Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09174


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Full Text
km XXXYI. HOMERO 274
i ni i
Por tres mezes adianlailos 5$000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
SEGSDA FEIRA 26 DE HOVEMBRO DE 1861
Por auno adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGADO DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima :
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araealy o
Sr. A. de Lemos Braga ; Cear, o Sr J. Jos de Oli.
veira; Mannhao, oSr. Manoel Jos Martins flibei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandeg de
Moraes Juuiar ; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
I'.llll n'A.l DOS (.ARtlUa.
Olindn todos os dias as 9 i, horas do dia.
Iguarass, Goianna e Paralaba as segundas
e sextas Teiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhiuis as lerdas felras.
Pao d' Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iugazeira, Flores, Vla Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex lias quartas-feiras.
Cabo, Sirinhem, Rio Formoso, Un, Barreiros,
Agua prea, l'imenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios parlem as 10 horas da manhaa
EPHEMEIUDES DO MEZ DE NOVEMBRO. IaUDINECIAS DOS TKIBUNAES DA CAPITAL.
6 Quarto minguante as 6 horas e 57 minutos ., A
Ja manhaa. """ulusiTnbunal do commercio : segundas e quintas.
12 Lna nova as 10 horas e 16 minutu* da tarde. Kelacao tercas, feiras e sabbados.
10 Quarto cresceute as 6 horas e 33 minutos Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
da manhaa.
28 La cheia as 9 horas e 18 minutos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 4 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundo as 3 h.oras e 42 minutos da larde.
Juizo do commercio: quartas ao mcio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel; quartas e sabbados a urna
hora d tarde.
DAS DA SEMANA.
26 Segunda. S. Pedro Alexandrino b. m.
27 Tcr?a. S.Mnrgarida de Saboia v.; S. Jozaphal,
28 Quarla. s. Gregorio III P. ; S. Jacob de M. f.
29 Q.inta. S. Saturnino m. : S. Illuminada v.
30 Sexta. S. Andr ap. ; S. Trajano b.
1 babbado. S. Eloy B. Novionense ; S. Nahum.
2 Domingo. S. Balbina v. m. ; S. Adria m.
ENCA RUEGA DOS DA SUBSCRIPCO NO SUL.
Alagoas. o Sr. Claudino Falrao Dias; Bahia,
Sr, Jos Martins Alves ; Rio de Janeiro, o Srl
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprielario do diario Manoel Figueiroa d
Faria, na sua livraria i rara da Independencia os.
6 e 8.
PARTE OFFICILA.
REGILAEXTO
das alfandegas e mesas de rendas.
(Continuarn.)
CAPITULO XIV.
DO F.XI'EPIKNTK DA CAFATAZIA.
Art. 696. as alfandegas e mesas do rendas
cobrar-se-ha, a titulo de expediente da capata-
zia. e como relnbuico do servido do material e
pessoal da niesma capalazia, quarenta ris por tal do imperio com despacho para porlos do mu-
\ ... a"01 coin casca. ou scm ellav mi- I ?oes mencionadas no art. 721, i. excepeo da do mente responsavois pelas suas faltas em lodos os zer, e na de ambos a nquel outro a onem com-
Iho, fejao, e outras semelhantes produccoes que pagamento do imposto. casos em que por sua negligencia ou culpa forern petir a polica do respetivo dislriclo fiscal ou
nao tem fabrico pagaran 5 por cetito. Art. 723. A agurdente ser escripturda, pa- admitlidas, ou conservadas pessoas que nao offe- ancoradouro, se lavrar o competente termo de
4. lna que os gneros de produeco do ra a entrada nos depsitos, com designaco da recam as necessarias garantas, ou sobre quera '. apprehensao, em que u apprehensor ou appre-
quarjtidade de medidas que os cascos poderem recaa suspeitas de se acharem em desfavoraveis honsores relatarlo o faci com lodas as suas cir-
conter, da que conliverem, o da correspondente i circumsiancias ou de pooca segnnnca. cumslanoias, mencionando ao mesrno passu o dia
ao grao de forca indicada as guias dos enge- Arl. 737. Ser riscado da matricula o assi
municipio da corte sejam por tacs reputados,
bastar que o daspachanle aprsente disso urna
declarac.au jurada do productor, ou o declare de-
biixo de juramento.
Art. 707. Os gneros similares das provincias
limitrophes, que nao forem acompanhados de
guia da provincia 'onde. proceden) sero lijos
como pro lucios do municipio da corte.
Arl. 708. Os barcos saludos do porto da capi-
cula volunte, cojo peso nao exceder de cinco ar-
robas, o vinio ris por cada arroba de lodo e
qualquer volume, cujo peso fdr maior do cinco '
arrotias.
Esta disposicao nao coiuprehende os servidos
prestados nos cnlreposlos, a cujo respeito se ob- I
servar o que se acha marcado no art. 276.
nico. O expediente da capalazia ser cal- '
colado, na nota do respectivo despacho, na fr- '
nlcipio da corle, ou da proviucia do Rio de Ja-
neiro, que forem para qualquer outro porto do
imperio, ah pagarao, para a renda geral, o dizi-
nio dos gneros que dse m barca re m, projuzidos
no municipio da corle.
Para este effeito a alfandega da corle declarar
no manifest da carga de laes embarcacoes quaes
os gneros que transporta de produeco do mu-
nicipio neutro.
nhos: e no acto da enirada sero numerados os
voluntes por pipas, meias-pipas e barris, re-
comnienuando-se a numeraeo em rada exerci-
cio. F.fTecluada a entrada,'dar-se-ha ao con-
ductor um recibo extrahido do livro do talAo.
Arl. 724. Ser permiluda a remogo da agur-
denle depositada to armazem de Bonifica para o
trapiche ou deposito especial da corte, o quese-
ra facultado pelo alfandega, prestando a parte
na niesma alfandega flanea idnea pelo valor dos
di r*" i tos de consumo e laxa municipal, e esles
sero cobrados em dobro execulivamenle, so o
genero nao liver entrado no trapiche dentro do
prazo de tres das da concesso.
Art. 735. O inspector da alfandega remetiera
recebedoria do municipio, no principio de cada
Arl. 709. No processo dos despachos de dizi- raoz, urna relacu da agurdenle recebda dos
mi porque se pr.ilica para a armazenagem, ou
em separado, so aquello j osiiver concluido. mo observar-se-ho as disposices relativas ao j engenhos e fabricas do municipio, acompanltada
Art. 697. rica id sujeias ao expediente da ca- despacho de exportaco. us casos em que o ge- das guias de que traa o art. 721.
palana, na forma do artigo antecedente : Io, as ero esleja sujeito a direiius de exportarlo, o di- Arl. 726. Nao se poder transportar aguar-
reercadorias estrangeiras, despachadas para con- zimo ser calculado no mesmo despacho, e arre-j denle de um cstabelecimento para outro sem
sumo, que se embarcarem as pontos e caes da cadado na niesma occasio era que aquellos o fo- guia da alfandega no dislriclo da corle, na qual,
CAPITULO XVIII
DO IMPOSTO MUNICIPAL SOBRE OS LQUIDOS ALCOH-
LICOS DESPACHADOS PABA CONSUMO.
Art. 710. Arrecadnr-se-ha toda a agurdenle,
alfandega, ou mesa de rendas, ou de armazens e
depsitos externos tnanttdos & cusa o por conta
da fazenda publica ; 2", todos os voluntes de g-
neros de pro Joccu e manufactura do paiz, que
descamgarem bu embarcarem as referidas pun-
tes e caes; 3a,'qualquer seivlc.0 ou trabalho, a
que a capalazia nao esleja obligada, ou que fr
feilo a pedido, ou a requerimemo da parle, ou o
alm das declaraces convenientes, se marcar
o prazu em que se tem ae efToctuar o trans-
porte.
Art. 727. Os barqueiros e outros conductores
de agurdente por agua devero exhibir, pri-
viuhus, licores e mais lquidos alcohlicos pro- j meira requisigo de qualquer autoridade, empre-
cedentes de porlos eslronneiros, que se despa-j gados, a genles fiscaes, policias ou municipaes,
chuca) para consumo do municipio da corte, a rondas ou guardas, as guias que servirn) para
dever ser por conta desla e sua cusa, na fr- laxa de JJ800 rs. por cada pipa de 180 medidas. I resalvar a circulacio damesma agurdeme
ma do prsenle regulamento. ( o proporcionalmeulc de quaesquer oulros cascos' | Arl. 728. Os barqueiros e conductores qu
CAPITULO XV ou vasilhas. i forem obrigados a interromper o transporte por
das coxtiubuicues para as casas de CAHiDADE. Art. 711. Cobrar-se-ha igualmente 400 ris I iniso ou outro accidente, devero imraediaia-
Art. 698. Na cidade do Rio de Janeiro, as con- por caada da agurdente de produeco do paiz, | menlefazer as declaraces precisas perante a au-
trtbuigoe.s que se devem arrecadar para a Santa e de seus productos, (art. 19 Ua lei "n. 98 de 31 tirtdade, empregado ou agente que mais proxi-
ce oulubro de 1835, e art. 30 da lei n. 317 de 21 i mo residir do lugar onde se depositar o genoro,
de oulubro de 1843.) para que o prazo indicado as guias seja ororo-
I Arl. 712. O producto liquido desles irapostos' gado pelo lempo da interrupeao, o qual ser cer-
ser recolhido nos mesmos prazos, e com as de- | titicado as mesmas declaraces pelas referidas
mais rendrs cargo da alfandega. ihesouraria '
' geral do ihesouro nacional, onde se effeciuar sua
entrega Illma. cmara municipal.
Casa ua Misericordia, de cada vez que as emb"ar-
caees nacionaes e estrangeiras satiirem, a se-
guinte:
ho cada pessoa de equipagem das
embarcacoes que navegnn bar-
ra fra, para os porlos do mu-
nicipio e provincia do Rio de
Janeiro........ 200 ris.
dem, idem das embarcacoes que
navegam pjra os outros portus
do imperio, ou de longo curso. 650
De cada galera, ou barca, pelo
casco......... 6JO00
De cada brigne, brigue-barca,
bergantn), patacho, hiate ou
palhaiioie, idem...... 4-51)00
De cada sumaca...... 2)i60
De cada lancha, idem 1;JJ80
Art. 699. Nos outros porlos do imperio se ar-
recadar esta, ou oulra conthbuico que esttver
em uso. ou qualquer que o comiuercio e os hos-
pitaes convencionarem. pelo curativo dos eufer-
mos da equipagem da respectiva naci.
ris.
ris.
ris.
ris.
ris.
CAPITULO xIX.
DOS DIREMOS SOBRE A AGURDENTE DE PLODL'CCO
DO PAIZ, DESTINADA AO CONSSMO DO MUNICIPIO
DA CORTE
Art. 713. De toda a agurdente de produeco
nacional, que se despachar para consumo do dis-
tricio da cidade do Rio de Janeiro, cobrar-se-ha
20 OpO.
l. A este imposto 3o sujelos lodos os pro-
ducios desle genero.
2. O districtu da cidade comprehender o
territorio da cidade banhado pelo mar, c liorna-
do, da parle do ocano, pelas divisas da fregu-
zia de S. Joo Baplisla da Laga, at o alto da
Boa-Vista, na serra do Tijuca. e da parte da
Art. 700. O barco de cabotagem saludo da ca- Boa-Vista, ras de Andarahy Pequeo, S. Fran-
pital do imperio com despacho para algurn outro cisco Xavier, I). Januaria e seu prolougaracnto
pono do municipio da corte, ou da proviucia do Pc, r>" l- Maracan al o mar, com as alias ad-
Rio de Janeiro, que dirigir se a outro destino, jscentes.
ser obrigado a restituir no porto em que deren- E>tes limites podero ser alterados pelo go-
trada a diirereuca do que deveria pagar se des- verno.
pachas:e para fra da provincia, e a alfandega Art. 71 O prego da agurdente que deve ser-
que a arrecadar a remetiera corle. virde base para o calculo do imposto ser lixado
Arl. 701. Arreca lar-se-ha em todos os porlos llela maneira estabelecida Da secgo 2.a do capi-
marilimos do imperio a contribuir^u de 1p em ,u' ^ desle Ululo.
pipa, e 5 ris por du/.i.i de garrafas de lquidos S nico. No seu despacho observar-se-ho as
espirituosos, na occasio do seu despacho para mesmas regras marcadas para os despachos de
consumo, cujo producto se entregar s casas de consumo, de vendo alm disto na respectiva nota
cnidade do lugar, para ser applieado ao curali- o despachante mencionar seu destino.
vo da equipagem enfeuna dos navios mercantes.
(Le n. 719 de 28 de selembro do 1833, art. 15 1
CAPITULO XVI.
DO SELLO.
Art. 702. Arrecadar-se-ha as alfandegas e
mesas de rendas sello proporcional dos bilhetes
de deposito, letras e assignados; de lodos e
quaesquer actos que nosias reparlices se lavra-
rem, ou celebraren!; o dos ttulos e papis que
forem nellas exhibidos, apresentados, ou per el-
las correrern, ua forma da legislarlo em vi-
gor.
Art. 715. Concluido o descacho dar-se-ha ao
despachante, para acompauhar o genero ao seu
destino, urna guia, na qual se especifica rao os
numeras e marcas das pipas, ou vasilhas ; o da
e hora da sahiua do compleme trapiche, ou de-
posito especial para este lira designado ; o pra-
zo em que se deve effcclnar o transporte ; a im-
portancia do imposto pago ; o a casa, ou estabe-
lecirnento que fui destinado.
Art. 716. Na alfandega da corte nao se con-
sentir despacho de cxporiacao de aguarJeuie
para porlos ou qualquer outro ponto da proviu-
l. Cobrar-se-h3 de cada titulo de despa- ca do Rio de Janeiro, sem que se deposite a lin-
chante 5, e do de cada um de seus ajudantes, e
caixeiros despachantes 2>1o0 de sello lixo.
2." As lioencas que em virlude desle regu-
lamento e estylos se passarn, urna vez que se ex-
pecara titulu3 especiaes dellas, assignados pelas
respectivas autoridades, ticam sujetlas ao sello
lixu de 2J?.
3. Das permisses concedidas por simples
despacho, e das licencas para ir a bunio de qual-
quer navio entrado se cobrar 160 ris de sello
lixo.
4." De cada va de conheciraenlo da frete,
ou de carga, entes que as alfandegas, e mesas de
rendas expecara o despacho da embarcftco para
sahir dn porto onde laes conhecimentos forem
passados, 80 ris, na forma da dispnaico final do
art. 35 do legulamento de 10 de julho de 1M50.
5." De cada folha dos livros dos despachan-
tes 40 ris.
6." Os documentos c papis de qualquer es-
pecie, que furein exhU'idos ou spresenlados, ou
que cortam potas alfandegas e mesas do rendas,
ficara suj.-it..s no sello fixo de 160 ris, na forma
do art. 12, 2. n. 1 da lei o. 317 de 21 de oulu-
bro de 1843, e regulameolo de 10 de iulho de
1850.
7. Os processos administrativos organisados
as alfandegas e mesas de rendas, sao sujeiios ao
sello lixo designado para os autos que correm
ante os delgalos e subdelegados, pelo artigo 31
do regulameuto de 10 de julho de 1850.
8. Todos e quaesquer documentos e papis
enumerados e descnplos no regulamento e legis-
laco em vigor, relativa ao sello, solvero esle
imposto na forma nella eslabelccida.
Arl. 703. Su iseulos do sello os documentos
que per'encem ao expediente das reparlices, co-
mo as guias, ailestadus, folhas. relaces, recibos
aulhenticados do vencimentos de empregados p-
blicos, ferias, salarios, e outros semelhanies ; e
igualmente os rnanifes^os, suas copias, ou ira-
dueces.
Art. 701. Em todas as qnestes que so susci-
tarem na percepgo do sello o sua fiscalisB(;an,
impiisico de. moit-is, c rivalidaces seguir-se-ha
O disposto m> regulamento de 10 de julho de
1850. lei n. 939 de 26 de selembro de 1857, arl.
13, e mais legislado respectiva ; dando-se os re-
cursos nece-sarios e voluntarlos, conforme o arl.
91 e seguimos do referido regulamento e inslruc-
ce3 de 20 de outuhni d<- 859.
Capitulo xvh.
DO DIZIMO DO MUNICIPIO DA CORTE.
Art 703 Sao ujeltos ao pagamento do dizi-
mo iodos os gneros de prodcele du mu-iicipio
da corte que se exportaren) barra fra para as
provincias do imperio, e para qualquer porto es-
trangeiro. Excepinam-se : Io. os que seguirem
para porlos da provincia do Rio de Janeiro; 2o,
a farinha, gomma. tapioca, ail, e outros gene-
ros q'i* leero fabrico.
Art. 706. 0 dizimo cobrar-se-ha do modo so-
guinte:
1. 0 assticar pagar 5 por cento, depois de
feitos no seu precio os deocontos por encaixe,
Conducco, etc., maralos na tabella 0. 9.
g 2.a O caf pagar 4 por cento.
porlancia dos direilos de consumo, c taxa muni-
cipal, ou 3e preste tianca idnea para o paga-
mento dos mesmos itnposlos.
Arl. 717 So no prazo de tres mezes nao fr
apresentada ao inspector da alfandega cerlido
passada pelo collector das rendas provinciaes do
lugar do desuno da agurdenle e seus productus,
da qual conste a entrada da agurdente na pro-
vincia, ser o deposito de que irata o artigo an-
tecedente escriplurado como receita effecifa, ou
o fiador compullido ao pagamento dos direitos
pelos meios competentes.
Art. 718. as fabricas de agurdenle situadas
no districtu da cidade haver um empregado, ou
agente, para fscalisar pur parte da fazenda a sa-
bida da agurdente, segundo as instruccoes que
para esse lint llie forem dadas pelo inspector da
alfandega.
O genero fabricado nos referidos eslabaleci-
menlos nao poder sahir seno para o competen-
te trapiche, ou deposito especial, para esto lim
designado, ou para o consumo, mediaolc o res-
pectivo despacho.
Art. 719 Alm da deposito especial da cida-
de, e do deposito do Bemlica. nenhum outro po-
der eslabelecer-se no distrtclo do interior, pura
recener agurdente, sem aulorisacao do ministro
da fazenda.
Arl, 720. Toda a agurdente fabricada na pro-
vincia do Rio de Janeiro que vier por agu> ser
necessariamenle recolhida ao compleme trapi-
che, ou deposito especial, para este Gm designa-
do ; deveudo acompanh-la urna gula passada,
datada o assigtiada pelo dono do engenho, ou seu
preposio, cometido :
1. O nome do engenho em que foi fabricada,
municipio ou paragem era que est situadlo, e
da pessua quera vier consignada.
2." O do arraes do barco.
3. O numero de pipas, ou de vasilhas, por ex-
tenso, em que tor comida, e os graos da forca
que livor.
A que vier bordo das embarcares despacha-
das pelas alfandegas, e mesas de rendas ser tam-
bera recolhida no deposito gerl
Art. 721. Toda a agurdente fabricada nos en-
genhos e fabricas do muuicipio da corte, que
if ellas sahir por mar para o competente trapiche,
ou deposito especiil da corle, ser acompanhadi
de urna guia cortada do livro de talo, a qual
mencionar.
1 O nomo do engenho, freguezia e paragem
em que tur situado.
2o O numero das pipas ou vasilhas, a quan
tiu.ide do iquido que nellas se couttver, e o seu
grao de forca.
3 u que enviada para o trapiche da
Ordem.
4o O dia e hora em que sahir do engenho
ou fabrica, e o prazo era que se deve effectuar o
transporte.
5 A asignatura do dono do engenho ou do
seu administrador.
Art. 7a. ^ agurdenle que sahir do dppnsi-
to lie Henifica, ou de depsitos parliculnres para
1o trapiche ou deposito especial da corte ser
tambem acompannada de gula com. as declara-
autoridades, empregados ou agentes.
Art. 729 Na alfandega da corle observar-se-
ha na fiscalisago desle imposto as disposi^es
do regulamento n. 2,169 do Io de maio de 1858
e mais legislago em vigor, na parte que lhe fr
especial.
CAPITULO 20.
DOS IMP0STOS INTERNOS.
Art. 730. As alfandegas simadas nos munici-
pios era que nao houver recebeJorias de rendas
internas, ou em que o governo imperial nao crear
estas reparlices ou mesas de rendas, dentro dos
limites que lhe forem marcados, compete o lan-
camenlo e arrecadaco dos seguioles impos-
jus. rendas e artigos de receita publica ; a
saber :
Io Foros de terrenos e de marinhas.
2o Laudemios.
3o Siza dos bens de raiz.
4o Decima urbana addicional das corporacoes
de mi mora.
5o Direitos novos e velhos e de chancel-
lara.
6o Ditos de patentes dos ofliciaes da guarda na-
cional.
7o Dizima d6 chancellara.
9o Multas por infraeces dos regulamentos.
9o Sello do papel fixo e propowjional por ver-
bas ou venda de papel sellado, quando nao es-
iiver cargo de oulra reparlio.
10. Imposto dos corretores e agentes de lei-
loes.
11. Emolumentos das reparlices.
12. Imposto sobre lojas, casas de descon-
los. ele
13. Dilos sobre casas de movis, roupa, etc.,
fabricados em paiz estrangelro.
14. Ditos sobre barcos do interior.
15. Taxa de escravos
16. ln lemnisace S.
17. Receita eventual.
18. Eraprestimo do cofre dos orphos.
19. Bens do defuntos e ausentes.
20. Salario de Africanos livres.
21. Producto da venda de trras devolutas.
Art. 731. No lancamenlo, arrecadaco e fisca-
lisaco dos impostos, rendas e artigos de receita
publica enumerados no presente titulo se regu-
laro as alfandegas e mesas de rendas pelas dis-
posicesdas leis e regulamentos por que se re-
getn as recebedorias de reas inrernas.
__-gnan-1 e hora da apprehensao, os objeclos. embarcacoes,
te : l que nao salisfUer nos prazus marcados as [ vehculos e aniraaes apprehendidos, as pessoas
obrigacoes o empeuhos qu conlrahir por si ou dolidas, e as testemunhas presenciaos, se as hou-
por outrem ; 2", que fallir; 3", que fr pronun-tver. No mesmo, ou em acto succ.essivo sero
ciado ou sentenciado pelos seguioles crimes : interrogados os conductores das mercaduras, e
contrabando, ronbo, furto, estellionato. raoeda 1 quaesquer pessoas deudas em viiiudc da nppr'e- i i,1 ,
falsa ou banca-rola ; 4o, que pur fraude fr des- i henso, as quaes serio obrigadas a declarar seu
pendido da alfaudega ou mesa de rendas, ou a ; nome, filia.io, idade, profissao, nacionalidade, se !
quem fr prohibida a entra la dos respectivos edi-! sabe ler ou escrever, lugar do seu nascimento, ro- i
Ocios, durante o lempo da inlerdtcco ; 5o, que : sidenca e detenco. fado que mntivou a mesma '
nao reforjar sua lia rica no prazo que lhe fr mar- delenco, e suas circumsiancias, se os objeclos
cadt. apprehendidos lhe pertenciam, ou a quem. o seu
Art. 738. o ajudanlo do inspector ou qualquer destino, as razes que justifican) o sen procedi-
dos empregados reponsaveis pelas fallas dos as- ment ; lavrando-sc auto de ludo, que ser as-
signantes o dus seus fiadores, podero, quando signado pelos interrogados, e mais pessoas pre-
julgarem conveniente, requerer o reforco da lian-; senles, alem da pessoa qu* liver mandado la-
ca prestada, ao inspector ou administrador; e vrar o termo, e dj empregado que o escrever,
este por si, sempre qu lhe parecer necessario qoe ser designado pelo chefo da repartido, ou
aos inleresses da fazenda nacional, o exigir, e pelo empregado a quem forera os objeclos ap-
marcar prazo para que elle se effectue sob pena prehendidos apreseniados, na forma .irna pros-
da suspenso do assignante, ou de ser riscado da i cripta
matricula.
Art. 739. Os bilhetes da alfandega gozaro de
todos os privilegios inherentes aos ttulos de di-
vida activa da fazenda publica, o dos que lhe ffl-
ram especialmente conferidos pelo alv.-ir de 13
de novembro de 1756, 22 e arligo 874, Io do
cdigo do comme.rcio.
Art. 740. A importancia do debito de cada as-
signante da alfandega representada por bilhetes,
de direitos e mercadorias despachadas a credlo.
2o No mesmo acto podero ser inqueridas as
testemunhas presenctaes e as informantes, com
assistencia dos conductores das mercadorias e
pessoas queestiverem dolidas em virlude da ap-
preheno, as uuaes podero. para esclarecimen-
to, fazer quaesquer observaces aos seus depoi-
menlos, ou repcrgnola-las.
3o Preenchidas estas formalidades, se os do-
lidos preslarera Cianea, ou cauco ao valor da
mulla em que incorrerem, sero immediatamen-
e por quaesquer oulros empeuhos e obrigacoes, le sollos, raarcando-se-lhes em lodo o caso, o
ser limitada quautia certa e determinada no i prazo de 15 dias, para, independeule de qual-
termo de flanea ; Meando a cargo do chefe da sec- i I'1"' oulra inliroaco. apresentarem sua defeza,
cu de contabilidad!1, que ser responsavel por' requererem o que fr a bem de seu dimito, e
jpalquer excessu desle limite, a respectiva conta | verem proseguir todos os mais termos do pro-
corrente. No ultimo de cada mez ser presente cessn.
i" Dentro deste prazo poder.io as partes in-
teressadas presentar testemunhas, e produzir
quaesquer allega^oes e documentos.
5 Todos os papis relativos apprehensao,
ao inspector ou administrador o balanco em re-
sumo dn crdito e debito de cada assignante.
Art. 741. Nao sendo pago um bilhete ou letra,
repular-se-ho vencidos lodos os Jo mesmo as-
signante que existirem em cofre ou circulaco. e
ptoceder-se-ha cobranza delles na forma d^s
leis de fazenda, contra os assignarites, seus abo-'0"8 repartico, que depon de os rubricar, quan lo
laes termos nao forera feitos em sua presenca.
caso em que o far logo no mesmo acto, mandar
e o seu producto ser recolhido a deposito at
deciso final, para ser entregue a quem de di-
rutto fr.
Arl, 757. O producto da apprehensao que fr
Migada procedente, depois de dedtizidos os di-
reitos, e despeza de seu beneficio e conservarlo,
ser integralmente adjudicado ao apprehensor
ou dividido em parte3 iguaes entre elle o denun-
ciinle, hav<>n SI." Sendo dous ou mais os apprehensores, a
oarie que Ihes couber ser distribuida igualmen-
os empregados ap-
prehensores o a terceira para os gua'das que os
coadjuvarem.
2." O producto das apprehcnses feitas pela
forca martima de qualquer repartico, ou mi-
nisterio ser dividido na forma da legislaco es-
peeial das presas feitas pela marinha de'guerra.
3." A disposicaodo 2 applicavel s ap-
Drehenses feitas pelos postos militares, desta-
cameatos, rondas ou partidas encarregadas da
polica das fionteiras terrestres.
Art. 758. Na dUtriboico do producto das
mullas, que. na forma doarligo 120 e mais dis-
posicoes do presente regulamento, competi-
rera aos empregados, guardas, e forca marti-
ma, observar-se-ha a disposico do artigo ante-
cedente.
Art- 759 Os chefos das reparlices, quando-
jnlgarem convenieiiti! aos interesses di fazenda
publica, ou o requererem os apprehensores, po-
dero comrnelier a venda em leilo dos objectos
pprehendi jos. repartico fiscal mais prxima.
mettendo-os para-este Gm. com a necessaria se-
guranza, cusa do apprehensor.
TITULO IX.
Dos recursos.
Art. 760. Das decises dos inspectores das al-
fandegas. o administradoras das mesas de rendas,
proferidas em materia contenciosa aJiniuislrativa
haver :
1. Recurso ordinario.
2." Recurso de revista.
Arl. 761. O recurso ordinario ou c voluntario,
ou ex-olficio.
Art 762. 0 recurso voluntario poder ter lu-
con o* termos a que se refere* os S anteceden- Rar cm t0,,s rMM esPliverrem ^ 0
tes, serao presentes no da immediaio ao chefe Ja nidada do chefe da repartico.
naderes, endossidores ou fiadores.
TITULO VIII,
Do
processo administrativo
por contrabando, ou
deseaanln o de direitos. appre-
hensao e infraecaio dos ri>-
Stilanieiilas liseies.
CAPITULO 1.
DA COMPETENCIA DOS INSPECTORES DAS ALFANDE-
GAS E ADMINISTRADORES HAS MEZAS DE RENDAS
NOS C*S0S DE CONTRABANDO, DESCAMIN'HO DE
DIREITOS E API'REIIENSES.
proceder avaliaco do ludo quanto tiver sido
apprehendido.
Art. 745. Se os conductores se evadirem, ou
nao poderem ser presos, feitas as diligencias de
que traa o artigo antecedente, sero citados pa-
ra dentro do prazo de 15 das improrogaveis pro-
duzirem suas defeza!, tesieraunhas e domnen-
los. Se nao forem condecidos, ou encontrados,
a citaco ser taita na forma do art. 753. sendo
os ediiaes de oito dias tixados nos lugares do
estylo, e publicados nos peridicos de maior cir-
culac.io, onde os houver; e neslecisoa cerlido
de sua publicacio importar a da citaco.
Arl. 746. Dentro do prazo de 15 das, marca-
do pelo art. 744 3o, ou contado do vencmen-
to do prazo de que irata o artigo antecdeme, o
chefe da reparligo, na presenca das partes, e
Art. 712. Os inspectores das alfandegas, o ad-
ministra lores das mesas de rendas sao compe-'
lentes :
I.9 Para imposico de mullas por contraven- P ouvi-las, ou, sua revelia, ouvidos os
Qo dos regulamentos e leis purque se regulam as ""Prehensores, pro:eder a quaesquer dlligen-
alfandegas, e mesas de rendas. cas, infurmacoea, e inquerilos de lesteniuuhas
2. Para a instrucco e julgamento dos pro- lUH i"'*ar "cessartos para o dcscobrimento da
ssos de appreh-nso" das mercadorias, gneros ver,,a,,e. podendo interroga-las sobro quaesquer
punios que forem convenientes.
Arl. 747. Preparado o processo na forma dos
artigos antecedentes, o chefe da repartico pro-
ferir o mais breve possivel a sua decisao, jul-
gando, ou nao procedente a apprehensao, em
parte, ou no todo, e impondo as multas que no
caso couberem.
Art. 748. E' licito parte aecusnda desistir do
prazo que lhe fr conceuido.
Arl. 749. Dada a deciso, ser ella intimada
s partes na forma do arl. 745; e da data da in-
timago, ou sciencia cerrera o leimo para a in-
lerposiqo dos recursos que forem facultados pe-
los regulamentos vigentes.
Art 750. No caso do multa por infraeco dos
regulamentos, seguir-se-ha o mesmo processo,
na parte que fr applicavel, podendo, se a parte
o requerer, e o chefe da repartico julgar Con-
veniente, ler lugar a deciso, iiulependenie de
qualquer ou'-ra formalidade, que nao seja o auto
de infraeco, e a audiencia, ou defeza do con-
traventor.
TITULO VI.
Da matricula das embarcacoes e
da sent do mar,
Art. 732. Nos lugares ou disinclos era quo nao
houver capites de porto ou seus delegados, a
alfandega ou mesa de rendas proceler a matri-
cula das embarcacoes, e da gente do mar. na
conformidade dos captulos Io, 2o, 3o. 4o e 5o do
titulo 4o do regulamento n. 4i7 de 19 de maio de
1816 e decreto n. 1,030 de 6 de agosto de 1855;
e rubricar os livros de bordo, regulan to-se nes-
te servico pelo que prescrevem os mesmos regu-
lamentos, e os artigos 467 c 501 do cdigo do
commercio.
nico. Naquelles lugares em que houverem
ou forem creadas capitanas dos porlos ou suas
delegacias, s compele alfandega ou mesa de
rendas a arquearan das embarcacoes de que se
exlrahiro cerlides, quando os mestres ou
com mandan les as- requererem para quaesquer
fins.
Arl. 733. Procnder-se-ha arqueaco todas as
vezes que a emharraco houver de ser raatricu-
da ; e ser feilo esle servico conforme prescreve
o art. 670.
TITULO VIL
Dos as-isnantes.
Art. 734. Para que um negociante possa ser
matriculado assignante de urna alfandega, ne-
cessario quo raosire :
Io. Que so acha as condices que requerem
os artigos 4o, 5", 6o e 7o do cdigo do com-
mercio.
2o. Oue prestou Ganga idnea oa forma do arti-
go seguiule.
3o. Que nao est comprehendido as disposi-
ces do arl. 737.
4. Oue nao foi riscado da matricula dosassig-
nantes por fraude ou crirae dos mencionados no
art. 737, n. 3, ou por falta de pontttalidade na sa-
ti-l'(;au dos empeuhos que coulrahio para com a
alfandesa.
Arl. 735. A flanea ser prestada na alfandega
por termo lavrado em livro proprio, no qual os
assignanles e seus Dadores se ubrigar solida-
riamente, por suas pessoas e bens, a satisfacer
quaesquer empenhos e obrigacoes que ooutrahi-
rem, ou seus liadores, dentro dos limites que fo-
rem marcados no mesmo termo ; renunciando ao
mesmo passo todos os privilegios e sences de
que gozarem ou vierem gozar, e sujeian to-se a
tolas as disposiees das leis Uscaes que Ihes fo-
rem relativas
nico Oestes termos, logo que forem assig-
nados. se remeltero copias J direciorta geral
do contencioso na corte, e s thesourarias as
provincia).
Art. 736 Os assignanffs seus dadores deve-
ro ser da approvaco do inspector, do njudante
do inspector, do Ihesou.reiro, e dos chefes das
secces, os quaes serf.o subsidiara e sqlidoria-
cessn
e objectos apprehendidos em flagrante, e das em-
barcacoes, vehculos e animaos que os coudu-
zirem.
8 3. Reputar-se-ha apprehensao era fla-
grante :
1., a que fr feila em acto de descarga, de-
sembarque, ou embarque em qualquer punto do
litloral, e margeos de seus ros e aguas internas
du imperio, ou na occasio, e durante o seu tra-
jelo e transpurte, ou passagem por agua, ou pe-
las suas fiouieiras terrestres, ou dentro dos de-
psitos, docas, ancoradouros e lugares sujelos
llscalisa^o das alfandegas, e mesas de rendas, ou
em aelo successivo e continuo ao seu embarque,
desembarque,passagem em virlude de perseguico
dos empregados fiscaes, ou da forca publca de
qualquer ordem e natureza, ou d clamor pu-
blico;
2., a de mercadorias extraviadas, ou desenca-
minhadas, que forem abindonadas em qualquer
ponto pelos seus conductores no acto do serem
perseguidos ;
3., a do mercadorias, gneros e objectos ap-
prehendidus nos mares, ancoradouros, ros, e
aguas interiores, ou dentro da zona ti-cil, sub-
tr.lindos a direitos, ou em contravenco da legis-
laco em vigor ; e das embarcacoes que as rece-
bereni, conduzirem DU descarregarem :
4., a de embareaQes que forem encontradas
em contravenco s disposices do cap. 1 do til.
4." deste regulamento. e do de u. 2,486 de 29
de selembro de I85t*;
5., a do mercadorias, gneros e objeclo3 nao
manifestados, quandu forem apprehendidos em
busca dada as embaccaces sujetlas fiscali-
saco ;
6., a de mercadorias apprehendidas nos edifi-
cios, armazens, enlrepnstos, depsitos, e trapi-
ches alfandegados, na forma e pela modo indica-
do no presente regulamento ;
7., a de mercadorias e gneros quo forera en-
contrados nos ancoradouros e lugares sujelos
liscilisHcao sem guia ou despacho, ou que forem
cuitu redas, ou descarregadas se n licenca, ou or-
dem da competente repartico, na forma do pre- I
sent regulamento ;
8., a de gneros, mercadorias e objectos que
forerr subtrahidos dos depsitos, e armazens su-
jelos jurisdicco e liscalisac.fto das alfandegas,
ou mesas de rendas ;
9, a de gneros e mercadorias, que tendo en-
trado pelas frouleiras terrestres para dentro do
imperio, forem encontrados occullos no seu ter-
ritorio, ou em catoinhos, desvos escuros e nao
frequeulados, e dos vehiculos e animaos que os
condu/irem. na couformi lade do arl. 27 do cita-
do decreto n 2,486 de 29 de setembro de 1859 ;
10, a que se verificar us casos previstos pelo
regulaui-nto que arompanhou o decreto n. 2,169
do 1.de maio de 1858 ;
11, a de emhrcac.6es por sonegaco dos im-
postos ile que trata u_cap. 9 do til 5.
Ait. 743. A zona fiscal de que trata o art. 742',
3., n.tt limita-$n as frouleiras terrestres, no
litoral, ou as margens dos rios, lagas, e aguas
interiores do Imperio, a um quarto de legua em
toda a sua pxieuso, menos a parto comprehen-
dida nos limites urbanos das ciliadas, villas e
povoacoes ; e comprehende as ilhas nao habi-
tadas.
CAPITULO II.
DO PROCESSO
ADM1NISTRT1VO DAS
MULTAS.
APPRFIIF.NSOKS T.
Arl. 744. Verifirada a apprehensao em fla-
grante, serao os nhj.-etns apprehendidos, seus
conductores e vehculos que os 1'ansportarem
conduzutns sem demora ao porto, tegUtro, ou es-
tacan fiscal mais prxima, quando nao possam
ser logo apresentados ao chefe di repartico, n
all postos em boa guarda, at que na primeira
occasio nppurluua possa effectuar-se a referida
apre>>pntarao.
1. Presentes ao chefe da repartico, ou, na
sua ausencia, ao empregado que suas vezes Q-
Art. 751. Era todos os casos de apprehenses.
previstas nos artigos antecedentes, ser imposta
mulla igual importancia dos dous tercos do va-
lor das mercadorias, vehculos e animaes, ou ob-
jectos apprehendidos, ao dono das mesmas mer-
caduras, e a seus conductores e pessoas quo os
escoltarem, occu'.Urein, ou deenderem, os quaes
serao solidariamente responsaveis pelos aclos
que praticarem com infraeco das disposices do
prsenle regulamento.
TITULO III.
DA EXECt.'CO DAS DECISrS ADMINISTRATIVAS PRO-
FERIDAS EH VIRTl'OE DO REOILAMENTO DAS ALFAN-
DEGAS E MESAS DE RENDAS.
Art. 752. A exeeuco das decises administra-
tivas, e a liquidarn o exeeuco das mulls im-
postas em virlude do regul unenU das alfande-
gas, e mesas de rendas, ou cuja exccuro com-
petir a estas repartieres, sao da exclusiva compe-
tencia de seus chefes.
Arl. 753. Tornando-se irrevogavel a decisao
snbre apprehensao, ou mulla, na forma desle
regulamento, ser o multado intimado para sa-
lisfaze-la dentro do prazo de oito das
1." Esta inlimsco ser feita ao proprio
multado, ou, no caso de sua ausencia, ou occul-
tagao, pessoa de seu fiador, ou de sua familia,
e, na filia destas, por e lilaes de irinta dias af-
fixados, ou publicados, na forma do arl. 745 : fin-
do este prazo, a multa ser morada pelo meio
execulivo, que pertence f i/.en la publica, con-
tra o multado e seu lia lor, qual mais garanta
otTerccer, e, no caso de estar ma importancia
em deposito, passar logo a fazer parte da renda
do estado.
2. So o multado por qualquer motivo nao
salislizer a multa, e uo houver prestado caucan
ou tianca idnea, ser dolido em custodia or-
dem do chefe da raparlicao, at que o faca, oo
perianto tempo quanto seria necessario para com
0 seu trabalho preencher a importancia da refe-
rida multa, regulando-se aquello na razo de 1$
por dia.
Arl. 751. No caso de simples imposico de
mulla por infraegao dos regulamentos Uscaes em
que nao tiver lugar a detenco. ou esta nao se
houver elTecluado. ser iutimado o mullido, na
forma dus artigos 745 e 753 Io, para no prazo
do oito das, satisfazer a multa ; e, nSo a (azendu
ser esta commutada em priso, no forma du ar-
tigo antecdeme.
Art. 755. As mullas sero liquidadas sobre o
valor das mercadorias e objectos apprehenJidos,
dada por penlo da esculla do chefe ua repar-
tirn.
Art. 756. Nos casos em que houver mercado-
rias ou embarcacoes hypolhecadas s mullas, ve-
rificada a iutimagu nos termos do artigo 751,
oroceder-se-ha a leilo, conforme o capitulo 7
do ululo 3.
Uul.-o. Esla disnosieo fica extensiva aos
objectos apprenendidos. Se estes, porm, forera^
suscepliveis de corrupca.0, ou estiverem. avarla^
1 dos, se.ro em qualquer poca postos e leilo,
nico Este recurso ser iterposto, na corte
e provincia do Ro de Janeiro para o ministro da
fazenda. ou para o tribunal do ibesouro nacional
e as provincias para as ihesnirarias de fazenda,
e destas para o ministro da fazenda. ou para o
tribunal do thesonro, conforme as regras pres-
crptas noart. 27. S Io 2"do decrelo n. 2.33
de 29 de Janeiro de 1859, e art. 4. g 1 e 2 do
presente regulamento.
Art. 763. O recurso ex-officio ter logar :
1. Em lo los os casos em que a deciso do
chefe da repartico, excdeme da aleada, fr fa-
voravel parte, e versar sobre a mlelligencia e
applcaco d3 tarifa, isnoed e restiluico de im-
postos, ou sobre apprehenses, mulls, ou penas
COrporaes.
2." Era quaesquer oulros casos especialmente
prescripios nesle regulamento.
nico. Ni interpo.ic do recurso seguir-se-
ho as rearas do nico du artigo antecedente.
(Art. 27. g 1 e 2 do decreto de 29 de Janeiro
de 1859, e arl. 4o, 3 do presente regula-
mento).
Arl. 761 O recurso de revista pie ter lugar :
1. Das decises proferidas dentro da aleada
nos casos di' incompetencia, excesso de poder, e
violacao de lei un de formulas essenciae*
2." Das decises proferidas ero ulzn arbitral
nos mesmos casos cima referidos (arligo 4o 4*
do presente regulamento).
1. Este recurso ser iterposto para o tri-
bu n 1 du lliesouro ou para o conselho de estado,
segundo as regras da competencia do ministro
da fazenda cu do mesmo tribunal, marcadas no
artio 27 do decreto n. 2,343 de 29 de iaoeiro da
1859.
2. Os iuspeclores das alfandegas e adminis-
tradores das mesas de rendas daro conta ao mi-
nistro da fazenda, por intermedio das repartieres
competentes, das decises proferidas dentro da
aleada, quaudo versaren) sobre intelligencia e
applcaco di tarifa, iseuco e restiluico de im-
postos, apprehenses, mullas, ou penas corno-
raes, se as partes uo inlerpozerem recurso de
revista, para, na forma dus artigos 29 e 30 do de-
creto n. 2341 de 29 de Janeiro de I85!>, cassar se
a deciso nos casos de incompetencia, excesso de
poder, violacio de lei, ou de formulas essenciaes,
ou no interesse da fazenda publica, ou no inte-
resse da lei, como no caso couber (.art. 4o 4o do-
presente reg llmenlo.',
Art. (65. Das decises das thesouraras de fa-
zenda polero interpor-se os mesmos recursos
marcados nos artigos antecedentes e nos caso
nelies mencionados.
nico. As disposices dos 1" e 2" do arti-
go antecedente sao applicaveis s thesouraras de
fazenda e sem respectivos inspectores (art. 4o do
presente regulamento).
Arl. 766. A aleada dos inspectores das alfan-
degas do primeira. segunda, e lerceira ordem 6
de 100J. e a dos das nutras alfandegas, bem co-
mo das mesas de rendas, de 50$.
A aleada das thesouraras de 200J.
nico, A aleada dos chefes de reparlices
fiscaes em materia de contrabaudo ou lomadlas
ser nicamente determinada pelo valor dos ob-
jectos apprehendidos.
Arl. 767 Quando o chefe da reparcto inter-
pozer o recurso ex-officio em alguna dos casos,
menciona tos nos artigos antecedentes, o declar;
no fim de sua deciso, e ordenar a.remessa in-
mediata de pro.'cso ao superior a quem compe-
tir o seu conhecimento.
Art. 768. Os recursos sero sempre iterposto
no prazo de Irinta das, por nn>% peiico dirigida
superior instancia, datada e assignada pelo re-
crreme, ou sen legitimo procurador, e instruida
oui os do-i: nenios que forern a bem da recla-
marn, por intermedio do ehefi da repartico,
iiue liver d-'cidido a questo. ou confirma lo a
deciso recorrida, e sem demora remeliid-i pelo.
msmo- chefe, com as reulamaces anteriores e
mais nformac,os precisas, referida instancia..
Art. 769. Os recursus voluntarios uo sero ad-
mitilos sern deposito ou llanca idnea para pa-
gamento das mullas, no caso de uo ter sida pres-
tada j.Lir .nal.]u< i motivo.
Art. 770. Era neuhuma instancia se tomar co-
nheciraenlo de recurso que lhe fur apresenlado
com prel.'ni ao das formalidades dos artigos an-
tecedentes, un,.uiando -se pacte a demora que
por essa cansa houver.
l. Os t rros corametlidos pelos empregados
flseaes uo prejudcarao as partes que Uverem
cum;uido as disposc-'s tegaes, deveudo deferir-
se-lhes como fr de juslicaj salva a responsable
lidade dos mesmos empregados.
Se os recursos se perderem por desastre
acontecido no crrelo, poder a parte, provando
o fado, interpor novamt>nte o recurso na forma
do prsenle reguUmer.lo.
Art. 771. Fmdo o prazo de trinta dias de que
traa o ani:n 768, nao leudo a parte apresenlado
ao chefe da repartico o recurso em forma, fica-
r esle pereinplo ; devendo lavrar,-se o respecti-
vo termo, ern que se declare havrr paseado em
ju'igado a decisao por l" los os effeitos legaps
Art. 771. A's parles lieilo exigir do chefe da
repartico certificado de apresenlacao da recta-
maco, ou recurso, allegaces e documeutos,.cora


