Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09173


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Full Text
All XXXTI. HUMERO 273

Por tres mezes adiantados o$(J00.
Por tres mezes vencidos 6$000.
1
SABBADO 24 DE H0VE8BE0 DE 1861.
Por anno ailianlado 19$000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima !
Natal, o Sr. Antonio Margues da Silva ; Aracaty, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de Ol-
veiro; Marmho, o Sr. Manoel Jos MartinsRibei-
, ro Guimaraes ; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Horaes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS DOS COKKElUS.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinho e
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazarcth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Sirinhem, Rio Formoso, Uns, Barreiros,
Agua preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manhaa
EPHEMERIDES DO MEZ DE NOVEMBRO.
6 Quarto minguante as 6 horas e 57 minutos
da manhaa.
12 La nova as 10 horas e 16 rainutus da tarde
20 Quarto crescenle as 6 horas e 33 minutos
da manhaa.
28 La cheia as 9 horas e 18 minutos da manhaa
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro ss 2 horas e 30 minutos da manhaa.
Segundo as 2 horas e 6 minutos da tarde.
lADINECIAS DO TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do comroercio : segundas e quintas.
Relago tercas, feiras e sabbados.
Fazonda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quartos ao meio dia.
Dito de orphos: torgas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel; quartas e sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
19 Segunda. S. Isabel rainha da Hungra f.
20 Terca. S. Flix de Valois fundador.
21 Quarta. Apresentaco de Nossa Senhora.
22 Quinta. S. Cecilia v. m. ; S. Filemon m.
23 Sexta. S. Clemente p. m. ; S. Felicidade m
24 Sabbado. S. Joo da Cruz c. ; S. Estanislao,
125 Domingo. S. Calharioa v.; S. Jocunda v.
ENCA RUEGA DOS DA SUBSCRIPCAO NO SEJL
Alagoas, o Sr. Claudino FalcSo Dias; Baha,
Sr, Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martius.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueirea de
Paria, na sua livraria praga da Independencia ns.
6 e 8.
PARTE OFFICILA.
Gov>nio da |iruviiivia.
Expediente do dia 21 de novembro de 1860.
Officio ao toronel cotnm&ndante das armas
Ilaja V. S. de mandar eliminar do exercito,
por ter pro vado a isengo legal do art. 9o das
instruegoes de 10 de junho de 1822, o recrula
Ignacio Ribeiro do Souza.
Dito ao mesmo. Km resposla ao oficio de V.
S. do hontem datado, sob ti. 1237, tenho di-
zer-lhe que, logo que estejan) promptos. e fo-
rem entregues os objeclos mandados fornecer
ao -2 balalho de infantaria, deve o respectivo
commandanto fazer recolher ao arsenal de guerra,
nos termos do minha ordera de 14 do correnle,
os utensilios do que por necessidade lngara mo
para o servigo daquelle balalho, e que outr'ora
servirn) aos carpos da guarda nacional, quaodo
acuartelados no quarlel das Cinco Ponas.
Dito ao mesmo.Ao uegocianle Luiz Antonio
de Souza Ribeiro mande V. S. pagar a impor-
tancia dos vencimentos do destacamento de
guardas nacionaes da Villa Bella, sendo os do
alferes commandanle do destacamento, a contar
do Io de setembro at 31 de outubro prximo Pin-
d, e os dos guardas nacionaes de 16 do referido
mez de setembro ao ultimo de outubro, urna vez
que eslejam nos termos legaes os prets e mais
documentos junios, que me foram remedidos
pele respectivo commandanle superior com ofli-
cios datados de 8 do correnle mez.Communi-
cou-se a esle. Em cumprimento das ordens em vigor e das|
Dito ao inspector da thesouraria provincial. que pela presidencia foram expedidas na dala
Mande V. S. pagar, amanhaa sem falla, o pret de 20 do correnle, pegarao em armas,na larde
do corpo de polica, podendo fracciona-to se | do dia 25, com o fim de acompanhar a procisso
nao poder ser pago integralmente, devendo en- j de Corpus Chrisli que lem de sahir da igreja du
tender assim a preferencia das despezas que in- j Divino Espirito Saulo, os corpos da guarda na-
Passe-se portara concedendo 3 mezes de lieenca
para tralar-se o supplicante no termo de Sori-
nhem.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
em Pernambuco, na cldade do
He i fe, 3 de novembro de 18GO.
ORDEM DO DIA N. 47.
diquei em meu olieio dehonlem, sem atiender
a collocacao em que foram mencionadas.
Dito ao mesmo.Respondo ao scu ufficio de
Dito ao mesmo".Expega V. S ns suas ordens 19 do correnle, sob n. 531, declarando que a V.
para que o guarda nacional do 2o balalho, Bi- S. compete solicitar do presidente do jury a des-
biano Ferreira da Cosa, que assentou prara no pensa dos empregados dessa thesouraria, que
8o balalho do exercito, entregue aocommandan- forem sorteados p..ra servir naquelle tribunal,
te daquelle balalho o armamento e correme, Diloao mesmo.evolvendo a V. S. a conta
que recebeu para o respectivo servigo. conforme que acompnnhou a sua informaco de 19 de ou-
me solicita o commandante superior deste muni- lubro ultimo, sob n. 482, recommendo-lhe que
cipio em oflicio de 19 do correnle, sob n. 197. mande pagar a quanlia do 1505300 ris, em que
Dito ao mesmo.Respondo ao officio que V. imporlou o gaz consumido na casa de detengo
S. me dirigi em 13 do correnle declarando-lhe durante o mez de agosto ultime,
que, vista da informadlo da thesouraria de fa-
zenda, constante da copia junta, deve ser paga ma
pelo hospital militar a despez feita com a assis- beiro, conforme requisitouo chefe de polica em
tencia de parteira e tratsmento da africana livre oflicio de hontem, sob n. 1510, a quantio de....
Generosa, que se achava ao servigo do mesmo 136^200 ris d$pandida nos mezes de setembro
hospital, cumprindo que V S expega para csse e oulubro deste anno com o sustento dos presos
im as convenientes ordens. pobres da cadeia da Villa-Bella,
Dilo ao mesmo.Mande V. S. apresentar sem Dilo.Promova o conselho administrativo a
falta ao presidente do jury, contar de hoje, a compra dos medicamentos constantes do pedido
guarda de que traa o meu oflicio de 16 do cor- junto, e que se fazem precisos para fornecimen-
renle.Coromunicou-se ao presidente do jury to da pharmaca do hospital militar, conforme
Dito ao mesmo.Sirva-so V. S. de expedir as solicita o coronel commandanle das armas em
Dilo ao mesmo.Em vista das conlas juntas,
ande V. S. pagara Luis Antonio de Souza Ri-
suas ordens para que o lenle do 9o balalho
de infantaria Luii Antonio Ferraz Jnior se apr-
sente ao major Horculano Sancho da Silva Pedra,
e o acompanhe para o termo de Tacaral, onde
vai tomar conta do commando do corpo de guor-
nico desta provincia, em que deve o referido
tenente servir interinamente de ajudanle, visto a
necessidade urgente, que ha, de ir o major to-
mar quanio antes o commando do corpo, e polo
em orgonisago.
Dito ao mesmo.Expega V. S. as suas ordens
para que a fortaleza do Brum d as salvas do es-
tylo no dia 25 do correnle hora em que a pro-
Ctssu do SS. Sacramento percorrer as ras des-
ta cidade.
Dilo ao commandante superior de Villa Relia.
Respondo ao seu officio de 29 de ontubro ul-
ofTicio de hontem dalado, sob n. 1234.Commu-
nicou-se a thesouraria de fazenda eao comman-
dante das armas.
Dito ao director das obras publicas.Sciente
do que expo Vmc. em seu oflicio n. 308 de hon-
tem datado, tenho a dizer-lhe que sendo indis-
pensavel que subsista a minha ordem da mesma
data mandando suspender todas as obras que
presentemente sao executadas por adminislrago,
convm comtudo, que Vmc. enlenda e execule
essa ordem, de maneira que nem resulten) de sua
execuco prejuizos fazenda provincial, nem
obrigue despezas, que nao forem de absoluta
e bem provada necessidade e urgencia, sendo-lhe
porconsequencia concedida uestes termos a au-
torisago.
Dilo ao Io juiz de paz do Io districto de Itama-
tirao, com referencia outro do tenente coronel rac.Respondendo osen officio de 17deste mez,
commandante do corpo de -avallara da guarda devo dizer-lhe que na falta ou impedimento dos
nacional de Villa Bell, represenlaudo contra o )oim rio paz do Io dislricto, nao estando jura-
proredimento dorapito Joo Baptista de Aihay- mentados os seus supplenles, deve Vmr. isio
de Sujueira, dizendo-lhe que a nica providen- mesmo communicar ao Io juiz de paz do disiric-
cia lomar na hypolhese, sujcilar esse capio to mais vizinho, a quem nesse caso compele pre-
conselho na forma da lei pelos factos d insu- sidir a junta revisora em sua reuuio marcada
bordinago, que V. S. diz ler elle pralicado, e P>ra o dia 25 do correnle, como se acha esclare-
bem assim os guardas que o acompanharam, se cido por avisos de 13 de julho de 1843 e 8 de
para isto houver materia. margo de 1848 2o.
Dilo ao commandante superior do Rio Formo- Dito ao padre Estanislao Ferreira de Carvalho,
so.Em detrimento do que me requereu o ca- pro-presidente da cmara municipal de Cimbres,
pilo da Ia companhia do batalho 45 da guarda Intcirado do que Vmc. me communica em scu
narooal do municipio de Barreiros, o bacharel officio de 12 do corrente, tenho a recommendar-
Lour ngo Avelino ae Albuquerque Mello, tenho Ihe que independenle da reunio da cmara mu-
resolvido que se sobi'esleja ns reunio do con- nicipal, faca Vmc, como presidente da mesma,
selho do disciplina, que lera de responder cumprir as ordens expedidas em meu officio de
aquelle capilo, at deciso ulterior do governo 15 de oulubro ultimo.
imperial, quera o peticionario recorreu do des- ,.I*'l ao director geral da instruego publica.
pacho proferido por esta presidencia em 24 de Visto o que Vmc. pondera em seu officio de 19
oulubro ultimo: o que communico V. S. para d correnle, sob n. 220, approvo a desigoago de
seu conhecimento e execugo. Jos Victorino dos Santos para reger interina-
Dito ao commandanle do corpo de polica. mente a cadeira do instruego primaria do Abreu
Sendo absolutamente insufcientc a torca affecti- do Una, vaga por fallecimento do respectivo pro-
va do corpo sob seu commando, para as variadas fessor.
precisos do servigo publico, c vendo-se do map- Diloaos agentes da companhia brasileira de
pa diario de hoje que Tinte e cinco pragas do ^pores. Declarando o coronel commandante
mesmo corpo esto empregados'cm diversos ser- das armas em olieio de hontem que nao desem-
vigos, de que podem ser dispensadas sem orne- barcou por filia do ordens ao commandanle
or inconvuniento, determino a V. S. que mande
recolher quanto antes ao quartel do corpo as
pragas constantes da relago inclusa.
Deterniino, outrosim.a V. S. que as pragas
do vapor Oyapock o recrula Joo V. Pereira, ha-
jara Vmcs. de informar por que nao expediram
essa ordem tendo recebido em lempo de poder
ser execulada a portara desta presidencia doto-
promptosno quartel nao devem sob pretexto l- da de 19 do correnle.
gum ser distrahidas para servigospermanentessem Dilo a Mr. Luis Jacques Brunel.Responden-
orden) desta presidencia, nem mesmo para le- do ao officio que Vmc. me dirigi em 23 de ou-
varem sidos nem providencias aos destacamen- tubro ultimo, tenho a declarar-lhe que dos dous
tos de fra da capital, nem substituir alguma das Caixoes de que falla, conlendo objeclos colleccio-
pragas, que os compe. nados para o museu do Gymnasio, soraenle re-
Do msppa diario consta que em differentes cel'' un>, que teve immcdiato deslino,
barreiras existem guardas de urna praga do corpo l'r esta occasio louvo a Vmc. pelo interesse
sob seu commando em rada urna dcllas. Nao
convm disciplina do corpo que esses soldados
se demorem all por tanto lempo como at ago-
ra ; V. S. as far render pelo menos em todos
09 domingos de cada semana.
Relago das pragas que devem ser recolhidas ao
quartel de couformidade com a ordem conlidu
no oflicio supra.
Da casa de delengo ............ 5
Da ribeira de S. Jos............ 2
asordensdo delegadodo Recife 1
Das ordens dos subdelegados___ 5
Do promotor publico............ 1
Do administrador da casa de
detengo...................... 1
Dohospitalda misericordia......* 1
Du registro do porto............ 1
Da reparligo da vacina........ 1
Da inspecgo de saude.......... 1
Da secgao de pedestres.......... 1
L Do Poco da Panella.............. 2
Dos Afogados.................... 3
25
que Ihe vai ruereceudo a commisso que lhe foi
confiada.
Portara.O presidente da provincia, alten-
dendu ao que requereu o bacharel Francisco Cal-
das l.ins, juiz de direito interino da comarca do
Rio Formoso, resolve conceder-lhe 8 dias de li-
cenga sem vencimentos.
Expediente do secretario do governo.
| Officio ao inspector do arsenal de marnha.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda com-
municar a V. S. para seu conhecimento, e afim
de que o faga constar ao Dr. curador dos africa-
nos, que, segundo constou de officio do coronel
j commandante das armas de 13 deste mez, a
'. africana livre Generosa, que se achava ao ser-
I vigo do hospital militar, deu & luz urna crianga.
Dito ao bacharel llermoneges Scrates Tavares
; de Vasconsellos. De ordem de S. Exc, o Sr.
i presidente da provincia, aecuso recebido o olieio
j que V. S. Ihe dirigi cm 20 do corrente. com-
municando ter reassumido o exercicio do seu
cargo de joiz municipal da 1" vara desta cidade.
Fizeram-se a respeito as competentes commu-
nicacoes.
i cional do municipio do Recife, e os de linha.
abaixo mencionados, formando urna devisao com-
posta de duas brigadas, a saber :
A 1\ do csqu3dro de cavallaria, e dos bata-
Ihes Io, 2o e 3o de infantaria, todos da guarda
nacional sob o commando do Sr. coronel Domin-
gos Affonso Nery ferreira :
A 2, do 4o balalho de arlilharia a p, do 2o
e 9o de infantaria, e da companhia de artifices,
sob o commando do Sr. coronel Luiz Jos Fer-
reira.
A's 3 1/2 horas cm ponto, e segundo a ordem
que fica estabelecida, as brigadas tomaro posi-
go em linha no Campo das Princezas, e sendo
ahi presente o coronel commandante das armas,
assumir o commando da devisao.
Os Srs. oliciaes montados que nao marcha-
ren) na linha, faro parte do eslado-maior do
commandante da devisao, servindo de major da
mesma o Sr. major Joo de Castro e Silva.
Os Srs. commandanles de brigadas escolhero
os seus empregados d'entre os Srs. officiaes dos
respectivos corpos.
A companhia fixa de cavallaria, commaudada
por un subalterno, marchar a p guarnecendo
o Falli.
A devisao ir municiada
salvos.
A fortaleza do Brum salvar ao sahir e reco-
lher da procisso.
Assignado Jos Antonio da Fonceca Galvao.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galeno,
alferes ajudanle de ordens interino du com-
mando.
ADDICIONAL A DE N 47.
O coronel commandanle das armas convida
aos Srs. officiaes do exercito que nao lizerem
parle da parada do dia 2i do corrente, a compa-
recerem na igreja do Divino Espirito Sanio s 4
horas tb tarde do referido dia, afim de acompa-
nharem a procisso de Corpus Chrisli:
Faz publico o mesmo coronel commandante
das armas, que approvou o engajamento que
conlrahio no dia 22 deste mez para servir por
mais 6 annos, nos termos do decreto e regula-
raenlo do Io de maio de 1858, o soldado da Ia
companhia do 4o balalho de arlilharia a p Jos
Benedicto Pereira.
Assignado.Jos Antonio da Fonseca Galvao,
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvao.
alferes ajudanle de ordens interino do com-
mando.
para execular tres
EXTERIOR.
Todos saber
de Galles visita
presentemente as colonias britannicas do norte
que o principe
Dito ao.mesmo.Ao que V. S. consulta em
seu officio n 508 de 19 do corrente, respondo
declarando-lhe que consta de participagoes offi-
ciaes que o soldado do corpo sob seu commando
Jos omingues Gongalves, que acompanhava
o ex delegado da Boa-Vista e que por doentc
icara na provincia do Cear, esta pago de seus
sidos al o dia 15 de oulubro prximo flndo.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Restituiodo a V. S. a relago e pret juntos em
duplcala o auloriso a mondar pagar nos termos
de sua informaco de hontem, sob n. 1,206, a
quantia de 4509170. em queimporiam os venci-
mentos, iuclusive fardamento, do destacamento
de guardas nacionaes de Ingazeira no mez de
agosto ultimo, devendo essa quantia ser entre-
gue a Jos Ribeiro de Bulo, conforme indica o
respectivo commandanle superior em officio de
5 de outubro prximo flndo.Cotnmunicuu-se a
este.
Dito ao mesmo.Para cumprimento das or-
dens imperiaes, informe V. S. se o cirurgio An-
dr Ferreira de Almeida recebeu algum estipen-
dio pelos servigosquo prestou por occasio da
epidemia do cholera-morbos nesla provincia.
Dito ao mesmo.Estando nos termos legaes
o pret e mais documentos juntos, mande V. S.
pagar os vencimentos, relativos ao mez de ou-
tubro ultimo, do destacamento do guardas na-
cionaes da villa de Flores, devendo a importan-
cia dos mesmos rencmenlos ser entregue ao ne-
gociante Antonio Alves de Carvalho, conforme
requisitou o respectivo commandante superior
em ollicio de 3 do corrente.
DESPACHOS no DA 21 DE NOVEMBRO.
Requerimenlos.
3180Francisco Egidio de Luna Freir. In-
forme o Sr, inspector da thesouraria de fazenda
ouvindo o Sr. inspector da alfandega.
3181Clara Maria da Conceigao. Informe o
conselho administrativo do patrimonio dos or-
phao.
3182 Antonio Joaquim de Almeida Cruz.
Nao lem lugar o que requer o supplicanle.
3183Fielden Brothers. Dirija-so a thesou-
raria provincial.
3184 Bacharel Lourenco Avelino de Albu-
qnerque Mello.Expediram-se as ordens no sen-
tido que requer.
3185 Jeronymo Cesar Marinho Falco. In-
forme o Sr. inspector da thesouraria de fazenda
onvindo o da alfaudega.
3186L icurgo Zoroastro de Barros Corri.
Informe o Sr. inspector da thesouraria de fazen-
da ouvindo o Sr. inspector da alfandega.
3187Francisco Manoel de Azevedo. Avista
da informaco uao ha que deferir administrati-
vamente.
3188 Manoel Alves Guerra. Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda acerca do
pagamento pedido.
3189 Rosa Bizerra Cavalciuti. Informe o
conselho administrativo do patrimonio dos or-
phaos.
3190 Salustiano de Barros e Albuquerque.
Apresenle-se no quartel do commando das ar-
mas para ser inspecionado.
3191 Secundino Avres Velloso de Mello,
s vjsil
o n'orl
da America. Dissemos que o herdeiro presump-
tivo da coroa da Inglaterra seria recebido com
sympathia pelos Canadienses-Franrezes, que re-
partirn) coraos soberanos da Gr-Brelanha urna
parte do lealismo de que ero animados para
com os nossos reis. Mas para obler esse resol-
lado, seria mister quo o principe e seus validos
moslrsssera mais habilidade nao offendendo a
riligio e a nacionalidade dos Canadienses, e por
nao se ler afraneczado por alguns dias, o fllho da
rainha Victoria s vio em torno de si o descon-
lenlaraento ou a indifferenca era vez do enlhu-
siasmo esperado.
Por occasio da entrada solemne em Qubec,
tiveram comtudo a delicadeza de s arvorarem
em suas casas a bandeira ingleza em vez de reu-
nir-lhe o estandarte francez, como fazem em to-
das os suas testas patriticas. Nao soubersm
mostrar-se satisfeilos por esse nobre proceder,
o censuraran) nao se teiem ellos disfarcado com-
pletamente ingleza. Foi o Maire de Qubec,
o illustre Hcilor Langevin quem felicitou o prin-
cipe ua amiga capital do Canad de Luiz XIV
Esse magistrado deixou encllenles recordagoes
em Pars, onde era coramissario canadiense no
lempo da exposigo universal. O Sr. Langevin
leu seu discurso-em francez ; a lingoa do Ca-
nad; porm esta prora de audacia dessgradou
soberanamente, e ella privou o mesmo Sr. da
honra de ser nomeado onrunne, que alias lhe
eslava reservada. O principe nao visitou a ca-
thedral catholica ; cm desforra, moslrou-se an-
licano mui devoto, e ficou desagradavelmenle
sorpreso por haver muilos francezes em Qubec.
O Correio dos Estados-Unidos, depois de ha-
ver referido a lolice dos Canadenses de origem
ingleza quo desputram os fragmentos de espon-
ja e os pedacos de pentes que tinham servido ao
principe de Galles, accrescenta o seguinte :
Os prelados calholicos, pelo contrario, nao sao
do numero daquelles que disputara essas recor-
dagoes reaes. Cora efTeito, nao parece que hoja
urna syropalhia desmedida entre os bispos e o
principe. Qs primeiros que foram a Qubec sau-
dar o herdeiro presumplivo, flearam mortifica-
dos primeiro e rom toda a raso por verem
qne davam a precedencia a um bispo anglicano
cujo rebanho excessivamenle pequeo. A in-
disposigo, porm, que Ihes causara o que con-
sideran) urna injustiga, augmeulou muilo quarta-
teira durante a visita que S. A. lhe fez n'uma
das sallas da magnifica universidade de Laval,
construida a cusa do seminario.
O coadjuclor de Qubec, bispo in parlibus
de Tloa, e nao o Sr. Ford, como diz o despa-
cho, leu em francez urna felicitarn que o bis-
po do Kingston, Irlandez educado m Qubec, e
que por consequoncia sabe as duas lingoas, tra-
duzio aepois era inglez. O principe de Galles
responden nesla ultima lingoa somente :
Senhores, disse elle comegando, aceito com
a mais viva salisfago as felicilagdes que rae
dirigs e asseguro aos bispos cathlicos do Ca-
a na^d que commove-rne profundamente a ex-
presso de vossa fidelidade o do vossa affeigo
rainha. Folgo de pensar que a obediencia
- s leis e a submisso s autoridades que
constilucra o lago de toda o sociedade e de
toda a civilisago sejam mantidas por /ossas
predicas e consolidados por vosso exemplo. A
seguranga em que gozaes do livre exercicio de
vossa religio e a certeza que tendes de um
parte das vantagens e da protecgo britannica,
um peuhor de que vossos corages e o dos
vossos compatriotas do qualquer origem que
sejam permanecerosempre unidos nos senii-
mentos de affeigo corda da Gr Bretsnha
como acabaes de dizer.
Saindo da universidade, o principe dirigiu-
se ao convenio das Ursulinas, onde, desde a vi-
sita que l fez seu av, o duque de Kent, em
1793, nenhum homem havia sido admittido. Foi
recebido pelas freirs e pelas discipulas do esta-
belecimenlo que lhe leram urna felicilago em
francez e canlaram depois urna poesia composh
para a occasio. Aoles de sahir o principe foi
levado a uraa sal onde mostraram-lhe o cr-
neo de Montca^fii, o general de gloriosa memo-
ria, cojo valoriio poude conservar essa colonia
Franga.
a Notou-se com pezar que o prncipe havia
respondido s em inglez felicilago dos prela-
dos, o que j urna falta no futuro sobeano de
um imperio que coropoe-se de diversas naciona-
lidades. Era urna das prendas de Carlos Quinto,
bem como do joven imperador da Austria, fal-
lar aos seus diversos subditos em sua lingoa
materna. A pessoa que dirige as respostas com-
metleu o erro de faz-lo dizer siroplesmenle
senhores, dkigindo-se aos bispos em vez de
os chamar eonsenhores, como os mesmos
deviaro esperar. Para republicanos pouco acos-
lumados a taes expresses, o engao seria per-
doavel; poroi eile nao lem desculpa n'um jo-
ven principe, que havia de achar muito indecen-
te que alguem nao usasse da expresso de alteza
real quando lhe fallasse, c que d, alias, o titulo
de rr-.ylord ao bispo anglicano.
Todos tsies promenores, talvez sem inte-
resse era Nw-York, produzem o peior efTeito
nos Canadienses Francezes. Os prelados deram-
Ihes tamanhi importancia que recusaran) assis-
tir ao grandejantar que leve lugar quarta-felra
tarde na mus vasta sala do parlamento. Al-
gumas correspondenoas pretendem que os cam-
ponezes caad enses levassem a m vonlade a
poni de nao quererera vender caga aos forne-
cedores dojantir, os quaes foram obrigados a
manda-la buscar nos Estados Unidos. Dizem
tambem queduianteo fogo de artificio, todas as
vezes os Bretls queran) algar seus hirrhas
os Franco Canadienses impunham-lhes silencio.
Finalmente o correspondente do Herald, tornan-
do-se echo de uyn boato absurdo, conta que dous
Canadienses juiaram assassioar o principe em
Montral. Qualquer que seja a exagerago des-
tas noticias, pfcvam ao menos, se veraade
que n.io fuma jem fogo, que at agora a visita
do principe n produzio entre os Canadienses
francezes o boa) efTeito que se esperava
O duque de Piew-Caslle, mentor do joven Te-
lemaco de Alblon, o responsavel pelos actos de
seu real pupill; pois o ministerio de Londres,
cujo odio contra o catholocismo e contra a Fran-
ga nao poude ser dessimulado anda no Canad,
Mas ainda que es hurrahs dos colonos de origem
ingleza fossem mais estrepitosos que os dos ha-
bitantes de Qubec, a Inglaterra faria muilo mal
cm contar cotn os primeiros emeaso de guerra
com os Estados Unidos. No dia em que a re-
publica de Washington, saiisfeita de aunexagdes
pelo lado do Mxico, quizerom augmentar pelo
norle, os Canadiensosinglezes foram causa com-
mum com os descendentes dos rebeldes de Bos-
ton e da Philadelphia. Eoto, como em 1776,
a Inglaterra cortejar os Canadienses Francezes,
e o episcopado catholico ha-de salvar a colonia,
como ja o fez Mr. Briam. biipo do Qubec e Bre-
lao de nascionento, por occasio da guerra da
independencia americana.
C. de Larociie Hhon.
[Monde.H. Duperron.)
O sceulo das cousas incriveis,
O seclos das cousas incriveis este enfatuado
secuto dcimo nono.
Deixai passar os prophetizadores ; e ride-vos
do entono com que vos asseguram que est a
chegar, o que vos todos estis vendo to bem ce-
rno elles.
Se os acreditis, o mundo governa-se, o mo-
ve-se sua voz.
Ha dois das, porque a revolugo alevantava
em Faris um throno sobre as harneadas, teima-
vam elles, que a repblica era urna cousa retro-
grada.
No dia seguinte cahia aquelle throno ao sibi-
larjdos pelouros, evos ouvistes logo os prophe-
tizadores annunciando a repblica universal.
Mas ainda o ceo desse prego nao acabava
de repercutir-se, quando morria abafado, pelo
ruido da repblica que desabava.
E em que tiraram os vaticinios dos que ludo
linham previsto? Havia sempre urna explicago
para_ todos os acenlecimentos. Como a repbli-
ca nao sefirmava em Franga, os republicanos des-
ta nossa Ierra canlaram-lhe nenios sobre o tu-
mulu la fora, efizeram-lhe ligas cadenlro.
Penduraram o barrete phrygio porta das Tui- i
Iherias, cuberto de creps fnebres, o vieram I
porta das Necessidades arreiar a cabega como o
chapeu acairelado.
Ahi os vedes porm de novo agourando trium-
phos demagogia; e como se ningucm nesla trra
tivesse memoria, querem que acreditemos no'.pe-
netraco de sua vista, na delicadeza de seu laclo
poltico.
A pobre legitimidade profuga e banida nao
achara brevemente na Europa nem um palmo
de trra par* cahir mora. Sao estas as vozes do
orculo, que sempre deixa de reservar algum
oto te AEacida romanos vincere posse,para ex-
representantes de Dacoes omisas.: Z^PUSL&J. e as n?Soe ?'*"
assim na Toscana
sondo dasiram
concede aos representantes de nagoes
conspirassem contra os soberanos que
biam honrados em seu palacio ; e
incrivel foi urna rculidade.
Pareca incrivel que o imperado
zcs tendo-se conservado no throno
auxilio dos calholicos de Franga q
deve?
r..as de
autoridade legitima, ludo quanto as trsbalha.
, O principio da legitimidade garantido pelo
trotado da S. AMianca, quintas vezes nao tem
amigas,
os rece-
r dos franre f'd Posler2a(,o desde entao al agora? A quan-
imoerial mo i" usurPaco9 nao lem assislido a Europa no
PO plano do Papa e o CongrJ ; todava esse rnTanca S.. h lMT\ reslaurado
incrivel toma hoje as proporces da realidade. ffiiJFJS!u. armal do? olllados o governo
Pareca incrivel que Francisco II de aples "L, mViinh^\^P?n. T" wSmm. po"
acreditasse nos conselhos prfidos daquelles, que ( SSLS Sw,..T ? desPollsmo
o persuadan a desviar de si os hpmens que ESS^'^J.'mS?* deixam consummar
lhe erara fiis, para captar a benevolencia dos 12J\TJJ hVL^^- ^P^ \fub
inimigos ; e todava csse incrivel foi urna reali- : ESMBIl !22f.- fa,cl0-- e ?ba"do-
dade "amos fcsladi>s secundarios protecgo do usur-
Parecia incrivel que a diplomacia earopeia Kfa0iS.,J!SDLu.Si L"Z> "2 18 annos de"
persuadisse aquelle mooarcha a enlregar-se as fm'* ?S"r! ?d" rc,8L caud'"a3. saudando
mos dos revolucionarios para salvar a cora, L7I^f- h franreze,s o herdeiro do nome, das-
promettendo-lhe depois a sua assislencia contra 6 n fr'i,h h^I03 de1NaPolfao Bonaparte 1
as demasas i revoluco ; pareca incrivel que i m a m ri S ?*g"<, dc fac_
acetando o re de aples aquellos conselhos,; IST-tSftJS! ;, ma,ppa. da E"ropa exis"
dando forga e mando aos horneo! que a diplo- ESSL^S i qU. 1. dJa,"Jes.." d,v|sa0 dos
macia inculcava por melhores, fosse depois ma,l0?' "" qi,al,a lualidade delles ; o direito
atraicoado por uns c por outros, o se visse obri- K 2?2 ,'? S"^- e esl^ send0 nao s
gado a refugiar-se em Gaeta. emquanto a diplo- A)C a ,Pe'9 qUe l,T0Cam a Ca-
rnada, de bragos cruzados, assisie impassivel e S?r?in rt i P,"ller8ara a. fada gustante ; o
indiferente aos trgicos resultados dos seus I?i'.ds?-genlcs "convertido na forga do pri-
todava esse incrivel ahi o vemos Z' ,5T avenlureiro. 5ue delbera inva-
dir qualquer provincia, ou nacao menos forte pa-
conselhos
rcalisado.
Pareca incrivel que urna potencia amiga, qual ItAl""^! ? ca'rPcs. incendiar-lhe as cidades,
assaiiar-lho os cofres, arrebatar-lhe por fim a in-
devia de suppo--se o Piemonte, eslivesse en- ,
viando para a Sicilia soldados, armas e dinhei- Kli,"'
ro, auxiliando a revolugo e soprando a guerra
contra urn rei seu prente e amigo : e que todas
as nagoes da Europa assislindo com indifferenca
aquella infamia, proclamassem o principio da
nao iotervengo, protegendo desl'arlo a inter-
vengo do Piemonte ; e todava esse incrivel ahi
o vemos realisado.
Pareca incrivel que urna potencia, chamando- ,,hs '
se catholica, quizesse obngar o Papa elicen-1
ceiar o seu pequeo exercito, e depois de lh6
haver usurpado as legacOes livesse o arrojo de
dictar leis Roma ; etodavia esse incrivel ahi
se vio realisado.
Pareca incrivel que, nest-!
am este seculo. seculo das luzes ; e to-
dava parece, que a Europa tem retrogradado st
, esses lempos barbaros, em que as nacionalidades
, surgiam para logo se extinguirem, em que a es-
i pada do conquista Jor era o nico titulo de legi-
; timidade. que lhe garanta a posse, em quanto ou-
ira mais poderoso, e mais feliz lhe nao vinha
e amarra-lo ao cirro dos seus triuin-
conflicto de um ..*"" i'"""" itoiu;ao, convencas aa neo
rei smaldicoado com" o Vigario de Jess Chnsto Z i prol,culdaJe da reunio de esforg
^.._:____iii: r e e vontanes raminha punir. n n;n,;..n__
as potencias calholicas eslivessem assistindo
difieren tea a essa I
e da cubica cootra
Da poltica errada, c quic machiavelica de al-
guns gabinetes europeus lem brotado indubitavol-
menle a quasi lotilidade das calamidades, que
agoilam ha tanto a Europa.
Em quanto a rtvolugo, convencida da neces-
rgos,
com-
,1Maoin. edevontddes caminha contr, o inim.go ....-
uta vergonhosa da ambigo ^"'* fverpos de." nW*- q Por conve-
o mais sagrado de todos os !"C'a pr0Dr,a dpver,am CD<" os vos revolu-
- os
direitos sociaes ; e todava esse incrivel ahi se
est vendo com espanto de todos os verdadeiros
filhos da Cruz.
Pareca incrivel que a Austria deixasse cres-
cer o adversario, deixasse invadir todas as tr-
ras dos seus visinhes ; e nao se convenca ainda
Clnanos, leem pensado apenas no modo dedila-
tar-se; e entregues a urna lucia de ambigoes, e
mutuas desconfiangas, teem descurado completa-
mente a causa di ordem e da estabilidde euro-
pea, transigindo com a revolugo para evitar ura
> !t'S fera1, q"? e!'e3 P">Pr0'" fomenta-
hoje quo denlra de poucas semanas ha de ver-se i ,P11(?1'3im 'i1"0. .*. v\ a8,ladores- 1ue Pre"
a bragos com toda a Italia, quando se aceitara i? lmPlatar."a lolilidade dos poros o prin-
i cipio revolucionario, que enfeitam com o ouiopel
da soberana nacional, e com as gallas da lber-
dade, para embairem as mullides inexnerien-
tcs.
Nao inventamos uraa fbula, nem o despeito
pelas vantagens ravolucionarias, que nos incita
a tilsii/ri., ciimudi|iuuiiui, 3u (.v.a Uo-aoeiaiia-
mente notorios, qu> aqui registramos.
Mas se infelizmente as nac.es. que al hoje leem
permittido, que a revolugo progrida do modo,
como lem progredido. se nao ostenlam j enr-
gicas, e oceupando o posto, que a gravidade dos
acootecmentos, a consciencia do dever, e os ins-
umios da propria cooservaco lhes persuaden),
diremos por isso, que a revolugo coalinuar do
victoria em victoiia at lograr o intento ?
Nao descremos da Providencia.
A venda, que leem conservado cegos os gover-
nos da Europa mouarchica hade cahir. nao quan-
do fr j tarde, mas ainda a lempo de dlzerem
revolugo:basta!
A devassido, a carnificina, a depravagao, e
a liberlinogem podem predominar temporaria-
mente ; porm nao se consolidara, porque a socie-
dade, mister que subsista, e urna sociedade
que se alimenta do crime e para ocrime. tem em
l. 1 II nKiinn.iA I- ..lll__r_
se
mais cedo o desalo, teria de combaler coDtra
um inimigo ainda fraco ; e todava csse incrivel
o que lhe falla para realisar-se?
Ah tendes mil cousas incriveis, lo incriveis
como a communicacao instantnea do Velho
COm O novo mundo a alravez dna marpa polos
flua decirlos; e lodas essas mil cousas se re=-
lisam com tanta pressa, como a das locomotivas
pnxadas pelo vapor.
Quem vos disse enlao quo amanhaa nao ha de
desandar roda, e que cora a mesma velocidade,
uo veris acabados vossos sonhos, cabidos vos-
sos castellos reos, desfeitas vossas illuses
ph.inUsticas?
Para nos, quanto mais inverosimeis sao os suc-
cessos, menos difceis se nos afliguram.
Esperamo-los tanto mais certos, quanto menos
criveis os ochamos.
Ha um princio eterno, que as legioes de todos
os Giribaldis nao sao capazes de destruir; o
principio do direito e da jusliga.
Cremos na restaurago dos bons principios,
porque cremos na Providencia.
Soflreraos cora resignago, porque sabemos
que os homens de crencas tambem sao peccado-
res, e que a jusliga de lieos enexoravel.
Mas ao mesmo lempo essa Justina justica de 2 pr",?"" dc anniquillagao.
ae : e quando fr chegado o dia de perdo lo- ^ por lsso' que vemos- com desgosto,
as aquellas legioes do inferno que enchem de '. f^0?" a revolugo, mas seguros
verda-
ros de que
cima do seu poder ha o poder divino, quo nao
deixar prevalecer na Europa um principio, que
symbolisa a desordem, a anarchia, e o arbitrio,
que fecundi prodigiosamente a desmoralisago
do povo, que se nao compadece consequeulemen-
te com a verdadeir? liberdade.
O liberalismo embevecido as victorias revo-
em adquirido arevolu-go, i.'tata Pen-1 iT^a'.TeStiiXa" "" ^ ^ ^
pecias do grande drama, a que assiste a Europa, j Seria alroz aori]a.,0
e em que, senao lodos, a grande maioria das
potencias trm de figurar mois ou meuos acliva-
po
das aquellas legioes do inferno que enchem de
tristeza o orbe catholico, despparecero da su-
perficie da trra ao oceno do mo de Dos.
A. Europa, e a revolugo.
A provago, porque est passando o infeliz
Italia, as proporces gigantes, que ultimamente
as suas pa-
plicar satisfactoria e brilhanlemente
lavras fatdicas.
Mas quem que no dia de hoje pode fazer a
historia do futuro, modelada na historia do pas-
sado, se nao ha passado que possa servir de mol-
de a este seclos das cousas incriveis ? Pois
porque vedes Garibaldi em aples, Cisldini in-
vadindo os estado da igreja, agourais dias pros-
peros para a revolugo, e pensis que niorreu
paro sempre o antigodireito das nagoes ?
E honlero ? E antes da guerra de Iialii ?
Onde estavam enlo os vossos olhos de lynce ?
Porque nao adivinhasles queiria soltar a re-
volugo em Italia, aquelle que agrilhoara li-
berdade republicana cm Franc l'orque nao
adivinhastes que esse enthusiasmo liberal dos
ilalianissimos careca de ser tirado do lelhargo
pelo estrondo das bombardas francezas 1
O que hoje vos parece impossivel, manhaa
ser fcil, e no seguinte dia um aconlecimento
realizado.
IU doze annos a revolugo triumphava na Ita-
lia o na Allemanha; a repblica estova em Ro-
ma eParis ; o soberano d'Austria vio-se capti-
vo nos seus estndos ; a revolugo Iripudiova na
maior parte da Europa.
Pareca incrivel que retrogradasse a marcha
accelerada da revolugo ; e todava esse incrivel
dentro em pouco era urna realidade.
Pareca incrivel que fosse suffocado o grito
enrgico dos maggyares, quando desliuiara da so-
berana hngara a casa d'Austria, porque cha-
mara contra seus povos o auxilio de forcas es-
irangeiras ; e esse incrivel dentro era pouco foi
urna realidade.
Qundo o czar Nicolau desembainhava a espa-
da contra o alkoro em defeza dos chrislos,
pareca incrivel que se abalasse a Europa chtis-
la do occidente em defeza do alkoro ; e esse
incrivel foi uraa realidade. Pareca incrivel que
aquelle throno d'Austria cinco annos antes sal-
vo pelas armas russas, enfileirasse ao lado dos
inimigos dellas, e esse incrivel foi uraa reali-
dade.
Pareca incrivel que ora principe da casa de
Saboya, pondo-se & frente da cruzada revolu-
cionara, usurpasso pela trairao os dominios dos
soberanos seus viztnhos ; e esse incrivel foi urna
realidade.
Pareca incrivel que os ministros do Piemonte
mente, s myopes as nao preveran), ltenla a
inqualificavel indifferenca, com que os propugno-
dores do ordem, e consequeutemenle, noluraes
adversarios da revolugo, teem visto, sob a pres-
so de um egosmo altamente censnravel, lavrar
o incendio, que desde muito araearava invadir
os povos, onde por um complexo de circurnslan-
cios, que a final foi superado pela pertinacia re-
volucionaria, nao linha ainda logrado penetrar.
A revoluco, que presentemente assoberba os
diversos Estados italianos, nao deve tanto os
progressos, que lem teito ao valor dos seus sol-
dados, e manifesta protecgo eslrangcira, quan-
to nimia condescendencia", e criminosa apathia
desses gabinetes, que era interesse proprio, e
geral, deveriara ter posto ha 30 annos em acgo
o cabedal de elementos, que a providencia lhes
liberalisou nao paro que dcixossem revelia a
causa da humanidade, mas para dcfend-la; nao
para presencearem impassiveis a inauguragao de
principios que incompBtiveis com a diuturnidade
do socego publico, essencialmente subversivos,
OIllc perenno do onrriip^in m.r.1, o.iJoplomon.
le opposlos a todas as nogoes do justo, mas para
manterem o direito, para protegerem o fraco
contra o forte, para nao consenlirem impune-
mente, que os governos poderosos, mas t:cados
do lepra das ideas revolucionaria?, coocando-se
ao lado dos que deliberassem abysmar qualquer
paiz nos horrores da falsa liberdade, lhes pres-
tassem auxilios, sem os quaes a revoluco suc-
cumbiria necessariamente, quando ousosse arre-
messar a lina ao poder legitimo,
A colligago da Europa contra o maior vulto
gnrrreiro dsle seculo, se et certo ponto foi
til, porque anniquillou a tyrannia de um des-
pota, que aspirava conquista do mundo, pede-
ra ter sido immensamente proficua causo da
tronquillidode dos differentes povos, se os sobe-
ranos, nao dormindo sobre os louros da victo-
ria, e nao olvidando, que nao basta decotar a
planta venfica, mas extirpa-la, se houvessem
desde logo premunido contra qualquer monifes-
tago subversiva, que por ventura tendesse a
reproduzir aqui, e all os feitos dessa revolugo,
origem primordial de todas quantas depois teem
flagellado a Europa, so, atlendcndo antes voz
da consciencia, que lhes grtava por corto, a ne-
cessidade de se auxiliarem mutuamente logo que
o leo revolucionario rugisse e tentasse fazer
pedacos a jaula, onde o encerrara o valor e a
forga dos que ainda hoje portera m doma-lo, do
que voz da perfidia, ou da mais parvoa estulti-
cia, nao houvessem conlemporisado, nao tives-
sera dobrado a cerviz ignominiosamente diante
da revolugo, qoe lhes agradece a subserviencia,
mas com o sorriso de subserviencia, que lhe
desperla os brios para ir avante, e invadir, como
j leem invadido em parte, essas potencias, a
cojos gabinetes, por imbecililade, e depVoravel
Embora! Hade, em que lhe pese, despertar: o
o sonho, que presentemente o embriaga, conver-
ter-se-lhe-ha n'uma realidade pungente.
A Italia garibaldisada.
Garibaldi, o filho da procello, que entre os tu-
fes. e encapelljdas ondas soliou os primeiros
vagidos, c nesse baptismo providencial dizem
parece fortalecer-se reiemperando a fraqueza
inherente rara humana por muitos pintado
com as mois mimosas, e brilhanles cores.
Chamam-lhe valenle, enlre os volentes; e
bravo, entre os mais bravos, vai ligando os no-
vos mata-res, e irados oceupar Roma, e expel-
lir o Papa. slos cavalleiros da cruz, nascidos
para cruz do genoro humano tripudiam e bateni
os escudos ; e s lhe falla gritar as feras.
Ese phrenesi de Roma paga parece terse
apossado, de alguns espritus, que se dizem Ilus-
trados 11
Houve lempos, de velho fanatismo ( como em
phrase progressista, hoje ae diz J em que alguns
orinriocia negaran) no estribo, a froto do cavallo,
em que o Papa montava e hoje talvez, que um
aventureiro aspire a que o vigario de Chnsto,
lhe faga as vezes de pagera, era occasio so-
lemne, e como cura d'aldeia, posst aspirar
honra de ser seu capello (se elle precisasse
desla inutindade ) e se o Papa nao baixar a fron-
te augusta, e nobre perante elle; Ulvez com a
espada vencedora tente esmigalhar-lhe a ttiiara '
Empenho vo, sonho dourado, de muilos ener-
gmenos, filhos de um seculo materialistas,
sem f, sem crengas, adorando Baal, e sacrifi-
cando ao bezerro de ouro, que em sua cegueira,
julgam claru brillnnte que os Ilumina, guia,
e com acert conduz al aonde ? ao nada, ne-
gago de ludo.
flojo repnblicanos, amanhaa monarchislas,
sempre oscillaates, em poltica, adorara todo o,
sol que nasce.e cospem-lhe no seu ocaso.
Elogios, e vituperios o sysleraa, e pratica da;
sua vida ; aquel' es para quantos sobem ao po-
der, e lhe con ce Jem quanto em suas desvara-
das fantazias, lhe apraz crear; e estes para,
quantos nao seguem seus planos civilisadores...
e cora coragem o energa se oppem s suas
loucas tentativas.
Garibaldi hoje o hroe do seculo, o Vctor.
Emmaouel, ainda elogiado, j figura secunda-
ria, a par deste vulto gigante.
A vontade de Garibaldi, sao as taboas da lei,
j ha quem julgue.as que plumas degeneral, sao
pequeo ornato para aquella magestosa fronte ;
e o baslo do commando dbil vara, para quem
capaz deempunhar um sceptro.
Este guerreiro famoso nao entrara em Roma
para deitar como Dreno, a sua espado na balanga
dos vencidos ; mas vai para cortar as cadeias
dos opprim idos subditos do Papa; nobre eso-
MUTILADO
i
11LEGVEL



