Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09169


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Full Text
|H ?&*m-------Wr-----!-r-
lLimi. IJiilEHO .269
Por tres mezes adianlados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6$00(L
ni i *
M%k FEIRA 20 DE R0VEHBKO DE I861
.*
Por anno adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREADOS DA. SUBSCRIPCAO 1)0 NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrinode I.ima !
Natal, o Sr. Amonio Marques da Silva ; Aracaly, o
Sr. A de l.emos Braga; Cear, o Sr J. Jos de Oli-
veiaa; Maranhao, oSr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimares : Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazona*, n Sr. Jernimo da Costa.
PAR IDA IMi COKHKIO.
Olinda todos os das as9 1/2 horas do da.
Iguarass, Golanna e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Caruar, Altiulio e
Garaiihuns as lerdas feiras.
Pao d' Alho, Nazareth, I.imoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Plores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Sirinhem, Rio Pormoso, Una, Barreiros,
Agua preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios parlera as 10 horas da manha
EPHEMEMDF.S DO MEZ DE NOVEMBRO.
6 Quarto minguante as 6 horas e 57 minutos
da in.iii na .i.
12 La nova as 10 horas e 1G minutus da tarde.
20 Quarto crese.ente as 6 horas e 33 minutos
da manha.
28 La cheia as 9 horas e 18 minutos da manha.
PREAMAR DE BOJE.
Primeiro as 10 horas e 54 minutos da manha.
Segundo as 11 horas e 18 minutos da tarde.
AUDINEOIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaco torgas, feiras e sabbados.
Pateada ternas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quartas ao meio dia.
Dito de orphos : tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel : tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel ; quartas e sabbados a urna
hora da larde.
DAS DA SEMANA.
19 Segunda. S. Isabel rainha da Hungra f.
20 Terca. S. Flix de Valois fundador.
21 Quarta. Apresentacao de Nossa Senhora.
22 Quinta. S. Cecilia v. m. ; S. Filemon ro.
23 Sexta. S Clemente p. m. ; S. Felicidade m
24 Sabbado. S. Joo da Cruz c. ; S. Estanislao
25 Domingo. S. Calharina v ; S. Jocunda v.
ENCAR REGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUI
Alagoas, o Sr. Claadino Falcao Das; Baha,
Sr, Jos Martins Ahes; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Percira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do mamo Manoel Figueiroa de
Paria, na sua livraria praga da Independencia na
6 e 8.
PARTE OFFICIAL
ministerio do imperio.
rxpEDIENTF. DO 1>I V 9 HF Ot TlBItO DF. 1 860.
8.* seccaoo presidente da provincia de S.
Pedro.Foi presente a S. M. o imperador o olli-
cio de V. Ele., n. 74 de 16 de julho ultimo, ex-
pondo ao guveino impeli I as raides que o iudu-
ziram a negar a sancoio a tim projecto da as-
sembla legislativa dessa provincia que crea va 8
caderas de entino conjuncto de latim e francez
em differentes cidades e villas da mesma pro-
vincia : e o uicsmo augusto genitor, tendo-se con-
formado, por sua inmediata resoluto de 3 do
corrente mez, com o parecer da seccao dos ne-
gonioa do imperio do conselho de estio, exara-
do em consulta do 1. de setembro prximo lin-
do ha por bem declarar o seguinle :
Que nao consta de terem sido examinadas pela
referida assemhla as razoes da denegacn da
sanccio ; e que, alm disto, qualquer que"soja a
deliberaco da assombla, sendo a materia do
projecto da nttribuieo della, n nao tendo sido
recusada a sanccao por nenhum dos motivos ex-
presados no ait. 16 do arlo addicional, e no 7."
da le que o iltterpretou, nada ha que provi-
denciar da parte do governo imperial sobre o ob-
jecto.
O que coramunico a V. Ese. para sua inlelli-
geocia.
Ao presidente da provincia de Pernambuco,
devolvendo, para informar, os olicios que en-
vin, em que o 1." e 2. juina de paz da paro-
chia de Flores expoem as razoes de ter aquelle
adiado a ultima eleico de vereadores e jnizes de
pa?, e de ter este assumido a presidencia da me-
sa parochial, e procedido eleico pela qualifi-
caeao do 18)6, visto que os ditos oflicios no.of-
ferecera suficientes esclarecimentos para se 10
Ao presidente da provincia do Espirito Santo.
Em Boloco ao oflicio de V. Exc. n. 40 de 24
de setembro ultimo,Tleclaro-Ihe que o niajorJoa-
quim Antonio de Oliveira, que, pelo exercicio do
cargo de supplenle de juiz municipal do termo
de Beoevente, renunclou tcitamente o cargo de
juiz de paz, na forma Jo aviso n. 36 de 8 de mar-
co de 1857, 1.", nao pode rehaver o mesino
cargo, em eonsequencia da deciso do aviso n.
162 de 6 de jullio de 1859 ; pois que, segundo o
aviso de 2 de julho do corrente auno, de que llie
envo urna copia, aquella deciso s vigora de sua
data em diante, por ser revogatoria do citado avi-
so de 18 i7, e nao interpretativa. Nao podo por-
tante o referido cidadao presidir mesa parochial
que se ha do reunir na ultima dominga do do-
zembro prximo futuro.
11
Ao presidente da provincia de S. Pedro.Foi
presento S. M. o imperador o ofTicio de V. Exc.
de 17 de setembro ultimo, sujeilando a conside-
rado do governo imperial a seguinle deciso que
den representarlo que Ihe dirigi a cmara mu-
nicipal da cidade do Algrete, expondo os graves
inconvenientes quo resultariam da nomeaco, do
bacharel Geminiano Antonio Vital de iveira,
juiz municipal e de orphos do tormo, para o
cargo de delegado de polica da dila cidade:
Que, nao sendo permitlido s cmaras
paes, pitia lei que Ihes
volverem-se emnegoc
ces, pudendo apenas
E em raspala declaro-lhe que o governo im -
perial approva a deciso de V. Exc, por estar de
accordo com os rilados avisos.
O que communico a V. Exc. para seu conheci-
mento.
Ao presidente da provincia do Maranhao.
Tenho prsenle o olicio de V. Exc. n. 148 do 20
de setembro prximo lindo, consultando ao go-
verno imperial sobre o seguinle:
Dispondo o ari. 11 do decreto n. 1,812 de 23de
agosto de 1856 que o juiz de paz, presidente d
junta de qualiiicaco ou da mesa parochial, que
for eleilor, deve entrar na turma dos eleiloies, e
votar para a organisacio da junta ou da mesa pa-
rochial, pergunta V. Exc. snalgum dos Ires im-
mediatos ao juiz de paz mais votado, que liver
sido convocado para representar a turma dos
eleitores, na forma do ai t. 2. do citado decreto,
nao obstante ter de assumir a presidencia da me-
a parochial, por ffelm 'Impedimento do mais
volado, deve igualmente enneorrer com osen
vol para a organisaco da mesa.
E cm resposta declaro-lhe que sem duvida a
disposico do art. 11 do citado decreto compre-
! hende lambein qualquer siipplpnle do juiz de
i paz que tiver de presidir junta de qualiiicaco
l ou mesa parochial ; pois que dos termos em que
I se acha concebido o mesmo artigo, se v clara-
l mente que a sua disposico applioavel a qual-
j quer dos juizes que, por impedimento do mais vo-
tado, lenha de presidir a algn daquelles ac-
, tos.
O quo communico a V. Exc. para sua intelli-
gencia.
Ao presidente da provincia de Minas-Ge-
raes.Teuho presente o olicio de V. Exc. n. 103
i de 8 do correle mez, sujeilando consideraco
| do governo imperial a deliberaco que tomou de
i mandar proceder a nova eleico de juizes do paz
I e vereadores oa parochia d.i villa da Bagagem
Diamantina, e de vereadores na de Sant'Auna
Expe V. Exc. que toiuou esas deliberag.io por-
que, quando a mesa parochial da villa da Bagagem
Diamantina tralava de contir e separar as c-du-
. las recebidas, algumas pessoasdas que rodeavam
ja mesa aproveilaram-se de um conflicto que se
I deu entre 2 .ndividuos que se nchavam dentro da
igreja, para laucar na urna porco de cdulas,
I que se contundirn] com as lesalmente recebidas ;
e como a volaco da referida parochia influa con-
I sideravelmenie sobe o resultado da eleico do
municipio, eotendeu V Exc. quo devia, de ac-
Cordo com o aviso n. 62 de 21 de fovereiro de
1853, mandar proceder a nova eleico do juizes
de paz e vereadores em lodo o municipio, dei-
xando apenas subsistir a de juizes de paz da pa-
rochia de Sanl'Anoa do Rio das Velhas, que li-
ona corrido regularmente.
E em resposta declaro-lhe que o governo im-
perial approva a deliberaco de V. Exc. pelas ra-
zoes em que so funda.
O quo communico a V. Exc. para scu conheci-
raento.
17
3.a seccao.Ao presidente da provincia das
Alagoas.Tenho presente o oflicio de V. Exc. n.
75 de 1 do crreme mez, submeltendo a deciso
do governo imperial-a seguinle duvida : -
Nao tendo havido na parochia de Anadia qua-
liiicaco de volantes em 1857 nem. em 1858, e
lendosido annullada a oo corrente anuo em vir-
niiuido as cmaras munici- i, ..; V, ....... .i. u -
es serve de regiment, en- i ude d? a"" des,e ministerio de 2 dejunho ul-
cios alheios s suas altribui- 'liHde ma",e,r.a. (1"e lujlmenle que se est
..,, pelo arl. 58 daquella le., i procHedendo d" ."hficacao, hesita V. Exc.
representar contra as infraccoes da consliluino, f'S *8a'. Je coniormidade com o 10 do art.
e as prevarires ou negligencias de lodos os em- / d0 decroto ,-0^- de 18;' aS0Slu desle a"-
* -. .(J fllk A niimiim do olmlA,.- ,J .. ^ ._:j- ...*.L1.
pregados, nao podia V. Exc. deixar de estranhar ,0' n.umero ude eleitores da referida parochia,
.'i dita cmara que por orcasio de exercer essa I "? P?r base urna qualiflcaco feila depois
presidencia urna das suas allribuicoes, qual a de da P,,bllcH'ao da le uessa provincia,
nomear as autoridades policiaes, p'retendesseella M*,.ei" resP0l leclaro-lhe que. determinando a
oppor-se ao exercicio daquelle direito. Parle in31 do V.*10 ,t- V do cil"a decrel
Eo mesmo augusto senhor, leudo ouvido o }ue' no c" Uo-fa""'-m a.s0.^'''"caces felas
conseiheiro consultor deste ministerio, ha por I nos ni> d 857. I8.8e I8d9.^regule a do cor-
bem mandar declarar que digna da approvaco | "* an"- dIcT, >*t dc base. flxaco do
do governo imperial a doulrina constante da cita-! ,umtri de eleitores daquelle parochia nao obs-
da deciso, pois que no 6 licito as cmaras mu- I anle ler_sn concluido depois da publicaeao da
lei nessa provincia. Oque cominuoico a V". Exc.
para sua inteligencia e execuco.
- 18 *
3." seccao. Ao presidente da provincia do
Cpar.Tenho presente o oflicio de V. Exc. n.
118 do 11 de setembro ultimo, submeltendo a
niepaes, que sao corporacoes meramente adminis-
trativas, e com aUnbuicOes delinidas, envulve-
rcm-se em poltica, e em quesles totalmente
alheias ao lim de sua instiluico.
- 12 -
3." seccao.Ao presidente da provincia de Mi-
nas-Geras Determinando o 3." do art. 1. do | considerarlo do governo imperial a seguinle de-
decreto n. 1,082 de 18 de agosto do correle an- ciso dada A consulla que a V. Exc. dirigi o juiz
no juo baja tantos collegios eleiloraes quanlas I de paz era exercicio da parochia de Maraiiguape:
forera as cidades e villas do imperio, e nao ha-i Que o eleilor que nao esl qualilicado por se
vendo disposico algunia que exceptu desta re- haver mudado ou ausentado, nao tendo recorri-
gra as villas creadas depois da diviso eleitoral do em lempo, nao pode tomar parte na organi-
das provincias, nem havendo motivo para que se|saco da mesa parochial e nem volar na eleico,
de senielhante excepcao, devem formar collegios
olcitoiaesas cinco villas novamente creadas nes-
sa provincia, logo sejam inslalladas, circums-
lancia esta necessari-i para que se julguem
constituidas e gozem dos foros que Ihescompe-
iem.
Fica assim respondida a consulta que V. Exc.
faz emseu oflicio dc 4 do carrenle mez.
15
3.a seego.Ao presidente da provincia de
Pernambuco.Tenho presento o oflicio do V. Exc.
n. 736, de 26 de setembro prximo lindo, sub-
mellendo consideraco do governo imperial os
que a V. Exc. dirigi" a mesa parochial de Ta-
quanlinga, comarca do I.imoeiro, explicando os
successos que occorreram na eleigo de juizes de
paz e vereadores a que se precedeu na mesma
parochia.
Doa referidos oflicios consta que, tendo o juiz
de paz, presidente da mes*a, adiado a eloico sem
motivo plausivel. o organisado na casa da sua
residencia urna outra mesa, resolveu aquella
chamar para a presidencia dos Irabalhos eleilo-
raes o 2." juiz de paz, e quo tendo este compa-
recido, deu-se principio a eleico, fazendo-se a
chamada dos votantes por quarieires, visto que
o primeiro juiz de paz levara comsigo a lista da
quaJifl cacao.
Eem resposta declaro-lhe que nada se pode
resolver a tal respeilo, pois que o 1." juiz de paz
reala os factosde um modo difTerenle, allegando
que vio-se obrigado a sabir da matriz porque o
subdelegado da parochia e alguns volantes o
ameagavanr Portante devolvo a V. Exc. os re-
feridos oflicios, afim de darinformacoes circums-
lanciadas sobre aquelles successos, o interpor
o seu parecer na forma das ordens em vigor
cuja execuc.o tantas vezes se tem recommen-
dado.
Ao presidente da provinci do Piauhy.Te-
nho prsenle o olficio de V. Exc. n. 18, de 27 de
agosto ultimo, sujeilando approvaco imperial
a sCjjuinle resposta dada a consulta que a V.
Exc. dirigi o 1. juiz de paz da provincia do Prin-
cipe Imperial:
Que o fado de nao ter elle presidido junta
de qualiiicaco, nao o autonsava para fazer par-
teado conselho municipal de recurso; mas que
Do eslava inhibido de presidir mesa parochial,
j po.-que elle o designado pela lei para esse
tim, j* porque sao diversas as funcQes da presi-
dente da mesa parochial e de membro do conse-
lho municipal do recurso, como decidiram os
avisos n. 65 de 6 de abril de 1847, 2., e n. 24
de 29 de Janeiro de 1849, 5.; assim como, pe-
lo mesmo motivo, nenhum obstculo legal exis-
te para quo os membros da junta ou do conselho
de rocurso venham a fazer parte das mesas pa-
rochias, segundo declirou o aviso n. 57 de 22 de
marcode 1847, 2.
avista nao sdo aviso de 13 de dezembro de 818
como principalmente do de 30 de Janeiro de 1849,
e de oulros nimios expedidos pelo governo im-
perial. Desla regra sao exceptuados os eleito-
res que deixam de ser qualiflcados por algum
dos motivos previstos no 5 13 do aviso de 8 de
| agosto de 1848 e no aviso n. 188 dc 23 de julho
de 849, isto e, quando elles lem perdido as qua-
lidades para seren votantes e volados; e em tal
hypolhese. nao devendo a sua excluso da qua-
liiicaco ler elTeilo retroactivo para priva-los de
direitos que Ihes foram legalmente conferidos
quando estavam habilitados para receb-los, s
pode inhib-loa de serum volantes e volados no
futuro, e que portanlo se o eleilor a que se re-
fePia aquello juiz deixra de ser qualilicado por
taes motivos, e nao por se haver mudado, nao
podia votar na eleico. mas devia ser admitlido
a tomar parto na organisaco da mesa parochial.
E em resposta declaro-lhe que o governo im-
perial approvnu a deciso de V. Exc. por ser con-
forme s citadas decisdes.
O que communico a V. Exc. para seu conheci-
mcnio e para o fazer constar ao referido juiz.
Ao presidente da provincia de S. Pedro.
Foi presente a S. M. o Imperador o oflicio de V.
Exc. n. 97 de 16 de setembro ultimo, rcmettondo
a relago das parochias dessa provincia onde
consta ter-so procedido eleico de juizes de paz
e vereadores sera que occorresse desordera al-
guma ; e trazendo ao conhecimenlo do governo
imperial os successos que liveram lugar na Villa
de S. Jos do Norte por occasio de estar-se pro-
cedendo chamada dos votantes para a referida
eleico.
Communica V. Exc. que, dando-so um conflic-
to entre varias possoas do povo, que se achavam
na matriz, aproveilou-se o juiz de paz presidente
da mesa parochial da confuso que reinava para
tancar na urna algumas cdulas; facto este que
foi presenciado por duus mesarios, e queinduzio
a mesa a inulilisar as cdulas j recebidas. e o
dilo juiz de paz a marcar o dia 23 daquelle mez
para proceder-se a nova eleico
E o mesmo auguslo senhor, tendo ouvido o
consultor deste ministerio, ha por bem mandar
declarar a V. Exc. o seguinle :
Que a mesa parochial, deliberando por si mes-
mo inutilizar lodas as cdulas j recebidas, prore-
deu irregularmente, nao soraente porque as mesas
parochiaes nao assiste semelhante direito, como
lambem porque nao consta que precodessea esse
acto a conlagem das cdulas para veriflear-se o
excesso destas relativamente ao numero dos vo-
tantes que acudiram chamada era tal que po-
desse Ticiar a elei;ao. Entretanto fica approvada
a deliberaco que tomou a dita mesa de proce-
der a Dova eleic,o, pois que, tendo sido lnutili-
sadas as cdulas da que tere lugar no dia 7 do
referido mez, n&o ha outro meio de fazer com
que a dita parochia conecorra para a eleico do
municipio a que perlence.
Oque communico a V. Exc. para seu conheci-
menlo o para o fazer constar aquella mesa paro-
chial.
3.a scelo. Ao presidente da provincia do
AmazonasTenho presente o oflicio de V. Exc.
n. 62 de 21 de setembro ultimo, commuoicando-
nie a delibpraco que tomou de annullar os tra-
balhos da junta revisora da qualiiicaco da paro-
chia de Silves, a que se procedeu no corrente
anno.
Da porlaria expedida por V. Exc, mandando
annullar os referidos Irabalhos, consta que nao
foram affixados os editaos de convocado dos elei-
tores e supplentes. deque trata o arl. 4o da le
de 19 de agosto de 1816. e que, apezar do mesa-
rio Joao Rodrigues Terco ler se ausentado du-
rante o?.cinco oas i-m que funecionra aquella
junta, as actas desses dias llgurava a sua assig-
naiura, como se elle tivesso estado presente;
pelo que deliberara V Exc. mandar proceder
nova reviso, e impor aos oulros membros di jun-
ta a multa decretada no Io n. 5 do arl. 126 da
citada le.
Em resposta declaro-lhe que o governo impe-
rial approva a deliberaco de V. Exc, nao pela
filia de convocaco dos eleitores e supplentes,
pois que esta uuiisso por si s nao aflectaria a
validado dos Irabalhos da junta, mas sim por ler
deixado de nomear pessoa que substituase o me-
sarlo Joao Itodiigues Terco, funecionando por-
lanto com um numero de membros inferior ao
que marca a lei.
Cumpre oulrosim que, verificado queoditq;
mesario noassislira aos irabalhos. V. Exc man-i
de proceder contra os que fi/.eram figurar na ac-
ia a sua assigiiatura como so elle livesae estado
prsenle.
Ao da do Maranhao -^Foi presente ao go-
verno imperial o oflicio de V. Exc. n. 156 de 2
do corrente mez, expondo as oceurrencias que
liveram lugar na parochia de Nossa Senhora da
Couce.ico e S. Jos, na comarca de Casias, por
occasio de proceder-se eleico de juicesde
paz o vereadores, e que deram Origen) a duplica-
la de eleicoes da me.-ma parochia, celebrando-se
urna em casa do Io juiz de paz c a outra na igre-
ja de Nossa Senhora dos Remedios sol a presi-
dencia do 2o. 0 '
Attendeiido a que do exame das actas de am-
bas as eleicoes se conclua que liohi compare-
cido um numero de votantes muito superior ao
dos cidados qualiflcados, ou pelo menos que
mu'tos volaran perante as duas mesas, resolveu
V. Exc a"nuullar as mesmas eleicoes, e mandar
proceder na 3 dominga do prximo mez de no-
vemliro nova eleico de vereadores e juizes de
paz na dila parochia, e na de N >ssa Senhora do
Nazarelh, cuja eleico fura adiada, o a de verea-
dores somenle na parochia do S. Benedicto, fi-
candode nenhum efleito o adiamento da eleico
de Tresidella autorisado para o dia 7 da coi rente,
e subsistente a eleico do juizes do paz da de S.
Benedicto, que nao affecla a eleico geraldo mu-
nicipio, ludo de conformidade com o aviso n. 62
de 21 de fovereiro da 1853.
E em resposta declaro-lhe que o governo im-
perial approva a deliberaco de V. Exc. nao s
pelas razoes em que se funda, como tambera por
st conforme ao que varias vezes so lem deci-
dido.
Ao da do Rio-Crandn do Norte. Tenho
presente o oflicio de V.'Exc. n. 109 de 1 do cor-
rente mez, communicando-me a deliberaco que
tomou de ordenar cmara municipal da villa
do Jardim. que noexpedisse diploma de verea-
dor quelle cidadao pois que o aviso n. 55, de 13
de fevereiro de 1857, o varias oulras decises
declarara que nao devem ser accumulados a um
individuo os votos dados na eleico a nomes di-
versos por parecer que perteoeem a mesma pes-
soa, sem quo se prove evidentemente que de facto
nao existe o individuo cijo nome vora contem-
plado as cdulas; e portanto o governo impe-
rial nada podo resolver sem que V. Exc. preste
novos esclarecimeatos a tal respeilo, visto que
as circumslancias allegadas pela referida cmara
nao sao taes que possam destruir as duvidas que
ha sobre a identidade do eleilo. O que commu-
nico a V. Exc. pa a sua intelligencia o execuco.
Ao da da Parahyba.Tenho presente o ofli-
cio do V. Exc. n. 225 de 14 de setembro prximo
lindo, submeltendo consideraco do governo
imperial a seguinle deciso dada consulta que a
V. Exc dirigi o juiz de paz presidente da mesa
parochial da villa do Pilar :
Que, lendo-se veticado por occasio da con-
lagem das cdulas para a eleico do juizes de paz
e vereadores, que exista um excesso de 56 cdu-
las de juizes de paz, o nao sendo possivel dis-
tinguir-se de entre as cdulas existentes quaes
recebidas em duplcala e indevidamenle : cum-
pria que a mesa parochial proseguisso nos demais
actos do processo eleitoral at sua concloso,
devendo lancar minuciosamedle as respectivas
actas, nao s essa circunstancia do excesso de
cdulas recebidas, como quaesquer oulros quo
occorressem, aliin de que depois fosse ludo sub-
mellido deciso do poder competente.
E em resposta declaro V. Exc. quo o governo
imperial approva a referida deciso, nao s por
sei conforme ao aviso n. 298 de 11 de selembro
de 1856, que V. Exc. cita, como tambera porgue
nao sendo mais possivel conhecer-sc quaes as
cdulas inlrodozidas na urna cm numero supe-
rior ao dos volantes daquella parochia, o nico
recurso que resta o da apura^ode todas ellas,
a (i ni de veriticar-se pelo resultado Anal si o ex-
cesso foi tal que possa prejudicar a validada da
eleico.
Ao da das Alagoas.Foi prsenle ao gover-
no imperial o oflicio de V. Exc. n. 82 de 11 do
corrente mez, remetiendo a copia da acta da
eleico de juizes de paz e vereadores, a quo se
proceden na parochia dessa capital, e pedindo
que se resolva a respeilo das irregularidades de
que argida a mesma eieiQo.
Expe V. Exc. quo toda a clei;o leve lugarsob
as vi-ias dasprimeirasauloridadesdossa provincia,
e em presenca do chele de polica, e que o par-
tido vencido deixou correr lodo o processo elei-
toral sem o menor protesto, e que s depois de
conhecido o resultado da eleico foi que elle
apresentou as suas reclamarles.
E em resposta declaro a V. Exc. quo do exame
das actas da dila eleico nao consta quo nella se
pralicassem irregularidades que possam servir do
fundamento para a sua annulago; porquanto os
pequeos conflictos que se deram por occasio de
verilicar-se a identidade dos votantes, o o fado
de ter a mesa comecado sempre os Irabalhos de-
pois da hora marcada pela le, nao podem por si
s prejudicar a validado da dita eloico.
26
3.a seccao.Ao presidente da provincia de S.
Pedro.Tendo presente o oflicio de V. Exc. n.
102 de 4 do correle mez. remettendo-me oqua-
dro das parochias dessa provincia com o numero
dos votantes qualificados nos annos de 1857,
1858 o 1859, e as copias das portaras pelas quaes
desigoou o numero dc eleitores de cada urna das
ditas parochias, e os municipios que por nao po-
derem formar collegio eleitoral foram annexados
a outros.
Em resposta declaro a V. Ere. o seguinle :
1. Nao pode ser approvado o numero dedous
eleitores que V. Exc. Oxou para a parochia de S.
Jos do rlortenuio.pertcncenteao municipio de S.
Leopoldo, porque, tendo elle dado oa actual le-
gislatura um s eleilor.nao Ihe applicavel o dis-
posto no aviso de 20 de setembro ultimo,dirigido
ao presidente da provincia do Rio de Janeiro,visto
que de semelhante applicaco resultara dobrar-se
o numero dos eleitores, o que decerto nao o
augmento de melade permitlido no 10 do arl.
1." do decreto n. 1,082 de 18 de agosto deste
anno, como j so declarou ao presidente do Ma-
ranhao em aviso de 20 do corrente mez.
2. Nao pode tambera ser approvada a fixaco
do nomero de eleitores que V. Exc estabeleceu
para as parochias desmembradas de oulras, ob-
servando as regras proscriptas no 10 do arl. 1."
do citado decreto, lomando por bise a designa-
cao feila antes de ler V. Exc. recebido o mesmo
decreto de conformidade cora as disposices que
enlo vigoravam, pois que a regra q seguir em
(al caso nao a daquelle paragrapho, e sim ao
da ultima parle do 11, que manda tomar por
base da referida fixaco a qualiiicaco anterior
ao desmenibramento, entendendo-se por tal a
anterior uo acto do poder ecclesiastico, que ap-
prova o desmembramento, como se declarou ao
presidente do Cear em aviso de 19 desle mez;
e porianio cumpre que V. Exc. proceda distri-
buico dos eleitores das parochias, que se hou-
ver desmembrado territorio para se annexar
outra, ou para formar nova, nos termos da ulti-
ma parle do citado $ 11, e do aviso, dirigido ao
presidente oo Cear em 19 do corrente mez, de
que Ihe envi urna copia.
Quanio designaco dos collegios eleiloraes,
nada tenho que observar, visto que V. Exc pro-
cedeu de accordo com o disposlo no 3." do art.
1. do supracilado decreto.
Ao da de Minas-Goraes.Em resposta ao
oflicio de V. Exc. n. 97 de 3 correte mez, irans-
mitiindo-me o que a V. Exc. dirigi o juiz de
paz, presidente da mesa parochial dos Tres Co-
races do Rio-Verde, declaro-lhe que a dita
mesa exorbitou dc suas allribuicoes, iuutilisando
as cdulas recebidas durante a torceira chamada
dos votantes, na eleico de vereadores juizes
de paz, pois que anda que houvesse fundamento
para rasoavelmente presumir-se que as cdulas
em duplcala para juizes de paz turara laucadas
na urna pelos votantes do partido que se ac.hava
em minora, a mesa nao podia aflirmar seme-
llianlo facto, visto quo a ningucm dado asse-
gurar em que sentido vutaram os portadores das
cdulas-
Entretanto poderia a dita eleico subsistir, se
fosse exacto o que allega a mesa, quando diz que
aquellas cdulas, anda que fnssem apuradas, nao
influiran) sobre o resultado da eleico; mas
verilieando-se pelo exame das respectivas actas,
sobrando relativamente eleico do juizes de
paz, que alguns dos eleilos, que'so achara como
supplentes, poderiam ler obtido maior volaco,
se fossem contemplados as cdulas inutilisaas,
e nao se pudendo mais saber so realmente o fo-
ram ou nao, cumpre que V. Btc. man Je proce-
der na dila parochia nova eleico de juizes de
paz, e tambem de vereadores, so por ventura
os seus votos consliluirera a raaioria do munici-
pio, a que ella perlence, de conformidade com o
aviso n. 62 de 21 de fevereiro de 1853.
Cumpre outrossim que V. Exc imponha aos
membros da dila nossa a multa do art. 126 1.
n. 5 da lei de 19 de agosto do 1816.
3." seccao.Ao presi lento da provincia do
Piauhy.Tenho presento o oflicio he V. Exc. n.
13 de 18 de agosto ultimo, submeltendo a con-
sideraco do governo imperial a deliberaco que
tomou do adiar a eleico de vereadores juizes
de paz da parochia da Parnahyba pata o dia 7 do
Correle mez.
Na portara expedida para ordenar que tivesse
lugar esse adiamento, expe V, Exc que, tendo
se de proceder a nova reunan do conselliu mu-
nicipal de recurso, e nao havendo lempo sulii-
ciente para que, deciJos os recursos inlerposios
da junta de qualiiicaco, e terminados os prazoa
legaes, se procedesso eleico no dia 7 de se-
tembro, V. Exc. resolva addia-la para 7 do cor-
relo mez, vistu que nao se poiii recorrer
qualiiicaco dos annos anteriores, porque na dita
parochia nao houvera qualiiicaco nos anuos de
1858 e 1859, e nem podia a de i857, por antiga,
servir de base referida^elci^o.
Em resposta daclaiya V. Exc que, se a villa
da Parnahyba compe-sv de mais de urna paro-
chia, o fado de nao estar lermioada a qualifica-
Cio do corrente anno, o o de nao se ter procedi-
do dos annos do 18)8 o 1859, r.o era razo
sulFiciente para adiar-se a eleico, pois quo de
tal adiamento resulla o inconveniente de ser
feila a eieiQo de urna parochia. depois de co-
ndecida a votaco das oulras do municipio ; e
portanlo em tal" caso devia V. Etc. restringir os
prazos legaes, ou, a nao ser isto possivel, man-
dar proceder a eleico pela qualiiicaco do anno
do 1857, visto que 'o fado de ser ella antiga, nao
obsta a que na falta da do correle anno e da dos
mais prximos sirva de bao eleico, como j
se decidi em virlude da resoluco* de consulla
de 25 de maio de 1859, lomada "sobre o parecer
do seccao dos negocios do imperio do conselho
de estado de 13 do mesmo mez.
Se porm a parochia de que se trata constilue
por si o municipio, V. Ex:. procedeu com acer-
t adiando a eleico, demaneira que podesse sor
ella feila pela qualiiicaco do corrente anno,por-
que em lodo o caso is'lo mais conformo ao es-
pirito da lei, e nao 30 d o inconveniente cima
exposlo.
Por ultimo declaro a V. Exc, se na primeira
hypolhese, os votos da dila parochia constitui-
rem a raaioria dos do mnnicipio a que perlence,
V. Exc. mandar proceder a nova eleico de ve-
readores em todo o municipio, e se a minnria,
nao sero os seos votos reonidos aos das oulras
parochias, como declara o aviso n 62 de 21 de
fevereiro de 1853.
Ao da do Cear.Tenho prsenle o oflicio
de V. Exc n. 133 de 2 do corrento mez, submel-
tendo consideraco do governo imperial a de-
liberado que tomou, de onnular a eleico de
vereadores ejuizes de paz, a que se procedeu na
parochia da villa do Aquiraz, pelas multas irre-
gularidades que nellas occorreram.
Da porlaria que V. Exc. expedio, annulando a
dila eleico, consta : Io, que a mesa parochial
deixou de organisar o rol dos votantes que nao
acodiram a primeira chamada ; 2o. que a lista
geral da qualiiicaco, em vez de ser recolhida a
urna, como prescreve o arl. 61 da lei regulamen-
tar das eleicoes, fot levada para a casa do juiz
de paz que presidia a eleir.ao ; 3, qne, constan-
do a parochia de dous dislriclos, a maior parle
das cdulas recebidas para juizes do paz nao ti-
nha o rollo designando o districto a cuja eiei-
Qo se refiriara ; 4o, finalmente, que a mesa nao
obedeceu ordem que V. Exc. Ihe expedir,de-
terminando que fossem tomados em separado os
votos comidos as cdulas sem rotulo, acrescen-
do a ludo islo o facto de terem votado para jui-
zes de paz somenle mironla e sete cidados,
quando o numero total dos que concorreram
eleico subi a qualrocentos e quareDta e dous.
Era resposta declaro-lhe que o governo impe-
rial approva a deliberado de V. Exc. pelas ra-
zoes em que se funda eobsorvo-lha que a res-
Ao da do Rio Grande do Norts. Tenho.
presente o oflicio de V. Exc. n. 121 de 5 do cor-
rente mez, submeltendo consideraco do go-j
verno imperial a copia do que V. Exc dirigi o |
eleilor mais volado da parochia dessa capital, I
consultndose era competente para presidir ao I
conselho municipal de recurso o 2o supplenle do \
juiz municipal, quando o 3o supplenle, tendo i
deixado o exercicio da vara municipal, conlinua- !
va a exercer as funecoes de delegado de polica,:
e as de membrn de urna commisso encarregada !
do eximinar ns livros da thesouraria provincial.
Em respcsla declaro a V. Exc. que mullo le- i
galmente assumio a presidencia do dito conse-i
n o 5 supplenle do juiz municipal, pois que :
ilio
peilii da nova eleico de vereadores da dita pa-
: rochia, V. Exc. dover cumprir o que dispc o
aviso n. 62 de 21 de fevereiro de 1853.
Cumpre, oulrosim, que V. Exc. imponha a
| mesa parochial, por ter infringido as dieposi-
I sesda citada lei, a mulla por esta imposta no
I art, 126 1 p. 5.
nao Ihe competa julgar da verocid.*de do impe-
dimento allegado pelos oulros supplentes. como
por analoga de razo decidi o aviso n. 112 de i
27 de abril de 1849. a respeilo do juiz de paz!
chamado para substituir na presidencia da junta i
de qualiiicaco ou mesa parochial, o juiz de paz .
mais votado do disl'icto da matriz. Portanlo '
nada ha que censurar no procedirnenlo do5SUp-'|
penle, e sim no do 3o, que devia, segundo o ]
aviso de 27 de julho ultimo o varias oulras deci- I
soes, deixar o exercicio das funecoes em que se i
achava occopado para assumjr a presidencia do
conselho, vislo que o servico eleitoral prefere a I
qualquer outro.
Ao mesmo. Foi presente ao governo im-
perial o oflicio de V. Exc. n. 96 de 21 de selem-
bro ultimo, remetiendo a apresenla?o em que
50 cidados votantes da parochia de' Nossa Se-
nhora da Apresentacao dessa capital pedeni a V.
Exc. a annullaco da eleico de vereadores e
juizes de paz, a que se procedeu no municipio
da capital.
Era resposta declaro a V. Exc. que. com qoan-
to da dila representaco conste que tomou parte
na organisaco da mesa parochial o eleilor sup-
plenle Antonio Philadelpho da Rocha, que desde,
1858 mudara a sua residencia para a parochia de j
Cear-mirim, o governo imperial nada pode re-
solver, sem que V. Exc. remella a acta da urga- |
nisaco da referida mesa, pela qual se poder
apreciar a influencia que sobre semelhanle acto
exerceu o vol daquelle eleilor supplenle.
Quantn s outras irregularidades, de que os
representantes argunm a eleico, declaro a V.
Exc. que. nao obstanteserem algumas dolas suf-
icientes para viciar todo o processo eleitoral,
nao podem servir do fundamento para que se
aniiulle a eleico, por isso que os documentos
que iustruem a mencionada representaco nao
provam a existencia de taes irregularidades.
Ao da dc- Sergipe. Tenho presente o ofli- |
ci de V. Exc n. 212 de 22 de setembro uliimo,
submeltendo deciso do governo imperial a :
seguinle duvida :
Aclnndo-se sem representaco na assembla
legislativa dessa provincia o 2" districlo eleilo- :
ral, cuja eleico foi annullada, julgam algumas I
possis que, com a promulgado do decreto
n. 1,082 de 18 de agosto deste anno, deixou de:
existir aquelle districto, e que portanlo deve a i
referida assembla proseguir nos seus Irabalhos I
com os membros j eleitos ; entretanto que V.'
Exc. entendn que, em quanto nao expirar o bien-j
nio da duraco da mesma assembla, a eleigo i
dos seus membros est sujeila s disposices do 1
decreto n. 842 de 19 de selembro de 1855, por!
isso quo a nova lei applicavel aos actos tutu-
ros, que forera platicados em virlude della, mas
nao aquelles que caducara, quando expira o pra-
zo da sua duraco, e nao por eleito da revoga-
da lei anterior.
Boa resposta declaro-lhe que o governo impe-.
nal, ail-ndeudo s razos que V Exc expe, re-
solea que se proceda eleico no referido dis- j
liicto, devendo ella ser regulada pelas disposi-'
ces do decreto n. 8 de 19 de setembro de ,
1855.
Ao da de Pernambuco. Foi presente ao
8overno imperial o offlein de V Exc. n. 755 de
9 do corrente mez, communicando que, depois
de concluida a eleico de vereadores e jnizes de
pai da parochia do" Buique, e remettido cama- i
ra municipal o livro das respectivas actas, fra
este furtado do poder do secrelario da mesma
cmara, tornando-se assim impossivel o conhe-
cimenlo do resultado da dita eleico.
Em resposta declaro a V. Exc. que, visla'de
semelhanle oceurrencia, o imioo recurso co- :
rao V. Exc. judiciosamenle pondera, o de man- j
dar proceder nova eleico de vereadores era i
lodo o municipio, e de juizes de paz somenle
na referida parochia, salvo, se antes do dia de-
signado para essa eleico, apparecer o mencio-
nado livro e conhecer-se evidentemente que elle
nao foi viciado. *
Oulrosim, recommendo a V. Exc que d as
mais enrgicas providencias afim de que seja pu-
nido o autor de semelhanle furto.
29
3a seccao. Rio do Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio, cm 29 ae oulubro de 1860.
Illm e Exm. Sr. Foi presente ao governo
imperial o oflicio de V. Exc. n. 108 de 27 de se-
lembro ultimo, relatando os successos que tivo-
ram lugar as parochias de Pao dos Ferros, Por-
to-Alegre, Parury o Nova-Cruz, por occasio de
proceder-se eleico de vereadores e juizes de
Paz, o expondo as medidas que taca successos
o iiiduziram a tomar.
Em resposta declaro a V. Exc. o seguitnle :
1. Que V. Exc. procedeu regularmente as
providencias que tomou, tanto para fazer punir
os fados criminosos que se deram na parochia i
de Pao dos Ferros, como para evitar a reproduc- '
cao dos mesraos, ou oulros semelhantes.
2. Quanto eleico da parochia de Porto-
Alegro, o governo imperial, aiiendendo a que
da representaco documenta la que V. Exc
Iransmiltio a este ministerio, consta que a urna
ora conduzida para urna casa particular, onde !
se conservara por algum lempo, longe da vigi-
lancia daquelles a quem por lei competa a sua
guarda, resolve annulla-la, devendo V. Exc.
mandar proceder nova eloico de juizes de paz
e tambera de vereadores. se por ventura os vo-
tos da dita parochia constituirem a maioria dos
do municipio que perlencem, de Conformidade
com o aviso n. 62 do 21 de fevereiro de 1853.
3." Que V. Exc. procedeu com acert, deter-
minando que na parochia de Papary se fizesse
a chamada dos volantes pela qualiiicaco do ao-
no passado. urna vez que reconheceu, em vir-
lude dos exames judiciaes, que tanto o livro das
actas, como a copia do elisiamente deste anno
t'uharn sido falsificados: cumprindo que V. Exc.
mande proceder contra o autor de semelhanle
qualificago.
4o. Que tambem merece a approvaco do go-
verno imperial a diliberac.'in que V. S. tomou de
mandar que fossem niitilisadas as cdulas rece-
bidas na elcic&o da parochia de Nova-Cruz, e se
comeijasse nova chamada pela copia da qualifl-
caco que exista na secretaria dessa presidencia,
visto que perdera-se o rol pelo qual tinha-sc de
proceder 2a c 3" chamadas. Dos guarde a V.
Ex.Soo de Almeida Pereira Filho. Sr. pre-
sidente da provincia do Rio-Grande do Norte,
31
3.a secgo. Ao presidente da provincia das
Alagoas, Tenho presente o ofcio de V. Ex. n.
79 de 3 do corrento mez, submeltendo consi-
deraco do governo imperial a representaco que
a V. Ex. dirigiram dous votantes da parochia de
Nossa Senhora da Apresentacao da villa de Por-
to Calvo contra a eleic,ao de juizes de paz e ve-
readores a que se procedeu na raesma parochia.
Na dita representaco expoem aquelles cida-
dos diversas irregularidades que occorreram na
eleigo, e queixam-se de que a intervenco das
autoridades policiaes impedio o livre exercicio
do direito de votar, por isso que alguns ufficiaes
da guarda nacional e subdelegados enpregavara
loda a sua influencia official para coagir os vo-
lantes.
E em resposla declaro a V. Ex. que, com-
quanto algumas das irregularidades, de que se
'lueixamos repsesentantes. sejam sufficiontes
para viciar ludo o processo eleitoral. nao ha
fundamento para que se mande annullar a dila
eleico, por isso quo os documentos annexos
aquella representaco nao provam a existencia
de laes irregularidades : devendo-se notar que a
aecusajao de terem nter-indo as autoridades,
em que tanto nsistem os representantes, alm de
nao estar suficientemente provada, nao foi tal,
que arredasse os volantes da urna, vislo que os
mesraos representantes confessam que oblive-
ran uraa volaco muito superior sua expec-
tativa.
Governo da provincia.
f.vpedienle do dia 16 de novembro de 1800.
Ofcio ao coronel commandnnle das armas.
Sirva-so V. S. de mandar apresen lar, sendo pos-
sivel, ao juiz de direito presidente do jury, a
contar de hoje, emquanlo durar a respectiva ses-
so, urna forca afim de manter a policia e ordern
naquelle tribunal, e conduzir os presos desua-
dos a juramento.Communicou-se ao presiden-
te do jury.
Dilo ao Exm. commandanle superior da guar-
da nacional do municipio do Recite.Commu-
nico a V. Exc. para seu conhecimenlo que por
aviso do ministerio da jaslica de 30 de oulubro
ultimo me foi declarado que pelo commandanto
geral do corpo policial da corte sero remetii-
dos os dous clarins solicitados por esso rom-
mando superior para o esquadro de (avallara
D. I da guarda nacional deste municipio.
Dito ao capito do porto.Envo a V. S. para
BOU conhecimento, e afim de que lenham a con-
veniente publicidade,. os inclusos cxemplare*
impressos de dous avisos expedidos pela repar-
tico da marinha em 16 de outubro ultimo de-
clarando os casos em que os caladles e car pin-
teiros das embarcaces esto isentos do recrula-
roonlo, e soliendo a duvida proposta pela pre-
sidencia da Parahiba sobre as allribuicoes e com-
posico do conselho das capitanas de portes.
lguaes exemplares se remetteram ao Dr. chefo
do policia.
Dilo ao inspector do arsenal de marinha___
Com o oflicio de V. S. de hontem, sob n. 407,
recehi a iuformaco do director das construcQes
navaesdesse arsenal acerca dos exames por elle
feilos no vapor Thelis e brigue escuna Xing.
Reraetleu-se copia ao commandanle da esia-
cao naval.
Dito ao provedor da santa casa do misericor-
dia.Com a inclusa copia da informago pres-
tada pelo inspector do arsenal de marinha ros-
pondo ao oflicio de V. S. de 12 do correte rom
referencia substituido das duas Africanas li-
vres apresentadas pelo referido inspector para o
servico do hospital de caridade.
Dilo ao commandanle do corpo de policia.
Pode V. S. maular engaiar no corpo sob seu
commando o paisano Mariinho Gomes dos San-
tos, que segundo o allestado que acompanhou o
seu oflicio desta data, sob n. 502, foi julgado
apto.
Dito ao commandanle superior do Rio-For-
nioso.A'visla do que informou V. S em ofli-
cio de 3 do crreme mez, acerca do requer-
monto do eapilo da 6a companhia do batalho
45 de infamara do municipio da Seriuhem Joa-
quim Gem.niano Paes Brrelo, sirva-se expedir-
Iho guia de passagein para o batalho n 46 da
mesma arma, perlencente ao municipio do Agua
Preta, onde o peticionario lem fixado a sua resi-
dencia.
Dito ao inspector da thesouraria do [azoada.
Ao negociante Antonio Domingues de Almei-
da Poucas mande V. S. pagar os voncimenlos,
relativos ao mez de outubro uliimo, dos guar-
das nacionaes destacadas no municipio de Naza-
relh, urna vez que esteja nos termos legaes o
pret junio em duplcala que me foi remettido
pelo respectivo commandante superior com o
oflicio de 12 do corrente, sob n. 1U2.
Dilo ao mesmo.Estando nos termos legaes-
os docurae;ilo3 junios mande V. S. pagar ao l-
ente LuizJeronyrao Ignacio dos Santos, confor-
me roquisitou o commandante superior da guer-
da nacional do Rio-Formoso era oflicio de 8 do
corrente, nao s os vencimenlos, relativos an
mez de outubro prximo lindo do destacamento
da mesma guarda nacional naquella cidade
mas tambera a despeza feila com o fornecimen-
to de azeite pata o quarlel do referido desta-
camento, a contar do I" de julho at o uDimo.
do citado mez de outubro.Communicou-so ao.
supradito commandante superior.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Era vista dos documentos juntos mande V.
S pagar a quanlia de 44JIOOO rs. que o alferes do
8o batalho de infantana Maneet da Costa d'Af-
fonseca despendeu com o aluguel de casas para
sua residencia, quando deslacado no centro da
provincia em diligencias policiaes.Communi-
cou-se ao commandante das armas.
Dito ao mesmo.Tendo o empreiteiro .los
Mamede Alves Ferreira, efectuado a entrega
dos 3o. 4o, 5o e 6o laucos da estrada de Pao
d'Alho em de julho ultimo, como certiflcou o
director das obras publicas, e nao devendo at-
tribuir-se-lhe a demora havida desde aquella
data at a da ordem para o respectivo paga-
mento, tenho resolvido deferir o seu requerimenlo
mandando que os juros das apolices que se emit-
tirem pan seu embolso sejam contados da data
das domis apolices einitudas : o que commu-
nico a V. S. para seu conhecimento e execuco
e em rosposta ao seu oflicio n. 510 de 3 do cor-
rente.
Dito ao director do arsenal de guerra.Ap-
provo os contratos que, segundo o seu oflicio de-
hontem daiado, sob n. 327, celebrou Vrac, com
Miguel Jos da Molla Juuior, frelador da barca
nacional Alrevida para o transpone de diversos
artigos e p.issageiros que se destinara ao presidio
de Fernando. Remetteram-se as copias dos
termos a thesouraria dc fazeuda.
Dito ao director das obras publicas.Na con-
formidade do que requisilou o chele de policia,
haja Vrac. de cflectuar a compra de 40 baldes
de 16 pollegadas de altura e 40 linas de 9 pollo .
gadas de ahora e 62 do cirenmfereucia para o
servico das prises do raio da casa de detenco
ltimamente concluido.
Portara.O presidente da provincia autorisa
o secrelario do governo a admitlir mais urna
pessoa com a gratificado mensal de 56J(666 rs.
para coadjuvaros empregados da respectiva se-
cretaria nos Irabalhos de registro, atienta a ne-
cessidade quo ha do adiantar e por em dia esse
servido.
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasileira
de paquetes a vapor raandem dar transporte para
a corte, por conta do ministerio da guerra, no
vapor que se espera do norte, ao lente Jos