(1)

""
.
DIARIO DE PERRAMBUCO. SEGUNDA FEIRA 26 DE NOVEMBRO DE 1860.
especificada declararlo (Jodia, mez e auno, o dos
nmeros e qualidsdcs dos Mulos documentos
aunoxos.
Ait. 773. Os rocersos voluntarios tero effeil
suspensivo ; os recursos necessarios t-lo-ho
lambcm, mis ser pcrmitlido neste ultimo caso '
j parle, prestan Jo caucao ou llanca idnea, reti-
rara m-rradoria, objecto, ou valor a que tiret
direit, na forma do artigo 559 6."
Art. 774. O recurso de revista nao suspende
os effeitos da deciso anterior, salvo ordem em
contrario, do ministro da fazenda na corte, e des
bofes das reparlicoes de fazenda ras provincias,
i eqaserida por pelieo especial depois de interpos-
to o recurso.
TITULO X.
Da prescrlp^ao.
Art. 775. O direito de reclaniaco por engao,
ou erro em despacho pruscreve no tim de dous \
mezes-, depois do pagimenlo dosdireilos, pura a
pessoa que despachar as mercaJorias ; e para a
fazenda nacional no fira do dous nios, contados
da data do mesmo pagamento.
Art. 776. O direilo de indemnisaco por dara-
nos, on fallas de niercadorias, prescreve depois
de um anuo da dala do daino ou veriQcaeo da
talla.
Art. til. O direilo do produelo liquido em
deposito das mercaduras a que nao fr achaco
senhorceito, e das que forera arrematidas por
COniumo em leilo, na firma do capitulo 6o do
titilo .'(", ou por qualquer oulra razo, prescreve
no fim de cinco anuos, contados da data do de-
posito
Art. 773 O direilo ao producto liquido dos
i ]y'ct%> atrojados pelo mares costas e margens
dojprios, o igoas interiores do imperio, salvos,
no .! liados na forma <\/t artigo 338, prescrevo
no iim de um auno, contado da dala do deposito.
TITULO \I.
Disoosiyocs veriles.
Arl. 779. No caso rio f ilsiii;aeao de guias, ou
despacho de mercadorias, ou de qualquer objec-
to. alm das penas dd sua apprehetisao, lerda e
multas que no caso ciubor*m, correr o os de-1
lio lenles as dos arligos 107 e 168 do coligo'
penal.
Ait. 780. Aescrrpluracao a cargo das alfanje-]
gas; o mesas de ron las sru foita confjrme s
iosiruecoes emlelos qoefoicrn mandados obser-
var pelo ministro di fazen la ; s bsistindo luda-
via em quanlo esta provincia se nao der, a que
s i < ii i em pratica em vittude dos regulamentos '
e or 1 ms em vigor.
Art. 781. Picaro extindas as mesas dos con-
s'iiilos da corte, e das provincias da Baha o
Peritambaco. O seus omprogados, conform-
-u rs habilitaeoes, appdo, e merecimento, so-
lio aproveitados na orgniisaco das alfandegas,
e mesas de retidas, que se eiiectuar em viriude
dj presente regulamenlo, ou em qualquer oulra
ripirli; n; ou aposentado, *so tiverem o noces-
gario lempo de serrirra, ou addiles a qualquer
estadio de fazenda corn os /encimemos lisos
i.....; i nerc< beni.
nico. .V"s empTegados das mesas do con-
sola lo, que lorem aproveila los nos serviros oas
alfandegas, nos lugares do Ia ou 2a entrancia,
Oca extensiva a disjjsicao do art.84.
Ait 782. 0 presente regulamento lera vigor
em caia iima das altiud-gis do imperio, dez
dias dopoisdo rocebiraenlo da ordem que o man-
dar por em execufo ; para o quo previamente |
Duunciar aos perioJicos de malar circula- ,
iii, ou por eJitaes nos lugares em (fie 03 nao
houver.
An. 781. Pican revogadas as ffisposices em !
contrario.
P ilacio Jj Rio da Janeiro, 19 Je selembro de
1860.
Angelo ttuiz&a Silca Ferros.
TABELLA C
Gneros iaflainmaeeii e corrosivos.
Acido sulfrico, ntrico, ou qualquer oulro cor-
I ostro.
Agoa-raz cssentia ou espirito de lhereben-|
lina.
Alcohol c agurdente.
Alcatro.
Algo lio-plvora ou pyroxilina.
Archotes de esparto e semelliaates.
Balas ardeutes e oulros artificios de guerra se-
melbeoles.
Bren, resinas do pinho, e lliersbeniina.
Carvo
Cinza.
i. em canulos, e sublimado ou llores de
enxoire.
E*l lis de qualquer qualidade.
Estopa en; bralu ou em rama.
Estopim,
l igueles on fogos artiQciaes de qualquer uua-
lidado '
laca de raloe seroelhanles.
Linlio fulminante.
Phosphoro em massa on em cyndros. em p*- I
) toa, relinnas ou mechas, e de qaalquer outro '
modo preparado.
Pixe de qualquer qualidade.
Tol vera.
Salitre, nitro, ou nitrato de potasa.
S 'la caustica ou lexivia dos Ssboeiros.
Rio de Janeiro, 19 de selombro do Ib60.
Angela Mumz da Silva Feria:.
l'ABLI.f.A N. 7
'. te se referen*, os arl*. _li. o s, i o'.),50!
c 032 do regulamento.
Ac em verguiuha, rcrgalbo, barra, ou em
titulo.
AduclUs.
Alabastro, marro ore, porfilo, cu bruto e em
obra.
Alambiques,rylindros, capsulas e uniros opr.a-
rellios e pertencas para machinas.
Albos.
Alpiste, pnico, ou milho o'Angela.
Alvaiadc de qualquer qualidade.
Amana/ c amrrelas
Ameridoim.
Ancoras, ancorles e fateias.
Ardosias em bruto ou em ladrilhos.
Atea de moldar c outras.
Ario/.
Assucar branco, mascavado, refinado, ou crvs-
talisado.
Azeto ,ie qualquer especie.
A/' lionas.
Aiem ou /.neo, em brillo, ou em laminas ou
folhas.
Azulejos.
Bacalho. peivie-pto e ouiros peixes seceos, o
salgados, ou em salmoura.
Banlia ou unto de por.io
Birulha ou sob -carbonato de palassa
R UHas alimenticias, ioglezas c semeilnnles.
ora de vinlij ou je ,iZeite-
Caca do qualquer qualidade.
Cal de pedia e semeUtanles.
Canoa de chumbe de ferro ou de barro, para
aqueductos. "
Carne secea.em salmoura, fumada e do qualquer
outro molo preparada.
Carros eontros vehculos de conducco de nes-
soas, ou de mercadura*, c suas pcriennas.
<.''.iolas e ceboliiihos.
Ceta em luuio, ou em gamellas.
Cc-rvcja. cidra o oulras btbidas fermentadas.
Charutos.
Chifres, ossos t unlns.
Chumbo em barra ou em lenco!.
Cigarros.
Cimento romano, ou do Porlland e semellianles.
Cobre em bruto, e em folhas ou laminas.
bolla de qualquer qualidade.
Conservas alimenticias.
Cordoallia do qualquer qualidade.
Correles e amarras de ferro.
Cortica em brulo, ou em llhas.
Couros c pellesde quaesuuer qualidadrs, em bru-
lo, ou com cabello.
Cre ou greda.
Crina animal, ou vegetal.
Drogas, producios chimicos e medicamenlos em
Kstanho em barra, chapa ou verguinha
J.sleiras de palha de qualquer qualidade.
Jarello e reslolho.
Fanoha de trigo, de ccDleio, de atea o seme-
IllJIlllS. w
I'/vag de qualquer qualidade.
Peijo de qualquer qualidade.
1'cno, palha de avea e quaesquer outras forra-
gens.
Perro em barra, chapa, linguados, e de qualquer
modo em bruto,
folies para ferreiro c semelhanles.
J'rucias frescas, seccas ou passadas e de qualquer
oulro modo conservadas.
Fumo em folha, em rulo, picado, ou em pisla'
PAM mascar. "*. r
jarrafas vastas de ridro ordinario, em gigos en
em cestos,
Gesse, ou gjz.
Gordaras de qualquer qualidade.
Guano.
Jiuto, ou rolim.
Laio em folhas ou laminas. ___
Legumes de qualquer qualidade.
Leite em conserva e do qualquer oulro modo
preparado.
Licores coramuns e doces.
I.ingoas seccas ou em salmoura.
1.onca de qualquer qualidade.
Lousa em bruto ou em ladrilhos.
Machinase instrumentos proprios para lavrara
Ierra e para quaesquer fabricas, navios e es-
tradas de ferro.
Madeira de qualquer qualidade em bruto, ou em
obras grossas.
Mantbiga de vacca.
Massas alimenticias.
Milho.
Ms para moinhos ou rebollos.
.Yozes e oulros fructos alimenticios.
Ocres do qualquer qualidade.
Oleo de linhaca.
Ovas seccas, ou salgadas.
Ovos do galliuha c de uulras aves domesticas.
Paios, chourigos, linguigas o outras carnes en-
saccadas.
Palha, esparto, cairo, pili. piassava e outras ma-
terias lamentosas, em bruto, ou em rama.
Papel ordinario de embrulho e semelhanles.
Pederneiras.
Pedra de canlaria, ou de granito de qualquer
qualidade.
Pos de sapatos.
Potassa do commercio.
Presunto?.
Queijos.
Ilap.
liemos e croques.
Sabao com mu m ou de lavagem.
Sal commum ou de cosinha.
Sanguisugas ou bixaS.
Sebo ou grasa.
Tabaco em p.
TijoUus e lelhas de qualquer qualidade.
Fintas em massa, em p, ou preparadas, e para
oserever, imprimir, ou lilhograpliar.
Toucinho.
Trapos, ourelos e aparas de qualquer qualidade.
T re mocos.
Tupas ou inteslinos de vacca, ou de porco.
Velas de qualquer qualidade.
Vidros para vilracas e clarbalas.
Viine em Iracas ou molhos.
Vinagro commum ou deeoiinha.
Vinhos o qnaesqu"r outras bebidas alcoholices.
Ilio de Janeiro, 19 do selerabro de 1860.
Angelo Uouiz da Silva l'erraz.
lABELLA N. 10.
.1 que se refere o arl. 436 t? 2o do regulamenlo,
Animaes vivos de qualquer es-peeie.
Bacalho e oulros peixes slgalos de qualquer
qualidade.
Cante de qualquer qualidade, verde, secca (char-
que), com ou sem sal. em salmoura, fumada e
preparada de qualquer oulro modo, ou em
conserva.
Caro de pedra.
l-'aiinha de trigo-.
Pruetas verdes ou seccas.
GoId.
Machinas de vapor e suas perlencas o utensilios
proprios para a agricultura.
Pedra para construcclo, em brulo ou lavrada c
calcrea.
Sal commum.
Ilio de Janeiro, 19 de selembro de 1850. J
Angelo Mouiz da Sil.va Perra?.
TABBLLA N. 11.
.4 7UC se refere o art. 486 5 -1" do regulamento
Agurdente.
Animaes vivos ds quilquer especie.
Ano/.
Assucar em brulo.
Gaf em grao.
Cal.
Carne de quolqucr qualidade, verde secca (char-
que corn ou sem sal, em salmouri, fumada e
preparada de qualquer oulro modo, ou em
curisrrva.
Carvao d^ pedra ou vegetal.
Cereaes de q lalquer qualidade
l'ariiiha de mandioca.
Ki'ijao.
Pruetas verdes ou seccas, flores, folhas, legumes
c farinaseos de qualquer qualidade, e sementes
para a agricultura.
I.enha.
I.ingoas seccas, em salmoura, e de qualiuer ou-
lro molo preparadas.
M a deiras.
Mel ou melaco.
Milho.
Pedra para construccao, em brulo ou lavrada, e
calcare.
Sal commum.
Tena*
Tqollo.
ilio do Jaueiio, I! de selembro de- 1800
Angelo Uouiz da Silva Perraz.
TABELLA N 12
/'esos e medidas do Brasil.
Medidas de peso.
71 graos........grs.I oilava.......... oit.
8 oilavas...........z=.\ Onca............ o/.
8 onoaa.............^l marco.......... me.
" marcos...........= \ libra............ hb.
32 libras............I mroba.......... ar.
i arrobas=rl281lb..=l quintal.......qq.
13 '. qnintae9s=4-oiT. =..................
1,728 libs........= 1 tonelada....... Ion
Medida de exlenso.
8 pollegadas........1 palmo.........-pal.
5 palinos=4'l pol \=r| vara........... vr.
2 varas= 10 palmos=..................
80 pol."...........=1 braca.......... brc.
Medidas de superficie.
/ C pollegalas quadra-=.................
das. pol. (I......_1 pal. qualr. paj, [41
25 palmos () 1,600=................
P0L*(41............=1 vara .... vr. (j
4 varas (4) =6,400=................
Pol.~ v)...........=1 braca ... brc. (4)
Medidas de capacidade para seceos.
4 quartos.......jrts =1 alqueire...... alqr.
60 alqueires..........=1 moio.......... moi.
Medidas de capacidade para lquidos.
4 quarlilhos..... qi."^=l cariada........ can.
12 caadas...........=1 almude....... alm.
15 ni mu les = 180 ca=................
nadas..............=1 pipa.......... pp.
Medidas de solidez.
512 pollegadas cubicas=l palmo cubico, p.c.
125 palmos cbicos=1 vara cubica, v. cub.
NOTAS.
I" Para medir fazendas em varas (4), sendo u
em varase a largura oai pollegadas, multipli-
ca-so o numero do varas de comprimenlo pelo
numero de pollegadas e de largura, corta-se
no proJuclo o ultimo algarismo a direila, c o
quo restar a esquerda divida-se por f.
Ejemplo.
100 pegas de chita em morim com 2,500 varas e
22 pollegadas de lagoral,4u8 varas (i).
2560
22
512
512
4)5032(0(1408
1632
2" Para medir chales ou lencos em varas (4),
sendo o comprimenlo e largura em pollegadas,
multiplique-se o numero do chales ou lencos
pelo numero de pollegadas de comprimenlo,
multiplique-so esle producto pelo numero de
pollegadas de largura, coite-sc a este ultimo
producto dous algarisuios direila, e o que
reglar esquerda divida-se por 16.
Exentplo
J00 duzias de chales de chile de 45 pollegadas de
comprimenlo e 0 pollegadas de largura1,350
varas (4)
12
100
1200
45
6000
4800
5400O .
0
3a Para medir laboado de pinho em -palmos (1),
i sendo o comprimenlo em palmos e a largura
em pollegadas, mulliplique-sc entre si o nu-
mero de tabeas, comprimenlo e largura, o di-
vida-se o producto total por 8.
Exemplo.
100 tabeas de pinho du 24 palmos do comprimen-
lo o 10 pollegadas de largura3,000 palmos (4).
24
100
2400
10
9124000(3000
* Para medir lages para ladrilbo era palmos (4),
sendo o comprimenlo e largura em palmus,
multipliqae-su o comprimenlo pela largura
e este producto pelo numero do lages.
Exemplo.
100 lages do 8 palmos do comprimenlo e 4 pal-
mos de largura=3,200 palmos.
8
16)21600(00(1350
56
80
32
100
320O
5a Para medir lijlos para ladrilho era pollega-
das (I), sendo o comprimenlo e largura em !
pollegadas, multiplique-so o comprimenlo pela
largura e esto producto pelo numero de lijlos,
Exemplo.
100 lijlos para ladrilho de 6 pollegadas (ln com-
primenlo e6 pollegadas do largura=3,6'JO pol-
legadas (4).
6
6
3fT
100
3600
6 Para medir paos de pinho com cas:a, sendo o
comprimenlo em palmos, lome-se o termo me-
dio pas circuinferencias das duas extremidades,
o qual dividido por 3 dar a grossura do pao,
com a qual o com o comprimenlo se achara na
tarifa a laxa correspondente.
Exemplo.
\ pao de pinho de75 e 15 pollegadas de circum-
ferencia.
75
45
2) 120 60
3) 60 (20
N. B Onando o pao for faceado a grossura se-
r o lermo medio das distancias das faces oppos-
las dis duas extremidades.
Inslrucces para a incdigiio pnttea da |
arqneacao dos navios.
Art. 47 do regulamento de 26 de marco
de 1833.
Para adiar o numero de Ion ilaias de uma
embarcacao, multiplique-se a distancia que vai
da moia laranja ao castello (ei.lre as faces op-
poslas) pela bucea media dedu/ila das tres to-
madas na meia laranja, cislello, e a meia esco-
lillia ; molliplique-se depois esle producir) pela
distancia do lours liona d'aguo, tmala esta
distancia no ponto da borda corresponden! a
meia esc.otilha, oslan lo a ernbarcagiio desenrre-
gada, ou, na talla desl i pelos Gjl'dj ponlal to-
mado na arca da bimba. A centesima parle do
pro lucio assim achilo dar o numero de tone-
ladas de embarcacao.
As dimensoes aci.ua mencinalas serao mau-
las em palmos de 5 em vara.
Iiisli'iicies de f bilejulho de 1839.
Candido Bipiista de Oliveira, presidente do
tribunal do thesouta publico nacional, remelle
ao Sr. inspector-da Ihesouraria da provincia de...
os mo lelos para os cerificados da arqueacio das
embarcaedes nacionaes e estxangeiras, e a copia
inclusa para servir do inslruccao as sotrcdilas
arquear;')?.
Thesourd publico nacioni!, ern 15 d jullu) de
183'J.Gandido Bapiista de '-iltvein.
liislpucco.
O syitema de 1883 deve exocular-so dentro do
porio iiiaulo n.io houver oulra cubarla alm do
convs, ou enlre uma o oulra quanlo nejan)
duas.
O comprimenlo do poro o espaco cootpre-
hendido pela antepara da cmara c a'do rancho
da niarinhagem.
As larguras extremas se lomam junio s anti-
paras de encontr aos v&os do comes, locando
o extremos desta8 linhas nos dormentes ordina-
rio?, ou por baixo de uns que s vezes oppare-
cein de extraordinaria grossura.
O ponlal 6 a perpendicular comprehcndtda en-
tre a fa.-e inferior do vo da convs, e um po-iio
da laboa do resbordd que esteja na dire.cao das
duas bombas. Se o ponlal se nilo poder tomar
por dentro, recorra-se bomba, e tomom se
6(10 da sua altura at a parle inferior do coins.
Se tarabem as outras dimensoes se nao podorem
tomar por dentro, marquem-se no convs pun-
ios correspondentes s aoteparas j mencionadas,
e a distan ia entro uma e otitra ser o compri-
menlo do poro.
Toma-se depois por ciin desses pontos as lar-
guras, locando-so sus extremos as fices op-
poslas e superiores dos Irincanis, c so a embar-
cado for de tabica, deven estas medidas refo-
rir-se aos cabemos correspon lentes is aoteparas e
ao meio da eseolln grande.
F.ste modo de arquear a iu aponlado somen-
le como recurso para sabir da dilTieuldade que
aprsenla o navio abarrla lo, caso que s tere
lugar oas provincias, quanlo os navios siliirem
coma carg con que uniraram-
Qoando baja filha de urna antepara, tome se
65,100 do comprimenlo total da rola de proa ao
cadasle, a largura por anlo a r do roastro
grande no meto da escolilha, por anlo a r do
rnastro de proa e o ponlal para bomba como se
disse.
Conforme.Joo Maris Jacobina.
Governo da provincia.
Expediente do da 11 de nocembro de 1860.
Officio ao juiz de paz do primeiro districlo de
Santa Mara da Boa-Vista.Remetiendo Vmc. ',
por copia a portara de 27 de dezembro ultimo,
com a qual flz publicar a tabella demonstraliva'
do numero de cleitoreque deve dar cada uma
das parochias desta provincia para a legislatura
prxima vindoura, tenho a recommcndar-lhe a
restricta observancia do que dispojm os rticos '
15 e 16 do decreto n. 2621 de 22 de agosto des-
te anno.Officiou-se no mesmo sentido aos jui-
zes de paz do primeiro districlo das seguimos pa-
rochias : Ingazcira, Plores, Garanhuns, S. Ben-
to, Papacara, Ruique, Aguas-Bellas, Brejo.CiV-l
bres, Alagoa de Baixo, Cabrob, Et, Salgnelro,!
lOuncury, Tacarat, Fizenda Grande o Villjl
Bella.
Decreto n. 2021 de 22 de agosto dcsle anno.
Art. 15. Os presidentes de provincias designa-1
rao desde logo, e faro publicar nos ornees, o
numero de eleilores que deva dar cada paroch'ia '
guiando-so pelas regrs prescriptas nos g 10 e 1 '
do art. 1 do decreto n. 1082 de 18 do correte i
mez. e expediro as communicacoes a tempo de
constar a respectiva designarlo tites do dia 30
de novembro prximo futuro, afim de que os ju-
zos de paz que tiverem de fazer as convoca-
rles, declarcra nos editaes o numero dos elei-
lores.
Art. 16. Os presidentes das mesas pa-ochiaes
alm da leitura recomniendada pela lei de 19 d
agosto de 18G, c instruegoes de 23 do agosto de
1816, farao tambera a das prsenles inslrc-
(;oe, e da portara do presideole, designando
o numero de eleilores da respectiva paro-
chia. r
A integra da mesma portara ser trans-
cripta na acia especial da apuracao dos vo-
tos.
Dito ao commandanle das armas.Sirva-se
V. S. de mandar eliminar do servico doexercito
o rccrula Manoel da Hora do Espirito Sanio, vis-
to ter elle provado a isenco legal do arl. 7 das
insIrucQdes de 10 de julho de 1822.
ilo ao director geral dos Indios.Respondo
ao officio que V. S. me dirigi em 20 do corren-
le, declarando-I U que sobre nao haver prsenlo-
mente engenheiro ditponivel quem se enrar-
regua da medicio das ierras dos Indios, nao pade
esla presidencia empregar oulro engenheiro
alm do segundo lente Henrique Jos da Silva
Quiotauilba, >mquaoto o governo imperial nao
dispeosar a eeJeoDicial de semelliauto conuuis-
sao, sendo de esperar que o mesmo governo d
com rauta brevida** sua deciso sobre esse as-
sumpto.
Dito ao mesmo.Transmiti por copia a V. S
para seu conheeipiento e direcgo o aviso de 6
dtt-correota, sobMiuraero 28, em que o Exm. Sr.
ministro do imperio communica haver scdicilado
do mimslMio da fazenda a expedico das neces-
sanss ordens, attm de que pula verba catechesc
no correte exercicio seja posta disposico des-
ta presidencia a quanlia de OUgOOO ris para
as despezas com as medicoes de Ierras nesta pro-
vincia.
Dilo ao proredor da Sania Casa da Misericor-
dia.Haja V. S. de mandar apresenlar ao chelo
do polica, amanha s 10 horas do dia. a Afri-
cana Caelana, que se acha servindo na casa dos
expostos a qual tem de ser entregue a seu se-
nhor Jos Severo do N'jscimento.-Deu-se scien-
cia ao chefe de polica e ao iuspector do- arsenal
de marioba.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Mande V. admittir na compauhia de aprendi-
zesdesse arsenal, oslando as coudices do res-
pectivo regulamenlo, o menor Saluslano de
Barros e Albuquerquc.
Dito ao iospeclor da Ihesouraria de fazenda.
Inteirado do contedo de sua informaro de
honlem. sob n. lat, tenho a dizer, queseo
guarda da exlincta mesa do consulado, Tilo Ave-
lino de Barros, relirou-se para a corte 3em licen-
ea, que al agora nao lho foi concedida, proceda
V. S como for do deilo, ou solale o que con-
vier.
Dito ao mesmo. Mo caso Jo haver crodilo
mande V. S. pagar ao gerente da compauhia
I ernambucana a quanlia de lOOft, por que con-
tratou com o arsenal do marinho a conduccao pa-
ra o Cear do duas boias e seus p-rtenes, as
quaes j seguirm para a li no vapor Iguarass,
segundo declara o mes-no gerente em ofDcio de
U do crrente.Coramuuicou-se ao referido a-
renle.
Dito ao commandanle do corpo de polica.
Mando V. S. aprsentar ao juiz de direilo presi-
dente do jury, d'amauhaa em dianto, e eraquan-
to durar a presente sossao, uma guarda de pra-
eas do corpo sob seu cumulando, a lira de manter
a ordem H(ulle tribunal, e escollar os presos
desuados julgamenio. 0:1iciou-se no com-
mandanle das armas para a fazer retirar a guarda
de lilil que all servia.
Dilo.Auloriso u conselho de compras navaes
a ellecluar a compra das 23 espingardas e 12
pistolas que por venda olferece o gerente da
compauhia Pernambucana, a precos de 11$. as
primeiras com as respectivas b lio'netas, e de 6j>
as segundas, confirme iiuica o inspector do ar-
senal de marinha con referencia a opiniao dos
peritos que assim avaharan esses objeclos.
Communicou-se Ihesouraria de fazenda.
Ililo ao juiz municipal da segunda vara.
Sciento pelo officio que esse juizo mo dirig} em
6 do correle, que em vazoo do avullado exiie-
dteule dos dous cargos reunidos nao p le o es-
envo do juizo municipal da segn Ja vara ac-
cumular o officio de escrivao do jnrv e execu-
gocs enminaes, para cuj sobslituico" foi desig-
nado, recommendo a Vmc. que indique pessoa,
que, tendo a idoneilade precisa, possa ser no-
meada interinamente na forma da lei para servir
Hilo officio do escrivao do jury.
Di lo ao delegado de Guianna. -Remello inclu-
sa uma relacao dos quartetrufts de que se compo-
nhaa Ircgue/ia de Guianna no auno de 658, pa-
que Vmc, procedendo s neoossorias indaga-
coas, declare co.n lo la a urgencia quaes destes
quarteiroes ficaram perteurendo a freguezia de
.N. S. do O' depois de sua desmembroco.
Dito ao director geral interino da 'nslruccao
puolica.Respon Ionio ao seu oi io de 2;>'do
correle, sob n. 222, relativamente aos objeclos
precisos para a escola de iostruc.-o primaria do
Rio Formse, tenho a dizer Me*que exija Vmc.
do respectivo delegado Iliterario que indique o
pre;o e qualidade dos referidos objeclos, atim de
ser ailendiia a sua reiisieao.
Porlarii.O presidente d'a provincia, leudo em
vista o que requeran o sopunto escriptururio da
Ihesouraria de fazenda. Joo Gregorio dos San-
tos, e bem assim a nformaeo do respectivo ios-
peclor de 21 do crreme, sob n. 1210, resolve
cooeefer-jlbe tres mezes de lic-ra-a com venci-
mentos na forma da |ei, para tratar'de sua saude
onde lie couvier.
expediente do secretario do governo.
Da 22 de novembro.
Offi:io do coronel Jos Cavalcante Ferraz de
AzeveJo.S. Lac. o Sr. preside i te da provincia
man 11 declarar n V. s. que (lea inteiraJo de ter
V. S., segundo eomrunicou por officio de 18
do correle, assumila o exercicio das funecoes
de commandanle superior da guara nacional da
comarca de S.ulo Aula-a duraule a ausencia do
elT-clivo.
Ono ao commanlanlc do presidio do Fernan-
do.5. h:ic o Sr. presidente da provincia man-
da acensar recelado o officio que V. S. Ihe diri-
gi era 1 do trrenle sob d. 70 comrnunicando
haver conioguido eUabelecer nesse presidio uma
otaria para o fabrico de telhas, as quaes j lem
sido applladas na respectiva officina de sapata-
rta em cons'iucca i, o em outras pequeas obras.
Dito ao Sr. Mlcbisedeck Gomes Pereira de
vascooceltos.S. Exc, o Sr. presidente da pro-
vincia, manda declarara V. S. que ficot in-
teirado pelo seu offijio de 27 de oulubro ultimo,
de haver V. S. entrado no dia aalecedeule no
exercicio o cargo de ajulanle do procurador fis-
cal da ti esouraria provincial na comarca de
Mores.
Dito ao bicharel Jos Maria Ribero Paraguas-
S..De ordem de S. Exc. O Sr. presidente da
provincia acenso a recepeo do offi:io que V. S.
Ihe dirigi em 10 do crrente, comrnunicando
ter reassumido o exercicio das funeees de pro-
motor publico da comarca de Sanio Anto.
Pizeram-se oeste sentido as necessarias com-
municacoes.
zeraoacao entrar na rbita ingleza, da raais
alta importancia assignalar o pengo, provar que
a Gran-Bretanha foi, e ser a nossa iuimiga
mais ligadal. Sehojeno corre sangue por causa
da annexagao da Saboia, ser por culpa da In-
glaterra ? Se a Suissa faz ludo o que pode para
provocar um conflicU europeu, qual a mo que a
impfclle ? O que significara esses insultos a cada
passo renovados de um pequeo povo quo s vive
cora a permissao do oulros, contra a primera
potencia militar da Europa ?
A guerra recomecon, pois, porque as nossas
frotas navegavara hvremente, porque a Franca
longe de (car abatida, sahio da luta mais forte
que nunca Apenas o tratado deAmiens assig-
ado, a Giaa-llretanha recusa cumpri-lo. Man-
da m-se missionarios inglezes a todas as corles
am de rea ni marean os odios contra a Franca.
Aves de mo agouro, dizia Bonaparte, que
vuo levar a toda a parle o Mgnal da morte e da
devastacao. Depois lord Wilhworih recebe s-
bitamente ordem de. deixar Pars ; e a Inglaterra,
sem declaraco de guerra, faz embargo em todos
os iuvos fraucezes surtos em seus portos. No
mar, os navios inglezes capturara 03 nossos na-
I JKreai? : loroim 1.200. Este crime ren-
deu 00 roilhoesaos nossosinmigo. O primeiro
co-isul manda prender era represalia 7,000 In-
glezes que se achavam em Franca, e resolveu-se
a invasao da Inglaterra : reunirera-se 150 00!) ho-
mens em Bolonha. O terror apodera-so de Lon-
dres, Fazem-se preparativos immensos para re-
sistir a tempestado ; e de novo a Inglaterra de-
termina o assassinato de Bonapaite ; ella propria
transporta Franca os homens encarregados do
realisar a sua vinganca. A mina foi descoberta
0 cartas de Drake e de Spencer Smith, embaixa-
dores em Munich eStotlgaH patenlearam acom-
plicidade do ministerio. Obrigado a retira-los, o
governo inglez ousou apresenlar a defe/a na tri-
buna, o declaro a quo elles haviam obrado segun-
do o drala das gentes] 1801 v Pili voltar ao
poder; proclamou re o imperio em Franca Pili
na igura sua entrada nos negocios com um cri-
me que desla vez ao menos provocou a indigna-
caoda Inglaterra: elle manda tomar sem decla-
raea. de guerra quitro galioes hespanhoes car-
regad.s de 4,0J(),IX)0 de piastras.
Y. Exc. lem conquistado thesouros. di/em no
parlamento, rn is nao ha thesooros que possam
tirar a nodoa que o sangue innocente dos Hespa-
nhes fez em nossas armas. Por toda resposla,
1 itl mandou metter 1 pique todos os navios hes-
panhes a?ima de 110 toneladas. Porque laes
actos, digno* de ura ero, ou de um Cangalla ? A
razao e mulo simples: a Hespanha possuia urna
marinha respeitavel; Pili previo que de um dia
para outro ella poderia rnunir-se a francesa Nao
era preciso tanto para desaflar-llie. a colera.
Iranquillo no campo de Bolonha, senhor do
continente, dispondo do primeiro exercito do mun-
do, o imperado.- procura de novo doler a efTuso
de sangue humano ; dirigio-se ao re da Inglater-
ra, porc.-n de balde.
Napoleao comprehendeu que se quera dar a
paz a-Franc e ao mundo, devia conquisla-la em
l.ondres, e dobram de actividade os preparativos
de ura desembarque no solo biitannico.
O ouro inglez insurgi, porm, a Europa Contra
nos; 500,000 mercenarios acham-se s ordens de
Pili, e os imperadores- da Austria o da Russia
consenlem que as operaces militares sejara vi-
giados por agentes inglezes.
A vi loria de AuslerJitz reluz a p o ealafal-
80 levantado pela Inglaterra com tanto Iraba-
llio. O imperador da Autria for demasiadamen-
te fotrz em lho deixirem uma coroa que elle aca-
baya de ogar l.ao inconsideradamente em pro-
veilo de Georges ; o imperador da Russia,
humilhado, desanimado retira-se para a Polonia,
somos seniiores da Allemanha, e Pin. sem
alliaJos, v abaler-se-lhe o animo treraoo a vis-
ta de sua obra e da sorte que preparara para sua
patria ; morreo duendo .
Tambera fui morto em AnslerliU O' mi-
nha patria
Esse homem, esereve Napoleao em suas Me-
morias, ser pela posleridale considera Jo como
genio do mal.
A opiniao publica confirmou o juizo do impe-
rador ; mas ooconrora esquoeer que s Pul foi
o genio do mal, so sua subida ao pol r deixa
um largo Irafo do singue, de luto e de crimes,
elle aehou urna nacao digna de si ; foi porqu
o quiz, se a Inglaterra llie den cui menos de doze
anuos lo milhares : se Pili dispunn da parla-
mento inglez, representante do povo inglez era
porque sua poltica convinha naco ; elle so-
nhava para sua patria o dominio (io; maios e a
preponderancia no continente ; conhoeeado o
orgulho de seus compatriotas e seu odio Fran-
je, espoculou com essas duas pandes : a ruina
de nossa patria, til f o SOnho do sui vida Ul
e o sonho da luglale.ra. Elle poosou que a re-
volueao fosse o suicidio da naclonalidide france-
za. Em vez d-1 cimbat-lo, animoii-a ; com uma
das roaos assoldalava a guerra civil, com a ou-
lra as colligacojs. Cora a sua poltica infernal,
poz a Franca na alternativa da perecer ou ven-
cer. Era ura erro ; de aria ter conhecilo que
lancava sua palria n'uma empreza superior s suas
bocas. Mas, ceg e dominado por uma s paixao,
o odio, lancou-sa de cabeca baixa naquelle svslema
decolligac'squelongede aniiiqoillarem a' nossa
pairia, levaram na ao apogeo do poJer e da
gloria.
Ywn'.u or. Fosuims.
(Monde.II. Ouperron.)
delle, quando a essencia subsiste inalleravel,
sempro a mo.-ma anterior ?
Temo-nos at aqii circumscripto nesla respos-
la ao produztdo pelo contemporneo, e das suas
provas havemos eo manifesta a miiadedo im-
posto, que se quer todo o transe fazer dous
pisando-se ne.sse menlo por ludo e sobro ludo,
e at osleutaiiio-se o valor da contradicho com-
sigo proprio. Mas essas provas fornecidas pelo
contemporneo, iremos adduzir outras, que por
elle forana deiadas margem, por que suppoz
sera duvida que nao vinham ao caso, quando
pelo contrario delermiuam a queslo no seu pon-
to capital.
Clou o Liberal Pemambucano aiuelles SS do
difrercntes leis, mas olvdou, para si mui pro-
posito, o 3 do arl. II da lei n. 88tdoldo
oulubro.de 1856; nao fez mencao do art. 33
e seguinles da lei u. 939 do 6 de setem-
^bro del8i7; e nem ludicou que esla lei icicen-
do_o anno linanceiro de 1858 a 59 o parte do do
185 a 60 prorosou at este tempo a autorsacao-
nella contida, e que reproduzimos para avivr-
Ihe a memoria : Alm dos impostos de que
trata o art. Io 1" do regulamenlo de 15 de ju-
uho de 184i. cobrar-se-ha as cidadesdo Rio do
Janeiro, Rahia, Pernambuco e Maranho uma la-
xa que ser fix.-ida em tabella, q.ie o goveruo i-
, ca aulonsado organisar, tomando por base a
! importancia de cada classe de industria e protis-
sao dos compre lendidos no mencionado regula-
menlo, excluiudo aquellas industrias ou pros-
soes que pela pequenez de seus crditos nao de-
vam ser sobrecerregadas com esta laxa.
Ora, se oslas leis anteriores j eslabeleciam
desde o anno de 1856 uma e oulra laxa ; se pelos
decretos n.\ 2115 e 2146 de 10 de abril de 1858,
os leiloeiros c es corretoresjpagavam a laxa lixa
de .500* na cflrle. de 250 na Rahia, de 40S em
l ern inibuco, e de 200* no Maranho, e a varia-
vei correspondente 20 por % sobre o valor lo-
cativo do predio, em que tinham o respectivo ar-
mazem ; onde exi.-te, pois, imposto novo no 10
do art. 11 da lei actual, que adoplou a consa-
gradlo anterior, exlendendo-a apenas todos"?
Quem poder do expendido deduzil em boa f
a novidade, que se empresta ao consignado no
supracilado 5j ?
Confossamo-nos incapaz dessa descoberta, em
preseuca do que lica dito ; e estamos que mui
poneos poJero conseguir essa incgnita, capaci-
tando-nos tamb'm, que o contemporneo j vai
j levando a sua ciuz ao calvario por honra da Ir-
ma, que em seu amor proprio entenJe nao de-
ver ceder nem mesmo razo.
E pois, ve o contemporneo que o tendi do ar-
gumento achillei nao foi ainda atlingido ; visto
que, se elle lem algutna patle vulneravel, nao
foi ella compreheuJida na outes'.a' o, que se Ihe
oppoz.
ERRATAS.
Nos precedentes arligos tem escapado revi-
sao ulguns erros, como symbosla por sgnteMo-
gisla, apropriacoes por 'opreciardes, etc., ele,
para os quaes pedimos a desculpa aos leilores,
assim como para os futuros, alim do*evitar uma
errata sempre mas3ante.
r
4-
XTERIOR.
Estamos em 1802. A guerra, alimentada pelo
ouro britanuico desde 1793. continuara encarni-
caila em ierra e no mar. Em loda a parle rui-
nas, e.n toda a parle sangue. A paz de Amietis
devia, pois, ser saudade pelas acclamacoes de ale
gria da homanidade ; rrns ha uma nacao para a
qual a palavra huinanidadc nao lem signifleacao,
a Inglaterra 1
A Franca eslava em p, mais poderosa que nun-
ca ; o augmento quo tivera no continente com-
pensava sobeja ment as pe .-das que solTrera no
mar. Ora, queriam ein Londres que a Franca
soecumbisse, anda qie a Europa se convertesse
n'um cahus, anda que- lingisse as planicies do
continente o sangue de alguns milhares de ho-
mens, ainda que a Inglaterra esgolasse al o ul-
timo solo. A s-ntenca haviasido proferida : a paz
foi amaldeoada pela oligirchia brilannica como
uma caiamilale publica, e o ministano, atacado
em suas ultimas trincheiras, deelaroo que o tra-
tad) de Amiens fura apenas ceoceuido a titulo de
prora.
No parlamento, accusira o mniflero de traico
porque as frotas frahcezas navegiim lvremenle.
A conservaco de una paz, diz um orador, que
deixa a cada nac..au a faculdade de regular seu
commercio como lho approuvor, uma conspira !
gao europea, contra o poder inglez. Guerra-
guerra 1 para livrar-nos do uma concurrencia que
arruina-nos
Eis o Inglez 1 essas poucas patarras encerram
o pensaracnto britanuico : sangue, ruinas, para
que a Inglaterra, como o genio do mal, possa
campear sobre destroc.os Que Ihe importa que o
Irlandez morra que o Indio pereca I que o
opia coife os Chins aos mllhes I que o christo
caia sob os golpes da cimitarra-musulmana, com
que os guineus amontoem-se as burras dosbor-
ganheiros da City I
Se nos insistimos muito mais sobre certas pa-
lavras pronunciadas as cmaras britsnnicas
do que nos combales e batalhas, porque nos-
sa mira antes iniciar o publico francez em lo-
dos os Iranias da poltica ingleza, do que dar
liceos de histosia que todos sabem. Ninguero
ignora que o raio do Austerlitz parti a ler-
ceira colligacao e levoo Pin ao tmulo. Mas
o que importa saber porque razo a Ingla-
terra rorapeu o tratado do Amiens, porque ra-
zan desencadeou pela toreeira v guerra para o lancar no continente: ora, nos
adiamos a explicaco diaso oes las palavras : As
frotas (rancozas navegam livreraenlo, urna trai-
co ; uma conspiracao contra a Ioglatorra a
prelencao que lem cada naco de regular o com-
mercio a sua voolade. Guerra 1 guerra 1 a Fran-
ca muilo poderosa, guerra de morle I A Franca
conquisiou a Blgica, guerra No momeato em
qu uma parle da i aprensa ira aceza procura fa-
'.:jt'?ir "."i^apswwsf
DIARIO DE PERNAMBUCO-
Cuando no Liberal Pemambucano de 22 do
corrate lentos o protesto solemne de provar-se
a nooidade do Imposto consignado no S 10 do
arl. 11 da le n. 11, sempre suppozomas que,
"i tradoeco d'a-uello protesto fa lo, se dsse
ine. hor copia, o que a suphismacao revestisse
formas mais especiosas para fazer erar ou calar
nos nimos o que se levara em vistas. Mas o
que se no3 oppoz no pie por forma alguma
dar em resultlo a prova da novidade do impos-
to, e pelo contrario dos argumentos pro luzdos
so se deprehende a unidade do mesmo, nao obs-
laota tomar duas formas de man festarjao.
Com effi'lo, na onfronlagao que estabeleceu
entre o disposlo das leis anteriores o aquello da
actual, o Liberal Pemambucano parece-nos que
nao foi multo feliz, ou que, conseto da falsa po-
sicao que lomara, s procurou provocar sensa-
cao de momento, anda que a toflexao posterior
viesse desfazo-la consecutivamente.
Citou o contemporneo o airar de 20 de out 1-
bro do 1822. que creou o imposto de 12300 so-
bre lujas; a lei de 22 de oulubro de 1836) que o
modicou em 10 por cenlo sobro o valor locativo
do edificio, em queeslivesse o esiabelecimento ;
a lei da 21 de oulubro de 1843, que o olevou ao
duplo da poiventagem estabclocida, e dividio-o e
fez appti:aco delle conforme as provincias, pa-
gando urnas cidades 2J por ceoto, o outras o im-
posto do paienle, rujo mnimo seria 23SOO e o
mximo 40^000 imposto este que substitua per-
feiUmento o movel do 20 por cenlo, csrno di-lo
o Liberal Pemambucano ; e d'ahi concluio ca-
thegoricanientc a novidade do imposto do $ 10
arl. II da lei n. lili, por consagrar q le a impo-
sico das leis anteriores fosse variacel n'uma
parle e fira, na outra.
A argumeutaco do contemporneo c lodvia
opposla conclusao delle tirada.
Ao passo que roconhece.e escreve-o, quo o arl.
10 da lei do 21 de oulubro de 1813 dividi o im-
posto pelo facto de faacr distineco entre as ci-
dades mais importantes e as de menor vulto, e
nossa proporco irapoz aquellas 2t por cenlo,' e
a estas de 12;8)0 40-J000 de patente, descobre
duas imposices reunidas no referido 10 da lei
actual I
A capciosdade deste argumento mu trans-
parente, para que nao seja destinguida d'entre os
ouropeis, qne a envolvem.
Nao sabemos como que a modificaco primi-
tiva em um caso ennslituo novidade, "e n'outro
nao. Se esta nao den se no consagrado na lei de
21 de oulubro de 1813, lambem nao leve lugar,
como ora se prelende e se inculca por tal forma,
no estatuido no 10 arl. U da lei de 27 de no-
vembro p. p. ; por quanlo uma razo semelhanle
nao pode ler elleitos contrarios.
Este nao reuni, como quer o Liberal Per-
nambucana, duaeimposiQd.es deslindas : nao por
corto, e isto salta aos olhos. Era viriude do seu
disposto, foi dividido o imposto anterior, como
j o Gzera a\li de 21 de oulubro de 18it; n
mesma iraDOsicao passa ter uma parle variavel,
e outra flxa, mas persiste o mesmo quantum de
20 por rento para uma isolada ou para ambas
conjunclamonte.
Estabelecida esta forma aoaly-lica da queslo
ou reduzida. olla taes proporcoes, onde qu
ve-se nofo imposto nesga modicasao de forma
REVISTA DIARIA-
No intuito de confeccionar o sen rotatorio com
dados positivos ierca dos estabelecimentos in-
dustriaes e manuf clureiros da provincia, o Exm.
Sr. presidente a 27 do mez prximo passado oiii-
Ciou cmara municipal desta cidade e aquellas
do interior, para le foraecerem um mappa esla-
listico desses estabelecimentos por dsliidos, e
que comprehendessn nao someute o numero
dos eslabelecimentos, como a sua natureza, in-
dustrial ou manufacture-ira, a sua forca, livre ou
escrava, a sua pradnecao, a sua proptiedade,
brasileira ou ostrangeira e o capital a que moa-
taio elles.
j ^ A cmara desta cidale a 5 do correle officiou
j seu turno aos seus Qscaes, no sentido da orga-
: nisaco do mnppa solicil 1 lo pela presidencia ; o
estes, em execuco da ordem recetiida, lem pro-
cedido a lomada dos respectivos apoulameulas,
lenJo isto provocado no bairro do Recite os ap-
preheoaoea que eonalltuem a acucia que demos
na sexta-feira pa;sada, e que se ligaran pela
inscieucia do fim ao imposto da lei de 27 de se-
lembro uliimo, supposico que era autoris.ida
ainda por nao haver cabido no dominio do pu-
blico a razo da tomada desses aponlamcutos.
o|e, porm, acha-se definido o lira delles,
|ue nao oulro seuo o indicado ; mas o Exm.
Sr. resolveu, nao obstante, e para remover
quaesquet appxebensdes que se possam originar
de.-se seu acto, suspender aquella sua exi-
gencia.
E' ccrtamcntc um sacrificio para sentir, por-
que essa rcsoluc.lo constitue uma falta ; e so
essa falla nao um passo atraz, um slalu quo
prejudicial ao nosso estado administralivo
No dia 2 do futuro mez de dezembro deve
dai-se a inaugoraeao da segunda secca a da es-
trada de ferro desta provincia; a qual era se-
guida ser entregue a circulaco publica.
Somos informados qua a respectiva compa-
uhia se obrigou a concluir todas as obras acces-
sorias da SCCCM dentro de um termo, qne ser
anda (Ludo pelo no-so engenheiro fiscal de ac-
cordo com o engenheiro em chefe da compa-
nhia.
No caso de lerminarera-se essas obras no pra-
zo prensado, a percepcan da garanta dos juros
datar do dia da abertura desta soguilla seceo,
isto 2 de dezembro ; mas no caso contrario,
s lera ella lugar 110 dia da real c definitiva cou-
cluso das mesinas obras.
Esla proposto, lillia dos bous dosejos que lem
0 nosso engenheiro em conciliar os interessea da
provincia como aquellos da corapamiia, nao que-
rendo dar ensanchas a presso desles sobro
aquelles, muito honra ao carcter do Sr. l)r. Bu-
arque de de Macedo, que por ll forma nao fal-
sea a coulianga que nelle foi posla pelo governo
Imperial, pelo faci de sua nomeaeao para um
logar de tamaita coiis 1 -raco e importancia.
A compauhia de Beberibe paga o vigsi-
mo quinto dividendo, na razo de 3;20 rs. por
aeco.
No dia 20 reassumio o exercicio da pri-
meiravara municipal desle lermo o respectivo
juiz, l)r. Ilermogenes Scrates lavares de Vas-
concellos, que oecupara a segunda vara do jui-
zo de direilo desta comarca, como seu substitu-
to legal.
Quem houver litio o que dissemos sobre a
conduccao de gneros -da estaeo da eslrada
de ferro para os seus destinos, c oque disse tam-
bera o Sr Bramah, conhecer que o reparo que
se fez te.o mesma seus visos da ediflcaxio da ci-
dade, isto que c elle Ido recto como* esse so-
brado da ra de lionas, cuja lnha recia perece
que vai roorrer sobre a igrea dos Harty-
rios.
O Sr. Bramah, como superintendente da com-
panhta da ertrada de ferro, a qual nao censu-
ramos no que dissemos, nao negou quo a mesma
compauhia livesse feito a referida conduccao al
cesto lempo ; e para o fado de que se trata
islo tao insignificante, que na la importa essa
restrieco, o era pode ser argida como foi por
uma vinganca, que tao mal assenta em cousas
lo pequeninas.
Todava iremos tomando as nossas notas.
Hontera celebrou-se a festividade religiosa
de Santa Cecilia, cuja irmandade acha-sc erecta
no convento do Carmo.
Esta nova irmandade envidou os seus esforcos
para soleranisar devidamente a festa da sua pa-
droeira.
Oro 11 no erangelho Frei Moura, c no" Te Deum
Frei Joo da Eucarnago.
Tere lugar hontem a procsso de Coreus
Chrisli com o solemnidado do coslomo.
Foram coramoUidas as horftas militares uma
diviso composta de duas brigadas sob o cora-
mando dos coronis Domingos Affonso Nery Per-
tetra e Luiz Jos Fcrreira.
Nos dias 2-2 o 23 do correnlo mez foram re-
colhidos casa de delencao 15 homens, sendo 4
livreselt escravos; a saber: a ordem do Dr.
chefe de polica 1, a ordem do subdelegado do-
Recife 1, do de Santo Antonio 11, do de S. Jos
1 e do da Boa-Vista 1.
Matadouiio publico :
Mataram-se no dia 24 do correnle para 0 con-
sumo desla cidade 111 rezes.
MORTALIDADE DO DIA 24 DO CRREME ."
Joiquim Jorge Simoes, branco, solteire, 15 an-
uos, febre smarella.
Mara, parda, 15 mezes, escarlatina anginosa.
Anlo, pardo, 6 anuos, auazarca.


