Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09179


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Full Text

lili XXXVI. IDMERO 279
Por Ires mezes adianlados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
SUBIDO 1 DE DEZEMERO DE 1861.
Por anno adantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGAD03 DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrinode Lima :
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaly, o
Sr. A de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimaraes ; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PAKl'lDAs DOS L.OHKE1U3.
Olioda todos os das as 9 12 horas do dia.
Iguarass. Goianna e Parahiba as segundas
e sextas reiras.
S. Anto, Bezerros. Bonito, Caruar, Allinho e
Garanhuns as lerdas felras.
Pao d' Alho, Nazareth, Liraoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Sirinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da raanha
EPHMERIDES DO MEZ DE DEZEMBRO.
5Quarlo minguante as 3 horas e 40 minutos
J. "le.
12 Lu .-ova as 10 horas e 23 rainutus da manhaa
20 Quarto cresceute as 3 horas a 50 minutos
da manhaa.
28 La cheia aos 58 minutos da manhaa.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeiro ss 7 horas e 42 minutos da manhaa.
Segundo as 8 horas e 6 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL,
Tribunal do comraercio : segundas e quintas.
Relajo largas, feiras e sabbados.
Fazcida : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do comraercio: quartas ao meio dia.
Dito de-orphos: tersas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tergas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel; quartas e sabbados a urna
hori da tarde.
DAS DA SEMANA.
26 Segunda. S. Pedro Alexandrioo b. m.
27 Terga. S.Margaridade Saboia v.; S.Jozaphal.
28 Quarta. S. Gregorio III P. ; S. Jacob de M. f.
29 Quinta. S. Saturnino m. ; S. Illuminada v.
30 Sexta. S. Andr ap. ; S. Trajano b.
1 Sabbado. S. Eloy B. Novionense ; S. Nahum.
2 Domingo. S. Balbina v. m. ; S. Adria m.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUl.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Diss; Baha,
Sr, Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Marlins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa da
Faria, na sua litrarit praca da Independencia ns.
6 e 8.
PARTE OFFICIAL
Governo da provincia.
Expediente do dia 28 de novembro de 1860.
Officio ao juiz de paz mais volado ao Io ds-
tricto da Baa-Visla do Recite. Tendo om consi-'
derago o que expe Vmc. era sen officio desta I
dala, e havendo reconhecido era virtude de exa-
mes judiciaes feitos requenmento de Decio del
Aquino Fonceca e Feliciano Joaquim dos Santos'
que nao s o livro da qualidcagSo deste anno. co-;
mo a copia do alistamento de votantes dessafre-i
goesia forara falsificados, tendo-se substituido
uns nomes e alterado outros, alera de mais vi-
cios, cuja existencia se demonstrou, verificndo-
se assim a hypothese j decidida pelo governo
imperial em aviso de 29 de outubro ultimo, do- j
termino a Vmc. que proceda chamada dos vo-,
tantes para a eleigo de eleitores. que ter lugar'
em dezembro prximo pela qualificaco do anno
passado, vislocomo pelas rases dadas nao pode!
servir a do correte anno, como determina o arl. I
9i da lei de 19 de agos'o de 1846
Dito ao juiz de paz mais votado de Taquarc-'
tinga.A consulta que faz Vmc. em seu officio1
de 4 de oulubro ultimo est resolvida pelo que
prescrevera o art. Io do decreto n. 1812 de 23 de
agosto de 18>6, o o aviso de 13 de dezembro de '
1848, de cujas disposices se evidencia que o
eleitor que muda de residencia, ou que nao est
qualificado, nao pode fazer parte das mesas pa- i
rochiaes.
Dito ao coronel commandanle d3S armas. |
(Jueira V. S. expedir as suas ordens para que no
dia 2 de dezembro prximo vindouro. anniversa- :
ric natalicio de S. M. o Imperador se tormera era :
grande parada os corpos de l1 linha inclusive a
compatihia do artfices e marchem reunidos aos
corpos da guarda nacional as 4 1(2 horas da tar-
de para o Campo das Prucezas.
A guarnido da praca ser feila pelas pragasda
guarda nacional, que nao marcharem, para o que
icara expedidas as convenientes ordeos, enlen- i
dendose V. S. com o respectivo commandanle
superior cerca do detalhe da parada.
Dito ao mesmo.Respondo ao officio que V.
S. me dirigi, sod n. 1251, e data de 23 ao cor-
rente, declarando-lhe que, de ronformidade com
o disposto no aviso circular da repartido da guer-
ra de 6 do dezembro da auno passado, autorisei
c consclho administran o comprar com brevi-
dade para fornecimento da enfermara militar,
que se tem de estabelecer na villa do Ouricury!
os objectos e medicamentos mencionados na re-1
lacu que acempanhou o officio do delegado do!
cirurgo mor do exercito, que se refere e de!
V. S. com cxrlus.lo das camas, banheira, bancos I
de retrete, e banquetas de raadeira, visto ser o:
transporte de semelh.iotes objectos muito diflicil
t dispendioso, e poderem se obter naquella villa. !
Dito ao Sr. Pedro C. von Sohstein, cnsul da |
Hollanda.Respondendo ao officio quenesta da- I
ta me dirigi o Sr. Pedro C. von Sohstein, cnsul I
de llojland/i, tenho declarar-lhe que Oca expe-I
dida a portara solicitada para a sahida do subdi- i
to hollandez Siebolt Zeul, que se relira para a
Europa:
Aprovcito esta occasio para reilerar ao Sr. !
cnsul os protestos de minha estima e conside-
rarlo.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Lstando nos termos legaes a relago e prels jun-
tos, mande Y. S. pagar Simplicio los de Mel-
lo, conforme requisitou o commandanle superior
da comarca do Brejo em ofilcios de 5 o 6 do cor-
rente os venciraentos nao s dos guardas uacto-1
?aes destacados n'aquella villi durante o mez de
outubro ultimo, mas tambera do corneta do bata-
lhao n. 35 da mesma guarda nacional, relativos!
aos mezes de jullio setembro deste anno.Cora-
municou-se ao commandante superior respectivo.
Dito ao mesmo. De conformidade com a sua !
informacao de hontem, sob n. 1241, mande V.
S. pagar a quanlia de 32JMO0 rs. despendida pelo I
2" cadate 2" sargento do 8o batalho do infanta-
ria Cypriano de Souza e Mello com o aluguel de
urn cavallo que conduzio da villa de Ouricury
para esta capital o archivo da 5a companhia do
mesmo batalho, como se ve do recibo junto
era duplcala.Comrauuicou-se ao commandanle
das armas.
Dito ao mesmo. Resiiluindo a V. S. a conta
c relago juntas em duplcala, o autoriso man- '
dar pagar a Jos Rodrigues da Silva Rocha a
quanlia de 9178820 rs., em que importara dille-
rentes objectos e madeiras, que forneceu ao con- '
selho administrativo do arsenal de guerra para o
presidio de Fernando, visto nao haver inconve-
niente nesso pagamento, segundo consla de sua
informacao de 26 do corrente, sob n. 1235.
Diio ao mesmo. Nos termos de sua informa-
cao de 20 do corrente, sob n. 1236, mande V. S.
pagar ao naturalista Luiz Jacqnes Brunel os rs.
26G666, que venceu da gratilicacao de 800JJ0OO j
rs. annuaes que se lhe mandou obonar por aviso
do ministerio do imperio de 21 de junho desle
anno.
Dilo ao mesmo.Em vista dasconlas. que de-
volvo. mande V. S. pagar a quanlia de 1838000
rs., em que importam varios objectos comprados
pelo conselho administrativo do arsenal de guer-
ra para o commando superior da guarda nacional
de Garanhuns, pois que, segundo coasla de sua
informacao de hontem, sob b, 1241, nao ha in-
conveniente nesse pagamento.
Dilo ao mesrao. Autoriso a V. S. a mandar
pegar nos termos de sua informacao de hontem,
sob n. 1216, dada cora referencia da conta-
doria dessa thesouraria, a quanlia de 20$ rs.,
despendida cora o transporte era candas das pra-
cas do 4o batalho ide arlilharia a p, que nos
mezes de maio, junho e julho desle anno foram
enviadas para o hospital militar, afim de serem
all tratadas, como se v dos papis que de-
volvo.
Dilo ao cesmo.A'vista dos ofcios por copia
inclusos, mande V. S. entregar ao raajor com-
mandante do rorpo da guarniro desta provincia
Herculano Sancho da Silva Pedra a quanlia que
julgar conveniente para orcorrer ao pagamento
das pragas do dito corpo.D-se sciencia ao co-
ronel commandanle das armas.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Logo que for possivel, mande V. S. pagar em vis-
la do competente certificado, a quanlia a que li-
vor direito a companhia Pernamburann por ha-
ver mantido em hora estado a conservado do
canal do Adquirida, no trimestre decorndo de
15 de agosto desle anno 15 do correte mez,
segundo rae declarou o director das obras publi-
cas era officio de hontem, sob n. 313. Commu-
nicou-se ao director das obras-publicas.
Dilo ao director do arsenal de guerra.Mande
Vmc. entregar ao almoxarife do hospital mili-
tar a caixa e estojo de instrumentos cirurgicos,
que se compraran] para a extincta enfermara da
villa Bella, e existem anda nesse arsenal, segun-
do declarou o delegado do cirurgio do exercito.
Communicou-se ao coronel commaodante das
armas.
Dito ao mesmo.Ponha Vmc. disposigo do
commandanto do 4o batalho de ar'.ilharia a p 8
boceas de fogo com a competente palamenta, fi-
cando prevenido de que a companhia de ariices
devo fazer parte da grande parada no dia 2 de
dezembro prximo vindouro, anniversario natali-
cio de S. M.o Imperador. Communicou-se ao
commandanle das armas.
Dito ao delegado de Cabrob.Constando de
informago da thesouraria de fazenda de 26 do
corrente, sob n. 1231, que os vencimenlos do
destacamento de guardas Dacionaes desse ter-
mo sSo superiores s forjas da collectoria da villa
da Boa-vsta, acabo de recomraendar a expedico
das convenientes ordens para que o mesmo des-
tacamento seja supprido com as quantias de que
poder dispor aquella collectoria, devendo Vmc.
mandar receber o mais nesta capital, ou procu-
rar quem so incumba nao s desse supprimento,
mas tambem do dos presos pobres por nao exis-
tir collectoria provincial nes3a comarca, devendo
essa pessoaj ser inderanisada era vista das com-
petentes contas e prets.
Desla maneira fka respondido o officio que
Vmc. me dirigi em 3 do corrente.Officiou-so
thesouraria para a expedigao dos convenientes
ordens.
Dito ao delegado de polica do Ouricury.De
conformidade com o que mo requisitou o cora-
mandante das armas em officio de 27 do corren-
te, haja Vmc. de alugar ah urna casa que offo-
rega as melhores commodidades para quarlel do
corpo de guarnico desta provincia pondo-a
disposigo do major Herculano Sancho da Silva
Pedra, commandanle inlerino do dito corpo.
Communicou-se ao commandanle das armas.
Dito ao delegado de Serinhera.Declarando
en nesta data ao juiz municipal desse termo que
procedeu elle de conformidade com o art. 20 do
regulamento, n. 120, de 31 de Janeiro de 1812,
quando requisitou do commandante do destaca-
mento pracas para escoltar criminosos; assim o
communico a Vmc. para seu conhecimento, e a
lira de que evito quanln poder discussoes e con-
flictos com as autoridades constituidas por serem
sempre prejudlciaes ao servigo publico.Officiou-
se ao referido juiz municipal nos termos de que
cima se falla.
Dito.Acenso a recepeo do officio que em 25
de outubro ultimo me dirigi o conselho de re-
vista da guarda nacional da comarca de Garanhns
communicando que, nao tendo o presidente da
cmara municipal comparecido, por doente, no
dia marcado para a sua reunio, resolveu elle
addia-la para outro dia, por isso que s camra
municipal funecionava enlao sob a presidencia do
vereador mais votado, e nao achava o mesmo
conselho na lei .-oluco duvida que essa cir-
cunstancia lhe fazia occorrer, isto se devia
aquelle vereador fazer parle do conselho, em-
bori estivesse presidindo a cmara, que funecio-
nava.
Em resposta ao cilado officio cabe-me dizer-
lhe que menos bem tomada foi a deliberaco do
consolho de revista da guarda nacional de'Gara-
nhuns de addiar a sua rcuno nicamente pelo
motivo indicado, que nao pJe subsistir, nem
dar lugar a duvida proposta ; por quanto, ainda
que nao soja expresso, decorre todava do espi-
rito da lei, que no oso vertente devia o mesmo
conselho convocar o vereador immediato em vo-
tos para substituir ao presidente elTectivo, que
dera parle de doente, sendo elle substituido na
presidencia da cmara pelo vereador a quem
competisso^ como so acha declarado pelo aviso
n. 88 de 17 de julho do 1818 para os consclhos
municipaes de recurso, o qual pela idenlidade
de clrcumslancias applicavel materia.
Dito ao juiz muniripal de Villa Bella.Trans-
miltndo a Vmc afim de Ihes dar o convenien-
te destino os tilulos inclusos dos suppleoles do
juizo municipal do termo de Flores, nomeados
por portara desta data, recommendo a Vmc. os
faca scietitcs de que tenho marcado o prozo de
dous mezes, contados de hoje, pan preslarem o
dovulo juramento na forma da lei, depois do
qual, nao o fazendo, se entender que lera re-
nunciado a noraeacao.
Dito ao director das obras publicas Mande
Vmc. fazer urna guarita para a guarda da cadeia
do termo de Nazarelli, conforme me requisitou o
cliefe de polica em officio de 27_do correle, sob
numero 1533.Coraraunicou-se ao chefe de po-
lica.
Portara.O presidente di provincia, tendo
ouvdo as reparlges compelentes, resolve con-
ceder a deraisso que pediram os guardas da ex-
tincta mesa do consulado, addidos alfandega
desta capital, Luiz Gonzaga ie Senna e Francisco
Egvdio de Luna Freir.Corarauuicou se the-
souraria de fazenda.
Dita.0 presidente da provincia, lendo em
vista as informace3 das reparlices compelen-
es, resolve conceder Jos Candido de Souza
Castro, a demissao que pedio de guarda da al-
fandega desta capital.Communicou-se the-
souraria de tazenda.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao quelhe requereu o soldado do dcimo bata-
lho de infamara Joo Cancio da Silva, e tendo
em vista a informacao do respectivo comman-
danle, resolve conceder-lhe tres mezes de licen-
ca com venciraontos pira tratar de sua sade
dentro da provincia.Coraraunicou-se ao cora-
mandante das armas.
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasileira
de paquetes vapor mandem dar passagem para
a corle, por conta do miHisi'erio da marinha, no
vapor que se espera do norte, ao ex-primeiro
raachinistado vapor Thetis, Francisco Rodriaues
Branco, que vai prestar contas Coramunicou-
se ao commandanle da estaco naval
Dita.O Sr. gerente da companhia pernam-
bucana mande dar transporte para o Rio Grande
do Norte, no vapor Iguarass, em lugares do
oslado, ao Dr. Adelino Antonio de Luna Freir,
sua mulher e duas irmas.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao Dr. Hisbello Florentino Correa de
Mello.S. Exc. o Sr. presidente da provincia,
manda acensar recebido o officio cora dala de
23 do corrente, no qual V. S. participa ler en-
trado no gozo de quinze das de licenQa, que
lhe foi concedida por portara de 10 deste
mez.
OESFACHOS DO Dll 28 DE NQVEMBnO DE 1860.
Requerimenlos.
3212.Diogo Baptisla Furnandes.Informe o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda, ourindo
o Sr. inspector da alfandega.
3213. Francisco Egydio de Luna Freir.
Passe-se portara concedendo a demissao pe-
dida.
3214.Jos Candido de Souza Castro.
Pxsse-so portara concedendo a demiseo pe-
dida.
3215.Luiz Gonzaga de Sena.Passe-se por-
tara concedendo a demissao pedida.
3216.Manoel Thom Fialho do Albuquerque.
Informe o Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial.
3217.Manoel Zeferino Candido.Informe o
Sr. Dr. chefe de polica.
3218.Samuel Power Johnston& Companhia.
Aprsente o suoplicante coota dos objectos
vendidos, devendo descriminar a importancia de
vveres, se os houve.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
em ernambaco, na cidade do
Recite, 30 de novembro de 186O.
ORDEM DO DIA N. 51.
O coronel commandanle das armas declara que
no dia 22 deste mez.em virtude da deliberado da
presidencia communicada em officio do dia ante-
cedente, passou a exercer interinamente as func-
cesde ajudanle do corpo de guarnigao desta
provincia oSr. alteres do 9o batalho de infanta-
ria Luiz Antonio de Ferraz Jnior.
O mesmo coronel commandaule das armas
determina que na manhaa do dia Io de dezem-
bro prximo vindouro se passe revista de mostra
aos corpos movis do exercito aqui existentes, e
as companhias soladas, pela ordem seguinte :
As 6 horas companhia de artfices, s 6 e
meia ao 2o batalho de infanlaria ; s 7 ao 4o
de artilharia a p ; s 7 e meia ao 9o; 3 8 ao 10,
ambos de infanlaria ; e finalmente s 8 e meia
companhia Dxa de cavallaria.
Assignado.Jos Antonio da Fonseca Galvo,
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo.
alteres ajudante de ordens interino do com-
mando.
ADDICIONAL A DE N. 51.
Em cumprimento da ordem da presidencia
communicada era officio desta dala com referen-
cia ao aviso do ministerio da juslica de 12 desto
mez, declarando achar-se tambera comprehen-
dlda na dispo3ir.o do aviso circular de 16 de ju-
lho ultimo, que prohibe as rennics da guarda
nacional at o fira de dezembro vindouro. a for-
raatura para soleranisar o anniversario natalicio
de S. al. o Imperador, determina o coronel com-
mandanle das armas, que considerada do ne-
nhura effeito a sua ordem do dia n 50, na parte
que diz rcspeito primeira brigada da guarda
nacional do municipio de llecife, arrume somente
a brigada coraposta dos corpos de linha, toman-
do a companhia fixa de cavallaria o lugar desti-
nado ao 6" batalho da guarda nacional.
A brigada sob o commando do Sr. coronel Luiz
Jos Ferreira dever estar na posico que lhe
foi designada, as 4 horas da tarde, e no Campo
das Priocezas as 4 e meia.
Assignado. Jos Antoxio da Fonceca Galvo.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo,
alferes ajudanle de ordens interino do com-
mando.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
Lisboa.
12 de novembro.
No dia 4 do corrente, segundo a lei decretada
em 16 de julho de 1857 que altera urna disposi-
co da carta constitucional, leve lugar a abertura
solemne do parlamento.
El-rei o seu irmo o infante D. Joao tinham
regressado da sua visila provincia do Alemtejo,
havendo sido em todas as localidades victoriados
com verdadeiro enlhusiasrao. A folha official
concluio hoje os succinlos boletins desla jornada,
cujo alcance econmico adrainistralvo e poltico
desejaria ver tratado por alguma ou algumas das
oossas melhores pennas.
De Portugal se pode dizer quo o paiz ignora-se.
Cada qual sabe do seu campanario o como que
se peja de oceupar-se daquillo com que se creou,
preferindo-lhe por ventura os nadas eslrangeiros.
E' deflelo muito velho. Causa-nos certo as-
sombro e eslranheza quando vemos os eslranhos
darera o devido apreco s nossas cousas.
Acaba agora de sahr.por exemplo.dos prelos pa-
risienses um livro substancial e assaz conviJalivo
pela lingoagem,le Portugal el ses coloniesJe
Mr. Vogel. Assira que chegou a Lisboa a pri-
meira romessa de exemplares, desappareceu, an-
tes mesrao do a annunciarem. Seja como fr,
considero quo seria de grande vantagem nacional
ura vasto relalorio, escriplo com a possivel im-
parcialidade e a maior lucidez, sobre o estado
actual do paiz.
O governo limitou-so aos migros boletins nesle
primeiro captulo de excurso real, talvez para
evitar melindres e nao offender susceptibilidades.
as ulteriores digresses de chefe do estado pelas
oulras provincias, succeder o mesmo, e perde-
se realmente um bello pretexto.
Vollando porm aos fados, aqui lhe transcre-
vo a falla do IhroDO, pronunciada no dia 4 :
Dignos pares do reino e senhores deputados
da naco poHugueza.
E' cora a maior satisfago que rao encontr no
meio do v3.
A minha presenca no centro da representado
nacional, offerece-me occasio, quo approveilo
com o mais decidido empenho, de manifestar so-
lemnemente o meu profundo reconhecimento,
pelas demonstraces publicas de afTecto e dedi-
cagao quo em toda a parte recebi dos povos con-
fiados ao> meu cuidado, na visila que acabo de
fazer provincia do Alemtejo, em companhia do
meu presado irmo o serenissimo infame D.
Joo.
Tenho o prazer de vos commtinicar quo nao
sofTreram inlerrupgao as nossas relages com as
naces eslrangeiras, mantendo-se inalteraveis os
termos de boa inielligencia e amisade em que
temos estado com todas as nacoes alliadas.
Continua a inspirar o maior'interesse o meu
governo o desenvolviraenio dos meios de com-
rannicaco do paiz; a observancia das leis appro-
vadas neste ioluito, e a apresentaco de novas
propostas para se proseguir no mesmo sentido,
oceupam devidaraenle a solicilude dosmeus mi-
nistros.
Acha-se completamente assegurada a Iran-
quillidade publica na provincia de Angola. Os
auxilios que por vos foram votados para se con-
seguir esle fim, raanifeslam o inleresso que jus-
tamente vos inspira esta parto da monarchia.
Cabe-me a salisfacao de agradecer aos habitantes
da capital daquella provincia as manifestaces de
jubilo com que receberam meu muito presado
irmo o serenissimo iofanle D. Luiz, na sua via-
gem, frica occidental medidas de melhora-
mento tamo daquella corao de oulras das nossas
importantes possesses, sero em breve apo-
sentadas vossa coosideraco.
Tem augmentado o rendimento dos impostos
indirectos.
Em seguida reforma dos paulas maior a
recefta das alfandegas, o que demonstra que as
alteracocs efTeituadas na legislaco fiscal, nao
prejudicando os rendimentas pblicos, nem os
luteresses bera entendidos da industria nacional
constituirn um beneficio apreciavel para o con-
sumidor, sera que nenhura inconveniente viesse
attenuar esle importante resultado econmico.
O prego dos nossos fundos atiesta o mesmo lem-
po a tendencia do melhoramenlo do nosso cr-
dito. Ao vosso exame sero apreseutadas as ne-
cessarias medidas para que a siluago da fazenda
publica se torne em breve to satisaloria como
possivel cousegui-lo.
Merecera a seria attenco do meu governo a
escolha dos molos que pdem a prompta e im-
parcial applicagao da juatiga, e assegurar ma-
gistratura judicial todo o prestigio, ndispensa-
vel ao exercicio das altas funeges que des-
empenha. Seris chamados a examinar as pro-
postas que, sobre o assumplo, o raioistro de
repartigo competente dever apresenlar-vos.
Pelos ministros das diversas repartiges vos
sero tambera apresentadas as medidas necessa-
rias para o melhoramenlo dos differentes rumos
de administrago publica. Espero do vosso zelo
e da vossa inteligencia que haveis de concorrer
para que todos possaraos continuar a demonstrar,
com o exemplo do nosso paiz, que as insttuicoes
constilucionaes, fielmente respeiladas. asseguram
corao enhum outro rgimen, o bem eslar e o
progresso de um povo iliuslrado.
Est aberta a sesso.
Foi sol de jiouca dura. No dia 5 era decretado
o ajdiaroenlo ds cortes para 7 de Janeiro pr-
ximo, e no dia 6 echavam-se Lovanicnle as por-
tas do congresso. Nao obstante os attendiveis
motivos que o ministerio tem para aconselhar
coroa esta medida inquestionavelmenle na es-
pbera das attribuigocs do poder moderador,o
flddiamenlo nao agradou.
A verdade que as praxes conslitucionaes in-
dicam este processo; nao se addiam as sessdes
legislativas sera se abrirero, mas o paiz, que
muitas rezes se regula mais pelo bom senso que
por convenges, nao sabe explicar a formalidade
inul.l de urna abertura solemne, acompanhada
de uw programma official de trobalhos, exposto
pelo soberano do alto do throno, tendo esse acto
de ser, 24 horas dopois desmentido pelo mesmo
soberano
O governo leve de acceitar o orgamenlo feto
pelos seus antecessores, e votado ultima hora,
segunde o deploravel sysiema de quasi lodos os
paze3 ende vigora o rgimen parlamentar. Nes-
le curioespaco de lempo, o projecto de orga-
menlo que se fzesse nao podia inventariar e
dcscrevir as necessdades publicas ; era harmona
com o verdadeiro pensamenlo da nova adminis-
trago : alm do que, abrtndo-se as corles em
novembro, mediariam oilo mezes entre a sua
apr-senlago e o principio do anuo econmico
ern queteria de vigorar.
A transferencia do praso da abertura das c-
maras foi urna idea infeliz, que poe o governo
em diDculdades. Todosgostam de passar o na-
tal era suas casas, sendo para notar que os depu-
tados nonos solicilos em acudirera ao seu posto
sao osda maioria.- Talvez fosseesso o motivo do
addianento
A' roite os ministros convidaran por deferen-
cia tmara a urna reunan particular na secre-
taria) reino e ahi derara as suas expheages.
avultando a necessidade que ha de regularisar
convencnleraente o servigo em harmona com o
novo sysiema de fazenda, o que nao praticavel
tendo> governo de assistir aos trabalhos do par-
laraerto.
A oiposico tem feilo o seu cavallo de batalha
do adliaraento e ainda mais por que v, cada
vez raiis definidas, as probabilidades de urna dis-
solug.
Era urna poltica mais franca ter dissolvido
agora acamara do que aguardar para d'aqui a
dous rrezes.
Nao sei que esteja assentada positivamente a
dissoluco, mas creio que ser esse o desfeicho
mais provavel. Entretanto proceder-se-ha a urna
fornada de pares em que varios de nossos carac-
teres mais conspicuos sero contemplados. Ouvi
fallar era Joaquira Filippe de Sourc, ministro de
estado honorario, o nosso historiador Alexandre
Herculano, o anligo deputado da Beira Jos da
Cosa Souza Pinto Basto, etc., etc;
Mesmo issim, nao creio que o governo S3 aba-
lance irrefluctidaraeute s eventualidades de urna
eleigo geral.
O escesso r.os principios de tolerancia inaugu-
rados pela frimeira regenerago, tem atado as
mos aos miiislerios no que diz respeito exo-
nenco das autoridades administrativas. Con-
servam-se e !em-se conservado rauitas, que nao
poden repreienlar a confianca da situaco. Se
asdeixarem ios dislrictos e "conselhos a'hoslili-
sar por sua cnta a poltica do governo, e sobre-
ludo com a nova lei eleitoral, o resultado das
eleigoesser muito arriscado para o gabinete.
A par dcsles embaragos possiveis e provaveis
que tornan menos lisongeiro o futuro da situa-
co actual corren boatos de desintellgencia en-
tre os "ministros que se nao tem fundamento
como presumo concorrem para gaslar a forca
moral do governo. Urna eleicao geral, quanto
mais tarde ftita, menos probabilidades tem de
ganha-la qualquer minislerio.
Esquecia-me dizer-lhe que, apezar das iras da
opposigJo contra o addiamenlo. o conselho de
estado poltico approvou-o por unaniraidade, nao
obstante acharera-se all dos mais aguerridos ad-
versarios do gabinete, como Joaquim Antonio de
Aguiar, etc
Publicou-se a lei da reformadas reparlices de
fazenda, comprehetidcndo a secretaria de -lado,
thesouro publico, etc. Ha grande augmento de
pessoal e a continuago do sysiema de retribuir
mal o servigo, o que o atraza, multiplicando des-
necessai ament o numero dos pequeos funecio-
narios.
Anda nao apparecerara os decretos collocando
os novos empregados. O ministerio da fazenda
tem guardado um misterio impenetravel, e todos
os que pertendem, que sao muilos, andnra por
ahi pendentes da mais viva curiosidade.
A comtnisso permanente das pautas subs-
tituida por um conselho geral das alfandegas.
O mappa comparativo do rendimento das al-
fandegas de Lisboa e Porlo, depois da reforma
das pautas dos mais lisougeiros. No mez de
outubro ultimo, o rendimento destas alfandegas
excedeu em 82.1179361,0 votado, o em 92:295^479
o de igual mez no anno lindo.
Nao me occorre mais nada que por agora pos-
sa interessar os seus leilores. Joo Caetano ain-
da nao definan,mas est em ensaios a Uama deS
Tropez no theatro normal para a sua estreia.
Inaugurou-se hontem o circo Price, de exercicios
eqnoslres. A Gazzaniga conseguio Tazer furor
na Sapho do nuestro Paccini.
L.
P. S.Falleceu o almirante sir Charles Napier,
conde do Cabo de S. Vicente- Sao bem conhe-
cidos o servigos relovantes que o almirante pres-
tou a causa da libertado portugueza. Prmeira-
menle agraciado com o Ululo de visconde do Ca-
bo de S. Vicente por S. M. a rainha D. Mara II,
foi mais tarde elevado ao titulo de conde pela
mesroa soberana.
Era grao cruz da ordem porlugueza da Torre e
Espada. Tinha 74 annos de idade. A penso
que recebia de Portugal hereditaria e tica para
osuccessor da sua casa.
A noticia da sua morte, chegou a Lisboa no din
9 do corrente pelo telegrapho. A nossa armada
toraou lulo por tres dias.
Fecharam-se os debales do julgamento da
moeda falsa dos cor-ros do Judicibus, que se
suicidou na cadeia do Limocro. Em virtude da
deciso do jury, o juiz da Ia instancia condem-
nou os reos assim :
D. Joanna da Salvaco de Judicibus, degredo
para a frica por 3 annos; D. Francisca de A-
sis Pereira, degredo para frica por 3 ap.nos;
Joao Gros, degredo para o ultramar por 15 an-
nos ; Joaquim Ignacio de Basto, 2 anno. de pri-
sao; Domingos Jos Marques GuimarPs degre-
do para frica por 3 annos "com 3 me zes' de pri-
sao ; Joo Castanheira, 3 aonos r>.e priso Os
outros reos foram absolvidos. A sess-ao durou
urna semana. Deve comegar dentro em pouco o
julgamento do assassinato d amulher que foi en-
contrada n una caixa as r- edreiras do Ro Secco.
O par do reino Joao dr,. silva Carvalho, man-
dou vir de Beroe, e aprtsenlou no seu camarote
no theatro de S.Carl.-o,, urna rapariga chamada
Mano Luiza Bubiu., 8uissai que fora aia de 8eu9
filhoseque po-, indueges da polica chegou a
suspeilar-se ctu6 seria a assassinada.
A' ultima hora.
Beunio-se hoje (12) o conselho de ministros,
diz-se que para se tomar urna resolugo defini-
tiva sobre a nomeagao de novos pares do reino.
Parece que tambem se tratara da dissolucao das
cortes.
Corren alguns rumores sobre a substituico do
actual ministro da guerra Belchor Jos parces
pelo visconde da Luz, que nesle cargo Gzera par-
te da ultima administrago.
O conselheiro Bodrigues do AraarM, ex-go-
vernador de Cabo Verde, foi nomeado director
elTectivo da escola polytechinica de Lisboa, lu-
gar que pertencia ao actual ministro da guerra.
RIO DE ,I.V\F.Ill(l.
9 de novembro de 1860.
Por decreto de 6 do corrente foi nomeado len-
te substituto da faculdade de direilo de S. Paulo
o Sr. Dr. Joo Theodoro Xavier de Mallos.
Foram nomeados: cavalleiro da ordem de Chris-
lo, o padre Jos Matbias Ribeiro; official da im-
perial ordem da Rosa, o commandanle superior
da guarda nacional da capital da provincia do
Sergipe Paulo Freir de Mesquila Barreto ; e ca-
valleiros da mesma ordera, os Srs. Vctor Hey-
raam, Quintino Jos de Faria, Joo Caetano Ri-
beiro, Dr. Thomaz Henrique Tanner, Carlos Luiz
do Nasciracnto.
Por decreto de 6 do correte foi jubilado o Sr.
Augusto Muller, na cadeira de paisagem da aca-
demia das Bellas-Arles.
10-
0 Sr. tenente-general baro de Suruhy pedio
e obteve exoneracc. do lugar de ajudante-gene-
ral do exercito.
Acha-se exercendo interinamente as funecoes '
do mesmo lugar o Sr. coronel Francisco Carei-'
ro de Campos.
rorara nomeados :
Official da imperial ordem da Rosa, os Srs. Dr.
Jos Antonio da Fonseca Lessa e Francisco da
Cruz Silva Res;
Cavalleiro da ordem de Aviz, o Sr. Dr. Joaquim
Candido Soares de Meirellcs ;
Cavalleiro da ordera de Christo, o padre Pedro
Antonio de Alraeida.
Exonerou-se o Sr. Dr. Carlos Ferreira de Sou-
za Fernandes do lugar de commissario vaccina-
dor da provincia do Espirito-Santo ; e D. Mara
-Antonia Franco Martins da cadeira de instrueco
primaria da Pona do Caj.
13-
Foram nomeados :
Oflkial da imperial ordem da Rosa, o Sr. Dr.
Manoel Jos de Paiva.
Cavalleiro da mesma ordem os Srs. Jo's Anto-
nio da Fonseca Lessa e Francisco da Cruz Silva
Res.
18
Por decreto de 6 do corrente :
Foi reformado Henrique Jos de Araujo, com-
mandanle superior da guarda nacional do muni-
cipio de Santo Antonio de S, da provincia do
Rio de Janeiro, no mesmo posto com as honras
daquelle lugar.
Tiverara merco da serventa vitalicia :
Antonio Jos MachaJo, do officio de escrivao
de orphaos do termo de Brotas, da provincia de
S. Paulo
Ezequel Bueno de Campos, do officio de escri-
vao de orphaos do termo de Mogymirim, da mes-
ma provincia.
Fui perdoada a Patricio Teixeira Mendes a pena
de dous meze3 de priso que lhe foi imposta por
sentenga do juiz de direilo da comarca de Cam-
pos da provincia do Ro de Janeiro.
Foi commulada em 800$ para o Imperial Ins-
tituto dos Meninos Cegos, a pena do 6 mezes e
nieio de priso simples, c multa correspondente
a rnetade do lempo, imposta por sentenga do ju- '
ry da corle a Jos Colho Vieira.
Por decretos de 12 e 13 do corrente.
Foi apresentado :
O padre Joo Baptista de Araujo, na Igreja pa- i
rochial de Nossa Senhora da Conceico d'Agua
Suja, na comarca ecclesiaslica de Minas-Novas,
do arcebispado e provincia da Bahia.
Concedeu-so ao bacharel Bernardino de Sena i
Dias a demissao que pedio do lugar de juiz mu-
nicipal e de orphaos do termo de Anadia, na pro-
vincia das Alagoas.
Foram nomeados:
O bacharel Serapio Euzebio da Assumpgao,
juiz municipal o de orphaos do termo de Anadia,
na provincia das Alagoas.
O bacharel Eugenio Augusto do Couto Belmon-
le, juiz municipal e de orphaos do termo de Trai-
p, na mesma provincia.
O tenenle-coronel Zozimo Ferreira da Silva,
coronel commandanle superior da guarda nacio-
nal do municipio de Santo Antonio de S. da
provincia do Rio de Janeiro.
O capito Silvestre Pereira da Silva Coquciro,
tenenle-coronel commandante do batalho de in-
fanlaria n. 35 da guarda nacional da provincia do
MaranhSo.
O major Dionysio Gongalves Villarinho, lenen-
te-coronel chefo do estado maior do commando
superior da guarda nacional do municipio de S.
Gongalo da provincia do Piauhy.
Antouio Cardoso Soares, tenenle-coronel com-
mandanle do corpo de cavallaria n. 13 da guar-
da nacional da provincia de S. Pedro do Rio
Grande do Sul.
O capito Ireno Jos Topazio, tenenle-coronel
commandanle do corpo de cavallaria n. 42 da
guarda nacional da mesma provincia.
O capilo Cesario Antonio Lopes, major com-
mandanle da secgo de batalho da reserva n. 2
da guarda nacional da dita provincia.
O capito Francisco Nicolao Falkenbak, major
commandanle da secgo de batalho de reserva
n. 30 da guarda nacional da dita provincia.
O lente Antonio Marques da Rosa, major
commandanle do esquadroo avulso de cavallaria
n. 5 da guarda nacional da dita provincia.
O alferes Francisco Galdino Ramos, major com-
mandante do esquaduo de cavallaria avulsa n.
5 da guarda nacional da provincia do Piauhy.
Francisco Henrique Brando major comman-
dante da secgo de batalho da reserva o. 1 da
guarda nacional da provincia das Alagdas.
Foi reformado Josselioo Joaquim de Menezes,
tenenle-coronel commandante do batalho de
infanlaria n. 19 da guarda nacional da provincia,
do Rio de Janeiro, no mesmo posto.
Fez-se merco a Benedicto dos Santos Malla da
serventa vitalicia do officio de tabellio escrivao
do orphaos do termo de Guarapary, da provincia
do Espirito Santo.
Permittio-se a Joo Getulio Monteiro do Men-
donga, serventuarlo vitalicio de um dos ofcios de
escrivao de appellages e aggravos do tribunal
do comraercio e tabellio dos protestos de letras,
e Felicio Veriato Braudo, escrivao de ausentes
do municipio da cirio, o permutarem entre si os
respectivos ofilcios.
Por decreto de 16 do corrente foram nomeados:
O bacharel Amcrieo Vespucio Pioheiro e Pra-
do, juiz municipal e de orphaos dos termos reu-
nidos de Santos e S. Vicente, na provincia de
S. Paulo.
| O bacharel Jos Joaquim Ferreira Valle, juiz
i municipal e de orphaos do termo de Itaperainra
, na provincia do Espirito Santo.
O bacharel Joao Nepomoceno Xavier de Men-
donga juiz municipal e de orphaos dos termo =
reunidos de Itaborahy e Santo Antonio deS. n
provincia do Rio de Janeiro.
: Foi removido o juiz municipal e de orphao=
, l.uiz Antonio Fernandes Pinheiro. dos termo<
| reunidos de Itaborahy e Santo Antonio de Si
| para o de Cantagallo, na provincia do Rio do Ja-
, neiro, por assim o haver pedido.
Foram reconduzidos:
O bacharel Francisco de Paula Los dos Guima-
raes leixolo, no lugar de juiz municipal e de or-
ptrnos dos termos reuiidos de Camela e Baiao
na provincia do Para.
O bacharel Francisco Fernandes da Silva no
lugar de juiz municipal e de orphaos do lermo
de ubatuba, na provincia de S. Paulo.
Foi aceita a desisleicia que fez Manoel Joa-
qun de Carvalho, da serventa vitalicia do offi-
cio de escrivao de orbaos do termo de Sanio
Antonio da Patrulha, da provincia do Rio Gran-
de do Sul.
20-
Pelo vapor Mrquez de Caiian, entrado ante-
nonlem, temos datas de Porto-Alegre al 6 do
Rio Grande al 11 e de Santa Catharina al 15 do
corrente.
Osjornaesque recebemos nao conlm nolicia
alguma de interesse.
No dia 5 installou-se em Porto-Alegre a assera-
bla provincial com 18 deputados. A eleigo da
mesa deu o seguinte resultado :
Presidente, o Sr. Joo Dias de Castro ; vice-
presidente, o Sr. Joaquim Vieira da Cunha ; se-
cretarios, os Srs. Manoel Antonio da Cruz Vianna
e Firmino de Azambuja Rangel.
Publicra-se no Jaguaro o primeiro numero
do jornal poltico a Lei era substituico do antigo
rri6no do Povo. Havia muila a'nimago na-
quella localidade em relago a eleices, e trata-
va-se de comprar urna nova lypog'ranhia para a
publicagaode ootra folha.
O vapor Apa, da companhia dos paquetes, che-
gou ao Rio Grande no dia 9, com algumas ava-
rias as rodas, e, depois de l-las reparado, se-
gura para Montevideo no dia 10 s 5 'i horas da
tarde.
Recebemos jornaes do Cuvab at 23 de se-
tembro.
A 22 de agosto chegou aquella capital o novo
chefe de polica Dr. Jesuiao de Souza Martins, e a
23 tomou posse do seu cargo.
As eleiges municipaes lizeram -se all, e em
alguns pontos do interior de onde havia noticias,
sera oceurrencia noiavjl. as do Livramento
deram-so algumas irregularidades que, segundo
a Imprensa, as tornaram nullas.
Tinha partido de Villa-Mara para as matas do
Cabagal urna forga de 150 pragas de linha e de
guardas nacionaes contri os negros fgidos e de-
sertores quo se diziam aquilombados para aquel-
le lado. At ultima data nao havia noticia do
resultado dessa expedigo.
Temos dala de S. Paulo al 17 do corrente.
Nesse mesmo dia devia tomar posse da presi-
dencia da provine* o Sr. conselheiro Antonio
Jos Hcnriques.
Estavara concluidos os aclos do quinto auno da
faculdado de direilo.
Consta-nos achar-se nameado chefe da segn-
gunda directora geral da secretaria de estado dos
negocios da guerra o Sr. general F. Feliz da Fon-
seca Pereira Pinto.
21-
Pelo Apa, entrado hontem, recebemos folhas
de Montevideo al 13 do corrente, de Buenos-
Ayros at 11, e do Paran at 31 do mez pas-
sado.
Montevideo ficava em vsperos da eleigo de
representantes e senadores, que devia ter lugar
no dia 25 deste mez.
Apezar de todos os proteslos do governo de
raanler a liberdade devoto, o Pueblo, jornal op-
posicionista, queixava-sc dacoaegoe dos meios
vexatorios que empregevam as autoridades su-
balternas.
Com data de 6 do corrente baixaram tres de-
cretos relativos suspenso do tratado do i de
setembro.
O governo, remettendD-os commsso per-
manente para a sua promulgago, acompa-
nhou-os de urna exposigo de motivos que pela
sua importancia aqui reproduzimos integral-
mente.
Poder execulivo.Montevideo, 6denovera-
bro de 1860.O poder execulivo tem a honra de
apresentar a V. 11. por CDpusauthenticnsurr. de-
creto do governo do Brasil cora data de 29 de se-
tembro ultimo, e os que elle mesmo julgcu ne-
cessario expedir com esta data. O primeiro so
acha indicado com a letra A, e os outros cora os
ns. 1, 2 e 3.
O poder execulivo julgou ndispensavel pro-
mulgar estes ltimos para precaver prejuzos que
as rendas publicas, o coramerrio de gado, a in-
dustria de carnes, e o comraercio de transito evi-.
dentemente soffreriam se se adiassem al rca-
nio ordinaria da honrada assemblja as meditas
econmicas que elles contero.
Ainda que o decreto numero 1, no conreito
do poder execulivo, nao necessite de sanego pre-
via da honrada assembla, desde que ura dos al-
tos poderes contratantes rescindi por si a esli-
pulages e concessoes reciprocas do referido tra-
tado, declarando-o suspenso desde o Io de Ja-
neiro prximo futuro, o que para n3 outros na-
da mais pode nem deve importar, seoo a annal-
laco do referido tratado, nenhum curaprora.:s-
so, nenhuma obrigagac que delle se derive po-
de ficar subsistindo a respeito do outro, fuzen-
do-se lgicamente, desde esse momento exten-
sivos aos productos, da industria brasileira, com-
pensativamente Uvorecidos, os mesmos direi-
tos com que a vigento lei da alfandega grava
os productos semelharitos das demais nages.
Destruida por acto do governo imperial a ra-
zo de favoc e axcepgao, deve subsistir a rrgra
geral, e isto em principio esl comprehendido
as altribuiges administrativas do poder execu-
livo.
O decreto numero 2, pelo qual se supprime
o direito de 4 por cento de exportaco sobre as
carnes preparadas no paiz, consequencia forgo-
sa da depreciago desse artigo era razo do augw
ment de eslabelecimeutos de charque no Rio da
Prata, da concurrencia livre dos da provincia li-
miirophe, e da limiaco dos mercados ondea
carne se consom. A depreciago desta traz ne-
cessariamente a do gado destinado a fomentar
essa industria, posto que o seu valor estimativo,
como hoje acontece, esteja em relaco com o
prego que os xarqueadores pode-.n offerecer, vin-
do o dito imposto a pozar indirectamente sobre a
produego.
Era geral os dreitns os mais convenientes, qf.ando o estado exporta-
dor nao possue o monopolio dos gneros que ex-
porta ; a respeilo porem da carne, que, ou pelas
despezas de preparago e transporte, ou pelo
primitivo systema de elaborago a que ainda es-
l sujeita, nao t*mi mercados ampios corao os de-
mais productores naturaos, estando limitada aos


