"e scr attendido. S
# @3 a988s
ne7*n1Uoga"Se,0,arm3zem da rua da Madre de
Dos n. 2 ; a tratar com Martina ^ Irmo.
Aluga-se a- casa da rua da Trempe n 11-
a tratar na rua Direita n. 24. P '
,;T- esc,rv3 Privativo do jury o execuroes
cr.m.naes desta cidade entrou 'ei exercicio de
seu magisterio desde o dia 3 do corrente, tendo
o seu esenptono na rua da Ponto Velha n. 1.
Na rua do Amorira n. 58, segundo andar
existe urna carta para ser entregue ao Sr. Luiz
Costa que esteve na Babia, e por se ignorar sua
residencia faz-se o presente.
Quera precisar de um caixeiro com alauma
pra ,ca para loja de miudezss, dirija-se a rua da
Matriz da Boa-Vlsta n. 1 f, que achara com quem
Kalkmann Irmaos & C. avisar
cespeitavel corpo do commercio que
foram nomeados agentesnesta praeadas
sompaobias de seguros mavitimos de
llinb urgo.
H U i. Cosme de Sa' Peieira da' M
B consultas medicas em seu escrip-
tono, no bairro do Recite, rua
5J da Cruz n. 53, todos os dias.me-
M nos nos domingos, desde as 6
3| horas ateas 10 da manhaa,
3> breos seguintes pontos
B 1.- Molestias de olhos ;
H 2. Molestias de
m Peit<> ;.
o.- Molestias dos orgaos da ge-
2 racao e doanus ;
n I.' Praticara' toda e qualquer
S Perac,So que julg.r conve-
nientepara o restabelecimen-
Sg to dosseus doentes.
t 0<-^ame das pessoafqueo con-
I sultarem sera' feito indistincta-
m mente, e na ordem de suas en-
| tradas.fazendoexcepeaoosdoen-
tes de olhos, ou aqueles que por
S motivo justo obtiverem hora
S| marcada para este fim.
O ese
Asphalto.
coracao e de
tr..f ^ P ^ ,abnCa de aSPhaIl<>
transfeno-se para a rua da Concordia
n. 71 onde pode ser procurado.
al ;,e* mVa- Sr- Ribeiro fis"
vistas n Antonio que lance suas
vistas para as mmundicies que se lan-
cam na rua larga do Rosario de aU.
mas casas muito principalmente do ho-
tel n. 44, que faz da dita rua urna
praia a mais immunda a ponto de quan-
do da o sol nao se poder estar na por-
ta dos estabelccimentos.
O encommodado.
.%. a Bieber & C. successores e
Domingos Aires Matheus, administra-
dores da casa do fallecido Marcelino de
Jorja Geraldes, participara aos deve-
hhS. %me? falleC'd ^ incum"
biram o Sr. Bernardino de
Sorvete.
Sena Dia3
para promover a cobranca.
Na rua do Queimado n.
ol, precisa-se saber aonde
mora a Exma. Sra. viuva de
Jos Cordeiro de Carvalhd Lei-
te. ou alguem que a represen-
tenesta cidade, para se lhe
De hoje em diante haver sorvete ao meio dia
ea noilc. em casa de Sodr &C, na ruaestreita
do Rosario n. 11.
Os abaixo assignados administradore? da
massa dos bens do casal do finado Joao Tavares
Oordeiro, previncm a osdevedoreso do dito casal
por dividas vencidas, que no caso de nao virem
saida-las no praso de dous mezes, do presente
annuncio, tero de ser accionadas, afim de ha-
ver-se os pagamentos referides, visto como o
praso marcado pelo Illm. Sr. Dr. juiz de orphaos
do termo desta cidade, para a liquidarlo do ac-
tivo e passivo do mesmo casal esl conc!uindo-se
e poneos tem sido os devedores que ienham pro-
curado saldar suas contas.
Recife, 12 de novembro de 1860.
. Viuva Tavares Cordeiro.
Iis Teixeira Bastos,
lun Anglada Hyjo.
Henrique Jos da Cunha.
Gabinete portuguez de
Leitura.
Por ordem da directora, rogo aos senhores
associados que tecm em seu poder obras do ga-
bincto com os prazos ja vencida, o favor de
as mandar entregar com a maior brevidade
^ltecife di de novembro de 1840.
Antonio Raplisla Mogueira,
Io secretario.
fallar a negocio
resse.
de seu inte-
Amas.
Aitenco.
Na rua do Amorim n. 40* nreeisa-eo ^n .,..
ama para casa de pouca farailPa de UBa
Aluga-se urna casa para passar afecta no
Monteiio. nara P.n. r. na ifJJ-
gario n.25Para PCqueDa famili"a :
OfTerece-se urna ama
praia do Laldeireiro n. 33.
para cozinhar: na
Aviso.
Antonio Pintado Azevedo Jnior pede ao res-
peitavel publico e em particular as autoridades
poiiciaes. que suspendam o seu juizo a respeito
do quedisse em um annuncio de -29 do passado o
meu miseravel infame e enlriganle cunhado An-
tonio Jos da Silva Guimaraes, pois preciso do-
cumentar-me do contrario do lal annuncio. o qu-
nao posso fazer sem que derorram alguns dias
em razao de s pdelo fazer na cidade de Ma-
manguapo, e depois dar a competente publicida-
de nesteDiario, e mostrar que semalhante an-
| nuncio nao tem o menor apico de verdade
'sim urna revoltaule calumnia:
mas
OLEADO PINTADO
SS^SmtO^^ *..a 30OO o eovado.
Mara da capella do arco
se7esI;aap^Ci0n(Ji0a:,IUm 4 Rdr5UCS relira-
Aluga-se ao armazem da casa n. 19. na rua
do Imperador : quem o quizer aluga eiilenda-
se com o aquilino da mesma casa emenda-
Irmrf2L?.a Crur ?, 3> escriP'^o de Amorim
Ar" ?0: dcsPja-se faIlar ao Sr. Jos Jacome de
San.?, TnL f""eci?anal"K" urna sala e quarlo ero
Ssanlo Antonio ou Boa-Vista ; quera tiver annun.
ce ou procure nesta typograpia!
gera precisar de um caixeiro para Uberna
Photographa,ambrotypo
e daguerreotypo.
Eduardo Gadault vende nao s machinas com
simo por sua excessiva largura: na p,r5a da'independencia ns. UeW
baralis-
EXTRACTO
GOMPOSTO DE
TQWM8I09
JAMES R. CHILTOV.
^LA PAMUUM @ DES
MELflORADO E FABRICADO SOB ADIRECCAO' DO DR
Ochlmico e medico celebre de Ufe* y
[e desalia
corrente.
leilao de urna
sera reserva de
amos que provem o conl-arioi
que o hotel n. 4 i faca da rua do Rosario urna
praiaa raals iramunda e a nao se querer ju-
gar por fado nico deviJo a negligencia de um
Parada0* WT" ?" (i D"ed.tamente re- : ExpUca se pelo
parada e da qual mslevolaranle o Sr encom-
modado se apoderou para cevar seu od o coi.Ua
quera para elle s lern desprezo. Devia o Sr
oocommoduao chamar sotes a altencao do Sr!
oseauCb01,1lha7delle'1Ue mped0 Pciocom
nro?,nH de pipa?1 bariiCi*. caixes etc..
Piando com isso maior servieo aos encommo^ |-
T1UCTO FLUIDO GOMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
seo extraordinario
miraculoso effeito no
e quas
sangue.
Cada um sabe qua a saude ou a nfermidade
depende directamente do estado desle floioo vt-
tsto ha de ser, visto o partido importante
' que tem na economa animal.
Aquautidade do sangue n'um homem d'es-
Moyeis e esefravas,
Quinta-feiraC) do corrente.
C de una familia que se retira desta
macao
sistindo em camas francezas,
aparadore, guardas-loucas e vestidos,
mobilias de sala de risita e janljr.
Na mesma oceasiao
render 2 escravas sem limilo
provincia con-
e ferro,
pianos e
O inimigo da mentira,
le caso dinja-se a rua de Apollo n. 43, Cn-1 au or,daJes en> ""'a e oito arralis. Era cada
pulsado duas oncas sahem do coracao nos bofes
Irada pelo oilao.
.-ssstizrs; ^"to:
Sexta-fera
Evaristo autorisado
corren t^.
ilesjpacho
i, -,'- J'IZ de dirtll especial di commercio fa-
ja leilao da taberna da ruaDireits n. 93, as 10
Jioras era ponto do dia cima.
avisos Sexia-feira 7 do correle.
Illm.
na-
dia que ter lugar no"dia" 7V0 I "" f,1"6"08 .de QATR0 WM. ma dis-
nteasc horas _aa manhaa na matriz do I P0s'Sao extensiva tem sido formada e destinada
. com admlravel sabedoria a deslribuir e fazer
tor" na^u'all;65'3 C0RR8NTE DB V,DA Por UJa. a.
n?e?Ue,'ma'10 n-2,.Pri'^iro andar, se dir quem i par,eS,da W<*0. Desle modo corre sera-
PVpelo corpo em torrante, o qual a gran
missa do stimo
Corpo Santo.
Precisa-sede um cont de reis
com hypotheca era casa do maior r.i#
^^tvz^^ J* --- r causa a,sun
NovanT/rn0nOArr'13loUnaru!' da nzala Cra
previ,.'nu'll10SO g(ral ficara assira c e maL
preune que se proceder na forma da le con- 'O
tra aupm n iu-,,,11.,, l l-u"- u
materias ftidas
tra quem o oceultar.
, depois da audi-
enea do .Sr. Dr. juiz de orphaos, raa praca por
Attenco.
Roga-se ao Sr. Reginaldo Alve de Helio que
antes de ret.rar-separa a capital dh Bahia v sol!
ver o seu debito era Santo Amar), Uberoa de
J:>s Jacintho de Carvalho. nema de
Aluga-se urna casa para o t impo de Natal
o; por anno, no piloresco sitio d< s Arrombadog
com banho perto 110 saudavel Beieribe ; a casa
estt concertada e pintada : quem a pretender
dinja-seao largo do Ter;o, segundo andar,
tratar com o coronel Salgueiro.
Precisa-so de um caixeiro com idade de 16
sabe ler ver .7. WSoio.' dS.'..',,
nunciou querer comprar urna ti- i PODEROSO da doenca.
ma sa emprenha
ou orrompidas, diffunde
velocidadb elctrica a curruncao as
lais remotas e mais pequeas partes do coroo
nca- ara tras e para diante pelas
v' -, e pelos vasos capillarios,
e cada teagera se faz completa-
e desordenado. Desta maneira
a circularlo evidentemente se faz um
ENGEJUO
Nao obstanie pJe tam-
11 bem obrar com igual poder na crcao desauJe.
poia dirija-se a rua Direila no sobrado n. 74
ia se dir quera tem urna nara vpniir *"" ?:.. t ~.~ K' "" *""y' uusau
- Engomma-se lanto"^ Horn. o ^STJ^ST^Tt *~ *****
de senhora com perfeicao, promplido e por preiU ,.Ia g8ral' e s,,uaJa no systema nervoso
50 commodo : na rua do Jardim n. t3. V <*" glan-Iuloso, ou muscular, se smente o sin
naloarn6\?Z"n*m Z^RSt T*. E? 6 SaUdaVe' ***
a pessoa a quem %SS^STSwSS^ 5S? ,n9V,,avelraenl pallii da cons-
no dUo sitio, dando os sigoaes competentes. I "lu'a0-
reir, *T JanU3!,foda GSl8. u^ilo Portuguez I, 8M6 manancial de doenca enlo como
re^ira-se para a Bah.a. d' aqu consta no fLID0 CBcoLm,. nenhum
Para adminisrar engeoho|E?i^",;=^^^
se offerece um hornera que j foi rendeiro de
ume que sendo victima da iofelicidade se su-
.X ?
. kJfe
\ *?*
geila por qualquer ordenado tanto nesta provin-
cia como u'outra : na rua do Crespo loia n. 10
se dir. '
Curso particular derhetorica.
Manoel de Honorato tem aborto o seu curso
de eloquencia e poeica nacional ; na rua Direi-
dous andares e so-
a fallar na rua da
O SANGUE I
do publico.
O SAtGDB o ponto no qual
se ha mysler fixar a altencao.
O ORIGINAL E O GINUINO !
AO PUBLICO.
Nos, os Assignanies, .Droguista na cidade de
New-York, baveraos vendido durante rauitos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Or. Town-
send, consideramolo ser o extracto original e "e-
nu.no da salsa parrilha do Dr. Townsend.o
qual primeramente sob este nome foi apresen-
lado ao publico.
SP^DPAUL 40 Cortlandt Street.
WALTLR. B TOWNSEND Co, 218 Pearl
Street.
5'^5S?.&^THAZ4RD',2, MaJenLane.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
GRAHAMvi Co, 10 OldLIip.
OSGODi JENNINGS, 188 Pearl Street.
R.B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way.
nSKa?' .08'84 Co. 134 Waier Street.
??MA?^MAXWELL- 86 Wl,i Street.
m vVDFRHILL' Junr' ,83 Water Street
2ffiT- AN' fi9 Water Street.
KS2J NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
m r0' CLAY & Co' 4 Flelcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
^VA,B;^ D- SANDS. 100 Fulton Slreei.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, 104 &
I06JobnSt.
LEVVIS & PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHT0N, CLARK & CO, 110 Broadway,
lOAslor. "
House, and 273 Broadway, cor. of Cbambers
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Street.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Slreat.
RUST & HOGHTON, 83 John Street.
I. MINORA CO. 214 FutonStreet.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Sireet.
JOSEPHE TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortland.
Street.
HAYDOCK, C0BLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
CMMING & VANDSER, 178 Greenwch
Street.
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAIINESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEM0S A ARV0RE E SU\S FRU-
TAS ,
E IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus E/feitos
O exlracto composlo de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend esta
0MHC4ME\T0D0 POYO!!
Adata-so to maravilhosamente a constluc3o
que pode ser utilisado em quasi todas as enferri-
dades.
ONDE E DEBILIDADE,
fortalece;
ONDE E' CRRUPCAO,
purifica;
ONDE HE PODR DAO,
AL1MPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servicos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspecQc directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade de New-York, cuja cer-
tidao e assignalura se acha na capa exterior ds
cada garrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTBACTO COMPOSTO DE SALSAPARniLHA
DO DR. rOWNSKND.
O grande purieador do sangue
CURANDO
O Herpes
?n?eSrnPl0dfm Pronra-' em seu estabelecimen-
\o n i\ C C da8"e"eolypo. na rua
Nova n. 23 pnraeiro andar, sobre a oa de cha-
peos de sol de Mr. Manoel in.
Gravuras.
Gravam-se e imprimem-se com perfoieo bilhc-
tes de visita, registros, msicas, letra
abrera-se sinctes e chancellas, tanto
como cm qualquer outro genero
Agoas-Verd.-s n. 62.
Ricardo Pereira da Costa vai ao Rio de Ja-
i'e.ro a tratar de nogcdbs tendon.es a sea pal
cnT- J JUIZ dos fdtus da hienda provincial
m.-'aS d6 ar1rema,ar hasta publica quem
mais der, os bens s.guintes q
A casa terrea n. 19 na rua do Rom Costo fre-
guez.a dos Afogados. com 18 palmos de fren o
50 de fundos, com pequeo quintal em abe" o e
chaos foreiros. avallada por 503
Outra casa terrean. 21 na mesma rua acirra
tendo 8 palmos de frente e 50 de fundos com
&n e r bCrl e Crh5os f0reir08- avaliado Por
Cujas casas foram penhoras por execu-
s, etc. ;
em relevo
na rua de
000.
cao da fazenda provincial conlra os htrdeiros d
Joaquim Caelano da Luz. 'c^irus ue
A renda anoual da olaria na rua de S. Mi-niel
1.. 6. sobre pilares, coberla de lell.as, com Ci
h?,mP0eeenile frDr' ? um <1'',ar, Pa pretos em
penhorada por exerucao da fazenda provincial
ssasir*" deMaced p->"
A renda annual da casa na rua dos Pocos n
i, com coram^
da
cu
di
A renda annual daVasa'trreaTa rua do Ouia-
bo n. 4, na povoacao do Jlonteiro, freguezia dr.
Poco com 2 salas, 3 quaitos, cozi^nha.^u tal o
timba, avallada era 60;}. Cuja renda foi pe-
nhorada por execucao da fazenda provincial con-
a rorStclan,0m0 '" Pr JS Gmes da Sil~
. A renda annual do sobrado no largo do Pa-
"'!? 49. com commodos para familia, avallada
tm /ooj>. Cuja renda foi penhorada
cao da fazenda provincial conira a
deirosdo marquez do Recife.
A renda annual da casa terrea na rua do Tam-
bid n. 5. tendo 2 salas, 2 quartos, eozinha fra
quintal e cacimba, avallada em 120?. Cuja ren-
da foi penhorada por execuco da fazenda provin-
cial contra os herdeiros de Adriana Mara da Con-
Os pretendentes comparec.am as 10 horas da
manhaa do da 6 do co-rente mez de dezembro
na sala das audiencias.
Leiteaopda
vacca.
Contina a haver leite ao pe da vacca. na co-
chera da rua da Florentina, de quarta-feira 5 d
corrente em dianle.
por execu-
viuva e her-
I
Pliilariiionk'fl.
A Hertsipela,
A Adstricaodo ven-
TRE,
As Alporcas
Os Effeitos do azoo-
GUE,
Dispepsia,
As Doencas.de figa-
o,
das
A,
As Tosssst,
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
OExtracto acha-seconlidoemgarrafas quadra-
OSr. presidente manda convidar a todos os se-
nhores socios para comparenerera no cnsistorio-
de Sai.taCecilia, no da 6 Jo corrente, s 9 horas
da manhaa. afim de so proceder a eleicao da no-
va adn.inislracao.
- Charles Johnson, subdito brit3nnico, reti-
ra-se para Europa.
Desapjareceu na sexta-tetra 30 do prximo
passado mez urna vacca amarella com a cauda
torada ao meio. com urna bezerra malhada de
branco e preto, j bastante crescida : quera sou-
ber, dando parte ou levando-a povoacao do
i Monleiro, no largo de S. Pantaliao. sitio "do an-
AbUOESCASDEPELLE ligo morgado, ser generosamente recompeo-
AS UORBLHAS V CA- sado-
O abaixo assignado, comprador da loja do
flnado Antouio Francisco Pereira, pede aos devo-
dores da mesma o favor de vrem realisar seus
aebiios aOm de evitar duvidas para o futuro. Re-
cife o de dezembro de 1660. Leandro Lopes Dias.
O abaixo assignado, nvenlariante dos bens
A Hydropesia .
A Impixge
As Ulceras,
O Rhematismo,
As Chacas
A Dedilidade geral
Cada garrafa do original e genuino exraciu do
eitenor de papel verde
bm k ? T,pU>Tt d PP0?rlr,Ur 212 Broadway, New York, e em Pertambuco
bem na beuca da rua Diretta n. 88 Sr. Paranhos.
do o respeito a algum outro purificador do san-
gue., conserva se em todos os climas por cor-
to sspajo de tempo.
Dr. Townsend tem a assignalura e
e garntese ser mais forie e melhor em to- dc SPU casal, que por fallecimeoto de sua mulh
er
a certido do Dr. J. R. Chlitton, na capa
na rua da Cruz n. 21 escriptoric i, andar, tam-
D. Candida Francisca Botelho deSampaio, decla-
ra quo tendo-se finalisado o inventario que se
proceder, e sendo procurador de seus filhos o
l)r. Joao Francisco Paes Brrelo, Joao Gil Paes
Brrelo, Paulino Pies Francisco Brrelo e D. Se-
bastiana Francisca Paes Brrelo, faz ver por et
annuncio nao ser mais procurador de seus refe-
ridos filhos, e quem com elles tenham negocio
os devem procurar, e noao abaixo assignado.
Francisco de Paula Paes Brrelo.
.


DIARIO DE PERSAMBUCO. Qt'ARTA FE1RA 3 DE EZEMBRO DE 1860.
m
CASA DE BNHOS
NO
mu*
asignatura de ba.nhos fros, mornoa, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tmalos era 30 das consecutivos. ,........... 109000
30 cartoes paraos ditos bandos tomados em qualquer lempo......" 15^000
15 Ditos dito dito dito .;.... 8000
7 ...:.'. "*000
Bataos wulsos, aromticos, s&lgados esulphurososaosprecos annunciadosl
Esta reducto de presos facilitar ao respeitavel publico ogozo das vantagens que resultara
da frequenciadeum estabelecimento de urna uTidadeincontestavel.mas que infelizmente nao
estando era nosso* hbitos, anda pouco conhecida apreciada:
EAU MINERALE
NATURA I LE DE VICHY.
