Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09170


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Full Text
~TWHB|
MHH
im IXIY1. SOMERO 270
Por tres mezes adianlados iJJOOO.
Por tres mezes vencidos 6J000.
QARTA FE1RA 21 DE N0VEMBR0 DE 1861.
Por anno adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
ENCVRRb41)03 DA SUBSCRIPC40 DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima !
Natal, o Sr. Antonio Margues da Silva ; Aracaly, o
Sr. A do Lomos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de Oli-
voira; Maranho, oSr. Manool Jos MartinsRibei-
ro Gumares ; l'iauhy, o Sr. Joao Fernandos de
Miraos Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PAK11DA l)OS COKKblUS.
Olinda lodos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
e sextas reiras.
S. Anlo, Bezcrros, Bonito, Caruar, Altinho o
Garanhuns as lercas felras.
Pao d' Allfo, Nazrelh, l.iraoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Floros, Villa Bolla, Boa-Vista,
Oricury o Ex as qtiartas-feiras.
Cabo, Sirnhem, Rio Formoso, Un3, Barreiros,
Agua prcta, Pimenlciras e Natal quintas feiras.
(Todos os corrcios partem as 10 horas da mnnh.ia
EPHSHERIDE3 DO MF.Z DE NOVF.MBRO.
6 Quarto minguante as 6 horas e 57 minutos
da raantia.
12 La nova as 10 horas e 16 minutus da larde.
20 Quarto cresceute as G horas e 33 minutos
da manha.
-'8 La cheia as 9 horas e 18 minutos da manha.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeiro as 11 horas e42 minutos da manha.
Segundo as 12 horas o 6 minutos da tarde.
AUDINF.CIAS DOS TRIBUNAF.S DA CAPITAL
Tribunal do comraercio : segundos o quintas.
Relaro lercas, feiras o sabbados.
Fazonda : Ierras, quintas e sabbados as 10 horas,
luizo do coramcrcio: quartis ao meio dia.
Dito de orphos: tercas o sextas as 10 horas.
Primeira vara do civcl : tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel ; quartas e sabbados a urna
hora da larde.
DAS DA SEMANA.
19 Segunda. S. Isabel rainha da Hungra f.
20 Terca. S. Mil de Valois fundador.
21 Quarla. Apresenarao do Nossa Senhora.
22 Quinta. S. Cecilia v. m. ; S. Filemon m.
23 Sexta. S. Clemente p. m. ; S. Fclicidade m.
24 Sabbado. S. Joao da Cruz c. ; S. Estanislao.
25 Domingo. S. Calharina v ; S. Jocunda v.
ENCARRF.GADOS DA SUBSCRIPCO NO SUL
Alagoas. o Sr. Claudino Falcao Dias ; Baha,
Sr, Jos Marlhs Alves ; Rio de Janeiro, n Sr.
Joo Pereira Marlns.
F.M PERNAMBUCO.
O proprielario do diario Manool Figueiroa de
Paria, na sua livraria praca da Independencia ns.
6 e 8.
PARTE 0FF1CIU.
RKGUI.AENTO
tas alfimlegas o mesas le rendas,
TITULO IV.
CAPITULO IX.
nos soriiesai.enti:** DOS XAVIOS.
A11. 471. Sero considerados como sobresalen-
tes ns ganaros o provisoes trazdas ou cmbirca-
das para supprirom a falla dos necessarios na-
vogacwe custoio dos navios ou sustento do suas joniorada'eaV^ncUde^en ntaifcsto
dos regulamentos flscaes; 4., se est livre c des-
embarcada do embargo, ou pcnhoro, ou oulro
qualquer onus.
nico. Concluida a conferencia os escplo-
ra ros apresentaro sen relalorio, e vista dellc
o chefe da reparlicao impor as multas que cou-
berem, conforme as circumstancias verificadas,
na forma do presente regulamcnto ; e salisfeitas
Catas, ou estando a embarcacao livre do qualquer-|
pena, ou onus fiscal, ou arresto, ou ponhora, a
jolgar por conforme, para surtir seus devidos
efleitos quando, depois de concluida a sua carga,
ou esliver para seguir viagem, pretender seu des-
embaraco, ou despacho.
Ait. -i'i'J. A partida, ou vi.i geni de urna cui-
baicarao njo poder ser retardada pela falta, ou
c nesle
trpolages e passageiros, e dos animaos que con-
duzirora Fort. 415, nico.)
Ait. 472. O inspector, ou administrador, vis-
la di lista dos sobresalontos que lho fr apresen-
tija, designar os objeclos que por sua natura-
za e deslino nao pdem ser clasificados como
i es, i os f ir logo descarregar como mercado-
ra imprtala para consumo, ou permillir o seu
despicho, se assim o requerer o capilao, ou con-
signatario do navio. .
5 Io Todos os mala objeclos, que nao forein
necessarios para o uso e cusleio do navio, e para
o consumo de sua equipagem durante a estada
no porto, serio depositados em qualquer arma-
zem enlreposlo, ou trapiche alfandegado, que
for mateado pelo respectivo inspector da alfan-
dega, ou administrador da mesa do rendas, den-
tro do praso que estes marcaren!, sob pena de
ficarem sujeilus a direitos do consumo.
8 2 O deposito poder ser feito cm alguma
cmara, ou lugar seguro do navio, cujas entra-
das, ou ponas sefo fechadas, pregadas, lacra-
das o selladas-
5 3 .No caso de dilaceraco do sello, e aber-
tura do deposito sem aulorisacan do inspector o
asistencia do guarda mor, ou do empregado que 0 descbnrem'a dUrernca. Se esta porm for
este nomear. incorrer o capitn, ou mostr na | arincada na conferencia 'dos despachos dos ge-
Ja
ao
la
em
virlude de busca observar-se-ha o disposto nos
caso ser permittido ao seu dono, ou consignata-
rio assigosr termo i/.e responsabilidade pela im-
portancia de qualquer multa nao liquidada, em
que na forma do presente regulameulo lirer in-
lorrido seu capilao, ou meslre, o pela qual for
respousavcl a embarcarn. Assignado o com-
petente termo so dar desembarace embarcacao
j para seguir seu deslino, o o chele da reparlicao
I marcar, para a soluco do quaesquer duvidas
loccorridas na mesma conferencia, um praso ra-
isoavel, e impor mullas de 30$ at l'lg aosem-
pregados da conferencia, ou ao dono, ou consig-
1 naturio da embarcacao que so mostrarcm ucgli-
I genios neste servico, ou que, por fado proprio,
ou culpa, a excederem do praso marcado.
5 tnico. F.sla disposiclo nao comprehende as
mullas impostas c liquidadas, as quaes sero sa-
lisfeitas para que possa ter lugar o desembarazo,
ainda quando penda recurso.
Art. 480. O produelo das mullas que forcm im-
postas pela difierenca de volumes, ou mercado-
ras que forem encontradas na conferencia dos
manifestos, depois de deduzida urna torca parte
para a fazenda publica, ser dividido, na forma
do art. 120, entre os ompregados que verificarem,
gistros, o as rondas dosaneoradouros vertficaro
para esle liui, meusalmenlc, ou cm occasio
inesperada, o estado dos sellos, dando parte do
que verificarem.
5 A abertura o lovantamento do deposito
de que trata o 2o, serio feitos na occasio da
sabida da embarcacao.
5 G" Ao commandanle do navio ser facultado
n uso, ou consumo de alguns dos objeclos em
deposito, nos seguinles casos: i, de prolongar- slS"-'da, poder ter coniego o servi,;o do recebl-
pu ordinario! me"' dos gneros, c mercaduras de exporlaco,
- todava a disposic&o do
aris. 120, 084 2 e 758.
CAPITULO XI.
DAS EMBARCACES EM CARGA.
Arl. 481. Finds a descarga de um navio, e lo-
go depois da visita de que traa o art. 457, 9 de
verificada a sua passagom para o aocoradouro da
ou para o caes, ou ponte que Ihc for de-
so sua estada no porto alin do lempo -.
2", de necessidale para aliracnlaco da equipa- i reexpoilar.ao,
geni; 3o, di concerlos, e proparo da embarca-1 a
cao; 4, das mercadorias depositadas precisaren)
de beneficio; 5o, de seu despacho para consumo.
8 7" Em todos os cajos do antecedente a
abertura do deposito lera lugar vista do guarda
inr, ou de quem suas veres fizer, techando-so,
pregando-se, c sellando-so, na forma do 2",
logo que cesse a necessidade.
Art. 473. Os aniraaes vivos podero, sob cau-
cao, ser despachados na forma do artigo 512, |
34, e reembarcados at a vespera da sabida do
navio a que pertencerem.
Art. 474. Aos paquetes de vapor de linhas re-
gulares poder ser dispensado pelos inspectores
das alfandegas o deposito de suas provisOes, e
sobresalen tes.
Art. 475. As provisoes necessarias para con-
sumo da gcute do servico das embarcages, era
geral, que navegam para portos eslrangeiros, ou
das ijmbarcacoes, eslrangeiras que liverem de
seguir para portos do imperio, quer durante a
sua estada na porto em que esliverem ancoradas,
quer para a sua vigein, sero feilas do modo
.seguinle:
5 1" Os comraandanles dos navios eslrangei-
ros apresentiro ao chefo da repirliro nota dos
gneros de que precisaren!, o vista "della so Ihes
mandar passar guia, do mesmo modo que se
requer para os embarques dos gneros de expor-
taco ; concedendo-se-lhes, livre do direilos, a
quantdade dd gneros nacionaes proprios para
consumo de bordo, que julgar-se rasoavel, ou in-
dispensavel, segundo o numero de pessoas de
sua cquipagem, e dias provaveis de demora, ou
de viaeem.
Art. 582. O servico da carga s poder ter.lu-
gar as mesraas horas marcadas pelo arl. ll
para o servico da descarga.
Arl 4S3. O recebimenlo da carga cm caes, ou
cm pontos da alfaudcga, ou da mesa de rendas,
para este fim especialmente destinadas, lera lu-
gar por escala, do mesmo modo, e nos casos mar-
cados para a descarga.
Arl. 48. As mercaderas, ou volumes despa-
chados para exporlaro, depois de conferidos,
!ser.io embarcados, sendo acompanhados de des-
! pacho, ou do guia, que o respectivo capilao, ou
1 meslre da embarcacao que o receber, depois de
1 passar o recibo, remiter, na forma e sob as pc-
^ as do ar!. 382, competente estagao.
Art. 485. O inspector da alfandega, ou admi-
nistrador da mesa de rendas poder permitlir,
medunto as cautelas necessarias, a qualquer em-
barcacao receber carga em qualquer poni, ou
posto situado eulrc a barra, ou registro da en-
trada, e os limites do ancoradouro respectivo, ou
em qualquer outro lugar prximo, ou ao alcance
da fiscalisac,ao.
CAPITULO XII.
DO COMMERCIO E NAVEliACAO DE CABOTAGEH.
Art. 486. 0 transporte do gneros e mercado-
rias de qualquer origem de uns para outros por-
tos do imperio, consume um privilegio exclusivo
das embarcaces nacionaes.
Excepluura-se :
Io. 0 de mercaduras perlencenles S carga
Art. 491. Se, na falta de navios que naveguem ,
directamente para o porto de Albuquerque, os '
seeros e mercadorias mencionadas no artigo i
189 liverem do ser le/ados a qualquer das alfan- j
dogas do Rio da Prata, afim do serem d'alli reex-
portados, ou baldeados em oulras embarcaces
para o dito porto, poder ser concedido o seu
transporje nos termos e condirocs do mesmo ar-1
ligo.
Art. 492. Em lodos os casos de que tralam os
artigos antecedentes se exigir llanca idnea, ou |
letras cm cauqoda importancia dos direilos res-
pediros, na forma que so requer para o despacho
de reexportaran, a qualser cobrada em provei-j
to da fazenda pulrlicarsodenlro do um prazo ra-
^oavcl, que ser marcado pelo chefe da repart- '
cao, o dono, ou consignatario da mercadera nao I
provar coru cerlido da alfandega importadora o !
seu destino.
nico. Esto prazo nao poder exceder de um
anno nos casos de viagem directa, e de dous an-
uos no de roexporlacao ou de baldeacao, previsto
pelos artigos 489.490 o 491.
Art. 493. No caso de falta do embarcaces pa-
ra exporlaco directa do gneros de producro e
manufactura nacional para o porlo de Urngua"yan-
na, peder ser igualmente o seu transporte ficul-
lado nos termos dos artigos antecedentes, medi-
ante as mosmas caucos, garantas o penas; sen-
do o prazo para a ap'resentaco do certificado de \
descarga ou cntiida na alfandega respectiva, de
seis mezes.
Arl. 194. Os capitacs das embarcaces eslran-
geiras a que se referen) os artigos antecedentes,
alera das duas vas do manifest exigidas polo ar- ,
ligo 399, eutrogaro ao chefe da compelenle re- '
pirlico fiscal do porto de sua partida una ter-I
ceira va, que, depois do conferida, e aulhenlica-|
da na forma que requer o artigo 409, ser pelo i
mesmo empregado fechada, o oficialmonte re- I
roetlida, segura pelo correio, a estaco compe- i
lente do porto do seu destino.
nico Ao dono ou consignatario da merca- i
doria exportada, se o requerer, se dar urna co- \
pa do despacho, competentemente authenticada,
dirigida fielmente ao chefe da reparlicao fiscal do
lugar do seu deslino.
CAPITULO XIII.
DO DESPACHO MARTIMO.
Art. 495. Nenhuma embarcado poder sabir
do porto em que esliver ancorada sem obter da
competente reparlicao Fiscal o seuPasse, ou
despacho, sob pena de multa do 100S00O al
1:000J rs.
j nico. As fortalezas, embarcaces de guerra
estacionadas no porto, ou em cruzeiros, e os re-
gistros do entrada obrigarao a embarcacao a re-
troceder, empregando forc.a se necessar'io for.
Art. 490. Ao despacho ou passe da oiubarcacao
aarional deve preceder :
lu. Nota em duplcala assignada pelo capilao
ou meslre da embarcacao, a qual dever mencio-
nar sua data, o porto para onde segu, e os de
escala, a narao a que pertence, sua arqueaeo, o
nome do proprielario, o dia em que entrou no
porto e o em que pretende sabir, e finalmente o
numero de oflieiaes o pessoas de cquipagem ou
gente do servido.
2o. O manifest da carga que tcm a bordo ou
declaracao de sabir em lastro, a quantdade o
qualidade desle.
} 3". A matricula da equipagem ou gente de
servico da embarcacao.
4o. O passaporte.
S 5o. O certificado da sua arqueago.
S 6*. Exhibico de documento que prove que
esi sonta, ou que tem salisfeilo os imposlos a
que esliver sujeita, e as multas que lho tenhara
sido applicadas, c que se acha livre o desembar-
gada.
7o. Os barcos de cabolagem que pretenderen)
sabir para porlo nacional poderiio obter oPasse
anles da apresenlago do manifest.
Art. 497. Para o despacho ou passe dos em-
barcares eslrangeiras misler que o respectivo
capilao ou mestre, alm da nota de que tratara
os SS Io e 2o do artigo antecedente, exhiba certi-
fica Jos ou atiesiados, ou outros quaesquer docu-
mentos legtimos, que provera : Io, a residencia
do proprietario da embarcacao ; 2o, se esta se
do nivio eslrangciro : primeiro. que tendo dado acha ou nao armada ; 3', a'sua arqueaeo feita
S 2" As norial cas, fruas, carne fresca, aves
c nutras provisoes seraelhantes podero a todo o
entrada por franqua em um porto do imperio,
seguir para.outro antes de Cndo o prazo da mes-
ma franqua ; segundo, que lendo dado entrada
por inteiro, seguir para outro difireme porlo do
imperio com toda ou parle de sua carga, despa-
tempo sor embarcadas para consumo do navio, chada para consumo, ou para reexporlago ; ler-
indepcndenie da formalidade exigida pelo aole- j cciro, que conduzir colonos, ou passageiros de
cedente.
S 3" Os inspectores das alfandegas, e os ad-
ministradores das mesas de rendas remetlero ao
thesouro nacional urna lista dos gneros do paiz,
que se cosluman fornecer s embarcaces para
sustento da gente do seu servico, e a quanlidade
em que se orea o sustento de cada pe.-soa por
dia, afim de se organisar urna tabella de provi-
soes leves para o gasto das embarcaces, que reja
cm todas as alfandegas e mesas de rendas; ha-
vendo-se entretanto os inspectores, e os admi-
nistradores com a possivel gualdado no arbitrio
que Ihes concedem os j antecedentes, nao fa-
zendo mais favor a uns do que a outros, o tendo
cuidado em que se nao abuse desta concesso em
prejuizo do thesouro nacional,
5j 4 As inadeiras, e outros gneros do paiz.
para fabrico e reparo das embarcarles estrangei- I
ras e seu cusleio podero ser embarcadas de una ,
s vez, ou por parles, salisfeilos logo ou a final j
os direilos respectivos.
8 5" As mercadorias eslrangeiras necessarias
para consumo da equipagem e dos passageiros,
ou para fabrico e cusleio das embarcc,es ficara
sujeitas s mesmas fiscalis.iro e formalidades
que se requerem para seu embarque e sahida
para outro qualquer destino.
6" Os cascos o vasilhame para lquidos em
numero superior s necessidades da viagem nao
podero ser considerados como sobresalenlessem
que se observem as disposices do artigo 33 Io
do decreto n. 708 de 14 de outubro de 1850.
CAPITULO X.
DA CONFERENCIA DO MANIFEST.
Art. 476. Finda a descarga, e visitada a em-
barcado, ser o auto de visita, cora todos os pa-
pis que Ihe forem relativos, reraetiidos quarla
seceso, acimpanhados de um relatorio em que
su mencionar ludo o que houver occorrido a seu
respeilo desde sua entrada, inclusive as mullas
quo liverem sido impostas ao seu commandanle,
e a cuja satisfaco esliver obrigada, ou hypothe-
cada, na forma do art. 429, e os embargos, ou
penhoras que ver solTrido.
Arl. 477. O capilao, ou mestre da embarcacao
pedir por escriplo ao respectivo inspector, ou
administrador, a vista de lodas as relaces de
descarga que tiver cm seu poder, na forma do
corn que tiver entrado, e sua
qualquer especie,
bagagem.
8 2". O do quaesquer gneros ou mercadorias
em circunstancias extraordinarias : primeiro, de
fome ou peste ; segundo, do urna povoacao do
interior precisar de promptos soccorros ; lercei-
ro, de guerra interna ou externa ; quarto, do re-
lames e prejuizos causados navegacao e com-
mercio nacional por cruzeiros, ou fon;as eslran-
geiras, embora nao haja declaracao do guerra,
nos termos do artigo 43 da lei numero 628 do 17
de setembro de 1851 ; quinto, nos casos do arti- ;
go Io Io, artigo -2" 8 Io, o artigo 7o do decreto
I numero 2485 de 28 de setombro de 1859, al o
no porlo cm que esliver ancorada; 4o, a matri-
cula da equipagem ou genio do servico do navio ;
5", que est livre e desembargada, e que tcm sa-
lisfeilo todas as conlribuiros e multas, a que
eslivess e sujeila.
8 Io. Os documentos exigidos para o despacho
ou passe das embarcaQos eslrangeiras serao pas-
sados pelo consulado da respectiva naco, ou, na
falla, por oulro de qualquer naeio amiga, os
quaes sero restituidos aos respectivos comman-
danles, menos o certificado da arqueaeo brasi-
lea, c os que provera a sa'.isfaro dos impostos
que devoren), o multas que Ihe"forem impostas,
e que cslo livres e desembargadas, os quaes
ser passados pelos competentes empregados ou
autoridades brasileiras e ficaro archivados.
8 2o. A parl6 do art. 496, relativa aos passa-
porles, nao comprehende as ombarcacoes eslran-
geiras, s quaes nicamente se fornecer, estando
correles, oPasse, pan que so nao ponha
embaraco na sua livre sabida. Nos passaportos
das mercadorias reexportadas na forma do arti-
go 6U.
Arl. 502. Os fiadores, nos casos dos artigos an-
tecedentes, serao abonados por duas ou tres tes-
lemunhas, que se responsabilisem solidariamen-
te pela falla de cumprimenlo das obrigaces con-
tradas pelo seu aflancado.
Art. 503. O inspector" da alfandega ou admi-
nistrador da mesa de rendas lera todo o cuidado
o vigilancia em que o passe ou despacho seja
aviado com a maior brevidade possivel, para que
jamis por f-lta della so demore a sahida da ein-
TITl'LO V.
Das remlas a enrgo las alfanne-
gas e mesas de rendas, o do mo-
do de sua percepeao e arrecada-
eao.
CAPITULO I.
DAS RENliAS A CARGO DAS ALFANDEGAS, B MESAS DE
RENDAS.
Art. 501. A's alfandegas incumbe em geral ar-
recadaros seguintes imposlos e rendas, em quan-
lo nao forem abolidos por expressa :
1. Direilos de importaco, ou do consumo.
2." Ditos de reexportarlo, ou baldeacao.
3. Ditos de expediente.
4." Ditos de exporlaco.
5. Ditos de Patente dos despachantes e seus
ajudanles.
C. Imposto de ancoragem.
7. Direilos de trunslaro do dominio das em-
barcaces.
8. Emolumentos.
9 Mullas.
10." Producto das mercadorias abandonadas
por escripto.
11." Depsitos c cauQes vencidos, ou proscrip-
tos, e o produelo das letras do roexporlacao em
cauces de direilos de consumo
\." Keposices e indemniiacc;.
13." Armazenagem.
14." Expediente das capatazias.
15. Randa extraordinaria.
16, Premio dos bilhctes, ou assignados. e le-
tras.
Art. 505. Alm da arrecadaco dos impostos e
rendas ennumerados no artig antecedente, as
alfandegas, ou mesas de rendas lero a seu caigo
a cobranza :
1. Das conlribuiccs para as casas de cari-
dade.
2. Do sello dos papis que por ellas corre-
rem.
3." De qualquer oulro imposto, ou rendimen-
to perlencenle a oulra reparlicao, ou corporaro,
de quo forem encarregadas pelo governo.
Arl. 5uC. A alfandega da Corte tambera arre-
cadar os seguintes imposlos :
1." Dizimo dos gneros de producro do mu-
nicipio da Corle.,
2. Imposto municipal sobre os lquidos alco-
hlicos despachados para consumo.
3." Direitos de consumo da agurdenlo.
Arl. 507. as alfandegas da cidade do Rio
Grande, e de Porlo Alegre da provincia de S. Pe-
dro do Rio Grande do Sul se arrecadaro o im-
posto de tonelagem, e a indemnisar;o dos ser-
viros extraordinarios, soccorros, avarias, o per-
das, perlencenles praticagem oa mesma provin-
cia, 11a conformidade dos arligos 8.", 9." e 10 "
do regulameulo de 16 de novumbro de 1857, e
mais disposices, o ordens em vigor.
Arl. 50S. Nos municipios cm que esl-verera
situadas as alfandegas. o era que nao houverem
recebedoras de rendas internas, ou collectoras,
ou em que o governo nao crear essas reparlices
as alfandegas lero a seu cargo o luncameulo e
arrecadago de lodos os imposlos internos geraes
que pertencera s recebedoras o colleclorias'
Arl. U9. A's mesas de rendas compele em ge-
ral : 1., o laucamente e arrecadaco dos impos-
tes, c rendas internas geraes a cargo das recebo-
dorias, inclusive os que forem peculiares do mu-
nicipio era que esliverem colloeidas; 2.", o des-
pacho dos gneros c productos nacionaes nave-
gados de um para oulro poito da mesma provin-
cia, c dos eslrangeiros j despachados para con-
sumo.
8 1." Nos poitos habilitados, em que nao hou-
ver alfandegas, as mesas do rendas lera igual-
mente a seu cargo a arrecadaco e ftscalisaco de
quaesquer direilos c rendimentos perlencenles
s alfandegas, que forem expresamente desig-
didas ou trapassadas em qualquer porto do im-
perio.
7." As mercadorias perlencenles s embar-
caces arribadas,que para occorrercra s despezas
do seu reparo c concert, ou por qualquer oulra
razao, forem desrarrega Jas para consumo do paiz,
[e igualmente a parte do carregamenlo das cm-
, barcaces cm frammia, que ir destinada ao mes-
mo fim.
8." As mercaduras, que transitando por al-
gdns dos portos do imperio, cm quo o transito
lr permeliido, vi >wiu
repastos, {orem retiradas,
pachadas para consumo do
9." As mercadorias nacinnaPS, n as eslran-
geiras que j Ifverem pago os direilos de consu-
mo, sendo transportadas em embarcaces eslran-
geiras do um para outros portos do imperio, Sdl-
vas as disposices do cap. 12 do lit. 4.
>; 10. As mercadorias arrojadas pelo mar s
praias o pontos, ou que forem encontradas fluc-
tuando, ou liradas do tundo d'agua, na forma do
artigo 338.
Art. 512. Ser concedida isenco do direi-
tos do consumo, ou do importaco, mediante as
cautelas fiscaes que o inspector da alfandega,
ou administrador da mesa de rendas julgar ne-
cessarias, as seguintes mercadorias e objeclos :
8 1. A's amostras de nenhum, ou do diminuto
valor.
Repular-se-hao amostras do nenhum, ou do
diminuto valor os fragmentos,ou departo qualquer
genero, ou mercadoria em quantdade suida-
mente necessaria para dar a conhecer sua natu-
reza, especie e qualidade, cojos direilos nao ex-
cederom a 200 ris por volme.
S 2. A's machinas pequeas de mo, perlen-
arl. 16, 88 3 e 11. e arl. 18; n. 1027 de 18 de
agosto de 1859 ; e n. 1040 de 14 de setembro de
1859, arts. 16 o 17; e quaesquer oulros, cujo
despacho livre livor sido, ou fr concedido pela
tarifa em vigor, por le especial, ou por contrato
celebrado pelo governo imporial com alguma
possa, companhia, ou corporaco nacional ou
estrangoira.
S 2-2. A's mercadorias e quaesquer objeclos,
quo forem directamente importados por conla,
1 tttfii3 SArvi,"" Ao estado, qualquer que seja o
:iO 011 ompre?a.
HHdJ|Wi**cai1nriis, ou quaflsqner objeclos
perlencenles s adminislrace? proviucites, di-
rectamente importados por sua conla para o ser-
vico publico.
,8 2. Aos productos da pesca das embarcaces
nacionaes.
8 25. Ao charque e mais producto dojgodo de
origem ou produeco do Estado Oriental do
Uruguay, constentes da tabella n. 8, na forma
do arl. 4. do tratado de commercio c navega-
Cao, celebrado entre esle imperio e a repblica
oriental do Urugiay em 4 de setembro de 1857,
em quanto esliver em vigor o mesmo tratado.
S 26 Aos gen tos o mercadorias menciona-
dos no arl. 321 da presente regulamcnto e na ta-
bella n. 1, annexa ao decreto n. 2,486 de 29 do
setembro de 1859, que entrarcm pelos pontos
habilitados das fronte!ras terrestres, e pelos por-
tos habilitados, ou alfandagados do rio Uruguay
da provincia do liio-Grande-do Sul, nos termos
0 osos especiaos marcados pelo mesmo decreto
1 arl. 25 da lei n. 309 de 18 de setembro do
1845)_.
8 27. Aos gneros introjuzidos pelo interior
das provincias do Amazonas, do Para, ede Hato-
cent es acolnos que vierera eslaoelecer-se no Grosso, de qualquer ponto dos lerritorios eslran-
imperio.^ geiros que limitara corn as mesmas provincias, e
S 3. A's pequeas amostras de madeiras, e aos que forem de producro dos dtfbs territorios le-
modelos de machinas, de embarcares, de ns- milrophes.
trunientos, e de qualquer invento, ou meihora-
menlo feito as arles.
8 28. Ao ouro c prata em narra, p, ou mina,
em folheta, o em moeda nacional, ou eslrangeira.
8 29. s medaldas de qualquer natureza eme-
tal, e s collecces de objeclos archeologicos, ou
numismticos, importados directamente para es-
tabelecimenlos pblicos.
8 30. s machinas proprias paralavrar aterra
seu uso domestico, ou de suas fa- o preparar os producios da agricultura, e para o
1 servico de qualquer fabrica, paraos navios do
5. Aos instrumentos do agricultura, ou do vapor, e para asestiadasdoferro.
qualquer arle liberal, ou mechanica, que trouxe- | 31. s pecas das machinas importadas cm
rem os colonos, ou artistas, que vierem residir separado, a respeilo das quaes se provar, mo-
no imperio, sendo necessarios para o exercicio diante exame feita por peritos da escolha do che-
de sua prolissao, ou industria; e a urna espin- fe da reparlicao, e era sua presenta, que nao po-
garda do caca para cada colono adulto den) ler outro destino, ou applicaco, seno subs-
8 6. Aos restos de mamllenlos pertencentes liluir pocas idnticas, j arruinadas, do cortase
ao rancho particular dos colonos que vierem es- determinadas mar hias, ou servir de sobresa-
4. A's barras, caires e camas ordinarias ou
communs, louQa usada e ordinaria, e oulros
trastos e objeclos do uso dos colonos que vierem
eslabelecer-se no imperio, com lamo que nao
excedam ao numero, ou quanlidade indispensa-;
ve! para
milias.
libelecer-so no imperio, sendo destinados ali-
menlacao dos mesmos era quanto se nao empre-
gam. ;
7. A lodos os objectos destinados para o uso
proprio dos embaixadores, e ministros estrangei-
ros, e em geral de todas as pessoas em pregadas
na diplomacia, quechegarem ao imperio, na for-
ma do arl. 1 do decrelo n. 2,022 do 11 do novem-
bro de 1857.
8 S. Aos gneros c effeitos importados polos
embaixadores, ministros residentes, tMicarregados
lentes s que, exislindo perfeilas, possam inuli-
lisar-se por qualquer eventualidade.
8 32. Aos objeclos perlencenles s companhias
lyncas, dramtica-, equestres. ou oulras' ambu-
lantes, que se dislinarem a dar representaces
publicas ; s colkccos scientificas de historia
natural, aumismalica, e de antiguidade ; s esta-
tuas o bustos de quaesquer materias, quo forem
destinadas exposicao, ou representaco publica.
Este despacho nao poder ser concluido sem
que as parles caucionen! os direitos de consumo
de sua creaco, ou em regularacu-
| uliimo dia do anno de 1803, a respeilo da's mer- 1ue,eslas ombarcages apresentarem nao so lan-
I cadnrias constantes das tabellas ns. 10 e 11.
8 3". O de bagagem dos passageiros da propra
emlinrcaco eslrangeira que 03 conduzir.
4o. Para o transporte em embarcaces es-
lrangeiras, de gneros o mercadorias nos casos
do 2, nmeros 1 e 5, mister expressa liecnca
ou ordem do ministro da fazenda, ou do presi-
dente da respectiva provincia ; o nos casos dos
nmeros 2 e 3 do mesmo paragrapho, licenca ou
ordem geral ou especial do mesmo ministro!
5o. Os presidentes de provincias daro conta
ao ministro da fazenda das liceocas que em taes
casos concederem.
Art. 487. Ser nicamente reputada embarca-
cao brasilcira a que esliver 1103 termos ecircums-
Uncas especificadas nos artigos 457, 458, 459 e
460 do cdigo commercial e mais legislaco em
vigor.
Arl. 488. As mercadorias ou gneros nocom-
prehendidos as disposices do artigo 486, que
forem transportados do uns para outros portos al-
fandegados do imperio era navios estrangeiros,
sero tratados como so procedentes fossera de
portos estrangeiros ainda que nacionaessejarn, e
nao o sendo, ainda que, lenham j pago direilos
de consumo.
nico A respeilo das embarcaces que re-
cebaren) l es gneros, ou mercadorias em portos
nao alfaudegados, ou habilitados, observar-se-ha
o disposto no capitulo 1" do titulo 4.
Arl. 489. Quando em qualquer dos portos do
imperio em que existem alfandegas nao se en-
conirem embarcaces nacionaes para carregarem
art. 442, qie juntar aoseu roquerimento, a con-1 com destino ao poito de Albuquerque gneros de
ferencia de seu manifest ; e o mesmo inspector, | prodcelo c manufactura do paiz, ou mercado-
ou administrador, fazendo reunir lodos os papis
que lho forem relalivos, os mandar examinar
por dous escriplurarios da sua escolha.
Art. 478. A conferencia do manifest versar
sobre os s-guinles pontos : 1., se os volumes, e
mercadorias a granel manifestados, e constantes
das declarares do capilao, ou mestre, forara
elcclivamenledescarregados; 2., quaes as difl'e-
rencas na quantdade, nos nmeros e marcas ;
3." qual a responsabilidade da embarcacao, e sua
importancia em relaco a quaesquer nlracces
ras eslrangeiras j despachadas para consumo,
poder o seu transporte ser facultado a navios
estrangeiros por aiitorisaco especial, do ministro
da fazenda na corte, e dos presidentes as pro-
vincias.
Art. 490. Aos navios estrangeiros que obtivo-
rem a licenca do que traa o aitigo antecedente
ser tambem" permittido em retorno o transporte
para portos alfandegados de gneros da provincia
de Hallo Grosso, ou de qualquer origem, queja
leuham pago direitos de consumo.
cara verba, ou nota alguma ou se lavrar apos-
tilla.
Art. 498. O inspector ou administrador, adian-
do correles, e em devda forma os decumentos
apresentadose verificandoque se acham salisfeilos
todos os direilos e multas a que esliver sujeita a
embarcacao. e que se acha livre c desembargada
conforme sua nacionalidade, ou mandar expedir
o novo passaporte especial da viagem, quando
este fr requerido, ou lancar no que continuar a
servir a apostilla da nova'viagera, ou lavrar o
Passepara seu desembaraco e livre sahida.
Arl. 499. Os passaportos especiaos das embar-
caces nacionaes que navegaren) para fra do
imperio servirao somonte em urna viagem redon-
da ; os dos barcos de cabolagem servirao em-
itanlo nao mudarem de certificado da matricula,
e houver espaco para as apostillas. Uns e oulros
quando forem substituidos pornovos passiportes
sero cancellados o archivados.
Arl. 500. Para que possa ler lugar a concesso
de passaporte s embarcaces nacionaes destina-
das Costa da frica misler:
Io. Que seu dono ou consignatario, capilao ou
meslre assigno termo do nao receber a bordo del-
las escravo algum ou Africano bocal destinado ao
commercio de escravos.
2o. Que preste llanca idnea da importancia do
navio o sua carga, que perder em beneficio dos
cofres pblicos se dentro de 18 mc*es, contados
da dala da sua sahida, nao provar cora documen-
tos que merecam f, aulhenlicados na forma do
arl. 400, que a obrigago imposta no referido
termo foi exactamente cumprida. (Lei n. 581, de
4 de setembro de 1850, art. 7o).
Art. 501. A pispsigo do artigo antecedente
relativa a (langa comprehende toda e qualquer
embarcago que liver a seu bordo, ou receber
vasilhame para lquidos, alera do empregado na
aguada ; devendo o capilao ou uicsire, dono ou
consignatario do navio aflirmar que seu destino
licito, e obrigar-se a nao erapregar a mesma
embarcacao no trafogo da escravos ; regulndo-
se os prazos para a apresenlacSo das provas, que
invaliden) a fianca e obrigarao, pelas mesmas le-
gras marcadas "para os certificados do destino
nados no acti
tos especiaes.
2" As mesas de rendas da villa do S. Jos
do Norte, cidades do Pelotas o de Jaguarao, das
villas de Bag, Santa Auna do l.ivramenlo, Ale-
grete, S. Borja, Ilaqui, c Santa Victoria de Pal-
mar, alm dos referidos impostos internos, lero
nicamente a seu cargo as incumbencias e ju-
risdicao que Ihes foram marcadas no decrelo n,
2,486 de 29 de setembro de 1859.
Arl. 510. As mesas de reudas da cidado de
iAuoniria, na provincia do Paran, o de S.Fran-
cisco, na de Santa Catharina, alem do3 encargos
deque trata o artigo antecedente, ficara habilita-
das para o despacho de importaco dos productos
nacionaes, o dos estrangeiros que j lenham pa-
go os direilos de consumo, o para o de exporla-
co dos productos nacionaes para dentro, ou fra
do imperio, conforme os decretos n. 1,583 de 2
do abril de 1855, e n. 1,922 de 11 de abril de
1857.
CAPITULO II.
DOS DIREITOS DE IMPORTACO OU' CONSUMO.
Secrdol."
Das mercadorias e objeclos snjeitos a direitos de
importaco ou consumo.
Arl 511. Aos direilos de importaco ou con-
sumo (lermo3 syuonimos nesle regulmento) ti-
ca m em {eral sujeitas :
1. Todas as mercadorias, qualquer que seja
sua procedencia, qualidade ou origem, que fo-
rera importadas de paiz eslrangeiro, o se desti-
naren) ao consumo do imperio.
8 2. Todas as provisoes, sobresalenics. per-
tencas, apparelho, lastro, veame, aprestos, ar-
mamento, muniges e objeclos do servico dos
navios mercunlese eslrangeiros, que derera en-
trada por inteiro, e os dos que, dando entrada
por franqua, e por molivo de arribada forreada,
sob qualquer titulo ou razo, se destinaren) ao
consumo do paiz.
3." As provisoes e sobresalentes, e quaes-
quer oulras mercadorias e objectos perlencenles
a embarcagoes ou transportes de guerra de na-
ces e3trangeiras, que descarregarem ou sahirera
dos depsitos respectivos para consumo do paiz,
e os de quaesquer embarcaces mercanteis, mar-
cados para deposito, que dentro dos prazos res-
pectivos nao forem depositados na forma do art.
472 1, ou forem dello retirados e destinados
para o consumo do paiz.
4.^ O apparelho. veame, lastro, perlencas,
municese oulros objeclos de armamento, eser.
vico dos navio condemnados, ou naufragados,
que forem vendidos era separado do respectivo
casco, e bera assim os ragmenlos desles, quando
desmanchados, na forma do art. 680.
5." O canegnmento e quuesquer perlencas,
ou objeclos de navios apresados, que, nos ter-
mos do antecedente, forera vendidos, ou applt-
cados ao consumo do paiz.
6. As embarcagoes miudas imprtalas, ou
perlencenles a quaesquer navios, que por qual-
quer molivo forem tiradas do^eu servico, e ven-
de negocios, acreditados juntos corte desle im- dos objectos mencionados neslo paragrapho, que
perio, na forma e con jiges marcadas pelo ci- sero cobrados, se dentro do prazo concedido pe-
lado^ decrelo n. ,022, do II de novembro de lo chefe da reparlicao, que poder ser por elle
I85i. razoavelmenie prorogado, nao forem os objectos
8 9. Aos objectos de uso e servico dos cheles assim despachados reexportados integralmente,
de misscs diplomticas brasilelras que regres- ou nao (r provadi' o seu desapparecimenlo o con-
sarem, precedenJo requisico do ministro "dos sumo pelo uso, 011 bito, segundo a netureza do
negocios eslrangeiros, e ordem do da fazenda. | objecto. ,
8 10. Aos gneros o objeclos importados para 8 33. siraagens. o em geral aos objeclos pro-
0 uso dos navios de guerra das naces amigas, prios e exclusivos do culto divino, indispensaveis
quo chegarem em transportes do guerra, ou era para o servico das olhedraese matrizes, direc-
navios mercantes exclusivamente relados pelos \ (menle importadas por conta da respectiva ad-
respectivos governos. ministraco, procedendo ordem do ministro da
8 II. A's mercadorias de producro e indus- fazenda.
tria nacional, que, lendo sido exportadas, regres-1 Arl. 513, Para o despacho livre de que tratan)
sarom cm qualquer embarcacao, com tanto que os 88 7, 8, 9, 10, SI, 22 o 23 do ait. 512, ne-
laes mercadorias: 1., sejarn destinguiveis, ou cessario ordem do ministro da fazenda.
possam ser diltercncadas de outras semelhan- 8 1.0 despachante na nota quo fizer, e man-
es e origem estrangeira ; 2.", regressem dentro : do requerer ao chefe da reparlicao, ou solicitar a
dedousannos nos mesmos envoltorios, e por inlervenro do agente diplomtico competente,
conla do proprio individuo que as esporlara ; 3., ou impetrar do ministro da lazenda ordem para"
venham acompanhadas de certificado da alfande- despacho, dever mencionar com exaclido 03
ga do porlo do retorno, legalisado pela agente
consular brasileiro, e na sua falla na rornia do
arl. 400.
8 12. Aos gneros o mercadorias de produeco
e manufactura nacional, pertencente carga das
embarcaces, quo tendo sabido de algum porlo
do imperio arribaren) a oulro, ou naufragaren), mas do seu psizsero logo entreguc a sua requ-
c forein por qualquer molivo vendidos para con-
sumo.
No caso de duvida
salvadas nacionaes ou
nmeros e marcas dos volumes, seu contedo,
sua qualidade, quanlidade e peso, ou medida dos
objectos de que iralam os citados 88 7, 8, 9. 10.
21. 22 e 23 do art. 512.
8 2 Os volumes lirigidoa aos agentes diplo-
mticos residentes no imperio sobo sello das ar-
sicao, ou declaracao oflicial independento do or-
dem do ministro da fazenda. Se conliverem jor-
de serem as mercadorias! na(-'s sero, era arto successivo ao da sua descar-
eslrangeiras nao lera lu- S'1 e entrada, remedidos admistraco do cor-
gar a isenco dos direitos de consumo.
8 13. Aos gneros c mercadorias do produeco
e manufactura nacional, que forem importados,
em embarcaces eslrangeiras, sob cauco ou fian- xardo ter vigor o tratado de commercio celebra-
a, na alfandega de Urugoayana, conforme o art. i do cm a Repblica Oriental do Uruguay, sujeitar
rcio.
Art. 514. O governo, no caso de julgar conve-
niente, poder, logo quo por qualquer razo dei-
493, ou no porlo do Albuquerque, e desle expor-
tados para qualquer outro do imperio, na confor-
midade dos arts. 489 o seguintes.
8 14. Aos instrumentos, livros, e utensilios
proprios de quaquer naturalista, quo se destinar
exploraco da natureza da Brasil, procedendo
ordem do ministro da fazenda.
15. A' roupa, ou (alo usado dos passageiros,
assim como aos instrumentos, objeclos ou artigos
de sen servico diario ou profisso.
8 16. A' roupa, ou fado usado dos capilaes, o
das pessoas das Iripulaces dos navios, aos ins-
trumentos nuticos, livros, carias, mappas e
utensilios proprios de seu uso c profisso, quer
os conservem a bordo, quer os relirem, ou levem
comsigo quando dcixarera os navios em que ser-
viam.
17. Aos livros mercanlis escriturados, e a
quaesquer manuscriptos; aos retratos de familia;
aos livros do uso dos passageiros, com lano que
nao baja mais de um exeraplar de cada obra ;
aos desenhos o esbocos acabados, ou por acabar,
pertencentes artistas que vierem residir no im-
perio, e era geral aos utensilios o objectos usados
necessarios para o exercicio e arranjo de sua arle
ou prolissao.
8 18. a's obras velhas de qualquer metal fi-
no, estando inutilisadas ; sendo livre s partes
inutilisa -las, quando o nao eslejara na occasio
do seu despacho ou conferencia.
19. Aos barris, barricas, ancoretas, cascos,
caixas, vasos de vidro ordinario escuro, azulado
ou esverdinhando, de barro ou louca ordinaria ;
s latas de folha, de ferro, chumbo, estanho ou
zinco ; aos saceos e capas do aniagera, e qual-
|quer oulro lecido ordinario, e a quaesquer outros
envoltorios somelhantes em que so ncharem as
mercadorias nio sujeitas a direitos pelo seu peso
bruto, salvo, se, lendo valor commercial, por
qualquer cansa esliverem vasos ou se esvasia-
rem, ou completamente separados das mercado-
ras a que pertenciam.
20. A's mercadorias estrangeira3 queja li-
verem pago direilos de consumo em algumas das
repartiedes fiscaes competentes, e forem Irans-
portada's de uns para outros porlos onde houver
alfandega, sendo acompanhados de carta de guia,
em embarcaces nacionaes ou ora navios eslran-
geiros, na forma do cap. 12 do lit. 4..
21. A's mercadorias o objectos designados
as seguinles leis: n. 243 de 30 de novembro
de 1811, arl. 26 ; n. 719 de 28 de selembjo de
1853, art. 19 ; n. 939 de 26 de selembro da 1857,
ao pagamento dos direitos de consumo os gne-
ros, mercadorias e productos mencionados nos
8 26 e 27 do art. 512 ; e em qualquer poca, sal-
vas as convences que em contrario se celebra-
ren), os de qualquer culra origem, de que fazeni
mencao os 88 26 e 27 do mesmo artigo.
Art. 515. Se por causa de guerra exlerna ou
inierna, ou bloqueio, ou por molivo de seguran-
za e de sade publica, so tornar urgente a remo-
co de alguma alfandega, ou mesa de rendas do
um para outro lugar, ou a suspenso de seu ex-
ercicio temporariamente, as mercadorias eslrau-
geiras exportadas desses lugares, tendo entrado
uelles depois da reranco, 011 suspenso da refe-
rida reparlicao, sero havidaa e reputadas nos ou-
tros portos do imperio, para onde forem trans-
portadas, como se importadas fossera do porlos
estrangeiros, embora lenham j salisfeilo os di-
reitos de consimo.
Secfo 2.a
Das mercadorias cojo despacho prohibido.
Art. 516. Fica prohibido o despacho das se-
guintes mercadorias e objeclos :
l. Qualquer objecto do escultura, pintura,
ou tithographia, cujo assumplo seja obsceno, ou
offensivo a religio do estado, da moral e bons
costuraos, ou quo estojara comprehendidos as
disposices dos arts. 90, 242, 244, 278 c 279 do
cdigo penal.
8 2. Os impressos ou obras contrafeitas a que
so referen) o arligo 35 da lei numero 369 de 18
do setembro de 1845, e o decrelo n. 2,401 do 30
de selembro de 1859.
3. Os punhaes, canivetes-punhacs, e facas
do pona, com excepeo das do charquear, do
servico de cozinha, e das denominadas de ma-
to ; "as espingardas ou pistolas de vento, e as
bengalas, guardas-chuvas, ou quaesquer outros
objectos que conlenham espadas, esloques, pu-
nhaes ou espingardas.
4\ O armamento e pelrechos de guorra,
quando o despachante nao apresentar, com a no-
ta, a licenga da competente auloridade policial.
8 5. As gazuas e outros instrumentos, Ou ap-
parelhos proprios para roubar.
6. As mercaderas o gneros alimenticios,
ou medicinaos, era estado de pulrefacco, ou de
avaria, quo possa ser nocivo sade p'ublicv, ro-
conhecido por peritos na lrma prescripla na sec-
Co 3' do capitulo seguinto.
Arl. 517. Denegado o despacho, em virtude do
arligo antecedente, os objectos dos 8 Io, 3o, 5o e
6o sero apprchcndidos, c immediatamente des-
MUTILADO!
ILEGVEL


