Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09177


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Full Text
NI9 XXXTI. HUMERO 277
Por tres mezes adianlados 5j}000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
QUISTA FEIRr 29 DE N0TEI0BR0 DE 1861
Por anno adiantado 19$0O0
Porte franco-para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SOBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima!
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Atacaly, o
Sr. A de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de Oli-
veira; Marjnho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei"
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
I'AKI'IUA IIUS COtlKElOa.
Olinda todos os das as9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
e sextas reirs.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tercas felras-
Pao d' Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazcra, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Sirinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua preta, Pimenleiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios parlem as 10 horas da manhaa
F.PHEMERIDES DO MEZ DE NOVEMBRO.
6 Quarto minguante as 6 horas e 57 minutos
da manhaa.
12 La nova as 10 horas e 16 minulus da tarde
20 Quarto cresceute as 6 horas e 33 minutos
da manhaa.
28 La cheia as 9 horas e 18 minutos da manhaa.
FREAMAR DE HOJE.
Primeiro ss 6 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundlas 6 horas e 30 minutos da t3rdo.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do comraercio : segundas e quintas.
Relacao tercas, feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo doj commercio: quars ao meio dia.
Dito de prphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeirai vara do civel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel ; quartase sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
26 Segunda. S. Pedro Alexandrino b. m.
27 Terca. S.Margaridade Snboia v.; S.Jezophal.
28 Quarta. S. Gregorio III P. ; S. Jacob de M. f.
29 Quinta. S. Saturnino m. : S. Illuminada v.
30 Sexta. S. Andr ap. ; S. Trajano b.
1 habbado. S. Eloy B. Novienense ; S. Nahum.
2 Domingo. S. Balbina v. m. ; S. Adria m.
ENCARREGADOS DA SUBSClUPgO NO SL
Alagoas, o Sr. Claudino Falrao Dias ; Bahia
Sr, Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr!
Joo Pereira Blartins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do Bunio Manoel Figueiroa da
Faria, na sua livraria praca da Independencia ns.
6 e 8.
PARTE OFFICIAL.
Governo da provincia.
ED1TAL.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda con-
vidar aos seuhores cheles das repartios ci-
vis, militares, empregados das mesmas e aos de
ni ais cidados, para assistirem ao cortejo que se
lem de fazer effigie de S. M. o Imperador no
palacio do governo as 4 e meia horas da tarde
do dia 2 de dozembro vindouro, anniversario do
natalicio do mesmo Augusto Senhor.
Secretaria do governo de Pernambuco, 26 de
novembro de 1860.O secretario do governo.
Joo Rodrigues Chaves
Expediente do dia 26 de novembro de 1860.
OITicio ao commandanle do corpo do Dolida.
Faca V. S. destacar com urgencia na comarca do j
Pao d'Alho um oflicial subalterno o 20 prajns de !
prct do corpo sou seu commando, em substitu-
cao do destacamento de guardas nacionaes que !
oili existe.
Dito ao Exm. presidente do Para.Accusando !
receido o olficio, de 9 do crreme, em que V. j
F.xc. me coramunica a vinda no vapor Oyapock,
de 2 caitas, com destino a esta provincia, con-
-lendo objecto de historia natural, remettidos do
Amazooas pelo naturalisia Francez L. J. Drunel,
teiiho a dizer em resposta, que das referidas cai-
xas apenas recebi urna, sendo que a outra nao
foi encontrada a bordo da qutlle vapor, cemo V.
Exo. melhor ver do trecho, junto por copia, do
oflicio que a esse respeito me dirigiram em 22 do
correnle, os agentes da Companhia Brssilera de
Trjeles a vapor.
Dito ao commandanto superior da guarda na-
cional do municipio do Recife.Visto a sua in-
formacao, datada de 24 do torrente, sirva-se V.
Exc. ile mandar dispensar do servico, ao guarda
do 3." balalhao de inf.intaria da guarda nacional
Alilario Americo Arsenio Barbosa.
Dilo ao mesmo.Sirva-se V. Exc. de informar
acerca do que pede o negociante Manoel Ignacio
do Oliveira, no requerimento junto.
Ditoao raesmo.Ioieirado de ler fallecido a 13
do correnle o capilao do 5." balalhao de infama-
ra da guarda nacional Francisco de Paula Ca-
valcanti da Silveira, conforme V. Exc. me com-
municou por officio de 21, cumpre que me seja
proposlo olfical que o substitua.
Dilo ao commandanle superior de Goianna.
Expeei V. S. as suas ordens, para que ura dos
corpos da guurda nacional sou seu commando'
superior, preste urna guarda de honra, para as-1
sisl.r a festa de N. S da Conceicao, que devera '
Jer lugar na igreja da mesma Senhora, no dia 8'
de dezembro prximo vindouro.
Dilo ao commandanle das armas.Communi-
cando-rae o Exm Sr. presidente das Alagoas, I
em oflicio de 23 do correnle, que o capilao Jos '
Gomes de Alrneida, nao acompanhou oconlin-|
gente, quo o commandava n'aquella provincia,
perloncenle ao 2. balalhao de infanlaria, por ler
de prestar comas de dinheiros recebidos e outros j
objeclos da fazenda ; assira o declaro a V. S, para ;
seu conhecimento.
Dilo ao mesmo.Queira V. S. mandar avisar
a tres officiaes superiores do exercilo, afirn de
servirem de vogaes da junta, que se tcm de reu- i
nirno dia 4 de dezembro prximo vindouro, para
jolgar, do conforraidade cora a portara de 19 de
selembro Oe 1858, o processo dosoldado do cor-
po de polica Francisco Jos da Silva, deveudo
OS referidos officiaes compareccrem nesto palacio
as 11 horas da manhaa do indicado da.
D lo ao mesmo.Expeca V. S. as suas ordens
para que o commandanle da fortaleza do Brum
receba e nella conserve preso o capilao reforma-
do Joaqum Gularl da Silva, que lhe ser apre-
sentado, por parte do Dr. chote de polica.
I) to ao commandanle do corpo de polica.
Pode V. S. mandar engajar no corpo, sob seu
commando, os paisanos Jos Lino de Castro e
Francisco Ignacio dos Santos, os quaes, segun-
do os alleslados. annexos ao seu officio desta
dala, sob n. 521, foram julgados aptos para o
servido.
Dio ao mesmo.Conslando dos atlestados,
annexos ao seu officio de 24 do correnle, sobV
517, ler sido julgado aptos para o servico, os
paisanos Jos Pereira da Silva e Jos Mariins
Correa do Araujo, pode V. S mandar cngaja-los
no corpo de seu commando, onde pretenden)
servir.
Dito ao mesmo.Mande V. S. apresenlar ao
Dr. chefe de polica, logo que houver de seguir
para o norte, um dos vapores da Companhia
Pernanibuccna, duas pracas do corpo sob seu
commando, afirn de escollar um desles al a pro-
vincia da Parahiba.
Dilo ao inspector da ihesouraria de fazenda.
Tracsmillo por copia a V. S. para seu conheci-
mento c direccao, o oreamento que approvoi
nesia dala para o concert do refeitorio do quar-
tel do 9" balalhao de infanlaria.
Dilo ao mesmo Estando nos termos legaes
os documentos juntos, mande V. S. pagara Sim-
plicio Jos de Mello, os vencimentos relativo"! ao
mez de oulubro ultimo, dos guardas nacionaes
destacados em Pesqueira, conforme requisita o
respectivo commandanto superior em officio de
4 do correnle.
Dito ao mesmo.Autorisando o conselho de
compras navaes a comprar, para provmenlo do
almoxarifido de mannha, os objeclos cons-
tantes da relac.io junli por copia ; assim o com-
munico a V. S. para seu conheciraenio e di-
reccao.
Dilo ao raesmo.Communico a V. S., para
sen conhcciinenlo, e aura le que o f.ica constar,
a quera competir, que tendo em vista a sua in-
formacao do 23 do correnle, sob n. 1225, re-
solv conceder a Benjamn Constan! da Cunha
Salles a demissao que pedio do lugar de guarda
dj segunda classe da alfandega dcsla ca-
pital.
Dito ao mesmo.Tendo nesta data approvado
avista do officio do Dr. chefe de polica, de 8 do
correnle, sob n. 1455, a conla na importancia de
3:186-5820, das despezas realisadas desde 5 do
setembro al 18 de oulubro dcste anno, comas
quaiitias abonadas por essa lliesourara, por con-
la da verba=policiae seguranca publica assim
o communico a V. S. afiu deque faga levar em
conla a referida quanta ao thesour'eiro da re-
par'.iroda polica Joaquirn Gilseno de Mosqui-
ta, em cujo poder anda existe ura saldo de
13*990 rs.
Dito ao mesmo.Devolvendo a V. S. a folha j
para pagamento do aluguel, relativo aos- mezes
de selembro e oulubro uUimo, da casa que ser-
ve do secretaria da guarda nacional deste muni-
cipio, o autoriso a mandar effectuar esse paga-
mento na razao de 30jj000 rs. mensaes, visto
nao haver inconveniente sogundo consta de sua
informacao de 23 do correnle sob n. 1223.
' Dilo ao inspector da thesouroria drovincial.
Em vista de sua inforuiago de 24 do correnle,
sob n. 5il, autoriso a V. S. a mandar pagar,
logo que for possivel, a quanta do 5bOj)22 rs.
em que importara os objeclos de ferro e bronze,
torneados por Francisco Antonio Correa Cardo-
so repariiro das obras publicas para as obras
do raio do sul da casa de detencao.
Ditoao raesmo.Remello por copia a V. S.
para seu conhecimento o direccao, o plano que
nesta data approvo, para extracto das loteras
da provincia.
Dito ao mesmo.Autoriso a V. S. nos termos
de sua inlormago de 23 do corrento, sob n.
537, a mandar Augmentar com 20 por cont, a
gratificaco de 20OJJO00 rs. que ora percebe o ofli-
cial da fazenda provincial, Izidoro da Costa
Rocha.
Dito ao iuiz direito da 2a vara. Tendo desig-
nado o dia 4 de dezembro prximo vindouro para
reuniao da junta que de conforraidade com a por-
tara de 19 de novembro de 1858, lem de julgar
o incluso processo do soldado do corpo de polica
Francisco Jos da Silva, assim o communico a
Vrac. afim de que comprela nesle palacio as 11
horas do dia indicado para servir de relator da
mesraa junla.
Ditoao d'reclor das obras militares. Approvo
o orcamenlo. que Vmc. me enviou, com o seu
officio de 23 do correnle, pira o concert de
urna das arrecadacoes do quarlel do 10 balalhao
de infanlaria.
Dito ao mesmo. Approvo o orcsmenlo, que
me apresentou Vmc. com o seu officio de 23 do
correnle para o concert do refeitorio do quarlel
do 9o balalhao de infanlaria.
Dilo ao commissaro vaccinador provincial.
O rabo de polica, que Vmc. alinde em seu offi-
cio, de 22 do correnle, nao pode continuar no
servico, para que Vmc pedo, por ser inteira-
mento eslranho ao fim da inslituigao do corpo de
polica, e se indispensavcl, como diz Vmc, quem
exerca o lugar de porteiro dessa reparlicao, que
servia o referido cabo de polica, proponha urna
pessoa para ser nomeado.
Dito ao thesoureiro das loteras. Remoliendo
a Vine, para a devida execuco, copia do plano,
que acompanhou o seu olficio, de 15 do correnle,
e nesta data approvo para exlracco das loteras,
tenho dizer-lhe, que deve Vmc. evitar lo re-
petidas propostas para reformas de laes planos,
emboraaconselhadas pelas dilfieuldades, que en-
contra na venda dos referidos bilheles.
Dilo ao conselho de compras. Pode o conse-
lho de compras rwivaes promover, nos termos dos
arts. 9 a 11 do regula ment de 20 de fevereiro de
1858, a acquisico dos objeclos, constantes da
relacao annexa ao seu officio de 23 do crtenle,
nicpal de Olinda, que mande por novamente em i
praca o imposto de 500 res sobro cabeca de ga- !
do vaceum, consumido n'aquelle municipio, ser-
vindo de base essa arremataco a quanta offe-
rerida por Francisco Jos dcAlmeida.
Di'o ao director das obras publicas.S. Exc,
o Sr. presidente da provincia manda communi-
car V S. que, em vista da segunda parle da sua
informacao de 29 de oulubro ul imo, sob n. 281,
acaba de autorisar a Ihesouraria provincial, a i
pagar logo que for possivel, a quintia de 58*220 !
rs,, em que importan os objeclos de ferro e
bronzo, fornecidos por Francisco Antonio Correa
Cardoso, essa repartico, para as obras do raio
do sul da casa de detencao.
DESPACHOS DO DIA 26 DE KOVEMBRO DE 1860.
Utquerxmeulos.
3192 Joao Alexoudre Ferreira. Drija-se ao
commandanle superior da guarda nacional de
Goianna, a quem nesta data se expede a conve-
niente ordem.
3193Izidoro da Costa Rocha.Como pede.
319Francisco Alfonso Ferreira.Informe o Sr.
inspector da ihesouraria do fazenda.
3195Benjamim Constant da Cunha Saller.;
Passe-se portara coacedendo a demissao pe-
dida.
3196Ropresentacao de varios habitantes do '
termo de Garanhuns que foram exluidosde vo- ;
lar as eleicoes de vereadores e juzes de paz.
Sellados os documentos que juniam, voltem qua-'
rendo.
8197Francisco Correia Cardozo.Expediram- i
seas convenientes ordens a thesouroria provin-
ciol e ao director das obras publicas para ser pa-
go o supplicante.
4a Secrao Palacio do governo de Pernambuco 26
de novembro de 1860.
O presidente da provincia, reconhecendo que
na tabella annexa a portara de 27 do setembro
ultimo se deram equvocos no numero dos elei-
lores fixados para as parochias de S. Frei Pedro
Gongalves do Recite, SS. Sacramento da Boa-1
vista. S. Jos, Nossa Senhora do Rozario do mu-
nicipio do Goianna, Nossa Senhora do O', S.
;I.ourenco de Tojucupapo do mesmo municipio!
; Divino Espirito Santo do Pao d'Alho, Sania Anna i
ido Bom Jardim. Santo Antonio do Cabo, Nossa!
da Escada, S. Miguel de Barreiros, S.'
Jos de Agua Preta, Nossa Senhora da Concei- !
gao do Bonito, S Jos de Bezerros, e Sania Anna '
Relacao demonstraliva do numero de elelores
que deve dar cada urna dos parochias abaixo
declaradas para a legislatura prxima vndou-
ra, na conformidade dos 10 e 11 do decreto
n. 1082 de 18 de agoslo deste anno, (cando
assim alterado o numero de elelores fixados
para as referidas parochias na tabella a que se
refere a portara de 27 de setembro ultimo.
1o islriclo.
Freguezias de S. Fr. Pedro Goncalves do Re-
_ cif<"......................................... 23
Sao Jos..................................... 32
55
i
annexa
os quaes sao precisos para provimenlo do almo-! xarifado de marinha. I
Dito cmara municipal de Limoeiro. Em
visla do que expe a cmara municipal do Limo- L r...
eiro. em seu officio de 8d6 correnle; tenho a di- ?'Cfl!a'in nS?m^rE^?'.nLe8.,eqai?-
ier-he, que approvo as arrematares dos impos- 'Sm5 l!Pl i L '" J"nla'
tos indicados no mencionado officio. Sfltt-ft.^^ gr "T numero
Dilo cmara municipal de Flores. Inteira- !.ele,,a,-"r-es que deTem.d" referidas parochias
do do quanlo me communica a cmara municipal ".]a5^2?Jto,iT* P^0"" P"'d 'C_
de Flores, era officio de 6 do correnle, tenho a 6,S'alUra Pr0fm'/i"*U,5*',-,-,,,. t
declar-lhe, que approvo as arrematarles dos ira- j Ambro-xo Leao da Cunha.
postos mencionados no citado officio.
Dilo a cmara municipal de Olinda. Recora-
mendo cmara municipal de Olinda, em vista I
do que expe, era sua informacao de 15 do cr-
reme, sob n. 145, que mande por novamente em
praca o imposto de 500 rs. sobre cabeca de gado
vaceum, consumido naquelle municipio, servindo '
de base a essa arremalaco a quanta de 400*000 ,
rs. annuaes, offerecidas por Francisco Jos do
Almeida
Portara. O presidente da provincia, atten-
dendo ao que requercu Manoel Thom Fialho de
Albuquerque, o lendo em vista a informacao do
director geral de inslruccao publica, de*23 do SS._ Sacramento da Boa-vista................
crreme, ouvido o conselho director, resolve no- Dmno Espirito Santo do Pao................
mea-lo para reger interinamente, emquanto nao 2o Districto.
for proviai a cadeira de inslruccao elementar da Nossa Senhora do Rozario deGoianna.... 42
villa de Buijue, percebendo o ordenado de 450$ Nossa Senhora do O'de Goianna............ 30
rs. annuaes. Sao Lourenco de Tejucupapo................ 26
Dita. O Sr. gerente da companhia per- Santa Anna do Bom Jardim.................. 53
nambucana mando dar transporte para aprovin- 3o Dislriclo.
ca da Parahiba, no primeiro de seus vapores que Santo Antonio do Cabo...................... 61
seguir para os porlos do norte, ao desertor do Nossa Senhora da Escada.................... 44
corpo policial daquella provincia, Ionocencio ? Miguel de Barreiros.................... 32
Ferreira da Cunha, e a dois soldados, que o vao
escollando, correndo por all as respectivas des-
pezas.
Din.O presilente da provincia reconhecendo
que na tabella annexa portara de 27 de setem-
bro ultimo, so deram equvocos no numero dos
Sao Jos de Agua Preta...................... 34
4o Districto.
Nossa Senhora da comarca do Bonito........ 51
Sio Jos de Bizerros......................... 221
Santa Anna de Grvala...................... 19
Secretaria do governo de Pernambuco 26 de
elelores, fixados para as parochia de S. Frei Pe- nvembro de 1860.O secretario do governo.
dro Goncalves do Recife. Santissimo Sacramento Joao Rodrigues Chaves.Conforme. Anlonio
da Boa-Visla, S. Jos, Nossa Senhora do Rosario Lcile fle Pinho.
do municipio de Goianna, Nossa Senhoru do O',
S. Lourenco de Tejucupapo do mesmo munici-
pio, Divino Espirito Santo do Pao d'Alho, Santa
Anna do Dom Jardim, Santo Anlonio do Cabo,
Nossa Senhora da Escada, S. Miguel de Barrei-
rerros. S. Jos de Agua Prela, Nossa Senhora da
Conceigao do Bonito, S. Jos de Rzerros, e San-
l'Anna de Grvate, resolve corrigir semelhantes
equvocos, ficando pelo modo indicado na tabel-
la junla, assignada pelo secretario do governo, o
numero da elelores que devem dar as referidas
parochias, as eleicoes que se lem de proceder
para a legislatura prxima vindoura.
Dita.O presidente da provincia, tendo ouvi-
do as reparlicoos competentes, resolvo conceder
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
em vernambueo, na cidade do
Recife, 28 de novembro de 18GO.
ORDEM DO DIA N. 49.
O coronel commanto das armas, faz publico
para que lenha o devido effeito que hontem con-
traclou, nos termoa da imoerial provisSo de 11
de Janeiro da 1853 para servir por tres annos no
4. balalhao de artilheria a p, na qualidade de
a demissao que pedio Benjamim Constant da Cu- msico de 2.a classe, o paizanoThomaz de Aqui-
nha Salles do lugar de guarda da 2.a classe daal- no Lopes do Nascimento, que j servio no exer-
fandega desta cidade. cito, percebendo alm das vantagens que por le
Expediente do fecretario do governo. 'he competirera o premio de 200*000 pagos na
Oflicio 00 commandanle superior do Recife. forma do regulamenlo quo baixou como decreto
S. Exc, o Sr. presidente da provincia, lendo au- do .de maio de 1858.
lorisado a Ihesouraria do fazenda pagar o alu- Assignado./ote* Antonio da Fonseca Galvo,
guel, relativo aos mezes de setembro e oulubro Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo.
deste armo, da casa qu serve de secretaria desse lferc3 aiudanle do ordens interino do com-
cornmando superior, ssim o manda commun- mando,
car V. Exc, em rpsposta ao seu officio de 19
do correnle, sob n- 198.
Dilo ao mesmo.De ordem de S. Exc. o Sr.
presidente da provincia, transmiti V. Exc, os
2 inclusos processos, instaurados contra os guar-
Conslanlino Felippe de Santiago, Jos Joaquirn Na sessio de 21 do selembro passado, o con-
boianna e Jovirnano Jos de Albuquerque, afim selho de estado reforcado, em Vienna, adoplou as
de mandar execular os senlcocas n'ellas profer- conclusoes do relu'orio da ooramisso do orca-
mVJ^ -JUn PPellacao. monto ; nao obstante as objeecoes altenuan'tes
Dito ao commandanle superior doBrejo.-O que apresentou o Sr. Plener, Ulular provisorio
nm.Sr. presidente da provincia manda declarar da pasta da fazenda, o conselho decUrou por
a v. s,. cm resposta ao seu officio de 4 do corren-' unanimida '
le, que nesta data aulorisou a Ihesouraria do
EXTERIOR.
fazenda pagaros venrimcnlos, relativos aomez
de oulubro ultimo, dos guardas nacionaes des-
lacidosem Pesqueira.
Dilo ao chefe do polica.O Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda communcar V. S.
que nesta dala, expedio ordem para ser substiiui-
do por pracas do corpo do polica, o destacamen-
to de guardas nacionaes, que existe actualmente
na villa de Pao d'Alho.
Dito ao mesmo. O Exm. Sr. presideule da
provincia manda declarar a V. S., em resposta
ao seu officio de 24 do correnle, sob n. 1523, quo
nesla data se expediram as convenientes ordens,
afira de que seja recolhido preso na fortaleza d
Brum o capilao reformado Joaquirn Gulart da Sil-
va, de que traa o citado officio.
Dito -o mesmo.S. Exc. o Sr. presidente da
provincia, manda communic3r V. S., em res-
posta ao seu officio de 24 do coirente, sob nu-
mero 1522, que ficam expedidas as convenientes
ordens, atimde ser remeliids para a provincia da
Parahiba, o desertordocorpo policial da mosma
provincia Ionocencio Ferreira da Silva.
Dito ao inspector da ihesouraria provincial.
S. Exc o Sr. presidente da provincia, manda
tfomrauoicarV S., que ficando inteirado do con-
teudo do seu oflicio de 24 do correnle, sob nu-
| mero 5*2, acaba, de recommcqdar camera mu-
de que a siluacao financeiri do impe-
rio da Austria das menos satisfactorias e que
urna radical reforma de urna urgencia suprema.
Lembrando-se da composico des^e novo corpo
do estado, que simula mais u menos urna espo-
cie de parlamento, cujos membros todava foram
escolhidos e nomeados um por um pela propria
administraQno, nao poderiam desconhecer a alta
gravidado da senlenca que o conselho de estado
reforcado acaba de pronunciar. Essa senlenca.
comtudo, nao seno o echo enfraquecido "do
juizo que a opinio tcm Cello ha muito sobre a
situaco (nancera do governo viennez e que re-
cebeu urna tao triste confirmacao pelo calebre
processo Eynalten-Richler o pelo recente suicidio
do predecessor do Sr. Plener.
Nao pretendemos continuar o exame da orga-
oisacao e da sua situaQao polticas ; nao tocare-
mos senao em um lado dos mais importantes
deste assumpto : queromos fallar da divida pu-
blica. Quaesquer que sejara n'um paiz os eraba-
reos flnanceiros do presente, nao ha motivo para
desesperar em quanlc o futuro nao est sobre-
carregado de mois, emquanto pde-so recorrer
ao crdito publico : desle ultimo sobretudo que
depende a siluacao prospera ou desastrosa das Pi-
oneas publicas. Demais, grabas grnde diffu-
soda renda austraca, o eslrangeiro acha-se di-
rectamente iuleressado, tanta o talvez mais an-
da do que os habitantes da Austria, 4 tor urna
conta expela da diida deste imperio, que, dga-
se de passagem, nao deixa de exercer urna gran-
de influencia sobre toda a poltica exterior do
imperioJ
Todos sabem o mo exilo quasi completo do
emprestimo de 6 milhes de libras esterlinas
(150 milhes de franco) que o governo austra-
co lentra no principile 1859 contratar na pra-
ca de Londres ; no interior, nao atreveu-se mes-
mo tentar ; limitov-se pedir ao banco de
Vieuna um adianiamento de 133 milhes de flo-
rins sobre um emprestimo de emissao n'um mo-
mento mais propicio.
Jol{>aV|a-se que este momento chegra ero mar-
co passado.
A subscripcao abrio-se por um emprestimo
de 200 jlhcs de florins (500 milhes de fran-
cos). A laxa de emissao era muito vanlajosa para
os subscriptores ; 3juntava-se-lhe o engodo do
premio.l Urna (doce pressao) foi exercida nos in-
dividuo? e as corforaces, a maneira da que se
havia folio por occasio do grande emprestimo de
1854, clamado nacional e voluntario. Um offe-
recimeijto de 75 nrihes pelos 200 milhes pedi-
dos, tal foi o resul'aoo d'esses esforcos combina-
dos. Ai ida nao fo: o publico que forneceu esta
frarcao do empreslimo ; toi subscrpla pelo cr-
dito novel, pela sociedade de descont, pelas
companhias de caninhos do ferro, algumas gran-
des casas de bancas, que todas teera suas razes
pariculjires para ^uererem suslenlar-so no vali-
menlo i]o thesouro.
A projvaco completa. Na monarchia mes-
mo e nos grandes mercados da Europa, na ves-
pera d un guerra ou no dia seguinte urna
paz, os captaes ficam surdo3 as solicitares do
governo viennez. Vtacto sem exemplo a his-
toria fiuanceira da Europa moderna.
Nao lerobraremo o empenho com o qual 03
capilaes era Francaaffiuirao para os etnprestiraos
da guerjra do Orienio e da Italia ; as folhas aus-
tracas explicam este ardor de offerecimentos
pela abundancia d! captaes (disponiveis) que
affligiam a Franca o pela predileccao dos seus
capitalistas, dos pecuenos capitalistas srbre ludo,
pelos emprestimos a juros. Nos tambem nao
evocaremos tao poico a lembranca dos railhares
de milhes que esss Allomanha sbscrevia ha al-
guns annos, por ioio projecto do banco, de cr-
dito movel, de camnho de ferro,que appcllavam
para os captaes : era enlo, responder-nos-hao,
urna ploca excepcional de aiotagem ou de em-
prezas sera fuodamenlo que fizeram surgir mi-
Ihares de milhes inaginarios. Porm uestes l-
timos desoito mezes, o Picmonte, cujas (naneas
nao sa das mais prosperas, pode realisar diffe-
reules empreslimas importanlej : porm os an-
ligos ducados e as Romanias, duranle o interreg-
no que precedeu sua onnexacao ao Piemonte, to-
maram emprestad; somma's consideraveis sob
condi0es que nao erara muilo onerosas Com-
parando esses lactosas recusas oppostas em toda
a partea Austria, dir-se-hia que ella est tora da
le commum do crdito publico; essa poderosa
alavanca das emprezas particulares c das admi-
nislrages publicas nao parece existir para a mo-
narchia dos Habsbourg.
Km |\'iaana mesnw nnguem pode negar-so
evidencia dos tactos que fallam com urna elo-
quencia tao esmagadora. Procuram com um zelo
ancioso o remedio para e3ls falla absoluta de
crdito, mal quasi mora: em nossa poca, onde
o crdito representa por toda a parte um papel
tao decisivo ; applicani-so era conhecer a sede,
a nalureza e a extenso da paralvsia da qual o
inesouro acha-se afleclado Algumas consultas
foram pedidas (homens de confianza) constitui-
dos em commisso de inquerito ou reunidos em
conselho de estado reforcado. Nao poderam al
o presente, assim como so vio na sesso de 21
de selembro, senao verificar a imraensidade do
mal. Quanlo ao que diz respeito particularmen-
te a divida, o relaiorio da commisso especial
que tora encarregada de oxamina-la, danos co-
nhecer que em 31 de dezembro de 1838 o gover-
no austraco devia 105 milhes 214,991 florins
em moeda venneose ; 1 milhar 818 milhes
223,208 florins em moeda de convengo e 73 mi-
lhes 302,959 florins era moeda austraca. E' a
conta do divida consolidada. E' prociso accres-
centar 845 milhes 217,157 florins em moeda
austraca, importe da divida fluctuanle. Em
moeda actual ou austraca (oestreichische Wtc-
hrung, adoptado em consecuencia daonvencao
monetaria allemaa de 2t do Janeiro do 1857) e
reduzida a laxa uniforme de ura emprestimo
5 por cenlo, essas dividas representaran! um to-
tal de 2 milhare3263milhes 71,532 florins, ou 5
milhares 670 milhes 178,830 francos. O algaris-
mo mais qua respeitavel, quasi espantoso.
Comludo nao est completo.
Em una nota publicada em seguida ao relato-
rio da commisso, o Sr. de Plener, que boje se
queixa das cores mais que sombras com que a
commisso do conselho de Estado reforcado pin-
tou a situaco financeira, declarara pessoalmonle
esse algarismo inferior de 63 milhes de florins
somma que parece colligir deseus mappas. Alm
disso, a commisso nao hava altendido a divida
lombardo-veneziana ; nem as garantas de juros
concedidos a diversas companhias por acedes;
nem as dividas dos Estados da Baixa Austria, da
Slyrfa e do Goriiz ; nem em fim a divida prove-
niente da compra dos direitos senhoriaes (180 mi-
lhes de floiins.l
Atlendendo a todas oslas omisses arbitraras,
dictadas evidentemente commisso pelo nico
desojo de diminuir algn cousa o 3lgarismoco-
lossal da divida, cm consequencia dos empresti-
mos conlraclados e realisaJos, parcialmente ao
menos, em 1859 e 1860, pde-se 'ousadamente
accrescentar urna somma complementar de 400 a
430 milhes de Herios ao algarismo dado pela
commisso do inquerito. A divida consolidada
propriamenle dita se elevara pois hoje a 2 milha-
res /OO milhes de florins, ou seis milhares sete
ceios e eineoenta milhes de francos.
A juro de 5 por 100, ella exigira urna despeza
annual de 337 milhes 500,000 fr. Mas esse al-
garismo t,o comprehende a despeza de amorti-
-?&a oOO.OOOr., nem o pagamento dos premios, quo
exige 4 milhes 219,250 fr nem a despeza, ava-
hada em 25 milhes de francos, de agio sobre as
rendas dovidas a capitalistas esirangeros. Este
algarismo nao comprehende tambem as subven-
ces annuaes, que em lodos os Estados sao olha-
d3s colmo partes integrantes da divida publica e
que s chegam a 3 milhes 750,000 fr. para o
Lloyd de Trieste; a 2 milhes 500,000 fr. para a
sociedade ouir'ora previleg'ada de navegacao a
vapor no Danubio; 1 mlho 250,000 fr. para o
camnho de ferro de PardubiU a Rechenberg.
Passimos, para nao fazer muito extensa a lista,
por dklTerentes obrigaces secundarias da mesma
nalureza que pde-se modestamente avaliar em 5
milhes de florins (12 milhes 500,000 fr.; J sc-
cresrenlemos filialmente os juros somenlo a 5
por 100 do dficit cuja divida augmentara no ex-
ercicio correnle (do Io de novembro de 1859 a 31
do oulubro de 1860) e que o governo avaha des-
do j em 48 milhes de florins (219 milhes
oO.OOO fr.;) chegamos a ura onus annual de mais
de 430 milhes de francos.
Este algarsmo nao tcm necessidado do com-
mentario. Comtudo, afim de ap,reciar todo o seu
alcance bom lembrar-se que as tendaspublicas
da Austria, segundo o termo medio dos exercicios
de 1856 a 1859, chegam a 675 milhes de fran-
cos; as exigencias da divida absorverara poU
cerc de 61 por 100, ou quasi os dous tercos. Fal-
lamos das rendas que officialmcnlo sechamam
ordinaiias. Entretanto as didiculdades quo en-
conlra a administracao para arrecadar essas ren-
das ; os grandes alrazados que ficam no fim de
cada exercuio, nao obstante o zelo e a severida-
de dos collectores de imposto ; as queixas un-
nimes das populares das quaes os (homens de
confiancal mesmo do governo fazem-sc orgo :
ludo prr.va quo a corda contributiva acha-se loza
em extremo, que as populaees ocham-se sobre-
carregadas alm de suis posses; era urna pala-
vra, que as rendas chamada ordinarias do gover-
no impe j s populaees em cargos inteira-
meule extraordinaiios.
Acharara mais oppressvo anda a despeza an-
nual que nccessila a divida, so consderarem o
emprego inleiramenle improductivo que tiveram
as sommas emprestadas, principalmente 5 mi-
mares de francos com os quaes a divida austraca 1
mi augmentada esses ltimos dez annos somenle,
E verdade que ha alguns annos os emprestimos
productivos nao figuram era geral seno por urna!
quotaparle muilo diminuta as sommas que os
diversos Bulados da Europa pediram e pedem ao ;
credilo publico; todava, se a maior parte ab-
solvida pelas exigencias do estado militar, os Ira-
balhos e os intoresses da paz nao sointeiramcn-
lo excluidos d. beneficio desses recursos extraor-
dinarios. Pelo contrario, o governo austraco,
longe de em pregar nos trabalhos pblicos urna
parle qualquer das immensas somraas com que
sobrecarregou o hvro da divida publica, (realisou
e devorou, alm dos emprestimos, todos os ca-
ptaes que anteriormente linham sido emprega-
dos cm trabalhos productivos. Desde 1855, as
principaes vios terreas da Hungra e da Bohemia
com todas as minas, fabricas e trras, foram ven-
didas a companhia franco-austraca por 2(0 mi-
lhes de francos; um anno depois, a rede lom-
bardo-veneziana, a excepcao da linhade Verona,
foi vendido ao crdito movel de Vienna pela som-
ma de 100 milhes do francos. As lnhas em cons-
truccao da Galicia foram vendidas parle a com-
panhia do norte.Ferdinando, parte a compa-
uhia do camnho Carlos Luiz ; a linha de Szol-
nok a Debreezen e a Nagy-Varad foi vendida a
companhia do Theiss : em fim nos ltimos mezes !
do 1858 os nicos ramos importantes que o Esta-
do possuia sinda, ou 9 linha de Vienna a Trieste
com o ramal em construeco de Steinbruik a A-
gram, foram vendidos a credilo movel austraco
por 250 milhes de francos.
As enormes sommas obtidas por essas vendas
em lelo passaram, sem deixar um treco visivel
por onde passaram 03 75 milhes de fra'ncos que
o Piemonte, depois de Novara, foi obrigado a pa-
gar a Austria, por onde passou o producto da
vendadas Ierras hungiras e Iransylvanienses:
ludo desappareceu nesse tonel das Danaides, cu-
jos mysterios as recentes discusses no seio.do
conselho de Estado reforcado permilliram entre-
ver, mas nao conhecer. Ser verdade, como pre-
tenden) algumas pessoas perfeiramenlc habilita-
das, que a banca rola do ihesouro soja,a nica
consequencia fatalmente inevitavcl, desta silua-
Qao? Um prximo foluro responder. Desde j
podemos dizer que um rgimen que termina n'um
igual estado de cousas, ludo o quo ha de mais
(impossivel) na segunda metade do seculo desa-
nova.
(I. E. Hons.)
[Journal des Debis.H. Duperron)
A groja immortal e sempre victoriosa araba do
ajunlar urna pagina sublime aos seus annaes;
ella inscreve agora era seus distyeos urna nova|
lis de hroes cujos nomes por ella guardados
nunca sero escocidos. Por entre as lagrimas
que correm, brilha uraa esperanza aos olhos da
nossa f. O co pedio o trra um sacrificio para
quo ella fosse salva ; foi generosamenlc offere-
cido esse sacrificio ; ha de ser fecundo. Mais
velozes que as oguias, mois fortes que os lies,
come cahirao esses baluartes de Israel ? (II
Reg. I.) A historia dir a nossa mais remota
posteridade. Succumbirao 00 numero de seus
inimigos; foi-lhes negado tolo o auxilio huma-
no. Enlo levantaram os olhos para o co, e
colhendo nesse olhar um valor anda mais varo-
nil, combaleram como guerreiros da f e cede-
ram oo peso de sua gloria.
Nao comprehendera esse genero de triumpho
aquelles que s tiveram palavras de odio c des-
preso para aquella* nobre phalange escollada de
Dos e para o seu Ilustre chefe I Cegos, que
nao vcem que ha desoito seculos reina Jess
Chrisio sobre o mundo, e que sua realeza o
premio de sua humilhaco e de sua mortc ; que
nao mnsiram suspeilar que o christiamsmo a
quem devem elles nao sor hoje barbaros, s se
eslabeleceu com a derrota exterior, opparente
dos apostlos de Christo. No Vaticano reina
Pi IX ; seus successores ah residiram como
elle, res c pontfices, porque Roma e nao ou-
tra cidade, vio cm seus muros o poste servil a
que foi amarrado Pedro o Galileo. E' urna lei
constante, diz-nos Bossucl, em seu pangyrico de
S. Thomaz de Canlorbery, que nao pode a igreja
gozar de vantageni alguma que nao lhe osle a
morle de seus filhos, e que para assegurar seus
direitos preciso derramar sanguc. A igreja ;
nao leo, poi3, como derrota a morte daquelles j
qua combatem com ella o por elh : a dedicaco
delles c o elemento de que vivo ; pois essa de- j
dicaco crea outras, e Iraz para a sociedade chris-1
ta novo accrescimo de gracas e de luzes. Q lem j
nao sent agora que a causa do Papa engrande- i
ceo depois da aeco de Castellidanlo, depois da I
capilulaco de Ancona 1 Tornaram--se firmes'
muilos dos que hesilavara ; comceam a compre-
hender muilos que nao comprehendiam ; scnlcm
cahir-lhes dos olhos as escamas muilos que eram
completamente cegos. A devisa de Roma a
do christo, a que deo a todos o grande apostlo:
A forca est em meu poder quando mostro-me
fraco ; quum infrmor, tune potens sum. (II
Cor.. XII. 10.)
Vctor Emmanuel seria pois mais poderoso do
que Napoleo ? Entretanto este foi vencido pe-
lo pontfice a que chamava um cordeiro. {Me-
morial de Santa Helena.) Aos ltimos mezes
do armo de 1813, NapoleD restitua a liberdade
a Po VX e encaminhava-o para Roma nao que-
rendo Dos que a colligacao europea se gnbasse
de haver soltado Pedro de'sua prisao. Se a agola
voraz [aquilla rapax) vio-se obrigada a largar a
preza, o escudo da casa d Sardenha, com to-
das ai suasernzes remidas {cru.v de cruce) nao
far sombra por muilo tenipo a liara. Mil au-
uos de posse sao rouito3 um favor de um direito
urna serie nao interrumpida de actos da protec-
cao celeste o esta soberana tantas vszes invadi-
da e nunca conquistada, d-nos o direito do es-
perar cora toda a confianza a nova deciso do
allissimo. Sabemos que preciso quo J. Chris-
to reine onde reinou, o que nnguem o ha de
despojar de seus direitos, salvo no fim, quando
prcvalecerpor aluns dias o poJer deste mundo;
porm entao elle nao tardar em apparecer e
sua victoria sobre os inimigos ser ao mesmo
lempo o fim de. ludo ; Oporlet autem illum re-
guare doee pona omnes inimicos sub pedibus
ejus. (I. Cor., XV, R. 5.)
A henra eterna dos nossos hroes lerem-se
sacrificado por essa realeza de J. Christo, como
as chuzadas, seus pas, sacrfiraram-se pelo li-
berlaraenlo de seu sepulchro. Nelles nao ha es,-
sas theoiias humanas que menoscabara e 'its-
prosam o Principado sagrado. Nao di sobre o modo de conciliar a obra de Pepino e
de Cirios Magno com as ideas da soe'edade mo-
derna ; disseram comsgo : J. Christo tem na
ierra um vigario ; esse vigaro rei e deve se-lo :
combalamos e morramos pela realeza do vigario
de J. Chrslo. Affirmaliva magnnima no meio
das ideas vagas do nosso lempo, deesas conti-
nuas allancas da verdade e do erro, dessa dis-
soluco da auliga que em loda a parle se ve.
Emquanto outros, descutindo e tornando a dis-
cutir, davam a tinta, estes deram seu sangue ;
demonstrado irresistivel que excede ludo, o
cujo eleilo nada, embara-ara. Foi assim que a
Igreja iriumphou, assim que ella triumphar
sempre.
Sim, foram lesleraunhos da verdade aquees
enrgicos soldados, aquellos Dcbres mancebos,
aquelle vleme chefe que choramos. Quem diz
marlyr, diz leslemunha, e elles sao verdadera-
mente martyres. O orculo da theolog, o
doulor anglico, S. Thomaz d-nos o direilo de
affii mar quando diz-nos : Quem soffre a morte
por um bem commum que nao se refere a J.
Christo, nao lem direilo aureola do mariyro;
porm se o bem commum pelo qual se sacrifica,
refere-so a J. Christo, merece a aureola e
martyr. (In. 4 Sentent. Dist. XLIX Qudsl. 5
Arl. 3.) Nao ser esta a sorlc gloriosa dos nos-
sos bravos que nao desembainharam a espada se-
no pelo dominio de J. Christo, e que suecum-
bram ao forro dos invasores desse apanagio sa-
grado ? L'nindo-nos s santas e legitimas do-
res que causava sua sahida deslo mundo, hon-
ramos sua memoria, e contamos com seu auxi-
lio. /Jquclles que os chorara com tanta nzo
0'isaremos lembrar as palavras de S. l.uiz,
qnando seu irmo. cruzado cora elle, cabio aos
golpes da cimitarra sarracena: Temos perdido,
quanlo a esta vida presente, diz o pieduso rei,
nosso Ilustre e querido irmo, o conde de Ar-
bois, o que do urna grande dor para o nosso co-
raco ; porm comtudo devemos mais regozijar-
nos do que chorar, pois eremos o esperamos
com certeza que elle volveo a patria celeste com
a coroa, c que goza presentemente dos prazeres
eternos em companhia dos sanios marlyres. Ces-
ta Dei per francos) P. 1197.)
Mas neste mundo, nestas horas da lula, co-
mo eram bellas e dignas de nosso amor, amabi-
leset decori nada poude embaraga-los ; nem
o numero dos inimigos nem a certeza de suecum-
bir. Tinham de dar o lestemunho do sangue,
e deram-nos sem enfraquecer; opprimidas pela
multido de seres contrarios, porm terriveis pa-
ra o inimigo, anda cahindo sob seus golpes.
Procuraram injuriar cobardemente os soldados
de Dos; porem a calumnia dissipou-se por si
mesraa, c conrerteo-se em deshonra para aquel-
les que ousiram escreve-la ali at n'um relaiorio
olDcial. Mas tiremos a visla dessas infamias. A
teslemunha celeste o eterna contemplava de seu
divino throno essas queridas e gloriosas heca-
tombes cuja voz chegava at elle, e preparava as-
coroas. Combate sublime, diz S. Cypriano, ao
qual Dos assisle em pessoa, que os anjos corn-
lemplam, que J. Christo observa 1 Que honra
o combater a vista de Dos, e receber a coroa das
maos de Christo. o proprio juiz da lula!* (De
exAortaione martyr.) Hroes de Castelfilar-
do e de Ancona, a vos sao dirigidas estas pala-
vras ; e aquelles que choram e que hao de cho-
rar ainda por muilo lempo, dizemos com o apos-
tlo^ Consolai-vos com as palavras que inspi-
rara tao doces esperanzas! Consolamini invi-
cem in rerbis islis. (l'Thess. IV. 17.)
Quanlo a nos que ainda vivemos,que estamos
aqu, nos qnivivimus, qui relinquimur, o cm-
bale nao acabou ; a victoria, porm, dou um
passo para nos. Os Machabeos tambora suecum-
biram ; porra suecumh ndo, salvarara a f em
sua nac.o quo ia perd-la. Era sua misso ;
elles a curapriram. Tem o seu generoso sacri-
ficio, a Idolatra invadira al a torra onde o fi-
Iho de Dos devia em pouco apparecer ; nao fui
preciso mais para restaurar em Israel a f, que
nao poder perecer ah sem exlinguir-se no-
raundo inleiro. Familia de hroes cuja rocor-
dago augusta animou os nossas cruzadas do
Orienle e produzo filhos nobres mulos no seio
daquello povo de gigantes que combaten lio va-
lerosamente pelas aliares no fim do seculo pas-
sado Abrio-lhc seus bracos, recebe esses uni-
mos filhos, elles sao dignos disso I
Saudemos, pois, essa nova consagrarlo de
urca cousa j sagrada, e nao nos admiremos de
v-la j produzir seus (rucios. Do todas as lin-
googens a da dedicaco amis eloquenle en-
tre os homens ; se necessario crer em testo-
munhas que se deixam matar, nao menos ne-
cessario estimar una cans a que se offerece com
lana generosidade o tributo de sangue. Vctor
Emmanuel marcha neste momento a novas con-
quistas ; o peso do sangue innocente, do san-
gue francez indignamente derramado, nao pa-
rece dcinorar-lhc o passo mais do que o peso
do aualhema apostlico ; he uos licito orar e
esperar.
D. P. GlKRANGER.
Talvez que lero visto urna singular coinciden-
cia na publicaco que f remos hontem do Breve
apostlico mandado pelo santo padre ao capeliao
mor de suas tropas, e das noticias que acabava-
mos de receber do exercilo pontificio. Aquella
firme conlianca manifestada pelo chefe da igreja
poda olTerecer ura doloroso contraste com o au-
nando das victorias alcanzadas por seusinimigos.
Entretanto, folgamos de pensar que ocnhum dos
nossos leitores emerger nisso motivo de escn-
dalo, ossim como nonhura ver nos faclos lia
pouco sucedidos um motivo para esperar menos
da causa da Justina e da religiao. Taes faclos
eram, por corto, da aijada da previso humana
para quo alguem podesse admirar-se de 03 ver
accontecer, e comtudo a pouca esperanza do
xito nao era razo sufficiente para nao procurar
resistir por meio das armas. Ha protestos que
sao raoio das armas. Ha protestos que sao im-
posto* pela honra, e bello os que no momento
em que Ihronos, vacillando, nao encontrad) mais
defensores, a s pontificia conta ainda milhares.
de christos dedicados, promplos para exprten-
se a urna morte quasi certa a fim de impedirsra
a empreza de seus inimigos. Convm saber que
a causa da religiao falla com msis forca ao cora-
gao do que todos os interesses polticos, e que
enlro aquflles que a serven) quo se deve pro-
curar o herosmo da dedicaco e da dolidade..
Nao sabemos quaes sao aquelles a quem esses
aconleciraenios podem, surprchender. Cerlamen-
le que, consJerados era particular, eram assaz
incerlos para poderem ser tentados, mas quanlo
ao lugar que devem oceupar no conjunc'.o dos
faclos de interveneo, apenas sao elles a reali-
saco do que era esperado ha muilos anuos
por lodos os que penso, soffrem e esperara com
a igreja. A propria palavra do soberano ponti-
fico prepatava-nos para taes aconlccimentos. ha
dous mezes, quando nos lerabrava, segundo San-
to Hilario, com que condieoes a igreja alcanca a
victoria: fioc esl enim eccUsia proprium, u(
tune vincal cum Iwdilur, lunc inleU.igaturcxm-
argutlur, tune oblinea;t cum deseritur.
Nao ha pessoa alguma que nao lenha notado
ela ad,miravel opposico de palavras que lao per-
feilamente exprimem a opposico da ideas hu-
manas s. ideas christas ; mas a f nao c uta
dom concedido para a simples satisfago do es-