Deposito nja boticafranceza ra da Cruz n.22
Remedio infallivel contra as agnorrhas antigs e recentes.
nico deposito na botica franceza, ra da Cruz n. 22.
Pre^o do frasco 3000.
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas mperiaes Aerana.
_ Este excelente fumo acha-se depositado, diretaroenle na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
GAMBOA DOCARMO, o qual se venle por masaos de 2 hectogramos a 135000 e em porc.ode
10 mseos para cima com descont de 25 porcento ; no mesmo estabelecimento acha-se tambem
jverjadeiro papel de l'mho para cigarros.
CASA DE SALDE
W
Sita em Sanio Amaro.
Eseestabelec'inent^cont'inua debaixoda adininistracao dos pro-
pnefearios a receber doentes de qualquer natureza ou cathegoria que %
seja. !
sej
O selo e cuidado all empregados para oprompto restabeleciinen-
to dos doentes geralmente conhecido.
Quem se quzerutlisat podedhigir-se as casas dos propriearios
arabis morad res na ra Nova, ou entender-secom o regente-no esta-
tabeleti ment.
Reforma
Escravos
Marojos e criados,
Primara <:lasse 3$ e
As eperac/ies serao previamente ajustadas.

PUBLICADO LUTfcRVRIA,
TRATADO DE ECONOMA POLTICA
ptlo Sr. Gonselheiro
DR. rEDiyj AUTRAN DA MATTA E ALBUQL'ERQOR.
Esta obra do dislincto economista brasileiro
sobre ludo oolavel potto lucidez e exacto com
que trata das questes da sciericia, e pela preci-
sa.o e fluidez da forma, em pletfa harmona cora
aa ideas e.com a doutrina. Aos homens de le-
tras, aos estudiosos, e principalmente quelles
que se dedicara ao; culto do direito na sua parte
racional o philosophca, interessa muito urna pu-
blicado de scmelhante natureza : o nome do
seu autor por si so urna boa garanta, que va-
lermais do que outra qualquer recomraenda-
fo.
Est venda na livraria Universal dos editores
Guimaraes & Oliveira, ra do Imperador n. 54.
Os Srs. que assigoaram lenham a bondade de
mandar buscar os seus ejemplares, e os que nao
assignrame quizerem, podem faze-loatao ul-
timo de dezembro em que ser lechada a assig-
natura e augmentado o preco.
Carros fnebres.
Pateo do Paraizon. 10.
Nao tendo apparecido compradores
ao estabelecimento de carros fnebres
do pateo do Paraizo n. tO, tantas vezes
annunciado (nao obstante ser negocio
tao desejado e que tem produzido gran-
de ambicao) tem resolvido seu dono
continuar a fornecer seus carros fne-
bres i .", 2.a e 3.a ordem para elefan-
tes, donzellas e arijos com todo o aceio,
sendo parte delles de columnas, cpula
com anjos, figuras etc,, boleeiro decen-
temente vestido. Tambem tem um rica
cortinado preto de panno fino para or-
nar qualquer igreja, fornece bons car-
ros de paceio, msica, hbitos de todas
asquali lades,cera, armaees de urnas
ou ee,a de columnas, finalmente ahi se
encontrara' toJo o necessario para
qualquer enterro, sein o menor incom-
modo das partes, com promptido e
preco commodo a qualquer hora, ou no
sobrado n. 18 da travessa do mesmo
pateo, junto ao sobrado amart-llo que
faz esquina para a ra de S. Francisco
e Florentina.
0 abaixo assignado, juiz.de paz do lerceiro
apno desta freguezi de S. Jos, acha-se em exer-
cicio oo impedimento dos de mais juizes, o as
audiencias sao nos raesmos dias e horas marca-
das.. Recite 3 de dezembro do 1860.
* Eduardo Fredeiico Banks.
ASSOCIAfiO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Na loja da boa f, na ra
do Queimado n. 22,
vende-se muito barato.
Gambraia Usa Qna com 8 1 [~ varas cada peca a
45500, dita muito Gna com salpicos a 59, dita de
cores de padroes muito bonitos a 320 o covado,
corles de cassa pintada cora 7 varas a 2&240, fil
de licho liso muito fino a 800 rs. a vara, larlata-
na muito fina branca e do cores com 1 1|2 vara
Tendo de celebrar-se domingo 9 do correte de largura a 800 rs avara, guarnicoes de cam-
a sesso magna em comraeraorago do quarlo braia (manguitos e golla) bordadas muito finas a
anniversario da Associacio Popular de Soccorros 5ft, gollinhas bordadas de canibraia muito fina a
Mutuos, cujo acto lera lugar no palacete da na '5, esparlilbos muito superiores pelo baralissimo
da Praia, o deve comecar as 11 horas da manhaa
em ponto, de ordem do conselho administrativo
convido a todos os senhores socios, tanto hono-
narios como efTeclivos, e ao publico em geral
para que se digne de abrilhaular cora a sua pre-
senta essa festa socia
preco de 6J, pentes d tartaruga a imperalriz
muito superiores a 9J), bonets de velludo para
meninos a 5$, ditos de panno prcto a 3$, sapati-
nhos de merino muito enfeilados a 2$ o par, chi-
tas francezas fin>s escuras e'claras a 280 o cova-
do. corles do cambraia do cores com 3 babados
Secretaria da AssociacSo Popular de Soccorros com 11 e 12 varas cada corle a -15500, superiores
Mutuos 4 de dezembro de 1860.
Joo FranciscolMarqucs.
1. secretario.
Caxang.
Nesle bello arralal ha para alugar una casa
com bastantes commodos para grande familia,
muito fresca eldefronte do rio : na ra Nova
n. 63.
C ompras.
Acres do novo banco de Pernam-
buco.
Compram-se 25 accoes do novo banco de Per-
nambuco ; no escriptorio de Manoet Ignacio de
Oliveira &Filho, largo do Corpo Santo.
All
CONSULTORIO

VEDI C 0
3RUADAGLO
Clnica y
horas. Contrata partidos para eurar
cu outras propriedades ruraes.
Os chamados devem ser di
de urgencia outra qualquer hora
o nome da pessoa, o da ra e o
DO
PaRTEIRO E OPERADOR.
RA, CASA HO 11 \I>O 3
or ambos os s y sientas.
O Dr. Lobo Moscoso da c( nsullas todos os dias pela manhaa, e de larde depois de 4
annualnsenie, nao s para acidada, como para os engenhos
rgidos sua casa al as 10 horas da manhaa e em caso
do dia ou da noile, sen Jo por eseriptoem que se declare
numero da casa.
Nos casos que nao forera; de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
.laro remetter seus bilhetes bonica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
livros do Sr. Jos Nogueira de So iza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nassa loja e na casado aonunciante achar-se-ha constantemente os melhores rcedica-
menlos horaeofathicos j bem conhei idos e pelos presos seguinles:
grandes...........10&000
...........159000
um.
Botica de 12 tubos 0
Dita de 24 ditos,
Dita de 36 ditos.
Dita de 48 ditos.
Dita de 60 ditos.
Tubos avulsos cada:
Frasees de tintura:
Manual de medicina homeopathiea pelo Dr. Jahr, tra
duzidoem porliiguez, com o diccionario dos termos
de medicina, Medicina domestica
Repertorio do Dr.
20&0G0
25^000
303O0O
19000
2*000
2030OO

x. do Dr. Hering, com diccionario. 1010CO
Mello Moraes. ,....... 69000

s>M hmm
DE
Fazeodas e de miudezas.
i
Em casa de Augusto C. de Abreu, ha para vender um completo ^
sortimento de perfumariai, constando de oleo, banhas, pos para )
dentes, sabao, extracto, aguas de cheiro e muito outro artigo do
melhores perfumistas del Londres e Pars.
PROVINCI
O Sr. thesoureiro das loteras manda declarar
que se acham expostos venda os bilhetes da
segunda parte da primeira lotera da irmandade
de Nossa Senhora do Dora P#rlo da igreja de S.
Sebasliao de Olimla, cujas rod.-s deverao andar
imprelerivelmente no dia 12 do presente.
Thesourana das loteras Io de dezembro de
1860.Jos Mara di Cruz, escrivao.
- Roga-se aos Srs. Jos dos Santos Mor^ira e
Jos Antonio Teixeira, a bondade de se dirigirem
a ra da Cadeia do Recife, escriptorio de Manoel
Joaquim Ramos e Silva, ou annunciarem suas
moradas para serem procurados.
Precisa se alugar urna ama forra ou captiva
para una casa de pouca familia, que saba cozi-
nhar eengommar ; a tratar n3 ra do Seve ou
Ilha dos Rotos, casa terrea do Sr. Tiburcio aonde
tem o lampiao do gaz.
Pede-se a pessoa eue mandou abrir e im-
primir na ra das Aguas Verdes n. 62, uus bilhe-
les de visita com as iniciaes F. B. F M. e E. H.
B. M., se digne procralos.
Aviso aos senhores relo-
joeiros.
Desappareceu um relogio de ouro, patente in-
glcz, com o nome de James Homby e n. 25627,
o qual levou corrente de ouro com pedra de to-
pasio e alguns brilhanles roda : a quem quer
que seja offerecido, queira apprehende-lo, le-
vando a ra do Crespo n 19, onde se gratificar.
Precisa se do um feitor que teuha bstanle
pratica da cultura da canna, e mais servico de
campo-para um engenho distante desla cidadn 6
legoas : na ra da Cadeia d. 36, primeiro andar.
Urna pessoa habilitada para cobrar dividas,
ra a provincia da Parahiba a negocise", e offe-
rece-se a fazer algumas cebrancas mediante um
ajuste razoavel : para informacoes, na ra larga
do Rosario, loja n. 34.
Precisa-s'e do urna ama de leile : a tratar
no sobrado.de um andar ao lado do norte da fa-
brica do gaz e a beira do ro.
Aluga-se um segundo andir na ra do Li-
vraawito n. 19 : a Iratar na mesma casa.
fia obra da travessa da Concordia ainda ad-
miltem-se serventes forros ou captivos : a traar
na mesma obra.
OlTerece-se urna ama de leile sera Cilios:
ua ra de Hortas n. 10.
i ""f^sa-se de urna ama secca : na travessa
das Flores n. 23, junto ao sobrado em cons-
lrucc.ao.
Antonio Bezcrr-i Cavalcauti vai Macei a
tratar de seus negocios.
PLBLCACWJLRIDICA.
Lir.OES DE DIREITO CRIMINAL
PELO SENHOR COUIOR
Braz Florcnfino Ilenriqocs de Souza.
O nome illuslre do Sr. Dr. Braz Florentino
Henriques de Souza, collocado frente deste lu-
minoso trabalho, nos dispensa de cncsrece-lo
qur.pelo lado jurdico e lillerario, qur pelo da
uiilidsde, tanto para os que estudam como para
os quej.sao versados ua materia. Est ven-
da na livraria universal de Guimaraes & Olivei-
ra, ra do Imperador n. 54, onde tambem se ven-
de a lr.ao da Reiocidencia,
OHflPANHIA
ALLIANC .
stabeecida m Londres
ip s mu.
CAPITAL
Claco kaiWi&es de lillas
stepllnas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, propriearios de
casas, e a quem maisconvier, que estio p'.ena-
menteautorisados pela dita companhia para ef-
fectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de telha, e igualmente sobre osobjectos
que contiverem os meamos edificios, quer con-
ista ero mobilia ou em fazendas de qualquer
.ualidade.
KTrrrTTTrTTTTTrTTT?"-T-TTTT^
-----------.--. -_.---------- M
lengos de cambraii de linho muito fina e rica-
mente bordados a 9jJ, ditos de cambraia de algo-
dao cora bico de linho a 18280, ditos de cam-
braia de linho proprios para algibeira a 6j>, 7 e
8# a duzia, dilos de cambraia de algodo a 2J400
e 3$ a d'i/.ia, tiras bordadas largas e linas com 3
1|2 varas cada peca a 2J")00, e assira outras mui-
tas fazendas que "vendemse por precos muilo
baratos : na ra Jo Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loja da boa f.
Toalhas.
Vendem-se toalhas de linho para maos pelo
baralissimo proco de 9$ a duzia, ditas de pello
muilo superiores a 12# a duzia : na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Brreles de seda
para padres
Finos barretes prelos de seda para padres a 2j>
cada um : na loja da aguia branca, ra do Qjei-
mado n. 16.
Bramante
bretanhas e atoalhado
Na loja da boa f, na ra do Queimado n. 22,
vende-se bramante de linho muito. fino com duas
varas de largura, pelo baralissimo prego de 23400
a vara, bretanha de linho muilo fina e muito
larga a 20-5, 22$ e 2J a pega com 30 jardas,
atoalhado de algodao com duas larguras a 1&100
a vara, dito de linho muito superior, tambem
com duas larguras a 3 a vara, ; ua ra do Quei-
mado n. 22. na loja da boa f.
Franjas de seda
de laa e algodao*
Mu bonitas franjas de seda de diversas largu-
ras e cores a 500, 640 e 800 rs. a vara, ditas de
! laa a 240 e 320, ditas de algodao brancas e pin-
j ladas a 160 e 200 rs. a vara, todas propras para
cnfeilesde vestidos e casavrques, ditas com bur-
llas e lisas, com mui bonitos lavrores, proprisa
\eude-se urna armado de una loja de calca-, para cortinados, toalhas. coberlas, etc., la
do, envidracarfa e em bora estado, ua ra do i brancas como pintadas a 3;J, 3jj50O, 4& 58 e 6-5
I vramenlo n. 29, bem afreguezada, e com bastan- a peca : na loja d'aguia branca, ra do Queima-
! les commodos para familia, e isto por ler o dono do d". 16.
, do se retirar breve para o malo a Iratar de sua I "
saude, pelo que se faz lodo negocio : a Iratar na
mesma loja n. 29, a qualquer hora do dia.
Compra-se na ra da Cruz do Recife, armazem
n. 63, 10 arrobas de tamarindos em bage ; quem
tiverannuncie ou dirija-se ao dito armazem para
tratar.
Compr-soum escrava c rioulade
idade de 20 a 30 annos, que seja bonita
e de boa figura e que la iba engommar
e cosinliar perfeitauente : no largo da
Assembla n. 1 i, primeiro andar.
Compra-se urna tipoia em bom ou rr.o es-
lado ; quem tiver annuncie para ser procurado.
Compram-se
escravos de ambos os sexos para tora da provin-
cia, tendo boas figuras e sendo sadias, paga-se
bem : no escriptorio de Francisco Malhias Pe-
reira da Cosa na ra Direila n. 66.
Compram-se folhas de jornaes a peso, a 100
rs. a libra ; no pateo da Santa Cruz, padaria n. 6.
CANDIEI/YOS
ECONMICOS
NA
Ra Nova n. 20;
Chegqu um riquissimo sortimenlo de candieiros
econmicos de muito bonitos modilos, desde o
mais superior at o mais ordinario, por preco
muilo commodo, com a experiencia propria de-
ver agradar ao comprador, e visla da pouca.
despesa que faz, animar a ser Iluminado s com
os ditos candieiros a gaz ; os mais baratos sao a
imitacao de urna lamparilla, produzindo a luz a
tres velas de esperraacete com a importancia de
40 rs. por noile ; gradualmente ir sobindo to-
das as mais qualidades at o maior, que servir
para ornar e Iluminar urna rica sala, equivalente
a 16 velas de espormacele, ludo isto se garante
sob a condii;o de voltar e restituir-se o sen
importe, na falta de nao agradar a experiencia
feila: na ra Nova n. 20, loja do Vanna.
SI
8
enlista fie Pars, I
15Ra Nova15 s
FrelericoGautier, cirurgiao denlista,^
f'z todas as operace da suaarlee col-?"
loca denles artifici'aes, ludo com a 'upe-jS
roridade e perfeico que as pessoaen-fB
tendidas Ihe recohecem. SE
Torn tena e pos dentifricios ele
i
- I S I
s o O I
-*5 =

a. o 2
i i a = x. ?. s
o i = a Jf i 2-2
lu fc. O. > "
a. c" ^ vt o .
5 o = OeS.S
a = =5 =3
e C r25a.* 3 ?l"S 2^ *o
= o o = ."- -a.
3il>F S2*Ssi".
_ e
- o j
Yendas.
Negocio conveniente.
Peanas
Vendem-se pennas de ema muito boas : na
ra do Vigaro n. 18, primeiro andar.
DENTISTA FRANCEZ.
^ Paulo Gagnoux, dentista, ra das La- 2
> rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e m
' p dentifleo. M
"z po aeniinco.
*...i.iLLSLLtJL tX AAAAAi.ii.AAi.jl
agreacla dos fabricantes america-
no Groaver & Baker.
Machinas de coser: em casade SamuelP.
onhston Si rim da Senzala Nova n. 5t
Alexandre Pradere, subdito francer, vai pa-
ra o Maranhao.
Boi.
Vend-se um boi manso j acostumado em
Icarroca, e proprio para o mesmo fim ; a tratar
, no armazem n. 39, caes de Apollo.
Vende-se urna prensa para fabrica de cha-
| rulos : quera a pretender, dirija-se a ra estrel-
la do Rosario n. 27.
Farelo e milho a 3$500,
e em cuia a 200 rs. : na taberna da estrella, lar-
go do Paraizo n. 14.
Queijos
suissos no vos.
J. Prager& C. avisam aos seus freguozes que
receberam pelo navio Adele queijos suissos no-
vos o muilo frescos, e pedem quelles que j eu-
commendaram, de mandar recebe-los no arma-
zem da ra da Cruz n. 17.
Travs e inehaiiieis.
Vendem-se travs de 50 a 50 palmos
e incbameis de 22 a 26 ditos, tudo de
madeira de qualidade : a tratar na ra
da Pria n. 55, no estabelecimento.
Vende-se farinha de milho em
barricas, chegada ltimamente : no ar-
mazem de Matheus, Austin & C ra da
Senzala Vellia n. 10G.
Vende-se urna taberna com poucos fundos,
propria para principiante, em um mellior lugar
desla freguezia de S. Jos ; na mesma se vende
um relogio de prala dourado de patente inglez, e
um bicudo bom cantador : no antgo hecco do
Lobato n. 12.
Vende-se um escravo de D*Qo por nome
Manoel, proprio para cngeTiho por'saber distilar
agurdente, e mais oulrcs escravos proprios de
engenho: quem os pretender, dirija-se a ruada
Caraboa do Carmo, casa n. 7, que achara com
quem Iratar.
Vendo-se um escravo de bonita figura
roa da Cadeia n. 51. loja de Juao da
Marques.
Bonecas chioezas.
d*28!* Para acabar,
Guimaraes & Villar.
fRiia do Crespo numero 17.
A 20000.
para senhora com
Mui bonitas bonecas de choro vestidas a chi-
ne aljJOcada urna, assim como outras tam-
bem elegantemente vestidas c de saas balo a
lgOO : na loja da aguia branca, ra do Queima-
do n. 16
E o iillimo goslo.
Superiores guiguroes deTscda de q'iaJrinhos,
de lindos padroes, pelo baralissimo proco de l
o covado, grosdeuaples liso de lindas cures a 2;
o covado. corles de 153 muilo lina com 15 cova-
dos, padroes muilo bonitos a 85, ditas de quadros
padros tambem muilo bonitos a -iSO rs. o cova-
do, chales de core?, padroes inteiramenle novos
a 1# rs. o covado ; aproveitem em quanto se nao
acaba : na ra do tjueimado n. 22. lija de
boa-f.
Ra Direila i. i 03.
1 grande realejo com tambor e pralos.
3 dilos com macacos mgicos.
4 menores com um s maraco.
Cairas com msica para costura.
Ditas com carleiras e estojo Dar via
Caigas e palctots de casemiras.
Ditase ditos de brim branco, riscado
amarella.
Cortes de colleles de velludo e saiji.
Mangas com nichos e flores.
Jarros sorlidos de porcelana.
Pomadas e cheiros.
Armnicas sorlidas.
Bcos e rendas.
Caixas com perfumadas.
Calcado de tranga, bezerro e lustre, e outras
muitas miudezas, que ludo se vende para liqui-
dar conlas at o fia) do dezembro do correle
a nao.
:em.
nsa
Chapelinas de seda
veo.
