Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09168


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Full Text
W .m
iSld HI?I. 80MEEO 268
Por tres mezes adianlados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6j}000.
SEGUNDA FEIRA 19 DE NVEMBR DE 1861,
Por anno adiantado 19$00
Porte franco para o subscritor.
DIARIO
ENCARRKGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima '.
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaly, o
Sr. A de Lemos Braga; Cear, o Sr J. Jos de Oli-
veira; Maranhao, oSr. Manoel Jos Martins Riboi-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Jo.io Fornandes de
Muraos Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, n Sr. Jernimo da Costa.
l'AKllllAs UDS Ulnttr.lll?.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass. Goianna e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Aullo, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanluins as lerdas felras.
Pao d' Alho, Nazarelh, I.imoeiro, Brejo, Pes-
quera, Iugazeira. Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury o Ext as quartas-feiras.
Cabo, Sirinhlem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua prela, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos ns enrreins partem as 10 horas da manha
minguante
DO MEZ DE NOVF.MBRO.
as 6 horas e 57 minutos
F.PIIEMEUIOES
6 Cuarto
da maniia.
12 La nova as 10 horas o 16 minutos da tarde
20 Quario crescente as 0 horas e 33 minutos
da manilla.
28 La cheia as 9 horas e 18 minutos da manha.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 10 horas e 6 minutos da manha.
Segundo as 10 horas e 30 minutos da tardo.
AUOINEGIAS DOS TRIBUNAF.S DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas o quintas.
Reanlo tercas, feiras o sabbados.
Fazonda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quartss ao meio dia.
Dito de orphlos : tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel ; quartas e sabbados a urna
hora rta tarde.
DAS DA SEMANA.
19 Segunda. S. Isabel retoba da Hungra f.
20 Terca. S. Flix de Valois fundador.
21 Quarta. Apresentaelo de Nossa Senhora.
22 Quinta. S.Cecilia v. m. ; S. Pilemon m.
23 Sexta. S Clemente p. m. ; S. Felicidade m
24 Sabbado. S. Joao da Cruz c. ; S. Estanislao,
25 Domingo. S. Catharina v ; S. Jocunda v.
ENCARHEGAAOS DA SUBSCRIPCAO NO SDI.
Alagoas, o Sr. Claudino Falclo Dias; Baha,
Sr, Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Jlo Percira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprielario do diario Manoel Figueiroa de
Faria, na sua livraria praga da Independencia ns.
6 e 8.
os males referidos no citado
PARTE OFHCIAL
ministerio da fazcmla.
/:.rpvdiente do dia 21 de agosto de 18C0.
A' Ihp.souraria das Alagoas mandando pro-
rogar por urna hora o expediente ordinario da re- da caixa especial crala para este Om ; o
parlicio todos os dias que lAr indisponsavel es*a | se lenha feilo a sunstituico das de 59 e 19,
medida pura trazer em dia a escripturaelo do
ministerio da guerra.Communicou-so ao' refe-
rido ministerio.
22
A' tliesnusaria doMaranho, mandando rei-
terar as diligencias precisas para se collierem a*
informacoes exigidas pela circular n. 37 do 2!)
de maio
provincial em lempo opportunn as nrovide ncia Squando segua da capital para assumir
precisas para sanar
o Rielo.
A' thesouraria de Pernambuco, declarando,
em resposta a sen o 111 ci de 2 de agosto ultimo,
que deve continuar a fazer por cotila do exercicio
de 1859 a 1860 a substituirlo das notas de 50 e
500$, e troco das de 100J e 2009, rom os fundos
como
coni
fundos da referida caixa especial, quarido deve-
ria lor sido rom as rendas ordinarias, compre
que a Ihesouraria nesia conformidade faca pro-
ceder nccessaiios externos.
11
A' ihesouraria de Pernambuco, declarando,
em resposta ao olficio da presidencia de 18 de
agosto ultimo, que, para resolver sobre o reque-
! rmenlo em que a couipanhia Beberibe pedo des-
ullimo, sobre as corporacoes de mlo-
morla.
A' do Cear. remoliendo copia do officio da l,cno livre PM diversos objoclos existentes na
recebedoria da corle e da exposico a quo o mes-
rno se refer. Acerca da revalidadlo com o Ires-
dobro do sello competente em urna ceidlo, de
que timben, ss enva copia, paseada pelo juizo
dos fellos da provincia nos autos de habilitarlo
de I). M igdnlena de Castro FilgufltMS e oulras,
a ti ni de que a ihesouraria proceda na forma da
lei contra quom ncorreu na impstelo da pena
pela falla de sello na referida conidio.
A' presidencia do Rio-Grande do Norte, de-
clarando que, sendo inconstitucional a lei pro-
vincial n. -182 de 11 de abril do correte anno.
conven) que a mesma presidencia nlo use da
uutoiisacao que pela dita lei Ihe fui conferida
para incorporar un banco provincial -, firandn
oulrosim prevenida de que tiesta data se remelle
a mencionada lei assembla geral legislativa
para resolver a semelliante respeilo o que tur
conveniente.
A' da l'arahyba, recommendando quo com-
iiiuniquo quando foram publicados, deselembro
pata t, pelo menos, os decretos que conlm
alfaodega para uso da empresa, convem quo a
ihesouraria preste minuciosos csclarecimentos so-
bre sernelhantn prelenclo, e remella copia do
contrato celebrado pea presidencia com a dita
oompanhia.
12
Circular s Ihesourarias, declarando que aos
fiis dos thesoureiros das mesmas Ihesourarias,
e aos das recebedonas do rendas que substiluircm
Iquelles as respectivas funecoes, compele a 5"
parte dos vcncitnentoi dos ernpregados substitu-
dos, na forma do decreto n. 1,959 de 14 de ou-
. o corn- ]
mando do forte de S. Gabriel, romo consta das
informarnos appensas ao requerimento do mes-
mo alteres.
11-^-
Ao presidente da provincia doMaranho, para
mandar remecer pelo respectivo arrnaznm dear-
Hgos beiheos, a dous reerntas da companhia de
pedestres e aos presos da repartido da guerra '
existentes no forte de S. Luis da mesma pronto-
ca, o fardamento e vestuario conforme as notas
que se remeilem.
Ao de Pernambuco. declarando que, tendo-se
reconhecido ser superfino que o pequeo des- i
laramento da guarda nacional de artilharia em
servico na capital da mesma provincia tenha um '
major, um cirurgiao, e urna banda de msica,
deve mandar reduziro numero de ollkiaes a dous
subalternos, o despedir a banda de msica, son-
do o servico de sade feilo por escala, por um !
dos cirurgies doexercilo existentes na referida
provincia.
Ao presidrnlo da provincia de Pernambuco,
remeltendo-lhe um expropiar do Jornal do Com-
mercio de hoje, em que est impresso o decreto !
n. 2662 de 6 do correte mez, dando novo orga- '
nisaclo aos corpos de gaarnicao, e o aviso de 9'
do citado mez dirigido ao tencnte-general aiudan-
te-general do escrcito sobre semelhanto objecto,'
para fazer exceular na provincia tuna e oulra coli-
sa na parle que Ihe dlsser respeito; prevenindo-o
; que o ponto em que o corpo da respectiva
tobro de 1857. c da ordem n. 150 de 25 de junlio guarnirlo duveler o seu quartd ser a cidade da
lle 1Sa:J. .. I Boa-Vista, e que o mesmo corpo devora fornecer
14
A' Ihesouraria do llaranho, acensando
recebimento do officio de 23 de julhn ultimo, em
que d cnnla do modo por que resolviera a da-
vida suscitada na mesma rcpaitinao sobre a ver-
dadeira iotelligencia do decreto n. 2531 de 18 de
fevereiro deste anno, por orcasiio de tratar-so
se destinavam s corapa-
, os destacamentos quo
0 libias de pedestres.
Ao dado Maranhao, den, sendo o ponto1
em que o corpo dever ler o seu qnarlcl a villa
ea Chapada, c fornecer os destacamentos a que
se destinavam as companhias de pedestres.
Aos das o Amazonas, Rio-Gr3ndo do Nor-
| A presidencia do Para, communicando que
o ministerio da Justina participara por aviso de 4
do correle haver mandado passar carta de eman-
cipaco ao africano lvre Honorio, que se echa
ao servico do arsenal do marinh3 daquella pro-
vincia.
T A'.e sprSpe, dizendo, em resposta ao of-
licio n. 5 de 20 do mez prximo passado. que
as despezas com o escaler da referid i presiden-
cia nao podem correr pelo ministerio da mari-
nha, como j foi declarado em aviso do 29 de
dezembro do anno passado.
17
A' presidencia de Pernambuco, para mandar
proceder a urna vistura na lancha pertencente
ao brigue barca hamarac, e dar do resultado
liarte a este ministerio, remetiendo ao mesmo
lempo o orcamenlo da despeza a fazer-se com a
consiruccao da que so pede para substituir
aquella.
-18-
lAo presidente do Cear, declarando, em res-
pecta aos seus o(Ti. ios ns. 16 e 31, de 2 de abril
e 28 de maio ultimo, quo pelo fado de ler sido
o engenheiro P. F. Rerthot, encarregado pelo
msmo presidente da direcelo das obras preli-
minares do melhorameoto do porto da capital,
nlo deve firar o ministerio da marioha obrigado
ao pagamento dos voncimentos do referto en-
genheiro, que alias foi eontratado pira dirigir as
obras publieas da provincia, c aoha-se nesse ser-
vido emprogado.
-+f 2|
A' presidencia de Pernambuco, determinando
que recommende ao inspector do arsenal de ma
rinna respectivo a maior clareza e niinuciosidade
nos termos de exarae sobro o carvo de podra
que all fornecer o contrateote Candido Rodri-
gues Ferreira, declarado-su nelles explcita-
mente a sua boa ou m qualldade.
do pagamento que ordenou dos venrimentos do te Sergipe, Piauhy, Cear, Parahiba, S. Paulo o i
providencias obrigatorhs a contar da publicarlo, bacharel Francisco da Serra Carneiro: declara-so ( Paran, reineltendo-lhes nxemplares'da dita fu-
as folhas ofBciae da provincia. j em resposta que nesta data ca questao submelli-
__ 25 __ {|a ao ministerio da ustica para dar-lhe a solu-
Circular s Ihosourarias, declarando, para o i C*o que julgar mais acertada, observando loda-
fjzerem constar s reparlices competentes, em j a quo nos termos do art. 23 do decreto do 29
conformidade com a decisio do tribunal do ihe-| ,1p Janeiro de 1859, outro deva ter sido o procc-
souro do 23 do correnle, que, estando limitado 1 drnenlo da ihesouraria em semelhante caso,
nicamente i corle e provincia do Rio de Ja-
neiro o uso do papel sellado, nlo se deve sellar
rom mais de 160 ris cada mcia folha sujeila
aquella verba dn imposto, embora o papel lenha
maiores dmensoes do que as marcadas no regu-
lamenlode 10 de julho de 1850, art. C7.
27
Circular s thesouraria?, declarando, para o
zcrcm constar s repartiyoes subalternas, que,
tendo boje a porceniagem devida aos ernprega-
dos do fazenda o mesmo carcter da gratificaclo
de exercicio em virtude do decreto n. 2567'de
31 de marco do correnle anno, devc-se-lhe fazer
extensiva a disposicin do art. 41 do de 29 de Ja-
neiro do 1859, n. 2.343, para o fim de ser abo-
nada aos seas substituios legaes. conjunclameo-
com a gratificarlo, so osles nlo optarem a 5"
parte de todos os vencimentos dos substiludos ;
salva todava a regra de, accumnlada urna c 0U-
ministeriu da guerra,
Expediente do dia \" de oulubro de 1860.
Circular.lllui. e F.xm. Sr.Sendo necessario
que as repartges nessa provincia sujelas ao mi-
nisterio da guerra, remetiam por intermedio dee-
sa presidencia os relatnos dos seus trabaihos,
indicando as providencias do que carecerem a
bem do servico publico, por forma que laes rela-
tnos sejam "recebidos nesta secretaria de estado mp"'0 azar constar respectiva thesouraria
al o Ciin de Janeiro do anno prximo vindouro ?.e f:,ze"da, que os in tividuos nomeados para ser-
Iba para fazorera exocular o decreto c c
citados na parte que Ihes dissor respeito.
15-
Ao de Pernambuco, remetiendo a nota dos li-
vros que pelo respectivo arsenal de guerra deve '
mandar fornecer segunda companhia de pedes- '
tres da mesma provincia.
Ao mesmo, declarando, em resposta ao seu
ollicio de 18 de selembro ullira que podo man-
dar tazer no arsenal do guerra da mesma provin- '
ca as 60 espheras que requisitou o director da ,
tacIdade de direilo ao Itccil'e para uso da mesma '<
taculdade, en/iando a esta secretaria de estado |
a respectiva cotila para se exigir a sua impor-
tancia.
Ao do Para, declarando, para seu conlieci-
Janeiro do anno prximo vindouro
para serem aiteodtdoa no relalorio geral do mes-
mo ministerio; assim commonicoa V. Exc, para
seu couheciinento e execuclo. Dos guarde a
V. Exi".SebasLio do llego barros.Sr. presi-
dente da proviucia de...
2
Ao presidente do Rio Grande do Norte, de-
virem provisoriamente os lugares do cufermeiro-
mr. enfermeiro, e ajudante da enfermara mi-
IWar da mesma provincia, corno sao pracas do.
exerciio, devera perceDer os vuncimcnlos marca- ,
dos na tabella aoprovada pelo decreto n. I,9d0de
/ do marco de 1857
Ao doMaranho, declarando para expedir'
A' thesouraria do Rio-Grande do Norte,
autorisando para pagar ao guarda de Ia classe
da alfaodega respectiva Jos Thomazdo Aquino,
a gratificarlo diaria de 320 ris quo Ihe compete
como liel do deposito de po-brasil, desde a da-
ta em que deixou de recebe-la at 30 de junho
ultimo, para o que tica aberlo pela verba Gra-
lillcaco, o crediio da quanlia de 117J120 no
exercieio de 1859 a 1860
- 30
A' Ihesouraria do Cear, indeferiudo o re-
puerimonto do chefe de seceo da rnesma the-
souraria Antero de Mello e Cesar, pedindo paga-
mento do seu ordenado, durante o lempo em
que esleve preso.
- 31
A' thesouraria do Para, approvando, em
conformidade do aviso do ministerio do imperio,
a despeza de 1:728$596,' aulorisada pela presi-
dencia, nao sj para irijemnisar a cmara muni-
cipal de Sanlarera dos gastos feitos com o trata-
menlo dos indigentes alectados da epidemia rei-
nante, mas lambem oara se por disposicin da
mesma cmara a quanlia de 1:0009 para conti-
nuado de iguaes despezas al o fim do exerci-
eio de 1859 a 1860, levando-se toda a despeza
ao crdito do decreto n. 2,503, do 16 do novera-
bro ultimo.
Ao inspector da do Cear, declarando que
na i lem lugar c sua preiencao a ser relevado da
restltuico da quanlia de lfig, determinada pela
ordem n. 11 de 22 de fevereiro do correnle anno.
visto ler sido r.nuito sufQcienle a ajada de custo
que se Ihe abonen para sui viagem das Alagoas
para o Cear; pdenlo porm deduzir-sc da dita
quanlia de 162; as despezas que pagara a titulo
de romedorias, comanlo que prove convenien-
lemente esse pagamento.
A' thesouraria de Pernambuco, indeforindo
o re [aprimen! > de que trata o ofilcio da presiden-
cia de 6 de oulubro ultimo, em que o Io escri-
turario tirnbeluio (luedes de Mello pedia augmen-
to de ajuda do costo, pois que laes concesses
nao dovem ter lugar depois de findo o exercicio
em que os servicos ou a remoco se tiverem
pffecluado.
I" de selembro.
A' presidencia de Pernambuco, manlando
informar sobre os motivos por que mandara levar
basta publici o terreno da ra do Brum, dn que
trata o aviso deste ministerio de 18 de maio ul-
timo, aforado a Mcsquita & Dulra e Jos l'erpira
Viaona, visto nao se dar a hypothese do 5 27 arl
!)' da lei n. 939 de 26 de selembro de 1857. com-
binado com a lei n. 980 de 15 de setembro de
1858, e 28 do or. 9o da lei n. 1,050 de 14 de
selembro de 1859 e lei n. 1,011 do mesmo mez,
c.umprindo mandar sobrestar na arrematarlo do
dito terreno al ulterior derislo deste ministerio.
3
Circular s thesourarias, ordenando, era con-
firmidado da requisiclo do ministerio da guerra,
que expeclo com urgencia as providencias neces-
sarias, atim de que os corpos do exercito esta-
cionados as respecivas provincias sejam pagos
de seus vencimenlis com a maior pontualidaoe
possivel: o que devem ter por muito recomraen-
dadn, especialmente quantn aquellos corpos que
se acham no interior.Officiou-se thesouraria
de Mallo Grosso.
10
A' presidencia do Rio Grande do Norte, de-
clarando, em resposta ao seu aviso de II de agos-
to ultimo, que o acto addir.iunnl constituico
do imperio nao permiti ao governo geral conce-
der erapresiimo s adroinistracoes provinciacs,
estabelecendo de modo incisivo a separacao da-
quillo que geral do que provincial, vedando
al a ingerencia do poderes do Estado no que
respaila a certos actos das administracoes pro-
vinciaes: so compele pois a assembla geral le-
gislativa velar sobre o norte das provincias depois
que as respectivas assembias se declararem im-
potentes para soccorr-las; cumprindo portante
que a presidencia, na rbita do suas altribuices,
ou de sua responsabdidade, procure remediar
como entender as circunstancias extremas em
quo se acha a provincia, e solicite da assembla
que (omou, porquauto, ochando-so estabelecido,
por aviso circular de 21 de outnbro do anno pr-
ximo passado, o abono quo se deve tazer para
tal fim, compelindo ao referido assistenle o de
109 raensacs, lem do correr por conla deste o
excesso do aluguel sobre a quanlia arbitrada.
- 3 -
Ao do Amazonas, declarando cm resposta ao
seu ofilcio de 16 de julho u'.iimo, que se approva
que lem direilo pelo lempo quo servio de auditor
no conselho de guerra que respondeu o soldado
do quinto Datalhlo do infantaria Ireneo Antonio
Lopes.
1G-
Ao presidente da provincia Je Pernambuco,
remetiendo copia do officio da presidencia da de
Piauhy. e do parecer dado pela commisslo en-
carregada do examinir o armamento e corrame
a deliberaclo que tomn de mandar vigorar o jonu-uidos1 para all do arsenal de guerra daquel-
preco de 50O rs. pata cada racao de elape que !a liri,yincia, afim de que providencie sobre as
(Ora fixada para o semestre anterior.
- 4 -
Ao presidente da provincia de Pernambuco,
autorisando a mandar continuar no correnle anno
irregularidades que a commisslo notou haver em !
laesartigos.
17
Ao presidente da provincia das Alagoas, appro-:
financeiro o pagamento da graiificaco mensal vanJo a deliberaclo que tomou de conceder per-
Carvalho Siqoeira Va- mlssa<> ao capillo de artilharia Joao da Gama
de 509 a Joaquina Jos dcCarvaino Siqi
rejo, encarregado de leccionar geometra e 011-
tras malcras aos aprendizes menores do arsenal
de goerra da mesma provincia ; na iulelligencia
de que ao Sr ministro da fazende se requisita
que habilite para esse fim a thesouraria.
5
Ao presidente da provincia de Pernambuco,
deciarando-lhc quo tica expodida ordem para
Lobo Rentos, director da colonia militar Leopol-
dina, para consignar na corte a seu irmo Geral-
do da Gama Rentes a quanlia de 609 mensaes, a
contar do Io do correnle mez em diante.
Ao presidente da provincia do Rio Grande
do Norte, declarando-lte que, se o capelln da
reparlicao ecclesiastica do exercito, padre Tho-
maz Antonio de Moraes Castro, nao pertence !
pagameulo da consignarlo mensal de companhia lisa daquella provincia, nao deve ser- !
diva sold deixou na corle vir a"'' mas sim faze lo seguir para' o corpo a 1
159000, que do rsped
o rnnjor do -" baialho de artilharia a p Carlos
Felippe Honiz da Silva e Abreu; e para que a
competente guia seja remeltda Ihesouraria de
fazenda da mesma provincia.
Ao presidente da provincia da Parahyba.de-
claranJo-lhc que bem procedeu a Ihesouraria de
fazenda err mandar alionar ao Capillo do corpo
de cngeiieiros Domingos Jos Rodrigues, venri-
mentos de commisslo do residencia e nlo de
que pertence, logo que Andar a licenca com quo
se acha.
Ministerio da mavinlia.
rxPF.niF.NTE DO DIA 1 PK SF.TKMBUO PE 1860.
Segunda scelo.A' presidencia do Rio Gran-
de do Norte, dizendo-lhe que, de conformidade
corn o parecer emiltido pelo conselho naval, re-
solveu-se indeferir o requerimenlo do tenenle
commissao activa, pois que esta s Ihe podena Francisco Coelho de Souza e outros, remettido
ser abonada por ordem desla secretaria pela mesma presidencia, e relativo pesca ex.-lu-
Ao presidente da provincia do Amazonas.de- siva as praias prximas capital da provincia ;
clarsndo-llie, em resposta ao sen officio de 30 e declarando-lbc que nao se deve conceder ex-
dejulhoultimo, que vis'a do disposto na im- clusivamentrra certos indmdoos o direito. que a
perial resoluco de 11 de agosto deste atino, tilo todos pertence, de pescar as praios o costas.
lem direito asold ulgum o capillo reformado Communicou-se ao conselho naval,
da exmela guarda policial da mesma provincia _____
Francisco Concalves Pinheiro, podemo jurera j 4
continuar no comraando do forto de S. Gabriel, 2" scelo.A' presidencia do Pernambuco, de
e assim O julgar conveniente. terminando que mande exirahir pela thesouraria
"" de fazenda, o remella urna corita desenvolvida
Ao presidente da provincia de Sergipe, deca- de todo o car vio comprado pelo arsenal do ma-
raudo-lhe ler sido nomcado o major do corpo de rinha desde o primeiro de maio do correnle an-
guamic.ao tixa da Babia, Joaquirn Belford Gomes,
para ir inspeccionar a companhia tixa de cega-
dores da mesma provincia.
Ao da do Maranhao, declarando-lhe que para
melhor se provindenciar a respeito das obras
do caes da Sagrarlo na mesma provincia, de
que trata o seu officio n. 13 do 16 de julho ul-
timo, curapre uue exija do olficial encarregado
das ditas obras, e remolla esta secretaria de
no, i falta do contrato com o cidad.io Candido
Rodrigues Ferreira.Communicou-so conia-
doria.
6-
Circnlar.Remello a V. S. para sen conheci-
menlo, exemplaros impressos do aviso de 20 do
agosto prximo lindo, fixando o prazo para a
apresenlaco dos livros e documentos concernen-
tes o contas dos respo isaveis por dinheiros e
estado, esclarecimcnlos satisfactorios sobre quanT : valores do Estado, a que se refere o art. 34 do
do principiaran), se tem sempre esiado era an- ; decreto regniamenlar n. ,548 .de 10 de marco
damentn, ou se foram interrumpidas, qual a
construeco hydraulica adoptada, em que quan-
lia foram oreadas, e finalmente qual a sua
planta e desrriprao.
Ao inspector da thesouraria de f izenda da
provincia de Pernambuco, remeltendo-lhe para
informar o requerimento da praca do corpo de
artfices da corte Jlo Baptisla Hilario, que es-
tove dispusteo da commisslo astronmica e
hydraulica, pedindo pagamento do que anda se
Ihe deve.
Ao inspector da thesouraria de fazenda da
provincia das Alagoas, remeltendo-lhe os papis
relativos divida de fardamento reclamada pelo
soldado do IIo batalhlo de infantaria, addido ao
contingente do 3 da mesma arma Joao Rodri-
gues Sardiuha, afim de que liquide semelhaule
diviiia, se a nouver, na conformidade do aviso
circular de 6 de agosto de 1847.
10 -
Ao presidento do Amazonas, para expedir or-
dem thesouraria de famenda, atim deque, pelo
19 Diversas despezas e eventuaes do exer-
cicio correnle, se abone ao alteres do corpo de
guarnidlo flxa da provincia, Jos Fernandos da
Silva, a quanlia de 4009 rs., por indemnisaclo
dos prejuizoj que soffrou por haver naufragado
correnle.Ao Sr. conselheiro chefe do esquadra
encarregado do quartel-general. No mesmo
sentido intendencia, conladoiia, ao arsenal,
capitana do porto da corte, e as presidencias
das provincias.
14
A' presidencia do Pernambuco, aecusando o
recebimento do officio n. 232 da 28 do mez pas-
sado, que aeompanhou o relatorio apresentado
pelo inspector do arsenal de marinha da mesma
provincia ; e ordenando, vista do que expon o
dito inspector, a respeilo da ofcina de fundic^io,
que mande organisar e envo a esta secretaria de
estado o plano c oicamenlo do edificio para a
mencionada officina.
16-
A presidencia de Pernambuco. recommendan-
do, era vista do que expoz a presidenrla da pro-
vincia do Cear em officio n. 45 de 27 de agosto
ultimo, que faga activar a concluso e remessa
das quatro boias que faitam para completar o
numero das seis mandadas construir no respec-
tivo arsenal de marinha por aviso de 22 de de-
zembro de 1857, para o balisamenlo de algn?
portos desla ultima provincia.Dirigio-se o com-
petente aviso do comraunicaco presidencia do
Cear.
Governo da provincia.
nxrr.niF.NTF. no ou 15 de novf.mbro nE 1860.
Officio ao coronel commaudanto das armas.
Determinando o Exm. ministro da guerra cm
aviso do 3 do correnle que da forca do 8." bala-
Ihao de infamara com deslino a provincia da
Babia sejam desligadas 60 pragas para ticarem I
as Alagoas em substiluieao das que all so acham
destacadas, perlcncentes'ao 2. balalhao da mes-i
ma arma, c lem de vir para esta provincia ; as-
sim ocommunico V. s. para que expec.a nesie
sentido as convenientes rdeos.
Dito ao mesmo nespondendo ao ofiicio de
V. S. de houlem datado, sob n. 1214, cora refe-!
reacia ao lente l.uiz Antonio Ferraz Jnior,!
lenho dizer que, arhando-se era organisaco o
corpo de guarnirlo desla provincia, convert so-
br'slsr em qualquer providencia acerca desse!
olcial, alera de quo, estando o alferes Antonio '
Jos Ribeiro, que o substituto interinamente no
commando da companhia de pedestres de Tacaaa-1
t, empreaado em commisslo de polica, como
delegado daquelle termo, exige o servico puoli-
co que seja elle por ora couservado no'referidj
cargo.
Uno ao mesmo.Sendo-me declarado em avi-
so do ministerio da guerra de 31 de oulubro ul-i
limo quefra naqneita data nomcado Leonel Ra-
phajel de Moraes e Silva, para exercer interina-
mente o lugar de escrivlo do hospital militar'
desta provincia : assim o commnnico V. S;'
para seu conhecimento. e afim de que o faca
constar ao Humeado ,
Dito ao mesmo.F.m resposta ao officio que ''
V. S. dirigi-me em 13 do correnle, sob n. 1211, '
lenho declarar-lhe que nlo p:eciso contratar-
se com pessoas particulares o servico de lava- |
gern das roupas do hospital militai por ter-se ex-1
pedido ordem no sentido do serem apresentad3S
ao director d'aquelle estabelecinietito por parte i
do inspector do arsenal do marinha 2 Africanos'
lurtes em substiluieao dos que estavam eraprega-l
dos n'aqiielle servico.
Hilo ao mesmo.Commnnico V. S. para seu
ronhecimenio que, segundo consta de aviso ex j
pedido pelo ministerio da guerra cm 2 do cor- ,
rente, S. M. o Imperador houvc por bem, por
sua imperial resoluco de 31 de oulubro ultimo,!
conceder reforma no posto do major, sem sold,
ao capillo da exlitiita 2.a linha Jos6 Ignacio Xa-
vier, que se acha nesta provincia.Communi-1
cou-se Ihesouraria de fazenda, e officiou-sc ao
agraciado.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Commnnico V. S. para seu conhecimento, e
afim de o tazer constar quom convier, que, so-
gundo consta de participaclo da secretaria de
estado dos negocios da marinha de 31 de oulubro
ultimo, foram n'aquella data indefendas as peti-
coes de varios ernpregados do alrnoxarifado desse
arsenal relativamente ao augmento de seus sala-
rios, visto nlo poder este ler lugar por ora.
Dito ao mesmo.Tendo em vista a sua infor-
mabo do 13 do correnle, sob n. 460, indeferi o
requerimento em quo Jlo Antonio dos Santos
pedia a trnnsferencia de seu til to Luis de Fran-
ca Martins, da companhia de mannheiros onde
tem praca, para a de aprendizes ariilices desse
arspnal ; assim o communico V. S. para sua
inteligencia, recommendando que todava man-
de IV. S. examinar o estado de saude do menor,
que alludo
I'iio ao inspector da thesouraria de fazenda.
, Estando nos termos legaes a corita c prel junios,
I que me foram remeliidos pelo commaudanto su-
I pertor da guarda nacional do municipio do Reci-
be, com olficio de 18 do correnle, sob n. 195,
I mando V. S. pagar os vencimentos relativos ao
mez de oulubro ultimo, dos oficiaos do 1," li-
nha, cornetas, ciarlos, e tambores ernpregados
nos corpos da guarda nacional.Comunicou-se ao
comamdanle superior do Recife.
Dito ao mesmo.Para ser altendido na formo da
lei remello a V S. inclusa a copia do officio
de honlem sob n.463 em que o Irrfpeclor do ar-
senal de marinha communicando haver rhegado
de Inglaterra, no navio ingles Vivid tima caixa
com dous bronzes pcrlencentes machina da
nova barca de escavaco sem despeza alguma pede
seja assim considerada pela alfandega desla ca-
pital.
Dito ao mesmo.Transmuto por copia V. S.
para seu conhecimento e dir.-cao o aviso que
me dirigi o Exm. Sr. ministro do imperio em 6
do corrente, nlo s communicando as providen-
cias que deu, |m de serem pagas as despezas
feilas no exercicio de 1859 a 1860 com a colloca-
clo do material e com o consumo de gaz no pa-
lacio desta presidencia, mas lambem determi-
nando que sejam processados nessa thesouraria
os papis que aqui ajunto de despezas daquella
nalureza relativos ao exercicio de 1858 1859.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Pela relago junta, que me foi remeltda pelo
Exm bispo diocesano com officio de honlem, fi-
car V. S. inteirado da applicaclo quo se deu
aos 5009 que mandei dar para as obras da ma-
matriz do Iguarass.
Dito ao mesmo.Mande V. S. pagar de prefe-
rencia, logo que fr possivel, a importancia dos
objectos torneados por Jlo Francisco Tavares
para a 2," aula de inslrucfo elementar do sexo
masculino da freguezia do Boa-vista nesta ca-
pital.
Dito ao juiz municipal da primeira vara.Con-
formando-me com o parecer do conselheiro pre-
sidente da relago acerca do quo consulta em seu
ofiicio de 29 de oulubro ultimo, lenho a dizer-lhe,
que sendo expresso no art. 51 do cdigo pena
que a pena do degredo obriga o reo a residir no
lugar designado na setene, sem poder sahir delle
durante o lempo que a mesma Ihe marcar, ron-
ddente que nao pode o juiz cxerulor de seten-
cas levar em cnnla ao reo condomnadn a dpgredo
0 lempo de prisfio soffrido depois da sentenrn, em
lugar nao designado nella.como foi dpclara'doem
aviso n. 253 de 21 de dezembro de 1843 a res-
peito dos condemnados a pena temporaiia de
gales.
Deve porlanto Vine, regular o curaprimenlo da
pena imposta ao reo l.uiz Antonio do Nascimento
do dia em que ello rhogou a ilha de Fernando,
lugar do degredo, fazendo-o voltar para all afim
de curaprir o lempo que Ihe falla de sua sen-
tenca.
Dito ao vigario interino de Iguarass.Remet-
iendo a Vmc. a licenca concedida pelo Exm bis-
,10 diocesano para benzer o cemilerio dessa fre-
guezia, lenho a duer-lhe que a pode fazer, logo
que o presidente da cmara municipal lh'o en-
tregar limpo e com a devida decencia.
E como preciso que, benzido o cemilerio, s
nello se facam os emerramentos, previno a Vmc.
de quo providencio nesta data para que as auto-
ridades policiaes dessa villa nlo consintam que
d entao por dianto elles cnntinuem a ser feitos
as grojas.Offtciou-ae ao chefe de policiano]
senliilo de providenciar na parle que Ihe loca.
Dito ao vigario da Estada.Concedo-lhe a per- '
misso quo solicita em seu nffiYio de 10 do cor-
rente para applicar a quanlia que Ihe enlregou S.
M. o Imperador para a matriz dessa freguezia
no que julgar mais urgente a beneficio da mesma,
e em que melhor for sproveitada, corn tanto que
nao tenha fim diverso daquelle que Ihe deu o
mesmo augusto doador.
Portara.O presidente da provincia resolve
prorogar por mais dous mezes com ordenarfo a
licenga concedida por portara do 11 de agosto
ultimo, ao director geral da insirncr;ao publica,
Dr. Joaquim Pires Machado Porlella Fizeram-
se as comniunieaces "lo cslvio.
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasilera
de piquetes a vapor mandem dar urna passagem
de proa para a Babia, em um dos vapores que
passar do norte, em logar destinado para passa-
geros 'estado, a Zefirino Jos da Rocha, que te-
ve baixa do servico da armada.
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasileira
de paquetes a vapor mandem dar transporte*para
a corte, por conta do ministerio da guerra, no va-
por procedenlo do norte, ao alteres do corpo tixo
de Mallo Grosso Manuel .los dos Santos Porlella,
quo leva comsigo sua senhora e tres filhos me-
nores.
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasileira
de paquetes a vapor mandem dar transporte para
a corte no rapor,ue se espera do norte, em lu-
gar destinado para passageiro de estado, ao ha-
chare! Tertuliano Anibrosino Rodrigues Machado,
juiz municipal e de orphlos nomeado para o ter-
mo de Bag na provincia do Rio Grande do Sul.
Expediente do secretario.
Officio ao inspector do arsenal do marinha.
S. Exc, o Sr. presidente da provinria manda de-
clarar a V. S. em resposta ao seu officio de hon-
tem, sob n. 461, quo fica inteirado das promptas
providencias empregadas para a exlensao do in-
cendio, que na noile anterior, se manifestara na
fundicao de Mosquita & Dulra, na ra do Brum.
Dito ao Dr. Lourenco Francisco de Almeida
Calanho.S. Exc, o Sr. presidente da provincia,
manda declarar a V. S., em resposta ao seu offi-
cio de 10 do corrente, que fica inteirado de'ter
V S. reassumido na mesma data o exercicio do
cargo de juiz de direilo da comarca do Liuioeiro.
Fizeram-se as precisas commuuicacoes.
Dito ao mesmo. De ordem de S. Exc. o Sr.
presidente da provincia, acenso recebido o offi-
cio que V. S. dirigi em 10 do correnle, commu-
nicando ler nomeado Anlonio Rodrigues Revo-
redo para exercerinlerinamente o cargo de promo-
tor publico dessa comarca.Fizeram-se as com-
muuicacoes convenientes.
Dito ao bacharel Marcos Correia da cmara Ta-
marindo.De ordem de S. Esc. o Sr. presiden-
te da provincia, oceuso a recepclo do olficio que
V. S. dirigi em do correnle, communicando
ler entrado no gozo da licenca de dous mezes, que
Ihe foi concedida Fizeram-se os avisos conve-
nienles.
Dito ao bacharel Joaquim Theolonio Soares de
Avellar.S. Exc. o Sr. presidente da provincia,
manda declarar a V. S quo tica inteirado de ler
V. S. entrado no dia 29 de oulubro prximo lin-
do no exercicio do cargo do juiz municipal e de
01 pillos do termo de fngazeira, conforme com-
munieou por officio de 30 d'aquelle mez.Fize-
ram-se as partecipaces do cosime.
DESPACHOS no DU 15 PF. MOTBIORO.
Requerimentot.
3121.Gal tino Jos Vial.Nlo lem lugar.
3122. Francisco Anlonio da Silva.Em vista
da informaeao nao tem lugar o que requer.
3123.Francisco Jos da Rosa.Nlo estando
ainda approvado o contrato o supplicante nao
tem direito ao que requer.
3121.Francisco Cavalcanli de Albuquerque.
Informe o Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, declarando o estado da execuclo.
3125 Jus Rodrigues Paz. Passe patente.
3126..lo iqiii.-n Mtlillo Alves Lima.A vista
da informaclo, use o supplicanle dos meios ju-
diciaes.
3127.Jos Cordciro do Rogo Pontes.Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria de fazenda ou-
vindo o da alfandega.
3128 Jlo Anlonio dos Santos.Nlo tem lu-
gar o que requer.
3129.- -Joo Francisco Tavares.Dirija-se a
j Ihesouraria provincial.
3130.Dr. Joaquim Antonio Carneiro da Cu-
I nha Miranda.Informe o Sr. inspector da the-
I souraria dp fazenda.
3131.Joaquim Pires Machado Portella.Pas-
se portara.
I 3132.Charles I.ouis Cambronne.Informe o
I Sr. inspector da thesouraria de fazenda, ouvirido
I o Sr. inspector da alfandega.
3l33.Lauriodo Adrilo de Araujo.O suppli-
|caule esl percebendo a gratificaclo a que tem
j direito na forma do decreto n. 1401 de 10 de ju
I nho de 185.Pelo que nlo ha que deferir.
3134.Lourenco Francisco de Almeida Cala-
nho.Informe o Sr. inspector da thesouraria de
fazenda.
3135 Vicente Ferreira Pinto.Como procura-
dor de Bellarmino da Costa Doria.Infarme o
Sr. inspector da Ihesouraria de fazenda
3136.Manoel Albino Be/erra.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
EXTERIOR.
TRIN.
Cmara dos deputados.
Sesso do 8 do outnbro.
Antes de entrar na discusslo do projecto, a c-
mara oceupou-se d'outros assumptos.
Mr. Ferrari foi o primeiro que lomou a pala-
vra contra o projecto. A cmara prestou gran-
de alinelo s suas palavras. Disse elle :
Neste recinto acabam de ouvir-s.- grandes ap-
plausos. Mudac o vosso peosamento para ap-
les, e ali ouvireis outros applausos. Entre as
a rospeitar as
doas extremidades da Italia, at agora separadas,
eslabeleceuse urna communicaclo elctrica.
Que a paz, que a concordia presidain a este re-
nascimenlo da naci. D-se anda um passo,
faca-se anda um gesto, c a Italia ser consti-
tuida.
F.'com difficuldadc que faro uso da palavra.
Son exlranho aos dois governos, e por isso me
j regosijo rom os dois triumphos ; dos dois lados
se proclama Vctor F.mmanucl; em toda a parle
: flucta a bandeira tricolor com a cruz de Saboya.
I No norte assim corno no sul, respeita-so a reli-
gian ; os editos por toda a parte sao os roesmos.
i Se existe urna separacao momentnea entre os
dois governos, ha unanimidade entre os italianos.
:0ual o systema que sustenta Vctor Emmanuel ?
I O espirito que anima (iaribaldi nlo o mesmo
que anima o rei ? Qual pois a desinlelligencia
que existo entre os dois governns?
Creio que essa desinlelligencia nasce do pro-
prio principio da regeneraco actual da Italia.
Existe o systema que cu sou forcado a chamar
piemontnz, inaugurado por Globerti o Ralbo.
Esse systema consiste cm dizer ao3 italianos :
Insurgi-vos! Se houver bom xito, seris logo
depois piemontezes. [Reclamaroes.) O Piemon-
le lem um rei amado, um bom exercito, e ad-
mfnistracSo. A lgica quera quo entrando em
Milao e em Modena, o Piemonte governasse tu-
do. A norsa gloria haver insurgido e orgaui-
sado a Mal 1 elu nomo do Piemonte, nem pos-
sivel liberdade da Italia sem esta condiclo.
Nao calumnio o nosso svstcma, nem o eriegre-
co, bem vedes.
Digo a verdade, eonto a historia. O Piemon-
te tmha a vantagem de ser o proprio centro de
todas as lyrannias italianas. (Murmurios.)
O presidente, interrumpe o orador.
Mr. FerrariComo podem aecusar-me de ser
hostil, se eu presto ao Piemonte a mais solemne
homenaaern ?
PresidentoConvido o orador
susceptibilidades di cmara.
Mr. FerrariPeco a cmara que nlo do s mi-
nias palavras um sentido hostil.
Mas permiita-se-me di/.er que o systema ac-
tual tem definios que nao dependen) dos horaens,
mas que Ihes sao inherentes.
O seu defeito querer substituir um estado
nico a todos os estados italianos. O defeito do
systema piemontez apresentar-se superior a
iodos os estados italianos. Se na Franca uma
provincia do meio dia se mostrasse sobranceira
s provincias do norte, haveria desconlenla-
menlo.
O mesmo acontece na Italia. Os revolucio-
narios esl.io descontentes.
Dissestes que faziets a guerra Austria e re-
voluclo. Pcrmitti-mo que o digatambem. Es-
tamos de accordo. (Riso ) Mas sabis o que di-
zem os revolucionarios ? Dizem : tenho sacrifi-
cado o meu sangue, a minha fortuua, e a minha
liberdade, e isto para engrandecer o Piemonte.
O systema piemontez marcha corajosa e resolu-
tamente.
Os revolucionarios dizem : eu sou excluido dos
empregos, sou perseguido, calumniado pelos jor-
nacs, e o Piemonte engrandece-se. Os revolu-
cionarios seniora dilfieuldado em dizer isto, mas
dizem-n'o ('(lectivamente (Riso.)
O systema piemontez funda-se na capil il pie-
monleza, e eis-nos em presenca de um grande
problema italiano, a capital.
Nao se pode dissimular quo Tarto sobresahe a
looas os cidades do estado, pelas suas virtudes, o
pelos seus sacrificios. Mas o que uma capital ?
E' uma cidade que pela sua riquesa e popula-
cao, est de tal rnancira superior s outras cida-
des, que so lorna impossivel a rivalidad. Uma
capital Pars. Londres, o Pekn. E' nlo s ne-
cessario quo haja popoluelo, mas aecumulaclo
de riquesas, e de mercaduras. E' necessario uma
irradiaclo de estradas, um systema de circula-
Cao, sem o qual nao ha capital I Quando uma
cidade loma a preponderancia econmica, ha sem-
pTe guerras e desordens; eis-aojii o vicio do sys-
tema piemontez.
Sabis quo a cidade de Napolps conta 500,000
habitantes, que rica, que governa econmica-
mente as Doas Sicilias, e queris subordinar
aquella cidade a Turto. Queris subordinar a
maior cidade da Italia, a uma cidade Ilustre, *
digna a lodos os respeitos, mas que nlo forma
melade de aplos. (Sussurro).
O governo livre para destruir todas as leis
napolitanas c substituil-as por leis piemontezas.
(Reclamaeoes dos bancos dos ministros).
Presidente Deixae fallar o orador ; nlo
de faltar oradores que Ihe respondan).
Mr. FerrariNa capital das Duas Sicilias en-
contre eu a memoria de um reinado abomina-
vel. Garibaldi foi accolhido cora enlhusiasmo,
mas ninguem disse : as nossas leis sao ms. As
leis de aples sao as melhorcs que podem re-
ger um povo ; ali eslo em vigoi os cdigos fran-
cezes.
Para abreviar a annexaelo disse-se : se vos nao
appressaes tercis a anarchia ; lereis um dictador
que reine despe ticamente.
Se queris censurar o governo das Duas Sici-
lias, necessario arcusar Garibaldi; se assim o
hzesseis seriis uos lgralos, e olm disso nao
tereis direilo para o fazer. Aquelle hornera le-
vou a effelo una empreza que linheis declarado
absurda. Sa o censuraes collocais-vos do Iffld
dos Bourbons.
As Duas Sicilias eslao to bem governadas-
quaiito posivel. (Riso.) Examinaremos os-
ados. A Sicilia foi conquistada para a liberda-
de, o serve de bise de operacoes para conquistar
aple?. Vamos a Reggio Censuraes vos Gari-
baldi? Elle que foi por toda a parte recebide*
com os bracos abertos ? Quando um governo
muda, ha cortamente desordens inevitaveis. Mas
vos tlzesies na Emilia o que faz e quer fazer Ga-
ribaldi. Em 1848. por occasio da entrada de
Carlos Alberto em Millo, houve desordens hor-
riveis. As Duas Sicilias eslo eipostas sedi-
cio, verdade, mas da parle dosannoziomsias.
Que fizoram ossnnexionislas? Quizeram trans-
portar o Piemonie inteiro para a Sicilia. O par-
tido annexionista, para tornar a annexaco ne-
cessara, provoca desordens. NJo fallo dos mi-
nistros, fallo dos seus amigos.
Digo que o pan ido annexionista cm grande-
parte i'-omposto de avenlureiros; (Murmurio ge-
ral egrande susurro.)
PresdemePeco ordem ao orador.
Mr. FerrariTenho consagrado minha vida-
an Estado, nlo quero lugar algum nem emprego
(Exclamares.)
PresidenteAqui nao esl ninguem para pe-
dir empregos. Os deputados representara a na-
c3o ; o orador insulta a cmara.
Mr. FerrariNao quero insultar a cmara
Fallo desses que giram em tojos os partidos'
Tenha sempre respeitado a cmara, o Sr. presi-
dente interpreta mal as mirillas palavras
Presidento Tomo nota da retractarlo dr.
preopinante
Mr. FerrariAs minhas palavras estavam re-
tractadas antes de proferidas. Respeito-vss
porque representnes a liberdade italiana ; nem
eu dselo discussaes irritantes.
Quero que reconhegaes que Garibaldi nao fez
mais do que linha feilo Farini e Iticasoli, Nos
aventureiros nao compreheodi nome algum dos
raemDros da cmara. Quiz explicar os defeitos
do ssytema piemontez. Separo as pessoas dos
systemas.
hlo