I* ft Ufft.;j.#-- tHM#i
Mauoi I di Silveira e O alien:.- Jos Caelauu da
Silva ; levando o priraero sua innlhor o 3 li-
lhos menores, e o segundo sua mulher c un ii-
Iho, tambera roeunr. Comuiunicuu se ao com-
maudantu das armas. a
Expediente do tecrelario do governo.
OtBcio ao corond com mandan le das armas
O Exm. Sr. presideoleda provincia manda eom-
munirar a V. S. era esposla ao seu ofiicio, n.
1224, de 16 do correnle, que expedlu as conve-
nientes ordens para seren transportadas no va-
por, que se espera do norte, os offlciaes e pragas
de pret do 8.* balalhae de infamara, qu<> lera de
seguir para provincia da Baha, bern como as
respectivas tamilias, as quaes eslo declaradas
as duas relages, que aeompanharm o citado
oflicio.
Dito o inspector da Ihciouraria de fatenda.
S. Exc. o Sr. presdeme da provincia, manda
trsnsmittir a V. S. as nove inclusas ordens do
thesouro nacional sob na. do 170 a 179, menos
172 ; o bem assim un officio da secretaria da fa-
zenda. de 2 correnle, a que acompanham diver-
sos ejemplares de circulares diversas, nclle men-
cionados
Dito ao director geral interino da inslrucgio
publica.O Exm. Sr. presidente da provincia,
atlen leudo ao que pediram Emilia Fausta Mena
da Costa, directora do collegio de N. S. da Con-
ceigau, e Vicencia Hara do Carmo Cezar nos re-
qiieriuientos sobre que V. S. infurto ju em ulli-
co de 16 do correnle, resolveu por despacho de
hoje releva-las das multas, que I lies formo impos-
tas, na confnrniidadw do arl. 99 da lei, n. 369,
de 14 de maio de 1855 ; o que communico a
V. S., para seu conhecimentn.
DESPACHOS DO DIA 16 DE NOVEMRRO.
Requerimenlos.
3138.Antonio Jos Bandeira do Mello.In-
forme ao Sr. inspector da ihesuuraria de fazen-
da, oh viudo o Sr. inspector da alfandega.
3139.C. Starr &. CInforme o Sr. inspector
do arsenal de mamiha.
3140.Candida de Franga.Passe portara.
31-ii.I). Emilia Fausta Menna da Cosa.Pi-
ca a suplicante relevada da multa.
3142.Coronel Gaspar de Menezes Vasconcel-
los.Informe o Sr. Dr. provedor da Santa Casa
da Misericordia, ouvindo a respectiva junta ad-
ministrativa.
3113. Joaquim Urbano Maria Lumachi de
MelloJA est prvido outro
3144. Jos Maniede Alves Ferreira.Ao ins-
pector da thesouraria pruvincial se expidiram as
ordens Convenientes e no sentido que reqoer.
3145 Joaquim Gimniano Facs Brrelo.Nes-
la da.a se expede ordem no sentido em que re-
quer.
314i.Joao de Brito Correa.Informe o Sr.
inspector do arsenal de inariuha.
^ 3147.Joauna Theresa da Cosa.Informe o
Sr. l)r. curador de africanos Itvres.
3148. Jernimo Cesar Marinlio Falco como
procurador de sua mulher Vicemia Maria do
Carino Cesar.Fica a supplicaute relevada da
multa.
3149. Jos Berardino de Vasconsellos Coim-
bra.Nao ha vaga por ur.
3150.Henrique Jos Bento da Cusa. Infor-
me u sr. r. curador de africanos livres.
3151.Luureuco da Cosa.Informe o Sr. Dr.
curador de africanos livres.
GOMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
?ni Pernambucu, na cidade du
Recite, f5 de novembro de lHlill
ORDEM DO DIA N. 43.
O coronel commandanto das armas, a emulando
oulras quiesquer disposices emanadas do com-
mando das armas desta provincia relativamente
ao servico nos casos de incendio, determina que
a semelhante respeilo se ohservem as que se
acham consignadas na ordem do dia 7 de outu-
bro de 1856, sob n. 348, ampliando-as com as
que se seguem.
Ao toque dos sinos das differenles freguezias
desta capital, o Sr. officisl de ronda maiur, sem
prrjuizo das obrigages inherentes, dever com-
parecer no lugar do inrendio, e assim tambera o
Sr. oflieial que esliver na occasto de ronda de
visita ; aquello observar so as torcas parciaes
dos coros a que se refere o citada ordem do dia,
estau prsenlos, o far com que ellas so prestem
as requisices do Sr. r. chefede polica, e na
sua falla da auloridadp policial que se nrhsr pre-
sente ; e este executar os ordens que neste sen-
tido Ihe houver de dar o Sr. olTieial de ronda
raaior.
Assignado.Jos Antonio da Fonseca Galvo,
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Gnfrdo,'
alteres ajudanle do ordens interino do com-
mando.
19
OKDF.M DO DA N" 44.
O coronel commandanto das armas determina
que lique desligado do 8o balalhao de infamara
aqual se acham addidus, os Srs. capites Joao
Maiioel Ftorindo, a contar do da 16 a que seguiu
para a provincia dj Amazonas a reunir-so ao
respectivo corpo fixo, e Jos Moni?. Tavares quo
foi transferido para o 5o da mesma arma.
Determina outrusim que deixa do embarcar
hoje para a Baha o Sr. mejor do 8o balalhao
.lorio do Reg Barros Falcao, visto que ainda nao
concluio u seu ajute de conlas com a thesuurs-
ria de fazenda na qualidade de commandanto da
forja que expedicionoi a Ouricu>y, e que liquem
addidus ao batalho9" de infantera os Srs. offi-
c.iaes e mus pragas do referido balalhao 8o quo
por diversos motivos nao podem aconipanha-lo
Assignado Jos Antonio da Fonceca Gnlvo.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galeno,
alferes ajudanlo de ordens interino do com-
mando.
EXTERIOR.
A rcvolucao e a liberdade.
Nao admira que se confundam as ideas, quan-
no a mlelligencM est corrupta.
Vivemos n'ura seculo e corrupgao: esla
urna verdade innegavel.
A corrupgao do coragao vinha de longe mas
em quaiilo a mtelligencia eslava saa, menos ha-
via que temer daquelle mal. Hoje nao as-irn.
U perigo para a sociedade cresceu ; porque a
corrupgao passou do coragao cabeca. dos afec-
tos inteligencia ; e a ra/ao o a viriude que nlo
quizeram, nem podiara manchar-se as saturnaes
d um seculo tao presumido, como estlido ou
vivera occul/as, ou passam escarnecidas, como
escravos.
Confundiram-so as ideas, para se engaaren!
os inslinctos do povo. A revolucao aprega li-
berdade ; e vende por alio prego o despotismo.
Liberdadel Quera ha que nao ame a liberda-
de, a santa lberdade, de que Deus dlou o ho-
mem a liberdade para o bem, lberdade que se
perder pelo peccado,ese recuperou pela graca I
Mas onio existe a liberdade, quando o direitu
morreu ?
Queremos a liberdade; mas a liberdade de ho-
mens, a liberdade de Christaos, a liberdade do
bem.
Eis-ahi a difTerenga entre a liberdade revolu-
cionaria e a liberdade legitima.
Aquella a liberdade parda, a liberdade bas-
tarda, a filha expuria da civilisaco moderna vio-
lada pelo orgulho.
Dessa liberdade gozam os tigres, que despeda-
cau o fraco e respeitam o furle, em quanto o
nao podem proslrar pela traico.
Tal a liberdade que a re'volucSo proclama ;
a liberdade das (eras.
Ah lendes a historia da huroauidade para vos
servir da lco.
Librrdade que nao respeita a lei, nao liber-
dade, tyrannia. E quando os coslumes esiao
corrompidos, podemos clamar como o philoso-
pho de Ruma: qvid sine moribut vanee lenes
proficiunl ? *
D'oiide a moralidado foi proscripta, foge o res-
pello as leis ; d'ondo as leis se nao respeitam. ro-
g a liberdade.
E hoje nao fazem falta somente os coslumes;
fazcni-ii a as Ideas saas. purque a hypocrisia con-
tundi ludo, no bem chamou o mal, ao mal deu
o nome ile bem.
Houve urna poca que bem podemos comparar
prsenle. No orbe romano que abrsngia
maior parte do mundo conherido, .'< corrupto
doscostumes surcedera a da inteligencia ; as
idastambem te havlam confundido; as faeges
chamaran liberdade tyrannia, e, como escre-
veu uniii das nossas glwrias literarias, us solua-
dos de sylla por urna parte levando as ponas
das langas as cabegas dos populares proscriptos
bradavam : viva a liberdade? em quanto.por ou-
tra parle os soldados de Mario, levando tambera
as ponas das langas as cabegas dos patricios
proscriptos, egualmente grilavam : viva a liber-
dade I
Nesta deploravel ronfus.io a esperanga de re-
medio nascia na propiia alma corrompida. E
esse remedio ehegou.
Pul a luz do Evangelho que allumiou as na-
coes. une velo do alto para guiar os humil-es,
que deseen dos cus para as catacumbas.
O eataclysuio social nao poda etitar-se, por-
que a corrupgao Irasbordava por sobre lodos os
diques di civlisagao pagaa : mas l nos subter-
rneos de Roma, como no escuro cenculo de
Jerusalem, fermentaram os azymos do Evange-
lho, que viriam dar ao mundo o pasto d'alra-i, a
sa dnulrina.
Era ali a verdadera liberdade, por que a mo-
ral recobrara seu imperio. Regpeilava-so o di-
reto, porquo havia temor de Deus. As leis nao
tinham o odioso de una ameaga de castigo, por-
que o chrislao, quando justas, reputava-as urna
licio. As jusiicas humanas eram urna redun-
dancia, porque a justiga de Deus presidia A cora-
munhao dos santos, vigtava o christao na vida
intima, encaminhavs-lhe os pensamenlus para o
bem, dirigia-lhe os atlectos para h virtudo
Como poda haver lyrannia n'uma sociedade
onde nao podia haver tyrannosf Quera poda ser
tyranno, ondo a soberana era exercida por
Deus? r
Acabou essa era da perfeita lberdade, porque
a sociedade, cresceudo. adquiri vicios.
E a compresso da liberdade augmentou natu-
ralmente, quanto diminua a innocencia dos cos-
lumes.
Quando a corrupgao lavra, poderiio ah gritar:
liberdade! mas liberdade do mal, e liberdade
du leras; liberdade da forga contra o direito,
da astucia contra a sinceridade. O despotismo
bruto e a anarchia, gladiaudo-se, tvlham e asso-
lam ludo: aborrecendo-se aem poderera des-
truir-se, auxiliando-so quando se guerreiam.
Liberdade para destruir o altar! Liberdade
para derrubar liironosl Liberdade para assas-
siuar emnome da fralernidade; liberdade para
roubar em nome dos direitos do povo I
Ahi leudes a bella Italia para exeraplo do que
liberdade rcvulucionaria.
Viviara os puvos pacficos sombra do suas
leis Em Parma urna heroica princeza velava
noite e dia psla feli.idade de seus subditos ; em
Modena um principo do elevado carcter, ali-
viando o povo de tributos, dava impulso s ar-
tes, onria va de eommonietfiao, fundava esta-
belecimenlos do benelicencia, ludo custa de
seu patrimonio payieular; na Toscana outro
principe go "ernava seus estados de maneira, que
s^ algum vicio podia exprobrar-se-lho. era o de
dar bom gasalhado aos revolucionarios, de ser
miuiammle indulgente com elles.
Mas a ambigao de um principe, que hoje o
caudllho dos r<-volurionarios, estudava Iracas
otra usurpaar direitos atheios. Nao houve infa-
mia que nao se pralicasse ; a traicao fez, o que
nao poda ainda enlan a forca. 'Esse principe
mandava para aquelles estados em cada minis-
tro um conspirador, que, aDusandudas immuni-
d3des de um representante de principes, azia
da casa da legaco valhacouto de criminosos,
o a sombra da bandeira do seu paiz consprav
com os traidores, contra o paiz onde era recebi-
do como amigo.
E iioparou aqui a audacia da ambicio. As
proprias trras que estavam sob o scep'tro pon-
uiicio, forom invadidas pelos revolucionarios"
armados e pagos, c excitados pelo rei do Pie-
monle.
A ludo isto se chamara liberdade; e nao era
senao despotismo. Pois como podts a boa li-
berdade medrar na atmusphera dos mais he-
diondos vicios ? A liberdade que se conquislava
com iao vergonhosas armas, era liberdade dos
assassinos do coionel Anvitj, dos expoliadores
da egreja, dos violadores da clausura, e carras-
cos da hunestidade em Rimini.
F. pouco depois a diplomacia da Europa, do-
minada pela influencia do gabinete Palrnerston
uecretava a nu intervengo. O Pietnonle era
o mais aidenle defensor desse principio ; e cm-
quanto isio se fazia e decida s claras, o mes-
rao Pienimiie, o mesmo ardent defensor da
nao merveiigao, enviava armas, soldados e di-
nheiro a0 assassino de Milazzo para desthronar
um re amigo e percute prximo do rei do Pie-
monle I
De Inglaterra er.im enviados a Garibaldi pguaes
auxilios. Isto era feilo I luz do da ; a Europa
sabia-o. L todava a diplomacia, dominada
pelo innuio de Palrnerston conlinuava comba-
lendo a idea de iutervencao !
Treguas por dez das;" dizia um capito gre-
go. I. durante noite, iuvadia os arraiaes ini-
nngos, pois as treguas eram de dia e nao de
noite.
Com lgica anda mais cynicamenle aleivosa
e torpe proccuiam os dons princinacs propuK-
nadores da nao intervengo, Inglaterra e Pie-
monte.
Estes aclos de covardia quo em tompos de
menos corrupgao. provocaran! a indignacao de
todas as potencias, passaram, como successus
otomanos.
Ninguenios via ; ninguem ouvia fallar delles,
senao us hnmens de coragao, os homensque an-
da tem alma para sentir, e coragao que nu se
vende s conveniencias.
E mais depois o mesmo Piemonteiem previa
declaragao de guerra, sem esperar sequer a ros-
posta ao seu ultimtum, talvez por quo reco-
uhecia a brutalidade delle, invada a parle paci-
fica dus estados da egreja, e ordenava a seus ge-
neraos, que des. era de subilo sobroo valenle o
egregio general enramndome das tropas ponti-
ficias, pois que nao pudendo esperar lio extra-
nba violac.io dodireilo das gentes, poderla ser
fcilmente nvolvidu, o as suas tropas desbarata-
das, como realmente o senara, se a pericia e a
Valenta nao frut-issem o plano de infames o
covardes.
Se lo extranha aleivosia fosse pralcada pelas
tropas ponlilicias, o pelo neneral Laraoriciere,
veris como a imprensa revolucionara de iodos
os paizesalevaiilava vozem grita contra i.s abu-
sos do poder papal. Mas pralica pelo niToiani-
mo rei Vctor, essa imprensa opplaudia a sup-
posla vicloiia, e ora se quer moslrava desgosto
da familia.
Eis at onle chega a perversao da inteligen-
cia l Eis a viriude espartana dos demcratas des-
te seculo!
DIARIO DE PERWAMBU^^TER^ K1RA M DE NOVEMBRO PE 1860.
Bill lodo* ellos u uni corrillio. iluii alirili>a\.i h,r^,n m 11.1.......----1--------'. -----
Phantasias de popularidade.
A confianga, que os poros leem nos caracte-
res, que fui-mam o ministerio orga pelo conten-
tamento com que os homens serios de todas as
parcialidades acolheram a nomeagao delle.
A confianga dos povos adquire-se, mas s de-
pois de um tirocinio honroso e honrado, s de-
pois de urna serie de servicos pblicos, que ina-
mfestem nao s llustragao, porm rauilo amor
patrio, c muita abnpgago, ou s depois de al-
guna rasgo do intelligente denodo, que salve a
caisa do paiz de um eminente cataclysma.
E se para merecer e gaahar a eonfianea pbli-
ca, mister o que levamos dito, como osm as-
severar, que os acluaes minsiros, a maior parle
delles marcados cora o ferrete da reprovacao
quasi geral, que Ihcs atirohira a incapacidaile
rom que outr'ora tinham gendo os negocios pu '
blicos, gozam da eslima nacional e da eonfianea
do paiz? *
Em regra o povo no momento, em que appare-
ce o decreto demissorio de quslquer ministerio,
exu|ta porque sempre agradavel presenuear a'
anniquillacau da inepcia e da lyrannia ; mas nem
por is-o applaude a inaiigurago do novo gover
no, porque a experiencia Ihe diz logo houve
mudanga de nomes. porm au de sysleu a go-
vftrnativo. na essencia o mesmo, embora o pro-
gramms divirja.
E se o programma nao diverge, se desde logo
a poltica anterior com lodo osen cortejo de mal-
versage8, com todo o seu apparalo de tenden-
cias despticas, e de leis iniquas, e proclamada e
adoptada pelos que a slygmatisavara na vespera,
podo realmente afllrmar-sc com afniteza que es-
ses minstrus eslao no poder a contento dos ho-
mens serios de todas es parcialidades, o quo o
paiz Ibes presla o seu apoio ?
Poi os artuaes secretarios de estado n.io fize-
ram parte da cruzada contra as leis tributarias
do Sr. Casal Bibeiro. e nao foi o Sr. Avila man-
estar em pleno parlamento, que nao s as porfl-
inav, mas louvava o autor dellas ?
Pois os acluaes secretarios de estado nao ber-
leiii-eui iodo* riles u um comino, qou alitrduava
principios de moralidulo. como nenhuin uulro, a
niu estao ahi a immollar esses "principios to
cuidadosamente mantidos quando fazia raister
hosllisar i cora a arma da verdade, ji com a da
injuria calumniosa os amigos ministros, o as di-
versas autoridades da c nllanga delles, fazendo
excepges odiosas era favor de queni a oniniau
publica aecusava, de que fra prenunciado em
vista de sobejos indicios de crirninalidade?
Pois nan foi o aciual ministro da fazenda quera
arroslrou com o voto quasi unanimo do paiz ou-
sando por mos sacrilegas sobre a arca santa das
propiedades ecclesiasiicas, e nao est o ministe-
rio histrico deliberado a fazer passar a lei irania
da desamortsagSo dus bens da igrej?
Pois nin tem a siluago jornaes, que Ihide-
fendem os a.tos conlraditorios, equo u'antes se-
riara acoimajos pelos pruprios, que hoje ifies fa-
zem a apolheose. de sensivelmnnle altenlatorios
da liberdade, e dos direlos do povo. jornaes, que
prostituiriam a causa mais justa a a propug'nas-
sem, jornaes, que ahi eslo diariamente despe-
jando verrinas ascorosas sobre ludo quinto ha de
mais venerando, fazendo insluuages prfidas,
deprimidlo as mais recias menges, polluindo
com a baba venfica de seus aleives devasos a
viriude mais depurada, devassando o foro da
consciencia alheia, e trazendo para o soalheiro
phanlasticas obscenidades para no dia seguinle,
sob a pressao do uiedu, se desdizerern ?
Pois os ministros leraojl exhtbidu alguma pro-
va de queteera a peito a causa publica, de que
Piic*laram o camiuhu das reformas e do progres-
so, de que desejan emendar anligos erros, extir-
par inveterados aousos, extinguir lodos, ou al-
gum desses obstculos, quo leem empecido o
desenvolvimenlo physico e moral desta trra ha
tanto victimada pelas cruezas o pelas stullicias
liberdadeiras'?
E' justamente pela trisle experiencia do que os
historeos significavam e podiam como governo,
que a grande maioria da uag.io repellio o minis-
terio logo que so divulgou a nomeagao delle.
E' justamente pela Inste experiencia do que os
histricos significan! e podan como governo que
a opiuio publica Ihe adversa.
Nao queremos todava dizer, que nao baja
u un ou u'outro secretario do estado desojo de
acertar ; mas os faclos convencem, al os pro-
pnos aramos ministeriaes, de quo esse desejo, se
por ventura existe, como nos inclinamos a acre-
ditar, sobre jujado completamente pela funja de
um poder occullo que enerva o animo mais au-
daz, e entibia o annulla as mais sents aspira-
ces.
Queremos ara utos do governo que esto merec.a
a eonfianea nacional'!
Persuadem-no a que levante o paiz da abjec-
gao, a quo o leem rebaixado a liberdade; equan-
do o liver levantado, faca tu euto alardus de con-
fianga.
A grande maioria da nagao prefere os abusos
s paUvras, de.seja fados, e nao loas, e emquan-
to nao vir e palpar essas vantagens lio estron-
dosameute apregondas, em que Ihecliamem Tho-I
me, desod, a cunsequentemento nao confia nos i
caracteres, que o raiuisierialismo vio subir s re-;
gioes do poder acercados de aplausos geraes, o |
a conlenlu du clero, imbreza o povo.
Sabem qual a cunlianca, que o paiz deposita no
ministerio?
Prescutem a cunsccncia ; o o rubor Ins tingi-
r as faces, quando se lembrarem de inculcar po-
pularidades, que, a existirem, seriara um indolo-
ro! ferrete de ignnminia para esle puvo, de cuja
paciencia, o cordura a liberdade laulo e ba lauto
abusa.
O paiz est caneado de vexames, sobejam-lhe
razoes para abominar o systcma, que a revolu-
gu implanlou nesta ierra ha mais de 25 aiinos,
leui a cunscieucia deque tanto o sysleina, como
os homens delle sao virtualmeme incapazes de
salva-lu, conheco a ndole liberal, confronta o
que foi Poiluxal como o que e termina por
descrer da elllcacia dos meios revolucionarios,
nao confia, nao podo confiar era nenhum dus
cornlhos, em que est raccianadu o partido, que
recouhece a legilimidade de urna dynasla, cuju
tronco foi um principo estrangeiro, e ligadal int-
migo dos l'oriuguezes.
Todava aberrem da vereda, quo leem invaria-
relmeriie seguido, venham as pruvas* e essa cun-
fianga, de que o niinisterialismo, vendo pelo
prisma do seu amor partidario, faz lo balofas
osientigoes, converler-se-ha de certo em Incon-
trastavel realidad.
[y'aco.)
INTERIOR.
PARA'.
CIDADI 0E BELM, 9 DE HUVBIBRO liF. 1660.
Mea charo Redactor. Estamos em calmara
de novidades'
A fesia de Nasareth fiudou totalmeute 4 do
crranlo, ioai a volia lo cyrio sua capaila de
palacio; e assim tambora o povo vollou aos seus
hbitos de Irabalho para uns, e de iudol-ncia
para uniros.
N.io repare fallar em indolencia ; por que no
Para, gracas ao clima, ha muilo afierro quio-
lagin e comniodidade.
E' por sso. pela riqueza do solo, e pela faci-
lidado em adquirir-se a subsistencia, que quem
vera au Para paruu.
E na verdade este paiz 6 abengoado; pois aqu
vive-se era geral em paz o socego do corpo e da
alma !
Como dicemos, estamos em calmara ; porm
nao so conciua que deixe de haver um ou ouiro
aconteciineiito para se notar em urna correspon-
dencia.
O que nao ha sao tactos de vulto qna mulo
apreciara correspondentes, para dar omplu des-
envolvimenlo ao seu noticiario.
Fiidomo pois, aqu o iiossj prologo sobre o
pouco assuraptoe brevidado da nossa carta de
hoje.
Temos na trra um rabiquista Mr. Simonsen,
que acumpanhado de sua mulher, quo cania, nos
lera da.lo tres noiles menos ms no velho thea-
tro Providencia.
Como em geral estamos aqui sem dvertimeu-
los, qualquer artista que opparece, motivo para
se fallar na sua pessoa por mulo lempo.
E' a surte das Ierras pequeas, onde todos fal-
lara de cadeira, sem saberera o que dizoin.
Este Simonsen, bem como o Noronha, que o
auno passado c eslevo nao sao notabilidades ar-
lislitas; mis para o Para sao rnuit. consa, o:
quo melhoraqui anda se nao lera ouvido. Em
lltn vamos com a crrenlo geral da voz do povo,
o confessemus ao menos que temos passado al-
gnmas horas agradaveis no thealro, apreciar
luns pedagos de msica, que h* muilo lempo
nussus ouvidos estavam privados de ouvir Dei-
xando isio, ha mais a dizer que u nusso Dr. che-
fe de polica est auzeute da capiial desde Io do
correnle.
Foi no vapor Tapajoz para a villa do Monte-
Alegre e oulra freguezia sssistir s eleices de
juizeg de jaz. que fleararn adiadas por causa de
pequeos barulhos e nmlidades que ahi houve-
ram em setembro. Estamos persuadidos que
nada haver e que ludo correr plcidamente en-
tre os partidas d'aquelles lugares, mxime os-
taodo presente o chefe, quo silencioso a is-
llceiro.
O Exm. presidente por'ora em nada se tem
pronunciado em poltica. As eleigoes para elei-
tores descriminaro por ceito as suas leuden-
S. Exc. osicve a semana passada doente e
para melhorar, foi dar no dia 3. noite um pas-
seio no vapor de guerra Piraya, que tocou em
Hatajo, desembarcando as v.lias de Suuza o Sal-
vaterra. Regressou larde du dia 4, desembar-
cando neste porto com algumas pessoas que fo-
ram em sua cumpanhia.
Acaba do fallecer das, o bem conhecido
r. Luiz Pereira da Silva Neves, advogado oesta
cidade.
Era natural da Baha, lendo estado por alguns
anuos nossa provincia ; sempre fui mu hbil c
ltimamente so tinha dedicado advocada com
feliz resultado.
Falleceu de urna pneomonia, cuja molestia o
martirisou por espego de dons mezes.
Chegou final do Ro a nomeagao dos direc-
tores da cuixb filial do banco do Brasil nesta
provincia.
Pelo que lemos ouvido muitos negociantes
nao agradou ao commcrcio alguns dos numeadus;
por que dizem que se alte-ideu mais afilhada-
gem, do que a quem devia oceupar esses luga-
res, e asseveram que um desses nem accio-
nista do banco I
Ouiro tanto succedeu ao novo pessoal para di-
versos lugares da alandega, visto que lamben
ha ge.ue sem h.biutacOBS, o escuposnos quo
nem sabem ossignar seu nomec'est trop fort I..
All rao pois o* nomes dos novos nomeados
ostra Indos Ao Jornal Amazonas de hontem, que
publicou a-refurma d alfandega.
Aiudante do inspector: Augusto Cesar Sam-
paio.
Marino da ^ 8BC^0: ~"'S l0*1aim RoJ8"es
Djlo da dila : Joo Jos Horacio e Silva.
1 escriturario Camerino Facundo de Cas-
tro Menezes.
.l! dil : ~* Francsco Ladislao Toscano d'Al-
|o dito : Frederico Julio Peltre.
uo aU0 : ~ Fll|PPe Joaquim de Souza.
ivi : 7",Sl,Vstr8 os de Aievedo.
mo : Jobo Saturnino de Muraos Baplisia.
Uito : l'edro Heuriques Cardoso.
uno : Angelo Jos da Silva.
uno ; Manoel Jos Candido.
4 Jilo : Jo.io Benevenuto da S. LeSo.
I'ilo : Antonio Pereira de Oliveira Veras.
uno : Haymundn P.ilicarpo Monteiro.
Uito : Jos Alves Guerra.
Dito : -- Avelino Pereira da Cunha.
t MtBiwle: Amonio de Araujo Mar-
2o dito : Jos Ferreira Ribeiro Aranha.
reir '' ~ BaPtist* do Livramento Fer-
Dilo : Joao do Deus e Silva.
Dito : Manoel Januario de Oliveira.
Guarda-mr : Jos Luiz da (.ama e Silva.
h D orda,cal,a,asias : Joaquim Mar-
cellino Rosa. 1
Me^o1'""0 : ~ A"lonio de Souza de Azevedo
baTaaj.1-->^-- M -
OSr. Jos Joaquim da Gama o Silva foi no-
meado ojudaiilo do guarda-mr da alfandega da
corte.
Gura esta nomeagao faz a alfandega do Rio de
Janeiro a acqmsn.o de um bom empregado ;
porque dura me o lempo que o Sr. Gasnoe Silva
oceupou nesta provincia o lugar de guarda-mr,
soi viu com zelo e distincco.
Este senhor e cunhado dos Exras. Souza Fran-
co e Leiio da Cuiiha.
Co.n a chegada do Oyaoock veio o Exm. Sr.
ur. Manoel Ciememino Carneiro da Cunha, asss
Cuiihecidu nessa provincia, e presidente nomea-
do paro a do Amazonas.
S. Exc. s deve partir para seu destino a 17
do crrente no vapor Alanos.
Por certo que o Amazonas vae possuir um ad-
minisirador [iitttlligonlo, moderado e circoms-
peclo, e Dos queira que a earreira administra-
tiva do nomeailo aoja lo feliz quamo sao couhe-
cidas suas qdali.iados.
Acabo do saber que hojo ombarcam neste va-
por para o Cear 170 pracas dj) baUlbu n. 11
de infamara, comriiaridadas pelo major Ribeiro.
Dizem por aqui que os negocios d'aquella pru-
vincla sobre eleigoes au marchara Cun bum as-
pecto; nu para admirar, porque o Cear sem-
pre se celebrisou em negocios eleiloraes, haven-
do quasi sempre desgracas a lamentar.
.Quanto a negocios commercaes vo indo ago-
ra nesta praca vm apalhia ; porque alm do nao
ser o lempo da safra dus seus gneros, os que
ha estaocarissunos, e o que se exporta nao lera
dado grandes interesses na Europa como espera-
vam os epecnladores.
Alguns desses navios leem sahido para o es-
irangeiro em lastro, e uniros em raeia carga,
principalmente os portuguezes que desta vez
vieram juniar-se quasi todos, os que para aqui
navegara. n
A' das chegou do Maranho o hiato brasileiro
llosa, o (cara tundeados neste porto os se-
guiutes ;
ingleses Wolf, Erince* Boyal, Shark, Copian.
Portugus Ligeiro.
Amazona Diligente.
Americano Ocenn Hird.
Odemburguez Concordia.
Hamburguez Joanna Coroline.
Francez Beaujeu.
Brasloiros Henriquee Rosa.
Por boje e o que sei e aqu lind
taule amigo e leiior.
Pag.
da o seu cons-
PERNAMBUCU.
REVISTA DIARIA.
Liberal Pernambucano ern seus fados di-
versuse sabbadu passado oppoz-nos, como res-
posla transcripeo do arlino do Jornal do Com-
mercio sobre o imposto .lo 10 arl. II da le do
orcamenio urna iranscripcao do Diario do Rio,
qtlfl entendo rusoonder cabalmente ao arligo do
Jornal do Commercio.
Parece-nos todava que nesta assovoracao vai
urna boa dse do graga, porque nao poilcms crer
que falle serio o contemporneo, quando isludiz.
e d a eslampa urna docUmaco, que urna s pa-
lavra nao comra no sentido de eoolesUcJio ou
refutago do ajan fui dito.
O artigo do Jornal do Commercio demonslrnu
por urna eotnparacao esclarecida, que nao havia
imposto novo no referidu 10, cuja disposirao
alen disto consagra va a igualdade essencial "em
materia de imposices ; o Diario do Rio saliese
com urna verrina contra o ministro, cahe sobre a
alfandega, onde descobro um eolios e acerca da
materia fez-so mnila, e no enlamo chama a isso
o contemporneo responder cabalmente I
Se tratassemus de cousa que se referisse ao
patato, dnamos que eram gostos, sbreos quaes
nao deve haver disputa : mas nao sendo-o, dis-
cordamos do contemporneo, e do seu couceitu
declinamos para quem houver lido um e outro
artigo
Desle modo, existe em p os argumentos do
escriplo do Jornal do Commercio, argumentos
que sendo a expresso da verdade, sempre sub-
sistido, e nao havera para elles refutacao pos-
sivel. e
Ilomemseguiopelo Oyapock para a provin-
cia da Baha a ala direita do 8o balalhao que all
vai estacionar.
Continua a ser publicado ncUa cidade o pe-
ridico religioso denominado Santa Cruz com a
ac-itacao publica, que se faz elle credor por sna
maieria u por seu modo de dizer.
N'uma poca em que o maieiialismo transuda
de todos os prus do nossa sociedade, nao de
pouca importancia a existencia de um peridico,
em que a leilura de urna materia diversa distrahe
o espirito desse lado, que por urna aberrogose
|uer attribuir um exclusivismo indevido sobre
todo3 os demais.
Importa por tanto que o seu digno redactor
nao arn-fega no empenhu, que ha tomado a 3
e qun d5 aus fiis um paslo lo necessaro com
J prupno alimento da vida material.
Dentro em pouco deve ser inaugurado o
novo bispado do Cear. visto quo o governo j
comega a dar as convenientes providencias para
esse lira.
No da 14 desle o presidente daqnella provin-
cia celebren com o negociante Joao Antonio Gar-
ca o contracto do locago de urna sua casa de so-
brado, situada na ra Formosa, para o paco epis-
coijal sernella inslallado.
E essa casa por certo urna das melhores
senao eflerlivamenle a melhor da cidade da For-
loleza ; e por conseguinte presta-se solTrivel-
nienie no fim a qm deve ser destinada.
Otrere:emos ao conhecraeiilo dos nossos leito-
ros as condigoes, em que assenta o referido con-
tracto.
Ia Ser o dito predio com todas as suas depen-
dencias, turnado de alugucl pelo prazo de 4 on-
nos, que comegar a correr do dia t de jar.eiro
do anuo prximo futuro, quando o propietario
far entrega da casa livre e desnmbaragada.
2a O prego do aluguel ser o do 4:200)>0O0 an-
nuaes, pagaveis mensalmente na razu da duo-
dcima parle desta quantia.
3a Os concenos sero fetos cusa do gover-
no, salvo aquelles quo so tomarem indispensa-
veis para a conservago da casa, que correro por
cunta do proprielario.
4a O proprielario ficar sugeilo ao pagamento
da decima urbsna. assim como se obrigar a man-
dar murar lodo o quintal da casa antes de fazer
delta entrega.
5a No caso de rescisao desle contracto ou pelo
goveino, ou pelo proprielario, a parle quo a isso
der lugar Acar sugeila a pagar oulra parle a
importancia do aluguel que faltar al completar
os4 annos do contrato : prestando o proprielario
flanga idnea. r r
No aabbado levo lugar o baile dado pela
sociedadeBella Harmona. Prewdiram elle o
bom gosio e a ordem, parda a-nabilidade e c-
vslleirismo de sua direccao. Para mais de setena
CHROMICAJUUiUaHIA.
amo. TRIBUHIL DO COBIIIERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 19 DE NOVEM-
BRO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXH. SR. DESEMBARGADOR
, F. A. DE SOUZA.
As 10 horas da manha. reunidos os Srs. depu-
lados Lemos, Bastos e Silveira, o senhor presi-
dente declarou aborta a sesso e designou o Sr.
depulado Silveira para servir de secretario.
Foi lida o approvaJa a acta da sesso antece-
dente.
KXPEDIENTE.
Foram prsenles as cotages ofllciaes da junta
dos corretores das semanas Andas em 10 e 17 do
correnle.
DESPACHOS.
Um reqnerimento de Krabb Whalcly Com-
partha, uedindo o registro da nomeagao do seu
caixeiro despachante Jus Antonio Pinto.Como
reqnor.
Outro dos mesmos, pedindo o registro de igual
notneacSo fclts a Pedro Jos Pialo. *. Como re-
quer.
la rosas prunaram nos sales, abrilnantando
enm seus formosos semblantes, mimosos e ele-
gantes toilettes, essa reunio loda simples e cor-
dial.
A profusao nao faltn, de parelhas coma lha-
neza dos diversos membros encarrogados do ser-
vigo de mesires-Mlas.
Desejamos que essa sociedade orospere, e d
aos frequentadoresde suas reunioes novas occa-
sioes de tecerem Ihe mil elogios.
O vapor Oyapock conduzio seu bordo, pa-
ra esta provincia, ao nosso comprovinciano Dr.
Ovidio que vem passar algum lempo no seio do sua fa-
milia, adra do dislrahir algum tanto o golpe por
que acaba do passar. Que os ares da chara pa-
tria Ihesirvam de lenitivo, e que os carinhos pa-'
temos adocem-lh algum tanto os pezares da
rida, o quanto Ihe desejamos.
Em um Jornal desta cidade de 17 do cor-
rente leu-se o seguinle :
Desembarcou uo da 16 do correnle, Dor ter
sido julgaio incapaz do servico, em conseauen-
cia do sofirer de hyperlrophia do curagao, o
grumete do armada Jos Joaquim de Santa Anna
Sibir, o qual foi lugo oosto dsposigo do Sr.
Dr. chefe de polica desta provincia.
Esa praca se arhiva presa bordo desde Ja-
neiro de 1859 para ser proepssada. por um crim
que commetiera no distrido de Santo Amaro de
Jabot.io, e se al aqu. nSo obstante as reqnisi-
Cooa dns seus chefes, nao foi processado. certa-
mente agora sera por urna vez osquenido na casa
de delenco.
Consta-nos, que como essa, exislem ainda
presas bordo algumas pragas, ha bastante
lempo, enm manifest detrimento da lei, e
dos interesses pessoaes desses individuos. '
Em conlrario isso, oseguram-nos que nao
asisten) pragas bordo, presas sem processo. por
crimes cvis, assim como que nao exislem presos
amigos sem processo na casa de detungao, aondo
fcil qualquer pessoa verificar essa ver-
dade.
So alguns rosalli so demorados, nao succede
isso certamen!* por falla de processo da parte
das autoridades policiaes.
Que Joaquim Sibir nao vai Arar esquecido na
casa do detengao. e que o rerpeclvo processo
fui feilo, o provam os dous officios seguin-
tes :
Delegada de polica de Jaboatao, 17 de no-
vembro de 186!) N. 47.litio. Sr.Foi-me en-
tregue o ofTicio de V. S., cora a data d. hon-
tem. que manda saber o estado em que se acha o
processo que inslaurnu-so contra os grumetes
Da miau Pacheco, e Joaquim Jos de Santa An-I
ne Sibir. Em respnsta tenho do dizer a V. S. '
que o subdelegado do districto de Gurjahu res-
pundpti-me em agosto ultimo, que j eslava ulti-
midu o processo, e que o ia remetler ao juizo
muiiici pal....
Dos guardo a V. S.Illm. Sr. Dr. chefe de
polica da provincia de Pernambuco /oso Fran-
cisco de Souza Ledo, delegado do polica .
Seerelari* de polica de Pernambuco, 8 de
agosto d 1860.Illra. Sr.Era resposta ao ofii-
cio do V. S. de 4 do correnle mez, acerca dos
grumetes Damiau Pacheco e Joaquim Jos de
Sint* Anna Sibir. rumprn-me dizer, que 03 de-
ver V. S. considerar sollos por pirte da poli-
ca, ama vez que foram remeltidos presos romo
desertores, posto que devam responder pelo cri-
me que cnramelteram era Jaboatao, a e.njn dele-
gado agora ordeno a prorapta instauraco do
processo. Quando fr precisa all a pfesenga
dos delinquemos para os actos da formago da
culpa, sarao os raesmos requistados a V. S.
Dos guarde a V. S.Illm. Sr. chefe da es-
laeio naval em Pernambuco. Trislo de Alen-
car Araripe, chefe de polica.
Nos das 17 e 18 deste mez. foram recolhi-
dos casa de detengao 16 homens e 2 tnulheres.
sendo 13 livres e Sosera vos; ordem do Dr.
chefe de poli.-ia 2 ; do Dr delegado do Io dSilic-
io 3; do subdelegado do Rerife 1 ; do de Sauto
Antonio 6; e do de S. Jos 6.
Passageiros do vapor Oyapock, viudo do
Para e portos intermedios : Sabille Augusto, I
Juan Falque, Manuel Pires, Dr. Ovidio da Gama ,
Lobo. 1 cralo o 1 escravo, Gustavo Julio Gun-I
Iher, James Roberto e George Cherhing. Wme. I
Campbelle, e Junh Gilberto Wchilman e Charles I
Juiken, James Calmim, Eduardo Pipper. Dr. |
Francisco Domingos da Silva, sua senhora. 1 fi-
lha e seis escravos, Manoel Alfonso A. d'.VIbu- !
querque, Manoel do Kezcndo du Regt> Barros, |
Dr. l'edro d'Alcantara P. Veras, Jos Bernnrdino;
Correia, Antonia Lopes da Silveira, Joaquim da
Silva Coelhu, Manoel Jos Rodrigues Lima, Ma-
noel Rabello o'O iveira, Jos Flix do Rpgo. An-
tonio Joo Hamos. F ranciscu Flix do Reg.
Jos Civaicanti d'Albuquerque, tres pragas de
polica, 4 escravos entregar.
Seguem para o sul:O Exm. Sr. brigadeiro
Joo Jos da Costa Pimcnlel, capilu Luiz Fran-
cisco Heuriques, alferes Lucas da Rocha Fragozo,
Beritu de Figueiredo Loureiro Aranha, Theodoro
Candidu do Rocha. Benio Jos da Silva Pereira,
Leopoldina Rusa Maia, Ursulina Carulina Cabml.
Raimundo Gunzaga da Silva, 2 o cadete Sorberlo
Rodrigues Coelho, 2. lente Francisco Forjaes
de Lcenla. Herinogenes Rodrigues da Silva, Au-
reliano da Rocha Moreira e sua mal Iticardiua
Eulrazia d'Almeida. Maria Candida, I. Heymans.
Joaquim Vieira Xavier do Castro, 1." cadete
Joaqnim Bmygdlo, 8 pracas Ao exercilo, e 20 es-
cravos entregar.
Passageiros do vapor do guerra brasileiro
A/u<;<5 viudo da Baha .Para Fernando, Ventura
Jos .le Frenas Albuquerque, Antonio Carneiro
da Rocha ; para o Maronho, Constantino Luiz
de Sonsa Honra, Torquato Augusto Pereira Re>u
o Augusto Mendos de Moura.
Passageiros da barca nacional Atrevida,
3ahida para a illia de Fernando:Mana Thereza de
Jess, Mana Felicia dos Prazeres e seu sobrinhu
Dugn dus Santos, capito Luiz Francisco Teixel-
Mauoel Jos da Silva. Germano Jos Pereira e
sua irma Maria Pastora da Conc.eigo, Fr. David
da Nalividade de Nossa Senhora Mariana, Augus-
la Coelho.
Passageiros do patacho Anna, sabido para
o Rio tle Janeiro :Manuel Miguis, Gabriel
Sura, e 3 escravos entregar.
Matadouro publico :
Maiaratn-se no da 17 do corrente para o con-
sumo desia cidade 113 rezos.
Hobtamdade do da 18 e!9 do corren i u :
Maria Candida Aneoquc, semi-branca, solteira,
14 annus, polmonia.
Henrique, brsuco, 4 mezes, diarrhea.
Emilia, parda. 2 anuos, bexigas.
Joaquina Maria dos Pra/.eres, parda, viuva, 60
annos, anazarca.
Felippa Mara de Jess, parda, solleira, 34 annos,
cirro urinario.
Miguel Luiz Sougest, branco, casado, 5 anno,
indamagao de ligado.
Leopoldina, parda, 1 mez, convulsoes
Maria, parda, escravs, 9 mezes, convulsoes.
Jos, pardo, 8 mezes hydrocephalia
Caeiauo Jos da Silva, prcto, solteiro, 50 annos,
piralysa.
Ignacia Mara da Cruz, branca, viuva, 19 annos,
tuberrulu pulmonar.
Manoel, preto, escravo, 2 annos, angina gan-
grenosa.
Sopliia, preta, escrava, 3 anno, anazarca.
Nstor Coibiniano da Custa, branco, casado, 22
anuos, tubrculo pulmonar.
Paulino, pardo, escravj, 5 mezes, inamraacao
de intestinos.
Francisco Firmino Monteiro, branco, casado, 35
anuos, phthisica.
i riiM