A 28$G()0. |
Chapelinas de palha de Italia riramen- |
te enfeitados.
A 35^000.
Chapelinas de palha de Italia rica raen- ''*
te eufeiladas recebidas uliiaamcnle de I
Pars. .,
A 10^000,
Riquissimos cortes de a a Garibaldi %S
com 24 covados, fazmdj inleiramente 5
nova e delicaos desenhos a 10.
Vcndc-se
j-
Attenco.
Vende-se formas ferradas para calgado laxia>
do, porpregos muito commodos: defronte da ma-
triz da Boa-Vista n. 8.
Vende-se um preto olcial de (anoeiro :
quem pretender, dirija-se a ra do Rosario da
Boa-Vista n. 38.
Vendem-se 36 abacaxis promptos a embar-
car : na ra da Imperalriz n. 8.
Vendem-se 140 saceos com fari ha de man-
dioca, e urna carteira de amarello com pouco
uso : a tratar na ra da Senzala Nova n. 39, ta-
: berna.
na I Vende-se a barcaca Carabao do .
Cunha nova> fabricada com excellentes maderas, e car- liva,
I rpga 90 caixas, fundeadi no caes do Ramos : a
tratar na ra do Crespo n. 14.
Phosphoros do gaz.
Existe venda no armazem de Luiz Jos da
Cosa Amorm. ra da Madre de Dos n. 24.
urna mesa redonda Jo meio de sala, nova
preco commodo : na ra das Cinco Ponas
mero <5.
REMEDIO INCOMPARAVFu
UNGENTO HOLLOWAY.
I Milhares de individuos de lodas as nacoes
podem teslemunhar as virtudes deste remedio
mcomparaveleprovarem caso necessario, pelo uso que deile fizeram tem seu corpo
membros mieiramenle saos depois de haver em-
pregado intilmente oulros Iratamcnlos. Caja
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
rav,|hosas pela leilura dos peiiodiccs, .-me Ih'aa
relatara tojos os dias ha muitos anno;
maior parte delas sao tao sor prndenle
admirara os mdicos mais celebres. Qean;
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois de ler
permanecido longo lempo nes bospiues, onde
deviam solTrer a amputado Dellas ha n li-
casquehavendodeixado esses, asylos de poJo
uraenios, para se nao submeterem a essa tpe-
racao dolorosa foram curadas compleUmenie
mediante o uso desse precioso remedio, al-
gumas das laes pessoa na enfusao de seu reco-
nheciraenio declararam estes resultados
cosdianledo lord corregedor c outros i
Jess, irados, afim de -
e a
que
Li-nti-
outros
mais aulenlicarera sua a fir a-
De hoje em diante haver sorvete das 6 hords
al as 9 da noile, na ra das Larangeiras ; pe-
chiucha, cheguem, amigos, a 200 rs., e ha bom
agrado do servidor.
Aencao.
Vende-se urna escrava de 16 a 18 annos,
uita figura, com algumas habilidades : na
Direita n. 76.
bo-
rua
|S Ricos e elegantes cortes" de seda" de
cinco c sele babados prelos, drneos e de
^ cores, ltimamente chegados de Franca :
P na ra da Cadeia do Recife n. 40, loja do
mmmb ms& msomm*.
Kecebeu-se ltimamente de Franga ri- m
cas sahidasde baile e Iheatro : na ra da
Cadeia do Recife n. 40, loja do Martinho. f
Luvas de pelica braiicas,"cor"de~can"".
na, prelas e de cores despachadas ulti- S
mmente : na ra da Cadeia do Recife n.
O, loja do Martinho. I
, mm MMMBMa mmm\
Manteletes de renda, branca o preta =>
ultimo gosto : na ra da Cadeia do Re-
cife n. 40, loja do Martinho.
Perfumaras francezes de Lubin, ob-
jeleria de ouro e brilhanle .- na ra da
Cadeia do Recife n. 40, loja do Martinho.
E Wtfc tysW iWffif r!v yisv^ws/Sw c/^e^Ssw3
Calcado de Melis para horaem e Joly
para senhora e criangas recebido ullima-
menle de Franca : na ra da Cadeia do
Recife n 40, loja do Martinho.
MW&mSmWZ mm m^^Wm lern}zP* carros de opUmaqualidade.
nape caco.
Fumo para cigarretos e cachimbos.
o.en^e"se a '^a ^ miudezas da ra Direi-
la n. 83, a dinheiro ou a prazo, garante-se a casa ;
e trata; na ra da Guia, taberna n. 9.
Machinas ameri-
canas.
N. O. Bieber & C. successores, tem
exposto nos armazens da ra da Cruz
n. 4 e 9, urna iuinidade de machinas e
outros artigos como sejam :
Machinas de moer caf e milho.
Ditas de descarocar milho.
Bombas de todas as dimensues para ca-
cimbas, navios etc..etc
Ditas Dar levar a agua a
bombas para incendio.
Machinas de fazer assucar
muito simples.
Ditas de fazer bolachinha.
Balancas de 1,000 arrobas para baixo
propras para armazens de assucar,
deposito, vendas etc etc.
Carros de mao mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Mappasgeographicos do mundo e suas
partes.
Ferra menta de toda a qualidade.
Cadeiras americanas douradas e outras.
Obras de metal principe prateado.
Ferros de engommar econmicos.
>inguem desesperara do estado le saude livesse bastante confianca para encinar este re-
medio constantemente seguindo ,-lgum lempo "o
ira lamen lo que necesstasse a natureza rio n s'
cujo resultado seria provar inconleslavelire- le'
(Jue ludo cura.
maneira das
de um modo
instrumento para agricultura.
O ungento he
lamiente nos
Alporcas
Caimbras
Callos.
Anceres.
Corladuras.
Dores de cabeee.
das costas.
- dos meabros.
Ernfermidades da culis
era geral.
Ditas do anus.
Erupjoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Freiras.
Gengva escaldadass.
Inchaces.
Inflamacao do ligado.
Vende-se este "no<
til, mais paitku-
seguintes casos.
Inflaumagao da beiiga<
da matriz
Lepra.
Meles das pernas..
dos pe tos.
de olhos.
Mordeduras Je reps.
Tcadura de mosquitos
Pulmoes.
Quemadelas.
Sarna
Supurages putrides
TinKa, em qualqut-r
parte que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das arliculaces.
Veas torcidas ou no-
das as pernas.
ungento no eslabelecimeruo
geral de Londres n. 244, Slrand. e na leja
de todos os boticarios droguistas e outras pts-
soas encarregadas de sua venda era toda a
America Jo sul, Havana e Hespanha.
VenJe se a 800 rs., caJa bocetinha coniem
urna instruccao em portuguez para explicar o
mojo de fazer uso desto ungento.
0 deposito geral em cesa do Sr. Scum,
pharmaceulico, na ra da Cruz n. 22. <.ra
Pernambuco.
-rf-
.-.
.^.-.



)
DlkRl DE WMUMTOCO. QARTA FEIRA 5 DE DEIEMBIO DE 1860.
E' baratissimo.
Palitos de brim branco milito beu feitos e pro-
pr os para a presente csUgio, pelo baralissimo
proco de 5fl cada um : na ra do Queimado n.
22 toja da boa-f.
de graca.
Corles de calcas de meia casemira de cores es-
curas a 1$600, ditos de brim de linho de cores a
-s, riscadinhos de linho proprios para obras de
meninos a 2U0 rs o colado, grvalas de seda de
cores a 610, dilas pretas estreitinhas e largas a
19, e aleni disto oatras fazendas que se vendem
n;;::toem conla ; Da loja da boa f, na ra do
U:eimado n. 22.
Baldes de 30 arcos.
Vendem-se superiores baloes cora 30 arcos,
sendo muito recommendaveis pot podclrem car
Attenco.
Vende-se una preU de meia idade, bastante
robusta, cora ama linda Qlha de 6 annos, a preta
lava, engomma. corinha, e muito Del, o aera
vicios, o que se afianza : a tratar na ra do Quei-
mado, loja n. 28. v
Attencd.
Vendem-ae 3 guardas-roupas. 1 caixa de ca-
." da l'oWT' 2 Par6S aG paradores, 1 corn-
il A.* ,P / de b.".0CM> l reaIe com 30 pegas,
udoobra de mu,t0 bom gosto, tanto era madei-
f. rf m- d obras : na rua da Aurora,
loja de marcineiro n. 44.
No armazemde E. A. Bur-
le C., rua da Cruz nu-
mero 48,
55 ^TBS3t ES] F^MJBBg^
A loja demarmore ||
recebeu vestidos de blonde bordado para
casamento.
g A loja de marmore
recebeu vestidos de seda de cores do ul-
timo gosto.
d) tcnnnho
preco Je6j
da bui f.
que se precisar, pelo baratissimo
na rua do Queimado n. 22, na loja
Eotremeios e liras
bordadas.
Yon Je-se mui bonitos enlremeios e tiras bor-
ii i Jus cm fina cambraia, obras mui bem acaba-
das, os ntremelos pelos baratissimos procos de
IgOOO, 2-5 e2J00 a pega o as tiras bordadas por
i, 39500, 39, 4#, 5JJ e 0. Avista da superio-
ri ludo da fazi-nda ninguem deivar de comprar e
paraiaso dirijam-se a rua do Queimado. loja da
ag'iia branca n. 16.
dosoSnrtomenlOSdelodos os laroanhos e lo-
umMrMini ;iT? sor,imen' de P'aoos, de
cnnt.H le fab""e. que se venderlo por
dent mesmo-,deduZindo-se a commissao eo
descont que os lornasse baratsimos.
Pechincha.
rJilnd0'SC en*enho Primavera, moenle ecor-
[fnhhCOm excellenl tp"as, no termo de Se-
rm?ai Suep,a Pfe'ender, trate com Manoel
Sr da 8-lva' U Com sua Pr0P"etaria no
engenho Csniarao, termo de Barreiros ; por pre-
go commodo.
- Vendem-se saceos com feijao rajado por 51
-ida sacco por tel algum furado, sendo muito
Chales.
A loja de marnore
recebeu vestidos de phantasia do ultimo ||
A loja de marmore ag
recebeu vesiidos braoros de cambraia *^
bordada do ultimo gosto. m
Ricos chales do merino estampados, (je cores
muito bonitas a 7, ditos muito Unos i
ditos lisos a 59, dilos bordados a matiz i
na rua do Queimado 11. 22, loja da boa-f
Algoililo monslro.
Vende-se algodo monslro com duas larguras,
muito proprio para loalhas e lences por jispen-
loda e qiial'iucr coslura, pelo baratissimo,
pi ;t i!? 600rs. a vara ; do rua do Queimado n.l
11, na loja da boa f.
Labyrintos c biccos das
libas.
A loja d'agula branca acaba do receber urna no-
v e bonito sortimeolo de labyrintos e biccos das -
IIhas, obras j bnjj conliecidis por suis boas
ladea e duragao. Os labyrintos ptrsuea
I i versas larguras regulam de 2i0 a I&200 a
J 1, o ,>s biccos de 200 a 15000. Una e outros
le surama utilidado, e por iaso se lornam
n 'cessarios pira as familias. Vendem-se em dita
loja d'aguia bra*a, rua do Queimado n. 1C
proprio para animaes : no pateo de S. Pedro nu-
mero o.
Vende-so um preto moco de bonita figura,,'
sem vicio algum, proprio para todo o servico, e1
tambora cosinheiro, sendo a razio da venda o '
83500 : ie8.retrar Para Serta Da rua da Crui
5oo, gaspssy-mea-aigeiseiaeiB
i Vestidos de blonde I
A loja de marmsre
% recebeu manteletes, ronds, taimas, pe- S
g regrmas e mantas do ultimo gosto. *
Aloja de marmore
, recebeu novo sortimonlo de bournus bo- "
I douine para sabida de baile.
P*Smb enana rntmm]
A loja de marmore *
recebeu novo sortimento de enfeites pa-
ra vesiidos. inrluindo bicos de bloud.
45Boa Dirdta45
ESCOMIDO SORTIMENTO
DE
Lf'AtO.
Pianos
Saunders Brothers C. tem para vender em
eu armazem, na praga do Corpo Santo n 11
alguna pianos do ultimo gosto recentimente"
chegados.dosbem conhecidos e acreditados fa-
bricantes i. Broadwood dtSons de Londres
muito nroDriospara este clima.
NA LOJA DE
| Guimaraes & Villar.
Rua do Crespo numero 17.|
vg Vende-se ricos cortes de vestidos de i
jg blonde uliimamente chogados de Taris.
Espirito de vinho.
Vende-se barato : nu travessa do paleo do Pa-
raizo us. le 18, casa pintada de amarello.
I A loja de marmore
recebeu novo sortimento do chapeos e ?>
enfeites para sonhoras. It
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem serapre no seu depo-
sito da rua da Moeda n. 3 A., um grande sorli-
menio de lachas e moendas para engenho, do
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na rua do Trapi-
che n.4.
ira.
bl t i barato que admi
Cassas de cores de padrons muili bonitbs que
pirecem orgindys, pelo baratissimo prnro ile 20
r* cova lo : na rua do Queimado o. 22, na luja
j boa l,
Viade-se em:asa Je Saunders BrotHersA
tea do C-irpo Santo, relogios do fama
irisante W;el!, porprecos comraoJos
i c 1:ihp cadoiasparaos m > sil oto iiostn
J ~3t i...jj ..> J5 3 "J C3 L&Z& :?
!#ir coilra logfl
A
s lTJ
L SHORES
AGENTES
J. Astley A Gompanhi.I
PROGRESSO
de
Aproximndole o lempo festivo, e sendo"in-
dlspensavel que as lindas e amal-eis filhas da
?P.".e-P0CllC" Mauricca se Prerinam do qS
! nen^n,rnn,Par/ res8uard dos seus mimosos
opequcnlnos ps; atlendendo tambera a que
urna crinolina empavesada nao podo estar de
acord com urna bolina .c.lcanhada ou desco-
rnm',fm,hCO,n0-UmcaValheiro d calca balao
com um borzeguim estragado, far urna triste
,cgPUrrl!;;a,S"a;V,S de Uma bella considrele "tao
acertadas actuaran noespirilo do proprietario do
estabelec.mcnto, j tao conhecido pe moJici-
de dos procos do seu calcado, para reduzi-los
aioda ma.s, mun.ndo-se de um abundante sor!
hnln .6 ?0m defeUo- '1"B aPresenta aos leus
e7osabaixog:eZe9 lmed8 em '^ ^
Senhoras
Borzeguins 32 a 59. .
Ditos ditos. .
Ditos ditos.
4, 4jjf500
4^000
HA
e armazem
DE
3,{800
3^600
3^200
9$500 W.
HsSOO:||
8$500 U
6000'S
5$000 S
5$600'J
5^000
35600

Vende-se
Fonoas de ferro
porgar assucar,
Ench i las de ferro
parft
8
S
do
Ferro sueco.
V --'"ingardas.
v; > le Trieste.
Pregos de cobre de coml-
posieo.
Barrilha e cabos.
Brim de vela.
f Couro de Lastre.
Palainha para marcinei-j
r) : ao armazem de C.
J, Astley* C.
s i t m 'i 3 t> _> m 3 dsdI
Vi rn da Gadeia n.2i, vendem-se asjse-
ea tcenlas, por metade de spu valor, para
[uiJa ;5o.
teda brancos e pri'los, de todaias
. rara i ItiO. 20. 4TO, 800 e 1SO0O. I
i :ompleto sortimento de franjas do sedjae
ilgo 15o.
Chalos de t .o i'iim a 10, 15, 20 o 35j)
; -!). velludo, di> loufja e de fus ao
d rnali h les fins, duzia a 200, 400 o 600 rs.
Collariohos bordados de 500 rs., 2t, 3 e 4;>.
Enlrerreijs Unos, pe?as cora 12 varas a 1g.
Folh is 'i irda los liras a 5'H), 1-3. 2j, 3.j500.
C i ni i tas com manguitos a 3j, 4, 5 e 6j.
i !S ilc fl iros a 6j.
C i i,i ios de seda para sen hora a 103
Casaveqnes de velludo a 40 e 603
Ditos de seda a 25}.
is de fustao a 8 e 12#
is deseda e de todas as qualidaJes de 160
rs. a l3">00.
Ditas 'li velludo do 240 rs. a Ig.
\\o :e!ierarn pelo vapor 'rancez, superio-
res vestidos d X dinh ) arregazo com manta, capella e
^> mais pprlences : na rua da Cadeia loja n.
i; 2'\ de ', ir'.>| & Peri|ij;O.
55 Recebaram superiores vestidos de s<>da
| do cores ditos de phantasia, ambos de
dass,iias ou babadinhos, grosdenaples
dequadriufaos para covado, seda de qua-
& drinhos. moreanlique o zrosdenaples es-
n ciros de superior qualidade: na rua da
t Cadpja loja n. 23 de Gurgel i Perdigio.
Os proprietarios deste estabele-
;cimento convidara ao respeilavel publico, principalmente aoe amigos do bom ebarato, que se'
jachara em seu armazem de molhados de novamente sonido de gneros, os melhores que tem]
! i viudo a este uercado, por serem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem '
jaraaior parte delles viudos por conla dos proprietarios.
Chocolate
los melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porcao a 8.10 w.
Mavme\a Im'nrr^^11' *,** T* 'is fabrican,es de Lisboa em latas de i a 2 libras a 800
^., em porcao de se fara algum abaiimento.
Maca de tomate
em latas de 1 libra por 900 rs., em porcao vende-se a 850 rs.
Latas com erv\\\as
vende-se unicaranie no armazem progresso a 610 rs. cada huma.
Conservas raueczas c inglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
l*atas de boYac\\m\\a de soda
cora diferentes qualidades a l6C0a lata
A.mexas t'raucczas
Meninas
Borzeguins 29 a 31. .
Ditos 23 a 28......
Ditos 18 a 21......
lomem
Borzeguins. ......
Ditos.........
Ditos prova de fogo e d'agua.
Ditos.........
Meios borzeguins de lustre. .
Sapatdes com elstico e lustre.
Ditos arranca palle, bjzerro. .
Ditos Je bezerro. ....
Meninos
Sapatdes........
D'10*.........3$000
Ha tambera nu variado sortimento de todasas
classes eprecos innraos, sendo os annunciados
somonte do primeiri classe.
Capellas e flores.
Mui bonitas capellas para noivas a 5#, 63 o 7J
ditas para meninas a 23, bonitos e delicados cai-
xos de flores finas a JOO, 2$ e 3J : na rua do
Queimado, loja da aguia branca n. 16.
Cera de carnauba nova
por diversos precos, de 8>300. 9>500 e 10, qna-i
lidade especial : no larg da Assembla, arma-
zem de Antones Guteiaraes & C.
M||. n ) MArt I H ricienle de peritos offic
IIIO a O,OUU rS. O SaCCO, :S rgidos por am hbil
em mullo bom estado, o para acabar no lar^o' !ha"t0 arle' Dcando os.
da Assembla. armazem de Aniones Guimrals % 'mentp responsave
A. Companhia
GRANDE SORTinENTO
DB
jFazendase obras feitasJ
Loja
jGes&RastoJ
Na rua do Queimado n.
46, frente amarella.
Sortimento completo de sobrecasaca de
panno preto e de cor a 25, 28. 303 e
i 3o, casacas a 28. 30 e 35*. palitots dos
mesmos pannos 20, 22 e 25g. ditos de
i casemira de cor a 16S e 18, ditos sac-
! eos das mesmas casemiras modelo inglez
i casemira fina a 10, 12/ 14 e 138, dilos
j saceos de alpaca preto a 4, dilos sobre
| fino de alpaca a 7, 8 e 9, ditos de me-
rino solim a lOg, ditos de merino cordo
a 10jJ e 12, dilos de sarja preta trancada
i saceos a 6J, ditos sobrecasacos da rr.es-
raa 'azenda a 8, ditos de fustao de cor e
branco a 4. 4g500 e 5g, colletes de ca-
semira de cor e preto a 5 e 6, ditos de
merino preto para luto a 4 e 5, ditos
de velludo fircto de cor a 9 e 10, ditos
de gorgurao de seda a5 e 6, dilos de
brim branco e de cor a 2500 e 3, calcas
de casemira de cor e preto a 7g, 8g, *9
e 10, dilas para menino a 6 e 7, ditas
de merino de cordo para nomcm a 5j o
6, ditas de brim branco a 5} c 6, dilas
ditd de cor a 3, 3500, 4 e 5, e de
todas estas obras temos um grande sor-
timeolo para menino de lodos os taa-
nnos ; camisasinglezas a 36 a duzia. Na
mesma loja ha paletols de panno preto
para menino a 14g, 15J o 16. ditos de
casemira para os mesmos pelo mesmo
preco, ditos do alpaca saceos a 3 e
3g50, ditos sobrecasacos a 5 e 6g para
os mesmos, calcas de brim a 250<), 3 e
Rival sem segundo.
pe Ofcdiminutos pre5os os seguintes rticos :
WRia de sabonetes muito finos a 610 rs
Cartees de clcheles com duas ordens a20 rs
canas de clcheles batidos a 60 rs.