MARIO DE PKRIMHMIGO. ECHJRA FIIRA 28 DE NOYEMBRO DE 1960.
Rayroundo Antonio Bczerra, preto, solteiro, 22
annos, fobre (yphoide.
Candida Maria Joaquina da Conceico, prela,
solleira, 2 annos, parlo.
Manoel, preto, escravo, 5 mezes, convulsocs.
Carolina de Sequis* Cavalcanti de Albuquer-
qnp, branca, casada, 31 annos, hydropisia.
Ignez do Freitas Rarbosa di Silveira, branca,
solteira, 44 annos, tubrculo pulmonar.
Guilherme, preto, solteiro, 1* annos, gaslro pul-
monile agudo.
O
CHRONICAJUILWRW.
JURY DOBECIFZ.
5* SESSAO.
Dl.V 24 DE NOVEMBH0 DE 1869.
Presidencia do Sr. r. Hermogenes Scrates
rayares do Vasconcelos, juiz municipal da pri-
nieira vara e juiz de direilo interino.
-V?101" Mico, o Sr. Dr. F. Leopoldino de
liusmao Lobo.
Escrivo, o Sr. Antonio Joaquim Pereira de
Oliveira.
A's 11) horas da raanha, o escrivo procede
cnamada o verifica cstarera presentes42 juizes de
faci. *
Por impedimento do Sr. Dr. Bernardo Macha-
oo Ua Costa Doria, juiz do direito da primeira va-
ra criminal, assume a presidencia do jury o Sr.
Ur. Hermogenes Scrates lavares de Vasconcel-
os juiz municipal da primeira vara.
Entra emjulgameiilo o processo em que reo
.Manoel Ignacio, pronunciado pelo r. chele do
Em o or ""^''locutoria de 15 de fevcreiro no
art J9J do cdigo criminal.
IroceJe-se ao sorteio de sentenca, 6 quem se
defere o juramento dos Sontos Evangell.os.
" jon procede ao interrogalojio do reo.
beguem-se os debales.
Sondo advogado do reo o acadmico Americo
ISetto do Mendonca, o qual allegou em favor do
reo a cucumstancia juslilicativa prevista no art.
i, 9 3" do cdigo criminal.
Sao propostos ao jury de sentenca os seguales
quesiios :
1. O reo Manoel Ignacio no da 21 de Janeiro
do anuo passado pelas 2 horas da larde, no lugar
o Uiora-Menino. milou puuluiladas Jos Ra-
mos de Oliveira?
2." O rocomraetleu o fado criminoso com
supenoriJade era armas de maneira que o otTen-
uido nao poda defender-se em probabilidado de
repellir a ofleusa ?
3." Bxlatem circumstancias atlenuantes favor
do reo ?
4. jury recoqjiece tet silla o crime commet-
li Jo em deleza propria ?
5." Oreo, para assim defender-se. leve falta
absoluta de outro meio menos prejudicial i
6." O reo assim detendeu-se, sem que de sua
parte houvessc provocado ou delicio que occa-
sionasse o conflicto ?
Recolheudo-se sal i das conferencias secre-
tas, o jury responde ao
1* quesito :Sim; por unanimidade de vo-
2^ quesito :Nao ; por 7 votos.
. d0e?0:"~5ini por unanimidade existe a do
or. i s 11*.
4" quesito :Sim ; por unanimidade.
o" dem :Nao por 10 voto?.
6o idem :Nao ; por 11 votos.
Em vista das respostas do jury, o Dr. presiden-
.e .avra a sentenca, que publica ao tribunal, con-
Jomnaiido o reo soiirer a pena de 6 anuos de
pnsao com trabalho e pagar as cusas do pro-
cesso, como mcurso no grao miuimo do art. 193
do cdigo criminal.
Nao conformanlo-se porm, cora o resultado
da sentenca con lemnatoria, decretada pelo con-
selho. o Dr. juiz do direito appella da sentenca
para o superior tribunal da relacao.
Levan! i-se a sessao s-4 horas da (arde, sendo
adiad-, para o dia 25 em que ser jugado o reo
i.'iizlaulo Noblat, pronunciado pela subdelega-
da de S. Jos no art. 205 do cdigo criminal.
CMARA .TOICIPAL DO RECIFE.
3 SESSAO' ORDINARIA AOS 15 DE NOVEM-
BRO DE 1860.
Presidencia do Sr. lleno.
Presentes os Srs Barata, Jlto, u,,.
Pinto, Dr. Iirmo e Dr. Nery da Ponceca, abri-
se a sessao, e foi ida o approvada a acta da an-
tecedente, toi lulo o f'iiiiiie
EXPEUIE.NTi:':
Un aflicto do procurador, dizendo em cumpri-
mento da ord-m que Ihe fora expendida aos 22
de outubro ultimo, que a casa torrea junto da
den.l2i. na ra do Pilar, e do cuja desapro-
priacao [Ora encarr gado de tratar, pertence a
Hanoel Cimillo Pire?, que por ella pede 5.00IK
rs apezar de estar arrumada, em estado de so
poder valer 2.500? rs.
Despachou-se a pe trao ,V Irmao, que roqueier.im essa desapropia-
ban que, por ora, nao polia ter ella logar, con-
cedeodo-se-lhcs porm liccoca para fazerem em
a sua casa n. I2f. referida, os eoncertos indis-
pensaren, de que precisar.
Outro do mesmo, remetiendo o bilanco geral
aa receiti e despeza do auno llnaoceiro uunici-
pai prximo findo. bein como o balancoto do me'
de outubro ultimo. Do primeiro v-se ano a
ornara arrecadra no dito anno rs. 113 3763776
Wam ,-?-a.ldu le rs- 10.1GGSI8 de exercicio'
de iaS a ISjJ, e niais o empresiimn de ti.592
rs. ffloolou-se a sarama de rs. 135:335960, e
despender rs. 1 5:6105772, pausando para o
exercicio correnle o saldo de rs. 9.72S188 e do
segundo que no referido mez se arrecadra -
rs. 12:29)j0o, incluido o referido saldo, e se
despondera 6:2313172. verificando-so assim o sal-
do ern 31 de outubro de rs. 5:783S12I, nao en-'
trando na despea a quantia de 9:0753630 dadi a '
Antonio amos para pagamento de objectos com-!
prados para os festejos de SS. Mil. II n sua vi-
sita a oaa provincia, por nao haver elle ajada I
apresentado os documentos respectivos lega I isa- '
S-iCT"10 e,,lrar a "fcrtda quantiado '
9.075S83O, dar-se-fiii um dficit de rs 3"2929509
A' vista dblo. da reducto que a cmara sofTier
ltimamente as suas rendas, com a passagem
de alguns imposlos para a receila provincia!, e
da penhora que esl ameacada de soflter as
rendes do s-u para pagamento da execuco do
Bazilio .Vivares do. Miranda Varej.io, pedia o pro-:
curador providerttias que remoressem o eraba- !
raro, em que se v para continuar com as des-'
pezas ordinarias e inlispensaves. Uandou-sel
remoller este ofikio tommissao de polica
Outro do bichare! Ueiuique Pereira de Luce-
na, eommumcaado achar-se em exercicio da Ia
rara municipal desla cidide, na qualidade do 5o *
supplente. Inl.-irada, e mandou-se responder
l-oram pprovados dous pareceres da commis-
sio de eJillcacoes: un adoptando o parecer do
engenheiro cordeador. lido na sessao do 31 de
outubro ultimo, no sentido de so fazer na plaa
da cidado as alteracoes por elle proposUs rela-
tivamente pretendo de Jos Francisco Bento
que pretende edificar no terreno que possue no
areial do forte das Cinco-Ponas ; e outro tam-
bera, adoptando outro parecer do mesmo en-e-
nheiro, no sentido de se abolir o art. 10, lit. 7.8
das posturas de 30 de juuho de 13 9, pe'rmillin-
do-se, em Igusr de trapoiras sobre as casas j
edificadas e que se edificaren) aguas -furiadas I
Para completa psecuco do primeiro parecer, re-
solvcu a cmara se oMciasse ao engenheiro para
fazer a alteraco na planta, afim de ser submel- '
tida ao governo da provincia^ e para se eotifec- '
Clonar a postura, quanto ao segundo, rosolveu
que a commissao apresentasse as diraensoes em
que devem ser fei'.as essas agtias-furtadas.
pespaiharam-se as peticos de Antonio Joa-
quim dos Sanios, Francisco Ferreir.i urges, Fc-
icidado Mana do Carmo, los oncalves B-l-
Irao & Irmao Jos Ribeiro Riba Jnior, Rufi-
no Manoel da Cruz Cousseiro, e levantou-se a
sessao.
Eu Manoel Forroira Accioli, secretario srtbs-
crevi. Re^o, pro-presiderile. Barata d'Al-
meida. Mello. ameiro. Brilo. Firmo
Dr. Nery da Fonceca.
41 SESSAO ORDINARIV DE 10 DE NOVEMBRO
DE 1860.
'residencia do Sr. Reg
Presentes os Srs. Biraa, Mello, Gameiro, Dr.
Firmo e Dr. Nery da Fonceca, abrio-se a sessao,
ejH lida e approvada a acta d'antecedente.
Teu-so urna nfarmagao do fiscal de Santo An-
tonio, duendo que Manoel Das CoSlho, que re-
qnereu hrenca para eslibelecer urna taberna na
casa n. ai da ra da Praia, sem obrigacao de pa-
gar os impostos mnicipaes, que por ventura es-
tvesse a mesms casa a dever, eslava no caso
do ser deferido, visto que naosuccedeu em ne-
nhum dos ealabeleciraeolos que houve )a predi-
la casa Deferio-se*
requerimento dos Srs. Reg e Gameiro,
membros da commissao de polica, resolveu a
cmara sobr'estar na continuaco da obra do roa-
tadouro al o ultimo de dezembto prximo futu-
ro, e no servico da conservacao daa estradas e
ras da freguezia do Poro, bom como reduzir o
trabalho da limpeza dn cidada de modo a lica-
rera s os trabelhadores na freguezia de S. Anto-
nio, fazendo estes o servico da limpeza nos lu-
gares que mais delle precisarem, n'um da em
urna, ii'outro dia em oulra freguezia da cidade,
sem augmento de pessoal, at que o estado do
cofre municipal permuta que so empregue maior
torga.
Despacharam-se as pelicoes de Frederco Cha-
ves (2) Jos Pacheco da Fonceca, Jos Francisco
de Souza Lima, Manoel Das CoCIho, Maria das
Noves Carneiro da Cunha ; levantou-se a sessao
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretario, a su-
bscrevi. Reg, pro-presidente. Barata d'Al-
meida. Mello. Gameiro. Pinto.
consulado pnovmuL
Alleraccs fcilas no lancamento das
dcimas que pagam as casas pr-
tencentes freguezia de S. Jos,
pelo escripturario Y. M. F. P. da
Silva.
Travessa da Praia do Forte.
N. 2. Joo Jacinlho de Medeiros
Rezende, casa terrea oceupada
pelosenhorio, avaliada por....... 72-J000
Idom 8. llerdeiros de Margarida
Francisca da Silva, casa terrea ar-
rendada por ...................... 8>000
dem 16.Jacinlha Maria da Con-
ceicao, casa terrea arrendada por O6JOO0
dem 22 llerdeiros de Flix Soa-
res de Carvalho, casa terrea ar-
rendada por...................... 120ff000
Praia do Forte.
N. 6.Joo Francisco do Azevedo,
casa terrea arrendada por........ MfOOO
Largo do Forte.
N. 2.Manoel Ferreira dos Santos,
casa terrea arrendada por........ 1503000
Travcssa do Peixolo.
N. 2.Marcelino Antonio Pereira,
casa teirca arrendada por........ 120000
dem 18. Ricardo Maurilio da
Silva Pavo, casa terrea arren-
dada por......................... 1445000
dem 2iBernardinoPereira Ramos
mos, casa terrea arrendada por.. 120-3000
dem ^8.Alexindre Rodrigues-de
Alraeida, casa terrea arrendada
.,Pr ............................ 120J0OO
dem 30. O mesmo, casa terrea
arrendada por.................... 1209000
dem 36. Bernardino Pereira Ra-
casa terrea arrondada por........ 192-SOOO
dem 38. O mesmo, casa terrea
com 1 meia-agua no fundo arren-
dada oor.......................... 192-JOOO
dem 51. O mesmo, casa terrea
cora 1 meia-agua no fundo, ar-
rendada por...................... 192SOO0
dem 6). Bernardino Pereira Ra-
mos, casa terrea com urna meia-
agua no fundo, arren Jada por___ 16S$000
dem 64 O mesmo, cssa terrea
arrendada por.................... 14i$0CO
dem 66.O mesmo,, casa terrea ar-
rendada por...................... 144gO0O
dem 70.O mesmo, casa terrea
com 1 meia-agua no fundo ar-
renda por........................ 192^000
dem 76O mesmo, casa torrea
com 1 meia-agua no fundo, ar-
rendada por...................... 192J('00
dem 7$.Joaquim Perpira Ramos,
casa terrea com 1 meia-agua no
fundo, arrendada por............ !44f000
dem 80 O mesmo, casa lerrea
com 1 meia-agua no fundo, ar-
rendada por..................... 192{}000
dem S2.o mesmo, casa terrea
com 1 meia-agua no fundo, ar-
rendada por..................... 19'i'OO
r,i. si __n ..o_ .... ,orro
com 1 meia agua no fundo, arren-
dada por.. ....................... 168-3000
dem I. Claudina Marlinha do
Sacramento, casa terrea arren-
r,dad'lPor.......................... 1445000
dem ,. a mesma, casa lerrea ar-
rendada por...................... lijOOO
idom J a mesma, casa terrea
,,Brrendada Pr.................... 1203000
dem 11.A mesma, casa terrea
arrendada por.................... 1203000
dem 13. A mesma, casa terrea
arrendada por.................... 1203000
LContinuar-se-lta )
ao publico, quo o meu lluatre amigo dar ao| dem restilada e do reino
correspondente essa resposta, em lempo oppor-
tuno.
Entretanto, nao posso deixar de notar no cor-
respondente pronunciada Inexacfldo no que diz
do meu prestimoso amigo o Sr. mejor Jos Ro-
drigues de Moraes, da-erra Negra, ioconiesU-
velmente um dos caracteres mis dislinctos dos
nossos aertes, porquonto se nao pode harmoni-
sar o dlzer do correspondente com oque attes-
lam os Drs. juizes de direito e municipal, e o
delegado deTacaral, do quem alias diz oY
haver delle participares contrarias ao major Jos
Rodrigues!
O publico que aquilate devidamente o atiesta-
do do Sr. delegado do Tacaral, e fa^a o mere-
cftfo-conceito do nosso amigo.
Esses allestados, das primeras e maisconcei-
tuadas autoridades da comarca, dizem largamente
acerca do tal reuniao de forga, que fantaziaram
para politicamente se perturbar a profunda paz
de quo goza o Tacaral. Elles oferecetn bellos
commentarios, e realcara a facilidade com que se
faz expedir tropas de comarca e provincia extra-
njas, ao mando de inimigos do major Rodrigues,
por simples noticias do pessoas particulares cu-
jas cartas por cautella nao apparecem I....
Publiquem senhores redactores a presente, e
os tres allestados a que me refiro devidamente
reconhecidos, que faro especial obsequio ao de
Vv. Ss.
Jos Leandro de Godoy Vaseoncellos.
Recife, 22 de novembro de 1860
dem caxaca...... y
espirito de
dem jjenebta
dem alcool ou
agurdente .
Algodao em em caroQO, .
dem em rama ou em la. .
Arroz com casca ....
dem descascado ou pilado.
Assucar branco ....
dem refinado.....
dem raascavado .* .
Azeite de amendoim ou mon-
dou'm........caada
dem de coco......
dem de mamona.....
BalaUs alimenticias ....
Bolacha ordinaria propiia para
embarque. ......
dem fina........
Caf bom......
dem cscolha ou restolho
dem terrado......libra
Cal..........arroba
dem branca......
Carne tecas charque. ... >
Carvo vegetal......
Cera de carnauba em brulo.
arroba




>
arroba



1J0OO
Jf5O0
1C00
1g200
lg820
70300
gaoo
250O
4$200
63*00
2-350
25000
15600
1J120
13C00
4 SOCO
73000
73000
53000
33C0
S3C0
res, de 285 toneladas, eapito E. E. Holst'
equipagem 10", era lastro ; a Aotunes Guima-
res & C.
oj ce _- o oa
O. M> O.
"O. *
" r = B
floras
a
3
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en e 1
r- (
a r*
w V 5S
*a W n m r> c
Atmosphera.
irteeo.
Intensidade
3 2
00

I Fahrenheit
I

OS
Centgrado.
IB
I Uygrometro
I C"ts:erno hydro-
m el rica.
-1 ^>
en en
O 5J
^a -1
en cu
OS os
Illm. senhor.Diz Jos Rodrigues de Moraes,
proprielario na Serra-Negra desla comarca que,.
se Ihe faz preciso que V. S. se digno de atteslar ldem era velas (carnauba).
ao p desla qual a sua conducta civil e moral, Charutos.......
bem como se consta V. S. que o supplicante Cocos seceos
lenha reunido gente armada em qualquer poni r....., ,'. ',".* '
desla comarca para negocios eleiloraes. ou qual- bourus U bol salgados .
quer outro fim durante o lempo em que V, S. re- dem seceos......
sido nesta comarca : por tanto dem verdes
Pede V. S. Illm. Sr. delegado de polica haia r.i ., j ,t .* 1'
de atteslar o requctido.-E R. il.-Z RodrV-' Wem d Ca'""a corlldos '
guesde Moraes. i dem de onca......
Atiesto que a raelhor possivel a conducta ci-! Cabros........
vil e moral do supplicinie, o que durante o tem-' Dccs seceos l
po era que tenho estado nesla comarca como do I.. ,.......
legado de policiae commanddute da companhia lt* m em caldas......
de pedestres de liona, nunca me constou que o ] I^6111 em niassi ou geleia
supplicanto livesse gente armada em qualquer I Esleirs proprias para forro de
libra

cento

libra

>
um


ibra
ponto da comarca, sendo queso da parle do seusl
bem conhecidos inimigos, que se procurou es- j
palhar um boato nosle sentido, o que inteira- !
ment falso ; e quanto ser islo verdade, eu i
como delegado de polica leiia tomado as provi-
dencias iqeu alcance.
Delegacia do termo do Tacaral, em 3 de no-
vembro de 1860.Antonio Jos Ribeiro, alteres
delegado de polica.
Illm. senhor.Diz Jos Rodrigues de Moraes,
proprielario na Serra-Negra desta comarca, qqe
se Ihe faz preciso que V. S. se digne de atteslar
aopdesle qual a sua conducta civil e moral,
bom como se consta a V. S. que o supplicante
tenha reunido genle armada em qualquer ponto
desta comarca para negocias eleiloraes, ou qual-
quer outro fim durante o lempo em que V. S. re- '
side nesla comarca: portante pede V. S. Illm.
Sr. Dr. juiz de direito, haja de aliestar o reque-
rido.E II. M.Jote Rodrigues de Moraes.
Alteslo que, durante o lempo em que nesla co-
marca me acho euipregadn,
na*'o........ cenfo
Estoupa nacional ... arroba
Espanadores grandes. um
dem pequeos.....
Farinha de mandioca. nlqueire
dem de araruta..... arroba
Fcijo de qualquer qualdade.
Fumo em follia bom. ...
Icem ordinario ou restolho.
Iiem ern rolo bom .
dem ordinaro restolho.
trochase........ um
Gomma........ arroba
Ipecacuanha (raz) ....
Lcnlia em adas..... cento
dem em toros. ...
l.onlns e est-'ios..... um