fS)
truiaos, ou inutilisados ; 03 do 2" comiscados ciaes da guarda nacional so por acio do governo
na forma do artigo 5o. do decrcio numero 2,491 pdem ser privados das isencocs e privilegios
de 31) de setembro de 1859, os do 4o, conforme que sao inherentes a seus postos.
Ml'l II >l( II \ t t lili nl .1 An A i4iriil^il.. _^________ I I 1 'I < >..
DIARIO DE PERNAMBUCO. QARTA FE1RA 21 DE NOVEMBRO DE 1860.
su.i nalureza, ou retidos e depositados nos arse-
naes de guerra, ou armazens do nrligos bellicos,
ou era qualquer oulro lugar que o governo desig-
nar, ou recolhidos a um armazom especial, at
que, com tcenla do competente chefe de polica
sejam regularmente despachados ; lavrando-se
Dilo.A' cmara municipal de Cimbres.Re-
commendo cmara municipal do Cimbres qae
cumpra sob pena do responsabilidade a minha
ordem comida em oflicio de 23 de outubro ulti-
mo, exigindo que com toda urgencia e na forma
da lei remeta as actas da eleicao de juizes de
- O---------....- .v. ...r.ui>s 1 ........n -ov uu 11 11'iiiciia 03 HUIOS Uil eiL'll,ilU Ut! J'llifS UC
deludo o competente termo, que ser assigna- paz e vereadores dessa freguezia, a lim deque
do pelo chefe da repartico.
Esta disposico Oca extensiva ao caso do na
conferencia de algum volume serem echados taes
objectos opculios em fundos falso;, ou de qual-
quer oulro modo, devendo em todo o caso, an-
da que apprehendid38 sejam, ter lugar a dsposi-
em presenta Jo seu regultado possa eu atlender,
como fr justo, s representares que existem
pendentes contra essa eleicao.
Dito.A mesma remetiendo a cmara muni-
cipal de Cimbres a tabella junla na qual esl
declarado o n. de eleitores que deve dar cada
Qfio do prsenle artigo relativo sos objoctos de- parochia dessse municipio psra a legislatura pro-
signados nos ^ Io, 2o, 3o. 5o e 6o. alm da impo- j xima vindoura, tenho a recommendar-lhe a ex-
sico da mulla dosartigos 556 e 557.
Art, 518. Quando nos objectos de quo trata o
8 3o do artigo 516 se cncootrarom alguns fabrica-
dos de materia preciosa o de valor, sero inulili-
saJos os ferros ou armas defezas que conliverem,
despachando-se o resto, e cobrando-se nesie
caso mais metado dos respectivos dircilos como
multa.
(Canttnuar-ae-ha.)
Governo da provincia.
lixpediente do dia 17 de novembro de 1860.
Oflicio ao coronel commandar.le das armas.
Em salisfaco do que exige o iuspector da the-
souraria de fazenda, srva-se V. S. de esclarecer
a duvida proposta pela contadnria na sna infor-
mado exarada no verso do oflicio de V. S. do
18 de outubro ultimo, quo me ser devolvido,
com refeencia ao pagamento da quanlia de
303000 rs. despendida pelo tenente do 9o bala-
lhao de infantaria llenrique Eduardo da Costa
Gama, com alugueis de cavallos para a conduc-
co da ambulancia enviada enfermara do 8o
batalho quando estaccionado em Villa-Bella.
Dito ao provednr da santa casa do misericor-
orpho desvalido e doente Joo Baptista, do ter-
mo do Rio-Formoso, afim de que o mande tratar
no hospital de caridade.
Dito ao chefe de polica.Ao officio quo V.
s. me dirigi em 15 do correnlo, sob n. 1481,
ncompanhado de copia da represcnlaco que
lho fez o capilo Jos Pereira Teixeira, delegado
de polica do termo do Cabo, acerca do abono
de una forragem para o cavallo quo all tem,
respondo que nao pude ler lugar o que requer o
dito capito ; sendo que.se o sustento do ca-
vallo lhe i- oneroso, faca-o recolher capital
para se lhe dar o conveniente destuo.
Dilo ao mesrao.Providenciando no sentido
da requisicao de V. S. constante de seu olficio
de 15 do corrente. sob n 1484, acerca do cuja
materia exige informado do commandante su-
perior do Villa-Bella, Ingazeira e Tacaral, pre-
vino de que o capito Temoleao Peres de Albu-
querque Maranho, delegado nomoado para-o
termo de Cimbres, a quem ordenei que seguisse
quanlo antes para o lugar do seu destino, con-
pecao das convenientes providencias com ur-
gencia a lim de que a eleicao de eleitores tenha
lugar na ultima, dominga de dezeinbro, como
esi determinado no 16 art. Io da lei 11. 1082
de 18 de agosto ultimo.Offlciou no mesmo sen-
tido s cmaras municipaes da Boa-Vista, Ca-
brobo, Ex, Oiincury, Flores, Tacaral, Inga-
zeira, Villa Bella, Brejo, Garanhuns o Buique.
Dito ao director das obras militares.Approvo
vo o contrito que. segundo o seu oflicio de 12 do
corrente, fez Vtnc. com Jos Pereira de Alcntara
do O' para caiar interna e externamente o quartel
das Cinco Pontas, bem como fazer algumas pin-
turas, de que necessita o referido quarlel, ludo
pela quantia do 350*000 rs.Communicou-se
thesouraria de fazenda.
Dito ao director das obras publicas.Por ora
nao possivel mandar entregar ao thesourciro
pagador dessa repartico os 400*AOO rs. que Vmc.
requisita em seu oflicio de hontem, sob numero
304 para ser tapado com ljollo o arco da casa
central de administraco no edificio da casa de
deienco, pois que nao sendo essa obra urgente,
cumpre que fique adiada se 1K10 for possivel fa-
zer-so pela quanlia pedida no corrente mez pa-
ra as obras por administra cao a cargo dessa re-
nartjr*o
dia.-Com este oflicio faeo apresenlar a 'v."s. tLt*H7 e9lsd d ,c^* Pr0Tncial .... -. .-. i, rnmiiar-se somento a despozas de priraeira
despezas de p
necessidade. e nada mais.
PortarlaO presidente da provincia, altendeo-
do ao quo requereram os negociantes Azevedo &
alendes, consignatarios do patacho nacional Ju-
lio, perleiiccmo esta praca, re>olvo conceder-
Iheporrnisso para independenlomente de caria
de piloto, poder Joaquim Amonio do Soccorro
servir como capito do mesmo patacho soruenle
na viagein que ora esl destinado ; cumprindo
que para outra qualquer viagein se mosire habi-
litado com carta, devendo osla portara ser apre-
sentada ao Sr. capito do porto para ter a devida
execuc,o.
Dita.O presidente da provincia allendendo
ao quo requereu Graciano llenriques Nafra, re-
solve conceder-lhe permisso para independen-
temente de carta de piloto poder servir como ca-
pilo no patacho nacional Santa Anna, desla
praca, na viagem que est destinado para o
Rio de Janeiro, devendo esta portara ser apre-
senlada ao Sr. capilo do porto para a devida
forme V. &. soliciten por oulro officio da mesma nii n. '
data, determino que, logo que houver de cura- 7," '
prir essa ordem, receba de V. S. os dous presos ra uc VS*?!
de Justina que tem de responder ao jury no ter- p!lra a "al"
mo de Ingazeira*! chegando 30 de Cimbres, faca no V3f>or remelter ditos presos ao delegado de polica da- PraSas do oitavo balalho de infantaria, que
Srs. agentes da companha brasi-
etcs a vapor mandem dar transpor-
te para a Babia, por conla do ministerio da guer-
polica
quelle termo, acompanhados de 20 pracas do
destacamento de polica all existentes, as'quaes
devero demorar-se ateo encerramento da ses-
sao do jury.Officiou-se ao capito referido
fazendo-se-lhe as rocommendaces supraci-
ladas.
Dito ao capilo do porlo.Para que possa ter
lugar o pagamento da quanlia de 20*000 rs. que
se esl a dever a Albert Aschoff pelo concert
do relogio dessa repariico, cumpre qne elle
aprsenle em duplcala a conta respectiva, que
devolvo, o que dever ser rubricada por V. S.
conforme exigo o inspector da thesouraria do
fazenda em sua informaco de 14 do correle
sob n. 1176.
Dito ao mesmo.Respondo ao oflicio de V. S.
seguem para aquella provincia, bem como as
respectivas familias, as quaes e3io declaradas
as duas relacoes juntas por copia.
Dita.0 Sr. gerente da companha pernam-
bucana mande transportar no vapor Iguarass
al a provincia do Rio Crande do Norte, por cu-
ja conta correro as despezas das passagens, o
escravo Semeo, criminoso do morte, e duas pra-
gas de polica que o vao escollando.Officiou-
se so commandante de polica para dar a es-
colta, e deu-se de ludo sciencia ao chefe do po-
lica.
Expediente do secretario do governo.
Oflicio.De ordem de S. Exc. o Sr. presidente
da provincia, passo s raaos do Sr. Richard A
F.des, o seu titulo de cnsul do Estados-Unidos
de hontem datado, sob 178, dizendo que pro- da .Amerlca nesla provincia, e em ouiros pontos
penha as alieracoes que se devem fazer no re- mais Pro*lra,,sa ella. b(ra como a caria patento
partimento interno do edificio em que funeciona ?"m ?urnP-se do estylo, pela qual S. M. o
essa capitana, devendo tamben) declarar-me
dcspezaprovavel a fazer-so com a obra.
Dito ao inspector do arsenal de marin*.
Inteirado de se haver despedido no (lia Io do.cor-
rento o collaborador de escripia do almoxarifado
Imperador honvc por bem cunllrma-lo era dito
eroprego.
Dilo ao cnsul de Portugal.De ordem de S
Exe. o Sr. presidente da provincia, declaro ao
Sr. Dr. Jos Ilenrique Ferreira, cnsul de Portu-
desse arsenal olyropio Sirophronio Pereira, ap- 8al- em resposta no seu oflicio de 17 do corren-
provo 1 uomeaco que fez V. S. de Manoel Esco-1l0> 1ua "fsla dala so ">andou expedir a poitaria
co do Nascimento, para substituir aquelle em- pa" asa'lll3a da subdita portuguesa Mara da
pragado com o vencimento de 1l)00 rs. dia- 1 l iedade Pereira Marques Franco, quo se relira
rios. Communicou-se thesouraria de fa- pard Portugal, conforme solicitou o mesmo Sr.
zenda. cnsul em o citado officio.
Dito ao commandante de polica.Vista a sua l)lt0_ an coronpl ceramandaote das armas.O
informaco de 16 do corrente, dada sobre o re- i Exm- Sr presidente da provincia, leudo Iransfe-
querimento do soldado do corpo sob sen com- n0 Para d.la2 uo correte a reunio da junta
mando Jos Agostinho do Destarro: e atieslado q cm de julgar os processos do soldado do
annexo ao m^amo requerimenlo. mande Vmc. corpo de polica Rayraundo Jos dos Sanios e do
eliminar o dito soldado do servico do corpo I corneta Jos Antonio da Silva Bandcira ; assim
que perlence.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda
Restituindo a V. S. os papis relativos ao pa-
gamento que pede o lenle do 8o batalho de
infantaria, Joan Antonio da Silva, da despeza
feita com a conduco do trem da 5" companhia
do mesmo batalho, da villa da Boa-Vista para
a do Ouricury, o autoriso a mandar eiTecluar
esse pagamento gmente na importancia de....
223400 rs. nos termos da tabella do Io de maio
de 1858, conforme indica a contadoria dessa the-
souraria na informaco a que se refere a do V
S. datada de hontem, sob n. 1180.Communi-
cou-se ao commandante das armas.
Dito ao mesmo. A'visla do requerimenlo
junto mande V. S. abonar era os devidos lera-
pos a prestaco de 20g000 rs. mensaes que de
seu sold pretende consignar nesta provincia o
lenle do 3o balalho de infantaria Jos Manoel
da Silveira, afim de ser entregue a seu procura-
dor Manoel do Amparo Caj'.Commuuicou-se
ao commandante das armas.
Dilo ao mesmo.Devolvendo o V. S. os pa-
pis que acompanharam a sua informaco de
hontem, sob n. 1179, o autoriso a mandar pagar
a Prenle Vianna & C, a quantia de l:90j(000
r. em que importira diversos objeclos que ven-
dern ao conselho administrativo do arsenal de
guerra. '
Ditn ao Inspector da thesouraria provincial.
Restituindo a V. S. a conta a que so refere a
sua informago de honlem, sob n. 527, relati-
vamente s despezas feilas pela collectoria de
rendas geraes de Tacaratu' no mez de junho ul-
timo com o sustento dos presos pobres da cadeia
daquella villa, tenho a dizer que mande V. S.
desde j indemnisar a fazenda nacional da quan-
tia de 72ft(X)0 rs. em que importa a mencionada
conta, visto ser insignificante essa quantia.
Communicou-se a thesouraria de fazenda
Dito ao mesmo.Remello a V. S. os inclusos
papis da divida de 16jJ ris de que pedo paga-
mento o tenente do 8o batalho de infantaria Jos
Alves Teixeira. para que, (azendo-os examinar
em vista dos documentos annexos ao meu oflicio
de 26 de outubro ultimo, lhe mando pagar essa
quantia, se por ventura verificarse nao ser ella
relativa ao lempo a que se referen os menciona-
dos documentos.
Dio ao mesmo.Autoriso a V. S., em visla
de sua informaco de 16 do corrente, sob n. 528,
a mandar contemplar o professor adjunto da aula
de instrueco elementar do 2o grao da freguezia
da Boa-Vista desla capital, Francisco SiLverio de
Parias Jnior na distribuico dos 20 por cenio
concedidos pela lei do orcroenlo vigente a favor
dos empregados pblicos provinciaes.
Dilo.Mande o conselho administrativo para
ornecimento do arsenal de guerra fornecer ao
commandante superior da guarda nacional da
comarca do Rio Formoso, para o expediente do
batalho n. 43 de infantaria os objectos cons-
tantes da relaco junta por copia.Communicou-
se ao supradilo commandante superior.
Relaco a que se refere a ordem tupra.
i livro mesire.
1 dito de registro de ordens expedidas.
1 dito de dilo da correspondencia official.
1 dito de dito de mappas.
1 dilo de dito de armamento e mais objectos
de propriedade da naco.
1 dilo de dito de recibos.
Paro o conselho de administrac&o.
i livro de termos de suas deliberajoes.
1 dilo de receita o despeza.
6 cornetas.
Dito.Ao juiz municipal de Serinhem.Res-
pondo ao seu officio de 31 do mez passado di-
zendo-lhe que, ern face da combinarlo dos ar-
tieos 45 e 71 da lei c. 602 de 19 de setembro de
1850, e da doutrlna do aviso expedido pelo mi-
nisterio da juttica ao presidente da provincia do
Espirito Santo em SO de junho ultimo, os offl-
o manda cornraunicar V. S., alim de que o faca
constar aos ofliciaes que esto avisados para ser-
vircra em dila junla. Communicou-se lam-
bem ao juiz municipal da segunda vara.
despachos no du 17db novembro.
Requerimenlos.
3152. Alexandrc de Barros e Albuquerque.
Informe o Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial.
3153. Padre Antonio Marques de Caslilha.
Espere o supplicante pelo crdito que se pedio
ao governo imperial para seu pagamento.
3154. Benjamn Constant da Cunha Sales.
Informe o Sr. inspector da thesouraria de fazen-
da ouvindo o Sr. inspector d'alfandegi.
3155. Francisco Silverio de Parias Jnior.
Drija-se thesouraria provincial, a quem nesta
data se expede ordens no sentido que requer.
3156. Joaquim Jos de Azevedo. Apr-
sente o supplicante a sua petico ao governo im-
perial com os documentos qu liver, qne oppor-
tunainente se far. juntar a ella os que faHarcm.
DIARIO DE PERNAMBUCO
Todavi; nao se reflecte que, se o tributo um
desfalque da riqueza individual, esse desfalque
converle ou lera por flm a oblenco dos bens que
resultam sociedade da observancia da lei ; bens
que sao a segurauca do dominio e da liberdade.
E um sacrificio, mas o prego da seguranza, di-lo
o Sr. Ferreira Borges.
Todos os habitantes de um paiz gozam das van-
lagens que lhes proporciona a sociedade civil ;
nao muito, perianto, que cada um concorra
para os encargos do estado com urna somraa
proporcional aos seus haveres e s vantagens
que colhe da organisa^-So social. Nesta raza o as-
ienta a theoria do trbulo, cuja necessidade pro-
cedo da seguranza e prosperidade nacional, as
quaes acham-se implcitas aquellas de cada um
individuo ; que consequenlomcnte, para a roa-
lisaco e o cumprimento desses dous grandes
(ins, nao pode justificadamente hesitar era ceder
um lamo de seus havers ; visto como esses be-
neficios, d'uma especio negativa pela apphcaco
directa sociedade inteira, reflectem-se com lu-
do sobre elle em ultimo resultado.
Se um mal, diz um nolavel symbolista,
um mal necessario para obter um bem evidente e
essencial sociedade ; o como quera quer os
llns, devi querer os meios, nao pule a socieda-
de esquivar-se coalribuico.
J deixmos demonstrado que o 10 do art.
11 da lei de 27 de setembro prximo passado
nao creou novo imposto ; mas quo pelo contra-
rio aproveitando a disposico preexistente, racio-
nalisou-a e submetteu-a um sysleraa mais
equitativo na exlenso constitucional que deu-
Ihe ; ao passo que inlcrpoz urna liuha divisoria
ao imposto e classe proletaria e ausartistas,cojo
reudimento circunscreva-se ao respectivo salario,
como j foi ratificado pelo aviso de 15 do outu-
bro ultimo.
Oue nao ha pois novo imposto, como o insi-
nuara por ahi cora abuso da exprosso laxa /.ra
e laxa variavel, basta considerar-se que desde o
3nno financeiro de 1856 57 d-se a pralica
desla imposirjo relativamente aos correlores e
agentes de leilo ; os quaes nao s pagam a laxa
fixa. como tambera a variavel, na proporco de
20 por 0/0 sobre o valor locativo do edificio em
que lem arraazem ; e lendo esta de baixar 10
por 0/0, quando der-se a existencia simultanea
de ainuas, obvio que a disposico do referido
, longe de rotatoria, reveste o carcter de pro-
tectdra, ao passo que eguala para lodos os cid.i-
daos os onus s vantagens percebidas sob a pro-
lecc.o do estado civil
Aira do que, esta laxa variavel, que pela le
anterior era na razo de 20 por 0/0 do valor lo-
cativo, lornar-se-ha assirn era melado para o
contribuime ; e a la jamis exceder essa
proporgo, que o mximo deiermiuado na lei
actual, sendo cerlo que ambas nao sub rao mais
de 20 por 0/0, quando reunidas em um s contri-
buime ; de modo quo o imposto de que tanlose
falla, planta a eguaidado e allende importancia
das industrias e dos lugares em que sao ellas
exercidas, sob a base da lei precdeme e sera ele-
va<,o do quantum desta.
Ora, i*to accresco anda, que assenlando a
laxa variavel no valor locativo do edificio, era I
que existir o estabolecimeuio, nao pode por mo-
do algum dar-se a incidencia d'ella sobre a mas- ;
sa ou importancia das Iransaccocs ; e a fixa por
sua propria nalureza, pela idea associada sua
denominacao, ha de ser eslranha ou ndepeu-
dente d'essa imporlancia, eno llcar subordina-
da as variages por que possara passar as tran-
saeces, do nianeira nao ter-sc preciso de Ir
examinaros livros dos negociantes para cslabe-
lece-la. Importancia da industria ou prolissao,
de que falla a lei, nao tem a mesma equipol.en-
ca que importancia ou sorama das transaeces
Cellar; e assim, segundo a importancia desla
industria ou 'aquella prolissao, ser assiguada
urna laxa lixa sera dependencia doexamedos
respectivos livros, cuja necessidade lia sido in-
culcada cavilosamente.
Nestas condic;6es, portanlo, qual ser mais
consenlaneo cora os principios econmicos, e
mesmo com o disposto constitucional doS 15 do
ail. 179do nosso pacto fundamental, a isenro
das industrias c prosscs em quasi sua tol.ili-
adi!, ao passo que sao tributados os correctores
e leiloeiros, ou concorrerem todos para as rendas
do estado com a cgualdade synlelologica ?
E por que razo bao de ser estes carregados,
e aquells alliviados do onus de contribuir para
a mantennada coramunlio social ?
A estas Interrogativas responda um abalisado
escriptor. E como o lira social egualmenie um
s o com mu m lodos, evidente que nenhuma
especio pode ser sem injuslica mais protegida
que a outra. Esla protceco importara monopo-
lio, privilegio, isio viulaco da lei, quebra do
equilibrio social, bem de poucos & cusa do mal
de muitos.
Os economistas invocados lo luxuosamcnle
desde o primeiro al o ultimo artigo, Courcelle
Scneuil, Schloja, A. Smith. Vauban, li. de Gij
rardin. Droz o at o imperador dos Francezes
l.uiz Napoli'o Bonapaite nao podero contestar
a verdade all comida, verdado que a sciencia
ensiria e a pralica demonstra com a sua lgica
incontraslavel.
E pois, destes corollarios legtimos, deduzidos
de todas as faces da questo, como lirar-se a
famigerada capilago e a inconsliturioialidade,
que se emprestara ao disposlo no 10, j nao
fallando nosderaais vicios que lhe imputara gra-
tuitamente ?
Ha espiritos alilados, e vistas to acuminosas,
que alcangam e vem o que lodos nao dado
penetrar e menos ver, sendo todava para notar
que nao fosse visio mais lempo o que hojo se
censura I
Sao phenomenos polticos e de siluacio que nos
nao sendo licito explicar, lic.am todava ao alcan-
ce do discerniraento do publico, que na combi-
nnco d'elles nao deixar de discriminar a ver-
dade do falso, com aue a confunden) mui de pro-
posito.
A paixuo quando so insina e predomina na
argumentarlo, nao podo esla ter aquella forca
que provm da imparcialidade. Perdida a pre-
ponderancia desta, n'essa gravitaco para um
lado despello do oulro, j a argumeotaco nao
resume, j ella nao exprime semimentos'de be-
nevolencia para esle, e de m vonlade para aquel-
le ; e neste caso j nao ha aecrd > possivel.
Tudo apresenlado sob um prisma diverso, e
as rarefraccoes sao apreciadas por colorisacocs
ditrerentesem argumentos, de que nenhuma uti-
hdade resulta para a sciencia ou para o corpo
social, com que possam elles entender em sua
pplieacao.
Tal a situacao em que so achara aquelles es-
critores, que quasi depois de dous mezes da
publicacBo da lei, que orea a receila e fixa a des-
peza do fuluro anno financeiro do 1861 1862,
?a- Se aPresetara combater o disposto no
10 daquella le ; ao passo que o deixaram passar
desapperceoido, sem contestacao alguma, no
correr da discusso da lei na cmara dos depu-
tados. r
O que revela porm essa cala sepulcral al
hontem, e essa grita descompassada que hoje se
levanta, e que sem duvida ir por dianle alvin-
garern os planos concebidos, apezar da inutilida-
dade subjecliva dos mesmos ?
Nao podemos ligar esta Iransformaco ao estu-
do da materia, porque este repugna com o modo
porque tem sido tratad), querendo-ao apenas
pelo que temos visto produzido, dar urna nova
edico de alguns economistas que sao citados
um aps outro. e que sos lecm fallado sobre di-
versos ponlos de economa polilica.
A accoraula^So de citages que tem-se felo.
nao adianla a questo e nem prejudica ao ponto
quosecontroverte ; sao principios da sciencia,
verdade, roas nao tem urna applicago pralica
esse ponto argido sem um motivo justificativo.
Com eiTeito, tanto islo reconhecido por esses
esenptores, que as citnces que alludimos o
espidi da analyse ha de notar sem esforco urna
confusao, um mixlo de ideas difTerenles, que ten-
dendo deslocar a queslao do terreno do que
a provocou. ou em que a ossentaram, declina
sensivelmenlo para a ioadmissibilidade do tri-
buto.
E um novo esforco da m causa, que, sem re-
cursos e querendo sempre inculcar de boa. des-
ce modificagoes que posam enlreler eSsa ap-
parenoa fallaz ; e assim j explora a repugnan-
cia da popularlo em materia d iroposicoes. na
certeza da welBcacia dos grnodes desenvolvimen-
tos dados & materia do 10.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Chcgou a esta cidade o Sr. Dr. Francisco Do-
mingues da Silva, juiz de direilo da 2" vara des-
te termo do Recife.
O Sr. fiscal desla freguezia de Sonto Anto-
nio, em dcf>'za das censuras que lhe ha vemos
feito, ou anlos ao estado de dcleixo em que vo
certas eousas-municipaes. que sao da conpelen-
cia mais irnmediala do iscalalo, dirigio-nos a
caita que jumamos eslas linhas, para qne o pu-
blico aprecie as suas ssserces, e faga responsavel
pelos abusos a quem, nomeando empregidos
para o servicj, tia-lhesos meios de executa-lo.
Vem pello chamar para o fado a audiencia
de quem em nos enxerga desejo de censurar a
todo o transe a cmara, e pergunlar-lhe, 4 vista
desla caria, se ainda v, se anda descobre esse
desejo ?
Quando censuramos por que efectivamente
d-se o abuso em maior ou menor escala, e isto
tem-se sempre verificado, ainda qnando ha re-
clamarlo do censurado. Apesar da leviandade
que se nos empresta sem juros, quando damos
sciencia do publico qual quer noticia, sobre qne
nao temos urna razo de crenca absoluta, llam-
la nos termos da rommunicacao; e sub a hypo-
these da existencia do fado, que solicitamos a
providencia.
Nao foi islo o que fizemos acerca da noticia re-
lativa s catacumbas, de que todava rom sensivel
malevolencia se translornou o sentido genuino e
litleral, para o lim de fazer impressao ?
Para responde-lo.basla recorrer-se ao Diario de
12 do corrente, do qual reconhecer-se-ha o que
dizemos, Picando perianto s claras a alludida
malevolencia, bpm traduzida alm disto no arti-
go era resposla s consideraros sobre a edlficacn
desta cidade.
Sabemos muito bem que o papel de censor
nao pode agradar ao censurado, e que ludo se
'envidar no sentido de desfazor os effeitos mo-
, raes da censura. Mas quando esta asscnla em
fados patente, como 111 parte relativa edill-
Cacao, que todos veem como vai com suas irre-
gularidades, tudo tambera em pura perda ; e*
nao sao palavras que a destaro, quando os tac-
tos a justifican").
He provavel que, com os precedentes eslabe-
lecidos, a cujas Iradcoes so queira lalvez ser
fiel, a caria do Sr. fiscal seja traduzida em de-
sejo nosso de censurar a cmara ; ludo pode ser,
menos porm que estejamos no melhor estado
possivel sobre a ediflcaco, apesar d plantas
serem antorisadas pelo modo allegado ; visto
que podem ellas ser mui bem tracades, mas pes-
simamenle executadas.
Itlm. Sr.Sendo cero que V. S. presta sua
atiendo a todos que o comraunicam, e harendo
eu tido tambera essa honra, nao me posso tunar
adingir-lhe a presente, e assim encomraoda-lo
por poucos momentos, que V. S.derera emprc-
garcm objedo de maior utiiidade.
Ha desesete annos. sou assignante do seu
Dtorto. e por consoquencia tenho oslado a par
de suas publicares. Sempre foi por mim con-
siderado de muitj imporlancia ssa folha. visto
como inegavcl ser a priraeira da provincia ;
mas devo confessar que nunca vi que os empre-
gados da cmara municipal desla capital, ios-
sera tao injustamente censurados, com presen-
temente, especialmente os fiscaos.
Por urna dessas infelicidades que a sorto
lem destinado, sirvo eu o lugar do fiscal desta
freguezia do Santo Antonio, lugar para o qual
desconheco inteiramcnlo que haja quem o exor-
5a de conformidade com as vontades do publico,
lugar o maisespinhoso que posso comprehender;
visio como o individuo que o exerce deve ler
conviccao certa de que sua reputaco, ainda
mesmo. a mais bem regulada, fica nodoada.
Nesles ltimos das a Revista Diaria mui
positivamente lera tratado de mira, o sem obter
informacoes, me tem apresenlado como o empre-
ndo o mais deleixado, o mais negligente que se
pode imaginar. Tem tratado da limpoza, e es-
pecialmente do caes de 22 de Novembro.
Os recursos da municipalidade sao mui mes-
quinhos, at hoje existia quairosi'rvenlespara lim-
par cada una das freguezias, e isso mesmo hoje
lindou-se, visto como a cmara municipal, em
consequencia de seu estado, resolveu suspender
cedas despezas assiduas e constantes. Quatro
serventes para limpar urna freguezia toda, ou
quasi toda rojeada decaes III
Na verdade quem com madureza refleclir
sobro este poni, conhecer quo essas faltas, que
so observam, nao sao devidas aos liscaes, mas os
Oseaos sao de tudo culpados.
Sobre o caes de 22 de Novembro, tenho fei-
to o que posso, j fazendo postar constantemen-
te um guarda, j fazendo ir a presenta do Sr.
Dr. chefe de polica, os infractores como tem
acontecido.
Sendo muito e variados 03 deveres de um
acal, oe umi capital como j a nossa, e sendo
costoso, como j declarei, que p^ssoa alguma
sirva esse lugar como quer o publico, tenho to-
dava consciencia de que tenho procurado cum-
prir os meus deveres.
Nao desojando nunca era minha vida ler dis-
cusses pela imprensa, assentei de particular-
mente dirigir-me a V. S., e duer-lhe que eslou
proraplo para fornecer quaesquer esclarecimen-
los que precisar para tratar de algum assurapto,
que por ventura estoja sob minha inspeccao, e
assim sanar a qie sejam nijuslaracnle censura-
dos empregados, que procurando cumprir seus
devores, nao fazem mais, porquo nao pode
fazer.
Com toda a consderaco o eslima sou do V.
S. respeilador, amigo, muito obrigadissirao.
Manoel Joaquim da Suva Ribeiro.
No Oyapock gegnio para acorte o Exm. Sr.
visconde du Albuquerque, que nesta sua trra
natal obleve o restabelecimento de sua saude, co-
mo nos informa.
Por aclo da presidencia foi mandado admit-
tir um collaborador na secretaria do governo,
alim de coaijuvar os empregados d'alli.
O professor adjunto Francisco Silverio de
Farias Jnior foi contemplado na distribuico dos
20 % concedidos pela lei do orcamenlo actual,
por aclo do governo de 17 do corrente.
Hontem entrou arribado, por haver perdi-
do dous ferros, o palhabote nacional Piedade,
saludo no dia 19 para o Ass.
O vapor Oyapock conduzo seu bordo pa-
ra Alagoas, o Exm. Sr. baro de Jaragu c sua
Exm.'1 familia, de volia de sua viagem Europa,
e aps alguns das de demora entro nos. Dese-
jamos-lhes prospera e feliz vijgera, para o que
fazeroos volos sinceros de amizado e affeir.o.
No dia 19 do corrente foram recolhido3
casa de detenco 7 hnraens e 2 mulheres, 3endo :
livres 7, esravos 2; a ordem do Dr. chefe de po-
lica 2, do delegado do 3" dislricto 1, do subde-
legado de Santo Antonio 2. do de S. Jos 2, do
da Capuuga 1 edo do Poco da Panella 1.
* Pasageiros da cu. veta vapor nacional
Viamo, entrada da ilha de Fernando, 7'J pravas
do exercito,9 presos dejastica e varias mulheres
dos soldados.
Passageiros do vapor nacional Oyapock sa-
ludo para o Rio de Janeiro :Exm. visconde de
Albuquerque. sou lllho e um escravo, Camillo
Daro Espinla de Almeida, Antonio Pereira Ca-
mello, Urbano Sabino Pessoa de Mello Jnior,
Minervina Leopoldina Pereira do Reg, sua filha'
tenente Jos Manoel da Silveira, sua ser.hora e 3
ilhos menores, alteres Jos Caetano da Silvag sua
senhora e um filho menor, Aureliano Jos dos
Sanios, Francisco Antonio Filguera da Silva, A.
Mara do Sacramento, Jos Leindro M. Figueira,
I). Luiza Feliciana F, Luna, 3 lilhos e 3 escravos,
B.Emilio P. Guimares, Aureliano da Silva Ri-
beiro, Francisco Antonio de Carvalho, Valentn
Antonio, Francisco Antonio Rodrigues, Melcides
A. de A. Pedroza, (1. ||. Jnior. D. Onorinda Cal-
das G. de Araujo, Rosa Alexaudrina de Albuquer-
que, Manoel .1. dos Sanios Palory. Dr. F. Ildefonso
I!, de Mendonca e um criado, Dr. l.uiz C. de M.
Filho, Manoel M. Simos, Juvencio Jos Gomes,
Adriano Azevedo Monteiro e um creado, Jos
Das, Joo Jos do M. Ferreira. Clemencia Maria
da Conceico, Dr. Augusto C. Menezes. Jos Joa-
quim Dias F. Jnior, soldados Antonio Seralim
de 011 reir e Joaquim Francisco dos Sanios Maia,
Joo Roberlo Sightbay, Ilennqueta Maria da Con-
ceico, Antonio F. de S. Estrella e um creado,
Antonio Joaquim Teixeira de Carvalho e um es-
cravo, Domingos Paedo.Theophilo Fernandes dos
Santos e um escravo, Eustiqino C. do Carvalho e
um escravo, desertor Malheos Jos da Costa, sol
dados Joo Luiz Francisco Nery, Jos Abes da
Silva Pereira o um creado. Tilo A. de Barros,
Maria Pastora da Conceigo, baro de Jaragu, 3
lilhos, um sobtnlio e dous criados, alteres Ma-
noel Jos dos Santos Porlella, sua senhora e tres
lilhos menores, Candida Maria, Arma Maria de
Jess, Dr. Antonio Brrelo C. do Almeida, Igna-
cio Accioli de Almeida, Ernesto Pinto C. Getru-
dcs Mara da Conceico. Aprigio Jos da Silva,
Jernimo Jo3 Telles, Manoel velasco dos San-
tos, Manoel da R. Prega, Olimpio Euzebio da Ro-
cha, Jos Joaquim de Oliveira, Dr. F. P. Telles,
Claulino A. de Carvalho, Francisco Jos do Ma-
galhes Bastos, Joaquim Jos F. Cosa, Vernica
Francisca Alves de Moura e sua filha, Dr. Tertu-
liano A. da Silva Machado, Miguel Bezerra de
Abreu, a ala direita do 8 balalho do caladores
composla de 21 officiaes, 9 familias dos mesmos,
[iracas de pret, 21 mulhorcs c vanos ilhos dos
mesmos.
Passageiros do vapor nacional Persinunga,
sahidos para os portos do sul : Ismael, preto
liberto, Venceslao Jos Nunes dos Reis, Joo,
preto liberto, Antonio de Paula Fernandes Eiras,
Vicente de Paula Cascaes Telles, Jos Victorino
de Paiva, Izidro Jos Pereira, Jos Francisco Ar-
ruda da Cmara.
Passageiros do brigue portuguez S. Manoel
I, vmdo do Porto :Mara Thereza Barboza, Al-
bino Antonio Maia, Joo da Costa. Joaquim Fer-
reira Augusto Guimares, Manoel Fernandes, Car-
los Jos Teixeira, Manoel Jos de Almeida, Do-
mingos Marlins Gomes, Manoel Duarte Ferreira.
Antonio Goncalves dos Santos, Joaquim Jos d
Azevedo, Joaqnim Ferreira dos Sanios, Joo
Joaquim de Souza, Miguel Augusto. Antonio
Luiz da Costa, Manoel Coelho, Albino Marlins do
Castro, Manoel de Carvalho. Manoel Joaquim
Goncalves, Joaquim Dias, Manoel Joaquim de
Cerqueira, Manoel Jos de Lima, Manoel de Sou-
za M., M. de Souza Rocha, Jos da Cosa, Antonio
M. Guerredo, Jos, Francisco Antonio dcOliveira
Jos de Jess de Araujo, Jos Amonio Lopes!
Joao Pedro Barretto Pinheiro, Jos Pires de Agr
Manoel de Camjios, Manoel da Silva, Jos Joa-
quim da Costa, Antonio de Figueiredo. Antonio
Duarle da Cruz, Bernardo da Molla. Manoel Dias
do Almeida. Joaquim Ferreira Alves, Antonio
Goncalves Ferreira da Silva, Francisco Jos.Jos
Lopes da Cosa Araujo. Jos Ribeiro Arrabalde
Antonio Moreira, Joaquim Jos de Oliveira, Jos
Antonio Alvos, Manoel Jess Ribeiro, Francisco
Gomes, Jos Anlonio Alvos da Silva.
Matadociio publico :
Maiararase no dia 18 do correnlo para 0 con-
sumo desla cidade 108 rezes.
Mo da 19 do mesrao igual numero.
No da 20 do mesmo 99.
MOIITALIDADE DO DA 20 DO COnilE^TE :
Andr, pardo, escravo, 3 annos, bronchile.
Serafina Mana da Conceico, prela, solleira. 60
annos, ttano.
Isabel Maria da Conceico, preta, viuvs, 45 an-
nos, anemia.
Emilia, parda, 2 mezes, sarampo.
JURY DO RECIPE.
5a SESSAO.
DA 20 0E NOVEMBRO DE 1869.
Presidencia do Sr. Dr. juit de direilo da primei-
ra vara criminal Bernardo Machado da Costa
Doria.
Promotor publico, o Sr. Dr. F. Leopoldino de
Gusmo Lobo.
Escrivo, o Sr. Antonio Joaquim Pereira de
Oliveira. *
Comparecendo o escrivo interino do jury An-
tonio Joaquim Pereira de Oliveira, assume o exer-
cicio do seu cargo.
OnI0ned,,.nd0"se chamada, sao multados em
OgOO lodos os Srs. jurados, que havendo sido
notificados na forma da lei, nao comparecern)
sos Irabalhos :
E' conduzdo ao tribunal o reo Jos Nunes do
Rosario, pronunciado no art 204 do cdigo cri-
minal, por haver era dezombro de 1859 mordido
a orelha de um menor, do que resultou a este de-
formidade do orgo. O reo fra prezo em flagran-
te delicio.
Sorteiado o conselho, ao qual se deferio o ju-
ramento dos Santos Evangelhos, seguiram-se os
debales.
Propostos ao jury de senlenga os quesilos da
le sobro o fado principal esuas circunstancias;
o jury responde negativamente, era vista de cu-
jas resposias o reo absolvido.
E' adiada a sesso para o dia 21 do corrente,
em que dever entrar em julgamento o processo
em que sao reos Antonio Vctor de S Barretto
Manoel Justino Alves e Manoel Pereira Garca
pronunciados no artigo 192 do cdigo criminal'
como mandantes o mandatarios do tiro disparado
na ra i de 1859, do qual resultou a rnorle de Joo Mari-
neo de Souza Leo Jnior, e o ferimenlo grave
vislonado. na pessoa do Sr. Joo Francisco Xa-
vier Paes Brrelo.
E' este um fado altamente escandaloso quede-
vera suscitar a mais severa puutco de parlo do
jury. r v
GANARA MUNICIPAL DO RECIFE.
SESSAO EXTRAORDINARIA DE 5 DE NOVEM-
BRO DE 1860.
Presidencia do Sr, Reg.
Presenlesos senhores Barata, Mello, Gameiro,
Pinto e Dr. Firmo Xavier, tallando sem causa os
mais senhores, abrio-se a sesso, e foi lida e ap-
provada a acta da anleccdente.
Foi lido oseguinto
EXPEDIENTE,
m officio do Exm. presidente da provincia,
recommendando lho remettesse a cmara al ao
ultimo do dezembro prximo vindouro, impre-
terivelmente, as informar-oes constantes dos mo-
delos que remeitia rospeito dos engenhos, es-
UDelccimcnlos industriaos, manufacturemos, ru-
raese fazendas de cna^o existentes nesle mu-
nicyiio.Queso aecusasse a recepeo, e se on-
viassem copias dos modelos aos Ciscaos, parada-
rera as informacoes pedidas at o dia Io do dito
mez de dezembro, imprelervelmenle.
Outro do engenheiro cordeador, informando
sobre o requerimenlo de Joaqun) Pacheco da
Silva, que requeruu lcenga para compor o seu
sobradir.ho da ra do Hurlas n. 30, da mesma
lorma era cjue se acha o que lho esl contiguo,
pondo lho sacada de pedra, o augmentando as
empeas quanto for preciso, para licar igual ao
outro, dizendo o engenheiro que, examinando o
mesmo sobradinho, achara que nao se pode per-
mitiirqne o supplicante augmenle-lhe as empe-
as, como pretende, para fazer que fiqno igual
ao vuinho, nos porque este nao tem a altura
.regular, seoo tambera porque 03 oites de um
I s lijlo nao offerecein a precisa solidez ; mas
; que conformando-se com a informaco do fiscal
i respectivo, entenda quo se podia perraillir ao
! peticionario limpar a frente da casa, fazerido-lhe
cornija, e coilocando varanda, sera com ludo
abrir nova porta, quo para ser igualas oulras,
devena Bear inteiramenie fra das dimenses das
posturas, nao adiando porm conveniente a
iransformaco da janella em porta. Deferio-se
ao peticionario com este parecer.
Outro do fiscal supplenle do Recife, informan-
do que o lugar para onde pretendo Joo Carlos
Frcderico Kauguald mudar a sua ollicina, de-
signad,: para taes estabelecimentos.Concodeu-
se a lcenga para 3 mudanca.
Oulro do fiscal de S. Jos, enviando os termos
do exanie que proceder as casas do sobrado
dfiura andar esolo, sitas na ra de Hurtas ns.
128 e 1.10, esta perlencenle a Francisco Jos Pe-
reira Borges. o aquella a Narcizo Jos da Coala
Pereira. Inlcirada.
Outro do fiscal da Boa-Vista, remoliendo tam-
boiii o termo de vislona que litera na casa de so-
brado de tres andares n. 39, sita na ra da Impc-
ratri, perlencenle Jos Rodrigues dos Passsos,
a qual peio oslado de ruina em que se acha, jul-
garamos peritos que devia soffrer alguns reparos
no oilao dolado do oeste, para o que marcaram
o prazode trinla dias. que achavam-se lindos,
fazen lo elle fiscal lavrar termo de infracao as
I posturas contra o dilo Passos.Inleirada.
Oulro do solicitador, pedindo mais cincoonta
mil ris para despezas judiciaes. Mandou-
se dar
Resolveu a cmara officiar ao governo da pro-
vincia, pedindo decisao do officio que enderecara
ao mesmo governo era dala de 25 de oulubro,
I sob n. 90.
O Sr. Gameiro passou coramissSo de edifica-
cocs (Mello e Dr- Firmo Xavier) o requerimenlo
que eslava em sen poder de Joo Ignacio de
Avila, com a informaco do engenheiro cor-
dtador, relativamente 'uma edificaco que pre-
tende fazer o mesmo Avila, na Capunga, na
estrada que vai para o sitio da fallecida D. Florn-
da.Mnrcou-se sesso ordinaria para o dia 12
do corrente.
Despacharam-se as pelires de Anlonio Joa-
| quirn dos Sontos Andrade, Candido Alberto So-
Idr da Molla, Catulino Goncalves Lessa, Dr.
Francisco d*Araujo Barros, Felippo Nery do Car-
| mo, Francisco Gomes da Silva Saraiva, Jos Cor-
deiro do Reg Puntes. Joaquim Pedro, Jos Gon-
; calves Behro & irmao, Joaquim Pacheco da
Silvs, Manoel Jos Dantas, Maria Isabel d'Araojo
|dos Aojos. Marcelido Jos Moreira da Silva,
Raimundo Odn, o levantou-sc a sesso.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretario, suhs-
crevi.Reg, p. p.Barata d'Almeida.Mello.
uanieiro.Pinto. Dr. Nery da Fonseca.
Firmo,
dem 34.Leandro Jos Ribeiro,
casa terrea arrendada por........ 4208000
dem 40.Raphael Fernandes Aran-
tes, caga terrea arrendada por.. 360^000
dem 50. Luiz Anlonio Vieira,
casa terrea arrendada por...... 200JOOO
dem 66.Herdeiros de Joo Fran-
cisco Teixeira, casa terrea arren-
dada por......................... 360j>000
dem 68.Mananna da Cunha Tei- ^
xeira, casa terrea arrendada por 4208000
dem 70.Flix da Cunha Teixeira
e nutro, casa terrea arrendada
por............................... 360JW0O
dem 5. Francisco Marlins dos
Anjos Paulo, casa terrea arren-
dada por......................... 93JO00
dem 11.Viuva de Agostinho da
Silva Neves, casa terrea arren-
dada Por......................... I9BB00
dem 13.A mesma, casa terrea
arrendada por.................... 1929000
dem 17. Antonio Joaquim de
Souza Ribeiro, casa terrea arren-
dada por.......................... 16g000
dem 19.O mesmo, casa terrea
orrendada por.................... 168*000
dem 41. Anlonio Moreira Reis,
casa terrea arrendada por........ 145O0O
dem 43.Antonio A|ves Barbosa,
casa terrea arrendada por........ 2(0^000
dem 45.O mesmo, casa terrea
arrendada por.................... 205000
dem 47.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por...................... 2i0$000
dem 49.Manoel Coelho Pinhei-
ro, rasa terrea oceupada polo
mesmo, e avaliada por...........' 250g00()
dem 51 Jos Fernandes da Sil-
va, rasa terrea arrendada por... 192;000
dem 5'J.Joaquim Jos de'Seixas, *
sobrado de 2 andares, 2 lojas o
3 meias aguas no fundo, arren-
dado ludo por.................... 588;000
dem 65.Manoel Jos da Costa,
casa torrea arrendada por........ 144SOOO
dem 67.Manoel Ferreira de S,
casa_terrca arrendada por....... 300;C0
dem 71. Francisco Marlins dos
Aojos Puula, casa terrea arren-
dada por.......................... 150S0O
dem 73. Antonio Jos Selubal,
casa terrea arrendada por........ 120*000
dem 75.Joaquim da Silva Lopes,
casa terrea arrendada por........ HiJOO
Travessa da praca do Chafariz.
N- 7.Jos Jacomo Tasso Jnior,
casa terrea arrendado por...... 210*000
dem 9. O mesmo, casa terrea
arrendada por.................... 2i0*(00
dem II. O mesmo, casa terrea
arrendada por.................... 210*900
dem 13. O mesmo, casa terrea
arrendada por.................... 210*000
dem lo.O mesmo, casa terrea
arrendada por.................... 210*000
Travessa dos Guararapes.
N- 2. Luiz Antonio Vieira, casa
terrea arrondada por............ 250*000
dem .Jos Pereira, casa terrea
arrendada por.................... 240*000
dem 60 mesmo, cesa terrea
arrendada por..;................. 210*000
dem I.Jos Jacomo Tasso Jnior,
casa terrea arrendada por........ 216*000
dem 3.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por...................... 200gUOO
dem 5. O mesrao, casa terrea ar-
rendada por...................... 210*000
(Conltiiuar-se-/ia.)
Communicados.
CONSULADO PROVINCIAL.
41lcpacoes feilas no lancamento das
dcimas qncpagam as casas da fre-
guezia de S. Jos, pelo cscripturario
V.M. F. P.da Silva.
Travessa do Arcial.
N. 8.Padre Joo Baptista de Al-
buquerque, casa terrea arrenda-
da por............................ 120*000
dem 4.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por...................... 120g000
Bccco doPaschoal.
N. 4.Francisco Xavier Lopes, ca-
sa terrea arrondada por.......... 8i#O0O
dem 4.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por..................... 81*000
Travessa da Fundirlo.
N. 6 -Miguel Vieira Jorge, casa
terrea arrendada por............ 96*000
dem 8.Joaquim Jos de Seixas
Jnior, casa terrea arrendada
. Pr-"........................... 96*000
dem 12. Anlonio Francisco dos
Santos, casa terrea arrendada
Por:----,.....:.................... 84*000
dem a.Joaquim da Silva Lopes,
casa lerrea arrendada por........ 72J00O
Ra dos Guararapes.
N. 8. Thoraaz Jos das Nevos, ca-
sa lerrea arrendada por.......... 96*000
dem 10 Domingos Jos Perei-
ra da Costa, casa lerrea era cai-
xo, com um solo dentro, oc-
cupado pelo mesmo, avaliado
i.r'0rvr ',;.....;; -........... 2405000
dem 16.Viuva de Joao Carneiro
do Alququcrque Maranho, casa
torrea por acabar, arrendada por 84JJ000
O Liberal Vernambucano de hoto todo la-
'amura.
Chora a ausencia do 8o balalho de infamara,
que embarcou para a Baha apezar de dever ser
essa ausencia muito curia no dizer do mesrao Li-
beral, que espera breve o balalho para fazer as
honras de despedidas ao Sr. Leito da Cunha !
Assim mesmo j nao chegar a lempo pelo que
disse o Liberal ha das.
Chora com o Diario do Rio, o eslar-se a oscre-
ver na Luropa cousas que revelara que somos uns
selvageoa pelos fados referidos na Revoluco di-,
Setembro sobre a eleico, j se sabe, refaladas
daqui pelo redactor do Liberal, que nem ao mo-
nos tere cuidado de mudar a redacto do que
I aqu publicou, como todos devemos estar lem-
orados, comparando o trecho da Revoluco cora
o de um dos Lioaraes do setembro ultimu.
Realmente a tonto da noticia nao podia sor
i mais pura.
, Chora finalmente o Liberal por que as eousas
no Para aprestntam um aspecto poltico um pou-
j co especial, absiendo-se de dar sua opinio a re-
peno. E por ijue a nao d ?
Apostamos que do todas aquellas hgrimas'as
mais pungentes sao as que se referem ao-Par !
Com effeto inqualicavel o procedimonto dos
liberaos do Para aduiiliindo como nos informara
na sua lista para deputados geraes pela provincia
o sanguinario exlerminador dos Pernambucos (
o tal aspecto especial), e justamente depois que
seus nefandos crimes forara expostos e plena-
mente provados com a lgica irresislivel do Ilus-
trado jurisconsulto o librrimo redactor em chefo
do Liberal Pernambucano I E quando, grande
Dos proceden) assim os liberaos do Para. Quan-
do os conservadores dalli admitiera tambera na
sua lista o nome do carrasco dos Pernamba-
canos 1
Isso inqualDcavel I
Isso precisa ser discutido magistralmenle polo
Liberal j que lhe d cuidado at o que ra l
pelo Para.
EMorca-so, esbofa-se mesmo o Liberal per-
nambncano para mostrar que nao devo haver
para o partido liberal do imperio um homem
mais abominavel do que o carrasco o sangui-
nario exlerminador dos Pernambucanos c'eH
Iropfort; e noillustrado Correio Mercantil da
cono nem urna palavra do Liberal Pernambucano
se reproduz: O mesrao no illustrado Ceareme !
Anda o mesmo no illustrado Jornal do Ama-
zonas, que para cumulo de infidelidade liberal
vai ate ao ponto de apreseniar como candidato
urna cadeira na representarlo nacional justamen-
te o mais figadal|immigo do partido liberal I
Ora isso na realidade de mais I
O Liberal Pernambucano deve lomar conlas
severas a toda aquelle gente, deixo-se de tamu-
rias, de indirectas, que j lhe tem lanado A'
palmatoria I A'palmatoria Sr. Feitosa por' a,,0
esl provado que os seus discpulos nao do pela
suas Ilustradas admoeslaces.
Acredite que aquella gente a continuar como
vai delta a perder o grande partido nacional!
Eecife 20 de novembro de 1860
Protesta todos os dias a rodaccao do Liberal
Pernambuco contra a justa aecusago que se lho
Taz, de que procura desvairar a opinio publica
e provocar o povo lula armada.
Nao queremos a anarchia, nao queremos a lu-
la, diz ello, ao contrario, somos os maores res-
peitadores da lei, os amigos sinceros da ordem o
do progresso, os propugnadores do rospeilo
autondade, e moral publica, emim os Titam
que amparamos com os hombros a manarchi.
Estas dechragoes, filhas da mais descarada si-
mulacro, sao logo contrariadas por factos, e por
palavras. '
A redaccao do Liberal prega a bandeiras des-
pregadas as ideas mais anarchicas, e revolucio-
narias ; aconselha a resistencia execuco de
leis emanadas dos poderes competentes ; procla-
ma as massas para que resisto s ordens lgaos
da autondade ; promove a desorden) ; desrespei-
la a autondade legtimamente constituida ; ofren-
de a moni publica, atacando os seus inimigos
em suas vidas privadas ; ameaca a estabilidadn
do tntono. a unio da familia pernambucana ; fi-
nalmente appella at para a sublevarlo da tropa.
Recorra-se s colUjrcoes do Liberal Pernam-
bucano, e nellas/e encontrar a prova de que
vimos de dizer. (
Por ora limitar-nos-hemos a transcrever o tre-
cho seguinle do slrligo edictorial do Liberal Per-
nambucano de hoje.
Depois de excitar os nimos dos soldados do
8. batalho do infantaria contra o governo,
imaginando vingancas, e atrocidades prallcada
al as pessoas dos filtras e mulheres daquelles
soldados, assim se exprime a redaccao do Li-
beral : m
Teve elle, 8. batalho do soffrer grando
MUTILADO