<*)
3X
hvre,
Pero alguns minutos de descanso.
(Na cmara uotava-se a mais viva agiUgo.)
Mr. FerrariQuero fallar dos ministros, sepa-
rando as pessoas do systenja.
I'm bom ministro aquella que applica rigo-
rosameoto as suas proprias ideas. O presidente
do conselho possue pois ua raiulia opinio todas
as qualidades ministeriaes.
Agora lhe perguntarei eu ? Quizeslos a expe-
dioo ? animaste-la ? Nao vos considero minis-
tros para i situado. Nao teiiamoi lido confian-
ca em vos para as Duas Sicilias quo foram li-
bertadas conlra todas as oossas previses. Nao
sois os ministros da expedido de Roma n?m da
expedicao de Veneza. Nao scwacredila em vos
por iss. Nao podis dar resposls alguma sa-
tisfacloria relativamente a Veneza. Iris a Ve-
nis como fostesa aples e a Palermo, quando
os outros vos tiverom iberio o camiuho. Dir-
me-heisque eu nao sou o hornera da unidade !
Mas lendes vos persistido no tnovimeiilo italiano
de 1830 ? Dir-nie-heis que eu sou o hornera da
federago ; confesso-o. Acredito na federaco,
mas quando li o vosso projecto de lei, vi que
eris tambem homens da federado. No mo-
mento em que tiverdes urna verdadeira capital ;
tereis verificado a federago do boa ou ra von-
tade.
A federaco nao tera outro lira rnais do que
conservar as autonomas, e eu recelo que nao
sejamos rauito federalistas. A quem pode pois
servir a pluralidade das capitaes / Tem havido
mais do duas mil guerras niuuicipaes na Italia, e
essas guerras podero renovar-se.
Vos nao sois os ministros, nem represenlaes a
unidade, nem a federaco nem a guerra de a-
ples, que nao leudes querido, nem a expedigo
do Veneza, que uo queris ; tambora nao sois"os
ministros da revoluto, porque a tendes desap-
provado.
Se se nio tivesse querido fazer a revolucao,
era necessario nao desthronar pessoa alguma,
r unir-se aos principes italianos para combater a
Austria. Em ultima analyse, tendes feilo a
guerra revolucionaria a casa de Este, casa de
Lorena, assim como a fizestes em aples.
Sois vos os ministros da allianga franceza ? Es-
limo esta allianga ; mas nao tendes forra para
representar o partido do progresso. Muita gente
considera a allianga franceza como un facto pes-
soal, exclusivo do imperador. E' s a elle que
se dirigem os nossos actos degratido.
Trinta rail homens partirauj para urna expe-
dirlo heroica, e para dar ura reino i Virtor l'.in-
manuel. Eu quera que esse exercito fosse at
ao coraeao da naoo. Nesia asserabla ouco eu
cnsalas a esse exercito para o qual s queiia
ouvir elogios.
PresidenteNesta asserabla nunca houvc se-
no applausos para Garibaldi e para o seu exer-
cito.
Mr. Ferrari.O governo pede-nos um voto de
confianra. Eu nao Iho o quero dar, porque o
exercito do mcio-dia pode ser maltratado, e li-
na i meo lo porque nao lenho confianca nclle.
Nao julgo quo esta assembla represente a
niaioria da Italia. Perguntarei ao ministerio se
tem segurancas da parlo da Franca. A Franca
nao approva as expedices do centro era as do
meio-dia ; quiz sernpre a federaran. A Franca
deixa-voscaminhar, porque a dcseuibaragaes dos
scus inimigos. Mas a cousequoncia ha de ser
licardes sernpre dependente da Franca, e una
anncxaco italiana trar comsigo urna'anncxaco
franceza. Dizeis que nao ha negociacoes ; eu nao
cousullarei os vossos erabaixadores, consulto a
historia.
As negociacoes esto na expansao das ideas da
democracia franceza, na influencia docommercio
francez, da littclatura franceza. A Franca quer
estonder-se, porque esta e a nalureza de todas
as democracias ; a Franca estende osseusbene-
lios s novas provincias para tambem ganhar
outros novas. Disse-se-nos, que se nao subs-
crever a novas annexaees. Seja ; o presidente I pois ha homens que teem luctado contra os ty-
do conselho nao ha de subscrever para isso. ramios, e solTrido o exilio, a priso o a ruina ;
"Mas quando tiverdes envolvido a Austria em mas alraz d'elles havia animaes parsitas. Es-
uma guerra incendiaria, e que a Franca vos ; ses sao os agitadores polticos de profissao ; en-
abindonar, ser-vos-ha necessario sujeitar-vos a volvem-se no martyrio, o enganam efleetivamen-
i -
Nao sabemos. Mas no nicio da Italia
nao pode Roma permanecer escrava.
Roma capital necessaria da Italia. Sem Roma
nao ha unidade.
A brilhanle expedigo das Maicas foi le urna
grande importancia, porque preparou ofuluro.
Quanlo a Veneza, urna questao de opporlu-
uidada. Se a alianga austro russa tivesse exislido
antes da expedigo de Garibaldi, teria podido sus-
pender o nosso movimento italiano, mesmo sem
desembainhar a espada. Mas a Austria nao quer
sacrificar a sua poltica oriental sua poltica
italiana. (A voz do orador lio frica que qua-
si impossivel ouvl-lo.)
O orador disse. concluiodo, quo julga com pre-
hender o projecto de Garibaldi. O geveroo do
rei est ligado peles seus deveres com a diplo-
macia. Nao pode obrar conlra a Austria como
Garibaldi, porque nao est ligado com cousa al-
guma, e que pede para fzer a guerra, apesar
do9 riscos e perigos para depois depor a sua es-
pada sol ps do rei.
Garibaldi est certamente em erro supondo
que pode fazer a guerra a Austria sem envolver
a naci. Mas o erro de um grande alma ; ar-
restara a nago a urna guerra intempestiva e
lalvez funesta.
A Italia nao se batte para colher gloria, mas
para formar urna patria.
O governo tem feilo pela independencia da
Italia tudo quanto era possivel. Foi ello que deu
impulso ao movimento, que lornou possivel a
empresa de Garibaldi.
Nao hesito em votar pelo projecto,o digo que o
governo do rei e Garibaldi merecciu muito da
patria. (Rravo !)
Mr. Claves tomou a palavra a respelo do pro-
jecto.
A questao nao para immolar Cavour a Gari-
baldi ou Garibaldi a Cavour,
Todos os corarles italianos se abalam narra-
rao da expedigo de Garibaldi, que recorda os
tactos referidos por Homero.
Todos reconhecera que a annexaco o estado
oormal dos paizes libertados. O estado actual
anormal e provisorio. Julgar-se-ha compensar
estas vanlagens pela seguranza, liberdadc e pros-
peridade ? A esle respeito os fados sao conhe-
cidos. Nao ha compensaran. A seguranga da
lidia funda-se no reino. Foi s o seu exercito
que se balteu contra o estrangeiro em Palermo,
S. Marlinlio e Ancona.
Que se ha de dizer da liberdadc do um paiz
onde so v ura prodictador por dia, e um mi-
nisterio cada semana, onde se teem passado os
actos que vos sabis ? Quanlo a prosperidado,
necessario no fallar n'isso. Quanlo a Roma,
perguntar-vos-hei se aTaslando o papa d'aqueila
cdade julgaes resolver a questao do papado.
Eslimo mais ver o nosso inimgo na Italia do
que (ora d'ella. Um dia chegara em que ha
de ser um grande elemento de farra para a
Italia ter no seu seio o Papa conservando osnie-
lhores sentimfentos.
Se o Papa estivesse a par do rei da Italia, nao
julgarieis vos que a Italia seria maior ? (applau-
sosinterrupgao ]
Quanto a Veneza, quanto nos foamos 22 mi-
lliOes de iialianos, concluiremos por-te-la.
Veneza ha de vir-nos quando forraos um Es-
tado forte. No anuo passado eramos pequeos,
e fallavamos incidentemente. Este auno, dis-
cutimos livrcmente em face da Austria, porque
somos fortes. Quando trennos mais onze tui-
lhes de habitantes seremos mais fortes aiuda.
' necessario exaru'nar as verdadeiras causas
quo suspendem urna questao quo era mesrao
devia ser discutida. A primeira consiste as
nossas divises : temos atrastado as rivalidades
municipaes, mas nao temos aTastado todas as di-
visocs. Entre aquellas que nao quereiu a llalla
unida, ha boa f, e ha ra fe. lia alguns que
julgam que a unidade deshonra a sua patria, e
que ha de ser para elles como um exilio. De-
PIARIO DE PERHAMBUCO. SEGUKDA FElftA 19 J)E NOVEMBRO DE 1860.
- *' ------
manuel! e cu cuniprire a missao que me foi
confiada.
(Coi levantada a sesso s cinco horas e meia.)
{Jornal do Commercio de Lisboa.I
DIARIO DE PERNAMBUCO
Mu lata e diversamente ha sido interpretado
nesla provincia 0 artigo da lei do orcamento, que
se refere modificacao do imposto eslabntecido
pelo alvar de 20 de oulubro de 1812 e alterado
por outras leis posteriores.
as forcas dessas itilerpretacoes lio variadas,
que todava coinciden! u'ura foco de m vontade ;
na traduccao liv-re que do ao enunciado da le,
nao obstante a ausencia que nella ha do um dis-
posto, que30 preste dous sentidos quer lgica,
quer lilleralmente, nao haver classe ern nossa
sociedade quo nao seja comprehendida ; o d'ahi
desceu-se at insinuaran de que os simples ga-
nhadoresde pao o corda nao seriara anda isen-
tos da atiiugencia do imposto I
Essa intelligencia absurda, em que avultsva
urna malevolencia subversora e que se inoculava
no espirito insciente da populacho como um ger-
men, que deveria fecundar-se n'uraa poca dada ;
esta intelligencia que sob taes formas se alirav?
ao povo como urna fascinaco, lovou-nos a pedir
oxplicaces para a corle sobre o que occorria, so-
bre essa accepeo ligada ao 10 do art. 11 da
lei n. 1,114 de 27 de selembro prximo passado ;
e tendo-nos ella chegado pelo ultimo vapor d'alli
essas exigencia?,
Tenho visto aples; vi urna cidade immensa,
rica e populosa ; se cu tivesse nascido na patria
do Vico ; o me propozessem annexar-me ao Pie-
monte, cu respondera : nao.
te as pessoas do bera. Ora, urna vez
a Italia, esta gente perdera a sua industria, e
emquanto existir um palmo de Ierra que nao es- '
teja organisado, querer essa gente ah couscr-
var-se. E' urna questao de subsistencias. Essa
Com a confederarlo, cada cidade 6 urna capi- gente reclama o direito ao traba
tal, cada estado lera a sua assembla e as suas! Fallo d'aquelles que fazem officlo de agilado-
leis proprias. Com a coricderaeao podis ter
ura exercito nico. Islo v-se na Suissa, e na
Allemanha. Federaco uo quer dizer divisio.
E um erro ; federae/o quer dizer unio. ( Mur-
murio.) Com a federaco, fazeis viver juntas to-
das as formulas de governos. Um rei pode ser
chefe de urna federaco. Poderieis ter a federa-
ran real. E assim que encontrareis o syslema
conslilucionai da democracia.
Foi a federaro germnica que dcslruio o im-
perio romano,o rnais unificado do mundo. Com a
federaco podis viver com o papa, sendo mes-
nio soberano temporal. ( Risos. )
A unidade destrnir-se-ha, mas o momenlo
da sua constituirn ha de chegar com a era fe-
deral.
Mr. ScialojaO preopinante disse quo se ti-
rina proposlo applicar a aples todas as leis
piemontezas. Eu fazia euto parte do conselho
dos ministros era aules. Propoz-se smente o
cdigo e o processo penal, no que se applicasso
aos deudos polticos ; eis-aqui ludo.
Os ministros que ento estavam em aples
eram todos homens honrados c destnelos. Mr..
Ferrari podia ignora-lo, porque nao tinha lido"
a descripeo de aples seno por um olma-
naek.
Mr. Ferrari.Ouvi com prazer o que diz o
preopinante. A separaco era completa entre n
norte e o meio-dia da Italia. Honro os napo-
litanos ; honro Mr. Scialoja; honro os seus col-
legas ; mas nao podprei responder-lhe seno de-
pois de ter consultado os amigos que me infor-
raaram.
Mr. BoggioFez uso da palavra a favor do
projdo. Votemos esta lei. disse elle, e dentro
em pouco, pela iniciativa do Piemonte. nos Pie-
montezes, estaremos em maioria. Quando for-
mos 22 milhoes de italianos bem unidos, nao te-
remos receio des tratados secretos que vierern de
Vienna ou de Palermo leremo receio de pessoa
alguma.
O orador tratou de refutar successivamento os
argumentos de Mr. Ferrari. Disse julgar que o
parlamento se n5o tornar a reunir da maneira
porque o est actualmente. Mas esta dscusso
nao pode servir para formar o juizo definitivo da
Europa a respeito da Italia.
Declarou que se o interesse da Italia exigir
quo Turin sacrifique a sua posicao de capital,
os tnrinezes farao esse sacrificio com muito
prazer.
Ranlo federado, o orador confessou que
nao tinha feilo grandes estudos historeos, mas
parece-llie que o senso commtim a favor da
unidade.
Quando formes 22 milhoes, seremos mais for-
tes do que com 11.
Estaremos nos to seguros de um futuro tran-
quillo, para nos diverlirmos em discutir todas
as formulas de governo possiveis o impossi-
ves ?
Temos vencido toda a qunlidade de diflicul-
dades para reunirmos onze milhoes ; quo nos
necessario para serraos 22 milhoes ? Um
voto.
Pelo que loca a Roma, digo que no dia em quo
Roma nao fr mais do quo urna cidade sola-
da a Italia retomar naturalmento a sua ca-
pital.
Quanlo a Veneza, julgo-a mais necessaria do
que a nequisiro de Roma. Mas a providencia
quer que Veneza seja escrava para quo a Italia
esleja unida. E -o perigo que nos rene. Se
Veneza estivesse livre, talvez que o projecto de
lei actual nao fosse votado.
3Ib o.
oiuelc
res polticos,
do servidos ;
Uiz-so que essa gente tem presta-
soja. Mas a Austria tambem os
preslou, assim como o Papa. Se a Austria nao
tivesse tyrannisado. se o Papa houvcsse gover-
nado bem, nao so teria formado a Italia.
Quauto s condigdes que devem empregar-se,
nao as comprehendo. Appsresenlou o Piemon-
te condi(;oes quando arriscou a sua existencia
paja combaler s a Austria ?
Quando o Piemonte s levantou a bandeira ita-
liana ern face da Austria, soffreu ameacas, inva-
soes, tudo, ofiereceu elle condices ?
Apresentou urna nicafoi para que nao vi-
esse urna seita ao mesmo lempo, para se apode-
rar do movimento italiano. O Piemonte quiz a
Italia, urna, lvro e forte. As seitas republicanas
nao o teriam feilo.
Quando Garibaldi tomn o uniforme da Italia,
procedente, verificarnos o desvio Intencional que
sobresali na exlenso dada entre nos ao referido
artigo, e que nos en contiendo.
O governo nunca leve em vistas o que lhe
emprestado to oliciosaraeute por urna especu-
laco pouco digna, quando se mauifesta erapre-
gaudo meios, que podera alterar a ordera pu-
blica.
Ura dos Srs ministros, escrevendo-nos acerca
da materia, diz-nos: Sao infundados osreceios
que, segundo diz, vo ah appareceodo contra o
futuro imposto sobre as Industrias. Nesse artigo
que passou, nao enlrou disposico nova, e nem
entra as vistas do governo exeula-lo de modo
gravoso aos contribuidles, sendo cerlo que as pe-
quenas industrias acham-se excluidas pelo pro-
prio artigo.
A asseverac.o deS. Exc. quo ahi dexamos
apreciado do publico, nesse trecho reproduzido,
indicando as iulencoes do governo imperial cora
relaco ao referido imposto, combina com o avi-
so de 15 de oulubro prximo passado, dirigido
seccao de fazonda do conselho de estado sobre a
mesma materia para o lim de orgatiisar o projec-
to de rcgulamento, ern que tem de assentar a
pcrcepQo respectiva.
Para maior elucidarao, reproduzirem03 aqu
textualmente esse aviso : Ministerio dos nego-
cios de 1860. Illni. e Exm, Sr. Tendo a le n.
1,114 de 27 de setembro prximo p., no art, 11
10. autorisado o governo para substituir o impos-
posto eslabelecido pelo 2" alvar de 20 de ou-
lubro de 1812, c alterado pelo art. 8 S 4 da lei
de 2-2 de outubro do 1836, o arl. 10 da de 21 do
oulubro de 1843. por urna tsxa que devera cora
prehender lodas as industrias e profisses, que
forem exercidas ras differentes cidades e villas
do imperio, com excepgo somento das que pela
nalureza privilegiada das respectivas funeces ou
reconhecida insuiticiencia o penuria de sus re-
cursos nao a devereai ou poderem sopportar,
estabeleccndo como regra quo a referida laxa
dover ser era parte ixa e era parte variavel,
assenlando a fixa sobre a ualureza. classe e con-
dicao das industrias e prolissoes, e imporlaucia
comraercial das cidades e villas era quo forem
exercidas, o a variavel sobre o valor locativo do
predio ou local em que funecionarem, najo do-
veudo a parte variavel, quando so dr ao mesmo
lempo o pagamento da fixa, exceder lO 0|0, e
20 [ior 010 no caso contrario ; e sendo necessario
por em execucao a referida disposico, sua Ma-
gestade o Imperador ha por bom* determinar
. que a sec?o de fazenda do cooselho de estado,
constituida ^f"1""0 V.E xc.de relator, organise e proponha,
sob as bases as mais equitativas, ura prijecto
de regulamentu para o dito fim, cumprindo era
lodo o caso quo nao sejain comprehendidas no
imposto, como recoramenda a lei, as industrias
e profisses que pela nalureza privilegiada de
suas funeces, ou pola reconhecida insufDcieii-
cia e penuria de seus recursos nao o deverom
ou poderem supportar, em cojo caso se achara
suspeila* do enme em Mauoel da Consolacau, leddo tarde havido procisso, e uoilo fogo do
que seachava com o assassinado na occasio do artificio.
'"f: 1 Orou na fesla o pregador da capellt imperial
i.e-se no Jornal do Amazonas: Fr. Joaquim do Espirito Santo, e no Te-Deum Fr.
Consta-nos que a chave de urna loja na Ca- Augusto,
hfornia (bairro commercial da capital) chegou ao O Exm. Sr. presidente tendo sciencia ofll-
preco de 5 700, e a do urna sala por cima da cial do estado om que acha-se a Cruz do Palro,
?ona Aja a de 1'50.0** ue faza sorama do j officiou directora das obras publicas atlra de
7.2UU5, s para a cesso de duas chaves I Se as- serem examinados os reparos de que ella careco,
e organisado o respectivo orcamento.
sim vamos aonde pararemos? >
Maranho. Embarcara no dia 6 do corrente,
em demanda da provincia do Amazonas, pars a
quil foi nomeado presidente, o Exm. Sr. IV. Ma-
noel Clcmentioo Carneiro da Cunta, que na ves-
pera havia passado as redeas da aJministracao
policial ao Sr. Dr. Abilio Jos Tavares da Silva.
Fallecer, victima de corisequencias de parto,
a Exm." consorte do Sr. Dr. Oridio da Gama Lo-
bo, secretarlo da presidencia. Acompanharaos o
nosso amigo era sua dr.
Seguir para Caxias, na noite de 8 do corren- guinte :
Foi reformado no posto de major, sem sol-
do, o capito da extinda segunda tinha desla pro-
vincia Jos Ignacio Xavier.
Por neto do governo imperial de 31 do ou-
lubro prximo passado, foi nomeado para exer-
cer interinamente o lugar de escrivo do hospital
militar desta guarnisio o Sr. Leonel Raphael de
lloraos e Silva.
Nos das 16 e 17 fizerara aclo vlnto e seis
estudanles, o o resultado da volaco foi o se-
je, o Sr. Dr. chefe de polica, acompanhado pe-
lo major Canisao, a (ira de assislir s eleices de
juizes do paz e vereadores, quo se devia pro-
ceder 18, em coosequeucia de haverom sido
annulladas as de algumas parochias, fcitas era 7
de selembro-.
LO-sano Publicador tlaranhense:
Em consequencia de boatos que se tem es-
palhado 0 reproduzido, deque algumas influen-
cias poderosas e rivaes da Passagem-Franca e da
No Io anno2 approvados plenamente,1 sim-
pliciler e um reprovado.
No 2o armo4 approvados plenamente.
No 3o anno4 plenamente e 2 simpliciter.
No 4o anno7 plenamente e 1 simpliciter.
No 5o anno4 plenamente.
Foram recolhidos casa de detenco no dia 16
do corrente, dous homens e 6 mulheres, sendo
lodas lvres, a saber : a ordera do subdelegado de
S. Antonio, 1 ; do de S. Jos, 1 ; e do da Boa-
villa de Paslos-Bons, traavam de preparativos Vista, 5.
criminosos, para serem empregados na prxima! Lista dos baptisados da freguezia de Santo
lula eleiloral, fez S. Exe. o Sr. presidente da pro- Antonio do Itecfe de 11 a 17 do correnlo.
vincia hontera parlr para all o major commau- lonocencio, pardo, fllho legitimo de Liberato Me-
!.-"l-0r._0 ?or.po de uo!icia Isaac Espoz de Miran-! renciaiio de Souza, e Inuocericia Francisca das
as dos simples operarios ou artistas, e outros em
circunstancias iguaes que actualmente, pelo rc-
gulamento n. 361 de 15 de junho do 18i, go-
sarn de isenro desse imposto. Deus guarde a
V. Exc. Angelo Moni: da Silva Ferros. Sr.
visconde de Itaborahy.
Ora, era presenr.a do que consagrado nesse
aviso, vista do que aseverado pelo Exm. Sr.
ministro no trecho de sua caria, poder subsis-
tir a interpretaco, traduccao ou ar.cepr.ao allribui-
da quelle da lei do 27 de selembro ultimo ?
Podoro ainda vingar, do modo a produzr a
impressao que se procura, os argumentos ca-
pciosos queso lem alido os antagonistas do re-
(eildo de urna lei, que nesse seu dsposlo nao
aprsenla urna materia nova, que por sua in-
conveniencia atraa as iras, que ahi se improvi-
e do ro, procurou ver se poderla ura da fazer sarn com um patriotismo contestavel ?
Da coiubinacao das leis de orcamento ante-
riores cora o ij 10 do art. II daquella do futuro
62, v-so sem esforco
anno financei'ro de 1861
renegar a sua bandeira a esse grande italiano
Procurou fazer cora que ello desmenlissse
esse grito me soitou a Austria : Italia e Vctor
Emmanuel I
Esses homens teem de dar conta do um gran-
de atienta Jo contra a patria. Esqueceram quo
existia um povo que gerue e que nos grita : Se-
de unidos, seris fortes, e quebraremos as nos-
sas algomas.
D'rels urna palavra sobre a questao de confi-
anra. Mr. Ferrari disse hontem que recusava o
seu voto porque Mr. Cavour nao era um anligo
revolucionario. En pergunto se elle um ho-
mem da situago. Nao goslo dos homens ne-
cessarlos ; mas" temos nos homens que oferecam
tantas garantas como Mr. de Cavour? fvu temos
lempo paratf3zer experiencias. Nao fallo da expe-
dicao da Crimea, era do congresso de Paris, nem
do allianca franceza, qual devenios representar
hoje a Italia. Dir-nos-ho que as circunstan-
cias teem feilo tudo ; seja: mas Mr. de Cavour
poz ali o seu nomo.
A questao entro a nonarchia constitucional
e a repblica. Eu quero a Italia e a monarchia ;
isto quo representa o ministerio.
Fez-so alluso a novas sesses de territorio ao ,
imperador dos francezes. E' este o peccado de | e gTernado que a falta desla correspondencia
Mr. de Cavour. Volei pela cesso de Niza, como i 'mPorla um estado inconcebivel o prximo da
se sabe, cora senliraento ; mas a cesso de Niza i dissolucao. Mas como o interesse dos socios
torna iriteiramente impossivel qualquer outra ainda que geral, elfectivamente desigual, con-
cessao a Mr. de Cavour. A primeira foi um acto |forroe sao "S fortunas de cada um delles de-
de intelligencia que ueste nao ha disposico
nova ; que elle uo creou um novo imposto ;
que elle finalmente racionalisou a disposico pre-
cedentemente consagrada, dando-lhe a base da
igua|dade que lho [altiva, oque esseucial ora
materia de impos^o.
Admira pois que aquelles que se dizem profes-
sar as ideas da escola liberal, tamanho antago-
nismo apresentem principios que d'ella sjra fi-
llios. que d'ella emanara naturalmente.
Qne razao justificativa havia para ser isenlo
da incideucia do imposto o negociante ou rnanu-
facturciro da provincia do Rio Grande do Sul
ao passo que ella se dava para com o desta?
Nao gozam todas as provincias de iguaes
vanlagens, e por conseguinle nao devem estar
sugeitas, por forca desse gozo igual onus se-
semelhantes em nalureza ?
O governo deriva inqueslionavelmente a ne-
cessidade da sua existencia do bem geral dos so-
cios ; e pois de justica tambem que lodos estes
corilribuam para essa existencia ; visto que to
ntima a unio ou a affinidade entre o governo
da, afira de lomar lodas as medidas necessaras,
no sentido de evitar qualquer oceurrencia des-
agradavel contra a segurauga publica o indivi-
dual.
Cear. Por portara da presidencia, de 7 do
corrente, fra marcado o da 10 de Janeiro prxi-
mo vindouro, para a eleico de um senador.
lio Grande do Norte. Nada digno do memjo
occorreu.
Parahiba. Havia sido marcado o numero de
eleiiores que devu dar cada urna freguezia, uas
prximas eleices de dezerabro, ficando o primei-
ro dislrido com 477 eleitores, e o segundo com
304.
O nosso correspondente diz-nos:
Continuamos a gozar de paz e tranquilldade.
a Os engenhus esto trabalhando e algum as-
sucar da nova safra j lem vindo ao mercado.
Nao lhe eslranho que os cofres da provin-
cia esto varridos, porque quando se tinha di-
nheiro gaslou-se sem corita, e quem vive sem
conta morro sem honra. Islo nao para admi-
rar porque, desde quo houve um presidente,
que encontrando nos cofres ura saldo, superior a
100 coulos de ris, o consumi Iracando lnhas
rectas e desapropiando casas, que "o privavam
do traca-las l a seu goslo, nao ha a esperar ou-
tro resultado.
Mas o que admira quo os cofres geraes es-
tojamscm dinhoiro, e isto talvez devdo ao ins-
pector que nao querendo mostrar a sua pobreza
ao collega de Pernambuco, conservou-se espe-
rancoso ua arrecadar;o, que diminue lodos os
das, e nao procurou fazer desappareccr o grave
inconveniente do desanimo que apparece na pra-
ca, quando se sabo que os cofres geraes nao tem
dinheiro.
O commendador Francisco Alves do Souza
CarvaHio o desempate para os apeitos, aqu na
provincia, transaccionou sem vaotagern, segun-
do me consta, ura saquode 8:0009 para essa pra-
ga a favor do commendador Manoel Goncalves da I
Chagas.
Anua, crioula, escrava de Manoel Jos Gon-
calves.
Amelia, branca, filha legitima de Manoel Ignacio
de Torres Bandeira, e Dioclecia Caroliua de
Mesquita Bandeira.
Julia, branca, filha legitima de Antonio Corroa
Gomos d'Almeida e Joaquina Bandeira Gomes
de Almeida.
Casamento :
Antonio Jos Soares com Maria Pastora da Con-
ccico.
MORTAU'UnE DO DIA 16 !
Romana, prela, escrava, 1 anno; deiderna pul-
monar.
Jos, pardo, 8 mezes: convulses.
Joo Tiburcio da Silveira Falco, branco, soltei-
ro, 18 airaos ; febre typhoide.
Manoel uarto Ferro, branco, casado, 68 anuos,
hydroptsia.
Mana Florentina Correa de Almeida, branca, viu-
va, 50 anuos ; dclalaco da orla.
Jos, preto, escravo, solteiro, 50 anuos ; acile.
Perpedigua, parda escrava, 6 aunos ; diar-
rlia.
Maria, prela, 5 annos; convulses.
CHRONICA JUU1CURIA.
JURY 00 RECIFc.
5" SESSAO.
DA 17 DE NOVEMBRO DE lgOO.
Presidencia do Sr. r. juiz de direilo da pi imti-
ra vara criminal Bernardo Machado da Costa
oria.
Promotor publico, o Sr. Dr. F. Leopoldino de
Gusmo Lobo.
Escrivo, o Sr. Antonio Joaquim Pereira de
Olivei'a.
A's 10 emeia horas da manha.o escrivo pro-
Silva.
A provincia est a dever ao commendador cedca ''amada nominal de lodosos senhores jui-
Carvalho nao pequea quantia. a alguns mezes, i ,""' venlica-se estarera presentes j ju-
sem vanUgem para o ernprestador, que nunca se r
furia em preslar-so ao servieo publico, sem
9
Mr. Armelonghi fallou a favor do projecto.
Examinemos, disse elle, como temos procedi-
do desde o dia em que o conde de Cavour recia-
mava os nossos direilos no congresso de Paris.
Vejamos o caminho que temos andado. Tudo ou
nada, o dogma de urna certa escolla, mas es-
ta nao a raso. Com a vista fixa em um fim
de terminado, necessario aproveilar sernpre o
qua se aprsenla.
O passado temporal era considerado como o
problema mais arduo da poltica, e muita gente
o jugava io3oluvel.
No movimento geral da Italia central, toma-
mos a Romana. Agora podemos libertar as
Marcas e a Ombra, e ao Papa s resta urna cida-
de. Tudo isto se fez pouco, pouco hoje o papa-
do lemperal urna cabera sem corpo.
Mr, Ferrari pergunlou-nos cerno chegariamos
a urna soluto definitiva.
de necessidade, a segunda seria um aclo vergo-
nhoso. Estou tranquillo, porque julgo a cesso
de Niza como urna garanta.
O re esl frente do seu exercito, onde existe
o perigo. Ser este o momento de dar um voto
de confianza ao sou governo ?
Quando esse rei se apresentar no parlamento
italiano completo, dir : Os vossos predecesso-
res sustenlaram-me com a sua confianca, e vos
eslaes aqui; o parlamento italiano responder :
os nossos predecessores : procedern) rauilo bem I
(Bravos prolongados.)
Mr. Bertani :Nao quera fazer uso da pala-
vra seno para restabelecer fados extraordinaria-
mente desfigurados, mas para a minha defesare-
corro para lempos mais tranquillos. Todos que.
remos a mesma coisa : Liberdade, Italia unida,
c Victor Emmanuel para rei. Sou fiel ao jura-
mento que preslei.
Nao sou nem faccioso, nem devorador de mi-
lhoes.
Passados alguns momentos de tranquillidsde,
darei conta dos milhoes, que passaram pela mi-
nha mo, e ver-se-ha o que ento flz.
No dia em que apresentei a minha inlerpella-
cao a respailo da Sicilia, flz a minha profissao de
f. Quero a revolugao para se conseguir a liber-
dade e a unidade da Italia.
A revolugao tinha triuraphadoGaribaldi ti-
nha chegado ao termo dos seus esforcos ; nao
quiz a annexago imraediala. Disse aos parla-
mentarios : Quero combater ainda ; quero liber-
tar o continente napolitano. Nove milhoes de
homens teem confianza era Garibaldi.
Nao quera a annexago, porque quera garan-
tas para o curaprimento do seu programma. A
sua alma flcou commovida quando o exercito
real enlrou nos estados Romanos.
Sei que Garibaldi ha de ser sernpre generoso,
e espero que Mr. de Cavour o seja tambem.
Seguindo o conselho do Mr. Heliana, suspen-
demos esta discusso. V o conde de Cavour a
aples; api-rio a mo s Garibaldi, e islo ser
a allianca da revolucao e da monarchia, do exer-
cilo e dos voluntarlos. Haver dois nomes uni-
dos no coraro da Italia ; Garibaldi e Victor m-
corre desla circurnslancia capital que a contri-
buicao para a despeza deve ser proporcional-
mente fortuna, que protegida e assegurada
pelo governo.
Estes principios de syntelologa. que haviam
sido desconhecidos as leis anteriores, que
constituem a ionovaco de que ha sido argido
o 10, de que tratamos ; visto que elle exlen-
deu lodas as provincias urna imposigo que
recahia smenle sobre algumas, o que se nao
coadunava por cerlo com o caracterstico essen-
cial do tributo, islo a igualdade, caraderislico
que se liga ainda ao preceilo conslilucionoi de
ningnem ser isento de contribuir para as despe-
zas do estado #t proporco dos seus haveres.
Todava, nessa adaplacao do imposto com os
principios da sciencia, 'a proporcionalidade da
contribuirn nao foi desconhecida, sendo pelo
contrario consagrada clara o evidentemente uo
s no referido S. como tambera no aviso j ci-
tado de 15 de outubro p. p. ; quando declara
principalmente que nao sejam comprehendidas
no imposto as industrias e as profisses que pela
nalureza privilegiada de suas funeces ou pela
reconhecida insuificiencia o penuria de seus re-
cursos nao o deverem ou poderem supporlar
em cujo caso se acham as dos simples operarios
ou artistas e outros em circumstancias iguaes
que actualmente, pelo rogulamenlo n. 361 de 15
de junho do 1841, gozam da isenjo desse
posto.
interesse.
Na poca do mercantilismo sao bom raros os
que proceden] assim,e por isso mesmo digoos de
todo apreco e considerarlo.
No dia 9 reassumio o Dr. Manoel Jos da
Silva Neiva, o exercicio do cargo do chefe de po-
lica. Estimamos muito a volia do Dr. Neiva por
sou restabelecimento e por ser elle estranho as
parcialidades da trra.
Descobrio-so que o secretario da polica, Ma-
noel Porfirio Aramia, servase do sou cargo e de
ludo mais que por causa do mesrao podia saber,
para aconselhar aos amigos que se mostrassem
amigos dedicados do governo. deslo approveilas-
sern os favores e depois volassem nelle Arauha
para deputado asserabla gera
res
se
rere
com tal secretario.
O Despertador publicou nma carta desse se-
nhor secretario, que o corpo .te delicio da mais
formal deslealdade que se pode imaginar.
Tera havido entrada de olgodao, tendo sido
vendido o do primeira sorle a 7j>-200 a arroba, o
de segunda a G5UO, e o de terceira a S&60O.
A alfjudega e mesa do consulado renderam
o mez passado 6:7858183. A reforma dessas re-
partios est em execucao desde o dia 15.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Asseveram-nos com perfeilo conhecmenlo
da materia, que as petiroos e documentes dos
Srs. Gabriel e Joaquim Montarroyos. que alin-
de em um communicado o Liberal Pernambuca-
no de sexta feira passada, existem na secretaria
do goveino com a mformaro do respectivo com-
mandante superior, para'serem examinados e
subraetlidos posteriormente despacho de S.
Exc.
Asseveram-nos igualmente que taes papis nao
tem sido all procurados desdo muito.
Islo poslo, evidente que injustamente se
atira no referido communicado urna grave inju-
ria aos empregados da secretaria da presidencia,
dignos sem duvda de melhor couceilo pelos
seus actos, e outras pessoas de quera nelle se
trata desconvenientemente. Reforme por tanto
o communicanle o seu desvantajoso conceito com
Sao multados em 20gOOO todos os Srs. jura-
dos, que havendo sido notificados na forma da
le., nao coraparoceram 3os traballios :
Esubmettido julganieuto o ro Antonio Ri-
beiro do Lima, pronunciado no ait. 205 do cdi-
go criminal, em 20 do Janeiro de 1860 e preso
desdo 29 do outubro de 1859. O faci criminoso
historiado uo processo polo seguinte modo :
Era 29 de outubro prximo passado, no prmeiro
dislricto de Sanio Amaro de Jaboalo, havendo-
se armado Antonio Germano de urna espingarda
conlra Manoel Dantas e Antonio Kibeiro de Lima,
dispara sobre o prirneiro um tiro de que veio
I fallecer Manoel Dant.is era pouros momentos.
I Atirnndo-se Amonio Germano Riboiro de Lima
, com urna faca, lenUndo feri-lo, repelle este a ag-
gressao de Antonio Germano, servndo-sc para
esle fim de urna arma auc trazia, o com a qual
Germano,
ra aecusado o reo An-
Diligeule na puniro dos criminosos, a polica
local fez recolher priso Ribeiro de Lima e An-
tonio Germano, vindo este a fallecer de boxigas
na casa do detenco
Entre outras fallas de que a principio se resen-
tir o procosso e que foram suppridos pelo juizo
preparador, nola-se a ausencia dos autos de vis-
toria que conviria proceder, quer sobre o cada-
ver de Manoel Dantas, quer sobre os ferirneulos
observados era Autonio crmaiioi
Procedendo-se ao sorleio do conselho de sen-
tenca, sao designados os seguiules cidados, do-
pois de varias recusares :
Jos Bernardino Pereira de Brilo.
Antonio Pereira da Cunha.
Trajano Evaristo Castello-Branco.
Antonio Pinto de Azevedo.
Jovino Epiphano da Cunha.
Joaquim Galino Coelho.
Joo da Silva Paras.
Flix Joaquim Domingues.
Hermenegildo Firmino de Lemos.
Manoel Antonio Ribeiro.
Jos Francisco de alies Baviera.
Joo Eduardo Pereira Borges.
Deferido ao conselho de seotenca o juramento
dos Sanios Evangelhos, sobre um lvro sagrado.
Lido o processo na forma do eslyllo, procedeu
o juiz ao interrogatorio do reo, o qual allegou em
seu fivor a circurnstanci justificativa de haver
commetudo o crirae em propria defeza.
Delirida a palavra ao aecusador publico, leu es-
te o huello aecusatorio e o artigo di le nelle re-
ferido, deduzndo brevemente a accusao.. Es-
tando o fado provado dos autos, volveu-se toda
a allenro do orgo da justica para a materia da
terrea arrendada por............
dem 36.Irmandade de Santa
Luzia do Corpo-Santo, casa ter-
rea arrendada por................
dem 46.Jos Fernandesda Silva,
casa terrea arrendada por........
dem 48.Viuva de Antonio Joa-
quim Ferreira, casa terrea arren-
dada por..........................
Idom 50.Viuva de herdeiros do
Jos Gomes Leal, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 52.Joaquim Lopes de Almei-
da, casa terrea arrendada por___
dem 66Viuva de Agostinho da
Silva Neves, casa terrea arrenda-
da por............................
dem 72.Joo Antonio Pereira da
Rocha, sobrado de 3 andares e
loja arrendado ludo por..........
dem 74.Carlos Marttns de Almei-
da e outro, sobrado de 2 andares
e loja arrendado ludo por........
dem 84Mosleiro de S. Beulo,
casi< terrea arrendada por........
dem 92.Joaquim da Silva Lopes,
casa terrea arrendada por........
dem 114. Herdeiros de Joo Atha-
nazio Dias, casa terrea arrendada
por................................
dem 9.Irmandade das Almas do
Hecii'e. casa lerrea arrendada
por................................
dem 17.Viuva de Jos Fernn-
desda Silva, sobrado de um an-
dar o loja, arrendado tudo por.,
dem 23.Herdeiros de Lourenco
Corris e outros, sobrado de 2
audares e loja, arrendado tudo
por...............................
Iuera 25.Manoel Jos do Nasci-
niento e Silva, casa terrea arron-
dada dor..........................
dem 81.Manoel Joaquim Botelho,
casa lerrea arrendada por........
Idern 37.Gamillo Lellis da Pon-
seca, casa lerrea com um quarlo
contiguo, arrondado tudo por___
dem II.Domingos Heurique a-
fra, casa lerrea arrendada por....
Ideru 47. Manoel Estanislu da
Cosa, casa lerrea arrendada por
dem 71. Alexandrc Rodrigues
dos Anjos, casa lerrea arrendada
por..............................
dem 79.Viuva de Joo Antonio
Ferreira Balihar, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 81.Irmandade de Nossa Se-
nhora do llura-Parlo, casa lerrea
arrendada por....................
dem 83.Viuva de Agostinho da
Silva Nevos, sobrado de 2 anda-
res eloja, arreudado tudo por...
dem 85.A mesma, sobrado de 2
andares e loja arreudado tudo
por...............................
dem 111.Manoel Pereira Caldas,
casa terrea arrendada por........
dem 113.Joaquim liodrigues de
Almeida, casa terrea arrendada
por...............................
dem 123.Joaquim Antonio Rodri-
gues, casa lerrea arrendada por.,
dem 127.Manoel Jos liodrigues
Pinheiro, sobrado de ura andar e
loja, arrendado ludo por........
dem I.Antonio Joaquim do Sou-
za Ribeiro, casa lerrea arrendada
por...............................
dem 6.O mesmo, casa terrea ar-
renda por........................
dem 12.Domingos Anlunes Vil-
Ufa, casa lerrea, arrendada por.,
dem 14 Orpho lnnoccncio Rodri-
Liina, casa lerrea arreudada por.
Ideru 12. Francisco Mariins dos
Anjos Paula, casa lerrea arren-
daba por..........................
ltua do Areal.
N. 18.Jos Pinto do Magalhes,
casa lerrea arrendada por........
Idem2. Jos da Rocha Pra-
nnos, casa terrea arrendada por.,
dem 28.Viuva do Agostinho da
Silva Ne-es, ca;a terrea arren-
dada por..........................
dem 30.Joaquim da Silva Lopes,
sobrado de um andar e 5 lujas,
arrondado tudo por...............
dem 7Padre Joo Baplista do
Albuquerque, casa terrea com
soto arreudada por.
1929000
14100
210JJOOO
210JO00
3608000
216JW00
3369000
S96J0O
824*000
1585000
1689OOO
1929000
120S00O
2105000
450fOUO
3009000
288-5000
3609000
168SOOO
aoogooo
1929000
11189000
1 i i^-iiiO
SOOfOOO
809OOO
3OO8O0O
300*000
2105000
3129000
16890OO
178JOOO
240|000
30O900O
1SJ000
2}0jS0OO
16S90U0
192JO00
4929000
3OO900O
t'oiiiiuar-se-/ia.)
Communicados.
relaco ao facto argido, pois que explicado corno i Vt??t rga, Ua J'
tica, cesas a razo de ser que lhe era assignada. '" .dlle^da pelo reo. Procurando com
m-
Hontem pela manha fundeou em nosso porto
o vapor Oyapock, vindo dos porlos do norte.
Remeltem-nos a seguidle lembranca quo
submetlemos apreciado do publico ; visto que
tratando ella de una materia em quo deve dar-
se toda a esporitaneidade, para o verdadeiro real-
ce di acgo, deve ella tambem correr sob taes
inspiracos somente.
Sr. redactor da Revista Diaria.Appro-
ximando-se o dio 22 de novenibro, justo quo o
anniversario de urna poca to feliz para Per-
nambuco nao passo desapercebido; assim procu-
ramos o seu intermedio para pedir que nesse dia
baja urna illuminagozinha, urnas musicazinhas
para percorrerem a cidade. Servir tudo isso de
dislracgao ao povo, e lombrar-nos-ha um dia de
grande jubilo, que convera eternisar na memoria
da populaco para n8o cahir no esqueciracnto co-
mo o da nossa independencia e outros dias que
tambem deviamos festejar.
Occorre mais que quasi nenhuma despeza so
faz actualmente para Iluminar esta cldado, vis-
to lerem todos os moradores lampeos quo se es-
to estragando ns poeira.
Portanio instamos para que Vmc. pega que os
habitantes desta heroica provincia illuminera suas
casas as nuiles de 21 e 22 deslc mez, bem as-
sim as de 1." e 2. de dezembro ; nosso adora-
do monarcha merece todas as sinceras syrapa-
thias do povo.Alguns Pernambucanos.
Acha-se em exercicio da primeira vara mu-
cipa! desta cidade o Sr. Dr. Heurique Pereira de
Lucena, quinto substituto da mesma.
Proraove o Sr. A. SchalTler a organisaco
de urna sociedade comraandilaria nesla cidade,
com o lim de fazer iransaeges de cambio sobre
a Europa, desconlos de letlras da praga, o entre-
ter coritas correnles com as casas coromerciaes e
particulares desla provincia.
Esta sociedade dever dar comego ssuasopora-
ges no principio do anno vindouro, e no dia 15
do futuro mez encerrar-sc-ha a respectiva subs-
cripeo
a existencia da legitima defeza, requereu o Dr.
promotor a conderanaeo do reo 110 art. 205 do
cdigo criminal, grao medio.
O advogadoda defeza, o Dr. A. N de Mendon-
ga, invocou em favor do aecusado que o crime
fra comrnetiido em defeza da propria pessoa, e
que era assim jusliflcavel nos termos do arl. 14,
2" do cdigo criminal.
Seguiram-sea replica e a treplica.
Resumida com lucidez 1 materia da discusso o
r. juiz de direito propoz ao jury do seutenga os
segrales quesitos;
1." O reo Antonio Ferreira de Lima, no dia 30
du outubro de 1857, na freguezia de S. Lourenco
da Malta, fez varios ferimentos na pessoa de An-
tonio Germano?
2. Estes ferimeutos produziram grave cncom-
modo de sao de?.
3. O jury reconhece que o reo fez taes feri-
meutos em defeza propria?
4. O reo, para assim defHnder-se, leve certeza
do mal que se propoz evilar?
5. O reo, para assim defender-se, leve falta
absoluta de outro meio menos prejudicial ?
6." Houve da parle o"o reo ou de sua familia
provocaro ou delicio que occasionasse o con-
flicto ?
Alagoas.
Bem dmamos lia poucos dias por esle mesrao
jornal quo o Diario das /llagos nada mais ex-
prima do que as ideas desarra/.oada de seus re-
dactores, bons o Seis executores das ordons do
celebre Jacintho de Mondonga. Cora elfeito a
transcripc&o que acaba de fazer esto Diario () do
abaixo assignado dos principaes chefes do partido
conservador de Penado, mostra exuberantemente
que o Diario das Alagoas orgo de meia duzia
de especuladores, capitaneados por aquelle se-
nhor, de accordo com seus dous irmos Bernardo
e Manoel, e nao do partido conservador, como
elle proprio se aprega.
S. Exc. o Sr. Dr. Vellozo, pela inteireza e rec-
lldao de seus actos pela sua fisla e imparcial
adminislrago, continua merecer inteiro e sin-
cero apoio de quasi toda a totalidade da provin-
cia, sera destineco do cores polticas.
Sirva isto de eterna vergonha para o Diario
das Alagoas, que era uoine do partido conserva-
dor tem atrozmente calumniado S. Exc.
Oulr'ora appelidavam de pasquirn ura porio-
dicozinho, que so publicava naquella provincia
denominado lirado de Porto Calvo, que di/.ia
porm puras verdades, relativamente aos
duras,
Mendongas; tanto quanto os fados ahi apresen-
lados, e que cobrem de lama essa gente, nun-
ca solTreram contestares. E se esse peridico
mereca as honras depasqun), do que modo
devenios qualificar hoje o Diario das Alagoas,
onde nao se encontra urna s verdade. e Lio s-
mente inventos, mentiras e atrozes calumnias ?
Modrem, senhores do Diario das Alagoas, nao
sejam to irasciveis, que recobrando a razo, ve-
ro que S. Exc. o Sr. Dr. Vellozo, indilTerente s
lulas polticas, tera smente se guiado pelo espi-
rito de justica o equidade. Em a sua sabia c illus-
Irada adranistracao um s acto nao se encomia
que com razo possa ser censurado.
Enlre nos acha-se, vindo cora licenga pelo va-
por Paran o mui deslindo chefe de polica da-
quella provincia o Sr. Dr. Camello Pessoa. Ma-
gistrado llustrado, juslicciro e de reconhecida
probdade, o Sr. Dr. Pessoa applaudido pelo
povo alagoano, quo nao cessa de tecer-lho mul-
los e merecidos elogios.
S. S tem de deraorar-se por aqui alguns dias,
em breve vollar oceupar o seu importante
cargo.
17 de noverabro de 1860.
J.
ALAGOAS.
Meu charo colloga.Nao lho parera eslranho o
silencio que tenho conservado sobre* os negocios
pelilicos desla provincia, quando esle oopjecto
queoecupa na aclualidado a allenro de lodos
ltecolhendo-se o conselho salla das confo- os a'a8oaoos, e para o qual j se dirigem as vis-
rencias. voltou com as suas respostas s 4 horas
da tarde, em vista das quaes foi o reo absolvido,
las do varios pontos do imperio.
Alheio s amigas lulas polticas, amigo da or-
sendo adiada n sessao. para o da 19 do "corren- clora ,'<"ado aos homens que melhor teem ora-
te em que ser julgado o reo Antonio Maria pro-1 Prel,endido os nossos principios couslitucionaos,
' r sem compromissos, nem aspirages, s poderia
Recommendaraos a leitura das bases apresen-
, tadas pelo socio gerente e promotor da sociedade,
irouxe-nosjornaeiicom assegural,.dalas: Ama- as quaes foram publicadas no Diario de sabbado
zonas S do passado, Para 9, Maranho 12, Cea- ultimo.
r 15, Rio Grande do Norte 16 e Parahiba 17 do I No sabbado passado pela larde, na igreja de
cor.renlp- i N. S. do Livramcnto. procedeu-se ceremonia
Amazonas. A provincia goza de perfeita paz e do benzimento ou ben.-o dos hbitos dos res-
tranquillidade. pectivos irmos, em consequencia da mesma
l ara. O Exm. Sr. presidente da provincia Irmandade haver sido modificada em confraria.
achava-so em viagem por Soure e Salvaterra pa- Domingo leve lugar a feslvidade da Senhora
ra Maraj.
do Livramento, a qualfoi celebrada com a dgui-
dade conveniente ao culto divino, e com todo
Uro, recahlndo as I esse apparato proprio do taes actos religiosos,
Fra assassinado, na ponta de Maguary, Jos 1 dade conveniente ao culto divino, e com todo
Lurcino dos Sanios, com um ,,rn ru,.kn.< i ,=<. mninin n.au ** .___..... ....
nunciado no art. 193 do cdigo crimiual,
CONSULADO PROVINCIAL.
illcr-acot's (Vitas no lancnmento das
dcimas que pagam as casas da fre-
guezia de S. Jos, pelo escrinlurario
V. M. F. P. da Silva.
Praga do Chafariz.
N. 8.Herdeiros de Francisco Au-
gusto da Costa Guimares, sobra-
do de um andar e loja, arrendado
tudu Pr.......................... 35O9OOO
ltua do Pilar.
N. 4 Viuva do Agostinho da Sil-
va Neves, casa terrea arrendada
por............................... 240,1000
dem 24. Joo Bapljsta Fragoso,
casa lerrea arrendada por...... 1Ki.ii.kin
dem 26.-Siqueira & Pereira, casa ^^^
estudar os fado* da provincia com o uniro intui-
to xle aprecia-los devidamente, para, debaixo da
esphera de meus fracos recursos, promover sua
prosperidade. para o que a attitude de mero es-
pectador era a que melhor me conviuha. Se en-
tretanto abandono hoje essa posigo, para alguma
cousa dizer-lhe, pelo san* facons com que um
seu correspondente desla cidade. que se diz iat-
parcial, tem adulterado os facto* que por aqui
vao occorrendo, oceultando o que de mais gravu
se tem d*do na provincia, e, mais quo tudo, in-
terpretando seu gelo os actos da presidencia
com o fim de justificar a adminislrago do Sr!
Leo Velloso.
Permita, pois, o collega que de minha parle
tambera refira-lho alguns aclos do governo desla
provincia, sem todava querer enlrar na sua apre-
ciaco.
Nao cerlamenle como partidista que assim
() Vej.-se o Diario de Pernambuco de i3~do
corrente mez.


