Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09167


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Full Text
mi XXIY1. SOMERO 26?
Por tres mezes adan lados 5$00U.
Por tres mezes vencidos 6$00.
SABBAD 17 BE HOVEMBBO D 1861.
Por anno adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
DIARIO
ENCARRKGADOS DA SUBSCaiPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Anlonio Alexandrino de Lima !
Natal, o Sr. Anlonio Mar jues da Silva ; Atacaly, o
Sr. A de Lem os Braga; Cear, o Sr J. Jos de Oli-
voira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martinsflbei-
ro Giiimaraes; Piauhy, o Sr. Joao Fernande9 de
Moraes Jnior ; Par, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazona*, n Sr. Jernimo da Cosa.
PAKllDAn Dua cOrtKElO.
Olinda todo9 os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna c Parahiba as segundas
e sexlas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinho e
Garanhutis as lerdas feiras.
Pao d' Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Viila Bella, Boa-Vista,
Oricury o Ex as quartas-feiras.
Cabo, Sirinhem, Rio Pormoso, Un, Barreiros,
Agua prela, Pimenteirns c Natal quintas feiras.
(Todos os cerrojos pnrlpm as 10 horas da ni.inhn
EPIIEMEMDES DO MEZ DE NOVEMBRO.
6 Quarto minguante as 6 horas e 57 minutos
da manhaa.
12 La nova as 10 horas e 16 minutus da tarde
20 Quarlo crescente as C horas e 33 minutos
da manhaa.
28 La chcia as 9 horas c 18 minutos da manhaa
PREAMAR DE IIOJE.
Primeiro asf8 horas e30 minutos da manhaa.
Segundo as 8 horas e 54 minutos da larde.
AIDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do rommercio : segundas e quintas.
Relago tercas, feiras o sabbados.
Fazenda : Ierras, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do comraercio: quartas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sexlas ao meio dia
Segunda vara do civel; quarlase sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
13 Segunda. S. Marlinho p. m. ; S. Diogo f.
13 Terca. S. Eugenio b. ; S. Zebina v. m.
14 Quarta. Bs. Filomeno e Clementino mm.
15 Quinta. S. Gerlrudes v. ; S. Leopoldo
16 Sexta. S. Goncalo de Lagos ; S. Valerio m.
17 Sabbido. S. Gregorio Taumaturgo b.
18 Domingo. S Romo m. ; S. Odn ab.
l'NCARKEGAOOg DA SUBSCRIPgA.0 NO 801
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Das; Bahia
Sr. Jos Martina Abes Rio de Janeiro, o Sr!
Joo Pereira MarliDs.
F.M PF.RNAMBUCO.
O proprielnrio do diario Manoel Figueiroa da
Paria, na sua livraria praca da Independencia ns.
6 e 8.
PARTE OFFICIIL
Ministerio do imperio.
Senhor.A V. M. Imperial lenho a honra de
submetter o decreto incluso, aulorisando um
crdito supplementar da 95 000 para coDrir as
despezas fritas cora diversas rubricas do minis-
terio do imperio, no exercicio do 1859 a 1860.
Os excelsos que a motivaran), explicados as
dcmonslracges juntas, provier.im j das ojudas
de nislode viagem pela mudanca do pessoal das
presidencias das provincias, arquiico de mo-
bilias para os respectivos palacios e Iluminaran
uestes nos dias de festa nacional, pira oque nao
foi bastante o crdito supplementar do 30:0004
Ministerio la fazenda
1IECRF.T0 N. 2.680 DE 3 DE NOVEMBRO DE 1860.
Marca os deveres e atlribuices dos fiscaes
dos bancos de circularao.
Hei por bem para n boa execucao do $j 7. do
art. 1." da lei n. 1.083 de 22 de agosto do torren-
te anno, decretar o sanante :
Artigo 1." Aos tiscaes dos bancos do circula-
cao, alem das atlribuices mareada! no art. 1.
7." da lei n. 1,083 de"22 de agosto do corrente
anno, compele :
1." Promover o iscalisar o cumprimento e
execucao da referida lei e do presente decreto,
dando extraordinariamente pona ao presidente
da respectiva provincia o ao governo de Indo o
que for ocrorren lo, e ordinariamente no prinri-
nberlo pelo decreto n. 2.580 de 21 de abril desle P> de cada mez do estado do respectivo banco,
anno, j do augmento nos salarios da tnpolaro S,M marcha administrativa, estado da emisso
dos escalares empreados Das visitas de saude
dos portes ; e ja da insufficieneia do crdito de
140"000#OuO concedido na le para a despeza da
i'ouimisso scienlitica, pois que s o vencimen-
lo e vjniagens do sen pessoal se eleva res....
138:000.
Confio, pas, senhor, que, vista das razes ex-
postas, o decreto que me retiro merecer a
alta approvago de V M. I.
' Son, senhor, com o mais profundo respetto de | zeil() '
V.M. I. subdito mtiito reverente.Joao de Al-\ Arl- 2.
meida Pereira Filho. I menie os
Decreto n. 2.678 de 27 de outubro de 1860.
Autorisa um crdito supplernenler de 95000$
pira cobrir as despezas fritas com diversas ver-
bas do ministerio do imperio, no exercicio de
18 9 1860.
Tendo ouvido o met conselho do ministros,
liei por bem, nos tormos do 2
lei n. 569 de 9 de seiembm de IBaU,
iim crdito supplementar de 95:000$ para cobrir
as despezas feitaa com diversas verbas do minis-
terio do imperio, no exercicio do 18VJ a 1860.
na forma da tabella que com estJ biixa, devendo
esta medida ser presente assembla geral le-
gislativa para ter deiiuiliv-a approvacao.
Joao de Almeida Pereira Filho, do meu con-
selho, ministro e secretario de estado dos nego-
cios do imperio, assim o teuha entendido e faca
executar.
Palacio do Rio de Janeiro, 27 de outubro de
1860,39"
quando a hnuver, revendo para esse fim a escrip
turaco relativa asignatura das notas, scu des-
tino oil applicag.o.
2." O cumplimento da obrigacao que Ihes foi
marcada pelo arl. 3." do decreto* n. 2,661 de 10
do mez passndo.
3." O exacto desempenlio das ordens que Ihes
forem dirigidas e de qualqucr commisso de
que forem encarregsdos pelo ministro da fa-
Cada um fiscal perceber annnal-
mesmos vencimenlo3 que competirem
C3da um director ou membro da administra-
cao do banco, pagos no lempo e pelo modo
marcado para os directores ou administradores
l. Caso o exercicio dos lugares de director
ou administrador seja gratuito, cada flseal ven-
cer a terca parte do que for arbitrado e nie-
lo artigo 4 da gnlmeole perceber em cada anno o respectivo
gerente, e na falta desle, urna gralilicaco mar-
cada pelo ministro da fazenda.
ij 2 Os vencimentos dos liscae3 sao nica-
mente devidos pelo effectivo exercicio.
3." No caso de vana ou impedimento, os lu-
gares de (iscaes sero preenchidos interinamente
pelas pessoas que forem nomeadas pelo ministro
da fazenda na corle c pelos presidentes nas pro-
vincias.
Art. 3." Nos casos do omisso. negligencia ou
falla de cumplimento de deveres, os (iscaes, fi-
caio, conforme sua qualidade, sujeilos mulla
da independencia e do imperio.Com du *rl. "-0 da citada lei n. 1,083 de 22 de agosto
a rubrica de S. M. o Imperador.Joan de Almei- do crrenle anno.
da 'ercira Filko Conforme.Jos Bonifacio ^s,a multa ser imposta administrativamente
Mscenles de Azambuja. pelo ministro da fazenda ou pelos presidentes de
Tabella que se refere o decreto desta data, an- provincia, com recurso para o raesmo ministro, e
torisaodo um crdito supplemenl.tr de 95:OOOj> | tura a applcaco marcada no arl. 6o da citada lei
para cobrir as despezas fetas com diversas 1-083, sendo cobrada execulivamente pelo
verbas do ministerio do imperio no exercicio "icsmo modo que se pralica com as dividas aeii-
de 1859 1860. ; vas aa fazenda publica.
arl. 2." I -Arl. 4 Ao presidente do banco do Brasil com-
2i:0U030OO! pete, como fiscal do goveroo, odesempenho das
lobrigaces marcadas no presento decreto, alm
l:000f000 das atlribuices que Ihe foram conferidas pelo
: 2o do arl. 1" da lei n. 681 de 5 de julho de 1853.
Arl. 5." Ficaiu revogadas as disposices em
70000JOOOI contrario s do presente decreto.
---------------i Angelo Moniz da Silva Forras, do meu conso-
95:0008000 'n. senador do imperio, presidente do conselho
---------i do ministros, ministro e secretario de estado dos
Palacio do Rio de Janeiro, em 27 de outubro ne8ocios da fazenda e presidente do tribunal do
doISfiOJuiio de Almeida Pereira Filho. j ihcsouro nacional, assim o loaba onlendido e
--------- I faca executar.
3." secgo.Ro do Janeiro.Ministerio dos' Palacio do Rio de Janeiro, em 3 de novembro
negocios do imperio, em 5 de novembro de 1860.' de 1860, 39" da independencia e do imperio
[ilm. e Exm. Sr.Tenho prseme o ofieio de:(;0,n.a rubrica de S. M. o Imperador.Angelo
Lei n 1.010 de 4 de setembro de 1859
S 13. Presidencias de provincias ,
S 22. Empreados do visitas do
saude dos porlos .
S 3 Commisso scieniilica para
explorar o interior do al-
gunus provincias .
R. .
V. Exc. n. 22 delt de setembro ultimo, commu-
nicaudo-me que resolveu addiar para a primeira
dominga do crreme mez aeleieao de vereado-
res '.( juizes de paz da parochia do Nossa Senho-
ra da Graca. da cidade da Parnahioa, por isso
que, tendo a cmara dos deputidos approvado a
eleic.&o de eleilores a que se procedeu na mes-
ma parochia no 1" de dezembro de 1857, e
deven lo aquella e
Moniz da Silva Ferraz.
DECRETO N. 2.679 DE 3 DE NOVEMBRO DE 1860.
Impoe aos baen e oulras campanhias e socieda-
des anonymas a obrignro de remetter em cer-
tas pocas s competentes secretarias de estado
seus batneos e oulros documenCBS{__/'
Para a boa execucao do g 9o do artigo 2 da lei
eicao ser feila com os refer- 1,083 de 22 de agosio do corrente anuo, hei
dos eleilores, j nao liavia lempo para guarda- j P"r bem decretar o seguintc :
rem-se*os pra/.os marcados no arl. 91 da lei re-i Arl. 1. A adminisiraco, directora ou geren-
gulameniar daseleices ; e em resposta declaro ; ci*1 dos bancos, de suas caixas liliaes ou agencias
V. Exc, de accordo com o aviso n. 62 de 21 de sao obrigadas publicar al ao dia 8 de cada
fevereiro de 1853. que, tendo sido a eleico da i mp*, nos lugares em que funccion3rem, os ba-
moncionada parochia feila depois de conhecida lencos do suas operacoes effecluadas no mez an-
a votacau das oulras do municipio, cumpre que lecedenie, e enviar duas copias aulhenlicas,
os votos dados para vereadores, no caso de | saber: urna ao presidente da respectiva provin-
constiluirem a minora dos do municipio que i ca, e outra ao ministerio da fnzenda ; e bem as-
ella pertence, nao sejam reunidos aos das oulras s'1", nas pocas da reuni.io gerai dos accionistas,
parochias; mas, se conslituirem a maioria, de-: s respectivos relatnos de sua admimstraco e
ver V. Exc. mandar proceder nova eleico de i os dos fiscaes ou commissoes deexame de con-
vereadores em todo o municipio.
tas, e quaesquer oulros documentos impressos
Dos guarde a V. F.xr. Joao de Almeida Pe-11ua forem nessa occasio opresenlados.
reir Filho. Sr. presidente da provincia do 1." As copias ou exemplares sero reraetli-
Piauhy. j dos ofBcialmenle pelo corroio, cobrando a pessoa
3." secgio. Rio de Janeiro.Ministerio dos! "teressada recibo, que Ihe ser fornecido sob a
negocios do imperio, em 5de novembro de 186'J. | Pena,do art. 7 da lei n. 1,083 no caso de recusa
film, o Exm. Sr.Foi presente S. M. o I-o-
perado- o otlicio do V. Exc. n. 45 de 18 de outu-
bro prximo lindo, re?pon ministerio de 29 d* setembro ultimo, e expondo
as difilculdades que ha para procoder-sa elei-
co de eleilores em cada urna das parochias de
lapmiriru, Cachoeira o Alegre, c para fixar o
numero de eleilores das mesmas parochias.
Segundo o que V. Exc. pondera, essas dificul-
dades provm da necessidad" do doscriminar os
2. Os balangos meusaes sero organisados
na forma dos modelos annexos ao presente de-
creto.
3." Os bancos publicaro igualmente, no lu-
gar da sdc da caixa matriz, os batneos desta
que liverem recebido das respectivas caixas li-
liaes ou agencias.