Ponas de vaccas o de novilhos
, ten. o Sr Jos Ro-
drigues do Moraes mostrado urna oxcellenie conclu Je canna......caada
duela civil e moral, nao rao constando que haja llilho........arroba.
reunido gente armada em algum pomo da co-'
marca para negocios oleitoraes ou qualquer ou-
tro fim, o que, se ter verificado, nao deixaria "etlras de amolar
eu de saber, exercendo aqu as funecoes do meu '.dem de filtrar
cargo. O exposto pura verdade, pelo que passo [dem rebolo
o presente atlestado.
Villa de Tacaral, 4 de novembro de 1860.O jUassava-
juiz do direilo, Francisco Conralces da Rocha. 1>', rasil
Illm. senhor.Diz Jos Rodrigues de Moraes,
proprielario e morador na Sena-Negra desta co-
marca, queso Ihe faz preciso que V. S. se digne
de atteslar ao p desla qual a sua conducta civil
e moral, bem como se consta V. S.
plicante lenha reunido
cenlo
urna


molhos
quintal
de
que o sup-
alguma gente armada eftn
quilquer ponto desta comarca para negocios elei- '
toraes ou qualquer outro fim durante o lempo'
em que V. S. reside nesta comarca : por tanto
[Pranchoes de amarello
dous custados. .
{dem louro.....
:Sabio.......
Salsa parrilha.......arroba
Sebo cm rama......
Sola 011 vaqu ota
urna

libra
Pede V. S. Illm. Sr. Dr. juiz municipal eldel Tapioca
orphaos baja do atteslar o requerido.E R. M. rabois de amarello
Jos Rodrigues de Moraes.
Atiesto, que o Sr. major Jos Rodrigues de Mo-
raes, em quanto au primeiro quesito re ativa-
mente A sua conducta civil c moral, um ex-
celente cidado, morigerado e respeilador da
le; honesto eura bom pai de familia; e relati-
vamente ao segundo se tem reunido forcas cm
alguns ponlos desla comirca, nunca const'ou-me
desde o lempo do miada residencia nesla comar-
ca : o referido verdade.
Villa de Tacaratu' 3 de novembro de 1S60.
Francisco Garca de Almeida.
IF.tavam reconhecidos. )
una
arroba
dozias

una
cento
caada
$500
13600
5280
3100
2JI00
4g000!
5225'
500
130
3300
IO3OOO i
5400
15000j
5500 ,
5400 :
215000
1S600,
3200
13600
230C0
8J000 i
13250 1
153000
73000,
163000
6SOO0
53c 00
33200
253O0O
2gr'00
123c00
OgOOO
52 (O
1300C
5-000
5300 '
93000
1S12C
3200 i
1050c 0 :
escoc!
830C0 '
:12o'
253000 i
53000 i
23800
35500'
1203C00
403000
153000
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Francs.
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3 2
o
Jos Nones de Paula.
Antonio Joaquim Seve.
Manoel Antonio da Silva Moreira.
Manoel Joaquim Rodrigues de Souza.
Martinho de Oliveira Itorses. ,
Gandido Nunes de Mello.
Joao Ignacio de Medeiros Reg, secrelatio o
subscrevi.
ConformeJulio Augusto da Cunha Guima
raes, official-ruaior.
Declaracoes.
A uoitc nublada vento NE fresco e assim ama-
nheceu.
OSCll.LACO DA MIR.
Preamar as 1 h 30' da tarde, altura 5,5 p.
Baixamar as 7 h. 18' da manhaa, altura 1,3 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 21 de no-
vembro de 1860.
ROMANO STEPri.1t.
Io lenle.
Edita es.
Publicacoes a pedido.
Coinmimicados.
Nao ha muitos das o Liberal Pernambucano
exclamava : Seogocerno continua no susiema
de compresto davalo livre. quem responder
pela uttegridude do imperio !
Accosamp-lo de ameacar o llirouo, e a inte-i
andado do imperio, grila-ca/umnia mentira !
in/amia '
Na verdade a lgica do Librale de arromba '
O presidente da provincia, diz elle, comprime a
liberdade do voo faz expedir da igrej., ponta :
de bayonetas os liberaos; estes, que compoe a
maiosia da populaco, vendo-se expoiliados do
direilo do roto livre, ( direito que al chegou a
etr espaldeiraio, e pizado por cascos de caoallos) l
desesperados da vida, despedacavam o imperio '
logo a olygarchia pernambucana premedita urna
rovolnrao, para a renWsaeo da sua querida
separaraod,' Norte: logo diremos nos. os lib-
rate, do Libtral Pernambucano, sao os instru-
mentos da olygarchia ; porque, segundo se de-
prebende das palanas, que em principio citamos
serao elles, que desesperados, como costumam
ser, porao em cacos o imperio do Brasil 11
E nio haver um breetl inatnUon, acompa-
nhado da compleme raedalha. para a redacrao
do Liberal!
Quera faz, como ella fez boje, a descoberta de
ja SO achara polica, e a presidencia da provin-
cia mergulhadus era um banhode sangue dig-
no do uma carta do recoraraendaclo para o hos-
picio do Pedro II! f u.m bello rasgo de clo-
quencia coohsada, a sua lirada do arligo edic-
torial de hoje :
c E" mister que a populacao da provincia, e o
partido liberal nao consiulam que a polica e o
r Leilao da Cunha realisem o banhu de sangue
oma-ic j so sippocm mergulhados.
Nao nos dir a redacrao do Liberal quem for-
neceu tanto sangue para esse banho? D'onde Coi
elle tirado, e como?
Na verdade a gente do Liberal tem cousa* e
cousas bom aterradora*! '
O que loria produzdo esto sonho de sangue
que leve o redactor em chete do Liberal na noi-
te do da 22 do correte, da eslo de lao gratas
recordicoes para 03 Pornarobucanos?
Nao sera a lembranca das scenas que presen-
cou n aquella da de 1859, e que o desensaa-
ran), de quo impossivel a realisacao da idea
por elle lao ofagada em oulras eras, e que linio
alna ao partido conservador?
Continu a rodaec.io do Liberal a sonhar e a
reproduzir os seus sonhos, quo nisto far' um
grande servio ao publico, divertindo-o diaria-
mente cora seus cont, suas comedias e traa-
dlas, alm de enriquecer as letras com as suas
prolurces, lao bellas c lio eloquenles!
E para lomar o sonho de sangue mais com-
pleto, ajunto-!he tambem escalada de concento"
sacrilegios, roubos. assuadas, e outras scenas
de iguaes horrores, e que muito devem concor-
rer para produzr o efeito desejado contra duas
primeras autoridades da provincia.
Assim o espera
O Zuavo.
Recife, .21 de novembro de 1860.
Para o Srt ministro do im-
perio ver.
Venhum empregado' (jeral pode
aceitar emprego algtim provincial seo
que previamente solicite e obtertha a
la demissuo. Avisos de 10 de no-
vembro de 1837 e 7 de outubro de
1843.
Ora, nao tendo sido derrogados os ci-
tados avisos, cuja lao sabia, quSo ter-
minante disposicao se acaba de ler : e
(ora de duvida que nao deve continuar
a ser inspector da tbesouraria provin-
cial o proessor de geometra do colle-
gio das artes (ou a ser professor degeo-
meti a do collegio das artes o iuspec-
tor da tbesouraria provincial )
Esse f'unccionnrio, a despeito dos avi-
sos citados, oi nomeado inspector da
tbesouraria provincial de Pernambuco;
e, em prejuizo do seu substituto, da
instruccaoe dos cofres pblicos, se acba
fora da sua cadeira, lia 15 annos!!!
( fazem boje i 5 desetembro de 1860.)
dem dirersas.....
Travs........
Unlias de boi.....
Vinagre.......
Alfandega de Pernambuco 2 de novembro de
1660.
O 1. conferenle,
Francisco de Paula Goncalves da Silva.
O 2. conferenle,
Jos Maria Cesar do A marl.
PRACA DO RECIFE
2 1 DE XOYIvtlKRODE figttO-
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios -
Assucar -
ftlfflftRCIO.
Airainicgn,
Rendiraento do dia 1 a 23. .
dem do dia 21......
272:5328860
10:7033960
283.226a320
Movimento da alfandega.
V'olumes entrados com fazendas..
com gneros.. 82
b2
V'olnmes sabidos com fazendas.. 55
com gneros.. 292
------3 7
Descarregam hoje 26 de novembro
Rugue inglezLiliancirvao.
Rrigue porluguez-S Manoel Imercadotias.
Sumaca brasilairaHortenciadiversos gneros.
Brigue inzlez -Agnes bacalho.
Brigne hespanhol Vigilante vnho e massas.
Barca ingiezaSex Wavetrilitos de ferro.
Barca americanaImperadorfarinha de trigo e
bolachinhas.
llcceberloria de rendas internas
Seraes de Pernambuco.
Ilendimento do dia 1 a 23. 21:022*656
idem do dia 24....... 298^285
21:320^941
Consulado provincial.
Randimento do dia 1 a 23. 13:301*225
dem do dia 2i.......1.230*992
14-5323217
5en/iores redactores.O meu amigo o Eun.
Dr. Francisco Carlos Brandao, parti 00 da 20
para o centro da provincia, e por islo nao tem por
ora, respesta cabal a correspondencia doYin- \
serta no seu Diario de 21 ; porm, posso alucinar |
Pauta dos precos correales dos print i-
pacs gneros e prodneces
rmcionaes <\v,e se despacharan pela alfandega
na semana de 26 1 30 de novembro
do correnle anno.
Agurdenle de cana. caada 1*000
Algodo
Agurdente--------
Couros-
Arroz---------------
Azeite diiec -
Batatas- .
Bacalho-----------
Carne secca-
Farinha de trigo
Far. de mandioca
Mantega -
Quejos------------
Descontos
Sobre Londres sacrn se 26'
1/4 c26 1/2, d. por 15000. so-
bre Taris de 360 a 370 rs. por
franco, o sobre Lisboa de 118 a
110 por de premio.
A entrada va augmentando, e
as vendas continuaran) de 4S500 !
a 5#000 reis por (a), somenos de !
33)500 a 3?80<), mascavado pur- 1
gado de 2800 a 33000, e bruto
de B#4O0 a 25500 reis por (f.
O de primeira sorte vendeu-se !
de 7#600 a 73300 reis por (a)
Anda nao ha no mercado.
Os seceos salgados venderara- j
se de 220 a 2j rs. por libra.
Do Maranhao vendeu-se de''
2$00a2$600 por (S e da India'
do 2*000 a 2300 por arroba.
-Vendeu-se de 2:500 a 2;600 rs.
por galio do de Lisboa.
Idera de 2j$i00 a 2 Vendeu-se um carregamenlo a
103800, e retalhnu-se de 11*000
a 123000 rs. por brrrica ; Pi-
cando em deposito cerca de
13,500 barricas.
A do Rio Grande retalhou-se
de 33000 a 53200, e a do Rio da
Praia de 3-3500 a 4?000, Gcan-
do em ser 60,000 arrobas da
primeira, e 10,000 d) segunda.
. Tivemos nesla semana um car-
regamento do New Orleaus, e
outro de|Philadelphia, com os
quaes o deposito subi-n 10,400
barricas e 400 saceos, tendo-sc
relalhado de 193 a 21 rs por
barrica do Philadephia, de 20!
a 21$ a de New Orleans, de 24$
a 253 a de Trieste, de 223 a de
Richmond, e a 18#000 os saceos
de 200 S do Chile ; Qcando em
ser 2 900 barricar da primeira,
1,500 da segunda, 3,000 da ler-
ceiro, 3,000 da quarta, e 400 sac-
eos da ultima.
Pouco procurada, e apenus of-
ferecem 43000 por sacco.
A franceza vendeu-se do 460 a
600 rs. par S, e a ingieza de
860 a 900 rs. por libra.
Os flamencos venderm-se de
2S10 a 23600 rs. cada um.
Conlinuarqm do 10 a 18 por *,,
ao anno, discontando a caixa fi-
lial cerra de 400 contos a 10
por cenia so anno.
Movimento do porto.
Nato entrado na dia 22.
Rio de Janeiro1S das brigue dinaruarquez Ce-
O Illm. Sr. inspector da tbesouraria provin-
cial, era cumpriinenlo da lesoluco da juntada
fazenda, manda fazer publico, que a arremala-
cao do cosleio da Iluminando publica da cidade
de Goianna foi transferida para o dia 26 do cor-
ren te.
K para constar se mandou affixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaiia da tbesouraria provincial de Per-
nambuco 22 de novembro de 1860.
A. F. da Annunriarao.
Secretario."
O Illm. Sr. inspector da ihesonraiia pro-
vincial, cm cumprimento da resolucao da junta
da fazenda, manda fazer publico qu a arrenia-
ticao dos impostosda comarca da Boa*Vista foi
transferida para o dia 26 do correnle.
K para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da tbesouraria provincial de Per-
nambuco 22 de novembro de 1860.
A. l*. d'AnnunciacSo.
Secretario."
O tribunal do commercio da provincia de
Pernambuco convida aos senhores commercian-
tes nacionaes matriculados o residentes neste
districto comparererem no dia II de dezembro
s 9 horas da manhai, na sala da Associacu
Commercial Beneficenlo para proceder-so a eei-
cao dos dous dpulados commerciantis, que para
o seguinte quatriennio de 1861 a 1?61 lera de
substituir es adunes senhores depurados Joao
Ignacio de Medeiros Rogo e Joao Pinto de Lentos,
na forma do titulo nico do cdigo commercial,
6 decreto de 5 de solembro de 1850.
F, para constar mandou o sobredilo tribunal
fazer este que nssignado pelo seu secretario ser
publicado no Diario desla cidade e alxndo na
praca do commercio, com a lista de que trata o
art 5o do citado decreto.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco. 23 de novembro de 1S60.
LISTA.
Os Sis.:
Jos JVronymo Monleiro.
Jos Joaquim Das Fernandas.
Jos Pires Ferreira.
Joao Ignacio do Medeiros Reg.
Joaquim da Silva Lopes.
Jos Rodrigues Pereira.
Antonio Vslentim da Silva Rarroca.
Manoel Goncalves da Silva-
Jos Candido de Barros.
Joo Jos de Camino Moraes.
Jos Pereira da Cunb.->.
Francisco Accioly de Gouveia Lins.
Jos dos Santos Neves.
Antonio Jos Leal Reis.
Bartl.olomeu Francisco de Souza.
Jos Francisco Lavra.
Jos Baptisla da Fonseca Junio-.
Manoel Buarque do Macedo Lima.
Lourenco Luiz das Neves.
Antonio Luiz dos Sanios.
Antonio da Si'va Ferreira Jnior.
Miguel Jos de Abrcu.
Joao Carduzo Ayres.
Joio Baptista Fragozo.
Anlonio Ignacio do Reg Medeiros.
JoiO da Silva Faria.
Candido Casemiro Guedes Alcanforado.
Jos Aires Fernandes.
Aurehano Augusto de OHvera.
Antonio Jos do Castro.
Gabriel Amonio.
Jos Anlonio Basto.
Luiz Antonio Siqueira.
loo Pinto de Lomos.
Joao Pinto de Lemos Jnior.
Jos Vel'ozo Soares.
Elias Baptista da Silva.
Manoel Duarte Rodrigues.
Manoel Ignacio de Oliveira.
Vicente .los de Brito.
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Manoel Alves Guerra.
Caetano Cyriaro da Costa Moreira.
Camillo Pinto de Leos.
Vicente Mendes Wanderloy.
Joiquim Jos da Cosa Fajozes.
Joao Jos de Gouveia.
Jos Marcelino da Rosa.
Ante nio Pedro das Neves.
Luiz Jos Rodrigues de Souza.
Jos Goncalves Malveiras.
Joaquim Jos Silveira.
Antonio Alve3 Barboza.
Jos Francisco de S Leitao.
No dia 6 do crrante & norte arranchara-se
no lugar Cicupira-tort em o rancho de Joo Paes
Barbos, um crionlinho com um qnarto casl.i-
nho dizendo ser do engenho Onca e retirando-so
pela manhaa cedo suppc-so para o Recite dei-
xra o dito cavallo c como al o presente niio
lenha sido procurado,o mesmo Barbosa enln gara
a polica o qual se acba depositado, quem se jul-
gar com direito comparpea.
Sudelegscia do Io dis'tricto da frognezia des
Afogadws 19 de novembro de 1860.Mu raes.
Santa casa da misericor-
dia do Recife.
A junta administrativa da irmandade da santa
casa de misericordia de Recife manda fazer pu-
blico que no dia !) do correnle, pelas 4 horas da
tarde, na sala de suas sesses, no largo do Parai-
zo n. 49, irao praca as rendas das rasas dbaixo
declaradas, pertencentes ao patrimonio di mes-
ma santa casa, pelo lempo que decorrerdo diada
arreraataco a 30 de junho de 1863.
C1DADF. DE OLIHBA.
Ba Nova.
Casas terreas ns. 1 o 2.
Roa do oit&o d) Amparo.
Casa lerrea n. 4
Ra de"S. Joao.
Casa lerrea n. 5.
Rus do Amparo.
Casas terreas ns. 1 e 6.
Ra dos Quatro Cantos.
Casa de sobrado n. 7, e casas terreas ns, 8 e 9.
Rna da ladeira da Misericordia.
Casa terrea n. 10.
Ra do Romfir,.
Casas terreas ns. 11 e 12.
Ra de Malinas Ferreira.
Casas terreas n?. 13, 11 e 15-
Ra de S. B-nlo.
Casas terreas ns. 16, 18, 19 o 20, e sobrado nu-
mero 17,
Ru do Aljube.
Casa terrea n. 21.
Arrombado.
Casa terrea n. 22.
BAIRRO DO RECIFE.
Berco do Abreu.
Casa de sobrado n. 2.
Os pretendemos deven) comparecer no lugar,
dia c horas aprazados, acompanhados de seus fia-
doras, 011 munidos de cartas destes.
Secretaria da santa casa da miseiicordia do Re-
cife 17 de novembro de 1860
Francisco Amonio Cavalcanti Cousseiro.
Escrivo.
NOVO BANCO

O novo hinco continua a substituir
ou a resgalaro r< sto das notas de 10,s' e
'20,>> que liavia emittido e ain la existe
em circuLirao. declarando que, em
cumprimento do decreto n. 2,66't de
10 de outuhro do corrate anno, esta
substiluico ou resgate devera' eFec-
luar-se dentro de 4 mezes, e ijue fiado
este prazo s podera' ter lugar romo
disconto progressivo de 10 por cento ao
mez, Qcando as^im na turma do art ">
da le n. 53 de 6 de cutubro de 185.")
sem valer algutn no im de li> mezes.
Recife 9 de novembro de 1850. Os
directores, Joo Ignacio de Medeiros
Reg, Luiz Antonio Vieira.
Pela mesa do consulado provincial se faz
publico aos proprielarios dos predios urbanos das
fregueziasdests cidade o da dos Afligidos, que os
30 dias nteis para o pagamento bocea do cofa,
do 1." semestre do anno linancciro do 1860 a 61
1I0 imposto da decima, se principiare a contar do
dia l.-de dezembro vindoiiro. Mesa do consu-
lado provincial de Pernambuco 24 de novembro
de 1S60.
Consolho administrativo.
0 consclho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os obyec-
tos seguimos :
Para o batalbao n. 43da guarda nacional do mu-
nicipio de Serinhaem.
1 livro meslre.
1 dilo de registro de ordens espedidas.
I dilo de mo de correspondencia official.
1 dilo de dilo de mappn.
1 dito de dito de armamento e mais objectos-
de propriedade da nacao.
1 dilo do dito de recibos.
Para conselho de administrarse.
1 dilo do termos do snns deliberares.
1 dito de receila e despezas.
6 canelas.
Para o hospital militar da guarnirn do Per-
nambuco.
Extracto composto de salsa parrilha do Dr.
Townend, caisas 3.
Quem quizar vender laes objectos aprsenle as
Suas proposlas em caiti feiehada na secretaria
do conselho. as 10 horas do dia 30 do corrate
mez.
Sala das sesses do conseIho administrativo.
para fornecimnto do arsenal de guerra, 23 d
novembro de 1860.
Btnto Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel rogal secretario interino-
C0MPANHI1 LRICA DE G. MMMGEU
Quarta feira 28 de no\erabro
Repetir-se-ha a mui applaulida opera em tres actos de Donizelli pela altraa vez
LUCIA DE
Principiar s 8 horas em ponto.
Avisos marrtinios.
^^ i ^i^. ^ptmmnmrnss
Para o Rio Grande do Sul
seguncom brevidade a barca Malhille por ter
a maior parte da carga prompla ; para orestantc-
Irata-se com Manoel Alves Guerra, no seu escri-
torio da ra do Trapiche n. 14.
PARA O ARACATY E ASSL"
sae o hiate Sergipano: para carga, *trala-se com
Marlius & Irmao.
\
Porto por Lisboa.
Vaisahir para o Poilo com escala por Lisboa
at o dia 25 do crtenle mez o brigue poriuzaei
PromptidaoII.-., forrado e eneavilhado de Cobre,
de PRIMEIRA MAUCH.V E CLASSE, por ja lei
i parle do seu carregamento; para o resto e passa-
geiros, para os auaes tem excellentes commodos
tratase com Elias Jos dos Santos AndsaJa&C *
j ra da Madre de Dos b. 32, ou com o capitao. "
i
Cear e Acarac.
No dia 30 do correte, com \ carga que liver
bordo, segu o palhabole Francisco Jos da Silva Ralis ; recebe carga a
frele e passageiros : a tratar com Caetano Cj riaco
da C. M. & Irmao. no lado do Coipo Santo "u. 25.
Baha.
A escuna nacional C*ro.'e, segu *ra poucoa
Jias para a Baha, tem paito de sua carga en-
gajada ; para o resto irata-pe com 0 seu consig-
natario Francisco L. 0. Aze.redo aa ra da Ma-
dre de Deus n. 12.


<)
DIARIO HE PERNABMUCO. SEGUNDA FEIRi 26 DG NOVEMBRO DE 1860.
Porto e Lisboa
PI IX pontfice e re
PELO SENHOtA
.iAbem c,.nhCrida b3rfa pr,,,gue" sympa- D. Antonio de Macado Costa.
inia, capitao Nogueira dos Santos, ra sahir bre-I
vemente paraos porto* cima indicados ; quera, DlSpo elellO 00 Par.
na mesma quizer carrejar ou Ir de passa>em. i Eloquente deinonstracSo do poder
pndera cntender-se com os consignatarios Bailar i I i n *
& Olireira. ra da Cadeia do biirro do Recife nu- | lerrporal do Papa.
mero n. 12. Vende seno bairro de Santo Antonio
Para o Aracaty
sahe al o dia i do roe prximo o hiale Nico-
lao I, meatre Trajano Antunes da Cosa : para
carga e passigeiros, Irata-se coin Prenlo Viau-
na & C.
REAL GOMPANIIIA
DE
Paquetes inglczcs a vapor.
At o dia 23 desle mez espera-se da Europa
um dos v;ipures dpsta companhia, o qual d''pois
da demora do costme seguir para o Rio de Ja-
neiro, tocando na Rahia : para pas^agens ele,
trata-se com os asomes Adamson, llowie & C,
ra do Trapicho Novo n. 42.
Lisboa.
Vai saliir cora rauia brevidade a bem conhe-
cida
Barca Gralidao
para carga e passageiros, trala-se coin os con-
signalaiiosCarvalho, Nogueira iS C, na ruado
Vigano n. 9, primeiro andar, ou cora o capilar
Borgts Pestaa.
Porto por Lisboa.
A b.-uc porlugueza Silencio, cipilo Fran-
cisco Maitins de Carvalho, pretende sabir com
toda a brevidade para os portos acuna indicados :
quem na mesma quizer carregsr ou ir de passa-
gem, dirija-se ao consignatario Manoel Per-reir
da Silva Tarroso, na ra do Apollo n. 28, ou ao
referido capit&o.
Para o Itio de Janeiro
O releiro c btra conliecido briguo nacional
Dcaiio, pretende seguir uestes uiio dias, lem
metade de son carregamento a bordo, para o
resto que Ihe falla trata-so com os sens consig-
natarios A/.evedo A. Mendos, .no seu escriplorio
ruada Cruz n. I.
S0
8
x
de
Se"
CONJPANHIA BRASiLEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se dos portos do sol al, o dia 30 do
Correlo o vapor Tocantins, commandante o
primeiro-lente Pedro Ilypolito Duarle, o quel
depois da demora do costume seguir para os
portos do norte
Recebem-sc desde ja. pnssageiros e engaja-sa
a carga que o vapor poder ronduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen*
cia ruadaCruzn. I, escriplorio de Azevedo &
Mendos.
Para a Bahia.
A veleira sumaca nacional Horlencia, pre-
tende soguir com muita brevidade, tom parte de
sen carregamento prompto, para o resto que Ihe
falla trata-ge com osseus consignatarios Above-
do & Mondes, no seu cscriptorio ruada Cruz n. 1.
Leiloes.
LEILO
Commereial.
Segunda-feira 2G do correte.
A I HORA DA TARDE.
Anlunps aulorisado pelo Exm. ."r. Dr. uiz es-
pecial do coromercio, a requerimentn dos depo-
sitarios da rnassa fallida de Firmo Candido da
Silveira, far leilo em sua loja de miudezas sila
na ra da Cadeia do Recife n. 49, das merca.),i-
rias e dividas, pertencenles a dita rnassa, o qual
ter lugar 1 hora da tarde do referido dia.
LEILAO
DE
Vina luja de calcado
Na ra da Penha.
Quarta-feira 28 do correte.
Antunes far leilo aulorisado pelos erednres
de Pedro Jos Carlos da Silva, de sua bem afre-
guezada loja de calcados sila na ra da Penha
D.... a qual ser entregue sem reserva de preco.
Principiar as 11 horas em ponto.
Leilao
Sexta-feira 30 do corrate.
DE
4 cxccllentes vaccas luri-
nas com crias.
Costa Carvalho Tara lcilo em seo armazem no
dia cima designado de 4 vaccas turmas novas e
bonitas com crias as qoaes sero entregues sem
reserva de proco, a vonladc dos compradores, s
II horas da manhaa.
Avisos diversos.
Joo Chrysoslomo Pacheco Soares deixou
de ser caixeiro e procurador de Barroca & Medei-
ros, e Barroca & Castro, em liquidacao desde o
zJia 7 do correte.
Cexeira de carros e ca-
briole! de aluguel,
Ba do Imperador n. 25.
O abaixo assignado faz sciente aos seos amigos
e fregueses que de novo acha-se montada a sua
coxeira com ricos carros, cabriolet, bons farda-
mentos n excellentes parelhas de cavallos, ludo
cora aceio e a volitada por presos r*zoarei.
JosGonjalres Malveira.
Atten^o.
Alugam-se 3 casas em Santo Amaro ao p da
fundicao sendo duas para grande familia a fallar
mili com Jos Goucalves Ferreira Coila,
as livi-arias dos Srs. Guimaiaes & Oii-
veira e Nogueira de Souza & C. ; e no
bairro do Recife na livraria do gr. Jos
de Mello : preco 2$.
M O Dr. Cosme de Sa' Peieira da
consultas medicas em seuescrip-
toiio.no bairro do Hecile, ra
da Cruz n. 53, todos os dias,me-
nos nos domingos, desde as 6
horas ateas i da manhaa, s-
breos seguate? pontos
1 .Molestias de olLos ;
2.- Molestias de coracao <
9 peito ;
H o.' Molestias dos orgacs da
= radio e do anus ;
! Praticara' toda e qualquer
operacao que julg-r conve- t
^ niente para o rcstabelecimen- i|
ig to dosseus doentes.
0 examedaspessoaJqut o con- 5|
sultarem sera' leito indistincta- rfj
H ,nenle' e na ordena de suas en- $!
M trat^as' fazrndo excepcao os doen- ag
g ts de ollios, ou aauellcs que por g
^| motivo justo obtiverem liora ^
$? marcada para este Gm.
A sabnaria da roa Imperial precisa alugar
eacri.tn para servico debaixo de coberla, e png-
se 30$U00 men?aes o conunida, devendo dormir
no pstabelecimento : a tralar na mesma saboa-
ria, ou na ra da Cadeia do Recife d. 31.
i:iii!M;i!i;is
contra todas as molestias gra-
ves, e febres de qualquer na-
tureza, scguuido-se o que diz
a guia.
Tenho militas proras contra as bexigas, nao
qurrendo deixar formar a pn-lula, tomando com
exaclidao as dses de 6 em 6 horas. A esperan-
za o bordo do bom medico.
Um senhor na ra da Imperalriz appareceu
com o rosto c corpo crivados, c urna lebro abra-
sadora, seguio este precelte, o sarou, fleando s
com una bexiga n'um dos dedos do p. Oitro
caso semelhanie sn ra da QniUnda, fcando-lhe tambera urna bexiga
no braco esquerdo. Na casa da Sra. D. Luiza Al-
ves um preto Mina, muito robusto, durou-lhe a
febre 48 horas, o qual pillando, quebrava ludo
quanto encontrava do quarto ; cobras e sapos
erao o entreteniraenlo do dito prelo. As pilulas
paulistanas foram-lhes dadas a lempo ; o prelo
Mirou, e nao Ihe appareceu urna s bexiga.
A um pardo da Sra. D. liara Carlota, sobrinha
da Exma. Sra. marqueza de Santos, o mesmo
aconleceu, e a minias oulras pessoas.
Contra a difficuldade das ourinas, as dilas pi-
lulas sao verdaderamente efficazes, seguindo-sc
o que diz a guia, molestias graves; e quanto s
chronicas, nunca haver perigo de ser sorpien-
aido.Qualro maros, tomando tres pilulas n. 2
de noite, e tres ditas ti. 1 de manhaa, e todas
sem dietas.
A reiencao das ourinas nao lem oulro vicio
que os intestinos sujos, e a syphilis, e multas
vezes urna empingem se forma as vas ouri-
nanas.
Para informac,oes ou er.commendas, podem di-
rigir-se a meu cirrespondonte nu Rio de Janeiro,
roa do Parto n. 119, ou ao abaixo assignado, em
S. Paulo, ra do Carmo n. 3 C. P. Elchecoin.
Roga-se ao Sr. ostudanle do5.annoda
Faculdade de Direilo do Recife, que declarou, o
que bem sabe, ao portador que ltimamente foi
cobrar-lhe o dinheiro que ainda esl a dever a
urna pobre e honesta roulher, que, a pedido seu,
Ihe mandava lavar e engorumar a roupa [e islo
ha mais de 18 roezes) quese nao quer enxova-
Ihar a classeque perlence, e a provincia do.....,
d'onde filho, maude quanto antes pagar o que
ainda resta do seu anligo debilo ; do contrario
nao so afilija Smc, se dentro de 3 dias, que ain-
da se Ihe d de espera, tiver de ver o spu nome
estampado por extenso neste Diario, o bem his-
toriada cssa vergonhosa divida, que lanto o irri-
ta, e o leva a ameacar aos porta lores que rao
procurar a justa paga do honesto trabalho alheio.
Almocoejantar muito
barato.
as Cinco Pontas n. 130 faz-se almo^o e janlar
por menos de s peza por ser casa de familia; quem pretender,
dirija-se a mesma casa, que achara com quem
tratar.
M. Leconte, estabelecida na ra da Impe-
ralriz ii. 19, precisa de 15 costureiras boas : as
que quizerera, pode dirigirse loja cima.
Tem de ser arrematado pelo juiz municipal
da primrira vara, as tres primeiras audiencias,
um sobrado de um andar n. 6, na ra da Senzala
Nova, porexecucao, e cartorio do escrivo Molla.
ATTENCAO.
O abaixo assignado roga s pessas que leem
penhores em seu poder de os resgatar no prazo
de oito dia>, a contar da publicaco desle em
dianle ; do contrario sero veudids para o pa-
gamento do principal o juras. Recito 24 de no-
venibro de 1860.
Jos Joaquim da Rocha.
Moocher ami.
J nos deixou o hacura de oculos! I Embora
o Diario de 5 do corrente lenha dito que muito
breve elle seria analisado, ainda continuava o tal
Picho com suas basoflas e se iuiilula'va de sabi-
xo I I Assim ia elle passaudo alegre ida, co-
mendo, bebendo, fumando, ele, etc., a cusa dos
p^palvos que se lluliam com suas petas. Devia
continuar, Sr. bacuro, ^t que encontrasse quem
Ihe arrancasseas pernas, mas obrigaram a voltar
logo para onde seu pedantismo conhecido, e
onde S. S. s podepasseiar pelas praias.
Isso avisa0 bocea oelle.
Acbam-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns 6 e 8, as bem conbecidas folhinhas impressas nesta
typogrphia
2)iQ Q^O^aa^QQ 2r33
para o
Dita
1G0 rs
FolHnha de porta ou KALENDARIO eedesUsUco e civil
bispado de Pernaubuco........
de algibeira comando alem do kalenJario ecclesiaslico e civil,
explicacao ds fesias mudaveis, noticia dos planeta?,
tabellas das niais e nascimenio e occaso do sol-
ditas dos emoluir.enlos do tribunal do comaercio
dilas do sello; dios do porle das cartas; dilas
dos impo-tos geraes, prownciaes e municipaes, ao
que se junlou tima collerrao de bellos e divertidos
* jogos de prendas, para enireletiirnenlo da mocidade.
Estao no prelo oalmanak
todas as oraces para assistir semana santa, etc. Gom-
prando-se em porgues se darao por preco mais commodo.
320 rs.
e outra folhiuha contendo
Borba, rap
fino, meio-grosso e grosso. Deposito, ra da Ca-
deia n. 17.
Os abaixo assignados administradores da
massa dos bens do casal do finado Joao Tarares
Cordelro, previnem a os devedores o do oilo (asal,
por dividas vencidas, que no caso de nao urem
salda-las no praso de dous mezes, do preswile
annuncio, lero de ser accionadas, a fin d> ha-
ver-se os pagamentos referidos, visto conio o
praso marcado pelo Illrti. Sr. Dr. juiz de orhos
do termo desia cidade, para a liquidacao do ac-
tivo e passivo do mesmo casal esi coiicluinco-se
e poneos tem sido os devedores que lenbam pro-
curado saldar suas cuntas.
Recife, 12 de novemhro de 1860.
Viuva Tarares Cordeiro.
Jos Teueira Bastos.
Juan Anglada llyjo.
lienrique Jos da Cunha.
Estciras da India de i, 5
c 6 pamos de largo.
No annaznm or tazendas da ra doQueimado
n. 19, propriamente para forro de salas e canas
por ser di melhor qualidade, e todas brancas.
Jos Dias, porluguez, vae a Macoi
Ainda resta para alu^ar-se 2 casas
na Torre, com comrnodos para familia,
assim como um sitio com toda propor-
cao para grande familia : a tallar ijo,
mesmo lugar com o seu
Francisco Jos Arantes.
Attcneao ao negocio van-
tajoso.
Cede-se com o abale do 50 por cenlo a cochei-
rada Florentina, bem afreguezada para o mato,
contendo urna excellente vacca touri-a, com 6
buis experimentados no servico, e 6 bons carros
da alfandega, e ludo a vnntade do comprador :
na mesma cocheira, das 9 horas da manhaa s 5
da larde.
Aluga-se um segundo andar na ra do Ran-
gel, picQo de 3503 por anno, e s se aluga para
familia : a fallar na ra do Queimado, loja n 6o
A pessoa que quizer comprar uro riolao em
bom eslado, dirija-so ao beceo da Bomba n. 6,
que acbar com quera tratar.
Aluga-se para passar a fesla urna casa com
grandes commodos. na povoacao da Varzea, lu-
gar em que o mnibus recebe deixa o passagei-
ro: a tralar na ra da Cadeia Nora n. 31.
Precisase de urna ama para cozinhar, pa-
gndole bem agradando : ua ra dos Pescadores
ns. 1 e 3.
AUenco.
Acabamos de ler no Diario de hoje um an-
nuncio do Sr. Diogo Soares de Albuquerque, em
que previno o publico para que nao contrate
comnosco sobre urna lettra por -lie acceila, ro-
sultanle da compra de um machina de vapor
que Ihe rendemos para o seu engenho, sob pre-
texto do defeito na mesma machina e pretender
0 annuncianle levar o negocio a jnizo. Para
tranquilizar o Sr. Soares de Albuquerque, de-
claramos que nao lenha S. S. cuidado sobre a
sorie de sua lettra, porque felizmente nao temos
necesMdade de negocia-la e nosso coctume
nunca transferir a outros semelhanles dbitos.
Esperamos que se renca e ento aceitaremos em
iiualquir terreno que seja a opposico que ao
Sr. Soares de Albuquerque aprouver "fazer. Re-
cife 22 de uovembro de 1860.
C Slsrr & C.
Aluga-se urna muala pata casa de mu-"*
dista ou de familia, por estar ausento a W>
senhora : quem a pretender podo diri- \r>
gir-sea ra da Cadei do Recife n. 52. -?
segundo andar, at as 10 huras da ma- u<
nha ou depois das 3 da larde.
Flix Ramos Mamede do Aimeida, cidadao
brasileiro. retira se para Buenos-Ayres-
Manoel Teixeira vai Bahia.
Aen fo'
Vidros.
Chegaram os iSo desojados vidros para riJraca,
em caixa ; vieram tambem alguns vidros de
crystal, grandes, proprios para oralorios. tabole-
las, armarios, etc., etc., ou outra qualquer obra
era que seja preciso empregar vidro de boa qua-
lidade e grossura: ra larga do Rosario u. 34,
botica.
Eiisiiio llicorico pratico.
O abaixo assignado, professor de construrcio
naval licencionad i pelo goreroo da prorinci,
lem aborto em sua casa na ra do Nogueira n. 7,
urna aula de pilolagem. e ensina aryhmelia,
geometra, geographia e trigonometra plana
espherica para a mesma pilolagem.
Jos Elias Machado Freir.
Alugam-se dous andares do sobrado da ra
proprietarto j da Cadeia n. 24. leudo commodos para grande
| familia : a tratar na loja do mesmo.
Arisa-sc a quem tirer penhores na taberna
da travessa do Marisco n. 7, haja de resgata-los
no prazo de 3 dias, do controrio sero vendidos
para pagamento.
ATTENCiO.
Um rapaz Brasileiro se olferece para caixeiro
de cobranzas ou armazem do assucar, ou outro
qualquer eslabelecimenlo, o qual d fiador a sua
conducta ; quem de seu presumo se quiser ;iti-
lisar. deixe carta fechada indicando o lugar que
deve ser procurado, na ra do Vigario, agencia de
leiloes n. 22, combas iniciaeg J. \l. D.
Advertencia.
O abaixo as-ignado declara que o protesto exa-
rado no Diario de Pernambuco de 24 do corrente
que fez para inlerrupco de prescripeo de divi-
das entre as quaes esi a de Francisco Gomes de
Olireira, nao se enlende com o Sr. Francisco Go-
mes de Olireira. agente do leiloes nesta praca.
Recife 24 de dezembro de 1860.Joaquim da
Silva Lopes.
Aluga-se
Ka ra Nova n. 19, existe um escravo que se
aluga para serrinos domsticos.
Aluga-se nma sala com3janellas e raran-
dade tM-ro, urna alcova muito grande, ludo mul-
lo aceiadn, na ra da Cruz do Recife n. 40. se-
gundo andar, a tratar na ra da Cadeia n. 10.
Os abaixo assiioados dectrara que o Sr.
JoSo Luiz de Bastos Jnior deixou de ser seu cai-
xeiro. Recife 23 de nore.mbro de 1860.
Sodr & G.
Na ra das Cruzes n. 33,
sa-se de um oflicial de barbeiro.
preci-
Attenco.
SORVETE.
De hoje em dianle haver sorrele ao meio-
dia e a noile em casa do Sodr & C, na ra Es-
trella do Rosario n 11.
SORVETE.
Hotel Trovador.
Da-se OO-JOOO a juros sobre penhores de ouro
ou prala ; quem precisar, annuncio a sua mora-
da por esle Diario para ser procurado.
Aluga-se o sobrado c juntamente o arma-
zem da ra dos Burgos n. 29, ronfronte a ra
datfoed.i; qm>m pretender, dirija-se a ruada
Cruz n. 23, segundo andar, que achara com quem
tratar.
Offerece-se um horaem, lauto para criado
corlro para cozinhar: quemo pretender, dirija-
se a ra das Cruzes n. 37, primeiro andar.
Aluga-se o armazem da na da Madre de
Dos n. 2 ; a tratar com Marlins V Irmo.
0 Sr. alferes Thom Gomes Vieira queira
annunciar sua morada que se Ihe precisa fallar.
A. Harismendy vai fazer urna viagem fra
do imperio.
O abaixo*assignado residente na colonia mi-
litar de Obidos. tem grande intoresse em*saber
se o Sr. capitn Manoel Thom Fialho de Albu-
querque assisie as prorincias de Pernambuco
ou Bhia ou em que lugar para se Ihe poder di-
rigir : roga prtenlo ao mesmo senhor ou algum
seu amigo se sirvam annunciar por este jornal o
pretendido.Theodoro Jos de Btilo.
ajusto o
a nitidez
W'
t.
Ra Larga do Rosario numero
Precisa-se de nma ama pra cozinhar o diario ol?"0n.dre,T eslabe!',*n". '! poupando
pi.fariado.se escrava : na tua do SSSX^UTJTnm^
rados com lodo o aceio e por menos prjgo do
que em outra qualquer parte. Ser ocioso dizer
aos raeus freguezes que a qualquer hora do dia
se enconlram bons lanches, e furnece comida
para fra.
Amorim n. 40.
Curso particular de rhe-
torica.
0 acadmico Manoel de Honorato, professor
particular, licenciado pelo gorerno, avisa aos st-
nliores esiudantes de preparatorios que pretende
abrir no dia I" de dezembro um curso particular
de oratoria e potica para habililago dos que
quizerem prestar exame das ditas sciencias no
mez de marco de 1861. Aquelles que de seu
presumo se quizerera utilisar, diiijam-S ra
Direita n. 88, primeiro andar.
COLLEGIO I
i Bom CoQselho. i
Ilua da Aurora n. 26. %
0 director de conformidade com o dis- *|
posto nos estatutos.leudo designado o dia i<>
32 29 do corrente as 10 horas da manhaa Sj
9 para os exames geraes. convida pois aos
g pas o correspondentes para assistir aos X
9 referidos exames. Recife 22 de novem- ?
U bro do 1860. B
Na ra do Rangel n. 73 aluga-se carrocas
para carregar trastes mas barato do que em
outra parte.
Pede-se aos senhores consumidores de saz que
se dignem rir surtirse delle, pois novamenle
chegado em abundancia ao anligo deposito, ra
Nora n. 2 0 pharmaceutico Antonio Jos di Cunha
avisa aos Srs. Manoel Joaquim das Trevas Mari-
nho da Victoria, Antonio de Barros Pequeo
da Granja, que veuham pagar suas letras ven-
cidas ha bastante lempo.
@ Quem precisar de urna mulata boa eos-
toreira e que se singa para casa de fami- @
lia ou modista, por oslar ausente a so- @
nhora : pode dirigir-se a ra da Cadeia do @
Recife n. 52, segundo andar, al as 10 $
m horas da mauha. -r.- .
S%9B *^ astMAAAMM AAaS l"'.S!"'', 'i"e ue ,,cl """"r por meus
______^ Joao Baptisla da Rocha.
Precisa-se de urna ama que saiba cosinhar
o diario de urna casa de pouca ff.milia, po.'endo
ir dormir em sua casa: no Recife ra da Cruz
n. 31, segundo andar.
Remigias Kneipp, com leuda e loja de mar-
cneiria na ra da Imperalriz n 25. avia ao res-
peitavel publico o aos seus benvolos freguezes
que se acha desde muito hat.ilitauo em obras d
construccao, como principalmente na f( llura do
es.adadas redondas as mais modernas que actual-
m^nte se azem na Europa, anude sao quasi ex-
clusivaiuenie aceitas, naos pelo seu gosto como
pelo proveito quo adquire a propriedade : quera
poi lamo precisar de spu presumo, pode dirigir-
se mesma officina, aonde se far o
mais commodo possivel, garantindo-se
e solidez de qualquer obra.
COMPANHIA
DO
0 Sr. caixa da companhia (commen-
dador Manoel Goncalws da Silva) esta'
antorisadoa pngar desde hoje o 25' di-
videndo a razio de o^'200 por a^co.
Escriptorio da companl ia do Bebe-
tibe 21 de novembro de 18G0.
0 secretario,
Manoel Gentil da Costa Alves.
Sor vete.
Na taberna da 0119a,
na do Padre Floiiano n. 7. das 6 horas da larde
em dianle, haver Brrete todos os dias, princi-
palmanie segunda-feira i6 do crrenle. Na mes-
ma prerisa-se de um caixeiro d 14 a 14 anuos
que de conhecimento de sua conducta, e tenh
alguma pratica, preferindo-se porluguez.
L'm eslrangeiro so offerece para jardineiro
de qualquer sitio ou engenho, dando liador a
conducta ; a procurar na ra das Cruzes
loja.
Anriimeio.
Quem tirer e quizer arrendar um engenho d'a-
gua, as villas do Cab.i. Escada, Rio-Formoso ou
em Otttra qualquer parle, qiy; n.io exceda de 10 a
1Z legoas distante da praea, dirija-so a ruado
Kncanlameuto n. 11, que achara corn quem tra-
tar, ou aonuncie por este Diario para ser procu-
rado.
Preci=a-se de 3.0005 a juros de 1 0|0 sobro
hypoiheca em casas livres c desembaracadas, i-
cando as casas em poder do bypoiheian'tf, rece-
bendo os alaguis por conta do juro al real era-
bolco, pelo lempo ronvencionado : os pretenden-
tes annunciem ou fallem na ra Nora de Santa
Rila em l'renleda ribeira n. 11, que se dir quem
faz o negocio.
O abaixo assignado, em virlude de um es-
criplo que appareceu honiem 21 do crreme, na
ra da Praii, armazem de carne secca. perten-
cente ao Sr. Manoel Caetano Borges da Silra pe-
dindo da forma seguinle :
Illm. Sr. Manoel Caelano Borges da Silra po-
de entregar ao portador 8 arrobas de carne secca
da quo tenho comprado, que p-lo importo res-
pondo. Recife 21 do novembro de 1860.
Joo Baptista da Rocha.
_E nao so podendo siber quem foi o autor por
naoserrislo, e sim Ihe ler rbido da algibeira
dito cscripio e ser adiado pelo mesmo dono do
armazem. cojo existe em meu poder, para verso
posso descobrir o esperto ; e para que nao pos-
sa, na boa f do commetcio, levar o esperto
a effeito seu desejo, previno aos meu amigos e
ao commetcio em geral. que meu nome Ihe me-
recer confianza, que s d alguns gneros ou
valor pedido por escripto propno com minha fir-
pesso que de faci conhecer
sua
n. 11,
o
cao
de excellente
simo por sua e
OLEADO
qualidade proprio para mesas, consolos, bancas ele., ele.
;xcessiva largura: na paree da Independencia ns. 21 30.'
a 3J0OO o covado, baralis-
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
LA PABlULMil BR. TOWBOSIOS
MELHORADOE FABRICADO SOB ADIRECCAO' LO DR JAMES R. CHILTON,
_______________________O cliimico e medico celebre de Xew York:
EX-
New-York, bavemos vendido durante muitos an-, llASKELL S MERRICK, 10 Gold Slreet.
nos o exti co de salsa parrilha do Or. Town- B. A.FAHNESTOCK & C
sen!, constuerarao-lo ser o extracto original e "e-
nuino da salsa parrilha do Dr. Town3end.o
Aluga-se um segundo andar da casa da ra
das I.arangeiras n. 14 : a tratar na ra Nova nu-
mero 20.
O ahsixo assignado faz ver ao respeitavel Ique lem na ECONOMA ANIMAL.
publico, que deixou de ser seu caixeiro Joaquim
Francisco de Pinho Guimaiaes desde o dia 21 do
correle. Recife 22 de novembro de 1860.
Francisco Jos da Costa Ribeiro.
.4 GRANDE SUPERIOUDADE DO
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario (,ual Primeiramente sob esie nome foi apresca-
e quasi miraculoso effeito no 'ladoao publico'
sangue. BOYD-PAUL. 40 Gortlandi Street.
Cada um sabe que a saude ou a infermidade W^LTER- B TOW-NSEN ACo, 218 Pearl
depende directamente do estado desle floioo vi- T .S?" u Dn
tal. Islo ha de ser, vislo o partido imprtame! T,V7, & HAZaRD> l2t ^la'Jen Lae.
JOHNCARLE & Co, 153 Waler Slreet.
graphia se dir'.
C0MPAMII.1 DA VIA FRREA
DO
Recife ao rio Sao Francisco.
Com a aulorisago do gorerno a companhia
offerece a receber proposlas para a condueco de
assucarcs e mais merca-lorias, desdo a eslaco
das Cinco Pontas at o Recife e rice-versa das
mercadorias para o interior. A proposta dever
emprehender a boa guarda c entrega dos mes-
los no Recife as parles contratantes, tomando
sobre si toda e qualquer respnnsabilidade, dando
a companhia urna garanta sofficiente para o fiel
execucao do contrato. Dever a proposla deca.
rar aonde se prope desembarcar e recolher as
mercadorias.
Recehem-se proposlas at 29 do prsenle mez
dirigidas ao superintendente da via frrea. Es-
criotorio da companhia ra do Crespo, onde
dar toda a infurmacio em detalhe quem
cisar.
R. 11. Bramah.
Aluga-se um segundo andar com grandes
commodos: quem o pretender, dirija-so a ra da
Praia, serrara n. 59.
Aluga-se urna baxa propria para plantar
capim e hostalicas, muito boa por nao alagar ne,m
ser secca, na estrada de Joo de Barros: quem
pretender dirija-se ra Direita, loja de calca-
jdosn.T.
A quaulidade do sangue n'um homem d'es-
talura mediana esta avallada pelas as primeiras
autoridades em vinle e oilo arralis. Em cada
pulsacao duas oncas sahem do coracao nos bofes
I'reciia-se de nma ana que saiba cosinhar u- .
e engommar: a tralar na ma do Se*e ou Ilha |e da"1 [0(, sanSue pa*sa alem no corpo huma-
dos Ralos casa terrea n. 1, defronte da um ,no em menos de qUaTRO minutos. Urna dis-
Pur,ao- posigao extensiva tem sido formada e destinada
Roga-se ao Sr. tenenle Horacio Aires da iC.0fn admiravel sabedoria a deslribuir e fazer
Silra o favor de apparecer na ruada Guia, taber-circular esta CORHENTE D8 VIDA por todas as
na n. 9, que se desoja fallar no prazo de 3 dias. parles da organisag.io. Desle modo corre sem-
Precisa-se aligar urna preta que! ,pre ,'e1,. Cf0rpo,T torJrenle- 1ual a S"n
sirva para vender na ra: nesta typo- fo'de'nfr''^ ^e saude.
6>e o sangue por causa alguma se emprenha
de materias ftidas ou corrompidas, difiunde
com vh-ocidaie elctrica a corrup^ao as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para Iras e para dianle pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
al cada orgao e cada leagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desla maneira
a circulado evidentemente se faz um engenho
poderoso de doenc.a. Nao obstante polo tam-
bem obrar com igual poder na cri>5ao de saude.
Estivosse o corpo infecionado da doen;a maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glan luloso, ou muscular, se smenle o san-
gue pode fazer-se puro e saudavel Bcar superior
a doenga e nevitavelmeoto a expellii da cons-
lituigo.
O grande raanancial de doenea enlao como
d' aijui consta no fluido circulante,e nenhum
medicamento que nao obra directamente sobre el-
le para purificar e renova-lo,possue algum direi-
lo so cuidado do publico.
O SANGUE I O sangob o ponto no qual
se ha mysler fxar a attenrao.
O ORIGINAL E O GINUINO!
AO PUBLICO.
Nos, os Assignanies, Droguisls na cidade de
se
pre-
M WAR & Co, 53 Mailen Lae.
J.& J. F-. TRIPPE. 92 Maiden Lae.
GRAH.vM & Co. 10 Od Llip.
OSO iOIIA- JENNINGS, 188 Peail Slreet.
R. B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON. R0BINS& Co, 134 Water Streel.
THOMAS & MAXWELL. 86 William Street.
\VM. UNDERHILL. Junr, 183 Water Slreet.
DAVIDT. LANM\N, C9 Waler Sireei.
: MAR H & NORTHROP, 60 Pearl Slreet
: NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY& Co, 4 Flelcher Slreet.
OLCOTT, M KFSSOX & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fullon Streel.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, 104 &
l6JobnSt.
LEWIS & PRICE 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & C'J, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
10 Aslor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCUIEFFELIN & CO, 107 Water
SlSBl.
PO & PALANCA. 96 John Streel.
SHERWOOD & COFFIN. 64 Pearl Clreal.
RUST & HOUGHTON. 81 John Street.
I. MINORA CO. 2l4 Futen Street.
INGERSOLL& BROTHER, 230 Pearl Slreet.
JOSEPH E TRIPI'I. 128 Maiden Lae.
GBEENLEAF & KINSLEY, 45 Corilandl
Streel.
HAYUOCK, C0RLIES& CLAY, 218 Pear
Sirel.
CUMMING & VANDSER, 178 Greenwch
Slreet.
o. 49 Joba Street.
CONHECEMOS AARVORE E SUASFRU-
TAS ,
E IGUALMENTE
Con/iecemos um Medicamento nos seus E/feitos.
O extracto composto de Salsa parrilha dd
Dr. Towosend esl
0MEDIC4ME\T0D0 POVO
Adata-sa io maravilhosamente a conslituicao
que pode ser uiilisado em quasi todas as enfurmi-
dades.
ONDE E DEBILIDADE,
fortalece;
ONDE E'CURRUPCAO,
purifica;
ONDE HE PODR DO,
ALIMPA.
Esto medicamento celebrado que lao grandes
servidos presta a humanidade, prepara se agor
na nova fabrica, na esquina das las Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspecgac directa
do muito conhecido cliimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade de New-York, cuja cer-
lido e assignaiura se acha na capa exterior da
cada jarrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSAPARRILHA
DO DR. TOWNSEM.
O grnele puri/icattor to sangue
CURANOO
O Herpes
A Hervsipela,"*
A Adstricqaodoven-
TRE,
As Alporcas
Os Effeitos do azou-
GUB,
Dispepsia,
As Doencas,defiga-
DO,
A Hydropesu.
A Impingb
As Ulceras,
O Rheumatismo
As Chacas
A llF.DILIDADE GEAL*
As Doencasde pelle
AS BORBULHAS .^ACA-
RA,
AS TSSESt,
exfractu do Dr. Townsend tem a
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
O Extracto acha-seconldoemgarrafas quadra-
das e garante-se ser mais forie e melhor em to-
do o respeito a algum outro purifcador do san-
gue., conserva se em todos os climas por cer-
lo sspajo de lempo.
assigoatura e a ccriidao do Dr. J. R. C lili non, na capa
Cada garrafa do original e genu
exterior de papel verde
No esoriptorio do proprietsrio, 212 Brosdway, New York, e em Pernambuco na ra Ja Cruz n. 21 escriptoric 1. andar, lam-
ben! na blica da ra Direita n. 88 do Sr. Prannos,


