Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09175


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Full Text
lili XXXVI. HUMERO 27S
Por tres mezes adiantados o$000.
Por tres mezes vencidos 6J000.
TERCA FEIRA 27 DE H0TEMBR9 DE 1861.
Por anno adiantado 19)000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGAD05 DA SL'BSCIUPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima !
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaly, o
Sr. A de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de Oii-
veira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimaes; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
f AKUUAs UUS CUKKElUS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
e sextas reiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tercas tetras.
Pao d' Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Viila Bella, Boa-Vista,
Oricury o Ex as quartas-fciras.
Cabo, Sirinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manhaa
EPHEMERIDES DO MEZ DE NOVEMBRO
OQoarlo minguante as 6 horas e 57 minutos
da manhaa.
12 La nova as 10 horas e 16 rainutus da tarde
20 Quarto crescente as 6 horas e 33 minutos
da manhaa.
28 La cheia as 9 horas e 18 minutos da manhaa
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 4 horas e 54 minutos da manhaa.
Segundo as 4 horas e 30 minutos da tarde.
IaDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL
Tribunal do commercio: segundas o quintas.
Kelacio tergas, feiras e sabbados.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quartis ao meio dia.
Dito de orphaos : tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel; quartas e sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
26 Segunda. S. Pedro Alexandrino b. m.
27 Terca. S.Margaridade Saboia v.; S.Jozaphal.
28 Quarta. S. Gregorio III P. ; S. Jacob de M. f.
29 Quinta. S." Saturnino m. ; S. Illuminada v.
30 Sexta. 9. Andr ap. ; S. Trajano b.
1 tabbado, S. Eloy B. Noviouense ; S. Nahum.
2 Domingo. S. Balbina v. m. ; S. Adria m.
ENCABREGADOS DA SUBSCRIPC-4'0 NO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Das: Baha,
Sr, Jos Martins Alve; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Martins.
EM PERNAJ.IBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa i
Paria, na sua livraria praca da Independencia nc.
6 e 8.
PARTE OFFICILA.
Governo da provincia.
se procodeu na parocliia da Laga de Baixo des-
! se termo, communicando-me com toda a urgen-
ca o resultado de suas indagarnos neste sen-
j tido.
Outro sim, recommendo-Ihe que preste a mais
escrupulosa attengo aos trabalhos da prxima
EDITAL.
O Lxm. Sr. presidente da provincia manda con- eleigo de eleitores, que deve ter lugar as diffe-
v;dar aos senhores chefes das reparticoes ci- 'rentes parochias desse termo, afim de que o seu
vis, militares, empregados das mesmas e aos de processo corra regularmente e sem embaracos.
mais cidados, para assistirem ao corlpjo que se impedindo pelos meios ao seu alcance que os
tem de fa/.er elfigie de S. M. o Imperador no perturbadores possam conseguir que nao venha
palacio do govemo as 4 e meia horas da tarde i e"a a ser a expresso genuina do voto popular,
do dia 2 de dezembro vindouro, anniversario do mediante a observancia restricta da le, e a maior
I garanta a tronquillidade publica e a seguranca
i individual.
natalicio do mesmo Augusto Senhor.
Secretariado governo do Pernambuco, 26 de
novembro de 1860.O secretario do governo.
Joao Rodrinu es Chaves.
______ "
Expediente do dia 23 de novembro de 1860.
^ Ollicio ao commandanle das armas. Expega
V. S. as su.is ordens para que sejam rocebidos
na fortaleza do Brum, e all se conservera cora a
necessaria seguranza, at cumprirem as penas
a que foram conderaiisdos, o sentenciados do cor-
po de polica Manoel Antonio dos Santos. Joaquim
\elloso do Resto e Jos4ntonio da Silva, que sc-
Dito ao juiz de paz da Alagoa de Baixo.Infor-
me Vmc. com toda urgencia acerca das irregula-
ridades e abusos havidos na eleigo de juizes de
paz e vereadores, que ltimamente tove lugar
nessa freguezia, e constam do officio junto por
copia do juiz municipal desse termo e documen-
tos em original que me devolver.
Dito ao administrador do correio desta cidade.
Rcspondendo o ollicio que Vmc. me dirigi em
16 de outubro ultimo, lenho a dizer-lhe que a
7ista das informaeoes juntas por copia, nao pode
rao remettidos para a mesma fortaleza por parle 'scr atlendida a requisico que faz o agente do
do commandanle do dito corpo. correio de Goianna relativamente a dispensa do
Dito ao Baro de Guararapes, direclorgeral dos servido da guarda nacional daquella cidade de
ludios.mAvista do que expoeno seu officio de 22 Severino Francisco de Albnquerque e Antonio
do corrente, approvo a denominago que V. S.! Jse Ferreira da Silva.
Tendo ella naufragado em seus esforcos para Todos snbem agora com certeza aue nao mais
destruir a nossa nacionalidade. dedicou-se a obra somente a Venecia qo"tratYdo ^separar-se^da
P?rf!2- p.erBda de i(?!Pe.dir-|ne a exlensao. Austria sob pretexto de unificado italiana. Ca-
lor si s muito traca, soMicita nossos inimlgos I ribaldi e o Piemonte contara cora um moviraen-
KLrTdOCOmUma0bStnaC50enCr6CaP'ela|dl c^3 eSladS' Ulcorao ns a ruemos co-, do genero humano, s ha um passo. Enlo o
bem e o "mal estao a vista, a cidade de Deo3 e
a cidade do mundo ho de dividir o universo
A cidade de Dos ter o seu reinado de paz, e
os horaens que pensam destrui-la, ler-lhe-hao
preparado o caminho. O mal, porm, ter igual-
mente seu dia do triuropho,.. Ser o fim. Nao
ha mais lempo; coraega a ternidado Christo
vencedor I
Esperando a hora do meslre, nos30 dever
resistir seduccao. S ha urna palavra que re-
eear, a do Dos; ella nao cessa. Nosso logar
as fileiras dos liis defensores da igreja c do I
Papa : Depois de Po IX, crita; de crute, appa-
Zl ?,?i? offorlccc-1hes otiro, e io-1 lo insurreccional na Hungra, e nao sem fun-
dhPrJm. m PnroelP',am"le Sbr! a Fana* A Gui" I dan,en, ; os elementos existen, e a agilago que
i KM P" enciaa honda primeira colliga-' se mantera sempre. um motivo de serias m-
cao sena ; a elle, a honra de ter inventado esse
deu
uuua vru^fl, ruase iravessas da novs povo3co
da Estada, as quaes esto especificadas na nota
junta.
Denominacao da praca, ruase travessas da nova
Expediente do secretario do governo.
Officio aocommandante das armas O Exm.
Sr. presidente da provincia manda comraunicar
a V. S. quo por despacho desta data autorisa o
povoacao da Escada", approvada pelo Exm.Sr. director do arsenal de guerra a mandar salisfazer
presidente da provincia nesla data.
1"Praga de Pedro II.
2oRa de 22 de dezombro.
3dem da Imperatriz.
43dem da Leopoldina.
5odem le Isabel.
6dem de Guararapes.
7odem-do Progrcsso.
8odem da Commercio.
9dem la Estaco.
10odem da escada.
11'Uem de Ipojuca.
12oI Jera de Merauitos.
13odem Praca.
14a dem Independencia.
Dito ao commandanle do corpo de polica. Em '
additamento ao meu officio de 21 do corrente,''
declaro a \. S. que sendo a"praca da companhia!
de pedestres mencionada na relaVo junta aquel- i
le officio, o alteres Francisco Brges Leal, com
pite se nao deve entender aquella orde
os pedidos que acompanharam o officio de V. S.
do 20 do corrente. sob n. 1,240
Dito ao bacharel Jos Antonio Coelho Rama-
Iho.S. Exc. o Sr. presidente da provincia, man-
da acensar a recepto do officio de 15 do corrente
em qnc V. S. communica ter entrado em exerci-
cio do cargo de promotor publico da comarca do
Brojo.Fizeram-se as convenientes communica-
ces.
COMMAXDO DAS ARMAS.
Qunrtel do commando das armas
em Pernambuco, na cidade do
Recife, SG de novembro de 1860.
ORDEM DO DIA N. 48.
terior (1,500,000). Na p
propoz aos comrauns urna
um trovao do applausos
?o, porque segundo as palavras de um fogoso ora- a guerr
nmeira vez em que elle causa commum com a revolugao hngara ; ter ao
ma liga contra a Franea, mesmo tempo de comprimir os elementos revo-
respondeu a sua indica- lucionarios na Venecia e na Hungra, e declarar
cresccr e com os ps na sepultura, leve ain- Lembrem-se q
rto rhifS -J'Ca Par" aM,g.nar em "ya o rata- hngara, a Austria foi obngada a pedir o auxi- |
w ? .*rand? al'anS (segunda colll-i lio da Russia. Sem a alliancada Russi* e sera a
ao,. e que toi seguido da guerra de succes-! certeza do mesmo axilio, a Austria nao Dde
ti3 a resposta do parlamento inglez ao pe- ; hoje permanecer se
sao.
rUaLl!pemadC8 dHC seudireil?s ia8 sua hon-: a Russia, de maneira a nada ter que receiar da
ra, seu commercio dependiam principalmente das turbulencia dos Hngaros. [Sao duvidamos aue
medidas que deven ser tomadas contra o aun- a Austria nao tenha sentido d
ment do poder da Franca; por sso estamos
promptos a sustentar a rputagao da Inglaterra
desde o primeiro
raomeDto a necessidade dessa harmona, e que
nao lenba dirigido sua poltica de maneira a
f,pfnf,*n.M T" g^rlos" *mpre"J.1 E- co"segui-lo o mais cedo possive/mas deVer
,nT^!!SaJ.,p.al!vras.as. ser,as raeditacoes, | encontrar obstculos do differentes naturezas
que naoest3vam em seu poder aplana-los
dessa nova escola quo, custo oque custar, "quer
sujeitar os destinos da Franca aos da Iaalaterra
e Ihe perguntiremoa se ha mui grande ditTeren-
ca entre o parlamento de 1698 e o de 1860 que
votou unaniraente e quasi sem discusso os 300
railhes de lord Palmerstson
As concessoes que lhe houverem de ser pedi-
das quanlo ao que diz respeito ao Oriente, o com
as quaes est obrigada a condescender em parte,
nao sao por certo as nicas diffbuldades de na-
lureza a laze-la parar ; encontrou-se certamen-
moito nao deixou Guilherme III assistir te outra c,ue referc-se'em
ifi ULli.lf --!""' ^'Z IV pedi a p" : xe' por SU1 ^cadencia ou por sua queda, urna
h, ii T.ec.0S0[1- Quanl mais se conce-'grande preponderancia a alguma outra potencia
HJalEfe !'""g" ^ Russia. Que as potencias occnlen-
I\ao foi preciso nada menos que as victorias taos se enf-aquecam por suas dessencoes recpro-
de Almanza, de Brilraeya e de Villa Viciosa pa- cas ou peles difficuklades do sua s.luaco inte-
O coronel commandanle das armas lendo hon-'
tem commandado a divisao destinada acom- ;
panhar a procissao de Corpus Christi. composta'
ra obrgar a Inglaterra a urna transarlo. Luiz
XIV poz a corda da Hespanha na cabeca de seu
ac,a
or, ludo o quo preciso poltica russa,
por que neda pode melhor salisfazer as vistas do
m, e deve
elie coutinuar no servico em que se acha.
Dito ao inspector da Ihesouraria de fazenda.'de uma brigada da guarda nucional desta cidado
Restiluindo a V. S. os documentos, que acompa- commandada pelo Sr. coronel Domingos AITon-
nliarnm o sru officio de 20 do corrento, sob n. so Sery Ferre'ra. e de outra de linha sob o com-
1208, relativos ao pagamento dos venci'mentos ] n,an(, do Sr- coronel Luiz Jos Ferreira, obser-'
dos guardusnacionaes destacados era Villa-Bella, : vou cora Pzer a asseio e garbo cora que os cor- '
a contar de 16 de setembro at 19 de novembro | po? se apresentaram em parada, e nao podendo
do anno prximo passado, tenho a dizer que, nao dclxa'' d allnbuir esse lisongeiro estado, se nao
obstante o que expoz V. S. no citado officio. man- !'? mcansavel zelo dos Srs. commandantes coad- !
do effecluar esso pagamento; pois que sendo JUV,dos pelos respectivos Srs. officiaes, ulga-se '
esse destamenlo ro-iuisitado pelo commandanle '. na obrigacao de louvs-los, e espera que os raes-
ds furca militar para all estacionada, para auxi- | ms Srs. commandantes. que por lal maneira so '
neio. se o re de branca poude exclamar: N.io engrandecimento do colossal imperio e lhe Dre-
na mais Pyreneos so a Inglaterra colheu o fruc- parar novos augmentes. Nunca se espere ver a
io das torrentes de sangue humano que fez cor- Russia tomar um
rer seu ouro.
P
interesse activo e uma parte
directa as rixas quo podem agitar os potencias
,oihr ^?I8^LP!1S.0..(iU!,.0..-?-ue Pdi?.fazer occidentaes, nunca o far senao para manteras
mostram lao inieressados pelo servido e bora ar-
ranjo de seus commandados, transmitliro es-
tes a parle do louvor que merecidamente lhes
cabe.
Assignado.Jos Antonio da Fonseca Galvao,
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvao. I
do ordens interino do com-
liar a mesma torca no servico de garantir a tran-
quilidade publica e a seguranza individual em
que eslava empregada, segundo consta de parli-
c.pacao do juiz de dircito daquella comarca de
20 de setembro do mesmo anno, deve correr a
despeza por conla do ministerio da guerro."
Dito ao mesmo. Transmillo a V. S., para os alferes aiudante
convenientes exames, as conlas legalisadis por! raando-
duplicla das despezas feitas no hospital militar'
desta guarnicao no mez de outubro ultimo, vindo
annexo o parocer da junla de saude que a exa-
minou.
Dito ao mesmo. Em vista da sua informacao
de honlero. sob n. 1215, mande V. S. paga'r a Pde-se dividir em tres periodos distinctos o
Carneiro \ IrraSo a quantia de 4769400 rs., em i grande duello que ha oito seculos arma a Franca
que, segundo a nota junta em duplicata, impor- contra a Inglaterra e a Inglaterra contra'a
lam diferentes objectos comprados pelo conselho Franja,
administrativo para o hospital militar.Commu-
metnor para assignalar sua elevagao ao throno desavengas, multiplicar as difficuldades e en-
e aogariar a affeicao dos seus fiis subditos, era ', venenar a contenda, s intervir com suas armas
pronunciar uma palavra de odio contra a Franja tanto quinto for preciso para por uma potencia
anda precisa de sangue. Crestram todas as ou uma parle da Europa em estado de lutar
do reino, disse elle, depois que a contra outra ; para que ella entre realmente em
roister ou
como o foi a
.- pelas armas da franca e da Innlaler-
em7i aa,TUie r0l,"rud0 Luu XlV a ou <>ue,rea elevar-se no meio dos conflictos
nn?i Wnf.n,H E intil dizer quo a rea- europeos uma poiencia rival que lema muito,
auafto aI-r.ip?re,^reid.FranC'-. Mas em'ouemfira que julguc chegadoo momento de
inrlmif. i k Procura claramente reatear impor violentamente a todos os estados como a
o incendio, ella trabalha com o duque [de Orleans I nica potencia de hoie em dianle capaz de ra-
para fazer era Franca uma revoluco de 1688. ser respeitar suas decises .
pepo da raorte de Luiz XIV. abaodonou-se A poltica russa nao per modo albura i
a sua poltica nacional, O regente de Franca dissemos mais de uma vez, uma polhica dTp'rin-
nieiicidades do reino, disse elle, depois que a contra outra : para que ella entre r
lng aierra deixou as armas e assignou o tratado' campo e faca seriamente a guerra,
ae uirech. que ella prpria esteja ameacada ce
us pares e os communs foram dessa opiniao,' seisannos pelas armas da Franca e
EXTERIOR.
estabeleceu a harmona ; esperava o auxilio de
Georges I para subir ao throno, caso morresso
Luix XV. Ora, o auxilio da Inglaterra nunca
cipos; ella nao est sujeila anenhuttia doutri-
na, a nenhum direito, a nenhuma ideia ; as ou-
hospi
nicou-se ao presidente do conselho administra-
tivo.
Dito ao inspector da Ihesouraria provincial.
Loso que for possive, atienda V. S. ao que no
O primeiro, data da morto de Guilherme o con-
quistador, e termina com as victorias de For-
raigny e de Caslillon, que der;m Franca, uma
a Normandia, outra a Guienna.
, O segundo periodo, parto da expulso dos In-
ncluso requenraento pede o secretario da repar- | glezes, e para no reinado de Luiz XIV.
tico das obras publicas, Thomaz Antonio Ramos O lerceiro, com?cacomGuilhermeIiI,en5oesl
a"y- i acabado; o duello 'dura ainda.o ha de durar at
Dito ao mesmo. Em vista do competente o dia em qus a Europa, comorehendendo seus
certificado, mande V. S. pagar ao arrematante : verdadeiros inleresses, deixar de ser um soldado
da obra do hospital Pedro II, Manoel do Nasci-1 mercenario ao sold da Inglaterra, e deixar est
ment Araujo, a importancia da primeira presta- s a mcrcS da Franja.
gao que tem direito por haver feito -i quinta i Porque esse odio'de oito seculos? Porque es-
parte das obras do seu contrato, segundo consta se duello de morte entre dous povos visinhos
de informacao do director da reputico das obras '
publicas de 1G do corrente, sob n. 302 ; devendo
nosta occasiao ser descontada a quantia de.....
1:2009000 rs. em que fui avahado o material ali
cristente, e qup, em virtude do ait. 3." do mes-
.mo contrato, deve ser por elle receido. Cora-
municou-se ao director das obras publicas.
Dilo ao mesmo. Era vista do que expe a
camaia municipal de Olinda, em officio de 15
do corrente, sob n. 145, mandj V. S. por nova-
mente em praca, conforme indica em sua infor-
macao do 8 dt.sle"mez n. 515, o imposto de 500
r?. sobre cabe.;a de gado vaceum consumido
u'aquelle municipio, servindo de base a essa ar-
remalacao a quanlia de 400g rs. annuaes, offere-
recida por Francisco Jos d'Almeida.
Dito ao director das obras militares. Cumpre
i tras potencias, dominadas mais ou menos pela
?n\5. 5fS2 '" ond,a0 : sacrificio dos poltica de interesse ligam-se entretanto todas
os trn^n. m. ^.1; '***"?emos ,0JJ'?8 raais "" menos a um principio do ordem ou de
< Sinlo ,. rhnif h. !S i ; ,, I l'vamenle o contra a sua vontade, mas a Russia
flfHrTw.H verdadeiro pejo, diz elle, s tem em vista a sua extenso; sonha a domi-
*ll^J!XJv&^Aa^\M*l u,,iversal I '"do o mais esia subordinado
da Vnh,rd!? a JGeorges I), das vilesas,' a esse nico interesse; as sympathias e asan-
Eu Ser\t \nTT ** r0 ( ?en.l-e)-'tipa,hias para clla de I,ada "' > far casa
em vi h! e P Sk 1uebrass,e tal?0' I commum mesmo com Roma no dia em que Roma,
IT.U hUr,!,J, apanha"a essa lama o jo- prestes a suecumbir politicamente, deixar por
lnni-P.J m.i n q"f^ daquelles >* n?s causa de sua queda a revoluto senhora da Euro-
enganaram e que nos roubaram; no rosto daquel- i pa e temivel pro
porque so me resfria o coraco e se me inlriste-
ce a alma quando se nos esi'ende essa mao. Se-
Tal a ideia que deve-se" fazer da poltica
. russa, e lal a ideia a que preciso voliar in-
.P..'f Itl?J?_lt_uro l Sefa.'embrancadolcessantemeote e nunca perder de vista, so se
quer saber os segredos de muilas olliangas e ler
Porque ficaram esteris os esforcos tentados ha
trinta annos para os reconciliar? Porque esse
sorriso de desdera da nacao franceza quando fa-
zem reteir a seus ouvidos esta palavra : peifei-
la harmona ? Porque o marinheiro, as praias
da Mancha, nao langa a vista para o lado da In-
glaterra sem que lhe brilhe nos olhos um relm-
pago ? Bprane s preciso uma palavra para
que immediatamente surja das entranhas da
Franga um milho desoldados? Porque essa
odio imcomprehensivel entro duas neges que
apresentam como mais adantadas em civilisa- '
gao? E' bastante percorrer a obra do Sr. Chate-
ltt, que tem por tituloCrimes e deudos da In-
glaterra contra a Francapara ler-3o
posta.
O autor abraga em seu todo
passado? Sao amargas as ligoes do passado.
O fuluro nao o espelho de uma noile ? Ai
de quem nelle se fia
Cuntam-se no reinado de Georges I treze cri-
"???. a chave de muias quesles europeas. "Ns di-
riamos ai das naces que tem necessidade de se
apoiarem na poltica russa, se nao soubessemos
que as potencias mais colossaes nao sao, no dia
instrumentos
... que se serve
dellas tanto como seivem-se da revoluco, para
bater seus innimigos e preparar a ext'eosao de
seu reinado.
L. RlPEUT.
a res-
os tres periodos
que Vmi. manae fazer no quartel da Soledade, | cima mencionados, ese cada faci nao fosso
que ltimamente fura desoecupado pelo 8o bata- comprovado por documentos incontestaveis. jul-
inao-de nlantaria, os reparos indicados pelo |gar-so-hia que aquella longa serie de crimes e
commaudanie do 4o batalhao de anilharia a p, do iroiges era obra de u
do officio junto por copia, entendendo-se Vmc!
previamente coto o coron-l commandanle das ar-
mas, a quera entregar a chave do edificio, logo
que estejam concluidos os respectivos reparos.
Dito ao juiz de direito da comarca ta Da-Vis-
ta. Concordando com o aue Droooz Vmc. em
sen nfTi<;" J- > oo corrente acerca da compra
do edificio pertencente ao capito Jos Francisco
dos Santos para servir de cadei, casa da cma-
ra, e do jury de termo do Cabrob dessa comar-
ca, tenho a declarar-lhe que opportunamenle le-
varei o exposto ao conhccimenlo da assambla
provincial, am de conceder a aulorisagao ne-
cessaria para offectuar-se a acqusigo do men-
cionado edificio, devendo, entretanto, Vmc. pre-
venir disso mesmo ao respectivo proprielario.
Dito ao juiz municipal de Cimbres. Sciente
do cooledo do seu officio de 17 deste mez, te-
nho a dizer-!hu em resposta, que j seguio ha
dias o delegado novaraente nomeado para esse
termo, sendo de esperar que, com a sua presen-
ta, e observancia das ordens e instruegoes que
por mira lhe foram transmiltidas, cessem os abu-
sos que ah se teem dado.
Louvnndo o interesse quo a Vmc. merece b
manulengao da ordem e tranquillidade publica
na eleicao que se acaba de proceder na fregue-
zia da Laga do Baixo desse termo, resta-me as-
segurar-lhe que opportunamenle providenciarei
acerca do procedimento irregular, e incoDveni-
le que leve o ex-delegado Jos Francisco Car-
neiro Monteiro nessa eleigo, cujas irregularida-
des, a que alludo Vmc. em seu citado officio, se-
o allendidas como (r justo.
Dilo ao delegado de polica do termo de Cim-
bres. Recornmendo a Vmc. que proceda s
mais severas averiguages aerea dos abusos e ir-
regularidades que, segundo consta das copias in-
clusas, foram praticadas na ultima eleigo, que
. -ira cerebro enfermo ou
de um monomaniaco.
A obra do Sr. Chatelet nao se analysa, lc-se :
com a historia na mao, elle restabeleceu e assig-
nalou cada crime da Inglaterra, contra a Franca. !
Depois de cada reinado, recapitula-os ; porla'n-
tun1iP?u.STel emprehender aqui um resumo
Sendo cada palavra um fado, ver-nos-hiamos
obrigados a copiar o livro. Entretanto, gragas
aos preciosos documentos que o autor enlrega a
publicidade, proporao-nos a consagrar alguns ar.
ligos ao estado das relaces da Franga e da In-
glaterra desde Guilherme III at orochedode
Santa Helena. Poderemos profundar o pensa-
raenlo intimo da poltica ingleza, e por s claras
o abysrao invadeavel que separa os dous po-
vos.
Desde a conquista da Inglaterra por um exer-
cito que parti das costas da Normandia s orden3
de Guilherme o Bastardo, houveincessanlemento
continuas guerras entre os povos inglez e francez.
Foram vencidos os inglezes ; porm, s no XVt
secuto, foi Calais, sua ultima conquista, foi toma-
da por Francisco de Guise.
Triumphaole de todo os seus inimigos, o rei-
nado de Luiz XIV vio Franga retomar a primasa
na Europa, e por sua vez tremeu a Inglaterra
dianto de uma potencia cujo terror e flagello fura
por muito tempo ; ella v a Hespanha esmagada
nos campos de Lens e de Rocroy, a Hollaoda in-
vadida, Flandres, a Alsacia, o Arlois e o Franco-
Condado reunidos Franga ; o rei da Inglaterra
batido em Nerwenden e em Steinkerquo ; Ruy-
ler, o primeiro martimo de anto, duas vezes
vencido por Duquesne ; finalmente Touivillo do-
mina por dous annos o Estrello, depois de haver
tomado ou queimado quinze naos de linha ingle-
za defronte da ilha de Wight.
Desse dia data um novo systema inrariarel-
violagao do tratado de Ulrech ; 2. intrigas pa- aprasado, seno cegos e simples i
ra fazer baquear a monarchia legitima ; 3. des- nas roaos de uma potencia superior
truigo, sem declaragao de guerra, do uma esqua-
dra hespanhola a vista do Svracusa 4. recusa
de restituir Gibrallare Winorca, depois de haver
assignado formalmente tal obrigago ; depois de
se haver servido da Franga para tratar cora a
rm8.! COmi- a 1Dinaraa"rca. s quaes ameaga- Um philosopho Ilustre dizia no comeco deste
ofTf, ? i Verden- Possessoes do rei da In- seculo: Os Francczes sao creancas grandes que
giaierra, e depois de ver realisados seus desejos, i se alegram ou tremem com palavas. O com-
nritoaS quoSe '" obt,88do em compensagaoa I primento nao lisongeiro para o povo que julga
n...H,r. i. n .2 conlr,a .os Russos. rel,ra sua [ ser "'s espirituoso e o mais valenle da trra,
esquaara oo Bltico e deixa os Moscovitas in- j Entretanto nada mais certo. E' licito accres-
cenuiar 140U cidades ou aldeas sueccas, depois, cenlar quo se acaso mudam as palavras que di-
oe lerea egolado os habitantes. Os soldados verlem ou fazem tremer os francezes. as ideas
inglezes cora os bragos cruzados, cora as armas nao mudam nunca. Era substancia, de que se
oescancadas, podero ouvir do seus navios os trata? da luta, do mal conlra a igreja. A pala-
mioeoihLV -as quo ,mJPloravam a protegao | vra ataque e reunio ura traje de reserva,
Chatelet promettido. continua o Sr.; uma baudeira. Quando fica esburacada, deshon-
ra niiimn i j irada, acha-so outra. Eos mesraos erros apai-
o,1o !,, 0-datvld'\de GeorSes I foi unisonarnos mesmos homens; o as mesraas des-
uiagao feta Franca, ura crimo me- gragas lhes servem ao mesmo lempo de casligo e
de ligan. Nao importa, as raassas sero sempre
engaadas e estao sempre promptas para se
ralmeVt'%ebc,r-1^.?Mslr''VjVTae' tem o
oonno contra ahumanidade. Moslra-lo-hemos no
prximo artigo.
X\viER_rjF KnwTinn-
A attilude quo a Austria conserva em presenca
dos tactos que se passam na Italia, parece inex-
plicavel a muilas pessoas, e nao comprehende-
se como esta potencia, que acha-io evidenio-
deposito da verdade, ter sempre contra si aqusl-
les que nao amam a verdade.
No dcimo sexlo seculo e at no dcimo sti-
mo,a expresso favorita era a independencia sobe-
ment amoagada por toda a revolugao italiana, rana da liberdade humana; no dcimo oitavo,
pelo Piemonte, o garibaldismo e o marinismo,; era a razao; hoje o progresso com a religio
nao se tenha apressado em reunir suas forcas s do futuro, e lulo entremeado de philosophismo,
do Roma e de aples para impedir o commum de liberalismo o de patriotismo. Porm nada de
adversario de derribar um aps outro os estados | differenga;esmagai a infame, islo a santa
que juiou perder. Uma poltica tao singular- igreja de Jezus Christo. O que temos visto? as
mente expectante pareceu a nns inepcia, a ou-' revoluges com as sua sanguinolentas alrocida-
tros egosmo, a oulros finalmente a aceitago des, e o trumpho da igreja. Um protestante de
voluntaria ou forgada do principio de nao inter-1 grande nomcada e que foi vulto no lempo da
vengao. A explicago da conducta da Austria j dynaslia de julho, pronunciou um dia na cmara
est, segundo nos parece, muito mais na sua dos Pares estas palavras singulares: O ensino
situagao do que em seus principios, suas sympa- | deve ser secular. O anno de 1848 encarregou-
thias e suas tendencias. A poltica desta polen- se de responder-lhes: o ensino secular era cora-
da muito perspicaz para nao saber que um munista e socialista.
systema de simples defeza quasi sempre em Dizeraos hoje: O poder deve ser seculorisa-
prejuizo daquelle que o adopta, e no caso parti-! do. E' anda a mesma aiia, e ninguem a tocar
cular, era fcil ver que, deixando a revoluco: melhor. Se o Papa nao pode ser Pontficee rei,
livre em sujeitar successivamenie todos os esa- os soberanos nao Picao por muito tempo inaba-
dos italianos, a Austria devia esperar ser atacada | lavis em seus thronos. O direito novo, os fados
dentro em pouco por uma reucio de torgas raais consumados, a vontade popular ensinar-lhes-ho
superiores s,que ella propria teria encontrado
indo procurar o iuimigo antes que elle houvesse
vencido qualquer outra resistencia. He /erdade
que nao se toca inmunemente nas bases em que
descanga o solio de S. Pedro.
De fado, alarga-se o campo da lula. Sob o
que ento eslava ella ameagada de achar-se de | norae de nacionalidades, procuram refazer a car-
novo era presenga de outro adversario ; mas ts da Europa cor meio de abominaveis atienta-
licito pensar que teria arrostado esse perigo, e dos. A viciara, porm, ser apenas uma esta-
que sujeilar-se-hia a contingencia de uma nova
luta se a situado nao fosse.no interior e no norte Da nacionalidade de ragas e de lingoas nnldade
gao; carainhamos para a repblica universal.
L_
JIM
mjU-^a.
ILEGVEL
recer a luz no co, lamen in co?lor o fogo
ardente, ignis ardens... Era seguida, na ulti-
ma perseguico da santa igreja, haver um
redro romano elevado ao pontificado. Elle
apascenlar suas ovelhas em grandes tribula-
goes; e depois dessas tribotacoes, ser des-
truida a cidade das sete collinas, e o juiz lo-
mivei julgar o mundo. (Professia altribuida
a S. Malaquias.) Ento as palavras nao teo
mais poder.
J. M. Dufour.
Morto Pili, o homem das eolligares, respirar
a humanidade? Pili nao existe mais, porm res-
ta a Inglaterra, 6 dizer ludo. A guerra conti-
nuar pois mais sanguinolenta, raais encarnica-
da que nunca. Est formada a quart colligaco
Napoleao proclama o bloquoio Continental,"es-
maga a Prussia em lena, a Russia em Eylan e
em Friedland, e o tratado de Tilsilt deixa ainda
a Inglaterra s era presenca de sua inimiga. No
paroxismo da raiva, a Gra-Bretanha langa-se,
sobre o Egypto e deixa-se bater pelo Pacha. Nao
Babeado a quera dirigir-se para rios crear inimi-I
gos, intima a Turqua que expulse o embaixadorj
de Franca; uma armada ingleza, mandada para'
sustentar a intimaco, enconlra os fortes dos'
Oardanellos promptos para fulmina-la, e retira-se
vergonhosameute. Finalmente o bombardeamen-
lo de Copenhagne em plena paz, o roubo da
frota dinamarquesa, levam a seu auge os crimes
da Inglaterra, e de uma extremidade a outra da '
Europa relumba um inmenso grito de indigna-
gao! Eulretanto a imparcialidade obriga-nos a1
lembrar que esses mesmos inglezes, acosluma-
dos a lomar em toda a pirto os navios eslrangei-
ros sem declaragao de guerra, nao atacao os
dinamarquezes sem intimagao. Quando a es-
quadra brilannica chegou a vista da cidade, des-
embarcou um parlamentario que pedio que lhe
entregassem romo deposito o porto de Cope-
nhagne, a fortaleza de Kronenbourgo e a esqua-
dra ; a Gra-Bretanha obrigava-se a restituir tu-
doisso quando as exigencias da poltica Ih'o per-
metlissem. Em balde o principe regente cla-
mou contra semclhantes condiges ; responderam-
Ihe que a guerra era a guerra, que mister ce-
der us necessidades e submetter-se ao mais forte
quando alguera mais fraco. Ora, tal necessi-
dade, diz o Sr. Chatelet, deixou os inglezes pi-
liiarem uma esquadra e um arsenal reputado mui
neo. Durante tres dias, lancarara na capital da
Dinamarca um numero consiileravel de fognetes
a Longrvp; pereceram debaixo das ruinas duas
rail pessoas de todas as idades e de ambos os
sexos. Quando senhores da cidade, os mari-
uheiros inglezes deslruiram ludo quanto nao po-
deram levar.
A fim de justificar a na^o ingleza, alguns an-
glomaniacos procuraram lanc.-,r sobre o governo
a responsabilidade e o odioso do incendio de Co-
penhagne. E' mui simplesmenln um absurdo.
Na Inglaterra, o governo apenas o executor
da vonlade da naco, representada pelos com-
muns. Se o povo inglez nao tivesse querido a
expedicao de Copenhagne, o parlamento nao te-
na votado os fundos necessarios para esquipar a
esquadra; se o bombardearaento ne Copenhague
tivesse parecido Inglaterra um crime de lesa
humanidade, podia citar o ministerio sua bar-
ra, desapprovar publicamente os seus actos e
punir os culpados: porm nao o fez,
Depois de Tilsilt, a Gr-Brelanha. omnipotente
por mar, vio-se interamente expulsa do conti-
nente. A guerra da Hespanha, lo deploravel
em suas causas, franqueou-lhe u entrada para o
mesmo continente, e lord Wellingtnn desembar-
cou em Portugal. Reunidas em F.rlurtli, Napo-
leao e Alexandre fizeram uma tentativa commum
junto a Georges III aflm de pacificaren! o mun-
do : uma recusa secca e altiva e a quinta coll-
gagao, tal fo: a resposta do monarcha inglez.
A Franca vinga-so esraagando cora successivas
victorias o no/o conluio britannico ; Wagram
poe-lhe aos ps a colligago o o imperio da
Austria 1 Esses revezes, renidos ao desastre de
Flessiogne que cuslou dez mil homens a Ingla-
terra e vinte e cinco m lhes esterlino3, espa-
Iharam o terror em Londres. O povo subleva-se,
o rei tica doudo, o ministerio cahe ; porm o
systema permanece invariavel, e a guerra con-
tina I Porque? O encarnigamento da Inglaterra
parece inexplicavel a muitas pessoas, entretanto
explica-se.
Ha deseseis annos que ella se arruina, que
ella esfalfa-se para abater a Franga, e ha dese-
seis annos que nosso poder cresc, que metade
do cootinento compoo o imperio francez, Em
presenga do colosso que formou, obringand'o-o a
vencer, a Inglaterra nao pJe viver; mister,
pois, que ella combata, que lute em quanto lhe
restar um homem e duro, quanto achar dlnheiro
para tomar emprestado, e mercenarios promptos
para so deixar malar em sua defeza. Alguns
historiadores inglezes, com a modestia habitual
a sua nago, altribuem a queda do imperio a
inflexivel vonlade de sua patria ; dao at a en-
tender quo o governo britannico obrava em pre-
viso dos acontecimentos de 1814 e 1815.
inepcia. Era 1808, ninguem podia prever os
gelos da Russia e o incendio de Mascou.
O imperio cahio por suas propnascqjrias.^A,
previo nem provocou. A historia est ahi para
affirmar que era 1813, depois das victorias de
Lulzen, de Bautzen e de Dresda, a Europa intei-
ra assignara a paz com ou sem a Inglaterra
deixando Franga a fronteira dos Alpes e do"
Rheno se o imperador se conlentasse com isso.
Por sua infelicidade, pela da Franga,Napoleao re-
cusou. As consequencias desta recusa servio os
inleresses britannicos.^or isso que provocaram a
queda do imperio ; porm a Inglaterra nao leve
a mnima parle nisso.
O anno de 1814 fnebre em nossa historia,
porm nao sem gloria. Depois de haver per-
dido 400,000 soldados debaixo das neves da Rus-
sia, nao foi preciso nada menos que a Inglater-
ra para abater a Franga. O que teria aconteci-
do se o clima moscovita nao se houvesse encar-
regado de uma obra superior s forgas da Europa,
a destruigo do exercilo francez ?
O anno de 1810 vio uma nova infamia da In-
glatterra, Wellington, obrigado a recuar diante
de Massna, procura privar de vveres ao exer-
cilo francez : ello ordena aos portuguezes, sob
pena de morte, que abandonem as cidad.es e al-
deas, que enterrem os vveres e que destruam
o que nao poder&tn levar. Empurrados pelos
soldados ngleies, diz o Sr. Chatelet, que mata-
vam sem misericordia os que resisliam ou que
cahiam opprtmidos pela fraqueza, 500,000 mil
individuos lancaram-se em Lisboa onde a maior
parle morreu de fome. Era applicar aos por-
tuguezes o systema que cincoenta annos antes
ei perecer em seis mezes 3 milhoes de Ilindos:
o systema que depoh disso maiou 3 milhes db
Irlandezes Quanlos crimes s costas de s um
povo E esse povo acha em Franca admirado-
res ; advogado para justificar o assassiualo <
Irlanda !
Em 1812, novo crime a Inglaterra-: Weiling-
ton apodera-se de Badajoz ; as infamias que Ti
se commetteram, sao do uatureza tal que ura
historiador inglez assim se exprime: c A penni
para, di rec jsa descrever as horrvers scena=:
de medonha baibana que erabaciarain a "loria
bnlannatica I D
O historiador esquecia-se que de ha rr.uilo a
gloria brranni:a nao podia ser embaciada.
Chegamos ao fim do grande drama. Cae o
imperio aos ataques da sexta collgagau. e o il-
lustre vencido pede asylo ao la' britannico
Santa Helena e Hudson l.owe, tal foi a regosta!
Resulta, diz o Sr. Chatelet, ce todas as obras
publicadas acerca da es'ada de Napoleao em
Santa Helena que nunca se exerceu em nenhum
homem tyrannia mais vil, mais odiosa, mas
mesquinha. Lnmbrcmos apenas que Napoleao
antes de cerrar os olhos legou o opprobrio de
sua morte casa reinante da Inglaterra.
XAVIER DE VOMWNES-.
{Monde. II. Duperron.)
A A demagogia lamben em Portugal triumpha a
sen modo. ComG os excommungados vrio de
cima na Italia, os seus admiradores prepararn-
se aqui pira repelir.jm as boas obras dos annos
de 1833 a 1836.
E o clero j se sabe, o primeiro airo de =eis
odios.
O clero, verdade ; mas os bons clrigos, rriie
felizmente sao o maior numero ; pois so algum
papre liberal es:andaliza o mondo cora sua de-
vassidao, acodera logo os liberdadeiros a fazer lho
a apotheose.
E, j se sabe, a elle s pois classe era cera!.
uerra
e especialmenie s ordens religiosas,
e continua.
Nao ha aleive que nao se .llevante, ainda que
depois o modo obrigue o tartufo a engolir o vo-
mito.
Era menos escndalo, era menos para detestar
a alcivosia, se esses phariseus tivessem a cora-
gera de tirar a uscara, e dedararem-se pelo
que sao, homens sem f.
Chimara-se cstholicos e Iraicoam a egreja.
Dizern que respeitam o Evangelio, e obseivam o
alkorao.
Os proteslantes que foram educados na reli-
gio falsa, tirarto dal argumentos contra o ca-
inolicismo, citando, como testeraunhos insuspei-
tos.os impudentes escriptos desses homens. Jul-
garao que um sentimento doloroso arranca d'al-
"ias candidas aqielle brado de indignacao ; pois
se lhes ha de figurar impossivel, que a "apostasla
seja tam cobarde, e a hypocnsia tara cynica.
E a hypocnsia tam cynica E' verdade !
Pois nao necessario quo o cynismo se case
com a hypocrisia em laes almas, para que ellas
nao se pezem de chamar-so catholicas, ao mes-
mo tempo que injuriam a egreja e o pae com-
mum dos fiis; ao mesmo tempo que todos seus
actos e doulrnas esto manifestando seu oJio jo
ao catholecismo?
O protestante que foi educado na (jlsa religio
mas tem urna re giao, mal poder coroprehen-
der que os que se dizemlcrentes, affronlem a pro-
priai crenca : mas se elle os conhecesse de perto
avallara, peloqie valem, as injurias contrae
clero.
Esses mizeraves detestara o clero, porque de-
testam a egreja. Accusam-no perante o mundo.
porque um outro padre peccou em vez de se ac-
cusarem a si perante Deus, porque ten: peccado
mil vezes mais e cora maior escndalo que o pa-
dre r
Segui-os de perlo, e veris qual c seu catholi-
cismo. Indagai, onde cuvem mis3a. onde se con-
lessara, como cumprera os preceitos di egreja
nos das de abstinencia e jejum ; e veris que se
alguma vez entrara do templo para escandali-
zar os fiis pela indecencia ; veris que escarne-
cera do tribunal di penitencia, em vez de bus-
caren! all absolvigo dos peccados; veris que
para elles os dias de jejum e a abstinencia, sao
oulros tantos dias que destinara para a g>;la e-
para o escndalo.
Eis os homens que perlendem dar iieedes de
moral ao vigario do Jess Christo, e aos succes-
sores dos Apostlos !
E se lhes perguntais pela religio que se-ruern
dizera que sao catholicos !
Viestes, phariseus, ante o publico ; viestes ac-
ensar a supposta adultera, que nao cedeu a vos-
sas sedueces : pois bera I se por ventura ella
culpada, apedrejai-a segundo a le ; mas aquello
que de vos est sem culpa, seja o que lhe atire a
primeira pedra.
Oh se elles ao racno3 cressem em Deus, hou-
veram de ser menos orgulhosos.
Talham religioes sua vontade, porque nao
tem neuhuma Dai-me que os homens creiam
sinceramente em Deus, dizia um profundo pen-
sador, o eu vos trarei pouco a pouco todos esses
crentes sinceros ao gremio calholieo
E' esta uma verdade, que a rcflexo sobre ns.
mesmos nos far comprehender, so nao estamos
cegos de inlelligencia. A crenga sincera em Dous,
e na sua providencia, leva-nos crenca em Je-
sus-Chrislo ; e o que er em Jesus-Christo, Deus
e Homem juntamente, ha de crer na igrea, que
elle insttuio.
Mas os hypocrit.is sao cobardes ; nao onsam
revelar o scepticisrao, porque sabera aue desco-
berla a chaga, nao podiam illudir ninguem, para
que nao conhecesse a gangrena moni, que I ai
por dentro naquellas conscienciis E ao mesmo
lempo tem o cynismo de seinculcarem zeladores.
Jj >-lri!i_n anlb uj llulllCllS l|UU SalM.ni v <4uw- .11..
afintr" e"xl'r3ni5!a"',db*s"*qe"'lem"eTls"por
dentro e por fra !
O Portugus que est sendo o duelo excretor
de todas as immundicies da imprensa, ahi publi-
cava hontem uma ameaga do um tal raspalhisla
que se assigna com o nome de Sines, hom?m tao
ignorante dis cousas de Deus, como das da
sciencia de curar, o qual protestava provar pela
scienda ura absurdo, qual era, que urna albumi-
nuria ou molestia de Brigth fra produzida por
um casligo cora umus disciplina?.
Dado que se vencasse aquello genero do cas-
tigo, a sciencia mostra que nunca nelle se podia
filiar urna degeneragao dos rins.
Todo hornera de bem recriara levantar aloi^ee
o aUribuir uma morie a qualquer individuo sem
ter evidentes provas.
Mas estes aposfoloi novos condoem-se da hu-
manidade, horrorisam-so ante urna sepultura ;
em quanto que vo assassinando a nonra. quo
vale mais do que a vida. E depois se algura
pregsdor increpa a calumnia, e os calumniadores
que diffaraam por meio da imprensa,ei-lo ahi lo,'
go a vociferar, e a vingar-so em insolencias!
Ex fructibus eoruw cognoscett's eos.
O fanatismo clerophobo cega-os al. o poni
de n8o reconhecerom, que ss desmascarara com
isto.
Mas emfim o curandero, que os francezes cha-
mam charlalc, promcjtte fazer ahi argumentos,
que sao capazes r>-(, f3ier seccar uma figueira,
para demonstrar ^ue a camphora nao pode nada
contra as disciplinas lazanstas, e que entre as
mm