DIARIO DE PERHAMBDCO. QUAttTA FEltU 21 DE NOYEMBRO DE 1W0-
>
mugoa ao dcixai aqu lagos que preodiara urna
-; mJtj paito de seus membros a pessoas que lhes
deriant sor caras e que a esta hora talvoa entro
solucos lhes lastimen) a tusencia. Mis, quem
sabe ? Talvez doolro em pouco se muden) as
scenas da Iragi-comedia que ahi se est repre-
sentando, e que esse mesmo bntalho lenha de
vr fszer as honras ao Sr. Arnbrozo Leilo da
Cunha ao ler elle de sahir deste porto, livre do
poso da presidencia que tomou, som ao menos
considerar quo era elle superior ssuas torcas.
Todos soliera que os corpos do ex*rciio sao
amovtveis ; e que por conseguate livre ao
ministro da guerra reraove-los de unas para ou-
tras provincias segundo as nocessidades do ser-
vico, ou as conveniencias da disciplioa militar.
Qual a razan de lao aero consura.
O 8. balalhSo de infanlaria foi rendido pelo
2 balalhao de fuzileiro, to disciplinado, mori-
gerado, e amante das instituicoes juradas como
ello.
Porque pois hade rollar aquelle balalhao para
azor as honras ao Sr. Dr. Ambrozio no da em
que aprouver a redacto do Liberal opeia-lo do
governo da provincia '?
V o publico rogistranlo estes fados, quo
continuar na estacada o
Zuavo.
llocie 20 do novembro.
Correspondencias.
Sentiores redactores.Scrnpre foi opinio nossa
que o Sr. Dr. Francisco Curios Brando ho-
mem da ceras, era materia do impavidez e cora-
geni \ l'm abrindo a bocea, a palavra cobardeas-
narrinha-se-llte dos labios, como sapinhos do
fondo da sysleroa do Arcliedoule ; e, uos vapo-
ras de sua modeslissima pliilaucia, qual oulro
Briara, afogando nos ampios bracos a quaulos
Abysiiiias llie surgem fronte homem desli-
mido Nao lia quem nao lenha modo do medir-
se cora a sua desmedida valenta I
Vamos ao quo mais importa. O Sr. Dr. flran-
d&o en sua correspondencia de boje vocifera con-
tra a demsso do subdelegado de Tacaral, o de
sc-u primeiro supplcnle, duendo, que a razao
nica desle acto do governo serum os dcntilti-
dos amigos do major Jos Rodrigues de Moraes.
Na vordade, encarregou-se o Sr. lramro do jus-
tificar plenamente o mesmo acto coulra que se
pronuncia !
Se o governo da provincia dominio esses in-
ilividuos pelo motivo nico de serem amibos de
.los Rodrigues de Maraes, cumpro o sou dever;
fez o que faria tojo o governo moralizado. Por
quanto, ninguem ignora*nesta provincia, e as
limilhropbes, que Sorra-negra, propriedade do
Jos Rodrigara de Moraes. desde milito lempo,
o valhacoutho de quaulos criminosos, o malfei-
lores l vo ler.
Ora, desdo que uma auloridade vive era cora-
ntunh.io intima cora ora individuo, que, zumban-
do das leis, acolhe e prolego ostensivamente a
nomens perdidos, por enmes horrorosos, essa
auloridade tem tacitameole confessado, ou a sua
complicidad, ou a sua impotencia, para repri-
mir o crira. Em qualquer das condices, nao
pode continuar devo ser responsabilizada, ou
! mitliJa. l'oi islo o quo precisamente fez o go-
v trun ; e fe-lo mu devidamente; pois que nao
podia tolerar, quo o termo de Tacaral cou-
linuasse a estar fra da lei. Nao auxiliar o go-
v>rno neste louvavel empenho, proclamar o
l'alseamenlo de todas as mximas governamen-
1.1 es : digamos com franqueza, atacar a morali-
dade publica !
T seriam conveniencias cleitoraes, que levaram
o governo a demitlir aquellas autoridades e a ro-
forcar a guaruicao do Tacaral I Nao; foram,
a'.m das reprosenlacoes a que hontem us re-
t rimos, requisiqdea mui positivas do actual de-
legado do policia do Tacaral (o mesmissimo a
quera o Sr. Brando cobre de ologtos). o qual diz
caramente ao Sr. chefe de policia, que se acha
impossibilitado de cumprir o seu dever, por fallj
do forra ; que os criminosos talara impunemente
a fuelle territorio, e que o seu poni de apoio
Serra-negra Que diz a islo o Sr. Dr. Brando l
Nao parara aqu ss reclamacoes contra o estado
anmalo do Tacaral. O chefe de policia da Babia
acaba tambora de dirigir-se ao Sr. chefe do po-
l.cia daqui, pe.iindo-lhe que faca prender rauitos
criminosos.daquella provincia, "quo se ncliam ho-
misiados era Serra-negra : e dar-se-lia caso que
o chefe de policia da Baha e o delegado do Ta-
ciral, estejara do raaos dadas, para guerrearom
o Sr. Dr. Brando? O que parece que este se-
nhor ouvo cantar o gallo, sera sabor d'onde I K
torrirel cousa firmar o hornera suas esperanzas
DO triiimpho dos raaos elementos da sociedado !
Quanto ao juizo desfivoravel, que faz o Sr. j
Brandan dos individuos, que foram noraeadosj
em subsliluieo aos dous amigos do raajor Jos
I! idrigues, dlr-lhe-heraos quo declinamos de sua
competencia E' preciso estar ceg de despeito,
e do raiva, para oscurecer o raerecimento de dous,
r.idados honestos, cujo nico defeito nao se-
rem da parcialidade do raajor Joso Rodrigues de'
Moraes l
li quanlo aos receios que raoslra o Sr. Dr
Brando de alguma bacanmtada, dir-lhe-homos
ainda, que acharaos isso demasiadamente Ihea-
trall E' verdado que o Sr. Brando gosla muito
de incucar-se raarlyr de persiguicoes ; agora j
ni 0 sil nai ty r ; tambera victima E' isso to
risivel !
I', como nos nmeaca tirar-nos a mascara, aguar-
daremos essa bella* occasio de provarmos ao
publico, que a mascara da impostura, e do em-
busto reside era nutra cara, que nao a nossa ;
assim como patenlearemos os meios de que se
lora servido o Sr. Brando para adquirir proseli-
lismo Has enmarcas da Boa-Vista o Tacaral.
mido alias Ihe nao tem sabido bera a pescara.
Venda que nos achara na brecha ; venha, que
Ihe demonstraremos a base fjlsissima de suas
pretencoes por aquelle circulo, onde, s por urna
sorpreza, pode o Sr. Brando ser volado !
Y.
Publicaces a pedido.
nao se poupaudo osforgos e fadigis para bera du-
seiupenhar a alta mimao quo lfe foi confiada, o
Exm. Sr. Ur. Cunha Figuoirdo Jnior tem mos-
trado reunir as qualidades de um excellente ad-
ministrador.
Os parlidos, ou antes os partidarios mais des-
arrazoados, talvez desejassem quo o presidente
se mostrasse propenso favorecer um dos lados
polticos contra o oulro ; porra os humens ho-
nestos, os que anlepoem ludo a moralidade, e
que felizmente formara a iraraensa maioria des-
ses ruesmos partidos,a provincia inteira. erafim,
bemdiz o Sr. Dr. Cunha Figueredo ; a provincia
inteira descanca em sui moralidade, confia em
sua prudencia, aptido o lino administrativo,
ludo espera deseuzelo e patriotismo, e so con-
fessa immensamenle grata pelos beneficios que
delle ha recebido.
Assim pronunciando-so o Dous de Dezembro,
interprete el do partido mais numoroso desta
provincia, nao pude ser aiguido de suspeilu ;
porquanlo nao tem esse partido em objecto al-
go ni obtido favores da presidencia, e aura tem
razao espera-los no futuro, aliento o carcter
recouhecidameute do juslica e iraparcialidade
que distingue a actual administrarn.
Nao c nosso proposito refular as pequices de
que se aclis incada a caria que alludimos. O
que temos dilo bastar para tornar ovidonle que
o partido por nos representado na imprensa, lon-
go de se sentir forillo pela admnslrago, encoii-
Ira n'olla toda a garanta seus direilos, o quo
Ihe bstanlo para inanier a posico honrosa que
leinoccupado, u zorabar dos boles o da saulu do
alguiis dos seus adversarios.
t)s actos oflicizes de I ah. presidentooslo sen-
do publicados, e nclles encontra S. BtC. a nio-
lhor dufeza que se pude fazer sua administra-
cao, quando fosse seriamente aecusada de inh-
bil o pretenciosa.
O apoio de ambos os partidos, ainda mesmo
depois da dillicil prova da eleico por que aca-
bamos de passar, apoio, ao menos do nossa par-
lo, inleramenlo franco e leal, a mais incooles-
tavel prova da iraparcialidade com que S. Exc.
lera administrado a provincia.
Tudo, pois, se tem dado as raaos para eleva-lo
altura em que se acha, e p-lo acoberlo dos
boles da proterva maledicencia do autor dessa
earla, para cuja cmfuso deveria bastar o senti-
menlo de indignaco com que foi ella recebida
nesta provincia.
Longo de prejudca-lo por qualquer forma, a
carta publicada ni Orden veio realzar o mrito
do Exm. Sr, Dr. Cunha Figueiredo Jnior, dan-
do-lhe occasio do demonstrar que, ainda mes-
rao ultrajado, nao se deixar arraslar pelo des-
peito exercer vinganga contra quera to injus-
tamente o invectiva.
Prosiga S. Exc. na senda al hoje Irilhada,
como temos razo do crer que far, o obter a
melhor recompensa de seus esforcos, a gratido
dos seus governados
(Dous de Dezembro.)
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ptfVlico odlcio que abano vt iranscnpio, aliin do arsenal e guerra, tem ue comprar os objuctos
A uoile clara vento variavel do E: ENE regular
e assim amanheceu.
U.-m'.II 1. \r -O DA M MU
Preamar a 10 b 18' da" raanha, altura 5 2 p.
Baixaraar a i b 3i" da tarde, altura 1.3 p.
Observatorio do arsenal de mariuha 20 de nu-
verabro de 18G0 uoha.mo Btepplb:
1" tenente.
Editaes.
COilllGRGIO.
Praca do Recife 20 de no-
vembrodc 1860. .
Vs tres Uoras i\a iivAe.
CiDtacos ofiii-ia5s.
Cambio sobro Londres 26 l|4 d. !M) d|v.
George PatchettPresidente.
DubourcqSecretario.
Caixa filial do banco do
Brasil.
KM 20 DE NOVEMBRO DE \8G0.
A caixa descoma letras a 10 0/0, loma saques
sobro a praca do Rio de Janeiro, e recebe di-
nheiro ao premio de 8 Ojo.
N0V0JANC0
PIJIWMBICO.
EM 20 DE NOVEMBRO DE 1800.
0 banco desconta na presente semana a 10 .
ao anuo at o prizo Ue raezes e a 12 "/,, at o
de 6 mezes, o loma dinheiro em coutas enrrentus
simples ou cora juros pelo premio o prazo queso
convencionnr.
;:.
Alfanite
Rendiraento do dia 1 a 10. 213:609-3063
dem do dia 20.......19:0083606
232.6183269
Sloviinento da alfanilega.
Voluntes entrados cora fazendas.. 12
179