(*)
WAWODE PERRAMBCO. QUINTA. FEIRA 29 DE NOVEMBRO DE 1860.
pirita : sea ensino dado par* erguer o coraco
e guiar a razao, sempre preste a desvirar-se ;
mnguem devo acreditar que os.santos doulores
Se deleitan em fazer magnficat autilhesetuni-
caroente para que sejam sumados seus cscrip-
tos, dando-Ihes um csiilo parifcular ; se a per-
eicoam s vezes suos expressoes, apenas para
por em relevo mais saliente as verdades que
ncerram, e faz-las entrar com mals facilidade
o espirito e na memoria. I'orcoso pois, a-dmit-
liremos que as triliuices e as derrotas s3o a
condeno necessaria para que a igreja entre na-
quelle triumpho que os chnsiaos esperara, e que
liie foi annunciado por tantas vozes para a po-
cha em que estamos ou ao menos, visinhos. A
igreja nao triumpha por modo diverso de seu
chele, ecomo foi preciso que elle soffresse para
cnrar em sua gloria, preciso que ella passe pe-
las humilhaeoes e provaces alim de devenien-
te appareccr mais radianto e mais poderosa do
que viram-na os seculos passados.
Entre as ultimas palavras do Pontifico, qne
emos publicado, e os fados que livemos de an-
nunciar ao mesrao lempo, nao ha. pois, a appo- ] ros de sana
icao que a razo humana poderla ver. Acn- levacau de
llanca manifestada pelo chefe da igreja e que
ha muito partilham lodos os chrislaos, nao re-
pousava certamente: na torca e poder dos meios,
humanos, cojo em prego lhe era imposto como'
um dever pela sui prudencia ordinaria e pela
sua dignidado de soberano ; repousava no me-
nt das obras c niio na eflicacia exterior da ac-
cau. Relam estas palavras, c vero que ellas
merecem o mesmo respello assira antes como
depois dos acontecimeutus.
Temos a firme confianca, diz o pai commum
dos Qes. que a causa da igreja o da juslica
o alcancai como sempre um triumpho biilha-
le contra os seus inimigos ; e eulao succoder
que o Dos misericordioso e justo, ou diguar-
se-ha reconduzir ao caminlio da salvacao es-
ses militares de homens que delle se iiesvi-
ram, como lhe pedimos contiuuameuto e com
* grande instancia em nossas oracoes ; ou que
ferir, esmagar e exterminar na in lignario
de su colera esses novos seunacherib. Esta
persuaso o esa cunhanca teem por firme
apoio as supplicas unirersaes de toda a igre-
ja que so be m iodos us dias, qual incens agr-
davel, ao liirono da praca ; ao dopr.is a d-di-
raca a toda a prova. a rlrlude, a sabedorio o
os co- si'lhos de tantos illuslres disciplos de
Jess Chrislo e de lilhos zelosos da igreja ca-


- tholica e di s apostlica, que em pregan luda
3 sua influencia e lodo o sen talento em de-
fender por mil modos os direilos da igreja e
da sania se; finalmente a piedade admiravel ideas retrasada!
desses mesmos filhos que Ihes faz suavissr. natural que'o liomem assim elucadonacs-
com sua forluna a penuria lao grave da santa cola da inecidade
Nao duvidamosquo os deis conUnuem a graves acoi.lecimenlos, que poto compararos
anda maior injuslica fazer recahir sobre mim
essa responsabilidade, por isso que se trata de
opioioes polticas que at aqu nao tive occasio
de manifestar, al que a experiencia, a leilura da
fusiona oo eiemplo pralico que lenho constan-
!e.rnenle1 d|0|1>e ele mim nesla Ierra classica da
liberdade lenham produzido em mim a conviccao
de que loucura combaler o espirito progressivo
oo secuto, e que o direito dirino cada exprime
sem a saneeoo e o amor do povo.
Seria injusto negarem-me a faculdad6 de dar
oju&lo valor ao seculo em que vivemos, por Uso
que em consequencia de minha condicao de emi-
grado desde a infancia, tire frequenles occasies
de conhecer o verde dhMo os tristes resultados do
absolutismo e da decefeo.
Vicm 1818 a expulsao. em seguida s tempesta-
de. de monarchas aferrados ideas retrogradas, e
que laziam uovidos de mercador a qualquer meio
que os poda levar a preslareni-se s justas asnra-
coes de seus subditos.
Vi-os depois (ornar a subir a seus Ihronos pr-
vidos pelas baionctas estrangeiras, e derramar
mas em 1848 vi tambera a sub-
lima nacao proclamar a repblica, e
mandar que seus mais ardenles defensores levas-
sem urna propaganda armada, e testa desse
paiz achavam elles um rci querido e respoi-
tado. r
Na Blgica os propagandistas foram repellidos,
e Leopoldo recebeu assim o irrefagavel teslemu-
nho da alTeicao de seus subditos.
Vi de perlo a queda dos Ihronos na Italia, um
apos outro, 03 quaes erain sustentados por ideas
retrogradas ; vi o re do aples, no escapar
sua mina, tundo elle lido tainas occasies de o
fazer quandolhe da/am conselhos ulcis e desin-
leressados.
Por oulro lado, vi um reino, pequeo honlem,
porm grande hoje, governado por um rei ver-
dideiramento conslilucioaal, cujas elevadas qua-
lidades conheeo, por isso que fui sen companhei-
ro a armas, tendo servido s suas ordens na bri-
gada distincla daSaboia, rei que nao so o dolo
do Piemoule. mas ainda de toda a populac&O ita-
liana, que nelle reconhece o campeo de sua in-
dependencia o de sua liberdade.
Finalmente vejo neste paiz grande e hospita-
eiro urna rainha virtuosa, modelo da m.ie de fa-
limia, que respeita s insliluices do pai*, que
nao conspira contra os ministros, desembaracan-
do-se de toda influencia que deve ser o apa'na-
gio de seus conselheiros legilimos e responsaveis
chamados cssa posieo pelo voto nacin 11
urna rainha que acha seu mais solido apoio no
liberal, lao tmido pelos partidarios das
Roma vinle
lombardos.
e dous desertores piemonlezese ]
a miseria
podo
tal.
i racufso do rebater ordenados ;
Eram todos homens enrgicos acoja. ei-! ?mti esK^roTeSl ^a ,es?eculfr
snao irahi.m o carcter uli,ri daquelles -. ? oS 1J t P"'
---------..----- v *n.orgeral mas que nem por isso
l. "_?e. ,or Plorado era outras
ras
t'ie commetlem urna cobarda Foram condo-
zidos ao palacio do ministerio da guerra, onde o
senhor de Urode quiz inlcrroga-los.
O acto que commeltesles, Ihrs disse elle,
um enme contra a honra militar ; mas era
t presenca dos ia>crilegios que quercm obrigar-
V09 a commeller, comprehendo que lenhais
desertado das bandeiraa de Vctor Emut-
nuel.
Esses homens interrogados um por um, decla-
raran! todos que nao queriam bater-se' contra
a religiao, que muilos dos seus carnerada erara
da mesma opiniao, e alguns acrescenlam que
linham desprezado os conselhos de seus p-
renles.
O generosos esctiplores da Cicih Callnlica
acabam de publiear um elogio da Milicia Chris-
la, escriplo por S. Bernardo a Hugo de Borgo-
nha. Fueram-no preceder de um prologo aos
soldados poulilicaes o de urna dedicatoria uestes
termos :
A. J. de la Moriciregeneral em chefe do
exercilo da Santa Igreja,reslaursdor do anligo
valor cavalhoiresco nos lempos modernosos
redactores da Civilta Ca/o/ica-offerecemem
leslemunho de admirarlo ata exhorlacao de pa-
sanlo franceza um hroe francez'traduziam
em qualro lingus que fallam os velcru-
nos.
(te Monde]
H. l'FERON.
-- r>." em uuuas parles, onde
Jatflnhe.ro para tao hediondo e repulsivo ira*
lo rUiCCa0u Exm- Sr- ^ ,os Bento ; peH
l00" h-unianidade de seu corac elle
moS V* gem dolrmente a vista de !
uniqyadro tao consternador: mas o que aze-
deiam V "" ,DTencirei difTiculdades, q'ue o rol
KrLttu um emPrelrao pelo cofre
fecol'roi V lle ez' e n0 f,,i bem accedido,
i el nr.i. mpreS"mo P"cular, isso tambera
"fllou.. som fruclo. porque aqui
em nt:6",0' -que se "-"Prosle^ I troco de
elt-, r"r, esllP,u,Cao por mais onerosa que seja
vedoreS?eraU^*',,,- Ma>dar ee-lar oa d-
f irt i880 J "nilou mas quando se
l a? pr"eCU0M?. 6 q'J0 b0ns fruclos d"ao
fhMnnroi mSlra 0 Pann0 ah CSl a JO eX-
con.osZr0riiqUC Se^ feU pela ,'uantia de dez
.!,* e P"d-se em praca seis escra-
d?i.;.H i i] c,anesl cidde, e um bello sitio
d aqu duas leguas, ludo o quo era lempos
XSEA p,oderi,a dar be,n doze co"^s
mif'r'sf. ndeu dous Cnlos e seissenlos
"aneado--Pr--Ct0-dlS escravos. "ndo sem
INTERIOR.
que tem visto tantos e tao
iiuiuem a sraves aconieciinenti
ardenles supplicas, seu i dous syslemas em lula pela dominac.io do mun-
riobie e lao digno do elogios e com do, t-nha adquirido urna firme coiui.ao "o
renerosas e piedosas liberalidades al o|aspire a realisar no seio de sua patri.'os princi-
pios que consutuem a grandeza e a prosperidade
de outras nacoes mais felize?.
Londres 2U de selembro.
Juan de Bourbon.
[TimesI. Duperron.J
Xo momenloem queescrevo, o rei Vctor Em-
maiiuel, dominado pelo espirito do mal, procu-
ra destechar seus ltimos golpes no poder tem-
poral da Sania S, o brota dos acontecimenlos
urna luz cojo brilho nao ser enfraquecido aos
olhosdo mundo civilisado pelas mentiras e ca-
lumnias dos jornalistas da revolncao. Ainda iue
i^nha-so dito e escriplo. absolutamente fj|<0
que as populaces dos estados ua egreja tenham-
se sublevado em lugar algum. e absolutamen-
te u-rdadeiro qtieo leniloriu sagrado foi invadi-
do por um exercilo s.i rileg,., que bandos com-
postos de homens mal procedidos e de "Impos
ora temado d< vanguarda a este exercilo, ora
marchando com ell-s, ajudaram-no a executar os
actos dasubstllucao do poder parricida do
da Sardenha ao poder paternal do vigario d
sus Chrislo.
Eis o que animamos, por que o vimos ; eis o
que escrevenamoscom nosso sangue, nio para os
nossos inimigos (estes cobrem seu odio i.-rea e
suas ambiedes ardenles com urna hypocrisia qoe
"no Ibes permiti mais a coragem da franqueza)
mas para aquelles dos uossos amigos cuja (ra-
fia podena cahir as emboscadas armadas um
a parte verdade. jusiica, ao direilo c a
s.
i< ajudar-nos c
zelo lao
suas
momento em que apraurer ao pai clementissi-
mo c n.isericordissimo ordwiar aos venios e
aonnr queponham (ira a esta furiosa teinpes-
lade, e conceder a sua igreja a paz e a trafl-
quillidade lao desejada.
Os motivos allegados pelo Pontfice nada per-
dero de sua imporlamia em consequencia dos
Itimos sconlecimenlos ; longo disto, e se qui-
temos lembrar que a igreja lem o privilegio
de vencer pelas suas feridas e derrotas, a voz
do sangue que acaba de ser voluntariamente der-
ramado em seu favor t.hez seja aceito com o
annuncio de um prximo liiumpho.
L. BlPF.RT.
[iIonde.=II. Duperron.)
los; arihes Drgindo-me s rdrles em junho
roximo pastado, usando do direilo de peticao e
peucao e
e evidentemente as bases em
is meiis direilos, nao fui
AassemMa actual, fillia de urna
lo dar
firmara-se
prox
demonstran
que pens
OUVMOi % vaocuauraa anual, nina uc un;
cao que lodos couliccem, devia snr udienta s
ordens ministeriaes. O senado, mais immedtala-
mente sujeilo por sua composicao vonlode da
pi ma que actualmente occupi "o Ihrono, seguio
iiatiiralmente a mesma marcha, evitando assim
qualquer diseussao ; prohibio-se tamben a cir-
cularao de minha Carla, o que prova .>m re.-ihca
a raqueza de um ihrono que teme a dscussao e
impede com urna solicitode toda especial a circu-
laco dos manifestos de um prelendente.
N i posicao em que me acho, n.io resta-me ou-
tri alternativa se nao appellar para o povo hes-
panhol, dando-lho a conhecer meassentimentos
aflm de tor urna justa idea de minhas iniences.
.\ao insisre a respailo da qneslao do direito
por que e doloroso para mim fallar n'urn irmie
querido, vendo-o sujeilo a um par.ido que esfor-
ca-so por negar o espirito progressivo do seculo.
sere breve acerca do seu ulli no acto, bascado
segundo dizera, nos argumentos de conselheiros
esclarecidos, que infelizmente consultaran! seus
interesses em vez da honra de meu rmao A
qieslaodos meus direitoa para mim insepara-
ve da saocQao do povo, para o qual desejo en-
p-llar.
Deploro a lula lerrivel que por largos annos e
ate do,.0:s da guerra civil liveram de sustentar
os homens que professao ideas libertes aflm de
levarera a cll'eiio a coosolidaco de um ysiema
constitucional que na reilidade nao linha outra
ortgem sei.jo a que so derivara da corda que nao
aceitou funes e lealmeule as instiluices repre-
sentativas. D'.hi o Irisie espectculo dessasad-
ministrs(ors que se teem succedido na Ilespanha ;
<>ni lao curtos intervallos, adminislracoes que nao
fcram ese-aihidas depois dse h.iv'cr tomado o '
pulso da npmiao publica, mas que foram nomea-
oas i>ara assegurar a eleicao de pessoas de um
carcter determinado, e crear assim urna maioria
emi. IJ a.ii o descontentamento geni ecomo
consequencia natural o servilismo da imprensa e
o pouco respeito liberdade pessoal, ultimo re-
su l ,do de urna serie nao inlerrompida de desor-
dens e de prantiBciamentos, s vezes sufTocados
depon do derramamenio de um sangue precioso
t mullas vezes Iriumphantes para voliarem
reaccao, depois de haverem obiido poneos fructos
O povo hespanhol csgcla suas forcas nessas lu-
las nmcraveise vans. pois nao urna lula paci-
lica e tranquilla do ideas, mas em eslado conti-
nuo de guerra para destruir lodo o obstculo
constantemente creado pela mesma mao que de-
cena apenas obrar como o juiz em campo cerra-
do deixando a Mee aborta e esforcando-se por
todos os meios possiveis para obler'a m.infesia-
Cao do vol popular. Esle syslema actualmen-
te seguido por lodosos monarchas constitucio-
naes. Onde elle impera, nao se veem motn*
nem sublevanies, nem derramamento de sangue'-
pelo contrario, ha urna estrella uniao entre o
monarcha e o povo.
. E' nalural para quem quer que conhece as
vantagens de um syslema inteiramenlc liberal o
doejrpara o seu paiz um sauto respeito a li-
berdade individual, a mais ampia liberdade de
imprensa que o correclivo mais poderoso de
qualquer especie do abuso, a verdadeira gualda-
?;^ |S ? Privilegios iguaes para todos,
completa liberdade as eleices, nico meio de
conseguir que o syslema representativo seja urna
reahdade. e r-elo que diz respeito a economa
abol.cao completa de direitos onerosos para o pu-
blico, como os direilos sobre o consomm, direi-
tos de entrada, abolico do monopolio do tabaco
o do sal, o mais ampio syslema de amortisacao.
sem isenlar I propriolade chamada palrimonm
real por que pens que a dolacao concedida pelo
pnblico, suliciente para um rei, nao devendo
o poder o o prestigia do monarcha basear-se na
ostentaeao em que vive, nas anl^s na affeicoo e
re
le Je-
lOdi
honra.
O goveroo da Santa S qur que todo aauelle
que conserva anda algum senUmeulO moral na
Luropn, saitn que a ordem nao foi alterada nos
estajos da egreja antes da irrup;ao dos bao Jo
irregulares, ou do exercilo.
Quer que se saiba quo as primeiras victimas
mmoladas ao furor revolucin.rio foram ilalia-
nas.e que os mercenarios nio foram atajados
senao ao depois. Se o contrario houvcssc sur-
cedido, nada provaria em favor de nossos inimi-
gos, e nao podena nunca justificar seus atienta-
dos; porem e misterqne a verdade seja conhe-
cida perlence-nos anos escriplorot chrislaos,
uizc-ta. ul cooperaloressimus verilatis (1)
O re da Sardenha nao lemo unir-ae
ministro Gnvour o ao sei
soltar a dedieacao, a
dos da milicia chrisla. E?ies
se muito cima da
ao seu
seral Faoli para in-
a e a rirtude dos sida-
soldados acham-
eslima de lodos para que laes
injurias postan akaoca-los. Densa esta hora
jo ,'ternpla-os, eosangue daquelles que suecum-
Den bra I, nunca dnei contra seos vencedores.
mas contra seus assasshos. Esperemos o dia de
O general conde de Nowe leve a honra de
!ffl.ifff"'Sua Sa""dade os offle,e
doP*r,Il!S'0U"Se r,psPnder aoscumprimentos
do general com as palavras seguimos:
nu. mi"^650"!08' SPnllor S,,ner''1. as expressoes
que me dirigales e a visita que me fajis em
S*"1" "os b^s ofllci.es perleucontes ao
ffi.U.?fenleme0,ec,h admiraran coragem e a disciplina que dislio-oeo
ll"tlLT' ,e eu osperrt- D8r SS2fV
a,'bem a Z '* ?"e MM r^i"'f'"' merecer
umbema mesmaadmiraco. Folgo ao mesmo
M glorifica com o titulo de primognita da ig're-
^slesaRniSCr,leS-,dSn03 dle.ilolo do "quo
imoer,lft??*: aux:ll,"d0 as nlencocs de vosso
da /re, g\" S"5,e,llar.e ^fe""" os direilos
ie s, i gn^ M0 lPm "^ssidade, le quem quer
?S0,ualPni.-r,'U8.,ent8d" em oberania
ment r!r,,P1 eS,,nd0. a PSSP recPeil^ di-ccla-
minte protega e iluminada por Deus Ion-e de
or necessidade do apoio das potencias' ia ,e,ra
>las i^nup n"Sle"la 8 nar5es e os imperios
videncia n,US qU,Z' or,|pre Prp"'e da Pro-
videncia, que para o mais livre exercicio da tn
"'espiritaal, ella fosse tanben prvida Z
um poder temporal, para defender esto ltimo
fosti 'm. Z* 0le*r,d. charis^imos fl !os, Z
Ou u.o mt,eS; GranJe ariosa misso I
aJ VL' ,-m'M *?a. Perseguido, nao urna ra-
coruespondenci.as no diario de per-
NAMUUCO.
Blu-Grand3 do Norte.
2 dsi novembro de 1860.
Eslamos hoje a 22 de novembro, Uto dous
nteies e meio depois de 7 e selembro. e nada
do ter lina o caneado processo de eleices para
'creadores, e junes de paz do qualriennio de
lbul a 1864 : um tamandu,que j nenhiima pa-
ciencia por mais obstinada n pode tolerar. Fuliam
inda as decisoes de Sania Auna do Mallos e Pao
dos Ferros- Nesla ultima, que dever-se-ha ter
le lo la do correnle. para que fra novamente
marcada ; a qneslao havia de ter sido mui jur-
dicamente debatida, visto que deviam assistir
ella Ires bachaieis destes Clamados de polpa
grossa, a saber: Dr. Delphino, juiz de direito,
como proposto pela presidencia para moderar.
comer e rerear os excessos dos litigantes; r.
Alcona em sua qualidade de commissario da po-
lica para mctler a espada no meio, e corlar a
mao ousada do primeiro. que a suspender para
coagir a liberdade do vol, c perturbar a tran-
quil .de publica ; e o Dr. Amaro, que seguio
para a no carcter do advog.iJo do partido con-
servador, e amigo pressuroso em soccorro de
seus amigos. Se os adversarios dos conserva-
dores liveram a feliz lembrinca de mauJarem
buscar em seu auxilio algum orador, eulao bem
pode ser, que, pela primora vez, as serras e as
brenhas, de que se acha cercada a villa de Pao
dos trros, ouvissem retama em suas mallas
e eslepes os nomes pomposos dos Clerraoit To-
nerre. dos Benjamins Gonslait, dos Lanjuinais,
dos Tiers c dos Guizols.
Em lodo o caso, c melhore mais conveniente
que venhm discossio os polilicos ariligos e
modernos, e que bajam exjloscs oratorias do
que, como ofelizmenie j ai houve, bulha de
chuva de podras, estampido ce bacamarlej c sol-
fa debordao: porque, emfim, eu c sigo .o phi-
losoplna do prudente Cicero, que izia que dis-
culir com palavras era pinprio dos homens
nms bngar de pancadas, quadraia nos
burros.
Talvtz o anno se esce, sem que se d a ulti-
ma solucao qneslao das eleroes ; enlreUnlo o
resallado que j se sabe dellas" o segunlo, quo
lenho por exacto :
Das >- freguezias da provincia sahiram os nor-
listas vencedores em 12, qe sao capital, s.
(joncallo. Lxtremoz. Arez, Penha, As.-, An-i-
cos, Uossor, Iniperatriz, Porl'Alogre, Apody e
Caraub.s: e os sulistas em 7 quo sao Htpary,
b. L'enlo, Principe, Serra-Negra, Acary. Goncei-
cao do Azevc-do e Pal : em 6 foi promiscua a
votacao, a saber Touros. S. Jos de Alipib,
boianninha, Santa Rita, Campo Grande e Ma-
can : ero duas finalmente ainda se espera pelo
resultado, o sao Santa Anna do Mallos e
dos l'crros.
L vai para a comarca da MaioridaJej r
ra casa avaliada em dous contos de ris
Un n r.meSm que um 00 Pr Uln real, e o"
fu es.wMos- o qne vale a mesma cousa.
K..pW"i 8S0r-le 1ue espera as prximas
n?PSH ; ellas 'ero. como esla, o inconve-
niente do esmagar o devedor sem aliviar o
Devo crer, que se nao fra o movmento elei-
loral. que tem como que entorpecido todos os
oulras mo.menlos; senao (dra a secea. que
di I culia ou antes impossibilita os depulados do
se n ',descer,;m Pa a capital ; e finalmente
eiiJo eslivesse lao prximo o mez de fevereiro
para a reuniao ordinaria da
al, o Sr. Jos
E'subnaetlido julgamenlo o processo em que
Pm,i* d^\Sanl0a ,L<""Pa"'sa. pronunciado
em outubro de 1859 pelo r. juiz municipal da
segunda vara no arl. 206 do cdigo criniasL
sanie despronunciado no juizo proces-
doPnfiCedend0rse ao reio do conselho recusa-
do pelo ministro publico o Sr
Anionio Jos de Caslro
Pelo advogado do reo. o Sr. Dr. Antonio Eoa-
.nondas de Moli, sao recusados^ os se^ux s
os seguales
cnxerga ludo : o seu
assembla provin-
Bento ja leria convocado este
corpo extraordinariamente alim de que elle an-
causoT rCmedio um mal- que elle mesmo
Felizmente para a provincia se o Sr. Jos Ben-
oi no meio desla calamidade succu.nbe de dor,
nao trepida de nodo diante de nenhum perigo !
sua coragem afronta ludo, sua aclividade acode
a mao, sua nielligcnria
juuo a ludo prov.
. ''8'- Pasmar o servico diario, que vence este
oven, e os recursos que elle encontra para sa-
lu ,i m- ,d0S- maiores aperlos; parece, quo
S!l""llMa.0 8 "'e fui dada para se por &
, prova a suffioiencia de sua aplido para o manejo
dot negocios pblicos, e quanto flclla se pode
, esperar na nciimoeiicia de novos e mais onero-
fencargos: a ordem de tirocinio aJministra-
t vonao cre.o, que lenha havido algum to labo-
rioso difT.cil e perigoso como este.
Rada disto, poira. lem comprometido nem
tVuIZ ,.ranT"li'Jade PM*. V'o se conserva
malteravel sob a vigilancia da pocia acliva o
enrgico do Sr. Dr. Jaime Carlos Leal: no ha
um so fado, que mereea ser referido, como no-
vidade impoilante.
O juiz de direito desla comarca seguio hoio
hVT'. ama"I,aa' segundo me dizem, p-.-a a'
ulla do Cear-menm, afim de presidir aos jura-
ios o aquello termo convocados para o dia 26 do
correnle
m
senhores :
Dr. Luiz Rodrigues Villares.
Anlonio Pinto de Azevedo.
Symphronio Olimpio de Oueiroga
Joaquim Candido Fer.-eira.
Compoo-se o conselho dosSrs. jurados
Apolinaro Pereira Baduem.
Jos Paulino da Silva.
Manuel do Caldas Brrelo.
Aflbnso Pexoto da Silvcira Cavalcanli.
Joo Pedro da Rocha Pereira.
Or. Luiz Salazar Moscozo da Veiga Tessoa.
l rancisco l'crreira da Annunciacao.
.Eslevao Jorge Baptsia.
Anlonio Pereira da Cunha.
Manoel Lopes Rodrigues Guimaraes.
Jos Francisco de Salles Baviera.
Jos Cavalcanli de Albuquerque.
Deferido ao cooselho do sentencia o juramento
dos Santos Evangelhos, o juiz de direito procede
ao nlerrogatono do reo.
O orgao do ministerio publico faz o seu de-
ver.
O Sr. Dr. EpamnonJas de Mello faz em una
synlhese bem acabada a defeza do reo, cuja ab-
solvicao reclama do tribunal.
Resumido o dbale,
os
c
con
_<_*,,.it ">. lo.e ea.ta bella cidade reveslo-
oKarcnTinS0. ^^ < > "" a
sou-se0aTvisS,i.TS!,arfe hOUV0 Promessas rcali-
sou-se a visita as jiroraessas ficaram na pasta
do infatuado Almeida Pereira. A familia dos
?'lM/TM te"e a recompensa da visita,
quando nada fez para ella, contina cora todo o
excesso de seu poder.
Assim vai ludo.
Fallo agora ao Imperador.
Senhor. Se o vosso governo nao levantar a
t ""1? ," iusl,?a.Para com ella cubrir o mri-
to dando todo o valor a arystocracia de talentos
e virtudes, os vossos inimigos deduziao d'ahi
motivos para negar ao vosso reinado as honras
de ser perpetuamenle eslampado na historia
TAn'??11," d-e P-"-e raoderagao, de amor
e de fidehdade s insliluices Iivres.
Vos devastes o povo fiernambucmo ao ulli-
Z0JlT 8lri8' Prcslando-lhe loda a boa
confianca na vossa guarda ; este mesmo povo nao
do, dwl -naarKa S0,IIre1 0S prichosdesarrazoa-
dos da olygarchia Cavalcanli, ou.i-lhe as quei-
ms, lirai-lhc as desventuras de seu abatiraenlo.
O poco pernambucano maldiz hoje a inara-
itoao de vosso governo e t lembra a seouinte
verdade constitucional. Todos os pode es p3-
lilicot no imperio sao delegaco da aac&o ...
E Lico ou cabera ? v
.ST^? eSSa Ve,rd,nde conlilicional, que
senio_de dstico na celebre illuminacao da yoo-
graphia do Liberal em 22 de novembro de 1859
com as preleccoes do redactor em chefe sobre '
CONSULADO PROVINCIAL
41leracdes feilas no lancamcnto das
dcimas que pagam as casas per-
tcnccntes fpeguczia de S. Jos,
pelo escripturario V. ffl. F. P. da'
Silva.
(Confinifl'o.)
Travessa do ascenle.
N. 1.Jos Gomes de Oliveira, ca-
sa terrea oceupada pelo mesmo,
por ..............................
dem 3. Joaquina Jos de Sani'Aii-
nt, casa terrea arrendada por___
Travessa do Freitas.
^. 6.Frederco de Souza Gomes,
casa terrea arrendada por......
dem 10Pedro da Silveira Fin-
io, casa terrea arrendada por___
dem 12.O mesmo, casa terrea
arrendada por....................
dem 14.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por.....................
dem 22.Manoei Cosme de Mo-
ra es, casa terrea arrendada por..
dem 30.Tliom Joaquim da Vei-
ga, casa terrea arrendada por....
Travessa do Raposo.
que so merecem a
o-, pro-
oo monarcha em manier no
governo do estado homens,
maldiciio de um povo nteiio'
Recite, St7 de novembro.
O Zuavo.
609000
20S3000
1!fiOO
u.s gemM.riyr Santa Cecilia, padroeir.a do
msicos. Do feito, bem poucas estifida
a. para as quaes se lenha dispendido avulT-
3 dinheiro em preparativos
cujasesso me consta, que ser tonga N- 15 Joao de Mederos I
pelo grande numero de reos, que teem de all' ~ '
a historia da
se o nao fizer, ueste caso
responder ao jury.
Naose, se o dito juiz mandar imprimir em
algum dos jornaes desla cidade
sessao dos jura los ;
fa-l,,-heieu nestas missivas, |
jamaiidei pedir, e elle promelleu-me maridar a.,
escrivae do jury d'aquelle lermo. urna relacao
do que de rcais iulcresse se der na mesma ses-
sao : se o esenvao nao fallar a mim a palavra,
lambeni eu nao hei de faltar Vmc.
mesmo, casa terrea
casa terrea
in
REVISTA DIARIA-
Por portara de 2', do corrento foi considerado
hab para gozar do foro cirol o municipio de Flo-
nror487 P de 20 de mail) de 1858, "u"
roSihlW de*Le810 'em de reunir se all um
de Vi u aTrad?8' ,r,d.pPenlenle dos conselhos
Mlaiu. G ,nS"-,,ra. em conformidadedo
psiainido no regulamenlo do 31 de Janeiro de
perlence es.t. anll'ma villa, o capilao Manool Lu- ?',?, arl- **> e decreto n. 276 de 2 de marco de
ndo em sua com- '^-. n.2.
['ao
ciaoo da Cmara Guaran, levanao em sua com
panlua, de/, praca*, s quaes deverflo se reunir
vinle das que ali linha O capilao Farias. que re-
gressa, -
de fon
.;-' >= ucsi oiu-, aun us upii'i no reiendo
capilao Guaran, urna forca de 40 pracas com a
missio de garantir a liberdade do voto na proxi- no municipio de Floros, foram Horneados por nor-
ma eleicao de dezembro, do manier a ordem o ,arla de 2, :esl mez os supplenles do juizo mu-
ir os delelns nr- i' fie orphaos d'alll, na conforuiidade do
dezembro de lSt e do de-
mbro de 1837, numero
ne as que ali linha O capilao Farias, que re- e 'P-'Caca um districlo de delca.
lasa, e mais dez da guarda nacional, que ha ,a Jenomlnacao de Jslriclod
fornecer o respectivo commandanle superior ."'io Por limites ou jurisdiccao
mando se dest'aric, sob as orden-- do referido' ""*
rl^i0,' crc:,don.a nova a do Bom Conselho
e Papacaca,
a da propiia
Em consoquenria da croacio do foro civil
mqul'lidade publica prevenir os deudos, per- nic'Pal e de orphaos
uir o prender os crin inosos, e preslar'-se s t ,9da ''"' de 3 ,,e
luisicts legaes das autoridades do lugar, so- ; lr"l2 do de nov^
eludo do juiz de direilo, a quera o capilao na ~
lll.iriui I., I. -1 > ...
no respeito de seus subditos, e se ludo quanioeu
ciento para saiisazer os votos de meu povo. nao
SlmifV1!!?! PeSSe cel "' so^ra,iia na-
uTnLj1 l 'Ud CSpero- Por isso n ''esiiei
um momelo em dar-vos a conhecer meus voto*-
Zl\LmAma fep0Ca em que 8,'"*ragio universal
decide da sorto do monarcha, quem aspira a
-lo. quem conhece bem os males que opnri-
SenfllP^P0?Kh"panh0, '}Ue'n dcseJa ard'"e-
"onumin.hUI^p,rasuae,cdade deve obrar
nacao seus tenlimentos e suas profundas convic!
'Comprehendo perfetamenle que minhas len-
mu. n,c;r;le Ubrrs tenham ^Lm0
e?vidorf ri Ldesgoslado Profundamente certos
senidores de meu pai que queriam que eu nun-
ca ne separaste de seus principios e que crea ,.
iPnHo'S a mCnS D eipiril dale" -e su
tendendoao meu nomo julgam difflcll qUe eu
ppssa francamente abandonaras tradices de mi-
nha familia. '
Respeito a memoria de meu pai que harraoni-
savo-se perfetamenle com as ideas do seu tem-
po ideas que sustenlou honrosa e lealmente al
o uliimo suspiro, e por conviccao. E\ orm
filC rP,nm ,0da? as,Classes dasoc.edade fazer o
lilho respootave) pelos erros de sea pai. Serial
ttlT que e- esleJa bandoosdo. Deus
lem em suas raaos os direilos dos soberanos e
SSpajfcajfriE
loie n sr D e d? Es"iri, Sanlo- Amen.. ,
el. goua Som8a en'/m ^^e ronde de oyon,
Vi. i. "utna- O Asmodeu. que o pondimi
desembarco., em Civi.a-Vechia 800 homns Oq!
ros dous vapores vcem carreados detrona.
Va'can? VRTrel d,r,i0-80 ef tarde P.
lo n ;',Sua Sanlfdadc consentio em receb-
lo. Os boatos mais diversos circulara a resneiln
dessae.vtre.uia. na qual Pi IX, filara 5K2
d/Cem3'8 eXP'Cla d ^ Cm Se di"-o
r. l0Dh- nccessdade de vos dizer quanlas
preoecupacoes e quaritas inquielaces reinara
aqu nesle momento em que os res'ultados lan-
as vezes annunciados pelos homens de bem se
reahsam na Italia em detrimenlo da justica da
honra e do direito sagrado das gentes. ^
O Gwrnale di /{orna desta tarde cila urna
passagem dCa del Poplo, folha revolu-
zionana de Tunm, que pretende que apezar de
odas ns apparencias, a revolunao italiana nada
lem que temer da Frange.
Depois desta citaco, o jornal oflieal acres-
?n dolll8 alSuma*as/erc6es do jornal piemonlez
eos &nnVHdaS df fundaraenlo, e quo'em pou-
: juiz9oPs0egurr"oSe'lla SegUDd S raC'S- o"
linhar,?nmoJVn destacanento de cacadores que
unnam fleado doenles em Tem, co.duzo para
req
bre
conformidade do arl. 6. das instrueces p
denciacs, dever, sempre que fr possivell con-
sultar e ouvr, sem prejuizo do servico urgente-
mente reclamado. Desla forca dez'pracas de-
vem ler residencia fixa em Porl'Alogre, e outras
dez em Pao dos Ferros, e s podero deixar es-
tes portos, quando o rigor das eircumsUnciks fr
I, que exija imperi'isamcnlo a violacao desle
precelto: as vinle pracas que reslam pesias
guarnicoes permanentes sao obrgadas a nao
pousar em parle alguma, percorrendo com molo
coniinuo a comarca para ao menos flagcllar, e
escurrassar os criminosos, quando os nao pos'sa
capturar.
Tenho conviccao de que esla Balotar medida
lomada pelo Exm. Sr. D,\ Jos Bento, ha ue
produzr o beneco resultado de nao s conse-
guirle a paz e a liberdade na prxima eleicao,
como de moralisar aquella comarca, que, sem
duvida, p.-los muilos escondrijos que oll'erecem
as suas serras para asylo e valhacouto de crimi-
nosos, sempre os leve em grande numero, e al-
guns de horrorosa nomeada.
Conlina o fervet opus para a ullima dominga
do mez. que vena ; por ora sao oito os candida-
tos sabidos, e quera sabe quantos mais virao
d aqu ate o fim de cortas ; seus nomes sio os
segumles : Dr. Amaro Carneiro Rezcrra Caval-
canle Jos Moreira Brandao Caslello Branco
Luiz rraneisco da Silva, Jeronyno Cabral RJpo-
so da Cmara. Joao Valenlim Dantas Pinado1
coronel Jos Xavier Carcia de Almeida
Joaquim BJbeiro Dantas.
Nao est muito liquido, quaes sejam desles os
que lenharn maior probabilidade de
palma, embora pela boca pequea
n.hiu?% ietla" arreraalaco da illuminacao
publica das edades de Olinda e Goianna. '
aonten a thesouraria provinci.I manduu
iSUS .B0tii4*z' T>e notamos existir no
co redor da rtcada, que lhe serve de
Ulo ja lem sido
ii.
e cntre-
ieverao zelar na limpeza
que lhe serve de entrada,
por ella feito repelidas vezes.
pois que aijuelle eslado quati que clstico a
pela razao mu simples de ser elle lilho
lido por r.quelles que d
dessa parle do edificio.
Bon pensado,parece que excusavela guarda,
que all existe, mormenie boje, qoe, nao havc-1
cf e 7\ l,.'Pn!U'm. rS, na de ser roubadO 0
col e cuja phlhysica conlieciJa.
doTne,rrp-r,ilr!a dea",e-hontem, foi o professor
de instrncrao elementar da freguozia !le S. Pr.
ir C8lv!S- padre Mig,,p| Vioira de narros
Marreca considerado habilitado para a pereepeo
para ensinar
casa le rea arrendada por........'
dem 17.U mesmo, casa terrea
arrendada por................
dem 190 mesmo, casa terrea ar-
rendada por....................
dem -21. O mesmo, casa terrea
arrendada por.................
dem .3. O mesmo, casa terrea
arrendada por..............
dem 5. o
arrendada por......
dem 27 0 mesmo,
arrendada por........
dem 29. O mesmo, casa ierres
arrendada por................
dem 31. O mesmo, casa terre
arrendada por................
dem 33. o mesmo, casa Ierres
arrendada por..................
dem 35 O mesmo, casa terre
airendada por..............
Idem_37._o mesmo, casa terrea ar-
rendada por...............
dem 39. 0 mesmo, casa terrea
arrendada jior................
N 11 rr '.-"^oda H'bir.'"
,- 7" 'lerdeircs de Caetano do
tarvalho Raposo, casa terrea ar-
rendada por.................
dem 13.Os mesmos, casa ierrea
arrendada por...........
dem 15 -Francisco Jos Raposo!
sobrado de 1 andar e loja, arren-
dado ludo por...............
v a << ,"ua do Gasmetro.
n. Gompanhia do gaz, casa que
serve de fabrica, avaliada em
dem 5. Loit Manoel Rodrigues
Valenca, casa terrea arrendada
por ......................
dem 7 0 mesmo, casa terrea ar-
rendida por...............
dem 130 mesmo, casa terre
arrendada por..................
dem 15.O mesmo, casa terrea
arrendada por................
dem 17. O mesmo, casa ti'rca
arrendada por..................
dem 19. O mesmo, casa terrea
em obras ................
dem 210 mesmo, casa terrea
arrendada por..............
A fesla de Sania Cecilia na igreja do
Livraraenlo.
fj?i W"' tPrra cUs*c" em bom goslo para as
festividades religiosas, bem poucas ten lido uo
e potsam exaciamenie equiparar que tevp lu-
t i"'".2" d corrc,llc. na 'reja de Nossa Se-
> em honra c louvor Vir-
os srtislaa
ades reli-
i i
dissimas som
para as quaes lenha afluido i de-
: retel da popularao, para as quaes lenha sido le-
96000 ''','''" q"e Slrva mclhor Pr,ra torna-las sp-
* | par-alosas e recommendaveis
ni is, lem obdo urna
compl< ta como a de
44f08O 2oato e-i0---.-0- o:'s
' MMis lunas eaceiadas das q
Por ouiro laio a imraensa afflaencia de pessoas
do d.fferentes estados e ealhegoris, que, no
obstante a inconveniencia da dia, flzeram con
quo nctsse lateralmente cheia a mencionada
igreja ; aqu urna robusta, barmoniosa. aius'-
da orchestra (,-omo nunca oovlnos>dirigida pelo
hbil e providente regencia do disUnclO mestre o
bf. Snolis ; parlilhada pelos nossos arlistas e por
.. guris da companhia Ijrtea italiana, sobreviodo
entre estes os Srs. Msrchelli, Barlolocci e R.ghi.
que, embora eslrangeiros e
108J000
O'SOOO
bem poneos, diz >-
tau feliz c lao
que nos aecupanos ; por-
----- jbservava-S"
Mocosa que eslava staviada a igreja, urna das
1685000
U IgOOO
723000
72-3000
72*000
72J000
72;000
72J000!
I
168S000;
72;000
72;000 |
721000
72J000
192$000
2OSO00
|d>ricaUodSrrTrZ,1r0 da referida !*"
Suis' Marma"Sp1'. o qual, animado do
idcnli.ot sentimentos, nao leve a menor demora
lffdeI"lh' Alli-nolava-se ainda os
bem e aburados discursos dos Rvms. padre Leo-
'.r'r= r"",. F''- J',a1,,ini d0 E-Pirilo-Sau.o,
oradores sagrados reconheci Jmente dlstinctos o
notareis por seus tlenlos e illustraC6es ; acola
- descortinava-se um potico e artislieo quadro :
Z niVi0 'V'"" d" 'Cl! annos d0 iJade, filha
do Illm. Sr. Joaqun Jo;c Carvalho de S.queira
Varejao.que executna ao piano pecas diicili-
mas, e que acompanhava roriaS6ea 'irabalhotas
di as pela rabera m a vi osa do Sr. P,,lro Justino e
P.lo mclidioso irombone Jo Sr. Felippc Barccl-
i?l .r 1q"a en esw (i"a,,ro Como Pa'a
elle se dirigani todos os olhares, tolas as atten-
STLi? P"Jia. dPxar d0 ser B8sim. 1"a"do j
te sabia da grande liabilidade c maestra daauel-
Ies que o compunham. *
800$000
5:O00?00
lOjJOOO
ttotooo
1203000
SG;000
96J000
A irmandade de Sania Cecilia "erecta "'gri
do I.ivramento. e particularmente
mesa regedura deve com justa razio osUr pos-
siiida de um nobre e be~
maneira
Gommunicados.
The-
que ainda est
Pinag,
c padre
ganhar a
se rosno, que
sao os Drs. Amaro e Moreira Brandao ; uma'cu-
sa sei eu, e desta opiniao ninguem me arranca
vem a ser que, sendo somente'duas as cadeirs'
seis destes meus senhores bao de Dcar a o nur
nao terem assenlo.
Tem chegado aesles dou9 ltimos vapore
urna chusma de despachos de importacao e ex-
SS V'n|,regad0S' que tem Irzido ludo
em urna roda viva.
A alfandega feliz foi a desta cidade, noraue
6 ella den dous inspectores, vem ser o es-
envao Ignacio Jos Caetano da Silva para o
iiauhy, e Ia escripturario Joaquim Candido Pes-
soa de Seixas para Sergipe D'EI-Rei. Com esla
nomeacao ganhou muito o provincia de Senrine
por que vae ter por chefe de sua alfandega ni
homem muito sisudo e honesto, de maneiras de-
licadas, de experimentada probidade, inlellieenle
na sua profissao. e sobre ludo isto honrado a'ul-
tima prova. Foi urna bella acquisicaa para a-
que.la reparlico, assim como urna perda muito
sens.vel para esla. Ouco dizer, que no prximo
vapor segu para seu deslino. >"*iuao
Contina a crise financeira provincial-
est exhausto ; o as entradas, alm de"
mu cuslosas, de muito pouco valor.
Os devedores ou mesmo, por que cejaro
m.ssos, ou por que a secca grande, assim como
espantosa a falta da moeda. nao concorrem con
das vantagens consagradas no artigo s
JoJ, sendo igualmente julgadoapto p.
a materia do 2o grao.
Recebemos as seguidles noticias :
e Sf "a r-Ua Al,S,,sla. ur"a mo;a de doze-
seis annos, pagaa ; a qual est grvida e no ulti-
mo mez, sendo portadlo de suppor que o seu fi-
Ino nao ser baptizado tarabem:
Existe gualmenlo na ra de Santa
reza um menino do oito annos
por baptizar.
A laes fados nao ha romenlo
Nos dias 27 c 28 fizeram actos 23 esludantes
que obtiveram a votacao seguinte :
cimni ro anB-1 approvado plenamente. 2
simpliciierel reprovado. ^
Segundo anno4 ap^rovados plenamente
lerceiro anuo1 approvado nlenamenl, e2
simplesmente.
simaiciV11"0-7 appr0Tacl03 Plenamente,
Quinto anno4 approvado plenamente.
MATADOUno PUBLICO !
Malarara-se no dia 28 do correnle
sumo desla cidade 101 rezos.
MonjALIDADE DO DIA 28 DO CRREME :
Candida Irannelina Lopes do Amaral, branca,
soileira, 36 annos ; inflaramarSo chronica.
virgilins, branca, 5 annos ; convulsoes
Joao, pardo, 7 dias ; esjasrao.
para o con-
Per-
a sua actual
ove com justa
'em entendido orgulho pela
pomposa, solemne e brilhanie, por uno
uTefu ram eSUj?r S'-'a ,,adrocira e esperamos
que ella nos desculpara o ollendcrmos a sua n i-
ural modestia com eslas Imhas, nascidas expon-
neameau do enlhosiasno que exporimei.lamos
so assisiirmos tal fostividade.
Quem qoer que nos lenha omido o que lenha
roben, ?ssl3llJo a f,5llvi,Ja.Je de los *;*
l'amo, nao poder dizer que fallamos verdade
e que somos exagerado ou parcial ; o nao leos
mn.^i0 o1 '1"an'io ao pertoncernos ir-
mandade de Santa Cecilia, visto nao prolessar-
mos a arte da msica.
Podcriamos por aqui o poni final desle a-li<>o
W nao nos lembrasseraos agora de escrerer duas
palavras a respeito dessa pequea iracceo de ar-
Uslas msicos, que, dirigida por dous*religii,sjS
camiolilas. preten le inaugurar urna nova irman-
u a de de Santa Cecilia no convento do Carino desla
cidade com o lira, segundo nos informan, de
Ka. a idea da divisao dos nsi-
ter oulra sede
mam queremos
ir dos dous arlistas de quem ludo parlio o
---- _. u ......0-.. rt iui-d UU O'.VIJ
cosnao poda ser mais infeliz, nem
senao os espiritos, que a produzrai
Muilo medo ten a redaccao do Litera/
namitcano da carabina do Zuavo !
Lm simples liroteio lano a encommoda, quan- quf vie."m l'lanlar o pomo d.\ d.-c irda ntreos
lo- mais se o Zuavo armar a bavoneta na bocea ros lr"iaos d"arle- segundo confessam os pro-
d arma, e avanc.ar a marche, marche I i (TI0S raus'cos men'.s exagerados. O que p,j-
Quera arrota lana coragem, e se proclama pe- I r?ra' de aJPlrar que cedas pessoas, que deviam
rilo no jogo de lodas as armas, nao teme umpo- ale aconselhar e Irabalhar com lodas as forcas
bre soldado das plagas africanas Para ue s resUbelecesse a amizade e concordia
O uavo, acoslumado aos combales naquella fn os dossa c|asse, sejam justamente quem
ierra sclva^m. nao v.Ji c sosias an ;,/* ^. I ,a?a v"gorar e tomar alent
ivag.'m, nao volla as cosas aos bolocudos
da America.
De balde o redacto; em chefe do liberal re-
yj'tl'aClLCa d.eev.ita.r combate, acocorando-
Iguma quer
annos.
o cofre
raras e
Naris parda, 13 mezes; angina crupal.
Joaquina Anlonio Vieira, preto, casado,80
apoplexia cerebral.
Joanna Francisca, parda, viuva, 89 annos : in-
fla mmacao.
Joanna Maria da Conceicao, parda, casada, 30 an-
nos ; tubrculo pulmonar
&Jl?ab F-errt'ira. Preto, riovo, 48 annos;
apoplexia funnnanle.
--------- .uv~_., uuu tuucorrem com
um s v.nlem para acodir esla deplorareI si-
luacao. Se entrassem para a eaixa os quarenla
e lanos conloa da divida acliva, talvez a thesou-
e
raria
(1) S. Joo III, 8.
provincial saldasse o seu passivo, e ainda
lhe iicusso alguma soora para applicar outras
urgencias, que nao fossem tmente dos erapre-
Faz lastima ver as lagrimas, e ouvir o pranlo
desta classe, que nao lem outro pao para levar
a sua bocea, de suas mulheres o do seus filhot
senao o que lhe foroece o respectivo cofre cal-
lados ; nem ao meos aqui ha para elles o trate
CHRONICAJltUBU.
JURY 00 RECIFc.
5a SESSAO.
n ., D'A 28 DE NOVEMBRO DE 1869.
Presidencia do Sr. Dr. juiz de direito da ptimei-
rajnra criminal Bernardo Hachado da Colla
Gusmano0'LOobPoUbl,C0' fc F" LW '
OlS.50' Sf' AnlD Jaqui,n Pereira d^
,/'8 J hr-Mdo manhaa, o escrivao procede
chamada o venca ettarem presentes 37 juzes de
*ntL abera a.8sao, sao multados em
OjOOO lodos os Srs. juizes que, sendo notifica-
dos na forma da le, lem deixado n^ cooar*
ceraoslrabalhosdodia. compre-
se airaz do Sr. r. Ambrosio.
Nada temos que vOr coro aquello senhor. Delle
nao recebemos ordens de nalureza al?
para comecar, qur para cessar o fogo.
loriadlo perde o seu lempo, o expc-se
maior pongo o redactor era chefe do Liberal
quindo procura fazer acreditar que o Zueco o
r. i. Ambrosio, na persuazao de que aquello
senhor inlervir para que suspendamos o fogo.
O redactor cm chefe do Liberal Pernam'mcano
engaase, quando pensa que j lao grande
vulto en poltica, para obrigar um delegado do
coaT! In,lH'rador descer discutir
A ameaca, que hoje faz o Liberal, de que o Sr
Dr. Ambrosiu. responder pelos nossos escripios"
STlu!: q"* qU8 deSeJa uma inlervenco"
da presidencia, para que o Diario de Pernam-
buco nao franqueo mais as suas columnas aos es-
cnplos do Zuavo.
Nao lomemos isto, porque sabemos que o Sr
Ur Ambrosio dispensa lano despreso ao que
SS dlz,\L}beral' 1"e nao descera a represen-
lar o-papel de medianeiro para comnosco. ou pa"a
afim do PrPr,?l3r,o co Diario de Pernambuco,
atina de que nao continuemos arrancar a mas-
cara ao revotuccionario encapotado.
Saia portanto o redactor em chefe para o cam-
po evenha medirs armas com Zuavo
Nada de apadnnhar-se. Defenda-se em regra
deixpT.v5,063 q.Ue "he ,aZem8' e Pr uma ez
deixe o syslema de esconder o corpo na lama, ou
ue agarrar-se s pernas dos presidentes, para evi-
lar a arma do adversario.
Estamos em nosso posto : nao recuaremos no
combate encelado.
Dissemos, o que o Liberal prega ideas anarchi-
cas, eque al tenia contra a monarchia ; pro-
mellemos provar semelhaule assercao. e fa-lo-
hemos.
No Liberal Pernambucano
seguinto trecho, que bem prova
conlroria
essa rivalidade lao
aos interesses da classe dos musicoa
aos bons cusluraes, e rcliglo. '
Estamos convencido de que a anliga irmandade
nada perde coi a divido, pois composia do
muito maior numero de membros e muito mais
habilitados, tendo alm disto um montepo para
soccorrimenlo dos irmaos necessilados; mas por
isso mesmo, e para que os que compoem a frac-
cao nao liquen sem ler csse gozo, que deviam
a nesso ver [salvo melhor pensar), encorporar-se
a amiga irmandade, e formarem um lodo solido
e robusto, muilo principalmente sendo a classa
dos msicos ainda bastante limitada para ooder
contar duas irmandade*, arabas em bom p.
Se a pequea fraccio dissidente abracar o no-
ZESE'd SG i,,'["rfsse vi! o o capricho mal
entendido dos que ella tem por seus cheles a isto
se nao oppozer desde j anteciparaos nossos em-
bonas pelo seu futuro feliz, e louvamos o proce-
der daquelles que, tendo fomentado a intriga e a
rivalidade entre irmaos, devendo ao contrario
desarma-las e aconselhar a exlinccao dellas, ca-
h;rao depois em si e comecarao a irilhar
dadeiro caminho que Ihes iracado.
Recife, 26 de novembro de 1860.
*
o ver-
A reprovafo do joven Madeira.
A?Jr Dr,- ?m 'ade,ra. q^ pareca estar
desde muilo cala de um pretexto para fazer
uma fallada grossa, suppoz acha-lo na reprova-
gao do seu pequeo Thom, no exame de rheto-
rica que ltimamente fez na facoldade de direilo
desla cidade, mas nao foi feliz na approve.lacao
do ensejo, porque longe de fazer effeito com a
viJra'ao de uerra aos Re0 Horros Ca-
latcantis, ainesquinhou-se demasiado conver-
lenao um negocio pessoal em questo de par-
E verdade que no Sr. Dr. Thom ludo licito
e nada reparavel, se nao quando o bom senso
reflexao e a verdade por acaso o subjuga.
i.ula de ..%,!."' Carnee ^uoTj&Y* W"-- S SrS"
liberal.
Ei-lo :
A semana presenciou as recordages do po-
io aonirerssrio do dia 22 de novembro em que
Imperador chegou a esta provincia.
e assislenle o Sr.
que por haver chegado
"So quiz to-
quen" exam'inadores~7o7'DteVrmenirdesfavo3
rarel ao menino Thom;- porque concordaran
Dr. Serfico do Liberal, ,
depois de estar o exame comecado ns
mar o seu lugar de examinador. 0 r
V