DIARIO DE FERNAMBUCO. SEGUNDA FE1RA *6 DE iNOVEMBRO DE 1860.
rs)
O Dr. Manoel Murcira Guerra contina a
prcsiat-se aos senhores estudantes de Faculdade
de Direitocomo explicadorpara a occasiao de
seu esludo dos ponos para os aclos: pode ser
encontrado na ra da Matriz da Roa-Visla n. 24,
pela uuuhaa al as 10 horas, o a tarde das 4 em
dianle.
Precisa-se alogar urna prala que engomme
e cosa, sendo soflicienle paga-se bem : procure
na ra da Cruz n. 42, cscriptorio, das 7 horas da
mauhaa al as i da tarde.
| ealisla de Pars. |
m 15Ra Nova15 a
a| FredericoGautier, cirurgiao dentista,^
Je faz todas as operarle da suaarlee col-*
loca lentes artificiaes, ludo com aupe-g
qj rioridade e perfeico que as pessoaien-||
^ tendidas Ihe reconhecem. 3
$) T n igua e nos dentifricios etc fl
NO
^Mf..
a
Assignatura de banhos frios, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos.
105000
30 canoas paraos ditosbanhos tornados era qualquer lempo...... 155?000
f. pericia dos fabricantes america-
nas Grouver & Bnkeri
Machinas de coser: em casade SamuelP.
hojioa & raa da Senzala Nova n. 52
Bolinhos.
85000
4000
15 Ditos dito dito dito ,
7 t
Banhosivulsos, aromticos, salgados esulphurososaofprecos annunciados.
EstarBiliic^o de presos facilitar ao respeitavel publico oozo das vantagens queresultam
la frequenciadeiim esiabelecimento deuma utilidadeincontestavel.raas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, anda pouco conhecida apreciada:
I t j
Estando a corleccionarae o almanA
civil, administrativo, commercial, agrU
cola e industrial da provincia, roga-se
aos Srs. que tem de ser nelle incluido
de mandarem suas detlaracoes de mo-
radia e estabelecimentos a' livraria n.
6 e 8 da prac,a da Indepcndercia e o
mesmo se pede aos Srs. de engenho e
rendeiros.
Preparnm-se bandejas enfeitadas com di-
versos modelos de bolinho9 dos mais perfeitos
que ha em nosso mercado, para bailes, casamen-
tas, fesias de igrejas e solemnisar as formaluras
dos senhores acadmicos; ludo tfa forma que
forero as encommeudos: dirijim-se a ra da Pe-
ana n. 25.
Aluga-se a casa da ra do Tamb' n. 30,
nova e recentemente pintada : a tratar na ra
Direila n. 21. primeiro andar.
Offernce-se ama senhora para ser ama de
casa de pouca familia ou do homem solleiro
sendo s paracosinha o nao compra n viudo dor-
mir em sua casa : quem precisar dirija-se a ra
de Santa Cecilia n. 41.
Por cerlo.
0 Sr. Jas Antonio Rodrigues Canuto [Cazuqu)
queira ira fabrica Sebaslopool pagar os maleriaes
que deve ha mais de 2 aunas.
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz a.22
3-Ruaestreita do Rosario-3
so?
Remedio mfallivel contra as agnorrhas antigs e recentes.
nico deposito na botica franceza, ra da Cruz n. 22.
Preo do frasco 35OOO.
stabcecida m Londres
wd si mu,
CAPITAL
Claco miluoes de libias
& lev Vi as.
Saundera Rrolhersi C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
casas, e a qiera mais conrcr, que estao plena-
mente autorisados pela dita companhia para ef-
fecluar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos do telha, e igualmente sobre osobjectos
que conlirerera os mesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer
qualidade.
y J % f TTrrrTTTTTTTTTTT"!TTTT>
r
y
> >
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
rangeras 15. Na mesma casa tem agua e
dentieo.
PORAL
Deposito das manufacturas imperlaes deFrancu.
Esteexcelente fumo acha-se depositado, diretamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBO A D0CARMO, o qual se vende por mseos de 2 heciogramos a l#000e em porgode
10 mseos para cima com descont de 25 porcento ; no mesmo estabeleciment acha-se tambem
o verdadeiro papel de nho para cigarros.
Da-se 1 a 2 contos de res a juros
de um e meio sobre hypotheca em btnsi
deriiz : a pessoa a quem cunvier pro-|
cure o solicitador o Sr. Cutao na ra da j
Conoeicao da lioo. Vista a primeira casa
do lado direito contiguo ao sobrado do
Dr. Brito, que ah se Ihe dir' quem
os da'.
Sito em Santo Amaro.
50$ de gratificacao.
Furtaram boje (16J do lugar do Giqui, 2 or-
vallos com os signaes seguintes: um aUsao ro-
silho, em grao, de segunda muda, com duas mar-
cas de feridas sobre os rins, ferrado em cima da
dao vermeho, novo,' granW.'fl^pti 0,'lro car"
bem ferrado : quem os apprehender, pode en-
trega-Ios neata praga ao Sr. Ignacio Ferreira da
Costa, as Cinco Ponas, e no Aliinho 10 reve-
rendo vigario, ou ao abaixo assignado na pnvoa-
rao da Jureraa, que recebera 508 do graticacao
Diogo Henriques de Souza.
Bilhar do commercio.
Bairro do Recife.
Ra do Torres n. 12.
Este est.ibelecimento estar aberlo lodos os
dias das 9 horas da manha em dianle.
I ilktrunn Irinos & C avisam ao
respeitavel corpo do commercio que
foram noneados agentes nesta praca das
campanillas de seguros omitimos de
Ilamburgo-
Ensino de msica.
OITerece-separa leccio soUcjo,como tam-
bera a locar varios instrumentos; dando as li-
goes 4as7 oras s 9 1\2 da ooite:a tralar na rus
da Rodi n. 50.
Muit i se deseja fallar com os sennores abai-
xo declarados, na ra do Queimado n. 39, luja.
Antonio Jos de Araorim.
Antonio Francisco da Silva.
Manoel Jos Milete Meiriz.
Joaquina Jos Bolelho.
O abafXO assignado, arrematante da massa
fallida d- Garrido & Veiga, faz scienlc aos deve-
dores da mesm.i massa, que venham pagar suas
contas oa ra do Imocrador n 17, segundo an-
dar, defroute de S. Francisco ; e aquello que nao
cumprir este dever, ser chamado pelo nome por
esle jornal. Oulrosim declara mais que tem en-
carrilado o Sr. Jos Bento de Souza para rece-
ber dividas da dita massa.
Jos Joaquim Goncalves de Abreu.
O photograuho F Vilella mudou o seu s-
Hbeleciraonlo de retratos da ra Nova n. 18 para
a ra do Cabug n. 18, aonde contina
Roga-se ao Sr. acad-
mico Joo Jos deMoura Ma-
galhcs, queira apparecer a'
esta typographia, afim de se
]he fallar acerca da obra que
mandou imprimir, visto nao
se poder saber qual a sua mo-
rada.
A.lug.i-sa pelo lempo da festa at abril, em
Jaboat.io (logo adin\e s ponte) urna excellente
casa pela localidade, e por ser muilo fresca, com
commedos para familia regular, cozinha fra,
quintal cercado, etc. ; para tratar no dito lugar,
com o pruprietacio da msma, o Sr. Amaro Fer-
nandos allro, e no Recite, na travessa da Madre
de Dos, armazem n. 17.
Esteestabclecimentocontinua debaixoda administracao dos pro-
s prietarios a receber doentes de qualquer natureza ou cathegoria que Vt
seja.
O zelo e cuidado all empregados para oprompto restabeleciinen-
Quem sequizerufilisai mXnNIflWMflMHwn^^ f^^
ambos moradores na ra Nova, ou entender-secom o regente no esta-
tabelecimento.

Reforma de precos.
Escravos/
t'o
Harujosye criados, ....
Primeira classe 3 e. ,
As operac.oes serao previamente ajustadas.
2#0OO
2jj500
5^500
JiSMISPS
sS&
CONSULTORIO
DO
19 > ,
II
MEDICO l'UmiiO E OPERADOR.
3 RA DA GLOMIA9 ASA ESO FIJftDO 3
CVniea por ambos os syslemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consullas lodos os Jias pela manhaa, e de larde depois de 4
horas. Contrata partidos pera curar animalmente, nao s para acidado, como para os engeuhos
cu oulras propriedades ruraes.
O chamados devem ser dirigidos sua casa al s 10 horas da manha e em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriptoem (ue se declare
0 nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forcm de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
derao remetler seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou
1 ivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annuncianie achar-seha constantemente os melhores
menlos homeor.alhicos j.i bem conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos granJes...........10$00
Dita de 24 ditos.................159000
Dita de 36 ditos.................205O(/0
Dita de 48 ditos................. 2,v000
Dita de 60 ditos...............- 30$000
Tubos avulsos cada um.............' 1*000
Frasees de tinturas................2*000
Manual de medicina homeopalhica pelo Dr. Jahr, 1ra-
duzidoem porluguez, com o diccionario des termos
de medicina, cirurgia etc.. ele........20ft>00
Medicina dorneslica do Dr. Heiing, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Moraes. ,....... 65000
1-rancisco Pinio Ozono continua a col- |
ocar denles arliciaes lanto por meio
de molas como pea pressao do ar, nao
recebe naca alfiuma sem que as oirs
nao uijuem a vuiuau^ j- .___ *.,f |
tem pozes c oulras preparaces 88 Diai 2
acreditadas para conserrarao da bocea |
Caixeiro.
Quem precisar de urna pessoa para caixeiro de
esrripta e cobranzas, para o que tem as habilila-
(5m necessarias e d fianca idnea sua con-
duela : dtixe carta fechada nesla typograhia com
as uiciaes F. G. W. J. para ser procurado.
Fundicao de typos da Impren-
sa Nacional.
Os constantes estorbos empregados pela admi-
nisir.icio geral da luipiensa Nacionjl para elevar
a fndir.io de lyposa par dos prime!ros estbe-
le, menlos do seu genero, tnm o fwn nao s de
satisfacer pelo lado da perfeico, rapidei e bara-
ten dos praduclos s neces'sidades do mercado
narional. mas aiuda de ir hitar leal e vanl.ijosa-
roeiilu nos mercados do Brasil com os productos
des oulros paizes, vo sendo corvados dos melho-
res resultado?.
Todos sabem quanto 6 difficil a um novo con-
crdente iusinuar-se o oLler vantagens "rpidas
n um mercado coslumado por muitos aunos a
ceos fornccedort'S; todava desde que o nosso
specimen appareceu no Brasil j de diversos
pontos d'aquelle vasto e flotescente imperio te-
em viudo dilTerentes e valiosas encummendas que
hao sido salisfeilas com a maior rapidez, peil'ei-
jco e muilo a conteni dos ivpographus brasilei-
| ros.
Como prova do que deixamos dito, e para sa-
li.'facode todos que prezam as vantagense ulo-
, rii>s da njssa paliia, Iraiicrevemos do Jornal da
; tahia. de 9 de agosto do corrento anno, um ar-
tigo que a redacro d'aquelle jornal publicou.
Imprensa racional de Lisboa.Este esiabe-
lecimento de toiidieo de typos lem-se uliima-
itienle distinguido entre os demais da Europa,
nao s pela consistencia do maienl que empre-
ga para o lypo. como pela perfeigao e bom gosto
dos moldes, e anda mais pela modicidade dos
preqos e pela facilidade que olferece, ace'lando em
trdcaMo lypo novo que manda, typoj servido e
inuiilisado, por preco superior ao maior que aqui
so pode oblcr,
Alera destas vantagens que proporciona a
Imprensa Nacional de Lisboa, cuja administracao
esl conlia.da ha mullos annos ao intcliigente, "ac-
tivo c. probo Sr. Mareos, os compradores en-
contram inromparavel exaclido na remessa das
encommendas, que vem sortidas coropletamemle
" /loo n piorna, com
nao acontece nunca as encommendas que se re-
cebein de Franc.?, da Inglaterra ou dos Estados
Unidos ; acresetndo que desles paizes vem em
grande quantidade, por exemulo, o w.oieou-
tras sorles que enlram muilo as palavras ingle-
zas, ou fraucezai, mas que para nos sao desne-
;cessarias, ao passo que nos tallan) oulras que do
: mesmo modo enlram no nosso idioma na maor
parto das palauas.
a Suseitou-nos esla notida urna encomraenda
que acabamos de receber de lypo magnifico da
Imprensa Nacional de Lisboa.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
0 da ra da Imperalrlz ; a Iralar no mesmo.
Aluga-se o segundo andar do so-
brado n. 15 da travessa do Veras bair-
ro da Boa-Viata, multo fresco e com
iriiito bons commodos para familia :
tratase com Augusto C. de Abreu, no
ai iiiazem n. 56 da ra da Cadea.
Precisa-se de urna ama do leitc : na ra do
caes de Apollo n. 17, segundo andar.
Precisa-se fu llar ao Sr. Jos Pires
de Carvull.o, ejue morou em Apipucos
e tem all um hotel : na praca da Inde-
pendencia livraria n. 6 e 8.
"U Na ra do Crespo n. 17 deseja-se fal- <|
lar com os senhores : MTrajano Carneiro Leal. U
Joaqun Augusto da Silva Grillo. S
Antonio llaitina Quintal. ^
Jos Rodrigues Puntual. *
\j> Jos Antonio da Silva Grilio. a
X Romualdo Alves de Oliveira. W
Qg Juo Filippe dos Sanios.
Marcolino de Souza Pereira de Brito
Precisa-se alugor nina escrava que sjrva
para quitandeia : na ra estreia do Rosario,
n. 27.
Aluga-se urna casa terrea na roa da Trom-
pe ii. 11 : a tratar na ra Direila n. t\.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia s para coziuhar : na ra do Trapiche
n. i0.
O abaixo assignado, segundo official da c-
mara episcopal.pede aossenhores quo prestaram
jusiilirares no juizo ecclesiasti.'o, e que, abu-
sando de sua ronfianca, deixaram de p gar as
rispectivas cusas, que venham quaiiio antes sa-
tisfazc-las, v islo como o abako assig.iado sh acha
responsavel por essas cusas para com a cmara
episcopal. Aqoelles que o contrario Bzorem, te-
ro o dissabor do >er s-us nomes publicados por
este jornal.Antonio Marques Correia.
Va em grande escala o
Nesta mal fadada cidade da Vicioria, onde os
ladres furlam al dentro mesmo da cidade sem
o menor receio da polica,lal a afoileza dos la-
droes qne nao lemem a perseguico da polica,
e assim a cidade da Vicioria s (lrece o foro da
corrupcao e da immoralidnde. Ao amarillecer do
dia 12 de novembro do 1860 furlou se um poltro
casianho, estando peado com urna peia de ferro,
e com urna grossa lima dislruiram a peia e le-
varam o cavallo, leudo o ferro a margem, e com
os signaes seguales ; eslradeiro baixo, 2 ps
brancos, um pequeo signal de cabellos brancos
na testa, lera na junta do joolho direito um* pon-
a de osso mais sobre-sabida do que a junta e
de nascencia, foi com a dina corlada a facao,
nao capado, nao esqui : roga-se a qualquer
pessoa do povo, que do referido animal tiver no-
ticia, de o embargar e participar a autoridade
mais fisiona do logar aonde fur adiado ; e para
parlicipar aostu legitimo dono, na mrsma cida-
de da Victoria, ou na ra Direila n. 84, ao Sr.
Joaquim Lopes Machado, ou no termo do Bonito
ao Sr. Jos Anlonio da Porciuncula Lages, i.
supplente de delegado, ou em Paje ao Sr. ca-
pitao Manoel Sabino de Mello, hoje delegado, em
Paje ou no termo da Parahiba ao Sr. Joao de
Almeida Calanho, na villa de S. Joo. ou Caba-
ceira. ou no Cabo ao Sr Jos Presbiterio, que
serio gratificados : o dono do cavallo e o abaixo
assignado. Alexandre Goncalves do Miranda
Coelho.
LMjm
Aluga-se pelo lempo da fesle ou por auno urna
casa terrea na ladeira do Varadouro, em Olinda,
muilo fresca por ser do lado da sombra : a Ira-
lar na na do Livrameoto, sobrado n. 8.
A assislente examinada Firmina Emeren-
ciana Carneiro acha-so morando no becro tapa-
do, freguezia de Santo Antonio n. onde olfe-
rece seus servicos piofessionaes.
Joao Luiz reliri-se paia a Baha.
Attenco.
i\a loja da boa f, na ra
do Queimado n. 22,
vende-se multo barato.
Cambraia lisa fina com 8 1|2 raras cada ppe a
49500, dila muilo fina com salpieos a 5$, dila do
coiesde padrees muilo bonitos a 320 o corado.
corles de cassa pintada com 7 varas a 2j}240, ul
de lirho liso muito fino a 800 rs. a vara, tarlala-
na muito fina branca e de cores com 1 Ii rara
de largura a 800 rs. a vara, guarnices de carn-
braia [mtnguilos e gila] bordadas mullo finas a
>&, gollinhas bordadas de cambraia muito lina u
19, espariilhos muilo superiores pelo tinmi ssimo
prego do (i$. peines de tai taruga a imperalrlz
muito sujHTiores a 9, bonets dn vdiodrf para
meninos .1 5J, dilos de peono preio 3j(, sap.:l-
Bhos de merino muilo enfeitados a 2J ""Par, (li-
lis francezas lima escuras e claras a 2sj o (ova-
do, curtes de cambraia de cores rom babadi 3
com 11 o 12 varas cada corte a JcSOO. superiores
lencos de cambrah de linho muitu fina e rica-
mente bordados a 0j, dilos de cambraia de aigo-
dao_ com bico de linho a l??280, dilos de eam-
braia de l.nho uroprios para Slgbeira a ti#, 7 o
85 a duzia, dilos de eanbraia de algodao a 23 ii 0
c 39 a (jrji.ia, liras boidadas largas e tinas inir.
1|'2 vams cada pera a 2g")00. e kssifn oulras mol-
las fazendas quo vendemse por precos muilo
baratos : na ra do Queimado n. 22, ua bem co-
nhecida loja da boa (.
Toalhas.
Vendem-se toalhas de linho para mos pelo
baratsimo prego de 9$ a duzia, ditas de pi lio
muilo superiores a 12j) a duzia : na ra do QueU
niado 11. -22, na loja da boa f.
garretes de seda
para padres
cada um
roado o.
: na loja da a
Bramante
bretanhas e utoalli^do
Na loja da boa f,-na ra do O'ieimado n. 22,
rende-se bramante de linho muito fino com duna
varas de lar-cura, pelo baralissimo preco dn .;o;i
a vara, breanha de linho muito fina e mu to
larga a 205. 22g e 249 l'oca com 30 jard s.
aiu.-iiliado de algodao c^m duas larguras a llliO
a vara, dito de linho muito superior, tambem
com duas largaras a :!3 a vara, ; na ra do Quei-
mado 11. 22, na loja da boa le.
Franjas de se Ja
de laa e algodao,
Mui boniti's franjas de seda de diversas largu-
ras a cores a 500, 650 e 800 is. a vara, ditas '
lia a 240 e 880, ditas de algodao bramas e pin-
tadas a ICO e 200 rs. a vara, todas proprias para
enfeitesde ^eslidos e casa*eques, ditas ci rr bur-
llas 6 lisas, com mui bonitos lavrores, proprias
para cortinados, toalhas, roberas, etc., lento
brancas com) piuladas a 3#. 3$500, 4}, ">8 e 6jJ
a peca : na loja d'aguia branca, ra do Queima-
do d. 10.
BoDecas tliinczas.
Mu bonitas bonecas de choro vestidas .1 cni-
neza a Igjl.Orada urna, assim como oulras tam-
bem elegantemente vestidas e de saias balao a
IjOO : na ja da aguia branca, ra do Queima-
do n. 1G
E" o iillitiio gosto.
Superiores guigures do'seda de quadrinhos,
de lindos padres, pelo baralissimo prero de "-i
Precisa-se de 5 000$ a preirio com hypolheca \ o corado, grosdenaples liso de lindas cores a 2;}
sobre predio, ou predios a escoiher, oor um au-
no, pagando-so os juros de 3 em 3 mezes : a
quera conviereste negocio, dirija se a Santo A-
maro a fallar com Jos Goncalves Ferreira Cosa,
que dir quem [. relenda.
Compras,
o covado, cc'rtes de laa muito fina com 13 coa-
dos. padres muito bonilos a 8$, ditas de quadro3
padres tambem muilo bonilos a 480 rs. o cnjL&
do, chales de cores, padies inteiramente/fuiros
a 15 rs. o covado ; aproveilem em qu.;vri"i se nao
acaba :
boa-f.
Compra-se urna escrava d(l fflCia idaUe,
Com habilidades nao sendo achacada, nem vicio- '
sa : na ra da Cruz o. 33. segundo andar.
Compra-se urna racca boa leileira : na ra !
Real, sitio n. 71.
Compram-se duas casas terreas, quem as
liver dirija-se ra da Cadeia do Recife n. 52,
segundo andar, al as 10 horas da manha.
Compram-se j
cscravosde ambos os sexos para fra da provin- '
cia, tendo boas figuras e sendo sadias, paga-se;
bem : no escriptoiio de Francisco Maihias Pe-!
reir da CoMa na ra Direila n. 60.
Na ra da Cruz n. 33, compram-se escravos ;
de ambos os sexo?, e agradando, nao se duvida .
pagar bem.
Compra-se urna casa terrea no bairro da
ll"a-Vis:a ou em Santo Antonio : quem liver,
dirija-se a ra da Iuiperalriz 11. 29, que achara
com quem tratar,
Compra se urna escrava qne saiba engom-
mar ou mesmo sem habilidades : a tratar em
Olinda, no Varadouro, sobrado de dous andares
defroute do embarque.
Compra-se urna pequea casa terrea inda
que seja uos arrabaldes da cidade, sendo que o
seu valor pouco exceda de 1:0006 : a iralar na
ra da Guia, sobrado de um andar n. 52.
Vendas.
FROCO.
Vende-se frco de todas as cores e grossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, 60 c 1 rs. a
peca ; na ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16.
IsUm, UWaMJtft,
/
Pedro Baptista Horeira retira-sc para o
de Janeiro.
Rio
Precisa-se de
o Terco n. 26.
urna ama de leito : no pateo
Aluga-se para passar-se a fosta urna casa na
freguezia da Varzea junto a poroaco : quem
pretender, pode procurar na ra de ftorlas n. 2,
sogundo andar, que achara com quera tratar.
-r. O curador fiscal da fallencia de E. H.
Wyatt a'isa aos aonhores credores que. nao ten-
do podido harer a reunio dos credores, marca-
da para o dia 15 do crrente, em consequencia-do
escriro. o Eim Sr. Dr. juiz do commercio de-
sigiiou o dia 8 do corrente (quarta-eira) para
ter lugar mesma rauniao, na sala das audien-
cias, pelas tO horas da manha,
fm m J
Fazendas e de miudezas.
Em casa de Augusto C. de Abreu, ha para vender um completo &|f|
sortimento de perfumaras, constando de leos, banhas, pos para
den tes, sabao, extractos, aguas de cheiro e muitos outros artigos dos
melhores perfumistas de Londres e Pars.
mmWWmiW
> icja de m6mmmi^^^*ii&i&
medica- ^ abaixo assignado, arrematante das aferi-
coes de pesse medidas do municipie do Caba,
faz scicnte aos senhores de engenhos, destilado-
res de agurdente, e aos que venderem niel, que
em virtude do regulamento da cmara se acha
autorisado desde o dia 24 de oulubro do corren-
te anno por diante a afenr ancoras, barra, me-
didas para vender mel, e outras quaesquer vasi-
Ihas que sirvam para vender lquidos, snjeitos ao
imposto, declaraudo-lhes que no dia 24 do pre-
sente mez at o ultimo do mesmo sahir o abai-
xo assignado pecorrendo todo o municipio afe-
rirditas vasilhas, depois do que, aquelles que
nao houverem aterido por qualquer motivo, s a
poderao fazer em casa do mesmo abaixo assigna-
do nesla villa do Cabo. Outro sim, constando
30 abaixo assignado, que o aferidor do municipio
da cidade do Recife tem por coslume aferir, como
tem feito constantemente, as rasilhas de pessoas
que moram em oulros municipios, e que leram
ao mercado seus lquidos ; pelo presente avisa
ao dito aferidor para que nao continu a pro-
ceder desle modo exlorquindo as ranlagens
alheias, contra o que protesta desde j de proce-
der criminalmente se porveniura esle aviso nao
produzir o effeito que o abaixo assignado espera.
Villa do Cabo 20 de novembro de 1860.
Libauio de Carvalho.
Precisa-se alugar urna escrava que saiba
cozinhare engommar : na ra larga do Rosario
n. 37, primeiro andar.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e
outra para engommar. libertas ou escraras: na
ra da Aurora n. 48, segundo andar, a qualquer
hora.
Precisa-se de um perfeilo feilor para iralar
de um pequeo sitio na ra da Cadeia n. 6.
Engomma-se
ruupa com perfeico o brevidade : defronto da
matriz da Boa-Vista 11. 84.
Precisa-sede urna ama que saiba cozinhar
e engommar, para casa de pouca familia ; na ra
da Concordia n. 65.
na ra do Queimado n. 22, lija de
1 piando realejo com tambor e pratos.
3 dilos com macacos mgicos.
4 menores com um s macaco.
Caixas com msica para costura.
Ditas com ca te-iras e eslojos sara viagem.
Caigas e paletois de caseuiiras.
Ditase d.lcs de brim branco, riscado e ganga
amarella.
Corles deeolleles de velludo e sarja.
Mangas com nichos e flores.
Jarros sertidos de porcelana.
Pomadas e che!ros.
Armnicas surtidas.
Bicus e rendas.
Caixas com perfumaras.
Calcado de tronca, bezerro o lustre, c outras
umitas miudezas, que ludo se vende para liqui-
dar contas al o flra de dezembro do corrente
anno.
Vende-se urna negra muilo em conta : na
ra do Rangel n. 11, loja.
Vende-se formas ferradas para calcado i?x:j-
do, norprec,os muilo commoJos: defroute da ma-
triz da Doa-Visla n. 84.
Vende-se urna casa terrea sita em urna das
melhores las do bairro da Boa-Visla : na ron
Velha do mesmo bairro 11. 55 se dir quem vende.
A Impcralriz Fugenie.
Ailmiragio .
xV. 10 Ra do Ondulado N. 19
Modeniissimos chales de uovo modelo, imitan-
do saludas de baile, muilo proprias para quem
passa a festa, pelo baralissimo prego de 5#C0
cada um.
Nova loja de miudezas
- Vende-se um escravode34 annos, agil.es- iln ("ilifMITinfin n rQ nn
perto para todo o seivtco, bom comprador, en- Ila l ua uu vu-lluttu*-' U Uli"
lende decozioha eganha na rua.com boa saude : tJe teni Q lampiflO to gHZ l\A
porta, vendem-se as segua-
les aiiiMiezas por baratos
procos, como sejam:
La para bordar a mclhor que ha no mercado a.
aliO
na ra das Triucheiras n. 19, segundo andar.
mu
DE
Differentes qaalidades
Na loja da aguia branca se acha um grande
sortimento de papel de dilTerentes qualidades, al-
mago liso e paulado, de peso tamoem liso e pau-
lado proprio para se mandar marcar a 39, 3$500,
je 4$50O,a resma ; dito faniasia de bonitas co-
res e bons goslos a le 18200 a caixinha, dito de
beira dourada a 2$5(I0 a caixinha, cnvelopes de
cores, brancos, bordados a 1J e 2# rs. a caixinha :
na dila loja da aguia branca, ra do Queima-
do n. 16.
Attenco.
Vendem-se duasescravas perfeilas engomma-
deiras e peiilas cozioheiras, fazem ludo tendente
a cozinha, boas lavadeiras de sabo e barrella,
refnam as3ucar c fazem doce de todas
dades, e d-se a contento para ver o
sabem : na ra do Queimado n. 69.
Attenco
as qnali-
que ellas
Vende-se urna famosa taberna tas Cinco Pon-
las n. 82, junto as casas cahidas, possuindo de
fundos oitocenlos e tantos mil ris, propna para
qnalquer principiante que queira estabelerer-se
e ganhar dinheiro ; o local em que est enlloca-
do a dita laberna, a bonita vista que tem, e o
commodo, torna-se bastante recoraraendarel por-
que tem um grande solo todo corrido, arranjo
que se torna muito apreciare! para os freguezes
do mato quo gostam de se rrancharein oudo
compram. Approveitero, que o lempo proprio
de se fazer muito negocio, que a festa esl na
porta ; vende-se por o dono ser doenle, o nao
poder continuar.
7$5(M) a libra.
Seda frxa de todas as cores para bordar
rs a miadiolia.
Luvas de fio de Escocia para montara a 500
rs. o par.
Ditas de algodao de cores a 240 rs. o par.
Espeiosde moldura domados a 3jcada um.
Capachos compridos para porla a 510 rs. ca-
da ura.
Reos pentes de tartaruga virados muilo forni-
dos c bonitos desenhos a 10jJ.
Dilos sem serein virados proprios para and^r
era rasa a 38.
Ditos do (ranga lodos torneados para travessa
a lfO cada um.
Dilos lisos maijroidos a 640 cada um.
Ciixinhas de madeira com espelbos para cos-
tura a 2^500 e 3gcadi um.
Agulhas inglezjs em caixinhas, o melhor quo
lemvinlo a este morcado, tanto em puittidsde
como g-ossiira a 400 rs. a caixinha : na ra dj
Queimado n. 59, loja de miudezas de Maia & Bar-
ros, onde tem o lamniiio do gaz na porta, ".i
mesma loja chegou' um variavel sortimento do
raeias de cores para meninas, as melhores que
tem apparecido neste mercado, tanto pela mi
delicadeza como econmicas, as quaes tem un
boccal tingindo calgtas, e ao mesmo lempo tor-
nam se muilo desnecessarias as caigas ; estas
meiass se encontram na ra do Queimado, leja
de miudozas de Maia & Barros, onde )em o lam-
pio do gaz oa porla. .
Vende-se por necessidade urna excellente
escrava de nagao, idado 24 a 25 annos, costura a
ganhar na ra e pagar semanas: quem a pre-
tender, diwja-se a ra dos Piros n. 2, que achara
com quara tratar.
MUTILADO
-'--'
ILEGVFI