Duzia de mcias cruas para homem a 3
una de ditas para senhora a 3j?500.
Pares de meias para senhora a 300 rs
Latas com banha muito fina a 500 rs
{seas para acener chruios, caixa a 60 rs.
1nosphoros em caixa de folha a 120 rs
tartas de alfineles muito finos a 100 rs
taixas de agulhas franeczas a 120 r
lares de sapatos de tranca dealgodao a I,
trseos de macass perola a 200 rs.
Ditos de dito oleo a 120 rs
Duzia de facas e garfos, cabo preto, a M.
DUf, h.C|"P",0h8 del5 para """nos "O rs.
Massos de grampas muito finas a 40 rs
Caivetes de aparar penna a 80 r=
nf?EUHa,S Wl[0 fin.as 'ara rosl"" a 500 rs.
Ditas dilas para unhas a 500 rs
ntiMe.r,nJ8 de,a! com 10 varas a 800 rs.
Ditas de irania com 10 varas a 320
'.'i?, PedSnV-' C,arlao com 2C0 das a 60 rs
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escoyas para denles muito finas a 200 rs
tordao imperial lino e grossa a 40 rs.
Oleo de babosa muito fino (frasco) 400 r.
rillnbas estrenas para enfcilar vestidos
rs. a pe^-a.
o pre^""1''08 de mUt Loni,os gsl0! Por todc
a Sos" P"a enGar espar,il1 n"'10 grandes
Dilo para dito pequeos a 80 rs
Pecas de tranca de lii.ho com 10 varas a 200 rs.
lifiVna3de,taniadescdaPrela m 10 varas a
J| Vara de dita a 100 r
SSidn.el" ^ CrPS Pra m0T,n0S a O.
caitas para rap muito finas a 1.
9t Linharara marcar (caixa de 16 nvelos) a 320
jiRoupafeila para liquidar
na rua da Imperatriz u. 60,
loja de Gama & Silva.
Calcas de casemira de cor muito finas a 7J, di-
as de br.m de l.r.ho branros muilo fino a 4 di-
es ? 8X'r'na0 %fUr n 3' di'os dp lirins dp <-
res a 2g, 25500 e 3. colletes fle velludo, ditos de
srda, e outras qualidades, falelots de alpaca r.rela
Ta ^.0a faze"da.E 5*. d'ls de princeza preta
!'d; de "no preto a 7g. ditos de panno
preto fino, dilos de nscadinho levizinhos a 2$5C0
a 800
GRANDE SORTIMENTO
DE
| Fazenas e roupa leita
3500, paletols saceos de casemira de cor
a 6 e 7, loalhas de linho a 800 e IJ) ca-
da uma.
No mesmo estabelecimento manda-se m
apromptar todas as qualidades de obras jj
tendentes a roupasfeitas.em poucos dias,
quo para esso fira temos numero suf- K
fficiaes de alfaiates afe
mestre de seme- 3*
donos do estabe- |g
s pelas mesmas efi
obras at a sua entrega. ^"
Sebo e graixa.
Se'jo coado o graixa em bexigas: no armazem
: -x" Tasso Irmaos, no cae.s de Apollo
I 9 9 gS-*J,
9 Machinas de vapor.
U Rodas d'agua.
^ Moendas de canna.
^ Taixas.
S Rodas dentadas.
J^ Bronzes e aguilhes.
J5 Alambiques de ferro.
Q Crivos, padroos ele, etc.
3 Na tundicao de ferro de W. Bowman, fe
^ rua do Brum passando o chafariz.
Carro.
Vende-se um exccllente carro todo envidraca-
do, com uma boa parriha de cavallos, por prco
commodo, prazo ou vista : na rua larga do
Rosario n. 24. loja de ouro, se dir quem tem."
C
Para acabar.!
A 2$500 rs. o corte.
a, Na li.ja de Guimaraes & Villar roa do
=j Crespo n. l/.para acabar vendem a 2*500
j cortes de cassa aquille com 14 covado*
H m.inleletes ricamente bordados a vidn-
iho com bico lar:
Qgg
o a 30;
^r. BSbc

NA LOJA E ARMAZEM
Roceaerara chapeos de palha para se-
^ nhora arma los a moderna e enfeilados do
^ plumas ou flores, completo sortimenlo de
M pulseiras, estratos e essencia de sndalo,
^g filas adamascadas c a cliamaloladas pa-
ffi ra cilos, luvas de pellica branca- e do
g cores: na rua da Cadeia loja n. 23 de
4GJ Gurgel A Perdalo. t
Rseeberaai as acreditadas siias b.ilao
JS de mussnlina e setim de algodo muilo
g comraoJas para as senhoras e criancas
cj^ pelo proco d 4 e 5, bolinas modernas (
^ para senhora gaspeado alto, capas bran-
itf cas c de cores de croxe de seda, taimas, i
^ polonesas do gorgurao, manteletes e ea-
y pinhas >Je grosdenaples bordadas e com
?|> bico : na loja da rua da Cadeia n. 23 de
t Gurgel A P-rdigao.
jg Receheram chapeos de cislor pretos e
H brancos, ditos de seda forma intPiramen-
j, le moderna na rua da Cadeia loja n. 23
H de Gurgel A; PerJigao.
*\
js mais novas que tem vindo a este mercado em compoteiras, cometido 3 libras por 3*000 rs.
e em alas de 1 1|2 libra por 1500 reis
VeriVaderos figos Ae comadre
em caixa com 16 libras por 3#000 rs. a retamo a 240 reis a libra.
Ca\v\i\\vas com 8 libras Ac passas
a 35OOO rs. era porcao se far algum abaiimento, vende-se tambera a relalho a libra a 500 rs.
Maiitciga ingleza
perfeitamenleflor a mais nova que ha no mercado a 1000 rs. a libra, em barril se far al-
gum abaiimento.
Cha perola
o mellior que ha neste genero a 25*500 rs. a libra dilo hyson a 29000 rs.
Palitos de denles lidiados
a 200 rs. cera 20 macinhos.
pcixe sarel em posta "
o melhor peixe que exziste em Portugal em latas grandes por 1500 rs. sada uma e de
outras muitas qualidades que se vendem pelo mesmo prego
Manteiga franceza
a 720 rs. a libra em barril se far abaiimento.
Toticinlio de Lisboa
o mais novo qua ha no mercado a 320 reis a libra.
Ma$as para sopa
i
m caxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 4*000 rs.
Tambem vendvns-seosseguintes gneros, ludo recentemenle chegado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 48 rs. a libra, chourica rauia nova, marraelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, mar,a de tomate, pera secca, passas, fructas em calda, araendoas, nozes, frascos com
amendoas cobertas, confeites, pastilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux, proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, majas de todas as qualidades,
Igorama muilo Gna, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
sperraacele barato, licores francezos muito finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei-
tonas muito novas, banha de porco refinada e outros rauitos gneros que encontrarlo tendentes a
molhados, por isso prometlem os proprietarios venderem por muito menos do que outro qualquer,
romettem mais tambera servirem aquellas pessoss que raandarera por outras pouco praticas como
i viejera pessoalmente; rogam tambera a todos os senhores de engenho e senhores lavradores
queiram mandar suas encomroendas no armazem Progresso, que se Ibes affianca a boa qualidade e
o acondicionamenlo,
DE

Joaqnim Uodrigacs lavares de Mello
R DOQUEIMADO N. 39
EM SLA LOJ DE Ql'ATRO PORTAS.
Tem ura completosortiraento da roupa feila,
convida a tolos os seus freguezes e a todos
quadesejarem ler ura uniforme feito com todo o
goslo dirijanwe a este estabelicimenlo que era-
conlraro um babel artista chegado ltimamen-
te de Lisboa para desempenhar as obras a von-
tade dos freguezes, j lera um completo sorii-
raenlo do palitots de fina casemira modello im-
g'ez, e muito bem acabados a 16300, ditos
de merino selira a 129000, ditos de alpaca
pretos a 5U000. ditos de alpaca sobre casacas1
a 85000, ditos com golla de veludo a 9&000,
ditos de fustao, ditos de ganga, dilos de brim'
tudo a 590 '0, ditos de brim de linho tranca-
do a 6&000, caiga de brim de linho- muilo su-
perior a 5000, "dilas de casemira de cor a
99000 ea 103M)0, ditas de casemira pre-
ta superior fazenda a 129000, palitots fran-
cezes de panno fino fazenda muito fina a 259
sobre casacas .le panno muito superiores a 353
ea 40000, um completo sortimento de cami-
sas fracezas, tanto de linho como de algodo
efuslo vende-se muilo em conta, afim de que-
rer-se liqiudar com as camisas.
E pechincha.
Na loja do Preguiga, na rua do Queimado n 2
tem cobertores de algodSo de cores bastante
grandes, proprios para escravos, pelo baratissi-
mo prego de lfl.
Vende-se na rua do Livrmeuto
n. 19, borzeguins francezes a 6$, .lito
de bezerro a 6$. dito de vaqueta a 7i.
Aos senhores armadores e
proprietarios de carros fn-
ibres.
Coke (carvo),
ou combustivel para eoiinhas, caldeiras, ele.
muilo econmico para as casas particulares': ren-
de-se na fabrica do gnz, em porcoes de um quin-
tal para cima a 1^ o quinta!.
Konels para meninos.
O lempo 6 proprio para se comprar os bonitos
boneis de panno fino enfeilados com fila de cha-
malote e borlla, oulros enfeilados com Ca de
velludo p pluma, c cutres com galSoziriho dnu-
rado. todos polos baratissimos precos de 3>500
4P i-oa, dilos de palha escura, mui boniios
fortes a Je-, gorras de palha branca enfeitadas a
i?50. e oulros mui ditlercnies bonels de panno
enfeilados a 1 e 1S280 : na
loja da aguia branca n. 16.
rua do (Jueinradc,
e-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos par a camisas,
Biscoutos
Emcasade Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
Botica,
rs.
Vendera-sa velbutina preta superior a 400
o covado ; na rua do Crespo n. 25.
Loyd espera n ca.
Vendo-se borracha de seda preta para borze-
guins a 2JJ200 o covado, graixa em barris muito
boa a 6i0 rs., est acabando-so, (lautas do ebmo
de Gautrot a 18 e 20. braceletes do mozaico a
6* la para bordar a 6S nho brancas para as roupas da festa a 800, la
,18200 e 19600 a pe^a, sete padroes diferentes!
colheres finas, facas, trinchantes, etc. : na rua
do Queimado n. 33 A, Guimaraes & Rocha.
Por metade do seu
valor.
Rua do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phantasia, muitoslindos,de
duassaias, pelo baratissimo preco de 10 cada
um corte.
Barlholomeu Franciscode Souza, rua larga do
Rosario n. 36, vende-se os segnintes medica-
mn(us :
Robl'Aff.'cteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristo!.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xirope da Bosiua.
Pilulas americanas (conlra febres).
Ungento Hollowav.
Pilulas do dilo.
Rllixir anli-asmathico
ol![b0ras!bOCCalargaCOm r0,haS' de 2o^s
Assim como tem um grande sortimenlo de pa-
pel para forro de sala, oqual vende a fio
Pao de Senteio novo.
hniC=hrt?^l0jaSaJq"arla3 esabbados. da= 11
r?..H.2.end,ale: CfflS* Amaro, pa"
daruallemaa.enaruadalmperatriz n. 2, ta-
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
linston & C. rua da Senzala n.i2.
9 Recebeu-se e continua a receber-se Sor S
m todos os vapores artigos de modas para I
homens, incluindo calcado de Melis na
S Loja de marmore. i
HIMM-tM @l
Ceblas e velas.
Vendem-se ceblas novas a 800 rs. o cenlo
espramete a 680 a libra ; na travessa do paleo
do Paraizo n. 16. casa pintada de amarello.
Vende-se uma mobilia pequea, mo-
derna rmmeio uso, por preco muito
commodo, bem como alguns traites
avulsos: na rua da Gloria n. 27.
Macas e peras
de todas as qualidades que exisleni em Porliial
tanto em porcao como a rctalho, srm lemilcd
preco : vende-se nicamente no armazem Pro-
gresso de Duarle A; Irmao, no largo da Peona
numero 8.
Doce de caj.
Xa rua Direiti n 53, piimeiro an-
dar, vende se excellente doce de caj'
secco e de calda, assim como faz se ttda
qualidade de doce, bolos e ai ranjam-se
bandeijas tudo por preco commodo.
Vende-se farelo de Lisboa em saceos grsH-
des, milhoe farinha de mandioca, arroz pilado e
de casca, tudo per preco muilo em conla ; no
pateu deS. Pedro d. 6."
PAPEL
DE
Differentes qualidades
Na loja da aguia branca se acha um grande
sortimenlo de papel de diflerenles qualidades al-
niaco liso e paulado, de peso tambem liso e pau-
tado proprio para se mandar marcar a 3j$ 3>500
4Se 4S500 a resma ; dito fantasa de bonitas co-
res e bons goslosa lj}e 1&200 a caixinha. dito de
heira dourada a 2t5H0 a caixinha, cnvelopcs de
cores, brancos, bordados a lj e 2 rs. a caixinha :
na dita loja da aguia branca, rua do Queima-
do n. 16.
EXPSITO
Cut
NA
Keccbou-se e continua a receber-se por @
1 'odos os vapores, vestimentas, calcado e &
9 chapeos para meninos na $>
| Loja de marmore.
Vinho genuino.
Ainda ha urna pequea quantidade de ancore-
tas deste vinho sem confeicao, e proprio de doen-
les : na rua do Vigario n. 19, primeiro andar-
Vinho do Porto, genuino.
Rico de 1820.
Stomacal de 1830.
Precioeo de 1847.
As duzias, e em caixinhas, a dinheiro, por ba-
rato preco : rende-se na rua do Trapiche n. 40,
1 esenptorio. r '
- A
Rua Nova n. 20.
chegado um riquissimo sortimerlo de (alhe-
respara mesa e sobre-rr.esa. contendo as seguin-
ifs quilidades, niarfim da 1.a, 2.a, 3.a e 4. qua-
lidade, ditos de sobre-mesa, ditos de cabo de os-
so para mesa, a milaqao de marfim del., 2.a,
3.a, 4.a e 5.a qualidade, ditos de cabo de viado,
dilos de cabo de bfalo del." e2.a qualidade,
ditos de sobre-mesa, ditos de cabo de metal prin-
cipe ; com a vista devera agradar, riquissimrs
temos de bandejas de todas as qualidades. e aval-
So, riquissimo sortimenlo de colheres de todas as
qualidades, desde o mais superior ao mais ordi-
nario : na rua Nova n. 20, loja do Vianna.
Attenco
*
Vende-se uma barcada por nomo Sania Cruz-,
Alagoana, de 80 caixas e muito bem constntda :
quem a quizer comprar, poder dirigir-sf a casa
dosSr. Ferro & Main, na rua do Cresro n.15.


/
>
f-
DIABIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FEIRA S DE DEZEMBRO DE 1860.
P)
AGENCIA.
DA
FINDIClO LOW-MQW,
Roa da Scnzalla Nova n. 42*
Neslti estabelecilenlo contina a haver ura
completo soniment de moendas e meias moen-
das para eagenho, machinas de vapor e taixas
de jarro batido e coado, de todos os tamanhos
para dito, #
Potassi da Russia e cal de
Lisboa.
No bam conhaciJo eacreditado deposito da
ra da CaJeia do Recife n. 12, ha para vender
verJaleira potassa da Russia nova e de superior
quiliJaJj, assim como tambero cal virgen em
paira, tuJo por presos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Vinlio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmaos&C, ra da
Cruz n. 10 .enconlra-se o deposito das bem co-
uhecidas marca dos Srs. Brandeoburg Frres
e dos Srs. Oldokop Mareilhac 4 C, em Bor-
deaux Tem as seguintes qualidades :
De Braaieaburg frres.
St. Eslph.
St. Jutiea. .
Marga tu.
Larose.
G'aiuau Loville.
Oialeau Margaux. ^
De Oldekop & Mareilhac,
St, Julien
St. Julien Mdoc.
Guatean Loville.
Na mesiiia casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Yiadoira em barris.
Cognac cm barris qualidade fin
Cognac em eaixasqualidade inferior.
Gerveia braaca.
As tnlhores machinas de coser dos na ais
afamados autores de New-York, I.
M. Siager & G. e Wheeler &Wlson.
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
I autores, mostram-se a
qualquer hora do da ou
da noiie, eresponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranca:
no armazem defazendas
do Raymundo Carlos
Leite & Irroaos ra da
Imperatnz n. 10 antigamenle aterro da Boa-
Vista.
Una i\o Queimado n. 39
Lojade quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha corles de vestidos de seda de cores, fazenda
muilo superior com pequeo toque de mofo a
GOJOOO, ditos sem defeito a 100000, tem un
reslo de chales de toquim que esiac-se acabanJd
a 30-5000, ditos de mirin bordados com pona
redonda a 8000, ditos sem ser de pona redonda!
a 33000, ditos eslanpados com listras de seda
em roda da barra a 99000, ditos de ricas eslam-
pas a 7#000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 2*000, dilos sem franja e muilo
encorpado a 2000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfeitados a
2o!>000, ditos muilo superiores a 305OOO, en-
feitesde vidrillio preto a 3*000, ditos de retroz
a 39500, organjisda mais fina que lia no mer-j
caJo a 19000 o cvalo, cambraias de cores
de padrees muilo delicados a 800 rs. a vara, ditas1
de outras qaalidades a 600 rs. a vara, ricas chitas
farneezas de muitoboas qualidades a 280, 300J
320, e 400 rs. ao covado, a raelhor que se pode
imaginar, paitos para camisa a 240 rs. cada urna,
corles de casemira de cores a 65000, ditas em
pesca de quadrinhosa 49000 o covado, gollinhas
da muito bom goslo a 19000, ditos de oulrqs
bardados ricos a 3)000, manguitos de cambra3
bardados a 39000, tiras bordados e entrimeios
que se vendara por proco commodo, bombazil
cores proprio para roupa de enancas, e capin
para senhoras a 19400 rs. o covado, corles (de
cambraias de salpicos a 53000, corles de carn-
braia enfeiladas com liras bordadas a 69OOO,
o outras muitas mais fazendas que ser difcil
aqui pode-las mencionar todas.
Gama na ra da Imperalriz, outr'ora sierro da Boa-
Vista n. 60, venden para liquidar-se as fazendas
seguintes, por menos de seu valor.
Corles de vestidos de la e seda a 139, peleas
de bretnha com 10 varas a 49, ditas de rolo cm
10 varas a 23, chalys de cores muilo bonitos,Ico-
vado a 800 rs., folar de soda lindos padroes a 800
rs., laazinhas de quadrinhos e muilo finas a 400
rs. o covado, ditas bareges de quadros o cowado
a 280, merino de urna s cor para vestido a 3E0 o
covado, chitas francezas escuras o covado a 240,
260 e 280, riscados argos francezes o covajo a
200 rs., raussulinas matizadas o covado a 200rs.,
cassas francezas para vestidos o covado a 240, e
dilos muilo finos a 300 rs., cortes de riscados
monstros para vestido a 39, cambraia de safpico
muito fina a vara a 800 rs. ditas brancas e de cor
a 400 rs., enfeiles de vidrilho pretos e de cores a
3j|, gollinhas de traspisao muito finas a 39, ffros-
denaples muito encorpados o covado a 29, d lu-
do se dao amostras, ficando penbor.
Vende-se
EM CASA BE
Adamson Howie & G.
Vinho do Porto de superior qualidade.
Tinta de todas as cores.
Lona e flele.
Fio de vela.
Sellins, silhoes, arreios e chicotes.
Rolbas.
Ra do Trapiohe n. 42.
Vestidos brancos bor-
dados.
Vendem-se cortes de vestidos brancos de cam-
braia com dous e tres babados ricamente borda-
dados, pelo baratissimo prego de 59500 : na ra
do Queimado n. 22, na leja da boa.T.