cora gneros..
Volumes sabidos cora fazendas..
* com gneros..
RIO (RVMIK 10 MIHl'E.
u IAM. PRESIDENTE DESTA PROVINCIA E A
-OnOEMDE PERNAMBL'CO.
[aviamos guardado silencio acerca do que con-
tra o Exra. presidente dosta provincia, e pro-
posito desui viagem comarca do Ass, escre-
veu a Orden n. 141, desleiando actos smente
dignos do louvor.e calumniando essedislinctoad-
miiiistrador. Pareceu-mo sempre que o silencio
seria a melbor resposla dar escriptos dessa na-
turoza, dictados unicaraonte pelo odio, o em que,
seru procurarn de pessoa alguma da provincia,
qu9 toda se mostra salisfeita com seu presiden-
te, se procura do longe difTamar a auminis-
Iricao.
Ainda assim o pensamos ; o de certo nao nos
oceupanamos com os escrlptos da Orden em re-
larao esta provincia.se nao livesseraos lido em
sea n. 150 uma caria escripia por alguem d'ella
i'in que se aprsenla o Sr. Dr. Cunha Figueiredo
Jnior como um presidente inhbil, parcial e in-
justo, o so Ihe attribue o proposito de proteger
um partido contra os legitimos inleresscs do ou-
lro, ao qual perteacemos.
O silencio em tal caso importara uma acqnies-
cencia tacita esse apontoado da calumnias e
invectivas, cujo autor, ferido sem duvida era al-
go ni ioleresse pessoil e mesqoinho, procura apa
dr nhar-so com o nome do um partido numeroso
e forte, que era lempo algara careceu de occul-
tai-se as trevas para fazer valer seus direitos.
Cumpre-nos. pois, era nome desae partido
quo s tem razo para louvar a adrainisiraco,
protestar contra to falsas o revoltaotes propo-
siees.
Todos os que nos lem tero conhecido o apoio
sincero que prestamos ao actual presidente,
apoio nascido do reconbecimento de sua Ilustra-
cao, de seu telo o dedicaran ao servgo publico,
sobroludo de sua juslica e da absoluta irapar-
cialidade de seus actos
|i.itado de uma elevada e esclarecida intelli-
ger ca ; nranaavel no estudo do todas as ques-
tes qpe all'eclara a administricio ; escrupuloso
observador da lei, cujo imperio nicamente se
submette; deum espirito perspicaz para discer-
nir o erdadeiro do falso, por mais que so o pro-
cure ataviar com Ilusorias oores ; Ihano e sin-
cero, sem ser falso ; ouvindo o parecer das pes-
soas competentes, como poderosos auxiliares de
quo se servo para bera acertar, mas decidindo
sempre por si; consagrando o mais religioso res-
pello aos principios de juslica ; sem odio, nem
affeico, quando tem de proceder a algum acto
administrativo ; ioteiramente superior aos inte-
resses dos partidos ; fazeodo consistir seu maior
mrito em ser o primeiro respeilador da lei;
------191
49
194
------243
Descarregam hoje 21 de novembro.
Brigue inglezLiliin carvo.
Brigue inglez B.ilcuthabacalho.
Brigue inglezWalter Bainedem.
R-irca americanaCrape Sohtfarinha de trigo.
Barca americanaAzeliabarris com oleo.
Barca portugueza Flor de S. Simo merca-
dorias.
Barca inglezaSex Wavetrilitos de ferro.
Paticho hollandez Adriano Johanes inerci-
dorias.
Patacho portiguezS. Jorgo de Avcjroscarvo
Recebe doria de rendas Internas
geraes de Pernambuco.
Rendimenlo do dial a 19. 18:213^661
dem do dia 20....... I:3l8f058
19:525*719
Consulado provincial-
Roudimento do dia 1
Idera do dia 20.
a 19.
9-809j>882
1:459^997
11:269*879
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 19.
Ilha de Fernando50horas, corveta a vapor na-
cional Ftamao, com mandante 1." lonenie Ma-
mede S. da Silva.
Navios sahidos no mesmo dia
Rio de Janeiro e porlos intermedios.Vapor bra-
silero Oyapock, commandant o capilo te-
me Amonio Joaquirade Santa H.irbara.
Ass Hiato brasilero Piedade, capito Jos Mar-
ques Vianna ; em lastro.
Navios entrados no dia 20.
Terra Nova30 das, brigue inglez Mercury, de
184 toneladas, captuo W. S. Kinght, equi-
pagem 10. earga 2700 barricas com bacaiho ;
Jonston Palor &C.
Baha9 dias, sumaca brasileira llortencia, de
94 toneladas, capito Jos 0.iaresina dos San-
tos, equipagem 8, carga gonebra o mais gene*
ros; Azcedo & Alendes.
Terra Nova35 dias, brigue inglezGiaucus.de
226 toneladas, capilo Alejandre Ridder, car-
ga 2870 barricas cum bacaiho ; James
Crabtree & C. Seguio para a Baha.
AssU dias, barea brasileira Iris, de 309 lo-
nelad.is, capilo Manoel Jos de A'.meida,
oquipagem 14, carga sal e palha ; Aranaga
Higo iS C. Veio largar o pratico e seguio para o
Rio de Janeiro.
Porto32 dias, brigue portuguez S. Manoel I,
de 194 toneladas, capito Carlos Ferreira Sou-
res, equipagem 15, carga batatas, ceblas e
mais gneros : Manoel Joaquim Ramos e
Silva.
Navios sahidos no mesno dia.
Rio de JaneiroPatacho brsileira Julio, capSo
J. Aulonio do Soccorro, carga varios gneros.
CearBrigue inglez Vivid, capito P. Arnal ;
em lastro.
Canal pelo CoarPatacho hollandez Otto, capi-
lo II. Lange Jnior; cm lastro.
LisbolBrigue portuguez Relmpago, capillo
Joo Xavier da Fonseca : em lastro.
Terra NovaBrigue inglez F*iry capito F. Far*
rls; com mesmo lastro que Irouxe de Ma-
celo. Suspenden do laraaro.
Macei o portos intermed3s-Vapor brasileiro
Ptrsinunga, commanJante Manoel Joaquim
Lobato.
Maranho Corveta vapor nacional ag,
commahdani i." lenle Francisco Manoel
Aires de Araujo.
O Dr. Anselmo Francisco l'erelii, comniendador
da imperial ordem da Rosa c da de Christo, e
juiz de direito especial do commercio desla ci-
il.i.li; do Recit a seu Ierran, capital da pro-
vincia de l*enambuco, por Sua Mageslade Im-
perial o Constitucional o Senhor 1). l'edro II,
que Dous Guardo, etc.
1' ";u saber aes quo o presente cJital virom,
e delle noticia liverera, que no dia 12 de dezem-
bro do corrento anno se lia do arrematar em pra-
ca publica dcsto juizo, ni salla dos auditorios,
a pane os melado do estrado de um andar com
tres portas na frente da loja e tres janellas no
primeiro andar, duas sallas, qualro quarlos e
quintal em aburto, sera cacimba e casa uor aca-
llar, o qual situado na ra da Concordia desta
cidade, n. 34, e tendo sido o mesmo sobrado
penhorado a Jos Muniz Teixeira Guimares, por
execuco que contra este encaminha Manuel
Francisco do Mello, fra avahado no todo em
5:000*000 is.; e nao havendo lanzador que cu-
bra o precu da avaliacao, ser a arremalac.io
feita pelo preco da aljudicaco com o abat -
raenlo da lei.
E para que chogue ao conhecimento de todos,
mandei passar editaes, que sero publicados pe-
la impreosa e affixado nos lugares do costume.
Dado o passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 19 do outubro de 1860, trigsimo
nono da independencia o do imperio.
Eu Manoel de Carvalho Paes de Andrade. cs-
crivo do juizo especial do comraeriio, o iz es-
crever.
Anselmo Francisco Perelli.
O Dr. Anselmo Francisco Poretli, commendador
da imperial ordom da Rosa e da de Christo, o
juiz de direito especial do commercio desta ci-
dade do Recife e seu termo, capital da provin-
cia de Pernambuco por S. M. I, o C. o Sr. D.
PoJro II, que eus guarde, ele.
l'aco saber aos que o presento edital virem
e delle noticia liverem, que Tasso Irraos modi-
rigiram a peligo do Iheor seguinte :
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz do commercio.D-
zem Tasso Irmos, negociantes matriculados no
roerilissimo tribunal do commercio desta cidade,
e nella domiciliados e estabelecidos com casa do
grosso trato, que quorem fazer ciljr a Joo I.ins
Cavalcaule de Oliveira e Joaquim Dias de Mallos,
os quaes compunham a firma social de l.ins &
Mallos, eslabelecida que foi na cidade do Rio
Forraozo, para na primeira audiencia deste juizo
rcconheccrcm a sua assiguatura posta as oito
notas promissorias juntas, bem como a obriga-
co do pagar a q.ianlia de 4:665$300 rs. cm que
importara, sob pena de se haverem a revelia co-
om reconheridas, tanto uma como outra, e as-
signarera-se-Ihes os dez dias da lei, para dentro
delles pigarem ou allegarem os embargos que
tivercm, sendo alinal condentnados no principal,
juros estipulados e as cusas, visto que prescin-
dirn! do (oro do seu domicilio, e se obrigaro a
responder nesto do contracto. Achando-se po-
rra auzenles os supplicados tendo abandonado
o seu eslabelocimento, e, como se nao sabe o
lugar onde actualmente residam, requerem os
supplicanles a V. Exc. digne-se adntitlil-os a jus-
tificar o dedusido, e sendo quanlo baste, o julgue
por senteuca, mandando passar carta edital por
trila dias, a lint do serem por ella cilados os sup-
plicados para os termos da acc,o, nomeando-se-
Ihes curador in liiem, na forma da lei. Pedera
a V. Exc. deferiraeuto.Esperara receber merc.
G. Alcoforado.
E mais seno continha em dita peti(o aqui
transcripta, a qual sendo-rae apresentada, profe-
r o meu despacho do iheor seguinte :
Deslribuida, juslifiquem. Recife 9 de novem-
bro de 1860.A. F. Perelli
E mais seno continha era dito despacho aqu
copiado, em virtitdc do qual fui a petino destri-
buida ao escrivu desle juizo Manoel de Carva-
lho Paes de Andrade ; e tendo os supplicanles
produsido suas lestemunhas, que juslicaro a
auzencia dos supplicados em lugar nao sabido,
subiro os autos a miiiha concluso, e ndles dei
o profer a niinha senlenca do Iheor seguinte :
A vista da inquisico, julgo provada a auzen-
cia iius justillo idos esse lugar nao sabido, e man-
do quesejam cilados por edclos, passando-se a
respectiva carta com o praso do um mez, lindo
o qual praso se minear aos auzenles curador,
para com este correr o feito os seus devidos tor-
mos. E paguem os justificantes as cu-tas-Re-
cife 12 de novembro de 1860.Anselmo Fran-
cisco Perelli.
E mais se nao continha em dita rumba sen-
tenga aqui copiada, em virtude da qual o referido
escrivo fez passar o presento edital com o pra-
so de trinta dias, pelo iheor do qual chamo, cito
e hei por citado aos supplicados Joo Lins Ci-
valcaoie de Oliveira e Joaquim Dias de Mallos,
para que dentro do mencionado praso compare-
ram neste juizo para allegarem a sua defesa por
todo o conteudo na pelicao cima transcripta, sob
pena de proseguir a causa seus termos s suas
revelias ; por tanto toda e qualquer pessoa, p-
renle, amigo ou conhecido dos sobredilos sup-
plicados poder fazer scieute do que cima Qca
dito. E para que chegue nolicia a todos, man-
dei passar editaes que sero afiixados nos luga-
res do costume, e publicados pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco aos 17 de novembro de 1860.Triges-
simo nono da independencia e do imperio do
Brasil.Eu, Manoel do Carvalho Paes de Andra-
de, escrivo do juizo especial do commercio o liz
escrever.
Anselmo Francisco Perelli.
de que chegue o seu objecto uo couhcimento
do quem possa intoressar:
0//ico.
Secretaria da policia do Piauhy, cm 3 de ou-
tubro de 1860.Illm. Sr.Achando-se preso na
cadeia de Oeiras d'esta provincia, segundo com-
municou o respectivo delegado de policia, dosde
agosto ultimo, um escravo que diz chamar-se
Joo, sndar fgido e pertencer a Joao Antonio
Roarigues d'essa provincia, assim o communico
a V. S. para que se di^ua fazer constar ao so-
nltor do dito escravo, afim de que o mande soli-
citar mediante documentos comprobatorios de
seu dominio.
Dos guardo a V. STUm. Sr. Dr. chefe do
policia da provincia de Pernambuco. O dele-
gado do policia encarregado do expediento, Um-
bolino Moreira de Oliveira Lima.
O nlficial servindo de secretario,
Jos Xavier Faustino Ramos.
CongeHio de compras navaes.
Promo.ve este conselho era sesso do 22 do
corrento mez a compra dos seguinles objectos
do material da armada.
Para os navios.
Caetas 6 grozas, compacos e tira-lionas 30,
cairo velho 16 arrobas, colheres de ferro 200, ca-
bo de couro para lome 30 bracas o 3 palmos, for-
qnetas de ferro para escaler 100, gomma graxa
|2vidros, linha alcalroada 20 pecas, obreias 60
paes, oculosde alcance 6, papel hollanda Sil ca-
dernos, dito borrador 60 dilos, raspao de ferro 30,
cera prola 12 libras.
Para o arsenal.
Pregos de ferro de 4 pollogadas para costado 1
barril, serras de mo 2, limas chatas de raeia
cana e triangulas, sorlidas, de superior qualida-
de, de 16 a 24 pollogadas 100 duzias, talheres 12.
Alem disso contrata o mesmo conselho em di-
la sessao a lavagein de roupa da companhia de
aprendizes artfices, enfermara de marinha e do
arsenal, sendo que acerca desto contrato, bera
como da venda dos objectos, devem os preten-
demos apresentar suas propostas em cartas fe-
chadas, acompanhando os da venda as necessa-
i ras amostras.
Sala do conselho do compras navaes em 15 de
novembro de 1860.
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
Secretario.
Santa casa da misericor-
dia do Recife.
A junta administrativa da irmandade da santa
casa de misericordia do Recife manda fazer pu-
blico que no dia 29 do corrente, pelas A horus da
tarde, na sala de suas sessoes, no largo do Parai-
zo n. 49, rao prac.a as rendas das casas abaixo
declaradas, pertencenles ao patrimonio da mes-
ma sania casa, pelo lempo que docorrerdo diada
arremataco a 30 de junho de 1863.
CIDADE DE OLINBA.
Ra Nova.
Casas lerreas ns. 1 e 2.
Ra do oilo dj Amparo.
Casa terrea n. 4.
Ra de S. Joo.
Casa terrea ti. 5.
ltua do Amparo.
Casas lerreas ns. 1 e 6.
Ra dos Qualro Canlos.
Casa de sobrado n. 7, e casas lerreas ns, 8 o 9.
Rna da ladeira da Misericordia.
Casa lerrea n. 10.
Ra do Bomfim.
Casas torreas ns. He 12.
Ra do Malhias Ferreira.
Casas terreas n?. 13,14 e 15.
Ra de S. Rento.
Casas terreas ns. 16,18,19 e 20, o sobrado nu-
mero 17,
Ra do Aljube.
Casa terrean. 21.
Arrombado.
Casa lerrea n. 22.
BAIRRO DO RECIFE.
Boceo do Abreu.
Casa de sobrado n. 2.
Os pretendentes dovera comparecer no lugar,
dia e horas aprazados, acompanhadosde seus fia-
dores, ou munidos de cartas desles.
Secretaria da santa casa da mi.seiicordia do Re-
cife 17 de novembro do 1860.
Francisco Aulonio Cavalcanli Cousseiro.
Escrivo.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimenlo
_uiutes
Para a botica do hospital militar.
32 libras de acido ctrico.
1 libra do avenca.
16 libras de agua destilada de Lisboa do flor de
laranjas.
16 libras de agua destilada franceza de rosa.
32 libras de carbonato de magnesia.
4 grosas de caixas francezas para pillas.
I Charnoviz ultima edico de 1860.
16 vidros de confeitos do lclalo de ferro.
16 vidros do cytrato fluido do salsa parritha de
Dailus.
1 libra de espirito de milicia.
2 oncas de extracto do alfaco.
1 escrivania do lato.
4 libras Je flor de rosas.
4 libras de flor rnica.
100 garrafas pequeas.
1 libra do herva cidreira.
8 oncas de kussot.
4 libras de suparo.
64 libras do mann commum.
8 oncas de oleo de alfazema.
14 libras de mann escollado.
32 libras de oleo de amendoas.
8 vidros de 4 oncas cada um de oleo volate de
ntostarda.
4 libras de paslillias de ipecacuanha c morlius.
10 caixas do paslilhas de Veclty.
1 libra de pommada de cacao.
30 vidros de pilulas de vnlet.
I resma de papal almo^o pautado.
8 oncas de raiz de cygnaglo/.a.
30 vidros do salsa parrilha de Bfislol.
4 arrobas de salsa parrilha.
95 grrrafas de sueco do groselhas.
16 libras de senne.
1 libra de sulfurilo do calcio.
12 seringas de vidro.
20 vidros do 4 oueft.
30 ditos de 2 oncs.
30 ditos de 1 onca.
50 vioros de xaro'po de Naife.
30 garrafas de xaropo de ponas de espargo de
Lisboa.
Quem quizer vender taos objectos aprsente as
suas proposlas em carta fechada, na secretaria
do consolho, s 10 horas da mauhaa do dia 23
do corrente mez.
Sala das sessoes do conselho adminilrativo
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 15 de
novembro de 1860.
Dent Jos Lamenha Lins,
Coronel presidenle.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
No dia 6 do crrenle noile arranchara-se
no lugar Cicupira-lorli em o rancho de Joo Paes
Barbosa, um crioulinho com um quarto casla-
nlio dizendo ser do engenho Onca o relirando-so
pela manha cedo suppoe-so para o Recife de-
xra o dito cavallo o como al o prsenle nao
tenha sido procurado,o mesmo Barbosa entregara
Baha.
A escuna nacional Carila, segu em poucos
dias para a Baha, tem parlo de sua carga en-
gajada ; para o resto trata-sc com o seu consig-
natario Francisco L. O. Azevedo, na ra da Ma-
dre de Deus n. 12.
Lisboa.
Va sabir com mula brovdado a bem conlie-
cida
Barca Gralidao
para carga e passageiros, traia-se com os con-
signatarios Carvalho, Nogueira & C, na ruado
Vigario n. 9, primeiro andar, ou com o cnnilo
Borges Pestaa.
O palhabole cGaribaldl, estando com 2 tercos
da carga para o Cear, seguir Dl o fim da se-
mana, podendo ainda receber carga nostes 3 ou
4 dics : a tratar com Tasso Irmos.
k n
i loes,
LEIIiO
DE
Quinta-fe ira 22 do corrate.
Anlunes autorisado pelo Exm. Sr, Dr. juiz es-
pecial do commercio, a requerimcnlo dos depo-
sitarios damassa fallida de Jos I.uiz Pereira Ju-
uior, far leilo em se i armazom na ra do Im-
perador n. 73, dos segumos predios :
A terca parto do sobrado n. 19 da ra do Vigario.
A Ierra parle do sobrado de 1 andar e soto na
ra do I.ivramento n. 1.
A casa terrea n. 62 da ra do Aguas Verde';.
Principiar'as 11 herascra poni.
LEILO
!^ti"Syr?l^,^"J^|lto dia sexla-fcira 2:] do
corrente.
Sudelegacia du Io dislricto da freguozia dos
Afogados 19 de novembro do 1860.Moraes.
Tribuaal do roimiiercio
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco so faz publico que nes-
ta data lica registrado o contrato de sociedado
celebrado era 1 do selembio ultimo por Anto-
nio dos Santos de Oliveira, Portuguez, e Antonio
da Silva Cusmo Jnior, Brasileiro, eslabelec-
dos nesta praca com negocio de ferragens, sob a
firma de Antonio dos Sanios do Oliveira, da qual
s poder usar o mesrxo Oliveira ; devendo a so-
ciedade durar por esparo de tres annos, contados
da dala do contrato, com o capital do 7:000*. for-
nocidos 3:000$ pelo socio Olive-ira, e 4:0005 pelo
socio Gusmo.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 20 de novembro de 1860.
Julio GuimaresOUioial-maior.
Tribunal lo commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
O agcnle Evaristo novamonte levar a leilo a
taberna da ra Direila n 93, no mencionado dia
23 do corrento s 10 horas oin ponto.
Sexta-feira 23 do correle.
Antones autorisado pelo Exm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commercio a requerimento dos depo-
sitarios da massa fallida de Siqueira A. Pereira.
la data Oca registrado o contrato de sociedade
feito om lido corrente por Jos Victorino de
Paiva o Augusto Jos Ferreira, Brasileiros, es-
labelecdos nesta prafa cora negocios de fazen-
das, seb a firma de Augusto Jos Ferreira & C,
devendo a sociedade durar do 18 de outubro pr-
ximo passado al 31 de dezembro de 1S63, com o
capital de 12:0009, foinecidos 10 pelo socio Pai-
va e 2.000 pelo socio Ferreira.
Secrelana do tribunal do commercio de Per-
nambuco 20 de novembro de 1860.
Julio Guimares, ollicial-maior.
Declarares.
Sauta Gasa da Misericordia do
Recife.
A junta administrativa da irmandade da Santa
Casa da Misericordia do Recife, manda fazer pu-
blico que no dia 22 do corrente, pelas 4 horas da
tarde, na sala de suas sessoes, iro praca as
rendas das casas abaixo declaradas, pelo te'mpo
que decorrer do dia da arremataco al 30 de
junho de 1863.
Batrro do Recife.
Ra do Pilar n. 74.
Bairro da Sanio Antonio.
Ra Nova n. 55.
Dita do Padre Ploriano n. 45.
Dita dos Fagundes o. 82.
Dita de Santa Thereza n. 4,
Dita da Roda n. 3.
Os pretndanles devfcrao comparecer acoalpa-
nhados de seus Gadorts, ou munidos de cartas
destes, sem o que nao podero lancar.
Secretaria da Santa Casa di Misericordia do Re-
cife, 12 de novembro de 1860.
O Bcrlvo,
Francisco Antonia Cavalcauti Cousseiro.
1,' seccao.Secretaria da policia Me Pernambu-
co, 15 de novembro de 1860.
O Illm. Sr. Dr. chefe d policio, manda nter
Avisos martimos.
Rio Grande do Norte e
Ass.
Vai sahir com muita brevidade abarcaba No-
va Esperaca, recebe carga a freles commodos :
a tratar na' ra da Madre de Dos o. 2.
Para o Cear
O veleiro e bom conhecido culer nacional h'm-
na segu para o Cear com a carga que livor a
bordo no dia 23 do corrente mez imprcterivel-
mente : para carga e passageiros, trala-se com
Augusto Jos Ferreira & C, ra do Cabug n.7-
Para o Araralv
seguir brevemente o hiate Kxhalago : para
o restante da carga e passageiros, trala-se com
Gurgel Irmos, ra da Cadeia do Recife n. 28,
primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro,
Pretende seguir nostes oito dias o veleiro e
bem conhecido patacho Beberibe, lem a seu
bordo melado de seu carregamento : para o res-
to que Ihe falta, trata-so com os seus consigna-
tarios Azovedo A Mendes, no sou escriptorio ra
da Cruz n. 1.
B
provincia de Pernambuco se faz publico que nos- ; faru 'oilo na sua loja da ra do Crespo das fa-
zendas, dividas o parto da referida loja.
O referido agente prestar toda o qualquer in-
formarn que os pretendentes a jolgarem neei
saria. Principiar as 11 horas em ponto,
hWLM
Quinta-feira 22 do corrente.
Aos pais de familia.
O agente Carnario fara' leilo em leu
armazem na ra do Vigario n. 19
DE
Diversos vestidos de seda, manteletes,
binculos, loques de madreperola, ca-
saveques, cobertores, capas de vellu-
do, pentei, pistolas, garfos e facas
de cabo de mariim, lencos de linho,
livro demissa e outros objectos que
se tornam desnecessario mencionar,
os quaes sero vendidos ao bater do
martello, as 11 boras em ponfo.
LEILO
Quinta-feira 22 do correle.
DE
"rr -r WiW fV:>
O agente Camargo fara1
dia de um boi
do martello.
THEATRO DE S. ISABEL.
MIPANHIt LVmciDE6. IIIBIMMiELl
Sabbado 24 de novembro
*
Ter lugar ama recita exlraordinaria a beneficio Jo primeiro bartono absoluto
CARLOS BARTOLUCCI.
Os pormenores sero annunciados.
Cear
Palhabote Sania Cruz, para carga o passagei-
ros trata-sc cora Caelano C. da C. M. i Irniao,
ao lado do Corpo Saulo n. 23.
Porto por Lisboa.
Vai sahr_para o Porto cora escala por Lisboa
al o dia 25 do conente mez o brigue portuguez
Promplidao II, forrado e encavithado do cobre
de PRIMF.lltA MARCHA E CI.ASSE, por ja ler
parle do seu carregamento; para o resto o passa-
geiros, para os auaes tem excellentes commodos,
Irata-se com Klias Jos dos Santos Andrade A. C,
ra da Madre de Dos n. 32, ou com o capito.
MaraiiliuO e Para,
Segu com brevidade o bera conhecido hiate
Lindo Paquete, capilo Jacinlho Nunes da Costa
por ler parte de seu carregamento prompto ; para
o resto e passageiros, trata-se cora os consigna-
tarios Almeida Gomes, Alvcs & C, uo seu es-
criptorio. ra da Cruz n. 27.
muito manso, ao correr
Rio de Janeiro.
O bem conhecido brigue nacional Damo,
de primeira marcha, pretende seguir com mui-
ta brevidade, tem parte do seu carregamento
promplu : par, e resto quo Ihe falta, trala-se
com os seus consgnatenos Azevedo & Mendos,
uo seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
O brigue portuguez Constante vai sahir
para Lisboa com a maior presteza por j ter par-
te da carga : quem no mesmo quizer carregar,
trate com o consignatario Thomaz de Aquino
Fonseca, ou com o capito o Sr. Cario Augusto
dos Reis, na praca, ou na ra do Vigario I. 19,
primeiro andar.
PARA O ARACATY E ASSU'
aae o hiate Sergipano: paca carga, trata-ae com
Para
Riode Janeiro,
O hiato Piedade recebe carga frele, e passa-
geiros : a tratar com Caetano C. da C. M. & Ir-
mo, ao lado do Corpo Santo n. 23.
Acarac por Munda.
O hiate Sobralcnse, para carga o passageiros
trala-se com Caetano C. da C. M. & Irmao, ao
lado Corpo Santo n- 23.
Avisos diversos.
Fesla de Santa Cecilia.
A irmandade. da Virgom Martyr Santa Cecilia,
erecta ns igreja de Nossa Senhora do l.ivrameii-
to, tendo de solentnisar no dia 22 do corrente a
sua excelsa padroeira, lema honrado lov.tr ao
conhecimento do respeitavel publico a descripen
da ntesma ; para o que convida a lodos os dor-
los que sedignem comparecer afim de mais abri-
Ihanlar o acto, llavera vesperas no dia 21 as (!
horas da tarde, festa iro fazer o obsequio do
cantar um slo madama Beltramini, o os Srs. Ri-
ghi, Marchelti o B3rtoloi, a msica da missa ser
escolhida, ea irmandade envidar todos os meios-
afim de quo a solemnidade do acto seja comple-
ta ; ser o orador da festa o nosso diga.) irmao o
Rvrn. padre-mestre Leonardo Joao Grego, o do
Te-deum o muito digno pregador da capella im-
perial Fr. Joaquim do Kspirilo Santo. A orchesla
serl dirigida pelo nosso irmau Innoccncio Sinoblz
A' lardo liaver concertos e variaces escolhidas,
fazendo a honra denos obsequiar uma nossa ii-
ma de menor idade : roga-se portante a todos
os devotos quo so dignem de comparecer.
Attencao.
a
Na padaria nova de Sanio Amaro precisa do
unta ama forra ou escrava, que de fiador i sua
conducta, para casa de pouca familia.
Precisa-se de um pe feito feitor pata tratar
de um sitio pequeo.
Aluga-se a loja do palco do Terco n.10 ; a
tratar na ra Direila n. 85.
Fugio no da 12 do corrente, do engenho
Mega de haixo, o cabra de nome Jos, secco,
cabellos xiados porra curtos, maos o ps bom
feitos, tem todos os dentes, o representa ler 20
annos de idade, levou vestido uma camisa de al-
godao azul de lislras o aberta na frente, c uma
ceroula de algodau da Baha, coraprida, quo pa-
rece caiga ; quem o levar ao dito engenho, en-
tregando-o a seu senhor Jeronymo Carneiro do
Albuquerque Maranho. ou na ra di Cruz n.
30, em casa do Joo da Silva Paria, sera gene-
rosamente recompensado.
OLEADO PINTADO
excellente qualidade prprio para mesas, conaolos, bancas etc., ele, a 3J0OO o corado, baralis
por sua excessive largura^


(*)
DIARIO DE PERNABMUCO. -- QUARTA FEIRA 21 DE NOVEMBRO DE 1860.
LOIlitlt
DA
PROVINCIA.
Na loja da praga da Independencia n. 22, e
as mais dncostume, acha-se venda os bilhe-
tos e meios da 2' parte da 2" lotera do Santa
Isabel, garantidos dos custumados 8 por Santos
Vieira.
Bilhole......5$000
Meio.......2500
l'.m porco de 508000 rs. para cima.
Bilhelo......4J500
Meio*.....2250
Desapareceu no da 20 do correte, as 11
horas da manha, do sobrado da ruado Crespo
n. 20, o moleque Scbastiao, crilo, de idade de
14 annos, levando camisa de chita rouxa e car-
ra de alustra, e tora os siguaes seguintes : olhos
grandes, e orelhas acabaadas : quem delle dcr
noticia, dirija-so a casa cima, que ser recom-
pensado.
Aluga-se um segundo andar cora grandos
commodos: quem o pretenJcr, dirija-so a ra da
Fraia, serrara n. 59.
Para quem se quizeres-
tabelecer.
Traspassa-se urna rasa era bora local cora oxcel-
lon.le armario, propria para loja de Cazendas.miu-
dezas, ferragens, on oulro [ualquer negocio: faz-
so negocio a dinheiro ou a praso. l'ara tratar,
na roa Nova, loja de ferrageus de Antonio Duar-
te Carneiro Vianna.
Olorece-se um mono chegado ltimamente
lo Porto para caixeiro de qualquercasa e para
cobrancas nesta cidade: quem o pretender deixe
carta e'xada nesta typographia, o dar bom fia-
dor.
Fa/.-se todo o negocio cora um sobrado cm
Olinda na ra de Malillas Ferreira n. 5, cora urna
moia agua no fundo, cujo ahiguel ronde men-
talmente desoilo rail rois : a tratar na ra Nova
n. 3.
Atteneo;
Precisa-se do una ama para cozinhar o diario
lo urna casa, preforindo-se cscrava : ua ra do
Amorim n. -O.
Antonio :1a Costa Monleiro, subdito portu-
guoz, vai i Portugal.
Curso particular de rhe-
lorica.
O acadmico Manoel de Honorato, professor
particular, licenciado pelo governo, avisa aossr-
nhnrcs csiudantes dn preparatorios que pretendo
abrir no dia t de dozembro um curso panicular
lo oratoria o potica para habilitaran dos que
quizerem prestar examc das ditas scicncias no
moz de marro de 1801, Aquelles quo de seu
presumo so quizerem utilisar, dirijam-s ra
Dimita n. 88, priraeiro andar.
Irmandade acadmica de
Nossa Senhora do Bom
Conselho,
Por ordem do nosso Irmo juizso convidados
os nossos charissimos irmos para comparecerem
o consislorio da irmandade domingo 2 do cor-
rente, s i horas da tardo, afim do encorporados,
arnmpanhara procissao de Corpus Chrisli, para o
que fomos convidados por S. Kxc. Rvma.
Glorioso Espirito-
Santo de S. Fran-
cisco;
Tendo ns sido convidados por S. Exc. Rvma.
para acompanharmes a procissao de Corpus-
Ckritli que deve tor lugar no dia 25 do cor-
rente, oonvido a todos os nossos charissimos ir-
mos, para qoo comparoram no nosso consisto-
rio no referido dia s 2 1|2 lioras da tarde,
afim do sali.sfa/crmos ao pedido do nosso virtuo-
so prelado. Espero que os nossos irmaos nao
deixaro de coucorrer para o brilhantismo de
nossa irmandade ; principalmente tendo de sa-
liir pela prmoira vez a cruz, que ha pouco nos
chegou de Portugal. Consistorio 19 de novem-
bro de 16G0.
O secretario,
Joaquim Gucnies da Silva Mello.
Antonio da Siha Barboza Ferro c Joo
Simcs Pimcnta
lazem sciente a esta praca. que amigavelmente
dissolveram a sociedade que tinham no arma-
zem de gneros de estiva na ra do Codorniz
n. 10, sob a firma de Fcrro& Pimenta, retiran-
do-so o socio Pimenta cura seu capital e lucros
o finando a cargo de Ferro o activo o passivo
do raesmo estabelecimento. Recife 20 de no-
vembro de 1860.
Antonio da Silva Barboza Ferro
Joao Simes Piraenti.
Precisa-se de urna ama para cozinhar. na
ra do Caldoireiro n. 60.
GAZ.
Pede-so aos senhores consumidores de aaz que
so digncra vir sortir-se delle, pois novamoute
dragado era abundancia ao anligo deposito, ra
Nova n. 20, loja do Vianna.
Vende-se urna padaria bera afreguezada,
cora 2 cavallos, 1 rooinho com torrador para caf,
em Olinda, ra de Mathias Ferreira : a tratar na
incsma.
OSr. Virgilio da Costa Pinto, queira ter a
bondade de vira cocheira de Justino Francisco
do Assis & C, a negocio que Vmc. nao ignora.
O pharmaceutico Antonio Jos da Cunha
avisa aos Srs. Manoel Joaquim das Trevas Mari-
nho da Victoria, Antonio de Barros Pequeo
da Granja, Joaquim da Costa Itibciro, que vo-
nliam pagar suas letras vencidas ha pastante
lempo.
A praca annunciada para o dia 22 do cr-
rente da casa terrea da ra da matriz do Santo
Antonio pertoncente a Joaquim Antonio dos San-
ios Andrade, fca adiada por ponder de embar-
cos de terceiro.O solicitador do juizo, Pcreira
de Brillo.
Urna pessoa que se acha arrumado deso-
jando aproveitar suas horas vagas oflerece-so pa-
ra fazer urna escripia : quem precisar annuncie
por esto jornal para ser procurado.
: Precisa-se de dous copeiros no caf res-
tauraol do coraraerco ra do Trapiche n. 22.
filia da Cruz n. 13.
F.nfeitam-so bandejas cora bolinhos' o doces
seceos para casamentes, com muito gosto o o
mais delicado quo so pode ver, fructas as me-
lhores que se pode encontrar, aprnraptando-se
rncommcndas para fra da provincia, bem acon-
tlecionado, xaropes de abacaxi, pilanga, tamari-
nos o outras qualidades, doces de calda, jaleas,
pilanga, goiaba e arac, e outras peiloraes, vinho
de caj, ramalheles, com lindas flores e cravos,
llores solas, o arvoredos de fructos, batatas de
dalia, sementea de pitanga e abacaxis, ao cento,
muito bonitos, ludo por prego cora modo.
Aluga-se uro bom sitio cora boa casa para
familia e bastantes arvoredos de (ructo, 2 cacim-
bas com boa agua para se beber, no carninho
novo da Soledade, boje ra da Boa Esperanca :
a tratar no sitio da esquina, ou ra da Cruz n.
13, arraazem.
Na ra da Alegra o. 1, ha quem so encar-
regue de lavar e engoramar toda qualidado de
roupa, por preco coraraodo.
Precisa-so de um cozinheiro para casa et-
trangeira. assim como um hornera para tratar do
cavallos ; na ra do Trapiche n. 8.
Precisa-se de 3:000$, hypothecando-se pa-
ra isso boos escravos : a quero convier, dirija-se
a esta lypographia em carta, com as iuiciaes J. R.,
ou annuucie sua morada para ser procurado.
PI IX PONTFICE E KEI
PELO S1.MI0U
. Antonio de Macedo Costa,
Hispo cleito do Para.
Lloqueute doruoustrarao do poder
tete pora 1 do Papa.
Vende seno bairro de Santo Antonio
as livrarias dos Srs. Guimaraes & Oli-
veira e Nogueira de Souza & C. ; e no
bairro do Recife na livraria do Sr- Jos
de Mello : preco 2#.
F. VIL LELA, arabrotypisla da augusta casa
imperial e estabelecido na ruado Cabug n. 18,
sobrado com entrada pelo paleo da matriz, con-
tinua a tirar retratos por arabrotypo, melayno-
lypo e ambrochromotypo. Esto ultimo systema
muito apreciado hoje do Rio do Janeiro, o
raais perfeito ramo da arle photographica pois
reno ao desenho do sol uro especial trabalho a
oleo, que conservando lielmonto at os mais de-
licados traeos, da ao retrato a qualidade de um
quadro a oleo.
II O Ur. Cosme de Sa' Peieira da' M
| consultas medicas em seuesciip-
torio, no bairro do Recife, iua 9
|| da Cruz n. 53, todos os dias,me- m
& nos nos domingos,' desde as 6 g|
gj horas ateas 10 da manlnia, so- K
R breos seguintes pontos4, ff
H i.' Molestias de olhos; %
l 2.' Molestias de corarao e de j
f peito ; g
H 3.' Molestias dos orgaos da ge-
S!S racao e do anus ; 3c
S 4-- Praticara' toda e qualquer ||
operacao que julgar conve- ffi
m niente para o restabelecimen- ^
to dosseus doentes. 3|
^ O examedaspessoafqueo con- K
|| sultarem sera' ieito indistincta- ,
|| mente, e na ordem de suas en- ||
a Iradas, fa/.endo exccpco os doen- /
tes de olhos, ou aquelles que por ^
H motivo justo obtiverem hora ||
32 mai'cada para este im. 3
Ouera annunriou por esle (Diarios ter urna
liilalinha propria para ama do meninos, forra,
qnerendo, leve-a i Cruz de Almas, collegio da
da ConcaiJo, que achara cora quera tratar, con-
vindo a arabas us partes.
Aluga-se metade de um sotao na
ra da Palma : a tratar nesta Typo-
graphia.
A saboaria da ra Imperial precisa alugar
escravos para servico debaixo de coberta, e paga-
se 30f!000 mensaes o commida, devendo dormir
no eslabelecimenlo : a tratar na raesma saboa-
ria, ou na ra da Cadcia do Recife n. 34.
Aluga-se urna baixa propria para plantar
capira o hostalcas, muito boa por nao alagar ncm
sersecca, na estrada do Joao de Barros: quem
pretender dirija-se ra Direita, loja de calca-
dos n. 7.
Pillas iiaulislanas
contra todas as molestias ova-
res, e (abres de qualquer na-
tureza, segmndo-se oqiiediz
a (uia.
Tenlio muilas provas contra as bexigas, nao
querendo deixar formar a pstula, tomando cora
exactidao as dses de 6 em 6 horas. A esperan-
ca ': o bordo do bom medico.
Cm senhor na ra da loiperatriz appareceu
com o rosto e corpo crivados, c urna febre abra-
sadora, seguio esle preceite, o sarou, (cando s
com urna bexiga n'utn dos dedos do p. Oulro
caso seraelhante succedeu cora outra pessoa da
ra da Ouitinda, ficando-lhe lambem urna bexiga
no braco esquerdo. Na casa da Sra. l.uiza Al-
ves um prelo Mina, muito robusto, durou-lhe a
febre 48 horas, o qual pulando, quebrava ludo
quanto encontrava do quarto ; cobras e sapos
erao o enlreteniraenlo do dito preto. As pilulas
paulistanas foram-lhes dadas a tempo ; o prelo
sarou, c nao lbo appareceu urna s bexiga-
A uni pardo da Sra. D. Mara Carlota, sobrinha
da Exma. Sra. marqueza de Santos, o mesmo
aconleceu, e a multas oulras pessoas.
Contra a difflculdade das ourinas, as ditas p-
lala* sao verdaderamente eflicazes, seguindo-sc
o que diz a guia, molestias graves ; o quanto s
chronicas, nunca haveri perigo de ser sorpren-
dido.Qualro maros, tomando tres pilulas n. 2
de noite, e tres ditas u. 1 de raanbaa, e todas
sem dietas.
A retenro das ourinas nao tera oulro vicio
que os intestinos sujos, e a syphilis, e rauitas
vezes urna empingem se forma as vias ouri-
narias.
Para informagOes ou encommendas, podem di-
rigir-se a mcu correspondente no Rio do Janeiro,
ra do Parto n. 119, ou ao abaixo assignado, em
S. Paulo, ra do Carrao n. 3.C. P. Llchccoin.
Atteneo.
*
O curador fiscal e depositario da raassa fallida
du Antonio Jacinlho Pacheco, autorisadus nos
tormos da lei pelo Exm. Sr. Dr. juiz de direito
do comraercio para pralicarem lodos os actos e
diligencias necessarias ao recebimenlo das divi-
das activas da mencionada raassa, constantesj
do ttulos e j de contas de livros, comprehon-
dendo essa autorisacao a faculdado de acciona-
re m os devedores da" referida massa que por ou-
tra forma nao saldarcra suas contas, vera pelo
presento prevenir aos ditos devedores, quer de
dentro da cidade, quer de fra, que eslao sendo
extrahidas suas contas o sao convidados ao mes-
mo lempo para vircm confer-las e salda-las no
prazo de 20 das da publicacao desto aviso, por
quo lindo o referido prazo scr-lhc-ho encamnha-
da3 as respectivas aeges para os pagamentos.
Os administradores podero ser procurados para
dito im a qualquer hora nos escriplorios ou es-
tabeleciraentos na ra do Amorim nmeros 52 e
38, 40 o 42.
Veneravel ordem terceira
de S. Francisco do Recife
Sendo presente na sessao da mesa regedora do
dia 16 do corrente um ofllcio de S. Exc. Rvma.,
convidando a moma ordem a acompanhar a pro-
cissao do Corpus Chrisli, que ter lugar do do-
mingo 25 do mesmo, o abaixo assignado, secre-
tario da mesma, roga a lodos os seuscharissimos
irmos a comparecorem no referido da, pelas 2
horas da tarde, na igreja da dita ordem, para-
mentados de seus hbitos para o im cima dito.
Secretaria 17 de novembro de 1860.O secre-
tario,
Francisco Lopes da Silva.
Quem precisar de um hornera de meia da-
de, nascido em Portugal, para lomar conta de al-
gum estabelecimento por balango, sendo taberna
ou oulro qualquer negocio por ler pratica, e dan-
do fiadora aua conducta, e isto uo achando, se
sujeia a ser criado de alguma casa particular, e
tambera ensina a fazer o delicioso vinho de caj
com mnita facilidade, pagando-llie a receita, o
qual garante juatameoto licores, gonebra e agur-
dente do reino, concerta vinhos, a ludo se eflore-
ce e aflanca, e lambem cntende alguma cousa de
cozinha : a tratar no patoo do Carmo, bcco da
Bomba, n. 5.
foim
Achaiu-sc t venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesta
typographia
e civil para o
Folhinha de porta ou kalendario eclesistico
bispado de Pernambuco........... joo rs
Dita de algibeira nralenio alm do kalendario ecclesiastico e civil,
explicado das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimemo e occaso do sol
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio ;
dilas do sello; ditas do porte das carias; ditas
dos impostos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna colleccao de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entretenimento da mocidade. 320 rs.
Esto no prelo o almanak e outra folhinha contendo
todas as oracoes para assistir semana santa, etc. Com-
prando-se em porcoes se daro por proco mais commodo.
Borba, rap
fino, meio-grosso o grosso. Deposito, ra oa Ca-
deia n. 17.
Os abaixo assignados administradores da
massa dos hens do casal do finado Joo Tavares
Cordeiro, previncm a os devedores o do aito casal,
por dividas vencidas, que no caso de nao virera
salda-las no praso de dous me/.es, do presente
annuncio, terao de ser accionadas, afim do ha-
ver-se os pagamentos referidos, visto como o
praso marcado pelo lllm. Sr. Dr. juiz de orphos
do termo dcsla cidade, para a liquidaco do ac-
tivo e passivo do mesmo casal esl concluindo-se
o poneos tem sido os devedores que tenbam pro-
curado saldar suas contis.
ecife, 12 do novembro de 1860.
Viuva Tarares Cordeiro.
Jos Toucira Bastos.
Juan Anglada Ilyjo.
Hcnrique Jos da Cunha.
Esleirs da India de 4, l>
c fi pamos de largo.
No armazem de lazendas da ra doQueimado
n. 19, propriamenle para forro de salas e camas
por ser da melhor qualidado, e lodas brancas.
Jos Dias, portuguez, vao a Macoi
Aluga-se o segundo andar n. 39 da ra da
Imperatriz : a fallar no mesmo.
Precisa-se de duasamas para casa de fami-
lia : na ra da Aurora n. 48, segundo andar, a
qualquer hora.
Atteneo ao negocio van-
lajoso.
Code-se cora o abate do 50 por cenlo a cochei-
ra da Florentina, bem afreguezada para o mato,
contendo urna exccllenle vacca tourina, com
bola experimentados no servico, o t bons carros
da alfandega, o ludo a vootade do comprador
na mesma cocheira, das 9 horas da manhaas5
da tarde.
Aviso.
O abaixo assignado, comprador da massa fal-
lida de Jos I.uiz Pcreira Jnior, tem autorisado
ao Sr. Demolerlo Hirmilio da Costa para cobrar
as dividas da mesma massa, nica pessoa auto-
risada para essacobranca.
Joaquim Jos da Costa Fajozcs Jnior.
Quem precisar do urna ama nscrava com
leilepara criar, drija-se a ra da ngntta n. 8,
segundo andar.
Vidros.
Chegaram os lao desejados vidros para viJraca,
em caixa ; vieram tambera alguns vidros de
crystal. grandes, proprios para oratorios, tabole-
tas, armarios, etc., etc., ou outra qualquer obra
em que seja preciso empregar vdro de boa qua-
lidade c grossura : ra larga do Rosario n. 34,
botica.
Alugam-se dous andares do sobrado da ra
4i .... -r n d Cadeia n. 24, tendo commodos para erande
n^na 2 it ,1Uma-nCaSaf dH p8Qra C,al C,m 33 famili" : a tralar na lJ3 do mesmo. P g
palmos de frente, i0 de fundo. 3 quartos, 1 ga- < '
bnete, 2 salas grandes, cozinha fra, com urna' Alu"a-se urna loia rom srmirn rMri,
pequea raobilia de ..relio, tendo o quinta. 650 para qu,que?negocio qeS prSfi dfrE.
P?.!"^f...^_fu_n^*;.?!? .d S0RVETE.
Do hojo em dianle haver snrvctc ao melo-
da e a noite em casa do Sodr & C na ra Es-
trella do Rosario n 11.
SORVETE.
Hotel Trovador.
lodo cercado e alguns arvoredos que faz sombra
para se tornar mais fresco, e passa o rio Jaboalao
no fundo o qual tera excellente banho, cuja cesa
se aluga por fesla ou por anno, da forma que con-
vier : quem pretender pode dlrigir-se ra Di-
reita n. 95 que achara com quem tratar.
Precisa-se alugar duas prelas que sejam
quitandciras : no pateo do Terco, sobrado nu-
mero 32.
Perda.
Perdeu-se do Recife at os Apipucos, no dia 18
do corrente, urna carta coui o sobscripto Daniel
Eduardo de Figueiredo Mello, o como a caria se-
ja do importancia, pede-se a pessoa que a achou
a levar ra da Cruz do Recife n. 36, que ser
gratificado.
AUencao-
Previne-se aos senhores calafates o barcaceiros
que no armazem naval n. 1, na ra do Vgario,
tem venda ferros sorlidos para calafates u 800
rs. cada um.
Pelo juizo dos fetos da fazenda desta pro-
provincia se ha de arrematar em hasta publica a
quera mais dr os bens seguintes :
A renda animal da casa Ierra no Poco da Panella
n. 73, avaliada em 72 rs.
A renda annual da casa terrea no mesmo lugar
n. 76, avallada cm 48$ rs.
A renda annual da casa terrea no mesmo lugar
n. 77, avaliada em 48g rs.
A renda annual da casa na Casa Forte n. 4, em
mo estado, avaliada em 365 rs.
A renda annual da casa terrea no mpsmo lugar
n. 5, em mo estado, avaliada em 303 rs.
Cujas rendas foram penhoradas por cxccuco
da fazenda proviucial contra a viuva de Miguel
Francisco Comes.
A renda annual da casa terrea na ra dos Passos
n. 39, freguezia dos Afogados com um peque-
no sitio, e commodos para pequea familia e
era mo estado, avaliada em 72) rs.
Cuja renda foi penhorada por execucao da fa-
zenda provincial conira os herdeiros" de Joo
Raptisla de Sousa I.emos.
A casa terrea na na do Rom-gosto n. 19, fre-
guezia dos Afogados, tendo 18 palmos de fren-
te e 50 de fundos, pequeo qnnlai em .iberio,
e em chaos foreiros, avaliada em 50000 por
venda.
Outra casa na mesma ran. 21, na mesma fre-
guezia, tendo 18 palmos de frente c 50 do
fundos, quintal em aberto o chaos loreiros,
avaliada em 50{*OfiO por venda.
Cujas casas foram penhoradas por execucao
da fazenda provincial contra os hererdeiros'dc
Joaquim Caetano da I.uz
A casa terrea no lugar denominado Sant'Anna
n. 3i, tendo 26 palmos de frente e 51 de fun-
dos, conlendo duas salas, dous quartos, cosi-
nha na sala de ilotraz, quintal em aborto e uro
lelheiro e cm mo estado, avaliada om 350^000
por venda.
Outra casa terrea no mesmo lugar, n. 33, tendo
32 palmos de frente e 51 de fundos, contendo
duas salas, dous quartos, cosinha fra e quin-
tal, toda delriorada, avaliada era 350#O00 por
venda.
Cujas casas foram penhoradas por execucao da
fazenda provincial contra os herdeiros do padre
Manoel Themoleo.
A casa terrea na ra do Nogueira n. 14. fregue-
zia de S.Jos a qual tem dous quartos, duas
salas, cosinha o quintal e toda ella arruinada
avaliada em 400JH)00 por venda,
Cuja casa foi penhorada por execucao da fa-
zenda provincial contra os herdeiros" de Maria
Thereza de Josus.
Os prelendentes comparceam s 10 horas da
mauha do dia 22 do correne mez de novembro
na sala das audiencias.
Permuta-se
urna das primeiras casas na villa da Escada por
outra uesta praca, ou na cidade do Oliuda : a
tralar cora o professor de Beberibe, que lodo ne-
gocio se far.
I.ava-se o eiigorama-se com milita perfei-
co toda c qualquer qualidade de roupa para ho-
mem, por preco muito razoavel : na ra da Pal-
ma d. 45.
Deseja-so fallar ao Sr. Jos I.ourenco do
Brilo. a negocio de seu enlcresse: no largo do
Corpo Santo, armazem n. C.
Aluga-se duas casis terreas na ra Impe-
rial, acabadas ltimamente, e propras para pa-
daria, retinaran, marcinaria, ou oulro qualquer
ustabelecimento fabril, por serom espacosas e
terem camboa prxima ao fundo dos meamos;
tralar na mesma ra na fabrica do sabio dos
Srs. Rostrou Roker & C.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia, e urna oscrava ou escravo para vender
fazendas : na ra do Hospicio n. 62.
Precisa-so de um caixeiro com pratica do
comraercio oara urna !oja de calcados ; a tratar
na ra Nova n. 1.
Aluga-se.
Na ra do Cabug n. 8, existe um escravo quo
aluga-se para serveos domsticos.
Felo juizo dos foilos da fazenda nacional so
ha de arrematar no dia 22 do corrente mez, linda
a audiencia do Dr. juiz dos foilos da fazenda :
Cma escrava de naro Angola cora 48 anno?
pouco mais ou menos, de serviro de casa rica'
bastante doenle de asthraa, avaliada por 50\'|
periencente a executada Josepha Joaquina Ray-
munda de Mcndonrja.
Cma casa terrea sita na rua da Roa-Hora, em
Olinda, com as proporries seguintes : 20 palmos
de renU e 53 de fundo, 2 salas, quintal aberto,
avaliada por 400#, pertenceute a irmandade de
S. Rcnedicto.
O solicitador iulerino,
Caetano Pereira de Rrilo.
Precisa-se de um caixeiro que tenha algu-
ma pratica de ferragens e quo queira ir para a
villa do Pihr, as Alagoas : trata-se na ra da
Cadea do Recife n, 56, loja de ferragens.
Precisa-se de urna mulher para comprar o
diario de casa e levar 2 meninas a escola
ra do Trapiche n 20.
BU
V
Precisa-se de urna
Perdeu-se no da 14 do corrente, ura era-
brolho contendo um palito! e urna rollete de ca-
gemir, era viagem do Recife para a Passagem
da Magdalena : quera o achou querendo restitu-!
lo dirija-se ao trapiche da Companhia, largo do!
Corpo Santo, que ser iccompeosado.
ama forra ou caplva para
lodo o servico de urna casa do pouca familia : a
tratar na ra da Cadcia do Recife n. 19, arma-
zem.
Pede-se ao Sr. Joo Paulo Ferreira o obse-
quio de comparecer na loja n. 54 da ra da Ca-
dea do Recife.
Cm moco portuguez, guarda-livrosde urna
casa commercal, desej desta se desarrumar para
se empregar era urna outra : quem precisar dei-
xe carta fachada nesta fvpographiasobasnciaes
Aluga-se a casa n. 179 da ra Imporhl
contendo dous andares esolo : quem a preten-
der, dirija-se ra da Aurora n. 3C.