T-r



(0)
DIARIO DE PEhiSuBUCO. SEUUKD1 FEIRA 26 DE NOVEIHBRO DE 1860.
E' baratissimo.
Paulos de brim branco muito be ai feiloe e pro-
piios para a presente estarlo, pelo baralissimo
prego de 5} cada um : na ra do Queimado n.
22, ogifjW boa-fe.
E de graca.
Corles do calcas de roeia casemira de cores o
curas a ljJGOO, ditos de brira de linho de
2$>rsc.ihoideJ.uij^ .parios para
merii n o &*2W&-- o ffHSS&Twimi i a s^dlS
, toros a elfiy.ditas pretas cslreilinhas > "
1$. e alem disto outras fazendas que s
muito em conta; na leja da boa f,
Queimado n. 22.
Baloes de 30 arcos.
Vendfm-se superiores baloes cora 30 arcos,
sendo muito recommendaveis por poderem flcar
i laui uiho que se precisar, pelo baratissimo
prego Jr 6f ; na ra do Queimado o. 22, na loja
da boi f.
Entremetas e liras
bordadas.
Valdese raui bonitos entremeios e liras bor-
dadas em Qna canibraia, obras raui beni acaba-
das, os ntremelos pelos baralissimos precos de
ljliOO, 23 e2$0 a peca o as tiras bordadas por
2\ 2&500, 3, 4#, 5ge0|. A vista da superio-
ridad da fazenda ninguem deixar de comprar e
paraisso dirijam-se a ra do Queimado loja da
aguia branca n. 16.
Chales.
FUNDIQAO D AURORA.
Seus proprielarios offerecera aseas numerosos freguezes e ao pubbico em geral, toda equal-
quer obra manufaturada em seu reconhacido eslahelicimento a saber: machina de vapor de lodos
os tamanhost rodas d'agua para engenhos, todas do ferro 011 para cubos de madeira moendas e
metas moendas, taclias de ferro batido e fundido de todos os tamaitos, guindastes, guinchos e
omitas, rodas, rodetes aguilhes o boceas para fornalha, machinas para ama&ar mandioca e oara.
rdescarocar algodao. prencat para mandioca e oleo de ricini, portes gradara, columnas e moi-
nhos de vento, arados, cultivadores, pontes, cadeiras e tanques", boias, alvorengas, botes e todas
LmI !' mach'Trm-f EXeCUla-Sfl qual(l,19r obra seJa moldesque para tal Ora forem aprontados. Recabem-se encoramendas neste estabelecimento na
-a doBrumn. 28 A e na ruado Collegio hoje do Imperador n.65 moradia do caxei do es-
qtlqTero" ra qU,ni ^ CSta Per6ra' Cm qU3ra S prelenJen,es se Pdem ^ de p a
4SInDKila-45
ESCOLHIDO SORTIMENTO
Pianos
Saunders Brothers <5 C. tem para vender em
eu armazem, na pra$a do Corpo Santo n 11
alguna pianos do ultimo gosto, recentimente"
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes i. Broadwood ASons de Londres e
amito nropriosjara este clima. '
Picos chales de merino estampados, de cores
Bailo bonitas a 7$, ditos muilj finos a 8jj500,
ditos !>-os a 53, ditos bordados a matiz a 8j50q, I
na ra do Queimado n.22, loja da boa-f.
MUllliBAfilUe I 9mWU fif !11.
Sita na ra Imperial n. 118 ello junto a fabrica de sabo.
DE
Sebastio J. da Silva dirigidapor FranciscBelniiro da Costa.
Neste estabelecimento ha sarapre promptos alambiques de cobre de dfWante dimon
300* o .l-dfl'l?' linnloo n l,l.l.... ______ I- .,;!.,. ..IKnMItla -,.,> r. .11, .y...----...
Algodao iiionsro.
goes de 300o a 3:O005?j simples e dobraJos. n*-~ *u*i agurdenlo, aparolhos destilatorio8
continuos o .h- *-narpirifos com graJuacao at iO graos (pela graduaco de Sellen
21' r^r<"Tte h0a 3p|)r0Va,0S e conhec,liS ouii. p^Mncia! do mP -
bombas da tolas asidtmencSes,eptraato, e de repudio, unto de cobre orno de bonzTforo
lomeras de bronze de todas as dimences e feilios para alambique,, tanqueele pTaf.sosde
Vende-se algodao monslro com duas larguras.! Bb ^ZH^t^' T' "" frna'haS 9 T ** ^ bw'de X'
muito proprio para loalhas o lences por dsPen-'' ..,,,Ja ,1 *?*"* |,a ^"^-"mlos camas da ferro com armacao e sem elle,
sar toda e qualquer costura, pelo baralissimo '% '"O potaveis e econmicos, tachase tachos de cobre, fundos de alambimie nissa
Labyrintos e biccos ^X^
dacom prestesa e perfe.co ja conheciJa e para e,modid.dedost3SXTSZ
I bonrarem-nos com a sua conianca. .chao na ra Nova n. 37, loja de ferrasen" Dessoa hab
litada para tomar nota das encommendas. J wnagens, pessoa habi-
Ilhas.
A loja d'agoia branca acaba de receber urna no-
vo e bonilo soriimeulo de labyrintos o biccos das
Ilhas, obras j bem conhecidis por suas boas
qualldades e duracao. O labyrintos por suas
mui diversas largura reguhm de 210 a 1j->0 a
vara, e 03 biccos de :>0 a ftOOO. Uns e outros
saodesumraa utilidado, o por isso se tornam
necessaos para as familias. Vendem-se em dita
lojad'aguia braca, ra do Qaeimado n. 16.
\oulem-se 2 carnelros capados muilo "or-
cos :,no paleo do Trro u. 40.
K tV> barato que admira.
Cassas de cores de padroes rouit) bonitos que
pireccm organdys, pelo baralissimo prc-o de 2
i?, o covado : na ra do (JueimaJo o. 22. na loia
da boa f, '
REL0G10S,
de
VenJe-se em asa le Saunders Brother> A
C. priado Corpo Santo, relogios do afama
of 'inte Roskell, por precos commoios
!.'' '' ; iicilliiu e cadeiaspaxaoa meamos
' >XC lllotfl JCOStO
- .J 3(33 ,:s $ 3 ,;n3 3 3 1 )CS '"
Aproximando-se o lempo festivo, e sendo in-
dlspensavcl que as lindas e amaveis filhas da
opulenta e potica Mauricea se previnam do que
necessano para o resguardo dos seus mimosos I
e pequenlnos pes; attendendo tan.bem a que I
urna crinolina empavesada nao podo estar de
acord com urna botina acalcanhada ou desco-
sida, assim como um cavalheiro de calca balo
com um borzeguim estragado, far urna triste"
figura vis-a-vis do urna bella; considerarles tao
acertadas actuaram noespirilo do proprielario do
estabelecimento, j tao conhecido pela ftodici-
de dos precos do seu calcado, para reduzi-los
atada mais, munindo-se de um abundante sor-
i lmenlo e sera deleito, que aprsenla aos seus
benignos freguezes (moeda em punho) pelos
precos abano: v
Senhoras
Borzeguim 32 a 39. 4#800
D!t0 d.'tos.......4/5500
Ditos ditos.......WO
Meninas
Boizegutns 29 a 31. .
Ditos 25 a 28......
Ditos 18 a 21. .
Homem
Borzeguim.......
Ditos.........
Ditos prova de fogo e d'agua.
Ditos........
Meten borzeguins de lurtre. .
SapatOes com elstico e lustre.
Ditos arranca pclle, bezerro. .
Ditos de bezerro.
Meninos
Sapatos........
Ditos. .
lia lambom na variado sorlimento de todas as'
ciassese procos nfimos, sendo os annunciados '
somente de primeira cla3se.
Calcados baratos.
Vondem-se os seguintes calcados : borzeguins
" couro do lustre de Nanles a 99. de bezerro a
GRA?iDE S0RTI5IENT0
DB
IFazendas e obrasteitas.i
Na
1*0ja earmaiem
DE
5^800
5#600
3^200
9$500
8,^800
8,>'500
Cooo
6|000|
5^'000
5^G00
5^000
i
oGOOll
3^000h
Segaro coatrt F*ge | Os proprietarios deste eslabele-
WW, de lustre do Pars a 85 e a 7-5, borzg>iins
para senhora a 4*500, para meninas a 33500. sa-
patio de couro de be/erro de Na o tes a H, S700 I
Utiados de sola dupla a 5;700 ; tambera so ven-
-lem chapeos de fellro finos a 3;800. camisas de *
tustao a_> cada urna, e chapeos do seda pretos >
Anos a ,$ o 6$ na loja da ra Nova n. 1. M
Cera de carnauba nova %
gBjiNoa.PNfioa, de 8ym. 9^300 o 10. qna- ft
lid.deespec.al : o l,rS., da Assembla, arma-19
zem de Aniones Guimaraes &. C -j|
Milho a 3,500 rs. osaeco, 1
I km muitoboro estado, e para acabar: no largo
fla Assembla. armaiem de Anluncs Guimaraes
t.\ tompanhia
Na ra do Queimado n.
4G, frente amarella.
Sortimento completo de sobrecasaca de
panno prelo e de cor a 25, 28, 30# e
35j>, casacas a 28#, 30 e 35, palitols dos
mesmos pannos 20. 22 e 25g, ditos de
casemira de cOr a 163 e 18, ditos sac-
eos das mesmas casemiras modelo inglez
casemira fina a 10, 12/14 e 15J, ditos
saceos de alpaca prelo a 4g. ditos sobre
fino de alpaca a 7, 8 e 9, ditos de me-
rino setim a 103, ditos de merino cordao
a 103 e 12#, ditos de sarja preta trancada
saceos a 63. ditos sobrecasacos da nies-
.^ ma fazenda a 8, ditos de fustao de cr e
M branco a 4, S500 e 53, colleles de ca-
semira de cor e prelo a 5 e Cj, ditos de
merino preto para lulo a 4 e 5, ditos
de velludo preto de cor a 9 e 10, dilos
de gorgurao de seda a 5 e 6, dilos de j
brira branco e de cor a 2*500 e 3, calcas I
de casemira de cor e prelo a 73. 8g. *9 |
p e 10, ditas para meniuo a 6 e 7, dilas '
ij ile merino de cordao para hornera n 5J o I
o 6, ditas de brira branco a 5 e 6, dilas
Jg dild de cor a 3, 3j500, 4 e 5, e de '
2 indas eslas obras temos um grande sor-
^j lmenlo para menino de todos os tama- !
g nhos ; camisas inglezas a 36 a duzia. Na !
fs raesuia loja ha paletols de panno prelo
J| para menino a 143, 1S o 16?. dilos do
( casemira oara os mesmos nr-ln mpsmn
t casemira para os mes/nos pelo mesrao
3g preco, dilos do alpaca saceos a 3 e &
b 33560, ditos sobrecasacos a 5 e 63 para S
i2 osmesmos, calcas de brim a 2500, 3 e S
3-3500, paletols saceos de casemira de cor G
M a 6J e 7, toalhas de linho a 800 e 1 ca- M
da urna. S
No mesrao estabelecimento manda-so 32
apromptar todas as (joalidades de obras 5*
tendentes a roupas feilas.era poucos dias, z
quo para csso fim temos numero suf- c
Rival sem segundo.
pe os diminnioa precos os seguintes rt Jos : '
Duzia de sabonetes muito finos a 0 rs
Cartoes de clcheles com duas ordens a20 rs
Caixas de clcheles balidos a 60 r=
Huza de mcias cruas para homem a 3
Ma de ditas para senhora a 35()0.
1 ares de meias para senhora a 300 rs
Latas com banha muito fina a 500 rs.'
seas para accn-Ier charutos, caixa a CO rs
I hosphoros era caixa de folha a 120 rs.
Carlas de alfineles muilo finos a 100 r
J-aixas de agulhas francezas a 120 r
I ares de sapalos de tranca dp algodao a 1S
Irascos de macass perofa a 200 rs
Hilos de dito oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garfos, cabo prelo. a 3C
pitos de luvaa de cor fio de Escocia a 320.
Wassos de grampas muito finas a 40 rs
Caivetes de aparar penna a 80 r
lesouras muito Unas para costura a 500 rs.
Uilas dilas para unhas a 500 rs
P-?as de franja de lia cora 10 varas a SCO r
Uilas de tranca com 10 varas a 320.
, /edV' c:r,5ocom 2C0jardas a 60 ra
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles rotulo finas a 200 rs
-ordao imperial lino e grosso a 40 rs
Oleo de babosa muito lino frasco) 4C0 rs.
rs. aJcV eSlreitas para enfeltar etidos a 800
o pLrarr"lhS '* ""^ bDl0S Sostos Pr lodo
a 00drS Para eDfiar e5Par,ilh0 m,'l 8ndes
Dito para dito pequeos a 80 r=
nC;,.SHdC.,r8"sa.de li"h0 fom 1 '"" a 200 rs.
igloo Di e srda ,,rcla com 10 "i a
Vara de dita a 160 r=.
r'i^Vn me'aS -e co,es para rocinos a ICO.
C..IX3S para rape muilo finas a 1
Linha rara marcar [caixa de 16 nvelos) a 320.
Liquidaco de roupas feitas
com 50 0[0 do abate, na ra
Novan. 47, junto a Concei-
o dos .Militares.
Casacas de panno fino de 20 a 3 Uilas para menino de 16 a 20
ta cas de casemira de cor de 6 a 8?
Oas ce dila preta finas de 8 a 10.
itasdebrim oe linlio a 1J500 5j).
Pnlnlntt a110, para me,lins s 1S500 e 3.
a lem ts de br.m p,ra homem a 3 e 5.
oitos de casemira de cor a lo e 16--
D. os de dila pretos a 10 e 20. "
Colleles de velludo a 7 e 8.
Kilos de gnrgorao a 4 e 6.
iios de fusiao a 1&5C0 c j-
Camisas france/as, duzia a 203
Corles de velludo a 5 e 0.\ '
tardas para guardas a 8 e IOS
Casemira fina enfcslada a 3.
; iJ""s em raras e corados, de diversos proco
: eoulras ma.s fazendas, ludo Por barato preco*
Carro.
Vende-se um excellenle carro lodo envidraca-
do com urna boa pare Iba de cavallos. por preco
commodo, prazo ou vista : na ra Uraa do
liciento de peritos officiaes de alfaiatcs |S itoMrin'" /T 1" Y "3ia : "3
rgidos por um hbil mestre de serac- $ "OMno M' lJa dc outo, se dir quera tero.
Ihanla arte, Meando os donos do eslabe- R
t
a
i
'u .i.
^N^moaES
htm ,7 respe-iavel publico, principalmenle aoe amigos do bom e baralo, que se
cham era seu armaiem de molliados de novamen.e sonido de gneros, oa melhores ue tem
, ido a mercado, por serem escolh.dos por um dos socios na pital de Lisboa e po"' m
a maior parte delles v.ndos por conta dos proprietarios. P
Choeolate
3
Ven -i
Formas de ferro
purgar assucar.
'. ; -i idas de ferro.
para I
Ferro sueco.
F^ringardas.
Ac de frieste.
Pregos de cobre de coin-
;; posicao.
Barrilha e cabos.
I5*iai de vela.
Couro de lustre,
PaLhinha para marcinei-
vo : ao dfiuuem de C.
J. Astteyt C.
Na na da C ideia o. 2't, vendera-se as se-
g .; ilea fu m las, por metade de seu valor, para
1: [uidacao.
Bicos le seda brancos e prelos, de todas as
arguras, vara a ISO. 2(). [00, SOO e 19000.
^i completo sortimento de franjas de seJae
dj algo lio.
Chales de tvaquim i 10, 15, 20 e 35
Botes lsela, velludo, de lourga e de fusto
d [nali 11 les finas, duzia a 200, 400 o 600 rs.
C ill iriohos bordados de 500 rs., 23, 3 e fj'
Entreoreios finos, peQas com 2 raras a 1 .
is '1 irdados liras a 5''0, \, 2$, 3.j500.
Ca oisetascom manguitos a 3>, 1, 5 e 6.
Enfeiles de fl jres a Gj.
Chapeos de seda para senhora a 10.
iro-iues lo velludo a O e C03
los melhores autores de Eurona a 900 rs. a JiWomnoM o^n .
------________'_________________________________Lftpb O '313 _
iv&ariaeaaa imperial
/e!rPttbr;efde- ,u,ros rs fabr,fan(es je Lubca i*iM*
., em porreo e se fara algutn abatirecnto.
Ma^a de tomate
em latas de 1 libra por 900 rs., em porS5o vende-se a 850 rs. *
L.aUs c m evvi\lias
ver:de-e nicamente no armazem progresso a CO rs. cada huma.
Conservas franccias c inglezas
as mais novas que ha no mercado a 70o rs. o irasco.
ILatas de bolacninliade soda
com diferentes realidades a 13600 a lata
iVineixas francezas
i a 2 libras a 800
.lecimcnto responsaveis pelas
1 obras at a sua entrega.
3tt9fe3S3Kr asas SI
Sebo e graixa.
mesmas 4
Houpa feiia para liquidar
na ra da Im pera ti i z u. GO,
loja de Gama & Silva.
Caigas de ca.-err.ira de cor muilo finas a ~i <-
Se.o coadoe grana em bexigas: no armazem los de brira de linho bromos muilo Pnn li ai
u^ Tasan Irmaos, no caes de Apollo las de gorgmSo escuro a 3. dilas de Lrinsde rn
I res a 2, 2,-500 e 89. colbtes ce velludo, ditos de
ssssaaa aaa a ,:5 im hHfrf'..!?508 e13vcol|,^s ae velludo, dito; de
Machinare vapor.'" *" 9 *! W qu'UdaKde8' ?,*<" ^ alpaca prela
I Rodas d'agua. | "ito>f"enda.5. ^"S de pri.ceza preta
S .. .1 V >. J (>, u los (ir n I ru r.r. I -.-. .., 1 '
I preto fino, ditos de riscadioho levizinhos a 2g5C0
Cftl.-r. I a^),
>M ;i'Vroustitel para cozinhas, caldeira eL-
Z"t ^r"V"C,para M casas Peliculares': ren"
na fabrica do g em porcoes de um qjn.
grande mnam
DE
Fileailas e roapa feila
N.V LOJA E ARMAZEM
DE
?Mnm&vssr* m compo,eiras'con,endo 3 iibras por 3oow
Verdadeiros figos de comadre
em caixa com 1G libras por 3JT0C0 rs. a retalho a 240 r'eis a libra.
Caixinhas com 8 libras de passas
a 35OOO rs. em porcao se far algum abaiiraento, vende-se tamben a retalho a libra a 500 rs.
Manteiga ingleza
j perfeitamente flor a mais nova que ha no mercado a 1000 rs. a
gutu abalimento.
as Ui11? I? seda a 25;.
Ditos lo Fuato a 3 e 12;
Pitas le seda o de todas
rs. a !5">IJ.
Ditas la velludo de 2 50 rs. a tj.
I.m casa de X. O. Bieber i Successores. ra
da Cruz n. i, vende-se :
Champnnha marca Parre & C urna das mais
acreditadas marca*, muiconlieeidas no Rio de Ja-
neiro.
Viuho xerez em barris, cognac em barris e
caixas.
Vinagre branco e linio em barris.
Brilhanlea do varias dimensoea.
Eiher sulfrico.
Goraraa lacre clara.
Lonas, brinzos e brir.s.
A; de Milaj)
Perro da Soecia.
Algodao da Babia.
Vende-se um earallo preto, grande, bonita
figura e muilo gordo, anda baixo al meio e
Umbera serve para carro por g.-.r bora trotador
vende-se por nao se precisar dolle, a prazo cu a
co06.;P"r,WetraUr' Da ruaD^anu-
VenJe-seum sitio com i|V dele-
gil qladrada, e tima planta decoquei-
roj de mil etantoi ps, tem dus gran-
Cn nerola
o meltior que ha neste genero a 29500 rs. a libra dito hyson a 2?000 rs.
Palitos de denles llenados
a 200 rs. cen 20 macinhos.
Yeixe sarel em posta
o melhor peixe que exzisle em Portugal era latas grandes oor 1500 r* -.i
outras muitas qualidades que se veudem pelo mesmo preco P
Manteiga franceza
a 7-20 rs. a libra em barril se far abalimento.
Toncinlio de Lisboa
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
Maceas para sopa
em caxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 4#000 r.
Tambera vendwa-seosseguintes gneros, ludo recentemenle chegado e de superiores aua-
nrssnnina a 4SK r i iKn nhnnr!n m..i -.... _____. r. i a
Joaquim Rodrigues Tarares de lello
RA DO QUEIMADO X. 39
EU SLA LOJ. UE QI.ATRO PORUS
lera rn completosormento da roupa feila,
conv.daa tolos os seus freguezes e a lodos
quadesejarem ler um uniforme fei.o com todo o
go o d.njam-e a le estabelici.nen.o que em-
onirarao um lubel .rl4la cheg;i(lo ummm
JeL^t para desempenhar as obras a von-
minil t tTmmS ,a tem Um completo sorli-
menlo de pal.tots de fina casemira moJello im-
o'ez, e muilo bem acahaJos a 16300, dilos
de merino Um. a 125000, ditos do alpaca
a 8*000. ditos com -ella de veludo a 9^000
Jilos de fustao. dilos de ganga, ditos de brim
10 3 69000, caiga de brim de linho muilo su-
SSV 5*?n; iilas de case,nira dd *-
mOQ o a 10-5.100, ditas de casemira pre-
I supenor fazenda a 12000, palitols fran-
cejes da panno fino fazenda rauito fina a 255
ibra, era barril se far al- jsobre casacas de panno muilo superiores a 355
|ea 405000, um completo sorlimenio decami-
' P,.-.rZ"V tantde IDlloconi0 i0 "'ono
fuMao Ven,e-se rau.io em conta, afim de que-
rer-s liquidar com as camisas.
lij Rodas d'agua
@ Moendas de canoa
Si Taixas.
^ Rodas dentadas.
?5 Alambiques de ferro.
S CriVns, padroes ele, ele. ] '
i Xa rundic3o de ferro do D W. Bowman p
'$> ra Mo Bruno passando o chafariz,
&# $$$$ t$$I
Na fabrica de caldeireiroda ra Imperial
junto a tandea de sabo, e na ra Nova, loja de
ferrageiis n.)37, ha urna grande porcBo "de folhas
de zinco, jjoreparada para telhados, e pelo di-
minuto arecfc de 140rs. a libra
Relogios patentes.
Estopas. \
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos par ac misas.
Biscoutos
Bmoasa le Arkwjht 4 c.,
Cruz n. 61.
ra da
Botica.
E pechincha.
Na loja do Preguica. na ra do Queimado n 2
--Vende-se na ra do Livrameuto
n. 9, borzegu.ns francezes a 6$, dito
de bezerro a G$. dito de vaqueta a 7f
Aos senhores armadores e
proprietarios de carros fn-
n<;bres.
Vcndora-se relbutina prela superior a 400 rs
o covado : na ra do Crespo.n 25.
oja esperauca.
^fnd4fen5aeha de seda preta'para borze-
guins a 23200 o covado. graha era barris rauko
boa a 610 rs. est acabHndo.se. flautea do cbino
de Uautrol a 18 e 20$ braceletes de mozaico a
65 la para bordar a 6400 a libra, tranca do li-
Bartholomeu Francisco Je Souza, ra larga do
Rosario n. 36, vendes os segnintes medica-
mentos :
Robl'Affecteur.
l'ilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brstol.
Dita Saods.
Vermifu'i) ingles.
Xarope lo Bosque.
Pillas americanas (conlra febres).
U iguonto Hulloway.
Pillas do dito.
EIHxtr anli-asmatbico.
e ffuSlf bCCa '"^ Cm r'haS'- de 2 w*
VenJem-se I.bras sternaa, em
casa de N. O. Bieber 4 C. : ra da C
n. 4.
tal para cima a lg o quinli,,.
Pechincha para os fabri-
cantes de velas.
Na ra Imperial, taberna n. 37, vendc-ce fin
Inglez, propro para paos de velas neUfbar.in
preco de Ij a libra. p Bara,
Dr. Lins a traiar na ra do Crespo n 11
lende-sc para fra da cidade, cem" nani
boa eogommodeira, lavadeira de barrella coVi
2*". f-a doces de differentes quelMaj^ 7t
de-l, refina assucar, e faz outros muilos smi
Coa ao comprador se dir o noiiv,. .
vende tr,.-8e no Varudor^e'ra gg*
sobradode 2 andares defronte do embarqVe
ri ~, "de'f ,abern denominada aimazon-
do sal. ra da Conctir-ao da oa-Vi-i Tu fil <
tratar ca mesma. a a
Na ra do L.vrairento, loja decapado
n 19, vende-se calcado francez mais
barato do que em outra rarte, celos
precos seguintes :
Para bomeni.
Borzegulns Melis de lustre e bezerro a BaSflO
Dilos mglezes de lustre a 5g WtSW"
Ditos ditos de bezerro sC#.
Kilos Iranezes de lustre a 6>.
Ditos de bezerro, sola dupla" a ;>
Ditos de dilo vaqueta de luslre, a 7j.
Cales de Nanles, sola Cria, a 4?3lO.
Dilos, sola dupla, triado, a 5>.
, Para senhora."
Hoizrgumsde luslre a 4$ (Jolli.J
Menino e meninas.
Borzeg.uns para menina a 3>50 o 4i
Ditos para menino, sola e vira, a 5j5C0.
jl'w
lidades iZ"Z0 aTsT,, iX h gener03, "^ reCenlemenle ch^'10 superiores qua- P"a bordar a 6*400 a iibr Z^llnl
dluLl ZTlll >bra,choanSam.i.ia nova, marmelada do mais afamado fabrcame i!Vl^ata as rouPas da f*' 800. li.
aa, maca de tmale, pera secca. passas. fructas em iu> aman.in,e ,,. r.. 9 a pe?a, sete padrees differentes
na Po.itenli:i freguezia de Munbeca :
a tratar na ra do Queimado n, 48.
Vende-se a prazo
a bija demiudezasaa ra Direilan.83;cora pon-
cas miu^ezas : quem a pretender, dirija-se
mesma, que achara com quem tratar.
j.r-.' j '--------"-""*"""-'"""Biaua uo mais aiamado labncanle
de Lisboa, maca de tmale, pera secca, passas, fructas em calda, araendoas, nozes. frascos com Al r r"*".~". 'a"roes "iiierenies,
amendoas cobertas confeiles, paslillias devanas qualidades, vinagre branco Bord aux n onrS 5' ----"" -'?' *****- 'e. : na ra'
para conservas, charuto itna malhn.oa fk.;...., j. o., n PIUI",V
na Po.itein!i:i freeueiia de Munlun.. gomma muito fina, e.rvilh, franno,., u.......j" _... ..'. *as ae l0Jas qualidades,
r.nm -------- ".. ua oau eu\, macas ue io,ias as nualidadpii
1ZHT k T' r rV,,h8,S franCeZ8S' chan)P9gna das as acreditadas marcas, cervejas de dita '
ZSaSS!, I'0? f:anMZesrar<> -. marrasquino de zara, azeile doce pur ficado, ei-
m!haTrUv0n0VaS' banhadePrcorefinadaeo'rosmuitos gneros que encontraran tendentes a
ZTn^' POr-'SSO Promet,e!nOSpr0prB,ariosvenderemPor muio osdo que outro qualquer
H 'era ZlTh&mSSTmem aqUtl,aS peSSaS ^ mandarera Pr oulra Pouco prafflomo
uviessem pessoalmente; rogam tambera a todos os senhores de engenho senhores avados
. -----. -J-1 'vuaiiies eic. : a
do Queimado n. 3J A, Guimaraes & Rocha.
Por metade do seu
valor.
Ra do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phamasia, muilos lindos de
duassaias, pelo baratissimo pre^o do 10 cada
MUTILADO
Arados americanos e machinas
para (ararroupa: em casa de S. P. Jo-
hnston 4 C. ra da Senzala n.j,2.
S tJZi?*''9 e Conl,n"'1 a receb-se por I
m todos os vapores artigos do molas para 5
| horaens inclu.ndo calcado de Melis na |
i Loja de marmore. t
Ceblas e velas.
Vendem-se ceblas novas a 8C0 rs. o cento
espermacele a 680 a libra na travesea do pateo
do Paratzon.16, casa pintada de ama relio.
Keccbou-se e continua a receblr^sTZTZ
0 todos os vapores, veslimenlas. calcado e I
chapeos para meninos na ^ |
| Loja de marmore.
Vinlio genuino.
Ainda ha uma pequea qiiantidade de ancore-
tas deste vinho sem confeieo, e proprio de doen-
tes : na ra do Vigario n. 19, primeiro andar-
Vinho do Porto,"genuino,
Rico de 1820.
Stomacal de 1S30.
Precioso t- de 1847.
As duzias, e em Caixinhas, a dinheiro, por ba-
rato preco : rende-se na ru do Trapiche n. 40.
escnptouo. r w,
l'JO a 100 rs. a libra, toucinho de Lisboa o 320
'Pltn ilo no vn ^ !ii> ^_ t.i-uiu ,i o\}.
chouiicas as
azeile de peixe a 400 rs. a gairafa
mais novas neste mercado a 60. '
Altenco.
Vende se um terreno na fregnewa
da Boa-\ista em frente do becco dos
terrenos, com duas frentes uma para
o mesmo becco e outra para a rova ra
projectada, tendo 00 palmos de frente
e 220 de fundo, solo foreiro : os preten-
dentes dirijam-se a ra do Vigario n. .
ao p do arco de Sanio
Antonio
chogoo um rico sortimento de bicos da Ierro
propnos para r^upa de meninas, coeiros borda-
dos para baplisado.
Vende-se um cabriclet com um bom caval-
nuU fS,36somentc : na rua d0 Queimado, loja
Attencao.
Vende-so um cavailo castanho, andador bem
baixo, proprio para urna senhora por ser crande
e estar bem gordo, asaim como mnito manso, at
proprio pora um cabr.olet lambem vendem-se
alguns casaes de pombos dos melhores : na .
rada de Joao de Barros, silio confronte 3 capel-
arde ,Uem ten IILEGVEL


\
DIARIO DE PERIUMBUCO. SEGUNDA FEIRA 26 DE >OVEMBRO DE 1860.
(V
AGENCIA
DA
FUNDIDO low-mow,
Ra da Senzalla Nova d. 42.
Neste eslabelecimento conlina a liaver um
completo sorlimento de moendas e roeias moen-
das para engenho, machinas de vapor e laixas
de jerro balido e coado, de todos os lmannos
para dito.
Putassida Russia e cal de
Lisboa.
No bera conhacido e acreditado deposito da
ra da Calata do Recite n. 12, ha para vender
verdaieira potassa da Russia nova e de superior
<[uili lad), assiru como tambera cal virgem cm
paira, tudo por precos mais baratos do que ero
- oulra qualquer parle.
Visillo de Bordeaux.
Cm casa de Kalkmann Irmaos&C, ra da
Crj n. 10 .eitcontra-se o deposito das bem co-
ii'nci-las imrca d03 Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, cm Bor-
diajt lera as seguintes qualidades :
De liraadeaburg frres.
St. Estph.
Si. Julieu.
Margaux.
La rose.
Chieau Loville.
C'teau Margau.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien
Si. Julien Mdoc.
Ciateau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
MaJeira em barris.
, Cognac em barris qualidade fina
Cognac om caixasqualidade inferior.
Ceneja branca.
As m^lhore? machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singar & G. e Wlieeler & Wihon.
Neste estabeleci-
menlo vccdem-se as
machinas destes dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do da ou ,
di noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade eseguranca:
no armazem de fazendas
do Raymundo Cario
. Leite & Irraaos ra da
imperalru n. 10 amigamente aterro da Roa-
vista.
H\ia i\o Queimado n. $9
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, fazenda
milito superior com pequeo toque de mofo a
G03;>00, dilos sem deleita a I00#00, tem um
resto de chales de loquim que eslac-se acabamlo
a 305000, ditos de mirin bordados com ponta
redonda a 8tf 000, ditos se.n ser de ponta redonda
a 85000, ditos estanpados com listras de seda
cm roda da barra a 9$U(J0, ditos de ricas estam-
pas a 7?03O, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 2^000, ditos sem franja e milito
encorpado a 2*000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfeitadosa
2o?00tf, culos muito superiores a 305000, en-
fyiiesde vidrilho preto a 3000, ditos de retroz ,
a 33500, organlis da mais fina que ha no mr-
calo a l$000 o covalo, cambraias de cores i
de patdres muito delicalosa 800 rs. a vara, dilasj
de oulras qualidades a 600 rs. a vara, ricas chitas i
farnce/a= de muito boas qualidades a 280, 300,
320, e -500 rs. ao covado, a melrior que se podei
i;iiiginar, peilos para camisa a 240 rs. cada urna, i
corles de casemira de cores a GJ000, ditas em j
pesca de q adrinhos a 4-5000 o covado, golliuhas
le muito bom g>slo a 15000, diios de outros
lardados ricos a 3.3000, manguitos de cambraia
brdalos a 30000, tiras brdalos e enirimeios
quesevendera por prego commodo, bombazil de
ores proprio para ruupa de eriaucas, e capinhas
para senhoras a S-IOO rs. o covado, cortes de
cambraias de salpieos a 59000, cortes de cam-
braia enfeilajas om tiras bordadas a 6*000,
e outras muiles mais fazendas que sera difcil
aqu pode-las mencionar todas.
Ci Recebcu-se um completo sortimenlo de @
3 lindos vestidos de seda edeptianlasia.com ff$
10 baba jinhos ou saiote : na ra da Cadeia
i laja n.23, de Gurgel & Perdigad. .
C-3^33 333 (3K 33S@@@
Recebeu-ae ricas taimas de seda fei- 32
E las de croxe, capinhas, capas de grosde- IB
naplcs c manteletes, lilas par sinlo e ^
i groslonaplos de quadrinhos cm peca pa- *x