_^-_
Outro de James Ckabrel & Companhia, pedin-
do o registro de urna escriplura du hypolheca
que aprsenla.Rogiatre-se.
Outro de Bailar 4 Oliveira, pedindu o registro
da nomeagao de seus caixeiros despachantes Mi-
guel Jus da Multa Jnior o Adolpho Roberto
Koop. Como requer.
Ouiro de Tassn & Irraos, pedindo o registro
da nomeacau de seu caixeiro Fraucisco Nogueir.i
Pinto. Registre-se.
Outro de Novaes & Luna, pedindo o registro
do distritn de sociedade de Jos Luiz Pereira Li-
ma & Companhia, e o contrato de sociedade do
Francisco Ferreira do Novaes e Jos Luiz Pereira
Lima, sob a firma de Novaos 4 Lima.__ Vista ao
Sr. desembargador fiscal.
Outro de Augusto Carneiro Monteiro da Silva
Sanlus, pedindo por certido se no conlratu de
Flix Souvago& Companhia, registrado neste tri-
bunal, se consta que o socio Flix Souvage, por
si ou enm a firma social, pode prestar-se a ser
fiador de quantia maiur de quarenia coulos.
Passe.
Outro de Luiz Margal, pedindo registrar as pro-
cu rages que ajuma.Regi.tre-se.
Ouiro de Americo Nello Firmiano de Moraes,
pedindo o registro de sua nomeagao de caixeiru
da casa Saunders Brothers & Companhia.Re-
gisire-se.
Outro de Candido Casemiro Guedes Alcanfora-
do, ped.ndo o registro da nomeagao de seu cai-
xeiro Hermenegildo Fernando de Souza Lobo.
Registre-se.
Informados pelo Sr. desembargador fiscal os
seguimos requerimenlos :
Uin du Antonio dos Sanios de Oliveira & Com-
panhia. pedindu o registru dD sen contrato social
Registre se.
Outro de Lopes & Miranda, pedindo o registro
de seu contrato Refurmom o artigo 6 de seu
contralro conforme o arl. 302 3o o 316 do codi"u
Cointnercial.
Outro de Jos Victorino de Paiva e Augusto
Jos Ferreira, pedindo o registro de seu coutralo
de sncieilade. Hegistre-se.
Outro de Jos Francisco'du Reg Mederos e
Mello Henrique Jus Alves Ferreira. c Galdino
Alves Ferreira, pedindo o registro da dnclaraco
que ajuntara.-Satisfacam o parecer fiscal quanto
a nova siciedade.
Nao ha vendo nada mais a tratar, o Sr. presi-
dente encerrou a sesso.
SESSAO JODICIARIA EM 19 DE NOVEMBRO
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEaBARGADOR *
. SOLZA.
tecrelario, Julio Guimares.
Ao meio-dia, o excellemissimo senhor presi-
SSL J, TU, ,k* 'f"8*0' ">hando-se pn-
sonies o Senhor desembargador Silvo Guima-
res. e os senhores depulados Lemos, Bas-
to e Silveira.
Foi lida e approvada a acta da anterior.
fc. nada havendo a traiar-se. e encerrou-so a
A
JURY DO RECIFc.
5-1 SESSAO.
IIIA 19 DE N0VEMRRO DE 1860.
Prudencia do Sr. r. juiz de direilo da p, imei-
Oot. Cnmnal Bernardo Machado da Costa
Gu;mrLob^bl,c,osr-Dr-F-^^^^^
Escrivo. o Sr. Innocencio da Cunha Goianna.
Moluveiidcomparecida Bor impedimento de
moles ia oesc-ivao interino Amonio Joaquim Pe-
esenv'". 2 ,V0'.r'V r- jUZ ,,e ',,r"'....."*" -
es r.vau da subdelegada de Sr. Fre Pedru Gon-
Qalves Iniuceiiciu da Cuuln Goianna para exer-
inw.e'iun ,"a'',"0 "-'8 de ""' J jurv no
'mpedimeulo do esenvao privativo. Com,.aro-
cendo o nomeado. presla juramento o impos-
O |)r. juiz municipal da segunda vara apre-
rad "s''g"l"le rocesss levidameute propa-
Autoura a justica.
Bo Jos da silva Ferreira, pronunciado no arl.
Zl do cdigo criminal em agosto de 1859.
Auloura a justica.
..R2.'0f N""tS d" Roso. pronunciado no
ari m do cdigo criminal, em Janeiro de 1860
uecebenlo se do admiuistradur da casa de de-"
lencao a commonicjcao de haver sido recolhido
Como alienado ao hospital de candado o reo An-
lonio Varia, a quera pur prioridade de prenuncia
caba ser julgadu, e nao havendo descidu da con-
ctusao dj julio de direitu u processo em que sao
reos JosoOuugalves da Silva e Joaquim Pereira
oe l relias, aecusados por crime de furto, o Dr
juiz de dirutu fiz entrar em julgamenlo e pro-
cesso em que reo Jos da Silva Ferre.n, ro-
uuuc.ado UU arl. 201 do cdigo criminal.
irucedenlu-se au surten) du conselho de sen-
lenga, sao recusados pelo ministerio publico os
srs. juradus.
Anloniu Pinto de Azevedo.
l)r. Luii Salazar Huscozo da Veiga Pessoa
Lmiho Xavier Subreira de Mello.
Manoel Lupes Rodrigues Guimares
Amaro Suarea Harto.
Joaquim Jos Alvos de Albuquerque
Jubo da Silva Parias.
Pelo aorogado du reo, o Dr. Americo Netto de
Meudunca, sao recusados os senhores :
Apoliuariu Pereira Badueni.
Teneiiie-curonel Sebasiio Lopes Guimares.
Jos Ferreira da Penha.
Manuel Jos Lopes Braga.
Jus Paulino da Silva.
Jovmo Epiphanio da Cunha. *
Juao Podra da Rucha Pereira.
Cumpe-se o conselho dos seguintes Srs. mi-
ses de fdttu :
Jos Das da Silva.
Joaqun Caudidu Fer.-eira.
relis Joaquim Domingttes.
Jos Cavalcanti de Albuquerque.
Juo Eduardo Pereira Borges.
Manuel de Almeida Nubre.
Joaquim Calino Coelhu.
Alfonso Pulilo da Silveira Cavalcanti.
Anloniu Rudngues de Moraes.
Jos Bernardino Pereira de Brito.
Jos Francisco de Salles Baviera.
Francisco Ferreira da Annunciagao.
Deferido au conselho o juramento dos Santos
Evangelhus, procedo o juiz ao interrogatorio do
reo.
Lido integralmente o processo, o ministerio pu-
blico faz o seu dever, seguiudo-se a defeza repli-
ca e treplica.
Propusias ao jury de senlenca os quesilos da
lei sobre o faci e suas circunstancias, o em vis-
ta das respuslas do jury o Dr. juiz do direilo pu-
blica a senlenga absulvendu au ruo condemuan-
do a mumcipalidade das cusas.
Sendo a hora adianlada (5 huras), o Dr. juiz de
direitu ada a sessau para o da 20 de nuveuibro,
em que deve ser submettido julgamenle o pro-
cesso em que reo Jos {funes du Rusario, pro-
nunciado no ait. 201 do cdigo cnmiual,
Communicados.
Segu hoje para & corte do Riu de Janeiro, i
bordo do vapor Oyapoek, o Exm. Sr. vsconde de
Albuquerque, parlamentar tan distinclu como
consummado estadista,
Elle grande vulto poltico urna das nossas
glorias, um dos melhores caracteres do Brasil.
Depois de urna auzencia de 36 annus, passados
por S. Exc. no servico do paiz, 4 principio na
earreira militar, e em seguida como depulado,
ministro, eomelheiro de estado, c senadur du
imperio; S. Exc, movido pela saudade qne sen-
ta do seus pan-nles o amigos da mucidade, de-
sejando ao mesmo lempo recuperar a sa'de
que va fugir-lhe de dia em dia, o julgandu acer-
tadamente, que devia procura-la era sua pro-
vincia natal, para ella dirigin-se em o mez de
sflembro do crreme anno. c aqu cheguu enm
eTeno alicuns das depois na companhia de seu
irroao o Exm. Sr. visconde de Suassuna. com
quem residi duranto todo lempo que aqui es-
teve.
S. Exc.,oo cutio espagode lempo que se demo-
rn entre us, Visitou differenles pontos da pro-
vincia ; e lano n'elles cumo n'esla cidade re-
cebou as mais inequvocas provas da estimago
em que o lemos, da profunda veneraco de g"u
ohjeclo.
A' vida actira quo levou S. Exc, andando
sempre cavallo, deve provavelmente S Exc.
a brta sade que gozu desde que aqu chegou
e, se fosse licito o fazermos um voto n'esla
occasiSo, nos pediramos 4 S. Etc. que viesse
eslabelecer-se definitivamente n'esla Ierra, que
v.

MUTILADO


DIARIO DE PE
tanto setilt a sua useucia, e na qdal. segundo!Basta Uiialraeulc,quu lodos llqeru saturad"
1 idas as probabilidades, 8. Exc. recuperara sua j que tramas iguaes, senao peioresso esto urdin-
prccio.sissima sa Je. du para u Ouricury, afiai de que a eleico sjj.i
S. Exc. nao se demora mais lempo n'esla pro-1 all perturbada, e eu venha a perder o< volos da-
vincia, que lao cara Iho, por que eru seu co- quede collegio e de Tacaral, perda esta que de-
TkgA FEIrU ttQ fJE NOVEMBRO DB iSOO.
raco lia muda saudade do urna familia estre-
mecida, que, separada do seu ch te, cunta na
armicoos minutos por annos, o os dias por
seclos !
S. I'.xc. deixa-nns as mais doces recordacocs o
as saudades mais vivas, e para o pesar qu nos
rausa a sni separado s urna cousolnco, ou
compcuaac&o pode haver: fazer S, Exc, una
viagem feliz sobre mares bonanzosos, o tteon-
trar toda a sua F.xru." familia no pleno goso da
mais porfeila e vigorosa sade.
Recite 19 de ovembro do 1860.
Cezar ouretro.
Tazer Iriurapliar
que s lem por
As pjgantasias du collepra corres -
pondente de Alagoas.
K' irapossivol guardar silencio com o que aca-
llamos de ler respeilo da administraran do fxin.
Sr. commeodador Leo Velloso no Diario de
liojo em urna correspondencia vinda de Maceiu
pelo vapor Paran.
E' prctenco do alguns homens imprudentes
da provincia das Alagoas instituir nicamente
urna verdadeia polmica de reirimiuacoes po-
lticas, apinchanJo unid ceutelha esse* inmen-
so combusiivel de paixoes e inleresses /Oppostos,
* que all se dobatcm, e que o Exm. Sr. Velloso |
procura extinguir.
lio numero Meases certamente o autor da re- '
ferida correspondencia, que pretenden fazer acre-
ditar sua neutralidade poltica, afira do aitrahir1
a si o criterio publico e a geral odiosidade sobre
o Exm. Sr. Leo Velloso; o para d conseguir, |
se precipitou de con Ira di croes em conlradicces,
ili/cndo-se em un lugaralheio s antigs tilias
, polticas e em outromero espectador.
Se o cnllega, declara, que alheio s antigs
lulas polticas, deixa inferir, que iiigere-.se tus;
ac'.uaes, c porlaulo nao llie perlence o titulo de .
mero espectador.
Aliu disso S. M., dizendonao llie parer.a
eMmnho o silencio, au^orisa suppor-so una an-
terior iolerveuco, e que por couseguinte nao
de boje, que abandona a altilude de espectador:
lugo i; parcial.
Demonstrado Isro, que valor poder ter o aran-
zel do collega'.' Para queresposla?
Sejam ditas nao obstante algumas palavras.
A livre Alagoas, alliaudo-se com a presiden-:
Pa, prestni-ilie, sem crcurascrevcr sua aceo,'
o franco apoio, que sua (brea moral exigia. "
Acerca do antagonismo eeitonl os fados de-
monslrram e li.nn de demonstrar, que uo
ve accarrelar i miaba derrota u
alguiua mtseravel candidatura,
base a insolencia e a impostura.
Saiba o correspondente do Diario de hoje, que
ou nao ignoro stas cousas, e mudas oulras e
tenha toda certeza quo hei de arranc ir-lho a mas-
cara, e do seu cyreneu, se alguma bacamarlada
me nao roubar a vida, como me tem sido aunun-
ciadn.
Tenho a mais profunda convieco de que ues-
tes negocios, S. Exc. o Sr. presidente da provin-
cia, lem sido trahido, e por uso reconliecendo a
tiobr^za dos seus sentinienlos, limito-mo a pre-
veoi-lo, para que d'ora em diante esleja acaute-
lado, e nao consinta qu torpemente se abuse de
sua boa f u lealdade, para se me perseguir o aos
meus amigos.
Teuham, senhores redartoros, a bondade de
publicar estas poucas e ultimas lindas do seu,
etc., ele.
Francisco Carlos Drando.
Recife, 17 de ovembro de 1860.
cimos entrados no da 18.
Baha3 dias e meio, vapor de guerra nacional
Meg, commnudanie o Io lente Francisco lia-
noel Alvos Arauju.
Para e portas intermedios8 das e 20 horas, c
do ultimo porto em 12 horas, o paquete brasi-
lero a vapor Qyapock. comioanJanlo o eapi-
i.io-lente Antonio Joaquim de Santa Bar-
bara.
Navios sahidas no mesmo dia
Ilhi de Fernandobarca nacional Atrevida, ca-
pitn Claudino Jos Raposo, carga diversos g-
neros.
Navios entrados no dia 19.
Barcelona o Malaga54 dias do primeiro porto
e28 do segundo, brigue lie-nanhoi Vigilante,
de 159 toneladas, capito Domingos Ferrer,
eqiiipagem 13, carga vinho, passas e mais g-
neros ; a N. O. Bieber i C.
Nova Orleaus53 dias, barca americana Grap
Shol, equipagem 15, carga 580 barricas com
farinlia de trigo e 500 ditas de breu ; a Ros-
Iron Rooker & C.
Macei2 Jias brigue inglez Fairy, de 170 to-
neladas, capilo F. Forris, equipagem 11, em
lastro ; a Johnston Pter & C.
Srs. redactores.Aproximando-se a poca da
eleico de eleitores, eu lembro a Vs. Ss os se-
guidles nomos, lirados dos mudos que lem a
primeira freguezia desta cidade e oude se acha
enllocada toda a riqueza do commercio desta im-
portante provincia e urna das primeiras do im-
perio.
1 F.lsiario Antonio dos Santos.
2 Antonio Manoel Barroso.
3 Alexandre Rodrigues dos Alijos.
4 Padre Jos l.eile Fila Ortigueira
5 Alexandre Augusto de l'rias Villar.
C Jos Pedro das Nevos.
7 Joo Francisco Marques*
8 Bernardo Luiz Ferreua Cesar l.oureiro.
9 JosAvolino di Silva .laques.
10 Antonio llciin<|>ie Mafra.
11 Joo da Cuuha Magalhes Jnior.
12 Dr. Jos Joaijuim du Souza.
13 Jos Bernardo de Souza.
l Ignacio Antonio Bordes Japiass.
15 Padre Fianrisco Jos lavares da Gama.
16 Manoel do Nasclmento Araujo.
17 l)r. Cosme de S Pereira.
18 Joo da Cunha Wauderley.
19 Caetano Cyriacoda Costa Morcira.
20 Manoel Lu/. Goncalves.
21 Audr de Abrcu Porlo.
22 Antonio Gomes de Miranda I.pal.
ha 23 Antonio Boletlio de Mosquita Jnior,
Editaes.
Imparcial.
Pubiicaees a pedido.
Para oSr, ministro do im-
para esse antagonismo outro remedio, que nao 24 Francisco Antonio Duro.
seja a garanta do voto livre.
Ninguem pode acreditar na eootostacao desta ___________________
\erdade, cm quanto nao se provar ou exhibir
quaes 03 muios empregados pelo Exm. Sr. Vel-
loso contra a liberdade do voto: n collega nao os
poder apresentar ; pois so os conliecesse, cerlo
nao se on ten laa em dizer apenas, quo o Lxra.
Sr. Velloso nao garanti o voto livre.
'Pendes desconliado do vosso papel, e s vos
haris adiado oom a mentira, porque a conduela
lio grupo que pertences fui inspirada por urna
polilica tmida e tacanha, e contina a ser a po
itiea do modo e do insulto para com urna auto- aceitar empreo algum provincial seui
i id a Je cuja admiuislraco indubitavclmente .... .___:___...i i__: _i.__i.
para a maioria da provincia uui como lo da ca -
lea da mparcialidade e da Justina, que so des-
lina a prender memoria do futuro o progresso,
que esl debaixo de todas as vistas.
Prosegus audazmente nos vossos venenosos
designios, porque o Exm Sr. Velloso advmhou
o inobil de vossa poltica. As adiiiiiiistraces
que vos refers nao foram psra vos mais do que
o meio de cooseguirdea o que nao queris, que
0 Dr. Anselmo Francisco Perelti, coramendador
da imperial ordem da Rosa e da do Consto, e
jniz do direlo especial do commercio, desla
cidade do Recite capital da provincia de Per-
nambuco, por S. M. 1. e C. o Sr. D. Pedro II,
que lleus guarde, etc.
Faco saber aos que o presente virem. que no
dia 20 de marco do prximo fuluro armo de. 1861,
pelas 10 horas da manha, na sala dos auditorios
lera lugar a reunio dos credores di massa falli-
da de Caminha A Pulios, na conformidado do arl.
82 o seguinles do cdigo commercial, afm de
queem minha presenca veriflquem os seus cr-
ditos, cun .mI.iiii ou neguem a concordata ou for-
iiiem o contrato do uuao e procedam a nomea-
co dos administradores aos bens da referida
massa fallida : nao pudendo oulrosim, un s
individuo representar pordous diversos credores,
havendo-so os que nao comparecerem por si,
ou por seus procuradores corno adherentes a
concordata, para cujo Gm sero contados os vo-
los dos ausentes assim notificados. Em cumpri-
mento do que, todos os credores da predita mas-
sa fallida, comparecam em o dito dia, hora o lu-
gar cima designados.
E para que chegue ao conheciraento de todos,
niandei passar o presente edilal, que ser afixa-
do nos lugares do coslume e publicado pela im-
prensa.
Cidade do Recife, 19 de ovembro de 1860.
Eu Manuel Mara Rodrigues do Nascimonlo, es-
envo o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelti.
peno ver.
< Xenhntn. em pregado geral
pode
que previamente solicite e obtenha a
sua demissao. Avisos de 1D de o-
vembro de 1837 e 7 de outubro de
1843.
Ora, nao tendo sido derrocados os ci-
tados avisos, cuja to sabia, (|i>ao ter-
minante disposi;ao se acaba de ler :
osoulros consigan:falla'es nicamente a Im- fora de duvida que nao deve continuar
gu>gem o desneito :sois anarchisla. .
Para que u./eis. que lodos presenciaran! na a.8er npector da tliesourana provin-
provincia, que os actos do presidente estiverara cial o prolessor de geometra do col le-
em oppoMco s ideas por elle manifestadas, 0 das artes (ou a ser professo degeo-
quando o que lodos presenciaram foi, que vuSS n j
juiz do paz intruduzia clandeslinamenie chapas netna do collegio das artes o inspec-
na urna, quando lhe roi suspenso o braco eui: tor da tlicsouraria provincial.)
ll.gran.e pelo ajodanto do assisleute do leooole Ee funcconaI.o, a despeito dos avi-
" j i j *
Uuizestes a saneco para este acto o como nao OS Citados, oi nomeado inspector da
a conseguisiei, dizeis, que o procedimento do tbesouraria provincial de Pernambuco ;
sr. \ ellozo na eleico de setembro moslra o pro-' __ ... ,
psito (irme do fjz'er trlumphat a causa dos li- e em prejuizo do seu substituto, da
beraes! instruero e dos cotres pblicos, se aclia
Declaracoes.
(ora da sua cadena, lia 15
GOH1H.E1IGIO.
Rendimento do dia
dem do dia 19.
Al'itiule;
1 a 17.
a.
Moviinento da ilfande^a,
Voluraes entrados com fnzondas..
com gneros..
Volutnos
sabidos com fazendas..
com gneros..
Fillaes de demissoes, porquo o Exm.! Sr. Vel-
loso nao consenlio, que dous subdelegados da ,
parcialidade meiidjiir.ilordenassem aos inspec- ( 'aMm ll0ie lo de Setcmbio de
lores a cabala ?
V. nao vos lumbraes, que o subdelegado de
Macei conservador, assim como conservado-
res sao os delegados e subdelegados de Peuedo, I
do Pilar, d'Aialaia etc.?
O genio Uo collega o genio do espirito do !
mal incapaz de acreditar nein de compreliender
os principios do bem era os nobles insidelos,'
que animam o lxm. Sr. Leo Vello/.o, levo o
ilosearamento de alfirmar, que por ordem de S. ]
Exc. o Sr. chote de polica, grande magistrado,
grande cidadao, grande auiondade, so constitui-
r o reformador das decises da mesa, somonte
porque o mudo honrado chefo de polica se oi>-
poz as estpidas rocusacoes de idenlidadi! pes-
soal dos volantes, quanjo o poi'o una cuct re-
conhecia os recusados I
! quera possue o conhecimento de todas as
formas do egosmo, de todas as ms tendencias.
e de ludas as baixas paixes caiiazes de perverlorl
os mais poros insidelos de caracteres lo nobres
como o Exm. Sr. Vellozo, poder dar de mao
meioS lo indignos, com que o collega tentn
aboranhar urna adniinistrac.o, som ler um fado i
a imputar, alui dos que apresentou, que sao
todos mentirosos Quem reiiuisilou a assislcn-
cia do chele de polica, foram aquelles a quera
ros dizeis ligado.
O collega achou-Sfl lao baldo de fados, que
passou a aecusar a presidencia, por ter consen-
tido, que o tenenle-coronel Paula Mosquita esli-
vesse na eleigo fardado, como se o presidente
podesse prohibir, que o oficial usasse de sua
Urda ; como se disto proviesso algum mal; co-;
nio se d Sr. Paula Mesquita s podesse ser co- '
nhecido tenenle-coronel com a farda : disse lam-
bem que cabalou oilicialmeule ; mas disse anda
urna falsidade scmelhanle aquella, que a redac-
co deste Diario j desmascarou, quando o col-
lega alliancou, que ella huvia sido victima do
Iaiii. Sr. Vellozo, aceitando as columnas de
sen jornal as ullimas correspondencias d'iquellal
cidade.
Se o collega leve o arrojo de asseverar que a
redaci;o deste jornal aceitou correspondencias
por deferencia algum amigo enderezadas pelo
Exm. Sr. Vellozo, de que nao ser capaz o col-
leg respeilo dos fados, que em Alagoas se
do .'
Fica-nos o direlo de dizer^-o insudo nflo !
aecusaco ;a mentira nao jsliga ;o capr- [
clio nao virtude ;a astucia sempre astucia. '
Recife, 19 do ovembro de 1860.
Rosa -r
i unos!!!
1800.)
a072t*357
9:888306
213:609$663
182
------1S2
21
138
------159
Descarregam hoje 20 de ovembro
Brigue ingle/. II.leotha bacalho.
Brigue inglezWaller Baiuedem.
Brigue inglezLiliancarvao.
Paticho bu.laude/ Adriano Johanes merca-
dorias.
Brigue porluguezKsperancaidem.
Patacho portuguezS. Jorge de Avejroscarvo.
Barca portugueza Flor do s. Simiomerca-
duras.
Barca lrancezaRaoulcemento.
Barca ingleza Sex Wavetrilhos de ferro".
Briguo brasileiroU'iuioo resto.
Iliale nacionall'.xlulacogneros do paiz.
Hecebetloria de ceinlas iuternas
geraes le Pernanibuc.
Itendimeuto do dia 1 a 17.
dem do dia 19. .
17:2389471
975190
I8:2I366I
Consulado provincial.
Rondimento do dia 1 a 17. 8:4118633
dem do dia 10.......1:3958249
9:809^882
i ni i i
Moviinento do porto.
ce
a.
i n i i i n irn ni r M^fcMtM,
^. ~
OS
O.
5
Horas
SS


Correspondehcias.
Srs. tedaclors.Eu tinha previsto, que havia
de ser um nuomymo quem se eucarregaria de :
contestar a minha correspondencia de hontem, e
liz logo o proposito de nao responder-lhe.
Na vordade pens, que nao devo medir-me
com um cobarde, que nao tam a lealdade de fir-
maros seus escriplos, como eu o fago: por con-
seguale limilo-mc a confirmar o quo disse na-;
(uella correspondencia.
Por ora basta que publico silba, que fdram |
ullmaraenle demlltidos em Tacaral, sem nre- j g
ceder represeutago do respectivo delegado, uein o
haver motivo plausivel, o subdelegado daquella
villa e seu primeiro supplenie Juvenal Gomes de J
Souza Pedro Gomes de S, homens disiinctos e
abastados, mas que ckrregavam cora a culpa de
seren amigos do major Jos Rodrigues do Mo-
raes, sendo substituidos por dous individuos, um
dos quaes, segundo eslou informado, vive de tra-
balhar alugado, vencendo jornal diario, e este
quem so acn exercndo o carbol! 11 Basta lam-! S S
bem que o mesmo publico e que S. ttxc. Sr.'
presidente da provincia, cuja diguidade muilo j
re3peito, nao ignorera que Tacaral se aclia no |
mais profondo soceg e trri|uill(ladb, e que sem
eribaflb disto e d eiislir na^uell lugar ulht
corapauhia de pedestres coinmaiidada por um
militar da conQauca do goyerno, que tambera
delegado, se maudud destacar par alli cincoeuta
ou sessenta pravas da guarda nacional de Flores,
o quo [muilo antes de serem as ordens daqui ex-
peOtdaS) J era c'Heidb, ntiiiflcldo eid Villa
Bella e Tacaral por carias particulares.
g
c
5
c
B
er
e
Atmosphtra.
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Direcco.
Intensidade
co
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-1
Fahrenheit
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Centgrado.