Arl. 2 As demais companhias ou sociedades
anonymas, assim civil como mercaulis, publica-
ro pelo menos seiueslralmente, ou nas pocas
votantes das 3 parochias que se achara confund- marcadas nos seus estatutos, os documentos de
dos em diveisos disirictos de paz que trata o artigo antecedente, e os remetlerao
F. o raesmo augusto senhor, tendo ouvido o i oes respectivos presidentes e competemos secre-
consoiheiro consultor desic ministerio, ha por
bem mandar declarar V. Exc. o seguinie :
Que o citado aviso, combinado rom o de 24 do
niesmo mez, lamhem dirigido a V. Exc resolve
todas as duvidas relativas semelhante descri-
minaco, roandaudo atlender residencia de ca-
da volante.
tarias de oslado, na forma do mesmo artigo.
Excep(uam-se as associnces religiosas e cor-
puragoes de mo mona, que estiverem snjeias
presiaco de contas, na forma da legislaco em
vigor, s autoridades judiciarias.
Arl. 3." Os bancos, caixas econmicas, montes
de piedado ou do soccorro e sociedades mercan-
Estando V. Exc. habilitado para conhecer os 's se dirigirao em geral, no cumprimento das
limites daquellas parochias, nao Ihe dilcil sa- j aisposigoes da citada lei n. 1,083 e do presente
bero numero dos votantes quo ficaram perten- decreto, ao ministro dos negocios da fazenda. As
cendo de Itapemirim, e o dos que passaram pa-
ra cada urna das parochias creadas, exigindo das
autoridades competenies as informaces que Ihe
fallaren), e poder V. Exc. lixar o numero de
eleilores de cada urna dellas, lomando por base
a qualiflcaco anterior ao desmembramento,guar-
dada a regra de proporco do aviso n. 159 de 18
de junho de 1859, e comanlo que todas tres nao
demais c.ouipaahias e sociedades anonymas, ci-
vis, morcaniis ou religiosas, irmandides, con-
fturias e corporacoes de mo morta, pias, bene-
iicentes e outras de qualqucr natureza. ao minis-
terio que competir, na forma da legislaco em
rigor.
Arl. 4. Pela omisso ou falta de cumprimen-
to das obrigaces impostas pelo presente decre-
dem maior numero de eleilores do que o que deu 'o, os directures, administradores ou gerentes dos
Palacio do Rio do Janeiro, era 3 de novembro
de 1860, 39 da independencia e do imperio
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Angelo
Moniz da Silva Ferraz.
ade Itapemirim na actual legislatura,salvo o a og-
mcnlo deque traa o decreto n. 1,082 de 18 de
agosto desle anno, art. 1 10, e a referida qua-
liticaco o pnrmiltir.
Dos guarde a V. F.xcJoao de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presiJente da provincia do Es-
pirito Sauto.
Pela secretaria de estado dos negocios do im-
perio se faz publico que S. M. o Imperador, em
demonstradlo do sen sentimeulo pela morte de
S. M. o rei Osear I, toma luto com a sua edite
poi espaco de vinto c um das, coolados de hoja,
sendo de on/.e dias pesado o do dez alliviado ;
comprehendendo se neste lulo o quo o raesmo crearem em virtude da disposigao do art. 2o 19
auusto senhnr tambera loma pelo falleciraenlo Ida dita lei, na cidade em que funecionar o res-
oaucos. companhias o socieda les anonymas n-
oorrerao na mulla de lOg a 1:0009 (ait 2o 23
da lei n. 1,083), a qual ser imposta administra-
tivamente pelo ministro respectivo ou pelos pre-
sidentes nas provincias, com recurso para o mes-
rao ministro, destribtiida na frm3 do art. 6 da
mesilla le, e cobrada execulivamente pelo mes-
mo modo que se pralica cora as dividas activas
da fazenda publica.
(Juico, o producto das referidas multas, de-
pois de recolhido em deposito no thesouro ou the-
souraria da fazenda da respectiva provincia, ser
applicado, sob designarn do ministro da fazen-
da, ao capital dos montes de soccorro qu* se
da princeza Maric Anne Sophie Elisabelh Ida
Bernhardine Augusle Helcne Charlte de Saxe
Weimer Eisenach, duqueza de Saxonta ; de S
A. I. a S--a. gra-duqueza Marie Pawlowna de
Saionia, graa-duqurza da Russia; do margrave
Guillautne Luis Augusle do Bade ; do principe
Jeronymo Napoleo, e de S. A. I. a Sra. gra-
duqueza viua Stephane de Bade.
Secretaria de estado dos negocios do imperio,
em 31 de outubro de 1860. Jos Bonifacio Nas-
centes de Azambuja;
pectivo banco ou na povoaco que ihe licor ruis
prxima.
Arl. 5." Ficam revogadas as disposices do de-
creto n. 2,457 du 5 de setembro de 1859 e quaes-
quer outras em contrario.
Angelo Moniz da Silva Ferraz, do meu conse-
lho, senador do imperio, presidente do conselho
de ministros, ministro e secretario de estado dos
negocios da fazenda e presidente do tribunal do
thesouro nacional, assim o tenha entendido e
faga executar.
ministerio da justica
2.a seccao.Ministerio dos negocios dajustics.
Rio do Janeiro, em 23 de outubro de 1860."
III m. e Exm. Sr.A S. M. o Imperador foi pre-
sente o ollicio dessa presidencia, sob n. 52, de 31
do Janeiro do corrente anno, acompnnhando co-
pia do que Ihe dirigi o juiz de diicito de Campo
Maior, consultando :
1., se em vista do art. 10 1. do cdigo cri-
minal, lem criminalidado o menor de 14 annos
que deflora m ulher virgem menor de 17 ;
2., qual a pena que, segundo o art. 18 $ 10
itt/M o dito cdigo, deve estar sujeilo o maior
de 14 annos, e menor de 17, quando provado o
crime, e nao segutr-se o casamento e nem PTec-
luar-so o dote, ao que V. F.xc. responden : quan-
lo primeira duvida, baseando-se na falla do
discernimento, e por conseguidle de in f por
parlo do offensor, que nicamente poderia ser-
Ihe applicada urna peoa correccional em face do
arl. 13 ; e quantu 5 segunda, que o maior de 14
anuos e menor de 17 soffre as penas do crime quo
commeiter, mita a redueco presrripta pelosarts.
3i e 35, na parto relativa ao deslino, nao se po-
dendo fazer nanlo ao doie raoditicacao alguma,
por ser estabclecido em favor da (Tendida, e co-
mo substiluicAo de multa com que era oulros ca-
sos o dito cdigo augmenta as penas corporaes,
pelo que devor ser elle integralmente liquidado
pelo proces30 estatuido no regulamento n. 595,
de 18 d' margo de 189. E o mesmo augusto se-
nhor, tendo ouvido a seceo do justtga do conse-
lho do estado, c conformaudo-se coin o seu pa-
recer, por sua immediata e imperial resoluco
de 13 do crreme, ha por bem mandar appro'var
a resoluco dada por V. Exc.
Dos guarde V. ExcJoao Luslo-a da Cu-
nta Paranaguii. Sr. presidente da provincia do
Piauhy.
Ministerio damarinlia.
AVISO DE 3 DE NOVEMBRO DI. 1860
Declara qual a (poca de que se devem contar os
pratos de dous mezes. ftxadis pelo aviso de 20
de agosto ultimo, para a apresenlarno dos li-
vros e documentos concernenles s contas dos
resp,usareis, e liguidaco destas c sita remessa
ao thesouro nacional, e como se ha de proceder
no caso de excederse dagueltesprazos.
2.a seccao.Rio do Janeiro. Ministerio dos ne-
gocios da marinha, em 3 de novembro de 1860.
Ulna, e Exui. Sr.Em aviso de 6 de setembro
prximo passado V. Exc. pergunta qual a dala de
quo se bao de contar os prazos do dous mezes
(lados, segundo o meu aviso de 20 de agosto ul-
timo, para a aprcsenlago dos livros e docuraen-
tus conccraenies s coulas dos respoasaveis su-
bordinados este ministerio, e liquidaco das
mesmas contas e sua remessa ao thesouro nacio-
nal. Tendo ouvido a contadona do marinha, o .
conformando-me com o parecer por ella enjillido '
em ollcio n. 402 de 25 de outubro prximo (ti
do, declaro, em resposta V. Exc, que os su-I
praditos prazos devem decorrer da poca era que1
terminara os seis mezes addicionaes de cada '
exercicio.
Ouirosim, communico V. Exc. que-determi-
D0 mencionada contadoria que, quando por ex-
cepgo da regra eslabelecida, os mesmos prazos
uesta cuito forem excedidos por qualquer cir- |
cumslancia, imraediataraeute conypunique tul
oceurrencia esta secretaria de oslado, expon-
do as razos da demora, afim de se providenciar
como tuais convier. i
Deus guarde a V. Exc.Francisco Xavier Paes
Brrelo. S. Exc. o Sr. conselheiro ministro
e secretario de estado dos negocios da fazenda.
AVISO DE 16 DE Ot.TUBRO DE 1860.
Declara que, exercendo efectivamente os respec-
l\vs o/ficios e matriculados nas capitanas de
porlos, os calafates e carpintearos de embarca-
oes esto isenlos do recrulamenlo forcado,
mas sujeilos servir como artfices bordo dos
navios do estado, nos arsenaes e em lodos os
pontos onde for misler.
2.a secgo.Itio de Janeiro.Ministerio dos
negocios da marinha, coi 16 de outubro de 1860.
Illra. e Exm. Sr.Foi presente S. M. o Im-
perador o oicio n. 40 de 28 de abril ullimo, no
qual V. Exc, aecusando o recebirncuto do aviso
de 9 dess6 mez. que declarou nao ser possive
prefixar o numero de calafates e carpinleiros ad-
misstveis maliicula em cada um dos porlos do
imperio, propoe a duvldu seguinie : Se nas ex-
presses liuaes do cilado aviso esto sujeilos e
poden ser chamados ao serviro da marinha de
guerra, comprehende-so o recrulamenlo forgado
pira o mesmo servigo.
Considerando que, era vista do arl. 1. do de-
creto n. 1.582, de 2 de abril do 1855, foram os
calafates e carpinleiros, que eTeclivamento exer-
cem laes profisses. comprehendidos na disposi-
gao do arl. 68 do regulamento annexo ao decreto
n. 417 de 19 de meio de 1846 ;
Que por furga desta disposigo segundo suas
circumslancias especiaes, que toda a gente do
mar est obrigada ao servigo naval da marinha
de guerra ;
Que, nao podendo enlender-se, pela expresso
genricaservigo naval, lo smento o presta-
do bordo, mas quanlo concorre para a sua exe-
cugo, como sejam construeges navaes. fabncos
e reparos dos navios do estado, ele, e nao sendo
absoluta a doulrina do referido arl. 68, porra
limitada pela clausulasegundo suas circums-
lancias, manifest que o mesmo artigo nao
sujeita indesiinclauente os individuos de que tra-
ta, qmlquer servigo da marinha de guerra, mas
s aquelle que cada um possa prestar, conforme
a sua condigo, isio a sua idade, saude, ofR-
cio, etc., etc.;
Considerando finalmente q-io tal o sentido
das expressoes finaos do aviso de 9 de abril ul-
timoesto sujeilos e podem ser chamados ao
servico da mariuha de guerra.
_E conforraando-se, por sua immediata resolu-
co de 13 do correle, cora o parecer emillido a
semelhante respeito era consulta de 20 de agosto
prximo findo, pela secgo de guerra e marinha
do conselho de estado, o mesmo augusto senhor
manda declarar V. Exc. que, exercendo efec-
tivamente os respectivos officios. e matriculados
nas capitanas de porlos, os calafates e carpinlei-
ros de embarcagoes, esto isenlos do recruta-
mento forjado, mas sujeilos servir como artfi-
ces bordo dos navios do estado, nos arsenaes,
o em todos os pontos onde fr mister.
Fica assim resolvida a duvida que fez objecto
do supedito ofRcio de V. Exc.
Deus guarde q V ExcFrancisco Xavier Paes
Barreno. A' S. Exc. o Sr. prosidento da pro-
vincia do Rio de Janeiro.
pectivo, creado pelo art 4. do decreto n. 358 de
14 de agosto de 1845, sao limitadas ao conheci-
menlo das decisos sobr polica naval, de que
Iralam o mesmo artigo e os de ns. 110, 122 e se-
guintes, do regulamento annexo ao decreto n. 417
fle 19 de inaio de 1846 ; 2., falta de official
de marinha ou do capilo de navio mrcame,
quero deva^er o torceiro membro daquelle con-
selho.
Em resposta declaro a V. Exc, acero da pri-
meira parle, que as ailribuigoes do conselho das
capitanas nao excedem dis prese.riptas nas dis-
posices ciladas, e da interferencia que, segundo
os diversos regulamenios do praticagem dos por-
los, Ihes pertence nas decises sobre erros de of- !
(icio commeliidos pelos individuos empregaaos em i
tul servigo. Essas atlribuices nao liveram com I
elTeiio ampliago nenhum, antes Araram res-
tringidas, como as dos mesmos capites de por-
los, nos termos do decreto n. 2030. de 18 de
novembro do 1857, aviso do 9 de abril ullimo.
no que respeila ao jolgamento, que j Ihes nao
cabe, do prejuizos e damnos causados por abal-
roacos e indemnisacio correspondente.