:;.' QOU
DIARIO DE PERHAMBUCO. SABBADO U DE NOVEMBRO DE 1860.

1 vs
i
blime missu III Os raios do Vaticano serio
quebrados ; e do alto 4o capitolio ser, procla-
mado urbe et oto, o novo Cesar.
Como ser feliz foranosa Italia, com am go-
Terno to forte e justo, como grande e genero-
so Garibaldi, esse tronco robusto, qne servindo
de [irimeiro elo dessa aova cadeia dynaslica ga-
ribaldkia. levar sensata fliteeir o que to Musir
e forte raga se abaitarde catre os mimos e regt-
his da grandeza.
Se foranos um Merlira, eu un Ariosio, esse
cantor sublime da Ilustra casa d'Este, veramos
cosdo elle, por entre o dajafo dos seculos vindou-
roa, uma serie de hroes, todos deseen denle* de
Garibaldi, e fqui gustosos os dcscreveramos, di-
zeudo seus nomos, e cantando suas neces e fei-
los, nunca asss lou vados, mas j que o nao so-
mos e por isso os nao podemos ver; ao menos
com f pura acreditamos, que assim succeder.
O ai.ligo direito das gentes, escripia em velbos
cartapacios; por anachronico, e cshindo em
desuso, a luz do progresso, rai vender-se peso
para embrulhos; mas sabei, lcitores, que vai ser
substituido pelo cdigo dos vndalos, e outros
povos, quo em eras felizes, o escreviam, com a
ponta da espada, desbravando os campos, com a
chamma dos incendios, e que ao mesmo lempo
marcavam o caminho, que oulros aps elles ha-
viam seguir, com o rasto de sangue, e ermo das
cidades, que em justa, e legal rapia saquea-
ra u.
Sao capitulos estes, que por ju3tos e humani-
tarios, sero postos como base deste novo cdi-
go ; e o direito das gentes, alera destas bellezas
parc .es, ser reduzido ao direito de qualquer por
Iraigo e roubo poder despojar, a um possudor
legitimo; esempre que o possa assim verificar,
a turma porque, uo importa ; Qcar por osle
grandioso feito, e uobre acgo com melhor di-
reito cousa roubada, do quo linha aquello, e
quem roubou, e finalmente este direito, raais ro-
busto, e valido se tornar quanlo raais reitera-
das i; continuas, se tornarem estas felizes mu-
danzas, do teu, em meu.
Roma quando cuidavaa raorrer eserava, nova
era para ti coraeca; as aguias que amiga-
mente abrindo as azas, voavara de um polo a
uutro polo, aununciando a victoria, jaziara amor-
tecidas, e como feridas de estupor; mas moo
de Garibaldi, tocando-as vai rcslituir-lhe lodo o
seu prestigio e (orea.
defensores do capitolio, convcrlidos ha so-
CHRONICA JUUllWBIA.
"'.
JURY DO RECIFE,
5* SESSAO.
DA 23 DE NOVEMBRO DB 1869.
Presidencia do Sr. Dr. juiz de direito daprimei-
ra rm criminal Bernardo Manando da Cot*
Dtiet.
Promotor publico, o Sr. Dr. F. Leopoldioo da
G asma o Loba.
Escrivao, o Sr. Antonio Joaquim Pereira da
Oliveira.
A's 10 horas da aanhaa, o escrivao procede
chama o verifica estarem presentes 44 juizes de
Tacto.
E' declarada aberta a sesso, e sao multados
era 209000 os Srs. 'jurados que, havendo sido no-
tificados na forma da lei nao compareceram aos
trabalhes.
O Dr juiz municipal da 2a vara, preparador
dos processos de jury aprsenla o seguinte pro-
cesso devidamenlo preparado entre parles para
subir a julgamenlo.
Autora a juslica.
Reo Jos do Reg Barro3, pronunciado no
ari. 193 do cdigo criminal pelo juizo do l'xm.
Sr. Dr. cliefe de polica, como autor da morte
de Amonio- Jos de Sani'Anna, acontecida esa
1845.
Chegando ao presidente do jury a communl-
cago do administrador da casi de detenco,
participando nao estar ali recolhido o preso ka-
noel Igoacio, de cujo processo veriflcou-se es-
lar preso na fortaleza do Bruna, conduzido
barra do tribunal o reo Vicente Ferreira, pro-
nunciado no art. 205 do cod. crim. em 21 de
marico do correnle anno pelo juno da subdele-
gada de Muribeca.
Procedendo-se ao sorleio do conselho de sen- 12.a SESSAO
lenca, sao recusados pelo ministerio publico os
Srs. jurados:
Frederico Augusto de Lemos.
Jos Francisco Carneiro.
Jos Joaquim d'Oliveira.
Joaquim Pedro Barreto de Mello Reg.
Jos Bernardino Pereira de Brito.
Manoel Jos Lopes Braga. '
Teneute-corouel Sebaslio Lopes Guimares.
Amonio Pinto de Azevedo.
Apolinario Pereira Baduen.
O advogado do reo, nomeado ad hoc pelo pre-
B. Vieira de
lavel ; bera como, que era cssluma matarem-sa
all rezes para o consumo en lugar nao apropria-
do.Mandou-so responder que quaAte i pnmet-
ra parte, a cmara providenciara, qpanto i se-
gunda, que indicasse os lugares que jnlga asis
conveniente para a matanca do gado.
O11 tro do fiscal de Muribeea, expando a neces-
sidada da certos raelhoraBaeotoe, ejoraet e aaa-
teriaes, da que precisa a caaaaaa freguea.In-
teirada.
Assignaram-se diversos mandados para paga-
mento de cusas criminaos.
Foi a cmara citada por Bazilio Airares de Mi-
randa Varejo para pagar-lbe a quantia de mais
46 OOOJOOO, proveniente da execuco que ello
move. sobpena de penhora Das rendas munci-
ella considerava que a vinganca do governo che-
gara at s mutilares e filhos dos soldados.
A reaposta mais cabal nao pode ser outra se-
a*-a traaseripeo das palarras do proprio Libe-
E a palmeo que julgue de que lado est a
Terflade.
O Liberal Pernambucano de, 2fi em artigo edic-
tona aaetm ae exprimi :
Uaaieao, embarcou no Oyapock para a Baha
a segunda ala do 8* balalho de cacadores, reu-
nir-ae i primeira que anteriormente para all
partir.
Este batalhao, em quanto pertenceu guar-
mcao desta provincia, portou-so dignamente e
aoube corresponder aos Qns de sua creago : pa-
reca, pois, que deveria contar com a considera-
cao e estima dos agentes da autoridade publica :
entretanto, como alguus de seus ofciaes liveram
a siroplicidade do suppOr que erara sinceros os
protestas doSr. Auibrozio Lefoda Cunha do nao
copia da petico de Bazilio ao eu advogado para pretender ntervir na eleicao.e votaram naquelh
requerer o que fosse de direito. que ltimamente se procedeu, segundo suas
Despachararn-se as petizos de Andrade& Re- consciencias o nao como exigiam os iutere3ses da
, Anna Ignacia do Nasciraeoto, Angolica Maa j olygarchia, liveram de ser severamente punid
paes, se o nao fizer ; vista, do que resolveu a
cmara ropresentaj ao governo da provincia so-
bre esta situado, que Ihe crea embaracos ao des-
empeiiho de suas ob.-igac.oes, e mando'u remetter
go
de Lima, Antonio Alves Barbosa, bacharol Anto-
nio Luiz Cavalcanli de Albuquerque, Antonio
Ferreira da Costa Braga o oulros, ilartholomej
Francisco de Souza, Bernardino Jos da Silva,
Caelano Mendes Delgado. Francisco Jos Raposo,
Francisco Herculanoda Silva, Francisco Ferreira
Borges, Joo Carlos Frederico Ksnguald, Jos
Pacheco da Fonseca. Joao Mara do Moraes Na-
varro, Joo Mauricio de Sena |2) Manuel Antonio
Vieira, Manoel Borges de MendoDca, e levantou-
se a sesso.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretario a subs-
_.-idos,
sendo condemnados lerem como companbeiros
de soffrimentos lodos os seus collegas, bem co-
mo todasas pragas do corpo que pertencern.
A remoli de um corpo do exercito do uma
provincia para oulra j umacondemnagao II
Por ventura a provincia di Baha ser alguraa
Siberia, ou algura presidio, para onde se remet-
tam os condemnados?
Contina o Liberal:
A principio pareca que as iras do Sr. Am-
brozio recahiriam smenle sobre os briosos oii-
ciaes, que por actos demonstraran! quo a farda
crevi-R.eg._pr-presdenle.Baratado Almei- na? aDafa os seniimentos de corages* patriotas
pois que suas ordeos limitaram-se a degradar
d'aqui para corlo certos e determinados des-
Os _
culosemraga de patos mudoso com paralysia sidenle do jury, o Sr. acadmico
gutural, nem urna pequea grasDada faziam em j Amorim, nao faz recusacoes.
presenca dos oppressores da velha e antiga copi- Excluidos os jurados recusados pelo ministe-
lal do mundo, boje regenerado, grilam aonun-I rio publico, compe-se o conselho dos seguales
ciaudo os defensoies do capito io que chegam Srs. juizes de facto, quem para logo se refere
para arrancar essa Roma captiva das mos do o juramento dos santos Evangelhos.
Papa, que a lyraonisava.
Rom, Urda foi a tua regeneraco ; mas sem
igual ser a tua gloria. Esses dias que choravas,
con.o lerabranca do teu passado esplendor, sao
paluda sombra e fraca imagem da gloria que te
spera quando garibaldisada.
PEBNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Acha-se em ponto de deixar o prelo uma pu-
blicagao sobre medicina, em forma de dicciona-
rio, composta pelo Sr. Francisco Joaquim de Ol -
reir Baduein ; que apezar de nao ler um titulo
acadmico, tem todava pronunciado gosto pelos
estudos mdicos, e uma pralica que se desenvol-
ver, sob as vistas e direceo do fallecido Dr.
Gomes
Como dissemo-lo, uma publicagao em forma
de diccionario, que, alm dos termos scienlilicos
das molestias, conlm a indicagao dossympto-
in.-is priocipacs com que se ellas manifnslam ou
d;senvolvem-se ; marca as diflcren^as e as al-
teracoes que as discriminara enlre si; e aprsen-
la um desenvolvimento discriptivo dos principaes
orgaos que eotrara nacomposico do corpo hu-
mano.
Sobre islo, conlm ainda nao s uma exposcao
sobre a homopalhia, como um resumo acerca
do magnetismo anima
la, m
culac
Deste resumido das materias, que abrange a
obra do Sr. Baduem, resalta a sua importancia ;
e para relevo desta, bastara os arligos relativos
da.Mello.Gameiro.Pinto.Firmo.
13*DE NOVEM-
signiflesdo ao mesmo Jos Victorino, que nin-
guem melhor do que elle sabia, que eu nao li-
nha tal criminalidade, o que ser presidente da
mesa parochial, e nao ser criminoso deria eu
aquella prisao; signifiquei-lhe que eslava pre-
so, e como tal marchamos para a casa da cma-
ra, oiido s mesmas horaa comecou na instaura-
cao do processo.
Sou bem quisto, oeste termo, e muito princi-
palmente nesta fregueiia, gracas a Dos, cont
apenas tres iuimigos gratuitos, que sao Belarmi-
no Perreira Padilha, aeu mano Francisco Anto-
nio de S Padilha, e seu primo Honorato, e al-
guns desafecoados polticos como o mesmo juiz
municipal, e Saturnino Jos da Silva. E' para
adimirar pois que esse juiz munidpal nao des-
cobrisse entre tantos habitantes que tem neste
termo, ouiras pessoas para jurarem contra mim
senao os meus iniraigos, que Qcara mencionados
adma, isto os dous Padilhas, o Honorato, o
Saturnino, e um quinto que contrarou-os em seu
juramento? Queta nao encherga o fundo de se-
raelhanto larga poltica? Ha homem quo tenha
um pouco de raciocinio, que sabendo, como to-
dos aqui bem o sabem o histrico da compra de
uma eserava, quo gerou esse cavallo do batalha,
nao conheca a ta urdida pelo juiz municipal
Jos Victorino, e lecida pelos seus manivcllas
j apontados? Continuemos no histrico do pro-
cedimento do juiz.
Inquiri tesleraunhas esle juiz at ao offuscar da
noite. querendo continuar por esta dentro, ao
que por muito oppor-me, a cusi cedeu para con-
tinuar no da seguinte.
Acouteceu porm que, no da seguinle antes
que elle desse coraego ao3 seus trabalhos, fosse
de sua voz preso pelo subdelegado em virludo
ORDINARIA |DE S^DE NOVEM- ses offlciaes: entreunto, tendo-so S. Exc, ao
BRO DE 1860. que parece, entendido particularmente com o Sr.
Presidencia do Sr. llego. I ministro da guerra, vio-sp que de repente lor-
Presenles os Srs. Barata, Mello, Gameiro, Pin- nou-se a medida geral e todo o 8o balalho foi
lo e Dr. Firmo Xavier, tallando sera causa par- condemnado ir guarnecer outra provincia.
ticipada os raais senhores, abrio-se a sesso e j Nao s a Baha, que lugar da degredo"
foi ida c approvada a acia da antecodente. tambera a cile I
Quem sabe, sabe.
Ignorramos que houvesse no coligo militar a
pena de ir guarnecer outra provincia !
Prosegue o Liberal :
Se, por tanto, o Sr. Arabrozio mostrou-se
injusto e cruel, anda mais o excedeu o Sr Se-
0 do Reg que, so assim suppoz robustecer
e
Foi
Symphronio Olimpio de Queiroga.
Amaro Soares Mariz.
Joaquim Jos Alves de Albuqueique.
Hermenegildo Firmino de Lemos.
Trajano Evaristo Castello-Branco.
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
Manoel de Almeida Nobre.
Dr. Luiz Salazar Moscozo da VeigaPessoa.
Jos Paulino da Silva.
Joao da Silva Parias.
Jos Ferreira da Penha.
Antonio Jos de Caslro.
Sendo interrogado sobre o facto criminoso de
ospaucamenlo que commettera, o reo nega per-
tinazmente o fado, allegando que eslava to
embriagado nesse dia que de nada pode recor-
dar-so.
Deferida a palavra ao ministerio publico, o Dr.
promotor publico faz o seu devor da aecusaco.
O advogado do roo produz a defesa, que cbn-
cluc pediodo a absolvco do accjsado.
!-' resumido o debate e sao propostos os quesi-
(os da lei sobre o facto principal e sua3 circuns-
tancias.
Em vista da resposla do jury, o Dr. juiz de
direito lavra a senlenca que publica ao tribunal,
condemnando o reo soffrer na casa de detengao
desta cidade, um mez de priso e a pagar a mul-
ta correspondente melado do lempo o as cusas
do processo, como incurso no grao mnimo do
art. 201 do cdigo criminal.
Sendo a hora pouco adiantada (1 1/2 horas da
larde), o Dr. juiz de direito faz subir a julgamenlo
., e uma descripcao succin- i P*!0 em que reo Antonio da Costa e Mello.
as satisfacloria a respeito da Iheoria da cir- I P'">nciai.c.no art. Oj do cdigo "iminal, em
-a0 r maigo de 1800, pelo juizo do subdelegada da
Muribeca.
Havendo o advogado do reo o acadmico N. de
Mendouca, recusado o conselho de tea tenca, que
ido o seguinte
EXPEDIENTE.
Um oilicio do engenheiro cordeador informan-
do contra o que requereu Francisco Gomes da
Silva Saraiva, relativamente a construego que
pretonde de duas casas no lugar de Santo Amo-
no na estrada da Tacaruna no mesmo alinha-
mento em que est o muro que fecha o seu ler- j a disciplina militar, nada mais co'nseguio' do"au
reno, firmando-se o engenheiro na planta que | gravar intilmente os cofres pblicos" com uma
determina que as edicagoes que alli se lizerem : despezadesnecessaria, c enfr.ijuecer essa mesma
sejam recuados doz palmos do alinhamenlo des- | disciplina, deixando aperceber ao soldado brasi-
S3 muro.Indeferio-se. I leiro que est elle reduzi Jo lao misero papel
Liras petigao de Joao Mauricio do Sena, offe- i que considerado, nao como guarda fiel da cous-
recendo a considerac da cmara untdocumen- ; tituico e das leis, mas como instrumento dos
los segundo os quas sejulgacom habillagoes 'caprichos do quanlo inandarim ahi se assentar
para exercer cargo de escrivao do juizo de paz ."'uma cadeira de presidencia e de quautos "ru-
do segundo distrido da freguezia das Afogados I l">s se formarem em derredor delle para favo-
para o qual fra proposlo.A'comraJssao de pe- I near-lhe as phantasias de momento,
ligues (Barros Reg e Barata) para dizer-se os I < Foi por domis rude apena que, domaos
documentos provara as habilitagesi do policio- dadas com o Sr. Sebaslio do Reg, o Sr. Vio-
nario. i brozio Leito da Cunha fulminou cootra o brioso
Outro de Francisco Joo Honorato Serra Gran- oitavo batalhao de infanlaria ; mas a memoria
de, porteiro do jury desta cidadepedindo piga- que de si deixa esse batalhao nesta provincia e
ment de ordenados que diz Ihe deve a cmara 1 a coosideraco era que o tem a maoria de seus
na importancia de raais de 800$, fujo pagamento > habitantes, sao mais que sufficienles para in-
fora autorisado pelo art. 2i da lei provincial n.; demuisa-lo dos incommodos que o sueou
lhor que os senhores dissessem a pura verdade
do seguinte modo? A proporca que se fazia a cha-
mada s acwdiam chapas do partido conservador,
de sorte que, estando o fllrio do Sr. Jos Victo-
ria, Fraacisco Lopes do Barros, mesario, toman-
do apontamontos de quaotas chapia nossas en-
traran!, o quaataa delles, quando acharaa-ae j
duzonlas e tantas nossas, apenas haran delles
rinte e tantas; e eala circumslancia a, sem mais
outro motivo, dea lagar a que elle ratgasse a ac-
U; e nao as altercages, empurroes, tocas, etc.,
que nada disso se deu. vl
Achtva-sa a mesa contnusndo serenamente
nos trabalhos da chamada e recebimenlo das se-
dulat, as qaaes eram bem examinadas por mim
e pelo mesario Saturnino (delles) antes de entra
rem para a urna, havendo at pouca gente den-
tro da igroja, to calmo eslava tudo, .quando ou-
viuios o som de ras^amenlo de papel o lado onde
eslava o mesario Francisco Lopes de Barros, e
lanzando lodos nos as vistas para alli (pois elle
ficava um pouco encoberto por detraz da urna)
vimos ao sobredto mesario rasgando e picando
uns papis, e dizendoest acabada a elcigo,
pois j rasguei a acta.Picamos at estupefactos-
sem saber como um homem a sangue fro commet-
lia actos daquella natureza. Se nao verdade isso
que eu digo, calumniadores, citem as pessoas que
deram os socos, as que os levaram, as que se
achavam armadas de granadeira, facoes, facas de
pontis, puuhaes, ele, etc. Mas laes pessoas nao
ho de apparecer, assim como nao appareceram
as pessoas araeacadas, de recruUraenlo, assim
como nao appareceram todos os inspectores de-
miltidos, assim como desmentido o facto do pre-
so Jadniho, a naaa responderam ; assim como
contrariado e desmentido tudo quanlo avangou
l*&S2E?l?Srm\SS?*1 Pr D?"'de i,,t,xact0 na embla provincial o Sr. Lirlno
finalmente demonstrado raailiemaiicamenle ludo
lestemunha Francisco quanlo ousou negar o-Boavistano
no processo.
Tendo-se auzentado a
i-...:. ,,tj t------ runnusu ijuanio ousou iiegar o i!-1 jus 1 j 11 i genuino
o s2do rtm?.hr?i0rl,rm0 ^LUg'r dc bocca a'rolhada.etc etc. Mas nem as
?z riot fl ? ? ^ T "i0' manJ? contrariedades que solrem. era os desmentidos
raandou cora visu ao "**** olemaea que choviscam lodos os dias sobre se-
"E^^rer^rp^ro^lscobrimento da B,?,h".te ^' f" ^ na ca"eira das
verdade era preciso, que fosse notificada de no-
vo a testcraunha Prancisco Antonio, o so despa- arsena
chasse precaloria para Honorato, que se achava
no Ouricury; defirindo o juiz a esta petico, pro-
codeu-se taes diligencias.
Requereu ainda o promotor a confronlagao de
duas lestemunhas, que relerindo-se uraa'a ou-
Ira, esta uegou, e contrarou o dito daquella,
a tudo deferio o juiz, o depois do tudo feilo e i
concluido, junta a minha defeza ao processo (do-!
curaenios nmeros I e 2) deu o promotor a sua I
documento n. 3)
calumnias ; porque a nica arma com que jo-
gam, e a que nicamente Ihe convem, cujo vasto
nunca se esgola.
Tudo o raais que continua a dizer a tal arligo,
acha-se j respondido na primeira parle desta.
Smenle direi que acestumados a nao dizer a ver-
dade, narrara o facto da compra da eserava, co-
mo se elle se dessa agora, no lempo de mi-
nha delegada, pois de industria occullaram-lhe
a dala, .10 passo, quo liveram bem a lembranga
de mencionar a data da morte do infeliz subd-
'egado Floreolino, leudo sempre diante do si a
48'J.a' mesma commsso.
Despathaiam-se as petigoes do Francisco Go-
mes da Silva Saraiva, Feidel Pinte & C, Manoel
Ferreira dos Santos e commendadar Manoel Gon-
calves da Silva e oncerrou-se a sesso. Eu Ma-
seu perseguidor.
Procura oimao o Liberal plantar nos nimos
dos soldados do oitavo
governo ? A' quo vera dizer-se o soldado est*
reduzido ao misero papel de instrumento de ca-
noel Ferreira Accioli, secretario 1 subscrevi. priclws de (uanto mandarn se assentar n'uma
Reg, pro-presidente Barata do Almeida. 1 cadeira de presidente ? Ests sendo injustamente
Mello.Gameiro.Pinto.Firmo.Dr. Ncry da perseguido pelo ministro da guerra.'
Fonseca.
14-
Tondo comparecido somonte os Sts. Reg,
Moli, Dr. Firmo Xavier e Gimei'01 nao pode ha-
ver sesso. Eu Manoel Ferrefra Accioli, secre-
tario a escrevi.Reg, pro-presidfnte. Mello
Firmo.Gameiro.
c faio ivittu uram, ujsiam us mutua inJUH -----... i
30 cholera, circulaeo, s febres, e sua divisan, Jul8ra a Prlmeiro reo. procede o jmz ao sorleio |
CONSULADO PROVINCIAL.
Alleracoes feilas no lancamento das
decimas que pagam as casas per-
Iciicctcs freguezia de S. Jos,
pelo escripturario V. M. F. P. da
Silva.
i homopalhia ou methodo de llahnemaun, aos i
urgi cu.ULuilvuH O* uur^'u humano, :\ angina,
ele., etc.
A obra do Sr. Baduem satisfaz a uma necessi- 1
dade. que era sentida pelas pessoas, que se ap- |
plicam a arte de curar, sem terem tido um curso i
acadmico ou regular da materia medica; pois
que nao lijes sendo familiar a nomenclatura tech- |
nico-scienlifica das molestias, e nao conhecendo
sempre os symplomas que se discriminara, viam-
sc muitas vezes na impossbidade de deparar
promplamente com o remedio conveniente para :
a applicago proveitosa. e por conseguiute causa
da cura, por nao poderem fcilmente saber o no-1
roe scientitico da molestia para a consulta dos es- I
criplores.
Nesta parle sobresahe a importancia da obra,
que em um resumo alphabelico aprsenla os no- i
mes das enfermidades mais condecidas e os'
symplomas daquellas que por sua gravidade re- I
c'.tmam especial attencao, fazendo-o em termos:
communs e nos scienlilicos ; de modo que pres-
la-te a lodas as comprehensoes, e obvia o incon-^
veniente que dava-se com relacao aos curiosos i
t ni medicina.
E' uma preciosa acquisigo para todos que tem i
urna carteira de homopalhia, e que medicam-se
a si e aos oulros, sem lerem lido um curso regu-
lar da scienca.
Foi nomeado interinamente para exercer as
funcedea de agenle do mar da reparligao do cor-
reio desta cidade o Sr. Jos de Vascoucellos, em
cujo exercicio entrou no dia 10 do correnle.
O Sr. Dr. Francisco Domingues da Silva,
juiz de direito da segunda vara dcsla comarca do
Recife, assumio as fuucgoes do seu lugar 00 dia
19 deste mez.
Em sesso administrativa do tribunal do
commerco desta provincia foi resolvida a no-
meaco do Sr. Frederico Lopes Guimares para
interprete docommercio; e igualmente a afiixa-
go de edilaes para a eleico de dous depu-
tados.
Amanha lera lugar a procisso de Corpus
Chrisli, a qual percorrei o itinerario de que j
demos conhecimento aos nossos leilores.
Fui na quarta-feira passada pela noite pre-
so um prelo, sob pretexto de achar-se na ra de-
pois do signal das 9 horas, ao passo que ia elle a
recolher-se casa com a compra, que Ihe man-
dara fazer o proprio senhor.
O que, porm, 6 para nolar principalmente nes-
te facto, que os soldados que o conduziram,
esbordoaram-n'o assaz ; e sobre isto quo tam-
bem solicitamos por alguma providencia, para
nao reproduzir-se o facto referido, que nos in-
formam.
Por todo o correr do mez de dezembro pro
ximo finalisa-se o prazo para o recolhimcnlo, sera
descont, das sedlas de 59 e IgOOO.
Essas sedulas sao as de papel bronco, e que s
tem uma figura.
As pessoas que as possuireni, devem cuidar
de realisar a substiluigo respecliva na thesoura-
ria geral antes daquelle prazo; visto que dahi
por diante passarao ellas pelo descont mensal
e proporcional 10 por cento, al ticarem sem
valor algum.
Achara-se tambera em substituieo as de 20#
papel branro.
Fizeram actos nos dias 21 e 23 do corrente,
na faculdade de direito, 26 estudantcs, e o re-
sultado da votago foi o seguinle :
Primeiro anno4approvados plenamente.
Segundo anno4 approvados plenamente.
Terceiro anno 5 approvados plenamente e 1 sim-
pliciter.
Quarlo arvno7 approvados plenamente e 1 sim-
plicler.
Quinto anno approvados plenamente.
Matadocro pcblico :
Malaram-se no dia 23 do corrente para o con-
sumo desta cidade 81 rezes.
MOBTALlDADE DO DIA 23 DO COMENTE ."
Francisca, prea, solteira, 60 annos, gastro inte-
rite.
Alaria da Conceigo, parda, solteira, 25 annos,
tubrculo pulmonar.
Belarmina Maria da Conceigo, preta, solteira, 22
annos, gastro intente.
Patricia, preta, eserava, solteira, 50 annos, diar-
rha.
do vovo conselho, e u recusid'is pelo rai-
"itiorio puDifoo 03 Srs. juizes de facto :
Antonio Pinto de Azevedo.
Jos Joaquim de liveira.
Compe-se o conselho dos seguinles Srs. jui-
zes de facto :
Joo Eduardo Pereira Borges.
Jos Dias da Silva.
Jos Francisco Carneiro.
Apolinario Pereira Baduem.
Joaquim Galino Coelho.
Bi lomo Augusto de Almeida.
Fiederico Augusto de Lemos.
Alfonso Peixoto da Sil reir Cavakanti.
Antonio Pereira da Costa.
Manoel Joaquim Domingues.
Jos Francisco de Salles Daviera.
Joo Pedro da Rocha Pereira.
Deferido ao conselho o juramentos dos Sanios
Evangelhos, o juiz procedo ao interrogatorio do
aecusado que nega o facto criminoso que Ihe
imputado.
Seguera-sc os debutes.
Propostos ao jury desentenga quesilos sobre o
facto e suas circuinstancias, recolho-se o conse-
lho sala das conferencias, e volta com as suas
respostas poneos momentos depois.
Em vista deslas, o Dr. juiz de direito lavra a
sentenga que publica ao tribunal, absolvendo ao
reo e condemnando a raunicipalidade as cusas.
A's 6 horas da tarde, levantada a sesso.
N". 2
CMARA MIMCIPAL DO RECIPE.
1.a SESSAO ORDINARIA AOS 12 DE NOVEM-
BRO DE 18G0.
Presidencia do Sr. Reg.
Presentes os Srs. Barata, Mello, Pinto, Ga-
meiro, Dr. Firmo Xavier e Dr. Nery da Fonseca,
faltando sem causa participada os mais senho-
res, abrio-se a sesso : foi lida o approvada a
acta da antecedente,
Leu-se o seguinle
EXPEDIENTE.
Uma peligo, vinda da presidencia, para a c-
mara informar, de Joo Sergio Cesar de Andra-
de c Mello, pedindo solugo de outra que tam-
bem viera para a cmara informar, assignada por
diversos moradores e propietarios do Curato do
Lorelo, da freguozia de Muribeca, em que se
oppera a resolugo que a mesma cmara toma-
ra de considerar destinados, como sempre foram,
a creagao de gado vaceum e cavallar, os terre-
nos do referido Curato.Posta em discusso, o
Sr. Barata, na qualilade de membro da comms-
so, quera foram remettidos esses papis,apre-
sentou e foi approvalo, o parecer da mesma
commsso sustentando aquella resolugo da c-
mara, resolvendo esta que se informasse a pre-
si'it-ucia com as razoe uu fenecer.
Um oficio do inspector da snude publica, re-
quisilando um mappa da morlalidade havida
nesta cidade desde o primeiro de novembro do
anno passado ale o ultimo de outubro do corren-
te, bem como um mappa numrico das pessoas
pobres e abashdas que fillecorarn da escarlati-
na e angina.Quanlo a primeira parte, mandou-
sc que o administrador do cemterio satisfizesse.
e quanto a Segunda o procurador.
Outro do fiscal de Santo Antonio, informando
que a casa terrea, na ra de Santo Amaro, sobre
a qual pretende Francisco Forreira Borges le-
vantar um andar, est uo cas3 de receber esse
pavimento por se achar nascondicoes do art. 17,
til. 7, das posturas de 30 de junh de 1849, pa-
recendo-lhe que, por isso se Ihe poda conceder
a licenga que requer.Mandou-se informar o
engenheiro cordeador.
Oulro do fiscal da Boa-Vista, informando so-
bre a peligo de Antonio Ferreira da Costa Bra-
ga e outros, que requerem permisso para cor-
tar diversos psde mangueiras existentes na ra
da Esperanja.Indferio-se por ser contrario a
salubridade publica eao aformoseamento da ra.
Outro do juiz de paz do 2 districlo dos Afo-
gados, propondo a Joo Mauricio de Sena para
escrivao do mesrao juizo.Adiado al quo se
examine se o supplicanle tem as habililaces que
a lei exige para servir o cargo.
Outro do fiscal de S. Loureugo da Malta, par-
ticipando que no mez desetembro ultimo foram
moras 27 rezes, e no de oulubro 25. para o con-
sumo aaquella freguezia.Inteirada.
Outro do fiscal da.Varzea, commuoicando que
a estrada nova, que conduzaquella freguezia, pre-
cisa de coQterraco para ae nao tornar ifllrami-
Becco da ra de S. Jos.
2 Manoel Joaquim Baplisla,
uma meia-asua arrend .i por..
dem 4. O mesmo, 1 meia agua
arrendada por....................
dem 1.Antonio Jos Farias Lino,
casa terrea arrendada por........
Travessa de S. Jos.
N. 2. Viuva e herdeiros de An-
tonio Ignacio da Rosa, casa ter-
rea arrendada por................
dem 4.Francisco de Souza Reg
Monleiro, casa terrea arrendada
por...............................
dem 6.0 mesmo, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 10.O mesmo, casa terrea
arrendada por....................
dem 12O mesmo, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 20.Padre Francisco Muniz
Tavares. casa terrea arrendada
por...............................
dem 22. Fnncisco de Souza Re-
g Monteiro, caa terrea arrenda-
da por............................
dem 31Irmandade do Sanlissimo
Sacramento do Sanio Antonio,
casa terrea arrendada por........
dem 33. Herdeiros de Caelano de
Carvalho Raposo, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 35.Aulonio Ricardo do lie-
go, sobrado de 2 andares e loja,
arrendado ludo por..............
Ra dos Pescadores.
N. 6. Dr. Antonio Joaquim de
Moraes e Silva, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 8. Irmandade do Santa Rita,
casa terrea arrendada por.......
dem 10.Manoel de Souza Tava-
res, casa terrea arrendada por...,
dem 16.J0S4; da Fonseca e Silva
e outros, casa lerrea arrendada
por ..............................
dem 18.Carlota Esmenia da'con-
ceico, casa terrea arrendada por
dem 20. Herdeiros dc Jos da
Silva Moreira, casa terrea arren-
dada por..........................
dem 32. Marcelino Pedro de
Souza, casa terrea arrendada por.
dem 36.Manoel Alves Santiago,
casajerrea arrendada por........
dem 7.Joaquim Lucio Monteiro
da Franca, casa terrea unida a
uma meia-agua, e uma casa ter-
rea na travessa da praia do For-
te ns. 4 e 6, arrendado ludo por..
Idom 9-----Manoel Joaquim Rodri-
gues de Souza, easa lerrea arren-
dada por................
dem 13. Francisca Theodorii'd
Cunha Reg, casa terrea arren-
dada por.....................
dem 15. Jos Francisco do Ro-
sario, casa terrea arrendada por
dem 19.Maria Jos Lins, casa
terrea arrendada por.............
dem 25. Benedicto Jos Duarte
Cedrim, casa lerrea arrendada
por...............................
dem 27.Joo Pinto Regis de Sou".
z, casa lerrea arrrendada por..
dem 33. Rila Caetana de Abreu
Lima, casa terrea arrendada por.
8$000
72.J000
1413000
180JJOOO
14'iSOuO
12OS0O0
1208000
I2O3OOO
1503000
141*000
Finahsa o Liberal:
Tere elle de soffrer grande magua ao deixar
aqu lacos quo prendiara unii grando parte de
seus raemDros pessoas que lites deviarn ser
chiras, e que esta hora lalvez entre solugos
Ihos lastimera a ausencia. Mas quem sabe'? Tai-
vez dentro em pouco so mudom as secnas da tra-
gi-comedia quo ahi se est representando, o que
esse mesmo batalhao tenha de vir fazer as hon-
ras ao Sr. Arabrozio Leito da Cunha ao ler elle
desahir desle porto, livre do pe*o da presiden-
cia que Umou, sem ao menos considerar quo era
elle superior s suas toreas.
Verdade que entb S. Exe. ficir do me-
lhor condico : sua familia o acorapinhar, en-
tretanto que as mulheres e fhas dos pobres sol-
dados qne se foram para a Baha, aqui ftca-
ram, e por muitas horas foram vistas pelas ras
da cidade enchenio-as de lamentaccs e levando
a compaLiao ao coraro de quantos liceram di
assistir a esse doloroso espectculo.
Entretanto disse ln.ntem a redaego do Liberal
gou-me o documento n. 5 do qual se v que se
principiara a instaurar o processo contra a dita
eserava a 17 dc sotembro de 1855, lendo-a eu
coranraJo a -22 de julho do mesmo anno, como
so v do documento n. 6 do qual documento
raais do que de outra prova evidencia-se mi-
nha boa f no acto da compra, e por conseguin-
te a minha innocencia.
Poderla esta breve exposigo ser bastante para
patentear ao publico, a quera soraente devo sa-
tisfaedes, a minha innocencia, e boa f no acto
da compra da eserava j citada, pondo assim
patente os destrocos do edificio da iniquidade,
baiallio odio contra o : desmoronado pela juslica recta e imparcial do
Sr. Dr. Agn;lo, e do digno juiz municipal actual-
mente em exercicio ; mas vendo no pelourinho
Peruambucaiio. por antilhese chmalo Liberal,
non. 208 de 26 do setembro uitirao uma" to
estirada enxurraJa de calumnias, e mentiras de
grosso a darme, de envolla com as quaes anda
o meu nome, nao s em negocios eleitoraes,
senao ainda no campo do crime de estelionato,
nao quero deixar d, refutando seraelhantes ca-
lumnias, narrar ainda quo de um molo perfunc-
torio a verdade de tolos aquellos fados citados
no dito pelourinho
Comeca elle assimdragado o dia 7 de setem-
bro da das eloicoes, achando-se o juiz de paz
mais votado preso e sendo processado em crime
inafancavel, e achando-se auzcnle o segundo e
terceiro juizes de paz leve o quarlo juiz de pre-
sidir a mes.i parochial das cleigojs.
Formada a mesa com as formalidades exigidas
pela lei e comeeando a funeciomr, foi obstado
pelo primeiro juiz de paz, que, sondo solt pelo
subdelegado Roraarieo Francisco do Santoa all
se apreseotou para tomar parte nos trabalhos da
eloijauo juiz de paz em exercicio com a maoria
da mesa opposerain-se a isto, fazendo-ffie ver
que elle se achava incompetente para presidir a
mesa em razo de oslar preso c sendo processa-
ganga do Sr. ministro da guerra e do Sr. Dr.
Arabrozio chegava at s mulheres e filhos dos
sollados do oitavo balalho !
Quem menlio, calumniou e infamou foi o Li-
beral allirmando que as mulheres e lilhas dos
soldados foram arrancadas de seus bracos e ati-
rad,i*em abandono ao meio da ra.
.NG sabamos que o Liberal tambera advogava
a causa do concubinato, c entenda que as con-
cubinas tem os mesraos direlos que as ca-
sadas.
As mulheres legitimas
batalhao e seos filhos
los soldados do oitavo
seguirara em companhia
delle.', conio se pode ver da parlo do registro do que existe em lodas as assercOes coudas neste
porto, puWicada neste Diario, em lugar cornpe-1 periodo, permitta-se-me dizer ao publico que
tenle- ... ",r' se' 1ue raais admire, se o arrojo dos libe -
A proposigo do Liberal em contrario s leve i raes deste termo em s informaren! mentiras, ou
por Jim indispr os nimos das praeas do oitavo se a constiuda dos dessa praca era repro luzirera
batalhao, e indignar os horneas de boa f contra sempre ahi essas mesmas mentiras embora
o governo.
j Antes de concluir diremos que nao miramos
2400OO j intrigar o segundo batalhao de infamara com a
| redaego do Liberal, como suppe ella em seu
artigo editorial de honlem
2409000 Sornenlo desejamos que so nos d a razo,
por que ha de ser o altara batalhao, quem far
as honras da despedida ao Sr. Dr. Ambrozio, e
68i9000ino oenhum dos que actualmento compe a
| guamigo desta cidade ?
O porque da volta daquello balalho, para o
lim mencionado, muito preciso, para confuso
240g000 dos malignos que se comprazem om mal iuterpe
trar as palavras da redaego do Liberal.
I685OOO u rwoir.
Recile, 23 de novembro.
200g000 O Zuavo.
144JOOO
14J9000
Publieaces a pedido.
Oabaixo assignado d infinitas gragas a Deus
pelo feliz resultado. Cuinprindo um dever sa-
grado, vem agradecer aos Illras. Srs. Dr. Caro-
lino, Silva Ramas, Pereira do armo, Cotygipe,
e Brancaple, assistenlcs da operago de um can-
1441000 cro n0 Peil direilo da pessoa da'Exra.'1 senhora
^ j D. Anna Joaquina Pessoa de Albuquerque, eftec-
tuado o acto 110 dia 20 de agosto do corrente
anno, agradicendo as maneiras com qno se
prestaram estes dstnclos mdicos, o com expe-
ciahdade o Illm. Sr. Dr. Carolino, como opera-
dor, prestar-se as visitas, curas, al una] res-
labelecimento com maneiras urbanas e dilicadas
com nue sempre se dignou tralar a senhora do-
cnte em actos de seus curativos, e tambem 3 mim
com o seu modo delicado, com que honrou me
em suas conreroncias, lno protesta eterno reco-
nhecimento e gratido.
Recife 22 da novembro do 1860.
Francisco Mauricio da Malla Ribeiro.
1681000
144*000!
600000
192*000 1
pois porm de obiido lodo esto resultado, ch. -1 %*g& J^e sS^hlBiegZiV852, "^
A compra da eserava deu-se ha 5 para 6 an-
nos nesta villa, onde apresentou-se Francisco
Malinas, muito coniiecido na comarca, com ella
para vender, munido de escriptura de venda, que
llie pissou o senhor, que fra dalla. Comprei di-
ta eserava na maior boa f como ver o respei-
tavel publico dos documentos que offereco ; e s
muito lempo depois, foi que vulgar.sou-se aqu
a noticia do que dita eserava assassinara uns fi-
lhos ; quando ento j ella havia sido vendida
na lia.lia.
Desdo esse lempo que o Sr. Jos Victorino tem
scieuci 1 desse facto, e j juiz municipal, ha ires
annos, mas como s necossilou de um cavallo
do baialha agora pelas eleigoes, foi s tambera
quando euchergou esse crime. Mas Deus justo,
eu j e4ou ern minha casa, e o Sr. Jos Victo-
rino ai ida est na cadeia.
Quai.to aos immensos elogios, moralidades,
riquezas grandezas [que podera ser trazidos era
vitupetios visto como sao em bocca propria) nada
tenha a dizer, pois niuguem deve conhecer me-
lhor dos seus vicios do que o proprio vicioso, as-
sim como niuguem deve saber melhor dos seus
fundos do que o proprio necessitado.
Com a iusergo dessas mal alinhavadas razes,
muito obrigaro Vraes. ao seu constante Ieitor
e assiguante.
Cabrab 2 de novembro de 1860.
Jos Soares de Helio Avillias.
DOCUMENTOS.
N. 1. Illm. Sr. juiz municipal. Diz
Jos Soares de Mello Avillins quo ella sup-
plicanle a_ bera de seu direito e justiga pre-
cisa que V. 3. mande passar por certidao o theor
do allestado que deu ao supplcante Manoel Pe-
reira d'Amariz como lestemunha 111 compra da
eserava folla 5 Francisco Malinas, que pela qual
foi ao supplicanle instaurado, por esse juizo o
crime do eslellionato ; c como o referido alles-
tado exista naquelles autos, como prova da sua
innocencia, requer a V. S. Ihe delira na forma
requerida, pelo que R. M.
D. Cabrob 2 <1 novembro de 1860.Santos.
Certifico em virlude do despacho supra, que
consta o allestado as fls 33 junto ao processo de
que faz mengo a petico supra, do theor se-
guate :
Manoel Peroira de Amariz secretario da cmara
municipal desta villa de Cabrob, por nomea-
go da mesma etc.
Atiesto em f de verdade, que o Sr. Honorato
Honorio Itibeiro Granja, desde ha muito lempo
quo intrigado cora o supplicanle, o que afirmo
avista do que tenho presenciado, e mesmo po:-
ser publico.
Cabrob 19 dc setembro de 1850.Manoel Pe-
reira d'Amariz.
E mais senao continha em dito allestado, ao
qual rae reporto, estiva reconhecido e sellado.
O referido verdade, do que dou f.
Villa de Cabrob 2 de novembro de 1860.O
escrivao Luiz Francisco d'Oliveira.
N. 2.Illm. Sr.juiz municipal.Diz Jos Soa-
res de Mello Avellias quo elle supplicanle a bem
de seu direito e juslica precisa que V. .Sanando
passar por certido o Iheor Jo atte.-lido, que deu,
ao supplicanle Miguel dos Aojos Laudado pelo
facto da compra da eserava que fez o supplcanto
a Francisco Mathias ; pela quil foi iustaurado,
por esse juizo, o crime de estellionalo ; e como
o referido altestudo exisla naquelles autos, como
prova da innocencia do supplicanle, requer a V.
S. Ihe delira na forma rejuirida, pelo quo rece-
ber merc.
D. Cibrob 2 de novembro de 1860.Santos.
Certifico que em virlude do despacho supra,
revendo os autos do processo de quo trata o sup-
plicanle era sua petigao, nelle as fls 59 estar o
allestado requerido do theor seguinle :
Atiesto em f do verdade que na occasio em
que meu primo Francisco Mathias vendeu a es-
erava Maria ao supplicanle, d'aqui sahio e foi ler
era nossa casa no Abar onde resido, e l estan-
do alguos dias commigo, conversou-mo a res-
peito desse negocio, dizendo-me someute quo ti-
nha vendido dita eserava ao supplicanle, e que a
homem que mo-
para cima, ( o nome do ho-
rnera nao rae record agora ) e nao rae disso que
quo mentamos, calumniavamos e infamacamos, do era crirae inaliangivel, e que s o aBuso da
quando diziamos que ella proclamava que a vin-I autoridade o podia trazer alli, c que elle nao
cedia o seu lugar por eulender que se achava '
funecionando legilraente no empedimento do I"!
juiz, o na falta dos outros raais votadosvozes'
se Icvanlarara de todas as partes, o povo agru-
pou-se sobre a mesa, e depois de uma ferie e
exacerbada conlestago, o juiz de paz cora os
msanos do partido liberal, vendo que os ho-
mens do governo se achavam armados de grana-
deiras, tacos, facas de ponta, puuhaes, e lodas
as mais qualidades de armas oireusivas.accederam
a que o juiz de paz preso c criminoso lomasse a
presidencia da mesa.
Autos de passar a mostrar a falta da verdade
192g000
240*000
1805000
144*000
2!0$000
(Cantmuar-se-ha').
CommuncadosT
192*000
Mentira I Calumnia Infamia Oitb vezes
repeli o Liberal Pernambucano era resposla ao
nosso coramuniendo de 21 do correnle.
E'infamia, calumnia, mentira a allegado
Ao publico.
Constando ao publico, que fui preso, proces-
sado por errare de estelionato, corre-me o dever
de levar ao conhecimento do mesmo publico os
motivos, que occasionaram esse processo, a pro-
va que elle leve, a defeza que apresentei, e o
resultado final, para quo, scienlo o respeitavel
publico deludo isso, faca de mim o juizo, que
eu merecer, e nao o que os meus inimigos pin-
tam a respeito. Achava-me ainda mergulhido
cm penosa e profunda tristeza pelo prximo pas-
samento de minha senhora, mas cora a minha
consciencia bastante tranquilla, elivro de remor-
aos, quaodo no dia qualro de setembro prximo
(indo, estando na calcada da casa do subdelega-
do, conversando cora este vi dirigir-se para mim
o juiz municipal Jos Victoriuo acompanhado
do escrio, de dous offlciaes de juslica e mais
dous ou tres individuos de seu crodo, e ao che-
en-
conirem sempre quem os desmascare.
J por diversas vezes lem sido os reprodnetores
dessas mentiras ahi balidos pelo correspondente
da Revista Diaria, e retiram-se vergonhosamen-
le da arena, sem proferirera mais uma palavra,
corno lodo o publico tem visto.
Nao emendados porm ei-los ainda enchendo
columnas de calumniosas asserees. Vejamos o
verda leiro histrico.
Chegalo o dia 7 de setembro conhecendo-me
com o direito de poder ir presidir a mesa paro-
chial, visto como nos termos do art. 92 o 91
3o da constituigo achava-rae no gozo de meus
direlos polticos, requer ao juiz municipal,
ordera de quera achava-me preso, para que me
mandassf. acompanhar at a igreja matriz onde
devia ir exercer o meu direito poltico de poder
presidir a mesa parochial; deferida a minha pe-
tigao (documento n. 7) fui conduzido igreja,
onde tomando assento na cabeceira da mesa para'
eft'tito de se organisar a mesa parothial, a pre-
sentara m-se alguus membros do partido liberal,
que eu nao podia assumir a presidencia da mesa
por estar preso ; sustentei com aquellos artigos,
que podia-o, vislo nao estar anda pronunciado.
Houve no entretanto um. argumenlago um pou- linha havido por compra a um
co animada, mas para logo acalmou-se, cedendo rava do Boa Vista
os sobredilos raembros da prelenco, que nutriam
nLdTLe5 p'eidida a mcsi *Pel < Ju* de ; dita eserava era criminosa, e nem que tivesse"al-
pat, depois do que orgamsou-se a mesa com loda gum outro irapecilio ; o que juro so r
calma som raais barulho nem assuada, o 1-ivrou- ciso.
se a competente acta, na qual se fez menguo da Cabrob 2 do
circumslancia do eslar eu preso, etc. Anjos Laudacio.
^J "r,!f.!r ida SU" pUre2V d0 1ue se E naJa mais constava outra alguma cousa em
clo d/m^T?,M, r 3a' Umo Pal,!rV umuit0 oslado, aqui bem o fielmente transcripto
resoeUavel ntblirr, SKE1iLU,,lo v do proprio ori^a[ i 1ual *" reconhecido e
respeitavel publico do que acabo de expr, que sellado ao
nao houve ~------.-
o que juro se r pre-
outubro de 1860.Miguel dos
de fados que estao na memoria de todos, que sao garem ao p de mim oi-me ldo c
coraprovados com os escupios do proprio Liberal priso por crirae de estelionato. A primeira idea
Pernambucano II que occorreu-me foi de resistir a tal ordem visio
Cora mais vagar iremos repalindo as proposi- i como o direito em que ella bazeava-se era esne-
goea que avangamos e par de cada uma dellas cialraenle no de privar-me da presidencia da mesa
poreraos a competente prova cscr.pta, fornecda parochial, como Io juiz de paz, para ser onai-
pe o mesmo Liberal tlida pelo 4o, que pessoa do lado do fuiz mu-
Limitar-nos-hemos boje a responder ao artigo nicipal, visto como o 2o e 3o que to bem sen-
da redaccao do Liberal na parle que nos alcunhou do do mou lado, achavam-so auzentes. Denois
de flMRiirom impudentes por termos dito que, porm de um momento de reexo, e ae ler
mesa organisada pelo partido libera,
nem taes trabalhos coraegados, que nao fui tirado
da prisu sem formalidade pelo subdelegado-
que nao houveram laes soceos, nem empurroes'
nem finalmenle facas de ponta, punhaes, facoes e
granadeiras na igreja, onde apenas da parte de
lora acnavam-se quatro pragas da guarda nacio-
nal, que rae haviara acompanhado da cadeia
igreja, o mais cousa nenhuma.
Esses senhores liberaos primam por tal modo
na arto de faltar a verdade, que nao se pejam de
ser todas essas falsidades lidas o desmentidas por
mais de seis cenias pessoas, que se achavam na
igreja.
Assim como j vio o respeitavel publico, que
nada do que asseverou o Liberal no periodo ci-
tado foi exacto, nada se deu ; assim ver que o
que conlinuou a dizer nos periodos seguinles nao
mais exacto. (Contina).
Cornegada a chamada dos votantes o juiz de
paz princpiou a sua estra pelo inqualificavel
arbitrio de s fazer chamada dos nomes, que Ihe
convinha, saltando ou deixando em silencio a
mor part8 dos votantes, etc., ele.
Haver, j nao digo no Bratil, digo no mundo
inteiro, quem com mais descaramenlo falte a ver-
dade do que essa gente?
que me reporto e dou f.
Villa de Cabrob 2 de novembro de 1860.O
escrivao Luiz Francisco d'Oliveira.
N. 3.Illm. Sr. juiz municipal.Diz Jos Soa-
res dc Mello Avillins, que elle supplicanle, a bem
do sou direito e justiga, precisa que V. S. mando
passar por certido, o theor da promoco que deu,
o promotor publico da comarca, no processo que
contra o supplicanle ; inslaurou esse juizo, pelo
crime de estellionalo, pelo o fado da con pra du
uma eserava, por tanto pede a V. S. Ihe delira na
forma requerida.E R. M.
D. Cabrob 2 de novembro de 1860 Santos.
Certifico que eu virlude do despacho supra,
ue revendo o processo de que faz mengo
qa petigao do supplicanle, nelle as folhas 61 ver-
so, eslava a promogo requerida, do theor se-
guinte : >
Nao se provando do presente summario que
Francisco Malhias houvesse furlado ou roubado-
da cadeia da villa da Boa-Vista, a eserava Maria
criminosa e pronunciada no arligo cenlo e noven-
la e tres do cdigo penal, como diz em sua por-
tara o Sr. juiz, que principiou a formago da
culpa ; nao so provando igualmente que o sum-
mariado Jos Soares de Mello Avellins, houvesse
comprado a referida eserava com sciencia de quo
era criminosa, e menos que tivesse sido furtada
Senhores liberaos desta vi fo, onde foi que se ou roubada por Francisco Mathias par vender-
deram esses factos ? Quem foi que os presenciou ? Ihe ; esta promotoria emendo nao ler incorrido
Nao se achava ura membro desse lado o Sr. Sa- | o summariado Jos Soare de Meo Avellms era
.STn. ia .?" Cr ^ 0pia da ,u,,,-! agao na mao lendo igualmente comigo, e fazendo I oeroetrado or Fmnricn ttfh.
seus apontamentos ? Onde pois houve essa cha-
mada so dos que me convinhara ? 1 Nao seria rae-
Entretanto
justiga.
V. S. decidir como entender do
MUTILADO
! ILEGVEL