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Hygro metro
Cisterna hydro-
melnca.
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Francez.
Inglez.
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Si
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A uoite clara com algum neroeiros, vento ENE
reguler e assim amanhecer.
0SC1LLACA0 DA MAR
Praamar a 9 hl5' Da raanhaa, altura 5 8 p.
Baixamar a 3 h 36' da tarde, altura 1.2 p.
Observatorio do arsenal do marinha 19 de o-
vembro de 186d koAlio STpPLK.
V tenentc.
Pela adminislracao do correio desta cidade
se faz publico, quo as malas quo tem de conduzr
0 vapor de guerra Mag, recebe as malas para
Maranho hojo (20] as 9 horas do da.
Consellio administrativo.
O consellio administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de comprar os objeclos
seguidles :
Para a botica do hospital militar.
32 libras de acido ctrico.
1 libra de avenca.
l(i libras do agua destilada de Lisboa de flor de
\ laranjas.
16 libras do agua destilada frauceza de rosa.
132 libras de carbonato de magnesia.
; grasas de caixas trancezas para pillas,
j 1 Charuoviz ullima euico de 1860.
16 vidros de confeilos de lclalo de 6rro.
16vidros de cytralo fluido do salsa parrillia de
Bailas.
1 libra de espirito du milicia.
2 oncas de extracto de alfaco.
1 escrivuuia de lato.
4 libras de llor de rosas.
i libras de llor rnica.
100 garrafas pequeas.
1 libra de bel va cidreira.
8 oncas de kussul.
14 libras de soparo.
G libras do maiin conimum.
8 oncas de oleo de alfazema.
] 14 libras de inann esemhido.
12 libras de oleo do amendoas.
vidros de 4 ongas cada um de oleo volale de
I moslarda.
4 duras de pastilhas do ipecaciianha e moruna.
, 10 caixas de pastilhas de Vechy.
1 libra de pouimada de carao."
i 30 vidros de pilulas de valei.
1 resina de papel almo \> paulado.
8 oncas de raiz de cygnagloza.
30 vidros de salsa parrdha de Brislol.
4 arrobas de salsa parrdha.
25 grrrafas de sueco do groselhas.
l libras de seiine.
1 libra de sulfurito do calcio.
12 seringas de vidro.
20 vidros do 4 oiiqu.
30 ditos de 2 Oncas.
30 ditos de 1 onca.
50 vioros de xarope de afi.
30 garrafas do xarope de ponas de espargo de
Lisboa.
Quera quizer vender laes objeclos aprsente as
suas propuslas em caria fechada, na secretaria
do consellio, s 10 horas da manha do dia 23
do curenle inez.
Sala das sessoes do consellio admnilralivo
para fornecimento do arsenal de guerra, 15 de
ovembro de 1860.
Denlo Jos Lamen lia Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Pela subdelegada do Cralo da S de Olin-
da se faz publico, que 110 dia 27 de oulubre p. p.
foi apprehendido no lugar da Barreira da mesma
cidade um cavado foveiro, o qual so acha depo-
sitado pela mesma subdelegada ; quem for sen
dono, conipareca uo termo legal, com as proras
' necessarias para lhe ser entregue.
ConSelliO ailinliiisii-at l v<>.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem do comprar os objec-
los seguinles :
Para o 10. balalho de infamara.
438 l/2cvados de panno verde.
50 varas du niageni.
lOO mantas de la.
Para o laboratorio.
8 resmas de papel carto.
Para a secretaria docommando superior di guar-
da nacional de Garanhuns.
1 caderno de papel mata borro.
Meia libra de gomma arbica em p.
2 garrafas cora tinta prela.
6 lipis Unos.
3 can-.-oles do aparar peonas.
2 libras de arcia prela.
Para o arsenal de guerra.
50 garrafas de tiula prela para escrever.
Quem quizer veder laes 6bjeclos, aprsenle
as Suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manlia do dia 19 do
correle mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 12 de
ovembro de 1860.
feno Jos Lam en lia Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Sania Casa da Misericordia do
Recife.
A junta administrativa da irmndade da Santa
Casa da Misericordia do Recife, manda fazr pu-
blico que no dia 22 do crrenle, pelas \ horas da
larde, na sala de suas sessoes, iro pra^a as
rendas das casas abaixo declaradas, pelo lempo
que decorrer do dia da arrebilac al 30 de
] anho de 1883.
Bair/o do Recife.
Ra do Pilar ri. 74.
Bairro de Santo Amonio.
Ra Nova u. 55.
Dita do Padre Florlano n. 45.
Dita dos Fagundes n. 32.
Dita de Santa Thereza n. 4.
Hila di Rdda n. 3.
Os freiendentes deterao compartir ngtfflffc
miados d seus dadores, ou munidos de carias
desles, sem o que nao poderlo lancar.
Secretaria da Santa Casa di Misericordia do Re-
cite, 12 d ovembro de 1860.
O escrivo,
Francisco Anlonio Cavalcanti Cousseiro.
1," seceo Secretaria da polica de Pernambu-
co, 15 da ovembro de 1880.
O lllm. Sr. Dr. chefo de polica, manda fazer
publico oocioque abaixo vai transcripto, auS
de que chegue o sea objedo ao conhecimento
de quem possa inleressar :
Offido.
Secretaria da polica de Piauhy, em 3 de ou-
tubro de 1860.Illm. Sr.Achando-se preso na
cadeja de Oeiras d'esla provincia, segundo com-
raunicou p respectivo delegado de polica, dosde
agosto ultimo, um escravo que diz chamar-so
Joo. andar fgido e pertencer a Joo Antonio
lloangues d essa provincia, assim o cornmuuico
a \. S. para que se dune fazer constar ao se-
nhor do dito escravo, alm de que o mande soli-
citar medianlo documeulos comprobatorios de
seu dominio.
lieos guarde a V. S.Illm. Sr. Dr. chefe de
polica da provincia de Pernambuco. O dele-
gado do polica encarregaJo do expediente, Um-
belino Morcira de Oliveira Lima.
O olcial servindo de secretario,
Jos Xavier Faustino Ramos.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O nov banco continua a substituir
ou a resgalaro resto das notas de 10# e
20,*,' que havia emittido e anda existe
em circularao, declarando que, em
cumprimento do decreto 11. 2,GGi de
10 de outubro do crtente anno, esta
substituirlo ou resgate devera' efiec-
tuar-se dentro de 4 mezes, e t|ue findo
este prazo s poder' tei? lugar rom o
disconto progressivo de 10 por cento ao
mez, (cando asim na forma do art 5
da lei n. 53 de 6 de outubro de 183.")
sem valor algum no fiua de 10 mezes.
Recife 0 de ovembro de 1860. Os
directores, Joo Ignacio de Medeiros
liego, Luiz Antonio Vieira.
Conselho le compras navaes.
Promove esto conselho em sesso do 22 do
correte mez a compra dos seguinles objeclos
do material da armada.
Para os navios.
Canelas C grozas, compacos e lira-linhas 30,
cairo velho 16 arrobas, roiheres de ferro 200, ca-
bo do couro pan leme 10 bracas o 8 palmos, for-
qnetas de ferro para escaler 100, gomma graxa
12 vidros, linha alcairoada 20 pecas, obreias 60
paes, oculos do alcance 6, papel hollanda 80 ca-
dernos, dito borrador 60 ditos, raspao de ferio 30,
cera prela 12 libras.
Tara o arsenal.
Pregos de ferro de 4 pollegadaS para costado 1
barril, serras de mao 2, limas chatas de meia
cana e triangulas, surtidas, de superior qualida-
de, de 16 a 24 pollogadas 100 duzias, talhercsli.
Alera disso contrata o mesmo conselho em di-
ta sess.lo a lavagem de roupa da companhia de
aprendices artfices, enfermara de marinha e do
arsenal, sendo que acerca desto contrato, bem
como da venda dos objeclos, devem os preten-
demos apresentar suas propostas em cartas fe-
chadas, acompanhaudo os da venda as necessa-
rias amostras.
Sala do conselho de compras navaes em 15 de
ovembro de 1860.
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
Secretario.
Santa casa da misericor-
dia do Recife.
A junta administrativa da irmndade da sania
casa de misericordia do Recife manda fazer pu-
blico que no dia 20 do corrente, pelas 4 horusda
larde, na sala de suas sessoes, no largo do Parai-
zo n. <19, irao a prac.a as rendas das casas abaixo
declaradas, pertencnles ao patrimonio di mes-
ma sania casa, pelo lempo que decorrer do dia da
arrcrautaco a :10 do juuho de 186:1.
CIDADE DE OLINBA.
Una Nova.
Casas terreas ns. 1 o 2.
Ra do oito do Amparo.
Casa terrea 11. 4.
Una de S. Joao.
Casa terrea n. 5.
llua do Amparo.
Casas lerreas ns. 1 < 6.
Ra dos Quatro Cantos.
Casa de sbralo n. 7, o casas lee reas ns, S e 0.
lisa da ladera da Sliscticordia.
Casa torrea n. 10.
Roa do li.1111 fin;.
Casas lerreas ns. II e 12.
Ra de Malhias Perreira.
Casas terreas ns. 13, 1 e 15.
Ra de S. Bnto.
Casas terreas ns. 16, 18. 19 e 20, o sobrado nu-
mero 17,
Ra do Aljube.
Casa terrea n. 21.
Arrombado.
Casa terrea a. 22.
BAIRRO DO RECIFE.
Boceo do Abrcu.
Casa de sobrado 11. 2-
Os pretendenlesdoveui comparecer no lugar,
dia choras aprazados, acompanhados de seus da-
dores, ou monillos de carias desles.
Secretaria da sania casa da miseticordia do Rc-
, cife 17 do ovembro de 1860.
Francisco Antonio Cavtlcanli Cousseiro.
Esorivoo.
m
A terca parte do sobrado n. 19 da roa do Vigario.
A lerea parlo do sobrado de 1 andar o solao na
ra do Ihvramenlo n. 1..
A nasa terrea n. 62 da ra de Aguis Verdes.
Principiar as 11 horas cm ponto.
Avisos diversos.
THEATRO DE S.
(01IP1NIII1 LVI1IC1 DE G. IMIMUI
Quarta feira 21 de ovembro
Acliando-se restabelecijo o tenor o Sr. Mnrclujthi, Fopresentar-se-lia pela ullima vez a
opera era tres ateos de Bellni
Principiar s 8 horas em poni.
Avisos martimos.
Rio Grande do Norte e
Ass.
Vai sahircom muda brevidade a barcaca No-
va Esperaca, recebe carga a fretes cninmodos :
a tratar na ra da Madre de Dos n. 2.
Para oCeant
O veleiro o bem conliecido cter nacional /;-
bordo no dia 23 do corrodo mez irapreterivcl-
mente : para carga o pissageiros, trsla-se com
Augusto Josl'erreira c\ C, ra du Labug n.7-
Para o Aracaly
seguir brevemenlo o hiale Exhalaco : para
o restante da carga e possageiros, lra"ta-se com
Gurgel Irmos, ra da Cadcia do Recife n. 28,
primeiro andar.
Cear
Palhabole Sania Cruz, para carga epasaagei-
ros trata-so com Caeano C. da C. M. & Irmo,
ao lado do Corpo Sanio n. 23.
Porto por Lisboa.
Vai sabir para o Porlo com escala por Lisboa
al o dia 25 do corrente mez o brigue pnrluguei
Promptidao II. forrado e encavhado de cobre
de PRIMEIRA MARCHA E CI.ASSE, por j ler
parte do seu carregamento; para o resto e pasea-
geiros, para osauaes lem excellentes commodos
trata-se com Elias Jos dos Santos Andrade c\. C-'
ra da Madre de Dos n. 32, ou com o capitSo. '
Narauhao c Para,
Pilulas paulislanas
contra todas as molestias gra-
ves, e febres de qualquer na-
tureza, sginao-s o que di:,
a (uia.
Tenho muias provas contra aa bexigas, nao
querendo deixar formar a pulula, lomando com
exactido as dses de 6 em 6 horas. A esperan-
za o bordao do bom medico.
Um senhor na ra da Imperatriz appareceu
cora o rosto e corpo crivados, e urna febro abra-
sadora, seguio este preceite, o sarou, ficandn b
com urna bexiga n'um dos dedos do p. Oatro
caso seuielhaule succedeu com oulta pessoa da
ra da QaiUnde, ficando-lhe lambem urna bexiga
no braco esquerdo. Na rasa da Sra. D. Luiza Al-
ves um prelo Mina, minio robusto, duiou-lho a
febre 48 horas, o qual pillando, quebrava ludo
quanto enconlrava oo qoortQ ; cobras e sapos
er.in o enlreipiiimento do ddu prelo. Ka pilulas
paulitantu foran-lhea dadas a lempo ; o prelo
sarou, o nao lhe appareceu urna s bexiga.
A um pardo da Sra. D. Miria Carlota, sobrinha
da Exma. Sra. niarqueza de Sanios, o mesmo
aconteceu, e a multas oulras pessoas.
Contra a difRculdade das ourinas, as ditas pi-
lulas sao verdaderamente cfficazes, seguindo-se
o que diz a guia, molestias grava', o quanlo s
ebronicas, nunca baver perigo do ser sorpren-
dido. Quatro macos, tomando tres pilulas n.
do unile, e tros ditas n. 1 do manha, e luda"
sem dietas.
Areenco das ourinas nao lem oulro vicio
que os intestinos sujos, e a syp&tiw, o mudas
vezes urna oinpingem so forma as vias omi-
naras.
Para informacoes ou encommendas, podera d-
rigir-se a mcu correspondente no Rio do Janoiro
ra do Parto n. 119, ou ao abaixo assignado, era
S. Paulo, ra do Carino u. 3.C. P. Elchecoin.
Attcncao ao negocio van-
lajoso.
Cede-ee com o abale de 50 por cento a cochei-
ra da Florentina, bem afreguezada para o mato.
eonlendo urna excedente vacea tonrna, com ii
hus experimeniados no servico, e 6 boo?. carro,
da alfandega, i- todo a vontade do comprador
na mesma cocheira, das 9 horas da maubaa s 0
da tarde.
Precisa-se do una ama que. cozinhe o tri-
vial e engomme alguma cousa, pira casa de ho-
rnean Solteiro : na ra das Cinco Ponas n. 3s,
padaris. Na mesma prMisa-a#de um preto para
o servico da mesma, nao duvidandn pagar bom
ordenado, e so aliauca bom Iralamenlo.
- Precisa-sc de una ama para casa de pom i
familia, e urna escrava ou escravo para vender
i fazendas : na ra do Hospicio n. 62.
Precisa-se de um caixero com pratica da
commercio para urna !oja do calcados ; a tratar
' na ra Nova n. 1.
Aluga-se.
Na ra do Cabog n. 8, existe um escravo quo
aluga-se para servidos domsticos.
Felo juizo dos feilos da fazeoda nacional so
lia do arrematar no dia 22 do corrente mez, (inda
i a audiencia do Dr. juiz dos feilos da [airada .
Urna escrava de iic,o Angola com AS anuos
pouco mais ou menos, de servico de casa rica'
bstanlo doenle do asthma, avadada por 50$
perlencente a execulada Josepba Joaquiua Ray-
uiouda de Meiidonca.
lina casa lerrea sita na ra da Boa-Hora, em
Oliiida, com as propotedea seguinles 20 palmos
de frenls e 53 de fuudo, 2 salas, quintal aberlo
avadada por 100?, perlencente a irmndade d
S. Benedicto.
Lina casa lerrea n. 26. na ruaetraz da matriz
de Sanio Anlonio.com 217 palmos de frente e7:;
do fondo, rom >olo interno, 2 salas, 5 quarlos
cozioha fra, quintal murado, com cacimba n-
dependeute sobre terreno oreiro, avadada por
1009, perlencente a Joaquim Antonto dos Santo,
Andrade, vai prac.a porexecucao da mesma ta-
zenda.O solicitador uterino,
Caeiauu Pereira de Briio.
Segu com brevidade o bem conliecido hate
Lmdo Paquete, captulo Jacinlho Nanea da Cosle
por ter parle do seu cairegamenlo promplo para
n n* 1 o resto e passageiros, trala-se cora os consigna-
Para o Rio de Janeiro, ^^^^^.^^-"
Pretende seguir nesles oilo das o veleiro e
bem conhecido patacho Beberibe, lem a seu ]
bordo melado de seu carregamento : para o res-
to quo lhe falla, Irala-so com os seus consigna-
tarios Azovedo <.\ Mendos, uo seu cscriptocio ra
da Cruz n. 1.
c
UK
Rio de Janeiro.
O bem conhecido brigue nacional llamao,
de primeira marcha, pretende seguir com mui-
la brevidade, lem parte do seu carregamento
promptu : par, o resto quo lhe falta, trata-se
com os seus consgnatenos Azevedo & Mendes,
uo seu escriplorio ra da Cruz n. 1.
O brigue portuguez Constante vai sabir
para Lisboa com a maior presteza por j tor par-
le da carga : quem no mesmo quizer carregar,
Iralo com o consignalario Thomaz do Aquino
Fonseca, ou com o capilSo o Sr. Carlos Augusto
dos R-is, na prara, ou na ruado Vigario u. 19,
primeiro andar.
PARA 0 AKACATY E ASSU'
sae o hiate Serqipano: para carga, trala-se com
Martius & Irmao.
Baha.
A escuna nacional Carlota, segu em poucoa
dias para a Haba, tem parto de sua carga en-
gajada ; para o resto trala-se com o seu consig-
natario Francisco L. O. Azevedo, na ra da Ma-
dre de Deus n. 12.
Lisboa.
Vai sahir cm muda brevidade a bem conhe-
cida
Barca (ralldao
para carga e passageiros, trata-se cornos con-
slgrlataridsCarvalho, Nogdnira & C, na ruado
figrto n. 9, primeiro indar, oO com d capltSd
Dorges Pestaa,
Riode Janeiro,
O hiale Piedade recebe carga frelo, e passa-
geiros : a tratar com Caetano C. da C. M & Ir-
mao, ao lado do Corpo Saulo n. 23.
Acarac porMunda.
O hiale Sobralense. para orga e passageiros
trala-se com Caetano C. da C. M. di Irmo. ao
lado Corpo Santo n- 23.
O palhabole Ganbaldi, estando com 2 lercos
da carga para o Cear, seguir al o fim da se-
mana, podendoainda receber carga uestes 3 ou
4 das : a tratar com Tasso lrmaos.
Leiles.
LEILAO
O abaixo assignado, comprador da massa fal-
lida do .los Luiz Pereira Jnior, tem autorsado
ao Sr. Demolerlo ilrmiiio da Costa para cobrar
as di vidas da mesma massa, nica pessoa auto-
risada para essa cobranca.
Joaquim Jos da Costa Pajozea Jnior.
Quem precisar de urna ama escrava rom
leitepara criar, dinja-so a ra da Lingoeta n. 8,
segundo andar.
mk
Qinta-feira 22 do correte.
Anlunes autorsado bolo Exnl. Sr, Dr. juiz es-
pecial do coinriierclo, a requfimenlo dos depo-
sitarios da massa fallida de Jos Luiz Pereira Ju-
iiibr, far leilSo em sti drmazeii ha ra do Im-
perador n, 73, dos aeguintei predios i
Precisa-se do urna ama forra ou captiva para
lodo o servico de urna casa de pouca familia : a
tratar na ra da Cadcia do Recife n. 19, arraa-
zem.
Pede-se ao Sr. Joo Paulo Ferreira o obse-
quio de comparecer na loja n. 5 da ra da Ca-
deia do Recite.
Im moco porluguez, guarda-livros de urna
casa commercial, deseja desla se dcsarrumar para
se empregar em urna nutra : quem precisar dei-
xe carta fechada nesta lypographia sob as iniciaos
I lia
Alugam-se
na povoacao de Beberibo 3 casas para passar a
fosla, indas caiadis e pinddas, com banhoalra/,
do excedente e encantador rio do mesmo nomo,
sendo una para grande familia, ou casa de holel,
com 7 quarlos, 2 salas, cozinha lora, estribara
para lu a 12 cavados, urna grande planta do es-
pira e cercado para vacca do ledo ; oulra com
quarlos, cozinha o quintal murado ; o a ullima
com 3 quarlos, 2 salas n cozinha fra : quem as
pretender falle com o professor publico do lugar,
que dir quem as olloreco por pregos mui razoa-
veis.
Precisa-sede um caixeiio para taberna : na
ra do Livramenlo n. 21.
No deposilo da Lingoeta n. 6, doseja-se
fallar com o Sr. A. J. Brando, a negocio quo u
mesmo senhor nao ignora.
Hermenegildo da Co3ta Gomes seguo para
for.i da provincia.
Aloga-se a casa n. 170 da na Impcihl,
eonlendo dous andares e sotan : quem a preten-
der, di rija-so ra da Aurora n. 36.
Precisa-se de um caixero do 25 a 30 annos
de idado, para taberna, que leulia pratica da mes-
ma, dando liador de sua conduela, o quo se dar
bom ordenado : quem nestas circunstancias cs-
tiver dirija-so ra Imperial n. 33, das 6 horas
da manha s 0, e a tardo das 1 cm dianlo.
Liquidaco na ra I)i-
reita n. 104.
Camisas francesas linas, duzia 1~# rs., curtes
de vestidos de seda brancos e muilo Unos a 40,"?
rs., ditos fanlazia do padroes novos a 12# rs.,
palitos pretos de pao u 15$ rs., cortes de casi-
mira preto a 4 rs., dit03 a Cjrs., cassas ada-
mascadas de 20 varas para cortinas a 8 rs..
alpaca prela muilo fina a 400, 600e800rs. o"
covado, brim de linho miudinho a 400 rs. o co-
vado, pannos de mesa de meio do sala a 1fl rs.,
chilas estreilas a 160 rs. o covado, panno no
a/.ol e casemia prela do todas as qualidades por
barato preco e oulras f.zendas para acabar, por
barato prego. Tambem vonde-sa urna cartera
nova de ara a re lo e banco, ludo novo, proprio
para escriptorio, por baraiiaim preco.



(4)
Ama.
PIABIO DE PERNABMUCO. TERCA FEIRA 20 DE NOVEMBRO DE 1880.
Trecisa-se de umaescrava para co zinhar, com-
prar eengommar para duas pessoas : a Iralar na
ra larga do Rosario c. 36, primeiro andar.
Pelo juizo dos fcilos da fazenda desla pro-
provincia se ha de arrematar em hasta publica a
quera mais dr os bens seguinles:
A renda animal da casa trra no Poco da Paoella
n. 75, avaliada em T2 rs.
A renda annual da casa terrea no mesmo lugar
n. 76, avaliada em 48$ rs.
A renda annual da casa terrea no mesmo lugar
n. 77, avaliada em -83 rs.
A renda annual da casa na Casa Porte n. 4, em
mo estado, avaliada em 36$ rs.
A renda annual da casa terrea no mesmo lugar
n. 5, em mo estado, avaliada em 36$ rs.
Cujas rendas forara penhoradas por oxecuco
da fazenda provincial contra a viura de Miguel
Francisco Gomes.
A renda annual da casa terrea na ra dos Passos
n. 39. freguezia dos Alegados com um peque-
no sitio, o conminaos para poiiuena familia c
em mo estado, avahada era 729 rs.
Cuja renda foi penhorada por execuco da fa-
zenda provincial contra os lierdeiros de Joo
Raptista de Sousa Lemos.
A rasa terrea na ra do Rom-goslo n. 19, fre-
guezia dos Afogados, lendo 18 pilmes de fren-
te e 50 de fundos, pequeo guinlai em aberto,
o em chaos foreiros, avaliada era {503090 por
venda.
Outra casa na raesma ru* n. 21, na mesraa fre-
guezia, tendo 18 palmos do Trente e 50 do
fundos, quintal em aborto o chaos foreiros,
avaliada em 50$000 por venda.
Cujas casas foram penhoradas por execuco
da fazenda provincial conlra os hererdeiros de
Joaquim Caetano da Luz
casi terrea no lugar denominado Sanl'Anna
n. 8t, tondo 26 palmos do frente e 51 de fun-
dos, conlendo duas salas, dous qnartos, cos-
nh i na sala de iletraz, quintal em aberto e um
lelheiro e em mo estado, avaliada em SSOfOOO
por vend3.
Outra casa terrea no mesmo lugar, n. 3:1, lendo
32 palmos do frente e 51 de fundos, contendo
duas salas, dous qnartos, cosinha fra e quin-
tal, toda dutriorada, avaliada em 350$000 por
venda.
Cujas casas foram penhoradas por execuco da
fazenda provincial contra os herdeiros do padre
Manoel Themolen.
A casa terrea na ra do Nogueira n. 14. fregue-
zia de S. Joso a qual lea dous qnartos, duas
salas, cosinha e quintal e toda ella arruimda,
avaliada em Cuja casa foi penhonda por execuco da fa-
zenda provincial conlra os herdeiros de Mara
Tliereza de Jess.
Os prctendentes comparcQam s 10 horas da
niiiiliia do da 22 do correnlc me/, de novembro
na sala das audiencias.
O abatan aasignado, de accordo com algu-
mas casas commercaes, tem resolvido estabele-
cer uun socedade em commandila, cujas bases
vnm hnje apresontar a apreciarlo do publico, e
principalmente do respeitavel crpo do comnior-
C0 desta cidade.
O abaixo assgffado, socio gerente, entrando
para dita sociedade com um capital de 50.00g.
o crditos c.onsidernves obtidos era sua recente
viagem a Kuropa, c com os nccessaos conheci-
montos, tanto a respeilo das irausacocs de banco
em gerat, como daquellas que se* praticam em
oossa prac, julgo poder assegurar a aquellas
pessoas que quiserera fa/.er parle da dita socie-
dad*, um dividendo satisfactorio no fiui de cada
semestre.
O ab ixo assign.ido reclama particularmente a
nttoneo dos negociantes eslabelocidos ncsla ci-
dade sobro os arligos abaixo mencionados, e prin-
cipalmente sobro aquello quo concedo a cada
commandltario um crdito em conta corrente al
0 concurrencia da quanlia subscripta, ilo que
09 negociantes sondo ommauditarios e estando
.no mesmo lempo em coala correle com a com-
mandila, poder.o para completar os pagamentos
que liverem do fa/.er, lomar quanla superior ao
ao sen haver em conla crreme, al a importan-
ca da somma vertida a caixa da dila sociedade. o
por cujas qoantias pagato de premio 2 /0 cima
da laxa da caixa filial.
[guatea sociedades fundadas sobre as mesmas
bases exi.-tera neslo imperio, as quaes tem obtt lo
resultados ass satisfactorios, fazeiido ao mesrao
lempo um importante servico ao commercio em
geral ; por isio o abaixo assignado espera que o
corpo do commercio comprehendendo a ulilidade
quo dove sobcevir do urna lal sociedade concor-
rera tanlo qnanto estiver ao scu alcance para fa-
cilitar a sua execuco.
A lisia do assigatnras est aberta al o dia
15 de dezembro prximo futuro, e a sociedade
principiar a ftinccionsr do t. de Janeiro era
dianle ; as pessoas, porlanto que quizerem subs-
crever para dila sociedade, dirijam-so ra da
Cruz d. 3, primeiro andar.
A. Schaffter.
REGULAMBNTO.
Artigo 1". A sociedado em commandila, cuja
razio commercial ser A Schaffter c\ C, lera"
por (ira fazet Iransaccoes de cambio sobre a Eu-
ropa, descont do letras da praca o enlreter con-
ta corrento com as casas commerens, e particu-
lares residentes em Pernambuco.
Art. 2". A sociedade ser registrada no tribunal
do commercio com o capital subscripto al o dia
fixado para o eucerramento das assignaturas, e
a sua durarn ser de 3 annos a coutar do 1." de
Janeiro de 1861.
Art. 3. A sociedade em commandila funecio-
nar sob a direceo do socio gerente, inspeccio-
nada por.m por urna commisso de 3 negocian-
tes nomeados dentro os commaodilarios, a qual
no fim do cada semestre examinar os livros c o
eslado da caixa
Art. -i". No caso de morle do socio gerente a
commisso que liver sido nomeada para inspec-
cionar dita sociedade, ser a encarregada da li-
quihco ou continuaeo se assim convier aos
rnmrnandilarios em geral.
Art. 5". No casu de morle de alguns dos socios
cnraraaiidilarios, os seus herdeiros podero con-
servar ou retirar a somma cora quo elle flgurava
om dila sociedade, e neslo caso essa quanliaser
immedialaracnle preenchida por qualquer outro,
dando-se sempre preferencia a um socio com-
mandilario.
Art. 6. Abrir-se-ha a cada casa ou socio com-
mandilaiio um crdito era conla corrente em re-
lacSo a somma por elle assignada, sendo o pre-
mio raaior 2 % daquclle da caixa filial.
Art. 7". O socio gerente da sociedado em com-
mandila, entrar cora o capital do 50:0005000.
Arl 8o. No fim de cada semestre os lucros se-
rio divididos pelos commanditarios, depois da
deduco de 10 /0 quo reverter em favor do so-
cio gerente.
Ait. 9". A sociedade em commandila entrar
em liquidac&O logo que os commanditarios re-
presentando" ']\ do capital vertido dila socie-
dade o exigrem, e s podero augmentar ou di-
minuir o capital com que liverem entrado no
llm de 3 annos.
Art. 10. A menor somma com que poder eo-
trar qualquer commanditario ser do 1:000$ rs.,
o os pagamentos sero feitos em 4preslaces.
Art. 11. A sociedade em commandila recebar
at a somma de 100$ em deposito ou em conta
correle com juro de 1 % abaixo da laxa da cai-
ra filial e sendo a somma depositado maior de
5:000$, aquello que a quizer retirar prevenir 3
dias antes.
Art 12. A porcentagem destinada a compor o
fundo da reserva ser Qxada pela commisso de
accordo com o socio gerente.
Desoja-so fallar ao Sr. Jos I.ourenco de
Rrlo. a negocio de sen enteresso: no largo do
Corpo Santo, armazem n. 6.
Precsa-se de um caixeiro para o hoiel de
F.uropa: na ra do Trapiche n. 12. a tratar no
mesmo.
AUenco*
Previne-se aos senhores calafates o barcaceiros
que no armazem naval n. 1, na ra do Vigario,
tem venda ferros sorlidos para calafates a 800
rs. cada um.
Aluga-se duas casas terreas na ra Impe-
rial, acabadas ltimamente, e proprias para pa-
daria, relinaco, marcinaria, ou outro qualquer
eslabelecimento fanril, pur serom espagosas e
torera camboa prxima ao fundo dos mesraos;
tratar na raesma ra na fabrica do sabio dos
Srs. Rostron Roker \ C,
HOIXPOiNTlKlCEEREI
PELO SENHOn
D. Antonio de Maccdo Costa,
Rispo elcito do Para.
loquete demonstrarlo do poder
temporal do Papa.
Vende seno bairro de Santo Antonio
as livianas dos Srs. Guimaraes & Oli-
veira e Nogueira de Souza & C. ; e no
bairro do Recife na livraria do Sr. Jos
de Mello : preoo 2$.
ISSf.
F. VILLELA, arabrolypista da augusta casa
imperial e eslabelecido na ra do Cabug n. 18,
sobrado com enirada pelo paleo da matriz, con-
tinua a tirar retratos por ambrotypo, melayno-
lypo e ambrochromolypo. Este ultimo sysiema
muilo apreciado hoje no Rio de Janeiro, o
mais perfeito ramo da arte photographira pois
rene ao desenlio do sol um especial lrab.illio a
oleo, que conservando fielmente at os mais de-
licados traeos, d ao retrato a qualidade do um
quadro a oleo.
O Dr. Cosme de Sa' Peteira da' ||
, consultas medicas em seuesciip-
fi torio, no bairro do Recie, la 8
da Cruz n. 53, todos os dias,me- II
|S nos nos domingos, desde :>s (i a
B horas ateas 10 da manlia, so- g
H hreos seguintes pontos
H i.* Molestias de olLos ; M
o 2.- Molestias de coracSo e de jo
S peito ; 8
H 3.' Molestias dos orgaos da ge- ||
}~ racao e do anus ; ||
**' \.' Praticara' toda e qualquer !E
operacao que julgar conve- f
% niente para o rettabelecimen-8
to dos seus doentes. o
O e\ame daspessoafqueo con- JE
M sultarem sera' feito indistincta- jf
8 mente, e na ordem de suas en- fL
a* Iradas, fazendo excepcao os doen- gt
Y tes de ollios, ou aquelles que por **
H motivo justo obtiverem hora ||
S marcada para este fim. 3
(.iiieni annunciou por este Diarios ter urna
iii o latn h.i propria para ama de meninos, forra,
qnercndn, leve-a Cruz de Almas, collogio da
da Concaiio, que achara com quera Iralar, con-
vindo a ambas as portes.
Aluga-se metade de um soto na
ra da Palma : a tratar nesta Typo-
graphia.
Justino Francisco Assis & C. rogam a (odas
as pessoas que se acharem com ttulos de divido
dos mesmos, ou contas de livro, apresenlarem-
se al o da i!) ao meio dia, para roncordarem
com os mesmos pois querera amigavelmenle
dissolver a sociedade.
Declara-so a quem interessar, que as audien
cias do juiz do paz do Io dstricto da freguezia-
do Sanlssimo Sacramento do Santo Antonio des-
la cidada, d'ora em diuile, sero ellectuadas as
{ horas e meia da tarde, nos dias j marcados, e
na respectiva casa das audiencias.
A snboaria da ra Imperial precisa alugar
escrivns para servieo debaivo de coberla, e paga-
se 30f00 mensaes e commida, devendo dormir
no eslabelccimculo : a tratar na mesma saboa-
ria, ou na ra da Cadcia do Recifo n. 'di.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesta
typographia
Folhinha lie porta ou KALENDARIO eclesistico e civil para o
bispado de Peroaubuco........... 160 rs
Dita de algibera conlendo alcm do kaWario ecclesiastico e civil,
explicaco das Testas mudaveis, noticia dos phnetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol-
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio
ditas do sello; ditas do porle das cartas; ditas
dos irapostos geraes, prounciaes e municipaes, ao
que se juntou una collecjao de bellos e divertidos
jogosdeprendas, para entrelenimento da mocidade. 320 rs.
Esto no prelo o almanak e onlra folhinha conlendo
todas as oracoes para assistir semana santa, etc. Com-
prando-se em porgues se darao por preno mais commodo.
Borba, rap
fino, meio-grosso o erosso. Deposito, ra a Ca-
deia n. 17.
Os abaixo assignados administradores da
massa dos bens do casal do finado Joo Tararos
Cordeiro, previnem a os devedores o do ato casal,
por dividas vencidas, que no caso de nao virem
salda-las no praso de dous mezes, do prsenle
annuncio, tero de ser accionadas, afim do ha-
ver-se os pagamenlos referidos, visto como o
praso marcado pelo lllm. Sr. Dr. juiz de orphaos
do termo desla cidade, para a liquidado do ac-
tivo e passivo do mesmo casal est concluindo-se
e poneos lem sido os devedores que tenbam pro-
curado saldar suas contas.
Recfe, 12 do novembro de 1860.
Viuva Tavares Cordeiro.
Jos Tciscira Bastos.
Juan Anglada llyjo.
llcnrique Jos da Cunha.
Esleirs da India de 4, ?>
e f> pamos de largo.
No armazem de lazendas da ra do Queimado
n. 19, propiamente para forro de salas e camas
por ser da melhor qualidade, e todas brancas.
Jus Dias, portugus, vae a Uacot
Aluga-se o segundo andar n. 9 da ra da
Imperatriz : a fallar no mesmo.
Precisa-se de duas amas para casa de fami-
lia : na ra da Aurora n. 18, segundo andar, a
qualquer hora.
us abaiio assignados. amgavclmenle dis-
solvemos a sociedade que tinhamos na laberna
sita na estrada de Santo Amaro, em 8 de novem-
bro corrente, a qual gyravn com a firma de Me-
deiros 4 Soares, ficando o Sr. Manoel Soares de
Moura com a mesraa encarregado da liquidacao,
o ambos respensaveis a realisaco da neana fir-
ma. Recite 16 de novembro de 18(50 Antonio
do Reg Mcdeiros.Manoel Soares de Moura.
Vidros.
Chegaram os to desojados vidros para vidraca
em caixa ; vieram tambem alguns vidros "d
cryslal, grandes, proprios para oratorios, tabole-
tas, armarios, ele, ele, ou outra qualquer obra
em que seja preciso empregar vidro de boa qua-
lidade e grossura : ra larga do Rosario n. 34
botica.
Alugam-se dous andares do sobiado da rna
da Cadeia n. 21, tendo commodos para grande
familia a tratar na loja do mesmo.
@S @@@
I Ao commercio.
Urna pessoa cora fJs conhecimentos pro- @
@ cisos para exercer o cargo de guarda-li-
g, vros. so encarrega de escripturar os livros &
f de qualquer casa commercial, quer seja &*
jj por partidas dobradas ou simples e' bem |
< assim do oulros quaesquer trabalhos que S
;.:,- digam respeito a sua proflsso: queaa S
precisar do seu preslimo dirja-se a ra -
@ do Imperador n. 6, anllga do Collegio.
38g8 @@ @@@
Perda.
Perdeu-so do Recife at os Apipucos, no dia 18
do correnlc, urna carta com o subscripto Daniel
Eduardo de Figueiredo Mello, e como a carta se-
ja de importancia, pede-se a pessoa que a achou
a levar ruada Cruz do Recie n. 36, quesera
gratificado. n
Permula-se
urna das primeiras casas na villa da F.scada por
outra nesla raca, ou na cidade de Olinda a
tratar com o professor de Beberbe. que todo ne-
gocio se far.
Lava-se e engoraraa-se com muila perfei-
cao toda e qualquer qualidade de roupa para ho-
rnera, por prego muilo razoavel : na ra da Pal-
ma o. 45.
APPHOYACiO E AlTORISACiO
DA
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
Aluga-se|uma"'casa de pedra e cal cora 3:1'
iplmos de trente, 70 de fundo. 3 quarlos, 1 ga- \
SOR VETE,
A lien cao.
Prec-isa-se alugar urna esciava para o servico
de urna casa do punca mili.i, d-se do vestir e
paga-so bem o alugucl : na ra Nova n. 44, ter-
ceiro andar.
Aluga-se urna baila propria para plantar
capira e hosialicas, muilo boa por nao alagar nem
sersecca, na estrada de Joo de Barros: quem
pretender dirija-se ra Direita. loja do calca-
dos n. 7.
@@a: |HH|
0 bacharel Francisco Jos Martins Pon- @
na, lendo deixado o exercicio da delegacia $g
9 da primeiro dislricto desle termo, coulinua jrj
no de sua proflsso de advogado, na ra 2
larga do Rosario n. 35, onde pode ser pro- (g
i curado lodos os dias olis das 9 horas da >s>
manhaa as 3 da tarde.
@S;
Gollegio de Bemlica.
Esle estabclecimenlo precisa de um cozinhei-
ro e de urna ama governanle.
O pholographo F Vilelfa mudou o seu os-
labelecimenlo de relralos da ra Nova n. 18 para
a ra do Cabug n. 18, aonde continua
Urna pessoa que se retirou para fra da pro-
vincia manda vender os seguinles movis de
amarello : 12 cadeiras, 1 mesa redonda, 1 mar-
queza, 2 rousolos, 1 piano de Jacaranda, ludo
em bom estado: a tratar na ra Imperial n. 45.
Wenceslao Jos Nunes dos Rois vai para
Mace.
Attenco.
*
O curador fiscal o depositario da massa fallida
do Antonio Jaciutho Pacheco, autorisados nos
termos da lei pelo Exm. Sr. t)r. juiz de direito
do commercio para praticarcm lodos os actos c
diligencias necessaras ao rccebiraenio d;is.divi-
das activas da mencionada massa, constantes j
de ttulos e j de contas de livros, comprchen-
dendo essa aulorisaco a faculdado de acciona-
rera os devedores da referida massa que por ou-
tra forma nao saldarem suas contas, vem pelo
presente prevenir aos ditos devedores, quer de
dentro da cidade, quer de fra, que esto sendo
extrahidas suas cenias e sao convidados ao mes-
mo lempo para virem conferi-las e salda-las no
prszo de 20 dias da publicaco desle aviso, por
quelndo o referido prazo ser-lhc-hao encamnha-
das as respectivas accoes para os pagamentos.
Os administradores podero ser procurados para
dito fim a qualquer hora nos escriptorios ou es-
tabelecimenlos na ra do Amorim nmeros 52 e
38, 40 e 42.
Veneravel ordem terceira
de S. Francisco do Recife
Sendo presente na sesso da mesa regedora do
dia 16 do corrente um ofllcio de S. Exc. Rvma.,
convidando a mesma ordem a acompanhar a pro-
cissao de Corpus Christi, q-ie ter lugar no do-
mingo 25 do mesmo, o abaixo assignado, secre-
tario da mesma, roga a lodos os seuscharissimos
irmos a comparecerem no referido da, pelas 2
horas da larde, na igreja da dila ordem, para-
mentados de seos hbitos para o fim cima dito.
Secretaria 17 de novembro de 1860.O secre-
tario,
Francisco Lopes da Silva.
Quem precisar de um hornera de meia ida-
de, nascido em Portugal, para tomar conta de al-
gura eslabelecimento por balanco, sendo taberna
ou outro qualquer negocio por ter pralica, e dan-
do fiador sua conducta, e isto uo adiando, se
sujeia a ser criado de alguma casa particular, e
tambem ensina a fazer o delicioso vtnho de caj
com muita facilidade, pagando-lhe a receita, o
3ual garante juntamente licores, genebra e aguar-
ete do reino, conrerla vinhos, a ludo se oflere-
ce o aftanga, e tambera emende alguma cousa de
cozinha : a tratar no palco do Carmo, becco da
"omba, n. 5.
Arrenda-se um espaeoso armazem proprio
- para qualquer eslabelecimento commercial na
palmos de (rente, i0 de fundo.3 quarlos, 1 ga- ra eslreta do Rosario n 31 ; trala-se na ra
mnete, salas grandes, cozinha fra, com urna d0 f.ivraniento n. 21! 2o andar
pequea mobilia de amarello, tendo o quintal 650
palmos de fundo, 85 de frente, porto ao lado. Aluga-se urna loja cora armaco propria
todo cercado e alguna arvoredos que faz sombra para qualquer negocio : quem precisar, drija-se
para se tornar mais fresco, o passa o rio Jahoato a ra do Queimado n. 55.
no fundo o qual tem excellente banho, cuja cesa '
se aluga por fesla ou por anno, da forma que con-
vor : quem pretender pode dlrigir-se ra Di-
reita n. 95 que achara com quera tratar.
Precsa-se alugar duas pretas que tejan
quitandriras : no paleo do Terco, sobrado nu-
mero 32.
Perdeu-se no da 1 do correte, um em-
brulho contendo um palitot e una collcte de ca-
semira, era viagem do Recife para a Passagem
da Magdalena : quem o achou querendo reslitui-
lo dirija-se ao trapiche da Companhia, largo do
Corpo Santo, que ser recompensado.
De hoj oni dianle haver aorvele ao meio-
dia e a noiie em casa de Sodr ^ C na ra Es-
lreta do Rosario n 11.
SORVETE.
Hotel Trovador.
Ra Larga do Rosario numero 14.
O dono desle eslabelecimento, nao poupando
n .. i exforcos para bem servir aos seus frp - Aluga-se urna casa no Poco da Panella. d.i- determinado faz.rsorvete todos os I, na
ranle a fesla, com bons commodos e muilo perlo rados com lodo 0 ace0 e por men0s precU Pdo
do Rio : na ra do Quemado, botica n. 15. : que cm oulra qilalquer pJ^ Ser "ocioso duer
; aos meus freguezes que a qualquer hora do dia
se encontrara bons lanches e urnece comida
1 para fra.
Na ra do Hongel n. 73 aluga-se carrnras
para carregar trastes mas barato do quo em
outra parte.
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPATICAS
Deliieardo KIrk
Para seren applicadas s parles aiTectadas
sem resguardo nem ncommodo.
-a. AS CHAFAS alF.niCINAES sao muilo conhecidas no Ro de Jjneiro e em loda* a, r,rn.
.,riT"0 h' mT de 22 ;"m,,S' 9, afam'"las. Polas boas curas q ,e >l tm obido n 1"?"*
STllfetE!!^ q,,e 80 prova com innumcros aUpstados (ue -SS TZs^ ?/;;:
Cora estas CHAPAS-BLKCTBO-iiAGNETiCiS-KfisPASTiCAS obtem-se urna cura radical p ,,f,u- ,
era todos os casos de inflammaco enaofo ou falta de retpiraco), sejam inlen. n l"f'
como do figado, bofes, estomago, baco. rins ulero oeito nalnnen erysipelas. rheumatismo, par.lya'i. e'lodas as"afiecces%llli?F",,. ele fgualSp"'^ ?**
dUferentes especies de tumores, como lobinhos.escVofuias etc.. se a qulMr o Slminhn '*"
fundeza, por meio da suppuraeao sero radicalmente extirpados, sendo o seu uso am 'ln H prrC
habis o distinctns facultativos. ^"uu eu uso acr.iiselhado f or
As encommendas das provincias deveni ser dirigidas por escriplo tendo inrtn ,
fazer as necessanas exp icacoes. se aS chapas sao para homem. senhor r dJK"* ,,e
molestia em que parte do corpo existe, se na cabeca. poscoco, braco cox,, ,,' r l drclrandf'
do corpo. declarando ac.rcumferencia : e sendo inchaces, Yeridas'o i ulcera' o m'r lie' h" """nr
manho em um pedac.odo papel o a declaracoonde existen., afin, de ;(" nd* <-
bem ipplicadas no seu lugar. "'Pas possan fr
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do fi ra*i
As chapas seraoacompanhadas das competentes cxnlicacoes e lamhem ,iQ i,a -,J,,t,,,
riospara aiollocaco dellae. expircacoeso tambem de lodosos arcesso-
Consultastodas as pessoasque a dignarem honrar com a sua ronfianea em
que se achara aberlo lodos os das, sem eveepeo, das 9 horas da manhaa s o l, esc"Ptorio.
119 Ra do Parto ||J)
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
gafo
MMLW1
i
EX-
.4 GRANDE SUPERIORIOADE DO
TRACTO FLUIDO COM POSTO
DE
SALSAPARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario
e quasi miraculoso effeto no
sangue.
Aluga-se urna casa lerrea na ra da Con-
ceico n. 7 ; quera pretender, dirija-so a ra do
Queimido n. 35.
Aluga-se urna casa terrea na ra Imperial :
a tratar na ra do Queimado n 53.
Aluga-se um sobrado de um andar, por
preco commodo : na ra da Mangueira da fioa-
Vista n. C : a tratar no mesmo.
Aos senhores estndantes.
Aluga-se o sobrado de um s andar na ra da
Iraperairiz n.23 : a tratar na serrara por baixo
do mesmo. Na mesma aluga-se urna casa ter-
rea sita na ra do Socego, no Campo Verde.
Ao sorvete
ra das Crtizes n. 41.
= Precisa-se de urna ama para cozinharem
casa de pouca familia : na ra do Cabug, loja
n. II.
Aluga-se.
Ainda est por alugar-so o primeiro andar da
ra Nova n. 67, com excellentes commodos e
muito aceiada : liata-se na ra da Crnz n. 45,
escriplorio.
Ensillo tlieorit'O pralico.
O abaixo assignado, professor de construccjio
naval licencionado pelo governo da provincia,
tem aberto era sua casa na ra do Nogueira n. 7,- tondades era vmte e oito arralis
uraa aula de pilolagem, e ensina arylhraetica,
geomelria, geographia e trigonometra plana
espherica para a mesma pilolagem.
Jos Elias Machado Freir.
Aluga-se a casa da ra da Praia n. 44, pa-
ra armazem ou oulro qualquer estabelecimento :
a Iralar com Eiras & Irmo, na travessa do Pa-
teo do Panizo n. 16.
COMPANHIA
DO
Mil,
Nao se tendo reunido numero legal
de votos para ter lugar a assembla ge-
ral dos Srs. accionistas, sao os mesmos
convidados pela segunda vez a se reuni-
rem no dia 21 do corrente ao meio da
no escriptorio da companhia ra do
Cabug' n. 16, primeiro andar, para
tratarem de negocios importantes da
companhia que teem de ser submetti-
dos a sua deiberacao e bem assim ap-
provarem o ornamento de receita e des-
peza decretando o 25- dividendo, ad-
vertindo-se que havera' sessao comqual-
quer numero de votos que comparece-
rem de conformidade com o art. addi-
tivo ao 16 dos estatutos.
Escriptorio da companhia do Bebe-
ribe 16 de novembro de 1860.
O secretario,
Manoel Gentil da Costa Al ves.
Aluga-se um grande armazem na ra da
Cruz, leudo sabida para a ra dos Tanoeiros; a
tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
'>
H DE s
I Fazendas e de mindezas. I
:%$H v_______... ~ .. <&k
C-'i
isa de Augusto C. de Abreu, ha para vender um completo 81
de perfumaras, constando de leos, banhas, pus para %;
^^ denles, sabao, extractos, aguas de cheiro e muito* oulros artigos dos W3
*^ me Inores nerriimicraa rlp I niutrai a n^..;. M^^
Em casa de
sorlimento de
^g melhoies perfumistas de Londres e Pars.
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
LA ^MLHA E M. TOWBISIHI
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECCAO' CO DR JAMES R. CHILTOX,
_____________________O cluinieo e medico 'elehre New-York, Lavemos vendido durante muitos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Or. Town-
send, PonsiJerarao-lo ser o extracto original e "e-
nnino de salsa parrilha do Dr. Townsend.o
qual primeramente sob este nonie foi apresen-
lado ao publico.
BOYD dt PAUL. 40 Cortlandl Street.
Cada um sabe que a saude ou a infermidade WALTER. B TOWJNSEND -Co, 218 Pearl
depende directamenle do estado desle Ff.OlDO vi-' r nna
T*L./Isto ha de ser, visto o partido importante S &
Precisa-se alugar umaescrara para todo o
servico de ums casa do pouca familia na praca
da Independencia n. 38.
quelem na economa animal.
q. quaulidade do sangue n'um homem d'es-
talura mediana est avaliada pelas as primeiras
Em cada
pulsado duas oncas sahem do coraco nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de qaTRo mixutos. Urna dis-
posigo extensiva tem sido formada e destinada
com admiravel sabedoria a destribuir e fazer
circular esta corrbnte dr vida por todas as
partes da organisajo. Deste modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
fonie de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se emprenha
de materias ftidas ou corrompidas, dilfunde
com vbi-OCIDAde elctrica a corrupc.ao as
mais remolas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillaros,
at cada orgo e cada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulado evidentemente se faz um engenho
poderoso de doenca. Nao obstante pode tam-
bem obrar com igual poder na crico de saude.
Eslivesse o corpo infecionado da doenga maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, sa smente o san-
gue pode fazer-se puro e saudavel ficar superior
a doenca e ineviiavelmente a expellir da cons-
lituigo.
O grande maoancial de doenga enlao como
d' aqu consta no fluido circulante^ nenhurn
medicamento que nao obra directamente sobre el-
le para purificar e renova-lo.possue algum direi-
to ao cuidado do publico.
O sangue 1 O sangue o ponto no qual
se ha mysler fixar a attenco.
O ORIGINAL E O GINUINO!
AO PUBLICO
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
BAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLEA Co, 153 Water Street.
M WARD S Co, 53 Maiden Lae.
J.& J. F. TBIPPE, 92 Maiden Lae.
(RAHAM & Co, 10 OldLIip.
OSO lOD 5i JENNINGS, 188 Pearl Street.
R.B. HAVILAND S: Co, OfTice 177 Broad-
way.
JACK.S0N, ROBINS & Co, 134 Water Street.
THOMAS 5c MAXWELL. 86 William Street.
WM. UNDF.RHILL. Junr, 183 Water Street.
DAVIDT. LANMAN, 69 Water Street.
MAR^H & NORTHROP, 60 Pearl Street
NORTOrS.BABCCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY& Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFEL1N, BROTHER & Co, 104 &
106 Joba Se
LEWIS & PRICE 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadwav,
lOAslor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCIIIEFFELIN & CO, 107 Water
Sireat.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHKRWOOD & COFFIN. 64 Pearl Slreot.
RUST & HOOHTON, 83 John Street.
I. MINOR & CO. 214 Futen Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPH E TRIPPl. 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KLNSLEY, 45 Cortlandl
Street.
HAYDOCK, C0RLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDSER, 178 Greenwch
Street.
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street,
li. A.FAHNESTOCE Co. 49 John Street.
COHBEGEMOS A ARVORE F. SU AS FRU-
TAS,
E IGUALMENTE
Conhecemos iim Medicamento nos seus F.ffeilos.
O extracto composio de Sala parrrlha do
Dr. Townsend esla
OMEDIC\ME\T0DOP0Y0
Adata-sa tao maravilhosamente a ronsiimico
que pode ser ulilisado em quasi todas as enferri-
dades.
ONDE E DEBILIDADE,
fortalece;
ONDE E C U R R U P Q A O,
purifica;
ONDE HE PODR DAO,
ALIMPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servicos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspeegao directa
do muito conbecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade de New-York, cuja cer-
tido e assignalura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSAPARRILHA
DA DR. TOWNSEND.
O grande pnrieador do sangue
CURANDO
O Herpes
A Herysipela,
A AnsTRicg.iODOVBN-
TRE,
As Alporcas
Os Effeitos do azou-
GUB,
Dispepsia,
AS DoENCAS,DE FIGA-
DO,
AHydopesia.
AImpinge
As Ulceras,
O RnEUMATISMO,
As Chacas
A hF.DILlDADE GERAL'
AS DOENCAS DE PELLE
AS BORBULHAS NA CA-
RA,
As ToSSESt,
genuino exfraciu do
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
OExlraeto acha-secontidoemgarrafas quadra-
das e garante-se ser mais forie e melhor em to-
do o respeito a algum ontro purificador do san-
gue., conserva-se em todos.os climas por fer-
io sspago de lempo.
Dr. Townsend tem a assignatura e a eertdo do Dr. J. R. Chlitton, na cap
Cada garrafa do original e
exterior de papel verde
*,. js Hn** raw. slet1^" *" ** PetMn"",ro -,ui di c' -si ^'^ -*um-
v>
/