(1)
tl&RlO DE PERHAMBCO. TERQa FEIRA 27 DE NOVEMBRO DE 1860.
disciplinas lazeristas e a molestia de Briglh ha
utna intima relagoo de casualidad.1.
Esperen) pelo parto da monlauha, e vetao a ra-
lazana que sabe.
Anda por esse mundo tanto ralazana a cn-
glar-so para que o vejara, que 6 um louvar a
Dcusl
Pi IX e os revoluolonnrios.
Tan 1 fin entre nos acharara clio as hypocritas
exclaniages do Siecle conlia o Siimmo Pontfice.
Tambera aqu a philosophia materialista quer en-
cinar ao Papa, a religio e a boa moral. Tambern
aqui aos ilhos desnaturados insultara o psi as
suns altribulagoes. Tambem aqui os juramenta-
dos da synagoga batem as palmas, quando -se Ihcs
figura que o vigario de Jess Christo vai ter no
Quirinal o seu calvario !
A Dcus pcrlcncc o futuro.
K nos, como calholicos, inclinamos a cabera
"resignados ; e esperamos as premessas de
Christo.
Mas nao consentiremos que desta Ierra, sempro
tac cathulica, to digna do titulo de fi lelissima,
surja o Lia!j da impiedade, sera um protesto
iiosso, eni imaie da n...;o que nao perilla, detes-
ta e repelle com indignarlo essas infamias dos
Iscariotes modernos.
Accusam-vcs, sanlissimo padre, porque tendes
exercito, porque nao derxaes assassinar o vosso
l'ovo, porque nao entregaes i:as ruaos do rei ex-
commungado os bens da igreja !
Ah csio esses philosophadorrs firigndo-se
pasmados, porque um Papa confia riu Senhur
JJeus de Israel, que o Dees dos exercitos !
Accusam-vus, porque nao estondeis ao assassi-
no de BmiliM e Lazzareschis, uem aos Sterbinis
Calellis, llicciardis, Romanos, e Romeos, Fer-
ien*, e Oriolis, aquella imo que elles mordern),
lir.z,iudo beija-la.
Quera fui, mais indulgente, mais magnnimo
que vs/sanlisimo padie ? Quem abri as por-
tas da patria a mais proscriptos do que a vossa
amnista decretada etn 17 de julho de 1646 "?
Quena fui mais cundescendente con as exigencias
dos subditos ?
Quem velou mais pula felicidade do seu povo ?
Apenas comeravois o vosso pontificado, decre-
tareis que se aLiissc-m linhzs terreas e quose or-
ganizasse a consulla do estado, l'edem-vos mu-
diinca do governador, concedis ; pedem-vos es-
cola polytcchuica, concedis; pedem-vos guarda
nac onal, concedis; pedem-vos parlamento, con-
cedis ; que mais podiam querer de vos ? Que-
riaui que o Papa nao existisse. L vos eris Papa!
Umiin que declarasseis guerra a um principe
cailiolico, c vos respondcsles que eris homem
de paz !
F.ntiio aecusavam-vos por que nao querieisser
o agressor!
Hoje increpam-vos, por que vos defendis !
Para expoliar o imperador d'Austria, devitis cin-
lii espada, e manchar as maos no sanguede'ca-
thoiicos para que vos cxpoliern a vos, para que
*j i.liem Roma, deveis ordenar aos soidadosfje
l.airioiicieri, que embanhem a espada, e abraiu
is ponas de Roma aos vndalos modernos '
En to pngavam-vos a vossa clemencia e mag-
uanimidade, cora o sangue de vosso primeiro
ministro, o conde de Rosal ; pagaram-ros com
fogo e balas atiradas no Quirinal sjanellase
portas do vosso domicilio ; pagaram-vos obri-
lo-vos a fugir para Gaela, c beber al 's fezes
o caltl de ludas as amarguras 1
Tinheis por vos a populaco ; mas n5o querris
que se derramasen sangue. Perdoaveis aos crimi-
nosos ; e os ingratos pensavam, que o hzieispor
nudo.
A magnanimidado que por grande havia de ven-
cer a iugrado de homens, nao fui lao grande
que podejse vencer a brutalidade de tigres.
Poderam elles dominar em Roma, porque oa-
lellaa almas nao podia conlra os mos inslinttos
Heno o pudor, nem o reconhecimenlo.
L' um crime, perante a jurisprudencia dos dc-
agog que o Papa nao mande derramar o san-
le de soldados clirislos ; oulro crime vedar
cora as armas a entrada em Roma aos assassraos
de Anvili, ao carrasco de Milazzc, aos sacrilegos
de Imini !
Por toda a Italia os bispos prfugos, os religio-
sos proscriptos, a clausura riolada, os bens da
egrej timbados, as familias honestas desacatadas,
lomena de coracao assassinados I Por toda a
lidia disseminadas aslegioes do inferno! L' vos,
s no meio do vulto, vos intrpido c resignado,
com os ollios na cruz ; vos resislindo al ulti-
ma para desviar do vosso povo esse tremendo a-
gello da jusliea divina, vos olVerecendo-vos por
lodosa Dcus em liuU-auslo 1
Lis o grandioso vulto de rio IX nes'.e deplora-
rel tempo I
Se anda houvera, entre esses homens sem f,
algum que comprehenJesse o que a grandeza
.'. o?, tea inclinado a cabeca ante o Summo-
Ponlifice, reconhecendo que to assombrosa lir-
meza d'alma s do co poda ter vindo.
(ih Mas como bao de compreheuder os gran-
d sentimentos aquelles espirilos rachiticos e
mesquinhos !
A Ueus perience o futuro. Disscraos c repcli-
r.ios
Cremos que a impiedade nao ha de Iriumphar.
Mas quando nos designios da Providencia csti-
resse decretado que seriis expulso de Ruma,
neiihum poder no mundo fra capaz de apagar de
nossa memoria os sentimentos de adrairacao e
.::>ir que vos consagramos e comnosco to'do o
joio catholico de Portugal.
lamentamos que urna parle da imprensa desle
aiz levasse a insolencia at o ponto de cuspir em
vossa augusta face a injuria sacrilega.
Se em Franca acontece algurna consa que se
pareca com isto, ao menos a Franca resgata essa
ffiouta mandando para Roma os seus solda-
da.
Se Portugal ainda fora aquelle Portugal que a
sassalou os mares, nao consentirla que se lhe
ayantajasse nenhura paii catholico, e sua gloria
nao cedera s glorias de Franca : mas boje este
Portugal onde a revolugo domina, fraco em
frente de todos os poderes da Ierra, perdeu o
in-linclo de generosidade.
Ilos homens que dominam parlio a injuria dos
opprimidosseja : o protesto contra ella.
E Dei)3sabc se delles tambero partir, urna re-
parado que resgale aquellos crimes.
(Vaco.1
I. conhccida a m f dos jornaes ing'ezcs ; po-
rin, ella nunca mostra-se debaixo de um as-
peelo mais odioso do que na apreciado dos suc-
cessos que seguiram a invasao sacrilega dos es-
tajos da igreja pelo exercito piemonlez. E' por-
que aqui o senlimento protestante, inglez e an-
ti-fiancez procura ao mesmo tempo saciar sua
iaiva, sua inveja c seu fanatismo. Que alegra
pode proclamar a derrota de um general fran-
cez commandanle do exercito da sania igreja !
Um jurnalisla inglez nao lera lodosos das lao
gorda propina, o eis a razao porque'os bolelins
falsos c vergonhosos de Cialdini sao recebidos
com muilo maisenthusiasmo em Londres do aue
un Turto. H
O Papa est vencido dentro em pouco o pa-
paoo nao existir mais lal a esperanca da In-
flflZn?. : "' '"O-'-J o '.. HMM naco, de
impeiiir para diante e corservar-se abrigada em
Sania S urna desforra' victoriosa do eslabeleci-
mento da hierarchia calholica, realisado por Pi
IX na Craa-Bretanha.
Nenhum jornal inglez dcixa suspeitar a seus
leilores a enorme desproporQao de forcas entre o
exercito invasor e os defensores da igreja na ba-
talha de CasteIDdardo.
Todos exaltan) o valor piemontez, ao^nosmo
lempo que opprimem de injurias e de escrneos
os rntscraceis mercenarios Nesse concert de
insultos que lenrbram os gritos dos prfidos ja-
deos ao p do pretorio de Plalos, dit;tiDgue-se
naturalmente o Times pelo descaro de seu odio.
13 a amostra de um desses artigos :
-Cialdini aceitou a batalha que lhe era ofTe-
recida por Lamoricire, c o resultado foi a derro-
a completa e total do general africano. Esses
bandos, de que tanto se esperava, parecem per-
teiumenle impotentes contra soldados piernn-
Esse lerrivel e piedoso veterano que fulmi-
nara ameacas tao assustadoras, e que tinha a re-
pulacao de haver feito altas facanhas conlra os
rabes, na reahdade, nao fez na Italia mais do
que fana um dos cardiaes. Com onze rail ho-
mens e o rigoroso auxllo da guarnicao de Anco-
. i, marchou simplesmeate a urna derrota no-
tavcl.
i Foi balido em seu mesmo terreno, no cam-
po da batalha por elle esrtolhido,to ingenua e
lesembaracadamenle derrotado como poderia ser
um joven alferes em sua prmeira eicararausa.
Se Lamoricire nada, fl2er melhor para juslittcar
a repercussao que seu nome causara na Europa,
comecaremos a crer que elle fra sobreslimado
em Cor.sequencia da inferioridado de seu inimigo
comparado aquello contra o qual mede-se hoje,
e que so presta para enfumacar rabes, ou para
ensioar exercicio a mercenarios irlandeze.
Injuriando o general Lamoricire, o Times sa-
be que insulta todo o xercilo franeez, e eis a ra-
zao porque elle d-se a isso de coracao alegre
Esse jornal pode esquecer que nossos soldados
desembaracaram muilas vezes os inglezes cerca-
dos pelos russos na Crimea? Nao o vimos, ha
doua anuos, regoaijar-se perqu a explosao de
um paiol posea fra de combate um grande nu-
mero de soldados francezes na Chia? A in-
gratidao a nica forma de reconhecimenlo a seu
alcance.
No mesmo artigo, o Times estima quo o era-
baixador da Ioglaierra em Turin tenha recusado
interessar-se pela sorte dos prisioneiros irlan-
deses :
O hbil conde de Cavour procurou ser obze-
quioso para cora a Inglaterra pondo aquelles re-
crutas preciosos a disposiQao do nosso ministro ;
porm, sir James Hudson pensou que aquelles
hroes desuaralados nao entravam na classe dos
subdilot inglezes em caso de necessidade, cuja
volta a seus lares eslava favorecendo. Sao sol-
dados do Papa e nao nossos. Nunca livemos um
nosso exercito irlandezes que houvessera mostre-
do tanti cobarda como aquelles mercenarios, oa
que se lenham eflerainado tanto sub a influencia
de seus padres.
Assirn o Sr. Cavour pode mandar esringardcnr
aquelles bravos irlandezes, se esla for sua vorrta-
de. Elles nao sero reclamados pela Inglaterra,
pois aos olhos do protestantismo britaonico, a
qualidade do calholicos lhes faz perder o titulo
de cidados inglezes.Supponhamos quo o rei
de aples faga presiooeiros a alguns dos vaga-
bundos inglezes que son n nome do excursionis-
tas vao engrossar as fileiras de Garibaldi; a es-
quadra iogloza iria logo reclamar a liberdade da-
quelles malfeilures sob pena de um>4oraUardoa-
menlo.
A proposito de bombardoamento, notamos que
Cialdini bombardea Ancoua, e que Garibaldi bom-
borda Capua sem lhe importar a vida e a pro-
ptiedade dos habitantes pacficos S o rei de
aples nao linba o direito do bombardear Pa-
lermo sem ser proscripto do mundo civilisado pe-
lo liberalismo moderno.
Se passarmos aos negocios do Oriente, haremos
encontrar igual cyuismo na linguagem do Times.
Este jornal confessa que os Druzzos assassinaram
os Maromtas esperando agradar aos inglezes, e
essa esperanca nao foi malograda.
0 chefesupremo dos Diuzzos, Mohamed-en-
Nasar, instigador daquelles morticinios, urna
curiosa amostra do sclvagem comalguma Untura
de ideas europeas, e de bastante conhecimento
da poltica da Europa para colloca-lo em terreuo
falso.
Tem a pretencao de ser um genlleman, o
cultiva a amisade dos inglezes. D hospiralida-
do ern seu palacio aos viajantes inglezes, e faz-
nos a honra de nos ler um profundo respeilo. O
conhecimento do muudo civilisado s servio de
inspirar a Muhamed a idea de que a matanca dos
Maronilasseria extremamente agradavel a Ingla-
terra, sendo um revez para 03 iuieresses da Fran-
ca na Syiia.
Julgou-se pois estadista e diplmala quando
trarnou o liomvel plano da mortandade dos chris-
laos.
Elle conlava com o apoio dos inglezes, e,
lem entendido, com urna recompensa de nossa
parle.
Via como consequencia o seu plano a ex-
pansao e a exallacao de sua tribu, urna allianca
da Inglaterra com os Drtizzos, e elle sendo um
grande homem e chete do partido inglez na
Syria.
A Inglaterra consentir pois em ver castigar
os Druzzos que s obraran) para lhe preslar um
favor? E' impossncl. Lord DuTerin nao foi
hospedado por Mohamed-en-Nasar ? Pode-se,
pois, contar que o commissario brilannico procu-
rar cmnaracar qualquer medida de repressao o
de juslica, e que a allianca ingleza sera na Syria
como na Italia, na Crimea como na Chini, um
embarace ou urna trairao.
C. de Lahociif.-IIeiion.
[Monde.11. Uuperron )
CORRESPONDENCIA DO DIARIO
PElt.NAMBLCO.
Alasoits.
DE
Macei, 22 de navembro.
O canhao annuncia a entrada do Persi/ittnga,
e como podo ser que, de" loma vag">m, siga boje
mesmo, para nao cahir em fulla vou rabiscar mi-
rilla missiva.
Poucas noticias tenho a dar lhe desta pacifica
Ierra, que, por mais que o nao queiram, ha de
sempre ser o seio de Abrahao ; por isso rimo-nos
muilo quando lemas a noticia, que por ala cs-
palharam de estarmos em revolucao.
Como urna vez j se fez nesla provincia urna
bernarda, e houve goterno lao inepto, lao esque-
cido do que principio de autoriJade, que de-
pois de sulTocada a revolta, transigi com os
desordeiros, c deu-lhcs mmedialarcenle todas as
posices oincaos, assenlam de por qualquer cou-
sa, f.illarem em revolucao certos senhores, que
della prelendem fazer o seu tutu ; como se o
governo de agora fosse o dos taes liberales de
fatal quinquennio.
Quera 16 fra d'ahi o Liberal Pernambucano,
e veas suas bravatas, suppe que o presdeme
de Pernambuco e seu chefe de polica sao uns
monstros de deslealdade e trado; o mesmo
que acontecer fra d'aqui com a Icitura do Dia-
rio das Alagoas ; quem o lr julgar que isto por
c vai pegando fogo ; nao ha lal, ludo vai em
paz, e mesmo sobre eleices, s fazcm com ellas
barulho os interessados na causa ; o resto da po-
pulaco entrega-se pacifica s suas oceupa-es
habituaos.
Lemos urna estirada correspondencia, que al-
guem d'aqui escreveu para o seu Diario, e que
fui publicada em dala de 19 do corrate: um
memorndum de hbil diplmala, que procura
inspirar sympathias aos conservadores d'ahi e
angarear sua valiosa allianca ; nao contestamos-
Ihe o direito, notamos, porm, que nao o lem de
faltar a verdade com tanto desembarazo ; o que
muila gente lemhrou proposito do memorn-
dum, foi que aquelles, na maior parlo, conlra
quem se procura indispor os conservadores d'ahi
sao os mesraos que com elles gemerara sob o
azorrague dos Uberaes do quinquenio, entretanto
que seus adversarios gozavam de lodas as vanla-
gens do poder; e apoianJo aos Cirapos, Mellos
Pcixotos de Bril.js. etc., sustenlavarn a sitoaeao,
que Irazia essa provincia sob a pressao chicllor-
nna.
Seja-nos, pordm. desculpada a digresso, e va-
mos adame na narrativa das nolicias, nossa
principal misso.
A safra de assucar o algodo agora que co-
mer chegar ao mercado ; vai pois arraiando a
espciunja do niclhoramcnlo na siluacao fmancei-
Wbfouwvunvg. i aivida de perto de cera contos. A colheila do 4-
god?ao promotle ser muito boa ; nao ser porm
assim quanlo ao assucar; cuja safra foi muito
prejudicada pela escassez daachuvasno principio
do verao. K
Teve lugar em paz a eleijao de vercadores
e juizes de paz da parochia de Sania Anna dePa-
niina ; quo lora, de novo marcada para o da 28
do mez passado, porque os trabalhos da de se-
lembro toram, no seu comego, inulilisados por
um pequeo tumulto, durante o qual laocaram
dentro da urna macoc de cdulas.
Tambem era Porlo de Pedros tinha de pro-
ceder-se a mesma eleicao de vereadores no da
18 do corrente, porque era duvidas sobre a qua-
lificagao, dcixou de ter lugar na poca legal; an-
tes porm do dia aprazado officiou presidencia
o juiz de paz dizendo, que nao estando concluida
naquella parochia a qualifleaco desle anno, pe-
dir ao presdeme da cmara" o respectivo livro
para fazer a chamada pela qualificacao anterior,
e que lhe fra respondido que nao exista quali-
ficagao de 1852 a 1860; ao mesmo tempo que o
juiz de paz isso dizia, ecomprovava com dous of-
tlcios do presidente da cmara, esta dizia ao pre-
sidente da provincia, que exista a qualificacao de
1806 ; vista do Ues contradices, e nao exis-
tindo na secretaria do governo s'enao a qualifica-
cao d? 1852, a presidencia addiou a eleico. To-
mei de referir todo esse negocio, porque acto da
presidencia, alias o nico razoavel no meio de
tantas incoherencias e confusio, deu lugar aolo-
vantamenlo da grande celeuma no Mario,coa-
sas de capricho, porque os Hindanlas eslavam
preparados para a eleicao no dia marcado, e que-
riam que a presidencia mandasse fazer a chama-
da por urna qualificacio, que se diz existir de
1856, do cuja aulhenticidade ha muila razo para
duvidar 1 11
A ch egada do barao de Jaragu, da Euro-
pa, di esperanza de ler agora todo andamento os
negocios da fabrica de tecido, que aqui est se
Matadouro pcblico :
Uaiaram-ae no dia S5 do cnenle para o con-
sumo desta cidedo 96 rezes.
No dia 46 do mesmo 101.
-- StoRTAtlDADE DO OA 25 DO CORRENTE ."
VBMT, pardo, 6 das ; espasmo.
Manoel de Lima, pardo, soltoiro, 18 acoos ; co-
litea chronica.
Joaquira da Costa, preto, solleiro, 48 annos; tu-
brculo pulmonar.
instiluinde, o que ser d grande alcance ao fu-1 Jos HcnriquesCarvalho.branco solleiro 35 an
turo da nrovinria a ilislirlo harn iHui,r.n,v.i_ nna ni.. _i..:. ~~, < !
nos: gastro inlerite.
Antonia Mara de Maraes, preta, solteira,S4 an-
nos ; ecamplecia.
Rita da Conceisao, parda, solteira, 38 annos :
hepatile chronica.
Leopoldina, parda, 15 mezes ; intente.
26
Antonia Joquina de Oliveira, branca, viuva,6
annos; ascto.
Francisc* Xavier de Jess, branca, viuva, 76 an-
nos ; diarrha.
Manoel Verissimo do Nascmenlo, preto, sollei-
ro, 20 annos ; diarrha.
Umbelins, preta, 9 annos ;i nflamacao chronica
nica.
Marianno Ferrcira Duarte, branco, viuvo, 68 an-
nos ; bemepleria.
Theodora, preta, escrava, 5 snnos ; ttano.
CHRONIcV'UJID'URIA.
tribunal do commercio.
sessao administrativa em 26 denovem-
BRO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
F. A. DE SOUZA.
As 10 horas da manhaa, reunidos osSrs. depu-
lados Lemos, e Bastos, o senhor presidente de-
clarou aberta a sessao de mero exyediente, e
desiguou o Sr. deputado Lemos para servir de
secretario.
DESPACHOS.
Lm requerimento de Aureliano Augusto de
Oliveira e Alartinio de Oliveira Borges, pedndo
o registro do seu distralo de sociedade, em segui-
da do mesmo. Sellado, regislre-so e publi-
que-se.
Outro de Rabe Schameiteau & Companhia, por
^Procurador.^pedindo o registro da noraeago
Martins Saldaoha.Re-
""i vujinuo uu supracnauu ungue, t p'cuiauui, jieuinuo
:ommunicago que recebemos, aban- de seu caixeiro Henrique
estos deslo. O digno juiz municipal gistre-se.
o lugar do naufragio com nlguns sol- Outro de Joo Quirino
de Aguillar, pedndo
da nomeacao de seu caixeiro
turo da provincia : o distiucto barao ideatiQcou-
se com esse estabelecimsnto, e elle, nieritoria-
mente dedica todos os seus esforcos.
Seguem no Persmuuga, para ah 37 pragas
de prot e ofDcial do 2" batalho, as quaes forara
aqui substituidas por gente do oitavo :60 pea-
gas c leda a torga de Ia linha que aqui temos ;
pelo que a guarda nacional sobrecarregada de
servico
ilontem ura soldado do contingentado 1."
linha, que estava cumprindo sentenga no quar-
tel militar, saino e dirigio-se at a levada, onde
era urna allercagao, que teve com um individuo,
cujo nome ignoramos, deu-lhe urna facada em
urna perna, e soffreu deslo duas cacetadas com
urna cuchada, O soldado est no hospital e o oulro individuo
evadio-se.
O subdelegado de polica apresentou-se imme-
diatamente no lugar do conflicto, mandou pro-
ceder a corpo do delicio, e tendo ordenado a pri-
sao, nao se pode cffecluar, porque pessoas que
alli eslavara nao quizeram ojudar ao inspector
de quarleirao a elfoctuar a prisiio, o desobedece-
ram-no. E'para lastimar que ern urna occasio
deslas os cidados se esquveos a ajudar a auto-
ridade no cumprimento da lei.
No dia 8 do corrente mez. as praias deno-
minadas Teos ao norle da barra do Rio S. Fran-
cisco, naufragou o briguo Carolina, propriedade
de Hilario & Irmao, Hespanhoos, subditos ingle-
zes residentes em Gbrallar, para onde ia com
destino, e trazendo 20 das do viagem do porto
do Rio de Janeiro.
Vinha carregado de caf. Nada so aproveitou
da carga, salvando-se toda a tripolago, compos-
la do dez pessoas.
Co Bata Corle, capitao do supracilado brigue,
segundo a co~
donara os re
dirigio-se ao lugar .
dados do polica para lomar conla dos salvados,, tambera o registro ,.
que vai mandar arremala-los com toda a brevi- Luiz de Paula Lopes.Regislr'e-se.
dado, visto que s podern ser levados do lugar] Oulro de Antonio de S Loiliio. caixeiro da ca-
onde esto (oilo leguas distantes do Penedo) cora coraraercial de Patn Nash & Companhia, pe-
| diodo por certido o registro da sua nomeacao.
De-se.
Oulro de Nicolao Olio Bieber & Companhia,
successores, pedndo que a junta de corretores
desta prac.i lhe passe por certido qual o cambio
sobre Londres no dia 23 do correte.Como pe-
dera.
Forara presentes as colagcs oficiaes da junta
dos correlores da semana linda.
Nada mais houve.
SESSAO JUDICIARIA EM 26 DENOVEMBRO.
PRESIDENCIA DO EXU. SR. DESE1IDARGADOR
SOUZA.
Secretario, Julio Guimares.
Ao meio-dia, achando-se presentes os Srs.
desombargadores Villares, Silva Guimares. Guer-
ra e Gitirana, e os senhores deputados Lemos,
e Baslo, o senhor presidente declarou aberta a
sesso.
Foi lida e approvaJa a acta da sessao antece-
dente.
Jl'LGAMENTOS.
Appellante, Manoel Jos Leile, como leslamen-
tciro do finado Jos da Silva Pinto e outro ; ap-
pellado, Lopes & Irmaos.
Estando presente o Sr. desombargador Gitirana
quo oiciou por parte da fizenda nacional, foi
conlirmaJa a senleuca appelladj, c assignado o
accordo.
Appellante, Manoel Jos Leile, como lestaraen-
leiro do finado Jos da Silva Pinto e oulro ; ap-
pellado, JosNunes de Paula.
; Presente o Sr. desembargador Gilirana que
officiou por parle da fazenda nacional, foi confir-
mada a scutenra appellala, e assiguado o ac-
cordo.
DESICNACAO DE DIA.
Appellantes, o presidente e directores da caixa
ilial do banco do Brasil nesta provincia ; appel-
lados. N. O. Bieber & C. c J. Keller & C.
Foi designado o primeiro dia til.
PASSAGENS.
Appellante, Theodoro B. Dubois capilao da ga-
'era^ americana /tainlia do Pacifico ; appcllado,
uespeza superior ao que elles podem valer.
PERNAMBUCO.
ol REVISTA DIARIA-
Pelo Persmuuga livemos datas das provin-
cias de Alagoas e Sergpe, alcanzando as desta
1-1 e asdaquella 23 do corrente mez.
Em Sergipe reinava a ordem, e os negocios
pblicos caminhavarn sem incidentes nota-
veis.
Idnticos efeilos do-s era Alagoas.
Na capital devem ler lugar nos dias 7, 8 e
9 do futuro mez as preces favor de S. S e
da paz universal, conforme a pastoral de S. Exc.
Rvm.a
Concluiram-se as eleices de Sania Anni, ter-
mo de Traipu, em perfeita calma, vencendo a
chapa ou parcialidado do capilao Manoel Soares
Cancio de Mello, e sob a assistencia do coronel
Theoionio Ribciro e Silva.
Fallece quasi repcnlinsmente o lenle Jos
Antonio Pereira.
O principio da ponte da Boa-Visb, do lado
deste bairro de Sanio Antonio, carece de ura
reparo no calcainento, que acha-se exca-
vado.
Igual estrago existe no entrar da ra da Im-
ralriz, indo da ponte para ella ; de nodo que
tanto una como oulra damnicago sao bastante
detrimenlosas para o transito dos carro-, e por
isso reclamara pelos convenientes reparos
Nao podemos deixar em cala a existencia
de casas de jogos prohibidos, quo ora mais que
nunca se ostenta nesta cidade, perrerlendo a
mojidade, e allrahindo para as suas redes a es-
ludaulcs, ainda mesmo verdadeiramerto crau-
gas.
Os inconvenientes da tolerancia desses vivei-
ros de todos os vicios, sao lo conhecidos ; a !
pralica lem-nos demonstrado lo evidentemente l
e em toda a sua negra originali lade, que for-!
ramo-nos indica-los um
com que advertimos compleme autori-
dade.
Em sua missSo de prevenir a pralica de cri-
mes, deve esla envidar todos os seus esforgos,
por meio de medidas elficazes, para acabar com
os desabitados barateiros, que vivera dessa pro-
fisso, nao respoilando a ins-encia das crian-
gas ; as quaes atlrahcra perverso por lal
modo.
Nao lendo-se realisado hontem a arrema-
tagao da illuminaco publica da cidade de Goian-
na, foi transferida para o dia 26 a respectiva li-
cilago.
Perante a junta da fazenda provincial, na I
sessao de honleni, foram arrematados os impos-
tes provinciaes da comarca da Boa-Vista por An-i
Ionio Pereira Lustoza.
A arreinalago foi realisada pela quanlia de
4:500f000 ris, pelo trienno de 1860 a 1863.
Acaba de chegar ao nosso porto e acha-se
tundeado no respectivo ancoradouro um dos no-
vos vapores da companhia pernambucana.
Esse navio que uma yrova da prospcrnlaJe
em que marcha a empreza que elle perience,
chama-so Jaguaribe.
Traz data da F.scossia do 1." do corrente, e por
ah se pode avahar a sua veloeidade, levndo-
se em conla o pessimo lempo que enconlrou na
Bahia de Biscaia, e ao arisiohar-se lia di Ma-
deira.
E' um furmoso vaso contm excellenti-s ac-
commoda~es pira sessenla passageros de pri-
mera ciaste, em suas espagosas e elegaules c-
maras.
Saudamos a companhia por essa acquisicio,
que sera duvida alguma contribuir para fa'vo-
recercada vez mais a sua prosperidade.
Em o numero seguinte daremos o resumo das
noticias, do que foi elle portador, o que nao fa-
zemos j, por nao nos ler sido possircl ob-
i un. noi-.. ii.L.. .' "-iituiij iiaiiiua aoi'acu
" ,"!!'as.1,Ph*s Domingos Henrique do Oliveira'
1<
Do Sr. desembargador Silva Guiinarcs ao Sr.
desombargador Guerra.
Appellante, Luiz Rodrigues Samico ; appella-
do. Manoel Francisco da Silva Albano.
I) Sr. desembargador Villares ao Sr. desembar-
gador Guerra.
Appellante, Manoel Cabral Borges ; appcllado,
Joau Manoel Rodrigues.
Do Sr. desembargador Silva Guimares ao Sr.
desembargador Guerra.
Appellantes, Aotonio Alvos da Cunha & Com-
panhia ; appcllado, Francisco Jos Regalo Braga
Do Sr. desembargador Silva Guimares ao Sr.
desembargador Guerra.
Nao hacend nada mais a tratar, o Sr. pres-
deme encerrou a sesso.
JURY DO RECIFE.
5a SESSAO.
DA 26 DE XOVEMBR0 DE 1863.
Presidencia do Sr. Dr. -juiz de direito da pi imei-
ra vara criminal fernardo lachado da Costa
Doria.
Promotor publico, o Sr. Dr. F. Leopoldino de
Gusmo Lobo.
Eacrivo, o Sr. Antonio Joaquim Pereira de
Oliveira.
A's 10 horas da raanba, o eserivo procedo
chamada o verifica eslarem presentes46 iuizes de
acto.
') 1O3OOO lodosos Srs. juizes que nao comparecem
aos trabalhos do dia.
Pelo juizo municipal da segunda vara, prepa-
rador dos processos do jury, apresentado para
subir a julgamcnto, no dia que lhe fr designado,
o processo entre parles :
Autoura a justiga.
Reos, Ivo Antonio de Araujo Larangeira I.eite
dem 21.Jos Marlins dos Sanios,
casa tenea arrendada por.......
dem 23.Joaquim Maria de Car-
valho, casa terrea arrendada por<
dem 25. 0 mesmo, casa terrea
arrendada por..................
dem 270 mesmo, casa terrea ar-
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dem 29. O mesmo, casa terrea
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dem 33 O mesmo, casa terrea ar-
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Ra do Ouro.
N. 1. Joanna Miiitana de Jess,
casa terrea arrendadapor........
Ra Imperial.
N. 18 Francisca Thomazia da
Conceigo Cunha, casa terrea ar-
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dem 30A mesma, casa terrea ar-
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Conceigo Cunha, casa terrea ar-
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Lima, casa terrea arrendada por.
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de Jess Muniz, casa terrea ar-
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ra, casa terrea arrendada por___
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dem 102. Manoel Antonio Maciel
& Irrao, casa terrea arrendada
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dem OLOs mesmos, casa terrea
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dem 116. Ignacio Ferreira d
Costa, sobrado de 1 andar e loja,
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dem 120. Tiburcio Valeriano Bap-
tista, casa terrea arrendada por..
dem 136.-Caetano Mondes Delga-
do, casa Ierres arrendadapor...
dem 138.O mesmo, casa terrea
arrendada por....................
dem 140. Jarintho Marques, casa
terrea arrendada por............
dem 160.Joanna do Rosario Gui-
mares Machado, casa terrea ar-
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dem 162 A mesma, casa terrea
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dem 161.Francisco Jos da Cos-
ta Campello, casa terrea arren-
da por............................
dem 168.Francisco Jos Martins,
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dem 170.Francisco Jos Monlei-
ro da Costa, casa terrea arren-
dada por................
dem 17 Joaquim Baptista de
Araujo, casa terrea arrendada
por..............................
dem 186.Maria Robera da Con-
ceico, casa terrea arrendada por
dem 189.A mesma, casa terrea
arrendada por....................
dem 1D8. Joo Jos Barroso da
Silva, casa terrea arrendada por
dem 200.0 mesmo, casa terrea
arrendada por....................
dem 202. O mesmo, casa torrea
arrendada por....................
dem 20i. O mesmo, casa terrea
arrendada por....................
dem 206 O mesmo, casa terrea
arrendada por....................
dem 210Manoel Joo de Souz,
casa terrea arrrendada por......
dem 212. Viuva de Simo dallo-
cha Quioteiro, casa terrea arrea-
dada por...........................
dem 214.Viuva de Simo da Ro-
cha Quinteiro, casa, terrea arren-
dada por.........................
dem 216. A mesma, casa terrea
arrendada por....................
Idrn 228. Antonio Morena dos
Reis. casa terrea arrendada por.
dem 238.O mesmo, casa terrea
arrendada por....................
dem 2i6. Francisco de Paula
lavares de Mello, casa terrea ar-
rendada por......................
Idcra 252.Jos da Costa Dourado,
casa terrea arrendada por........
dem 262. Antonio Manoel da
Paixo, casa terrea arrendada por
dem 268. Joanna Francisca do
Meoezes, casa terrea arrenda por
dem 276. Viuva de Francisco
Xavier das Chagas, casa terrea
arrendada por....................
dem 278. Francisco de Barros
Reg, casa terrea em 2, arren-
dada por..........................
dem 3. Manoel da Silva Santos,
casa terrea arrendada por........
I lem 9.Joo Francisco de Azeve-
do.casater.ee arrendada por....
168^000
168$000
1689000
1689000
1680900
963000
965000
96000
96S000
96SO0O
96SOO0
96000
2O000
1684000
2i0000
120g000
240JO00
3009000
1209000
192$000
2103000
240900O
4809000
7809000
300$000
72-SOOO
96-9000
1089000
2509000
2509000
200-J000
I2O5OOO
1209000
1'.$000
'JG?0Q0
903000
963OOO
96^000
96S00O
96J000
T-OuO
96j000
729000
I33OOO
969000
489000
ljOOO
2409000
8I900O
S9000
1209000
1209000
8 IgOOO
40090O
20SO0O
LG'onlinuar-se-rta 1
lemos ja, por nao nos ler sido possircl ob-| "es. ivo Antonio de Arauj<
eros nmeros do jornaes, do que foi elle por- ,.081ui Pereira de Freilas.
ador. E submellido a iulzamento
tador.
Nos dias 24 e 26 fizeram acto vinte e seis
esludanles, e o resultado da votago foi o se-
guirilo :
Primeiro anno3 approvados plonamento e 1
simpliciler.
Segundo anno4 approvados plenamente.
Terceiro anno2 approvados plcnimenle, 3
simpliciler e 1 reprovado.
Quarto anno8 approvados plenamente.
Quinto anno4 approvados plenamente.
Foram ecolhidos nos dias24 e 25 do cor-
rente casa dedetengo 36 homens, sendo 8 li-
vres e 28 escravos, a saber : ordem do Dr.
chefe do polica |, ordem do subdelegado da
freguezia do Recito 4, ordem do da freguezia
de Santo Antonio 16. ordem do da froeuezU
de S. Jps 1, ordem ao uo uguaira oa-
zca |_ *- A~ f-oezia da Var-
Passageros do cter nacional Emma sa-
ludos para o Cear :-Camello Nogueira Borges
da Fonseca. Dr. Firmioo Barbosa Cordeiro e 1
criado.
Passageros do vapor nicional Persinunoa
entrado de Macei e portos intermedios :Dr!
Francisco A. d'Oliveira Ribero e 1 escravo, Tho-
m Joaquim Leal, Manoel Maria, Eugenio Maria
da Costa Paiva. Francisco GoncaWes Torres Jo-
s Nicolao Gomes, Claudio Rodrigues dos Anios
.. julgamento o processo em que
e reo Luiz Paulo Noblat, pronunciado em margo
do correle anno no art. 205 do cdigo crimi-
nal.
_ Procedondo-se ao sorteio do jury de sentenca,
sao cscolhidos os seguintes juizes depois de va-
rias recusagoes :
Jos Antonio Morcira Dias.
Jos Das da Silva.
Manoel Lopes Rodrigues Guimares.
Amaro Soares Mariz.
Frederico Augusto de Lemos.
Jos Ferreira da Penha.
Esievao Jorge Baptista.
-Apolinario Pereira Baduem.
Jos Paulino da Silva.
Francisco de Paula Ferreira da Annunciaco.
?'J^l"l.,0.nod,,i^es d* Moraes.
Deferido ao coselfio Bp/u"rimenios oos sanios
Evangelhos, faz-se a Icitura do processo depois
do interrogatorio do acensado.
Dada a palavra ao orgao do ministerio publico,
por elle produzida a materia da aecusago de-
pois da leilura do libello aecusatorio.
Occupando a tribuna da defeza o Sr...........
faz este a analyse succiuta do processo do qiii
nao resulta seu juizo prova da criminalidade do
aecusado.
Resumido com lucidez o debate, o Dr. juiz de
Antonio da Costa, Domingos Jos Esleves, Jos dlrelt0 PrPoe ao conselho os quesitos da lei so-
lereira dos Santos, Francisco Jos Gomes de Mo- bre o facto principal e suas circunstancias em
raes. Francisca Pitanaa it'&lmaM nr;n;___1 ..:_ viet.na tina roenn:io An ;..,.. i.___.___.. '
raes, Francisco Pitanga d'AIraeida Wilam, Luiz
Pedro das Neves el escravo. Jos Victorino de
Paiva, Izidro Jos Pereira, Joaquim Jos Tava-
res da Costa, Manoei Xavier Paes Brrelo Jnior
Dr Aflonso Jos de Mendonga Ucha, sua se-
nhora e 3 criados, D. Mathilde Mana da Concei-
go, tenente Anrelio Joaquim Pinto, cadete An-
tonio Fausto de Abreu com 33 pracas do exerci-
to, Joaquina Maria dos Prazeres, Carlota Maria da
Conceigo. Umbelina Constancia, Umbelina Ma-
na da Conce)go, Maria Rosa, Cecilia Maria dos
Prazeres. Adelaide Mana da Conceigo, Carlota
Mona do Rosario, Theodora Maria do Espirito
Santo, Thereza Mara da Conceigo, Maria Fran-
cisca da Conceigo, Felicia Maria d'Assuropco
Qniteria Maria do Espirito Santo, Maria dos Pra-
zeres Ramos, Anna Candida d'Oliveira e Tulla
Cecilia Ncry dos Santos, Francisca Maria da Con-
ceigo.
vistas das resposlas do jury lavri a sentenga que
publica ao tribunal, absolvendo ao aecusado da
aecusacao que lhe fra intentada e condemnando
a muncipalidade as cusas.
Levantou-se a sesso as 2 horas da tarde.
CONSULADO PROVINCIAL.
Alteracocs feilas do lancamento das
decimas que pagam as casas per-
tenceotes freguezia de S. Jos,
pelo escripturari V. H. F. P. da
Silya.
[Conlinuacdo.)
m in Travesaa do Peixoto.
ik ~"Joa(luim Maria de Carva-
Ino, casa terrea arrendada por.. I689OOO
O Liberal de boje, as publicaces a pedido,
traz dous singularissimos artigos do singularissi-
mo Sr. bacharel Thom Fernandes Madeira de
Castro, o qual sera que nem para que alga um
grito de guerra contra as familias Reg Barros e
Cavalcanlis, a que appellida de oligarchia cora-
posla de homens estpidos, ignorantes e perver-
sos e protesta reunir-se a qualquer partido que
tenha por fim anniquillar a lal oligarchia.
Os escritos do Sr. Thom Madeira quasi que
nao mprecem resposta alguma. Quem conhece
o Sr. Thom sabe que elle ura homem doenle
da cabega, sabe que lhe lo fcil dizer hoje mal
das familias Reg Barrse Cavalcanlis, como lhe
foi ha dez annos fazer-lhes a apotheoses, sabe
que o Sr. Thom por natureza inquieto, turbu-
lento e irrefleclido ; que grita, ralba, invectiva e
raorde & direita c esquerda somenle para satis
fazer aos seus instinctos de turbulencia. O Sr.
Thom gosta de espalhafalo, respira satisfeito o
ar morno das agitag5es populares, e por isso as
provoca continuamente.
O que teem as familias Reg Barrse Caval-
canlis, o que lem o Sr. visconde do Caraarajsibe,
com a reprovacao do ilho do Sr. Thom, que nao
sabia rethorica ? A reprovago do llho do Sr.
Thom loria sido urna resoluco tomada pelas
familias Reg Barros e Cavalcanlis para assegu-
Nao ha duvida ; agora, quo o Sr. Thom se
declara inimigo da oligarchia Reg Barros e Ca-
valcanlis, Pernambuco vai entrar nos seus eixos
\ oligarchia vai ser supplantada, o filho do Sr
Thom vai ser approvado em rhelorica e a patria
hcar salva. *
Dos queira que, antes disso, o Sr. Thom nao
v hospedar-se no hospicio de Pedro II, no Rio
de Janeiro I Pernambuco leria muito que sen-
Recife, 23 de novembro de 1860.
C-. L.-.
A operacao da catarata j est familiarisada
entre os nossos mdicos, aquelle que nao a pra-
ticou, tem visto como se a praticou, e assim se
for curioso pode cora o exemplo e com seus es-
tudos fazer oulro lano ; ser pois de hoje em
diante desnecessaro ir pedir em paiz estrangei-
ro este beneficio da sciencia medica, visto que
j temos quem o faga junto ao nosso domicilio e
com toda a preciso.
as publicages feitas das operagoes aqui pra-
ttcadas, nota-se que ura medico tem abaixado a
catarata, oulro esmagado, outro extrahido o que
vai fazendo urna confuso no animo do publico
bom pois. desde j dar um limite a esta con-
fusio, pondo as cousas em seds lugares pro-
pnos. r
Nao nos oceupamos com os manuaes opera-
tonos, e nem com as preferencias que um me-
j tbodo tem sobre oulro : todos sao bnns quando
! Dem dingidos, e bem applicados ; recommenda-
mos somenle aquelle que se dedicar a estas
operagoes, que esteja certo em manejar os ins-
trumentos e mais certo ainda em prever os em-
baragos que poderem occorrer, afim do que os
possa remediar promptamente.quando no-adeos
olhos.
Se nao fossem estes embaragos as operace*
oceulares seriara do genero das mais facis
que se pralicam 110 corpo do homem ; porm
como sejaindispen?avel adquirir destreza para
taes operagoes. o apparegam as vezes diffijulda-
desque de necessidade devam ser logo removi-
oas.esle ramode pa hologia se converteu em urna
especiahdadeimporiante e ulilissima ; e na ver-
oade allendendo-se bem para o fim que o occulisla
se propoe alcancar. que reparar os estragos do
mais un e delicado dos f midos, so corapre-
hender fcilmente sua importancia : para mui-
tos individuos a vida sem o gozo da vista o
maior dos tormentos, alguns preferem a morle.
vanos sao os melhodos empregados para des-
truir una catarata que causa a cegueira, porm
cada ura tem urna razio sufTicienle para seu em-
prego.ura medico nao pode dizer hojeeu ex-
trah, ou esmaguei, ou abaixei urna catarata, s6
porque assim quiz proceder.
Um medico consciencioso e Ilustrado quando
ve um cataratado que lhe pede sua inlerveneo
propoe logo a si mesmo estas tres questes :
l\ 2,1a1/ a e'Pecie da catarata que observa !
2.a Ella operavel ?
3.a Qual o methodo que empregar para des-
trui-la com mais vantagem para o doento, para o
seu crdito, e para a sciencia?
Nem sempre fcil conheccr-se urna calarala
anda mesmo se estando destro nos meios q ie se
empregara para lal m ; se difficil o conheci-
mento de genero ; muilo mais ser o da espe-
cie, e das variedades (verdadeira, falla.lcnlicular
capsular, li juida, mole, dura, etc etc.], mas '
fundado no diagnostico da especio d catarata
que se lem entre as mos que se cscolher o me-
thodo melhor para destrui-la.
Reconhecida a especie da catarata operavel
esla pode ser exlrahida, rebnixada, reclinada o'
esmagada ; os outros meius de distrui-la so'lu-
xos de quem os o invenlou : sobre o que a pra-
lica j tem o seu juizo definitivo.
A cxlrago a regra e o methodi) mais diffi-
cil. os oulros melhodos sao excepeoes e mais fa-
cis a execular, e ludo que do mais se laura so-
bre a regra ou ficticio, ou exagerado : ello
contra indicado quando o cristalino est adhe-
renlo, ou fazendo um s corpo cora a sua cap-
sula, se ha adherencias da iris quer para dianle
quer para Iraz, se hi amoleciment > de humor vi-
trto, se o olho mui encovado e pequeo, so a
cmara anterior peq lena, se ha moviracntos
convulsivos do olho, se ha luflaramaco da con-
finitlva, etc., ele.
A pericia do operador pode" dispensar alguns
destes inconvenientes, e proceder a cxlrago.
O abaixamenlo deve ser empregado quando se
nao poder exlraliir a catarata sendo ella ddra
A reelinacao que urna variedade do methodo
de abanar a catarata, deve ser empregado quan-
do esta for dura e mui volumosa.
Oesmagamenlode urna catarata s permit-
iiio quando ella raolle em toda sna espessura.
Esmagar urna catarata dura em um olho viro, ou
mesmo morlo impossivel. O estado do crista-
lino nos velhos duro ou ao menos com o ncleo
duro.
Este melholo de destruir a calarala mole s
applicavel a infancia ou as pessoas aind? moras;
a possibilidade de esmagar urna catarata mole e
e lacilidade de sua sbsorric&o ras primeiras ida-
des autorisa esta excepgo : nos casos contrarios
se a deve tentar. Se o Sr. Lira com mais de 50
annos de dade em 185i fui operado por este me-
thodo em 1860, suas cataratas l eslavam ; a ex-
Ira.ao, porm, restituiu-lhe a viata ora marco do
carrele anno
Com estes principios capilaes os mdicos que
se quizerem dedicar a-este ramo de medicina ope-
ratoria, se acharo uniformes no mcihodo que
deverao empregar para ddstruir urna calarala :
e o capricho daquelles que pensaren) dilorenle-
mente ser humilhado pelos bons principios,
pelo bom senso e pelos bons resullados.
A
verdades do Liberal Per-
nambucano
Sem duvidn algoraa lambem dos redactores
do Liberal Pernambucano a mxima de Rous-
seau O novo nao necessila de S assim podemos explicar a coragem com qoe
diariamente se insulta as columnas do Liberal
o bom sensc da populaco oa provincia, com pro-
posices desmentidas inlimine e formalmente
por factos simultneos que esto no dominio do
publico sem a menor eontestaro !
Provemo-lo :
Disse ha terapo o Liberal que depois da elei<*o
de seterabro ultimo, as repariicoes publicas fo-
ram despovoadas deempregados* pais de familias,
s porque votararn com a opposigo.
E logo os que o leram, cuidando com sua boa
f quo nao era possivel mentir se-lhes lao im-
pudentemente, indagararu, pergunlararn quaes
eram esses empregados derniitidos por motivo
to reprovado
Nenlhum !
Foi a resposta que ouviram, de modo inconles-
tavel para os que aqui vivem que sabem do
ludo.
Nenhuma s deraisso se havia com efi'iiio
dado orn repartigo alguma, nao sera do es-
erivo do hospital militar, que nao estivera na
eleico com os liberaos esira com os conserva-
dores era Olinda, e que fora derailtido por mo-
tivo diverso d'aquello que alludia o Liberal,
alias em rehro muilos, lanos quantos
eram necessarios para despovoar repartigoes,
como lormalmenle aventurara !
L se no.eappareea alguem o nos diga qual fof
o empregado demitlido, o seu nome, a reparticao
de onde sabio, j nao dizomos por causa de elei-
ces, mas por outro qualquer motivo i
Prosigamos.
Licreveu-se mais no Liberal que do arsenal do
guerra foram despedidos depois dudia 7 de se-
terabro muilos serventes, porque votararn, jaso
sabe, com os liberaes.
E o digno director d'aquello estabclecimenlo
moslrou no Diario de Pernambuco com docu-
mento oQieial que dos sete serventes, nicos
d'alli despedidos por excederera lotago do ar-
senal, um havia sido despedido anles da eleicao
de Santo Antonio em 17 de sefembro, e 6 nao po-
diam ter votado em quem quer que fosse, por-
que NAO ERAM QUALIFICADOS I
Diz-se depois no Liberal que foram deportados
da provincia, officiaes do exercito porque vola-
rara com a opposigo.
Entretanto os Srs*. capitao Jos Antonio de Car-
valbo Dantas e outros que declararan) pessoai-
meule ao Sr. presidente da provincia haverera
volado com a opposigo porque lhes havia pe-
dido, sem que por parle do governo hauvesscm
recebido a menor insinuago acerca da eleicao,
mas que se haviam limitado isso voltando &
quarleis onde estavam os corpos de promplido,
anda ah esto boje no'J." e 10. batalhes que
pertencera I
>ao queremos augmentar a a,auv:. amirl,
recordando os motivos de ordem publica e de
disciplina militar, aqui bem nolorios, que acon-
selharam a sahida da provincia de alguns mili-
lares, que tiverara a infelicidade de deslembrar-
se da honra de sua farda e de seus gatoes
Basta que repitamos que o Sr. capitao"Dantas
e outros que o Liberal ha de saber, que o acom-
panharam, somenle e verdade na votaro. aqui
esiao nos seus respectivos corpos. "
Assevera10 Liberal que o Sr.'presidente da
provincia, fora substituido pelo Sr. Costa Pinto:
hnL? Sr. presdeme ahi est no seu posto de
honra e naturalmente estar, porque s na men-
te dos polticos do Liberal entrar a possibilidade
ae urna mudanca na admiuistrago da provinaia
na actuahdade.
O nono batalho de linha foi removido para o
Maranho : assevera o Liberal.
E o nono batalho ahi esl e naturalmente es-
tar porque estamos informados que e seu digno
commandanle e officiaes merecem a mais plena
conanga do admiuistrago, nao se tendo por
isso nunca pensado em semelhante remogo.
Assevera o Liberal que oExm. Sr. Leilo da
Cunha aqui deixara ficar na miseria e a chora-
rem pelas ras as mulheres e filhos dos solda-
dos do oitavo batalho removido para a Bahia I
E j quando o i6roi tal escrevia, se havia
lido no Otario de Pernambuco de 21 do corrente
o seguinte otficio do Sr. presidente a 8gencia da
ompanhia d6 paquetes:
Os Srs. agentes da companhia brasileira de
- .-
ILEGVEL