DIARIO DE PERNAMBUCO. SABftlDO 24 DE NOVEMBRO DE 1860.
P)
Villa do Ouricury 15de outubro de 1860, o pro-
motor publico Agnello.
E mais se nao condola era dita araasoeo
aqui bcra e fielmente transcripta do proprio ori-
ginal as fls 61 at lis 62 do respectivo processo,
ao qual me reporto e dou f
Villa de Cabrob 2 de novembro de 1860.O
escrvfto Luiz Francisco de Oliveira.
N. 4.IUm. Sr. uiz municipal. Dia Jos
Saares de Helio Avillias, que elle eupplicante o
bera de seu direito e justica precisa que V. S.
mande por certido o theor da despronuncia que
deu, esse mesmo juizo no processo que contra o
supplicante instaurou esse referido jnizo, polo
crime de esleltionato, pelo faci da compra de
urna cscrava, porlanto pede a V. S. lhe delira na
forma requerida.E R. H.
D. Cabrob 2 de novembro de 1860.Santos.
Certifico em virtude dodespacho supra, que re-
vendo o processo de que faz mcn;o a peticao do
supplicante, nelle a Os 62 v. eslava exsrada a
sentenca requerida do theor seguinte.
Vistos estes autos etc. julgo improcedente o
procedimento ex-offlcio, porquantos nelle nao
existem provas que induzam a crer que o summa-
riado Jos Soares de Mello Avelins, livosse incor-
rido era cumplicidade de crime de eslellior.alo,
que se diz perpetrado por Francisco Mathias.
O escrivao passo alvar de soltura em favor do
reo, e pague a raunicipalidade asacustas. E cum-
pre declarar que nao me foi possivel concluir es-
te processo dentro no termo prescripto no art
1SS do cod. do proc. crim., por estar satisfazen-
do diversas reqnisicoos do Dr. promotor publico \
da comarca, como consta dos raesraos autos.
Cnb'bob 22 de oulubro de 1860 Jos Fran-
cisco dos Santos, juiz municipal supplente.
E ruis se nao continha em dita despronuncia,
aqu bem e fielmente transcripto do proprio ori-
ginal as fls 62 v. ata fls 63, ao qual me reporto e
dou f.
Vill.i de Cabrob 12 de novembro de 1860 O
escrivo, Luiz Francisco d'Oliveira.
-V IUm. Sr. delegado de polica.Diz Jos
Soares de Mello Avellins, morador no termo do
Cabrob, que elle supplicante a bem de seu di-
reiloii! justica precisa que V. S. mande o res-
pectivo escrivao passar por certido o dia, mez e
anno em que se deu principio a instaurar o pro-
cesso crime contra a escrava Miria, que era es-
crava de Carlos Jos de Santa Anna, porlanto pe-
de a V. S. llie defira na forma requerida. E
R. Me.
Jos Soares de Mello Avillins.
Passe na forma requerida. Villa da Boa-Vis-
ta, 22 de oulubro de 1860. Chrispiniano R.
Brandao.
Felippe Benicio S e Lyra, segundo.labellio e
escrivao de orphos e ausentes civel vitalicio, e
servindo interinamente no crime, nesle termo da
villa da Boa-Vista e comarca do mesrao nome,
provincia de Pernambuco, por S. M. I. e consti-
tucional o Sr. U. Pedro II que Dos guarde stc.
Cerlifico que em observancia do respeitavel
despacho, e revendo o processo de que trata a
pelillo suppra e nelle achei ler-se instaurado o
processo no dia 17 de setembro do anno de 1855,
c tendo sido os assassinos que ferira a mencio-
nada re seus quatro filhos, no dia 17 de junho
do mesmo anno. O que affirmo em f de verda-
de. Villa da Boa-Vista. 23 de oulubro de 1860.
O escrivao interino no crime, F. Benicio S e
Lyra.
N. 6.IUm; Sr. juiz municipal.Diz Jos Soa-
res de Mello Avillins, que elle supplicante a bem
de seu direilo e justica precisa que V. S. mande
passar certido do dia, moz e auno, em que o
supplicante comprou a escrava Maria Francis-
co Mathias, visto como esse papel de venda exis-
te junio aos autos crime, que conlra o supplican-
te instaurou esso juizo pelo crime de estellionalo,
rorianto podo a V. Iho defira como requer.E
R. Me.
D. Cabrob, 2 de novembro de 1860.Santos.
Cerlifico em virtude do despacho suppra, que
foi feita a compra de jue faz mengo a petii;o
do supplicante, ter sido no dia 22 de julho de
1855, como consta do documento folhas 20, jun-
to aos autos do processo de que faz mencao a
suppradita peligao. O referido verdade, do* que
dou f. Villa do Cabrob, 12 de novembro de
1860.O escrivao, Luiz Francisco de Oliveira.
N 7.IUm'. Sr. juiz municipal.Diz Jos Soa-
res ili Mello Avillins, preso por esse juizo, que
tendo de reunir-se hoje as 9 horas do dia a mesa
parochial para o fm oo proceder-se a eleicao de
vereadores ejuizes de paz, e sendo o supplicante
o presidente da dita mesa como Io juiz de paz
deste districto, e estando aind.i no goso dos seus
Volumes sahidos com fazendas..
com genero*..
70
375
------445
Descarregam hoje 24 de novembro
Barca americanaImperadorfarinba de trigo e
farel*.
Bsrca americanaGrape Soht farinha e bren.
Brigue hespanholVigilante vinho a fructas
secc&s.
Brigue inglezLiliancarvao.
Brigue portuguezS. Manoel Imercadoris.
Barca inglezaSex Wavetrilhos de ferro.
Patacho hollandez Adriano Johanes meren-
donas.
Sumaca brasilairaHortenciadiversos gneros.
Recebe doria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Rendimenlodo dia la 22. 20:7389*52
dem do dia 23....... 280*204
Sl:018656
Consulado provincial-
Randimento do dia 1 a 22. 12-425627
dem do dia 23....... 875S598
13:301 22
Movimento do porto.
Dia 23.
Nohouveram entradas era sahides
a m
O. M
S
os
o.
B
I
i'
o-
e
Boros
Atmosphtra.
I