()
DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBADO 1 DE DEZEMBRO DE 1860.
do Brasil e de Havana, onde soffre a ncTren-1 demals productos da industria nacional, e estan-
cia dos,paizes productores, e*so dirviio lano ido o poder executivo autorisado pelo or. 2o da
xnais prejudicial o gravoso, quanto o favor de lei de27 de junho de 18G9 para diminuir ou sup-
que guzava em uto desaes m*eesdoa, e que lhe< artmtr o direito de exportadlo obre as carnes e
iaci.lu.va competir vantajosanaenlc com as carnes I farinhas, substituindo-o por outro, que ea,uiva-
de seu proprio territorio, j cessou em vjxtude do Iba em quantidade ao dircilo diminuido ou sup-
aclo que o poder executivortraz ao conhecimenlo primado.
de V. II. Desdo eulio m posiroes nao se pode-
runa restabelecee, pondo as carnes cm perfeila
igualdade com as do Br-azil relativamente a di-
leitos, senao reduzindo o de exportado, que Rra-
va act talmente as nossas, e facilitando-lhes des-
le modo os meios de competir com aquella* nos
mercados consumidores.
Ainda roesmo sem o incidente que occorreu,
a honrada assembla havia desde principio re-
conheiiJo s inconveniencia do direito de expor-
tarlo sobre as carnes e as farinhas, aulorisandoo
poder executivo para diminui-lo ou suprimi-lo
com as condigoes eslabeleudas na lei de 4 de se-
tembro de 1859
: Quaulo aos arts. 2. e 3. do decreto n. 2
V. H. observar que o poder executivo previnio
o ni ais essencial desss condigoes, subsiituindo o
direito suppriiniJo pelos 2 U/0 addicionaes, que
se devem perceber desde o 1. de Janeiro, afec-
laudo eventualmeule, e como dobrada garanta
da putiiualidade com que se deven continuara
pagar os juros e araorlisjgao da divida publica, a
parle das rendas genes, quo fr iiecessaria ; sen-
do todava provavel quo tal caso nao se de.
Fiea soraeule por cumprir a condicao da lei,
pela qual deve-se obler a approvagao legislativa
Tendo-se providenciado por decreto desta
data a substituido do citado aireito, o nao sen-
do quaolo ao resto, possivel obler o consenlirnen-
lo previo que o citado arligo requer, por causa
ds urgencia do caso o da inconveniencia de con-
vocar uxtraordtunamente a honrada assembla
em das de excitarlo e de comicios pblicos, 0 po-
der executivo accorda e decreta :
Art. 1," Desde o 1. de Laneiro prximo fu-
turo, a carne em mantas, de Tumeiro o salgada,
ou de qualquer outro modo preparada para a ex-
portadlo, ser livre do direitos.
Art i." Tara o caso eventual de que os ra-
mos destinados divida publica nao chegarem
completar a somiua que aonualrneule absorvo o
pagamento da amortizago e dos interesses, as
rendas publicas supptirao a quantia que faltar ate
que a lei marque para esse servido o imposto es-
pecial que julgue conveniente.
Art, 3. O presente docretoscr levado des-
de ja ao conhecimento da honrada commissao
permanente, e em lempo opporluno honrada
assembla geral.
Art. 4. Communique-se, etc.
Berro. Tilomas Villalva.i>
Ministerio da fazenda.Decreto n. 3.Man-
para quea medida tenha forga de lei. No docre-; tcvido, 6 de novembro de 1860 Requerendo
lo n. 2 se expe n razio que o poder executivo i com urgencia o commercio de, transito, colloca-
jul^uu coricludetile para nao dilTeri-U at s pro- | do em siluaglo comparalivamcnto desvantajosa,
limas sesses da honrada assembla- Neuhum medidas eicazes que nao o desviem de seus ca-
peiigo Iraz comsigo a suppressao itntnediata dos, rainhos uaturaes, o estimulen) pelo contrario sua
4 por cento sobre as carnes, alm de que pal- animaeao e desenvolvimenlo, com reciproca coo-
pavel a inconveniencia de convocar tiesta quadta veniencia das transaeges mercantis e progresso
a honrada assetnbla, sem ler ao menos a seg-, do l'aiz, o P. Ex. accorda e decreta :
ratina de que ella se possa reunir em poucos i Art. 1. As mercaduras cm geral, adrailli-
dias ou de esperar o periodo ordinario das ses-j das em deposito nosarmazens do estado, que se
ses, dexando passar estrilmente o lempo pre- reembarcaren! para transito das alfanegas da
ciso dos Irabalhos, prejudicando todos os nego-
cios, todas as especulaces, que com ellas so re-
lacionara. *
Coilocado nesta alternativa, o poder execu-
tivo nao duriduu nssumir a responsabidalo das
d:s,losices coudas no decreto a que se refere,
persuadido do que obier um voto de indemni-
dade guando reunirse a honrada asseurola ;
esperando entretanto, que a honrada commissao
permanente olhar este assumpto da altura em
que a collocam o tacto poltico o iilustraglo de
seus membros.
Una vez resolvido o poder executivo a es-
perar da benevolencia da honrada assembla ge-
lal e do V. H. a approvaclo das medidas a que
foi impellido por motivos extraordinarios, por
exigen ias de aclualidade, pareceu-lhe que devia
aproveilar a occasiio para fazer ao commercio
de transito as concesses que esto determinadas
no decreto n. 3.
o pensamento da aboliclo dos depsitos pa-
ra o dito commercio nlo de agora. Completa-
ba o quadro das rnodicaeoes da lei vigente da
alfandega, que o poder executivo linha prepara-
do, e que nlo foi possivel presentar opportu-
namente por causa da deficiencia material de
lempo o dos objectos de gravidade e importancia
que oceuparam a alinelo da oilava legislatura
no ultimo peodo de snas sesses Ficpu per-
ianto adiada, cora as outras reformas que se pto-
jeelavam, para o periodo .seguinto Entretanto
appareceram nos paizes viziuhos aconlecimentos
c reformas por tal modo radicaes era suas leis de
alfandega, que lazem sentir dobradanu-nle a de-
mora (ue temos lido em modificar as nossas,
avancando sempre, porque a quietarlo ao lado
dos que marchara verdadeiro progresso.
_ Se esta verdade riccessit.asso de demonstra-
Cao, o Lodar executivo especialmente com refe-
rencia ao comroer.io de transito [aria chegar ao
conhecimenlo do V. II. as reclaniaccs do com-
mercio e as instancias do mais importante povo
do lilloral, justamente impressionado pelas fre-
quentes tiolacdes do que se faz pelo seu extenso
etico territorio. A regular por elle o commer-
cio de transito de um modo nalteravel quanto
fer possivel, pondo o departamento do Salto cin
situacao de competir ventajosamente cora os que
lhe sao ig:iaes em posicao e progresso. fazendo
extensivo o beneficio ao commercio em geral,
dirigem-se todas as franquezas concedidas no
decreto n. 3.
Na suppressao da arraazenagero, a respeito
das mercadorias destinadas ao transito, tiloso
uffendo nenhum direito adquirido, pois que a
empreza a que temporariamente pertence ao ra-
Kepubiica, licaro isenlas do pagamento de ar-
mazenagem pelo piazo de um anuo, contado do
da em quo se abrir registro aos navios que as
importa rem.
Art. 2." O prazo para os effeilos j deposita-
dos se contar desta dala era diaule.
Art. 3." As mercadorias dosliuadas ao'traa-
sito do Sa'.to, aos territorios limilrophes por San-
la Rosa e oQuaraim ou vice versa, licario isea- j
las do direito de ex-lingage.
Art. 4. O porto da colonia Cea declarado de .
baldearlo e deposito, devendo este ultimo come-,
car ler eteitc, logo que a lei providencie quan- !
lo ao pessoal, e s despezasdos armazens neces-
sarios.
Att. 5." O poder executivo propor honra-
da asscniDli'a no periodo inimediato de suas ses-
ses as modfieares nue a experiencia aconse-
Ihar, da le vigente da alfaddega, e todas as fran-
quezas que est disposto a conceder ao commer-
cio interior e exterior.
Art. G. O prsenle decrelo ser levado ao
conhecimenlo da honrada commissao permanen-
te e honrada assembla geral com as conve-
nientes nfurmaces, licando cargo do ministe-
rio da fa/.enda regular os depsitos.
Art. 7. Communique-se, etc.
Berro.Thomas Viilalva.
O Sr. Dr. Dellifim Huergo linha sido reconhe-
cido no carcter de cnsul geral da Repblica-
Argentina.
C.liria cm Montevideo boato do que una cm-
presa brasileira ia cslabelecer muito breve um
camitiho de ferro do Salto Missiones, para o
qual iim commissario j andava examinando o
terreno. Nao sabemos quo fundamento pode ler
essa noticia.
O viga rio geral da repblica havia dirig lo
fre Antonio Francisco de Orzievi, visitador da I
ordem do S. Francisco de Assis, urna pastoral'
censurando o procediraento de fre Antonio P.i- |
lernoslro, religioso da ordem, suspenso in, totun
desde marco ultimo, por ler offendido pela im-
prensa o mesmo viga rio geral.
Km urna reunilo do Cufc Liberdade que Uve-
ra lugar no da de filiados no thealro de Sahi. |
linha sido norceada urna comtnis-lo [encarregsda
de dirigir os Irabalhos eleitoraes no'sentido das!
ideas de seus consiituintes composta dos Sis. ;
Jlo Francisco Gir, Hanoel Pereira, Dionisio
Coronel, Jlo Santiago Susbiel, Cirios Juanicn,
UaldouiiTO Taladriz, Joaquina de Idogag, Lou-
reutino Uoraes, Eduardo Ximenes, Vctor Corti-
nas e loao G. Corla. Essa commissao pareca
representar os interesses contrarios ao Club In-
nio. nao deixar de receber a quantidade assig-1 depe/i/enca a eonslituirao.
nalada no ornamento geral, haveudo-se com-
ludo ntido previamente o seu consentimento.
Opoir t xccu ti vo por outro lado pensa quea
armazenagem tilo propriaraente um direito na
rigorosa accep;o desta palavra S imposto o
alugoel dos edificios destinaos a depsitos de
mercadorias Inferindo-se dalii que para ser
equitativo nao deve elle exceder o verdadeiro
costo dis mesmos edificios.
Eslabeleeida esta regra, deduz-se tambera que
a isen((i da armazenagem nao se pode susten-
tar cm principio alguna, por mais libera.-3 que
sejam aquellos que servem de bas.: legislarlo
aduaneira de qualqner paiz, porque justo quo
o comercio cm geral retribua cora gualda Je os
cabedaes que se emprega-n em seu proveilo e em
Beguranca e garanta dos capilaes depositados.
Ni i obstante sto, seja com o lira de equiparar
distancias ou condicoes desventajosas relativa
mente aos porlos, saja com o lim de concentrar o [
commercio un alguns lugares, ou por competen-
cia de litera ismo, um svslema contrario preva-
lece em tomo de nos, determinando a linha de
conducta que devenios seguir, at quea boa har-
mona que deve existir entre uaces vizinhas, as
comedien ias reciprocas o os tratados ponhatn
termo s coicpelencias que pdem ser nocivas,
e facam dos paizes do frata um ampio mercaJo
com iguaes liberdades e franqaezas.
O poder executivo nao julgou necessario
Bupprimir a ex-Ungage, que pela le da alfande-
ga a melado da armazenagem, U destino especial
desse ramo, posto_quo lemporariamente tenha ou-
tro, c a conslmcco do caos, guindastes e mais
apparelhos destinados facilitar a carga e des-
caiga das metcadorias, ne quo ordinariamente se
consumera fortes quantias. sendo actualmente
indispetk-avel continuar os esforcos aiim dealar-
gar asdo:as da alfandega piincip'al, dando mais
extensao rampa interior para commodidade do
commercio e celeridade de suas operaces Por
outro lado a proximidade do ancoradouro e a tno-
diciJade comparativa das dspotas permiltem
conservar esse direito sera quebra do nivelamen-
1o que se procura ; e smeule no Sallo, por mo-
tivos especiaes de localizado, julgou-se necessa-
rio siipptimi-lo.
Exposla suicintamenle as razoes em que se
baseou para expedir os decretos, que se seguem,
o poder executivo tem inteira confianca de que
a honrada assembla se dignar presta*r-lhes sua
approracao, assim como espera tambera que
V II. nao recuar o valioso contingente de sua
coop^raclo para obt-la.
Dos guarde V. IT. por muitos annos.-
Bernardo P. BerroThomas Villalva.-.' hon-
ra la commissao permanente.
Ministerio da fazenda.Decreto n. 1 Mon-
tevideo, 6 de novembro de 1860.Sendo' conse-
cuencia ;"orr.osa da suspenso do tratado de mo-
dificacoes de 4 de selembro do 1857, que deve
ficar sem effeilo do 1." de Janeiro prximo em
dianle por um acto do governo imperial o resla-
belecimento do commercio externo em seu equi- ,
liono anterior, app icaudo-se com todo o direito n.V "|L"
as disposicoes da lei do alfandega aos productos'*.?, -e
uaturaes e agrcolas do Brasil, favorecidos condi-' c.0"l'l,Sa "
conalmtnte com 4 0(0 de importado (5 0i0 des- y-
A queslo da falsiflcago de eseriplaras de tr-
ras continuava a oceupat a alinelo Jo governo
e da imprensa;
De Duenos-Aytes as noticias mais impoilautos
sao as seguales:
Havia partido para a Conceicao do Uruguay,
afim de reunir-se com o Sr. Derqui e o Sr. ge-
neral Drquiza, o Sr. go-ernador general Mitre.
Acompanliava a S. F.\c. o Sr. ministro da guerra.
Alguns davam a essa conferencia um carcter
poltico ; outros porm a allribuem a ura simples
con Tile de amizade do general Urqniza.
Na ausencia do governador, assumira o poder!
o presidente do senado, o Sr. Manoel Ocampo.
O governo havia designado o dia 23 de de-!
zembro para a eleico dos dozes deputados que
devem representar a provincia de Buenos-Ayres i
no congresso nacional.
Trnham-se encerrado as cmaras provinciaes.
O Sr. Valentim Alsina foi nomeado assessor
geral do governo.
Do Paran as noticias sao de mais interesse,
O Sr. Aireas havia renunciado pasla de re-!
aces exteriores da repblica Argentina, s"nio
nomeado por decreto de 4 do correte enviado
extraordinario e ministro plenipotenciario nos
EstadosUnidos. As follias que leroos vista ain-
da nlo aponlam o seu successor ao ministerio.
I'allava-se igualmente na renuncia do ministro
do governo o Sr. Pujol, o do ministro de ins-
Irucco publica o Sr. Olmos.
Nao so confirma a noticia da
mada do governo nacional nos
provincia de Santiago del Eslevo.
Os jornaes do Rosario falli em um rumor que
corra de ler arrebentado urna revoluco em Cor-
rientes
J havia partido do Paran para o Uruguay o
presidente da repblica, Dr. Derqui. Por esse
motivo lomara conla do governo o Sr. general
Pedernera, presidente do senado nacional. O
Sr. Derqui devia regressar ao Paran al 13 ues-
te mez.
garantindo a provincia o capital, enaorecade a o
juro de 9 OO. K ^
Na sesso de 9 apresentou o Sr. Candido So-
mes um requcrimenlo para que a comaasa da
constiluicao d o seu parecer sobre a intwbil'ta-
co legal que pode ter o Sr. Dr. Jos Fereifc-da
Silva Goularte para tomar assenlo na assembla,
em consequencia de achar-se pronunciado em
crime inaflangavel. Esta modo foi spprovad.
Tinham chegado a Porto-Alegre, vindo* da
Cachoeira, os Srs. Felisberto de Carvalho Ouii-
que, coronel Hilario Pereira Fortes, Dr. Jos Pe-,
reir da Silva Goularte, e.outros individuos pro-
nunciados como mandantes ou como executores
do assassinato do Sr. commeudader Fontoura
Foram rccolhidos s respectivas prisoes.
No dia 11 cantou-so na S um solemne Te-
Deum em ac?5o da graga* pela acceitacioda mi-
tra por parte de S. Exc. Rvma. o Sr. hispo elei-
to para a dioces do Rio Grande.
O Correio do Sul dando noticias do Rio Pardo
refere que dous soldados do 3- batalho de infan-
latia destacados na guarnicao daquella cidae bri-
garam as proximidades da igreja do Senhor dos
Passos, Picando um dclles morlalmenle ferido com !
multas facadas.
i Do Ro Grande a nica noticia de importan-
cia a do naufragio do patacho brasileiro Regu-
lo, de que o Diario d conla nos seguinlos ter- '
mos :
O patacho nacional fegulo, procedente do
Rio de Janeiro com varios gneros, como sejam
fumo, passas, madeiras, sal e outros arligos,
consignacSo dos Srs. Soares e Silva Ros, desla
praca, transpondo a barra pelas o meia horas
da larde do dia 14, a reboque do vapor Prolec-
co, baten com tal violencia que abri agua, em
risco de ir a pique, se nao fosse lao de promplo
encalhado em frente do estabelecimeulo da pra-
licagem.
Na diligencia do salvar-se alguma cousa do
carregamemo, lodos os esforcos forana emprega-
dos pelo digno Sr. commandanto da barra e aju-
danle do guarda mor alli destacado, trabalhaudo
a gente tola da praticagem e da alfandega, e de
fado conseguirm por a salvo graude poreo da ]
carga.
A este respeito communicam-nos o seguinle;
O patacho fegulo lendo sido enc-ilhado de-
fronte da praticagem da barra ao anoitecer, foi
tal a aclividada dos empregados della e da alfan-
dega, que em urna hora pouco mais ou menos
salvaratn :
a Rolos de fumo 307, caixas de passas em bora
estado 11 ditas em mo oslado ou quebradas 13
26 caixotes com diversas mercadorias, fados 2,
urna bandeira, 3 frasqueiras cora genebra, varias'
velas do navio, e varios objectos pertencentes ao
apparelho do mesmo.
Esta embarcagao s foi dcixada pela gente da
pralcagem e da alfandega depois das nove horas '
da noito, o quanJo j nlo havia possibilade de .
salvar mais cousa alguma na occasiio poi oslar o
porao cheio d'agus.
No dia seguinte mu cedo (hontem) orara do '
novo para bordo e continuaran) nos estreos do
salvamento.
O capillo e Iripolaclo do fegulo nlo o lar-'
garam um s Instante, com urna catraia lapral-
geiu sempre ao lailo.
De Santa Citharina, cujas datas alcancim al
18, nada temos que noticiar.
Suasmagcsladea e altezas mperiaesdigniram-
se visitar ante honlem as 5 11-f horas da tarde a '
fabrica da companhia Luz Stearica, estabeltcida
priia dos Lazaros, em S. Uhrislovao, e drig la
pelo Sr. commendador Jlo Augusto Ferrcra de
Almeida.
Acompanhavara a augusta familia osociaes:
de semana no paco.
S. M. o Imperador percorreu e examinlo es-!
tabelccimento, reparando era lodo elle con mi-
nuciosidade e interesse. e mostrndose salsfeilo
pela boa ordem em que o achou.
Fuuccionavam nessa occasiio lodas as nachi-
nas e oficinas, porm mereceu principalncule
a alinelo de sua magestade o apparelho ecen-
lemetile inventado para a sabonificaclo das ma-
terias sebceas.
Sua mage-lado depois de examinar por algum
lempo esse importante apparellu pissou a ver
trabalhar as prensas hy lraulicas e acoinpanhou o
fabrico da stearina al sua perfoitj coinb.nacao,
assislindo depois aos processos da lavagem, la-
riflcacao o confec^o em velas.
Sua magestade prestotl ainda particular inte-
resse ao fabrico da glycerina, do sabio e das velas
de cera, e, antes do relirar-se com sua augusta
familia, presencio;! o lancameulo aorar de urna
barca de ferro, que denominou Industria,e
que foi construida para uso da fabrica uo caes
fronleiro ao edificio em que esta se acha mon-
tada.
nlervenelo ar-
assumptos da
Nlo se confirma a noticia quo corra de urna
revolurao em S. Joao que havia apeado do po-
dero governador Virasoro. A' ultima hora dos-
mente a Confederadlo esse boato propalado oelo
Imparcial. *
Havia sido nomeado ministro da provincia do
Cordova o Sr. Dr. l.uiz Caceres.
O Progresso noticia urna tentativa de revolu-
na provincia de Sania F.
O Correio Argentino confirma a noticia. En-
tretanto os jornaes de Buenos-Ayres e de Monte-
video a dao corno duvidosa.
Por decrelo de 5 de novembro entrararn na
circulado os bilhetcs chamados do thesouro de
cem, cincoenta, vinte. dez e cinco pesos. '
O general Echague havia sido eleilo senador
pela provincia de Santa F, e supplento o mi-
nistro dessa provincia o Sr. Iriondo. O mesmo
ar. general tinha sido igualmente nomeado ins-
pector geral de armas de Santa F.
Tivera lugar a 21 do mez passado ura Te-
am celebrago do juramento da
acional pola provincia de Buenos-
de 2i dezembroj e 2 0|0 addicionaes, o poder exe-
tivo accorda e decreta :
Art. I. Desde 1. de Janeiro do ar.no prxi-
mo passado os producios naturaes e agrcolas do
Brasil serao igualados as alfandegas da Republi-
ca quanta ao pagamento do direitos, aos produc-
tos similares da importago em geral.
Art. 2." O producto que resultar dos 2 OtO
addicionaes ser recolhido integralmente ao ban-
futS'a Para amorlhaSo d< divida publica
~\f D'Ie COnU dede J d0 Psenle de-
creto a honrada commissao permanente levan-
do-se opportunamente honrada assembla com
a exposie-ao dos motivos que o governo leve para
exped>lo. r
Arl 4 Publique-se, etc.-7erro. TAomos
rillalva.
Decreto n. 2.Ministerio da fazenda.Mon-
tevideo (i de novembro de 1860.Sendo oppor-
tuno e de urgente necessidale adoptar urna medi-
da e a favor da industria de carnes, quo por cir-
cumslancias especiaes e notors se acha enlloca-
da em tiiuaco desvantajosa reUlivamente aos
^ Dizia-se que o coronel Lmela, do exercito da
Loniederacao, seria demittido.
IaVi'' fugirto do carcere publico o individuo
Jos Lopes Bivciro, condemnado a prisao oer-
petua. r
Continuava a exploracao das minas de S. Joao.
Do Paragnay nlo ha noticias moderna?.
As noticias do Chile alcangam at 18 do mez
passado.
Eslavam funecionando as cmaras: entre os
projectos que se discutan), o de mais importan-
cia era o que estabelcc'a a responsabilidade civil.
Havia naufragado a galera nacional Chili, sal-
vando-se a trlpolagao.
Continuava a guerra enlre a repblica do
Equador e o Mxico. O general Franco havia
soffrido urna derrota nos suburbios de Guayaqui.
Recebemos jornaes de Porlo Alegre at 13 e do
Rio Grande at 16 do corrente,
A assembla provincial tinha comegado as suas
sessoes ordinarias, e oceupava-so ospecialmenle
com um projecto do anno do 1851, autorsando a
incorporagio de urna companhia para a ediea-
go de urna ponte de pedra sobre o rio Plraiy,
Corre que o Sr. chefe deesquadra Joaquina
Jos Ignacio pedio exonerado dos lugares de cn-
carregado do quartel general da raarinha o de
membro effoclivo do conselho naval.
22
Por decreto de 21 do corrente foi concedida a
a demissao que pedio o chefe deesquadra Joa-I
quim Jos Ignacio, de membro elfecliro do con-i
selho naval, o de encarregado do quirtel general
da mariuha.
Por decrelo da mesma dala foi nomeado o vice :
almirante barao de Tamandar par o lugar de:
encarregado do quartel general da mirinhn.
23
Enlrou houtem dos potlos do Rio da Pra'a
o paquete (rancez Seunonge, da linaa de Ber-
deaux.
Trouxe-nos foi has que adanlam s que rece-
bemos pelo Apa, de Montevideo al 17 do cor-
rcnlc, de Buehos-Ayres at li, do Paran al 10
e do Paraguay al 5.
As noticias sao destituidas de importancia.
De Montevideo o que mais chaina a attencSo
um artigo da Repblica inlitul ido propried'ades
brasileiras cm que se trata de demonstrar
quo os estrangeiros nao podem possuir terre-
nos orientaos senao renunciando sua nacona-
lidado.
Esse artigo explica-nos o fundamento de um
boato que alli corra ha dias, e que j nos tinha
sidocommuuicado em cartas do Rio Grande,viu-
das pelo Apa, de que o governo pretenda fazer
passar urna lei declarando cidadlos orientaes
Iodos os estrangeiros proprietarios alli residentes
dentro de um prazo liraitadissimo.
Por mais absurdo que parega esse boalo, nao
doixa de ler algum fundo do verdade vista dos
principios singulares que sustenta o artigo da
Repblica a que nos referimos ; sbrelo lo quan-
do se observa que essa falha lida como ordo
ofllcial.
Havia recebido o exequtur de cnsul da Aus-
tria o Sr. Carlos G. Dichl.
Fora nomeado cnsul geral da repblica na
confederado argentina o Sr. Mariano Espina.
A respeito da questlo da falsificado de ttulos
de Ierras publicara os jornaes orienlaes a se-
guinte senienca do juiz do crime : Com previa
consulta do tribunal superior do iuslica, a que
subiram os autos na forma do estylo, os Srs. Ja-
cinlho Goncalves Rodrigues, Jos Augusto Po-
zlo, Anselmo Dupon, e Jorge Ballesteros ficara
responsaveis pelos prejuizos que posszra haver
causado, sendo millas as suas negociages llici-
las, com prohbigo de dispor de seus bons pelo
prazo de qualro raezes, pagas as cusas do pro-
cesso. Oulrosim que, estando sufRcientemente
punido o fado Ilcito qne commetterara, sejam
poslos cm liberdade. O mesmo quanto 'a Ven-
tura Gavalcochetf, conlra quem nlo resulta culpa
alguma. r
O club Liberdade linha confeccionado a sua
lista de candidatos representaglo nacional, que
so compimha dosseguinles senhores : Luiz' Lo-
vena, Adolpho Lapuenle, Ramn Vilardebo, Joao
Jos Duran, Jlo Susbiela, Joo G. Corta, Mau-
ricio Llamas, Adolpho Pedralvcz, Paulino Berro
Marcos .Baezo, Estanislao Camino.
Achava-se em Montevideo, de passagem para
o Paraguay, o Sr. Jos Berges, de volta de sua
missao aos Estados Unidos.
Continuavaui a correr alli noticias" de rovolu-
goes as provincias argentinas.
De Buenos-Ayres pouco dizem os jornaes que
ja nao seja aqui conhecido.
A 7Y&urta d por Gm principal da conferen-
cia dos ires governadores em S. Jos do Uruguay
a questao de qual deve sera capital permanente
da repub ica argentina, e a orgamsagao definiti-
va do gabinete nacional.
O general Milre era esperado nos principios do
mez de dezerabro.
No Paran tinham sido promulgados diversos
decretos sobre finangas, em conformidadecom o
que flcou decidido na coovengao aihoc e de que
ja tem os leitores conhecimento.
A Tribuna e o Nacional de Buenos-Ayres di-
zem que os Srs. Alvear, Pujore Olmos seriam
substituidos pelos Srs. AUioi, Paz e Aberastaio.
Kenhum porm desses senhores havia sido ainda
nomeado, o ero os Srs. Pujol o Olmos tinham
eixado as sutfs pastas.
O congresso nacional eslava convocado Dar o
f da abril de 1661.
Havia nignella capital noticias do Uruguay
que alcangavam a 8 do corrente. J all haviam
chegado aa Srs. Derqui e MUre.
No Paraguay tinham sido fuzilados qualro des-
erlores do exercito que se haviam convertido em
bandidos, segundo a phrase do Semanario ; tres
na capital e um em Pelcomayo. Suppunha-se
que dous que faltavam tinham morrdo de fome
as brenhas.
Todas asmis noticias sao de simples interese
local.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Rio de Janeiro i'- de novembro.
Resumirei hoje em poucas palavras o que tc-
nho a dizer-lhe nesta dala, mesmo porque os
assumplos de que tenho de oceupar-me, slo re-
almente mais medidativos do que narrativos.
E para compendiar ao mesmo lempo as pala-
vras e os pensaraentos, comecarei por dizer-lhe
que em poltica interna a situacao actual nao
do rosas. Nao estamos navegando com lempos
bonangosos nom por mares tranquillos; ao con-
trario, a tompestade parece sobre o horisonto, o
ainda que nao tenha do manifeslar-so por gran-
des iroves e borrasca, sempre cerlo que est
relampejando forletnente, e que qualquer piloto
menos adestrado e menos corajoso leria justo
motivo para intimidar-se, e receiar de poder
levara barca salvamento.
Mas no meio de todos estes annuncios do
temporal sempre grato poder afumar que por
mais difficullosa que a situacao se torne, o mi-
nisterio actual se achara a par della, e prover
todas as suas exigencias ; sempre grato poder
lerl contianga era que os pilotos que esto incum-
bidos da dircc.lo e governo dcste navio nao
abandonarlo jmiis os seus passageros e os
grandes interesses de que elle depositario d
la merci des vens e des flolls.
E quando se considera que todo este mov-
menlo e exallagao dosespirilos nao procede se-
tilo da appruximagao da poca eleiloral e dos
antagonismos e rivalidades que ella sus:ita, um
hornea serio que em poltica professa os prin-
cipise croucas que eu professo, t.io pode dei-
xar de compungir-so e quasi de envergonhar-se
de ver anda a tranquiidadc publica e a paz
dos espirlos absorvida e perturbada por essa
grande farga do syslema representativo a que se
da o nomo de e leiclo popular I
Pobre povo I Nlo ha occasiio alguma em que
mais se zumbe da sua credulidade e dos seus
interesses, do quo se diz que elle chamado a
exercer esse grande acto de soberana.
A lula eleiloral aqu val por tanto lornando-se
elTervcscenle ; os demagogos e os Pogiruns (ti-
tulo novo dado aos chefes demagogos) agita ro-
so, e tilo podem tragar a conviccao de quo se
verlo derrotados em todas as urnas eleitoraes
das freguezias do municipio neutro, porque o
poyo desta grande capital essencialmetito or-
deiro, e instiuctivarnente compreheude que para
urna grande populaco composla como a nossa
se acha, a desorJem scr3 a maior de todas as
deegracas. Mas os dous grandes fachos da anar-
Chja, islo o Correio Mercantil e o Diario, o
pnmeiro por se julgar prejudicado em sens in-
teresses eleitoraes, o segundo por habito inve-
terado, nao cessam de inventar diariamente ca-
lumnias e mentiras, de desvirtuar todos os actos
e lacios da situacao prsenle, e de tornar em-
finj odiosos os caracteres mais respeitaveis e as
ntences mais honestas e mais justas, somente
paja manler era excilacao o espirito publico, e
vei se consegiiem intimidar o governo o a po-
po agio pacifica da capital para polerem tirar
d'ahi algum partido. Mas quem desoauhere que
esta sempre a lctica habitual dos demagogos
o ajnarchistas, e em geral daqueltes cujas pre-
tenjedeaa sociedaao considera illegiiiuias o ex-
lerporaneas? Cslaraos, pois presenciando na-
da mais que a reproduegao do seu sy.-lema de
rt re de proceder lodas as vezes que querem
'O mi as garra sobre alguma presa que lhes pa-
rece boa, c que a nioralidade e a auloridade pu-
blica lhes oppe os embargos que o caso pede.
ff corto que considerando o negocio por ou-
liolado os ho.uetis nao deixam de ler alguma
razio; ia-lhes fallanJo o elemento, o ambiente
emque s podem viver, e querem a todo custo
renpva-lo ; urna almosphera de paz ede ordem :
nao convin ao seu temperamento c organisa-
cloj, porque os faria morrer asphyxiado : que-
rem, pois, salura-la dos principios que podem
alimenlar-lhes a vida, quo slo a perturbado e
a desorden), o pois sao consequentes em a'ppli-
car-lhe os meios.
_ Os dous meios principaes de que elles se es-
lao servindo para conservar este estado de exci-
lagao no espirita publico slo as rcunies polti-
cas que se tem celebrado era dillerenles fregue-
zias, o as quaes infelizmente temos visto appa-
recerem e representarem alguns homens nola-
veis que so lera deixado illudir pela cantilena
dos tres demagogos, e es arligos de imprensa
nos dous ordos principaes deste raovimento, que
ja cima mencionei, os quaes primam e dispu-
tara entre si a primazia no geto o habilidade
com que torcem a verdade dos tactos, ccom que
procurara at dar os mais extravagantes inter-
pretarnos s disposicoes legislativas para accom-
moda-las s suas intengoes e aos seus inle-
resses.
Para prova disto bastar mencionar a nova
theotia que elles ello desenvolvendo a respeito
das altribiiigoes das mesas eleitoraes, e do di-
reito que tem o povo de se oppr e contrariar as
sua decises no acto da el-ido, para nao dei-
xarj volar cidadlos quo as'mesas-tenliara ad-
mitlido como idnticos, e para fazer admllir
outros que lenham silo por ellas recusados por
tilo o serera: E' urna doutrina nova que elles
lera expendido sob o titulo dePhosphoros e m-
i'isueise que lera mesmo ampliado at o
poni de conlerirem a qualquer do povo a fa-
culdlade de prender como em flagrante delicio
de rime supposto todos aquelles que no meio
de suas vozerias e tumulto elles qiizeren* consi-
do rajr como tilo sendo os proprios contempla-
" ias lisias do qualificacao.
fcil de ver at que ponto este syslema e
ii faculdades se prestariara ao desenvolvimen-
lo e progresso da anarchia, e como esses ho-
rneas da desorden) se lavariam em agua de ro-
sas, se so lhes consentisse que podessem p-lo
em aratica como desejam ; mas creio que assim
nlo acontecer, e que as regalas e autoridades
das mesas parochtaes serlo respeitadas como a
lei duer que o sejam, e que de suas decises
nlo haver senao os recursos por ella estabe-
leci. 03 ; pelo menos este o dever do governo
na presente occasio.
U na oulra arma que elles leem igualmenle
procurado jogar com um arrojo que lhes nlo
podt ser extranhado, e com o qual tem preten-
dido desmoralisar o governo, que naturalmente
consideran) c devera considerar como adversario
as suas pretendes e aos seus planos, a decreta-
gao los novos impostos na lei do ornamento des-
te auno, ou antes a autorisaglo dada" ao governo
para impr sobro algumas industrias e profis-
ses anda naosujeitas a trbulo, no caso de que
as urgencias do estado e as circumstancias eco-
nmicas do paz assim o exigissem. E' verdade
que i lei conferc ao governo esta faculdade ; por
quo bao hanada mais regular neaa mais justo
visto como o corpo legislativo nlo havia de dei-
xar d governo desarmado dos meios de proveras
necesidades publicas era qualquer emergencia
extraordinaria ; mas lambem verdade que al
o preseute o governo nlo tem feito uso desla au-
lonsagao e desta grande prova de confianga da
assembla geral, e que mesmo provavelmente o
nao tara pois acredita-se que a renda ordinaria
do estado j decretada e estabellecida, com os
novos meios de flstalisaco creados pelo governo
bastar a todas as neces'sidadcs publicas. Alm
de que e3ta autorisago nao caso novo, pois
tove origem desde o ministerio liberaMssimo do
Sr. Souza Franco, que della j fez uso em relado
aos lieiloeiros, e quo provavelmente o faria a res-
peito de muitas outras profisses e industrias, se
se houvesse conservado por mais lempo no mi-
nisterio. Ja v portanlo a injustlga e mesmo a
estupidez de todas as aggressoesda opposiglo que
tem por theraa as novas imposices.
E para melhor inleirar-se disto e tranquilli-
sar o espirito de alguns dos seus leitores mais
crdulos ou mais desconfiado, chamo a sua al-
tengao sobre uns arligos que sobre a questlo
teeni sido publicados no Jornal do Commercio,
e especialmente para o que foi publicado no da'
17 dio corrente, qne sao claros e positivos, o nao
podem deixar a menor duvida.
No leuho mais cousa alguma a communicar-
lhe, que le nao possa encontrar cora mais deta-
, lhe e mais perfeitamente esclarecida nos arligos
i dos jornaes do dia, os quaes o habilitarlo melhor
, que cu a formar urna idea da nossa situacao po-
, laica e administrativa.
O que admiravel que apezar de lodos os
cuidados que devem dar-lho os manejos eleito-
raes da demagogia, o governo nao se dislrahe dos
i verdadeiros interesases do paiz, e vemos fre-
quentemente na folha official regulamentos e
! portaras a respeito de objectos impoitantes do
, servigo publico, o que atiesta a energa o boa
,vonlade com que elle so oceupa dos negociosa
seu cargo.
Ooeira Dos que vejamos pelas costas a cr-
se eleiloral, 6 que enio lhe seja perraittdo mais
desafogadamente meditar e resolver sobro outros
assumptos ainda de maior importancia para o
imperio.
Dizem que o ministerio contina a gozar da
maior contianga do Imperador, e que o tem toda
nos seus meios de aeges, e na lldclidade dos
seus agentes e delegados, E' ludo quanio se
pode desejar, por que a auloridade publica nao
seja enfraquecida em presenca da lula eleiloral,
o que realmente seria um grande mal.
Peditam demisslo ltimamente dos cargos que
exerciam o general bario de Suniiy, ajudante
general do exercito, e o chefe de esquadra Joa-
quira Jos Ignacio, ajudante do quarlel general
da mariuha. Parece que j foram substituidos
por outros officiaes generaos, que inspirare tanta
contianga como aquelles que se reiiraram.
E' ludo quaulo tenho a dizer-lhe por osla vez.
DIARIO OE PERNAMBUCO
nom.
31$500
dos
E"
esta
O vapor nacional Tocanlins, viudo hontem dos
porlos do sul, trouxe-nos jornaes do Rio al 23,
da Baha al 20, e de Alagoas at 29 do cor-
rete.
S. Paulo.A' cerca desla provincia eis o que
se l no Correio Mercantil do Rio :
No dia 10 do corrente. s 10 horas da ma-
nilla, fizera a sua entrada na cidade de S. Paulo
0 Sr. C S. Exc. devia tomar cotila da administrado
no dia 17.
Em Sanios o Sr. conselheiro Ilenriques hos-
pedou-se em una casa nova do Sr. Joo Octavio
Nebias.
Tivera lugar a collagao do grao de doutires
em sciencias sociaes e jurdicas aos Srs. Ernesto
l'errcira Franca, Americo Brasiliense de Almeida
Mello eJoaquim de Almeida Leite de Muraos.
Foram padrinhos os Srs. Drs. Antonio Carlos Pal-
do Filho e Jlo Capistrano.
Nao linha sido bem recibido em Santos o
novo regulamcnto das alfandegas. Os negocian-
tes dessa praca haviam resolvido,. representar
conlra a disposiglo do artigo 62G do'mestno regu-
la manto.
Chegra Sanios, de sua visgem Europa,
o Sr. Paulo Sharpe, cuja presenca esperava-se
que desse grande animagao aos Irabalhos da va
frrea. Esses Irabalhos, segundo a Itevista Com-
mercial, eslavam adianlados na Berra, achatido-
se j nivelladas algumas milhas e devendo come-
car em breve os alerros o excavages. Enlre o
Cubalio e Mogy os Irabalhos esto quasi con-
cluidos.
O conselho de desapropriaglo tinha-se reu-
nido para tratar da quoso dos terrenos do Sr.
Jos Baptisla Leal. Constava que nao fora al-
mittda a preteoco do proprietarin que exiga a
des..propraruo total. Avalira-se somonte a
paite da chcara requerida pela companhia da es-
Irada de ferro, na razio de 2j50O por braca qua-
drada. O proprielario nao tinha aceitado c pro-
testara por irregularidades no processo.
a Le-se no Correio PaulUlano:
Hontem, par lindo Jesla villa para meo sitio,
levando em minha companhia miuha filha Dina
Mana Jos de Oliveira, de 12 anuos e meio de
ida de, fui accommettido em caminho por Tobas
Antonio da Silva, com capangas armados, os
quaes raplaram violetilamento c forga de armas
a dita minha tilha. Peco, porlanto. ao respeila-
vel Sr. vigario-geral que nlo d IScenca, e aos
Revs. parochos de toda a provincia, que" nlo ce-
lebrera o casamento da menciotiadi minha lilha
com o ref> rdo Tobas, protestando [desde j que
jamis consentir! nesse ras.imcnloJ
S. Roque, 3 de novem! ro de 1800.Antonio
de Jess de Oliveira. I
Rio de Janeiro.Em oulra padte vao trans-
criptas todas as noticias, a a carta (do nosso cor-
respondente, que narrara ludo qudnla de impor-
tante occorreu.
Bahia.Nada digno de mencap colhemos da
leitura dos jornaes.
Alagoas.L-se no Diario de AlagOas :
Na quarla-feira (23) tarde d ir. Jos Lopes
Monleiro estn lo a Irabalhar em seu servico cam-
pestre foi victima de um asssssino que e'scapou
de lhe tirar a vida. I
O soldado Euzebio do 1 hptalho de linha,
preso sentenciado, c que alm dissoesl respon-
denlo a conselho de guerra, andando na fachina
das ras investir contra o infeliz Monleiro, e lhe
deu duas facadas, urna na cxa, e oulra no brago,
este valendo-se da cnxada cora que trabalhava
deu-lhe urna pancada no alto da cabeca de que
resultou grave ferimento ; acodindo gente, Mon-
leiro pode escapolir-se, e Euzebio foi conduzido
ao hospital. Eslava de estado-maior no quatlel
o Sr. atieres Joao Jos da Silva.
O navio que ha dias noticiamos ter dado
costa tas praias do Piba em Peno Jo o brigue
Carolina, perlencente a Hilario & lrmaos, hes-
panhes, mas subditos inglezes, residentes em
Gibraltar. Encalhou no dia 8 do correte meia
noito na costa dos Tocos, freguezia do Piassabus-
s, termo de Pnelo. Salvou-se loda a Iripola-
clo que se compuuha de dez pessoas, inclusive
o capillo Gio Baila Curte ; o mais ludo perdeu-
se ; a carga era duas mil saccas de caf. O bri-
gue linha largado do Rio de Janeiro a 19 de ou-
lubro com destino a Gibraltar.
Ojuiz municipal delegado de polica do Pe-
nado, comparecen no lugar do desastre no dia
11, e vendo que 0 capillo abandonara os restos
do brigue tratou de ver se salvava ainda alguns
objectos; o que nao pJe conseguir por fatia de
gent, com ludo 90 bracas de crrenle, algumas
velas, ura ancorte, diversos cabos e paos do
brigue, foram arrecadados, e poslos guarda de
3 policiaca, porJalta de pessoas capazes de serem
depositaras.
O juiz municipal o Sr. Dr. Soares fez o que
pode, salvou a genie e officiou ao vice-consul
inglez tiesta cidade dando conla do sinistro, para
mandar por em hasta publica os salvados do
mencionado brigue. Consla-nos que o Sr. Luiz
Campos, agente da companhia Bahiana, tem pres-
tado tripolaglo todos os soccorros possiveis. j>
Consla-nos quo no sabbado 17 do corrente
s 7 horas do dia escapou o Sr. Antonio l'errci-
ra Leile do ser victima por urna fra que existe
era Jaragu por nomo Antonio Cebla, indo-o
atacar cm seu armazera armado com urna estaca,
e como nlo o podesso apanhar, como pretenda
por esse Leile ter usado da prudencia de retirar-
se para o interior de s;u armazera, lentou ainda
pular o baldo para ir dar lira ao que pretenda.
Se nlo fossem os esforgos de varas pessoas que
se achavam no conflicto, talvez hoje j fossem
victima, por ura que ainda ha pouco coma nos
seus pratos e recebia della os maiores favores
cora prejuizo de seu proprio inlerosse.
NOTICIAS COMMF.RCIAES.
Montevideo 10 de novembro.
Assucar. Pelo Europa do Rio 110 barricas
mascavo a 10 rls. por arroba despachado ; pelo !
Marinho, de Pernambuco a bordo, 100 barricas e
i 75 meias ditas de primeira, a 24 rls. ; 208 ditas
1 somenos, a 20 1/2 rls. ; 50 ditas mascavo a 17 1/2
; rls. ; 50 ditas mascavo inferior, a 17 rls.
Cambios.Inglaterra, 41 a 41 1/2 d. por peso
correnle.
Franga, 82 a 82 1/2 fr. por onca.
Rio de Janeiro, 29$40 por onga.
Freles.Inglaterra, couros salgadcs 30 sh., di-
tos seceos 00 sh.
Antuerpia, couros salgados 30 sh., di-
tos seceos 80 sh.
Havro, couros salgados 40 fr., ditos sec-
eos 90 fr.
Brasil, carne secca 3, 4 e 5 rls. por
quintal.
Santos, 20 de novembro.
Precos da praca.
Caf bom de Campias 59700 (nominal)__
Agurdenle 140$ a 150S000.Assucar branco su-
perior 7JO0O a 7#200.Dito regular 08100.R
superior 50200Ditp regular 4*000.Arroz de
Santos 7000 Dito de Iguape 5J400 o alqueire
Fumo 8J.000 a 100000.Feijao preto e mulati-
nho 00000 a 70000 o alqueire.Mho 3S200.
Toucinho de S. Paulo 7SO0O.Dito do Minas 80.
Farinha de mandioca do sul 20290 a 20400.
'Rio de Janeiro 22 do novembro.
Cambio.-Londres, 27 90 d/v.
A plices.De 6 0/0 ao par.
Marselha, 354 rs. 90 d/v.
Hamburgo. 070 rs. 90 d/.v (hontem).
Metaes.Ongas da patria, 300500 (hontem).
Venderam-se 8,500 saceos de caf.
As venias de caf montaram honlem a 18 500
saceos em lugar do 13,500, como por engao dis-
sernos.
Em cambio sobre Londres fizerara-se transac-
goes mais que regulares a 27 d.
EITecluaram-se saqnes regulares sobre a Fran-
ca, a 354- 355 e 356 rs., e sobre Hamburgo a
6i0 rs.
n .. ._ ( Correio Mercantil. )
Baha 75 de novembro.
Londres 60 a 90 ds. v.26 d. 3/4
E!*L 355a360'rs, o fr. nom.
Hamburgo 690 a 700
Lisboa 110 a 115
Dobloes hespanhoes.......... 31g000 a
da patria............ 305500
Pecas de 60100 velhas
de 40000
Soberanos.
Palacoes brasileiros...........
> hespaohoes..........
mexicanos...........
Nao houve hoje cotages ofliciaes.
c [Jornal da Tarde.)
sahiram para Pernambuco :
Do Rio de Janeiro a 11, a barca Castro UI; o
10 o brigue Conceicao.
Da Baha, a 21, o'palhabole Dous Amigos.
Chegatam procedentes de Pernambuco
Ao Ro, a 11, a barca franceza Franc, com 13
das de viagem ; a 12 a barca Bebedouro, com
io ;( a lv, o brigue Eugenia, com 8.
A Baha, a 17, a fragata vapor ingloza, de
guerra Curarao, com 3 dias o a 23. o brigue in-
glez Glaucus, com 3.
Achavam-se carga para Pernambuco, no
Rio de Janeiro, o brigue Deolinda, e o patacho
hollarme* Auna Willelm.
10900 a
2g00O
2;0;)0
1-3900
PERflAKIBUCO.
REVISTA DIARIA-
Amanilla havor cnitejo, no palacio da pres;-
dencia, i efigie de S. M. o Imperador.
No intuito de facilitar o desenvolvimenlo
da lavoura.e ailendendo aos interesses de outras
industrias, que solTrem com a distracao dos bra-
cos que se empregam no servico da"guarda na-
cional, quando destacada, acaba o Exra. Sr.
presidente da provincia do dispensar o destaca-
mento da mesma guarda nacional, quo ora exis-
lia na villa do Pao u'Alho, mandando o substi-
tuir porpracas do corpo de polica.
Quando S. Exc., ailendendo s raesmas razoes-,
que de prsenle o levaran) a dissolver esse des-
iacmenla, proco leu de molo idntico par-a com
a guarda nacional deslo coraman lo superior do
Recite, Iangarao3 algumas considerages nesta
Revista acerca da i-nporlaacia dessa d'libcra-
co ; as quaes deixamosde reproJuzir agora por
ser essa importancia manifest.
Cora ell'eilo, a populagao cora o discernimonto
que lhe e proprio, c cora esse alcance que sem-
pre visa a verdadeiro, quando nao descarrei-
ala por suggestoes da malevolencia, j tem
apreciado as intengoes de S. Exc. sob o ponto
capital, que desse acto decorre naturalmente,
bem dizcado o aJminislrador que d'ella se nao'
csqueceii por ura uodo lio signilicalivo.
Mas anda ahi nao para a solicitudo do Exl.
Sr. presidente, pois consta-nos, que acha-se dis-
poto a ir dispensando os demais destacamentos,
que ainda existem pela provincia, pelos raesmos
motivos e proporgo que o permitlirem as
forras do corpo do polica, que tem de sobslilui-
los; visto que nao c permiltido por ordens su-
periores, e nem convem disciplina dos Corpus
de linha, doitacamenlos d'elles em casos ordi-
narios.
Deram-se no dia 29 do mez p. p. os exames
geraes das disciplinas, que se ensinam no colle-
gio do Bom-Consellio, sob a presidencia do Sr.
conselheiro Bandeira de Mello, que, nessa qua-
lidado e de conformidade com o juizo do conse-
lho deliberativo, con ferio premios aos estudan-
lej, que no anno collegial mais se distingui-
r ro.
A esse acto solemne asaisUram muitas pessoas
gradas, avultando enlr'ellas os Srs. doutores
ehefe de polica, Soares de Azevedo, Pereira do
''< go, Torres Bandeira o Pereira do Carino.
Os exames foram em sua generalir/ade bons,
segundo no-lo referen) ; o que urna prova do
aproveilamento dos discpulos.
O Sr. Dr. Baibasa Lima, director do mesmo
eollegio, proferto por essa occasiio um discurso
anlogo ao acto, que so celebrava.
Seginda-leira abre-sc ao transito publico
a segund scelo da va frrea.
llavera doa trens diarios, parlindo oprlrr.ei-
ro da Escada s 5 horas e 45 minutos da manhe.
e o segundo 1 hora e 45 minutos da tarde; e'
para esse ponto voltailo das Cinco Ponas sS
horas e meia da maahaa, c s horas e meia da
tarde
Foi o Sr. Dr. Henrique Pereira d? Lucena
nomeado official da imperial ordem da Rosa.
Tonos noticias da comarca de Flores, que
ehegam a 11 do passado.
Em Villa-Bella nao lera occorrido nada do
novo.
A seccti continua.
Em Flores os horrores d'esta sao reputados
era _peiores condicoes do quo os d'aquella Ce
1845. No dia 10 nlo appareceu farinha'no mr-
cala, oute apenas nolavam-se seis cargas do
milho e duas de rapaduras, sendo estas vendi-
das a 100 por cada urna, o a juelle a lJfUOO rs.
por cuia.
Partir para Tacaral o capitlo Joao Baptisla
de Alhade Siqueira cam um alteres cO pracas
da guarda nacional.
Fallece i o lente das antigs milicias Joa-
quina Nanea da Silva Balsamo, cunhado do com-
mandante superior Manoel Pereira da Silva.
Em Ingazeira persiste a secca.
A sessaacudiciara do jury desse termo eslava
marcada para o dia 20, ?uppondo-se po em que
nao have-ia reunilo pelo estado miseravel ori-
ginado pela s^cca.
Toda a comarca gozava de seguranca de pro-
priedade, e mais ou menos da individual, com
cxrepgao de urnas sorras, deque turara victimas
urnas mulheres em Baixa-Verde.
O brigue nacional Marinho II Iraz de Mon-
tevideo os passageiros : Ignacio Primeiro,Ma-
noel de Mello e sua sonhora, Jos Pedro Velos
e sua senhora,Africanos livres.
Cheg.iram dos porlos do sul.no vapor nacio-
nal Tocanlins os passageiros : Fabio Lino da
S;lva, Graceltno Octavio da Cruz Martins, Felippe
Figiieiroa de Faria, Duarte da Silva Monleiro,
Flix B. Helio Leilao, Dr. Alfredo Sergio Ferrei-
ra, D. Rai nunda Maria Fernandos e duas lilhos
menores JosdeMoura, Joao Flores do Amaral,
Manoel Jos da Silva Jnior, Dr. Pedro Adriano
da Cruz Mnniz, Benigno Dantas de Bruto e 1 os-
cravo, desembargador Francisco Balthazar da
Silveira, 1 Olho e 1 escravo, D. Luiza Balthazar
da Silveira e 2 escravos, Dr. Joao Candido da
Silva, Francisco da Fonseca e Silva e 4 escravos,
Manoel Pedro da Silva, sua mli e 3 escravo2,
Alipio Autran da Malta e Albuquerque, Jerni-
mo Anlonio Simos, Agio Pi Pedro, Dr. Antonio
Justino le Souza e 1 escravo, Fulgencio Jos de
Oliveira, Antonio Teixeira Lopes Gama, Eusts-
quio Corno, Jos Manoel Baptisla, JosJoaquim
pas Fernandes Jnior, Fortnalo Raphael dos
Santos, Jos Vicente Fernandes da Silva, Jlo
Jos de Faria Carneiro, Felippe Tobas da Silva
Pereira, Florencio Ferreira de Faria. Jlo Bap-
tisla Martins. Jlo do Almeida Monleiro, Jos
Januario da Costa, sua mulher o 1 filha menor,
Auguslo Stall, James Hunter, GuilhermeGeorgc
Fenny, Rozi ndo Paes. D. Miguel Vallas, Nicolao
Bruno, 2 pragas sendo 1 soldado e 1 recruta, 2
Africanos livres, e 1 escrava entregar.
Seguem para os porlos do norte :Joao Ro-
drigues Moderno Jnior e sua senhora, Ricardo
Rogers Jnior, JosJGervasio de Amorim Garca,
Dr. Luiz Francisco da Silva, sua senhora, 1 filho
e 1 escravo, Dr. Jos Rodrigues de Macedo, Jos
Antonio da Silva Vianna, Joo de Araujo Costa,
tenente-coronel Joaquina Nunes Guiunres, com-
mandante Luiz Antonio Coelho, 12 pragas e e\-
pragas, e 1 escrava entregar.
Matadouro publico :
Mataram-se no dia 30 do correnle para o con-
sumo desla cidade 83 rezes.
MOBTAIIDADE DO DU 30 DO CORRENTE ;
Idalina, branca, 8 mezes, convulsoes.
Joo Adolpho Paes Brrelo, branco, solleiro, 18
annos. vanla.