DIARIO DE PERUMBDCO. TERCA FEIlA 47 DE NOVEMBRO DE 1880.
m
paquetes a vapor mandem dar transporte para pella;o opposeram na occasio da obsolvigio,
a Bahia por conla do ministerio da guerra no esla appellaQao que pela le tora oilo mczes para
Tapor,que se espera do norte aos oficiaos e pra-\ ser preparada, e remcttida relaeo do distric-
s do oitavo batslho de infantaria que seguem
oara a. ,,,0"a ProT'nia. bem como as respectivas
familias js quaes esto declaradas as duas rela-
Qes juntas h^r copia.
E para tornai' "om Pa'ente aos incautos a boa
f cora que o Ltiral escreve repotireaos que
quando elle imputou a.* Sr presidente o ter aqu
deixado as familias dos *^d*os> ? l?ria lld
Diauio de Pemrmbuco aqueu." portara e sabido
naturalmente, que cora effeito k"*u1ir"m Para a
Bahia as mulheres e nihos dos solu ,dos> 9 "I116
alguma que poderia ter vista por essJ3 ru.as a
chorar a ausencia do batalhao nao pod>.ria ter
tido passage'o por conla do governo para acvm-
panhar aos soldados por principio algum nem o
direito nem do moral!
Mas de todas as liradas do Gracho Pernambu-
cano nenhuma se pode comparar com asegrate,
como prova de urna revulucao para a separaco
do norte denunciada pelo Liberal de 24, testa
do qual eslao o presidente e chele de polica,
segundo elle affirma.
a l'ra todo o caso julgam (os conservadores)
nao perder o ensejo, e al ouvimos dizer (que
polica admiravel a do Liberal!) que o Sr.
Leiio da Cunha mandara dizer um amigo
de fra da provincia que Ihe nao escreveria era-
quanlo nao sahisse do banho de sanguc em que
se actiava mergulhado I
Ora em verdade pode-se insultar mais ousa-
damente ao bom sonso de una populadlo intei-
to, s agora, quando esteva a expirar o praso te-
ve andamento e foi remedida relaeo. E que-
ris saber quem foi o portador desta appellacao?
E' o que o publico vai saber o admirar, sendo
este o cynismo oo ultimo grao I O portador da
appellago, do processo do Sr. Querino, a voz pu-
blica o diz, foi o proprio Sr. Dr. Anizio Sllatiel
Carociro I o mesmo juiz quo sendo iuimigo ran-
coroso do appellado nao trepidou era o pronun-
ciar.
E' o mesmo que deixando o lugar de juiz vai a
Pernambuco em qualidade de mensageiro da-
quelle processo para ver se obtem do integerti-
mo tribunal da relaco urna sentenca geito !
Consigui -lo-ha ? o que duvidamos, por que os
Srs. desombargadores da relago de Pernambuco
eslao muito cima do hornera que com o maior
cynismo occupa o lugar de juiz o parte inters-
sada contra o reo I
Aos dignos juizes pola daquelle egregio tribu-
nal pedimos que apreciando as provas dos autos
facam inleira Justina para que a innocencia nao
solTra como est soffrendo com a injusta senten-
ca daquelle juiz e ao mesmo tempo parle, deven-
do ter muito em vista o protesto do supposto reo,
em que recusava como suspeilo ao referido juiz
por ser seu ioimigo a prova teslemunhal, os re-
queriraentos feitos pelo reo s primeiras autori-
dades da provincia, pedindo providencias para
garanta de sua propriedade, cujos requerimentos
nao produziiam o effeito requerido, e oalmcnte
ra que, no goso da mais profunda tranquillidade pedimos sua attengao para o numero de accusa-
e seguranza individualsent a solicitude com
que um presidente mergulhado n'nm banho de
sang>te llie da iuslituico de misericordia; livra-a
dos rigores iuherentes ao recrutamento en-
tre nos, suspendendo-o antes do prazo legal;
dissolve destacamentos da guarda uacional com
vizivel e iraracdiato proreito das classes menos
favorecidas da nossa populacho, tendo-a livrado
era sJterabro ultimo de aceas tguaes s da Te-
llia no Cear ou s da Cachoein no Rio-Grande,
quo a pretenda expr a gente do Liberal'
dos, entre os quaes se acha um menino," que o
proprio accusador foi o primeiro a pedir quo o
juiz de direito nao o submettesso a julgamento.
Assim pois tomos inteira convicgao de quo, avis-
ta da prova dos autos, ser confirmad i a senten-
ca de absolvicao do Sr. Querino, proferida polo
jury desta capital.
O tribunal da relago de Pernambuco incansa-
vel do fjzcr Justina a quem a tem, collocar mais
esta victima no catalogo dos ionoccotes desprc-
zando as alicantinas de um juiz que se ha mos-
Barca ing-iezaSex Wavecarreo.
Brigue nacionalMentoro resto.
Sumaca brasilairaHortenciadem.
Ucceheiloria de rendas internas
Se raes de Pernambuco.
Rendimenlodo dial a 24. 21.320*9*1
dem do da 26.......1:434*504
22:755*445
Consulado provincial.
Randimento do dia 1
dem do 'dia 26. .
a 24.
14:5328217
542S806
15:075*023
Movimento do porto.
Navios sahidoi no dia 25.
Ilha de CubaBrigue Inglez Seloam capitao
James Tortt; era lastro.
S. ThoniSZBrigue inglez Bedouin, capitao-W.
Me. Kensic, em lastro.
Barcelona pela ParahibaBriguo hespanhol /ro-
mano, capitao Jos Corrers, carga eouros e
lastro.
AlicantePatacho hespanhol Joven Guilherme,
capilao Francisco Morell, em lastro.
CearCter nacional Emma, capitao Joo An-
tunes da Silveira, carga differentes gneros.
Nao houveram entradas.
Navios entrados no dia 26.
Macei o porlos intermedios50 horas, vapor
nacional Persinunga. commandante Manoel
Joaquim Lobato, de 422 toneladas, e equipa-
gem 25.
Glasgow25 das, vapor nacional Jaguaribe, do
251 toneladas, capitao Roberto lloare, equipa-
gem 25, em lastro ; a corapauhia Pernarabu-
rana.
Nao houveram sahidas.
las na frente da loja e tres janella no primeiro
andar, duas salas e quatro quartos e quintal em
aberto, sem cacimba e casa por acabar, o qual
situado na roa da Concordia desta cdade n. 34,
e londo sido o mesmo sobrado penhorado a Jos
Muniz Texeira Gumares, por execucio que con-
J" esle enesminha Manoel Francisco de Mello,
fora 'liado no lodo em cinco conlos de ris, e
nao havendo lanesdor qne cubra o prego da ava-
hac.no, ser a arrematagao feita pelo preco da
adjudigao com o abalimento da lei.
L para que chegue 3o coohecimento de todos
mandei passar editaos, que serio publicados pela
imprensa e afBxados noslugares do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recite de Per-
nambuco aos 19 de outubro de 1860, 39 da in-
dependencia edo imperiodo Brasil.
Eu Manoel de Carvalho Paes de Andrade, es-
qrivao do juizo especial do commercio o fizes-
crever.
Anselmo Francisco Peretti.
Declarares.
E escreve-se por tal forma, ecom incrivel ou -1lrado lao mteressado contra o supposto reo. As-
sadi, qual a que necessaria para por em jogo na s,m esperamos.
Abaixo publicamos o requerimenlo relativo a
questo do que trata ocommunicado cima, e do
seu despacho, que tinha cinco linha3 riscadas,
ve-se beni o atropello que se ha feilo ao Sr. te-
nente-coronel Querino.
praca publica os mais vitaes inlcresses da socio-
da i", o pretndese nao ser contrariado pola im-
prensa que coraraetteria grande crirae de des-
viar os incautos do tortuoso carninho, do preci-
picio para onde os protendera levar os pseudos
amigos do povo?
Quem haver ahi que depois de ter lido o que
deixaraos escripto as linhas precedentes, adian-
do a prova de cada urna das nossas proposites
em fados que ahi eslo ptentes>em documentos,
oiciaes escriptos, poder anda crer no quo lor
no Liberal Pernambucano sobre assumptos se-
mentantes?
No entretanto fazeraos votos para que o Libe-
ral Pemambucano continu a trilhar o carni-
nho da opposico em que tem andado, porque
na realilado, da nenhuma outra defeza precisa-
ran os aggredidos alm da propria aggresso.
Rocife 26 de novembro do 1860.
Veriias.
Correspondencias.
Srs. redactores.Lendo no Diario de hoje, jia
ultima parte do seu folhelim encontrei, que em
alguns periodos, se tratava da repartirlo meu
cargo, chamando-se a attenco do governo para
a remogao dos empregados da capitana do porto
do torreo era que se acha e a subsliluic.ao no
mesmo edificio pela inspecgodesaude do porto.
Esta lerabranga dala, desde que principiou-so a
fundar este torreo, todas as possoas entendidas
reconhecerara logo, que nao tinha as proporcoes
pira urna repartigao, que tem ura grande ex'pe-
diante, e que por vezes rene ura grande nume-
ro de pessoas, que veera apresentar-se nella ; e
que pelo contrario a inspeceo de saude do porto
tendo poneos empregados, necossilandu de
urna posico qne avisto o mar, e principalmente
barra, llie olferecia todi3 as conJicges neces-
sarias para o regular exercicio de suas funecons.
Desde que, o Sr. conselheiro Sergio presidio
esla provincia, reconhecendo a necossdade do
eslabclecer a reparticao da saudc do porto em
um local conveniente, ordenou-me que aluasse
urna casa, a qual foi desocupada por nao haver
consignago p ira esla despeza ; e desde cnlo
tem ella estado em urna sala contigua a habita-
cao do Sr. inspector do marinha, de onde nao v
o mar, e est longe do embarque; e como seja
preciso quo as visitas se facam cora prorapiido,
cora psar tolero que os "empregados, passera
gran lo parte dj dia sobre a cagala da ruado
frapiche defronle do lorreao da capitana para
embarcaren! logo quo seja preciso.
Concordando, portanto, cora o pensamenlo do
Sr. E A. e desejando mesmo que seja levado
effeito, nao posso comtu lo deixar de reparar, que
o mesmo senhor elevando a capftania do porto a
urna cathegoria, talvez superior a3 de mais rc-
partigoes e principalmente o seu chefe, quejulga
rebaixar-se por nao estar separado dos empre-
gados subalternos, acha que a instgni/icancia e
iadignidade do edificio, nao podendo servir a
ii m chefe de sua importancia est apropriado pa-
ra a repartigao da saude do porto, cuja cathego-
ria parece fjzer crer que est na mesraa ordom
dos empregados subalternos.
Queiram, Srs. redactores, dar publicdade a
oslas toscas linhas, cora o que muito agradecer,
O inspector da saude do porto
Dr. Joao Ferreira da Silva.
Illm. Sr. Dr. juiz de direito.Diz o tenente-
coronel Antonio Querino de Souza que s<> quer
fazer seguir para o superior tribunal da relagao a
appellagdo que interpozeram Joo Mximo Bar-
reto e outros da seutenga do tribunal do jury
que absolveu ao supplicanto pelo supposto criine
de dam.no e uso de armas, sem que se tenha da-
do vista ao supplicanto para arrasaar a appella-
cao, e somente cora as razoes dos appellados, e
isto sob oiulil pretexto de nao haver mais tempo
para isso, visto que no dia 2 de novembro se Do-
dam os oilo mezes dentro dos quaes deve na-
quelle tribunal ser apresentado o processo, e
como seja isso urna verdadelra coaego aos di-
reitos dos appellados por isso que se falta houve
foi dos appellados nao terem com tempo procu-
rado extrahir a copia do processo o que foi mui
calculadamente fcito por elles, somente por con-
servaren! por mais lempo ao supplicante sojeilo
aos edeitos da pronuncia, nao poder aa qualida-
de de juiz de paz presilir as futuras eleigoes da
freguezia da Jacoca, procurando-se subterfugia-
mente para curaprir o despacho dcste juizo em
urna pelico do snpplicante, pela qual requereu
que se ordenasse com a brevidado que a lei re-
comraenda a expedico da appellago, e se Ihe
desse vista com tempo para arrasoar como foi
ordenado, e consla dos aulos, se fazer os autos
com vista a um advogado quo nao tinha como
nao lera procuraco do supplicante, isto j no da
10 do corrente, dando logar a que esto por urna
sua cota nos mesmos aulos allegasse ossa falta,
requerendo quu fosse o supplicante citado como
de direito para constituir procurador, o que
nao foi attenddo por V. S., vem portanto o sup-
plicante, visto que anda so acha dentro do pra-
zo, e os autos nao seguirara como Ihe inforraou
o escrivo respectivo, requerer a V. S. que se
sirva de mandar dar vista da referida appellago
ao seu sdvogado para isso constituido o Dr. Epa-
: minondas de Souza GouvCa, aiim de que nao
Isolra seu direito do defesa por lodas as leis res-
1 peilado; pelo que pede a V. S. Ihe delln na
forma requerida E R. Me.
Informo o escrivo quando expira o fatal den-
tro do qual tem de seguir a appellacao.
Cidade da Parahyba, 24 do outubro de 1860.
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0 o o o o inglez.
CU os '^ ce
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
los seguinles :
Para o 2o batalhao de infantaria de linha.
61 pares de palatinas.
1 castiga! de lotao.
1 talha de barro.
1 prato de louga.
4 caldeiras de ferro para 50 pracas.
16 ps de fero.
1 colher grande de forro.
1 garfo de ferro.
1 espumadeira.
4 caldeiras de ferro para 200 pracas.
1 carro com pipa.
1 copo de vidro.
Para o-presidio de Fernando.
21 paos de jangada de 5 a 7 palmos de roda.
2 pegas de cabo de linho de 3 a 4 pollegadas de
grossura.
1 pega de cabo proprio para adrigas.
Quena quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, as 10 horas da manha no dia 3 de
dezerabro prximo futuro.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do aisenal de guerra, 26 de no-
vembro de 1860.
BenlQ_Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
da lei n.. 53 de 6 de OUtubro de S35' Vigario n. 9, primeiro andar, ou com
sem valor" alguin no im de 10 mezes. Borges Pestaa.
Recife 9 de .novembro de 1860. Os
directores, JoSo Ignacio de Medeiros
Reg, Lulz Antonio Vieira.
o capitao
A cmara municipal desta cidade faz publi-
b | co, que nesta data propz ao Exm. presidente da
' provincia a utilidade da desapropriago do terre-
no e muro, sitos na Iravessa do Quiabo, na po-
voagao dos Afogados, que devem ser desapropia-
das ao tenenle-coronel Manoel Joaquim do Mogo e
Albuquerque, por assim o determinar a plaa
respoctiv>.
Pago da cmara municipal do Recife, era sessao
I de 26 de novembro de 1860.Gustavo Jos do
i Reg, pro-presidente.Manoel Ferreira Accioli,
secretario.
Santa casa da misericor-
dia do Recife.
A junta administrativa da irmandade da sania
casa de misericordia do Recife manda fazer pu-
blico que no dia 29 do corrente, pelas 4 horus da
tarde, na sala de suas sessdes, no largo do Parai-
zo n. 49, iro prnca as rendas das casas dbnixo
declaradas, pertencentes ao patrimouio da mes-
ma santa casa, pelo tempo que decorrerdo dia da
arrematado a 30 de junho de 1863.
CIDADE DE OLINBA.
Ra Nova.
Casas terreas ns, 1 e 2.
Ra do oitao do Amparo.
Casa terrea n. 4.
Rna de S. Joo.
Casa terrea n. 5.
Ra do Amparo.
Casas terreas ns. 1 c 6.
Ra dos Quatro Cantos.
Casa de sobrado n. 7, e casas terreas n?, 8 e 9.
Rna da ladeira da Misericordia.
Casa terrea n. 10.
Ra do Bomflm.
Casas terreas ns. lie 12.
Ra de Mathias Ferreira.
Casas terreas ns. 13,14 e 15.
Ra de S. Rento.
Casas terreas ns. 16, 18,19 e 20, e sobrado nu-
mero 17,
Ra do Aljube.
Casa terrea n. 21.
Arrombado.
Casa terrea n. 24.
DAIRRO DO RECIFE.
Boceo do Abreu.
Casa de sobrado u. 2-
Os pretendemos devem comparecer no lugar,
dia choras aprazados, acorapanhadosde seus lia-
dores, ou munidos de cartas destes.
Secretaria da sania casa da miseiicordia do Re-
cife 17 do novembro de 1860
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Escrivo.
Pela mesa do consulado provincial se faz
publico aos propietarios dos predios urbanos das
froguezins desta cidade o da dos Afogados, que os
30 das uteis para o pagamento bocea do cofre,
do I.' semestre do anno llnanceiro do 1860 a 61
do imposto da decima, so principiam a contar dn
dia I." de dezembro vindouro. Mesa do consu-
lado provincial de Pernambuco 24 do novembro
de 1860.
Leiloes.
LEILAO
DE
mo vais.
Quinta-feira29 do corrente.
Costa Carvalho farleiloem seu armazem a
ra Nova n. 65, por c.nta de urna familia que se
retira para fora da provincia de todos os prepa-
res para urna casa, os quaes scro entregues sera
reserva do prego.
Tambem
vender varias obras de direito. as 11 horas em
ponto e urna escrava bonita figura, sem imite
LEILAO
DE
Una loja de raleado
Na ra da Penha.
Quarta-feira 28 do corrente.
Antunes far leilo autorisado polos credores
de Pedro Jos Carlos da Sil-va, de sua bem afre-
guezada loja de colgados sita na ra da Penha
n.... a qual ser ent'regue sem reserva de preso.
Principiar as 11 horas em ponto.