DIARIO DE PBRWAMBCO. SEGUNDA FE1RA 19 DE NOYEMBRO DE 1860.
procedo, nem lao pouco no proposito de censurar
o procedimcnto do Sr. Velloso, em relacSo os
seus principios polticos, com os quacs S. Ec,
Iludido por falsos amigos, se suppoem em har-
mona. Nao se diga, porm, que o Sr. Leao Vel-
loso lem sido imparcial, e quo tcm procurado
garantir a liberdade do voto. S. Exc. persuadiu-
do-se sustentar na provincia ura partido liberal
composla de homcns honestos e dedicados, tera
dcsgranadamente levantado urna pequea faccao
que tem por significarlo politica a desordem
o a anarchia, entretanto que vai supplantando
um partido forte o immenso como o conserva-
dor, onde se deslingueni os hmeos mua emi-
nentes da provincia.
Nao 6 por cerlo o Sr. Leio Velloso, cujo3 prin-
cipios liberaes sao bem conhecidos, que negara
a adhosao que lem prestado o partido conserva-
dor ao actual gabinete. Os antecessores de S.
Kxc. sompre cncoiiirarain no partido homens de-
dicados causa ilo govprno ; nunca urna s voz
selovanlou contra a adrainistracao dos Srs. Jo3
liento, S o Albuquorque, Dantas e outros, que,
delegados conservadores, como S. Exc. nao ten-
taran supplaniar aquelles quem o Sr. Velloso,
pela bocea do seus recompensados defensores!
chama de desordeiros. Quem foram entretanto
os anarnhistas dessa poca ? Os mesmos com
quem S. Esc. so acha hoje ligado; os redactores
do Tempo ; os insidiosos e provocadores, que por
tantas vezes teem tentado sublevar a provincia.
O Sr Leao Velloso, delegado de um governo
que leom respeitado e acorapanhido a opinio
publica da maioria esclarecida, tem inconlesta-
velmonte truncado na provincia o pensaraenlo do
gabineto que o nomeou.
Seus primeiros actos parecerara dilados pela
Justina o imparcialidade com que S. Exc. quor
boje caracterisar su a adminislracao. Nao pude
portantij torturar por mais lempo suas convic-
Qes; foreoso foi romper lodos os protestos;
sallar por cima deseu programraa, l.io cheo de
plirases bonitas, e, o que mais revoltante, olvi-
dar as leis do paiz, publicando que auiticaleia
sita vontade i
O procedimento do Sr. Velloso na cleeo do
selembro mostra o pioposito firme em que est
S. Exc. de fazer triumphar a causa dos liberaes,
dospoilo da grande maioria do partido conser-
vador. S. Kxc. foi desleal e traidor quando pro-
palou o ni sua celebre circular a liberdado do vo-
to ; quando disse em seus reservados e aos seus
amigos o^lotaea que se cullocaria cima dos par-
tidos; quuse absleria de tomnr parte as elci-
goea o que respeilaria as legitimas influencias.
Todos presonciaram na provincia que os actos
do presidente estiveram sempre em upposicao s
das por elle manifestadas. E qual foi o proce-
dimento esses imprudentes e unarchislas que
vivem na almosphera de S. Exc?
OSf. presidente sabia que em son norae caba-
lava-se em toda n provincia, que em seu uoine
ameacava-se, e at se destribuiam chapas, que
su dlaian rumettidas por S. Ese. Quaes foram,
por lano, as providencias da presidencia, que
possam hoje justificar essa lio decantada impar-
cialidade ? Demissoes e mais demissoes no par-
tido conservador, acompanhadas sempre de amon-
loadas palavras, para mostrar a energa de S.
Exc. ; entretanto que as autoridades constituin-
Ut, mil vezes mais criminosas, proslituindo as
urnas, dizendo-se agentes da presidencia, (ica-
ram impunes.
Que providencias deu S. Exc. para impedir que
o juiz municipal da Imperatriz audasse du porta
em porta pedindo que se votasse em urna chapa
sua, e se apresentasse na igreja com um officio
da presidencia, dizendo que linha recebido ins-
truccoes do governo para que se flzessem as elei-
roes no sentido liberal? Souhe, enlrelanto, S.
Rtc. dnmitlir o promotor publico da Capital, mo-
ro intelligenle e honesto, mas que infelizmente
conservador, por ter ido pedir votos aos seus
amigos do lpioca, acompanhando sua demisso
de palavras injuriosas.
O que fez S. Exc. ao tenenle-coronel Paula
Mosquita,commandanle interino do 1" balalho da
capital,que andn fardado cabalando em nome do
governo, e, membro da mesa paroclii.il, apresen-
tou-se di mesma raaneira na eleiQo, continuando
sua infernal misso, e revistando as listas dos vo-
tantes? Ao passo que deixou o Sr. Hesquita con-
tinuar, mandou chamar palacio o juiz de paz,
infeliz capito de policia, o disse-lho que visse
como se portava na elcigo, se quera ter pao
para seus filhos; e mais tarde S. Exc. procuren
dcsterra-ln para PcneJo, o que obrigou o pobre
pai de lamilla pedir sua demisso. Eis ahiNim
aclo de soberana imparcialidade do S. Exc. I
Cual era por tanto seu pensameulo, proceden-
do assim ?
Seria por ventura o amor justica ? E como
nnndou S. Exc. para a igreja o Sr. chefe do po-
lica, moro de svmpaihias, consliluir-se o refor-
mador das decisoes da mesa, fazeudo volar para
mais do dnzentas pessons que nao estavam qual-
ficadis? Pora que eonsenilo que votasse o con-
tingente que eslava fardado? Porque assim con-
vinha ao partido dos homens do peilo de S. Exc.
A imprensa denunciava cada instante o pro-
cedimento das autoridades liberaos no centro da
provincia, e S. Exc. ticava irnpassivel; entre-
tanto que o pobre conservador, que, por de-
dlcacSo, servia causa publica, recebia a mais
acinosa demisso, desde que um lempisla pro-
ctirava deprecia-lo no conceito da presidencia.
Soria bem longo, meu charo collega, enume-
rar Indos os actos que recommendam a adminis-
lracao do Sr. Velloso ; e entrar na sua aprecia-
do, seria por demais superfino. Seus conscien-
ciosos leitores vero do pouco que tenho dito.
qnn nao injusta a guerra que por aqui se tem
declarado ao digno representante de Chicharro.
Os actos da presidencia ostao sendo sustenta-
dos pelo Correio-O/ficial, jornal dirigido pelo
proprio Sr. Leao Velloso, quo manda lavrar as
portaras, e ao mesmo tempo poe ao lado das
minutas urna nota para o seu oTiclal-maior
justifiqese no jornal. S. Exc. o redactor
em chefo da folha official, o os demais colabora-
dores, tempistas e favorecidos das granas presi-
denciaes, escrevem em torno de sua mesa.
Al o rollega foi victima do Sr. Velloso, e
lalvcz, por deferencia alguro seu amigo,
quando acceitou as columnas de seu jornal as
ultimas correspondencias desta cidade. (') Tai-
vez nao saibn que esses escripias sao elaborados
debaixo da impressao do Sr. Vellozo? Pois bem,
pnssj assegorar-lhe que S. Exc. dirigio-se
urna pessoa respeitsvel dessa provincia, para que
suas proprias correspondencias fossem acceilas
no seu conceituado jornal 1 O official maior da
secretaria, chamado de Sergipe para ajudar o
Sr. Leao Velloso, provavolmenle porque o se-
cretario, moro de merecimento e digoidade, nao
se prestou 6 ser instrumento; o inspector da
thesotiraria provincial, Horneado por S. Exc, era
recompensa aos snicos prestados sua pessa,
o palrulha do Tempo, quem cabe a honra
da compra da typographin official, sao os nicos
que, capitaneados pelo proprio presidento, sus-
lentam a administrado.
Assim grita-so que o Sr. Leo Vellozo lem
pr si a opinio publica da provincia ; quo tem
sido justo e imparcial 1
Oue conlianra pode S. Exc inspirar hoje aos
seus governados, depois das deslealdades e trai-
coes que tem comraellido na provincia ? S. Exc.
pretende escarnecer da infeliz Alagoas, mas Deus
queira que nao venha mais tarde oceupar o
primeiro papel da comedia que aqui quer repre-
sentar.
Nao quero por mais tempo prende, sua pre-
cioa attenrao. Em outra opportunidade conti-
nuara roferir-lhe o que fr occorrendo do im-
portante. A bientl.
Macei, 14 de selembro de 18G0.
* *.
de representacoes mu explcitas de diversos ci-
dados disiincios (Iterara conhecer ao governo
que as prximas eleicoes seriara tumultuosas, e
talvez ensanguentados ; porquanlo, era cousa ti-
da como certa que o Sr. inajor Jos Rodrigues
all se apresentaria, como do mitras vezes, com
gente armada para vencer a todo o transe a elei-
cao, e que o partido adverso a este senior se
achava disposto a roagir contra a sua interven-
gao indebita as eleicoos de urna freguezia, que
nao da sua nnturalidade. Estas representa-
ces foram corroboradas com carias de pessoas
fidedignas, e imparciaes da provincia da Dahia,
que casualmente passando por aquellas alturas,
souberam da agitacao dos espiritos. Algumas
anthorilades dos lermos vislnhos abundaran as
mesmas informacoes. Ora, colloque-se o Sr.
Dr. Drando na posigo do governo, e veja se
nao procurara acautelar disturbios, e scenas
iguaos s da povoaeao da Telha ? Se fosse pos-
sivel o Sr. Brando reflectir cora mais sangue
fro oeste negocio, se convonceria da procipita-
co com que qualicou de leviano o aclo do go-
verno, conforme so deduz de suas palavras. Fe-
lizmente o Exm. Sr. presidente, e o lllm. Sr.
Dr. chefo de policia se tem bastante distinguido
pela circumspccQo, e raadureza de seus actos,
embora nao sejam pautados pelos inleresseselei-
toraes de uinguem. Dizer o contraro, faltar
jusiica para com estes dignos funecionarioa.
Quanto ao sonho do Sr. Dr. Brando, relativa-
mente marcha de forca para o Ouricury, decla-
ramos que facto por nos ignorado, e esla in-
vencos revella a iiiquielae.ao de espirito era
que parece achar-se o Sr. Rraudo, a quem por
esta occasio pedimos, que nao se irrite, e nem
procure azedar esta discusso, tornando-a pes-
soal; porque, alm de ser islo incouvenicniissi-
mo, provocar reaccoes, c acrimonias, que se
dovem evitar.
O publico seja testemunha do proposito em
que nos acharaos, o nao permita Dos que seja-
mos forrados a sahir dclle.
Y.
Publicacoes a pedido-
Bacalbo----------
Carne secca- -
Garvo de pedra-
L'arinlia de Irigo
Par. de mandioca
Louca ----------
Manleiga----------
Queijos -
Descontos -
reles-
Um carregamanlo de2.8UUbar-
ricas vendeu-se a 10500 rs.
por barrica, e outro de 3.200
oblevo 10j)800 rs., stfoiando o
deposito hoje 15,000 barricas.
A do Rio Grande venden-sede
3H0O0 a J00 rs. por arroba,
ficando em ser 18,000 arrobas.
O que chegou foi de encom-
menda, por tanto nao fez prego.
Venden-se um rarrega ment do
Trieste a 20$ rs., e retalliou-se
do 25 o 26r.,e a do Rlch-
mond a 22$ rs.. ficando em ser
6,000 barricas de ambas.
Vendeu-se de 59000 por sacca.
Vendeu-se a 285 por cento de
premio sobro a factura.
A iogleza vendeu-se a 750, e
a franceza a 570 rs. por libra.
Os flamengos venderara-sc do
23800 a 33)000 rs. cada um.
Os renales de letiras regularan]
de 10 a 18 por cento ao anno,
disconlando a caixa cerca filial
cerca de 400 contos de reis a
premio.
Para o Canal a 22/6, e para Li-
verpool a 11(6 por tonelada pelo
lastro, o 7 16 pelo algodo.
(3)
Movimcnto do porto.
Navios entrados no din 17.
Rio de Janeiro23 dias, barca portugueza Si-
lencio, de 398 toneladas, capito Francisco
Marlins de Carvalho, equipagetn 15, em las-
tro; a Manoel Ferreira da Silva Tarroso.
Rio Orando do Sul36 dias, escuna brasileira
Emilia, de 164 toneladas, capito Jos Igna-
cio Ferreira Jnior, equipigem 10, carga 10
mil arrobas de carne ; a Manoel Gouealvcs da
Silva.
a.
Bl
MI
a.
o.
- =
OlFerecida aolllm. Sr. Antonio Caetano1
de IVledeirs Atnoi im, pela sentidissi- j
ma morte de sua pregada esposa a
Illma. e Exma. Sra. D. Francisca de
Para Amorim.
Acaba a paluda morto de com seu braco ex- !
termioador corlar mais tima vida preciosa "e dei- !
xar inconsolavel um torno esposo e charos i-'
linhos.
A ini rarinhosa, a esposa desvelada, que nao j
sabia seno comprehentler o que as leis dirinas
teem determinado, esta cruol inimiga da huma- ;
nidade no respeitou, corlou com um golpo fatal;
a existencia, de quem s se exforrava por ser vir-
tuosa.
Morreu a Exma. Sra. D. Francisca de Furia A-'
morira, deixando inconsolavel sen tenro esposo e
seus clraros lilhos. Como esposo procurava sem-
pre desvelada saiisfazer os respectivos deveres,
como mai, seu principal dever, era dirigir seus
temos filhos no caminhn do bem : nao era pos-
sivel, que tanta virtude estvesse por irais tempo
sem a recompensa, que Deus destina, quem
cumpro as suas santas leis.
Chamou-a para junio de so > Ihrono, e ella,
como ura anjo, subi e repousa unto do Allissi-
rao, por que era justa. Ella sempre solicita, para
aquelles quem era lao chara no mundo terres-
tre, nao cessar de enterceder ao Altissimo fa-
vor delles na mansao dos justos. .
A ierra llie seja leve.
Itecife, 17 do uuvembro de 1860.
F. F. SI.
Para o Sr. ministro do im-
r o n
3 c '
5 I
I
Horas
3
3
c
a
= =.
Atmosphera.