Para vestidos.
Superiores grosdenaples de seda do quadri-
nhos, fazenda de muito goslo e de lindos padroes,
polo mdico preco deljSOO rs. o covado: na ra
do Queimado n.22, na loja da boa f.
Loja das seis portas em
frente do Livramento
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. o co-
vado, ditas estrellas de cores escuras a 160 rs
pegas de brelanha de rolo com 10 varas a 2?'
dilas de esguiaj de algodo muilo fino a 3J, ris-
cadinho de linho a 160 o covado, lencos brancos
com barra de cor a 120 rs dilos brancos com bi-
co a 200 rs., algodo monstro com duas larguras
a 640 a vara, laazinhas de duas larguras, fazends
nova para vestidos a 500 rs. o covado, enfeiles de
tranca com lago de fila para cabega de senhoras
a 2JJ500, corles de tiscado para vestidos a 2g, pe-
gas de madapolo com 4 1|2 palmos de largura a
4JM00, chales de merino estampados muito finos
a 6. A loia est aberta al as 9 horas da noite.
Carros.
Vendem-se 2 ricos carros, um grande e oulro
pequeo, bem aparelhados e elegantemente pin-
tados : na largo do Corpo Santo, escriplorio de
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho.
Peincha
Na ra do Imperador, taberna n. 63, defronle
do retratista americano, tem para vender pesca-
da eruivosem calda, chegados por este ultimo
navio do Porlo, per prego muilo barato.
Roupas feitas.
Por presos razoaveis para acabar.
Na roa Nova n. 47, junto a Concedo.
Calcas finas de casemira para homem de 5 a
Di/as de brim para dito de 1*800 9 2S500,
Ditas brans a 3#.
Collels de fustao de lc500 a 29.
Dilos de gorgurao de seda de 25500 a 4g.
Dilos de velludo finos de 63 a 89.
Casacas de panno fino para homem de 20a a
258000.
Palelols de casemira para dito de 123 a 16g.
Calcas de casemira para menino de 4i00 a
45500.
Paletots de brim para dito a29.
Casacas de panno fino para dito de I69 a 20$.
Pletols de panno de 8 a 109.
Ditos de seda para hoinom a 6g*
Caserniras de duas larguras de 29500 a 39 o
covado.
Brim de linho muito fino de 400 a 500 rs. o
covado ; c quem comprar por atacado, ainda se
far algum abatimento nos objectos, assim como
tambera se vende a armaco com todos os seus
pertcnces, para quem quizer continuar com o
raesuio negocio por a casa esta' afreguezida.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Paier & C.,
ra do Vigario n. 3, ura bello sorlimentode
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tarabem
urna variedade de bonitos Irancelins para os
mesraos
Para acabar.
Na ra da Cadeia do Recife n. 45, esquina da
Madre de Dos, vende-se para acabar, a dinheiro,
um resto de miudezss, como sejam : caitas de
obreias de cola a 80 rs., pecas de lita n. 1 1|2 a
300 rs pegas de bico a 1$ com 20 varas, colhe-
res do metal principe para sopa a 48000,. facas e
garios a 39 a duzia, lapis muito bons a 29 a gro-
za, grampas a 400 rs. a libra, cordao para vesti-
do a 1)280 rs. o mago de 12 pecas, ceites de
clcheles a 610 rs. a duzia, papel do peso bnm
a 2g500 a resma, torcidas para caadieiro a 600
rs. a groza, e oulros artigos que por se desoja-
re m acabar nao se olha a lucro. Na mesma casa
lem um ptimo sortiruento de calcado Mellis e
de outros fabricanles.
A loja de marinore
g recebeu leques de madreperola para noi- \
i vas- i
?@@@)@@@-@@e@@$
Vende-se o diccionario da con ?er-
sacao em rancez 52 volumes : na ra
do Pilar n. 141.
Vende-se um casal de gallinhas da Coiin-
china.raga genuina ingleza, sendo o gallo ex-
traordinariamente grande ; a tratar no largo do
Paraizo n. 20.
A 5^000. Liquidado.
ARHAZEH DER0UPAFE1TA
4 WMA M mWU&M 4
Defronte do becco d^ Congregaco letreiro verde.
Casacas de panno preto a 30$, 35$ e 409000
Sob'ecasacas de dito dito a 339000
Paletots de panno pretos e de cores a
209, 25$,309 e 359000
Ditos de casemira de cores a 159 e 329000
Ditos de casemiras do cores a 7J e 129000
Dilos de alpaca prea gola de velludo a 129000
Ditos de merino setim preto e de cor
a 89 e [99000
Ditos de alpaca de cores a 39500 e 5000
Dilos de alpaca preta a 39500, 59,
79e 99000
Dilos de brim de cores a 3}50O,
49500 e 59000
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 e 69000
Caigas de casemira preta e de corea a
99, 109e 129000
Ditas de princeza e alpaca de cordo
pretos a 1 59000
Dilas de brim branco e de cores a
29500 49500 e 59000
Ditas de ganga de cores a 39000
Ditas de casemira a 59500
Colleles de velludo decores muitono a
Dilos de casemira bordados e lisos
prelos e de cores a 59, 59500 e
Ditos de selim preto a
Dilos de casemira a
Ditos de seda branca s 59 e
Ditos de gurgurSo de seda a 59 e
Ditos de fuslo brancose decores a
39e
Dilos de brim branco e decores o 29 e
Selouras de linho a
Ditas de algodo a 19600 e
Camisas de peitode fustao branco e
de cores a 29300 e
Dilas de peilo e punhosde linho mui-
lo finas inglezas a duzia
Ditas de madapolo brancas e de cores
a 19800, 29e
Dilas de raeia a 19 e
Relogios de ouro patente e orisontaes
Ditos da prata galvanisados a 259 e
Obras de ouro, aderecos, pulseiras e
rosetas
109000
69000
59000
39500
69000
69000
39500
29500
29500
29000
29500
359000
29500
19600
9
309000
Chapeos de sol de seda para homem
a 5$ cada um e em porco de urna du-
zia para cima ar-se-ha 10 por cento
de abate : na ra Nova n. 25, esquina
da Camboa do Carino.
Ra do Queimado
n. 39.
NA
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Chegou ltimamente a este eslabelecimento um
completo surtimcnlo de chapeos prelos francezg-
do melhor fabricante de Pars, os quaes se vene
den a 79000, dilos a 89000, dilos a 99000,
dilos muilo superior a IO9OO, ditos de castor
drelos e brancos a 169000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de Miro a Garibaldi de
muito superior massa a 79000, ditos de copa
baixa para diversos precos, dilos de palha escura
de varias qualidades que se venden por prego
barato, bonels de veludo para meninos a 5900C,
ditos de palha escuras e claras a 49000, dilos
de panno muilo bem arranjados a 39500
chapeos de seda para senhoras a259000 muito,
superiores, dilos de palha escuras proprios para
campo a 1290U0, ditos para meninasa 109000,
chapeos de sol de seda inglezesa 109 e a 129
muilo superiores, dilos francezes a 89OOO,
dilos de panno muilo grandes e bons a 49000.
sapatos de Taludo a 29000. ditos de tranca a
19600, sintos de grugurao para senhoras e me-
ninas a 29000, coeiros de casemira ricamente
bordados a 129000, e outras muila fazendas
que a vista dos freguezes nao deixarao de com-
prar.
Campos & Lima
receberam urna factura de chapeos de sold se-
da para hemem, leudo entre estes alguns peque-
nos que serven para as senhoras que vo para o
campo tomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porco seja grande se resolverlo vender pelo
prego de 69 e 6S500, e alguns com pequeo de-
feito a 59 : na ra do Crespo n. 16.
RuadaSenzalaNovan.42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston A C
vaquetas de lustre para carros, sellins e silhoes
inglezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lonas
inglezes, fio de vela, chicote p3ra carros, e mon-
tara, arreios para carro de um e dous cvalos
e relogios de ouro paientc inglez.
@@@@@@@e @@@@
9 Becebeu-se recenlemente e continua a $
receber-se directamente de Pars e Lon- @
@ dres por lodos os vapores, de cncommen
da especial, arligos de modas para se-
nhoras na
g Lojade marmore. 1
MIM @
Ulachinas de costura
DE
Slvat & Companhia.
Estas machinas sao as mais pereitas
no ramo de mecanismo, unindo a urna
simplicidade a maior ligeireza e perlei-
cao para toda e qualquer qualidade de
costura, do ponto mais fino ao mais
grosso. O vendedor seobriga a entinar
o methodo aos compradores ?te o sa-
bercm bem, assim como a ter as machi-
cbinas cm orden durante um anno.
Estas machinas cosem com 2 los nao
quebram o lio como muitas outras o fa-
zem e sao as melhores e mais baratas
ate hoje conhecidas no mundo, ellas se
acham expostas na galera do SR. OS-
BORN, RETRATISTA AMERICANO NA
RA DO IMPERADOR N. 38, onde
urna senhora competentemente habili-
tada as ara' ver e trabalhar. Igual-
mente ie acham expostas no armazem
de MACHINAS AMERICANAS, RA DA
CRUZ N. 4 E 9.
Adiuiravcis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele, devem estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos
com os quaes se cura eficazmenie as principaes
molestias.
Promptoalivio de Radway.
Inslanlaneamente alivia as mais acerbas dores
. e cura os peiores casos de reumatismo, dor de
, cabega, nevralgia, diarrha cmaras, clicas, '
i bilis, indigeslo, curp, dores nos ossos, conlu-
jsoes, queimadura, erupgoes cutneas, angina,
. retengao de ourina, etc., ele.
Solutivo renovador.
I Cura tojas as enfermidades escrophulosas,
crnicas esyphiliticas : resolve os depsitos do '
maos humores, purifica o sangue, renova o!
syslema : prorapto e radicalmente cura, escro-'
phulas, venreo, tumores grandulares, ictericia,
dores de ossos, tumores brancos, afeeges do fi-
gado o rins, erysipelas, abeessos o ulceras de
todas as clases, molestias d'olhos, difficuldado
das regras das mulheres hipocondra, venreo,
etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularizar o syslema, equilibrar a circu-
lago do sangue, inleiramente vegetaes favora-
veis em lodos os casos nunca ocasiona nau-
zeas era dorres de ventre, dses de 1 a 3 re-
gularisam, de 4 a 8 purgam. Estas pilulas
sao efficazes as aflecges do figado, bilis, dor
de cabega, ictericia, indigeslo, e em todas as
enfermidades das mulheres, a saber: irregula-
ridades, lluxo, retengoes, flores brancas, obs-
Irucgoes, histerismo, ele, sao do mais prompto
efTeilo na escarlatina, febre biliosa, febre ama-
relia, e em todas as febres malignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
companhados de instrueges impressas que mos-
trara com a maior rainuciosidade a maneira de
appca-los em qualquer enfermidade. Estao ga-
rantidos de falcificagao por s haver venda no
armazonv de fazendas de Raimundo Carlos Lei-
te & Irmao, na ra da Imperalriz n. 10, ni-
cos agentes em Pernambuco.
No escriplorio de J. P. R. Braga, ra do Vi-
gario n. 11, primeiro andar, vende-se cal de Lis-
boa a mais nova que ha no mercudo.
Por baralo prego, para acabar, na ra da Im-
peralriz n. 40, outr'ora aterro da Boa-Vista, loja
da esquina do becco dos Ferreiros, vende-se novo
sortimenlo de fazendas para liquidar, a ser cam-
braias brancas, o mais nno que possirel, a pe-
ca a 3, 3500, 4, 4S500 e 5#, cortes de meia
casemira e brim lavrados brancos a l$600 e 2J,
toalhas para rosto de nova invencao a 6-10, corlea
de i9cado francez com 12 covados a 2J3C0' cha-
les estampadas de merino a 2&500, e ludo o maia
se vende barato. .
Chapeos de sol
DE
Seda grandes para homem
A 5$000,
na ra Novan. 36,defronle da igreja da Concei-
cao dos Militares.
Vtndem-se saceos com farelo de Lisboa,
chegado ltimamente : na travessa da Madre de
Dos n. 15.
Cheguem ao barato
.0 PreguiQa esl queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas de brelanha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palilots a 960 rs. o covado. cam-
braia organdy de muito bom goslo a 480, rs.
a vara, dila liza transparente muito fina a 39,
4f, 5J>, e6# a pera, dila tapada, cora 10 varas
a j* e Cv a peca, chitas largas de modernos e
escolhidos padies a 240, 260e280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de merino eslanpado a
7S e 8}, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 9$ cada um, ditos com
urna s palma, muilo finos a 89600, ditos lisos
com frnjas de seda a 53S, lencos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muilo
finas pan sentara a -49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 39 e 335GO a duzia, chitas fran-
cezas de ricos detentas, para caberla a 2S0 rs.
o covado, chitas escuras inglezas a 5$900 a
pega, e a 160 rs. o covado, brim branco de puro
linho a l8>, 1J200 e 1*600 a vara, dito preto
muilo encorpado a 1$500 a vara, brilhanlina
azul a 400 rs. o covado, alpacas de differenles
cores a 360 rs. o covado, casemiras pretas
finas a 25C0, 35J> e 3500 o covado, cambraia
preta e de salpiccs a 500 rs. a vara, e outras
niuilas fazendas que se far patente ao compra-
dor, e de lodas se darao amostras cora penhor.
Loja das 6 portas
em frente do Livramento
Laazinhas a 500 rs.
Caraisinhas muilo bouitas com duas larguras
para vestidos do senhora a 500 rs. o covado, cor-
tes de riscado francez para vestido a 29, sa;as
bolat) parr menina a 35U0, dilas para senhora a
4$500e 5J> ; d-sc amostra con penhor A loja
esl alierla at as 9 horas da noite.
Baratos calcados de tranca de
Lisboa a 18#000 a duzia.
Vende-se na loja da ra nova n 1.
Baratos calcados de Mil-
les a 13,?
Vende-se na loja da ra nova n. 1-

1 Vendem-se 5 carros novos com todos os g$
1 arreios : na ra Nova n. 21. &
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da vellia
e nova safra a preco de 9$ : no antigo
deposito do largo da Assemble'a n. 9.
Vende-se urna escrava de nacao, muito sa-
dia, boa quilandeira e lavadeira, "representa ler
40 annos de idade ; na ra do Nogueira n. 5.
Na ra Direita n. 76. vende-se um cavallo gor-
grande, andador de ludo, por ptero corr-
ido.
Na
do o
mod
Bom e barato.
Vende-te si pista e painco a 200 rs. a libra,
gomma de araruta a 140 rs.." presunto rr.uito no-o
a 400 rs.. vinho do Porlo a i, dito n.uscalel a
19; na taberna da ra das Ciuzes n. 24, esquina
da ra do Ouvidor.
Escravos fgidos.
Ausentou-se hontem pelas 7 horas da noie
da casa do abaixo assignado, moradoi na ra ca
Praia n. 34, tsua escrava, preta fula, crioula,de
nome Margaridn, de idade de 17 anuos, indo era
companhia de oulra da mesma idade, forra, criou-
la, de nome Dclmira, Eiippe-se tercm sido se-
duzidas porserem recolhidos c effecluarem a fa-
ga a meia hora, depois devoltareru de um passeio
quederamcom urnas criancas filhas do abaixo
assignado, o qual protesta contra quem iver 00
culto sua escrava : rega-se as autoridades po-
ciars e ao 111ro. Sr. uinjor de pedestres, que
deem suasordens aim de sei capturada.
Desappereceu no dia 16 do correntc mez c"e
novembro. o escravo de nome Luiz, cor parda,
idade 16 e Ib anuos, sem barba, estatura regu-
lar, cheio do coi i o, cabellos crespos, ps c
ruaos grandes, bem conhocido por ter sido bo-
leeiro do abaixo assignado e ltimamente o
lllm. Sr. despmbargador Firmino, d'oude au-
senlou se: roga-se pessoas do povo que o aprehendan e levem-r.o
ama da Cadeia do Recite n. 61, que ser re-
compensado.
Antonio Eotclho Piolo de Mesquita.
50,000 rs.
A quem spprehender o escravo Manoel, cabra
cabellos carapinhos ogueados, estatura regular,
suissado, com urna das pernas e ps ochados de
nysipella, pretende passar por forro, e mu'.o
tallador, levou vestido urna ralea de algodo ,
e camisa bronca da mesma fazenda : quem o sp-
prehender iraga-o ra do Soreg n. 21, en-
tregar ao alteres .MauoelJoaquini de Oliveira Cj;-
ch tuz.
Do fiigenho Culigi, fregaezia da Escada,
fugio no dia 3 de novembro do correntc anno o
escravo de come Antonio, com os signaes se-
guintes : estatura regular, cor mulato, cebello de
J^gro, pouca barba, denles limados, idade 5 t a
2baunos, pescoco e ps gros?os, ti ni pelo rosi
ptscoco e peitos slgumes manas de panno, e
slgumas cicatiizes pelas costas que parecem I r
sido de chicote ; nao levou romsigo roupa alcu-
na, e consta haver fgido pora o lado u si
'onde viera : quem o apprthender, poder el-
va-lo ao referido engrnho, ou no Recife, ra es-
treita do Rosario n. 29, ao lllm. Sr- FlorisiLur,-
do MarquesLins, quesera bem recompeosado.
Fugiram
nc dia Sibdado 24 de novembro, os es-
cravos seguintes : LcGn&rdo, pardo e:-
curo, alto, battante corpulento, falto
de dentesno queixo superior, com cica-
triz de um panai ico cm um dedo gran-
de da mao esquerda, tem falla muito
mansa, ese mi..'re que falla rindete,
levou alguma roupa de seu uso, e t;.r..-
bem roupa engomraada de seu senber, ,
sendocamisas, Icncis, meias, e ta\i;-
seiro ; Simao, pardo, bao, cabelles
corridos, com todos os dentes, marcado
dt bexigas pelo corpo, com pouca bar-
ba, quando anda puxa por um pe', na-
riz chato, pescoco bastante entenado,
E' chegado ltimamente a esle estabelecimen-| ,,n,'0 'nB,e7as a 32*000 a duzia, pe?as de] levou alguma roupa de seu uso, sendo
lo um riquisimo sortimenlo de melacs que mui-i madapolo fino a 4^500, corles de lanzinha urna calca branca, sapatos de couio '
lo devera, agradar aos compradores que pieci- muito fina com 15 covados a 8O0O rs., ca- i lustre urna r-amUa hrann .,n.- ,l"
sarcm : darua Nova n. 20 loia do Vianna j v 2vv ilu""-i uiu* caniisa manca, urna u
m.sas de cores e brancas de JfcSCO a 39000, de liscado de a, d3o tran(.ado d., .
1 por menos do sen|dl08amardl e uma cal de ^^
Exposico
Suissos.
Era casa de Schafleitlln & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e v,riado sorlimento
de relogios de algibeira horisontaes, patentes,
chronometros, meioschronometros de ouro, pra-
ia dourada c folcados a ouro, sendo estes relo-
gios dos primeires fabricantes da Suissa, que se
vonderaoior preros razoaveis.
FROCO.
Vende-se frco de lodas as cores e grossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, CiO c 19 rs. a
peca ; na ra do Queimado, loja da nguia bran-
ca n. 16.
iua do Crespo
loja n. 25 de Joaqun Ferreira de S, vende-
e por preros baraiissimos para acalar: ves-
tidos de lailatana bordados de seda a SCOOO,
organd de cores muito finas a 320 rs. o co-
vado ,cassas de cores a 240 rs., chita larga a
200, e 240 rs., capas de fuslao enfeiladas a
590C0, easaveriues de cambraia e fil a 59000,
perneadores de cambraia bordados a 0!P000,
babados a 320 rs. a vara, liras bordadas mui-
to finas a 15J5CO a jec,a, riscado francez fino
a 160 rs. o covado, golnlas de ponas bor-
dadas a 29500, manguitos de cambraia e fil
a 29000, camsinbas bordadas muito finas a
29000, chita larga com lustro e muite fina
propria para coberta e roupes a 320 rs., es-
guiao de linho a 1-5200 a vara, roupoes de
seda felos a 125000, vestidos de seda mofados
a 89000, luvas arrendadas a ICO rs. o par,
vestidos de grosdenaple prelos com barra de
, cor a 20^000, palitos de pao preto e de cores
de 16r>000a 205000, sobrecasacas de panno
muilo fino a 259C00, caigas de casemira prela
e de cores de 69000 a 109000, dilas de brim
branco e de cores de 2$000 a 55000 palitos
de brim branco e de cores de 25500 a 59000,
ditos de alpaca de 3900 a 89000, brim
trancado de algodo com 9 palmos de largura
proprio para toalhas a 900 rs. a vara, damas-
co de laa com 9 palmos de largura a I9GOO0
covado, velbulina prela a 400 rs., brim de
linho de cores a 19500 o corte, rne'ias cruas
para homem a 15200 a duzia, camisas de
Liquidado
mu
roupas feitas com 50 por
cento de abate, na ra
Nova numero 47, junto
a Conceicao dos Mili-
tares.