Oireeco.
n
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Intensidade
00 8 X M m to hS KS
en 5 00 OS o
> ^ w 03
Fahrenheit
Centgrado.
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C3
Hygrometro
Cis'.erna hydro-
metrica-
a
to
en
pi
so
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M "5
ce c
S
rr
H
R
c
regulamenlo n. 737 de 25 de novembro de 1860;
por isso requer a V. Etc. que so digne mandar
lomar por termo o leu protesto, afina de que seja
intimado aos referidos devedorer passando-se
cartas precatoTfas para as inTtnTncoeS"aos devela-
res ausentes em lugares sabidos, e editos para os
que se acharem sin lugares nao sabidos, jtisli-
cada a ausencia dos mesms, sendo o menciona-
de protesto tambera contra alguna devedores per
contas de livro, como declaram as ditas relacoes,
e afim de que contra todos fique resalvado o seu
direito.
Pede a V. Exc. se digno deferir-lhe.E. R. M.
Joaquim da Silva Lopes.
Nada mais se continha e era alguraa oulra
cousa se declarava em dita peticao aqui trans-
cripta, na qual dei e profer o despacho do theor
seguinle :
Destribuido, tome-se por termo o protesto do
supplicante para o fm requerido, jostiffcaudo o
mesmo supplicante a ausencia dos devedores, que
se acham em lugares nao sabidos,
Recife 25 de outubro de 1860Anselmo Fran-
cisco Peretli.
Nada mais se continha e nem nutra cousa al-
guraa se declarava em dito despacho aqui trans-
cripto e copiado, em virtude do qoal se fez a des-
da igreja da Pcnha, resta saldo 257/1374 ; Manoel'
Loit Teixeira 221&480 ; Manoel de Rotonda Reg ;
Barros 78.
Recife 29 de outubro de 1860.-Joaquim da
Silva Lopes. <
E havendo o supplicante produzido suas teste-
raunhas forim os autos sellados, e teodo subido
os mesmos a minha concluso, dei e profer a
sentases do theor e forma srguinta :
A vista da iiiqutrico de fls. 13 a fls. 15 julgo
provada ausencia dos individuos constantes da
relacao de fls. 8 s fls. 10 verso, em lugares nao
sabidos, pelo btj8 mando que lhes seja intimado
o protesto de fls. 2 mso?or meio de editos, pas-
ssndo-se a respectiva caria com o prazo de 30
das, pagas pelo justificante as cusas.
ecife fS de novembro de 1860.Anselmo
Francisco Peretli.
E mais se nao continha e era alguma outra
cousa se declarara em dita sentenca aqui bem e
fielmente transcripta c copiada, em virtude da
qual o escrivao que este subscreveu. fez passar o
presente edital com o prazo de 30 dias. pelo
qual eseu theor chamo, intimoe hei por Intimado
aos ditos supphcados ausentes cima declarados
de todo o conteudo na peticao e termo de protes-
to cima transcriptos e copiados. Pelo que toda
THEATRO DE S. ISABEL
COUPAMIli LYBlfil DE G. IHiRMMGEU
Sabbado 24 de novembro
Beneficio jo primeiro bartono absoluto
CARLOS BARTOLUCC1.
Represen lar-se-ba a opera em tres actos de Rellni
rannTmi.
tribuicao ao escrivao Manoel de Carvalho Paes de e qualquer pessoa, prenles ou amigos dos ditos
Andrade, que lavrou o termo de protesto do theor
e forma seguinte:
Termo do protesto.Aos 26 de outubro de 1860
nesta cidade do Recife de Pernambuco em meu
cartorio veio o supplicante Joaquim da Silva Lo-
pes, e pernote as lestemunhns infra assignadas,
disse que nos termos da peticao retro proteslava
supphcados ausentes os podero fazer scietitesdo
que cima tica exposto ; e o presente ser affi-
xado nos lugares do costurae e publicados pea
iinprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 21 de novembio de 1860, 38. da
indencia e do imperio do Brasil.Eu Manoel de
O beneficiado grato ao lisongeiro acolhimento que tem recebido deste Ilustrado e intel-
ligente publico, tudo confia na sua gencrosidade.
Os bilhetes vendem-se j no escriptorio do theatro.
Principiar s 8 horas era ponto.
N. B. A sobredita opera ser executada por inteiro e nao cera o corte que se fez na
primeira noite, por ncommodo do Sr. Marchetti, o qual foi reconliecido pelas autoridades.
Avisos martimos.
por todo conledo na me'sma peticao expendido,' Carvalho Paes de Andrade, escrivao do juizo es-
a qual Dea sendo parle do presente ; e de como pedal do commercio o IIz escrever.
assim o disss e protestou fiz o presente, no qual
se firmou o dito protestante com as testemunhas
abaixo assignadas.Eu Manoel de Carvalho Paes
de Andrade escrivao o escrevi.Joaquim da Sil-
va Lopes, Faustino Jos da Fonceca. Manoel
Anselmo Francisco Peretli.
commercio da provincia de
Rio Grande do Norte e
Ass.
Vai sahircom muita brevidade a barcaca No-
va Esperaca, recebe carga a fretes com'modos :
O tribunal do v
Pernambuco convida aos senhores commercian- l r na rua da Madre c Dos n. 2.
les nacionaes matriculados e residentes nesta
districto comparcrerem no dia 11 de dezembro
s 9 horas da monha, na sala da Associacao
Commercial Boneficenle para proceder-se a eei-
;ao dosdous deputados commerciantes, que para
o seguinte quatriennio de 1861 a 1864 tem de
substituir os acluaes senhores deputados Joao
Ignacio de Medtiros Reg e Juao Pinto de Lomos,
na forma do titulo nico do cdigo commercial,
o decreto de 5 de setembro de 1850.
E para constar mandou o sobredilo tribunal
-1 M * ^1 -J i
en -.1 1 Francs. > 9
03 i O CE H o :
P s p i i ingle'.
00 o
A noite nublada at as 4 horas da manha, que
tornou-se de pequeos aquaceiros, vento ENE
regular atea hora cima que rondou para o NE e
assim smanheceu.
OSCILLAC.VO DA MARK.
Preamar as 0 h. Al' da manha, altura 5, p.
Baixamar as 6 h. 30' da tarde, altura 1,6 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 23 de no-
vembro de 1860.
ROMANO STEPPLR.
Io lenle.
Uuarte Vieira Jnior.
Nada mais se continha e nem outra cousa al-
guma se declarava em dito termo de protesto aqui
transcripto e copiado, e dos respectivos aulos so
via e mostrava, que a relacao dos devedores au-
sentes c justificados a seguinte :
Pernambuco 21 de oulubro de 1860.Relacao
dos devedores de Joaquim da Silva Lopes, que se
acham ausentes desla praca em lugares nao sa-
i iiti!fitriAn,onioi"T-T Anujppfv cnia-,
= %SnS n eaT"S de 'FWl'\V '"er esle ('u0 *'--"o Polo seu secretario ser
- b.43g302 Bernardo Fernandes da Cunha Avel- ; publicado no Diario desta cidade c affixado na
afiii" t6 10 do agosto de 1856. prin- praCa do commercio, com a lisia de que trata o
cipal 8.22J>440 ; Manoel Jos Barboza Braga,! art 5o do citado decreto.
conta de liyro, principal 1:0259857 ; Antonio Jos- Secretaria do tribunal do commercio de Per-
quim da Si va Ribeiro por letras aceitas al 21 nambuco. 23 de novembro de 1860.
de marco de 1859, com os juros do 2 por cento ;
estipulados na mesma, garantidas por Jos Bento i LISTA,
de Souza, tres das mencionadas letras, principal j O* Srs. :
6:5b4;}150 : Ignacio Lopes da Silva, urna letra I J,)SG Jeronyno Monteiro.
vencida em 1840, agoslo 26, principal 8419000 ;'JoS1' Joaqun Dias Fernandes.
Manoel Antonio de Azovedo Ramos, quinze letras *<*s Pires l*rreira.
vencidas at 8 de setembro do 1839, juros estipu-1 Joo Ignacio le Medeiros Reg,
lados na mesma, principal 3758 ; Domingos da Joaquim da Slva Lopes.
Silva Azcvelo Pires, tres letras vencidas al 27; Js Rodrigues Percira.
Para o Gear
O veleiro e bem conhecido cter nacional Em-
*na segu para o Cear cora a carga que liver a
Antonio Vslenlim da Silva Barroca.
Manoel (iongalies da Silva-
Jos Candido de Barros.
Edita es.
Pela inspeccao da alfandega se faz publico,
que no dia 2i uo correle, depois do meio dia,
se ho de arrematar em hasta publica, porta da
mesma repartido, de conformidade com o dis-
poslo na segunda parle do art. 302 do regulamen-
lo de 19 de setembro do torrente anno, 321 cai
xas da marca IVSJ com ceblas,vinda do Porto no
brigue portoguez Esperanga, entrado no cor-
rente mez, pesando liquido 852 arrobas, a 500 r?.
por arroba, total 4318, abandonadas aos direitos
por Domingos Alves Matheus, sendo a arremata-
cao livre de direitos ao arrematante.
Alfandega de Pernambuco, 21 de novembro de
1860.O inspector,
Remo Jos Fernandes Barros.
U lllm. Sr. inspector da thcaourarin provin-
cial, era C'Jmpriraento da icsolucao da juntada
fazenda, manda fazer publico, que a arremala-
direiras polticos, visio como nao osla pronuncia-
do, como lhe girante o art. 94 3o da constilui- l de Goianna foi trausferida para o dia
c'w e art. 9i da lei de 3 dezembro de 1841, tudo I rente,
combinado com o art. 91 5 1 da mesma consli-
tuicao, requer a V. S. lhe mande as sobreditas
horas conduzir o supplicante para a igreja matriz
onde tem ue assumir a sobrediia presidencia, as-
sim pede a V. S. lhe defira como requer. E
11. He.
Jos Soares de Mello Avillins.
Al.endendo ao direito allegado pelo supplican-
te mando io escrivao desle juizo que intimando
este ao carcereiro receba delle o supplicante e o
acornpanhe a igreja matrizCabrob, 7 de se-
tembro de 186JSantos.
de dezembro de 1858. juros estipulados na mes-
ma, principal 4208360: Jos Joaquim Alves da
Silva, urna letra vencida em 19 de outubro de
185, juros estipulados na mesma, principal...... Joao Jos de Ctrvalho Morae?.
98s8C5 ; Joo Pereira Lopes Moniz, duas letras "ose Pereira da Cunha.
vencidas al 9 de novembro de 1848, juros esli- \ Francisco AccicJy de Gouveia l.ins.
. pulados na mesma, 2 por cenlo, principal 718400; i "os dos Santos Neves.
Jos dos Santos e Silva Jnior, urna letra vencida Antonio Jos Lial Reis.
em 26 de outubro de 1854. juros estipulados nal Barlholomeu Francisco de Souza.
mesma, principal 58000; Francisco Carneiro de j Jos Francisco Lavra.
Albuquerque, letras vencidas em 10 do abril de "os Baplista da Fonseca Junio*.
1851, juros estipulados na mesma, principal.....| Manoel Buarque do Macado Liras.
338000; Amonio da Silva Guerra, quatro letras, Lourenco Luiz das Neves.
a ultima vencida em 15 de agoslo de 1858. juros! Antonio" Luiz tos Santos,
estipulados na mesma, principal 314J00O; Fran- | Antonio da Silva Ferrcira Jnior,
cisco Gomes de Oliveira, duas letras vencida em Mig'iel Jos de Abreu.
19 de Janeiro de 1851, juros estipulados na mes- I Jo Cardozo Ayres.
ma, principal 176gi"0; Joaquim Duarle Pinloda 'Joao Baplista Fragozo.
Silja, duas letras vencidas at 3 de julho de Antonio Ignacio do Rege Medeiros.
1854, juros estipulados na mesma, principal.. .. ; Jao da Silva Paria.
SlcOuO; Jos Francisco da Costa, duas letras ven-. Candido Caseniiro Guedes Alcanforado,
cidas al 3 de abril de 1843, juros de 2 por cenlo,; -""s Alves Fernandes.
principal 1138000; Manoel Correia, duas lelras Aureliano Augusto de Oliveira.
vencidas at 18 de maio de 1812, juros estipula- Antonio Jos de Castro.
dos na mesma, principal 2005400 ; Joao Goncal- I Gabriel Antonio,
ves Villa-verde, urna letra vencida em 15 de ou-
tubro de 1851, juros estipulados na mesma, prin-
cipal 42300 : Manoel Alves de branles, lelras
vencidas at 30 de novembro de 1857, juros esti-
pulados na mesma, principal 1S2$000 ; Jos Pe-
reira Teixeira, urna letra vencida, juros de 2 por
cenlo ao mez, principal 265000 : Francisco Ma-
0 do costeio da illuminaco publica da cidade I noel de Freit-s', dita, principal 33$';80 ; Francisco
i do cor- Luiz Fernandos da Costa, urna lena vencida em 1
Jos Antonio Basto.
Luiz Antonio Siqueira.
Joao Piulo de Leinos.
Joao Pinlo de Lemos Jnior.
Jos Veliozo Soares.
Elias Bapiiaia da Silva.
Manoel Dunrlo Budrigues.
Manoel Ignacio de Oliveira.
Vicente Jos de Brilo.
bordo no oa 23 do corrento mez imprettrivel-
mente : para carga c pissageiros, trala-se com
Augusto Jos Ferrira & C, rua do Labug n. 7-
Para o Rio Grande do Sul
segu com brevidade a barca MalhilJe por ter
a maior parle da carga prompla ; para o restante
trata-se com Manoel Alves Guerra, no seu escrip-
torio da rua do Trapiche n. 14.
PARA O ARACATY E ASS'
sae o hiale Sergxpano: para carga, trata-se com
Martius & Irmao.
Porto por Lisboa.
Vai sabir para o Porto com escala por Lisboa
at o dia 25 do crlente mez o brigue poriuguez
Promptido II, forrado e encavhado de Cobre
de PRIMEIRA MARCHA ECLASSE, por ja ter
parte do seu carregamento; para o reslo e passa-
geiros, para os uuaes tem excellentes commodos
trata-se com Elias Jos dos Santos Andrade & q '
rua da Madre de Dos n. 32, ou com o capltao. '
Miiraiiliao e Para,
Segu com brevidade o bem conhecido hiale
Lindo Paquete, capito Jacinlho Nunes da Costa
por ter parte de sen carregamenlo promplo ; para
o resto e passageiros, trata-se cora os consigna-
tarios Almeida Gomes, Alves & C, no seu es-
criptorio. rua da Cruzn. 27.
Cear e Acarac.
No dia 30 do correte, com a carga que livor a
SobralensP", capitiio
-^-is ; recebe carga a
frete e passageiros : a tratar com Caelano Cvriaco
da C. M. & Irmao, no lado do Corpo Santo n. 25.
Avisos diversos.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
40 da rua da Imperatriz ; a tratar no mesmo.
Aluga-se o segundo andar do so-
brado n. 15 da travessa do Veras bair-
ro da Boa-Viita, muito {fresco e com
milito bons commodos para familia :
trata se com Augusto C de Abreu, no
armazem n. 5G da rua da Cadea.
Precisa-se de urna ama de leite : na rua do
caes de Apollo n. 17, sogundo andar.
Precisa-se fallar ao Sr. Jos Pires
de Carvalho, que morn em Apipucos
e tem al I i um hotel : na praca da Inde-
pendencia livraria n. G e 8. *
affixar o presente e
de Per-
UMA LAGaiMA
Sobre o tmulo da Exm,1 Sr.a D.
Anna F.mi i 1 Alcoforado
e offerecida a sua chara familia
Que eras do co, nao da trra
Bem me disse o coracao.
*
Mais urna victima das desventuras do
destino recolhcu-sc a morada dos finados,
maiS urna faisca da vida apagou-se nos
gelos do sepulchro, mais urna virgem in-
nocente, como um soiriso de enanca, dei-
xou a" peregrioago da trra para entrar
no cordao dos snjos, que cantara as preces
a Divindade.
Na paz tristonha de um eterno silencio,
na escurido de um tmulo est hoje a
Exm.a Sr.a D. Anna Emilia Alcoforado.
Quando a aurora do futuro desatava
para a sua mocidade o ramalhete dos pri-
moros terrenos, velo o espinho da dor
Irazer-lhe os labores da nfllicQo o os des-
consolos da vida. A mo da enfermidade
vinha mostrar-lhe as esperancas e os so-
nhos dourados da juvenlude.
No leilo do soffrimento, carpindo o pran-
to da iufelfcidade e ouvindo o murmurio
das lagrimas, nao podia jamis ver a luz
do futuro beijar-lhe os dias da existencia,
o dedo do destino apresentava a ultima
hura de sua vida o olla chorava.
Chorava por deixar o gozo dos carinhos
molernos, dos affectos de seu pai, das de-
licias de seus irmaos e do amor de sua fa-
milia e de suas amigas.
J nada podia animar-lhe a existencia,
nem as lagrimas o nemos suIuqos, nem os
midos e nem as preces. Dcos a chama-
va para junio de si, como reliquia da in-
nocencia e cora essencia da virtude ter-
rena. Entre as bencaos, entre as afflic-
ces de um coracao e entre os praotos das
suas dilectas, soiucou o ultimo suspiro de
sua vida e inorreu. De ludo isto s nos
resta um record, que se a'iraenta as tris-
tezas da urna saudade e dos prantos da
saudade vcem urna nica palavraRe-
signac,o.
Urna amiga.
(0>1U1 IU 10.
Praca do Recife 23 de no-
vembro de 1860.
Vs tres Uoras da V\Te.
Cetacoes offlciaes.
C3inbio sobre Londres26 1)2 d. 90 d(v.
Gorge PatchrttPresideate.
7u6oi*rcgSecretario.
Alfandega.
Rendiraento do dia 1 a 22. .
dem do dia 23.....
262.329^882
10:1928478
27i:522360
Movimento da alfandega.
Volumes entrados cora fazendas.. 87
com gneros.. MS
------229
E para constar se mandou
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial
nambuco 22 de novembro de 1860.
A. F. da Annunciac.ao.
Secretario.
O IUm. Sr. inspector da thesonraria pro-
vincial, cm cumprimenlo da resoluco da jnnta
da fazenda, manda fazer publico que a arrema-
tado dos impostos da comarca da Boa-Vista foi
Iransferida para o dia 26 do corrente.
E para constarse mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 22 de novembro de 1860.
A. F. d'Annunciaco.
Secretario.
Pela inspeceo da alfanllega so faz publico
que no dia 24 do corrente, depois do meio dia, se
ha de arrematar em hasta publica porta da
mesma repartic5o, de conformidade com o dis-
poslo na segunda parte do art. 302 do regula-
menlo de 19 de setembro do corrente anno, I
gainla com 8 casaes do coelhos no valor de
I6366O rs cada coelho, vindosdo Porto no brigue
portuguez S. Manoel I, entrado no correle
raez, abandonados aos direitos por Joao Joaquim
de Oliveira, sendo a arrematarlo livre de direi-
tos ao arrematante.
Alfandega de Pernambuco 21 de novembro de
1860".0 inspector,
Bento Jos Fernandes Barros.
Pela inspecco da alfandega se faz publico
que no dia 24 do correte, depois do meio dia,
se ha de arrematar em hasta publica, porta da
mesma repartilo, de conformidade com o dis-
posto na segunda parte do art. 302 do regula-
menlo de 19 de setembro do corrente anno, I
gaiola com 2 coelhos. no valor 16)660 rs. cada
coelho, viudos do Porto no brigue portuguez
Esperancia. entrado no coarente mez, abando-
nados aos direitos por Antonio Lucio Pereira
Canhi, sendo a arrematarlo livre de direitos ao
arreate loa le.
Alfandega de Pernambuco 21 de novembro de
1860.0 inspector,
Bonlo Jos Fernandes Barros.
PelainspecQao da alfandega se faz publica
que no dia 24 do corrente depois do meio dia, se
ha de arroma'.ir em hasta publica porta da
mesma repartirlo, de conformidade com a se-
gunda pane do art. 302 do regulamenlo de 19
de agoslo do corrente anno, urna gaiolta eom
cinco coelhos no valor de I6966O rs. cada um
coelho, abandonados aos direitos por Domingos
Alves Matheus, sendo a arreraataco livre de di-
reitos ao arrematante.
Alfandega de Pernambuco 22 de novembro de
1860. 0 inspector, Bento Jos Fernandes
I Barros.
Pela Inspeceo da alfandega se faz publico
I que no dia 21 do corrente depois do moio did se
( ho de arrematar em hasta publici de conformi-
dade com a segunda parte do art. 302 do regula-
! monto de 19 de selembro do corrente anno, 1 ca-
sal de coelhos no valor de 168660 rs. cada coelho.
vindos do Porio no brigue portuguez 5. Manoel I,
entrado no correle mez,abandonados aos direitos
porJoo Athanazio Bolelho, sendo a arremataeo
livre de direitos ao arrematante.
Alfandega de Pernambuco, 22 do novembro de
1860. O inspector, Beno Jos Fernandes
Barros.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa, da de Christo, e
juiz de direito especial do commercio desla ci-
dade do Recife e seu termo capital da provin-
cia de Pernambuco, por S. M. imperial e cons-
titucional o Sr. D. Pedro II, que Deus guar-
de etc.
Faro saber aos que o presente edital viren), que
Joaquim da Silva Lopes me dirig a peticao do
theor seguinle :
IUm. e F.xm. Sr. Dr. juiz de direito do com-
mercio.Diz o capito Joaquim da Silva Lopes,
que sendo-lhe devedoras as pessoas constantes
das relacoes juntas das quantias neUas declaradas ria Domingues
por Iettras vencidas com o juro as mesraas esti-
puladas, quer o supplicante protestar pelo seu
direito coaira todos os devedores pata inierram-
'de selembro de 1841, principal 45J20O ; Constan-1 Manoel Joaquim fiamos e Silva,
lino Ferrcira Alves, urna letra vencida cm 6 de Manoel Alves Guerra,
outubro de 1845, juros estipulados na mesma, I Caelano Cyriaco da Costa Morcira.
principal 1243150; Bento Jos Rodrigues, duas c.arai" ,Jn,J de Lemos.
letras vencidas em 8 de abril tic 1S>6, juros esli- 'cente Mendos Wanderley.
pulatfos na mesma, principal 107SG0 ; Victorino 'oaquini Jos da Costa Fajbzes.
de Souza Pinto, urna letra vencida em 14 de ja- *0*10 "ose de Gouveia.
neirodei855, principal 51J0I3; Antonio Fran-
cisco dos Sautos Braga, urna letra vencida em 22
do agosto de 1842, principal 1 ioy850 ; Jos Pinto
de Queiroz e Tliomaz Pinlo de Quciroz, urna le-
tra vencida em 10 de selembro de 1855, juros de Joaquim Jos Silveira.
2 por cenlo ao mez, principal 318*684 ; Nicolao! Antonio Alves Barboza.
Ferreira, urna letra vencida era 24 do novembro
do 185:1, principal 264S0O0 ; Jos Francisco de
Souza, urna lelra vencida em 25 de setembro de
de 1845, juros estipulados na mesma, principal
lOfJS; Manoel Jos Mendes Bastos, duas letras
vencidas at 19 de
Jos Marcelino da Rosa.
Antonio Pedro das Neves.
Luiz Jos Rodrigues do Souza.
Jos Gonralves Malveiras.
abril de 1811, sem juros, prin-
cipal 8)$8t0 ; Francisco Xavier Cabral, urna letra
vencida em 21 de abril de 183S, principal 503 ;
Antonio Rodrigues Barreto, urna dita vencida em
20 de fevereiro de 1854, juros estipulados de 2
por cenlo ao raez, principal 53592G0; Jos Do-
mingos Cabral, quatro letras vencidas cm 11 de
Janeiro de 1812, juros de 2 por cento, principal
344j; Jos Gomes Moreira, urna dila vencida em
20 d-' juneiro de 1833, s-rn premio, principal....
62j}">00 ; Manoel Marques Fernandes, duas letras
vencidas at 8 de outubro de 1851, juros na mes-
ma, principal 130JJ ; Joao Torquato Ferreira, tres
letras vencidas at 8 de fevereiro de 1843, juros
de 2 por cento, principal 6O36O ; Jos de Souza
Rapozo, urna lelra sem premio, principal 7IS850;
Jos<5 da Costa Ramos, dita sem premio, vencida,
principal 100JJ; Jno Teixeira Bastos e Silva, urna
dila vencida em 17 de selembro de 1841, princi-
pal 41$310: Ignacio Joaquim dos Sintos, urna
lelra j vencida cora os juros de 2 por cento,
principal 1405280; urna letra aceita por P. A.
Bunce, principal 1603960; Domingos Nunes Ha-
mos Ferreira, uraa letra vencida, principal 330*;
Homem-Bora Fernandes Pereira Cesar, principal
1 lj;060 ; Constantino Ferreira Alves, urna letra
vencida cm 16 de julho de 1842, juros estipula-
dos de 2 por cento, principal 5'ty; Fortnalo
Francisco Marques, urna letra vencida em 31 de
julho de 1851, juros na mesma, principal........I
173820; Jos dos Santos e Silva Jnior, duas le- i
tras vencidas, a ultima em 26 de abril de 1855,
juros de 2 por cento, principal 180J ; Manoel
Jos da Costa, duas lelras vencidas, a ultima em ;
21 de Janeiro de 1854, juros de 2 por cento, prin-1
cipal 1053180; Manoel Goncalves Valentc, urna '
|etra vencida em 23 de "outubro da 1850,
juros de dous por cento, principal 330*120 ;
Antonio Jos de Freitas, lelra vencida at 1853,
principal 64*890 ; Jos Francisco de Souza, lelra
vencida at 1843,113j990; Jos Joaquim Pereira
de Mello, letras vencidas at o ultimo de Janeiro
de 1855, principal 91480; Jernimo Mariz, le-
tras vencidas at 15 de julho, principal 71*840 ;
Zacaras Rodrigues de Souza, Ires lelras vencida
a ultima em 1850, juros estipulados 2 por cento,
principal 190*350 ; Jos Victorino da Braca, le-
tra vencida, principal sem juros 187^733; Anto-
nio Pedro Martins, urna lotra vencida em 18>1,
juros de 2 por cenlo, principal 58* ; Manoel Ig-
nacio da Silva Jnior, duas letras vencidas em
25 de Janeiro de 1856, juros de 2 por cento,
principal 102*200; Joaquim da Catta Pereira,
urna letra vencida, juros 3, principal 196*300;
Siqueira & Pereira, uraa lelra vencida era 27 de
margo de 1854, juros 2, principal 162*; Jorge
Roariguos Sidreira, urna lelra vencida em 186,
juros 2, principal 40* ; Constantino Ferreira Al-
ves, duas letras veneidas era 16 de junho de 1842,
juros 2, principal 124*450, conta de livro ; Ma-
noel Cardoso, que teve taberna na rua Direita
(ausente) 70*200; Jos Fernandes Fradico [au-
sente) 50*; Joao Joaquim Alves Lima, que teve
taberna na Passagam [ausente) 5'1* ; Manoel Jos
Moreira (ausente) 116*820 ; Joaquim Goncalves
da Silva Maia (ausento) 115*620 ; Manoel Joa-
quina da Silva Macieira (ausente) 109*620 ; Luit
Cardoso Monte Negro (ausente) 239S980; Jos
Ignacio da Hocha (aasante) fT7*i90; Jos^Ma-
>usente] 149*729 ; Manoel Jos
Dias de Carvalho (ausente) 98*560 ; Goncalves 4
Gulmares (ausentes) 94*190; Joo Pinto deSw-
za (ausente) 390J569 ; Joio Jacinlho Moreira
Jos Francisco de S Leito.
Jos Nunes de Paula.
Antonio Joaquim Sove.
Manoel Antonio da Silva Moreira.
Manoel Joaquim Rodrigues de Souza.
Marlinho de Oliveira Borgcs.
Candido Nunes de Mello.
Joao Ignacio de Medeiros Reg, secretario o
subscrevi.
ConformeJulio Augusto da Cunha Guima-
res, oflicial-maior.
Declarares.
------------_..,,.t, ,.,,
bordo, segu o palhabole Sobi
Francisco Jos da Silva Ralis ;
>s : a tratar cor
), no lado do C
Baha.
A escuna nacional Carlota, segu em poucos
dias para a Babia, tem parte de sua carga en-
gajada ; para o resto trata-se com o seu consig-
natario Francisco L. O. Azevedu, na rua da Ma-
dre de Deus n. 12.
Lisboa.
Vai sabir com muita brevidade a bem conhe-
cida
Barca Gratidao
para carga e passageiros, trata-se *coui os con-
signatanus tarvalho, Nogueira & C, na ruado
Vigario n. 9, primeiro andar, ou eom o
Borges Pestaa.
Porto e Lisboa
A bem conhecida barca porlugueza Sympa-
thia, capito Nogueira dos Santos, vai sabir bre-
vemente para os portos cima indicados ; quera
na mesma quizer carregar on ir do passagem,
poder cntender-se com os consignatarios Bailar
S; Oliveira, rua da Cadeia do bjirro do Recife nu-
mero n. 12.
Para o Aracah
saho al o dia 4 do mez prximo o hiale Nico-
lao I, mostr Trajano Antunes da Cosa : para
carga e passageiros. trata-se com Prente Vian-
na& C.
ai* lar com os senhores :
III Trajano Carneiro Leal.
** Joaquim Augusto da Silva Grillo.
> Antonio Mailins Quintal.
i""", Jos Rodrigues Puntual.
Jos Antonio da Silva Grillo.
Romualdo Alves de Oliveira.
g Joo Filippe dos Sanios.
f; Marcolino de Souza Pereira de Brilo
gttBMBgieaftaa en &&&&$&%&&
O abaixo assignado, arremalante das aferi-
coesde pesse medidas do muuicipio do Cabo,
faz sciento aos senhores de engenhos, destilado-
res de agurdente, e aos que venderem mel, que
em virtude do regulamenlo da cmara se aclia
aulorisado desde o dia 24 de outubro do corren-
te anno por diantea aferir ancoras, barra, me-
didas para vender mel, e outras quaesquer vasi-
Ihas que sirvam para vender lquidos, sojeitosao
imposto, declarando-lhes que no dia 24 do pre-
sente mez at o ultimo do mesmo sahir o abai-
xo assignado pecorrendo lodo o municipio afe-
rir ditas vasilhas, depois do que, aquelles que
nao houverem aterido por qualquer motivo, s a
poderao fazer em rasa do mesmo abaixo assigna-
do nesta villa do Cabo. Ouiro sim, constando
ao abaixo assignado, que o aferidor do municipio
da cidade do Rcife tem por costme aferir, como
tem feilo constantemente, as vasilhas de pessoas
que moram em oulros municipios, c que lcvam
ao mercado seus lquidos ; pelo presente avisa
ao dito aferidor para que nao continuo a pro-
ceder deste modo exlorquindo as vant.gens
allicio*, conlra o q.>c ..-..i...-i.. ,1. ,.).- j d8 prure-
dar rrimjnnlmonlo o< pnrironm.. n.l" .-I.^ n5n
capito Iproduzir o cffeito que o abaixo assignado espera.
Villa do Cabo 20 de novembro de 1860.
Libauio de Carvalho.
O palhabote Ganbaldi, estando com 2 tercos
da carga para o Cear, seguir at o fim da se-
mana, podendo anda receber caiga nesles 3 ou
4"dics : a tratar com Tasso Irmaos.
per a presenpeao, como permute o art. 45 3 do 358*320; Hanoel Manas, que teve taberna atraz
Conseibo administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes:
Para o batalho n. 43 da guarda nacional do mu-
nicipio de Serinhaem.
1 liveo mestre.
1 dito de registro de ordens expedidas.
I dito de dito de correspondencia oflicial.
1 dito de dito de mappas.
1 dilo de dito de armamento e mais objectos
de propriedade da naco.
1 dito do dito de recibos.
Para conselho de adminislracao.
i dito de termos de suas deliberare-es.
1 dito de receita e despezas.
6 canelas.
Para o hospital militar da guarnico de Per-
I nambuco.
Extracto composto de salsa parrilha do Dr.
! Townend, caixas 3.
Quem quizer vender taes objectos aprsenle as
i sua: propostas em carta feichada na secretaria
! do conselho, as 10 horas do dia 30 do corrente
i mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 23 de
novembro de 1860.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vognl secretario interino*
Tribunal do commercio,
Pela secretaria do tribunal do commercio de
Pernambuco se fiz constar, que nesta data foi
admiltido registro sob a propriedade de Ma-
noel Leo de Castro, o liiate nacional Fideta, de
36 toneladas de lotaco, e de que mestre Fran-
cisco Flix Nogueira.
Secretaria, 23 de novembro de 1860.
Julio Guimares,
Oflicial-maior.
Pela sobredita secretaria tambem se faz
constar a inscripto no competente livro, do
theor do papel de distraolo social quo flzeram
Henrique Jos Alves Ferreira, Galdino Antonio
Alves Ferreira e Jos Francisco do Reg Medei-
ros e Mello, em 4 de outubro do corrente anno,
em que se declara que tendo expirado o prazo de
Ires annos da sociedade que entre elles exislia
em um armazem de assucar nesla pra;a, sob a
razo de Ferreira Irmaos & C.a, fra pago de
todos os lucres que the couberam em dita socie-
dade o socio Mdeirgs e Mello, licando por isso
pertencendo aos outros socios a liquidarao do
activo e passiro .delta.
Secretaria, era l supra.
Julio Guimares,
Oflicial-maior.
REAL COMP.VMIIA
Aluga-se o segundo andar na rua do Ran-
gel n. 10. com poneos commodos.
Precisa-se alugar urna escrava que saiba
cozinhare engomrmr : na rua larga do Rosario
u. 37, primeiro andar.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e
outra para engommar. libertas ou escravas : na
rua da Aurora n. 48, segundo andar, a qualquer
hora.
Fugio de bordo do brigue brasileiro oCama-
cuam o prelo marinheiro de nome Pedro, de
Benguella, dade do 40 annos, estatura regnlar,
com os ps luchados ; lovou camisa branca com
golla azul e calca de algodao riscado, bonet de
panno prcto com fitas atraz de amarrar : quem o
prender e o conduzir bordo do mesmo navio,
ou rua da Cruz n. 3, ser recompensado.
Aluga-se pelo tempo da festa al abril, em
Jaboato (logo adianle di ponte) urna excellente
casa pela localidade, e por ser muito fresca, com
commodos para familia regular, cozinha ira,
quintal cercado, etc. ; para tratar no diio '.ugar,
com o pruprietario da mesma, o Sr. Amaro Fer-
nandes Dallro, c no Recife, na travessa da Madre
de Dos, armazem n. 17.
Pedro B^ptisla Moreira retira-sc para o Rio
de Janeiro.
Precisa-se de
do Terco n. 26.
urna ama de leile : no paleo
DE
Paquetes igglezes a vapor.
Al o dia 28 deste mez espera-se da F.uropa
um dos vapores desla companhia, o qual depois
da demora do costume seguir para o Rio de Ja-
neiro, tocando na Bahia : para passagens etc.,
trata-se com os agenles Adamson, IIowc & C,
ruado Trapiche Novo n. 42.
Leiles.
Commercial.
Segunda-feira 26 do correte.
A 1 HORfV DA TARDE.
Antunes aulorisado pelo Exm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commercio, a requerimento dos depo-
sitarios da massa fallida de Firmo Candido da
Silveira, far leilo em sua loja de miudezas sita
na rua da Cadeia do Recife n. 49, das mercado-
ris e dividas, pertencenles a dita massa, o qual
tora lugar 1 hora da tarde do referido dia.
LEILAO
DE
lima escrava.
Sabbado 24doc#rrente.
Costa CartaHio TafSTeiBrrtm Wu armazem na
rua Nova n. 65, de urna escrava possanie propria
para todo servico, as 11 horas em ponto.
Aiuga-se para passar-sea festa urna casa na
freguezia da Vanea junto a povoaco: quem
pretender, pode procurar na rua de Hortas n. 2,
segundo andar, que achara com quera tratar.
Sor vete.
Na taberna da on^a,
rua do Padre Floiiano n. 74, das 6 horas da lardo
em diante, haver sorvet* todos os dias, princi-
palmante segunda-feira 26 do corrente. Na mes-
ma precisa-se de um caixeiro de 12 a 14 annos,
que de conhecimento de sua conducta, e tenha
alguma pratica, preferindo-se portuguez.
Um estrangeiro se offerece para jardineiro
de qualquer sitio ou engenho, dando fiador a sua
conducta; a procurar na rua das Cruzes n. 11,
loja.
O curador fiscal da fallencia de E. If.
Wyatt avisa aos sonhores credores que, nao ten-
do podido haver a reunio dos crodores, marca-
da para o dia 15 do crrente, em consequencia do
escrivao, o Exra Sr. Dr. juiz do commercio d6-
siguou o dia 28 do corrento (quarta-feira) para
ter lugar a mesma reunio, na sala das audien-
cias, pelas 10 horas da maolia.
Aluga-se o armazem da rua da Madre de
Dos n. 2 ; a tratar cora Martins ,\ Irmo.
Precisa-se de urna ama pan cozinhar, pa-
gandosnbem agradundo : na rua dos Pescadores
ns. le 3.
Avisa-sc a quem liver penhores na taberna
da travessa do Marisco n. 7, haja de resgals-los
no prazo de 3 dias, do cootrorio sero vendidos
para pagamento.
O Se. alteres Thomc Gomes Vieira queira
annunciar sua morada que se lhe, precisa fallar.
A. Harisraendy vai fazer urna viagem fiara
do imperio.
O Sr. Manoel da Costa queira dizer aonde
a sua residencia para se lhe fallar.
O abaixo assiguado, em virtude do anean-
do do* trabalhos do jury do da 22 pelo juiz mu-
nicipal da segunda vara, previne para aue nao
se jirlgne o reo Lola do Franca Rogo ser o cai-
xeiro da cata cramercial de Augasto C. d A-
breu. Recife 24 de novembro de 1860.
Luiz de Franca Reg.


*>
MARIO DE PEWUBMUGO. SABBADO 24 DE NOVEMBRO DE 1860.
Remigias Kneipp, com tenda e leja de mar-
cineiria na raa da lmperalrii n 25, avisa ao res-
peitavel publico o aos scus benvolos (regueros,
que se cha desde milito habilitado em obras de
construccao, como principalmente na feitura de
escadadas redondas as mais modernas que actual-
mente se fazem na Europa, aonde sao quasi ex-
clusivamente aceitas, nao s pelo sou gosto como
pelo proveito que adiiuire propried-ade : quera
portanto precisar de seu presumo, pode dirigir-
so a mesma officina, aonde se (ara o ajuste o
mais commodo possivel, garautindo-se a nitidez
e solidez de qualquer obra.
Veneravel ordem terceira de
Nossa Senkora do Carino do
Recife
Sendo presente na sessSo da mesa regedora do
dia 12 docorrtnte un officio de Exc. Rvmd.a
convidando a mesma ordem a acompanhar a
procisso de Corpus Christi. que ter lugar no
domingo 25 do mesmo, o abaixo assignado se-
cretario da mesma, rosa a todos os scus charissi-
mos irmaos acomparecerem no referido dia pe-
las 2 horas da tarde na igreja da dita ordem pa-
ramentados de seus hbitos para o im cima
dito. Secretaria 19 de novembro de 1860.
Antonio da Silva Gusmiio Jnior.
COLLEGIO i
| Bom Conselho. 1
Ra da Aurora n. 26. JE
SJg O director de conformidade com o dis- (8|
ft posto nos estalutos.tendo designado o dia Bj
51 29 do correle as 10 horas da manhaa m
*P para os exames geraes, convida pois aos
SS pas e correspondentes para
9 referidos exames.
f bro do 1860.
assisiir aos
Recife 22 de novem-
AttencM.
Acabamos de ler no Diario de hoje um an-
nuncio do Sr. Diogo Soares de Albuquerque, em
que previne o publico para que nao contrate
comnosco sobre urna lettra por elle acceita, re-
sultante da compra de urna machina de vapor
que lhe vendemos para o seu engenho, sob pre-
texto de defeito na mesma machina e pretender
o annunciante levar o negocio a juizo. Para
tranquillisar o Sr. Soares de Albucjuerque, de-
claramos que nao lenha S. S. cuidado sobre a
sorte de sua lettra, porque felizmente nao temos
necessidade de negocia-la e nosso costumn
nunca transferir a outros semelhanles debito?.
Esperamos que se venca e eolio aceitaremos em
qualquer terreno que "seh a opposico que
Sr. Soares do Albuquerque- aprouver fazer.
cife 22 de novembro de 1660.
C. Slarr & C.
o
Re-
Aluga-se um segundo andar da casa da ra
das Larangeiras n. 14: a tratar na ra Nova nu-
mero 20.
3gM631HlS ..
jg Aluga-se urna mulata para casa de rao- i
q! dista ou de familia, por estar ausento a /f>
( senhora : quera a pretender podo diri- ff gir-se a ra da Cadei do Recife n. 52, g
3 segundo andar, at as 10 horas da ma- O
O abaixo assignado faz ver ao respeilavcl
publico, que deixou de ser seu caixeiro Joaquim
Francisco de Pinho Guimares desde o dia 21 do
correte. Recife 22 de novembro de 1860.
Francisco Jos da Costa Riboiro.
Precisa-se de urna ama que saiba cosinhar
e engommar: a tratar na ra do Seve ou llha
dos Ralos casa terrea n. 1, defronte da um
porlao.
Precisa-se de urna ama que saiba cosinhar
o diario Uo urna casa de pouca ramilla, poeendo
i* n. 31, segundo andar.
Roga-se ao Sr. teoente Horacio Alves da
Silva o favor de appirecer na ruada Guia, taber-
na n. 9, que se desoja fallar no prazo de 3 dias.
Programla da festa de Santa
Cecilia tanibem padroeira
da msica novamente ins-
talla-Ja sob os auspicios da
Senhora Virgem do Car-
mello, cuja fosta ter lugar
na igreja da mesma Se-
nhora.
No dia 2 do correle ha"er5o as vesperas com
a maior solemnidade possivel as 6 horas da tar-
de, no dia 25 pelas 9 horas da manhaa entrar a
solemne rrissa, sendo orador do Evangelho o
Itvmd. padre mestre ex-provincul Frei Joao da
Assumpcao Moura, as 7 horas da noile ter lu-
gar o Te-Deum em atco de gracas, antes do
qual f.ir o discurso o fvmd. Frei Joo da Eo-
carnacao Mello. Em lodes os actos haver urna
excedente msica marcial, que executar as
melhores pecas antes e depois de qualquer dos
ditos actos. "Assim ter lugar o festejo da glo-
iiosa virgem Santa Cecilia Os eijcarregidos do
mesmo esperam a concurrencia que costuma
haverem todos os actos que se celebrara na ma-
jestosa igreja dos Rvmds. carmelitas dasta ci-
dade.
Flix llamos Mamede de Almeida, cidado
brasileiro, retirase para Buenos-Ayres-
Manoel Teixeira vai Bah3.
Mencao-
PI IX pontfice e re
PELO SENHOR
Z). Antonio de Macedo Costa,
Hispo eleito do Para.
Eloquente deraonstrac5o do poder
temporal do Papa.
Vende seno bairro de Santo Antonio
as livrarias dos Srs. Guimaraes & Oli-
ven-a e Nogueira de Souza & C. ; e no
bairro do Recife na liviana do Sr. Jos
de Mello : preco 2$.
Glorioso Espirito-
Santo de S. Fran-
cisco.
Tendo nos sido convidados por S. Exc. Rvma.
para acompanharmos a procisso de Corpus-
Chrisli que deve ter lugar no da 25 do cor-
rete, oonvido a lodos os nossos charissimos ir-
maos, para que comparceam no nosso consisto-
rio no referido dia s 2 1(2 horas da tarde,
alm de satisfazermos ao pedido do nosso virtuo-
so prelado. Espero que os nossos irmaos nao
deixaro de concorrer para o brilhantismb de
nossa irm.inil.Hi,> ; priucipalmente tendo de sa-
bir pela primaira vez a cruz, que ha pouco nos
chegou de Portugal. Consistorio 19 de novem-
bro de 1860. '
O secretario,
Joaquim Guennes da Silve Mello.
M O l)v. Cosme de Sa' Peteira da' ||
^ consultas medicas em seuescrip-
8 torio, no bairro do Recite, ra If
M da Cruz n. 53, todos os dias,me- II
y nos nos domingos, desde as 6 S*
horas ateas 10 da manhaa, so- S
H breos seguintes pontos |f
J| l.- Molestias de olhos ; |
s 2.* Molestias de coracao e de
*| peito ;
m o.' Molestias dos orgaos da ge-
racao e do anus ;
*, i.- Praticara' toda e qualquer
a operacao que julgir conve-
l nientepara o resta belecimen-
to dos seus doentes.
3 O exame das pessoafqueo con-
H sultarem sera' feito indistincta-
y2& mente, e na ordem de suas en- |
tradas, fazendo excepcao os doen- |
tes de olhos, ou aquelles que por **
H motivo justo obtiverem hora p
P marcada para este Uro. ||
Acham-se yenda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesta
typographia
Folhinha de porta ou KALENDA RIO eeclesiastico e civil para o
bispado de Pernambuco........... 160 rs
Dita de algibeira contendo alm do kalendario ecclesiaslico e civil,
explicarlo dss festas mudaveis, noiicia dos planetas,
tabellas das mares e nasciroento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do comaercio ;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, pro\inciaes e municipaes, ao
que se juntou una collec;o de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entretenimenio da mocidade. 320 rs.
Esto no prelo o almanak e outra folhinha contendo
todas as oraces para assistir semana santa, etc. Com-
prando-se em porces se daro por preco mais commodo.
D-se 100#000 a juros sobre penhores de ouro
ou prala ; quem precisar, annuncie a sua mora-
da por este Diario para ser procurado.
Aluga-se o sobrado e juntamente o arma-
zem da ra dos Burgos n. 29, confronte a ra
da Moedi; quem pretender, dirija.se a ra da
Cruz n. 23, segundo andar, que achara com quem
tratar.
Offerecese um homem, tanto para criado
como para cozinhar : quem o pretender, dirja-
se a ra das Cruzcs n. 37, primeiro andar.
Collegio de Nossa SenhoraJ
do Bom Conselho ra do
2 Aurora n 26. %
O director tendo designado o dia 29 do l
^ corrale, s 10 horas da msiihaa, para os
0 exames geraes dos alumnos internos pe- IB
9 ranle o conselho deliberativo do mesmo 9
collogio, convida aospaise corresponden- $
0| tes de seus alumnos para que se dignera #
9 comparecer nesse dia, alm de conhece-
0 rom do aproveitameolo de seus filhos e
correspondidos.
A sboaria da ra Imperial precisa alugar
escravos para servido debaixo de coberta, e paga-
se 30S0OO mensaes o commida, devendo dormir
no estabelecimento : a tratar na mesma sboa-
ria, ou na ra da Cadeia do Recife n. 3i.
Aluga-se urna baixa propria para plantar
capim e hostalicas, muito boa por nao alagar nem
sersecca, na estrada de Joo de Barros: quem
pretender dirija-se ra Direita, loja de calca-
dos n. 7.
Pilulas parisianas
contra todas as molestias gra-
ves, e febres de qualquer na-
tureza, segumdo-se o que diz
a guia.
Tnho muias r-'nvas contra a3 bexigas, nao
querendo deixar formar a pstula, tomando com
exaclido as dses de 6 em 6 horas. A esperan-
za 6 o bordeo do bom medico.
Um senhor na ra da Imperatriz appareceu
com o rosto e corpo crivados, e urna febre abra-
sadora, seguio esle preceile, e sarou, flcando s
cora urna bexiga n'um dos dedos do p. Oilro
caso semelhante succedeu cora outra pessoa da
ra da Qnitinda, cando-lhe tambem urna bexiga
no braco esquerdo. Na casa da Sra. D. Luiza Al-
ves um prcto Mina, muito robusto, durou-lhe a
febre 18 horas, o qual pillando, quebrava ludo
quanto encontrava do quarlo ; cobras e sapos
ero o entrelenimento do dito prelo. As pilulas
paulittanas foram-lhes dadas a tempo : o preto
sarou, c nao lhe appareceu urna s bexiga.
A um pardo da Sra. D. Mara Carlota, sobrinha
da Exma. Sra. marqueza de Santos, o mesmo
aconteceu, e a muitas oulras pessoas.
Contra a difficuldade das ournas, as ditas pi-
lulas sao verdaderamente eflicazes, seguindo-se
o que diz a guia, molestias graves; e quanto s
ehroniens, nunca haver perigo de ser sorpren-
aido.Quatro macos, tomando tres pilulas n. 2
de noite, e tres ditas u. 1 de manhaa, e todas
sem dietas.
A relenrao das ourinas nao tpm oulro vicio
que os intestinos sujos, e a syphilis, e muitas
vezes urna empingem se forma as vias ouri-
narias.
Para informales ou encommendas, podem di-
rigir-se a meu correspondente no Rio de Janeiro,
ra do Parto n. 119, ou ao abaixo assignado,.em
S. Paulo, ra do Carruo n. 3C. P. Elchecoin.
O abaixo assignado previne ao respeilavel
publico que nao faca transac^o algtima com a
fundico do Starr sobre urna letra de 5.5008, fir-
mada pelo abaixo assignado, proveniente da
compra de urna machina de vapor para o seu en-
genho Paco, visto como dita machina sahio im-
prtala, nao podendo at hoje irabalhar regular-
mente apezar de todos osconcertos e reparos por
que a tero, feilo passar os respectivos engerhei-
ros, e ter por esta razo de entrar em litigio com
a dita casa. Recife 20 de novembro de 1860.
Diogo Soares de Albuquerque.
Aluga-se um segundo andar com grandes
commodos: quem o pretender, dirija-so a ra da
Praia, serrara o. 59.
Faz-se todo o negocio com um sobrado em
Olioda na ra de Malhias Ferreira n. 5, rom urna
mcia agoa no fundo, cojo aluguel rende men-
salmente desoilo mil res : a traiar na ra Nova
n.34.
Borba, rag
fino, meio-grosso e grosso. Deposito, ra 6a Ca-
deia n. 17.
Os abaixo assignados administradores da
massa dos bens do casal do finado Joo Tavares
Cordeiro, previnem a os devedores o do ailo casal,
por dividas vencidas, que no caso de nao virem
salda-las no praso de dous me/.es, do presente,
annuncio, tero de ser accionadas, afim de ha-
ver-se os pagamentos referidos, visto como o
praso marcado pelo Illm. Sr. Dr. juiz de orphos
do termo desla cidade, para a liquidaco do ac-
tivo e passivo do mesmo casal esl conclundo-se
e poneos tem sido os devedores que teoham pro*
curado saldar suas contas.
Recife, 12 do novembro de 1860.
Viuva Tavares Cordeiro.
Jos Teiieira Bastos.
Juan Anglada Hyjo.
Henrique Jos da Cunha.
Esteiras da India de 4,5
e 6 pamos de largo.
No armazem de tozendas da ra doQueimado
n. 19, propriamenle para forro t salas e camas
por ser di melhor qualidade, e Mas brancas.
Jos Dias, portuguez. vae nMarai
Aloga-seuma casa de polra e cal com 33
palmos de (rente, 70 de fundo, i quarlos, 1 ga-
binete, 2 salas grandes, cozinhi fra, com urna
pequea mobilia de araarello, tendo o quintal 650
palmos de fundo, 85 de frente porto ao Indo,
todo cercado e alguns arvoredos que faz sombra
para se lomar mais fresco, e pasa o rio Jaboatao
no fundo o qii3l tem excellente lanho, cuja cesa
se aluga por festa ou por anno, di forma que con-
vicr : quem pretender pode dlrigir-se ra Di-
reila n. 95 que achara com quem traiar.
Ainda resta para alugar-se 2 casas
na Torre, com comujoJos para familia,
assim como um sitio com toda propor-
<3o para grande familia : a lallar no
mesmo lugar cora o seu proprietario
Francisco Jos Arantes.
Eiisitio theorico pralico.
O abaixo assignado, professor de conslrucco
naval licencionado pelo governo da provincia,
tem aborto em sua casa na ra do Nogueira n. 7,
urna aula de pilotagera, e ensina arylhmetica,
geometra, geographia e trigonometra plana
espherica para a mesma pilotagem.
Jos Elias Machado Freir.
Na ra das Cruzes n. .55, preci-
sa-se de um olTtcial de barbeiro.
rmandade de Nossa Se-
nhora da Conceicao
dos Militares.
Tendo de proceder-se a elec,ao de
presidente desta irmandade para o fu-
turo anno de 61, no dia 25 do corren-
te (domingo) em virtude docompromis-
so que a rege, convida-se por meio des-
te a todos os Srs. irmaos para que com-
parceam no dia cima aprazado as 8
horas da manlia no respectivo consis-
torio. Manotl Jos Victorianno de
Borba, secretario.
Irmandade acadmica de
Nossa Senhora do Bom
Conselho,
Por ordem do nosso lrmSo_juizsao convidados
os nossos charissimos irmos^iara coraparecerem
no consistorio da irmandade domingo 25 do cor-
rente, s3 horas da larde, afim de encorporados, |
acompanhar a procisso de Corpus Chrsli, pira o
que fomos convidados por S. Exc. Rvma.
Attenco.
o
Precsa-se de urna ama para cozinhar o diario
de urna casa, preferindo-se escrava :
Amorim n. 40.
Attenco ao negocio van-
tajoso.
Cede-se com o abate de 50 por cenlo a cochei-
ra da Florentina, bem afreguezada para o mato,
contendo urna excellente vacca tourioa, com 6
bois experimentados no servico, e 6 bons carros
da alfandega, e ludo a vootado do comprador :
na mesma cocheira, das 9 horas da manhaa s 5
da tarde.
Aluga-se um segundo andar na ra do Ran-
gel, preco de 350$ por anno, e s se aluga para
familia : a fallar na ra do Queimado, loja n 65.
A pessoa que quizer comprar um violo em
bom estado, dirija-se ao becco da Bomba n. 6,
que acbar com quera tratar.
Aluga-se para passar a festa urna casa com
grandes commodos, na povoago da Varzea, lu-
gar em que o mnibus recebe e deixa o passagei-
ro: a tratar na ra da Cadeia Nova o. 3-i.
Quem precisar de urna ama escrava com
leitepara criar, dirija-se a ra da Lingota n. 8,
segundo audar.
Annuncio.
Quem tivere quizer arrendar um engenho d'a-
guo, as villas do Cabo, Escada, Rio-Formoso ou
em outra qualquer parle, que nao excedade 10 a
12 legoas distante da prora, dirija-so a ra do
Encantamento n. 11, que achara com quem tra-
tar, ou aonuncie por este Diario para ser procu-
rado.
O abaixo assignado declara que tendo an-
nunciado por este Diario que seu filho Manoel
Teixeira Cavalcanti se achava alucinado do juizo,
e como j se acha bom, e em seu juizo perfeito,
podem fazer todo e qualquer negocio come d'an-
teso faziam.
Manoel Hilario Teixeira Cavalcanti.
Jos Jeronymo da Silva de novo repele o
presente annuncio j por mais de urna vez pu-
blicado, que nao paga objectosvindos para amos-
tras ou dividas contrahidas por seus escravos,
nao sendo esses dbjectos ou dividas autorisadas
por un penhor ou bilhete.
O abaixo assignado residente na colonia mi-
litar de Obidos, tem grande interesse em saber
se o Sr. capitao Manoel Thom Fialho de Albu-
querque assiste as provincias de Pernambuco
ou Bshia ou em que lugar para so lhe poder di-
rigir : roga portanto ao mesmo senhor ou algum
sen amigo se sirvam annunciar por este jornalo
pretendido.Theodoro Jos de Biito.
Laboratorio de
lavagem.
No. sitio dos buritis no Arraial
Nofim do correnle raez sero encerrados pro-
visoriamente os trabalhos desto estabelecimento
por serem incompaliveis cora outros a que se
tem de proceder por sua completa orgaoisaco.
Vidros.
COMPANHIA
COMPAMHA DA VIA FRREA
DO
Recife ao rio Sao Francisco
Com a utorisar;lo do governo a rompanhia
offerece a receber propostas para a condueco de
assucares e mais mercadorias, desde a estaco
das Cinco Ponas al o Recife e vice-versa das
mercadorias para o interior. A proposta dever
emprehender a boa guarda o entrega dos mes-
mos no Recife as partes contratantes, tomando
sobre|si toda e qualquer responsabilidade, dando
a companhia urna garantia sufliciente para o fiel
execucodo contrato. Dever a proposta decla-
rar aonde se prope desembarcar e recolheras
mercadorias.
Recebem-se propostas at 29 do presente mez
dirigidas ao superintendente da via frrea. Es-
criptorio da companhia ra do Crespo, onde se
dar toda a iuformaco em detalhe quem pre-
cisar.
E. H. Bramah.
Chegaram os 15o desejados vidros para vidraca,
em caixa ; fierra tambem alguns vidros de
crystal. grandes, proprios para oratorios, table-
las, armarios, etc., etc., ou oulra qualquer obra
em que seja preciso empregar vidro de boa qua-
lidade e grossura: ra larga do Rosario n.34,
botica.
Alugam-se dous andares do sobrado da ra
da Cadeia n. 24, leudo commodos para grande
familia : a tratar na loja do mesmo.
Aluga-se urna loja com armaco propria
para qualquer negocio : quem precisar, dirija-se
a ra do Queimado n. 55.
S0RVETE.
De hoje em dianle haver sorvete ao meio-
dia e a noite em casa de Sodr & C, na ra Es-
trella do Rosario n 11.
SORVETE.
Hotel Trovador.
Ra Larga do Rosario numero 4i.
O dono deste estabelecimento, nao poupando
exforgos para bem servir aos seus freguezes, tem
determinado fazer sorvr-to todos os dias, prepa-
rados com todo o aceio e por menos prec,o do
que em outra qualquer parte. Ser ocioso dizer
aos meus freguezes que a qualquer hora do dia
se encontram bons lanches, e furnece comida
para fra.
Na ra do Rongel n. 73 aluga-se carrocas
para carregar trastes mas barato do que m
outra parte.
GAZ.
Pede-se aos senhores consumidores de aaz que
se diguem vir sorlir-se delle, pois novaroente
chegado em abundancia ao antigo deposito, ra
Nova n. 20, loja do Vlanna.
O pharmaceulico Antonio Jos di Cunha
avisa aos Srs. Manoel Joaquim das Trevas.Mari-
nho da Victoria, Antonio de Barros Pequeo
da Granja, que venham pagar suas letras ven-
cidas ha pastante tempo.
@@@@@@ g@@ @@@@
S Quem precisar de urna'mulata boa eos-
@ tureira e que se aluga para casa de fami-
lia ou modista, por eslar ausente a se- @
J3 nhora : pode dirigir-se a rui da Cadeia do @
Q Recife n. 52, segundo andar, at as 10 ;
i( horas da manhaa. @
# >## #$
Precisa-se de um peifeito teilor para tratar
de um sitio pequeo: na ra da Cruz n. 6.
Permuta-se
urna das primeiras casas na villa da Escada por
outra nesta prar;a, ou na cidade de Olinda : a
tratar com o professor de Beberibe, que todo ne-
gocio se far.
Aluga-se a casa n. 179 da ra Imperial,
contendo dous andares esoto : quem a preten-
der, dirija-se ra da Aurora n. 36.
Irmandade do Divino Es-
pirito Santo.
O escrivo actual, era noroe da mesa regedora
convida aos seus charos irmaos para comparece-
rem no nosso consistorio no dia 25 do correte,
is 3 horas da tarde, afim de acompanharmos a
procisso de Corpus Christi que tem de sahir da
nossa igreja : e roga aos irmaos, que nao pode-
rem comparecer e tiverem capas em seu poder,
que as mandem entregar ao irmo thesourciro,
na ra Nova n. J.
S.Jos da Agona.
A mesa regedora da irmandade de S. Jos da
Agonia. convida a todos os seui Irmaos a com-
parecerem domingo 25 do corrente pelas 2 Ii2
horas da tarde no consistorio da irmandade pa-
ra encorporados acompanhar a procisso de Cor-
pus Christi, que tem de sahir da igreja do Espi-
rito Santo.O secretario, Manoel Francisco dos
Santos eSilva.
Preci.a-se de 3.0009 a juros de 1 0|0 sobro
hypotheca em casas livres e desembarazadas, Pi-
cando as casas era poder do hypoihecanle, rce-
bendo os alugueis por conta do juro al real em-
bolco, pelo tempo convencionado ; os pretenden-
tes annunciem ou fallem na ra Nova de Sania
Rila era frente da ribeira n. 11, que se dir quem
faz o negocio.
Deo gratias.
e ordem do Sr. irmo juiz da irmandade do
SS. Sacramento da matriz do Corpo Santo, con-
vido a lodos os irmaos acomparecerem no dia
25 do coirenle, pelas 2 horas da tarde, na mes-
ma igreja malriz. afim de encorporados, acompa-
nhar a procisso de Corpus Christi, que deve sa-
hir da igreja do Espirito Santo, pelas 4 horas da
tarde desse dia, como nos foi participado pelo
Exm. Prelado Diocesano. Recife 2t de novem-
bro do lb00.O escrivo.
Lourenco Luiz das Xeves;
Precisa-se alugar urna mulher forra ou cap-
tiva para cozinhar em urna casa de pequea fa-
milia ; a quem convier, procure na ra da Cadeia
do Recife n. 38, primeiro andar.
O abaixo assignado, em virtude do um es-
cripto que appareceu honlem 21 do correte, na
ra da Praia, armazem de carne secca. perten-
cente ao Sr. Manoel Caelano Borges da Silva, pc-
dindo da forma seguintc :
Illm. Sr. Manoel Caelano Borges da Silva po-
de entregar ao portador 8 arrobas de carne secca
da que tenho comprado, que pelo importe res-
pondo. Recife 21 do novembro de 1860.
Joo Baplisla da Rocha.
_E nao se podendo s^ber quem foi o autor por
nao ser visto, e sim Iho ter cahido da algibeira
dito escripto e ser adiado pelo mesrno dono do
armazem, cujo existe em meu poder, para ver se
posso descobrir o esperto ; e para que nao pos-
sa, na boa f do comraercio, levar o esperto
a effeitj seu desejo, previno aos meus amigos e
ao commercio em geral, que meu norne lhe me-
recer conlianca, que s d alguns gneros ou
valor pedido por escripto propno com minha fir-
ma, ou a pessos que de facto ennhecer por meus
crixeiros, nao havendo annuncio em contrario, o
do que nao so responsabiliza a pagar o que nao
dever Recife 22 de novembro de 1860.
Joo Baptisla da Rocha.
>