m
P1
Direcco.
I
Intensidade
ao
es
00
OS
00 -I
Fahrenheit
O
00
Centgrado.
-i
io
'1
o
-3
~4 -J
O -!
| Hygrometro
Cis'erna hi/dro-
m cinco.
peno ver.
Nenhum ernpregado ^eral pode
aceitar emprego algum provincial sem
que previamente solicite e obtenlta a
sua demisso. Avisos de 10 de po-
vembro de 1837 e 7 de outubro de
18io.
Ora, nao tendo sido derrogados os ci-
tados avisos, cuja to sabia, quao tei"-
tninante disposicao se acaba de 1er : e
fora de duvida que nao de ve continuar
a ser inspector da tbesouraiia provin-
cial o proessor de freometria do colle-
gio das artes (ou a ser proessor de geo-
metra do collegio das artes u inspec-
tor da thesouraria provincial )
Esse runccionai'Lo, a despeito dos avi-
sos citados, foi nomeado inspector da
thesouraria provincial de Pernambuco ;
e, em prejuizo do seu substituto, da
instrucroe dos cofres pblicos, se acha
lora da sua cadeira, lia 15 annos !!!
(fazem hoe 15 de setembro de 18G0.)
COMMERCIO.
Alfandega,
Rendiraento do da 1 a 16. 199:9400411
dem do dia 17.......3:7803916
-1-4-4
en ex c
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i Francs.
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A uoile clara, vento ESE fresco c assim ama-
nhecer.
OSC1LLACAO 0A MMIK
Preamar a 7 1 2V da larde, altura f.-i p.
Baixamar a 1 h 38' da manhSa, altura 0.9 p.
Observatorio do arsenal de marinha 17deno-
vembro de 1860 roiabo stbfple: ,
Io lenle.
Declarares.
203.721^357
Movimento da alfandesa
V'oluraes entrados com fazendas..
com gneros.. 85
Volumes sabidos com fazendas.. 28
com gneros.. 118
85
146
Descarregam hoje 19 de novembro.
firigue brasileiroDamodiversos gneros.
flrigue ingle/. Balcuthabacalho.
Brigue inglezWalter Baineidem.
Barca inglezaSex Wavetrilhos de ferro.
Barca francezaRaoulcemento.
Barca portugueza Flor de S. Simiomerca-
dorias.
Brguo portugnezEsperanzaidem.
Patacho hollandez Adriano Johanes merci-
dorias.
Patacho americanoJoseph Parleidem.
Hccebedoria de rendas internas
eraes de Pernambuco.
Kendimeolo do dial a 16. 16:6190771
dem do dia 17....... 6189700
O governo da provincia, diz o Sr.Dr. Brando,
om sua correspondencia de honlom, foi illudido,
Ulaqueado em sua boa ff. uas providencias que
lomou para Tacarat : pois bem : nao ha nada
mais fcil do que dissipar una illuso. Ora, se
o governo foi illudido, corre ao Sr. Dr. Brando
o dever de esclarece-lo da verdade, nao cora pa-
lavriados que nada exprimem, alm do despeito;
massim com fados comprobatorios, irresisliveis.
Se estes factos existem, naluralmente o Sr. Bran-
do j os levou ao conhecimento do governo, e
se o governo permanece as medidas que adop-
tou, c que continua a estar convencido de que
obrou emregra, e nesto caso quem tenta illu-
di-lo o Sr. Brando.
O governo da provincia, superior aos manejos
elcitoraes com que sonha o Sr. BraqdSo, fazendo
destacar para Tacarat urna pequea torga da guar-
da nacional, nada mais fez, do que acceder s exi-
gencias das circumstancias daquelle termo, don-
(") Asseguramos ao Sr. correspondente que
nem eonheceraos pessoalmenle o Exm. Sr. Leao
Vellozo, nem as correspondencias de que trata
firnist oenvlfldospor Si Ec. it /frtVefdc.
17:2380471
Consulado provincial.
Randimento do dia 1 a 16. 79290507
dem do dia 17....., 485jj|126
8:4140633
PRACA DO RECIFE
1? DE NOVEMBBODE IjMMN
A 3 HORASDA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios----------Saccou-se sobre Londres de 26,
a 26 3/4.d. por 10000. sobro
Pars de 36.5 a 370 rs. por fran-
co, e sobre Lisboa a 110 por
, de premio, montando os sa-
ques da semana 100,010.
Algndo O suporior vendeu-se a 7g8O0,
e o regular a 7600 por arroba,
e o de segunda sorte a 60600
rois.
Assucar-----------O branco vendeu-se da 40500
a jjOOU rs. por arroba, o so-
menos de 30500 a 30800 rs.,
mascavado purgado de 20800 a
30000 rs., e bruto de 20400 a
20500 rs.
Agurdenle-------Nao ha.
Couros- Os seceos salgadas venderam-
se de 222 a 225 rs. por libra.
Arroz-------------Vendeu-se de 34O0 a 2j500 rs,
por irrobn.
Atelto drtco -Vendeu-se o S^oo r. por
allo.
Corrcio geral.
Relarao das cartas seguras vindasdo noile pelo
vapor fOyapock, para os seuhores abaixo de-
clarados :
Adolpho do Espirito Sanio.
Dr. Antonio Coelho de S Albuquerque.
Antonio Carlus Damasceno.
Antonio Luiz dos Santos A; Rtbeiro.
Amonio deMnura Rolira.
Barroca A; Mndeiros.
Elias Len de Ploeg.
ferreira & Marlins.
Firmino de Souza Marlins.
Jos Maria Freir Gamciro.
Jos Annesde Paola.
Manoel Jos Fernandes Bandeira.
Nicolao Bruno.
Raymundo Valentiniano de Moraes Rogo.
Pela administraro do correio desta cidade
se faz publico que as malas que tem de condu-
zir o vapor Oyapork para os porlos do gol,
fechar-se-ho hoje (191 as 2 horas da larde. Os
seguros sero fcitos al 1 hora.
Consellio administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de comprar os objoctos
seguiutes :
Para a botica do hospital militar.
32 libras de acido ctrico.
11 libra de avenca.
,16 libras de agua destilada de Lisboa do flor do
laranjas.
16 libras de agua destilada franceza do rosa,
i 32 libras de carbonato do magnesia.
j 4 grosas de caixas francezas para pilulas.
1 Charnoviz ultima euicao de 1860.
116 vidros de coneitos de lclalo de ferro.
16 vidros de cylralo fluido de salsa parrilha de
Bailus.
1 libra de espirito de milicia.
2 onijas de extracto do alfaco.
1 escrivania de latao.
4 libras Je flor de rosas.
i libras de llor rnica.
100 garrafas pequeas.
1 libra de herva cidreira.
8 oncas de kussol.
4 libras de suparo.
64 libras do mann commura.
8 oncas de oleo de alfazeraa.
14 libras de mann escolhido.
32 libras de oleo de ameudoas.
8 vidros de 4 oncas cada um de oleo volate de
mostarda.
4 libras de pastilhas de ipecacuanba e moruna.
10 caixas de pastilhas de Vechy.
1 libra do pommada de cacao.
30 vidros de pilulas de valet.
1 resma de papel almoco paulado.
8 oncas de raiz de cygnagloza.
30 vidros de salsa parrilha de Brislol.
4 arrobas de salsa parrilha.
25 grrrafas de sueco do groselhas.
16 libras de senne.
1 libra de sulfurito do calcio.
12 seriogas de vidro.
20 vidros de 4 onras.
i 30 ditos de 2 oncas.
130 ditos de 1 onca.
! 50 vidros de xaro'pe de Nad.
30 garrafas de xarope de ponas do espargo de
Lisboa.
Quem quizer vender laesobjectos aprsente ai
suas proposlas em carta fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha, do dia 23
do crreme mez.
Sala das sessoes do conselho adminilralivo
para fornecimento do arsenal de guerra, 15 de
novembro de 1860.
liento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Pela subdolegacia do Curato da S de Olin-
da se faz publico, que no dia 27 de outubro p. p.
foi apprehendido no lugar da Barreira da mesma
cidade um cavallo foveiro, o .nal se ncia depo-
sitado pela mesma subdelegada ; quem fur sen
dono, comparera no termo legal, com as provas
necessarias para Iho ser entregue.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de comprar os objec-
tos seguinlcs:
Para o 10. balalho de infamara.
438 1/2 covados de panno verde.
50 varas de aniagem.
100 mantas de la.
Para o laboratorio.
8 resmas de papel cartao.
Para a secretaria docommando superior di guar-
da nacional da Oaranhuosi
* cadotno tfe papel mala borrBoi
Meia libra de gomraa arbica em p.
2 garrafas cora tinta preja.
6 I apis finos.
3 caivetes de aparar peonas.
2 libras de areia preta.
Para o arsenal de guerra.
50 garrafas de tinta preta para escrever.
Quem quizer vender lacs objeelos, aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretara
do conselho, s 10 horas da manha do dia 19 do
correte mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 12 de
novembro de 1860.
Denlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario merino.
Santa Casa da Misericordia do
Recife.
A junta administrativa da irmandade da Santa
Casa da Misericordia do Recife, manda fazer pu-
blico que no dia 22 do correte, pelas A horas da
tarde, nasaladesuas sessoes, iro praca as
rendas das casas abaixo declaradas, pelo leinpo
que decorrer do dia da arremataro ate 30 de
junho do 1863.
Bairro do Recife.
Ba do Pilar n. 74.
Bairro de Santo Antonio.
Ra Nova n. 55.
Dita do Padre Floriano n. 45.
Dita dos Fagujides n. 32.
Dita de Santa Thereza n. 4.
Dita da Roda n. 3.
Os pretendeotes devero comparecer acompa-
nhados de seus fiadores, ou munidos do cartas
desles, sera o que nao podero lanzar.
Secretaria da Santa Casa di Misericordia do Re-
cite, 12 de novembro do 1860.
O escrivo,
Francisco Antonio Cavalcauti Cousseiro.
1.a seceo.Secretaria da policia de Pernambu-
co, 15 de novembro de 1860.
O lllm. Sr. Dr. chele de policia, manda fazer
publico oofficioque abaixo vai transcripto, allm
de que chegue o seu objeclo ao conhecimento
de quem possa iuteressar:
Oficio.
Secretaria da policia de Piauliy, em 3 de ou-
tubro do 1860.-lllm. Sr.Achando-se preso na
cadeia de Oeiras d'esta provincia, segundo com-
rauncou o respectivo delegado de policia, dosde
agosto ultimo, um escravo que diz chamar-se
Joot andar_ fgido e pertencer a Joo Antonio
Rongues d'essa provincia, assim o communico
a V. S. para que se digne fazer constar ao se-
nhor do dito escravo, alim de qoe o mande soli-
citar mediante documentos comprobatorios de
seu dominio.
Dos guarde a V. Slllm. Sr.Dr. chefe de
policia da provincia de Pernambuco. O delo-
gado de polica encarregado do expediente, Um-
belino Moreira de Olveira Lima.
O oicial servindo de secretario,
Jos Xavier Faustino Ramos.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco continua a substituir
ou a resgalar o resto das notas de 10# e
20# que liavia emittido e anda existe
em circulacao, declarando que, em
cumprimento do decreto n. 2.GGV de
10 de outubro do correte anno, esta
substituidlo ou resgate devera' efl'ec-
luar-se dentro de 4 mezes, e que lindo
este raso s podera' ter lugar como
disconto progressivo de 10 por cento ao
mez, icando asr.im na orma do art 5
da lei 11.53 de 6 de outubro de 1835
sem valor algum no lim de 10 mezes.
Recife 9 de novembro de 1860. Os
directores, Joo Ignacio de Medeiros
Reg, Luiz Antonio Vieira.
Avisos martimos.
Rio Grande do Norte e
Ass.
Vai sahir com muila brevidade a barcaca No-
va Esperaca. recebo carga a freles coramodos :
a tratar na ra da Madre de Dos n. 2.
Para oCear
0 veleiro e bem conhecido cter nacional Km-
na segu para o Cear com a carga que tiver a
bordo no dia 23 do corrento mez improterivel-
mente : para carga e passageiros, trala-se com
Augusto Jos Ferreira & C, ra do Cabug n. 7-
Para o Aracaly
seguir brevemente o hiate Exhalae.o : para
o restante da carga o passageiros, lra"la-se com
Gurgel Irmaos, ra 4a Cadeia do Recife n. 28,
primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro.
Pretende seguir nestes oito dias o veleiro e
bem conhecido patacho Beberibe, tem a seu
bordo melado de seu carregamento : para o res-
to que Iho falta, trata-so com os seus consigna-
tarios Azovodo & tiendes, no seu cscriptorio ra
da Cruz n. 1.
AIJM Al
Rio de Janeiro.
O bem conhecido brigue nacional Damo,
de primeira marcha, pretende seguir com mui-
ta brevidade, tem parte do seu carregamento
promptu : par o resto quo lhe falta, trata-se
com os seus consignalerios Azevedo & tiendes,
uo seu escritorio ra da Cruz n. 1.
O brigue portuguez Cifhslanle vai sahir
para Lisboa cora a maior presteza por j ter par-
te da carga : quera no mesmo quizer carregar
trate cora o consignatario Thoraaz de Aquin
Fonseca, ou com o capitSo o Sr. Carlos Augusto
dos Reis, na praca, ou na ra do Vigario n. 19.
primeiro andar.
PARA O ARACATY E ASSU'
sae o hiale Sergipano: para carga, trala-se com
Martus & Irmo.
Baha.
A escuna nacional Carlota, segu em poucoi
dias para a Babia, lem parto de sua carga en-
gajada ; pura o resto trala-se com o seu consig-
natario Francisco L. O. Azevedo, na ra da Ma-
dre de Deus n. 12.
Lisboa.
Vai sahir conj muila brevidade a bem conhe-
cida
Barca Grado
para carga e passageiros, trala-se com os con-
signatarios Carvalho, Nogueira & C, na ra do
Vigario n. 9, primeiro andar, ou com o ciplt*o
Porgea Pcrmoi;
Cear
Palhabote Santa Cruz, para carga e passagei-
ros trata-se com Caetano C. da C. ti. & Irmiio,
ao lado do Corpo Sanio n. 23.
Porto por Lisboa.
Vai sabir para o Porto com escala por Lisboa
al o dia 25 do crtente mez o brigoe poriuguez
Promplido II. forrado e encavilhado de cobre,
de PRIMEIRA MARCHA E CLASSE, por j ter
parte do seu carregamento; para o resto e passa-
geiros, paraosauaes tem encllenles commodos,
trata-se com Elias Jos dos Sanios Aodrade & C,
ra da Madre de Dos n. 32, ou cora o capito.
Haranho e Para,
Segu com brevidade o bem conhecido hiato
Lindo Paquete, capito Jacintho Nunes da Costa
por ter parte do seu rarregamenlo prompto para
o resto e passageiros, trala-se com os consigna-
tarios Almeida Gomes, Alves & C, uo seu os-
criplorio. ra da Cruz n. 27.
Para
Riode Janeiro,
O hiate Piedade recebe carga frete, o passa-
geiros : a tratar com Caetano C. da C. M & ir-
mo, ao lado do Corpo Santo n. 23.
' Acarac por Muiula.
O hiale Sobraleii8o. para carga o passageiros
trata-se com Caetano C. da C. M. & Irmo, ao
lado Corpo Sanio n- 23.
Pilar e Macei*
A barcaca Dotiradinha > recebo carga para os
portos cima ; esl atracada escadinha.
Fogio no dia 14 do corrente, da casa do tu-
tor do menor Ricardo Maurillo da Silva Pavo,
urna escrava pertcncente ao mesmo seu lulehdo.
cujossignaesso os seguintes : idade 9 a 10 an-
nos, milito preta, bastante gorda, mos Curias,
cabeca chata, lem osdenles da frcnlo, por osla-
ren] agora nascendo, uns mainres que outros, le-
vou vestido um timo de chita rom em casa : roga-so, pois, as autoridades policiaes
e capiles de campo a appieheodam o levem
casa do mesmo tutor, ra
que scro recompensados.
do Caldercro n. 52,
Ldloes.
DE
Um escravo.
Sabbado 17 do corrente.
Antones aulorisado peloSr. Dr. juiz do ausen-
tes a requerimenlo do lestamcnlcro de Fernan-
do Subidlo, far leilo no da cima designado
em sen armazn! rna do Imperador n. 73 do es-
cravo Policiano. Principiar as 11 horas.
Segunda-feira 19 do torrente.
Evaristo aulorisado por despacho do F.xm. Sr.
Dr. juiz especial do commercio 5 requerimenlo
dos credores, far leilo da taberna da ra I)-
reta n. 93, pertencenlo a Antonio da Costa, no
mesmo dia acuna as 10 horas era ponto.
Avisos diversos.
_ Urna pessoa que so retirou para fra da pro-
vincia manda vender os seguintes movis de
amarello : 12 caderas, 1 mesa redonda, 1 mar-
que7a, 2 causlos, 1 piano do Jacaranda, Iodo
era bnm oslado : a tratar na roa Impcri.-il'n. 45.
Os bilheles da 78 lotera do Monte Pi dos
Sorvidores do Estado do Rio, pcrlenceutes so-
ciedade Feliz, sio os seguinles : 1 bilhete de n.
3945, 1 meio de 11. 3060, 2 quarlos do n. 165G e
5577.Alcntara, 1.a procurador.
Aluga-se o segundo andar n. 39 da ra da
Imperatriz : a fallar no mesrao.
Precisarse de duasamas para casa de fami-
lia : na ra da Aurora 11. 48, segundo andar, 1
qualquer hora.
Aluga-se urna casa no Pono da Paaella, du-
: ranlo a fcsla, com bons commodos o muito peilo
, do Itio : na ra do Queimado, botica n. 15.
Aluga-so urna casa lerrea na ra da f'.on-
ceirao n. 7 ; quem pretender, dirja-so a ra do
Queimado 11. 55.
Aluga-se urna casa terrea na ra Imperial :
a tratar na ra do Queimado n 53.
Aluga-se um sobrado de um andar, por
preco commodo : na ra da Mangueira da Roa-
Vista n. C : a tratar no mesmo.
Aos senhoies estiidantes.
1 Aluga-se o sobrado de ura s andar na rua da
! Imperatriz n.23: a tratar na serrara por baxo
do mesmo. Na mesma aluga-se uraa casa ler-
rea sila na rua doSocego, no Campo Verde.
Aluga-se urna casa de pedra o cal com 33
palmos de trente, 70 de fundo. 3 quarlos, 1 ga-
binete, 2 salas grandes, cozinha fra, rom urna
pequea mobilia do amarello, tendo o quintal 650
palmos de fundo, 85 de frente, porto ao lado,
todo cercado e alguns arvoredos que faz sombra
para se lomar mais fresco, o passa o ro Jaboalo
no fundo o qoal lem excellente banho, cuja cosa
se aluga por fesla ou por anno, da forma que con-
vior : quem pretender pode dlrigir-so rua Di-
reila n. 95 que achara com quem tratar.
Precisa-se alegar duas pretas que sejara
quilandeiras : no paleo do Terco, sobrado nu-
mero 32.
Perdeu-se no da 14 do correnle, um era-
brtilho contendo ura palito! e urna collete de ca-
semira, em viagem do Recife para a Passageiu
da Magdalena : quem o achou querendo restitu-
lo dinja-se ao trapiche da Companhia, largo do
Corpo Sanio, que ser recompensado.
Veneravel ordem lerceira
i
I de S. Francisco do Recife
j Sendo presenil' na sessao da mesa regedora do
I dia 10 do corrente um oflicio de S. Exc. Rvma.,
. convidando a mesma ordem a acompanhar a pro-
j CissSo de Corpus Christi, que lera lugar nodo-
| mingo 2' de mesmo, o abaixo assignido, sbi re
I lario da mesma, roga a todos os seuscharissimos
irmaos a compnrecerem no referido da, pelas 2
horas da tarde, na igreja da dita ordem, para-
; mentados de seus hbitos para o fim cima mo.
Secrelaria 17 de novembro de 18G0.O secre-
tario,
Francisco Lopes da Silva.
Attenco.
O curador fiscal e depositario da massa fallida
do Antonio Jacintho Pacheco, aulorissdos nos
lermos da le pelo Exm. Sr. Dr. juiz do direito
do1 commeicio para priticarem todos os actos o
diligencias necessarias ao recebiment das divi-
das ortivas da mencionada masas, constantes j
de ttulos e j de contas do livros, comprehen-
dendo essa autorisaco a faculdado de accinna-
rem os dpvpdorcs da'referida massa que por ou-
tra forma nao saldarcm suas coDtas, vi ni pelo
prcsenle prevenir aos dilos devedores, .uer do
dentro da cidade, quor de fra, quo estn
exlrahidas suas contas o sao convidador ao
mo tempo para virem eouferi-las e salda-las no
prazo do 20 dias da publicaro deslo aviso, poi-
que findo o referido prazo ser-lhc-ho encaminha-
das as respectivas ac$5es para os pagamentos.
Os administradores podero ser procurados para
dito hm a qualquer hora nos escriplorios 011 ps-
labe ecimenlos na rua do Amorim nmeros 52 o
iS, 40 e 42.
Sem limites de loja de miudezas.
,^r?. ^,ea.bJadefmi.uJez"datravessadoLivramen,o, le(lo ,Ie en-
tregar a chave da dita leja transfer.o lodas as miudezas para a loja da rn h im-
peratriz n. 82, e al., continua na liquidacao por procos 'pie admrara Vi paTa
U^ID^A^" enP,,ire,n ^ tni nap0rl, um re,ab,,, -"'"le
Linha de carrinhos de cores a 20 rs.
Cartoes de colxetes do 1 carreira a 40 rs.
Ditos com paresa ti.- rs.
Carlas de alfineles de ferro e latao a 100 rs.
Linha de miada de roriz a 120 rs.
Pecas de trancinhas de laa lisas de cores a 40 rs.
Duzias de hotes de vidro para casavequos de cores a 320 rs.
Lindas aboluaduras para collete a 320 rs.
Relroz de cores muito fino o oitava a 160 rs.
Muilo lindos chapozinlios para meninas a -4.
Ura grande soriimento de franjas de seda pretas e de cores a1l20. lf.O ->4ft ion
400. 500, 640, 800 e I* a vara, J i0'
Trancas de seda em giande quamidadelargas e estrellas de 80 640 rs a vara
Boles de lotica para|camlsa e roupao brancos e de cores a 20 rs. a duzia
Manguitos de fil enfeilados par 2500.
La para bordar muito fina a libra 6$,
Muito boas fitas de velludo de cores e pretas de ICO a 800 rs. a vara
Enfeites de vidrilho pretos muilo lindos a 33?.
Lencinhos de retroz raatisados a 2$50O.
Enfiadores para espartilhos de linho a 80 rs.
Facas e garfos cravados muilo boas.duzia SfSOO.
Baralhos de cartas finas a 320 e 400 rs. o baralho.
Meias para meninos o par lo rs.
Ditas para meninas o par 240 rs.
Enfeites de flores de Constantino a 5j}500.
Muitos ricos bonets para meninos a 4$.
Ricas charuteiras douradas a 4*.
Boloes-de osso Gno para caiga duzie a 20 rs.
Dilos de ac,o e de metal a 40 rs.
Gravatinhasde seda para homem a 720 rs.
Meias pretas para homem o par 200 rs.
Ditas pintadas muito encorpadas a 280 rs.
Ditas cruas muito finas a 240 rs.
Luvss de seda de cores para senhora o par a 400 rs.
Franjas de algodao para toalhas a vara a 80 rs.
Galloes brancos e de cores do alfrodao para enfeiie de oaSareqnes e roupas da menino
a vara 80 rs.
Muilo ricos abafadoresabertos mostrando ramos de diversas cores para candieiro de
globo um 1$-
Sapaiinho de la para menino o par 200 rs.
Caivetes de 2 foi has a 240 rs.
Agulhas curtas francezas o papel a 40 rs.
E oulras muitas cousas que nao se podem aqui mencionar como lttvas .le pellica
e camurga para homem e senhora, um grande sorliraento de filas de seda lisas e lavra-
das, grande sortimento de perfumaras, extratos, pomadas, agua de colonia etc., co-
meres de metal, papel, escovas etc. j na mesma loja vende-se um rico piano novo,
urna seraphina e 2 realejos bons.
m


<*)
DIARIO DE PERNABMUCO. SEGUNDA FEIRA 19 DE NOVEMBRO DE 1860.
Ama.
Precisa-se do umaescrava para co zinhar, com-
prar o engommar para duas pessoas a iraUr na
ra larga do Rosario o. 36, primeiro andar.
Telo juizo dos fcilos da fazenda desla pro-
proTlocia se ha de arrematar em hasta publica a
quem mais dr os bens seguinles :
A renda animal da casa trra no Poco da Panella
o. 75, avallada em 72$ rs.
A renda annual da casa terrea no mesrao lugar
n. 76, avahada em '189 rs.
A renda annual da casa terrea no mesmo lugar
n. 77, avallada em 48g rs.
A renda annual da casa na Casa Porte n. 4, em
man estado, avallada em 36$ rs.
A renda annual da casa terrea no mnsmo lugar
n. 5, em mo estado, avahada em 36) rs.
Cujas reodas foram penhoradas por oxecncio
da fazenda provincial conlra a viuva de Miguel
Francisco Gomes.
A renda annual da casa terrea na ra dos Passos
n. 19, freguezia dos Afogados com um peque-
no sitio, c commodos para pequea familia o
em mo estado, avahada em 72$ rs.
Cuja renda foi penhorada por exocucao da fa-
zenda provincial contra os herdeiros de Joo
llaptisla de Sousa Lemos.
A casa terrea na ra do Bom-goslo n. 19, fre-
guezia dos Afogados, tendo 18 palmos de fren-
te o 50 de fundus, pequeo quinlai em aberto,
o em chaos foreiros, avahada em J50g000 por
venda.
0'ilra casi na mesma ra n. 21, na mesraa fre-
guezia, tendo 18 palmos de trente c 50 do
fundos, quintal om aberto e chaos loreiros,
avahada em 50^000 por tonda.
Cujas casas foram pennoradas por execucao
da fazenda provincial contra os hererdeiros'de
Joaquim Caetano da Luz
A casi terrea no lugar denominado Sanl'Anna
n. 34, tendo 26 palmos do frente e 51 de fun-
dos, conlendo duas salas, dou* qunrlos, cosi-
nha na sala de dotraz, quintal em aberto e um
tclheiro e em mo estado, avahada em IlOgOO
por venda.
Oulra casa terrea no mesmo lugar, n. 3:), tendo
32 palmos de frente e 51 de fundos, coutendo
duas sala?, dous qunrlos, cosinha fra e quin-
tal, toda detriorada, avahada em 350#00O por
venda.
Cujas casas foram penhoradas por execucao da
fazenda provincial contra os herdeiros do padre
Manoel Themoteo.
A casa terrea na ra do Nogueira n. 14, fregue-
zia de S. Jos a qual tcm dous quartos, duas
salas, cosinha e quintal e toda cita arruinada,
avahada em 400*000 por venda,
Cuja casa foi penhorada por execucao da fa-
zenda provincial contra os herdeiros de Mara
Thereza de Jess.
Os pretendenies comparecam s 10 horas da
manliaa do dia 22 do correle me/, de noverabro
na sala das audiencias.
O abaixo assignado, de accordo com algu-
nas casas commerciaes, tera resolvido estabele-
cer urna sociodade em commnndila, cujas bases
vom hoje apresentar a apreciaran dn publico, e
principalmente do respeilavel corpo do commer-
cio desta cidade.
O abaixo assignado, socio gerente, entrando
para dita sociedado com um capital de 50.000$,
o crditos considerares obtidos em sua rcenlo
viagem a Europa, e com os nncessarios conlieci-
mcnlos, tanto a respeilo das transarnos de banco
em geral, como daquellas quo so" praticam om
D08aa prari, julgo poder aaseguYar a aquellas
pessoas que quizerera facer parto da dila socio-
dado, um dividendo satisfactorio no fim de cada
semestre.
O abaixo assignado reclama particularmente a
altcnco dos oegoeianles eslabelecidos nesla ci-
dade sobre os arligos abaixo mencionados, o prin-
cipalmente sobro aquelle que concedo a cada
commanditario um crdito em conta correnle at
a concurrencia da quantia subscripta, islo que
OS negociantes sendo commaudilarios e estando
no mesmo lempo em conta correnle com a com-
iinridi i, poderao para completar os pagamentos
que tiverem de fazer, tomar quanlia superior ao
;io seu haver em conla correnle, at a importan-
cia da somma vertida a caixa da dila sociedado o
por cujas quautias pagaio de premio 2 "/ cima
Ja laxa da caixa filial.
[guaes sociedades fundadas sobre as mesmas
bases oxi-lem nesle imperio, as quaes lem obiiJo
resultados sala satisfactorios, fazendo ao mesmo
tempo um importante servico ao commercio em
g'Tal; por isio o abaixo assignado espera que o
corpo do commercio comprehendendo a ulilidado
que dore sobrerir do una tal sociedade concor-
rera tanto quanto estiver ao seu alcance para fa-
chitar a sua execuco.
A lista do assigaturas est aberta at o dia
15dadezcmbro prximo futuro, o a sociedade
principiar a funecionar do 1." do Janeiro era
dianle ; as pessoas, perianto quo quizerera subs-
critor para dita sociedade, dirijam-so ra da
Cruz n. 34, primeiro andar.
A. Schaffler.
RBGULAHENTO.
Artigo 1. A sociedade em commandita, cuja
razo cominercial ser A Schaffler & C, ter
por (ira fazer Iransacres de cambio sobro a Eu-
ropa, descont do letras da praca e entreter con-
ta corrento cora as casas conimercns, e particu-
lares residentes em Pernarabuco.
Arl. 2o. A sociedado ser registrada no tribunal
do commercio com o capital subscripto at o dia
litado para o enccrramenlo das assigaturas, e
a sua duracao ser de 3 annos a contar do 1." de
Janeiro de 1861.
Arl. 3o. A sociedade em commandita funecio-
nar sob a direccao do socio gerente, inspeccio-
nada porom por urna coramisso de 3 negocian-
tes nomeados denlre os commanditarios, a qual
no fim de cada semestre examinar os livros o o
estado da caixa
An. 4. No caso de morte do socio gerente a
coramisso que liver sido nomeada para inspec-
cionar dila sociedade, ser a ecarregada da li-
quidarlo ou contiouaco se assim convier aos
commanditarios em geral.
Arl. 5o. No caso de morte do alguns dos socios
commauditarios, os seus herdeiros poderao con-
servar ou retirar a somma com que elle figurava
em dita sociedade, e nesle caso essa quanlia ser
immedialamenle preenchida por qualquer outro,
dando-se sempre preferencia a um socio com-
manditario.
Art. 6o. Abrir-se-ha a cada casa ou socio com-
manditario um crdito em conla correnle era re-
lacio a somma por elle assignada, sendo o pre-
mio maior 2 daquelle da caixa filial.
Art. 7". O socio gerente da sociedade em rom-
mandila, entrar cora o capital do 50:000a000.
Art 8. No fim de cada semestre os lucros se-
rio divididos pelos commanditarios, depois da
dedueo de 10 % que reverter em favor do so-
cio gerente.
Art. 9". A sociedade em commandita entrar
em liquidaco logo que os commanditarios re-
presentando 3;4 do capital vertido dita socie-
dade o exigirem, e s poderao augmentar ou di-
minuir o capital com que liverem entrado no
fim de 3 annos.
Art. 10. A menor somma com que poder en-
trar qualquer coramanduario ser do 1:000* rs.,
o os pagamentos sero feitos em 4 preslaces.
Art. 11. A sociedade em commandita receber
at a somma de 100* em deposito ou em conta
correlo com juro de 1 0/o abaixo da laxa da cai-
xa filial e sendo a somma depositado maior de
5:0008, aquello que a quizer retirar prevenir 3
das antes.
Art 12. A porcentagem destinada a compor o
fundo da reserva ser fixada pela coramisso de
accordo com o socio gerente.
Deseja-so fallar ao Sr. Jos Lourenco de
Uni, a negocio de seu enteresso : no largo do
Corpo Santo, armazem n. 6.
Frecisa-so de um caixeiro para o hotel de
Europa: na ra do Trapiche n. 12. a tratar no
mesmo.
PI pC PONTIHICE E RE
/ PELO SEMI10R
D. Antonio de Macedo Costa,
\Bispoclcito do Para.
Eloquentc demonstrado do poder
temporal do Papa.
Vende se no bairro de Santo Antonio
as livrarias dos Srs. Guimaraes & Oli-
veira e Nogueira de Souza & C. ; e no
bairro do Recite na livraria do Sr. Jos
de Mello : preco 2#.
F. VILLELa, ambrotypista da augusta casa
imperial e estabelecido na ra do Cabug n. 18,
sobrado com entrada pelo pateo da matriz, con-
tinua a tirar retratos por arabrotypo, mclayno-
typo e ambrochromotypo. Este ultimo sysiema
rauito apreciado hoje no Rio do Janeiro, o
mais perfeilo ramo da arlo photographica pois
reno ao desenhodosol um especial traballio a
oleo, que conservando fielmente at os mais de-
licados traeos, d ao retrato a qualidade do um
quadro a oleo.
| |)r. Cosme de Sa' Peieira da' 9
a consultas medicas em seu escrip- j
6 torio, no bairro do Recite, ra W>
m da Cruz n. 5o, todos os dias,me- *
M nos nos domingos, desde as 6 0>
J* lioras ateas 10 da manhaa, so- jgj
breos seguintes pontos'.
Acham-se i veada na livraria da praga da Independen-
cia ns. G e 8, as bem conhecidas folhiiihas impressas nesta
typographia
Folhinha (le porta ou KALENDARIO eeelesaslco e civil para o
bispado de Pernambuco........... 1 no rs
DU de lflibcira conlendo alora do kalendario ecclesiaslico o civil,
explicarlo das Testas mudareis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occafo do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio ;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos imposios geraes, prownciaes o municipaes, ao
que se juntou urna colleceao de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entrelenimenlo da mocidade. 320 rs.
Estao no prelo o almanak e oulra folhinha con tendo
todas as oraces para assistir semana santa, etc. Com-
prando-se em porcoes se daro por preco mais commodo.
A pessoa que annunciou precisar de 2008
a juros por tempo de 2 annos, dando por segu-
ranza um predio, dirija-se a ra Dircita, sobrado
n. 127, primeiro andar, para tratar.
Nos abaixo asslgnados, amigavclmeole dis-
solvemos a sociedade que linhamos na taberna
sita na estrada de Santo Amaro, em 8 do novem-
bro corrente, a qual gyrava com a firma de Me-
deiros & Soares, ficando o Sr. Manoel Soarcs de
Moura com a mesma encarregado da liquidaco,
e ambos respunsaveis a realisaco da mesma fir-
ma. Recife 16 de noverabro de 1860 Antonio
do Reg Mcdeiros.Manoel Soares de Moura.
Dessppareccu as 6 horas da larde de 15 do
correnle do paleo do Livramento, urna erioulinha
de nome Esperanra, com 6 annos deidade, bem
prela, com o umb'igo um pouco crescido, levan-
do um vestido de iluta escoro, c sapnlu de cou-
ro prelo ; suppoe-se ter sabido de casa e perdi-
do-so roga-sc a pessoa que a liver adiado o fa-
vor do a entregar no qnartel das. Cinco Ponas ao
quartel-meslre do 2." batalhao de infanlaria, que
gratificar,se isso exigirem ; e protesta-se con-
tra qualquer pessoa que por dolo a tenha oc-
cultado.
APPROVACaO E AITORISa(aO
DA
mascida oipebom m mqcha
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
i
2.
Molestias de oll.os
de coracSo e
de
da ge-4
Molestias
2 peito ;
H .". Molestias dos orgaos
^ racao e do antis ; |E
g 4.* Praticara' toda e qualquer 2
operacao que julgar conve- <5>
|| niente para o restabelecimen- m
to dos seus doentes. ||
O e\amedaspessoafquco con- 3|}
K sultarem sera' feito indistincta- H
H mente, e na ordem de suas en- M
o tradas, fazendo excepcao os doen- |
' tes de ollios, ou aquelles que por *K
H motivo justo obtiverem bora M
ft marcada para este fim. |g
Quem annunriou por esle Diario ter urna
mulatinha propria para ama do meninos, forra,
(lerendo, leve-a Cruz de Almas, collegio da
da Concjiio, quo achara com quem tratar, con-
rindo a arabas as parte?.
Precisa-so alugar dous prctos. rindo de
casa s 6 hora3 c meia e vollando s 7 horas para
casa de seus senhores : na ra do ftangel n. 73.
Offerece-ae urna senhora para furar otelhas
do meninos muilo bem : dirija-se Fra do Por-
tas, rna do Pilar n. :17, por diminuto proco.
Aluga-se mttade de um sotao na
ra da Palma : a tratar nesta Typo-
graphia.
Gabriel Secira, subdito hc.'panhol, retira-
se para o Piio de Janeiro.
Justino Francisco Asis & C. rogam a todas
as pessoas que se acharem rom litlos de divida
dos mesnios, ou rentas de livro, apresenlarom-
se ate o da i!) ao meio dia, para concordaron!
com os mesnios pois querem amigavelmenle
dissolver a sociedade.
Declara-so a quem intoressar, quo as audien
cia do jniz do paz do 1" dislricto da freguezia-
00 Sanlissimo Sacramento de Santo Antnnin des-
la cidada, d'ora era dianle, sero effoctuadas as
4 horas e meia da larde, nos dias j marcados, e
na respectiva casa das audiencias.
A saboaria da ra Imperial precisa alugar
escravos para servico debaiso de coberla, e paga-!
se 30$000 meii33es"e commida, devendo dormir
no eslabelecimenlo : a tratar na mesma saboa-
ria, ou na ra da Cadea do Recifo n. 3f.
Atleucrio.
Precisa-se alugar urna escrava para o servico
de urna casa de pouca familia, d-se do vestir e
paga-so bem o aluguel : uarua Nova n.4, ter-
ceiro andar.
ttA commjssao encarregadaM
tas novenas de Santa 8
% Cecilia,
5 t'azsciente ao publico que deixa de haver
|e novenas no sabbado o domingo em razo
^ de nao interromper os aclos da irmanda-
* dade de N. S. do Livramento.
Aluga-so urna baua propria para plantar
capim e hostalicas, muito bou por nao alagar nem
sersecca, na estrada de Joo de Barros: quem
pretender dirija-se ra Direita, loja de calca-
dos n. 7.
Na ra da (loria n. 94, ha urna caria de in-
leresse do Sr. Dr. Francisco Joo C3rneiro da
Cunha para lhe ser entregue.
Robert Lighlbotirne, lnglez, vai a Babia.
Jos da Silva Mendonca Vianna retira-se
para Portugal para tratar de sua saude.
>:
0 bacharel Francisco Jos Martins Pen- @
na, tendo deixado o exercirio da delegacia %$
H da primeiro dislricto deste termo, continua $i
no de sua proiisso de advogado, na ra @
Ji{ larga do Rosario n. 35, onde pode ser pro- J*
curado todos os dias uleis das '. horas da @
Ji) manhaa as 3 da tarde. O
Borba, rap
fino, roeio-grosso e grosso. Deposito, ra aa Ca-
dea D. 17.
Os devedores do lallecido Marco-
lino de Borja Geraldes, queiram pagar
seus dbitos quanto antes na ra da
Cruz n. 4, do contrario proceder se-ha
breve a cobranca judicialmente.
Os abaixo assignados administradores da
massa dos bens do casal do finado Joo Tarares
Cordeiro, previnem a os devedores o do ilo casal,
por dividas vencidas, que no caso de nao virem
.salda-las no praso de dous mezes, do presente
annuncio, lero de ser accionadas, afim do ha-
ver-so os pagamentos referidos, visto como o
praso marcado pelo lllm. Sr. Dr. juiz de orphos
do termo desta cidade, para a liquidaco do ac-
tivo e passivo do mesmo casal esl roncluindo-se
e poucos lem sido os devedores que tenham pro-
curado saldar suas contas.
Recife, 12 do novembro de 1860.
Viuva Tarares Cordeiro.
Jjs Teueira Bastos.
Juan Anglada Hyjo.
Ilenrique Jos da Cunha.
Aos pais de familia.
O bacharel formado Amcrico Fernandes Trigo
de l.onreiro lem aberto um curso de algumas
materias preparatorias para a Faruldado de Di-
reito, na casa de sua residenria, rna da Saudade,
esquina do lado direilo, das 9 horas da manhaa
Vidros.
ao meio dia ; e prope-se igualmente a lomar h- SC ra ter a bondad
cOes das mesmas materias por casas particulares 11 J ^ Recife n. o,
e cullegios, das 4 s 8 lioras da tarde, promet-
iendo a seus alumnos vanlajoso aproreilamenlo
do seu melhodo de ensino, por ter para isso ra-
zos fundadas na experiencia de dous annos, e
allesladas por pessoas fidedignas, cujos lilhos
lecni sido por elle leccionados : quera de seus
serrirns se quizer aproreilar, dirija-se a mesma
casa, s mesmas lunas da manhaa. As mcnsali-
dades sao as seguintes, pagas adiuuladas. ,
Em sua casa.
Cada materia .... 5$000.
Km casas particulares.
Cada materia .... lOgOOO.
Duas materias .... 15$O00.
F.m collegios, conforme oe convencionar, fixas,
OU prorata lices diarias, excepto os domingos, |
dias sanios, e quinlas-feirasdas semanas em que
uo houvcr algum dia sanio.
Chegaram os lao desejados vidros para vidraca,
em caixa ; vieram tambem alguns vidros de
crystal, grandes, proprios para oratorios, labole-
las, armarios, etc., ele, ou oulra qualquer obra
em que seja preciso empregar ridro de boa qua-
lidade e grossura : ra larga do Rosario n. 32,
bolicaJ
Aluga-se o primeiro andar da ra Nova n.
21 : quem pretender, dirija-se a loja do mesmo.
i Ao commercio. 8
};/) Urna pessoa com osconher.imentos pre- @
J cisos para exercer o cargo de guarda-li-
3j$ vros, se encarrega deescriplurar os livros
, de qualquer casa commercial,
8 r1
8 8(ssl
* precis
o
@@ @ @@
Arrenda-se um espacoso armazem proprio
para qualquer estabelecimento commercial na
ra eslreita do Rosario n" 31 ; trata-so rja ra
do l.ivrainenlo n. 26, 2o andar.
i Muita alten cao I
92 (rSr. Jos I.uiz MacedoCavalcanti quei- sfj>
bondade de rir ra da Cadeia
a Iratar de negocio que
nao ignora.
ELECTR0-MAGNETIC4S EPSPTICAS
ieardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS AlF.DlCiNAF.S sao muilo conhecidas no Rio de Janeiro e era (odas as nrovinci''1'5
deste imperio ha mais de 22 annos, esao afamadas, pelas boas curas que se lem oblido as enfer-
maras abaixo escripias, o que so prova com innmeros altestados que existem de
zes e de disiinccoes.
pessoas capa-
Cora estas Chapas-electro-lucNETiCAS-ErispASTiCA obtem-se urna cura radical
mar.o (cajisnco om falta de respiracao), sejam internas
e infallivol
ou externas,
coraran, garganla, olhos,
diiTerenles especies de tumores, como lobinhos, escrfulas etc^sja'qJl'[o"r o ^euKnho'enm"
fundeza, por meio da suppuracao sero radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado IL
habis e disttnclos facultativos. "wu>mB pin
como do ligado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, peito, palp'ilaco de
erysipelas, rheumatismo, paralysia e todas as al'eecoes, nervosas", ele, e
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do B rasil
- chapas sero acompanhadasdas competentesexplicacesc tambera de lodosos accen *
a tollocacao dolas. autwu
As
rios para
Consultas todas as pessoas que a dignarem honrar rom a sua confanos em s
que se achara aberto lodos os das, sera eveepeo, das 9 lioras da manhaa s 2 da la
escriplorio,