DIARIO DE PERHAMBOCO. QUINTA FEIRA 20 DE NOVEMBRO DE 1860.
m
ambos era que erara ruins asprovas tanto oraei,
como escripias, sendo para notar que o parecer
firmado pelo Sr. Dr. Herculano Bandeira, foi es-
cripto pelo Sr Dr. Serfico, para cora o qual, co-
mo lente de rhetorica do collegio das artes, e
examinador elTectiro, tere o Sr. Dr. Bandeira a
delicadeza de subscrever seu juizo.
Daqui se v que o Thomizinho (oi justamente
reprobado. Nao obstante, porrn, se o Sr. Dr.
Thom entende que deve tirar desforra da repro-
vagao do seu filho, que se entenda cora o Sr. Dr.
Serfico, seu recente alijado, que lhe franquea as
co'nmnas do Liberal para doudejar sobre fados
do qual nao s o raesrao Sr. Serfico tem pleno
conheeimenlo, como at delle quinhoeiro.
O publico agora que qualiftque o procedimento
do Sr. Dr Thom, quo disto nos absteraos nos,
pois que estaraos cellos de que os escriptos e as
pa'avrasdesse senhor nao dao nem tirara o valor
a pessoa alguma.
7.
24 de novembro de 1860.
Atiesto que vlzitando o collegio particular do
suplicante aehei-o bem dirigido. Reconheci no
director aptido, e nos alumnos aproveitamooto.
Directora geral, 12 de maitjo de 1851-Miguel
do Sacramento Lopes Gama, director geral in-
terino da nstrugio publ'ca.
Illms. Srs. redactores.Dignam-so publicar
estes documentos para salisfago ao Exm. Dr.
Caslilbo. e confuso dos ioimigos 4o seu insigne
methodo.
Francisco de Freitas Gamboa.
Publicaces a pedido.
<) morador da cidade da victoria, que ha das
apicsentou em diversos jornaes desta provincia
um plano de loteras pedindo ser adoptado pelo
actjal Sr. ihesoureiro das mesmas, e approvado
pelo Exra. Sr. presidente; de novo recorre a
este bqm conceiluado jornal insislindo pelo ap-
provagao do mesmo: ou dos tres, que abaixo
e-ITerece, a fim de que a beneficio publico seja
benvolamente acolhida a sua lembranga palo
mes no respectivo Sr. thesouroiro, visto que o
plano quo acaba de ser poslo em exocuco pare-
ce nao offerecer vanlagetn alguraa, pelo que pas3a
a mastear.
A lotera pelo plano ltimamente adoptado est
muilo pequea, e nao exislem premios equiva-
lentes do valor dos bilheles; e domis que con-
veniencia lira aquelle que sacrificando cinco mil
res, vem ao depois a receber a deminula quin-
til de mil res? De cerlo que nenhuma, e me-
lhor seria conservarem-se como d'anles, os bi-
lheles inleirameute brancos.
Por estas e outras razes, Sr. Iheoureiro, sao
as nossas lolorias provinciaes destituidas da in-
fluencia devida, ao passo que as da corle siio
protegidas, e abracadas entre nos com grandissi-
m) prejuizo dos beneficios que devenios prodi-
galisar com a nossa Ierra natal.
Aprescntanio pois os dous soguintes planos,
espero que o mui digno Sr. thesouroiro das lo-
teras desta nossa provincia, nao os disprese,
como j fez com o primeiro, pois as vistas do
abaixo assignado, nao sao outras raais do que
concorrer para o bem commum, o elevar as nos-
sis loteras ao maior grao de perfeigao, para
maior influencia das apaixonadas victimas, de
que elle faz pane constantemente.
PLANO.
6000 bilheles a IOS.................. 60.000:
Sello e beneficio..................... 10.0005
50:0008
lPremiode................. 8:0003
1dito de................. 2:0009
2Jilos de 1:0UQ>.......... 2:0008
1dito de.................. 5003
3titos de 200----....... 600
4ditos do 1003............ 4003
4ditos de 50S.............. 200J
6i tos de 403.............. 209
28ditos de 2C3.............. 560^
195dilo3 de 10J>.............. 19.5003
4000ditos de 43............... 16:C0>
6000
5000 Bilheles a 10J.
Sello e beneficio...
50:0003
40.0003
7:0003
33:000
1Premio de................ 7:000g
1dito de................... 2,0003
1dito de................... 1:0003
1Jilo de.................. 5003
2-Jilos de -2003............. 4003
4-dilos de 10(3............ 4003
8Jilos de 500............ 40<>3
90ditos de 20............... 4003
1263Jilos Je 83............... 10;l0i3
2699ditos de 43.............. 10:7063
iOO
6300 Bilheles a 10g.
Sello e beneficio.....
33:0003
60:0003
10:0003
50.000
OUlfEiO.
Alfandega.
Rendimento do dia 1 a 27. .
dem do dia 28......
301.3(0*112
14:6113676
318:9513783
Movimento da alfaniloKa.
Voluntes entrados com fazendas.. 24
com gneros.. 25
Volnraes sabidos com fazendas.. 43
com gneros.. 577
49
------620
Descarregam hoje 29 de novembro.
Brigue inglezPhantonbacalho.
Galera francezaAd elemercad orias.
Barca ameriesna Imperadoro resto.
Brigue hespanhol Vigilante vinho e fruclas
Vapor brasileiroIguarassmercadorias.
Bccebedoria de rendas interna-?
geraes de Pernambueo.
HendimeDto do dia 1 a 27. 23:1523195
dem do dia 28....... 423122
23:5943317
Consulado provincial
Rudimento do dia 1 a 27. 17:465639
dem do dia 28.......1:0113077
18:4763716
Movimento do porto.
Q.
B
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Cis'.erna hydro-
melrica.
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CO V.
s =
2
9
Manoel Miria Rodrigues do Nascimento, escri-
vao o subscrevi.
Antelmo Francisco Perelti.
O Dr. Anselmo Francisco rerelti, commendador
da imperial ordem da Rosa, da de Christo, e
juiz de direito especial do commercio desta ci-
dade do Recife e seu termo capital da provin-
cia de Pernambueo, por S. M. imperial e cons-
titucional o Sr. D. Pedro If, que Deus guar-
de etc.
Fago saber pelo presente quo no da 12 o% de-
zembro do corrento anno se ha de arrematar em
praga publica deste juizo, n quem ruis der, na
sala das audiencias os bens seguintes ;
Urna carrosa em bom estado-sern arrcios, ava-
lada em 80.
Um cabriole! avaliado em 60}.
Tresquartos em muito mo estado, tendo um
delles uragerimuo na sarneia o um grande en-
chago as maos, avalladas em 30} (lodos tres),
os quaes bens vio praga por execugo de An-
tonio de Alrneida Gomes como liquidalario da
extincta firma de Almeida Gomes 4 C. contra
Antonio Pinto Soares, e scro arremtalos na
faltado licitantes pelo prego da adjudicaco com
o ibalimento da lei.
E para que chegue ao coahecimento de tolos,
raandei passar edilaes, que serao publicados pela
imprensa e affixados nos lugares do costume.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Per-
nambueo aos 26 de novembro de 1860, 39." da
independencia e do imperio do Brasil. Eu Ma-
noel de Carvalho Paos de Andrade, escrivao do
juizo especial do commercio o fiz escrever.
Anselmo Francisco Perelti.
Declarares.

