Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09172


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Full Text
Mfflf XXXYI. HUMERO 272
Por tres mezes adianlados 58000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
SEXTA FEIRA 23 DE ROVEBBRO DE 1861.
Por anuo adiaiitudo 19(000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima i
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaly, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de Ol-
veira; Maranhan, oSr. Manoel JusMartinsRibci-
ro Guimaraes; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PAKltUAs UOS COHKbllOs.
Olinda todos os das as 9 1 'i horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Aoto, Bezorros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d' Alho, Nazarelh, Liraoeiro, Brejo, Pes-
queir, Ingazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Sirinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO MEZ DE NOVEMBRO. JaUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.I
Quarto minguante as 6 horas e 07 minutos',. K...i *
la manna. inDunal do commercio : segundas e quintas.
Ja manhaa.
12 La nova as 10 horas e 16 roinutus da tarde
20 Quarto cresceute as 6 horas e 33 minutos
da manha.
28 La cheia as 9 horas e 18 minutos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro a 1 hora e 42 minutos da manhaa.
Segundo a 1 hora e 18 minutos da tardo.
Kelaco largas, feiras e sabbados.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quartas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel; quartas e sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
19 Segunda. S. Isabel rainha da Hungra f.
20 Terca. S. Flix de Valois fundador.
21 Quarta. Apreseniaco de Nossa Senhora.
22 Quinta. S.Cecilia v. m. ; S. Filemon m.
23 Sexta. S. Clemente p. m. ; S. Felicidade m.
24 Sabbado. S. Joao da Cruz c. ; S. Estanislao.
25 Domingo. S. Catharina v ; S. Jocunda v.
ENCARKEGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SL
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias; Bahia,
Sr, Jos Martina Alves ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Martina.
E.M PERNAMBUCO.
O propietario do diario Manoel Figueiroa e*
Faria, na sua livraria praca da Independencia as.
6 e 8.
PARTE 0FFIC1U.
IIIGII.AIMO
das alfandegas e mesas de rendas.
CAPITULO IV.
DOS D1RE1TOS DE REEXPORTACO, 01' BALDEACAO.
Seccao 1.a
Da percepco dos direitos de reexportarlo,
ou baldeago.
Art. 608. Sao nicamente eujeilos a direitos
de reexportado as mercadorias oslrangeiras per-
tencenles carga de embarcacoes quo liverem
dado entrada por inteiro. as qaes por qualquer
motivo se destinaren) e forem transportadas para
outro porto ou mercado.
Art. 615. Vencido o prazo de que trata o arti-
go antecedente, sero a parte e seus Gadores ou
i abonadores, se os houver, intimados para a apre-
j sentago dos documentos que justifiquen) o des-
i tino das respectivas mercadorias. Na ausencia
destes a intimago ser feita por annuncios pu-
blicados pelos jornaes, o, nao os havendo, por
editaesafSxados na porta da]alfandega e nos lu-
gares mais pblicos da cidade. ou villa em que
esliver collocada alfandega.
1." Dentro de oito dias, contados da data des-
la intimago, ser permiltido parte, ou aseu fia-
dor reformar a letra, ou renovar a caugo de-
positara, pelo lempo que Ihe aprouver, noex-
cedendo este lodaa do primeiro prazo, e pa-
gando logo a vala, como multa, o juro corrento,
na lrma do artigo 585, da importancia da cau-
go desde a data do vencimento da letra prinvfi-
va ou do deposito e caucan at o dia do prazo de
sua reforma, ou renovago.
2." Em todo caso de demora no pagamento
dos direitos caucionados cobrar-se-ha juros na
forma regulada para os hilhetes da alfandega,
Art. 609. Os direitos de reexportaco sero
calculados na razo de 10/0 do valor "que Uve- ST S/5"""! E2 "* """T 11 a,ia"^a<
rem na tarifa em vigor as mercadorias. ou quan- 8rap11}Bnl,oda"' lemp a que 8C refefC 8 an,e-
do nao tenham avaliaco na mesma tarifa, pela
valor que mencionar a sua factura.
cedenlv,.
3. Vencida a letra, ou findo o prazo da
caugo, nao sendo na forma do artigo antece-
JLri^rfJ&i?.' d re?xprli,r . | publica, cobrados em todo o caso os juros de
juros da mora na forma do art. 545.
Art. 616. A respcito da caugo em valores
de consumo, na forma da tarifa em vigor,
cepto os da polvera, que sero na razo de 13
0/0 (art. 23 da lei n 369 de 18 de setembro de
1845, e art. 9o 3o e 4o da lei n. 514 do 28 de
outubro de 1848).
Art. 601. Sao isentas de direitos de reexpor-
taco as mercadorias e objectos: Io, que na for-
ma do art. 512 gosam de isengo de direitos,
quando reexportados para portos do imperio ; 2,
os mencionados uo mesmo art. 512 j 7, 8o, 9o
e 10, qualquer que seja seu deslino.
Art. 611. No processo do despacho de reex-
portaco se observaro as mesmas regras marca-
das para o despacho de consumo por factura,
cora as seguintes alterages.
1. Os direitos sero calculados pelo valor
quo a mcrcadoria tiver na tarifa, e no caso de
omisso, ou de ser esta sujeila a direitos ad va-
de que trata o art. 612, segoir-se-ha as disposi-
ges dos arta. 271. 272 o 277 do cdigo do cora-
mercio, com as seguintes alterages:
i. Vencido o prazo da cauco e nao sen-
do > 11 i f. -11 o s os direitos caucionados, o respec-
tivo inspector da alfandega, ou administrador da
mesa de rendas mandar proceder leilo de
taes valores na forma do cap. 7. do tit. 3.,
para sua satisfaeo.
l." At o ultimo momento da arreroataco.
ser permittido parto reinir o objeclo da cau-
co ou penhor, satisfazendo sua importancia.
Art. 617. Em circuraslancias extraordinarias,
legtimamente justificadas, o ministro da fazen-
S .^ anteriormente tiver sido marcado ou
as
poder ser feita na acto do seu embarque, ou
sahida do proprioarmazem, ou deposito, em que
permanecercm na respectiva ponte, ou caes de
embarque, ou abordo, quando tenham de ser1
baldeadas, ou seguirem na mesmn embarcaco a
cuja carga pertencercm.
2. .Na conferencia e verificoco haver todo
o cuidado em que os volumes se nao estraguem.e
as mercadorias se nao damnifiquen) ; podendo ser
dispensadas do exames minuciosos, excepto no |
caso de suspeila ou denuncia de fraude, em que i
se abriro os volumes, e se proceder mais ri-'
gorosa conferencia.
3. Feilo o despacho, e salisfeitos es direi- I
tos de reexportaco, despeza de armazenagem, e
outras que dever a mercadoria que tiver de ser'
reexportada, ser a parte obrigada a caucionar a |
importancia dos direitos de consumo, a que
aquella pela tarifa estiver sojeita, a qual perder,
si: dentro do prazo que Ihe fr marcado nao
apresenlar documento legitimo que prove a sua
effectiva descarga, ou destino no porto para on-'
de foi reexportada.
4. Terminada a conferencia, o conferente
lancar a competente verba, nao s no despacho, |
como na guia de erebarque, e com esta seguir a
mercadoria para bordo da era
destinar, acompanhada po
carga, ou outro empregado da escolha do chefe
da repartiere, o qual de sua entrega cobrar re-
cibo, p.assado na propria guia, que com o despa-
cho ser entregue Ia seceo, para que tenha o
competente destino.
..Vo No caso de baldeago, ser esta feita
em presenca do ccnferenle, a quem competir a
cobranca do recibo, e mais formalidades exigidas
no 4."
6." Achando-se diferenga entre a nota da
parte e as mercaduras ou objectos oceultos, em
qualquer hypotliese dos artigos 556 e 557, para
serem subtrahidas an pagamento dos direitos a
que esliverem suj. itos, se proceder do mesmo
prorogad o.
Art. 618. Sero reputados documentos legti-
mos :
1 De portos onde houver alfandega : cer-
lido de cfTecliva descarga, se ella se houver ef-
feetuado, ou de seu legitimo deslino, o qual de-
ver conler a declaracao da qualidade e quanti-
dade dos volumes. suas marcas, contramarcas e
nmeros, nomo da embarcaco o do seu com-
mandanle.
2. De portos onde nao houver alfandega :
aticslado das autoridades do lugar, das pessas
a quem foram consignadas as mercadorias, ou a
quem foram entregues, quer na qualidade de
mandatario, quer na depositario au comprador.
3. A prova do naufragio, varago, ou apre-
samiento do navio rospeclivo, rnm documentos
que em dircito produzem f, equivaler em todo
o caso a certido da descarga da mercadoria no
borlo do seu destino.
Art. 619. Todos os certificados e documentos
mencionados no artigo antecedente sero au-
thenlicadas pelos cnsules brasileiros, ou pelos
agentes que tizerem suas vezes, e, nao os ha-
vendo, otiservar-se-ha o disposto no art. 400.
Art. 620. As mercadorias despachadas para
Tnbarcac aqiie"s i cons,"uo n*> sero admitlidas a despacho de ex-
r um official de dos- Porla?ao Para se resliturem os direitos pagos, e
I podero seguir seu destino independente de no-
I vo despacho.
As despachadas para reexportarlo podero ser
| despachadas para consumo, e nesle caso sero
I restituidos os direitos de reexportaco quo j se
houverem %atifeilo.
Art. 621. Nao se concederlo despachos de
reexportaco ou baldeago senao de mercadorias
estrangeiras, que entrarem ou sahirem pelas
barras dos portos onde houverem alfandegas.
( arl. 25 da lei n. 369 de 18 de setembro de 1845).
nico. Ficam prohibidos, na conformidade
do presente artigo, na alfandega de Uruguayana,
_ |6_ mesas de rendas de Ilaqui, S. Borja, Jagua-
mVdo'marcadVaWspeilo' dsdiffiareacas ercon- \ruJ e sfmelhantes os despochos de reexportaco
tradas nos despachos para consumo.
Art. 612. A caucho exigida pelo ort. 611, 3",
poder coffSislir :
1." Em deposito de dinheiro, pedras preciosas,
preta, ouro em p, pinha, barra ou em obras,
ttulos da divida publica, acedes dos Bancos, ou
eompanhias acreditadas, e bilhetes, ou letras do
thesouro.
2. Em letras mercantis, passadas, assignadas,
abonadas ou endossadas por assigoanle d'alfan-
dega, na forma do arl. 586.
1. O valor do ouro em p, pinha, ou barra
ser o de 3$800 por oitava, sendo do 22 quilates,
o o da prati da mesma especie na razo de
180500 o marco de 11 dinheiros.
O valor das pedras preciosas em bruto, lavra-
das, ou em obras, e dos artefactos de ouro, ou
prata ser estimado por peritos nomeados pelo
inspector, ou administrador, e tomado em cau-
co, com o abatimento de 50 0/0.
2. As acedes das companhias, ou bancos
acreditados sero recebidas com as cautelas e
clarezas que em direito se requerem pelo valor
das entradas renlisadas, com abatimenlo de
20 0/0
Art. 613 Nao ser sujeila a cauco algurna a
reexportaco das seguintes mercadorias:
1. Das que gozam de franqua de direitos-
de consumo na forma do artigo 512, 7o, 8o,
9 e 10.
2. Das que gozam de isenco do direitos de j
consumo, c de expediente.
3. Das que nos vapores da real companhi
bn'tanic), ou seraelhantes, forera transportadas
para os portos do Rio da Prata, e em quaesquer
outros, na forma que o governo julgar conve-
niente.
4. Dos efTeitos importados por conta do
governo dos estados limilrophes, ou de quaes-
quer ouiros p.nzKs eslrangeiros.
Ar). 614. Os prazos, para a apresentaqo dos
documentos, que justiquem o destino das mer-
cadorias reexportadas, sero regulados, conforme
a simarao do porto de sua sahida, e destino,, do
modo seguiute, contados da data do seu cfTecti-
vo embarque, a saber :
l. De quiltro a oito mezes, de quaesquer
portos do Imperio para os que demorara ao sul
do Brasil, e quem do Cabo de Horn, ou as cos-
tas da frica Oocidental, e igualmente para os
Minados nasGoyanas franceza.ingleza, e hollan-
deza.
2." De dous a quatro mezes, dos portos do
Imperio situados ao norte do Cabo de S. Roque,
para os da America Septentrional.
3. De dezeseis a vinte mezes, dos portos
lo Imperio que demoram no sul do cabo de S.
Roque para os da America Septentrional.
4." De vinte a vinte e quatro mezes, de
quaesquer portos do Imperio para os da Europa,
ou frica Occidental, e igualmente para os da
Amenca Meridional, nao mencionados no 1.
deste artigo.
5." De trinla triota e seus mezes, de quaes
quer portos du Imperio para os da Asia o da Oce-
ania, e igualmente para os da frica nao especifi-
cados nos antecedentes.
para qualquer ponto interior, ou exterior, ou pa-
ra qualquer deslino. (I)ec n. 2,352 de 5 de leve-
reiro de 1859, e n. 2,486 de 29 de selembro de
1859).
Secro 2."
Do despacho das mercadorias de transito.
Art. 622. As mercadorias desuadas a portos
oslrangeiros, que transitaren) pelo Imperio, nao
sao sujeitas a direilo algum de transito, e no seu
despacho se observaro as regras estabelecidas
para o das reexportadas.
Art. 623. Sero reputadas mercadorias de
transito :
1. As que como taes forem mencionadas nos
manifcslos das embarcacoes que as transporia-
lera.
2." As perlencenies as embarces quo de-
rem entrada por franqua, ou como taes reputa-
das na forma do cap. 4." do til. 4.
3." As perlencenles s embarcacoes arriba-
das, condemnadas, ou naufragadas, que nao se
dirigirem a qualquer .orto do Imperio.
Arl. 624. Nos. cosos de tiansilo de mercado-
rias pelos ros, e aguas interiores do Imperio,
ou pelo seu territorio, nos termos o condicoes
das convencoes celebradas, ou de regulameu-
los especiaes, ser exigida a cauco de que tra-
a o art. 611 3., n se observaro as disposi-
cfies da secr.o 1.a deste capitulo que Ihe sao re-
lativas, salvas todava quaesquer estipulaces de
tratados celebrados com os estados limilrophes.
CAPITULO 5.
DOS DIREITOS DE EXPEUIENTE.
Art. 625. Sao sujeitos a direitos de expedi-
ente :
1." As morcadorias importadas de portos es-
lrangeiros, seja qual fr a sua origem, a que fr
concedido despacho livre, Do estando compre-
didas as disposices dos 1., 2. 3.. 4.. 5.,
6., 7., 8.. 9.. 10. 12, 13. 14. 15, 16, 17. 19,
22, 23. 21, 25, 26, 27, 28, 29, e 33 do arl. 512.
2. As que, depois de despachadas para con-
sumo forem transportadas dos portos habilitados
de urna para os de oulra provincia do Imperio,
e as que forem arrematadas por consumo na for-
ma do art 305.
3. Todos os gneros e objectos de produc-
to e manufactura nacional transportados de
portos de tima para outras de diiTerenles provin-
cias, com as seguintes exceptes :
1.a Gado e aves de qualquer especie.
i: Eructas, legumes, farinceos e cereaes de
qualquer qualidade.
3." Carne verde, cu secca, de qualquer modo
preparada, ou em conserva, toucinho e gordu-
ras.
4.a Peixo fresco, secco, ou qualquer modo pre-
I parado, ou em conserva.
5.a Sol commum.
% 4. Os gneros e manufacturas a que se
se refere o art. 512 25, 26 o 27 quo trans-
portaren] de uns para outros portos do Imperio,
os qifaes sero considerados como nacionaes, sal-
va a disposico do art 514.
5 Quaesquer gneros isentos destes direitos
em vrtude de lei, ou contracto.
6." Quaesquer gneros transportados de uns
para outros portos do Imperio, por conla da ad-
minisiraco geral, ou provincial.
Art. 626. Os direitos de expedientes sero co-
brados ;
1. Na razao de 1 yi % do valor que as merca-
duras, a que se referem os 1 e 2. do artigo
antecedente, liverem na tarifa em vigor, e no
caso de sua omisso, ou de testarem sujeitas a
direitos ad valorem pelo que constar do sua
factura, observadas as regras marcadas na sec-
Qo 1.a do capitulo 3. do presente titulo.
2. Na de } %, conforme a avaliaco da pau-
ta semanal a que se refere o ort. 638. os gene-
ros e objectos de prodcelo, ou manufactura na-
cional de que tratam os 3. e 4. do mesmo
arl 625 ; observando-se a disposico do art. 640
sobre os que nao liverem sido centemplados na
mesma paula.
Art. 627. Alm dao mercadorias mencionadas
no art. 625, cobror-se-ba direitos de )i \ de
expediente das exceptuadas pelo 3. do mesmo
artigo, quando a beneficio ou a requerimento das
partes descarregarem para depsitos da altando-
gas, e nellcs se conservaren).
Arl. 628. Nos despachos dos gneros e mer-
cadorias sujeitos a direitos de expediento se ob-
servaro as mesmas regras que para os despa-
chos para comsurao foram fixadas no captulos '
3. do presento titulo, com as seguintes aliera- '
coes. .
$ 1. Os gneros nacionaes podero ser des-
pactados a bordo, ou sobre agua, dispensando-se
na conferencia dos que nao se podem confundir
com os de origera estrangeira minuciosos exa-
mes.
2. As mercadorias estrangeiras, j despa-
chadas para consumo, devero ser acompanha-
das de guia aulhenticada pela competente repar-
ti o fiscal do porto da sua procedencia.
3. A conferencia das mercadorias de que
trata o paragrapho 2o ser igual que so requer
neste regulamenlo para as mercadorias importa-
das directamente de portos eslrangeiros. Asdif-
ferericas para mais, que se verificaren), daro lu-
gar cobranca dos direilos de consumo, excepto
quando evidentemente se reconhecer por qual-
quer plausivel razo a ausencia de fraude.
4. A nota para despacho do gneros que
gozara de isenco de direitos de consumo sor
apresentada em triplicado; devendo urna das
vas ser immediata e officialmenle remeltida
directora geral das rendas publicas na corte, o
s thesourarias de fazenda as provincias.
Art. 629. A falla da guia que exige o paragra-
pho 2 do artigo antecedente dar lugar per-
cepco de direitos de consumo, como se a mer-
cadoria fosse directamente importada de porto
eslrangeiro.,
nico. expedifo desla guia no porto do
embarque da mercadoria proceder : 1, seu des-
pacho nos mesmos termos, o condicoes que se
requerem para o despacho do exportaco de g-
neros livres de direitos ; 2, conferencia dos vo-
lumes, independente de sua abertura, no acto do
seu embarque. Conferidos os volumes, e estando
de conformidade com a uota, o cenferente, de-
pois de lanzar a verDa da conferencia no fim da
mesma nota, cancellar todas as folhas desla de
alto a baixo, e riscar os claros de modo que de-
pois nada se possa acrescentar. Se a nota nao
estiver conforme, ser a parte obrigada a refor-
ma-la. Caneada a verba da conferencia, sero as
notas apresenladas competente seceo para se-
rem conferidas em lempo opportuno com o ma-
nifest da embarcaco que as tem de transpor-
tar; e estando em termos, o chefe da secgo as
rubricar, trancar todas as suas folhas, assigna-
r, e depois lancar a data de seu exame. Urna
das notas ser aunexa ao manifest, e a oulra,
depois de fechada e sellada, ser entregue ao
despachante, cora direcgo ao chefe da reparti-
rlo fiscal do porto do deslino da mercadoria ; ti-
cando a lerceira archivada.
Art. 630. As mercadorias estrangeiras que es-
liverem anda na alfandega, ou em algum depo-
sito, ou trapiche alfandegado, e se despacharem
para cousumo, para d'ahi sahirem por mar para
bordo do barco que as tenha de levar para al-
gum porto do imperio, sero sujeitas s mesmas
conferencias e fiscalisaco que as sahidas para
consumo do lugar onde estiver a alfandega, de-
clarndole de mais na verba da conferencia o
deslino que vo ter
Art. 631. Quando por algum accidente se des-
encominhe a carta de guia, poder esla ser sup-
prida por urna segunda via, exlrahida da rela^o
que ficar na alfandega, ou mesa de rendas, a
qual ser entregue parte em caita fechada co-
mo a primeira ; mas se esta antes da sua chega-
da quizer despachar a mercadoria, pagar os di-
reitos de consumo, os quaes sero restituidos se
dentro do seis mezes, contados do dia do despa-
ndic,
creto.
As provises
surtos nos portos
2. Os object
nao comprchendidos
tecedente, ainda q
estrangeira, j despachada para consumo, nao I qualidade, ou finalmente ura genero diverso e
sao isentas de direitos de exportarlo. \ de mair valor, do que coslumam acondicionar-se
3. No caso do duvida do genero ou merca- em taes volumes, ou do que aecusar a nota, des-
doria em despacho ser de origem estrangeira, e pacho, ou guia, dar parto iramedialamente ao
de, como tal, j haver salUfeito os direitos de inspector, ou ao administrador, que mandar
consumo, sao devidos os direitos de exporta- averiguar a fraude, procedendo nos termos de
Cao- ; apprehenso do volume, e condemnando afinal o
Art. 636. O governo poder, quando julgar! defraudador na sua perda em favor do apprehen-
conveniente, sujeitar ao pagamento dos direitos sor, e multa equivalente a dous lergos do seu
de exporlagoos gneros e mercadorias de que valor (arts. 256 o 257).
trata o ort 635 paragrapho 1", ns. 6 e 7. 8. Se o genero despachado em urna seraa-
Art. 637. Os direilos de exportaco sero arre- j na vier ponte na seguinte, quando tenha aug-
cadados na razo de 5 por cento, em vrtude da mentado o seu prego na paula, os conferenes
nico. Alera do abatimenlo portara, nenhuru
outro se poder conceder, sob qualquer pretexto,
nos direitos de exportaco.
CAPITULO 7.
DAS PATENTES DOS DESPACHANTES E SEOS AIL-
DANTES.
Art. 618. as alfandegas, e mesas de rendas
nicamente podero agenciar negocios por conta
do ouliem :
1. Os correctores de navios, legtimamente
provisionados, noque fr relativo ao desemba-
razo e despacho das embarcagoes, e s funeges
""ms """ue j por ceuio, em viriuue ua uieumuu u seu prego na pouia, os con erenes marc adas noln arl os ss o A so a i
le n. 1.040 de 14 de setembro de 1859, art. 9. ; nao o daro por desembarazado para o embarque t,T 806 de 26 de' iulA 1851 "gulameu-
% 13, polo valor que a mercadoria tiver na pauta sena pagar os direitos relativos ao augmento. S Os cajxeiroade casas commercioes mi
go
mercio, com tanto que tenham registrado o titu-
lo de sua nomeaco, e sejam afiancados na 1-
1. bruto, ou lapidados, | ex^ortar^ra Sf6ra ^'^0^%" afpefo- W*'' ^ re"das ^ ca'sa c~
Excepluam-so as mercadorias enumeradas nos
seguintes, cuja exportago ca sujeila a direi-
tos especiaes:
rer antes do embarque a resltuico dos direitos
relativos differenga do prego da paula.
na razo de 1/2 por cento (lei n. 396 de 2 de se- j mazem, ou pela ponte ou lugar de embarque
terebro de 1816, art. 13.) para este fim destinado, e nessa occasio sero
2. Os rnetaes preciosos em p, pinha, bar- tornadas a rol, por um conferente, ou outro
ra, ou em obras, excepto o ouro em barra, na qualquer empregado, as marcas e quantidades
razao de 2 por cento (le de 22 do outubro de dos volumes, alim dse confrontaren) diaria-
1836, arl. 22, e lei n. 544 de 28 de outubro de menle cora o embarque que constar dos despa-
1848. art. 9, 14.) i chos, e com os gneros que aconleca iicarera por
3 O ouro em barra na razo de 1 por cento embarcar na ponte, ou praia ; considerando-se
(citada le n. 514 de 28 de outubro do 1848, art.: como estraviados aos direitos os que de outro
9, 14.) | algum ponto, ou praia se dirigirem s erabarca-
4. O po-brasil na razo de 15 por cento coes que esliverem carga com destino para
(le n. 1,010 de 14 de setembro de 1859, art. 9o, fra do imperio.
9 12.) j 10 Aquelles gneros, porm, que existirem
5. A plvora nacional na razo de 2 por em entrepostos, depsitos, trapiches e ariiiaz.ms
cento (lei de22 de outubro de 1836, art. 22 j alandegados, como assucar, couros e madeiras,
Secrao 2.a | sero embarcados desses pontos, acompanhados
Da pauta semanal. do competente despacho, ou guia de lalo, de-
Arl. 638. A pauta semanal ser organisada por pois de devidamenle conferidos; mas, se lie-
dous conferenes da escolha do chote da repart- rem de embarcar em outro qualquer ponto, nao
cao, no fim de cada semana. iro para a embarcago do .eu deslino sem pas-
1." Os conferenes nomeados, depois de pro- sarem pela ponte, ou lugar desuado para o
cedorem s necessarias diligencias para verifica- embarque, para ah setem examinados e confe-
cao dos pregos correntes obtidos no mercado du-1 ridos, sem desembarcarem do saveiro. ou lan-
rante a semana, e de ouvirem a junta dos corree-1 cha, serapro que fr possivel, indo a bordo o
lores, as commisses das pragas, onde nao hou- conferento acompanhado de ura guarda fazer a
ver corretores, e quaesquer outros peritos e pes- sua conferencia, viudo at a ponte, ou lugar que
soas de r.onceito, na falla de corretores e da com- fr marcado para esse fim acompaohados da
misso da praca, fornmo a pauta de todos os competente guia. As guias sero rubricadus pe-
generosde produego, ou manufactura nacional,: lo respectivo chefe da repanigo, e nellas se de-
quer de importago, ou exportago, e a apresen- clararlo as horas em que devem lar vigor ( que
taro (art. 161) em duplicado ao inspector, ou sero as que rasoavelmentc forem bastautes para
administrador para que este faca as correccoes chegareni ao seu destino).
que forem precisas, e depois de assigna-la a i Se os gneros forem encontrados fra dessas
mande publicar pelos peridicos de maior circu- ; horas, ou dirigindo-se para outro lugar que nao
iaco, ou poredilaes.se os nao houver; remet-seja o marcado para a conferencia, caso se possa
lendo urna das vias ao ministro da [aseada na suepeitar que vo extraviados, sero como lies
corte, e ao inspector da respectiva thesouraria ; appreljeodidos, e as embarcagoes que os condu-
nas provincias, zirem.
2. Quando as parles julgarem lesivas as' 11. Nao ser permittido embarcarem para cx-
avaliages da pauta, o npresentaro ao chefe da porlajo, nem sero conferidos, netn embarcados
reparligo, e, nao sendo por esle atteodidas, po- caixas e fechos de assucar que nao liverem mar-
dero recorrer para o ministro da fazonda na oa de fogo do engenho, e do peso e taras, e, ua
corle, e para as thesourarias as provincias. Se falta da do engenho, a do dono, ou consignatario,
a deciso Ihes fr favoravel, lhes ser restituido que ficar responsavel pelas fraudes que nellas
o que demais houverem pago. O recurso ser i apparegam.
nlerposto dentro do prazo de Ires dias uteis de-
pois da sua publicago.
3. O empregado da alfandega, ou mesa de
12. Os gneros que entrarem no armazem, ou
ponte, ou lugares destinados para embarque se-
ro imprelerivelmente despachados e embarcados
rendas, que julgar lesivas as avaliages contra a no mesmo dia da entrada, prorogando-se o expe-
fazenda nacional, o representar ao respectivo diente at que se conclua este servico.
inspector, ou administrador; e da sua deciso j 13 Se ao inspector da alfandega, ou adrai-
nesle caso, sendo desfavoravel aos interesses da nislrador da mesa de rendas constar por denun-
fazenda nacional haver recurso ex-oficio para'cia.ou outro qualquer meio, que a bordo de al-
o ministro da fazenda na corle, ou para o inspec-lguma embarcaco existen) gneros que nao te-
tor da respectiva thesouraria as provincias.
Art. 639. O pregos da pauta semanal sero de-
n ha o sido competentemente despachados, man-
dar verilica-lo por erapregados de sua confian-
cho, apresenlar a referida segunda via ; pagan-
do, porm, neste caso
diente.
mais 1 1/2 0/0 do expe-
terminodos em geral pelo termo medio que obli- ga, o, achando-os, proceder sua appiehenso
ver no mercado cada urna das qualidades dos ge- na forma do lit. 8o cap 2.
eros nacionaes, ou artigos de exportago, ou de j 14. Se, depois de feilo o despacho para um
impoilaco, com as seguintes excepges : I porto e navio, o dono quizer mudar o destino do
1. O caf ser qualificado em duas qualida- i genero para outro porto, o insoector da alfande-
des smente ; a saber : bora, e escolha ou resto- ga. ou o administrador da mesa de rendas o per-
illo, i intuir, mandando por uo despacho e livro de re-
2. O assucar nao refinado em duas qualida- i celia as uolas compelejtfcs, por elle e pelo con-
des : brtnco, o mascavo. ferente assignadas; tomando as cautelas conve-
3." O fumo em duas quadades: bom e resto- ] 'lenles pararse evitaren) fraudes e descaminhos,
lho, sem deslincgo dos lugares de sua produc- i e (azoado cobrar ordireilos do augmento de pre-
go. go que o genero rrverJfdo at o dia do embarque
para o navio que o trver de conduzir.
Art. 643. Os productos destinados a gabinetes
de historia natural, collegidos e arranjados no
Art. 632. A roupa e movis de uso dos passa-
goiros de uns para oulros portos do imperio, in-
clusive os objectos de ouro e prata j usados, nao
precisam ir acompanhados de corta de guia, nem
sao sujeitos ao pagamento do expediente ; e bas-
tar que na sua sahida e entrada dos ditos por-
tos so observe o disposto nos artigos do regula-
menlo do respectivo porto.
Arl. 613. As mercadorias estrangeiras trans-
portadas de uns para outros portos da mesma
provincia ficam sujeitas, onde houver alfandega,
ou mesa de rendas, ao mesmo despacho e for-
malidades exigidas pelo arl. 628, 3, embora
nao estejam sujeitas a direitos de expediente.
Art. 634 No despacho das mercadorias e ob-
jectos, quo gozarem de isenco do direitos de
consumo e expediente, observ"ar-se-ho as mes-
mas regras especiaes do despacho das que sao
sujeitas a taes direitos: dispensada todava a
conferencia das que pertencerem a agentes di-
plomticos eslrangeiros.
CAPITULO VI.
DOS DIREITOS DE EXPORTACO.
Seceo 1.a
Dos gneros e objectos IbjeitOS a direitos de ex-
portago, e da razo em que estes devem ser
calculados.
Art. 635. Sao sujeitos a direilos de exportaco
todos os gneros e mercadorias que de porlos'do
imperio se exportaren) para mercado, ou paiz
estrangeiro-
I." Exceptuam-se:
1." Os de qualquer origem ou precedencia,
que, em conformidade da legislago em vigor, j
liverem pago direilos do consumo.
2. Os gneros o efeitos do uso e consumo dos
agentes diplomticos, que se ausentarem do im-
perio, na forma da segunda parte do art. 8o do
decreto n. 2,022 de 11 de novembro do 1857,
precedendo ordem do ministro da fazenda.
3." Os gneros e mercadorias que se exporta-
rem por conta do governo geral.
4 Os productos das fabricas de tecidos deal-
godo estabelecidas, ou que se estabelecerem no
imperio, pelo lempo de dez annos que Ihe foi
concedido pelo decreto n. 386 de 8 de agosto de
1846, e regulamenlo n 494 de 13 de Janeiro de
1849, na forma e condicoes por esle prescriplas.
5." A moeda de ouro e prata.
6. Os gneros de produecn e manufactura
nacional, exportados pelas fronteiras terrestres,
ou pelos ros ou aguas das provincias do Ama-
zonas, Para e Matto-Grosso, pars o territorio dos
estados limitrophes.
7. Os gneros de produego e manufactura
nico. Para os gneros que no mercado li-
verem mais quadades do que as da pauta.se
lomar o prego medio das quadades anlogas,
v. g.: para o caf bom se lomar o prego medio
de todas as quadades superiores; para o assu-
car se tomar o termo medio das diversas qua-
dades do branco, excluido o refinado, e do mas-
cavo, excluida a rapadura.
Art. 640. Quando entrar a despacho qualquer
genero, ou mercadoria que nao tenha avalfago
na pauta, cobrar-se-ho os direitos pelo valor
que fr arbitrado, no forma do cap. 3o, secgo
10a deste Ululo.
Art. 641. As disposices dos arts. anteciden-
les comprchendem a "exportaco dos metaes e
pedras preciosas.
Seceo 3.a
Do processo do despacho de exporta-
co, conferencia e embarque dos gneros e
mercadorias.
Arl. 612. Ficam extensivas ao despacho de ex-
portago as disposiges do presente regulamenlo.
cial a que pertencerem, e se circumscrevara aos,
negocios especiaes autorisados e marcados pela
mesma casa, no respectivo termo da flanea, e
mencionados no seu titulo.
3." Os despachantes prvidos na forma do
presente regulamenlo, qualquer que seja a natu-
reza do negocio, durante o prazo da duraco de
seus litlos.
4." Os ajudantes dos despachantes, devida-
mente afiancados por esles, em tolo e qualquer
servigo para que forera especialmente autorisa-
dos no termo da Banca, excepto assignatura de
olas, goufereucia de mercadorias, recibos ou
quitaguas.
Arl. 619. Ninguem poder ser Horneado des-
pachante sem que prove :
1. Ser cidaJo brasileiro.
2. Ter mais de 21 annos de idade.
3. Estar livre de pena ou culpa.
4. Estar devidamenle alancado, na forma do
artigo 651.
Art. 650. Nao sero admitlidos a agenciar ne-
gocios ua alfandega, ou mesa de rendas, sob
qualquer pretexto, ainda a ttulo de caixeiro de
casa commercial:
1." Os fallidos, cuja fallencia liver sido qua-
lilicado de fraoulento.
2. Os que em qualquer lempo liverem sido
convencidos tm crime de contrabaudo, roubo,
furto, eslelor.alo, ou moeda falsa.
3, Os que por fraude liverem sido despedi-
dos da alfandega, ou mesa de rendas, ou a quera
fr prohibida h entrada nos respectivos edificios,
durante o lempo da interdiego.
Arl. 651. O Ululo do ajudanle de despachante
ser conferido a requerimento do despachante,
provando este que u individuo, cuja nomeago
solicita, cidado brasileiro, esl livre de pena
e culpa, e nao se acha compreheodido as dispo-
sices do arligo antecedente.
Art. 652. O titulo de caixeiro despachante
ser conferido a requerimento da competente
casa commerc;al. que o sollicilar, independente
de quaesquer outras formalidades, ou requesi-
los. que nao fjrem os exigidos pelos artigos 619.
3e4. e6O.
Arl. 653 Os ttulos dos despachantes sero
sujeitos ao imposto aunual do paiente, de 100JJ
para os da alfandega do Rio de Janeiro, de5a
para os da Bahia, p. rnombuco, Maranho, Para
e S. Pedro, de zoftOOO para os das mais alfande-
gas, pagos por trimestres.
nico. Cada despachante poder ter de um
at cinco ajudantes.
Art. 651. As (langas de que tratam os artigos
antecedentes sero prestadas peraute o inspector
da alfandega, ou administrador da mesa de ren-
das, em livro proprio, e renovadas annualmente.
Nos termos se obrigaro osamos, ou fiadoies a
responder poi todos e quaesquer actos que os
seus caixeiros, ou afiancados coromelterem no
exercicio de suas funeges, ou dentro da alfande-
ga, ou mesa de rendas, ou em lugares sujeilos .
sua fiscalisago, e por quaesquer prejuizos ou
dainos por elles causados fazenda publica, ou
a terceiro ; sujeitando-se ao mesmo passo a to-
das as disposices das leis fiscaes relativas s
tiangas
Arl. 6')5. Pelo titulo
chante so arrecadar 50 | dos direitos
imperio por projessojps para esse fim expressa-
raente coramissionados por governos, ou acade-
mias estrangeiras, ou devidamenle acreditados
pelos respectivos agentes diplomticos, ou con-
sulares, iiactonaes ou eslrangeiros se despacha-
ram sem se abrirem os volumes em quo estive-
rera acondicionados, bastando a declaracao jura-
da do naturalista, e se cobraro os direilos pelo
valor que se lhes der, vista das relages em
duplcala que delles deve o mesmo apresenlar.
nico. Esta disposigo fleo extensiva aos vo-
lumes de que trata o arl. 635 Io, ns. 2 e 3.
Art. 6-14. No despacho dos gneros eslrangei-
ros navegados por cabotogeni se seguir o dispos-
lo as secges 6a, 7a, 12a, 13a e 14a do cap. 3 do
presente titulo.
A.t. 745. Os donos das embarcacoes empega-
das no commmercio de cabotagem se obrigaro
por termo a p'ovar no porto de sua sahida, den-
relativas ao despacho das mercadons estrangeiras : Iro de um prazo rasoavel, que lhes fr marcado.
sujeitos a direitos de consumo, com as seguintes
mod i ti cagues :
1 A nota, alm das declarages e formali-
dades exigidas pelo art. 541, deve'r conter as do
porto do destino da mercadorias, da embarcago
que a deve conduzir, e lugar de embarque.
2. Estando em termos a nola, o chefe da
repartigo, depois de lancar no altodella dala
da sua apresentago, e de"rubricar este assento,
a remetter secgo de contabilidade para pelo
seu cnniedo proceder ao calculo dos direitos.
3. Feito o calculo de que (rata o 2o, na
forma da seceo 12a do cap. 3 do til. 5o, pro-
ceder-se-ha na forma da secgo 13a do mesmo
capitulo.
4. Concluido e pogo o despacho, proceder-
se-ha sua conferencia na forma da secgo 14a
do citado capitulo 3, a qual ser feita n lugar
do embarque do genero ou mercadoria, por um
conferente, ou empregado da escolha do chefe
da repartigo, que ochando tudo conforme o des-
pacho, lngara neste a verba da conferencia, de-
clarando os objectos conferidos e embarcados
em cada embarcaco, saveiro, ou lancha. Igual
verba lngara na guia de embarque, com a quo!
seguir a mercadoria para a embarcaco a que
destinado.
5 As guias depois de conferidas com os
despachos sero chancelladas e emmassadas com
o respectivo livro de lalao donde forem extrahi-
das. e com o livro dos direilos, poodo-se um
poni, ou outro sigual margem da partida cor-
respondente, e guardadas para serem encarde-
nadas. A segunda via dos despaehos ser chan-
cellados com dous riscos de alio abaixo, e entre-
gue parte cora esta verba : Pagou os direilos
e embarco os gneros. O conferente F... ( o
ou na sua volla ao mesmo porto, anda quando
nao se tenha terminado o referido prazo, o des-
tino dos gneros naciouaes que tiver embarcado
para portos do imperio, sob pena de se haverem
os direilos de exportaco, que deverem, como se
seguissein para portos'eslrangeiros.
Art. 646. No processo de despacho dos dia-
mantes se observaro as seguintes disposiges:
1." Toda a pessoa que. quizer exportar dia-
mantes brutos para fra do imperio os apresen-
tar na alfandega, ou mesa de rendas, acompa-
nhados de urna nota, como as estabelecidas para
o despacho dos outros gneros, em quo so decla-
re o peso total dos mesmos diamantes em oita-
vas e graos.
2. O inspector, ou o administrador mandar
por um conferente pezar, em sua presenca e do
apresentante, o volume que conliver os diaman-
tes, sem se abrir: cachando que, feilo um des-
como rasoavel pela tara dello, o peso orear polo
aecusado na nota, mandar lacrar o volume pelo
lugar da abertura, com o sello das armas irnpe-
riaes, em quo ficar preza urna tira de papel que
servir de despacho, na qual estar escripto pelo
conferente :Pagou meio por ceoto de exporta-
go de......oitavastanto.Alfandega (ou mesa
de rendas) de........tanto de tal mez e anno.
Rubricas do inspector, ou administrador, e do
conferente.
3." Se ao inspector, ou administrador p'are-
cer que o peso diminuto, for reformar a nota,
e, convindo o apresentante, se far o despacho ;
alias se abrir o volume, e se pesaro os dia-
mantes o qu com tudo se evitar quanto fr
possivel, desaltendendo-se poquenas difieren-
gas.
4.* Por cada oitava de peso dos diamantes se
de ajudante de despa-
dos direitos a que sao
sujeitos os des despachantes.
Arl. 636. Os despachantes tero escriplura-
go regular o mpa dos uegocios a seu cargo,
emlivros sellados e proprios, que sero abertos
e rubricados pelo empregado que o inspector,
ou administrador designar; e sero outrosim
obrigados a apreseuta-los quando o chefo da re-
partigo o exigir.
Art. 657. O chefe da repartigo designar no
edificio da alfandega, ou mesa "de rendas lugar
apropriado para reunio e irabalho dos despa-
chantes, e providenciar sobre a respectiva po-
lica ; sendo lornecidos pelos mesmos despachan-
tes os movis e mais objectos necessarios sua
accommodaco e Irabalho.
Art. 658. O chefe da repartigo poder sus-
poDder temporariamente do exercicio qualiuec
despachante, ou cassar-lhe definitivamente o
titulo, c prohibir-lue a entrada da reparligo,
nos casos de fraude, ou quando fr conveniente
boa ordem e polica da mesma reparligo.
An. 659. As pessoas que se apresentaiem i
despachar, ou agenciar na alfandega, on mesa
de rendas negocios alheios, sem titulo, ou ltcen-
ga concedida na forma regulada pela prsenle
seceo, pagaro pela primeira vez, de multa,
urna quanlia equivalente aietade dos direilos
da patente de despachante ; pela segunda, o d-
bro de sua imporlancia ; pela lerceira o triplo, e
assim progressivamente, podendo ser-lhe veda-
da a entrada da repartigo, o lugares sujeitos
su3 fiscalisaco.
as mesmas penas incorrero os caixeiros des
pachantes, e ajudantes dos despachantes que
ultrapassarem as suas respectivas attribuiges.
Arl. 660. Os caixeiros despachantes, ou a,u-
dantes dos despachantes, que, para illudix as
disposiges dos artigos antecedentes, se apre-
sentarem munidos de coohecimento de carga,
que lhes tenha sido transferida, verificada sua
m f, sero multados na forma do artigo an-
tecedente.
Ari. 661. No caso de verificar-se que um aju-
dante de despachante, com assignatura e aulo-
risaco do despachante, agencia por sua conta e
responsabilidad' negocios de outrem, Ihe ser
imposta a mesma mulla, e oulra igual ao despa-
chante que houver dado seu assentimonto ou
autorisago.
Arl: 662. Na falta do inmediato pagamento
destas multas, observar-so-ha o disposto no Cap.
3 do Tit. 8.
CAPITULO VIII.
DA ANCORAUE.
Art. 663. Ao imposto de ancoragem ficam su-
jeitas todas as embarcacoes procedentes do por-
tos eslrangeiros, que por qualquer motivo de rem,
entrada m portos do imperio,
Exceptuam-se :
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J%7
DIARIO DE PERSAMBUCO. SEXTA FE1RA 23 DE NOVEMBRO DE 1860.
I." As embarcages e transportes de guerra,
nacionaes ou eslrangeiros.
2. As embarcages arribadas por motivo de
orga maior, justificada na forma du cap. 2." do
til. 4., que nao carregarem oo descarregarem
parte ou toda a sua carga para commercio, ou
que so descarregarem o que for suidamente ne-
cessario para cum seu predocto se proverem do
vveres e sobresalentes, ou focerem tace s des-
pias do concert, ou reparos de que precisa -
rem.
Ji 3. As que dentro de um seno tiverem sa-
eilo por duas ve es o imposto de ancoragem
por ioleiro.
4. As que, ten Jo entrado em lastro, sahirem
do mesnio modo.
J 5. As que sahirem com carga de algum
porto do imperio, e, por torga maior, tocarem ou
entrarem em outro, nao rerebendo carga ou
dcscarregando, excepto a .que for necessa-
ria para com seu producto proverem-se do vi-
veres.
6. Os paquetes de vapor que Gzerem o ser-
vido da correspondencia entre o imperio e a
Cra-Bretachii, na forma dos contratos ou con-
venges que forem celebradas em virtude do de-
creto n. 591 de 13 doselembro de 1850. e pelo
modo noile marcado.
Art. 664. Este imposto ser cobrado na razio
de 300 ris por cada tonelada de arqueacio, era
geral de todas as embarcages nao exceptuadas
pelo artigo antecedente, qualquer que seja o
lempo de sua demora ou estada no porto em que
liver dado entrada.
1." Torio todava direilo a um abatimcnlo
na razo de 50 por cento da importancia desle
imposto:
1." As embarcages que entrarem em lastro e
sahirem com carga, e, vice-versa, as quo eotra-
r*m com carga e sahirem em lastro.
2. As que entrarem por franqua, conforme as
declarages de seus mauifestos, descarregarem a
autorisagao, por despacho da autoridade civil do
mesmo lugar.
Art. 677. A autoridade civil a que se reque-
rer a autorisagao para a vonda soraenle a con-
ceder em alguns dos dous seguintes casos : 1.
de se lhe ap-eseutar prucurago, ou ordem do
proprietario, com poderes especiaes e do tal sor-
le auiheniicada, que nao admita duvda ; Xo. de
tero capilao ou comniandanle justificado parante
ella, plena e concludenleniente, a iunavegabili-
dade da embarcago que intentar vender.
Arl. 678 A aulonsacaodo cnsul, ou o des-
pacho da autoridade civil para se poder cflectuar
a veudn, ser apresentada na repartigo fiscal
em que so dever (azer o pagamento dos respec-
tivos direilos, o qualse averbir no mesmo pa-
pel da autorisagao, ou despacho ; e sem que se
aprsenle a escriptura da compra com o preen-
chimenlo de todas as referidas formalidades, se
nao poder a embarcago matricular como na-
cional, quando o comprador fdr brasileiro, nem
se admittir a despacho desahija em nouie do
novo comprador, se fr eslrangeiro.
Art. 679. Nenhum labellio lavrar escripura
do contracto de compra e venda de embarcages
estrangeiras sem a precedencia das formalida'des
requeridas pelos arligos antecedentes, sob pena
de urna mulla do IOOjUOJ al 3000000, alm de
quaesquer outras em que liver incurrido, na for-
ma da legislago em vigor.
nico. Na transferencia de embarcago es-
traugeira que passar a propriedade nacional, que
se effoctiiar em paiz eslrangeiro, observar-se-ha
o disposto no artigo 672.
Secco 3.
Da mesma data