msm
VI.
Ra Larga do Rosario numero
O dono deste eslabelecimenlo, nao poupando
I exforcos para bera servir aos seus freguezes. tero
Aluga-se uraa casa no Poco da Panella.du- determinado faztrsorvete lodos os dias, prep-
rame a festa, cora bons commodos e muito perto rados com todo o aceio o por menos preco do
' quo cm outra qualquer parte. Ser ocioso dizer
do Ro : na ra do Queimado, botica n. 15.
Aluga-se urna casa lorrea na ra da Con-
ceicao n. 7 ; quera pretender, dirija-se a ra do
Queimado n. 55.
Aluga-se urna casa terrea na ra Imperial :
a tralar na ra do Queimado n 53.
Aluga-se um sobrado de ura andar, por
preco commodo : na ra da Mangueira da Boa-
Vista n. 6 : a tratar no mesmo.
Aos senhores estudantes.
Aluga-se o sobrado de ura s andar na ra da
Imperatriz n. 23 : a tralar na serrara por baxo
do mesmo. Na mesma aluga-se uraa casa ler-
rca sita na ra do Socego, no Campo Verde.
Precisa-se do urna ama que cozinhe o tri-
vial e engorame alguma cousa, para casa de ho-
rnera solleiro : na ra das Cinco Ponas n. 38,
padaria. Na mesma precisa-so de um preto para I
o servico da mesma, nao duvidando pagar bom
ordenado, e se aflanca bom Iralameuto.
aos meus freguezes que a qualquer hora do dia
se enconlram bons lanches, e fornece comida
para fra.
Na ra do Itnngel n. 73 aluga-se carrocas
para carregar trastes mas barato do que em
outra parte.
mi
Efe

Fazendas e de miudezas. i
efe
m
m
feS Em casa de A,,gl,sto C. do Abren, lia para vender ma completo Gfi
sortimento de perfumaras, constando de leos, banlias, pos para gg
jggg) cientos, saho, extractos, a&uas de cheiro e muitos outros artifes dos <-
$3S melhores perfumistas de Londres e Pars. /^S?
O
EXTRACTO
GOMPOSTO DE
MJA IPAMUM ID DR* TOWMSI
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECCAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
_________________ O ohimico e medico celebre de \cw York-
A GRANDE SUPERIORIDADE DO
TRACTO FLUIDO COM POSTO
DE
SALSA PARRILHA
Anda resta para alugar-se 2 casas
na Torre, com commodos para familia,
assim como uto sitio com toda propor- ExpUca 8e elo "8e"e~extraordinario
cao para grande familia : a lallar no J ,,-; "L..lJ^ JT" -I
mesmo lugar com o seu propnetario
Francisco Jos Arantes.
Aluga-se.
Ainda est por alugar-so o priraeiro andar da
ra Nova n. 07, com excellentes commodos e
muito aceiada: ttala-se ua ra da Crnz n. 45,
escriptorio.
Eiisino tlieorico pratico.
O abaixo assignado, professor de conslruccao
naval licencionado pelo governo da provincia,
tem aborto em sua casa na ra do Nogueira o. 7,
urna aula de pilolagem, e ensina arythmelicai
geometria, geographia e trigonometra plana
espherica para a mesma pilolagem.
Jos Elias Machado Freir.
Aluga-se a casa da ra da Prata n. 44, oa-
ra armazem ou oulro qualquer estabelecimento :
a tratar com Eiras & Irmo, na travesa do Pa-
teo do Paraizo n. 16.
COMPANHIA
DO
Nao se tendo reunido numero legal
de votos para ter lugar a assemblea ge-
ral dos Srs. accionistas, sao os mesmos
convidados pela segunda vez a se reuni-
rem no dia 21 do corrente ao meio da
no escriptorio da companhia ra do
Cabug' n. 16, priraeiro andar, para
tratarem de negocios importantes da
companhia que teem de ser submetti-
dos 8 sua deliberadlo e bem assim ap-
provarem o orcamento de receita e des-
peza decretando o 25* dividendo, ad-
vertndo-se que havera' sessao comqual-
quer numero de votos que comparece-
rem de contormidade com o art. add-
tvo ao 16 dos estatutos.
Escriptorio da companhia do Bebe-
ribe 16 de novembro de 1860.
O secretario,
Manoel Gentil da Costa Alves.
miraculoso effeilo no
e quasi
sangue.
Cada um sabe que a saude ou a inlermidade
depende directamente do estado deste FL0ID0 vi-
tal. Isto lia de ser, visto o partido importante
que lem na economa animal.
A quaulidade do sangue n'um homem d'es-
talura mediana ost avaliada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oito arrateis. Era cada
pulsacao duas oocas sahem do corago nos bofas
e llalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de quatro minutos. Urna dis-
posigao extensiva tem sido formada e destinada
com aJmiravel sabedoria a deslribuir e fazer
circular esta corrbnte db vida por todas as
parles da organisaco. Deste modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
foole de inferraidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se emprenha
de materias ftidas ou corrompidas, diffunde
com vblocidaob elctrica a corrupcao as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca->e para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
al cada orgo e cada leagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulando evidentemente se faz um engenho
poderoso de doen?a. Nao obstante pode lam-
bem obrar com igual poder na erigao de saude.
Estivcsse o corpo infecionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smenie o san-
gue pode fazer-se puro e saudavel ficar superior
a doenca e inevilavelmente a expedir da cons-
tituisao.
O grande manancial de doenca enlao como
d' aqu consta no fluido circulante^ nenhum
medicamento que nao obra directamente sobre el-
le para purificar e renova-lo,possue algara direi-
to ao cuidado do publico.
O sangue I O sangue o ponto no qual
se ha mysier lixar a atiendo.
O ORIGINAL E O GINUINO!
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
X- New-York, bavemos vendido durante muitos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideraran lo ser o exiracto original o ge-
nuino da salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este nome foi apresen-
tado ao publico,
ROYD & PAUL. 40 Conlandl Street.
WALTER. B TOVV.NSEND Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS& BAZARD, 121 Maulen Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J.& J F. TRIPPE. 92 Maiden Lae.
GRAHaMA Co, 10 Od Llip.
SG lOO & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R.B. HAV1LAND & Co, Office 177 Broad-
wajr.
JACKSON, ROBINS & Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86 William Street.
WM. NDERHILL, Junr, 183 Water Street.
DAVIDT. LANMAiN, 60 Water Street.
MAR-H & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOO, 139 Mai-
den l.one.
PENFOLD, CLAY& Co, 4 Flelcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fullon Street.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, 104 &
!06JobnSL
LEWIS & PRICE 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
lOAslor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN ^ CO, 107 Water
Slreat.
POU & PALANCA. 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Slreot.
ROST & HOUGHTON. 83 John Street.
I. MINOR & CO. 214 Futon Street.
INGERSOLL& BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPH E TfilPM. 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortlandt
Street.
HAYDOCK, C0RLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDUSER, 178 Greenwch
Street.
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOS AARVORE E SU\SFRU-
TAS ,
E IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus F.ffeitos.
O estrado composto de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend esla
0 MEIN (AMENTO LM POYO
Adata-so io raaravilhosamente a conslitui^uo
que pode ser ulilisado em quasi todas as enfermi-
ONDE E DEBILIDADE,
fortalece;
ONDE E CURRUPg A O,
purifica;
ONDE HE PODR DA O,
ALIMPA.
Este medicamento celebrado que lao grande
servicos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspeejao directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade de New-York, cuja cer-
tido e assignatura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSAPARRILHA
DO DB. TOWNSEND-
O grande purlficatlor do sangue
CURANDO
O Herpes
A Hervsipbla,
A Adstriccaodo vbn-
TRE,
As Alporcas
Os Effeitos 00 A/OU-
GUB,
Dispepsia,
As Doencas,de figa-
do,
A Hydiopf.su.
A Impingb
As Ulceras,
O Rheumatismo,
As Chacas
A OED1LIDADE GERAL*
AS DOENCAS DE PELLE
AS BORRULHAS ^A CA-
RA,
As Tossesi,
Os Catarrhos, As Tsicas, btc.
OExlraclc acha-secontidoeragarrafas quadra-
das e garante-se ser mais forie e melhor era to-
do o respeito a algura outro purificador do san-
gue., conserva-;e era todos os climas por cer-
to sspaQo de tempo.
exterior
bem na
de^pel^verde ^ r8nal ^^^ M,MW d Df' Townsend tem a 8S'Sn*l-r e t certidio do Dr. J. R. Chlitton, na cap.
l iS np8tt: SLS^-New York'e em PwMmbaco na ruda Cra" -21 **** > -

X


DIARIO DE PERNAMBCO. QUABTA FEIRA 21 DE NOVEMBRO DE 1860
SaObado 24 u correle uiez, depois da au-
dieucia do Sr. l)r. juz municipal da segunda va-
ra, tura de ser arrematado, por ser a ultima pra-
ca, d reiiueriraento do teslatnenleiro do Bento
Fernandes do Passo, urna casa terrea n. 9, sita
iia Iravessa da Senzala Nova, e urna quinta parte
de outra terrea na ra do Fra de Pollas u. 70,
pjra pagamento do Sello da heranca.
O Dr. Mauoel Moreira Guerra contina a
prcstat-se aossenhores estudiles de Paculdade
de Direilocomo explicadorpara a occasio de
8cu estudo dos pontos para os actos: pode ser
encontrado na na da Matriz da Ron-Vista n. 24,
pela manha at as 10 horas, o a tardo das 4 coi
dimito.
Precisa-so alngar urna prala que engomme
e cosa, sendo soflicionle paga-so bem : procure
na ra da Cruz o. 42, oscriplorio, das 7 horas da
manha at as 4 da tarde.
* JMBmilMi8lB4MMMillMMMI
J* WTOflNnWBBeW MN JM i/am MBW 0BV j*t
Dentista de Paris.
15Ra Nova15 2
FredericoGautier, cirurgiao dentista,*^
faz todas as operace da sonarle e col-a
pfj loca denles artificiaes, ludo com aupe-*
^j, rioridade e perfeicao que as pessoasen-J
H tendidas Ihe recohecern.
itB Tero igua e pos dentifncios ele
Senda dos fabricantes arueriea-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casade Samuel?.
hoi.uon& ra da Senzala Nova n.52
Preparam-se bandejas enfeitadas com di-
versos modelos de bolinhos dos mais perfeitos
que lia era nosso mercado, para bailes, casamen-
to?, fastas do igrejas e solemnisar as formaturas
dos senhores acadmicos; ludo da forma que
torero as oncoraracudos: dirijim-se a ra da Pe-
nha n. 25.
Por cerlo.
OSr. Jos Antonio Rodrigues Canuto (Cazuqu)
queira ira fabrica Sebaslopool pagir os maleriaes
que devo ha mais de 2 annos.
COMPAMHIA
ALLIANCE,
stabcecitla m Londres
mnm u mu.
CAPITAL
CAaco mUYioes de libias
sterlinas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos sonhores negociantes, proprietarios de
caas, e a quom mais convier, que oslo plena-
mente autorisados pela dita companhia para ef-
fncluar seguros sobre edificios de lijlo e podra,
cobertns de lelha, e igualmente sobre osobjectos
quo contivorera os mesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer
qualidade.
>TTryYYTTTTTTTTTTTTTTlTTTY>
I DENTISTA FRANCEZ. 2
> Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 4
> rangoiras 15. Na mesma casa tem agua M
p dentifico. ^
50$ de gralificaeao.
Furtarara hoje (16) do lugar do Giqoi, 2 ca-
vallos com os signaes seguintes : um alaso ro-{
silho, em grao, de segunda muda, com duas mar- '
cas de feridas sobre os rins, ferrado em cima da |
anca e do lado direilo, bom andador; nutro car- i
do vermelho, novo, grande, bom passeiro, tam-j
bem ferrado : quem os apprehendcr, pode en- I
trega-los nesta praca ao Sr. Ignacio Ferreira da i
Costa, as Cinco Ponas, e no Altinlio ao rev- I
rondo vigario, ou ao abaixo assigoado na povoa- [
cao da Jurema, que receber 50 do gratificaco.
liiogo Ilcnriques de Souza.
Alugam-se
na povoaco de Reberibo 3 casas para passar a
fosta, todas caiadis e pinlidas, com banhoalraz,
do encllente e encantador rio do roesmo nomo,
sendo urna para grande familia, ou casa de hotel, j
com 7 quartos, 2 salas, cozinha lora, estribarla
para 1 a 12 cavallos, urna grande planta de ca-
lora e cercado para vacc de lcite ; outra cora
quartos, cozioha e quintal murado ; o a ultima
com 3 quartos, 2 salas e cozinha fra : quem as
pretender falle com o professor publico do lugar,
que dir quem as oltorece por procos mui razoa-
veia.
Precisa-se de ura caixeiro para taberna : na
ra do I.ivramento n. 21.
Hermenegildo da Costa Gomes seguo para
ora da provincia.
Precisa-se do um caixeiro de 25 a 30 annos
de idade, para taberna, que tcoha pralica da nies-
ni.'i, dando fiador de sua conducta, o que se dar
bom ordenado : quom neslas circumslancias es-
liver dirija-se ra Imperial n. 33, das 6 horas
da manha s 9, e a larde das 4 em dianle.
Buhar do commercio.
Bairro do Recife.
Ra do Torres n. 12.
F.sto esiabelecimento estar aberlo lodos os
dias das 9 horas da manha em dianle.
Kalkmana I raos <& G. a visara ao
respeitavel corpo do commercio que
foram Horneados agentes nesta praca das
i:ompanlnas de segaros matitimos de
Hainhurgo-
Ensino de msica.
Offerece-separa leccionarosolfejo.comolam-
bem a locar varios instrumentos; dando as li-
coes das 7 horas s 9 1 (.2 da noitera tratar na rus
da Roda n 50.
V8&SBQ
CASA
r*)
NO
Asignatura de banhos frios, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,...........
30 canoas paraos dilosbanhos tomadoseni qualquer lempo......
15'aDilos dito dito dito ......
7 ...;..
Banhosivulsos, aromticos, salgados esulphurososaosprecos annuneiados.
Esiaraduccao de precos facilitar ao respeitavel publico ogozo das vantagens que resultara
da frequenciadeum esiabelecimento deuma uiilidadeincontesiavel,mas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, anda pouco conhecida e apreciada:
109000
i.'>9000
89000
4 #000
Estando a confeccionar se o almunak
civil, administrativo, comraei cial, agr-
cola e industrial da provincia, rogase
aos Srs. que tem de ser nelle incluidos
de inandarem sitas declaracoes de mo-
radia e estabelecimentos a'' livraria n.
6 e 8 da praca da Independercia e o
mesmo se pede aos Srs. de
rendeiros.
engenhoe
NATURALLE BE VICHY
Deposito na boticafranceza rna da Cruz n.22
Remedio infallivel contra as agnorrhas antigs e recentes.
nico deposito na botica francesa, ra da Cruz n. 22.
Preco do frasco 3000.
3-Rua estreita do Rosario--3
Francisco Pinio Ozorio continua a col- &
locar denles artificiaes tanto por moio m de molas como pela prcsso do ar, nao =&
^ recebe paga alguma sem que as obras g
^ nao fiquem a vontade de seus donos, m
^ lera pozos e oulras preparacoes as mais
^ acreditadas para conservara da bocea mr
WWBMBW6 smm mmmmm
Precisa-se alagar urna preta que
sirva para vender na ra : nesta lypo
graphia se dir'.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama de lcilc : na ra da
Aurora n. 40, casa do Dr. Aguiar.
O abaixo asignado declara quo Joo Fer-
reira de Cnrvulho deixou de ser seu caixeiro des-
de o dia 16 do corrente mez. Recito 20 de uo-
vembro de 180.Joo Duarlo Maginario.
C ompras.
Beposilo das manufacturas impeviaes i\cvau^a.
Esie excelente fumo adiase depositado, direlamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBO A DOCARMO, o qual se vende por mseos do 2 hec torrara os a I3000e em porcaode
10 mseos para cima com descomo do 25 porcenlo ; no mesmo esiabelecimento acha-se tambem
o vordadeiro papel de linho para cigarros.
Por se nao tor reunido numero sufficienle pa-
ra mesa goral da irmandado do Senhor Rom
Jess da Va-Sacra da Santa Cruz no dia 11 do
crrante, porlanlo rogamos a indos os nossos
amados irmos para que comparocam no dia 22
do mesmo corrente mezas 4 horas da lardo por
I se tor de (ralar do negocios urgentes.
Manocl da Silva Bastos,
Escrivao.
CASA DE aH*
DOS
Sita em Sanio Amaro.
Esteestahelecimenlocontinua debaixoda administracio dos pro- ffifa
pnetarios a receher doenles de qualquer naturezaott catheporia que S!
j seia. J?F;
X O zelo e cuidado all empregados para o prompto restabelecimen* v
^^ to dos doentegeralmente conhecido. '^l
pg Quem se quizerutilisai pode dirigir-sc as casas dos proprietarios S)(
ytf amoos moradores na ra Nova, ou entender-se cora o regente no esla- *5
$1$ taheleciniento.
Reforma de precos.
!Sf*
Escravos. .
Marujos e criados, .
Primeira classe ?> e.
As operac/ies serao previamente ajustadas.
2..-000
2.S00
5/i.OO
Calcado barato.
JouoJos Pere.ra, com loja c fabrica decalcado na larga do Rosario d. 12, lem a honra
de avisar so respeitavel publico e com especialidado a seus freguezes que lia ahogado noucos
das de Piris em direilura a sua loja, um compldo sortimenlo de aviamentos para calcados- aaui
acharuo os aviamentos precisse dos mais afamados fabricanles da Kuropa como bem soiam'- sola
do fabricante F'oneFrere. castor, couros de lustre, pellica, bezerro, courode porco, o as mui 'nrc-
ciosas formas Mellius, o que presentemente nao enconirarao em outra qualquer fabrica aaui em
lernambucoeoulros muilosobjeclos tendentes a estamesma arto que seria enfadonlio menciona-los
Aqu acharao aquelles que presara a mao d'obra de um artista brasileiro, pelo zelo no seu traba-
Iho, promp .dao, delicadeza e segornnea. O aununciante da-so por muilo salisfeito ao menos era
mostrar sua fazenda o f..zer a capacitar mais de pcrlo a seus freguezes da vrracidade do que aeaba
de expor que s com vista se poderi ter mais fe, e a vista pois dos freguezes a sua fa'.onda ero
que por cerlo nao dentario do dar o devido apreco cn<-arregando-so o mesmo annuncianle de ga-
lislazer ao respeitavel publico e seus freguezes do qualquer encommenda que Ihe seia feila com a
maior proraptidao e pelo que e posslvel enconlrar-seera um artista deslroe zeloso
Ama
Precisa-se do urna ama para casa de pouca fa-
milia ; na ra Nova n. 5, loja.
Muit i se desoja fallar com os sennores abai-
xo declarados, na ruado Queimado n. 39, loja.
Antonio Jos deAmorim.
Antonio Francisco da Silva.
Manuel Jos Mitote Meiriz.
Joaquina Jos Bolelho.
O abaixo assignado, arromalante da massa
fallida de Tarrido & Veiga, faz sciente aos deve-
dores da mesma massa, que venham pagar suas
cuntas na ra do Imperador n 17, segundo an-
dar, defronte de S. Francisco ; e aquello que nao
cumprir cstodever, ser chamado pelo nome por
esto jornal. Outrosim declara mais que lem en-
carregado o Sr. Jos Bento de Souza para rece-
ber dividas da dita massa.
Collegio de Bemlka.
r.ste esiabelecimento precisa de um coziohei-
ro o de urna ama governante.
O photographo F. Vilella mudou o seu s-
t bclecimenio de retratos da ra Nova n. 18 psra
a roa do Cabug n. 18, aonde continua.
Precisa-se de urna ama forra ou
captiva para casa de familia: na ra da
Cadeta do Recife n. 53, tereciro andar-
CONSULTORIO
COMPAMHA DA VIA FRREA
DO
Recife ao rio Sao Francisco.
Com a aulorisacao do governo a corapnnlua
I offerece a receber proposlas para a condueco de
iassucarese mais merca lorias, desdo a eslacao
das Cinco Ponas al o Recito e vicc-versa das
| mercadorias para o interior. A proposta devera
einprehender a boa guarda o entrega dos mes-
mos no Recite as partes contratantes, tomando
sobrejsi toda o qui|quer responsabilidade, dando
; a companhia urna garanta sullicecte para o fiel
execuco do contrato. Dever a proi>osta decla-
rar aonde se prope desembarcar o recolhcr as
mercaderas,
itecebem-se proposlas al 29 do prsenle mez
| dirigidas ao superintendente da via frrea. Es-
criptoriu da companhia ra do Crespo, onde se
, dar toda a informarao cin detalhe quem pre-
cisar.
/; //. Jlramah.
Aluga-se urna casa na Passagem
da Magdalena com cxcellentes commo-
dos para urna grande familia pastar a
festa, junto a ponte grande, com pti-
mo hanlio no fundo: as pessoas que
I pretendern dirijam-se s ra Direita
numero ~>.
A mesa regedora da irmandade
! do Santissimo Sacramento da Boa-Vista,
! convida a todos os seu? irmos para
comparecarem no dis 25 do corrente
as horas da tarde no consistorio du
I mesma irmandade, aim deacompanha-
1 rem a procissao de Corpus Christi, por
convite de S Exea. Rvmda. Recife 19
de nnvemhio de 18G0. O escrivao, G.
: A. Martins Pereira.
Boga-se a pessoa quo por engao levou de
bordo do vapor Oyapock, junio com sua baga*
geni, um caixote com direceo ao Exm. Sr. pre-
sidente desta provincia, o obsequio do dar parlo
no largo do Forte do Mallos n. 1, ou fazo-lo en-
tregar ao mesmo Exm. Sr.
Aluga-se um mualo de 18 annos de idade,
proprio para criado : quem pretender, dirja-se
ao oilao da matriz do Santo Antonio n. 16.
Roga-se ao senhor esludenlo do 5." anno
da Faculdadc de direilo do Recife, que declarou
o auc bem sabe ao portador, que ltimamente
foicobrar-lhe o dinheiro, queainda esla a dever
a urna pobre e honesta mulher, quo, a pedido
seu, Ibc mandava lavar e engommar a roupa (e
islo ha mais do 18 mezes) quese nao quer en-
xovalhara classe a que perlence, o a provincia
do........ d'ondc llllio, mande quaulo autos pa-
gar o que ainda resta de seu anligo debito, do
I contrario, niio se altlija Smc, se dentro do tres
j dias, que anda se Ihe d de espera, liver do ver
I o seu nome estampado por extenso neste Diario,
e bem historiada essa vergonhosa divida, que lan-
o o irrita, e o leva a amea^ar aos portadores que
vao procurar a justa
alheio.
Corapram-sn3 pesos de duas arrobas : na
ra Direila n.|8.
Comprnra-se 40 a 50 travs de !0 palmos
decomprimenio, do boas qualidades ; a tratar
na ra da Imperalriz n. 66. padaria.
Compram-se duas casas terreas, quem as
liver dirija-se ra da Cadeia do Recito n.52,
segundo andar, at os 10 horas da manhaa.
Compram-sc al 150 travs de 10 a 15 pal-
mos e que sejam. de qualidade: a# tratar no es-
criplorio deManoel Gonralves da Silva, na ra
da Cadeia do Itecifc.
Na ra do Arago n. 40, compra-se um
braco de lipuia em bom estado.
Compram-se
escravos de ambos os sexos para fra da provin-
cia, lendo boas figuras e sendo sadias, paga-se
bem : no escriptorio de Francisco Malhias Pe-
reira da Cosa na ra Direita n. 66. I_________
Compra-so l^P01 diario para embrulho a fflHflrfflBBH W>^iB-MKieai8MB
W rs. a libra ; da ra dosCuararapes n. 42, re-' '
finaco.
Na ra da Cruz n. 33, compram-se escravos
de ambos os sexos, e agradando, nao se duvida
pagar bem.
Novas peiiias*
Cassa ua franceza o cov.ido a 2(0 rs., chitas*'
rW!^ liudissimospadrocs 0 covado
a 840, 0 a "200 r. : na ra do (Jucimado o. i u-n
Pecbincha
Defronle da igreja da Concei-
codos Militares.
Nalojan. 42darua Nova lorram-se fazendas
por p ecos mu.lo baratos, como sejam
Chitas francezas largas c finas de excellenle
padioes, claros o escuros a 220. 240. 260 o S
rs. o covado, lilas hamburguezas o melhor pos-
sivel a 320 o rovado, organdys de ricos e vaca-
dos goslos a /20 a vara, cambraia de ulpicos
brancos e de cotes com 4 palmos do lireura a
4J50a peca, dita lapada muilo fina com 10 vn
ras a 4'800 e (iJJ. chaies de merino liso ruuo
finos a 4i00, oilos muito ricos estampados a 7*
ditos napolitanos, fazenda inteiramei.te nova !
7|50O, diios escocezes pona redonda n 13# cada
uro, e oulras multas fazendas de goslo c qualida-
de, que se vender a voniado dos senhores com-
pradores, e do todas dar-so-hao amostras com
peiihor.
Compram-se Diarios para embrulho: na
taberna da ra dos Martyrios n. 36.
Compra-se urna balanca decimal em bom
estado : na fabrica do Franca, ra nova de San-
la Rita.
iCalcado Mellis.
Vende-so na ra do Crespo n. 17 cal-
cado Mellis ullimamenlc chocado de
Pars.
m
vg9sem-
Vendas.
ntremelos e liras
bordadas. i
Vondo-se mui bonitos enlremeios e tiras bor- l
dadas em fina cambraia, obras mu bem acaba-
das, os ntremelos pelos barntissimos precos de
18600, 2$ e 2#40O a peca c as tiras bordadas por
2*. 2*500, 3$, 4, 5ge6#. Avista da suporto-
ridade da fazendu ningoem deixar de comprar e
paraisso dirijam-se a ra do toeimado loja da'
aguia branca n. 16.
E" o ullirno goslo.' :
Superiores gurguroes de'seda de quadrinhos,
de lindos padroes, pelo baialissimo preco de 1;
o covado, grosdenaples liso de lindas cores a 25
o covado. corles de laa muilo fina com 15 cova-
dos, padroes muilo bonitos a 8j>, ditas dequadros
padroes tambera rauito bonitos a 480 rs. o cova-
do, chales de cores, padroes inteiramentc novos
a ljf rs. o covado ; aproveilem em quaulo se nao i
acaba : na ruu do (Jueimado n. 22, loja de
boa-f.
E' baralissimo. !
Palils de brim branco muilo bem feilos e pro-
pros para a presente estarlo, pelo baralissimo i
preco de 5jJ cada um : na ra do Oueimado n.
22, loja da bea-f. i
Vcndero-se saceos com farelo do Lisboa
chegado ltimamente : na iravessa da Madre d
Dos n. lo.
IA loja de (maraes |
k Villar. i
Ruado Crespo n. 17. S
Receberam riquissimos corles de seda 3b
de coros de 2 saiss e prelos bordados a U
velludo, como vestidos de seda rxos t
bordados a velludo proprios para senho- S
ras oras, manteletes de seda compridas
o oulras bordadas com 2 bicos largos ri-
quissimas chapelinas de palha de Italia
e de sedas brancos c do cores para se-
nboras, cor es de cambraia brancos bor-
dados a 25, sabidas de baile ou capas
bordadas o melhor possivel e oulras a-
zendas de ultimo gosto.
Chales.
Ricos chales de merino estampados, de cores ;
muilo bonitas a 7jJ, dilos muilo finos a 8500,
ditos lisos a 53, ditos bordados a matiz a S^jOo,
na ra do Queimado 11.22, loja da boa-f.
Labyrinlos c biccos das
llhas. I
A loja d'aguia branca acaba de receher urna no-
vo e bonilo sortimenlo de labyrinlos e biccos das
Unas, obras j bem conhecidis por suas boas
qualidades o duraco. Os labyrinlos por suas
mui diversas larguras regulam de 250 a I&200 a ;
vara, e os biccos de 200 a 15000. Lns e oulros
saodesumma ulilidado. o por seo so tornam
necessarios para as familias. Vendera-se em dila
loja d'aguia braca, ra do Queimado n. 16.
Franjas de seda
dela e algodo.
Mu bonitas franjas de seda do diversas largu-
ras e cores a 500, 640 e 800 rs. a vara, ditas de i
laa a 2i0 e 320, dilas de algod.io brancas o pin- ;
tadas a 160 e 200 rs. a vara, todas proprias para
entones de veslidos o easaveques, dilas com bor- '
loiase lisas, com mui bonitos lavrores, proprias
para cortinados, loalhas, cobertas, ele, lano
brancas como pintadas a 3j). 33500, 4*. 5g o 63
a peca : na loja d'aguia branca, ra do Queima-
do d. 10.
Iloneeas chinezas.
Mui bonitas bonecas de choro vestidas a chi-
neza aljJOcada una, assim como oulras tam-
bem elegantemente vestidas e de saias balao a
13500 : na leja da aguia branca, ra do Queima-
do n. 16
Brreles de seda
para padres
DO
1, IP &a IUDIB WWM.
MEDICO PARTEIRO E OPERADOR.
3III A DA ; LO I A, CAHJL DO FUDAO 3
CWmca por ai\t\>os os syalemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultos todos os dias pela manha, e de tarde depois de 4
horas. Contrata partidos psra curar annualmenle, nao s para acidado, como para os en"eulios
Ou oulras propiedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manha e em caso
de urgencia oujra qualquer hora do dia ou da noile, sendo por escriptoem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
derao remetler seus bi I beles botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
livros do Sr. Jost; Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nassa loja e na casa do annuncianle aehar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos lio meor aleos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes...........10*000
Dita de 24 ditos.................155OOO
Dita de 36 ditos.................20?to00
Dita de 48 ditos................. 2">ro0O
Dita de 60 ditos................ 505000
Tubos avulsos cada um.......... 19000
Frascos de tinturas. ;............2000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. ele........205000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Moraes. .....,, 6500o
paga do honesto traballio
Manoel do Amparo Caj& C. avisara ao res-
peitavel corpo do commercio e As pessoas que
Ihe sao dovedoras, quo o Sr. Joo Antonio de
Vasconcellos deixou de ser caixeiro de cobranca
de sua caga desde o dia 10 do correnle, e que nao
se respons%ilisa por qualquer compra por elle
1 inda estar em casa dos annun-
feila, dizeu
ciantes.
Fugio
na, de une
mais o
bem esp;
camisa
dia 17 do correnta a preta Caeta-
Costa, idade de 40 annos, pouco
os, estatura alta, secca do corpo o
ada ; levou vestido de algodo azul,
algodo branco c panno da Costa azul,
costuma andar com um panno amarrado na tes-
ta, tem cabellos brancos na frente da cabeca :
quera a pegar, leve a ra das l.arangeiras n. *18,
que ser recompensado ; assim como protesta-
so com o rigor da le contra quem a liver acou-
lado.
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 1 annos,
que tenha pralica de taberna ou sem ella : no
becco do Monteiro n. 6.
Jos Pereira da Costa Pacheco declara ao
publico que mudou seu nome para Jos Walfrido
Pereira Pacheco por eucontrar outro de igual
nome.
Aluga-se urna C3sa que tem commodos pa-
ra grande familia, com arvoredos do fructo, com
baixadecapim.no Poco da Panella, para se pas-
sar a fesla, em frente a casa do Sr. Gibson : quem
a pretender, dirija-se Fra de Portas, a fallar
coro Manoel da Silva Nevos.
Vende-se urna carroca nova para cavallo :
na ra da Concordia, tenda do ferreiro defronte
do armazem do sol.
Vende-se urna mulata perfeila engomma-
deira o perita cozinheira e lavadeira, de idade
pouco mais ou menos, de 25 annos ; quem a pre-
tender, dirija-se a ra do Queimado o. 51, loja.
Ainda contina a estar para se vender,
permutar por casa nesta cidude, e em ultimo ca-
so, arrenda-se a quem zer as obras e concertos
que a casa precisar, sendo descontada a quaolia
gasta do aluguel que tiver de pagar, o sitio da
iravessa do Remedio na freguezia dos Afogados
n. 21 ; quem o pretender, entenda-se com seu
propietario na ra de S. Francisco, como quem
vai para a ra Bella, sobrado n. 10, ou na alan-
dega, aonde e embregado,
Finos brreles prelos do seda para padres a 2$
cada um : na loja da aguia branca, ra do Quei-
mado n. 16.
Bramante
bretanhaseatoalliado
Na loja da boa f. na roa do Queimado n. 22,
vende-so bramante de linho muito fino cora duas
varas de largura, pelo baralissimo preco de 2|400
a vara, bretanha do lioho muilo fina e muito
larga a 20. 22g c 24 a peca com 30/*ardas.
atoalhado de algodo com duas larguras a ljlOO
a vara, dito de linho muito superior, tambera
com duas larguras a '-i a vara, ; na ra do Quei-
mado n. 22, na loja da boa f.
Algodo monslro.
Vende-se algodo monstro com duas larguras,
muito proprio para toalhas e lenres por dispen-
sar toda e qualquer costura, pelo baralissimo
prego de 600 rs. a vara ; na ra do Queimado n.
22, na loja da boa f.
Um escaler
Vende-se um escaler novo por commodo pre-
co ; a tratar na ra do Vigario n. 27.
Aos senhores proprietarios de
eugenhos.
Vende-se um vapor com todos os seus compe-
tentes, tendo a torca do 8 cavallos, preco razoa-
vel; os senhores que protenderem, dirijam-se a
ra da Aurora n. 32, em casa do Sr. Roben Ruk-
palrick.
Macas e peras
de todas as qualidades que exislera em Portugal,
tanto em porco como a retalho, sem lemile de
preco : vend-se nicamente no armazem Pro-
gresso do Duarte & Irmao, no largo da Penha
numero 8.
Vende-se um preto de meia idade, ptimo
cozioheiro : na ra Direita n. 123.
Vende-se urna linda vacca turina
panda de primeira barriga com um
ormozissimo bezerro de raca pura:a
quem pretender dirija-ie a e$ta typo-
graphia.
Rival sem segundo.
Na^'Ja de miudezas da ra do Queimado n.
oo, defronte do sobrado novo ha para vender
polos diminutos precos os seguintes artigos :
Duzia de saboneles muilo finos a 6UOrs.
Carloes de clcheles com duas ordens a 20 r<.
Canas de clcheles balidos a 00 rs.
Duziade mcias cruas para homem a 3.
Dila de dilas para senhora a 3500.
Pares de raeias para senhora a 300 rs.
Latas com banha muilo fina a 500 rs.
lscas para acenler charutos, caixa a 00 rs
Phosphoros em caixa de folha a 120 rs.
Carlas do alineles muito finos a 100 rs
Caixis de agulhas francezas a 120 rs.
Pares de sap.itos de tranca de algodo a l;j.
Frascos de macass peroa a 200 rs.
Ditos de dito oleo a 120 rs.
Duzia do fac&s e garfos, cabo prelo, a .IR.
Pares de sapatos de laa para meninos a 200 r
Ditos de luvas de cor fio de Escocia a 320.
Massos de grarnpas muito finas a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouras muilo finas para coslura a 500 rs.
Dilas ditas para unhas a 500 rs
Tecas de franja de laa com 10 varas a 800 rs.
Ditas de tranca cora 10 varas a 320.
Linha Pedro V, carlo com 20 jardas a (0 rs.
Dila com 100 jardas a 20 rs.
Escoyas para denles muilo finas a 200 rs.
Cordo imperial fino e grosso a 10 rs.
Oleo de babosa muilo fino (frasco! 400 rs.
Fiiinhas estrellas para enfeitar vestidos a 800
rs. a peca.
Labyrinlhos de muilo bonitos costos por lodo
o preco. '
Cordes para enCar esparlilho muito grandes
a 100 rs.
l>ilo para dito pequeos a 80 rs.
Peras de tranca de linho com 10 varas a 200 rs.
mAS d0 traniade scda Proa com 10 varas u
Vara do dita a 100 rs.
Pares do meas de cores para meninos a 160.
Causa para rap muilo finas a 1.
I.inha rara marcar (caixa do lf> nvelos) a 320.
Liquidado de roupas leitas
com 50 0i0 de abate, na na
Nova n. 47, junio a Coneei-
eao dos Militares.
Casacas de panuo fino de 20 a 30.
Ditas para menino de 16 a 20
Calcas do casemira de cor de 6 a 8J.
Duas de dila preta finas de 8 a 10g.
Dilas de brim oo linho a 155(10 e 5.
Dilas de dito para meninos a 1$500 ot.
Palelots de brim para homem a 3 e 55.
Ditos de casemira de cor a 10 o 18.
Ditos de dita prelos a 10 e 20.
Colletesde velludo a 7 e8.
Ditos de gorguro a c6.
Ditos de fuslao a 1500 c 2-
Camisas francezas, duzia a 20.
Cortes de velludo a 5 e 6.
Fardas para guardas a 8 e 10$.
Casemira fina entestada a 3.
Brins em varas e covados. de diversos precos,
e oulras mais fazendas, tudo por baralo preco*.
No armazem de farinha de trigo no caes do
Hamos u. 18, vende-se oleo proprio para can-
dieiros americanos, a lata de 5 gallees por 16,
sendo o preco augmentado em consequencia do
ter pago na ilfandega desta vez o duplo dos di-
reitos qne lem pago d'anles.
Vende-se luvas de camurca branca o
amarella para os officiaes do cacadores, ft
infamara e cavallaria, dilas pretas para' &
artilharia : na loja de Nabuco & C. na W
m ra Nova n. 2. S.
Ruada Senzala antigo depo-
sito do gelo.
Vendem-se barricas com macaes de
muito boa qualidade vindas no "gelo a
6$ a barrica, assim como o gelo a 4$ ,1
arroba, o deposito estar' aberto todos
os das das 9 horas da manhSa as 5 da
tarde.
Julio & Conrado
querendo acabar um resto de camas de ferro, lem
resolvido a venderem por 155, 20 e 25.
Ultimo tom.
Alpaca de seda de quadros a chinoza, vindasa
primeira vez ao mercado : em casa de Julio A
Conrado.
a mm.
Chapeos de sol de seda para homem
a 5$ cada um e em porco de urna du-
zia para cima far-se-ha 10 por cento
de abate : na ra Nova n. 23, esquina
da Cambo do Carmo.
J