Quanlo segundi'parte da roaisulia, declaro a
V Exc. que o referido conselho nao pode ser
composto senao do conformidade cora a lei e rc-
gulamentos citados.
Deus guarde a V. F.xc.Francisco Xavier Paes
Brrelo. A' S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vjncia da Parahiba.
AVISO DE 16 DE OI.TLBRO DE 1860.
Resolve una duvida proposta sobre as atlribui-
ces e composico do conselho das capitanas.
2" secgo. Rio de Janeiro. Ministerio dos ne-
gocios da marinha, em 16 de outubro de 1860.
Illm. e Exm. Sr. Com o oflkio n. 31 de 31 de
julho prximo findo V. Exc me transmute outro
em que a capitana do poito dessa provincia con-
sulta : 1., se as ailribuigoes do conselho res-
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 1 i DE NOVEMBRO DE 1860.
Ollicio ao commaudanle das armas.Sirva-se
V. S. de expedir as suas ordens, a fim de se-
rom removidos para o arsenal de guerra os objec-j
tos existentes na arrecadaco do quartel das Cin- j
co-Pontas, e juo serviram aos corpos da guarda
nacional, quando aquartelados.Communicou-'
se ao commandnie superior do Recite, e ao ]
arsenal de guerra.
Dito ao mesmo.Devolvo a V. S. o pret para
pagamento das prestares do dous engajados do
8o balalho de infamara, a fim de que se sirva
de manda-Io reformar de conformidade com a I
informago da thesouraria do fazenda junta por
copia.
Olio ao mesmo. Com a inclusa copia da in-
fdrmaco do inspector do arsenal de marinha
respondo o ofTicioquo V. S. rae dirigi em 7 do I
eonenle, sob n. 1180, acerca da substituigo dos
duas africanas Unes, que se acham empregadas
na lavagem das roupas do hospital militar.
Dilo ao commaudanle da eslaro naval.Res-
pondo ao officio de V. S datado de 13 do cor-I
reme, e sob n. 200, declarando que a sabida !
do bngue escuna A'ingil para a provincia das Ala-
goas s pode ler lugar depois que o inspector do
arsenal de marinha trouxer ao meu conheci-
memo o resultado dos exames que a vista do !
son ollicio, n. 199, mandei proceder em 12 desle
mez nesse navio e no vapor Thctis
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Pi-
cando inleirado do quanlo V. S. expoz em seu
Oficia de 13 do correle, sob n. 459, lenho a di-
zdr-lhe quo dove maudar proceder no brigue
escuna Xing o vapor Thelis o exame por que I
insiste o coiumandanle da eslaco naval em of-
ficio de 12 desle mez.
Dilo ao capilo do porto.Informe V. S. se
foram enlregues nessa capitauia, e que destino
liveram, os recrulis Claudio Leoncio Dativo,
Theuioiheo Francisco do Oltveira e Domingos
I.Opes da Silva.
Dito ao conselheiro delegado da repartico es-
pecial das trras publicas. Para que eu* possa !
resolver acerca d_a nome.lgo de juizes rommis-
sarios para os municipios, do que trata o seu
oUic.io, n. 81, de 27 de oulubro ullimo, faz-so ne-,
cessario que V. S. indique as pessoas que julgar
habilitadas para exercerem esse cargo nos ditos
municipios.
Dito ao iuspeclor da thesouraria do fazenda. ;
A vista do ucluso rcquerimcnto mando V. S.
abonar em os dividos lempos a preslaco de 10jJ
rs. mensaes, que de seu sold pretende consig-
nar nesta provincia o alteres do 8o batalho de ;
iiilantaria, Jos Francisco da Silva Guimares,
a contar do mez da dezembro prximo vindouro. ,
Dito ao mesmo. Mande V. S pagar ao en- i
genheiro YV. Maritneau o quo sa Ihe estiver a |
dever de seus vencimentos, relativos ao trimes-
tre prximo lindo, como encarregado das obras
dos ministerios do imperio o marinha nesia pro-
Tincia.
Dilo ao mesmo. Ao captao do oxercito Joao
Manoel Florindo, que rai servir na provincia do
Amazonas na conformidade das ordens imperiaes
maaude V. S. abonar o sold do correte mez,
bem como passsr-lhe gua de soccorrimeulo.
Dilo ao mesmo.Inleirado do contedlo do sua
informago do honlem, sob n 1172, a que veio
annexo o prel, que devolvo, das diarias abona-
das ao recruta Delehior Francisco de Oliveira,
remellido polo delegado do Ouricury, lenho a
dizer que mande V. S. satisfazet a importancia
do mencionado prel; devendo ser paga sub mi-
nha responsaliilidade'nos termos do artigo 10
12 do decreto de 7 de maio de 182 a quanlia de
18JJ80, periencente ao exercicio de 1859 a 1860,
para a qual nao existe crdito, segundo consta
do citado cilicio.
Dito.Recoramendo ao conselho administra-
tivo que compre paro fornecimenlo da botica do
hospital militar os medicamentos e utencilios
constantes do pedido junto.Communicou-se ao
commandante das armas o thesouraria de fa-
zenda.
Dito.Ao director das obras publicas.Cons-
tando do officio do capilo do poito de honlem,
sob n. 176, que a Cruz denominada do Palro
acha-se bastante arruinada, e ameagando desoio-
ronaraenlo, faz-se preciso que Vmc, examinan-
do os reparos de que necesstta aquella Cruz, re-
mella o respectivo orgamento com urgencia.
Portara.Para o conselho de julgamento, a
que deve responder o soldado da 4a companhia
do corpo de polica, Joaquina de Barros Lima,
polos fados mencionados no incluso processo de
investigaco, uomeio.
Presidente.
0 major do corpo de polica Alexandre de Bar-
ros Albuquerquc.
Auditor.
Promotor publico de Olinda Dr. Manoel Izidro
de Miranda.
Vogaes.
O lenle do mesmo corpo Francisco Borges Leal.
O lenle secretario Luiz Jernimo Ignacio dos
Sanios.
O lenle quartel mestre Manoel Fern3ndes de
Albuquerquc
O alferes Joaquim Barbosa dos Reis.
O 2o lente do exercito Manoel Gongalves Ro-
drigues Franca.
DitoPara o conselho do julgamento, a que
deve responder o soldado do corpo de polica Da*
niioo Jos da Silva, pelo tacto mencioosdo no
incluso processo de invesligago, nomeio.
Presidente.
0 major do mesmo corpo Alexandre de Barros
Albuquerque.
Auditor
0 promotor publico Dr. Manoel Izidro de Mi-
randa.
Vogaes.
O tonenle secretario Luiz Jernimo Ignacio dos
Santos.
O 2o lenle do exercito Manoel Gongalves Ro-
drigues Franca.
O 2* lente Felippe Marques dos Santos Jnior.
O 2o lente Jos Antonio Rodrigues de Frailas.
O alferes Joaquim Barboza dos Reis.
Dita.Para o conselho de julgamento, a que
lem de responder o soldado do corpo do polica
Manoel Siuies Jnior, pelo laclo do quo trata o
incluso processo de invostigac&o, nomeio.
Presidente.
O major do mesmo corpo Alexandre do Barros
Albuquerue. "~
Auditor.
O promotor publico Dr. Manoel Izidro de Mi-
randa.
Vogaes.
O cirurgio Dr. Jos Joaquim de Souza.
O lente quartel mestre Manoel Fernande3 de
Albuquerque Mello.
O tencute secretario Luiz Jernimo Ignacio dos
Santos.
O alferes Joaquim Barboza dos Reis.
0 alferes Manoel Germano de Miranda.
D.ta.O presidente da provincia, attendendo
ao que represeulou o commandante superior da
guarda nacional do municipio do Recife, em of-
ficio de 12 do crreme, sob n. 188. resolve man-
dar corriir o engao, que se deu na purlaria de
19 de julho ullimo, de nomnar-se para o posto
de capilo da segunda companhia do batalho n.
7 de infamara da mesma guarda nacional o ci-
dado Joaquim Pedro Rodrigues Campollo, quan-
do o verdadeiro nouie do proposto e nomeado
Joaquim Pedro Carneiro Campello, e ordena que
nesse semido se Ihe passe a respectiva palete.
Dita.0 presidente da provincia, alleudendo
ao que Ihe requereu Jos da Silva Loyo, resolve
concedtr-lhe licenga alia de embarcar para o
presidio de Fernando de Noronha, na barca na-
cional Atrevida, os gneros constantes da rela-
go junta, assignada pelo secretario do governo.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que requereu o professor publico do instruc-
go elementar da villa do Limoeiro, Joaquim
Theodoro de Vasconcellos Arago, resolve con-
ceder-lhe quinze das de licenga com vencimen-
tos para vir esta cidade haoihtar-se no seu
magisterio na forma da lei.
Dita.Os senliores gentes da companhia bra-
silei a de paquetes a vapor mandem dar trans-
porte para a torio, por tonta do ministerio da
marinna, no vapor Oyapock, que se espera do
norle, aos imperiaes marinheiros de primeira
classe, Valeutim Antonio o Francisco Antonio
Kodrigues.Communicou-9e ao commandante da
estaco naval.
Dita.Os senliores agentes da companhia bra-
silera do paquetes a vapor mandem dar trans-
porte para a Baha, no vapor que se espera do
norte, em lugar de pr3, destinado para passa-
geiro de oslado, a Francisco Anlonio de Araujo.
Expediente da secretario do governo.
Officio.Ao desembargador Agostinho Errae-
lino de Leo.De ordem de S. Exc, o Sr. presi-
dente da provincia, aecuso a recepgao do officio
que V. S. Ihe dirigi em 13 do corrente, partici-
pando que continuara no cargo de presidente da
relacio desta provincia, no qual fura reconduzi-
do por decreto de 16 de outubro prximo findo.
Fizerara-se as devidas communicages.
Dilo ao bachare Ilenrique Pereira de Lucena.
De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia, aecuso o recepgao do officio, quo V. S.
Ihe dirigi em 12 d corrente participando
achar-se no exercicio do cargo do juiz municipal
da primeira vara desta cidade, na qualidade de
quinto supplentcFizeram-so as devidas com-
municages.
DESPACHOS DO DA 14 DE NOVEMBRO.
Requerimenlos.
3110.Anlonio Joaquim de Almeida Cruz.
Informe o Sr. diretlor do arsenal do marinha.
3111.Francisco Jos do Sanl'Anna.Em vis-
ta das informages nao lem lugar o que requer,
3112 Francisco Botelho de Andrade.Infor-
me o Sr. iuspeclor da thesouraria de fazenda.
3113.Gervasio Campello Pires Ferreira.Cer-
tilique-se.
3114.Jos Polycarpo de Freilas.Informe o
conselho administrativo do patrimonio dos or-
phaos.
3115.G. Marinageli. l'de o supplicante
principiar desde j o lerceiro anno de seu con-
trato com a condigo de entregar o llieairo ao em-
prezario dramtico no da 23 do correte, ou lo-
go que este se apresentar depois desse dia, se en
tro si nao coovencionarem o contrario.
3116Joao Francisco Hilarle Jnior.Passe
portara concedendo a licenca requerida.
3117. Joaquim Cavalcanti de Albuquerque
Mello.Passe portara concedendo 6 mezes de li-
cenga.
3118 Maris Felicia dos rrazeres.Pode se-
guir.
3119.William Marlineau:Dirija-se a thesou-
raria de fazenda.
3120.O raesmoDirija-se a thesouraria de
fazenda.
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel do coinmando las armas
ein Pernnmbuco, na vlade do
Recife, Mide novembro de lHlo
ORDEM 1)0 DIA N. 42.
O coronel commandante das armas faz publico,
para sciencU da guarnigo o devtdo effeito :
1." Que pela imperial resoluco de 31 de ou-
tubro ultimo, communicada em aviso do minis-
terio da guerra, do 2 do correle mez, houve por
bem Sua Mageslade o Impeador reformar no
posto de major, sem sold, ao Sr. capilo da ex-
lincta segunda linha dosla provincia, Jos Igna-
cio Xavier, segundo declarou a presidencia em
officio do honlem datado.
2. Que por aviso do ministerio da guerra de
2 ao corrente foram tranferidos do corpo da guar-
nigo da provincia do Piauhy para o oitavo bata-
lho de infamara o Sr. lente Guilherme Mar-
ques de Souza ; do nono da mesma arma para o
corpo da guarnigo de Minas-Geraes o Sr. alferes
Xilderico Cicero de Alnucar Arar i pe ; do dcimo
para o corpo de guarnigo da provincia do Para-
n o Sr. lente Nicacio Alvares de Souza : o
quo conslou de officios do /juariel-general do
exercito, datado de 5 deste mez.
3. (Jue por aviso do ministerio da guerra do
31 do referido mez de outubro loi nomeado o Sr.
Leonel Raphaol de Moraes e Silva para exercer
interinamente o lugar de escrivo do hospital
militar desta guarnigo, o que conslou de ollicio
da presidencia, datado de 15 do corrente
Faz igualmente publico que honlem desembar-
cou a segunda alia do segundo batalho de infan-
tina, sob o commando ao Sr. major Joao Fran-
cisco do Livramenlo, composta de 218 pragas.