D1AKI0 DE PERNAMBUCO. TERCA FEJRA 20 DE NOVEMBRO DE 1860
rM
SabDadu 24 o cortele met, epuis do au-
diencia do Sr. Dr. juiz municipal da segunda va-
ri, lem do ser arrematado, por ser a ultima pra-
ca, 'ernandes do l'asso, urna casa larrea n. 9, sita
na travessa da Senzala Nova, e urna quinta parle
de outra terrea na ra de Fura du Portas n. 70,
pira pagamento do Sello da llenura.
O Dr. Manuel Morcira Guerra contino a
prcstai-se aossenhores estudanles de Paculdade
de Dueitocomo explicadorpara a occasio de
seu estudo dos puntos para os actos: pode ser
encontrado na ra da Matriz da Boa-Vista n. 24,
pela manliin al as 10 horas, e a tarde das 4 em
diatile.
Trecisa-se alugar urna prata que engomme
e cn3a, sendo soQkiente paga-se bem : procure
na ra da Cruz n. 42, escritorio, das 7 horas da
manha al as 4 da tarde.
Dentista
15Ra
de Pars.
CASA DE
NO
10&000
159000
8000
4000
Nova15 j
PredericoGautier, cirurgiodentista,'
faz todas as operace da suaarte e col-:
locadentes artificiaos, tudo com a upe-
rioridade e perfeico que as pessoateu-
36 tendidas Ihe recohecera.
,,, Tero igiia e pos dentifricios ele
ucencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casade SamuelP.
bu uton & na da Senzala Nova n. 52
Preparam-se bandejas enfeitadas com di-
versos modelos de liolinhos dos mais perfeitos
que ha em nnsso mercado, para bailes, casamen-
tos, festas de grojas e solemnisar as formaturas
dos senhores acadmicos; ludo da forma que
forera as encoramcudos: dirijim-se a ra da Pe-
nh.i n. 25.
Por cerlo.
O Sr. Jas Antonio Rodrigues Canuto (Cazuqu)
quoir.ur a fabrica Sebastopool pagar os malerises
que deve ha mais de 2 annos.
COHIPANHIA
JE2 JO** ^3
Assignatura da banhos fros, momos, da choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 ilias consecutivos.............
30 car loes paraos di ios banhos tomados em qualqiaer lempo .
15 Ditos dito dito dito ......
7 ......
BanhosvuUos, aromticos, salgados esulphurososaospre$o8 annunciados.
Estareducc,ao de procos facilitar ao respeilavel publico ogozo das vantagens que resultara
da frequenciadeum esiabelecimento de urna utidadeinconleslavel.mas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, anda pouco conhecida eapreciada:

Estando a confeccionarse o almanak
civil, administrativo, commercial, agri
cola e industrial da provincia, roga-s
aos Srs.que tem de ser nelle incluidos
de mandarem suas declarares de mo-
radia e estabelecimentos a' livraria n.
6 e 8 da praea da Independencia e o
nifsmo se pede aos Srs. de engenho e
rendeiros.
Na ra do Aragiu n. 411, compra-so un
braco d lipoia em bum estado.
COMPRA-SF. un torrador para caf, que
soja grande e esteja em boro estado ou novo :
quem livor o quizur vender leve-o atraz da ma-
triz do Santo Antonio n. 18, taberna.
Compram-se
escravosde ambos os sexos para fra da provin-
cia, tendo bbas figuras e sendo sadias, paga-sc
bem : no escriptorio de Francisco Malhias Pe-
reira da Cosa na ra Direila n. 66.
Compra-se papel diario para embrulho a
120 rs. a libra ; da ra dosGuararapes n. 42, re-
finaco.
Remedio infallivel contra as agnorrltas antigs e recentes,
tnico deposito na botica franceza, ra da Cruz n. 22.
Preo.0 do frasco 3$000.
Precisa-se alugar urna
sirva para vender na ra
graphia se dir'.
nesta typo-
slabcccida m Londres
mm& m mu.
CAPITAL
lineo mVUutes de libras
stevAinas.
Saonders Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, propietarios de
iia.ias, e aquom mais e.onvier, que eslo plena-
mente autorisados pe i dita companhia para ef-
fectiiar seguros sobro edificios de lijlo e pedra,
cobertos do. tellia, e igualmente sobre osobjeetos
que conliverera os raesmos edificios, quer con-
sista era mobilia ou era fazendas de qualquer
qualidade.
y. Yf f% VTTTTTTTT rTTTTTT!TTTT>
Deposito das maimaetuvas imperiaes de V van va.
Eteexcelenle fumo adiase depositado, diretaraente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBO A DOC ARMO, o qual se ven le por mseos do 2 hectogramos a 1$000eem pore.ode
10 mseos para cima com descomo de 25 porcento ; no mesmo esiabelecimento acha-se tainbem
overdadeiro papel de linlio para cigarros.
Por se nao ter reunido numero sufiicienlo pa-
ra mesa geral da irmandado do Senhor lloin
Jess da Via-Sacra da Sania Cruz no dia 11 do
corralo, paranlo rogamos a lodos os nossos
amados irmaos para que comparecam no dia 22
do mesmo crrente mes as i horas da tarde por
se ler de trular do negocios urgentes.
Manuel da Silva Bastos,
F.serivuo.
Novas pcchiiH'bas.
Cassa firfli franceza o corado a 240 rs., chitas
francezas colorida.", lindissimos padres o eovadn
a 240, 220 a 200 rs. : na ra do Queimado n 44.
Vende-se urna linda vacca turnia
panda de primeira barriga com uin
lormozissimo bezerro de rapa pura:a
quem pretender diria-se a esta typo-
graphia.
Carro.
Vende-sc uro excellente carro lodo envidraca-
Na ra da Cruz n. 33, compram-se escravos j do, com una boa parelha de cavallos, por prYn
do ambos os sexos, e agradando, nao seduvida commodo. prazo ou vista : na ra larga iin
Rosario n. 21, luja de ouro, se dir quem lem.
Pecliinclia
Defronte da igreja da Concei-
c/todos Mili la res.
Na loja n. 42da ra Nova terram-se fazendas
por preces muilo baratos, como sejain :
(.hitas francezas largas e finas de escolenles
padrcs, claros o escuros a 220, 250, 260 e 280
rs. o cuvado, dilas hamburguezas o melhor pos-
sivel a 320 o novado, oigundys de ricos e varia-
rlos gostos a 720 a vara, cambraia de salpico
brancos e de coies com i palmos de largura a
45O0 a peca, dita lapada muilo fina com 10 va-
ras a 4800 e 6j>. chales de merino liso rotulo
finos a 45400, aitos multo ricos eslampados a 7j,
dilos napolitanos, fazenda inleiramente nova a
7J500, dilos escocezos pona redonda a 13# cada
um, e oulras mullas fazendas de goslo c qualida-
de, que se verdera a vonlado dos senhores com*
piadores, e de todas dar-se-ho amostras com
penhor.
Calcado Mellis.f
5 Vende-se na ra do Crespo n. 17, cal- 2fc
p cado llellis ultiraamcnlc chegudo de tf
Vendem-se saceos cora farelo de Lisboa,-
chogado ultiaiaiuoDle : na travessa da Madre de
Dos n. 15.
jAloja deGnimaraesI
1 &
pagar bem.
Compram-se Diarios para embrulho: na
tsberna da ra dos Marlytios n. 36.
Compra-se urna batanea decimal em bom
estado : na fabrica do Franca, ra nova de San-
ia Hila.
Vendas.
Macase peras
de todas as quadades que exisleni era Porlogal,
tanto em porrio coreo a relalho, se.m lemito do
preco : vend-se nicamente no armazem Pro-
gresso de Duarle \ rmo, no largo da Penha
numero 8.
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
rangoiras 15. Na uiesma casa tem agua e
p denlifico.
Ht tiltil*.*, til*..*.* 1S.AA1 l
50^ de gnlificacao.
Furlaram Uoje (16) do lugar do Giqui,_ 2 ca-.
vallos com os signaos seguinlcs : um alasao ro- j
silho, em grao, de segunda muda, com duas mar- j^!
cas de feridas sobre os rins, ferrado em cima da
anca e do lado direilo, bom andador; oulro car-
do vermelho, novo, grande, bom passeiro, lam-
bem ferrado : quera os apprehendnr, pode en-
Irega-los nesla prara ao Sr. Ignacio Ferreira da
Costa, as Cinco Ponas, e no llinho no reve-
rendo vigario, ou ao abaixo assignado na povoa-
rao da .lurema, que receber 50# de gratiticacSo
Diogo Uenriques de Souza.
ATTEiXCiO.
Os curadores fiscaos e depositario da massa
fallida do Miguel Comes da Silva, autorisados nos
termos da loi pelo Kxm. Sr. Dr. juiz de direilo,
do commercio. para praticarem lodos os actos e
diligencias necassarias ao recebimento das divi-
das activas da mencidnada massa. e constantes
j de letras vencidas, e j de outros titulse emi-
tas do livros, comprehendendo essa aulorisacao
a faculdade de accionarera os dovedores, que por
mojos evlra-juiliciaes nao saldaron) suas coritas
vem polo presente prevenir aos mesmos, qur os
de denlroda cidado, qur os de fra, que esli
sendo extraliidas suas conlas, e sao convidados
ao mesmo lempo para as vir conferir e saldar
no prazo do 0 dias da publicacao deste aviso,
porque lindo o referido prazo ser-lhes-ho en-
rarainhadas as respectivas aeces para os paga-
mentos. Os adminrsliadores "podoro ser procu-
ra los para dito fin a qualquer hora cm seus es-
ii pinos ou estabelecimentos, na travessa da
Madre de Dos n. 16 e ra do Amorim n. 56.
Miliar do commercio.
Bairro do Recife
Ra do Torres a. 12.
F.sto esiabelecimento eslar& aberlo todos os
das das 9 horas da mauhaa em diaule.
Kalktuana Irinos & C avisam ao
i'espeitavel corpo do commercio que
foram nomeados agentes nesta pracadas
companlnas de seguios maiitimos de
llainhurgo-
Ensino de msica.
OITerece-separa leccionarosolfejo.comotam-
bem a tocar varios instrumentos; dando as li-
ces das7 horas s 9 1(2 da noitera tratar na rus
da Roda n 50.
COflFAMlll
FE8IEA
Sita em Sanio Amaro.
1)0
S Recite ao rio Sao Francisco.
Com a aulorisacao do goveruo a companlua
' olTerocea receber propostas para acondueco de
Macarese mais merendonas, desdo a estaco
! das Cinco Puntas al o Recite e vico-versa das
jtiercadorias para o interior. A proposta devera
emprohonder a boa guarda o entrega dos mes-
. raos no Recit as parles contratantes, tomando
sobreut toda e qualquer respousabilidado, dando
wl\* companhia urna garanta sullicieiite para o fiel
by Iesecucaodo contrato. Devora a proposla decla-
rar aonde se propde desembarcar o recolher as
mercadorias.
Kccebem-se proposlas al 29 do presente niez
i dirigidas ao superiutendeole da via terrea. Es-
~ry criplorio da cumpanhi.i roa do Crespo, onde se
::
Esteestabelecimentocontinua debaixoda administradlo dos pro-
prietarios a receber doentes de qualquer natureza ou cathegoria r|ue
seja.
O zelo e cuidado all empregados para o prompto restabelecimen-
to dos doentese'geralmente conliccido.
Quem sequizerutilisai podedirigir-se as casas dos proprietarios
ambos moradores na ra Nova, ou entender-secom o regente no esla-
taheleciraento.
Por baralo preco, pira acabar, na na da Im-
peralriz n. 40, oulr'ora aterro da loa-\ista. loja
da esquina do boceo dos Ferreiros. vende-se novo
sortimenlo de fazendas para liquidar, a ser cam- '
liraias brancas, o mais lino que possivel, a pe-
ca a 38, 35500, '>, 4g00 e 5$, corles de meia
casemira e brim lavrados brancos a I56OO e 2g,
loalhas para rosto de nova invo.noaoa 640, corles
do riscado francez com 12 covads a 2#3(J0' cha-
les estampados de merino a 2J500, o ludo o mais
se vende baralo.
Vcnde-sn um pelo do meia idade, oplirao
coziuheiro : na ra Direila ti. 123.
Julio & Conrado
querendo acabar ura resto de camas de ferro, tem
resolvido a renderem por 15J, 20 e 25^.
Lllimo tom.
Alpacj de seda de quadros a chineza, vindas a
piimeira vez ao mercado : em casa de Julio c\
Conrado.
Liquidaco de roupas le tas
com 50 0|0 de abate, na ra
Nova n. 42, junio a Concei-
gao dos Militares.
Casacas de panno lino de 20 a 30$.
Ditas para menino de 16 a 20$
Calcas de casemira de cor de G a 8J.
Ditas de dita piola linas de 8 a 10g.
Ditas de brim oe iinho a lg500o ."ij.
DiIk de dito para meninos a lg500 e 3#.
Palelols do brim para homem a 3 e 5J.
Ditos de casemira de cor a 10 e I8>.
Ditos de dita prelos a 10 e 209.
Collelesde velludo a 7 e 8&.
Dilos de gorgorao a e 6#.
Ditos de fuslao a lj>500 e 2j-
Camisas francezas, duzia a 20j
Cortes de velludo a ."> o 0;.
Fardas para guardas a 8 e tU>.
Casemira fina entestada a 3#.
Iinns cm varas e rovados, o diversos procos,
o oulras mais fazendas, tudo por barato proco.
No armazem de farinha de trigo no caes do
Ramos u. 18, vende-so oleo proprio para can-
dieiros americanos, a lata de 5 gallos por 16JJ,
sendo o prego augmentado era consequencia de
ter pago na alfaudega desla vez o duplo dos di-
Rua do Crespo n. 17.
Itocebcram riquissimos cortos de seda
de coros de 2 gaiss o pretos bordados a
velludo, como vestidos de seda rOxoa
bordados a velludo proprios para senho-
ras iuvas, manteletes de seda compridas
o ontras bordadas com 2 bicns largos, ri-
qusimas chapelinas de palha do Italia
e de sedas brancos e de cores para se-
nhoras, corles de cambraia brancos bor-
dados a 25-5, sabidas de baile ou capas
bordadas o melhor possivel e oulras ia-
zondas de ultimo goslo.
# 999 @S@@@ @@S@@

arlilhana
ra Nova
ditas
fiabuco
m
: na loja do Nabuco t\ C, na %
n. 2.
Reforma de procos.
Escravos....... 2.sOOO
Marojos e criados..... 2,s'>00
Primeira classe ^j e. ofS'."00
As operac/ies serao previamente ajustadas.
a n ligo
depo
Calcado barato.
?/ j dar toda a informaco cm delalho quem pre-
cisar.
Aluga-se urna casa na Passagein
jj?! da Magdalena com excellentes commo-
' dos para urna grande amilia passar a I iilos l"e leB P8 d'3,aes-
festa, junto a ponte grande, com opti- #- vende-se lvs de cami
mo bannO no lundo : as pessoas que|# amarella para os oiciaes de cacadores,
prtlondereui dirijam-se a ra Direita j# '"["H" cavallaria, ditas pretas para
numero 3.
L'recisa-se de urna ama forra ou
captiva para casa de familia: na ra da
Cada do ltecife n. .">, terceiro andar.
A mesa regedora da irmandade
do Santissinao Sacramento da Boa-Vista,
convida a todos os seus irmaos para
comparecarem no dis 2 do corren te
as o horas da tarde no consistorio da
iinsina irmandade,aim de acompanha-
&(if I rem a procissao de Corpus Christi, por tarde.
^: convite de S Exca.Rvmda. Recife 19|_m^
de novemb.o de 18O.-0 escrivao, G.! @@@
A. Martins Pereira. VeSUtlOS (le DlOllde.
Anda resta para alugar-se 2 casas
na Torre, com comnjodos para familia,
assim como um sitio com toda propor-
Rua da Senzala
s!to do gelo.
Vendem se barricas com maraes de
mudo boa qualidade vinJas no gelo a
6# a barrica, assim como o gelo a4|a|
arroba, o deposito estara' aberlo todos
os das das 9 horas da man la as 5 da
i
Joo Jos Pereira, com loja c fabrica de calcado na larga do Rosario d. 12, lem a honra
de avisar ao respeilavel publico e com especialidade a seus fregnozes que ha chegado poneos
dias do Paria em dircilura a sua loja, um completo sorlimenlo do avia meo tos para calcados; aqoi
acharo os aviamentos precisse dos mais afimados fabricarles da Europa como bem sejam : sola
do fabricante I'une Frere, caslnr, couros de lustre, pellica, bezerro, couro do porco, e as mui pre-
ciosas formas Mellis, o que presentemente nao enrontrarao em outra qualquer fabrica aqui em
Pernambuco eoulros muilosobjeelos tendentes a esta rnesma arte que seria enfadonho menciona-los.
Aqui acharao'aquellos que presara a man d'obra de um artista biasiloiro, pelo zelo no seu traba-
Iho, promp .dao, delicadeza e segrenla. O aununcianle d-so por muilo satisfeito ao menos em
mostrar sua fazenda e fazer a capacitar raais de porto a seus fregnezesda veracidado do que acaba
de"expor que s cora a vista se poderii ter raais f, e ,i vista pois dos freguezes a sua fazenda
que por cerlo nao deixarao de dar o devido apreco cncarregando-se* o mesmo annuncianle de sa-
ttsfazor 3o respeilavel publico e seus freguezes de qualquer encoramenda que Ihe seja feila com a
raaior promptidao e pelo que possivel enconlrar-se em um artista destro e zeloso.
CONSULTORIO
Ama
Precisase de urna ama para casa de pouca fa-
milia ; na ra Nova n 5, loja.
__ Muiti se deseja fallar com os sennores abai-
xo declarados, na ruado Queimado n. 39, loja.
Antonio Jos, de Amorim.
Antonio Francisco da Silva.
Minoel Jos Hlele Meiriz.
Joaquim Jos Bolelho.
O abaixo assignado, arroraatanto da massa
fallida da Tarrido & Vciga, faz scienlo aos deve-
dores da mesmi massa, que venhain pagar suas
contas na ra do Imperador n 17, segundo an-
dar, defronte de S. Francisco ; e aquello que nao
cumprir esledever, ser chamado pelo nome por
esle jornal. Outrosim declara mais que lem en-
carregado o Sr. Jos Bonto de Souza para rece-
ber dividas da dila massa.
Roga-se ao Sr. acad-
mico Joo Jos de Mr.ura Ma-
galhes, queira apparecer
estatypographia, alim de se
Ihe fallar acerca da obra que
maodou imprimir, visto nao
se poder saber qual a sua mo-
rada.
oo
B\ E>. A. M1L, .**<,
MEDICO PARTE1R0 E OPERADOR-
3 RA DA GLOfWA, CASA 1OI i \DAO 3
CVmea por ambos os syslemas.
0 Dr. Lobo Moscoso d consullas lodos os dias pela manha, e de larde depois de A
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao s para a cidade, como para os engenhos
ou oulras propriedades ruraes.
O chamados devem ser dirigidos sua casa al s 10 horas da manha e em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declaro
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forera, de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife p-
denlo remetter seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
livros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte vellia.
Nossa loja e na casa do annuncianle achar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos homeoraleos j bem conhecidos e pelos presos seguimos:
Bolica de 12 tubos grandes...........10*000
Dita de 24 dilos.................159000
Dita de 36 ditos.................2090G0
Dita de 48 dilos.'................ 257000
Dila de 60 dilos...............- 50*000
Tubos avulsos cada um.............* 19000
Frascos de tinturas. ..............2*000
Manual de medicina horneopaihica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia ele., ele........209000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Moraos. ,...... 69000
cao para grande familia : a lallar no
mesmo lugar com o seu proprietario
Francisco .los Arantes.
Boga-se a pessoa que por engao levou de
bordo do vapor Oyapock, junio cora sua haga-
gem, um caixole com direccio ao Exra. Sr. pre-
sidente desla provincia, o obsequio de dar parle
no largo do Forte do Mallos u 1, ou .ize-lo en-
tregar ao mesmo Exra.Sr.
Precisa-se de umcnixoiro que lenha algu-
ma pralica de ferragens e que queira ir para a
villa do PiUr, as Alagos : trata-se na ra da
i Cadeia do Ilecilo n. 56, leja de ferragens.
l'recisa-se de urna rnulher para comprar o
diario de casa e levar 2 meninas a escola ; na
ruado Trapiche n 26.
Aluga-se un mulato de 18 anuos do idade,
proprio para criado : quem pretender, dirija-se
ao oilao da matriz de Santo Antonio n. 16.
ASSOCIADO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Terca-fejra, 20 do correle, haver sessao ex-
traordinaria do conselho administrativo ; os se-
nhores vogaes diguem-sc de comparecer na sala
das sessoes s 6 li2 horas da larde.
Secretaria da Associaco Popular de Soccorros
Mutuos 18 de novembrode 1860.
Joo francisco Marquos.
1." secretario.
Roga-se ao senhor esludante do 5. anno
da Faculdade de dircito do Recife, que declarou
o aue bem sabe ao portador, que ltimamente
foi cobrar-lhe o dinheiro, que anda esl a dever
a urna pobre e honesta mulher, que, a pedido
seu, Ihe mandava lavar e engoramar a roupa (e
isto ha mais de 18 mezes) quese nao quer en-
xovalhara classe a que pertence, e a provincia
do......., d'onde lilho, mande quaulo ante.< pa-
gar o que ainda resta de seu anligo debito, do
contrario, nao se afflija Smc, se dentro de tres
dias, que ainda se Ihe d de espera, tiver de ver
o seu nome eslampado por extenso neste Diario,
e bem historiada essa vergonhosa divida, que tan-
to o irrita, e o leva a ameac.ar aos portadores que
vao procurar a justa pag "do honesto trabalho
alheio.
Manoel do Amparo Caj & C. avisara ao res-
Feitavel corpo do commercio e s pessoas que
he sao devedoras, que o Sr. Joo Autonio de
Vasconcellos deixou de ser caixeiro de cobranza
de sua casa desde o dia 10 do cot rente, e quo nao
se responsabilisa por qualquer compra por elle
feila, dizendo ainda estar em casa dos annun-
ciantes.
9
Na loja de Gulmares & Villar ua ra
do Crespo n. 17, vendem-so ricos corles
do vestidos de blond ullimameule chega-
dos de Paria.
&&@S$5@8 @ i@3&@?S
C ompras.
Compram-se 3 pesos de
ra Direita n. 8.
duas arrobas : na
Vende-se o engenho Brejo, de S. Jos, silo
na freguezia de Santo Anlo, distante da cidade
da Victoria 4 legoas, e 3 para a via-ferrea, me
cora agua, e est correle, lera grande cercado e
muita trra era que so pode levantar mais duas
engenhocas tambera para moer cora agua, muita
mata-virgem e boa casa do vivenda de pedra,
senzala, estribara, casa para bagaco, e lodos os
mais ulepcilios necessarios : a tratar com I.niz
l'.arbalho de Vasconcellos, no engenho Sibir da
Serra na freguezia de lpojuca.
m A loja de marmore
recebeu vestidos de bluiide bordado para
casamento. !
A loja de marmore
recebeu vestidos de seda de cores do ul-
timo gosto.
W5WTMNCTl* ynVw WWW 0nl c'JUw/mWt
Alojademariiore
recebeu vestidos de phanlasia do ultimo
gosto.
ja Crwrtr WV &ttSH r? h A loja de marmore
S receben vesiidos brancos de cambraia
| boidadado ultimo gosto.
A loja de marmsre
H recebeu manteletes,'ronds, taimas, pe-
^p regrinas e mantas do ultimo goslo.
*pVaraMBWBMW^B%WffiV otWotW Cfntf irs-.v'r^K
Aloja de marmore
^ recebeu novo sortimenlo de bournus be-
m douine para sabida de baile.
A loja de marmor*e
* recebeu novo sorlimenlo de enfeites pa- *
J. ra vestidos, inriuindo bicos de bloud. q>
C|X WV WW PBfOTV WB woWCioT WJjvWWW4
|| A loja de marmore S
I recebeu novo sortimenlo do chapeos e o
fs enfoites para senhoras. ff,
A 5^000.
Chapeos de sol de seda para homem
a 5$ cada um e em porcao de urna du-
zia para cima far-se-ha 10 por cento
de abate : na ra Nova n. 29, esquina
da Catnboa do Carino.
Rival sen] segundo.
Na loja do miudezas da ra do Queimado n.
[ 55, defronle do sobrado novo ha para vender
pelos diminuios precos os seguintes artigos .
Du/i j de sabooelea rauito finos a CUO rs.
Carioes de clcheles com duas ordens a 20 r^.
Caixas de clcheles balidos a 60 r..
Duzia de meias cruas para hornera a 3$.
Dita do ditas para senhora a SjOO.
Pares de n.eias para senhura a ;!o) rs
i Lalas com banha rauito fina a 50o r.=.
Iscas para acender charutos, caixa a 60 rs.
I'hosphoros em caixa de folha a 120 rs.
Carlas du lfinetes muilo linos a 100 r?.
Caixis de Egulhas francezas a 120 r?.
Pares de s; palos de tranca de algodo a 1$.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Oilos de dito oleo a 120 rs.
Duzia de lucas e garfos, cabo preto, a 3ft.
Pares de sapatos de lia para meninos a 200 r^
Dilos de luvas de cor lio do Escocia a 320.
Massos de grampas muilo finas a O rs.
Caivetes ce aparar penna a 80 rs.
Tesouras rauito linas para costura a 500 rs.
Ditas ditas para unhas a 00 rs
Pecas de franja de la com 10 varas a 800 rs.
Dilas de trunca com 10 varas a 320.
Linha Pedro V, carto com 200 jardas a 60 r.
Dita com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muilo finas a 200 rs.
Cordao imperial lino e grosso a 40 rs.
Oleo de babosa muilo fino (frasco) 400 rs.
Fitiohaa estrellas para enfeilar vestidos a 800
rs. a peca.
Labyrintlios de muilo bonitos gosto por lodo
o preco.
Cor'does pa:a enfiar esparlilho muito grandes
a 100 rs.
Dito para dito pequeos a 80 rs.
Pecas de tranca de liuho com 10 varas a 200 rs.
Dilas de Irania de seda prela com 10 varas a
1S400.
Vara de di a a 100 rs.
Pares de meias de cores para meninos a 160.
Caixas pan rap muilo finas a 1$.
Linha sara marcar (caixa de 16 nvelos) a 320.
Vende-se e tambero alu-
ga-se
urna escrava muilo moca o bstanle sadia, a qual
deu luz uraa cria que fallecen, o acha-se boje
as circunstancias de servir para ama deleite,
por ter abundancia delle, e de boa qualidade .
trata-se na loja de Maia Irmaos ao arco de San-
to Antonio.
\ende-se una escrava parda, boa cozinhei-
ra, moga, de muito boa conducta : em casa do
tenente-coronel Vilella.
Vende-sc urna bonita mulata que lava o
a engomma : a tratar na ra da Cruz n. 30.
As noivas.
Recebeu-se pelo vapor francez os mais moder
nos cortes de vestido de blonde, mantas, touca-
dos, luvas de pellica de todas as coros ; e ven-
dem-se tambem as mais commodas saias balan
de nova invonco ; na ra da Cadeia, luja n. 23,
de Gurgcl & Perdigo.
Escravos pecas coin habilida
des.
Urna escrava de idade 18 anuos, recolhida, rom
todas as habilidades, 2 ditas por 1:800$ arabas.
1 dila de 20 annos, 1 bonita mulata de idade 10
annos, 1 dita de idade 15 annos, muleca, 1 bo-
nito copeiro de idade 20 annos : na ra de Aguas
Verdes n. 46.
Na cocheira no largo do arsenal de mari-
nha n. 8, vende-se urna besla muito nova com
bons andares.de sella, propria para viagens Ion-
gas, cabriolet ou carro.
A quera convier vende-se urna porco de
cocos com casca para embarque : na ra da Ini -
peralriz n. 47, terceiro andar.
Venda de predios.
Metade do sobrado na ra Imperial n. 79, e
urna parte do sobrado na ra do Amorim, bairro
do Recife n. 37 : a Datar na ra Direita n. 103,
das 8 da manha s 6 da tarde,
Vende-se um cabriolet de 4 rodas, 4 as-
sentos, com um bom cavallo, pelo preco de 400$:
na ra Nova n. 22.
Vende-se urna prela propria para o campo
por ter deste servico conhecimento : no pateo de
S. Pedro n 16.
Vende-se um fardaraento rico para guarda
nacional, sendo de cacador: na ra oatreila do
Rosario n. \ir'