Casacas de panno fino de 209 a 30g.
Dilas para menino de 16 a 209.
Cairas de casemira de cor de 6 a 89.
Ditas de dila prela fina de 8 a 109.
Ditas de brim de linho de 19500 a 5$000.
Dilas de dito para meninos de lj500 a 3g.
Palelols de brim para homem de 3g a 5$;
Ditos de casemira de cor de 10 a 18$.
Ditos de dita pretos de 10 a 209.
Colleles de velludo de 7 a 89.
Ditos de gorgurao do A a 6g
Diles de fustao de l500 a 2.
Camisas francezas a duzia 20$.
Corles de velludo de 5 a 6g.
Fardas para guardas de 8 a 10$.
Casemira lina enfeslada a 39.
Brins em varas e covados, de diversos precos,
e outras mais fazendas. luda por barato prego.
valor para fechar contas.
UNEN)
cobertos e descobertosr pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora de
um dos melhores fabricantes de Liverpool, rin-
da pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Sonthall Mellar & C.
Era casa de N. O. Bieber & Successores, ra
da Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marca Farre & C uma das mais
acreditadas marcas, mu conhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho xerez em barris, cognac em barris e
caixas.
Vinagre branco e tinto em barris.
Brilhantes de varias dimenses.
Eiher sulfrico.
Gomma lacre clara.
Lonas, brinzos e brins.
Ar.o de Milo
Ferro da Suecia.
Algodo da Baha.
Vende-se uma escrava mora, perfeita en-
goramadeira e cozinheira, e uma mulatinha soui-
to bonita, com algumas habilidades, duas escra-
vas mo^as para servico do malo, tres negros para
enxada, e um mulalinho de 15 annos proprio pa-
ra pagem por ser bonito, uma negra com duas
crias : na ra larga do Rosario n. 20, segundo
andar.
Charutos finos da Bahia o do Rio de Janei-
ro : vendem-se no armazem de Augusto Ferrei-
ra & C ra da Moeda n. 41.
Vende-se por 2009 urna negra que faz todo
servico de uma casa, e paga 480rs. por dia; ou-
lra dila perfeita cozinheira de um tudo, tamben
por preco commodo : na ra da Paz n. 36, anti-
gamenle conhecida por a ra do Cano.
Vendem-se dous cabriolis descoberlos, e
em muito bom estado, por barato preeto ; a tra-
tar na ruada Imperalriz n. 55.
Vende-se iiidj preta moga que faz todo o
servico de casa de familia : na ra de Santa Rila
nova n. 65.
Admira-
ve! pechincha
Pun acabar.
NA LOJA DE
Guimardes Villar.
A 4$500 rs. o corte.
S Cortes de cambraia de cores com 2 saias
vj, e20 a 22 covados de fazenda pelo preco
^ de 49500 rs. o corle.
] A 2#500 rs.
a. Cortes do cambraia com t covados
m ao.uille a 2$500 rs.
i A 240 rs.
S corado de cambraia superior de lindos
j* padroes.
Grammatica in-
gleza de OllendoriT.
si
, trancado de listas escuras, e cLapo do
Cliilv pintado cor de ganga, ambos es-
tea escravos sao ilhos de serloes do Cca-
ra" : oram calcados e intitulara-se for
ros, tendo sido vistos em seguimento da
estrada ova do Caxanga' na mesma
noite da fuga: sendo generosamente
gratificado quem os levar a ra do Des-
tino casa terrea de dous poilOes nume-
M\t0 C-
Escravo fgido.
Vm mulato claro, magro, com pannos prelos
na raacaa 0 rosio, representando ter 25 armes
ue idade, nalurai do Rio do PeixPi chattaJo
luiz, desappareceu no din 30 de outubro da caa
ao ur. Cosme de S Pereira, de quem escravo -
suppoe-se ter levado um cavallo preto do S>\
Koslroo que se havia sollado, e que elle fra
ero busca do mesmo ; suppoe-se mais que sua
imulner de nome Hara tambera o acompanh?,
levando nm pequeo bah de flandres : roga-s
as autoridades policiaes e a outras quaesquer
pessoas que o prendam, e remettom ao seu sc-
nlior, que pagar qualquer despeza.
Desappareceu desde o dia 23 de seteubro
prximo passado um escravo de nome Luiz, ofii-
cial de chapelleiro, idade de 23 annos, pouco
mus ou menos, estatura alta, rosto regulcr, cor
preta. Desde que largou a fabrica da ra da
florentina [em evereiro prximo passadol, as-
sislio como ganhader lia ra da Praia. Suppoe-
se que elle se diz livre. Roga-se as autoridades
policiaes e capilaes de campo de caplura-lo onde
quer que o encontr c Iraze-lo ra da Cruz p.
22, botica franceza, onde ser gencrrsamenle rc-
comrensado.
Novo methodepara aprender a lr,
a cscrever e a fallaringlezem 6 mezes,
obrainteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruc-
cao, pblicos e prticulares. Vende-
se napraca de Pedro II (antigo largo
doCollegio) n. 57, segundo andar.
Vende-se a taberna sita na praja da Boa-
Visln n. 21, muito afreguezada, em bom local,
propria para um principiante, o motivo da venda
por seu dono se retirar: a pessoa que preten-
der, dinja-so mesma, ej.ue se far todo o ne-
gocio.
Relogios.
Vendem-se om casa de Braga, Silva & C, re-
logios de ouro de diversos fabricantes inglezes,
por prego commodo.
Vende-se um escravo moco, bonita figura,
com oflicio decaripina : na ra larga do Rosario
n. 20, segundo andar.
Luvas de pellica
de Jouvin brancase pretas, chegadas ltimamen-
te ; vendem-se na ra da Cruz do Recife o. 14,
armazem de Thomaz Teixeira Bastos.
Vende-se uma preta moga, boa cozinheira
e engommadeira, sem vicios, com um filho de 6
a 7 annos (moleque) ; na ra das Cruzes r. 18.
AttenQo.
Na ra dos Prazeres nos Coelhos n. 26. ha para
vender dous carros usados, em bom estado, e uma
carrosa de alfandega, nova, aor precos muito ra-
zoaveis.
Boa gralificiiQuo
a quem apprehcnder o escravo Luiz, alto, perna-
torias, maos grandes e com dedos tablantes rom*
pndos e grossos, costuma embreagar-sc muito o
e em extremo preguieoso, demonstrando ter 50
annos. Igualmente o escravo Izidro, idade 20
annos, cabera rapada, estatura regular, esperto o
bem preto : ambos sao crioulos e marinheros do
bngue oAtogrete : recommenda-se as autorida-
des policiaes e campillos de campo a sua appre-
henso levando-os ao escriplorio de Manoel
Connives da Silva, que recompensar genero-
samente.
Pugio da cidade do Aracaty, no mez de sc-
tembro prximo passado, ura escravo do com-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr. Benlo
LourcnQo Collares, de nome Joaqun, de idade
de cincoenta e tantos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e com falla de alguns na trente,
queixo fino, ps grandes, e com os dedos grandes
dos ps bem abertos, muito palavriador, incul-
ca-se forro, c lem signaes de ler sido sunado.
Consta que este escravo appareccra no dia 6 do
corrente. vindo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enlerrogado por um parceiro seu conhecido,
disse que tinha sido vendido por seu senhor para
Goianninha : qoalquer pessoa que o pegar o po-
der levar em Pernambuco aos Srs. Basto & he-
mos, que gratificaro generosamente.
Fugio da ra da Cruz n. 62, segundo an-
dar, a escrava Benedicta que fo escrava do Sr.
Salusliano, cautelisla : fula e levou vestido de
cassa desbotado de dous babados e ropinho de
chita escura ; lambem levou uma coberta, que
de suppor nao ande com ella : recommenda-se
as autoridades policiaes e capites de campo quo
a pegar, leve-a casa cima, ou ra da Senzala
Velha n. 94
Fugio no dia 21 de novembro prximo pas-
sado a prets escrava Maria, crioula, de bonita fi-
gura, sabio com vestido preto dcsbolado, e cha-
les azul com quadros encarnados; quem a sp-
prehender, conduza-a ra Augusta, sobrado n.
03, que ser recompensado.
m
'


<*>
DIABIO DE FERNAMBCO. TERCA FEIfU 4 DI DEZEMBRO 06 iflO.
Litteraturau
Memoria lid
na conferencia solemne da nbci-tu-
ra da assoclacao dos ad -obrados
de Lisboo pelo socio efec-
tivo Carlos Jos do Oliveira
<"
Smhores
Honrado com a vossa escolha para pronunciar
c discurso da abertura das conferencias d'eslo
anno, r, n pre-me em primtrro '
vos a hunra inmerecida, quo
f'-pndo que a minha voz se
n'esla sala, em que, dajraiilo elle
abaUsados jurisconsullos fazenii escutar a
Mgr agradecer
me conferales,
ale anuo a pii-
lo
sua
elcqueirt e erudictn palavra. Cumpre-mo de-
poi pcdir-v,s indulgencia pari o mal alinha-
aado da phrase, para o mal cntfelecido do pen-
s.m.rnto, e porventura para ai mal fundadas
Opinioes, que me alrevo emitlir no assumpto
que eseollii, perante urna osselmbla de tanl
jvsppiubilidadecomo a por que^n tenho a honra
di ser esculado.
Senhores : A vastidao do cjimpo em que os
estatutos perojittem escolher o assumpto para
este discurso, fui para mim a pdior das liberda-
tes, porque o direito a vida pratica das na-
ces, 011 consideradas em si mesmas ou em re-
as outras nagoes; porju? o direito posi-
tivo a grande chave, que prende e conlm to-
oo o edificio social; porque o direito natural
air. la o baptismo que regenera,, a seiva que re-
vcrlece a logislagao do um paizL quando com o
volver dos lempos as nocessidades da civilisarao
requeren] a reforma das vclhas inslil.iirC.es. Se
a tal vastido acrescentarmos |a mlnli insufli-
ciencia para tratar dignamente qualquer as-
sumpto em qualquer ramo de direito. a minha
ptl'l1XiailJe e inCl'rlo'-a s poderia ser compa-
rada as do piloto inexperiente quem fosse de
repente lommeltido em meio do ocano, o guiar
um navio qualquer porto doWigu ou do novo
n undo.
liesilei muito e por muilo lempo : re me sor-
r. i em todos os campos do direito natural varie-
u ide de argumentos c quesls, em que a phi-
i > de>lu e do passado seculos disputa
philosophia romana e da nela edade a josteza
0. e principios ou a exequibiliade da idea ; co
campo positivo cada passo[tropegava em hy-1
verificou estn facto as leis da India, da China
as de Zoroastro e de Moygs e n3o v mesmo
apparecer o testamento na Asia se nao dcbaixo
do direito thalmudico o do direito musulmano.
A mesma observagao faz respeilo das leis da
Islandia, da Noruega, e da Dinamarca. Tcito
diz-nos que o testamento nao eslava em uso na
A lemanha. Antes de Soln os Athenienses nao
adiHliam direito de trslar.e Montesqnieu pensa
que o mesmo era em Roma antes das 12 taboas
Entre nos parece que o testamento data desde a
dominago dos Romanos.
Nao menos certo, todava, que -i faculdade
de testar, um direito fundado nos principios da
razao e da cqnidade, e que deriva immediata-
mente do direito de propriedade. Deixomos Ro-
Dspierre, abliohindu completamente da mais
nobre parte da crealura, exclamar na tribuna da
convengao: Pode o hornera dispr da proprie-
dade que cultivou, quando elle mesmo esl re-
duzdo poci.a ? D.ixemos Mirabeau dizer
no disrurso sobre a successao : que os direitos
do hornera em relajo propriedade nao peden
eslender-sealm da sua morte-a pralica cl'esles
principios, privando cadi um de corrigir os aca-
S.nS, Ai. un" U d" na,,ireza. d recompensar
um iilho bom, ou um amigo dedicado, malaria
em grande parle a actividade humana, e abala-
ra lalvez os fundamentos da ordem social. Es-
ses principios conduzem negacao do direito de
propriedade, poriuese a disposieoo feita para
vigorar depois da morlo do lestdor, nao deixa
por isso de ser feita em sua vida, e por que em
ultima analyse reduz o direito do proprietario
ao de mero usufructuario, sera estimulo para o
engrandocimenlo de hens. que depois da sua
morlo irao para parentes s vezes desconhecidos
e multas vezes aborrecidos.
O direito de testar nao pode todava sersempre
indefinido e atsoluto como entre os Romanos
ro algum tempo. Se os pies leem o dever de
crear eedu.-arseus Dlhos, ser porventura justo
con-eder-lhes a livre disposico de lodosos seus
bens? Ese tolos oslilhos teera egual direito, em
Ihese, affeigo do pao commum, ser rasoavel
conceder lhe a faculdade de ludo legar um s?
E evidente que essa ampia liberdade rompera
rorcosameule os lagos da solidariedade da fami-
lia, pela desconfianga de ver passar estranho
ou a um s os resultados minias vezes do com-
mum coocurso dos membros que a compem.
Destis considerarles somos levados concluir
que, em materia de testamentos, o direito n3tu-
il do pac.de dispr de seus bens limitado pe-
dor acontece era miiJ.to maior esca'a nos eraos orovar aue .,. .;. i
nferiores de successao, rj'-ando os adrainislTado- devora r attribuidos qU ,aC8 resultados
res pos3uera apenas os ben vinculados. As ques-' Sera entrarmos e am.i nB h -
toes de alimentos, e a inveja nascida da depen- treila li o 1 h7 ni r T l?,da T
dcnwa em que os fllhos raais noros eslao do mais industrial e o desenvolSento -rinl. a"16010
velho, nao teera sido poucas mes motivo de se- nacSo these ou> no. i-J ?%ncoU de u>a
nosconflitos entre irmos. *" i Pd.deir! J,t Li.'f1' emoostracSo da
riosconflitos 6ntre irmos.
Nao possivel sera urna violago manifesta dos
principios de respeilo, que se devera aos paes,
lazer quo o ulho se olhe como egual de sen pae,
como co-possuidor de seus bons. sendo como tal
ouvido em quasi todos os contratos sobre esses
bens; assim como repugna aos principios de
egualdade enlre Illhos do um mesmo pae, urna
inslituigao, que reserva aos primognitos um no-
mo e urna fortuna econderana os outros filhos a
orna vida do trabalho, ou mesada do mais
velho.
O arguraeuto de que a fortuna dividida por
muitos nao assegura s de nenhum, nada prova
A quoslao outraherde embora cada irrao
pouco, mas herdem todos ; mas nao receba um
urna beranca avultada, e os outros nada a im-
nioralidade nao est na quantia esl no principio
O que repugna o contraste entre o filho rico pe-
lo accaso da primogenitura e o Illho pobre sera
culpa, quando lodos chimam pae ao mesmo ho-
raem. e se sentaran) todos mesma mesa al
hora da morle desso boato.
Ha pouco, era urna das nossas possesses um
irmaoassassmcu era urna ra luz do mei dia
seu irmao morgado, porque este no da imme-
aiatoao da morte de seu pae expulsara seu ir-
mao e sua madrasta da rasa do morgado e recu-
sara dar-Ibes alimentos, instiluices que dio
lugar fados doslei nao pdem ser moraes por
que a moral, como a consciencia, nao transige
com os meios pela bondade dos fins ; depura os
ZffSB^St^^&S^a9_^^SS.
..; ^ """ a ueiuonsiracao Oa
veidadcira causa da florescencia do slo da Graa-
Bre anha, observaremos todava cora Mr. Bau-
drillarl, que agrande propriedade nao lera lodo
O lugar quo se pretende-na Gra-Bretanha. aon-
ae i media e mesmo a pequea propriedade. re-
presentara um papel muito importante. Esl
Tendeado que as grandes propiedades nao se
estndem eeuao sobre urna torga parle do slo do
ri; "i ?' edsl""d0 porgan desS1 terga
parle dividida era pequeas herdades segne-se
que a aegao da gran do propriedade s se faz sen-
tir sobre urna quarli parle pouco mais ou
,,,f h?0,"0,1"' al^m diss0' 1ue as lerras nimen-
sas da aristocracia britannica se acham princi-
palmente as regioes menos feriis. O maior
propietario territorial da Graa-Brctanha, odu-
que ue suinerlande, possuejuntos, perto de310:000
hectares de erra ao norte da Escossla ; mas, es-
tas trras so valera 100 fr. cada hectar; outro
grande proprietario, o marquez de Breadalba-
ne, possue em outra parle do paiz, quasi tantas
trras que nao valera mais. Na Iuglaterra, as
vastas propnedades do duque de Northuraber-
land, sao situadas em grande parle no condado
desse nome, um dos raais monlanhosos e menos
productivos; as do duque de Devonshire no con-
dado de Derby, e assim successivamente. E'
principalmente em eguaes terrenos que a grande
propriedade est no seu lugar; s ahi pode elle
produzr efTeilos satisfactorios. As parles mais
ricas do slo brtannico, os condados de Lancas-
felizmente pelos dous maiores poderes dusle
mundo, pela juventude e pelo amor. Em minha
vida nada ha prejudicado nem desanimado Nie-
guen me tem amado e eu nao tenho amado
ninguem.
S. Martinho, escriptor mygtco, falla com um
----------- -"a *.j* uiioiibu, uinu i/Viu uiu
sorriso disfsrgar o abatimento : ha um sorriso
goma cousa Era cousa qne lhe pareca lo r,a-
"' enA"e l's eslava consagrado pela indul-
gencia, pder-se-hia mesmo dizer.pela approva-
Cao de um publico tao numeroso Era preciso
uiu! *,d Allem,anha para nao conhecer
MeleHa e muitas mulheres semclhantes esta
que disfarga, pa'ra me aervirde'umaTxp'resVso! TMl* a'tl^'0"- ^ phrinceza Mmert, disse
um pouco vulgar, bem gigantescas pilulas; era "^'^"Z^l L ?"* 1aeVroo-
o sorriso que possuia nesta ocensiao a princeza m" "C'edad0!90renmnq',e se ""festa um mov-
Mamcrti. Sobre a f da encantadora luz com >W!i?,- 6 ,0 d,e PensaienlO- Wl ama
que se esclareciara a bocea e os olhos amados, "iV ,:,,?"'e C0'ua h?r?e- Sent que fei-
ia para lomar parte as lulas animadas em que
folgam os desuno de seu paiz, e loma-parte
Conrado repellia a evidencia e seu bom-senso
para offerecer de novo sua alma leal cttmo victi-
ma aos deuses depravados e mofadores.
i-t
com cuello, mas sem repuJiar
minina; longe disso, flzendo servir ao fim
sua natureza fo-
que
Entreunto elle rdobra de vigilancia para pe-'"5 i'" i J"?fe ,d.IS^" f!e"do 3ervir ao. ^ Qe
netror o mystcrio que o inquielava Obserou | L u2P \ -g aS' lod imPerio de seu
mais que nunca Arezzs e Ludini. Pareceu-lhe frMJrM1 P vu3. Pintar esle brilhan-
regeila todas as vantagens.cuja b.se nao desean
ga na juslica e na razao
sao urna reunio de grandes e de medias pro-
pnedades. Em um dos mais ricos, mesmo de-
f&SsdPjrszi* "2 Toa "' ,'dI-">"d- flih^rd^a;us;;oi;;s.eJsdoB,,,a,o st
di praxi, tas, ou depatava cada du com nos. sobre urna certa pnt- da heranra Ao es-
iculdades pral.c, nasc.das do cabos em que lado compre m.ervir regulan lo ess^d'ireo ora
a nossa legislara o e
cora especialidade
se aelia
e civil,
los mezes volviara apoz outros n'os'.a incer-
teza, at que, quasi no aerraejeiro fixei a minha
ha. E'que fui decretad urna nova Ki em
so allerou profundameiile urna das mais
is parles da nossa jurisprudencia, que
ptene ao mesmo tempo com os elevados prin-
i pi .- do direito e de econolmia poltica ; o es-
telo d'essa lei olferecia-me or tanto um campo
Tasto em que eu podia averilurar ao menos al-
guns p issos. Fallo da carta le lei de 3U de iu
; este anno sobre morgados. 1603, 1770 o
1 12 eram os tres grandes marcos millarios em
que o jurisconsulto linha de estacionar para es-
! idar a nossa legialaco vincular ; 1860 veio as-
sentar o quarto marco, c esta sem duvija a
mais importante c diflic.il eitagao, porque aqu,
tem de se passar a esponja por ludo quauto as
outras se aprendeu para acjiar n'esta lei s, a
ilucao de lodos os difllceis e enredados pro-
tS da legislarao vincular
no art. >: Pica revogada
.1 egislago anterior relativa
; li s, e gerjlmento
i rio.