Aluga-se urna loja cora arraaro propria
para qualquer negocio : quera precisar, dirija-se
a ra do <.)iioimado n. 55.
SORVETE.
De hojo em dianle hovera sorveto ao melo-
da o a noitc em casa de Sodr & f, oa ra Es-
lreita do Husario n 11.
SORVETE.
Hotel Trovador
||9 Ra do Parto ||J)
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
Attencfto*
Previne-se aos senhores calafates o barcaceiros
que no armazem naval ti. 1, na ra do Vigorio,
tem venda ferros sortidos para calafates a 800
rs. cada um.
Aluga-se duas casis terreas na ra Impe-
rial, acabadas ltimamente, o proprias para pa-
llara, refioaco, marcinaria, ou outro qualquer
estabelecimento fabril, por serom espacosas e
terem camboa prxima ao fundo dos raesmos
rotor
Vondo no Diario do honlem o annuncio de
Joaquim Goncalves de Albuquerque Silva, an-
nunciando qu hoje lem de ir a praca o moleque
Amaro, finda a audiencia do Dr. juiz de orphiios,
o abaixo assignado j fez vtr ao publico pelo
annuncio no Diario do 2 de outubro prximo pas-
sado, que esle escravo foi dado em parlilhas, e
que sobre cuja arremataco se protestou no dia
25 de setembro do corrente anno ; c de mais
accresce que sendo depositario particular desta
heranca o Silva, e tendo-se oblido do Dr. juiz
municipal da primeira vara remoco da mesma
heranca para outro depositario particular, esqui-
vou-se o Silva de entregar o escravo Amaro, ao
que deu lugar do novamenle a requerer-se para
que o ex-depositario flzesse entrega do mesmo
Amaro, o tendo-se por despacho qne respondes-
so o ex-deposilario, e sendo-lhe onlregue a pe-
tico por um official, al o dia 15 do corrente
nao fui ainda entregue ao abaixo assignado, ten-
do decorrido mais de 6 dias; e para que pin-
guen se chame a ignorancia se faz o presente
annuncio. Recife 15ido novembro de 1860.
Jos Rodrigue do Passo.
Collegio de Henifica.
Este estabelecimeoto precisa de um coziohei-
ro e de urna araagovernante.
O photographo F Vilella mudou o seu s-
tabelecimento de retratos da ra Nova n. 18 para
a ra do Calinga n. 18, aonde continua
Jos Thomaz Aires de Alraeida, chegado a
esta provincia no dia 15 de outubro prximo pas-
sado, vindo do Rio Grande do Sul, retira-so para
Portugal.
Manoel Migneis, subdito porluguez, relira-
so para o Rio de Janeiro.
Quem precisar do uro hornera de meia ida-
de, nascido em Portugal, para tomar conla de al-
gum estabelecimento por balanco, sendo taberna
ou outro qualquer negocio por ter pratica, e dan-
do fiadora sua conducta, e islo uo echando, se
sujeita a ser criado de algumo casa pai^icular, o
tambem ensina a fazer o delicioso vinho de caj
com muila facilidade, pagando-lhe a receita, o
qual garante juntamente licores, genebra e agur-
dente do reino, concerta vinhos, a ludo so ofTere-
ce o afiance, e tambem emende alguoia cousa de
atar no ruenrna ra na falTlc to euMo do81 coxlhha: a trotar no pateo do Oarraoi buceo da
h?i esifvH l'rVf *rt)i i Hn)i9! fl f
Manoel Azcvedo Ponles faz sciento a lodos
os seus devedores em geral que lem por una
procuraco aulorisado o Sr Joaquim Jos de
Lima para receber dos mesnios senhores.
O abaixo assignado lem contratado com o
Sr. Duarle Arlhur do Macedo Jnior, por aluguel,
pelo espaco de 3 mezes, o armazem n. 41 da ra
do Imperador; se alguem liver alguma reclama-
rlo a fazer, queira dirigir-se a ra das Cruzes
u. I, no pra/o de 3 dias.
Manoel Teixcira do Miranda.
Na ra da Cadeia do Recife n. 54, existe
urna carta para o Sr. Joo Paulo Ferreira.
Ao sorvete
ra das Cruzes n. 41.
= Precisa-so de una ama para cozinhar em
casa de pouca familia : na ra do Cabug, loja
n. II.
Aluga-se.
Ainda est por alugar-so o primeiro andar da
ra Nova n. 07, com cxoellcnles coramodos e
muito aceiada: tiata-se ua ra da Crnz n. 45,
escriplorio.
Aluga-se no lugar da Torre, a margem do
Capibaribe, urna pequea casa inteiramenlo fres-
ca e limpa : a tratar na ra da Caixa Agua nu-
mero 66.
Kiisino theorico pratico.
O abaixo assignado, professor de construcc.Ho
naval licencionado pelo governo da provincia,
tem aberto em sua casa na ra do Nogueira n. 7,
urna aula de pilotagem, e ensina arylhmetica,
geometra, geographia e trigonometra plana
espherica para a mesma pilotagem.
Jos Elias Machado Freir.'
GUARDA LIVROS.
Pessoa habilitada exercer este cargo, pro-
poe-se a tomar conla de qualquer escriptura-
5o seja qual fr estado em que se che,
e por quelquer dos systemas uzados combinados
cora o proscripto no cdigo commercial. Quem
prteisar dirija-se para informaces, ra da Im-
peratriz o. 12.
Aluga-se a casa da ra da Praia n. 44, pa-
ra armazem ou outro qualquer estabelecimento :
a tratar com Eiras & Irmo, na travessa do Pa-
teo do Paraizo n. 16.
COMPANHIA
DO
Nao se tendo reunido numero legal
d votos para ter lugar a assemble'a ge-
ral dos Srs. accionistas, sao os raesmos
convidados pela segunda vez a se reuni-
rem no dia 21 do corrente ao meio da
no escrptorio da companhia ra do
Cabuga'n. 16, primeiro andar, para
tratarem de negocios importantes da
companhia que teem de ser submetti-
dos a sua deliberacao e bem assim ap-
provarem o orcamento de receita e des-
peza decretando o 25* dividendo, ad-
vertindo-se que havera' sessao comqual-
quer numero de votos que comparece-
rem de conformidade com o art. addi-
tivo ao 16- dos estatutos.
Escriptorio da companhia do Bebe-
ribe 16 de novembro de 1860.
O secretario,
Manoel Gentil da Costa Alves.
Aluga-so um grande armazem na ra da
Cruz, teudo sabida para a ra dos Tanoeiros; a
tratar no pateo de S. Pedro n. 6,
fislA narn alugar o toroeiro andar da caaa
< W m rR d frs'riir ai wmi cm
Una Larga to Rosario numiWi.
O dono deste eslabelecimenlo, njy poupando
i exforcos para bem servir aos seus fveguezes, lem
determinado fazer sorvete lodos os dias, prepa-
rados cora todo o aceio e por menos preco do
queem outra qualquer parte. Ser ocioso* dizer
aos meus freguezes que a qualquer hora do dia
se encontrara bons lanches e forneco comida
para foro.
Na ra do Rangel n. 73 aluga-se
para carregar trastes mas barato do
outra parle.
Manoel de Azcvedo l'onlesvai a Macei.
carrocas
quo em
I Fazendas e de miudezas. |
V.T' "*' E*am ro' rio AnrriKlA P. \(\ AKran lr m* ____.i__ ____ ___ i frs^-"
K$ Em casa de Augusto C. de Abreu, lia para vender um completo mi
Z0Q sortimento de perfumaras, constando de leos, banlias, pus para 2^;
i*^ tientes, sabao, extractos, aguas de ebeiro e mu tos outros artigos dos W+%
^i melbores perfumistas de Londres e Pars.
WELHORADO E
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
[PK^OLHA 0 DI. TOWHM
FABRICADO SOB AD1RECCAO' DO DR JAMES R. CHILTOX,
O ohimico e medico celebre de \ew York:
A GRANDE SUPERIORIDADE DO
TRACTO FLUIDO COM POSTO
DE
ex-
SALSA PARRILHA
; Explica se pelo seo extraordinario
e quasi miraculoso effeito nordoao pub,,co'
sangue. | BOYD PAUL. 40 Cortlandl Street.
Cada um sabe que a saude ou a inferraidadej WA..L.TER- B TOWMSEND A Co, 218 Poatl
depende direclamenle do estado deste ii.oido vi-
New-York, Lavemos vendido durante mullos an-, HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
nos o extracto de salsa perruna do Dr. Torro- B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
send, considerarao-lo ser o extracto original p "c. .___
ntno da salsa parrilha uRfiEmPi CONIIECEMOS A ARVORK E SUASFRU-
qual primeramente sob este nome foi apresen-
taL. Islo lia de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quautidado do sangue n'um homem d'es-
talura mediana est avallada pelas as primeiras
autoridades em vinle e oilo arralis. Em cada
paisano duas on^as sahem do corago nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de quatro minutos. Urna dis-
poaieao extensiva tem sido formada o destinada
com admiravel sabedoria a destribuir e fazer
circular esta cORrtEtrrK db vida por todas as
parles da organisarao. Deste modo corre sem-
pre pelo corpo em torrante, o qual a gran
fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se emprenha
de materias ftidas ou corrompidas, diffunde
com vblocidade elctrica a corruprao oas
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
at cada orgo e cada leagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulagao evidentemente se faz um engemio
poderoso, de doenc,a. Nao obstante pode tam-
bem obrar com igual poder na crii;ao de saude.
Esiivcsse o corpo infecionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e situada no sysiema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smente o san-
gue pode fazer-se puro e saudavel car superior
a doenca e ineviiavelmente a expellir da cons-
tituicao.
O grande manancial de doenca enlao como
d' aqu consta no fluido circulantes nenhum
medicamento qne nao obra directamente sobre el-
le para purificar e renova-lo,possue algum direi-
lo ao cuidado do publico.
O SANGUE t O SANGOS o pomo no qual
se ha mysler fixar a attenrao.
O ORIGINAL E O GINUINO!
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Vlaiden Lae.
JOHN GARLE & Co, 153 Water Street.
M WARD S Co, 53 Maiden Lae.
J.& J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAIUMA Co, 10 Od Llip.
OSGOOD&JEKNINGS, 188 Pearl Street.
R.B..HAV1LAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, ROBINS & Co, 134 Water Sireet.
THO.MAS & MAXWELL, 80 William Street.
WM. UNDERHILL. Junr, 183 Waier Street.
DAVIDT. LANMAN, 69 Water Street.
MARiIf & NORTHROP, 60 Pearl Street
NORTOiN.BABCCK & WOOD, 139 Mai-
den l.one.
PENFOLD, CLAY & Co, 4 Flelcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, 104 &
106Jobn St.
LEWIS & PRICE 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadwav,
lOAslor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Street.
POU & PALANCA. 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN. 64 Pearl Streat.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I. MINOR& CO. 214 Fuion Sireei.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPHE TRIPPI. 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortlandl
Street.
HAYDOCK, C0RLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDUSER, 178 Greenwch
Street.
E IGUALMENTE
Conhecemos itm Medicamento nos seus F.ffeitos.
O extracto composto do Salsa parrrlba do
Dr. Townsend esta
0 MED I CIMENTO DO POYO
Adata-so tio maravilhosamenie a ronsltuirao
que pode ser mil isa Jo em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E DEBILIDADE.
fortalece;
ONDE E CURRUPg.VO,
purifica;
ONDE HE PODR DAO,
ALIMPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servicos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspec;!o directa
do muito conhecido chtmico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade de New-York, cuja cer-
lidao e assignalura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTBACTO COMPOSTO DE SALSAPARRILOA
DO DR. TOWNSEND.
O grande purlcador dosangu*
CURANDO
O Herpes
A Hbatsipbla,
A AliSTRICCAODO VBN-
TRE,
As Alporcas
Os Effeitos do azou-
GUE,
Dispepsia,
As DoENCAS,DEFIGA-
PO,
AHydhopesu.
A Impinge
As Ulceras,
o rueumatismo,
AS ClIAGAS
A Dedilidade geral*
AS DOENCAS DE PELLR
AS BORBULIUS KA CA-
RA,
AS ToSSESt,
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
OExlracto acha-secontidoem garra fas quadra-
das o garante-se ser mais forie emelhor em to-
do o respeito a algum outro purificador do san-
gue., conserva-se em todos os climas por cer-
lo sspaco de tempo.
Cada garrafa do original e genuino exfraetu do Dr. Townsend tem a assignalura e a certido do Dr. J. R. Chlillon, na capa
exterior de papel verde r


P1AK10 DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FE1RA 19 DE NOVEMBRO DE 1860
. Inglez.
Prorisa-se de urna pessoa bastante hnbilitad.i
para cnsidar a una pessoa a fallar e escrever per-
leilamente a lingua ingleza ; a Icalar na fundi-
cao do Sr. Starr.
Fornece-se comida para fra.
Na ra das Cinco Ponas n. 130 fa/.-so comida
para fra com todo o accio e limpeza por ser casa
de familia, ludo por proco muito commodo :
quera precisar, dinja-se a dita casa, que achara
com quem tratar, a qualquer hora,
jtc-k Cm* vaSm VW tow cww do OT5 r7 riii J*^*i 4
Dentisla de Pars, j
15Ra Nova15 2
FredoricoCautier, cirurgiaodenlista.SE
faz todas as operare da saarlee col-|B
locadentes artificiaos, ludo com a upe-*
rioridade e perfeico queas pessoasen-gp
y/g tendidas Ihe reconhecem.
t\i Tero agua e pos dentifricios ele Jj!
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker
Machinas de coser: em casade SamuelP.
hoiston.St ra da Senzala Nova n. 52
Preparam-so bandejas enfeiladas cora di-
versos modelos de bolinhos dos raais perfeitos
quo ha era nosso mercado, para bailes, casamen-
to., testas do igrejas e solemnisar as formaluras
dos senhores acadmicos; ludo da forma que
for.>m as encommoudos: dirijim-se a ra da te-
ma d. as.
Por certo.
O Sr. .los Antonio Rodrigues Canuto (Caznqu)
queira ira fabrica Sebaslopool pagar os malcmes
que dove ha mais de 2 anuos.
COMPANHIA
ALLIANCE,
stabceeiila m Lo mires
iMtio) m mu.
CAPITAL
CVnico mttYioes de U\>Tas
sterVmas.
Saunders Brothers & G. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
casas, e a quo na mais convicr, que eslao plena-
mente autorisados pola dita companhia para ef-
fectuar seguros sobro edificios de lijlo e pedra,
coberlos de telha, e igualmente sobre osobjeclos
que conliverem os raesraos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer
qualidade.
jTf VrTTTTTTTTTTTTTTTT"YTTT l DENTISTA FRANCEZ. 2
'Z. Paulo Caignoux, dentista, ra das La- 4
>* rangeiraa 15. Na mesma casa tem agua M
p dontilico. ^
50$ de grutiflcaco.
Furlaram boje (Ifi; do lugar do Giquia, 2 ca-
vados com os signaes seguinles: um alasao ro-
silho, em grao, de segunda muda, com duas mar-
cas de feridas sobre os rins, ferrado em cima da
anca o do lado direilo, bom andador ; oulro car-
d.lo vermellio, novo, grande, bom passeiro, lam-
bem ferrado : quem os apprehender, pode en-
trega-loa nesla praca ao Sr. Ignacio Ferreira da
Costa, as Cinco Ponas, e no ltinho o reve-
rendo vigario, ou ao abaixo assigoado na povoa-
<;ao da Jurema, que recebera 509 do gratificar-So.
Diogo Henriques do Souza.
ATTE!\(1A0.
Os curadores fiscacs o depositario da massa
fallida de Miguel Gomes da Silva, autorisados nos
termos da lei pelo Exm. Sr. I)r. juiz de direito
docommercio. para praticarcm todos os actos e
diligencias necessarias ao recebimento das divi-
das activas da mencidoada massa. e constantes
j de letras vencidas, e j de outros tilulosecon-
las do livros, comprehendendo essa autorisncao
a faculdadede accionarem os dovedores, que por
meios exlra-judiciaes no saldarcm suas contas
vnm pelo presente prevenir aos inesmos, qur os
de dentro da cidade, qur os de fra, que eslao
sendo extraliidas suas contas, e sao convidados
ao mesmo lempo para as vir conferir e saldar
no prazo de 0 dias da publicarlo deste aviso,
porque findo o referido prazo sr-lhcs-ho en-
care intuidas as respectivas arroes para os paga-
mentos. Os adminrsliadores podero ser procu-
rados para dito fim a qualquer hora em seus es-
criptonos ou tslabelecimenlos, na Iravessa da
Madre de Dos n. 16 e ra do Amorim n. 50.
No botequim da ra larga do Rosario n. 25,
precisa-se alugar um preto para conduzir comi-
das para fra.
Miliar do commercio.
Bairro do Recife.
Itua do Torres n. 12.
F.ste estabelccimenlo estar aberlo lodos os
dias das 9 horas da manha em dianle.
Precisa-se de urna senhora com as habilita-
cues necessarias, que se queira encarregar da
educaco de meninas no engenho Tentugal da
freguezia de Barreiros : a tratar na ra daMoeda
n. :!. segundo andar.
Kilkmann Irmaos A C. avisam ao
i'eftpeitavel corpo do commercio que
torain noineados agentes nesta praca das
companhias de seguros mai timos de
Hatoburgo.
Ensino de msica.
OfTerece-separa leccionar o solfejo,como tam-
bera a tocar varios instrumentos; dando as li-
ndes das7 horas s 9 1(2 da noite:a tratar na ra
da Roda n. 50.
Precisa-se alugar urna preta que
sirva para veoder na ra : nesta typo-
graphia se dir'.
Muit > se deseja fallar com os sennnres abai-
xo declarados, na ra do Queimado n. 39, loja.
Antonio Jos de Amorim.
Antonio Francisco da Silva.
Manoel Jos Milete Meiriz.
Joaqun Jos Botelho.
A'.ugam-se dous andares do sobrado da ra
da Cadeia n. 24, tendo commodos para grande
fami-i : a tratar na loja do mesmo.
O abaixo assignaao, arrematante da massa
fallida de Tarrido & Veiga, faz sciento aos deve-
dores da mesma massa, quo venham pagar suas
contas na ra do Imoorador n 17, segundo an-
dar, defronte de S. Francisco ; e aquelle que nao
cumprir este dever, ser chamado pelo nome por
esle jornal. Oulro sim declara raais que lera en-
carroado o Sr. Jos Bonto de Souza para rece-
Ler dividas da dila massa.
Roga-se ao Sr. acad-
mico Joo Jos de Moura Ma-
galhes, queira apparecer
esta t ypographia, afim de se
lhe fallar acerca da obra que
mandou .imprimir, visto nao
se poder saber qual a sua mo-
mia,
vsaatft
o
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tornados em 30 dias consecutivos. ,........... 108000
30 cartoes paraos ditosbanhos tomados em qualquer lempo...... 155J000
15 Ditos dito dito dito ...... 89000
7 ...... 4000
Banhosivulsos, aromticos, salgados esulpliurososaosprecos annunciados.
Eslareducco de precos facilitar ao respeilavel publico ogozo das vantagens queresuliam
da frequenciadeum esiabelecimento de urna utidadeinconlesiavel.mas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, ainda pouco conhecida e apreciada:
r)
Estando a confeccionarse o almanak
civil, administrativo, commeicial, agr-
cola e industrial da provincia, rogase
aos Srs. que tem de ser nelle incluidos
de mandarem suas declaracoes de mo-
radia e estabelecimentos a' livrai a n.
6 e 8 da praca da Independencia e o
mesmo se pede aos Sr. de engenho e
renteiros.
-tamitiur niii'tr, ,t r i
oo
*>**.-*?*-.. -
rs* .'?
O
m&
^OZOBIO]
NATURALICE DE VICHY.
Deposito na botica [ranease ra da Cruz n. 22
Remedio infallivel contra as agnorrhas antigs c rcenles.
nico deposito na botica franceza, ra da Cruz n. 22.
Preo do frasco M#000.
TABAC
Deposito das manufacturas im\u*Y\acs AeFraiija.
Estoexcelenle fumo acha-se depositado, diretamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBOA DOCARMO, o qual se vende por mseos de 2 lieclogramos a l#000e em porcaode
10 mseos para cima com descont de 25 porcento ; no mesmo estabelecimeiuo acha-se tambera
o verdadeiro papel de linho para cigarros.

CASA DE SAUDE

a>
DOS

Sita em Santo Amaro.
m
Esteestahelecimcntocontinua debaixoda administraco dos pro- ^(
^ prietariosa receber doenles de qualquer natureza ou cathegoria que 158!
: seja- v*:
O zelo e cuidado alli empregados para oprompto restahelecimen* i
to dos doentes geralmente conhecido. ^
^X?: Quem se quizer utilisai podedirigir-se as casas dos proprietarios ^
vfi amuos moradores na ra Nova, ou entender-secom o repente no esta- <<
l tabelecimento.

Reforma de precos.
3llua estreila do Rosario-3
H Irancisco Pnlo Ozorio continua a col- SOS
locar denles arliiciaes lano por meio ?b
Se de molas como pcia pressao do ar, nao S|
^ recebe paga alguma sem que as obras j
$fc nao liquem a vontade de seus dono?, m
lg lem pozos e outras prepararoes as mais 5?
^ acreditadas para conserrari) da bocea
wmmmim m% mmmmm
Precisa-se alugar urna escrava para lodo o
serviro do mus casa de pouca familia : na praca
da Independencia n. 38.
Empreza da illu-
minaco a gaz.
Constando empieza da illumnarao a gaz que
algumas pessoastem mandado augmentar ou col-
locar novos bicos e encananicntos rm sups casas
por machinislas (alias avcnlureiros) que no sao
empregados seus. o cora apparelhos nao forneci-
dos por ella, lem resolvido, para acabar com es-
te abuso, por em rigorosa pralica o artigo 7o do
seu regulamento, o qual do Iheor seguate :
Noescriplono da empreza concerla-se e res-
ponde-se pela efTicacia dos apparelhos alli ven-
didos; porm de maneira alguma so enrarrega
de rollocar, concertar, responsabilisar-sc ou sup-
prir gaz pelos apparelhos alheios.
E vislo que sendo a empreza, tanto pelo seu
contrato como pelo regulamento do governo res-
ponsavel pelos damnos esinistros occorridosno
servico e fornecimenlo do gaz aos particulares,
essa responsabildade naopodoria existir, desde
que o material nao fosse fornecido por ella, o a
colloc.ic.uo "o fosse feila por operarios de sua
Cd nli anca
As?im a mesma empreza previne aos senhores
consnmmidorcs que d'ora avante um minucioso
exame ser tnmensalmente feilo por um de seus
macliinsUs, e adiando este apparelhos ou qual-
quer objeclos que nao lenham sido fornecidos
pela empreza, mandar esta inmediatamente
cortar o gaz.
Porlanto para evitar duvidas.e reclamacoes pe-
de-se quelles senhores que. quizerem qualquer
alteracn na illuminaco de suas cisas, queiram
por esfripto dar as snasordens, em um lirro pa-
ra esse fim guardado no arma/.em da ra do Im-
perador n. onde poderao dirigr-se, sera o que
neo serio attendidos.
Recife, 30 de oulubro de 1860. .
Rostron, Rooker & C.
Ama
Escravos. -..... 2.S-000
Marojos e criados, .... 2.S00
Primeira classe 7>$ e. 5^500
As operac/ies serao previamente ajustadas.
Calcado barato.
Joo Jos Pereira, com loja e fabrica de calcado na larga do Rosario n. 12, tem a honra
de avisar ao respeilavel publico e com especialidad a seus freguezes que ha cheeado ooucos
rlioc drt Pipo n r*. Hirnil.... .. I^Z- .. ______I _____-. ** r'uu,'wa
cosas mrmas meiiies, o quo presentemente nao enconirarao em outra qualquer fabrica aaui era
Pernambucoeoutros muitosobjecloslendenies a esta mesma arte que seria enfadnriho raenciona-los
Aqu arharao aquellos quo presara a mao d'obra de um artista brasileiro, pelo zelo no seu traba-
lho.promptidao, delicadeza e seguranca. O aununciante dase por muito salisfeilo ao menos em
mostrar sua fazenda e f-zer a capacitar raais de porto seus freguezes da veracidade do que acaba
de expor que s cora vista se podera ter mais f, o visla pois dos freguozes a sua fazonda crfi
que por certo nao deixaraode dar o devido apreco enrarregando-so o mesmo annuncianle de sa-
tlsfazer ao respeilavel publico e seus freguezes do qualquer encommenda que lhe seia feila com a
raaior promptidao e pelo que possivel enconlrar-se em um artista deslro e zeloso.
CONSULTORIO
?-
1)0
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia ; na ra Nova u. 5, loja.
Esteiras da India de 4, 5
e 6 palmos de largo.
No armazem de fazendas da ra do Queimado
n. 19, propriamenle para forro de salas e camas
por ser di melbor qualidade, e todas brancas.
Jos Dias, portuguez, vac a Macoi
Sabbado 24 do corrente mez, dopois da au-
diencia do Sr. Dr. juiz municipal da segunda va-
ra, lem de ser arrematado, por ser a ultima pra-
ca, a rr-qucrimcnlo do lestamenleiro de Denlo
t'ernandes do Passo, urna casa terrea n. 9, sita
na tr.-ivessa da Senzala Nova, o urna quinta parte
de outra terrea na ra de Fra de Portas n. 70,
pjra pagamento do Sello da heranca.
O Dr. Mano-'l More-ira Guerra conlina'a
prestar-se aos senhores estudanles de Faculdadu
de Direitocomo explicadorpara a occasiao de
sen rstudo dos pontos para os actos: pode ser
encontrado na ra da Matriz da Roa-V'isla n. 25,
pela manha at as 10 horas, e a tardo das 4 em
diante.
Precsa-se alugar urna prata que engomme
e cosa, sendo sofiiciente paga-sc bom : procure
na ra da Cruz n. 42. escriplorio, das 7 horas da
manha al as 4 da tarde.
C ouipras.
3
lia i>a k. wm wmmm,
MEDICO PARTE1R0 E OPERADOR.
3 RA DA ; LO & I A. CAS A DO FUMDO 3
CVVuca por amitos os sysientas.
O Dr. Lobo Moscoso d consullas todos os dias pela manha, e de tarde depois de 4
horas. Contraa partidos para curar annualmente, nao s para acidado, como para os engenhos
ou outras propriedades ruraes.
O chamados devem ser dirigidos sua casa al s 10 horas da manha e em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
derao remellar seus bilhetes a botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
livros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crospo ao pe da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annuncianle achar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos homeopaibicos j bem conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes...........109000
Dita de 24 ditos........;........159000
Dila de 36 ditos.................20J50G0
Dita de 48 ditos................. 257000
Dita de 60 ditos................. 509000
Tubos avulsos cada um............. 19000
Frascos da tinturas. ............29000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzidoem portuguez, cora o diccionario dos termos
de medicina, cirnrgia etc.. etc. ... 209000
Midiclna domestica do Dr. Hnrlng, cora dtectonirloi lOCooo
Pifiad (Ir fifi Mili M.prm, ,,;,,,,, OfOOO
Compram-so3 pesos do duas arrobas : na
ra Direila n. 8.
Comprara-se Diarios para embrulho: na
Uberna da ra dos Marlyrios n. 36.
Compra-se urna balanza decimal em bom
estado: na fabrica do Franca, ra nova de San-
la Rila.
Compram-se
escravos de ambos os sexos para fra da provin-
cia, tendo boas figuras e sendo sadas, paga-se
bem : no escriptorio de Francisco Malhias Pe-
reira da Costa na ra Direila n. 66.
Compra-se papel diario para embrulho a
120 rs. a libra ; da ra dos Guararapes n. 42, re-
fioaco.
Na ra da Cruz n. 33, compram-se escravos
do ambos os sexos, e agradando, nao se du vida
pagar bem.
Vendas.
Calcado de MeIs.
Na loja do Arantes vendem-so a dinheiro
vista borzeguins de Melii do cordavo, bezerro
verniz. e pellica a 130, sapatoes de bezerro, dilo
de cordavao a 8$.
Vende-se urna boa ovelha parida de pou-
cos dias, com urna cria muito esperta : no caes
do Ramos n. 4.
Vende-se urna boa escrava ainda moca e de
boa conducta, que sabe perfeitamente coser, cor-
lar vestidos e roupoes, trabalha em labyriulhos,
penteia qualquer senhora com delicadeza, e en-
gomma alguma cousa : quem a quizer comprar,
drija-se loja deJoo da Cunha Magalhaes, na
ra da Cadeia do bairro do Recife, que dir quem
a vende.
eude-i
Attenco.
Veude-se urna loja de funileiro com poucos
fundos, propria para principiante, no pateo do
Terco em bom lugar ; quem a pretender, drija-
se a ra da Cruz do Recife n. 23, ou a ra da
Moeda, armazem n. 7 : vende-so a dinheiro ou a
prazo.
Vendem-se dous escravos chegados ha pou-
ca do sertao, sendo um delles sapaleiro : na ra
da Cadeia do Recife, loja n. 35.
Vendem-se tres escravos de idade do 18 a
25 annos, propriot para todo o servico por se
rcm robuios o aadios, aasim Como urna pret
n PIRD0I i n ra i* finflii rio P,if O l?
Ido todas asqualdades que existem em Portugal,
| tanto era porciio como a rotalho, sem leraile do
I preco : vende-so nicamente no armazem Pro-
! gresso de Duarle & Irmo, no largo da Penha
! numero 8.
Vende se um grande sitio na es-
trada do Arraial, com casa de vivenda,
cacimba de pedra e cal, com excellente
agua de heber, bastantes arvoredos de
Iructos de diversas qualidades : a tratar
com Jos Marques no mesmo sitio con-
fronte ao sitio dos baritis.
Ruada Senzala antigo depo-
sito do gelo.
Vendern se barricas com macaes de
muito boa qualidade vindas no gelo a
Gfi a barrica, assim como o gelo a 4$ a
arroba, o deposito estar' aberlo todos
os das das 9 boras da manha as 5 da
tarde.
Macas e peras Novas peciiuclias.
EJMHA
Ra Direila n. 103.
Querondo-se acabar com esle esiabelecimento
anlesde lindar o anno. o encarregado do mesmo
se promptiica a vender o que consta do seu va-
riavcl sorlimcnlo por precos a animar aos com-
pradores, na certeza que nada sahir para amos- j
Ira ; o oulro sim nao se vender a meninos c a
escravos para evitar duvidas.
Barato para acabar. |
Pacas de cambrau de llores para cortinado a
392OO a peca, chita franceza rAza com loquo de
mofo a 220 o covado algod.io a 3, 3g00, Hg80o
0 -1*800, com 22 jardas, madapoloes a 1*200
4*400, 4*600. 5*50. 5*600 e *S>00 a peca, ris- :
cadinho raiudo o 160 o covado, brim de linho'
branco fino a 1$100 a vara, chales de lia escures
a_ 19800, gravatinhas a Pinaud de linho a 500 rs ,
dila oe setim a 500 rs., loncos brancas erandesa i
2^700 a duzia, chapeos do fellro a 4*. c 2S800,
corles de casemira a IJ, algodao de duas larguras*'.
a 600 rs. a vara, cambaia de cores muito lina a ;
600 rs. a vara, corles de cambraia de cores a '
2*800. grosdenaple a 19700, I$900. e 2*100 o co-'
vado, meias finas para senhora a 5g a duzia : na i
loja du rna do Passeio Publico n. II.
Pao de Scnteio novo.
Acha-se todas as qoartas e sabbados, das 11
horas do da em dantc : *m Sauto Amaro, pa-
llara allemaa, e na ra da Impcralriz n. 2, ta-
berna.
Coke (carvo.)
ou corabustivel para cozinhas, caldeiras, ele,
muilo econmico pa/.a as casas particulares: ven-
de-se na fabrica do gaz em porcoes de um quin-
tal para cima a 19 o uninlal.
Vende-se um escravo crotilo de
idade de 21 annos, muito sadio, bonita
igura ebom oflicial de carapina, tam-
bem sabe bolear : a tratar na ra Real
do Mondego sobrado n. 6.
Vende-se urna escrava de naci Angola e
de boa conducta, o motivo da venda se dir ao
comprador : era l'ra do Portas, ra do Pilar
riumero 102
Penetras de rame a (>$.
Peneras de rame proprias pira padaria o re-
(inac.io, pelo baratsimo proco de 6--? : na loja de
ferragens de Vidal Si Bastosi ra da Cadeia do
Reciff n. 56 A.
Vendem-se 2 burros de raca hespanhola
legitima : a tratar na ra do Vigario n. 19, pri-
nteiro andar, onde tambem tem trelo de Lisboa
superior.
Vendem-se sapalos, e chapeos depalhade
carnauba, vindos du Aracav na ra do Vigario
n. 18. primero andar.
Aos senhores armadores c
proprietarios de carros f-
nebres.
Vendem-se velbulina prela superior a 400 rs.
0 covado : na ra do Crespo n 25.
Vende-so urna escrava crioula muito moco,
sabe coser perfcitamenle, cozinhar e engomraa'r :
no largo da Assembla 11. 12, primeiro andar.
Carros.
Vendem-se 2 ricos carros, um grande o oulro
pequeo, bem aparelhados e elegantemente pin-
tados : na largo do Corpo Santo, escriplorio de
Manoel Ignacio de Oliveira i\ Filho.
Vende-se urna escrava parda, boa coznhei-
ra, moca, de muilo boa conducta : em casa do
tenenle-coronel Vilella.
Vende-se urna bonita mulata que lava e
a engomma : a tratar na ra da Cruz n. 30.
Wenceslao Jos Nunes dos Reis vai para
Macei.
Vende-se o engenho Rrejo, de S. Jos, sito
na freguezia de Santo Anlao, distante da cidade
da Victoria 4 legoas, e 3 para a via-ferrea, me
com agua, e est correle, tem grande cercadoe
muita ierra era quo so pode levantar raais duas
engeuhocas tambera para moer com agua, muila
mata-virgem e boa casa do vivenda de pedra,
senzala, estribarla, casa para bagaco, e lodos os
mais utercilos necessarios : a Ira'lar rom l.uiz
Rarbalho de Vasconcellos, no engenho Sibir da
Serra na freguezia de Ipojuca.
Aos fabricantes de velas.
Vende-se o verdadeiro fio inglez, proprio para
pavios de velas de carnauba, tanto em porcoes
como a retalho : na ra Imperial, taberna n."37.
Borzeguins a Garibaldi
para senhoras.
chegado loja do vapor na ra Nova n 7,
borzeguins pretos e de cores a Garibaldi para se-
nhoras, do ultimo gosto.
As noivas.
Recebeu-se pelo vapor francez os mais moder
nos corles de vestido de blonde, mantas, touca-
dos, luvas de pellica de todas as cores ; e ven-
dem-se tambem as mais commodas saias balao
de nova invenco ; na ra da Cadeia, loja n. 23,
de Gurgel & Perdigo.
Escravos pecas com habilida
des.
Urna escrava de idade 18 aonos, recolhida, cora
todas as habilidades, 2 ditas por 1:8001 ambas.
1 dila de 20 annos, 1 bonita mulata de idade 16
annos, 1 dila do idade 15 annos, muleca, 1 bo-
nito copeiro de idade 20 annos : na ra de Aguas
Verdes n. 46.
Na cocheira no largo do arsenil de mari-
nha n. 8, vende-se urna besta muito nova com
boos andares, de sella, propria para viagens lon-
gas, cabriolet ou carro.
Liquidacao na ra Di-
reila n. 104.
Camisas francesas finas, duzia 179 rs., cortes
de vestidos de seda brancos e muito Anos a 4O9
rs., ditos fanlazia de padroes novos a 129 rs.,
palitos pretos de pao a 15jJ rs., cortes de casi-
mira preto a 49 rs., ditos a 65 rs., cassas ada-
mascadas de 20 varas para cortinas a 89 rs.,
alpaca preta muito fina a 400, 600 e 800 rs.
covado. brim de linho rnludinho a 400 rs. o co-
vado, pannos de mesa de meio de sala a 1J rs.
chitas estreitas a 160 rs. o covado, panno fin
azul e casemira preta de todas as qualidades pot
barato preco e outras fazendas para acabar, por
burato preso, Tambera vonde-eo urna eaMotta
nava de imirallo d meo, lude oovn. mtn
w wwm por luiiiWaMnco, r hW
Cassa fina franceza o covado a 210 rs., chitas
om z" coloridas, lindissimospadres o corado
a 210, 220 a 200 rs.: na ra do Qneimado n. 44.
- Vende-se urna linda vacca turma
panda de primeira barriga com um
ormozissimo bezerro de raca pura:a
quem pretender dirija-se a esta typo-
Rphia.
Carro.
Vende-so uro excellente carro todo envidrara-
do, com urna boa parelha do cavallos, por prco
commodo. a prazo ou a visla : na ra larga do
llosano n. 24, leja do ouro, se dir quem lem.
Pechincha
Defronte da igreja da Concei-
cao dos Militares.
Na loja n. 42 da ra Nora terram-se fazendas
por precos muilo baratos, como sejam :
Chitas francezas largas e finas de excellenles
1 padioes, claros e escuros a 220. 240, 260 o 280
rs. o covado, ditas hamburguezas o melhor pos-
sivel a .120 o covado, organdys de ricos e varia-
dos goslos a 720 a vara, cambraia de salpico*
brancos e de cores com 1 palmos de larguras
I 45500 a pena, dita tapada muilo fina rom 10 ra-
ras a 48()0 e 69. chales de merino liso muilo
linos a 4940O, oilos muilo ricos estampados a 7.
ditos napolitanos, fazenda interamente nova a
<|500, dilos escocezes pona redonda a 139 cada
un, e outras multasfazendas de goslo e qualida-
de, que se vender a vontade dos senhores com-
pradores, e de lodas dar-so-hao amostras coru
perihor.
Calcado Mellis.
Vende-se na ra do Crespo n. 17, cal- fii
cado Mellis ltimamente chegado de
Vendem-so saceos com farelo de Lisboa,
chegado uliimamenle : na travessa da Madre do
Dos 11.15.
IA loja de Giiimaraes 1
1 & Vill{,f- I
H Ruado Crespo n. 17. S
g Iteceberam riquissimos cortes de seda S
II Je cores de 2 saiss o pretos bordados a S
^ velludo, como vestidos do seda rxos * bordados a velludo proprios para senho- 3f
55 ras >-iuvas, manteletes de seda compridas *-'
* e outras bordadas com 2 bicos largos, ri- 3
fy quissimas chapeliuas de palha do Italia !5
jg e de sedas brancos e de cores para se- li
gr. nhoras, cortes d*o cambraia brancos bor- ^
^ dados a 25j}, sahidas de baile ou capas *
oOj bordadas o melhor possivel e outras la- *y
Rival sera segundo.
Na loja do miudezas da ra do Qneimado n.
55, defronle do sobrado novo ha para vender
pelos diminutos precos os seguintes artigos :
Duzia de sabonetes muilo finos a 60O rs.
Cartoes de clcheles com duas ordens a 20 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Duzia de meias croas para hornera a 39.
Dila de dilas para senhora a 3500.
Pares de meias para senhora a 300 rs
Latas com banha muito fina a 500 rs. __
Iscas para acender charutos, caixa a 60 rs,------'
Phosphoros em caixa de folha a 120 rs.
Carlas de alfinetes muito finos a 100 rs.
Canas de agulhas francezas a 120 rs.
Tares de sapatos de Iram-a de algodao a I9.
Irascos de macass pe roa a 200 rs.
Dilos de dito oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garfos, cabo preto, a 3ft.
Tares de sapatos de lia para meninos a 200 rs.
Ditos de luvas de cor lio de Escocia a 320.
Massos de grampas muito finas a SO rs.
Caivetes de aparar peona a 80 rs.
Tesouras muilo linas para costura a 500 rs.
Ditas ditas para unhas a 500 rs
Pecas de franja de lia cora 10 varas a 800 rs.
Ditas de tranca com 10 varas a 320.
Linha Pedro V, carto com 20O jardas a 60 rs.
Dila com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Cordao imperial lino e grossa a 10 rs.
Oleo de babosa muito (no frasco) 400 rs.
Pilinhas eslreilas para enfcltar vestidos a 800
rs. a peca.
Labyrinllios de muito bonitos gostos or lodo
o preco.
Cor'does para enfiar espartilho muito grandes
a 100 rs.
Dilo para dito pequeos a 80 rs.
Pecas de tranca de linho com 10 varas a 200 rs.
Ditas de lranja de seda prela cora 10 varas a
1S400.
Vara de dila a 160 rs.
Pares de meias de cores para meninos a 160.
Caixas para rap muilo finas a 1$.
Linha nara marcar [caixa de 10 nvelos) a 320.
Na na Direita
11. 55, loja de tres portas, de
Joaquim Josr Ribeiro de
Oliveira & C., vendem-so
fazendas e roupasfeitas por
menos de seu valor.
Paletots sobrecasacos do casemira preta de cor-
dao muilo fina pelo diminuto prego do 209.
Ditos sobrecasacos de casemira do cores forra-
dos de seda por 18g.
Dilos sobrecasacos do gorguro do seda pretos
o de cores a 18J.
Ditos sobrecasacos de panno preto muito bem
forrados a 129.
Ditos saceos de panno preto muito finos forra-
dos de seda a 189.
Ditos saceos de panno prelo a 8$.
Ditos sobrecasacos de alpaca preta a 5J500.
Ditos saceos do alpaca prela a 3o500.
Dilos ditos du ganga de cores a 39.
Caigas do casemiras de cores finas a 69500.
Ditas de ditasinglezasa79.
Ditas de roeia casemira a 39,
Ditas de ganga de cores a 29.
Ditas brancas do linho assetinado a 39500.
Chitas francezas miudas muito finas a 210 270
e 280 rs.
Camisas francezas pintadas e brancas muito fi-
nas a 2g.
Ceroulas francezas finas a 19600 e 1J700.
Corles de cambraia de seda a 59.
Ditos de dita com barra de salpiquinhos a 496OO
La de quadrns para vestidos, covado a 440 rs.
Cortes de riscado francez cora 13 li2 corados
a 29200.
Chapeos do sol do seda para senhora a 29.
Ditos de dito para homem a 698OO.
Cortes de meia casemira a 29.
e multas outras fazendas por diminuto preoo
que se far patente aos compradores.
Vende-se e tambem alu-
ga-se
urna escrava muito moca e bastante sadia, a qual
deu luz urna cria que fallecen, e acha-se hoja
as circumstanci&s de servir para ama deleito,
por ter abundancia rietlr, a de boa ijunhdiflr; -
rtalo na InJ* Mtt Irtsftn n *w de su.
10 ApltJBio;
;