C
iS
3
A
mm\
m
DE
m
l Fazendas e de miudezas. I
(L
Em casa de Augusto C. de Abreu, ha para vender um completo ^ :
ortimento de perfumara?, constando de leos, banhas, pos para ^
iSl ^ntes, sabao, extractos, aguas de clieiro e multos outros artigo* dos
aSS) melhores perfumistas de Londres e Pars.
^$$&MM>m

EXTRACTO
COMPOSTO DE
MELHORADOE FABRICADO SOB ADIBECCAO' DO DR JAMES CHILTOX,
O ehimico e medico celebre de \ew York:
EX-
A GRANDE SUPERIORIDADE DO
TRACTO FLUIDO COM POSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pt-Io seo extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
mague
New-York, bavemos vendi.lo durante muitos an- .HASKEX & MERBICK, 10 Gold Slreet.
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town- B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street,
send.considerarao-lo ser o extracto orignale ge- 'rYVHSrPMns A invAfiP v nctrnTi
nuino de salsa parrilha do Dr. Townsend. o C0NHECEMS A ARVORE E SUASFRU-
qual primeiramente sob este nome foi aprescu-
tadoao publico,
BOYD d- PAUL.
40 Cortlandl Street.
Cada um sabe que a saude ou a infennidade WALTER. B TOWNSEND Co, 218 Pearl
depende direclamenle do estado desle floioo vi-
tal. Isto ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quaulidade do sangue n'um homem d'es-
talura mediana esl avallada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oito arralis. Em cada
O Sr. caixa da companhia (commen-
dador Manoel Gon^alves da Silva) esta'
antorisadoa pagar desde boje o 25' di-
videndo a razo de 3/J200 por accSo.
Escriptorio da companhia do Bebe-
ribe 21 de novembro de 1860.
O secretario,
Manoel Gentil da Costa Alves.
Curso particular de rhe-
torica.
O acadmico Manoel de Honorato, professor
particular, licenciado pelo governo, avisa aos se-
nhores estndantesde preparatorios que pretende
abrir no dia t de dezernbro
de oratoria e potica para habililarao dos que
quizerera prestar mame das ditas sciencias no
mez de marco de 1861. Aquelles que de seu
prestimo se 'quizerem utilisar, dirijam-sc- ra
Direita n. 88, primeiro andar.
Aluga-se pelo tempo da festa una casa sita
na povoacao de Beberibe ao lado tfo norte da arteras,
igreja ; a tratar ero Fra de Portas, ra do Pilar,
sobrado n. 63.
O Sr. Eduardo Jos de Souza, padeiro, quei-
ra annunciar a sua morada, ou dirija-se fabrica
do Franca, na ra nova de Santa Hita.
Quem precisar de urna cabra (bicho) que d
urna garrafa de leilo todos os dias, pode dirigir-
se a ra da Viraco n.29, que vende-se por pre-
go commodo.
L. Joo Ruarle Maginario faz publico, que
tendo despedido o seu caixeiro Joo Ferreira de
Carvalho no dia 16 do correlo mez, e nao tendo
declarado, o que agora faz, nao se responsabilisa
por debito algum.
Engomma-se roupa para homem e senhora
com perfeigao e promptido por preco commodo:
na ra Augusta, taberna n. 31, se dir quem .
Precisa-se alugar urna preta que
sirva para vender na ra : nesta typo-
grapha se dir'.
a ra do pulsarlo duas on?as sahem do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
OLEADO PINTADO
de excellente qualidade proprio para mesas, consolos, bancas etc., etc., a 3000 o corado, baralis-
simo por sua excessivs largura: na pirca da Independencia ns. 24 e 30.
no em menos de quatro minutos. Urna dis-
posigao extensiva tem sido formada e destinada
com admiravel sabedoria a destribuir e fazer
circular esta corrente de vida por todas as
partes da organisa^ao. Deste modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
um curso particular fonle de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se emprenha
de materias ftidas ou orrorapidas, diflunde
com vlocidade elctrica a curnippo as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
veneno lanca-se para tras e para diante pelas
pelas veas, e pelos vasos capillarios,
al cada orgo e cada leagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulado evidentemente se faz um engenho
PODEROSO de doen$a. Nao obstante ple tam-
bem obrar com igual poder na crifQo de saude.
Eslivesse o corpo infecionado da doenga maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se rnenle o san-
gue pode (Rer-se puro e saudavel fkar superior
a doenca e inevitavelmente a expellir da cons-
lituigo.
O grande raananr.ial de doenga enlo como
d' aqu consta no fluido circulante^ nenhum
medica ment que nao obra directamente sobreel-
le para purificar e renova-lo,pos?ue algum direi-
to ao cuidado do publico.
O sangue l O sangue o ponto no qusl
se ha mysler fixar a attenco.
O ORIGINAL E O GINUINO!
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade Je
Street.
LEEDS& IIAZARD, 121 Maulen Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Slreet.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE. 92 Maden Lae.
GRAHAM6 Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNLNGS, 188 Pearl Street.
R. B. HAV1LAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, R0BINS& Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86 William Street.
W.YI. UNDERHILL. Junr, 183 Water Street.
DAVIDT. LANMAN, 69 Water Street.
MAR>H & NORTHROP, 60 Pearl Street
NORTON, BABCOCK & WOOO, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY & Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. SCHIEFFELLN, BROTHEB & Co, 104 &
106Jobn St.
LEWIS & PRICE 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Muden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
10 Asior.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCIIIEFFELIN & CO, 107 Water
Slreat.
POU & PALAiNCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Strert.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I. MINOR& CO. 214 Futen Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPH E TRIPPI. 128 Maiden Lae.
fREENLEAF & KLNSLEY, 45 Cortlandl
Street.
HAYDOCK, CORLIES & CLAY, 218 Pear
Slreet.
CUMMING & VANDUSER, 178 Greenwch
Street.
TAS
E IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus Effeilos.
O extracto composto de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend esta
0 MEDICAMENTO DO POYO
Adala-sa iao maravilhosamenle a constituirlo
que pode ser utilisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E DEBILIDADE,
fortalece;
ONDE E'CURRUPCO,
purifica;
ONDE HE PODR DO,
ALIMPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servicos presia a humanidade, preparase agor
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspecQo directa
do muito conhecido ehimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade de New-York, cuja cer-
tidao e assignalura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSAPARRILHA
DO DR. TOWSEM.
O grande purilicador do sangue
CURANDO
O Herpes
A Hervsipela,
A AliSTRICQAODO VEN-
TRE,
As Alpobcas
Os Effeitos do azou-
GUE,
Dispepsia,
As Doencas.de figa-
bo,
A Hydropesu.
A Impinge
As Ulceras,
O Rheumatismo,
As Chacas
A Dedilidade geral*
AsDoEHgASDE PELLE
AS BORBULHAS NA CA-
RA,
As Tossesi,
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
OExtracto acha-secontidoemgarrafas quadra-
das e garante-se ser mais forie e melhor em to-
do o respeito a algum outro purilicador do san-
gue., conserva-se em todos os climas por cer-
to spaco de lempo.
Dr. Townsend tem a assignalura e a certido do Dr. J. R. Cblilton, Da capa
Cada garrafa do original e genuino extractu do
exterior de papel verde
No esariptorio do proprietario, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 21 escriptoric 1. andar, tam-
bem na blica da ra Direita n. 88 do Sr. Prannos.


DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBADO 24 DE KOVEMBRO DE 1860.
r)
A mesa regedora da
irmandade do Senhor Bom Jess das Dores em
S. Gonzalo, convida a lodos os seus irmos para
domingo 25 do corren le aa 3 horas da tarde
acompanharroos a solera oe procisso de Corpus
Christi que tero de sahir da imperial igreja do
Espirito Sanio do Collegio.OeserivSo,
Bento Francisco da Gunha.
O Dr. Manoel Moreira Guerra contina a
prcstai-se aossenhores estudanles Je Paculdade
de Direilocomo explicadorpara a occasio de
seu esludo dos pontos para os actos: pode ser
encontrado na ra da Matriz da Boa-Vista n. 24,
pela manlia at as 10 horas, e a tarde das 4 em
diante.
Precisa-se alugar urna prata que engomme
e cosa, sendo soffleiente paga-se bem : procure
Da ra da Cruz n. 42, escritorio, das 7 horas da
manha al as 4 da tarde.
3*i* WCQ ^'ift ^ffifl w *"tra asfl^jitfiaafiflvm^f
S ^999Sf9di9C-iei^SieSi03lWM
I Dentista de Paris. I
m 15Ra Nova-^15 f
|| FredericoGautier, firurgiao dentista,^
5 faz. todas as operacoe da suaarte e c0*~ff
|g locadentes artificiaes, ludo com a upe-jj
, rioridade e perfeico que as pessoasen-gg
^ tendidas Ihe recohecem. 3*
Tera.ijr.ua e pos dentifricios etc f
agreacla dos fabricantes amerlea*
nos Grouver & Baker*
Machinas de coser: em casaae SamuelP.
hoiston & ra da Senzala Nova n. 52
Bolinhos.
Preparam-se bandejas enfeiladas com di-
versos modelos de bolinhos dos mais perfeilos
que ha era nosso mercado, para bailes, casamen-
to?, feslas de igrejas e solemnisor as formaturas
dos senhores acadmicos; ludo da forma que
forero as encommcudos: dirihm-se a roa da Pe-
nha n. 25.
IS Aluga-se a casa da ra do Tambi n. 30,
nova e recentemento pintada : a tratar na ru
Direila n. 21. primeiro andar.
Offerece-se urna senhora para ser ama de
casa de pouca familia ou do hornera solteiro
sendo s paracosinha e nao compra e viudo dor-
mir em sui casa : quera precisar dirija-se a ra
de Santa Cecilia n. 41.
Por certo.
O Sr. Jos Antonio Rodrigues Canuto (Cazuqu)
queira ira labrica Sebastopool pagar os maleriaes
que deve ha mais de 2 annos.
COfPAMHIJL
ALLIANC .
stabeccida m Londres
Mil m mu,
CAPITAL
Cinco mttYioes de libras
sterVmas.
Saunlers Brothers A C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
casas, e a quera mais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para ef-
fectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de telha, e igualmente sobre osobjectos
que contiverera os raesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de uualquer
qualidade.
* rTrrTTTTTTTTTTTTTTT^TTTY^
OtMTISTnFRnNCEZ. 9
, Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- <>,
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e <
p denliCco. Jj
X.LLt.Lt.i.mit.JLi.ti.i.i.mjLi.JLAX <
50$ de gratificacao.
Furtaram boje (16) do lugar do Giqui,_ 2 ca-
vallos com os signaes seguintes : uro alaso ro-
silho, em grao, de segunda muda, com duas mar-
cas de feridas sobre os rins, ferrado em cima da
anca e do lado direito, bom andador ; outro car-
do vermelho, novo, grande, bom passeiro, tam-
bem ferrado : quem os apprehender, pode en-
trega-Ios nesta praca ao Sr. Ignacio Ferreiro da
Costa, as Cinco Ponas, e no ltinho ao reve-
rendo vigario, ou ao abaixo assignado na povoa-
co da Jurema, que recebera 509 de gratificaco.
Diogo Henriques de Souza.
Alugam-se
na povoaco de Beberibo 3 casas para passar a
fesla, lodas caiadss e pintadas, cora banho alraz,
do excellenle e encaniador rio do mesmo norae,
sendo urna para grande familia, ou casa de hotel,
com 7 quartos, 2 salas, cozinha fra, estribara
para 10 a 12 cavallos, urna grande planta de ca-
pim e cercado para vacca de lciie ; ouira com 4
quarlos, coziuha e quintal murado ; e a ultima
com 3 quartos, 2 salas e cozinha fra : quem as
pretender falle cora o professor publico do lugar,
que dir- quera as offerece por presos raui razoa-
veis.
Buhar do commercio.
Bairro do Recife.
Ra do Torres n. 12.
Este eslabeleciraenlo estar aberto todos os
dias das 9 horas da manha em diante.
K ilk ntnn I raos & G. avisara ao
respeitavel corpo do comrnercio que
foram no'neados agentes nesta praca das
companhtas de seguros maiitimos de
Hatnburgo.
Ensillo de msica.
Offerece-se para leccionar o solfejo.como tam-
bora; a tocar varios instrumentos; dando as li-
gos das 7 horas s 9 1)2 da noile:a tratar na rus
da Roda n. 50.
Muit > se deseja fallar cora os sennores abai-
xo declarados, na ra do Queimado n. 39, loja.
Antonio Jos deAmorim.
Antonio Francisco da Silva.
Manoel Jos Muele Meiriz.
Joaquim Jos Bolelho.
O abaixo assignado, arrematante da massa
fallida de Garrido & Vciga. faz scienle aos deve-
dores da mesma massa, que venham pagar suas
contas na ra do Imperador n 17, segundo an-
dar, defronte de S. Francisco ; e aauelle que nao
cumprir este dever, ser chamado pelo nome por
esle jornal. Outro siro declara mais que lera en-
carregado o Sr. Jos Bonto de Souza para rece-
ber dividas da dila massa.
Jos Joaquim Goncalves de Abreu.
O pholographo F. Vilella mudou o seu s-
tabeleciraento de retratos da ra Nova n. 18 para
a ra do Cabug n. 18, aonde continua
Roga-se ao Sr. acad-
mico Joo Jos deMoura Ma-
galhes, queira apparecer a
esta typographia, afim de se
Ihe fallar acerca da obra que
niandou imprimir, visto nao
se poder saber qual a sua mo-
rada.
Precisa-se de um menor para ctixeiro de
urna taberna : no pateo do Terco n. 28.
CASA DE BANHO
NO
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,........... 108000
30 cartes paraos ditosbanhos tomados em qualquer tempo....., 155000
15 Ditos dito dito dito .;.... 8000
7 ...:.. 4000
Banhostvulsos, aromticos, salgados esulphurososaosprecos annunciados.
Estare.hicc.ao de precos facilitar ao respeitavel publico ogozo das vantagens queresultam
da frequenciadeum eslabelecimento de urna jitilidadeincontestavel.mas que infelizmente nao
estando em nosso hbitos, ainda pouco conhecida e apreciada:

Estando a cor.feccionai -se o almona k
civil, administrativo, commercial, agr-
cola e industrial da provincia, roga-se
aos Srs. que tem de ser nelle incluidos
de mandarem suas declaracoes de mo-
radia e estabelecimentos a' livraria n.
o e 8 da praca da Independencia e o
mesmo se pede aos Srs. de engenho e
rendeiros.
EAU MINERALE
NATURA LLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.22
Remedio inallivel contra as agnorrhas antigs e recentes.
nico deposito na botica franceza, ra da Cruz n. 22.
Prcco do frasco 35000.
No armazemde F. A. Bur-
le C, ra da Cruz nu-
mero 48,
Tende-se charopanha das melhores marcas que
vera ao mercado, mais barato que em qualiuer
outra parle ; cofres de ferro (burras) das que cos-
luma receber, do melhor fabricante que ha neslo
genero, sortimentos do lodos os laraanhos e lo-
dosos precos ; novo sorlimento de pianos, de
um excellenle fabricante, que se veodero por
conta do mesmo, deduzindo-se a commisso eo
descont que os lornasse baratissimos.
3Ra cstreita do Rosario3
Francisco Pinto Ozorio continua a col-
locar denles artificiaes tanto por meio
de molas como pea pressao do ar, nao
recebe p#ga alBuma .srm que as obras
nao fiquem a vontade de seus dono?,
tem pozes c outras preparacoes asmis
acreditadas para conservara!) da bocea

|Calcado barato
| para acabar
b Vende-ce na^loja de Nabuco & C, na
J| Nova n. 2, os seguintes calcados baratos
ug para homem, senhoras c meninos a di-
nheiro a vista :
& Borzeguins de| duraque gaspeados para
fj homem a 7$.
^ Ditos ditos para senhora e meninos a 2j).
< Ditos todos de duraque prclo e de cores
jil para senhora a 4S.
i Ditos ditos sem s=tllo a 3.
* Ditos de pellica com sallo o sem salto
$> a *#
M Ditos do selim puto gaspeado o com sal-
q lo a 69.
ge Ditos lodos de selim sem salto u 5f.
'^b Sapatos rasos de lustre para hornera 3#-
||5 Sjpalos de lustre e bezerro para meni-
0> nos a 2$
jjj Borzeguins lodos de bezerro para meni-
fle nos a 3?.
ff>i
B"
Sra-SSrs.'
12
- Aluga-se a loja do oilao
a tratar no mesmo, n. 16.
do Livramento
Caixeiro.
TABAC CAPORAL
Deposito das manuaciuras mperaes aeran?a.
Esteexcelente fumo acha-se depositado, diretaraente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CALIBO A DOGARMO, o qual se vende por mseos de 2 heclogramos a l$OOOe em porr;aode
10 mseos para cima com descont de 25 porcento ; no mesmo estabeleciment acha-se tambem
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
mmm$

CASA DE SAUDE
.^:
Esteestabelecimentocontinua debaixoda administracao dos pro-
^ pnetariosa receber doenles de qualquer natureza ou cathegoria que
seja.
O zelo e cuidado all empregados para o prompto restabelecimen-
to dos doentesgeralmente conbecido.
Quem sequizerutilisat podedirigir-se as casas dos proprietarios
ambos moradores na ra Nova, u entender-secom o regente no esta-
tabelecimento.
Reforma de precos.
Escravos. -..... 2^000
liarujos e criados, .... 2i'00
Primeira classe 3$ e. 5,^500
As operaQoes serSo previamente ajustadas.
Calcado barato.
Joao Jos Pereira, com loja
de avisar 30 respeitavel publico e
a honra
poucos
e fabrica de calcado na larga do Rosario d. 12, tem
com especialidade a seus freguezes que ha chegado
dias de Paris em direilura a sua loja, um computo sortiroenle de aviamentos para calcados"; a
achario os aviamentos precisse dos mais afamados fabricantes da Europa como bem seiam'- sola
do fabricante I une Frere, castor, couros de lustre, pellica, bezerro, couro de porco, e as mui pre-
ciosas formas Mellis, o que presentemente uo cncontrarao em outra qualquer fabrica aqu em
Pcrnamburoeoulros muitosobjectos tendentes a esta mesma arte que seria enf.idonho menciona-lo
Aqui acharao aquellos que presam a mo d'obra de um artista btasileiro, pelo zelo no seu traba-
Iho, promp .do, delicadeza e seguranca. O aununcianle dase por muito salisfeito ao menos em
mostrar sua fazenda e fcizer a capacitar mais de pcrlo a seus freguezes da veracidade do que acaba
de expor que s com vista se podera ler mais f, e vista pis dos freguezes a sua fazenda er
que por certo nao deixarao de dar o devido apreco enrarregando-se o mesmo annunciante de sa-
tlsfazer 30 respeitavel publico e seus freguezes de qualquer encommenda que Ihe seja feila
maior promplidao e pelo que possivel encontrar-sc em um artista deslro e zeloso.
com a
CONSULTORIO
Quem precisar de urna pessoa para caixeiro de
esenpta e cobranzas, para o que lera as habiltta-
coes necessarias e da flanea idnea sua con-
ducta : di-ixe caria fechaba nesta lypograhi.i com
as iniciaes F. G. W. J. para ser p'rocurado.
No dia 2i finda a audiencia do lilm. Sr.
Dr. juiz municipal da 2a vara, tem de ser arre-
matada as rendas da casa terrea n. 9 na ra do
Aragao bairro da Boa-vista avahadas era200cOOO
ris por armo.
A abaixo assignada lendo sido julgada li-
lha naural de Eslevao Casado Lima, por duas
senteiuas do mui digno lllm. Sr. Dr. juiz dos
orphaoi deste lermo, previne a quem convier
para quo ao depois nao se chamem a ignorancia
que os bens deixados pelo dito seu pai, e hoje
partihadoa entre os demais respectivos herdei-
ros, e.'t.) sugeitos nova divisao para prefazer
o quinhao hereditario da mesma abaixo assigna-
da ; pelo que no pdem ser alienados os referi-
dos bens.
Recife, 22 de novembro de 18C0.
Roza Candida de Lima.
Irmadade do Sr. Bom Jozus
dos Passos do Corpo Santo.
Em none da mesa regedora convido aos nos-
sos rata para comparecerem no consistorio da
oossa irmandade no domingo 23 do correnle as
d huras de tarde para incorporados acompanlnr-
mosa procisso de Corpus Christi para o que lo-
mes convidados por sua Exc. Rvma.
Luiz Antonio Barboza de linio.
Escrivao interino.
Funduo de typos dalmpren-
sa Nacional.
Os constantes esforgos empregados pela admi-
nistracao geral da Impiensa Nacional para elevar
a fundicao de typos a par dos primeiros estabe-
lecimentos do seu genero, com o Dm nao s de
salisfazer pelo lado da perfeico, rapidez e bara-
ten dos pruduclos s necessidades do mercado
nacional, mas ainda de ir lutar leal e vantajosa-
; meiilo nos mercados iln Brasil rnm oc producios
dos ooiros paizes, vao sendo coreados dos melho-
ires resultado..
Todos sabem uuanto difficil a um novo con-
, correnle iiisinuar-se e obter vantagens rapiuao
j n'um mercado {cosluniado por muitos annos a
certos fornecedores ; jlodavia desde que o nosso
specimen appareceu 110 Brasil j de diversos
pontos d'aquelle vasto e florescente imperio le-
em viudo ditferenles e valiosas encomniendas que
hao sido salisfeilas com a maior rapidez, peifei-
co e muito a contento dos typographos brasilei-
ros.
Como provado que dcixamos dito, e para sa-
tisfacao de lodos que prezam as vaulagens e glo-
rias da nossa patria, transcrevemos do Jornal da
Baha, de 9 de agosto do correnle anno, um ar-
tigo que a redaeco d'aquelle jornal publicou.
Imprensa Nacional de Lisboa.Este eslabe-
lecimento de iundiso de typos lera-se ltima-
mente distinguido entre os demais da Europa,
nao s pela consistencia do material que empre-
ga para o typo. como pela perfeico e bom gusto
dos moldes, e ainda mais pela modicidade dos
precos e pela facilidad*; que olTerece, aceitando em
lroc|do typo novo que manda, typoj servido e
inulilisado, por preco superior ao maior que aqui
ae pude obter.
Alera destas vanlagens" que proporciona a
Imprensa Nacioual de Lisboa, cuja administracao
est conliada ha muitos annos ao intelligenle, ac-
tivo c probo Sr. Mareos, os compradores en-
contrara incomparavel exaclido na remessa das
encommendas, que vem sortidas completamemle
segundo as 'necessidades do nosso idioma, com
as letras de accenlos, o til, a cedilha, etc., o que
nao acontece nuuca as encommendas que se rc-
cebem de Francr, da Inglaterra ou dos Estados
Unidos ; acresceudo que destes paizes vem em
grande quanlidade, por exemplo, o w, oieou-
iras sortes que entrara muito as palavras ingle-
zas, ou fraucezai, mas que para nos sao desne-
cessarias, ao passo que nos i'allam outras quo do
mesmo modo entram no nesso idioma na maor
parle das pala*ras.
Suscilou-nos esla noticia urna encommenda
que acabamos de receber de typo magnifico du
Imprensa Nacional do Lisboa.
JNovidade no mer-
cado,
Borzeguins do afamado fabricante Jolly para
senhora, obra prima a 4jiOU.
Ditos com algtim defeito na borracha a 3jf.
Calcado para senhora, de marroquim de lodas
3srores a 800 rs
Ditos de lustre admiravcl por ser iguaes aos
francezes a 1jj280. E outrss muilas qualidades
de calcado que se vende por baratos precos [a
dinheiro vista) por seu proprietarin ler de aca-
bar cora sua loja na ra do Livramento n. 27,
Calcados baratos.
Vendem-e os seguintes calcados : borzeguins
de couro de lustre de Nantes a 93. do bezerro a
8J}600, de lustre de Paris a 8$ e a 7#, borzeguins
para senhora a 43500, para meninas a 3S5O0, sa-
patao de couro de bezerro de Nantes a 4g, 4g700,
taxiados de sola dupla a 5^700 ; lambem so ven-
dem chapeos de fellro finos a 3;80O, camisas de
fustao a 3 cada una, e chapeos de seda pretos
finos a 7g e Cg na loja da ra Nova n. 1.
Cera de carnauba nova
por diversos precos, de 83500, 9-500 e 10$, qna-
lidade especial : no largo da Asscmbla, artna-
zem de Antunes Guimares & C.
Milho a 3,500 rs. o sacco,
em muito bom estado, c para acabar : no largo]
da Assembla, armazcm de Antunes Guimares
& Companhia.
Farelo a 3#500,
em porro se far abatimeuto : na taberna da
estrella no largo do Paraizo 11. 14.
Vende-se urna porco de renda o bico da
Ierra, ludo a vontade do comprador : na ra do
Arago n. 8 ou 15.
Vende-se urna escrava propria para urna
casa de familia : na ra do Queimado n. 37, loja
de ferragens.
Annancio.
Vendem-se dous ccravos de 18 a 25 annos
bonitas tiguras, fortes c robustos, proprioa para
todo e qualquer servico, e lambem 'urna rela
boa engommadeira o rozinheira, urna mulata
com um filhode 8 annos, perfeita engommai.-ra
e coznheira, e um cahrinha de 5 ancos : na ra
aa Cadea do Recife n. 10, segundo andar.
Na loja da boa f, na na
do Queimado n. 22,
vende-se muito barato.
-rnPlbr-aia 'Sa flna com 8 1'2 vari,s ca,)a Ppca a
350, dita muito fina com salpicos a 5#, dita do
cores do padres muilo bonitos a 320 o covado
cortes de cassa pintada com 7 varas a 23240, fil
de lir.ho liso muito fino a 800 rs. a vara, larata-
na muilo fina branca e de cores com 1 lig vara
de lajgura a 800 rs. a vara, guarnices de cara-
braia (manguitos e golla) bordadas muilo finas a
53, gollinhas bordadas de cambraia muilo fina a
I3, espartilhos muito superiores pelo baratissimo
preco de 6J, penies de tartaruga a imperalriz
muilo superiores a 93, bonets do velludo para
; meninos a 5$, ditos de panno preto a 3g, sapati-
nhos de merino muito enfeitados a 2jJ o par, chi-
tas francezas finas escuras e claras a 260 o cova-
do, cortes do cambraia de cores com 3 babados
cora 11 e 12 varas cada corto a 43500, superiores
lengos de cambraia de linho muilo fina e rica-
mente bi.rdados a ditos de cambraia de algo-
do cora bico de linho a 13280, ditos de cam-
braia de linho proprios para aigibeira a C, 7 o
t j 83 a duzia, ditos de cambraia de algodo a 23 i O
: e .^3 a duzia, liras bordadas largas e linas com 3
' M- varas cada peca a 2g5O0, e assim outras mili-
tas fazendas que vendem-se por precos muito
baratos : na ra do Queimado n. 22, ni bem co-
nhecida loja Ja boa f.
Toalhas.
i Vendem-se loalhas de linho
baralissimo prcco de 9j a duzia
muilo superiores a 123 a duzia :
mado n. 22, ;ia loja da boa f.
para mos pelo
ditas de pillo
na ra do Quei-
Allenco
Vende-se um cavallo ruco pequeo muito bo-
nito, por commodo preco a tratar na ra do
Passeio Publico, loja n. 11.
Permas encarnadas.
Vendem-se na ra do Encantamenlo n. 11, no
Recife.
Brreles de seda
para padres
Finos barretes prelos de seda para padres a Sa-
cada um : na loja da aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Bramante
bretanhas e atoalhado
Na loja da boa f, na ra do Queimado 11. 22,
vende-sc bramante de linho muito fino com duas
varas de largura, jjelo baratissimo prego do. 2j>it)0
a vara, bretanha jA linho muilo fina e muito
larga a 20, 22g"c 243 a peca cora 30 jardas,
atoalhado de algpdo com duas larguras a laico
a vara, dito de linho muito superior, lambem
com duas larguras a 3 a vara, ; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Algoilo monslro.
Vende-se algodao monstro com duas larguras,
muito propri.) para toalhas e lences por dispen-
sar toda e qualquer costura, pelo baratissimo
! preco de 600 rs. a vara ; na ra do Queimado n.
22, na loja da boa f.
Franjas de seda
de laa e algodao,
Mui bonitas franjas de seda de diversas largu-
ras e cores a 500, 610 e 800 rs. a vara, ditas de
laa a 240 e 320, ditas de algodo brancas e pin-
tadas a 160 e 200 rs. a vara, todas propria* para
eufeitesde vestidos e casaveques, ditas cora bor-
llas e lisas, com raui bonitos lavrores, proprias
para cortinados, toalhas. cobertas, etc., lano
brancas como pintadas a 33, 33500, 43, 5$ e 63
a peca : Da loja d'aguia branca, ra do Queima-
do d. 16.
Booecas chinezas
Mui bonitas bonecas 9^&mV^m
!.:.
1)0
ima n>, a. m@i________4
MEDICO PARTE IRO E OPERADOR.
3 RA DA GLOftlA, CASA DO FCNDO 3
Clnica por ambos os syslemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consullas todos os dias pela manha, e de tarde depois de 4
horas. Contraa partidos para curar annualmente, nao s para acidado, como para os eogenhoa
ou oulras propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa al s 10 horas da manhaa e era caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa. t
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
dero remetter seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & G. na ra da Cruz, ou loja de
livros do Sr. Jos .Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annuncianle achar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos homeofatbicos j bem conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de i 2 tubos grandes...........10O0O
Dita de 24 ditos.................159000
Dita de 36 ditos.................2050G0
N Dila de 48 ditos................. 257000
Dita de 60 ditos...............- 30&000
Tubos avulsos cada uto............. IfCOO
Frasees de tinturas. ; :............2*000
Manual de medicina hotneopatbica pelo Dr. Jahr, tra-
duzidoem porluguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 109000
rtorio do Dr. Mello Moraes, ,....... 69000
^Eincrivel a22.
Chapeos para senhoras, de seda branca
ricamente enfeitados e com veos : ua lo-
ja de Guimares & Villar.
k 15,000.
Manteletes de Gl prelos a 153, para
acabar.
A 15#000.
Vestidos de phantasia de 303, vende-so
por 153 para acabar.
A 5g000.
Manguitos de fil preto com golla o me-
lhor possivel a 53 para acabar '. na loja
de Guimares & Villar.
C oipras.
Compra-se urna escrava moca, robusta e
sadia que saiba cosiuhar para urna casa eslran-
geira : quem tiver dirija-se ao escriptorio D. 18
du rifa do Trapiche Novo primeiro andar.
Compra-se urna vacca boa leileira : na ra
Ileal, sitio n. 71.
Compram-se duas casas terreas, quem as
liver dirija-se ra da Cadeia do Kecife o. 52,
segundo andar, at as 10 horas da manha.
Compram-se
escravos de ambos os sexos para fra da provin-
cia, tendo boas figuras e sendo sadias, paga-se
bem : no escriptorio de Francisco Malinas Pe-
reira da Costa na ra Direila n. 66.
Na ra da Cruz n. 33, compram-se escravos
de ambos os sexos, e agradando, nao s duvida
pagar bem.
Compra-se urna casa terrea no bairro da
Boa-Vista ou em Sanio Antonio : quem liver,
dirija-se a ra da Imperalriz n. 29, que achara
com quem tratar,
Comprase urna escrava que saiba engom-
mar ou mesmo sem habilidades : a tratar em
Olioda. no Varadouro, sobrado do dous andares
defronte do embarque.
Compra-se urna pequea casa terrea ainda
que seja nos rrabaldes da c.idade, sendo que o
seu valor pouco exceda de 1:000# : a tralar
ra da Guia, sobrado de um andar n. 52.
na
Vendas.
os muilo gor-
Vendem-se 2 carneiros
dos : no pateo do Terco n. 4v..
E to barato que admira.
Cassas de cores de padrea muilo bonitos que
parecem organdys, pelo baratissimo proco de 240
r.. o covado : na ra do Queimado d. 28, na loja
da boa f,
i5Al ciu.i uni, usstfn cmo
bem elegantamente vestidas e de saias balSo a
13500 : na I ja da agola branca, ra do Queima-
do n. 16
E o ultimo oslo.
Superiores gurguroes de'seda de quadrinhos,
| de lindos padres, pelo baratissimo preco de 13
o covado, grosdenaples liso de lindas cores a 23
I o covado. cortos de laa muito fina com 15 cova-
i dos, padres muito bonitos a 83, ditas de quadres
, padres tambem muito bonitos a 480 rs. o cova-
j do, chales de cores, padres inteiramenle nevos
I a 13 s. o covado ; aproveilem em quauto se nao
, acaba : na ra do Queimado n. 22, loja de
boa-f.
Na ra do Livramento, loja de calcado
n. 19, vende-se calcado francez mais
barato do que em outra parte, pelos
preros seguintes:
Para homem.
Borzeguins Melis do luslre e bezerro a S;500.
Ditos inglezes de lustro a 5g.
Ditos ditos de bezerro a 63-
Ditos Trancezes de lustre a 63.
Dilos de lezerro, sola dupla a 73.
Ditos de cito, vaqueta de lustre, a 73.
Sapates de Nantes, sola fina, a 43300.
Ditos, sola dupla, taxiado, a 53.
Para senhora.
Burzeguinsde luslre a 43 (Jolli.)
Menino e meninas.
Borzeguins para menina a 33500 o 45.
Dilos pare menino, sola e vira, a 5350.
Vende-se una armaco de urna taberna na
travessa do Vigario n. 3, propria para o mesmo
que era, ou para outro qualquer estabelecirucn-
to ; quem pretender, na ra Nova 11. 50,
E' baratissimo.
Palitos de brim branco muito bem feilos e pro-
prios para a presente estaco, pelo baratissimo
preco de 59 cada um : na ra do Queiraa 1j n.
22, loja da boa-f.
Coke (carvo),
ou combustivel para cozinhas, caldeiras, etc.,
muito econmico para as casas particulares : ven-
de-se na fabrica do gaz, em porces de um quin-
tal para cima a 13 o quintal.
Pechincha para os fabri-
cantes de velas.
Na ra Imperial, taberna n. 37, vende-se fo
Inglcz, proprio para pavios de velas, pelo barato
preco de 13 a libra.
Vandem-se 4 bois mansos de carro, os quaes
se acham na cocheira da na da Florentina do Sr.
Dr. Lins : a tratar na ra do Crespo n. 14.
Vende-se para fra da cidade, com parli-
cularidade para algura engenho, urna escrava
boa engommadeira, lavadeira de barrella, coz-
nheira, faz doces de differenles qualidades, po-
de-l, refina assucar, c faz outros muitos servi-
eos ; ao comprador se dir o motivo por que se
vende : trata-so no Varudouro, em Olinda, no
sobrado de 2 andares defronle do embargue. Cortes de calcas de meia casemira de coros es-
Vende-se a taberna denominada armazem curas a jgeoo, dilos de brim de linho de coroso
dosal- r da Boa-Vista n. 6: a Sg, riscadinhos de linho proprios para obras do
meninos a 200 rs o covado, grvalas de seda do
cores a 640, dilas pretas estreilinhas c largas a
13. e alem disto outras fazendas que se vendem
muilo em conta; na loja da boa f, na ra do
Queimado n. 22.
de graca.
tratar na mesma.
Entremeios e liras
bordadas.
Vndese mui bonitos entremeios e liras bor-
dadas em fina cambraia, obras mui bem acaba-
das, os ntremelos pelos baratissimos presos de
I36OO, 23 e 29400 a peca o as tiras bordadas por
23, 23500, 33, 49, 5S e'69. Avista da superio-
ridade da fazenda ninguem deixar de comprar e
para 3so dirijam-se a ra do Queimado loja da
aguia branca n. 16.
Chales.
Ricos chales de merino estampados, de cores
muito bonitas a 73, dilos muilo Onos a 83500,
ditos lisos a 53, ditos bordados a matiz a SjOrj,
na ra do Queimado n. 22, loja da boa-f.
Labyrintos e biccos das
Ilhas.
A loja d'aguia branca acaba de receber umi no-
vo e bonito sorlimento de labyrintos e biccos das
Ilhas, obras j bem conhecidxs por suas boas
qualidades e duraco. Os labyrintos jor suas
mui diversas larguras regulam de 240 a I$200 a
vara, e os biccos do 200 a 1*000. Uns e outros
sodesumma ulilidade, c por isso se tornara
necessarios para as familias. Vendem-se em dita
loja d'aguia braca, ra do Queimado n. 16.
Bales de 30 arcos.
Vendern-sc superiores bales com 30 arcos,
sendo muito recommendaveis por poderem ficar
do tamanho que se precisar, pelo baratissimo
preqo de 69 ; na ra do Queimado n. 22, na loja
da boi f.
Atteoeo.
Vende-se na ra Direila fj. 14, arroz do Mara-
nho a 100 rs. a libra, loucinho de Lisboa a 320,
azeite de peixe a 400 rs. a garrafa, chouricas as
mais oras tiesto mercado a 560.
Attenco.
Vende-se um terreno na reguezia
da Boa-Vista em frente do becco dos
Ferreiros, com duas frentes urna para
o mesmo becco e outra para a nova ra
projectada, tendo 100 palmos de frente
e 220 de fundo, solo foreiro : os preten-
dentes dirijam sea ra do Vigario n. 1.