W)
45~KualMreila--45
ESCOLHIDO SORTIHEKTO
DE
FUNDIDO U AURORA.
DIARIO DE PfeRHAMBUCO. TEBU FEIBA 20 DE KOVFMRR DE
1860.
beus proprielarios ofjferecem aseus numerosos freguezes e ao pubblco em geral, toda enual-
quer obra manufaturada em seu reconhecido esiabelicimeuiu a sber : macliin de vapor de lodos
os tamanhos, rodas d'agua para engenhos, lodas de ferro ou para cubos de roadeira, moendas e
meias moendas, lachas de ferro balido e fundido de lodos os tamandoa, guindastes, guinchos e
^ bombas, rodas, rodetes agdilhas e boceas para fotualha, machinas para amassar mandioca e para
. descarocar algodo. prendas para mandioca o oleo de ricini, portoes gradara, columnas e moi-
Aprox.mando-se o lempo festivo, e sondo in- nnos de vento, arados, cultivadores, pontea, cadeiras e tauquea, boias, alvoiengas botes e indas
(lispensavol que as indis e ama veis Ii has da as obras J marhlniamn r,..... ,,,, i .. Uml ,.' "v"3 e hjo.
..pulo...* e potica Ma.uicoa se previnam do que ?1 n 7 h*eCUla-Se 'I"''I"*'<* a sJa 4lor sua nature/.a pelos desenhos ou
c necesario para o resguardo dos seus mimosos luuiaes,l">5 pa ai uto lorera aprestados. Uacebem-se eiicommendas nesieislabelecitcenlo na
o pequenioos pos; aitendendo lambetn a que ""a do Brum n. 28 A e na rita do Colegio hoja do imperador n. 65 moradia docaxeiro do es
'ssst^ixsrs^h^u'tL SatSrsr1 Joa,Iuim da Cos,a Purira'coin ,iue,n os ****** s ^em ^^ p-
i la, assim como uni cavalhciro de calca baleo, i ______*___________________________________________________________
rom um borzeguim estragado, far una triste j -------
figura vis-a-vis do urna bella; consideren/oes lao
acertada- actuaram no espritu do proprlelario do
oslabeleclinento, j tau eonbecidu pela modici-
ilo dos preco do seu calcado, para reduzi-los
liada mais, munindo-se d um abundante sor-
limeoto e sem defoilo, que aprsenla aos seus I
benignos fregneies (uiocda em punbo) pelos;
procos abaixo :
Seuhoras
IWzeguins 32 a 39. 4.58OO
Ditos ditos....... 4500
Ditos ditos....... 4;t0u0
DE
Houpaleita para liquidar
na ruada Iruperatriz d. 60,
loja de Gama fe Silva.
i.i^'0!8 de _as,c,,,,iro de cor muilo linas a 7, d-
as de brim de linl.o brancos muilo lino a 43. di-
tas de gorgiirSo escuro a .'!#, ditas de Lrins d co-
res a 2j. 2.5U e 3. colletes oo velluJo dito. Se
mmn i r"S ,lual"Ja,IPS. MlctoU de alpaca prela
^ te!.5,'1i,os d Cnnce.a frea
JL "*?*. prrto a 7g. oilo*We panno
pretu lino, ditos de nscadinho ievuinhos a 2$5C0
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Stomacal de 18.10.
Paciuo de 17.
r_taaS_.V,*e? Ca""",,a>. unhoiro, porba-
aSlftS. M "a fUa d Tra',iche 10-
CAL OE LISBOA,
dutod6oT!l0rbemooC0ndlCnada : narua JaCa-
dei.i do l.tcife n. 38, priraeiru andar.
Pianos
Saunders Brotliors & C. tem para vender en.
eu arma/em, ua pracado Corpo Santo u. 11,
alguna pianos do ultimo goslo, recentimente
cnogados.dos bem cunhecidos e acreditados fa-
oricantes i. roadwood Sons de Londres,
tnutto cronos uara este clima.
Meninas
si. .
Boizeguins 29 a
Ditos 23 a 28......
hitos 18 a 21......
Homem
Borzeguins. ......
Ditos.........
Ditos prova da fogo e d'agua.
Ditos.........
Meios bjrzeguins de luttre.
SapatfJei cota elstico e lustre.
.Dito* arranca pello, bezerro. .
Ditos de bezerro. ....
Meninos
r>$800 j
:>}ti00
S pato.......
Ditos........
Ha tamben) no vaiiado sorlimenlo de todas a?
elasses a procos nfimos, seudo os annunciados
somenlu do primeira classe.
i\Lfl)2llMtf*i i fJIO)f|u) & I Mtmu.
Sita na ra Imperial u. Une HO junto a falu i: de salino.
DE
Sebastiao J. da Silva (lirigidaporoFrancise Bel miro da Cosa.
Nesie eslabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de diderentes dimen-
fesde :100 a 3:0009) simples e dobraios, para distilar a-ruarJente, aparollios deslilalbrios
. a-vv eontinuos para resillar o destilar espirttos eom graluacao al i!) graos (pela graduago de Sellen
Cartier. dos mellioressjsiemas boje approvajoa e Mineados nesla eoulras provincias do imneri-
9<50n 'baS 'lt l0jM 8S',i,n,!Ui:tfS, as;iira.)l51e il.irep.idu, lint) de cobre como de bromo e ferro
iann !orne,ras de bro,,ze,1,! ^ asdi.ueivjodse feiiios para alambiques, tan|ues etc., parafusL de
J',:"" O'onsso a ferro pa.a rodas d'agua, parlas para tontainas e civos da ferro, UtbOJ de cobre e
) chumbo de tojas as dimencoej para eucanjmmos camas de ferro eom armario e sem elle,
fu',oes de ferro potareis e econmicos, lachas o lachos de cobre, f.mdos de alambique, paa-
deiras, espurnadeiras, ceceos para engaito, folha de ll.indes, chumbo om lengol e barra lineo
em lencol e barra, lenfOOS e arroellas de cobre. Unce do ferro e lalo. ferro suecia iMez
de lodas as ditaenees, safras, lomos e folies para ferreiroa ete.,e eutros mu.ios anigos poj
menos preco do que em ouira quabiuer parle, desemponhando se tuda e quahuer encommen-
daccm presiesa e perfeieao ja conheci la e para cimnodidaJe dos freguezes que se dignaren
hourarem-nos eom a sua conianga. acho na ra -Nova n. 37, loja de ferragens, pessoa lbi-
.sGOO l,lada nara tomar notadas encommendas.
^ss* vgimimsm
m
6RANDB SORTIMENTO
lo liocife a. 38. priraeiro audar j ^ B
LOJA 00 VAPOR. #azenlls c ol>rasfeilas
i
o.soo
.S000
5J00
,-(JOO
500
ELOGIOS.
Vende-se em^ass de Saunders Brothers 4
C. prara do Corpo Santo, rciogios do afama
I i' abricanle Koskell, por preros commodos
p tnmbem-incellins e cadeias paraos meamos
deetceellnte tost.
*J 91 2 Ja: .n a90 3ityi&jo' ft
Seguro
w
e
i
i
imm
Grande e vanado sortimcntu de calcado fran- I
ce/ ruupa te.ta, miude/as finas e peilomarias. I
do por menos do que em oulras partes : na Io-
do vaiiar ua ra Nova n. 7.
Cliegueni ao barato
O Pregunaest queiraando, em sua loja na
ruado Qitoimado n. 2.
Pegas dereanha de rolo cora 10 varas a
23, easamira sseura iafeatada propria para cal-, -'
5a, collete e.ulitou a 9iJi) rs. o covado, carabraia
oryandy de a tito bom gusto a 80 rs. a vara, ''
diiali/.a transparente muilo fina a 3-3, 43>, 59.
e Gi? a
63?
ua
imosoh.ilei de merino estampado a 7 e 83,
ditos borda los num las palmas, (a/.enda muilo
Jobeada a 03 11 um. ditos eom urna s pal-
ma .muilo linos a 83>500, ditos lizos eom fran-
Ia* J seda a 5#, loados de eassa eom barra a
tO, l-20e lliO eiila um, mjias muilo finas pa-
rawnboraai a luzia, Jilas de boa qualidade
a .,Jo 3#500 a Juzia, chitas francesas de ricos S
desenhos, paracoberu a 280 rs. o covado, chi- $
tas escuras inglezas a 5J900 a poga, e a lliO rs. X
o covado, brim braneo do puro linho a I9,]|l
U200 e iSiiOO a vara, dito proto muilo encor-,
padoa (3Ti00 a vara brilhantina azula 400, rs.
ocovado, alpacas de liffereutes cores a 300 rs. o:
Na
DE
Attenco
\cnde-sc tima laberna eom puucos fundos
propria para qiialquer principiante, sita as Cin-
co Ponas ii 82. jomo as casas cabidas, muilo
boa por ser de esquina e do lado da sombra e
leni um grande solao corrido, commndo osle
minio apieciavel aos freguezes do mato que ges-
tara dse arrancharen) onde rompram ; e por
issoquemquizeraproveiiar lo Lidia nccan'ao de
querer principiar sua vida e ganhar dinhirn. 6
s dingir-se ao dito lugar, que quera livor ion-
lado lodo negocio se ai. Adve ese que se
vende o dito eslnbelecinienlo pelo t'< no sei docn-
le a nao poder continuar.
Allenco.
Brito & C pirti'iidem vender sua loja de loura
da ra Nova n,52: quera a pretender, dirija-se
aos mesinos na dila leja.
Vendem-so na ra Direita n. 99 saceos eom
lardo, ditos cora farinha da Ierra, ditos eom
arrox de tasca, matileiga franceza nova, dita in-
glcza a 1 j28. e outros inuilos gneros.
\ endese um esciavo moco, bom carreiro
esperto e sem vicios ; na ra d Caldeiieiro n. .
Na ra do Queiuiad) u.
46, frente ama re I la.
Sorlimonin cmplelo do subrecasira de
panno prelo e decir a 25&. 28S, 30j* e
359, casacas a 2Sfl, 30 e H',$, paliluls dos
S:r rr :""" ? ;K;''=: .m ata:
jw a [i-i.a, ana lapada, eom 10 varas a 3*P e .'jv mesmos pannos209, 228 e 2r>g, ditos Je
' P->?*,eliiiss largas da molernos eeseelhido8 & asemira decdr a 16 e 189, ditos sac-
dries i 2l). 1GJ d -28U rs. o covado riuuis- ^ CS a'f ""' aetoiras modelo ingles
nos chale, de merino 17-15 ..nJ >emi? fi?" ;| < l/1<9 e i:,|, dTloa
saceos de alpaca prelo a g, ditos" sobre
fino de alpaca a 73, 83e!).}, ditos de me-
M ri setim a lOg, ditos de merino cord.io
V alllge 12a, ditos de sarja prela trancada
* saceos a li$, dilos sobrecasacos da mes-
{ na 'azonda a 8,"S, dilos de fuslo de cor e
braneo a ij, 4gj00 e 5$, col leles de ca-
,"* aemira dn cor e preto a 53 e (3, ditos de
K merino prelo para lulo a 4 e 53, dilos
Z de gorgurao de seda a53e63, dilos de
bri ji branco e de cor a 2?5tl) e 33, calcas
de casernirade cor e prelo a 7$. US, 'J
c 103. ililas para menino a 63 e "3, ditas
de merino de curdao para Honieni a 5$ o
63, ditas de brim branco a 5j e C-3, ditas
ditd de cor a 33, HsDUO, 4* e 53, e de
I
covado, cesemirasprela"sfii'.aV7'23r00r'3J B liilit*1'! "^'L^V 1!. gra?e. 80f"
iainfinM.j. '. e, S "nieuto paia uiemno oe linios os tama-
-nn cara,Kia pre'a e de sal picos a < nbos; camisas iuglezas a 36 a duzia. Na
uurs. a vara, e oulrasuailas fateadas que s I 1^ mesmaloja ha paletits de panno preto j
rara patente ao comprador, e dtf todas se daro' 3 para u1""1"0 a XiS- 1& e ^^ <*<
amostras eom nonli\ casonura p-ira os mesmos pelo mesrno v?
'.5| proco, ditos de alpaca saceos a 3-3 e 1S
o 3J-J0, dilos sobrecasacos a 53 e 6$ para S
[)CllUCaa, ailteS (IUe Se !^g os mesmos, calcas "do l.i -iui a "23500, ii"o
fE o^r.n'i .. i.i..t.. _.
ra
acabe.
Na loja di l'reguica. na ra do Queimado n.
-, leinsaus balos abenas, do ultimo gesto, be-
" diminuto uceo de 5. V
ACENTES
C J. Astley & Companhia.
LOHDRES l Os proprielarios (leste eslabele-i
ir.ENTF.s m 1 -
Ventlc-se
Formas de ferro para
9 purgar assucar.
- Buchadas de ferro.
Ferro sueco.
i Fsriogartias.
j ac de Trieste.
3 Pregos de cobre de coni-
3 posicao.
g Barril ha e cabos.
Brim de vela.
Couro de lustre.
Palhitltta para marciuei-

...

\f=
Cimento convidam ao respeitavel publico, principalmente oe amigos do bom e barato, que se
aebam em seu armazem de moldados de tiovainenie sonido de gneros, os melhores uue tem
viudo a este mereado, por seren escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a inaioi parle delles viudos por coma dos proprielarios.
Chocolate
.los melhores autores de Europa a 000 rs. a libra em poreao a 850 t..
MapiaelaAa imperial
em talas de 1 a 2 libras a 800
do afamado Abren, ede ouiros mais fabricantes de Lisboa
rs., em poicao dse far algutu abatimcnlo.
fi
10 : arinazeiu de C.
J. Astley & C. f
MI:". 2 *A *!9 3 tm m t t $> J 1 s ft S >
Na ra da Cadeia 11. 24, veudem-se as se-
K'iinlesfizendas, por melado do seu valor, para
liquidaran.
llieos de seda brancos e prelos, de todas as
arduras, vara a 100. 2(0,400,800 o 13000.
lira completo sorlimenlo de franjas do sedae
de aleudan.
Chales de looquim a 10, 15. 20 e 35j.
Ilotes de seda, velludo, de louca ede fuslo
d inaliiides linas, duzia a 200, 400 o 600 rs.
i'.ollarinlius bordados de 500 r., 2g, 3 e 43.
I'.ntrenreios finos, pecas eom 12 varas a lg.
I'olhos bordados liras a 5110, I3, 23, 33500.
Camisetas eom manguitos a 33, 4, 5 e 65.
I'"nfeiles de flores a CJ.
Chapos de seda para senhora a lOg.
Casavques de velludo a 40 e COg.
Ditos de seda a 25*.
Ditos de fuslo a 8 e 12$
Fitas de seda e de todas as qualidaJes de 160
rs. a 13500.
Ditas de velludo de 2 0 rs. a lg.
F.m casa de N. O. Bieber 4 Successorcs, ra
da Cruz n. 4, vende-se :
Charapanha marca Farre & C, urna das mais
acreditadas marcas, muicouhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho xeroz em barris, cognac em barris e
caixas.
Vinagre branco e linio em bartis.
Brilhantes do varias dimensoes.
I'iher sulfrico.
.'omina lacre clara.
Lonas, brinzos e brins.
Aro de Milao
Ferro da Suecia.
Algodo da Bahia.
Fructas em caldas
recenteraente chegados de Lisboa, laes como pe-
ras, ameixas, alpelches, morangos ginjas a 500
ris a lata : na praca da Independencia n. 52.
Vende-se um sitio eom lif. de le-
fjua quadrada, e urna planta decoquei-
101 de mil e tantos pea, tem ditas gran-
des camboasqueda' dous bons viveiros,
na Pontezinlia freguezia de Muribeca :
a tratar na ra do Queimado n, 48.
Vendem-se tres molecas de 12 a 13 anuos,
urna negra cent duas crias, um mulalibho de 11
minos, um dito de 17 unos, bom boleeiro, de
boa conduela, e sem vicios, nmn negra de meia
idade, lavadeira e otlnhelta, por COfJj, una di-
ta por l:200g. umn mulata rom as meslas habi-
lidades por 1:1003, iim negra de 30 annos, ro-
busta e boaganhadeu.i por liOOOg, e bul teulalo
bom cozlnheiro ; lodos se venden) a prazo ou
a dinheiro. na ra Direita n. 68, escriplorio de
l'raucisco Malhias Pereira da Cdsla.
Aos fabricantes de velas.
Vende-se o rerdadeiro fio inglez, proprio para
cavos de velas de carnauba, tanto em porces
lomo a retalho 1 na ra Imperial) taberna n. 87,
Maea de lmate
om latas de 1 libra por 900 rs., em poreao vende-se a 850 rs.
latas eom ev\i\\vas
B vende-se nicamente no armazem progresso a G-iO rs. cada huma.
Conservas raucezas e iugiezas
as mais novas que ha no mercado a 70o rs. o frasco.
lualas de bolaeu'mna de soda
eom diferentes (|italida.les a lGOOa laia
\meixas *vauee/.as
i.
8
fiMSE niTHERI
di:
\
Pazeilas e ronpa eila
NA LOJA E ARMAZEM
DE
*1 33500, paletots saceos de case mira de cor *i>
p aCfo 7$, loalhas do linho a 800 c lj ca*- ^
9 da una. Ja No memno estaheleimenlo manda-so S
35 apromptar ludas as iiualidades de obras **
^ tendentes a roupaafeltas.em puucos das, ?J
'f (|uo para esse (i 111 temos numeio suf- 5**
I ciente de peritos oQlciaes de alfaiatea hg
rgidos por um baliil meslre de seme- ^
1 lia nte arle, tlcando os douos do esta be- is
lg lecimeoto responsaveis pelas mesmas <*
/a obras al n sua entrega.
Sel)oe graixa.
Se'o coado (> graixa em bexigas: no armazem
1" Tasso Irmaos, no caes de Apollo .
a :> a sacca.
Arroz eom casca temi a maior parte pilado
proprio para galiuias e cavallos ; no Caes do Ra-
I mos 11. .
: i$ Machinas de vapor.
f Iludas d'agua.
Uoendas do caima.
X,;| la i vas.
J Kodas dentadas.
J* Bronzes e aguilhes.
$ Alambiques de ierro.
,:0 Criaos, padrous etc., etc.
:3 Na fuudico de leiro de I. \V. Rowmau
g) ra do Bru passando o chafariz.
Na fabrica de caldeirenoJa ra Imperial
A loja CBcyelopediea
di:
iuimaraes & Villar. S
Hita do Crespo w. 17. |
Conliiiiiam a vender caaaaa de coros fi-4E
xas a 210 rs. o covado, gollinhas e man- >
gilos a 5*, gollinhas fnissimaa a 3#, Jfc
gollinlias o mangulloa prelos de l i .'>
maiiieleii's de l nielo a 15 e 20 (a- K
|| zenda superior, vestidos de phaniasia de |S
<& uliiuio gosto a 159, chitas francezaa escu- %
: Sfe ras a bl rs., para acabar. <*r
Aoja esperanca.
Vendo-so borracha de seda pretd'para bor/e-
guia a 25200 o covado, graixu ein barris muilo
boa a Rio rs., est acabando se, (lanas do ebino
de Caulrol a 18 e 20, braceletes de mozaico a
lo loa para bordar a tiSinO a libia, iranias do li-
nlin brancas para as roupas da (esta a*800, 1,
\jf-H)0 e 1|800 a pora, seto padioes diuV-H>nle.'
colheres linas, facas, Iriochantes, ele.: ua ii..i
do Queimado n. 33 A, Cuimataos & Rocha.
Por metade do sen
valor.
Ra do Queimado u. 10.
Vestidos de gaze e phaiHas)a. rooilos lindos, de
duas satas, pelo baralissimo pceo do Ida caC
um coi lo.
Vende-se a/.eite de peixe a {fiO rs. a gna-
la : na ma Direita, laberna de Jos Pinto da
; COdtAi
BorzegunsaGaribalili
parasfnhoras.
T chegado loja do vapor na ra Nova n 7
borzoguins prelos e do coros a Caribaldi para se -'
iiliuras, do ultimo guato.
Admiraveis remedios
ioierieaiios.
Todas as casas de familia, senhores de .ee-
n.o lazondeiros, f..c. evem calar prettnino*
eom estes remedios. Sao tres mediraineulos r,n,
os quaes se cura eflcatmnie aa principa es n o-
Prompto ali\ io deBadKT.
Instantneamente alivia as mais areiias dore
e cura os peiorea casos de rfaeumaiiwoi doi Ce
-i gabera nevralgia, diarrha. cmaras, clicas fc.
na, indigestao, crup,dores nos ossoa, coi.n '.',
jueimadura, erupcoes cutneas, ancina, km-
can de ourina. etc., etc.
i
vi
libras por 35000 rs.
as ais novas que tem vindo a este mercado em compoleira?, poniendo 3
eem atas do 1 1|2 libra por l#50 teis
Yerdadeiros figos de eomadre
era eaixa eom 1G libras por 35000 rs. a retalho a 240 reis a libra.
CaxnUas eom 8 Vibvas de passas
a 35000 rs. em poreao se far algum abalimento, vende-se lambem a retalho a libra a 500 rs.'sobre casacas de panno muilo superiores a 355
ea 40000, um completo sorlimenlo de cami-
sas fracezas, tanto de linho como le algodo
e fuslo vende-se muilo em conta, afim do i|tie-
rer-se liquidar eom as camisas.
i... -ni- 'a idurica ue caiueiren oda ra Imciori.it
;.l0a(|lllin Rodrigues TaVareS (le lidio inn a fabrica de sabo.c narua Nova, loja de
5 .... BAAiiBftaaaiM forragens n 37. ha urna grande porfo de olbas
RA DOQUEfMADO N. 39 de zinco, j preparada para telhados e pelo di-
em sua loj ik Qi-ATiio poniAS. "''"' nreco de 140is. a Ubr
I Aem tim complelosorlimenlo da roupa feita y
convida a todos os seus freguezes e a torios!
quedesejarem ter um uniforme feito eom lodo o !
goslo dirijam-fe a este e^abelicimenlo que em-
contrario um babel artisu chegado ltimamen-
te de Lisboa para desompenhar as obras a von-
. lade dos freguezes, lera um completo sorti-
. memo do paulla de fina casemira modello im-
glez, e muilo bem acabados a 16300, dilos I
de merino setim a 125000, ditos do alpaca i
prelos a 55000, dilos de alpaca sobre casacas!
a 85000. ditos eom golfa de velado a ditos de fustio, ditos de ganga, daos de brim, I
: ludo a 550 ;0, dilos de brim de linho iranca-
ido a 6S0OO, calca de brim de linho muilo su-
perior a 69000, .lilas do casemira de cor a
95000 ea 105.00, ditas de casemira pre-
la superior fazenda a 12000, palitots fran-
cezes de panno fino fazenda muilo fina a 255
flfl(]-
Manleiga ing\eza
E pechincha.
Na loja do Preguica, na roa do Queimado n.2
tem cobertores de algod.io de cores bastante
grandes, proprios para escravos, pelo baratissi-
mo preco dclg.
\ Vcndc-se na ra do Livrameuto
perfeitamente flor a mais nova que ha no mercado a 19000 rs. a libra, em barril se far al-
gum abalimento.
Cha perola
o rae'ihor que ha nsle genero a 25500 rs. a libra dito hyson a 25000 rs.
PaWlos de deules \i\\ados
a 200 rs. ctm 20 macinhos.
pcVxc sarel em uosla
o melhor peixe que exzisle em Portugal era latas grandes por 1*900 rs. rada urna ede
ouirs muitas qualidades que se vendem pelo mesmo piejo
Manleiga tranceza
a 560 rs. a libra em barril se far abalimento.
Toueiulio de l,\s\>oa
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
Mae as para sopa
em cavinhas de 8 libras cora deferentes qualidades por 45000 rs.
ao Aniunes uuimaraes i C.
Tambem venduta-s os seguimos gneros, tudo recntenteme chegado e de superiores qua- 17 m nica lo lifift lo BtU. i?
lidades, presuntosa 48i rs. a libra, chourica milita novo, marmelada do mais afamado fabricante B,I1,.OJS,<1 ue J0U0 ua Va 1S1-
de Lisboa, maga de lmate, pera secca, passas, fructas em calda, araendoas, nozes, frascos com ria na rua ^a CrUZ 11. 30,
amendoas coberias, confeiles, pastilhas devanas qualidades, vinagre branco Bordeaux, proprio' veillJe-SP- O S6a?Un(p
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, magas de lodas as qualidades, vinho branco Bordeaux engarrafado '
gomma muito hna, ervtlhas franfiezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas, Diio tinto dito dilo.
spermacete barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado azel- ,M'* A"" A"n m h'
tonas muilo novas, banh de porco refinada e ouiros tnitos gneros queencontrarao tendentes a
mblhados, por isso prometiera os proprielarios tenderera por muito menos do queoutro qualquer
prbmeltem mais lambem sertirem aquellas pesdas que raandarem por onlras pouco praticas como
sviesem pessoalmente; rogam tambera a todos os senhores de engenho e senhores lavradores
queiram mandar suas encommendas no armazem Progresso, que se Ihes aflianca a boa qualidade
o acondicionamento,
Solutivo renovador.
Cura lodas as .mfermidadesomopholof-fls r| ,,,.
nicas esyp Mticas; resol ve os deposito* de n l
bumores, purifica o sangue, rn.ota o syslen a
prompto e radicalmente cura, escror.|iula v.k-
reo, tumores glandulares, ictericia, don*' 'de i*.
sos. tumores brancos, af.ccoes do fieaoo e rii
erysipelas.abcessose ulceras de lodas as plases'
molesl.aa d'olhoa, difllculdade das rrgias*da*
mulheies lni'ocondiia, veneif-o, etc.
Pilulas reguladoras de
way
. pararegularisar o SJStema, equilibrol a cu, ula-
.caodosai.gue, uteirameiiie egHats laioraveia
em todos os casos nunca ocrasiuna nauztaa i., ni
dores do veolre. dses de 1 a 3 regulariSse, de 4
aSpurgam. Estas pillas tSo cfficaifrs uas allec-
oes do ligado, bilis, dor de cabera, icltrida ii -
digestao, e em todas as enlcin.niades oas n,ii-
Iheres. a sabtr : irregnlaridades, fujo i.i.j.-
coes, (lores brancas, ebsiiunots, bUiiisa o eu
sao do maispronipio elleitonaesrarlSlii., Ii Ira
biliosa, febre amarella. e em todas as febips r.,a-
ignas.
Bates tres importantes medican. titos ven e-
Bmholomeu Francisco de Sonsa, roa larga do fr0,P^? i,-lslri,c'.^ jn.pri-sws que n >-
di eom a maior minuciosidade -
Reoslos patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peilosparacamisas,
Bisooutos
Emcasade Arkwight A C.,
Cruz u. 61.
T

rua da

m
R*S
5 -::i.i i
IB I
iotica.
30, veude-su os segninles medica-
Rosario n.
memos
Hobl'AuVcteur.
Pilulas contra sezoes.
Di las vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Saods.
Vermfugo ingle*.
Xirope do Boaque
Pilulas americanas (contra fobres).
Ungento Holioway
Pilulas do dito.
F.llixir anti-asmathico
e2dUb0rads?b0CCalargaC'0m "*" de 2 onC
a maiieia c?
applica-los em qualquer enfumidate. islo ga-
rantidos defalsificacao por s hVi r ui.da i,o
armazem defazendas de Baymondo Carlos lriie
fltlrmao, na ruada Imperalriz n. 10, uniros
agentes em Pernambuco.
Grammaticaingle-
za de Oliendorff.
Novo metliod para aprender a lr,
a escrever ea fallai ingle?, em t Ifa^ies,
Assim enmn io ,.-. obra intiramenle nova, para u,vo v
P.. SS Sfo d? SJr^SeSSfOL'todoSOS e^belecimcnto.' de
Pre''0'vi .. pblicos e particulares. Vende-e j.u
sadeN nm-ei K ,ler,ina' emlpraca de Pedro 11 (aiitigolnigo do Col-
n.l 9, borzeguins francezes a 6|, dito'asadeN n RM r
de bezerro a C$. dito de vaqueta a 3f. n. 4 C" : rua da Cru7 leS'^ n* 7, 8e8undo andar.
Arados arnertcanos e machinas
Aos senhores armadores o
propietarios de carros fn- K!f'na^Vupa: jm,casadeS- p-Jo"
4nst)n C- na daSenzala n.i2.
nebres.
Vndem-se vclbulina prela supeiior a 00 rs.
o covado : na rua do Crespo n 25.
A 500
O sacco de mllho
do alqueiro : no largo da Assembla, almazett
do Aniunes Guimaraes $ C.
2>
Receleu-se e coniinua a receber-sr?or ,
A todoa os vapores artigo* do modas para I
m honiens mcluindo calcado de aleles na %
% Lojade mnrmore. i
-itTr .r,",e"sof '-,m*esrrava crio,,ia muii mri>.
sabe coser perfeitamente, cozinhar e engommar
"o largo da Assembla n. 12, primeiro andar. '
KecbM^rewc7ntlM7rrpTebT?M m?
i lodos os vapores, vestimentas, calcado e
SJ cnapeos para meninos na
| Loja de marmore.
Dilo dito dilo em barris
Absintho engarrafado.
Kirsch dito.
Licores dito.
Cognac dito e em barris.
F.rvilbas em latas.
Frascos de fruas em cada c em agurdenle.
Ditos de conservas c) vinagre.
Ameixas em frascos e latas.
Vinlio genuino.
Anda ha urna pequea qnantidade de ancore-
las desle vinho sem confeicot e proprio de doen-
ies : na rua do VigSrio n. '19, primeiro andar-
Gomma e velas'
Vendp-se tomma a 140 ra. a libra, esprmace-
e a 680 azeite de carrapato a 4i0 a garrafa : na
traversa do paleo do Pnroizo n. 16, casa pintada
de amarcllo. '
eoberlos edescoberlos, pequeos e grandes,da
ouro patente inglez, para homem e senbora
de um dosmelhores fabricantes de Liveipool
ivndospelo ultimo paquete inglez :em casad'
oSuthall Mellor & c.
Loja das^seis porlas em
frente do Livraneilo.
Covado a 200 rs.
CliilS largas de bonitos goslo" a 20(1 rs. o co-
f^-ditas estrellas imitado de latinhasa
lojlrs., cassas de salpicos brancas e de cores a
J0 rs. o covado, pecas de esguiao de algodo
muito fino a 3J peca, ditas de bretanha de rolo
cm 10 Tai,, a 2J; riscadifiho de linHo a 160 rs.
o covado, chales de merino estampados a 2,
longos brr-oscom ba"rra Be cor a 120 rs., ditos
eom bico a 200 rs., al^odao.monslro He duas lar-
guras o melhor que 6 possivel a 640 rs. a vara
mussulina encarnada a 240 o covado, fil de li-
nho preto bstanle largo, A loja e?l aberta at as
V boras da noite.