DIARIO DE ERHAMBCO, SABBADO 1 DE DEZEMBRO DE 4860.
W
Cordolina Mara da Coneeigo, branca, casado,40
Rannos, febre amarela.
Jo, pardo, escravo, 14 nios, espasmo.
Anna, broncu, 18 raezes. gastro heptite*
CHRONIC JU1CIMUA.
JURY DO RECIFE.
51 SESSAO.
DU 20 DE NOVEMBRO DE 186!).
na cara da pessoa que, na qualidade de -wni-
go do Em. Sr. visconde de Caroaragibe e seus
briosos prenles, os defender, assignnndo o seu
nome ; e como eu nao trepide vista dessas
emeacan, apresso-me 5 dizer 80 ressuscitado ge-
neral* Madeira, que veja a minha corresponden-
cia publicada nesle Diario no dia 20 do correle
mez de novembro, e achara ella assignada com
as iniriaes C. L., e nao com a capa do anonymo,
com que diz esse personagem, que se coslumam
Foi-le o paaso tolhido na senda laboriosa que
estreavas! Mas acaso s urna a senda, que le-
va o hornera glora ? levaran.-te por ventura a
faculdade de le fazeres conhecido no mundo das
letras ? esse raio da luz divina, quo te illnrnir.a
o espirito? que te irradia a fronte? que (oi lao
liberalmente infundida en la alma? nio sen-
tes que ante essa luz espancam-se as trevas do
raminho que Irilhas? Jamis entre em leu peito
o gelado bafejo da descrenca I Tens ainda um
disfarcar os que chama espoletas da familia Caval-! alvo dourado que altingir neste mundo; e para
ni 20 de nove-uro de 1860. canli, Reg Barros. Tudo mais que tem oubli-listo basta somonte ser crenle, porque s forle
Presidencia do Sr. Dr. juis de direito daptimei-] cad0'0 Sr. Dr. intacto Ihe devolvo por nao rae- quem er, e s quera 6 forlo leva a cruz ao Cal-
Amsterdim 3 mid.....42 Ii2
Madrid 8 d-v........935
Porto 8 d |*.........pr.
Mctaw.
ra vara criminal Bernardo Machado da Costa
Doria.
Promotor publico, o Sr. Dr. F. Leopoldino de
Gusmo Lobo.
Escrivo, o Sr. Antonio Joaquim Pereira de
Oliveira.
A's 10 h iras da maohaa, o escrivo procede
chamada o verifica estarem presentes 47 juizes de
faci.
Sao multados em 203OOO os seuhores jurados,
que havendosido notificados, deixaram do com-
parecer aos irabalhos.
Entra em julgaraento o processo em que reo
Belchior Amnncio Monleiro, pronunciado pela
subdelegacia de S, Jos como incurso no arl. 201
do cdigo crimiaalem marro do correte anno.
Sorteiado o conselho desentenga o Dr. juiz do
direito procede ao interrogatorio do reo.
Seguem-se os debates, oceupando a cadoira da
defeza o Sr. Dr A. de Mendonga.
Resumido o debate, sao propostos ao jury de
sentencH os quesitos da lei sobre o fado princi-
pal e suas circumslancias, e em vista da3 respos-
tas do jury o reo absolvido e condemnado a rau-
nicipahdade as custas.
Levantase a sessao s 2 horas da tarde.
CONSULADO PROVINCIAL.
lleracues feilas no lancamento da
pagam as casas per-
freguezia
dos Afloga-
2008000
2003000
dcima que
teacentes
dos, pelo escripiurario Y. 1. F. P.
da Silva.
Ra Direila.
N. C. Jos de Araujo Pinheiro,
casa terrea arrendada por........
dem 8. O mesmo, casa terrea
arrendada por....................
dem 14. Herdeiros de Joaquim
Ignacio Concalves da Luz, casa
le rea arrendada por............
dem 18 Justino Pereira de Pat-
rias, sobrado de 1 andar o loja,
arrendado ludo por..............
dem 22. Maaoel Joaquim Muniz
Baranda, casa terrea arrendada
por..............................
dem 21. Joo Chrysoslomo de
Albuquerque, casa terrea arren-
dada por.........................
dem 215.Manoel Joaquim Muniz
BaraDiia, cHa terrea arrendada
Por...............................
dem 280 mesmo, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 32.Viuva de Joao Jos do
Amaral, casa terrea arrendada
por...............................
dem 31.Irmandade do Sanlissi-
mo Sacramento dos Affogados,
casa terrea arrendada por........
dem 42. Antonio Dias Canario,
casa terrea arrendadada por.....
dem 44. O mesmo, casa terrea
arrendada por....................
dem 50 Henrique Augusto Mi-
let, st'iodo de 1 andar c 2 lojas,
arrendado tudo por..............
dem 52 A.Joo Jos de Albu-
querque, casa terrea arrendada
por ..............................
dem 54.Dr. Jos Roberto de Mo-
raes e Silva, casa terrea arren-
dado por..........................
dem 58.Joao Flix do Nasciinen-
to, casa terrea arrendada por....
dem G6.Antonio dos Santos Fer-
reira, casa terrea arrendada por
dem 84 O menor Luiz, sendo seu
tutor Jos Teixeira Leile, casa
terrea arrendada por............
dem 86 A. Herdeiros de Paulo
Caelano de Alouqucrque, 1 so-
brado del andar-e loja, arren-
dado tudo por....................
dem 80. Os mesraos, 1 sobrado
de 1 andar o loja, arrendado tu-
do por............ ..............
dem 88.Dr. Francisco Goncalves
de Muraos, casa terrea arrendada
por.................. ............
dem 96.Jos Manoel de S, ca-
sa '.errea arrendada por..........
dem 7. Herdeiros de Manoel Pe-
reira de Moraes, 1 sobrado de l
andar e 1 loja, arrendado ludo
por..............................
dem 19.Anna Mara da Concei-
cc, 1 sobrado de 1 andar e 1
oj oceupado pela mesma, ava-
liado tudo por..................
dem 21.Viuva de Joo Jos do
Amaral, casa terrea arrendada
por...............................
Idra 23. Jos Alvos Lima, casa
terrea arrendada por..............
dem 27. Atitonio Annes Jacome
Pires, casa ler ea arrendada por
dem 33 Jos Pedro Velloso da
Silveira, casa tenca arrendada
por .............................
dem 45. O mesmo, casa terrea
arrendada por....................
Largo da Matriz.
N. 1Viuva de Joo Cardoso Ay-
res, casa terrea arrendada por....
IJem 3. Maria Cardoso da Silva,
casa terrea arrendada por........
dem 5. A raesma, casa terrea
arrendada por....................
dem 7 A mesma, casa terrea
arrendada por...................
dem 9.Viuva o herdeiros de Joo
Cardoso Ayres, casa terrea arren-
dada por........................
Ra da Matriz.
N. 13. Anna Joaquina da As-
sumpgo, casa terrea arrendada
por ..............................
dem 15. Jos Lucio Lins, casa
terrea arrendada por............
dem 17.Filippo Santiago Caval-
caoti de Albuquerq,ue, casa ter-
rea arrendada por................
Ra do Motocolomb.
f. 2. Vicente Ferreira Gomes,
casa terrea arrendada por......
dem 4. Jos Lopes Rosa, casa
terrea arrendada por...........
dem 6. Andr da Costa Mon-
leiro, casa terrea arrendada por.,
dem 8Viuva do Angelo Custo-
dio Gomes, casa terrea arrenda-
da por............................
dem 10. A mesma, casa terrea
arrendada por....................
dem 24 Manoel Joaquim do Pa-
raizo, casa terrea arrendada por.,
dem 26.Manoel Antonio Perei-
ra, ca3a lerrea arrendada por....
dem 23. Joaquim Ferreira V-
lenle, casa lerrea arrendada por
dem 38. Antonio Joaquim Pa-
nfseo, casa lerrea arrrendada por
dem 44.Padre. Francisco Coellio
de Lomos e Silva, casa terrea ar-
rendada por....................
dem 46.__Viuva e herdeiros do
Joo Muniz de Souza, casa terrea
orreudadn por....................
dem 50.Vicente Ferreira da Paz,
casa terrea arrendada por.......
dem 54.-Joo Baplisla Raymundo
dos Santos, casa terrea arrendada
Idern 62 Joaquim Antonio da Sil-
vi, casa terrea arrendada por..
recer resposta, esim o desprezo dos homens sen-
satos.
Recite 30 de novembro de 1860.
B.: L.: F.: Cesar Loureiro.
Srs. redactores. Escrevem-me d'ahi que tam-
bera tem sido de proposito espalhado no districlo
eleitoral de Nazareth. por onde sou candidato, o
boato falso de que serei eleilo pela provincia da
Parahiba.
S por esle motivo, julgo conveniente preve-
nir aos meus amigos, e todos que quizerem pe-
nhorar-me, acolliendoa minha candidatura, que,
ainda que ausente, continuo ne3ta eleico a apre-
sentar-me, nicamente, pela provincia de Per-
nambuco.
Victoria 17 de novembro de 1860.
Antonio Alves de Soma Carvalho.
120000
300JOOO
108S0OO
120g$000
1203000
1205000
1203000
1443000
108.-.000
1083000
3363000
9GJ0O0
3503000
1443000
1443000
1543000
500?000
3003000
3003000
1203000
141300 J
2.503000
963000
96S000
723000
108*000
3123000
utfona
1143000
1203000
120;000
72J000
2163000
192g000
1203000
2503000
963000
963000
I2O3OOO I
1203000
1443000
3003000
4003000
1203000
1443000
143000
1443000
72*000
UM.4 LAGRIMA.
Sobre a campa da Exm.a Sr.a D. Ca-
rolina de Siijueira Cvale inli de
Albuqucrque, offerecida ao sea
esposo e raeu amigo o Illm. Sr. Dr.
Amaro Joaquim Fonsecade Albu-
qoerqne.
Ao co voou lio placida e tranquilla
Que do justo mostrou a paz serena.
* *
J nao exisle a Qlha obediente e querida,
a esposa fiel edisvelada, a mai terna e ca-
riuhosa, e a amiga sincera e verdadeira 1
J nao existe, e s nos resta a sentidissi-
ma lembranca de suas virtudes 1
Morreu a Exm. Sr." D. Carolina do Si-
queira dvalcanli de Albuiuerque, deixan-
do subraersos na mais pungente dr ao seu
amoroso consorte, a seus temos pais, ir-
mos e prenles, e finalmente a todos
aquclles que tiveram a felicidade deconhe-
ce-la e de a communicarl Seus lenros fi-
Ihos, fruclo do primelro consorcio, carpem
incousolaveis, a falta mais sensivel e a per-
da mais irreparavel I
Tantas perdas reunidas em urna s pes-
soa !...
Aondeachar o lenitivo dessa dr; a con-
soUco desse pezar e a conformidade nesse
lerrtvel golpe!
Na religiao somente, na doulrina daqucl-
le que por nos tanto padeceu, e no alto do
Colgla exalando o ultimo suspiro, per-
doou aos que acabavam de o sacrificar.
AExn.."Sr.a D. Carolina era urna da-
quellas creaturas, cuja existencia devia ter-
minar mais celo, para que tivesse o pre-
mio de sua bondade na eterna raanso dos
justos. Altos sao osjuizos do Dos!
Quem poder perscrular os seus subli-
mes decretos !...
Era toda a sua vida, embora descendente
de urna familia Ilustre e de pais abastados,
nunca despresou os pobres e ncm esque-
ceu os preceitos da caridade ; no leilo dos
soffrimentos, nao olvidou os deveres di
religiao.
Foi ella mesma, quera no meio das dores
e afflicces, soliciiou e pedio os seus soc-
corros, e como verdadeira chrisl contricta
e resignada recebeu lodos os Sacramentos!
Oh que doce consolado para urna al-
ma pia e.devota, que prazer consolador pa-
ra um coraro calholico !
A ascile mais rebelde, lahez complicada
cora oulras enfermidade, resisti aos maio-
res esforeos da medicina, e aquella exis-
tencia to cara c necessana a tantos entes,
suecumbio e esvaio-se entre as hendaos e o
pranto de seus dilectos.
Resta-nos da tudo islo urna idea alimen-
tada, na tristeza d.is saudades c do pran-
to : e que a Ilustro finada goza da bema-
ventuianca e hoje descanca em paz.
L.J.
vario.
Nao para os fracos o termo das lidas 1 No
peito te bate ainda um coracio de mancebo ; es-
cuta o que le falla do porvir sempre risonho,
abrindo-ie as suas portas brilhantes I
Desanimar, perder a crenea, nunca 1 Nao pa-
ra quera sent correr-lhe as vcias o sangue da
juvenlude descrer dos louros, do amor, da feli-
cidade, de Deus, em quem ludo isso resume-se I
Yai, e leras em breve abrogado, trmulo de
dr e saudade, mai, pai, irmo, ijmila, que to-
dos, cora riso nos labios e ternura no peito,
guardam para ti um amplexo, significativo da
mais doce amizade I E ento nao esquecas a voz
do amigo que to lembra o futuro 1 .. ..
Nao tremas, amigo, da sorte I coragom 1
Va longe essa imagem, cruel, afflicliva,
Qje leva-te as crencas d'um bello porvir!
Cr sempre inda vir-tc urna vida festiva I
Nao penses que a gloria p'ra ti olTuscou-se,
Na Ireva afogou-se, perdeu teu futuro!
Nao creas, mancebo 1 A honra leo norte 1
s livre ; s forte, que o mais seguro 1 ...
Luis Ferreira Maciel Pinheiro.
Pecas de 8JC0O .
Ooca hMpanholas. .
Ditas meticana?. ,~ .
Aguiaa da ooro do E*ta-
doi-Uridoi ....
Soberano ( puta). .
Ouro cerceado ( ooro) .
Pataca hsspanholag .
Ditas brasileiras
Ditat mejicanas
Cinco traiicoi ....
PraU (ma|rco).....
Fundos e accSes.