Assignado Jos Anlonio da Fonceca Galvao.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo,
alferes ajudante de ordens interino do com-
mando.
EXTERIOR.
Parecer da commisso da cmara
dos deputados plcmontezes so-
bre o projecto de lei para as an-
nexaedes.
a Senhores :
A lei que vos foi submellida para a projecla-
da unio das provincias novamente libertadas da
Italia central e Miridonal, deve ser examinada,
debaixo do dous aspeelos diferentes, porque of-
ferece dous caracteres distinclos.
Deve considerar-so debaixo do ponto de
vista da sua opportunidade na presente 9ituago
do paiz ; e d-ve considerar-se sob o ponto de
vista do voto de conllanca quo o governo nos
pede.
Debaixo de cada um destes aspeelos, a vossa
commisso prope-vos a sua approvacao, con-
forme a opinio das secges, quasi unnime em
cada urna del as.
A lei nao carece ser justificada, nem na sua
substancia, nem no seu fim. a confirmarn
do nosso dlre lo nacional, o desenvolviraent e
quasi complemento do nosso programma nacio-
nal. A unio que esperamos, e que se trata de
authorisar formalmente, a consequencia lgica
e necessaria Ca unio j realisada de oulras pro-
vincias anteriormenlo anlecipadas. f. a appli-
cacao do mesmo direilo, o corolario desse sys-
tema, para o qual fot positivamente eslabelecida
a constituirn poltica ds nacionalidade italiana
na trma do um reino unido, sobo sceplro da ca-
sa de Saboia. S podem oppor-so s novas an-
nexacues, os que so oppozerara s primeiras ;
mas isso nao o fez a nossa cmara.
Nos nao acreditamos que seja motivo que se-
riamente possa Inquietar, a objecgo que fazem
os que prctendcHi ser contrarios o estatuto, ati-
torisar anticipadamente o governo a aceitar o
efleiioar nunexaCOflS futuras. Invocan) o art. .">."
do estatuto que falla das mudancas que podem
opperar-se nu territorio em virtude de um trata-
do, suppondo que este artigo se applica s mu-
danzas que se opperam em virtude de outra cau-
sa e de oulra maueira, e que a appruvago par-
lamentar, que se pede, pelo theor das suas dis-
posices, nao pode applicar-se a um tratado ou
qualquer outro acto, cojas consequencias produ-
zam mudanca lerritonaes.
Mas taes proposiges parecera vossa com-
misso destituidas de verdade.
O artigo do que iraia e que faz parle do es-
tatuto, fallando especialmente dos tratados, de-
fine claramenlo o quo se refere a elles, e nao se
pote, sem desnaluralisar o sentido, amplia-lo a
oulra causa, lano mais, quanlo que no caso de
um tratado, poiera apresentar-se razes patiicu-
lares* que em oulros casos nao sao possiveis, es-
pecialmente ern virtude da prerogativa real:
Regeilandoesta iuterpretac.'io extensiva, nao
se quer dizer qae as mudangas'no territorio pos-
sam operar-se por oulras causas de outra manei-
ra sem a approvago do parlamento.
Noofferece duvida que este assumplo ser
objecto de urna lei, o em geral, nao se pode ale-
gar disposigo alguma que descreva que a lei ap-
provaliva deve sempre seguir e nao possa nunca
preceder o acto que se trata de approvar.
Mas no caso do um tratado, ser verdade que
o estatuto prescrere que a approvago parla-
mentar ha de ser necessariamenie posterior ao
proprio acto ? O estatuto nao falla di3so.
Diz smento que os tratados que estipulara
trocas de territorio s possam ter ensilo se forem
approvados pelo parlamento ; dispe em sumnia
quo a approvago parlamentar deve ser anterior
execucao do tratado.
E claro que para se cumprir s essa rondi-
a ou
por
gao, iddifferente que a approvago preceda
seja o convenio ou a estipulagao do tratado, .
isso que, se proceder o convenio, preceder ne-
cessariamenie a sua execucao.
Por outro lado, de nada servir objeclar que
a acta approvada de antemo, pode nao re.alisar-
so, e que enio a lei caria intil. Em geral
este um pergo pouco lemivel, e menos do que
nunca no caso presente.
Julga-sc em geral que urna lei nao se leva
execugo, urna vez que nao tenha por objecto
actos de xito provavel. No caso actual, mui-
lo dilcil admillir que, chamados a votar livre-
mente os povos das provincias novamente liber-
tadas, nao sigam o exemplo que unnimemente
leem dado lodos os italianos, e nao votem como
os demais pela annexago. Duvidar disso, seria
fazer urna injuria ao seu patriotismo, ou bon-
dade da causa commum. Alem disso, no caso
mesmo de nem ludos volaren) de accordo, esses
votos isolados nao alterara em cousa alguma a
utilidadeda lei. Em qualquer das hypoiheses,
o perigo de^se supposio inronveniente sr mili-
to menor do que o de prolongar suas necessida-
des em estado provisorio, cujos perigos, apo-
sentados lo claramente no prembulo do minis-
terio nao ha uecessidade de demonstrar de
novo.
Nao mo parece indispensavel dizer-vos de
novo quanlas razes concorrem para tornar in-
dispensavel que so opere com a maior prompli-
do. que sejam chamados os povos das provincias
emancipadas a decidir da sua sorte, e que sejam
o mais breve possive iranquillisados a respeito
do estado da sua resoluco. E' ja bastante quo
o voto popular por si proprio tenha por elleiio
calmar os nimos e inspirar a confiangi. E' urna
incerteza de menos. O povo pode assegurar-se
por si mesmo dos resultados do seu voto, por is-
so que sabe que dependem delle. E' mais im-
portante parm que saiba que do seu voto depen-
der verja jeiramente o seu deslino. Nao se li-
miie aqui a magoanimidade e a lealdadd bem ro-
nhecidas do nosso governo soberano.
Se se nao sancionar solemnemente a anne-
xago, rereiaro os timoratos que a boa vontade
encontr obstculos insuperaveis. O exemplo da
Toscana e di Emilia prova, verdade, que a
consciencia dos povus pode resistir por rauilo
lempo dura provago da anciedade e da incer-
teza, mas nao deve confiar-se no exilo, que nem
senipre encontra condiges favoraveis para reno-
var-se ; nao se deve tentar a fortuna.
A lealdade de el-rei esi prompta a pagaa
breve a divida quecomrahio cornos povos eman-
cipados em seu nome. Poderiamos nos deixar
do seguir esse exemplo ? Podemos fazer malo-
grar esse generoso designio, negando o nosso con-
concurso ao governo que o pede ? Nao temos
nos lambem o dever de proteger mais cedo do
que tarde ? Quando os povos das Duas Cicilias,
assim como os das Marcas e a Ombra se insur-
girn) m nome de el-rei, nao se levantaran) em
nome da Italia?
Julgo que ninguera querer acceitar a repon-
sabilidade do bem que pode impedir, e do mal
que pode causar, a menor demora em dar aos po-
vos da Italia central e meridional as garantas do
estabilidad-) de um governo regular, e a certeza
de formar parte da gloriosa monarchia de el-rei
Victor Emmannel.
A le proposta merece ser approvada a lodos
os respeitos, nao s pela sua conveniencia e Mi*
lidade, mas pela sua uiilidade e urgencia.
E merece-o lauto mais, segundo a opinio
da commisso, assim como do todas as seceos
por isso que a approvago pedida lem ainda" ou-
lra sigmcagao. na verdade urna garanta de
conanga no governo, de assentimenlo e de
concurso a poltica que segu, e pela qual com-
bale.
E' com razo que o governo pedio ao parla-
memo urna nova demonstrarlo, um novo voto de
cooflanca, pendo a questo ministerial, em pre-
senga da immensa gravidade dos fados consu-
mados e para consumar, em presenga das even-
tualidades estranhas da siluaco actual, em pre-
senca das grandes difliculdaues que vo susci-
lar-se.


(i)
Ei ronliauca que se nos pede, nao podernos
nos, na nossa opinio, recusa-la razuavelmente.
E romo puliremos nos recusa-la, nos que, ha
penas (res mezes, a concedemos qunsi por una-
uiaiidade, volando coro a maior facilidade um
coi'sideiave) emprestimo ? Nao sao os mesmos
liomcns que governam o estado '! Nao a mes-
illa poltica que elles professam 1 O que se pas-
sou depois da votacao do emprestimo nao pode
deixar de confirmar e consolidar a confianza que
tivemos enlo. O que ento era um pouco mais
Nada ha pois que se opponha a que a lei so-
ja acceita.
c A commissao conelue propondo a seguinle
ordem do dia :
A cmara dos depulados, ao mesmo lempo
que applaude vivamente o valor do exercito de
mar e Ierra, o o generoso" patriotismo dos voluu-
tarios, atiesta a sua admiraeo e o reconheci-
menlo nacional, para cora o heroico general Ga-
ribaldi. que, soccorrendo com magnnimo ardor
os poros da Sicilia e de aples, rcstiiuio aos
DIARIO DE PERHAMBUCO,. ^ABBADO.Jt M WOVEMBRO DE 1860.
____________________________ lilil .i
do quo urna esperance, hoje um pouco menos | italianos, em nome de Victor Emmannel, urna
do que urna realidade completa. Se Deus nos
nao cega, estamos a ponto de colher o fructo dos
nossos sacrificios.
Depende finalmente de nos que exista a lla-
tia. Depende de nos reunirrao-nos o ligarmo-
nos firmemente em um estado de 22 milhdes de
Italianos. Se o demonio da discordia, se o es-
pirito do partido se nao langar atravs para nos
suspender, poder-se-ha dizer que a poltica uni-
da da Italia est realmente fiftdada.
De um semelhanle acontecimento, cujas cau-
sar, principaes necessario reconhec-lo bem,
sao o genio e a vontade do povo, a forca irresis-
tivel do sentimento e da idea nacional,"deve at-
Iribuir-se urna grande parte quelles que teem
irsbalhado activamente para o seu desenvolv-
monto e para o seu Iriumpho definitivo, isto ,
no que diz respeilo aos negocios da Sicilia e de
aples, aos voluntarios qua valentemente leeni
concorrido para atirantar os maiores perigos, e
superior a ludo ao heroico ardor, e aos actos ma-
r vilhosos do nobre general Garibaldi; no que diz
respeilo a Ombra e as Marcas, ao valor do exer-
oito. que tem sabido juntar novos loiros aos an-
tigos, e ao exercilo do mar, que a final aprovei-
tou a occasiao, lanas vezos desojados em vo,
do se mostrar igual ao exercito e digno da Italia.
Mas nos seriamos cgos e injustos se nao
dessemosa maiur parle da gloria ao rei, que em
nome do dircilo nacional, tomou francamente a
ii solugo do libertar as Marcas e Ombra da
oppresso desses mercenarios eslrangeiros que
e .un urna aineaea eum perigo para a Italia re-
gonenda, e que se toroava um pretexto auto-
ridade pontificia para preparar urna guerra lerri-
vel contra a liberdade civil dos povos.
A empreza da libertago das Marcas e da
Ombra, pela preveucao com que, foi preparada
o condu/ida, pela opporlunidade do momento
em que se executou, pela rapidez e energa que
presidiram ao seu feliz cumprimento. um raro
exemplo dessa unio diflicil da audacia o da
prudencia o que se devem os grandes susces-
sos polticos, e que a arte suprema do homem
doF.stido.
Um dos mais preciosos efleitos de urna lao
recominendavel empreza produzir a impor-
tante consequencia quo ja em parte leve e que-
mis larde ter completamente ; collorar o mo-
\ menlo nacional e a aeco combinada de todas
ns forras do paiz, debaixo da direcgo regulada
dogoverno do rei e subtrahi-la aos perigos de
toda a qualidade, que resultam de um movimer:-
to revolucionario,
Se o ministerio te por lanas ttulos me-
recido a confianza do parlamento, quo razo tem
ello para lh'a contestar ? Talvez a razo dos li-
mites quo o seu programma parece marcar
aclividade presente da poltica nacional, ex-
cluindo qualquer designio ou proposla respos-
la de Roma e de Venezs.
Deveriamos certarnente desapprovar esta
inarcago de limites se, contra o direito nacio-
nal da Italia, eslabelccesso como principio a ex-
clusao dessas partes da Pennsula da ossocacao
de mudado e de liberdade, debaixo da gloriosa
monarrhia que reina aqu, e que s pode dar a
vida nossa nacionalidado por tanlo lempo do-
sejada e combatida. Roma e Veneza, como o
quer o natureza e a historia, e a razo e a a fie i -
rao reciproca, devera larde ou cedo, parlilhar
da nossa sorte.
< Mas o governo est muito longe de fallar a
osle principio. Convin mesmo notar que elle
francamente affirmou o nosso direito nacional.
Mostrando que a liberdade da Italia est certa de
laclo, appresenta como urna excepgo dolorosa
a situaran em quo anda permanecen) aquellas
nobres porres da patria italiana. E se elle se
resigna temporariamente, s pelas razes
ile conveniencia, e em allencao situacao geral
da Europa.