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~4 -i ^a -I -a 0)
en 4ha *> en j-4 1 Francs. 1 = 0 m
O "rs O O O co 0 0 CO 0 "0 inglez. 99
H> -- 00 00 fcS
A uoite clara, vento NEIi regular o assim ima-
nheceu.
OSCILLACO DA M*RK.
Preamar as 4 h. 30' Ja tarde, altura 7,5 p.
Baixamar as 10 h. 18' da manha, altura 0,5 p.
Observatorio do arsenal de marmita, 28 de no-
vembro de 1860.
ROMANO STEPPLS.
Io lente.
Edilaes.
1Premio de.............. 8:000
1 dilo de.................. 3:0003
2ditos de 1:000.......... 2 0003
2ditos de 5003............. 1:0003
6Jiiusde 200............. l:20i
12ditos de 1003............. 1-2003
16ditos de50g.............. 8003
20ditos de 403............. 800$
40ditos Je 203.............. 800$
1900Jilos de 83............... 15:2001
4000 oitos de 4}................ 16 000
tooo
50.0003
Siio estes os planos que offereco a considera-
cao Jo lllm. Sr. theseureiro Jas loteras; feito
por um amanto e constante, das raesraas, mo-
raJor na cidade da
Victoria.
0 Illra. Sr. inspector da tliesouraria provincial,
em cumprimcnlo da resoluco da junta da fa-
zenia, manda fazer publico, que a arremalacao
do cosleio Ja illuminacao publica da cidade do
Goyanna vai novaraente a praca no dia 29 do
corrente.
E para constarse mandou affixar o prczenle a
publicar pelo Diario.
Secretaria -da thezouraria provincial de Per-
nambueo, 26 de novembro de 1860.O secreta-
rio, A. F. da Annunciaco.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo; e
juiz de direito especial do commercio desta
cidade do Recife de Pernambueo o seu termo,
por Sua Magestadc Imperial, quo Dos guar-
de, etc.
Faco saber aos que o presente cdital virem,
que Tasso Irmaos e Candido Jos da Silva Gui-
maraes. me dirigiram a petco do theor se-
guinte :
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz do commercio.Di-
zem Tasso Irmaos e Candido Jos da Silv Gui-
maracs, que querem fazer citar Jos Ferreira
da Silva Quinto, para na primeira audiencia des-
te juizo fallar aos termos de urna arco ordina-
ria, em a qual lhe peJem a quanlia de 4:591730
ris, saldo dasconlas que liveram com a exlinc-
ta firma de Costa Silva, da qual faia parte o
supplicado, e Firmino Moreir.i da Cosa, por fal-
lecimenlo do qual ficou o mesmo supplicado com
o estibelecimenlo, como ludo melhor expende-
rn em seus arlgos ; ficando logo citado para
--------- todos os termos da causa al final senlenca, sob
lllm. Sr. padre meslre Joaquim Raphacl da pena de revelia : e por qoe o supplicado se ache
Silva. llavendo-me dilo urna pessoa chegada da ausente em lugar nao sabido, requerem V.
Europa, que tratando-se em Franca, era urna reu- Exc. so digne admitli-los a justificar a ausencia,
nio, sobre o methodo porluguezde leilura, ou- e sendo quanto baste o julgue por senlenca,
ve quem asseverase que dous meninos da minha mandando passar carta edilal por triula dias,
escola linham s,do reprovaJos no Gymnasio Je afim de ser por ella citado o supplicado, no-
que V. Rvm. digno regedor, espero que digne- meando-so-lhe curador na forma da lei.
se fazer-me a graca dizer-me nesta, o nomo e Pede a V. Exc. defirimenlo.E R. M.Ad-
filacao d'esses meninos, permilindo-me V. S. vogado, Joaquim Dourado.
fazer de sua resposta o uso que me convier a E mais se nao continh 1 em dita pclic.ao, na
bem da reputaco desle estabeleciraento. qual dei o seguinte despacho :
Sou de V. S. respeitosissimo'servo.Francisco I).Justifiquen!.Recite, 29 de oulubro de
de Freitas Gamboa. 1860.A. F. Perelti.
Illm. Sr. Francisco do Freitas Gamboa.Nao E mais se nao conlinha em dilo despacho aqui
cut'irao indagar Je que escolas vera os meninos lrarscripo, em vrtude do qual fura a raesma
que sao matriculados nestcGyranasio, porrn sci pelico distribuida ao cscrivo desle juizo Manoel
que aqui entraran] viudos de sua escola, Miranda, Maria Rodrigues do Nascimento, e tendo os sup-
Alfredo e Loyola, os quaes lodos foram approva- piteantes produzido suas provas, que justifica-
dos; s o anno passado Manoel,e Felippe Mena fo- ram a aosencia do supplicado, e subindo os au-
ram reprovados, es quaes disse-me o av, tiuliam tus minha concluso, uelles dei a seutenc.a do
aprendido na sua escola.Pode V.S. fazer desta theor seguinte:
minha resposta o uso que lhe aprouver. A' vista da certido de fls. II julgo provada a
Sou etc.O paire Joaquim Raphacl. ausencia do justificado em lugar nao sabido, e
lllm. Sr. Dr. Felippe Mena.A'vista da res- mando que seja citado por edilos, passando-se a
posla do Rvm. regedor do Gymnasio, espero que respectiva carta com o prazo de trila dias : fiu-
V. S. me explique os motivos da reprovacao dos do o qual, e sendo o ausente havido por citado,
scus dous apreciaveismeninos, naquellc eslabele- se lhe Hornear curador, para com este correr a
cimento; permiliulo-me V.S. fazer da sua respos- causa os seus devidos termos : pagas pelos jus-
ta o uso que me for conveniente a bemdocredi- tficantes as costas.
to desta escola. Recife, 20 do novembro do 1860.Anselmo
.sou Jo V. S. respeitos c obrigadissimo servo, Francisco Perelti.
Francisco de Freitas Gamboa. D mais se nao contioha em dita senlenca aqui
Illm. Sr. Francisco do Freitas Gamboa.Os mo- transcripta, era virtudo da qual o respectivo es-
Tvos da reprovacao dos meus dous nelos, Ma- crivo fez passar o presento edilal, polo theor do
noel e Ftl'ppp, sito os mais simples possiveis. qual chamo, cito e hei por citado ao dito suppl-
teodo sabido Ja sua escola, o demorados por al- caJo, para que dentro Jos mesmos trinta dias,
guns mezes no sitio, vendo que amser metlidos que se contaro da publicaco do presente, com-
110 Gymnasio, combinaram-sc como crianzas, de pareQa nesle juizo para allegar a sua defeza so-
a nada respouderem conforme, afim da vollarem bre o conleudo da peticao supra transcripta, e
para casa, c conliuuarem na raesma vadiarao ; para que lhe possa chegar ao conhecimonlo ser
nem outro podia ser o motivo, vista do que pre- o presente publicado pela ira prensa e affixado na
senciei, e admirei no exame publico no salo de S. forma do eslylo.
l/.abel, em que ambos elles trabalharam satisfa- Recife, 24 de outubro de 1860.Eu Manoel
tunamente em tolas as materias que lhes foram Maria Rodrigues do Nascimento, escrivao, o
proposlas, tanto do 1." como do 2. grao de ins- subscrevi.
trucro primaria. Anselmo Francisco Perelti.
Pode V. S. fazer desta minha resposta o uso O Dr. Anselmo Francisco Perelti, commendador
lhe for conveniente. da imperial ordam da Rosa o da de Christo e
Sou seu venerador e criado. Felippe Mena juiz de direito especial do commercio desta ci-
Calado da Fonceca. dade do Recife de Pernambueo e seu termo
Julgo estar cabalmenlo jnsticada a repro- Dor S. M. I. etc.
Tseo dos meus dous alumnos, Manoel e Fe- Faco saber aos que o presente edilal virem em
lippe Mena, e justifico com islo a canecida- como no dia 20 de dezembro do correle anno,
de de lodos os prufessores, cujos discpulos se ha de arrematar em praqa publica deste juizo
foram reprovado3 no Gymnasio, porque limitan- na sala dos auditorios a casa terrea sila na ra
do-se altos exames simplesmente s 4 especies de da Roda n. 25, de 2 portas e unta janella. 2 sa-
conlas, 1er e escrever, nao calygraficamrnip, se- las, 4 quarlos, rosinha fura e cacimba do servi-
gue-se, que os meninos que ali forero reprova- co, avahada em 3:000. perlencente a Joaquim
dos c por causa proprio, e nao por culpa dos Flix Machado e vai a praca por execuco que
rnestres. Quando nao roe sentir com vocago pa- lhe move Manoel Jos Leie e caso nao h'ja Ian-
ra o magisterio, abandona-lo-hei; gonhadornun- cadorque cubra o preco da avaliaeao ser a ar-
ca o fuit nem srrei, e o documeDlo junto, se fr rematacao fetta pelo preco da adjudcro com o
lido em Franca l mostrar que tanto no metho-
do velho, como no methodo portuguez, sei cum-
prir os devetes Jo meu emprego.
Atteste, qitcrendo. Palacio do governo de
Pernambueo, 3 de marco de 1852.
o abale da le
E para que chesue ao conhecimento de todos
mandei passar edilaes que sero publicados pela
imprensa e affixados nos lugares do costme.
Cidade do Recite 19 de outubro de 1860.Eu
De ordem do Illm. Sr. Dr. procurador fiscal
da fazenda provincial se faz publico, que as re-
lacoes de decimas o oulros impostos, relativos
ao anno liuanceiro de 1859 a 60, se acham em
juizo : os interessados poderao solicitar as res-
pectivas guias, no pscriplorio da ra do Impera-
dor n. 41, das 9 }{ da raanhaa s 3 da larde,
para o que se lhes d o prazo de 30 dias, conta-
dos de hoje. Recife 28 de novembro de 1860.
O solicitador. Joo Firmino Correia do Araojo.
Arsenal de guerra.
O arsenal de guerra precisa mandjr manufac-
turar as pegas de fardamento seguinles :
Para o lObalalhao de infantacia.
Sobrecasacos de panno verde.....100
Para a msica do mesmo.
Caigas de panno mesclado......27
Para o 9.- batalho de infantaria.
Sobrecasacos de panno verde.....110
Caigas de panno verdo.......89
Para o 4.- batalho de artilhana, 9.- e 10 de
infantaria, companhias do artfices e
cavallaria.
Calcas de brim........ 1,241
Camisas de algodaozinho ; 1^241
Quem pretender arrematar ditas pecas de far-
damento nos lermosdo aviso circular' do minis-
terio da guerra de 17 de margo do corrente anno,
no prazo de 24 dias, aprsenle suas proposlas na
diiectoria do mesmo arsenal em carta fechada
no dia 30 do correnle, pelas 11 horas da manhaa
com declaraeo de fiador idneo. O que se an-
nunciade ordem do Illm. Sr coronel director.
Arsenal de guerra de Pernambueo 27 de no-
vembro de 1860,
Conforme.
Francisco Seraphico de Assis Carvalho.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento '
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes :
Para o 2o batalho de infantaria de linha.
61 pares de palalinas.
1 caslical de lalao.
1 lalha de barro.
1 prato de louga.
4 calderas de ferro para 50 pracas.
16 ps de ferro.
1 colher grande de ferro.
1 garfo de ferro.
1 espumadeira.
4 calderas de ferro para 200 pracas.
1 cairo com pipa.
1 copo de vidro.
Para o presidio de Fernando.
2i paos de jangada de 5 a 7 palmos de roda.
2 pecas de cabo de linho de 3 a 4 pollegadas de
grossura.
1 peca de cabo proprio para odrigas.
Quera quizor vender taes objecos aprsenle
as suas proposlas em carta fechada na secretaria
do conselho, as 10 horas da nianha no dia 3 de
dezembro prximo futuro.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento Jo arsenal Je guerra, 26 de no-
vembro de 1860.
Bentn Jos Lamcnha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim l'ereira Lobo,
Coronel vugal secretario interino.
A cmara municipal desta cidade faz publi-
co, que nesta dala propz an Exm. presidente da
provincia a uiilidade da Jesaprepriago do terre-
no e muro, sitos na travessa do Quiabo. na po-
voago dos Afogados, que devem ser desapropria-
das ao lenenle-coronel Minocl Joaquim do Hego e
Albuquerque. por assim o determinar a planta
respectiva.
Paco da cmara municipal do Recife, em sesso
de 26 de novembro de 1860.Gustavo Jos do
Reg, pro-presidente.Manoel Ferreira Acciol,
secretario.
Pela administra;-Vi do correio desta cidade
se faz publico, para os" lins convenientes, que em
virtude do dsposto no artigo 138 do regulamen-
to geral dos correios de 21 de dezembro de 1814,
e artigo 9 do decreto n. 7S5 de 15 de maio de
1851, se proceder a consummo das cartas exis-
tentes nesla adniinislracao, pertencentes ao moz
de novembro de 1859, no dia 3 de dezembro pr-
ximo, s 11 horas da raanhaa. na porta do mesmo
correio. ea respectiva lista jase acha exposta
aos interessados.
Correio de Pernambueo, 28 de novembro de
1860.O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
Capitana po porto de Per-
nambueo.
Pela capitana do porto se faz publico para co-
nhecimento dos interessados, que Oca, desta data
por diante, em effectividado a multa de 1003 a
cada um dos propietarios de navios velhos que
se acham na coroa dos Passarinhos, visto nao os
terem desmanchado dentro do prazo de 30 dias,
marcado no edital de 5 de outubro ultimo, nem
provado perante esta capitana impossbilidade
de faze-lo nesse prazo. Outro sim, faz-se anda
publico, que fica marcado o prazo do 8 dias para
pagamento da mulla, e convencionar-se os muios
de demoligao e remogao dos despojos dos referi-
dos navios, findo o qual ser a multa cobrada ju-
dicialmente, o desmanchamento do navio conta-
do por conla do respectivo proprielario, e publi-
cado o seu nome.
Capitana do porto de Pernambueo 27 de no-
vembro de 1860. secretario,
J. P. B. de Mello Reg.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de compraros objectos
seguintes :
Para a botica do hospital militar.
Acido ce-trico, libras 32 ; avanca. libras 1 ;
agua destilada de l.ist.oa de flor de laranja, libras
16 ; agua destilada franceza de rosa, libras 16 :
carbonato de B-agnezia, libras32 ; caixas france-
zas para pilulas. grozas 4 ; Charnovis ultima
edico de 1860,1 ; confeitos de lactato de ferro.
16 ; extracto fluido de salsa parrilha Bailuy's, vi-
dros, 16 ; espirito de meleca, libras 1 ; extracto
de alface, ongas2 ; escrivaninha de lalao 1 ; ttor
de rosas, libras 4 ; flor de rnica, libras 4 ; gar-
rafas prelas pequeas 100 : herva cedreira, libras
4 ; kussot, onras 8 ; suparo, libras 4 ; man es-
colhido, libras 16 ; mau commum, libras 64 ;
oleode alfazema, ticas 8; oleo de amendoas,
libras 32 ; oleo volate do moslarda, vidros de 4
onras cada um8; pastilhas de ipecacuanha e
morfina, libras 4 ; pastilhas do Vechy.caixas 10"
pomada de cacu, libras 1; pilulas de vlete, vi-
dros 30 ; papel almago paulado, resma 1 ; raiz
decynagloza.ongas 8 ; salsa parrilha de Brislol,
vidros 30, salsa parrilha, arrobas 4 ; sueco de
grozellas, garrafas 25 ; senne, libras 16; sulf-
relo de calcio, libras 1 ; seringas de vidro 12,vi-
dros de 4 oncas 20; vidros de 2 ongas 30 ; vidros
de 1 onca 30 ; xarope de afie, vidros 50 ; xaro-
pe de pona de espargo de Lisboa, garrafas 30.
Quem quizer vender taes objectos aprsente ai
suas propostas em carta fechada, ns secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 3
de dezembro prximo vindouro.
Sala das sessoes dff'conselho adroinitrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 28 de
nerembro de 1860. /rento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim PereiraLobo,
Coronel vogal secretario interino-
Santa casa da misericor-
dia do Recife.
A junta administrativa da irraandade da santa
casa de misericordia do Recife manda fazer pu-
blico que no dia 29 do correnle, pelas 4 horus da
tarde, na sala de suas sessoes, no largo do Parai-
Z0 V' j lrau Pr,Sa as rendas das casas abaixo
declaradas, pertencentes ao patrimonio di mes-
ma santa casa, pelo lempo que decorrerdo diada
arrematago a 30 de junho de 1863.
CIDADE DE OLINBA.
Ra Nova.
Casas terreas ns, 1 o 2.
Ra do oito do Amparo.
Casa terrea n. 4.
Ra de S. Joao.
Casa terrea n. 5.
Itua do Amparo.
Casas terreas ns. 1 e 6.
Ra dos Qualro Cantos.
Casa de sobrado n. 7, e casas terreas ns, 8 e 9.
Rna da ladeira da Misericordia.
Casa terrea n. 10.
Ra do Bonifim.
Casas terreas ns. 11 e 12.
Ra de Malhias Ferreira.
Casas terreas ns. 13,14 e 15.
Ra de S. Rento.
Casas terreas ns. 16,18.19 e 20, e sobrado nu-
mero 17,
Ra doAljube.
Casa terrean. 21.
Arrombado.
Casa (errea n. 2.
BAIRRO DO RECIFE.
Becco do Abrcu.
Casa de sobrado n. 2.
Os pretendemos devem comparecer no lugar,
dia choras aprazados, acompanhados de seus fia-
dores, ou munidos de cartas desles.
Secretaria da santa casa da raiseiicordia do Re-
cife 17 de novembro ce 1860.
Francisco An.onio Cavalcanti Cousseiro.
Escrivao.
Pela mesa do consulado provincial se faz
publico aos proprielaros dos predios urbanos das
freguezias desta cidade o da dos Afogados, que os
dOdasutes para o pagamento bucea do cofre,
do !. semestre do anro liuanceiro da 1860 a 61
do imposto da decima, se principian) a contar Jo
da I.- de dezembro vkidonro. Mesa do consu-
lado provincial do Pernambueo 24 do novembro
de 1860.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem do comprar os objec-
tos seguinles :
Para o batalho n. 43 di guarda nacional do mu-
nicipio de Serinhem.
1 livro mestre.
1 dilo de registro de ordens expedidas.
1 dito de dito de conespondencia ofcial.
1 dilo de dito de mapja?.
1 dito de dito de arowmenlo e mais objectos
de propriedade da nago.
1 dito de Jilo Je recibos.
Para conselho de adminstralo.
1 dito de termos de suas deliberanoes.
1 dito de receila o despezas.
6 caetas.
Para o hospital mlilar da guarngo de Per-
nambueo.
Extracto composto de salsa parrilha do Dr.
Townend, caixas 3.
Quem quizer vender lies objecos aprsenle as
suas proposlas em carta feichada na secretaria
do conselho, as 10 horas do dia 30 do corrente
mez.
Sala das sessoes do conselho a'dminislralivo
para fornecimento do arsenal de guerra, 23 de
novembro de 1860.
Denlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
11 Coronel vugal secretario interina-
& visos martimos.
Recebe carga para a Granja e Ccari nos dias
29, 30 e Io de dezembro, para o Aracsly no di*
3, Maco no dia 4, Rio Grande do Norte e Pa-
rahiba nos dias 5 e 6 al ao meio dia.
O expediente na gerencia ser al s 3 horas e
depois de fechado nada mais se admillir : es-
criptorio no Forte do Haltos n. 1.
COMPAMIA PERMMBICASA
DE
Navegaco costeira a vapor.
O vapor Persinunga, segu viagem para os
portos do sul no dia 5 de dezembro as 6 horas
da tarde.
Recebe carga para Macei e portos intermedios
at o dia 4 ao meio dia.
0expediente na gerencia ser ateas 3 horas e
deoois de fechado nada mais se adraitiir : es-
criptorio no Forte do Mallos n. 1.
Para o Rio Grande do Norte
sahe por estes dias a barcaga Nova Esperanga,
recebo carga a frete commiido : a tratar na ra
da Madre de Dos n. 2.
Cear
O hiale nacional Exhalago, segu para o
Cear no dia 6 de dezembro, etem parte de sua
carga prompta : para o resto e passagelros traa-
se com Francisco Alfredo da Silva Caslro, ou com
o mestre no trapiche do algodo.
Para o Rio Grande do Sul
segu com brevidade a barca Malhille pnr (er
a maior parle da carga prompta ; para o restante
rata -se com Manoel Alves Guerra, no seu escrio-
onodarua lo Trapiche n. 14.
PARA O ARACATY E ASSIT
sae o hiato Sergipano: para carga, trata-se com
Martius & Irmao.
Porto por Lisboa.
Vai sahir para o Porlo com escala por Lisboa
at o dia 25 do corrente mez o brigue portuguez
PromptidaoII. forrado e encaviihado de cubre
de PRIMEIRA MARCHA E CLAS5E, por j ler
parte do seu carregamenlo; para o resto e passa-
geiros, para os tuaes tem excipientes commodos
trala-se com Elias Jos dos Sanios Andrade &C '
ra da Madre Je Dos n. 32, ou com o capil.to. '
Cear e Acarac.
No dia 30 do correnle, com a carga que liver a
bordo, segu o palhabole Sobralense, capito
l-ranos.o Jos da Silva Ralis ; recebe carga a
frete e passageiros : a tratar com Caetano Cyriaco
da C. M. & Irmao. no lado do Corpo Santo u. 25.
Baha,
A escuna nacional Carlota, segu em poucos
atas para a Bahia, tem parlo de sua carga en-
gajada ; para o reslo trata-se com o seu consig-
natario Francisco L. O. Azevedo, na ra da Ma-
dre de Deus n. 12.
Porto e Lisboa
A bem conhecida barca portugueza Sympa-
Ihia, capito Nogueira dos Santos, vai sabir bre-
vemente para os portos cima indicados ; quem
na mesrna quizer carregar ou ir do passagem,
poder cnlender-se com os consignatarios Bailar
(\Oltveira.rua da Cadeia do burro do Recife nu-
mero n. 12.
Para o Arcaly
sahe al o dia 4 do mez prximo o hiale Nico-
lao I, mostr Trajano Anlunes da Costa : para
carga e passageiros, trata-se com Prente fan-
a & C.
Porto por Lisboa.
A barca portugueza Silencio, capito Fran-
cisco Maitins de Carvalho, pretende sahir cora
toda a brevidade para os portos cima indicados :
quem na raesma quizer carregar ou ir de passa-
gem, dirija-so ao consignatario Manoel Ferreira
da Silva Tarroso, na ra de Apollo n. 28, ou ao
referido capito.
Para o Rio de Janeiro
O veleiro e bem conuecido brigue nacional
Demao, pretende seguir nesles oilo dias, lem
melado de seu carregamenlo a bordo, para o
resto que lhe falta trata-se com os seus consig-
natarios Azevedo & Mendos, 110 seu escrintorio
ruada Cruz n. 1.
Lisboa.
Vai sahir cora muita brevidade a bem conhe-
cida
Barca Gratidao
para carga e passageiros, trata-se com os con-
signatarios Carvalho, Nogueira & C, na ruado
Vigario n. 9, primeiro andar, ou com o capitc
Borges Pestaa.
C0IV1PANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espera-sc dos portos do sul al o dia 30 do
correnle o vapor Tocanttns, commandanle o
primeiro-tcnente Pedro Hypolito Doarte, o quel
depois da demora do costume seguir para os
pullos do norte
Recebera-se desde j passageiros e engaja-sa
a carga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriplorio de Azevedo &
Mendes.
Para a Bahia.
A veleira sumaca nacional Hortencia, pre-
tende seguir com muita brevidade. tem parte de
seu carregamenlo promplo, para o resto que lhe
falla trala-se com os seus consignatirios Azeve-
do & Mendes, no seu escriplorio ruada Cruz n. 1.
COMPAHHIi
DAS
Mcssageries imperiales.
No dia Io de dezembro espera-se dos portos
do sul o vapor francez Navarre, commandanle
Vedel, o qual depois da demora do costume se-
guir para ltordeaux, tocando em :-o Vicente c
Lisboa, para passageiro, cncommendas etc., a
tratar na agencia roa do Trapiche n. 9.
Leudes.
Sexta-feira 30 do corrente.
Cosa Carvalho far leilao em seu armazera na
ra Nova n. 65, por conla do nma pes=oa que se
retira para fora da provincia, dos seguintes es-
cravas : 1 negra de 40 annos de idade, 1 dita bo-
nita figura e I moleque de 10 anuos, os quaes
sero entregues pelo maior proco que for encon-
trado, as 11 horas em ponto.
Quinta-feira 29 do
3l *!-=?
corrente.
Anlunes em seu armazem far leilao de urna
porgo de obras de marcineiria. sera reserva de
prego.
Principiar as 11 horas.
Um calmle!,
Sexa-feira 30 do corrente.
Costa Carvalho far leilao em seu armazem na
ra Nova n. 65, de 1 cabriolet promplo, s 11
horas em ponto.
C3
DE
Urna casa terrea
EM
Motoeolomb.
Quinta-feira 29 do corrente.
Anlunes far leilao om seu armazem na ra
do Imperador n. 73, da casa terrea n. 73, sita
na ra do Motoeolomb freguezia dos Afogados,
a qual lem 2 salas, 2 quarlos, cosinia fura,
quintal murado ele com 21 palmos de frente e
56 de fundo, ese vender sera reserva de prego,
s 11 horas em ponto.
DO
COIPftB PEltfAMBlJCAIU
Xavegacao costeira a vapor
O vapor Jaguaribe, com mandante Loba'.o, se-
gu v8gem para os portos do norte al a Granja
no dia 7 de dezembro as 5 \\l horas da larde
em ponto.
l
LEILAO
DE
VEIS
Quinta-feira 29 do corrente:
Costa Carvalho far leilao em seu armazem na
ra Nova n. 65, por cuta de urna familia que se
retira para fora da provincia do lodos os prepa-
res para urna casa, os quaes scro entregues sem
reserva do prego.
Tambem
vender varias obras de direito. as 11 horas em
ponto e urna escrava bonila figura, sem limite.
Sexta-feira 30 do corrente.
DE
4 excellenles vaccas luri-
nas com crias.
Costa Carvalho far leilao em seu armazem no
da cima designado do 4 vaccas lurinas novas e
bonitas com crias as quaes sero entregues sem
reserva de prego, a voulade dos compradores, s
11 horas da manha.
Avisos diversos.
Sobrado de um andar
Na ra do Fogo.
Quinta-feira 29 do corrente,
Antunes far leilao em seu armazem na ra do
Imperador n. 73, do sobrado de um andar e so-
to sito na ra do Fogo n. 85, que lem chaos
proprios, i salas, 3 quarlos, um soto com cosi-
nha, quintal, cacimba etc., tendo a loja cosinha
fora.
Principiar as lt horas era poni.
Ao commercio.
O Curadur iscal da fallencia de E.
II. \\ yatt, avisa pelo presente a todo
Srs. ctedotesque o Exm. Sr. Dr, juiz
de direito especial do commercio, de-
siftnou de novo o dia 5 de dezembro
pelas 10 borat da manliaa, na sala dos
aaditonos para ter lugar a reunio do
mesmos Srs. credores, am de se tratar
da vericacao dos crditos, conceder-se
ou negarse concordata ao fallido ou for-
mar se o contrato de unio,
Os curadores iscat* da fallencia
de Ignacio Nery Ferreira da Silva Lo-
pes, communicam a todos os Srs. credo-
res que o Exm. Sr. Dr. juiz de direito
especial do commercio. marcou o dia 5
de dezembro pelas 10 horas da manliaa
para se reunirem na sala dos auditorios
am de proceder-se a verifcalo dos
crditos, cnceJer-seounegar-s a con-
cordata ou\ formar-te o contrato de
uniao nomeando-se administradores.
OescrWaoda irmandaJe deXossa
Senliora da Cbnceicao da Congrega cao,
paracumprii'^o que determina o art,
*8 do COmproasSO da mesma irraan-
dade, convida aos seus charissimos ir-
maos para reunirem-se no consisto: io
da mesma igreja no dia 2 de dezembio
do corrente anno, as 9 horas da ma-
nhaa, para o lim de em masa geral e!e-
gerem os mesarios que tem de reper a
mesma irmaudade no futuro anno de
I8l.Francisco Jos Leite.
Vende-se ura casal de coeios
vindos de Lsbos, muito bonitos, bem
como um casal de galinhas da Cochin-
china, o mais liado que aqui tem appi-
recido, tudo muito barato: na ra dos
Tanoeii os junto ao n. 5, primeiro andar.
Compra-se urna mulalinha, ou eabrinha de
5 a 8 anuos de ida le, quem a quiser vender di-
rija-sc a ra do Queimado n. 16 que se dir
quem a pretende.
Vende-se um palaquira de rebu;o, era bim
estado na ra do Hospicio n. 78.
Preci va, para lodo o servido de urna casa de pequea
familia, na ra da Uuio n. 40.
Perante o juiz de orphao da cidade de Olin-
daletn de hir a praga dous escravos mogos sen do
um crioulo e outro de Angola os quaes'se acham
na cadeia da mesma cidade por perlencerem a
orphos, as-im como eulros bens que sero apre-
sentados aos preten lentes pelo inventarame
Francisco Luiz Vicies.
Precisa-sc de um cozinheiro para cozinhar,
no pateo do Terco r. 42.
Prerisa-se de una mullir j idosa, livre e
desemharagnda para ficar em companhia de urna
senhora, e fazer algum servigo interno : na rja
do Rangel n. 7.
ATTENCO.
A< ha-se aberta ron fronte a estagao das Cinco
Pontas urna cocheira de carros de lugiiel, o q i
muilo ulil as pessoas que viajara pela va fr-
rea ; o dono desle estibelecimenlo promclte ser-
vir ao publico com tola pronptidie, para o que
esl prevenido de bor.s carros e cavallos.
Vende se urna escrava prela, crioula, bo-
nita figura o moca ; ne becco do Sarapatel n. 12.
Vende-se a taberna n. 35 sila na ra Im-
perial perlencente a Jos Lopes da Silva, os pro-
tendentes podem ir examina-la, e entenderem-se
com Ferreira & Maitina, travessa da Hadre do
Dos n. 10, nicos aulorisados para a venda.
Machinas e outros objec-
tos americanos.
N. O. BIERER & C.SUCCESSOrtF.Stem expos-
to nos armazen*, ra da Cruz, n. 4 e 9, nma in-
llnidade de machinas e outros artigos como sa-
jam :
Machinas do moer caf e railho.
dem de descarogar inilho.
Bombas de todas as dimenses para cacimbas,
navios, etc. etc.
dem para levar aga a maneira das bombas
para incendio.
Machinas de fazer sssucar do um modo muita
simples.
Idem de fazer bola'hinhas.
Balangas de 1000 arrobas para baixo, proprias
para armazensdo assucar, depsitos, tabernas,
ele. ele.
Carros de mao, mais baratos do que em outra
qualqner parte.
Mappas geographicos do mundo e suas partes.
Ferramenlas de loda a quadade.
Cadcir-js americntis, douradas e outras.
Obras de metal principe praleado.
Ferros de engommar, econmicos.
Verniz para carros do ptima quadade.
Rap caco.
Fumo para cigarros e cachimbo.
Instrumentos para agricullura.
N. O. Bieber & C. Successores o Domingo Al-
ves Malheus,administradores da casa do fallecido
Marcolinode BorjaGeraldes, participara aos de-
vederes do mesmo fi.llecidn, que incumbirn) o
Sr. Bernardino de Sena Dias para promover a co-
branga.


(4)
DMBae DE PERHABIKJCQ. QUINTA *EIR1 ^9 DE NQVEMBRO DE 1860.
Atten^o.
Na ra do Amorim n. 40, precisa-se do urna
ama para casa de pouca familia.
Martina & Irmo passou-so para a ra No-
va n. 48, onde ser procwado.
Desappareceu desde o da 23 de setembro
prximo passado um escraro de noroe Luiz, ofi-
cial de chapelleiro, idade de 23 anuos, pouca
rmis ou menos, estatura alta, rosto regular, cor
preta. Desde que largou a fabrica da ra da
Florentina [em fevereiro prximo passado), as-
sisiio como ganh.idor na na da Praia. Suppoe-
se que elle se diz livre. Roga-sc as autoridades
policiaes o capitcs de campo de caplura-lo onde
quer que o encontr o traze-lo & ra da Cruz n.
22, botica franceza, onde ser generosamente re-
compensado.
OITerece-se um moco chegado pouco do
Lisboa para ensinar em qualquer engenho pri-
raeiras leltras e principios de francez, e tambera
so encarrega de loraar conta de caxerariara tratar
na ra larga do Rosario n. 46, luja do louga.
PI IX pontfice e re
PELO SF.NHOR
D. Antonio de Macedo Costa,
Bispo cieito do Para.
Eloquente demonstrado do poder
temporal do Papa.
Vende seno bairro de Santo Antonio
as livrarias dos Srs. Guimaiaee & Oli-
ven ra e Nogiietra de Souza & C. ; e na
b airro do Recife na livraria do Sr. Jos
d e Mello : preco 2$.
Ama.
Precisa-so de urna ama para casa de homem
solteiro, prefere-se de idade: no beco do Padre,
sobrado de varauda encarnado, por cima de um
alfaiate.
Precisa-so alugar um silio no Arraial,
Cruz de Almas Parnamerim ou Belm : quem
o tiver dirija-so a ra Nova n. 6.
Ao commercio.
Jacintho LuizGuerreiro encarrega-se de qual-
quei escripturaco mercantil, no que desenvolvo
aclividade e cotihecimenlos, adqueridos era mais
de 20 anuos de pratica : pode ser procurado na
loja do* Srs. Guimaraes & Lima, ra do Crespo
numero 7.
Visto que a junta administrativa d) Hospi-
tal Porluguez do Beneficencia nao convida os
socios para assistirem a eleicao, que, segundo os
estatutos, deve ter lugir domingo prximo (2 de
dezembro), convidamos os meamos socios a com-
parecerem na casa do Hospital naquelle dia ; o
desde j chamamos a attencao do Illm. Sr. ehcfe
do policia para aquella reunio, visto que j se
tem ameacaioal cora a morlea tlguera que
tem feilo e esl disposlo a fazer anida revelao.es
importantes.
Est para alugar-sc a casa da ra di Espe-
ranza, com 4 quartos, quintal e cacimba, gabi-
nete.independeote. por pre;o de 3j mensaes ;
a tralar na ruado Noguoira n. 21.
Qiie.il precisar do um ptimo cavallo de
sella, queira dirigirse a ra estreila do Rosario
n. 29, que achara com quem tratar.
Altenco.
*
Antonio Jos da Silva Guimaraes, pelo presen-
te previno ao publico e as autoridades policiaes
desta provincia e da provincia da Paraliiba do
Norte, q ma (e que seja capital), alem de seu cunhado
Anloniu Pinto de Azevedo Jnior, o qual, sendo
ssu caixeiro na cidade de Maraanguape daquella
provincia, alli tentou assassina-lo no dia 2 do
correle mez de novembro, como provar em
aquelle mesmo lugar, sen lo tanto necessario ;
c porque dito seu cunhado ache-se nesla cidade,
tenha se querido tornar seu inimigo ligada!, a
ponto de continuar a dizer-lho que lia de levar
a efeito a luelle seu intento, julga convenienle
fazer esta declaracaoao publico e as autoridades
policiaes e criiDinaes do paiz, para, no caso de
solfrer alguma olTensa gravo, saberem procurar o
delinij uento.
Precisa se de um caixeiro para taberna, de
idade de 10 a 12 annos, chegado agora : na ra
Direila n. ;JJ.
Precisa-sc alugar urna escrava que lave e
engomme, paga-sebem bem ; e quem a tiver,
dirija-se a livraria da ra do Imperador n. 73.
Sabbado, l. de dezembro. depois da aa-
diencia do Sr Dr. juiz municipal da segunda va-
ra, tem de ser arrematada a requeriraento do
testameuteiro de Bcnto Fernandes de Passo, a
casa forrea n. 9 sita na travessa da Senzala Nova,
em chaos propnos, avalhda em 700J, para paga-
mento de sello nacional.
Precisase alugar um moleque de 14 a 16
annos, para servir em urna casa estrangeira : a
trlar na ra da Cruz n. 5.
A pessoa que for dono de nm cachorro d'a-
gua, basiante grande, sem cauda, e branco com
mallias prcias, dirija-se a ra Nova de Santa Rila
n. 42, que lhe ser entregue.
O Dr. fsate de Sa' Feteira da'
consultas medicas em seu escrip-
torio, no bairro do Recie, ra
da Crua n. 53, todos os dias,me-
nos nos domingos, desde as 6
horas ateas 10 da manhaa, s-
breos seguintes pontos!