83020
159000
14100
1832.56
4490
1*980
940
930
940
880
83000
83050
153200
1432OO
181H00
43500
23000
960
950
960
890
83030
Hamburgo47 dias, patacho hambnrguez Thekla
Schmidt, de 124 toneladas, capitn A. C. F.
Burmeister, equipagem 9, carg fazendas e
mais gneros ; a Kalkman Brolher & C.
o.
O.
- = *
O)
o.
f
B
oras
n
c
B
o-
a
3 por cents deastentam.
Coapons 1. .... .
Divida d flerida .
Banca da Portogal. .
Dito corntttercUI do Porto
46 3|4 a 47 3)4
45 3,4 a 46 1/4
37 1i2 37 3/4
5583000 a 5603000
2583000 a 260S0O0
REVISTA COMMERCIAL.
De 12 de oulubro a 10 do novembro.
Desdes nosssa ultima revista, que o mercado
se tem coiservado com a pouca animaco que
anteriormente enunciamos, e as transaeces oes-
te periodo edectuadas, quasi todas foram destina-
dis ao consumo.
O mercado do fundos animou-se progres3va-
menle, e divems transaeces tem tido lugar.
COMMEBCIO.
Bcceberloria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
llendimeuto do dia 1 a 29.
dem do dia 30.
21:2353372
2:7673237
27:002^609
Consulado provincial-
Randimento do dia 1 a 29.
dem do dia 30.
20:9043677
8363418

21:741*095
REND MENT DA MESA DO CONSULADO PRO-
VINCIAL EM O MEZ DE NOVEMBRO DE 1860.
A SABER :
Direitos de 90 rs. por (S> do as-
sucar exportado ........ 11:7193256
Dito de 17 rs. por libra de couros
seceos, verdes e espichados..... 1:2763020
Dito de 20 rs. por caada d'aguar-
dento, alcool ele................. 3183520
Dilo 2 01o idern do algodo expor-
tado ...............
Dilo de 7 01o do mel.......
dem idem de 5 idern dos mais
gneros exportados.......
Capalazia de 320 rs. por sacca de
algod.io exportado .......
Decima dos predios urbanos .
2 por cenlo de mcia siza de es-
cravos..............
Escravos despachados............
10 por cento de novos e vclhos di-
roitosdos empregados provin-
ciaes...............
Sello de herancasc legados. .
imposto de 3 e 4 por cento sobre
diversos eslabeleeimenlos. .
Taxa da inslrucco publica.......
Emolumentos de polica.....
Multas por inlracces ......
Juros da decima..........
Custas............................
r. Entraram no periodo desta revista
:as do Para, 143 da Madeira, 300 b3rri-
sac.:as de Liverpool, e
1514 saceos de
Assuca
301 barr
ras e 22!!
Genova.
O mertado para este genero esteve sempre
frouxo, rosumindo-se as transaeces s necessi-
dades do consumo.
Temos notar, com parlicularidade, a venda
do carrcj;amento do Lusitano, de Genova, qut-
teve lug
como a
vendas f
r ao mnimo de nossas colocoes, assim
jumas porgos de Pernambuco, cujas
ireadas foram ainda abaixo de nossas ac-
luaes colaces.
As noticias porra de Inglaterra devera influir
para raelhorar n pos'iQo desle genero.
Calculamos ser hoj a existencia era
Caixas I Feixes Barricas Saceos Canaslras.
1676 521 2248 32361 30
Algodlia. O augmento no deposito tanto no
nosso mercado como no do porto, fui a causa de
que algumas transaeces que se realisaram, fosse
a precop mais baixos do que aquellos que pre-
tendan) os possuidores.
As entradas foram de 520 saccas do Maranhao,
e 322 fardos dn Liverpool.
Agurdenle do Drasi!. Nao consta vendas.
De Peri.imbuco entraram 60 pipas, do Maranhao
13, de Madeira 1 pipa e 1 barril, e de Glasgow 70
cascos e 140 pipas.
Azei e.Realisaram-so differentcs embarques
para Himburgo, mas tolos clies ou de transae-
ces arteriores ou de conta propria.
Itmosphera.
w M en w en w Oirecfo. 4 w a 0
s < OQ 55 i 50 8 a s 00 OO Fahrenheit - O
lo f? Centigrado. O
OS 00 -4 ^1 03 ^ Hygromelro
0 0 O eo O Cisterna hydro-mtrica.
OO
-1
CO
-4
O
-4
co
co
o
"o
co
co
o
co
o
co
co
o
"o
Francs.
ingles.
o
a
OO
M
S3
<
> O
A noite nublada, vento fresco do SE o assim
amanheceu.
osciLLACJ.0 n* BM.
Preamar as 6 h. 6' da tarde, altura 6,8 p.
Baixamar as 11 h. 5V da manlia, ollura 0,9 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 30 de no-
vembro de 1860.
ROMANO STEPPLR.
Io lente.
Editaes.
oceupace, nao vindo com os nomes jiscados.
alterados ou substituidos por oulros, conformo
tuda cima se acha determinado as respectivas
leis eleiloraes, que sao as de 19 de agoslo de
1846, 19 de setembro de 1855. 18 de agostodes-
tc auno, a suas rospectivas instrueces de defe-
rentes datas.
E para conslar mandei fazer o presente, que
ser afiliado nos lugares mais pblicos da fre
guezia e publicado pela imprensa.
Recfe,29 de novembro de 1860.
Eu Joaquim da Silva Reg, escrivo queoes-
crevi.
Antonio Epaminondas de Mello.
_ O Illm. Sr. inspector da ihcsouraria provin-
cial, em cumprimeuto da resoluco da junta da
fazenda, manda fazer publico, que a arrematico
do contrato do coslelo da illuminaco publica da
cidade de Olinda, foi transferida para o d:a 6 de
1 dezembro prximo vindouro.
E para constar se mandou afDxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 29 de novembro de 1860. O secretan,
A. F. d'Annunciacao.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, coramendador
da imperial ordom da Rosa e da de Chrislo o
juiz de direito especial do comraercio desta ci-
dade do 11-iife de Pernambuco e seu ttnno
Dor S. H. I. etc.
Fago saber sos que o presento edital rirem em
como no dia 20 de dezembro do correle anno
se ha de arrematar em praca publica deste juiza
na sala dos auditorios a casa terrea sita na ra
'U Moda n. 25, de 2 portas e urna janella, 2 sa-
las, 4 quartos, rosinha fora e cacimba do servi-
90. avaliadaem 3:0003. pertencenle a Joaquim
Flix Machado e vai n praga por execuco que
lhe move Manoel Jos Lete c caso nao hja lan-
cadorque cubra o preco da avaharlo ser axar-
rein-itago feta pelo prec.o da adjudiceco com o
o abate da lei
E para <}ue chegue 00 conhecimento de lodos
mandei passar editaes que sero publicados pela
imprensa e affixados nos lugares do costante.
Cidade do Recite 19 de oulubro de 1800.En
Manoel Mara Rodrigues do Nascimento, escri-
vo o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelti.
960368
116|323
8163304
5153280
685g282
2.8593780
9JO00
4S5S597
6743643
1503930
213000
63000
23344
439 SO'
1463983
Nest
Ele
33550
21:7413095
Mesa do consulado provincial 30 de novembro
de 1860.
O 2o escripturario,
L'lisses Cokles Cavalcanli de Mello.
b.
ni.
D. Pedro por graca de Dos e unnime acclama-
cao dos pnvos, imperador constitucional e de-
fensor peroetuo do Brasil, como grao meslre
da ordem da Rosa, facn saber aos que esta mi-
nha carta rirem, que tendo attenco aos ser-
vidos militares prestados pelo capito Firmino
da Cunha Reg :
Hei por bem nomea-lo ofcial da dita ordem.
Pelo que lhe mandei passar a presente, a quol
depois de prestado o juramento do estyllo, ser
sellada com o sello das armas mperiaes.
Nada pagou do joias nem de emolumentos em
virlude do art. 16 da lei n. 586 de 6 do selembro
de 1850, e do aviso do ministerio da fazeoda de
6 de novembro do mesmo auno.
Dada no palacio do Rio de Janeiro em 13 de
novembro de 1860, trigsimo nono da indepen-
dencia e do imperio.Imperador com guarda:
Joo d'Almeida Pereira Filho.
Carla pela qual vossa magestade imperial ha
por bem nomear official da ordem da Rosa o ca-
pito Firmino da Cunha Reg, como cima se
declara.
Para vossa magestade imperial ver.
Por decreto de 14da margo do 1850. Prestou
juramento por procurador em 16 de novembro de
1860.Almeida Pereira.
Registrada a flsl26 do liv. 4. de diplomss da
ordem da Rosa.
Secretaria de estado dos negocios do imperio
em 17 de novembro de 1860 Joo Gongalvcs de
Araujo.Joo Googalves de A|ujo a fez.
LISBOA, 10 DE SETEMBRO DE 1860^
Preros correntes dos gneros de importarao do
Brasil.
Algodao de Pernambuco. .
Dito do Maranhao .
Assucar de Pernambuco
Dito masca vado
Dito do Kio de Janeiro
Dito da Babia b .
Dilo dito mascavado .
Dito do Para broto .
Dilo de Cabo Verde.....
Alpista............A
Arroz da India (Gl)a). .
Dito d> Miranlij e Para sup
Dito dilo b m ......
Dto dilo ordinario.
Oito dito m'jdo......
Caf do Rio primeira sorle .
Dilo dilo segunda dita.
Dilo dilo terreira dita .
Dito de boa escolha. .
Dito de Cabo Verde ....
Dilo de S. T. e Principe. .
Dilo de Angola.......
Cacao do Para......
Dito da Babia........
Dito de San Tliom.....d

o




iq





d


b
130
13)
232OO
13500
13100
23000
13100
1300
700
43200
63>00
53600
53200
43000
33'.)00
33500
33100
5S200
43 00
33900
3;650
33100
110
141
2900
2p200
13800
23200
1S50
13500
23500
800
43400
63IOO
esooo
5300
49100
4300J
33600
33300
23"00
53100
4?6O0
4J500
43750
33200
Cera amarella de Angola ar.
D;(a dita de Benguela. .
Cravo do Maranhao......
Cravo de Girofe .
C >uros seceos .11 Rio.
iloi verdes do Para
Ditoi empichado* das Minas...
Dios ditos da Baliis.....
Dilos ditos de Angola......
Ditoss'lg-idos do Maranh Ditos 'Ai. de Pernambuco .
Ditos ditos da Bihia.......
Ditos, ditos de Angola.....
ar.
. ar
I443OOO
iCotinuar-se-ha.)
Ao meu amigo *
16 de novembro.
Longe se vai essa hora derradeira, em que nos |
vimos a bordo do ParanA!
Foi-so tambera a hora tristonha do crepuscu- |
lo essa hora, que parece ler sido mergulhada
as saudades I
E' a hora lgubre e sombra, em que de bordo
se vC apenas a escurido erma dos mares, as'
nuvens que giram dispersas na face dos c03 ; a
estrellnha que lnguida fulgura, c o clarear lon-
ginquo do fogo levantado no alto da serra cos-
leira. E' a hora em que se ouve apenas o bor-
borinho das aguas, que roarutham na proa da
barca ; o sora do vento que cicia na cordagem ;
o roncar surdo do vapor que bafeja os ares, e o
rebolico das ondas que vm dar de encontr ao
costado. Bom caminho j deves ter ido 1
A esta hora, quando lalvez nem mais um pas-
sageiro esteja acordado, tu conservas a attitude
melanclica de um homem, acabrunhado sob o
peso iusoffrivel de urna dr profunda, a attitude
de quera experimenta n'alma urna lula insana de
sensages dolorosas; de quem suffoca no pclo
ancias" de afflicgo e pesar 1
A brisa que nesses descrlos parece gemer de
saudades, e quo le vai solucar ao ouvido as suas
maguas dormenles, este ceo'assombrcado e scin-
till3nte, essas nuvens que se atropelain nos ares,
o rouquejar montono das ondas, que estrebu-
cham em furia ; ludo tom um echo de magua era Ceblas
leu coraco! tem ludo isso urna expressoo amar-
ga, que'te afflige a mente; urna caladura som-
bra, que te annuvia o peito 1
S:m 1 esperavas que lesurgisse, risonho, o dia
do ires ler aos braco3 paternos, levando na fron-
te urna cora singela das lidas escolsticas; mas
de repente essa cora murchou, seccou e des-
fez-se, e lu (icasle, como triste e aturdida fica a
donzella, de quem urna floriona, guardada com
zelo, foi-lhe do seio levada pelo vento Divisa-
vas em leu horisonte urna palma vigosa, cresci-
da entre as palmas da sciencia, c brotada e nu-

o


320
320
600
110
137
117
137
187
120
- 177
197
152
165
125
185
120
33600
I3IOO
13100
750
Ditos ditos deCabo Verde..
Ditos dit03 das 11 lias.. .
Dito dito* monros. .
Comii los.......
l).Mit?s de marfim lei...
Ditos dito meiao........
Dilosdito escravelho.....
Erva-doce...........@
Farinha de pao.....A.
(omina copal superior..... "
Dita dita regalar.......
Dita dita ordinaria.......
Meiago............P
Oleo de copahibi .
Ouruc.........
Pimenta da India.....
Salsa'parrilha superior.
Dita dita regular ... .
Dita dita ordinaria.. .
Trigo estrangeiro rijo..
Tapioca boa.......
Ir/ella de Angola. .
Dita de Bengatla ....
Dla de Cabo Verde...... iljOM 123500
Vaquetas do Maranhao.....urna 13600 2-3200
Dita de Pernambuco .
Exportacao
Agurdente........Alm.
Azeile doce......
Amendoa doce tro milo
linlia de porco.
Batatas.........
Cera branca em grume.
Dita dita em velas. .
800
jOOO
43OOO
23200
483000 503000
51;000
100 110
130 140
163000 173000
123300 133000
10-3000 113000
620 660
@ I32OO 23100
qq II9OOO t3#900
123000 133500
-23200 23500
b
ffl




A

i)
ar.


33500
43200
A
A
6 @

260
330
400
160
370
270
Correspondencias.
Srs. redactores. Acabo agora de ler no L6-
ral Pernambucano, um raiuel, com o titulo de
__publicagao pedido, em o qual o novo Her-
cules o S. Dr. Madeira ameagadar com um chicote
trida ao orvalbo das vigilias. Correste a ceifa-la
anheloso e fascinado, esquecido dos perigos da
jornada, e sem pensar nos despenhadeiros do ca-
minho, foi curta a toa carrelra 1 O corsel trope-
gou e levou-le ao fundo do abismo, cercado de
trevas, perdido o norte e o rumo
Mas pensas que a gloria p'ra li offuscou-se,
a treva afogou-se, lovou teu futuro?
Nao creas, n ancebo A honra teu norte l
s livre ; se, forte, que o mais seguro ... .
Centeio
Cevada .........
Carne de vacca.....
de porco
Chourigos.......
Farinha de trigo. .
Millio..........
Paios..........
Presuntos.......
Sal...... .
Trigo rijo do Reino. .
Dilo mulle.......
Toncinho........
Vinho de Lisboa tinto .
Dito dilo branco ....
Vinagre de Lisboa tinto
Dito dilo branco......
Cambios.
I Londres 90 d|d......54 1 2 a 54 3/8
Pars 100 did.......547
Genova 3 mid.......525
Haraburgo 3 in[d.....4S
63000
33600
4S50D
33600
280
400
420
170
39o
300
10300o
18300o
33600
9300o
47o
3900
430O
1360o
710
700
3*00(1
p 903000 100300a
1209000 130300o
r. 439000 50*000
453OOO 50#00Q
1 uliim semana a concorrencia desto ge-
nero ao mercado foi insignificante.
Os depsitos devera reputir-se quasi esgo-
tadus.
O nevo ainda nao veio ao mercado.
genero pode cotar-se para exporlaco de
j 33600 rs.
Arroz*Poucas vendas, e essas limitadas ao
consuno.
Durante 03ta revista entraram de Londres 140
saetas, do Para 4010 alqueires c de Genova 52
sacias]
Alpista.Vendas muilo limitadas. Entraram
de Sibraltar 100 barris.
Caf;.As primeiras sortes nao s se sustenta-
ran*, mas at4 melhoraram.
fias ralis qualidades as vendas effectuidas em
seguida nossa anterior revista conlinuaram pe-
los mestnos pregos. porcm, sabendo-se que o
Gloria, de S. Thom, Iraz a maior parle do car-
| regamento de azeile de pilma, e nao havendo
conorrencia no mercado pelos poucos suppri-
mentos quo temos (ido do Brasil, os pregos ele-
varam-se mais 100 e 110 rs. em arrouba. nao
havendo receio de que a entrada de 625 saceos
pelo Julio, do Rio, possa influir para baixa.Os
suppnmntos dasdn a nossa precedente revista
foram apenas da 723 saceos do Rio do Janeiro.
C-if'*.As entradas consistiram em 321 gamel-
las de Angola, pelo Paria I. Tem havido ven-
das durante o periodo d'esla revista, mas actu-
almente esle genero est muito frouxo, pela
estago estar adianlada para as searas.
Cacao.Logo depois do nossa ultitm revista
houvo grande d'jsinimago nos possoidores, e
querendo estes reilisar d'e prompto, foi esle ge-
nero vendido quasi todo a 3*600 rs., o hojej
revendido a 33700 rs., prego este que fica lirtne,
em consecuencia das noticias favoraveis dos met-
cados estring'*iros.
As enlodas foram de 176 saccis do Para, e
II do Hannhio.
Courns. Venderam-so ltimamente os seceos
do Rio espichados, de Minas e verdes do Para.
Tolas as mis qualidades e das diversas proce-
dencias litara empatadas
No decurso desta revista os suppriraenlos cho-
gados for;ra de 4788 do Maranhao, 518 do Para,
346 da Mdeira, 401 de Loanda, c 188 de Cabo-
Verde.
Gummi copal.As qualidades superiores loem
prompla venia, e ha falta ; as inferiores tem
tidaalgiima sahida aos pregos colados. Entra-
ram apenas lf'7 voluntes de Loanda.
Gomnu do Brasil.As entradas foram de 788
paneiros e 32 alqueires do Maranhao. As ven-
3*900 das sao regulares, e os possuidores sustentara os
330 precos.
Melaro.Nao ha vendas. Do Para entraram
121 barris.
MarfimEfectua'am-se tanto no mez passa-
docomo-n'este mez vendas regulares, e houve-
rara embarques de conta propria. Entraram de
Loanda 468 ponas.
Salsa parrilha.Consisliram as entradas em
86 canudos do Para,
Os pregos colados sao nominaes por falla de
vqndas.
Sal.Poucos embarques so tem realisado. O
prego continua sem alierago.
Urzella.As transaeces teem continuado re-
gulares, e sustentando'-se os pregos : coratudo
houveram vendas de qualidides inferiores a pre-
gos muilo baixos.
Vnhos e vinagres.Mercado muilo frouxo.
Para.Ligeiro II, brigue portuguez, com 201
barris de vinho, 95 de vinagre, 45 de azeite, 130
de toncinho, 110 barris e 60 ancorlas de chou-
r.cas, 10 Ojrris de presuntos, 5 de banha, 8 ca-
xas de cha, 382 de cera em vclis, 65 de massas,
200 moios de sal, 200 canastras de batatos. 100
caixas e 600 molhos de ceblas, 121 lages, 500
volumes de louga faiaoce, 200 ancoras de azeito-
nas, 10 saccas d'e grao, 5 de alfazema, 23 de fei-
jao, 26 volumes de drogas, 58 pegas de cabos de
linho, 26 volumes de-mobilia, 10 grades de quei-
jos, 12 caixas de peixe, 13 de massa do tomates,
38 do doce, 36 barricas e 27 saccas de cominhos,
32 barricas o 16 saccas de herv-doce, 8 caixs
de cebo em velas, 304 caixas o 100 caixinhas de
figos, 20 saccas e 20 Uleigos de nozes, 87 caixas.
92 metas ditas, e 310 quartos de passas, 135 bar-
ras de chumbo, 56 canastras de caslanhas, 20
saccas de hervilhas, 50 capachos e 145 volumes
diversos.
Barra de Usbaa,
ENTRADAS.
Outub. 13 Amalia I, Orncllas-'Pernambuco.
o






O Rvm. Jos Leite Pilla Ortigueira, niz de paz
do primeiro districlo da freguezi de S. Fr. Pe-
dro Goncalves da cidade do Kecifc, etc.
Fago saber os pessoas que se achim qualiflca-
das votantes desta freguezia, que a vi3:a dos de-
cretos ns. 1082 de 18 de agesto ultimo, c262l de
22 do mesmo mez, dos oQicios do Exm. presiden-
te da provincia e da cmara municipal, que no
dia 30 de dezembro desle anno as 9 horas da ma-
nha lem de proceder-se a eleigo de eleilores
que ho de eleger os depntados geraes e provin-
ciacs, aflu de quo hajam de comparecer na ma-
triz de S. Frei Pedro Googalves com suas chapas
contendo 23 nomes de pessoas que estejam as
circumslancias de sorem eleitores; e convido aos
senhores :
ELEITORES.
Domingos Henriques Mafra.
Antonio Henriiiues Mafra.
Manoel Amancio de Santa Cruz.
Manoel Francisco Marques.
Jos Marrques da Costa Soares.
Jos Pedro das Neves.
Ignacio Antonio Borges.
Antonio Botelho Pinto de Mesquila,
Estevo Jorge Batista.
SUPPLENTES.
Manoel da Silva Neves.
Antonio Jos Silva do Brasil.
Candido Thomaz Pereira Dutra.
Manoel Bastos de Abreu Lima.
Manoel Estanislao da Costa.
Luiz Antonio Goncalves Penna.
Constancio da Silva Neves.
Joaquim Jos de Santa Anna Barros.
Major Alexandre Augusto Fras Villar.
Dr. Cosme de SS Pereira.
Dr. Joaquim Jos de Souza.
Major Tliomaz de Almeida Anlunes, que compa-
recam no da e hora cima declarados para se or-
gaiiisar a mesa parorhial como determina o art.
41 da lei de 19 de agosto de 1856
E para constar mandei passar a prpsenle. Fre-
guezia de S. Fre Pedro Goncalves do Recife, 29 i
de novembro de 1860
Eu Innoceocio da Cunha Goianna, escrivo o
escrevi.
Padre Jos Lei'e Pilta Ortigueira.
Declaracos.
330
700
130
200
120
197
192
190
187
207
162
170
165
202
155
43007
13S00
13200
13150
33600
900
53600
43800
2*500
A
Duz.

Moio
A
B
350
610
G20*
17 Guienne.EnoulVapor para o Brasil.
20 Garolina, AmaralMaranhao.
22 Unio, RochaPara.
26 Boa F, Madeira Maranhao.
29 Oneida. BevisVapor para o Brasil.
Jason, Traicherdem.
n Jareo, SobrinhoPernambuco.
Alfredo, CruzMaranhao.
Nov. 5 Liberdade. Carreiradem.
SAIDAS.
Outub. 14 Tyne, JellicoVapor para o Brasil.
b 29 Navarre. Vedeldem.
Nov. 3 Ligeiro 11, VascoPara.
Embarcaces earga.
PernambucoBrigue L<\n III, e Soberano.
MaranhaoPatacho Boa F.
ParaBarca Flor do Vez.
Movimento do porto.
O Dr. Antonio Epaminondas de Mello, official da
imperial ordem da Rosa e juiz de paz do pri-
meiro anno do primeiro districlo da freguezia
do Sanlissimo Sacramento do bairro do Santo
Antonio da cidade do Recife, ele.
Fago saber que tendo de pruceder-se nesla fre-
guezia, no dia 30 do mez de dezembro prximo
futuro a eleico dos eleitores que ho do eleger,
nao s es deputados assembla geral para a
prxima legislatura dos annos de 1861 a 1864,
como os membros da assembla legislativa pro-
vincial dos annos de 1862 a 1863 e de 1861 a
1865, devera 03 eleitores e suplientes desta fre-
guezia em numero de 55 nella residentes, com-
parecer s 9 horas do supradito da, em ocorpo
da igreja matriz do Sanlissimo Sacramento do
bairro de Sinlo Antonio da cidade do Recife,
alra de se srganisar a mesa parochiat, ficando
os que nao fizerem, sera motivo legitimo, sujei-
los multa comminada no arl. 120 5." o. 2,
da lei de 29 de agosto de 1846.
'ieiores.
Os senhores :
Coronel Domingos Affonso Nery Ferreira.
Dr. Angelo Henriques da Silva.
Tenenie-coronel Sebaslio Lopes Gunares.
Dr. Antonio Rangel do Torres Bandeira.
Dr. Antonio Epaminondas de Mello.
Etnpregado publico Caetano Pinto da Veras.
Escrivo Joaquim da Silva Reg.
AlferesCaetano Jos Mendes.
Vigario Venancio Ilenriiiuo de RezenJe.
Capito Firmino Jos de Oliveira.
Major Claudino Benicio Machado.
Capito Silvino Guherrae de Barros.
I'roprietario Manoel Antonio do Jess Jnior.
dem Jesuioo Ferreira da Silva,
Capito Joo Athanazio Botelho.
Empregado publico Joo Manoel de Castro.
Tenente-coronel Rodolpho Joo Barata de Al-
meida.
Alteres Joaquim Francisco de Torres Gallindo.
Tenenlo Francisco de Paula Machado.
Empregndo publico Joo Pereira da Silveira.
Artista Guilhcrme Pinheiro Rosa,
dem Antonio Francisco Gongalves.
dem Jos Luciano Cabral.
Alferes Barlholomeu Guedes de M"-5llo.
Empregado publico Marcolino dos Santos Pi-
nheiro.
Alteres Francisco Lucas Ferreira.
Si(/>pie'ies.
Os senhores :
Capio Antonio Augusto da Fonseca.
Dr. Joaquim de Aquino Fonseca.
Dr. Antonio Jos da Costa Ribeiro.
Tenente-coronel Juslino Pereira de Foria.
Empregado publico Joo Francisco Bastos.
Capilo Jos Luiz Pereira Jnior.
Dr. Joo Francisco Teixeira.
Dr. Joo da Silva Ramos.
Brigadeiro Joaquim Bernardo de Figueiredo.
Dr. Ueodoro Ulpiano Coelho Calanho.
Dr. Francisco Ferreira Marlins Ribeiro.
Escrivo Floriano Correa de Brilo.
Dr. Jos Flix de Brilo Macedo.
Dr. Antonio Jos Alves Ferreira.
Empregado publico Manoel da Silva Ferreira.
Capilo Flix Francisco de Souza Magalhs.
Dr. Carolino Francisco de Lima Sanios.
Commerciante Francisco Antonio de Brilo.
Proprielario Jos Francisco Carneiro.
dem Jos da Fonseca e Silva.
Commerciante Severiano Jos de Moura.
Proprielario Domingos Nunes Ferreira.
Capito Francisco de Souza Reg Montetro.
Artista Francisco Jos Correa deQueiroga.
Commerciante Caetano Silverio da Silva.
Artista Rufino da Costa Pinto.
Commerciante Silverio Joaquim Martins dos San-
tos.
Artista Joo Paulo de Souza.
dem Joaquim Militao Alves Lima.
Oulro siui, convoco a todos os cidados qualifi-
cados voltiles tiesta freguezia, cujos nomes to-
na lista attxada na referida na-
Xavios entrados no dia 30.
Portosdo Sul6 dias vapor nacional Tocantins,
de 700 toneladas, commandante o primeiro l-
ente Jos Candido Duarte.
Montevideo29 dia, brigue braslleiro Marinho
II, de 289 toneladas, capito Joaquim Gongal-
ves Lages, equipagem 14, carga 3,800 quinta'!!,
hespaohoes de cante; a Amorim Irmo.
ram inscriptos na lista alftxada na
iriz, para possoalmen'e comparecerem a dar', lages de decimas c
seus votos ; ot'scrtando-lhes que a freguezia da-
r 38 eleitores, vista do numero dos cidados
qualifScados, o segundo a portara do Exm. Sr.
presidente da provincia datada de 27 de setem-
bro do corronle anno, o por isso devem suas ce-
dulas conler os ornes de 38cidadosella'do-
miciliarios, e espeeilkando-se suas respectivas
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos scguinles :
Para o corpo da guirnico desta provincia.
11 bandas de la ; 154 "bonets ; 2 booets para
sargentos ajudanle e quariel-meslre ; 5 boaeta
liara cornetos e cornela-mr; 2 pares de charla-
Ierras para os sargentos ajudanle e quarlel-mes-
tro ; 2 tellins de lustre para os mesmos ; 2 cana-
nas de lustre para os mesmos; 2 espadas para
os mesmos; 161 esteiras; 161 grvalas; 161
maulfs de la ; 10 cordes de la para canudos
de inferiores ; I bandeira imperial ; 1 porte para
a dita ; 1 baste para a dila ; i capa do brim para
a dila ; 1 capa de oleado ; 1 chapa de ferro para
fogo com 4 ferros; 6 resmas de papel almaco;
400 peonas de ganco ; 2 caivetes ; 72 lapis ;
garrafas de tinta preta para escrever; 6 lilirasde
areia preta ; 20 taboadas ; 2 collecces de car-
las para principiantes ; 6 grammaticas portuguc-
zas por Motile verde ; 6 arithmeticas por Avila ;
6 pautas ; 20 traslados ; 6 pedras para escrever ;
24 lapis de pedra ; 3 rornetas com voltas, pontos
e bocoes; 5 cordes de la pora as mesmos; 4
caldeiras de ferro balido para 25 pronas; 1 eal-
deira para 50 pragas ; 2 caslicaes copo de vidro ; 4 colheres grandes de ferro ; 4
espumadeiras de ferro; 4 euchades de ferro; 4
garfos grandes de ferro ; 1 prato de louca ; 4 ps
de ferro; 1 sinele de armas ; 1 lalha do barro.
Para a secretoria do corpo.
1 livro de registro geral das pragas e officiae3
aggregados addidos ; 1 livro das ordens do dia do-
commando do corpo ; 1 Itvro do tegistto dos of-
ficiaes ; 1 livo do indico dus documentos archi-
vados ; 1 livro de carga e descarga geral do cor-
po ; 1 livro de tarara do juramento dos otficies ;
I livro de registro das olas semestraes; 1 livro
de lermo de deliberaces tomadas pilo conse-
lho peremptorio para cast'gos corporaes ; I livro
de registro dos termos dos soldados engajados
que assenlam praca ; 1 livro dos notos dunas
dos mdicos.
Para o conselho ecominoco.
1 livro de receita c despea do rancho das
pragas do corpo ; 1 livro de receilas e despezas
das economas lcitos ; 1 livro do acia das sesses
do conselho econmico.
. Para o fiscal do corpo.
1 livro do delalhe do servigo exigido ao corpo>
por eslas companhias.
Para o quarlel meslre.
1 livro de registro das folhas dos ofiiciaes prels
e mais vcnctmenlos; 1 livro de entradas e salu-
das dos respectivos aimazens.
Para o subalterno agento.
1 livro da receita c despeza das soturnas rece-
bidas da caixa do conselho econmico.
Para as companhias.
2 livros de registro das praras e ofiiciaes ag-
gregados e addidos; 2 livros de carga dos gneros
e fardamentos semestraes distribuidos s pragas
das companhias.
Os livros cima mencionados sao de conformi-
dade com os modcllos e diraenres marcadas na
ordem do dio do quarlel general do exordio n.
12 de 24 ae abril de 1857.
Quem quizer vender laes objectos aprsente as
suas proposlas cm caria Ceichada na secretoria
do conselho, as 10 horas do dia 7 de dezembro
prximo vindouro.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 28 da
novembro de 1860.
Denlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim l'ereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
A cmara municipal da cidade de Olinda,
em observancia do que lhe foi ordenado pelo gc-
verno da provincia em officio de 26 deste mez,
manda declarar a quem convier, que estar an-
da cm praca nos dios 1., 6 e 13 de dezerabrr
prximo vindouro para ser arrematado por quem
mais der, o imposto municipal dos 500 rs. por
; cabeca de gado vaceum, avahado em 4u03, po-
i dendo os pretndanles comparecer no pago das
1 sesses da mesma cmara nos referidos das", mu-
j nidos de fiadores habilitados, na forma d.i lei.
para po lerem laucar, sem o que nao podero ser
admitlidos a faze-lo.
Paco da cmara municipal da cidade de Olinda
em ssso ordinaria de 29 de novembro de 1860.
Joaquim Cavalcanli de Albuqucrque,
Presidente.
Eduardo Daniel Cavalcanli VellozdeGuivarara,
Secretario.
Crrelo geral.
Rehgio das cartas seguras vindas de sol pelo
vapor*< clarados :
Anna Francisca de Amida Reg.
Major Alexandre Augusto de Fras Villar.
Antonio Joaquim de Souza Paraizo.
Antonio Muniz de Aiago.
Caelano Pereira de Brilo.
Domingos Jos de Almeida.
Dr. Domingoj-de Souza Leo.
Francisco de Paula de Albuquerque Maranhao.
Francisco Raphael de Mello Reg.
Ignacio Pires de Carvalho Albuquerque.
Joaquim Ribeiro de Souza Froes.
Joo Gongalves da Silva.
Jos Garrido Ferreira dos Santos.
Jos Joaquim Gongalves Bastos.
Capito Jos Joaquim Pereira de Oliveira.
Joi Joaquim de Sinl'Anna.
Jos da Cunha Jnior.
Manoel Alves Ferreira.
[.Dr. Manoel Jos da Silva Neiva.
Manoel Lopes da Cunta Maciel.
Manoel Quintas de Azevedo.
Vicente Candido Ferreira Tourinho.
Pela adminislraco do correio desta cid.iie
se faz publico que as malas que tem de conduzir
o vapor Tocantins* para os porlos do norle, se-
ro fechadas boje is 3 horas da larde.
De ordem do Illm. Sr. Dr. procurador Bscal
da fazenda provincial se faz publico, que as re-
impostos, relativos
ao anno Ouanceiru de 1859 a 60, se acham em
juizo : os inleressados podero solicitar as res-
pectivas guias, no scriplorio da ra do Impera-
dor n. 41, das 9 ) da raanha s 3 da tarde,
para o que se lhe d o prazo de 30 dias, conta-
dos de hoji. Recife 28 de novembro de 1860.
O solicitador, Joo Firmiot Correia de Araujo.


'