m
1
r
43T- Km ireiia 45
ESCOLHIDO SORTIME1Y1O
FUNDICAO
DIARIO DE PERBAMBUCO. Ql ARTA fElBA 21 DE 1VOVRMRRO DE 1860.
Seus propne ariosi oFereeera a seus numerosos fregueres e ao pubbico em geral, toda e qual-
quer obra manufaturada en seu reeonhoeido eslabelicmento a saber: machinas de vapor de iodos
os Umanbos, rodas d agua para engenhos, lodas de ferro ou para cubos de madeira, moendas e
metas moendas, tachas de ferro batido e fundido de todos os lmannos, guindastes, guinchos e
# ( bombas, rodas, rodetes aguilhoas e boceas para Tomaina, machinas para amassar mandioca para
_ descarocer algodao. prendas para mandioca e oleo de ricini, portoes gradara, columnas e moi-
Vprnximando-se o lempo festivo, e sendo n- nhos de venlo, arados, cu tivadores, nontes eaderi* hnmm iw.;.c \vn.Ln u. .
dispensare! que as lindas e amovis f.lhas da as obras de marinismo Fwpiii, ..i Cade,,rM panqus, bolas, alvorengas, botes e todas
opulenta e potica Mauricea se previnam do que ,, r % fclecu,-M qualquer obra seja qual for sua nalureza pelos desenhos ou
ssario para o resguardo dos seus mimosos mo,ues1"e Para lal m 'rom aprestados. Recebom-se encommendas nesteesiabelecraenio na
(minos ps; allendendo tambera a que i r"a do B-
fi noce
o peque
una crinolina empavesada nao pode estar de
acord com urna botina acalcanhada ou desco-
'i la, assim como una cavalheiro de calca aliio,
i:om um borzeguim estragado, far urna trislo
figura vis-a-vis de urna bella; considerarnos tao
ajeriadas actmram no espirito do proprietariodo
eslabeleciracnto, j> tao conhecido pela tnodici-
de dos preco do seu calcado, para reduzi-los
anda maia, munindo-se d um abundante sor-
limenloesom defoito, que aprsenla aos seus
benigno! freguezes (moeda em punho) pelos
procos aboli :
ttoupa feia para liquidar
na luadalmperariz n. 60,
loja de Gama & Silva.
, aCa QaK de "s,cmLira de c<>r muilo finas a 7/, di-
as de bnm de linho branroa muilo fino a 4 di-
tas de gorgutao escuro a 3, dilasde brins de co-
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para Tender em
eu armazem, na pracado Corpo Santo n. 11,
alguna pianos do ultimo gosto, recentimente
Scnhoras
lorzeguius 52 i 59. .
Ditos ditos.......
Dilos ditos.......
Meninas
Boizeguins 20 a 51. .
Ditos Ij a 28......
Dilos 1S a2'i......
Homein
Rorzeguins. ......
Ditos.........
Ditos prova de fbfto e d'agtia.
Ditos.........
Meios Imv.cguins de luitrc. .
SapatOes com elstico e lustre.
Dio; arranca palle, bezerro. .
Dilos de bezerro. ,
Meninos
, --------------- ,_, oiiiuiiiiiii.-iiuaa lioilo CSIUUCieUllDeiUO 110
.1' Ti 8na t[,aJ Colle8o hoja do Imperador n.65 moradia do caxeiro do os-i
qXrobra aqU,m ^ CS,a Perera' Cm W' 'relendeIlles se PJe emende? pa j
.^800
4 500
4#0U0
r>,s-800
Sita na ra Iai|tral n
f mmu fif iif m.
Sapat Ditos........
Hj tambera n.n variado sorlimonlo do todas as
classes o preces inflmos, sendo os annunciados
somente de primeira classe.
11 e lio junto a falu--a le sahau.
DE
Sebaslio J. da Suva dirigidaporoFrancisc Bel miro da Cosa.
Nesle eslabelccimento ha sempre promptos alambiques de cobre da difireme* dimen-
Kl^eSOW.SOOOfj simples e dobra ios, para dislar agurdenla, aprateos destilados
? rantinuos para resillar e destilar espiritad com graduaco at 40 graos (pela graduado de Sellen
l.ariier, dos melhoressyslemas hoja a p pro vados e conhecidos nesla e outras provincias do impori-
90O -aS da lJas asdim',ntS. airantea e de repudio, lano de cobre como de bronze e ferro
X^nnl0rneiraS,d0 bronzed,! lodas asdimencoese feitios para alarabijues, tanques etc., parafusos de
a^nn- i fe "1 ro,,as d aua PtfrUs P fornalhas e erivoa de forro, tubos de cobre e
mam LoJde, loJas M*ns50J para aecanmuntos camas de ferro com armario e sem elle,
1*000 fugoes de ferro potaveis e econmicos, tachase lachos Je cobre, fundos do alambique. pasa-
0,s000deiras, espumadeiras, coccos para engenlio, follia de landes, chumbo om lencol e barra zneo
5$000 e lencol e barra, hincos o amellas de cobre, lences de ferro e latao, ferro suecia inffle
5.v(i00ide ,odasas d'-'nencoes, safras, tornos e folies para ferreiros olc.e outms muuos anios noj'
5.S-000 menosPr:0 Jo que emoulra qualquor parle, desempernndose toda e qualauer encaramen-
daccm prestesa o perfe.caoja conheciJa e para cjmnodida.lo dos freguezes que se di'narem
. honrarem-nos com a sua confianga. .chao na ra iN'ova n. 37, loja de ferragens, pessoa hab-
."sGOO llladaPa',a tomar notadas encommendas.
5^(000
ELOGIOS.
Vende-se em^asade Saunders Brothers*!
C. prarn do Corpo Sanio, relogios do afama
d>. abricante Roskell, por precos commodos
t i.irubem-ancellins e cadeias paraos mesnios
deezceellnte sosto.
3
3
*
C3 n>.ij rs Wf >-J> O ssl W> fl>Va>flMs*3
Seguro contra Pogo
e

mtbi
- 'I
LONDRES
ACENTES
J. Astley & Gompanhia.
HMM!
Vinlio do Porto, eenuino,
Bico do 1820.
Slomacal do 1830.
Precioso de 18 7.
As Oiuias.e em caixinhas, a dinheiro. por ba-
eecriptotio.: vcnde'so na rua do ''PchcF... 40,
CAL DE LISBOA,
nova e mnito bem acondicionada : naruadaCa-
dea do ttecilen. 38. primeiro andar.
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sorlraeiito de raleado frao-
cez, roupafeita, miudezas finas e perfumaras,
do por menos do que em outras partes : na lo-
do rajtac na rua Nova n. 7.
Clieguem ao barato
O Pregulosla queimando, em sua loja na,
rua do Qudimado n. 2.
Teijasdebretanha de rolo com 10 varas a
2-5, casemira escura infestada propria para cai-
ga, colleteet)alitolsa 930 rs. ocovado, cambraia
organdy de mnito boin gosto a 480 rs. a vara,
diialua transparente muilo fina a 35>, 4*, S9,
eG?Pa peca, dita lapada, com 10 varas a 53 e
65? 1 p i: 1, chitas largas de mo lernos e escollados
aadroesi 240, 260 e -280 rs. o covado. riquis- ;
Bimoschales de merino estampado a ? e 83,
ditos bordados oom tu.3 palmas, fazenda muito
delicada a 9-3 eaj, um. dilos com uraas pal-
ma, munofinos a 8-3300, ditos zos cora fran-
jas de seda a r>, lencos de cajsa com barra a
100, 1-20e ItJO ida um, rabias muilo finas pa-
ra sen horala 45 a Juzia, ditas de boa qualidade
a 3-3o 3*500 aduna, chitas francezas de ricos :
desenhos, para coberla a 280 rs. o covado, chi- |
tas escuras inglesas a 5*900 a poga.ea 160 rs.-
ocovado, brim branco do puro linho a 1),;
1O200 e 13I500 a vara, dito proto muito encor- I
padoa 19500 a vara, brillantina azula 400, rs. i
ocovado, alpacas de liTerentes cores a360rs. o
covado, cesemiras pretasfinas a 2*500, 39ej
3500ocovado, cambria preta e desalpicos a
;00rs. a vara, e oulrasnuilas fazendas que se!
fara patente ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhor.
mms%M2$ 9sm* &tmtmsmm
Altenco
i GIUSDE S0RTIJ1ENT0
fazendase obras leitasj
"Loja c anaaiem
DE !
ftQvRlQ,Ul i

Apechiucha, antes que se
acabe.
Na loja d.) Pregoica, na rua do Queimado n.
-. lomaaias baloes abenas, do ultimo goslo. pe-
o diminuto proco de 5*.
I
Vende-se
para
a
i
Formas de ferro
purgar assucar.
Ruchadas de ferro.
Ferro sueco.
espingardas.
ac de Trieste.
Pregos de cobre de com-
posicfio.
Barrllha'c cabos.
Brim de vela.
Os proprietarios deste eslabele-
cimento convidara ao respeilavel publico, princij.almenle aoe amigos do bom e barato que se
i ; achara om seu armazem de molhadus de novamenle surtido de gneros, os melhores nue tem
.i viudo a este mercado, por serem escollados por um dos socios na capial de Lisboa o por serem
a maioi- parle dellcs viudos por conta dos proprietarios.
g C\io colate
I j dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porco a 80O n,.
Mariaelada imperial
do afamado Abreu, e de outros mais fabricantes de aboa em latas de
rs., em porcao de so far algum obaiimenlo.
g Na rua do Queimadfi u. |
40, frente amarella.
^ Sorlimento completo do sobrocasuca de lj
Vg panno preto o decr a 25, 28, 30? e
jrja 35-5, casacas a 28*. 30 o 35, palilols dos f
mesmos pannos 20, 22* e 25$., dilos de ai
^ casemira de cor a 1G8 e 18*, ditos sac- ff
Si eos das mosmas casomiras modelo ingles t)
m casemira fina a 10, 12/14* e 15$, dilos ^
y?, saceos de alpaca prelo a 4$, dilos sobre 3j
TO fino de alpaca a 7, 8 e 9, dilos dme-
ri selim a 10$, dilos de merino cordo S
^ a 10$ e 12, ditos de sarja prola trancada !
g saceos a 6$, ditos sobrecasacos da mes- 5}
? raa 'azenda a 8?, ditos de fnslao de cor e j
^ branco a 4?. 4$50O e 5$, colleles de ca- M
i*' semira de c6r e preto a 5 e 6, dilos do "?
%& merino preto para lulo a 4 e 5, dilos'
5 de velludo prelo de cor a 9 e 10, dilos *
m de gorguro do seda a5 e G, dilos do -5
x bri:o branco e de cor a 25 e3, calcas
* do casemira de cor e prelo a 7$. 8$, 9 3
% o IOS, ditas para menino a 6 e 7, ditas jjjj
7g de merino de cordao para nomcm n 5$ o as
q, G, ditas de brim branco a 5 e 6, ditas S
7g ditd de cor a 3>, 3500, 4 e 5, e del
c^ todas oslas obras lomos um grande sor-
fg tmenlo para menino de todos os lama- *
tp nhos ; camisas inglezas a 36 i duzia. Na o
iR rnosma loja ha palelols de panno preto j|
jg para menino a 14$, 15$ o lGff. ditos de f casemira pira os mesmos polo mosmo jtf
| 'gt, proco, ditos de alpaca saceos a .'{5 e SE
3$50O, ditos sobrecasacos a 5 e 6$ para
os mesmos, calcas de brim a 2^500, 3 e tt
3J500, pnletots saceos de casemira de cor li
IH a 6* e 7*, loalhas de linho a 800 e 1 ca- S
V da nma. *f
Sg No uiesmo eslabelecimcnlo manda-se 3
* apromptar todas as qualdades do obras g
tendentes a roupas feitas.em poneos dias, S
.-, que para esse (Ira temos numero suf- 5*
^ (ciento de peritos ofliciaes de alfaiatos as
a rgidos por um hbil moslre de seme- ^
' Jg lhanle arte, flcando os donos do eslabe- Jg
& lecimento responsaves pelas mesmas m
?g obras ale a sua entrega.
Seboe graixa.
So' o coado o graixa em bezigas: no armazem
^ A quem ronvier vende-se uma porcao do
cocos com casca para oniluniue : na rua da Im-
peralriz n 47, lerceiro andar.
^^.i
1 a 2 libras a 800
Maga de lmale
8 jem latas de 1 libra por 900 rs., em porreo vende-se a 850 rs.
iaas com etvilteas
r j vende-se nicamente no armazem progresso a 640 rs. cada huma.
Conservas franeezas c inglezas
as mais novas que ha no mercado a 70o rs. o frasco.
lalas de bolacninha de soda
com diferentes qualdades a 1*600 a lata
A.meixas fvancezas
G!UM S0RTIE\T0
yf.
DB

Vevdadcros Bgos de comadre
em caixa com 16 libras por 330OO rs/a retalho a 240 leis a libra. "
CaixnVvas com H \i\>ras de passas
a 35000 rs. em porcao se far olgum abalimenio, vende-se tambera a retalho a libra a 500 rs.
Manleiga ingleza
perfe^aqjcnte flor a mais nova que ha no mercado a 1*000 rs. a libra, em barril se far al-
perfpilamoni
'.;um htrii
Ir
lente flor a mais nova que ha no mercado a
lento.
s
g Couro de lustre.
! Palhiuha para marcinei- I
ro : no armazem de G.
J. Astley A C.
i 'C> a i ? ai Na rua da Cadeia n. 2i, vendem-se as so-
gniniesfazeodas, por melado de seu valor, para
liqnidaco. <
. Bicos'de seda brancos e prelos, de lodas as
arg>iras. vara-a 100. 210,400, 800 o 1000.
do' a^r1Cj sorUme"10 uefra"Jas dc dae is mais novas que .em viudo a este mercado om compoteras, conlendo 3 libras por 3VM0 rs.
r:!,;'!o! ^looquim a 10. 15. 20 e 35* I e em ,d,a8 do l Jl2 Por 300 reis
Poleajeseda, velludo, de louea e de fii9lo
de qnalidades Tinas, duzia a 200, 400 o G00 rs.
i.olTariulios bordados de 500 rs., 2$, 3 e 4.
I'. lrerreios finos, po?as com 12 varas a 1$.
fiolbos bordados liras a 5(10, 1, 2, 3^500.
, uamiselas com'manguilosa 3, 4, 5 c Gj.
Rnfeitea de (lores a G$.
Chapeos de sjfla para senhora a 10$.
Cisaveques de velludo a 40 e 60$.
Ditos de soda a 25.
Oiios de fusiao a 8 e 12*.
r tas de seda e de todas as qualdades de 160
r-;. 11*0Q.
Ditas de velludo de 240 rs. a 1$.
F.m casa de N. O. Bieber & Successores, rua
da Cruz n. 4, vende-se :
Qhaopanha marca Parre & C uma das mais
acreditadas marcas, muicouhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vipho xerez cm barris, cognac em barris e
caitas.
Vinagre branco e tinto em bariis.
Brilhantos de varias dimensoes.
l!iher suUurico.
f" Comma lacre clara.
Lonas, brinzaos e brins.
Ac de Milo
Ferro da Suecia.
Algodao da Bahia.
Fructas em caldas
recontemonte chegados de Lisboa, taes como po-
ras, amoixas, alpelches, morangos ginjas a 500
rea a lata : na pracada Independencia n. 22.
Vende-se um sitio com lii dele-
zna quadrada, e uma planta decoquei-
ros de mil e tantos pe's, tem duas gran-
des camboasqueda dous bous viveiros,
na Pontezinha freguezia de Munbeca :
a tratar na rua do Queimado n, 48.
Vendem-se tros molocas de 12 a 13 annos.
uma negra cem duas crias, um mulatinho do 11
annos, um dito de 17 annos. bom boleeiro. de
boa conducta, e sem vicios, uma negra de nma
idade, lavadeira e cozlnheira, por 600, urna di-
ta por 1:200$, uma mulata com as mesmas habi-
lidades por 1:100*, urna negra de 30 annos, ro-
busta o boa ganhadeira por 1:000$, e um mulato
bom cozinheiro ; todos se vendem a prazo ou
a dinheiro, na rua Direila n. 66, escriplorio de
Francisco Hathias Pereira da Costa.
Aos fabricantes de velas.
Vende-se o verdadeiro fio ingles, proprio para
cavos de velas de carnauba, tanto em prcSs
domo a retalho i na rua Imperta!, taberna n. 87.
% Machinas de vapor.
: jJ Rodas d'agua.
1 J$ Moendas docanna.
! Taixas.
! :-4i Rodas dentadas.
| $ Uronzes e aguilhes.
I Alambiques de ferro. I>
' Q Crivos, padres etc., ele. .
J Na fundicio de ferro de W. NV. Rowman, p
J rua do Brum passando o chafariz.
3i*$> @e@@s@l
Na fabrica de caldeireiroda rua Imperial
[.,, n^i m junto a fabrica de sabo.e na rua Nova, loja de
lOaqilim UOlIngUeS TaVarCS de MellO i ft"-ragens n. 37, ha uma grande porcao de folhas
nninnftnnu.nn,, de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
MUA DOOUEIHADO N iU mino n r.rocr. rfQ i m i;k..
Vende-so una taberna com poucos fundo*
propria paia qualquer principiante, sita as Cu-
co Puntas n 82, junto as casas cahidas, muilo
boa por ser de esquina e do lado da sombra, o
tem um grande soiao corrido, commodo este
muilo apreciavel aos freguezes do malo que ges-
lom de se arrancharen) onde cotnpram ; e por
issoquem quizer aproveilar lao belia occasiilo de
querer principiar sua vida e ganhar dinhiiru, 6
s dingir-se ao dito lugar, que quera tiver von-
tadetodo negocio se far. Adve e-se qeo se
vende o dito eslabelecinienlo pelo dmo ser doo-
le e nao poder continuar.
Altenco.
Rrilo 4 C pretendem vender sua loja de louea
aos^sSn^LKr3^1^'^-10
Carro.
Vende-se um exccllente carro lodo envidmea-
do, com urna boa parelba do cavallos, por proco
commodo, a prazo ou vista : na rua larga do
Rosario n. 2, loja de ouro, se dir quem tem.
1A loja CBcyclopedica |
DE 9
fluimaraes | Rita do Crespo n. 17. |
I iK Continuam a vender cassns de coros fi- ft
(g| xas a 240 rs. o covado. goHinhas c man- ^>>
l ,| goUinJias e manguitos pelos de lil a q' S>
,<&. manteletes de (il proto a 15* e 2to fa- W
M zonda superior, vosliOos de pbantasia de ju>
fc ulluuo gosto a 15*. chitas francezas efeu-
: I! ras a 280 rs., para acabar. c
loja esperanca.
Vende-se borracha de seda prela para borze-
guins a 2*800 n covado, graixa em larris muilo
boa a 640 rs., st acabndose, fianlas de ebino
de Gaulrot a 18 e O br.relotea de mozaico a
o& laa para bordar a GgOO a libra, trancas de li-
nho brancas para as roupas da fesla a'feOO 1*
1200 e 15600 a peca, sote padrees mi
colherea tinas, facas, iriDchantes. etc. : na rua'
do Oueimado n. 33 A, Guimaraes & Rocha.
Pormetade do sen
valor.
Rua do Queimado n. 1).
Vestidos de gaze e pbaniasia, muu.s lindos do
duas saias, pelo baialissimo prero do Id* cada
um corte. v
Vende-se a/oite do pcixe o 400 rs. a parra-
la : na rua Direila, taberna do Jos Pinto da
L0513.
BorzeguinsaGaribaldi
para sf nhoras.
f. chogado loja do vapor na rua Nova n 7
I 4(lmiraveis remedios
americanos.
Todas as casas do familia, senhoros de ei.ee-
nlio.fazendeiros, etc., devem oslar nrovei.uh,.
com estes remedios. Sao tres modiramonto* rom
os quaes se cura eficazmente as principaes n o-
e roupa feia
NA I.OJA E ARMAZEM
DE
CVi pe-ola
o melhor que ha nesto genero a 25J500 rs. a libra dito hyson a 2^000 rs.
PaaHths de deutes \ic\iados
a 200 rs. cem 20 macinbos.
peixe savel em posta
o melhor peixe que exziste em Portugal era latas grandes por 1*000 rs. cada una e de
outras muitas qualdades que se vendem pelo mesmo nreco '
Manteiga franceza
a 5C0 rs. a libra em barril se far abalimento.
I! ouc'iisAio de lusboa
o mais novo qua ha no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
em caxinhas de 8 libras com deferentes qualdades por 49000 rs.
Tambem vendra-seossoguintes gneros, tudo recentemente chegado e de superiores qua-
ldades, presuntos a 48* rs. a libra, chourica muita nova, marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, maca de tomate, pera secc, passas, fructas em calda, amendoas, nozes, frascos com
amendoas cobertas, confeiles, pastilhas de varas qusldades, vinagre branco Bordeaux, proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, macas de todas as qualdades,
gomma melto fina, ervilhss franeeias, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas',
sperrnjjcete barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei-
ioiA muito novas, banha de porco refinada e outros muilos gneros que encontrarao tendentes a
mdmados, por isso proraettom os proprietarios venderem por muito menos do queoutro qualquer,
promettem mais tambera servirem aquellas pessoaa que mandarem por outras pouco praticas como
se viessem pessoalmente j rogam tambem a todos os senhores de engenho e senhores lavradores
queiram mandar suas encommendas no armaiem Progresso, que se hes affianca a boa qualidade e
i acondictonaraenw,
RUA DO QUEIMADO N. 39
EM SLA LOJ DE O'VTRO POlUAS.
lem um completosortimento de roupa feila
I convida a todos os seus freguezes e a todos
que desojaren lar um uniforme feilo com todo o
gosto dirijani-se a este eslabelicimento que em-
contrarao um babel artista chegado ltimamen-
te de Lisboa para desempenhar as obras a von-
tade dos freguezes, y lera um complelo sorli-
mento do palitols de fina casemira raodello im-
g'ez, e muilo bem acabados a 10*300, ditos
le merino selirn a 129000, ditos do alpaca
prelos a 55000, ditos de alpaca sobre casacas
a 83000, ditos com golla de veludo a 9*000
ditos de fustao, ditos de ganga, dilos de brim!
ludo a 555() .0, ditos de brira de linho tranca-
do a G*000, calca de brim de linho muilo su-
perior a 5*000, ditas de casemira do cr a
95000 o a 10P.100, dilasde casemira pre-
la superior fazenda a 12*000, palilots fran-
cezes de panno fino fazenda muito fina a 255
sobre casacas de panno muilo superiores a 355
ea 40*000, um completo sortimenlo de cami-
sas fracezas, tamo do linho como do algodao
efusiao vende-se muito em conta, afim de que-
rer-se hqiudar com as camisas.
E pechincha.
Na loja do Preguica, na rua do Queimado n 2
lem cobertores de .algodao do cores bstanle"
grandes, propnos para escravos, pelo baratissi-
rao preco de lg.
t Vende-se na rua do Livrmeuto
n. 19, borzeguins francezes a 6|, dito
de bezerro a 6^. dito de vaqueta a 7|.
Aos senhores armadores e
proprietarios de carros fo-
nebres.
Vendem-se velbutina prela superior a 400 rs.
o covado ; na rua do Crespo n 25.
A :o00
O sacco de milho
de alquoire: no largo da Assembla, armazem
de Antuncs Guimaraes & C.
Em casa de Joo da Silva Pa-
ria na rua da Cruz n. 30,
vende-se o seguinte :
Vinho branco Bordeaux engarrafado.
Dito tinto dito dilo.
Dito dito dilo em barris
Absintho engarrafado.
Kirsch dito.
Licores dito.
Cognac dilo e em barra.
Rrvilhas em latas.
Frascos de frutas em calda e em agurdenle.
Ditos de conservas er vinagre.
Ameixai em frascos o latas.
minuto nreco de llOrs. a libra
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos par a camisas,
Riscoutos
lira casa de Arkwight 4 C.,
Cruz n. 61.
Prompto alivio de Radw o\.
Instantneamente alivia as mais areibas flore
e cura os peioros casos de rhcumaiisn.o. dor de
cabeca, nevralgia, dianha, remaras, coliras bi-
lis, udigeslao, crup, dores nos ossos, roiiluM'ot
queimadura, erupcoes cutneas, angina, ,eifi,J
oao de ounna. ele. etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidadeat-sfrophuloaa.rhio-
nicas esyp hl.i.cas; resolte os depvaitoi 0e ii
humores, purifica o sangue, rtmomf.'
prompto e radicalmente cura, osero, Hl\(nP:
reo, umores glandulares, ielerieia, dores de"'.
808, tumores brancos, afeccocs do fitaoo o rh"<
erysipclas.abcessose ulceras de todas as tHui-V
.molestias d oll.os. difliculdade das, regias'd"
; mulheres hipocondra, venreo, ele.
Pilulas reguladoras de Bad-
way
rua da
Botica.
pararegulansar o systema, equilibrar a circula-
cao do sangue, inteiramenle egelae* favoiaveis
em lodosos casos nunca occasiona nauzeas ntiu
dores de ventre. dsos de 1 a 3 regulariaaii, d 4
a_ purgara. Lslas pilulas .-o oCicazes uas fec-
oes do figado, bilis, dor de cabeca, ictericia ii,
digestao, e em lodas as enorn,idades oa u
Iheres, a saber : irregularidades, iluxo. reten
goes Oores brancas, obsiruccoes, hisu iifu o elr
sao do maja prompto etToilo na escarlatina 'uh.'l
biliosa, febre amarella. e em lodas as fe Lie* n a-
ignas.
Esleslres importantes niedic.-.nentcs vem a-
Rartholomeu Francisco do Souza. rua larga do ?rmPrIm d' luslruC('.i,csimPressas que aos-
rantidos defalsificaoao por sobaver venda nn
armazem de fazendas de Raymundo Carlos 1 t-ite
tlrraao, na ruada Imperatriz n. 10, unicui
agentes em Pernambuco
Rosario n.
montos
Robl'Afiecteur.
Pilulas conlrasezoes.
- Di las vegetaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dila Saods.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febresl
Ungento Holloway.
Pilulas do dilo.
F.llixir anli-asmathico.
eu1[b0radsQbOCCalargaCOm r0,has' de 2 oncas
Assim como tem uro grande sorlimento de na
pe para forro de sala. oqual vende araod'co
Vendem-se libras sterlinas, em
casa de N. O. Bieber* C. : ruadaCru,
n. 4.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston &G. ruadaSenzalan.iS.
i R"cebeu-se e continua" rTcTb7r-sf pof
odos os vapores artigo, de modas para 6
horaens. inelu.ndo calcado do Melis na I
Z Loja de marmore. i
Vende-so urna escrava crinula muito moca.
no feSWlaKSn,e' &ti%' ""i-
no largo da Assembla u. 12, primeiro andar.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodr para aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 0 mezes'
obrainteiramente nova, para uso d
todos os estabelecimentos de instruccao
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro 11 (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
Rccobou-se e conTlnuaTreTeber^sTpor m
1 ih,n.f vaPr8. vestimentas, calcado e
8 cheos para meninos na
Loja de marmore.
Vinho genuino.
Anda ha uma pequea quantidade de ancore-
as oeste vinho sem confeco, e proprio de doen-
'es : na rua do Vigario n. "19, primeiro andar-
tama e velas*
Vende-ge Rom ras a 140 rs. a libra, esp.rmace-
\,\!3i'A?yX d cIPo a 440 a garrafa : na
feifrlh!8,eodoParfllo' W. casa pintada
mmm
eoberlos edescohertos, pequeos e grandes,da
ouropatente inglez, para homom a senhora
de um dos melhores fabricantes de Liverpool
ivndospe.lo ultimo paquete inglez :emcasad.'
oSuthall Uellor & C. "wae
Loja dasjseis portas em
frenledo Livrameolo.
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. o co-
J*i ditas eslreltas a imilacao de laazinhas a
160 rs., cassas de salpicos brancas e de cores a
200 rs. o covado, pegas de esguiao de algodao
muito tino a 3f a peca, ditas de bretanha de rolo
com 10 vsias a 2. nscadinho de linho a 160 rs.
o covado, chales de merino estampados a J.
lengos brancos coro barra de c6r a 120 rs., ditos
com bico a 200 rs., algodUo monslro de duas lar-
guras o melhor que possivel a 840 rs. a vara
mussulina encarnada a 240 o covado, fil de li-
nho preto bastante largo. A loja est aberta al ae
9 horas di noile.