: Ora, so o governo est do accordo comnosco
para proclamar o manter intacto o direito da
Italia, podemos e devenios, nos lambein, saber
resignar-nos com elle a ver differir em parle o
Iriumpho. Devemos igualmente exaltar-nos pe-
la forja cresrente da opinio publica ; devemos
exaltar-nos pelo favor sempre raaior que leraos
adquirido na Europa, nao s pela marcha regu-
lar da nossa liberdade cnustituicional, mas tam-
ben), pelo sacrificio que por algum lempo sou-
bemos izer das nossas aspiraces. afim da
nao promovermos a desordem no meio da paz
europea.
Devemos lisongear-nos pela argao incessan-
te de muias causas, que incessanternente cons-
piran para enfraquecer o poder material e o
poder moral dos nossos inimigos. Devemos fi-
nalmente lisongear-nos pela nossa forca moral
e material que ha de ser o resultado "certo da
nossa completa e pacfica organisago. Desta
maneira concorrendo com o governo d'el-rei,
para Iranquillisar a Europa, devemos eslar cer-
los do seguir o caminho menos engaador, e ao
mesmo lempo mais certo que possa conduzir
perieila e tinal reedificacao dos nossos votos na-
rionaes.
Sp, porm, a confianga no ministerio nao
podo nem deve faltar aos limites temporarios do
seu programma actual, a respeilo de Roma e
de Veneza, menos deve ella suspender-se em
face das suspeita (que nao hesitamos em cha-
mar absurdas) que a malicia dos inimigos com-
muns da Italia o da Franja tem tentado espa-
lhor, isto que as esperadas annexacoes das
novas provincias da Italia meridional 6 inferior
nao poderlam verificar-se seno pelo sacrificio
d'oulras antigs provincias. A commissao nao
julgou dever fazer d'isso objecto de interroga-
coes forrases ao presidente do conselho de mi-
nistros, por isso que nao quereria assim dar
mostras do considerar semelhantes allegaces
como caoazes de excitar a menor apparenciarde
urna rasoavel duvida.
Todava o presidente do conselho, convidado
a apresenlar-se na commissao para dar outros
esclarccimenlos, leve occasiao de dar a positiva
e muito ampia certcsa que no dia seguinle repe-
li na sesso publica da cmara, a qual exclue
absolutamente nao s lodo o pedido ofcal ou
ofijcioso, directo ou indirecto, mas tambera qual-
quer ailuso que se refira as cessoes suspeitas.
Finalmente, dando ao governo o voto de
lao grande parle da Italia.
0 Jornal dos Dbales publica o seguinle arti-
go da pena de John Lemoinne, em que aprecia
a situago aelual da Italia, e as consequeocias
dos projectos aitribuidos Garibaldi :
Ha poneos das julgamos poder dizer que o
movimento operado pelo Picmonte, em vez de
ser um acto revolucionario, era um acto de con-
tra revolucao, e que os uniros que linhara di-
reito queixar-se erara os partidarios da unio
absoluta e immediata da Italia. O que umitas
pessoas olharam enlo como um paradoxo, nos
pirece ter-se tornado hoje um axioma, e a nica
questo que actualmente se aprsenla saber se
a influencia do rei do Piemonte poder suspender
o cgo enthusiasmo de Garibaldi.
Dissemos tambem que na pontada espads de
Garibaldi hava urna idea ; mas que essa idea nao
era propriedade de um s hornera era de urna
nacao inteira ; e que se Garibaldi ulil Italia,
a Italia necessaria Garibaldi importa, pois, a
um e ouiro nao se separarem, e esta necessi-
dade est de tal maneira evidenciada, que espe-
ramos v-la dominar todas as coleras, todas as
discordias, e todas as desinlelligencias.
tunando dizeruos quo Garibaldi nao deve se-
parar-so da Italia, queremos dizer que nao devo
separar-se do Piemonte, porque a bandeira pie-
monleza que se lera tornado o estandarte da in-
dependencia, e o rei Vctor Emmanuel so tem
tornado rei da Italia. O proprio Garibaldi foi o
primeiro reconhecer esta situacao, eal agora
todas as suasdeclaraces,todos osseus actos leem
concorrido para a resiabelecer.e para a consolidar.
Anda que certamenle existem na Italia povoa-
ces o cidades mais felizmente doladas pela na-
tureza do que as do Piemonte, nao deixa do ser
verdado que pela sua sabedoria, sua disciplina,
sua industria, o Piemonte se tem feito o ncleo
da nova Italia.
A vantagem do Piemonte tem sido de ser o
nico governo nacional constituido, e que regu-
larmente funeciona na pennsula, ha um certo
numero de annos, e devido sorte que no meio
da desordem e da apparente anarchia que natu-
ralmente acompanham a revolucao, que elle se
tem tornado um ponto de unidade. E' a boa
fortuna d'esta posico que the tem valido a rea-
lesa italiana. Se toda a Italia livesse estado ao
mesmo lempo em revoluto, teria sido diflicil
encontrar um cenlro ; mas o Piemonte, nao ten-
do mudanga alguma fazer no interior, offero-
cendo ao resto da Italia os resultados adqueridos
e instituires completas,tornou-se um centro em
torno do qual convergiram lodos os elementos
dispersos da nacionalidado o da liberdade. 1'.'
porque elle reprsenla a ordem,ao mesmo lempo
que a liberdade.
Por oulro lado, o rei Victor Emmanuel tem
precnchido e preenche anda urna posirao paral-
'ella do seu reino. Como o Picmonie so lor-
nou o ncleo da Italia, Victor Emmanuel 6 o rei-
suldado Garibaldi, repetimos nos, foi o primeiro
conhecer esto facto, e a proclama-lo por toda
a parte. Nesle ponto nunca variou elle; nao
existe um nico discurso seu, nem urna procla-
mago que nao concla por urna declarago de
dedicado ao rei Victor Emmanuel.
Garibadi ura homem quo tem urna idea sim-
ples na qual concentra e faz convergir todas as
suas torgas. Esta idea, a unificaro da Italia,
verificada em nome de Victor Emmanuel. Al
feridos pelos raios do Vaticano, de que a irapie-
dade s falla por escarneo, lerao que fugir espa-
voridos ante o furor desses mesmos povos, de
que hoje se dizem defensores ; mas de que sao
verdadeiros lyrannos.
O sangue, que a revoluclo tem feito correr na
Italia, a perseguicao por ella feita aos raaisaelo-
sos ministros do altar, o roubo dos bens da igre-
ja, pedera ao co urna reparacio, e logo que a
jusliga divina esteja satisfeila, ha de apparecer
essa reparaco, porque a ioiquidade nao pode
triumphar contra o direito, nem os direitos da
igreja poderiam flear sujeilos ao arbitrio da re-
volucao.
Deus nos livre de nutrir a mais pequea duvi-
da a eele respeilo: porque importara isso
mesmo que duvidar da rectido de todos os seus
juizos.
Mas quando nao tivessemos promessas do Je-
ss Christo, que nada nos deixara receiar pela
sorte da igreja, e pela conservarlo de lodos os
seus direitos, tinhamos a historia* de 19 sceulos,
que em cada urna de suas paginas nos assegura
que o poder do Soberano Pontifico superior
todos os uniros poderes, e que nao ha na Ierra
quemseja capaz de o vencer.
K diflicil a situacao em que se aclia o Sobera-
no Pontifico. A revolucao, apoderando-so do urna
importante parte das suas provincias, tem feito
com que Ihe escacem os meios necessarios para
poder acudir as necessidades das oulras; mar-
chando de victoria em victoria, grabas aos auxi-
lios directos do Piemonte, o aos indirectos de
outra ou oulras potencias, provavel quo tenha
infinido por um modo desagradavcl no exercito
do commando do general Lamoricre.
Nao nos espantar a noticia do que o Summo
Pontfice abaodonou Roma, e que os cheles da
revolucao entraran) uaquella cidade, e fizeram
nella o que tem feito todas as oulras, em que
tem entrado.
Nao podemos entrar nos designios da Providen-
cia, e por isso nao podemos prevers provaijes,
que Deus lera destinado ao seu povo escolhido,
os calholicos; mas temos f que, quaesquer
que estas sejam, a victoria ha de a final ser nos-
sa, porque nos, seguimos a caus da sua igreja.
Sira, a igreja ha de Iriumphar de seus inimi-
gos, e com ella triumpharao os soberanos e po-
vos que padecem por ella, e com ella.
E a realisacao das nossas esperanzas nao vira
longe, todos os symptomas indicara que o domi-
nio da revolugo nao ser longo.
Sao graves os perigos do momento nao o po-
deremos negar, porque a revolucao quando al-
canra ura iriumpho, nao cosluma perder o lem-
po. A arvoro da liberdade, nao da verdadeira li-
berdade, daquella quo o Evangelho prrga, da-
quella que faz a fclicidade dos povos e dos rcis,
dos pequeos e dos grandes oslados, mas da li-
berdade revolucionaria, nao vegeta sem ser re-
gada com sangue.
A memoria do conde de Rossi, do coronel An-
viti, das victimas de Palermo, e do tantas outras,
cujo sangue ainda ensopa o terreno Ualiano, pro-
varn que a revolucao de 1860 nao diverge da de
1-uu qu ambas ellas sao legitimas filhas da de
Amostrados pela experiencia, dsfarcam-se
quauto podem os revolucionarios de hoje, mas
os seus inslinclos nao sao menos ferozes, e os
das do seu dominio nao de ser todos assignala-
dos por algum acto de barbaridade.
O.odio mais ou menos latente qu% a revolucao
tem igreja, lem-se traduzido em ralhaies'de
fados, em todas as pocas do seu dominio, nem
significa outra cousa a guerra que por toda a
parle faz s instituires religiosas; einquanto
esto longe do poder empregara os revoluciona-
rios a arma da calumnia para indispor o povo
contra ellas, logo que chegam ao poder votara ao
exterminio os iudividuos pertencenles cssas as-
sociares, e s chammas loda a propriedade que
nao podem roubar, ou que temem possa de futu-
ro ser novaraenle applicada ao culto divino.
Nesle odio envolvem as pessoas mais dedicadas
piolado o estado da sua propna alma ; chamou narcluas, o para por um paradeiro s revolaces
a si a anttga crenca, e com a consciencia do po- na llalla.
der divino, que ns religio de Jess concedida
ao homem dbil, que possue o sacerdocio, ex-
agora lera permanecido Del este programma, e I causa da religio, e que por isso sao iual
nao pedemos ainda ser levados acreditar que
faltar elle. At agora, se tem feito muito
atiesar do rei,ainda nao fez cousa alguma contra,
e urna intervencao possoal do Victor Emmanuel
exercia provaveliuente n'elle urna grande in-
fluencia.
Alinal, necessaiio tomar Garibaldi tal como
elle Nao se conduz, nem se prepara como a
domis gente. Governa como combate, isto con-
tra todas as regras : escrevo porexemplo, ao re
para o aconsolhar substituir Mr. Covour, e es
os jornaes inglezes qoo soltara grandes gritos
consliiucionaes escandalisando-se d'um general
que ousa designar ministros cora. Esquecern-
Si que a scena nao se passa em Londres. Ga-
ribaldi nao est to versado as ficedes nao sa-
be o que a cora : conhece o rei"e a pessaa do
rei, efalla-lhe cora urna familiaridade quedes-
culpada e que nao explicavel seno pela certc-
sa de urna inteira dedicado.
Al agora Garibaldi, urna audacia sera li-
mites, tem sabido reunir um grande bom sonso.
Tem mostrado todas
.-.men-
te victimas do punhal, ou veem a sua proprie-
dade pissar mos revolucionarias ou ser devo-
rada pelas chararaas.
E' esta a historia da revoluto em todas as
pocas, e as pagiuas que j esto escripias da re-
volucao italiana nao sao escagas de crimes.
E' por isso que dizeraos que sao graves os po-
ngos do momento.
Deus d coragera aos partidarios dos bons prin-
cipios para alravessarein o periodo, que os sepa-
ra da regeneracao. Deus permita que se reali-
sem as esperanzas, quo a misericordia divina so-
bretudo, e depois della o movimento que se no-
la na Europa nos dizem de que nao est longo esse
momento, e_que por consequencia nao ser de
longa durago o imperio da revolucao.
Os
horrores ua apostasia e a ini-
zericordia de Deus,
inura, \ maginaco e o san^ g*" Kn' ?.1 fW1.0 P\GaV8"'
gue fri. Se a embriaguez do xito toraam n'el- 's,nrf "^2 calh,ed,al *,* aples como
le ascendente sobre a razo. perde-sex comsigo Sade francisco de Paula ua mesma ci-
pendea Italia. Nao lemos explicar aqu a nossa
clamou coro alegra ao moribundo: amigo, r-
mao I eu possq ajudar-le, como Deus ver-
dadero, posso soccorrer-te I Ora bemEu sou
um sacerdote catholico, sim de certo, desgraciada-
mente I Sou um arrenegado, e um excommun-
gado tambera eu ; mas com o meu poder sacer-
dotal posso abrir & ura moribundo o co.