ttr
16)
4SKaaDireita-45
ESCOLIHDO SORTIMENTO
DE
FUNOIQAO D AURORA.
f.e"8 ProPr,e'aris offerecera a seus numerosos freguezes e ao pubbico em geral, loda e qual-
quer obra manufaturada era seu reconhacido eslabelicimenlo a saber: machinas de vapor de todos
os araanhos, rodas d agua para engenl.os, todas de ferro ou para cubos de raadeira, moendas e
me.as moendas, lachas de ferro balido e fundido de lodos os laraanhos, guindastes, guinchos o
[^ bombas, rodas, rodelas aguilhoes o boceas para fomalha, machinas para amassar mandioca e para
, -*L^Ca05ai" g / Prena8ParamanJ^aeoleodericini, portoes gradara, columnas e moi-
Aprox>raando-se o lempo feslivo. e sendo m- nh03 de venlo, arados, cu itvadores, nonies ca.leiras eianrm h aiA.n k. .
dispensavel que as lindas e amaveis llhas da as obras d mohinUmn Prn,.u i e lauques, bolas, alvorengas, boles e todas
oplenla e potica Mauricea se previnsm do que ** "*** r \ Execula-S9 WH obra seja qual for sua naiureza pelos desenhos ou
e necessario para o resguardo dus seus mimosos rn01llfs1l,a Para ta' l"* 'rera aprestados. Ilecabem-se encoramendas nesie estabelecimento na
pequeoinos ps ; aUeudendo tambera a que ra do Brum r.. 28 A e na ruado Collegio hoje do Imperador n.65 moradia do caxeiro do ei-
uma crinolina empavesada nao pode estar de tabelecimenlo Jos Joaqu m da Costa Paraira enm mmm n r r*.^. ,. i
acord cora urna bolina acalcanhada ou deseo- qualquer obra freir, cora quera os pretendemos se podem enter
sida, assim como un cavalheiro de calca balao,
ora ura borzeguim estragado, far urna triste
figura vis-a-vis de urna bella; eoosideracoes tao
acertadas actU3ram no espirito du proorietario do
estabelecimento, j tao conhecido pela modici-
do dos precos do seu calcado, para reduzi-los
atada mus, munmdo-se d um abundante sor-
liraenlo e sem defeilo, que aprsenla aos seus
benignos freguezes (moeda em punho) pelos
precos abaixo :
Senhoras
Boiv.egtiins 32 a 39. .
Ditos ditos......
Ditos ditos. .....
DIARIO DE PERHAMBUCO. SEGUNDA PE1RA 19 DE NQVEMBRO DE 1860.
4*800
4#500
4#000
3*800
3*600
Meninas
Boi/.eguins 29 a 31. .
Ditos 15 a 28......
Ditos 18 a 24......
Honiem
Ror/.eguins. ......
Ditos.........
Dito.? prora de fogo e d'agua.
Ditos.........
Meiot l>oiv.eguns de lustre. .
Sapatoei com elstico e lustre.
Ditos arranea pelle, becerro. .
Ditos de bezerro. ....
Meninos
S.ipalo-s........
Ditos.........
IIj lambem nra variado sortimenlo de todas a?
elasses prooos nfimos, sondo os annuuciados
sement de primeira rlasse.
Hender para
DE
mm&mL g mmtm m mtm.
Sha na ra Imperial n. 118 e HO junto a fabrica de salmo.
DE
Scbaslio J. da Silva dirigidaporoFranciscBelmiro da Costa.
?!"!? -e*'*b*!f-,n,e.nl0 .ha se!"Pre .Pron,P'os alambiques de cobre de dilerentes dimen
,>$uu ronimnos para resillar e destilar oso ritos com s-ra.lnno.-in >< 4ii ,,. id. ...i...;. j. b"..T
mimaospara resillar e destilar espiritas com graduaco al 40 graos (pela graduac
Lamer., dos melhores sjsleraas hoje app-ovados e conhecidos nesta e outras provincias
o de Sellen
<;ius do imperi-
91500 w as1d,mo"oe5. Mp*wt* a de repucho, lano de cobre como de bronze e ferro
SSSOO h,r,r"f bronZ9dV0jaSasd,nen5e39feili,)S Para al'nb.,,.eS. tanques etc., parafusos de
SSoO IV ,parar'aS da""a' P'r,aS Para fornallias e crivos frr. tubo* de cobre e
fihum fTi a. "*^o para ancimnnmos camas de ferro com armagao e sem elle,
60000, fu-oes de ferro po.ave.s o econmicos, lachas e lachos de cobre, fundos de alambique, passa-
0*00*1 deiras, esptimadetras, coccos para engenho, folha de (landos, eliumbo om lencol e barra zinco
5*000 em lencol e barra, lenges a arroellas de cobre, lancas de ferro e lalao, ferro suecia inlez
5*600,le t0,lasas dim-nges, safras, tornos e folios para ferreiros etc.,e outros mu.tos anigos poj
5)?000! menos prego do que em outra qualquer parte, desemponhando se loda e qualquer encommen-
daccm prestesa e perfeicao ja conheci la e para comnodidade dos freguezes que se di-narera
, honrarem-nos com a sua confianga. achao na ra Nova n. 37, loia de ferragens, pessoa habi-
3*600 ; llta('a Parj lomar notadas encommendas.
">*000
Vende-se emcaside Saunders Brothers*
C. j>raca do Corpo Sanio, relogios do afama
i i' abricanle Roskell, por precos commodos
e iimbemi'niict'llius e cadoias paraos me3mo8
dafliceellaie nosto.
- a t 'laill: I3HI1 O S lljl
I
I
m>^*
Seguro contra Fogo
mm
LONDRES
AGENTES
(C J. Astley & Companhia.
Vende-se
para

I
i
i
I-
m
6
Formas de ferro
purgar assucar.
Ruchadas de ferro.
Ferro sueco.
I Fr>ing,irdas.
* Ac de Trieste.
0 Pregos de cobre de com-
posico.
Q Barrilha e cabos.
0 Brim de vela.
| Couro de lustre.
Palhiuha para marciuei-
ro : no armazem de C. |
J. Astley & C.
m r un t t -9 'M m m na n t s 1
__Na raa da Cadeia n. 2, vendem-se as se-
Ruintesfizendas, por melado de seu valor, para
liqnidaco.
Uicos"dc seda brancos e prelos, de lodosas
arduras, vara a lt. 20, 0, 800 e 1&000.
IJm completo sortimento de franjas de sedae
de algodao.
Chales Itoles de seda, velludo, d lonja e de fuslao
de qnalidade3 finas, duzia a 200, 400 o 600 rs.
ilnllarinhos bordados de 500 rs., 2$, 3 e s.
Kntrenreios finos, pe^as com 12 varas a 1J.
l'.ilhos bordados tiras a 500, U, 2, 3j)500.
Camisetas com manguitos a 3#, 4, 5 e G;.
F.nfeites de flores a (J.
Chapeos de seda para senhora a lOg.
Gasaveques de velludo a 40 e 60g.
Ditos de seda a 25$.
Hitos de fustao a 8 c 122*.
Titas do seda e de todas as qualidaJes de 160
K. a 13-100.
Hitas do velludo de 240 rs. a 1J.
r.m casa de N. O. Bieber &Successorcs, ra
da Cruz n. 4, vende-se :
r.liamp inha marca larri' & C, una das mais
acreditadas marcas, muiconhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho.xerez em barris, cognac em barris e
caiicas.
Vinagre branco e linio em bariis.
Brilhanles de varias dimensoes.
I'.iher sulfrico.
nomina lacre clara.
Lonas, brinzaos e brins.
Ano de Milao,
Ferro da Suecia.
Algodo da Baha.
Fructas em caldas
recentemente chegados de Lisboa, laes como pe-
ras, amoixas, alpelches, morangos ginjas a 500
i 'i; a tala : na prar.a da Independencia n. 22.
Vende-se um sitio com i\i de le-
cju.i quadrada, e urna planta decoquei-
ros de mil e tantos pds, tem duas gran-
des camboasqueda' dous bons viveiros,
na Pontezinlia freguezia de Munbeca :
a tratar na ra doQtieimado n, 48.
Vendem-se tres molecas de 12 a 13 annos.
urna ni-gra cem duas crias, um mulatinho de 11
annos, um dito de 17 annos, bom boleeiro, de
boa conducta, e sem vicios, urna negra do meia
idadp, lavadeira e cozinheira, por C00#, urna di-
ta por l:200g, urna mulata rom as mesmas habi-
lidades por 1:100$, urna negra do 30 annos, ro-
busta e boa ganhadeira p<>r l.OOilg, e um mulato
bom enzinheiro ; lo los se vendem a prazo ou
a dinhoiro, na ra Direita n. 66. escriplorio de
Tranci-sco Mathias Poroira da Costa.
Armaco deloja.
Vende-se urna armaco de urna loja que serve
para qualquer estabelecimento n ra Direita n.
87, e garante-se pelo lempo que convenolonar-
nc quem preicodor dlrljn*so a ra do Puciroa-
fH t\, 40, fnjfli
Os proprielarios deste eslabele-
cimento convidara ao respeitavel publico, principalmente ao amigos do bom e barato, que se
achara em seu armazem de motiladas do novamente sonido de gneros, os melhores que tem
viudo a esie mercado, por seren escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a maior parle delles viudos por coma dos proprielarios.
C\\o colate
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porgo a 850 u.
Mavi&elada 'imperial
s aimllJnJo,r^^^, %** T mah fabrican,es do Lisbo era latas de 1 a 1 libras a 800
rs., em porcao de se fara algn abatimento.
Mftfft de lmale
era laias de 1 libra por 900 rs., em porSao vende-se a 850 rs.
lalas com evvi\\\as
vende-se tinicamenle no armazem progresso a G40 rs. cada huma.
Conservas rancezas e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 70u rs. o frasco.
Latas de bolacuinua de soda
cora diferentes qualidades a l600a lata
A.meixas rancezas
as mais novas que tem vindo a este mercado om compoteiras, contendo .lbras por 39000 rs
eem atas del 1|2 libra por 1500 reis
Yerdadeiros gos de comadve
em caixa com 10 libras por 3#000 rs. a relalho a 240 reis a libra.
CaixAnuas com S \\\>vas de passas
a 39000 rs. em porc.io se far algum abatimento, vende-se laml)em a relalho a libra a 500 rs.
Manteiga ingleza
Uoupafeia para liquidar
namadalmperatriz d. 60,
loja de Gama & Silva.
Calcas de casemira de cor muilo finas a 7/, di-
as de brim de l.uho brancos muilo lino o 4 di-
,as de018r8'"'a escuro a 3#, ditas de bros de co-
res a 2S, 25500 e 3. collete's oc velludo ditos de
seda e outras qualidades, naletols do alpaca prela
Ti'V,08'"'"'"la b 5, dilos de princezo preta
a 6J, dilos de merm preto a 7j|. ditos de panno
preio Uno, dilos de riscadinho levizinhos a2g50
Vinlio do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Storaacal de 1830.
Precioso de 1847.
As ouzias.e em catxinhas, a dinheiro. por ba-
rato preco : vende-se na ra do Trapiche n. 40
es.nptuiio.
CAL DE LISBOA,
nova e muilo bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recite n. 38, pnmeiro andar.
LOJA DO V4P0R.
Grande e variado sortimento de calcado fran-
cez, roupafeita, miudezas finas e perfumaras,
do por menos do que em outras partes: na lo-
do vapor na ra Nova n. 7.
Cheguem ao barato
O Pregula est queiraando, em sua loja na
ruado Queimado n. 2.
Pec,as debretanha de rolo cora 10 varas a
2#, casemira escura infestada propria para cal-!
a, colleteeoalittsa 90 rs. ocovado.cambraia
organdy de muilo bom gosio a -iSO rs. a vara,'
ditaliza tramparente muilo fina a 3J>, 4., 59. j
eO> a peQa.dita lapada, com 10 varas a 5# e 1
Gtf 1 pi$i, chitas largas de mo lernos e escolhidos
padreis 20. J6J a 280 rs. o covado, riquis-
sitnos chales do merino estampado a 7 e 85?,
dttosbordalosnorn luis palmas, fazenda muilo'
delicada a 95 ea li um, dilos com urna s pal-
ma, muilo finos a SJoOO, ditos lizos com fran-
jasdeseda a .'J, lencos de cassa com barra a1
100, 120e I ti ci4a um, malas rauito finas pa-l
ra senhora a i$ a iu/.ia, ditas de boa qualidade!
a 3?o 'o.'iUO a lujtia, chitas franeczas de ricos
desenhos, para coberu a 280 rs. o covado, chi-
las escuras inglezas a 3900 a poga.ea 100 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 1,
l<5200e IJ>600 a vara, dito proto muito encor-
padoa I3500 a vara, hrilhantina azula 400, rs.
ocovado, alpacas de I i llrenles cores a 360 rs. o
covado, cosemiras prelas finas a 29500, 3ffe
35*500 ocovado, cambria preta e de sal picos a
00 rs. a vara, e outras nadas fazendas que se
farapatenljao comprador, e de todas se darao
amostras com penhr.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem pira reuder em
eu armazem, ua praca do Corpo Santo n. 11,
alguna pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J.Broadwood Sons de Londres.
muito uropriosoara este clima.
Attenco
Vende-se urna taberna com poucos fu*ndo
propria para qualquer principiante, sita as Cin-
co I ontas n 82, junto as casas cnidas, muito
I boa por ser de esquina e do lado da sombra e
lem um grande sotao corrido, commodo este
muilo apreciovel aos freguezes do mato que ges-
tan) de te arrancharen! onde compram e por
issoquemquizeraproveitar lao belia occacjflo de
querer principiar sua vida e ganhar dinh>iru
vende o dito estabclocimcnto pelo (f no ser docn-
le e nao poder continuar.
Altenco.
Brito A C prclondem vender sua loja de louca
da ra Nova n, 52: quem a pretender, diria-80
aos mesmos na dita loja. '
Vendem-se na ra Direita n. 99 saceos com
, farelo lnos com farinha da Ierra,'ditos com
arroz la Man, manteiga frar.ceza nova, dita in-
' gleza a ly280. e outros muitos gneros
i Wnde.se um eneravo muco, bom rarreiro,
esperto e sem vicios ; na ra do Caldeireiro 11. 2!
GRANDE SORTIMENTO
0B
lazendase obras leitas.l
A
Loja e armazem
DE
Apechincaa, antes
acabe.
que se
Na loja di Pregulca, na ras do Qnetmedo n.|
, tcms.nas baloes abortas, do ultimo gosto, pe-!
o dimmuio preco de .">$.
GltWDE S0RTIIE.HT0
DE
Fazendas c roiina fcila
N.V LOJA E ARMAZEM
DE
Na ra do Queimado n.
4G, frente amarella.
Sortimento completo do sobrecasaca de
panno prelo e de cor a 25, 28, 309 e
353, casacas a 284. 30.3 eSo, palilots dos
mesmos pannos 20$, 22# e 255, ditos de
casemira do cor a 16g e 189, ditos sac-
eos das mesmas casemiras modelo inglez
casemira tina a 10, 12/14 e 15$, dilos
saceos de alpaca proto a 4g, ditos sobre
fino de alpaca a 7, 89e!).}, ditos de me-
rino selira a 10$, ditos de merino cordiio
a logo 129, ditos de sarja preta trancada
sacros a 6g, ditos sobrecasacos da mes-
ma 'azenda a 89, ditos de fustao de cor e
II branco a 9, SjJ.jOO o 5J, rolletes de ca-
r semira de cor e ralo a 59 e 69, dilos de
|| merino" proto parallo a-19 o 5, ditos
<* do velludo prelo de cor a 99 e 109, ditos
& d w brim branco e de cor a 29500 e 39, calcas
M do casemira de cor e preto a 7, 8g, "j
^ o OJ, ditas para menino a 69 e 79, ditas ,
^g de merino de c.ordo para Homero a fig o M
o, GJ, ditas do brim branco a 5j) e 69, ditas f
f* dild de cor a 39, 3j}500, 45 e 59, e de ||
c todas estas obras temos um grande sor- JS
g lmenlo para menino do todos os tama- f
tt nhos ; camisas inglezas a 309 1 duzia. Na
f mesma loja ha paletots de panno prelo
W para menino a IIJ, 15| e lGff. dilos de g
rs casemira pira os mesmos pelo mesmo flj
%g preco, dilos de alpaca saceos a 3-9 e 5Q8
* 3g5(), ditos sobrecasacos a 59 e 6g para i
os mesmos, calcas de brim a 2(500, 39 c Sil
39500, paletots saceos de casemira de cor
K a 69 e 79, loalhas de linho a 800 e 13 ca-
S da urna.
|r No raesmo estabelecimento manda-se S|
t*5 apromptar todas as qualidades de obras ^
H tendentes a roupas foitas.em poucos dias, S?
que para esse lim temos numero suf- 3^
W; (ciento de peritos olTioiios do al fatales 3
a rgidos por um hbil mostr dn seme- 5^j
^g lhanle arte, (li-ando os donos do estae- ^
S* leeimeoto responsaveis pelas mesmas a>
Ig obras al a sua entrega.
Seboe graixa.
Se'.o coadoe graixa em bexigas: no armazem
up Tasso frmos, no caes de Apollo ,
a 3$ a sacca.
Arroz com casca lalo a maior parte pilado
proprlo para galmhis e cavatina ; no Caes do Ra-
mos n. 6.
*$&&$$ 9 &33$8
$ Machinas de vapor. w
S Rodas d'agua.
,-.0 Moendas docanna.
> Taixas.
i Iludas dentadas.
Broozes o aguilhoes.
@ Alambiques do ferro.
$ Crivos, padies etc., etc.
J Na fundicao de ferro de D w7"Bo\vman
J:$ rua do Brum passando o chafariz.
mmsmmmmmm
IA loja enejelopedica I
E DE s
Guimaraes & Villar, i
I Rua do Crespo v. 17. |
% Continuam a vender Cateas de coros fi- H
| xas a 20 rs. o covado, gollinhas e man- v,
5> guijos a 5f, gollinh-is linissimas a :).< f
pollinhas e manguitos pretos de lil <\ V ,
manteletes de lil prelo a l.r-9 o 203 f.i- K
|| /onda superior, vestidos de phaniasia de *>
Bl,,"JMlii a 159. rbilas franeczas escu- %
H ra.s a 260 rs., para acabar. g^>
oja esperanca.
Vende-so borracha de seda prela para borze-
, guia a 29200 o covado. graixa em barris mol
boa a 60 ra. U acabanoose. Pautas de S2
de -auno, a 18 e O, Ira, elote, do moiaieo a
do Queimado n. 33 A, Guimaraes' & Rocha.
Pormetade (losen
valor.
Rua do Queimado n. l>.
Vestidos de gaze e piiantasia, muitos lindos de
duas salas, pelo baralssimo
um corte.
ptero do IdJ cada
Vende-se azeile do peixe a 400 r a arn-
h na rua Direila, taberna de Jm p."'?,

Costa.
fj Bournus do s
proprios para passoio
ullir.io gosto, m
Loji de
de los Tinto da
e sabida de baile.

8
iiiarmoro.
Admirareis remedios
americanos.
Todas as casas defamil
l
{Joaqnim Rodrigues Tarares de Helio J'"" a fabrica de sabio
ferragens n. 37, ha urna
de zinco, j preparada p
minuto ureco de 14rs. a libra
.-.ia, seiiborcs de oiiee-
nho, azendeiros, etc., devera oslar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos
os qoacs se cura dicazmente
lestias.
lJ
as principis a.o-
Promplo alivio deBadvav
Instanianeamente alivia as mais acerbas dore.
eTJ3 P0,T'S casns de rt"aiin o. dor de
carjoca, novralpiaf dinrrhen, cmaras, coliras bi-
Llfml681'0' cr"P-dor^ d-s ossos, conhioea.
queimadura, erupcoes cutneas, ar,na, nm-
cao de ourina. etc.. etc. '
Solutivo renovador.
Cura lodasaaenfermidadesescronholosaa ehro-
nicas esyp Mticas; resolve os depsitos de n le
mores, poriflra o sangue. renova o syslenia;
le roupa feita,
perfeitamente flor a mais nova que ha no mercado a 1*000 rs. a libra, em barril se far al-
gum abatimento.
Cha perola
o melhor que ha neste genero a 29500 rs. a libra dito hyson a 2&000 rs.
PaViios de denles \ieuados
a 200 rs. cem 20 macinhos.
peixe savc\ em posta
o melhor peixe que exziste em Portugal era latas grandes por 1*000 rs. rada urna e de
oulras muias qualidades que se vendem pelo mesmo preco
Manteiga franeeza
a 5G0 rs. a libra ora barril se far abatimento.
Toneinno dcLis\ioa
o mais novo qua ha no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
em caxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 49000 rs.
Tambera vend*ra-se os seguimos gneros, ludo recentemente chegado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 48 rs. a libra, chourica milita nova, mermelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, maca de tomate, pera secca, passas, fructas em calda, amendoas, nozes, frascos com
amendoas caberlas, confeiles, pasiilhas devanas qualidades, vinagre branco Bordeaux, proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, matjas de todas as qualidades, | Vinho branco Borlea'uiTngarVafado^
gomma rauito fina, ervilhas francesas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas, Rito tinto dito dito,
spermacete barato, licores francezes mullo fljios, marrasquino de zara, azeile doce purificado, azei- '
lonas muito novas, banha de porco refinada e outros muitos gneros que encontrarlo tendentes a
molhadoe, por isso prometiera os proprielarios venderera por muilo menos do queoutro qualquer,
prometan mais tambera servirem aquellas pessoas que msndarem por ontras poueo praticas como
se viessera pessoalraente 5 rogam tambera a todos os enhores de enganho e sonrieres lavradores
queiram mandar suas encommendas no armaiem Progreiso, que e lhes abanen a boa qttalidade e
o rondlrtonaroenio,
RU\ DO QUEIMADO \. 39
f.m si a LOt* ur. Qii.vTno roniAS.
lera um completo^ortiraento d
convida a todos os seus freguezes e a lodos
que Jesajarem lar um uniforme feito com todo o
gosto dmjanwe a este eslabelicimenioque em-
contrarao ura babel artista chegado ltimamen-
te de Lisboa para desempenhar as obras a von-
tade dos freguezes, j tem um complelo sorti-
mento de palilots de fina casemira raodello im-
glez, e muito bem acabados a 1<5300, dilos
de merm selira a 129000, ditos de alpaca
P SLn5??00, dU0S da B|PM sobre ca^cas
a 83000. ditos com golfa de veludo a 9000
ditos de fustao, ditos de ganga, ditos de brinx
ludo a 590 10, ditos de brim de linho tranca-
do a 6S00O, calca de brim de linho muito su-
perior a o000, ditas de casemira de cor a
99000 o a 10*000, ditas de casemira pre-
la superior fazenda a 129000, palilots fran-
cezes de panno fino fazenda muilo fina a 259
sobre casacas de panno muito superiores a 359
ea 40000, um completo sortimento de cami-
sas fracezas, tanto de linho como do algodo
e fustao vende-se muito em conta, afim de que-
rer-se liquidar com as camisas.
pechincha.
Na loja do Preguica, na rua do Queimado n *>
tem cobertores de algodo de cores bastante
grandes, proprios para escravos, pelo baratissi
mo preco delS.
I Vende-se na rua do Livrmeuto
n. 19, borzefjuins francezes a 6jt dito
de bezerro a Gf, dito de vaqueta a Ijf.
Abacaxis.
Vendem-se por todo o prego os melhores que
apparecem no mercado, por serem colliidos ma-
duro, assim como se apromplam remassas para
fura da provincia: na rua estreita do Rosario nu-
mero 11.
A 3:500
O sacco de milho
do alquoiro: no largo da Assembla, armazem
de Aniones Guimaraes & C.
$*!.'$$* $39833 a$S$@
i_r7. .*,/fica/iecaMeireroda rua Imperial nrnm, -*.1 ....... >>MtD
, e na rua Nova, loja de | p m,pl e radicalmente cura, escropl.ulas.vene-
graodeporraodefolhas [e> "mores ftlandulares, irlerifia, doics df os-
ara telhados, e pelo di- *os>.lumorP^| brancos, afercoos do figaoo erir
m


erysipelas.abcossoso ulceras do todas as elafff'.'
molestias d'olhos, dificuldade das
mulhetes hicocondrin, venreo, etc.

Em casa de Joo da Silva Fa-
ria na rua da Cruz n. 30,
vende-se. o seguate:
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamiss,
Biscoutos
Emcasade Arkwight 4 C., ruada
Cruz n. 61.
wl 2SB5i
Botica.
Bartholoraeu Francisco de Soma, rua larga do
rae""0-0' ''ende-se os sogointes medica-
Robl'lTecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dita Saod3.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque
Pilulas americanas (contra febres).
Uog.ionio Holioway.
Pilulas do dito.
F.llixiranti-asmathico.
e lt Hb?. bCCa larga COm rolhas. do 2 oncas
pe'om SSL? T "i grand0 sorlraenlo d
pe para forro de sala, oqual vende am
~~AYZ?Zm'Se ,,bras sterlinas.em
casa de H. O. Bieber* C. : rua daCru,
n. *.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. rua da Senzala n.42.
9*$399 4388A mt*
m Rocebeu-se elonlioaTa r*Xr-&JS)
0 lodos os vapores artigo* de modas pV
g homens mcluindo calcado de Melis n;
| Lojade marmore.
33999989a-999 999
mflnICIdl!,e "ma es,:r3va de 28 anns, pouco
n.n,V\.?t. Ti "Principio de ludo : a trata'
rio di UatraSS' d *~* e9"Pl-
1 tnrtno U"Se e con" a recbense por I
todos os vapores, vestimentas, calcado c 2
chapeos para meninos na V &
1 Loja de marmore. f
e pa-
odico
Pilulas reguladoras de lad-
vvay
pararegularisar o systen.a, equiliLrar a eirruli,-
caodo sangue, nteiraniente vegetis favoraveis
em lodos os casos nunca occasiona nsiii*ae r,( ,
dores de ventre, dses del a 3 regularan de 4
a 8 purgara. Estas pilulas .-ao officazos DOS ailer-
coes do gado, bilis, dor de caLeca, ictericia ir,-
digeslao, e em todas as onfoimidades das mu-
Iheres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
ces, flores brancas, obstruecoes,histeiiFoio etc.
sao do maisproniplo elfeilo a escarlatina, 'febre
biliosa, febre amarella. e em todas as febres n a-
ignas.
Estestres importantes medican entos vem a-
companhados de insiruccoes in.pressas que ir oa-
tram com a maior minuciosidade a maneira de
applica-los em qualquer enfermidade. Eslo ga-
rantidos defalsificacao por s baver venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leile
&lrmao, na ruada Imperatriz n. 10, nico
agentes em Pernambuco.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodr para aprender a Ur,
a escrever e a fallaringlez em C mezes
obrainteiramente nova, para uso d
todos os estabelecimentos de insti ueco,
pblicos e particulares. Vende-fe na
praca de Pedro 11 (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
para
la
f
0:>-
Dito dito dito cm barris
Absintho engarrafado.
Kirsch dito.
Licores dito.
Cognac dito e em barris.
Ervilhas em latas.
Frascos de frutas em celda o em agurdenle.
Ditos do conservas em vinagre^
Amt)h*fl em fresco* o late^
999933
-:9,
Vinho genuino.
Anda ha uma pequea quantidede de ancore-
tas deste vinho sem confeico, e proprio do doen-
es : na rua do Vigario n. '19, primeiro andar-
(omina e velas*
uetjxffi'j.s.'arsrs
SIELD
eobertos edescobortos, pequeos egrandoa da
ouropatente inglez, para homom o senhora
de um dosmelhores fabricantes de Liverpool
o^raFieei!;mrc.q.uete iDg,ez: em cas8d:
Loja dafseis portas em
frentedo LivrameDo.
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonilos gpslos a 200 rs. o co-
fin estreitas a imilacao de lSazinhas a
VB rs., cassas de salpicos brancas e ae cores a
200 rs. o covado, pecas de esguiao de algodo
muito tino a 3f a peca, ditas de bretapha de rolo
com 10 vaias a 2. riscadinho de linho a 160 rs.
o eovado, chales de merino escampados a .
lengos brancos com barra de cor a 120 rs., ditos
com bico a OOrs., algodo monstro de doas lar-
guras o molhor que possivel a 640 rs. a vara
mussulina encarnada a 240 o covado, fil de li-
8hu0P.r,5?".?-0,,,r60, A l0J8 e" borl *[t "
w ooraa na npito,
4