at um anno. i liper eento. um ovo delegado.para o termo do Bonito des-
15raezes. 2 por cento. aa comarca cesaaro sem duvida os conflictos
18 2 4j8 porcenlo. entre as autoridades policiaea do mesmo, ori-
* o ?'-* -waHesdo faxio-de suspenso de inspectores de
2 annos. 3 1|2 jr lo. quartmee.. penada pelo subdelegado o nao
Por todo o lempo ex- -approvada peto delegado, sobre que represen-
cedenle a.......... 2 annos. 4 por cento. tou Vmc. em officio de 5 de oulubre ultimo aue
1. JUceptuam-oe deaU rtgra as podras e lenho aaafan retpondido. **"""" ummo' 1ue
metas preciosos em bruto, barra, p ou pinha, Dito ao juiz municipal de Ingazeira.Ficando
proparados em obra ou om meeda, cuja armaze- imanado da materia do oilcio que Mrac me di-
DIARIO DE PERNAMBUCO
nagein, vencidos es primeiros doze das, ccola-
dos da dala de aua descarga, que se concederlo
livres, ser cobrada na razio de 1 por cunto do
eu valor por cada mez de estada
2." As mercaderas dobJeclos que gozara de
fran iuia de direilos, que nao estiverera corapre-
hendidos as disposigesdo art 691, osquaesfl-
carao sujeilos armazenagem desde a data de
sua descarga ou depesito
3. A armazenagem das raercadorias re-
colhidas em eolrepostos pblicos ser regu-
lada por tabella especial, na forma do artigo
276.
4. A arraazeoagem da plvora; armamento o
raunigesde guerra ser cobrada na razo de 1
1(2 por cento da importancia dos direilos, por
cada mez de estada, desde o momento de sua en -
Irada at dous anuos, e por lodo o lempo
que exceder desle prazo na razo de i por
cento.
Art. 693. Do carregamento, sobresalentes e
objoctos perlencenlcs ao campamento o servigo
dos navios arribados ser cobrara a armazena-
gem na razo de 80 ris por tonelada d'agua,
conlaudo-se desde odiaemque principiar a des-
Disposiges communs aos impostos sobre a trans- carga para os depsitos da alandega ou mesa de
lacgo do dominio das embarcages nacionaes
vendidas, e estrangeiras quo passam a nacio-
naes.
Art. 68". No caso de permutta, o imposto re-
cahir sobre prego de cada urna embarcago
em separado.
- que
rigi eorl do correte, tenho a responder-lhe:
quanto s providencias que solicita para manter
V?0 d*-e aesse termo, que em data de
tfeljdo corrate exped as que jalguei conve-
nientes, o que constara do officio junto por co-
pia e quanto aos concertos de que necessita a
respectiva eadeia, que sero eitos opporluna-
menle, logo que o permillr o estado dos cofres
proyiuciaes.
Dito ao delegado de Ingazeira.Peto offieio
junio por copia, que om data de 17 do crreme
dirig ao delegado nomeado para o termo de Cim-
bres, cora a qual respondo ao de Vmc. do Io do
crrente, ficar cerlo da providencia que lomei
relativamente ao augmento do destacamento
illa pora manter nella a tranquillidade
Ao Lxbtral Pernambucano de 21 do corrente
merecemos algumas palavras com relago ao que
deixmos escripto po Diario de 19, sobre o 10
do artigo 11 da lei do ortomento geral. Suas pa-
lavras, porm, assentam n'um fundo to baco,
lera tanta opacidado que nao podem luzir o que
aspira o Liberal Pernambucano no empenho que
ostenta, slo insultar nos espiritos essa oppres-
sao, que simula provir do referido paragrapho
para a classe dos operarios e dos artistas.
A tenacidade ah desenvolvida com um tal in-
tuito seria digna de urna melhor causa, e que 80 ,r dllTeronCa comprova a oxis
nSo nolablisasso por tendeueas subversivas da lelligenoia especial, que alludim
ordem publica : a acquisico da aura popular tem i e 1ue,naf deTe 80r superior lei e boa razo.
m*;a rapinn* An mmL f.ii a. I Informam-nos que alguem
ou nao restituir o excesso de conlribuigo que
foi pago por um mero capricho e intelligencia
forjada d'aquclle administrador?
Que respoodam os eutendidos.
No entonto para notar, que essa intelligencia
nunca entendesse a proporgo senao para mais :
por quanto, para ser coherente cora os principios'
que lhe a.'isignsva. assim como exiga 29560 pelo
sello de um Diario, porque consiava de oito fo-
Ihas de pr pelcommum ou almasso, devia serne-
Ihantemonte fazer a diminuigo, quando o papel
fosse de um oitavo de almajo, reduzindo por-
tento a tata 40 ts. I
Esta diferenra comprova a existencia dessa in-
os mais cima.
meios praticos mais racionaos, do que fallar s
paixes, estimula-las, e procurar por lodosos
meios enlreter este estado.
Ferido na ponto capital dos seus argumentos,
tem apparecido
pelo balrro do Recife indagar dos fundn dos
commerciBntes d'alli, pretexto de ser essa in-
dagaco para a collecta do imposto estabelecido
por ter-lhe sdo demonstrada a exclus' dos ope- no 10 do at'- }} .da !' de 27 de setembro ultimo,
r. -j. .-i.... .,,.. ; que vem substituir aquelle do alvar de 1812.
ranos e dos artistas da incidencia do imposto,
anda recorre para o raeiode extrema-Ios das ar-
tes c dos ofllcios, que alias esto sugeilos, diz
elle, tanto laxa lixa como variavel. Esta in-
Ora, teodo este imposto de assenlar em um
regulamento, que tem de substituir ao anterior,
e que ainda nao foi publicado, como que appa-
quella providencia, se nao faca absolutamente
necessaria essa forga.
Dito ao director do arsenal de guerra.A'vis-
ta do que Vmc. informou em seu odicio de 16
do corrente, o auloriso a mandar concertar, rae-
reudas, at o em que eOeclivamente for conclu- dianle indemnisagao. os instruraentos d
da. A armazenagem, porm, correspondente aos
das do descarga e reembarque lera o abatimento
de 50 por cento.
Arl. 694. Da dala do pagamento do pespacho
at a sabida da mercadura, caso esta se demore
Arl. 681. A embarcago nacional, ou eslrangei- nos arraazens, ou depsitos por mero toletease,
negligencia, oo culpa do seu dono, ou consigna-
tario, ou de seu preposto, a armazenagem ser
cobrada na razo de 4 %, calculados sobre a m-
port:incia dos direilos respectivos ; se a demora,
fr alm de 8 dias. pelo lempo quo esta durar.
No caso, porm, de ser a demora, a juizo do
respectivo ctete da repartigo, ou de falla ou
negligencia dos empregados, ou independemos
de faci, ou vonlade do despachante, nao lera
parte da carga destinada para o corto de sua en-
trada, e seguirem com o restante para porto es- ra, ou seu casco, condemnada por iooavegavel,
trangero, ou a baldearem para outra embar- ou reputada como inulilisada, o vendida com to-
caco, se nao receberem outra carg, ou das as snas periengas, ou sem ellas, por junio ou
se.' no caso previsto de baldeaco, sahirem em ; em lotes, anda que seja para ser desmanchada,
lastro. I est sujeita ao imposto de que tralam as secges
3." As que. tendo entrado era lastro, tomarem precedentes,
carga em differenles portos. nico. As embarcaces estrangeiras em
2. Conceder-se-ha igualmente embarca- iguaes circunstancias unicamento Qcaro sujei-
go que transportar colonos para algum porto do tas a direilos de consumo quando antes de sua ,
imperio, um abatimento na razo de duas tone- venda forem eTeclvamente desmanchadas, c as \ lugar cobranca algumas de armazenagem i
ladas e meia por cada colono. : suas parles, pertengas.ou material vendido por pondente ao" lempo da demora.
3. Para que possa ser concedido o abat- juuto, ou em lotes. Art. 695. Os gneros ou mercadorias estrao-
mento de quo trata o 2. mister : l. que os! CAPITULO X. geiros despachados a bordo, ou sobre agua, que.
colonos se destiera, ou venham residir no im- DOS emolumentos. i a requerimenlo da parte, e por consenlimento do
perio ; 2.. que a embarcago traga pelo menos | Art. 682. as alfandegas, e mesas e rendas se chote da repartigo, teverem de transitar, ou sa-
ura numeio de colonos equivalente a quatro co- observar, na parle que fr applicavel, a tabella hir pelos armazenes, depsitos, ou portas das al-
inos por cada cem toneladas, nao se contndolos emolumentos que reger na secretaria de e- faudegas, ou mesas de rendas) e ahi se demora-
jamis como colonos os passageros da cmara, | lado dos negocios da fazenda, em lodos os actos, rem por mais de tres dias, pa'garo, como mol-
n os que forem admitldos mesa do capito, '
os negociantes e individuos que por sua proQs-
so, ou por outra alguma raio especial e co-
nhecida nao venham estabelecer sua residen-
cia no imperio, ou nao se possam deslinar co-
rtmisaco.
4." No numero marcado nos 2. o 3. n. 2,
sero contados na razo do um colono dous ou
mais individuos menores do oilo, e maiores de
um anno.
Art. 665. 0 imposto de ancoragem das em-
barcages que entrarem por franqua ou por es-
Corao conceller que estes enlrem na excepgo,
e trazer ainda para balha urna insinuago to
transparente, que nao pode deixar de ser aquila-
tada por malvola, alienta a respectiva inlempes-
tividade ?
A lei exclue as-nequenas industrias e profis-
soes, o aviso considera implcitos nesta excluso
os artistas e os operarios, e ainda quer-se sophis-
mar um tal disposto, cuja clareza fere ao enlen-
dimento anda mais acanhado I
Alm dislo, esto fra da comprehenso do ira- I
posto aquelles que, por circunstancias iguaes,
_a msica
do t balalho de infamara. Communicou-se
ao commandaule das armas.
Dito ao coramandante da ilha de Fernando.
Respondo ao seu oflico n. 73 de 16 do corren-
te declarando que nao tendo sido autorisada a
acquisigo da mobilia que Vmc. mandou para o
luarlel desse commando nao pode ser approva- i gozara da isenga consagrada no regulamento nu"-
a respectiva despeza. mero 361 de 15 de juoho de 184, como o decla-
iloApprovou a deliberago que lomou o ; ra o citado aviso de 15 de outubro prximo passa-
conselho adminisliativo para fornecimenlo do do; ora, o 4o do artigo 3" desle regulamento
arsenal de guerra de contratar com n empresa isenta do imposto as oficinas e as casas de offi-
do Diario de Pernambuco a publicago de seus cios, logo cerlo que, ainda por este lado, nao |
aununcios, pelas rases expendidas em seu oflicio 'em cabimento a discrimtoago que faz o Liberal i
i de hunlem datado, sob n. 72, que lenho assim i Pernambucano de artistas e operarios, de artes el
respondido, | olRcios, para o facto da aitingenca do imposlo !
Dito ao director das obras publicas.Tendo era s artes e aosolficios, ao passo que sao delle exi-
allengo o estado defflcientc, em que se acham j raidos os artistas e os operarios,
os cofres proviuciaes, cojas rendas uio chegam I A distinego nao deixa do ler o seu tanto de
para satisfazer as suas mais urgentes desposas, melaphysici nesse separar a materia da forma ;
recommeudo a Vmc. que faga parar toda e qual-. mas couhecido como est o fim disto, nao faz irn-
quer obra, que estoja sendo executada por adrai- '
la, a armazenagem na razo de 4
midade com o artigo antecedente.
[Conlinuar-se-ha.
de coufor-
cala. para receberem ordens, ou esproilarcm o
mercado, nao carregando, ou descarregando g-
neros ou mercadorias do ommercio, ser co-
termos, contratos, litlos, ccrlidoes e mais pa-
pis que se processarem ou expedirem pelas dif-
ferenles secges e mais estacos fiscaes que lhes
pertencerero ou forem subordinadas.
g 1. Do feilio de ca la titulo de despachante,
ajudanio de despachante e de caixeiros despa-
chante, levar-so-ha uuicaracnte 4g.
2 Quando as parles pedirem cerlido que se
tenlia de extrahir, ou para a qual se Icnha do
consultar mais de um livro ou documento, le- n,n Uo 'l"c "eno para esta provincia na
var-se-ha busca por lodos os livrosou docuraeu- m'dadedas ord-ns imponaos o restante d
tos distinctos, embora a cerlido haja sido pedida c,""-lllo da 2o balalho de infantaria, que anda
seraelhanto negocio, que depende de um regula-
mento posterior ?
Parecendo que nislo anda um Qm reservado,
conveniente queso indague quera seja esse indi-
viduo e com que ordem procede ao langamento,
afim de que ao meos se lhe d alguma graiifi-
cago pelo servigo, que vai prestando.
Seria de conveniencia que o Sr. subdelega-
do da fregueza do Recife, interviesse na venda
do peixe, que os attravessadores compram aos
pescadores para revender populaco por precos
mais altos, com detrimento d'ella."
Com slo nao queremos que se exclua s con-
currencia, mas queremos que se venda aos cou-
suminidores directamente, era proveilo desles.
Nos das 19 c 20 lizeram actos tinte e seis
estudanles, e o resultado da votaco foi o se-
guintc :
No Io annoi approvados plenamente.
No 2o anuo4 approvados plenamente.
No 3o anno approvados plenamente, 1 sim-
plicitor e 1 reprovado.
No 4o anno 8 approvados plenamente.
Do 5o anno4 approvados plenamente.
Foram recolhidos casa de detoncio no dia
21 do crreme 7 homens, sendo I livre e 6 es-
cravos, saber : 5 ordem do subdelogado do
Governo da provincia.
Expediente do dia 20 de novembro de 1860.
Ofli 10 ao Exm. presidente das Alagas.So-
icito de V. Exc. a Pxpedigo do suas ordens. a
no mesmo requerimenlo. i e*'*te icssa provincia, e pode ser transportado
3. Nao se passar cerlido em requerimenlo {J"a "'I11' yapor Persinuaga, que hoja larga
^ue nao esleja dalado c assignado pela parle ; o d''fl, l"'rl0.-
brado ua razio de 30 ris por tonelada, por cada 'toando esta, depois a cerlido como o requer- Dttoao Exm. commandanlu superior da guar-
dia de pstada ou de demora. ; monto que a pedir, directora do contencioso |tia nacional do Recite. Sirva-se V. Exc. de ex-
Arl. 666. Da embarcago que sshir com toda a na corle, e s thesourarias as provincias, para
carga com que liver dado entrada por inteiro ou ; por intermedio do juizo dos feilos da fazenda c-
cora parte dola, e a oulra parte de geoeros ou \ bra-la oxecutivaraenle.
mercadorias que houvcr recebiio sob qoalquer Art. 683. Os emolumentos por actos praticados
ttulo, se cobrar o imposlo de ancoragem por. pelas alfuiidegas, ou mesas de rendas ; uos pon-
. w- -. ----------- .~.. uu., ( .,,
tos, ou distnctos onde nao houver capito do por- Lec1."8'
lo, ou seu delegado, sero cobrados na forma da
tabella annexa ao regulamento n. 447 de 19 de
maio de 1816, o faro parle da receila do oslado.
CAPITULO XI.
DAS MULTAS.
Arl. 68. As alfandegas o mesas de rendas
compete a arrecodaco das mullas impostas por
pedir soas ordens para que urna guarda de hon-
ra de alguns dos corpos da guarda nacional des-
le municipio esleja postada era frente da igreja
de N. S. do Livramento as 9 horas da manha de
2 do correte, para assislir ali fesla de Santa
inteiro.
Arl. 667. Era nenhum caso se poder harer da
mesma embarcago por rada viagera, a titulo de
ancoragem, maior importancia do que a marcada
pelo artigo 664.
Art. 663. As embarcages das nages que car-
regaren] sobre os navios brasileiros ancoragem :
ou quaesquer direilos de porlo maiores do que
pagam os seus prnprios navios, Dcara sojeilas nos infraccao do presente, e dos regula
portos do imperio a mais um ter.,0 aa ancora- co
Rem cima eslabelecida, e o governo poder ain-
da elevar este imposto quando o accrescimo re-
ferido nao parega sutficiente para conlrabalangar
a dilTeronga imposta para lacs nages sobre os
navios brasileiros.
Arl. 6C9. Em lodos os casos em que na co-
branga dos direilos de ancoragem se suscitaren) [juuicauos dous tergos da resp
quesles sobre o que seja lastro e sua qulidade, S 3. So houver denunciante, observar-se-ha o
cbservar-se-ha o disposlo no artigo 405, 1." ] disposlo no artigo 758.
e 2." ] Art. 6S3. Alm das multas de que Iraia^) ni t.
Art G70. A arqueagao das embarcages para fiSi, arrecadar-se-ha na alandega e mesa de
o calculo do imposto de ancoragem, ser fela rendas: Io, as que forem impostas em virtude
nque Gibson para o rebaixamento das comportas
da ponte do Varadouro em Olinda.
ilo ao mesmo.Respondo o seu ollicio de
17 do correte, sob n. 305, decUranlo que,
quando esliver concluido o porto, encommen-
dado a C. Slarr & C, para o collegio dos edu-
caudos na provincia do Cear, de Vmc. parle a
,'pnnfrtr- i ?la l,residencia para eniaoser paga a importan-
do-la-! Cla d0 reftr',l porto.
Dito a cmara municipal do Recite.Em vista
I do que me representou o provedor da sania
casa de Misericor lia, em odicio de 16 do cor-
i rente, recommeudo cmara municipal do Re-
cife, que mande proceder a demoligao da casa
u. 16 da ra do Codorniz desla cidade, que est
; bstanle arruinada, e que podo dessbar, visto
como tem de retirar-so as escoras, que a segurs-
, va, por causaren! dainno casa n. 1 da travessa
da Madre de Dos, porleticente ao patrimonio
, d'a'iuelia irraandade, sobre a qual se apoiavam,
I conforme aulorisei nesta daU ao respectivo pro-
lim < o delermiua, tragando as condices excep-
luaveis
A paixio sempre foi m conselheira, e o espi-
rito de partido nunca pode proceder urna ana-
lyse imparcial.
A negocio cathogoiica do Liberal Pernambu-
cano acerca de bases para a excluso, urna pro-
va mui significativa de que nada quer ver em
sentido favoravel aquelles quetn combate a lo-
do o transe.
Com elfeilo, querem que um artigo de lei, que
nao regolamemar, determine caso por caso da
exjepgo ou excluso, quando esta aclia-se em
trese nclle eslabelecido, quando alm disto o
aviso de 15 de outubro anda mais aprelixou
exemplifleativa ou alias taxativamente, de cerlo
novo e nao pede deixar de refertr-se urn sen ti-
men to baldo dejustica, que mais se releva nestas
palavras do artigo do Liberal Pernambucano :
Se despelto de opinies emiltidas no parla-
mento, sea despeto de avsase circulares, o mi-
nisterio obra o contrario do que seus raembros
tem alFirmado nos discursos e nos avisos e circu-
lares, que crdito se pode dar urna asserco
sera carcter algum otlieial?
Ora, em presenea disto, o que pode resollar da
polo slereomelra, ou seus ajudantos, as repir- do regulamento approvndo pelo decreto n. 2.168 se S- com commandanle superior da mes-
' do Io de mato de 1858 ; 2o o producto das mullas :- f1,1 K"arda nacional scmelhantu respeito.Of-
que forem impostas por iofraccio do regulamen- | Bclou-se ao commandanle superior sobre este
lo n. 417 de 19 de maiodeiSO, nos portos onde i oujocto.
lices em que os houver, ou por outro qualquer du
empregado que tenha as necessarias habilitares
ou pratica desle servigo.
O pro0OS8O de arqueagao ser marcado em ins-
trueges especiaes do ministro da fazenda ; e.m-
quaulo, poim, eslas nao forem publicadas ob-
servar-se-ho as disposigoes do artigo 47 do re-
gulamento de 26 de margo de 1833, einstruecos
de 15 dejulhodel839.
CAPITULO IX.
l'OS D1NMT0S I>E TRANSLigO DO DOMINIO DAS EM-
BAHCAC.ES NAC10NVKS, DAS ESTltANElllAS (JUE
PASSAH \ NACIONAES.
Seccio 1 .a
Da meia siza da venda de embarcaces.
Arl. 671. De toda a transferencia de"dominio
de embarcago, qualquer que soja a sua angn),
Dito ao commandanle das armas. Com as in- iv,r'
clusas copias das informaces dadas pelo director a0S aenlcs da companhia brasiloira de
do arsenal de gueira c c'otiselho administrativo ,ue,tiS "."P^-Constando-me do oIRcio do
respondo ao ollicio de V. S. de 13 do corrent' *ix,tl- Ipresiaeute du l'ar que viera no vapor
sob n. 1208, cobrindo outro do director do hoso- L'JaPock- coa} destino a esta provincia, duas,
lal militar representando sobro a m aualidade cauas Mnlcndo objectos de historia natural, re- i argumentano, quando sempre osla se desvia e
dalia, com quo foram chcios os colches torne-. Amazo,,as Pr Brunel. das transtorna da ordem natural da questio por
quaes so urna foi aqui rect-bida, informem Vuics.! uml semelhanle forma, que nao ha resposla
dar ?
Mas o Liberal Pernambucano parece contradi-
torio com sigo mesmo, som duvida pelo habito de
s-io com lodos. Assigna aquelle carcter ao
ministerio, e todava quera que a carta do mi-
nistro, cojo trecho publicamos, cousiguasse um
compromisso para com o p3iz Que effeilos pra-
ticos loria este, quando parlia de homens to
carregadamente piiUdos?
O Systoma de i>PP0Sc,i "d hominem, que se
matiifesla sob as feicoesde um conteslavel sceptl-
cismo individual ; o systema de reconhecer que
o regulamento pie muilo melhorar os efeitus
licando obrigado a exhibir o seu titulo no praso praticos da conlribuicao, mas doscrer ao mesmo
de dous mozes contados de hoje. Esla ser apre- [ lempo delle por ser formulado pelo actual gibi-
-. ."cgao
do orncial a quem por lei competir o commaudo,
marche para a fenle da igreja do Espirito Santo
no dia 25 do corrente, as duas horas da larde, a
fim de acompauhar a procissio de Corpus Chrisli
que tem de sabir da niosma egreja, enien tendo-
Qo houver capito do porto, ou seu delegado.
Dito ao mesmo. Queira V. S. mandar retirar
go, arrecadar-se-ha o imposto do 5 qIO sobre o
prego da compra e venda.
S nico. Excepluam-se as transferencias : Io,
das canoas, jangadas e barcos de pescara, em
quanto applicados a este emprego ; 2o, dos es-
calores a nutras embarcaces liudas, que forem
importadas do eslrangeiro, ou que, perleneendu
a embarcages estrangeiras, forem por qualquer
motivo desligadas do seu servigo, e tiverem qual-
quer oulra applirago, as quaes, na forma do
art. 511, 6, Qcam sojeilas a direilos de im-
porlagio ; 3". das embarcages sabidas do esla-
leiro, que anda nao tiverem feito vi.ig.-m (art. 9
da lei n. 386 de 6 de selembro de 1650) ; 4o, das
embarcaces compradas por conla c para servico
do estado.
Art. 672. Quando a embarcago nacional fr
vendida em paiz ostrangeiio, a meia ziza ser
paga ao agente consular brasileiro ahi residente,
e remeliida por elle ao lliesouro nacional.
as alfandegas e mesas de rendas haver todo
O cuidado em examinar se a embarcago mudou
de proprietario, o foi ou nio paga a" meia siza
cm paiz eslrangeiro, para que no caso de o ter
sido, o participe logo ao thesouro nacional ; e,
no caso contrario, nao se lhe dar desembaraco
e passaporte sem que o satisfaga.
Arl. 673. S.io millos todos os contratos de
translago do dominio de embarcages, so nio
constar dos escriptos ou escripturas o respec-
tivo pagamento do imposto de que traa o pre-
sente capitulo. (\lv. de 20 de outubro de 1812
8 4.)
Os tabel lies que enlervierera em lies con-
tratos incorrerao as penas do 8 do alvar de
3 de junho de 1809, e as partos contratantes as
do art. 12 da lei n. 939 de -26 de setembro de
1857.
Secco 2.4
Do imposto de 15 |0 das embarcages estrangei-
ras que pissam a nacionaes.
Art. 674. f)a embarcago olrangeira que pas-
sar a nacional se arrecadar o imposto de 15 fj'O
sobre seu valor declarado pelas parles, ou arbi-
trado, quando fr visivelmenle lesiva a decla-
racio, na conformidade do disposlo Das secces
10* e# 11a do capitulo 2o, titulo 5o deste regula-
mento,
8 nico. Excepluam-se os casos: Io. de bar-
cas de vapor destinadas para o servico das cora-
panhias de navegago autorisadas por lei, anda
que as ditas barras sejam construidas em paiz
estraugeiro, e venham para o imperio com tripo-
lagao e bondeira estrangeira (art. 27 da lei n.
243 de 30 de novembro de 1841) ; 2o, de quaes-
quer embarcages por conta e para o servigo do
. Estado.
Art. 675. Nenhuma venda de embarcago es-
trangeira poder ser eita nos portos do imperio,
pelo capito ou commandanle della, ou por ou-
tra qualquer pessoa de sua tripolacao, por passa-
geiro, ou por outro algum individuo nacional, ou
eslrangeiro, sem conhecimenlo e autorisagao ex-
pressa c por escriplo do cnsul da respectiva
naco, vice-consul ou agente consular que resi-
dir no lugar.
Art. 676. S no lugar era que se pretender
azera venda nao houver cnsul, vice-consul, ou
agenlt consular, ella se Dio poder efle;!uar sem
._ apre
sentada as repartiges competentes'
Dita.O presidente da provincia, allendendo
ao quo representou o administrador do correio
em oflicio de 16 do corrente, resolve nomear
a Jos do Vascuucellos. para exercer interina-
mente as funegss de agente do mar da mesma
repartigo, percebendo os vencimentos que por
lei lhe corapotireru, a contar do dia 10 desle
mez em que entrou om exercicio. l'izeram-se
as eommunicages do costume.
Dita.O presidente da provincia, lendo era
vista o que requercu o chefe de sergo da the-
souraria de fazenda, Francisco Jos Martina Pea-
nal e bem assim a informagao do respectivo ins-
pector de 17-do corrente, sob n. 1192, resolveu
conceder-lhe tres mezes de licenga com venci-
mentos liara tratar de sua sade.
Expediente do secretario do gorerno.
Oflicio ao Dr. Francisco Domingues da Silva.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia manda
Dilo ao mesmo.Mande V. S. receber do com- \ declarar a V. S., em resposla ao seu oflicio de 19
mandante da estagio, para lerem o conveniente do corrente, que tica iuleirado de ler V. S. ua
escollarera. sio solidariamente deslino, os presos mencionados na relaco junta, mesma dala entrado no exercicio das funeges de
pelas mullas que lhes forem im- os quaes vieram no presidio de Fernando no va j|li7-do direto da 2a vara desla capital. Fize-
v por Viamao.
nico. produelo das mullas impostas em i com '"g't'Ca a guarda que existe no predio onde
funccionava a extincla mesa do consulado.
Dito oo chefe de polica. Cora a inclusa copia
do officio do commandanle do presidio de Fer-
nando datado de 16 do crreme, transmiti a V.
S., para os flus couvciiiemes, o auto du vistoria A
que se procedeu no cadver do sentenciado de
Ijustga Joio Alvos Barbosa dos Passo, que fui
] assassinado no mesmo presidio pelo denome
! Claudino Jos da Silva, o qual dev ser entregue
a V. S. por parte do commandaule da estacau
i naval.
Remollo inclua a faca comjquc foi perpetrado o
virlude do citado decreto n. 2,168, do Io de maio
de 1853, ser recebido e escripturado coma em
deposito, para ter o deslino que lhe d o artigo
45 do leforido regulamento.
Arl. 680. Na liquidagao e cobranga das mullas
a cargo das alfandegas e mesas de rondas, e na
execogao das decises administrativas que as im
pozerem, observar sc-ito as disposicoes do cap-
3. do til. 8.
nico. As embaicagoese mercadorias que na
forma do artigo 429 estiverm bypolhecadas ao
nacionalulade.denominacio, loiago, ou empre-| seu pagamento o solugo, nao poderao obtor des- assassinato.OQiciou-se ao commandanlu da es-
embaraco e tersahida'seiu que este integralmen-
te se realise.
Art. 67. Em todos os casos de contrabando e
appreheuso, previstos ueste regulamento, os do-
nos das mercaderas, seus couduclores e pes-
soas que as escolta rom. sio
responsaveis
postas.
lacio naval para a entrega do sentenciado, e re-
meitou-se co, a da vistoria ao juiz municipal da
Ia vara.
o cidado Leonel Rapheel do Moraes e Silva en-
tre quanto antes no exercio do emprego do es-1
crivo do hospital militar para o qual foi no-
meado interinamente corno cooslou de aviso da'
reparligao da guerra de 31 de outubro ultimo
i nele ; esse systema de opposigao que assim se
retrato al cora cyuismo, o&o pode plantar nos es-
piritos a couvicgo da veracidade de seus argu-
mentos, e menos de que nelles existam jusliga,
razio e imparcialidadc. .
O Liberal Pernambucano nio ha attendido se-
no aos estmulos do seu antagonismo ; fecha os
ouvidos svozes da razo, obscurece a jusliga, e a
imparcialidadc para si um myt'uo, e apezar de
ver ludo por um prisma divers, e sob laes ins-
prages oll'erecer suas aproprisQas ao paiz, com
ludo osle acha-se convicto do que importa aquel-
le trecho um compromisso efloctivo, pos queex-
primindo o pensameuto do governo imperial, ne-
nhuma antinomia offeroce com a lei que tem de
execular o mesmo governo, quem censura
phrenelicamenle sera um acto seu em que assen-
te a censura.
I Relaco que se refere o officio supra.
Manuel Pinbeiro Dantas. Regressou seu pedi-
dido por ler do responder a novo jury em
Garanhuns.
ram-se as precisas rommuoicaccs.
Dito ao hachare! Joo Gonzaga Bacellar. De
ordem do S. Exc, o Sr. presidente da provincia,
aecuso recebido o officio que V. S. lhe dirigi
om 12 do corrente, participando achar-se no
hender
1." O producto da importancia dos valores de
qualquer natureza, e letras era caugo de direi-
los de consumo nos despachos de reexportacio,
que forera vendidos ou apurados na forma do'ar-
ugo 616.
2."_ Quaesquer outros valores ou ttulos
caugio, cujo lempo ostiver vencido.
CAPITULO XIII.
n A ARMAZENAGEM.
Art. 691. Nenhum genero ou mercadoria en-
trado, recolhido ou depositado nos armazens
pertencentes s alfandegas ou mesas
em
Dito ao mesmo. Respondo ao officio que V.
S. me dirigi em 17 do rorrelo, sob n. 1136, de-
! ciarando-lhe que os 30 sentenciados menc'ona-
i dos na relago que veto annexa ao mesmo, so-
guiram para o presidio de Fernando acompanha-
; dos todos das respectivas guias.
Dito ao inspector da thesouraria do fazenda.
Resiitiiindo a V. S competentemente processado
o pret junto em duplicaU que acnmpanhou o
seu officio de 12 do corrente, sob n. 1170, rela-
tivamente ao pagamento da quantia de 8:888 rs.
proveniente de gralicacoos de engajados dos
de rendas, soldados do 8o batilhao de infamara Joo de
OU mantido o costeado por sua conta, e sob a sua i Souza Texeira e Jos Goncalves de Lima o auto-
administragao, qualquer que soja sua proceden- ; riso a mandar ellectuar es'se pagamento 'sob mi
ca, ou ongem, ser isento da armazenagem,
excepgo dos seguintes:
1." Os que gozara de franqua de direilos em
virtude do arl. 512, 7., 8." e 10.
2." OsimporlaJos por conla do governo, de
qualquer adminislraco geral ou provincial, pa-
ra servigo publico, eu por conla de cstabeleci-
menlos pblicos que gozarem de franqua de di-
reitos.
3. Os aporehenddos, no caso de ser adjudi-
cado aos apprchensores o seu producto.
at
nha rpsponsabilidadenos termos do art. S 12
do decreto de 7 de maio de 1842, se para ssa
despeza nao houver crdito.
Dito ao mesmo.Tendo por despacho de 17
do corrente concedido ao escrivo do arsenal de
guerra Manuel Polycarpo Morcira de Azevedo o
prazo de dous mezes improrogaves, acontar d-
quella data para apresenlaco do seu titulo;
assim o communico a V. S. "para seu conheci-
menlo.
guintes.
Art. 692. A armazenagem ser calculada e
cobrada sobre a importancia dos direilos de
consumo a que forem sujeilas as mercadorias
depositadas, observando-se as seguintes re-
gras :
1.a Conceder-se-ha : s mercadorias contem-
pladas na tabella n.7, trinta dias, e s demais,
sessenla de estada livre, contados da data da sua
descarga.
2.a Vencido o prazo de estada livre, e per-
raanecendo as mercadorias em deposito, a ar-
mazenagem sT calculada e cobrada por cada
mez, considerando-se vencido o mez no dia em
que elle principiar, at a dala do despacho do
modo seguate :
Da dala da descarga at 6 me-
zes na razao de.............. 1 por cento.
4 Os sobresalentes dos navios, at seis ta por copia, ministrada pelo inspector d'oarse-
mezes de estada ou de deposito, vencidos os nal de marinha em 17 do corrente, sob n. 472
quaes so observar o disposto nos arligos se- expega V. S. as suas ordens para que nessa the-
souraria seja arrecadada a quantia do 129^208
ris, em que importam seis chapas ou folhas
de ferro fornecidas por aquelle arsenal, em vir-
lude de ordem desta presidencia, a C. Starr &
C.Communicou-se ao supradilo arsenal
Dilo ao inspector da thesouraria provincial.__
Inteirado do conteudo do seu officio de honlem,
sob n. 532, tenho a dizer em resposla que deve
V. S. prefirir a todas e quaesquer despezss o
pagamento da alimeulago dos presos da casa
de detengo, e prets do corpo de polica.
Entretanto pode V. S. indicar algum meio
que lhe occorrer para altenuar as dilficuldades
em que se acha para accodir ao pagmtmlo de
dilTerentes despezas urgentes pela defiiciencia
Ide dioheiro no cofre dessa thesouraria.
Dito ao juiz de direilo do Bonito.Com a
providencia que ltimamente lomei de nomear
marca do Cabo, para qual fra nomeado pelo res-
pectivo juiz de direilo.
CAPITULO XII.
llS DEPSITOS VENT.lDdX OL' PKESCMFTOS.
Art. 688. Os depsitos c cauges feilos as al-
fandegas ou mesas de rendas que se vencerem ou
prescreverera faro parto da renda do Estado a Marlinho Gomes Meirclles. Requsilado pelo ercico do cargo de promotor publico da co-
cargo das mesmas reparlices. Pvm -n-;.H..i ai.~a--------------------.._ I man An r.im > /... m -_,-----_
Art. 689. Prescreve nolim de 5 annos, conta-
dos da dala da entrada nos cofres Na alfaodega
ou mesa de rendas, o producto em deposito das
arremalages ou vendas em leilo das mercado-
rias, que na forma do presente rogulamenlo fo- Candido Fio de Jess, dem,
rem por qualquer facto ou razflo poslas a Jos -Veira do Nasrinienlo, idem.
consumo, cu por outro qualquer titulo arrema- l-uiz da Rocha de Oliveira, idem.
tadas. Manuel Gomes do Rosario, idem.
Arl. 690. As disposigoes do artigo 688 compre- Thomaz do Aquino, dem.
Exm. presidente das Alagas para responder ao
jury.
Capilao Joaqum Gulert da Silva.Por ter cura-
prido a pena a quo foi eondemnado.
Antonio Joaquim Alvos, idem.
DESPACHOS DO DU 20 DE N0VEMBB0.
Requerimenlos.
3161 Antonio da Silva Mello. Informe o
Sr. director da colonia militar de Pmenleiras:
3162. C. Starr 4 C. Drija-se thesoura-
ria jle fazenda, quem se expede ordem no sen-
tido em que requerem.
3163. Francisco Jos Martins Peana. Pas-
so portara, conceden lo tres mezes de licenca
com vencimentos na forma da lei.
3164. Florcnga Joaquina do Espirito Sanio.
O filho da supplicanle nao tem isengo legal.
3165. Furtuuato Carduzo de Gouveia Em
vista da informagao nio ha que deferir.
3166. Francisco Egidio de Luna Freir.__
Passe portara, concedendo licenga por 40 das,
contados de 12 do correnle com ordenado -na
forma da lei.
3167. Guiraares & Azevedo- Selle os
documentos o volle.
3168. Jos Joaquim Pnho de Mello. Sen-
do a llia do supplicanle maior de 12 annos,
nao pode ter lugar o que requer.
3169. Jos Bernardino de Souza Peixe.
Indeferido cm vista da informagao.
3170. Jos Muoiz Texeira Guiraares.
o Sr. inspector da Ihesourara d6 fa- \ Informe
"S?-f ,5np^,Hu ,u- .v- I TnnJ"es, que,as marc'a^ o regumeio'de
3111. Joao Pedro de Magilhaes. Dirija se 10 dejulho de 1850, art. 67.
ao Sr. Dr. chefe de polica a quem nesta data se Empresenca desta soluco resalla o arbitrio
nrieiro de Albuquerque, sua senhora e 4 escravos,
Nicolao Eugenio de Albuquerque e 1 escravo.
Passag.'iro do brigue americano Amos W
Roberts, sabido para Ilampton Roads, pelo Rio
Grande do Narlo : Araerico Nolto de F. Mo-
raes.
Matadoui\o publico :
Malaram-se no da 2 do correnle para o con-
sumo desta cidade 62 rezos.
MonrvLiDADE do da 22 do coruiENTE :
Candido, pardo, escravo, 1 anno, convulses.
Luiz Francisco de Paula, prelo, casado, 58 an-
nos, coramogo cerebral.
Joaquina Mana da Conceico, parda, soileira, 80
anuos, velhice.
Josuna Marta da Trindade, branca, casada, 31
anuos, pstula maligna.
CHRONICiTjltlARIA.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM -li. DE NOVEM-
BRO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
t. A. DE SOUZA.
As 10 horas da manha, reunidos osSrs. depu-
tados Lomos, Basto, Silveira e Reg, o Sr. presi-
dente declarou aberta a sesso ; lendo sido lida
e approvada a acta da ulnma.
DESPACHOS.
Um requerimenlo de Biandera Brands& Com-
panhia, peduido por cerlido se est registrada a
aomeacao de seu caixeiro Francisco da Costa Ri-
beteo.Como requerem.
Ouiro de Carvalho, Nogueira CV Companhia, pe-
dindo o registro da escriptura de casamento entre
Jos Joaquim Carneiro Jnior e D. Slara da Glo-
ria Carneiro.Como requerem.
Outro de 51anoel lerreira Barbosa, pedindo o
registro da sua nomeago de caixeiro despachan-
te da casa de J. lvcllor & Companhia. Regis-
Ire-se.
Outro de Amorim & Irraos, pedindo o registro
da nomeago de seu caixeiro Manuel Marques de
Amorim. Regislre-se.
Outro do Joo Baptista Gongalvcs Bastos, pe-
dindo cerlido do contrato social de Ges & Bas-
tos.e-se.
Outro de Johnston Pater v Companhia, pedin-
do o registro das nomeages de seus caixeiros
Augusto Nuncs Machado e Joo Xavier e Silva.
Registrem-se.
Outro do Joaquim Vieira Coelho, pedindo o re-
gistro de urna prucurago que ajuuta. Regis-
lre-se.
Outro do Jos Francisco do Reg Mederos o
Mello, e Heorique Jos Ferreira, por si e como
procurador de Galdino Antonio Alves Ferreira,
replicando do despacho deste tribunal de 17 do
corrente.Regislre-se.
RESOLLCA.
O tribunal man tou allixar editaos paia a elei-
gio de dous depulados.
Resolveu tambem nomear a Frederco Lopes
Guimaries pura interprete do commercio.
Nada mais houve.
SESSAO JUDICIARIA EM 22 DE NOVEMBRO.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
SOUZA.
Secretario, Julio Guimares.
A meia hora depois do meio-da, o Sr. presi-
dente declarou aberta a sesso, achando-se pre-
an vimos nada por onde sejamos levado are- sentes os Srs.desembargadores Villares o Silva
ia"10' Guimares, e os senhores depulados Reg, Le-
mos. Basto e Silveira.
Foi lida e approvada a acta da sesso antece-
dente.
A decisio dos feilos abaixo designados ficou
adiada espera da presenga do Sr. deserabarga-
dor Gitirana.que nelles officiou como procurador
da cora, soberana e fazenda nacional, e offi-
ciou-se ao mesmo senhor para comparecer no
pnmeiro dia til.
Appellanie, Manoel Jos Leite, como leslamen-
teiro do finado Jos da Silva Pinto e outro ; ap-
pellado, JosNunes de Paula.
Appellanie, Manoel Jos Leite, como tcstamen-
tero do finado Jos da Silva Pinto e outro ; ap-
pellado, Lopes & Irmios.
PASSAGENS.
Appellantes, Braga o Antunes; appellado,
Henrique Gibson.
DoSr. desembargador Villares ao Sr. desomhar-
gador Silva Guimares.
A appellagito por embargos :
Appellantes, o presidente e directores da caixa
lilial do banco do Brasil nesta provincia ; appel-
lados, N. O. Beber 6i C. c J. Keller l C.
Do Sr. desembargador Silva Guimares ao Sr.
desembargador Villares.
Nao havendo nada raais a tralar, o Sr. presi-
dente encerrou a sessio.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Ainda nao gostou o Liberal Pernambucano do
que objeclmos respeito da transcriprao por
transcripeo ; mas perdoi-nos a liberdade do
persislirmos em nosso juizo j exposlo, porque
A ignorancia quo libcralroenie se nos d sobre
a materia, ou o follof nella como curandeiro ho-
moopalha em medicina, rom que se restringi a
doago primitiva, talvez soja a causa originaria
desse emperr de nossa parte.
Como quer que seja, ou isto seja categorismo,
ou ofl'enda essa importancia de que nos ochamos
compenetrado, o que corto que se houve al-
gum desvio no artigo do Jornal do Commercio,
nos seus quatro periodos precedentes i discussao
da queslo, o Diario do Rio seu turno lomou
a desforra com juros mui prximos usura.
Nio ha muto que censuramos ao adminis-
trador da recobedora de rendas geraes desti pro-
vincia pela abusiva exigencia de2g560 rs. de sel-
lo por um Diario, sob o cerebruio calculo de
160 rs. por cada meia folha de papel coramum
ou almasso. A jusliga com que procedemos nessa
censura, a iulelligcncia geuuna que ligamos
materia, e os motivos de justificago que enlo
expoudemos, acham-se hoje autorizados pela cir-
cular do ministerio da fazenda de 2> de agosto
ultimo, no qual foi declarado que, em conformi-
dade com a deciso do tribunal do thesouro de
23 do mesmo mes, estando limitado nicamente
a corle e provincia do Rio dt Janeiro o uso do
papel sellado, nao se deve sellar com mais de
lb rs. cada meia folha sugeita aquella verba
expedem as conveoienles ordens.
3172 Jos Januario Alves Ferreira. Sel-
lados os documentos que junla, volte.
3173. Joaquim Antonio Carneiro da Cunha.
Satisfaga o supplicaute o que oxige o Dr. pro-
motor fiscal no paroc-r mira.
3174. Dr. Joio Ferreira da Silva. Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
3175. Lourengo Jusliniano Nejy. Apre-
sente-se o supplicanle ao conselho administra-
tivo do patrimonio dos orphos.
3176. Miguel Pereira Giraldes- O suppli-
caute ser aproveilado no servigo interno da re-
partigo, como indica o chefe della na informa-
gao quo den Da forma do respectivo reguia-
mento.
3177. Manoel Francisco Colho. Informe
o Sr director da instruego publica.
3178. Manoel Albino Bizerra. Aprsente
o supplicanle o titulo original de aforameoto
feito a Lucas Lisboa.
3179 Manoel Joaquim de Figueiredo Sea-
bra.Passe portara, coueedendo dous mezes
de licenga nos termos da informagao da thesou-
raria d fazenda de 19 do correnle.
do referido administrador, arbitrio tanto mais
censuravel quanto refere-se urna materia que,
sendo essencalmoule odiosa, nao devoria ler sido
lao ampliada, e antes restringida cm sentido fa-
voravel aos conlribuntes ; mas esse Sr. admi-
nistrador tem sempre urna intelligencia especial
para semelhantes negocios, o d'ella resultam de-
cisoes que opprimem, como essa que nos refe-
rimos.
No sentido d'aquella circular, nao pode ser exi-
gido mais de 320 rs. pelo sel o -de um Diario,
que, embora dobrado em quatro, nao passa to-
dava de ser urna folha ; e assim ao referido ad-
ministrador cumpre nao contiouar de abuso om
abuso, exigindo raais do que deve, e fazendo ve-
xagos aos contribuiutes, queja vvem verdadei-
ramente opprimidos por aquelle Sr. administra-
dor, que sempre deseoohecendo o espirito da
nossa legslago fiscal, que em caso duvidoso fa-
vorece a parte, a esta pelo contrario nao porde
occasiflo de atropellar por meio dessas intolllgen-
cias cerebrinas, de que resulta como que um de-
seio de tornar-se o governo odioso para com a
populago.
A proposito, occorre-oos perguntar se deve-se
JURY 00 RECIFE.
5a SESSAO.
DA 21 DE NOVEMBRO DE 1869.
(Continuago.)
Presidencia do Sr. Dr. juiz de direito da pii uni-
r vara criminal Bernardo Machado da Costa
Doria.
Promotor publico, o Sr. Dr. F. Leopoldno de
Gusmo Lobo.
Escrivo, o Sr. Antonio Joaquim Pereira de
Oliveira.
O julgamentode Antonio Victor de S Barrclto
e seu cumplico Manoel Pereira Garcia, foi um
dos mais iraporlanles, que desde mullos annos se
debatem no tribunal do jury. E' esla urna causa
celebre, que muilos e grandes inleresses da
moralidade publica esto ligados.
Exordiando em seu caloroso discurso, o promo-
tor publico fez sentir a gravidade da queslo,
concluindo que a punigo de Antonio Victor era
um empenho pcranle a consci.-ncia publica. Re-
lendo urna ama as varias pegas de processo, o
aecusador deduzio lgicamente a materia da a'c-
cusagao. Tao alto elevou-se o ministerio puUic
que excodeu a expectativa.
Adefeza. cargo do dous distinctos oradores
iDrs. Apngioe Baptista) captou as sympatbias
i


DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FEIRA 23 DE NOVEMBRO DE (800.
(1)
D'esl'arle, rorreu o debate serapre animado e
luminosa. Pode-se dizer que, como questo fo-
rense, nao poli a causa Vctor ser discutida cora
mais dessombro e franquezas.
O libello accusatoeio, offerecido pelo ministo-
rio publico como a base da aecusaco, fra con-
cebido nos segantes termos, resumindo en syn-
thcse a materia dos autes.
Por libello crime accuaatorio, diz a jusliga pa-
ulina por seu promotor contra 09 reos prcxos ir-
totuo Vctor de S Barretto e Manoel Pereira Gar-
Provar, e consta da conflsso do reo Antonio
Vctor de S Barretto, fls. 61, que fra-lhe o
mandante do tir disparado por Manuel Justino
Aires na noite de 8 de fevereiro de 1859, e na
ra da Unio desta cidade, de cujo tiro resultou
a inorte de Joo Marinho de Soaza Leao Jnior,
e o ferimento grave vistoriado na pessoa de Joo
Francisco Xavier Paes Barretto, constante do au-
to fls. 6;
Plorar, que o reo Manoel Pereira Garca,
tendo sciencia do projecto criminoso que Manoel
Justino Alves resolver de atcordo com Antonio
Vctor de S Barretto, nao somonte acompanhou
por rezes aquello para a perpetrando do delicio
mas concorreu directamente para o fado crimi-
noso ;
Provar, que por este tacto, est o reo Anto-
nio Vctor de Si Barretto incurso Ino art. 192 do
cdigo criminal como rnandanto da mortedeJoo
Marinho de Souza Leo Jnior, e incubo no mes-
mo artigo combinado com o art. 31 do cdigo
criminal como mandante da tentativa' de motte
operada na pessoa de Joo Francisco Xavier Paes
Barretto, visto provar-se da conflsso de Antonio
Vctor que ao crime procedeu ajuste entre tres
individuos, circunstancia prevista no art. 16,
17, do cdigo criminal;
Provar, que o reo Manoel Pereira Garca in-
correu no art. 192 do cdigo criminal comocum-
p'ice da mort' de Joo Marinho de Souza Leo
Jnior, e no mesmo artigo combinado com o art.
3i comj cumplice da tentati/a de morto operada
em pessoa do Joo Francisco Xavier Paes Barret-
to, combinados os reforidos artigos com o art. 35
) mesmo coligo ; e mais
Porvar, que os reos coramelteram os crimes
' noite; e
Provar, quo os reos commetteratn os crimes
c j-ii premedilago :
Nestes termos:
Pede a jutiga publica por seu orgo que se
imponham aos reos as penas correspondentes no
grao mximo, visto seren aggravados os crimes
pelas circumstancias previstas uo art. 16 $}j 1 e 8
O promotor publico interino.F. L. deGusmo
Lobo.
Formulando os quesitos 3obro o libello aecusa- j
torio e as allegacoes produzidas pelo Dr. Paula !
Baptista, o Dr. juiz de direito os prope pela se-
guinte forma:
Ia parte da aecusaco.
Bo, Antonio Viclor.
1.Oreo Antonio Victor de S Borretto.no
da 8 de fevereiro de 1859 e na ra da Unio des-
ti cidade, nnndou dar um tiro na pessoa de Joo
l'iancisco Xavier Paes Brrelo, do qual Ihe re-
sulten o ferimento vistoriado no auto do corpo
do deudo?
2. O jury reconht } quo o reo corametteu es-
to delicio em defeza Ue sua familia?
3. O reo leve certeza do mal que se propoz
vitar?
4." O reo leve falta absoluta de outro moio mo-
nos prejudicial ?
5. Houve de pacte do to ou de sua familia
provocaco ou delicio quo occasionasse o con-
lliclo?
6. O reo commetleu este delicio com a cir-
cunstancia aggravanle de ser o (acto rcalisado
noite?
7. O reo commetleu o delicio com a circums-
'..iiicia aggravanle de premedilago, havendo de-
corrido entre o designio e a aeco mais de vale e
ju.ilro horas ?
8. O reo commetleu o delicio cora a crcums-
lancia aggravanle de haver precedido ajuste en-
tre dous ou mais individuos para o tiui de com-
metter-se o delicio?
9.* Exislem circumstancias altenuantcs a favor
do reo ?
2a parte daaecusagao.
Bo Antonio Viclor.
1. reo Antonio Viclor do S Barretlo, no dia
8 de fevereiro de 1859, mandou disparar um tiro
na ra da Unio desia cidade, com o qual foi mor-
to Joo Marinho de Souza Leo Jnior?
2." O reo commetleu este delicio com a cir-
cunstancia aggravanle de ser o fado realisado
noite ?
3. O reo commetleu este dolido com prerae-
dilaco, havendo decorrido mais de 24 horas
entre o designio a a aeco ?
4 O reo coinmelleu o deudo, "havendo-lhe
precedido ajuste entre dous ou mais individuos?
5." Exisiem circumstancias allenuanies favor
do reo?
31 paite da aecusaco.
Bo Manoel Garca.
1. O reo Manoel Pereira Garca concorreu di-
rectamente para que, 8 de fevereiro de 1859, se
desse um tiro na pessoa de Joo Francisco Xavier
Paes Barretto?
2." O reo commetleu este delicto com a cir-
cunstancia aggravante de ser o faci realisado
noite?
3. O reo commetleu o delicto com premedita-
cao, havendo decorrido entre o designio e a ae-
co mais de 24 horas?
4 Oreo commetleu o delicio, havendo-lhe
precedido ajuste entre dous ou mais individuos?
5. Existein circumstancias atteuuaules favor
do reo?
2o ponto da aecusaco.
Reo Manoel Garca.
1." O reo Manoel Pereira Garca concorreu di-
rectamente para que, a 8 de fevereiro de 1839, se
disparasse um tiro na ra da L'niaod'osla cidade,
com o qual ra morto Joo Marinho de Souza
Leo Jnior ?
2. O reo coraraelicu o delicto com a circuns-
tancia aggravanle de ser elle realisado noite?
3." O reo commetleu o delicto cora premedita-
cao, havendo decorrido mais de 2 horas entre o
designio e a aeco?
4." O reo commetleu o delicto com a circuns-
tancia aggravante de haver procedido ajuste en-
tre duus ou mais individuos?
5." Exislem circumslancias atlenuantes favor
do reo ?
Becolhendo-se a conselho salla das conferen-
cias s 9 horas da noite, volta sallado tribunal
depois de largo lempo, sendo tillas pelo presiden-
te do conselho as seguidles resposlas :
Ia parle da aecusago.
lio Vctor.
; Sim ; por unanimidade.
Salvador de Souza Braga.
Appellando para o superior tribunal di reltco
o Dr. juiz de direilo lavra a sentenga que publica
ao tribunal, absolrendo aos reos e condemnando
a municipalidnde as cusas.
Eram 11 horas da noite.
22
A's 10 horas ila manha, o escrivo procade
chamada e verifica-se eslarern presonles 45 ju-
rados :
O Dr juiz municipal da 2* vara, preparador
dos processos de jury aprsenla os seguintes pro-
cesses devidamente preparados:
Autoura a justica.
Bo, Marianno Antonio Barboza.
Autoura a justica.
Reo, Manoel Ignacio.
Autoura a juslga.
Reo, Manoel Severino Marques da Silva.
Autoura a justica.
Reo, Emili Iecby.
Autoura a juslica.
Reo Vicente Ferreira.
Autoura a justica.
Reo Antonio da Costa Mello.
Autoura a justiga.
Reo Luz Paulo Noblal.
Autora a justica.
Reo Luiz do Franca Reg.
Classillcados os processos por antiguidade de
pronuncias, e afQxada a lista porta do tribunal,
procede-se oo sorteio de conselho de sentenga
que tem do julgar ao reo Marianno Antonio Bar-
boza, pronunciado por crime do morle no art.
193 do cdigo criminal o no art. 193 combinado
com o artigo 34 por enmo de tentativa de morle.
O processo fra instaurado pelo juizo da sub-
delegada dos Afogado3.
Procedendo-se ao sorteio do conselho de sen-
tenca, sao recusados pelo ministerio publico os
Srs. jurados :
Apolinario Pereira Baduera.
Manoel Jos Lopes Braga.
Manoel do Almeida Nobre.
Symphronio Olimpio de Queiroga.
Antonio Pinto de Azevedo.
Jos Bernardino Pereira de Biilo.
Jos Ferreira da Penha.
Salvador do Souza Braga.
Jos Caalcanti de Albuquerque.
Amaro Soares Mariz.
Frederco Augusto de Lemos.
Dr. Luiz Rodrigues Villares.
Pelo advogado do reo, sao recusados os sonrie-
res :
Joaquim Galino Coelho.
Trujano Evaristo Castello-Branco.
Dr. Luiz Salazar Moscuzo da Veiga Pessoa.
Hermenegildo Ferreira de Lemos.
Corape-sc o consolho dos seguintes Srs. jui-
zes de fado :
Joaquim Jos Tarares.
Zopherino de Lima Cavalcanti.
Esievo Jorge Baptista.
Juvencio Athayde.
Emilio Xavier obreira de Mello.
Jos Bernardo de Souza.
Antonio Jos de Castro
Manoel Antonio Ribeiro.
Joaquim Pedro Brrelo do Mello Reg.
Jos Paulino da Silva.
Deferido ao conselho o juramentos dos Sanios
F.vangelhos, o juiz proceda ao interrogatorio do
reo.
Deferida a palavra ao ministerio publico, o Dr.
promotor publico faz o seu dever da aecusaco.
O advogado do reo produz a defeza.
Resumida com lucidez i materia da discusso o
Dr. juiz de direito prope ao jury de sentenga os
quesitos da le sobre os fados criminosos impu-
tados ao reo pela aecusago, e em vista das res-
poslas do jury publica a sentenga ao tribunal,
condemnando o reo soffrer a pena de ga s per-
petuas como incurso no grao mximo do art. 193
o a pena de 20 anuos de gales como incurso no
art. 193 combinado com o art. 34 do mesmo c-
digo.
O juiz intorpe a appellaco ex-oflicio da sen-
tenca que publica.
A's 3 e meia hora da tarde, levantada a ses-
so.
madeira arrendada por.......... 1419000
dem 7. O mesmo, casa terrea
de madeira arrendada por........ 1-20JOO0
dem 9. O mesmo, casa terrea
de madeira arrendada por....T... 120*000
dem 11.O mesmo, casa terrea
de madeira, arrendada por...... 120)000
Ra de S. Jos.
N. 14 Francisco Manoel da SiU-
va Tarares, casa terrea arrenda-
da por............................ 840O0
dem 28.Herdiros de Bento Fer-
nandes dos Passos, casa terrea
arrendada por.................... 168*000
dem 32.Flix Soares e Filippe
Nery, casa terrea arrendada por. 1203(000
dem 40.Hemeterto Mnciel da Sil-
va, casa terrea arrendada por.. 144JO0O
dem 42.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por...................... 144$O00
dem 44.O roosmo, casa terrea.
arrendada por.................... l 1*000
dem 46O mesmo, casa terrea ar-
rendada por...................... 1445000
dem 48. O mesmo, casa terrea
arrendada por.................... 1449000
dem 56. O mesmo, casa terrea
arrendada por.................... 300*000
dem 54.Amia Joaquina Carneiro
Machado Freir, casa terrea ar-
rendada por..................... 1925000
dem 62.Antonio Cliroaco Morei-
ra Temporal e outro, casa terrea
arrendada por.................... 144(000
dem 70.Antonio Hypolito Verbo-
sa, casa terrea arrendada por..... 180(000
dem 74.Padre Jeronymo Barrei-
ro Rangel, casa terrea arrendada
por............................... 240(000
dem 1.Guilherme Soares Bote-
llio, casa torrea com 1 quarto no
fundo, arrendado tudo por....... 300(000
dem 5Antonio Jos de Farias Li-
no, casa lerrea arrendada por... 240g000
dem 25. Antonio Mcreira liis,
casa terrea arrendada por........ 24O0OO
dem 33. Francisco Gongalves da
Bocha, casa lerrea arrendada por 216J000
dem 37.Mara Joaquina do Pa-
trocinio Dutra, casa terrea arren-
dada por........................ 240(100
dem 39.Herdiros do Jos Do
mingues Nery, casa terrea arren-
dada por.......................... 300(000
dem 47. Baro de" Cimbres, ca-
sa terrea arrendada por.......... 120$000
(Conlinuar-se-ha).
Birca americanaGrape Soht.farinha de trigo.
Barca inglaeaSex Wavetrilhos de ferro.
Brigue inglezLiliincarvo.
Sumaca brasilairnIfortancidiversos gneros.
Brigue ifiglW -Agriesbacalrfo.
Brigue htspanholVigilanteinho a frudas.
Becebeiloria de Beodas internas
Seraes de Pernnmbuco.
Kendimeniodo.dU.lt 2I>. 20:226*112
dem do dia 22....... 512(340;
rindes do Porio no brigue portuguez S. Manotl F,
entrado no correle me?,abandonados aos direilos
por Joo Aihanszio Bolelho, sendo a airemalaco
livre de direilos ao arrematante.
Alfandega de Pernambuco, 22 de novembro de
1860. O inspedor, Btnt Jos Fernanda
Bnrros.
Declarares.
Movfmenio do porto
JVaoios entrados no dia 22.
Ass9 das, hiate nacional Videta, de 35 tone-
ladas, capitao Frncisco Flix Nogueira, equi-
pagem 5, carga sal e palha ; a C C. da C. Mo-
reira.
Navio sahido no mesmo dia.
Camaragibehiate nacional Santa Luzia. capi-
tn Jos Alves Pereira. carga varios gneros.
Asshiale nacional Piedade, capito Jos M.
Vianna, em lastro.
Uamplon Roads pelo Rio de Grande do Norte
brigue americano Amos \V. foberts, capitao
Samuel Calson, em I asteo.
Parahybabarca jingleza Prospere, capitao F. I.
Kiug, em lastro de assurar.
Communicados.
Nao adiamos razo no Zuavo do Diario de
Pcrnambuco de honlem imputando ao Ilustrado
redactor chefe do Liberal Pernambucano o pro-
posito de revolucionar a provincia.
Islo naoludo quanlo quizerem menos at-
tribuir ao homem scnlimentos ferozes e ape-
tite por sceuas que possam produzir effoso de
sangue; c lauto isso assim que todos sabemos,
que elle acocora-se ora casa a escrever repre-
sentaces, ultimtum etc., logo que a patriola-
gein surge na praca com os seuso seu cortejo de
ameacas, terrores", c at crimes.
Deixariamos por isso passar som reparo o ar-
tigo da redaccao do /.i6cro,do hoje com as pala-
vras mentira, calumnia e infamia repetidas oito
vezes, se nao deoaressemos em urna dioiso do
Norte no seu final.
Isso, porm, gravissimo. Temos nescessida-
ile ver levantada a pona de reo mostrado hoje
pelo Liberal.
Com que o tal homem que nos mandaran! l
do Para alm de trucidar o poro Pernambuca-
no consl't'iindo-se o seu sanguinario exlermi-
n*dor alimenta na escaldada mente a horrivel- '
idea de separaco do Norte?
Por quem Sr. redictor chele, exclaroca-nos
sobre este poni, porque monarchista constitu- i
(iori.il, como somos, queremos-nos unir a sua
dislincta pessoa. pdr a sua disposigo nossa rude I
penna para neutralisar-mos juntos lo nefando
plano I
Quem sabe, sabe. O mais sao historias.
0> M O. fil' <0 2 s-B Horas
o e 3 e_ o O 1 c (A s 3 B co w Atmosphera O co ir. m so -;
n Oireccao. < m a H O
50 r 7 3 co r O Intensidade 2 S c
-4 OO oo oo 9P -i Fahrenheit -i S O B w o % 5
--> 5 a 8 KS O Centgrado. 8 5 3 c ? c c
-a o s -4 Hygrometro
o o o o O Cis'.erna hydro-melrica. > y.
-1 en o -4 o i -4 9 en 00 i Francez. 1 3 >
(fe ce o co o B "co CO | Inglez. '-i 3
I Sata Casa da Misericordia do
- Recife.
A junta administrativa da irmandade da Santa
Casa da Misericordia do Recife, manda fazer pu-
blico que no dia 22 do corrente, pelas 4 horas da
tarde, na sala de suas sesses, iro pr3ca as
rendas das casas abaixo declaradas, pelo lempo
que decorrer do dia da orremataco at 30 de
junho de 1863.
Bairro do Recife.
Ra do Pilar n.74.
Bairro de Santo Antonio.
Ra Nova n. 55.
Dita do Padre Floriano n. 45.
Dita dos Fagundes n. 32.
Dita de Santa Thereza n. 4.
Dita da Roda n. 3.
r Os pretendenles devero comparecer acnmpa-
ohados de seus fiadores, ou munidos de cartas
dfstfs. sera o que nao podero lancar.
Secretaria da Santa Casa di Misericordia do Re-
cife, 12'de novembro de 1860.
O escrivo,
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
I,'1 scc^o Secretaria da polica de Pcrnambu-
co, 15 de novembro de 1860.
O lllm. Sr. Dr. chefe de policio, manda fazer
publico o offico que abaixo vai transcripto, afirn
de quo chegue o seu objecto ao conhecimenlo
de quem possa intercalar:
Ofjicio.
Secretaria da polica de Piauhy, em 3 de ou-
tubro de 1850.lllm. Sr.Achado-se preso na
cadeia de Oeiras d'esta provincia, segundo com-
municou o respectivo delegado de polica, dosde
agosto ulmo, um escravo que diz rhamnr-se
\| Joo, andar fgido c perlencer a Joo Antonio
Rorigues d'essa provincia, assim o communlco
a V. S. para quo se dine fazer constar ao se-
nhor do dito escravo, alim de que o mande soli-
citar medanlo documenlos comprobatorios do
seu dominio.
Dos guarde a V. S.Illm.Sr. Dr. chefe de
polica da provincia de Pernambuco O di-le-
gado do polica encarregado do expediente, Um-
belino Moreira de Oliveira Lima.
O odieial servindo de secretario,
Jos Xavier Faustino Ramos.
A noite clara vento ENE fresco e assim ama-
nheceu.
08CH,La.QJ0 HA JUR.
Preamar as II h. 54' da manha, altura 4,8 p.
Baixamar as 0 h. 6' da larde, altura 1,8 p.
Observatorio do arsenal de tnariuha, 22 de no-
vembro de 1860.
ROMANO STEPPLK.
Io lente.
Cnsente administrativo.
O conselho administrativo, para fornecirnento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
seguintes :
Fara a botica do hospital militar.
32 libras de acido ctrico.
1 libra de arenca.
16 libras de agua destilada de Lisboa de flor de
laranjas.
16 libras de agua destilada franceza de rosa.
32 libras de carbonato de magnesia.
4 grosas de caisas francezas para pilulas.
1 Charnoviz ultima eico de 1860.
16 vidros de confeitos de lclalo de ferro.
16 vidros de cytrato fluido de salsa parrilha de
Baitus.
1 libra de espirito de milicia.
2 oncas de extracto de aifaca.
1 escrivania 4 libras Je flor de rosas.
4 libras de flor rnica.
100 garrafas pequeas.
1 libra de herva cidreira.
8 ongas de kussot.
4 libras de suparo.
64 libras de mann commura. -
8 oncis de oleo de alfazemn.
14 libras de mann escolhido.
32 libras de oleo de amendoas.
8 vidros de 4 ongas cada um de oleo volate da
mostarda.
4 libras de paslilhas de pecacuanha e morfina.
10 caixas de paslilhas de Vechy.
1 libra de pnnimada de cacao.
30 vidros de pilulas de valet.
1 resma do papel almoco pautado.
8 oncas de raz de cygnagloza.
30 vidros de salsa parrilha de Bristol.
4 arrobas do salsa parrilha.
25 grrrafas de sueco do groselhas.
16 libras de senne.
1 libra de stilf.irito de calcio.
12 seringas de vidro.
20 vidros de 4 oncas.
30 ditos de 2 ongas.
30 ditos de 1 onca.
50 vidros de xaro'pe de afie.
30 garrafas de xaropc de ponas de *s>pargo de
Lisboa.
Quem quizer vender taesobjectos aprsenteaa
suas proposias em carta fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 23
do corrente mez.
Sala das sesses do conselho adminilrativo
para forneeircenlo do arsenal de guerra, 15 da
novembro de 1860. Denlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino
TUEATR
Edita es.
Pela inspecgo da alfaudcga se faz publico,
que no dia 24 u correle, depois do meio dia,
se ho de arrematar era hasta publica, porli da
niesma repartigo, de conformidade com o lis j
posto na segunda parte do art 302 do regulamen-
to de 10 de selombro do corrente anuo, 321 cai-
xas da marca Sil com ceblas, vinda do Porto no
brigue portuguez Esperanca, entrado no cor- '
rente mez, pesando liquido 852 arrobas, a 5d0 r=.
pjor arroba, total 4313, abandonadas aos direilos h_-_,.
por Domingos Alves Malheus. sendo a arremata- "Cent PHbll.C0.' ludo con.fia na sua generosidade.
C0MPANHI1 LYRIC1 DE G. M \RINANGELI
Sabbado 24 de noyerabro
Beneficio Jo piimeiro bartono absoluto
CARLOS BiRTOLll.
Repre.=cn:ar-se-ha a opera em tres actos de Bellni
O beneficiado grato ao lsongeirc acolhimenio que tera recebido desle Ilustrado e inlel-
mos lido os artigos inserios no Diario de Per-
nambuco, na Ordem, no Alhlela, etc., galho-
feando com as ideas sensatas e anlorisadas do
illiielrnilit redactor r.hefe ilo Liberal : hiamn-nos
deixando mesmo levar pelos imbusies dos mve-
josos do sua alta illustraco n importancia
quo livre do direilos ao arrematante-.
Alfanlega de Pernambuco, 21 de novembro de
1860. inspector,
Bento Jos Fernandes Barros.
O lllm. Sr. inspedor da thesouraria provin-
cial, em cumpriraento da esoluco da junta da
; fazenda, manda fazer publico, quo a arremata-
Te- cao do costeio da illuminaca publica da cidade
Os bilhetes vendem se j no escriplorio do iheatro.
Principiar s 8 horas em ponto.
N. B. A sobredi!a opera ser executada por inleiro e :iao cem o corle que se fez na
primeira noite, por incommoJo do Sr. Marchelti, o qual foi reconheciJo pelas autoridades.
CONSULADO PROVINCIAL.
41terapoes fftitas no lancampn'" l,ae
dcimas qnc pagam as casas per-
lenCenteS frCSUeZa de S. Jos, 'nao allendiamos a que iru'presidente accusado,\
i ..: ': V r n J.. com todas as formulas jurdicas, condemnado, '
pelo escriplurano \. M. F. P. da ea/iltnl deJuido, SOr.a capaz de tudo. mas; o
nem pelo pensamento nos passava quo teriamos
de Goianna fui transferida para
rente.
E para constar se mandou atlixar
publicar pelo Diario,
erreaiiii d
o dia 26 do cor-
o presente c
Bo Ante
Io quesit
2o
3o
4o
5
dem dem.
dem dem'
dem dem.
Mera dem.
6o quesito:Prejudicado.
7" dem.
8o Idoro.
9o dem.
21 parte da aecusago.
Bo Antonio Viclor.
Io quesito :Nao; por 10 votos.
2S Prejudicado.
3 dem.
4o dem.
5o dem.
3* parle da aecusago.
Bo Manoel Garca.
Io quesito :Nao por unanimidade.
2o Prejudicado.
3o dem.
4o dem.
5o dem.
2a parle da aecusagso.
Bo Manoel Garca.
Io quesito :Nao; por unanimidade.
2o Prejudicados.
3o dem.
4- dem.
5o dem. .
sala secreta do jury do Becife, aos 21 de no-
vembro de 1860.
Jos Francisco de Salles Baviera.
Presidente.
Jos Ferreira da Penha.
Secretario.
Frederco Augusto de Lemos.
Luiz Gomes Silrerio.
Jos Cavalcanti de Albuquerque.
Jos Bernardino Pereira de Mto.
Affonso Peixoto daSilvcira Cavalcaoti.
Apolinario Pereira Baduem.
Joaquim Galino Coelho.
Antonio Rodrigues de Horaes.
Manoel Jos Lopes Braga.
Silva.
Ba de Sania Bita.
N. 21.Francisco Antonio das Cha-
gas, casa terrea arrrendada por.,
dem -i5. Herdiros de Joaquina
Candida do Miranda, sobrjdo de 2
andares o urna loja arrendado lu-
do por............................
dem 27.Francisco Manoel de Al-
meida Calanho, sobrado de dous
andare's e urna loja arrendado tu-
do por............................
dem 2!).Thomaz Pereira Porto,
casa terrea arrendada por........
dem 33. Joo Antonio Marques,
casa terrea arrendada por........
dem 3^ Herdiros de Antonio
Aunes Jacomo Pires, sobrado de
. 3 andares, soio e loja, arrenda-
do tudo por......................
dem 45. Ordem Teroeira de S.
Francisco, casa terrea arrendada
por...............................
dem 49. Antonio Joaquim dos
Sanios Andrade, casa torrea ar-
rendada por......................
Uem 73 Dr. Antonio de Souza
Cirne Lima, casa terrea arrendada
por..............................
dem 75. Jos Antonio Bastos,
sobrado de 1 andar, solo o loa,
arrendado ludo por..............
dem 7'.. Mara Antonia da Cruz,
casa lerrea em duas, arrendada
por...............................
dem 85 Hara das Noves Cruz,
casa terrea arrendada por........
dem 87. Joaquim Ferreira de
Freilas, casa terrea arrendada por
dem 89.Manoel Gongalves Fer-
reira e Silva, casa lerrea arren-
dada por.........................
Roa Nova do Santa Rita.
N. 4.Herdiros de Manoel Gomes
da Silva, casa t"rrca arrendaba
por..............................
dem 44.Manoel Gom<-s da Silva,
sobrado de um andar e loja divi-
dido em dous, arrendado tudo
por.............................
dem 54. Felicia da Assumpco
Pereira Prenles Guimares, casa
terrea arrendada por.............
dem 60.Viuva de Manoel Ferrei-
ra Pinto, casa terrea arrendada
por...............................
dem 64 Bita Mara de Jess, ca-
sa terrea arrendada por..........
dem 7. Antonio Tavares Ferrei-
ra, sobrado de um andar loja,
oceupado pelo snhorio, avahado
tudo por.......................... 1:200*000
dem 23. Viuva c herdiros de
Antonio Dias dn Silva Cardeal,
casa terrea arrendada por........ 300JJ000
dem 25 Os raesmos, casa lerrea
arrendada por.................... 300JOOO
dem 37. Luiza Thereza do Je-
ss, casa terrea arrendada por.... 240&000
dem 39.Joo Malheus, csia ter-
rea arrendada por................ 240$000
dem 47.M>noel Jos Dantas, so-
brado de ura andar, solo e loja,
arrendado tudo por ............. 1:1009000
Idern 51.O mesmo, sobrado com
um andar, solo e loja anendado
por .............................. 500JOOO
dem 53.Jos AWes da Silva Gui-
mares o Manoel Jos Dantas,
sobrado de um andar e loja ar-
rendado tudo por................ 7OO&O0O
dem 55. Viuva e herdiros de
Anacido Antonio Ferreira, so-
brado de um andar e loja arren-
dado por ......................... 2409000
Travessa da ra Nora de Santa Bita.
N. 1. Eduardo Frederico Banks,
casa terrea arrendada por....... 14i>000
dem 3 O mesmo, casa terrea ar-
rendada por...................... 144JJ000
dem 5.O mesmo, casa terrea de
I44000
654S0OO
9005000
240*000
300*QOO
1236*000
2O0JO00
144SOOO
1203000
501*000
204$000
300*000
240*000
240S0M
141*000
432SOO0
240*000
1440000
120J>000
"osnirnri nrnvincial de Per-
nambuco 22 Je novembro de 18ril).
A. F. da Annunriaco.
Secretario. "
lllm. Sr. inspector da ihesonraria pro-
vincial, era ciimprimento da resoluco da jnnta j
de havernos aqui no heroico e monarchico l'er-! da fazenda, manda fazer publico que a arrema-
nambuco com quem, depois d'aquellcs revezes, i tagao dos imposto da comarca da Boa-Vista foi
tromasse contra a inlegridade do imperio I Po- ] transferida para o dia 26 do corrente.
o presente e
de. Per-
rera, como magister deixit cumpre-nos mudar
de rumo, tomar posigo diversa e esperar que
pelo Liberal seja bem abarla essa meada para
u os reselvermos definitivamente.
A' imprensa. A's armas. Sr. redactor em
chefe do Liberal para nos^defendermos de to
negregado plano tudo ser pouco.j
A's armas, apezar do seu horror clls I
Becife. 22 do novembro de 1860.
X.
WBHiawBwmj.au mimi itaiaasib.....i M-awt*
Correspondencias.
lllm. Sr. redactor do Diario de Pernambuco.
Lendn na Revista Diaria de seu jornal de hoje
um artigo em que se allirma que a companhia da
estrada de ferro tem felo al o presente a con-
duego de assucar da estago das Ciuco-pontas
para o Becife, mediante a retribuigo de 250 ris
porsacco, espero que me seja permiiltdo rectifi-
car essa assergo.
L' exacto que a companhia emprehendeu a
conduegao ao principio da raaneira cima indi-
cada, mas cessou de a fazer pouco depois da aber-
tura da 1.a seceo da linlia forrea e desde essa
epocha a condcgo tem sido feta por particula-
res sem que a companhia lenha a menor parte
nos lucros que es'esdahi percebero.
Era maio ultino, como se app.roximasso a
abertura da 2.a secgo, en tive a honra de cha-
mar a altenco de S. Exc. o Sr. presidente da
provincia sobre a absoluta ne/essidado da com-
ponhiaserauthoiisadaou a construiracontinuaco
fazer o transporte do assucar por
Avisos mar i timos.
Rio Grande do Norte e
Ass.
Vai sahircom multa brevdade a.barcaga No-
ra Esperaca, recebe carga a frotes eommodos :
a Iratar na ra da Madre de Dos n. 2.
Para o Gear
Qg[eleiro o bem conhecido cter nacional fc'm-
na segu para o Gear com a carga que livor a
bordo no dia 23 do corrente mez impreterivel-
mente : para carga e pissageiros, trata-so com
Augusto Jos Ferreira & C, ra do Labug
cscrava.
E para constar se mandou alBxar
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial
nambuco 22 de novembro de 1860.
. A. F. d'Annunciaco.
Secretario.
Pela inspeceo da alfanliega so faz publico
que no dia 24 do corrente, depois do meio dia. se ^ sogliir brevemente o hiato tExhalacio :
o restante da carga e psssagoiros, irata-se
n. i
Para o Araealv
ia de arrematar em hasta publica porta da
mesma reparlico, do conformidade co-.n o dis-
posto na segunda parte do art. 302 do regula-
mento do 19 do seterubro do corrente auno, I
gaiola com 8 casaos de coelhos no valor de
96*660 rs cada coelho, vindosdo Porto no brigue
portuguez S. Manool I, entrado no crreme
mez, abandonados aos direilos por Joo Joaquim
de Oliveira, sendo a arromatago livre de. direi-
los ao arrematante.
Alfandega de Pernambuco 21 lo novembro de
1860.0 inspedor,
Bento Jos Fernandes Barros.
Pla inspecgo da alfandega so faz publico
que no dia 24 do corrente, depois do meio dia,
se ha de arrematar ern hasta publica, porta da
mesma reparlico, de conformidade com o dis-
posto na segunda parte do art. 302 do regula-
monto de 19 de setembro do correnln anno, I
gaiola com 2 coelhos no valor I6366O rs. cada
coelho, viudos do Porlo no brigue porlnguez
Esperancao, entrado no cojrente mez, abando-
nados aos direilos por Antonio Lucio Pereira
Canha, sendo a arremalaco livre de direilos aa
arrematante.
Alfandega do Pernambuco 21 de novembro de
para
com
n. 28,
Gurgel Irmos, ra da Cadeia do Reci
primeiro andar.
PARA O ABACATY E ASSU*
sao o hiate Sergipano: para carga, traa-se com
Martius & Irmo.
Porto por Lisboa.
Vai sahir para o Porto com escala por Lisboa
at o da 25 do corrente mez o brigue porlnguez
Sabbado 24 Costa Carvalho far leilao em seu armazeni na
ra Nova n. 65, de una esrrava possante propria
para todo servico, as 11 horas em ponto.
Sexta-feira 23 d<> corrate.
AS II HORAS EM PO^TO.
Costa Carvalho far leilao em seu arroazem ni
ra Nova n. 65, de varias obras de marciaeiria
Promplidao II. forrado e encavilhado de cobre, .i., aorado pr
de PBIMEllU MARCHA E CLASSE, por j ter B
parte do seu carregamento; para o resto o passa-
?osto.
da linha, ou a fazer o transporte do assucar uor 1860.O inspector,
agua das Cinco-pontas para o bairro do Recife ; | Blto Jos Fernandes Barros,
pois eslava convencido de quo o trafico da estra-
da nunca terla grande desenvolvimento em
quanlo a estaco terminal iicasse onde actual-
mente se acha e os gneros fossem transportados
em carros atravez das ras da cidade. Pouco
lempo depois fui informado no Rio de Janeiro,
que a minha proposta tuina sido favoravelmente
aceita pelo governo.
Dando publicidade a.essis lnhas, Sr. redactor,
muilo obsequiar a quem de V. S. aliento ve-
nerador o criado.
Recife, 22 do novembro de 1860.
E W. Bramah.
Srs. redactores.Querendo provar ao publico,
quanto sei ser grato aos obsequios que prodi-
galisam s pessoas com quem tenho parentesco
e amizado, aprego-moa palentearaos lllms. Srs.
Drs. Francisco de Paula Baptista e Aprigio Jus-
tiniano da Silva Guiraares, o raeu teslemunho
de gralido, pela grande parto jue tiveram na
defesa do meu mui digno prente o lente An-
tonio Viclor do S Barruto ; favores esses que ja-
mis sero por nos esquecidos ; podendo aquelies
distinclos cavalheiros contar com os nossos ser-
viros em toda e qualquer occasio, dispoodo
igualmente de nossos corages e vontades.
Itocife, 22 de novembro de 1860.
________O major. B. L. F. Cesar Loureiro.
COUMfcRCIO.
Alfaiiilega.
Rendraento do dia 1 a 21. 247:905*062
dem do dia 22.......14:4248820
262.329c882
Alovimento da alfande;?
Voluntes entrados com fazeodas..
com gneros.. 215
Volumes