w
Tribunal do commereio.
DIARIO DE PERNABMUCO.'- SABBADO i DE DEZEMBRO DE 1860.
11860 a 1861, livre da mulla de 3 %. dos imnn-
i- IWE' dK,nbun?' d0 ""So > f "8ui?le2 decima addicional #11180 Zn
t data flr S006 8C f" publC0> qu.?T !m|,0i!0 d0 20.0/ sobre l0"8 casas de d^*?o-
ta data ca registrado o contrato de socidade to : dito especial sobre casas de movis rniins
ItXr l5 d.C Utubr0 Ul,im0 por Sebs,ii0 ,os ?,,da- mobili fab k das em Piz e atr. 2'
da SI va, Portuguez, e Miguel Ferreira Velloso, dito sobre barcos do interior : Vn,"
Brasileiro, domiciliados e estabelecidos nesta ci- guir-se-ha a cobranca <
e a
do o qual se-
quanlo ao de-
percepQio da multa
lade com loja de ferragens, sob a Arma do Mi- i bito daquele <
guel Ferreira Velloso 4 C, devendo n mesn quanlo ao desle
socidade durar tres annos, contados de 31 de Recebedoria de Pernambuco, 1 de dezemhro
??*L?2?!!!!.?!!. cPilal de 10:000 de 1860.-0 administrador, Manoel CaraelS de
Souza Lacerda.
lorneeidos por ambos os socios.
Secrelaria do tribunal do commereio de Per-
nambuco 30 de uovembro de 186n0
Julio Guimaraes.Offlcial-maior.
Tribuaal do commereio
Pela secretaria do iribunal do commereio da
provincia de Pernambuco se faz publico, que nes-
ta dala fica registrado o contrato de socidade
feito em 13 de outubro ultimo porSebasliao Jos
da Silva e Fortunato Ribeiro Bastos, Portugue-
ses, domiciliados e eslabelecidos nesta cidade
com loja de ferragens, sob a firma de Fortunato
Ribeiro Bastos <& C, devendo a mesma socieda-
do correte anno, cora o capital de lO.OOOjj for-
necidos por ambos os socios.
Secretaria do t-ibunnl do commereio de Per-
nambuco 30 de novembro de 1860.
Julio GuimaraesOQlcial-maior.
Recebedoria de rendas inter-
nas geraes.
Pela recebedoria de rendas internas geraes sa
faz publico, que no correnle mez termina o prao
Iuspecco do arsenal de ma-
rinha.
Faz-se saber que a coramissao de peritos,
examinando hoje. na forma determinada no rc-
Rulamento baixado com o decreto n. 1324 de 5 de
tevereiro de 1854, os cascos, machinas, caldeiras.
apparelhos, maslreacao.velame, amarras e anco-
ras dos vapores Jaguaribe e Persinunga, da
companhia Pernambucana de navegicSo costoi-
ra, achou o pertencente ao primeiro navio em
perfeito estado, a excepeo das caldeiras, por ser
o seu estudo apenas regular, e desta forma o que
dizia respeito ao segundo.
Inspeccio do arsenal de marinha de Pernam-
buco, em 30 de novembro de 1860. O ins-
pector,
Eliziario Antonio dos Santos.
Pela mesa do consulado provincial se faz
publico aos proprielarios dos predios urbanos das
freguezias desta cidade e da dos Afogados, que os
30diasuteis para o pagamento bocea do cofre,
do l. semestre do anno Unanceiro da 1860 a 61
Jo rccebimenlo dos imposlos do exercicio de 18o9 do imposto da decima, se principiara a contar do
a 18uu, no domicilio dos contnbuinles a cargo dia 1.- de dezembro vindouro. Mesa do consu-
Jos recebedores, assim como o do pagamento na lado provincial de Pernambuco 24 do novembro
recebedoria do primeiro semeslre do exercicio de I de 1860.
ro*
Acbam-se venda na livraria da rraca da Independen-
cia ns 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesta
typographia r
Folhinhd de porta ou KALENDARIO eeclesiastico
bispado de Pernambuco.....,
de algibeira contando alem do kalendario eeclesiastico
e civil para o
Dita
160 rs
e civil,
explicado das fastas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimenio e occafo do sol:
ditas dos emolumentos do tribunal do commereio
ditas do sello; ditas do portadas cartas; ditas
dos impostes geraes, pro*inciaes e municipaes, ao
que se juutou urna colleceao de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entretenimenlo da mocidade.
320 rs.
Estao no prelo o almanak e outra folhinha contendo
todas as oraces para assistir semana santa, etc. Com-
prndole em porcessedaroporprecomaiscommodo.
THEATRO DE S. ISABEL.
fOHPANIM LYRICA DE G. MARINANGELI
Domingo 2 de dezembro
Para festejar este dia de grande gala nacional, logo que S. F.xc. o Sr. presidente da pro-
vincia se presentar na tribuna, cantar-se-ha o hymno nacional por toda a coropanhia, e os solos
pela senhora Giulia Beltramini
Em seguida represenlar-se-ha pela primeira vez a grande opera em tres actos de Donizeiti:
r.n7 rmP i luar"e a "sa da ra di
Zil L i iW* quinlal e cacimba, gabi-
a tratar nfndeHlevPOr?r0? de mensao. ;
a tratar na ra do Nogucira n. 21.
<,7I Quern Pec.isar de ura ptimo cavallo de
sella, quoira dingir-se a ra estreila do Rosario
n. ), que achara com quera tratar.
Aluga-se.
para so ppassar a festa urna casa no Cachang,
com bastantes commodos, defronte do
fallar na ra Nova n. 61.
rio ; a
Sorvete.
5MM i
Os bilhetes vendem-se j no escriptorio do iheatro para duas
no dia quaila eire 5 de dezembro.
noites, sendo a segunda
Avisos martimos.
Para o Rio Grande do Sul
segu com brevidade a barca Malhilde por ter
a maior parte da carga prompla ; para o restante
trata se com Manoel Alves Guerra, no seu escrip-
orio da ra do Trapiche n. 14.
Porto por Lisboa*
Vai sahir para o Porto com escala por Lisboa
at o dia 25 do conente mez o brigue porluguez
Promptido II, forrado e encavilhado de cobre
de PRIMEIRA MARCHA E CLASSE, por j ter
parte do seu carregamenlo; para o resto e passa-
geiros, para os auaes tem excellentes commodos,
traase com Elias Jos dos Santos Andrade & C.'
ra da Madre de Dos n. 32, ou com o capitao.
PARA O ARACATY E ASSJ'
sae o hiate Sergipano: para carga, trala-se com
Martius Si Irmao.
Babia.
A escuna nacional Carlota, segu em poucos
das para a Baha, tem parte de sua carga en-
gajada ; para o resto trata-se com o seu consig-
natario Francisco L. O. Azevedo, na ra da Ma-
dre de Deus n. 12.
Porto e Lisboa
A bem conhecida barca portugueza Sympa-
thia, capitao Nogueira dos Santos, vai sahir bre-
vemente para os portos cima indicados ; quem
na mesma quizer carregar ou ir do passagem,
poder entender-se com os consignatarios Bailar
Oliveira.rua da Cadeia do biirro do Recife nu-
mero n. 12.
Porto por Lisboa.
A barca portugueza Silencio, capitao Fran-
cisco Mailins de Carvolho, pretende sahir com
toda i brevidade para os portos cima indicados :
quem na mesma quizer carregar ou ir de passa-
gem, dinja-se ao consignatario Manoel Ferreira
da Silva Tarroso, na ra do Apollo n. 28. ou ao
referido capitao.
Para o Rio de Janeiro
O Teleiro e bem conhecido brigue nacional
-emao, pretende seguir nestes oilo dias, tem
metade de seu carregamenlo a bordo, para o
resto que lhe falta trata-so com os seus consig-
natarios Azevedo & Mendes, no seu escriptorio
r-iad3 Cruzo. 1.
Om\V\IIIA
DAS
Messageries imperiales.
No dia Io de dezembro espera-se dos portos
do sul o vapor francez Navarre, commandanle
Vedcl, oqualdepois da demora do costume se-
guir para Bordeaux, tocando era Sao Vicente e
Lisboa, para passageiros, eocommend3s etc., a
tratar na agencia ra do Trapiche n. 9.
Carlota.
A escuna nacional Carlota, segu impreteri-
velmento para a Bahia no dia 3 de dezembro pr-
ximo : os Srs. passageiros poderao vir ra da
Madre de Deus n. 12, pagar suas passagens at o
dia Io e tomar o competente bilhete, sem o qual
nao serao recebidosa bordo.
Maranho ePar.
Segu com brevidade, por j ter parte do seu
carregamenlo para este ultimo porto, o bem co-
nhecido brigue escuua Graciosa, capitao e pra-
tico Joao Jos de Souza, e podendo completar
o carregamenlo todo s para o mesmo porto do
Para, seguir em direilura sem tocar no Ma-
ranho.
De hoje em diaote haver sorvete ao meio dia
e a noiie. em casa de Sodr & C, ua ra estreila
do Rosario n. 11.
Manoel de Gouveia vai ao Rio de Janeiro
no primeiro vapor a tratar de negocio de seu
particular interessp.
Perdeu-se da ra Nova at o flm da ra da
Aurora, um hvro proprio para colar cartas e pa-
pis, em o qual haviam j alguns s de impor-
tancia para a pessoa que os perdeu ; pelo que
roga-se a quem o liver achado, o favor de o res-
tituir na na da Aurora n. 24, ou na ra do Im-
perador n. 41. que ser recompensado.
Q'iem precisar de una ama secca para o
servico interno de urna casa do pouca familia,
dirjase aos Bairros Baixos n. 24.
Aluga-se urna casa terrea nova, cora 4
quartos, quintal e cacimba, pelo lempo de festa
ou por anno. sita na Balxa-Verde da Capunga n.
" : a tratar na Praga da Independencia nune-
ros lo 6 15.
Os abaixo assignados fazem scienleqio
Sr. Joaquim Jos Ferreira da Gama deixou de ser
seu caixeiro desde o dia 28 do correnle. Recife
28 de novembro de 1860.SiUa & Rosas.
Os abaixo
Altenco.
Anlonio Jos da Silva Guimaraes, pelo presen-
te previno ao publico e as autoridades policiaes
desta provincia e da provincia da Parnhiba do
Norte, que nao tem inimizade com pessoa algu-
ma (e que seja capital), alem de seu cunhado
Anlonio Tinto de Azevedo Jnior, o qual, sendo
ssu caixeiro na cidade de Maraanguape daquella
provincia, alli tentou assassina-lo no dia 2 do
correnle mez de novembro, como provar cm
aquelle mesmo lugar, sendo tanto necessario ;
o porque dito seu cunhado ache-se nesta cidade
tonha se qaerido lomar seu inimigo figadal, a
ponto de conlinuar a dizer-lho que ha de levar
a efteilo aquello seu intento, julga conveniente
iazer esla declarado ao publico e as autoridades
policiaes e criminaos do paiz, para, no caso de
sollrer alguma ofleosa grave, saberem procurar o
delnqueme.
Precisa-so alugar urna escrava que lave e
engomme, paga-se bem bem ; e quem a tiver
dinja-se a livraria da ra do Imperador n. 73.
Precisa-se fallar ao Sr. Jos Pires
de Carvalho, que raorou em Apipucos
e tem alli um hotel : na praca da Inde-
pendencia livraria n. 6 e 8.
O Dr. Manoel Moreira Guerra contina a i
preslai-se aossenhores estudanles e. Faculdade
de Direitocomo explicadorpara a occasio de
seu estudo dos pontos para os actos : pode ser
encontrado na ra da Matriz da Boa-Vista n. 14
pela manhaa al as 10 horas, e a tarde das 4 em
DO
Recife a Sao Francisco.
I/im'i lati.
Aviso ao publico.
Abertura da segunda seccao
at a Escada.
hri.diai3 1 deeaibro d0 186* a linha estar
aberla at a Lscada, os trens partirao 'da Escada
as 5 horas e 45 minutos da manhaa, e 1 hora e 45
da tarde
voltando das Cinco Pollas s 8 li
ras da manhaa el 1(2 horas dat.rde, para' raais
.nformacoes refirara-se as labelUsda compaha
as eslacoes.
Assignado-E. I. Braman,
Supe intendente.
HOSPITAL
PORTGUEZ DE BENEFICENCIA
EM
Pernambuco.
De ordem do Iilm. Sr. provedor sao pelo pre-
sente convidados todos ns aanhr.*** ..:-.r ..-
Hospital
Porluguez a reunlrero-se no mesmo
Hospital domingo 2 de dezembro prximo futuro
pelas 9 horas da manhaa, afim de ter lugar a
5nel&i 'Jun-U administrativa para o anno
del861,comodispoeo3.doart. 17 dos res-
pectivos estatutos.
Recife 28 de novembro de 1860.
Manoel Ribeiro Baslos,
1. secretario.
Precisa-se de
n. 66.
secretario,
um.boleeiro : na ra Direila
a
m
Irado em aberlo quasi todas a) con
deixou ruando parti para a Europa, ro-
ga aos u devedores que leu am a bon-
dado de i s ndar satisfazer seus dbitos .
com a maior promptidao, pois que o lera- 1>
ig po que tem decorrido sera que tenham si- s
@ do cocommodados dao ao mesmo Dr o S
direito de esperar quo ser atlendido S
@@&@@ 9999 ^@l
Precisa-se alugar urna ama livre ou escra-
va, para todo o servido de urna C3sa de
familia, na ra da oio n. 40.
pequea
Ao commereio
O curador iscal da fallencia de E.
II. Wyatt, avisa pelo presente a todos
Srs. credores que o Exm. Sr. Dr, juiz
de direito especial do commereio, de-
signou de novo o dia 5 de dezembro
pelas 10 horas da manhaa, na sala dos
us aoaixo assignados administradores da j:.:. i .
massa dos bens do casal do finado Joo Tav.res aadlt01l Va ter ,ugar a reuniao dos
Cordeiro, prevmem a os devedores o do dilo casal,
por dividas vencidas, que no caso de nao viiem
salda-las no praso de dous mezes, do presente
annuncio, terao de ser accionadas, afim do hn-
ver-se os pagamentos referidos, visto como o
praso marcado pelo Ulm. Sr. Dr. juiz de orphos
do termo desta cidade, para a liquidado do ac-
tivo e passivo do mesmo casal est concluindo-se
uK,!B S'd S devcdore* qe tenham pro-
curado saldar suas contas.
Becife, 12 do novembro de 1860.
Viuva Tavares Cordeiro.
Jos Teiieira Baslos.
Juan AngladaHyjo.
Henrique Jos da Cunha.
Esteiras da India de 4, 5
e 6 pamos de largo.
mesmos Srs. credores, afim de se tratar
da verificaqao dos crditos, conceder-se
ou negarse concordata ao fallido ou for-
mar se o contrato de uniao,
Precis-se de urna ama para cozinhar, pa-
gando-sebem agradando : na ra dos Pescadores
ns. 1 e 3.
~" Alugam-se dous andares do sobrado da ra
da Cadeia n. 24, tendo commodos para grande
familia : a tratar na loja do mesmo.
SORVETE.
Hotel Trovador.
Ra Larga do Rosario numero 4i.
O dono deste estabelecimento. nao poupando
Precisa-so de um cozinheiro para cozinhar
no pateo do Ierro n. 42.
Precisa-se de urna mulher j ido*a, livre e
desembarac-ida para ficar em companhia de urna
senhora, e Iazer algum
do Rangel n. 7.
Os curadores fiscaes da fallencia
de Ignacio Nery Ferreira da Silva Lo-
pes, communicam a todos os Srs. credo-
res que o Exm. Sr. Dr. juiz de direito
especial do commereio. marcou o dia 5
de dezembro pelas 10 horas da manhaa
para se rcumrem na sala dos auditorios
ahtn de proceder-se a vericacao dos
crditos, conceder-se ounegar-s a con-
cordata ou formar-se o contrato de
uniao nomeando-fce administradores.
Gabinete portuguez de
Leitura.
Por ordem da direcloria, rogo aos senhores.
associados que teem em seu poder obras do ea!
bnelo, cora os prazos j vencidos, o favor da
ZtiVyn*" com maior bre'vidade
Recife 24 de novembro do 1840.
monto Bapl\s\a Nogueira
Io secretario.
servico interno : na ra
ATTENCAO.
Acha-se aberta confronte a estaco das Cinco
Ponas urna cocheira de carros de luguel, o que
e muito til aspessoas que viajam pela via fr-
rea ; o dono deste estabelecTmento prometle ser-
vir ao publico com toda promptido, para o que
est prevenido de bons carros o cavallos.
Aluga-se o armazem da ra da Madre de
Dos n. 2 ; a tratar com Martins A Irmo.
Precisa-se alugar urna escrava que saiba
cozinhar e engoramar : na ra larga do Rosario
n. 37, primeiro andar.
Precisa-se de um perfeito feilor para tratar
de um pequeo sitio : na ra da Cadeia n. 6.
GAZ.
Cear
O hiate nacional Exhalacio, segu para o
Cear no dia 6 de dezembro, "e tem parte de sua
carga prompla : para o resto e passageiros trata-
se com Francisco Alfredo da Silva Castro, ou com
o meslre no trapiche de algodo.
O hiale Garibaldi, segu para o Cear em pou-
cos dias : a tratar com Tasso Irmos ou com'o
capitao Custodio Jos Vianna.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
garao cosleira a vapor
O vapor Jaguaribe, commandante Lobalo, se-
gue viagem para os portos do norte al o Granja
no da 7 de dezembro as 5 Ii2 horas da tarde
em ponto.
>uR5be carga para a Gr,nJa e ^r nos dias
-> M 10 de Jl'zembr. para e Aracsly no TJia
I. Maco no dia 4. Rio Grande do Norte e Pa-
rahiba nos dias 5 e 6 al ao meio dia.
O expediente na gerencia ser al s 3 horas e
depois de fechado nada mais se admillir : es-
criptorio no Forte do Mallos n. 1.
Para o Rio Grande do Norte e
Asst,
sahe o ljale Camaragibe por j
seu carregamenlo : para o resto e
trata-se na roa do Vigario.
Para Lisboa.
O brigue portuguez Constante pretende se-
guir viagam com a maior brevidade.para o fyie j
tem parte da carga engajada : quem no mesmo
quizer carregar oa ir de passagem, para oque
tem acetados commodos. dirija-se ao consignata-
rio Thom.iz de A quino Fonseca, na ra do Viga-
no n. 19, primeiro andar, ou ao capitao o Sr.
Augusto Carlos dos Res, na praca.
ter parte de
passageiros,
Leiles.
No armazem de lazendas da ra do Queimado *xrorcos Para Den> servir aos seus freguezes, tem
n. 19, propriamente para forro de salase camas1 ,erm,nado Mrete todos os dias, prepa-
por ser di melhor qualidade, e todas brancas. ''
Curso particular derhe-
torica.
O acadmico Manoel de Honorato, professor
particular, licenciado pelogoverno, avisa aosse-
nhores estudanles de preparatorios que prelende
abrir no da t de dezembro um curso particular
de oratoria e potica para habilitado dos que
quizerem prestar exatne das ditas semencias no
mez de marco de 1861. Aquelles qui de seu
preslimo se quizerem utilisar, dirijam-se ra
Uireita n. 88, primeiro andar.
Attenco. |
Na ra do Amorim n. 40, precisa-se de urna
ama para casa de pouca familia.
Martins & Irmo passou-se para a ra Xo-
va n. 48, onde ser procurado.
Ofterece-se ura mo?o chegado pouco do
Lisboa para ensinar em qualquer engeoho pri-
meiras leltras o principios de francez, e tambera
se encarrega de tomar conta de caxeraria:a tratar
na ra larga do Rosario n. 26, loja de louga.
rados com todo o aceio e por menos prec.o do
que em outra qualquer parle. Ser ocioso dizer
aos meus freguezes que a qualquer hora do dia
se enconlram bons lanches e fornece comida
para fra.
Pede-se aos senhores consumidores de saz que
se diguem vir sortir-se delle, pois novamente
chegado em abundancia ao antigo deposito, ra
Nova n. 20, loja do Vianna.
Aluga-se a casa n. 179 da ra Imperial,
contendo dous andar* e sotao : quem a preten-
der, dirija-se ra da Aurora n. 36.
COMPANHIA DA \IA FRREA
DO
Recife ao rio Sao Francisco.
Com a aulorisaco do governo a companhia
ouerece a receber propostas para a condueco de
assucaresemais mercadorias, desde a estacao
das Cinco Ponas al o Recife e >ice-vers das
mercadorias para o interior. A proposta dever
emprehender a boa guarda o entrega dos mes-
mos no Recife as partes conlratantes, tomando
sobre si toda e qualquer responsabilidade, dando
a companhia urna garanta suflicietfe para o Cel
execucaodo contrato. Dever a proposla decla-
rar aonde se prop5e desembarcar e recolher as
mercadorias.
Recebem-se propostas al 29 do prsenle mez
dirigidas ao superintendente da via frrea Es-
criptorio da companhia ra do Crespo, onde se
dar toda a informaco em detalhe quem ore-
cisar. H F c
E. H. Bramah.
COMPANHIA
DO
O Sr. caa da companhia (commen-
dador Manoel Goncalves da Silva) esta'
antorisadoa pagar desde hoje o 25- di-
videndo a razao de 3f2O0 por accao.
Escriptorio da companhia do Bebe-
ribe 21 de novembro de 1860.
O secretario,
Manoel Gentil da Costa Alves
OLEADO PINTADO
tL^ll6^ ('U8ll8ae, Proprio para mesas, consolos, bancas etc., ele, a 3}000 o covado baratU
simo por sua excessiva largura: na parga da Independencia ns. 24 e 30. Daralis"
Quarta-feira.
PELO
5 do corrente.
AGENTE
PESTAA.
A' porta do armazem do Sr. Annes defronte da
alfandega o referido agente vender s 10 horas
da manhaa do mencionado dia, por conta de
quem perlencer em lotes a vonlade dos compra-
dores e
Sem limites de preco
20 harria com presuntos de Lisboa. *
Avisos diversos.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Navegago costeira a vapor.
O.vapor Persinunga, segu viagem para os
portos do sul no dia 5 de dezembro as 6 horas
da tarde.
flcete carga para Macei e portos intermedios
al o dia 4 ao meio dia.
Oexpeiente na gerencia ser al as 3 horas e
depois de fechado nada mais so admiliir: es-
critorio no Forte do Mattos n. 1.
Para o Rio Graode do Norte
sahe por estes d a barcaca Tiova Eaperanca,
recobe carga a frele com mudo : a tratar na ra
da Madre de Dos o. 2.
Para a Bahia.
A veleira sumaca nacional Hortencia >, pre-
tende seguir cora mua brevidade, lem parte de
seu carregamenti) prompto, para o resto que lhe
falta Irata-se com oss'eus consigna tirios Azeve-
--Na livraria da praca da Independencia ns
6 e 8 precisa-se fallar ao Sr alferes Thom Go-
mes Vieira Lima. -
. O.Sr. alfores do nono balalho de infanta-
ra queira mandar pagar o quo deve na ra dua
Pires n. 50.
Alugam-se dous armazens grandes, sendo
um na ra da Moeda e outro no largo da Assem-
bla, com bom porto de embarque : a fallar na
ra da Moeda n. 5, primeiro andar.
Mudanca.
Carros fnebres.
O Agr, administrador deste estabelecimento,
faz ver ao publico e aos seus amigos, quo no dia'
30do correnle faz a sua mudanca para a ra No-
va, casa n. 63, onde tem o seu escriptorio de
entcrroi : e a entrada dos carros fnebres pela
ra das Florea, onde os tem patentes a todas as
pessoas que os queiram ?er, pois espora ter esle
eslabeleciraenlo anda em maiores proporcoes de
queja tem, e conta que o publico e os seus ami-
gos o coadjuvaro nesle empenho, cerlos de que
para tudo quanlo esliver ao seu alcaoce para bem
dasempenharas suas obrigaces ; o enconlrarao
sempre no estabelecimento "a qualquer horado
da e da noile. Approveita o ensejo para agrade-
car a conOanja que o publico e os seus amigos
lheslem prestado, pelo que eternamente grato.
Ama.
Precisa-se de urna ama para casa de homem
solteiro, prefere-so de idade: no beco do Padre
sobrado de varanda encarnado, por cima de um
alfaiale.
Sorvete.
Na taberna da onca,
ra do Padre Floiiano n. 7t, haver sorvete todos
os das, das 6 horas da larde cm dianto.
ftOTERIi
DA
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das loteras manda fazer pu-
blico que era consecuencia de nSo ler lido
prompu extraccao os bilhclcs das loteras ex-
artf?.;JS'-Pedente da provincia appro-
vacaodo iue abaixo vai transcripto o na conur-
midade do mesmo se acham cxpost.>s a venda nos
lugares do coslume os bilhetes e raeios da segn
da parte da segunda lotera do theatro do la na
Isabel, cujas rodas devero andar imVeterive !
hoerasednodia.de d"embf >r A^ilo
PLANO.
3000 bilhetes 4f... 12:000000
2:4O0gO00
O EXTRACTO
GOMPOSTO DE
SALA [P^MLHA @ B. TWKIIK1[d)
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIREC^AO' DO DR JAMES R. CHILTON,
_______________ O chimico e medico celebre de >'ew York:
EX-
20 por cenlo.
9:6009000
1 Premio de............ 4:000
1 Dito de................ 8oo
1 Dito de................ 400j
2 Ditos de 200g........ 400S
le 100J........ 300
3 Ditos
4 Ditos
8 Ditos
10 Ditos
810 Ditos
de
de
de
de
503.
20.
10.
4J.
Bolinhos.
Preparam-sa bandejas enfeitadas com di-
versos modelos de bolinhos dos mais perfeilos
que ha em nosso mercado, para bailes, casamen-
log.fealas daigrejas e soleronisar as formaturas
dos senhores acadmicos; tudo da forma que
**^r,sssjErcrr kst"-*" di'i,-'e *"k:
8t0 Premiado?.
2160 Brancos.
200
160
100
3:240
--------- 9:6001000
A GRANDE SUPERICmiDADE DO
TRACTO FLUIDO COM POSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
sangue.
Cada um sabe que a saude ou a infermidade
depende directamente do estado desle floido vi-
tal. Islo ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quautidade do sangue n'um homem d'es-
tatura mediana est avallada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oilo arrateis. Em cada
pulsacao duas oncas sahem do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de qatro minutos. Urna dis-
posigao extensiva tem sido formada e destinada
com admiravet sabedoria a destribuir e fazer
circular esta corrente db vida por todas as
partes da organisacao. Deste modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se emprenha
de materias ftidas ou corrompidas, diffunde
j com vblocidade elctrica a corrupQao as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
at cada orgo e cada leagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulacao evidentemente se faz um engenho
poderoso de doenca. Nao obstante pode tam-
bem obrar com igual poder na criacao de saude.
Eslivesse o corpo infecionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smente o san-
gue pode fazer-se puro e saudavel Gcar superior
a doenca e inevitavelmente a expellir da cons-
lituco.
O grande manancial de doenca enlao como
d' aqu consta no fluido circulante,6 nenhum
medicamento que nao obra directamente sobre el-
le para purificar e renova-lo.possue algum direi-
to ao cuidado do publico.
O sangue I O sangue I o ponto no qual
mysler fixar a attengao.
New-York, baveraos vendido durante muilos an-, IIASKELL i MERRICK, 10 Gold Street
nos o extracto de salsa parnlha do Dr. Town- B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street."
send, considerarao-Io ser o extracto original e ge-'
3000 Bilhetes.
Thesouraria das lote.T*f 15 de novembro de
1860.O thesoureiro Manoel Camillo Pires Fal-
^'"-Approvo, Palacio do Koverno de Pernam-
buco 26 de novembro de I860V-Leilao da Cunhs.
0 eicri?5o, J. M. da Cruz,
se ha
nuino de salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este nome foi apreson-
tadoao publico,
BOYD PAUL. 40 Cortlandt Street.
WALTER. B TOW.NSEND & Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHNCARLE& Co, 153 Water Slreel.
M WARD & C^53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPTE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM A- Co, 10 Od Llip.
OSGOD & JENNINGS, 188 Pearl Slreet.
R.B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, R0BINS& Co, 134 Waier Slreet.
THO.VIAS & MAXWELL. 86 William Street.
WM. NDERH1LL, Junr, 183 Water Slreet.
DAVIDT. LAlfMAN, 69 Water Slreet.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lono.
PENFOLD, CLAY& Co, 4 Fletcher Street.
I-OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, 104 &
lOGJobnSt.
LEWIS & PR1CE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadwav.
lOAslor. J
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Streai.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN. 64 Pearl Slreal.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I. MINOR& CO. 214 Futan Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Slreet.
JOSEPHE TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Corilandi
Street.
HAYDOCK, COBLlESdi CLAY, 218
Street.
CUMIIING & VANDSER, 178 Gree wch
Street.
CONIIECEMOS
A ARVORE
TAS,
E SUASFRU-
E IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus Effeitos.
O extracto composio de Salsa parrrlha do
Dr0 Townsend esl
OMF) I CIMENT DO POYO!!
Adata-so tao maravlhosamenle a constituido
que pode ser ulilisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E DEBILIDADE,
fortalece;
ONDE E'CURRUPgAO,
purifica;
ONDE HE PODR DAO, -
AL1MPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servicos presta a humandade, prepara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspecgo directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade de New-Vork, cuja cer-
tido e assignalura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSA PARRILHA
D8 DR. TOWNSEND.
O grande ptirlcador do sangue.
CURANDO
O Herpes
Pear
A Hertsipela,
A Adstriccaodo ven-
TRE,
As Alpobcas
Os Effeitos do azoo-
GUE,
Dispepsia,
As DoENCAS,DEFIGA-
DO,
AHydropesia. ,
A Impinge
As Ulceras,
O Rhematismo,
As Chacas
A (IED1LIDADE GERAL'
AS DOENCASDE PELLE
AS BORRULHAS fk CA-
RA,
As TOSSESI,
Os Catarrhos, As Tsicas, btc
OExiracto acha-secontidoemgarrafas quadra-
das e garante-se ser mais forie e melhor em to-
do o respeito a algum outro purificador do san-
gue., conserva-se em todos os climas por cer-
lo sspaco de tempo.
O ORIGINAL E O GINUINO !
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
Cada garrafa do original
exterior de papel verde
No esoriptorio do proprietario, 21 Broadway, New York, e em Pernarabafeo na ra da Cruz n. 21 escriptorio 1. andar, tam-
ben) na Mea da ra Dtreita n, 88 do Sr, Paranho?.
genuino exractu do Dr. Townsend lem a assig natura e a certido do Dr. J. R. Chlillon, na capa
\





DUMO D
t&RNAMfl
BUCO. '^.SaBBaDO 1 DE DEZMBRO DE 1800.
r)
CASA DE BANHOS
NO
eos (para u
Assignatura da banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados era 30 das consecutivos. ,.....
30 canoas paraos ditos banhos tomados em qualquer lempo
15 Ditos dito dito dito
7
Banhos ivulfos, aromticos, salgados esulphurososaosprecos annnnciados.
Esta reducto de presos facilitar ao respeitavel publico ogoro das vanttgens que resultara
da frequenciadeum estabeleoiment de urna utilidadeincontestavel.mas que infeliimente nao
estando era aosso* hbitos, iiinda pouco conhecida eapreciada:
10000
155000
89000
43000
EAU MINERALE
NATRAILE DE VICHY.
Deposito "na botica frariceza ra da Cruz n.22
INJECTION BROU

Remedio ofallivel contra as agnorrhas antigs e recentes.
Uoico deposito na botica francesa, ra da Cruz n. 22.
Preco do frasco 3J000.
1
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas mueraes &erau$a.
Esteexcelente fumo acha-se depositado, diretamento na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
GAMBOA DOCARMO, o qual se vende por mseos de 2 hectogramos a 19000 e era porcaode
10 masaos para cima com descont de 25 porcento ; no mesmo estabelecimento acha-se tambem
verdadeiro papel de lio he para cigarros.
^1a>(>3 o-S<5K>^

CASA DE SALDE
DOS
PUBLIC ACYO II1 11,K YRIA.
TRATADO DE ECONOMA POLTICA
ptlo Sr. Conselheiro
DR. PEDRO AUTRAN DA HATTA E ALBUQUERQUE.
Esta obra do distinclo economista brasileiro
sobro tudo nolavel pela lucidez e exaccao com
que trata das questdes da aciencia, e pela preci-
so e fluidez da forma, em plena harmona com
as ideas e com a doutrina. Aos homens de le-
tras, aos estudiosos, e principalmente aquelles
que se dedicara ao]culto do direito na sua parte
racional o philosophica, ioteressa rauito umapu-
blicacao de scmelhanle natureza : o nome do
seu autor por si so urna boa garanta, que va-
lera mais do que outra qualquer recommenda-
c5o.
Esl venda na livraria Universal dos editores
Guitnares & Oliveira, ra do Imperador n. 54.
Os Srs. que assiguaram tenham a bondade de
mandar buscar os seus exemplares. e os que nao
assignaram e quizerem, podem faze-lo al ao ul-
timo de dezerabro era que ser techada a assig-
natura e augmentado o prego.
Os abaixo assignados fazcm publico, que
dissolveram de commum accordo a sociedade
commercial, que sob a firma de Martinho & Oli-
veira tinham no estabelecimento de fazendas da
ra da Cadeia do Recite n. 40, o qual fica per-
tencendo ao socio Martinho, a cujo cargo fica
tambem o activo e passivo da eztincta firma, que
do 1. de dezembro do corrente anno em diante
gyrar sob a firma de Martinho de Oliveira Bor-
ges, flcando o socio Oliveira livre de qualquer
responsabilidad?. Pernarobuco 28 de novembro
de 1860.Martinho do Oliveira BorgesAurelia-
no Augusto de Oliveira.
Offerece-se uraa pessoa para engommar,
muilo perita, por prego commodo : quem quizer,
dirija-se a ra Augusta n. 47.
Quem precisar comprar urna mobilia de
amarcllo, em segunda mo, dirija-se ao primeiro
andar n. 82 da ra Oireita.
Perante o juizo de paz do segundo districto
da freguezia de S- Fr. Pedro Gongalves, lera de
serem arrematados os bens penhorados Joao
Estanislao Cordeiro, por execugo que lhe move
Valonea & C, no dia 1.- de dezembro, as 4 horas
da tarde, na porta do juiz de paz da mesma fre-
guezia.
Antonio Alves Barbosa mudou o seu escrip-
torio para a ra dos Guararapes o. 28.
Comfraria de Nossa Senhora
do Livrament.
O abaixo assignado, secretario actual da con-
traria de N. S. do Livra ment, convida a todos
os seus irtnos a comparecerem no consistorio
da mesma contraria no dia 2 de dezembro prxi-
mo vindouro, pelas 10 horas da maohaa, aflm de
reunidos em mesa geral proceder-se a eleico do
novojuiz para o anno de 1861. Consistorio da
contraria do N. S. do Livramento 28 de novem-
bro de 1860.O secretario,
Domingos Jos Ribciro Gouvim.
Est para alugar-se um segundo andar de
ubi sobrado na ra do Rosario da Boa-Vista,
quasi no largo da Santa Cruz, confronte a taber-
na da esquina que deila para o largo, junto a
padaria do Sr. Mauoel Ignacio : quem preten-
der, falle na taberna do mesmo sobrado.
S. BeQedito.
A irmandade do b. Benedito, erecta 00 con-
vento de Santo Antonio desta cidade do Recite,
etc. Faz scienle o irmao juit actual Jea-
quim Baplisia da Silva a todos os charissimos
irmaos antiquarios, que anda usara de cader-
nos, que apparecara no domingo 9 do corrente
O escrivo da irmandade de N. S. da Con-
coico da Congregarlo, para cumpriro que deter-
mina o art. 48 do compromisso da mesma irman-
dade, convida aos seus charissimos irmaos para
reunirem-se no consistorio da mesma igreja no
dia 2 do corrente raez, as 9 horas da manhaa,
para o Ora de em mesa geral elegerero os mesa-
rios^que tem do reger a mesma irmandade no fu-
no scu consistorio com os seus cedernos para se- turo anno de 1861.
reto reconhecidos pela mesa actual, o aquello a viuva de Miguel Luiz Soug convida a to-
que quizerem reforma-Ios para a patente, esto das aquellas pessoas que tem carros na cocheira
sujeitos pela reforma 58000 rs. isentos de pa- '
Sita em Santo Amaro.
gar annuaes, flcando a irmandade sujeita ao
enterro, como de coslume, e a dar um carro
fnebre e um outro de estado para acompaohar,
e tambem aquelles que quizerem entrar para ir-
maos darao por sua patente 10$, Qcando a ir-
mandade as inesmas condiedes cima declara-
das ; por isso o dito juiz avisa a todos 03 irmaos
antiquarios que apparecam no dia designado po-
las 11 1) i huras do dia para seren registrados
esses cadernos, pois que apresentou-se no dia 28
do crrenle prximo passado o cadver de Joa-
quira Canoeiro, e outro mais com cadernos, di-
zendo-se que tram irmaos desta contraria, sera
os ditos cadernos terera o sello da irmandade,
e era os seus nomes eslarera lancados no livro
velho de matricula como irmao, segundo dir o
filho do mesmo fallecido, pois este o motivo
porque a irmandade nada fez a tal respeito ; e
logo que os papis nao tenham o sello, II rara o
sera nenhum eTeito, assiro como estes cader-
nos que ah existem do lempo dos nossos ante-
cessores Benedito do Barros Correia e Benedito da
Costa, e um outro mais que presidiram, dando-os
sem sello, e estes que os tiverera sera lerem o
sello da irmandade e o provincial estaro sem
nenhum effeilo, e esla lei Picar para os que ti-
verera adernos c patentes que nao estiverem le-
gaes: assim aulorisa-me a mesa actual adminis-
trativa a chamar por este Diario a lodos os ir-
maos para este fim. Aquelles que tiverera ca-
dernos e patentes mandtrao sellar no sello pro-
vincial ilepois no sello di irmandade. O mesmo
Sr. administrador do sello provincial nao sellar
estes sem que tenham o sello da irmandade.
Recite 1. de dezembro oe 1860. En L. J.
Braga, secretario interino, que o o scrov
para assim ser exectado.
Quem annunciou comprar urna lipoia di-
rija-se ra do Queimado n. 35.
Aluga-se um escravo para servico do casa:
quem o pretender dirija-se a ra do Queimado
loja de ferragens n. 14.
Jos Narciso Camello mudou seu escriplo-
rio para a casa n. 19 na ra do Imperador.
Offerece-se um menino de 10 a 12 annos,
com pratica de taberna o qual d fiador a sua
conducta : na ra Augusta n. 31, taberna.
Desappereceu no dia 16 do corrente mez de
novembro. o escravo de nome Luiz, cor parda,
idade 16 e 18 annos. sem barba, estatura regu-
lar, cheio do corpo, cabellos crespos, ps e
mos grandes, bem conhecido por ler sido bo-
leeiro do abaixo assignado e ltimamente do
Illm. Sr. desembargador Firmino, d'onde au-
sentou-se: roga-se as autoridades poiiciaes e
pessoas do povo que o apreheodam e levem-no
a ra da Cadeia do Recile n. 64, que ser re-
compensado.
Antonio Eotelho Pinto de Mesquila.
Sociedade
\3niaoHenel\cei\te Aos Co-
da ra" da Imperatriz, a virera tira-Ios qnanlo an-
tes, pois no dia 4 do raez vindouro tem de se
entregar as chaves da referida cocheira ; e para
que chegue ao conhecimenlo de todos faz o pre-
sente. *
Manoel Jos do Nascimento gilva, subdito
portuguez, retira-se para fra desia provincia.
O abaixo assignado, tendo de se retirar para
fra desta provincia, julga nada dever a pessoa
alguma, tanto nesta iraca como fra della, nao
s de gneros que livesse comprado para o seu
estabelecimento, como raesmo de conla particu-
lar, mas cora ludo quem se julgar seu credor,
queira apresentarsua conta at o dia 10 do cor
rente ra*z para ser paga ; igualmente roga a
das aquellas pessoas que anda lhe sao devedoras
Na loja da boa fe, na na
do Queimado n. 22,
vende-se muito barato.
Cambraia lisa una coro 8 1(2 varas cada peca a
45500, dita muito fina com salpicos a 59, dita de
cores de padres muito bonitos a 320 o covado,
cortes do cassa pintada cora 7 varas a 2$240, fil
de lir.ho liso muito fino a 800 rs. a vara, tarlata-
na muilo fina branca o de cores cora 1 li2 vara
de largura a 800 rs a vara, guarnicoes de cam-
braia (manguitos e golla] bordadas muito finas a
59, gollinhas bordadas de cambraia muito fina a
I5, esparlilbos muito superiores pelo baralissimo
preco do 6, penles de tartaruga a imperadiz
muilo superiores a 9^, bonets de velludo para
meninos a 5$, ditos de panno prelo a 3$, sapa-
nhos de merino muilo enfeitados a 25 o par, chi-
tas francezas finas escuras celaras a 280 o cova-
do, corles do cambraia de cores com 3 babados
com 11 e 12 varas cada corte a 4500, superiores
lencos de cambraia de linho muito fina e rica-
l0_ mente bordados a 9$, ditos de cambraia de algo-
dao com bico de linho a IJJ280, ditos de cam-
braia de linho proprios para algibeira a 6)), 7 o
Re-
Allentao.
Esteestabeecimentocontinua debaixoda administrado dos pro-
prietarios a receber doenles de qualquer natureza ou cathegoria que
seja.
0 zelo e cuidado alli empreados para oprompto restabeieciraen-
to dos doentes-e'geralmente conhecido.
ambas
Quem se quizer
tabelecirnento.
lart-s na
utilisar pode dirigir-te as casas dos propri
1 ra Nova, ou enicndor-secoULb regente n
Reforma de precos.
ttanos
O esta-
Escravos....... 2000
Marujos e criados, .... 2$00
Primeira classe 3jjf 3.S5G0
As operacoes serao previamente ajustadas.
CONSULTORIO
DO
i
.a
A quera fallar uns pranehoes de amarello, di-
rija-se ao estaleiro de Santo Amaro das Salinas
no fim da la da Aurora, que dando os signses
competentes, se lhe dir quem os achou o aonde
esta o.
Di dimnkd %m mas gastas
LICES DE DIREITO CRIMINAL
PELO SESHOR DOCTOR
lira/. Florentino Henriqnes de Souza.
O nome Ilustre do Sr. Dr. Braz Florentino
Henriques de Souza, collucado frente deste lu-
minoso trabalho, nos dispensa de encarece-lo
qur pelo lado jurdico e Iliterario, qur pelo da
u 1 IlI .,!,., i.mln i.nra OBQue if-1U ,1 n 111 CQIDO para
os queja sao versados ua materia. Esia t ren-
da na livraria universal de Guimares Olivei-
ra. ra du imperador n. 54, onde tambem se ven-
de a licao da Reincidencia.
Aluga-se urna es:rava perita engommadei-
ra, e para o servido interno de urna casa de fami-
lia : a tratar na ra do Hospicio n. 64.
Aluga-se urna salinha nos fundos de urna
taberna na ra Nova n. 50, com urna porta para
a ra de Santo Amaro, propria para 2 homens
solteiros : a tralar na mesma taberna.
ASS0C1AQA0
DE
MEDICO PARTE IRO E OPERADOR.
3 RA DA GLORIA, AS 1 DO FUNDO 3
Clnica por ambos os syslemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consullas lodos os das pela manhaa, e de tarde depoisde 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao s para a cidade, como para os engenhos
ou outras propiedades ruraes.
O chamados devem ser dirigidos sua casa al s 10 horas da manhaa e em caso
de urirencia outra qualquer hora do dia ou da noile, sendo por escriptoem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao orem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recite po-
derao remetter seus bilheles botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
livros do Sr. Jos
Soccorros Mutuos
Lenta Entancipaco dos Captivos.
De ordem do Sr. presidente sao convidados lo-
dos osseohores socios effeclivos para a reuniao
da assembl-Oa geral na forma do art. 19 (domiogo
2 de dezembro,) as 10 horas da manhaa, e nesta
mesma ocoasiao lera lugar a posse do novo con-
selho, para o terceiro semestre de 1860 a 61.
Secretaria das Associacao de Soccorros Mutuo*
e Lenta Emancipaco dos Captivos 29 de novem-
bro de 1860.
Albino de Jess Bandeira,
1. secretario
Precisa-se de urna ama deleite som llhos,
e outra secca para o servico interno e externo de
casa : na ra dos Prazres, nos Coelhos, casa de
porlo cora 21eoes.
cheiros em Peruambuco.
Pordem do Sr. director haver sessao de as-
serahla geral amaohaa 2 de dezembro s 8 ho-
ras da noite : participo a todos es irmaos para se
3charem sera falta u casa da ra das Flores nu-
mero 38.
SecreWria da sociedade Unio Benefkente dos
Cocheirosem Pernambuco 9 de novumbro de 1806
Wenceslao de C. Madureira.
2. secretario.
Um moco precisa alugar urna sala e quarto
em Santo Antonio: quera tiver annuncie.
Stahl & C,
photographos do S. M. o Imperador, ne ra da
Imperatriz n. 13, avisara ao respeitavel publico,
especialmente a seus amigos e freguezes, que
acaba de voltar de sua viagem cachoeira de
Paulo Alfonso, e passa a dirigir o estabelecimento
pholograchico seu socio o Sr. Augusto Stahl.
Igualmente participara a seus freguezes que con-
tinuara a preparar toda a qualidade de trabalhos
da arte combinado com a photographia, e que
farfio IoUom oa estorbos por servir bem o aquelles
que os hoorarem com suas confiancas, garanttn-
do esmero e perfeico no trabalho.
Na ra da Imperatiiz, taberna que faz es-
quina para a ra do Hospicio, se desoja fallar
com o Sr. Joaquira Clemente de Lemos Duarte.
Ama.
Precisa-se de urna ama boa cozinheira e que
compre, para casa de pouca familia ; na ra do
Araorim n. 56, se dir quem precisa.
Precisa-se de um caixeiro para cobranr.a,
que soja bstanlo diligente, dando fiador a sua
conducta; pode dirigir-se a ra do Imperador
numero 8.
M MA VBwVnfvVsrGoBbBt || Ut. Cosme de Su" Peteira da' {j|
* consultas medicas emseuescrip- |g
B torio, no bairro do Ilecie, ra 3
M da Cruz n. 53, todos os dias,me- II
|g nos nos domingos, desde as 6
horas ateas 10 da manhaa, so- ??
procurador para ser cobrada judicialmente,
cife I.- de dezembro de 1860.
Manoel Jos do Nascimento Silva.
Nos abaixo assignados temos dissnlvido de
mutuo accordo a sociedade quegyrava sob a fir-
ma de Silva na ra do Livramento n. 12, flcando ac
socio Silva toda a responsabilidad!; do acli
passivo da mesma sociedade e desonerado deste
absolutamente o socio Ferreira, desde o da 16
do corrente mez. Recife, 29 de novembro.An-
tonio Moreira da Silva.Jos Ferreira Jnior.
Fugio da ra da Cruz. n. C2, segundo an-
dar, a escrava Benedicta que foi escrava do Sr.
Salustiano, cautelisla : fula e levou vestido de
cassa desbolado de dous babados e ropinho de
chita escura ; tambera levou una cubera, que 6
de suppor nao ande com ella : recommenda-se
as autoridades poiiciaes e capilaes do campo que
a pegar, leve-a casa cima, ou ra da Seuzala
Velha n. 94
Henrique da Silva vaiao Rio de Janeiro.
Quem precisar de um caixeiro com pratica
de qualquer estabelecimento a retalho, ou es- j
ctipiorio ou armazem com muito boa letra, di-!
rija-se ao deposito da ra do Rangel, de Antonio |
Jos Ferreira Jnior, o qual dir quem a
pessoa.
Os abaixo assignados declram que o Sr. j
Joo Luiz de Bastos Jnior deixou de ser seu cai-
xeiro. Recite 23 de novembro de 1860.
Sodr & C.
Aluga-se o priraeiro audar da propciedade l
no aterro da Boa-Vista n. 4 quera o pretender, 1
e queira examinar, procure as chaves ua loja de
fazendas n. 40, qulua do becco dos Ferreiros.
Ges t Bastos fazem sciente ao respeitavel
publico c cora especialidade ao corpo decora-'
mercio que o socio Joo Baptisla Goncalves
Bastos deixou de fazer parle da mesma socieda-
de desde o dia 19 do corrente, flcando lodo o
activo e passivo a cargo dos socios Francisco de
Assis Ges e Jos Joaquira Goncalves Bastos.
Precisa-se alugar uraa prela que saiba co-
zinhar e engommar : na ra da Aurora, as ca-
sas terreas do Sr. Tiburcio n. 1.
Arrenda-se, hypotheca-se ou vende-se um
eDgenho bem montado de obras e maisaviameu-
tos, com extenso de ierras para mais de tres
mil paos de assucar, grandes matas, etc., distan-
te raeia legoa da nova estacao da estrada de fer-
ro. Para iuforraac,oes e iulervencao de qualquer
contrato de negocio, os pretendetes podem en-
lender-se com Joao Pcreira Rebello Braga, no
seu escriptorio da ra do Vigario n. lt, primeiro
andar.
Precisa-se alugar urna prala que engomme
e cosa, sendo solcicnte paga-se bem : procure
na ra da Cruz n. 42, escriptorio, das 7 horas da
mauha al as 4 da tarde.
Nessa loja e na casado annuncianieachar-se-ha constantemente os
jenlos homeopaibicoa j bem conhecidos e pelos precos seguintes:.
Bpiica de 12 tubos grandes...........10000
ffia de 24 dilos.................155000
DiHT 36 ditos.................2OI6O0O
Dit, g^Sdilos................. 25?000
LiiaV^^ii.ps...............- 303J000
T*ofc1a**>da um.......... 1('00
Fracck ^Unturas. ;........ 2*000
Mam*5de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
- duzidoem portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. ele....... 20?pOOO
Medicina domestica do Dn Hering, com diccionario. 105000
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 69000
melhores medica-
m
MM 2J)M
DE
Fazendas e de miudezas.
Em casa de Augusto C. de Abrcu, ha para vender um completo
sortimento de perfumaras, constando de leos, banhas, pos para
dente, sabo, extractos, aguas de cheiro emuitos outros artigos dos
melhores perfumistas de Londres e Paris.
Resposla
C ompras.
Compra-se urna sorveleira com todos*os
pertences, e que esteja em bom estado: na ra
do Brum n. 44.
Compi-so urna escrava ciioulade
idade de 20 a 50 annos, que seja bonita
e de boa iguia c que saib. engommar
e cosinhar perfeitamente : no largo da
Assemblea n. 12, primeiro andar.
Compram-se jornaes a } a arroba, sendo
limpos ; no pateo do Terco n. 9.
Compram-se 4 escravos, sendo de bonitas
figuras, de 18 a 20 annos de idade ; na ra das
Cruzes n. 18.
Compra-se urna tipoia em bora ou mo es-i
lado ; quem liver annuncie para ser procurado.
Compra-se urna mulatinha, ou cabrinha de!
5 a 8 annos de idade, quem a qniser vender di-
rija-se a ra do Queimado n. 16 que se dir
quem a pretende.
Compram-se
escravos de ambos os sexos para fra da provin-
cia, tendo boas figuras e sendo sadias, paga-se
bem : no escriptorio de Francisco Malinas Pe-
reira da Costa na ra Direita n. 66.
tas fazendas que vendem-se por precos muito
baratos : na ra do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loja da boa t.
Toalhas.
Vcudem-se toalhas de linho para maos pelo
'*""?" baratissimo preco de 9 a duzia, ditas de pello
" ', muito superiores a 12$ a duzia : na ra do Quei-
a raado n. 22, ua loja da boa f.
Barretes de seda
para padres
Finos brreles prelos de seda para podres a 2-^
cada um : na loja da aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Bramante
bretanhas e atoalhado
Na loja da boa t, na ra do Queimado n. 22,
vende-se bramante de linho muito fino com duas
varas de largura, pelo baratissimo preQo do 2$400
a vara, bretanha de linho muilo fina e muito
larga a 20$, 22g e 24$ a peca com 30 jardas,
atoalhado de algodao com duas larguras a 1S40O
1 a vara, dito de linho muito superior, tambera
com duas larguras a 3J a vara, ; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Franjas de seda
de la e algodao.
Mu bonitas franjas de seda de diversas largu-
ras e cores a 500, 640 e 800 rs. a vara, ditas de
la a 240 e 320, ditas de algodo brancas e pin-
tadas a 160 e 200 rs. a vara, todas proprias para
riifeilcsde vestidos c casaveques, ditas com bor-
llas e lisas, com raui bonitos lavrores, proprias
para cortinados, toalhas, cuberas, ele,, lanto
brancas como pintadas a 3>, 39500, 4$, 5g o 6.;
a peca : na loja d'aguia branca, ra do Queima-
do d. 16.
lioneras chinelas.
Mu bonitas bonecas de choro vestidas a chi-
neza al)00cada urna, assim como outras tam-
bem elegantemente vestidas e de saias ba'ao a
1^500 : na lija da aguia branca, ra do Queima-
do n. 16
E' o ultimo goslo.
Superiores gurgures dc'seda de quadrinhos,
de lindos padres, pelo baralissimo prero de 13
, o covado, grosdenaples liso de lindas cores a 2S
o covado. cortes de la muito fina com 15 cova-
; dos, padres muito bonitos a 89, ditas de quadros
! padres tambera muito bonitos a 480 rs. o cova-
i do, chales de cores, padres inteiramenle novos
a 1S rs. o covado ; aproveitem em quanlo se nao
acaba :
boa-.
na ra do Queimado n. 22. lija Je
ngs
'\
A pessoa que por este Diario tem annunciado
ler 100# para dar a premio, tenha a bondade de
ir ra das Aguas-Verdes, sobrado n. 78, qu
achara com quem tratar. Tambera se pede igual
quanlia ; na mesma casa ha quem queira em-
prestar sob penhores de ouro ou prata. Pede-se
brevidade do negocio.
Precisa-se de urna ama para casa
de familia : na ra da Cadeia do Recife
n. 55, terceiro andar.
COMPJdVHIA
ALLIANCE,
stabeecida m Londres
HftBQia BE 8)24.
CAPITAL
Cinco mv\\\6es de libias
sterUnas.
Saunders BrothersA C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, propietarios de
casas e a quera mais convier, que esto plena-
mentautorisados pela dita companbia paraef-
fectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de telha, e igualmente sobre osobjeUos
que conliverem os mesmos edificios, quer cen-
sista era mobilia ou em fazendas de qualqier
qualidade. _
PYrr**'S-TTTTTTTTTYTTTT-?TT"Tt>j
DENTISTA FRANCEZ. 2
Paula Gaignoux, dentista, ra das La-w
k rangeiras 15. Na mesma casa tem agua -<
*T p dentifleo. ^
tXl.J-tii.i.iAliAJ.AiJ.i.Ai.i.i.Ai.i.1
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver& Baker.
Machinas de coser: em casade SamuelP.
qonstoni ni8 4e SenzaU Nova n. 52
breos seguintes pontos
1." Molestias de olhos;
2.* Molestias de coracao e de
peito ;
5.' Molestias dos orgacs da ge-
racao e do anus ;
\.' Praticara' toda e qualquer
oper.^o que jojg-ir conve-
niente para o restabeleciinen-
to dosseus doentes.
O exame das pessoatqueo con-
sultaren! sera' feito indistincta-
menle, e na ordem de suas en-
tradas, fazendo excepcao os doen-
tes de olhos, ou aquelles que por
motivo justo obtiverem hora
marcada para este fim.
Kalkmann Irmaos & C. avisam ao
respeitavel corpo do commercio que
foram nomeados agentes nesta pracadas
3ompanlnas de seguros maiitimos de
Ilauj burgo.
Por certo.
OSr. Jos Antonio Rodrigues Canuto (Cazuqu)
queira ir a fabrica Sebaslopool pagar os materises
que deve ha mais de 2 annos.
Precisa-se alugar um sitio no Arraial,
Cruz de Almas Parnamerira ou Bclm : quem
o tiver dirija-se a ra Nova n. 6.
Ensino de msica.
Offerece-se para leccionar soUejo.comotam-
bema tocar varios instrumentos; dandojasli-
ces das7 horas s 9 1(9 da noite:a tratar na rus
da Roda n. 50.
Muito se deseja fallar com ossennores abai-
xo declarados, na ra do Queimado n. 39, loja.
Antonio Jos de Araorim.
Antonio Francisco da Silva.
Manoel Jos Milete Meiriz.
Joaquim Jos Botelho.
Precisa-se de um caixelro portuguez de 12
a 14 annos, com pratica de taberna, que d co-
nhecimenlo de sua conducta : a tratar na ra do
Padre Floriano, taberna da onca.
< Joo (JoBfalves pereira vi ao Ass.
Vendas.
Para acabar.
Na ra da Cadeia do Recife n. 45, esquina da
Madre de Dos, vende-se para acabar, a dinheiro,
um reslo de miudezas, como sejam : caixns de
obreias de cola a 80 rs., pecas de lita n. 1 1(2 a
300 rs per;as de bico a 13 com 20 varas, colhe-
res de melal principe para sopa a 4J0OO, facas c
garfos alija duzia, lapis muilo bons aija gro-
za, grampas a 400 rs. a libra, cordao para vesti-
do a 1)280 r. o maijo de 12 pecas, cailes de
clcheles a 640 rs. a duzia, papel de peso bom
a $500 a resma, torcidas para candieiro a 600
rs. a groza, e oulros arligos que por se deseja-
rem acabar nao se olha a lucro. Na raesma casa
lem um ptimo sortimento de calcado Mcllis c
de outros fabricantes.
Vndese a colleccao do Diario de Per-
nambuco do anno de 1850, completa e encader-
nada : na ra da Cadeia do Recife n. 25.
Vende-se um mulato de idade de 17 a 18
annos, bonita figura e sadio, com o oQicio de re-
mador e eslivador: quem quizer, procure em F-
ra de Portas, ra do Pilar, casa n. 12.
LiquidacSo
Ra Direita n. IOS,
1 grande realejo cora tambor e pratos.
3 dilos com macacos mgicos.
4 menores com um s macaco.
Caixas com msica para costura.
Ditas com cirleiras e estojos para viagem.
Calcas e paletots de case-mira.*.
Ditas e dilGS de brim branco, riscado e g
amarella.
Cortes de colletes de velludo e sarja.
Mangas com nichos e flores.
Jarros surtid js de porcelana.
Pomadas e cheiros.
Armnicas sorlidas.
Ricos e rendas.
Caixas com perfumaras.
Calcado de tranca, bezerro e lustre, e cairas
muitas miudezas, que ludo se vende para liqui-
dar conlas at o lro de dezembro do corrente
anno.
Vende-se urna negra muilo em conla : na
! ra do Rangel n. 11, loja.
Vende-se formas ferradas para calcado laxic-
do, porprecos muilo commodos: defronte da ma-
triz da Roa-Vista n. 84.
A Imperatriz Fugenie,
Admiraio .
N. 19 Ra do Queimado N. 19
Modernsimos chales de novo modelo, imitan-
do sahidas de baile, muilo propritis para
passa a festa, pelo baralissimo prcc,o de
cada um.
quem
5-^.OO
Vende se urna mobilia pequea, mo-
derna em mel uso, por preco muito
commodo, bem como alguns trasto
avulsos: na ra da Gloria n. 27.
Macas e peras
de todas as qu.ilidades que existem era Portugal,
tanto em porcao como a retalho, sem lemilt^d
preco : vende-se- nicamente no armazem Prc-
gresso de Duar'.e & Irmo, no largo da Penha
numero 8.
Atten$o.
Vende-se urna preta de rueia idade, bastante
robusta, com urna linda lilha de 6 annos, a preta
lava, engomma, cozinha, e muito Cel, e sem
vicios, o que se afianza : a tratar na ra do Quei-
mado, loja n. 28.
Doce de caj.
Na ra Direiti n. 33, primeiro
dar, vende-se excellente doce de
seccotede calda, assim como faz se teda
8 COIlCeicO dOS'Mi- !,Ualjd.^de4de. d0Ce' i<>los e arranjam-se
'bandeijas tudo por preco commodo.
Vende-se trelo de Lisboa em saceos gran-
des, milhoe farinha de mandioca, arroz pilado e
de casca, ludo por preco muilo era conta ; no
pateu de S. Pedro n. 6 "
Vendem-se saceos com feijao rajado por 53
cada sacco por ter algum. turado, sendo muilo
proprio para anmaes : no pateo de S. Pedro nu-
mero 6.
Vende-se um preto moco de bonita figura,
sem vicio algum, proprio para lodo o servigo, e
t3mbem cosinheiro, sendo a razo da venda o
senhor se retirar para o serto ; na ra da Cruz
numero 18.
roupas feitas com 5 por
cento de abate, na ra
Nora numero 47, junto
ni
caj
tares.
Casacas de panno fino de 20j a 30$.
Ditas para menino de 16 a 2(1?.
Calcas de casemira de cor de 6 a 8$.
Ditas de dita preta lina de 8 a 10#.
Ditas de brim de linho de 1500 a 5S000.
Ditas de dito para meninos de 1$500 a 3tf.
Paletots de brim para homem de 3g a 5g.
Dilos de casemira de cor de 10 a 18$.
Ditos de dita prelos de 10 a "0-.
Colletes de velludo de 7 a 8#.
Ditos de gorguro de 4 a 6$
Ditos de fuslo de l$500 a 2.
Camisas francezas a duzia 20$.
Corles de velludo de 5 a 6$.
Fardas para guardas de 8 a 10$.
Casemira fina entestada a 3j).
Brins em varas e envados, de diversos pregos,
e piltras mais faiendas, tudo por barato preso.
Leite puro.
Vende-se excellente leite de vacca sem confei-
q5o, a prego de 280 rs. a garrafa ; das 6 horas da
maohaa em diante, na esquina da praca da In-
dependencia para a ra larga do Rosarlo.
MUTILADO