Sexta-feira
.30
DE
do correte.
Conselho administrativo.
para fornecimento
vaccas uri-
nas com crias.
A uoile nulftaiia vento E e assim amauheceu.
OSCILLACO DA HAB.
Prearaar as 3 h. 6' da" tarde, altura 6,2 p.
Baixamar as 8 h. 54' da manha, altura 1, p.
Observatorio do arsenal de marinha, 26 de no-
vembro do 1860.
ROMANO STEPPLK.
Io teoento.
Edita es.
Q lllm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
era cumprimenlo da resolugo da junta da fa-
zenia, manda fazor publico, que a arremalacuo
do cosleio da illuminago publica da cidade'de
Goyanoa vai novaraente a praja no dia 29 do
corrente.
E para constarse raandou aflixar o prezente a
publicar pelo Diario.
Secretaria da thezourara provincial de Per-
nambuco. 26 de novembro de 1860.O secreta-
rio, A. F. da Annunciago.
O tribunal do commercio da provincia de
Pernambuco convida aos senhores commercian-
tes nacionaes matriculados c residentes oeste
districlo comparcccrem no dia 11 de dezembro
s 9 horas da manha, na sala da Associago
Commercial Beneficente para proceder-se a elei-
Nestor.
Illm. Sr. Dr. juiz de direito.-O praso dentro ^o dos dous depuladoscommercianles que para
do qual tem de seguir a appellago ue que trata JJSfffi? fS!!? f.J.8?.1. ..I??*,.1?1? ?e
a petigo retro deve lindar no da Io de oovem-
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco continua a substituir
ou a resbalar o resto das notas de 10$ e
20$ que havia einittido e anda existe
ein circulaqao, declarando que, em
cumprimenlo do decreto n. 2,66i de
10 de outubro do corrente anno, esta
substituicao ou resgate devera' efiec-
luar-se dentro de i mezes, e que findo
este prazo s podera' ter lugar rom o
disconto progressivo de 10 por cento ao
raez, icando asiim na forma do art 5
Costa Carvalho f3r leilo era seu armazem i
tem de comprar os objec- uia cima designado de i vaccas lurinas noi -
bonitas com rrias as quaes sero entregues m
reserva de proco, a vontade dos compradores, s
11 horas da manha.
0 conselho administrativo,
do arsenal de guerra,
tos seguinles:
Para o batalhao n. 43 da guarda nacional do mu-
nicipio de Serinhcm.
1 livro raestre.
1 dilo de registro de orden? expedida?.
1 dito de dito do correspondencia official.
1 dito de dito de mappas.
1 dilo de dito de armamento e mais objectos
de propriedade da nago.
1 dilo de dito de recibos.
Para conselho de administragao.
1 dito do termos de suas deliberages.
1 dito de receila c despezas.
6 canelas.
Para hospital militar da guamicao de Per-
nambuco.
Extracto composlo de salsa parrilha do Dr.
Townend, caixas 3.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta feichada na secretaria
do conselho, as 10 horas do dia 30 do correnle
mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 23 de
novembro de 18C0.
Dent Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino-
Avisos diversos.
Precisase do um menino de 10 a 12 anno<
dos uiliraoschegados para caixeiro : no palco do
Tergo n.2.
0 bacliarel Amaro Joaquim fanaeca de
Albuquerque, summamente agradece a to-
das as pessoas que se dignaran.) assisr no
dij 24 do correnle as exequias que se ce-
lebraram no convento do Cnrmo, por sua
presadissima consorte P. Carolina de Si-
queira Cavalcanti, confessando-se eterna-
mente grato aos seus amigos e prenles,
que oesse doloroso transe llie prestaran!
seus oficios de amizade.
Prccisa-se alugar urna
Pblicacoes a pedido.
IVEMA
oflei'ccidn ao Illm. Sr. Dr. Jos Bernar-
do Galvao Alcoforado, em lestemn-
nho de profundo sen I i ment pela pre-
matura morte de sua presadissima
lita.
Mais urna das flores, qu'exrnam a vida,
J foi desprendida da tenue hasle
Por firme contraste d'um mpio fado,
Que a nos sempre irado se soo mostrar.
Foi na primavera, qu'a tenra florinha
Inda apenas tinha mal desabrochado.
Que o sopro damtiado d'impuro tufo
Rojou-a no chao, e a fez desfolhar.
Bem pouco essa flor no jardim existi,
Nem mesmo fruio essa quadra dilosa,
Em que brilha a ro3a com tanto primor.
Na quadra d'amor logo a viram findar.
To chela de vigo, d'aroma e candura,
Sorria natura, sorriam-lhe as llores,
Do sol aos fulgores constante brilhou ;
Emfim a matou furioso sprar.
O vicio, o aroma perdeu n'um momelo,
Qu'a furia do vento tcrrivel, ligeiro,
De seu jardineiro os cuidados trahindo,
Cruel foi ferindo essa flor tao querida.
Privando a da vida, fazendo-a murchar.
Com ella a osperanga de seu jardineiro.
Que to prazenteiro inda a vira brilhando I ...
Cora ella murchando to grata osperanga,
Saulosa lembranca nao lli'ha de murchar !
Por seu cordeal amigo
/l meneo Fernandes Trigo de Louriiro.
bro prximo futuro.
Parahyba,-21 de outubro de 1860.O escrivo,
Francisco Rufino Victor Pereira.
Os appellantes nao devem soffrer a conse-
quencia dos descuidos dos supplicantos era nao
constituir era lempo advocado para apresntar as
suas razoes ; o escrivo nao podia dar vista dos
autos a ura advogado que nao tinha poderes para
tratar da questo, e esse advogado certo como
devia estar de quo a procurago nos autos nao
Ihe dava poderes para continuar nos termos da
appellago, devia devolver ao cartorio os autos
imineJiatmente, e nao conserva-lo em seu po-
der por lempo de dez das.
Por tolas essas faltas de que nao sao respon-
saveis os appellantes, e observando que j nao
ha lempo de mandar dar vista ao novo advogado
constituido para fazer as suas razoes e seguir a
appellago no tempo legal, neg a vista pedida e
mando quo siga a referida appellago.
Os supplicaotes podero constituir advogado
na cidade do Recife e l offerecer as sjas razoes
sem que fique prejudicalo em seus direitos.
Cidade da Parahyba, 2 de outubro de 1860.
Nstor.
(Despertador.)
Para o Sr. ministro do im-
perio ver.
Xenhutn empregado geral pode
aceitar emprego algum provincial sem
que previamente solicite e obtenha a
sua detnissao. Avisos de 10 de no-
vembro de 1837 e 7 de outubro de
1843.
Ora, nao tendo 3do derrogados es ci-
tados avisos, cuja to sabia, quao ter-
minante disposicao se acaba de 1er :
fora de du vida que nao deve continuar
a ser inspector da thesouraria provin- Jos Vellozo Soares.
substituir os actuaes senhores deputados Joo
Ignacio de Medeiros Reg e Joo Pinto de Lemos,
na forma do Ululo nico do cdigo commercial,
e decreto de 5 de setembro de 1850.
E para constar mandou o sobredilo tribunal
fazer este que assignado pelo seu secretario ser
publicado no Diario desta cidade c affixado na
praga do commercio, com a lista do quo trata o
art 5 do citado decreto.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco. 23 de novembro de 1860.
LISTA.
Os Srs.:
Jos Jeronymo Monleiro.
Jos Joaquim Dias Fernandes.
Jos Pires Ferreira.
Joo Ignacio de Medeiros Reg.
Joaquina da Silva Lopes.
Jos Rodrigues Pereira.
Antonio Valenlim da Silva Barroca.
Manoel Goncalves da Silva-
Jos Candido de Barros.
Joo Jos de Carvalho Moraes.
Jos Pereira da Cunha.
Francisco Accioly de Gouveia Lins.
Jos dos Santos Neves.
Antonio Jos Leal Res.
Bartholomeu Francisco de Souza.
Jos Francisco Lavra.
Jos Baptista da Fonseca Junio*.
Manoel Buarque do Macedo Lima.
Lourengo Luiz das Neves.
Antonio Luiz dos Santos.
Antonio da Silva Ferreira Jnior.
Miguel Jos de Abreu.
Joo Cardozo Ayres.
Joao Baptista Fragozo.
Antonio Ignacio do Reg Medeiros.
Joo da Silva Faria.
Candido Casemiro Guedes Alcanforado.
Jos Alvos Fernandes.
Aureliano Augusto do 01iveir3.
Antonio Jos de Castro.
Gabriel Antonio.
Jos Antonio Baslo.
Luiz Antonio Siqueira.
Joo Pinto de Lomos.
Joo Pinto dn Lemos Jnior.
THEATRO DE S. IS^.
; OJPASIlll LYIII DE G. MMGEU
Quarta feira 28 de novembro
Repetir-se-ha a mui applaudida opera em tres actos de Donizetti pela altiraa vez
LUCIA DE LAMI
tenha boa conducta e
deira e especialmente
para casa de familia : a
da Aurora n.
escrava <'
seja^engoinma-
boa cosinbeiru,
tratar
na ri.a
cial o proessor de ceometria do colle-
gio das artes (ou a ser proessor de geo-
metra do collegio das artes o inspec-
tor da thesouraria provincial )
Esse funccionario, a despeito dos avi-
sos citados, foi no ruca do inspector da
thesouraria provincial de Pernambuco ;
e, em prejuizo do seu substituto, da
instruccaoe dos cofres pblicos, se acha
(ora da sua cadeira, lia 15 anrtos !! !
(azem boje 15 de setembro de 1860.)
PARAHYBA.
O cynismo chegado ao uUimo grao.
O publico sabe o caminho que tem seguido o
processo instaurado contra o Sr. tenente-coronel
Antonio Querino de Souza ; sabe que esso pro-
cesso, filho do despeilo e da vinganga, a prova
mais autentica da vil perseguigo dos inimigos'dem do
polticos daquelle tenente-coronel; finalmente
sabe que o juiz processanle do Sr. Querino, foi o
Dr. Anizio Salathlel Carneiro da Cunha, que na
qualidade de juiz polilico e rancoroso nao trepi-
dou em lavrar urna senlenca contra o Sr. Quiri-
no, apezar de o dar este de suspeilo, na forma
das leis com o seu ligad al inimigo porra a
nada se moveu o Sr. Anizio, a sua vinganga foi
satisl'eila, mas a innocencia triurophou no jury
desta capital, sendo absolvido o Sr. Querino, a
despeito dos manejos empregados para sua con-
demnago ?
Ainda a vinganga doSr. Dr. Anizio nao estava
concluida, e nem completa a vontade dos renco-
rosos inimigos polticos do Sr. Querino : urna ap-
COllllEItCIO.
* -
Alfa nd e;pa,
Rendiraento do dia 1 a S. 283.2263-20
dia 26.......12:6235842
295:8503162
Movimento da aHandega.
V'oluraes entrados com fazendas..
cora gneros.. 217
Principiar s 8 horas em ponto.
Avisos martimos.
Para o Rio Grande do Sal
segu com brevidade a barca Malhilde por ter
a maior parle da carga prompta ; para o restante
trata-se com Manoel Alves Guerra, no seu escrip-
torio da ra do Trapiche n. 14.
PARA 0 ARACATY E ASSL"
sae o hiate Sergipano: para carga, trata-se com
Martius & Irmao.
Porto por Lisboa.
Vai sahir para o Porto com escala por Lisboa
at o dia 25 do corrente mez o brigue porluguez
Promptido II, forrado e encavhado de cobre,
de PRIMF.IRA MARCHA E CLASSE, por j ter
parle do seu carregamento; para o resto e passa-
geiros, para osauaes tem excellenles commodos,
trata-se com Elias Jos dos Santos Andrade & C,
ra da Madre de Dos n. 32, ou com o capitao.
toda a brevidade p.ira os porlos cima indicidos :
quera na raesma quizer carregar ou ir de passa-
gem, dirija-so ao consignatario Manoel Ferreira
da Silva Tarroso, na ra de Apollo n. 28, ou ao
referido capilao.
Para o Rio de Janeiro
O veleiro e bem condecido brigue nacional
Demao, pretende seguir nesles oilo dias, tem
metade de seu carregamento a bordo, para o
resto que Ihe falta trata-se com os seus consig-
natarios Azevedo & Mendos, no seu escriplorio
ruada Cruz o. I.
COIVPANHIA BRASILEIRA
Cear e Acarac.
DE
PAQUETES A VAPOR.
Volnmes

sabidos cora fazendas..
com gneros..
------217
16
265
------281
Descarregam hoje 27 de novembro
Barca americanaImperadorfarinha de trigo e
bolachinhas.
Briguo porluguezS. Manoel Imereadorias.
Brigue inglez -Agnes-bacalho.
Elias Baptista da Silva.
Manoel Duarto Rodrigues.
Manoel Ignacio de Oliveira.
Vicente Jos de Brito.
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Manoel Alves Guerra.
Caetano Cyriaco da Costa Moreira.
Camillo Pinto de Lomos.
Vicente Mendes Wanderley.
Joaquim Jos da Costa Fajozes.
Joo Jos de Gouveia.
Jos Marcelino da Rosa.
Antonio Pedro das Neves.
Luiz Jos Rodrigues de Souza.
Jos Gongalves Malveiras.
Joaquim Jos Silveira.
Antonio Alve3 Barboza.
Jos Francisco do S Leilao.
Jos Nunes de Paula.
Antonio Joaquim Seve.
Manoel Anlonio da Silva Moreira.
Manoel Joaquim Rodrigues de Souza.
Martinho de Oliveira Dorges.
Candido Nunes de Mello.
Joao Ignacio de Medeiros Reg, secretario o
subscrevi.
Conforme.Julio Augusto da Cunha Guima-
rae3. official-msior.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendndor
da imperial ordem da Rosa,da de Christo.ejuiz
de direito especial do commercio, desta cidade
do Recife e seu termo, capital du provincia de
Pernambuco, por S. M. Imperial e Constitucio-
nal, o Sr. D. Pedro II, que Deus guarde, etc.
Faco saber aos quo o presente edilal virem, e
delle'nolicia liverem, que no dia 12 de dezembro '
do corrente anno se hade arrematar em praga pu-
blica desle juizo, na sala dos auditorios a parle
ou metade do sobrado de um andar com tres por-
Espera-se dos porlos do sul al o dia 30 do
corrente o vapor Tocantins, commandanle o
I primeiro-tenente Pedro Hypolito uarte, o quel
No dia 30 do corrente, com a carga que liver a depois da demora do costume seguir para os
bordo, segu o palhabole Sobralense>\ capitao porlos do norte
REMEDIO INCOMPARAVEu
UNGENTO HOLLOWAY.
Militares de individuos de lodas as nai 3 -
podem lestemunhar as virtudes deste remed:o
incomparavele provar em caso necessario, (ce,
pelo uso que delle fizeram lem seu corpo
membros inteiramenle sos depois de haver trr.-
pregado inutilmenle oulros tralamentos. C;..la
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ms-
ravilhosas pela leilura dos peridicos, quo \\,'f
relatam todos os dias ha muilos anuos; e a
maior parte dellas sao lao sor prndenles qie
admiran os mdicos mais celebres. Guantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bragos e pernas, depois de ler
permanecido longo tempo nos liospitaes, ende
deviam soffrer a amputacao Dellas ha min-
eas que havendo deixado esses, asvlos de p?.!e-
tiraenios, para se nao submeterem a essa cre-
racao dolorosa forara curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gunas das taes pessoa na enfusao de seu rero-
nhecimento declararan) estes resultados kiuf-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticaren) su3 a firn.a-
liva.
Vinguem desesperara do estado de saude te
livesse bstanle confianza para encinar esle re-
medio constaniemenle seguindo algum lempo o
Iratamento que uecesslasse
cujo resultado seria provar
Que ludo cura.
a natureza do mal,
incontestavelmei le.
Francisco Jos da Silva Ralis ; recebe carga a
frete e passageires : a tratar coro Caetano Cyriaco
da C. M. & Irmao, no lado do Corpo Santo n. 25.
Bahia.
A escuna nacional Carlota, segu em poucos
dias para a Bahia, tem parle de sua carga en-
gajada ; para o resto trala-se com o seu consig-
natario Francisco L. O. Azevedo, na ra da Ma-
dre de Deus n |12.
Maranho.
Os senhores que tralaram passagem para o
indicado porto, no hiato Lindo Paquete, quei-
ram vir dar seus nomes hoje 27, at s 4 horas
da tarde, no escriptorio dos consignatarios Al-
meida Gomes, Alves & C, ra da Cruz n. 27.
Porto e Lisboa
A bem conhecida barca portugueza Sympa-
Ihia, capitao Nogueira dos Santos, vai sahir bre-
vemente para os porlos cima indicados ; quem
na mesma quizer carregar ou ir do passagem,
pnder entender-so com os consignalarios Bailar
& Oliveira, ra da Cadeia do bairro do Recife nu*
mero n. 12.
Para o Aracatv

sahe al o dia 4 do mez prximo o hiato Nico-
lao I, mostr Trajano Antones da Costa : para
carga e passageiros, trata-se com Prente Vian-
na & C.
Porto por Lisboa.
A barca portugueza Silencio, cjpilao Fran-
cisco Maitios de Carvalho, pretende sahir com
Recebem-sc desde j passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder eonduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo 4
Mendea.
Para a Bahia.
A velcira sumaca nacional IIorlenc3.-, pre-
i lende seguir com muita brevidade, tem parte de
seu carregamenlo prompto, para o resto que Iho
falta trata-se com os seus consignatarios Azeve-
do & Mendes, no seu escriptorio ruada Cruz n. 1.
REAL COilIVVMIIV
DE
Paquetes inglezes a vapor.
At o dia 28 deste mez espera-se da Europa
um dos vapores desta companhia, o qual depois
da demorado costume,seguir para o Rio de Ja-
neiro, tocando na Bahia: para passagens etc.,
trala'-se com os agentes Adamson, Howie 4 C.,
ruado Trapiche Novo n. 42.
Lisboa.
Vai sahir com muita brevidade a bem conhe-
cida
Barca Grado
para carga e pnsssgeiros, trata-se com os con-
signatarios Carvalho, Nogueira & C, na ra do
O ungento he
larmenle nos
Alporcas
Caimbras
Callos.
Anceres.
Cortadurrs.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Kmfermidades da cut:
em ge ral.
Dilas do anus.
Erupc,6es escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fialdads ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
(icngiva escaldadass,
In chaces.
Inflamadlo do figado.
Verrde-se este ungento no estabelecimenio
geral de Londres n. 244, Strand.D e na loja
de todos os boticarios droguistas e oulras pes-
soas encarregadas de sua venda era toda a
America do sul, Ha vana e Hespanha.
Yende-se a 800 rs., cada boceiinha centem
urna insirucfjo em porluguez para explicar o
modo de fszer uso desto ungento.
0 deposito geral i em casa de Sr. Scurr,
ptiarmaceuiico, na ra da Cruz o. 22. em
Pernambuco.
ulil, inais pariiu-
seguintes casos,
lnflaa)mac,ao da besiga.
da matriz
Lepra.
Males das pomas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de rq ils.
Picadura de mosquiles
Pulmoos.
Queimadelas.
Sarna
Supuraces putriJas
Tinha, em qua!cirr
parte que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das arliculages.
Veas torcidas ou no-
das as pernas.
ILEGVEL


(4)
DIARIO DE POLNABIIUGO. TERCA FEIRA 27 DE NOVEMBRO DE 1860.
Ama.
Precisa se de urm ama para casa de pouca a-
tuilia : ni ra Nova n. 5, Ioja.
Alugi-se o primeiro audar da propriedade
no aterro da Boa-Vista n. '4 : quera o pretender,
e qucira examinar, procure as chaves na Ioja de
fazendas n. 40, quina do beceo dos Ferreiros.
Ges & Bastos fazera sciente so respeilavel
publico e cora especialidade ao corpo de com-
mercio que o socio Joao Baptisla Goncalves
Bastos deixou de fazer parle da mesma socicda-
de desde o dia 19 da correnle, cando todo o
activo e oassivo a cargo dos socios Francisco de
Assis Ges e Jos Joaquim Uongalves Kistos.
. Oscnhor da ra dos Pires n. 2, que lera
urna esi-rava de naco, de 24 a 26 annos, que
cosiuuia a ganharna ra e pagar semana ; que-
rendo a -litigar para se ver os servidos della.pode
ra i 11 ir na travess.i doQueimado, Ioja n. 5, onde
s venJe comer cosido, ou na ra do Rangel
f. 17.
Pelo lllm. Sr. Juiz de paz do Io dislricto
da fregnozia de Santo Antonio, tem de serem
arremtalos no dia 27 do corrnnte, pelas 4 ho-
raa da larde, 14 cascos de bahs feitos de pi-
nhoeom bora estado, avallados por ljfOOO is.,
e 3 ditos por 4#30D rs.; cujos objeclos (oram pe-
uhorados por execucao de Fonseca & Vianoa,
centra Uanoel Francisco Alves, por ser a ultima
praca.
Antonio Jos Barbosa Vianna.
Aluga-ae o andar do sobrado da ra da
C.iJ'.'ia Jo Recife n. 7, que serve bnm para es-
criptorio ou moraJia de pessoa solteira: quera o
prolender dirija-se a mesma casa, que achara
con quera tratar.
Ha para se alugar ura segundo anlar de
um sobrado na ruadas Agoas Verdes: quemo
pretender, filie na ra das iruxes, sobrado de
dous anJ.ires n. ), peuultirao, hindo da ra do
Qiieimado para S. Francisco, lado direito.
OlTereea-se urna senhora cora sua escrava ;
a senhora para regeracasa, ea escrava para co-
zinbar, para casa de horaem solteiro, ou de duas
pessoas: na ra do Padre Floriauno n. 9.
Do engenho Cutigi, freguezia da Escada,
fugio no dia 3 de novembro do correte auno o
escrava de nome Antonio, cora os signaes se-
guimos : estatura regular, cor mulato, cabello de
negro, pouca barba, denles limados, idade 25 ou
28 anus, pescoco e ps grossos, tem pelo rosto.
pescoco e peitos algumas marcas de paouos, e
atg'inias cicatrizas pelas costas que parecem tur
sido de chicote ; nao levou comsigo roupa algu-
ma, e consta harer fgido para o lado do sertno
'oo le viera : quein o aprehender, peder el-
vj-lo ao referido engenho, ou no Recife, ra es-
i eita do Rosario n. 29, ao lllm. Sr- Ftorismuu-
j Uar-iues Lins, que ser bem recompensado.
PI IX PONTFICE E PcEI
PELO SENHOR
D. Antonio de.Macedo Costa,
Bispo eleito do Vara.
Eloquente demonstrarlo do poder
| temporal do Papa.
Vende seno bairro de Santo Antonio
1 as livrarias dos Srs. Guimaraes & Oli-
veira e Nogueira de Souza & C. ; e no
bairro do Recite na livraria do Sr. Jos
de Mello : preqo 2$.
MIL
Trecisa-se de urna ama para o servico interno
e externo de una casa de pouca familia : na ra
do Calinga n. 3, segundo andar.
Furtaram na noile de 2f par 25 do corren-
te un cavallo alaso tostado (caxilo) cora os sig-
naes seguintes : frente aberta, altura regular, sel-
lado, est gordo por ser muilo mantelo e man-
so, andador de baixo a meio, tem differeotes mar-
cas : roga-so portante a qualquer pessoa que o
pegar, leve-o ra da Soledade n. 68, que re-
cbela pelo scu trabalho 3; ; e se preuder o la-
drjo, tiitregando-o a qualquer auloridade poli-
cial, receber mais 20$.
Eoi testemimho de gratido.
lu! un ni xa o na bocea do estomago.
Decliro publicamente que padecendo, ha mais
de 20 ennos, de inflammaco na bocea do esto-
mago, era razao da qual senta muilo cansaco e
nao era possivel deilar-me do lado esquedo,
ulliinameiile Uve a felicidade de ficar perfeita-
meme bom com a apulicacn das chapas medic-
neles do Sr. Ricardo Kirk, "escriptorio ra do Par-
lo n. 119, no curto espayo de 37 dias.
Por isso recebendo eu tanto beneficio de tao
til remedio, faco esta declaracao, nao s por
gratidao ao rfilo senher, mas tarabem para ser
conhecido do publico o merecimento das ditas
chapas, das quaes se podero approveitar muilas
pessoas que soffrem igual molestia. Largo de
S. Francisco da Pralnha n. 21, Rio de Janeiro.
Jos Lopes de Azevedo Cunha.
Reconhecida verdadeira aassignalura supra pe-
lo labellio Francisco de Paula Fernandos Thiago.
Sor vete.
Na taberna da 0115a,
ra do Padre Floiiano n. 7, haver sorvete todos
os dias, das 6 horas da tarde cm dianlc.
Santa Cecilia.
A mesa regedora da irraandade da gloriosa vir-
gem martyr Santa Cecilia, erecta na igreja de N
-. i Livramelo desta cidade do Recife, grala-
mente penborada pelos obsequios que recebeu
na f-stividade de sua padroeira no dia 22 do cor-
rele, do Exm. Sr. presidente da provincia, que
dignou -se (azer-nos a honra de assistir todo o
ado da fesla, e dos Srs. Righi, Bartolucei, Mar-
chetle. pela parte que tomaram na execuco do
seas solos ; da Sra. Beltramini, que de tao boa
volitado se linha prestado a executar um solo, o
q te se nao eflVeluou por circumslancias secunda-
rias superiores aos seus bons desejos ; do Sr.
Marinangeli que tao cavalleirosaniente deu seu
eomoco aos seus contralados ; de nosso irmao o
Sr. SoiolU pela regencia digna de sua pericia c
de nossa inua Illma. Sra. I). Carolina do Aze-
vedo Siqueira Varejan, que executou as ledas
lindos e variados pi-nsaraentos no piano, balda
do uniros meios vem por meio da imprensa dar
un voto de agradacimento aos mesmos senhores
por lao relavantes obsequios, os quaes Ocam gr-
valos era nossos gratos corcoes ; da mesma
so:te agradecemos a todos os nossos Irmaos que
tanto se esforcaram no bom deserapenho das
partes de que tao espontneamente se incumb-
rain ; igualmente a tolos os senhores raestros e
couirdiiiestres dos das seis bandas militares o a<
mais pessoas que tomaram parle na nossa festi-
vi ale.
Ofercee-se urna ama de bons costumes pa-
ra o servico interno de urna casa de familia : na
ra do Hospicio n. 55.
Aluga-se o primeiro andar na ra do En-
cantamento n. 12, proprio para pequea familia
o i es riplorio : a tratar no armazem do mesrao
sobrado.
CoUegio de Bonifica.
No Io do dezembro prximo abre-se neste es-
labelncimento um novo corso para lodas as dis-
ciplinas preparatorias para a faculdade de direilo
e le minar no ultimo de fevereiro. Os alumnos
externos que se quizerem matricular, podem des-
de j'i presentar-so paracomecnr o scu cstudo no
mencionado dia Io de dezembro.
Atlenco.
..'mi Silvestre Francisco de Mello, escrivao n-
terin > da irmaudade de N. S. do Rozario da Boa-
vista, im oorae da mesa faz sciente ao respeita-
tI publico, que a testa da Divina Padroeira, foi
transferida para o dia 9 de dezembro do correnle
anuo, por circumslancias.
|| Ur. Cosme de Sa' Peieira da'
a consultas medicas emseuescrip- ||
g torio, no bairro do Recife, tua H
H da Cruz n. 53, todos os dias,me- ||
|E nos nos domingos, desde as 6 fl>
g horas ateas 10 da munliaa, so-
| breos seguintes pontos
Mi.' Molestias de olhos ; ||
2.- Molestias de coracao e de S
9 peito;
H 5.* Molestias dos oreaos da ge- gf
1& racao e do anus ; M
i." Praticara' toda e qualquer ^
operacao que julg-ir conve- *
H niente para o restabelecimen- i|
to dos seus doentes.
0 examedaspessoafqueo con- g
sultarem sera' eito indistincta- H
m mente, e na ordem de suas en- 3|
tradas, fazendo excepcao os doen- ae
_ tes de olhos, ou aquelles que por ^
^ motivo justo obtiverem hora lf
H marcada para este fim. m
A saboaria da ra Imperial precisa alugar
escravos para servido debaixo de coberta, e paga-
se 30$00 raen3aes e commida, devendo dormir
no estabelecimenlo : a tratar na mesma saboa-
ria, ou na ra da Cadcia do Recife n. 34.
Aluga-se polo lempo da festa ou por anno urna
casa terrea na ladeira do Varadouro, em Olinda,
rauito fresca por ser do lado da sombra: a tra-
tar na ra do Livramento, sobrado n. 8.
Aluga-se o segundo andar do so-
brado n. 15 da travessa do Veras bair-
|*ro da Doa-Viata, muito fresco e com
muito bons commodos para familia :
tratase com Augusto C. de Abreu, no
armazem n. 5G da ra da Cadea.
Precisa-se fallar ao Sr. Jos Pires
de Carvalho, que morou em Apipucos
e tem alli um hotel : na praca da Inde-
pendencia livraria n, 6 e 8.
g mwsmw i^s ?*ssi5 mm$K
g iNa ra do Crespo a. 17 deseja-se fal- S
*E lar com os senhores : 8
H Trajano Carneiro Leal.
Joaquim Augusto da Silva Grillo. 5
Antonio Maitins Quintal.
Jos Rodrigues Pontual.
Jos Antonio da Silva Grillo. *>
Romualdo Alves de Oliveira. M
oft Joao Filippe dos Santos. i
Os Marcolino de Souza Pereira de Brito
O abaixo assignado, arrematante d*s aferi-
Qoes de pesos c medidas do municipio do Cabo,
faz sciente aos senhores de engenhos, destilado-
res de agurdenle, e aos que venderera mel, que
em virtude do rcgulamento da cmara se acha
autorisado desde o dia 24 de outubro do corre-
le anno por dianlc a aferir ancoras, barris, me-
didas para vender mel, e outras quaesquer vasi-
jhas que sirvam para vender lquidos, sujeitosao
imposto, declarando-lhes que no dia 24 do pre-
sente roez al o ultimo do mesmo sahir o abai-
xo assignado pecorrendo todo o municipio afe-
rir ditas vasilhas, depois do que, aquelles que
nao houverem aterido por qualquer motivo, s a
poderao fazer em casa do mesmo abaixo assigna-
do nesta villa do Cabo. Ouiro sim, constando
ao abaixo assignado, que o ^eridor do municipio
da cidade do Recife tem por costume aferir, como
lera feito constantemente, as vasilhas de pessoas
que moram em outros municipios, e que levam
ao mercado seus quidos ; pelo presente avisa
ao dito aferidor para que nao continu a pro-
ceder desle modo extorquindo as vantagens
alheias, contra o que protesta desde j de proce-
der criminalmente se porventura este aviso nao
produzir o edeito que o abaixo assignado espera.
Villa do Cabo 20 de novembro de 1860.
Libauio de Carvalho.
Precisa-se alugar urna escrava que saiba
cozinhare engoramar : na ra larga do Rosario
n. 37, primeiro andar.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e
oulra para engommar. libertas ou escravas : na
ra da Aurora n. 48, segundo andar, a qualquer
hora.
Precisa-se do um perfeto feitor para tratar
de um pequeo sitio na ra da Cadcia n. 6.
Acham-se venda na livraria da praga da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesta
typographia
civil
para o
Ei
da
ngonima-se
roupa com perfeicao o brevidade : defronlo
matriz da Boa-Vista u. 84.
Precisa-se de una ama que saiba cozinhar
e engommar. para casa de pouca familia ; na ra
da Concordia n. 65
Joo Chrysostomo Pacheco Soares deixou
de ser caixeiro e procurador de Barroca Medei-
ros, e Barroca & Castro,, em liquidacao desde o
dia 7 do corrente.
Atlenco.
Joo BapliaU Lopes, escrivao actual da Impe-
riat capella, da Estancia ; faz sciento ao respei-
ii-ol publico, que a procissao da Divina Padro-
eira. que tem de sahir depois da bengao da igre-
ja de.N. S. do Rozario da Boa-vista, foi transfe
r\ 11 para o dia 9 de dezembro do correnle anno
pelas 4 oras da tarde por motivos que se deram.
Convidamos aos Srs. accionistas da compa-
nhii os seguros martimos, utilidade publica, a
campart'cerem no dia 30 do corrente ao meia
dia, no escriptorio na ra da cadea do Recife,
da cnoformdade cora a parlo 2.* do art. 41 e'
.ir!. 2 Aos estatutos. Recife 26 de novembro de
1860.O' directores, Manoel Alves Guerra. Jos
Antonio de Carvalho.
Desapar^u- lafde de 25 do correnle do
quintal do sobrad" "> 36 da ra da Imperalriz
um cavallo alazo capado frenle aberta com lo-
dos os andares esta carnudo e um pouco pesado,
pescoce fino cauda g.'ande quera o pegar ou der
noticia certa dirija-se .,3 mesmo sobrado cima
ou ao engenho Gangacn' 118 ser recgmpen-
Saju.
Coxeira de carros e ca-
briole! de aluguel.
Ra do Imperador n. 25.
O abaixo assignado faz sciente aos seus amigos
e freguezesquede novo acha-se montada a sua
coxeira com ricos carros, cabriolet, bons farda-
mentos eexcellenles parelhas de cavallos, ludo
com aceio e a volitado por preeos razoaveis.
JosCongalves Malveira.
Altenco.
Alugam-se 3 casas era Santo Amaro oo p da
fundicao sendo duas para grande familia : a fallar
alli com JosGoucalves Ferreira Costa.
Precisa-se de urna mulher que saiba cozi-
nhar e engommar, para ir servir em urna casa
na villa da Escada ; d-se ura bora ordenado,
preferindo-se, porra, se fr estrangeira : a tra-
tar nesta typographia.
Alugam-so duas casas terreas e sitio, em
Santo Amato, por- delraz da fundijo : a tratar
na ra do Amorim n. 54.
Augusto da Silva Ribero e sua senhora vao
a Bahia.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
60 da ra Direita : quera pretender dirija-se
mesma ra n. 49.
No dia 27 do correnle, pelas 11 horas do
dia, flnda a audiencia do Sr. Dr. juiz de orphos,
se ha de arrematar una casa terrea sita na ra das
Aguas-Verdes n. 52, chaos proprio?, avaliada em
1:6009, cora abatiraento da quinta parte, por ser
a ultima praca.
Jos Joaquim da Rocha faz sciento ao res-
peitavel publico que tendo encontrado ouiro da
igual nome nos Diarios de 23, 24, 25, 27, 28, 29
e 30 de agosto oassado, quo tem de mudar seu
nome, e qua se a'isignara" de hoje em dianle por
Jos Joaquim Fernandos da Rocha Vianna.
Precisa-se de urna .MBa para cozinhar f na
ra do Caldeireiro n. 60.
Folhinha de porta ou KALENDARIO eeclesiaslico
bispado de Peroarnbuco........... 160 rs
Dita de aUjibeira contando alm do kalendario eeclesiaslico e civil,
explicado das estas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimenio e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio :
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, prosinciaes e municipaes, ao
que se junlou urna colleceao de bellos e divertidos
jogosdeprendas, para enirelenimenlo da mocidade. 320 rs.
Esto no prelo o almanak e outra folhinha contendo
todas as oracoes para assistir semana santa, ele. Com-
prando-se em pores se daro porpreco mais commodo.
Borba, rap
fino, meio-grosso e grosso. Deposito, ra ca Ca-
deia n. 17.
Os abaixo assignados administradores da
massa dos bens do casal do finado Joo Tavares
Cordeiro, previnem a os devedores o do ailo casal,
por dividas vencidas, que no caso de nao virem
salda-las no praso de dous mezes, do prsenle
annuncio, tero de ser accionadas, afim de ha-
ver-se os pagamentos referidos, visto como o
praso marcado pelo lllm. Sr. Dr. juiz de orphaos
do termo desta cidade, para a liquidacao do ac-
tivo e passivo do mesmo casal est cncluindo-se
e poucos tem sido os devedores que teul-am pro-
curado saldarsuascontas.
Recife, 12 do novembro de 1860.
Viuva Tavares Cordeiro.
Jos Teixeira Baslos.
* Juan Anglada Hyjo.
llenrique Jos da Cunha.
Esteiras da India de 4, 5
e 6 pamos de largo.
No armazem de lazendas da ra doQueimado
n. 19, propriamente para forro de salas e camas
por ser di melhor qualidade, e todas brancas.
Jos Dias, portuguez, vae a Macoi
Anda resta para alugar-se 2 casas
na Torre, com comnjoclos para familia,
assim como um sitio com toda propor-
cao para grande familia : a allar no
mesmo lugar com o seu proprietario
Francisco Jos Arantes.
Ensino theorico milico.
O abaixo assignado, professor de construcc^io
naval licencionado pelo goveroo da provincia,
tem aberto em sua casa na ra do Nogueira n. 7,
urna aula de pilotagem, e ensina arythmelica,
geometra, geographia e trigonomelria plana
espherica para a mesma pilotagem.
Jos Elias Machado Freir.
Na ra das Gruzes n. 55,
sa-se de um oflicial de barbeiro.
preci-
Attenco.
o
rrecisa-se de urna ama para cozinhar o diario
de urna casa, preferindo-se escrava : na ra do
Amorim n. 40.
Curso particular de rhe-
torica.
O acadmico Manoel de Honorato, professor
particular, licenciado pelogoverno, avisa aos se-
nhores esludantesde preparatorios que pretende
abrir no dia 1 de dezembro um curso particular
de oratoria e potica para habihtacao dos que
quizerem prestar exame das ditas'scicncias no
mez de marco de 1861. Aquelles que de seu
preslimo se quizerem ulilisar, dirijam-s ru
Direita n. 88, primeiro andar.
Almocoejantar muito
barato.
as Cinco Pontas n. 130 faz-se almogo e janlar
por menos de seu valor, com todo o aceio o lim-
peza por ser casa de familia ; quem pretender
oinja-se a mesma casa, que achara com quem
tratar.
Madamoiselle Leconte, estabelecda na ra
da Imperalriz n.19,precisa de 15 costureiras boas:
as que quizerem, pode dirigr-se 4 Ioja cima.
lem de ser arrematado pelo juiz municipal
da primeira vara, as tres primeiras audiencias,
uro sobrado de um andar n. 6, na ra da Senzala
Nova, por execucao, e cartorio do escrivao Molla!
ATTENC10.
Um rapaz Brasileiro se ofTerece para caixeiro
de cobrangas ou armazem do assucar. ou outro
qualquer estabelecimenlo, o qual d fiador a sua
conducta; quem de seu preslimo se quiser uli-
lisar, deixe carta fechada indicando o lugar que
de ve ser procurado, na ra do Visarlo, agencia de
leiloes n. 22, com as iniciaes J. M. D.
Precisase de urna ama para cozinhar, pa-
gando-sebem agradando : na ra dos Pescadores
ns. 1 c 3.
Vidros.
Chegaram os tao desejados vidros para vdraga,
em caixa vieran larabem alguns vidros de
crystal. grandes, proprios para oratorios, tabole-
las, armarios, ele, etc., ou outra qualquer obra
em que seja preciso empregar vidro de boa qua-
Rosario n. 34,
lidade e grossura
botica.
ra larga do
Alugam-se dous andares do sobiado da ra
da Cadcia n. 24, tendo commodos para grande
familia : a tratar na Ioja do mesmo.
SORVETE.
De hoje em dianle haver sorvete ao meio-
dia e a noile era casa de Sodr & C, na ra Es-
treita do Rosario n 11.
SORVETE.
Hotel Trovador.
Ra Larga do Rosario numero 4i.
O dono deste estabelecimenlo, nao poupando
exforgos para bem servir aos seus freguezes, tem
determinado fazer sorvete todos os dias, prepa-
rados com lodo o aceio e por menos prego do
que em oulra qualquer parte. Ser ocioso dizer
aos meus freguezes que a qualquer hora do dia
se encontram bons lanches, e fornece comida
para fura.
Na ra do Rangel n. 73 aluga-se carrogas
para carregar trastes mas barato do que en.
oulra parte.
Attenco.
Acabamos de ler no Diario de hoje um an-r
nuncio do Sr. Diogo Soares de Albuqucrque, em
que pjpviue o publico para quo nao contrate
comnosco sobre urna lettra por elle acceita, re-
sultante da compra de urna machina de vapor
que Ihe vendemos para o seu engenho, sob pre-
texto de defeilo na mesma machina e pretender
o annuncianto levar o negocio a juizo. Para
tranquillisar o Sr. Soares de Albuquerque, de-
claramos qm> nao tenha S. S. cuidado sobre a
sorte de sua lettra, porque felizmente nao temos
necessidade de negocia-la e nosso costume
nunca transferir a outros semelhanles dbitos.
Esperamos que se venga e entao aceitaremos em
qualquer terreno que "seja a opposigo que ao
Sr. Soares do Albuquerque aprouver fazer. Re-
cife 22 de novembro de 1860.
C. Slarr S C.
Aluga-se o sobrado e juntamente o arma-
zem da ra dos Burgos n. 29, confronte a ra
da Moedi; quem pretender, dirija-se a ruada
Cruz n. 23, segundo andar, que achara com quem
Iratar.
ATTENCO.
O abaixo assignado roga s pessoas que leem
penhores em seu poder de os resgatar no prazo
de oilo dias, a contar da publicagao deste em
dianle; do conlrario serao veudds para o pa-
gamento do principal e juros. Recife 24 de no-
vembro de 1860.
Jos Joaquim da Rocha.
Roga-se ao Sr. ostudante do 5. anno da
Faculdade de Direilo do Recife, que declarou, o
que bem sabe, ao portador que ltimamente foi
cobrar-lhe o dinheiro que ainda est a dever a
urna pobre e honesta mulher, que, a pedido seu,
Ihe mandava lavar e engommar a roupa (e ist
ha mais de 18 mezes) quese nao quer enxova-
Inar a classe que pertcnce.e a provincia do......
d onde lilho, maude quanto antes pagar o que
ainda resta do seu anligo debito ; do conlrario
nao se afllija Smc, se dentro de 3 das, que ain-
da se Ihe d de espera, tiver de ver o seu nome
estampado por extenso neste Diario, e bem his-
toriada essa vergonhosa divida, que tanto o irri-
ta, e o leva a ameagar aos porlalores que vao
procurar a justa paga do honesto Irabalho alheio.
Aluga-se o armazem da ra da Madre de
Dos n. 2 ; a tratar com Martins & Ifmao.
O Sr. alferes Thom Gomes Vieira queira
aonunciar sua morada que se Ihe precisa fallar.
A. llarismendy vai fazer urna viagem fra
do imperio.
abaixo assignado residpnle na colonia mi-
litar de Obidos, tem grande inleresse era saber
se o Sr. capilo Manoel Thom Fialho de Albu-
querque assisle as provincias de Peanambuco
ou Baha ou em que lugar para se lhc poder di-
rigir : roga portanlo ao mesmo senhor ou algum
seu amigo se sirvam annunciar por este jorual o
pretendido.Theodoro Jos de Brito.
Advertencia,
O abaixo assignado declara que o P'moca *.
rado no Diario de Pernambuco de 'A fn ri????
que fez para interrupgao de pr' .f*\ 'orrfe
das entre as quaes esl a de fiSSfr***"
Oliveira nao'se cn.ende SSBRC
Rprifa 24 7Hft a?';"t0 d^'es "esta praca.
S,lvlaeLo2pesde K*hn de '^-Joaqui^ ft
Aluga-se
i\'a ra Cabuga n. existe um cscravo que e
aluga para servigos domsticos.
Aluga-se urna sala com3janellas e varan-
fla de ferro, urna alcova muito grande, ludo mui-
lo acolado, na ra da Cruz do Recife n. 40 se-
gundo andar, a iratar na ra da Cadeia n. 10
i r aba,xo assinados declram que o Sr.
Jo5o Luiz de Baslos Jnior deixou de ser seu cai-
xeiro. Recife 23 de novembro de 1860.
. Sodr & C.
Frecisa-se alugar urna preta que
sirva para vender na ra : nesta typo-
graphia se dir'.
GAZ
Pede-se aos senhores consumidores de jaz que
so dignem virsortir-sc delle, pois novatoeute
chegado em abundancia ao antigo deposito, ra
Nova n. 20, Ioja do Vianna.
O pharmaceutico Antonio Jos da Cunha
avisa aos Srs. Manoel Joaquim das TrevasMari-
nho da Victoria, Antonio de Barros Pequeo
da Granja, que venham pagar suas letras ven-
cidas ha Pastante lempo.
3$$3@$@ &@e
Quem precisar de urna mulata boa eos- 8
tureira e que se aluga para casa de fami-
lia ou modista, por estar ausente a se-
& nhora : pode dirigr-se a ra da Cadea do @
Recife n. 52, segundo andar, al as 10 @
horas da manha.
@ @@@@@@
Aluga-se a casa n. 179 da ra Imperial,
contendo dous andares e sotao : quem a preten-
der, dirija-se ra da Aurora n. 36.
COMPAMHA DA VIA FRREA
DO
Recife ao rio Sao Francisco.
Cora a aulorisaco do governo a coropanlua
ofTerece a receber propostas para a condueco de
assucares e mais mercaior'us, desde a e'slarao
das Cinco Pontas at o Recife e vice-versa das
mercaduras para o interior. A proposta dever
emprehender a boa guarda e entrega dos mes-
mos no Recife as partes contratantes, lomando
sobre si loda e qualquer responsabilidade, dando
a companhia urna garanlia suQicieiite para o fiel
execucao do coolrato. Dever a proposla decla-
rar aonde se propoe desembarcar e recolhcr as
mercadorias.
Recebem-se proposlas at 29 do presente mez
dirigidas ao superintendente da via frrea. Es-
criptorio da companhia ra do Crespo, onde se
dar loda a informacao em detalhe quem pre-
cisar.
E. H. Bramah.
Aluga-se um segundo andar cora grandes
commodos: quem o pretender, dirija-so a ra da
Praia, senaria n. 59.
COMPANHIA
DO
O Sr. caixa da companhia (commen-
dador Manoel Goncalves da Silva) esta'
antorisadoa pagar desde hoje o 25- di-
videndo a razao de 3#200 por accao.
Escriptorio da companhia do Bebe-
rbe 21 de novembro de 1800.
O secretario,
Manoel Gentil da Costa Alves.
Ura eslrangeiro se offerece para jardineiro
de qualquer sitio ou engenho, dando fiador a sua
couducta; a procurar na ra das Cruzes n. 11.
Ioja. '
Precisa-se de 3.0008 a juros de 1 0[0 sobre
hypolheca em casas livres e desembargadas, fi-
cando as casas em poder do hypoihecante, rece-
bendo os alugueis por conta do juro at real em-
I boleo, pelo tempo convencionado ; os prelenden-
| tes annunciem ou fallera na ra Nova de Santa
Rila em frente d? ribeira n. 11, que se dir quem
faz o negocio.
OLEADO PINTADO
de excellente qualidade proprio para mesas, consolos, bancas etc., etc., a 38000 o covado barat-
simo por sua excessiva largura: na parca da Independencia ns. 24 30. <-oao, Daraus-
Aluga-se ura segundo andar da casa da ra
das Larangeiras n. 14 : a tratar na ra Nova nu-
mero 20.
Precisa-se de urna ama quo saiba cosinhar
e engommar: a tratar na ra do Seve ou Ilha
dos Ratos casa lerrea n. 1, defroote de um
portao. .
Quera precisar de urna ama de leile para
criar em sua casa, pode derigir-se & ra da Sen-
sala nova n. 6, notando-se que o leito de qua-
torze dias.
Aluga-se urna casa terrea na ra da Trem-
pe n. 11: a Iratar na ra Direita n. 24.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia s para cozinhar : na ra do Trapiche
n. 26.
O abaixo assignado. segundo oflicial da c-
mara episcopal,pede aos senhores queprestaram
juslficacoes no juizo eeclesiaslico, e que, abu-
sando de sua confianga, deixaram de p'gar as
respectivas custas, que venham quanto antes sa-
tisfaze-las, visto como o abaixo assignado se ocha
responsavcl por essas custas para com a cmara
episcopal. Aquelles que o contrario fherem, le-
rao o dissabor de ver seus nomes publicados por
este jornal.Antonio Marques Correia.
Vai em grande escala o
furto de cavallo-
Nesta mal fadada cidade da Victoria, onde os
ladres furtam at dentro raesmo da cidade sem
o menor receio da polica,tal a afoiteza dos la-
dres qne nao temem a perseguigao da polica,
e assim a cidade da Vicioria s parece o foco da
corrupgo e da immoralidade. Ao amanhecer do
dia 12 de novembro de 1860 furtou se um poltro
caslanho, estando peado com urna peia de ferro,
e coro urna grossa lima distruram a peia e le-
varam o cavallo, tendo o ferro a margem, e com
os signaes scguinlcs ; elradeiro baixo, 2 ps
beancos, m pequeo signal de cabellos brancos
na testa, lem na junta do joelho direito urna pon-
ta de osso mais sobre-sahida do que a junla e
de nascencia, foi com a clina cortada a facSo,
nao capado, nao esqui : roga-se a qualquer
pessoa do povo, que do referido animal tiver no-
ticia, de o embargar e participar a autoridade
mais yisinha do lugar aonde for achado ; e para
participar aoseu legitimo dono, na mesma cida-
de da Victoria, ou na ra Direita n. 84, ao Sr.
Joaquim Lopes Machado, ou no termo do Bonito
ao Sr. Jos Antonio da Porciuncula Lagcs, 1."
supplente de delegado, ou em Paie ao Sr! ca-
pilo Manoel Sabino de Mello, hoje delegado, em
Paje ou no termo da Parahiba ao Sr. Joo de
Almeida Catanho, na villa de S. Joo. ou Caba-
ceira. ou no Cabo ao Sr. Jos Presbiterio, que
serao gratificados : o dono do cavallo e o abaixo
assignado. Alexandre Gongalves de Miranda
Coelho.
A assistente examinada Firmina Emoren-
ciana Carneiro acha-se morando no becco lapa-
do, freguezia de Santo Antonio n. 4, onde ofTe-
rece seus servigos piofessionaes.
Joo Luiz retira-se pata a Bahia.
Atten Precisa-ae de 5 O0>S a premio coro hypotheca
sobre predio, ou predios a escolher, por um an-
no, pagando-ie os jures de 3 era 3 mzes: a
quem conviereste negocio, dirija-se a Santo A-
maro a fallar com Jos GongalTes Ferreira Cosa,
que dir quem pretende.
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECCAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
O chiuiico e medico celebre de New York:
A GRANDE SUPERIOlIDADE DO EX-
TRACTO FLUIDO COM POSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario
e quasi miracaloso effeitb no
rangua
Cada
depende directamente do estado deste floido vi-
tal. Islo lia de ser, visto o partido importante
que lem na economa animal.
A quaulidade do sangue n"um homem d'es-
talura mediana est avaliada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oilo arralis. Em cada
pulsaco duas oncas sahem do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de qutro minutos. Urna dis-
posigao extensiva tem sido formada e destinada
com admiravel sabedoria a destribuir e fazer
circular esta corrente de vida por todas as
partes da organisacao. Desle modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
fonle de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguraa se emprenha
de materias ftidas ou orrompidas, diffunde
com velocidade ELECTRIC* a corrupgo as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
at cada orgo e cada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulado evidentemente se faz um engenho
poderoso de doenga. Nao obstante ple tara-
bem obrar cora igual poder na criecao de saude.
Eslivesse o corpo infecionado da doenga maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smente o san-
gue p le fazer-se puro e saudavel Gcar superior
a doenc,a e inevitavelmente a expellir da cons-
tituico.
O grande maaneal de doenca entao como
d' aqu consta no fluido circulante^ nenhum
medicamento que nao obra directamente sobre el-
le para purificar e renova-lo,possue algum direi-
lo ao cuidado do publico.
O SANGUE I O sangue o pomo no qual
se ha myster fixar a attenQao.
O ORIGINAL E O GINUINO !
AO PUBLICO.
Nos, os Assignan tes, Droguista na cidade de
New-York, bavemos vendido durante muitos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideraraolo ser o exlraclo original e ge-
nuino de salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este nome foi apresen-
lado ao publico.
IBOYD & PAUL, 40 Cortlandt Street.
um sabe que a saude ou a infermidade, WALTER. B TOWNSEND & Co, 218 Pearl
atreet.
LEEDS& HAZARD, 121 Maulen Lae.
JOHN CAREE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J.& J. F. TFAIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM&Co, 10 OldLIip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R. B. HAV1LAND & Co, Office 177 Broad-
wajr.
JACK.S0N, ROBINS & Co, 134 Water Street.
THOMAS A MAXWELL, 86 William Street.
WM. UNDERHILL, Junr, 183 Water Street.
j DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
! MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street
NORTON, BABGOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY & Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFELLN, BRUTHER & Cu, 104 A
106JobnSt.
LEWIS & PRICE 55 Pearl Street.
HAVILAN'D, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK CO, 110 Broadway,
lOAstor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCUIEFFELLN & CO, 107 Water
Slreat.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Slreat.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I. MINOR & CO. 214 Futon Streel.
INGERSOLL & BROTflER, 230 Pearl Street.
JOSEPH E TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortlandt
Streel.
HAYDOCK, C0RLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDUSER, 178 Greenwch
Streel.
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOS A ARVORE E SUAS FRU-
TAS ,
E IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus Effeitos.
O extracto composto de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend esl
0 MED I LAMENTO DO POYO
AJala-sa tao maravilhosamente a constituiros
que pode ser ulilisadu em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E DEBILIDADE,
fortalece;
ONDE E'CURRUPQO,
purifica;
ONDE HE PODR D A O,
ALIMPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servicos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspecc,ac directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. Ja.mes
R. Chilln, da Cidade'de New-York, coja cer-
tidao e assignatura se acha na capa exterior da
cada {jarrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE S.VLSAPARRILHA
DO DR. TOWPSEM.
C grande purlcador do sangue
CURANDO
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
OExtracto acha-seconlidoemgarrafas quadra-
das e garante-se ser mais forie e melhor em to-
do o respeito a algum outro purificador do san-
gue., conserva-se em todos os climas por cer-
lo sspaco de lempo.
Cada garrafa do original e genuino exfractu do Dr. Townsend tem a assignatura e a cerlido do Dr. J. B. Chlitlon, na capa
exterior de papel verde
No esoriptorio do proprietario, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 21 escriptorio 1. anclar, tam-
bero na blica da ra Direita n, 88 do Sr. Prannos.
O Herpes
A Hertsipela,
A AriSTRICCjAODOVEN-
TRE,
As Alpobcas
Os Effeitos do azou-
gue,
Dispepsia,
AS DoENpAS.nEFIGA-
DO,
A Hydropesia.
A Impinge
As Ulcebas,
O Rhematismo,
As Chagas
A Df.dilidade geral-
AsDoencasde pelle
as borbulbas > a ca-
RA,
As Tossesi,
ILEGfVEL