'h'jiu! wm>

D1AHI0 DE PfiHNAMBUCO. SEGUNDA FK1RA ) DE NOVEMBRO DE 1860.
s
,,-,,.,
REMEDIO INLMPAKAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Militares de individuos de todas as naQoes
podem losieraunhar as virtudes desle remedio
ineomparavelo provar em caso necessario, que,
pelo uso "que delle fizeram tem seu corpo e
roembros iuieirameote saos depois de haver era-
pregado intilmente outros trataraenlos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas m*-
ravilhosas pela leilura dos peridicos, que lh'as
relalam todos os das ha muitos annos; e a
maior parte dellas sao lao sor prndenles que
sdmiram os mdicos mais celebres. Quanias
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bragos e pumas, depois de ter
permanecido longo lempo nos hospitaes, onde

i';
AAittNlAX
DA
FINDI&O LOW-MOW,
Ra da Senzalla Nova u. 42.
Noste eslabelecimento contina a baver um
completo sor limen 10 de moendas e meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
de ierro batido e coado, de lodos os tamanhos
para dito,
Potassi da Russia e cal de
Lisboa.
No beru conUecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender
verdadeira polassa da Russia nova e de superior
qualidadd, assim como tambem cal virgen era
padra, ledo por procos mais baratos' do que em
outra qualquer parte.
Yiiib de Bordeaux.
Ro casa de Kalkmann lrmos&C, ra d*
Cruz n. 10 .oucoiilra-se o deposito das bem co-
ntiendas marca dos Srs. Brandenburg Prres
o dos Srs. Oldekop Mareilhac 4 C, cm Bor-
il-saux Teui as seguintes qualidades :
De Braadeuburg l'rres.
St. Estph.
Si. Jalu'ii.
Margaux.
Larose.
Cuateau I.oville.
i; .'leau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, J iilien
si. Julien Mdoc.
Cuateau Leoville.
SYSltMA MfcDlLU Dfc HOLLWAi.
P1LULAS HOLLVVOYA-
Este inestimavel especifico, composlo inieira-
raenle de hervas medicinaes, nao conim mercu-
rio nem alguina ouira substancia delecleria. Be-
nigno mais lenra infancia, e a complejo mais
delicada igualmente proraplo e seguro para
desarreigar o mal na compltelo mais robusta ;
entecamente innocente em suas operarles e ef-
feilos ; pois busca e remove as duendas de qual-
quer especio e grao por mais antigs e leuazes
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas com esle
remedio, muitas que j estavamas ponas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn]
recobrar a saude e forjas, depois dehaver tema-
do inullimente lodos os outros remedios.
As mais afilelas nao devera entregar-se a des-
esperarlo ; ac.am um competente ensaio dos
efficazes effeitos desla assombrosa medicina, e
preMes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar esle remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
A2$i00 o sacco de la-
casa ha para
Na inesraa
vender:
Sherry em barris.
M ideira em barr;.
Cognac em barra qualidade fina
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerreia branca.
As nielliores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wbeeler &Wilson.
Neste estabeleci-
menlo vendem-se as
machinas desles dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e respoosabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranca :
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leile 4 Irmaos ra da
otigamente aterro da Boa-
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulsee.
Debilidadeou extenua-
rlo.
Debilidade ou falla de
forjas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto da especie.
Gotta.
Heroorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inilammacoes.
Irregularidades
menslruacao.
Lombrigas de loda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Abstrucc,ao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengo de ourina.
Bheumalismo.
Symptomcs secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Imperatriz n. 10
Yists.
Ra do QucimaAo n H)
Lojade quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha corles de vestidos de seda de cores, fazenda
muilo superior com pequeo loque de mofo a
G05000, ditos sem defeilo a 1009000, tem um
resto de chales de toquin que eslac-se acabanJo
a 308000, ditos de mirin bordados com pona
redonda a 89000, ditos sem ser de pona redonda
a 85000, ditos estanpados com listras de seda
em roda da barra a 99000, ditos de ricas estam-
pas a 73000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 29000, ditos sem franja e milito
encorpado a 29000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfeilados a
''3000, ditos muilo superiores a 309000, en-
feitesde vidrilho prelo a 39000, ditos de retroz
a 39500, organdis da mais fina que ha no mer-
cado a 19000 o covado, cambraias de cores
de padres muilo delicados a 800 rs. a vara, ditas
de oulras qualidades a 600 rs. a vara, ricas chitas
farncezas de muilo boas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, peitos para camisa a 240 rs. cada urna,
corles de casemira de cores a 69000, ditas em
pesca de quadrinhos a 49000 o covado, gollinhas
de muilo bom goslo a 19000, ditos de outros
bordados ricos a 3S000, manguitos de cambraia
bordados a 39000, tiras bordados e entrimeios
que se vendera por preco commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de criancas, e capinhas
para senhoras a 19400 rs. o covado, cortes de
cambraias de salpicos a 555000, corles de cam-
braia enfeitadas com tiras bordadas a 69000,
e unirs muitas mais fazendas que ser difcil
aqui pode-las mencionar ledas.
Reccbeu-se um completo,sornmenio de $j$
@ lindos vestidos de seda edephantasia.com $#
ja) 10 babadinhos ou saiole : na ra da Cadeia @
0 loja n.23, de Gurgel 4 Perdigo.
@$8@ @ @8
3s las de croxe, capinhas, capas de grosde-
& naples e manteletes, fitas para sinto e
31 grusdcnaplcs de quadrinhos em peca pa-
2 ra covados na ra da Cadeia loja 23,
x de Gurgel & Perdigo.
v^Ma^ifta^lft ^*^B *>lUa.*V*.MIi'. vt
|H 9A W Wm WW vorm Fro% POT c'nVVanfSnvBVM
Calcado de Mellis
Na loja do Arantes vendem-se a dinheiro
vista borzeguins do Mellis de cordavoo, bezerro
verniz, e pellica a 139. sapales de bezerro, dito
do cordavo a 89*
)Mc ^^^m ^^^W ''ftPm &m*d 0Qfr r Ww r'RW CTWo r-JK-J V- Wi. ^J
Kocebeu-seum completo sortunenio de St|
pulceiras de sndalo, boto para colete, Si
extratos, essencia e banha fina: na ra &
da Cadeia loja n. 23, de Gurgel 4 Per- S
digao. |E
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no ostabeleciment ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na lojade
todos os boticarios droguista e outras pessoas en-
carregadas de sua venda em loda a America do
Sul, Ilavana e Hspanha.
Vendem-se as bocelinhas a 80G rs. cada
urna dellas, conlem urna iustrucro em portu-
guez para explicar o modo de se usar deslas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruzn. 22, em Per-
nambuco.
A 2S400 o corle.
NO
Armazem de fazendas da ra
do Queimado n. 19.
Cortos de chita franceza pelo baralissimo pre$o
o 29100. a nlos que so acabem.
r Vendem-se tres vaccas I urinas
com crias prximamente enejadas de
Lisboa : na ra do Brum armazem nu-
mero 58.
Vendem-se duas moradas de casas terraso
em Olinda, sendo una na ra do Amparo coui
bastantes commodos, quintal murado, e estriba-
ra para 2 cavallos ; e a ontra na ra de S. Fran-
cisco com bom quintal e cacimba propria para
quera precisar lomar banhos salgados por ser
muito perto, ambas por preco commodo ; a tra-
tar na ra do Amparo, casa contigua a escada
que sobe para a igrea do N. S. do Amparo.
Loja das seis portas em
frente do Livramento
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos gostos a 200 rs. o co-
vado, ditas estrellas de cores escuras a 160 rs ,
pegas de bretanha de rolo com 10 varas a 29,
ditas de esguio de algodo muito fino a 3[, ris-
cadinho de linho a 160 o covado, lencos broncos
com barra de cor 4 120 rs ditos brancos com bi-
en a 200 rs., algodo monstro com duas larguras
a 640 a vara, laziohasde duas larguras, fazenda
nova para vestidos a 500 rs. o covado, onfeites de
tranca com lago de fita para cabega de senhoras
a 25500, corles de riscado para vestidos a 2J, pe-
gas de madapolao com 4 1)2 palmos de largura a
49OO, chales de merino estampados muito tinos
a 69. A loja est aberta al as 9 horas da noite.
Farelo a 4# 500, e milho a
4$rs.
Na taberna ea estrella no largo do paraizo nu-
mero 14.
Vende-se
um escravo de meia idade, bastante robusto para
todo servir.o, e tem ludo quanto de habilidade,
assim como forneiro, caiador, camarueiro e ca-
noeiro : na ra do Queimado, loja n. 69.
f
com toque de mofo, eslao se acabando :*no lar-
go da Assemblea, armazem de Aotunes Guima-
maraes & C.
Cera de carnauba,
nova o de qualidade especial: no largo da As-
semblea, armazem do AntunesGuiuares & c.
Ra do Queimado
n. 39.
Na
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Chegou ltimamente a esle eslabelecimento um
completo suriiincnto de chapeos prelosfrancezs-
do melhor fabricante de Pars, os quaes se vene
dem a 79000, ditos a 89000, ditos a 9$000,
ditos muito superior a 109000, ditos de castor
d retos e brancos a 169000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de fellro a Garibaldi de
muilo superior massa a 79000, ditos de copa
baixa para diversos preces, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vendem por prego
barato, bonets de veludo para meninos a 59000,
ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos
de panno muito bem arranjados a 39500
chapeos de seda para senhoras a 255000 muilo,
superiores, ditos do palha escuras proprios para
campo a 129000, ditos para meninasa 109000,
chapeos de sol de seda inglezesa 109 e a 129
muito superiores, ditos francezes a 89OOO,
ditos de panno muito grandes e bons a 49000.
sapatos de valudo a 29000. ditos de tranca a
19600, sinlos de grugurao para senhoras eme-
ninas a ^9000, coeiros de casemira ricamente
bordados a 129000, e oulras muila fazendas
que a visia dos freguezes nao deixaro de com-
piar.
Campos receberam urna factura de chapeos de sold se-
da para homem, tendo entre estes alguns peque-
nos que serven) para as senhoras que vao para o
campo lomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porgao seja grande se resolverao vender pelo
prego de 69 e 6S500, e alguns com pequeo de-
feilo a 59 : na ra do Crespo n. 16.
Ra da Senzala Nova n.42
Vende-so em casa de S. P. Jonhston & C
vaquetas de lustre para carros, sellinse silhoes
inglezes, candeeiros e castices bronzeados, lonas
inglezes, fio de vela, chicote para carros, e mon-
tara, arreios para carro de um e dous cvalos
e relogios de ouro paienlo inglez.
@@@ t@e #
Q Recebeu-se recenlemente e continua a $
receber-se directamente de Pars e Lon- j
g) dres por lodosos vapores, de encommen
1 da especial, arligos de modas para se- 9
nhoras na (-:{
g Lojade marraore.
Loja da seis pollas em
frente do Livramento.
Roupa feita barata.
Palitotsde casimira escuras a 49000, ditasde
alpaca prela 49000 e 59000, camisas brancas
ede cores a 29000, ditas de fustaoa 29500
serolas muitas finas a 19600 e 29000, palilots
de brim pardo a 39000 caigas de casemira pre-
la e de cores, palito ts de panno prelo sobre casa-
cas, colleles do casemira preta ede cores, dilos
de veludo preto e de cores ; um completo sorti-
menlode roupas feilas
Viuho Bordeaux,
Palmer Margaux, em caixas de una duzia, autor
.hile? Hue & C, na ra do Vigario o. 19, pri-
meiro andar.
Carvo animal
de superior qualidade, vindo de Lisboa ; na ra
do Vigario n. 19, primeiro andar.
Tachas e moendas
Terrenos perto da
pra^a.
Caminho dos mnibus.
Gama & Silva,
na ra da Imperatriz, oulr'ora aterro da Boa-
Vista n. 60, vendem para liquidar-se as fazendas
seguintes, por menos de seu valor.
Corles de vestidos de la o seda a 139, pecas
de bretanha com 10 varas a -9, dilas de rolo cm
10 varas a 2J, chalys de cores muilo bonitos, co-
vado a 800 rs., folar de seda lindos padres a 800
rs., lazinhas de quadrinhos e muito linas a 400
rs. o covado, ditas bareges de quadros o covado
Os herdelros do commendador Antonio da Sil-
va vendem sua propriedade, no lugar da Casa
Forte, em sortea de ierra a-voniade dos compra-
dores com a nica restriegao de nao lercm meuos
de 80 palmos de frente, e fundo designado pela 26. merm de una s cor para vestido a 320 o
respectiva plaula approvada pelas autoridades covado, chitas francezas oscuras o covado a 240,
competentes. O cngenhelro Antonio Feliiianu >0 e 280, riscados iargos francezes o covado a
Rodrigues Selle o encarregaoo das mediges 200 rs., mussulinas matizadas o covado a 200 tu.,
precisas, e pode ser procurado no mesmo sitio,! cassas francezas para vestidos o covado a 240, o
ou ue ra estrellado Rosario 11. 30, terceiro 011- ; dilos niuito finos o 300 rs., corles de riscados
dar, ou na praga da Boa-Vista, botica de Joaquini ; nonstros para vestido u 3$, cambiaia de salpico
Ignacio Ribeiro Jnior : os preleiidentes podem n"!'10 r"la a vn,a a 800 rs. ditas brancas e de cr
r....... ""-s" F imvuM, v..uo dirigir-se igualmente paia qualquer proposla ou ; a'1U0 rs. enfeites de vidrilho prctoa e de cores a
deviam soffrer a amputacao I Dellas ha mui- esc.arecime,,o ao herdeiro L. A. Oubourcq.no ^^ZT^^lZ^S'^
casquehavendo deixado esses, asylos de psde-M
limemos, para se nao submelerem a essa ope
ra$ao dolorosa foram curadas compleiarnnte,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusao de seu reco-
nheciroenlo declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afimde mais autenticaren! sua afirma-
tiva.
> inguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianga para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
ira lamen lo que necesslasse a naturoza do mal,
cujo resultado seria provar inconlestavelmenle.
Que ludo cura.
mil, mais particu
seguintes casos.
lnllaiumagao da bexiga.
Rap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joo Caudido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap sem duvida o de melhor qualidade
fabricado neste imperio, acaba de chegar e ven-
de-se no deposito, ra do Vigario n. 23, escrip-
torio.
i
O ungento he
lamiente nog
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Anceres.
Cortadurss.
Dores de cabeca.
das costas.
- dos membros.
Emfermidades da culis
em geral.
Dilas do anus.
Erupges escorbticas.
Fisiulas no abdomen.
Fialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadass.
Inchaces.
Inilamago do figado.
da matrii
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulnies.
Oueimadelas.
Sarna
Supurages ptridas
Tinta, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulages.
Veias torcidas ou
das as pernas
jtp Vendem-seb tunos uuvos com lodos os (g
& arreios : na ra Nova D. 21. &-
&S(&g&@&fefe &-&&&&&
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da vellia
e nova safra a preco de 9}|: no antigo
deposito do largo da Assemblea n. 9.
Relogios
Suissos.
no-
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Slrand, e na loja
de lodos os boticarios droguistas e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocelinha conim
urna inslrucgao em portuguez para explicar o
modo de f&zer uso desto ungento.
O deposito geral e em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22. em
l'ernambuco.
Em casa de Schafleillin & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e vtiiado sortimento
de relogios de algibeira horisontaes, potentes,
chronomelros, meioschronomelros de ouro, pra-
la dourada o foleados a ouro, sendo estes relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vonderoi>or precos razoaveis.
1 Cioienlo inglez. I
^ Vende-se o muito conhecido e acredi- S
-W la()o f>mcn, I'aro colar louro, vidros, j^
tartaruga, maiim etc. : na loja de fazen- A
das da 111.1 do Gubug 11. 2, a 2$ cada um j^j
1 vidro fl dinheiro a vista.
ua do Crespo
loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, vende-
se por precos baraiissimos para acabar : ves-
tidos de tarlaUna bordados de seda a SvOOO,
organd de cores muilo finas a 320 rs. o co-
;ado ,cassas de cores a 240 rs., chita larga a
2I0, e 240 rs., capas de fustao enfeiladas a
59OCO, casaveques de cambiaia e fil a 5f.00,
perneadores de cambraia Lordados a OO,
babados a 320 rs. a vara, liras bordadas mui-
lo finas a 15500 a pega, riscado francez fino
a 160 rs. o covado, golnbas de ponas bor-
dadas a 250O, manguitos de cambraia e fil
\ a 2&000, camisinhas bordadas muilo finas a
12*000, chita larga com lustro e muilo fina
ntif.u< na ma \i\ Anai ProPria liara cober,a e r0UPes a 32 rs es"
ralSIS, 11a Illa UO UUei-guiaode linho a l^OO vara, roupoes de
seda feilos a 1255000, vestidos de seda mofados
a 89000, luvas arrendadas a 100 rs. o par,
vestidos de grosdenaple pretos com barra de
do se dao amostras, flcando penbor.
Florencio Jos Carneiro Monteiro vendo
cem milheiros do lijlos de alvenaria grossa da
melhor qualidade, pesando cada lijlo 12 liLras
c meia, pelo preco de 225000 rs. o milheiro, em
sua propriedade em Apipucos.
Calcados baratos, na loja
do Arantes, Praca da
Independencia ns. 13 e
15.
Calcados para hornero.
Borseguins elsticos gaspeados verniz. a TjJOOU
Borseguins elsticos gaspeados beierro
sendo sola patente.................. TftUOO
Botina de bezerro francez.............. fjjfOUO
Sapales de couro de lustre............ ajOOO
Sapales para menino................. 2, Sapatos de tranca...................... Jg280
Sapatos de couru de lustro e entrada
baixa................................. .-(,00
Sapatos de couro do lustro e entrada
baixa para baile...................... 3^000
Calcados para senhora.
Borsif;uios elsticos gaspeados de ver-
niz com salto e fazenda de tres___ a 4#000
Sapatos de couro de lustro............ l*00ll
Sapatos de marroquim................. IjCOO
Sapatos de duraque.................... r>U0
Vende-se oulros muilos calcados baratos com
dinheiro & vista.
Alpaca branca e vcrdadeiio merino da chi-
na, propria para a tonfraria de Nossa Senhora do
Livramento : cm casa de Julio & Conrado.
Yenda de predios.
Metade do sobrado da ru Imperial n. 79, o
urna parle no sobrado da ra do Ainorim u 37 :
a tratar na ra Direila n, 103, das 8 da manhaa ;'.s
C da tarde.
i20^'000 .
Damasco.
colcha de damasco carmizim,
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C,
ra do Vigario n. 3, um bello sorlimenlo de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
lambem
para os
afamados fabricantes do Liverpool
urna variedade de bonitos trancelins
mesmos
N.I9.
Armazem de fazendas lla-
mado.
ornar janellas, va
Vende-se urna
com rica franja e borlas de seda, propria at para
tratar na ra da Imperatriz u. 12.
2(i0-3 e vende-ca por 120 : a
Escra^os fgidos.
Attenco.

1-ugio no dia 1 i do corrcnle, do sitio da viuv.i
Carvalho no Manguind, mu macaco muilo man-
so : ijuem opegou, levando no dito sitio, ser
gratificado.
Fugio do engenho Jardirn, cm Jaboalo, no
dia 12 do correte, o escravo FU rencio, com os
signaes seguintes: crioulo, desembaracado, fula,
de estatura mediana, espadoas largas,* cheio do
corpu, com falta de de litis na frente da bocea,
maguas salientes e rosto descarnado, representa
ter de :18 a 40 anuos ; desconfia-se que levou
caminho do centro, indo talvezem companhia do
una prela lambem fgida : quem o apprehender
leve-o ao referido engenho, ou ra Direita
desla cidade n. 120, segundo andar, quesera re-
compensado.
Escrava fgida,
Fugio a A do carrente a pri-la Maiia, de niu.ao
i Angula, j vulha, com cabellos brancos, cor fula,
e Um as costas signaes de sua trra, esta es-
crava foi de Jos l.uiz Pereira, c ha pouco arre-
, matada ; quem a apprehender, dirija-se a ra
1 Nova n. 10.
Fugio no dia 22 de outuhro de 1860, do en-
cor a 205000, palitos de pao preto e de cores! gf "ll0 Trimpho da freguezia de Serinhaem, o
Ricos corles de gaze de seda c phanlazia com \l ."^nnn a VnSfnin sohrecasacas de nanno 0fcravo .f0"1; de nome \ cente com os sig-
a lOjj de 16.00l) a VVWV, sobrecasacas ue panno na(,c seguinll>s. bonita iigura, alio basiante.cor-
muito fino a 25000, calcas de casemira prela p0 proporcionado, cor prela, pouca barba na
e de cores de 60l)0 a 1 9000, ditas de brim pona do qoeixo, lem una marca de talho no bei-
branco e de cores de 200O a 5*000, palitos'?0 de cin? e,c* o lado esquerdo,
uranco e uu v r,-.rnr\ eL1)n piocurando para o canto da bocea marca peque-
de brim branco e de cores de 2J500 a 500, '
ditos de alpaca de 3000 a 8000, brim
iran^ado de algodo com 9 palmos de largura
proprio para toalhas a 900 rs. a vara, damas-
duas saias, (pela ler^a parte do seu valor)
cada corte.
Lences e cobertas.
Lencoes de bramante, dito de panno de linho,
cobertas a chiueza pelo barato preco de 1(600.
Vestidos de seda.
Ricos vestidos de seda para meninos e meni-
nas, fazenda superior, feitos no Rio de Janeiro
por urna das melhores modistas, o pelo barato | co ,je la com 9 palmos de largura a IfcOOOo
Braga Silva & C, tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sorti-
mento de tachas e moendas para engenho, do
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapi-
che n.4.
iwarafi)
DE
N\ L,OJ\ Ei ARMlUZraM
DE
H4SS^3ISS*S-2i-5ii5*S'iSS)i
IW0lv9SiVP(BVOTlvVnV C73JV WVCTBV *Wf C7IW#T*
Vinagre branco,
superior.
Vende-so vinagre branco superior em barris de
nuiuio, por pruco commodo ; na ra da Cadeia
do Recite u. 12, escriplorio de Bailar & Oli-
vo i r a.
^^aaffi5aa-aiftiS3^.5is*sft{iSM
7v*K 9> ^,u ctd^ -*OH mnw PW WIBW ^fW^K 9ISV *VIIIW *^m
Recebeu-se os mais modernos cha-
S pos de palha enfeilados com plumas ou
flores ; na ra da Cadeia loja n. 23, de
Gurgel & Perdigo.
VRC flvwrw iJiu* '% xm* iM'm 'Km/H
Ilelogios dos melhores fabri-
cantes, recebidos em di-
reitura.
Vendem-se relogios de ouro patentes inglezes
e suissos, tanto de ouro como de prala foleados
c. dourados patentes orisontaes, do modellos os
mais bonitos :"'na casa de Joo da Silva Paria,
ra da Cruz n. 80J
Joaquim Francisco dos Santos.
40 KM DO QUEIMADO 40
efronte do beeco da Congregaco letreiro verde.
19000
prec(o de &f.
Chitas francezas.
Chitas francezas proprias para casa por serem
escuras, e dilas claras a 220 rs. o covado. .
Colchas de fustao.
Grandes colchas de fustao com ricos lavores a
5J500.
Chales de merino.
Chales de merino bordados, franja de seda, a
5#500, ditos estampados a 3$50O.
Paletots escuros.
raletots escaros a 2#600 cada um, cambraia
organdys a 500 rs. a vara, dilas muito finas a
640 rs., bales de malha a 5$, ditos tapados a AS,
lencos brancos alJSOO e 2jJ, algodo com 8 pal-
mos de largo a 600 rs. a vara.
Ricos manteletes.
Os mais modernos manteletes pelo preco de
30000.
Loja das 6 portas
em frente do Livramento
Lazinhas a 500 rs.
Camisinhas muito bonitas com duas larguras
para vestidos de senhora a 500 rs. o covado, cor-
tes de riscado francez para vestido a 2$, sa'as
balao parr menina a 39500, di'as para senhora a
48500 e 58 ; d-se amostra com peuhor A loja
est aberta al as 9 horas da noite..
Resumo de potica.
Indispensavel para os prximos exames derhe-
lorica ; est a venda na livraria classica, n pra-
ca de Pedro II n. 2, a 500 rs. cada exemplar.
covado, velbutina prela a 400 rs., brim de
linho de cores a 19500 o corte, meias cruas
para homem a 19200 a duzia, camisas de
linho inglezas a 325000 a duzia, pegas de
madapolao fino a 4?500, cortes de lonzinha
muito fina com 15 covados a 8AO0O rs., ca-
misas de cores e brancas de JjTSfiO a 3000,
e outras muitas fazendas por menos do sen
valor para fechar contas.
Compendios
TARA
Instruccao primaria.
Crammatica pnrtugueza, ultima edigo, pelo
professor Castro Nunes, encadernada.cnrlanada e
brochurada, arilhmelica pelo mesmo cartonada,
carias de Abe, taboadas, calhecismos de doutrina
chrisla, paulas, Simio de Nanlua, Economia da
Vida Humana, ludo por mui acommodado preco :
na ra do Imperador n. 15.
na ; foi comprado ncsla praca ao Sr. Silvino
Gnilheime de Barros, viudo do serlo, o diio es-
cravo representa ler 24 a 25 annos de idade .
quero o pipar e trr.uxerso referido engenho, se-
r generosamente recompensado por seu senhor
Francisco de Taula Cavalcanti Wanderley, ou
nesla praca aos Srs. Manoel Alves Ferreira .V
Lima, ra da Moeda n. 3.
Escravo fgido.
Um mualo claro, magro, com pannos pretos
na niacaa do roslo, representando ter 25 anuos
ue idade, natural do Rio do Teixe, chamado
Luiz, dessppareceu no dia 30 de oulubro da casa
do Dr. Cosme de S Pereira, de quem escravo ;
suppoe-se ler levado um cavallo pelo do Sr.
Roslron que se havia sollado, e que elle fra
ero busca do mesmo ; snppoe-se mais que sua
mulher de nome Mara tambem o acompanha,
levando un pequeo bah de landres : roga-so
as autoridades policiac e a outras quaesquer
pfssoas que o prendam, e remellam ao seu se-
uhor, que pagar qualquer despeza.
No dia 5 do crrenle fugio um pardo aca-
bocolado de 22 annos, rosto largo, bonito, baixo,
olhos granddes, cabello corrido grande, ps gran-
des, grosso do corpo, alvo, de nome Cassiano, (
illio do Rio Grande do Norte ou Parahiba, foi
escravo do Sr. Joaquim da Silva Pessoa e vendi-
do pelo Sr. Francisco Tiburcio da Silva Neves :
roga-se as autoridades de o apprehender e lva-
lo ra Direita n. 66, escriplorio do Sr. Fran-
cisco Mathias Pereira da Costa.
Seda de quadrinhos muilo fina covado
Enfeiles de velludo com froco pretos e
de cores para caheca de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraias e seda lapada e
transparenre, covedo
Luvas de seda bordadas e lisas para
senhoras, horaens e meninos
Lengos de seda roxos para senbora a
29000 e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lencos de gurgurao prelos
Kicas capellas brancas para noivados
Saias balao para senhora e meninas
Tafea rdxo o covado
Chitas franceza a 260, 280, 300, 0
Cassas francezas, a vara
2&500
89500
29000
5500
30
500
Setim preto azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos delargnra
o covado
Casemira lisa decores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos ees-
lampados de todas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria para
forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos cortes de seda pretos e de coros
com 2 saias e de babados
Dilos de gaze e de seda phanlasia
Chales de toquim muito Gnos
Grosdenaple preto e de cores de todas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e visitas de seda preta
eom froco
19600
29000
19500
Attenco.
ilbo, farinha e farello.
Vende-se continuamente saceos grandes com
farello de Lisboa, milho em saccas, feijo mu-
latinho e amarello, arroz de Maranhao e do cas-
ca, courinhos de cabra cortidos, e ludo se ven-
de por menos do que em outra qualquer parte:
no pateo de S. Pedro n. 6.
Borzeguins para senhoras e meninas,
proprias (por serem de cores) para os bellos pas-
seos do campo : na loja do vapor, na ra Nova
numero 7.
Cera e sebo.
Vende-se cera de carnauba a 99 a arroba, sebo
refinado do Porto, em caixes e em barricas a
109 e IO950O, velas de coroposicao simples a
14$ : na ra da Cruz, armazem n. 33.
Dos premios da ultima parte da primeira e primeira da se-
gunda lotera a beneficio do recolhiment de Nossa Se-
nhora do Bom Conselho de Pnpacaca, extrahida a 17 de
novembro de 1800.
NS. PREMIOS. NS. PREMIOS. NS. PREMIOS. N-S. PREMIOS. NS. PREMIOS.
1 1041 647 2006 1139 1006 1530 i 06 1686 206
42 1006 704 106 1281 4:0006 1571 106 1736 106
122 1000 t:t 106 1308 506 1579 2006 1809 206
172 20^ 742 106 1320 506 1593 106 1936 106
193 206 90G 2006 1328 IOS 1608 50* 1988 5006
229 106 934 506 1350 106 ICIO 4*>9 1992 106
279 206 947 9006 1405 506 163 i 1006 2001 106
296 106 955 106 1429 206 1G35 106 22 i 4 106
362 1006 1081 106 1455 106 1638 506 2316 206
585 106 1154 106 1475 106 1663 206 2396 106
UE2I
Todos os mais nmeros at 2400 inclusive estibo pre-
miados coui 1$ na forma do plano em vigor. Thesouraria
das loteras 17 de novembro de 1860.
Typ. de M,'. F. de Faria.1860 O escrivao, Jos Maria da Cruz.


rs)