Jgi de Curgel & Perdigao. SpJ
m 19 mmm eassis w&vmim'&m
Vende-se
EM CASA DE
AdamsoD Howie k C.
Vinho doToito de superior qualidade.
Tima de todas as cores.
Lo.na o flele.
Fio de vela.
Sellins, silhOes, arreios e chicote.
Rolhas.
Ra do Trapiche n. 42.
A 5^000.
Chapeos, de sol de seda para homem
a ht cada um e em norrio de urna du- nera,nz.n- ulr'ora aterro da Boa-Vista, loja
a r>$ edua um e cm porteo ue urna au da Mquina do be,,co dos pe^p^og vende-se novo
Por barato preco, para acabar, na ra da Im-
Calcado baratoj
para acabar
' Vendc-sc najoja de Nabuco & C, na ,
Ifi Nova n. 2, osseguintus calcados baratos j
tt para homem, senhoras e meninos a di- i
K nheiro a vista :
ix Borzeguins de duraque gaspeados para
$1 homem a 7$.
| Ditos ditos para senbora e meninos a 2*.
K Ditos todos de duraque preto e de cores
S para senhora a 4j>.
* Ditos ditos sem salto a 3.
Ditos de pellica com salto e sem salto
S a ^
ig Ditos de setim preto gaspeado e com sal-
lo a 6.
Ditos lodos de setim sera salto a 5JL
a Sapalos rasos de lustre para homem a 3.
ffl Sapatos de lustre c bezerro para nicni-
q> nos a 2-*
Ja Borzeguins todos de bezerro para meni-
S> nos a 5*.
Escravos pecas.
Vende-se 2 mulecas mucambas recolhidas de
idade de 18 a 20 annos com excedentes habili-
dades, 1 escrata de idade de 35 annos boa cosi-
nln'ira por 8008, 1 bonito copriro do idade 20
annos : na ra das Aguas-Verdes n. 46.
Canarios e pintasilgos
muito cantadores chegados ltimamente do Por-
to : na taberna da estrella largo do Paraizo nu-
mero 1S.
zia para cima far-se-ha 10 por cento
de abate : na ra Nova n. 23, esquina
da Camboa do Carino.
Ra do Queimado
n. 39.
NA
sortimenlo de fazendas para liquidar, a ser cam-
braias brancas, o mais fino que possivel, a pe-
ga a 3, 38500, 4, 4fi500 e 5, cortes de meia
casemira c brim lavrados brancos a ljf600 e 2J,
toalhas para rosto de nova nvencao a 640, cortes
de risrado francez com 12 covados'a 283C0' cha-
les estampados de merino a 2J500, c ludo o mais
se vende barato.
Calcado para senhoras e
meninas chegado no
ultimo vapor francez.
Vendem-sc borzeguins de senhora coro laco a
sem elle a 5|, ditos para meninas de todas as
idadrs de cores e prclos com lago e sem elles a
3;500 e 48 i na esquina da iua das Cruzes n. 2.
Chapeos de sol
DE
Terrenos perloda
praca.
Caminho dos mnibus.
Gama ( Silva,
na ra da Imperatriz, outi'ora alerto da Boa-
Vista D. 60, vend m paro liquidar-se as fazendas
seguintes, por menos de seu valor.
Corles de vestidos de laa e seda a 138, peas
de bretsnha com 10 varas a 48, ditas de rolo cm
Os herdeiros do commendador Antonio da Sil- 10 varos a 2g, clialys de cores muilo bonitos, cc-
va vendem sua propriedade, no lugar da Casa
Forte, em sortea de ierra avonlade dos compra-
dores com o nica icslricclo de nao tercm menos
de 30 palmos de fente, fnndo designado pela
respecliva planta approvada pelas autoridades
competentes, o cngeuheiro Antonio l'clitiano
Rodrigues Selte o encarregaao das medigoes
precisas, e pode ser procurado no mesmo silio,
ou na ra estrella do Rosrio n. 30, lerceiro oli-
vado a 600 rs., folar de seda lindos padiccs a &C
rs., laazinhes de quadrinhos c muilo linas a 400
rs. o covado, ditas bareges de quadros o covado
a 2b0, merino de urna ro rorpara vestido a 380o
covado, chitas franeczas rstuias o covod a 240,
260 e 280, nscados iargos francezes o covado a
200 rs., mussulinas matizadas o covado a 200rs.,
cassas francezas pmo vestidos o covado a 240, e
ditos muilo finos a 300 rs., corles de nscados
Loja de quatro portas
DE
JOUQU1M RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Cbegou ullimamenle a este eslabelecimento um j
completo .suriimenlo de chapeos pretos francezs- j
do melhor fabricante de Pars, os quaes se vene
dem a 78000, ditos a 88000, ditos a 02000,
ditos muilo superior a 108000, ditos de castor
dretos e brancos a 1C8000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de feltro a Gaiibaldi de
muilo superior massa a 78000, ditos de copa
baixa para diversos precos, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vendem por prec,o
barato, bonets de veludo para meninos a 5800O, I .ft@ig lt'~ #### @5@
ditos de palha escuras e claras a 45000, ditos i Vende-se luvas de camurca branca e
de panno muito bem arraniados a 38500 amarella para os oflkiites d cacadores, @
chapeos de seda para senhoras a258000 muito, | ^ ?]$?.'$&c>n'V*" '
dar, ou na pra^a da Boa-Vista, botica de Joaquim n'">'Stros para vestido a 38, can.braia de aalpii o
Ignacio Ribeiro Jnior : os pretendentes podem ; D'V.'l? "v> a vara a 800 is. ditas brancas e de cor
dirigir-se igualmente para qualquer proposta ou i a 400 rs. enleitcs de \idrilho pretos e de cores a
eselarecimento ao herdeiro L. A. Dubourcq, no ^S. go linlias de trasp.sso muilo finas a 3?, gros-
Seda grandes para homem
A 5$000,
na na Nova n. 36, defroule da igreja da Concei-
1 ao dos Militares.
seu silio na Capunga.
Rap nacional D.
Tedro II da imperial fabri-
ca de Joo Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap sera duvida o de melhor qualidade
fabricado nesle imperio, acaba de chegar e ven-
de-se no deposito, ra do Vigario n. 23, escri-
torio.
duiaples muito cncorpados o covado a 2J-, de tu-
do se dio amostras, Ccando penbor.
Vende-se urna mulata perfcila engomma-
deira e perita cozinheira e lavadeiro, de idade
pouco mais ou menos, de 25 annos ; quem a pie-
tender, diiija-se a ra do Queimado n. 51, loja.
Vende-se um preto de meia idade, ptimo
coziuiieiro : na ra Dircita n. 123.
No armazem de F. A. Bur-
le C, ra da Cruz nu-
mero 48,
^Eiocrivel a22S.
5 Chapeos para senhoras, de seda branca
|& ricaipente enfeitadoso cora veos : na lo-
w ja de Guinares j&'Villar.
superiores, ditos de palha escutas proprios para
campo a I2$000, ditos para meninasa 108000,
chapeos de sol de seda inglezesa 108 e a 128
muito superiores, ditos francezes a 88000,
ditos de panno muilo grandes e bons a 45000.
sapalos de vsludo a 29000. ditos de tranca a
18600, sinlos de gtugurao para senhoras e me-
ninas a 28000, coeiros de casemira ricamente
bordados a 12S000, e outras nauta fazendas
que a vista dos freguezes nao deixaro de coro-
piar.
Campos receberom urna factura de chapeos de sold se-
5 ; da para homem, lendo enlre estes alguns peque-
' I nos que servem para as senhoras que vo para o
& l^ftf vende"se champanha das melhores marcas que
I^^S/sk* 6t vcm ao mercad0. mais barato que em qualquer
aj ^BEtj uulra parle cofrcs de fei ro (horras) das que cos-
@ Vendcm-se 5 carros novos cotn todos os < luma reccbci, do melhor fabricante que ha neslo
arreios : na ra Novo n. 21. q 1grnero, soitin.rnlos de todos os tamanlios e lo-
S@$gSG g-@S@t;J5
. na tt
}} ra Novo n. 2. @
Vendem-se saccoi com farelo de Lisboa,
chegado ullimamenle: na travessa da Madre de
Dos 11. 15.
Aos fabricantes de velas
Vende-se urna grande porcao de caixes pe-
queos proprios para se enrni'xolar velas de car-
nauba por (erem sido do velas de sebo do Porto :
na ra de Moras taberna n. 15.
$Mg$ ana tmmmmmmm i
81
A 9,000 a arroba.
Vndese cera de carnauba da vellia
e nova safra a piteo de 9$ : no antigo
deposito do largo da Asemblc'a n. 9.
campo tomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porco seja prende se resolvero vender pelo
prego de 68 e 6g500, e alguns com pequeo de- j g
feilo a 58 : na ra do Crespo n. 1G
lelogios
Suissos.
Manteletes de fil
acabar.
8,000.
pretos a 15g, para
A 15000.
Admira-
Em casa de Schafleitln & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e Viado sorlimento
dc,relogios de al^ibeira boriaonlaos, potentes,
chronometros, roeioschrononielros de ouro, pro-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
giosdos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vonderoi'or rrecos razoaveis.
dos os precos ; novo sortimenlo de pianos, de
un excclleiile fabricante, que se venderao por
conta do mesmo, deduzindo-se commissao e o
descont que os tornasse baratissimos.
Pao de Senleio novo.
Acha-se lodas as quailas e sabbodos, das 11
botas do dia em diante : cm Santo Amaro, pa-
daria allen.a, e na ra da Imperatriz n. 2, Ic-
berna.
Coke (carvao.)
ou combustivel para cozinhas, caldeiras, etc.,
muilo econmico poza as cjisas particulaies : vtc-
de-se na fabrica do gaz rro porrocs de um quin-
tal para cima a lft o auinLal.
A loja de mar ni ore U
rccebeu vestidos de hiende bordado pora kp
casamento. J^
A loja de marraore ^
iK recebeu vestidos de seda de cores do ul- g$
S>
vel pechincha
NA LOJA DE
Ra da Senzala Nova n.42
Vende-se em casa de S. P. Joi.liston A C
vaquetas de lustre para carros, setlins e sill>es
inglezes, esndeeirose casticaes bronzeados, lonas ^{71'iil f-ff (*S C, VlaV ^
i inglezes, fio de vela, chicote para carros, cmon-|*| .. "g
B taria, arreios para carro de um e dous cvalos' ff Klia 00 LPCSpO 11 17.
Vesiidos de phanUsia de 308, vende-so | ^0, de ouro paien.e inglez. 11 J^tS! S l! lgi
' ## >@@^I9#. 3*- Peehincha admiravel s vista se G

m por
A 5^000.
Manguitos defil prelo com golla o mc-
I Vestidos de blondc.
9 Na loja de Cnlmaraes & Villar na ra
* do Crespo 11. 17, vendem-se ricos corles I
fp de vestidos de blond ullimamenle chega-
m dos de Parla. 8
J^i
Vende-se um firdameolo rico para guarda
nacional, sendo de cocador : ur. ra cstieila do
(K necebc^u-le~reccle"meiae%%TiiUnuTa>fe ^ acreditar e mandam-se amostras. g Bosario n. 12.
. 8 receber-se directamente de Taris e Lon- gt$8fe&$g SI3IHBtff3sf! |
lhor possivel a 58 para acabar! na loja > ** dres fl0r todosos vapores, de cncommen <
de Guimaraes & Villar. j ; da especial, arligos do modas para se-(
nhoras na
Macas e peras
de todas asqu3dades que exislem em Portugal,
tanlo cm porco como a rctalho, sem lemile do
preco: vende-se nicamente no armazem Pro-
gresso de Duarte & Irmo, no largo da Penha
numero 8.
A 21400 o corla.
NO
ra
Loja de marm o re. g
8@es @@@ s@ @s
Loja da seis perlas em
frente do LivrameHio.
Roupa feita barata.
Palitoisde casimira escuras a 'i'OOO, ditasde
alpaca prcta 45SOOC e 69PC00, camisas brancas
ede cores a 2?000, ditas de fustoo a 25>o00
seolas maitas finas a 1~600 e 2000, palilols
de brim pardo a 3^000 caigas de casemira pre-
ta e de cores, palots de fonno preto sobre casa-
cas, colleles de casemira prela ede cores, ditos
Relogios.
A Jeja de marutorc
I receben \eslidos de jhanlasia do ultimo ^
A iojade marmore
recebeu vestidos brancos de cambraia
Wfi bordada do ultin n gosio. a^
A loja de marmsre
recebeu manteletes, rendes, taimas, je- 3?
regrinas e manas do uliimo go.-io.
*^ S!^ f SI'J %' ~t Sl SI
Aloja de m a mi ore
recebeu novo sortimenlo de bournus Le- ';'
r *' *
Vende-se em casa de Jobnsion Taier & C,
rua do Vigario n. 3, um bello sorlimento de; i0ja n< 25 de Joaquim Ferreira de S, vende-
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais se por presos baialissimos pora acabar : ves-
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
Armazem de fazendas da
do Queimado n. 19.
Corles de chita franceza pelo baratsimo preco
c 2o'J0. antes que se acabem.
Vendem-se duas moradas de casas terrase
cm Olinda, sendo urna na rua do Ampiro com
bastantes commodos, quintal murado, e estriba-de veludo preto e de cores ; um completo sorti-
ria para 2 cavallos ; e a oulra na rua de S. Fran- mentode roupas feitas
cisco com bom quintal e cacimba proprio para
quem precisar lomar banhos salgados por ser. Vende-se urna preta perfeita lavodeiro e
muilo perio, ambas por preco commodo ; a Ira- cozinheira : a traiar no escriptorio de Prudencio
lir ua rua do Amparo, casa contigua a oseado Amoiim, praca do Corpo Santo n. 7.
que sobe para a greta de N. S. do Amparo.
i (las seis portas en
frente do Livramenio
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonilos goslos a 200 rs. o co-
vado, ditas eslreilas de cores escuras o 160 rs ,
pecos de bretanha de rolo com 10 varas o 2$,
dias de esguia j de olgodoo muilo fino o 3JJ, ris-
cadinho de linho a 160 o covado, lengos brancos
com barra de cor a 120 rs dilos brancos com bi-
co a 200 rs., algodao monstro com duas larguras
a 610 a vara, laaziohasde duas larguras, fazenda
nova para vestidos a 500 rs. o covado, enfeites d<'
tranca com lago de fita para cabeca de senhoras
a 25500, corles de riscado para vestidos a 2g, pe-
cas de msdapolao com 4 1(2 palmos de largura a
43(00, chales de merino estampados muilo finos
a 6.3. A loja est aberta al as 9 horas da noile.
Carros.
Vendem-se 2 ricos carros, um grande o outro
pequeo, bem aparelhados e elegantemente pin-
tados ; na largo do Corpo Santo, escriptorio de
Manoel Ignacio de Olivcira & Filho.
urna vaiiedade de
mesmos
bonilos Irancelins para os
rga
vado
200,
Armazem de fazendas ba-
ratas, amado Quei-
1 'iifi-itcs paia srnlmr.is.
Vende-se um terreno na rua Imperial, prc-
I rio, ruin 110 pal08 de treme, com 1 ma rasi-
liha de lijlos, com muilo bella vista, d-sen bar-
que atraz, grandes fundos al o no, aterrada e
prompto a edificar um grande esUbelecimenlo,
Chapeos amazonas
de palha escura e cinzenta, guarnecidos de vel-
ludo e filas, tanto para senhoras como para me-
ninas, ultimo goslo em Paris : vendem-se cm
casa de J. Falque, rua do Crespo n. i.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sempre no seu depo-
sito da rua da Moeda n. 3 A, um grande sorti-
menlo de tachas e moendas para engenho, do
muito acreJitado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na rua do Trapi-
che n.4.
Ruada Senzala antigo depo-
sito do gelo.
Vendem-se barricas com macSes de orgar-dys o 500 rs. a vara, ditas muito finas 3
riiuitn hm miiHidp vmtas nn o-pln o 6^ rs- uales de malha a 5g, ditos tapados a 4g,
amito boa qualidade \indas no gelo a lcn(,os bra[)C0S a lg800 e ^ algod-0 com g ^
0$ a barrica, assim como o gelo a 4j a mos de largo a 60U rs. a vara.
arroba, o deposito estar' abeito todos RCOS manteletes.
os das das 9 horas da manlma a$ 5 da Os mais modernos manteletes pelo preco de
^ d'.uinc pora sabida de baile.
A loja de marmore
tg; recebeu novo sorlimento de enfeites pa- k
lido's de" tailalana bordados' do seda a S?00O, ti ra vestidos, incluindo bicoa de blond.
organd de cores muilo finasa320 re. o oo-fiK^fi8 8K9K4KflB 1 ....
,cassas de cores a 2-SO-rs., chita larga a W A loja de Uiarmore
e 240 rs., capas de fuslao enfeiladas a ^ receb u novo sortimenlo de chapeos o S
50( 0, casaveques de cambiaia e lil a 5*000,
perneadores de cambraia Lordados a 67000,
babados a 320 rs. a vara, tiras bordadas mui-
to finas a lvMO a |era, rucado francez fino
a 16; rs. o covado, golinlas de ponas bor-
dadas a 2J50O, manguitos de cambraia e fil
a 2*000, camisinhas boidadas muilo finas a! ou pr'opriedades, que se\ender com lodo o fun-
2000, chita larga com lustro e muite fina do*u P"".""!! fOrno lansesde 80 palmos propria para cobe.lae rourees a 320 rs., es- 5? *!?T "m08. ^Sf? "V "on;'5I! 'u"
'!,',. ,..-- par, casa n. a2, a tratar cen o propiitlano \ic-
guiao de hubo a 1 f>200 I vara, roupces de lorino Francisco dos Santos.
seda feiles a 12^000, vestidos de seda mofados
ia S*000, luvas arrtndadosa 1(0 rs. o par,;
Ricos corles de gaze de seda e phantazio com 1'es,ido d g'Odcnaple prelcs com barra de j
duas saias, (pela leiga parte do seu valor) a 10* j cor 8 20?>000, palitos de pao preto e de ccies
cada corte. de 1G;>(J00 a 29TOOO, sobrecasacas de panno i
LeilCeS C COlieraS. 'muito fino a 2*(00, taigas de casemira prelo
Lencoes de bramante, dito de panno de linho,]6 decores de GOOO a 11*000, ditas de biim
coberlas a rhineza pelo barato preco de 1>00. ;branco e de cores de 2( C0 a ttCCO, palitos
Vestidos de seda.
Picos vestidos de seda para meninos e meni-
nas, fazenda superior, kilos no Rio de Janeiro troncado de slgcdao com 9 jaln.es de largura
por urna das melhores modistas, e pelo Lamto j.roprio para loaMias a C0O rs. a \ara, daroas-
co de laa com 0 palmos de largura a ljGOOo
de brim branco e de cores de ?5C0 a *C0,
ditos de alpaca de 3*CC0 a 8*000, brim
proco de 8?.
Chitas francezas.
Chitas fioncezas proprias para casa por screm
escuras, e ditas claras a 2i0 rs. o covado.
Colchas de 'ustao.
Grandes colchas de fuslao com ricos lavores o
5J500.
Chales de merino.
Chales de merino bordados, franja de seda, a
5*500, dilos eslampados a SjtOO.
Paletots oscuros.
Palctols oscuros a 2JG00 cada um, cambraia
larde.
Ysnoivas.
n
d
d
d
de
1
Uecebeu-ee pelo vapor francez os mais moder-
os corles de vestido de blonde, mantas, louca-
0S, luvas de pellica de todas as cores ; e ven
cm-se tambem as mais commodas saias balao
e nova nvenco ; na rua da Cadeia, loja n. 23,
Gurgel & Perdigao.
Itccetieu -se um compteto sorlimento de
pulceiras de sndalo, bota o para colele,
extralos, essencia e banha fina : na rua
di Cadeia loja n. 23, de Gurgel & Per-
' digno.
Vinagre branco,
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
superior.
Vende-se vinagre branco superior em barris de
au nto, por prego commodo ; na rua da Cadeia
do Recife n. 12, escriptorio de Balltr & Oli-
veira.
ummmm mmm mmmn
Reccbeu-se os mais modernos cha- g
pos do palha enfeitados com plumas ou 2R
flores ; na rua da Cadeia leja n. 23, de eb
Gurgel 4 Perdiso. ?f
Julio & Conrado
quorendo acabar um resto de camas de ferro, tero
resolvido a venderem por 15jJ, 20 e 25*.
Ultimo tom.
Alpaca de seda de quadros a chineza, vindasa
primeira vez ao mercado : em casa de Julio &
Conrado.
Casacasde panno preto a 309, 35$ e
Sobrecasacas de dito dito a
Paleiots de panno prelos e de cores a
20, 259, 309 e
Ditos de casemira de cores a 15* e
i Dilos de casemiras de cores a 7# e
Ditos de alpaca prela gola de velludo a
Ditos de merino setim preto e de cor
a 89 e
Ditos de alpaca de cores a 3*500 e
Dilos de alpaca preta a 39500, 59,
79 e
Dilos de brim de cores a 3*500,
49500 e
Dilos de bramante de linho brancos a
49500 e
Caigas de casemira preta e de cores a
9*. I09e
Ditas de princeza e alpaea de cordo
pretos a
Ditas de brim branco e de cores a
2*500 49400 e
Ditas de ganga de cores
Ditas de casemira a
43*000
359000
35*000
229000
12*000
12*000
99000
5*000
9900O
5*000
0*000
12*000
5*000
59000
3*000
5?50O
Colleles de velludo decores muilofino a
Ditos de casemira bordados e lisos
pretos e de cores a 5*, 59500 e
Dilos de setim preto a
Dilos de casemira a
Ditos de seda branca s 59 e
Dilos de gurgurao de seda a 59 e
Ditos de fuslao brancose decores a
_39e
Ditos de brim branco e decores a 29 e
Selouras de linho a
Ditas de algodo a 19600 e
Camisas de peitode fuslao branco e
de cores a 2*300 e
Ditas de peilo e punhosde linho mui-
lo finas inglezas a duzia
Dilasde raadapolaobrancas e decores
a 1*800, 29e
Ditas de meia a I e
[lelogios de ouro patente eorisontaes
Ditos de prata galvanizados a 25* e
Obras de ouro, aderemos, pulseiras e
rosetas
109000
69000
5*000
39500
69000
69000
39500
29500
29500
29000
29500
35*000
2*500
19600
9
30*000
*
30feo00
Loja das 6 portas!
em frente do Liyramento
Litazinlias a iOO rs.
Camisinhas muilo bonitas com duas larguras
para vestidos de senhora a 500 rs. o covado, cor-
tes de riscado franco/ paro vestido a 2*, sa;as
bal.io parr menina a 3*500, das para senhora a
4^500 o 5 ; d-so amostra com penhor A loja
est aberta al as 9 horas da noile.
Resumo de potica.
Indispensavel para os pronimos exaraes derhe-
lorica ; est venda na livnria classica.n pra-
ca de Pedro 11 n. 2, a 500 rs. cada e-templar.
covado, \elbulira prela a 400 rs., brim de
linho de cores a IfSGO o corle, rr.e'ias cruas
para hornero a 1*200 a duzia, camisas de
linho inglezas o 32?0C0 a duzia, pegas de
madnpolao fino a 49500, corles de lanzinba
muito fina cem 15 covados a ^'COO rs., ca-
misas de cores e brancas de 1?5C0 a.3*000,
e oulras muilss fazendas por menos do sen
valor para fechar conlas.
Exposico
Escravos fgidos,
Escravo fgido.
na macea 0 U:S\0 representando icr 55
de idade, natural do Pi do Prho
Luiz, dcsa
i II i s
c! :r ado
t.in.l em
>.].r,
a-so
queetquer
ao seu se-
E' chegado ullimamenle a esle eslabelecimen-
to um riquissimo sortimenlo de melaes que mui-
lo dever agradar 003 compradores que preci-
saren : da rua Nova n. 20, luja do Vianna
A loja de marmore
| recebeu enfeites de plumas brancas o de
cores para cabeca de senhoras.
Vende-se urna escrava propria para urna
d- f IU. i r\ -^ j ni* i '" ~ mjvvv, i'ivu'iiu luna uudl'JUCl SC|V]i
e familia : na rua do Queimado n. 3/, loja rua do Qucimado n. 22, na loja da boa .
de ferragens.
Vende-se um escravo cabra de maior ida-
de, proprio paru ser dedicado a qualquer oficio:
na rua da Cadeia n. 22, escriptorio.
Vende-se um escravo de muilo bonila figu-
ra e mogo, proprio para qualquer servigo : na
Atteneo.
*
Vende-se um cavallo ruco pequeo muito bo-
nito, por commodo preco ;" a tratar na rua do
l'asseio Publico, loja n. 11.
Pennas encarnadas.
Vendem-se na rua do Encantamento n. 11, no
Recife.
Vende-se um cabriole! de 4 rodas, 4 as-
seulos, com um bom cavallo, pelo prego de 400*.
na rua Nova n. 22.
Ainda contina a oslar para se vender,
permutar por case nesta cidade, e em ultimo ca-
so, arrenda-se a quem fizer as obras e concerlos
que a casa precisar, sendo descontada a quanlia
gasta do aluguol que livor de pagar, o sitio da
travessa do Roniedio na freguezia dos Afogados
n. 21 ; quero o pretender, enlenda-se com seu
proprictario na rua de S. Francisco, como quem
vai para rua BeHa, sobrado n, 10, ou na alfan-
dega, aonde 6 empregado.
Novidade no mer-
cado,
Borzeguins do afamado fabricante Jolly para
senhora, obro prima a 4*500.
Dilos com olgiim defoito na borracha a 3j.
Calgado para senhora, de marroquim de lodas
as cores a 800 rs
Ditos de luslre admiravcl por ser iguaos aos
francezes a 1*280. E outras muitas qua'idades
de calgado que se vonde por baratos precos (a
dinheiro vista) por seu propietario ler d aca-
bar com sua loja na rua do Livrametrto n. 27,
Farelo a a$500,
ero porgo se far abaliraeuto : na taberua da
eslrella no largo do Paraizo n. 11.
Vende-se urna porgao de renda e "bicoda
Ierra, tudo a vonlade do comprador : na rua do
Aragao o. 8 ou 15.
1
o acn
evondo um pequero tab de landres : r<
as aiiloritadcs policiaca e a culras
pessoas que o prondam, o remellem
nhor, quo pagar qnalquri dospoza.
Fugio i.o dio 17 de corro ta a preta Caels-
m, de nacSo Cosa, idade de 40 annos, pouco
mais ou menos, estatura alia, secca do coipo o
bem Tsjigada ; levou vestido de algsdo azul,
can.isa de algodao branco e panno do Cosa ezu'*
cosluma oiitoi com um parno amanado na es-
la, lom cabellos bronces na frenlo rio cabeca :
quem a pegar, leve a rui das Larang. iras n. 18,
que sci recompensado ; assim come protesta-
se com o rigor da lei contra quem a tiver acou-
tado.
Fugio no dia 12 do correle, do engenho
Moga do bixo, o cabra du nome Jos, secco
cabellos caxiados porm curios, mos e pos bem
feilos, lem lodos os denles, a representa le io
omos do idade, levou vestido urna camisa de al-
godao azul de listras c oberla na frente, c una
ceioula de algodao da Baha, comprida, que pa-
rece calca ; quem o levar ao dilo engenho, en-
lregando-o a seu stnhor Jerouymo Carneiro do
Albuquorquc Maraiihii. ou na rua da Cruz n.
30, em casa de Joo da Silva Faria, ser gene-
rosamenie recompensado.
Escravo fgido do Rio de Ja-
neiro no ^apor Milford
Ha ven.
Desnppareceu no dia 28 de outubro do corren-
te anno, do poder de Joao Antonio de Miranda
| V asconcellos, do Rio de Janeiro, o escravo pardo
escuro de nome Honorato. <;ue ropreso (a ter de
25 a 30 anuos, estatura ordinaria para baixo. cor-
po reforcalo, hon.bros largos, rosto pequeo,
testa baixa, pouca barba, cabello carapinho e
olhos prclos, sabe ler alguma cousa, tem oOicio
de cocheiro e tambem de pedreiro, nalural do
Para mos tamben- diz ser do Jlaranhao, o qual
obtevo passaporte na corle como cidadao Brasi-
leiro com o nome do Jos do Porto, para Lisboa,
e seguio no mesmo dia a bordo do vapor Mil-
ford Ilaven, porm naoobslanle ter tomado e
pago passagem nesle vapor para aquella cidade,
muito de suppor lenha desembarcado nesta
provincia para daqni seguir ao Maranhao ou Pa-
ra d'onde foi para o Rio do Janeiro cm 22 de
novembro de 1856 com o passaporte efiancado
por- Jos Joaquim de Gouveia e Silva e rcmettido
a Novaos & Paseos, lendo ja anteriormente ido
a corlo como criado de um Sr depulado : roga-se
porlanto as autoridades pohciaes ou a qualquer
pessoa que dolle dor noticias de se entender
com Azevedo & Mendes rua da Cruz n. 1, que
se gratificar generosamente.
Fugio de bordo do brigue brasileiro aCama-
cuara o pelo marinheiro de nome Pedro, do
Benguella, idade do 40 annos, estatura nguiar,
com os ps rochados ; levou camisa braDca coro
golla azul e calca de algodo riscado, bonet de
panno prelo com filas airiz de amarrar : quem o
prender e o coodozir bordo do mesmo navio,
on rua da Cruz n. 3, ser recompensado.