2.
3.
4.
Molestias de olhos ,
Molestias de coraco e de
peto ;
Molestias dos orgos da ge-
rac5o e do anus ;
v Praticara' toda e qualquer
operacao que julgar conve-
niente para o restabelecimen-
to dosseus doentes.
O exame das pessoaf queo con-
sultarem sera' feito indistincta-
menle, e na ordem de suas en-
tradas, fazendo excepco os doen-
tes de ollios, ou aquelles que por
motivo justo obtiverem hora
marcada para este fim.
roiNi
Acham-se yenda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bein conhecidas folhinhas impresss nesta
typographia .
e civil para o
Folhinha de porta ou KALENDARIO eeclesiastico
bispado de Pernambuco........... 160 rs
Dita de algibeira contendo alera do kalendario eeclesiastico e civil,
explicado das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nasciroento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio 5
dilas do sello; ditas do porte das cartas; dilas
dos imposlos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna colleeeao de bellos e divertidos
jogosdeprendas, para entretenimenlo da mocidade. 320 rs.
Esto no prelo o almanak e outra folhinha contendo
todas as oracoes para assistir semana santa, etc. Com-
prando-se em porces se daro por preco mais commodo.
Boi
A quem llie faltar um entenda-se no
Rosarinho com Alexandre Amertco Cal-
das brandao, que dir'onde se a cha.
OITerece-se urna ama de bons coslumes pa-
ra o servico interno de urna casa de familia : na
ra do Hospicio n. 55.
O bacharel Amaro Joaquina Fonseca de
Albuquerque, avisa aos seus amigos e p-
renles que no dia sexta -feira 30 do corren-
te s 8 horas da raanha, se ha de celebrar
a missa do stimo dia, pela alma ae sua
presadissima consorte 1). Carolina de Si-
queira Cavalcanli de Albuquerque, na
igreja do cemilerio publico e desde j lhes
agradece a sua piedosa assistencia.
Coxeira de carros e ca-
briole! de aluguel.
Ra do Imperador n.
O abaixo assignado faz scienle aos seus
e freguezes que de novo acha-se
Sorvete.
De hoje em diantc liaver sorvele ao meio dia
e a notla, em casa de Sodr & C, ua ra estreila
do Rosario n. 11.
l'recisa-se de escravo para copeiro de urna
casa eslrangeira ; a tratar no largo do Corpo San-
to n. 27, armazera de Linden Wild & C.
U abaixo assignado, dono das carrosas e
anima es q>io foram da companhia da via-lerrea,
embregadas na conduccao de assucar para os ar-
mazens, avisa a todos os freguezes, que nao tem
mais gerencia nesle negocio o Sr. Demetrio, por
ter donado de ser caixeiro desde o dia 27 do cor-
rele : piirtanto espera que os mesmos freguezes
coniinuem, porque o abaixo assignado promelte
ter todo cuidado e promplido ; pudendo ser pro-
curado na eslacao a qualquer hora.
Francisco Serapiao Pereira.
0 bilhete n. 1975 da segunda parte da se-
gunda lotera do llieatro de Santa Isabel, per-
tence ao Sr. Antonio Joaquim da Silva Figueiro-
do, de Macci, cujo bilhete lica era poder do
abaixo assignado.
Joo Jos da Costa Sanios.
Manoel de Gouveia vai ao Rio de Janeiro
no primeiro vapor a tratar de negocio de seu
paiticulir interesse.
Perleu-se da ra Nova at o fim da ra da
Aurora, um livro proprio para colar cartas e pa-
pis, era o qual liaviam j alguns s de impor-
tan ia para a pessoa que os perdeu ; pelo que
roga-se a quem o liver adiado, o favor de o res-
tituir na ra da Aurora n. 24, ou na ra do Im-
perador n. 41, quo ser recompensado.
Qiera precisar de urna ama secca para o
servico interno de urna casa de pouca familia,
dirija-se aos Bairros Baixos n. 2f.
Aluga-se urna casa terrea nova, com 4
quarlos, quintal e cacimba, pelo lempo de fesla
ou por anuo, sita na Balxa-Verde da Capiuiga 11.
10 : a tratar na praca da Independencia nme-
ros 13 e 15.
Os abaixo assignados fazem scienle que o
Sr. Joaquim Jos Ferreira da Gama deixou de ser
seu caixeiro desde o dja 28 do correnle. Recifo
28 de novembro de 1860.Silva & Rosas.
Precisa-se de um caixeiro portuguez de 12
a I annos, com pratica de taberna, que d co-
nhecimento de sua conduela : a tratar na ra do
Padre Floriano, taberna da orina.
Joao Goncaives Pereira vai ao Ass
HOSPITAL
PORTUGUEZ DE BENEFICENCIA
EM
Pernambuco.
De ordem do Iilm. Sr. provedor sao pelo pr-
senle convidados lodos os senhores socios do
Hospital Porluguez a reunirem-se no mesmo
I!os|nl4 domingo 2 de dezembro prximo futuro
pelas y horas da manhaa, afim de ter lugar a
elo:;o da nova junla administrativa para o anno
de VI61, coroodispe o 3. do art. 17 dos res-
pecii)s estatutos.
Recri 28 de novembro de 1860.
Manoel Ribeiro liasto?,
1. secretario.
Na livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8, preciaa-se fallar ao Sr alferes Thorn Go-
mes Vieira Lima.
25.
amigos
montada a sua
coxeira com ricos carros, cabriolet, bons farda-
mentos c excellentes parelhas de cavallos, ludo
cora aceio c a voutado por precos razoaveis.
Jos Goncaives Malveira.
Precisa-se alugar urna preta que
sirva para vender na ra : nesta typo-
graphia se dir'.
Ama.
Precisa se de urna ama para casa de pouca fa-
milia : na ra Nova n. 5, loja.
Aluga-se o primeiro audar da propredade
no aterro da Boa-Vista n. 4 quem o pretender,
e queira examinar, procure as chaves na loja de
hiendas n. 40, quina do beceo dos Ferreiros.
Gos & Bastos fazem scienle ao respeilavel
publico e com especialidade ao corpo de com-
mercio que o socio Joao Baptisla Goncaives
Bastos deixou de fazer parle da mesma socieda-
de desde o dia 19 do correnle, fleando lodo o
activo e passivo a cargo dos socios Francisco de
Assis Ges e Jos Joaquim Goncaives Kistos.
_ Perdeu-se na noile de segunda feira, sup-
pe-se que do paleo di :"anta Cruz aos Qualro
Canlo, um trancelim de ouro : quem o achou e
queira reslitui-lo, leve-o a ra da Gloria o. 17,
que ser recompensado generosamente.
O Sr. Jos Ribeiro Guimaraes (sem ser o
njudaule-stereometra da alfandega), tem urna
caria vinda do Rio de Janeiro : na loja du ra da
Cadeia n. 53.
Precisa-se de urna ama para o servico in-
terno de urna casa de pouca familia : na ra Di-
reila u. 16, loja.
Os abaixo assignados administradores da
massa dos bens do casal do finado Joao Tavares
tordeiro, previnem a osdevedores o do oilo casal,
por dividas vencidas, que uo caso de nao virem
salda-las no praso de dous mezes, do presente
annuncio, tero de ser ccionadas, afim de ha-
ver-se os pagamentos referidos, visto como o
praso marcado pelo Illm. Sr. Dr. juiz de orphaos
00 tormo desla cidade, para a liquidaco do ac-
tivo e passivo do mesmo casal est conluindo-se
e poneos tem sido os deveores que leubam pro-
curado saldar suas conlas.
Recife, 12 do novembro de 1860.
Viuva Tavares Cordeiro.
Jos Tendr Bastos.
Juan Anglida Hyjo.
Henrique Jos da Cunha.
Esleirs da India de 4, 5
e 6 pamos de largo.
Noarmazemae lazendas da ra do Queimado
n. la, propriameute para forro de salas e cama3
por ser da melhor qualidaJe, e todas brancas.
Jos Das, porluguez, vae a Macot
Ainda resta para alugar-se 2 casas
na Torre, com comraodos para familia,
assim como um sitio com toda propor-
cao para grande familia : a allar no
mesmo lugar com o seu proprietario
Francisco Jos Arantes.
Ensillo llieorico pralico.
O abaixo assignado, professor de conslrucrao
naval licencionado pelo governo da provincia,
lem aberlo era sua casa na ra do Nogueira n. 7,
urna aula de pilotagem, e ensina arythmetica,
geometra, geographia s trigonomelria plana
esphenca para a mesma pilotagem.
Jos Elias Machado Freir.
Curso particular de rhe-
torica.
Engomma-se
roupa com perfeico o brevidade : defronto da
matriz da Boa-Vista u. 84.
Aluga-se o segundo andar do so-
brado n. 15 da travessa do Veras bair-
ro da Boa-Vita, muito fresco e com
muito bons commdos para familia :
trata-se com Augusto C. de Abreu, no
armazem n. 36 da ra da Cadeia.
Precisa-se fallar aoSr. Jos Pires
de Carvalho, que morou em Apipucos
e tem alli uro hotel : na praca da Inde-
pendencia livraria n. 6 e 8.
CoHegiodeBemfica.
No r de dezembro prximo abre-se neste es-
tabelecimento um novo curso para todas as dis-
ciplinas preparatorias para a faculdade de direito
e terminar no ultimo de fevereiro. Os alumnos
externos queso quizerem matricular, podem des-
de j apresentar-sc paracomecar o seu esludo no
mencionado dia Io de dezembro.
Convidamos aos Srs. accionistas da compa-
nhia de seguros martimos, utilidade publica, a
comparecerem no da 30 do correnle ao meia
dia, no escriptorio na ra da cadeia do Recife,
de cnnformidade com a parlo 2.a do art. 41 e'
arl. 42 dos estalutos. Recife 26 de novembro de
1860.Os direclores, Manoel Alves Guerra. Jos
Antonio de Carvalho.
Madamoiselle Leconte, estabelecida na ra
da Iraperalrz n.19,precisa de 15 coslureiras boas:
as que quizerem, pode dirigirse loja cima.
Precisa-se de urna ama para cozinhar, pa-
gando-sebem agradando : na ra dos Pescadores
ns. 1 e 3.
Attencao.
Acabamos de ler no Diario de hoje um an-
nuncio do Sr. Diogo Soares de Albuquerque, em
que provine o publico para quo nao contrate
coronosco sobre urna lettra por elle acceita, re-
sultante da compra de urna machina de vapor
que lhe vendemos para o seu engenho, sob pre-
texto de defeilo na mesma machina e pretender
o annunciante levar o negocio a juizo. Para
tranquillisar o Sr. Soares de Albuquerque, de-
claramos que nao tenha S. S. cuidado sobre a
sorle de sua lettra, porque felizmente nao temos
necessidade de negocia-la e nosso costume
nunca transferir a oulros semelhantes dbitos.
Esperamos que se venca e entao aceitaremos em
qualquer terreno que seja a opposico que ao
Sr. Soares do Albuquerque aprouver fazer. Re-
cite 22 de novembro de 1860.
C. Starr& C.
Aluga-se o sobrado e juntamente o arma-
zem da ra dos Burgos n. 29, confronte a ra
daMoeda; quem pretender, drja-se a ruada
Cruz n. 23, segundo andar, que achara com quem
tratar. *
Aluga-se o armazem da ra da Madre de
Dos n. 2 ; a tratar com Martina A Irmao.
Precisa-se de um menino de 10 a 12 annos
dos ltimos chegados para caixeiro : no palco do
Terco n. 2.
^3
J36W .
Na ra do Crespo n. 17 deseja-se fal- *
a| lar cora os senhores :
** Trajano Carneiro Leal. 1
Jos Rodrigues Ponlual. ,
Romualdo Alvos de Oliveira.
Joao Filippe dos Sanios. !
Marcolino de Souza Pereira de Brilo
xmmmmm ees anamsM
PROVINCIA.
lnu.a!a?a,da Inde?endcncian- 22 c as mais
lojas do costume. anda resta por vender urna
pequea porco dos bilhetes e meios da segunda
parle da segunda lotera de Santa Isabel, garan-
tidos de 8 por cento por Sanios Vieira.
Bilhete 52000
Meo 2500
do dezebr am ltDPrelerTelmeule sabbado Io
Gabinete portuguez de
Leitura.
Por ordem da directora, rogo aos senhores
associados que teem em seu poder obras do ca-
bineO, com os prazos j vencidos, o favor de-
as mandar entregar com a maior brevidade
Recife 24 de novembro do 1840.
Antonio Baptisla Nogueira
Io secretario.
Atino,
urna escrava que saiba
na ra larga do Rosario
Vidros.
Chegaram oslao desejados vidros para vidraca,
em caixa ; vieran tambera alguns vidros de
crystal. grandes, proprios para oratorios, tabole-
tas, armarios, etc., etc., ou outra qualquer obra
em que seja preciso empregar vidro de boa qua-
0 acadmico* Manoel de Honorato, professor dla-de e 8rossura: ra larga do Rosario n. 34,
particular, licenciado pelo governo, avisa aos se-i
anbVTrenoedHdtaondePSd^rneSartra,0rOS qUe Pr?'en,d0 I AluSam-*e ous andares do sobrado da ra
de nrnior nlr embr0 ."'"? P"cular. da Cadeia n. 24, tendo commdos para grande
nf.i,rim 1 P 1Ca Para, ha^.,,,a5ao. dos 'lue familia : a tratar na loja do mesmo. *
quizerem prestar exame das ditas scicnclas no
mez de marco de 1861. Aquelles quo de seu
presumo se quizerem ulilisar, dirijam-se ra
Direila n. 88, primeiro andar.
Quem precisar de urna ama de leite para
criar era sua casa, pode derigir-se ra da Sen-
sala nova n. 6, notando-se que o leito do qua-
lorze dias.
Precisa-se alugar
cozinhar c engommar :
n. 37, primeiro andar.
Precisa-se do um perfeito feilor para (ralar
de um pequeo sitio ; na ra da Cadeia n. 6.
Precisa-so de urna mulher que saiba cozi-
nhar e engommar, para ir servir em urna casa
na villa da Escada ; d-se ura bom ordenado,
preferindo-se, porra, so fr eslrangeira : a tra-
tar nesta typographia.
Alugain-so duas casas lerroas e sitio, era
Santo Amato, por delraz da fundicao : a tratar
na ra do Amorim n. 54.
Augusto da Silva Ribero e sua senhora vao
a Babia.
Jos Joaquim de Rocha faz scienle ao res-
peilavel publico que tendo encoulrado outro da
igual nomo nos Diarios de 23, 24, 25, 27, 28, 29
e 30 de agosto passado, quo lera de mudar seu
nome. e qua se assignar de hoje em dianle por
Jos Joaquim Fernandes da Rocha Vianna.
GAZ
MBA,
Precisa-se de urna ama para o servico
e externo de urna casa de pouca familia
SORVETE.
Hotel Trovador.
O abaixo assignado offerece seus servicos a
todas as pessoas que precisaren) de concertar
bombas de todas as qualidades, assim como cy-
lindros de padarias, por mdico preco, queiram
ler a bondade de procura-lo na ra do Padre
Floiiano n. 34.
Francisco Antonio de Miranda.
Alexandre Pradre, subdito francez, retira-
se para a Parahiba.
Alugara-se dous armazens grandes, sendo
um na ra da Moeda e outro no largo da Assem-
bla, com bom porto de embarque : a fallar na
ra da Moeda n. 5, primeiro andar.
~^ Mudanca.
Carros fnebres.
Aviso.
l'ede-se ao Sr. Ignacio Antonio Borges, por al-
cunlio Japiass, que por sua bondade deixe-se
de andar tallando mal das pessoas que nao se
importara com .sua vida ; pois se as mesmas de
quem su i merc anda fallando,quizer.podem di-
zer Limbem alguma coa*a a seu respeilo, e que
tahez nao lhe seja muito favoravel. Isso pede
A Brasileira.
O Sr. alteres do nono batalho de infanla-
ria queira mandar ptfgar o quo $eve na ra dos
Pires n. 50.
Precisa-se de urna ama pra casa
de familia : na ra da &d$h do Recife
n. 53, terceiro andar.-
O Agr, administrador desle estabelecimento,
faz-ver ao publico c aos seus amigos, que no dia
30 do correnle faz a sua mudanca para a ra No-
va, casa n. 63, onde tem o seu escriptorio de
enlerroi : e a entrada dos carros fnebres pela
ra das Flores, onde os lem patentes a lorias as
pessoas que os queiram ver, pois espera ter este
estabelecimento ainda em rumores proporces de
queja tem, e conta que o publico e os seus ami-
gos o coadjuvaro neste empenho, cerlos de que
para ludo quanto esliver ao seu alcance para bem
dasempenhar as suas obrigages ; o enconlrarao
sempre no estabelecimento "a qualquer horado
dia e da noite. Approveita o ensejo para agrade-
car a confianga que o publico e os seus amigos
lhes lem prestado, polo que eternamente grato.
Francisco Martins Barbosa retirase para o
Rio Grande do Sul.
Precisa-se alugar urna prela que saiba co-
zinhar e engommar : na ra da Aurora, as ca-
sas terreas do Sr. Tiburcio n. 1.
Arrenda-se. hypothecase ou vende-se um
engenho bem montado de obras o maisaviamen-
tos, com extenso de ierras para mais de tres
mil paos de assucar, grandes matas, etc., distan-
te meia legoa da nova estacao da estrada de fer-
ro. Para informac.es e inlervencao de qualquer
j contrato de negocio, os prelendenles podem en-
lender-sc com Jeto Pereira Rebello Braga, no
seu escriptorio da ra do Vigario n. II, primeiro
andar.
"7 Aluga-se urna boa casa pintada e concerta-
da de novo, no aprzivel arraial dosArrombados,
era Olinda, cora baaha no ameno rio Beberibe
muito perto, pelo lempo da fesla ou por anno :
pessoa que prelonder, dirija-se ao pateo do Ter-
so, segundo andar, na casa do coronel Salgueiro.
para ajuslar-se.
do Cabug o. 3, segundo andar.
Furtaram na noile de 2i para 25 do corren-
te iim cavallo alasiio tostado (caxilo) com os sig-
naes seizuintes : frente berta, altura regular, sel-
lado, esl gordo por ser muito manteado o man-
so, andador de baixo a meio, tem diderentes mar-
cas : roga-se porlanto a qualquer pessoa que o
pegar, leve-o a ra da Soledade n. 68, que re-
ceber pelo seu trabaiho 30$ ; e se prender o la-
drao, enlregando-o a qualquer auloridade poli-
cial, recebera mais 20.
Em testemuaho de graliduo.
Iiiflanimaco na bocea do estomago.
Declaro publicamente que padecendo, ha mais
de 20 annos, de inflammaco na bocea do esto-
mago, em razao da qual senta mulo cansaco e
nao era possivel deitar-me do lado esquefdo,
ltimamente tive a felicidado do icar. perfecta-
mente bom com a applicago das chapas medici-
naes do Sr. Ricardo Kirk, escriptorio ra do Par-
lo n. 119, no curto espago de 37 dias.
Por isso recebendo eu tanto beneficio de to
til remedio, fago esta declaraco, nao s por
gratidao ao dito senhor, roas la'mbera para ser
conhecido do publico o mereciraento das ditas
chapas, das quaes se podero approveilar muilas
pessoas que soffrem igual molestia. Largo de
S. Francisco da Pralnha n. 21, Rio de Janeiro.
Jos Lopes de Azevedo Cunha.
Reconhecida verdadeira aassignatura supra pe
Ra Larga do Rosario numero 44.
O dono desle estabelecimento, nao poupando
exforgos para bem servir aos seus freguezes, tem
determinado fazer sorvete lodos os dias, prepa-
rados com todo o aceio e por menos prego do
interno que em outra qualquer paite. Ser ocioso dizer
na ra os meus freguezes que a qualquer hora do dia
se encontram bons lanches e fornece comida
para fura.
Pede-se aos senhores consumidores de saz que
se dignem vir sortir-se delle, pois Bofamente
chegado em abundancia ao anligo deposito, ra
Nova n. 20, loja do Vianna.
O pharmaceutico Antonio Jos da Cunha
avisa aos Srs. Manoel Joaquim das TrevasMari-
nho da Victoria, Antonio de Barros Pequeo
da Granja, que venham pagar suas letras ven-
cidas ha bastante tempo.
f @@@@ @ &$$
Quem precisar de urna muala boa eos- A
tureira e que se aluga para casa de fanii- @
lia ou modista, por estar ausente a so- @
nhora : pode dirigir-se a ra da Cadeia do @
* Recife n. 52, segundo andar, at as 10 @
horas da manhaa. j
@@@@@@t@
Aluga-so a casa n. 179 da ra Imperial,
contendo dous andares e soto : quem o preten-
der, dirija-se ra da Aurora n. 36.
COMPANHIA DA VIA FRREA
Francisco.
DO
i
Recife ao rio Sao
Com a aulorisagao do governo a companhia
offereco a receber propostas para a conducrao de
assucarese mais merca lorias, desde a e'starao
das Cinco Ponas at o Recife e vice-versa das
mercadorias para o interior. A proposta dever
emprehender a boa guarda e entrega dos mes-
mos no Recife as partes contratantes, tomando
sobre si toda e qualquer responsabilidade, dando
a companhia urca garanta sufficiente para o fiel
execucaodo contrato. Dever a proposta decla-
rar aonde se prope desembarcar e recolhcr as
mercadorias.
Recebem-se propostas" at 29 do prsenle mez
dirigidas ao superintendente da via frrea. Es-
criptorio da companhia ra do Crespo, onde se
darA toda a informarlo em detalhe oucm pre-
cisar. r
E. II. Bramah.
COMPANHIA
O Sr. caixa da companhia (commen-
dador Manoel Goncaives da Silva) esta'
antorisadoa pagar desde hoje o 25- di-
videndo a razo de 5#200 por a^cao.
Escriptorio da companhia do Bebe-
libe 21 de novembro de 18G0.
O secretario,
Manoel Gentil da Costa Alves.
OLEADO PINTADO
do excellenle quahdade proprio para mesas, consolos, bancas etc., etc., a 3S00O 0 covado hari>
simo p,or sua excessiva largura: na parca da Independencia ns. 24 e 30. '
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
%kL%lh VkmMJ\!h @ n. T@WMIK][d)
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECQAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
_____ O cliiinico e medico celebre do \ew York.
Sorvete.
Na taberna da 0119a,
ra do Padre Floiiano n. 74. haver sorvete todos
os das, das 6 horas da tarde era dianle.
AGRANDE SUPERIORIDADE DO EX-
TRACTO FLUIDO G0MP0STO
DE
SALSA PARRILHA
. Explica se pilo seo extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
sangue.
j Cada um sabe que a sau>le ou a infermiJade
depende directa nenie do estado desle floido vi-
tal. Isio ha de ser, visto o partido importante
o tabelliao Francisco de Paula Fernandes Thiago. que tem na ECONOMA ANIMAL.
A quaulidade do sangue n'um homem d'es-
talura mediana est avallada pelas as primeiras
autoridades em vinta e oilo arralis. Em cada
pulsacao duas orneas sahem do corajao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de QOATBO minutos. Urna dis-
posisao extensiva tem sido formada o destinada
com admiravel sabedoria a desiribuir e fazer
circular esta cORRB.vrE de vida por todas as
partes da organisagao. Desle modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
fonle de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se emprenha
de malarias ftidas ou orrompidas, diffunde
com VELOCIDAUE elctrica a corrupgao as
mais remotas e mais pequeas parles do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
New-York, bavemos vendido durante muitos an-. IlASKELL & MERRICK, 10 Gold Slreet.
DA
PROVINCIA.
O Sr. ihesourciro das loteras manda fazer pu-
blico que em consequencia de n.lo ler lido
prompta extraccao os bilhetes das loteras ex-
trahidas pelo plano ltimamente em vigor oble-
"do0 tt*gZfiLgff?!i eE: I a"ar,!,s' pel.as ve,av e p*,os- -i**
midade domesraoseacham expost>s a venda nos a or8ao e cada leagem so faz completa-
lugares do cosiume os bilhetes e meios da segn-! mente saturado e desordenado. Desla maneira
da parle da segunda loteri, do theatro do Santa a circulacao evidentemente se faz um engenho
Isabel, cujas rodas deverao andar iitinroioriroi i i S. u,u =*"'uu
mente no 1 de dezembro prximo Tuturo as l f>0DER?S de Jen?8' Na bnan,e P,e lara-
horas do dia. bem obrar com igual poder na cri?c,ao de saude.
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, considera rao-lo ser o extraclo original e "e-
nuino do salsa parrilha do Dr. Townsend." o
qual primeramente sob este nome foi apresen-
lado ao publico.
BOYD & PAUL. 40 Corilandt Street.
WALTER. B TOWNSEND A Co, 218 Pear]
Slreet.
LEEDS& HAZARD, 121 Maulen Lae.
JOHNCARLE& Co, 153 Water Slreet.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J.& J. F. TRIPPE. 92 Maiden Lae.
GRAHAM& Co, 10 Od Llip.
OSGOD & JENNINGS, 188 Pearl Slreet.
R. B. HAV1LAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, ROBINS& Co, 131 Water Street.
THO.V1A8 & MAXWELL, 86 William Street.
WM. UNDERHILL, Junr, 183 Water Slreet.
DAVIDT. LANMAN, 09 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
B. A.FA11NESTOCK A Co. -19 John Street.
CONIIECEMOS AARVORE E SUAS FRU-
TAS ,
E IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus E/feitos.
O extracte composlo de Salsa parrrlha do
de Salsa
Dr. Townsend esl
OMEDICUIEMODO POVO
Adala-sa lo maravillosamente a consliluicao
que pode ser utilisdo em quasi lodas as enfermi-
dades.
ONDE E' DEBILIDADE,
FOnTALF.CE;
ONDE E' C U R R U P C A O,
purifica;
ONDE HE PODRIDA O,
ALIMPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servicos presta a humanidade, preparase agor
na nova fabrica, na esquina das las Fronte
Washington, Brooklyn, seb a inspecQc directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
horas do dia.
1-3000 bilhetes a
20 por cento....
PLANO.
12.0003000
2:400$OOO
Premio de............ 4:000$'
Ditode................ 800J
Dito de................ 4008
Dilos de 2008........ 400
de 10OJ........ 300
de 50J.;....... 200;
de 20........ 160jj
de 10........ 100
de 49........ 3:210
Ditos
Ditos
Ditos
10 Ditos
810 Dilos
810
2160
Premiados.
Urancos,
--------9:6008000
3000 Bilheles.
Thesouraria das loteras 15 de novembro de
1860.Olhesoureiro Manael Camillo Pires Fal-
c5o.Approvo. Palacio do governo de Pernam-
buco 26 do novembro de 1860. eilao da Cunha.
, O escriyo, J. M. da Cru.
Eslivosse o corpo infecionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e situada no sysiema nervoso
ou glan luloso, ou muscular, sa smenie o san-
gue ple fazer-se puro e saudavel ficar superior
9:600000 a doemja e neviiavelmente a expellir da cons-
;itui(ao.
O grande manancial de doenca entao como
d' aqui consla no fluido circulante^ nenhum
medicamento que nao obra directamente sobreel-
le_para purificar e renova-lo.possue algum direi-
to ao cuidado do publico.
O sangue I O sangos o ponto no qual
se ha mysler fixar a ltenlo.
O ORIGINAL E O GINUINO !
AO PUBLICO.
Nos,
tidao e assignalura se acha na
cada garrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACrO composto de salsa parrilha
DO DR. TW\SE\D.
O grande puritiendor do sangue
CURANDO
A Hydropesu.
A Impinge
PENFOLD, CLAY & Co, 4 Flelcher Street. "" """" "" man c mcuicu ur. james
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden R" Chilln, da Cidade deNew-York, cuja cer-
Lane. lil'o e assignalura se acha na capa exterior da
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFEL1N, BROTHEB & Co, 104 A
!06JobnSt.
LBWIS & PRICE. 55 Pearl Street.
HA VILANO, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK cS; CO, 110 Broadway,
lOAslor.
House, and 273 Broadway, cor. of Cbambers
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Slreat.
P0U & PALANCA, 96 John Slreet.
SHERWOOD & COFFIN. 64 Pearl Slreet.
RUST & HOUGHTON, 83 John Slreet.
I. MINOR & CO. 214 Futon Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Slreet.
JOSEPHE TRIIMT. 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Corilandl
Street.
HAYDOCK, C0BLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDUSER, 178 Greenwch
Street.
O Herpes
A Herysipela,
A AriSTRiciono ven-
tre,
As Alporcas
Os Effeitos do azoo-
GUE,
Dispepsia,
As Doencas.defiga-
do,
As Ulceras,
O Riieumatismo,
As Cuacas
A IlF.DILIDADE GESAL'
As Doencasde PELLB
AS BoRBULHAS VA CA-
RA,
As Tossesi,
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
OExtraclo acha-secontidoemgarrafas quadra-
das e garante se ser mais forie emtlhor em to-
do o respeilo a algum outro purificador do san-
gue., conserva se em todos os climas por cer-
lo sspajo de tempo.
Dr. Townsend lera a assignatura e a certido do Dr. J. R. Chlition, na capa
os Assignantes, Droguista na cidade de
Cada garrafa do original e genuino exractu do
exterior de papel verde
No esariptorio do propietario, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 21 ciittoiic 1. andar, tam-
bera na blica da ra Direita n, 88 do Sr. Paranhos. F '


Prccisa-se alugar urna escrava que
tenha boa conducta e seja engoinma-
deira e especialmente boa cosinlieira,
Para casa de familia : a tratar na ra
ua Aurcra n. 58.
- Aluga-so urna sala cora3janellas e varan-
ra de forro, uma alcova muilo grande, ludo mul-
lo .c.uado, na ra da Cnu do Recife n. 40 se-
gundo andar, a tralar na ra da Cadeia n 10
). abaixo assignados declram que o Sr
Joao l.uu de Bastos Jnior deixou de ser seu cai-
xeiro. Recife 23 de novembro de 1860.
Sodr Si C.
r>
i




DIARIO D PERNAMBUCO. QUINTA ElBtA 29 DE NOVEMBRO DE 1860.
f*l
9X%B Iliil!
Estando a confeccionar-te o almanak
civil, administrativo, commet cial, agr-
cola e industrial da provincia, roga-se
aos Srs. que tem de ser nelle incluidos
de mandarem suas declaracoes de ato-
radla e estabelecimentos a' livraria n.
6 e 8 da praca da Independencia e O
mesmo se pede aos^ Srs. de engenho e
rendeiros.
Na ra Direita n. 120.aluga-se urna negri-
nha de 11 annos.
Precisa-se de um boleeiro : na ra Direita
D. 66.
Aluga-se por mez e tambero se vende, se
se chegar ao preco, urna boa escrava moga, per-
feita engommadeira de toda e qualquer roupa de
senhora ou homcm, sabe coser, lava de sabo,
e cozinha milito bem qualquer jantar, sendo todo
este servico feito coro muila perfcicao e ligeire-
za ; a quem precisar, di-so alguns"diaspara ex-
per.orcnlar suas habilidades, afim de queso coh-
vencione o aluguel : nesla typographia se dir a
casa
Precisa-se de um quarlo mobilhdo era urna
casa particular, para pessoa decente ; a quem to-
lo convier, dirija-se a esla typographia.
Precisa-so alugar urna escrava que sirva
para quitindeira na ra estreita do Rosario,
n. 27.
O Dr. Manoel Moreira Guerra contina a
prcstac-se aossenhores estudanles de. Faculdade
de Direitocomo explicadorpara a occasio de
scu estudo dos pontos para os actos : pode ser
encontrado na ra da Matriz da Boa-Vista n. 24,
pela manhaa al as 10 horas, e a tarde das 4 em
dimite.
Precisa-se alugar urna prata que engomme
e cosa, sendo sofQciente paga -se bem : procure
na ra da Cruz n. 42, cscriplorio, das 7 horas da
ni a ii ha a at as 4 da tarde.
Dentista de Pars. |
15Ra Nova15
tFredericoGaulier, cirurgiao dentista,?!
faz todas as opcrac6e da suaarlee cl-g
locadentes artificiaes, ludo coro a upe-sj
, rioridade e perfei fg tendidas Ihe reconhecem.
K Tem *gua e pos dentifricios etc ft
TT Tlfl it'r* MI HI m m na amj nn. ana o*
ds^sSSfSi^reSR 9BRQI99B6I9m
agoncla dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker
Machinas de coser: em casade SamuelP.
honston& ra da Senzala Nova n. 52
Bolinhos.
Preparam-se bandejas enfeitadas cora di-
versos modelos de bolinhos dos rnais perfeilos
quo ha em nosso mercado, para bailes, casamen-
tos, festas de igrejas e solemnisar as formaturas
dos senhores acadmicos; ludo da forma que
forera as cncornmoudos.- dirij3m-se a roa da Pe-
ul.a n. 25.
Por certo.
O Sr. Jos Antonio Rodrigues Canuto (Cazuqu)
queira ir a fabrica Sebaslopool pagar os materiaes
que deve ha mais de 2 annos.
COMPANHIA
ALLIANCE,
stabeecida m Londres
CAPITAL
Cinco aiWioes de libras
ster linas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
casas, e a quem mais convier, que estao plena-
mente autorisades pela dita companhia para ef-
fectuar seguros sobro edificios de lijlo e pedra,
cobertos de telha, e igualmente sobre osobjectos
qus contiverem os mesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer
qualidade.
S y r r TTTTTTTTTT TTTTYTV? TTTT<>
DENTISTA FRANCEZ. ;
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- <*
* rang'ras 15. Na mesma casa tem agua e <
p dentifico. ^
Bilhar do coinmercio.
Bairro do Recife.
Rua do Torres n. 12.
Este esiabelecimento estar aberto todos os
dias s 9 horas da manha em dianle.
Kilkminn Irmaos& C. avisara ao
iNjspsitavel corpo do commercio que
forain Horneados agentes nesta praqadas
cimpanluas de seguros maitimos de
Ham burgo-
Ensino de msica.
Offereee-separa leccio soUejo.comotam-
bem a tocar varios instrumentos; dando as li-
.; jes das7 huras s 9 1(2 da noile:a tratar na ra
da Roda n. 50.
Muit > se deseja fallar rom os sennores abai-
xo declarados, na roa do Queiraado n. 39, loja.
Antonio Jos de Amorim.
Antonio Francisco da Silva.
Manoel Jos Muele Meiriz.
Joaquim Jos Bolelho.
O abaixo assignado, arremalanto da massa
fallida da Garrido & Veiga, faz sciente aos deve-
dores da mesma massa, que venham pagar suas
contas na ra do Imperador n 17, segundo an-
dar, defronte de S. Francisco ; e aquello que nao
cumprir este dever, ser chamado pelo nomu por
esle jornal. Outrosim declara mais que tem en-
carregado o Sr. Jos Bcnto do Souza para rece-
ber dividas da dita massa.
Jos Joaiuim Gomes de Abreu.
Osenhor da ra dos Pires n. 2, que tem
urna escrava de naci, de 24 a 26 annos, que
cosluiii3 a ganhar na ra e pagar semana ; que-
rendo a nlugar parase ver os servicos della.pode
mandar na travessn do Queimado, loja n. 5, onde
se vende comer cosido, ou na ra do Rangel
D. 17.
Aluga-se o andar do sobrado da ra da
Cadeia do Recife n. 7, que serve bem para es-
criptorio ou moradia de pessoa solteira: quem o
pretender dirija-se a mesma casa, que achara
cora quera tratar.
Ha para se alugar um segundo andar de
um sobrado na ra das Agoas Verdes : quem o
pretender, falle na ra das Cruzes, sobrado de
dou3 andares n. 9, penltimo, hindo da ra do
Queimado para S. Francisco, lado direito.
__ OfTerece-se urna senhora com sua escrava ;
a senhora para regeracasa, ea escrava para co-
zinbar, para casa de hornera solteiro, ou de duas
pessoas: na ra do Padre Florianno n. 9.
Precisa-se de urna ama para cozinhar na
ra do Caldeireiro a. 60.
Aluga-se.
para se ppassar a fesla urna casa no Cachang,
com bastantes commodos, defronto do rio : a
fallar na rus Nova n. 61.
Augusto Labille, subdito fraocez, vai fazer
u vigm ao Cear.
CASA DE BANHOS
WEB
Assignatura de banhos fros, momos,
tomados em 30 dias consecuti
de choque ou chuvtscos (para urna pessoa)
105000
30 carios paraos ditos banhos tomados em qualquer lempo...... *onnr
8*000
4#000
15 Ditos dito dito dito
7 >
Banhosivulsos, aromticos, salgados esulphurososaospregos annunciados.
Estareducc,io de presos facilitar ao respeitavel publico ogozo das vantagens que resultara
da frequenciadeum estabelecimenio de urna utilidadeincontestavel.mas que infelizmente nao
estando em nosso- habito?, anda pouco conhecida eapreciada:
.
EAU MINERALE
NATURADLE DE VICHY
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22
INJECTI0N BR0U
Remedio infallivel contra as agnorrhas antigs e recentes.
nico deposito na botica franceza, ra da Cruz n. 22.
Preco do frasco 3000._________________ ^^^^^^^^^
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas Impcrlaes deF vanea.
Esteexcelente fumo acha-se depositado, diretamenle na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
GAMBOA DOCARMO, o qual se vende por mseos de 2 hectogramos a lvOOO e em porcaode
10 masaos para cima com descont de 25 porcenlo ; no mesmo estabelecimento acha-se tambera
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
Compras.
Compra-se urna sorveleira com todos os
pertences, e quo estoja em bom estado: na ra
do Brum n. 44.
Compra-se pao de tatajuba em
toros, todo do cerne, propno para tin-
ta : na praca da Independencia n. 24 a
30, loja do Maia.
Compr-so urna escrava crioula de
idade de 20 a 30 annos, que seja bonita
e dtboa figura e que saibi engommar
e cosinhar perfectamente : no largo da
Assembla n. l, primeiro andar.
Compram-se duas casas terreas, quem as
liver dirija-se ra da Cadeia do Recife n. 52,
segundo andar, at as 10 horas da manha.
Compram-se
escravos de ambos os sexos para fra da provin-
cia, lendo boas figuras e sendo sadias, paga-se
bem : no escriptorio de Francisco Mathias Pe-
reira da Cosa na ra Direita n. 66.
<.oropram-se moedas de ouro de 20: na
ra Nova d. 36-
CASA DE SALDE
Sila em Santo Amaro.
Vendas.
" Vendem-se formas ferradas para calcado
laxiado : defronte da matriz da Boa-Vista n.84
Vendera-se pennas de ema muito boas : na
ra do Vigrio n. 18, primeiro andar.
! Pechinchas
PARA ALFAIATES.
Na ra Nova n. 47, jimto a
Conceigao.
Botes do cores de seda para paletots a 1JG00
a gnza.
Dil03 pretos finos a lflOO.
Ditcs de ac brancos e pretos a 400 rs.
Ditos de osso muilo finos para caiga a 160 rs.
Minas para cobrir a 80 rs.
Filas decores para debrum a 6$ a pera com
110 varas.
Fular de seda para forro de obras a 20JJ a pe-
ca com 36 covados.
Grguio de seda a 2$500 o corado.
Pialia branca e preta a 2#80 a peca.
Y.Iludo de cores para gollas e oulras obras a
3(510 o corado.
Bimbaziua, chalim e sargelira para forro mui-
to barato para se acabar com ludo, assim como
lamiem se vende a arma^ao com todos os seus
perttnces para quem quizer continuar com o
mesno negocio, por a casa estar afregoezada.
Esteestabelecimentocontiaua debaixoda adminlstracao dos pro-
prietariosa receber doenles de qualquer natureza ou cathegoria que
seja. g iyQ4
O zelo e cuidado all empregadospara oprompto restabeleclmen- jv4
to dos doentesgeralmente conhecido.
Quem se quizer utilisai pode dirigir-se as casas dos^roprietarios
ambos moradores na ra Nova, ou entender-secom o regente no esta-
tabelecimento.
Reforma de precos.
Escravos....... 2^000
Marujos e criados, .... .s.'iOO
Primeira classe "5$ e. 3,^500
As operaQOes serao previamente ajustadas.
1E2
CONSULTORIO
DO
MEDICO PARTE1R0 E OPERADOR.
3 RA DA &LOIA, (ASA 1IO FUNDO 3
Clinlea por ambos os syslemas.
O Dr. Lobo Mscoso da consullas todos os das pela manha, e de tarde depois de 4
horas. Contrata partidos para curar annuatmente, nao s para acidade, como para os engeuhos
ou outras propriedades ruraes.
Oj chamados devem ser dirigidos sua casa al as 10 horas da manhaa e em caso
de urgencia a outra qualquer hora do dia ou da noile, sendo por escriploem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao orem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
derao remetter seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
livros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponto
miudezas ua ra do Queimado
n. 59, aonde tem o lampiao
do gaz na porta, vendem-se
as seguiates miudezas:
Fscas e garfos muilo finos de 2 botos a 6S a
duzia.
Ditas e ditos crarados a 3#.
utas e ditos oitavadas a 2;b00.
Ditas flamengas para coziuha a 80 rs. cada
una.
Pacotes com 6 saboncles muito finos a 1S200
0 pacote.
Caixinhas com 6 saboncles mui delicadas a
1&500 e 23 a caixinha.
Ditas com 12 saboncles a 6;.
Caixinh-as com cheiros para dadivas al?, 150
e 2000.
Ricos chapeozinhos de seda para baplisados, o
rjue ha de mais moderno e ultimo gosto a 8# ca-
da um.
Ricos toucados de 15a para meninos e meninas,
obra de apurado eoslo para passeio, e pelo bara-
tissimo preco de 3-3
Sapalinhos de seda ricamente enfeitados.o que
ha de bom a 3jf.
Ditos de merino porm mui bonitos a 1$500
o par.
Camisas de raeia para meninas a 500 rs. cada
urna.
Carloes de clcheles com duas carreins a 20
rs. o cartao.
Caj|jnhas de alfinetes com diversos lmannos
a 160rs. a caixinha.
Caixinhas com mobilias para bonecas a 2^000
cada urna.
ppareihos de Borcelana para bonecas a3000
e IgOOO.
E oulras muilissiraas miudezas, que a vista dos
compradores, nao se engeita dinheiro : na ra do
Queimado n. 59, loja de miudezas aonde (em o
lampiao do gaz na porta.
Pechincha
Na ra do Imperador, taberna n. 63, defronte
do retratista americano, tem para vender pesca-
da eruivosem calda, chegados por este ultimo
navio do Porto, por preQo muilo barato.
j Pechincha.
, Vende-so o engenho Primavera, moenle e cor-
ljenle, e com excelleutes torras, no termo de Se-
! rinhaem : quem a pretender, trate com Manoel
Ciuncalves da Silva, ou com sua proprietaria no
1 engenho Oniaro, termo de Barreiros ; por pre-
co commodo.
Bonels para meninos.
O lenio propno para se comprar os bonitos
bonets de panno fino enfeilados cora fila de cha-
malote e borlla, outros enfeitados com Ota de
velludo e pluma, e outros com galiozinho dou-
rado, todos pelos baratsimos precios de 3#500,
40 e 5#, ditos de palha escura, mui bonitos e
fortes a 3#, gorras de palha branca enfeitadas a
1$500, e outros mu dirTerenles bonets de panno
enfeitados a 18 e 1$280 na ra do Queirrado,
loja da aguia branca n. 16.
Capellas e llores.
Mui bonitas capellas para noivas a ;;*, 6S e 7i,
ditas para meninas a 2J, bonitos e delicados ci-
xos de flores finas a 1J500. S) e 3 : na na do
QueimAdo, loja da aguia branca n. 16
'M Receberam pelo vapor francez, superio- tt
afS ros vestidos de blonde de duas saias.baba- t
ig dinhos e arregneo cora manta, rapella e |^
9 mais pertences : na na da Cadeia loja n.
S& 23 de Gurgel & Perdigao.
Receberam superiores vestidos Ue seda
de cores, dilos de phantasia, ambos de
C duassaias ou babadinhos, grosdenar/les
S de quadriuhos para covado, seda de qua-
'M drinhos. moreanlique c grosdenaples es- |
K euros de superior qualidade: na ra da y'
j| Cadeia loja n. 23 de Gurgel & Perdigo. <||
O Receberam chapeos de palha para se- Se
^ nhora armados a moderna e enfeitados do j!g
o plumas ou flores, completo sortimento de jj>
^ pulseiras, estratos e essencia de sndalo, ^
3J Illas adamascadas e a chamaloladas pa- ij,
^ ra cintos, luvas do pellica branca e do Jg
OM cores: na ra da Cadeia loja n. 23 de a
CE Gurgel & Perdigo.
jt Receberam as arrediladas iaiaa mMo s
^ do musselina e selim de algodo muilo t,
ijjj commodas para as senhoras e chancas ag
a pelo preco de 4 e 5j>, bolinas modernas 2
Jg para senhora gaspeado alto, capas bran- 9P
yr cas o de cores de croxe de seda, taimas, 9S
I polonczas de gorgurao, manteletes e ca- Jg
pinhas de grosdenaples bordadas e rom ig>
bico : na loja da ra da Cadeia n. 23 de ijt
jtt Gurgel & Perdigo. X
^ Receberam chapos de cistor prelus e ^
^ brancos, ditos de seda forma inteiramen- |k
^ le moderna na ra da Cadeia loja n. 23 S
Jg de Gurgel & l'erJigo.
Antonio da Silva Barbosa
Ferro
rende cm seu armazem da ra do Codorniz
n. 10, os gneros seguales :
Cerreja ingleza da primeira marca.
Farello novo era ssccas muito grande.
Milho novo dito dito.
Arroz de casca dito dito.
Arroz do Maranho, graudo.
Goma muito tina em saccas.
Dita dita era paneiros.
l'arinhado Maranho para papa, superior.
Sebolas novas grande, era caixinhas.
Ditas ditas aos ceios.
Sabao de todas as qualidades.
Alhos muilo novos, chegados agora, c outros
muitos, ludo palo menor preco possircl.
Roupas feilas.
Por precos razoaveis para acabar.
Na rna Nova n. 47, junto a Conceiqao.
Calcas finas de casemira para hornera de 5S a
6J000.
Di/as de brim para dito de 1S800 a 2$500,
Ditas braners a 3$.
Colletos de fuslo de 1*500 a 2*.
Ditos de gorgurao de seda de 2*500 a 4g.
Ditos de velludo finos de CJ a 8j.
Casacas de panno fino para homem de 20$ a
25g000.
Paletots de casemira para dito de 12$ a 16$.
Calcas de casemira para menino de 4*000 a
4*500.
Paletots de brim para dito a 2$.
Casacas de panno fino para dito de 16$ a 20$.
Palclols de panno de 8 a 10$.
Hilos de seda para homcm a 6g-
Casemiras de duas larguras do 2$i00 a 3$ o
corado.
Brim de linho muilo fino de 400 a 500 rs. o
covado ; e quem comprar por atacado, ainda se
far algum abalimenlo nos ohjeclos, assim como
lambem se vende a arraaco com lodos os seus
pertences, para quem quizer continuar com o
mesmo negocio por a casa estar afreguezida.
Vendem-se 400 saceos vastas que foram de
carnauba, proptios para o mesmo uso, ou oulro
qualquer, como seja, camisas de escravos, etc.,
os quaes tem vara e moia, a 160 rs. cada um : na
ra do Nogueira n. 21.
Na taberna da ra Nova n. 50, vende-se pe-
lo barato preco o segaote : amendoisja 200 rs.,
bolacha ingleza a 320, quejos novos n 25900 c
3$, chooricas a 560, licores finos a 2J500, vinho
do Porto nodo j engarrafado a j8u0, superior,
ervilhns em libra a 00 rs em latas a 800 rs.,
superior, conservas a 800 rs., cerreja. a duzia a
6|300, differentes marcas, bolacha de soda a
1SS00 a lata, champauha a 2<00 urna garrafa,
boa marca.-
Na loja da boa f, na ra
do Queimado n. 22,
vende-se muito barato.
Cambraia 'isa fina com 8 1|2 raras rada peca a
4*500, dita muilo Gna com salpicos a 5$, dita do
cores de padres muilo bonitos a 320 o covado,
cortes de cassa pintada com 7 varas a 2$240, fil
de lir.ho liso muito fino a 800 rs. a rara, (arlata-
na muilo fina branca e de cores com 1 1[2 vara
de largura a 800 rs a vara, guarnicoes de cam-
braia (manguitos e golla] bordadas muito finas a
'"?, gollinhas bordadas de cambraia muilo fina a
1$, espartilhos muito superiores pelo baralissimo
preco de 6J, penles de tailaruga a imperatriz
muito superiores a 9$, bonels de velludo para
meninos a 5J[, dilos de panno preto a 3g, sapali-
nhos de merino muito enfeitados a2J o par, chi-
tas francezas finss escuras e claras a 280 o'cora-
do, cortes do cambraia de cores com 3 babadus
com 11 e 12 varas cada corle a 4$500, superiores
lencos de cambrai* de linho muiti fina e rica-
mente bordados a 9g, dilos de cambraia de algo-
do com bico de linho a l$280, dilos de cam-
braia de linho proprios para aigibcim a 6$, 7 o
8$ a duzia, dilos de cambraia de algodo a _-, 00
e 3$ a duzia, tiras bordadas largas e linas cora 3
1|2 varas cada peca a 2JJ500, e assim outras mui-
las fazendas quo vendem-se por precos muito
! baratos na ra do Queimado n. 22, n'a bem co-
nhecida loja da boa f.
Toalhas.
Vendem-se toalhas de linho para maos pelo
[ baralissimo preco de- 9$ a duzia, dilas de ptllo
muilo superiores a 12$ a duzia : na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Brreles de seda
para padres
vellia.
Nessa loja e na easa Jo annuncianle achnr-?e-ha constantemente os melhcres
menlos homeof aleos j bem conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes...........10$000
Dita da 24 ditos.................153000
Dita de 36 diios.................208000
Dita de -8 dilos.................25^000
Dita de 60 ditos...............- 303000
Tubos avulsos cada um.......... 1$(>00
Frasees de tinturas. ...............29000
Manual de medicina horceopalhica pelo Dr. Jahr, tra-
duzidoem portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. ele........20&000
Medicina domesticado Dr. Ilering, coro diccionario. 1C30G0
Repertorio do Dr. Mello Moraes. ,....... 69000
medica-

i Fazendas e de miudezas.