Vr-
.
DIARIO DE PEhAMJiBUCO. SBBADO 24 DE NOYEMBRO DE 1860.
4o~RuaDireila--45
I-SC0LUID0 SOUTHIEXTO
DE
FUNDICAO D AURORA.
Seus proprieiarios offerecera aseus numerosos freguezes e ao pubbico em gcral, toda equal-
querobra manufaturada en seu reconhocido eatabelicimento a saber: machinas de vapor de iodos
os tainanhos, rodas d'agua para engenhos, todas de ferro ou para cubos da madeira, moendas e
! meias moendas, tachas de ferro batido e fundido de todos os tamanhos, guindastes, guinchos e
, bombas, rodas, rodetes aguilhoas e boceas para fornalha, machinas para amassar mandioca e para
'; descarocar algodo. prengas para mandioca e oleo de ricini, portoes gradara, columnas e moi-
Aproxiraando-se o lempo festivo, e^senlo n- DD03 de venl rados, cultivadores, pontes, cadeiras e tanques, boias, alvorengas, botes e todas
dlspensavel que as lionas e amaveis filhas da | as obras de machinismo. Executa-se qualquer obra seja qualfor sua natureza pelos desenhosou
opulenta o potica Mauricea se provinam do que j moldes que para tal Gm forera apresdntados. Recabem-se encoramendas neste estabelecimento na
no.-.es9ario para o resguardo dos seus mimosos .... ,i n_. r, .10 1 (- u > 1
opeauoninos pos- attendendo tamben a que do Brum n. 28 A o na ruado CoUegio hoje dolmperador n. 65 moradiado caxeiro do es-
tabelecimento Jos Joaquim da Costa Pereira, com quem os pretendentes se podem entender para
qualquer obra.
uma crinolina empavesada nao pode estar de
acord com uma botina acalcaohada ou desco-
eida, assim como un cavalheiro de caiga balo,
com utu borzeguim estragado, far urna triste
figura vis-a-vis de uma bella; considerare lo
acertadas actuaram no espirito do proprietario do
estabelecimento, j to conhecido pela modici-
de dos procos do seu calcado, para reduzi-los
anida mais, munindo-se de ura abundante sor-
tiraenlo e sera defeilo, que aprsenla aos seus
benignos freguezes (moeda em punho) pelos
procos abaixo :
Senhoras
Borzeguins 32 a 59. 4$800
Ditos ditos.......4#500
Ditos ditos.......4$000
Meninas
Borzeguins 29 a 31.
Ditos 25 a 28. .
Ditos 18 a 2i. .
3'800
30600
Sita na ra Imperial n. 118 e llO junto a fabrica de sabao.
DE
Scbastiao J. da Silva dirigidaporoFranciscBelmiro da Costa.
Homem
Borzeguins.
Neste estabelecimenlo ha sempre promptos alambiques de cobre de diflerenles diraen-
ces de 300 a 3:000$) simples e dobralos, para distilar agurdente, aparelhos destilatorios
30200continuos para resiilar e destilar espiritos com graduagao al iO graos (pela graduado de Sellen
Cartier, dos mellioressjsteraas hoja approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imperi-
bambas de toJas as diraengoes, aspirantes e dts repucho, tanto de cobre como de bronza e ferro
9#o00 lorneiras de bronze do todas as dimances e fetios para alambiques, tanques ele, parafusos de
Ditos. ........ 8,S'800 bronze e ferro para rodas d'agua, pirtas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e
Ditos prova de fogo e d'agua. 8$500 chumbo de todas as dtmencoes para encanimintos. camas de ferro cora armago e sem elle,
Ditos.........60000 futfes de ferro potareis e econmicos, lachas e tachos de cobre, fundos do alambique, passa-
M'jios borzeguins de lustre. 60000 'deiras, espuraadeiras, coccos para engenho, folha de flandes, chumbo om lencol e barra zinco
SapatOe eoua elstico e lustre. 50000 em len$0' 8 Darra leages e arroellas da cobre, len^es de ferro e latao, ferro suecia inglez
5A600ra ,0(^asas dimences, safras, tornos e folies para ferreiros etc.,e ouTros muitos artigos poj
r ,,. menos preco do que em outra qualquer parte, desempenhandose toda e qualquer encornmen-
: da com prestesa e perfeicoja conheciJa e para corrmodidade dos freguezes que se dignarem
' honrarera-nos com a sua confianza, achao na ra Nova n. 37, loja de ferragens, pessoa habi-
v^gAA I litada para tomar notadas encommendas.
30ooo|
Roupa feita para liquidar
na ra da Imperatriz u. 60,
loja de Gama & Silva.
Caigas de casemira de cor muito Anas a 7|, di-
las de brioa de linho brancos muilo fino a 4, di-
las de gorguro escuro a 3, dilas de bros de co-
res a 2J, 25500 o 39, colletes do velludo, ditos de
soda e outras qualidades, paletots de alpaca preta
muito boa hienda e 59, ditos de princeza preta
a 6J, ditos de merino preto a 7$, ditos de panno
preto lino, ditos de riscadinho levizinhos a 28500
SYSTEMA MEDICO DEIIOLLOWAV.
PILULAS HOLLWOYA-
Este ineslimavel especifico, cotnpisio inleira,
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio nem alguma oulra substancia delecleria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleicjio mais
delicada igualmente prompto o seguro para
desarraigar o mal na compleicjio mais robusta ;
enteiramente innocente em suas operacoes eef-
feflos ; pois busca eremove as doengas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e lenazes
que sejara.
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, militas que j estavaraas ponas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn
recobrar a saude e forjas, depois dehaver tenta-
do inuliimente todos osoulros remedios.
As mais afilelas nao devem entregar-se a des-
esperarlo ; frtc.im ura competente ensaio dos
eflicazes efTeitos desla assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Piano
Saunders Brothers & C. tem pwa vender em
eu armazem, na prara do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres,
muito Drocriosoara este clima.
mmmstems asa tmtmmismm
flRABI SORTIMENTO
DE
e
Ditos arranca pello, bezerro.
Ditos de bezerro. .
Meninos
Sapatos.......
Ditos........
Ha tambera na variado sorlimcnto de todas as
cUsses e precos nfimos, sendo os annunciados
smenlo de primeira classe.
KLOfilOS.
Vende-se em ;asa de Saunders Brothers S
C. prara do Corpo Santo, relogios do afama
do* abricante Roskell, por presos commodos
e tambem anceins e cadeias paraos mesmos
deexcfillnte oslo.
3- '-':.'._J> 'i .3 3 L'J 3 ia>l5>S3::*
Segur contra Fogo
COMPAA
i
I aUBTI
G
liOja
Ha
e armaiem
DE
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampo las.
Areias (mal de).
Asinina.
Clicas.
Gonvulses.
Debilidadeou extenua-
do.
Debilidade ou falla de
forjas para qualquer
cousa.
Desinlcria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Pobre biliosa.
Febreto da especie.
Golla.
Fleraorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inlammaces.
Irregularidades
menslruacito.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
AbstrucQo de ventre.
Phlvsica ou consump-
pulmonar.
Retengao de ourina.
Rheuraatismo.
Symplomns secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).


1


LONDRES J Os proprietarios deste estabele-
cimento convidara ao respeitavel publico, principalmenle aoe amigos do bom ebaralo, que se
J. A.stley & GODipannia. ^) acham em seu armazem de molhados de novamenle sorlido de gneros, os melhores que lera
_____________________________________-p ; viudo a este uercado, por serem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por seren
a raaior parte delles viudos por conla dos proprietarios.
Febreto intermteme,
Vonde-se estas pilulas no oslabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
lodosos boticarios droguista e outras pessoas en- !
carregadas de sua venda era toda a America do
Sal; llavana e Hspanha.
Vendem-se as bocelinhas a 800 rs. cada!
uma dallas, contera Uma instruccio em poriu-
guez para explicar o modo de se usar deslas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr Soum I
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22, em Per-
namhuco.
Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Efichadas de ferro.
Ferro sueco.
F^'-ingardas.
Ano de Trieste.
para
II
Pregos de cobre de com-
| posico.
-3 Barrilha e cabos.
I Brim de
i
C\\o colate
los melliores autores de Europa a 900 rs. a libra em porreo a 80O xa.
MavsaieVada Imperial
em latas de 1 a 2 libras a 800
vela. q
Couro de lustre. ?
I Palhinha para uiarcinei- i
ro : no armazem de C.
J. Astley* C.
S, ru 5> "9 ,n9 : ?3 rO ,rJ "O -> ": T> -i-
__ Xa na da Cadeia n. 2i, vendem-se as se-
i/.endas, por melade de seu valor, para
liquidaco.
Bicos losada brancos e prelos, de todas as
arguras. vara a 160. 240,400, 800 e llpOOO.
a :ompleto sorlimonto de franjas de sedae
el Isro lio.
Chales de toaqutm a 10, 15. 20 e 35JJ.
BoIps deseda, velludo, de louca o de fustao
de jnalidades Bnas, doa a 200, 400 o 600 rs.
Cnllarinhos bordados de 500 rs., 2j(, 3 e 4j>.
Entrerreios finos, pecas com 12 varas a 1g.
Folhos bordados liras a 'iO, 1-5, 2j), 3JJ500.
Camisetas com manguitos a 3j, 4, 5 e 65.
Enfeitea do dures a 6$.
Chapaos de seda para senlinra a lOg.
C 111.-- (ues de velludo a 40 c 60$.
Ditos de seda a 25}.
Ditos de fustao a 8 e 12#
Filas de seda c de todas as qualidaJes de 160
rs. a 13500.
Ditas 1e velludo de 20 rs. a 1J.
Km casa de N. O. Beber &Successores, ra
da Cruz n. 1, vende-se :
Champanha marea Parre & C uma das mais
acreditadas marcas, mui conhecidas no RiodeJa-
r. "'. ro.
Vinho xerez cm barris, cognac em barris e
caixas.
Vinagre branco e tinto em barris.
Brilhantes do varias dimensoes.
Eiher sulfuricn.
Gomma lacre Har.
Lonas, brinzos e bros.
Aeo de Milo
Ferro da Suecia.
Algodo da Bahia.
Vende-se um cavallo preto, grande, bonita
figura e muito gordo, anda baixo at meio, e
tarabem serve para carro por ser hora trotador ;
vonde-se por nao se precisar dello, a prazo ou a
dioheiru ; para ver tratar, na ra Direita nu-
mero 66.
Vende-se um sitio com \\\ de le-
gua quadrada, e urna planta decoquei-
ros de mil etanto? pe's, tem duas gran-
des caraboasqueda' dous bom viveiros,
na Po.itezinhi fregueza de Munbeca :
a tratar na ra doQueimado n, 48.
Vendem-se tres molecas de 12 a 13 annos.
uma negra cem duas crias, um mnlalinho de 11
annos, um dito de 17 annos, bom boleeiro. de
boa conducta, e sera vicios, uma negra de meia
idade. lavndeira e cozinheira, por 6009, uma di-
ta por 1.200J. urna mulata rom as mesmas habi-
lidades por 1:1009, uma negra de 30 annos, ro-
busta o boa ganhadeira por 1:0081, e um mualo
l>ora cozinheiro ; todos se vendera a prazo ou
a dinheiro, na ra Direita n. 66, escriptorio de
Francisco Malinas Pereira da Costa.
Vende-se a prazo
a loja de roindezas da ra Direita n. 83, com pon-
cas miudezas : quera a pretender, dirija-se
mesma, que achara com quem tratar.
^ do afamado Abreu, e de outros mais fabricantes de Lisboa
rs., em porcao de se far algum abatimento.
Ma$a de tomate
era latas de 1 libra por 900 rs., em porgao vende-se a 850 rs.
"Latas com ev\illias
vende-se nicamente no armazem progresso a 040 rs. cada huma.
Conservas raneczas c Inglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
Latas de bolaeMnlia de soda
com diforentes qualidades a l&GOOa lata
iVmexas fraueezas
s ais novas que tem vindo a este mercado em compoteiras, contendo 3 libras por 3#000 rs.
eematasdel 1[2 libra por 1 #500 reis
Verdaderos figos de comadre
em caixa com 10 libras por 35000 rs. a relalho a 240 reis a libra.
Caixmlias com $ libras de passas
a 350O0 rs. era porcao se far algum abaliraento, vende-se tarabem a relalho a libra a 500 rs.
Mantelga Ingleza
perfeitamente flor a mais nova que ha no mercado a 19000 rs. a libra, em barril se far al-
gum abatimento.
Cha perola
o melhor que ha neste genero a 29500 rs. a libra dito hyson a 2?000 rs.
Palitos de denles lidiados
a 200 rs. ce ni 20 macinhos.
peixe sarel em posta
o melhor peixe que exziste em Portugal em latas grandes por 19500 rs. cada uma e de
outras muilas qualidades que se vendem pelo mesmo prego
Manteiga franceza
a 7-20 rs. a libra em barril se far abatimento.
TowciiYuo de Lisboa
o mais novo qua ha no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
era eaxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 4#000 rs.
GiJiDE SORTDIENTO
DE
Fazenilas e roupa feila
NA LOJA E ARMAZEM
Na ra do Queimado n.
46, frente amarella.
Sortimento completo de sobrecasaca de Jj
panno preto e de cor a 259. 28, 309 e xv
359, casacas a 289, 30 e 359. palitots dos 'f,
mesmos pannos209. 229 c 25$, ditos de <|f
casemira de cor a 168 e I89, ditos sac- jS
eos das mesmas casemiras modelo inglez casemira fina a 109.12^ 149 e 15$, dilos B
saceos de alpaca preto a 4g, dilos sobre g|
fino de alpaca a 79, 89 e 09, ditos de me- S
ri selim a IOS, ditos de merino cord.io S&
a lOJe 129, ditos de sarja preta trancada 9
saceos a 63, ditos sobrecasacos da mes- *
ma fazenda a 89, ditos de fustn de cor e JJ
branco a 49, 4g500 e 5jJ, colleles de ca- |e
semira de cor e preto a 59 e 6, ditos de *f
merino preto para luto a 4 e 59, dilos S
de velludo preto de cor a 99 e 109, ditos n>
de gorguro de seda afi e 69, dilos de x
brim branco e de cor a 29500 e39, calcas g
de casemira do cor e preto a 7$, 8g, 9;? 32
e 109, dilas para menino a 65 e "9, ditas ^c
de merino de cordo para homem a 5J o Ig
69, ditas de brim branco a 59 o 69, ditas ijj
ditd de cor a 3), 39500, 41 e 59. c dc|
todas estas obras temos um grande sor- *>
timonto para menino de todos os tama- jjj
nhos ; camisas inglezas a 369 a duzia. Na 5*
mesma loja ha paletots de panno preto X
para menino a 14!, 15$ e 16ff. dilos de cD
casemira para os mesmos pelo mesmo J>
prer.o, ditos de alpaca saceos a 35 e S
3S50, ditos sobrecasacos a 53 e 6g para 3fe
os mesmos, caigas de brim a 25500, 39 e SE
39500, paletots saceos de casemira de cor 1
a 69 e 79, loalhas de linho a 800 e 19 ca- |
da uma. S
No mesmo estabelecimento manda-se 3
aproraptar todas as qualidades de obras *J
tendentes a roupasfeitas.era poneos das, sp
que para esse m temos numero suf- 5
ficiebte de peritos oTiciies de alfaiates ^
rgidos por um hbil mestre de seme- *>
lhante arle, fleando os donos do eslabe- ^
lecimento responsaveis pelas mesmas (j>
obras at a sua entrega. ^
Sebo e ?;raixa.
Se'.o coadoe graixa em bexigas: no armazem
99999999W #9i*#f
Machinas de vapor.
@i Rodas d'agua. 0
Moendas de canoa. (J?
a Taixas.
53 Rodas dentadas. i@
5 Rronzes e aguilhoes.
^ Alambiques de ferro. @
;$ Crivos, padroes etc., etc. @
? Na tundico de ferro de D. \V. Bowman,
^ na do Brum passando o chafariz. @
# @@I
Na fabrica de caldeireiroda ra Imperial
junto a fabrica de sabo, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porcao de folhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto oreco de 140rs. a libra-

DE
Joaqum Rodngaes Tarares de Mello
RA DOQUEIMADO N. 39
EM SLA LOJ DE QIMTRO PORTAS.
Tera ura completosorlimento de roupa feila,
convida a todos os seus freguezes e a todos
quedesejarem ter ura uniforme feito com lodo o
gosto dirijam-fe a este estabelicimenlo que era-
contrarao um habel artista chegado ltimamen-
te de Lisboa para desempenhar as obras a von-
tade dos freguezes, j tem urn completo sorti-
menio de paliiols de fina casemira modello im-
g'ez, e muito bem acabados a 169300, ditos
de merino selim a 129000, ditos de alpaca
prelos a 53OOO, dilos de alpaca sobre casacas
a 85000. dilos com gclla de veludo a 99000
dilos de fustao, ditos de ganga, dilos de Lrim'
ludo a 55O )0, ditos de brim de linho tranca-
do a 69000, calQa de brim de linho muito su-
perior a 59000, dilas de casemira de cor a
93OOO ea 105000, ditas de casemira pre-
ta superior fazenda a 129000, palitots fran-
cezes de panno fino fazenda muito fina a 25-5
sobje casacas de panno muilo superiores a 35?
ea 409000, um completo soriimenlo de cami-
sas fracezas, tanto de linho como le algodao
e fusiao vende-se muilo em conta, afim de que-
rer-se liqiudar com as camisas.
E pechincha.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n 2
tem cobertores de algodao de cores bastante'
grandes, propnos para escravos, pelo baratsi-
mo prec.0 de lg.
Veode-se na irua do Livrmeuto
11. 19, borzeguins francezes a 6t dito
de bezerro a 6$. dito de vaqueta a 7$.
Aos senhores armadores e
proprietarios de carros fn-
nobres.
Vendem-se velbutna prela superior a 400 rs.
o covado ; na ra fo Crespo n 25.
oja esperanca.
Vende-se borracha de seda preta'para borze-
guins a 29200 o covado, graixa em barris muito
boa a -40 rs., est acabando-se, flautas de ebmo
de Gautrot a 18 e 209. braceletes de mozaico a
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas,
Biscoutos
Emcasa de Arkwight 4 C,
Cruz n. 61.
'-V* ..
m
ra da

Botica,
Tambem vend*ra-se os seguintes gneros, tudo recentemenle chegado e de superiores qua- 6? '^a para bordar a lidades, presuntos a 48K rs. a libra, chourica mui.a nova, marmelada do mais afamado fabricante! ff |!"" mX aVrSs* diSfentl!'
de Lisboa, maca de tomate, pera secca, passas, fructas em calda, araendoas, nozes, frascos com'colheres finas, facas,'trinchantes, etc.: na ra
amendoas coberias, con faites, pastilhas devanas qualidades, vinagre branco Bordeaux, proprio!do Queimado n. 3S A, Guimaraes & Rocha,
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, raa^as de tolas as qualidades, j pv .
gomma muito fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,! MOl" ] IfttI.CJf* lO S*I
sperraacete barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeite doee purificado, azei- i
tonas muito novas, banba de porco refinada e outros muitos gneros que encontraro tendentes a
molhados, por isso prometiera os proprietarios venderem por muito menos do que outro qualquer,!
proraettem mais tarabera servrera aquellas pessoas que raandarera por outras pouco praticas como
se viessem pessoalmenta; rogara tambem a todos os senhores de engenho e senhores lavradores
queiraro mandar suas eneommendas no armazem Progresso, que se lhes affianr;a a boa qualidade 8
o acondicionamente,
valor.
Ra do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phantasia, muitos lindos, de
duassaias, polo baratissimo preo do T09 cada
ura corle.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga do
Rosario n. 36, vtnde-se os segniotes medica-
mentos :
Rob l'Afecten r.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Verraifiigo inglez.
Karope do Basque.
Pilulas americanas (contra febres).
Uagunnto Holloway. '
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidrosde bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras. *
Assim como tem um grande sortimenlo de pa-
pel para forro de sala, oqual vende a mdico
preco.
VenJem-se libras sterlinas. em
casa de N. O. Bieber & C. : ra da CrU'
n. 4.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: emcasa de S. P. Jo-
hnston & C. ra daSenzala n.i2.
W Kecebeu-se e continua a receber-se por @
j& lodos os vapores artigos de modas para @
@ homens, iocluindo calgado de Melis na @
j Lojade mnrmore.
Ceblas e velas.
Vendem-se ceblas novas a 800 rs. o cenlo,
espermaceti a 680 a libra ; na travessa do pateo
do Paraizo n. 16, casa pintada de amarello.
9 Uecobou-se e continua a receber-se por *
todos os vapores, vestimentas, calcado e @
9 chapeos para meninos na
f Lojade marmore.
Vinho genuino.
Ainda ha uma pequea qaantidade de ancore-
tas desle vinho sem confeico, e proprio de doen-
le? : na ra do Vigario n. 19, primeiro andar-
Vinho do Porto,'genuino,
Rico de 1820.
StoBsacal de 1830.
Precioso ie 1847.
As duzias, e em caixinhas, a dinheiro, por ba-
rato preco : vende-se na ra do Trapiche n. 40,
escriptorio.
Rival sem segundo.
Na loja de raiudezas da ra doQueimado n
55. defronte do sobrado novo ha para vender
pelos diminutos precos os seguintes artigos
Duzia de sabonetes muito finos a 600 rs.'
Cartes de colchetes com duas ordens a 20 r=
Caixas de clcheles balidos a 60 rs.
Duzia de meias cruas para homem a 39.
Dita de ditas para senhora a 3J500.
Pares de meias para senhora a 300 rs.
Latas com banha muilo fina a500rs.
Iscas para acender charutos, caixa a 60 rs.
Phosphoros em caixa de folha a 120 rs.
Carlas de alinetes muilo finos a 100 rs.
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Pares de sapalos de tranca de algodo a 19.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Ditos de dito oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garfos, cabo preto, a 3#.
Pares de sapatos de la* para meninos a 200 rs.
Ditos de luvas de cor fio de Escocia a 320.
Masaos de (rampas muito finas a 40 rs.
Caivetes do aparar penna a 80 rs.
Tesouras muilo finas para coslura a 500 rs.
Ditas dilas para unhas a 500 rs
Pecas de franja de lia com 10 varas a 800 r=.
Ditas de tranca com^lO varas a 320.
Linha Pedro V, carlao com 200 jardas a 60 rs
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muilo finas a 200 rs.
Cordo imperial fino e grossa a 40 rs.
Oleo de babosa muilo do (frasco) 400 rs.
Iitinhas eslreilas para enfeitar vestidos a 800
rs. a pega.
Labyrinthos de muito bonitos gostos por todo
0 preco. f
a fo0r'd0cs Para enfiar esparlilho muilo grandes
Dito para dilo pequeos a 80 rs.
Pecas de trunca de linho com 10 varas a 200 r-.
18400 S dC ,rana dC S 1 Vara de dil;. a 160 rs.
Pares de meias de cores para meninos a 160
Caixas para tap muilo finas a lj).
f.uihacara marcar (caixa do 16 nvelos} a 320.
Liquidaco de roupas t'eitas
com 50 0|0 de abate, na ra
Novan. 47, junto a Concei-
co dos Militares.
Casacas de panno fino de 20 a 30$.
Dilas para menino de 16 a 20*
Calcas de casemira de cor de 6 a 8?.
Dilas de dila preta finas de 8 a 108~
pilas de brin, oe linho a 1S500e 59.
Ditas de dito para meninos a IgSOO e 3j.
Paletots de brim pira homem a 3 e5S.
Ditos de casemira de cor a 10 e 18*.
Dilos de dila prelos a 10 e 20.
Colleles de velludo a 7 e 89.
Ditos de gorguro ale 69.
Dilos de rosti a 1500 c 2j-
Camisas francezas, duzia a 20jj.
Cortes de velludo a 5 e 69.
Fardas para guardas a 8 e 10g
Casemira fina enfeslada a 39.
Brins em varis e covados, de diversos preco-
e ouiras mais fazendas, ludo por barato preco'. '
Carro.
Vende-se um cxcellente carro lodo envidraca-
do, com uma boa parelha de cavallos. por prco
commodo, prazo ou vista : na ra larga o
Hosario n. 24, :uja de ouro, se dir quem lem.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Militares de individuos de todas as nocoes
podem tostemunhar as virtudes deste remedio
incomparaveleprovarem caso necessario, que,
pelo uso (jue delle fizeram lem seu corpo
membros inleira roen te saos depois de haver em-
pregado intilmente outros tutanientos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhos.as pela eilura dos peridicos, que Ih'as
relalam todos os dias ha muitos annos ; e a
maior parte de.las sao lio sor prndenles que
aJmiram os mdicos mais celebres. Quania=
pessoas recobraram com este soberano remedie
o uso de seus t rajos e pernas, depois de ter
permanecido longo lempo nos hosniues, onde
deviatn soffrer j ampularao 1 Dellas ha' mui-
casquehavendodcixado esses, asylos de pade-
limenios, para e nao sulmeterem" a essa ope-
raco dolorosa foram curadas coroplelamente
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nhecimento declararam estes rebultados benfi-
cos dianle do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais aulenlicarem sua afirma-
tiva.
Xinguem desesperara do estado de saude se
tivesse bstanle confianza para encinar esle re-
medio conslantemenleseguindo algum tempo o
tralamenlo que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelniente'.
Que ludo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
InCammajo da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquiles
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinta, ero qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulacoes.
Veias torcidas ou no-
das as pernas.
Alporcas
Caimbras
Callos.
nceres.
Cortadurs.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
F.mfermidades da cutis
era geral.
Dilas do anus.
Erupc,5es escorbticas.
Fisiulas no abJomen.
Fialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadass.
Inehaces.
Inflama^ao do figado.
^ ende-se este ungento no estabelecimenlo
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de lodos os boticarios droguistas e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha conim
uma instruyo em portuguez para explicar o
modo de fazer uso desle ungento.
0 deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22. em
Pernambuco.
la loja
ao p do arco de Santo
Antonio
chogou um rico sortimento de bicos da Ierra,
proprios para roupa de meninas, coeiros borda-
dos para baptisado.
Vende-so ara cabriolet com ubi bom caval-
lo ou este somonte : na ra do Queimado, loja
numero 36.
Attencao.
Vende-se uro cavallo castanho, andador bem
baiio, proprio paro uma senhora por ser grande
e estar bem gordo, assim como muito manso, at
proprio para um cabriolet: tambem vendem-se
algunscasaes de pombos dos melhores: na es-
trada de Joo de Barros, sitio confronte capel-
la se dir quera vende, a tratar das 4 is 6 da
/arde.
?