sahidos cora fazeodas..
com gneros..
------215
04
97
------191
Desearregam hoje 23 de novembro.
Brigue portuguezS. Manoel Iraercadorias.
Barca francezaRaoulcemento.
Patacho hollandez Adriano Johanes raerci-
doriaa.
Barca americanaImperadoridem.
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, commendador
da imperial ordem da Rosa,da de Chnsto.e juiz
de direito especial do commercio, desta cidade
do Recife e seu termo, capital du provincia de
Pernambuco, por S. M. Imperial e Constitucio-
nal, o Sr. 1). Pedro 11, que Deus guarde, etc.
Fago saber aos quo o presente edilal rirem, e
delle'noticia tirerem, que no dia 12 de dezembro
do corrento anno se hade arrematar em praga pu-
blica desle juizo, na sala dos auditorios a parlo
ou metade do sobrado de um andar com Ires por-
tas na frente da loja e tres janellas no primeiro
andar, duas salas e quatro quartos e quintal em
aberlo, sem cacimba e casa por acabar, o qual
situado na ra da Concordia desta cidade n. 34,
e tendo sido o mesmo sobrado penhorado a Jos
Hiinii Teixeira Guimares, por execugao que con-
tra este eiicamiiih.i Manoel Francisco de Mello,
fura araliado no lodo em cinco conlns de ris, e
nao havendo lancador que cubra o prego da ava-
liacao, ser a a'rrematago feita pelo prego da
adjudigo com o abalimento da lei.
E para que chegue 8o conhecimenlo de todos
raandei passar editaos, que soro publicados pola
imprensa e all\a tos nos lugares docoslume.
Dado e passado nesla cidade do Recifo de Per-
nambuco aos 19 de outubro de 1860, 39 da in-
dependencia e do imperiodo Brasil.
Eu Manoel de Carvalho Paes de Andrade, es-
crivo do juizo especial do commercio o liz es-
crever.
Anselmo Francisco Psretli.
Pela inspeceo da alfandega se faz publica
que no dio 24 Jo corrente depois do meio dia, se
ha de arrematar em hasta publica porta da
mesma repartigo, de conformidade com a se-
gunda pane do art. 302 do regulamenio de 19
de agosto do corrcnlo anno, urna gaiolla com
cinco coolhos no valor de 16*660 rs. cada um
co.-lho, abandonados aos direilos por Domingos
Alves Malheus, sendo a arromatago livre de di-
reilos ao arrematante.
AUandega He Pernsnrtwreo 22 de novembro de
1860. O inspector, Bento Jos Ftmanies
Barros.
Pela inspeceo da alUndega aa faz publico
que no dia SI do corrento depois do meia dia ae
ho de arrematar en hasta publica da canformi-
dade cora a segunda parte do art. 302 do regula-
mento'de 19 de setembro do corrente anno, 1 ca-
sal de coelhos no valor da 16*660 ra. cada caelho,
geiros, para os nuaea tem excellenles eommodos,
trata-se com Elias Jos dos Santos Andrade & C,
ra da Madre de Dos n. 32, ou com o capilSo.
Maranhao e Para,
Segu com brevdade o bem conhecido hiate
Lindo Paquete, capitao Jacinlho Nones da Costa
por ter parte de sen carregamento proropto ; para
o resto e passageiros, traia-se com os consigna-
tarios Almeida Gomes, Alves & C, no seu es-
criplorio. ra da Cruz n. 27.
Cear e Acaraci'i.
.No dia 30 -lo corrente, com a carga que tiver a
bordo, segu o palhabote Sobralonse-, capitao
Francisi-o Jos da Silva Ratis ; recebe carga a
frete e passageiros : a tratar com Caetano Cyriaco
da C. II. & Irmo. no lado do Corpo Sanio n. 25.
Tarabeai
nender 1 cavallo com lodos os andares.
Baha.
LEiLlO
No dia sexta-feira 23 do
corrente.
O agenle Evaristo novamente levar a leilao a
taberna da ra Direila n 93, no mencionado dia
23 do corrente s 10 horas em ponto.
S1LA0
Conunercial.
natario Frar
A escuna nacional Carlota, segu em poucos
dias para a Baha, tem parte de sua carga en- I
gajada ; para o resto trala-se cora o sou consig- I Cavla-foiri ^ Art r>m>Ponlp
incisco L. O. Azevedo, na ra da Ma- SeXld-ltllc 29 (IO LDiieilltJ.
Antunes autorsado pelo Exm. Sr. Dr. juiz cs-
peci 1 do commercio a requerimeuto dos depo-
sitarios da massa fallida de Siqueina & Peroira
far leilao na sua loja da ra do Crespo das fa-
zeodas, divdase parte da referida loja.
dre de Deus n. 12.
Lisboa.
brevdade a bem conhe-
Vai sahir com muita
cida
Barca Gratidao
para carga e passageiros, Irata-se com os con-
signatarios Carvalho, Nogueira & C, na ra do
Vigario n. 9, primeiro andar, ou com o capito
Borges Pestaa.
Porto e Lisboa
A bem conhecida barca portugueza Sympa-
Ihia, capito Nogueira dos Santos, vai sahir bre-
vemente pira os portos cima indicados ; quem
na mesma quizer carregar ou ir de passagem,
poder enlender-se com os consignatarios Bailar
& Oliveira, roa da Cadeia do biirro do Becifo nu-
mero n. 12.
Para o Aracaty
sahe at o dia 4 do me prximo o hiate Nico-
lao I, mestre Trajano Antones da Costa : para
carga e passageiros, trata-se com Prente Vian-
na & C.
O palhabote Ganhatdi, estando com 2 tercos
da carga avo Caar, seguir at o flm da se-
mana, podendo anda receber carga nestes 3 ou
4 dita : a tratar com Tasso Irmos.
O referido agente prestar toda, e qualquer ba-
formagao que os pretendenles a julgarera necea.->
saria. Principiar as 11 horas am ponto.
Avisos diversos.
O abaixo assignado, em virtude de um es-
cripto que appareceu hontem 21 do corrente, na
ra da Praia, arraazem de carne sacas, perten-
cenle ao Sr. Manoel Caetano Borges da Silva, pe-
dindo da forma segninte :
lllm. Sr. Manoel Caelano Borges da Silva po-
de entregar ao portador 8 arrobas de carne secca
da quo tenho comprado, que pela importe res-
pondo. Becife 21 do novembro de 1860.
Joo Baptista da Bocha.
E nao se podendo saber quem foi o autor por
rnao ser visto, e sim Iho ler cabido da algibeira
dito escripto e ser achado pelo mesmo dono do
arraazem, cujo existe em meu poder, para_ ver so
poseo descubrir o esperto ; e para que nao pos-
sa, na boa do commercio, levar o esporto
a efleito seu desejo, previno aos meu amigos e
ao commercio em geral, que raeu nome llie me-
recer conlUnga, que a d alguna gneros ou
valor pedido por escripto proprio com minha fir-
ma, ou a pesso que defacto oonhecer por meus.
crixeiros, nao havendo annuncio em contrario, c
do que nio ae respensabilisa a pagar o que nao
dever. Recife 22 de novembro de 1860.
Joao BapUsU d* Rocha.


\
<)
DIARIO DE PERNABMUCO. SEXTA FE1RA 13 DE NOVEMBRO DE 1869.
O abaixo assignado faz ver so respeitavel
publico, que deixou de ser seu caixeiro Joaqun
Francisco de Pinho Guimares desde o dia 21 do
correle. Recife 22 de novembro de 1860.
Francisco Jos'da Cosa Ribeiro.
O ex-cadete do exercito Manoel Antonio de
Moraeg declara pelo presonte aviso que d'ora em
daiite assignar-se-hn por Manoel Antonio Cam-
pos de Moraes, evitando assira algum equivoco
que possa apparecer por haver outro do igual
nome.
Annuncio.
Quem tivere quizer arrendar um engenho d'a-
gua, as villas do Cab, Escada, Rio-Formoso ou
m oulra qualquer parte, que nao exceda de 10 a
12 legoas distante da praga, dirija-se a ra do
Encantamento n. 11, que achara com quena tra-
tar, ou aonuncie por este Diario para ser procu-
rado.
Remigius Kneipp, com tendaelojade mar-
cneiria na ra da lmperatriz n 25, avisa ao res-
peitavel publico o aos seus benvolos freguezes,
que se acha desde milito habilitado em obras de
construccao, cerno principalmente na fciturade
escariadas redondas asmis modernas que actual-
mente se fazem na Europa, aonde sao quasi ex-
clusivamente aceitas, nao s pelo sou gosto como
pelo proveito que adquire a propriedaJe : quem
portanto prccisirde seu prestimo, pode dirigir-
se mesma officina, aonde se ar o ajuste o
maiscommodo possivel, garantndo-se a nitidez
e solidez de qualquer obra.
Veneravel ordem terceim de
NossaSenkorado Carmo do
Recife
Sendo presente na sesso da mesa regedora do
dia 12 do corrente um otficio de 3. Exc. Rvmd.'1
convidando a mesma ordem a acompanhar a
procissao de Corpus Chrisli. que ter lugar no
domingo 25 do mesmo, o abaixo assignado se-
cretario da mesma, roga a todos os seus charissi-
mos irmaos acomparecerem no referido dia pe-
las 2 horas da tarde na {reja da dita ordem pa-
ramentados de seus hbitos para o fim cima
dito. Secretaria 19 de novembro de 1860.
Antonio da Silva Gusrao Jnior.
COLLEGIO I
| Bom Conselho. 1
8 Ra da Aurora ti. 26.
"? O director de conformidado com o dis- 'f
*b posto nos estatutos, tem designado o dia 9 do corrent-i as 10 horas da manha Si
para os exames geraos. convida pois aos |1
Se pas e correspondentes para assistir aos IS
9 referidos exames. Recife 22 de novem. 5?
S bro do 1860. M
Aluga-se um segundo andar na ra do Ran-
gel, piego de 3503 por anno, e s se aloga para
familia : a fallar na ra do Queimado, loja n 65
A pessoa que quizer comprar um violao em
bom estado, dirija-se ao becco da Bomba n. 6,
quo achara com quera tratar.
Aluga-se para passar a testa urna casa com
grandes commodos, na povoaco da Varzen, lu-
gir em que o mnibus rebebe deixa o passagei-
ro: a tratar na ra da Cadeia Nova n. 34.
jswssesie sssse en swshsksk
Aluga-se urna mulata para casa de mo- a3i
dista ou de familia, por estar ausente a S2S
A senhora : quem a pretender podo diri- j>>
ff gir-sea ra da Cadei" do Recife n. 52, fgj
fr segundo andar, at as 10 horas da ma- Q>
iC nha ou dcpoisdas3 da larde. ^
Glorioso Espirito-
Santo de Sfc Fran-
Tendo nos sido convidados por S. Exc. Rvma.
para acompanharroos a procissao de Corpus-
Chrisli que deve ler lugar no dia 25 do cor-
rente, oonvido a todos os oossos charissimos ir-
ruSos, para que comparogam no nosso consisto-
rio no referido dia s 2 Ii2 hora3 da tarde,
afim de satisfazermos ao pedido do nosso virtuo-
so prelado. Espero que os nossos irmaos nao
deixaro de concorrer para o brilhanlismo de
nossa irmandade ; priucipalraenle tendo de sa-
bir pela prmaira vez a cruz, que ha pouco nos
chegou de Portugal. Consistorio 19 de novem-
bro de 1860.
O secretario,
Joaquim Guennes da Silva Mello.
Antonio da Silva Barboza Ferro e Joo
Simos Pimenta
fazem sciente a esta praca, que amigavelmente
lveram a sociedade que linham uo
PI IX pontfice e re
PEtO SENHOR
D. Antonio de Macedo Costa,
Bispoeleito do Par.
Eloquente demonstraedo do poder
temporal do Papa.
Vende seno bairro de Santo Antonio
as livrarias dos Srs. Guimares & Oli-
ve ira e Nogueira de Souza & C. ; e no
bairro do Recifena liviana do Sr. Jos
de Mello : preco 2$.
consultas medicas em seuescrip-
\orio, no bairro do Recile, ra
da Cruz n. 53, todos os dias,me-
nos domingos, desde as 6
so-
de
nos
horas ateas 10 da manhaa,
breos seguintes pontos'.
1.- Molestias de olhos ;
2.- Molestias de coraeao e
peito ;
>. Molestias dos orgacs da ge-
raco e do anus ;
i.* Praticara' toda e qualquer
operacSo que julg;.r conve-
l niente para o restabelecimen-
to dos seus doentes.
? O e\amedaspessoa$queo con-
sultarero sera' feito indistincta-
?$ mente, e na ordem de suas en-
S> tradas, fazendo excepcao os doen-
g tes de olhos, ou aquelles que por
H motivo justo obtiverem hora
|| marcada para este fim.
I
A saboaria da ra Imperial precisa alugar
escravos para servico debaixo de coberta, e paga-
se 30gOOO men3aes o commida, de vendo dormir
no estabelecimento : a tratar na mesma saboa-
ria, ou di ra da Cadcia do Recife n. 34.
Aluga-se urna baixa propria para plantar
capim e hostalicas, muito boa por nao alagar nem
sersecca, na estrada de Joao de Barros: quem
pretender dirija-se ra Direila, loja de calca-
dos n. 7.
nidias paulislanas
contra todas as molestias gra-
ves, e febres de qualquer na-
tureza, segumdo-se o que diz
a guia.
Tenho muitas provas contra as bexigas, nao
querendo deixar formar a puttula, tomando com
exaclidao as dses de 6 em 6 horas. A esperan-
za o bordao do bom medico.
Um senhor na ra da lmperatriz appareceu
com o rosto e corpo Grifados, e urna febre abra-
sadora, seguio este preceile, e sarou, ficando s
cm una bexiga n'ura dos dedos do p. Outro
caso semelhante succedeu com outia pessoa da
ra da Quitanda, ficando-lhe lambem urna bexiga
no braco esquerdo. Na casa da Sra. D. Luiza Al-
ves um preto Mina, muito robusto, durou-lhe a
febre 48 horas, o qual pillando, quebrava ludo
quanto encontrava no quarlo ; cobras e sapos
ero o entreteniraento do dito prelo. As pilulas
paulislanas foram-lhes dadas a lempo ; o prelo
sarou, e nao lhe appareceu urna s bexiga.
A um pardo da Sra. D. Mara Carlota, sobrinha
da Exma. Sra. marqueza de Santos, o mesmo
aconleceu, e a muitas outras pessoas.
Contra a difficuldadc das ourinas, as ditas pi-
lulas sao verdaderamente eflkazes, seguindo-se
o que diz a guia, molestias graves; e quanto s
''irnicas, nunca haver perigo de ser sorpren-
aiao. Quatro macos, lomanuo tres pujos ... a
le noiio, c tres ditas u. 1 de manhaa, e todas
sem dietas.
A relencao das ourinas nao tem outro vicio
que os intestinos sujos, e a syphilis, e muitas
retes urna empingem se forma as vas ouri-
narias.
Acham-se a venda Da livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bein conhecidas folhinhas impressas nesta
typogrsphia
Folhinha de porta ou KALENDARIO eeclesiaslico e civil para o
bispado de Pernambuco.......... 160 rs
Dita de algibeira comeado alm do kalendario eeclesiaslico' e civil,
explica$ao das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol'
ditas dos emolumenios do tribunal do commercio '
dilas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos tmposlos geraes, pro\inciaes e municipaes, ao
que se junlou urna colleccao de bellos e divertidos
. jogos de prendas, para entretenimenlo da mocidade. 320 rs.
Esto no prelo o almanak e Trata folhinha contendo
todas as oracoes para assistir semana santa, etc. Com-
prando-se em porces se darao por preco mais commodo.
Borba, rap
fino, meio-grosso e grosso. Deposito, ra ca Ca-
deia n. 17.
Os abaixo assignados administradores da
massa dos bens do casal do finado Joao Tavares
Cordeiro, previnem a os devedores o do ailo casal,
por dividas vencidas, que no caso de nao vireni
snlda-las no praso de dous mezes, do presente
annuncio, terao de ser accionadas, afim de ha-
ver-se os pagamentos referidos, visto como o
praso marcado pelo lllm. Sr. Dr. juiz de orphos
do termo desta cidade, para a liquidacao do ac-
tivo e passivo do mesmo casal est conc!uindo-se
e poucos tem sido os devedores que tenham pro-
curado saldar suas contas.
Recife, 12 do novembro de 1860.
Viuva Tavares Cordeiro.
Jos Teixeira Bastos.
Juan Anglada Hyjo.
Henrique Jos da Cunha.
Esleirs da India de 4, 5
e 6 pamos de largo.
No armazem ao tazendas da ra do Queimado
n. 19, propiamente para forro de salas e camas
por ser di melhor qualidade, e todas brancas.
Jos Dias, porloguez, vac a Macoi
Aluga-sejuma 'casa de pedra e cal cora 33
palmos de Irente, 70 de fundo. 3 quartos, 1 ga-
binete, 2 salas grandes, cozinha fra, com urna
pequea mobilia de amarello, tendo o quintal 650
pa mos de fundo, 85 de frente, porto ao lado,
todo cercado e alguna arvoredos que faz sombra
para se lomar mais fresco, e passa o rio^aboatao
no fundo o qii3l tem excellente banho, cuja cesa
se aluga por festa ou por anno, da forma que con-
vier : quem pretender pode dlrigir-se a ra Di-
reita n. 95 que achara com quem tratar.
Ainda resta para alugar-se 2 casas
na Torre, com commodos para familia,
assim como um sitio com toda propor-
cao para grande familia : a fallar no
mesmo lugar com o seu
Francisco Jos Arantes.
Atteucao ao negocio van-
tajoso.
Cede-se com o abate de 50 por cento a cochei-
rada florentina, bem afreguezada para o malo
contendo urna excellente vacca tourino, com 6
bois experimentados no servico, e 6 bons carros
da alfandega, e ludo a vootade do comprador
na mesma cocheira, das 9 horas da manhaa s5
da larde.
Aviso.
O abaixo assignado, comprador da massa fal-
lida de Jos Luiz Pereira Jnior, tem autorisado
ao Sr. Demolerlo Hirmilio da Costa para cobrar
as dividas da mesma massa, nica pessoa aulo-
ruada para essa cobranza.
Joaquim Jos da Cosa Fajozes Jnior.
Quem precisar de urna ama escrava com
leilepara criar, dirija-se a ra da Lingotla n. 8,
segundo andar.
Vidros.
Chegaram os tao desojados vidros para vidraga,
em caira ; vieram tambem alguns vidros 'd
cryslal. grandes, proprios para oratorios, tabole-
las, armarios, etc., etc., ou outra qualquer obra
em que seja preciso empregar vidro de boa qua-
idade e grossura : ra larga do Rosario
botica.
n. 34,
Alugam-se dous andares do sobrado da ra
da Cadeia n. 24, tendo commodos
familia
a tratar na loja do mesmo.
para grande
Aliif
ga-se urna loja com armacao propria
para qualquer negocio : quem precisar, dirija-e
a ra do Queimado n. 55.
S0RVETE.
de
O abaixo assignado declara que tendo an-
nunciado por este Diario que seu filho Manoel
reixeira Cavalcanli se achava alucinado dojuizo,
e como j ae acha bom, e em seu juizo perfeito,
podem fazer lodo e qualquer negocio come d'an-
teso faziam.
Manoel Hilario Teixeira Cavalcanti.
Jos Jeronymo da Silva de novo repele o
presente annuncio j por mais de urna Tez pu-
blicado, que nao paga objectosvindos para amos-
tras ou dividas contrahidas por seus escravos
nao sendo esses dbjectos ou dividas autorisadas
porum penhor ou bilhete.
O abaixo assignado residente na colonia mi-
litar de Obidos, tem grande inleresse em saber
se o Sr. capito Manoel Thom Fialho de Albu-
querque assisle as provincias de Pernambuco
ou Baha ou em que lugar para so lhe poder di-
rigir : roga portanto ao mesmo senhor ou algum
seu amigo s sirvam annunciar por este jornalo
pretendido.Theodoro Jos do Brito.
Laboratorio
lavagem.
No sitio dos buritis no Arraial
No fim do correlo mez scrao encerrados pro-
visoriamente os Irabalhos desto estabelecmenlo
por serem incompativeis cora outros a que se
tem de proceder por sua completa orgamsacao.
Pelo lllm. Sr. juiz de paz do primeirodis-
tricto da freguezia de Sanio Antonio, tem de se-
rem arrematados no dia 23 do corrente, pelas 4
horas da tarde, 14 cascos de bahs feitos de pi-
nho, em bom estado, avahados por 14*000, e 3
ditos por 48500, cujos objeclos foram penhora-
dos por execuQao de Fonseca & Vianna, contra
Manoel Francisco Alve?, por ser a ultima praca.
Desoja-se fallar ao Sr. Jos Lourenco de
Brito. a negocio de seu enteresse: no largo do
Corpo Santo, armazem n. 6.
Aluga-se duas casis terreas na ra Impe-
rial, acabadas ltimamente, c proprias para na-
dara, retinarn, marcinaria, ou outro qualquer
estabelecimento fabril, por serem espacosas e
lerem camboa prxima ao fundo dos mesmos
tratar na mesma ra na fabrica de sabao dos
Srs. Rostron Roker C.
Attencao.
Na padara nova de Sanio Amaro precisa de
urna ama forra ou escrava, que d Dador sua
conducta, para casa de pouca familia.
Precisa-se de um perfeito feilor para tralar
de um siiio pequeo: na ra da Cruz n. 6.
Permula-se
urna das primeiras
oulra nesta praca,
tratar com o professor de Beberjbe. que" lodo" ne-
gocio se far.
Roga-se a pessoa que por engao levou de
bordo do vapor Oyapork, junio com sua baga-
geni, um caixole cora direccao ao Exra. Sr pre-
sidente desta provincia, o obsequio de dar parlo
no largo do Forte do Mallos n 1, ou faze-lo en-
tregar ao mesmo Exm. Sr.
Aluga-se a loja do pateo do Terco n. 10 a
tratar na ra Direita n. 85.
casas na villa da Escada por
ou na cidade de Olinda : a
Aluga-se a casa n. 179
contendo dous andares e aolao
der, dirija-se ra da Aurora n. 36.
da ra Imperial,
quem a preten-
LOTERA
DA
PROVINCIA.
Na loja da praca da Independencia n. 22 e
uas mais docostume, acba-se venda os bilh'e-
toseraeos da 2 parte da 2 lotera de Santa
Isabel, garantidos dos custumados8" por Santos
V161T8.
Bilhete......55000
Meo.......23500
Era porcao de 50&000 rs. para cima.
Buhlo......4J500
Meio*.....2*250
Irmandade do Divino Es-
pirito Santo.
O escrivao actual, em nome da mesa regedora
convida aos seus charos irmaos para comparece-
rem no nosso consistorio no dia 25 do corrente.
as 3 horas da larde, afim de acompanharmos a
procissao de Corpus Chrisli que lera de sabir da
nossa greja : e rogados irmaos, que nao pode-
rem comparecer e tiverem capas em seu poder,
que as mandera entregar ao irmo thesoureiro,
na ra Nova n. 3.
S.Jos da Agona,
A mesa regedora da irmandade de S. Jos da
Agona, convida a todos os seus irmaos a com-
parecerem domingo 25 do corrente pelas 2 1.2
boras da larde no consistorio da irmandade pa-
ra encorporados acompanhar a procissao de Cor-
pus Chrisli, que lem de sahir da greja do Espi-
rito Santo.-O secretario, Manoel Francisco dos
Santos eSilva.
n~I A1"8a-se o prmeiro andar do sobrado n.
40 da ra da lmperatriz ; a tratar no mesmo.
Precisa-se de 3:000* a juros de 1 0i0 sobre
riypotheca em casas livres e desembarazadas, fi-
cando as casas em poder do hypothecanle. rece-
bendo os alugueis por corita do juro at real em-
doico, pelo lempo convencionado ; os pretenden-
tes annunciem ou fallera na ra Nova de Sania
Kita era frente da ribeira n. 11, que se dir quera
laz o negocio.
Deo gratias.
De ordem do Sr. irmaojuiz da irmandade do
S. Sacramento da matriz do Corpo Santo, con-
vido a todos os irmaos a coraparecerem no dia
o do coi rente, pelas 2 horas da tarde, na mes-
ma greja matriz, aura de encorporados, acompa-
nhar a procissao de Corpus Chrisli, que deve sa-
hir da greja do Espirito Santo, pelas 4 horas da
tarde desse dia, como nos foi participado pelo
Exm. Prelado Diocesano. Ilecifc 21 de novem-
bro de 1860.O escrivao.
Lourenco Luiz das fievet;
Precisa-se alugar urna mulher forra ou cap-
tiva para coznharera urna casa de pequea fa-
milia ; a quem convier, procure na ra da Cadeia
do Itecile n. 38, prmeiro andar.
Aluga-se urna sala e alcova de uma casa na
freguezia de S Jos, e mesmo a mobilia, sendo a
homem soltelro ; quem quizer procure no pateo
do Terc.o n. 24.
proprietario. di>
Ensino theorico pratico.
O abaixo assignado, professor de construccao
naval licencionado pelo governo da provincia
tem aborto em sua casa na ra do No
uma aula de pilolagem, e ensina
gueira n. 7,
arylhmetica.
ocmiiciiia. gcographia e triHon<.fot-';, i
me;
ecphciwi
jaiu a mesma piiotagcm.
Jos Elias Machado Freir.
dissolveram a sociedade
zem de geueros de estiva na ra do Codorniz
n. 10, sob a firma de Ferro& Pimenta, retiran-
do se o socio Pimenla cjid seu capilal e lucros
e li.-ando a cargo de Ferro o a.'tivo o passivo
do mesmo estabelecimento. Recife 20 de no-
vembro de 1860.
Antonio da Silva Barboza Ferro
Joao Simos Pimenti.
Precisa-se de urna ama para cozinhar. na
ra do Caldeireiro n. 60.
GAZ
Pede-se aos senhores consumidores de az que
se dignem vir sortir-se delle, pois novameute
chegado em abundancia ao anligo deposito, ra
Nova n. 20, loja do Vianna.
O Sr. Virgilio da Costa Pinto, queira ler a
bondade de vira cocheira de Justino Francisco
de Assis & C, a negocio que Vmc. nao ignora.
O pharmaceutico Antonio Jos di Cunha
avisa aos Srs. Manoel Joaquim das Trevas Mari-
nho da Victoria, Antonio de Barros Pequeo
da Granja, que venham pagar suas letras ven-
cidas ha bastante lempo.
Uma pessoa que se acha arrumado deso-
jando aproveitar suas horas vagas offerece-so pa-
ra fazer urna escripia : quern precisar anriuncie
por este jornal para ser procurado.
Precisa-se de dous copeiros no caf res-
tauran! do commercio ra do Trapiche n. 22
Ra da Cruz n. 13.
EnTeitam-se bandejas com bolinhos e doces
seceos para casamentos, com muito gosto e o
mais delicado que se pode ver, fructas as me-
lhores que se pode encontrar, apromptando-se
encoromendas para fra da provincia, bem acon-
deciooado, xaropes de abacaxi, pitanga, lman-
nos o outras qualdades, doces de calda, jaleas,
pitanga, goiaba earac, e outras peitoraes, vinh
de caj, ramalheles, com lindas flores e cravos,
flores solas, e arvoredos de ructos, batatas d
dalia, seroontea de pitanga e abacaxis, ao cenlo,
muito bonitos, tudo por preco commodo.
Aluga-se um bom sitio cora boa casa para
familia e bastantes arvoredos de fructo, 2 cacim-
bas coro boa agua para se beber, no caminho
novo da Soledad., hoje ra da Boa Esperanca :
a tratar no sitio da esquina, ou ra da Crui n.
23, armazem.
Precisa-se de uro coznheiro para casa es-
trangeir.1. assim como um homem para tratar do
carallos ; na ra do Trapiche n. 8.
-- Precisa-se de 3:0005, hypolhecando-se pa-
ra sso bons escravos : a quem convier, dirija-se
a esta typographia em carta, com as iniciaes J. R
ou aonuncie sua morada para ser procurado.
Quem precisar de uma mulata boa eos-
Stureira e que se aluga para casa de fami- tt
lia ou modista, por eslar ausente a se- a$
nhora : pode dirigir-se a ra da Cadeia do t
& Bpcife n. 52, segundo andar, at as 10 $
9 horas da manha;
Para informagSes ou encoramendas, podem di-
rgir-se a mcu correspondente no Rio de JanTiro,
ra do Parto n. 119, ou ao abaixo assignado, em
S. Paulo, ra do Carmo n. 3.C. P. Etchecoin.
O abaixo assignado previne ao respeitavel
publico quo nao faca transaegao alguma com a
fundicao do Slarr sobre urna letra de 5.5003, fir-
mada pelo abaixo assignado, proveniente da
compra de uma machina de vapor para o seu en-
genho Paco, visto como dila machina sahio im-
perfeta, nao podendoat hoje trabalhar regular-
mente apezar de todos csconcerlos e reparos por
arma- que a tem feito passar os respectivos engenhei-
ros, e ter por esta razao de enlrar em litigio com
a dila casa. Recife 20 de novembro de 1860.
Diogo Soares de Albuquerque.
Aluga-se uma casa que lera commodos pa-
ra grande familia, com arvoredos do fructo, com
baixadecapim.no Poco da Panella, para se pas-
sar a festa, em frente casa do Sr. Gibson : quem
a pretender, dirija-se Fra de Portas, a fallar
com Manoel da Silva Neves.
Aluga-se um segundo andar cora grandes
commodos: quem o pretender, drija-soa ra da
Praia, serrara n. 59.
Para quem se quizer es-
tabelecer.
Na ra das Cruzes n. 35,
sa-se de um olTitial de barbeiro.
preci-
Do hoje em dianle haver sorvete ao meio-
dia e a noite em casa de Sodr & 0., na ra Es-
ireita do Rosario n 11.
SORVETE.
Hotel Trovador.
Ra Larga do Rosario numero 44.
..,9.rd.0.Q0d-Ss!e.SskaDe'ec'merilo. nao nonnanrin
"ur>? Para uem servir aos seus Treguezes, tem
determinado fazfr sorvete todos os dias, prepa-
rados com todo o aceio e por menos preco do
que era outra qualquer parte. Ser ocioso" dizer
aos meus freguezes que a qualquer hora do dia
se encontram bons lanches, e fornece comida
para fra.
Na ra do Rangel n. 73 aluga-se rarrocas
para carregar trasles mas barato do que n;
oulra parte.
Traspassa-se uma casa em bom local com oxcel-
Icnle armacao, propria para loja de fazendas.mu-
dezas, ferragens, 011 outro qualquer negocio: faz-
se negocio a dinheiro ou a praso. Para tratar,
na ra Nova, loja de ferragens de Antonio Duar-
te Carneiro Vianna.
Faz-se todo o negocio com um sobrado em
Olinda na ra de Mathias Ferreira n. 5, rom uma
meia agoa ao fundo, cujo aluguel rende men-
salmente desoito mil reis : a tratar na ra Nova
n. 34.
COMIWMHA DA VIA FRREA
no
Recife ao rio Sao Francisco
Com a autorsa^ao do governo a companhia
olTercce a receber proposlas para a condueco de
assucares e mais mercadorias, desdo a eslaeo
das Cinco Ponas at o Recife e vice-versa das
mercadorias para o interior. A proposta devora
emprehender a boa guarda e entrega dos mes-
mos no Recite as partes contraanles, lomando
sobresi loda e qualquer responsabilidade, dando
a companhia urna garanta sufiicente para o fiel
execucaodo contrato. Devora a proposla decla-
rar aonde se prope desembarcar e recolheras
mercadorias.
Recebem-se proposlas al 29 do presente mez
dirigidas ao superintendente da via frrea. Es-
criptorio da companhia ra do Crespo, onde se
dar toda a informaco em delalhe quem pre-
cisar.
B. //. Bramah.
Ama de leite.
na ra da
Precisa-se de urna arai de leite
Aurora n. 40, casa do Dr. Aguiar.
O abaixo assignado .declara que Joo Fer-
reira de Carvalho deixou de ser seu caixeiro des-
de o dia 16 do corrente mez. Recifo 20 do no
vembro de 1860.Joao Duarte Maginario.
irmandade de Nossa Se-
nhora da Conceicdo
dos Militares.
Tendo de proceder-se a eleicao de
presidente desta irmandade para o fu-
turo anno de 61, no dia 25 do corren-
te (domingo) em virtude do compromi-
so que a rege, convida-se por meio des-
te a todos os Srs. irmaos para que com-
parece m no dia cima aprazado as 8
horas da manhaa no respectivo consis-
torio. Manoel Jos Victorianno de
Borba, secretario. ". nn =
f A GRANDE SUPERIORIDADE DO
Irmandade acadmica de tracto fluido composto
Nossa Senhora do Bom! salsa parrilha
CoilSelhO, Explica se pelo seo extraordinario
Por ordem do nosso Irmao juiz sao convidados! T ,a*M m',raCuloso effeitO no
os nossos charissimos irmaos para coraparecerem
no consistorio da irmandade domingo 23 do cor-
rente, s3 horas da larde, .fim de encorporados, J^li. j;ran,.ar, '" ~ "
acompanhar a procissao de Corpus Chrisli, para ^Tv d,r.ecla.menle do estado desle FL0ID0 VI-
que fomos convidados por S. Exc. Rvma.
Attencao.
Fazeodas e de miudezas.