DlRO DE PERNAMBUCO. 2_ TER^A #MA 27 >E JN'OYEMBRO DE 1800.
fJ
0>
Estando a confeccionar-te o almanak
civil, administrativo, cominercial, agr-
cola e industrial da provincia, roga-se
aos Srs. que tem de ser nelle incluidos
de mandarem suas declarares de ino-
radla e estabelecimentos a' livraria n.
6 e 8 da praca da Independencia e o
mesmo se pede aos Srs. de engenho e
rendeiros.
Caixeiro.
Qucm precisar de urna pesso3 para caixeiro de
escripta e cobrancas. para o que lem as habilita-
Soes necessarias e d fianza idnea, i sua co-
uda : deixe carta fechada nesta lypograhia cora
as iniciaes F. G. W. J. para ser procurado.
a-se 1 a 2 contos de reis a juros
de um e meio sobre hypotheca em bens
de rafas : a pessoa a quem convier pro-
cure o solicitador o Sr. Cato na ra da
Conceicao da Boa-Vista a primeira casa
do lado direito contiguo ao sobrado do
Dr. Brito, que ahi se lie dir' quem
os da'. n
Fr6cisa-so alugar ama escrava que sirva
para quilandeira : na rua eslreita do Rosario,
n. 27.
O Dr. Manoel Moreira Guerra contina a
prcslar-se aossenhores estudantes d L'aculdade
oe Direitocomo explicadorpara a occasiao de
scu esludo dos pontos para os actos: pode ser
encontrado na rua da Matriz da Boa-Vista n. 24,
pela msnhSa at as 10 horas, e a tarde das 4 era
diaule.
Prccisa-se alugar uma prata que engomme
e cosa, sendo sofficienle paga-se bem : procure
na raa da Cruz n. 42. cscriptorio, das 7 horas da
manhaa al as 4 da tarJe.
cs
ASA DE BANHOS
NO
m. "an .wrz m.b z j*k>. xm. m m
ssignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para uma pessoa)
tomados em 30 das consecutivos. ,.........
30 cartes paraos ditos banhos tomados em qualquer tempe ....
15 Ditos dito dito dito ; .
7 \
Banhosivulsos, aromticos, salgados esulphurososaosprec,os annunciados.
EstareducQao de presos facilitar ao respeilavel publico ogozo das vanlagens queresultam
da frequencie de uro estabelecimento de uma utilidadeincontestavel.mas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, anda pouco conhecida apreciada;
101000
159000
8000
ooo
Gabinete portuguez de
Leitura.
Por ordem da directora, rogo aos senhores
associados que teem em seu poder obras do ga-
binelo, com os prazos ja" vencidos, 0 favor de
as mandar entregar com a maior brevdade.
Recife 24 de novembrodo 1840.
Antonio Bapttsla Nogueira,
Io secretario.
Compras.
Dentista
de Pars.!
n
15Ra Nova15 i
FredericoGauer, cirurgiao dentista,]
faz todas as operarle da suaarte e col-
locadentes artificiaes, ludo com a upe-'
rioridade e perfeicao queas pessoaten-^
terfdidas the reconhecem.
Temagua e pos dentifricios etc
cigenela dos fabricantes amerloa-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casade Samuel?.
boaston& ra da Senzala Nova n. 52
Bolinhos.
Treparam-se bandejas enfeiladas cora di-
versos modelos de bolinhos dos mais perfeitos
que ha era nosso mercado, para bailes, casamen-
tas, testas de igrejas e soleranisar as formaturas
dos senheres acadmicos; ludo da forma que
forero as encoramcados: dirihra-se a ra da Pe-
rilla n. 25.
Por certo.
O Sr. Jos Antonio Rodrigues Canuto (Gazuqu)
quoira ira fabrica Sebaslopool pagar os materijes
que deve ha mais de 2 annos.
COMPAMHIA
SLLIANCE,
stabeeeida m Londres
mma m mu.
CAPITAL
Cinco saluoes de libras
steruas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de infer-
nar aos eenhores negociantes, proprielarios de
casas, e a quem mais convier, que esli plena-
mente autorisados pela dita companhia para ef-
fectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de telha, e igualmente sobre osobjectos
que contiverem os mesmos edificios, quer con-
sista era mobilia ou em fazendas de qualquer
Qa alidada.
S TT rTTTTTTTTTT TTTTTTTfTTTT-O
i DENTISTA FRANCEZ.
yo. Paulo Caignoux, dentista, ra das La- ^
** rangoiras 15. Na mesma casa tem agua e <
p dentifieo.
i.
X.L..JL....L.X.I.JL.JLJI....A... *
Bilhar do commercio.
Bairro do Recife.
Ruado Torres n. 2.
Este eeisbelecimento estar aberlo todos os
das das 9 horas da manhaa em dianle.
Kilkmana lrmaos& G. avisam ao
espeitavel corpo do commercio que
forana nomeados agentes nesta praca das
compaahias de seguros martimos de
Hainburgo.
Ensino de msica.
Oilerece-separa leccio oUejo,como tam-
bera, a locar varios instrumentos; dando as li-
coes das7 horas s 9 1(2 da noite:a tratar na rus
da Roda n. 50.
Mut i se deseja fallar com os senhores abai-
xo declarados, na ra do Queiraado n. 39, loja.
Antonio Jos deAmorira.
Antonio Francisco da Silva.
Manoel Jos Milele Meiriz.
Joaiuira Jos Botelho.
O abalxo assignado, arrematante da massa
fallida de Garrido & Veiga, faz sciente aos deve-
dores da mesma massa, que venham pagar suas
contas na ra do Impcralor n 17, segundo an-
dar, defronte de S. Francisco ; e aquello que nao
cumprir cstedever, ser chamado pelo nomo por
esle jornal. Outrosim declara mais que lem en-
carregado o Sr. Jos Bcnto de Souza para rece-
ber dividas da dita massa.
Jos Joaquim Gomes de Abreu.
O photographo F Vilella mudou o seu *s-
; iL.?lecimento de retratos da ra Nova n. 18 para
a ra do Cabug n. 18, aonde continua
Aluga-se pelo lempo da festa at abril, em
Jaboato [logo adianto s ponte) uma excellenle
casa pela localidade, e por ser muilo fresca, com
com modos para familia regular, cozinha fra,
quinlal cercado, etc. ; para tratar no dito lugar,
com o pruprietario da mesma, o Sr, Amaro Fer-
nanies Dallro, e no Recife, na travessa da Madre
de Dos, armazem n. 17.
Pedro Baptista Moreira relira-se para o Rio
de Janeiro.
EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.22
Compra-se pao de tata juba em
toros> todo do cerne, proprio para tin-
ta : na praca da Independencia n. 2i a
30, loja do Maia.
Compr-so uma escrava crioula de
idade de 20 a 30 annos, que seja bonita
e de boa figura e que sabi engommar
e cosinhar perfeitaraente : no largo da
Assemblea n. l, pnmeiro andar.
Compra-se uma escrava de meia idade,
com habilidades nao sendo achacada, nem vicio-
" na ra da Cruz n. 33. segundo andar.
Remedio infallivel contra as agnorrhas anligss e recentes.
nico deposito na botica franceza, ra da Cree n. 22.
Preco do frasco 3^000.
TABAC CAPORAL
l>e\>osito das manaduras imperles Aeraa^a^
Esteexcelente fumo acha-se depositado, diretaraente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
GAMBOA DO CARMO, o aual se vende por mseos de 2 hectogramos a 1J000 e em par$o de
10 masaos para cima com descont de 25 porcento ; no rcesmo estabelecimento acha-se tambem
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
CASA DE SALDE
Sila em Sanio Amaro.
Esteestarbelecimentocontinua debaixoda administracao dos pro-
pietarios a receber doenles de qualquer natureza ou catbegoria que
sea.
O zelo-c cuidado aKi empregedos para o prompto restabelecin>en>
to dos doentese'geralmente conliecido.
Quem sequizeruttfsai podedirigir-se as casas des propietarios
ambos moradores na ra Nova, ou entender-se com o regente no esta-
tabelecimento.
Reforma de precos.
Escravos. -..... 2^000
Warujos e criados,..... 2i'o00
Primeira classe S e. 3i500
As operac.0es serio previamente ajustadas.
CUN 8LLTO RIO
IX)

M
A
e em caso
que se declare
MEDICO PARTEIRO E OPERADOR.
3 RA DA GLOH1A, CASA DO FUVDAO 3
CAinita por ambos os syslemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas lodos os dias pela manha, e de tarde depois de 4
horas. Contrata partidos para eurar annualmente, nao s para acidada, como para os angeuho
ou oulrae propriedades ruraes.
Oj chamados devem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manhaa
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos asos que nao orem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
derao remeUer HOl bi I heles botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
livros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha'.
Nessa loja e na casa do annuncianle achar-se-ha constantemente os melhcres medica-
menlo homeofjtiicos j bem conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de i 2 tubos grandes........... 10&000
Dita de 24 dilos.................153OOO
Dita de 36 ditos.................2050G0
Dita de 48 ditos................. 25?000
Dita de 60 ditos................ 30?oOO
Tubos avulsos cada um.......... 19000
Frasees de tinturas................200O
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........2OJ50OO
Medicina domeslica do Dr. Hering, com diccionario. 10JM)00
Repertorio do Dr. Mello Moraes. ,....... 6JP00O
sa
na ra
- Compra-se uma vacca boa leileira
Real, sitio n. 71.
Compram-se duas casas terreas, quem a
tivcrdirija-se rua da Cadeia do Recife o. 52,
segundo andar, at os 10 horas da manha.
Compram-se
cscravosde ambos os sexos para fra da provin-
cia, tendo boas guras e sendo sadias, paga-se
bem : no escriptorio de Francisco Malhias Pe-
reira da Cosa na rita Direila n. 66.
Compra-se urna pequea casa terrea anda
que seia nos arrabaldos da cidad.e, sendo que o
seu valor pouco exceda de 1:000$: a tratar
ra da Cdeia, sobrado de um andar n. 28.
Veudas.
Vende-se uma prcta perfeita engommadei-
ra ecozinhaira. lava de sabao, cose e faz laby-
riotho, sadia e sem vicio algum ; uma dila que
engomma bem, cozinha e faz o mais servico de
uma casa ; e uma mulata com urna filha "de 8
annos, boa engommadeira ecozinheira, sem vi-
cio algum.sabendoa filha coser, alinhavando-se
qualquer costura ; na ra das Cruzos n. 18.
m BQ" llbubUbRAM pelo vapor francez 3
d0S uma grande quanlidade de ricos e moder-
% nos cortes de vestidos de bloude de duas 5fe
las, capeilas c mais perlences e venden ^
P em conia na loja n. 23. 3v
REBEBERN pela barca Berlha, um %
X completo sorlimenlo de chapeos para se- 18
|t nhoras enfeitados e modernos com plu- me
X mas eu flores, pulceiras, exiratos, essen- ^
ca de sndalo, luvas de pellica de todas i
^ as cores e brancas, fitas para cinto e rao- ?j
M derno enfeite para cabeca, na loia nu- j
Ai; mero 23. J'
^ RCCEUEKAM vestidos de seda mo- jf|
B demos, ditos de phantasia com babados m
B e duas saias, taimas de cores e brancos ^
M de croxe de seda, capas de grosdenaples, Sj|
6> polonezas de gorguro, manteletes pro- H
3 los ecapinhas bordadas e com dous bicos f
*M RECEBERaM chapeos de caslor branco ^
*^ e prelos, dilos de seda do forma moderna W
a pelilotspretos de setim de messina, ditos c\"s
* de messina, dilos de bombazina, sobreci- S
=*| sacas, calcas e colletes na loja n. 23. 9&
p SAlAS BALAO' de musselioa, ditas do *
|js sotim de algodao muilo commodas ola- ig
ym ta para senhoras e changas por 5$ e 4f, S
^ lalmas de jolly gaspiado alto para se- H
O niiora : na ra da Cadeia loja n. 23 do 5*>
j Gurgel S Perdigao. f
Alenco.
Na ra do Imperador n. 63, defronto do retra-
tista americano, vende-se raanleiea ingleza mul-
to superior a 800 rs. a libra, dila franceza a 760
rs. a libra, cha muilo superior a 2$240 a libra
prosuntos de Lamego a 480, chourigas muilo su-
periores a 560 a libra, banha de porco a 5i0
toucinho de Lisboa a 360, arroz a 100 rs. a libra'
queijos do reino muito novosa 2$500, velas d
espermacele a 720, dilas de carnauba a 430 ma-
caes muilo novas e boas a 100 rs. cada una do-
ce de goiaba muito bom a l000o caixao v'inho
engarrafado de todas as qualidades, como seja
Duque do Porto, Chamico, Madeira Secca. Chery
Bordeaux, Moscatel, vinho de pipa de Figueira e
Lisboa, branco e linio, licores finos, e outros
muitos gneros que se deixam de mencionar, lu-
do muito superior e mais barato que em outra
qualquer parle.
mzmem mmssm m^mmm.
^Para acabar.l
Guimares& Villar.
Ra do Crespo numero 7.
A 20^000.
Corles de cembraia brancos ricamente '
bordados com duas saias. \
A 4^000.
Pecas de cambraia com salpicos com s
9 varas.
Donis para meninos.
O lempo 6 proprio para se comprar os bonitos
bonels de panno lino enfeitados com fita de cha-
malote c borlla, oulros enfeilados com lita de
velludo e pluma, e outrus cora gnlozinho dou-
rado, todos pelos barsiissimos presos de 3$500,
4$ e 5$, ditos de palha escura, tnui bonitos e
fortes a 3$, gorras de palha branca enfeitadas a'
1$500, e outros mu diiferenles bonels de panno
enfeitados 8 1$ e 1$280 na ra do Queirrado,
loja da aguia branca n. 16.
Capeilas e flores.
Mu bonitas capillas para noivas a 5$, 6$ e 7$,
dilas para meninas a 2fl, bonitos e delicados cai-
xos de flores fln3s a 1J500, S$ e 3$ : ira ra do
Uueimado, loja da aguia branca n. 16.
Vendem-se saceos com feijao mulanho.
larinha, milho, por piojos commodos : na ra
da Cadeia do Recife n. 55, junto ao armazem dos
Srs. Prente Vianna & C.
Parama principiante.
Ni ra Imperial n. 128, vende-se uma arma-
cao nova de taberna ; qucm a pretender, dirja-
se a mesma casa, que achara com quem (ralir
Na ra da Imperatriz n: 2, junio a loja de
flandres, vende-se superior vinho bordeaux a
900 r.. garrafa, dito xerez a 1$60', dito duque !
do Porto fino a l$5t)0, chapanha das melhores
marcas a 2$ a garrafa, doce em latas de uma li- i
Na loja da boa f, na ra
do Queimado n. 22,
vende-se muito barato.
Cambraia lisa fina com 8 1|2 varas cada pega a
4$500, dila muito fina com salpicos a 5jf, dil de
cores de padres muilo bonitos a 320 o covado,
cortes de cassa pntida com 7 varas a 2{*240, fil
de lirho lito muito fino a 800 rs. a vara, larlala-
na muilo lina branc3 c de cores com 1 1|2 vara
de largura a 800 rs a vara, guarnicoes do cam-
braia [manguitos e golla] bordadas muito finas a
o$, gollinhas bordadas de cambraia muilo fina a
1$, espartilhos muito superiores pelo baratissimo
preco de 65. peines de tartaruga a imperatriz
muito superiores a '.)$, bonets de velludo para
meninos a 5J, dilos de panno prelo a 3g, sapati-
nhos de merino muito enfeitados a 2J o par, chi-
tas francezas finas escuras e claras a 280 o cova-
do, cortes do cambnia de cores com 3 babados
com 11 e 12 varas cada corte a 4$50O, superiores
lencos de cambraii de linho muilo fina e rica-
mente bordados a 9, dilos de cambraia do algo-
dao com bico de linho a l$280, dilos de cam-
braia de linho proprios para algibeira a C$, 7 o
8$ a duzia, ditos de cambraia de algodao a 2 OO
e 3$ a duzia, tiras bordadas largas e finas com 3
1|2 varas cada peca a 2j500, e assim outras mul-
tas fazendas que v baratos na ra do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loja da boa f.
Toalhas.
Vendem-se toalhis de linho para mos pelo
bra a 900 rs., olachiiihas em latas de todas as haralissimo preco de 9$ a duzia, dilas de pello
qualidades muito novas a 1$600, figos de coma- i mui|o superiores a 12$ a duzia : na ra do Quei-
dre em caixinha de 4 libras a 2$, peras .eccas a m
2$ a caixinha, fumo de Garanhuns a 800 rs. a
libra, barato que admira : nesta casa acha-se
um compiti sortimenlo de bons gneros e pre-
cos commodos.
Vende-so um escravo ptimo sapalciro, e
tambem uma preta do malo para todo o seivico :
na na das Cruzes n. 18.
mado u. 22, na luja da boa f.
Barretes de seda
para padres
Finos barretes prelos de seda para padres a 2
cada um : na loja da aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Bramante
bretanhas e atoalhado
Na loja da boa f. na na do Queiraado n. 22,
vende-se bramante de linho muilo fino com duas
varas de largura, pelo baralissimo prego de 2>i(J0
a vara, brelanha de liuho muilo fina e muito
larga a 20, 22g e 24$ a peca com 30 jardas.
Superiores grosdenaples de seda do quadri- atoalhado de algodao c.m duas larguras a 1&4CO
nhos, fazenda de muito goslo e de lindos padres, a vara, dito de linho muito superior, tambera
pelo mdico preco de 1J500 r?. o covado : na ra com duas argura.s a 3g a vara, ; na ra do Qu'.i-
raado n."22, na loja da boa f.
Vestidos brancos bor-
dados.
Vendem-se cortes de vestidos brancos de cam-
braia com dous e tres habidos ricamente borda- !
dados, pelo baratissimo proco de 5a00 : na ra i
do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Para vestidos.
do Queimado n.22, na loja da boa f.
4dmiraveis remedios
americanos,
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc., devem estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos
com os quaes se cura eGcazmenie as principaes
molestias.
Promptoalivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de reumalismo, dor de
cabera, nevralgia, diarrha cmaras, clicas,
bilis, indigestao, curp, dores nos ossos, conlu- Lm^iSSSK de c,,oro ves,idas a chi_
o, n;miJ r^,v-......... '-H. nalSiOcaa uma, assim como oulras tara-
Franjas de seda
de laa e algodao.
Mu bonitas franjas de seda de diversas largu-
ras e cores a 500, 640 e 800 rs. a vara, dilas de
la i a 240 e 320. dilas de algodao brancas e pin-
ladas a 160 e 20(1 rs. a vara, todas proprias para
enfeitesde vesticos e casavfqucs, dilas com bor-
llas e lisas, com raui bonitos lavrores, proprias
para cortinados, toalhas. cohertas, etc., lano
brancas como pintadas a 39. 35500, 4, 5g e 6j
a pe^a : na loja d'aguia branca, ra do Queima-
do d. 16.
Donecas cliinezas.
soes, queimadura, erupc^oes cutneas, angina,
retengo de ourina, etc., ele.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades escrophulcsas,
crnicas esyphiliticas : resol ve os depsitos de
maos humores, puiifica o sangue, renova o
syslema : prompto e radicalmente cura, escro-
bemelegnnlemcnle vestidas e de saias balo a
I5o00 : na loja da aguia branca, ra do Queima-
do n. 16
E' o ultimo goslo.
Superiores girguroes de'seda de quadrinhos,
de lindos padres, pelo baratissimo preco d-' lj
phate venreo tumores grandu.ares. ictericia, 0 S& SZtt^SttfSZ*
dores de ossos, tumores brancos, afeccoes do f- dos. padres muilo bonitos a 8, ditas de cuadros
gado e rins, erysipelas, abressos e ulceras de padres tamben) muito bonitos a 480 rs. o enva-
radas as clases, molestias d'olhos, diffictiljsde
das mulheres hipocondra, venreo, ,
das
etc.
do, chales de cores, padres nteiramente novos
rs. o cova jo ; aproveilem em quanlo se nao
ra do Queimado n. 22, loja de
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o syslema, equilibrar a circu-
lagao do sangue, inteiramenie vegetaes favora-
veis em todos os casos nunca ocasiona nau-
zeas nem dorres de ventre, dses de 1 a 3 re-
gularisara, de 4 a 8 purgam. Eslas pilulas
sao efcazes as allecQes do figado, bilis, dor
de cabeca, ictericia, indigesto, e em todas as
enfermidades das mulheres, a saber irregula-
ridades, fluxo, retences, flores brancas, obs- <
IrucQes, histerismo, etc., sao do mais prompto
effeilo na escarlatina, febre biliosa, febre ama-
relia, e em todas as febres malignas.
Estes
boa-.
na
ii. io:
1 grande realejo com tambor e pratos.
3 ditos com macacos mgicos.
4 menores com um s macaco.
Caixas com msica para costura.
Ditas com csrieiras e estojo?, oara viagem.
Caifas e pahtols de casemiras.
Dilase ditos de brim branco, riscado e <>?pr,~
amarella. c "s
Corles decollles de velludo e sarja.
Mangas com nichos e flores.
Jarros sorlidos de porcelana.
Pomadas e cheiros.
Armnicas sartidas.
Bicos e rends.
Caixas com perfumaras.
Calcado de tranca, bezerro c lustre, e outras
tres importantes medicamentos vera a-
companhados de-instruceos impressas que mos-, ?" cn'nu^'o'nt^H1"^ Se v,"de S"3 li1oi
tramcoma maior minuc.osid.de a maneira de armo Rw d eZembr0 do co"^
Sppliea-los em qualquer enformidade. Eslo ga-, Vende-se uma negra muito
rantidos de faleificaejio por s haver venda no rua ? Rnngeln- 11. loja.
armazem de fazendas de Raimundo Carlos Le-! h~,!nd,;"so f0rmas ferradasPara calcado taxia
te & Irmao, na rua da Imperatriz n 10, uni- ? B2WK1^^ ^^ da "^
em conta : na
eos agentes em Pernambuco.
Cheguem ao barato
\ende-se uma casa terrea sita em urna das
melhores mas do bairro da Boa-Vista : na rua
\ elha do mesrao bairro n. 55 se dir quem vende
bor-
Precisa-se de uma ama
fo Terco n. 26.
de leitc : no paleo
Aiuga-se para passar-se a festa uma casa na
reguezia da Varzea junio a poroaco: quera
pretender, pode procurar na rua do Borlas d. t,
segundo andar, que, achara com quem tratar.
O curador fiscal da fallencia de E. H.
Wyalt avisa aos senhores credores que, nao ten-
do podido haver a reunio dos credore?, marca-
da para o dia 15 do crrente, era consecuencia do
escrivo, o Exm Sr. Dr. juiz do commercio de-
siguou o dia 28 do correnta (quarta-feira) para
ter lugar a mesma reunio, na sala das audien-
cias, polas 10 horas da manha.
Fazendas e de miudezas.
Em casa de Augusto C. de Abreu, ha para vender um completo
sortimento de perfumaras, constando de leos, banlias, pos para
dentes, sabSo, extractos, aguas de cheiro e muitos outros artigos dos
melhores perfumistas de Londres e Paris,
m
Pecas de cambraia com salpicos
dadas cora 9 varas. 3R
A 6^500. m
Cambraia da China bordadas o melhor q$
possivel pesas com 9 varas 9
A18$000. |
Cortes de cambraia ricamente borda- a
das com 2 saias. *
v&mmmim oras msmKmm
-^ \ende-seuma bella placa ou in-
signia de official da ordem da Rosa : na
rua do Cabuga' loja de ourives de Se-
ra fim & Irmao, n. 9.
Vende-se um casal de escravos
por preco commodo : na rua Direita
n. o.
Baratos calcados de tranca de
Lisboa a 18#000 a duzia.
\ende-se na loja da rua nova n 1.
Baratos calcados de Mil-
lies a 13?
Vende-se na loja da rua nova n. 1-
Para quera quiser estabele-
cer-se.
Transpassa-se uma casa em bom local com uma
e legante armaru, que serve para fazendas ou ou-
Iro qualquer negocio, vende-se adinheiro ou
apraxo & tratar com Anlonio Carneiro Vianna loja
de erragem, rua nova.
O .Preguica esl queiraando, em sua loja na
rua do Queimado n. 2.
Pegas de brelanha de rolo com 10 varas a
2S, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palilois a 900 rs. o covado. cam-
braia organdy de muilo bom gosio a 480, rs.
a vara, dita liza transparente muilo fina a 35?,
4t, 55, eCf a pera, dita lapada, com 10 varas
a 55? e 63? a pega, chit.s largas de modernos e
escolhidos padres a 240, 260e280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de merino eslanpado a
75$ e St, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 9 cada um, ditos com US l'Ua do Queimado 11. 59, OH-
A Imperatriz Fiigenie.
Admira^o .
N. 19 Rua do Queimado N. 19
Modernsimos chales do novo modelo. imiUn-
do sabidas de baile, muilo propri,.s para quem
passa a fesla, pelo baratissimo preco de 5! 00
cada um. *
Nova luja de miudezas
uma s palma, muilo finos a 8&50U, dilos lisos
com franjas de seda a 55?, lencoj de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muilo
finas pira sanhora a 45? a duzia, dilas de boa
qualidade a 3 e 35?50O a duzia, chitas fian- i
cezas de ricos desenhos, para coberla a 280 rs
0 covado, chitas escuras inglezas a 5|900 a 75500 a^ibr0^" "'elh0r qU0 lia mercado 9
peca, e a 160 rs. co\^do. brim branco de puro Seda frxa de todas as cores para bordar a >20
linho a 15?, 155200 e 1600 a vara, dito prelo]rs a miadiuha.
muilo encorpado a 1??500 a vara, brilhanlina' __Luvas de fio de Escocia para montara a 500
azul a -OO rs.* o covado, alpacas de differeniesi
de tem o lampino do gaz na
porta, vendeiu -se as segu tu-
tes miudezas por baratos
precos, como sejam:
SORVETE
(Jo 9io dia i 3 horas o das 6 Ifi s 9 horas da uoite na r da Cadeia do Recife d, 15, loja.
Vende-se uvas
boas, e por preco
Rosario n. 11,
da ilha de
commodo :
a
Itamarac muilo
na rua estrella do
cores a 360 rs. o covado, casemiras preta
finas a 2500, 35? e 3&500 o covado, cambraia
preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e oulras
muitas fazendas que se far palenie ao compra-
dor, e de lodas se daro amostras com penhor.
Aenco.
Vendem-se duasescravas perfeilas engomma-
deiras e peritas cozinheiras. fazem ludo tendente
a coziDha, boas lavadeiras de sabao c barrella,
refinam assucar o fazem doce de todas as quali-
dades, e d-se a contento para ver o que ellas
saberu : na rua do Queimado o. 69.
Attenco
para andar
travessa
Armador.
. *'"sos de alftneitcs proprios para armador a
1 JoOO rs.: na rua Direita d. 7.
Vende-se a dinheiro ou a praso uma ser-
rana com porcSq de madeira: a tratar na rua da
Praian. tf.
Vende-se uma famosa taberna as Cinco Pon-
las n. 82, junio as casas cahidas, posuindo de
fundos oitocentos e tanlos mil ris, propria para
qnalquer principiante que qieira estabelecer-se
e ganhar dinheiro ; o local em que esl enlloca-
do a dita taberna, a boniu vista que lem, e o
commodo, lorna-sc bastante recommendavel' por-
que lem um grande solao todo corrido, arraolo
3ue se torna muito apreciavel para os freguezes
o malo que gostara de se arrancharen! onde
compram. Approveitem, que o tempo proprio
de se fazer muito negocio, que a ftsia esiina
porta ; vende-se por g doqp ser doenle, e nao
poder continuar.
rs. o par.
Dilas de algodao de cores a 2i0 rs. o par.
Espelhos de moldura dourados a 3$ cada um.
Capachos compridos para porla a 500 rs. ca-
da um.
Rieospenies de tartaruga virados muilo forni-
dos c bonitos desenhos a 10#.
Dilos sem serem virados proprios
em casa a :!?.
Dilos de iranja todos torneados para
a 1.>50 cadaum.
Ditos lisos mui fornidos a 640 cada um.
Caixinhas dn madeira com espelhos nara cn-
tura a 25fl0e3gcadi um. F
Agulhas inglezis em cajxinhaa, o melhor que
lera viudo a esle mercado, lano era pualidade
como grossura a 400 rs. a caixinha: na ruado
Uueimado n. 59. loja de miudezas de Maia & Bar-
ros, onde.tom o lampio do az na porla. Na
mesma loja chegou um variavel sortimenlo de
meias de cores para meninas, as melhores que
tem apparecido neste mercado, tanto pela sua
delicadeza como econmicas, as quaes tem ura
boccal iingindo calclas, e ao meimo lempo tor-
nar/) se muilo desnecessarias as caifas; eslas
meias s se enconlram na rua do Queimado, loja
de miudezas de Maia & Barros, onde jera o lam-
piao do gaz na porta.
Vende-se por necessidade uma excellenle
escrava de naci, idade 24 a 25 annos, costuraa
ganhar na rua e pagar semanas; qucm a pre-
tender, dirija-sea rua dos Pires n. 2, que achara
com quem tratar.
-
1 <. >