DIARIO DE PERNAMBUCO. SaBBADO 24 DE NOVEMBRO DE 1860.
W
YGENCW
DA
mmm Low-Mow,
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabeleciraento contina a baver um
completo sor ti ment de moendas e meias moen-
das para engenho, machinas d vapor e laixas
dejerro balido e coado, de todos os tamanhos
para dito,
Potassi da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhscido e acreditado deposito da
ra da Gadeia do Recife n. 12, ha para vender
vordadeira polassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambera cal virgen era
p*dra, ludo por oreos mais baratos do que era
ojtra qualquer parte.
Vinho de Bordeaux.
Em casa de Kalkraann lrmos&C, ra da
Cruz n. lO.encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandcnburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac 4C, em Bor-
deaux Tem seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
St. Estph.
St. Juliea.
Mirgaux.
.arse.
Chleau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, J alien
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Na mesraa casa ha para
vender:
sherry em barris.
Uadeira em barris.
Cognac em barris quadade fina
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cor vea branca.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & G. e Wlieeler &Wilson.
Neste eslabeleci-
menlo veDdem-se as
machinas destes dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e rcsponsabili-
snmo-nos por sua boa
qualidade e seguranca:
no armazom defazendas
do Rayrnundo Carlos
Leile & Irmos ra da
Irnperalriz n. 10 amigamente aterro da Boa-
Viata.
^Vua Ao Queimado n. 39
Lojade quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de core?, azenda
muito superior com pequeo loque de mofo a
(05000, ditos sem defeito a 100*000, tem um
estn de chales de toquim que estac-se acabando
;i 30800O, ditos de mirin bordados com pona
redonda a 83000, ditos sem sur do pona redonda
a 85000, ditos estanpados com listrs de seda
em roda da barra a 98000, ditos de ricas estam-
pas a 78000, ditos de ganga franceza com Ira li-
ja branca a 28000, ditos sem franja e muito
encorpado a 2*000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfeitados a
'25*000, ditos muito superiores a 308000, en-
eites de vidrilho preto a 38000, ditos de retroz.
a 39500, organdis da mais fina que ha no raer- |
cado a 19000 o covalo, cambraias decores
de padres milito delicados a SOO-rs. a vara, ditas
de oulras qualidades a 600 rs. a vara, ricas chitas
farnce/as de rauiloboas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a raelhor que se pode
imaginar, peitos para camisa a 240 rs. cada una,
corles de casemira decores a 68000, ditas em '
pes?a de quadrinhosa 45000 o covado, gollinhas!
de muito bom goslo a 19000, ditos de oulros
bordados ricos a 33000, manguitos de cambraia
bordados a 39000, tiras bordados e entrimeios
quesevendera por prego commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de crianzas, e capinhas
para senhoras a 18-100 rs. o covado, cortes de
cambraias de salpicos a 55000, cortes de cam-
braia enfeitadas com liras bordadas a 69OOO,
e outras muitas mais fozendas que ser difcil
aqui pode -las mencionar lujas.
Rucebeu-se um completo sortimenlo de
;rj lindos vestidos de seda edephantasia.com @
'/i 10 babadinhos ou saiole : na ra da Cadeia @
$ loja n.23, de Gurgel & Perdigao. @
(ft Recebeu-se ricas taimas de seda fei-
Iffi tas de erse, capinhas, capas de grosde-
*32 naples e manteletes, filas para sinlo e $
*s> giosdonaples de quadrinhus em peca pa- *S
ra covaJos na ra da Cadeia loja n. 23, sj>
de Gurgel & Perdigao. jR
Asnoivas.
Recebeu-se pelo vapor francez os mais moder-
nos cortes de vestido de blonde, maulas, louca-
dos, luvas de pellica de todas as cores ; e ven
dem-se tambera as mais commodas saias balo
de nova invengao ; na ra da Cadeia, leja n. 23,
de Gurgel & Perdigao.
-) Recebeu-se um completo sorliraeutode \ip
3 pulceiras de sndalo, bolo para colele, 0>
Sg extrat03, essencia e banlia' fina : na ra A
Vinagre branco,
Chapeos de sol de seda para homem
a 5$ cada um e em porco de urna du-
zia para cima far-se-ha 10 por cento
de abate : na ra Nova 11. 23, esquina
da Gamboa do Garmo.
Ra do Queimado
n. 39.
NA
Loja TAVARES.
Vende-se
til CASA DE
Adamson Howie & G.
Vinho do Porto de superior qualidade.
Tinta de Indas as cotes.
Lona e flele.
Fio de vela.
Sellins, silbdes, arreios e chicotes.
Rolbas.
Ra do Trapiche n. 42.
Nova loja
de miudezas na ra do Quei-
mado o. 59, oude tem o lam-
peo do gaz na porta, ven-
dem-se as seguintes miu-
dezas :
Faccas e garios muilo fino3 do dous bolees a
69 a duzia.
Ditas e ditos ditos cravadas a 3J a duzia.
Dilas e ditos ditos oilavadas a 2$800 a duzia.
Ditas flamengas para cozinha a 80 rs. cada
urna.'
Pacotes com 6 sabonetes rnnilo finos a 18200 o
pacote.
Caixinhas com 6 sabonetes mui delicadas a
19500 e 2 a caixinha.
Ditas com 12 S3bonctes a 6g a caixinh.
Caixinhas com cheirospara dadivas a 1. 1S500
e 29OOO.
Ricos chapeozinhos de seda para baptisados, o
que ha de mais moderno c ultimo gosto a 89 ca-
da um.
Ricos toucados de laa para meninos e meni-
nas, obra de apurado gosto para passeios, e pelo
baratissimo prero de 3g.
Sapatiuhos d soda ricamente enfeilados.o que
ha de bom a 3$.
Ditos de merino porm mui bonitos a l500
o par.
Camisas do meia para meninos a 500 rs. ca-
da um.
Carloes de clcheles cora duas carreiras a 20
rs. o carto.
Caixinhas de alfinetes com diversos tamanhos
a 160 rs. a caixinha.
Caixinhas cora mobilias para bonecas a 25000
cada urna.
Apparelhosde porcellana para bonecas a 39 e
49000. E oulras muilissimas miudezas que vis-
la dos compradores nao se engeila dinheiro : na
ra do Qurim.-do n. 59, loja de miudezas onde
tem o lampeo do gaz na porta.
Vende-se um par de adragonas, urna ban- receberam urna factura de chapeos de sold se-
da, "urna espada, um fiel e una barretina, tu(i0 i da para homem, lendo entre esles alguns peque-
novo e por preco muilo commodo : na ra Au- Q0S 1UP scrvcm Dara 8S senhoras que vo para o
gusta 11. G6. i campo tomar banlios se cobrirem do sol, e como
No armazem de farinha do trigo no caes do a Por?r' seJa 8"" se resolvero vender pelo
Ramos u. 18, vende-se oleo proprio para can- Pre de 6 e 6S5W>. e alguns com pequeo do-
dieiros americanos, a lata de 5 galles por 16^, 1 'e'10 a ^ na rua d0 Crespo n. 16.
sendo o prego augmentado em consequencia de | r _T rt
KWcb;gTd?tVea dup,dos di" IRl,a da ^^'nzala ^^a n-*2
Vende-se era casa de S. P. Jonliston d C
vaquetas de lustre para carros, sellins e silhes
inglezes, candeeiros e castices bronzeados, lenas;
inglezes, fio de vtla, chicle para carros, emon-
laria, arreios para carro de um e dous cvalos
Por barato prego, para acabar, na rua da Irn-
peralriz n. 40, ourr'ora aterro da Boa-Vista, !oja
da esquina do becco dos Ferreiros, vende-se novo
sortimenlo de fazendas para liquidar, a ser cam-
braias brancas, o mais fino que possirel, a pe-
ga a 3, 3500, 4, 4fi500 e 5, cortes de meia
casemira e brim lavrsdos brancos a 1#600 e 2g,
toalhas para rosto de nova invengao a 640, cortes
de tiscado francez cora 12 covados a 2j(3C0' cha-
les estampados de merino a2j500, e tudo o mais
se vendo barato.
Calcado para senhoras e
no
ultimo vapor francez.
Vendera-so borzeguins de senhora com lago e
sem elle a 5, Jilos para meninas de todas as
data de cores e pretns com lago e sem elles a
3j500 e 4$ : na esquina da rua das Cruzes n. 2.
Terrenos pertoda
pra Caminho dos mnibus.
Os herdeiros do commendador Antonio da Sil-
va vendem sua propriedade, no lugar da Casa
Forte, em sortes de ierra avoniade dos compra-
dores com a nica restriego de nao lerem menos
Gama < Silva,
na rua da Imperatriz, outr'ora aterro da Boa-
Visla b. 60, vendem para liquidar-se as fazendas
seguinles, por menos de sea valor.
Cortes de vestidos de la e seda a 13$, peras
de bretanha com ID varas a -J, dilas de rolo com
10 varas a 2jg, clialys de cores muilo bonitos, co-
vado a 800 rs., folar de seda lindos patres a 800
rs., lazinhas de quadriuhos e muilo finas a 400
rs- covado, ditas bareges de quadros o covado
DE
JOAQUIM RODRIGUES
DE MELLO.
Chegou ltimamente a este estabeleciment um
completo surliinento de chapeos pretos francezs-
do melhor fabricante de Pars, os quaes se vene
dem a 7000, ditos a S000, ditos a 99000,
ditos muito superior a 10*000, ditos de castor
dretos e brancos a 16&000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de feltro a Garibaldi de
muilo superior raassa a 7000, diiosde copa
baixa para diversos precos, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vendara por prego
barato, boneis de veludo para meninos a 5$00<>,
ditos de palha escuras e claras a 43POOO, ditos
de panno muilo bem arranjados a 39500
chapeos de seda para senhoras a25$000 muilo,
supeticres, ditos de palha escuras propios para
campo a 12*000, ditos para meninas 10000,
chapeos de sol de seda inglezes a 109 e a 129
muito superiores, ditos francezes a 89000,
dilos de panno muito grandes e bons a 49000. j beos n. 15.
sapatos de valudo a 29000. ditos de tranca a m
19600, sintos de grugurao para senhoras e me-!A0S fabriCanteS de VCiaS.
ninas a 29000, coeiros de casemira ricamente' Vende-se urna grande porcao de caixoes pe-
bordados a 129000, e oulras rauita fazendas quenosproprios para scencaikolar velas de car-
nauba por terem sido de velas de sebo do Porto :
na rua de Hurtas taberna n. 15.
Chapeos de sol
DE
Seda grandes para homem
A 5$000,
na rua Novan. 36, defroute da igreja da Concei-
cao dos Militares.
@ Vende-se luvas de camurca branca e
$gi amarella para os oficies de cagadores, @
infant.iria e cavallaria, ditas prets para f?
artilharia : na loja de Nabuco & C, na '
rua Nova n. 2. *;'
de 30 palmos de frente, e fnndo designado pela a 280, merino de urna so cor para vestido a 350 o
respectiva planta approvada pelas autoridades'"^do, chiles francesas escuras o covado a 240,
competentes, o eugtuheiro Antonio Peliiianu v e 280, riscados iargos francezes o covado a
Bodrigues Selle o encarregaoo das mediges w r8->> rnussulinas maitzadas o covado e 200 rs.,
precisas, e pode ser procurado no mesmo sitio, casses franceas para veslidos o covado a 2-10, e
ou na rua eslreita do Roserio n. 30, terceiro an- mos mutlo Lnos a 300 rs., corles de riscados
dar, qu na praga da Boa-Vista, botica de Joaquim "onsiros para vestido a 39, cambraia de salpico
Ignacio Ribeiro Jnior : os pretendentes podem D)U1, llna a vora "ditas brancas e de cor
dirigir-se igualmente para qualquer proposla ou f 4UU rs., enteitos oe vidrilho pretos e de cores a
esclarecimento ao herdeiro L. A. Dubourcq, no <* go linhas de traspaso muito fines a 3J, gros-
seu silio 11a Capunga. Otiiaples muilo encorpedos o covado a 29, de lu-
do se dao amostras, cando penhor.
IllDC naClOnal l_l Vende-se urna muala perfeila engomma-
xlMrv UV1VXJWI "^^ I deira o periU cozinheira e lavadeira, de idade
PpHrnTI la imnprnl fihri-lpt,uc0mais ou nenos,de25annos; quem a pre-
reuill Ud llljptlldl IdWIl tender, dirija-se a rua do Queimado n. 51, loja.
ca de Joo Candido de Mi-
Vendem-se saceos cora farelo de Lisboa,
chegado ltimamente : na Iravcssa da Madre de
que a vista dos freguezes no deixarao de com-
prar.
Campos < Lima
randa, Rio de Janeiro.
Este rap sem duvida o de melhor qualidade
fabricado neste imperio, acaba do chegar e ven-
de-se no deposito, rua do Vigario 11. 23, escrip-
lorio.
Vendem-se 5 euros nuvos com todos os &
@ arreios : na rua Nova n. 21. $
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da vellia
120^000 .
Damasco.
Vende-se nma colcha de damasco carmizim,
com rica franja e borlas de seda, propria at para
ornar janellas, val2C09 e rende-ce por 120J : a
tratar na rua da Imperatriz n. 12.
Pao de Senteio novo.
Acha-se todas as quarlas e sabbados, das 11
I horas do dia em diantc : em Santo Amaro, pa-
idaria allcma, e na rua da Irnperalriz n. 2, ta-
berna.
Coke (carvo.)
ou combuslivel para rozinhas, caldeiras, ele,
muilo econmico paza as casas particulares: ven-
e nova safra a preco de Os no antipo dn."se na faLrica.d. Saz Pm porgocs de um quin-
, -.ii ii- n lal i"""8 r,nia a 1> o Quintal.
deposito do largo da Atsembla n. 9.
wmem mm nn&immmmmm
Escravos pecas.
Relogios
Suissos.
Admira-
Vende-se 2 mulecas mucambas recolhidas de
idade de 18 a 20 annos com excellentes habili-
dades, 1 escrava do idade de 35 annos boa cosi-
nheira por 800 1 bonito copeiro de idade 20 e relogios de o'uro paienle inglez.
annos : na rua das Aguas-Verdes n. 46. oro
- Vende-se urna fabrica completa para fazer j @@@@@ @ fl@@@@@
velas : na rua das Aguas \ erdes n. 46. | Recebcu-se recenlemente e continua a fe
@ receber-se direclamenle de Paris e Lon- &
^ dres por todos os vapores, de cncommen
muilo cantadores chegados ltimamente do Por- da especial, arligos de modas parase-
lo : ns taberna da estrella largo do Paraizo nu- nhoras na
mero 14.
Canarios e pin tasugos
yel peefaincba
NA LOJA-DE
Guimaraes VillarM
Rua do Crespo 11. 17. S
Veadem-se coi les de cambraia a quilla Si
com muila fazenda pelo preco de 2J500 e |
3, pechincha admiravel so vista se
acreditar eniHndam-se amostras.
Macas e peras
de todas as qualidades que existen) em Portugal,
tanto em porco como a relalho, sem lemile do
pre;o : vende-se nicamente no armazem Pro-
gresso de Duarle & Irmao, no largo da Penha
numero 8.
A 28400 o corle.
Lojade marmore. 1
NO
rua
Relogios.
Yende-se em casa de Johnston Paier & C,
g@ @g@ f@@S@@
S Vestidos (ie blonde.
Na loja de Gulmares & Villar na rua
do Crespo 11. 17, vendem-se ricos corles
do vestidos de blond ltimamente chega- $:; 5dosdel Aloja de marmore
recebeu novo sortimenlo de boiirnus bc-
douine para sal da de baile.
IMemie m.em skch smmzi
A liga de marmore
receben veslidos de blonde bordado para
casamento.
A Joja de marmore
recebeu veslidos de seda de cores do ul- ct
limo goslo. i'.
A lojade mari ore
recebeu vestidos de phanlasia do ultimo ^
Meara mm mm ^^^51
A loja de marmore m
recebeu veslidos brancos de cambraia f|
bordada do uliin.n goslo. ag
A loja de marmsre
recebeu manleleles, ronds, taimas,
a regrinas e mantas do ultimo gosto.
Vende-se um frdamento rico para guarda ; *
nacional, sendo de cacador : na rua- eslreita do ffiws^^^^s &fs w>:9s5- SSwS&SSr^
Rosario n. la. A loja de marmore ^
recebeu novo sortimenlo de enfeites pa- SB
ra veslidos, inrluindo bicos de blond. J
: Em casa de Schafleitlin & C, rua da Cruz n.
I 38, vende-se um grande e variado sortimenlo
i de relogios do algibcira horisonlnes, patentes,
: chronometros, meioschronomelros de ouro, pra-
I la dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
'giosdos primeiros fabricantes da Suissa, que se
I vonderaoror precos razoaveis.
ees
'Q @@@Sf
na do Crespo
relogios de ouro, patente inglez, de um dos roaisi se por prcQos baraiissimos para acabar: ves-
afamados fabricantes de Liverpool ; tambera ,idos de lai]alsna bordados de seda a 8?00O,
urna vanedade de bonilos trancelins para osiorgand de cores n)uil0 finasa320 rs. o co-
Arncazem de fazendas da
do Queimado n. 19.
Curtes de chita franceza pelo baratissimo prego
e 29100, antes auc se acabem.
Vendem-se duas moradas de casas terrase
em Olinda, sendo urna na rua do Amporo com
bstanles commodos, quintal murado, o eslriba- de vellido preto e de cores ; um completo sorti-
ria para 2 cavallos ; e a outra na rua de S. Fran- menlode roupas feilas
cisco com bom quintal e cacimba propria para !
qurm precisar tomar banhos salgados por ser i
muito perlo, ambas por prego commodo ; a tra-
tar na rua do Amparo, casa contixua a oseada
que sobe para a greta de N. S. do Amparo.
Loja das seis portas em
frente do Livramcnlo
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. o co-
vado, ditas estreilas de cores escuras a 160 rs ,
pecas de bretanha de rolo com 10 varas a 2#,
ditas de esguia o de algodo muilo lino a 3g, ris-
I cadinho de liuho a 160 o covado, lengos brancos
. com barra de cr a 120 rs., ditos brancos com bi-
i co a 200 rs., algodao monslro com duas larguras
\ a 6 50 a vara, lazinhas de duas larguras, fazenda
nova para veslidos a 500 rs. o covado, enfeiles de
tranca com laco de fita para cabega de senhoras
a 2J500, cortos de riscado para veslidos a 2g, pe-
cas de madapolo com 4 1)2 palmos de largura a
i 4${00, chales de merino estampados muilo linos
a 6?. A loja est aberta al as 9 horas da noile.
Carros.
Vendem-se 2 ricos carros, um grande e outro
! ptqueno, bem aparclhados e elegantemente pin-
i lados : na laigo do Corpo Santo, escriplorio de
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho.
Vende-se uma.prcta perfeila lavadeira e
cozinheira : .1 tralar no escriptorio de Prudencio
Amorim, prana do Corpo Santo n. 7.
Chapeos amazonas
de palha escura e cinzenta, guarnecidos de vel-
ludo e fitas, lanto para senhoras como para me-
ninas, ultimo gosto em Paris : vendem-se em
casa de J. Falque, rua do Crespo n. 4.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sempre no seu depo-
sito da rua da Moeda n. 3 A, um grande sorii-
menlo de lachas e moendas para engenho, do
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na rua do Trapi-
che n.4.
mesmos
@@@@@@ j rua do \igario n. 3, um bello sorlimento de loja jj. 25 de Joaquim Ferreira de S, vende-
Loja da seis portas em
frente do Livramenlo,
Roupa feita barata.
Palitoude casimira escuras a 45OOO, dilas de
alpaca pela 415000 e 55GOO, camisas brancas
ede cores a 28000, dilas de fustao a 2C500
serolas muilas finas a 19600 e 28000, palilols
de brira pardo a 38000 caigas de casemira pre-
ta e de cores, palilols de panno preto sobre casa-
cas, colleles de casemira prela ede cores, dilos
N. 19.
Viiii/oiii lie fazendas lia-
ratas, naruado Quei-
mado.
. .'teso
p A loja de marmore
5jp recebeu novo sorlimento de chapeos e 51
^' enfeiles para senhoras.
Pendras de rame a f.
Peneiras de rame proprias para padaria c re-
flnacao, pelo baratissimo preco de 6 : na loja de
ferragena de Vidal & Bastos", rua da Cadeia do
Reciten. 56 A.
Vendem-se 2 borros de raca hespanhola
legitima : a iralsr na rua do Vigario n. 10, pri-
nu-iro andar, onde itmbem lem trelo de Lisboa
vado .cassas de cores a 240 rs., chita larga a
200, e 240 rs., capas de fuslo enfeiladas a |
l cO 0, casaveques de cambraia e fil a 58000,
. perneadores de cambraia bordados a 6S000,
' babados a 3'0 rs a vara, liras bordadas mui-
to finas a 1?5(0 a r,era, r^cailo francez fino '. superior.
o 161 rs. o covodo, aoiuioc Aa nonias bor ~" VeDc-se um terreno na rua Imperial, orn-
1 itsJnn""'-- r*: ;le can"'ai? "li ^svSsrSatss. ss
a 8000, caraisinhas bordadas nimio linas a ] que airaz, grandes fondos at o no, aterrados
] 28000, chita larga com lustro e muile fina 1'rorr.pio o edificar um grande esUbelecimetilo,
: propria para cobeila e roupes a 320 rs., es- ,u r"priedades. que se vender com todo o fun-
i- 1 .t-,nv ... s 00 ou parles,assim romo lanses de 30 nalmos co-
guiaode Imho a 1.S20 a vara, rounoes de mo C0D7fnh aoa compradores : no menno lu-
seda fcilos a 12??C00, resudo? de seda mofados gar, casa n. 222, a tralar com o proprifctaro Vic-
,a 88000, luvas ai rendadas a K0 rs. o par, 'orino Francisco dos Sanios.
, 1 veslidos de grosdenaple pretos com barra de ; 1 1 -,
Ricos cortes de gaze de seda e phantazia com ,, ---------=r -------------------------
duas saias, (pela terca parte do seu valor) a 108 cor a 20,-)000, palitos de pao preto e de cores Rfr9Vflfi fllD'Ii'tn^
cada corte. de 1C>000 a "050U0, scbrccasacas de panno i T
LenceS C CObertaS. muito fino a 258C00, calcas de casemira prela
Lencoes de bramante, dilo de panno de linho, | e de cores de GjOOO a l(f 000, dilos de brim
cobertsa chineza pelo barato preco de 1$&00. branco e de cores de 2CC0 a 5~C00, palitos1
VestidOS (le Seda. i e ^T,m branco ede cores de itfOO a 5SC00,
Ricos vestidos de seda para meninos emeni-! dilos de alpaca de 38CC0 a 8800o, brim
as, fazenda superior, feilos no Rio de Janeiro 1 trancado de algedo com 9 palnos de largura
por urna das melhores modistas, o pelo barato 1 proprio para toalhas a 900 rs. a vara, damas-
preQo de 88.
Chitas francezas.
Chilas rancezas proprias para casa por serem
escuras, e ditas claras a 20 rs. o covado.
Colchas de fustao.
Grandes colchas de fuslao com ricos lavores a
;5J500.
Chales de merino.
Chales de merino bordados, franja de seda, a
Ruada Semala anligo depo-^'^^,'^,,.
S.tO uO gelO. PaletoU escuros a 28600 cada um, cambraia
Vendetu se barricas com maces de organdys a 500 rs. a vara, ditas muilo finas?
, 1__. i:jj 4_. ji_ i 640 rs., baloes de malha a 58, ditos tapados a 48,
muito boa qualidade vindas no gelo a lenros -htwoa 1g800 e ag! algodao com 8 paf-
0)j a barrica, assim como o gelo a 4-Jjf a mos de largo a 600 rs. a vara,
arroba, o deposito estara' abetto todos; RCOS manteletes.
os das das 9 horas da manliaa as 5 da Os mais modernos manteletes pelo preco de
tarde, : 30000
ARMAZEM DEROUPA FEITA
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
superior.
Vende-se vinagro branco superior em barris de
auinto, por preco commodo ; na rua da Cadeia
do Recife n. 12, escriplorio de Baltar- & Oli-
veira.
Recebeu-se os mais modernos cha- Si
pos de palha enfeitados corn plumas ou ft
flores ; na rua da Cadeia loja n. 23, de c
Gurgel & Perdigao.
Julio & Conrado
querendo acabar um resto de camas de ferro, tem
resolvido a venderem por 15J, 20 e 258-
Ultimo tom.
Alpaca de seda de quadros a chineza, vindasa
primeira vez ao mercado ; era case de Julio &
Conrado.
i Casaeasde panno prelo a 30$, 355 e 408000
I Sobrccasacas de dilo dito a 35#000
Paletots de panno pretos e de cores a
208, 25, 305 e 358000
Ditos de casemira de cores a 158 e 225>000
Ditos de C3semiras de cores a 7j e 128000
Dilos de alpaca preta gola de velludo a 128000
Dilos de merino selini prelo e de cor'
a 83? e 98000
Ditos de alpaca de cores a 38500 e 58000
Dilos de alpaca preta a 3~J00, 5$,
73? e 9000
Dilos de brim de cores a 3J500,
48500 e 58000
Ditos de bramante de linho brancos a
-48500 e 68000
Calcas de casemira prela e de cores a
98, >0$e 128000
Ditas de princeza e alpaca de cordo
pretos a 58000
Ditas de brim branco e de cores a
28500 48500 e 58000
Dilas de ganga de cores a 38000
Dilas de casemira a 58500
Colleles de velludo decores mu i lo fino a
Dilos de- casemira bordados e lisos
pretos e de cores a 58 58500 e
Ditos de setim prelo a
Dilos de casemira a
Hilos de seda branca a 58 e
Ditos de gurgurao de seda a 58 e
Ditos de fuslao brancos e de cores a
38 e
Dilos de brim branco e decores a 28 e
Selouras de linho a
Ditas de algodo a 15000 e
Camisas de peitode fuslao branco e
de cores a 28300 e
Dilas de peito e punhos de linho mui-
lo finas inglezas a duzia
Dilas de madapolo brancas e de cores
a 18800, 28 e
Dilas de meia a le
Relogios de ouro patento eorisontaes
Ditos de prata galvanisados a 258 e
Obras de ouro, aderecos, pulseiras e
rosetas
Loja das 6 portas
em frente do Livramento
Lazinhas a 500 rs.
Camisinhas muito bonitas com duas larguras
para vestidos de senhora a 500 rs. o covado, cor-
ies de riscado francez para vestido a 28, sa'as
balo parr menina a 38500, ditas para senhora a
48500o 58 ; d-se amostra com penhor. A loja
est aberta al as 9 horas da noite.
Resumo de potica.
Indispenssvel para os prximos exames derhe-
torica ; est venda na livrsria classica, n pra-
ca de Pedro II n. 2, a 500 rs. cada exemplar.
! Attenco.
co de laa com 9 palmos de largura a ljGOOo
covado, velbulina prela a 400 rs., brim de
linho de cores a 11500 o corte, rr.eias cruas
para homem a 18200 a duzia, camisas de
linho inglezas a 32*000 a duzia, pegas de
madapolo fino a 45500, corles de lanzinha
muilo fina rom 15 rovades a 8->C(o rs., ca-
misas de cores e brancas de l55fo a 38000,
e outras muilss fazendas por menos do sen
valor para fechar cenias.
Exposico
DE
io8oo
68000
58000
38500
68000
68000
3555oo Milho, farinha e farello.
25500 i Vende-se continuamente saceos grandes com
93*500 farello de Lisboa, milho em saccas, feijo mu-
j. I 'a,'nno e amarello, arroz de Maranhao e de cas-
25POOO ca, couriohos de cabra corlidos, e tudo se ven-
: de por menos do que em outra qualquer parle:
28500 no P",eo de s- Ped n. 6.
Vende-so um cabriolet de 4 rodas, 4 ss-
. seutos, com um boro cavallo, pelo prego de 4008:
358000 na rua Nova n. 22.
Ainda contina a estar para se vender,
28500 Permular por casa nesta cidade, e em ultimo ca-
18600 80' arrcnda"se a quem flzer as obras e concertos
^ u que a casa precisar, sendo descontada a quanlia
8 gasta do aluguel que tiver de pagar, o sitio da
308000 iravessa do Remedio na fregueiia dos Afogados
n. '21 ; quem o pretender, entenda-se com seu
propriotaro na rua de S. Francisco, como quem
METAES.
E' chegado ullimamenle a este eslabelecimen-
to um riquissimo sorlimento de metaes que mui-
lo dever agradar aos compradores que pieci-, 30, er cafa de Joo da'Silva Fari, "sera" gene-
sarem : da rua Nova o. 20, luja do \ianua. rosamente recompensado.
tmmmm Escravo fgido do Rio de Ja-
EscraAO fgido.
Um mulato claro, magio, com pannos pretos
no mara do rosto, representando ter 25 annos
de idade, natural do Rio do Peixe, chaado
I.uiz, desipparereu no dia 30 de outubro da casa
oo Dr. Cosme de S Tereira, de quem escravo ;
suppoe-se ler levado um cavallo prein do Sr.
noslron que se havia sollado, e que elle (Ora
em busca do mesmo ; suppoe-se mais que sua
mulher de nome Mara lamhem o acompar ha,
levando um pequeo bab de flandres : roga-se
as aulcridades policiaca e a nutras quaesquer
pessoa que o prendara, e remettrm ao seu sc-
nlior, que pagar qualquer despeza.
Fugio no riia 17 do correnta a prela Caela-
na, de nacao Cosa, idade de 40 annos, pouro
mais ou menos, estatura alia, setca do corpo o
bem espigada ; levou vestido de algodo azul,
camisa de algodao branco e panno da Costa azul,
cosluma andar com um panno amarrado na tes-
ta, tem cabellos brancos na frente da cabeca :
quem a pegar, leve a rua das Larangeiras n. 18,
que ser recompensado ; assim como prolesla-
se com o rigor da lei contra quem a tiver acou-
tado.
Fugio no dia 12 do correte, do engenho
Mega de baixo, o cabra de nome Jos, secco,
cabellos caxiados portfm curios, maos e ps bem
feilos, lem lodos os denles, e representa ter 20
annos de idade, levou veslido urna camisa de al-
godo azul de lislras e aberta na fente, e urna
ceroula de algodao da Bahia, comprida, que pa-
rece calca ; quem o levar ao dito engenho, i n-
irecnndo-o a seu senhor Jeronymo Camelro do
Albuquerqne Maranhao, ou na "na da Cruz n.
jj A loja de marmore
recebeu enfeiles de plumas'brancas e de 3
cores para cabeca de senlioras. f^
mmmsmm m Vende-se um escravo cabra de maior ida-
de, proprio paru ser dedicado a qualquer officio:
na rua da Cadeia n. 22, escriptorio
Vende-se um escravo de muito bonita figu-
ra e moro, proprio para qjalyuer servico : na
rua do Queimado n. 22, na loja da boa f.
Vende-se urna boa escrava ainda moca ede
boa conduela, que sabe perfeitamente coser, cor-
tar vestidos e roupoes, trabalba em lahyriulhos,
penteia qualquer senhora com delicadeza, e en-
gomma alguma cousa : quem a quizer comprar,
dirija-se a loja de Joo da Cunha Magalhes, na
rua da Cadeia do bairro do Recife, que dir quem
a Tende.
Vende-se um prelo de meia idade, ptimo
cozinheiro : na rua Direita n. 123.
Vende-se um escravo crioulo de
idade de 21 annos, muito sadio, bonita
figura ebom ofliciai de carapina, tam-
bem sabe bolear : a tratar na rua Real
do Mondego sobrado h. 6.
Novas pei'liirhas.
neiro no \apor Milford
Haven.
Desappareceu no dia 28 de oulubro do corren-
te anno, do poder de Joo Antonio de Miranda
Vasconcellos, do Rio de Janeiro, o escravo pardo
escuro de nome Honorato, que representa ler de
25 a 30 annos, estatura ordinaria para baixo. ccr-
po reforcajo, hombros largos, rosto pequeo,
testa baixa, pouca barba, cabello carapinho o
olhos pretos, sabe ler alguma cousa, tem officio
de cocheiro e lambem de pedreiro, natural do
Para mas tamben- diz ser do Maranhao, o qual
oblevo passaporle na corte como cidado Brasi-
leiro com o nome de Jos do Porto, para Lisboa,
e seguio no mesmo da a bordo do vapor > Mil-
ford Haven, porm nao obstante ter tomado o
pago passagem neste vapor para aquella cidade,
e muito do suppor lenha desembarcado nesta
provincia para daqui seguir ao Maranhao ou Pa-
ra d'onde foi para o Rio de Janeiro em 22 de
novembro de 1856 com o passaporle afliancado
por Jos Joaquim de Gouveia e Silva e remettido
a Novaes & Passos, lendo j anteriormente ido
a corle como criado de um Sr deputado : roga-se
portanlo as autoridades policiaes ou a qualquer
pessoa que delle der noticias de so entender
com Azevedo & Vendes rua da Cruz n. 1, que
se gratificar generosamente.
Fugio o negro Bonifacio, colchoeiro, que j
por vezes tem fello iguaes fgidas, tendo desla
vez levado um ferro no peseteo, que lalvez o te-
nha tirado, baixo,j idoso, e tem as pernas en-
filados, levou camisa azul e cale* de algodo do
Cassa Gna franceza o covado a 210 rs., chitas
rai para a roa Bella, sobrado n. 10, ou na alfan- rancezas coloridas, lindissimospadroes o covado lisira : quem souber noticia delle leve-o i rua
dega, aonde empregado. a 240, 220 a 200 rs.: na rua do Queimado n. 44. | da Cruz n. 64.