^.
! EXTRACTO
gomposto de
-melorado e fabricado sob adireccao- do dr james r. cbilton,
___________O chimico e medico celebre de \ew York:
EX-
New-York, baveraos vendido durante muitos an-. HASKELL S MERRITK inrM,,M.
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Towd- B.TfAHNKS^& Co LS !
send, considera rao-lo ser o extracto original I *""* & -> 49 i^ Street.
nuino da salsa
apresen-
Amorim n. 40.
Anlonio da Cosa Monleiro, subdito
" vai a Portugal.
iupz.
tal. Isto ha de ser, visto o partido
que tem na economa animal.
A quautidade do singue n'um homem d'es-
Precisa-se de urna ama para cozinhar o diario talur* meJiana esl valiada pelas as primeiras
de uma casa, preferindo-se escrava : na ra do 8ulO"dades em vinte e oito arralis. Era cada
pulsarlo duas oncas sahem do corago nos bofes
Pfu- e dalli lodo o sangue passa alem no corpo huma-
?^iir^o naVlipnlai <1p phi "" raenS de QUATR0 U,NUT0S- uma ds-
UUIU pdl LILI Ueine- posirao extensiva tem sido formada e destinada
com admiravel sabedoria a destribuir e fazer
circular esta corrente db vida porlodasas
adenico Manoel de Honorato, professor parles da organisaco. Desle modo corre sem-
nhores esludantesde preparYlS Jo7LS2 9a pe- Cf0rP ,em lorranl9- ^^ a gran
abrir no dia \ de dezembro um curso particular i fon,t Je 'nferraidade ou de saude.
de oratoria e potica para habilitacao dos que! Seo sangue por causa aleuma se emnrenha
B7JT* ssr tyer srss lfeiari- V* dl5-
presumo se quizerem ulilisar, dirijam-se ra vtLOCIDAI)B ELCTRICA a corrupto as
Direita n. 88, prmeiro andar. raa18 femlas e mais pequeas parles do corpo.
Aluga-se pelo lempo da festa una casa sita O
zst/sjs jrsrAis; sm jes o1 e pe,os vasos ***+
- se faz completa-
iracto original e ge-
parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este nome foi
e quasi miraculoso effeito no lado ao Publico
8anue- I BOYD A- PAUL. 40 Cortlandi Street.
Cada um sabe que a sauJe ou a nfertoidade WA^TER. B TOWASEN 4Co, 218 Pearl
Street.
* mSS5.&lAZARD' I21 MaiJen ^ne.
JOHNCARLE& Co, 153 Water Street
M WARD Co, 53
CONUECEMOS A ARVORE
TAS,
E SUASFRU-
torica.
anoel de He...
particular, licenciado pelo governo, avisa aos se-
sobrado n. 63.
OSr. Eduardo Jos de Souza, padeiro. quei-
ra annunciar a sua morada, ou dirija-se fabrica
do Franca, na ra nova de Santa Rita.
Quem precisar de uma cabra (bicho)queda 1
r_ bem obrar com igual poder na cri?c,o de saude.
veneno lanca-.e para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas,
al cada orgao e cada teagem
mente saturado e desordenado. Desta 1
a circulado evidentemente se faz um ehgenho
poderoso de doenca. Nao obstante pode tam-
uma garrafa de leite lodos os dias, pode dirigir-
se a ra da Viraco n. 29, que vende-se por pre- Eslivesse 0 corpo infecionado da doenca maltona
qo commodo.
L. Joao Duarte Maginario faz publico, que
tendo despedido o seu caixeiro Joao Ferreira de
Carvalho no dia 16 do corrente mez, e nao tendo
declarado, o que agora faz, nao se responsabilisa
por debito algum.
Engomma-se roupa para homem e senhora
com perfeigao e promptidao por preco commodo-
na ra Augusta, taberna n. 31. se dir quem .
Precisa-se alugar uma prefa que
2 sirva para vender na ra : nesta typo-
graphia se dir'.
Parase passar a festa.
Aluga-so urna casa no Cazang, tendo bastan-
tes commodos ficando o ro na frente : a fallar
ro ua Nova n. 61.
OLEADO PINTADO
LiXSeBt q ']l?*J*x.prPrio P,ra me*. consolos, bancas etc., etc., a 3*000 o covado, baralis-
simo por sua eicetfir largara: na pirga da Iodepeodencia os. 2* 30. ^^
Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAMA Co, 10 Od Llip.
OSGODAJENNINGS, 188 Pearl Street.
RB. HAV1LAND & Co, Office 177 Broad-
way.
,amS4cN' ??BINS& Co, 134 Water Street.
"ftiiSJWELL, 86 William Street.
WM UNDLRHILL, hr, 183 Water Street.
^VDJ J"*W. ^ Waier Street.
MAR^H & NORTHROP, 60 Pearl Street
NORTOiV,BABCOCK& WOOO,
den Lone.
PENFOLD, CLAY & Co, 4 Flelcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Slreet.
SGHIEFFELIN, BROTIIER & Co, 104 &
!06JobnSt. ^
LEWIS & PRICE 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadwav.
lOAsior. 4 "
Houae, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN
Street.
POU & PALANCA. 96 John Street.
SERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I. MINOR& CO. 214 Futen Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Slreet.
JOSEPHE TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Corilandt
Street.
HAYDOCK, C0RLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDSER, 178 Greenwch
Street.
cV CO, 107 Water
E IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus Effeitos.
O extracto composlo de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend esta
OMEDIC4UEYT0DO POVO
Adala-so o maravilhosamenle a constituicao
que pode ser ulilisado em quasi todas as enfernti-
dades.
ONDE E DEBILID.VDE,
fortalece:
ONDE E' C U R R U P g A O,
purifica;
ONDE HE PODR DO,
ALIMPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servicos presta a humanidade, prepara-se agor
fai- na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn, seb a inspeegao direcla
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade de New-York, cuja cer-
tido e assgn8tura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSA PARRILHA
DO DR. 0W\S!;.\.
O grande purilicarfor do sangue
CURANDO
O Herpes
A Hertsipela,
A AriSTRICC,AO DO VEN-
TRE,
As Alporcas
Os Effeitos 00 azod-
gub,
Dispepsia,
As Doencas.defiga-
o,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smenle o san-
gue pode fazer-se puro e saudavel Gcar superior
a doen$a e inevitavelmente a expedir da cons-
liluigo.
^ O grande raenancial de doenga enlao como
d' aqui consta no fluido circulante^ nenhum
medicamento que nao obra directamente sobreel-
le para puriGcar e renova-lo.possue algum direi-
to ao cuidado do publico.
O sangue 1 O sangue o ponto no qual
se ha myster fixar a attencao.
O ORIGINAL E O GINUINO!
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
Cada garrafa
exterior de papel verde
*, l rSta l'tZt l'L^"' ^ lMK Pt"b C'' "-l-H. .. .nd.r,
AHydbopesu.
A Impingb
As Ulcebas,
O Rheumatismo,
As Chacas
A Df.dilidade geral*
AsDoencasde pelle
as borbolhas na ca-
*.
AS ToSSBSt,
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
OExlracto acha-seconlidoemgarrafas quadra-
das e garante-se ser mais forie e melhor em to-
do o respeito a algum ouiro purificador do san-
gue., conserva-se em todos os climas por cer-
to sspaco de lempo.
do original e genuino extracto do Dr. Townsend tem a assignetura e e certidao do Dr. J. R. Chlillon, na capa



DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FE1RA 23 DE NOVEMBRO DE 1860.

d)
Aluga-se urna casa na Passagem
da Magdalena com excellentes comino-
dos para urna grande familia passar a
festa, junto a ponte grande, com pti-
mo bando no fundo: as pessoas que
pr> tendereta dirijam-se ra Direita
numero 3.
O Dr. Manoel Moreira Guerra contina a
prostai-se aos senhores estudantes d& Paculdade
de Direilo como oxplicadorpara apccasio de
seu esludo dos pontos para os actos: pode ser
encontrado na ra da Matriz da Boa-Vista n. 24,
pela manha al as 10 horas, e a tarde das 4 em
diento.
Precisa-se alugar urna prala que engomme
e cosa, sendo soulciente paga-se bem : procure
na ra da Cruz n. 42, oscriptorio, das 7 horas da
manha al as 4 da tarde.
| Dentista de Pars.
15Ra Nova15
H FredericoGaulier, cirurgio dentista,'
$| faz todas as operare da suaartee col-
^g loca denles artificiaes, ludo com a upe-
4 rioridade e perfeico ques pessoasen-
yfe tendidas Ihe recohecem.
n Tem agua e pos dentifricios ele
afeada dos fabricantes amerlea-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casade SamuelP.
hoiston& ra da Senzala Nova n. 52
Bolnhos.
Preparara-se bandejas enfeitadas cora di-
versos modelos de bolinhos dos mais perfeitos
que lia em nosso mercado, para bailes, casamen-
to?, fcslas de igrejas e solemnisar as formaturas
dos senhores acadmicos; ludo da forma que
forero as encommcudos: dirijam-se a ra da Pe-
nha d. 25.
Hi Aluga-se a casa da ra do Tambi n. 30,
nova e recentemenle pintada : a tratar na ra
Direita n. 21, primeiro andar.
Offerece-se urna senhora para ser ama de
casa de pouca familia ou do homem solteiro
sendo s paracosinha e nao compra e viudo dor-
mir em sua casa : quom precisar dirija-se a ra
de Santa Cecilia n. 41.
Por certo.
OS. Jos Anlonio Rodrigues Canuto (Cazuqu)
queira ir a fabrica Sebaslopool pagar os materiaes
que deve ha mais de 2 atinas.
COMPMHI1
ALUANC
stabcecida m Londres
lABffj m mu.
CAPITAL
Cinco fnittioes de Ukas
sterUnas.
Sanadora Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, propietarios de
cajas, e a quera mais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para ef-
fectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de tena, e igualmente sobre os objectos
que contiverera os raesraos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer
qualidade.
l DENTISTA FRANCEZ. 3
*>. Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- ^
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e M
p dentifico. *<
^tl4.1t4..tAAtAJLAiAAAAAAAAi.Jl
50$ de gratificaco.
Furtaram hoje (16) do lugar do Giquia, 2 ca-
vallos com os signaos seguintes : tim absao ro-
silho, em grao, de segunda muda, com duas mar-
cas de feridas sobre os rins, ferrado em cima da
anca e do lado direito, bom andador ; outro car-
dovermelho, novo, gfande, bom passeiro, lam-
bem ferrado : quem os apprehender, pode en-
trega-Ios nesta praca ao Sr. Ignacio Ferreira da
Cosa, as Cinco Ponas, e no Altinho ao reve-
rendo vigario, ou ao abaixo assignado na povoa-
cio da Jurema, que receber 509 de gratificacao
Diogo Henriques de Souza.
Alugam-se
Da povoa^ao. de Beberibc 3 casas para passar a
fesia, todas caiadis e pintadas, com banho atraz,
do excellente e encantador rio do roesmo nome,
sendo urna para grande familia, ou casa de hotel,
com 7 quarlos, 2 salas, cozinha fra, estribara
para lo a 12 cavallos, urna grande planta de ca-
pim e cercado para vacca de lciie ; oulra com 4
quarlos, cozinha e quintal murado ; o a ultima
com 3 quartos, 2 salas e cozinha fra : quem as
pretender falle com o professor publico do lugar,
que dir quem as offerece por precos mui razoa-
veis.
Buhar do coinmercio.
Bairro do Recife.
Ra do Torres n. 12.
Este estabelcimenlo eslar aberto lodos os
das das 9 horas da manhaa em dianle.
K^llimanu Irinos & C. avisam ao
L'espitavel corpo do commercio que
Corara noraeados agentes nesta praca das
campanillas de seguros mai timos de
Hamburgo.
Ensino de msica.
Oderece-se para leccionar o solfejo.como tam-
bem a tocar varios instrumentos; dando as li-
nes das 7 horas s 9 1(2 da noile.a tratar na rus
da Roda n. 50.
Muil i se deseja fallar com os sennores abai-
xo declarados, na ra do Queimado n. 39, loja.
Antonio Jos deAmorim.
Antonio Francisco da Silva.
Mnoel Jos Milete Meiriz.
Joaiuim Jos Botelho.
O abaixo assignado, arrcmalanto da massa
fallida de Garrido^ Veiga, faz sciente aos deve-
dores da mesma massa, que venham pagar suas
contas na ra do Imperador n 17, segundo an-
dar, defronle de S. Francisco ; e aquelle que nao
cumprir esle dever, ser chamado pelo nome por
esle jornal. Outro sim declara mais que tem en-
carregado o Sr. Jos Bonto de Souza para rece-
ber dividas da dila massa.
Jos Joaquina Torres de Abreu.
O pholographo F Vilella mudou o seu s-
tibelecimento do retratos da ra Nova n. 18 para
a ra do Cabug n. 18, aoDde continua
Roga-se ao Sr. acad-
mico Joo Jos de Moura Ma-
galhes, queira apparecer a'
esta typographia, aflm de se
Ihe fallar acerca da obra que
mandou imprimir, visto nao
se poder saber qual a sua mo-
rada.
Precisa-se de um menor para cnixeiro de
urna taberna : do pateo do Terco n. 28.
ASA DE BAiHOS
NO
Assignaiura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados era 30 dias consecutivos. ,........... 109000
30 canoas para os ditosbanhos tomados era qualquer lempo...... 159000
15 Ditos dito dito dito 89000
7 ...;.. 4000
Banhosivulsos, aromticos, salgados esulphurososao?prec,06 annunciados.
EstareducQo de presos facilitar ao respeitavel publico ogozo das vanlagens que resultara
da frequenciadeum estabelcimenlo deuraa utilidadeincontestavel.mas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, ainda pouco conhecida eapreciada:
Estando a confeccionar-se o almona k
civil, administrativo, commercial, agr-
cola e industrial da provincia, roga-se
aos Srs. que tem de ser nelle incluidos
de mandarem suas declmeles de mo-
rada e estubelecimentos a' livraria n.
6 e 8 da praca da Independencia e o
mesmo se pede aos Srs. de engenho e
rendeiros.
A mesa regedora da
irmandide do Senhor Bom Jess das Dores em
S. Goncalo, convida a lodos os seus irmaos para
domingo 25 do correnle as 3 horas da tarde
acompanharroos a selemoe procisso de Corpus
i Chrisli que tem do sahir da imperial igreja do
i Espirito Santo do Collegio.Oescrivo,
Benlo Francisco da Cuuha.
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na bolicafranceza ra da Cruz n.22
INJECTION BROU
Remedio infallivel contra as agnorrhas antigs c recentes.
nico deposito na botica franceza, ra da Cruz n. 22.
Preco do frasco 3^000.
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas imperlaes AeFrancu.
Esteexcelente fumo acha-se depositado, diretamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBOA DO CARMO, o qual se vende por masaos de 2 hectogramos a 126000 e em porcao do
10 mseos para cima com descont de 25 porcento ; no mesmo estabelecimento acha-se tambem
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
3Ra estreita do Rosario-3 j
Francisco Pinto Ozorio continua a col- S
locar denles artiOciaes tanto por meio j
4fi molas como pea pressao do ar, nao
recebe paga alguma sem que as obras J
nao fiquem a vontade de seus donos, a
tem pozos c outras preparacoes as n.ais
acreditadas para consertarao da horca
Aluga-se a loja do oilo do Livrameulo
12: a tratar no mesmo, n. 16.
|@ S @@@@@@@@@
f Collegio de Nossa Senhora
# do Botn Conselho ra do
I Aurora n 26.
O director tendo designado o dia 29 do
correnle, s 10 horas da msnlin, para os
exames geraes dos alumnos internos pe-
9 ranle o conselho deliberativo do mesmo
@ collegio, convida aospaise corresponden-
tes de seus alumnos para que se dignera
comparecer nesse dia, aflm de conhece-
@ rem do aproveilamenlo de seus ftlhos e
correspondidos.
~ '$&S 8@ @@@@
COMPANHIA
C ompraSc
......CASA BE SAIDE W
"
t
II
JiC
Compra-se urna escrava moca, robusta e
sadia que saiba cosinhar para urna casa eslran-
geira : quem liver dirija-se ao escriptorio n. 18
jla ra do Trapiche Novo primeiro andar.
Compram-se 40 a 50 travs de 30 palmos
decomprimenlo, de boas qualidades ; a tratar
na ra da Imperatiiz n. 66, padaria.
Compram-se duas casas terreas, quem as
tiver dirija-se a ra da Cadeia do Recife n. 52,
segundo andar, al as 10 horas da manha.
Compram-se al 130 travs de 30 a 35 pal-
mos e que sejam de qualidade: a tratar no es-
criptorio de Manocl Goncalvcs da Silva, na ra
da Cadeia do Kecife.
Compram-se
escravosde ambos os sexos para tora da provin-
cia, tendo boas figuras e sendo sadias, paga-se
bem : no escriptorio de Francisco Malinas Pe-
reira da Cosa na ra Direita n. 66.
Narua da Cruz n. 33, compram-se escravos
de ambos os sexos, e agradando, nao se duvida
pagar bem.
Compra-se urna casa terrea no bairro da
Ba-Vista ou em Santo Anlouio : quem liver,
dinja-se a na ds Imperatriz n. 29, que ochar
com quem trotar. .
Compra se urna escrava que saiba engom-
mar ou mesmo sem habilidades : a tratar em
Olioda, no Varadouro, sobrado do dous andares*
defronle do embarque.

Sita em Santo Amaro.
Esteestabelecimentocontinua debaixoda administra cao dos pro-
prietarios a receber doenles de qualquer natureza ou catbegoria que
seja.
O zelo e cuidado all empregados para o prompto restabelecimen-
to dos doentefgeralmcntf conbecido.
Quem tequizerutilitai podedirigir-se as casas dos proprietarios
ambos moradores na ra Nova, ou entcder-secom o regente no esta-
tabelecimento.
Reforma de precos.
Escravos. .... 2$000
Marujos e criados, .... 2i'b00
Pt imeira classe 3/J e. 5,^500
As operaQOes serao previamente ajustadas.
Calcado barato.
ciosas formasMeir.es o q.ieptesenlemente nao enoontrar'o em oulra qualquer fabrica
Pernambucoeootros m tos objectos teadeDles. esta mesma ,te que acraenfadonhomencioi-lo?
n.1"1 "1""a-Ta1 f'3UC prCSa'n ma d'ra de um "" b.asileiro, pelo zelo no seu Jaba:
"""'" "" '"E" "Ull,e Slus 'reguezes oe qualquer encommenda que Iheseia
raaior prompltdoo e pelo que possivel cnconlrar-se om um artista destro e zeloso.
CONSULTORIO
DO

id
UMl
MEDICO PARTEIRO E OPERADOR.
3 RA DA GLORIA, CAHA DO Fl\VO 3
C\iniea por ambos os syslemas.
O Dr. Lobo Hoscoso d consullas todos os dias pela manhaa, e de larde depois de 4
horas. Contrata partidos para curar animalmente, nao s para acidade, como para os enseuhot
ou outras propnedades ruraes. r ee"u
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manhaa e em caso
do urgencia a outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forera de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife no-
derao remellar seus bilhe.es botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
Irnos do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha
Nessa loja e na casa do annunciante achar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos homeoralhtcos ja bem conhecidos e pelos presos seguintes: """-
Botica de 12 tubos grandes.....,.....10*000
Dita de 24 ditos.............. 15000
Dila de 36 ditos...............' 205000
Dita de 48 ditos................. 25O00
Dila de 60 ditos................ 3o0oOO
Tubos avulsos cada un............. 13000
Frascos de tinturas. ............, 2*000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em porluguez, com o diccionario dos lermos
de medicina, cirurgia etc.. ele........209000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Moraes. ,....... 69000
O Sr. caixa da companhia (eommen-
dador Manoel Goncalves da Silva) esta'
antorisadoa pagar desde hoje o 25* di-
videndo a razo de o#200 por a^rao.
Escriptorio da companhia do Bebe-
ribe 21 de novembro de 18G0.
O secretario,
Manoel Gentil da Costa Alves.
Precisa-se fallar ao Sr. Jos Pires
de Carvallio, que morou em Apipucos
e tem all um hotel : na praca da Inde-
pendencia livraria n. 6 e 8.
Flix Ramos Mamede de Almeida, cidadao
brasilriro. relira-se para Buenos-Ayres-
Precisa-se de urna ama de leile : na ra do
caes de Apollo n. 17, sogundo andar.
Manoel Teixeira vai Bahis.
Alten c&o'
D-se lOOjfOOO a juros sobre penhores de ouro
ou prala ; quem precisar, annuncie a sua mora-
da por esle Diario para ser procurado.
Aluga-se o sobrado e juntamente o arma-
zera da ra dos Burgos n. 29. confronte a ra
daMoed; quem pretender, dirija-se a ruada
Cruz d. -23, segundo andar, que achara com quem
tratar.
Offerece-se um homem, lauto para criado
como para cozinhar: quem o pretender, dirija-
se a ra das Cruzes n. 37, primeiro andar.
Attenco.
Acabamos de ler no Diario de hoje um an-
nuncio do Sr. Diogo Soares de Albuquerque, em
que previne o publico para quo niio contrate
comnosco Sobre urna leltra por elle acceila, re-
sultante da compra de urna machina de vapor
que Ihe vendemos para o seu engenho, sob pre-
texto de defeito na mesma machina e pretender
o annunciante levar o negocio a juizo. Tara
Iranquillisar o Sr. Soares de Albuquerque, de-
claramos que nao lenha S. S. cuidado .sobre a
sorte de sua leltra, porque felizmente nao lemos
necessidade de negocta-la e 6 nosso costume
nunca transferir a oulros scmclhantes dbitos.
Esperamos que se venga e eolio aceitaremos em
qualquer terreno que sej a opposico que ao
Sr. Soares de Albuquerque aprouver fazer. Re-
cife 22 de novembro de 1660.
C. Starr & C.
Aluga-se um segundo andar da casa da ra
das Larangeiras n. 14 : a tratar na ra Nova nu-
mero 20.
Prograumia da festa de Santa
Cecilia tambem padroeira
da msica novamente ins-
tallada sob os auspicios da
Senhora Virgem do Car-
mello, cuja frsta tera lugar
na igreja da mesma Se-
nhora.
No dia 24 do correnle ha>ero as vesperas com
a maiorsolemnidade possivel as 6 horas da tar-
de, no dia 5 pelas 9 horas da manhaa entrara a
solemne rrissa, sendo orador do Evangelho o
Rvmd. padre mestre ex-provincial Frei Joao da
Assumpgo Moura, as 7 horas da noile lera lu-
gar o Te-Deura em atcao de gracas, antes do
qual far o discurso o Rvmd. Frei Joao da En-
carnado Mello. Em todes os actos havera urna
excellente msica marcial, que executar as
melhores pecas antes e depois de qualquer dos
ditos actos. Assim lera lugar o festejo da glo-
uosa vugem Santa Cecilia Os encarregados do
mesmo esperam a concurrencia que costuma
haver em todos os actos que se celebram na ma-
geslosa igreja dos Rvmds. carmelitas dasta ci-
dade.
Precisa-se de urna ama que saiba cosinhar
e engommar: a tralar na ra do Seve ou Ilha
dos Ralos casa terrea n. 1, defronle da um
portao.
Precisa-se de urna ama que saiba cosinhar
o diario de urna casa de pouca familia, poi'endo
ir dormir em sua casa : no Recife ra da Cruz
n. 31, segundo andar.
Roga-se ao Sr. lente Horacio Alves da
Silva o favor do appiiecer na ruada Guia, taber-
na n. 9, que se deseja fallar no prazo de 3 dias.
ASSOCIHJUI POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
O conselho administrativo, conhecendo o de-
masiado atraso em que clao os senhores socios
para com a caixa social, adverte aos mesmos se-
nhores que tenham em vista o art. 75 dos estatu-
tos, que sera executado infalivelmente at o Om
deale correnle mez.
Secretariteda Associacao Popular de Soccorro
Mutuos21 de novembrode 1860.
Joo Francisco Marques.
1. secretario.
Vendas.
-Vende-se um escravo cabra de maior ida-
de, droprio paru ser dedicado a qualquer oflicio:
na ra da Cadeia n. 22, escriptorio.
Vende-se urna preta perfeita lavadeira c
cozinheira : a tratar no escriptorio de Prudencio
Araorim, praca do Corpo Santo n. 7.
Escravos pecas.
Vende-se 2 mulecas mucambas recolhidas de
idade de 18 a 20 anuos com excellentes habili- |
dados, 1 escrava de idade de 35 annos boa cosi-
nheira ror 600#, 1 bonito copciro de i iade 20
annos : na roa das Aguas-Verdes n. 46.
Vende-se urna fabrica completa para fazer
velas : na ra das Aguas Verdes n. 46.
Canarios e phitasilgos
muilo cantadores chegados ltimamente do Por-
to : na taberna da estrella largo do Paraizo nu-
mero 14.
Exposico
Annaocio.
Vendem-se dous eferavos do 18 a 25 annni
bonitos figuras, forles o robustos, proprioa eir
odo e qualquer servio, e tambem urna preta
boa engommadeira o cozinheira, urna n.u!. ta
com 11ra niliode 8 annos, perlVila engnmmadeira
0 cozinheira, e um cabrinha de 5 annos : na ra
da Udea do Recife n. 10, segundo andar.
Na loja da boa f, na ra
do Queimado n. 22,
vende-se muito barato.
JffW1 ,i"fln cn> 8 1|2 varas nada prca a
4500, dita muilo fina com salpicos a 5, dil de
cores de padroes muilo bonitos a 320 o covado
corles de cassa pintada com 7 varas a 2240 f.f
de litho liso muilo ino a 800 rs. a vara, tariata-
na muito Dna branca e de cores com l'l|2 vara
de largura a 800 rs. a vara, guarnicoes de cam-
braia (manguitos e golla) bordadas muilo finas a
5, gollinhas bordadas de cambraia muilo fina a
Ift, esparlilhos muilo superiores pelo baraiissimo
preco do 6J. penles de tartaruga a imperatiiz
muito superiores a 9#, bonets de velludo para
meninos a 5J, ditos de panno prcto a 3g, sopali-
nlios de merino muilo eufoitados a 2J o par, chi-
tas francezas iins escuras e claras a 280 o cora-
do, corles de cambraia de cotes com 3 babad.-s
cora 11 e 12 varas cada corte a 4c500, superiores
lerdos de cambraij de linho muito Oria e rica-
menle bordados a 9g, ditos de cambraia do algo-
dio com bico de linho a l280, ditos de cam-
braia de linho proprios para algibeira a 69, 7 o
Ha duza, ditos de cambraia de algodu a2400
e 3S a duzia, liras bordadas largas e lirias corn 3
1 [2 varas caja pera a 2g')00, e assim outras mu-
as fazendas que vendem-se por precos muito
baratos : na ra do Queimado n. 22, na bem co-
nhecida loja da boa t.
Toalhas.
Vendem-se toalhas de linho para maos pelo
Iwratissimo preco de 9 n duzia, ditas Je pello
muitosuperiorea a 12 a duzia : na ra do (Mi-
mado d. 22, na luja da boa f.
Brreles de seda
para padres
DE
METAES.
E' chegado ullimamenle a este estabelcimen-
lo um riquissimo sortiroento de raelaes que mui-
lo dever agradar ao3 compradores que pieci-
sarem : da ra Nova n. 20, loja do Vianna.
mmmmm m mmbbkmbi
m A loja de mar more
5g| recebeu enfeiles de plumas brancas e de a
cores para cabera de senhoras.
Finos barretes pretos de seda para padres a 25
cada um : na loja da aguia branca, ra dj Quei-
mado n. 16.
Bramante
bretanhas e atoalhado
Na loja da boa f, nit-rua do Queimado n. 22,
vende-se bramante de linho muilo uno com du;:
varas de largura, pelo baratissin" prego du S| M
a vara, brctanlia de linho muil.* fina e muito
larga a 203. 22g c 24 a pe?a com 30 jai 1 is,
atoalhado de olgodao com duas larguras a 1
a vara, diio de linho muilo superior, lambeta
com duas larguras a 3 a vara, ; na ra do Qu-1
mado n. 22: na loja da boa f.
AlgOllao IllOllSfl'O.
Vende-se algodao monstro com duas larguras
muito propriopara toalhas e lences por dispen-
sar toda o qualquer costura, pelo baralissim 1
preco de 600 rs. a vara ; na ra du Queimadu n
22, na loja da boa f.
%:
'
3^tS
Chapeos amazonas
de palha escura e cinzenta. guarnecidos de vel-
ludo e filas, tanto para senhoras como para me-
ninas, ultimo gosto em Paris : vendem-se em
casa deJ. Falque, ra do Crespn. 4.
Vende-se um terreno na ra Imperial, pro-
pno, coto 110 palryos de frcnie, com urna casi-
nha dettjolos, com muito bella vista, desembar-
que airaz, grandes futidos at o rio, aterrado e
promplo a edificar um grande esUbelecimento,
ou propriedades, que se vender com todo o fun-
do ou parles,assim como lansesde 30 palmos co-
mo conver.ha aos compradores : no mesmo lu-
gar, casa n. 222, a tratar com o proprietario Vic-
torino Francisco dos Santos.
Vende-se um escravo de muito bonita fiu-1
ra e mogo, proprio para qualquer servico :na
ra do Queimado n 22, na loja da boa f
ao p do arco de Santo
Antonio
chogou um rico sorlimento de bicos da Ierra,
proprios para ruupa de meninas, coeiros borda-
dos para baptisado.
Vendo-so um cabriclel com um bom caval-
lo ou esle someute : na ra do Queimado, loja
numero 36.
Attenco.
Vende-se um cavallo caslanho, andador bem
baixo, proprio para urna senhora por ser grande
e estar bem gordo, assim como muilo manso, at
proprio para um cabriole!; tambera vendem-se
algiinscasaes de porabos dos melhores: na es-
trada de Joao de Barros, sitio confronte capel-
la se dir quera vende, a tratar das 4 s 6 da
larde.
Vende-se a prazo
a loja de miudezas da ra Direita n. 83, com pon-
cas miudezas : quem a pretender, dirija-se
mesma, que achara com quem tratar.
Vandem-se 4 bois mansos de carro, os quaes
se acham na cocheira da ra da Florentina do Sr.
Dr. Lins : a tratar na ra do Crespo n. 14.
Vende-se para fra da cidade, com parli-
cularidade para algura engenho, urna escrava
boa engommadeira, lavadeira de barrella, cozi-
nheira, faz doces de differenlcs qualidades, pao-
de-l, refina assuca-r, e faz outros muitos servi-
$os ; ao comprador se dir o motivo por que se
vende : trala-se no Varudouro, em Olinda, no
sobrado de 2 andares defronle do embarae.
Vende-se a taberna denominada armazem
do sal, ra da Conceicao da Boa-Vista n. 6: a
tratar na mesma.
Entremetas e tiras
bordadas,
Vande-se mui bonitos entremeios e tiras bor-
dadas em fina cambraia, obras mui bem acaba-
das, os eniremetos pelos bar3lissimos precos de
I56O, 2j} e2#400 a peca c as liras bordadas por
Sf, 2&500, 3, 4, 5ge'6j>. Avista da superio-
ndade da fazenda ninguem deixar de comprar e
para isso dirijam-se a ra do Queimado loja da
aguia branca n. 16.
Franjas de se
de laa e algodao,
Mui bonitas franjas de seda de diversas largu-
ras e cores 1 500, 650 e 800 rs. a vara, ditas de
laa a 240 e 320, ditas de algodao brancas e pin-
tadas a 160 e 200 rs. a vara, todas prprias para
enfeitesde vestidos e casavrques, ditas com bor-
llas e lisas, com mui bonitos lavrores, prprias
para cortinados, toalhas, eobertaa, etc., tanto
brancas como pioladas a 3tf, 3J500, 49. 5J e 6-3
a pera : na loja d'aguia branca, ra do Queima-
do d. 16.
Bonecas chinezas,
Mui bonitas bonecas de choro vestidas a chi-
nen a ljOOcada urna, assim como outras tam-
bem elegantemente vestidas e de saias balito a
15500 : na lija da aguia branca, ra do Queima-
do n. 16
fi' o ultimo gusto.
Superiores gurgures de'scda de quadrinhej,
de lindos padroes, pelo baratissimo preco de 1
o covado, grosdenaples liso de lindas cores a 2;}
o covado. cortee de laa muito fina com 15 (ova-
dos, padroes muilo bonitos a 89, ditas de quadres
padre3 tamJem muito bonitos a 480 rs. o cova-
do, chales de cores, padroes inteiramente rovos
a 15 rs. o ce vado ; aproveiiem em quanto se nao
i acaba : n,a ra do Queimado n. 22, lija do
boa-f.
Na ra do Livrament, loja de calcado
n. 19, vende-se Calcado francez mais
barato do que em outra parte, netos
precos seguintes :
Para homem.
Borzeguins Melis de lustre e bezerro a 8?50O.
Ditos inglczes de lustro a 5J.
Ditos ditos de bezerro a 6)).
Ditos francozes de lustre a 69.
Ditos de bezerro, sola dupla a 7jJ.
Dilos de dito, vaqueta de lustre, a 7#.
Sapaloes do Nanles, sola lina, a 4^300.
Dilos, sola dupla, taxiado, a 5.
Para senhora.
Borzeguins de lustre a 4-3 (Jolli.)
Menino o meninas.
Borzeguins para menina a 3$500 e 4.
Dilos para menino, sola e vira, a 5*500.
Vende-se una armacao de urna taberna na
Iravessa do \ gario n 3, propria para o mesmo
que era, ou para outro qualquer estabelcimen-
lo ; quem pretender, na ra Nov* n. 50,
E' baratissimo.
Paulos de trim branco muilo bem feitos e pro-
prios para a presente estarlo, pelo baratissimo
pre?o de 5) cada um : na ra do Queimado n.
22, loja da boa-f.
de graca.
Chales.
Ricos chales de merino estampados, de cores
muilo bonitas a 7tf, ditos muilo finos a 8*500,
dilos lisos a 5jS, ditos bordados a matiz a 8$50fj,
na ra do Queimado n. 22, loja da boa-f.
Labyrintos e biccos das
Unas.
A loja d'aguia branca acaba de receber urna no-
vo e bonito aortimento de labyrintos e biccos das
Ilhas, obras j bem conhecidts por suas boas
qualidades e duragio. Os labyrintos por suas
mui divenas largaras regulara de 240 a U200 a
vara, e oa biccos de 200 a 1000. Un e outros
saodesumma ulilidade, e por aso se tornara
necessarios para as familias. Vendem-se em dita
loja d'aguia braca, ra do Queimado n. 16.
Cortes de caigas de meia casemira de cores es-
curas a 1600, dilos de brim de linho de cores a
2g, riscadinhos de linho proprios para obras de
meninos a 200 rs o covado, grvalas de seda do
cores a 640, ditas pretas estreitinhas e largas a
19, e alem disto outras fazendas que se vendem
muito em conta ; na loja da boa f, na ra do
Queimado n. 22.
Baloes de 30 arcos.
Vendem-se superiores baloes com 30 arcos,
sendo muito iccommendaveis por poderem flcar
do tamanho que se precisar, pelo baratissimo
preco de 6-5 ; na ra do Queimado n. 22, na loja
da boi f.
Attenco.
Vende-se na ra Direita n. 14, arroz do Mar-
nhao a lOO'rs. a libra, toucinho de Lisboa a 320,
azeile de peine a 400 rs. a garrafa, chouricas as
mais novas nesto mercado a 560.
Attenco.
.
Vende se um terreno na reguezia
da Boa-Vista em frente do becco dos
Ferreiros, com duas frentes urna para
o mesmo becco e outra para a nova ra
projectada, tendo 100 palmos de trente
e 220 'de fundo, solo foreiro : os preten-
dentes dirijam sea ra do Vigarion. 1.