Em casa de Augusto C. de Abreu, ha para vender um completo
sortimento de perfumaras, constando de leos, banlias, pos para
dente?, sabao, extractos, aguas de cheiro e muitos outros artigos dos ggS
melbores perfumistas de Londres e Paris. (S^gr
M
Vende se urna mobilia pequea, mo-
derna emmeio uso, por preco muito
commodo, bem como alguns trastes
avulsos : na ra da Gloria n. 27.
Slaehinas de costura
DE
Slvat & Companhia.
Estas machinas sao as mais perleitas
o ramo de mecanismo, unindo a urna
simplicidade a maior ligetreza e per'ei-
cao para toda e qualquer qualidade de
costura, do ponto mais fino ao mais
grosso. O vendedor se obriga a ensinar
o methodo aos compradores pt o sa-
bertm bem, assim como a ter as machi-
cbinas em ordem durante um anno.
Estas machinas cosem com 2 los nao
quebram o fio como muitas outras o fa-
zem e tao as melbores e mais baratas
ate hoje conhecidas no mundo, ellas se
acham expostas na galera do SR. OS-
BRN, RETRATISTA AMERICANO NA
RA DO IMPERADOR N. 38, onde
urna senhora competentemente habili-
tada podera' as ver e trabalhar. Igual-
mente se acham expostas no armazem
de MACHINAS AMERICANAS, RA DA
CRUZ N. 4 E 9.
SORVETE
|do meict dia s 3 horas e das 6 l [2 > 9 horas da uoite : na ra da Cadeia do Recifen.il5, loja.
mm$m-vmzM$igu
rs. o covado.
Finos brreles preloside seda para padrea a 2;
cada om : na loja da 8guia branca, ra do Quei-
mado n. 1G.
Bramante
bretanhas c atoalhado
Na luja da boa f, na na do Queimado n. 22,
vende-so bramante de linho muilo fino rom duas
varas de largura, nelo baralissimo preco do 2ji()6
a vara, breanha de linho muilo fina e amito
targa a 20*., 22g e 25 a pe;a com 30 jardas,
atoalhado de algodo com duas larguras a le ICO
a vara, dito do linho muito superior, tjinbcm
com duas larguras a 3 a vara, ; na ra do Quti-
mado u. 22, na loja da boa f.
Franjas de seda
delaa e algodo,
Mui bonitas franjas de seda de diversas largu-
ras e cores a 500, 6tOe 800 rs. a vara, dilas de
la i a 240 e 320. dilas de algodo brancas e pin-
tadas a 160 e 200 rs. a vara, todas proprias para
enfeitesde vestidos e casavpques, dilas coro bor-
llas e lisas, com mui bonitos lavrores, proprias
para corlinados, toalhas, cobertas, etc., lano
brancas como pintadas a 3J, 38500, 4S, ">g o C*
a pe^a : na loja d'aguia branca, ra do Queima-
do d. 10.
Bonecas chinezas,
Mui bonitas bonecas de choro vestidas a chi-
neza algtiOcada urna, assim como oulras tsm-
bem eleganiemente vestidas e de salas tjalao a
1^500 : na loja da aguia branca, ra do Queima-
do n. 16
E o ultimo goslo.
Superiores gurgurocs de'seda de quaqrinhos,
de lindos padres, pelo haralissinio prego de 1*
o covado, grosdenaples liso de lindas coks a 2*.
o covado. corles de laa muito fina com 15 cova-
dos, padres muito bonitos a 89, dilas de quadros
padres lambem muito bonilos a 480 r?. o cova-
do, chales de core, padres inteiramente novos
a 15 rs. o covado ; aproveitem em quanlo se no
acaba : na ra do Queimado n. 22, leja de
boa-f.
Ba Direita ii. 101.
1 grande realejo com tambor c pratos.
3 dilos com ranacos mgicos.
i menores com um s macaco.
Caixas com msica para costura.
Ditas com earteiras e eslojos aara vingeni.
Caigas e paletcls de casemiras.
Dilase dilos d3 brim branco, riscodo e 2 nga
a m are Ua.
Cortes de rolletes de velludo e sarja.
Mangas com nichos e flores.
Jarros sorlidos de porcelana.
Pomadas e cheiros.
Armnicas sorlidas,
Bicos e rendas.
Caixas com perfumaras.
Calcado de trsaca, bezerro o lustre, e oulras
muitas miudezas, que ludo se vende pan liqui-
dar contas al o firo de dezembro do Brrente
anno.
Vende-se urna negra muilo cm conta : nc
ra do Rangel n. 11, loja.
Vende-se formas ferradas para calcado I
do, porprecos muilo commodos: defronie da ma-
triz da lloa-Visla n. 8-.
AIniperalriz Fugenic,
Admirado .
N. 19 llua do Queimado N. 19
Mndernissimos chales de novo modelo, imitan-
qui n:
5; 00
do sahidas de biilo, muito propri.is para
passa a festa, pelo baralissimo proco de
cada um.
NA LOJA DE
Nova loja de miudezas
IGuimareS de tem o lampio do gaz na
porta,vendem-se as segun-
Ruado Crespo n. 17.
Vende-se ricas sedinhas de quadri-
nhos a 640 rs. o covado, fazenda de
preco admiravel, para acabar com urna
porgao de pegas.
W>\ tes miudezas
Vestidos brancos bor-
dados.
Vendem-se cortes de veslidos brancos de cam-
braia com dous c tres labios ricairunte borda-
dados, pelo baralissimo preco de 53o0 : na rua
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Para veslidos.
Superiores grosdenaples de seda do qnadri-
nhos, fazenda de muito go>lo e de lindos padres,
pelo mdico prego de 1*500 rs. o covado : na rua
do Queimado n.22, na loja da boa f.
Atlenco.
as quali-
que ellas
Vende-se um cavallo de estribara com lodos
os andares, muilo novo : quem pretender diri-
a-se a praca da Independencia os. 36 e 38.
Vendem-se duasescravas perfeitas engomma-
deiras e peritas coziuheiras, fazem tudo tendente
a cozioha, boas lavadeiras de sabao e barrella,
refinam assucar c fazem doce de todas
dades, e d-se a contento para ver o
sabera : na rua do Queimado n. 69.
Attenco
A
Vende-se urna famosa taberna as Cinco Pon-
las n. 82, junto as casas cahidas, possuindo de
fundos oitocentos e tantos mil ris, propria para
qnalqner principiante que queira estabelerer-se
e ganhar dinheiro ; o local em que est colloca-
do a dita taberna, a bonita vista que tem, e o
commodo, torna-se bastante recoromendavel por-
que tem um grande solo todo corri.do. arranjo
que se torna muilo apreciavel para os freguezes
do mato que gostain de se ?rrancharem onde
compram. Approveilem, que o tempo proprio
de se fazer muilo negocio, que a festa est na
porta ; vende-ae por o dono ser doenle, e nao
poder continuar.
por baratos
precos, como sejam :
$& : I.a.i para Dordar a melhor que ha no mercado a
i7g500 a libra.
Seda frxa de todas as cores para bordar a 12C
rs a miadinha.
Luvas de fio de Escocia para montara a CO
rs. o par.
Ditas de algodo de cores a 210 r?. o par.
Espclhos de moldura duurados a 3 cada um.
Capachos compridos para porta a 5i'0 rs. a-
da um.
Rieos penles de tartaruga virados muilo forni-
dos C bonilos desciihos a 10*.
Dilos sem serem virados proprios para andar
em casa a 33.
Ditos de iranca todos torneados para traressa
a 1$500 ca.Ia um.
Ditos lisos mui fornidos a 610 cada um.
Caixinhas do madeirc com espelhos para cos-
tura a 2*500 e 3$cadi um.
Agulhas inglezjs em caixinhas, o mclhnr que
tem rindo a este mercado, tanto em pualidade
como grossura a 100 rs. a caixinha : na rua do
Queimado nr59. loja de miudezas de Maia & Bar-
ros, onde tem o lamiiiao do gaz na porin. i
mesma loja chegou um variavcl sarllroenlo de
meias de cores para meninas, as melhores que
tem apparecdo nesle mercado, lan'o pola sua
delicadeza como econmicas, as quaes trm um
boccal tingindo calclas, e ao mesmo tempo lor-
nam se muito desnocessarias as calcas ; cs'.ss
meias s se cncoolram na rua do Queimado. loja
de miudezas de Maia cv Barros, onde iem o lam-
piao do gaz na porta.
Attenco.
Vende-se na rua Direita n. 14, arroz do Mara-
nho a 100 rs. a libra, loucinho de Lisboa a lO,
azeite de peixe a 400 rs. a gairafa. chouricas as
mais novas oeste mercado a 560.


()
DIARIO DE PEfiStHWJCO. QU1MTA jffIRA 29 DE DiGVSMBBO DE 1M0.
>-
E' baratissimo.
Falitos de brim branco muilo bem feilos e pro-
priis para a presente estaco, pelo baralissirao
prci;o de 5$ coda um : na ru do Queimado n.
22, luja da boa-f.
de graca.
Corles de calcas de meia casemira de cores es-
curas a I$600, ditos de brim delinho de cores a
2.', risea inihos de lioho proprios para obras de
meninos a 200 rs o corado, grvalas de seda de
coros a 6i0, ditas pretas estreitinhas e largas a
ljj, e alom disto outras fazendas que se vendem
mii'M'ii conta ; Da loja da boa fe, na ra do
Queimado n. 22.
Baloes de 30 arcos.
Vendem-se superiores baloes com 30 arcos,
sen I i muito recommendaveis poi poderem flcar
do taimnho que se precisar, pelo baratissimo
pre;o de CJ ; na ra do Queimado o. 22, na loja
da ui f<5.
ntremelos e tiras
bordadas,
Vonde se mui bonitos enlrcmeios e tiras bor-
dadas i>m fina cambraia, obras mui bem acaba-
das, os entremeios pelos baralissimos precos de
Ij60, 23 2$400 a peca c as tiras bordadas por
S{>. 28500, 3#, 4, 5fe 6. Avista da superio-
riiiade da fazenda ninguem deixar do comprar e
parauso dirijam-sea ra do Queimado loja da
ag'iia branca n. 16.
Chales.
Ricos chales de merino estampados, de cores
muito bonitas a ~p, ditos muito finos a 8$500,
dilos usos a 5J, ditos bordados a matiz a SjOo,
na ra do Queimado n. 22, loja da boa-f.
monslro.
Vende-se algodao monstro com duas larguras,
muili) proprio para toallins e lencos por dispen-
sar toda e qualquer costura, pelo baratissimo
greco de 609 rs. a vara ; na ra do Queimado n.
22, na loja da boa f.
Labyritilos e biccos das
libas.
A loja tragla branca acaba de receber una no-
bonito sortimeiilo do labvrinlos e biccos das
lilii, obras ja o era condecidas por suas boas
' inltdades o duraco. Os labyrintos por su.-.s
mu diversas largaras regulam de 240 a 19200 a
vara, e os biccos de 200 a l;>000. Uns e oulros
sao desmama utilidade, o por isso se tornam
necesarios para as familias. Vendero-se era dita
loja d'aguia braea, ra do Queimado n. 16.
E to barato que admira.
Cassas de cores de padroes rauita bonitos que
pareccm organdys, pelo baratissimo proco de 840
rs. o covado : na ra do Queimado n. 22, na loja
da boa f,
Vende-se urna prela perfeits eogoramadei-
ra e cozinheira. lava de sabo, cose e faz laby-
nntho, aadia e sem vicio algum ; urna dita que
engomma bem, cozinha e faz o mais servico de
urna casa ; e urna mulata com urna fllha de 8
nonos, boa engommadeira e cozinheira, sem vi-
cio algum, sabendo a fllha coser, alinhavando-se
qualqucr costura ; na ra das Crujes n. 18.
Attenco.
AO BARATO.
Vende-se um sitio no lugar Peres com duas
casas, sendo urna do pedra e cal, na qual tem
urna padaria e outra para qualquer familia mo-
rar, lera banho do rio Tigipi, e bastantes fruc-
teiras : na ra do Queimado n. 69.
?; Vendem-se saceos com feijao mulatinho.
larinha, milho, por precos commodos : na ra
da Cadeia do Recife n 55, junto ao armazem dos
Srs. Prente Vianna & C.
para
Msica por metade do seu valor
liquidar.
Msicas do Trovador, Travista, Puritanos. Lu-
cia, Lucrecia Borgia e outras, pela metade do
prego marcado e que custam no Rio de Janeiro
na l.vrana acadmica, ra do Imperador n 79.
vende-so urna escrava de nago Angola e
de boa conducta, e o motivo da venda se dir ao
comprador: em Fra de Portas, ra do Pilar nu-
Paraua principiante.
Ns ra Imperial n. 128, vende-se urna arma-
cao nova de taberna ; quera a pretender dirja-
se a mesma cas, que achara com quem tratar
Na ra da Iroperatriz n: 2, junto a loja do
(landres, vendn-se superior vioho bordeaui a
900 rs. a garrafa, dito xerez a fJHSOi), dito duque
do Porto fino a 1500, chapanha das melhores
marcas a 2 a garrafa, doce em latas de urna li-
bra a 900 rs., bolachinhas em latas de todas as
qualidades ranito novas a lg600, figos de coma-
dre em caixinha de 4 libras a 2, peras seccas a
2 a caixinha, fumo de Garanhuns a 800 rs. a
libra, barato que admira : nesta casa acha-se
um completo sortimento de bons gneros e pre-
cos commodos.
I Veslidos de Monde
J NA LOJA DE
f| Guimares & Villar.
Rua do Crespo numero 17.
Vende-se ricos corles ie vestidos de
9 blonde ltimamente chegados de Paris.
4SRa Direila 4S
ESCOMIDO SORTIMENTO
DE
Pianos
em
Saunders Brothers & C. tem para vender
eu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11
alguns pianos do ultimo gosto, recentiment
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes i. Broadwood ASons de Londres
muito oropriosaara este clima.
Vende-se um escravo ptimo sapaleiro, e
tambera urna preta do malo para todo o setvigo :
na ra das Cruzcs n. 18.
,a^h^Se*upritl0 deP.,si, de8la superior pitada em boles de libra e dilos de meia libra, earantin-
uo-sc a superior qualidade : na ra da Cadeia do Recife n. 15, loja do
tro commercial.
o deposito continua a receber o verdadeiro tabaco caporal, vendendo-so pelo oreco do costeme
abac0inrern f10/0. nPr h V obre ? q,T,ia do 10 : assim como recebeu-se o sup.rior
litos de meia libra : na ra da Cadeia do Recife n. 15, loja lo
commercial.
\mm.
Y3nde-se eme asa le Saunders Brothers 4
I. iraca lo Corpo Sanio, relogios do afama
J) ibrisanle Aoskell, porpregos commodos
. !"'.! nc ~ r\m e cadeiasparaos mesmos
,; f illnte zosto.
'g i 9 I 9 ,i> .3 3 3J3!3iS D O ICiaO 38
9 vi^iro coalra Fog |
M>MPAMalIA
de
>
8
-A
s
Hit:
AGENTES
C J. Astley <& Gompanhia.*
7ei*Ie-se
m
B
?> nnas
e ferro
purgar assucar.
Erichadas de ferro.
para

Ferro sueco.
m
o
I
i
F 'riogardas.
\co -ie rpieste.
Pregos de cobre de com-
posico.
Birritha e cabos.
Brim C raro le lastre.
} ilamha para marcinei-
ro : ao armazem de C.
J. Astley - )> m ^ if|9xi d i
Na rna 1a Cadeia n. 24, vendem-se as se-
guintesfizendas, por metade de seu valor, para
liquidagao.
Bicos do seda broncos o prelos, de lolasas
ar* in ;. vara a 160. 210, 400, 800 e 15000.
Um cimpllo sorlimonto de fraujas de sedae
de algo lio.
Chiles deljoquim i 10, 15, 20 e 35J
Botoes lesela, velludo, de louga c de fusilo
de fu! iil.-s linas, duzia a 200, 00 o 000 rs.
Collarinhoj borda-Ios de 500 rs., 2#, 3 o 4^.
Eiitreireios Uns, pegas com 12 varas a 19.
Folhos bordados tiras'a 500, Ijj, 2jj. 3*500.
Camisetas com manguitos a 3ji, 4, 5 e 6-j.
Enfeites le fibrosa Gj.
Chapeos de seda pira sonhora a lOjJ.
Casavequesda reliado a 40 e 603
Ditos de seda a 253.
Ditos io. fusto a S c 12J
Fitas de seda e de todas as qualidaJes de 160
re. a 15)00.
Dita? la vellido de 20 rs. a 1J.
Vende-se a prazo
s loja di mi'idezas da ra Direitan.83, com pon-
MS miulexas : quera a pretender, dirija-se
i, i ie achara com quera tratar.
Vende-se urna padaria muilo afreguezada
em pao r bolacha, sita na Estrada Nova, perto do
Cacliangii : quera a pretender, i'irija-so mesma.
Attenco.
Vende-se urna preta de meia idade, bstanlo
robusta, com urna linda Blha de 6 annos, a preta
lava, eogomma, cozinha, e muilo fiel, c sem
vicios, o >|ue se afianca : a tratar na ra do Quei-
mado, loja n. 28.
Espirito de vinho.
Vende-se barato : na travessa do paleo do Pa-
raizons. 1S e 18, casa pintada de amarello.
No ecrii tirio doJ. P. R. Braga, ra do Vi-
gario n. 11. primeiro andar, ven de-so cal de Lis-
ta la ,i ni is nova que ha no mercudo.
Venderse un)3 arrancio de taberna, sita no
bcc.o Largo n. 1 ; a tratar nu mesma.
Carro e boi.
Vende se um boi e um carro do 4 rodas, ludo
em bom estado, e veude-se era conta por ser to-
stado por di* ida : na taberna grande da Sole-
oade.
Vendem-se duas casas acabadas ha pouco :
a lr.it.ir nos Qualro Cintos n. 3.
Vende-se um lindo moleque com ilade de
12annjj : na ruado Hjspido n. 23.
Os proprietarios deste estabele-
cimento convidara ao respeitavel publico, principalmenle aoe amigos do bom ebaralo, que se
" : achara em seu armazem de molhados de novamente sonido de gneros, os melhores que tem
I j viudo a este uercado, por serem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
j a raaior parte delles vindos por conta dos proprietarios.
Chocolate
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porcao a 80 ti,.
MatBielada imperial
'' sVerporcfobr;fl rde-,U,rS TS fabrCanles d0 LUboa emIa,asJe i a 8 b'
'*., em porgao de se fara algum abatimenlo.
Ma^a de tomate
em latas de 1 libra por 900 rs., em porgao vende-se a 8S0 rs.
Latas cm ev\i\\ias
vende-se nicamente no armazem progresso a G40 rs. cada huma.
Conservas trancezas e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
Latas de bo\ae\i\a de soda
com diferentes qualidades a i600a lata
A.meixas fraucezas
I s vtis novas que tem vindo a esle mercado em compoteiras, contendo 3 libras por 3$000
eemiatasdel 1 [2 libra por 1*500 reis
Verdadeiros gos de comadre
em caixa com 16 libras por 330C0 rs, a retalho a 2-10 reis a libra.
CaxmVias com 8 libras de passas
Aproximndole o lempo festivo, e senda in-
dispensavel que as lindas e amaveis Glhas da
opulenta e potica Mauricea se previnara do que
necessano para o resguardo dos seus mimosos
e pequenlnos ps; attendendo tambera a que
urna crinolina empavesada nao pode estar de
acord com urna botina acalcanhada ou desco-
gida, assim como um cavalheiro de caiga balo
rom um borzeguim estragado, far urna Irist
figura vis-a-visde urna bella; consideraces to
acertadas actuaran no espirito do pronrietario do
eslabeleciracnto, j to conhecido pela modici-
de dos pregos do seu calcado, para reduzi-los
anda mais, munindo-se do um abundante sor-
tmenlo e sora defeilo, que aprsenla aos seus
benignos freguezes (moejla em punho) pelos
pregos abaixo: v
Senhoras
Borzeguins 32 a 39. 800
Ditos ditos.......floo
Ditos ditos.......4S000
Meninas
Bo;zeguins29 a 31. 3#800
Ditos 23 a 28......5<>'600
Ditos 18 a 2i......5^200
Homem
Borzeguins. ...... 9500
D'.tos.........8,^800
Ditos prova de fogo e d'a/;ua. 8'500!
Wtos. ........
Helos barzeguins de lustre. .
Sapatoes corn elstico e lustre.
Ditos arranca pello', bezerro. .
Ditos de hezerro. ....
Meninos
Sapatoes........3$600
Ditos.........o}000
Ha tambem nm variado sorlimcnto de lodasas
classes epregos nfimos, sendo os annunciados
somenle de primeira classe.
Calcados baratos.
Vondom-se os seguinles calcados : borzeguins
5>nUrJ,) '!e luslre de Nantos a" 9*. de bezerro a
OJbJU, de luslre do Paris a 8J o a 7jJ, borzpguins
para senhora a -f9r>00, para meninas a 3t50(>. sa-
patfio de cooro do bezerro de Nanles a 4$, 4g700,
taxlados de sola Jupia a 5;70l) ; tambera se ven-
dem_ chapeos de fellro linos a 3.38OO. camisas de
fustao a -23 cala urna, e chapeos de seda pretos
uosa 7j e 6$ na loja da ra Nova n. 1. III
Cera de carnauba nova %
por diversos precos, de 83J10, 9JJ00 o 10$, qna- i H
lidade especial : no largo da Asscmbla, arma- IJ
zem de Anlunes Guimafes & G.
sera segundo.
Ka
e armazem
DE
6#000
6^000
5^000 i
5^600
5,^000 \
GRANDE SORTIMENTO
DI
lazendase obras feilasJ
1.0 ja
DE
" "asto.L
Na ra do Queimado n. I
46, frente amarella.
Sortimento completo de sobrecasaca de M
panno preto e de cor a 25, 28j>, 30# e >
3o, casacas a 28. 30 e 35-3. palilots dos
mesmos pannos20. 22 e 25g, ditos de X
casemira de cor a I63 e 18, ditos sac- P
eos das mesraas caseroiras modelo inglez fU
casemira fina a 10, 12/14 e lg, ditos fe
saceos de alpaca preto a 4g, dilos sobre g
fino de alpaca a 7, 8e9, ditos dme- Q
ri selim a Klg, dilos de merino cordao ft
a lOge 12, ditos de sarja preta trancada W
saceos a 6$. ditos sobrecasacos da mes- ^
ma razendaa 8, dilos de fusto de cor e
branco a 4. 4S500 e 5g. colletes de ca- ||
semira de cor e preto a 5 c 6, ditos de V
merino preto para luto a 4 e 5, ditos &?
de velludo preto de cor a 9 e 10, ditos
de gorguro de seda a5 e 6, ditos de &
brim branco e de cor a 2500 e3, ealcas 9
de casemira do cor c preto a 7g, 8g, 'J M
e 10, ditas para menino a 6 e 7, ditas J
de merino de cordo para nomem a 5J e *
69, ditas de brim branco a 5} e 6, ditas
ditd de cor a 3>, 3J500, 45 e 5, e de M
loilas estas obras temos um grande sor- S
tmenlo para menino de todos os tama- g
nhos ; camisas inglezas a 36 3 duzia. Na 3
mesma loja ha paletots de panno preto f|
para menino a 14J, 15g o 16?. ditos de (O
casemira para os mesmos pelo mesmo ,f
preco, dilos do alpaca saceos a 3 e Sg
335O, ditos sobrecasacos a 5 e 6j para jr|)
os mesmo?, calijas de brim a 2c500, 3 o Jft
3500, paletots saceos de casemira de cor v
?. 6J e 7, toalhas de linho a 800 e i ca- B
da urna. ?E
No mesmo estabelecimento manda-se ^
apromptar todas as qualidades de obras Se
tcndenles a roupas feitas.em poucos dias, *
que para esse fim tomos numero suf- 2
ficiente de peritos ofiiciaes de alfaiales
M. i 1 g -, ^ uciente ue pernos oinciaes ae auaiaies
mo a o,5U rs. o sacco. Srisidos por ura habil meslre de seme_
,J ., ; M lh.ante arte, fleando os donos do eslabe-
j?.",lo,l'om es'^Jo. o para acabar : no largo y leciracnto responsaveis pelas mesmas
daiAssembla, arraaem de Antunes Guimares
O; Companhia.
GB.MDE SORTIMENTO
DE
a^jlas e roupa fcila
NA LOJA E ARMAZEM

DE
Joaquim Rodrigues Tarares de Mello
RA DO QUEIMADO N. 39
I EM SUA LOJa DE QlIATRO POR7AS.
Tem um completosortimenlo da roupa feita,
convida a tolos os seus freguezes e a lodos
quadsejarem ter um uniforme feito cora tojo o
gosto limjanwe a este astabelicimento que em-
coniraro um babel artista chegado ultimamen-
Ltsbo
responsaveis peas mesmas
a obras at a sua entrega. 6
Sebo e graixa.
Se'.o cnadop graira em bexigas: no armazem
u" Tasso Irmaos, no caes de Apollo
:$ Machinas de vapor. (:;
' Rodas d'agua. :;
':} Moendas de canna. ;:,
A Taixas. ^
"ij Rodas dentadas. @
SJ Bronzes e aguilhes.
$ Alambiques de ferro. @
'i$ Crivos, padroes etc., ele. g
^5 Na fundi<;ao de ferro de D W. Bowman, fe
^ ra do Brum passando o chafariz. *
@q^@? @@9@ a@@g@
Carro.
rende-sc um expeliente carro todo envidnea-
do, com urna boa parelha de cavallos, por prco
com modo, prazo ou visla : na ra larga do
Rosario n. 24, loja de ouro, se dir quem tem.
rs.
te d
glez,
de
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Biscoutos
Emcasade Arkwight & C., ruada
Cruz n. 61.
a ? fe 5IM,d?'ldt rM do Queimado b.
55 defronte do sobrado novo ha para vender
pelos diminuios precos os seguinles artisoa :
Duzia de sabonetes rauito finos a 60 rs
Cartoes de clcheles com duas ordena a20 rs
taixas de clcheles balidos a 60 rs.
Duzia de meias cruas para homem a 3
Dita de ditas para senhora a 3}500.
Pares de meias para senhora a 300 rs
Latas com banha muito fina a 500 rs.
Iscas para acender charutos, caixa a 60 rs
Phosphuros em caixa de folha a 120 rs.
Cartas de alfinetes muito finos a 100 rs.
Caixs de agulhas francezas a 120 rs.
Pares de sapalos de tranca de algodao a 1.
frascos de macass perofa a 200 rs.
Dilos de dito oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garfos, cabo prelo, a 3#.
lares de sapalos deln para meninos a 200 rs.
Ditos de luvas de cor fio de Escocia a 320.
anos de grampas muito finas a 40 rs
Caivetes de aparar penna a 80 r
Tesouras mnilo finas para costura'a 500 rs.
Ditas ditas para unhas a 500 rs
Pecas de franja de 15a com 10 varas a 800 rs.
Ditas de tranca rom 10 varas a 3O0
L.nha Pedro V, cartao com 200 jardas a 60 rs.
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escoyas para denles muito finas a 200 rs
tordao imperial fino e grosso a 40 rs.
Oleo de babosa muito fino (frasco) 400 rs.
itinnas estrenas para eufeitar vestidos a 800
rs. a poya.
Labyrinthos de muito bonitos goslos por lodo
a fos!8 Para enG" esparlilho muil "D-des
Dito para dito pequeos a 80 r
m,Q.,.Me.iMns"Jde li,,,,com Mvaraa 200 rs.
1S400 ia SCa Prela COra 10 varas
Vara de dita a 160 r
r'-!iv1Ssdn,meas e Cl,res para m^icos a 160.
Uixas para rap muito finas a 1.
Linnanara marcar (caixa de 16 nvelos) a 320.
Liquidaco de roupas feitas
com 50 0|0 de abate, ua ra
Nova 11. 47, junto a Concei-
cao dos Militares.
Casacas de panno fino de 20 a 30S.
Ditas para menino de 16 a 20j>
Calcas de casemira de cor de 6 a BS.
JJuasde dita preta finos de 8 a lOg
I Has de brim oe linho a 1g500e 5.
unas de dito para meninos a 1J500 e 3a
Pa elols de brim para horr.rm a 3 e 5S.
Dilos de casemira de cor a 10 e 18
Ditos de dita prelos a 10 e 20*.
Colletes de velludo a 7 e 8#.
Ditos de gorguro'a 4 e6.
Ditos de fustao a 15500 e2-
Camisas francezas, duzia a 20p.
Cortes de velludo a 5 e 6.
Fardas para guardas a 8 e IOS.
Casemira fina enfestada a 3j.
Brins em varas e covados, de diversos precos
eoulras mais fazendas, ludo por barato preco '
Roupa feia para liquidar
na ra da Imperatriz n. 60,
loja de Gama & Silva.
i i.*S"i? de "?,Plr;ira d- "r muito finas a 7?. di-
, a* de brim de linho branros muilo fino a 4, di-
tas de gorguro e.=curo a 38, di'asde brins de ro-
, res a 2|, 2S500 e 3. colletes ae velludo dhosSe
fln W 10,>ddf. Mtell de alpaca preta
muilo Loa fazendae5i, dilos de princeza preta
afcg, dilos de merm prelo a 7. dilos de panno
preto lino, ditos de riscadinho evizinhos a2g5C0
Coke (carvao),
ou combuslivel para cozinhas, caldeiras, ele.
muilo econmico para as casas particulares : ven-
ne-se na fabrica do gaz, em porcoes de um quin-
tal para cima a 1 o quinta!.
Pechincha para os Tabri-
cantes develas.
Na ra Imperial, taberna n. 37, vende-se fio
,>r8e!:foZdPeri5ra0.rLrra. P""08 ^ Te'"' PC' baral
Na ra do Liviamento, loja decalcado
n. 19, vende-se calcado francez mais
barato do que era outra rarte, celos
precos seguinles:
Para homem.
Borzeguins Helis de luslre e bezerro a 8;500
Ditos nglezes de lustro a 5S.
Ditos dilos de bezerro a 6?.
Ditos ranrezes de lustre a 6.
Dilos de bezerro, sola dupla a 7j.
Ditos de dito, vaqueta de lustre, a 7S
Sapatoes de Nanles, sola fina, a 4t3(j
Ditos, sola d%pla, laxiado, a 5?.
Para senhora."
orzcguinsde luslre a 4 (Jolli.)
Uenino e meninas.
Borzeguins para menina a 3*500 e 4ft.
v.l!ivSo,=fJa niPni"0. sola e vira, a 5S5C0.
''"''d
a 32*000 rs. em porcao se far algum abaiiraenlo, vende-se tambera a retalho a libra a 500 ifcjK*!fJ" '0Fimi caVemira T'cVi
a bel artista
boa para dosempenliar as obras a von-
; tade dos freguezes, j lera um completo sorli-
o de p.l.tots de fina ca5emira mojlo im-
e muita bem acabados a 16&30O, ditos
marin setira a 12-5000, ditos de alpaca
"& t-000, dU0S do alPaca sobre casacas Rosario n. 36, vende-se
mentos :
Robl'Affeeteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegotaes.
^ilsaparrilha Brlstol.
Dita Sands.
l^Xil
Botica,
Birlholomeu Francisco de Souz3,
a 83000, ditos com goda davalado a 900o,
ditos de fustao, ditos de ganga, ditos de trira,
ludoa55>0 0, dilos de brim de linho tranca-
do a 6*000, calca de brim de linho
Mantega ingleza
perfeitamente flor a mais nova que ha no mercado a 1SJ000 rs. a libra, em barril se far al-
gum abalimenio.
93000 ea 10300, ditas de casemira pre-
ta suportor fazonda a 12000, palilots fran-
ceses d\ panno fino fazenda muito fina a 253
sobre casacas .le panno muito superiores a 353
ea 401000, um completo sorlimenlo decami-
:ezas, tanto de linho como Je algodao
vende-se muilo em coma, afim de que-
rua larga do
medica-
sas fra
efusiao
e de
Cha perola
o mellior que ha neste genero a 23500 rs. a libra dito hyson a 23000 rs.
Palitos de denles \ic\iados
a 200 rs. cem 20 macinhos.
pexe sarel em posta
o melhor peixe que exzisle em Portugal era latas grandes por 1500 rs. cada urna
outras muitas qualidades que se vendem pelo mesmo prego
Manteiga franceza
a 720 rs. a libra era barril se far abatimento.
TcucinAi de Lisboa
o mais novo qua ha no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
era caxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 43000 rs.
Tambera vendm-se os seguinles gneros, tudo recentemenle chegado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 48fc rs. a libra, chour$a muita nova, marmelada do mais afamado fabricante lomn''"^''? "3 roupas da fs'a a'800. i j,
de Lisboa, maca de tomate, perasecca, passas, fructas em calda, araendoas, nozes, frascos com i Bea r.na!af,eaf' .ril^^l1'065 ,diirerei,les.
amendoas cobertas, confeites, pastilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux, proprio 2*'K--2"- "'' nr.l.?^M,u>\ !lc-}
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, macas de todas as qualidades,
gomraa muito fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de dita?,
spermecete barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei-
tonas muito novas, banha de porco refinada e outros muitos gneros que encontrarlo tendentes a
molhados, por isso prometiera os proprietarios venderem por muilo menos do que outro qualquer,
proraettem mais tambera servirera aquellas pessoas que raanJarera por outras pouco praticas como
seviessera pessoalmenle; rogam tambera a todos os senhore de enganho e senhores lavradores
queiram mandar suas encommenJas no armazem Progresso, que se lhes affianca a boa qualidade e
o acondiciona meato,
rer-se liqiudar com as camisas.
E pechincha.
um*}H}1 d Pre?usa- na pia do Queimado n 2
enrunrps de odSo de cores b.^tanfe
s: p5opd.pirpara eecravos- pei barat-i-
-- Vende-se na ra do Livrmeuto
n. 9, borzeguins rancezes a 65, dito
de bezerro a 6$. dito de vaqueta a 7#.
Aos senhores araiadores e
proprietarios de carros fn-
nbres.
Vendem-se velbulina prela superior a 400 rs
o covado ; na ra do Crespo n. 25.
Z/Oja esperanca.
Vendo-so borracha de seda prela "para borze-
guins a 2#200 o cova Jo, graixa em Larris muito
boa a 60 rs., est aeabando-se, nautas do ebino
de Ga.ilrot a 18 e 20#. braceletes de mozaico a
oj laa para bordar a GH^O a libra, trancas do li-
V1..1.CHC!. UMU9, inas, iriucnanies, etc. : n
do Queimado n. 33 A, Guimares & Rocha.
Pof metade do seu
I valor.
Ra do Quemado n. 19.
Vestidos de Vertnitngo inglez.
Xirope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres)
U-igunnlo llolloway.
Pilulas do dito.
Bllitir anti-asmalhico
e li libras6 bCCa '"^ Cm roIhas' de 2 0Df
-t!! fCm lm um grand0 sortimento de pa-
pel para forro de sala, o,u,l rende a mdico
Vendem-se libras sterlinas, em
casa de N. O. Bieber & C. : ra da Cru-
n. +.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n.i2.
5 Receben-se e continua a receber-se poi S
g todos os vapores artigos do modas para
homens, incluindo calcado de Helis na
| Loja de mar more.
#- @@ @@f
Ceblas e velas.
Vendem-se ceblas novas a 800 rs. o cento
espermacele a 633 a libra na Iravessa do pateo
do Panno n. 16, casa pintada de amarello.
["Para acabar.
[ Guimares lliua do Crespo numero 7j
A 20^000.
Certes de cembraia brancos ricamente S
bordados com duas saias
A 4^000.
Pecas de cambraia com salpicos com i
9 varas. I
A 5^000.
Pecas de cambraia com salpicos 3 bor- |
dadas com 9 varas.
A G^500.
f Cambraia da China bordadas o melhor
possirel peras con 9 varas.
A18000.
& Corles de cambraia ricamente borda-
3D das com 2 saias.
todos os vapores, vestimentas, calcado e
cnapeos para meninos na ya
| Loja de marmore.
itutiHiM m @@s@
Vinho genuino.
Anda ha urna pequea qnantidade de ancore-
tas deste vinho sem confeieo, e proprio de doen-
les : na ra do Vigario n.'l9, primeiro andar-
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Storaacal de 1830.
Precioso de 1847.
As duz'us, e em caixinhas, a dinheiro. porba-
umeru8" P6l barallssimo P"co da 10 cada rato preco :Sendc-se na ra do Trapichan 40,
rie' escriptorio.
Vende-se urna porcao de lijlos j servidos
em bom eslado, em conta : quem quizer appare-
?a na ra das Flores n. 25 ; na mesma se vende
urna casa terrea no bairro da Boa-Vista, muilo
boa, e com commodos para familia.
ACTK1CA4.
Brilo & C. pretendem vender sua loja de louca
da ra Nova n. 52: quem a pretender, dirija-se
aos mesmos na dita loja.
Vende-se um cabriclet com um bom caval-
lo ou este somenle : na ra do Queimado, loja
numero 36.
mm
DE
Differentf s qualidades
Na loja da aguia branca se ocha um grande
sortimento de papel de differenles qualidades, ai-
mago liso e pautado, de peso tambem liso e pac-
tado proprio para se mandar marcar a 3, 3^500
4$e 4g500 a resma ; dito fantasa de bonitas co-
res e bons goslos a 1 e 1J200 a caixinha, dito do
beira dourada a 2?500 a caixinha, envclopes de
cores, brancos, bordados a lc 2} rs. a caixinha :
na dita loja da aguia branca, ra do Queima-
do n. 16.
Vende-se a dinheiro ou a praso urna ser-
rana com porcJo de madeira : a tratar na ru da
Praia n. 47.
0
_~