(9)
DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBADO 34 DE NOVEMBRO DE 1860.
Litteratura.
Ensaios de analyse litteraria.
B1TTENC0LRT SAMPA10.
Flores sylveslres.
D'ontreasrepulaoes nascentes deslaca-se urna,
credura das mais vivas sympalhias, j pelo t-
lenlo, j pelo esludo, o Sr. Billencourl Sam-
poio. Levita da arle, cultiva a poesia com a de-
dicacao do um rerdadeirocrente, e, sera preten-
der as coias do Capitolio, caminha com passo
firme para a conquista do uma gloria solida. Sen
Dome, yanlajosanienta conhecido dos iniciados
na poesa, acaba de revelar-se ao publico por
uma bullanle manifeslagao ; e cantos que at
aqui s podiam fazer as delicias de alguns, vo
agir receber da opinio do paiz o premio de
honra concedido aos leaes servidores do pensa-
ineuio. Nao s a agudeza de sua viso poti-
ca, mas tambem a originalidade das formas na-
ciunaes e a belleza plstica do verso que o re-
commendam aos amadores da boa litteratura. A
collecgo que tenho era frente, traz o singelo ti-
tulo de Flores Sylveslres, mas, encerra era seu
seio inapreciaveis thesouros: analysa-la to
grato critica como til s letras.
O Sr. Bittencourt Sampaio, canta porque lera
necessidade do caotar: para servir-me de uma
e*r>ressao de Lamartine, como essas aves que
passam cantando alm da costa ao longe, das
quaes o mundo s condece a voz. Presento-se,
atravez do livro, uma nalureza escolhida, uma
crganisaco delicada, desenvolveodo-se cusi
na mesquinhez da poca. Ha ahi uma aspiracao
constante para os lumes do co, um esforgo t'al-
rez para regies mais idaes, mais da alma. O
poeta ratas vezes conta o que ve, revela untes o
que ente no mundo da phantasia, queo seu. A
realidade exterior tem;para elle um sentido, quan-
do harmonsa-se cora o senso intimo, ou exprime
os Bonhoa da imaginago.
Tomo um exemplo. A Cigana nao aecusa o
mais leve trago do lypo indolente e pervertido
desta casta de paria, que lera representado o
mais triste papel uas scenas judiciarias do paiz.
Nao : a mendiga importuna que despreza as leis
do pudor, estragando-sc na preguiga da pobreza
corrompida. Era vez desta physionomia cynica-
mente grotesca quo tinlia dianle dos olhos, mas,
que nern os raios da poesia poderiam animar, o
poma retrata a boemia na originalidado do sua :
"vida selvagera, cantando as tradicoes de seus
vos, com ir puro nos pulraes e araor no cora-
cao. Km vez de indolente, a Cigana va e
traressa; espirituosa era vez de estpida : se traz
na cinta um punhal, c que as leudas da tribu
errante o punhal uma tradigo ; susceptvel do !
apaxonar-se, converter-se-hia era herona oara !
correr era defeza do dolo do seu culto. E', em- \
fina, um i dessas encantadas creaturas, cuja phy-
filologa loi to elocuentemente exposla por Mur-
ger as Scenas da Bohemia,'desta Bohemia ima-
gina' ii, quo nao vera desenliada as cartas geo-
graphicag, mas, em cuja existencia o Sr. Biiten-
court Sampaio, acredita como um ponto do dog-
ma p.ctico. scmelhanja da Cigana, ha as
Flores Sylveslres outras creages, verdadeiras
apparigoes c fadaria, estrellas de luz scinlillan-
to e placida que nioguora vio seno elle. E islo
esl em seu carcter, esta necessidade de correr
em seguimento da vida rica de fevra e seiva, da
variedade, dr raovimento ao ar livre ; e como
ro pode adiar nada disto na sociedade brasilei-
ra, inuintona e glacial, toda poltica e mercantil,
ei-lo na necessidade do crear um mundo a parte,
especie do salo fantstico, cheio de lindas fi-
guras, animadas ao calor da imaginaco. Ahi
entra elle como senhor absoluto ; e, ulgura lauto
aborrecido das miserias de nosso valle, pronun-
cia o fiat. c faz-sc a luz ; come um pouco de ha-
chich e depois dirige-se era liogua mais melodio-
sa rada untadas bellas estatuas: m, parla,
ombra, adrala, e ellas deitam-lhe um olhar se-
reno de amor.... el vera lux faca est.
Dessas observac-s fcil tirar o trago maissa-
liento da physionomia potica do autor das Flores\
Sylveslres: necessidade de viver pela phantan-
tasia, creando typos abstractos accommodados!
s aspiracea de seu espirito. Daqui deduz-
so naturalmente as seguintes consequencias, que!
alias hei de verificar adianle.
O Sr. Bittencourt Sampaio poeta lyrico antes
de ludo, seu talento nao se presta forma pica,
nunca se ha de consubstanciar com a realidade
da vida nacional ; julgar pelas tendencias na-,
infestadas era seu livro ; pois seria demasiada pre-
lencoo da critica querer marcar de anlemu os li-
ralles do genio, e neni a nalureza, ncm a inlen-I
Sidade de sua irradiago.
Cumiado, at certo" ponto, licita a previso,
e creio que nao me engao. Os dosvaueios da i
antasia, nao corresponuenuu a icuiiuajv, i -...>___,!
nao polem satisfa/.er coraplelamenle o corago.j
J'or valida que seja a energa da vontado ha de'
amlgar-se de encontr bruteza dascircumslan-
ci is ; por raais bellos que se alBgurem os sonhos
do pela sero sempre a mais sublime das loucu-
ras ; por legitimas que parecam-lhesuas aspira-
rles, pequenino o crculo da sociedade para
conle-laa e realisa-las todas.
D >ti lula, que consom na eslerlidade os os-
pirilos acanhados, fulgo um raio de luz para as
ligeneias superiores ; a condigo de sua
passagem na trra, o baplisrao de fogo que
Rviienta-lhes a crenga na existencia do mundo
ideal.
Para os que suecumbera esta decretada a pena
do esquecimento ; para os que levara a cruz ao,
Calvario pela redompgo da homaoidade conver-
lera-se em louros os espinhos da cora do mar-
lyriOa
Ento cada sora uma nota, cada nota um
hyrano fervonte ou melanclico Ihreno. Nem
peruntem ao poeta pelo segredo deseus cantos:
elle ignora d'onde soprara os venl03 que rog3m as
Ciriis de sua harpa.
Sr. Billencour Sampaio ter, pois, suas tris-
tes e solitarias noites ; volver os olhos para o
tmulo das geragoes passadas, alira de soletrar-
i na campa as lendas nevoenlas. e decifrar a
nsouiros profanos os mysleriosda humanidade,
ser o narrador das eraoces sentidas na solido]
o interprete inlelligente' da mogestade divina
Clima da nalureza.
Nao ha versalilidade no duplo aspecto desta
physionomia. Os prantos vertidos sobre as m-
perieice.es da vida social sao consequencia lgica
das cjivagaedes pelas nuven3cr do rosa da ima-
ginaco.
O desejo de uma sociedade melhor, de homens
mHs pereilos, de urna philosophia pratica mais
conforme com a jusliga e a razo, indica que o
poeta (em conversado pouco cora os homens, e
milito com os sujos do co azul da phantasia. A
volt sobro o passado, a preferencia das scenas
carregadssdos tmulos, o olhar saudoso, o
i predilecto de quem sente-se enfastiado do
presente, principalmente possuindo urna dessas
naturezas ethereas, impalpaveis, verdadeiras es-
seni i.ies de anjo ainda perfumadas das rosas da
trra, que difficilmeuteconlentara-se com as rui-
ces innteriaes offerecidas pela sociedade aos
seos mimosos
O Sr. Bittencourt Sampaio dessa raga de
leiamadaro, que s est ora si quando canta,
qnando chora e quaudo ama. Para elles o can-
to a vida, o pranlo a regenerago, o amor o
paraso promettido aos eleitos do Senhor. Para
elles o soffrimento urna necessidade, seno
merreriara asphyxiados soba pesada athmosphera
dos deleites e do tedio.
DesiiAssario patenlear os perig03da phanlasia
d''-reXrada ; bisla lembrar que ella a magna
pareas dessa liueralura subterrnea, onde alguns
desapiedados tentam sepultar-nos em vida.
Pasenio3 outro ponto, a origiualidado das
formas nacionaes.
Eu nosei, apezar da opinio respeitada do Sr
J. Norberto, como se pode separar a originalida-
de da nacionalidade ; porquanto, ser nacional,
islo e, de seu seculo e paiz, equivale ler fe-
edes proprias suas, um carcter distincto o pecu-
liar.uma physionomia original ; e nao nacional
a lilteratura.que nao distingue um povo nacom-
ir, un nao dos outros povos.
Sera crengas era tradicoes, despida de cores
locaes, carecedra do cunho da imaginar.o po-
pular, a poesia cosmopolita pertencente todos
pro indiviso, entra no dominio das ideas geraes
de quo lodos podemos apropriar-no3 sem pla-
galo.
O autor das Flores Silvestres comprehendeu es-
ta verdade. Elle sabe que um romance popular,
constantemente alterado e sempre renovado pelo
pcnsamenlo dos seculos, vale volumes e voluntes
de descripces ou de suspiros de araor ; elle pre-
terira s melhores obras de WalterScolt uma
talluda cavalleiresca das montanhas da Escossia,
e una pagina do Romanceiro de Garrett todos
os dramas da chamada escola moderna, o realis-
mo grosseiro dos talentos gastos, que atacados da
febre da poca, pretendem realisar na poesa as
especulares da poltica mercantil, depois de aca-
barem com as boas uadicoes da arte.
Ao lado da phantasia existe, nos Flores Sylves-
tres.o elemento plstico das formas nacionaes. Foi
sob os auspicios de Goncslves Dias que o Sr. Bit-
tencourt Sampaio ensaiou osprneiros passosna
deliciosa vereda da poesa. Foi o mestre quem
orgacisou a joven escola de Olinda.onde elle leve
por companheiro de iniciaco Ttojaoo, Franco
de S, Gentil, Gala20DS, Marques Rodrigues e
outros, que actualmente exercilara seus talentos
na pollica e na magistratura.
Vo gradualraenle npparecendo os Irabalhos
desse centro lilterario, e por elles pde-se ava-
liar do enthusiasmo e fervor dos novos adeptos.
Amavam Hugo, prosloruavani-so ante a estatira
do cantor das Medilacoes, aderavam Beranger ;
instruiani-se com afinco uas obras dos crticos
eminentes ; associavara-se aos Irabalhos dos poe-
tas portuguezes para regenerarem a lingua dos
ridiculos atavos que ia-lhe atirando aos hombros
o pedantismo ou o deleixo de pseriptores pouco
circumspectos, ou menos versados na pobre gra-
mtica, sempre tratada -coca menospreso pelos
gentos livres.
Devoravam com avidez as obras primas das li-
teraturas allema e ingleza. c sobretudo jamis
esquecia-lhe recitar de manhaa e noilo uma
sequencia do Evangelho do divino mestre : os
Cantos de Gongalves Das. Fizerara pouco ; mas
foi sobejo para engenhos quasi infanlls e que ne-
cessitavamde furtar aos esludos Iliterarios largas
horas requeridas pelas oceupages acadmicas.
Do alvorecor de to bella aurora reslam por ni-
cos vestigios algumasdezenas de boas poesas ly-
ricas ; foi um claro vivo, mas fugaz. Nao temara
os positivistas : o trtaro da poltica tem debella-
do.aquella febre Uncala, e os poetas podera aiu-
da ser proyeitados para alguma cousa.
Os primeiros ensaios da escola de Olinda nao
passavara d6 tmidos reflexos, gritos de admira-
co, cantos vagos, onde o pensamento fluctuava
incerto merce do capricho. J presontia-se a
alma quo devia animar estas estatuas ; faltava,
porcm, o verbo da creacao. Foi ento que o Sr.
Gongalves Dias appareceu no meio desses jovens
decididos, convocou os obreiros espalhados pelo
vestbulo do templo, dirigio-llies a saudaco fra- I
lerna, deu-lhes a paiavra de passe. e, toiando o
raalhetc symbolco do mestre, imprimi um mo-
vimcnlo regular. Do todas as composigoes desse
lempo o Sr. Bittencourt Sampaio nao conservou
uma s na collecgo. Pondo de parte o orgulho
de alguns principiantes que j se julgara suijuris
e emancipados da lulella dos provelos as lides
lilterarias, logo que officiosos amigos teem-os
coraprimentado cora o tolo epilhelo de genios, i
era deu-se ao inglorio irabalho de corrigi-las ; |
deposilou-as no tmulo, onde devem dormir o |
somno eterno na santa paz do esquecimento .
jazeai no fundo da gaveta. As da collecgo tra-
zetn quasi todas a dita de S. Paulo; sao por-
ventura inspiracoes da neblina, dos luares hmi-
dos, das collinas escalvadas e verdes planicies,
ou das torres negras, que se avistam ao longe
como atalaias, do ura caslello em ruinas no meio ,
de um bosque de casualinas piuhetros. Toda-!
via, a idea me, o fundo real e dominante, l (i-1
cou gravado nos palmares de Olinda, de envolta
cora os lindos rominc-s de certa raziella, deli-
ciosas lendas do uma adolescencia acordada aos
sons da poesia, o do novo adormecida aos cautos
daquella que, com o perfume dos cabellos louros
e a limpidez de uns olhos de puro azul, devia
fazor o lormeuto de um poeta ou a felicidade de
ura parvo.
Alma cheia de fogo da poesia, o Sr. Buten*I
court Sampaio nao deixou-so arrastrar cegamen-'
te pela iraaginago ; com excepgo de poucas pe- !
gas, ha as outras todas uma feliz coaibuagao
de senlimenlos, ideas c imagens, c mcorreiido
juntamente para a belleza eommura Entro aquel-
las exceptuadas notarei duas : as Doas-Noites e ,
o hymno La. Consiste a priraeira na ange-
lisaco das flores, especie de canonsago em j
moda depois da reaego idealista ; a segunda, na
enumeraco de epithlos bonitos e felizes, mas
que nao va!em ura raio s da la. Fascinara
essas iraagens, porein nao movein ; deslumbram,
porm nao dispertam, ncm gravara irapressoes ;
ese agradara na leilura, [acilmeote esquecem,
fechado o livro. Sao disoerdicios da phanlasia, i
palhetas de ouro que esta louca alira fra s mos !
cheias. A enuraerago um dos lugares com- j
muns da infancia potica ; processo vulgar e to
simples, to pouco satisfactorio que nao tem me-
rilo nenhum, qualquer menino da classe de rhe- ;
lorica vae fize-la. (!m vocabulario de termos '
escolhidos e reservados para qualquer occasio \
opportuna, e alguin esercielo de memoria, nao i
preciso mais. Nao satisfaz por que nao delinea !
um trago, nao estampa uma cor, nao arredonda
nm pnninrno, ni iiu, mil urna paiaM'a, a Idea
do objeclo, sobrecarregado de epithlos contra-
rios e oppostos s vezes. J go/ou de crdito o
deploravel systema conhecido pelo nomo do es-
cola da imagem, contemporneo da mania by-'
zantina e feudal, successores ambos era reaego i
da iheoria da antithese professada era 27, era
Franca. Mas, com os castcllos feudaes, os by-
zanlioos e os baroes do llheno, a escola da iraa- '
gera foi se desacreditando ; o se alguem hoje fal-
la nessas exquesiticcs, s para tirar moralida-
des o avisar os incautos. Nao esta, ainda bem,
a tendencia do nosso poeta; elle tem bastante
espiito para nao ver na imagem seno uma for-
ma na idea, e na doutrina da arte pela arle uma
dessas frequentes aberrace3 suggeridas por es-
pritus substancialmenle anarchicos, que nada
esquecem e nada aprenden, nem mesmo quau-
do as lulas leera perdido tolo o uteresse para a
expectaco publica.
Alera das duas poesas que acabo de citar o de
rnuito poucas raais, tolas as outras desenvolvem I
hbilmente ura peusameulo do amor, uma re- i
cordaco histrica, um (ypo original, e s vezes'
tambem uma blue devics trick. Cada peca um
romancezinho encantador, uma historia do'oulro
mundo, contada cora a naturalidado do que diz o
quoaente, sera artificio para agradar. E' um me-
recimento ineonteslavel, e raro hoje. a littora- i
tura fcil nao o conhece ; urna oceuparjo '
como outra qualquer, mas nao demanda lempo I
era esludo: seu (ira produzir, ainda que os
resultados sejam meramente physicos, effoitos del
uma super-excitaco cerebral que uns adquirem i
cora vmho, outros cora fumara de charuto ou-'
tros cora o ruido da penna correndo sobre oa-
pel; relmpagos zigzags, cometas sem caurh
foguetes que falham ; ao que os complnente
teera dado o bonito nome f phantasia*. (1) lu-
sisto nesle poni, por que a nossa lilleralura vae
Ecando muilo fcil; nao const.i um es'orco ge-i
neroso para a creago de obras duradouras" e no
pouco que se faz revela-se uma inconsistencia
urna falta de cstudo que frga descrer do nosso
espirito Iliterario. Felizmente, o Sr. Bitiencourt
Sampaio pertence aorarissimo numero dos estu-
diosos, e tenho f que elle se ha du elevar cima
da missa eommura dessas repulaces improvi-
sadas, que vivem, para honra do publico Ilus-
trado, dos elogios que mutuamente se prodiga-
lisjm, e aos quae? bem so poda applicar a anc-
dota de Cicero sobre os augures.
A versiieago das Flores Silvestres excellen-
le. O poeta nao contontou-se rom as formas
usuaes da Img.ingtm mtrica : faacii.nto pela
eslrophe esplendida e flucluanie das orientaes
pela docura do mais puro rael do Hymeto qu
distilla dos cantos de Lamartine, e pelo desgarro
elegante do verso de Garrett, creou estrophes
corabioou olavasesextilhas, variou rimas, coor-
denuu metros primeira vista repugnante* ex-
plorou o rythmo em todos os sentidos, l'irou
emfim, da msica o provuilo possivel.
Al no verso soube phantasiar com galantera
o poeta das mulheres e dos artistas. A Som-
nmbula, escripia com admiravel preciso e ver-
dade de detalhes, ura mimo de arle ; o Canto
da Serrana 6 a Cigana sao novidad^s na potica
brasileira. O leitor meiios atiento enxergaria ahi
talvez osteutaco de recursos : acredito tambem
que ha desregramenlo nesse variar constante do
rythmo, como no Canto do Pescador, e qie islo
pode destoar ouvidos escrupulosos, mas uma
consequencia lgica da necessidadede phantasiar,
do percorrer solta o campo da arte, como o co-
libr libando o mel da* flores, sombra silencio-
sa dos cedros da montanha. Sao leves manchas,
nugwe canorce, que certo nao obscurecem o bri-
llio dos versos das Flores Sylveslres.
Oulro tanto nao posso dizer do estylo, e aqui
separo a grararaalica da rhetorica. OSr. Bitten-
court Sampaio por vezes malquista-so com a
grararaalica. e deixa de guardar para com ella
certas cousiderages. A paiavra comraette-lhe
muitas infidelidades, a expressao o attrajgda na
manifestaco do pensameulo. e'no sahe a'cora-
posco como eslava delineada na cabega. Elle
vinga-se das palavras, infileirando-as era solecis-
(t) Nisard, eludes de critique lillraire. Paris,
mos, cruzando o presente com o pretrito, liga*
dos por uma conjnncgao copulativa no mesmo
periodo de lempo, pospondo o pretrito ao pre-
sente, passando o singular para o plural* vice-
versa, dando aos vocabulos signUicacoes novas :
calada por muda e aos verbos u*i rgimen com
que nao de custar accommodar-se, una por te-
rem em si o complemento da acco que expri-
mera, outros por nao precisaren! de mais alm
do (oncedido pela synlaxe. Se a expressao o
abaudona, elle accrescenta uma estrophe como
commentario ; so falha a composigo, explica o
commei.lario em outra estrophe. Eu sei que es-
sas incorreeges nao merecem grande peso na
poesia lyiica, cujos assumptos sao pequeos e
simples ; noto-as apenas, porque as pegas foram
para a collecg > no estado em quesahiram da ca-
bega do poeta, sem rcvi3o, sem emenda, sem
subslituigo do urna virgula. E nresmo opinio
de muitos que.nascendo a paiavra com a idea, de-
ve ser conservada como nasceu, porquanto a
expressao fatal, nao pode ser descoberta pelo
estudo calmo e refleclido, depois de estriado o
fogo do enthusiasmo : doutrina que eu nao acn-
selharia ninguem.
As pegas das Flores Silvestres sao succintas :
o autor alaga os bonitos pensamentos que veera-
llio cabega, toca-os de leve, quauto baste para
produzirera ura raio de luz ou uma nota suave, e
deixa-os sem saudade ; mas esse raio ou essa no-
ta resume a synthese da idea, sem prejudicar a
clareza. E' a Oobre conciso de uma alma con-
victa, desempenhando sua misso de descortinar
aos homens os segredos da poesia. Domis, o
poeta sabe que os leilores nunca chegaro ter
mais f do que elle na sinceridade de suas obras ;
veo-lhe cabega escrever, escreveu ; enleodera
os homens o quo elle senta ? quanto basta.
Devo, comtudo, reconsiderar uma observago
teita ha pouco ; algumas pegas podiam ser ainda
meis breves, se a necessidade da rima, se a infi-
delidsde da expressao ou as complacencias da
phantasia nao o obrigassem commentar versos e
estrophes inteiras. As3im, ha poesas onde a
conciso leva cora paciencia a falta de preciso ;
sobrio em geral, mesmo quando vem episodios
enlagar-se com o assumpto, como ura Felippe
Camaro o do incendio do Olinda, s vozes
difTuso o estyio. Brilhanle como o de Vctor
Hugo, sem a meslria dos effeitos da soooridade ;
casto como o do sonhador deE/oa, sem a mesma
pureza e elegancia aristocrtica ; s vezes o des-
cuido encantador das Folhas cahidas, oulras a
lindeza lamarlineana do Sr. Gougalves Dias ;
fluente eimaginoso,taes sao as outras qualida-
des do estylo das Flores Sylveslres.
Aponlei como uma das preciosas qualidades
da collecgo a originalidade das formas nacio-
naes : lempo de voltar e demorar-me sobre
este assumpto vital, queslo de ser ou nao ser
da poesia brasileira. Historiemo-la. Dias e Por-
to-Alegre levantaran! a voz em prol da naciona-
lidade da arte, fascinado3 os jovens pelo encanto
desta palma patritica, dominados pelo accento
viril da convieco dos rnestres, e raais quo ludo
enfastiados das imilagoes burlescas do ultimo pe-
riodo do classicismo e ainda mal satisfeitos com
a emancipago operada pelos Srs. Magalbes e
Odorico Mendes, atraram-se com ardor ao cam-
po das novas lulas, em vista da redempgo da
Terra Santa. Era uma cruzada generosa quo ha-
va de cingir a fronle dos vencedores com o dia-
dema real oucom a cora do martyrio. Era um
priocipio santificado pela verdade, requerido pe-
las necessidades da poca ; mas, como sempre
acontece, o fervor dos catechumenos exp-lo ao
jasar, levando-o s ultimas consequencias, antes
do terera-o esludado na realidade viva das cou-
sas combinada com ideal da arte.
Oufosseinexperiencia da edadeou filia de co-
nhecimento do que seria a nacionalidade, ou
ainda o podero do elemento material da poesia,
a paiavra, sobre vocaces mal educadas, conver-
gir ra para ahi os primeiros ensaios, para 03 ter-
mos da linguagem. Pozerara por moda o diccio-
nario dos dialectos indgenas, e era vez de apo-
derarem-se das ideas, eatudaram primeiro os vo-
cabulos que deviam exprim-la3. Nasceu d'ahi
uma poesa que o povo nao entenda, nem era
possivel entender, to barbara e alheia seus
ouvidos, lio estrangeira como se fosse escripia
era chinea ou sanscripto ; e quando o povo nao
enteiide, a poesia nao nacional.
As obras deste periodo sao meramente descrip-
tivas : sahiram campo as tribus indianas, ostra-
jos indianos, as armas e os ulensis iudianos, os
reinos animal, vegetal e mineral na technologia
indiana, a geographia e lechuographia indianas.
Tiioo exterior, ludo falso e descorado, sem a luz
do sentimenio que devia -miniar as paysagens,
fazer fallar a nalureza mergulhada em seu au-
gusto silencio, encarnar as momias das geragoes
exlinctas, decifrar a lenrtn do* eculos, recons-
Uuiudo u Historia o reatando gloria dos que
forara a vida dos que sao
Nao tirdou, lelizraente a reaego. Compre-
hendeu-se que a nacionalidade nao podia estar
as palavras, quo as palavras nao passam de sig-
naes representativos das ideas, e estas anda nao
eram conhecidas. Ento em vez do descreveren.,
explicarem os syrabolos ; era vez de copiaren, a
nalureza, iuterpretaram-a ; a carta de noraes in-
dgenas foi substituida pela lgica do pensamen-
to, e a analyse das paixes tomou o logar dos
estudos ethnographicos. A celebre Vento do Sr.
Firmino Rodrigues Silva e algumas Americanas
dos Primeiros Cantos sao a expressao synlhelca
da reaeco ; e posto que continuassem os ex-
cessos do indianismo, eslava lavrado o protesto
do bom senso o resguardada a dignidade da
arte.
Comtudo ainda nao eslo firmemonle absenta-
das, creio eu, as bases da nacionalidade UUera-
ria. O appareciment dos Tymbiras vcio agitar
urna queslo seria e do maior inleresse. Nao es-
tamos j muilo afastados dos primitivos lilhos da
floresta para podermos comprehender sua vida
domestica, consubstanciar-nos nella o crear com
seus elementos uma saga nacional? Podemos
pensar e sentir como senliam e peti3vam os in-
dios ? Essas ideas bebidas nos livros, esses sen-
tmenlos despertados pela memoria ou engran-
decidos pela imaginaco, nao da jamis ser a ex-
pressao da vida real das tribu3 selvagens ? Ou
era termos mais precisos: A geraco actual en-
tender essa epopa artificial ? Revor-se-ha nel-
la como em um espelho fiel ? Reconhecer nella
a synthese social das gorac.-s que a precede-
r m ? Creio sinceramente que nao; o Sr. Gon-
galves Dias encarou de uma roaneira muito ex-
clusiva esta base da nacionalidade, o elemento
indiano. Na epopa brasileira deve este elemen-
to figurar como uma recordago, uma cousa que
o povo sabe, conhece por ouvir dizer, nao por
ter assislido, partecipado nella. Elle nao com-
mungou nos fstns dos guerreiros, nao enloou
cantos de marte, nem vivas triumphaes, nao dan-
son no guau, era saho casa do jaguar: uma
leuda, um sonho nevoento do passado, e nunca
urna pagina de sua vida.
Todava esta queslo raais se dirige poesia
pica do que lyrica, e o Sr. Bittencourt Sam-
paio comprehendeu-a perfeilamente. O Hymno
ao Sol, a unir composigo onde elle pinta o in-
dio no carcter primitivo ; uma ode magnifica
e verdaderamente nacional. Sobre este assump-
to muito se ha escripto ; mas nao para ser tra-
tado por qualquer mediocre tlenlo. 'A sublimi-
dade do objeclo, a eleracfio das ideas que elle
se prendera, as recordagoes solemnes que deve
suscitar era quem viaja por nossos sertes, ap-
proximam-o muilo da vulgaridadc. O autor das
Flores Sylceslres soube evitar e3'.e escolho, e sua
obra digna de figurar entro as descripges de
Chateaubriand na Viagem America. Os dous
primeiros versos merecem ser citados corno mo-
delo do sublime. as ondas de luz esplendida
que lluminam o universo, v o poeti a som-
bra de Deus e no sol, uma aisca ardent-; ar-
rcmessada ao espago pelas mos do Eterno.
Como grande esta imagem! Quao elovada a
idea do Creador dos mundos I Este ser que senti-
mos e nao vemos, esta essencia superior com-
prchenso humana, concebemo-la era toda a ma-
gestade : o sol sua sombra I Voltaire chamou
o sol a imajen do Allissimo, Byron o Ueus ma-
terial, Chateaubriand globo de fogo, mas segura-
mente nenhuma destas expressos vale a do
nosso joven poeta.A associago das ideas con-
duz o poema mythologia indiana, adoraco
de Tupan sob a forma dos maravlhosos pheio-
menos da nalureza. Todas estas paginas sao con-
cebidas com fogo e executadas com loques vigo-
rosos. Nao ha ahi um nomo brbaro, nao ha uma
expressao convencional; o estylo sustenta-se na
altura do assumpto, e nao soi o que mais dewi
admirar, se a descripeo do astro do da, ge a
narrago dos coslumes das crengas dos au'loch-
thones.
Outra difEculdade de poesia nacional a ex-
pressao da realidade. Aqui ainda dividem-se as
opinies : querera uns a realidade nua, tal qual
existe saluda das mos do Creador, ou formada
pelos homens. Pretendem outros que a poesia
deve modificar a realidade. corrigindo-a, engran-
decendo-a, mondando-a do palheiro do prosas-
mo, exallando-a, emfim, altura do ideal. Esta
opinio parece-me mais acortada, mais conforme
com a nalureza da poesa, que nao dove limi-
tar-se & copia da natureza, mas aim sua inter-
prelago na vitalidade do espirito que a anima.
Uma figura grotesca pode ler seu lado bello, po-
de irradiar-se na expanso das ma3 sublimes
virtudes, ser um typo de dedicaco, de amor, de
sabedoria e forca, um here emfim. O que cura-
pre ao poeta desenvolver estas qualidades, re-
mindo cora ellas a fealdade exterior do modelo ;
poupar truanices um pao exemplar, seja elle
Triboulet; resgalar com a belleza da alma a de-
formidade monstruosa de Quasimodo ; retocar a
natureza, idealisando a materia. OSr. Billen-
courl Sampaio comprehendeu esla verdade o po-
la era prlica na Captiva e no Lenhador, dous
typos do escravo hbilmente bosquejados ; le-
vou-a, porm, alm dos limitea da nalur&tidade
no Tropexro. O tropeiro, rude na forma e na lo-
guagem, amoroso e potico na sua vida aventu-
rera eandeja, fallando ura patu seu, masiotel-
ligivel, sem estropiar a lingua verncula, eis-ah
cque devia ser desenliado. O poeta sahio-se
bem em partn ; mas nio or certo aquella a
linguagem do tropeiro, ha ahi mais imagmagao
do que realidade. Eu prefereria a muito conheci-
da composigo sobre egual assumpto do Sr. Duar-
te do Azevedo, ainda que nao sejam to musi-
caes os versos; revela-se nesta i originalidade
do typo, a physionomia particular, estranha, sel-
vagera, quo agrada, porque tira-nos de nossos
hbitos sociaes, despertando-nos a curiosidado.
E' como as arias populares, cujo inleresse est
justamente na ausencia das qualidades do melo-
da que agradam aos ouvidos educados as obras
primas do genio.
Ha as Flores Silvestres tres elegas dignas de
coosiderago, em memoria de tres homens emi-
nentes : o Dr. Joao abney Brotero, o coDselhei-
ro Eustaquio de Mello Mallos o o Dr. Gabriel
Rodrigues dos Santos. Todas tres sao precisas no
fim e na expressao, asselladas de tristeza, resig-
nagao e dignidade. A' escolher, eu daria prefe-
rencia ultima, em memoria do Dr. Gabriel.
Sinlo aqui a iospirago mais espontanea, a ex-
pressao mais clara, raais arrojado o estylo, mais
livre o verso. A figura do tribuno levanta-se
prophelica das enlranhas da elega, anima-se,
move-se, falla s turbas apinhadas em roda do
sarcophago, e recolhe-se ao som dos hyranes e
das bengos da patria agradecida.
V-se quo o Sr. Billencourl Sampaio toma a
poesia ao srio, e cultiva-a cora o zelo de um
crente sincero. Sua obra rene todos os elemen-
tos de duraco: bellos pensamentos expressos
com jusleza, senlimenlos verdadelros analysados
com finura, imagens ricas de seraelhanca, estylo
harmonioso, versos perfeitamente medidos. Nao
preciso mais para assegurar-lhe uma reputa-
go solida.
A. J. de Macf.uo Soares.
S. Paulo, 2 de 3etembro de 1860.
Lamoiinais.Sua vida e seus escriptos.
De todos os homens Ilustres que pensarara ou
sonharara, que lutaram e soffrerara, as vastas e
vagas aspirages. nos sonhos ardentes, nos cora-
bates do nosso seculoquanlos restara ainda en-
tre nos ? Dous ou tres apenas: um Victor Hugo
no exilio ; um Lamartine na velhice. Todos, ou
quasi todos, ho desapparecidocada ura hora
que Ihe tocava, e mais do um anles dola: Cha-
teaubriand. Lamennais, A. de Mussel, Beranger
a poesia, a eloquencia, a mondado, a razo.
Nao fallamos seno daquelles que viviara aiada
ha poucos annos, mesmo ha alguns das, daquel-
les quem podemos ter a honra de chamarnos-
sos contemporneos : e delles nao nos referimos
aos quo foram celebres, mas aos que se fizeram
grandes. Quera se erguer para substilui-los ?
Quepa proseguir na sua senda? Quera comple-
tar as suas ideas ?
E' ura exemplo para nos a vida dos grandes
homensexemplo que nos fornec6 a experiencia
do genio : quando elles sao nossos contempor-
neos, ao exemplo mais moderno se liga um in-
teresje mais vivo ; quando atina! teera-se ellos
concluido, esse interesa augmenta, e crea de
una especio de encanto austero a aureola com
que a morte coroa as suas frontes. Ha tambera
mais satisfagan em conterapla-los assim, em Uxa-
los com todos os seus tragos : sua ultima hora
^ "'";>;! u'tiaio aperfigoamem t^e o pincel
movido por nfao d~o artista imprime no quadro
para aperfeigoar-lhe a3 figuras : os vivos repre-
sentara as figuras esbogadas no quadro que
falla, em quanto vivem, o traco que as aporfei-
ga.
Entre tantas physionomias differentes, uma so-
bre ludo impressiona a vistaurna que a mais
notavel de todas : a de Lamennais. Ninguem o
pode encarar framente: uns arranca ura brado
de triumpho, outros um gemido de dr: enthu-
siasina uns, causa outros piedade, e raesmo
terror alguns : entretanto que lodos sorpren-
de Objeclo de adtniraco e de abominago ao
raesmo tempo nem islo para espantar, pois
quo esta a sorte de todo o homU que lem po-
der sobre os outros homens 1 admirado por
aquelles mesraos que o aboraina7ara, abomina-
do por aquelles que o admiravara I Como o Si-
cambro, mas sera curvar a cabega, elle incendiou
aqoillo que liona sido objeclo da's suas adorages,
adorou aquillo que havia incendiado ; escanda-
lisou 03 fracos, irritou ou enthusiasraou os for-
tes, adinirou todos I
Quauto a n3, imitando o exemplo do sabio que
de nada se adrairou, dexando (car de lado
o odio ou o amor, despindo-nos emtira de qual-
quer paixo, procuraremos analysar e compre-
hender esse genio. Qual foi o sopro impetuoso
que o impellio por enire as tempestades em ta
vastos o to profundos mares chelos de escolhos?
Qual foi o espirito que se animou sob essa fronte
orgulhosa c altiva, sob esse semblante pensativo,
revelando uma conlomplago interior to lixi,
sob essa physionomia rgida e austera? Qual foi
o poder mysierioso que dirigi atravez dos acasos
do pensamento o destino desse hornera?
I
Roberto Felicit de Lamennais nasceu no anno
de 1782 era S. Malo, na Bretanha, margem des-
se marque linha aculeutado o selvagem e roma-
nesco scismar de Chateaubriand menino, e nao
longo dessa. illia deserta do Grand-B que devia
ser muilo lempo depois, o selvagera e romanes-
co tui mulo do poela Chateaubriand. Lamennais to
Brelo como Chateaubriand :corno elle tambera
poeta, mas poeti de outra especienatureza mais
inllexivel, raais feroz, raais spera ; c com ludo
isto raais terna, raais amante e dedicadaespiri-
to menos variado, menos rico, porm mais ra-
ciocinador: ambos elles Breles, Lamennais mais
Breto anda que Chateaubriand.
Laraeoais foi um pobre menino de apparencia
mesquiiha ; privado desde a tenra edad* dos cui-
dados paternaes, por quanto sua me tinha rnor-
rido, e seu pae entregue s suas oceupages de
armador quasi sempre eslava fra de casa, elle
crescera na solideo ; dbilporm nervoso, bom
mas indomavel.nao houve um s professor
que conseguisse delle aprender lr, o que s
obievo a sua velha ama com o amor que Iho ti-
nha ; essa boa mulher ensinar-lhe-a at mesmo
o latir eo grego, a historia, e todo o mais, se
soubesso mais alguma cousa do que ler: assim,
pois. era preciso cuidar no resto da educ.ago.
Joo de Lamennais, irrao raais velhode Rober-
to, encarregou-se desse cuidado, e foLmalsuc-
cedido ; um to delles, que habiiava no campo, o
tcolou tambem por sua vez sem que fosso mais
bem succedido : mas o lo entenda as cousas
seu geito ; encerrou o discpulo indcil, o sobri-
nho rebel le,.e desta sorte pode conseguir o seu
Qm sem o pensar; porque o joven Lamonnais,
preso dias iuteiros, nao eslava sozinho na sua
prisocorao suppunha o seu lio ; a priso era
urna bibliolheca, e o prisioneiro achava-se ahi
n'uma compauha raui numerosa, e raui interes-
sante de livros, philosophos, poetas e J. J
Rousseau. Como poderia o lio su3pei(ar que uma
bibliolheca fosse til um preguico30 quo se re-
cusava ao esludo? Era nislo justamente que el-
le se enganava : o preguigoso nao se recusava ao
estudo, o discpulo nada ambicionava mais do
que instruir-se ; porquanto se achava possuido
do desejo de conhecer : smente nao sabiam le-
va-lo cora geilo, conirariavam-o.
Assim a solido oeducou, como Pascal, como
J. J. Rousseau, como todos esses grandes ho-
mens, que abriram urna senda onde ninguem
marcha par delles 1 A maior parle foram po-
bres, todos foram solitarios. Pobreza e solido,
me e nulrix do genio l E' quasi sempre a po-
breza que o pro.duz, algumas vezes tambem a
solidio ; ma3 esta sempre o nutre e desenvolve,
mesmo quando nao o produz.
i Lamennais cultivou o seu espirito por si s, ten-
do por mestres a curiosidade apaixonada de uma
j alma ardento, e os livros que o acaso Iho fez en-
! conlrar na bibliolheca do seu to. Com esse re-
| gimen as suas faculdadea desabrocharan! na sua
forca, mas tambem na sua independencia indo-
mavel e naliva, e na sua candura ; e d'ahi sahio
esse homom austero, absoluto, contemplativo, e
accrescentemos aindaprimitivo, sabendo muita
cousa na ordera do verdadeiro, pouca cousa na
I ordena real ; esse hornera quem o mundo, que
elle dcsconheceu. conlemplou sem comprehen-
der. Hu joven aiuda nao fra educado na socie-
dade dos homens, mas sim na sociedade dos li-
vros ; nao adquirir principio a experiencia das
cousas, porm das ideas ; d'ahi a sua grandeza*
e tambera a sua simplicidade ; d'ahi isso que mui-
tos chamarara orgulho nelle, mas que foi seno a
admirago de nao ler encontrado aquillo que so-
nhra, admirago que foi o priocipio dos estra-
nhos desvarios da sua vida.
Nao antecipemos Apenas entramos agora na
adolescencia: a edade do amor. Lamennais
acaso amara ? Ignora-se ; nada ha to desco-
nhecido como a historia da sua vida privada : to-
dava quasi podemos affirmar que sim, sem re-
eeiojde errarraos. Saint-Beuvo falla, nao me re-
cord em que parte, sob o veo de uma delicada
alluso, de nao sei que ternura mysteriosa, e
raalfadada. Lamennais concebeu o amor como a
unio sagrada profundamente pura e indissoluvel
de dous entes, que se dedicam para sempre ura
ao oulro ; concebeu o araor i leal, que o verda-
deiro araor, mas que nao o real ; elle devera
ter crido na realidade desse amor, e encontrado
por consegninte uma decepgo onde quer que o
procurasse.
E os mancebos dirao s virgens : vos sois
bellas como sao bellas as flores dos campos, pu-
ras como puro o orvallio que as refresca, a luz
que as colora. E'-nos to doce ver nossos paes,
-nos tao doce e3tar junto nossas mes I porm
quando vos vemos, quando estamos juntos vos,
passa-se em nossas almas alguma cousa que s
lem nome no co. Beradilo seja Deus que nos
moil-ou esses beos antes de morrermosl
E as virgens respondero :As flores so fa-
nam, ellas murchara ; um dia vem em que nem
o orvalho as refresca mais, nem a luz as colora.
Nao ha sobre a trra seno s virtude que nun-
ca se fana, que nunca perde o seu brilho. Not-
aos paes sao como a espiga que se enche de graos
no outooo, nossas mes sao como a vinha que se
carrega de fructos. E'-nos doce ver nossos paes;
-nos doce estar junto do nossas mes ; c os li-
lhos de nosso3 paes e de nossas mes sao para
nos objeclos egualmente charos. Bemdito seja
Deus que nos mostrou esses bens antes de mor-
rermos
Nao ha duvida que o hornero que escreveu es-
sas palavras, e muitas oulras, araou ; nao ha du-
vida tambem que elle fra descorgoaido no seu
amor ; e por isso voltra o coraglo para esse
ideal mais alto que nunca engaa, masque infe-
lizmente nao pode salisfazer ; porque ello nao
do hornera, nem do finito ; porque elle jamis
cahe no dominio da realidade I
A edade veio no entanto fazer alguraa cousa'
obrgando-o classiflcar-se ou circumscrever-
se entre os homens, emfim tomar um estado
qualquer. Seu pae, que fra feito nobro por Luiz
XV em 1788, um anno antes da revoluco, que
do ura s golpe tinha deceifar nao s a sua nova
nobreza, como a sua opulencia de antiga dala,
seu pae, dizemos, armador, fllho e neto de arma-
dores, quiz tambem fazer do seu filho um arma-
dor ; porm Lamennais preferio fazer-se profes-
sor de mathemalicas no collegio de S. Malo, onde
pouco depoisentrou no seminario de seu irmo
em 1811.
Lamennais tinha j escripto. Nello o escriptor
se tinha revelado desde a infancia. Nao fallamos
do ura primeiro artigo que fez com edade de 16
anuos, no lempo do directorio, o qual apparecera
impres30 n'um dos jornaes realistas da poca.
Era 1807 publicara elle urna traduego da Guia
espirilural, pequeo livro asctico do Luiz de
Blois, cuja candura e graca soube perfeitamente
imitar : em 1808 publicara a?. Rejlexoes sobre o
est ido da egreja na Franca durante o seculo
A VIH, e sobre a sua siluac'do actual, obra ultra-
montana, que fra mal escolhida para apparecer
ii uma occasio em que as rolages entre o im-
perador e o Papase achavara Bggravadas: talvez
a polica julgasso que um livro, alm disto ano-
nyrao, que Irazia semclhante ttulo, nao podia
deixar de ser perigoso ; e por isso prohibo-o,
nao obstante a seguinlc phrase, quo termina o
curto prologo que procode primeira edigo :
Julflo-me muito feliz poder eslabolecer, quan-
do dofendo a minha f, os principios fundamen-
taes do governo, cuna que um grande horaem
dotou Franga para felicidade desta.
Esse livro, j ento notavel pelo vigor do pen-
samento, e pela conciso do estylo, em que se
descobre amarga violencia, foi o primeiro grito
do balalha, que impellio contra o indiferentismo
religioso o hornera quera o eco reservava to
grandes destinos. Depois que, tomando a ton-
sura, elle entrara no pequeo seminario de S.
Malo, compoz outra obr no mesmo sentido
Tradicroei da egreja sobre a instiluico dos bis-
pos, com o fim do combater a opinio eoiitlida
pelos abbades de Pradt, Gregorio e Tabaraud, os
quaes sustentavam que os bispos podiam serele-
los, sem que a sua eleigo tivesse necessidade de
ser legitimada pelo Papa. Essa obra, para que
seu irrao tambem collaborra, e que so rcrom-
nierida sobre ludo por urna grande erodigo llieo-
logiea, nao faz parle das obras completas de La-
mennais ; sera duvida porque elle se nao cousi-
derava o seu piiucipal autor.
Vin lo Pars em 181-, Lamennais escreveu,
na occasio da queda do imperio, um tolheto con-
tra Na polea o ; o isto o obrigou refugiar-so na
Inglaterra, apenas voltou este da ilha d'Etba.
Ali chegou sem recursos ; reduzdo solicitar
o lugar de preceptor no palacio de lady Jermin-
gham, irma de lord StalTord.. para quem levara
uma caria de recommen iago ; a nobre dama
ingleza medindo-o dos ps cabega, achou que
elle tinha um ar de estpido, e repcllio a sua
proposla. Esta ancdota que, se alguma cousa
prova, nao do certo contra Lamennais, foi mui-
to vulgarisada ; mas esqueceram-so de acrescen-
lar-lhe, talvez porque o ignorassem antes da pu-
blcaco da Correspondencia, que lady Jermin-
ghan foi ao depois amisa intima daquelle quo
principio descouhecera : grande numero de car-
tas assim o atiestam. Como quer que seja, La-
mennais se achou muito feliz em poder entrar co-
mo professor em casa do abbade Carrn, quo di-
riga perlo de Londres ura collegio de jovens emi-
grados
O abbade Carrn, quo era natural de Rennes,
e que era u:n santo hornera, nao deixou de ler
influencia sobre o destino de Lamennais : elle
firmn-o na sua resolugo de fazer-se sacerdote.
A residencia na Inglaterra protestante influa so-
bre a alma do joven Brelo, nao para torna-lo
um livre pensador, mas para robustece-lo na sua
fe calholica. As nalurezas pacificas fcilmente
se accommodam acgo exterior ; mas Lamen-
nais, como tolos sabera, era uma dessas nalure-
zas militantes, que lulam, que resistera, e que
exageram o seu pensamento, forlaleiunJo-o tanlo
raai quanto maior o ataque que contra ellas se
dirige; talvez a duvida Ihe tivesse penetrado no"
espirito se fosse n'um paiz catholico ; mas n'um
paiz protestante cada vez so tornava um catholi-
co mais fervoroso, at sentir a vocaco pelo sa-
cerdocio.
Todava nao se abraca este partido sen Ion-
gas reflexes, sera nanitas hesitagei; preciso
que se csteja profundamenti convencido, que se
esteja pendrado da graca, e que o hornera, que
vae abraca-lo, interrogue a 31 proprio com um
santo recolhimento, se elle ser digno do pesado
encargo que quer tomar sobre si. Lamennais sof-
fria : a alma naturalmente triste c o corpo dbil
bem tinhara necessidade de encontrar um abba-
de Carrn, um sacerdoto cheio dessa auloridade
persuasiva, dessa forga branda e alectuosa que
faz os apostlos, para vir em soccorro de suas
angustias. O abbade Carrn, eslabelecdo na In-
glaterra depois da eraigrago, se havia tornado
o consolador dos proscriptos, o destribuidor das
esraolas da casa de Bourbon, que por elle envia-
va soccorros aos martyres mais pobres da boa
causa ; quando esse pescador de homens vio La-
mennais preso as suas redes, traiou logo de se-
gui-lo e elle o soube ganhar, nao pela ausleri-
dade, mas pela intimidado cordeal de suas rela-
ges, conseguio moderar o que aquello tinha de
excessivo, suavisar o que elle tinha do triste
acalmar o quo havia de amor impetuoso na al-
ma inquieta do mancebo, emfim, foi a sabedo-
ria depois do ardor.
Eu creio, meu bom amigo, Ihe escreveu
elle mais larde, quando Lamennais estava ero
S. Sulpicio, e prestas ao sacerdocio, que nao
prudente pedir Deus Irabalhos; devemos s
pedir-Ihe que nos d paciencia e amor nos sof-
fnmentos, atizando ao seu cuidado expr-nos
quellea que elle nao julgar superiores nossa
fraqueza------Para que, meu fllho, essa melan-
cola? Por ventura o bom chrftliooao deve sup-
por-se como que em continuo festim ? Por ven-
tura a simples lembranca de Deus nao suffi-
cieote para dar alegra f JTamor fui Dei, el de-
lectatus sum.
Esta carta, que datada do 19 de fevereiro
do 1816, nos leva una poca mais avangada
do que aquella, que tinhamos chegado. Na se-
gunda restaurago, o abbado Carrn, c seus dis-
cpulos vTram Paris estabelecer uma pequea
cornmunidade no becco des Feuillantines, n. 12.
Lamennais ahi viveu muitos annos, rodeado do
uma familia escolhida. chamando seu pae ao ab-
bade Carrn, e suas irmas as damas da casa,
das quaes algumas foram suas amigas, e para
sempre. As jovens nao faltaram mesmo essa
araavel companhia : fez-se uma instituigo del-
las, pouco numerosa, composta das prenlas
mais prximas dessas damas: as sobrinhas de
Lamennais ahi tambem se achavam, e elle ti-
nha grande prazer chama-las suas ilhas. Fi-
gure-se a felicidade calma e serena, que se de-
via gozar nesse placido retiro, tranquillo e nio
deserto 1 Os sacerdotes para ahi corram em
multido. attrahidos uns pelo acolhimento que
se [asta seu mrito, outros pelo crdito de que
gozava o abbade Carrn junto aos principes, e o
grande esmoler.
Ali Lamennais poderia ter sido perfeitamente
feliz, se a felicidade perfeila podesse ser deste
mundo, especialmente para uma alma como a
sua : porque privilegio das grandes almas se-
ren incapazes do felicidade c na trra. Triste
privilegio sem duvida, porm muito invejavel,
por grande que seja o prego por quo facam pa-
gar: tal a nobreza das almas, tal a gloria do
espirito, que supparta ser encerrado no corpo.
Conhece-se a enferradade de Lamennais ; co-
nhece-se que elle soffra no meio da calma de
um interior to pacifico e to arrebatado ; toda-
va, ali foi to feliz, quanlo o podia ser um ho-
raem como elle
Desojando tomar ordens. trocou e3se asylo por
S. Sulpicio; porm o seminario tornou-se-lhe
insupporlavel, o voltou outra vez para ali. Foi
em 1816, em edade de trinta e qualro annos, que
elle se ordenou em Rennes, d'onde veio ainda
ao mesmo asylo de Pars para nelle acabar o
primeiro volume do Ensaio sobre a indifferenca
em materia de religido, que appareceu em 181*7.
Dala dessa poca a fama que acompanhou sem-
pre o seu nome. Em materia de religio a Fran-
ga era tal, que Bonaparle a caracterisava ento
sobre o seu rchelo de Santa Hellena : ella era
da religio de Voltaire, o tambem da de Rous-
seau ; era egualmente da religio que operara a
revolugo franceza. Entregues um regimea
meio desptico, meio liberal, rgimen bastardo
e transitorio, sdenlos de liberdade, e levados
pela insuperavel necessidadi de uma ordem no-
va. Os Francezes queran ver completar-se
a revolugo ; osqueciam-se de que a liberdade
nao tudo para o horaem ; que, se ella deve
ser o fundamento da ordem futura, nao se re-
presenta todava essa mesma ordem ; pois, afi-
nal, nao serve seno de um meio para chegar-se
a oulro fim diverso. Todo esse mundo de eo-
gengosos atheus, de facis destas o sabios epi-
curislas, marchava em busca do futuro terrestro ;
nao pensavam em que no homem real ha o ho-
rnera ideal, o homem eterno, para quem deve
sem cessar trabalhar o hornero prsenle ; dor-
miam na indifferenga e no olvido do dever im-
posto liberdade, e da religio que a alma
dola, quando a voz de Lamennais veio, como
um Irovo, dosperta-los do somno em que ja-
ziam.
O primeiro volume do Ensaio, obra de uma
eloquencia ardente, era que o amor apaixonado
da verdade, ou cousa que o autor julgava ser a
verdade, fazia abundar amarga colera contra o
erro ; em que elle se coraprazia em sustentar o
edificio do catholcismo, s em p no meio das
ruinas de todas u outras doutrinas que nao 3
doutrina calholica ; esse livro, grande de estylo
e de raciocinio, achou da parte da egreja un
acolhimento cheio de enthusiasmo. Mas o se-
guudo volume veio despertar vulces ; tambera
foi esse volume que croou a escola ; porquanto
foi nelle que o autor expoz o seu systema da
certeza, foi nelle que eslabeleceu a infalhbilida-
do da razo coramum, lirada da propria faliibili-
dade da razio individual.
A verdde para o homem como se nunca
oxistisse, quand,. elle nao possue certeza legiti-
ma ; ora, quem diz certeza legitima diz infallibi-
lidade : mas nenhum individuo infallivel, resta
que o genero humano o seja ; sem o que nao
haver inf.allbilidale em parte alguma, e pois
nao haver certeza legitima, o nada que s-ja
verdadeiro para o homem : dahi a duvidadahi
o sceplicismo na falta de infallibilidade do gene-
ro humano.
Assim raciocina Lamennais, e nos ltimos vo-
lumes, que se foram seguindo pouco pouco,
procura estabelecer que, uma vez admittida a in-
fallibilidade do genero humano, segue-se o ca-
tolicismo, mostrando pelo faci que o dogma
citholico, tal qual Roma o formula, foi om lo-
dos os seculos o dogma de todo o genero huma-
no : thse esta singular, hbilmente sustentada
forga de imrnensa erudieo, porm incompleta
anda, e contestavol quasi sempre por pequeos
relos, circunstancias diminutas, textos bem es-
colhidos, que serem authenticos pouco prova-
riara afina! em relago ura fado grave como o
que pretendem provar, isto a crenga geral do
genero humano. Elle contou na egreji fortes op-
positoros. mas tambem ahi leve quem calorosa-
mente adherisse ao seu systema : e deixou entre
os catholicos to profundos vestigios, quo Ro-
ma se vio obrigada adrnoesia-lo por di-
versas vezes, e atlnal condemnar o seu ex-
cesso.
Eutrolanto, ao passo que Lamenna3 publicara
alternativamente, depois do segundo volume,
urna forte defe/.a do seu systema, e o terceiro, e
depois o quarto volumes, destinados confirmar
a sua Philosophia do senso commum, aecumu-
lando textos sobre textos, passando em revista
todos os seculos e todos os povos, reuniodo
n'um s ponto os tradicgdes dispersas, para del-
las fazer sahir, como das enlranhas da humida-
de, todo o catholcismo, erguiam-se adversarios
le todas as parles ao redor delle. e tambera dis-
cpulos : o alto clero, a faculdade theologica o
atacavara fortemento : ao mesmo lempo o r de
Bonald, quo va na doutrina da philosophia do
senso commum um original e rico corollaro da
sua propria doutrina sobre a origem da lingua-
gem. donde fez'dnrivar toda a tradicgo humana,
0 sustentava, e escrevia-lhe : Deixae grasnar
essas ras.
O joven clero acolhia calorosamente urna Iho-
ria brilhanle, quo Ihe mostrava a sua f na f do
genero humano. Apezar da desapprovago que
reinara em Roma, elle para ahi transportou-se
em 182, depois que torminou sua misso. Os
membrosdo Sacro Collegio o receberam friamen-
le, outros o dosarezarara : porm LeoXU con-
servava no seu gabinete o retrato do valeule apo-
lgica, que elle chamava o melhor padre da
egreja. Esse retrato e o crucixo eram o nico or-
namento do oratorio do Papa.
1 Lamennais nunca quiz usar do seu crdito
lunto ao Pontifico, que lauto o admrava, seno
aura do pedir-lhe a noraeago do cardeal Lam-
bruschim para a nunciatura" da Franga : esse
cardeal Lambruschini tomou-se depois seu ini-
migo. Para si nada pedio, e al rejeitou o bar-
rete de cardeal, cioso d.i sua independ racia, e
correndo alraz das verdades, e nao das digni-
dades.
De volta Franga publicou uma tradueco no-
tavel da Imilacao de Jess Cliristo, cheia de
belleza e simplicidade, e mu digna de ser lida
por aquelles que nao podem ler o texto latino.
Depois, nao contente de ler defendido o cathol-
cismo nao s contra 03 herticos, como tambem
contra os philosophos. passou restringir-se na
unidade raais estrena do ultramonlanismo ouro :
coraba leu a doutrina gallicana n'uma obra, em
virtude da qual. sendo chamado ao tribunal da
polica correccional e defendido por Berryer, foi
condemuado 36 francos de mulla : esta obra
foi : A religio considerada as suas relages
com a ordem civil e poltica : e mais ardeule-
raente ainda n'outra obra intitulada : Progres-
sos da revoluco e da guerra contra a e-
greja.
Escreveu muilo no Conservador favor dessa
chamada alliauga do throno e do aliar ; mas en-
tenda por essa sllianga uma subordinaco do
throno ao aliar, como do corpo alma. Concor-
rertf para que subisse o ministerio Villela, po-
rm apenas achou-se este de cima recuso ap-
provar-lhe os actos. O principio da infallibilidade
da razo commum o thera catholico ; a pollica
o fez ultramontano. (Corltar-se-na.)
PERN. -TYF. DE M. F. DE FARIA.-18W. '

ILEGf
VEL


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