v*R*IWBpi

AAxttftlAk
DA

=s
I. '
s
PUBaQ HE UERJAMBLiCO Tt&A-ffKlR.4 70 08 KQVliB&Q~EHU60,,

UNDICO LOW-MOW,
Roa da Senzalla Aova n. 42.
Nusle ostabelecimenlo contina a haver um
completo sori nenio de moendas e meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e laixas
de jerro balido e coado, de lodos os tamanhos
para dito.
Potasa* da Russia e cal de
Lisboa.
No bein conhacido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia aova e de superior
qualidad, assim como tambera cal virgem em
paira, tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parle.
Viah) de Bordeaox.
Em casa de Kalkmann lrmos& C, ra da
Gru a. 10 encontra-se o deposito das* bem co-
nhecidas marca 'los Srs. Braodenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac St C, em Bor-
d'au Tem as seguinles qualidades :
De Braadeuburg frres.
St. Estph.
St. lulien.
Margaux.
1.3 rose.
C.uAieau Loville.
C i.i.eau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
Si, Julien
Si. Julien Mdoc.
Cnaleau Loville.
,PlLULAS HULLWOia-
Este inestimavel especifico, coroposlo inteira-
menle de hervas medicinaes, nao coniui mercu-
rio era alguma oulra substancia delt-cteria. Be-
nigno mais lenra infancia, e a coinpleic.au mais
delicada igualmente prompto e seguio para
desarreigar o mal na compltelo mais robusta ;
enieiiarnenie innocente em suas operares e ef-
feiios ; pois busca e remove as dooncas dequal-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
Enire mimares de pessoas curadas com este
remedio, muilas que esiavamas ponas da
morle, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e forjas, depois de haver tenta-
do i n ultmente lodos osoutros remedios.
As mais afilelas naodevem eniregar-se a des-
esperaeo ; faram um compeienie ensaio dos
efficazes effeiios desla assoiubrosa medicina, e
pie.les recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo era lomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
A2**00 o sacco de la- *lm^ZTu-
rinha,
r
casa ha para
Na mesina
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris quadade Qna
Cognac era eaixasqualidade inferior.
Cervea branca.
As oielliores machinas de coser dos mais
alamados autores de New-York, I.
AI. Singer & C. e Wheeler & Wilson.
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
tutores, mosiram-se a
qualquer hora do dia ou
da uoiie, e roSponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranza :
no armazem de fazendas
do Rayinundo Carlos
Leite & Irraos ra da
amigamente aterro da Boa-
1-nperalriz n. 10
vista.
Accidentes epilpticos
AI por cas.
Ampolas.
Areias (mal de).
Aslhma.
Clicas.
Coiivulses.
Debilidadeou extenua-
rlo.
Debilidade ou falla de
Torgas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Kricli. ijueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febrelo da especie.
Gotia.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indixesioes.
IhlLmuiaces.
Irregularidades
menslruacjio.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de peJra.
Manchas na culis.
Abstrurjao de ventre.
Phtysira ou consump-
pulmonar.
Reiencao de ourina.
Rbeumatismo.
Symptom&s secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
l\ua do Queimado n. .*,>
Lojade quatro portas
l)F.
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha corles de vestidos de seda de cores, fazenda
muilo superior com pequeo toque de mofo a
6001)00. diios sem deleito a lOODOO, tem um
resto de diales de (oqutm que esiac-se acabando
a 303000, ditos de mirin bordados com punta
redonda a 8j>000, ditos sera ser de ponta redonda
a 83000, ditos estnpados com listras de seda
era roda da barra a 9*000, ditos de ricas estam-
pas a 7JPU00, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 29000, dilos sem franja e muilo
encorpado a 2bO0O, ricos manteletes de grosdi-
ii3pies preto e de cores ricamente enleitados a
2o$000, ditos muilo superiores a 303(>00, en-
feitesde vidrilho preto a 3*000, dilos de retroz I vado, ditas estreilas de cores escuras a 160 rs
Febrelo iniermitente.
Vende-se estas pillas no ostabeleciment ge-
ral de Londres n. 224, Sirand e na loja de
todos os boticarios droguista e outras pessoas en-
carregadas de sua venda em loda a America do
bul, Havana e Hspsnha.
Vendem-se as boceiinhas a 800 rs. cada
urna dallas, contera urna mslnuro em porlu-
guez para explicar o modo de se usar deslas pi-
lla?.
O deposito geral em casa do Sr Soum
pharmaceulico, na ra da Cruz n. 22, em l'er-
nambuco.
A 2$400 o corte.
NO
Armazem de fa?endas da ra
do Queimado n. 19.
Cortes de chita franceza pelo baratissimo prerjo
e 2*100. a ntes que se acabem.
Vendem-se tres vaccas turinas
com crias prximamente clxgadas de
Lisboa : na rua do unan armazem nu-
mero 58.
Vendem-se duas moradas de casas (errase
em Olinda, sendo una na rua o Amparo com
bastantes commodos, quintal murado, e estriba-
ra para 2 eavallos ; c a oulra na rua de S. Fran-
cisco com bom quintal e raciruba propria para
quein precisar lomar banhos salgados por ser
muilo perlo, ambas por preco commodo ; a tra-
tar na rua do Amparo, casa contigua a escada
'111 o sube para a igrefa de N. S. do Amparo.
Loja das seis ponas em
frente do Livramenio
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonilos gestos a 200 rs. o co-
a 39iO0, organdisda mais fina que lia no mer-
cado a i^OOO o covalo, cambraias decores
de padroes muilo delicados a 8<>0 rs. a vara, ditas
de ou iras qualidades a 600 rs. a vara, ricas chitas
farnce/a* de muilo boas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, peitos para camisa a 240 rs. cada urna,
corles de casemira de cores a 69000, ditas em
pesca de quadrinhos a -.#000 o covsdo, golliubas
de muilo bom goslo a 19000, ditos de outros
bordados ricos a 3S000, manguitos de cambraia
bordados a 39000, tiras bordados e entrimeios
que se vendera por preco commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de crianzas, e capinhas
para senhoras a 19400 rs. o covado, cones de
cambraias de salpicos a 59000. cones de cam-
braia entenadas com tiras bordadas a (39000,
e outras muilas mais fazendas que ser difcil
aqui pode -las mencionar todas.
93>$$ 93>*$ mw9
Recebeu-se um completo sorlimenlo de $
$ linio* vestidos de seda edephanlasia.com $$
vjp 10 babadinhus ou saiote : na rua da Cadeia @
& loja n.23, de Gurgel & Perdigao. m
Recebeu-se ricas taimas de seda (el-
las de croxe, capinhas, capas de grosde-
^ naples e manelties, Ula3 para sinto e
3 gtosdenaples de quadrinhos em pcr;a pa-
r ra covados na rua da Cadeia loja n. 23, a*
Jp de Gurgel & Perdigao. JE
Calcado de Mells
i
Na loja do Arantes ver.dem-se a dinhelro
vista borzeguins do M'dlis de corda>ao, bezerro
verniz, e pellica a 139, sapales debe/erro, dito
de cordaviin a 89
percas de bretanha de rolo com 10 varas a 29,
ditas de esguia j de olgodo muilo fino a 3g, ris-
cadinho de linho a 160 o covado. lencos brancos
com barra de cor a 120 rs dilos brancos com bi-
co a 200 rs., algodao monslro coni duas larguras
a 640 a vara, laazinhasde duas larguras, (azenda
nova para vestidos a 500 rs. o covado, enlejes de
irania com lago de fita para cabega de senhoras
a 2500, cortes de riscado para vestidos a Sg, pe-
gas de raidapolao com 4 112 palmos de largura a
49*00, chales de merino estampados muilo linos
a 69. A loja est aberla aleas 9 horas da noite.
Carros.
Vendem-se 2 ricos carros, um grande e outro
pfquena, hem aparelhados u elegantemente pin-
tados : na largo do Cnrpo Santo, escriptorio de
Maooel Ignacio de Oliveira i Filho.
Vende-se
um escravo de meia idade, bastante robusto para
todo trrico, e lom ludo qnanto de habilidade,
assim como forneiro. raiador, camarueiro e ca-
noero : na rua do (Jueiraado, loja n. 69.
com toque de mofo, esto se acabando: no lar-
go da Assemblea, armazem de Aulunes Guima-
maraes S C.
Qera de carnauba,
nova e de qualidade especial: no largo da As-
semblea, armazem de AntunesGuimares & C.
Rua do Queimado
n. 39. I
NA
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVaRES
DE MELLO.
Cbegou ultimmenie a este estabeleciment um
completo surtiuicnlo de chapeos prelos francezs-
do melhor fabricante de Paris, os quaes se vene
dem a 70O0, dilos a 89000, dilos a 990U,
ditos muilo superior a 109000, ditos de castor
dretos e brancos a I69OOO, o melhor que se
pode detejar, chapeos de feltro a Gaiibal.ii de
muilo superior massa a 79000, dilusdecopa
baixa para diversos precos, dilos de palha escura
de varias qualidades que se vendem por prego
barato, bonets de vellido para meninos* 59000,
ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos
de panno milito bem arranjados a 39500
chapeos deseda para senhoras a259000 muilo,
superiores, ditos do palha escuras proprios para
campo a I290U0, dilos para meninas* 109000,
chapeos de sol deseda inglezesa 109 e a 129
muilo superiores, ditos francezes a f?9(>00,
dilos de panno muilo grandes e bons a 49000.
sapatos de voludo a 29000. dilos de tranca a
19600, sintos de grugurao para senhoras e me-
ninas a 900", coeiros de casemira ricamente
bordados a 129000, e mitras milita fazendas
que a vista dos fregnezes nao deixarao de com-
piar.
Campos receberam urna factura de chapeos de sold se-
| da para homem, leudo entre estes alguns peque-
os que serven) para as senhoras que vao para o
campo lomar banhos se cobrirem flo sol, e como
a purco seja grande se resolvero vender pelo
prego e 69 e 6$50, e alguns com pequeo de-
leito a 59 na rua do Citspo n. 16.
Rua da Senzala Nova n.42
Vende-so em casa de S. P. Jonhston A C
vaquetas de lustre para rarros, sellinse silhes
inglezes, cndeeros e casiijaes bronzeados, lonas
I inglezes, fio de vela, chicote para carros, e mon-
j laria, arreios paia carro de um e dous cvalos
e relogios de 011ro paienlc ingles.
O
'i Ilecebeii-se recentemente e continua a p,
@ receber-se direclamente de Paria e I.on-
; dres por lodosos vapores, de encnmmen py
@ da especial, arligos do modas para se- $j
$ nhoras na q
Lojade m armo re.
Loja da seis portas em
frente do livrameiilo.
Roupa feita barata.
Palitois de casimira escuras a 45000, dilasde
alpaca prela 49000 e 59' 00, camisas brancas
ede cores a 29000, ditas de fustaoa 29500
serolas muilas finas a 19600 e 29000, palilois
debrim jiardoa 39000 caigas de casemira pre-
la e de cores, palitotsde panno preto sobre casa-
cas, colletes de casemira prela ede cores, dilos
de vellido preto e de cores ; um completo sorti-
menlode roupas feilas
Vinho Bordeaux,
Palmer Margaux, em raixas do ume duzia. autor
Jules Hue meiro andar.
Milhares de individuos de lodas as na;5es
podem tesieraunhar as virtudes deste remedio
incomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e
inembros i 11 (eirmente saos depois de haver ein-
pregado intilmente outros (ratamenios. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leilura dos peridicos, que Ih'as
relatam (ojos os dias ha muitos annos ; e a
maior parle dolas sao lo sor prndenles que
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraran, cora esie soberano remedio
1 o uso de seus bragos e pernas, depois de ter
permanecido longo lempo nos hospitaes, onde
[deviam soffrer a ampuiago 1 Dellas ha mui-
cas quehavendo deixado esses. asylos de pade-
limeutos, para se nao submeterera a essa ope-
rago dolorosa foram curadas corapletamenie,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nhecimenlo declararam estes resultados benfi-
cos dianle do lord coiregedor e outros magis-
trados, afimde mais autenticaren, sua a firraa-
liva.
Ninguera desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianga para encinar este re-
medio conslautemenleseguindo algum lempo o
tralamento que nece.-slasse a natuieza do mal,
cujo resultado seria provar inconleslavelmente.
0ue '"do cura.
O ungento lie til, mais particu
lurmente nos scscuinles casos.
Terrenos perlo a
praca.
CamiDho dos mnibus.
Os hereiros 00 comoienoador Amonio a Sil-
va venoeni sua piopritOae, no lugar da Casa
Forte, em sol lea ue lena a anude dos on>pia-
durescom a nica esiricyu ue nao terem' mt-m-s
de30 palmos de litote, e fnno Designado pela
re8pei'iiva piania opprovada pela uuiuiioats
rompeleiiles. o engfiheiro Anluniu Felin.i.u
Rongues Selle o eucarregaoo das inediiocs
precisas, e pooe ser procuraoo no niesmo >nio,
ou na rua esirelia 00 Ros. rio u. 30, leu eiro Bli-
iiar, ou un pia<.n un ltoa-Visia, botica e Joaquim
Ignacio ilibenii Jnior : os preienaeiiUs policio
Gama (t Silva,
na rua da Impemtriz, oulr'ora aterro da Boa-
Visia n. 60, venfin para liquidar-se as fazendas
seguinles, por minos de seu valor.
Cortes de Vestidos de la e seda a 139. pefas
de brelantia com 10 varas a -ig, oia? de rolo com
lOvaiasa 2g, rlialya de cores muilo DuiiiIqb, co-
vado a 800 &., lolar de seda lindos padies a 600
rs., lazinhas de quadrinhos e muilo Tinas a i( (i
rs. o covado, ojias bareges de quadios o roado
a 2fe. merino de un.a s cor para vestido a 3i(Jo
colado, 1 hilas liaimzas esmias o covado a 240,
2C0 e 280, liscados largos francezes o Covado
200 is., musolinas niaitadas o covado i> 200 rs..
cassas francesas pura vesiioos o covado a 24(1, c
dilos o.uiu. linos a 300 rs., corles de nsraoos
n.oniroa para veatulo a 3*. rambiaia de salpico
n.uiiu lina a vara a 800 is. dilas brancas e de cor
dirigir-se lgualmenle para qualquer pioposla ou I a'*,'0 rs "nfeiies f vidrilho prelos e de cores a
esclarecimenio ao herdeiro L. A. Dubourcq.no d-*l'"l,n'S.',e traspaso inuito finas a 89, gros-
omaples muilo encorpidos o covado a 2ff, de lu-
do s dao amostras, tirando penhor.
l'loiencio Jos Carneiro Monteiro vende
cem milneiros de lijlos de alv.naria grossa da
melhor qualidade, ptsaneo cada lijlo \> hLras
e meia, pelo preco de 22J0OO rs. o milheiio. em
sua piopriedade em Apipucos.
seusilio na Capuuga.
fiap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joo Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap, sem duvida o de melhor qualidade
fabricado ueste imperio, acaba de chegar e ven-
de-se no deposito, rua do Vigario o. 23, escrip-
torio.
9
Infiaiomaco da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Piilmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supur8ces ptridas
Tinl.a, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos
Ulceas na bocea.
do figado.
das ariiculagoes.
Veas torcidas ou
das as pernas
4} Vendem-se Diai 1 ua no vos com lodosos ^
arreios : na rua .Nova n. 21. ^
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da vellia
e nova safra a puro de )# : no antigo
deposito do largo da Aisembla n. 9.
Relogios
Suissos.
no-
Em casa de Si hafleitlln A C, rua da Cruz n.
38, vende-se um giande e v riaoo sortimento
de relogios de al^ibi ira heiironUee, patentes,
chronomeiios, nieoschronomelios de ouio. pra-
la domada e folrados a ouro, sel.do esles relo-
giosdos primeiios fabricantes da Suissa, que se
vandcioior procos razoaveis.
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Anceres.
CortadurcS.
Dores de cabera.
das costas.
dos mea bros.
Emfermidades da culis
em geral.
Dilas do anus.
ErupcSes escorbulicas.
Fisiulas no abdomen.
Fialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadass.
]n chaces.
lnlaniariio do figado.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 2-14, oStrand, e na loja
de todos os boticarios droguistas e outras pes-
soas encarregadas de sua venda era toda a
America do $ul, Havana e Hespanha.
Vende-se 3 800 rs., cada bocelinha contm
urna instruc^o em ponuguez para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
i pharmaceulico, na rua da Cruz n. 22. em
Pernambuco.
I Relogios.
Vende-se em casa deJobnston Paier & C.,
rua do Vigario n. 3, um bello soriimenio de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna variedade de bonitos iranrelins para os '^d^ "casTas de ores a 240 rs., chita larga a
me?"10s 1 2"", e 240 rs., capas de fuslo enfeilaiias a
1 5--0< 0, casaveques re cambiaia e lil a 55000,
I perneadores de can.biaia bordados a 69000,1
, babados a 3v0 rs a vaia, l'nas bordadas mui-i
n
3
CiuicDlo inglez.
Vende-se o muilo ronhecido e acredi-
tado cimento para colar louca, vidroa,
tartaruga,malfim etc. : na loja de fazen-
das da rua do Gabug 11. 2, a 29 cada um
vidro dinheiro a vista. 1
m
^
na do Crespo
loja n. 25 de Joaqun) Ferreira de S, vnde-
se por presos baiaiissimos pas acabar : ves-
tidos de tailataiia bordados de seda a 8?000,
organd de roies muilo finas a 320 rs. o co-
Carvo animal
de superior qualidade, viudo de Lisboa ; na rua
do Vigario n. 19, primeiro andar.
Tachas e moendas
Calcados baratos, na loja
do Arantes, Praca ia
Independencia ns.) 3 e
15.
Cajeados para hornero.
Bnrseguins elsticos gas piados verniz. a 7(000
Borseguins elsticos gaspeados beierio
sendo sola paienle.................. TgOOO
Bolina de bezerro trances.............. oj-ooo
Sapales de routo de lustre............ 3^(00
Sap.-iioes para menino................. >, 25C0O
Sapalos de irania...................... )g280
Sapatos de touro de luslro e enliada
. ua,xa................................. 80O
Paralos de (ouro do luslro e entrada
baixa para baile...................... 3*000
Calcados para senhora.
Borsi{uios elsticos guapeadas de ver-
niz com s>dto e fazenda de ores___ a .*00(
Sapatos de couro de luslro............ 1;00()
Sapatos de marroquim................. y. lf 00
Sapatos de dniaque.................... r,i,o
Vende-se outros nuitos calcados baratos com
dinheiio & vista.
Alpaca brenca e verdadeiro merm da chi-
na, propria para a ce nfraria de Nogga Senhora do
Livramenlo : em casa de Julio & Conrado.
Venda de predios.
Melado do sobrado da roa Inipeiial n. 79, e
orna parle no sobrado da rua do Amorim n 37 :
a Iralar na rua Direila n, 03, das 8 da manhaa s
o da laido.
120^000.
Damasco.
Vende-se uma rolcha de damasco rarmizim,
com nca franja e borlas de seda, propria al paia
ornar janellas, valSLOg e venrie-Cd por 120 : i
tratar na rua da Imperalriz n. 12.
PaodeSenteionovo.
Acha-se lodas as quarlas e sabbadns, das 11
horas do dia em dianle : em Santo Amaro, pa-
daria allemaa, o na rua da Imperalriz n. 2, ta-
berna.
Cokc (carvo.)
ou combuslivel para cozinhas, caldeiras, ele,
muilo econmico paza as casas particulares: ven-
de-se na fabrica do gaz em porres de um quin-
tal para cima a la o uuintal.
N.i9.
l\ua Direita n. 103.
Quercndo-se acabar com esle estabelecimento
I
Armazem de fazendas lia-
ratas, ama do Quei-
mado.
!10 finas a
s 16' rs. o covado, golnlos de ponas bor-
' dadas a 2(500, manguitos de cambraia e fil
a 29000, camisinbas bordadas muilo finas a
2! ! propria pata cobeiiae roupoes a 320 rs., es-
jgutao de linho a 1-5200 a vaia, roupoes de
seda feilos a 129000, v-eslidos de seda mofados
!a 85H00, luvas arrendadas a 100 rs. o par,
vestidos de grosdenaple prelos rom barra de
_. ,cor a 20;j000, palitos de pao preto e decores
Picos corles de eaze de seda e phantazia com ,.., !.,,, ',
duas saias, (pela terca parle do seu valor) a 10 <** 10^000 a (MrOUO, sobrecasacas de panno
cada corle. muilo fino a 2t 00, cal^s de casemira prela
LencHS e COheTtaS. e decore> deOSOtiO a 1(?000, ditas de biim
Lencoes de bramante, dito de panno "de linho, ^ranco e de cores de 2^000 a 5C00, palitos
coberlas a chineza pelo barato preco de i$600. de brini branco e de rotes de vToCO a .19000,
Vestidos de Seda. ditos de alpaca de 3('C0 a 8000, brim
Ricos vesiidos de seda para meninos e meni- trancado de alpodo com 9 palmos do largura
as. fazenda superior, feilos no Rio de Janeiro proprio para toalbis a 900 rs. a vara, damas-
oor urna das nelhores modistas, o pelo barato I Co de la com 9 palmos de largura a lj[600o
preco de 8*. covado, velbutina prela a 400 rs., brim de
Chitas fraticezas.
ht O a ,era rixenilo france/ rii.o",lt's<1P lhidar f""10-0 encarregado do niesmo
.(0 a teca mcsiio irante/uno ;SP ,,rornpllflca 0 VPI(der 0 qiip C0I1S d() SPU va_
Chitas francesas propria* para casa por serem
Braga Silva & C, tem sempre no seu depo- escuraS) e djlns rla^9a 2.,0\s oefo,
sito da rua da Moeda n. 3 A, um grande soru- f nlr-Visie I fncf ~tr\
menlo de tachas e moendas para engenho, do! !'"? ,T lusl"
~..l ..i:,.j. t u b iv 1 ... .. Grandes colchas de fuslao com ricos lavores a
muilo acreditado fabricante Ldwin Rlaw a tfa-'55QQ
lar no mesmo deposito ou na rua do Trapi-
che n.4.
mwmm
DE
NiVl^OJA.Ei VRMVZEM
DE
AS ReceDeu-se um completo sortimento de
5 [i jl,; iruis de sndalo, boto para colele, 8P
5 estratos, esseucia e banha fina: na rua &
* da CadeU loja n. 23, de Gurgel & Per- E
Vinagre branco,
superior.
Veude-so vinagre branco superior em barris de
quinto, por pr do Recife n. 12, escriptorio de Bailar & Oli-
veira.
. Receueu-se 09 raats modernos cha-
peos do palha entintados com plumas ou
flores ; na rua da Cadeia loja n. 23, de
Gurgel 4 Prdirio.
Relogios dos memores fabri-
cautes, recebidos era di-
reitura.
Vendera-se relogios de ouro patentes inglezes
e suissos, lanto de ouro como de prala (oleados
n dourados patentes orisonlaes, de modellosos
mais bonito: na casa de Joao da Silva Paria,
rua da Cruz n. 30J
Joaquim Francisco dos Santos,
40 RUA DO QUEMADO 40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
19000
Chales de merino.
Chales de merino bordados, franja de seda, a
SftOO, dilos estampados a 3;00.
Paletots escuros.
Paletots escuros a 2jf600 cada um, cambraia
organdys a 500 rs. a vara, ditas milito finas a
! 640 rs., baldes de malha a 58, dilos lepados a -4J,
lencos brancos a 1$800 e 2g, algodao cora 8 pal-
mos de largo a 60U rs. a vara.
Ricos manteletes.
Os mais modernos nnwileleles pelo preco de
30O0O.
Loja das 6 portas
em frente do Livf amento
I.iaziiili.is a .100 rs.
Camisinhas muilo bonitas rom duas larguras
para vestidos de senhora a 500 rs. o covado, cor-
tes de riscado francez para vestido a 29, sa;as
linho de cores a 1*500 o corte, meias croas
para homem a 18200 a duzia, camisas do
linho nflelas a 3200O a duziaf pecas de
madaiolo fino a 47l50(i, corles de lanzinba
muilo fina com 15 covados a V|6< 00 rs., ca-
misas de cores e brancas de 19500 a 3000,
e outras muitas fazendas r,or menos do sen
valor para fechar con las.
Compendios
TARA
Instruccao primaria.
Grammalica portuguezn, ultima edican, pelo
professor Castro Nones, encaderoada.cnrlanada e
brorhiirada. ariihmeiica pelo mesmo rarionada,
carias de Abe, tanoadas, calheeismos de donlrina
ehrisln, paulas, Sinio de Nantua, Econonda da
Vida Humana, ludo por mui scommodado preco :
na rua do Imperador n. 15.
Vende-se orna boa ovelha parida de pou-
eos dias, com uma cria muilo esperta : no caes
do fiamos n. A.
Vende-se urna boa escrava ainda moca e de
boa conduela, que sabe perfeiiamenle coser, cor-
lar vestidos e roupoes. trahalha em lahyriothos,
i prntea qualquer seniora ron de tcideza, e en-
balao parr menina a 3j}500, duas para senhora a ,, ._ .._._
gomroa algumn cousa : qiiem a qu zer comprar
4|}500e 5}) ; d-so amostra com penhor
estA aberta at as 9 horas da noite.
A loja
Seda de quadrinhos muilo fina covado
Knfeiies de velludo com froco prelos e
de cores para caneca de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraias e seda lapada e
transparenre, covedo
Luvas de seda bordadas e lisas para
senhoras, homens e meninos
Lencos de seda rxos para senbora a
39000 e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de lodas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lencos de gurgurao prelos
Iticas capellas brsncas para noivados
Saias balo para senhors e meninas
Tafets rxo o covsdo
Chitas franceza a 260, 280, 300, e
Cassas francezas, a vara
2*500
89500
29000
500
93*0
9500
Seiim prelo azul e encarnado proprio
para forros com i palmos delargnra
o covado
Casemiralisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos, ees-
lampados de lodas as qualidades
Seda lisa prela e decores propria para
forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos cortes de seda prelos e de coros
com 2 saias e de babados
Ditos de gar.e e de seda phaninsia
Chales de loquim muilo finos
Crosdenaple preto e de cores de todas
as qualidades
Seds lavrada prela e branca
Capas de filo e visitas de seds prela
com froco
19600
29000
19500
Resumo de potica.
Indispensavel para os prximos exames derhe-
lorica ; est venda na livrria classica, n pra-
ca de Pedro II n. 2, a 500 rs. cada exemplar.
Attencao.
Mil no, farinha e farello.
Vende-se continuamente saceos grandes com
farello de Lisboa, milho em sarcas, feijao mu-
lalinho e amarello, arroz de Maranbao e do cas-
ca, cnurinhos de cabra curtidos, e ludo se ven-
de por menos do que em oulra qualquer parle:
no pateo de S. redro n. 6.
IWzepius para senhoras e meninas,
proprias (por serem de corea] para os bellos pas-
soos do campo : na loja do vapor, na rua Nova
numero 7.
Cera e sebo.
Vende-se cera de carnauba a 99 a arroba, sebo
refinado do Porto, em caixea o em barricas a
109 0 109500, velas de composicao simples a
14S : na rua da Cruz, armazem n. 33.
dirija-se luja de Joo da Ciidha Magalhies, na
roa da Cadeia do bairro do Recife, que dir quem
a vende.
Attencao.

Vende-se uma loja de fnnileiro com poneos
fundos, propria para principiante, no pateo do
Terco em bom lugar ; quem a pretender, dirja-
se a rua da Cruz do Recife. n. 23, ou #oa da
Moeda, armazem n. 7 : vende-se a dinheiro ou a
prazo.
Vendem-se dous escravos chegados ha pou-
riave soilimcnto por precos a animar aos com-
pradores, na certeza que nada sahtr para amos-
Ira ; e outro sim niio se vender a meninos e a
escravos para evitar, duvidas.
Buralo para acabar.
Pacas de cambraia defieres para cortinados
3^200 a pera, chita franre?a roxn com toquo de
moto a 220 o covado algodao a 33, 3f40O. 380O
e 4r800, rom 22 jardas, modapoloes a 41200
4P40O. 48600. 555(0. 56f;0 e jyoo a pee-, ris-
cadu.ho muido a 160 o covado, brim de linho
branco fino a 1jjt(l(l a vara, chales de lia escuros
a lftSOO, sravalmhas a Pinaud de linho a 500 is ,
na oe srl'm a 5dC rs., Uncos t-ranes grandes a
25700 a duzia, chapeo!; de fellro a 4 e 8g&00,
conos de casemira a 3J, algodao de duas larguras
a 600 rs. a vara, cmbala de cores milito lina a
600 rs. a vara, miles de cambraia de cores a
2JS00, sro.sdenaple a 1?f700. l$90O. e 2&100 o co-
vado. meias linas para senhora a 5g a duzia : na
loja dji rna do Passeio Publico n. 11.
Vende-se una esrrava de nacao Angola e
de boa conducta, o motivo da venda se dir ao
comprador : em Fra de Portas, rua do Pilar
numero 102.
Peneiras de rame a (>#.
Peneias de rame proprias para paitara e re-
finacao, pelo baiatissimo preco de 6? : na loja de
ierragens de Vidal & Basios', rua da Cadeia do
Recife n. 56 A.
Vendem-se 2 burros de raca hespanhola
legitima : a tratar na rua do Vigario n. 10, pri-
meiro andar, onde tambera tem farelo de Lisboa
superior.
Vendem-se sapatos, e chapeos de palha de
carnauba, vindos do Aracay ; na rua do Vigario
n. 18. primeiro andar.
Escravos fgidos.
Attencao.
i
Fugio no dia II do correle, do sitio da viuva
Carvalho no Manguinho. um macaco muilo man-
so : quem opegou, levando no dilo silio, ser
gratiticado.
Fugio no dia 15 do corrente, da casa do tu-
tor do menor Ricardo Maurillo da Silva Pvo,
uma esrrava periencente ao mesmo seu luielido,
rtijossignaessao os seguinles : idade 9 a V) an-
nos. moito prela, bstanle gorda, maos curtas,
cabeea chl., lem os denles da frenie, por esia-
rem agora nascendo, uns maiores que oulros, le-
vun vestido um timao do hita com que eslava
em casa : roga-se, pois, as autoridades poluiaes
e capilaes de campo a appiehendarn o levem .1
casa do mesmo tutor, rua do Caldeire.ro n. 52,
que scro recompensados.
Escravo fugido.
um m_ulalorlrn, nigio, com pannos prelos
na maca ^o rosto, representando ter 25 annos
de dde, natural do (lio do I'eixe, chamado
boa engommadeira e coinheira, e uma cabrinha r.'.i'h"'"'? ao """V1.0 i "Pl'OP-se mais que sua
mutner de nome Mana tamhem o acompanha.
de 5 annos ; na rua da Cadeia do flecife n. 10.
Calcado de Melis.
tevan.io um pequeo bahi de (landres : roga-so
as autoridades policiae e a outras quaenjuer
pessoas que o prendim, e remetlam ao seu se-
^e, grosso do corpo. alvo, de nome Casslano/
"'o do Rio Grande do Norte ou Parahiba, fui
escravo do Sr Joaquim da Silva Pessoa e vendi-
Vende-se um escravo crioulo de
idade de 21 annos, inulto sadio, bonita
figura e bom olhcial de caraptna, tana- peto Sr. Francisco Tiburcio da Silva Neves :
bem abe bolear : a tratar na rua Real 1ro*B-sp M autoridades de o pprehender e lera-
a Xi ._____. 7, "aius neai I lo rna Direita n. r36, escriptorio do Sr Frau-
do MondegO Sobrado n. 6. cisco Mathias Pcrcira da Cosa.
-*-