A)
DI1RI0 DE PEMUi*BCO. filBBADO 1 DE DEKMBRO DE 1860
E' baratissimo. i Pechincha.
Palitos de brim branca mallo bem feitos e pro-
prios para a presente estaco, pelo baratissimo
prec.o de 5# cada um : na ra do Queimado n.
22, loja da boa-fe.
de graca.
Corles de caigas de meu casemira de cores os-
curas a 1J600, ditos de brim de lioho de cores a
2,5, riscadinhos do linho proprios para obras de
meninos a 200 rs o covado, grvalas de seda de
cores a 610, ditas pretas estreilinhas e largas a
1, e alem disto outras faiendas que se vendem
muitoem conta ; oa loja do boa t, na ra do
Queimado n. 22.
Bales de 30 arcos.
Vendem-se superiores baldes com 30 arcos,
sondo muito recommendaveis poi poderem Qcar
do tamanho que se precisar, pelo baratissimo
preco de 6 ; na ra do Queimado o. 22, na loja
da boa f.
Entremeios e liras
bordadas.
Vonde-se mui bonitos eDlremeios e tiras bor-
dadas em Qna cambraia, obras mui bem acaba-
das, os entremeios pelos baratsimos precos de
laGlO, 2a e 2*400 a pec.a o as tiros bordadas por
25. 2S0, 3, 4, 5.3 e 6. A vista da superio-
ridade da fazenda ningucm deixar de comprar e
parauso dirijam-sea ra do Queimado loja da
aguia branca n. 16.
Vende-so e engenho Primavera, moenle e cor-
rente, e com excedentes trras, no termo de Se-
rinnaem : quem a pretendor, trate com Manoel
Goncalves da Silva, ou com sua proprielaria no
engenho Cama roo, termo de Barreiros ; -por pre-
go commodo. v v
Attenco.
AO BARA*TO.
Vende-se um sitio no lugar Peres com duag
casas, sendo urna de pedra e cal, na qual tem
urna padaria e outra para qualquer familia mo-
rar tem banho do rio Tigipi, e bastantes fruc-
leiras : na ra do Queimado o. 69.
i.rT^'"'-^"*8 saccos corn fe,i" mulatinho.
larinha. milho por pregos commodos : na ra
da Ladea do Recife n. 55. junto ao armazem dos
Srs. Prente Vianna 4 C.
Msicas por metade do seu valor para
liquidar.
Msicas do Trovador, Traviata, Punanos. Lu-
cia, Lucrecia Borgia e oulras, pela melade do
prego marcado e quo custam no Rio de Janeiro ;
na tivrana acadmica, ra do Imperador n. 79.
h T /eHfe"?e doce de c,1u secco novo : na ci-
dade de Olinda. ra de Mattiias Ferreira n. 12 e
tambera se preparara bocetas para encommeod'es.
Espirito de vinho.
Vende-se barato : na traressa do pateo do Pa-
raizo os. 16 e 18, easa pintada de amarello.
Na ru da Iroperatrlz n: 2, junto a loja de
(landres, vendo-so superior vinho bordeaux a
900 rs. a garrafa, dito xerez a 1600. dito duque
do Porto lino a 1*500. chspanha das melhores
marcos a S a garrafa, doce em latas de urna li-
bra a 900 rs., bolachinhas em latas de todas as
qualidadesmnilo novas a 1J600, figos de coma-
dre em caixinha de 4 libras a 2, peras seccas a
29 a caixinha, fumo de Garanhuns a 800 rs. a
libra, barato que admira : nesla casa acha-se
um completo aorlimento de bons gneros e pre-
sos commodos.
Vestidos de blonde
NA LOJA DE
Guimaraes & Villar.
Rua do Crespo numero 17.
E Vende-se ricos corles ie vestidos de
Jg blonde ltimamente chegados de Pars.
- Vendem-se pennas de ema muito boas : oa
do Vigario n. 18, primoiro andar.
ra
Chales.
Ricos chales de merino estampados, de cores
muito bonitas a 7, ditos muito Tinos a 8500,
dilus lisos a 5, ditos bordados a matiz a 850o,
ua ra do Queimado n. 22, loja da boa-f.
Algodao iDonstro.
Vende-se algodao monstro com duas larguras,
muito proprio para toalhas c lences por dispen-
sar toda c qualquer costura, pelo baratissimo
proco de 61)0 rs. a vara ; na ra do Queimado n.
22, na loja da boa f.
Labyrinlos e biccos das
libas.
A loja (Tagala branca acaba do receber urna no-
vo o bonito sorliracnto de labyrintos e biccos das
Ilha?, obras j bem conhecidis por suas boas
qualidades e durnco. Os labyrintos por soas
mui diversas larguras regulim de 2i0 a 15200 a
vara, o os bicco3 de 200 a 1000. ns e oulros
Sao desuniros ulilidado, c por isso se lornam
necessarios para as familias. Vendem-se em dita
loja d'aguia braca, ra do Queimado n. 16.
h lo barato que admira.
Cassas do cores de padroes muito bonitos que
parecen) organdys, pelo barassimu prego de 240
rs. o covado : na ra do Queimado o. 22, na loja
da boa fe,
351? I AfllAH
^.lS!^ltrlT0 dCsta 8up.,eri?.r Jpi-ldda em boles de libra e d>ls de meia libra, garanti-
uo se a superior quahdado : na ra da Cadeia do Recife n. 15, loja do
o deposito continua a receber o verdadeiro
ro commercial.
Wav iivth IfI\ Trr*
abaco caporal, vendendo-so pelo proco do costume,
tbflco7u7ro iml^YViZ'X f0I q,u,anlin d0 m- 6ssim como recebeu-se o superior
laoaco turco era magos de 1 libra e ditos de meia libra : na ra da Cadeia do Recife n. 15 loja do
Si
Vjnde-se emiasa le Saunders Brothers A
C. [tragado Corpo Santo, relogios do afama
abricmte ttoskell, p.orpregos commodos
Jj
8 '. imbom i'ic-ilins e cadoiasparaos meamos
xceellnte ostn.
ii i! J 2.B I ;l U O C i3S^3> >:
iprocialraFoffo
Centro commercial.
de
'
I
i
OMPAMHB
I)I?l][
LAQUES
AOENTES
J. .\st\ey & Companbia.
Vende-se

i
Vi
J
i
j

para
9
ingardas.
.-:
Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadas de ferro
Ferro sueco.
P.qi
Ac de Triost'.
Pregos de cobre de com- I
posico.
Barriiha e cabos.
Brim de vela.
Couro de lustre.
P iliiuha para marcinei-
ro : no armazem de G. I
J. AstleyA C.
-^ -> -> ^ 1 TJ> Ca>TTFa"
Ni rna da Cadeia n. 2, vendem-se as se-
^ linti > fizenJas, por melade do seu valor, para
lij dago.
Bicosdeseda brancos e pretos. de todas as
a:,'iris, vara a 16J. 210,400, 800 o 1J(000.
Um completo sortimcnlo de franjas de sedae
de il-' > lio.
Chai -s de tuoquim a 10, 15, 20 e 35$
Botis de seda, velludo, de louga e de fustio
de qnilililes finas, duna a 200, 400 o 600 rs.
Collariohos bordados de 500 rs., 2J, 3 e 43.
Entrenreios Tinos, pegas com 12 varas a lg.
Folhoa bordados liras a 5(0, 1, 2jJ, 3J500.
C iiq ;etas com manguitos a 3JJ, 4, 5 e 6$.
Enfeites do flores a 6$.
Chapeos de seda para senhora a 10$.
Cisivo'iues de velludo a 40 e 60$.
Ditos de seda a 25$.
Ditos de fustao a 8 e 12$.
Fitas de seda e de todas as qualidaJes de 160
IV. a l;j>00.
Ditas lo velludo de 240 rs. a !g.
:9ssa wammn
Itfeeberarn pelo vapor froncez, supnrio- SM
: s vestidos de blonde de (loas saias.baba-
?fl dinhos e arregago com manta, capella e
l'| mais p^rtences : na na da Cadeia loja n.
Z 2.'l .!e llorgr-l & Perdiga o.
Keceberam superiores vestidos de seda
le cores, ditos de phiintisia, ambos de
duassaiaa ou babadinhos, grosdenaples
de quadriuhos para covado, seda de qna-
ediinlios, moreanlique e grosdenaples es-
curos de superior qualidade: na ra da
< % r..Ti,'i.T loja n. 23 de Gurgel & Perdigio.
Receberam chapeos de pal ha para sf-
rs.,
n
8
S
nhora armados a moderna e enfeitadosdo
plomas ou flores, completo sorlimenlo de
pulsoiras, estratos e essencia de sndalo,
filas adamascadas e a charnalotadas pa-
ra cintos, Uvas de pellica branca e do
rores: na ra da Cadeia loja n. 23 de
Gurgel & Perdiaao.
Heceberain as acreditadas saias bal.io
de muselina e setim de algodao muito
commndas para as senhoras e criangas
pelo prpgo d 48 o 5$, bolinas modenns
pan senhora gaspeado alio, capas bran-
cas e de cores de croxe de seda, taimas,
polonezas de gorgorito, manteletes e ca-
pinhsa de grosdenaples bordadas e com
bieo : na loja da ra da Cadeia n. 23 de
el* Gurgel & Perdiaao.
i
i
Receberam chapeos de eialor prelos e
brancos, ditos de seda forma inteiramen-
I moderna na ra d,a Cadeia loja n. 23
de -.urge! t\ Perligo.
irgo Fea
Os proprietarios deste estabele-
cimento convidara ao respeitavel publico, principalmente aoe amigosdobom ebarato, que se
achara em seu armazem de molhados de novamenle sonido de gneros, os melhores que tem
vmdo a este mercado, por serem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por seren
a raaior parle delles viudos por conta dos proprietarios.
Chocolate
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porco a 8O ?s.
TO.arie\aila imperial
' aImmn,rrfb?U* V6- ,UlrS mais fabricanles^ Lisboa emlaiasde 1 a 2 libras a 800
em porgao dse fara alguna abatimento.
Ma^a de tomate
!em latas de 1 libra por 900 rs., em porgao vende-se a 850 rs.
Ltatas cem er\il\ias
vende-se nicamente no armazem progresso a 640 rs. cada huma.
Conservas franeczas e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
Catas de bolaeliinia de soda
com diferentes qualidades a l600a lata
iVmeixas raueexas
as mais novas que lera vindo a este mercado em compoteiras, conlendo 3 libras por 3000 rs.
eem ialas de 1 1[2 libra por 1500 reis
Verdadeiros (igos de comadre
em caita com 16 libras por 3#000 rs. a retalho a 240 ieis a libra.
CaixValias com 8 libras de passas
a 3^000 rs. em porgao se far algum abatimento, vende-se tambem a retalho a libra a 500 rs.
Maiiteiga ingleza
perfeitamenle flor a mais nova que ha no mercado a 1*000 rs. a libra, era barril se far al-
gum abatimento.
Cha perola
o mellior que ha nesle genero a 2$500 rs. a libra dito hyson a 2$000 rs.
Palitos de denles licitados
a 200 rs. cera 20 macinhos.
vcixc sarel em posta
o melhor peixe que exzisle em Portugal em latas grandes por 1*500 rs. cada urna e de
oulras muitas qualidades que se vendera pelo mesmo preco
"Mviuteiga franceza
a 720 rs. a libra em barril se far abatimento.
Tonciuho deCisboa
o mais novo qua ha no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
era caxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 49000 rs.

Tambem vendra-seosseguintes gneros, ludo recentemenle chegado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 48fc rs. a libra, chourica muila nova, marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, maga de tomate, pera secca, passas, fructas em calda, amendoas, nozas, frascos com
amendoas cobertas, confeites, pastilhas devanas qualidades, vinagre branco Bordeaux, proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, magas.da todas as qualidades,
gomma muito fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas mareas, cervejas de ditas,
spermacete barato, licores francezesmuito finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azet-
lonas muito novas, banha de porco refinada e outros rauitos gneros que encontrarlo tendentes a
molhados, por isso prometiem os proprietarios venderem por muilo menos do que optro qualquer,
promettem mais tambem servirero, aquellas pessoas que mandaren por outras poueo praticas como
se viessem pessoalmente; rogam tambem a lodos os senhores de enganho e senhores lavradores
queirra mandar suas encomawndas no armazem Progresso, que se lhes affianc,a a boa qualidade e
o acondicionamefro,
45~RnaDireila--435
ESC0LHID0 S0RTIMENT0
DE
Aprotlmando-se o tempo festivo, e sendo in-
dispensavel que as lindas e amaveis fllhas da
opulenta e potica Mauricea se previnam do que
Decessano para o resguardo dos seus mimosos
e pequentnos ps; attendendo tambem a oue
urna crinolina empavesada nao pode estar de
acord com urna bolina acalcanhada ou desco-
sida, assim como um cavalheiro de caiga balao
com um borzeguTm estragado, far urna triste
figura vis-a-visde urna bella; considerages tao
acertadas actuaran! no espirito do proprietariodo
estabelecimento, j lo conhecido pela modici-
do dos precos do seu calcado, para reduzi-los
atnda mais, munindo-se de um abundante aor-
limento e sera deleito, que aprsenla aos seus
banignos freguezea (raoeda em punho) pelos
precos abano : ""
4#800
4^(500
4^ 000
5^800
5^1600
Senhoras
Borzeguins 32 a 59. .
Dito ditos......
Ditos ditos......
Meninas
Boizeguins 29 a 31. .
Ditos 25 a 28.....
Ditos 8 a 2......3^200
Homem
9^500
8|809
8^500
6#000
6^000
5P00
5^600
5^000
a
fogo
d"
agua.
35600
3^000
orzeguins.
Ditos. .
Ditos prova de
Ditos. .
Meios ksrzeguins de lustre. .
SapatOes com elstico e lustre.
Ditos arranca p^lle, bizerro. .
Ditos de bezerro. ,
Meninos
Sapato?S-.......
Ditos.........
Ha tambem na variado sorlimenlo de todas as
Classes eprecos nfimos, sendo os annunciados
aomente de primeira classe.
Capellas e llores.
Mui bonitas capellas para noivas a 5, 6# e 7*.
cuas para meninas a 2J. bonitos e delicados cai-
cos de flores in3s a lJOO, 2?J e 3tf : na ra do
ueimado, loja da aguia branca n. 16.
Cera de carnauba nova
por diversos precos, de 8tf500, 9#500 e IOS, qna-
dade especial : no largo da Assembla, arma-
zem de Antunes Guimaraes i C.
Vliiho a 3,500 rs. o sacco,
m muito bom estado, e para acabar : no largo '
la Assembla, armaiem de Antunes Guimaraes'
i Se Companhia.
Pianos
Saundera Brothers & C. tem pwa vender em
eu armazem, na praga do Corpo Santo n. 11
alguna piano do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes i. Broadwood &Sons de Londres t
muito nrooriosoara este clima.
GRANDE S0RTI31ENT0
i DB
uFazendas e obras feiasJ
ha
e amaieui
DE
GMDE SORTIMENTO
DE
Fazealas e roiipa feila
NA LOJA E ARMAZEM
DE
oaquim Rodrigues Tarares de Helio
RA DO QUEIMADO N. 39
EU SLA LOI.1 DE QI.ATRO PORTAS.
Tem um corapletojortimento da roupa feita,
convida a todos os seus freguezes e a lodos
que desojaren ler um uniforme feito com todo o
goslo dirijam-se a este eslabalicimenlo que ern-
esntrarao um babel artista chegado ltimamen-
te de Lisboa para desempenhar as obras a von-
tude dos freguezes, j tem um complelo sorli-
menlo do palitots de fina casemira modello im-
g'ez, e muito bem acabados a 16&300, ditos
te merm setim a 125000, ditos de alpaca
pretos a 55000. ditos de alpaca sobre casacas
181000, diloscomgclla de veludo a 9000,
ditos de fustao, ditos de ganga, ditos de brim,
l ido a 550 0, ditos de brim de linho tranca-
da a 6*000, caiga de brim de linho muilo su-
perior a 5000, ditas de casemira de cor a
95000 ea 105000, ditas de casemira pre-
14 superior fazenda a 12000, palitots fran-
czes de-panno fino fazenda muito fina a 255
sobre casacas de panno muilo superiores a 355
Ja 400000, um completo sorlimenlo de cami-
sas fracezas, tanto de linho como Je algodao
e I uslao vende-se muilo em conta, aura de que-
rer-seliqiudar com as camisas.
E pechincha.
|Na loja do Pregui^a, na ra do Queimado n 2
tem cobertores de algodao do cores bstanle*
grandes, proprios para escravos, pelo baratissi-
m> prego delfi.
Vende-se na ra do Ltvrmeuto
19, borzeguins francezes a 6$, dito
de bezerro a 6$. dito de vaqueta a 7$.
|A.os senhores armadores e
proprietarios de carros fn-
n.ibres.
Vendem-se velbulina prela superior a 400 rs.
covido ; na ra do Crespo n. 25.
oja esperanca.
Veide-se borracha de seda prela'para borze-
gliini a 2*200 o covado, graixa em barris moito
bba 1 610 rs., est acabando-se, flautas de bano
dpGiulrot a 18 e 203, braceletes de mozaico a
6 loa para bordar a 6jjl00 a libra, trancas do li-
nho irancas para as roupas da festa a 800 1
13210 o l600a peca, sete padrOes difTerentes
colheres finas, facas, trinchantes, etc. : na ra
do Queimado n. 33 A, Guimaraes & Rpcha.
Por metade do seu
valor.
Na ra do Queimado n.
46, frente amarella.
Sorlimenlo completo de sobrecasaca de
panno preto e decora 25, 28}, 30 e
35, casacas a 28. 30 e 35, palitots dos
mesraos pannos-20, 22 e 25g, ditos de
casemira de cor a 16$ e 18. ditos sac-
cos das mesmas casemiras modelo inglez
casemira Qna a 10, 12^14 e 15JJ, ditos
saccos de alpaca preto a 4g, ditos sobre
fino de alpaca a 7, 8e9, dilos de me-
rm setim a 10g, dilos de merino cordao
a IOS e 12, ditos de sarja prcta trancada
saccos a 63, ditos sobrecasacos da mes-
raa fazenda a 8, ditos de fustao de cor e
branco a 4. 4g500 e 5g, colletes de ca-
semira de cor e preto a 5 e 6, ditos de
merino preto para luto a 4 e 5, ditos
de velludo preto de cor a 9 e 10, ditos
de gorgurao de seda a5* e 6, ditos de
brim branco e de cor a 2*500 e 3, calcas
de casemira de cor e preto a 7jj. 8g, '9
e 10, ditas para meniuo a 65} e 7, ditas
de merino de cordao para nomcm a 58 e
65, ditas de brim branco a 5} c 6, ditas
ditd de cor a 3J, 3500, 4* e 5, e de
todas estas obras temos um grande sor-
limenlo para menino de todos os lma-
nnos ; camisasinglezas a 36 a duzia. Na
mesma loja ha paletols de panno preto
para menino a 14$, 15J o 16. ditos de
casemira para os mesmos pelo mesmo
preco, dilos de alpaca saccos a 3 e
335O, ditos sobrecasacos a 53 e 6JJ para
1 os mesmos, caigas de brim a 2jj500, 3 e
*| 33500, paletots saccos de casemira de cor
a 6J e 7, toalhas de linho a 800 c 1 ca-
J da urna.
jk N6 mesmo estabcTecimento manda-se
S apromplar todas as qualidades de obras
* tendentes a roupas feitas.em poucos das,
;* quo para esse fim temos numero suf-
fg ficieote de peritos officiaes de alfaiales 3
g rgidos por um hbil meslre de seme- 5^
|| Ihante arte, flcando os donos do eslabe- Jgj
< leciracnto responsaveis pelas mesmas <*
y obras at a sua entrega.
Sebo e graixa. -
Se'-j coa4o e graixa em bexigas: no armazem
i" Tasso Irmaos, no caes de Apollo
9J099999 ^S^@
r$ Machinas de vapor. 9
i Rodas d'agua.
;$ Hoendas de canna.
j Taixas.
;. Rodas dentadas.
Rronzes e miihias.
*9 Atanrnrques de ferro
3 Crivos, padroes etc., etc.
3 Na taua;,s ,, ferro de n w. Bowman, *>
^ ra do Brum passaiu,. rhafariz
Carr?^
Vende-se um excellente carro lodo envidraba-
do, com urna boa parelha de cavallos, por preco
commodo, i prazo ou vista : na ra larga do
Rosario n. 24, luja de ouro, se dir quem tem.
Rival sem segundo.
pelos diminutos precos os aeguintes arligos :
Dusia de saboneles muilo finos a 600 rs
Carloes de clcheles com duas ordens a 20 rs
Canas de clcheles batidos a 60 rs
Duzia de meias cruas para homem a 3
Dita de ditas para senhora a 3J500.
Pares de meias para senhora a 300 rs
Latas com banha muito fina a 500 rs
lacas para acender charutos, caixa a 60 rs.
i hosphoros em caixa de folha a 120 rs
tartas de alfinetes muilo finos a 100 rs
Caixas de agulhas francezas a 120 r
Pares de sapatos de tranca de algodao a 1.
Frascos de macass perola a 200 rs
)itos de dito oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garios, cabo preto, a 3
tSSH,?iS8pal0.del5na P8ra mno8 a 200
Ditos de luvas d% cor fio de Escocia a 320.
MOMOS de grampas moito finas a 40 rs
Caivetes de aparar penna a 80 rs
re?H?iS m"il r'n.as para ros,ura a 500 rs.
Ditas ditas para unhas a 500 rs
n,aacSrfde,fraDJ8 de lo.3 com 10 Taras a 800 rs.
Ditas de tranca com 10 varas a 320
Linha Pedro V carlo com 200 jardas a 60 rs.
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muilo finas a 200 rs
Cordao imperial lino e grosso a 40 rs
Oleo de babosa muito fino (frasco) 400 rs.
Hlinhas eslreitas para enfeitar vestidos a 800
rs. a peyo.
o Vaebryo"DlhOS dC mUt bD,0S g0st0! Pr odo
a fwS.' P"a eDfi" e5parlilh0 muil(> 8"ndes
Dito para dito pequeos a 80 rs.
nf,?,8.SHde,lran-aJde lwh0 com l va"s a 200 rs.
Ditas de Iranja de seda ni, ~, m ZZZ..
1S40O.
prela com 10 varas a
Vara de dita a 160 rs.
r^r,e,Scd,e me'aS de co,es Para meninos a
Cauas para rap muito finas a 1.
J-inhar-ara marcar caixa de 16 nvelos)
ICO.
320.
-------._... l(.0,.a ue ID noveosj a JW.
Boupafeila para liquidar
na ruada Imperatriz n. 60,
loja de Gama fe Silva.
ia=CrtSah de "s,eD;ira d cor muito finas a 7J, di-
as de brim de linho brancos muilo fino a 4, di-
res a 2! &! res a 2g, 2500 e 3, colletes de velludo dilos de
m'Jfi h"lrraS 9f,idd. Mielo de a I pac prela
a7 d?tn.fHazenda.B/5. dils de princeza frea
lV^ *Z**6. P"! 7S. dilos de panno
ou comb
muilo econmico
9
e
5, dilos de
-S preto a 7$, c,
prelo fino, ditos de riscadinho levizinhos a"2|5C0
Coke (carvo),
ustivel para cozinhas, caldeiras, ele.
-nomico pora as casas particulares: ven-
BodcIs para meoioos.
hnn!erP prop/i para se comprar os bonito-
mindeKP"?n. flno enfeilados com fita do chai
\uL\I0/'0101 ou,ros enfeitados com fila de
t Pluma. e outros com galaozinho dou-
A P ^ hLP wS barlaIio Precos de 350O,
fnnn .iJ08 de 5a,ha escura- ""* bonilos e
! lSm n?,igrraS,dS-Pvalh8 branca enfeitadasa
i *f'!oulr')Smula'fferenlesbonels de panno
, enfe.lados a 1 e 1280 : na ra do Queirrado
! loja da aguia branca n. 16. v ao'
jINd ra do Livrarr.cnto, loja de calcado
n 19, vndese calcado fiancez muis
barato do que em outra rarte, pelos
precos seguintes:
Para homem.
Borzeguins Melis de lustre e bezerro a StSOO
Ditos inglezes de lustro a 5g. *
Dilos dilos do bezerro a 6.
Dilos francezes de lustre a 6.
Ditos de bezerro, sola dupla a 7
Ditos de dito, vaqueta de lustre, a 7
Sapaloes deNantes, sola fina, a 4$3t.
Ditos, sola dupla, taxiado, a 5.
Para senhora.
Borzeguins de lustre a 4 (Jolli.)
Menino e meninas,
liorzegums para menina 9eoo e 4 unos para menino, sola e vira, a 55J50O.
tROftBR ensKSH mm
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peilosparacamisas.
Biscoulos
Emcasa de Arkwight 4 C,
Cruz n. 61.
Botica.
n
Bartholomeu Franciscode Souza, ra larga do
Rosario n. 36, vende-se os segnintes medica-
mentos :
Robl'Aff.icleur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brstol.*
Dita Saads.
Vermfugo inglez.
Xsrope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Uiguonto Ilolloway
Pilulas do dito.
EUixir anli-asmathico.
e 2d|ibrSadse bCCa lafga Cm roI.has' de 2 0Ds
Assim como tem um grando'sormento de pa-
peleara forro de sal, oqual vende a mdico
Vendern-se hbras sterlinas. em
casa de N. O. Bieber & C. : ra da CrU"
n. 4.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S.
hnston & C. ra da Senzal
Recebeu-se e continua a receber-se por S
todos os vapores arligos do modas para <
homens, incluindo calcado de Melis na
1 Loja de marmore. f
Ceblas e velas.
Vendem-se ceblas novas a 800 rs.
espermacete a 680 a libra ; na traressa
Para acabar.]
Guimaraes & Villar.
BRua do Crespo numero 7.1
A 20^000.
Cortes de cembraia brancos ricamente '
bordados com duas saias. s
A 4^000.
ibraia com
t 5^000.
braia com s
A 6^500.
Pecas de cambraia com salpiccs com
9 varas.
Pegas de cambraia com salpicos ; bor-
dadas com 9 varas.
Cambraia da China bordadas o melhor
possivel pecas com 9 varas.
A18#000.
Cortes de cambraia ticamente borda-
das com 2 saias.
s*

i3i$g@eij
Brilo & C. pretendem vender sua loja de leuca
da ra Nova n. 52: quem a pretender, diriia-se
aos mesmos na dita loja.
P. Jo-
n.i2.
o cento,
do pateo
Difieran*'
Na loja da opn-
lado proprio para se v-------
vialidades
um grande
rPoVi^nc ,Sm 5 d"Tf''D,a*'a de bonitas co-
V. h $ B?Sl0Sa 2e W00 a caixinha. dito de
beira dourada a 2J500 a caixinha, envelopes de
cores brancos bordados a 1 e 2 rs. a caixinha :
na artaioia da aguia branca, ra do Queima-
do n. 16.
Pechinchas
do Paraize n.16, casa pintada de amarello.
iJffl U"Se e COnlinua a reccbsTporS
5 todos os vapores, vestimentas, calcado e I
9 chapeos para meninos na
1 Loja de marmore.
Vinho genuino.
Ainda ha urna pequea quanlidade de ancore-
tas deste vinho sem confeigao, e proprio de doen-
tes : oa ra do Vigario n. 19, primeiro andar-
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Slomacal de 1830.
Precioso de 1847.
Ra do Queimado n. 19.
TARA ALFAIATES.
Na ra Nova n. 47, junto a
Conceico.
Boles de cores de seda para palelols a 18600
a groza.
Dilos prelos finos a 1400.
Dilos de aro brancos e pretos a 400 r3.
Ditos de osso muilo finos para calc.a a 160 rs.
Marcas para cobrira 80 rs.
Filas decores para debrum a 6$ a peca com
110 varas.
Foular de seda para forro de obras a 20 a pe-
ca com 36 covados.
Gorguio de seda a 2^500 o covado.
Tlatia branca e preta a2800 a pega.
Velludo de cores para gollas e outras obras a
3$500 o covado,
Bombazina, cham e sargelira para forro mui-
to barata para se acabar com ludo, assim como
tambero se vonde a srmacao com lodos os seus
pertences para quem quizer continuar com o
mesmo negocio, por a casa estar afreguezada.
MUTILADO
_____