()
DIARIO D ffchfl*BUCO. TERCA FBIRA 27 0K ROVEMBRO DE 1860.
E' baratissimo.
Palitos de brim branco muito beai feilos e pro-
prios para a prsenle estaco, pelo barassimo
proco de 5} cada um : na ra do Queimado n.
22, loja da boa-f.
E de graca.
FUNDIQAO D AURORA.
Seus proprietarios offerecem aseas numerosos freguezes e ao pubbico era geral, toda equal-
quer obra raanufaturada em seu reconhecido estabecimenlo'a saber: machina de vapor de lodes
os tamaitos, rodas d'agua para engenhas, todas de (erro ou para cubos da madeira, raoendas e
ftm%foffi*o\?rl ?:ll7ZtS\l" *J2?.bm?*tmt**. de ,0J0S 8 amaDh0S' ""tes, guinchos e
bombas, rodas, rodetes aguilhes o boceas para fornalha, machinas para amassar mandioca e para
descarocar algodo. prendas para mandioca e oleo de ricini, portos gradara, columnas e moi-
nhos de vento, arados, cultivadores, pontes, cadeiras e tanques, boias, alvorengas, botes e todas
as obras e raachinismo. Execula-se qualquer obra seja qual for sua natureza pelos desenhos ou
moldes que para tal fira forem apresdntados. Recebem-se encommendas nesteestabeleciraenlo na
rua do Brumn. 28 A e na ruado Collegio hoja do Imperador n.65 moradia do caxeiro do es-
tabelecimento Jos Joaquim da Costa Pereira, cora quera os pretendernos se podem entender para
qualquer obra. r F
45-"RaDireila--45
ESCOLHIDO SORTIMENTO
DE
Panos
-v, lisca.linhos do liuho proprios para obras de
monuios a 200 rs o covado, gravatas de seda de
cores a 6(0, ditas pretas estreilinjias e largas a
1#, o alera disto outras fazendas que se vendem
muito em conta ; na loja da boa t, na ra do
Queimado n. 22.
Baloesde 30 arcos.
Vendem-se superiores baldes cora 30 arcos,
sondo muito recomraendaveis poi poderem flear
do lamanho que se precisar, pelo baratissimo
prero de 65 ; na ra do Queimado n. 22, na loja
da boi f.
Entremeios e tiras
bordadas,
Vande-se mui bonitos entremeios c tiras bor-
dadas em fina carubraia, obra* mui bem acaba-
das, os entremeios pelos baratissimos precos de
19C00, 29 e2$i00 a pega e as tiras l>ordad*as por
2, -2500, 3J, 4*, 5$ e 6j. Avista da superio-
ridadn da fazenda ninguem deixar de comprar e
para aso dirijam-se a ra do Queimado loja da
aguia branca n. 16.
Chales.
Lab)
Ricos chales de merino estampados, de cores
muito bonitas a 7#, ditos muito unos a 8*500,
ditos lisos a 5j>, ditos bordados a matiz a 8j50rj,
na ra do Queimado n. 22, loja da boa-f.
Algodo monslro.
Vonde-se algodo monslro cora duas larguras,
muito propriu para toalhas c leoces por dispen-
sar toda e qualquer costura, pelo baratissimo
preco Je 600 rs. a vara ; ua ra do Queimado n.
22, na loja da boa f.
rintos e biccos das
Illias.
.\ loja d'aguia branca acaba de receber urna no-
vo e bonito sorlimenio de labyrinlos e biccos das
linas, obras j bera conheeidis por suas boas
qualidades e duraco. Os labyrinlos por suas
mui diversas larguras regulara de 240 a IJ200 a
?ara, a 03 biccos do 200 a 1-2000. Uns e oulros
sao de su rama ulilidade, o por issn se tornara
necessarios para as familias. Vendem-se em dila
loja d'aguia braca, ra do Queimado n. 16.
Vendern-se 2 cameiros capados muito gor-
dos :,no patoo do TeTCO n. 40.
tao barato que admira.
Cassas de cores de paJres rauit) bonitos que
parecem organdys, polo baratissimo prego de 240
:.-. o covado : na ra do Queimado o. 22, na loja
da boa f,
FABRICA
DE
Mfi)!8A8fiA E Olfi'CglG; 6)1 lifAIf.
Sita na ra Imperial n.HSellO junto a fabrica de sabio.
BE
Scbastio J. da Silva dirigidaporoFranciscBelmiro da Costa.
Neste estabelecimento ha sarapre proraptos alambiques de cobre de difiranles dimen-
gSesde 300 a 3:0009) simples e dobralos, para distilar agurdente, aparelhos destilatorio8
continuos para resillar a destilar ospiritos cora graduaco at 40 graos (pela graduarlo de Sellen
Cartier, dos melhores systemas hoja approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imperi-
bombas da tolas as diraences, aspirantes a de repuebo, tanto de cobra como de bronza e farro
torneiras de bronze de todas as dimencoes e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de
bronza a ferro para rodas d'agua, pirtas para fornalhas e crivos da ferro, tubos de cobre e
chumbo de todas as dimencoes para encanimintos, caraas de ferro com arraaco e sem ella,
fuges de ferro potaveis e econmicos, lachas e tachos de cobre, fundos de alambique, passa-
deiras, espumaderas, coccos para engenho, folha de llandes, chumbo ora lencol e barra zinco
em lencol a barra, lences e arroellas de cobre, lences de ferro e latao, ferro suecia inglez
de todas as dimencoes, safras, tornos e folies para ferreirscete,e outros muitos artigos poj
menos preco do que era outra qualquer parte, desernpenhan Jos toda e qualquer encommen-
Jaccm prestesa e perfelcao ja conheciJa e para com uodidade dos freguezes que se dignarem
honrrem-nos com a sua confianza, acho na ra Nova n. 37, loja de ferragens, pessoa habi-
litada para tomar notadas encommendas.
ELOGIOS.
i
Vende-se cm:asa le Saunders Brothers &
C. pra-;a do Corpo Santo, relogios do afama
do almcante (loakell, por presos comino lo.-
o ; i .; i i icellins e cadeiasparaos mesmos
de ex > 'Unte oslo.
s j >ta 3 9 :a 39 "i o c ooo s
1
j
9

Segiri coaira Fogo
Saunders Brothers & C. tem para Tender em
eu armazem, napra$ado Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados.dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes i. Broadwood &Son3 de Londres,
muito Dropriosoara este clima.
PROGRESSO
de
WMM
Aproximando-se o lempo festivo, e sendo in-
dlspensavel que as lindas e amaveis ilhas da
opulenta e potica Mauricca se previnam do que I
necessario para o resguardo dos seus mimosos!
e pequenlnos ps; atlendendo tambem a que
urna crinolina empavesada nao pode estar de
acord cora urna bolina acalcanhada ou desco-
sida, assim como um cavalheiro de caiga balao,
com um borzeguim estragado, far urna triste
figura vis-a-vis de urna bella; considerares tao
acertadas actuaran) no espirito do proprietario do
estabelecimento, j lo conhecido pela modici-
de dos procos do seu calgado, para reduzi-los
aiuda mais, munmdo-se de um abundante sor-
timento e sera defeito, que aprsenla aos seus
benignos freguezes [aceda em punho) pelos
precos abaixo :
Senhoras
Borzeguins 52 a 59. 4$800
Ditos ditos. ...... 4#500
Ditos ditos.......4#000
Meninas
Botzeguins 29 a 31.
Ditos 25 a 28.....
Ditos 18 a2V.....
Homem
Borzeguins. ,
Ditos.........85-800;
Ditos prova de fogo e d'agua. Sj500]
Ditos.........
Muios borzeguins de ladre. .
Sapatoes cora elstico e lustre.
Ditos arranca pelle, bezerro. .
Ditos de bezerro. ,
Meninos
Sapa too*........3$600
Ditos.........5^000
Ka tambora n.n variado sordmento de todas as
classes epregos nfimos, sondo os ai>nunciado3
somente do primeira clusse.
Calcados baratos.
Vendem-se os seguinlea ealgados : borzeguins
de couro de lustre de Nantes a* 93, de bezerro a
8$690, de lustre de Paris a 8} o a 7#, borzeguins
GRANDE SORTIMENTO
DE
lazendas e obras feitas.i
K*
5$800
3'600
5^200
9$500
6^000
6*000
5^000 i
5^600!
5^000
MI
JH J iJ
LOMDRES
A.GENTES
J. Astley & Compaiiiiia. *
Os proprietarios deste estabele-1
cimento convidan ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom abarato, que se
achara em seu armazem de molhados de novamente sonido de gneros, os melhores que tem
! viudo a este mercado, por serem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a maior parte delles vindos por conta dos proprietarios.
para senhora a 4j)500, para meninas a 33300. sa-
palao do couro de bezerro de Nantes a 4$, 43700,
UXiados de sola dupla a 5j70O : tambera se ven-
dorn chapos de follro finos a 3;800, camisas de
fustao a 2$cada urna, e chapeos de seda pretos
Uosa 7$ e 6J- na loja da ra Nova n. 1.
Cera de carnauba nova
por diversos precos, de 8J300, OjOO e 10jt, qna-
lidade especial : no larg) da Assombla, arma-
zem de Antunes Guimaraes & C.
Milhoa3,500 rs. osacco,|if?^
era muito bom estajo, o para acabar : no largo
da Assembl.i, armazem de Antunes Guimaraes
& Companhia.
I
1
a
i
Yende-se 1
Formas de ferro para |
purgar assucar. I
fachadas de ferro
Ferro sueco.
P.cr>Qgardas.
Ac le Trieste.
Pregos tle cobre de com- J
posi^o.
Barril ha e cabos.
Brim de vela.
| Couro de lustre.
Palhinha para marcinei- I
ro : no armazem de G.
.1. Astley & C.
3 ?i a> > i "-* i a g ""5> fu '-> %
_ Na ra da Cadeia n. 21, vendem-se as se-
| i i'.os fvzenlis, por melado de seu valor, para
iquidago.
Bicos'lo seda brancos e pretos, de todas as
ar-'iris, vara a lu), 210, 400, 800 e 1*000.
Um 'orapleio sorlimonto de franjas de sedae
de at^T lo.
r.hal's de touquim a 10, 15, 20 e 35
Roldes de sed*, velludo, de louga c do fusilo
de (mUliios Tinas, duzia a 200, 400 o 600 rs.
Collarinhos bordados de 500 rs., 2]t, 3 e 4j.
Entrerreios Tinos, pegas com 12 varas a lg.
Folgos bordados tiras a 5'I0, U, 2^3.^500.
Camisetas com manguitos a 3, 4, 5 e 63.
Eofeites de flores a CJ.
C'iapocs de seda para senhora a 103-
Casaveques de velludo a 40 e 60g.
Ditos te seda a 25$.
Ditos do fusiao a 8 e 12$
Vitas lo seda e de todas as qualidades de 160
K. a lS0O.
Ditas le velludo de 2t0 rs. a IJ.
Em casa de N. O. Bieber & Successores, ra
da Cruz. n. i, vende-se :
Champanlia marca Farre & C urna das mais
aero litadas marcas, muiconhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho xcrez era barris, cognac em barris e
caixas.
Vinagro branco e linio cm barris.
Brilhantos de varias dimenses.
Eiher sulfrico.
Gomma lacre clara.
Lonas, brinzaos e brins.
Ac le Milao
Forro da Suecia.
Algodo da Baha.
Vende-se um cavallo prelo. grande, bonita
figura e muilo gordo, anda baixo al meio, e
l; vende-se por nao se precisar delle, a prazo ou a
dinheiru ; para vero tratar, na ra Direita nu-
mero 06.
Vende-se um sitio cora iji de le-
gua quadrada, e urna planta decoquei-
ros de mil e tanto? pes, tem duas gran-
des camboasqueda' dous bons viveiros,
na Pontetinh i freguezia de Munbeca :
a tratar na ra do Queimado n, 48.
Chocolate
los melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porgao a 850 *.
Mariaelaa imperial
do afamado Abreu, e de outros mais fabricantes de Lisboa em latas de 1 a 2 libras a 900
rs., em porgao de se far algum abatiraento.
Maca de tmale
em latas de 1 libra por 900 rs., em porgao vende-se a 8SO rs.
Lt&tas cciift er\ill\as
vende-se nicamente no armazem progresso a 610 rs. cada huma.
Conservas rancezas e mglezas
as mais novas que ha no mercado* a 700 rs. o frasco.
"Latas iie bolaeiimua de soda
com diferentes qualidades a 1*300 a lata
\meixas francesas
s mais novas que tem vinJo a este mercado em compoteiras, contando 3 ubres por 35000 rs.
e em atas de 1 1[2 libra por 1*500 reis
Yerdadeiros figos de comadre
em caixa com 16 libras por 35000 rs. a retalho a 240 reis a libra.
Caixlnlvxs com S libras de passas
a 39000 rs. em porejio se far algum abatiraento, vende-se tambem a retalho a libra a 500 rs.
Manteiga iuglexa
perfeitamente flor a mais nova que ha no mercado a 1*000 rs. a libra, em barril S9 far al-
gum abamento.
Cha perola
o melbor que ha nesle genero a 2#500 rs. a libra dito hyson a 29000 rs.
Palitos de dentes licuados
Loja earmazem
; de
IGOes &Basto.l
Na ra do Queimada n. i
46, frente amarella.
Sorlimonto completo de sobrocasaca de W
panno prelo e de cor a 25*. 28*. 30 e 2?
35*. casacas a 28, 30 e 35, palitots dos l
mesmos pannos 20, 22 e 25g, ditos de
casemira decOr a 16g e 18, ditos sac- f|
eos das mesmas casemiras modeto inglez casemira fina a 10, 12/14* e lg, ditos wt
saceos de alpaca prcto a 4$, ditos sobre jgg
fino de alpaca a 7, 8 e 9, ditos de me- >
ri setim a lOg, ditos de merino cordao 3|
a IOS e 12, ditos de sarja preta trancada
saceos a CJ, ditos sobrecasacos da trios- 3
ma 'azenda a 8, ditos de fustao de cor e |
branco a 4, 4$500 o 5g, colletes de ca- |E
9emira de cor e prelo a 5 e C, ditos de *"P
merino preto para luto a 4 e 5, ditos "9
de velludo preto de cor a 9 e 10, ditos E
de gorguro de seda o 5 e 6, ditos de
brim branco e de cor a 2}>500 e 3, calcas jK
de casemira de cor e preto a 7j", 8g. 9 ai
e 10, ditas para menino a 6 c 7, ditas 3
de merino de cordao para nomcm a 5J e |i
G, ditas de brim branco r.5} o 6$, ditas ?
dild de cor a 3, 3500, 45 e 5, e de jjf
todas estas obras temos um grande sor- ^>
tmenlo para menino de todos os tama- |g
nhos ; camisas inglezas a 36 a duzia. Na
mesma loja ha paletots de panno prelo f|
para menino a 1 15J o 13. ditos de gr
casemira para os mesmos pelo mesmo ^
prero, ditos de alpaca saceos a 3} e 0
3S50, ditos 9obrecasacos a 5 e 63 para 3f>
os mesmos, calcas de brim a 2500, i5 o *5
3500, paletots saceos do casemira de cor i
a 6 e 7, toalhas de linho a 900 e 1 ca- |f
da urna. 9
No mesmo estabelecimento manda-so 3
apromptar todas as qualidades de obras ^
tendentes a roupasfeitas.em poucos dias, 1|
que para esse fim tomos numero suf- 5^
ficicnte de peritos ofJiciaes de alfaiales W
s por ura hbil raeslre da seme- q
i arte, Qcando os donos do estabe- j^
lecimento respousaveis pelas mesmas ora
obras al a sua entrega. ^
Sebo e graixa.
Se'jjcoadoe graixa em bexigas: ao armazem
I- ~ u" Tasso Irmaos, no caes de Apollo
J^ Machinas de vapor.
$ Rodas d'agua. %
| Moendas decanna. Q
Taixas. i".
Rodas dentadas.
^ Itronzes o aguilhes.
^ Alambiques de ferro. @
I Crivos, padroes etc., etc. @
P-;M 5 Na fundico de ferro de D W. Bowman, (
i i^ ra do Brura passando o chafariz. @
@@@a @as e@
800
as
GM9E S08THIENTO
DE
Fazeadas e roupa feila
NA LOJA E ARMAZEM
Na fabrica de caldeireiroda ra Imperial
junto a fabrica de sabo, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha uraa grande porgao de follias
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto ureco de liOts. a libra-
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas,
Biscoutos
Emcasade Arkwight A C, ruada
Cruz n. 61.
Botica.
a 200 rs. cem 20 macinhos.
DE
Joaquim Rodrigoes Tarares de Helio
RA DOQUEIMADO N. 39
EM Sl'A LOJ DE QCXTRO PORTAS.
Tem um completosoriimento da roupa feila,
convida a todos os seus freguezes e a todos
quadesejarera ter um uniforme feito com todo o
gosto dirijam-se a este estabeliciraenlo que era-
contraro um babel artista chegado ltimamen-
te de Lisboa para desempenhar as obras a von-
lade dos freguezes, j lera um completo sorli-
menlo do palitots de fina casemira modello ira-
glez, e muito bem acabados a 16*300, ditos
de merino setim a 129000, ditos do alpaca
pretos a 59000, ditos de alpaca sobre casacas
a 89000, ditos com gclla de veludo a 9*000,
ditos de fustao, Jilos de ganga, ditos de trira,
ludo a 590 '0, ditos de brim de linho tranca-
do a G00O, caiga de brim de linho muilo su-
pe"0r a 5*000, ditas de casemira de cor a
99000 ea 109000, ditas de casemira pre-
la superior fazenda a 12*000, palitots fran-
cezes de panno fino fazenda muito fina a 259
sobre casacas de panno muito superiores a 35?
ea 40*000, um completo sortimento de cami-
sas fracezas, tanto de linho como Je algodao
e fustao vende-se muilo em coma, afira de que-
rer-se liqiudar com as camisas.
E pechincha.
Na loja do Preguiga, na ra do Queimado n.2.
tem cobertores de algodo do cores bastante
grandes, proprios para escravos, pelo baratissi-
mo preco de lg.
Vende-se na ra do Livrmeuto
n. 19, borzeguins francezes a 6$, dito
de bezerro a 6$. dito de vaqueta a 7$.
Aos senhores armadores e
proprietarios de carros fu- %%* i
DJebres.
Vende-se a prazo
\cixc sarel em posta
o melhor peixe que exzisle em Portugal em latas grandes por 1*500 rs. cada urna e de
outras multas qualidades que se vendem pelo mesmo prego
Mauteiga tranceza
a 720 rs. a libra era barril se far abatimento.
Toueinio de Lisboa
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
era caxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 49000 rs.
Tambem vend*ra-seosseguintes gneros, ludo recentemenle chegado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 48* rs. a libra, chourica mui.a nova, marmelada do mais afamado fabricante ?J5oo "S& po^sTe' padS oSeni"
de Lisboa, maca de tomate, pera secca, passas, fructas em calda, amendoas, nozes, frascos cora colheres finas, facas, trinchantes, etc.: na ra
amendoas cobertas, confeiles, pastilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux, proprio! do Queimado n. 33 A, Guimaraes & Rocha,
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, magas da todas as qualidades,
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga do
Rosario n. 36, vende-se os segointes medica-
mentos :
Robl'Affi'cteur.
Pilulas conlra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dita Saods.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulasamericanas (conlra febros).
Ungento llallovray.
Pilulas do dito.
Kllixir anti-asraathico.
Vidrosde bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como tem um grande sortimento de pa-
pel para forro de sala, oqual vende a mdico
preco.
Vendem-se libras steilinas, em
casa de N. O. Bieber & C. : ra da Grn*
n. 4.
Arados americanos e mcbinas
para lavar roupa: emeasa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n.i2.
,'3 Recebeu-se e continua a receber-se por
v$ todos os vapores artigos do modas para
@ lioraens, incluiodo calcado do Melis na
Loja de marmore.
Vendem-se velbulina prela superior a 400 rs.
o covado ; na ra do Crespo n 25.
oja esperanca.
Vende-se borracha de seda preta para borze-
guins a 2$200 o covaJo, graixa em barris muito
boa a 640 rs., est acabando-se, flautas do bano
de Gaulrot a 18 o 20, braceletes de mozaico a
16a para bordar a 6gl0O a libra, trancas de li-
gomraa muilo fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de dilas,
spermacele barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei-
tonas muito novas, banha de porco refinada e outros muitos gneros que encontrara o tendentes a
molhados, por isso prometiera os proprietarios venderem por muito menos do que outro qualquer,
prometiem mais tambem servirem aquellas pessoas que mandarem por outras pouco praticas como >
aloja de niudezas da ra Direita n.S3. com ponJse viessern pessoalraente; rogara tambem a todos os senhores de engenho e senhores lavradores
cas miuiezas.- quera a pretender, dirija-se Jqueiram mandar suas encomraenias no. armazem Progresso, que se mes amanga a boa qualidade a
raesma, que achara com quem tratar. lo acondiciona ment t
Ceblas e velas.
Vendem-se ceblas novas a 8C0 rs. o cenlo
esperraacete a 630 a libra ; na travessa do pateo
do Paraizo n. 16, casa piulada de amarello.
HcccDou-se e conlinua a receber-se por @
todos os vapores, vestimentas, calcado e S
chapeos para meninos na $
Loja de marmore. 1
Vinho genuino.
Ainda ha urna pequea quantidade de ancore-
las deste vinho sem confeiQo, e proprio de doen-
tea : na ra do Vigario n. 19, primeiro andar-
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Stomacal de 1830.
Precioso de 1847.
As duzias, e em caixinhas, a dinheiro, por ba-
Por metade do seu
valor.
Ra do Queimado u. 19.
Vestidos de gaze e phantasia, muitos lindos, de
duassaias, pelo baratissimo preqo da 10J> gadal rato pre^o :'vende-se na ra! do f rapiche 40,
um corte. 'escriptoiio
Rival sera segundo,
^Nrl^L8rfmUdlm.da rua Jo O^imado n.
55 defronte do sobrado novo ha para vender
pe os diminutos precos os seguinles artigos
Duzia de saboneles muito finos a 60o rs
Cartoes de clcheles com duas ordena a 20 r
Caixas de clcheles balidos a 60 rs.
Duzia de mcias cruas para homem a 3.
Dila de ditas para senhora a 35500.
Pares de meias para senhora a 300 rs
Latas com banha muito fina a500rs.
seas para acender charutos, caixa a 60 rs.
Pnosphoros em caixa de folha a 120 rs.
Carlas de al.lnctcs muito finos a 100 rs.
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Pares de, sapalos de tranca de algodo a 1$.
Frascos de macassa peroa a 200 rs.
Ditos de dilo oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garfos, cabo preto, a 3*.
Pares de sapalos de laa para meninos a 200 rs.
Ditos de luvus de cor fio de Escocia a 320.
Nanos de grampas muito finas a 40 rs
Caivetes de aparar penna a 80 rs
Tesouras muilo finas para costura'a 500 rs.
IJitas ditas para unbas a 500 rs.
Pecas de frar ja de laa com 10 varas a 800 r
Ditas de Iran-a com 10 varas a 320.
l.inha Pedro V, carlao com 200 jardas a 60 r=
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para dentes muito finas a 200 rs.
Cordao imperial lino e grosso a 40 rs.
Oleo de babosa muito fino (frasco) 400 rs.
Fiiiuhas estreitas para enfullar vestidos "i
rs. a petja.
Labyrinihos de muito bonitos gostos por lodo
o proco. r
a oo'dC3 Par" enar esparlilho muit0 grandes
Dilo para dilo pequonos a 80 rs.
Peras de (ranga de linho com 10 varas a 200 rs.
igloo3. raDildescdaprela com 10 Tarasa
Varajleditaa 100 rs.
Pares de meis de cores para meninos a 160
taixas para rap muito finas a 1$.
Liaba para marcar (caixa de 16 nvelos) a 320.
Liquidando de roupas ieitas
com 50 0|0 de abate, na rua
Novan. 47, junto a Concei-
cao dos Militares.
Casacas de panno fino de 20 a 303
Ditas para menino de 16 a 20
Caigas de casemira de cor de 6 a 8f.
Ditas de dita preta finas de 8 a 10j.
Ditas de brim oe linho a lS5O0e fi.
IMlas de dito para meninos a lgOO e 3S.
laletotsde brim para homem a 3 e5g.
Ditos de caserrira de cor a 10 e 18.
Ditos de dila pelos a 10 e 20#.
Colletes de velludo a 7 e 8.J.
Hilos de gorguro a \ e 6.
Ditos de fustao a 1^500 c2g-
Camisas francezas, duzia a 20.
Cortes de velludo a 5 e 6.
l'ardas paia guardas a 8 e 10g.
Casemira fina enfeslada a 3j.
Brins em varas e covados, de diversos preco5
e outras mais fazs.idas, ludo por barato pre'o. '
Carro.
Vende-se um cediente carro lodo envidnea-
do, com urna boa portilla de cavallos, por preco
commodo, prazo ou vista : na rua larga do
Rosario n. 24, loja du ouro, se d;i quem tem.
Roupa feila para liquidar
na rua da Imperatriz n. 60,
loja de Gama & Silva.
C3I50S de casemira de cor muito finas a ~g, di-
tas de brim de linho brancos muilo fino a 4, di-
tas de gorguro escuro a 3, ditas de brins de co-
res a 2S, 2-;500 e 35, colletes de velludo, ditos de
seda e outros qualidades, paletas de alpaca prela
muilo boa fazenda e 5, ditos de princeza preta
a 6J, ditos de merino preto a 7g, ditos de panno
preto fino, ditos de riscadii.ho levizinhos a2g5t0
Coke (carvao),
ou corobuslivcl para cozinhas, caldeiras, etc.,
muito econmico para as casas particulares : ven-
de-se na fabrica do gaz, em porres de um quin-
tal para cima a 1$ o quinta!.
Pechincha para os fabri-
cantes de yelas.
Na rua Impeiial, taberna n. 37, vende-se Ge
Inglez, proprio para pavios de velas, pelo baraU
prego de 1-3 a libra.
Vandcra-se 4 bois mansos de carro, os quae-
se acham na cocheira da rua da Florentina do Sr
Dr. Lins : a tratar na la do Crespo n. 14.
Vende-se a taberna denominada armazem
do sal, rua da Conceirao da Boa-Vista n. 6: a
tratar na mosnia.
>'d rua do Livrmeuto, loja de calrado
n. 19, vende-se calcado francez mais*
barato do que em outra parte, reos
precos seguintes:
Para homem.
Borzeguins Melis de lustre e bezerro a 8$5< '
Ditos inglczes de lustre a 5g.
Ditos ditos de bezerro a 6-5.
Ditos francezes de lustre a 6?.
Ditos do bezerro, sola dupla a 7S.
Ditos de dito, vaqueta de lustre, a 7a.
Sapatoes de Nantes, sola fina, a 4^300.
Ditos, sola dupla, taxiado, a 5?.
Para senhora.
Borzeguins de lustre a 45 (Jolli.)
Menino c meninas.
Borzeguins para menina a 3i500 o 4fi.
Ditos para menino, sola e vira, a 555C0.
Attenco.
Vende-se na rua Direita n. 14, arroz do Kara-
nhiio a 100 rs. a libra, toucinho de Lisboa a 320,
azeile de peixe a 400 rs. a garrafa, cbouricas as
mais novas nesle mercado a 60.
Altenco.
a
Vende-se um terreno na freguezia
da Boa-Vista env frente do becco des
Ferreiros, com duas frentes urna para
o mesmo becco e outra para a nova rua
projectada, tendo 100 palmos de frente
e 220 de fundo, solo fbreiro : os preten-
dentes dirijam-se a rua do Vigario n. 1.
ao p do arco de Santo
Antonio
chogou um rico sortimento de bicos da Ierra,
proprios para ruupa de meninas, coeires borda-
dos para baptisado.
Vende-so um cabriolet com um bom caval-
lo ou este somente : na rua do Queimado, loja
numero 36.
DE
Diffefentes qualidades
Na loja da aguia branca se aeha um grande
sortimento de papel de differentes qualidades, al-
niaco liso e paulado, de peso tambem liso e pau-
tado proprio para se mandar marcar a 3J), 3>500,
43 e 4g500 a resma ; dito fantasa de bonitas co-
res e bons goslos a 19 e 1J200 a caixinha, dilo de
beira dourada a 2fc500 a caixinha, envelopes de
ccres, brancos, bordados a l#e 2* rs. a caixinha :
na dila loja da aguia branca, rua do Queima-
do n. 16.
^
X
m