DUllO DI PEWUM1C0. ^UIRTA FEIRA 29 DB NOVEMBRO DE 1860.
f)
MHXCI\
DA
FUNDIDO LOW-MOVV,
Rna da Seuzallu Nova n. 42,
. Nesle eslabelecimeato contina a haver una
completo sorlimeato de moendas e maias moen-
das para eugenho, machinas de vapor e laixas
de erro balido e coado, de lodos os lmannos
para dito.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhscido e acreditado deposito da
ra da CaJeia do Recife n. 12, ha para vender
verdaJeira potassa da Russia aova e de superior
quj IjJj, assim como tambera cal virgeni em
pedra, ludo por presos mais baratos do que em
oulra qualquer parle.
Vinho de Bordeaox.
Em casa de Kalkmann lrmlos&C, ra da
Cruz n. 10 .encontra-se o deposito das bem co-
ndecidas mirca dos Srs. Braodenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
dsaix Te n as seguales qualidades :
De Braudeaburg frres.
St. Eslth.
St. Julien.
Margaux.
Larse.
Chteau Lorille.
Chateau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
SI, Julien
St. Julien Mdoc.
Cuateau Loville.
Na aiesiaa casa ha para
vender:
"Sherry em barris.
Madoira era barris.
Cogaac era barris qualidade fina
Cognac em caixasqualidadc inferior.
Cerveia branca.
A.S melliores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer &G.e Wheeler &Wilson!
Neste estabeleci-
menlo vendem-se as
machinas destes dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
ds noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranca
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Lcile 4 Irraaos ra da
amigamente aterro da Boa-
Imperatriz n 10
Yista.
Una do Quehaado n. 39
Lojade quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha corts de vestidos de seda de cores, fazenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
60?l00, ditos sem defeito a 100000, tem um
resto do chales de toqtiim que estac-se acabando
a 303000, ditos de rairin bordados com pona
redonda a 83000, ditos sera ser de pona redonda
a 85000, ditos Mtanpados com listras de seda
em roda da barra a 9&000, ditos de ricas eslam-
pas a 75000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 23000, dilos sem franja e muito
encorpado a 23000, ricos manteletes Je grosdi-
napies preto e de cores ricamente enfeitadosa
253000, dilos muito superiores a 305000, en-
feitesde vidrilho preto a 38000, dilos de retroz
a 33500, organJisda mais Gna que ha no mer-
cado a 15)000 o covalo, cimbraias decores
de padres muito delicados a 800 rs. a vara, ditas
de outras qualidades a 600 rs. a vara, ricas chitas
farncezas de muito boas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, paitos para camisa a 240 rs. cada urna,
corles de casemira de cores a 65000, ditas em
pesca de q'iadrinhosa 45000 o covado, gollinhas
de muito bom goslo a 13000, ditos de outros
bordados ricos a 3)000, manguitos de cambraia
bordaJos a 33000, tiras bordados e entrimeios
que se ven Jera por preco commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de criancas, e capinhas
para senhoras a 13400 rs. o covado, cortes de
cambraias de salpicos a 59000, cortes de cam-
braia 'enfeitads cjm tiras bordadas a 63OOO,
e outra rotulas mais fazendas que sera dificil
aqui pdelas mencionar todas.
Gama < Silva,
na ra da Imperatriz, outr'ura aterro da Boa-
Vista n. 60, vendern para li'juidar-se as fazendas
seguales, por menos de seu valor.
Corles de vestidos de laa o seda a 138, pecas
de bretanha com 10 varas a 3, ditas de rolo cm
10 varas a 2g, chaira de cores muito bonitos, co-
vado a 800 rs., fular de seda lindos padroes a 800
rs., lazinhas de quadriuhos c muito finas a 400
rs. o covado, ditas barcges de quadros o covado
a 280, merino de urna s cor para vestido a 320 o
covado, chitas francesas escuras o covado a 240,
260 e 80, riscados iargos francezes o covado a
200 rs., mussulinas matizadas o covado a 200 rs.,
cassas franeezas para vestidos o covado a 240,
dilos muito finos a 300 rs., corles de riscados
monstros para veslido a 33, cambraia de salpico
muito fina a vara a 800 rs. ditas brancas e de cor
a 400 rs., enfeilcs de vidrilho pretos e de cores a
3g, gollinhas de trasp isso muito finas a 33, gros-
denaples muito encorpados o covado a 23, de lu-
do se dao araoslras, ficaudo penhor.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Covado a 200.
Chitas largas de bonitos gostos a 200 rs. o
covado, dilas estrellas a imitacao de lazinhas a
160 rs., cassas de salpicos brancas e de cores a
200 rs. o covado, pegas de eguiao de a'godo
muito fino a 38 a pega, dilas de bretanha de rolo
com 10 varas a 28, riscadinho de linho a 160
rs. o covado, chales de merino eslanpadosa 28,
lencos brancos com barra de cor a 120 rs. dilos
com bico a 200 rs. algodao monstro de duas lar-
guras o melhor que possivel a 640 rs. a vara,
mussulina encarnada a 240 o covalo, fil de li-
nho preto bastante largo. A loja est aberta al
as 9 horas da noile.
Grammatica in-
gle za de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallar inglezem 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruc-
cao, pblicos e prticulares. Vnde-
se napraca de Pedro- II (antigo largo
do Collegio) n. 57, segundo andar.
Vende-se
EM CASA DE
Adamson Howie & C.
Vinho do Porto de superior qualidade.
Tinta de todas as cotes.
Lona e filete.
Fio de vela.
Sellins, silhoes, arreios e chicotes.
Rolbas.
Ra do Trapiche n. 42.
Calcado barato|
para acabar
1 Vende-sc na^loja de Nabuco & C, na
Nova n. 2, osseguintes calcados baratos
para homem, senhoras e meninos a di-
nliciro a vista :
Borzeguins de duraque gaspeados para
hornera a 7jj|.
Ditos ditos para senhora e meninos a 23.
Dilos todos de duraque prelo e de cores
para senhora a 48.
Ditos ditos sem silto a 38.
Ditos de pellica com sallo e sem salto
. 58.
Dilos de selim preto gaspeado e com sal-
to a 68.
Ditos lodos de selim sera salto a 58.
Sapatos rasos de lustre para bomem a 38-
Sapalos de lustre e bezerro para meni-
nos a 23
Borzeguins lodos de bezerro para meni-
nos a 58.
wm
cobertos e descoberTosr pequeos e grandes, de
ouro patenie inglez, para homem e senhora de
ura dos meiores fabricantes de Liverpool, viu-
dos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Sonihall Mellor AC.
^Eincrivel a 22$.
Chapeos para senhoras, de seda branca
ricamente enfeitados e com veos : na lo-
ja de Guimaraes & Villar.
A5000. Liqnidacao.
. ______ .__1 l._ 1 1 ____ IIai lll I II
415,000.
Manteletes de fil
acabar.
pretos a 153, para
A15#000.
SE
Vestidos de phanlasia de 303, vende-so
por 153 para acabar.
A 5#000.
Manguitos de fil preto com golla o me-
lhor possivel a 53 para acabar na toja
do Guimaraes & Villar.
Macas e peras
de todas as qualidades que existem em Portugal,
tanto em porcao como a rclalho, sem lemilede
pre;o : vende-so nicamente no armazem Pro-
gresso do Duarte & Irmao, no largo da Penha
numero 8.
A 28400 o corte.
NO
Armazem de fazendas da ra
do Queimado n. 19.
corles de chita franceza pelo baralissimo prego
c 23U0, antes que se acabem.
Vendem-se duas moradas de casas terrase
em Olinda, sendo urna na ra do Amparo com
bastantes commodos, quintal murado, e estriba-
ra para 2 cavallos ; c a outra na ra de S. Fran-
cisco com bom quintal e cacimba propria para
quem precisar lomar banhos salgados por ser
muilo perlo, ambas por preco cornmodo ; a tra-
tar na ra do Amparo, casa conligua a escada
que sobe para a greta do N. S. do Amparo.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonilos gostos a 200 rs. o co-
vado, ditas eslreilas de cores escuras a 160 rs ,
pecas de bretanha de rolo com 10 varas a 23'
ditas de esguiaj de algodao muito fino a 3g, ris-
cadinho de linho a 160 o covado, lencos brancos
com barra de cor i 120 rs., ditos brancos com bi-
co a 200 rs., algodao monstro cora duas larguras
a 610 a vara, lazinhas de duas larguras, fazenda
nova para vestidos a 500 rs. o covado, enfeites de
tranca com laco de fita para cabeca de senhoras
a 23500. cortes de riscado para vestidos a 2g, pe-
cas de rasdapolao com 4 1(2 palmos de largura a
48100, chales de merino estampados muito finos
a 63. A loja esl aberla al as 9 horas da noile.
Carros.
Vendem-se 2 ricos carros, um grande eoulro
pequeo, bem aparelhados e elegantemente pin-
tados : na largo do Corpo Santo, escriplorio de
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho.
IAZESI DE
Chapeos de sol de seda para homem
a 5$ cada um e em porcao de urna du-
zia para cima far-se-ha 10 por centoj
de abate : na ra Nova n. 23, esquina
da Camboa do Carmo.
Ra do Queimado
n. 39.
NA
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAV1RES
DE MELLO.
Chegou ltimamente a este eslabeleci ment um
completo suriimenlo de-chapeos pretosfraDcezs-
do melhor fabricante de Pars, os quaes se vene'
dem a 7000, ditos a 8000, dilos a 93POOO, j
ditos muilo superior a iOjfOOO, ditos de castor
drelot e brancos a 1G8000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de fellro a Garibaldi de
muilo superior massa a 73000, dilos de copa
baixa para diversos precos, dilos de palha escura
de varias qualidades que se vender por preco
barato, bonels de veludo para meninos a 53000,1
ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos
de panno muito bem arranjados a 33500
chapeos de seda para senhoras a253000 muito,
superiores, dilos de palha escuras proprios para
campo a 129000, dilos para meninosa 103000,
chapeos de sol de seda inglezesa 103 e a 123
muito superiores, dilos francezes a 83OOO,
ditos de panno muito grandes e bons a 45J000.
sapalos de veludo a 29000. dilos de tranca a
19600, sintos de gruguo para senhoras e me-
ninas a 28000, coeiros de casemira ricamente
bordados a 129000, e outras muila fazendas
que a vista dos freguezes nao deixaro de com-
prar.
Campos < Lima
receberam urna facture de chapeos de sold se-
da para hornera, leudo entre estes alguns peque-
nos que servem para as senhoras que vao para o
campo tomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porcao seja grande se resolvero vender pelo
prego de 63 e 6S500, o alguns com pequeo de-
feito a 53 : na ra do Crespo n. 16.
RuadaSenzaIaNoyan.42
Vende-se era casa de S. P. Jonhsion & C
vaquetas de lustre para carros, selnse silhoes
inglezes, candeeiros e castices Ironzeados, lonas
inglezes, fio de vela, chicote para carros, e mon-
tara, arreios para carro de um e dous cvalos
e relogios de ouro paienlc inglez.
@8@ ee
?l{ Ilecebeu-se recentemcnle e continua a &
receber-se directamente de Taris e Lon- &
dresporlodososvapores.de encommen
da especial, arligos de modas pora se-
nhoras na fg
Loja de marmore. f
@@-@ @@@@ @@ e a
Loja da seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita barata.
Palitotsde casimira escuras a 49000, dilasde
alpaca prela 49000 e 9'00, camisas brancas
ede cores a 23000, ditas de fustao a 29500
serolas muitas finas a 19600 e 23000, palitots
debrim pardo a 33000 caigas de casemira pre-
la e de cores, palitots de panno prelo sobrecasa-
cas, colleles do casemira preta ede cores, ditos
de veludo preto e de cores ; um completo sorti-
menlode roupas feilas
Chapeos amazonas
de palha escura e cinzenta, guarnecidos de vel-
ludo c Das, tanto para senhoras como para rae-
ninas, ultimo gosto em Paris : vendem-se em
caja de J. Falque, ra do Crespn. 4.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grandesorti-
menlo de tachas e moendas para engenho, do
muilo acreditado fabrcame Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapi-
che n.4.
Ruada Senzala.antigo depo-
sito do gelo.
Vendem-se barricas com maraes de
muito boa qualidade vindas no gelo a
O.1) a barrica, assim como o gelo a j a
arroba, o deposito estara' aberto todos
os das das 9 horas da manliaa as 5 da
tarde.
Por barato preco, para acabar, na ra da Im-
peratriz n. 40, oulr'ora aterro da Boa-Vista, loja
da esquina do becco dos Ferreiros, vende-se novo
sortimento de fazendas para liquidar, a ser cam-
braias brancas, o mais uno que possivel, a pe-
a o 33. 33500; 4, 4S500 e 5, cortes de meia
casemira e brim lavrados brancos a I36OO e 2J,
loalhaa para rosto de nova invencao a 610, corles
de riscado francez com 12 covads a 23310' cha-
les eslampados de rneric a 23500, e ludo o main
se vende barato.
-^ Vende-te urna bella placa ou in-
signia de official da ordem da Rosa : na
ra do Cabuga' loja de ourives de Se-
raim & Irmao, n. 9.
Vende-se um casal de escravos
por preco commodo : na ra Direita
n. 3.
Chapeos deso
DE
Seda grandes para homem
A 5$000,
na ra Nova n. 36, defroute da igreia da Concei-
cao dos Militares.
Vendem-se saceos com farelo de Lisboa,
chegado ltimamente : na travessa da Madre de
Dos n. 15.
Cheguem ao arato
O PreguiQa esl queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
l^as de bretanha de rolo com 10 varas a
2S, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete e palilots a 960 rs. o covado. cam-
buja organdy de muilo bom gosto a -480, rs.
a vara, dita liza transparente muito fina a 39,
4, 59, e 69 a peca, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a peca, chit.s largas de modernos e
escolhidos padroes a 240, 260e 280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de merino eslanpado a
73 e 83, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muilo delicada a 93 cada ura, diioscom
urna s palma, muito finos a 8350U, ditos lisos
com franjas de seda a 59, lencos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
finas para set.hora a 49 a duzia, dilas de boa
qualidade a 33 e 39500 a duzia, chitas fran-
Baratos calcados de tranca de
Lisboa a 18#000 a duzia.
Vende-se na loja da ra nova n 1.
Baratos calcados de Mil-
lies a \ 3#
Vende-se na loja ds ra nova n. 1-
Para quem quiser estabele-
cer-se
ay" um ciLi-iitiuu lanricuiiii', que 1
Transpassase urna casa em bom local com urna conta do mesmo, deduzindo-se
e legante armaco, que serve para fazendas ou ou-; descorito que 0.5 tornasse baralis
tro qualquer negocio, vende-se adinheiro ou
aprazo tratar com Antonio Carneiro Vianna loja
de ferragem, ra nova.
Vende-se um terreno na ra Imperial, pro-
prio, com 110 palmos do frente, com urna casi- ,
nha de lijlos, com muilo bella vista, desembar-l
que atraz, grandes fuudos at o no, aterrado e j
prompio a edificar um grande estbbelecimenlo,
ou propriedades, que se vender com lodo o fun-
do ou parles,assim como lensesde 30 palmos co-
mo convenha aos compradores : no mesmo lu-
gar, casa o. 222, a tratar com o proprietario Vic-
torino Francisco dos Sanios.
No armazem de F. A. Bur-
le C, ra da Cruz nu-
mero 48,
rende-se champsnha das melhores marcas que
vero ao mercado, mais barato que em qualquer
outra parte ; cofres de ferro (burras) das que ros-
tuina receber, do melhor fabricante que ha ntstc
genero, sortimcnlos de lodos os lmannos e lo-
dos os precos ; novo sortimenlo de pianos, de
um excellente fabricante, que se venderao por
a commissao e o
issimos.
A loja de marmore 8
recebeu vestidos de blonde bordado para gg{
casamento.
Rap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joo Candido de Mi-
A loja de marmore
recebeu vestidos de seda de cores do ul-
timo gosto.
A loja de marmore
i recebeu vestidos de phanlasia do ultimo
goslo.
*?!
randa, Rio de Janeiro.
Este rap sem duvida o de melhor qualidade
fabricado nesle imperio, acaba de chegar e ven-
do-se no deposito, ra do Vicario n. 23, escrip-
lorio.
t
s
-
Vendem-se5carros novos com lodosos ^ !
arreios : na ra Nova n. 21. (^ I
I
m9
4
rj>
e(^
9
;
A loja de marmore
recebeu vestidos brancos de cambraja
; a; bordada do nllin o goslo.
1 Emsmmm ^^ a&mm
A loja de marmsre
lll recebeu manteletes, ronds, (almas, pe-
| regrinas e mantas do ultimo goslo.
Aloja de marmore
1 recebeu novo sortimenlo de Lournus be- ^
douine para sabida de baile. M
A loja de marmore *
recebeu novo sortimenlo de nfeiles [a- s.'
AC\ AAA 1 2 ra vestidos, inrluindo bicos de blond. ,*ft
y,UUU a arroba, mmmmmmmmmmim
' A loja de marmore -M
$3> recebeu novo sortimenlo de chapeos e y
Jg enfiitrs para senhoras.
mmmmxmm ^^ mmmwt
Pao de Senteio novo.
Acha-se todas as quartas e sal Lados, das 11
horas do dia em diante : cm Sanio Amaro, ra-
daria allema, e na ra da Imperatriz n. 2, ta-
berna.
Vende-se cera de carnauba da Velba
e nova safra a preco de 9# : no antigo
deposito do largo da Asscmble'a n. 9.
Suissos.
Era casa de Schafleitlin & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e v. riado sortimenlo
rezas de ricos desenhos, para coberta a 230 rs ^ relgios de algibeira horisontaes, patentes,
enronometros, roeioschronomelros de ouro, pra-
Escravos fiiaios.
o covado, chitas escuras inglezas a 5900 t
peca, e a 160 rs. o covado, brim branco de puro
linho a 19, 19200 e 1(>00 a vara, dito preto
muilo encorpado a 195C0 a vara, brilhanlina
azul a 400 rs. o covado, alpacas de differentes
cores a J60 rs. o covado, casemiras pretas
finas a 250O, 39 e 350O o covado, cambraia
preta e de salpicos a 500 rs. a vara, outras
muitas fazendas que se far patente ao compra-
dor, e de todas se darao amostras com penhor.
la dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vondcroor precos razoaveis.
Relogios
Vende-se frco de todas as cures e grossuras,
j cora rame e sem elle a 400, 500, 6-10 e 1 rs. a
I peca ; na ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16.
Do engenho Culigi, freguezia da Escada,
fugio no dia 3 de novembro do correle anno o
escravo de nene Anlonio, com os signis se-
guirles : estatura regular, cor mulato, c: bello do
negro, pouca barba, denles limados, idade 25 ou
28 annos, peseoco o ps grossos, tem pi-lo rusto,
pescoco e peitus algumas marcas de pannos, e
algumas cicatrizes pelas costas que parecom ter
sido de chicote ; nao levou comsigo roui>a algu-
Bia, e consta ha.er fgido para o lado to serlo
d'onde viera : quem o aprehender, podei el-
va-lo ao referido engenho, ou no Recif-, roa es-
treila do Rosario n. 29, ao Il!m. Sr- F.orismun-
do Marques Lins, que ser bem recompensado.
Vende-se em casa de Johnsion Tater & C,
ra do Vigario n. 3, umbello sorlimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricanies de Liverpool ; tambem
urna variedade de bonitos Irancelins para os
mesmos.
Fug iran
reseo
loja
e por
nc dia sabdado 24 de novembro, os es-
! cravos seguintcs : Leonardo, pardo es-
curo, alto, bastante corpoleuto, fal'o
de dentesno queixo superior, com cica-
triz de um panarico cm um dedo gran-
K
Armazem de fazendas ba-
ratas, na ra do Quei-
mado.
Ricos cortes de gazc de seda e phantazia com
duas saias, (pela terca parte do seu valor) a 10>
cada corle.
, m. uc um jiiui i u t-ui mu ueuoeran-
n. 25 de Joaquim Ferre.ra de S, vende- de da mao esquerda, tem falla muito
, r precos baraiissimos rara acolar : ves- ~, ____* t n i
/dos de'larlauna bordados de seda a 89000, f0 \ P que falla e nndo^e,
organd de cores muilo finas a 320 rs. o co- i ev0U al8l,ma rouPa df Seu e tom-
I vado .cassas de cores a 240 rs., chita larga a bemJ r0lxpa. t,neomrnad:i ele st-u serl or,
200, e 240 rs., capas de fustao enfeitadas a : PndocaniiMs, lenco.s, metas, e travs-
5000, casaveques de cambraia e fil a 5*000, iseir0. '> Sitteo, pardo, baixo, cabellos
perneadores de cambraia Lordadcs a 67000,' corridos, com todos os dtntes, marcado
babdos a 3'0 rs. a vara, liras bordadas mui- de beiugas pelo coi po, com peura bar-
io finas a 19500 a jera, riscado francez fino |ba, quando anda puxa por um pe, nr.-
a l6u rs. o covado, gr.lnbas de ponia dadas a 250O, manguitos de cambraia e fil levou alrji-ma roupa de seu uso, sendo"
o*iS?n00'i-C,n,.ISInh8S brad,S K""0tea'uraa calca branca, sapatos de ce uro de
29000, chita larga com lustro
l
s
LenQes e coLertas.
^....es de bramante, dito de panno Oc
cobertas a chineza pelo barato preco de 1$600.
Vestidos de seda.
grosdcnaple pretc
cor a 20000, palitos de pao prelo e de cores
de 16(JG0 a 0500, sibrccasacas de panno
Lencoes de bramante, dito de panno de linho, muilo fino a 25JK00, calcas de casemira nrrtn
e decores de CjfOOO a lt?000, ditas de brim
branco e de cores de 20C0 a 59C00, palitos
debrim branco ede cores de 29500 a goOO,
ditos de alpaca de 3&0C0 a 8$00o, y^
Defronte do becco da Congrega^o letreiro verde.
Casacasde panno preto a 305>, 355? e 40000
Sobrecasacas de dito dito a 359000
Palelots de panno pretos e de cores a
20, 255', 303 e 35000
Ditos de casemira de cores a 159 e 229000
Ditos de casemiras de cores a 79 e 129000
Ditos de alpaca preta gola de velludo a 129000
Ditos de merino selim prelo e de cor
a 8$ e 9>O0O
Dilos de alpaca de cores a 39500 e 59000
Dilos de alpaca prela a 39500, 59,
79e 99000
Dilos de brim de cores a 39500,
49500 e 59000
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 e 69000
Calcas de casemira prela e de cores a
99, 109e 129000
Dilas de princeza e alpaca de cordo
pretos a 59000
Ditas de brim branco e de cores a
29500 49500 e 59000
Ditas de ganga de cores a 39000
Dilas de casemira a 59500
Colleles de velludo decores muitofino a 109000
Ditos de casemira bordados e lisos
pretos e de cores a 59, 59500 e 69000
Dilos de selim prelo a 59000
Dilos de casemira a 39500
Ditos de seda branca a 59 e 69000
Dilos de gurgurao de seda a 59 e 69000
Ditos de fustao brancos e de cores a
39e 39500
Ditos de brim branco e decores a29e 29500
Selouras de linho a 29500
Ditas de algodao a 19600 e 29000
Camisas de peitode fuslao branco e
de cores a 29300 e 29500
Ditas de peito e punhosde linho mui-
lo finas inglezas a duzia 359000
Dilasde madapolobrancas e de cores
a 19800, 29e 29500
Ditas de meia a 19 e 19600
Relogios de ouro patente eorisoniaes 9
Ditos de prata galvantsados a 259 e 309000
Obras de ouro, aderemos, pulseiras e
rosetas 9
Ricos vestidos de seda para meninos e meni-
nas, fazenda superior, feitos no Rio de Janeiro
por urna das melhores modistas, o pelo baralo
prego de 8ff.
Chitas franceza*.
Chitas franeezas proprias para casa por scrcm
escuras, c ditas claras a 2:0 rs. o covado.
Colchas de fuslao.
Grandes colchas de fustao com ricos lavores a
5J500.
Chales de merino.
Chales de merino bordados, franja de seda, a
59500, ditos eslampados a 3tE0O.
Paletots escuros.
Palelots escuros a 2{600 cada um, cambraia
organdys a 500 rs. a vara, ditas muito finas a
640 rs., baldes de malha a 5g, dilos tapados a i$,
lencos brancos a lgSOO e 2jJ, algodao com 8 pal-
mos de largo a Cu rs. a vara.
Ricos manteletes.
Os mais modernos manteletes pelo preco de
30J0O
Loja das 6 portas
em frente do Livramento
Lazinhas a 500 rs.
Camisinhas muito bonitas com duas larguras
para vestidos de senhora a 500 rs. o covado, cor-
tes de riscado francez para vestido a 29, sa;as
balo parr menina a 39500, das para senhora a
4S500e 59 ; d-se amostra com penhor. A loja
esl aberta at as 0 horas da noile.
Vende-se uvas
boas, e por preco
Rosario n. 11.
a
da illia de Ilamarac muilo
commodo : na ra estrella do
alpaca de 390C0 a 8900o,
trancado de algodao com 9 palmos de largura
proprio para loalhos a 900 rs. a vara, damas-
co de laa com 9 palmos de largura a IjOOOo
covado, velbulina prela a 400 rs., brim de
linho de cores a 19500 o corte, rr.eas cruas
psra homem a 1)200 a duzia, camisas de
linho inglezas a 32*000 a duzia, peps de
madaroloo finp a 49500, cortes de lanzinha
muito fina cem 15 covades a 8000 rs., ca-
misas de cores e brancas de Jf 5C0 a 3$000,
e outras muitas fazendas p.cr menos do sen
valor rara fechar con tas.
Exposiedo
DE
E' chegado ltimamente a este estabelecimen-
to um riaoissimo sortimenlo de melaes que mui-
to dever agradar ao3 compradores que pteci-
sarem : da ra Nova n. 20, loja do Vianna
A loja de marmore
recebeu enfeites de plumas brancas
cores para cabeca de senhoras.
e de
Armador*
Massos de alflneitcs proprios para armador a
1J600 rs.: na ra Direita d. 7.
Vende-se um cabriole! de 4 rodas, 4 as-
seutos, com um bom cavallo, pelo prego de 400$:.
na ra Nova n. 22,
Ainda contina a estar para se vender,
permutar por casa nesta cidade, e em ultimo ca-
so, arrenda-se a quem fizer as obras e concerlos
que a casa precisar, sendo descontada a quanlia
gasta do logue! que lirer de pagar, o sitio da
travessa do Remedio na freguezia dos Afogados
n. 21 ; quem o pretender, entenda-se com seu
proprietario na ra de S. Francisco, como quem
vai para a ra Bella, sobrado n. 10, ou na alfan-
dega, aonde empregado.
Farelo a 3#500,
em porcao se far batimento : na taberna da
estrella no largo do Paraizo u. 14.
Alleiio.
tes t sera vos sao ilhos de sertOes do Cea-
ra' : forana calcados e intitulara te for
ro?, tendo sido vistos em septiircento da
estrada i* ova do Csxanga' na mesma
noile da tga : sendo generosamente
gratificado quem os levar a ra do Des-
tino caa terrea de dous portocs nume-
10 1G.
Escravo fgido.
Lm n.'"lato claro, rr.pgio, com pannos prtto
na maeaa do roslo, representando ler 25 annos
c-eidade, na,ral to r luiz, tlesapparecru no dia 30 de cutut.ro da casa
oo r. Cosme de S Tcreiro, de quem escravo
supioc-se ler levado um cavallo preto do Sr!
hosiron que se havia sollado, ? que elle fia
ero busca do mesmo ; suppoe-se n ais qi.e sua
mulher de nocie Maria laatem o acn panba,
levando ura pequeo bsh de liendres : ioga-se
as auloridades policiae e a outras quaequer
pessoas que o prendam, e remcllm ao seu se-
nhor, que pagar qualquer despeza.
Fugio no dia 17 do correnta a prela Cacla-
na, de n?eo Cosa, idade de 40 armes, jomo
mais ou menos, estatura alia, secca do coipo e
oem espigada ; levou vestido de alg^do azul,
camisa de algodao branco e panno da Costa azul'
cosluma andar com um panno amarrado na tes-
ta, lem cabellos brancos na frente da cabeca :
quem a pegar, leve a ra das Larar.geiras n. 'lS,
que ser r*con-pensado ; assim como protesta-
se com o rigor da lei contra quem a liver acou-
tado.
Escravo fgido do Rio de Ja-
neiro no vapor Milford
Haven.
Desappareceu no dia 28 de outubro do corren-
te anno, do poder de Joao Antonio de Miranda
asconcellos,to Rio de Jaueiro, o escravo pardo
escuro de nome Honorato, que representa ler de
25 a 30 annos, estatura ordinaria para baixo. ror-
po reforcajo, hombros largos, roslo pequeo,
testa bai\a, pouca barba, cabello carapmho e
olhos pretos, sabe ler algum-j cousa, tem cilicio
de cocheiro e tambem de pedreiro, natural do
Para mas tambem diz ser do Maranhao, o qual
obteve passaporle na corte como cidadao Brasi-
leirocom o nome de Jos do Porto, para Lisboa,
o sepili no mesmo dia a bordo do vapor Mili
ford Havens, portn nao obstante ter tomado e
pago passagem nesle vapor para aquella cidade,
muito de suppor lenha desembarcado nesla
provincia para daqui seguir ao Maranhao ou Pa-
r d onde foi para o Rio de Janeiro cm 22 de
Na ra do Imperador n 63, defronte do retra- ,
lista americano, vende-se manteiga ingleza mui- n0veXo Z ,ffw de Janeir. CS 22 e
to superior a 800 rs. a libra, dita franceza a 760 "I^.xi.d.e_.1.^8,C07 Pasaporte afT.ancado
rs. a libra, cha muito superior a 29240 a libra,
presuntos de Lamego a 480, chourijas muito su-
periores a 560 a libra, banha de pnreo a 540,
loucinho de Lisboa a 360, arroz a 100 rs. a libra,
queijos do reino muito novos a 2j>500, velas de
espermacele o 720, ditas de carnauba a 480, ma-
caos muilo novas e boas a 100 rs. cada urna, do-
ce degoiaba muilo bom a 1*000 o caixao, vinho
engarrafado de todas as qualidades, como seja
S! port. Chamico, Madeira Secca. Chery. *,., ,,
n.iwf. k Mosca,e ">ho de pipa de Figueira e com os ps inchados ; levou camisa branca com
)lo, licores finos, e outros golla azul e calca de algodao riscado, bonet de
por Jos Joaquim de Gouveia e Silva e renetlido
aNovaes & Passos, tendo j anteriormente ido
a corte como criado de um Sr depulado : roga-se
portento as autoridades policiaes ou a qualquer
pessoa que delle der noticias de se cniender
com Azevedo & Mendes ra da Cruz d. 1, que
se gratificar generosamente.
Fugio de bordo do brigue brasileiro oCama-
cnaro o preto marinheiro de nome Pedro, de
Benguella, idade de 40 annos, estatura regnlar.
maitos gneros que se deixam de mencionar, tu-
do muilo superior e mais barato que em outra
qualquer part.
panno preto com fitas atraz de amarrar : quem o
prender e o cooduzir bordo do mesmo navio,
on ra da Cruz o. 3, ser recompensado.