DUIIO DE PERNAMBCO. SABBADO 1 DE DEZEMBRO DE 1860.
fO
VGENCAX
DA
FlNDI(JiO LOWMOW,
Roa da Senzalla Nava n. 42.
Nesle eslabelecimento contina a haver um
completo sortimento de moendas e meias moen-
jas para engenho, machinas de vapor e laixas
e jarro balido e coado, de todos os tamanhos
para dito,
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhiciJo eacreditado deposito da
ra da GaJeia do Recife n. 12, ha para vender
verdaJeira potassa da Russia'nova e de superior
quililada, assim como lambem cal virgen) em
paira, ludo por precos mais baratos do que em
oulra qualquer parte.
Vinho de Bordeaux.
Ea casa de Kalkraann Irmos&C, ra da
Cruz n. 10 .eniontra-se o deposito das bem co-
otiecilas marca dos Srs. Braodenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
dsaax Tem as seguintes qualidades :
De Braadeaburg frres.
St. Estph.
St. .1 ii! ion.
Marga tu.
Larose.
Chateau Loville.
Ch.iteau Margam.
De Oldekop <& Mareilhac.
St, Julien
St. Julien Mdoc.x
Cuateau Loville.
Na tnesiaa casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madoira em barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
A.S mjlhor-es machinas de coser dos mais
afamados autores de Ne\v-York, I.
M. Singer & G. e Wheeler &Wilson.
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
I autores, moslram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e respoosabili-
samo-nos por sua boa
qiialidade eseguranca:
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leile 4 Irroaos ra da
Imperalnz n. 10 amigamente aterro da Boa-
Vista.
Una do Queimado n. 39
Lojade quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha cortos de vestiJos de seda de cores, fazenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
G03000, ditos sem defeilo a 1008000, tem um
resto de chales de toquim que estac-se acabando
a 303000, ditos de rairin bordados com pona
redonda a 89000, ditos sem ser de pona redonda
a 83000, ditos eslanpados com listras de seda
era roda da barra a 9&000, ditos de ricas eslam-
pas a 73000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 28000, ditos sem franja e muito
encorpado a 2>000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto o do cores ricamente enfeitados a
253000, ditos muito superiores a 303000, en-
feitesde vidrilho preto a 3000, ditos de retroz
a 33)00, organiisda mais Gna que ha no mer-
cado a l$0O o cvalo, cambraias decores
de padres muito delicados a 800 rs. a vara, Jilas
de oulras qualidades a 600 rs. a vara, ricas chitas
farncezas de muito boas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, peilos para camisa a 240 rs. cada urna,
corles de casemira de cores a 63000, ditas em
pesc.a de quadrinhosa 43000 o covado, gollinhas
de muito bom gosto a 18000, ditos de oulros
bordados ricos a 3>000, manguitos de cambraia
bordados a 3J000, tiras bordados e enirimeios
quesevendera por preco comraodo, bombazil de
cores proprio para roupa de crianzas, e capinhas
para senhoras a 18400 rs. o covado, cortes de
cambraias de salpicos a 53000, cortes de cam-
braia enfeiladas oro tiras bordadas a 6J000,
e outras muitas mais fazendas que ser difcil
aqui pode -las mencionar todas.
Gama <& Silva,
na ra da Imperatriz, outr'ora aterro da Boa-
Vista n. 00, vender para liquidar-se as fazendas
seguintes, por menos de seu valor.
Cortes de vestidos de 15a o seda a 138, pecas
de bretanha com 10 varas a -18, ditas de rolo cm
'10 varas a 2$, chalys de cores muito bonitos, co-
vado a 800 rs., folar de seda lindos padres a 800
rs., laazinhas de quadriuhos e muito finas a 400
rs. o covado, ditas bareges de quadros o covado
a 280, merino de urna s cor para vestido a 320 o
covado, chitas franeozas escuras o covado a 240,
260 o 280, riscados iargos francezes o covado a
200 rs., mussulinas matizadas o covado a 200 rs.,
cassas francezas para vestidos o covado a 240, e
ditos muito finos a 300 rs., corles de riscados
monstros para vestido a 38, cambraia de salpico
muito fina a vara a 800 rs. ditas brancas e de cor
a 400 rs., enfeiles de vidrilho prctose de cores a
3j!, gollinhas de traspisso muito finas a 3, gros-
denaples muito encorpados o covado a 28, de lu-
do se dao amostras, Qcando penhor.
Roupas feitas.
Por precoS razoaveis para acabar.
Na ra Nova n. 47, junto a Conceic,ao.
Cal-as finas de casemira para homem de 5j> a
6*000.
Ditas de brim para dito de 1J800 a 2g500,
Ditas braners a 38.
Colleles de fuslao de 1*500 a 28.
Ditos de gorguro de seda de 23500 a4g.
Ditos de velludo finos de 6$ a 83.
Casacas de panno fino para homem de 203 a
251000.
Paletots de casemira para dito de 128 a 16$.
Calcas de casemira para menino de 48000 a
48500.
Paletots de brim para dito a 28.
Casacas de panno fino para dito de 168 a 20$.
Paletols de panno de 8 a 108-
Ditos de seda para homem a 6g-
Cascmir3S de duas larguras de 2.J300 a 38 o
covado.
Brim de linho muito fino de 400 a 500 rs. o
covado ; e quem comprar por atacado, ainda se
far algum abatimenlo nos objectos, assim como
lambem se vende a armacho com lodos os seus
perlcnces, para quem quizer continuar com o
mesmo negocio por a casa esta<- afreguezada.
Vendem-se 400 saceos vasios que foram de
carnauba, proprios para o mesmo uso, ou outro
qualquer, como seja, camisas de escravos, etc.,
03 quaes tem vara e mcia, a 160 rs. cada um : na
ra do Nogueira n. 21.
Vende-se urna vacca de raca lourina, pre-
nhe, e lambem te troca por orna que esteja pa-
rida : quera quizer procure do sitio de Antonio
Leal de Barro, no Manguiuho, ra de Joao Fer-
nandos Yieira.
Vende-se
EM CASA DE
Adamson Howie & G.
Vinho do Porto de superior quaUdade.
Tinta de todas as cores.
Lona e flele.
Fio devela.
Sellins, silhOes, arreios e chicotes.
Rolhas.
Ra do Trapiche n. 42.
Vendem-se duas escravas pretas sendo
urna perfeita engammadeira e ptima coziohei-
ra, cose, faz labyrintho e lodo o mais arranjo de
urna casa, a outra engomma bem,, cozinha e faz
o maisscrviQo de urna casa ; na ra das Cruzes
numero 18.
Cabriolet noy *
Vendo-so com os seus competentes arreios
ua ra do Hospicio n. 37.
Antonio da Silva Barbosa
Ferro
vende erasen armazem da ra do Codorniz
n. 10, os gneros seguintes :
Cerveja ingleza da primeira marca.
Farello novoem seccas muito grande.
Milho novo dito dito.
Arroz de casca dito dito.
Arroz do Maranhao, graudo.
Goma muito fina em saccas.
Dita dita em paneiros.
t'arinha do Maraohao para papa, superior.
Sebolas novas grande, era caixinhas.
Ditas ditasaos ceios.
Sabo de todas as qualidades.
Albos muito novos* chegfdos agora, c outros
muitos, ludo pelo menor preco possivcl.
mhmmmm Bwawaw awawa
de abate-: na ra Nova n.
daXamhoa do Carino.
23, esquina
A 5^000. i Liquidaco.
Chapeos de sol de seda para homem Por barato preco, para acabar, na ra da Ira-
ca mj ..^ .-, ,, ,;;. j___ j peralnz n. 40, outr'ora aterro da Boa-Vista, loja
a 5# cada um e em porcao de urna du- d, egquina do'becco d09 Ferreir08, vende- novo
zia para cima far-se-ha 10 por cento ; sortimento de fazendas para liquidar, a ser cam-
braias brancas, o mais uno que possivel, a pe-
ca a 38, 38500, 4, 4g500 e 58, cortes de mcia
casemira e brim lavrados brancos a 18600 e 2g,
loalhas para rosto de nova invencao a 640, cortes
de riscado francez com 12 covados a 2#300' cha-
les estampados de merino a 2J>500, e ludo o mais
se vende barato.
* Vende-te urna bella placa ou in-
signia de oflicial da ordem da Rosa : na
ra do Csbuga' loja de ourives de Se-
raim & Irmao, n. 9.
Chapeos de sol
Ra do Queimado
n. 39.
rs. o covado.
I NA LOJA DE
\Guimaraes Villar.]
Ruado Crespo n. 17. j
i Vende-so ricas sedinhas de quadri- ;
\ nhos a 640 rs. o covado, fazenda de |
i preco admiravel, para acabar com urna i..
porcao de pe^as. Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Chegou ltimamente a este estabelecimento um
completo sunimcnio de chapeos prelos francezs-
do melhor fabricante de Paris, os quaes se vene
dem a 7000, ditos a 8000, ditos a 9#000,
ditos muito superior a 109000, ditos de castor
drelos e brancos a I G*000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de fellro a Garibaldi de
muito superior massa a 78000, ditos de copa
baixa para diversos presos, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vendera por prego
barato, bonels de vellido para meninos a 55001',
ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos-
de panno muito bem arranjados a 35500
chapeos de seda para senhoras a259Q00 muito,
superiores, ditos de palha escuras proprios para
campo a 123JOOO, ditos para raeninasa 10*000,
chapeos de sol de seda inglezesa IOS e a 125
muito superiores, ditos francezes a S$000,
ditos de panno muito grandes e bons a 43JOOO.
sapatos de voludo a 2v000. ditos de tranca a
19600, sintos de grugurao para senhoras e rae-
ninas a 28000, coeiros de casemira ricamente
bordados a 125000, e oulras nimia fazendas
que a vista dos freguezes nao deixaro de com-
prar.
Campos (k Lima
receberam urna factura de chapeos de sold sc-
\ da para homem, tendo cnlre esles alguns peque-
nos que servem para as senhoras que vao para o
Seda grandes para homem
A 5$000,
na ra Nova n. 36, defroute da igreja da Concei-
cao dos Militares.
Vendem-se saceos com farelo de Lisboa,
rhegado ltimamente : na travessa ds Madre de
Dos n.15.
Chegueni ao barato
O Preguica est queimando, era sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
28, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palilots a 960 rs. o covado. cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente muito fina a 359,
4, 59, e65 a pega, dita tapada, com 10 varas
a 55? e 69 a pega, chitas largas de modernos e
escolhidos padroes a 240, 260e280 rs. o cova-
do, riqusimos chales de merino eslanpado a
7? e 88, ditos bordados com duas palmas, fa-
Ven*e-se urna escrava prcla, crioula, bo-
nita figura e moga ; ne becco do Sarapatel n. 12.
Vende-se a taberna n. 35 sita na ra Im-
perial pertencente^a Jos Lopes da Silva, os pre-
tendeotes podem ir examina-la, e entendercm-se
com Ferreira & Martin, travessa da Madre de
Dos n. 16, nicos aulorisados para a venda.
Baratos calcados de tranca de
Lisboa a 18#000 a duzia.
Vende-se na loja da ra nova u 1.
Baratos calcados de Mil-
lies a 13#
Vende-se na loja da ra nova n. 1*
Vende-se um terreno na ra Iroperia, pro
prio, com 110 palrnos do frenie, com urna casi'
nha de lijlos, com muito bella vista, desembar-
que atraz, grandes fundos at o rio, aterrado e
prompto a edificar um grande esUbelecimenlo,
ou propriedades, que se vender com lodo o fuo-
*do ou parles,assim como lansesde 30 palmos co-
mo convenha aos compradores : no mesmo lu-
gar, casa n. 222, a tratar com o proprietario Vic-
torino Francisco dos Santos.
@@@@@ @@-@@@@@
9
fe
No armazem de F. A. Bur-
le efe C, ra da Cruz nu-
mero 48,
vende-se champanha das melhores marcas que
vera ao mercado, mais barato que em qualqjicr
oulra parle ; cofres de ferro (burras) das que cos-
luma receber, do melhor fabricante que ha neslo
genero, sortimenlos de iodos os tamanhos e to-
dos os pregos ; novo sorlimenlo de pianos, de
um excedente fabricante, que se vendero por
conta do mesmo, deduzindo-se a commissao eo
descont que os lornasse baratissimos.
A loja de marmore
rectbeu vestidos de blonde bordado para "
casamento. !
mmmm mm mmmmi
A loja de marmore
receben vestidos de seda de cores do ul- !
timo costo. <
A loja de marmore
recebeu vestidos de piantasia do ultimo
gosto.
Vendem-se 5 carros novos com lodos os $
arreios : na ra Nova n. 21. $
s@@@@@@e@ 8-(g A 9,000 a arroba.
Vndese cera de carnauba da vellia
e nova safra a preco de 9$ : no antigo
deposito do largo da Assemble'a n. 9.
Relogios
Suissos.
Em casa de Schafleitltn & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e viriado sorlimenlo
de relogios de alaibeira liorisonlaes, plenles,
chronomelros, meioschrononietros de ouro, pra-
barra a 100, 120 e 100 cada um, meias muito
finas para serihora a 455 a duzia, ditas de boa
qualidade a 3 e 39P50O a duzia, chitas fran-
iios que si'rvfiii uoru us semiuras uuu vuu uoio u i ,.. ___>, ... ____
campo tomar banhos se cobrirem do sol, e como ifezas d,e "eos desenhos, para coberla a 280 rs.
a porgao seja grande se resolvero vender pelo,0 covado, chitas escuras inglezas a 5^900 a
zenda muito delicada a 9$ cada um, ditos com'ta dourada e foleados a ouro, sendo esles relo-
uma s palma, muito finos a 89500, ditos lisos g'osdos primeiros fabricantes da Suissa, que se
com franjas de seda a 59, lengos de cassas com Dde"oror precos razo a veis.
I j preco de 6?) e 6S500, o alguns com pequeo de-
feilo a 5j> : na ra do Crespo n. 16.
Vestidos brancos bor-
dados.
Ra da Senzala Nova
Vende-se em casa de S. P. Jonliston & C
n.4?
Para vestidos.
Superiores grosdenaples de seda de quadri-
nhos, fazenda de muito Rosto e de lindos padres,
pelo mdico preco delJoOO rs. o covado : na ra
do Queimado n.22, na loja da boa f.
Vende-se um casal de caellios
vindos de L sIjge, muito bonitos, bem
como um casal de-galinlias da Cocbin-
china, o mais lindo que aqui tem appa-
recido, tudo muito barato: na ra dos
Tanoeiros junto aon. 5,prmeiro andar.
Attenco
*
Vendo-se urna famosa taberna as Cinco Ton-
tas n. 82, junto as casas cahidas, possuindo de
fundos oilocentos e lanos mil ris, propria para
qnalquer principiante que queira eslabelecrr-se
e ganhar dinhuiro ; o local em que esl colloca-
do a dita taberna, a"tioi.it i vista que tem, e o
!
Vendem-se cortes de vestidos brancos de cam-
braia com dous e tres tbidos ricamente borda- ; e relogios de o'uro paienlc inglez.
dados, pelo baratissimo preco de 5S300 : na ra
do Queimado n. 22, na loja da boa f. | ##f#^### @3@ g@e
Recebcu-se reccnlemenle e continua a J:;
@ receber-se direelamente de Taris e Lon- @
dresporludososvapores.de encommen
da especial, arligos de modas para se-
nhoras na
1 Lojade marmore.
ss@ @ @
peg#, e a ICO rs. o covado, brim branco de puro
linho a l9, 155200 e 1G00 a vara, dito preto I Vn. 16.
muito encorpado a 15500 a vara, brilhanlina
azul a 400 rs. o covado, alpacas de differentes
cores a 360 rs. o covado, casemiras pretas
finas a 25C0, 3?> e 3500 o covado, cambraia
vaquetas de lustre para carros, sellins es,Ihoe prela e de salpiccs a 500 rs. a vara oulras
mglezes, c.ndeeiros e cast.gaes bronzeado>,lonn> muilas fazendas e se farf en[e com
mglezes, fio de vela, chicote para carros, emoir dor> e de lodas sedar.Q amo^lras ^ J
tana, arreios para carro de um e douscavalos
Vende-se Troco de. lodas as cores e grossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, CO e ljj rs. a
peca ; na ra do Queimado, leja da oguia bran-
Relogios.
Vende-se em casa deJohnston Pater & C,
ra do "Vigario n. 3, um bello sorlimenlo de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna variedade de bonitos Irancens para os
mesmos
n
machinas de costura LoJa tlas 6 portas
ua do Crespo
loja n. 25 de Joaquiro Ferreira de S, vende-
e por pregos baraiissimos para tcabar : ves-
tiJos de tarlatona bordados de seda a 8*000,
organd de cores muito finas a 320 rs. o co-
vado .cassas de cores a 2-iOrs., chita larga a
200, e 240 rs., capas de fusto enfeiladas a
5&0C0, casaveques de cambraia e fil a 5000,
perneadores de cambraia bordados a OfOOO,
jabados a 320 rs. a vara, liras bordadas mui-
to finas a l5( 0 a reg, riscado francez fino
a 160 rs. o covado, goliulos de ponas bor-
dadas a 29500, manguitos de cambraia e fil
$ A loja de marmore
I? recebeu vestidos brancos de cambraia
ii bordada do ullin o gosio. K
smmmm wm eiewgiesK
A loja de marnisre
^ recebeu manteletes, ronds, taimas, pe- |8
ajg regrinas e mantas do ultimo goslo. *
Aloja de marmore
^ recebeu novo sorlimenlo de Lournus be- ~
S douine para sabida de baile. b-=
i ^^ sm KK mm &W
A loja de marmore &
j| receben novo sorlimrnlo de enfeiles pa- S =
(f ra vestidos, incluiido bicos de blond. ^
m A loja de marmore
^S recebeu novo sorlimenlo do chapeos e
^ enfeiles para senhoras.
BttseegffgtiKSM mes. mmmm
Pao de Senteio novo.
Acha-se todas as quartas c sabbados, das 11
horas do ia em diantc : em Saiilo An aro, pa-
daria allemaa, e na ra da Imperatriz n. 2, ta-
berna.
Quando falla o di
nheirOj o bom vende-se
barato.
Duas escravas de 20 a 35 annos de idade, co-
zinham, engon mam, Imam e sao boas quilan-
deiras, ambas por 1:6008, 1 esbella mulaiinha c'e
tSaiiiiOS, reroihida, Itm boas habilidad* s, 1 es-
crava da Cosa, boa quilandeira, c fazo n:nis ser-
vigo por 12509, 1 magnifico moleque de O au-
nis, bom copeiro, 1 moieca rccolhida de idado
20 annos, com boas habilidades por 1;350 ; na
ra de Aguas-Verdes n. 46.
Escravos fgidos.
Do engenbo Cutigi, fregnezia da Escada,
fugio no dia 3 de rovembro do crrenle anuo o
estiavo de nome Antonio, com os signa es se-
guintes : estatura regular, cor mulato, cebello de
ntgro, pouca baiba, denles limados, idade 25 ou
28 annos, pescofo e ps grossos, Itm pelo rosto,
pesceco e peilos algumas marcas de panLCS, e
afumas citalrizts pelas costas
DE
Slvat Estas machinas sao as mais pereitas
no ramo de incc.nismo, unindo a urna
simplicidade a maior ligeireza e perlei-
cao para toda e qualquer qualidade de
costura, do ponto mais fino ao mais
grosso. O vendedor se obriga a ensina r
o rcethodo aos compradores ?te o sa-
commodo, torna-se bastante recommendavel por- bercm bem, assim como a ter as machi -
que lem um grande solao todo corrido, arranjo Lu:n,. m nr4Pm clm-intr nm annri
que se loma muito apreciavd para os freguezes I cDlnas em oiaem Guiante um anno.
do mato que gostain do se errancharem onde! Estas machinas cosem com 2 los nao
compram. Approveilem, que o tempo proprio quebram o io como muitas outras O fa-
do se fazer muito negocio, uue a festa esl na u i .1
porla ; vende-se por o dono
poder continuar.
que pan tem le
sido de chicle ; nao levou cotnsigo roupa ali:u-
a 25)000, camtsinhas bordadas minio linos a ma, e consta haver fgido para o lado do sei o
' 2?>00O, chita larga com lustro e milite fina | d'tnde viera : quem o apprchender, poder el-
nm mbaJa T :,^,rt-*^ 'propria para coberla e roupoes a 320 re., es-1 ""J0 J jeerido egenho, oo oo Be cite, ra es-
em Irenlcdo Liyramento|llL*.'*.. hm?. m. JSKtf^^J&jyaar
LaaZinllUS a oOO rs. seda feilosa 125JOOO, vestidos de seda mofados
a 83000, uvas arrendadas a 100 rs. o par
ser doente, e nao
Loja das seis portas era
frente do Livramento
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos gostos a 200 rs. o co-
vado, ditas eslreitas de cores escuras a 160 rs ,
pecas de bretanha de rolo com 10 varas a 2j>,
ditas de esguiao de algodao muito fino a 3g, ris-
cadinho de linho a 160 o covado, lencos brancos
cora barra de cor 9 120 rs ditos brancos com bi-
co a 200 rs., algodao monstro cora duas larguras
a 6(0 a vara, laazinhas de duas larguras, fazenda
nova para vestidos a 500 rs. o covado, enfeiles de
tranca com lago de fita para cabera de senhoras
a 2#500, corles de riscado para vestidos a 2g, pe-
cas d.e raadapolao com 4 112 palmos de largura a
v!00, chales de merino eslampados muilo linos
a 63. A loja est aberla al as 9 horas da noite.
Carros.
Vendem-se 2 ricos carros, um grande o outro
pequeo, bem aparelhados e elegantemente pin-
tados : na largo do Corpo Sanio, cscriptorio de
Manoel Ignacio de Olivcira zem e sao as melhores e mais baratas
ate boje conhecidas no mundo, ellas e
acriam expostas na galera do SR. OS-
BORX, RETRATISTA AMERICANO NA
RA DO IMPERADOR N. 08, onde
urna senhora competentemente habili-
tada as fara' ver e trabalhar. Igual-
mente se acham expostas no armazejn
de MACHINAS AMERICANAS, RA DA
CRUZ N. 4 E 9.
Fugiram
A loja de marmore
g recebeu enfeiles de plumas brancas *e de
cores para cabera de senhoras.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sorli-
menlo de tachas e moendas para engenho, do
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapi-
che n.4.
Vende-se uvas da Una de
boas, e por prer.0 commodo :
Rosario n. 11.
00, ditas de brirrrde dentes no queixo superior, com cica-
1 a 5?C0O, palitos : ti iz de um panarico em um detfo gran-
de brim branco e de cores de fcT>G0 a SjjOO, |de da mao esquerda, tem falla n
,ditos de alpaca de 3000 a 800O, brim mana, e sempre' que falla rind
itranQado de algodao com 9 plnios de largura ieVou alcuma rcupa de seu uso, c
muilo proprio para toalhas a 900 rs. a \oro, damas- i1f>^ ,.^,,,. ,^^,^m^ j .....
;e de cores de 69000 a H5000,
branco e de cores de 2>0C0
tem falla rr.uitc
falla rindo'e,
tam-
na ra est.ei.a do 0 e |aa com 9 palmos de largura a 1600 o ''^'T""^ TVST^ ****"**
covado, velbulina prela a 400 rs., brim de f?^?11.*8' If^ ^e.as, etraves-
Anda contina a estar para se vender, linho de cores a 1*500 o corle, meias cruas!
permutar por casa nesta cidade, e em ultimo ca- nara homem a 1*200 a dima rmicas ,1p '
so, arrenda-se a quem fizer as obras e concerlos P",8 ,em a 1!.i;"' iv"a: f*mMM- *
que a casa precisar, sendo descontada a quantia ilmho mglczas a JivOO a duzia, pecas de
gastado aluguel que liver de pagar, o sitio da madapolao fino a tOO, corles de lanzinha
avessa do Remedio na fregueiia dos Afogados I muito fina com 15 covados a 8000 rs., ca-
misas de cores e brancas de JO a 3000,
e outras muilas fazendas por menos do sen
valor para fechar conlas.
seiro ; Sin.o,
pardo,
baixo, cabellos
ARMAZEM DEROIPAFEITA
W!1M) 4
Defronte do becco da Congregacoletreiro verde.
n. 21 ; quem o pretender, entenda-se com seu
proprietario na ra de S. Francisco, como quem
vai para a ra Bella, sobrado n. 10, ou na olfan-
dega, aonde empregado.
De urna familia que se
retira.
Urna escrava dos melhores costumes, de idade
20 anuos, engomma muito bem, cozinha e lava,
por 1:500 ; na ra das Aguas-Verdes n. 46.
Nova luja de miudezas
na ra do Queimado n. 59, on-
de tem o lampio do gaz na
porta, vendem-se as seguin-
tes miudezas por baratos
Exposico
Casacas de panno preto a 30$, 35$ e
Sobrecasacas de dito dito a
Paletots de panno prelos e de cores a
20, 25, 30 e
Ditos de casemira de cores a 15$ e
Ditos de casemiras do cores a7 e
Ditos de alpaca prela gola de velludo a
Ditos de merino selim prelo e de cor
.a 8 e
Ditos de alpaca de cores a 3o00 e
Ditos de alpaca prela a 3500, 5,
7e
Ditos de brim de cores a 39500,
4500 e
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 e
Calcas de casemira prela e de cores a
9, JOe
Ditas de princeza e alpaca de cordao
prelos a
Ditas de brim branco e de cores a
29500 45500 e
Ditas de ganga de cores a
Dius de casemira a
4*08000
35000
35000
a2000
129000
129000
9000
59000
9000
59000
69000
129000
59000
5000
39000
550O
Golletes de velludo decores muitofino a 1000
Ditos de casemira bordados e lisos
prelos e de cores a 5, 5500 e 6000
Ditos de selim preto a 5000
Ditos de casemira a 3500
Ditos de seda branca 8 5 e 05000
Ditos de gurguro de seda a 5 e 6000
Ditos de fustao brancos e de cores a
3e 3500
Diios de brim branco e decores a 2 e 2500
Selouras de linho a 25500
Ditas de algodao a 1600 e 25000
Camisas de peitode fustao branco e
de cores a 29300 e 25500
Ditas de peilo e punhosde linho mui-
to finas inglezas a duzia 359(100
Ditas de madapolao brancas e de cores
a 19800, 2e 29500
Ditas de meia a 19 e l600
Relogios de ouro patente e orisonlaes
Ditos de prata galvanisados a 259 e 309000
Obras de ouro, aderemos, pHlseiras e
rosetas 9
pregos, como sejam :
Laa para bordar a melhor que ha no mercado a
7J500 a libra.
Seda frxa de todas as cores para bordar a 120
rs. a miadioha.
Luvas de fio de Escocia para raonlaria a 500
rs. o par.
Ditas de algodao de cores a 240 rs. o par.
Espclhos de moldura dourados a rada um.
Capachos compridos para porta a 500 rs. ca-
da um.
Rieospenles de tartaruga virados muilo forni-
dos c bonitos desenhos a 10tf.
Ditos sem serem virados proprios para andar
em casa a 3$.
Ditos de tranca lodos torneados pata travessa
a 1 .500 cadaum.
Ditos lisos rr.ui fornidos a 640 cada um.
Caixinhas de madeira com cspelbos para cos-
tura a 2*500 e 3gcad um.
Agulhas inglezas em caixinhas, o melhor que
tem vindo a este mercado, tanto em pualidade
como grossura a 400 rs. a caixinha; na run do
Queimado n. 59, loja de miudezas de Maia & Bar-
ros, onde tem o lamniao do gaz na porla. Na
mesma loja chegou um variavel sorlimenlo de
meias de cores para meninas, as melhores que
tem apparecido neste mercado, tanto pela sua
delicadeza como econmicas, as quaes tem um
boccal fingindo calclas, e ao mesmo lempo lor-
nam se muilo desnecessarias as cal?as ; estas
meias s se encontram na ra do Queimado, loja
de miudezas de Maia & Barros, onde (emo lam-
piodo gaz na porta;
Pechiiicha
Na ra do Imperador, taberna n. 63, defronte
do retratista americano, tem para vender pesca-
da eruivosem calda, chegados por este ultimo
navio do Porto, por prego muilo barato.
No escriplorlo de J. P. R. Braga, ra do Vi-
gario d. 11, primeiro andar, vende-se cal de Lis-
boa a mais nova que ba no mercudo.
E' chegado ullimamenle a este estabelecimen-
to um riquissimo sorlimenlo de metaes que mui-
lo dever agradar aos compradores que preci-
saren! : da ra Nova n. 20, loja do \ianna
corridos, com todos os dentes, marcado
de belgas pelo corpo, com pouca bar-
ba, quando anda p u xa por ump, na-
riz chuto, pescoro battante enterrado,
levou alguma roupa de seu uso, feudo
urna calca branca, sapatcs de ce uro de
lustre, urna camisa branca, urna dita
de ifcado de algodao trancado de riuu-
dlOS amarillos, e urna calca de rlgcdao
trancado de listas escuras, e el.jh o do
Cbily pintado cor de ganga, ambos es-
tes escravos sao lilbos de sertes do Cca-
ra' : foram calcados e intitulan) o for-
ros, tendo sido vistos em seguimento da
estrada Aova do Ccxanga' na mesma
noite da luga : sendo generosamente
gratificado cjuem os levar a ra do Des-
tino casa terrea de dous portees nume-
ro 16.
Escravo fgido.
Um mualo c|8r0i rnagto, com pannos prelos
Da maraa do rosto, representando ter 25 annos
de idade, natural do Rio do Peixe, chamado
Luiz, desappareceu no dia 30 de outubro da casa
do Dr. Cosme de S Pereira, de quem escravo ;
snppe-se ter levado um cavallo prelo do Sr!
Roslron que se havia sollado, e.que elle fora
embosca do mesmo ; suppe-se'niais que sua
Para acabar J
A 2$500 rs. o corte.
Na loja de Guiraaraes& Villar ra do
Crespo n. 17, para acabar vendem a2>500
corles de cassa aquille com 14 covados,
manteletes ricamente bordados a vidri-
lho com bico largo a 30^.
, mulher de nome .
I levando nm pequeo bah de flandres : roga-se
.Maria tambem o acompaoha,
Grammalica in-
giera de OllendorfF.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallaringlezem 6 mezes,
obra inteirament nova, para uso de
todos os estabelecimentos de nstruc-
980, pblicos e prticulares. Vende-
se napraca de Pedro II (antigo largo
do Collegio) n. 37, segundo andar.
Vende-se um cavallo de estribara com todos
os andares, muilo novo : quem pretender diri-
ja-se a praga da Independencia ntv36 e 38.
as autoridades policaca e a oulras qunetquer
pessoas que o prendam, e remellona ao seu se-
nhor, que pagar qualquer despeza.
Desappareceu desde o dia 23 de selen bro
prximo passado um escravo de nome Luiz, oCQ-
cial de chapelleiro, idade de 23 annos. pouco
miis ou menos, estatura alta, rosto regular, cor
prela. Desdo que largou a fabrica da ra da
Florentina (em fevereiro prximo passado), as-
sislio como ganhador na ra da Praia. Sunpoc-
se que elle se diz livre. Roga-se as autoridades
poli.-.iaes c capilaes de campo de caplura-lo onde
quer que o encontr e traze-lo & ra da Cruz n.
22, bolica franceza, onde ser generosamente re-
compensado.
Boa gralilcaco
a quem apprehender o escravo Luiz, alto, perna-
lorias, raaos grandes e com dedos bastantes coms
pridos e grossos, cosluma embreagar-se muilo o
em exiremo preguir;oso, demonstrando ter 50
anuos. Igualmente o escravo Izidro, idade i
annos, cabega rapada, estatura regular, esperlo e
bem preto : ambos sao crioulos e marinheiros do
brigue Algrete: recommenda-se as autorida-
des policiaes e campites de campo a sua arprc-
henso levndoos ao cscriptorio do Manoel
Goncalves da Silva, que recompensar genero-
samente.
Fugio no dia 14 do correte um negro de
idade 45 annos, pouco mais ou menos, chama-so
Nicacio, e fni vestido de calca e camisa de algo-
dao azul de listra e chapeo de palha usado, tem
a perna esquerda meia arqueada, e por isso quan-
do anda pucha um tanto por ella, cor fula, olhos
encovados e granos, e o beico superior bstanlo
grosso : quem o descobrir, pode leva-lo ra
das Cruzes n. 29, aue ser recompensado.