DIARIO DE PERIUmBCO. TERCA FEIRA 27 DE NOVEMBRO DE 1860.
P)
\GEKCl\
DA
FUNDIDO LOWMOW,
Roa da Senzalla Xova n. 42,
Neste eslabelecimento contina a baver um
completo sor ment de moendas e meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
de jerro balido e coado, de todos os lmannos
para dito,
Potassi da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhscido e acreditado deposito da
na da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender
vardadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgen) em
paira, ludo por procos mais baratos do que em
o-Jira qualquer parte.
Vinho de Bordean*..
Em casa de Kalkmann lrmos&C, ra da
Craz n. lO.eacontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaos Tem as seguintes qualidades :
De Braadeiiburg frres.
St. Estph.
Si. JuLieu.
M.irgau.
Larose.
Chiteau Loville.
Chiteau Margaux.
De Oldekop & x\Iareilhac.
St, Julien
St. Julien Mdoc.
Cnateau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Shetry em barris.
Maioira em barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
:\I. Singer &C.e Wbeeler &Wlson.
Nesle eslabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranr8
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
, Leite & Irroos ra da
imperatru n. 10 amigamente aterro da Boa-
1Sl3
IVua do.Qweimado n. 39
Lojade quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
lia cortes de vestidos de seda de cores, fazenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
60$)00, diios sem defeito a OOSOOO, tem um
reslo de chales de loquim que estc-se acabando
a 30JS00O, ditos de mirin bordados com pona
. redonda a 8*000, ditos sem ser de ponta redonda
a 850O0, dilos eslanpados com lislras de seda
era roda da barra a 09000, dilos de ricas estam-
pas a 75JOOO, dilos de ganga franceza com fran-
ja branca a 2000, dilos sem franja e muilo
encorpado a 2&000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfeilados a
259000, dilos muito superiores a 305000, en-
feiles de vidrilho prelo a 38000, ditos de retroz
a 38500, organiis da mais fina que ha no mer-'
cado a 18000 o covalo, cambraias decores'
de padroes muito delicados a 800 rs. a vara, ditas
de O (liras qualidades a 600 rs. a vara, ricas chitas'.
farncezas de muito boas qualidades a 280, 300,1
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode !
imaginar, peitos para camisa a 240 rs. cada urna,
Borles de casemira de cores a 65000, ditas em
pesca de quadrinhosa 45000 o covado, gollinhas'
de muito bom goslo a 18000, ditos de outros
bardados ricos a 3>000, manguitos de cambraia
bordados a 38000, tiras bordados e entrimeios
que se vendem por prego commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de crianzas, e capinhas
para senhoras a 1*400 rs. o covado, corles de
cambraias de salpicos a 55000, corles de cam-
Lraia enfeitadas com tiras bordadas a 6*000,
e outras muitas mais fazendas que ser difcil
aqui pode -las mencionar todas.
Vinagre branco,
Vende-se
EM GASA DE
Adamson Howie & C.
Vinho do Porto de superior qualidade.
Tinta de todas as cores.
Lona e flele.
Fio de vela.
Sellins, silhOes, arreios e chicotes.
Rolbas.
Ra do Trapiche n. 42.
%F)ftfrStfi,<^aajm;^aia f^gya rtffS tJk* rwfr rw*,^Jfc".,
Calcado barato
para acabar
A 5^000.
Chapeos de sol de seda para homem
a 5$ cada um e em porcSo de urna du-
zia para cima far-se-ha 10 por cento
de abate : na ra Nova n. 23, esquina
da Gamboa do Garmo.
Ra do Queimado
n. 39.
NA
' Vende-se na^loja de Nabuco & C, na
Nova n. 2, os seguintes calcados baratos
para homem, senhoras e meninos a di-
nheiro a vista :
Borzrguins de duraque gaspeados para
hotnem a 1%.
Ditos ditos para senhora e meninos a 8*.
Ditos todos do duraque preto c de cores
para senhora a 48
Dilos dilos sem salto a 3*.
Ditos de pellica com salto e sem salto
a 5*.
Dilos de selim preto gaspeado e com sal-
to a 68.
Dilos todos de selim sem salto a 5*.
Spalos rasos de lustre para homem a 3*.
Sapatos de lustre e bezerro para meni-
nos a 2*
Borzeguins lodos de bezerro para meni-
nos a 3J.
cobertos e descobertosr pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora de
urn dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
dos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Sonlhall Mellor A- C.
Manteletes de fil
acab>r.
superior.
Vende-se vinagro branco superior em barris de
quinto, por prego commodo ; na ra da Cadeia
do Recife n. 12, escriptorio de Bailar & Oli-
veira.
Julio & Conrado
querendo acabar um resto de camas de ferro, tem
resolvido a venderera por 15j, 20 e 258-
Ultimo tom.
Alpaca de sede de quadros a chineza, vindasa
priaieira vez ao mercado :em casa de Julio A
Coarado.
Loja das seis portas em
fraile do Livrameno.
Covado a 200.
Guitas largas de bonitos gostos a 200 rs. o
covado, dilas eslreilas a imilaco de lazinhasa
160 rs,, cassas de salpicos brancas e de cores a
200. rs. o covado, pegas de esguiao de algodo
m jilo Cao a 38 a pega, dilas de brelanha de rolo
com 10 varas a 2, ri6cadinho de linho a 160
rs. o covado, chales de merino estanpados a 28,
lengos brancos com barra de cor a 120 rs. dilos
cora bico a 200 rs. algodao monstro de duas lar-
guras o oielhor que possivel a 640 rs. a vara,
njussulina encarnada a 240 o eovado, fil de li-
nho prelo bastante largo. A loja esl abena al
as 9 horas da noile.
i -iucrivel a 22$.
Chapeos para senhoras, de seda branca
ricamente enfeilados e com veos : na lo-
ja de Guimaraes & Villar.
A 45,000.
prelos a 158, para
A15#000.
Vestidos de phanlasia de 308, vende-se
por 158 para acabar.
A 5#000.
Manguitos de fil prelo com golla o me-
lhor possivel a 58 para acabar na loja
de Guimaraes & Villar.
Macas e peras
de todas as qualidades que exislem em Portugal,
tanto em porro como a rctalho, sem lemilpdo
preco : vende-se nicamente no armazem Pro-
gresso do Duarte & Irmo, no largo da Penha
numero 8.
A 28400 o corte.
NO
Armazem de fazendas da ra
do Queimado n. 19.
Corles de chita franceza pelo baralissimo prego
c 2jU0. antes que se acabem.
Vendera-sc duas moradas de casas terrase
em Olinda, sendo urna na ra do Amparo com
bastantes commodos, quintal murado, e estriba-
ra para 2 cavallos ; e a oulra na ra de S. Fran-
cisco com bom quintal e cacimba propria para
quera precisar lomar banhos salgados por ser
muilo perlo, ambas por preco commodo ; a tra-
tar na ra do Amparo, casa contigua a oseada
que sobe para a igrefa do N. S. do Amparo.
Loja das seis portas em
frente do Livrameno
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos gostos a 200 rs. o co-
vado, ditas eslreilas de cores escuras a 160 rs ,
pegas de brelanha de rolo com 10 varas a 2#]
ditas de esguia a de algodao muito fino a 3g, ris-
cadinho de linho a 160 o covado, lencos brancos
com barra de cor a 120 rs., ditos brancos com bi-
co a 200 rs., algodo monstro com duas larguras
a 610 a vara, laziohasde duas larguras, fazenda
nova para vestidos a 500 rs. o covado, enfeiles de
tranga com lago de fita para cabeca de senhoras
a 28500, cortes de riscado para vestidos a 2g, pe-
cas de msdapolao com 4 1|2 palmos de largura a
48100, chales de merino estampados muito linos
a 68. A loja est aberla al as 9 horas da noite.
Carros.
Vendem-se 2 ricos carros, um grande e outro
pequeo, bem aparelhados o elegantemente pin-
tados : na largo do Corpo Sanio, escriptorio de
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho.
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Chegou ltimamente a esle eslabelecimento um
completo sunimcnio de chapeos prelos francezs-
do melhor fabricante de Pars, os quaes se vene
dem a 78000, ditos a 88000, ditos a 99000,
ditos muilo superior a 108000, dilos de castor
dretos e brancos a 168000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de feltro a Garibaldi de
muito superior massa a 78000, ditos de copa
baixa para diversos pregos, dilos de palha escura
de varias qualidades que se vendem por prego
barato, bonets de veludo pora meninos a 58000,
ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos
de panno muito bem arranjados a 38500
chapeos de seda para senhoras a258000 muilo,
superiores, ditos de palha escuras proprios para
campo a 129000, dilos para meninas a 108000,
chapeos de sol de seda inglezesa 108 e a 128
muito superiores, dilos francezes a 88000,
ditos de panno muito grandes e bons a 49000.
sapalos de veludo a 29000. dilos de tranca a
18600, sintos de grugurao para senhoras e me-
ninas a 28000, coeiros de casemira ricamente
bordados a 129000, e oulras muila fazendas
que a visia dos freguezes nao deixaro de com
prar.
Campos receberam urna factura de chapeos de sold se-
i da para homem, lendo enlre estes alguns peque-
I nos que servem para as senhoras que vao para o
I campo lomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porgao spja grande se resolverao vender pelo
i prego de 68 e 6S500, e alguns com pequeo de-
feito a 58 : na ra do Crespo n. 16.
Ra da Senzala Nova n.42
A'ende-se em casa de S. P. Jonhston & C
vaquetas do lustre para carros, sellins esilhes'
inglezes, candeeiros e casligaes bronzeados, lonas'
inglezes, fio de vela, chicote para carros, e mon-
tara, arreios para carro de um e dous cvalos
e relogios de ouro paienlc inglez.
Por barato prego, para acabar, na ra 4a Im-
peratriz n. 40, oulr'ura aterro da Boa-Visla, loja
da esquina do becco dos Ferreiros, vende-se novo
i sorlimento de fazendas para liquidar, a ser cam-
braias brancas, o mais uno que possivel, a pe-
ga a 38, 38500, 4, 4J500 e 5, cortes de meia
casemira e brim lavrados brancos a 18600 e 2J,
loalhas para rosto de nova invengao a 640, corles
de riscado francez com 12 covados a 283C0' cha-
les estampados de merino a 28500, e ludo o mais
se vende baralo.
Calcado para senhoras e
meninas chegado no
ultimo vapor francez.
Vendem-se borzeguins do senhora com lago o
?era elle a 58, ditos para meninas de todas as
dados de cores e prelos com lago e sem elles a
3;o00 e 48 : na esquina da ra das Cruzes n. 2.
Chapeos de sol
DE
Seda grandes para homem
A 5$000,
Terrenos pertoda
praeja.
Caminho dos mnibus.
na ra Novan. 36, defronte da igreia da Concei-
gao dos Militares.
f % mm*999 @@@@
Vende-se luvas de camurca branca e @
amarella para os oCQciaes d cagadores, @
^ infantaria e cavallaria, ditas pretas para 2
Q! artilharia : na loja de Nabuco & C, na @
roa Nova n. 2. @
&@ m @@@
Vendem-se saceos com farelo de Lisboa,
chegado ltimamente: na travessa da Madre de
Dos n.15.
A os fabricantes de velas.
Vende-se urna grande porco do caixoes pc-
. quenos proprios para se encaixotar velas de car-
_ nauba por terem sido de velas de sebo do Torio :
na ra de Hurlas taberna n. 15.
mttsm
Gama < Silva,
na ra da Imperalriz, oult'ora aterro da Boa-
rila n. 60, vendem para liquidar-se as fazendas
seguintes, por menos de seu valor.
Cortes de vestidos de la c seda a 13$ pc.-as
de brelanha com 10 varas a 48, dilas de rolo com
Os herdeiros do commendador Antonio da Sil- 10 varas a 2g, chalys de cores muilo bonitos, co-
va vendem sua propriedade, no lugar da Casa Todo'a 800 rs., folar de soda lindos fadies a SCO
Forte, em sortes de Ierra a vonlade dos compra- rs> laazinhss de quadrinhos e muilu finas a 400
dores com a nica restriegao de nao lerem menos
de 30 palmos de frente, e fnndo designado pela
respectiva planta approvada pelas autoridades
competentes, o engenheiro Antonio Feliciano
Rodrigues Selle o encarregaao das medigoes
precisas, e pode ser procurado no mesmo silio,
ou na ra eslreila do Rosario n. 30, terceiro an-
dar, ou na praga da Boa-Vista, botica de Joaquim
Ignacio Ribeiro Jnior : os pretendeules podem
dirigir-se igualmente para qualquer proposla ou
esclarecimento ao herdeiro L. A. Dubourcq, no
seu silio na Capunga.
Rap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joo Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap sem duvida o de melhor qualidade
fabricado nesle imperio, acaba de chegar e ven-
de-se no deposito, ra do Vigario n. 23, escrip-
torio.
@S
@@@g<
i Vendem-se 5 carros novos com todos os
arreios : na ra Nova n. 21.
@@@@ @rg@@
A 9,000 a arroba.
Vndese cera de carnauba da vellia
e nova safra a preco de 9$ : no antigo
deposito do largo da Assemble'a n. 9.
Admira-
Suissos.
@e@@ @ @@@
Recebcu-se recenlemente e continua a &
@ receber-se directamente de Pars e I.on-
dresporlodososvapores.de encommen
da especial, artigos de modas para se-
@ nhoras na
f Loja de marmore. 1
@@@ @@ g@@@
Loja da seis porlas em
frente do Livrameno.
Roupa feita barata.
Palitolsde casimira escuras a -l^OOO, ditas de
alpaca preta 4$00O e 59000, camisas brancas
ede cores a 28000, ditas de fustao a 23>500
serolas muilas finas a IJSGOO e 28000, palilots
de brim pardo a 38000 caigas de casemira pre-
ta e de cores, palilots de panno preto sobre casa-
cas, colleles do casemira preta ede cores, dilos
de veludo preto e de cores ; um completo sorti-
raentode roupas feilas
Chapeos amazonas
de palha escura e cinzenla, guarnecidos de vel-
ludo c fitas, tanto para senhoras como para roe-
ninas, ullimo goslo em Paris : vendem-se em
casa de J. Falque, ra do Crespo n. 4.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sorii-
menlo de tachas e moendas para engenho, do
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapi-
che n.4.
vel pechincha
\ NA LOJA DE
Guimaraes Villar.%
Ra do Crespo n. 17.
, Vendem-se corles de cambraia a quilla
= com muila fazenda pelo proco de 2500 e
t 38, pechincha admiravel so i visla se
l acreditar emandarase amostras.
Em casa de Schafkitlin & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e viriado sorlimenlo
de relogios de algibeira horisontaes, patentes,
chronometros, meioschronomelros'de ouro. pra-
ta durada e foleados a ouro, sendo esles relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vonderofor precos razoaveis.
rs. o covado, dilas baroges de quadros o covado
a 280, merino de urna s cor para vestido a 310 o
covado, chiles francozas oscuras o covado a 240,
fn c ^^' r'scads iargos francezes o covado a
200 rs., mussulinas matizadas o covado a 200 rs.,
cassas francozas para vestidos o covado a 240, e
dilos muilo Crios a 300 rs., cortes de riscados
monstros para vestido a 38, cambraia do salpico
muito fina a vara a 800 rs. dilas brancas e de cor
a 400 rs., enfeiles de vidrilho prelos e de cores a
3g, gollinhas de traspaso muilo finas a 38, gros-
dtnaples muito encorpados o covado a 28, de lu-
do se do amostras, ficando penhor.
Vende-se urna mulata perfeila engomma-
doira e perita cozinheira e lavadeira, de idado
pouco mais ou menos, do 25 annos ; quem a pre-
tender, dirija-se a ra do Queimado n. 51, loja.
Vende-se um prelo de meia idade, ptimo
coznheiro : na ra Direita n. 123.
No armazem de F. A. Bur-
le C, ra da Cruz nu-
mero 48,
vende-se charapanha das melhores marcas quo
vom ao mercado, mais baralo que em qualquer
oulra parle ; cofres de ferro (burras) das que cos-
tuma recebor, do melhor fabricante quo ha nesto
genero, sortimentos de lodos os tamanhos e lo-
dosos precos ; novo sorlimenlo de pianos, de
um excellenle (abricanto, que se vendorao por
conta do mesmo, deduziudo-se a commissao e o
descont que os lornasse baralissimos.
Pao de Senteio novo.
Acha-se lodas as quarlas o sabbados, das 11
horas do dia em dianle : em Sanio Amaro, pa-
daria allemaa, e na ra da Imperalriz n. 2, ta-
berna.
Vende-se um oseravo de 34 annos, gil, es-
perto para todo o servico, bom comprador, en-
lende de cziaha o ganha na ra, com loo saude :
na ra das Trincheiras n. 19, segundo andar.
A loja de marmore
recebeu vestidos de blonde bordado para
casamento. S
A loja de marmore g
recebeu vestidos de seda de cores do ul- II
limo goslo. fc
A lojade niaraioru
recebeu vestidos de phantasia do ullimo E|
Alojado marmore
recebeu veslidos brancos de
ullimo costo.
m
antigo
depo-
Ra da Senzala
sito do gelo.
Vendeni se barricas com macaes de
Relogios.
Vende-se em casa deJohnston Pater & C,
ra do Yigario n. 3, um bello sorlimenlo de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; lambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesmos
N.19.
Armazem de fazendas ba-
ratas, amado Quei-
mado.
Ricos corles de gaze de seda c phanlazia com 1
duas saias, (pela terca parle do seu valor) a 108
cada corte.
Lences e coberas.
Lengoes de bramante, dito de panno de linho,
cobertas a chineza pelo barato preco de lgSOO.
Vestidos de seda.
Ricos veslidos de seda para meninos e meni-
nas, fazenda superior, feitos no Rio de Janeiro
por urna das melhores modistas, e pelo baralo
preco de 88.
Chitas francezas.
Chitas francozas proprias para casa por serem
escuras, e ditas claras a 20 rs. o covado.
Colchas de fuslo.
Grandes colchas de fuslao com ricos lavores a
5J500.
Chales de merino.
Chales de merino bordados, franja de seda, a
58500, dilos estampados a 8gS00.
Paletots escuros.
Vende-se frco de todas as cures e grossuras,
com rame o sem elle a 400, 500, 610 e 18 rs. a P
peca ; na ra do Queimado, loja da aguia bran- f|=
can. 16. v
Vende-se um fardamento rico para guarda J
nacional, sendo de carador : na ra eslreila do : v>)
Rosario n. 12. | jjjtg
i
s& bordada do
ex':
canibraia
$tmeE%&m mm^mmmm
ua do Crespo
.loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, vende-
e por presos baralissimos pora acabar : ves-
)s de larlalana bordados de seda a 80(
A loja de marmsre
recebeu mantolelos, ronds, taimas, pe-
regrinas e mantas do ultimo goslo.
Aloja de marmore
recebeu novo sorlimenlo de bournus be-
douine para sajiida de baile.

-ti*

as

l000,
finas a 320 rs. o co-
,cassas de cores a 240 rs., chilalargaa
e 240 rs., capas de fuslao enfeiladas a
A loja de marmore
recebeu novo sorlimenlo de enfeites pa-
ra veslidos, incluindo bicos de blond.
A loja de marmore
i recebeu novo sorlimenlo do chapeos e
enfeiles para senhoras.
tidos
organd de cores muilo
vado
200,
580C0, casaveques de cambraia e fil a 58000,
perneadores de camLraia bordados a GOOO,
babados a 320 rs. a vara, liras bordadas mui-
to finas a lfSCO a reca, rucado francez fir>o ou prupriedades," queleTe^dVr'conrodTfn-
a 160 rs. o covado, golinbas de ponas bor- do ou portes,assim cuno lanses de ?(! paln.es ro-
dadas a 250O, manguitos de cambraia e fil mo ccnvfr'la aos compradores: no mesmo lu-
a2000, camisinhas bordadas muilo ^s a ^^^^^^ V^^io Xic-
Vende-se um terreno na ra Imperial, pro-
prio, coto 110 palr>os de fronte, com urna casi-'
nha de lijlos, com muito bella visla, d scmtar-
que atraz, grandes fundos at o rio, aterrado o
prempto a edificar um grande esUbelecimenlo,
uiuito boa qualidade vindas no ceo a raleJlols e""r0S3 2600 cada um, cambraia
r i i B ," .organdys a 500 rs. a vara, ditas muito finas a
C^ a barrica, assim como o gelo aifa! 640 rs.;bales de malha a M. dilos tapados a 4g,
arroba, o deposito estara' aberto todos lenS0 brancos a lg800 e 2g, algodao com 8 pal-
os das das 9 horas da manhaa as 5 da j mos de larg0 a 60u rs- a vara-
larde* Ricos manteletes.
modernos manteletes pelo preco de
Grammatica in-
gle za de Ollendorff.
Novo metbodopara aprender a lr,
a escrever e a fallaringlezem 6 mezes,
obra inteirament nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruc-
qZo, pblicos e prticulares. Vende-
se napraca de Pedro II (antigo largo
do Collegio) n. 37, segundo andar.
ARMAZEM DE
Os mais
I 305000.
2$000, chita larga com lustro e milita fina
propria para coberla e roupees a 320 rs., es-
guiao de linho a 1#200 a vara, roupoes de
seda feitos a 125OOC, veslidos de seda mofados
a 8&000, luvas arrendadas a 100 rs. o par,
veslidos de grosdenaple prelos com barra de
cor a 20;>000, palitos de pao preto e decores
de 160G a 20000, sobrecasacas de par no
muilo fino a 25S100, calcas de casen.ira preta
e decores de 6?000 a 1(?G00, dilas de brim
branco e de cores de 2CC0 a 5CCC0, palitos
I de brim branco e de cores de 2T5G0 a 5gc00,
dilos de alpaca de 3000 a 800o, iri
trancado de algodao com 9 palmos de largura
proprio para loalhas a 900 rs. a vara, damas-
co de laacom 9 palmos de largura a IjOOOo
covado, velbulina prela a 400 rs., brim de
linho de cores a 15500 o corle, meias cruas
para homem a 520O a duzia, camisas de
linho inglczas a 325*000 a duzia, ,lfcas de
madarelao fino a 4^500, corles de lanzinha
muilo lina com 15 covades a 8CC0 rs., ca-
misas de cores e brancas de l5C0 a 3000,
e outras muilas fazendas por menos do sen
valor rara fechar con tas.
Exposico
DE
-^
Escrayos fgido
>&
.OlPAFElTA^'-L^J-'fMETAES
iem frente do Livramento
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Gasacasde panno preto a 30-5. 35$ e 40&000
Sobrecasacas de dito dito a 3 JvOO
Palclots de panno prelos e de cores a
20, S&9,309 e 35000
Ditos de casemira de cores a 15$ o 229000
Dilos de casemiras de cores a 7# e 129000
Dilos de alpaca prela gola de velludo a 12#000
Ditos de merino selim prelo e de cor
a 89 e 99000
Ditos de alpaca de cores a 3$500 e 59000
Dilos de alpaca preta a 39500, 59,
79 e 99000
Ditos de brim de cores a 39500,
49500 e 59000
Dilos de bramante de linho brancos a
49500 e 69000
Calcas de casemira prela e de cores a
99, 109e 121000
Ditas de princeza e alpaca de cordo
pretosa 59000
Ditas de brim branco e de cores a
29500 49500 e 59000
Ditas de ganga de cores a 3000
Dilas de casemira a 5^500
Colleles de velludo decores muitofino a
Dilos de casemira bordados e lisos
prelos e decores a 59, 59500 e
Dilos de setim preto a
Dilos de casemira a
Hilos de seda branca a 59 e
Ditos de gurgurao de seda a 59 e
Ditos defusto brancose decores a
39e
Ditos de brim branco e decores a 29 e
Sulouras de linho a
Dilas de algodo a 19600 e
Camisas de peitode fustao branco e
de cores a 29300 e
Dilas de peilo e punhosde linho mul-
lo finas inglezas a duzia
Dilas de madapolo brancas e de cores
a 19800, 29e
Ditas de meia a 19 e
Relogios de ouro patente eorisontaes
Ditos de prata galvanisados a 259 e
Obras de ouro, aderecos, pulseiras e
rosetas
109000
(59000
59000
39500
69000
69000
39500
29500
29500
29000
29500
359000
29500
19600
9
309000
E chegado ltimamente a esle eslabelecimen-
to um riquissimo sorlimento de metaes que mui-
to dever agradar aos compradores que pieci-
sarem : da ra Nova n. 20, loja do \ianna
Lazinhas a 500 rs.
Camisinhas muito bonitas com duas larguras
para veslidos de senhora a 500 rs. o covado, cor-
tes de riscado francez para vestido a 2jJ, sa;as j&^83416SSS 5$2K3 &SG&Seaa&' W
balao parr menina a 3500, das para senhora a 3 4l; ?T ******&*
Aloja de marmore tt
4(500e 59 ; da-se amostra com penhor.
est aberla al as 9 horas da noite.
A loja
Vende-se
casa de familia
de terragens.
urna esnrava propria para urna
: na ra do Queimado n. 37, loja
AttenQo;
Vende-se um cavallo rugo pequeo muito bo-
nito, por commodo prego : a tratar na ra do
Passeio Publico, loja n. 11.
Pennas encarnadas.
Vendem-se na ra do Encantamenlo n. 11, no
Recife.
Vende-se um cabriolet de 4 rodas, 4 as-
seulos, com um bom cavallo, pelo preco de 400S:
na ra Nova d. 22,
Anda contina a estar para se vender,
permutar por casa nesta cidade, e em ultimo ca-
so, arrenda-se a quem Dzer ss obras e concertos
que a casa precisar, sendo descontada a quantia
gasta do aluguel que tiver de pagar, o sitio da
travessa do Remedio na freguetia dos Afogados
n. 21 ; quem o pretender, entenda-se com seu
proprictario na ra de S. Francisco, como quem
vai para a ra Bella, sobrado n. 10, ou na alfan-
dega, aonde empregado.
ojj recebeu enfeites de plumas brancas e de i
TE) cores para cabega de senhoras. H
Vende-se um escravo cabra de maior ida-
de, proprio paru ser dedicado a qualquer ofJQcio-
na ra da Cadeia n. 22, escriptorio.
Novidade no mer-
cado,
Borzeguins do afamado fabricante Jolly para
senhora, obra prima a 4^500.
Ditos com algum defoito na borracha a 3#.
Calcado para senhora, de marroquim de todas
as cores a 800 rs.
Ditos de lustre admiravel por ser iguaes aos
franceies a 1*280. E outras muitas qualidades
de calcado que se vende por baratos pregos (a
dinheiro vista) por seu proprielario ter de aca-
bar com sua loja na ra do Livrameno n. 27,
Escravo fgido.
n,U"'niu'alo claro, niagto, com pannos prelos
M' d0 ros.o representando' ter 85 annos
1 Mdl- Mtural do Bio do Tehe, chaado
hU v """fiarrccu no dia 30 de cutulro da casa
i-r, .0iD?ed? SJrcrcir*. <= que* escravo ;
n.r c lcr lcv8do uni cavallo rrelo do Sr
noaren que se havia sollado, e que elle fura
en busca do mesmo ; suppe-se n.eis que sua
niulher de nome Hara lambem o acoapanha,
W., ,d0.'!D1 Pequeo tab de flandres : roga-se
asauondades policiaes e a cultas quncaufr
pessoas que o prrndsm, e remettam ao seu e-
nJior, que pagar qualquer desie?a.
Fugio no dia 17 do correrla a prela Cela-
na, de afio Cosa, idade de 40 armes, ronco
mais ou menos, estatura alta, cecea do corpo o
cem espigada ; levou vestido de algodo azul
carnisa de algodo tranco e panno da Costa azul'
eos urna andar com um panno amarrado na les-
'a, tem cabellos brancos na frente da cabeca
quem a pegar, leve a ra das Larangeiras n. 18
que ser r.compensado ; assim como protesta-
se com o rigor da lei contra quem a tiver acou-
jado.
Fugio no dia 12 do correle, do engenho
Megad de baixo, o cabra de nome Jos secco
cabellos csxiados porm curtos, maos e ps Lcm
leilos, lem lodos os denles, e reprsenla ter 20
annos de idade, levou vestido urna camisa de al-
godao azul de lislras c aberta na frente, e urna
ceroula de algodao da Bahia, comprida, que pa-
rece calca ; quem o levar ao dito engenho, en-
tregando-o a seu senhor Jeronymo Carneiro de
AlbuqucrqueMaranhao, ou na ra da Cruz n
30, em casa de Joo da Silva Faria, sera gene-
rosamente recompensado.
Escravo fgido do Rio de Ja-
neiro no vapor Milfor.l
Ha ven.
Desappareceu no dia 28 de outubro do corren-
te anno, do poder de Joo Antonio de Miranda
\asconcellos, do Rio de Jaueiro, o escravo pardo
escuro de nome Honorato, que representa lcr do
25 a 30 annos, estatura ordinaria para baixo. cor-
po reforgalo, hon.bros largos, rosto pequeo
lesta baixa, pouca barba, cabello carapinho
olnos prelos, sabe ler alguma cousa, tem offitio
de cocheiro e tambera de pedreiro, natural do
Para mas.lamber diz ser do Slaranho, o qual
obleve passaporle na corte como cidado Brasi-
leirocom o nome de Jos do Porto, para Lisboa,
e seguio no mesmo dia a bordo do vapor Mil-
ford llaveu, porm nao obstante ter tomado e
pago passagem nesle vapor para aquella cidade,
muito de suppor lenha desembarcado nesl
provincia para daqui seguir ao Maranho ou Pa-
ra d onde foi para o Bio de Janeiro em 22 de
noverabro de 1856 com o passaporle amaneado
por Jos Joaquina de Gouveia e Silva e remedido
a Novaes & Passos, tendo j anteriormente ido
a corle como criado de um Sr deputado : roga-se
portanto as autoridades policiaes ou a qualquer
pessoa que delle der noticias de se entender
com Azevedo & alendes ra da Cruz n. 1, que
se graliear generosamente.
Fugio de bordo do brigue brasileiro Cama-
Farelft A Sl!^00 cnara o prelo marinheiro de nome Pedro, de
n 0fA k T Benguella. idade de 40 annos, estatura regnlar
stZ! iLp!'1'8"10,1.01 taberna da com os ps .ochados; levou camisa brancag com
estrella no largo do Panizo 11.14. golla azul e calca de algodo riscado. bonet de
IppT (rt ,^2 P Trll ^"^'le do comprador: na ra do prender e o conduzir bordo do mesmo navio!
Aragao n. 8 ou 15. j & rua da Cruz 3j ser recompensado,
~
.r