')
MARIO DE PERNAMBUCO. SEGUHDA FEIRA 26 DE NOVM&HO DE 1860.
Litteratura.
. Tal era a crenca ingenua desse hornera que nos
pintara como un orgulhoso. Nada ha lao hu-
l roilde como o orgulho dos visionarios ; tarabem
nada ha que pareca lao orgulhoso como a hunill-
amennaiS.SU Villa e SeUS eSCriptOS. dade delles : os exiremos se locan.
Gregorio XVI, porm, liniia substituido Lefio
[Con'inunrao.)
especie de calhecsmo.era que procurou elavar-
se altura da misso que se impozera. Ah de-
clara a que o chrisliauismn, hoje sepultado sob
a capa do materialismo, que o robre coma um
sudario, reapparccer no esplendor da su* vida
sempro nova ; o o mundo nao formara mais que
MI : e mesmo se este ainda vivesse. acaso terio urna 8 cidade, que saudar o Chrislo, seu legis-
cniteniado Lamcnnais, quem tanto elle ad- I lador supremo e nico.
n.irava ? Lamannais fulgra encontrar na, Gro- Conforme com BSjeS penssraenlos, publico
Con pe notar que oque mais ello combate no pono MI, encunlrou Gregorio XVI. Voltuu, pois, mais larde una tradocro dos Eoangelhos, acom-
g\liraiiiemo a sojeicao da egreia ao atado : desabus*dpi e com a m aigum no coracao por panliada de commenlarios que os iiilerprelam nu
talvet que. nao. obstante ser essa sujeico um,' lpr adiado lao pequeos aqui-lles que elle sonlirasenldo democrtico ; nesse interim publicara
d puntos mais imprtenles do galitainismo.se- tao grandes, por ler fisto lioinens naiucllcs que
giiiidn 1'. ..->i.tt e uniros at nossos das, nao soja suppozera como elle pensadores.
Greg.riy. XVI, que, durante a demora do La-
men uais era liorna, se negara Sempra a falUr-lhe
c mi o espirito universal, da variedade com a : com urna exquisita pulidez, resolveu-se inOm,
i i: a esseucia do verdadeiro gallicauismo,
ria antes a harmona do espirito nacional
depois da partida do Ilustre jornalisla a respon-
der-lita com a encclica Jo 15 de agosto de 1832,
na qual eonduz coodemnava da mancira a mais
positiva as doulrinas do Futuro.
Laraennais, de volla Paris, appressnu-sc
suhnieiior-se, declarando que o jornal nao tppa-
receria mais, e que se achava dissolvida a agen-
cia geral para defoza da liberdade religiosa.
Nao era ainda bastante. O Papa quera urna
adheso completa. Mas cumo adherir a um tex-
to que appelhdava de delirio liberlade de cons-
ciencia, e liberdade da imprensa de urna cousa
execraiel, para a qual seria pouco lodo o horrorJ
Uepois de muias conferencias, depois de urna
pnmeira adheso que foi julgada incompleta, e
uuia aeguudd que fui julgada viciosa por suas re-
uridade, c urna das faces da liberdade da
egreja.
Berdas-Demonlin, o gillicano mais extremoso
0 mais resoluto de nossos dias. re pro va, assim
miiii Lameonais, a sujeico da egreja ao estado.
Mas eis o que combata Lamcnnais no galtiraais-
DO antes de 1830. Klle quera a egreja iudepen-
d ile i! i estulo ; conceb.a j a liberdade, que
.-.'.> enlo linha esquecido ras suas heorias, e a
conceba segundo o que ella verdaderamente,
iiVi como um bem por si, mas como a eondic&o
d j b*m.
O bem pira elle nessa poca era o reinado de
I) n por nieto da egrej i calholiea, em q lem sau-
il iva o ministerio desse soberano rei. Dahi a sup-
primir a realeza como um obstculo accao da
Cgrrja, cuno arma que so fui boa em quanio foi servas, Lameuuais decidio-sc adherir pura e
1 I-rosa c dcil entre ai mos da mesma egreja, '
ur>s que se torna ma e nociva quando assume o
carcter, ou de potente contras egreja, 011 deim-
ji itenie para com o povo ; d'ah, distamos,
substituir a monarchia por urna repblica tneo-
cratica, sc% rae um passo : um asso que consis-
te em reconhecer para tolas as cgrejas'a liber-
d de que rile quera para una dellas, em reco-
nhecer tudas as liberdades, que se combinan), e
i"e se fondera n'uma s.
Essa lgica devia, pois, coniuzir o seo autor no
caminho em que'elle se havia internado des-
(! o absolutismo, alravez da repblica theoera-
ti a, at a plena democracia.
E logo ao apparecer desse livro, deque [alia-
mos, podia-se prever essa evolueo futura doseu
lamli-ni A escravido moderna. Urna vos de
priso. Os Amschaspaus e os Uarvands, livroi to-
dos estes diversos, de mritos dilerenies, nos
quaes o seu autor prosegue, com mais ou menos
felii idade, a veia das l'alavras de um creme : e
finalmente publicou o Esbofoie urna philosophia,
obra esta considecavet, que asignala a segunda
poca da sua carreira luterana, bem como o
Ensaio sobre a indi/ferenca assignala a primeira,
e as Palavras deum crale a transicao.
Fiel sua doutrina fundamental, Lamcnnais
estbeleceu de novo, rpidamente e de passagem,
o testemunho da razo universal, ou do sonso
eornmiiii como o caracterstico da verdade : com-
pete ao eenso prjvado buscar comprehender-la.
Tal o empenho da philosophia, que parte do
Deus para cliegar ao. homem : Deus trplice na
sua unilade. Elle ao rnesmo Ipmpo, essenrial
e necessariamenle, poder, inielligencia e amor ;
o poder engendra a inielligencia, e dos dous pro-
cede a sua uuio, ou o amor.
Nao sao tres atir.bulos, mas tres elementos
simplesmente, convencido, dua elle, ao arce-| primordiaes do ser, do egual modo inseparaveis
Disuo de l .iris, de que assignaodo essa adheso ; e disiun:tos : o ser nao se compoe nem menos do
confirmara implcitamente que o Papa era Deus, que desses tres elementos, a que os rientaes
o eslava prompto assignar explnilamenle para | chamavam hypottases e os Oc-identies pessoas,
a paz. AsMguou-se, e como os amigos prophetas para mostrar que nao sao simples aitrihutos. Cu-
leliruii para o deserto.
Foi do fundo do seu deserto, foi da sua solido
de la Chenaie, para onde se bavta elle refugiado,
que irritado o indignado ao mesmo lempo, soltou
ese lernvel rugido do leao, que a Kuropa nao
polo ouvir sem profundo pasmo As palavras
de um crale !
Lamenoais ah nao di/, mais ao papado : Se-
parae-ros dos res, eslendei a mao aos povos.
Nao invoca mais o Papa, nem a egreja em favor
dos povos ; dirige-s estes directamente, falla
aos numen, e conjura-os que 3e amem nns
nensimento, desenvolvimento ualurile inevia-
vr|, que devia soiprender como urna mudanca t>s oultos para azerem-se livres. Prega a lt-
ii esperada. bordado e a fraicrnidade n'uma linguagem suave
II
A revoluto dejiilho, longo de desviar a mar-
cha do seu espirito, pelo contrario era mais aza-
da para precipita-lo na democracia pura. 1.a-
mennnai previria essa revolucao, e a predissra :
assim, pois, quando ella appareceu, sauduu-a
c im-i a aurora do noo da que elle sonhra para
0 mundo. Procurou realisar o seu sonho. J
aiies de 1830, julgando um tacto consummado a
queda inminente dos Hourbons, e considerando
que a forca que deslre urna calamidade de
mais, quando nao seguida de um pensamento
q ie possa edificar e buscando essa pensa-
Iii"iiln no calholicismo renovado para ser appro-
priado s ueccssidales do povo, elle se havia BI-
forcalu em reunir em torno de sua pessoa mui-
t is cathulicos, missionnrios de um a doulnna
destinada a f.izer opposico anarchia.
Dispuuha de urna especie de club prompto
t uar a dianteira a todos osoulros clubs em i-aso
de revolucao esse club era a associacao para a
dtela da religiao calholica, de que en elle a
nluia: polia transformar o Memorial ca'holico
n'um orgao quotidiano, o qual, na hypothese de
completa mmunidade da imprenta, devia ler
una influencia immedisti : finalmente, em Ha-
1 siroit. que se tornou um escola leiga ou um
.'.'ininario. poda elle installar a universidade ca-
tholica do novo rgimen.
K ste o plano que elle concebera para por era
execugao apenas rebentas-e a revolujao : pelo
menos desde 1828, emprehendra o que julgava
possivel : tinha passadu por mil dif-uldades no
sai intento, e as vencia ludas.
Sabe-se como a revolucao de 1830 oachon pre-
venido como dous niezes depois, em seiembro
ilo mes no auno, conseguio crear um peridico
ulitluadu o Futuro.
\osso poderse perde, e com elle a f, di/.ia
o Futuro ao panado. Querei* salvar urna e ou-
tracous.i? Prendei-as ambas humanidade,
co'iio o lem feilo dezoilo seclos de christia-
nismo. Nada oeste mundo esta.ionario. Re-
i istes subre os res, e os res aual ves escravi-
saram.
Separae-vos dolles, eslendei o miio aos po-
vos : tiles vos sustenUro nos seus bracos ro-
bustos, e o que val ainda mais, com o seu amor.
mo elles constiluem o ser, enc.oulram-se, e nem
podem deixar de enconlrar-su em todos os seres.
Esles sio em Deus os ntelligiveis. Deus, que os
vC lodos reunidos na sua inielligencia, ou sen
verba, os realisa, e d'ah vem a creaco. Elle d
o ser livrementc tu tos esses possiveis, typos
das cousas, sem escolher entre elles : e cada um
desde que existe, se desenvolve por um eterno
progresso. aliin de realisar cada vez mais o seu
lypu, que existe infinito no verbo.
Us seres sao ou livres, ou orgnicos, ou inor-
gnicos : todos porm sao poder, inielligencia e
amor, em diversos graos: variam de grosegun-
do possuem mais ou menos poder, iiiiellj>MH'ia e
o amarga ao mesmo tempo, impregnada de sora- amor ; variam de especie segundo possuem ou
bria violencia, que nada lem de egual senao a mais poder, ou mais inielligencia, ou mais amor,
branlura da propria linguagem, inexprimivel mis-
tura de amor e de odio : prega a paz n'uma im-
prjcaco contra os res.
Nesse livro se reveLj loia a sua alma, lio r-
deme e agitada, tan por natureza excitada, e ain-
da mais pela desorJem da sua vida Interior nes-
se lempo de rudes provas e experiencias.
em proporcoes indefinidamente diversas ; isto :
variam de grao segundo mauifestam mais mi me-
nos a Deus, o de especie segundo manifestara de
preferencia ou o pujer, ou a inielligencia, ou o
amor de Deus.
Deus se manifesta na natureza pelos fluidos ou
agentes physicos : pelo magnetismo ou elecinei-
Rudes provas, com effeito, essas por que leve dadecomo poder ; pela luzcomo inielligencia;
elle de passar I Tmlava-sc de reconhecer que o
homem, em quem elleultramontano d-cidido
tinha supposio o chele iiilallivel da egreja iufal-
livel, isio o Papa, se hacia engaado, e en-
gaado solemnemente face do mundo em ma-
teria quedizia respeitu fe : pois que as doulri-
nas por elle coiJcuinadas, o linriam sido como
herticas: era isso o que Lameonais nao poda
deixar do reconhecer, e por tinto, renegara crti-
ca pela qual lauto havia combatido, que era a sua
vida! Oode refugiar-je.-nia elle? No gallici-
nismo, que Ihe permillla sur catholico, aflir
mando todava que o Papi se engaa ? Nao,
porque pensou elle, que a mesma raz.io que im-
peli o chiis.au para longe do prut-'Staulismo,
taiuliem o deve impellir para longtt do gallicanis-
mo, e que a lgica o leva iufallibilidad do che-
fe da egreja ; o que talvez nao tivesse elle ra-
zio ; porm nao era hornera que disso se aper-
ceoesse, nao a falla de corage.n, nem por um or-
gulho vulgar ; porquaulo, niuguem lem dado um
exi-mplo mais bullanle de retralaco : antes por
orgulho philusopluco.
Aobstiuacao de um espirito absoluto, menos
ampio que rgido, que vae avancandosempre sem
olhar para a direita ou para a esquerda, quem
una lgica caga, forja de ser iuflcxivel, airas-
ira invensimmenle al esse extremo limite ond
o verdadeiro lea o falso, e o razoavel ao absur-
do, urna obsliiiaco assim recusa-se 4 ludo o
que pode comer o meto termo.
esta sorle, pois, ello sahii dessa egreja de
que nao se considera raemhro, desse o momento
em que vio um erro estampado n'uma eneyelica
do Papa ; elle romper para sempro com o ca-
tholicismo. Assim o fez, nio sem despedacar-
se-lhe, agon'Sar-se-lhe o coraco.
As l'alavras de u/u crale foram oublicadas no
pelo calorcomo amor. A attraccao, ou o plrin
cipio da cohesao das molculas, urna mamfes-
laeo material do amor. Voltmdo ao horuem,
os ires elem ratos do ser se encontrara em alio
grao as iroa-aculda les da sua olma ; e nos tres
sentidos do seu corpo, saber; o laciopara o
poder; o ouvido e a vista, que.foimam um mes-
rao sentidopara a inielligencia ; o cheiro e o
goslo, que tambera formara ura mesmo sentido
para o amor. O proprio hornera se manifesta pe-
la- industria como poder ; pela scieuciacomo
inielligencia ; pela arte -orno amor.
O bello o ideal, forma luminosa do verdadei-
ro: o artista nao lem senao imagens iraperfeilas
para despertar a idea do bello as almas que
se dirige : essas imagens nao sao bellas, mas el-
las sao como urna linguagem que falla de belle-
za ; eslo o triumpho da arle que esquece do al-
guna surte a linguagem, que nada por si mes-
ma, para nao ver senao a belleza que ella expri-
me. Neulium artista obler um triumpho egual,
se nao fdr profundamente religioso. Assim, pjis,
so os seclos religiosos podem posiuir poelas.
V-se por este syslema, do qual apenas esbo-
ce! os traeos pnneipaes, oraiitiudo inultos pontos
o questdes do mais alio inleresse, que Laraennais,
como philosopho da familia de Plalo, de Plo-
tno, e dosAlexandrino*. Podaramos ir multo
longe, se lentassemos oxpender um juizo acerca
dessa grande obra, que lie ir ao menos sendo
ura raro monumento da linguagem philosophica.
Adrairam-se ahi entre outros os captulos, que
elle dedico i especialmente s artas, escriptos
com singular magnificencia, poesa o profusao de
mos urna Constituico escripia em 1848 : sobre
ludo nao devo pwsar desapercibida essa corres-
pondencia, da qual urna pule foi recusada ao
desejo do proprio Lamennaig, e que por isso E.
D. Porgues nao pode publicar por inteiro. In-
completa, assim mesmo, como se ocha, mo&lra
que abuoda de vivo inleresse, e que lanca sobre
o carcter do homem que a fez, urna uova era.
Os grandes honiens, de quem a historia narra
os (eilos, e a posti ridale admira os obres, ni<>
sao completamente condecidos por essas obras e
por esses feilos, que fazem dellespersonagens
de alguma sorte publicas. Alm do homem pu-
blico existe o homem particular. Alm do ho-
mem, quem o geoio roobasi proprio, que
deixa de pertencer-se s mesmo para nao per-
lencer senao ao genero humano, existe o horaem
real, da natureza, o homem de todos os dias-
que descaria de ser ura homem de genio, ou ain
da que prepara o seu genio, purm no segredo ;
que se possue s, ou pelo menos assim octt, e
que sa gloriado escapar curiosidade dos olha-
res do mundo : alm do grande homem ha o ho-
mem ; aquello mais admiravel sem duvida, po-
rm acontece quo muitas ve/es esle nos inleres-
se rosis. Amamos a correspondencia daquelle
cujee livros admira dos ; parece que ella nos faz
tro e de se estrellaren) por vnculos taes queso a; uma dflS p,es fosse neCPSSsrIa 80 lodo> e es(e
morte poiesse romper. No mesmo anno, 19, necessario cada urna dellas; assim, pois, pen-
de novembro de 1818, morre o joven Henrique. 'a elle qile devjam ou acela.la lniciramente.
Esse episodio tocante foi narrado porE. D. Por- ou rejeita-la nteraroenle. O resultado que
gnes as notase lembrancas, que precedem a j e||a foi regeitada. e elle retirou-se. A inleireca
correspondencia ; as quaescta pedacoa de car- absoluta de espirito lem os visos de orgulho. e
muitas vezes d ao coraro.ainla o mais brando,
apparenciasde dureza : nao porm dureza
austeri'ladc.
Elle lambem possuo a soberna, digamos an-
co cominum ; nada de comparavel e de anlogo les. a dignidade das almas nobres. Ve ie-o nessa
so aprsenla maueira. Reflectindo bem, torna- enmara ao rez do chao, licita de lodos os lados,
tas quo caracterisam bem essa amizade apaixo-
nada. dedicada, prodiga, lerna, e choia de abne-
gacao. Debalde procura-se, diz Porgues, rtas
intimas recordacoes que a vida deixa, alguma
luusa que se pareen com essa amisade lao pen-
se menos sorprendedor esse plienomeno ope-
abrasndora no esli, glida no invern, sob o
rado n'uma alma excepcionalmente dotada, o ,onl0 de S. Pelagio. Ahi passou ello um auno
qual acha explicacao n'uma mocidade por longo "teiro. A' um canto sobre o- lagedo dessa ca-
terapo solitaria, nos mil ardores da imaginacao
concentrada violentamente em ridos estudos, no
subilo desabrochar das faculdades do amor por
entre circuinstancias especiaos, n'uma poca em
que a vida parece amarga, o futuro incertn,
quando se soffie pela primeira vez o duro con-
tacto dos honiens, as humiliacoes de urna posi-
cao subordinada, os rigores do primeiro exilio.
Essa amizade bem se pode dizer que foi na
mocidade de Lamcnnais o que o amor na mo-
mara se acha um pequeo estrado, sobre este
una mesa grosseira c urna cadeira de palha, e
sobre esta cadeira ura velho enfermo: nenhuma
oulra dislraccao p-ira esse velho mais que a
conversacao de alguns prisioneiros.soffrendo pe-
la mesma causa que elle, e a visita de alguns
amigos que o vinham ver: afiSra disto eslava s,
sem poder ao menos da sua janella bstanlo
alta gosar da vista de urna arvore, do canto de
ura passaro nada excepcjio do laborioso
cidade dos outros homens ; mas foi ella um amor' murmurio dos arrabaldos que chegava aos seus
entrar na intimidado de una grande alma : o que i entre duas almas, no qual nao tiveram part6 nem ouvidos, como para contar-lhe n'uma linguagem
A iau luii.e os destrozos terresires da vosea anii- j mezdo mato de 1835, e condemnadM 7 de ju-
ga grandeza arruinada; repelii-oscom o p como "'"". O autor desse livro pequeo no volunte.
indignos de vos 1 >.
Grande sorpreza Lameonais,o abbade Gerbet,
O abbade Lacondaire, Montalembert, os tres pri-
meiros sacerdotes, o ultimo par de Franca, falla-
rera de liberdade ede progresso social ; lomarem
a inte ativa de qiestoes as mais animadas, pro-
S'guiud) sem receio as mais extremas soloccs ;
fedirem a repblica quando os mais arrojados nao
viam nesta palavra scuao urna esperance remo-
ta, ou ura espanlaiho ; conslituiorem-sc de sua
,i itoridade propria, e apezar doe.-tado, em mes-
tres de urna escola, e reivindicaren! a liberdade
de ensino peante o mais alio Iribuual do
reino!
O biixo clero applaudia : o alio clero, porm,
eriaihematisava essa democracia de soilana. Se-
rnelhaiite ihese do urna repblica theocntica.
com o Papa sua frente, tranatornou todos os
pspiritos. O Papa, elle nroprio menospopis/a que
Laraennais. espanlnu-se de ler ura amigo tauca-
luroso : a egreja recuou peanle tanta gloria. La-
mas immenso aa perversidade, conforme o qua-
lllcava a nova eneyelica, achou no partido revu-
lucionario o acolliuneiiio devida ao deseitor la
egreja : elle foi para o Sr. de Lermcnier, que
mais larde o deprimi, multo, corajoso, grande,
sublime, o uaico sacerdote d't fiuropa.
Uoe leraue.-tuoso desuno unpcltio assim para
esiylo, de que
capaz.
nao se julgava a philosophia
III
Depois dos dias de fevereiro, Lamennais, que
era eulo memoro da asscmbla constituiute, re-
cusou-se, nao sera alguma destreza e razo. en-
trar no numero dos inembrosdo governo : prefe-
rio anle.i fundar um Jornalata era a sua vnca-
gao. O Povo consliluiate foi principio medio-
cre, vago, indeciso ; o graude jornali-ta nao se
elevou sua cosmmida supenoridade senao
quando inspirado porsflu corago depois da calas
trophe de junho. A fiual ello calou-se quando
entre as ondas contrarias e as disputas do muu- fui exigida flanea tolos os jornaes : calou-se
do, essa alma que a naltirc/.a formn lao lerna 'I mas nao sem deixar aos seus leitores ura desses
Como esse homem Contemplativo, lodo de can- sublim-'S adeuses que nunca sao es luecidos : U
dura e de paz, soltou brados de guerra, que s
responderain brados do analhema o de admi
racao.
Lea-SO os Negocios de Roma : um livro que
data desse tempo. 1836 ; um dos mais bellos que
sahiram da sua penna, o mais sao. talvez, o mais
gracioso, e o mus affeilo s calmas impresses
i-xt-riores.
Qaauta amargura nesse livro E tambera guan-
ta tristeza penetrante, como una lirada queixa,
como o ultimo e mi-lan olico olhar s suas cren-
fru'iinaissuspendeu a publicaro doFuturo, para, cas moras, quo nao ressuscitarara maisl Ei-lo
humilde qual outro peregrino da edade-media, ir quecaminha, triste e solitario, na cidade das pun-
Ruma, e ahi conseguir a absolvlco para o seu
jornal.
entes recordages, na cidade das ruinas e dos
tmulos: ah, no centro de Ruma, comise fra
N -m um s momento duvidou de que o Papa no meio de ur>) deserto. ell nncontM o convent'i
deixasse de approvar com prazer um campeo dos Thnalinos. Como quereria ali repousar I
t?' i "loso, de que a egreja deixasse de ncolher Como quererla elle lambem vivet na paz de um
claustro sob as vistas de Deus 1
M>s era ana sua combaier, serapre combater !
Tinha-se feilo o apostlo do povo : devia pois eu-
sina-Io, foriilica-lo. Dirfgio Ihe o Livro do Povo,
Cora transporte urna obra tau fecunda em auxilios
C ronsolacdea futuras para os escravus. para os
enfermos do corpo o da alma, eratim para todos
aquelles qucsolTrem sobre a ierra.
Povo constituate, aJiza elle, comecou cora a re-
publica. *E lizia mais: Hoje preciso que
se leu ha ouro, muia ouro. para gozar-se do di-
reito de fallarc nos nao somos bastante ricos.
Silencio ao pobre 1
Us seus ltimos annos foram preoecupados com
a traduceo da Divina Comedia Nao poda el-
le escolher um texto mais apropriado ao seu ge-
nio. Di/.-E. B. Porgues, que publicou as suas
Obras pnsihumas : Elle augmenlou essa obra
um curioso esludo sobre a lingua italiana na po-
ca da sua furuago. A Inlroducco, de que fez
preceder a traduceo era egu ilraeule^no seu pen-
sar urna expiiatcu siprera t das suas i leas sonre
o dogma chnsldo, e o carcter histrico do papa-
do. Compleiava ao mesmo lempo cora numero-
sas addicc,es a preciosa collecco de pensauen-
los que publicara em 18l sob o titulo oOis-
Cu*soes criticas.
Era ludo isio se encontra o mesmo homem,
o mesmo pensador, o mesmo escriptr.
Compre accrescentar s obras de que j falla-
nos um prazer, urna honra, um exemplo. Se
a correspondencia c destinada nunca ver a luz
do da, se o escrplor nao previo quo-alguem
procurara sorprende-lo nos seus hbitos familia-
res, todos esses motivos de inleresse accresce
um outro, e vem ser o encanto da indiscrpeo.
Que paixoes, que poderoso raovel impelliram
Voltaire essa lula ardenle, implacavel, na qual
armado de todas as suas faculdades lio diversas e
lao ricas escreveu bellos livros, quo foram as suas
machinas de combale ? Diz-nos a sua immensa
correspondencia encelada e sustentada com mui-
tas das mais Ilustres personagens do seu tempo:
vemos essa correspondencia, lemos e relemos
da melhor vontade que qualquer dos seus mais
bellos livros.
A correspondencia de Lamcnnais, mutilada pe-
la falla de quasi quatrocentas cartas, das quaes
recusou copias pessoas quera foram ellas di-
rigidas, alcinga infelizmente al os dias mais des
cisivos e mais terriveisda sua vida, cm que elle
passou do calholicismo revolucao. Todava o
que nos conhecemos dessa correspondencia nos
esclarece sobre o carcter desse homem, que foi
lio mal comprehendido, e nos confirma na opi-
nio que seu tespeilo emiitimos, julgando-o
pelas suas obras: esse carcter se acha estampa-
do nessas obras; mas cumpre saber l-las : o que
nao se pode lr nem coraprehender nos livros de
Lamennaisa sua correspondencia o diz.
Suis cartas, cojo cstylo familiar mostra exhu-
borantemento que ellas nao foram escripias para
serem publicadas, admirara por urna amaveljo-
vialiJade que nao se esperava do escrplor. Nel-
[as se encerra muto espirito, graga e enlevos ;
ora um gracejo, ora urna zombara rinda
proposito, mas sempre revestida de um ar afec-
tuoso e paternal ; sobretudo e por toda a parle
se nota o amor.
Durante os sele mezes da sua residencia na
Inglaterra, Lamennais se relacionara com um jo-
ven de natureza delicada e dcil ; logo que se
separaram, combinaram cm escreverem-se mu-
tuamente : mas a corresponlencia entre seu fi-
Iho o Lamennais nao poderia deixar de produ-
zir a conversao desse lilho ao calholicismo, e
sendo elle protestante, tratou de subtrahir as car-
tas. Lamennaisescrevu atdezeses cartas con-
secutivas ; decima sptima foi de ludo preve-
nido, gracas ao abbade Carrn : todava a cor-
respondi-ucia coutinuou travez de mil diflicul-
dades, mil precauces, mil perigos domsticos. O
m'ncobo oUrigadu Ou. ioiolar cora OS seus ex-
cellentes prtales, prra quera todava elle pede
sem cessar as oraces do seu amigo, constrangi-
do por sua familia pralica do culto protestan-
te, e impedido por seu director secreto o Sr. de
lluut, pralica da sua nova f, achou-se infe-
liz nao sabia o que fi/.esse ; tornou a fuga, e
ei-lo em Paris abjurando as mos do abbade
Carrn. Descoberto pela familti o lugar de son
relio, leve elle, aconselhado pelo abbade, der
pedir perdo da sua falla, e propor aos seus p-
renles o rollar pan o seio delles, urna vez quo
no o constrangessem mais na sua livre crenea.
Voltou pois esse mancebo para 3 Inglaterra.
Nova separaco, nova dr, nova coriespooden-
cia, novas difficuldades, porque a familia lutou
anida com elle : porm ahi eslava o amor de La-
raennais. Eram precisos cinco mil francos para
que o joven iuglez se desligasse do corapromisso
que o sujeitava por quatro annos a ventado de
um patrao, e voltasso assim Franca. Laraen-
nais era ainda pobre ; corntudo nao hesilou em
olferecer essa quantia : fez partilhar o seu ami-
go do ardenle desejo de viverem ura para o ou-
a carne, nem o singue. jsurda as fadigas, as penas, as miserias do povo !
Em Paris aliincutou elle outras amizades rae-
nos exclusivas, menos zelosas, mas singularmen-
te ternas, que nunca o abandonaran!. Mademoi-',
,.,. .... _. ,.., "forma; poda ser mais bera tratado se o qui-
selles de Lm miercs, de Trenierence, cde\il- ,. ^
Al passou ello o sexagsimo primeiro anno da
sua edade Sem duvida poda estar ah de oulra
liers, fervorosas catholicas e realistas, conserva-
zesse ; para isto bastara .rnenle assignar urna
,. p ,. ',, i Suppca motivada no estado de sua sanie, e na
rara-se-lhe fiis ale rnesmo quando elle tornou-! <-,..
c n a,.. j i .a sun edade ; essa supplica, estamos disso certos,
se o adversario da realeza, ale mesmo quando ... ......
,!_ > i- t? .- seria atlendida. Mas eslava-Ihe bem supplicar
lornou-se o adversario do calholicismo. Eutao
ellas gemeram porem continuaram ama-lo,
e defende-lo contra os que aecusavam o seu
orgulho e ambicao. Pode-se ler na sua corres-
pli
a jullo que a humanidade irapunha seus car-
cereiros f Prefero antes soffrer.
As iN'oas e Lembrannis, que E. D. Forgues
pondencia a expressao abundante dessa amizade | fuera a feliz idea do fazer preceder & Cor/es-
clieia de boohomia, prompta para o sanrifu.io,, pondencia, supprem em parte o qu* nos falla da
amizade que nao impe constrangmcnlo de sor- j mesma correspondencia. Encontrara-so ali fac-
te algoroa, que nao quer admirarlo. Nella se (los numerosos, minuciosidades, apontamentos,
respira vontade, e urna tan franca cordialidade fragmentos de carias, que esta nao menciona,
penetra o coracao, que faz o encanto que o dila-jE' claro para todo aquelle que l' essa publica-
la, o goso que o expande. cao pothuma,que Lamennais, por qualquer raa-
Dizem que Lamennais foi orgulhoso o infracta-; neira que seja julgado, quaesquer quo sejarn na
vel. Quando appareceu o segundo volume do | opnio des seus adversarios novos e velhos os
Ensaio sobre a indifferenra, o abbade Carrn,; desvarios, a relractacao, o desenvolvimento da
para quem ero reprehensiveis os principios, sua vida, foi um horaem de boa f, c que nao
desse livro, escreveu seu amigo urna loriga e foi victima do orgulho ou da ambicao, mas de
affectuosa caria, em que Ihe dizia :
Vosso prmero volume fez maravilhas : nao
poda ser maior a vossa reputaeao de autor : e
os ttulos de apologista sublime, de apostlo
cloquete da religiao vos foram dados para sem-
pre. O Senhor, porm, vos quz hurailhar. Lon-
gos e continuos applausos deveriam acabar por
vos deslumhrar talvez ; e eis que, meu muito
amado lilho, eis que se aprsenla a occasiao de
dizer: Bonum mihi quia humiliasti me.
Quo de mais amargo para o ouvido delicado de
ura autor? Lamcnnais responden :
Mil vezes vos agradego, meu bom pae, pela
carta lao piedosa e lo terna que me dirigiste?.
Nao receieis que possam jamis offender-me as
vossas refiexes. e os vossos conselhos. Eu leo
no coracao d'onde elles partera, o pois, s po-
deriam, se isso fosse possivel, augmentar a m-
nha alTeico e o roen reconhecimento... Sei mui-
to bem. e sem pozar o confesso que poderei' ua vida. rirraRi nfiexvel, impregnada do ca-
ter-me engaado... racter das suas convieces; porm um pouco
Mas tarde em 1829, depois da publicaco do feroz Por 1"e Coi tormentosa. Deitado no leilo,
livro intitulado -Os progresos da revolucao el ,ioha de ser seu l,!0 de morte- rec,,sou
da guerra contra a egreja, urna de suas amigas as vistas dos sacerdotes; era para escapar
escreveu-lhe urna carta bastante affectuosa, mas presso do exterior. Pediram-lhe, inslaram-lhe
que encerrava a reprovago formal de alguns p,ra qiie se convertesse ; um irrao sacerdote, a
pontos do novo livro. Quem se atreven es-1 r
' ,, ; ura sobruiha de profunda derorao nao Ihe dei-
crever assim, e a quera : Urna simples mulher a
um homem de edade a vaneada, Ilustre, e que xavam um momento de repouso : ura outro ho-
uma das luzes da egreja; um homem, cuja mera, cora quera elle entretivera relaees de
gloria merecida impe respeto aos seus proprios, amizade mui estrellas, mas que professava opi-
adversarios, mas nao impe i seus amigos a dis-1 ni6es ,0talraenlc contrarias s suas> insUva do
siraulaco, nem as lisonjas, nem as adulaces. ,,
t; .. .. .. ___ i seu lado procurando exercer sobre elle a sua in-
Serao por taes indicios conhecidjs os orgo-
Ihosos ?
convceo que nunca pode dominar.
Ary Sclieffer, o rernisfo das almas, como o
chama Guizot no terceiro volume das suas Me-
morias, deixou de Lamennais um retrato que
diz ludo. Todo o genio e lodo o carcter do mo-
delo respiram na iramortal figura que nos ficou
delle : o sofTrimento, que nao poupou um s
dos dias desse homem altivo e tmido por con-
seguime, desse ente raco c nervoso ; a lucidez
de um espirito lgico : a obstinaeao no rpic jul-
gava ser verdadeiro ; a amargura de urna alma
delicada e branda, que a vida marlyrisou, e que
airando o vo para a regio dos souhos os so-
uhos nao sustiveram a alma feila para a reali-
dad', c esta despedajou-so cahindo de encontr
Ierra.
Em 1854 Lamennais foi atcalo de ura pleuriz
de que raorreu : tinha entao setenta e dous an-
nos de edade. Sua morle foi como tinha sido
IOLSII7H11
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO-
UUHU MARlfllA
XLIV
S1 MMAitio.Scenas coniemporaneas da vida ma-
riiiuia.-Um homem ao mar IAnda o lor-
reo da capitana do porto.
Emquanto o escaler transpa a distancia de
urna mil ha pouco maisou menos, em que fica-
mos tundeados, reo.cmDremos a historia desta
trra, que d'ahi poucos minutos vamos pisar e
anaiy-ar ; perpassemos os seculos extinclos, e
avive nos nlgumas das scenas deque elles foram
testeinunhas.
A d'Si'oberla do cabo da Boa Esperance mar-
c io urna era imporlanlissima na vida dos povos.
Foi para a Europa um aronlecimenlo ainda mais
rnitavel do que a descob-rta d'Amenca, succe-
dida aecdenialmenle na mesma occasiao. quan-
fln lodosas ideas s8 volviam para o caminho das
ludias, buscado por Colouibo com alineo no oc-
cidente, quando essa va ficava alm do referido
cabo no Oriente.
Nes-a poca admiravel, a Europa apenas se
conhecia a pequpna parle da frica ed'Asia;
g iiua se da existencia das Indias pelas especiaras
dellas d que Veneza monopolisava o coramer-
cio. auferindo lucros que loruaram-a enlo r-
riha do Adritico urna repblica florescente e po-
derosa.
Esta atrevida empreza, realisada pelos audazes
rorioguezes do decirao quinto seculo, cuja raga
j-arece tur degenerado ua virilid.ule e nobre/.a
d'alina, devida BarthoLomeu Dias. que a ef-
fertmu em 148687, t-ndo sido enviado^ pelo
rei D. Joan II procura das ludias. Das nao te-
ve a fortoua de concluir a sua misso ; porque
murreu em 1500 em ma lempeslade que assal-
toua esquadra de Cabral, em que elle se achava,
que era mesma que urna oulra lempeslade an-
terior tinha impelliio para a costa do Bra-
sil, daudo lugar descoberla de oosso bollo
paiz.
Onome de Cabo das tormentas que elle deu
essa extremidade Bul da frica, por causa dos'
temperaos que ahi suffroo, foi mudado p r esle
grande rei. que lao maravilhosas emprezas com-
melieu ern seu reinado, em o nom de Cabo
da Boa Esperanza ; porque cora effeito sua
deseuberta promeltia grandes vantagens para o
inundo.
Conbe Vasco da Gama, celebre navegador
pnrlugiiez, perlencente urna das mais nobres
familias do reino, efteeluar a tentativa de do-
brar o cano era 149799. de chegar As Indias
lo colocadas, depois dos maiores perigos, c
desenviilvendo urna energa e habilidade que Ihe
permitiirarn Inumphar de tao arriscada empre-
za. immorialisada com o sen nome nesle poema
divino de Luiz de Cames, nao menos admirado
no mundo oo que as facauhas quo elle nos conla
dos hroes de ana patria.
O cabo da R Esperanea jaz na lalludo de
3i* 22' sul, e longilude W 28' leste de Green-
wieh ; mas a cidade do mesmo nome, fundada
pelos Ilollandezes era 16)0, situada no fundo da
bahia da Mesa, em que estavamos ancorado, est
na latitiide de 33 55' ao sul, e na longilude de
18 23' leste do mesmo merediano. i 13 leguas
do mesmo cabo
Animado pela descrip^ao que desta posi^o fez
Bariholomeu Dias, el-re D. Mraoel preienlen
fundar 9hi um e.^lalielccimenlo ; porque j en-
lao se adevinhavaa vantigem da loCalidade, que
era um exfolente poni oe escala e refresco
para a longuqoa navegaco das Indias, denomi-
nada de Catios dentro.
Segundo referem us historiadores roaisanlhen-
ticos, entre os quaes destinguimos Canl, os pri-
mores colonos, recelosos das vizinhaueas dos
Indgenas c de sua ferocidade, construirn] sua
hatulaco na ilha Peoguin, em que j falla-
mos.
Frani-isco de Almeida, almirante porlugupz e
primeiro vice-rei das Indias, que se aventuruu
desembarcar no Cabo, ahi lo muri com 7
nessnas que u acouipauhavain pelos Cafres. Esle
morticinio foi cruelmente vingado pelus Portii-
guezes. m s nem por isso deixou de imutr nel-
les cerli) lerror, e de diminuir o desejo de lor-
narem frequeniar esta ierra.
Todava os navios que se dirigiam para a In-
dia viram-se na necasidsde do tocar ahi, pela
vantagem que j assigiialainos ds posicu ; po-
rm anda assim coiiservou-se 0 Cabo durante
quasi dous seculos como urna especie de terreno
neutro, egualnieiiie franco todas as naces,
continuando A dominar nelle os Cafres fi Hutlen-
loles, po'o este que tnm oceupado muito a at-
leogao dos naturalistas, porquo pretendan! al-
guns navegantes que suas mulheres tinham um
avenial de carne, que descia do ventre. e que
chamaran Sinus pudoris, tacto desmentido pelo
illustro e infeliz navegador Couk, e boje averi-
guado como iiiteiramenlo inexacto. Comtudo es-
sas mulheres tem alguma cousa de singular,
que proprio de sua rac,a, na parle posterior do
corpo.
Quando os Hollandezes projeclaram expellir os
Portuguez-s de suas possesse, e se apoderaram
desta provincia, e de outros porlos d.) Brasil, nao
se esquecerara do Cabo, e ah estabelecer.am um
degredo para os seus condftmuados, era uraa pe-
quena porgo de territorio.
Foi enlo que ura cirurgio hollandez, chama-
do Joo Aulonio Van Riebeck. vivamente iui-
pressioualo desta magnifica sitmi;o, imeniou
formar nella urna colonia, oceupaudo o terreno
turf a ou por vontade, e domesneando os fero-
zes llullentoles. Com effeito elle ah deseuibar-
cuu em 1652, ac'imp.uihadu de urna purc&O de
deportados, railiiares reformados, e autigos ma-
rinneiros, primeira popularn civilisada, desl<
hoje lo llorescenle caluma. Homem empreheu-
dedor e infaigavel, Van Riebeck nao perdeu
tempo em por seu plano em execogao ; achou o
ierra inculta, porm dolada de urna fertiliiladf
extraordinaria, que rapidamcnle pagiva aos Ira-
balludores os ser vicos que nella faziam : insii-
luio regularaenlos sabios, que foram por milita
lempo observados, pelo meio dos quaes, ao par
e passo que moralisava os colonos que Ihe con-
fiaran! o seu deslino, e osfazia felizes, ugmen-
tava i popularn, uiulliplicava os gados, e f..zia
prosperar a agricultura, proluzindo urna riqueza
solida, que deu um rapidu engrandecimeiilo
nasceute colonia, iransloiuiada era pouco em
urna bella cidade, construida com o proverbial
ct-io hollandez, leudo nos arrabuldes Iludas ca-
sas de campo.
Van Riebvek auxiliado por urna companhia de
Anislerdam, que nao hesilou em d spender nos
Elle foi intrativel? Dizei antes que foi rgido,
austero. Aquelle que perda a sua amizade, nao
a readqueria mais : rcnuuciava os homens que
nao julgava^ dignos da sua estima, e nao espe-
rava que estes o renunciassem. Isso prova que
o seu espirito absoluto o tornava severo talvez
em muitas occasies, eque elle nao sabia descer
ao nivel da vida: mas sso prova tambem quan-
to era cordeal a sua offeco, e quanto eram
cheias de encantos as suas relaces cora aquelles
quem ello amava ; o que bem se comprehende
da sua correspondencia com elles.
Membro da conirmsso para a constituido de
1818, retirou-se dessa commlsso porque o pro-
jecto por elle apresenlado nao fra aceito : a ra-
zo que elle conecheu a sua obra, e a dspoz,
como puro lgico que era, de sorle que cada
landa, para arrebatar esta, como de faci ar-
rebaiou, o sceptro dos mares, que al hoje ella
tem euipuuha lo, com um prejuizo nolavel para
lol.is as naces do mundo, ora cuja vida eili
sempre lem feilo preponderar a influencia per-
niciosa de suas soberbas e arrogantes esqua-
dra s.
O deslino da colonia do Cabo nao podia dei-
xar de ser iufliieniiado por esle acontecimentos :
perianto em 1795. muduu ella de senhor. porque
os Dulezes a tomaram sob pretexto de prevenir
os Praneezes. que talvez cuidassem da mesma
cousa. as mos dos novos possoidores a colonia
adioirio maior importancia anda ; pela vontade
delles esta joia preciosa nao Ihes saniria do po-
der : porm os aeontecimoulos polticos da Eu-
ropa obrgaram raslitui-la vor occasiao da paz
d'Amiens em 1803. se at enlo a Inglaterra co-
bicou esta rica colunia, leudo estado de posse
dnlla por alguna annos. verificando a sua impor-
tancia, mais se augmenlou u desejo de possui-la
delinilivameiite, e pois a nccuparamde novo em i
1806, sob o primeiro pretexto, e a conservara
como a posico militar a mais conveniente para
dominar no Atlntico, e para asseurar-lhe o
predominio exclusivo as Indias, onde subsli- j
i.kiram, com infaligavel habilidade, aos Porio-,
guezes, que Mosouberam, nem poderaro con-
servar os ricos imperios que Iho conquistou Vis-,
co da Gama, Francisco d'Almeida. eoutrusj
hroes lusitanos nao menos conhecidos. Este
dominio Ihes foi linalmenle reconhecido pelos |
relenres tratados de 1815, que agora soffrem i
uraa profunda alleraco, e que tormaram o di
reito publico da Europa uestes 4"> annos.
A importancia desta colonia, s pode decrescer
quando se realisar a magnifica empreza do infa-
tigavel Froiicez Femando Lesseps, da abertura
do islhino de Suez, qua, embura de utilidadc
ii nivers .1. porque col'oca a India no Mediterr-
neo, as fronteiras por assim dizer da Europa,
tem sido combatida extraordinariamente pur lo-
primeiros vmle annus quaienta Piis inillides.di-s os meios pela Inglaterra, que teme ver sua
vio seus esforcos cornados, e confirmada a con- influencia ali substituida pela influencia frau-
dan ;a nelle depusitada pela companhia, que em ceza.
pouco tpmpo comecou rpcolher as vimiagens
de urna esiaeao em que locavam por escala todos
OS navios que procuravam a ludia.
Es'a prosperidad!' nao podn deixar da desper-
tar a emnlacu e inveja dos uniros povus, prin-
cipalmente dos Ingle/ef, que leem lido a habili-
dade de se apoderar de quasi luios os pomos do
globo mais viutajosameme situados, quer sob o
ponto de vista militar, quer no panto de vista
commercial.
Quem ronhece a historia, ro-'heceas potflosas
lulas sustentadas pela Inglalerra conira a llot-
Mas, ella tem encontrado um homem de ener-
ga iudnmavel, que. ha de levar ao cabo h obra da
civilisaeo e do progresso, nao obstante os em-
barazos extraordinarios que encontra, erguidos
pelo egosmo desta potencia, e esta otira em uns-
sos dias ha de causar a mesma revolucao, que
produzio a descoberla do Cabo e da America no
seu lempo.
Nao turara somenle os povos citados que po-
vo,iran o Cabo; os Francezes tambem, por oc-
casiao da revogacao do edicto de Nantes, deram
o seu contingente; poique mullos delle vieram
ahi procurar a liberdade do cullo que sua patria
Ihes negava.
Esla pupulaco tem cresrdo de urna maneira
extraordinaria ; porque sendo pm 1798 de 62 mil
habitantes, era em 1806 de 76 mil. em 1811 de
84 mil, em 1819 de 99 mil. em 1821 de 116 mil.
em 1824 de 120 mil, e em 187. poca ?m que 3
visitamos, suba enorme cifra de 200 mil.
Os colonos, logo que se estabelf.ciam em sua
nova pairia, orocuravam inlroduzir nella lodos
os f nietos aprecia veis di Europa, que vingaram
perfeit imenle. Assim foi cultivada a vinha, di-
zem uns que transplanlada pelos Francezps, ou-
tros pelos Inglezes, mas que prosperou magnfi-
camente, proluzindo alm de oulras vinhas es-
peciaes da localidade, o celebre vinho de Cons-
tanea, lo elogiado pelos amadores.
Sooreludo, lornou-se nolavel, pelo bello pomar
que possuia, o grande jardim da Companhia, que
abasteca lodos os navios, que frequentavu o por-
to, de fructas e verduras.
Mas, interrumpamos eslas ronsiderac/ies hist-
ricas ; eis-nos chegadrs ao solo que no-las re-
corda ; como nos prova a voz sonora do mari-
nheiro Selle, pairando escaler. que diz rom urna
enioaQ.io firme, e compenetrads de sua dignidade
leva remos.
Vamos agora relerir o que vimos nesla linda e
potica cidade, eujo aeeio, j se principia ma-
nifestar aos nossos olhos.
E, lenhamos multo cuidado em nosso porte. O
caes est cheio de espectadores, que nos contem-
plara cura espanto e curiosidade, admirados des-
la b nutrir verde e amarella, que a maior parte
d'enlre elles nao conhece nem sabe que naeao
perteoce.
/'Connitor-se-/iaJ
*

Pela publicarn do expediente do governo des-
ta provimia, na parle competente deste Diario,
fomos informados de que, o digno Sr. capitn do
porto actual propnzpra algunas alieracoes inter-
nas do torrean ellevado para a capitana do por-
to, com o lira de tirar melhormente dividida esta
reparlico, ostallada em lo acanhado e insigni-
ficante edificio, onde nem ao menos ha esparo
na sala do expediente em que se pnsa co'lorar
urna mesa para nella Irabalhar o di'o Sr. capitn
do porto, separado de seus emp',;.gados subalter-
nos, com as quaes hoje est m'.slorado.co'ii gran-
de quebra de sua elevada 'posico, o da dignida-
de le que deve achar-s'j rodeado um chele de
urna reparlico desa importancia.
Vimos tambero que, n Exm. Sr presidente, at-
leodendo e'.a lo justa reclamago. mandn
fazcf 0 ornamento da despeza provavel exigida
fluencia perseverante. Lamennais foi Inabala-
vel, e na sua inflexbilidade conservara um nao
sei que de spero e austero que deixa ver es-
tampada no semblante a necessidade de urna
lula. Occupava-se sempre da philosophia; e
prosegua as suas meditacoes sobre o chrislia-
oismo, no qual nunca cessou de ver o verdadei-
ro, mas via-o de cerlo tempo em diante sob o
vn do symbolo : <: Chrislo urna grando ma-
gem, porm nao mais do que ura typo disse
elle um dia, em que Ihe apresenlavam um cru-
xifxo enviado pelo Papa Po IX. Assim, pois,
a molestia nao pode inlerromper o curso do seu
pensamenlo, e elle conservou-se calmo perante
a morte.
(Cenfinunr-S-ria].
por spmeiliantps alieracoes, para tomar urna re-
soluco conveniente.
Que o acanhado e pequeo torrean destinado
para a capitana do porto pra um edificio comple-
tamente indigno de semelhanle fim. j nos o
diseemos em urna de nossas anlpcpdenles fese-
nhas. e lodo o Ilustrado publico desta capital o
nde avaliar, observando-o.
Spjnm quaps forpm as alieracoes inlernas que
epprnieclamfazpr, cora novanHpspp7a, nnsoenn-
Rpituir transformar psp singular pdifin'n, dando-
Ihp a capariladp p elesaoria qnp Ihe fallam para
urna rpparlien marllima dp primeira nrdem. dia-
riamentp frequentada por grande numero dena-
cionaes e estrangeiros.
N-issa npinin. nne bem ponen valp, mas, na
qual todava julgamns existir bom SPnsn. aio,
pm lugar de se fazpr lapa ohra, se deslinp o lor-
rean para a rparlieo da sande. o da visita da
polica do porto, cojos Pmprpgados ali firar-iam.
hpm rnmmodn, e sp aprnvpitsp o edificio pra
que funeeinnava o pxlnrln consulado pvnvinrial,
para sp transferir para pIIp a eapUinia "to porto,
qup ahi Acera OPrfpilamenle pnrqup pIp pdificio
tem, nao s as rnnvenipntes acnmmndaroes
paras rpnartico, como para residpnria doseu
chefp, ajudanlp. e rpmsdores dos psealtereg; e
alm disso pslfi vanlajnsampnlp slnadn. na pro-
pria praca em qup a *ssoeiaco Commercial lem
a sua rasa de rcHnao, e prximo S um caes de
desembarque.
Com a adnpen desta idea so nhleriam Itps
vanlaeens inconlestavpis : 1.", tPria Pprnambnco
um Capitana dn porto digna dp ana rivilisaeao
e riqueza ; 2.a. dava-se ao rlipfp da rppartico
urna habitaphn decente, em comppnsaeo dos pe-
qiienna veneimentos qup pprcpbp; 3.a, fiearia a
reparlico da saude e da visita do pnrlo. em nma
pnsican pxepllerito para o servieo de que se achara
incumbidos.
Comoenplrade drsias vanl*SK>ns. e da oxpqui-
hilidade dn plann que suggprimos, chamamos a
atlpncao do govorno impprial. p snbrp ludo do
dislinctn Sr ministro da marinha para pIIp, a flra
dp qupo aprnveilp n realisp, sp aprespnlar ao spu
Pselareido epir:to e jnizn rerto n mpsmn grao
dp nlilidadequp Ihe divisamos, que por spm du-
vida nao escapar 6 ppnPtrco reconriprida do
Exm. Sr. pridpnlp da provincia, que ocular-
mente se podo convencer delta.
E. A.
PERN. TYP. DE M. F. DE FAR1A.1880.


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