Eis-me, pois, chegado ao
[uei pira e.ibogar o qubdro que vou apre-
sc-ntar-ros, c cujo desenlio nao abrange a mais
[ue abreves consideragees sobro as vanh-
, ns e incoa Tenientes dos morgado?, e consi-
porque a lei diz
especialmente tola
capollas e mor-
lo di a legislagao em con-
ponlo era que me
erara le de 30 de junho do
re rao s reformas, que a
ica eiigem d'estas instiluiedes.
i parte *^^3my^3K. SSSttJZZ&
oZSS: n1o8rs'demn?,:irara,OUmen,S,""e Cp-,menle S ^Ini^lSnu'^ia
uruinanmente nao se emprehendera quando o que as Ierras raclhor cultivadas nnn tres rein
bo sempre urna ar.rio m, ainda que tenha
por Um socorrer urna necessidade, ainda nola-
remos com Mr. Charles Dunoyer. que a indus-
tria carece de capitaes, e que uao basta por era
exercicio as faculdades induslraes dos irmos
mais novos e fazor-lhes sentir o aguilhoda ne-
cessidade, preciso dar-lhes m-ios de fazer um
emprego fructuoso de suas forcas.
mais quo nunca Arezzs c I.dini. Pareceu-lhe
que esies deus homens, apezar de seu concert
apparente, se persegutam com urna mutua des-
conianga, e que cada um delles procurava obler
um secreto enlrelenimenlo de Metella. Chegou,
com efTeito, a tarde mesmo do dia em que Ho-
henstaufen se tinha livrado x essas conjecluras,
que os hospedes de Mamcrti procuraram erlden-
temente expellir do salao onde eslavam reuni-
dos. Arezza sentado em sua poltrona tomou
urna atiludo elegiaca, declarando-se accommet-
tida de urna dr de cabega que a obrigava re-
tirar-se cedo ; Ludini, com um ar imponente,
prelendeu, seu turno, que urna seria corres-
pondencia o obrigaria egualmenle voltar ao
quarlo. Evidentemente, disse Conrado, elles
querem terminar o soire ; cada um espera que '
um niovimenlo apparente de retirada determine!
a partida real de quem o embaraea e o deixar
senhor do terreno.
le espirito o que se exige dss almas obscuras ?
Nao, certameute nao. No tempo era que eu a-
mava Metella com mais ardor, nao comprehen-
dia bem que seu amor fosse um thesouro do
quat eu nao poda ser o elerno possuidor. Co-
mo Ludini disse-lhe na outra tarde, com um
pouco de zombaria verdade. deve-se migar fe-
liz de conservar sua amisade. A amisade de
Metella e um Itvro de ouro em que se acha (oda
a verdadeira nobreza do nosso lempo : um dia
raeu charo principe, vos tereis log*r nesse livro.'
Nao, exclaraou Hohenstaufen ; ento eu
o espero, eu terei reencontrado minha patria ou
ao menos miuha bandeira; e minha passagera
travez de urna sociedade em que minha infan-
cia nao tem respirado, em que minha mocidade
tem soTndo, era que minha velhice seria op-
prtmida, me parecer mais que um sonho. Es-
tocado, senhor marquez, do acaso que
que. em urna das janellas do salao. o que suspei-
lava de seus rivaes. Nada mais fcil a executar
ao que esle projeclo. As casas italianas tem o
ar de ser disposlas para todas as peripecias dos
dramas amorosos. Entre dous caxilios da saca-
aa, urna especie de estacada junto muralha
tormava um canto donde se poda v6r, levantan-
ao a cabega, ludo o que se passava no salao.
Lonrado sentou-so nesto lugar, e cis-ehi o que
elle descobno:
ras sr^s ss! SfsSJSSalS?
immsMm mwmm
crrente anuo, com
razio e a ccotiomia
A quesillo sobremodo .
es morgados prendem ao meslrao tempo ordem
I pelas lT-iroes da familia, economa
pelos seus effeitos sobre a ri
i _:-_:iisarao politica pelara;
s que sem ellas, se dit
n mes mui brevemente sobrf cada um dos pon-
tos, quanlo o comportara as rlossasforjas, e para
' abusar das vossas respeataveis c'benvolas
o'.iences.
O elemento primario da sociedade a familia.
- ivacao c a consciencia provam que o ho-
mem o por sua natureza soci I, e desmenlem a
hypolhese do pretendido estado natural de Rous-
seau e Ilobes.
A f,:tnilia com effeito juin
contra desde os mais remlos lempos' do mun-
do, c desde a herda errante dos silvagens al
Importante, porque
buezi publici, e
nutengao de insti-
pereceriam. Di-
faclo, quo se en-
aos emporios da moderna fc
Olla a expressao natural e
cial da existencia do home
i impleto por si s para a
I acha na familia, diz u:n
criptor, um foco de tid'i e ac
c seus fins, assim como o est
tero ri" familia os meios par
:-. O horaeni, diz Mr. Ro
, como esla para a coran
n i |nra o estado, e como (j
C! ade.
Ao fado da familia liga-si
ti insniissa.0 da propriedade
-lio sempre cora a so!
Abrahao pedia Deus um fil
: de Damasco, seu eseravo,
i herdeiro No Egypto, na
c em Roma antes das leis das
i mesmo fado constantemente
culd ido de testar s mais tard
r -'.ornes e as legislagoes do
Parieu que Gans indagando
ivilisago, porque
a condicao essen-
ii. O homem, ser
consecugao ao seu
nosso distinelo es-
vidadepara todos
lio encoutra tam-
a consecugao dos
si, est para a fa-
una, como a cont-
estado para a so-
o da heraoca. A
'le paes para'lilhos
ciedade familiar.
io, para quo Ele-
n.io viesse ser
ersia, na Grecia,
2 taboas acha-se
praticado. A fa-
2 se enconlra nos
povos. Diz Mr.
s leis do Orieule
ti
FOL,nETIM
GllY LEVI\GST01\E
os principios rario-inaes e econmicos.
Eis-nos pois face face com os morgados. urna
das especies ou maneiras de dispr dos bens.
Por mais lados que se estude a queslao dos
morgados, nao nos parece que possi melhor ser
encarada as suas vantagens o inconvenientes do
que o foi no pieambulo da lei de 3 de agosto de
1770, isla como sendo por urna parle a insti-
tulgao dos morgados era "g-ral urna rigorosa:
morlisscao de bens,contraria ao uso honesto do'
dominio que o proprietario tem por direito natu-
ral, contraria justiga e egualdade com que es-'
ses be:isdeveriam ser repartidos rnlrc o* fllhos,
contraria por isso moltiplicago das familias ;
conlraria ao gvro do eommercio, que'dos mes-
mos bens era liberdade se pndia fazer; contraris
1 ulilidade publica, que se deriva das rereitas do
raeu real erario, empinlo o priva dassizas, que
provm da liberdade dos bens. e das successivas
vendas, que del la sao nMural consequencia, e
contraria ao bem commum dos povos sobro os
quacs recabe o peso das imposires publicas ; e
sent por outra parte a referida amonisacio ne-
cessaria aos goveruos munarchicos para o esta-
bcleciraenlo e COnservac&o da nobreza, e para gne
baja nobres que possam com decencia servir ao
rei e ao reino, lano na paz tomo na guerra.
Com effeito, deiaando de parle os ouiros incoo-
venientes, alias importantes, basta que os morca-
dos sejara contrarios justiga, egualdade e
econornia poltica, para que sua existencia en-
tre nos signifique um anachronisroo social, um
castello feudal em meio de ama nagao constitu-
cional, porque a h storia das instituiges vincula-
res a historia do feudalismo, t todava assim
os morgados repug-.am justiga e econornia
poltica, mas os morgaios vivera" enlre nos em
nome de urnas vanlagens imaginarias, cuja im-
portancia, juntamente cora esses inconvenientes,
passamos a examinar em breves consideragoes'.
Hi pouco consignamos o principio da liberdade
de testar com certas restrieces, mas d'ahi
faculdade de instituir um" vinculo vae lar-
ga difieren;a. O testador que em beneflcio de
um estranho ou de um filho dispoe de urna par-
le do sua fortuna, nai lesa niuguem, porque usa
do direito de legar o que seu ; mas o instituidor
de um vinculo nao eslabelece um herdeiro em
que se radique a propriedade da heranga, e que
desses bens possa dispr como proprios ; ao con-
trario cria uma sene infinita do berdeiros, que
apenas sao usufructuarios desses bens o cujo do-
minio o testador conserva perpetuamente em vir-
tude da instituicao, que ha de rege-los faUlmen-
lo emquanto exislirem.
Nem se diga que esta rrstncrao liberdade de
testar desanimar o pao de familias de emprchen-
der grandes Irabalhos.t precisodesconhecercom-
pleUmenti a nalureza humana para suppdr, que,
porque nao p le perpetuar o seu nome, nao ha de
o pac ter um forle cslimulo pira o trabalho no
propno amor paternal e no desejo de legar um
pouco de pao seus fllhos.
A instituicao vincular repugna justiga e mo-
ral, porque, entre o morgado e os fllhos*segundos
cria uma flagrante desegualdade tanto moral como
material:moral, porque assegura ao mais velho
e seus successores certa dislinc.o e nobreza so-
eras estas instiluices, cwuo sendo elles que
nao de transmiltir posteridade o nome Ilustre
de seu pac ; material, porque priva os-outros li-
Ihos de uma parlo da fortuna que elles ou seus
successores poduriara herdar.
E o que notamos acerca dos fllhos do institu-
dado das" partilbas, que concorre para exrilar
as lamillas uma aclividade favoravel ao pro-
gresso. das industrias e ao desenvelvimento do
eommercio.
Outro argumento se aprsenla ainda contra
o morgados, a indvisibilidade da trra ; e to-
dava justamente essa indvisibilidade que se
iz como arzumento em favor d'esssa insli-
ligao da propriedade immorel.
Vejamos agora quaes teera sido os resultados
a a liberdade da trra em F.anca. De um traba-
lho estalistico citado por Mr.'Baudrillart, v-se
que o valor da propriedade foi eslimado era
Franca om 1821 na cifra de 39,514,000,000 fr. e
em Ibol na cifra de 83,745,000,000 fr., isto qua-
si no duplo e no espago de 30 annos. A renda
?".e*n' *821 era eslimada em francos..........
J80.09< ,000 estimada no 1." de Janeiro de
18ol em 2,653,366,000 fr. Examinadas as cau
resu ZTn^^it^^\K^^t\'U que P"^ este augmento verificou'-se
lia rS..L5DZXd.ler. T^iPr0dUCU- SUlM'? d? Mr-^"oy-VSi oVe7SPfS 'noS-
sulados desfavorVveis a fiauo? .ri"^ "a" i JJel du1.ue de Brg'e na discussio sobre o
economistas teem sustentado por um e outro
lado as suas opinies, apresentando ejemplos de
varias nagoos em condiges diversas de desen-
volvimeiito agrcola, e sob o rgimen do le-
gislacdes diversas. Allegam-se vanlagens por
um e autro lado, diz-se por exemplo que a gran-1
de propriedade mais til creaci.o da raca '
ovina, du-se pelo outro lado que* a pequea
propriedade e mais conveniente raga bovina
o U esta mancira s apreciando a uroduego era !
um mesmo paiz em relago uma a outra pro- '
pnedade, smente avallando a diflerenga do va-
lor da grande propriedade, para o seu valor quan-
do part.di se pode bem calcular qual das pro-
pnedades raais productiva.
Entretanto nos, forcoso dize-lo, a grande
propriedade mmobilisada por vinculacao por
va de regra, a menos productiva. E' ura dr atra-
vesar por esse Portugal que Deus creou lo fer-
'r \aaass tr-rpor desbra- i?^riE^swr; sus z
gados.CFui' c^r\nf"^izPm nte Zrf-" dH" o^03" E"e ^ "? conW-ido deHa seo
(Coninuar-se-/ia).
Variedades.
Caracteres Ib contos do tempo.
AS PBJSOES DE HOIIENSTAIFEX.
IV
(Continuaco.)
Ja eram passados alguns das que Mamorli
tinha estes dous hospedes tao insupportaveis
, Conrado, e o pobre Allerao nao tinha ainda ou-
, vido a palavra da palna pronunciada em algum
i entreteniraento. Elle desejava obler alguraa ex-
plicarao de Metella, que elle nao podia mais ver
- A'cerca disto," elle resolveu-' .
se deixar o lugar e ir observar depois no par- i J rDlm e^,'1 nol,e m3S T0S5,5
une. em uma rfaa mmIimiu .i^_ ..."____".! i liscursos me provam uma verdade.: que ha
sobre a trra dous mundos mais separados do
que sao os planetas, no co o mundo era que
meu coragao se tem aberto. e o em que flores-
cem os amores de Metella."
No dia inmediato ao deste enlrelenimenlo.
a princcza Mamerti parta para Milo com Arez-
za e Ludini, somonte para ahi passar alguns das :
ella escreveu dcsta cidade Conrado uma carta
na qual lhe dizia. de estaes, meu charo prisioneiro. Sabis o que
medito ? Quero vos acompanhar s bordas do
lago de Cmo, ahi desejo esquecer-rae de mira
mesmo e vos fazer esquecer muitas cousas-. Eu
quero que o amor nos crie ambus era uma vida
nova.* Conrado lhe responda : cObtive minha
Iroca com um prisioneiro francez ; deixo boje
mesmo Mamerti, nao esquocerei jamis a hospi-
lalidade que ahi recebi. Adeus Vos me dizeis
algunas palavras de que estou profundamente
commvido, mas eu volto para sempre miuha
anliga vida. Eslou cerlo alm dislo, a f que
me vera de Deus o a experiencia que me vera,
dos homens |me teera ensinado, que nao se deve
procurar nova vida seno no co.
Pul iif. MoiENts.
(.Uoiiiteur universel.Manotl de Honorato.)
: r~rrz.>a *;.;
or
A'TODO TRANSE
POR
Jorge Alfredo Lhwrence
XXII
Sahiram-lhe da bocea pala-
vras insultuosas ; sua espa-
da bae pode sustenta-las com
valor.
Era em Paris por meiados de outubro : a esta-
g*io invernosa, fazendo reflu^ os habitantes, co-
megava encher a cidade. Mjihun e Levingstone
.ni chegado do sua viaglem Allemanha.
Guy, apezar dessa vida vagabunda, nao linha me-
lhorado de carcter.
Pliysicamente pouco tinha elle soflrido, por-
quanto essa vida afadigada, que csrtamente teria
quebrado certas conslituigoes, tinha apenas po-
dido emraagrecer-lhe um poico as feiges, azu-
lir-lhe com urna tinta mais carregada o encova-
ienlo dos olho=, e dar ura aspecto raais secco e
mais anguloso sua estructura massiga.
Ouanto ao moral, porm, nao era o mesmo ho-
mem. O jogo, que principio fra para elle uma
distraco accidental, tornra-se uma parte indis-
r ensarel de seu viver quotdiano.
Mohun nunca quiz dizer, e pode ser mesmo
tinha perdido nes
quo nao soubesse, quanlo el
ses poucos mezes ; mas despeito' de muitas
perlas gigantescas, elle fez arrebentar a banca
tuas vezes em Badn e Hanburgo a balanga
pendia lerrivelmenle do lado da perda.a ponto de
ter logar uma hypolheca connideravel, era a pr-
rr.eira feila por elle sobre
Kerlon-Manor.
renaimeutos qlie herd.iram, sem curarcm de o
augmentaren), rompeudo c arroteando os terre-
nos bravos que pertencem ao vinculo. Polcrao
dizer-nos que outras causas acluam para esse
lira, v. g., a falta de capitaes, e de estaboleci-
iiienlos do crdito hypolhecario, poderosos au-
xiliares da agricultura. Concordamos al certo
ponto, mas aiuda forcoso confessar que algu-
mas d essas causas nascem da propria institui-
cao vincular. A falla de capitaes, por exemplo,
nao existe realmente seno para a propriedade
vincular. Os capitaes correm sempre para onde
se Ibes off-recc ura lucro cerlo e um interesse
rasoavel ; e nao seno falta de emprego se-
guro na propriedade immovcl.que elles se lan-
gam em empresas arriscadas, laes como. cara>-
nhos de ferro, navegagoes vapor, fundos pu-
blico?, e oulras semelhantes. O pedido de ca-
pitaes para beneficiar uma Ierra nao pode res-
ponder pelas obrigages do devedor mais do que
pelos rendimentos, s vezes s durante a vida
desse devedor, hade sempre encontrar em res-
l'osl3 a incerteza ou a negativa. Se amanha a
trra livre, acabem-se os privilegios e as hv-
polhecas tacitas, haja uma boa lei hvpo-
thecaria c independenleraentc dos bancos t'erri-
loriacs, os capitaes affiuiro torra.
Isto a verdade confirmada centenares d'exem-
plos das naros em que essa lei vigora.
Objecta-se emquanto segunda questo, que
na Inglaterra, aonde ha os morgados e assubs-
liluiges, o valor da propriedade iramovel tem
augmentado, e a agricultura florescido conside-
ravelmenle. Assim na verdade ; todava rcsia
sa ; mas seu cantarada, que acabava justamente
de levantar-so do meio da ra, agarrou-o pelo
brago, dlzendo-lhe meia voz :
Delxae-vos disso, Alfonso.
Nenhum delles cuidou em affronlar o terrivol
as lindas trras de
U curso montono das disgipages de Guy foi
dentro em pouco inlerrompido por um aconleci-
tuenlo, quo deveria lorna-loimais moderado'.
Elle jantra com Mohun nos Trois-Frres-Pro-
vengaux, c ambos desciam muito tarde para os
boulevards, quando sua allenco foi altrabida por
(*J Fre Diario a. 278.
I
um grupo ruidoso em uma das ras eslreitas. que
desembocam na ra Vivienna. Cinco ou scisga-
rotos cercavam uma flaca moca, e preparavam-se
para um cerco em regra. acha'ndo apparenleraen-
le ura prazer extraordinario nassupplicas reite-
radas da viclima, para que a deixassem passar.
Jamis, nem os immoraes da Regencia depois
dessas ceias que passaram em proverbio, nem os
mosqueteros depois das suas mais desenfreiadas
orgias, leriamdado prova de uma brutalidade ao
implacavel para com uma mulhers e sem dte-
la, como muitas vezes succede esses lo >szi-
nlios, orgulhos da joven Frnnga.qnando se acham
repletos de um jantar de quarenta'osous, e desse-
liquido duvdoso, cuj palernidade Macn cora de
confessar.
Em loda a Europa nao ha mais bellos compa-
nheiros, do que os actuaos representantes da no-
breza franceza sangue puro ; nao ha no mundo
inlciro mais terriveis adversarios do que os ner-
vosos e bem exercilados soldados do imperador
Napoleao ; mas a decadencia das antigs iuslitui-
ces o dos velhos prejuizos, fecunda em resulta-
dos, fez brotar uma geragao inleira de garotos
atheus e debochadus precoces, os quaes projec-
tam friaraenle orgias, quando suas faces ainda
esto limpas de qualquer pennugem, c que, de-
pois de terem langado em sua effervescencia o
vigor de uma mondado iznobil c corrompida,
caliera cora a edade na calhegoria dos burgueses
avaros e pouco honrados, e dos polticos licuados
de botequins....
Outr'ora arrancaram os denles do dragao repu-
blieano ; mas esses denles forara semeados ao
longe, desie Dan al Beersheba. Anligos reinos
dos Capelos, dos Valois e dos Bourbons, trra na-
tal de Bayard o de Duglescin, podes orgulhar-!e
de lu progenilura cadmeana 1
Guy passava langando um olliar ndifferente so-
bre esla scena, quando chegaram seus ouvidos
os accenlos de uma voz supplhaole, quo nao ora
de uma Franceza, ainda que ella fallasse perfecta-
mente a lingua do paiz.