m
DIARIO DE VUtiX*8BKQO* SEXTA fERA 23 DI ROVEMBRO DR 1860.
4o-.RiiaDireila45
ESCOMIDO SOUTMENTO
DE
LfAtO.
FUNDIQAO D AURORA.
Seus proprielariog otferecera aseus numerosos frageles e ao pubbico em geral, toda equal-
querobra manufaturada em seu wonheeido estabelicimeoto a saber: machinas de vapor de lodos
os lmannos, rodas d'agua para engenhps, todas de ferro ou para cubos de madeira, moendas e
meias moendas, tachas de ferro batido e fundido de todos os tamanhos, guindastes,' goinchos e
bombas, rodas, rodetes aguilhdes e boceas para Tomaina, machinas para amassar mandioca e para
.descarocar algodo. prengas para mandioca e oleo de ricini, portoes gradada, columnas e mo
disp
opu
necessario para o resguaruo aos n..., j_ prlim .ja r. l ""' "" ~".-----------"~ """"""w" "*
epequenmos ps; attendendo tambera a que I *ua au.Brura ** e na ruado Ltllegio hoje do Imperador n.65 moradia do caxeiro do es-
umacrinojwia^empavesadanSo^ pode estar de J'aciment Jos Joaquira da Costa Pereira, com quera os pretendemos se podem entender para
Roupa feita para liquidar
na ruada Imperatriz. n. 60,
loja de Gama & Silva.
Calcas de casemira de cor muito Anas a 7/ di-
tas de brim de linho brancos muito fino a 4.' di-
tas de gorgiirao escuro a 3a, ditas de brins de co-
res a 2g, 25500 e 3, colletes ao velludo, ditos de
sr-da e outras qualidades, Dalelots de alpaca preta
ra mu.to boa fazenda e 5j>, ditos de princesa preta
. a 6g, ditos de merm preto a 7$. ditos de panno
preto lino, ditos de riscadioho levizinhos a 2^500
Pianos
Sauuders Brothers & C. tem para Tender em
eu armazem, na praga do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegado,dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes i. Broadwoud diSons de Londrea,
muito oroDriosoara este clima.
acord com urna bolina acalcanhada ou desco-
eiJa, assim como un cavalheire de calca balao,
com um borzeguim estragado, far urna triste
figura vis-a-vis do urna bella; consideraces tao
acerlada actuaram no espirito do proprietario do
estabelecimenlo, ja to conhecido pela modici-
de dos presos do seu calcado, para reduzi-los
aiu liracnto e sera defeito, que aprsenla aos seus
boaignus freguezes (moeda em punho) pelos
precos abaixo :
Senhoras
Borzeguins 52 a 39.
Ditos ditos.....
Ditos ditos.....
Meninas
Bo zeguins 29 a 31. .
Ditos 25 a 28. ... ,
Ditos 18 a 24. .
4j}800
40500
43000
30800
3^600
3$ 200
qualquer obra.
mmmmk i immwq ie he?m.
Sita na ra Imperial n. 148 e IO junto a fabrica de salmo.
DE
Sebastio J. da Silva dirigidaporoFranciscBelmiro da Cosa.
Nesle eslabelecimenlo'ha sempre promptos alambiques de cobre de diflerentes dimen-
Qes de 300 a 3:000$) simples e dobralos, para distilar agurdente, aparelhos destilatorios
continuos para restilar e destilar espiritas com graduago at 40 graos (pela graduado de Sellen
HQm6ro Cartiw,, dos melhoressyslemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imperi-
0,,nn hombas de todas asdiraenges. aspirantes e de repucho, tanta de cobre como de bronze e ferro
i>orze0u.ns.......ypuu torneiras de bronze de todas as dimenges e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de
VICOS. ,$800 bronze e ferro para rodas d'agua, prtas para fornalhas e crivos de forro, tubos de cobre e
icosprova de togo e d agua. 8500 chumbo de todas as (lmenles para encanim mos camas de ferro com armaco e sem elle,
60000; fuRes de ferro potaveis o econmicos, lachase tachos de cobre, fundos de alambique, passa-
GsOOO deiras, espumadeiras, coccos para engaito, folha de landes, chumbo om lencol e barra zinco
50000\e.m len5o1 8 barra wnces o arroellas da cobre, lancees de ferro e lato, ferro suecia inglez
5'600;de ,odasas dimenges, safras, lomos e folies para ferreiros etc.,e outros muitos artigos poj
50l)OO'?enOSpre?'doque en\oulra. T>a|quer parle, desempenhan lose loda e qualquer encommen-
Dilos.........
nietos borzeguins de lintre. ,
Si pitos com elstico e lustre.
Dto arranca pelle, bezerro. .
Ditos de bezerro. ....
Meninos
Sipat>s........
Ditos.........3$000
Ha t-imbom nra variado sorlimenlo de todas as
ilasses e precon inflaros, sondo os annunciados
SOmente Je primeira rlasso.
30600
SKLOGIOS.
V-iiide-se ermasa de Saunders Brothers 4
G. praca do Corpo Santo, relogios do afama
J >' ibricante Roskell, por presos commodos
e nmbem-aucellins e cadeias paraos mesmos
deoxceellnte insto.
8
Sega coolra Fogo
COIIPANHIA
m9
da com prestesa e. perfeico ja conheciJa e para coinnodidade dos freguezes que sei dignaren)
honrarem-nos cora a sua confianza, aclio na ra Nova n.'37, loja de ferragens, pessoa habi-
litada para tomar nota das encommendas.
LJHORES
AGENTES
I
* G J. Vstley %de-se |
Formas de ferro para I
purgar assucar. i
I Buchadas de ferro.
% Ferro sueco.
Fingftfdas.
* .veo de Trieste,
g Pregos de cobre de com-
fposicao.
Barril ha e cabos.
I Brim de vela.
I C o uro de lustre.
Palhinha para marcinei- 1
| ro : no arma/em de C.
3 Astley & C. !
ef :3 "3> 3 "9 "* ~ -r -^ ^ stj s
Na na da Cadeia n. 2, vendem-se as se-
R'intps fizondas, por melade de seu valor, para
ii | lidaco.
Bicos de .suda brancos e prelos, de todas as
arguras. vara a 160, 210.400. 800 o 1000.
Um completo sortimonto de franjas de sedae
d algo lio.
Chales do lu.i'iuim 3 10, 15. 20 e 35
Botoes deseda, velludo, de louga e de fusto
de qnalidades Tinas, duzia a 200, 400 o 600 rs.
Collarinhos bordados de 500 rs., 23, 3 e 43J.
Entrenreios finos, poQas com 12 varas a lg.
Follios bordados tiras a 5!>0, 1, 2j, 3.j500.
Camisetas com manguitos a 3j}, 4, 5 c 65.
Enfeites de flores a 6J.
Chapos de seda para senhora a 10j.
Casareqnes de velludo a 40 e 60g.
Ditos de seda a 25.
Ditos de fusto a 8 e 12)
Fita'? dnseda e de todas as qualidaJes de 160
rs. a 1*500.
Dita te velludo de 2f0 rs. a 1J.
Em casa de \. O. Bieber & Successorcs, ra
da Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marea Farre & C urna das mais
acreditadas otaras, mui condecidas no RiodeJa-
nci'o.
Vinho xerez em barris, cognac em barris e
caixas.
Vinagre branco e linio em barris.
Brilhante? de varias dimensdes.
E^hcr sulfrico.
Gomma lacre clara.
Lonas, brinzaos e brins.
Ano de Millo,
Ferro da Suecia.
AlgodO da Bahia.
Vende-se um cavallo prelo, grande, bonita
figura o muito gordo, anda baixo at meio, e
tambem serve para carro por ser bom trotador ;
vci'dc-se por nao se precisar dello, a prazo ou a
dinheiro para ver tratar, na ra Direita nu-
mero 66.
i Vende-se um sitio com li- de le-
gua quadrada, e urna planta decoquei-
ros de mil e tantos ps, tem dual gran-
d3S ciraboisqtieda' dous bons viveiros,
na Ponteziaha freguezia de Wuribeca :
a tratar na ra doQueimado n, 48.
Vondem-se tres molecas de 12 a 43 annos.
urna negra cem duas crias, um mulalinho de 11
annos, um dito de 17 annos, bom boleeiro. de
boa conducta, e sem vicios, urna negra d0 meia
idade, lavadeira e cozinheira, por 6009, urna di-
> J&Jfii Jai JL Wl
OGRESSO
de
i
Os proprietarios deste eslabele-
cimento convidam ao respeilavel publico, principalmenle aoe amigos do bom e barato, que se
acham em seu armazem de molhados de novamenle sortido de gneros, os raelhores que tem
vindo a este mercado, por serem escolhidos por um dos socios na capilal de Lisboa e por serem
a maior parte delles vindos por conla dos proprielarios.
C\\oco\aVe
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porc,5o a 8O ..
MarmeVada imperial
afamado Abreu, e de outros mais fabricanles de Lisboa em latas de 1 a 2 libras a 800
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Stomacal de 1830.
Precioso de 1847.
As uuzias, e em caixinlias, a dinheiro, por ba-
rato prego : vende-se na ra do Trapiche n. 40.
esenptorio. r '
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recife n. 38, primeiro andar.
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sorlimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas e perfumaras,
do por menos do que em outras partes: na lo-
do vapor na ra Nova n. 7.
Cfieguein ao barato
O Pregula est pieimanlo, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
2?5, casemira escura infestada propria paracal-
Qa, colleiee^alitotsa 960 rs. ocovado, cambraia
organdy de nuio bom oslo a 480 rs. a vara,
ditaz^ transparente muito fina a 3, W, 59,
e65?a p^a, dita lapada, com 10 varas a 5 e
8f a pocf, chitas largas da rao lernose escolhidos |
padroes 1 24o. 60 e 280 rs. o covado, riquis-
simos chales de merino estampado a ? 9 e 83>,
ditos bordados oom las palmas, fazenda muito
delicada a 93 C11 ( um. ditos cora urna s pal-1
ma, muito fmos a 89500, ditos lizos com fran- j
jasdeseda a 5J, lengos de cassa com barra a
100, 120 e l 60 c ida um, raeias muito finas pa- '
ra senhora a i3 a luzia, ditas de boa qualidade!
a 39 e 3&500 a luzia, chitas francezas de ricos
desenhos, paracoherta a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 5$900 a poga.e a 1 to rs.
ocovado, brim branco de puro linho a lj,
10200 e 19600 a vara, dito proto muito encor-
padoa 19500 a vara brilhaniina azula 400, rs.
o covado, alpacas de I i Itrenles cores a 360 rs. o I
covado, ceso mi ras prelas finas a 2*500, 39 e
39500 ocovado, carabria preta e de salpicos a
oOO rs. a vara, a outras imitas fazendas que se
fara patente ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhr.

GRAKDE SORTIMENTO
DE
lazendase obras (eilasJ
Loja
es&BasloJ
Ha
e aTmazem
DE
A puchiuc'ia, antes que se
acabe.
Na loja do Proguica, na ra do Queimado n.
, tmsauj bales abenas, do ultimo gosto, pe-
o diminuto preco do 5$.
p|rs., emporio de se far algura abatiraento.
Ma^a de tomate
em latas de 1 libra por 900 rs., em porcao vende-se a 850 rs.
Latas em ev\i\\\as
vende-se nicamente no armazem progresso a 640 rs. cada huma.
Coi\sev\as francezas e inglezas
GS4SM SOWM1ST0
DE
i?,
razeniJas e roupa feita
NA LOJA E ARMAZEM
0E
Na ra do Queimado n.
46, frente amarella.
Sorlimento completo de sobrecasaca de m
panno preto o de cor a 25, 28*. 30 e 5
358, casacas a 28, 30 e35. palitotsdos f
mesmos pannos20. 22 e 25g, dilos de tf
casemira de edr a 16g e 18, ditos sac- f
eos das mesmas casemiras modelo inglez s
casemira fina a 10, 12^14 e 15J, dilos f
saceos de alpaca preto a 4$, ditos sobre
fino de alpaca a 7, 8* e 9, dilos dme-
| ri selim a lOg, ditos de merino cordo %
a tOge 123, ditos de sarja preta trancada
i saceos a 68, ditos sobrecasacos da mes- 5
| raa fazenda a 8S, ditos de fusilo de cor e 1
i branco a 4j}. 4g500 e 5g, colletes de ca- m
' somira de cor e preto a 5 e 6, ditos de *
I merino preto para lulo a 4 e 5, ditos J
\ de velludo preto de cor a 9a e 103, dilos I
! de gorguro de seda a 59 e ti;, dilos de S
I brim branco e de cor a 2a5(U" e 3, cairas *
de casemira de cor e preto a 7g. 88, 9 %
e 10a, ditas para menino a 6a e 7, tlilas j
de merino de cordao para nomem a 5J e
69, ditas de brim branco a 5J c 6, ditas J]
ditd de cor a 3}, 3>500, 4 e 5, e de |j
todas estas obras lemos um grande sor-
tmenlo p.ira menino de todos os tama- 31
ohos ; camisas inglezas a 36a > duzia. Na jn
mesma loja ha paletols do panno preto fj
para menino a 14$, 15j o 16a. ditos de y
casemira para os mesmos pelo mesmo J|
prero, dilos de alpaca saceos a 3; e B
3g50. ditos sobrecasacos a 5a e 6g para l
os mesmos, caigas de brim a 2a50d, 3a e SD
3a500, paletols saceos de casemira de cor
a 6 e 7a, toalhas de linho a 800 e la ca- M
da urna. 9
No mesmo estabelecimenlo manda-se a|
aproraptar todas as qualidades de obras *J
tendentes a roupasfeitas.em poucos dias, m
que para esse fim temos numero suf- 5
| liciente de peritos officiaes de alfaiates |k
35 rgidos por ura hbil raes'tre de seme- -xx
ff llianle arte, flcando os donos do estabe- ^
> lecimento responsaveis pelas mesmas tf*
VS obras at a sua entrega. H
Sebo e graixa.
Se' o coado e graixa em bexigas: no armazem
jp Tasso Irmaos, no caes de Apollo .
!
$ Machinas de vapor. @
}$ Rolas d'agua. @
@ Moendas de canoa. ;:=
@ Taixas.
sj Rodas dentadas. @
;-$ Brnuzes o aguUhps. 9
ft Alambiques de forro." @
j$ Crivosppailres etc., etc.
Q Na fundigode ferro de D. W. Bowman, &*
ra do Rrum passando o chafariz. '-'i
Na fabrica de caldeireiro la ra Imperial
j junto a fabrica de sabo, e na ra Nova, loja de
| ferrageus n. 37, ha urna grande porcao defolhas
i de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto oreco de 140ts. a libr
Rival sem segundo.
Na loja de miudezas da ra doQueimado n
55 defronte do sobrado novo ha para vender
pelos diminuios precos os seguintes artigos :
Duzia de sabonetes muito finos a 600 rs.
Cartees de clcheles com duas ordens a*20 rs
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Duzia de mcias uas para homem a 3
Di a de ditas para senhora a 3&500.
Presele meias para senhora a 300 rs
Latas com banjia muito fina a 500 rs.
Iscas para scender charutos, caixa a 60 rs
Phosphoros em caixa de folha a 120 rs
Carlas de alfinetes muito finos a 100 r'
Ca;xas de agulhas francezas a 120 rs.
Pares de sapatos de tranca deaigodao a I
Frascos de macass peroa a 200 rs
Ditos de dito oleo a 120 rs.
Du?.ia de facas e garfos, cabo preto, a 3.
Pares de sapatos dlas para meninos a 200 r=
Ditos de luvas de cor fio de Escoria a-820
asaos de gmmpas muito finas a 40 rs
Umivetes de aparar penna a 80 rs.
Tefoiiras minio linas para nnsiura a 500 rs.
Ditas ditas para unhas a 500>s
Peras de franja de las com 10 varas a 800 rs.
Ditas de tranca com 10 varas a 320.
Lmha Pedro V cartao com 200 jardas a 60 r
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escoyas para denles muito finas a 200 n
l-ordao imperial fino e grossi a 40 rs
Oleo de babosa muito lino (frasco) 400 rs.
Filinnsa estreilas para enfeitar vestidos a 800
o ^y""11"33 de muil bonitos gostos por lodo
a ld* P"a enCar e8parlilho muilo grandes
Dito para dilo pequeos a 80 rs.
Pecas de tranca de linho rom l'varas a 200 r=.
18400* lra"iade seda Pre,a C0IU J0 'asa
Van dedilaa 160 r.
Pares de meias de cores para meninos a 160.
t..isas para rap muilo finas a 1a.
Lmliapara marcar (caixa de 16 nvelos) a 320.
Liquidaco de roupas feitas
com 50 0|0 de abate, na rua
Novan. 47, junto a Concei-
cao dos Militaros.
Casacas de panno lino de 20 a 30S.
Vitas para menino de 16 a 20
Cairas de casemira de cor de 6 a 85
Ditas de dita prela finos de 8 a 10.
mal de brim oe linho a l$500o 5.
ilas de dito para meninos a 1R500 e 3a
Pa etots de brim para homem a 3 e 5S. '*
mos de casemira de cor a 1o e 18a.
Uitosde dita prelos a 10 e 20.
(...leles de velludo a 7 e 8.
Dilos de. gorguro a 4 e 6.
Dilos de uslaoa15()0e2-
tamisas francezas, duzia a 203
Cortes de velludo a 5 o G.
Fardas para guardas a 8 e IOS.
Casemira fina enfeslada a 3.
i Brins em varas e covados. de diversos precos
eoulras mais fazendas, ludo por barato preco. '
Carro.
Vende-se um cxccllente carro lodo envidrara-
do, com urna boa parelha de cavallos, por preco
commodo. a prazo ou vista : na na larga do
Rosario n. 24, loja de ouro, se dir quem tem
eis remedios
americanos.
4
IJoaquini Uoiirignes Tarares de Mello

RUA DOQUEIMADO N. 39
F.M SLA LOJ DE QCATBO PORTAS.
Tem ura completo sorlimento da roupa feila, I
convida a todos os seus freguezes e a todos'
quedesejarem ter ura uniforme feito com todo o '
gostodirijanwea e?le e-tabelicimenlo que em-
contrarao um habel artista chegado ltimamen-
te de Lisboa para desempenhar as obras a von-
tade dos freguezes, j lera um completo sorli-
mento de palitots de fina casemira raodello ira-
g'ez, e multo bom acabados a 1630O, ditos
de merino selira a 129000, ditos do alpaca
pretos a 59000, ditos de alpaca sobre casacas
Todas as casas de familia, senhores de ense-
nhe.fazendeiros, etc., deveni estar preTeniflos
com estes remedios. Sao tres n ediron;enio<* ccil
esnS08 CUia e,c"nient0 as Prindpaes 0.
Prompto alivio dePadvav.
Instanlaneamente alivia as mais accrl "ere
e cura os peiores casos de rheun aliso O, Coi Ce
cabera nevralgia, diarrha, cmaras, clica* bi-
lla, indigeslao, crup, dores nos ossos, CodIu'cp.
queimadura, erupcoes cutneas, an
Cao de ourina. etc.. etc.
;ina, un l-
as mais novas que ha no mercado a 70 rs. o frasco.
Iva tas de boVaeAiiulia de soda
com diferentes qualidades a l600a lata
\.mcix.as raneczas
ts mais novas que lera vindo a este mercado em compoteiras, contendo 3 libras por 39000 rs. I a H^7dN mib Mil i'SI^TmSS1
eem tatas de 1 1[2 libra por 1500 reis ditos de fn-im j; "/ T a,J*O
1 r ull0S ae 'U'-lao, ditos de ganga, ditos de tr ra
__ tn.li r**kr\ f\ ... ...
Yerdadeiros ugos de comadre
em caixa cora 16 libras por 39000 rs. a retalho a 240 reis a libra.
CaixinVias com 8 libras de passas
a 39000 rs. em porejio se far algum abatiraento, vende-se tambem a retalho a libra a 500 rs.
Manteiga ingleza
barril se far al-
e rirs,
as clatff.,
regras d.-s
perfeitamente flor a mais nova que ha no mercado a 1000 rs. a libra, era
gum abatiraento.
Cha perola
o melhor que ha neste genero a 29500 rs. a libra dilo hyson a 29000 rs.
Palitos de dentes lidiados
a 200 rs. cem 20 raacinhos.
peixe sarcl em posta
o melhor peixe que. exzisle em Portugal era latas grandes por 1500 rs. cada urna e de
outras muias qualidades que se vendem pelo mesmo preco
Mauteiga franceza
a 7-20 rs. a libra em barril se far abaronto. '
Tucinlio de Lisboa
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
em caxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 49000 rs.
Tambem vendvra-seosseguintes gneros, ludo recentemente chegado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 48fc rs. a libra, chourica mulla nova, marmelada do mais afamado fabricante!
de Lisboa, maga de tomate, pera secca, passas, fructas em calda, araendoas, nozes, frascos com
ta por 1:2003. urna mulata com as mesmas habi- amendoas cobertas, confeiles, pastilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux. oronrio
tSZl Z SdeT/p^-O^3? 1" mulato I P"a "-J eta! dos melhor fal>rican.es de San Pe.ix. maS de oda, as qualidades,
b>m cizinheiro ; tolos se vendem a prazo ou 8omma maao fina, ervilhss francezas, champagne das m3is acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermacete barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeile doce purificado, azei-
tonas muito novas, banha de porco refinada e outros muitos gneros queencontraro tendentes*
molhados, por isso prometiera os proprietarios venderem por muito menos do que outro qualquer,
proroettem mais tambera servirera aquellas pessoas que mandarem por outras pouco praticas como
se viessem pessoalmente; rogam tambara a todos os senhores de engenho e senhores lavradores
queiram mandar suas encommendas oe armazem Progresso, que se lhes affianca a boa qualidade e
o acondicionamenlo,
tudoa 90 0, ditos debrira de linho tranca-
do a 6f000, caiga de brim de linho muilo su-
perior a 5000, ditas de caseraira de cor a
99000 e a 109)00, ditas de casemira pre-
|ta superior fazenda a I2000, pautla fran-
cezes de panno fino far.enda muito fina a 259
sobre casacas de panno muito superiores a 353
e a 40000, um completo sorlimento de cami-
sas fracezas, tanto de linho como de algodo
efuslao vende-se muilo em conta, afira de que-
rer-se liquidar com as camisas.
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Biscoutos
Emcasa Je Arkwight i. C, ruada
Cruz n. 61

Botica.
a dinheiro, na rua Direita n. 66, esenptorio de
Francisco M.ilhias Pereira da Costa.
Aos fabricantes de velas.
Vende-se o verdadeiro fio inglez, proprio para
cavia* do velas de carnauba, tanto em porges
domo a retalho : na rua Imperial, taberna n. 87.
E pechincha.
Na loja do Preguira, na rua do Queimado n 2
tora cobertores de algodo de cores bastante
grandes, proprios para escravos, pelo baratissi-
mo prego de lg.
Vende-se na rua do Livrmeuto
n. 19, borzeffuins francezes a 6#, -lito
de bezerro a G$. dito de vaqueta a 7#.
Aos senhores armadores e
proprietarios de carros f-
nebres.
Vondem-se velbulina prela superior a 400 rs.
o covado : na rua do Crespo n 25.
oja esperanca.
Vende-se borracha de seda preta "para borze-
guins a 2200 o covado, graixa em barris muito
boa a 610 rs., est acabando-se, flautas de ebmo
de Gautrot a 18 e 20, braceletes de mozaico a
63 laa para bordar a 6JI00 a libra, trangas do li-
nho brancas para as roupas da fesla a 800, Ijj
1fi2OOel600a pega, sete padrdes differentes'
colheres Anas, facas, trinchantes, etc.: na rua'
do Queimado n. 33 A, Guiraares & Rocha.
Pormetade do seu
valor.
Rua do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phaniasia, muil9slind0s.de
duassaias, pelo baralissimo prego do tO cada
Bartholomeu Francisco de Souza, rua larga do
Rosario n. 36, vende-se os segniites medica-
mentos :
Robl'\ffoctcur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dila Saods.
Vermfugo inglez.
Xarupe 'lo Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
U iguento Holloway.
Pilulas do dito.
Kllitir anti-asmalhico.
Vidrosde bocea larga com rolhas, de 2 oncas
61llDr*l3. *
Assim como tem um grando sortimenlo de na -
"" Sa'8' 0qU,1 Vende a modico
Veniem-se libras iterlinas, em
casa de N. O. Bieber & C. : rua da Cru-
n. 4.
Solutivo renovador.
nicaTesv mv eDerBli;ad oj.hulosas,rhro-
n cas esyp hlil.cas; rrsolve os depsitos Oe B ,',,,
humores, purifiea o sangue, mmiit,
prompto e radicalmente cura, eawpfc.laV"":
reo. umores glandulares, icteri.ia. dores dVtf-
sos. tumores brancos, afeeg. s do icsoo
erjsipelas.abressose ulceras de Icda^
molestias d'olhos. difliruldade das '
mulheies hirorondria, venreo, etc
Pilulas reguladoras de Bed-
way
pararegularisar o systema, equililror 1 clrcula-
caodosangue, ioieiramente egetata fev ora veis
em lodos os casos nunca occasiona i.sii7f a tu m
dores de ventre, dses de 1 a 3 regularisan. de 4
a8purgam. Estas pilulas sao eflicazes as l'er-
oes do ligado, bilis, dor de caliera, ictericia ic-
digesiao, e em todas as enern.idades da D u-
Iheres, a saber : irregularidades, fluxo relee
coes, flores brancas, otstrucroes, hisleiisico etc
sao do mais prompto effeito a escarlatina 'f( 1 re
biliosa, febre amarella. e em todas as fetre* n -
ignas.
Estestres importantes medicamentos \tn a-
companhados de instrucroesimpressas qvtu os-
tra m com a maior roinuriosidade a aaneira de
applica-los em qualquer enfermidade. Esto pa-
rantidos de falsificaco por s haver vti.da 1 o
armazem de fazendas de Baymurjdo Carlos Lrit^
Irmao, na ruada Imperalriz n. 10,
agentes em Pernambuco,
nicos
Grammalica ingle-
z de Ollendorff.
Novo metliod para aprender a lr
a esciever e a fallar inglez em 6 mezes'
obra inteiramente nova, para ufo d
todososestabelecimentosde instruc<;3o,
pblicos e particulares. Vende-a- na'
Arados americanos e machinas I Pra.Sa ^e Pedro 11 (antigo largo do Col-
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. rua da Senzala n.i2.
m itoceoeu-se e continua a receber-se por @
# tolos os vapores artigos do mo.ias para
horaens, incluindo calcado de Melis na
Lojade mrmore.
m
t-Atti
Ceblas e velas.
Vcndem-se ceblas novas a 800 rs. o ccnlo
e spermacete a 680 a libra ; na travessa do pateo
do laraizo n.16, casa pintada do amarello.
um corle.
Um cscaler
Vende-se um escaler novo por commodo pre-
go ; a tratar na rua do Vigario n. 27.
JU Kecobou-sc e continua a receber-se' por ,
9 todos os vapores, vestimentas, calgado e
9 chapeos para meninos na #
I Lojade marmore.
Vinho genuino.
Anda ha urna pequea quantidade de ancore-
tas deste vinho sem confeigo. e proprio de doen-
tes : na rua do Vigario n. 19, primeiro andar-
Borzeguins a Garibaldi
para senhoras.
chegado loja do vapor na rua Nova n 7,
borzeguins pretos e de cores a Garibaldi para se-
nhoras, do ultimo gosto.
legio) n. 57, segundo andar.
eobertos e descobertos, pequeos egrandes.de
ouro patente inglez, para homem 9 senhora
de um dos melhores fabricantes de Liverpool
ivndospelo ultimo paquete inglez : em tesad
oSuthall Uellor & C.
Loja das seis portas em
frente do Livramen(o.
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. o co-
vado. ditas estreilas a iraitacao de lfia?mras a
160rs., cassas de salpicos brancas e Oe cores a
200 rs. o covado, pegas de esguiao de algodo
muito fino a 3J a pega, ditas de brplanba de rolo
com 10 vai as a 2. riscadinho de linho a 160 rs.
o covado, chales de merino estampados a 2.
longos brancos com barra de cor a 120 rs., dilos
com bico a 200rs., algodo monstrn de das lar-
guras o melhor que possivel a 640 rs. s vara,
nmssulina encarnada a 240 o ovado, fil de li-
nho preto bastante largo. A loja est aberta at as
9 horas da noite.