Isto foi para o velho enfermo como se do alto
vtesse um aojo pr-se ao p delle, e Ihe Irouxes-
se a salvagao.
Vencido pela grande misericordia de Dos,
ultima hora da sua vida Ihe offerece perdao, re-
misso, e reconciliago, e Iho prometle o co, e
a vida eterna, confessa cora um sentimento da
mais intima dor, e arrepeudimento os seus pec-
cados, alcanga a absolviro. c___morre no s-
culo do Senhor.
Este Iriumpho do amor de Deus, que quer que
todos os homens sejam felizes. quo quer que to-
dos os homens se salvem, iodo alraz dos mais
roprovados al ao ultimo respiro da vida, com a
ternura de urna mi, tinha de tal modo locado o
espirito daquelle parocho, e o seu coracBo so sen-
lio de repente mudado de tal modo pela omni-
potencia da grasa, que no mesmo momento tesol-
veu a sua converso.
Voltou aos seus commensaes, que ainda so
achavam reunidos, e Ihes disso : Adeus, meus
senhores, eu volto para o gremio da minha igre-
ja calholica, que eu com Unta perfidia abando-
nei. A misericordia de Deus chama-me peni-
lencia. reconciliaro... to elemente Deus pa-
ra commigo. Vamos ao co I
Deus nosso Senhor pela sua infinita misericor-
dia queira por sua divina virlude nesta narracao,
afim que, se desgracadamente se achassem* no
nosso paiz alguns apostatas, se enchessem de
horror avista dos primeiros, que notamos, e ao
mesmo passo coitfiassein na misericordia de
Deus, animados pelo golpe de graca que fez com
que se reconciliassera com Dos, cora a igreja
quelles doussacerdolos, que se achavara fra do
seu gremio, em perigo de perderem as suas
almas.
E aqu seja-nos licito deplorar a sorte de tan-
tos egressos, que poslo nSo liveram culpa algu-
ma do estado em que os pozeram, todava eslo
era grande perigo de arruinar as proprias almas,
descuidando-sedas suas regras. E quo diremos
das religiosas, que sera urna causa legitima esli-
veraro em casa dos prente ou amigos?
Deus nosso Senhor queira dar vista aos cegos,
e fazer com que lodos conspirem segundo as pro-
prias forgas para que se reslaoeloca a ordem em
loda a parle.
Esles sao os nossos puros sentiraentos, e de-
sejos sinceros.
Quinta da Conceiro, 2 de outubro de 1800.
sungiEz pe Lwn.vnio.
(Nardo. )
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBCO.
Paris,
24 de outubro de 18GO.
ainda a Italia, o s a Italia, que oceupa in-
teiramente a poltica europea. Nao se restringe
aos 24 milhos de habitantes, que povoam a Pe-
nnsula, a preocupaco constante dos seus desli-
nos nacionaes : tambora os outros povos teem os
olhos ardenieraente fixos na obra, que ah se
consuma ; eos principes do seu lado nao deixam
de prestar-lhe igual attenco; tanto que a reu-
niao dos soberanos da Russia, da Prussia, o d.i
Austria na an'.iga capital de ura reino, com toda
a injustira desligado do numero das o sees em
proveito dessas potencias, nao tera oulro "lira so-
naocombnarem esses soberanos entre si a res-
peilo dos successos italianos havidos ultima-
mente.
Ao passo que o suffragio universal consultado
em aples e Palermo, confirma as sympathias da
Italia meridional unifica ;ao nacional ; ao passo
que se trata de consulla-l igualmente as Mar-
cas o na Ombra, o imperador Francisco Jos pen-
sando n'uma vinganca talvez un) pouco tarda,
dirige em Varsovia p'roposices aoc/.ar Alexan tro
e ao principe regente da Prussia no sentido de
levar a elTeilo essa vinganca aos olhos da Franga
Intimidada, mediante nina colligaro ainda que
s apparenle.
Eis a que se redu/era os fados da ultima quin-
tana. Vollemos porm um pouco alraz, e prosi-
gamos na narracao dos successos do lugar em que
a tinhamos deix'ado
Na nossa ultima caria dissemos que o governo
piemonl.-z pedir ao parlamento as annexacoes da
Italia central o da meridional, c um' voto de con-
fianca : depois de qualio das de discusso o par-
lamento approvou o projoclo de lei apresentado
pelo gabinete de Turim por 90 votos contra 6.
O resultado moral de ludo isto que o Sr. de
Cavour foi poderosamente
bracos com um dficit impossivel de cobnr passa
por todas ts angustias de una situago finance-
ra dcsospeada ; o seu jornal ofTiciil declara que
os recursos do thesouro leem diminuido espan-
tosamente depois das conquistas das Romanlias,
das Marcas, e da Ombria ; d entender que u
governo s doposita esperaoga na generosidade
dos fiis, tanto que reclamou com instancia a der-
rama ou colheita do bolo, isto do dinheiro de
S. Pedro.
Semelhanle confisso de penuria revela os
dislinos da monarchia ecclesiastica. O Papa, do
posse de alguna territorios quo Iherenderara me-
nos do que pedero absorver, querer trocar es-
ses encargos onerosos por ura orgamenlo regular
fornteido pela. potencias catholicas ? Tem lti-
mamente percorrido o boato de que Sua Sanli-
dade pretende deixar urna cid8de, onde o seu co-
ragao nao pode encontrar seno motivos de tris-
teza e de amargura : mas que nao para a Ba-
viera, Hespanha, Austria, ou Aviiiha que elle
lenciona retirar-se, esim para a Belgir-a. no cas-
tcllo de Monsenhor Murode, onde se esl tazando
obras cousideraveis.
As ultimas noticias annunciam que as popul.i-
Ces da Italia meridional se drigirain 21 de
outubro cora enthusiasmo unnime aos comicios,
afim de ahi deporem o seu voto de annexacao :
entretanfo que Cialdini obtinha em Isernia g"ran-
de vanlagem, o Victor Emmanuel chegava Cas-
tel de Sangro, na extremidade ao sul do segundo
Abruzzio ulterior.
A'visia destes fado*, e sobreludo dos que se
ach.nn consumados, dos que se vo consumando,
e dos que se preparara nos Estados-Romanos, os
espiritosas mais calmos se mostrara conmovi-
dos, e a opinio publica singularmente abalada
respeilo dessa unificaco italiana, que depois de
ler despedazado quatro comas parece nao sus-
pender-se ainda 1 Nem todos seguem cora o
mesmo sentimento de symaalhica adheso esse
enthusiasmo que levou 21 m>lhcs de homens
regenararera sua patria : existem partidistas ca-
lholicos da legitimidade que o tratai de sacrile-
go, e esta hora se s?nlem possuidos de inex-
preraivel angustia que arranca de seus pciios o
brado de suas consciencias ultrajadas. Um dos
mais elojup.ites d'eutre elleso conJe de Fal-
loux, membro da academia franceza, acaba do
toruar-se o interprete dos oulro-, procurando
como que sobo impulso de um dever irremissi-
vel despertar os ecos que, convem confossar,
nestes ltimos lempos se hjo conservado cada
vez mais silenciosos.
Em algumas linhas, que realmente nao sao
destituidas de valor, o conde atlribue os lacios
actuaes vontade, j antiga, do governo francez,
e depois attilude vergoiihosamcnle passiva de
Das antes Francisco II mandara publicar urna
nota por elle dirigida todos os agentes das po-
tencias eslrangeiras. na qual denunciava Euro-
pa a conducta de Victor Emmanuel, a cumplici-
dade deste soberano nos passos de Garibaldi, o
sou procediraenlo inqualficavel era ter aceitado
o offerecimento que de si Ihe fez a armada per-
tencenle a elle rei de aples, bem como o ti-
tulo de rei da Italia, o que equivala i negagio
do antigo direilo publico italiano sobre o ler i-
torio que Ihe nao pertencia : moslrava que Vic-
tor Emmanuel e seus ministros virara sem des-
prazer organlsar-se a expedigo de Garibaldi,
que mais ou menos directamente contribuirn)
para que essa expedigo tivesse bom xito, que
aceitarain contra lodo o direito internacional o
ofTerecimento da armada napolitana, e Victor
Emmanuel sobre ludo, coosentindo era chamar-
se rei da Italia, so tornara cmplice doattenla-
do comraellido contra osdireilos do rei das Duas
Siciliai.
O Sr.de Cavour ura estadista mu hbil, mas
a refut igo de laes accisages bem difDcil I
Victor Emmanuel transpunhs as fronleiras na-
politanas ao passo que Garibaldi por oulro lado
decrelava o bloqueio de Gaela e de Capua. A
Franca lizera retirar de Turim o seu ministro
depois da invaso das Marcas : a Russia acaba
de fazer nutro tanto a proposito da entrada dos
Piemontezes no reino de aples, e o gabinete
de Turim respondeu a essa raanifestago fazendo
immediatameule retirar lambem do S. Peters-
burgo o seu ministro nessa corte. Isto porm
nao quer dizer mais do quo urna simples desap-
provaco dos fados consumados pelo Piemonte.
Fallou-so muito de um pretendido encargo do
Sr. de Hubner junio ao gabinete das Tulhcria3 :
esse boato foi destituido de fundamento, porque
o Sr. de Hubner se passra Normandia para
tratar de negocios do familia.
O dia 21 de oulubro, foi o designado para a vo-
lago popular em aples e na Sicilia sobro a
annexagao.
A idea de urna conslituico especial, por mo-
menlos propagada, foi para logo abandonada, e
felizmente nao passou de urna oceurrencia desa-
gradavel que nao tove pciores cousequencias.
Espalhara-so na Sicilia urna proclamarlo, attri-
buida ao pro-dictador Mordini, na qual'se procu-
rava demonstrar que a Italia nao era feita para
collocar-se sob os instiluices piemonlezas, por-
quanto eslava antes no caso do possuir um coli-
go poltico e legislativo proprio. E' esta urna
maneira bem equivoca do se julgar da natureza
do movimento que se opera na Italia I Esse mo-
vimento nao pemonlez, e sim italiano ; nao
a Pennsula quo se procura tornar picraonteza,, todos osgovernos europeus, admissao do Pic-
pelo contrario o Piemonte que se scha absorvi- monto ao numero dos adversarios bellicosos da-
do pelo enthusiasmo nacional e universal. O Russia, sua ingerencia as deliberaees das
parlamento reunido em Turin, composle j hoje potencias europeas que reunidas no congresso de
de melada da Italia, eatnanha do loda a Italia, | Paris, couseoliram que all o Sr. de Cavour Ira-
nao ha duvida que a reproseniaco da Penin- I tasso da queslo italiana.
sula, que em massa ter de decidir sobre os seus | Na opinio desse escriplor todos os males par-
destinos legislativos. Negar-so a exactido deste I 'ora d'ahi. As palavras pronunciadas por Napo-
faclo ser plantar a inquietago e a desconfunca, [ loo III ao Sr. Hubner no t. de Janeiro de lH'J,
o comeen da cimp3iiha 3 de raaio seguinle, lu-
da isto foram coasequencias dos fados cima
apuntados. A's grandes victorias succedeu o ar-
misticio de Villa-franca, substituido logo pelos
tratados juc desde o seu principio foram letra-
ruorta. Depois no momento, em que um con-
gresso europeu devera sanecionar o resultado
Os desmentidos formaes dados pelo Sr. de Ca- 'das conferencias de Zurich, apparecou a famosa
vour a esse boalo tero talvez apasiguado osjbrochuraO Papa e o Congresso.Ebla brocliu-
sombrios recelos da Inglaterra. Porm, se a In- ra, por muito anonyma que so conservaste, com-
glaIerra nega a seus visinhos o direilo do fazer; ruoveu os povos e os res, derribou por ierra a
cousequencias estas lastimaveis, quo lodavia nao
dexaro de ser conjuradas.
Tom-se feito graudo arruidoda cossao prova-
vel das ilhas de Elba c da Sardenha que Franca
far o Piemonte como para rostabelecer o equili-
brio, em vrtude dos novos engrandecimentos do
reino itlico.
Nao nos admiramos de ver o que DOS annun-1KuTL"!! Poaer.03;,.memc(. u*ienlido as suas
r r.o ;......*..... -.. ;.... ... """ I ideas de annexacao tramediata; e que o reino da
Italia se aclia de ora avanle constituido. Restam
opinio respeilo da presenca das tropas fran-
cesas em Roma ; lirailamo-nos tratar d'elle:
existe um proverbio que diz quo intil fazer
sobresahir a colera contra os fados, por que isso
nao faz nada. Garibaldi deve dizer que a pre-
senta dos Francezes cm Roma um facto d'este
genero ; necessario que elle o mude e o passe
alm. Mas se se quer laucar sobre esta barreira
por que esl no estado'em que Jupiler poe a-
quellesquo quer perder.
Quanlo aos homens que livessem a inepcia
de se langarem no meio desta aventura,corametlo-
rinm nao s urna criminosa loucura, mas um sui-
cidio, porque nao s afogavam o germen da uni-
dade italiana na proceda de urna inlcrvengoo es-
trangeira mas fariam ao mesmo tempo esmagar
as forgas da revolugo por urna presso militar
irresistivel.