*WW'
DIABIO OE PERNAMBUCO. QARTA FEIRA 21 DE KOVEMBRO DE 1860.
iVUUNlAlV

DA
FlNDICiO LOW-MOW,
Roa da Senialla Nova n. 42,
Neste eslabelecimenlo conlina a haver um
completo soriinaenio de mocadas e me'ias moen-
das para engcnho, machinas de vapor e taixas
de jerro balido e coado, de todos os lmannos
para dito.
Potassida Russia e cal de
Lisboa.
No bom conli3cido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidadd, assim como lamber cal virgeni em
paira, ludo por precos mais baratos do que em
oulra qualquer parte.
Viaho de Bordeaux.
Km casa de Kalkmann lrraaos&C, ra da
Coiz n. lO.encontra-se o deposito das bem co-
nhecvls marca dos Srs. Hrandenburg Frres
e dos Sr3. Oldekop Mareilhac & C, cm Bor-
J'.nx Tem as seguintes qualidades :
De Braadeuburg frres.
St. Estph.
St. Jalen.
Marga.
Larose.
Cuiteau Loville.
CUleau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Juhen
.St. Julien Mdoc.
Cnateau Loville.
SXSTltl IHbUILU DhilULLUUAK
P1LLAS HOLLWOYA-
Este inestimavel especifico, compcsto inteira-
mente de hervas medicinaos nao contm mercu-
rio nem alguma oulra substancia dolecleria. Be-
nigno mais lenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na compltelo mais robusta ;
enieiramenie innocente em suas operares e ef-
feiios ; pois busca e remove as doenc,as de qual-
quer especie e grao por mais amigas e leases
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, rouitas que j estavaroas portas da
morie, preservando em seu uso : cunseguiram
recobrar a saude e Torcas, depois de haver tema-
do inullimenle todos osoutros remedios.
As mais afilelas nao devem entregar-se a des-
esperarlo ; fagam um competente ensaio dos
efBcazes efTeilos desta assombrosa medicina, e
prejtes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em lomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
o
42S&00 o sacco de la-
Liquidado.
Por barato prego, para acabar, na ra da Irn-
com toque de mofo, eal&o se acabando: no lar- Sawonina' St-H^i. d *ZTSl"' lja
go da Assemblea, armazem de Antones Guima- ?-'-?/ "Ia 0 ?e':(,.dos Ferro.ros, vende-se novo
maraes & C.
Cera de carnauba,"
i sorlimento de fazendas para liquidar, a ser cam-
braias brancas, o mais tino que possivel, a pe-
ga a 3, 3J500, 4, 48500 e 5, cortes de meia
caseroira ebrim lavrados brancos a IJ600 e 2J,
loalhas p8ra rosto de nova invencao a 640, cortos
nova e de qualldade especial: no largo da As- de riscado francez com 12 covados a 23CO' cha-
semblea, armazem do Antunes Guimares & C. I lea estampados de merino a 2500, e ludo o mais
se vendo barato.
Ra do Quemado;Ca,^ado para senhoras e
no
n. 39
meninas
chegado
Terrenos perloda
praea.
Caminho dos mnibus.
Gama (6 Silva,
na run da Imperatriz, oiilr'ora aterro da Boa-
Vista n. 60, vendem para liquidar-se as fazendas
seguintes, por menos de seu valor.
Corles de vestidos de la o seda a 13$, pecas
de brelanlia com 10 varas a A$, dilas de rolo cm
Os herdelros do commendador Antonio da Sil- 10 varas a 2g, clialya de cores muilo bonitos, co-
vado a 800 r?., fular de seda lindos padroes a 600
rs., lazinhas de quadrinhos e muilo tinas a 400
rs. o covado, ditas bareges de qu8dros o covado
a 280, merino de urna f cor pora vestido a 350 o
covado, chitas francezas escuras o covado a 240
260 e 280, liscados argos francezes o covado
ts.. mussulinas matizadas o covado 200 rs..
casa ha para
Na mesma
vender:
Sfierry em barris.
M.ideira em barris.
Cognac em barris quadade fina
Cognac em caixasquadado inferior.
C rveia branca-
Ai melltores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
H. Singer & C. e Wheeler & Wilson.
Neste estabeleci-
menlo vendem-se as
machinas destes dous
autores, moslram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e responsabi-
samo-nos por sua boa
qualidade esegoranoa:
no armazem de fazendas
do Rayraundo Carlos
Leite & Irroaos na da
amigamente aterro da Boa-
Imperalriz n. 10
Vista.
Una A o Queimao n. 39
Lojade quatro portas
DE
J0AQIM RODRIGUES TAYARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, fazenda
milito superior com pequeo loque de mofo a
C09000, ditos sem defeito a 1009000, tem um
resto fle, chales de loquim que esiac-se acabando
a 305000, ditos de mirin bordados com pona
redonda a 89000, ditos sera ser de pona redonda
a 85000, ditos eslanpados com listras de seda
cm rodi da barra a 99000, ditos de ricas estam-
pas a 73000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 29000, ditos sem franja e muito
encorpado a 29000, ricos manleletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfeitadosa
259000, ditos muilo superiores a 309000, en-
feitesde vidrillio preto a 39000, ditos de retroz
:i 39500, organdis da mais fina que lia no mer-'
cado a 19000 o covado, cambraias decores.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Am polas.
Aveias (mal de
Asthrna.
Clicas.
Convulscs.
Debilidadeou extena-
$ao.
Debilidade ou falla de
forcas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidadesno ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueta
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no estabelecimenlo ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na lojade
lodosos boticarios droguista e oulras pessoas en-
carregadas de sua venda em toda a America do
fsul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
Febreto da especie.
Gotta.
Ilemorrhoidas.
llydropesia.
Ictericia.
Indigesles.
Inflammacoes.
Irregularidades
menslruaciio.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Abstrucjao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengo de ourina.
Rheumatismo.
Symplomes secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Yenereo(mal).
NA
Loja de quatro portas
OE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Chegou ultimamenle a este estabelecimenlo um
completo surtiinonlo de chapeos prelos francezs-
do melhor fabricante de Paris, os quaes se vene
dem a 79000, ditos a 89000, ditos a 99000,
ditos muito superior a 19000, ditos de castor
dretos e brancos a 1G9000, o melhor que se
pode desejar, chapeos do feltro a Garibaldi de
muilo superior massa a 79000, ditos de copa
baixa para diversos precos, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vendem por preco
barato, bonets de vellido para meninos a 59000,
ditos de palha escuras e claras s 49000, ditos
de panno muilo bem arranjados a 39500
chapeos de seda para senhoras a259000 muito,
supericres, ditos do palha escuras proprios para
campo a 129000, ditos para meninas; 109000,
chapeos de sol de seda inglezesa 109 e a 129
muito superiores, ditos francezes a 89000,
ditos de panno muito grandes e bons a 49000.
sapatos de valudo a 29000. ditos de tranca a
19600, sintos d^rrugurao para senhoras e me-
ninas a 29000, coeiros de casemirs ricamente
bordados a 129000, e otitras muila fazendas
que a vista dos freguezes nao deixarao de com-
piar.
Campos d Lima
ultimo vapor francez.
Vendem-se borzrguins do senhora com lago o
sem elle a 59, ditos para meninas de todas as
dados de cores c prrtns com laco e sem elles a
3;500 e 49 : na esquina da ra das Cruzes n. 2.
Chapeos de sol
DE
Seda grandes parahomem
A 5$000,
na na Nova n. 36, defronte da igreja da Coneei-
(uo dos Militares.
Parase passar a festa.
Aluga-so urna casa no Casanga, tendo bastan-
tes commodos finando o rio na fronte : a fallar
na ra Nova n. 61.
8$i; 9S@ @4I*$
@ Qiiem precisar de urna muala boa eos- J
3$ tureira e que se aluga para casa de fami-
J lia ou modista, por oslar ausente a se-
1*5 nhnra : poda dirigir-se a ra da Cadeia do
Re,ife n. 52, segundo andar, at as 10 @
J horas da manhaa. o$
04MMHIsSM#*999#9 @g
Aos fabricantes de velas.
Vende-se una grande porco d caixoes pe-
queos proprios para se encai'xotar velas de car-
nauba por lerem si lo do velas do sebo do Porto :
na ra de Hortas tiborna n. 15.
va vendem sua propriedade, no lugar da Casa
Forte, em sortea de Ierra avoniade dos compra-
dores com a nica reslriccao de nao lerem menos
de 30 palmos de frente, e fundo designado pela
respectiva plaa approvada pelas autoridades'
competentes, o engenheiro Antonio raliviano
Rodrigues Selle o encarregaoo das medi^oes ,
precisas, e pode ser procurado no mesmo siiio, ^ass,|s francezas para vestidos o rovdo a 240, e
ou na ra streia do Ros,.rio n. 30, terceiro an- '. d,los muito finos a 300 rs., cortes de nscaoos
dar, ou na praca da Boa-Vista, botica deJoaqutm "lonalroa paia venido 3j>, canbraia de salpico
Ignacio Ribeir Jnior : os pretenrjentes podern i "'V.1'!' a vara a stJ Ts- rii,as l>rncas e de cOr
dirigir-so igualmente para qualquer proposta ou ?. rs- '"feiies do vidrilho prelos o de cores a
esclarecimenlo ao herdeiro L. A. Dubourcq.no do- go MinJias de traspaso muilo fin as a 3, gros-
seu sitio na Capunga. I Oj"i>V'*s muilo cncorpaaos o covado a 29, de lu-
I do se dao amostras, ficondo penhor.
Rap nacional D. Calcados baratos, na loja
Pedro II da imperial fabri-
ca de Jpao Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap sem duvida o de melhor qualidade
fabricado ueste imperio, acaba de chegar e ven-
de-se no deposito, ra do Vigario n. 23, escrip-
lorio.
@@ @@@- fnf
S DkiOCK
Vendem-se [> cu ros novos conilbdosos 55
arreos : na roa Nova n. 21. $
&g&e;feS# fe-gfeSfe
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da vellia
e nova safra a puco de 9,s : no antigo
deposito do largo da Assemblea n. 9.
elogios
receberam urna factura de chapeos de sold se-
da para hornero, leudo entre osles alguns peque-
I nos que servem para as senhoras que vao para o
urna aellas, contera urna instrucQao em portu-j campo tomar banhos se cobrirem do so
guez para explicar o modo de se usar destas p.'
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruzn. 22, em Per-
nambuco.
A 28400 o corte.
NO
Armazem de fazendas da ra
do Queimado n. 19.
Curtes de chita franceza pelo baralissimo prero
a 29400, a ntes que se acabem.
Vendem-se tres vaccas turmas
com-crias prximamente chrgadas de
Lisboa : na ra do Bruta armazem nu-
mero 58.
Vendem-seDuas moradas de casas lerrase
em Olinda, sendo urna na ra do Amp-iro com
bstanles commodos, quintal murado, o estriba-
ra para 2 cavallos ; e a oulra na ra de S. Fran-
cisco com bom quintal e cacimba propria para
quero precisar tomar banhos salgados por ser
muito perlo, ambas por preco commodo ; a tra-
tar na ra do Amparo, casa contigua a escada
que sobo para a igreta de N. S. do Amparo.
Loja das seis portas em
frente do Livramento
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonilos gostos a 200 rs. o co-
vado, ditas estrellas de cores escuras a 160 rs ,
.pecas de bretanha de rolo com 10 varas a 2
de padroes muito delicados a 800 rs. a vara, ditas; ditas de esguiSo de algodao muito fino a 3g, ris-
de oulras qualidades a 600 rs. a vara, ricas chitas cadinho de linho a 160 o covado. lencos brancos
farncezas de muilo boas qualidades a 280, 300, com ?!r' de cor 120 rs ditos brancos com bi-
320, e 100 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, peitos para camisa a 240 rs. cada una,
cortes de casemira
co a 200 rs., algodo monslro com duas larguras
a 640 a vara, laazinhasde duas larguras, fazenda
nova para vestidos a 500 rs. o covado, enfeiles de
decores a G9000, dilas em trinca com laco de fita para cabeca de senhoras
pesca de quadrinhos a 4J0OO o covado, gollinhas I a 2*500- cortes de riscado para vestidos a 2g. pe-
de muito bom gasto 19000. ditos de oulros ^M^S^S^^'^SCl
bordados ricos a 3r>000, manguitos de cambraia
bordados a 30000, liras bordados e enirimeios
que se vendem por preco commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de crianzas, e capinhas
para senhoras a 1400 rs. o covado, corles de
cambraias de salpicos a 535000, corles de cam-
braia enfeitadas com tiras bordadas a 6&000,
e oulras muitas mais fazendas que ser difcil
aqui pode-las mencionar todas.
J:i3itt>& ': 3 9999 99 :,.
@ Rccebeu-se um completo sorlimento de @
0$ lindos vestidos de seda edephantasia.com @
Ij, 10 bibadinhus ou saiote : na ra da Cadeia @
5 loja n.23, de Gurgel & Perdigo. r
@m @@ @@@@@@
ggSW WB BMSMeaBg
Hecebeu-se ricas taimas de seda fei-
SS las de erse, capinhas, capas de grosde-
!} naples c manteletes, fita3 para sinlo o
*B grosdenaples de quadrinhos em poca pa-
^g ra covados na ra da Cadeia loja n. 23, S
Jg de Gurgel & Perdigo. |g
\s noivas.
Recebeu-se pelo vapor francez os mais moder-
nos cortes de vestido de blonde, mantas, touca-
dos, luvas de pellica de todas as coros ; e ven
dem-se tambera as mais coramodas saiai balo
de nova invencao ; na ra da Cadeia, luja n. 23,
de Gurgel & Perdigo.
H Rccebeu-se um completo sortiraenio de jg
*% puheiras de sndalo, bolo para colete, 8>
\lj extratoj, cssencia e banha fina: na ra &.
S da Cadeia loja n. 23, de Gurgel & Per- Wb
W digao. |S
;W*OTWf WtW&IB BOTraW IH H| *arwi^3w/f*
Vinagre branco,
superior.
Vende-se vinagre branco superior em barris de
amulo, por prego commodo ; na ra da Cadeia
do Recife n. 12, escriplorio de Bailar & Ol-
veira.
Recebeu-se os mais modernos cha- |K
pos de palha enfeitados com plumas ou 8>
\ flores ; na ra da Cadeia loja n. 23, de gr>
X Gurgel 4 Perdigo. if
- WSW vrn swkwi vmimrrm^ -flTw vw* ir% >Wm M
Relogios dos memores fabri-
cantes, recebidos em di-
reitura.
Vendem-se relogios de ouro patentes inglozea
e suissos, tanto do ouro como de prala foleados
c doorados patentes orisontaes, de modellosos
mais bonilos: na casa de Joo da Silva Paria,
ua ra d Cruz 80.
merino estampados muilo linos
a 6%. A loja est aberla al as 9 horas da noiie.
Carros.
Vendem-se 2 ricos carros, um grande e outro
pequeo, bem aparelhados e elegantemente pin-
tados : na largo do Corpo Santo, escriplorio de
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho.
Venda de predios.
Helada do sobrado na ra Imperial n. 79, e
urna parte do sobrado na ra do Amorim, bairro
do Recife n. 37 : a tratar na ra Direita n. 103,
das 8 da manhaa s 6 da larde,
i e como
la porcao seja grande se resolvero vender pelo
preco de 6$ e 6S500, c alguns com pequeo de-
feito a 5$ : na ra do Crespo n. 16.
Ra da Senzala Noya n.42
Vende-so em casa de S. P. Jonhston dC
vaquetas do lustre para carros, sellinse sill.oes^
nglezes, cindeeiros e casticaes bronzeados, lonas
inglezes, fio de vela, chicote para carros, ernon-j
taria, arreios para carro denme dous cvalos
B relogios de ouro patento inglez.
f @@ @0@ ?@@@@g@@
O-' Recebeu-se recentemente e continua a dj
receber-se directamente de Paris e Lon- @
dresporlodososvapores.de encommen @
da especial, arligos de modas para se- jg
;:; nhoras na
f
Suissos.
Lojade m armo re.
Loja da seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita barata.
Palilotsde casimira escuras a 45000, dilas de
alpaca prela 45000 e 55(00, camisas brancas
ede cores a 2000, dilas de fustaoa 25500
serolas muitas finas a 15600 e 29000, palitots
debrim pardo a 38000 calcas de casemira pre-
ta e de cores, palitots de panno prclo sobre casa-
cas, colletes de casemira preta ede cores, ditos
de vellido preto e de cores ; um completo sorti-
menlode roupas feilas
Vinho Bordeaux,
Palmer Margaux, em caixas de urna duzia, autor
Jules Hue & C, na ra do- Vigario n. 19, pri-
meiro andar.
Carvao animal
de superior qualidade, vindo de Lisboa ; na ra
do Vigario n. 19, primeiro andar.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 4, um grande sorli-
mento de tachas e moendas para engenho, do
muilo acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapi-
che n. 4,
Admira- \
vel pechincha I
M NA LOJA DE |
%Guimarcs Villar A
Una do Crespo n. 17.
|y Vendem-se coitos de cambraia a quilla '
^ com muila fazenda pelo preco de 2j.r>00 e |
3^, pechincha admiravcl s vista so :'
acredtala e mandamse amostras.
sa agu
Relogios.
Vende-se em casa de Jolinston Pater & C,
ra do Vigario n. 3, tim bello sorlimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
tambem
para os
j i Em casa de Siliafieitln d C, ra da Cruz n.
h| i 38, vende-se um grande e v, liado sorlimento
3> do relogios de algibeira liomonlnes, ptenles,
^ chronometros, meiosdironometros de onro, pra-
j ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
f| gios dos primeiros fabricantes da Suissa, queso
[g vondero por precos razoaveis.
||g> @9@ ^K'iKj
I | Vestidos de blonde. |
v 9 Na loja de Gulmares & Villar na ra j
! i ^ do Crespo u. 17, vendem-se ricos rorlcs @
@ do vestidos de blond ultimamenle chega- C
C- drs de l'aris. ^
Vende-se urna preta propria para o campo
por ter desto servico conhocimento : no paleo do
S. Pedro n 16.
Vende-se um fardanrnlo rico para guarda
nacional, sendo de cacador : na ra estrella do
Rosario n. 12.
(Difua
DE
KA L.OJA. 1L iVKMAZ^M
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RUI DO QUEIMADO 40
efronte do becco da Congregaco letreiro verde,
15000
afamados fabricamos do Liverpool
urna variedade de bonilos irancelins
mesmos
a do Crespo
do Arantes, Praca da
Independencia ns. 13 e
15.
Calcados para homem.
Borseguins elsticos gaspeadoaverniz/ a 7{000
orsoguins elaaticos gaspeados beicrro
sendo sola patente.................. s 7j()0O
Botina de becerro francez.............. refino
Sapaics de couio de lustre............ ;\| (in
Sap.-.tes para menino................. 2O00
Sapatos de tranca......................' ;) fc;2S0
Sapatos de couo de lustro e entrada
Bbai"-:............;................. 4;ooo
spalos de couro do lustro e entrada
baixa para baile...................... 3-0CO
Calcados para senhora.
Borsifjuina elsticos gaspeados de ver-
niz com sallo e fazenda de cores___ a .-'OP
Sapatos de cnurn de lustro............ 1*fJ(0
Sapatos de marroquiro................." Jjroo
Sapatos de duraqup.................... j, ^n
Vende-se outros muilos calcados'baratos com
dinheirn ii vista.
Alpaca branca e verdadeiro merino da chi-
na, propria para a confr.iria de Nossa Senhora do
Livramento: em casa de Julio & Conrado.
Venda de predios.
Melado do sobmdo da run Imperial n. 79 o
urna parlo no sobrado da na do Amorim n 37
a tratar na ra Direita n, 103, das 8 da manhaa as'
G da larde.
120>000.
Damasco.
Vende-se urna rolcha de damasco carmizim
com rica franja e borlas de seda, propria at para
ornar janellas, al200 o vende-co por 120 a
Iratar na ra da Imperatriz n. 12.
Pao de Sen teio novo.
Acha-se todas as quartas e sabbados d.i= 11
horas do da cm diante : em Santo Amaro, na-
darla allcmaa, e na ra da Imperatriz n. 2 ta-
berna. '
Coke (carvao.)
ou combustivel para eozinhas, caldeiras, etc.,
muilo econmico pa/.a as casas particulares- ven-
de-se na fabrica do gaz em porcoes de um quin-
tal para cima a lo o uuintal.
Seda de quadrinhos muilo fina covado
Enfeiles de velludo com froco prelos e
de cores para cabera de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraias e seda tapada e
transparenre, covedo
Luvas de seda bordadas e lisas para
senhoras, homens e meninos
Lencos de seda rxos para senhora a
29000 e
Mantas para grvalas e gravalas.de
seda de todas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lencos de gurtjurao pretos
Ricas capellas brancas para noivados
Saias balao para senhora e meninas
Tafeta rdxo o covado
Chitas franceza a 260, 280, 300, e
Castas francezas, a Yara
2SJ500
8500
2*000
55500
3320
A00
Setim preto azul e encarnado proprio
para forros com A palmos de largnra
o covado
Casemiralisa de cores 2 larguras, oco-
vado
Chales de miron bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria para
forroBcom 4 palmos de largura, o
covado
Ricos cortes de seda prelos e de coros
com 2 saias e debabados
Ditos de gaze e de seda phantasia
Chales de loquim muito finos
Crosdenaple preto e de cores de todas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e visitas deseda prela
com froco
15600
2&000
1500
Armazem de fazendas ba-
ratas, na ra do Quei-
mado.
Ricos corles de gaze do seda e phanlazia enm
duas saias, (pela terca parle do seu valor) a 10#
cada corte.
Lences e coberas.
I.encoes de bramante, dito de panno de linho,
cobertas a chineza pelo barato preco de IjJSOO.
Vestidos de seda.
Ricos vestidos de seda para meninos e meni-
nas, fazenda superior, feitos no Rio de Janeiro
por urna das melhores modistas, o pelo barato
preco do 8j*.
Chitas francezas.
Chitas francezas proprias para casa por serem
escuras, e ditas claras a 2'20 rs. o covado.
Colchas de fustao.
firandes colchas de fustao com ricos lavores a
5^500.
Chales de merino.
Chales de merino bordados, franja do seda, a
55fOO, ditos eslampados a 3,*E0O.
Paletots escuros.
Palelots escuros a 2JG00 cada um, cambraia
orgnndys a 500 rs. a vara, di las muilo finas a
640 rs., bales de malha a 5J, ditos tapados a 4g,
lencos brancos a 1g800 e 2g, algodao com 8 pal-
mos de largo a 600 rs. a vara.
Ricos manteletes.
Os mais modernos manleletes pelo preco de
305000.
Loja das 6 portas
em frente do Livramento
Laziolias a 300 rs.
Camisinhas muilo bonitas rom duas larguras
para vestidos de senhora a 500 rs. o covado, cor-
les de riscado francez para vestido a 2j>, sa'as
balao parr menina a 3J>500, di 4g500e 5# ; da-se amostra com penhor A loja
est aborta al as 9 horas da noiie".
Resumo de potica.
Indispensavel para os proiimos exames derhe-
lorica ; est i venda na livr.ma classica, n pra-
ca de Pedro II n. 2, a 500 rs. cada exemplar.
Attenco.
Milho, farinha e farello.
Vende-se continuamente saceos grandes com
farello de Lisboa, milho em saccas, feijao mu-
lalinho e amarello, arroz de Maranbo e do cas-
ca, courinhos de cabra corlidos, e tudo se ven-
de por meno3 do quo em oulra qualquer parle:
no pateo de S. Pedro n. 6.
Vende-se um cabriole! de 4 rodas, 4 as-
seutos, com um bom cavallo, pelo prego de 400#:
na ra Nova n. 22,
Cera e sebo.
Vende-se cera de carnauba a 9# a arroba, sebo
refinado do Porto, cm caixes o em barricas a
108 e 10J500, velas do composico simples a
14$ "a ra da Cruz, armazem n. 33.
loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, vende-
fe por pregos baratissimes para acabar: ves-
tidos de tarlauna bordados de seda a SvOOO,
organd de cores muito
vado ,cassas de cores a
200, e 240 rs., capas de fustao enfeitados a
I 5?0C0, cosaveques de canbraia e fil a 55000,
: perneadores de csmbiaia Lordadcs a ?0O,
babados a 3'JO rs. a vara, titas bordadas mu- |
. to finas a 1??5( 0 a iera, meado francez fino
!a I6ii rs. o covado, golinlas de ponas hor-
adadas a 2*500, manguitos de cambraia e fil
, a 28000, camisinhas bordadas muito finos a
29000, chita larga com lustro e milite fina
propria para cobeitae roupes a 320 rs., es-1
, guio de linho a 1200 a vara, roupes de
seda feitos a 129000, \eslidos de seda mofados,
a 89000, luvas arrendadas a 100 rs. o par,'
vestidos de grosdcnaple prelos com barra de
cor a 20?>000, palitos de pao preto e decores
de 16?>000a 2050(10, sobrecasacas de panno'
muito fino a 259(00, calcas de casemira prela1
e decores de 69000 a 1(5000, ditas de biim
branco e da cores de 2i0C0 a 55C00, palitos
: de brim branco e de cores de 5:5500 a 5*000,
jdiios de alpaca de 3(!C0 a 8900o, brim
trancado de algodao com 9 palmos de largura
proprio para toalbas a 900 rs. a vara, damas-
co de laa com 9 palmos de largura a 1*600 o
covado, velbulina preta a 400 rs., brim de
linho de cores a 19500 o corte, meias cruas
para homem a 19200 a duzia, comisas de
linho inglezas a 325000 a duzia, percas de
madaiolao fino a 45500, corles de lanzinha
muito fina com 15 covados a 8;>,()(jo
misas de cores e brancas de J5500 a
e oulras muitas fazendas por menos
valor para fechar cenias.
Ra Direita n. 103.
Querendo-se acabar com este estabelecimenlo
antes de lindar o armo, o encarregndo do mesmo
se promptiflca a vender o que consta do seu va-
finas a 320 rs. o co- navel sorlimento por precos a animar aos com-
240 rs., chita larga a Prad<,res- "a certeza que riada sahir para amos-
ira ; e outro sim nao se vender a meninos e a
esclavos para evitar duvicas.
m
i

de cores do ul- i
MsmsMemmm
A I*ja de mar more S
jj\> receben vestidos de blonde bordado para p
& casamento. B
aE A loja de marmore
^ receben vestidos de seda
H limo goslo.
A lojade mn r ti ore
M rerebeu vestidos de phantasia do ultimo $g
A lojade marmore
o,r recebou vestidos brancos de cambraia *
H bordada do uliin.n goslo. ^
ib
1
ffi
pe
- 2$
rs.. ca-
39000,
do sen
Compendios
PARA
Instruccao primaria.
Crammatica portugueza, ultima edicao, pelo
professor Castro Nunes, enc.ndernada.rartanada e
brochurada, arithmetica pelo mesmo csrlnnada,
cartas de Abe, taboadas, c;ihecismos de doutrina
christaa, pautas, Simao de Nantua, Economa da
Vida Humana, tudo por mui acommodado preco :
na ra do Imperador n. 15.
Vende-se urna boa ovelha parida de pon-
eos dias, com urna cria muilo esperta : no caes
do Ramos n. 4.
Vende-se urna boa tscrava ainda moca o de
boa conducta, que sabe perfeitamente coser, cor-
tar vestidos e roupes, trabalha em labyriulhos,
penteia qualquer senhora com delicadeza, e en-
gomraa alguma tousa : quem a quizer comprar,
dirija-se loja deJoao da Cunta MaRalhes, na
ra da Cadeia do bairro do Recife, que dir quem
a vende.
Attenco;
1 *
Vende-se urna loja de funileiro com poucos
fundos, propria para principiante, no pateo do
TerQo em bom lugar ; quem a pretender, dirija-
so a ra da Cruz do Recife n. 23, ou ,'1 ra da
Moeda, armazem n. 7 : vende-se a dinheiroou a
prazo.
Vendem-se dous escravos chegados ha pou-
ca dn serlo, sendo um delles sapaleiio : na ra
da Cadeia do Recife, loja n. 35.
Calcado de Melis.
Na loja do Arsnles vendem-se a dinheiro
vista borzeguins de Melis de cordavo, bezerro
verniz. e pellica a 13J, sapaloes de bezerro, dito
de cordavo a 8$.
Vende-se um escravo croulo de
idade de 21 annos, muito sadio, bonita
figura e bom official de carapina, tam-
bem sabe bolear : a Iratar na ra Real
do Mondego sobrado n. 6,
A loja de maimsre
| recebeo manteletes, rond, taimas,
S rrgrinas e oanlas do ultimo goslo.
I AJuja Oe marmore
j receben no\o sorlimento de bou i mis be- **"
tf douine para sahida de baile.
A loja de marmore
s| rerebeu novo sorlimento de enfeiles pa- ^
I ra vestidos, incluindo bicos de blond. S^
leKflfceKas mmm&mm
I A loja de marmore
g recebeu novo sorlimento do chapeos e S
enfeiles pata senhoras. 3c
fi
M
Vende-se urna escrava de naco Angola o
de boa conduela, o motivo da venda se dir ao
comprador : era Fra de Porlas, ra do Pilar
numero 102.
Peneiras de rame a
Peneiras de rame proprias para padaria e re-
finaeao, pelo barnlissimo preco de 69 : na loja de
ferragens do Vidal & Bastos", ra da Cadeia do
Recife n. 56 A.
Vendem-se 2 burros de raca hespanhola
legitima a tratar na ra do Vigario n. 19, pri-
meiro andar, onde tambem tem fardo de Lisboa
superior.
Vendem-se sapatos, e chapeos de palha de
carnauba, vindos do Araca/y ; na ra do Vigario
n. 18. primeiro andar.
Escravos fgidos.
Fugio no dia 14 do corrente, da casa do tu-
tor do menor Ricardo Maurillo da Silva Pavao.
urna escrava pertencenlo ao mesmo seu tutebdo!
cojos signaos sao os seguintes : idade 9 a 10 an-
nos, muito preta, bstanle gorda, mos curtas,
cabera chata, lem os denles da frente, por esta-
rem agora nasrendo, uns maiores que outros, le-
vou vestido um limao do chita com que eslava
em casa ; roga-se, pois, as autoridades policiaes
e capilaes de campo a appiehendam e levem a
casa do mesmo tutor, ra do Caldeireiro n. 52
que serao recompensados.
Escravo fgido.
_ ""lato claro, magro, com pannos prelos
na magaa d0 ros)0i representando ter 25 anuos
ue idade, natural do Rio do Peixp, chamado
Luiz, desnpnareceu no dia 30 do outubro da casa
oo Dr. Cosme de S Pereira, de quem escravo ;
suppoe-se ter levado um cavallo preto do Sr.
Roslron que se havia soltado, a que elle fra
em busca do mesmo ; suppoe-se mais que sua
niulher de nome Maria tambem o acompanha,
levando nni pequeo bah de flandres : roga-so
as autoridades pnllciae e a Mitras qoaetquer
pessoas que o prendam, e remellam ao seu se-
nhor, que pagara qualquer despeza.