DIARtO DE PERNAMBUCO. SEGUNiA FEIRA J9 DE NOVEMBRO DE

1860.
Agricultura.
CULTURAS ESPECIAES.
(Conc.lnsao.)
l'r estas razes mais prudente ir cortando
as plantas, logo que do siguaes do se poder
f.-uer dolas bom tabaco, ganliando-se nos riscos,
que se evitara na comraunidade do trabalho al-
gum prejuizo, que provonha da differeoca no
peso.
Os corladores entram na roca pm flleiras de
dous ein duus ca malhues, e corlando-as de-
poe-as no camalho, que medea entre elles :
este methodo facilita o crrelo para csa, fcando
as plantas de quatro camalhes juntas em um.
(ronco da planta antes rachado com urna
taca cotn seis polexa las ; corta-so poisa mosrnn
cima da ultima folln ; vira-se para baixo, e
poem-se obro a Ierra por algum tompo, AQm do
que lique mais flexivel; a operarn de rachar a
planta da ultima necessidade, tatito para se
poder pendurar, como para facilitar a cura.
Os que cultivan) o tabaco sabera como em
pouco lempo a planta curiada murena, e so
quetma, islo c obra do sol, s vezes f-iti com
tanta violencia, quo antes do que a planta
adquira niurcahando o estado proprio para sor
conduztda para o seccadores ou casa, sufre do
calor; eonhece-se isto por que apparocem pintas
esbranauteadas, o estas parles ficam logo seccas,
e quehradicas, e quando se cuiam tomam na-
quelles lugares cor verde escuro sem adquirirem
as bi)as qualidades do tabaco.
Quando o sol est amito forte, convm fazer o
corte de manhaa cedo. do sorto que s dez horas
estoja o servido acabado ; e quando nao ha appa-
rencia de chura, o raellior fazer o corle
lardinha, e o carrelo pela manhaa.
Logo quo as plantas csto em estado deserem
movidas, levaniam-se da Ierra em molhos de
quatro ou cinco, e condnzem-se encosta de
urna elavaco, onde se poem com os ps para
baixo, opposta direceo do sol.
Os carregadores, cada vez que chegam com
novo hraeado, viram as que Irouxoram antes, de
modo que por todos os lados as plantas rocebem
o beneficio do um poueo de sol, sem so queima-
rem ; urna vez que isto se tem repetido sao con-
duzida? ao que se chama empilhar.
Empilhar ajuntar umitas plaas e. pondo-as
em p em um circulo do graudeza arbitraria,
commuiuenlo al seis ou mais ps de dimetro,
o islo em varios lugares da roja ; essas pilhas
sao cobertas immcdiatanienle com ramos verdes,
poslos ali antes, firn de proteger as plantas
contra os raios do sol.
Depois, logo que o sol em declinando tem
partido a sua forca lovani-so para as casas, em
quo se seecam, s costas dos trabalhadores com
inuito cuidado para evitar quesequobrom; quan-
do porm a distancia c grande, usam-se carros,
sendo em lal acto necessario anda maiscautella
para ovil-ir o que se disse.
F.sta atlencao nlegridade do tabaco 6 lo
necessaria, que muilos lavradores preferem
conslruir seccadores na roQa.ao risco de exporem
o mostuo fractura pela coudueco grandes
distancias, ainda que nos seccadores pssa apa-
nhar alguma chova.
la dous modos do seccar o tabaco ; um pe-
lo fogo. em casas construidas de proposito para
esse Um ; o outro pelo sol em nns como sari-
lhos armados nos campos. O primeiro o me-
Ihor, o o de mais oroveito ; tem com ludo Bran-
des riscos. As casas sao quadnlateras ; com
vinte ps de lado, construidas de paos pique
unidos, com doze ps de alto. As travs distara
quatra pos, o os barrles sao postos logo emeima
das mes'iias com pontaletes sobre cadj travo ;
islo feil) de modo que se possa por tabaco
mesmo cumeira, fazendo-sc o mcsino das tra-
vos para baixo sobre travessas, queso po de um
lado ao outro olirme nos paos pique. A casa
robera levemente cum taboinhas. o a operaco
depondendo do fogo, devem os paos pique ser
bom unidos, atim de evitar que o calor se esca-
pe, lima casa desle lamanho curar de cada vez
de duas a tres mil libras de tabaco, segundo a
sua qualidade.
Os sarilhos sao leitos de pao pique com qua-
tro, ou cinco ps do altura, e com buracos de
urna polegada em distancias eguaes.
As plantas sao penduradas pela racha em varas,
seguras nos buracos, de urna pulcgada ein qua-
dro, ede quatro ps de comprido. Em cada vara
se pode por dez ou doze plantas.segundo o tama
nho das inesni.is, modelando entre cada urna
dous dedos. J se ve que os paos, almas
dos sarilhos, deveai estar distantes um pouco
mais de quatro ps ; sao enterrados em linha de
leste oeste ; e as varas com o tabaco postas nos
buracos de norte sul, de sorte que o sol lhes
de do manhaa de um lado, e de larde no outro.
Como se queira fazer a secca pelo fogo, conduz-
se otanaoo do campo para casa, como se disse,
poe-se as varas do modo dito, e estas nos pnn-
nleies, que estao furadasseomo nos sarilhos,
unindo as plantas urnas com as outras o mais
que for possivcl, de sorte que se excla o arde
entro o tabaco ; assim se conservam at que as
folhas se tomam amarelladas, o que acontece em
quatro ou cinco dias, e ent.io separam -se as pit-
las urna das oulras em distancias eguaes ; islo
com seis ou seto polegadas de permeio, o ncr
cessano que as plantas se injuom.
Faz se enlo fogocm urna ou mais linhas no
chao da casa ; principiando por pouco, e aug-
mentando gradualmente al quo haja grande ca-
lor. Preferem-se as Icnhas, que ardera melhor,
que fazom menor chamnia ou labareda, e pouco
ou neuhum fumo. O fogo, ou fogos devem ron-
ervar-se al seis dias, lempo em que nao s as
folhas, mas tambera os tallos se sec.cam perfei-
tamenie, mudando a cor dearaarellada, em es-
cura nao carregida.
FOL1IETI1I
Quando se faz a secca nos sarilhos, princlpia-
se por por o lbaro nos mesmos, como se disse
cima, que se faz, quando se secca as casas. Al-
guns lavradores cobrem-o no principio com ra-
mos para que o sol nao tenha enlo grande efTei-
lo sobre o mosmo, e quando se torna algum tan-
to amarellado, separa-so, o exp5e-se ac<;o do
mosmo sol, e doar ; e como soja o lempo secco,
em cinco ou seis da, ca era estado de sor re-
colhido ero casa, aondn a cura se termina gra-
dualmente. Se sobrevm depois calor, e humi-
dade, necessario acender na casa fogo de vez
em quando, porquo cora semelhante tempo O ta-
baco, adquire corto bolo junto aos tallos, o qual
injuria o mesmo, tanto na appareneia como na
realidade ; o nico meio de o destruir fogo
lento e alternado. I.ogo que o lempo fresco
e secco, o tabaco conserva-se em perfeilo estado. I
Como o rrte do tabaco deve ser feto depois '
de que o mesmo est de vez. claro que o quo j
se rorla verde nunca toma cr, c qualidade de {
lom tabaco. Urna vez posto em casa, deve a |
mesma ser bem fechada, v-ndo mesmo todo o
cuidado de tapar bem todos os buracos, a fim de '
excluir a huraidade, que o anche do bolor.
( Agricultor Panlislano ).
Litteratura.
A FILHA DO MEDICO.
Cunto phantastico.
Sr. Giaco.-
reputaco,
Dizem "que
poderosos
Ha rauilo lempo que um mancebo chamado
Giovanni Guasconti, oriundo da parte mais mc-
riilional da Italia, chegou Padua pata conti-l
miaros estudos naquella clebre universidad?, i
Giovanni possuia apenas alguns ducados d'ou-|
ro; por esta razo alojou-so em um sombro
quarto d'um velho edificio que nao pareca in-
digno de icr sido o palacio d'um oobre paduano,
o no qual se fian collocadas sobro a porta as!
armas d'uma familia, exmela havia muilo tem- |
po. 0 joven forasleirn, que conheca o grande'
poema italiano, recordou-se de que Dante linha
posto entra os que vivera em eterna agona no
seu inferno um ai.tepassado desta familia, lalvez
habitante daquella casa.
Esla lembraiija, junio melancola, lo natu-
ral no mancebo que sahe pela primeira vez da
esphera em que uasccu, arrancou Giovanni um
profundo suspiro no momento de olhar para o
desolido aposonlo.
Virgein santa 1 Senhor, exelamou a velha
Isabel, que, encantada da singular belleza do
mancebo, se. esforc va por dar ao quarto melhor
aspecto ; que significa tal suspiro? Parece-vos
demasiado escuro oslo antign palacio? Nesse ca-
so, pelo amor de Deus cheguae janella, e veris
to fotmoso sol como o que detxasles era a-
polos.
Guascooti seguio machinalmenle o conselho
da velha ; mas o sol d'i Lombardia, nao lhe pare-
ecu to alegre como o da Italia meridional. Nao
obstante, tal como era, allumiava um jardim si-
tuado por baixo da janella, e espargia sua vivifi-
cante influencia sobre grande variedade do plan-
tas, cultivadas, ao quo pareca, com excessvo
cuidado.
Este jardim pcrlencc casa? pcrgunlou
Giovanni.
Deus nos livre, senhor!___ cmquanto nao
produzir outras plantas alm das que nelle eres-
Com actualmente, respondeu Isabel. Nao : esse
jardim cultivado sob a direceo do
tno Rapaccini, famoso mdico, cuja
eslou corla, tem chegado aples.
extrae deesas plantas remedios to
como os feiliQos.
Veris com freqnencia o medico, o talvcz a
senhora sua filha, oceupados e:n apanhar as ex-
I traor imanas flores que ahi nascem.
Depois do ler intentado, por lodos os meos ao
i sen alcance, tornar mais alegre o quarto, a ve-
II ha re(irou-se, encotnmendando o mancebo
' protecjo dos santos.
Pelo quo rospoita Giovanni, afim dse dis-
Irahir, comecou olhar para o jardim.
O aspecto desle parecia-lhe o de um desses
j-Tdins butnnnicos, quo se viram em Padua an-
tes de apparecerem no reslo da Italia o do
mundo.
Tinha tal vez sido o jardim dereereio d'alguma
familia oppulcnti, porque ao centro viatn-se
as ruinas de urna Ionio de luarmorc maraviiho-
samente esculpida, mas t) deploravelmente
destrocada, que era impossirel aescobrir o de-
buxo origin-il naquelle cabos do dispersos frag-
mentos. A agua, nao obstante, continuava sa-
hinilo e brilhando ao sol como sempre.
0 brando murmurio quo chegava A janella do
mancebo, tnspirava-lhe o pensamento do que
una fonte um espirito immortnl, que cania
incessante o seu cntico celeste, indifTereuie s
vicissitudes de quanto cores, imporlando-lhe
pouco que um soculo lhe faca um corno de mar-
more, e outro deile por Ierra esse. objeclo mor-
redonro.
Ao redor da baca qun recolhia as aguas,
cresciam diversas plantas, cujas gigantes folhas
e flores de admiravol magnificencia reclamavam
abundante humidade.
Havia espocia'.monio em um vaso de roarmore,
collocado no ceniro do tanque, um arbusto car-
rogado de flores purpurinas, cada urna das quaos
linha o esplendor e belleza do urna podra pre
ciosa, apresontando lal brilbantivmo, que, ainda
quando nao fazia sol, parecia sufficiente para
allumiar o jardim.
O chao eslava om parles poraado de horras e
plantas, que, com trem monos bollas, nao dei-
xavam de revelar o cuidado que se lhes preslava,
como se cada urna deltas tivesse virtudes in-
dividuaos, bem conhecidas do sabio que as cul-
livava.
Urnas esliivan collocadas em urnas antigs,
e ricamente esculpidas; oulras, em vasos ordi-
narios : outras estendiamse pela ierra como se
forara serpentes; outras trepavam muita al-
tura.
Urna destas plantas enroscra-se ao redor da
estatua de Vertumno, envolvida desse modo em
um manto de fulhagem, lo felizmente disposio,
que podra servir como assumpto de esludo um
eaculptor.
Achando-so Giovanni na janella, ouvio rumor
atraz de um muro de verdura, e compreheu-
deu por isso que alguem estava no jardim.
O jardineiro tardn pouco.
Nao era um hnmem vulgar; era de alia esta-
tura, fraco, descorado e de aspecto enfermo.
Veslia de prelo. Passava j da meia edade;
a barba era branca como os cabellos; e as fei-
coes revelavam inlelligencia multo cultivada:
mas, mesmo nos dias da mocidade, nunca po-
deram exprossar muito calor de coracao.
O sabio jardineiro examinava com a maior al-
ientan quantas plantas onconlrava.
Parecia que 'a sua vista lhes penetrava no
mais intimo da naturoza; que observava a ma-
noira como se formavam, e doseobria porquo
urna folha cresca dobaixo de tal forma, e outra
debaixo de dlfferente; porque esta flor se diffe-
rencava da sua vizinha na cor e perfume.
E comtudo, apesar da profunda sciencia do
jardineiro, nao havia a mais pequea intimidada
entre elle e aquellos seres do reino vegetal.
Pelo contrario, evitava loca-Ios sem corpo in-
termediario, e ao aspirar-lhos o aroma, fazia-
o cora tal precauco, que impressionou desagra-
velmcnle ..Giovanni. porque o procedimiento da-
quelle era o do que anda no meio do influen-
cias malignas, laos como feras selvagens, ser-
pentes venenosa, ou espirttos infornaes, que
descarregariam sobre elle o acoulo de algunia
teriivel fatalidade, se lhes conceder ura momen-
lo de liberdado.
Era cousa singularmente horrivol para a ima-
ginaco do mancebo, ver semelhante ar de in-
quietadlo em urna pessoa que cultivava um jar-
dim, o mais simples e innocente trabalho do lio-
mem, encanto c oceuparo de nossos primeiros
pacs antes da sua queda.
Era aquello jardim o edn do mundo actual ?
o aquello homcoi que va o mal no que as suas
pruprias maos liaviam plantado, era o Ado
delle?
Emquanlo o desconfiado jardineiro arrancara
as folhas murchas, ou cortara os rebenles pro-
duzidos psla excessiva seiva, tinha as mos co-
bertas com grossas luvas.
E nao era esta a nica arma defensiva.
Quando chegou nndo estava a magnifica plan-
ta que embellezava com suas brilh mies flores a
fonte do marmorc, tauou com urna especie de
mscara a borca e o nariz, como se toda aquella
belleza se encerrasso rnaliguidado muito mais
mortfera.
E julgando anda a sua occupar.ao demasiado
perigosa, retrocedeu alguns pastos, lirou a mas-
cara, e, em roz alia, mas dbil como a de um
phthysico, gritou :
Beatriz I----- Beatriz !___
Aqui estou, meu pae I Que quor? respon-
den urna voz fresca e argentina, que saha da ja-
nella fronteira.
Aquella voz bella, como o por do sol nos tro-
pieos, fez brotar no pensamcnlo de Giovanni,
sem saber porque, matizes de purpura e perfu-
mes agradareis e pesados.
Est no jardim ? accrescentou ella.
Sim, Ttealriz, respondeu o jardineiro ; e
preciso de ti.
Immodiatamente sahio de urna porta urna jo-
ven vestida com tanto brilho, como a mais es-
plendida d .s flores; -formosa como a luz, e com
to bellas a vivas cures que urna ligoira tinta
de mais seria superfina
A vida, a forca o a saude superabundavam-lhe;
e a exuberancia de lodos osles dons eslava, por
| assim dizer, comprimida e sujeila pela sua.cin-
j tura virginal
Induhitavclmcnte a imaginaco de Giovanni
alimentara-so de ideas mrbidas, cmquaiito
j olhava para o jardim, porque a improsso que
llio ciusou a formosa desconheclda fui como a
que experimentara ao aspecto daquellas lloros
vegelaes, lao bella, mais bella ainda quo a mais
magnifica deltas, mas cijo contacto nao pode
ler-se sem Iuvhs e mascaras. Cruzando as ras
do jardim. Beatriz tocara as plantas e sapirava
o cheiro das flores, que seu pac tratara com lan-
a precauco.
Vom, Beatriz, disse esle ultimo, v o que
ha fazer no nosso precioso thosouro. Debili-
tado como estou, seria perigoso chegar-me tan-
to como o exigem as circumstancias. Iloceio
que dentro em pouco l s tenhas leu carg*o o
cuidado desla planta.
E com muito goslo me encarregarei dola,
responden a vibrante voz da joven, que se incli-
nou para a magnifica planta, abrindo os bracos
como em acoao de abraca-la.
Sim, minha irma, Beatriz le cuidar, le ser-
vir, c t era recompensa lhe dars o leu per-
fumo, quo c para ella como o so pro da vida.
E dando ao modo toda a ternura que respira-
vam as suas patarras, presiou planta o cuida-
do que esta pareca exigir.
Giovanni entretanto, na janella, duvidava se
va uma menina oceupada com a sua flor favo-
rila, ou urna irina cumprindo para com sua ir-
ma os devores que inspira o Carinho.
A scena nao fui loriga
Ou porque o medien Itapaccini tivesse con-
cluido osseus trabalhos de jardinagem, ou por-
que o seu olhar vigilante tivesse descoberto a
figura do eslrangeiro, tomn o braco do sua fi-
lha e retirou-se. Anoitecia.
Pareca erguerem-se da fuellas plantas exha-
lar/jes suTocantes, o passarem por diante da ja-
nella aberta ; assim, pois, Giovanni fechou-a,
ORIGINAL DO DIARIO OE PERNAMBUCO-
RESENHA MARTIMA.
XI.III
Simmario.Scenas contemporneas da vida ma-
riiima.Um homcm ao mar!Candidatura de
alguns olficiaes de marinha.
IV.
Oulras emocoes mais fortes e nao menos agra-
daveis, succederam s scenas que acabamos de
esbotjar rpidamente.
Foram de ouiro genero, 6 verdade, porm
mais impressionaveis e importantes; dest.s que
nunca deixam de extasiar o hornera do mar, por
mais familiares que sejara, e quo embriagara o
passageiro era alvorotada legria, revelando sem-
pre a immensidade e grandeza de Deus, e a ou-
sadia e inlelligencia do hornera em sondar ale os
ullimosmysterios da natureza, econhecer as leis
physicas, inal'.eraveis na reroluco dos seculos,
que olla sabiamente dispoz para regular a inteira
relacaoe harmona que existe em lodos os ele-
mentos de que se compoe; de sorte que os astros,
verdadeiros pharos do mundo, servem do guia
seguro na Ierra e no ocano, que sao ambos pon-
tos de apoio para a observarn da marcha e con-
ilices da existencia daquelles Nesla observa-
rn o hornera scenlifico tanto pasma ese electri-
za pelas iK'ltezis admirareis espalhadas no fir-
r.iamento, que form.m o concert, o hymno mais
arrebatador escripto no lirro do co era honra
de Deus, como se commove c impressiona por
esta maravilhosa ligaco de tantos mundos, que
se movem nos espaco infinitos cora mais prect-
sao do que ura corpo disciplinado em um campo
de batalha. roz ue um general.
Ao arawihecer do dia 10 de Janeiro descortina-
mos om uma grande distmeia aelevada montanha
da Mesa, de to parlieular configuraco. que nao
se pode confundir com nenhuma outra Ierra. Se-
gundo Dourcheli, esta montanha tora 3,533 ps
de altura, e pode ser vista na distancia de 146
milhas; Buillet e Dezobry lhe do. aquelle 4,950
ps, e esto 4,455
Seu cume aprsenla a forma de uma rasta pla-
nicie ou de uma mesa cllossal, sobre a qual as
nuvons eslendem em certas occasies uma branca
toalha, temida com razo pelos marinheiros, por-
que lhes annuncia rentos impetuosos e horrireis,
talrez as rozes alegres dos gigantes que nella se
banqueteam.
D'ahi se admira um panorama soberbo, sem ri-
val no mundo, e a vista se espraia por uma ex-
tendi do mar de 73 milhas, conforme diz o via-
jante citado.
O grito de t"rra lanrado no espaco pelo vigia do
proa, vibrou suavemente em todos os ouvidos.
Foi uma reroluco goral que so operou repenti-
namente : os que descansaram do quarto da
meia noite s qualro csfr"gavam os olhos, o
abandonavam as macase beliches. procurando a
tolda para dola avistaren e certillcaroin-se da
existencia dossa plaga demandada com tanto afin-
co,que encorra l.io gloriosas recordacos do nossos
antepassados, e nos fazia rerirer no peusamento
Bartholoineu Dias o Vasco da Gama, que encue-
ra m com suas aegoes as mais bollas paginas da
historia de Portugal, escripias immitarelmente,
nesla obra imraortal que l.uiz de Camdes legou
sua patria. Os que estavam de quarto j os lia-
viam precedido nesse acurado oame, e ligeiros
baviam subido s gavias e vaos do juanetes para
melhor devisarem-a ; a impaciencia em alguns
era lal quo se pronunciaran] contra a demora era
attingi-la ; queriam logo v-la toda sobranceira
s aguas, e queixaram-se j da ba corveta que
at ali os conduzira to bem I
Mas oh pasmo I oh I sorpreza! em vez do mons-
tro hrrenlo e infame deseiiplo por Camos nos
segnintes versos, se ia desenrolando vista, co-
mo que surgindo do soio do ocano, despojndo-
se anda dos vapores matutinos quo a cobriam,
uma linda paisagem, que todos queriam desenliar
em seos albuns.
Nao acabava, quando uma figura
Se mostra no ar, robusta e rallida,
Do disforme e grindissima estatura,
O rosto carregadn, a barba esqualida :
Os olhos encorados e a postura
Me lonha o m, e a cor terrena e paluda
Cheios de Ierra, e crespos os cabellos,
A bocea negra, os denlos amrellos.
Porm islo era quando o cabo da Ba-Esperan -,
ca se chama v,i Tormenloso, o marrara u nec plus
ultra da navegagodos nossos tmidos avs, hoje
j elle nao ampia as carnes e os cabellos a nin-',
guem s por ouvi-lo e v-lo, bem que de vez em
quando anda tenha seus furores, que j se sabe
como dominar, que sao apenas protestos que faz
contra a tiossa ousadia de lempos A terapos.
A Montanha do Diabo, de forma do um pico
alcanlilado, e quasi da .nesma altura da monta-
nha da Mesa, da qual apenas separada por uma
pequea abertura da parle de lsle, e o monte
Garupa do Ledo ou Pao de Assucar, de menor
elevago, davam mais magestade scena que ti-
nlrimos diaute dos olhos.
A corveta impellida por urna brisa regular,
avancava cada vez mais, e cada instante nos fa-
zia descebrir nnvos encantos, uma multido de
moinhos na costa, que daram rida paisagem, e
signaes evidentes da agricultura de utnpovo ci-
vilisado.
A natureza pareca toda animada; o co oslara
purisslmo, a alhmosphera clara, o mar ponen
agitado, brincando sobre elle bandos dedoniohas
que se succediam sem cessar, mostrando seu dor-
so fra d'agua, e que acompanharam o navio,
como que querendo guia-lo ao porlo hospita-
lero.
A larde demandavamos o ancoradouro.
Seguindo os conselhos de exporientes navega-
dores, rizamos nossas gavias nos 2"% antes de
chegar Pona \erde (. o extremo norte da pe-
nnsula) e nao tiremos denos arrepender desla
deliberare porque o sueste que al enlo eslava
regular, quando nos pozeraos par dola rece-
bou-nos com foriissmas rajadas, que nos obri-
gavam ainda carregar de vez em quando a vela
grande.
O escrivo collncou-se logo ao estingue de par-
lronlo, e bem nao se linha dado a roz para esta
inanoiira, j elle se dependurava no cabo, ama-
rollo como o acafro, e dominado por um terror
extraordinario.
O pobre homem linha nes'a occasio alguns
companheitos, quo encaravam com inquietacu
semelbanle mudanca de vento, nao precedida de
signal algum alhinospherico, pois que o tunipo
Conlinnara magnifico, percobendo-se somonte
sobre a Mesa pequeas nurens brancas, quo so-
bre ella se eiiflucavam.
Oimmndialo ainda desta voz mostrou-se digno
da reputaco que j linha oblido de hbil mano-
brista, ede, homem de sanguo fri inalteravel.
Quando principiamos h oscrever estas scenas,
nao snp|iii/.erans um s instante, quo anles de
termina-las. learnos do la neniar a perda deslo
bravo e tlente official da armada, na flor da eda-
de. e om todo o vigor de sua organisaco 1
Uma fatalidade terrivel que nos" perseguo,
murebou ossa esperanca qu se slenla va lo ro
bosta, duapedagoii a fe que deposilavamos om
sua existencia, quo colhemos de seus honrosos
precedemos, e que nos linha feilo adquirir a con-
venco de que elle seria um here, nao deixando,
com ludo, de ser enlo j um grande martimo
Nao leinos coosolaces para nossas dores, ao
locar esla corda, seno as supplicas que eleva-
mos ao co. -
A necessidade de bordejar para alcancar o an-
coradouro da baha da Mesa, termo de tiossas Ta-
digas de tantos dias, relardou-nos bstanle, e a
noilo se veio aproximando, de sorte que aprovei-
lindo os conselhos de um pralico quo nos procu-
rou. tundeamos era lugar conveniente e seguro ao
abrigo da ilha Penguin.
Quern lera navegado sabe quanto agradavcl
este tinido sonoro e estremecido da amarra, cor-
rondo pelo escovm ao peso da ancora que vao
prender o navio osle slo lo ardenteraenlo que-
rido, seja elle qual fr, que se transforma para
o raarinheiro em urna segunda patria.
E' uma commogo elctrica inexprimivel, uma
doce sonsacan, que se denuncia logo em lodos os
semblantes que se desengaara, e deixam rogar
os labios venturosos risos. Como que o corpo
ee alliria de um grande peso, as conrersaces
tornam-se mais ruidosas e expresivas ; e t'udo
ineiit-u-so na cama, e souhou com uma soberba
flor e uma linda crctura.
A or e a donzella eram duas, o comtudo nao
formavam sendo uma, e sob estas duas difTeren-
tes formas, este ente eslava rodeado de singular
perigo.
A luz da manhaa lom uma influencia, que ten-
de raoliflcar todos os erros da imaginago, e
anda os do enlendimento, que formamos ao
por do sol. durante as sombras da noilo, ou
clandado menos saudarel da la.
Acordando, o primeiro raovlraenlo de Giovan-
ni tul abrir a janella e olhar para o jardim, lo
fecundo em myslerios por graca dos seus
sonhus. Picn envergonhado e confuso ao ver
quao natural o simples eslava ludo com os pri-
meiros raios do sol, quo douraram as gotlas de
rucio encerradas as folhas e flores, o que, dan-
',VR!,^.real5',da belleza cada flor rara, restt-
luTam todos os objectos aos limites do natural.
O mancebo alegrn-so de ler, no coracao de lo
estril cidade, o privilegio de espraia'r a vista
por aquello oasis de bella verdura e louca ve-
golaco.
Ser para mim. dizia ello, como uma lingus-
gem symbolica, que me lera era coramunicaco
com a natureza.
K verdade quo naquelle momento nao se via
nem o enfermo medico Rapaccini, nem a sua
linda filha; de modo que Giovanni nao pule
calcular a parte do singularidade que lhes per-
tencta realmente na que lhes altribuira, o
que corresponda sua preoecupada phantasia ;
massonlio-se inclinado ver ludo sob mais ra-
zoavel aspecto
No decurso do dia, foi fazer os seus compri-
menlos ao Sr. Pedro Baglioni. professor de me-
dicina na nniversidade, sanio do grande Hornea-
da, para o qml levava uma carta do roen minen-
dacao. O professor era homem Ihano. jovial e de
bom carcter: eonridou urna rofoicoo recorn-
raonuado, quera Bgradou pela alegra familiar
da conrersaco, principalmente depois de anima-
do com urna ou duas garrafas de rinho de Tos-
cana Giovanni, pensando quo dous sabios habi-
tantes da mesma cidade, deviam tratar-se fami-
liarmente, procurou occasiu para fallar do me-
dico Rapaccini. O professor, porm, nao lhe res-
ponden com tama cordealidade como julgra.
Nao cooviria um mostr da divina arte da
medicina, disse Pedro Baglioni, recusar um
medico lo eminentemente hibil como Rapacci-
ni os elogios que d" juslica merece. Mas por ou-
tra parte, nao obrara conformo minha cons-
ciencia, se perrailtisse que um mancebo, filho
d'um autigoamigo, formasse falsa idea de quem
pode chegar ter entre s mos a sua vida. A
verdade que o medico Rapaccini talrez com
uma nica excepeo, lo sabio como quaiquer
dos membros da faculdade do Padua, o do toda a
Italia. Porm exijtom graves aecusacoes contra
elle.
E quaos?
O meu amigo Giovanni padece alguma en-
fermidado do corpo viu da alma, que o obriguc
ser lo curioso respeito dos mdicos ? pcrgun-
lou o professor sorrindo-se. Quanto Rapaccini,
diz-se (e en que o conhego, posso affirniar a ver-
dade do dito) quo se oceupa mais da sciencia que
da humanidade. Os seus doentes nao o inters-
sira seno como objedos do novas experiencias.
Com goslo sacrificara a vida d'um homem, a sua
propna, a da pessoa mais querida, para acres-
centr um.gro ao monte j lo crescido do seu
saber.
_ Alfigura-so-me, com effeito, um homem lor-
rivel, disse Guasconti rocordando-se da physio-
nomia fria o intelligente do Rapaccini. E coralu-
do, nao uma capacidade? Ha muitos homens
dolados de sernelhaute amor sciencia?
Deus no3 livre, exclimou o professor com
enfado ; menos que nao lenham ideas mais sas
quo as do Rapaccini, em materia de medici-
na. Km sua opinin, tudas as virtudes medicinaos
esto encerradas as substancias que chama-
mos regetaes. Cullira-os elle proprio. e corre o
rumor de que tem inventado novas variedades de
venenos, anda mais horrivelmente delel-Tios do
que os creados pela natureza para castigo do
mundo, antes dello lhe prestar o seu concurso.
Nao se pode negar que o medico faz menos mal
do que poda esperar-so de to perigosas subs-
tancias. E' preciso declarar, que de vez em guan-
do tora operado, ou parecido operar uma cura
maravilhosa : mu duendo o quo sinto, senhor
Giovanni, nao deve ser muilo louvadu por es-
tes triumphos, til los talrez do acaso, ao passo
quo se devora ter om muiti cunta tudas as suas
desgranadas operacoes, que ju-iaraeulo se podem
aiinbiir temeridade de seus intentos.
O mancebo nao teria aceitado sem precauco o
parecer do professor Baglioni, so soubesse que ha-
via muito. lempo andaram discordes amos os
mdicos, e que Rapaccini era reputado pela ge-
ncralidado como vencedor. A quem queira j ni -
gar por si mesmo, recoramendamos-lhe ceos
opsculos impressos em gothico, que se conser-
vam na nniversidade de Padua.
Dotitissimo senhor, disso Giovanni depois
do meditar sobro o que acabava de ouvir acerca
do grande zelo de Rapaccini pela sciencia, nao
sei al que ponto este medico ama sua arte ;
mas existe ura objeclo que lhe s-gurauenie
mais querido : Rapaccini lem uma Ulna.
Ah I ah respondeu o professor soltando
uma gargalluda. Esl descnborto o segredo do
nosso amigo Giovanni. Ouvio fallar d'essa meni-
na, quo traz perdidos de amor todos os mance-
bos de Padua, ainda que nao chegue mola du-
zia os que leem lido o goslo do lhe ver a cara.
Nada sei da menina Beatriz, sono que Rapaccini
a instruo na sua sciencia, e que, joven e bella
segundo (ama, ost j em estado de poder re-
gor nina cadeira. Destinar-lhe-ha sen pao a mi-
nha ? Corrcui anda mais absurdos rumores, que
nn merecem ser referidos, nom escutados. Va-
mos, Giovanni, despeje o seu cupo.
Guasconti oirigiu-so i ctsa, um pouco quemo ,
com o rinho que beber, e que fazia girar em-
sua cabeca as cxiraorditiatias figuras de Rapacci- i
ni e da formosa Beatriz. No caminho encontrou '
urna ramalheteira, quera comprou um ramo de
flores frescas e odorferas.
Entrou no seu quarto, e sentou-se junto da
janella. a sombra projeetada pelo espesso muro,
do maueira que podia rer o jardim sera correr u
risco de ser descoberto. Baixou os olhos; com-
pleta sol Indo. As plantas aqueciam-te aosol,
fazendo-se algumas rezos mystenosos signaos de
parentesco e sympathia.
No ceniro, prximo das ruinas da fonte, ria-se
0 magnifico arbusto, com os seus gomos rubicun-
dos, que scintillavam no ar, c se reflecliam tas
aguas do tanque, Iluminado completamente pelo
radiante esplendor d'aquelle.
Ao principio, como dsseraos, o jardim estava
deserto. Em breve, porm, como Giovanni espe-
rara ou ternera, appareceu debaixo da portada de
antigs esculpluras a figura da formosa donzolla,
quedescou os degros, e comecou a passeiar no
ceniro das lileiras de planta, aspirando seus di- I
versos perfumes, semelhante um desses enlos
de que falla a fbula, como alimentados por odo-
res suaves. Tornando ver Beatriz, o joven es-
tremecen reconheceudo quo a sua belleza ultra-
passava recordaco que della havia conserva-
do : era urna oellaza to viva, lo brilhante, que
mesmo ao sol lancava raios, o Iluminara os
pontos mais sombros do jardim ; o menos as-
sim a via Giovanni, quo lhe deslinguia a physio-
nomia melhor que na vespera, e so admira va do
son ar natural o grave; porque eslas qualidades
nao linham entrado no retrato que do seu carc-
ter concohera. Por esta razo tornou pnrguntar
si mesmo que especie do creatura era aquella.
Nao deixou tambera de descubrir ou imaginar
cena analoga entro abolla menina e o mag'ilflca
arbusto que deixava cair seus gomos do rubis so-
bre a romo : o capricho de Beatriz qnlzera aug-
mentar a semelhanca por meio das cures e dis-
posico de seus vestidos.
Chogando ao arbusto, abri a donzella os bra-
cos, com ardor apaixouado, e apertuu os ramos
em lo intimo abraco, que o roslo ficou-lho oc-
culto entre a fulhagem, e os atinis do cabello
confundiram-so cun as flores.
D-rne o ton perfume, minha irma exela-
mou Beatriz; porque o ar comrnum deixa-me
sem torcas. l)-mu lambem esla flor, quo corto
com mo amiga, para collocar sobre o meu co-
rag.io.
Emquantn dizia estas pitarras, a filha de Ra-
paccini colliou nina das flores mais brilhantes do
arbusto, e adornen com ella o peilo. Mas naquel-
le momento, so nao se acredita na pertuibacn
que asexcessivas libacdea produziram nos senti-
dos de Giovanni, succedeu uma cousa singular.
Um pequeo reptil, di familia du lagarto, che-
gou, arraslando-se polo caminho, aos ps de Bea-
triz. Acrediten Giovanni ( mas na distancia em
que eslava era-lbc mu difficil percebor (al cir-
curastmeia,] pareceu-lhc que uma gota de somrno
cahira do talo cortado da flor na cabera do la-
garlo. Bstorceu-se osle convulsivamente um ins-
tante, e licou morio e eslendido ao sol. Beatriz
ubservnu esto plieiiomeno, e benzeu-se Inste-
monto, mas'scm sorpreza. Islo nao a impedio de
pr no seio a flor, que resplandecen ali to des-
lumbradora como uma podra preciosa, acrescen-
tando ao aspecto o traje de Beatriz lal encanto,
quo nada do mundo loria sido capaz do substi-
tuir aquella flor. Giovanni, trmulo, murmurara:
Eslou acordado ? posso o uso dos meus
senlidos? Essa crealura.... deve-se-lhe chamar
ineffaveimerite bella___ou terrivel em grao infi-
nito?
Beatriz, passeiando com indifferenca pelo jar-
dim, chegou-se tanto janella de Giovanni, que
esio pudo satisfazer a intensa c penosa curiostd.i-
de que o movi.i.
Neste momento vinha adejando pelo jardim
urna magnifica borbotla. Talvet tivesse errado
pola cidade sem encontrar flores nom verdura,
nu meio d'aquellas moradas dos homens, at que
os fortes perfumes do medico Rapaccini a a-ltra-
luram. Esla alada crealura nao pousou em ne-
iinuma flor; mas atlrahida jiola belleza de Bea-
triz, poz-se voltear ao redor da sua cabeca.
Desla vez era iuipossivel que se cngatiassem'os
olnos de Guasconti.
Julgue se o que so quizor: acreditou ver, em-
quiruo Beatriz olhava com alegra infantil para o
1 insecto, este perder as forc/s o calur-llie aos
| |is Agilaram-se-lhe as bnlhantes azas ; eslava
mortal anorta sem mais causa apparento que o
halilo do Beatriz, que so benzeu de novo, e sus-
pirn, ioclinando-se para o insecto privado da
villa.
Um movimontn involuntario do Giovanni cha-
raou a atlencao do Beatriz. Esla vio na janella a
formosa cabeca do mancebo cabeca mais grega
do que italianacom fecoes de regular belleza,
um roflexo d'ouro nos aunis do seu cabelloe.
Eslava ali contemplando-a. Quasi sem sabor o
quo fazia, ariojou Giovanni o ratnalliele que ti
uha na mo.
_ Senhora, disse, ahi vao essas flores puras o
sas. Aceito-as, por amor de Giovanni Guasconti.
Obrigada, senhor, respondeu Beatriz com
uma voz que sabio como onda de harmona, o
expresso em que ia misturada a alegra da me-
nina o o prazer da muUier. Aceito o seu prsen-
le, e dar-lne-bia em troca com muito gosto esta
preciosa flor do purpura ; mas por mais que a
alirasso, nunca conseguira faze-la chegar ahi.
E' preciso, pui, Sr. Guasconti, que se contente
com o meu agradecimento.
Guardn o iamalhele, e depois como envorgo-
nhada de ter sabido da sua virginal reserva, res-
pondendo galantera d'um desconhecido, diri-
gio-se apressada para casa. Mas por muito rpi-
da que fosse a sua passagoni, parecou Giovan-
ni, quando olla estava quasi desapparecer na
porta esculpida, que o seu piccoso ramalhete
demonstra a satisfacao da sima Principalmente
se os olhos se espraiam por um desses paineis
encantadores da natureza, embellesados pelo tra-
balho dos homens.
Se uma linda cidade se deslaca com suas alvas
habilacoes de verdojaniesencoslas, risonhos ral-
les, collinas Cultivadas e floridos prados. Se pil-
lorescas monlanhas, de formas ousadas e singu-
lares elevara -se aos ares, testernunhaudo a gran-
deza do Creador, ludo isto moldurado por um pu-
ro co, e lmpidas aguas, e Iluminado por um
sol brilhantc, o livrsde nuvens.
Esla esplendida scena, osbsorvada neste curto
Instante, veste-so de encantos fascinadores ; a
imaginecaose compnzera considerar aquella ier-
ra que a vista divisa como o paraizo terrestre ;
povou-a de homens honestos e aliareis, de lindas
e feiiiceiras mulheres, de saborosos e sazonados
frulus, de delicias interrainaveis finalmente, e
promelte-se de ludo gozar largamente sem pen-
sar iirn s momento na saciedado que lodeprcs-
sa chega, o quedespe uma uma todas as restes
da illuso, e loda poesa, para deixar ua a tris-
te realidade I
E era osle justamente o quadro admirarel que
acidado do Cabo o seus arredores apresenlava
nossa vida contemplarn I
A noile estendr.ndo seu manto negro por sobre
a face da trra, roubou-nos cedo o prazer em que
estamos embebidos, roubaudo-nos tambem o
somno que nos devia trazer.
Mil piojectos loncos e disparalados tumultua-
ran! as jovens cabecas dos aspirantes, que ar-
diam pelo dia para os principiar pr em execu-
cao.
Senliam-se livros, o s esta idea os eonobrecia
c sobremaneira os orgulhava !
Quando a manhaa desponlou no horisonte se-
rena e bella, e punco pouco abysmou as trevas
na profuiideza do ocano, j todos bordo esta-
vam euiscus poslos para a faina de suspender o
navio.
Um rumor enlhusiaslicn saudou a apparicodo
globo do sol, que lancava ondas de luz sobre a
paisagem, fazendo-a apparecer ainda mais se-
ductora do que na vespera.
Soprava branda aragem do SO, com a qual nos
fizamos vela e ganhamos o ancoradouro. Sal-
vamos logo ierra anda velejados, leudo a ban-
deira ingieza icada no tope da proa, e fomos in-
mediatamente correspondidos por uma fortalleza.
Exista oo porto uma corveta sueca, cujo com-
mandanle nos inandou cumprmentar, o alguns
navios mercantes, quasi todos nglezes.
Minios boles do paiz, carregados de magnificas
uvas, peras, pecegos, damascos, e outras fructas
dignas de apreco, arrumadas era cestas pequeas,
rodearam o navio, e Uzer<>ni um cxcelleuie nego-
cio, vendando ludo quanto linham por procos
muilo commodos, que parecan) fabulosos, quem
eslava, como nos, acostumado paga-las porteo
alto proco no Brasil.
Alguns tambera vendiam grandes lagostas co-
sidas, um o dous penaos I
comocara murchar na mo de Beatriz. Era sem
durida um pensamenlo louco ; como destinguir
a tal distancia se uma flor eal fresca ou mur-
cha ?
Em consequencia desle incidente, o mancebo
abandonou por muitos das a janella quo dava
para o jartiin do medico Rapaccini, como se tc-
messe ver alguma cousa hnrnrcl e monstruosa.
Lonhecia que se linha entregado al certo ponto
influencia d'um poder incomprehensivel ua pe-
quea prlica que tirera com Beatriz.
O mais prudente era, se o seu coracao corria
perigo real, ou sahir immediatamenie d'aquella
casa e de Padua, ou ento, vendo Beatriz todos
os das, costumar-so considera-la como outra
quaiquer raullier ; maso peibr que Giovanni po-
da fazer, era permanecer perto d'aquella ex-
traordinaria, crealura, evitando vC-la, porque a
proximidade, e a possibllidade de entrar em re-
lacoes com ella, nao podiam deixar de dar certa
impurtancia o realidade s phantasias, que inven-
lava a sua caprichosa imaginaco.
Guasconti nao linha coracao profundoao me-
nos nao lhe sondara ainda a profundidade ;mas
era dolado de imaginarn viva o do ardcnle tem-
peramento do meio-dia, que cada passo aug-
raentavam a sua febre sufTocanle. Possuia ou
nao Beatriz esse hlito mortal, essa aflinidade
com flores lo torriveis, apezar da sua magnifi-
cencia, c que o que Giovanni presencera pare-
ca certificar? O positivo que ella lhe havia n-
hliradu em lodo o seu ser um veneno subtil o
violento. Nao era amor, anda que a esplendida
belleza da joven o tivesse enlouquocido ; nao era
horror, ainda quando maginava que a alma de
Beatriz eslava saturada da mesma essenda vene-
nosa que parecia circular no seu corpo : era um
producto do amor e do horror, reunidas estas
duas paixes, que abrazava como uma e fazia
tremer como a oilra.
Giovanni nao sabia o que devia temer.e monos
ainda o quo devia esperar ; mas o temor e a es-
peranca operavam em seu coracao uma batalha
continua, consegnindo alternativamente a victo-
ria, e reparando-se depois de cada derrota para
recomegar a lula. Tuda a commoco de ale-
gra ou tristeza ple serum bem para nos, se
simples ; porm a lerrivel mistura de duas rom-
ruocoes contrarias accende as lgubres chamroas
ilas regios infernaos.
Algumas vezes intentava abrandar a fobre do
cspiriio, correndo as ras do Padua, ou passeian-
do fia da cidade ; mas como os seus passos
eram guiados pela cabega, o passeio degenerara
frequentemenie em rpida caneira. Um dia foi
detido ; um homem gordo, que se rollara ao re-
conliere-io, e quasi se sullocra para o alcancar
agarrou-o pelo braco.
Senhor Giovanni pare, meu amigo! lhe
griiou. Nao meconhece ? Nao era de eslranhar
se eu eslivesse to mudado como o senhor.
Era Baglioni, de quem Giovanni fugia desde a
sua primeira visita, teniendo que a ponotraco
do professor adevinhassoosseussegredos. O man-
cebo eiforcou-se por tornar si, Uncou um
oihar do seu mundo interior ao exterior/e depois
respondeu coruo quera sonba :
Sim, eu sou Giovanni Guasconti, e o senhor
o professor Pedro Baglioni. Agora perraitta-mc
continuar...,
Devagar, Sr. Giovanni Guasconti, disse o
professor sorrindo-se, e procurando penetrar o
peusamento do mancebo. Como fui companhei-
ro d'infaocia e do mocidade do-pac, e o liilio
passaria por diaute de mim como um c>trangei-
ro por estas roas de Padua Espere, Giovanni,
temos que fallramos do nos separarmos.
Depressa, pois, meu diguo professor, de-
pressa replicn Giovanni cora febril impacien-
cia. Bem pode conhecer que eslou com muita
pressa.
Em quanto fallavara, aconleceu passar pela
ra um homem vestido de prelo, curvado c an-
dando com difeul lado, como um enfermo. No
rosto, ainda quo paludo como o do cadver, re-
nava tal oxnresso de prudente inlelligencia, que
o observador podia fcilmente fechar os olhos
aos symptomas dedebilidade physica. para nio
ver sono aquella prodigiosa energa. Aquelle
homem lrocou_uma fra saudaco com Baglioni ;
i mastixou em Giovanni to penetrante vista, que
| parecen ler descoberto quanto nelle era digno
de atlencao. Nao nbstaute havia n'aquelle olhar
um socego particular, como se o desconhecido s
visseno mancebo um objeclo d'interes lativo.
Esto o medico Rapaccini murmurou o
professor depois d'ellc passar. J o vio sem ser
agora?
Nao, que en saiba, responden Giovanni, S
quem aquello nome fez estremecer.
De fado o vio, nao ha duvida responden
Baglioni cora precpilaoo. Esse sabio nao o exami-
nou assim sem motivo. Conhecu aquelle olhar I
E' o que llicallumia framente "o rosto, quando
se inclina para um passaro, um ralo ou uma bor-
botla, morios polo perfume de uma das suas
flores ; um olhar lo profundo como a propria
natureza, mas que carece do fogo e do amor que
esla posso. Sr. Giovanni, apostara a minha
vida que Kaphael ensata no senhor uma das suas
experiencias.
Quor enlouquecor-me ? gritn Giovanni ir-
ritado Rapacccini loria foitu m eleico.
Paciencia, paciencia repiicou o inipertur-
bavel professor. Digo-te, pobre Giovanni, que Ra-
paccini le olna cuino objeclo d'inlerosse sciont-
lico. Cahisles em le riveis mos J Ka Sra Bea-
triz, que papel representa ueste my-lerio ?
Has Guasconti, nao podendo aupporlar a joco-
sidade de Baglioni, sollou-se-lho das mos, fl
doituii correr, sem dar tempo ao professor para
tornar apanh-lo pelo braco. Baglioni seguio o
mancebo cora a vista, e sacudi a cabeca mur-
murando :
(CeiittnMfir-sc-7ia.]
Os marinheiros desforraram-se nesla occasio
do salgado que linham comido na viageina,
Ficaram logo fazeodo o melhor conceilo da
torra que lo profusamente, c com to pouco dis-
pendio, os satisfazla por esta nianeira com um
guizado delicado. Coitados 1 Sao to facis de
contentar !
Trinta e cinco dias de assduo trabalho, de cons-
tantes privaces, do continuos perigos, eram os-
quecidos em um minuto, que ainda assim gosa-
ram furto, anles que uma exigencia do sorvico
nao os arrancasse esta to fugitiva felicnlade'!
Os ofliciacs e aspirantes, lugo que safou-se o
navio, e organisou-se o servigo, obiiveram esca-
ler para os transportar ierra, com grande inveja
dos que tinham anda de esperar pelo menos vin-
te e qualro horas para gosarem a mesma dita.
(Coii!wiucii--se-ria.)
So 6 de hoje que pensamos, nem que dizemos
que o atraso de nossa marinha de guerra o mer-
cante, sua decadencia reconhecida, proren!onle
da falta de prolissionaes na direceo desla repar-
UCio, e na discusso das leis que lhe sao neces-
sarias.
Esta rerdadn oceupou logo o nosso espirito
quando principiamos A meditar sobre a siluaeu
de nossa marinha, e hoje est robustecida por
uma multido de fados, diulurnamente accumii-
lados, quo nos dorara uma profunda convieco.
Deseiiganemse os nossos homens do estado :
os ministros polticos, o os depulados nn profls-
sionaes pouco bom pdem fazer marinha, e
muito mal lhes legam sempre. E' esla a lico
que nos d a historia dos ltimos vinto e cinco
anuos.
Sobro ludo a ausencia de officiaes da marinha
as duas casas da representado nacional, urna
anomala que nao se explica, que nao se compre-
hende em um paiz constitucional, onde tolas as
opinioes devem ser conhecidas, devem ser repre-
sentadas, principalmente quando estas opinioes
sao a expresso de uma classe importante do paiz,
com a qual o paiz consomo parte avultad* das
suas rondas, confiando della a sua deteza, a sua j
iotogridade, a sua honra nacional.
E' sem duvida isto o falseamento do svstema
representativo.
Todos os publicistas, os nossos proprios homens
polticos julgam que, a organisaco do parlamen-
to deve ser feita da mesma forma pela qual a
co m;> relien domos.
Nao ha ahi uma opinio em contrario ; porm
na pralica os interesses in liriduaos provalecem
aos conselhos desla verdadeira iheoria, o os nos-
sos homens polticos, embriaga por uma cadeira
na asserabla goral, senhores de lodos os elemen-
tos para disputar a rcloria, trancara todas as
portas, e nao deixam a menor entrada ao oflicial
do marinha, que se julgam com dircilo repre-
sentar o seu paiz e a sua classe.
Dtr-nos-ho : mas quem prohibo a candidatura
de officiaes de marinha? Quem? A resposla esl
nos labios de todos ; porque nao viremos na Chi-
na, nem alheios ao que se passa em casa.
Se quasi tudas as candidaturas para vingar pre-
ciara do apoio moral do govorno, viv.-ndo os
candniaios no meio dos povos, nos centros das
rolaees, e protegidos pelas tronsaccoes, j so ve
que um ofllciil do marinha, apartado de seus
enneidados, tojo bem-oslar, entretanto zla o
conserva, atestado de suas relaces de familia,
nao pode ter a menor esperanca de pleteiar com
vantagera uma eleico, nao contando cora esto
apoio moral do governo, indispensavel para quai-
quer oulro cidado, e para elle do piimeira ne-
cessidade.
Esle apoio moral, o governo actual j o decla-
rou franca e positivamente, nao o nega seus
amigos ; e quem mais amigo do governo, do quo
esses officiaes de marinha que hoje so apresen-
lam candidatos deputaco geral?
Os Srs. chele de esquadra Joaquim Jos Igna-
cio, candidato pela provincia do Amazonas, chefo
do divisan Jesuino l.amego Costa, pela provincia
do Santa Catharna, chefe de diviso Joaiinim
Raymundo do Lama re, pela de Hatlo-Grosso, e
1." lenlo" Jeronymo Pereira de Lima Campos,
pola do RiovJe Janeiro, sao nomes mui conheci-
dus no Brasil, e em todas as circumslancias gra-
ves em que. nos temos adiado, o governo sempre
lom contado com elles, como amigos dedicados,
como servidores iucansaveis, como militaros
criosos e honrados.
Porquo, pois, nao ha|de o governo imperial fa-
vorecer estos candidaturas to legitimas, to con-
venientes prosperidade da marinha, favorecen-
do-as com esle apoio que faculta nutres ami-
gos, que nenhuta predicados lera mais favor do
quo aquelles, seno a adnidade poltica das ideas,
quo nao liveram, entretanto, o baptismo de san-
guo que aquellos receberam?
Parece-nos. pois, de incontestavpl vantagem
que o governo imperial proceda desta maueira ;
porquo nao s collocar ra assemMa geral ami-
gos com quem sempre poder contar, como far
ouvir nella a opinio prmlssional sobre um dos
assumpios mais vtaes do paiz, que mais deve oc-
cupar a nossa atlencao.
Detestamos a poltica porque ella fecunda em
males, lem sido a causa do nosso atraso civil, o
tememos muito e maranharmo nos no seu labv-
rimho intrincado.
Nao fazemos, portanto, poltica, leixando esca-
par da nossa penna as consideraces que prece-
den), quo lem sua razo de Ser n ostracismo
que estamos condemnados, do qual resulta toda
a decadencia da marinha de guerra.
Expondo-as atlencao publica, sulimetlondo-
as ao Ilustrado criterio do gabinete actual, pen-
samos fazer um serrico de que algum dia recebe-
remos a confisso e rconhecimeulo, pelos (rucios
importantes que ha de produzir.
E. A.
v.
PERN. TYP. DEM. P. DE FARlA.1860.


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