Temos urna melhor esperanga, e como cm
semelhantes crcuraslancias seria a sorte da Ita-
lia inteira que se poria era questo, o Picmoutc,
o seu rei e o seu ministro, teem perfeilaraente o
direilo de proseguir no meio do perigo. Um cho-
que entro os dous exercitos italianos seria, sem
duvida, desastroso, mas se-lo-hia menos do que
um rompimento com a Franca. E* tambem ne-
cessario nao esquecer, que a's palavras de Gari-
baldi nao sao, por emquanlo senao palavras, que
nao teem a Torca official da linguagero, e que,
alera disso, elle tem lambem negocios no reino
de aples. Os aconleciraenlos podem mudar
sbitamente a face das cousas, o fazer dcsappa-
confianca que olle reclama, nao devemos conce- receras rases mesmo do conflicto que se teme,
ber o receio de Ihe attribuir a lalilude excessiva Os Francezcs podem deixar de guardar em Roma
do poder arbitrario, alm disso a generalidade o deposito que Ihes eslava confiado,
da formula em que a lei parece concebida nas| Segundo o ponto de vista em que sempre
suas palavras positivas, seria urna determinago lemos considerado a questo romana, a nossa
notayelmenle restricta, tanto pelas declaragoes opinio este respeilo nao podia ser duvidosa.
comidas na exposigo que a acompanha, como Cada dia que o Papa passa em Roma sob a guarda
pelo proprio objeclo que coustilue a substancia de urna forca eslrangeira, nao faz mais que de-
monstrara impossibilidade em que est de all
Elle nos annos passados exercitou-se as mais
conspicuas cidades do Inglaterra na arte de pan-
tomima provocando o riso dos expecladores com
os seos gestos grotescos, vestido de habito reli-
as questes spbre Roma e Veneza.
Pelo que diz respeilo primeira o Sr. de Cavour
declarouque o lira ra poltica da Dalia era fun-
dar a sua capital na cidade eterna ; o quanlo aos
meios de chegar-so i esse fim podiam elles va-
riar segundo as circumslancias, especialmente nao
sendo a queslo romana daquellas que deviam
gioso, em despreso da religio calholica e do Pa- ser decididas cora a espada em punho : que a
pa ; e de l foi aos Estados-Unidos repetir as; forra neste caso s poderia servir aos Hllanos
(Desatas pantomimas, mas all nao foi igtialmcn- ars prohibir qualquer inlervenro de estrangei-
le festejado.
No /itcers de 24 do fevereiro de 1851, onde
se transcreve um longo trecho do Consfttuttonei
se v o seguinle :
Sei por correspondencia particular, que Ga-
vazzi respondeu urna pessoa, que o reprehen-
da por esta sua conducta, que elle eslava possui-
do pelo demonio, e que nao podia fazer por mo-
nos, que anles teria dito e feito o peior, que
tivesse podido contra a religio.
Este o amigo de Garibaldi.
E sao estes homens os que ho de excitar gran-
de enthusiasmo nos liberaes ? E continuaro
haver gentes de boa f, que tonham enthusiasmo
pelos liberaes?
Sequizerem ter enlhusiasrao por apstalas,
nfio o lenham por Gavazzi, nem por Achilli, nem
por Dc-Sanctis, nem tenham-o por dous,
que reconhecendo o seu gravissimo peccado, se
converteram por um modo bem extraordinario.
N'uma obra allemaa intitulada A Cora do
ro na soluco dessa questo; que o le esperava
que mui breve viria o lempo em quo lodas as
consciencias dos calholicos se convencessera de
que a liberdade favorece o desenvolviraento dos
sentimentos religiosos e para essa poca addiava
a entrada dos Piemontezes na verdadeira capital
da Italia, isto em Roma.
Quanlo a segunda queslo relativamente Ve-
neza, declarou que era do maior interesse nao
Iratar-se della por ora; que no estado actual da
Europa a opinio publica nao se pronunciara por
um plano de ataque contra a Austria : que a Eu-
ropa nao juljta os Italianos capazes por si sos de
lularem contra essa potencia, sera que Ihes fosse
Preciso promover alliados, e entre esses alliados,
quaesquer que podessem ser, suscitar-so-hiam
' desconliangas; e pois curnpria que fosse votada a
le, e quanlo anles se procedesse s annexagoes,
i afim de que a Italia podesse provar Europa que
| ella por si somente se achava no caso de susten-
tar a luta ; o enlo nao s a Inglaterra e a Fran-
ua disposigao.
Domis, o proprio ministro, interrogado a
oslo respeilo no seio da commissao, declarou fran-
camente que propondo esta lei nao tinha julgado
solicitar poder algum extraordinario, nem pensa-
do em alterar, em qualquer tempo, nenhuraas
dasleis existentes as provincias j unidas, e
/nenos ainda mudar por sua propria autoridade,
e por motivos independentes dos efleitos regu-
lares da annexgo, o systema de legislago exis-
tente as provincias que devem annexr-se, no
dia era que essa annexagao fr acceita.
Urna semelhanle determinago dos poderes
que resulla da lei proposla, levou a commissao
a observar que nao aulhorisava o governo a mu-
dar na lei eleiloral a proporgo numrica entre a
populacio e os depulados que havia a eleger,
quando mesmo recciasse ter urna representarlo
excessivamente numerosa quando a cmara dos
depulados livesse de representar quasi o duplo
da popular.o que hoje representa. Esta autori-
dade nao entrara nos poderes que a lei propos-
ta atlribue ao governo, se as mudancas que de-
vem operar-se locassem na lei eleiloral, as suas
relagoes com as provincias j unidas, e no al-
garismo da represenlago nacional, xdo mais
de urna maneira do que de outra, sera que qual-
quer necessidnde o delerminasse, msss porum
juizo de conveniencia.
Muitos raembros teram lambem sido de opi-
nio que um artigo supplementar lei, deter-
minaste a nova regra quanlo ao numero dos de-
pulados no novo parlamento do reino, que se
estende a quasi (oda a Italia. Mas em seguida,
depcis de se haver tambem ouvidu na commis-
sao a opinio do presidente do conselho de mi-
nistros, o partido resolveu convidar o ministerio
a propor separadamente urna lei supplementar,
o que agora se fez.
se manter s. E' nos impossivel fazer desta ques
to um negocio de patriotismo, e nao podemos
fazer dITerenca entre prolccgo franceza, e pro-
lecgo austraca. Pondo mesmo de parte a ef-
fuso de sangue, diremos sempre que a conser-
vaco da autoridade temporal do Papa cm seme-
Inanles condigoes nao pode ser adquerida senao
a cusa de um reconheciraenlo imcompativel com
a independencia e com a soberana de um chefe
da egreja.
Ser de longa duracao o imperio
da revolucao ?
A revolucao percorre victoriosa d'um oulro
extremo da Italia.
Na sua carreira nao encontra obstculo que a
\ faga parar. Ante ella cahem esmigalhados ns
i sceptros e as coras, nem julga que a propria thi-
ra tenha forga para Ihe resistir.
I.ouca que nao conhece a difTerenga quo ha
entre a thira e a cora, enlre o bculo o o scep-
tro.
Urna dynaslia pode ser substituida, um reino
pode ser riscado da lista das nacoes, masa pro-
messa do fundador da igreja nao pode deixar de
se cumplir.
Pode a igreja ser perseguida, mas nunca ser
vencida ; as persegoiges serviro apenas de dar
maior brilho, se possivel, dvindade de sua
instituigo, porque no fim ella ha de sahir victo-
riosa, eto victoriosa como tem sabido de lodas
as oulras.
Podem os inimigos do christianlsmo vencer a
cidade de Roma, podem conseguir que o Summo
Pontfice abandone por algum tempo os seus es-
tados ; mas caros Ihe custaro esses Jriumphos,
porquo pesar sobre elles a maldigo divina, e
Paraizo-se le o facto seguinle, contado pelo P. C.nio tambera a propria Allemanha onde tera
Stnprrpr
N'ura paiz dos confins da Allemanha Septen-
trional, viva haver oito ou dez lustros um sa-
cerdote, esquecido do seu santo estado e das suas
oDrigaces. Precipitando-se de peccado em pec-
cado, chegou ponto de fugir da sua patria, e
apostatando da f, fez-se protestante. Finalmente
aceilou um lugar de parocho protestante o por
esle modo de pregador da verdado passou para
mestre do erro.
Nesle estado de inimisade para eom Deus per-
manecen o desgragado alguns annos. Um dia
foi convidado jantar por um pregador de urna
grande cidade, onde vieram muitos outros paro-
chos daquelles sitios, igualmente protestantes. E
quando estavam alegres e contentes, vieram dar
parte ao parocho dono da casa que se achava
morrer um pobre homem, que pareca ter muila
necessidade de soccorro espiritual.
Nao sei que impedimento houve para elle po-
der ir no enfermo, o por isso se olTercceu o nosso
sobredito apstala para o querer ir visitar em lu-
gar delle. Foi aceita a ollera, e elle foi inme-
diatamente conduzido urna miseravel casinhola
onde jazia deitado u'umacama de palha, um ve-
lho, que n'um estado de desesperago se achava
moribundo. Elle leu-lhe algumas passagens
da Biblia ; o o moribundo nao deu oulra respos-
la seno : Estou perdido ; para roim j nao ha
perdao; ai de mim que estou condemnado I
Conforlava-o aquelle parocho e animava-o a ter
confianga.
Nao, nao [diza elle) ninguem me pode pres-
tar soccorro, eu nao posso ir para o co, sao
enormissimos os meus peccados, devo ser con-
demnado. Mas polo amor de Deus, enlo porque?
De que senlis aggravado o vosso corago? E o
moribundo repetndo sempre s palavras de de-
sesperaco.
ltimamente rendeu-se s fortes instancias do
parocho, dlzendo-lho : Vou dizer porque para
mim nSo ha salvagao nem beraavenluranca : Eu
sou.... um sacerdote catholico apostata,' o to-
dos os peccados colligados esle estado, e toda
a resistencia ao chamaraento da graga, e todas
as misericordias, que regeitei 1 .... ai do mira I
Esta minha culpa demasiadamente grande para
poder alcancar o perdao; estou perdido,ninguem
me pode ajudar, sim, nao posso, nao posso ser
ajudado por pessoa alguma I Urna tal narracao
conlrlslou o corago do parocho, o qusl va aqu
cessoes, nao tem renunciado, pelo menos assim
presumivel ao seu amigo habito de pescar as
aguas turvas. Senhora das ilhas jonias que col-
lucam sob o fogo dos seus canhes toda a sabida
do Adritico, ha muilo quo ambiciona lambein
possuir algumas das ilhas mais avancadas nesse
mar, onde desoja ter para a sua esquadra urna
estagao c porlos de refugio. Ora, correr a no-
ticia de que ella se achava cm uegociares com
a Austria sobre a cesso de muitas dess'as ilhas,
e quo o cundo Ponelly HoDsdorf, encarregado
pelo imperador Francisco Jos de ir a Coburgo
eomprimentar a rainba Victoria, recebera ordem
de prosegu com lord John Russelasnegociaces
encoladas.
Os rumores sobro a eslaco britannica no mar
Adritico lora lomado muila importancia. Diz-
se tambera que a Inglaterra negocia ou pretende
negociar cora a Blgica no intuito de ler sobre
Antuerpia urna esquadra. que era caso de guerra
no Continente se possa pora abrigo penetrando
no Escalda.
_ Sob o ponto de vista da questo italiana a ces-
so sraigavel da veneza seria o unicu penhor de
paz que Europa poderia dar o imperado Fran-
cisco Jos.
Esse sacrificio, por penoso que soja, lem-se
lo. nado necessario ; porque se o chefe da casa
dos Hapsburgos appeliasse urna outra vez para as
armas, a lula so prolongara e propagara a tu-
das as provincias meridionaes do imperio. Neste
caso o gabinete austraco deve sentir quo hojo
sobre o horisanle europeu a estrella dos res uo
brilha nem domina mais do que a estrella dos
povos
mesa erigida para os trabalhus da diplomacia, u
prenden ao porto a fragata sobre que navegara o
cardeal Anlonelli : entao as annexacoes so con-
sumaran), e os aconleciraenlos d'ah avante so
foram precipitando. Assim, pois, quanta res-
ponsabilidadc, quanlos deveres pesara sobre a
Franca, que preparou, ajudou econsenlio que. as
cousas assim marchassem I E' ella, e ella s
quera neste momento Iraz dependentes de suas
resoluges-os destinos da nossa poca, os pro-
blemas do oriente, e os de loda a Europa.
Um secuto, ainda o escriplor que falla, um
seculu que tem avanrado j 60 annos deve re-
pellaras aventuras, porquanto j bastante re-
lectido para julgar as consequeocias dos prin-
cipios que esiabelece, ou que eslabelecem oo
seu seio. Nao lia um s dos fados consumados
de um anno para c, que nao encerr de mais
tolos os perigos o todas as ameacas, contra os
quacs o governo francez tomou sobre si a missao
de proteger o mundo. E de mais, o que ex
Iraordinario era ludo isto, o quo distingue a obra
a que assislmos do urna maneira que espanta o
espirito o facto de nao dar-se resistencia em
parlo alguma, mas sim cumplicidade por lodos
os lados!