'*)'
DIARIO DE PERNAMBCO. h> QUINTA FE1RA 29 DE NOVEMBftO DE 1860.
Litteratura.
Poltica exterior da Franca.
ii
(Concluso)
Esta cireumsUncia enibaraca muito a Inglaterar
na esrolh.i das sunsallianens, e torna-lhe dificcis
c ras solidariedadcs, cer'.s rompimenlos, ceilas
guerras; olla, por exemplo, leiia prohibido o
anuo pastado que o n.inisicrio Derby (Izcsse liga
estrella eom a Austria contra, a llalla, so tal li-
vesse sido o pcnsair.enlo desse ministerio. Ccii-
80rom qnanto queiram a iDglaierra por se ter
-lisiado da poltica altiva e'vilenla desse aniigo
ti :;. smo, que moda hoje exaltar depois de so
Ui auaaldicoado ; qumiio nos nao podemos se-
an rogosijar-nos por ver esse paiz livre de urna
poliia que apparentementc nao Ihe grangeava o
reconnecimeoto da humanidade : e tneuos seria
a Pruitca <;ue deplorasse o abandono dessas Ira-
dirgdes de ciumos e do vingangas, que ella cen-
80rou por tanto lempo ao inais anligo dos povos
I i tres.
Nao seria, pois, de*|oragao, c tao puuco por
um impulso apaixonado que a Inglaterra entrara
de novo no systema das colligages ; somento a
necessidade a levara esse ponto. Por ora as
alliancas nicsmo Iho sao dlkeis. Una rbalida-
de, que nao fcil de exlinguir-se, a separa da
Rassia : ella nao pode sem esforgo approximar-se
de una potencia asitica que tem vistas ambi-
ciosas sobre Constantiuopl.i.
D.T mesina sotte nao Ihe fcil unir-se com a
Austria, vista dos principios c interesses que
ella sustenta na Italia, o da poltica austraca no
Oriente, inda que esta Ihe causo menos sombra
que a poltica russa, pouco conciliavel quanlo
integridade e independencia do imperio otloma-
uo, que a Inglaterra nao tem abandonado.
Resta l'russia, cuja allianga al o presente de
mediocre uttiidade lambern um obstculo ao
restabelecimenlo de urna perfeila intelligenciu en-
tre os gabinetes de Vienna e de Londres. A l'rus-
sia a ultima das grandes potencias; porm nao
a menos importante cm virlude de suas pre-
lenccs, e ambicio equivoca e agitada, que per-
muto rontnr-se pouco com ella, e que fazem
que sija considerada como urna difliculdade em
quasi ludo, e bein poucas vezes corno um apoio.
A opposicio de ideas, principios e interesses a se-
para nianifeslamenle da Austria ; e'.las podem
approximar-se, nunca, porm, podem unir-se.
Apezar dos esforcos da Saxonia e da Baviera. as
ultimas dissidencias, as ultimas queixas subsis-
ten! ; b por conseguidle, menos que se sinta
ameacadi, a corle do Berln hesitar por longo
lempo cui entrar u'um conflicto diplomtico com
a franca.
Entregue laboriosa experiencia das suas no-
vas insliluicots, ao trabalho da sita refarma mili-
tai, sobretodo entregue aos seus esforcos pora
tornar em seu proveilo as i leas unitarias da Al-
lemanha, a Prussia so vobrigada, ao menos por
alg'ttn lempo, 6 guardar toda a especie de alfon-
sees para com a potencia virinha, que Iho deram
os tratados de 1815. Se a sua presenta ras raar-
gens do Rheno nos molesta algumas vezes, a
DOSsa vizinhanca a incammoda egualmento ; e
ella nao arriscara um rompimento ou ameaca
que a pozesse s bracos comnosco. Domis nao
lia entre nos una nica queslao conhocida de in-
te n sse ou dignidade na poca actual, que possa
dividir-nos; e pelo que loca aos designios da
Franga na Italia c no Oriente,nao alTedara elles
Prussia de urna mancira essencial e directa.
Quanlo a Austria, ser melhor nao fallar delta :
Os infortunios que tem solfrido, qtter no interior,
quer no exterior, a derrua de suas armas, asagi-
laco s de murtas de suas provincias, o mo snc-
i sso de sua reforma administrativa, a leeru en-;
questao do Oriente, que, devendo tudo absorver, nalidadd peninsular merece a pena de ser men-
cionada, porquanto nao ella urna roncepcio pa-
rodoxal do espirito de systema o de archaismo.
E' tao verdade anda seren as recordares pol-
ticas o principal fundamento de um verdadeiro
poderia tudo apaciguar.
III
A nacionalidade nao uma cousa nova ; por-
que ella se estabeleceu pela historia, e remonta
a ongcm das ragas humanas. O que novo e
estranho a sua idea introduzida na poltica.
mutlo sabido que cm nualqurr poca dos lempos
modernos essa idea lem prevalecido grandemen-
te Ras combinces dos congressos, e nos clcu-
los dos
combfllenr.os como absoluta se acha ligada
duas eventualidadesuma traosformacao na car-
la da Europa e urna guerra. Aquellos que sus-
tentara essa poltica repudiara por sua conta, se
* -
actual tem dado luz esa thse de sabios/que
lende submeller a poltica elhnograhia, a re-
gulacno dos interesses positivos s conjecturas
da crudigao. 'ahi essa forma, para bem dizer,
Iliteraria que de certo lempo para c lem toma-
do um principio que nao deveria ser senfio a ex-
presso de um faci reconhecido.
Pretenderam mesmo fazer desf'e principio a
ch3ve da historia. Um hbil historiador inaugu-
ro u certo roelhodo que liga ao movimento das
racas o movimento das causas humanas, o n'um
ponto em que faz suas observaces, quanlo
constituido social da Gra-Brel-inha, acerca
da sobreposigo de diversas hordas de tribus con-
quistadoras, repugna tirar desse faci nico as
instiiuicoese as guerras da Inglaterra, por exem-
plo, a elevacao de Guilherme de Nassau, e a con-
quista da India : mas sobretudo na pralica dos
negocios que se torna impossivcl fazer-se uma
questao do archeologia de uma questao de na-
cionalidade, o decidir-se sobre o estado poltico
de una sociedade, ora pela forma do crneo, ora
pela lingua, ora, finalmente, pela architeelura.
Que diriam, se nos fosso proposlo o constituir-
mos uma nacao parto com as populaces de
uma porcao da Escossia, de dous tercos da Ir-
landa, do paiz de Galles, e dos departamentos
da nossa auliga Bretanha? Um reino dosla or-
dem seria, enlrelaulo, uma restauracao scienli-
tica reclamada.
espirito nacional, que a difficu'dade essencial do que sao sinceros, o program
estabelecimenlo da unidade italiana, reside na an-j 6""" p.
!ir.dadee pers8U;nf" das '"diccoes quo diver- A paz lem durado: ella tem esclarecido e
sifican os seus elementos. S o lempo, que nrinnaeiiin o *--j
muilo cusi encorporou Genova aoPiemonte, nos J ""q"_ l.mundo: maso P" causa lara-
desgragas.
miserias?
astosas das
procurem
Dir-nos-ho, e talvez com razo, que da na-
cionalidade poltica que se trata, desse resultado
dos successos e'dos seculos, que como o estado
civil de uma aggregacao do homeos aferrados
um corlo slo, reunilos por certas re;ordac.es,
constituidas sob um certo titulo que a historia
consagrou, Percebamos nitrito betn que uma na-
cionalidado assim eslabelecida 6 respeitavel
curopre todava observar que muitas vezes a
eihnographia, longe de couliraiar-la, trocara os
seus ttulos.
A guerra, a conquista, o commercio, a accao de
algunshomensnascidos para dar leis ao mundo,
leem mullas vezes favorecido pelas circumslan-
cias de clima ou de slo, creado e msntido socie-
dades mltiplas nos seus elementos, e cuja uni-
dade reside toda inteira n'uma solidariedade his-
trica entre todos os seus membros. A naciona-
lidade poloneza que, sepultada viva, se agita
anda na sua esphera, e faz reteir o mundo com
os seus gemidos, custo poderia sustentar scien-
lilicamenlc contra os seus opprossnres a exis-
tencia independcnlp, a unidade dislinciiva que
ella reclama ; e o panslavismo o argumento
descoberto cxpressaniento para demonstrar-lhe
que Ihe do a vidamatando-a, que a exaltam
abalendo-a. O que, pois, poderia ella reclamar
de verdedeiro? Um privilegio de raca ? Nao;
mas, o seu lugar histrico.
Afinal decontas, ta'vez tima indignaco jus-
ta, porm tarda, essa contra a partilha que se
fez da Polonia, e que mais lem Contribuido para
propagar, e acreditar na Europa o argumento ti-
rado da nacionalidade. esejar-se-hia, e corta-
mente esse um Sesejo legitimo, que outra es-
pohaeo tao escandalosa, venha jamis enlutar as
paginas da historia ; semelharite desejo, c o sen-
limenlo de justicia poltica que o inspira, tem o
-.....-amento em certos fados complexos e no-
coito- j iorios qU0 S50 prescnies a memoria de todos os
suas quenas contra a Inglaterra e bomcl e 0-ao g j,,,, ,,,-,,s dos erudilos e nos
Rusia contra ella, de.xe de procu- leeleiDttohosdosphysiollgistas. Esses fados sao
lado apoto, ao menos toleranci., I aillesdd orflcm Ja{ da ordem raak,ria| .
fraqueci lo e ariniquilado bstanle para quo ella seu ru|)d
cuide em amentar a Franca ; e para que,
cada entre as su
as queixas da
rar do nosso 1
para o dia em que as suas prelencoes sobre o
curso oriental do Danubio vierem a tomar vulto,
c entrar no dominio dos fados.
A Russia lem repetido por todas as formas a
p rom essa de nao flxar mais exclusivamente as
suas vistas sobre o occidente. Ab.mdonou ou
pelo menos modificou essa poltica pretenciosa,
que lano mal causou ao imperador Nicolao, de-
poisdehaTer por trila anuos Iludido o uni- J allasao-^aMMwr-s como um rf homem I
Ve 'SO.
sasque nao a poltica letiham grande parle nessa
adnuii.slr. tivasquo o oceupam, prometiera algum '
I"
elles sao as recordaces de uma nacao qual-
quer.
Ora, as cousas moracs, isto os sentimenlos
o as ideas em poltica, sao obra dos successos.
Existem poucos povos, se que algum exisle, que
podem pretender urna uuidade tao caracterisada
como a do povo francez : ao menos nao houvo
anda um que merecesse a invencao desta famo-
En-
Irelanlo quera podei sustentar que oulras cau-
hi le parte nessa
i consliluic.ao da nossa nacionalidade?
metilos patriticos dos
P
O carcter do seu novo soberano, o as reformas
dtiiirr.sln tivasquo o oceupam, proraeltem algum
Umpo de descanco a Europa Algumas pessoas Allei,0 para os s^mimentos patriticos dos bra-
mis bem informadas prelendem ale mesmo que Vs habitantes de leste da Franca : foi acaso pre-
a Principal an.b.cao da Russia se volta para o la- i cso uma aill comrnul,iJade de origem, de an-
do da Asta. Pode muito bem ser : lodavia c bora i lecedenles, e de lingua, foi preciso uma incorpo-
ro esquecerque ella, ao passo que se reconcen- ro.ao que se perlle as sombrasdosseculos, para
ira em si ir.esma, como lera declarado continua coordenar, para unir populaces bem diversas sob
a rortiflcar-se. o que mostra que nao sahir iraca a M ,,,. uma forMj /Ulluvi\vc[ nacLoiiaii,iade ?
d interregno adminislrauvo. que parece A revolucao. e as guerras provenientes da revo-
-se reduztdo ; e a Europa obrar com acert ,ucao le feil0 mn d U[|ida,,e do ,es.
e a Europa
em nao descansar absolutan.cnte sob a f dessa
nova convergi a poltica das medidas economi-
C'S c dos Irabalhos da paz.
Entretanto a situaco prsenle nao ameaga-
dora : a Franca especialmente nao tem de que
temer. A Russia sabe quejnada pode, todas as
vezes quo a Franca o a Inglaterra se pocm de
accordo contra ella, caso em que a Turqua fica
ao abrigo das suas armas ; c pois lem todo o in-
teresse era impedir que esse accordo se reprodu-
za. Por isso mesmo que nao pode conceber a
esperanza de ver a Inglaterra un dia interessada
nos seus planos, ella se julga na obrigaco de an-
g mar lodo o precn a boa vontade da Franca,
guardando-so de provocar a sua inioiizade. A
questao da Turqua, nunca esquecida, antes sub-
ci.t'iuli la semprc, ainda que della nao so falle,
um mrio de r[ue dtspe a Franca para fazer que
della d.'pendam as esperanzas do gabinete de S.
Pelersburgo.
Lis, por conseguinle, que essa situaco geral
das primipaes polcncias junta ao receio subsis-
tente de renovar por algumas commoces as cri-
ses particulares do sectilo XIX e deprovocar a
revolucao por meio da guerra, permiti Franca
um espaco bastante livre para mover-so sera p-
rigo, e para desenvolver a suu influencia e acli-
vidade.
Cortamente nao nos hao de aecusar de ter
exagerado o quadro da situaco ; porquanto, dcs-
crevemo-la como a encarara aquelles mesmos,
de cujas illuscs nao parlilharaos. Taes sao
os fados, cujo aspecto animador faz que des-
caece a prudencia dos mais prudentes, o a ca-
beea dos mais temerarios e loucos, que nao co-
nh>'cem perigo? nem obstculos. Nao obstante
perisem bem neltes, e verao que as barreiras que
isolam as grindes potencias nao sao daquell-is
que se nao possam abater. As opposces que as
te da Franca, do que o loriara eilo dez se-
culos.
Felicilamo-Dos, pois, por ter a nacionalidade
se tornado um objedo digno de cousiderac.ao nos
conselhos da Europa. Esperamos que os povos
esses corpos vivos, naosero mais retalhados era
pedacus que se revulvam todos ensanguentados
como os pedacosde urna serpcnle : nao nos dei-
xemos, porm, levar ou sedu/.ir por esta palavra
nacionalidad,lodas as vezes que nos fr ella
pronunciada. Nao a cuipreguemos, nao a aco-
litamos, sera que prirneiro a definamos, e exami-
nemos se serio e real o seu sentido, assim como
a,ue fados motivam o seu ernprego.
As applicaces rnais conhecidas quo ltima-
mente se lera dado a idea de nacionalidade sao,
como nao ignoramoso panslavismo, o teutonis-
mo, e o itahsmo. Aqu tratamos especialmente
da Franja, por quera escrevemos. Que sentido
liga ella a essas tres palavras? Em quo podc-
riara ellas servir para ruotivar-lhe a necessidade
ou a ambic.au de novas demarcaces? Essa tr-
plice nacionalidade nao nos pode tocar directa-
mente
O psnslavsmo nao mais do que urna thoria
forjada para exprimir certas afliuidades, certas
sympalhias cuidadosa e artili iosamenle cultiva-
das, am de facilitaren! n'um futuro mais ou me-
nos remoto certas invase d- longa dala medi-
tadas. Nosso inlercsse, e o inleressedo muddo,
raandam que residamos antes do que nos ac-
curamodemos 5 essas i leas de invasao occullas
por delraz dessa pedantesca formula. A liypo-
crisia, que se faz do sania nao menos fcil de
conhecer-se.
O teutonismo foi inventado contra nos. Urna
certa unidade germnica ambicionada pela de-
mocracia alleraa, porque a cenlralisarrao e a de-
mocracia se conformara una cora a outra; mas,
pesiad
Na falla da nacionalidad?, os nossos escriptores
invocam um oulro principio o das fronteiras
naturaes. Tem este principio o carcter de adiar-
se a maior parte das vezes era contradiccao com
aquelle oulro. A ethnographia o a lopo"graphia
raras vezes so combnam, e oshomens bera pou-
co lem sido senhores absolutos de escolhercra o
seu domicilio, e de modirem o seu dominio so-
bre a Ierra. Nao porque o principio das fron-
teiras naturaes teja novo. Em Tilo Livio se l :
Non sine providentissimo deorum immorlalium
consilio Alpes llaliam el Galliam diviserunt. Os
Francezes depois de Carlos VIII esqueceram essa
niaxinio lo imminenlemenie providencial, c 'i
Austria por muito lempo a tevo cm completo' es-
quecimento ponto de ser preciso que a Franca
passasso esses mesnios Alpes para dispcrlar-lle
a iembranca. Esperamos que os deuse immor-
laes lenham tido razo, e que o principio das
rrontetras naturaes, tao felizmente para a Italia
unido ao principio de nacionalidade, venha no
futuro aproveitar a esta nacao.
Nao queremos d'aqui concluir que desse prin-
cipa se deva fazer uma cega applicacao indes-
iiuclamenle, ou invoca-lo todo o proposito Se
a natureza com o mar, rios o monlanhas lirriitou
certas porces de territorios habilaveis, se dese-
nhou certas regios, nao se segu quo tenha fei-
to naces: porquanto a existencia destas his-
trica, mas nao natural.
Ao passo que a natureza por assim dizer,
fatal, a historia o campo da liberdade. Foi em
consequencia da liberdado humana, foi em eon-
sequencia dessas diversidades que entre os ho-
mens faz nascer a vontade movida pela necessi-
dade, pelo calculo, paix.io ou phanlasia, mas so-
breludo dirigida ou servida pelos dons indivi-
duaes da iulelligencia e da coragem, que as Odas
de Japeto tveram a audacia de perenrrer, inva-
dir, e approprar-se do loias as parles da heran-
qa commura do genero humano. Fados particu-
lares, que enchera os fastos das naces. sao a ra-
zao da existencia dellas, do seu poder, do seu
estabelecimenlo maior ou menor, forte ou fraco,
na snperilcie do globo. Ha resultados do muilos
seculos, que cumpre ter-so em conta, e nao foi
por acaso que esta ou aquella tribu do colonos,
emigrados, ou conquistadores, deu o seu nome ao
slo que regou corn o seu sanguc e o seu suor.
Nenhura direito primitivo, anterior historia,
pode ser reclamado por qualquer quo seja a na-
cao sobre tal ou qual porcao de territorio euro-
peu : o estado da natureza c ama ficcao tao chi-
mcrica para inlroduzir-se no direito das gentes
como no direito municipal 1
A verdado que as circumstancias leem mui-
tas vezes collocado os povos de latearte que Ihes
deixam posices fracas defender, vizinhos peri-
gosos ou tentadores, capilaes mal situadas, final-
mente a falta de certas trincheiras ou baluartes
naturaes porque elles desejariara ver-se protegi-
dos. Ao que so d o nome de fronteiras naturaes,
em geral um engrandeciraento til, pelo qual
se possuc uma fronteira de fcil defeza, e cora-
moda para atacar.
Ora, nao ha cousa mais simples do quo desojar
um povo ou governo obtersemelhanlo vanlagem,
estando ao seu alcance ; porm seria mo o mui-
to arriscado erigir-se em direito esse interesse,
fazer-se desse desejo um principio. Era taes
casos o argumento decisivo a inscripQo grava-
da sobre o tronco dos antigos canhes.
A guerra se ach, pois, incluida na doutrina
das fronteiras naturaes, e a guerra era sempre
ajustica. Ninguem se pode rasoavelmente ca-
pacitar de que hajam vizinhos que se apressem
ceder um territorio, que se nao deseja, s pela
torea das circumstancias; e em taes concessos
nao coslumo erapregar-se a diplomacia. N'uma
palavra, fronteiras naturaes sao uma linha estra-
tgica. Essa linha, quando nao se possue, ha um
meio de a tossuir. que vem ser conquista-la.
Seraelhante linlia, a revolucao franceza linha
conquistado para nos. Quem a perdeu ? Nao foi
de certo a revolucao. Lele esse ultimo volume,
obra admiravel e dolorosa de um clebre histo-
riador que tralou da guerra e da poltica ; lde-o.
que ah veris como duas vezes ainda depois das
mais terriveis derrotas, em Praga, cm Francfort,
nossa patria podia salvar esse legado precioso
quanlo ao mais, nao se v cm que seja elam
motivo para approximar todos os interesses, lo-
das as opinies, todos os esforcos.
Ao contrario niio vemos questao que tenha da-
do origem imraedlata tantas dissidencias, e dis-
sidencias que parecem pouco conciliaves.
Dida a hypothese de uma partilha de imperio
turco, a Russia al aqu tem reservado para si
Constanlinopla : a Austria s se contentar lo-
cando-lhe as embocaduras do Danubio.
Uma vista d'olhos lancada sobre a caria, mos-
rrLYd7rosaUS raaS- rn" Pf Ser' 'ra q'le eSS3S PCoesso absolutamente con-
do que duvidamos, que a sociedade moderna se iradiclorias.
fatigue com os cuidados e prazeres da aclividade
lucrativa, o aborrega a prosperdade opulenta
que Ihe do o commercio e a industria : porm
s o despertar dessa pnixSo por pergos e aven-
turas, quej algumas vezes se apoderadas na-
ces, poderia explicar esses appellos atroadores
ao espirito de engrandeciraento e de conquista.
Se se faz por no crer nessa fibra j disposla,
seria pueril procurar faze-la resoar. Se nao
seguro excitar essa especie do febril ambicao, se-
ria imprudente, seria mesmo odioso, offerecer i
vaidade nacional um engodo tentador. Cumpro
allcnder para as extremidades que se achara no
termo da derrota em quo prelendem fazer entrar
o paiz, e nao oceultar aos nossos filhos que
esse o caminho sanguinolento.juncado ainda com
os ossos dos seus avs.
Nao isso que deixa ignorar o autor de uma
brochura intitulada : A Inglaterra, a Franca e
a guerra. Parece elle nao ter oulro fim seno
denunciar ao seu paiz a hoslilidade injuriosa
para comnosco, de que acensa a Gra-Brelanha :
nao escreveu uma s palavra que nao fosse cal-
culada para despertar entro nos e essa na;ao
rescnlimentos e rivalidades que poderiara en-
venenar para sempre as nossas rclaces ; c sem
allegar, sera apresentar um motivo ou pretexto, \
dir-se-a que esse autor corre urna guerra pa-
ra que todava nao deixa perceber outra razao
seno vingar-nos de Quiberon e de Waterloo.
Est longe o lempo era que o mais augusto re-
presentante da legitimidade agradeca Ingla-
terra por ter-lhe, depois da Providencia collo-
cado sobre o throno. Uma aversao systraatica
para cora esse paiz tornou-se um dos caracteres
dos anligos amigos da restaurado. A' essas
Iradiccoes de familia, o Sr. conde Du Hamel uni
seus sentimenlos pessoaes; e a sinceridade do
seu patriotismo, que ninguem pode por era du-
vida um s momento lendo o seu escrpto, 6
levou confundir n'um s e mesmo rancor os
aggravos do anligo realismo, e os do prirneiro
imperio. Assim nao esperis que a Inglaterra
se desarme apegar de suas insttuices. Em ge-
ral o que os seus inimigos menos Iho perdoam
serella uma naeo livre.
Nao obstante, qualquer que seja o sentiraenlo
que os anime, esses conselhos bellicosos pare-
cera nao dar 5s relacoes dos povos entre si ou-
lras Tegras que nao sejarn as paixoes : elles con-
correTiara para supprimir toda a poltica, porque
a paixo o contrario da poltica : elles condem-
nariam lodas as relacoes internacionaes uma
consequencia eterna de represalias.
E todava, bem o eremos, a vinganca de Wa-
terloo a emulaco, a rivalidado dos dous po-
vos, que so debatiam entao, transformada hojo
n'uma lula de prosperdade, de poder, do gran-
deza, e. se possivej, de liberdade. A vinginga
deWaierloo o abandono completo da poltica
fatal que ali nos conduzo.
Nao porque a Inglaterra tenha sido bem ins-
pirada ha alguns annos que se acha as circums-
tancias de poder desembaracar-so do toda a res-
ponsibilidado, se uma colligacao viesso dividir a
opinio geral entro nos e ella.
Estamos longe do descobrir, como o autor de
um escripto as raui nolavel O imperio e a
Inglaterra, novas provas de habilidade e do in-
les pea admiraco do que pelo reconhect-
mento.
A razo, com effeito, diminuira muito dessa
gloria, que um fcil enlhusiasmo attribue ao ge-
nio de taes homens sera calcular o prego fatal
que aos contemporneos cusa o espectculo que
ellc3do : a razo contestara: essa gloria intil
e funesta, que s fornece humanidade um ob-
ecto para entrelenmento ; e a humanidade, ce-
ga na sua abnegaco, so deixa immolar centena-
res de vezes por aquelles que nao quer julgar co-
mo homens, por isso que dclles ha feto outros
tantos semi-deuses.
Um nome que existe no pensamcnlo de todos
tem ti do era nosso9 das o perigoso poder de nao
subraclter aquelle que o traz, seno tanto quanlo
o comporta a iraaginacao dos homens, rnagina-
go que, fallar francamente, nao lera medida
que excede tolas as proporcoes para atlingir
pelo vago ao infinito.
Cortamente nao se pode dizer que ha dez an-
nos eslivesse no seu vigor e audacia essa facul-
dado que posjue um lugar eminente lano na
nossi natureza como na nossa historia. Os re-
cejos suscitados pelos aconlecimenlos de 186, e
as consecuencias assustadora3 desses aconteci-
da repblica ; ahi veris como ella foi sacrifica- "J61"-'-1 do governo britannco era ludo o que so
da s illusoesiuvenciveis daquelle que ainda lio- tem Passado de quinze raozes para c.
Recelarnos quo Dechamps, como todos sabem
ura dos membros prestrnosos do partido catho-
iico belga, tenha cedido prevences naturaes
contra o protestantismo, quando entre as obser-
dtvidem podem ser concilladas, as questoes que ; esS3 unidaj0 to concebida prirneiro pelos res
os aparara podem ser ou resolvidas ou adtidas. seus ministro* com o lira de opprutna raassa
Appareca um interesse comraum, grave e urg^n- compacta ao poder da Franca, acostumada desde
te; esso interesse pdecoll.ga-las de um rao-| raull0 lera}10 a dividir aAUeraanha. paramis
ment para oulro; e entao tudo se ha de acabar: facllIlBI1,0 ence-la. Essa forma do principio do
e desvanecer rivalidades e resenlimenlos nacionalidade nada
pera file o pongo commura que parta de um so
poni do horisonle. Vimos que s o temor de
utr.a revolucao puramente possivel, manteve por
muito lempo n'uma oppressiva e formidavel uni-
dade quasi lodas as monarchias coulinenlaes, e
entao Inglaterra se pozera fra da allianga : o
que seria, se por oulras causas ella fosse a pro-
pria sustenta-la e dar-lhe forma e execuco?
O que o temor da revolugao fez, oulro temor dif-
fetente linha j anteriormente produzido. A
Franca nunca se esquecer que lera no seu passa-
do duas phases ora que causou ao mundo gran-
des receios. Aquelles, que pregara a poltica per-
turbadora no interior do paiz, lerabramos como
un conselho salutar somento esta dala 1793.
Aquelles, que aconselham com egual cegueira
e peraeveranca a mesraa poltica no exterior,
k-nibraraos est'oulra dala 1813.
Nao bem o sabemos, para a pretencao decla-
rada da monarchia universal, nao para a res-
tauracao do imperio do Carlos Magno, quo os
cscripiores, que querem transformar a Europa,
nos convidam hoje. Ha ura corlo numero de
ideas plausiveis, que nestes ltimos annos tm
percorrido o mundo, e que cuidadosamente aco-
lhitas e commenladas podem, sem espantar ou
revoliar os nimos, ser otTerecidas ao publico,
e at mesmo ao governo, havendo toda a des-
treza.
Depois de bem demonstrada a experiencia qne
nos deixou a guerra da Italia, depois de bem ex-
. plicada a situago da Europa, offerece-so uma
outra questao, que tem sido suscitada com orgu-
Iho por uns, com modestia por outros se nao
haer razes para solicitar-se ou exigir-se da
Europa o seu assentimento a uma nova diviso
territorial, fundada ou sobre o principio das na-
cionalidades, ou sobre a theoria das frouteiras
. naturaes, ou, finalmente, sobre a importancia da
encerra em si quo mereja o
nosso interesse. Se ella se desenvolver mais,
tornando-se por acaso mais offens'va, se o leu-
toiilsmo, tomando por base auxiliar o systema
das lifiguas, julgar-se com diieilo invadir to-
das as provincias em que se enlende o allemo, e
laucar vistas de ambicau sobro este ou aquelle
dos nossos paizes fronleiros, nada mais taremos
do que repetir esta resposla histricarinde bus-
ca-Ios.
Singular pretencao essa de semelhante tho-
ria de publicistas philologos, de conformidade
com a qual seria preciso que fossem desmembra-
dos os l'aizes-Baixos, e attribuidas as partes fla-
menga e walooa dcstiudautcnlo Allemanha c
Franca ; de sorle que a proprta cidado de Bru-
xellas deveria ser dividida, e nao perteocer um
s dono, em virlude da difi"erenc,a de raca e de
idioma as suas duas melades! Salla s vistas de
qualquer pessoa que o germanismo nao passa de
um pretexto destinado oceultar ambicoes ou
rivalidades nacionaes. E bem pensado, qual o
povo que nao tem o seu quer que soja do ger-
mnico? O Anglo-Saxonio, e o Anglo-Normando
na Inglaterra nu sao mais Germnicos que Cel-
tas, e a nacao que traz o nome dos Francos, e
que se lera mostrado fiel le das Salienos, nao
poderia por sua origem adoptar o partido de trans-
por os Alpes, anles que outra os iranspozesse ?
Todas essas reminiscencias em parte fabulosas
para as populaces, sao boas talvez am de dar-
se um colorido aos cnticos patriticos, o nao
para motivar serias conveuces internacionaes, e
justas altribuices lerriloriaes.
O que faz que desles tres nomes de nacionali-
dadegermanismo, panslavismo e italismo, o
ultimo tenha uma signiQcaco legitima 6 ler
je escolhcria para defcndc-la ; ahi verets final-
mente como o proprio genio perde reinos, jul-
gando se mais forte que a necessidade! Porm
porque pret;o tinhamos nos adquirido isso cuja
perda tanto mais nos custou? Foi preciso de
um lado colligajes vencidas. So a historia
falla a verdade, as fronteiras naturaes se adqui-
rcm esse preco. Aquelles que escrevem que
cumpre rchave-las, esses concebem um pen-
samcnlo que nao publicam: o imperio a
guerra.
Ser preciso agora disculirmos a esperanga
hypothetica de uma transformarlo da Europa
tal, que mesmo sobro nossa fronleira de leste a
obra do tratado de Vienna podo ser modificada
por simples negociaces, e os congressos da paz
lenham ganho tanto a sua causa que estados
vizinhos consintam de comraum accordo em en-
fraquecerem-sc todos para forlificar-se ura outro
estado, e attrahirem contra si as vicissitudes da
guerra? Nos escriptores podemos alimentarsup-
posijes de to boa fortuna ; porm os governos
sensatos nao baseam sobre ellas os seus desig-
nios. Dizem que a undado alleraa alm do
Rheno teria essa virlude pacificadora At
aqu nao o parece, e o germanismo, as suas
cances e nos seus jornaes, tem fallado mais de
avancar que de recuar: a democracia suppe
sempre ter um paci com a victoria.
Entretanto parece que se conta com a revolu-
cao na Allemanha. Neste caso ser preciso ven-
cer ou defender essa revolucao para obter-se al- i
guma cousa de sua fraque ou de seu reconhe-
cimenlo. O fim atlingir estara bem distante
de nos por dous raolivosuma revolucao. o a
guerra. Mas, diro, nao exageris; nao so tra-
a de uma transformarlo total, e sim de com-
P03hjes parciaes, de modificacoes secunda-
rias.
A soluto mais repelida pela iraprensa que,
depois de uma salifacao Austria, sor Constan-
tinopla reunida Grecia, e formar com a Rorae-
la um grande estado ndependente. ao passo que
as margens meridionaes do mar Negro e toda a
Asia Menor sero a partilha da Russia.
Pde-se admitlir, por mera hypothese, que
nenhum interesse ou prejuizo affastar a Franca
e a Prussia dessa soluco : porm, por pouco
que ella satisfaga, a Russia, nem por isso ser, e
qualquer outra, do gosto dos Inglezes, que man-
leem com perseveranca o stalu quo, que nao mentos, havara absorvido o quo anda'nos res-
transigem nem sobre a ex-stencia, era sobre lava do gosto pela exageracao, e nos fvaviamos
independencia, era sobre a integridade do impe-. esgolado as nossas faculdades inventoras era am-
rio oltomano. | piiQCar sem limites perigos eflectivos o appa-
A Inglaterra nao ambiciona uma s provincia,' rentes-
e por isso receia a partilha ; e nao ha indicio al-, 0ra um lal eruPrego da imaginaco acabou
gum de que ella so aparte desse ponto fundamen- por amorls<^-'a ; e nunca houve nacao^rue P>-
talda sua poltica. Quanto Franca, vista dos recesse luo Puco elevada exaltago como en-
seus precedentes parece afferrada a'o systema da ,a0 a nossa Fran?a 1"e. oceupada exclusivamente
Inglaterra, cora alguma modificacao ; porquanto cora a 0Tdjm Das 9uas provincias e com a segu-
apoderou-se da Algeria^ protegau s emancipaco ranr'a das PrPr'edades e do commercio, s exi-
ga do governo um comraissario do pojicia ca-
paz de ma.nter, como um bem supremo, a paz as
ras publicas e nos domicilios de cada ci~
dado.
A iraaginacao pareca ento extincla entre
nos ; mas afinal se dispertou. A Franca por
muito lempo hesitou, resisti ; nao quera ati-
rar-se s v cissitudes arriscadas di existencia-so-
cial ; foi preciso que vesse e poderoso estimulo
dos successos para arranca-la s preoecupacoes
exclusivas dos interesses raateriaes e econmi-
cos. Duvidou-se ainda muito quo no seu abali-
raento ella cedesse esse inslincto avenlureiro
de sua natureza, que adormece por momentos, 6
disperta por inlervallos. Os fados foram mais
fortes : renovando sera cessar pro-voeacoes ines-
peradas elles liveram o poder de elevar os ni-
mos esphera das especulaces, dasprevises e
das aspirares que excita o espectculo das crises
genes.
A Europa, por muito dar-se expectaco, aca-
bou por altraliir sobre ella essa altenco de um
povo, um momento subjugado pela recordaco
de suas inquelaces, e pela fadiga dos seus sof-
fri mentos.
era parle do Egypto; mas tambera derramou o seu
mais precioso sangue para impedir que a Ru3Sa
dominasse em Coustanlinopla.
Uma tradieco do gabinete de Pars, tradieco
que torna recommcnJavel o nomo de Napofeo,
nos diz quo esso um engrandeciraento que nao
devemos tolerar. Impossivel que a Franca, com
quanto ligada hoje Russia, se associe sem res-
iricgao todos os designios desta. Circumstan-
cias novas, a marcha mesmo dos fados, podem
ler modificado o estado da Turqua, e o nosso
juizo respeito ; o que urna vez pie ser salvo
nem sempre poder ser. As consideraces feilas
relativamente ao equilibrio da Europa anda sub-
sisten!, e sempre para desejarso que se raan-
tenha quanlo fr possivel urna justa diviso de
forcas 6 territorios.
A Franja nesta questao mais que em qualquer
outra tem-se tornado a defensora da egualdade.
Nenhuma potencia c raijs desinieressada do que
ella o na part lha do Oriente ; por quanto o seu
qutnho, isto a Algeria-de anto-mo est to-
mado. Nao ha motivos que a incitem accres-
cenlaresse quiohao mais alguma cousa. ou
ostender-se sobro outros pontos no littonl do
Mediterrneo. pois ella mais apta para acon-
selbar s oulras que ten'i am paciencia, juslica e
moderaco. Serian precisos fados bem noto'rios
e imperiosos para deterrana-la pronunciar-se
pela diviso do imperio ottomano, de que se Ira-
la boje na Europa, para quem seria essa diviso,
qual a mmensa partilha de uma outra Polonia!
Escriptores. que dizem tudo saber, asseguram
que o momento chegadu. Outros, que se in-
culcam anda mais bem informados, aflirraam at
que j fai pronunciada a!palavra decisiva. Nos,
porm, que nada sabemos, apenas nos limitamos
observar que ha grande distancia entro a de-
liberado sobre medidas toraar-so em comraum
para proteger-se os christos do Orientee o co-
meco oBcial da succeso dos herdeiros do Otli-
mau o de Mahomet II; que ha uma grande dis-
tancia entre a deelaraeao do opportundade a es-
perarle para a partilha-e a adopeo de um
plano de partilha executavel, finalmente entre a
adopeo de ura plano o a adopeo do plano adop-
tado.
Acaso tora-se bem pensado o que vr ser
seraelhante partilha? A desapropriaco do ter-
ritorio desde a Moldavia al a Nubia, desde a Al-
bania al a Persa arrancado uma dynaslta ou
ura povo por meio da forga abertal Na verdade
acoes o conjecturas que a Europa toda faria bem preciso quo se esteja intimamente convencido
era nao desprezar, olio deixa apparecer aecusa-
ces um pouco futeis o gratuitas, as quaes tor-
nara a Inglaterra ainda rnais odiosa, desconhe-
cendo suas boas inlences, ao mesmo lempo que
aecusando os seus erros.
A hypolhese mais accessivel, convimos nis-
to ; o fututo tem seus segredos que ignorara es-
ses proprios que julgam descobri-los. No en-
lanto, do que que se trata?
Ha certas cslipulaces do congresso de Vienna
que sao verdadoiros tratad,13 de opposigao contra
a Franga. Pretende-so abolir 011 modificar es-i
ses tratados. Consultemos a experiencia. O
governo do rei I.uiz Felippe anniquilou aquelle
que tiuha formado c armado contra nos o reino
dos Paizes-Baixos: o ultimo tratado com a Sar-
denha acaba de abolir um oulro, restiluindo-nos
a Saboia: porm em ambos esses casos foram
precisos os canhes, e circumstancias taes que
pozessem o direito do lado do nosso inte-
resse.
Taes exemplos conflrmam mui claramente o
quo temos dito sobre a doutrina das fronteiras
naturaes, que ella um appeo eventual guer-
ra, addictonando-lhe a condiego forgada do cir-
curaslaucias que legitimem a forga ou a amelga.
Ora exisle ura desarranjo nolavol no equilibrio
Daquisuccede que, ao passa que uns parecera
s ver era Londres um governo de commerciantes
crdulos o bonanchos, que se pagara mutuamen-
te com palavras, e s curara do seu repotiso. ou-
tros porsislera era suppor a Inglaterra animada
de um genio turbulento e machinador, que com
passo firme marcha por todos os meios ao seu
fim, dominando aquellos raesmos quem paroce
ceder.
O amor proprio dos nossos visinhos accoramo-
da-se melhor cora esta ultima supposigo : mas,
fallar com toda a franqueza, elles nao a tem
merecido mais que a priraeira ; e tanto urna como
outra precipita os dous paizes n'um erro funesto
felicidade de ambos.
Quanlo nos, se semelhanlo erro houver de
prevalecer, diremos smenle que o mundo ver
uma guerra sem necossidado, sera interesse. sem
juslica, commettida entre duas naces que ha
quarenta annos se prestam mutuamente os seus
servigos, sem se r.izercra mal algum : ser ua
verdado uma gloria singular para os gabueles dos
dous paizes I
Nosedeve porm confundir com a idea de
uma guerra, puramente dedicada vaidade louca
c vingaliva das nages, as combinaces, por ne-
cessidade belicosas, dessa poltica" cujo pensa-
racnto esvoaga por sobre as margens do Rheno
ou do Escalda.
Ainda pouco disposlos analysar essas corabi-
nagoes, recnhecemos todava que o estado ac-
tual das cousas nao se recusa de urna mancira
absoluta especulages que em outros lempos
scriam tidas como perigosas vises.
Nao chegou ser sobre essa transformaco com-
pleta da carta da Europa que um engenhoso dis-
cpulo deVoliaire, fez que improvisassem n'um
banquete os convivas que elle inventou decabega,
ou antes que imilnu, cujo pensamcnlo nao deve
parecer menos e xtravaganle que a forma.
Essas ideas nao sao accidenlaes mais neste do
que naquelle lempo: porquanto se achara ellas
ligadas uma opinio quo tem tomado lal ou
qual consistencia de corta poca esta parle. O
caso que a questao do Oriente vae renas cer, e
renascer para dosla ve* receber uma solugao fi-
nal : e do mesmo po-jlo, que deu motivo pre-
sagiaren! lulas setr. fim, fazom hojesahir a espe-
rance de uraa composigo pacifica, comprehea-
dendo n'uma. s toda3 as questoes.
deque a superioridade da civilisacao uraa carta
branca que autorisa fazer-se ludo, para racio-
cinar-so do sangue fri sobre uraa tal espoliaco.
Entretanto, salvo o direito, nessa successso sem
Qm de projedos a decidir-se, de resoluges alo-
marse, quo inexgotavel mina de conflictos, hesi-
taces, a jdiametitos, artificios rompimentos e
violencias 1 Quanlas occasies de suspeilas e
rivalidades 1 O mundo est mudado, v que se-
ja ; mas elle nao seria o mundo dos homens so
houvesse tanta facilidade em terminar-se um tal
negocio como em comega-lo.
Achamo-nos revestidos de toda a reserva
quanlo aos boatos que correm : mas so elles li-
verera serios fundamentos, se a queslao do Orien-
te fr seriamente discutida na Europa, confessa-
mos que ella de tal importancia que far es-
quocer todas as outras questoes que nos oceu-
pam : por quanto seria ella um campo aberto
para tantas perspectivas, imporia tantos cuidados,
exigira tantas composiges, que cada potencia
recuara perante a possbilidade de novas difficul-
dades e opposiges nascidas de outros interesses
que so lornariam secundarios : cada potencia
vr-se-hia obrigada transigir sobre qualquer
ponto para obler satisfaco de uma s cousa.
Recnhecemos ainda que, se a Franga, preva-
lecendo-se do seu desinleresse na partilha exer-
cesse uma'mediaco moral e reclamasso para to-
dos uma solugao pacifica, poderia prestar um
grande servico civilisacao e humanidade, e
obler justamente, em outra parle quo nao nos
confins da Asia, compensages aos engrandeci-
menlos que a sua tolerancia ou que o seu concur-
so tiver prraitldo potencias rivaes.
Anda uraa vez, ludo isto nao passa do mera
hypolhese, e anles que ella venha ser uma rea-
lidade o Danubio e o Boryslhenes lero ainda
muito que despejar as suas aguas no mar Negro.
IV
1 uma gigniucagao legmma e ler a :
Italia, cora a ideniidade de lingua e de littera- dn EuroPa. 1UC a circumstancia proprta para
tura, uma s fronleira, 4 |aber os Alpes, e o motivar um pedilo de compeosages, Nada,
mar que a cioge por todos os lados, Urna naci. I pojSi ^ mais evidente do que isto: a poltlica q,ue
E' mislcr todava confessarmos que priraeira
As comraoges europeas, as revoluges da po-
ltica internacional, leem o privilegio de desper-
tar e de caplivar por excelloncia a altengo po-
pular ; e para notar que entro as populages, e
at mesmo entre os caraponezes ignorantes," os
successos exteriores sejara menos desconhecidos,
excilem mais interesse que essas re7oluges do-
mesticas que entretanto deveriara influir mais di-
rectamente sobre a sorle do povo. quo a mu
(ido encara a poltica por meio da Imagioago,
por isso que Ihe fallara as luzes o conhecimentos
para julga-la com a razo.
Eis a causa desso enlhusasmo universal e pro-
fundo que deixam ficar aps si os homens extra-
ordinarios, que parecem feitos mais para serem
vista a quealo do Oriento nao parece por 03 go- hroes de poemas que da historia ; esses ho-
vern.j de accordo seno n'um ponto, que obri- i meos que nao sao julgados segundo as regras
a-tos eslarem semprc alerta e prevenidos :'communs, e quo impressionam os espirilos aa
A Franga tornou-so at certo ponto ura paiz de
iraaginacao. o a sua poltica exterior o ob-
jecto dorai aan'.e dos peosamenlos e dos dis-
cursos.
Quem dir que foi esse o alimento mais sao
que se poderia ter dado ao espirito publico ? Se-
duzda fcilmente pelo altractivo da novidade,
pela apparencia de grandeza, a opinio publica
n'um lo vasto campo de cinjecturas e hypo-
rheses perde de vista as regras do justo e do pos-
sivel, e na immensidade dos negocise das ques-
toes os principios escapam, e deixam campo li-
vre ssuggoslaes chimeneas do raciocinio e da
paixo, do raciocinio que despreza os facto3, da
paixaoque desconhece os escrpulos.
Toda a nagio que s cuida na su poltica ex-
terior desp reza si mesma e marcha para a sua
perdlffo.
O governo que s joga essa nica carta, ao
passo que espera muila cousa do acaso, perde,
como um navio sam lerao, a facutdade de diri-
gir-so.cora melhodo, de avancar quando pre-
ciso, e de suspender-se lempo. Nao recejamos
afirmar qiea scicncia de se conhecer si pro-
prio, scencia que parece exclusivaraenle philo-
sophca, se pode applicar s nages, assim co-
mo aos individuos, e pie servir de regra po-
ltica, bera como moral. Os povos devem pen-
sar nisso anles de levar muito long a sua cu-
rosdade vagibinda ; nao que elles devam res-
tringir-se estreila preoceupago do seu bem
estar e do seu repouso : porm esquecem o ig-
norara que quando exigem do seu governo espec-
tculos sorprendentes, nao sao estes escolhidos
nem previstos por elles mesmos.
O povo que pensa em si promove a sua digni-
dade, que consiste em lornar-se ello arbitro dos
seus destinos ; examina cora a sua razo, con-
corro cora a sua vontade para tudo aquillo que
so faz em seu nome. A sua dignidade consiste
em crear ou manter a de todos os cidados que
o corapoero, fazendo-os senhores da sua con3-
ciencia, pensamcnlo, obras esulTragios. Sua dig-
nidade emfira consisto om ser ello livre. O cal-,
culo do til tora o seu lempo, a cspeculaco con-
quistadora lera 03 seus das, e a imaginago de
ura grande povo nao quer que a dosprezem : m3s
lodos os clculos e combnales devo antepr a
razo, especialmente se so apresentou ao uni-y.or-.
so corno sorili ar das sua3 aeges.
A razao o prirneiro apanagio da raca. huma-
na ; e tambem para um povo qualquer a base
do dever e do direito, que Ihe ensina conciliar
as cousas nobres cora as uteis : por meio della
o povo se eleva sem perder-sc ; se raoslra rc-
se-vado sem se avillar ; sabe tentar o quo ne-
cessario tentar ; sabe temer o que deve temer:
par meio della ello colloca a justiga actma dos
successos da forga e dos prazeres da prosperda-
de ; ese Ihe pregara que deve ser justo para ser
livre, mais verdadeiro seria pregar-lhe que deve
ser livre para ser justo ; porque a razo e a jus-
tiga em poltica sao o prego do concurso, e s o
debato publico as traz luz do dia, e ibes des-
tingue o poder.
E' lempo do abanjonarmos um erro bastante
propagado pelo artificio e pelo raedo. J se as.
tem clamado bastante que a liberdade poltica
s traz aps si as agitages e desordens; que do
seio das discusses quo a comprovam c alimeo-
tara nasccm somente perigos e calamidades, co-
mo se a. indifferenga servil de um povo nao po-
dsso arrasta-lo at o centro dascrisos, que elle
nao soube prever ; como so a perlurbago o a
ruina nunca tivessem sahido das deliberages de,
um despotismo silencioso !
E' a liberdade, ao contrario, que eselarecendo
um povo na sua marcha Ihe mostra a senda que
deve seguir: ella s quo o torna capaz de cora-
prehender as experiencias por ello feilas, as li-
ges por elle recusadas : ella que, por uma pe-
rigosa aprondizagera, o conduz sabedora,
raoderagao e justiga. Finalmente a liberdade,
depois de ter sido a tempestado, o porto do sal-
vamento.
Charles he Rbmcsat.
(Revue des deux Mondes.Silveira.)
PERN. -TYP. DE M. F. DE FARU.-18W.


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