8)
DIARIO DE PERNAMBUCO. TERCA FE1RA 27 DE NOVEMBRO DE 180.-
Litteratura.
Lamennais.Sua vida e seus escriptos.
m
(Conclusao.l
A final morrn esse grande homeai. Pedir
que o enlerrassem no roci do3 pobres, e como
eram osles enterrados, isto que o seu cadver
fse depositado no fosso, sera a rcais pequea
pe.ra, e fosse levado direclamenle para o cemi-
tcrio som estacionar em algnraa egreja : esta sua
vontade foi cumprida. Foi um dia esse triste e
melanclico; o co eslava nublado; poucos ami-
gos o seguiam Irestemente, aps elles os solda-
dos : o fosso commum foi aberto para receber o
corpo, que ahi baixou no raeio do silencio mais f-
nebre, anda que com csses hymnos fnebres com
que a egreja acompanlia os morios: e depois
que o coveiro langou alguns punhados da trra
dos pobres sobre o corpo desse forte dominador
dos espirites, perguntou, como o faria respeito
de qualquer outro morlo : Nao ha urna cruz pa-
ra elle ? Naofoi a resposla que leve.
Sacerdote, philosopho, defensor ardenle da
auleridade, depois d% liberdade, esse liomem foi
um grande apostata para uns, para oulms um
grande convertido, e para lodos um inconstante,
um espirito ao mesmo lempo obstinado e muda-
vel, resoluto na sua couvoco de hojo, capaz de
mudar amauhaa, o de entrar no calholcismo de-
, pois de ter sabido delle. Era tudo isto descubri-
rnos um grande erro. Lamennais nos parece que
foi autos um espirito lgico ; e accrcscentamos
que nunca houve pensameoto lo solido e nico
como o seu, ainda mesmo no meio das variaces
appareutes da sua vida.
Quanlo transco da autoridado liberdsde,
do absolutismo democracia arriscamos j a ex-
;"io que nos pareceu natural. Quanlo. porm,
ao fund.imonlo das suas ideas, elle menos va-
riavel do que o julgam aquelles que nao o co-
oheeem, isto aquellos que nao o leem como
philosuphosquasi lodo o mundo. O livro das
Palavra* de um renle, pelo qual foi elle excom-
mungado, a obra de um demcrata decidido,
reas nao ainda de um hertico. A razo com-
mum, da qual deduzioa infalbilidade, Ihe pare-
ceu cncarnar-se n'um corpo visivel a egreja
catholica, e esta no Papa, segualo o mesmo
Sjaloma. Cessou de ver no Papa urna encarna-
cao da egreja, e por consequencia cessou de ver
ua egreja uma encarnado da razo commum :
mas Dom por isso abjura a doulrina da infallibi-
lidado dessa razo, doulrina que havia inaugura-
do,que era sua prop'ia, e o fundamento da sua
philosophia : com a differenga de quo de cerlo
tempo em dianle a considerou incluida na hu-
manidad*, e nao n'uma egreja. Elevou cima de
to i.is as religes a religiao universal, da qual as
diversas egrejas Ihe pareciain especies de seitas
ou de formas particulares, variadas na superfi-
cie, outras na sua essencia. Essa mesma renla
da hurmnidade, que elle chama a religiao, e que
procura comprohender pela plnlosophia, nao
.seus ulhos outra cousa senao o dogma chrislao
que eleva do sentido lilteral um sentido pura-
mente espiritual. Etj poli'ica a democracia
urna consequencia mais directa que a realeza,
dessa infalliblidade da razo commum. Elle pois
nunca vario i ; apurou sim, at fazer rebentar o
cadinho. a sua propria doulrina : justificou a es-
perance ou o receio d'aquelles que desde o se-
gundo volume do Ensaio sobre a indifferenca
presentan! j no chrsto caiholico um philoso-
pho que a egroja nao supporlari.-'-
A infalliblidade da razao commum, esse pon-
to capital da dontrina do Lamennais, faz a origi-
la le do Ensaio sobre a indifferenca: ella
alii se acha mal estabeleclda, posto que o fosse
com loia a forga : ella ah o negativamente,
dednzida da fallibilidade da razao no indi-
i i luo : ou resulla, diz o philosopho, que a razo
nfallirel no genero humano, 5 menos que ella
i seja em parte alguma, e quo nao haja cer-
tezi pira o homem. E porque nao? O que leria
cl!c responder aos amigos probabilistas, por
exemplo, que prefossavam a doulrina de que o
i :n deve precisamente contenlar-se com
aqu lio que julga provavel, visto como nada po-
de affirmar cora certeza ? Que respondera so-
bretudo aquelles que Ihe ubjectmi que elle ra-
ciociiou com a sua propria razo falltvel, insuf-
Qciente para esabelocer alguma causa, e por
consiguile para eslabelecer a infalliblidade da
razao commum"?Depois, admitiida essa infalli-
blidade, ro se segu dahi a doulrina catholica
sob a sua forma orlhodoxa.
Apezar desse duplo deleito, o Ensaio encerra
alguma cousa, que fica em p : essa doulrina
de infalliblidade da razo commum, n qual deve
sarao contrario daduzida da infalliblidade da
propria razo considerada em si, tanto no indivi-
duo, como no genero humano, manifestando-so
nesle ultimo sem o risco dos erro? que nao llio
pertencem, quo nao vem dol, mas que podem
altera-la no individuo.
O homem qiiodpixon na egreja urna escola op-
posicionisla da hilusophia, posto quo olla mes-
ma philusophira, porquo opposicions'.a philo-
sophicamenle ; o homom, que na historia do
pensamento doixou una idea ainda mais fecun-
da do quo o fura principio entro suas propna3
mos, urna idea, cuja profundidade elle sondou e
penetrou mais tarde, e que a philosophia futura
lalvez tambera sondar por sus vez; o homem ,
eram que tentou por si mesmo um vasto syste- '
ma de explicacao universal das cousas ; esso ho- !
mem, por mais que o digam, nao um pobre
philosopho. Porm o que nelle houve de mais ;
nolavel foi o escriptor, o orador, o poet. A
vehemencia, digamos anies, o arrebalamento de
urna lgica irritada : o excesso na forga, que
urna fraquozi, a paixo na razo, a imprecado
nasupplca, a colera na piedade, a amargura no
amor, lodo o esforco, lodo o desanimo, toda a
tormenta de urna alma combatida pelo sopro de
mil vendavaes, reunindo a istoo tom alto, im-
ponenle, prophetico, cuma grandeza natural-j
Tiente simples, porm rude, que exalta, perlur-i
ba, transporta, o domina tal era o seu estylo.
Os nomes que semelhanlo estylo traz i lembran-
ca sem cessar saoJ. J. Rousseau, Pascal e Dan-
le. A inspiradlo das Palavras deum rente nis
realca atea biblia, porm a biblia na linguagem
de Bossuet.
Apezar de ludo o que temos ouvido dizer, nao
podemos dexar do encarar esse pequeo livro
como a obra prima de Lamennais. e urna das'
mais bellas que se tom escriplo : fallamos no i
pomo de visla iliterario. Censurara ao escriptor;
desse poema a descripeo phantstica de res i
abominare, que nunca existiram seno na sua
mente escaldada e injusta. Porm uo foram I
homens que elle prcien.leu descrever; foram'
personificaros, typos absolutos, concebidos pelo'
poeta, desconliecidos do historiador: nao quiz!
descrever esses reis con uclores dos povos, nem
esses res oppressore?, como por ahi ha tantos,!
quiz somenie apceseutar um modelo de op-'
presso. !
Siro, ha muilo odio dsseminado nessas pagi-,
as, mas no fundo desse immonso odio ha um
i amor immonso. Nnguem sabe lano amar, como J
aquelle que sabe muto odiar! E que docura de
enrolla com essa aspereza I Quo suavidad Quo
, senlimenlo de fralernidade para com os homens '
, Mais tarde, quando as nessas agtaces forem pa-
ra os nossos vudouros o mi'srao que paca dos '
a formosa conienda dos luelphos e Gibelinos, isto
, urna historia amiga, esse livro ser semelhanle
a obra do Dante elle ser o poema da demo-
cracia. Qua.ilos desses captulos curtos, porm
perfulamcnlo acabados, apresentara alma infi-
nitas perspectivas? Ha pintores que fazero so-
bre ampios telas pernos paineis; outros que
u iim quadro estreita sao copazes de encerrar at
0 inlinito !
J ouvi tamhem pronunciar a palavra de imi-\
lador, Sem duvida Lamennais imilou di biblia!
a forma puramente exterior do seu livro. Pde-se'
chamar imitador um poeta que compc urna
tragedia, segundo a forma tlassica de Racine, ou
ou um drama, segundo a forma romntica de
>>nakspeare? Que importa a frrna. se do poe-'
la a inspirar,, o sentimcnlo, a alma, i3io a',
vordadeira oriRnalidade ?
Ouvi oulro sim di/.er que Lamennais nao pos-
suia mais do que doas ou tros miagens ou figu- ',
ras prinnpaes. das quaes nao passava ; censura
dos homens de Ultras que nao comprehendem i
que as imagens sah^ra j formadas da :Hma ; que
holgara que ellas se f-irmam pelo espirito, va-
Inam a ronlade, para melhor accoraraodarem-se ,
: a composico, segundo o meihodo de escola : el-
les se recreiam com o estylo engenhoso e fro ;
; vituperam, porm, um eylo que denota urna
alma grande, e que agita as almas. Quantas
I msicas complicad is nao fazem sahir de urna!
grande variedale de olas apenas um som in- '
sigaiucanlc Ao passo que ou conacco arias as
quaes com Ires nolis, sempre as mesmas, cora- I
movem profundamenle. Digamos, pois, com Er-
noslo Renn, respeto desse livro extraordina-
rio que deve-se exalta-lo sem reserva, alten-
dendo-se bem que nioguem pensar em imi-
la-lo. Lxaliemo-lo sem reserva, e vnguemo-lo
como convm, da critica dos doulore.
Talrez achem que esta exposicao, mu breve,
extingue mais do que aviva os traeos lo foile-
raenlo caractersticos do homem d"c quom falla- i
nos. Mutas pessdas se o|i*azeioem fazer so- !
bresahir o que ha de locante, de sorprendente, |
e de repugnante uessa cslranha personagem :
outras se aerraro mesmo esle ullimo alvtre.
Quanlo nos, quitemos apresentar o aecrdo 1
que ha nesse coniraste, a harmona nessa disso- i
nancia, e para tudo resumira unidade nessa'
diversidade de urna physionoma quo parece i
sempre em continua lula comsigo propria: qui-l
zemos menos dar o colorido do que desenliar
quzemos pinta-la no seu vigor antes do que re-
produzi-la no seu sentido.
O homem urna vez comprehendido, fcil ser
julga-lo ; mas bem se apreciar a obra-que fez,
a que poda ou devia fazer, finalmente, a que ir
fazer. Julgar-se-ha com conhecimento de cau-
sa os grandes problemas que tm sido o cuidado
da sua vida, o serao mais bem revistas ss solu-
coes, .que elle tem defendido, para seren confir-
madas, ou ento destruidas e substituidas por
ouiras mclhores. Antes de tudo isto, porm,
preiso comprchender o hornera. Rosta agora
pronunciar-se um juizo sobre a accao salutar ou
funesta desse, de quem fallamos escriptor ad-
miravel, que foi conseculivamenle caiholico,
apostlico do futuro.
1. E. Alvii.
( fevue Conleniporaine. Silveira.)
1QL1H7TIM
GUY LEVIiNGSTONE
00
A'TODO TRANSE
pon
Jorge Alfredo Laivrcnec
XVIII
Nao me lens 4 sempre negado, Grcecinus,
Que um homem possa cora dous amores ?
Depois de ter sabido todas oslas particularida-
des, quos'.ionei Cuy sobre seos negocios pes-
s taes. Elle nao so me mostrou muilo communi-
Cativo, bem que me parecesso perfeilamento fe-
liz e chelo deconfianca no futuro. Disse-me que
seu casamento s poda ler lugar no oulono.
poca em que era esperado o irmo de misa
Braoiio, que vinha da India.Havia muilo Uwn-
po que cl.es eram orphos.
Nao pude dexar de perguntar-lhe o que pen-
sava Flora Bollassys do ludo isso.
Lovings'one mordeu o labio, e encrespou li-
geirammt'3 as sobrancelhas. respondendo :
Por Dos houve urna sceoa tempestuosa
para fallar a verdade ; mas agora somos perfei-
iamenle amigos. Pergunlo mim mesmo se ella
alguma vez acrcdiiou realmente que eu a despo-
zasse 1 E' de corto a pessoa mais encanladora pa-
ra conversis frivolas ; mas quando se trata de
negocios serios....
E rncolheu os hombros de um modo significa-
tivo.
Finalmente, talrez ella lenha o direilo de
queixar-se ; masa ler um pouco do consciencia,
deve reconhecer a lei de Tallo.
Eu nem eslava convencido, nem sslisfeilo;
mas por en lo seria inulil proseguir em tal as-
sumpto.
Queris hoje montar cavallo ? perguntou
Guy. TVnho sempre cavallos vossa disposi-
cao. Desejava apresenlar-vos Constancia Bran-
dao. Estaremos no Parque s cinco horas.
Aceitei e deixei-o quasi logo.
Um pouco depois da hora quo elle me indi-
cou, vi-o vollar urna allea dos jardins de Ken-
siwgton ; elle eslava cavallo, e direila de
misa Brando, cuja esqnerda eslava seu lio,
Mr. Vavasour, que a acompanhava habitual-
menle.
Miss Brando era cortamente de urna rara belle-
ca, da qual eu linha previa certeza, porque todo
o mundo conhecia ogostode Guy em materia do
belleza. Ella linha as feicoes delicadas, e mu fi-
nalmenie desenhadss; as liohas de seu queixu
i*) Yide Diario d. 272. '~^~
Jacques Dubois. appellidatloSihio.
Em 1555, no mesmo auno era que nasceu Ma-
lherbe, so consuma vagarosamenle em veneran-
da decrepitude um hornera, que nao foi s o fun
dador da medida moderna : Jacques Dubois, es-
pirito forlo, de ardenle iniciativa, foi o primero
que deu regras para o uso da nossa lingua, do-
lando a Franca com urna grammatica como nen-
hum paiz da Europa possuia ainda. Fcil seria
apresentar urna lista de mais de sessenla autores,
contemporneos seus. que tecerara elogios sua
sciencia profunda, c pureza dos seus costuraes :
ha mais de dous seculos Dubois nao lera sido es-
quecdo.
Todava algumas obras apparecerara uliima-
menie, em que delle se Irata com intencoes pou-
co lsongeiras, e que, melhor seria, livessem sido
poupadas sua memoria. Remontando-nos
origem das cousas, nao nos foi diilkil esclarecer
o nosso juizo, e d'ahi deduzir concluso- s, queiul-
gamos proposito olferecor cunsideraco dos
nosso3 lelores.
Jacques Dubois nasceu em Amions em 1478.
Dos quinze filhos de Nicolao Dubois, f bricante
do camelo, foi elle o stimo ; entro quatro ir-
maos e dez irmas, que leve, smenle se lorna-
rara couhecidosFrancisco, que foi professor de
eloquenca e reitor do collegio de Fournay om
Pars, e Joo, conego de Araiens. Foi Francisco,
o irmo mais velho, que charaou Jacques Pars,
onde f-lo cursar as aulas do collegio de Four-
nay, e o aperfeicoou nesse conjunelo desciencias
que constitua euto a grammatica.
A exemplo de seu irmo francisco, e em lugar
de traduzir o seu nome era lalim por Dubeus, fo-
suts ou A. Ligno, Jacques adoptou tambera, tai-
vez por modestia, o appellido disfarcado de Syl-
vius, que o desgnava mais occultamenlo, e para
elle constitus urna especie de pseudonymo.
Jacques Dubois, vido de sciencia, infaligavel
nos esludos diffkeis, ordinarios naquella poca,
aprendeu muilo depressa o lalim, o grego, o he-
breu, a philosophia, e todos os ramos das ma-
ihematicas. Muilo joven ainda captara a stlen-
co e sympalhias de todos os seus professores, e
prorou a sua sabedoria na correcQo das obras
de Galeno : at mesmo se diz que elle inrentou,
por mera brincadeira, machinas uteis que offere-
ceu ao prevosle dos mercaderes, e aos vereadores
do Pars
A medicina foi o seu principal esludo. Nessa
poca era seguido o ensino dos professores ; os
discpulos procuravara beber nos livros ligues que
mui imperfeitamente recebiam da bocea daquel-
les. Dubois seguio o mesmo systema, e encer-
rado annosera seu gabinete com urna rara perse-
verancia oceupou-se em aprofundar os autores an-
tigos. Noslivros destes aprendeu desprezar as
doulrinas dos mdicos rabes, Avcenne, Rhass,
o seas commentadores ; e penetrado de admira-
rlo por esses grandes geniosHypocrates e Ga-
leno, dedicou-so corajosamente ao trabalho de
l-los, commenta-los e traduzi-los. D*ahi com-
prehendeu elle a necessidade de dar anatoma
e pharmacia, a importancia que haviara ellas
perdido pela negligencia dos mdicos rabes.
Galeno foi o principal guia quanlo anatoma ;
porm ao esludo desse grande professor juntou
elle a pralica : fez numerosas dissccQoes sobre os
animaos, e tambera sobre corpos humanos, quan-
do poda have-los. Sabe-se que era uso de lem-
pos immemoriaes dar-se pelo menos quatro ca-
dveres todos os anuos qualro cirurgioes de-
signados pela faculdade. Dubois procurou entrar
no numero desses cirurgioes ; trabalhou noilo e
dia ; e foi assim que lornou-so o primero, sem
controversia, dos anatomistas do seu seculo.
eu-se em seguida ao estudo da pharmacia ;
depois de ler analysado todos os remedios de que
ordinariamente faziam uso, fez numerosas via-
gens com o lira de descobrir e conhecer, nos pro-
prios lugares em que ellas se produzera, as subs-
tancias desnaluralisadas pela frauie, e ve-las no
seu estado primitivo e natural.
De rolla de suas viagens, com edade j de cin-
coenta annos pouco mais ou menos, comecou
ensinar medicina, porm a medicina de Hypocra-
tes e Galeno. Eram enlo raros os professores,
A linguagem do novo professor, simples, fcil e
clara, assim como elegante e correcta, foi prefe-
rida eloquenca elevada, pomposa e florida,
mas diffioilmente nlellgivel do doulor Fcrnel]
pelo que correrara de lodos os cantos da Europa
innmeros discpulos para ouvirera as suas licoes.
Esse successo Ihe creou invejosos. Os mdi-
cos de Paris dcscobnram que Dubois nao havia
tomado o titulo do doulor ; e dislo lizerara um
pretexto para mil difficuldades. Dubois queren-
dosublrahirse aellas passou-se para Montpel-
lier, segundo dizempara receber o barrete de
doulor: todava u'ahi vollou sem o ter recebido.
Seria por desprezo ao ensino, enlo bastante de-
cadente, dessa celebre escola ? Urna tradieco,
que se perpetuou at Reu Moreau, editor" de
suas obras raedicacs, e de sua biographia lalna,
refere que Dubois desprezou por avareza tomar o
offereciam os puros contornos do typo grego ;
seus olhos pardos escuros olhavam cora a ex-
prsalo seria e franca de urna alma que riada
lem occullar ;seu largo chapeo hespanholfi-
cava-lhe mil maravilhas, sombreando delicio-
samente as faces ligeiranienle animadas pelo
exercico, e as trancas luilhantes de sua cabellei-
ra, cuja cor entre nos nao tom nome particular,
e que do oulro lado do eslreito chama-se aureo-
cin;ento. Suas aoseram do urna perfoico no-
lavel, al em sua3 luvas de amazona. Dir-se-
hia modelada sobre o famoso fragmento de mar-
more, de que era to allivo Rogers,o banquero
poea, e que Canova tocava tantas vezes com os
labios.
Ha nra retrato que sempre me lembra a figura
de Co slancia, ainda que esse retrato seja muilo
mais serio e mais desenvolvido que os en-
cantos anda indecisos de miss Braudo : o
da rainha Joanna do aples no palacio Do-
na.
Muitas vezes parei diawle desla piulura, esfor-
cando-rne em vao por dissipar a imagem oceulta
nesses traaos altivos, nesses olhos serenos e de
urna calma perfeita. Ao \-los,quem poderia sus-
peitar a historia dessa mulhcr culpada, dessa
audaciosa conspiradora, que era de urna sor.sua-
lidade sem limites e remorsos, no meio dos tra-
mas da poltica, que contou seus amantes por
li-goes, e vio sem se abalar ser decapilado seu
principal favorito I
Um rrilico resolvido achar todo o cusi
um defeiio na belleza de Constancia Brando,
dizia que ella linha a fronte um pouco alia, os
labios muilo finos e de umaexpresso muilo de-
terminada, princip-ilmente quando urna sensa-
cao poderosa vinha romprmi-los. Mas difficil
seria dscobrr esledefeito na primeira entrevis-
ta. A alegra brilhava ent.io em seu rosto, e seu
brilho pareca reflectir sobre as feigoes sombras
de Guy, adogando-lhes o severo contorno e es-
psrgindo sobre ellas a irradiarlo de urna felici-
dade cheia de orgulho.
Ella acolheu-m6 o mais cordialmente possi-
vel, c ainda me lombro da agradavel impressao,
que me deixou no ouvido o primero som dessa
voz doce e modesta como a de Cordelia. Havia
talvez um ponto de semelhanca com o orgo de
Flora Beilassys ; mas no fundo o timbre della
era positivamente difTerente, to differente co-
mo pode s-lo o gosto de urna agua pura e lm-
pida, do de ura vinho doce e forte.
Tinhamos dado duas ou tres voltas, quando
veio nosso encontr urna sociedade numerosa,
no meio da qual logo reconheci miss Beilassys.
Ella pareci, se fosse possivel, mais bella que de
costume ; e passou galope solida e firmemen-
te sentada no sellim, ainda que se prestasse em
um justo compssso ao caminhar de seu ca-
vallo.
Nada em seus gestos mostrou a mais leve
sombra de emocao ; todava lembrei-me da an-
lga mxima da sala de esgrima :Velae nos
olhos do vosso adversario antes, que em sua es-
pada.
Com efeito olhei para os olhos de Flora no mo-
mento em que ella ergua a cabega o nos sauda-
va, cantes que liresse lido lempo de apagar o
logo delles ; e vi brilhar um olhar de descon-
fianga e de odio, que iacahir sobre sua rival ; e
vi-o enternecer-so cheio de um ardor apaixona-
do, acompanhando por espaco de um segundo
Guy, que so afTaslava com o rosto virado para o
oHilro lado.
A' vista dislo, melada do conselho de Mohun
tornava-sc quasi superflua. Nao havia perigo
de quo eu me deixasse Iludir pelo modo, por
que miss Beilassys lemava alegremente seu par-
tido.
Entretanto com o temposenti em raeu espirito
e como apezar meu a idea do que a escolha de
I.evingstone era um erro debaixode certas rela-
ces. Tanlo elle como sua fulura nao eram feitos
um para o oulro.
Constancia era lo desconfiada o tao isenla
de ciumes vulgares,como urna verdadeira crian-
ga ; mas cerlos modos de seu amante nao Ihe
agradavam, o ella lh'o hav3 dito ; porque
quando se tratava dos respeitos reaes ou imagi-
narios, devidos si propria ou aos outros, ella
eca lo pouco flexivel como urna barra de ac ;
e alm disso, era urna rgida observadora de
lodos os canons e ritos da egreja ; e mais de
urna vez, quando Levingstone Ihe propunha al-
gum divertimento, haviam vigilias, matna3 e
vesperas, que viessem perturbar o designio. Ella
fazia tudo pelo melhor, eslou cerlo disso, e jul-
gava si mais severamente ainda do que aos ou-
tros ; porm ella nao podia adevinhar quanlo
ludo que se pareca com urna queixa, com urna
lico, feria esse carcter allivo e voluntario,
que desde a infancia linha sido habituado nao
soffrer embaroco algum. Para fallar com loda a
sincerdade, ella nao era isenta desse sentimen-
lo, quo causou a ruina do ma3 poderoso dos
anjns, e que mereceu um eterno castigo ao fi-
Iho d3 Aurora ; o foi esse orgulho que talvez a
impedio muitas vezes de dexar ver a profndela
do amor, que realmente sentia, e que tornou suas
maneiras frias e conslrangida?.
Isto apenas simples conjecturas, porque nem
enlo, nem depois ouvi escapar Guy a mais
leve palavra de aecusago ou queixa.
Nao supopnho que elle a houvesse conlradilo
mulas vezes, e at estou corto que nunca live-
ram urna dispula entre si, nem mesmo a mais
ligeira discusso. Este par nao era d'aquelles
que so deixam levar por pirracas amorosas ; mas
algumas vezes, quando Guy deixava Constan-
cia, eslava com a fronte de lal modo carregada
de nuvens ameagadora?, quo esta visla leria
cerlamenle rigosijado o corago de Flora Bei-
lassys.
Um da, lembro-me bem, elle se conservara
algum tempo sentado, silencioso, quando do re-
ponto seus olhos cahiram sobre urna mesa, onde
achava-se entre outras cartas um pequeo bi-
Ihete dobrado em triangulo e ainda fechado. El-
le quebrou a obreia e leu, franzindo as sobran-
celhas. Depois do alguns momentos de hesita-
do, passados olhar para o_ bilhete, elle pare-
i .uJ/m t,usca do I""1 "'"h" >do: propoz fa-
culdade que se Ihe quizesse conferir o doulorado
gratuitamente, elle attrahiria para suas escolas
com o seu ensino grande mullido de discpulos:
esti proposta nao sendo accela, Dubois deixou a
CIUA6*
Attrbucm avareza esse procedmento de Du-
bois ; mas pe o contrario vemos nelle urna pro-
va de prodigalidade. Quando mesmo Ihe livesso
sido impossivel oblor em Paiis de seus collegas
cosos o diploma que elle sollu-ilava, quando por
isso so visse obrigado ir solicia-lo da faculdade
de Monlpe lier, esse fado de nao receb-lo prova
exhuberantemcnle que elle dava pouco apreco
aos gastos do urna vingem longa e JiOi.il. Se
Dubois fo.Monlpellier, nao o fui cerlamenle
para adquirir Ululo, e Sim para conhecer as dou-
lrinas que ah se cnsnavam : assim, pois, im-
pellio-o fazer essa viagera o nobre amor de
sciencia, que j o tinha dirigido u'oulras excur-
soes scienlificas.
De Montpellier passou-se Lyon, onde possuia
um amigoo medico Dumont, o qual com Cam-
pege eram os nicos, segundo se exprimi n'uma
de suas cartas, que mereciara esse titulo. Con-
vidado para urna junta, era caso grave, desen-
volveu ua presenga dos seus collegas a questo
do emprego do vmho as f-.-bres ; e sendo insta-
do por elles para publicar esse systema, quo
adoptaram, fez de faci imprimir um tratado e
esse respeiio em 1530 era Lyon. E' esse tratado
urna das suas obras mais antigs: antes delle
comludo j havia dado luz um poema sobre a
entrevista de Francisco 1 e de Henrique VIII da
Inglaterra, em Ardres, 1521 ; o oulro tratado do
rgimen da vida do Francisco I ; conforme elle
mesmo nos deu saber n'uma epstola de dedi-
catoria ao padre Chastelaiu, bispodcTulle e de-
pois de Macn.
Voltando Paris Dubois compoz sua gramma-
tica franceza, ou antes latina-franceza, qual
juntou urna longa introduego sobre o esludo do
Irancez. Suppomos que lambem elle se empre-
ara na organisagao do um tratado de elymologia
das palavras francezas ; porm esse irabalho to
digno de sui erudigo nao nos chegou s mos :
talvez mesmo que Dubois, dislrahido pelos cui-
dados constamos queempregou ua medicina, nao
o livesse podido acabar.
Alguns mezes depois da publicacao da sua
grammalica, isto 28 de junho "de 1531. foi
elle recebido como bacharel na faculdade de me-
dicina de Paris ; o esse acto se conserva ainda
nos registros daquella faculdade.
D'ahi em dante os seus collegas de Pars, que
principio tanlo o haviam incommodado no seu
proessorado, forgados depois reconhecer o seu
merilo, poravam era lestemunhar-Ihe a sua es-
tima : al mesmo Ihe concederam urna deslincgo
mu lisongeira, de que s ello e Fernel gosaram.
a qual consta da dociso espacial inscripta nos
registros com data de 27 de Janeiro de 1535.
Joao Fernel e Jacques Dubois foram autorisa-
dos leccionarem fra da escola de medicina e
recoberem de seus discpulos o salario do seu
trabalho. A' vista de lal privilegio Fernel abri
no collegio de Cornouailles cursos que foram pou-
co frequentados ; o Dubois, que linha passado
para os collegos de Tourna e de Cambray, deu
no collegio deTreguier ligues quo para alu'altra-
hiram numerosos ouvintes o assiduos, viudos da
Allemanha, da Inglaterra, da Hospanha, da Ita-
lia, e da Blgica.
Essa concurrencia era devida s suas explica-
res claras e succintas, e egualmente ao cuidado
que elle empregava era acompanhar essas expli-
cages e ligues sobre a preparago dos medica-
mentos, ou pharmacia, o de continuas experien-
cias de anatoma sobre cadveres de homens,
mulheres, meninos, macacos, carneiros, ces,
cavallos, veados, especialmeute de vaccas em to-
dos os periodos da prenhez. At enlo, apenas
se limilava o esludo ao conhecido das parles do
estomago ou do peito ; Dubois estendeu-o ao co-
nhecimento do todas as parle.3, ainda as mais pe-
quenas, do corpo humano. Um reparlraento da
casa, em que elle habitava no bairro do Sainl-
Marceau, era destinado pira as ossadas disseca-
das, oulro para os remedios, e oulro finalraeule
para a sua bbliolheca immensa e de livros todos
escolhidos : havia tarabem nessa casa um vasto
jardim, no qualcullivava com muilo zelo as plan-
las vulgares e exticas, sobretudo aquellas de
que se usa na medicina.
Taes eram as imporlanles collecges prepara-
das, aperfeigoadas e conservadas no interesse da
sciencia e dos seus discpulos, por esse homem,
que dzem fra ura moustro de avareza. As des-
pegas que linha de occorrer, os sacrificios que
scimpunha si proprio, expiieam sulcienle-
menle o rigor com que reclamava dos seus dis-
cpulos a retrbuico dovida sfadigis do seu en-
sino, nao possuiodu outros recursos mais do que
esse salario legitimo : affirmam at mesmo que
elle ndicava os remissos no pagamento aos seus
condiscpulos, obrigando estes repell-los de
s, sob pena de verem suspensas as suas ligos.
Devemos accrescentar quo a semina exigida" por
esse professor, que chamara vido, nao era exor-
bitante, mesmo para o lempo ; pois nunca exce-
deu de cinco suidos por mez.
Prelendera mais que eile, pos=uindo criados,
os alimcnlava pessimamenle. Sobrio como era,
Dubois nao se alimentava melhor si proprio, e
sobre esle poni sabemos quaes eram as suas
ideas; ed'aqui a pouco veremos que ellas Ihe
fazem honra. Os seus inimigos penetraran! al
na sua vida privada ; ellos dizem que era casa de
Dubois nao se fazia fogo para o invern ; e que
este se aquecia canduzindo de cima para baixo de
casa urna pesada acha de lenha, ou jogando a
pella. Porque razo semelhanles fados divul-
gados por seus adversarios, serem verdicos,
nao se prestariam antes ura commentario ra-
soavcl por parle dos seus amigos "? Dubois for-
ceo tomar urna resolugo decisiva, e queimou-o
lentamente chamma d3 lampada ; depois disto
levanlou-se, indireilou sua magnifica estatura,
como le-lo-hia podido fazer o Titn da tribu de
Dan, antes que Ihe raspassem os cabellos, e lor-
nou senlar-se em sua cadeira com um profun-
do suspiro de allivio.
Eslive poni de inlervir, porque no sobres-
cripto linha reconhecido a lettra da funesta Da-
lila ; ma3 eu conhecia os perigos que corra
quem se raetlia em negocios com Guy, e de mais
eu eslava cerlo desla vez que elle linha escapa-
do seus lagos. Entretanto raeu corago soffria
pensando as seduegese tenlages, que o futuro
ihe podia haver reservado.
A' noilo mal pude conlcr a colera, quando
vi na opera Flora Beilassys. Iriumphanle como
se tivesse podido saber o que de manha se ti-
nha passado ;e pensei ento no pobre corago
simples o innocente, cuja felicidade elialeotava
destruir.
Flora e Guy encontnvam-so constantemente,
porque elle ia sempre por toda a parle, muitas
vezes acompanhado de sua noiva. Ellos pare-
cam achar-se no p ma3 ordinario de anligos
conhecimentos, bem que se notasse que nnguem
tinha succedido, na corle de Beilassys, ?o pos-
to de grao-visir, deixado vago por Lcvings-
lone.
Nao posso seguir um um os tramas dessa
Circe. Ella pesullava perfeitamente suas mano-
bras nessa poca ; depois, entre sua descoberta e
cu, estendeu se o veo do ura reraorso terrivel,
que nunca tentei esquadrinhar.
Posso apenas narrar o Um delle, que leve lugar
muilo rpidamente.
XIX
E' bom ser alegre e pruden-
te ; bom ser honrado e sin-
cero ; bom estar desembar-
gado le um primero amor an-
tes de deixar-se arrastar por um
outro.
Havia urna noite grande barnlho de festa em
Richmond, na quinta de mistress Wallace, e urna
multido de lindas mogas e galantescavalle>ros. A
duna da casa era joven e encantadora : seu marido,
bom homem, calvo, inoffensivo e j no declinar
dos annos, so fazia nolavel em seu emprego de
director do baile.
Seus vinhos eram to bons, que anda annos
depois se sonhava miles, quando, como Curran
confinado no porto dejuma estalagemde provin-
cia, se sacrifica heroicamente sobre o altar do es-
talajadeiro polo maior beneficio de sua casa.
A multido nao era to compacta como na mor
parte das reunies de Londres, c por conseguinte
a temperatura se achava pouco menos elevada
que a de um bauho de vapor, ou que o calor dos
Piombi; mas em geral as convidadas eram espiri-
tuosas, bonitas ou recommendaveis sob outras re-
lagoes.
Seguramente, ir lo longe em um soire, era
urna expedigo, c islo tornava-se quasi urna ques-
to de passaporles ; mas a volia travez dos or-
mava sobre os beneficios, que podem resultar doilor f.|,,r Ax ,,, .
exercico do corpo, principios mui fortes que nos Uimim, ^ ? \ raposa, que em tempos da
transmillio : linha horror do fogo que pedera emZ P?- rf?^.. preMr' arSSm como tam'
queimar Ihe as pernas.como elle dizia: pWUnto 5! 1V22! SHuS^* ca,r8C?cs' da enSas
a sua conducta nada mais prova senao que era cortar f S,a.P??A ^T1, df quaes se tJe"
um homem consequeote com os seus principios, "airo dedo 1*.7.,d,de8 at ta.m,nho. de
"" ------------ quatro aedos pouco mais ou menos ; ellas va om.
e 1iUA0S qulz conQrni8f cora o seu exemplo.
lde-se julgar do seu genero de vida avista
das recommendacSes que fez elle aos seus disc-
pulos pobres. Os conselhos quo Ihes deu se
achara comidos n'um tratado curioso que nao po-
demos psssar em silencio.
E' veidadeiramcnte locante ver-so um homem
lo grave e sizudo, como era Dubois, desecr al
As mais pequeas crcumslancias que podiam in-
leressar aos pobres cstudantes. O emprego que
deviam fazer do lempo, a preparago dos seus
alimentos, e o cuidado que deviam lomar com os
seua vestidos, nada pareceu esse grande espiri-
to indigno de merecer sua atiengo. Essa ler-
na solicitude, que se raanifesla as prescripges
desse homem ao mesmo tempo proveitosis e aus-
teras.apresenta um nao sei que carcter paternal,
quo devena polo abrigo de quaesquer mo-
tejOS.
Dubois conheceu a miseria dos seus estodantes
quiz combat-la : para isso creou ura Ramos,
que mais tarde, sob diferente forma, tomou so-
bre s a causa desses infelizes. O servigo que
Ihes preslou a experiencia de Dubois Ihes "foi de
urna ullidado mais prxima que a isenco dedi-
rcilos solicitada por elles para Ramos. *
Permitla-se-nos dar aqu urna rpida analvse
desso tratado, que se intitula exactamente :
Jac. Sylv Ambiani, professoris regii, medid
parisiensis. de viclus ratione paralu facili ac
salubri pauperum scholaslicorum libellus egre-
gias.
Sabia elle quantas enfermidades erara sujei-
tos os pobres collegiaes, em consequencia nao s
da m qualidade dos almenlos, como tamhem da
applicjgo tarda dos remedios, quando delles li-
nham necessidade ; e por conseguinte tracou-
llies um genero de vida fcil c salular, reguado
pelas horas.
Nao Ihes prescreveu hora certa de erguer-so do
leito. Salvo o caso era que isso (ossera obri-
gados por seus raestres, deviam dormir pochas-
tante lempo aim de poderem bem digrir a ceia
da vespera, e s levantar-se quando sentissem o
corpo e o espirito disposlos.
a Fazendo fro, acenJei urna lanteroa e senta-
dos sobre o leito cstudae, trazendo asespaduas
bem agazalhadas. Na occasio de vos lovantar-
des, esfregae bem o corpo com as mos, calgae
vossas chinellas ou lamancos fpanlophellas ant
gallicasj, camnhae, assoae-vos, tossi, escarrae,
alisae os cabellos nao s com os dedos, como
lambem cora um pente que nao lenha denles
quebrados. Fazei as vossas orages Deus, mes-
mo caminhando, para nao perdesdes lempo, e
mais do que as vboras. Quanlo aos vermes da
ierra podem ser cosidos com salvas e alecrim de-
pois de bem hmpose preparados ; sendo porm
possivel, ser bom passar sera isso, posto que n
seja um pralo para desgostar, elsi non omnine
prav ma nulrimenti.
Se essas prescrpres sao curiosas e estranhas
especialmente para nos, em virtude do contraste
que apresentam com os nossos coslumes, servem
todava para mostrar quanlo preoecupavam a
Duboia as dificuldades da vida j dos colleeiaes
ja do pobre povo. Nao comente em dar est
regras para um rgimen fcil e pouco custoso de
observarse, convidava os ricos preslarern-sa
cora as suas esmolas. sendo elle o primero
dar o exemplo: enconlra-se no fim dos seus
conselhos para evi.ar-se a fome e a sede, urna
exhortacao que Ihes dirigi em termos expres-
Quando um de nos sofire dever dos oulros
soccorre-lo : dever que nos cumpre preencher
a todo esforgo essede soccorrer os pobres que
o Pac celeste recomniendou ao nosso cuidado
A vos, ricos, me dirijo : vos quem peco em
nome de Deus, e supplico que tenhaes pidade
dos pobre9. Sois humanos como ellos a de<="raca
lambem vos pode tocar. Procurae no co preijo
das riquezas da trra oulros Ihesouros inexsota-
veis :
E mais
guinle :
adiante dessa exhortacao se 12 o se-
p. excitar expectorago. pronunciando as pa- entrados'
Nao vos peco, diz elle, para os pobres, vi-
nhos exquisitos, manjares deliciosos ; esses re-
servae para vos : porm dae-Ihes ao menos vi-
nhos grosseiros, alimentos coramuns.
Semelhante linguagem porvenlura a lingua-
gem da avareza ? E se Dubois foi o primero a
seguir esse genero de vida excepcional, ponto
de attrahir sobre si as zombaras dos seus adver-
sarios, porque razo nao elle anles admirado
do que censurado? O vulgo, que o nao podia
juigar nem pelos seus conhecimentos nem pelos
seus escriptos, mas quo suppunha pelas apparen-
cias que ello era rico e despenda pouco, espa-
Ihnu o boato de que existiam somraas enormes
enterradas nos muros da sua casa, no bairro de
Saint-Marcean : nunca porm se pode encontrar
vestigios dessas riquezas oceultas. Dubois possuia
urna outra casa no bairro de S.^m-Jacques ; ahi
se enconlrarara alguns escudos ; mas elle nao ha-
bitava essa casa, e bem podia ser que esse di-
nheiro fosse la depositado por algum locatario.
Assim, pois, que razos haviam para allribuir-
se-lho essa avareza ? Duas smente : o salario
| que exiga dos seus discpulos, e os poucos escu-
que nao era por elle habitada,
estas que merecara peso ?
?.a ,suta. e,.sa de Saint-Jacqiies,
Sao acaso razos
Quando lerdes seja ao mesmo lempo com os
olhos e cora o espirito ; escolhei caracteres um Pnp P8nritn
pouco grandos.para nao fatigar-vos a vista ; con- inn 1Pn? a d, T^- 1 ^ ehocar1nco' sob
servae aluzantes do lado esquerdo que do d- ^\? .!25 P-'P^lares, alguns epi-
e.lo, e sobro ludo um pouco para traz. So, em """'T uma Sa,,jra .bns,anle mordaz appare-
I ceram seu respeito, nao emquanlo elle viveu.
*--------------------_ _, r ^ ^ ^ ,, K, un* .JVf '.ni
quanto estudaes ou ouvis as explicaces do mos-
tr, senlirdes fro nos ps, as mos ou em lodo
o corpo, o que succede rauito (7110a frequens til]
combatei-o primero nos ps por meio do
aceio, lavando-os muitas vcies, uma vez por mez
por exemplo [scepe, ul singulis mtnsibus) ; de-
pois as mos trazendo luvas ; finalmente esfre-
gae bem os ps um contra o outro, e da mesma
sorte as mos ; fazei um forlo exercico, mas
leude lodo o cuidado em nao dexar o suor en-
chugar no corpo ; de outra sorlo o calor adqui-
rido desapparecena depressa, ou queimar-vos-
hia o sangue.
porm depois da sua morle.
este epitaphio :
Buchanao Ihe fez
Sylvius hic silus est, gralis 'ui nil dedil
unqua-n, artuus
el gralis Henrique Estcvo. segundo atfirmam, publcou
tambera cora o nome disfarcado de Lncieus Arri-
fabejnus um dialogo satyricoSiloius ocreatus
(Dubois de botas.) seutilo do dialogo o se-
guinte : Dubois, Rabelais, e Dumont foram pa-
rar aos infernos, c entraram em consorvaro cora
i o barquoiro Charonte, antes de^tr
-, ------- ...ravessarem na
Em oulro capitulo traa elle do alimento O! "! ?" ~ .".1!* ahi 1chfg0U ""as, bolas
pao, ou o arroz d'agua e sal. a carne, ou na falta "8 ^" S"f11U,''ma rao,e5,1^ 1''1o forga-
desti toucinho fresco, as cenouras cultivadas ou I nrincZnl JLiSbl ."n,lra,lod.3S 0S.SCU3
mesmo incultas, cosidas na sua substancia, pepi- ^ZT^-J^YJu" f8 JUnl de S1> qulz a0
nos, rabauetes, a pescada e o bacalhio, ovos e | S'P",8" d1 le as ?" Pas : morreu
castanhas, eis osal.menlos que Dubois aconselha ffi1?T 5 f r a-'h! Te'. l""10 da
de preferencia. Quanto bebidas o vinho em ".^''J"r?J^: "'.fu dlsc'P"lo. sob o pseudo-
pequena quanlidade, a cerveja, a cidra, e tirar-ufa?OMl. VJSZtmi' esPondeu esse
sas bebidas preparadas de fructos maduros ou v0Sm/n^ Jf S T ,0^'1 al8UDS
cosidos. Durante a roml.li n e dPvP -irir connccimeato preciosos sobre Dubois.
precios
As censuras contra Dubois sao lo pouco gra-
ves, e tao pouco numerosas, que nao so pode
dexar de estranhar ao autor da satyra o haver-
se olvidado do respeito devido s ciozas, apenas
extincias.de um tao grande hornera. Mas a sua
vinganca se acha nos elogios que porfa Ihe
tecerara os seu contemporneos, c as destine-
(Oes de quo foi objecto !
J dissemos que favor o concesso Ihe fez a fj-
culdade: accresceniemos mais quo era 1518 o
re Henrique II o nomeou professor real em me-
dicina, e o chamou para junto da sua pes=oa
v- |OlTereceu-lhe um cargo muilo rendoso e Imoor-
Naovo3deiteis sem tomar lodas as precau- tuile : porra Dubois. prezando a sua indeoen-
goes contra o fro : encolhci-vos todo; res-| dencia, dado mais aos esludos do que vido de
pirae no vosso leito ; collocae as mos sobre o honras e de riquezas, recusou durante dois an-
esiomugo ; recommendac-vos Deus, e dormi noc acceitar esses liiubs : afinal era 1550 foi
tianqu.llamento. Se despertardes durante noi- obrigado obedecer, o que s Ihe servio do mais
n.ira llHafflMPW r, niln n um ....,1;,.. -.___._.t--n '...o
cosidos. Durante a comida nao se deve entreter
com qualquer objecto ltterario que demande
muila applicacio do espirito.
Depois da comida, dae gragas Dous, lavae
as mos e a bocea, limpae os denlos com uma
penna, ou um rarainho de alecrim, quesera pre-
ferivel qualquer outra cousa, passeiae um pou-
co, e nao vos cnlregueis ao irabalho anles de
duas ou tre3 horas, leodo todo o cuidado era tra-
zer o corpo sempro direilo. Antes da ceia, ci-
minhac ainda, e tambera depois, repassando
na memoria vossas oceupages, vossos esludos,
vossos irabalhos do da.
te, tossi, escarrae para desembaragar o peito,
os pulrres.
Em outro tratado intitulado De parco ac du-
ro rictu libellus elegans Dubois volta ainda
um motivo para trabalhar, escrever, e exercer
sua arte. Tinha enlo setenta e dous annos ; o
esse trabalho forgado n'uma edade era que mais
que tudo Ihe era necessario o repouso, compro-
. meiteu a sua sade, e cinco annos depois morreu
queslao importante dos alimentos; passa em re- da sua- primeira molestia i 13 de Janeiro da
senha os mais communs e os mais exquisitos ;j 1855 ; foi enterrado no cemiterio dos colle-Mae*
pesa os inconvenientes e as vantagens que resul- pobres, como elle mesmo o pedir no seu tsta-
lo ro de Uns e de outros. ntreos me Un mu. menln
lara de uns e de outros. Entre os que ello men-
ciona nao nos sorprenden pouco ver o sabio dou
(Ceniinar-se-/ia
valhos da manha valia bem a pena do ser em-
prehendida.
Constancia Brando estara presente. Nunca eu
a vira lo encantadora como nessa noite, em que
elle pela ultima vez apparcccu em sociedade.
Nnguem de certo leria adevinhado que algumas
horas mais tarde o brilho de seus olhos devia
obscurecer-se, assim como a cor animada de suas
faces, para s tornarem apparecar no dia da
Ressurreigo.
Flora Beilassys achava-se tarabem nesta festa
cora toda a insolencia de sua belleza, desafiando
a crt ca, e provocando a admiraco, que Ihe pro--, successos.
digavara de lodas ss parles. Beilassys!
Desajarla descrever seu toilette ; mas sei quan- Todas a's vezes que esta se arrscav3 em alca-
0 pengoso para ura profano arriscar-se nesses, ma imprudencia de uma atToiteza desacostuma,
lernveis roystenos, que presidem as modernas ella ia em companhia de miss Torntou o
lava as flores da juvenlude, e nom linha lido
muitos altralivos e belleza ; sua estatura era re-
gular, e seu rosto tinha nao sei que de tmido o
supplcanto, quo fazia com que se olhasse pira
ella duas vezes.
Com tudo era sempre vexuda pelos melhores
dangadores da sociedade.
Ella walsava perfeitamente ; mas nisto nada
havia do extraordinario : noventa e nove pessoas
sobre cem sao da mesma torga, depois de duas
estages de exercico.
Os qnesabiara disto nao se admiravam deseus
Ella era a alma damnnda de Flora
hierophanles, essas illuslres costureiras, cha-
madas Devy o Maradan-Carson. Recoohego
minha insufliciencia e paro.
Nao leudes vos todos lido a historia de Ac-
teon ?
Todava posso dizer que tenho uma vaga idea
passava para jante dola para a ter sempre com-
sigo.
Quanto fonle originaria desta influencia, eu
a desconhego ; na poca em que fallo, Rosa
linha tanta vontade como um granadeiro russo.
Por tanto ella devia ter tido oulr'ora uma es-
tZ '! n hJ r\ fR "h" HUma espe' Pccie de iniciativa, e considerar-se como um ser
ce de nu\em de fil azul esbranquigado, seinea-
do aqui e ali de raraalhetes de geranios ; e lem-
bro-me perfeitamente do uma certa.serpetile de
marchotada de diamantes, que Qia>
responsavel; ao menos pens as3im ; mas desde
muto tompo toda a vaidaJe deste genero linha
sido exliocla ne.la por seu brilhante cao de
vellido escarate,
brilhava atravez das trangas o raadeixas do seus
negros e magnficos cabellos.
Q.soire comecou porum espelaculo do curiosos,
quo obleve o maor successo.
Havia uma criada assz provocante para sub-
jugar lodos os nossos criados, cuja tilago re-I
montava al um vassallo do duque Guilhermc da I
Normandia, o alm della um clrigo A'aorney,
que evidentemente se havia (Iludido sobre sua !
vardadeira vocago, tomando uma commissuo nos1
Coldslreams.
Levingstone chegou no principio do baile, que
se seguio ao espectculo. Elle tinha jamado na
mess de seu amigo regiment. Nao rae record ;
de o haver visto alguma vez quasi bobado : sua 1
cabeca era de marmore sob as influencias do vi-:
nho, e supportava at bebidas mais forfes : porm
desda o momento era quo encontre seus olhos,' peUosamentrapperiidado miss'ihronton-"o Tor-
adevinhet por seu brilho desacoslumado c pela qunele,- vislo como para alguem ter certeza
animacao espalhada em seu rosto ura tanlo mu-! de uma walsa com Flora, devia de anlemo pa-
dado que o fesiim linha sido copioso. I gar a passagem sob forma do quadrilha obrigalo-
Elle parou um instante para dizeVme duas ou ra ora sua protegida,
tres palavras, e notei que a primeira pessoa, so-j o reconhecimento d Rosa era sem lmites :
bre a qual canto seu olhar, foi, nao sua noiva, nunca ella deixou de prestar cerlos pequeos ser-
mas Flora Bellassy?. Esta descangava da primei- vicos sua patrona ; escrevia-lhe cartas como
Pobre creatura I nj havia nada deadmiravel
em que essear tmido se houve tornado habitual
em seu rosto, e gue ella fallasse sempre com um
lora conslrangido 3 reservado, como p3ra conser-
var-se em defensiva contra o perigo de trahir al-
gum segredo terrivel.
Nao era cerlamenle uma sinecura o seu empre-
go : ella era alternativamente emissaria e a
confidente do Flora.
Minha opinio pessoal que tendo sempre
conservado um fraco resto de consciencia, ella
solfreria de lempos lempos remorsos du-
dantes.
A danca era seu grande e quasi nico diveti-
mento, Flora a provia regularmente de cavol-
leiros.
Devo confessarquo nao sei quera tinha disros-
ra polka, cercada de seu eslado-raaior habitual
de admiradores.
Guy conlemplou o circulo dos suspirosos, que
rendiam homenagem : ouvi-o fallar comsigo
mesmo, repetindo em voz baixa a formula dos
gladiadores entrando na arena romana : Mori-
turi te salutant I
Depois disto atravessou, e lendo pedido Cons-
tancia para a primeira contradanga, para a qual
nao livesso par, elle poz-se conversar com uma
setihora, de quem ainda nao fallei, mas que me-
rece ser esbogada pressa.
Rosa Tornton nao era bonita, nem tambera es-
fazia RafY Richoleu ; farejava e filava como o
melhor cao de fila, arriscando de tempos tem-
pos uma caricia tmida, que Flora aulorisava com
ar imperial.
O unic as3umpto, sobre o qual Rosa Tornloa
se estendia com eloquenca, era os fascinantes at>
trativos de sua amiga.
[Conlinuar-st-ha.)
PERN. TTP. DEM. F. DE FARIA.IW.


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