fi)
DURtQ DE PRNAMBUCO. TERgA FEIRA 20 DE NOVEWBRO DE 1860
Litteratura.
FILIIA DO MEDICO.
Cont phantastico.
do mundo, que Giovanni Ihe responda como
urna crianca.
Sua alma era como um fresco ribeiro que r-
benla pela vez primeira. Tinha tambem pensa-
menlos que sahiam como de um manantial pro-
fundo, e imagens vivas como os rabis e dia-
mantes.
De vez em quando o mancebo maravilhavs-so
vendo-se no jardim com aquella quem prestir
to terriveie cores, e cujas qualidades se Ihe li-
aban apresentado de nianeira horrorosa. Era el-
le msalo que fallo va com Beatriz como se fos-
sem irmaos ? As suas reflexes uo duravam mais
que um instante, porque o effeito do carcter de
Beatriz era mui positivo para que se nio fami-
liarisasse com ella.
Depois de passeiarem em to agradavel inti-
midada pelo jardim, acharam-se de novo junto
fonte onde eslava o arbuslo das lindas flores
O perfume que exhalava era o mesmo que Gio-
vanni aitribuira ao hlito de Beatriz, com a
diflcrenca de que o da planta era mais forie.
Quando Beatriz clhou para esta, Giovanni ob-
servou que punha a mi sobre o coragao co-
mo se sentisse repentinamente pulsages dolo-
rosas.
E' a primeira vez na mioha vida, disse a
filha de Rapaccini, que mo esquejo de ti.
Recordme, senhora. que me promettcu
um desses vivos rubis em troca do ramalhete que
tive a feliz temeridade de langar i seus ps. Per-
miita-me colher urna dessas flores para lembran-
ga desla conversago.
Com a mao eslendida, Giovanni dirigio-se pa-
ra o arbusto ; mas a donzella tomou-lhe o passo,
dando um grito que Ihe atravessou como um pu-
nhal o coragio. Pegou-lhe na mi e tirn-Ih'a
com todo o vigor possivel em urna pessoa dbil.
O tremor da mao de Boalriz fez estremecer Gio-
vanni.
_ N5o Ihe loque, exclarrou ella angustiada,
anda quando se trate da sua vida I.. Essa planta
fatal
E cobrindo o rosto, desappareceu.
Seguindo-a cora a vista, o mancebo vio o
fraco e paludo Rapaccini occulto na sombra da
estatua do lempo. Ha quanto lempo estara
ali? ~
Apenas Guasconli se achou no seu quarto, re-
presentou-se-lhe, na ardenle imaginagij, Bea-
triz com lodos os dons que Ihe descobria, e os
suav
da de
es sentimenios de que era dotada. Adorna-1 hornera admiravel___Nao obstante, nao
le todas as preciosas qualidades da mulher, que um empyrico; eisa razio porque nio p
mais
. porque nao podem
era digna de ser amada o capaz por sua parle de lolera-lo o* que respeitara as boas tradicges da
todo o herosmo do amor. O que considerara co-! sciencia medica.
nio provas de terrivel singularidade da sua na- | Em suas pratcas com Beatriz, Giovanni, como
tureza physica e moral, tinha elle condemnado ,j disscmos, tinha sido aljamas vezes alorracn-
ao esquecimento, ou a subtil lgica da paixio o lado por crueis suspeitas. Mas a donzella apre-
tioha transformado em coroa de ouro, que dava i senlava-so-lhc com tal candidez e naturalidade,
mais realce i Beatriz. O que Ihe pareca abo- lio cariohosa e sincera, que o retrato feilo por
rainavel, converlcrs-se em novos encantos, ou [ Bagloni parecia-lhe eslranlio e incrivel. como
perda-se entre as ideas vagas e sem forma, que se nunca tiresse acreditado as suas prraeiras
enchera as escuras regies que passam alera das | irapresses. Iiorriveis recordages eslavam li-
que sao perfeilamente conhecidas. | gadas iquella encantadora menina. Giovanni nao
Assim passou Giovanni a noit, at que a au-jesquecia o ramalhete que minchara na raio de
rora comecou despenar as flores do jardim de | Beatriz, nem a mariposa mora sem outra causa
Rapaccini. O sol appareceu i hora do costurae ; visivel alm do seu hlito. Por outra parte es-
e ferindo com seus raios os olhos do niincebo, tes incidentes, dissolvendo-se no espleudor pu-
acordou-o para quo soffresse urna dor, porque \ rissimo da donzella, nao linham aos olhos de
em breve sentio urna picada aguda na mi di- Giovanni valor real, e s Ihe pareciam imagina-
(Conlinuagao.)
Isso nao. O rapaz filho d'ura autigo ami-
go meu, e nio quero Ihe succeda urna desgracs,
que ossegredosda minha sciencia pdem estor-
var. Alm disso, urna falta de vergonha intoln-
ravel que Rapaccini quelra arrancar-rae das
mios, por assim dizer, este rapaz, para ensatar
n'elle suas infernaes experiencias 1... estaremos
alerta. Talvez, doulissimo Rapacini, eu le faga
guerra onde menos o esperas I
Entretanto, Giovanni tinha dado urna volla. e
achava-se emfim porta da sua casa.
Ao transpor a ombreira. enconlrou a velha
Isabel, que sorria affecluosamente, e pareca que-
rer chamar-lhe i attengio ; mas foi debatde,
porque a cffervescencia dos sentimenios do Gio-
vanni fra substituida por triste e fria indiTeren-
ra. Pixou os olhos no rosto enrugado que Ihe
sorria, mas sem dar sgnaos de perceber. Entao
a velha puxou-lhe pela capa.
Senhor, senhor 1 murmurou ella, sempre
com o sorriso nos labios. Escute, senhor... Ha
urna porta secreta para entrar no jardim 1
Que diz? Exclamou Giovanni voltando-se
do repente. Urna porta para entrar no jardim de
Rapaccini ?
seio I scio I mais baixo, murmurou Isabel
tapando-lhe a bocea com a mo. Sim, no jar-
dim do respeitavel medico, e poder ver todas as
suas flores. Muitos mancebos de Padua dariam
rauito dinheiro para entrar all.
Giovanni Ihe deu urna moeda de ouro.
Ensine-me o caminho, disse.
Lima suspeila, nascida porventura da con-
versacao com Baglioni, cruzou pela imaginario
do mancebo.
Talvez esla intervengo de Isabel tivesse rela-
rio com a intriga mysteriosa, que, segundo o
professor, Rapaccini urdia contra elle. Mas.
apesar de o perturbar, esta suspeila nio conteve
Giovanni.
Desde o momento em que vio a possibllidade
de acercar-se Beatriz, flgurou-se-lhe ser obri-
gado & faze-lo.
Que Ihe importava que fosse um anjo ou um
demonio? Sentia-se irresislivelmonte altrahido
sua rbita, e nio poda evitar a lei que o obri-
gava descrever ao redor della circuios cada vez
miis eslreitos, al que chegasse um resultado
que era sequer poda prever.
E nio obstante, cousa singular I occorreu-lhe
urna duvida repentina : se esto ardenlu interesse
que tinha por Beatriz era illuso ; se nio era
verdaderamente bastante profundo e real para
de.sculpar a temeridade que o arrastava urna
situaran de incalculaveis consequencias, era
apenas capricho de mancebo, que nadaou quasi
nada tinha de commum com o coracao ?
Deteve-se.... vacillou.... retrocedeu um pas-
so mascontinuou o seu caminho.
Isabel fez-lho atravessar muilos corredores, e
abri por fim urna porta.
Giovanni transpoz o limiar, e abrindo passa-
gera pelos densos ramos d'um arbusto, que co-
briam a porta secreta, achou-se debaixo da
janella do seu quarto no jardim de Rapaccini.
Qi antas vezes succede, que desvanecendo-se
certos impossiveis, e tornando-se os sonhos em
realidades palpaveis, nos sentimos tranquillos e
cheios de sangue fri no meio de circunstancias
cuja previsio s nos fzera delirar de alegra ou
de dr I O destino corapraz-se era zorabar assim
de nos. A paixio escolhe o insatnte quo Ihe
apraz para vir scena, o nio o verifica quando
a siluagio parece requere-lo. Isto succedeu
Giovanni.
Todos os das o sanguo inftammado Ihe fazia
bater o pulso com a idea improvavel d'uma con-
versacao a sos com Beatriz no jardim, onde,
animado com o brlho oriental da sua belleza,
podesse snrprender-lhe nos olhos o mysterio
que elle julf-ava enverna da propria existencia.
E nesle momento reinava era seu coragio sin-
gular intempestivo socego.
Alongou a vista velo jardim, e nao vendo Bea-
triz nem seu pai, comecou friamenlo examinar
as plantas.
O aspecto de todas e de cada urna dolas des-
gostou-o ; a sua magnificencia parecia-lhe vio-
lenta i sobrenatural.
Raro era o arbusto que nio leria assuslado o
viajante ao atravessar a selva, parecendo-lhe que
urna figura d'outro mundo lho lancava terrive-
is olhos. Oulros teriam ferido a sua sensibilidade
com o aspecto artificial, indicando quo houvera
nelles tal mistura de vegoiaes de diversas es-
pecies, que o seu produelo nao era j o ser
creado por Deus. mas um monstruoso bastardo
da imaginaco depravada do hornera, brilhando
com funesta e fallaz belleza.
Aquellas plantas eram provavelmento rosulta-
do de experiencias, que tinham chegado for-
mar, pela allianca de dous formosos individuos,
um coraposto possuindo, synistro e mysterioso,
o carcter revelado emquanto crescia naquelle
jardim.
Finalmente Giovanni nao conheceu mais de
duas ou tres plantas em toda a colleccio, e es-
sas eram do especio multo venenosa.
Emquanto se oceupava nesle exame, ouviu a
rogar do um vestido de seda; e voltando o
cabeca, percebeu Beatriz que sahia da porta es-
culpida
Giovanni nio ponsava no que faria em t>l con
jnnelura.
Desculpar-se-ia de ler entrado no jardim ou
admittiria o facto, como consentido pelo medico
Rapaccini ou sua llha? Mas o ingenuo modo de
Beatriz tranquillisou-o Esta seguio alegremen-
te o caminho, e enconlrou o mancebo prximo i
fonte. Na physionomia retraiava-se-lhe a sor-
preza, misturada de alTabilidade e de contenta-
ment.
Gosla de flores? disse sorrindo, o alludln-
do ao ramalhete que se Ihe deitra da janella.
Nao estranho por isso que queira ver a colleccio
de meu pae. Se elle aqui estivesse, podia di-
zer-lhe militas cousas acerca das extraordinarias
propriedades destas plantas, cujo esludo ex-
clusivamente se dedicou.
Tambem a senhora, ser cerlo o que se
diz, condece as virtudes deslas magnificas flores.
Se tivesse a boodade de ser meu preceptor, creia
que faria mais progressos do que com o proprio
Sr. Rapaccini.
Empregam l por fra o tempo em cousas
tio fnteis ? perguntou Beatriz sorrindo Dizem
que cooheco a sciencia de meu pae ? historia.
Anda que lenho sido creada entre estas flores,
nio deslinguo mais que as suas cores e perfu-
mes, e s vezes creio que renunciara mesmo es-
la pouca sciencia. Ha aqui flores, e nio das
mais formosas, que me iucommodam bastante.
Rogo-lhe nao creia o que dizem da mioha sci-
encia. Nio acredite, a meu respelto, se nao o
que vir com os prounos olhos.
E devo acreditar tudo o que tenho visto?
perguntou Giovanni, tremendo com a recordacao
das scenas que presencera. Nao: mande-rae
acreditar s o que rae disser.
Beatriz comprehendeu-o de certo ; vivo car-
mm Ihe subi s faces; mas olhou para Gio-
vanni, o respondeu com o orgulho de urna rainha.
Sim, mando-lhe esquecer quento tenha
imaginado. O que Ihe tera parecido certo, pode
ser falso. As rainhas palavras, porm sao a ex-
pressio d'um cotago que nao sabe fingir. Acre-
ilite-o.
O seu rosto inflammado brilhou aos olhos da
consciencia de Giovanni como a luz da ver-
dado.
Emquanto fallava, espargia ao redor de si to
delicioso, anda que ephemero perfume, que o
preoecupado mancebo ousava apenas respirar.
Era talvez a fragrancia das flores Podia o h-
lito de Beatriz embalsamar de tal modo as suas
palavras ?
Giovanni esleve quasi desmaiar; mas a ver-
ligera passou como sombra; pareceu-lhe lr
atravs dos olhos daquells encantadora creatura
at ao fundo d'alma, e j nao senta duvida nem
temores.
O rubor de Beatriz tinha desapparecldo. Tor-
nou-se alegre, e pareca que as relages com
Giovanni Ihe causavam prazer seraelhante ao
que sentirla a pessoa que habilasse urna ilha
deserta conversando com um viajante do mundo
civilisado.
iKssr : sres. u* 11 -g- *
forcou-se por deavaoec-las,e re.pouueu com a
confiaoca de um namorado;
O senhor professor foi amigo do meu pae...
e lem talvez tenco de o ser do filho. Com o
roaior respeilo, pois, peco que me nao falle
nisso. Nao conhece Beatriz, nao pode compre-
hender a injuria que Ihe faz fallando della de
maneira offensiva, ou mesmo ligeira.
Pobre Giovanni 1 replicou o professor com-
passivamenle, conheco essa desgranada menina
melhor do que pensa. E' preciso que Ihe diga a
verdade acerca do envenenador Rapaccini e de
sua to venenosa como bella filha. Sim, por
que anda que o aenhor attentasse contra as mi-
li has cias, nao lograra impor-me silencio I A
fbula da India realisou-se em Beatriz, gracas
profunda e mortal sciencia de Rapaccini!
Giovanni deixou escapar um gemido e escon-
deu o rosto.
O amor natural de um pae seu filho. con-
tinuou Baglioni, nao baslou para impedir que c-
ferecesse sua III ta como victima paixio insen-
sada pela sciencia. Porque (facamos-lhe justca)
nunca um verdideiro amante da sciencia dislilou
o proprio coragio n'um alambique. Que destino,
pois, espera o senhor? Nao ha duvida que ser
submeltido alguma experiencia, cujo rusnltado
seja porventura a morte ou alguma cousa an-
da mais terrivel. Quando tem diante destoque
chama o interesse da sciencia, Rapaccini nao va-
cilla.
Isto um sonho, murmurou Giovanni, um
verdadeiro sonho I
Animo I anda estamos lempo de soccor-
r-lo. Talvez consigamos restituir essa desgra-
nada creatura aos lmites ordinarios da natureza
que a loucur.i do pae Ihe fez ultrapassar. Eis es-
te frasco deprata ; obra de Benvenuto Cellin,
e digno de ser oflerecido dsma mais forroosa
de Italia como presente de amor. Mas o seu con-
tedo de inapreciavel valor. Algumas gotas
deste antidolo neutrali.sariam os mais violentos
venenos dos Borgias. Nio duvido da sua effica-
cia contra os de Rapaccini. D Beatriz esle
frasco e o seu precioso licor, e espere confiada-
mente o resultado.
Baglioni poz sobre a mesa o frasco, e retirou-
se, como para deixar que as suas palavras ope-
rasseni no espirito do mancebo.
Derrotaremos Rappaccini, pensou emquan-
to desciaa escada ; mas coufessemos que um
reila, era que Beatriz Ihe pegara quando elle
quiz cortar a flor. as costas das mios loha, em
marca roxa, o signal de quatro dedos, e no pulso
o do pollegar.
Oh com que tenacidade o amor (ou a appa-
rencia de amor que brota era nossa imaginaran
sem tancar raiiei no coracao), com que tenacida-
de guarda a f atchegar o momento em que de-
ve desvanecer-se como ligeiro vapor I
Giovanni atou um lonco na mi, come-
cou scismar que insecto Ihe teria mordido,
e esqueceu do pressa a dor pensando em Bea-
triz.
Depois da primeira pralica, o que chamamos
destino nao podia prescindir de apreseular se-
gunda, logo lerceira, quarta, at quo a reuniao
cora Boalriz no jardim deixou de ser um acci-
dente, para ser a vdi intoira de Giovanni ; por-
que o esperar antes, e a recordacao depois, oc-
cupavara o resto. O mesmo succedia filha do
medico. Espreilava a apparigio do mancebo, e
corra para elle com tanta familiaridade como se
tvessera sido, e anda fossem corapanheiros do
infancia. Se por acaso elle nao apparecia hora
convencionada, Beatriz sita va-SO debatan da
janella. e fazia subir ao quarto os melodiosos r-
cenlos da sua voz, que echoava sempre no cora-
cao do mancebo :
Giovanni! Giovanni I porque lardas? Vem I
E esteapressava-se cm descer ao edn de veuc-
nosas flores.
Mas apezar de til intimidado, havia no proce-
diraento de Beatriz tio rgida reserva, que ima-
ginario de Giovanni se apresentava a idea de a
quebrar. Segundo lodosos indicios, amavam-se ;
os olhos haviam transportado o segredo do seu
amor d'ura coragio ouiro, como se fra dema-
siado sanio para ser publicado. Tinham por ve-
zes fallado d'iimur cora elTuscs apaixonsdas, em
que sua alma sahia misturada cora as palavras,
seraeiluntes s linguas de um fogo mnilo lempu
ces fallazes, apezar do tesleraunho des seus sen-
tidos.
Ha cousas mais certas que o que vemos, mais
reaes que o que apalpamos. Por essa razio fun-
dara Giovanni a sua confianza em Beatriz, anda
que antes pela forra rresistivel das nobres quali-
dades desia, do que pela profunda e generosa f
que o animava.
Neste momento, porm, o seu espirito era in-
capaz de sustentar de sustentar-se na altura do
prlmeiro enlhusiamo amoroso. Cun, duvidou, e
arrastou por torra a alvura daimagera de Beatriz.
Nio renunciava ella ; mas desconfiava. Quiz
obler urna prova decisiva, que o convencesse da
existencia 'aquellas terriveis singularidades, quo
uo poda admiltir era urna natureza physica sem
certa monstruosa analoga com a natureza espi-
ritual.
Na distancia em que se achava. os olhos po-
diara ler se engaado respeilo do lagarto, da
borboleta e do ramalhete ; mas se podsse ver de
perto murchar sbitamente flores virosas na mi
de Beatriz, nio tinha lugar a duvida. Correu, pois,
i urna loja onde se vendais, flores, e coraprou
ura ramalhete, e:n que brilhavaru anda as gilas
do roco da madrugada.
Era a hora da sua entrevista diaria cora Beatriz.
Antes de descer ao jardim, Giovanni corapoz-se
ao esoelho, vaidade natural em um rapaz, mas
que denoUva certa levianJade do sentimentos, e
porventura falla de sinecrid ule no momelo om
que eslava tao inquieto c perturbado. Vendo-se
ao espclho, julgou que nunca as suas feigoes
tinham sido raais graciosis. os olhos mais bri-
Ihantes, as faces animadas de mais superabun-
dancia vital.
Ao menos, o seu veneno nio se tem infil-
trado na minha economa Nio estou como a
flor que murcha cm suas mios ; pensou Gio-
vanni.
Ao mesmo lempo
olhou para o ramalhete que
occulto ; e todava, nio houvera nem um beijo,! tinha na mi. Ura eslremeciraenlode indeliu-
nera um aperto de mi, nenhuma das lernas ca vel horror Ihe percorreu todo o ser. quando vio
ricias que a paixio santifica. Nunca Giovanni lo- | aquellas flores, anda cobertas de roco, inclina-
cira era um cabello de Beatriz ; nunca o vestido j rcm-se j : pareciam apanhadas da vespera. Go-
desta, agitado da brisa, rogara pelo de Giovanni. | vanni empallideceu, e ficou como petrificado di-
Nas poucas occasies om que esto pareca que- \ ante do espelho, olhando aterrado para a propria
rcr passar alm, Beatriz moslrava-se lio triste e iniagem. Recordara-se da observagio de Ba-
severa, que nio linha necessdade de pronunciar
urna palavra para conl-lo. Niquellas occasies
estremeca elle com as suspeitas que sahiam, co-
mo outros tantos monstros.do seu peito, e otha-
va-a tilo : a paixio enfraquecia ; s as duvidas
subsistan). Mas quando mais larde Beatriz so-
cegava, deixava de ser a crealura mysteriosa
quem com tanto-terror olhava, para tornar
ser a formosa e ingenua donzella, cujo espirito
elle conhecia melhor que nenhuma outra cousa
do mundo.
Muilo tempo decorrera desde o ultimo encon-
tr do Giovanni com Baglioni. Urna manhia foi
aquello desagradavclraenle sorprendido pela vi-
sita do professor, em quem raras vezes pensara
durante muitas semanas, o quera esqueceria de
todo cora muilo gusto. Presa de prodigiosa exci-
lario, nio podia supportar a sociedade dos que
se nioachavam em perfeita harmona com o seu
estado presente, e nio era de esperar tal harmo-
na do professor Baglioni.
Comegou este fallando com indiTerenga dos
rumores que corra ni na cidade, e era seguida
langou-se era outro assurapto,
14 ha pouco um amigo autor classco, disse,
e achei ah urna historia que singularmente me
interessou. Trala-se de um principe indio que
presentoau com urna formosa mulher Alexandre
Magno. Era seductora como a aurora, e bella
como o sol do occidente; o mais nolavel porm
era a fragancia do su hlito, fragancia mais ex-
quisita que a quo se aspira em um jardim de ro-
sas da Persia. Alexandre (cousa natural em um
joven conquistador IJ namorou-se ao priraeiro
olhar da encantadora desconhecida ; mas um me-
dico sagaz, ali presente, descobrio um segredo
terrivel.
Qual ? perguntou Giovanni baixado os
olhos.
Essa bella mulher, conlinuou o professor,
tinha sido creada com venenos desde que nascera,
e eslava tao saturada delles, que se convertera
ella propria no raais mortal. O veneno era o seu
elemento de vida. O perfume do seu hlito cm-
pegonhentava ao ar. O seu amor seria ura vene-
no I os seus abragos raorlaes 1...... Nio uraa
historia maravlhosa ?
Urna fbula para creangas, disse Giovanni
levantando-se com impaciencia. Admira-me que
quem se ocenpa em estudos serios, gaste o tempo
lendo taes desatinos.
Oh I disse o professor olhando com inque-
caojfoda de si; que cheiro tio particular est
neste quarto I E' delicioso, porm incommodo ;
se tivesse derespira-locom frequencia, creio que
me faria mal. Parece o aroma de flores.... mas
nio as vejo aqui.
Porque as nao ha, respondeu Giovanni cm-
pallidecendo ; creio que apprehensio sua. A
lembranc.a ou pensamento de urna cousa, faz-nos
acreditar fcilmente na sua realidade.
Sim; mas eu nio eslou tio sujeito taes
apprehenses ; ese pensasse em uro cheiro, seria
no de alguma droga de botica, de que os meus
dedos podlara eslar impregnados. Dizem que
Rapaccini junta aos seus medicamentos aromas
mais suaves que os da Arabia. Sera duvida a
formosa e sabia Beatriz administrara aos seus en-
fermos bebidas tao doces como um hlito virgi-
nal ; mas desgranado de quem as tomasse I
O rosto de Giovanni mostrava as diversas cora-
pura e radiante filha de Rapaccini, pp-
le o coraco ; e esla supp
un luugiiiHua |>aui> ut> uiuvauui, ue sua mae e nou i o0mhra eiitneitnu me
irmaas, perguoui que auaran, tal ignorancia I ^SJSSSSSSSS' ? to,
cousas to simples, e fazia acerca de Padua. ou ...
a. !;.,... ^i.T. LX!j j. ... vu;Pnmlo-lhe o coragao ; e esta supposigao illumi-
de Giovanni. de sua mi e|nou mil romhr 2,noiin... m,V, CfD0 0utros
torlura-lo. Es-
glioni respeilo do perfume que Ihe pareceu
haver no quarto.
Nio podia ser outra cousa senio o veneno do
seu hlito I Tremeu entao, e levo horror do si!
Quando se restabeleceu dessa especie de estupor,
comecou examinar curiosamente urna aranha,
que fazia teia na velha cornija do seu quarto. Era
a aranha mais vigorosa e activa que linha vislo
pendida de ura lectu. Aproxiraou-se-lhe, e lan-
cou um largo e profundo suspiro. A aranha sus-
pendeu logo o seu Iralho ; a teia oscillou por
causa de um tremor produzido pelo corpo do pe-
queo artfice.
Giovanni langou outro suspiro mais profundo,
suspiro impregnado do veneno do seu coracio.
A aranha juntou as pernas convulsivamente, e
cahio mora dianto da janella.
Maldito, maldito 1 disse Giovanni fallando
corasigo. Tornas-to tio venenoso, que basta o
leu hlito para fazer perecer esse venenoso in-
secto ?
Nesle instaole, urna voz melodiosa eterna su-
bi do jardim.
Giovanni, Giovanni, j tempo I porque
tardas ? desee I
Sim, murmurou este, Beatriz a nica crea-
tura para quem o meu hlito nio mortfero.
Quizera que o fosse tambera para ella !
Giovanni apressou-se descer, e no mesmo ins-
tante se achou face face com a donzella, cujos
olhos brlhavara d'araor. Um momento antes a
sua colera r. desesperacio linham sido taes, que
desejava mala-la cora a visla ; mas era sua pro-
senga via-so submeltido muitas influencias reaes
para poder sublrahir-se-lhe imraediataraente. A
recordacao do amavel poder daquelle carcter de
mulher derramara muitas vezes em sua alma re-
ligiosa tranquillidade ; a lembranga de tantas e
lio ternas effuses tinha alTastado o que encobria
o manantial d'aquulle coragio, permittindo aos
olhos do espirito penelrar-lhe as transparentes
profundidades ; e se Giovanni Uvera sabido apre-
ciar aquellas recordages, ter-lhe-hiara ellas de-
monstrado que todo aquelle horrivel mysterio
nio passava de urna illusao grosseira, e que, ape-
zar da escura nevoa que pareca iuvolve-la, a
verdadera Beatriz era ura anjo do co.
Poslo que fosse incapaz desla sublime confian-
ga, a presenga de Beatriz nio perder anda para
elle todo o seu influxo.
O furor de Giovanni transformou-se em silen-
ciosa insensibilidade. Beatriz adevinhou no mes-
mo instante que entre ambos havia ura abysmo.
Passeiaram juntse taciturnos, e chegaram assim
fonte de marmore o ao tanque, no meio do
qual se elevava o arbusto das flores de rubis.
Giovanni assustou-se do deleite que em si co-
nheceu aspirando o perfume daquellas flores.
D'on le veio este arbusto? Perguntou Gio-
vanni de repente.
Greou-o meu pae, respondeu a donzella
com simplicidade.
Creou, creou I repeli Giovanni. Que qtier
dizer com i-so, Beatriz ?
Que um homemque lem penetrado atcao
amago os segredos da natureza ; e na hora em
que eu via a luz do dia pela primeira vez, nasceu
essa planta, filha da sua intellgencia, como eu o
era do seu sangue... Nao te cheges ella I conli-
nuou Beatriz, observando aterrada os mov met tos
de Giovanni. Tem propriedades que nao suspei-
tas .. Meu querido Giovanni, eu cresci e floresci
com ella, e tenho-me nutrido das suas emana-
res. Era minha irma, o eu amava-a affectuo-
samente, porque, ai I nao adevinhas ? Hara ama
sor te terrivel I.
Giovanni dingiu-lhe hesle poni lo sombro
olhar. que pila parou, tremendo. Mas a confi-
anza que tinha na sua ternura, fe-la corar por
haver duvidado um instante do seu amante.
Havia uraa sorte terrivel para mira, conti-
nuou. O fatal amor do meu pae sciencia sepa-
rava-me do mundo. At ao momento era que o
co te enviou, querido Giovanni, oh 1 era queso-
lidio lem vivido a pobre Beatriz 1
Essa sorte era rauilo rigorosa ? perguntou
Giovanni fizando nella a vala.
At ha pouco nio conheci lodo o seu rigor,
respondeu Beatriz cora ternura. Sim, porque o
meu coraco eslava sumido em umaespecie de
entorpecimento, quo Ihe permittia viver tran-
quillo.
O furor brotou da sombra tristeza de Giovanni,
como o relmpago sae do seio de urna nuvera
negra.
~" Maldita sojas gritou o mancebo transbor-
dando de colera, e desprezo. E porque te cau-
sava tedio a solido, separaste-me de todo o cs-
lor vital, e arrastaste-me regiio de tnexplica-
vel horror em que vivas I
Giovanni exclamou Beatriz volvendo para
elle fulgurantes olhos.
Nao comprehendera aquella palavra ; masater-
rou-a a violenta expressao cora que foram pro-
nunciadas.
Sim, mulher venenosa I repeli Giovanni
com raiva ; olha o que Ozeste 1 Murchasle-me ;
encheste-me as veas de veneno ; fizeste-rae lio
repugnante, tio horrivel como tu prnpria, que s
um monstro de horror 1 Bera I se temos, pois a
fortuna do nossa hlito ser para nos tio mortal
como o para os outros, unamos os labios em
um sculo de ineffavel odio, c morramos
assim I
Quo succedeu ? murmurou Beatriz com ura
gemido, saludo do intimo do coragao. Virgom
Santissima, tende piedade desta desgraca crea-
tura I
Rezas 1 gritou Giovanni com o mesmo in-
fernal desprezo. As orages sihiudo-te da boc-
ea, infestara mortalmente a athmosphera Sim,
sim, oremos 1 Vamos egreja, mellamos os do-
dos na pia da agua benta, e os que vierem de-
pois morrerao envenenados como nos I Fagamos
cruzes no ar e espargireraos maldicoo3sob*a ap-
parencia do symbslo sagrado I
Giovanni, disse Beatriz com socego, porque
dizes.palavras lio terriveis? Eu sou esse hor-
roroso ente que dizes; mas lu... Depois de
haver tremido mais urna vez ao aspecto da mi-
nha triste sorte, nio (eos que fazer senio sahir
daqui para te misturares com os teussemelhantes,
e esquecer que se arruta pela Ierra um monstro
como a tua pobre Beatriz.
Finges ignorancia ? disse Giovanni com
olhar ameagador. Olha o poder que me com-
municou a filha de Rapaccini !
Rcvolvia-so no ar um enchamo de mosquitos,
buscando o pasto que lhes proraellia o perfume
das flores d'aquelle jardim fatal.
Formavam remoinhos ao redor da cabega de
Giovanni, allrahidos evidentemente pelo mesmo
influxo que os guiara para muitas daquellas plan-
tas. I.ancnu elle um sopro, e sorrio amarga-
mente para Beatriz, vendo cahir morios muilos
daquelles insectos.
Vejo, vejo exclamou Beatriz ; a sciencia
de meu pae produz isso. Nio Giovanni, nao eu.
Nunca, nunca 1 o meu sonho amar-te : parti-
rs, mas gnardarei a tua iraagem no meu cora-
gio. Porque, acredita, Giovanni. ainda que o
meu corpo tenha sido creado com venenos, Deus
creou a minha alma, e esta pede ura pouco de
amor como o seu pi quotidtano. Mas meu pae 1..
Foi elle quera nos uni era tio cruel sympathia.
Sim, despresa-nte, mata-me I... Que a morte
depois das palavras que proferiste ? Mas nio di-
gas que sou eu Eu nio o faria, nem pela feli-
cidade eterna.
O furor de Giovanni exlinguira-se com aquellas
exclamages apaixonadas, sendo substituido pelo
doloroso e terno st-ntimenlo das relages intimas
e particulares quo existiam entre ambos. Pare-
ciam abandonados no meio d'ura deserto. Nio
devia (al soledadeunir mais estreilamente aquel-
le desgragado par? Se se odiassera, quera os
amara? Dentis pensou Giovanni, nio podia
tornar aos limites da natureza, conduzindo pela
mao Beatriz, salva por elle ? Oh 1 espirito fra-
co, indigno c egosta I podes crer em urna ditosa
uniio na Ierra, depois de haver ultrajado amor
tio profundo como o do Beatriz? Nio, j nio
ha esperanr.a. E' forgoso que ella ullrapasse,
triste e com o coragio despedarado, os limites
do inundo ; mister que lave as feridas em al-
guma fonledo paraso, para esquecer as penas
no esplendor da iramorlalidade. Ali encontrar
a felicidade.
Mas Giovanni nao o sabia.
Querida Beatriz, disse aproximando-se, em
quando ella se afastava como sempre, ainda que
agora por outro motivo ; querida Beatriz, a nos-
sa sorte nio ainda desesperada. Olha um re-
medio poderoso e quasi divino,como me assegu-
rou um medio muito sabio, composto de ingre-
dientes contrarios aos que teu pac erapregou pa-
ra reduzir-nos lio terrivel estado. Bebamos
ambos, para nos puricarmos do veneno que em
nos temos !
Oh! d-m'o, disse Beatriz eslctulendo o bra-
co para pegar no fiasco. Depois arcresrenlou :
eu bebo... mas tu, espera o resultado I
A donzella levou aos labioso antidoto de Ba-
glioni. No mesmo instante appareceu Rapaccini,
i o dirigio-se para a fonte de marmore. Aproxi-
mando-se, o paludo amigo da sciencia olhou or-
gulhoso para o encantador par. Julgar-se-hia
um artista quo. lendo passado a vida fazer um
quadro, ou um grupo de estatuas, est por lira
satisfeito do seu triumpho. O medico parou
o seu corpo curvado, endireitou-se ; eslendeu a
mi sobre os jovens, cora o gesto d'um pae que
implora do co a bengo oara seus fithos. Mas
aquella rao era a mesraa que lhes derramava o
veneno I Giovanni empallideceu ; Beatriz estre-
mecen convulsivamente, o levou amaoaoco-
ragin.
Minha filha, disse Rapaccini, j nao ests
s na Ierra I Corla umu flor d'essa planta, tua
irmia, e roga ao teu noivo que a receba como
signal do teu amor. Agora, j Ihe nao far dam-
no. A minha sciencio, e a sympathia que entre
vos existe, deram em resultado o levanta-lo so-
bre o commum dos homens, como t, filha, meu
orgulho e meu triumpho. s superior s outras
mulheres. Prosegu, pois, o vosso caminho no
mundo, adoranrio-vos mutuamente, e terriveis
para quantos se vos aproximen! I
Meu pae, disse Beatriz com vos fraca. o a
mao sobre o coragio, porque infligi sua filha
lo desgragada sorte ?
Desgragada I repetiu Rapaccini. Que que-
res, dizer, louca menina ? Pensas que urna
desgraga possnir dons maravilhnsos, contra os
quaes se despedazara a forra do iniraigo raais
poderoso? Desgragada quando podes fazer pe-
recer com um sopro o enlo raais robusto? Des-
gragada, por s to lomivel como formosa ? Pre-
feras a condigno d'uma dbil mulher exposta
lodos os ultrajes, incapaz de vingar-se ?
Eu quizera ser amada e nao temida, disse
Beatriz cahindo. Pouco importa j, tuou pae,
porque vou para onde o mal que se misturou no
meu ser passar como ura sonho... como o per-
fume d'cssas flores venenosas que nio me infl-
cionar mais... Adeus, Giovanni 1 as las pala-
vras do odio pesam como chumbo em meu cora-
gao. Oh I nio tem havido, desde o primeiro dia
mais veneno em ti do que cm mim ?............
?enhr pacien^'meus^rotilo^er^ & ""*"" *" < *"' ""
ristre contra os monhos de vento, mister gran-
de perspicacia e profundo conhecimento do bicho
para osdescobrir nos campos onde pelejara. Deus
os conserve para amostra do panno I
O caminho de Lisboa Cintra susritou-me re-
cordages de differeales especies e de datas mui
diversas. Logo S. Sebastio da Pedreira. onde-
as mulinhasseja dito com verdade para crdito
dellase da companhia coraecaram mostrar-sn
dignas da sua honrosa missio. vi urna casa que
eu sempre conhecera trsto pardieiro, esbofetca-
do pelas balas das nossaa guerras civis. em ten-
tativa seria de plena transformagio e grandioso
reparo com que um moderno capitalista destnou
engrandecer o sitio e dar Lisboa mais urna ha-
bilagao sumptuosa. Goslei.
Eu gosto, e at venero os caplaes que ser-
vem ao pobre cujo trabalho pagam, ao artista
cuja imaginagio incitam e cujos primores re-
compensara, mil industrias cujos producios
utilisam e consomem, e nacao cujos monu-
mentos acrescentara. Estes sim, que os deve o
povo e a naca,i ter por seus verdadeiros ami-
gos. Mas os outros, os que morrera com o di-
nheiro ensaccado em meias velhas e escondido
na palha dos cnxerges, depois de lereni vivido
urna triste vida de fome, de avareza, de desejo
de Bator fortuna e de sustos incessantes do a
perderem, esses... no Um de tudo, sao uns in-
felizes I
Mais adiante esl urna casa que me fez sauda-
des. Quasi assisli ali aos uliiinos momentos de
um honrado hornera que houve nesla trra.
Nio era nosso de origem, mas lio nosso o ti-
l'odeis'coniintiar. I nhara feilo as suas relages cora os Portuguezes,
a longa permanencia entre nos, e talvez a grata
lembranga dos lucros que Ihe dra aqui o com-
raercio de grosso trato que se enlregava, que
iienliuma outra casa era mais portuguoza de lei
que a delle, na franca hospitalidade com que to-
das as noites se abriara os seus saines e amiu-
culpera esta mioha cabega, coilada, que j nio
regula bem. Part para Cintra depois de ter con-
cluido a parte mais importante dos meus nego-
cios, e de lertrespondido nao sei quanlas car-
tas de pessoas que me cumprimentavam por cau-
sa da resolugo que eu tomara de ficar em Lis-
boa, segundo" ellas tinham lido nos jornaes mais
acreditados!
lia nesle mundo um certo numero de crealuras
nao me atreverei chamar-lhes pobres pobres
de espiritoque se divertem inventar historias
acercados oulros, e ida-las por verdade ao pu-
blico, quando nao acham occasiao de Ih'as veu-
derem em boa lelra redonda. Segundo estes me-
llantes cuja risivel influencia toda a minha vi-
da andei exposto Qco desla vez era Lisboa.
Agradou-me o clima, encanlou-me a limpeza e
polica da cidade, deixei-me ganhar das delicias
desla Capua e j tomei casa I
Oulros aflirmam que vou Palestina e ao Can-
caso. Alguna sabera que eslou preparando um
novo peridico chamado Polygloto, o qual ser
Eripio era todas as linguas da Ierra, esahir o
meiro numero logo que chegue de frica o re-
:tor negro, respeitavel socio effectivo de todas
as academias de Mozambique, Angola, S. Trime,
Cabo Verde e Gui. A restante caterva poly-
glota esl j postos. Finalmente, os que se
presam de melhor informados declarara categ-
ricamente que herdei urna fortuna sofrivel de ura
velho lio, e que j coraprei uns pardieiros Ar-
royos por trezentcs rail ris. Pobre gente I O
vosso brinquodo innocente.
Fui pois Cintra, e de carruagem. Nio me le-
nham inveja por isso. Olhem que a fortuna ea
felicidade andam mais frequenlemente p do
que em carruagem. E entao carruagem destas I
Vio ouvindo e lembrem-se que o ultimo passeio
S^J ^ r*te. fempro em coche.! a"ada7 vezes se punhi suraptuosamenle a sea
o alto de S. Joao, quer para os mesa, para acolher o tratar grandiosa e cordial-
mente lodos os homens notaveis quo entio
l'razeres.
Eu live minhaslentages de r no mnibus, pa-,por c? havl.a- quer fossem naluraes, quer es-
adarao corpo quatro sacudidellas boas; mas lran8elros- um capitalista digno de o ser.
io ousei arroslar a opiniio publica. Tinha nos sua ,,BM era d0 lao lino loque como o seu
ra
nio
dias antecedentes visto sempre sahir de Lisboa o
mnibus de Cintra quasi sem alma viva, e disse
com os meus botes : Os Ilustrados habitantes
da capital (estylo de cartaz de touros I) que nio
vio no mnibus, porque ha cousa. Latet an-
guis in carrossa. Nada. Vou de carruagem.
Mandei vir um cup da companhia eslabelecida
no largo de S. Roque, e recommendei que fosse
bom e esparoso, porque seriamos dous viajar.
Desta veza tal companhia prometteu, mas cura-
prio mal. Veio-me de l urna carroga velha a
qual era descendente, era linha recta feminina,
da sege que inspirou ao nosso Nicolao Tolenlino
o celebre soneto que anda na memoria geral, e
que at o imitador judicicioso do Anno Tres Mil
aproveitou para o seu livro. Eu nunca linha vis-
to coup tio ostreito e arruinado, como este resto
infeliz do terremoto !
Nio havia modo de fazer jomada em vehculo
lio deteriorado. Depois de parlamentar por
largo espaco com o llel da cavallariga bom
horaem, mas conscio da sua posigio como qual-
quer secretario de estado em primeira mao
consegu que me mudasse para um caleche que-
brado, e quo mandasse por elle duas mulliuhas
tropegas, queme pareceratn capazes de me leva-
ren! resguardado era cinco ou seis das I Tu pe-
quenas erara Esobre pequeas tio tristes co-
mo se as tivessem demitlido naquelle instante de
algum emprego rendoso e pouco irabalhoso, que
dizem luna provincia serem os melhores!
A's oito da raanhaa eslava finalmente em mar-
cha para o Roci, onde me,espera va com a mo-
derada impaciencia de que susceptivel, o meu
companheiro de viagem. Talvez reparem no
adverbio hialinenle logo ao comeger a jornada ?
Eu nunca fui grande doulor de adverbio nem de
con/utvcro, mas ueste caso, com verdade o tal
episodio da mudanga de capocira durou uraa
eternidade. Nos somos assim em tudo. Lou-
vado seja Deus!
D'ali seguimos para S. Sebastio da Pedreira, e
continuamos o nosso caminho por Sote Ros para
a villa que vio ruorrer o infeliz rei D. Alfonso VI,
sem ltberdade, sem esposa, sera reino e sem fa-
milia. Tinha um irmao. E'verdade que linha,
coitado Mas irmio assim, faca Deus que lati-
guera o tenha.
O leitor ha de desojar saber quera era o meu
companheiro de viagem, nem a
completa sem esse annexim. Tambem eu nio
promeiti fazer narragio completa. Onde ella o
nio fr, que a complete o leitor, e nao leri pou-
co que acrescenlar. Mas o companheiro de via-
gem pertencia s altas classes da sociedade, de
cujos particulares, s vezes semsaboroes, anda
a curiosidede publica sempre faminta Era al-
gum destes felizes mortaes que privara com os
ministros e que mais ou menos ajudam dirigir
a barca do oslado, que, de lanos pilotos que tem
tido, ji anda desgovernadinha de todo ha muilos
annos? Por fim de coutas, era algum liUerato
de valenle nomeada, deste que por qualquer
chiste menos reverente me arrancariam os cabel-
los, ou mesmo por alguma phrase benevolente
em favor delles.
Como o veneno fra a vida de Beatriz, o pode-
roso antidolo foi a sua morte ; de tal modo sou-
bra a arle deRapaccini manipulara a materia ve-
nenosa.
Assim morreu, aos ps de seu pae o de Gio-
vanni, a pobre victima do engenho do hornera,
da natureza contrariada, e da fatalidade que
acompanha 03 esforgos da sabedoria pervertida.
.Veste instante, o professor l'ietro Baglioni
appareceu janella de Giovanni, e com ar de
triumpho, misturado de horror, gritou ao sabio.
Rapaccini, Rapaccini I esse o resultado
definitivo da sua experiencia ?
Nathaniel Hawthorne.
( Poltica Liberal, de Lisboa ].
Variedades.
Recordacoes de um enfermo,
i
Para Cintra
E depois parli para Cintra. Depois ?!.... Esla
D'elles lilterados e nao dosj meus cabellos em
que nunca tive proa, e que al deixo arrancar
com deleile, quando a operario feta delicada-
mente. Agora ando cu ness.is dancas, com urna
erupcio na cabera, e p*ree-me que lien inicua-
mente descabellado. O' poeta do minha alma,
que mo perdoem os leus inanes, aquella som-
bra ve neranJa que me parece ver andar er-
rante por todo bairro de Santa Isabela carpir
saudades desta ierra que lio malcreada e gros-
seira foi sempre coradle; que rao perdoem, eu
nio ponho cabelleira! Vio-se erabora os ca-
bellos? Pois deixa-los ir. Andarei com a calva
mostra como qualquer botn medico ou respei-
lavel ex-presiden'.e de |conselho de ministros.
Sao oxemplo3 do lentar I
O meu companheiro de viagem nio fidalgo,
nem sub-secretario de estado, nem Iliterato.
K' um hornera que na edade de 14 annos encaixa-
ram era urna cadeia por constitucional, e dessa
primeira cstacao mandaram-o de peregrino por
quareuta e duas enxovias deste reino alea de
Moncorvo, da qual o exercito do duque da Ter-
ceira Ihe abri as portas. Em tal edade a educa-
gao recebida era quarenla eduas enxovias, ou d
cabo da melhor alma, ou a fortifica e salva para
sempre. O meu companheiro de viagem nao
perdeu neste amar<;uradissimo tirocinio. E' ho-
jo ura pae de familia extremoso, um amigo fiel
e um homem servigal como ha poucos.
Nao pira aqui a ladainha. E' do mais a mais
um dotidinho por msica. Por causa de um be-
mol ou de um sustinido capaz de por em pol-
vorosa a corte, o reino e al as ilhas adjaconies.
E j o fez J trouxo esta capilal toda alvnro-
gada era urnas guerras do alecrim e da mange-
ronae com seus jornaes od hocque se eu fos-
se chronica do theatro do S. Cirios procurar as
dalas desses eulliusiasmos hoje arrefecidos, des-
de logo o leitor ficava sabendo d6 quera -lho estou
fallando agora.
Eu nio quero dizer o nomo. Sou um folheli-
nista discreto, o que pela maior parte das ve-
zes, quer dizer mortalmente inspido, pois que
esta linda pacaoa do folhetim s anda ndia,
anafada e vigorosa quando a nutrem de indis-
criges. Nem ella vive de outra cousa, a lera en-
demooinhada I
De Lisboa at Cintra nio nos aconleceu oe-
nhum dos casos que abrilhantam, esmaltara, cn-
vernisara e dio urna certa cor potica s viagens
de quasi lodosos escriptores. Ladres de estrada
acabaram. Nem j se encontrara no pinhal da
Azambuja. Occupam-se de oulros misleres, que
eu nao digo para me nio chamaren) in lingua.
No fim de tudo, creio que se couverteram e de-
poserara os bacamarles aos ps da civilisagio
material do nosso secuto.
Agora emprestam os seus capilacs 20 por
cenlo ao mez sobre penhor, para ajudarera os
nfccessilados. E' um modo de restituir como
qualquer outro I Santa gente I
E cavalleiros andantes? Tambem j nio ha,
nem dos quo nos encantarara ao ler o l'almeirim
de Inglaterra, nem dos que nos flzeram nr no
livro de Cervantes. Pois nem Quizles, nem Dul-
cineas, nem Sanchos? Aqui para nosfique s
no- regimentainda ha alguna, mas como nao
(razem na cabega a baca do barbeiro por elrao
de Mambrino, e como nao andam pelas estradas
ouro.
Mais de dez annos decorrerara j depois que
desappareceu d'enlre os seus amigos. A que Ihe
fra grata.companheira dos trabalhos da vida nio
tardou em segu lo. Neste mesmo caminho de
Cintra a lomou a morte de improviso, na mesma
estrada, nio longe, porm mais adiante do sitio
onde fallecer o marido, como se a Providencia
quizesse symbolisar em urna casualidade de lu-
gar o modo da rcuniio destes dous entes no seio
do Eterno.
Nio sei se o leiior gostaria de que eu o desvias*
se destas cogitages lgubres, dissertando tonga-
mente acerca do Oio Tna da quinta das Laran-
gei ras e i respeilo da propriedade chamada Beau
Sfjour. Eu podia faze-lo rom faciltdade. I)e-
via-o talvez s antigs noites do theatro das I.a-
rangeinis, que nos davam lodos os annos ura
Verstiles como nio ha em Versailles, Eu
podia? Nio podia tal! As mulinhas tinham ad-
quirido tamanha voloridade, que nem tempo me
davam para olhar para o lado. Parecia-me une
viajava pelo lelegrapho elctrico.
E lano me dei esta idea, que me puz se-
guir com os olhos o fio que serve para a commu-
nicagio da veneranda cidade de Ulysses com a
arejada e umbrosa capital dos montes da l.ua.
Para signal que me acudi urna lembranga triste,
e disse comigo mesmo : Pois as relages entre
Lisboa onde esl tudo, e Cintra onde esli lodos,
salisfazem-se coro isso '! Nao exigem ao menos
dous (ios? E o o povo de Cintra comeca i mur-
murar que as suss ligagOes com a capital esli
por om fio? Isto grav, e se eu fosse do sena-
do de Cintra, ou ositos haviam de ser dous, ou
ia ludo com a breca I
Apezar da velotidade inesperada com que as
muas nosaproximavara de Cintra, anda poda-
mos destinguir as pessoas que encontravamos
e que eram do nosso conhecimento. A primei-
ra que avistamos foi um ex-ministro, quem
raoita genle quer mal, pela mesmissima razio
pela qual outros lho querem bem. Outros disso
eu. Oulras dizem alguns commentadores. Mas
sejam outros ou outras, nio fica mais adianlado
o leiior, pois que todos os ministros acontece
agradarem um e urnas, pela mesraa causa pela
qual os outros e as autras os criticara e guer-
reiatn.
Eu nio digo o nome. Esle folhelim ha de ser
um modelo de reserva o dediscrigo. F. de mais
mais eu au perdi real na converso, nem ga-
ser' "hel cora a creaa,,u- secretaria das obras pu-
blicas. Pois entio para que hei de despeulinr esto
pobre ministro nos precipios do folhelim ? E ago-
ra me record que Ihe devo um bom favor, o
feilo com gentileza. Saudemos e doixemos pas-
sar este excellente mancebo. Isto nio paga a fi-
neza. Coiumeraora-a. Eu gosto de ficar de-
vedor
Mais adiante enconlrei um antigo amigo meu
que a sua boa ou m estrella iriz ha uns pon-
eos de anuos governar pelos pelas nossas mui-
lo governaveis o quasi sempre mal gobernadas
possessoes africanas. Agora mesmo o foram
buscar onde passadas as dificuldades do comeen
do governo principiava a colher os fructos da fir-
meza do seu carcter e do acert das suas dispo-
siroes, para o niandarem administrar outra pro-
I vincia, tambera ultramarina, na qual de muilos
i anuos andam os desacertos e as poucas vergo-
nhas em acurada competencia para darem cabo
della. Deus de boa sorle ao novo governador e
i lal provincia.
E' tradicional a paragem no Cacera. Ceberara
as mulinhas, e o cocheiro cumprio devotamente
o dever, nao menos tradicional, do humedecer a
guella, mas nio com agua. Nos salamos, da car-
ruagem para dar aos corpos o repouso de urna
nova posigio. e fomos inimediataraente cercades
por un numeroso exercito de falsos mendigos
que nos pediram esmola era todos os tons con-
cedidos voz humana, desdo o tiple da anligt
patriarchal at s notas mais profundamente bai-
ias com que o bom do Lablache espantava os
dilettanti de toda a Europa.
Eu chamei-lhes falsos mendigos, porque ob-
serveique naquelle silio pedia esraola toda a po-
voagio. Cada qual deixava o seu trabalho e cor-
ra para a carruagem ler parte no bollo. At
me parece que vi ura regedor de parochia de
freguezia vizinha, salvo seja com ar da querer
habilitar-se participar da apoucada munilicen-
cia destes dous tristes viajantes.
E o povo j coraegava murmurar de lio pro-
terva invasao dos direitos da meudicidade luzita-
na I Nio sei at que ponto os espritus popula-
res chegaram exasperar-se contra a srdida am-
bicio do regedor, nem como aquellas gentes nu-
merosas reparlirim entre si sem facada, Uro ou
sorco os magrissimos cobres que nos ambos lhes
dfixamos, porque as mullinhas liraram-nos des-
ta espinhosa siluagio com a impetuosa celerida-
de em que j viraos competan) cora o proprio lio
elctrico. Em duas palhetadas dorara comnosco
no Ramalho, hoje de financeira nomeada, ami-
gamente de imperial e real memoria.
Eu conhego um sem numero de maldizenles
que em chegando este ponto ho de sentir cora
a esperanga de ancdotas ramalhonicas tamanlm
deleite como eu tenho em Ih'as nao contar. Pois
nem as antigs? Nem as amigas, nem as moder-
nas, caterva de ms linguas. Conteniam-se rom
una? Pois sempre Ih'a cont, e modornissima.
O Ramalhio foi alugado neste verio por um c-
lebre capitalista pslrangeiro. I'agou perla de
dous conlos de ris, e nunca l poz os seus pos I
Se a querem melhor, vio sua casa. Tambem do
Ramalhio antigo andarn) tao indignamente
cheias as gazelas, que nao serei quera se incum-
ba de urna nova edigio dessas historias. As boas
qualidades do seu proprielario actual, essas nao
procisam do meu pregan Todos as sabera.
Pouco adiante do Ramalhio encontramos um
cavalleiro de cima do Dnuro como se diz no
Porto, mas por tal forma convertido religiio da
elegancia e lougania da corte, que ninguern era
capaz ds adevinhar-Ihe a naturalidade. Fez-me
lembrar ura sooereiro, que Iransplanlado das
montanhas que cercam a Pesqueira para esles
terrenos do sul, se transformasso era frondoso e
esbelto pltano, para goso e enfe.le de alamedas
aristocrticas. Esla goule no norte lem o inslinc-
lo da civilisacao I
Mas nio Gquemos aqui parados conversar
rom esle bom rapaz, o advogar a propria causa
exaltando os dotes dos provincianos d'alm Hon-
ro. No no fim de ludo, sempre somos provincia-
nos. Aportemos cordealraente a mo deste gua-
po mogo, e vamos para Cinira.
(Catinitar-e-na.)
PERN. TYP. DEM. F. DE FARIA.1800.'"


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