*'--
?**
ft)
Variedades.
Recordaces de uui enfermo.
ii
Eui Cintra
E l estamos 1 Mcsmo porta do Vctor; que
to moda ir a gente parar aquella casa, que
at ali descera da carruagem os que so alvcrgam
as outras hospedaras. Assini como ha quem
de verao se escondo para fingir que ost no cam-
po, porque nao ha-de haver quera floja qTie est
no Vctor, inda que v depois modestamente
acoutar-se em urna trapeira ? Deixar viver o
mundo. Estas cousas sao como as mentiras ge-
nealgicas. Nao fazem mal ninguem I
Entremos na sala. Sao horas do almooo. To-
mam esta primeira rofeigo diurna dous offlciacs
de secretaria, um anligo, oulro moderno ; dous
diplmalas, um nacional, outro estrangoro, e
um mancebo dos que chamam janolas, otc'to in-
cgnito Linneu, por me servir da Jeliz expres-
so de un dos mais insignes poetas que eu co-
uheco, mas bicho quo nem sera pro damninho,
que muitas vezes diverte o interessa, o que at
algumas coiiverle, abranda e avassalla corceos
empedernidos.
Nao diroi das boas qualdades que todos altri-
buera um desses dous ofQciaes de secretara,
porque fra longo trabalho enumera-las. O outro
nao menos estimado o bemqusto, e ainda que
moderno no ofiicio, uo passa por hornea de
Palha na respectiva reparteo, antes gosa crdi-
tos do empregado intellgenle. Quanto aos di-
plmalas, o Porlugucz um hornera de tanta
bondade e cortezia, que fra una consciencia ar-
rasta-lo por esta azinhaga do folhelim ; do es-
trangeiro, quo pela residencia aturada quasi i dealmcnte os abragos do varios amigos e conhe-
nosso, sabem todos as boas prendas, como o mar- j cidos quo se rao juntando ao nosso esquadro de
cenero conhece a fina tempera da serra cora que ; passeianles. ntreosles adventicios hara um
ha rauitos annos trabalha. O janola que ra'o j cavalleiro, que ou sabia, era pao, mas esquecen-
perdoo a sua amizade anda ura frango, um j do os longos annos de ausencia em quo oslive de
perdiglo, um polo, como dizera os hespanhes, Lisboa, nem me lerabrava d'essa circunstancia,
A graviaue amonissiina do duque de Rivas, a
cortezania mais burgueza de Martnez de la Rosa,
o amor da confortabilidade caseira tao forte em
Vctor Hugo e com eguaes tendencias archeolo-
gicas, o apego aos caprichos da moda no vestir,
em que lano se distingue sempre lor PalmerstoD,
o a necessidade de amar quo collocou Byron ago-
ra no ephemero parazo das delicias mundanas,
logo em abysmo terrivel oinsondavel e s vezes
sob o peso de um ridiculo que s a grandeza de
genio ora capaz de vencer, ludo se eucoutrava
nelle de envolta com as mais nobre o elevadas
ideas de liberdade, de progresso, do religiao, de
juslica, de reforma o de tolerancia.
Seria corlezao ? Difikil mister para quem de
sen natural era rei. Era tribuno ? Ainda mais
dfcil para horaem quem a educaco e os h-
bitos havam dado urna direceo mais aristocr-
tica do que popular.
E todafja, hara nelle corlezao o tribuno, ho-
raem da corle o hornera do poro Por mulos
annos fo nesta trra a honra do nosso nome, o
enlvo dos seus amigos, o cooperador poltico das
lulas pela liberdado, o dictador da repblica lu-
terana, o querido dos saloes oodo se sabia con-
versar sera raaldizer o o jogueto c brinco dos
parvos.
Tres pessoas conheci neste mundo, de cuja
ausencia anda rao nao pude consolar. Sao : o
Garrett, o Rodrigo da Fonseca e maderaoisello
Rachel.
Foram os ltimos representantes de dynaslias
que se extinguirn!. Nao dexaram successor.
Estas tres capacidades elevadissiraas honrarara-
me com a sua amizade. Mereceram-rae maor
sympathia. E todas Ires desapparecerara quasi
ao mesmo tempo I
Abandonemos esle assumplo. triste em de-
masa.
Continuemos o nosso passeio c recebamos cor-
D1ARIQ DE PERNAMBUCO. QARTA FEIRA 1 DE NOVEMBBO DE 1860.
o elle proprio lalvez nao gostasso de que eu Ihe
dsse aqu as honras que competeni aos vetera-
nos do janolisrao, aos Ale.randres e Cesares
daqunlla valenle cohorte.
Ku tenho ura amigo mulo entendido era calem-
hourgs, em cousas de thealro e era malerias de
espirito o de graca, humera lio artstico, quo al
j no baptismo Ihe iulroiuziram com espantosa
providencia a arte no nome. Elle de corlo vao
offender-se do atrovimento corn que invad os scus
dominios. Eslou-o vendo d'aqui. Pois dcixa-lo
zangar. Eu s Ihe posso dizer: Excuse: ca com
calembourg e ludo.
Senlei-mo cora o raeu companhero de ragem
mesa do almoco, na occasiao em que comorava
discutir-so gravemento quaes eram as mulhe-
res mais apreciavei?, se aquellas quo como flor
quando elle se dignou apresentar-me a sua
filha.
Na presenca de urna joven, taca e fresca como
a primavera, senli-mo rolho de mais 10 annos
do que cu rao pareca ter, vendo-rao ali em Cin-
tra cercado de pessoas da minha anliga socieda-
de, e todas to novas e guapas, corao se eu as ti-
vera deixado honteru para vr Lisboa e voltar
inmediatamente.
I.embraram-mo logo os mous qualro netos
qualro amores e apresenlci esta elegante e
linda donzclla os meus respetos mais profundos
com a discreta gravidade de um av.
Ali despedi-me desle amavel ranchinho dese-
nhoras e voltei a pagar as minhas visitas, motivo
principal desta jornada Cintra.
A' poucos passos encontreiuai ministroie es-
mimosissima comecam agora desabrochar, e | lado sem correio, sem continuo, sem official-
nera fazem ainda pender um pouco a bastea maor, j so sabe sem pasta e al sem prelen-
(comparaco estafadissima estylo do folhetm),
ou esl'outras que j mostraram aos olhos de mais
de urna gerago o vico immutavel do urna fur-
niosura que alguns teem a crueldade de chamar
obstinada.
denles alraz delle. Pareca um ministro era
ferias.
A conversado com ura ministro nao so pder
contar aqu ? E porque nao ? Eolio lodos os mi-
nistros sao to parvos que enfaden) gente com
Declarada a materia discutida e recolhidos os j a reforma quo fizeram, c cora a que nao fizerara
votos, venceu a opioio favoravel s maduras, e e com a que ainda ho defazer ? E oslo que lera
cada qual se moslrou ali largamente sabedor das ; espirito por qualro, muila graca c at juzo, o que
razes rauto plausiveis cora que o bom padre- parece nao ser indisponsavel para ministro I
meslre Ovidio lhc3 conceden tambem a primazia. Saib.im po3quo eslivemos ura quarto de hora
Eu nao votei por sor de oulra freguezia e nao a conversar de todas as cousas do mundo y e
eslar recenseado. Concedam-me que volasse, muchas otras mas, como homem que cstavnraus
nao qniz ; e para disfarcar a cobarde timidez com j em Cintra e nao na la ; elle dcixanjo ver de
que me esquivei dar o raeu parecor, fui mulo ve* era quando com discreta reserva urna inve-
lampeiro apresentar os meus respetos urna no-1 Ja"'* da miaba prxima vagem, c eu satisfolo
bre estrangeira que nesle verfio tera sido a Estrella do yer um anligo amigo meu no uso do todas as
suas facilidades, apezar do ser ministro.
Islo do ser secretario do estado nem bom,
nem m). K ser secretario de estado. Masem
trra tao pequea como a nossa, e 15o batida do
rento da tolice, di intriga e da maroteira, tao
atreita paralysias moraes, modorras nvenci-
veis o outras epidemias de nao fazer nada e de
do Norte em direceo qual, em lomo della e
em linhas paralellas e obliquas e de todas as es-
pecies, teni aniado em roda viva a saciedada de
Lisboa reunida em Cintra.
Pois era assira escapei que me suspoilassom
o voto, porque como a elegaute estrangeira nem
desabrocha nem murcha, ontenJcram que o meu
parecer sera que era preferivel o meio termo,
principalmente escolrildo de modo que os dous
extroraos nos casos aproveilareis nao ficassem
fra do alcance. F.nganaram-se. Eu nao tenho
voto ne3sas questoes, porque fiz voto de nao ler
voto, o curapro-o goslosaraonle.
O quo Ibes posso afliancar que enconlre a tal
apreciavel estrangeira em todas as casas onde fui
f;i/.er visita, em lodos os passnios o em loda a
parte. S della ouvi fallar o de mais ninguem.
\ im conhecer quo ella e Deus linham nesle
verao repartido onlre si o imperio de Cintra com
impedir que qualquer cousa se faca, possivel
quo anda chegue tempo em que se nao encontr
quem consinla em ser ministro.
Subir ao poder pela primeira vez, pJe ser um
acto de amor proprio.
A'segunda, polo ser compromsso, dodcaeao
sacrificio.
A' tereora. ... lerceira..,. lollce. Pareco-
mn quo no andamento em quo islo vae o na in-
quieta soliclude em que tenho visto alguns mi-
nistros para largaren) as pastas, ha de chogar por
a raesma longanimidado cora que Jpiter e Cesar T a nece,Jaao d" "correr ao bello sexo o de
lizerara era outras eras arranjos destes. Aquil0"'"*"- *imai*ln&> JSS. OS negados
am bem os dous versos de Virgilio que rao deram ( S,,C0S' B"mnha e u,tr<". IWM.
esta idea. Era o que fallava, so eu me punha
ruspr lalim nestas columnas !
Fui era seguida fazer visita una senhora da
minha anliga amizade e do raeu maor respeito,
em cuja casa encontrei sempro acolhmento ami-
gare) o obsequiosissimo trato. Poucas senhoras
confiero, mui poucas, de coraco to aborto aos
bons sentimentos, de carcter mais leal, de con-
dco mais generosa e de animo mais inclinado
ao bem E todas estas virtudes raras na nossa
os negocios eslrangoros, a fazenda e os trabalhos
pblicos raaos de anneis.
Nao rao parece cousa do outro mundo. Ellas
peJem pelos administradores e ndicam os go-
vernadores ciris ; ellas influem na nomeaco dos
juizoi; ellas intromeltera-se nos negocios ecclc-
saslicos cura fervor e poderosa insistencia ; fa-
zem o quo podem as promoces de marnha e
de guerra : do o seu voto acerca do ultramar ;
apreciara e julgam os diplomticos ; dscutera as
questoes de fazenda como donas de casa c en-
terra c raras tambem as JfMhM- relca-.s d.m uta ^m informadas dos negocios dos esmi-
a cultura do espinto, o hab.to da boa soc.cdade. nhos de ferroe da vLacSo blca CQmo
o gosto delicado e ura modo de ser que lodo director,
sen. Eu nunca vi possoa quem a nalureza con-
eedesso em maor grao o cunho da snperioridade
social. Rasla ve-la para dizer : Esta mulher vale
mais que as outras. Mas soberana do fino toque
que a ninguem contesta o que mal d por ella
quem a exercel
Quem ? Querom por fp/ja que eu seja indis-
creto? Pois nao he-de sS-lo. Se o leilor nao
alevinhou j, lastimo-o, mas nSo o hei-de ccit-
xi/icar por causa dessa fraquez* de enlendiraenlo.
Se j sabe quem nao precisa que eu Ih'o diga.
De casa desta senhora sahi com olla e cora a
sua familia para o lado dos Pisos. la comnosco
urna menina, herdeira do maor oome porluguez
deslo seculo, um nome glorioso e respelavel em
tola a parle do mundo Que saudades quo me
fez I Como, apenas a vi, mo rieram a idea todas
as recordaces de seu Ilustre pae 1 Os seus im-
portantes trabalhos Iliterarios, a influencia quo
exerceram e que ainda eslo hoje lendo nos es-
tudos da lngua o da poesa porlugueza, as suas
tarefas polticas, os seus discursos no parlamento
o mil outras cousas para as quaes a mais longa
existencia parecera curta.
Tudo islo me lembrou de certo, mas o que mais
so me poz entao diante dos olhos fo o carcter
bondoso e leal do horaem e o seu porte realmen-
te lidalgo ; o to idalgo, que nem as fraquezas,
que todo o mortal sugeito, perda um pice
do seu valor.
O nosso scrapre chorado poeta era o mais fiel
representante desta poca de traasformarjao so-
cial era que o passado e o presente andam j
confundidos e misturados como de razo que
andom e que ainda renham confundir-se mais
para que d'clles nasca um futuro que vallia algu-
raa coosa.
Alm dsso, o gosto apurado o artstico, do que
com razio, se presam, abonam a sua competer-
ca nos negocios relativos s arles o nslruceo
publica.
Os institutos do cardade, csses j sao seus, e
anda bem que o sao.
E ludo sto fazem suas excellencas e em ludo
isso entender, e acerca de tudo sao solicitadas
para dzerem o seu parocer, mas sem responsa-
bildade de qualquer especie.
Pois islo assim est mal disposlo. Governem o
mundo j que sempre o governaram, mas assu-
mam a responsabldade, defendam-se no parla-
mento, affaguem e concliem os nimos da mao-
ria esalvem a patria.
Neste governo em quo o uso da palavra tao
importante, a inlervencio ostensiva e legal do
sexo feminino nos negocios pblicos est indicada
naturalmente.
Deixei o ministro e vim dar um abraco no mais
antigo dos meus amigos de infancia existentes no
sul do reino.
D'ahi fui visitar l n'urn cano de Cintra uns
estimaveis prenles meus, que live o desgosto de
nao encontrar em casa.
Soube depois que o chefe da familia havia sido
nomeadogovernador civil da minha trra natal e
sent mais nao ter podido fallar-lhe. Quera di-
zcr-lhe quanto. no meu entender, elle merece o
cargo, qnanlo tambera o cargo bem digno d'elle.
Isto do governar bem dependo s de quem go-
verna ou dos governados ; depende principal-
mente das circunstancias. Deus lho d laes quo
o auxiliem no empenho de ser ulil minha boa
ierra. *
Desls visita vm reunir-me com o meu com-
panhero de viagem e fomos ambos fazer os nos-
nquietago e aotrrimento moral eram egualmeu-
te agudos.
E para aggrarar este estado', j de si pouco
supporlavel, tinha-me sido impossivel fazer vi-
sita um mancebo que sempre cstimei muito, e
que toda a gente com razo aprecia em Portu-
gal e em Franca, onde ha tempos estere em com-
raissao do governo, que desempenhou como pou-
cos. Tondo de familia o nome do nosso clebre
improvisador, nao prente d'elle na vida des-
cuidosa e vadia. Sola horaem adstricto aos seus
de veres e zeloso do cura primelo das obrgacoes
que Ihe incumben) corao professor, este exccl-
lenle rapaz, apezar de urna sade dbil, que s
vezes o faz parar as suas uleis fadigas. Real-
mente vira descontento de o nao ler podido abra-
car. r
O meu companhero do ragem, esso, pelo
contraro, vinha na3 melhores dsposicoes physi-
cas 8 moraes. Sempro Ihe conheci urna saJede
Trro. As vezes l so queixa do estomago ou da
cabera, era todo o caso de algura orgo importan-
te, mas aqui para nos, nao haveria junta de sa-
de que o nao dsse por prompto. Quanto ao
mais, o seu carcter jovial e fa:il do contenlar,
conserva-se sempre em afinacao alegre, o que
urna fortuna para quera viaja com elle.
E realmente o foi para mim, porque de tal for-
ma soube combaler o aborrecimento em quo eu
vinha, que a jornada rqe parecen mui curta, e
cheguei esquecer as dores de differentos espe-
cies, que me atormenta?am. A alegra, o conton-
tamento communicam-sc como a tristeza e a me-
lancola. Eu j fiz urna viagera com um Belga
desde Colonia al Ilamburgo. Era o ente mais
lbregamente carrancudo e mono, que eu tenho
encontrado c na Ierra. Ao chegar ao Hanover,
j eu linha as lagrimas nos olhos. o no trajelo
do vapor al Ilamburgo principtava meditar no
suicidio.
Pobre Belga I Era filho de genio casada, mas
tendo sido aunullado o matrimonio dos paes, fi-
cou bastardo. Um lo materno, Uollandez riquis-
sirao e burgo-mestro de urna villa qualquer per-
to do Rheno, deixou-lhe toda a sua fortuna, po-
rm a falla de urna soleranidade iovalidou o tes-
tamento, o a heranca passou outros prenles.
Ajustou casar cora urna herdeira abastada em Al-
lernanha. Tudo eslava prompto. A ceremonia de-
via ler lugar no da seguinle. porm a noiva mor-
rn de urna apoplexia fulminante, vinlo e qualro
horas antes da soleranidade nupcial I E cnto que
tal era a ra estrella desle trsto subdito do bom
re Leopoldo ?
Livroi-rae delle era Ilamburgo, adiantandodo
dous das a minha partida para a Prussia. Eu j
nao saba de mira. Com a Ampanhia desle des-
granado, Deus sabe o quo me viria acontecer I
Nao descancei omquanlo me nao vi em Berln
installado em urna das boas hospodarias do lin-
ter den Linden.
sos cumprimeulos ao mais amavel liomem de
quanlos neste mundo cingem espada e teora o d-
reilo de trazer basto.
Conheco um bom numero de Ilustresmilitares,
Canrobert, o mais cortez e elegante dos marechaes
fraocezes ; Pellissier, lio franco o jovial conser-
vador como valente soldado ; Narvaez, segura-
meulo um dos homensque mais e melhor conhe-
co os eslylos das cortos, as exigencias das rla-
c,des socaes, e que lo finamente as sabe conser-
var, quando a energa do seu caroeler lh'o per-
mute ; Espartero, cujas naturaes dsposicoes tran-
quillas, lalvez mesmo indolentes, deaapparecera
com o choro da plvora ; e muilos outros. Pois
nenhura pode com esta nossa summdade militar
no encanto com que sabe prender o coraco do
quanlos o tratara de perlo.
Poucas pessoas possuem em tao subido grao o
dom de exercer poderosa influencia nos que o
cercam corao este homejn. De mm o digo, que
sera Ihe dever favor de qualquec especio, e ton-
do pelo contrario razoes do queixa hereditarias
e pessoaes minhas, destas que as tempestades po-
lticas sabem crear e que s os parvos mos nao
perdoam, nao posso resistir forca de atlracco
que rae leva para elle I E j agora morro assiml
O quo me agrada nesle hornera nao o brillio
da sua posicao, era a fortuna da sua carreira,
nem a gloria dos seus feilos, nem qualquer oulro
dos fundamentos externos da sua grandeza. Eu
conheco muita gente grande e poderosa de quom
no gosto, o nao faco segredo dsso. Pago-lhes
a minha divida do attenco ou de respeilo, mas
de longe. Oque me soduz nesle Ilustre general
o talento tao vigoroso como flexivel que elle
possue, o modo espirituoso de o manifestar, a
forea da sua cabeca e a generosa bondade do seu
coraeao.
E, alm do tudo islo, um horaem para quem a
familia ludo. Ora eu preso muito esses carac-
teres. Sao raros neste nosso triste lempo em
que familia parece conderanada desappareccr
ou a converler-so em companhia como a do gaz
ou a das Lczirias. Triste degenerarlo da mais
sania sociedado da Ierra F. eolao como nao hei-
de eu ser devolissimo deste bravo soldado e des-
le uotarel homem do estado, so elle ao mesmo
lempo esposo affectuoso, bom pao e irmao excel-
lentef At para ser to extremoso Ihe chega o
lempo e o coraco. Aprendan) dali c tero em
recompensa os santos gosos da familia que conso-
lara a alma e que a dispem para o exercicio das
mais altas virtudes.
Eu bem ouc;o urnas vozeslas de sorelo gri-
tarem : Enlo esse homem nao lem defeilos ?
a phenix renascida ? Merece ser canonisado era
rida?
Calae-ros, vboras. Cales do erapreilada I Es-
se horaem lem defeilos, fraquezas, culpas, erros
e peccados. Esse horaem um homem e como
tal sujeto scondices da nossa frgil natureza.
Mas cu soi do muitos que teem maore3 defeilos,
muito peiores fraquezas, mais feias culpas, erros
menos desculpaveis, peccados abominados e ne-
nhuina qualidade boa 1 E a desses nao ha Cotoes
que mormuro ni !
De Cromwel se conta que mal avindo com o
parlamento, chegra tal ponto de clera contra
os communs, que exclamara : Tu s simoniaco.
Tu bebado. Tu perjuro. Tu ladrdo, e assim
pordianle. Eu quando encontr Cales no meu
caminho, lembro-me logo desta anedocla do pro-
tector da repblica ingleza. Nao ha Clao inlle-
xivel sem grande chaga oceulta. E com razo.
S a virtude pode ser tolerante. As amnistas
veem sempre do cima para baixo.
Quando estavamos escotando a variada e chis-
tosa conversarlo do dono da casa, annunciaram
a celebrada Estrella do Norte, de que j de no-
ticia, a qual vinha como nos fazer urna visita de
despedida. Pouco lempo se demorou ; depois as
senhoras forara preparar-se para o passeio habi-
tual o nos tomamos o caminho do Vctor, onde
j um distinelo facultativo, cojo nome nos recor-
dava a nossa voUa capital, eslava coraendo a
sopa com qualro pessoas que me eram descoohe-
cidas.
Janle ora sei se bem se mal. Doento como
comeeava estar e sofirendo dores agudas, nao
altele! pola qualidade nem pelo numero dos
guisados. Creio que era um destes j.iulares de
imitaco franceza, muito usuaesera Lisboa, eque
sao a cousa mais deleslavel que eu tenho sido
ubrigado supportar Gosto da costaba porlu-
gueza legitima. E' nutritiva, appetilosa, simples
o sadia. Nao levara o nome de Vatel posleri-
dado, porm tamben) nao d cabo dos estmagos.
Agora as laes milacos francesas, os taes gali-
cismos do cassarolla, esses sao insuportaveis.
Prefin a costaba de Alcoeotre, de Condeaxa ou
do Arelaas do Caminha I
Eu vinha cora graudes saudades di cosnha
porlugueza e j era Caminha coinecei por exigir
na esialagom, em que rae alverguei por algumas
horas, varios guizados provincianos, do meu par-
ticular e anligo conhecimenlo. Porm quando
no Porto o em Lisboa rae doram com o nome de
magnficos pratos da consinha franceza, uns des-
temperos inenveis, fiquei corrido, o se nao vou
urna vez janlar caleada de Carriche com um
amigo, ia-me embora cora a idea de que linha
acabado para sempre a nossa cosnha anliga as
casas de pasto porluguezas.
A respeito de rinhos nao fallemos. Pobres va-
jantes, que ao por o pe uas nossas praias se pre- aca7allo"Wela"bfla"Vslradrd7ctatr^
Baca?!.. SSS2L l Cn%CTUy LaTlV ria Srandcs "^"venientes, o que em rauitos c -
i ,'m\ h a Pri?" ,h" Crei" ',"0, na isui so,ia mais ulil d" 1"e o snico nocturno que
em algumas adegas de particulares ricos e cu- ellos fazem na diado "
r.osos doanliguidades. niasno uso gural anda Vencida esta dificoldade dos carros, e abran-
u n tal liquido, urna especie de xarope cor de vi- dado o genio pouco aroorovel dos
uno, que so o diabo pode ser autor do tal fabrica- i zemas inleira confianca no cochei
eao. A maor parle dcsse3 vinhos sao vinhos de
Hu.e sao os tegaes. Informa mal. Despacho. pnlr. ..--------~:---------------------------
Vtsla a informacao do escrivao, indeferido.Oti nrnvin!;,! i ?8 ah?.n,nas da Algeria, a das
ah lem o que um escrvo. i.""
Sim, senhor, isso assim respeito de urna
penhora, de um deposito ou de qualquer baga-
lella seraelhanle, mas o jornalista dirige os ne-
gocios de toda a naco, e se elle est mal dispos-
lo, o ministerio trata de applaca-lo por todos 03
modos imagioaveis.
Como se engaa, raeu amigo. O jornalista nao
dirige cousa alguma, ese se atreve contra o go-
verno, elle manda-o esfarrapar por outros oifi-
ciaes do mesmo officio, e agora o rers. Nao ha
nomo quo Ihe nao chamem, insulto que Ihe nao
alirem cara o calumnia quo Ihe nao assa-
quem. Ora j rio o juiz mandar insultar um es-
crvo por outro ou por-lho a rida publica e par-
ticular ao sol no meio da audiencia ? Veja a dif-
ieren ca I
A differenca nao est m. O jornalista sahe do
escriplorio do jornal para o gabinete quo Ihe
compele como mioistro e o escriro fica sempre
escriraa.
lu nao sei se fica escriro, mas sei que j te-
nho risto alguns gorernarera, como se fossem
ministras, com todas as ranlagens e sem res-
ponsabilidade. J vio uesla Ierra ministerio sem
escrvo ? Eu nunca vi. E al me record que
por causa de um escrvo do Almeirini, se a me-
moria mo nao falha, esleve para haver crise mi-
nisterial ou cousa quo o parecesse.
Tambem nunca vio ministerio sem jornalistas
influentes I
E' verdade, mas ha muito quom nao d corao
resolvdo o problema :Se os jornalistas in-
fluem no governo ou o governo nelles.Eu in-
clno-me esta segunda opinio. O jornalista
independcnte d o seu parecer, mas nao frca o
governo segui-lo, porm como est ligado po-
liticamente causa ministerial, lem de descul-
par erros, de attenuar fallas, de explicar desa-
corlos, o assim por dante, de sorto quo maor
a influencia do governo nelle do que a sua aecao
sobre os ministros.
Enlo quer-me raelter na cabeca que um es-
crvo o maor potentado desta trra ?
Nao. Quero s convence-lo que melhor ser
escrivao do que jornalista, at no quo respeita
aos interesses raateriacs. O escrvo pago pe-
las partes sem appellai;ao nem aggravo. E' pa-
gar e andar, como diz o proverbio. Ora, o ior-
nalisla pago, Deus sabe como. Elle raras vezes
sabo quando, o s vezes, se a sorle adversa,
re-se sem seu consentiraenlo socio do erapreza-
no do peridico, o perde o seu trabalho. Bonito
olficio I
Isso exagorado raeu charo senhor !
Exagerado? E o capitulo dos duellos? O es-
crivao entra por urna casa dentro, separa a mu-
lher do marido, penhora os trastes desde o banco
por sina q
sahisse incompleto, nao so afogou. Tirarara-o
E acha islo injusto f
erapode Ihe salvar a vidi. porm sobreveo-.he I 0$&E^W^'S* ""po^ofpe m
uraa congeslao cerebral, que finalmente o lber- lore allusao' suspeilas que 'loda a Se p -
ou de todos os seus tormentos. Lgubre crea-I fure em voz alta contra um individuo. No dia
lora I A ierra Ihe seja leve I | seguinle, dous homens do cara severamente lu-
0 meu companhero de viagera nao o destes. guure Irazera-lhe un cartel de desafio. Vo para
E homem de seu natural alegre o de jovialidado o campo. O jorn lista Iraz de l urna bala
^ bem o mostrou nesta occa- | corpo. O negocio sabo-se. Vera
sio, nao perdendo ensejo de me dstrahir com
historias que me eram desconhecidas, c que fol-
guei de saber, com ancdotas curiosas e al com
versos da propria lavra, pois que o nomo com
quo familiar e geralraeule o designara, nao ni-
camente aleaba.
Sahimos de Cintra com a velocidado quo com-
porta a encosla pela qual comeca a estrada para
Lisboa, e em brevo chegamos Sapa, onde o
mnibus eslava parado pedido dos viajantes,
amadores das proverbiaes queijadas. Pois o tal
mnibus, que sahe do Lisboa sem gente, desla
vez regreesara capital com numerosos passa-
geiros. Picamos de mo humor. Aquelles ho-
mens, dizaraos nos, comprara as queijadas todas
e nos (leamos logrados.
E cu que as proraelti aos meus rapazes, mur-
murara o meu companhero I E enlo eu que as
la urna
a Justina
no
e o
compelenle escrivao fazer auto de corpo de de-
licio. Alera do perigo. da ferida e das despezas
da cura, ainda um processo I Santa vida E se
o jornalista ferio o sou adversario, entao o pro-
cesso mais serio, o o escnplor publico vende a
camisa para pagar as cusas.
Esses sao os ossos de officio. Nos tambem te-
mos os nossos. Mas a gloria c os proventos que
aacompatiham na carreira jornalislica ? Quanlos
jornalistas s por esse facto leem conseguido p-
timos casamentos com grande fortuna ?
O', raeu amigo, em quo ponto foi tocar. Nao
ha desgrana maor duque essa. O jornalista se-
duz coui a belleza do estylo o animo de urna
herdeira rica, e o brilhaule futuro, que tudo an-
nuncia ao nosso Iliterato, iufla no animo dos
paes da noiva. O casamento (az-se. Mas com o
lempo o estylo do jornalista enfraquece, o pu-
promeui mm mesmo Veslo meio lempo lar- buco deus do Ihe ser alleieoado, as eircmsan-
,'ou o mnibus, e a attenco das meninas que
vendora as queijadas voluiu-se inteiraraenle pa-
ra nos. Ainda restivam duas dunas e incia, s
quaes im mediata mente passaram para o caleche
e lomaram lugar nos dous assoulos de diauto em
face das nossas resieilaveis pessoas.
Em breve tornamos encontrar o mnibus, c
cias mudara, e o pobre homem, nao d um p isso
na cirreira da gloria, das honras e da fortuna
poltica, a mulher reconhece o seu engao, cho-
ra-o ora segredo, o depois... depois... nem eu
sei... depois le outras gazetas para so dis-
trahir.
O quadro carregado de mais. Os estrlosnao
o nosso cocheiro passou-lhc adianto com deno- mudara assim. E nos estamos sujeilos aos mes-
uaiiaousaaia e grande coulianca no esforco das raos desastres.
mullnlias. Grac.is consumnnda habilidade com
que o Au'omedonle soube conservar a distancia e
vigiar constantemente as prfidas manobras do
mnibus, viemos por largo esparo era triumphan-
le corrida, deixando o tal vehiclo confuso e en-
vergouhado quanto estes sentimentos podiam ma-
nifeslar-se n aquella grande carroea o em noite
escurissima.
Tudo isto foi gloria'ra corao grando parle das
glorias desle mundo Mais adianto encontramos
lanos carros,_ o guiados por cirreiros tao inso-
lentes, que nao s livemos que parar, mas anda
era cima ouvimos urna boa ladaoha de pragas c
maldges, que os homens traziam de reserva e
de que parece desejaram desfazer-.se. Veio-me
euto idea, que a presenca de dous municipacs
Mas nao polo mesmo motivo. Nunca urna ra-
pariga casou com um escrivao por causa das
grecas do estylo do auto do corpo de delicio ou
da assentada de um inquerito de teestemu-
ulus Emfira, a dilferen(;a sensivel lodos os
de Conslantina e de Argel vae' buscar
as tmaras Oued-Sonf, & Oued-Ghier e Ouur-
gia ; as da provincia de Oran sSo as nicas que
vao regularmente ao Curara, para onde as levara
as suas necessidades e um habito secular
Todos os annos as suas caravanas se renen)
I n5r=HP'r, ,8unovembro em Brezina, em El-A
b.od-Sidi-Ch,kh. em Bu-Semghun e m Mogror
o tangas filas de camellos, pesadamente carreg'
dos nao se demorara partir para esta cuslosa
viagem, que deve durar quasi tros mezes.
Mais tarde veremos os carainhos que ellas se-
l^j "I!"03 ?g0ra d0S asis' cul" Pnmeiras
palmeiras e los alcancam depois de doze, quinze,
ou dezoito das de marcha. h"'-,
O primero grande grupo deslos oasis, o que
esta mais ao norte o do Gurara, que vae do nor-
ofrnn ?Q3 esl'ot)re uraa "Perticie de perlo
de 700 leguas quadradas, oceupado era grande
parle por uraa grande Sebkha (lagoa salgada),
sobre cujas margens se elevara os ksur. Esi
dividido era nove distrelos, cada um dos quaes
ecommandado por um chefe particular.
Os habitantes destas localidades leem um me-
tnodo dos mais engenhosos para conseguirem a
a agua, deque tanto necesstam naquellas lui-
tudes abrasadoras. Ellos fizeram urna serie de
pocos que se communicam entre si por meio de
galenas subterrneas, as quaes recolhcndo as
aguas de lodos os pocos que airavessam, termi-
nara na superficie da Ierra e dio urna quanida-
n?, 8h3 cor,enle' le est em relacao com o
numero do pogos. wu*"
A* esta linha de pogos do o nome de feggara.
no plural feggaguir. Para se comprehende? nem
este systema de pocos, preciso saber que os
oasis de que traamos, eslo todos em valles ou
para melhor dizer, as depresses das alturas
planas do Sahara. Nestes baixios encootra-ce
em poura profundidade na Ierra urna toalha do
agua mu larga e muilissimo abundante. O raeio
que os naturaes emprestara para trazo-la su-
perficie e para alcancarem regatos to caudacs
quanto elles u desojara, muito engenhoso. De-
pois de resolvido o ponto onde querem que a
agua pare, seguera na direceao da elevacao do
terreno, o cavara um ou dous kilumetros ura
primero pogo, lornam descer para o primero
pomo cscolhido, cavando novos poeos vate ou
tunta passos de distancia uns dos "outros ; co.u-
municaiu entre si tojos estes pocos por meio de
galleras, ccorau j dsso chegara'assim a alean-
car no ponto do Daixio, onde querem fuer sal-
tar a agua, uro regato cuja abundancia est ora
relacao cora o numero dos pocos feilos.
E' para presumir quo oleto aquifero siga pou-
co a punco a fraca declividado do terreno, e que
anuo a agua que existe nos poros os mais ole-
vados tenha torca bastante para trazer comsigo
a dos pocos successivos, o poder dar nos acue-
ductos mais baixos urna presso sulncienlo para
produzr um fluxo superficie.
Erna feggara assira eslabolecida torna-se loo
como a uervura mediana de urna folha da qual
sacraineivuras lateraes ; cala particular cava a
sua /eggara, la-la parar na feggara mae, e lem
direilo, no orificio, quanlidado de agua que
trunxe para o aqueduto commum. Ha feggaquir
quo lem at cincuenta e sessenla ramos, e cuja
agua e dividida, ao depois, era outras tantas par-
lesi proporcionaes s quantidades trazidas por
cada feggara lateral e pela feggara mae.
Muilos ksus do Gurara se elevara no meio das
arelas.
As suas ultimas plantaces de palmeiras sao
dominadas pelas dunnas. e nao sao preservadas
da invasao seno pelo cuidado quo leem os ha-
mtantes de fazer tapumes muito fechados com
djend (palmas). Isto duve ser como em Negou-
ca, perlo de Ouargla, onde vi os singulares re-
sultados desta lula do homem contra essas ragas
sena-solidas que engrossam sempre. A areia
amontoa-se, a vaga sobe, e o lapurae de jrid do
auno antecedente quasi que desappareceu inte-
rameule ; preciso fazer oulro novo, que tam-
bera ha de desapparecer em dous ou tres an-
uos.
E' assim que, pondo uns tapumes sobre oa-
tros, cooseguem deter as dunnas quo engrossam
por lora, e que do lado do jar hu estio corlados
por ura declive mono empinado, no qual mullas
vezes se s alguns ramos de urna lamarcirt mel-
lida na a rea, scmeilianies aos dedos conftahidos
de urna mao agitada por cima da agua, de ura
homem que se afnga.
a altura das dunuas excede muitas vezes das
mais altas palmeiras, u dos seus cu mus doini-
na-so o oasis, onde as tamareiras parecer pla-
a Jas nos fossos do una gigantesca fortifleago.
s Habitantes destes oasis, como encrarados
na areia, nao leem feggaguir; tirara a sua agua
pocos pouco profundos; tambera
comer. Acham-se na bocea cuino um pedaco de
gela I
No Vctor havia vinho de Collares. Vinho do
Collares? Chamavam-lho assim ; cada qual sor-
na, mas ia bebando, o o nial saboroso liquido.
Deus sabe d'onde era. Sera de Mafra, de Tor- declinava as honras, de que eu lho ia indicando a
res, de Thomar se quizercm, porm do Collares,
de certo que nao era. Eu nao exiga que o Vic-
lor, ou qualquer das outras casas Jo mesmo ge-
nero, tivessem a adega do Sr. Deurnger de Augs-
burgo, na qual os nossos melhores vinhos jazem
ao lado do Kasbin de Yesedo, do Julfa de [apa-
ndan, do celobro Schiraz-Zouky-Damas, do Pa-
lomo Formiano o dos deraais vinhos da torra,
mas parece-mc que poderiara ter algumas garra-
fas dos bons vinhos portuguezes sem que para
isso precisassem do fazer parar o sol.
Islo c dilo mui de passagem, porque o raeu
bom companhero insta pela partida. A carrua-
gem est porta. As mullnhas manifestara evi-
dentes signaos do impaciencia. A noito ameaca
fri e promolle algum chuveiro. Partamos,
mas antes de deixar Cintra voltemos ver a ama-
vel estrangeira que em breve vae doxar a Ierra
porlugueza.
Assira o lzemos, [o ali Uve ainda o prazer de
aportara mo um dos mais estimaveis fidalgos
da corlo porlugueza, que tambem como nos visi- pe II lisongeou Sebaslio, dando-Ihe o li
lava aquella senhora. A (nal fizemos as nossas do raagestade. Os escrivesda Puridade Iranafor-
carruagem maram o nome em secretarios de estado, e es-
na I quecerara-so dos collegas da ju3loa, deixando-os
para todo o sempre com o nomo "do escrves I
aroleiral Mude essa designa^o para a de
es.
Cora este ullrao argumento desalou rr o
meu companhero do viagem cora voutade
O cheia e completa, que rae fez tambera sa-
hir da minha natural gravidudo e seria compos-
tura.
Ao cabo do dar taigas esle accesso de jovia-
lidade, olharaos e vimos que a carruagem j linha
entrado em S. Sebaslio da Pedreira e lomava
um caminho da direita para me Irazer ra de
Sanio Antonio da Estrella.
Ocaso foi quo com esta cohrersarao e com
outras nao menos alegres, em que o meu com-
panheiro me soube prender a attonco, j nem
mo lembrava a minha doonr;a e as "dores, que,
todava, nem tinhara desapparecido era abran-
dado se quer. Desde S. Sebaslio da Pedreira
al casa do eslimavel amigo do quem sou lius-
pede, foi-mc ganhando de novo a enfermidade e
o deslenlo, de modo que mal podia comigo
lista, o ludo quanto eu allegava em favor do quando me apeei da carruagem.
uto do Nascimenlo responda cora a opinio ge-1 E assim acabou esta jornada Cinlra. Nao se
escrves. Eu bem sei, | 'lucixera os leitores de que eu Ihes
carreiros, po-
ro e continua-
rnos a conrorsacao que havia pouco comecara-
mos acerca das muitas e grandes vantagons que
um escrivao, logalmenle escriptor publico, leva
ura jornalista, escriptor publico por decreto da
propria auloridade.
O meu companhero com cxemplar modestia
ral pouco favoravel aos
dzia elle, que o conceilo em que nos leem in-
justo, mas o facto quo o povo nao nos alfei-
coado.
Eu nao sei so o povo lhes affecoado ou nao,
mas o que eu sei e sustento quc'um escrvo
vale mais que um jornalista. E sanio v ouvn-
do. Na monarchin velha e nos lempos em que as
honras e graduales nao andavam merco de
quem as quera apanhar do chao, como se cha-
mara o primero ministro do rei i Nao se intilu-
lava jornalista, nem escriptor, nem litteralo ; o
seu titulo era Kscrivo da Puridade, escrvo,
j v I
Essa magnfica. Nesse lempo o re linha vos-
sa merco, ou quando moito alteza.
Pois olhe que nao perda com isso. Talvez
fosse melhor obedecido o mais amado do quo de-
pois da entrevista de Guadalupe, em que Phelip-
cs-
despedidas e fomos insiallar-nos na
com grande confianca no bro das mullnhas
boa direceo do ccchero e na nossa feliz
Irella.
Um estallo de chicote, um grito de animago,
para as alimarias oulro estallo, o comegou mo-
ver-se acarroa. Adous. Cinlra. Deus sabe quan-
do tornaroi 3 vr-le I Por isso nao fui visitar as
las priucipacs curiosidades. Tive receta de nao
poder mais sahir d'al. Vamos. Nada de pie-
guices. Um horaem um homem.
Cocheiro, faca raJar suas mcuiuas. A Lis-
boa o depressa.
L vae, raeu amo, l vae.
para
secretarios, e ver como o povo muda tambem
de opinio. O nomo s vezes tudo.
Decididamente est brincar comigo. Entao
quer-rae convencer que um escrivao vale lano
c na ordem das cousas humanas como um es-
criptor quo em meia dosis de mezes depulado
ministro, dictador e ludo?
Eu nao eslou brincar. S Ihe digo que o
escrvo lem f publica. O que ello porta por f,
verdnde official. E o que nos affirmamos, pas-
cora citcito ia, como o leilor ra saber muito < sa geralraeule por mentira. ls3o sao otas dos
por mudo.
111
De Cintra.
A viagem de Cintra Lisboa feta por dous ho-
mens dentro de um caleche, de noile e sem luar
nao para longa narraco. O leilor est imagi-
nando que os dous adormeceram poucos passos
de Cinlra, depois de concluida a habitual conver-
sarlo acerca do lempo e das horas da jomada e
que s acordaram as ras do Lisboa. O leior
imagina mal. Nenhum de nos podia dormir.
Eu vinha doente. A enfermidade, que devia
obrigar-rae & adiar a minha viagem durante 15
das, princpiava enlo nssumr um carcter
grave, e i apurar-me a paciencia com dores agu-
dsimas. Esta moleilia, em occasiao lo inop-
porluoa e tanta distanciada minha familia,nao
me causava nicamente incommodo physico. A
Vejo que est em vea. Con-
jornaes, phrase que se o ore todos os das.
Alm disto, o escrvo podo mais que o pro-
prio juiz, quem realmente inferior. O juz
nao inquire lestemunhas sera o escrvo, e este
roceheodo para isso commissao, pode inquir-
las s.
Melhor essa
tine, contine 1
Escute eno (ira dir do sua justica. A pro-
priedade aepara-se do seu dono pela aeco di-
recta do escrvo. Esto vnculo quo as leis Irata-
ram de robustecer para conservar cada um o
que seu, d cabo delle um escrvo com urna
penhora o um termo de deposito. Islo nem o rei
pode fazer. O que o escrivao pe no papel archi-
va-so. O producto do jornalista serve para em-
brulhos I
Delicioso, meu amigo I V continuando.
E vou. Olhe o que Ihe aconteco todos os das.
Uequer urna parte ao juiz para qualquer fim.
Despacho Informe o escrivao.-Informa bom ?
Segundo despachoComo requtr em termos.E
os lermos sao aquelles que o escrivao entender
aptirasso a
paciencia com tres longos folhetins tal respei-
lo. Foi una consequencia da minha recluso tor-
eada.
Solfram isto com paciencia, que assim mes-
rao mais supportavel do que as sanguesugas,
tizanas e outros ingredientes com que ura me-
dico, quem em frica dovi a vida, e ura ou-
tro facultativo, de grande e justa nomeada. ape-
zar dos seus puucos annos, me recomposeram a
saude.
Talvez o leilor nolasso os ponlinhos que
as Ires partes desle escripto servem de epigra-
phe. Nao live paciencia para ir ao Byron, ao
Bernardim liibciio ou Cinlra Ptloresca pro-
curar um mole, mas confio no gosto do pu-
blico o approvo de antemo a escolha que el-
lo fuer, e desde j a adopto para a prxima edi-
Qo.
Eu ainda queria antes de acabar... Nao que-
ra tal, porque nao devia querer seno alliviar da
iba presenca 03 leitores e ir arranjar a nula
K S P.S,n S d Vl"a l,IOg' maS """ i o." cavaos' sao muito raros, porque se-
um desvio momentneo dos seus habitantes fra
fla verdadeira, da pura religiao do propheta Ha-
horaed. Ura Judeu chamado Gurari, diz a tradi-
cao, viva entio em Timimun ; era ura homem
justo com quanto nao seguisse a estrada indica-
da pelo propheta ; era rico, e, conlra os costu-
racs da sua race, nobre e generoso. Tomn mu-
lo imperio sobro a gente do pas, e pouco pou-
co Ihe foi filslicando a religiao, fazendo-lhe
adoptar pralieas da sua.
Mais tardo forara reconduzidos s doutrinas do
islaniisnio por ura marabuto do sullo, que ma-
lou o Judeu Gurari.
Gurara produz tmaras em abundancia; a
principal cultura a da palmeira. Eocoutrara-se
porm, nos vergeis figueiras, algumas romeiras,
'i T"?' aruonuot'iras e um arbu.-lo sempre ver-
de, de iolhaa largas e grossas, que os indgenas
chaman) keranka, e do qual fazem carvao para a
(al>ricac3o da plvora.
Debaixo das palmeiras, os Gurarianos cultivara
algum trigo c cevada, milho, mlho mudo, fei-
joes, ervilhas, favas, graos, nabos, cenouras, ce-
bolas, couves, aboboras, meles, melaneias, pe-
pinos, bnngelas, tomates, pimenles, e sobre tu-
do o felfel-elthiur ( pimenla dos passaros |, que
e do tamanho de urna gnja, muilo encarnada o
extremamente dura. Tambem cultivan), mas era
pequea quantidade, a ruiva, o algodao c o aniz.
ludos os proprielaros de jardns leem sempre
um canleiro de faca, especio de trevo quo du-
rante o rero chega altura de um homem, que
corlara proporgo das necessidades, e fazem-o
seccar para o inrerno.
Os Gurarianos sao todos sedentarios nos seus
ksur, excepto porm. os Meharza de Tincrkuk,
aos quaes a visinhanca dos Areg e da sua vege-
tarlo d a facilidade de crear rebanhos de car-
neiros e de camellos. Tem para isso pastores
nmades, seguindo as emigraces de urna frac-
;ao dos Oulad-Sidi-Chikh, os Onlad-Sidi-Mo-
haraed-Ben-Abdallah, quo gritavam ao redor do
Tabelkusa.
Nao sendo em Tnerkuk, os camellos, os car-
[Commercio do Porto.)
na minio diOlcil sustenla-los Fra dos pacos
irrigados e cultivados, o paiz de urna aridez,
j de que nenhuma outra cousa pode dar idea. Os
. rabes, que vao ali lodos os annos com as suas
; catavaoas, sao obrgados, antes de sahir dos
Xfevue Algrienne el Coloniale conlinha no iTeh & ,f'1zer Provisoes, de urna especie de feuo
seu numero dejulho ura interessanle trabalho ",lnraterum pungen ), e eraquanlo ali so Je-
devido Mr.deColomb, icnente-coronel do excr- 1ra'!rani sustanlam os seus camellos, dando-lhes
cito de Algeria, s-bre os oasis do Sahara e os ca- s_dias alguraas purcoes desla proviso
OS OASIS DO SAHARA.
minlios quo a elles conduzem. No momento em
uraa raco de pessiraas tmaras, ou simples-
que se trata activamente de contrahir"reiaces ,nto ude caroJS quebrados e ochados n'agua ;
commerciaes com os povos do centro da frica V Arabes "Primera esta absoluta aridez, dizen-
julgamos que nao ser fra de proposito entrar r ^ 8er,-a lmPossivel achar t,m tado o paiz,
em alguns pormenores acerca destas regies ainda ^L^T^TJZJl
bem pouco conhecidas.
Quem tancar os olhos sobre os mappas lo in-
completos da frica, impossivel que nao faca
reparo na postao excepcional deste grando gru-
po de oasis, que nelles designado peta nome
de Gurara, de Tual, e do dous ou tres de seus
principaes ceiros, laes como Timimun o In-
solan.
Parece ali collocado mulo de proposito, como
o caravancar, para ondo sao orcosamcnie con-
duzidas pela sede lodas as cararanas que partera
do norte par? pararem as margens do Niger. E',
o ser, sobreludo para o futuro, o mercado obri-
gado do mundo civillsado que vae das margens
do Mediterrneo descoberta deste im menso ter-
reno desconhecido, que comeca preoccupa-lo.
Para nos presentemente, sto para as nossas
tr.bus, o nico mercado onde se Irocam por t-
maras e alguns grossoros lecidos, graos, la,
manleiga e carnearos.
ser um palito.
Os ksurs sao construidos em Ierra pisada, e,
dzem os Gurarianos, cercados de rauralhas abor-
tas em amelas e fossos. As casas sao coberlas
cora terracos sustentados por troncos do palmei-
ras, alguns dos quaes tera a altura de um an-
dar de casas.
Gurara foi muitas vezes amencada e invadida
pelos Berberes das monlanhas marroquioas. A
mais recente destas invases, que tambera fo a
mais terrivel, leva lugar era 1835. Doze ou
quinze mil Ait-Alla, Ait-Esdeg, Oulad-Djrid e
ouiros apodararam-se de Timimun, e depois de
se lerem saciado de roubar, violar c malar, re-
tirarara-se. Por muito tempo todos os Ksurs pa-
garam um simplees imposto, que aboliram ha
des annos, pouco mais ou menos, ligando-se e
jurando reunir-se para repellir as invases do*
Beiberes.
(Diario de Lisboa.)
PERN. -TYP. DEM. F. DE FAR1A.-WW."
t
l


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