Com mil diabos diz elle appoiando-se no
braco de Mohun, creio que esses patifes accom-
mettom urna ingleza
E em tres longas passadas achou-se no meio
do grupo.
O encontr do suas robustas espaduas langou mo o que isto me cuslou.
por trra alguns dos aggressores, que cahiram de muitas porlas.
costas, direita e esquerda ; e depois seguran- Fazia muila compaiko ouvir o profundo suspi-
do pela garganta ao mais alto, o fez rodar um pou-1 ro desse coragao quebrado
co e cahir de costas no meio de um reg cheio de tio .. .. .u
agua, como se fosse umacrianca a mais fraca e
leve.
Arreda canalha ( diz elle dirigindo-se aos
dous ultimes, que estavam ainda em p.
Elles pozeram-se na perna inmediatamente ;
todava um d'entre elles, dislincto em dar pona-
nhi ella, sim ou nao, dado estes homens o
direito de que elle se tinha sentido tao ferido *
Eis o que ella no tinha querido lhe dizer. En-
tre ella e os muitos justos objectos de suas sus-
peitis, ella lhe tinha pintado ura sentiraenlo que
a mais engenhosa mythologia nao poderia expri-
mir por figura alguma ; nao era o amor, nem a
amizade ; nao era cousa alguma que se podsse
encarnar era uma carne enrgica e allva, nem
em um fr'gil e paludo envoltorio. Nao, para
representar esle nao sei que, por urna imagera
sensivel, faltara recorrer- um corpo de contos
burlescos como produz algumas vezes a phantasia
das pinturas ; faltava imaginar um ser condu-
zindo uma aljava e carcez, tendo um arco e
uma bainha, tendo ura oculo em lugar de urna
faja, e bem longe de dar a mao Folia suspensa
saia affectada da Razao.
Quando semelhanle imagera passava diante de
seus olhos, pode-se julgar o desespero irritado
de Hohenstaufen.
Tao verdaderamente, dizia elle Metella,
eu creio que vossa vida foi dominada pelo que
me mais odioso nesle mundo, por estes amores
ao mesmo lempo geiros e prudentes, tao ini-
migas de Deus e da verdade, quanlo ellas sao
amigas da menlira e dos homens, pela galana-
ria em urna patarra, eu qocreria esquecer at a
vossa lembranca. Eu desejaria antes descobrir
em yosso pessado essas paixes abrasadoras e
crueisdeque se guarda cicalrizes, como esses
lnguidos amores de que se uo conserva senao
manchas.
Vos sois um tolo, responda ella, protegida
Assim fallando, tirou-lhe da mao o rollo, que
ella linha.e osubslituio por uma carleira : e an-
tes que ella tivesse lempo para abri-la eu fazer
alguma observagao. elle seguio Mohun, por
quanlo, nesse inlerim, tinham chegado portada
I m narr,'.^;P.0,r,^l01 T" passaS"m livre Guye Quanlo conlinha a carleira ? O proprio Guy
ra?,"aPr en o\ dems '^:S:jPTS n m "- iitti^^ Poderia dize-lo; raas flcae certo que
mm0ar entre os denles essas estranhas blasph-w aquelle, que escreveu suas ms acco^s o sabe
tenipiar cali sicia, e Mo que seu comnanheiro san... i tt r.. i___i ._, _. ;. .
templar csl>i sce.ia, e vio que seu companheiro
eslava mais que om estado de fazer face s cir-
cumslaocias.
Estimo jue elles nao voslvessem atormen-
tado muilo, diz Leviogslone com bondade mo-
ga ; onde leis ? Muito prazer terei cm acompar-
vos. se assim m'o permiltis.
Ella deu-lhe o nome da ra, que ficava Ire-
zentos ou quatrocentos passos do lugar,-e tenlou
expressar-lhe seu agradecimenlo ; mas apenas
podia ouvir-se-lhe a voz en'recortada, e seus
olhos estavam cheios do lagrimas, prestes rola-
rem contra sua vontade.
Pobre crealura Desda ha rauito que nao ou-
vira palavras de polidez, e de benevolencia em
sua lingua materna
.i---- ,, i mvuiu que enes viesse ra para comer
Entretanto ella compoz o semblante depois de lansquenet forte. Era um lugar de*
i/tiric na.CAc mo tmram i,,,,t .. n Ai___^^__ a? 1 __ n **
alguns passos, que ueram juntos, e estavam
chegar aj lugar, onde elle so diriga, quando Le-
vingstone lhe diz :
Perdoae minha indiscripgao ; nao tehho di-
reito de dar-vos conselhos; mas pens que me-
lhor farieis em nao sabir sozinha muitas vezes
esta hora. E' arriscar sempre ura encontr des-
agradavel.
Emquanto ella responda, pJe Guy ver seu ru-
bor e seu ar afilelo :
Nao tenho ninguem para acompanhar-me.
Trabalho muilo : dosenho e pinto emquanto
dia, e tinha sabido para ver se podia vender ludo
que fiz hoje. Mas temo ser apenas uma arlista
bom mediocre; ninguem quiz me dar nem mes-
E no enlanto bali
... ... H w...l %..v', UlJlilKlli CUi UUl ('UIIIJ-
ps, love poruri listante uma relleidae bellico-
Talvez que eu tenha melhor gosto do que
elles, continuou Levingslone. Esses mercadores
de quadros sao de uma ignorancia absurda sobre
ludo que bom, quando offerecido por um des-
conhecido. Era todo o caso, vossas obras me in-
teressarar; corp,o urna lembranga desla tarde.
Queris deixar-tne ve-las? Prometi nao cri-
'iC>rts muito
jou-se elle. Ora' bem I isto meihor que mui,
tas de vossas extravagancias. Folgo de crer que
era breve vos veremos fundar um asvlo de cari-
dade.
No fundo do coragao o Tolho cynico feroz ap-
provav t Guy ; mas ainda quando se trat isse
de sua vida, elle nao poderia suster seu irnico
sorriso.
Levingslone nao replicou.
Elle linha o costme de deixar muitas vezes
sem resposta as observages de Ralph, ao quo
este ultimo nao dava atlengao alguma.
Alguns minutos depois chegaram era casa'de
Guy, onde encontraram perto de uma duzia de
homens, Inglezes e Francezes, os quaes espe-
am que elles viessera para comegarera um
net forte. Era um lugar d reunio
escolhido para este Din. Os verdadeiros jugado-
res preferiam-o s brilhantes reunioes do bair-
ro Breda : elles gostavam de fazer fortuna, ou
de lutar contra ella tranquilamente, sem serem
felicitados em seus successos, nom acabruohados
de pezaraes cm caso de perda por essas lindas
Phryns, e essas bellas Aspasias, cuja svmpalhia
asss dispendiosa, tanto mais quando"ellas lo-
mara sempre emprestado quera ganha, o s pa-
gam por sonisos e caricias, que custam ao^eliz
mortal, assim favorecido, perto de ciocoenta oa-
polees por pega.
Era um E len, do qual as Evas eram excluidas,
enessas noiles do Mercurialia a mais pirapona
Peri, que tenha alguraa vez trazido camelias, em
vao batera desesperadamente porla.
Era quanlo preparavam as bancas do jogo, Guy
poz-se contar sua recente aventura. Narrou-a
mu 3uccintamenle ; mas pensou que se a pas-
sasse nteiramente era silencio, Mohun o trahiiia
provayelnienle.
Ento levantou-se um grito unnime. Todos
qnizerarn ver as obras do genio desconhecido.
Levingslone comegou olhar attentamente os
d9s.cp.hos, e passou^oa seu vizioho mais prxi-
mo, dizendo :
Tenho vislo peiores 1 Nao tem asignatura,
fazer reinar no salao uma liberdade que cada um
saboreava. Finalmente, nao era cerlamenle de
materia sentimental nem mesmo galante que fal-
lavam. Metella tinha no olhar um ardor que
nada tinha de commum com os affectos geiros
do Minoro Os gestos do gracioso Arezza raesmo
demonstraran! as aliludes das conversages po-
lticas anles que as posiges dos ternos entrele-
nimenlos. Emfira Ludini levantou-se logo brus-
camente e lornou senlar-se com um jornal na
mao no qual elle leu cora energa ura artigo. Nao
erara segredos romanescos, eram segredos de
estado que Hohenstaufen espiava. Eis-ahi,
pois, disse elle, o objecto de meus cuidados d
meus ciuraes, quasi de minhas lagrimas Sor-
prend a feiticoiraem seu congresso nocturno. Su-
M da tortoras inauditas aos seres nleiramente
estranhos ac raui.do onde nasci, onde vivo, onde
quero morrer. Como elles mofariam do mim
nesie momento, se atravez da parolagem de seus
espinlos, elles podessem logo ouvir gritos esca-
pados do meu coragao! Nislo elle se engana-
va, assim como devia neste mesmo soire adqui-
rir a conviego. Elle calumuiava o honesto Arez-
za, um dos homens cerlamenle menos levados
servicias de toda natureza que se lenham jamis
encontrado sob o benigno co da Italia. Sera se
inquietar de ser ou nao visto, Hohenstaufen li-
ona sahido de seu retiro e tinha-se sentado era
um banco, aos ps de uma deusa de marmore
deKa\J\T7,T ahr,lransl,arcnle sua,s, i"" | eo tuno pode laze-lo, re
aetgadas. Arezza habilava era ura pavilhao cu- so banuueiro nara ln m
jas janellas se abriara sobre o parque; elle imagi-
nou, para voltar ao seu aposento, alravcssar a
ra em que Conrado eslava sentado. Vio o jo-
ven na atitude de urna profunda afflicco, e,
por um moviraento rreflectido. foi scula'r-se a
seu lado.
Que lendes vos, principe? lhe diz elle. Vos
vos retirastes cedo, e nos pensavamos que li-
ndis necessidade de repouso. O coude Ludini,
que entretanto tinha reclamado em sua cmara
por serios trabalhos, e eu mesmo que uma espan-
tosa dr de cabeca devia ter 4 muito conduzido
ao leito. Acarnos junto princeza, ligados por
uma longa conversago sobre os interesses de
nossa Italia. Temos avangado assim uma hora
impropria, e vos encontr s, de noile, sobre um
banco, era atitude de quem est possuido de uma
grande dr. E' no corpo ou u'alma que soffreis ?
Era um e outro caso, eu quereriu poder vos offe-
recer alguna allivio.
Entre os homens laes como Conrado, ludo o
que se parece ao movtmenlo de uma alma leal
sempre acolhido com fervor. Estas especies de
oaturezas cavalleirescas, como os broqueis sono-
ros oulr'ora pendidos dianto das tondas, reedam
ao menor desafio. Provoquem-nos aos comb-
tes mortaes ou as lulas corlezflas ; esto cerlos
que ellas vos responderlo. Enlao HohensUufeo
era joven, e sen coragao cheio de ura sofrimen-
lo amoroso, linha cerlamenle nesta mente italia-
na, urna invencivel necessidade de confianga. Em-
lira aquelle que lhe fallava, tinha sido una causa
de suas tristezas mais pungentes; e que nao co-
nhecia, nos soffiimentos esiranhos d'alma, este
mysterioso attrativo pelo qual passa-se logo para
aquelies de quera vos veera as dores'! Elle fal-
lou, pois, cora toda libardade ao confijenle im-
previsto que a sorte lhe enviava.
O sensivel marquez pensou n;;o poder melhor
lhe responder do que lhe fazendo conhecer a
niulher que era objecto desta cruel paixao.
Poz-se fallar de Metella
ramente sem perfidia,
MISCELNEA.
Lira garoto ura porteiro O Sr. Duval
esla em casa ?
Porleiro :Sim, senhor.
Garoto Pois que Gque ahi.
Porque roubastes esla carteira? perg-ontava
um raagislrado a um ratoneiro.
Sr. presidente, vencia-se hojo uma letra e eu
quera honrar a minha firma.
Que actriz insu jportavel, dizia um espec-
tador ao seu vizinho, que maneiras. que Hngua-
gem affectada nao tem nada de natural.
Perdo, senhor, tem um filho.
O barao Roihschili, quem a presenta 7a m
uma subscripcao, escreveu era trente de seu no-
rae a somma de 1,000 francos.
Observaram-lhe ento que seu lho fra BMS
generoso.
Meu filho p Je faze-lo, responden o espirituo-
nqueiro, para isso lera ura pai muito rico
Um amigo de Rossini mostrava-lhe ltima-
mente um retrato de Meyerbeer.
Nao esl parecido, disse o maestro ; islo nem
uma pholographia.
Asseguro-lbe que se parece muito!
Nao pode ser, meu charo ; Meyerber est sem-
pre trabalhando e eu ovejo ah cora os bracos
cruzados
A duqueza de Chevreuse escrevia uma de
suas amigas.
O duque de L...., curioso, approxiraou-se, e
olhando para a caria leu o seguate :
Nada mais le digo porque o duque de
um abuso de confianga esprei-
L... commetle
lando....
Oh duqueza que injustica 1 exclamou o Sr.
de L.... involuntariamente e"corando ao ver que
se atraigera.
Censurava-se ura visir por ter um carcter
pouco firme. << E' a este mesmo carcter, res-
pondeu elle, que devo-o cargo quo oceupo, e
ainda por elle que rae sustento uesse cargo. He
SO annos que vim ao mundo ; os dentes, que
eram duros, cahiram-me quasi todos; a lingua,
que nao o era, lenho-a ainda inleira.
Tendo a mulher de um frdalgo de Veneza
visto morrer seu filho nico, entregou-se raais
cruel dr. Um religioso procurava minorar a
sua afflicgo. Lembrae-vos, dizia-lho elle, de
Abrahao, quem Deus mandou que enterrasse
o punhal no seio de seu filho. e o qual obedeGeu
sem murmurar. Ah raeu padre, responden
ella com impeluosidade, Deus nao teria exigido
tal sacrificio de uma mi.
Ura alchymista, que se gabava de ter des-
coberlo o segredo de fazer ouro, pedio por isso
uma recompensa Leao X. Este papa, o pro-
tector das artes, fingi acquiescer este pedido
eo charlato lisonjeava-se j da sua grande for-
tuna. Quando vinna buscar a recompensa. Lean
----- --.....-. | X mandou-lhe dar uma grande bolsa razia, di-
coniiauou verdadei- : zcndo-lhe que ima voz que sabia fazer ouro
sem eegano e sem | nao precisava se nao de ama bolsa para c
mai'cia. O que elle era obrigado revelar |guardar.
Conrado sobre a princeza Mamerti o magoava al-
e eu nao vos drei a raoiada da autora uma toz
que nenhum de vos o prolector, que ella pode-
ria desejar. Muito pouco vos inconiraodaes cora
as bellas-arles.
Entre os hospedes de Guy aehava-se um cha-
mado Horacio Levinge, o qual era ura homem
paludo, trigueiro, rosto realmente bello despei-
lo do seu conloruo judaico, e da grossura exage-
rada de seus labios verraelhos e sensuaes. Seu
av, diziara, fra principio jogador de murro de
prolisso, o depois passra apostador celebre,
egualmento destiucto nestas duas honrosas car-
reiras pelas qualidades de velhacoscm escrpulo,
ao que devia sua fortuna. Seu pae linha aug-
mentado o patrimonio e a riqueza da familia por
sua prudencia na usura e sua afiuileza na agiola-
gem.
Horacio era um genlleman lirrc. sera outra
prolisso que nao fosse a de buscar incessante-
mente todos os gneros de deboches : calculava
seus prazeres, e dizera que linha um borrador e
um livro diario das soturnas desembolsadas para
salisfazer seus vicios.
Quando os desenhos lhe chegaram s mos,
olhou-os um momento, e jogou-os por ierra com
ura pequeo gesto de desam.
Levingslone, diz elle, snlo muilo transtor-
nar vosso romance, mas tenho muito particular-
mente o direito de reconhecer o loque da artista
Muitos de vos a conhecem, senhores, Fannv
Challoner 1 '
Como, pergunlou ura dos presentes, essa
pequea quera despedistes ha porto de tres se-
manas? Pobre rapariga! Ousarei dizer quo ella
nao devia ter sentido isso ; ella soflreu muito an-
tes do deixar-vos.
E' ella mesma, conlouou Levinge. Sua
modestia c seus principios de alta moralidade
que nunca pude domar completamente, tinham
dado principia um pouco de picante ao caso
coraprehendeis ? uma especie de gosto do tem-
porao ; mas por fin isto cangou-me horrivel-
mente. e en positivamente que ella linha uma
consciencia. Haver alguma cousa mais sem ca-
bimento? Uffereci-lhe quando sahio algum di-
nneiro mas nao quiz acceitar o disse-rae que
trabalharia por supprir honestamenlc suas ne-
ades. Eu a desafio : ella era aia quando a
proveito de seus talentos antigos. Fago-ros 03
meus comprimentos, Levingslone, respeilo de
vossa protegida, e quanto sua morada, se algum
de vos desoja sabo-la amanha di-la-hei.
Guy nao tinha ainda tido tempo de replicar,
quando Mo'nun tomou a dianteira. Em quanto
Levinge fallara, o roslo do coronel tornftra-se
muilo sombro e araeagador.
Nao morava seu pae junto de Walmer? E
nao era official meio-soldo ?
Justamente, respondeu o oulro. Elle mor-
(Correio Mercantil de Rio.j
reu pouco mais ou menos dezoilo mezes anles da
poca, em que enconlrei Fanny. Vos o conhe-
ceis ? E' interessanle. Desculpae minha emogo.
Sim, conheci-o, respondeu Ralph ; era um
gentlemau, e um hornera de boa familia. Sem
duvida por esSa razo que r^ao podestes concor-
dar muilo tempo cora sua filha.
E' um erro rauito espalhado que um fanfarrn
deve ser sempre cobarde. Seguramente Horacio
era exrepco da regra, a ser esta exacta. Nao
podia haver cousa alguma, que fosso mais tran-
quillamenle insolente, do quo seu tora de voz
quando elle respondeu :
Admira vci o coronel Mohun constitur-se
censor! Um Clodio, que se arrora em juiz eu
nao teria notado nisso. vista de sua vida passada.
As palavras com que Ralph respondeu-lhe, sa-
l ira m do mais intimo do peito, muito destincla-
mente, mas com um som extranho e cavernoso
o qual dr-se-hia produzido pelo effeito da dis-
tancia e da echo,como se ello as houvesse profe-
rido sob a abobada sonora de um vasto zimborio.
. Se fosseis prudente nao tocarieis em minha
vida passada. Nao prego contra a iramoralidade
somonte a brutalidade que acho muito desagra-
dare!.
Ole retorquio seu adversario, islo vera
ser o mesmo. Eu acreditara que lady Carolina
Mannering vos houvesse ensinado ser menos
severo para com os outros.
O amigo couraceiro levantou-se e deu ura pas-
so em frente, em quanlo as barbas e os cabellos
grisalhos irrigavam-se-lhe era torno do rosto, fe-
roz como o de um javali encurralado.
Se ainda ousaes pronunciar esse nome i
menos que nao soja com respeilo e veneragao
fare, por Deus Eterno, com quo as palavras lor-
nera-vos para a garganta !
Levinge tornou-se rubro de colera.
O sangue brutal do defuncto jogador de murros
servia ainaa em seu descendente. De mais elle
tinha bebido, e coma dizem os Francezes : c il
avail le tut mauvais.
Deste modo respondeu fria c lentamente, dei-
xanrdo cahir as ajilabas uma por uma, como a
saratva, que acoita as vidragas...
Eu citare esse nome quanlas vezes quizer,
ejuslamente com tanto respeilo, quanlo merece
pnrahi k T u t""""" c"" c' a,a 4-'uo u v jusiu ni eme com lano respeito, quanlo merec
nrnVLV, ? sabeJs. de ">o que lenta tirar a mulher de Mannering, posta na ra por seu ma
proveito de seus talentos an iaos. Faco-vos oa r do. o rnaaa 6' v H
rido, e vossa...
A palavra ignobil que elle linha nos labios nao
soou, porgue Mohun logo pz em pratica sua
ameaca. Sua mo direita parti por um impulso
sbito, que anles pareca um effeito mechinal do
que um acto de vontade ; e ferindo ao insultador
em cheio no rosto, o estendeu sem sentidos e la-
vado era sangue sobre o pavimento.'
( Confinoar-e-rio. ]
PERN. TYP. DE M. F. DE FARLA.188?.


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