DUHfe tte MRNtMWJCO. 'SEXTA *EHU *3 DfclWrfMflRO Ul 1860.
(?)
UH&NCW
DA
FUNDIDO LOW-MOW,
Ra da Seuzalla Nova n. 42,
Nesle estabelecimenlo contina a haver um
completo sor limen to de moendas e meias moen-
das para eiigenho, machinas de vapor e taixas
de jorro balido e coado, de lodos os lamanhos
para dito,
Potass* da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verJadeira potassa da Russia nova e de superior
qmliJadd, assirn como tambem cal virgem em
pedra, tudo por presos mais baratos do que era
outra qualquer parle.
Vinho de Bwdeaux.
Em casa de Kalkmann lrmao9& C, ra da
Cruz o. 10 .encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca -los Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
dean! Tem as seguintes qualidades :
De Braadeiiburg frres.
St. Eslph.
St. Juliea.
Hargsax.
Larose.
Criieau Lovie.
Chleau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
51, Julien
casa ha para
St. Juliea Mdoc.
Cnateau Lcoville.
Na mesma
vender:
Sherry em barris.
Madcira em barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & G. e Wheeler t&Wilson.
Neste estabeleci-
menlo vendem-se as
machinas dosles dous
; tutores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranca:
no armazem defazendas
do Raymundo Carlos
Leite & Irroaos ra da
Irnperalriz n. 10 amigamente aterro da Boa-
Vista.
Hua Ao Queimado n. $9
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha corles de vestidos de seda de cores, azenda
muito superior com pequeo loque de mofo a
1)05000, ditos sem defeilo a 1008000, tem um
eslo de chales de toquim que estc-se acabando
a 309000, ditos de mirin bordados com pona
redonda a 85000, ditos scm ser de pona redonda
a 85000, ditos eslanpados com listras de seda
era roda da barra a 09000, ditos de ricas estam-
pas a 7000, ditos do ganga franceza com fran-
ja hranca a 2*000, dilos sem franja e muito
encorpado a 28000, ricos manieletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamento enfeilados a
259000, ditos muilo superiores a 305000, en-
i'eitesde vidrilho preto a 38000, ditos de relroz
a 35500, organdis da mais Gna que ha no mer-
cado a 19000 o covalo, cambraias de cores i
de padres muito delicados a 800 rs. a vara, ditas
Je oulras qualidades a 600 rs. a vara, ricas chitas
farncezas de muito boas qualidades a 280, 300,!
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, peitos para camisa a 240 rs. cada urna,!
corles de casemira de cores a 65000, ditas em
pesc,a de q'tadrinhosa 45000 o covado, gollinhas!
de muito bom goslo a 19000, dilos de oulros
bordados ricos a 3*000, manguitos de cambraia
bordados a 39000, tiras bordados e entrimeios;
que se venJera por prego commodo, bombazil de'
cores proprio para roupa Je crianzas, e capinhas
para senhoras a 19400 rs. o covado, corles de
cambraias de salpicas a 55000, corles de cam-
braia enfeiladas com liras bordadas a 69OOO,
1: oulras muitas mais fazendas que ser difcil
aqu pode -las mencionar todas.
M Recebeu-se um completo sortimento de @
([ lindos vestidos de seda e de phanlasia.com
$ 10 babadinhos ou sajte : na ra da Cadeia @
i$ loja n.23, de Gurgel & Perdigao. @
mmmmm-mm'mmm
Recobcu-'se ricas taimas de seda fei-
aS tas de croxe, capinhas, capas de grosde-
^ naples e manteletes, litas para sinlo e jjji
**> grosdenaples de quadrinhos em peca pa- <0&
|g de Gurgel & Perdigao. g
Asnoivas.
Recebeu-so pelo vapor francez os mais moder-
nos corles de vestido de blonde, mantas, louca-
dos, luvas de pellica de todas as cores ; e ven
dem-se tambem as mais commodas saias balao
de nova invenco ; na ra da Cadeia, loja n. 23,
de Gurgel & Perdigao.
gjg llocebeu-seum completo sortimento de
rfj pulceiras de sndalo, botao para colele,
extratos, essencia e banha fina : na ra
da Cadeia loja n. 23, de Gurgel & Per-
S digno.
Vinagre branco,
Veode-se
EM CASA DE
Adamson Howie C.
Vinho do Porto de superior qualidade.
Tinta de todas as corea.
Lona e flele.
Fio de vela.
Sellins, silhOes, arreios e chicotes.
Rolbas.
Ra do Trapiche n. 42.
Nova laja
de miudezas na ra do Quei-
mado n. 59, onde tem o lam-
peao do gaz na porta, ven-
dem-se as seguintes miu-
dezas :
Faccas e garfos muito linos de dous boloes a
69 a duzia.
Ditas o ditos ditos cravadas a 3g a duzia.
Ditas e ditos dilos oitavadas a 2J800 a duzia.
Ditas flamengA para coziuha a 80 rs. cada
urna.
Pacotes com 6 sabonetes mnito finos a 19200 o
pacote.
Caixinhas com 6 sabonetes mu delicadas a
193110 c 29 a caixinha.
Ditas com 12 sabonetes a 6g a caixinha.
Caixinhas com cheiros para dadivas a 19.Ig500
e 2*000.
Ricos chapeozinhos do seda para baplisados, o
que ha de mais moderno e ultimo goslo a if ca-
da um.
Ricos loucados de laa para meninos e meni-
nas, obra de apurado Rosto para passeios, e pelo
baralissimo preco de3g.
Sapaiiuhos de seda ricamente enfeilados,o que
ha de bom a 3g.
Ditos de merino porcm mui bonitos a 1#500
o par.
Camisas de meia para meninos a 500 rs. ca-
da urna.
Carios de clcheles com duas carreiras a 20
rs. o carto.
Caixinhas de alfineles com diversos lamanhos
a 160 rs. a caixinha.
Caixinhas com mobilias para bonecas a 29000
cada urna.
Apparelhos de porcellana'para bonecas a 39 e
4$000. E oulras niuitissimas miudezas que vis-
ta dos compradores nao se engeila dinheiro : na
ra do Quoim.do n. 59, loja de miudezas onde
tem o lampeo do gaz na porta.
Vcnde-se um par do adragonas, urna ban-
da, una espada, um fiel e urna barretina, tudo
novo e por proco muilo commodo : na ra Au-
gusta n. 66
No armazem de farinha de trigo no caes do
Ramos u. 18, vende-se oleo proprio para can-
dieiros americanos, a lata de 5 galloes por I69,
sendo o preco augmentado em consequencia de
ler pago na alfandega desla vez o duplo dos di- ,
reilos que tem pago d'anles.
Vende-se urna linda vacca turina I
pa ida de primeira barriga com um -
formozissimo bezerro de raca pura:a
quem pretender dirija-se a esta typo-
graphia.
Aos senhores proprietarios de|
engenhos.
Vende-se um vapor com todos os seus compe-
tantea, tendo a forca do 8 cavallos, preco razoa- 1
vel ; os'senhores que preleuderem, dirijam se a !
roa da Aurora u. 32, em casa do Sr. Roberl Ruk-
patritk.
Macas e peras
de todas as qualidades que existem em Portugal,
tanto em porcao como a rclalho, sem lemile do
pre;o : vende-se nicamente no armazem Pro-
gresso do Duarte & Irmo, no largo da Penha
numero 8.
A 28400 o corle.
NO
Armazem de fazendas da ra
doQueimado n. 19.
Cortes de chita franceza pelo baralissimo prego
e tyiOO, a nlcs que se acabem.
Venderase duas moradas de casas (errase
em Olinda, sondo urna na ra do Amp-iro rom
bastantes commodos, quintal murado, e estriba-
ra para 2 cavallos ; c a outra na ra de S. Fran-
cisco com bom quinlal e cacimba propria para
quera precisar lomar banhos salgados por ser
muito porto, ambas por preco commodo ; a tra-
tar na ra do Amparo, casa contigua a escada
que sobe para a igrefa do N. S. do Amparo.
Loja das seis porlas em
frente do Livramenlo
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. o co-
vado, dilas estrellas de cores escuras a 160 rs ,
pecas de bretanba de rolo com 10 varas a 2,
ditas de esguia j de algodao muilo fino a '$, ris-
cadinho de linho a 160 o covado, lencos brancos
com barra de cor i 120 rs, ditos brancos com bi-
co a 200 rs., algodao monstro com duas larguras
a 610 a vara, laazinhasde duas larguras, fazenda
nova para vestidos a 500 rs. o covado, enfeites de
tranca com laco de fita para cabrea de senhoras
a 2^500, corles de risrado para vestidos a 2g, pe-
cas de raadapolao com 4 1(2 palmos do largura a
4-3100, chales de merino estampados muito linos
a 69< A loja osla aberta al as 9 horas da noite.
Carros.
Vendem-se 2 ricos carros, um grande e oulro
pequeo, bem aparelhados e elegantemente pin-
tados ; na largo do Cnrpo Santo, cscriptorio de
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho.
Chapeos de sol de seda para homem
a 5$ cada um e em porco de urna du-
zia para cima far-se-ha 10 por cento
de abate : na ra Nova n. 23, esquina
da Camboa do Carmo.
Ra do Queimado
n. 39.
Na
Loja de quatro portas
JOAQUIM
TAYARES
DE
rodrigues
de Mello.
Chegou ltimamente a esle estabelecimenlo um
completo surtioicnto de chapeos prelos francezs-
do melhor fabricante de Pars, os quaes se vene
dem a 79000, dilos a 89000, dilos a 99000,
dilos muito superior a Ki0t0, ditos de castor
drelos e brancos a 16*000, o melhor que se
podo desejar, chapeos de feltro a Garibaldi de
muito superior massa a 79000, dilos de copa
baixa para diversos presos, dilos de palha escura
de varias qualidades que se vendem por preco
barato, bonels de veludo para meninos a 59000,
ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos
de panno muilo bem arranjados a 39500
chapeos de seda para senhoras a259000 muilo,
superiores, dilos de palha escuras proprios para
campo a 129000, dilos para meninas 109000,
chapeos de sol de seda Inglezesa 109 e a 129
muito superiores, ditos francezes a 89000,
ditos de panno muilo grandes e bons a 49000.
sapatos de voludo a 29000. dilos de tranca a
19600, sintos de gruguro para senhoras e me-
ninas a 29000, coeiros de casemira ricamente
bordados a 12-3000, e oulras muila fazendas
que a vista dos freguezes nao deixaro de com-
prar.
Campos & Lima |
receberam urna factura de chapeos de sold se-'
da para homem, tendo entre estes alguns peque-
os que servem para as senhoras que vao para o
campo lomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porcao seja grande se resolvero vender pelo
proco de 69 8 6g500, e alguns com pequeo de-
feilo a 59 : na ra do Crespo n. 16.
Ra da Senzala Nova n.42
Vende-se-em casa de S. P. Jonhsion d C
vaquetas de lustre para carros, sellins e silhoes
inglezes, etndeeiros e castices bronzeados, lonas
inglezes, fio de vela, chicote para carros, e mon-
tara, arreios para carro de um e dous cvalos
e relogios de ouro patente inglez.
Recebeu-se recenlemenle o continua a fy
@ receber-se directamente de Faris e Lon-
Mi dres por lodosos vapores, de encommen @
da especial, arligos de modas para se- 63
C-:i nhoras na &
f Lojademarmore. 1
Loja da seis porlas. em
frente do Livramenlo.
Roupa feita barata.
Paliioi alpaca prela 455000 e 9' 00, camisas brancas
ede cores a 29000, ditas de fusto a 29d00
serolas muilas finas a 15600 e 29000, palilols
debrira pardo a 39000 caigas de casemira pre-
ta e de cores, palilols de panno prelo sobre casa-
cas, colleles de casemira prela ede cores, dilos
de veludo preto e de cores ; um completo sorli-
menlode roupas feilas
Vinho Bordeaux,
Palmer Margaux, em cnixas de ume du?ia, autor
Jules Hue & C, na ra do Vigario n. 19, pri-
meiro andar.
Carvo animal
de superior qualidade, vindo de Lisboa ; na roa
do Vigario ii. 19, primeiro andar.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sorii-
menlo de lachas e moendas para engenho, do
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapi-
che n.4.
Ruada Senzala antigo depo-
sito do gelo.
Vendem-se bai ricas com maraes de
muito boa qualidade vm las no gelo a
6# a barrica, assim como o gelo a 4$ a
arroba, o deposito estar' abetto todos
os das das9 horas da manhaa as 5 da
tarde.
Por barato preco, para acabar, na ra da Irn-
peralriz n. 40, oulr'ora aterro da Boa-Vista, loja
da esquina do becro dos Perreiros, vende-se novo
sortimento de fazendas para liquidar, a ser cm-
bralas brsncag, o mais uno que possivel, a pe-
?a a 39, 39500, 4, 4$500 e 59, cortea de meia
casemira e brim lavrsdos brancos a 1600 e 2$,
toalhas para rosto de nova invenco a 640, cortes
de nscado francez com 12 covados a 2&3C0' cha-
les estampados de merino a 29500, e tudo o mais
se vende barato.
Calcado para senhoras e
meninas chegado no
ultimo vfpor francez.
Vendem-so borzeguins de senhora com lago o
sem elle a 59, ditos para meninas de lodas as
idades de cores e pretos com lego e sem elles a
3j500 e 49 : na esquina da ra das Cruzes n. 2.
Chapeos deso
Terrenos per-toda
praca.
Caminho dos mnibus.
Os herdoiros do commendador Antonio da Sil-
va vendem sua propriedade, no lugar da Casa
Porte, em sortea de ierra a vonlade dos compra-
Gama < Silva,
na ra da Imperatriz, oulr'ora aterro da Boa--
Vista d. 60, vendem para liquidar-se as faztudaJ
seguintes, por ornos de seu valor.
Curies de vestidos de la c seda a 13?, peras
de bretanba com 10 varas a 49, ditas de rolo com
10 varas a 2$, chalys de cores muito bonilos, cu-
vado a 800 rs., olar de seda lindos padioes a c(0
rs.. laazinhss de quadrinhos e muilo finas a 410
Seda grandes para homem
A 5$000,
na roa Nofa n. 36, defronte da igreja da Concei-
(ao dos Militares.
@ Vende-se luvas de camuren branca e
J:C amarella para os ofTiflies de caladores, @
Q infamara c cavallaria, ditas pretas para'S
artilharia : na loja de Nabuco & C, na
V, ra Nova w.-l. (
@@@@@ @@ @@@e
Vendem-se saceos com farelo de Lisboa,
chegado ltimamente : na Iravessa da Madre de
Dos n. 15.
Aos fabricantes de velas
Vende-se urna grande porcao do caixoe9 pe-
queos proprios parase enraixolar velas de car-
I nauba por terem sido de velas de sebo do Porto : '<
1 na ra de llortas taberna n. 15.
dores com a nica restriego de nao lerem menos ',rs- o' covado, ditas bareges de quadros o rovat'o
de 80 palmos de fenle, e fondo designado pela a 280, merino de urna so efir para vestido a 3S0 o
respectiva plaua approvada pelas autoridades 2Xa eV^'1*8 're,|cczas escuras o covado a S4C,
competentes, o engenheiro Antonio Peliiiano ';!f. B "< "scados iargos francezes o covado a
Rodrigues Selle o encarregaoo das medicoes w rs ;. mussuliiias matizadas o covado 200 rs.,
precisas, e pode ser procurado no mesmo siiio, cossas rance2as pora vestidos o covado a 40, e
ou na ra estreita do Rostrio n. 30, lerceiro an- 01,us mullt> r,"os a 300 rs., corles do nscados
dar, ou na pra$a da Boa-Vista, botica de Joaquim -nsTos para vestido a 39, cambraia de salpico
Ignacio Ribeiro Jnior : os pretendentes podem [ ni"I' a 400 rs., enfeites de vidrilho prelose do cores a
3$, gollinhas de IrmpaaM muilo finas o 3, gros-
.denaples muilo encorpados ocovsdo a jf, dy lu-
ido se do amostras, icando penhor.
Vende-se urna mulata perfeila engorrima-
deira o perita cozinheira e lavadeira, de idado
pouco mais ou menos, de 25 annos ; quem a pre-
tender, dirija-se a ra do Queimado n. 51, loja.
120#000.
Damasco.
Vende-se urna colcha de damasco carmizim,
com rica franja e borlas de seda, propria at para
ornar janellas, val 2109 e vende-co por 1209 : a
tratar na ra da Imperatriz n. 12.
dirigir-se igualmente para qualquer proposta ou
esclarecimento ao herdeiro L. A. Dubourcq, no
seu sitio na Capunga.
Rap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joao Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap sera duvida o de melhor qualidade
fabricado nesle imperio, acaba de chegar e ven-
de-se no deposito, ra do Vigario n. 23, cscrip-
torio.
m
Vendem-se 5 carros iiovos com todos os ^
arreios : na ra Nova n. 21. H
Pao de Senteio novo.
Aclia-se todas as quartas e sabbados, das 11
horas do dia em diantc : em Santo Amaro, pa-
Idaria allemaa, e na ra da Imperatriz n. 2, ta-
berna.
Coke (carvo.)
ou combustivel para cozinhas, caldeiras, ele,
Vende-se cera de carnauba da velha muito econmico paza as casas particulares: ven-
A 9,000 a arroba.
e nova safra a preco de 9$ : no antigo I
deposito do largo da Assemble'a n. 9.
Relogios
Suissos
um quin-
dd
Admira- !
vel peehincha
8 NA LOJA DE
%Guimaraes Villar^
|| Ra do Crespn. 17.
,ap Vendem-se coitos de cambraia n quilla
jg com muila fazenda pelo proco de 2$500 e ]
mf: 3^, peehincha admiravel s .i vista se <
IV acredilar e mandamse amostras.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnslon Paler & C,
ra do Vigario n. 3, um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
tamben
para os
Em casa de SchaflciUin & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sortimento
do relogios de algibeira horisontaes, patentes,
ebronometros, roeioschronometros de ouro, pra-
la dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vanderaoror procos razoaveis.
Vestidos de blonde. |
I Na loja de Gnlmaraes & Villar na roa *
j do Crespo n. 17, vendem-se ricos cortes
@ de vestidos de blond ullimameitle chega-
dos de Taris. fe*
de-se na fabrica do gaz em pories de
tal para cima alo uuintal.
A loja de niarraore
recebeu vestidos de blonde bordado para
casamento.
A loja de niarmore
receben vestidos de seda de cores do ul- %
limo goslo, ijj?
A loja de man ore
recebeu \estidos de phantasia do ullim
A loja de niarmore
recebeu vestidos brancos de can.lrai:
| bordada do iillinn goslo. ^
pe- P
Kv
Vende-se um fardamento rico para guarda
nacional, sendo de cacador : na ra estreita do
Rosario n. 12.
na do Crespo
afamados fabricantes do Liverpool
urna variedade de bonitos trancelins
meemos
\. 19.
Armazem de fazendas ba-
ratas, na ra do Quei-
A loja de marmsre
^ recebeu manteletes, ronds, taimas,
w regrinas e mantas do ultimo gusto.'
!gE Aloja de niarmore
% recebeu novo sortimento de bouinus be- S
*' douine para sabida de baile.
A loja de marmoie
e recebeu novo sortimento de enhiles pa- T
m^ 1a vestidos, inrluodo bicos de blond f1"
^ A loja de murmure
> recebeu novo sortimento do chapeos e ^>
^ enfeites paca senhoras.
loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, vende-
se por precos baiatissimos para acabar : ves-
tidos de larlatana bordados de seda a 8?00O, Pp-npirna ra npnmp 1 ('.<.'
organd de cores muito finas a 320 rs. o co-i v l eilC1,aS ll<- rame O i>.
. c.,.. ... 1 rcnenas de rame pruprias para padsna o rp-
vado .cassas de cores a 240 rs._, cbiU larga |flna98o, polo baralissimo prto^e 6 : na loja de
20i, e 240 rs., capas de fuslao enfeiladas a (ferragens de Vidal & Bastos, ra da Ca
mak
50f 0, casaveques de cambraia e fil a 58000,
perneadores de cambraia Lordados a 69000,
bahados a 320 rs a vara, liras bordadas mui-
to finas a 19500 a j eqa, rucado francez fino
;a 16i. rs. o covado, golinbas de ponas bor-
dadas a 28500, manguitos de cambraia e fil
a 2*000, camisinhos bordadas muito finas a
28000, chita larga com lustro e milite fina
propria para coberta e roupoes a 320 rs., es-
guio de Hubo a 1>20 a vara, roupoes de
uadea o
Recife n. 56 A.
Vendem-se 2 hunos de raea hespanhola
legitima : a tratar na mi do Vigario n. 19, pri-
meiro andar, 01.de lau bem tem farelo de Lisboa
supeiior.
Eseravos futiros.
Escravo fgido.
Um niu]aiocir0i niagio, com pannos prelos
seda feitos a 129000, vestidos de seda mofados i n" ffaSM do r'sl. representando ler 25 ; 1 1 -
arrenrlidie 1(0 rs n n.r i la;'?,>' rialural do I'.io do Tcixe, el
o par, 1uiz, desappareceu no dia 30 de oulubro d
Ricos corles de gaze de seda e phanlazia com
duas saias, (pela terca parle do seu valor
cada corle.
Lences e coLertas.
l.encoes de bramante, dito de panno de linho,
cobertas a chineza pelo barato preco de 1$600.
Vestidos de seda.
Ricos vestidos de soda para meniuos e meni-
nas, fazenda superior,
por urna das melhores
preco de 88.
Chitas francezas.
Chitas francezas proprias para casa por seren
escuras, e dilas claras a 220 rs. o covado.
Colchas de l'uslo.
Grandes colchas de fuslao com ricos lavores a
5J500.
Chuls de merino.
Chales de merino bordados, franja de seda, a
58500, dilos estampados a 3SJ00.
Paletots escuros.
Paletots escuros a 2S600 cada um, cambraia
organdys a 500 rs. a vara, dilas muilo finas a
640 rs., bales de malha a 5g, dilos tapados a $,
lencos brancos a 1g800 e 2g, algodao com 8 pal-
mos de largo a 600 rs. a vara.
Ricos manteletes.
Os mais modernos manteletes pelo preco de
305000
a 88000,
vestidos de
luvas
29500
a 8800o, brim
palmos de largura
grosdenaple preics com barra de
a {8 cor a 20?>000, palitos de pao prelo e decores
i de 16000 a 209000, sobrecasacas de panno
'muito fino a 258(00, caifas de casimira preta
le decores de 0*000 a 109000, ditas de brim
; branco e de cores de 2(C0 a 5CC00, palitos
de brim branco e de cores de 2?500 a 5*000,
ditos de alpaca de 380C0
feilos no Rio de Janeiro Irarr^ado de algedao com 9
modistas, o pelo barato | proprio para loaas a 300 rs! a vara, damas-
co de laa com 9 palmos de largura a 1*600 o
covado, velbutina preta a 400 rs., brim de
linho de cores a 1*500 o curte, rr.eias croas
para homem a 1*200 a duzia, camisas de.
linho inglezas a 3200O a duzia, pegas de
madapolo fino a -^OO, corles de lanzinha
muito fina com 15 covados a Sf>000 rs., ca-
misas de cores e brancas de l95f 0 a 3*000,
e oulras muitas fazendas por menos do sen
valor rara fechar conlas.
queesquer
ao seu se-
Compendios
TARA
Instruccao primaria.
ARMAZEM OEROIPAFEITA
SHIM)
Loja das 6 portas
Defronte do becco da Congregacao letreiro verde.
superior.
Vende-se vinagre branco superior em barris de
auinto, por prego commodo ; na ra da Cadeia
do Recife n. 12, escriplorio de Bailar & Oli-
veira.
0
mam a

Recebeu-se os mais modernos cha- O;
pos de palha enfeilados com plumas ou cf,
flores ; na ra da Cadeia loja n. 23, de Gurgel & Perdigao.
Julio & Conrado
querendo acabar um resto de camas de ferro* tem
resolvido a venderem por 15g. 20 e 258-
Ultimo tom.
Alpaca de eeda de quadros a chineza, vindas a
primeira vez ao mercado : em ctaa de Julio &
Conrado.
Gasacasde panno preto a 309, 359 e 408000
Sobrecasacas de dito dito a 359000
Paletots de panno prelos e de cores a
208, 259, 309 e 358000
Dilos de casemira de cores a 158 e 229000
Ditos de casemiras de cores a 78 o 128000
Dilos de alpaca prela gola de velludo a 128000
Ditos de merino selim prelo e de cor
a 89 e 99000
Dilos de alpaca de cores a 38300 e 58000
Dilos de alpaca prela a 39500, 59,
79e 99000
Dilos de brim de cores a 38500,
49500 e 58000
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 e 68000
Caigas de casemira prela e de cores a
98, I09e 12000
Dilas de princeza e alpaca de cordao
prelos a 58000
Dilas de brim branco e de cores a
28500 49500 e 59000
Ditas de ganga de cores a 38000
Ditas de casemira a 59500
Colleles de velludo decores muitofino a
Dilos de casemira bordados e lisos
prelos e de cores a 58, 59500 e
Ditos de setim preto a
Dilos de casemira a
Ditos de seda branca s 59 e
Ditos de gurgurao de seda a 59 e
Diios de fuslao brancos e decores a
39e
Dilos de brim branco e decores a 29 e
Selouras de linho a
Dilas de algodao a 19600 e
Camisas de peitode fuslao branco e
de cores a 28300 e
Dilas de peito e puohosde linho mui-
to finas inglezas a duzia
Dilas do madapolo brancas e de cores
a 18800, 29 e
Ditas de meia a 18 e
Relogios de ouro patente e orisontaes
Ditos da prata galvanisados a 258 e
Obras de ouro, aderecos, pulseiras e
rosetas
10900
69000
58000
39500
69000
69000
39500
29500
29500
29000
29500
358000
28500
19600
9
308000
Crammatica portugueza, ultima edico, pelo
i professor Castro Nunes, encadernada.ra'rlanada e
brochurada, arithmelica pelo mesmo cartonada,
cartas de Abe, taboadas, calhecismos de doulrina'
n christaa, pautas, Simao de Nantua, Economa da
eill Irente CIO LlVram6HlO Humana, tudo por mui acommodado preco:
_. nn na ra do Imperador n. 15.
Laazinlias a aOO rs. .
Camisinhas muito bonitas com duas larguras I ^J^^lTJ^^SSIL'l*?**0*' de
para vestidos de senhora a 500 rs. o covado, cor- I '...?. 1'^ -"e.pe?e,K,lnei,lt T^'.V'
lar vestidos e roupoes, trabalha em labyriuthos,
penteia qualquer senhora com delicadeza, e en-
gomroa alguma cousa : quem a quizer comprar,
dirija-se loja de Joo da Cimba Magalhes, na
ra da Cadeia do bairro do Recite, que dir quem
a vende.
Vende-se um preto de meia idade, ptimo
cozinheiro : na ra Direita n. 123.
Calcado de Melics.
Na loja do Arsnles vendem-se a dinheiro
vista borzeguins de Melis de cordavao, bezerro
verniz. e pellica a 13g, sapat5es de bezerro, dito
de cordavao a 8j.
Vende-se um escravo crioulo de
idade de 21 annos, muito sadio, bonita
figura ebom oflicial de carapma, tam-
bem sabe bolear : a tratar na ra Real
do Mondego sobrado n. 6.
Vende-se urna padaria bem afregnezpda,
com 2 cavallos, 1 moinho com torrador para caf,
em Olinda, ra de Mathias Ferreira : a tratar na
mesma.
Vende-se urna carrosa nova para crvallo :
na ra da Concordia, tenda de ferretro defronte
do armazem do sol.
Novas pee hinchas.
tes de riscado francez para vestido a 28, sa>as
balao parr menina a 3^500, di'as para senhora a
4$500 e 58 ; d-se amostra com penhor A loja
est aborta at as 9 horas da noite.
Resumo de potica.
Indispensavel para os prjimos exames derhe-
torica ; est 5 venda na livnria classica, n pra-
$a de Pedro II n. 2, a 500 rs. cada exemplar.
Attenco.
Milho, farinha e farello.
| Vende-se continuamente saceos grandes com
farello de Lisboa, milho em sarcas, feijo mu-
lalinho e amarello, arroi de Maranho e de cas-
. ca, courinhos de cabra cortidos, e tudo se ven-
de por menos do que em oulra qualquer parle.-
no pateo de S- Pedro n. 6.
Vende-se um cabriolet de 4 rodas, 4 as-
seulos, com um bom cavallo, pelo preco de 4008:
na ra Nova n. 22.
Ainda contina a estar para se vender,
permutar por casa nesta cidade, e em ultimo ca-
so, arrenda-se a quem fizer as obras o concerlos
que a casa precisar, sendo descontada a quanlia
gasta do aluguel que liver do pagar, o sitio da
Iravessa do Remedio na freguezia dos Afogados
n. 21 ; quem o pretender, entenda-se com seu
proprictario na ra de S. Francisco, como quem
vai para a ra Bella, sobrado n. 10, ou na alfan-
dega, aonde empregado.
Cassa fina franceza o covado a 2t0 rs., chitas .
francezas coloridas, liodissimos padres o covado listra : quem souber noticia de'.le,
a 240, 220 a 200 rs.: na ra do Queimado n. 44.' da Cruz n. 64.
do I)r. Cosme de S Pcrcira, de quem escravo ;
Mippoe-se ter levado um cavallo preto do Sr!
Rosiron que se havia sollado, e que elle (Ora
em busca do mesmo ; guppe-se mais que sua
niulher dr nome Hara tambem o acn panha,
levando un pequeo bab de flandres : roga-so
as autoridades policiaes e a cutas
pessoas que o prendam, e remettam
ulior, que pagar qualquer despeza.
Tupio no dia 17 do rorrenta a prela Cl
na, de nacho Costa, idade de 40 annos, pooco
mais ou menos, estatura alia, secca do corpo o
bem esiigada ; levou vestido de olg Cao azul,
camisa de algodao branco e panno da Costa azul
cosluma andar com um panno amairado na es-
la, tem cabellos brancos na frente da cabera .
quem apegar, leve a ra das Larang iras n. 'ib,
que ser recompensado ; assim como protesta-
se eom o rigor da lei contra quem a livor acou-
lado.
Fugio no dia 12 do corrente, do engenlio
Mrga de baixo, o cabra de nome Jos, serr,
cabellos caxiados poim curtos, mos e ps bi ni
feilos, lem lodos os dentes, c representa ter 20
annos de idade, levou vestido urna camisa de al-
godao azul de lislras e aborta na fente, e urna
ceroula de algodao da Babia, comprida, que pa-
rece calca ; quem o levar ao dito engenho, en-
tregando-o a seu senhor Jeronymo Carneiro de
Albuquerque Maranho, ou na "ra da Ciuz n;
30, em casa de Joao da Silva Paria, ser gene-
rosamente recompensado.
Escravo fgido do Rio de Ja-
neiro no \apor Milord
Ha ven.
Desappareceu no dia 28 de oulubro do corren-
te anno, do poder de Joao Antonio de Miranda
^asconcellos,do Rio de Jaueiro, o escravo par.io
escuro de nome Honorato, que representa ler do
25 a 30 annos, estatura ordinaria para baixo. cor-
po reforjaio, hon:bros largos, rosto pequeo,
lesla baixa, pouca barba, cabello carapinho o
olhos prelos, sabe ler algum'i cousa, lem officio
de cocheiro e tambem de pedreiro, natural do
Para mas lamber diz ser do Maranho, o qual
obteve passaporte na corle como cidadao Brasi-
leirocom o nome de Jos do Porlo, para Lisboa,
e seguio no mesmo da a bordo do vapor Mil-
ford llaveii, porm nao obstante ter lomado e
pago passagem nesle vapor para aquella cidade,
muilo de suppor lenha desembarcado nesta
provincia para daqui seguir ao Maranho ou Pa-
ra d'onde foi para o Rio de Janeiro em 22 de
novembro de 1856 com o passaporte affiancado
por Jos Joaquim de Gouteia e Silva e remetlido
a Novaes & Passos, lendo j anteriormente ido
a corte como criado de um Sr deputado : roga-se
portanto as autoridades polieiaes ou a qualquer
pessoa que delle der noticias de se enlender
com Azevedo & Mendes ra da Cruz n. 1,
se gratificar generosamente.
Desappareceu hontem da casa do abaixo
assignado, indo a um mandado na ra, a sua es-
crava crioula de nomeLuiza, de idade de 11 a 12
annos, muilo ladina e'esperta, e com os signaos
seguintes : altura regular, corpo reforcado, ps
grandes, cor bem preta, e tem um signal na ca-
bera de urna queda ; quem a pegar, dirija-so
ra da matriz da Boa-Vista, primeiro andar por
cima da padaria, que ser recompensado.
Ignacio Pinto dos Santos Sazes.
Fogio o negro Bonifacio, colchoeiro, que j
por vezes tem feilo iguaes fgidas, tendo desta
vez levado um ferro no pescaco, que lalvez o te-
nha tirado, baixo,j idoso, e tem as pernas en-
chadas, levou camisa azul e calqa de algodao do
leve-o ra
que