ra)
MARIO DI BKRNAMBCO. ^ SABBADO 1 J* DIffEMt DE I80.
Variedades.
AS BIBLIOTHECAS NA CHINA.
Eis-aqui, segundo um jornal de Berln, alguna
curiosos esclarecimcntos sobre o estado das bi-
bliolhecas era um paiz, para o qual os altenccs
se leem voltado, desde muitos raezes. Algumas
particularidades raoslrarao mais urna vez o sin-
gularidade do carcter dos Chins.
Propriamente fallando, nao ha na China bi-
bliothecas publicas, no sentido que geralmanle
se liga esta palavra
E at os estabclecimentos expressanicnte des-
lioados pelos fundadores ao uso do publico
taes como, por exemplo, o Wan-Lau-Koh ou a
bibotheca do palacio de Kieo-lungem Hangis-
chau) nao sao accessiveis senSo quelles quo
obleera urna licenga especial das autoridades l-
caos ; por isso era consequencia desta disposi-
go, sao ajuellesestabelocimentos pouco ou qua-
si nada frequenlados.
Mas era compensado ha bibliolhoeas parti-
culares.
Urna das mais importantes a da familia Fan
era Ningpo, que segundo o seu cathalogo, pos*
sue 4,09 f obras era 53,799 volumes.
Fui fundada pela familia Yung, mas depois
do Jesastre desta casa foi comprada por um dos
rserabros da familia Fan, ardeuto bibliophilo, e
esto augmentou de tal forma com obras raras,
que auxiliou poderosamente, no lempo da me-
diJj tomada por Kicnlung, em 1774, a bibo-
theca imperial, precnchendo as suas lacunas.
O imperador mandou espalhar cathalogos des-
te ultimo estaba'eciracnto, prometiendo ao mes-
rao tempo recompensas aos particulares que
Irouxesscm os ejemplares que fallavam na bi-
botheca, ainda que fossem emprestados, para
seren copiados e impressos.
No armo seguinle expedio-se aos livreiros uns
ordera semdhanle.
A familia Fan deslinguio-se por esla occasio
enviando 69fi livros raros que faltavara, o por
esta complacencia rocebeu um exemplar com-
pleto do Ku-Kra-Tu-Shu-Tshi-Thiug ou Ency-
clopedia dos livros antigos e modernos, collec-
go impressa com caracteres movis de cobre,
reunida por ordera do imperador Kanghi e da
qual se tirarara muilo poucos exeraplares. Es-
ta coUeecSo d esclareiimentos sobre mais de
10,000 obras de astronoma, geographia, sciencias
naturaes, etc.
At nisso se v a singularidade do carcter
chinez.
Esla collecgao est" tao guardada como es-
lava antigamenle o jardim das Hespridos. Po-
zcrom-na no bairro meridioual da cidade Ning-
po, no meio de um jardim arranjado no gosto
Chinez, com massigos de arvores, gruas, mon-
tanhas em miniatura, desGladeiros, lagos e ou-
tras maravilhas de paysagem artificial.
Cada merabro da familia Fan mandou p<)r na
bibliolheca um fechadura particular, cuja chave
est em seu poder.
Nao porianto possivel abrir este deposito lit-
lerario senio cora o consentimento de todos ns
mombros desta familia, e o coslumo tora feilo
com que esla operacao sse verifique na presen-
ga de todos.
O Sr. Mjc Gowan, i quem se devem estas'
informacoes, diz que as regras precedentes esto
em vigor era muitas outras bibliolhecas par-
ticulares.
O jornal donde extrahraos esta noticia pensn
que ha na bibotheca de Ningpo muilos Ihe-
siuros inexploraveis, e chega mesrao incitar,
na sua qualidade de pubcago geographica, a
sociedido recentemenla formada em Sanghai.
nao s estuda-los, mas at extrahir ludo
quanto mais particularmente disser respeito
geographia anliga c moderna.
O que & porm oirio.o, que os livros quo
dizem respeito 5 este ramo da sciencia sao pou-
co numerosos as bibliothecas chinezas, em-
quanlo que fra dellas ha abundancia de rao-
n imooios geographicos. Ha, por exemplo, os
Tsclii ou descripces topographicas o histricas
das provincias, dos departamentos, dosdislriclos
as mais pequeas localidades tem as suas mono-
graphas, (anto mais extensas e circunstanciadas
quanto o lugar por si mesmo menos im-
portante.
S para a provincia de Tsche-Kiaog, estes
Tschis formam talvez urna collecgao de quas 700
volumes. O numero do Tschis em todo o impe-
rio excede 10,000.
NASCENTE D'ACUA Ql.ENTE EM YONG-MAC.
N'uma distancia de 20 railhas ao noroeste de
Macu e dailha de Kiang-shan, esla" um valle
consideravel, cercado de altas serras, que por
sua exquisita apparencia e pela existencia de
aiscenles em tanques d'agua ferver, faz sup-
por que neste sitio existia algum vulco. O es-
paco em queeslo dispersos esles tanques, com
mais abundancia, encerra obra de 80 varas qua-
dradas, ve-se nestes lugares vapores espessos.
voltear, o chao parece ouco.e treme debai-
xo dos ps.
A agua ferr e rebenta em borbotes, atravez
du lodo no fundo dos tanques, com urna torga
cocsideravel, e vera em jorros pequeos, porm
continuos, para os regatos que ali so acham
dispersos em diversas ramifcaceg.
A tempeplura d'agua nesses tanques tao al-
ta, que se pode cozer ovos, canna d.assucar,
etc, era pouco lempo.
A agua perfeilamente limpa, clara e algum
lauto salgada ; porm nao lera a amargura de
3gua do mar, por nao conter trago algum de al
de magnesia, emquanto este sal forma uin dos
elementos d'agua do mar, e lhe confere o sabor
desagradave'..
O lodo quo ha no fundo desses tanques de
urna cor parda, e mesclado com partculas me-
tlicas bem lustrosas.
Porm a propriedade salular que tem essas
aguas era certas molestias cutneas devida s
partculas sulphureas, que logo pelo cheiro in-
dica sua existencia.
as vizinhancas desles tanques existem
muitas plantices de canna de assucar, porm o
resto do valle coberto com extensas varzoas de
nlle.
CLCULOS CURIOSISSIMOS.
lmaginae urna nacSo que se nao soubesse ser-
vir do carsllo. Como se haveria aquella gente
para transportar volumes pesados ? Que fadigas
e cansaco para o hornera ? Que disperdicio de
lempo, roeu Deus I _
Lerabrou-se o homem de domar o cavallo, e
possou a carga, dos cosas do homem, para cima
1 do cavallo.
Era lugar do hornera, carregou o cavallo, e o
homem s leve dohi por dianle o trabalho de
conduzir o animal que o servio.
Inventou o homem o treno ou carro de rojo,
e a carreta depois. que nao nem mais era me-
nos do que o treno era cima de urnas rolas. J
raudou de Dgura, porque o carallo puxa em vez
de carregar ; fies mais .solt para mover-se, e
at pode trocar.
Medido na carreta, puxa por um volurae muilo
mais pesado, que a carga cora que podia em ci-.
ma de si, ou ainda mesrao raaior que a que podia*
tirar era carros de rojo : ligeireza para andar, isso
entio claro que ganhou muita.
Exige, porm, o uso da carreta certas coodi-
ges.
E' mister quo o terreno tonha sulciento soli-
dez ; nao ser nem muilo empinado, era escabro-
so de mais.
Denlro era pouco j se nao contenta o homem
com os caminhos, entra construir boas eslradas
de cascalbo, c, depois, da magnifico empodrado,
e por conseguinte pode o cavallo tirar por peso
ainda mais.
I.embra-so o hornera de substituir a calcada
por liras de madeira. e logo por tiras de ferro,
para Ihe3 rolarera por cima com raais facilidade
as rodas dos seus carros ; assim carreis um ca-
vallo pesos dez vezes miinres que os quo poda
carrear pelo empedrado, e cen vezes raaior que
a carga que podia levar, e corre cora todas as suas
forcas.
Nos primeiros caminhos de ferro que se fize-
ram era Inglaterra, servirara-se primeiro de ca-
vallos.
Finalmente veio o homem aionlar ao inven-
to dos caminhos d ferro invencoda locomo-
tiva.
Carreia este cavallo-raachini cargas taes que,
para as transportar sobre carados, seriara preci-
sos railhores del les.
Puxa n'uma estrada ordinaria um cavallo d-
tdreas regulares, que trabalho 9 ou 10 horas diae
nas, por una tonelada. Uto por um peso de
kilogramraas.
(Mil kilogrammas corresponde 2173 arra-
lis, 11 oncas, 4 oblaras e 8 gr.ios.)
Para carregar este mesmo peso sobro cavallos,
eram precisas 10 cavallos
N'uma trra onde se nao soubessom servir do
carallo, ou do qual iuer outra besla de carga e
se precisas**.* transportar fardos s costas de
hora ana, era mister 6 vezes m.is homens, isto .
60 homens. Diz-se trabalhar um cavallo por 6
homens.
Oranotem ; era qualiuor caninhode ferro a
mais fr5ca Iocoraolira pJe carregar 160 tone-
ladas.
E' o que 16 carallos carreariam no carainho do
ferro.
E' o que 160 cavallos carreariam n'uma estrada
ordinaria.
E' a carga com que poderiam 1600 carallos.
Era peso para ser repariido por 9,600 ho-
mens.
Ainda aqu nao est tuJj : temos s calculado
a torca da mais fraca locomotiva.
Pauta locomotiva que pJe carrear trozentas
toneladas.
Para carrear (mentas toneladas no camin
le ferro, enm precisos 30 cavallos ; e para car-
rear este mesmo peso por una estrada ordinaria
carecta-se de 303 cavallo*.
Para lrosporlc *a9 .ro-enU- dudadas sobre
cavallos, eram necessarios 3D00
m Suppo0hamos que nio sabiam servir-ce do ca
vallo ; erara precisos, para crregarem s costas
?nr!f,e-,I'.eSni0 PCS0 de ,reSOnUs o-oladas,
18,000 nwl homens.
Fr. Jos frade, o sen traje o habito ; nao
frade porluguez, porqoe Denhumha que a le ro-
conhega ; brasileiro, prtenlo pode usar do
habito, e mal lhe cariase o nao usasse.
Portanlo nao pode cansar estranheza um-keto
natural.
Porm. ainda mesmo que fosse porluguez e
nao fosse frade, quera poderla obstar a que appa-
recesseem publico com o habito de qualquer or-
dera, quando nSo fosse para o achncalhar ?
Os hbitos das ordens religiosas mcrecem res-
peito, como os de todas as corporacoes.
Varaos, porm, no3 apontamenlos biogra-
phicos :
Fr. Jos Damasio de S. Vicente Ferreira sahio
de Lisboa em 7 de outubro de 1835. contando
18annosde edade.com destino Geoova. aOm
de naltalia ser rocebido era alguraa corporaco
religiosa, pira o que serapre tere rocago.
Era -21 de dezerabro daquelle raesmo anno eo-
trou cora efTeiio era um convenio Francis-
cano.
Dous annos depois, era 1837. passou Ameri-
ca Meridional, como missionsrio, com destino
Uolivia, ondecoocluo a sua ordenac.io, e duran-
te 7 annos audou oceupado na cathechese dos
Indios.
Era 184 chegou ao Rio do Jaueiro. onde foi
erapregado na Terra Santa, e era 184J foi nomea-
doCBr8j8"rO gftral ^ Te"a Sanla, D lmperi0
Fr. Jos naturalisou-se brasileiro, e agora veio
a Portugal, cora ecnca de um anno, para visitar
a sua familia.
Seja bera rindo, que neste paiz o frade digno e
respe.tavel, considerado o respeitado como
qualquer outro indi/iduo que merece o conceilo
publico.
Nos nao queremos as ordens religiosas, mas
sabemos lera devida considera gao por aquellos
dos seus raembros. que eslranhos influencias
nefastas, se tornara credores de estimacao.
Nao se ha mi,ler de.um monumento grandioso.
A estatua do marquez so bre um pedestal singelo,
bastar para testeraunhar que Lisboa sempre se
recordar do ministro patriota e lustrado, que
a leraotou das ruinas e a restaurou com tanta
grandeza esumptuosldade.
Nenhum cidado podo ter mais direilo um
monu ment nesls cidade, que o marquez de Pora-
bal, o seu restaurador.
Trata-se, pos, de pagar esta divida.
1.a
O FUMO DO TABACO E OS SEUS BFEROS.
Os alumnos da escola polyiechnica de Pars
era re-
dorara lugar urna inresligaco curiosa
forenca aos effeilos do fumo.
Diridiodo os alumnos Jaquolli escola em dous
grupos, um dos que fumavam, o outro dos que o
naofaziam, recoaheceu-se que os do primeiro se
mostravam muilo inferiores aos do segundo em
varios exames comparativos.
Nao s nos exaraes de entrada oceuparara os
fumistas um grao inferior do capacidade. mas
tambera nas difiranles provas por que psssarara
durante o anno a maior proporcio delles era dos
que offereciam consianle, e nao pouco pronuncia-
da insufficiencia, ao passo que os nao fumistas
mostravam urna intelligencia mais clara.
Daqui parece concluir-so que o fumar pelo
menos era muitos casos, a causa da raediocrida-
dc intelleclual; mas ha quera julguo o fado an-
tes um effeito ou urna indicacao desse grao limi-
tado de intelligencia, e quera quera raesmo en-
contrar relagao entre o Turnar e a metaphysica
allema 1
Era todo o caso nao pequea a conlrariodade
que recebera quelles que linham o labaco na
DE NOVEMBRO DE 1755.
Neste dia se completara 105 annos que Lisboa
passou pela maior calaraidade que a tem aflligi-
do, desde que foi fundada.
A velha Lisboa rio-se abalada nos seus funda-
mentos, e derrocados muitos dos seus melhores
edificios, e um incendio fatal poz o remale obra
da deslruigo.
As ruinas causadas pelo incendio foram muilo
suporiores s que produzio o terremoto.
PelasO horas o raeia da manha, sendo a tem-
peratura de 14 graos Raumur, se operou Lca-
lastrophe.
Do3 doze biirros de que se compunha a cidade,
sete, e os mais ricos e populosos, Qcarara arra-
sados.
O incendio lavrou pelos barros da Ribera,
ra Nova, Roci e grande parle do Limoero, Al-
fama, Roraulares e bairro Alto, destruindo as
freguesas da S, Magdalena, Concedo, S. Ju-
do, Marlyres, Sacramento, S. Nicolao, S. Ha-
mede, S. Barlholomeu. S. Jorge, S. Joo da Pra-
ga e grande parle de S. Paulo, Eocarnagao, San-
ta Justa, cujas egrejas arderam.
Ficaram reduzidos cinzas os conventos da
Trindade, Cirmo. S. Francisco, Corpo Santo,
Boa Hora, Corpus Chrisli, S. Do mingos, Santo
Eloy.
As egrejas de Santo Antonio e do Loreto foram
tarabem pasto das chammas.
Arderam os pacos da Ribeira e Corle Real ;
aquello eslava sumptuosamento decorado, e ha-
via pouco que nelle se construir urna casa de
opera magnifica ; arderam mais os palacios do
duque de Braganga, que servia de thesouro, e os
dos duques de Lafes. Aveiro, Cadaval, dos mar-
quezos de Yalenga. Marialva, Angela, Frontei-
ra. e de Ca>caes, dos condes da S. Tiaua. Villa
Flor, Valladares, Aveiras, Athouguia, Ribeira,
Cuculim. Viraieiro. Aira e o do visconde 'de Bar-
bacena.
O incendio consumi a alfandega, a casa da
India, a Ribeira das Naos, as secretarias de es-
lado. 6 muitas outras repsrlicoes publicas, per-
dendo-se iraporlantissimos carinos. As cadeias
do Aljube (ecclesiaslica) o a do Tronco (civil)
egualraentt! arderam.
Foi considersrel a perda das bibliothecas que
arderam :a do pago real, que era numerosis-
sima ;a do marquez do Lourigal, formada pe-
los eruditos condes da Ericeira ;a do conrento
de S. Domingos, rica de manuscritos ;esta
era publica cora renda que para isso lhe deixra
um religioso; do Espirito Santo, lrraria se-
lecta, onde se nulava urna biblotheca Marianna.
a raais rica queseconhecia. Tambem foram con-
sumidas pelo fogo a bibotheca do Simo Jos
Silverio Lobo, que era afamada, o cinco casas de
mercadores de livros francezes, e25 lojas e ca-
sas portuguezas.
Calcula-se que o incendio devorou a lerga par-
te da cidade, emquanto que o terremoto s der-
rocou a decima parle.
Sobre a mortaldado nao ha noticias exac-
tas, mas a opinio raais seguid que nao pas-
sou de 5,000 pessoas. Nos conventos de reli-
giosos houvo 82victimas, e nos das religiosas
122, s no do Santa Clara morreram 63 reli-
giosas.
Nos primeiro3 seis raezes posteriores catas-
A CADEI.LINHA DO PRESO.
Seria um bom titulo para urna poesa, que,
tratada por terna inspirago, rivalisaria com a do
Cao do Louvre. E' o caso. Est nos quartos de
Malta um preso, bem conhecido por sua habili-
rdade e infortunio, chamado Coutinho. O Sr. Cou-
Linho liuln urna cadella da vulgar raga cha-
mada de agua. Era a sua criada o coropanhia.
Fazia-lhe as compras, trazia-lh'as no cestinho,
alTagara-o nas horas longas da solido. e du-
rante a noite responda aos gemidos de seu amo
com o olhar compassro do inslinclo aue rale
mais s rezas quo as baoaes consolagcs do ho-
mem.
Um dia, viuha subindo as escadas a cadella,
cora as pobres provises de seu dono, e um cha-
veiro desalmado tal pancada lhe deu na cabega
com urna chave, que a cadellinha pouco lempo
depois cegou de ambos os olhos.
O preso, que talvez nao tvesse nesto mundo
outros carinhose outro amigo, nao podando sem
grande dor contemplar toda a hora a triste da
cadellinha cega farejar-lhe os ps mandou-a
para urna familia que mora em cima do Muro
A cadella eileve ah algum tempo. Ura dia, po-
rm, a saudade do amo, quo j nao podia rer,
mas amara ainda pelo faro, impel!io-a sahir
da casa de cima do Muro, e, sozoha, reio ter ao
quarto do preso, censurando-lhe cora carinhos a
ingratidao de a abandonar, quando o dono eella
eram dous desgragados que mais se deviam que-
ref e cooviver, elle, com os olhos d'alma fecha-
dos para sempre luz da lberdade, e os da face
ao ra.o do sol que nunca mais lhe aquecer os
raembros sobre que gearam sessenta janoiros ;
ella, privada para sempre da vista de seu
dono.
Desde esse dia do tocante provade amizade, o
Sr. Coutinho acaricia a sua corapanheira com
araorque obriga s lagrimas quo anda as lera
para estas scenas compassivas.
Nao cuidem, porm, que a cadellinha est in-
consolavel da sua cegueira. O Sr. Coutinho tem
um pequeo gato, que distrahe a caJeila, brin-
cando-lho cora as orelhss. A cega, reconhecda
aos cannhos do gato, passa horas divertidas cora
elle n'um pugilato innocente.
Nao achara urna tristeza de inspirar rersos nes-
te singelo cont?
Nao soi que hajam ahi Marcias e Marilias quo
ralhara tanto para afinar um estro como a po-
tica cadellinha do Sr. Coutinho, c moedeiro fal-
so que vive do caldo da santa, eestcondem-
nado prso perpetua por isso mesmo que vive
do caldo da santa....
Nao vao cuidar que esta sania algum* vir-
tuosa matrona, santificada era vida, quo soccor-
re os presos. A sonta c a casa da misericordia,
queda aos oncarcerados desvalidos urna tigela
de agua em que nadam fainas de couve gallega,
mistura com bichos d'um verde esmeralda que
encanta o paladar, e alguns feijes que nadam
raais raros que os nadadores de Virgilio em vas-
to mar.
4. Nao se pode representar falta e necessi-
dade, que c nSo baja para cousas de servigo
d'el-rei; de modo que nao ha possibilidsde para
armar quatro fustas, nem para pagar sidos e
mantimentos.
5." As gales e galeotas que achei nesta Ier-
ra sao tao velhas e mal reparadas, que nonhuma
aellas serve para atravessar golfo ; e este mal
. o menor que nella ha ; porque" nenhuma noli-
ca chega ellas de se saberem molhar os remos
na agua urna s cousa tm, que fazerera ta-
manho gasto, como as de Andr Doria. Os ou-
tros navios sao pequeos, e csses alquebrados e
quasi podres.
6. El-re lera muitas fortalezas neslas par-
tes, que rerdadeiraraento correra dellas fontes
de ouro ; e este norae nao eslranho, pois an-
tigamenle se chamara, urea Chersonezo, e nao
estara multo errado que fofala seja Ofir, onde
Salomo mandara carregar de ouro suas frolas-
E as que nao lera ouro dao canela, craro, e to-
da a sorle de drogara ; e sendo assim, vejo que
os mais proveitosos e ricos dispendom mais
el-rei do que lhe do proveito.
7. tal o sorono e relaxamento do servigo
real, que ha muitos annos que paga el-rei 17
mil homons, iio tendo em seu servigo 2 mil.
8. A gente que tinha sahido escondida
bordo da minha nao ( de Portugal para a India ),
e que comegou apparecer, quando j se julga-
vam seguros de os nao langarem fra, foi tanta
e tao demasiada, que me poz em ramio cuidado,
e estive mu perto de tomar as ilhas du Cabo-
verde para ah deixar a que se nao podesse le-
var sera grande risco, mas, lembrando-rac que
nesta conjunecao enlrava everao nas ilhas, on-
de, pela dest^mperatga do ar. eslava muilo cer-
io morrerem todos, determine! fazer minha vii-
gem. pondo o remedio nas raaos do Deus; e nao
quz entio saber o numero de gento para que
nao espantasso e fizesso mo sabor todos.
9." Nao soi quem se atrever arrancar as
profundas raizes dos abusos e soffrer marly-
no e mais em trra, onde o crdito e valor se
ganham com deslealdades e mos servigos.
Servir o seu rei com amor, trabalhar
foi a prophecia da sua sorte. Ou fosse sonho ou
allusao polilca ao estado do paiz, e ao seu go-
rerno, o fado que o general Trtaro de ac-
cordo cora os mandarint, armaram trempe ao
general chira e... enforcaram-no.
O general Trtaro era o marechal Beresford ;
os mandarins, os gorernadoresdo reino, e o in-
feliz general chim, o proprio Gomes Freir de
Andrade.
Em ludo so realisou o sonho, excepto em una
cousa. Gomes Freir acordara ao estrondo dos
tiros que fusilaram o general chim ; mas elle
oao foi fuzilado. inforcarara-no, para que a af-
fronta fosse maior, e a rlnganga completa !
Quando outro general brbaramente raorto era
1809, s raaos da populaga desenfreada, protesta-
ra contra a conrengao de Cintra, porquo por ella
o gorerno do reino de fado fleara sendo exer-
cido pelos generaes ioglezcs, j previa o que de-
pois aconteceu. Bernardno Freir de Andrade
aecusado, de jacobino, e assasslnado cobarde-
mente u'essa poca nefasta de 1809, e todos o
demais successos que precedern e seguiram es-
se fado, e aobretudo a anarchia quo assolou o
reino, foram as deploraveis consequencias da fu-
ga do rei e da corte para o Rio de Janeiro.
Anda nao est escripia a historia d'essa qua-
dra em que este pobre paiz chegou sua com-
pleta decadencia. Algucm a escrever, e con-
densar a inepcia dos homens pblicos de
enlo.
Eis-aqui a carta de Gomes Freir, publicada
no Conimbricence :
O leu sermao, bem longe de me adormecer
despertou-me o que estas horas j leras vis-
to pela mmha carta de 20 de dezerabro, n. 8 em
que le digo que estou resolvido rollar, quanto
anles a L.sboa, no caso que os Srs. governadore-
jueiram ler a bondade do autorisar algum ne-
gociante para aceitar-me urna letlra de quatro
rail cruzados, segurando-lhe que ser paga loo
que se rae entregue o dinheiro que se acha o
erario das rendas da minha casa; e por ianto
se Mr diferida a minha supphca, l me lens por
- o raez de abril.
todo
Pare al. san re/ mni>. 1...1..1:..:____ te. mo 1 vm, r.,...t... __. weainas noi-
conia de cafo da digeslao do espirito. na trophe. construiram-se 9,000 barracas, algumas
phase
cezes.
de um dos primeiros escriptoresfrau-
POPULAQO DOS ESTADOS-UNIDOS.
O New-York Commercial Adv'ertisser d o re-
sultado do recenseamento decenal dos Estados-
Unidos.
Desde 1850 crearam-se tres novos estados: os
da California, do Minnosola e do Oregon, em-
quanlo que o Kansas, o Utah, o Novo-Mexico,
Washington, Nebraska e Dacotah foram organi-
sados como districtos.
Calcula-se o augmento da populagc de......
23,144:125 31 milbes, em que se contara 4
milhes de escraros.
Desde 1850, a extensao dos caminhos de
ferro tem augmentado de 8,500 milhas 30 mil
mlhas, a das linhas telegraphicas actualmente
de SO.OOOmilhu.
DOUS MALVADOS.
ConCrraa-se a voz publica de que o incendio
do convento de S. Marcos lora o resultado de um
crime.
O fogo foi Janeado por Luiz Marlins e Andr Ca-
mello, da Zouparria, fregueza de S. Silvestre
deste concelho. '
O primeiro destes perversos tinha furlado ha
tompos urna grade de ferro ao proprietirio do con-
vento o Sr. Jos Antonio de Rebello Carneiro e
c segundo havia-lhe furlado um toro de'oi-
nheiro. v
1 C,mA ?.' Carneiro osobrigasse apagaros
furtos dccidiram vingsr-se. o que ieraranJTa ef-
feito de uraa maneira tao horrorosa I
Tanto o Luiz Marlins como o Andr Camello
foram era a nmle de quinta-feira conridara Jos
Simoes, e Quimbres, da mesma fregueza de S
Silvestre, que se achava era urna eir, para ir
com elles lngaro fogo ao convento ; porm este
recusou-se por estar doelq de um p.
Este Jos Simes tambem tinha odio ao S
Carneiro, e por isso que o procuravam para o
ausociar ao enrae. e
A autoridade administrativa procede acliva-
raenle nas diligencias de capturar os criminosos
O dito Jos Simoes acha-se j preso para averi-
guaces.
fi'ago.)
APONTAMENTOS BIOGRAPHICOS.
Pedem-nos que publiquemos os apontamenlos
biographicos do Rvd. Fr. Jos Damasio de S. Vi-
ceute Ferreira, ha pouco chegado do Brasil.
Alguem tem eslranhado que o Rvd. Fr. Jos
use do habito da sua ordera. '
Nos entendemos que a lei nao prohibe que ca-
da um Irage como lhe aprouver, urna rez que
respeite a decencia publica, o nao use de trages.
que nao lhe competem,
das quaes eram edificios e bem accoramodados e
que custaram douse tres mil cruzados. Em pou-
co mais de um anno se reedificaram mais do mil
Popriedades, custando mais de cinco milhoes do
cruzados.
Muta riqueza so perdeu. S a que havia nos
templos devia montar uraa somraa fabulosa ;
e depois, a que exista nos palacios, era joias e
MEMORIAS DE D. JOAO DE CASTRO.
D. Joao de Castro ura dos vullos mais glo-
riosos da nossa historia, um here aotiga. A
sua vida foi um compendio de virtudes. Nunca
houve homem. nunca existi cidadao que mais
amasse a patria, e que a servsse com maior leal-
dade. De si dexou to honrada memoria, que
o seu nome como o symbolo do amor da pa-
tria, do desinteresse e da abnegarlo.
Ha rasgos na vida de D. Joo" de Castro, que
parecera pertencer aos lempos heroicos. Se del-
les nao existissem to aulhenticas testemunhas,
dir-sc-hia quo eram uraa lenda, urna tradigo de
algum personagera phanlastico, de algum here
de romance. O caso do empreslimo dos 20:000
pardos para a reedilicacao da fortaleza de o,
6 talrez nico. Pedir D. Joao de Castro c-
mara de Ga aquella somraa sob a sua palavra
de cavalleiro, e nao obstante quera dar penhor
ao empreslimo. Vivo elle, a sua palavra era
cumprida ; morto, quem lhe succedesse podia
fallar ao proraellido, e cumpra que a cmara ti-
vesso penhor. Quz dar-lhe os ossos do filho
que morrra na fortaleza, pelejando pelo rei e
pela patria, mas nao era possivel tira-Ios ainda.;
Mandou enlo as suas barbas, porque nao
possuia ouro, nem prata, nem movel, nem'
c cousa alguma de raiz.....e s una verda-
de secaa e breve que lhe Nosso Seuhor dr.
E grande e heroico este acto. Tanta era a cons-
ciencia da propria honra, que empenhava os os-
sos do filho, depois as barbas ao pagamento de
urna sorama, que pedia para o servigo do rei e
nao para si.
O vice-rei podia mandare pedia; o vice-rei
poda exigir o dinheiro para o servigo publico,
e pedia-o de empreslimo, e sob penhor proprio 1
E ao cabo,, quando eslava para morrer, requer
que da fazenda reai lhe ordenem urna honesta
despeza, e pessa que o alimente cora modes-
la laxa, porque era casa nao havia dinheiro
nem para lhe comprar urna galnha. e lhe fal-
tavam as commodidades -que acha nos ho3pi-
taes o raais pobre soldado.
Quem nesta Ierra sabe ler, sabe a historia do
here da India porlugueza, porque anda em um
. livro bem escripto, como poucos, e que popu-
altaias, alera de pinturas, livros e curiosidades, i lar o frequente nas escolas. Era todas dereri.
derena ser extraordinaria ; depois, as fazendas ser compendio de phrase pura e genuina lingua-
dos.rraazens da alfandega, das lojas. e as de gera da opulenta, gentil e harmonios* lingL
parcial, sao trez cousas bastanlissimas para ser
mal-quisto e capitulado.
IIo Ser judcioso e amado do poro, sao duas
quahdades que raras rezes remos juntas.
12" Parece que a rerdadeira justiga fugio da
torra para o co, o creio que para mais longe e
afastado della.
13 Os ltteratis que vem India por desera-
bargadores. entara tao morios de Tome, e vi-
vos na cob.ca de enriquecer, que nenhuma ou-
tra lencao, nem outro filo atiram.
14 Para seguranza desta Ierra, dizem c na
ludia que compre mandar el-rei muita gente e
dinheiro; mas mim pare;o que com um s
hornera remediara, o qual fizesse justiga e cas-
tigasse sem nenhum respeito os fidalgs, assim
como fazia D. Henrique, grande e singular ra-
ro, o maior dos nossos lempos ( D. Henrique de
Menezes, o Roxo, que succedeu D. Vasco da
Gama, no governo da ludia. )
15 Nao achei era toda a India Qdalgo que
i'iizesso acceitar o coraraando da praca do Dio,
por estar de guerra.
16 A virludequer-se muitas vezes louvada,
ajudada, para que nao enfraquega e canee.
17 Em urna das suas cartas dizia D. Joao
de Castro el-rei -: Eu, senhor, vim rico e es-
tou pobre, de 18 annos tomei as arraa3 era vos-
so servigo, seis rezes passei frica e l me
nasceram as barbas. Nunca a honra e opinio
dos Porluguezes foi por mira diminuida, ora
maculada. Vinle annos tenho gasto em seu
servigo, os melhores o miis estimados da rida
Por amor do Deus, e paga destes trabalhos. pego
Vosso Alloza que rae d licenia para ir cami-
nho de Portugal fazer vida com minha mulher
e fllhos, e acabar estes breves e perturbados
dias que me Gquem por passar na serra de Cin-
tra.
te. que le vou contar, e em que acharas talvez
alguma analoga com o que tueste
bonhei q.ue me achava na China annita
uma.grande prorincia tinha sido inv d a peloS
Z TLJ f,Hch8ndu0-se 'a desprovida el 0-
tratlrL Z Vv fam0U cm Su soccorro os
trataros, seus alliados : esles vieram nromnta
raen e c deta ffa os (aes Bygffg
chins ; e como o imperador linha lido pouco cui-
hio'Iiv5,? eX,trCl' '"-lhe nm cabo eaco-
nar LJ^ L *"" lhe orS3nis discipli-
nar suas tropas : o imperador agradou-se trntn
rA,qZ ronc:deu- k-'o mandarim. es-
creveu-lhe uma carta em que dizia. que ilh.s-
lra.se com seus conselhos os oulros mandarino
ue IV'T'i C Pr,un, p0"10 acim" Melles, do
que os mandarins chins nao gostaram ; e pa-
chslsr 17^'"^ 'embra^-se de mancar
cnamar 1 Persia um chira que ali militava f
qoe elle linham em conta de to grande militar
como era o Ul trtaro : porm ^ ?
rauto v.vo. fiado nos sens poderes que erara
os mesmos que algum dia se concedan, aos d c^
Preneurr^S|arm0U lren,pc ao P^-chim,
prendeu-o. e pO-lo em conselho do guerra ; e
rendo os mandarins que o tarlaro puxava pela
cS|a.l.U,.rda,,e' calara,n-s todosPmui.o
calados sem que t.tnguem punisso por elle e
-u acordando ao estroudo dos Uros, assetei
de nunca rae lerabrar de jogar as cristas com ge-
neraes tararos, mas sira de pendurar logo due
chege a Lisboa a n,inha espada na parede J
a de.xar enferru ar bem a sua vonfade I... Que
rae dizes ao sonho ? v
Ll,tUA* dinhcir. e brevemente terei entao
o gosto de assegurar-te que sou
Teu verdadeiro amigo, primo Gel,
Gomes.
.Jornal do Commercio de Lisboa.)
lanas casas abastadas e providas de muitas cou-
sas preciosas.
Havia muitos fidalgs que possuiam preciosas
galeras do bons quadros e de esculpturas dos
melhores mestres.
A velha Lisboa desmoronou-se ou foi consu-
mida pelo fogo, e das ruinas surgiu raais bel-
la e senhori voz, o pelo esforco de um ho-
mem quem esla cidado deve a raaior gra-
lidSo.
O marquez de Pombal, no meio desla catas-
trophe, revelou-se verdadeiro homem de estado.
O vigor e a energa que desenvolveu. a previsao
e sagacidade com que proveu remediar todos
os males resultantes do terremolo, a "grandeza
com que procedeu reconstruco da cidade. tor-
nam-o digno de eterna memoria. E Lisboa ainda
nao se lerabrou que o marquez do Pombal nao
tem ura monumento que record os servigos im-
pagaveis que lhe fez.
A'cmara municipal compele a iniciativa nes-
te assumplo. Temos f que alguma rereagao cui-
dar de nromorer a erecgo de ura monumento
ao maior estadista porluguez, ao restaurador de
Lisboa. E* uma diridade gralidao que Lisboa ha
de pagar, como coslumam paga-las os poro9
cultos memoria s grapdea cldaSos.
porlugueza. Assim acostumando os ouridos
boa linguagem, os mogos comegariara aprender
como se serve a patria com honra, lealdade e
abn?gaco. E nenhum exemplo se ihes pode of-
ferecer mais eloquente.
Mas ludo isto trouxemos nos proposito de
uns pensamenlos de D. Joo de Castro, exlrahi-
do das cartas por elle escriptas el-rei D. Joao
III, e ao infante D. Luiz.
Sao conceituosos os pensamentos, como pro-
prios de to elevado espirito, nelles ressumbra
aquella verdade secca e breve que foi o bra-
so da vida do here porluguez.
Vive a sua memoria, mas o seu exemplo ...
Eis aqu os pensamontos que alludiraos:
1. O desconcert dos Porluguezes, e o pou-
co que cuidara do futuro, cstorva o bem da sua
patria.
2. Em espago de 40 annos pode a espanto-
sa desprovidencia dos Porluguezes esgotar as ri-
quezas innumeraves da India, as quaes pareciam
sobrepujar s forgas dos humanos em muitos
mundos.
3.o Quanta fazenda rem de Portugal, se con- .
sume nas fortalezas e castellos da India, desta authentica.
nao o tiram oulro fructoa geoao oppressoes e
Irabalhos.
O GENERAL ClALDINI.
Este ralete general piemontez, que comman-
da o exercilo italiano em aples, servio no exer-
cito libertador, e ainda conserva o poslo de alfa-
res, do qual recebe o respectivo sold por nao
ler vendido a patente ao governo.
Cialdini, concluida a guerra da restauracao em
Portugal, foi servir no exercilo de Isabel l, on-
de chegou um posto superior. Era 1848 foi
para a Italia, e desde entao pertence ao exerci-
lo piemontez, onde tem prestado relevantes ser-
vigos.
O aventureiro, sem patria, porque o despotis-
mo o condemnava ao exilio, nao desembaiuhou
a sua espada seno era prol da lberdade. Era
um aventureiro, porque para os bons patriotas
nao havia patria na Italia. quelles que pug-
navara pelos principios que hoje vao triumphan-
do, andavam espalhados pelo mundo, se nao po-
diara combater para liberlarem os seus irmos,
ao menos nao estaram ociosos, e corriam aos
campos de batalha onde andar accesa a guerra
pela lberdade contra o dispotismo.
Assim fez Cialdini, e assim Dzeram os irmos
Durandos, que lambem ainda rencem sold de
Portugal, e sao generaes pieraontezes.
Assim, esses homens que offereceram as suas
vidas emancipago de Portugal e da Hespanha,
agora l esto pelejando pelo generoso e grande
pensamento da unidado italiana.
Estes, seguirn! sempre a bandeira liberal ;
nao trahiram os seus principios nem os seus che-
fes. Nao procederam comoMm general que tam-
bem veio Portugal, combater polo despotis-
mo, e que foi traidor ao seu general, ao seu im-
perador. Todos sabeni que Bouimont, o vence-
dor de Argel, trahiu o imperador Napoleo I
que n'elle deposilava a maior conflango,
Parece que a Providencia quiz puni-lo da sua
deslealdade passada. e por isso em Portugal, o
antigo general de Napoleo, e que por elle fra
promovido esse poslo por destinegao em bala-
Iha, vu murcharem-se-lhcs os luiros.
Como sao as cousas 1 O valenle dos valenles,
o infeliz Ney, foi fusilado, com indigna violacja
das convenges, porque lhe imputaram ser trai-
dor Luiz XVIII, e o general Bourmont. que
vergonhosamente se passra para os inimigos da
Franga. vendendo-lhe segredas que decidiam da
sorle da guerra, fai applauddo, festejado e pre-
miado !
Onde nos levaram estas consideracoes I
Vamos ao principio. O general Cialdini, que
tanto illustra hoje o exercilo ita\i3n0i c que le_
ve a honra de levar ao cabo a emancipago do
reino de aples, foi ofB.tial no exercilo porlu-
guez, do que este do-;e lisongear-se.
CARTA PROPHETICA.
o Conimbricence, uma carta raui <
curiosa do Ilustre e infeliz general Gomes Frei- rE,!^'^ m\ni.sjeria1' gestada rea..
continuamente envolvida nas controversias Doli-
- lime Garin Ikaa .Ml.Mit. n >;ii.j- __ .
Publicoa
Prci-ogativa pessoal do rei.
r,1hr'iCfnH0nam su. a r/P0nwilidade ministerial
cobre lodos os actos da realeza. Alguns publicis-
tas como Laferrire, teem destinguldo .Ct que
t.lptPdeSSoalffl"le' e ou,ros ^"e faz Wton!
rY-,^, VS. m!n,s,rs- Collocam na primeira
n ar ni n re-l do COn""I OS CXerCllOS, OO-
raear os miouustroa. convocar ou dissolver as c-
maras e perdoar Nestes diversos casos, se ha
m.stcr a referenda de ura ministro, smente
pan aulhiiticara assignatura do chaf do estado ;
mas o ministro nao pode recusar sua assignatura
e por isso nao incorre era responsabilidad) algu-
ma com d.lTerenca dos outros actos que concer-
nen! a administragao propriamenle dita. (Curse-
de direilo publico e administrativo, pag. 44).
n-, ,Sa 3 d0nde se lira esla uestioeco, que
nao esta esenpta na carta, nem porque limitara
u quatro ou cinco, e nao outro numero, os ac-
tos que o re pode obrar em virtude de sua pre-
rogaliva pessoal. A razo nao o exige. Ella faz
na verdade uma destinegao para que nao a
que se propue. Sem duvida. se o re se pe em
pessoa a frente dos exercitos, como lera o direi-
lo, os ministros nao sero r^sponsaveis das or-
dens que elle dr, porque nao as lero referen-
uado. Isto resulta da forra das cousas. Por esla
lambem, como o rei dev'e cscolher seus minis-
tros, o o decreto de nomeaco deve ser referen-
dado, cumprc que o seja por quelles que se re-
uram, sem que possam ser por isso responsareis :
alias poderiam recusar-se isso. Mas. taes sao.
segundo pens, as duas nicas livpclheses em
que o re fica descoberlo.
Em todas as outras os ministros que referen-
dam sao responsaveis da opportunidade da medi-
da. Que iaporta que a carta conceda ao rei o di-
reilo de perdoar ou de dissolver a cmara dos
depulados? Nos mesmos termos ella lhe concede
lambem o direilo de nomear para os emprego*
da adnunistrago publica, bem como o de fazer os
tratados de paz c commercio. Qur em um, qur
em outro caso, ella nao diz que os ministros sa-
rao responsaveis ; mas esto principio sub-cnten-
dido, porque a carta o proclamou uma vez por
(odas em frenle do capitulo onde ella trata do ^o-
verno do rei. "
Pde-se compromelter a salvacao do estarlo
por um perdao injusto, concedido fra de nror>e-
sito. e por mais forte razo cora uraa dissolucio
'ca;'r!; resolvidas em circunstancias crilic'as.
Semolhantes actos sao deliberados no conselho
dos ministros, principalmente o segundo, que
ura dos raeos mais enrgicos do governo repre-
sentat.vo. Confesso que nao vejo por que os mi-
nistros poderiam evitar a responsabilidade de Ues
ciclo?
Se esla opnao lendesse restringir a prerca-
Uva real, eu nao a emilliria Ao contrario, ella
s tem por hm fortifica-la. Quando se hou^ease
ueciaraao que o re em sua prerogaliva pode dis-
soiver a cmara, impedir-se-hia que osjornaes
i 'iiassem, crilicassera a medida, langando o sli"-
ma sobre os que a tomaram ? E, se passou como
doulrina que os ministros nao sao responsaveis
por esses actos, ser contra o rei em pessoa que
revertero os ataques.
O rei esl sera duvida em seu direilo quando
perdoa e quando dissolve a cmara, como o esl i
quando nomeia para' uma funego publica ou
quando assigna ura tratado. Mas, se por causa,
desses actos a seguranga publica fica compro-
mellida. os ministros tem culpa de nao te-lo pre-
visto, e s elles respondem perante o paiz
Nenhum acto do rei pode ser valido seno esl
revestido da referenda de ura mioistro.
Este principio, que seria prudente at sob o
rgimen absoluto, necessario em um governo
livre. em que cada um pode discutir os actos do
poder POdc-se attribuir ao rei o bem que se faz
mas nao impular-lhe o mal. Eis tambem porque
na tribuna das duas cmaras nem os ministros
nem os commissarios do governo nao podem fa-
r o nome do rei. Sem o principio de
re de Andrade, escripia em Pars, em 2 de fe-
reiro de 1815, seu primo Antonio de Souza
Falco, carta que vamos transcrever, ]ulgando-a
Como se veri, o general, como que zombao-
do, descreve um sonho que tire, o esse sonho
ticas, seria logo arriscada e ariltada'peos "ata-
ques dos partidos.
Um dos ricios inherentes aos estados despti-
cos que ah queixam-se directamente do sobe-
rano pelas faltas de seu gorerno.
(Comi Mercantil do Riol.
PERN. -IYP. DEU. F. E l/ABiA.-lw7


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