(%)
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FEIRA 33 DE NOVEMBRO DE 1860.
Litteratura.
O casamento considerado debaivo do
ponto de vista de sua natureza.
(Concluso).
Qunndo se encara o casamento sob o relagao
de -na natureza nota-se um naosei que de gran-
de que attrahe, de maravilhoso que fascina, de
sobrenatural que arrebata.
Como contraa elle primr sobre lodos os con-
tratos, romo sacramento elle acha-se surama-
i orle usado Ueus, e como unio urna e in-
fMssoluvel elle urna fonte de Lens para a so-
i dude, que nao poderia existir tranquilla
u ii lira da polygamia, o emaranhada as conse-
qu< ncias do divorcio.
De qualquer maneira considerado, o matrimo-
nio nobre e elevado, mas analysado em sua
mesma natureza, a sua grandeza sobe de ponto ;
6 o passo mais seguro da vida do homem, e
tamb<*m o mais prenhe de felizes resultados ;
por meio delle o homem flea prezo em lacos to
.-.. ;.idi's que modifican) at as iucliuacesdoseu
corceo.
Com effeito, o homem que v ao redor de si
urna mulher e filhos, charos penhores de seu
amor, olha cora menos ndifferenca para o futu-
ro, por que sent a obrigacio de velar pela sorlo
ii -t ? entes que fazcm parte de si mesmo.
Anula em oulro artigo trataremos da mesma
malaria' debaixo de oulro aspecto.
Rccife, 21 do novembro de 1860.
Joaquim Guennes da Silva Mello.
Dous primos.
quasi racla noite. Dous homens passeiam
ni varanla de urna casa no molhe Voltaire em
Varis; o mais mogo escuta com visivel impacien-
cia o discurso do seu interlocutor, e consegue
com difficuldade ab.ifar um bocejo irrespeitoso.
O oulro personagem conhece em breve que est
pregmdo no deserto. Com eleito, o mancebo
pjra contando asjanellas do Louvre, o as luzes
d gaz que se reflectem as aguas do Sena. Ter-
minando o calculo, e vendo que as admoestacoes
continuam, comega escutar o murmurio do rio
passand por sob os arcos de bronze da ponte dos
Santos Padres, e finalmente parece absorto na
conten placi do magnifico eleito que a la apre-
seoU reiratando-se as aguas.
Em. concluso, disse de repente o pregador;
Paulo, 6 preciso que te cases quanto anles.
Esta sonhando, meu querido lio ; exclamou
o mancebo voltando-se para o oulro.
G "acas a Deus que ja me ouves ; disse entao
o lio. Vamos para dentro ; atormenla-me o rhou-
nij'.ismo, e ple pregar-me alguma peca.
Este demora, que era banqueiro, tinha quasi
cincoenla annos. A vida sedentaria que ento le-
vava, havia augmentado o seu primitivo capital
e alargado o seu abdomen. Um o oulro, capital
o abdomen, seguiam as leis decresceate progres-
So geomtrica que era necessarto comer, sob pe-
na de chegar a possuir fortuna egual de Rots-
chil 1 e de morrer de um ataque apopltico.
Mr. Bruno (queassira sechamava o banqueiro)
resolveu acceitar oitocentos rail francos que lhe
o'T-freceram em trocada sua clientela, e comprar
as cercanas de Ingoutille as Ierras e a quinta
de Rocheblanche, deliciosamente situada, aonde
palera entregar-so ao exerclcio da caca e com-
baler os progressos da obesdade.
Ficava-lhe, porm, um importante negocio por
concluir antes de levar cabo o seu projecto de
retirar-se vida domestica. As admoestacoes
que acebava de dirigir Paulo nao erara mais
que um preludio indispensavel para chegar es-
la t rrivel concluso : E' preciso quo le cases
Tutor de seu sobeinho, Mr. Bruno tinha es-
cristo o seu nome na lista dos accionistas do
banco.
Saliendo Paulo que no espaco de qualro anuos
se duplicara a sua pequea heranca, mostrava-se
sjmmamente atlencioso com o tio quera devia
a sua fortuna.
Silencio 1 Parece-meque poderias ouvir-
me anles de entrar no capitulo das observaedes.
Ougo ; disse Paulo, com o semblante do
urna victima que vae para o sacrificio.
Quando me resolv 5 tirar-to de Dieppe pa-
ra le trazer i Pars, continuou o lio Bruno, aca-
bava de casar minha filha com um dos negocian-
tes mais ricos de Marselha, o conde do Moul-
breuild, que nao se despresava de restaurar, por
meio de urna industria honrosa, a fortuna de seus
anlepassados destruida pela tormenta revolucio-
naria. Urna morte prematura dissolveu este ma-
trimonio. Tua prima est, pois, lvre, routo
formosa e nao lem filhos ; duplico em leu fa7or
o seupri mitivo dote, e sers meu genro.
Nem eu coohego miaba prima ; exclamou
Paulo
E' verdade que nao a conheces. Desde os
mais tenros annos que esleve n'um collegio, por-
que alm de eu ser viuvo andava constantemente
viajando. Mas isso pouco importa ; asseguro-te
que moga e formosa.
E quem assegura ao tio, que eu lhe agrade?
Tinha que ver, se se nao namorava louca-
menle de ti.
Nao obstante___
Vamos, cala-te, proseguio Mr. Bruno; bem
sei que s modesto. Entretanto, has de concor-
dar em que at agora nao lens podido queixar-te
muilo dos rigores do bello sexo. Nao s porven.
tura o primeiro dos nossos lees 1 Em toda a
prtete citam como um typo de elegancia. On-
de so encontrarlo feigoes mais nobres que as
tuas, porte mais magestoso, barba mais preta c
bonita I Diabo I Nem ao Apollo de Belvedere
eu aconselharia que fosse leu rival. Fica, pois,
justo o leu^casamenlo com minha filha.
Nao, lio, disse Paulo cora firmeza. Esteja
persuadido que sinlo profundamente nao poder
acceder ao seu desejo.
Que significa cssa linguagem, senhor ?
Significa, meu querido tio, quena impossi-
bilidade de fazer sua filha feliz, s mo resla rogar-
Ihe que tscolha oulro noivo.
Enlao, senhor sobrinho, tenha a bondado de
explicar-me os motivos da sua recusa.
Mais tarde os sabera. Por ora, nao posso
revelar um segredo que nao exclusivamente
meu.
Conheco o segredo.que mo oceulta, senhor.
VoceraecC ? Balbuciou Paulo, no rosto do
qual appareceu grande coramocao.
Eu mesmo; e sem mais rodeios, este:
vosso ama a baronza de Aurllac.
Meu Deus 1 Como succede....
Que eu tenha lo boas informacoes ? Nao
me convm dizer-lh'o. Ha seis somanas que
voss encoulrou pela primera vez essa baronza.
E' verdade.
Naodescancou em qu&ulo lhe nao foi apre-
sentado.
E' verdade.
Agradecida pelas suas constantes attenrocs
nao tardou que lhe nao permiltisse as visitas da
raanhaa. Desde ento coraraunicou-lhe ella to-
dos os seus segrodos. Disse-lhe que graves con-
sideracoes polticas exigiam que recebesse pouca
gente; confessou-lhe que urna demanda cora pa
rentes compromellia de certo modo a melhor par-
te da sua fortuna. E nao sei quantas cousas maisl
Semelhantes contos sao completamente inverosi-
meis ; nao obstante isso, ha oito dias leve voss
a imprudencia de emprestar essa mulher dez
mil escudos, cujo pagamento me parece mais que
duvidoso.
Nao hesitara em confiar-lhe quanto tenho !
disse Paulo ferido pelas suspeitas que lhe que
queriam inspirar.
E' exactamente nisso que consiste a lualou-
cura. E's um parvo exclamou Mr. Bruno. Af-
firma a nobre baronza que melteu em urna com-
panhia de seguros os poucos fundos disponiveis
Nem urna palavra lhe disse ainda sobre isso;
exclamou Paulo, cada vez mais sorprendido.
O tio Bruno chegou se um dos seus cofres,
abrio-o tocando n'uma mola de segredo, e tirou
delle cinco bilhetes.do banco, que cntregou seu
sobrinho. proseguindo nestes termos :
Tenho o costume de nio contrariar as io-
clnages de ninguem. A minha propria filha,
antes de contrahir segundo matrimonio, quer es-
tar segura do affeclo de seu futuro marido. Po-
des ir com a senhora de Aurllac; e se fr pouco
o dinheiro que leva3, drige-te Febrel, meu cor-
respondente no Havre. Est tua disposigo o
resto da tua fortuna. Tanto peior para ti se te
deixares engaar por urna intrigante.
Ah meu querido tio, a mulher mais no-
bre, mais cheia de qualidades adoraveis___
Ea mais destra paja contar historias a um
tonto, e sobretudo quando 15o pouco perspicaz
como o senhor meu sobrinho.
Ah exclamou Paulo furioso ; dar-me-ha
urna explicaco dessas palavras.
Devagar I Devagar 1 Quereres agora desa-
flar-me ?... Antes de chegar esse extremo com
um tio que te estima, rogo-te que te informes de
certo individuo quo esleve hon lem s com mada-
ma de Aurllac, e que lerias visto fugir correndo
a la chegada se notecegasse o amor.
Repentina paildez cobriu o roslo do mancebo.
Julgava ter visto com eleito, na vespera, a som-
bra d'uma pesso debaixo d'uma das janellas da
casa da baronza. Antes do que sdlpeitir urna
traico, tinha duvidado do testemunho dos pro-
prios olhos ; mas o que o tio lho dissera acabava
de assaltar cruelmente sua conlanga. E sem
averiguar como tinha podido saber tantos pro-
menores, exclamou :
Dosgragada, oh I sim, desgrasada della se
meenganasse! Mata-la-hia.
E sahio precipitadamente do gabinete de seu
tio.
Bem, muito bem I exclam ou Bruno, rindo
s gargalhadas. quando so v io s ; ainda nao
chegou ao termo dos seus trabalhos. E ella,
como sahir deste passo ? Vamos / o namorado
que lera a culpa, e comprar muto tarde o seu
pordao. Pouco importa ; o meu amavel sobrinho
casar cora minha filha.
Na manha seguinte, o trem do caminho de
ferro do Havre levava madama Aurllac e o so-
brinho do Mr. Bruno.
E'provavel que a baronza se tivesse justifica-
do, porque o banqueiro recebeu urna carta con-
cebida nestes terrao3 :
Eu j Ih'o tinha dito, meu querido tio, a
mais nobre o virtuosa das mulhores. Concordou
com a presenca do tal personagem c na sua fuga
minha chegada. Has deu-me entender que
graves motivos obstavam informar-me das re-
laces que existem entre ella e o homem quem
recebe de tao estranho modo. Nao me resta du-
vida de que de tudo isto sao causa as relacoes
polticas de que me fallou, ou lalvez a eternade-
manda. E tendo eu insistido ainda depois d'uma
confissao franca, perguntou-me cora arrogancia
se cu separava o amor da cstiraacao, eso lhe fi-
lia o insulto de suspeitar d'eila. Arrojei-rae en-
lao seus ps, suppliquei-lhe que me perdoasse
a minha loncura, e acompanho-a aos banhos do
mar. Nao me aecuso Vrac. de ingratido : vejo
quo o meu destino est irrevogivelraenle unido
com oda baronza ; ser-rac-hia impossivel amar
outra mulher.
Paulo
que lhe reslavam ; e muito natural quo se e-
Ilivia comtudo mais de um mez que pareca .-. .. ... .
. Z. -..- valido de ti para verificar o primeiro pasa-
mento do palacio que acaba do comprar na ra
resolvido administrar pessoalmente os seus
fundos, e tomava tanta liberdade que chegava A
ponto de recordar que era j maior quando se lhe
pedia alguma explicado. respeito de certas
sommas consideraveis, sacadas por conla pro-
pria. Mas nessas ciscussoes, suscitadas por seu
tio, nunca Paulo ultrapassava os limites do res-
peitu.
Senta-te. disse Mr. Bruno Paulo,' vendo
que se conservava de p junto da janella. O ca-
samento de quo te vou fallar um negocio mag-
nifico para ti.
Agndcco-lhe, meu tio, o cuidado que tera
nos meusinteresses
IO.3IUTIM
GUY LEYINGSTONE
dos Santos Padres.
Isso quer dizer, meu tio, quo me raandou
espionar ; disse Paulo em tora de despreso.
E' verdade, senhor meu sobrinho. Mas na-
da de interrupces, que ainda nao acabei. Esta
raanhaa a Ilustre baronza manifeslou o desejo
de ir ao Havre. Este desejo era para ti urna or-
dem e j se ve, porque a dama tem os seus
fundos em urna companhia de seguros, propoes-
te tirar dos meus cofres outros cinco mil fran-
cos para costear as depezas da sua viagem de re-
creio.
exclamou o tio terminando
e depressa estaco do
O meu lilbury
a leitura d'esla carta
caminho de ferro 1
Entretanto, os nossos namorados chegaram ao
puntudo seu deslino. Dous das depois da che-
gada de Paulo e da baronza, houve um esplen-
dido baile em Frascali. J os pirceiros haviam
tomado logar ao redor das mesas de jugo, e a or-
chestra tocava urna contradanza de Muzard, quan-
do as senhoras se olharam do repente com certa
inquielaco cheia de ciurao. Encostada ao braco
de Paulo, madama Aurllac entrava na sila. Os
homens acolheram-a com lisongeiro murmurio,
e proclamaram-a rainha do baile. E' preciso con-
fessar que a baronza era encantadora
de elevados alamos e tilias. Tinham passado In-
gouville, e achavam-so em frente da quinta de
Rocheblanche. O pit toresco aspotto deste sitio
agradou immediatameu te amazona : e deitan-
do ao mancebo um d'csses olhares que nunca
deixam de produzir effeito, accresrentou com
voz coramovida :
Tenho muitas vezes sonhado que hnbilava
era um sitio como este, longo do tumulto da
grandes cidades, e das intrigas do mundo. Via
da minha janella o mar. cuja imraensidade fazia
pensar em Deus. Ao redor do meu retiro, gran-
des arvores, como as d'esse formoso parque, rae
envhvam a 3ua frescura o rail gorgeios de pas-
saros.
E neste delicioso retiro vivia s, senhora ?
perguntou Paulo.
Nem semprc, respondeu ella. Um hornero,
cuja ternura tinha submettido s mais duras pro-
vas, me acompanhava algumas vezes por sob a
sombra das arvores do parque, que testemunba-
vm as nossas largas praticas. Passeiavamos na
nossa barquinha pelo mar, e toda a natureza ce-
lebravacora o seu sorriso a nossa felcidade. Nao
era encantador o sonho, meu amigo ?
Oh 1 realisa-lo-hei 1 exclamou Paulo.
lima hora depois apresentou-se ao correspon-
dente que seu tio lhe indicara, annunciando
Mr. Febrel que, em quarenta e oito horas, neces-
sitava de 230,000 francos que ainda lhe reslavam
nos cofres do Bruno.
Mas antes da visita de Paulo, o correspondente
do Havre acabava de receber outraa doproprio
lio Bruno. Por pouco nao se encontram cara
cara, o b3niueiro e seu sobrinho.
Julga que o seu tutor approvaro uso que
vae fazer d'esse dinheiro ? perguntou Mr. Febrel
ao mancebo.
F.stou emancipado ; respondeu Paulo.
Sem duvida ; ma3 nao esl isento da con-
siderarlo que deve seu tio. Sou um dos seus
antigos amigos, e tomo a liberdade de fazer al-
gumas observacoes. Se as rainhas noticias sao
exactas, vossfi quer comprar a quinta de Roche-
blancho para offerece-la urna mulher que o en-
gaa.
Senhor 1
Permitta-me ; tenho provas Honlem, ma-
dama Aurllac leve urna entrevista no pavilho
situado na extremidade do jardira da hospedara
em que se alojaram.
E' impossivel. Deixei a baronza s nove
horas, e retirou-se para o seu qnnrto.
De certo; mas urna C3cada occulla deu-lhe
sahida sem ser vista.
Calumnia !
Talvez este bilhele, escriplo por ella, o
convenga ; disse o correspondente entregando
Paulo um papel. O mancebo reconheceu a leltra
da baronza, e leu conslernado. as seguintes
linhas :
Fez muto bera em seguir-nos. Poderemos
ver-nos hoje e todas as noites das nove i dez
horas. Esleja oceulto al nova ordem.
Baronza d'Aurllac.
Cinco minutos depois, Paulo, paludo de furor
e com a alma devorada pelo ciume, entrava no
quarlo da sua noiva, cuja traico era evidente.
Oh meu Deus quo olhar de Othcllo mo
deta disse a baronza, dando alguns passos
para elle. Querer tratar-me como pobre Des-
deraona ? Certamente j sahe do raeu passeio
nocturno ao pavi ho do jardira....
Sim senhora, gracas esto bilhete disse o
mancebo concentrando a sua ira.
Ora veja a imprudencia que comraetti !.....
E' a minha assignatura ; confesso com toda a
humildade. e esporo ouvir pronunciar a minha
sentenca.
Justifique-se, senhora ; oh 1 justifiqe-
se disse Paulo juntando as maos e em tom de
supplici.
Se exige que lhe do a chave do enigma,
respondeu a baronza, preciso que se despega
para sempre de mim, porque considero como um
ultraje as suas suspeitas. J pela segunda vez me
julga por apparencias engaosas. Ordene, ex-
nhor ; estou prompla para lhe dar todas as es-
plicacdes que pedir.
Nao, nao ; nada quero saber exclamou o
Durante as vinte e qualro horas que decorre-'
ram anles de se presentaren) no baile, nem a
mais ligeira nuvem se ioterpoz entre os dous
amantes. No rosto de Paulo brilhav o conten-
lamento, quando entrn com a baronza as sa-
jas de Frascali. Logo que os vio, um persona-
gem de notavel obesidade, que havis meia hora
eslava sentado urna mesa do whist, levanlou-se
do improviso e disse ao seu pnreeiro:
Diabo tempo de me ir. Tenho medo
que rae conhega, apezar da venda preta com que
cobri um olho. Vamos, meu velho Febrel, con-
tina representando o teu papel.
O tio Bruno apressou-se era sihr; o o cor-
respondente aproveitou a primeira contradanca
era que Paulo nao servia de cavalleiro mada-
ma do Aurllac, para o levar urna das salas
mais desertas.
Aqui tem os 250,000 francos, disse-lhe,
apresentando-lhe urna carteira.
Maravilhoso I exclamou Paulo. Recebeu
pelo telegrapho elctrico a ordem de pagar?
E' verdade, respondeu Febrel. Ah man-
cebo I ha quem se quelxo amargamente das suas
loucuras. Mas apraz-me acreditar que me es-
cutar a linguagem da saa ftzao, e casar com
sua prima..
Nunca exclamou Paulo com torga.
Hura Talvez em brevo mudo de parecer.
A somma que est nesla carteira chegou larde:
houve outro comprador que se antecipou.
Que diz?
E evidentemente a pessa com que ma-
dama d'Aurillac se enlrelem todas as noites. Va-
raos, modere-se.... A sua astuta baronza eslava
segura duas ancora3. Ella engana-o, meu ami-
go, engana-o I
Senhor I exclamou Paulo, apertando com
violencia o braco de Mr. Febrel.
Se minio na mnima circumslancia, bater-
nos-hemos amanha at morte. Fcamos de
aecrdo. Agora quer ouvir-me?
Ouco ; murmurou o mancebo.
D'aqui ha pouco a baronza fingir urna in-
disposico, afim de ter pretexto para sabir do
baile. Exactamenle, olhe, proseguio Mr. Febrel,
que acabava de voltar com Paulo sala princi-
pal. Nao a ve encostar-so ao braco do seu par?
L leva a mao testa ; procura-o'cora os olhos
anles de desmaar... Comedia, pura comedia !
I)eixe-se estar; diabo I espere, que precisa de
provas para confunJi-la. Muito bem Era dez
minutos encontra-la-hemos no jardira da hospe-
dara. Ali deve-lhe ser entreguo o ttulo de pro-
priedade da quinta.
Infamia! exchmou Paulo. Mente, senhor 1
repito-lhe que mente I
E correndo para onde eslava madama d'Auril-
lac, apressou-se em conduzi-la para a hospe-
dara.
Sinto-me>ncomraodada, raeu amigo, disse
a baronza cahindo n'uma cadeira. Fui ao baile
nicamente para lhe fazer a vontade.... porque
recebi esta manhaa de Pars urna carta muilo sin-
gular. A pessa quo rae vendeu a casa da ra
dos Santos Padres duvida agora do pagamento, e
ameaca-me com uma demanda, se volla do
Paulo perguntara si mesmo o sentido das
palavras : Ainda nio se cumprio o mais dolo-
roso dos seus sacrificios. O mancebo nao pode
por mais lempo resistir lula mortal da duvida
e da esperanga. Tinham chegado um bosque,
onde reinava completo silencio. Nenhuma tes-
teraunha podia ouvi-los.
Piedade, ser/Tiora 1 exclamou morro se
contina ndeando-se de raysterio. lira espirito
infernal, invejoso da minha felcidade, trata cons-
tantemente dedenegri-la meus olhos, o d aos
seus passos perfid inlerpretagao. Oh 1 se deve
ainda continuar a prova que lhe apraz submet-
ter-me, sinto-me sera forgas para vencer o ciume
que me roe a alma.
Paulo, respondeu madama d'Aurillac ele-
vando a voz, ser preciso ropelir-lhe qne o amo,
e que sou digna do seu amor ?
Apenas tinha pronunciado estas palavras quan-
do uma luz, tao rpida como resplandecente, ap-
pareceu em toda a extenso do jardim. Langa-
vam-se aos agitados ramos das arvores serpen-
tes de fogo que corriam enroscar-se roda
das columnas do pavilho. Illumnaram-se de
repente, como por encanto, as proximidades,
e Paulo nao pode conler um grito de sor-
preza.
Madama d'Aurillac conduzio-o para uma es-
pecie decarraraanchao construido peuca distan-
cia, o cujos pilares estavam ornados com grinal-
das de rosas. Debaixo do carramanchao eslava,
allumiadacom infinidade de luzes. urna mesa ri-
camente servida, qual acabava de assentar-seo
lio Bruno para fazer as honras d'uma ceia es-
plendida i grande numero de convidados, enlre
os quaes gurava o correspondente e um do3
principaes tabclliaes do Havre.
O noivo da baronza julgou que sonhava.
Ah ah 1 vo3s, senhor sobrinho I disse
o banqueiro. Venha para c que lho quero pre-
gar um bom sermao 1
J sabia a minha resolugo, meu to, e dei-
xou-me lvre para executa-la.
Sim, como deixaria ura louco Hvre para se
precipitar no rio. E os meus projeclos, figurava-
se-ihe que renunciara elles? Desengane-se.
A senhora baroueza levo a bondado decompro-
hender-mo ; sabe quo o tenho destinado mi-
nha filha, e pego-lhe que aceite urna das rai-
nhas mais furmosas propredades destas cerca-
nas, era recompensa do consentimento que d
este matrimonio. Pertence-lhe desde hoje a
quinta de Uochoblanche, cora a condigio de me
dar ura alojaraento e o direito de cacar as suas
trras.
Nao lh'o tinha eu dito ? murmnrou o cor-
respondente ao ouvido do mancebo.
A companheira de Paulo la entretanto com to-
do o secego o ttulo de propriedade que o tio
Bruno acabava de enlregar-lhe.
Ento, senhora, o seu comportamiento nao
era senao uma odiosa perfidia exclamou o man-
cebo, cuja voz tremia de indignagao. Tambera
acetou como recompensa....
Permitla-me, senhor.... seu tio dirige-lho
correio lhe nao remetter o resto da somma que a Palavra> interrorapeu a baronza sem mostrar
lhe devo. E nao posso realisar to depressa a ni(,n.or P.*o.
Paulo e a sua companheira ainda nao se ti-
nham .presentado na sociedade dos banhistas; mincobo de3Pedacando o papel aecusador.
quizeram primeiro vero Havre e seus suburbios.
Na vespera haviam-se apparelhado no paleo da
hospedara dous soberbios cavallos in?lezes,
e madama Aurllac, graciosamente vestida d'ama-'j
zona e acompanhaia de Paulo, visitara o porto.
Subirara depois o Havre, o descerara era direc-
gao lngouvillo por extensas avenidas orladas
250,000 francos.
Permitta-me que Ih'os offereca, disse Pau-
lo, pondo a sua carteira sobro a mesa.
Ser verdade? exclamou madama d'Auri-
lac, com os olhos fulgurantes de alegra.
Mas entao, continuou Paulo com voz tr-
mula ; preciso renunciar compra da quinta
de Rocheblanche.
Agora que esl pobre, meu amigo, disse a
baronza,-socegue; a quinta ser minha esta
noite. a
Ah entao era verdade
cebo cora desesperago.
Esera responder i esta exclamago, madama
d'Aurillac levantan-e, e disse com singue fro
Espero, senhor, que seja bastante cortez
para acorapanhar-me ao mysterioso pavilho,
que tanto desassocego lhe inspira. Dar pela ul-
tima vez o brago baronza de Aurllac. An-
da nao se cumprio o mais doloroso dos seus sa-
crificios.
exclamou o man-
CoragSo larga disse comsigo o sobrinho
Nao obstante, disse a baronza com tran- do banqueiro ; sempre me restar o recurso de
uillo e suave sorriso, ha urna cousa que nao raetter urna bala na cabeca.
osso permitlir que ignore que o amo e sou D>sceram ao jardim, A' medida que se apro-
igna do seu amor ximavam do pavilho, senta a baronza ligeiros
Como resistir semellianles palavras ? Paulo
[ez mil protestos de amor e adheso. Nao era
sle o me'hor caminho que poda seguir ?
o:
A'TODO TRANSE
roR
Jorge Alfredo Lawrence
XVI
Con/i/Mtiro.)
: Tinhamos acabado de ceiar, quando um con-
cert de. gemidos agudos e penetrantes, que fez
(. mer as vidracas, levantou-se de fra na estra-
da [Nunca sobre a trra ouvi sons tao terriveis,
e que ao mesmo tempo cxprimissem uma deses-
perago sem lmites, o que pedissem com tanto
baruiho vinganga ao co e ao inferno. Cada um
d'? us estremeceu c poz o copo sobre a mesa ;
Mohun esvasiou o seu tranquilamente, saborean-
do como conheceJor o generoso vinho de Bour-
gogne.
XVII
Elle a poz ao sellm so-
bre uma montara, branca
como o leile, e elle mesmo
montn era um cavallo ru-
co-rodado; uma corneta
de caga pendia-lhe da cin-
ta, e ambos parliram mu
rpidamente.
DifBcilirao seria fazer comprehender o terrivel
prestigio,que se lign an nome de Ralph Mohun
depois do facto que narramos. Quanto fazer
segunda tentativa contra este castello temivel, os
camponios dos arredores so achariam tao disp'os-
tos como declararem-se contra o Buraco-sem-
Fundo. Elles nem mesmo tentaram, oceultos
detraz de um muro, atirar sobre o coronel algu-
mas bailas, tanto julgavam-o nvulneravel : pa-
reca-Ibes que era prejuizo perder plvora boa e
chumbo, que poderiam mais vantajosaraenle era-
pregar contra ura intendente ou contra um cria-
do. Quando aconteca que elle passasse junto
delles, os homens affastavam-se tremendo do ca-
minho, c as mulheres nprsssavam-se chamar
seus filhos e fechar logo as portas de suas caba-
nas ; nem os proprios mendigos, gente muito pou-
co escrupulosa, deixavam do fazer uma volta,
quando tinham de passar dante de sua portj, e i teis.
de murmurar em voz baixa :
Meu Deus I protegei-nos !
prendido so encontrasse o nomo della na carta
que acabo de receber.
Entao. elle ainda nao sahio do vespeiro,
observou Mohun. Essa moga de uma origem
m par renunciar sem lula quillo, que uma vez
se lhe mellen em cabega. Conhect muito seu
pae, Dick Bellassys. Antes que de Launa; o
matasse, elle tinha conseguido fazer tanto mal em
trinta e cinco annos de existencia, quanto os ho-
mens os mais fortes podem fazer em duplo lem-
po. Elle assemelhava-se aos VicOnlis: em sua
colera nunca poupava um homem, nem uma mu-
lher em seu amor.
Conheci que elle tinha razSo.
Eu nao ousava cuidar no estado de espirito de
Flora no dia em que ella visse que todas as suas
fascinages linham falhado, e que sua rival ga-
nh.-ivj a balalha.
~i no deixar-vos mais cedo do que tencionava. Eu
desejava estar em Inglaterra para ver como as
cousas se pissaro.
Apezar da tristeza, que terei do perder-vos,
respondeu Mohun, tendes razo. Vos tendes ui -
nha.Keconheco bem sua discrigo. Final-
mente, espero que elles sejam felizes Estou em-
baragado por nao ter sabido cousa alguma res-
peito de Bruce : o suicidio a supposigao mais
caritativa, que en tenho ouvido fazer sen res-
peito ; roas as coroners se calam, e o Tamisa, se
acaso sabe da sorle desse infeliz homem, anda
que desagradavel, tem at aqui guardado se-
gredo.
Guy entao deu-me informaces particulares so-
bre esta fgida.
Miss Raymond sahra passeiar sozlnha depois
do segundo almoro, c ninguem mais ouvira fallar
della al a hora dojantar. Neste m
ram cora sobrescripto para sua I
que ella deixra em cima de sua mesa do toilette,
e pelo qual annunciava sua fgida com Forres-
ter ; elle continhi tambem um lindo paragrapho-
zinho de arrependimento : a primeira parte do
bilhete era para todos aquelles 5 quem isto poda
nlercssar, e n segunda para seu pae somenle.
Esse pacifico lord Hilen receben esta noticia
pelo telegrapho, no Club dos Viajantes, e no mo-
mento em que ia romrcar seu segundo rubber;
cstremecimenlos, que so communicavam ao bre-
en do seu cavalleiro como outras tantas chispas
elctricas.
vezes respirado fortemenlo, como para abrir uma
passagem ao que eu ia dizer :
Quando parliram elles? que horas?
Ella respondeu-lhe o melhor que pode :
Onde foram ? nao tenho disso o menor co-
nhecimento. Bella nao nos d informarnos algu-
ma esse respeito. Queris ver sua carta ?
E entregou-lh'a.
Nem mais riera menos, rapaz, disse Mr.
Bruno ; trata-se de estampar o teu nomo neste
papel. E' o teu contrato matrimonial com a tua
prima. Avia-te, que morro do fome.
Anles a morte exclamou Paulo repellindo
cora desesperago o contrato que lhe apresenta-
vara.
A' esta trgica exclamago, uma ruidosa gar-
galhada echoou pelo jardim.
O mancebo que se via indignamente escarne-
cido, quiz langar novas culpas madama d'Au-
rillac ; mis esta pegou na penna que lhe apre-
sentava o tabelliao assignou o contrato, e offe-
receu depois Paulo.
Toca-lhe agora, disse sorriodo.
Paulo julgou que raorria de alegra ouvindo
estas palavras : Clemencia Bruno, condessa viu-
va de Montbreuil.
Vamos, proseguio a graciosa senhora, vejo
que perdi baronza d'Aurillac ter usado des-
te pseudonymo para saber at que ponto sua
prima seria amada.
Ha muito lempo, disse Mr. Bruno, que os
velhacos dos sobrinhos zombara cora os tos ;
justo que os los zombem tambem uma vez
cora os sobrinhos.
Ah raeu querilo ogro, oxal que todas
as zombarias fossem como esta respondeu Pau-
lo cobnndo de beijos a nio de sua prima.
[Poltica liberal, de Lisboa.)
para coravosco da raesraa paciencia
em usar
que eu.
Se Bruce ouvio este conselho, nao lhe deu at-
tengo alguma, e deixou a sala passos lentos.
Apenas ao chegar porta levantou a mao sem
erguer a cabega, e fez furlivamente ura gesto de
arneaca.
Quando sahio, lady Calharina ficou alguna mo-
O nome de Forrester pareceu produzir nelle o mentos no mesmo lugar, mergulhada em suas re-
..le.to de uma chicotada ; depois de lor lomado dexoes, guardando sem pensar sua attilude alti-
opedaco de papel, treraeu convulsivamente. Leu- va e a expresso infiexivcl de sua phrsio&o-
o e releve-o mullas vezes, como se nao podesse ma. "
is ouvira fallar comprehedc-lo ; seus olhos enxutos e injeclados, Depois orou Deus com lagrimas amargas oe-
nomentoaeha- de sangue, pareciam ter perdido o poder de dis- dndo que Isabel Raymond nunca tivesso dse
ia um bilhete. linguir os caracteres ; ello olhava para o bilhete arrepender da passo, que tao temerariamente
fluencia sobre Levings.one, eu sei. ald qnT.iie I meeT'boo To?.cia
seja difllcl de levar, e lo cheio de conlanga d 31 rubllr antes dXan.aS.
quasi inu-
a mi
Mohun notava o effeito, que elle causava sobre
multidao, e creio que isso nao o ncomraodava ;
-Sao essas diabnhasirlandezas, que chora-;^ra lodo nenhura esforgo fez por captar o'
ingnra seus morios, diz-nos elle com o tom o 171
mais indITerente do mundo. Ellas terao ainda
occasio de berrar muilo roais, quando eu liver
acabado com esra gente. Amanha farei nm gyro
enm a polica para agarrar 03.feridos : vossos ho-
Uiens sao muito bons para semelhanle tarefa,
Ilaniirig. Muilos desses miseraveis fica ram bem
n -hr.liados para poderem ir longe, c eu mar-
quei-os de nm modo asss notavel.
O robusto soldado, quem elle se dirigi,
sacmio a cabega em signal de assenlimento, mas
nao sem uma expresso asss eatranha, que pas-
sou-lhe pelo honrado semblante.
Diabo 1 diz elle, fazeis propriamente o
vosso oficio, Mohun.
E' o melhor meio e naturalmente o mais
curto, retorquio Ralph.
< Ficaram n'isso.
_ Os drages deixaram-nos antes do alvorecer,
no nos sendo mais necessaria sua proteegao :
estavamos to seguros como na torre de Londres.
Ko da seguinte pela manhaa, em quanto eu dor-
nia profundamente, Ralph eslava cavallo, es-
qnadrinhando o paiz com um successo, que os
prximos assises (ornaram publico.
" N-sie invern vulto Lodge para a caga s
galinholas, mas tenho muita esperanga de que
fem nao me acompanhar.
Agora, quem quer fazer um rubber?
Nao fatlem todos ao mesmo lempo.
(*) Vide Diario n. 271.
' era todo o caso, nenhum esforco fez por captar o
eus
por algum acto de benevolencia.
Anles de partir para Lodge. tinha cu recebido
noticias de Levingstone. Elle parlecpava-me
que os negocios de sua prima com Charley mar-
chavam de uma maneira satisfactoria ; eu sabia
o que isto quera dizer, e que elle ia vender
seu posto o deixar o servico.
Isto nao me sorprende'u, visto como desde
muito tempo o servigo do seu regiment, ainda
que quasi nenhum, comegava lhe ser pesado.
Porui o quo me admrou muito mais foi o que
Guy rae partecipou por uma curta missiva,durante
minha estada em casa de Mohun. Elle me an-
nunciava sem prembulo e sem outra explicaco
que tinha celebrado seus esponsaes com Constan-
cia Brandan.
Eu bem tinha notado que j pouco antes elle
nao me fallava mais de miss Bellassys, e que nem
mesmo fazia allusao alguma, mas ello tinha guar-
dado o mesmo silencio respeito daquella, que
prenda agora seus affectos.
Dei logo parte meu hospede destas nolicias.
Muito prazer tenho com o que me dizeis,
respondeu Mohun. Sempre ouvi fallar bem de
sua esposada. Ella de urna belleza raaravi-
lhosa e de uma familia sem mancha. E entre-
tanto, proseguio elle cora ar pensativo, eu teria
palavras tristemente,
si proprio, que os eonselhos lhe sao
Se eu tivesse um conselho dar-vos, seria
este : Deaconflanca. Caso miss Be lasara pareca
encarar as cousas com salisfacco, redobrae de
prudencia. Nunca v no rosto de seu pae um
sorriso realmente franco e seductor, que nao oc-
cultasse um mi pensamenlo e nao fosso para
alguem um presagio de ruina. Em resumo
pouca cousa podis fazer, julgo eu : Che sara
sara.
Ello pronunciou estas
quasi at suspirando.
Eu tinha alguns negocios, que demoraram-mo
em Dublin, e s cheguei Londres uns quinze
das depois que recebi a carta do Guy.
No d,ia seguinte ao do minha chegada, fui m-
medialaraenl'i procura-lo sua casa, em Picca-
dilly. Elle ia almogar; depois dos primeiros
comprimentos, c antes que eu podsse dizer-lhe
una pilav,a respeito de seus negocios, elle co-
mecou fallar-me com animago.
Que infelicidade que tehaes chegado t.io
larde para serdes testemunha da calastrophe vos
que vistes lodos os preliminares Fazem cinco
dias que Bella e Charley casaram-se em Pars.
E Bruce? pergunlei eu, tornando mim da
sorpreza causada por esta noticia, a qual nao era
nteiraroente inesperada.
i Ah Bruce, retorquio Guy, cu (icaria encan-
tado de saber o quo elle esl fazendo neste mo-
mento. Tenho-o esperado todos os das, mas nao
so tem lido nolicias delle, desde que deixou mi-
nha me em ura estado do raiva e de furor indi-
siveis. Eu vos disse que foi de Kerton que elles
fugiram? Pensava eu que esse Bruce vesse pe-
muila difficuldade em pensar que ella ennviria dir-me urna explicago, saberlo que eu fra com-
nleiramente Guy. Nao conhego pessa alguma '
que lhe possaconvir perfeilnmente. A' proposi-
to, nao fez elle uma corte lo assidua miss Bel-
lassys ?
Sim, lao assidua, que eu ficaria menos sor-
er. e ganhou o
Contou-se que elle
livera algumas distracees no decurso da parti-
da, ponto de esquecr os convites, quando seu
parceiro mais fortemenlo corova ; mas, quanto
isto, eu creria de bom grado que fosse uma cir-
cumslancia inventada depois do caso, ou nm car-
rapeto de club.
Sera medo, como o homem-typo de IK'racio,
firme era seu di e tenaz em suas vasas suas
vantagens, cu nao poderia imaginar que convul-
sao da natureza podesse fazer-lhe arriscar porum
esqiiecimento, ou uma puchada m, a possibilida-
de de ganhar a partida.
Elle foi ter com Bruce na mesma tarde, enada
lhe oceulton. Nunca quiz dir saber nin-
guem esta entrevista. Entretanto ella devia ser
curiosa :
..........................Oulr'ora inmigos
Juntamente a agua e o fogo podiam ver-se unidos.
Imaginae a presenga glacial e cheia de bene-
volencia de um, posta em contacto com o tem-
peramento feroz do outro, exasperado alea Ion-
cura, pelo pezar de serem mal succedidos eus
desejos, o pelo senlimento de sua vergonhosa
derrota.
No dia seguinte, em Kerton, e antes do meio
dia, annunciaram lady Calharina, que Bruce
guanara na sala. Foi com conlanga e com um
senlimento de culpabilidade, muito esiranho
sua lealdade e natureza franca, quo ella corres-
pondeu este convite
tile estava de costas p3ra a porla quando ella
entrou.
Nao posso expressar-vos quanto sinlo... co-
mecou ella.
Bruce vollou para ella seu rosto carregado,
transtornado e contratado pela clareza e desespe-
ro, semelhanle um cannavial das Indias orion-
taes, sobre o qual passou um furaco. Elle fin-
plce delles anles da execucodo projecto ; por-
quanlo devo confissar que forneci Charley o es-
timulo da guerra, sob a forma de uma assignatura gio nao a ter ouvido, nem notar que ellalhe es-
em branco sobro meu banqueiro, que elle encheu tenda a mao : e drigio-lhe a palavra com uma
apenas com rail libras, conforme soube esta ma-1 voz rouca e ertranha, depois de lerduas ou tres
com um olho fixo c feroz.
Acabou todava de 1er, e maxucou as mos o
bilhete, serrando os punhos, at que torga de
tensao as juncturas tornaram-se amarellas.
Deviamo3 casar-nos dentro em ura mez, diz
elle com uma voz spera o sorda.
Depois, fallando mais alto :
Nao duvidaes ao menos do caminho que
tomaram ?
Na verdade, que nao, respondeu la ly Ca-
lharina. Eu teria feito tudo para impedir este
aeontecimenlo ; mas deveis comprehender agora
quo ser-vos-hia mais que intil persegui-las, e
que isto s fara trazer novas desgragas.
Entao, a colera, que fermentav sordamente
nelle, inflammou-so e brilhou de repente.
E' falso, exclamou elle, vos nao fizesteis
cousa alguma pira impcdi-lo. E' uma'conspi-
rago, em que entraram todos, vos, vosso filho e
outros mais, que em breve conhecerei. Notei is-
so desde o dia era que puz pnestacasa. E cre-
des que nao rae vingarei ? Esperae, esperae, e
veris um pouco I
Elle fallava rpidamente, mas dir-se-hia que
as palavras tinham difficuldade em lhe sabir da
bocea, tanto lhe rangam os dentes.
Apezar de toda sua benevolencia e bondade.
nao havia mulher mais illiva que lady Calharina
Lovngstone.
Elle nao tinha concluido, quando ella puchava
o cordao da campanhia.
Vosso proprio desesporo nao poderia descul-
par esta linguagem, diz ella cora uma voz clara e
vibrante. Nossa entrevista est terminada. At
aqu eu tinha tilo piedade de vos, e censurava a
minha sobrnha ; agora estou arrependida disso :
ella vos conhecia melhor do queeu. Nem mais
uma pa'avra ; o carro de Mr. Bruce.
Bruce lhe langou um olhar furioso. Elle teria
condemnado sua alma, creio cu, para ousar es-
trangular lady Calharina immediatamente, maso
olhar to barticular de Guy se achava nesses
olhos trios o desdenhosos, que n5o lemiam aos
seus, sem apparencia alguma de fraqueza ou ti-
midez.
Elle conhecia perfeilamenle esse olhar, e
abaixou ento a vista, como j tantas vezes Jl-
zera.
Um ultimo conselho, diz-lhe lady Calhari-
na quando elle se reliravs. Fareis bem em mar-
tyrisar um pouco vosso carcter, se cuidaes em
ver meu filho ; porque elle teria difficuldade
dera.
Creio tambem quo o presenlimento de um pe-
rgo a fez orar egualmente por Guy Masesque-
ce-ln-hia ella nunca quando se ajoelhava ante o
seu genuflexorio ?
Entretanto, desdo logo, Bruce nunca mais ap-
recra, de sorle que nSo se puo dar-lhe parla
menlo de Isabel Forrester, quando ella es-
de Pars para annuncia-lo.
pa
do casar
crnveu
Guy foi casa de Mr. Raymond, como plenipo-
tenciario das potencias receotemente alhadas,
para ubler, se fosse possivel, boas condices de
paz.
Seu to alraocavas, e recebeu-a com um bom
humor de encantar.
Meu charo amigo, diz elle, era um casamen-
to modo de vossa pobre tia e nao ao meu. Se
ella tivesse vivido bastante para ver este roropi-
mento, pens que teria licado vivamente contra-
riada.
Aqui ello leve um lgeiro estremecimenlo, e
depois acabou sua chavena de chocolate.
Mas dizem que onde est a mulher, ninguem
mais pode fazer casamento, era para si, riem
para os oulros. Emfim, esperamos que isto nao
o atlectar seriamente hoje. Pelo que me loca,
cu nunca mais rae encolerisei desde a edade d
vinlo e dous annos. Pessoalmente prefiro muito
Forrester Bruce. Eu teria dado Bella trezen-
las libras annnaes, e supponho que o enxoval e
os presentes do rigor ter-me-hiam costado pouco
mais ou menos quinhenlas. Farei absolutamente
o mesmo, nem mais era menos ; podis dizer
Charley que pode quando qui/.er saccar sobro
mim a importancia desta ultima somma c do
primeiro trimestre da pensao. O que elles teera
melhor fazer, segundo me parece, viajar um
anno ou dous, al que tenha cessado de tratar-se
delles.,'
Charley enviou seus papis para venderseu
posto, replicou Guy.
Muito bem, retrucou Mr. Raymond. So elles
habilarem um lugar agradavel, irei ve-Ios muito
provavelmente este esto. Fallae-lhes de Ham-
burgo ; quero experimentar suas aguas. Dzei
tambem Charley que nao passeei sozinho noi-
te. O amante repudiado capaz de eslender-lhe
um lago. Nao gostei de seu olhar primeira vez
que o vi. Eis ahi tudo, creio eu. Ides esta noite
casa de lady Featherstone? [Continuar-se-ha.)

PERN. TYP. DE M. F. DE FARIA.-1860.


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