A resistencia nao existe, nem da parle dos
res, que se rivalisam e se despojara uns aos ou-
tros como salteadores no meio dos bosques ;
nem da parte dos governos, que so perturbara o
vacill.im ao primeiro ataque, que uo teem f
em si proprios, que nao conhecera, nao app-
cam mais 03 principios elementares do direito
publico, e do direito das gentes, que se alienara
a um absolutismo sem inlelligencta, ou deixam-
Todavia, por mais inconlestavel que parega aos se ir ;" descripeo do primeiro que Ihes apparere.
feito muitos progressos o espirito de liberalismo
se prunuuniriam era seu favor.
Foi isso em resumo o que disse o Sr. de Ca-
vour quanlo poltica exterior: quanto porem
poltica interior, exprimia-se o respeilo do gene-
ral Garibaldi por lal forma que nao era possivel
duvidar-so mais .de sua reconciliago. Alguns
dias depois dessa discussao parlamentar o rei Vic-
iar Emmanuel, que prosegua em sua viagera,
dirigi s populagcs de aples e da Sicilia urna
proclamago, pela qual os convidava a manifes-
torem a sua vontade por meio do voto. Essa pro-
clamago, que bem so poderia chamar um mani-
fest comerava assim:
Neste momenlo solemne para a historia na-
cional, o para os destinos dos Italianos, a vos me
dirijo, povos da Italia meridional, vos que ten-
des era meu nome mudado a vossa situago, que
rae envasles as vossas deputares composlas de
homens escolh)dos de entro lodus as classes, de
cidados, magistrados, depulados aos conselhos
municipaes, afim de me pedirem o reslabeleci-
mento entre vos da ordem e da liberdade. e a
vossa unio ao meu reino.... E proseguindo de-
clarava que elle quera quo na Italia se man-
tivesse o respeilo religio calholica, e igual-
mente a liberdade do consciencia, e a resisten-
cia da liberdade deconscioncia, o a resistencia
da liberdade civil s tentativas de invaso pro-
venientes das faeges : que a sua dynaslia fra
aecusada de ambiciosa, mas quo sea ambigo li-
vera sido o seu movel, elle ter-se-hia contenta-
do com urna to bella acquisigo qual a da Lorn-
bardia : quo tendo-se-lhe enlo dirigido a im-
putacao de ter desembainhado a sua espada, e
feito coirer o sangue dos seus compatriotas nao
por amor da Italia, porm por amor de si pro-
prio, elle nao devera deixar inclume semelhan-
te impulaco, e sobre ludo devera desempenhar
a promessa feita no anno passado Italia na
sua proclamago de guerra : que nao enlrava
em suas vistas, e nem queria impr a sua vonta-
de aos povos da Italia meridional, cuja vontade
alias respeitava.
Finalmente conclua declarando que es-
perava cora toda a confianga o juizo da Europa
civilisada e da historia, porque linha a consci-
encia de bem prcencher os seus deveres como
rei, e como Italiano ; que a sua poltica nao se-
ria talvez intil para conciliar na Europa os pro-
gressos dos povos com a estabilidade das mo-
homens de om senso a urgencia do urna 50I11-
go pacifica, o governo de Francisco Jos nao
musir prcoecupar-se seno dos meios deeffee-
tuar.com successo urna nova campanha alm do
P o doMinrio, ou porque toma ser atacado, ou
porque conceba o pens.miento do por si mesmo
lomar a oflensia. Fez retirar de todas as forta-
lezas federies as sues guarnces allemes, que
concentra a loda a pressa 110 fyrul e na Venecia,
tendo-as substituido por outros regimentos na-
cionaes.
Conceolrou igualmente urna diviso completa
em Bogoforte ; fez oceupar definitivamente Bourg,
Grana junto da fronteira piemonteza. Conserva
tropas sobre o P, sobre o Mnelo, e sobre a der-
rota de Modena e de Bolonha. N'um conselho de
guerra reunido em Polo pelo almirante austraco
foi decidido que em cada porto da Istria estacio-
nasse urna canhoneira da marinha imperial. Em
summa lem-se decretado toda a sorte do medidas
que podessem ser motivadas por urna iavaso
dos voluntarios Italianos.
Victor Emmanuel corresponde essa altitude
ameagadora estendendo a3 suas forgas ao longo
do Mincio o do P, e com a mobillsaro da guar-
da nacional designada para o ttrico de guerra,
a qual recebera ordem de passar-se" para Alexan-
dria, Bolonha, Rimini, Csala e Pava.
As peripecias, por que tem passado a queslo
romana, comecam j por causar urna fadiga uni-
versal. Os raciocinios se succedem uns aos ou-
tros que c um nunca acabar. A independencia
do soberano se faz necessaria para manter a in-
dependencia do Pontfice. este ura dos maio-
res argumentos. Porm pergunlemos nos na
melhor f possivel : O Pupa por ventura inde-
pendenleelle quo nao pode viver seno sob a
proteceo de um exercito estrangeiro ? Dove-se
acaso fallar seriamente da sua independencia,
quando ello dependa dos Austracos para con-
servar as Romanhas, quando dependo ainda da
Franga para conservar o patrimonio de S, Pe-
dro ?
A independencia a forra ; fallar-se do poder
temporal como de urna cond.co de independen-
cia, n'um caso era que este representa a fraqurj-
a, o raesrao que fallar-se urna linguagem va-
sia de sentido, insufliciente para contentar o bora
senso do publico.
Assim, pois, emquanto o Papa goza ainda em
Roma dos restos dessa independencia, a Italia
prosegue na obra da sua unificago, e para com-
pletar ccoroar essa obra nacional procura fixar a
escolha de urna capital. O desenvolvimento
desse paiz, at aqu desmembrado, tem creado
tal respeitodifiuldadese rivalidades particu-
lares entre cidades pouco mais ou menos iguaes.
Se Turin pode allegar a importancia dos seus ser-
vicos, nessa obra de cmancipacao, Milito, Bolo-
nha, Florenca, Veneza, aples', pdem querer
que prevalegam tambem os seussoffrimentos, a
sua importancia polit'Ca, o seu prestigio histri-
co, a superioridade da sua populago. Um nurac
s tmporia silencio toda3 as recriminages. Ro-
ma tem sido ha miihes de seculos dominadora
do mundo por suas armas, pelo direito e pela
religio : ella a cabega da Italia, a sede, o
synoraino da forga e da magestade : e pois a
Italia inteira urna s voz pede Roma para sua
capital. Esse desejo um supremo aitentado
contra o poder temporal do Soberano Pontifico.
Nao obstante isto na cidade eterna, apenas
protegida pelas tropas francezas, se mostrem de
novo projectos bellicosos. Monsenhor Merode ap-
pellou anda para os defensores voluntarios da
Santa S. "Ao passo que o Nuncio pontifical dei-
xa Paris afim de ir para junto de seu Soberano,
dizem uns que em virlude de urna licenga, o ou-
tros que para nao voltar mais ; a cOrte papal, 5
A resistencia nao existe mesmo nessa imprensa
que n'oulro tempo ambiciouava o duplo carcter
de conservadora e liberal.
F. terminando diz ainda o conde de Falloux :
Cada un marcho para o fim da carreira que eseo-
Iheu l'.rnbriaguem-se os triumpha Joros da ac-
tualidade mergulhados as dilicias da iniquidade
victoriosa Na nossa dr, as nossas ruinas,
nada ihes invejamos: os nossos corseos con-
servar-se-hao mais fiis que nunca a Pa l\ na
magostade do suas desdilas ; nos seremos sem-
pre como hroe chnslo, cuja incornparavel do-
diraro no meio de lanas e lao vis despresos
consola a nossa f de calholicos, e a nossa honra
de francezes! Nos seremos sempre com essa
nobro mociJade que veio collocar-se ao redor
delle, e que vos persegus era vo com os vossos
abjoclos ullragcs : _a patria nao renegar a esses
valentes, assim como nao scro elles renegados
pela religio I
Nao a vos que compele o comprehonder o
carador universal do catholicisnio : nao a v.s
quo pretendemos mostrarquenada pode haver
do eslronho enlre dous homens, dos quaes um
se ajoelh.t, dizendo : Meu pae ; e o oulro esten-
de a nio para uheneoa-lo, respondeudo : Mou
filho I "
Tambem chegar a vez em aue tenhaes de
resignar-roa. Nisso consiste a grandeza moral 1
O conde de Maistre dizia a respeilo dessas glu-
riusas eraprezas, cujo nome vos irrita : Nonhu-
ma cruzada pode ser bem sucredida ; mas lodas
ellas reunidas o sero. Nos lambem dizo-
mos: Os homens honestos no curto esparo
que Ihes dado viver suecumbera muitas vezes:
mas no correr e no lim dos seculos e sempre a
honestidade que prevalece. Temos toda a con-
fianga nesla lei; e pois sabemos de aute-mo
que o vosso reinado lindar, quando comerar o
reinado da honesdede !
Em quanlo os Italianos do sul correm urna pa-
ra nella deporem os seus votos do annexagao, o
rei de aples, a duqueza de Parma, o duque do
Modena, o grao-duque de Florcnga, e o impera-
dor da Austria, fixam suas vistas supplicanles
para o lado de Varsovia. Esperam elles que all
se discutir um programma destinado a servir do
base s deliberares de um prximo congresso,
o que da aceitaro desse programma pela Franra
e pela Inglaterra depender a conservaro da
paz europea.
Nos, porm, eremos que as tres potencias do
Norte nao chegaro a enlender-se sobre a solu-
co das dlDculdades suscitadas desde os Apen-
ninos at o Balkaa, visla das divergencias
mui grandes, das rivalidades mui profundas, e
das desconliangas bem legitimas, que existem
entre essas potencias.
A Prussia parece hesitar; ella repugna a eom-
proraetter-se formalmente, a sacrificar o princi-
pio das nacionalidades, em que se funda a poli-
tica allemaa, s suas sympathias pelo direilo di-
vino ; repugna a erigir-se em carapeao da corlo
de Vienna, que alias nao tem deixado encarar
como o seu iniraigo mais irreconsiliavel.
A Austria do seu lado receia fazer muilas con-
ccsses Russia sobre o territorio da queslo
Oriental em Iroca dos seus bons offcios; e o
imperador Alexandre, paralysado pela Iranfor-
raago social do seu imperio, deve interrogar-so
a si mesmose ello nao teria mais a perder do
que a ganhar, collocaudo-se na direceo supre-
ma de urna conspirago tramada em Vienua con-
tra a liberdade da Italia. Assim, pois, ha razo
pra suppr-se que, nao sendo a confianga o
forte do que se vai passar era Vienna, a famosa
entrevista ser pouco a receiar-se pela liberdado
do continente europeu.
A' 19 deslo mez o Czar fez 1 sua entrada na
V


***-.-Ti-r-

"

DURIO DE PERNAMBUCO. SABBADO 17 DE NOVEMBRO DE 1860.
mitiga capital da Polonia; o principe Regento,
nhi chegou a 21; c neste mcsuio da Francisco
Jos deixou Vieona para se Ihes reunir. O Sr. de
Sclilcruitz retido ein Berln por urna indisposico
foi substituido por de Grauer assislido pelo Sr.
de Bismarch, a quem se altrtbue sentimontos
pouco sympalhicos para cora a poltica austraca.
No dia em que Francisco Jos deixou a sua ca-
pital, dirigindo-se a Varsovia, a Gaxe\a d Vi-
trina publicou o manifest pelo qual ello se de-
liberava dotar o imperio cotn urna ora consti-
tuirn, obrigetoria para lodoi os seus succosso-
res, o que formara d'ora avante parte integrante
das leis do paiz. Eslipulou que o poder legis.a-
tivo nao poderia ser exercido do futuro sera a
parlcipaco das dietas provinciaes, elevadas ao
numero de 100, que seria repartido entre as di-
versas provincias em relaro ao territorio, po-
pulacjio, e ao total das contribuices de cada
urna dellas.
O chanceller da Hungra far parle de ministe-
rio: os inleresscs dos outros paizes* sero repre-
sentados por um ministro le estado no conselho
do imperador, ser creada urna adminislraco
particular para a iostruejao publica: a jusl'ira
para todos os paizesque nao ferern Hngaros ser
representada no conselho dos ministros pelo pre-
sidente da corle de cassacao: os inleresscs eco-
nmicos o comracrciaes "desses mesmos paizes
lorio como representante o ministro de commer-
cio. As altribuicoes tiuaneciras do conselho de
imperio se rao consideravelroente augmentadas.
Os outros objectos de legislante perleneenlcs
competencia das diversas dietas provinciaes, o
que dercm lugar quesloes de interesse geral,
seda reservados aos conselheirosdu imperio (dos !
paizes nao Hngaros) os quaes se reuniro em
assembla particular para csse im. lnslruccoes i
bstanlo desenvolvidas concerncnles organisa-
CflO dos paizes nao Hngaros foramj dirigidas ^
ao minisiro de estado; tudas ellas baseadas so- ;
bre o principio da adminislracao desses paizes
por si mesmos: todas as classs, todos os inte-
resses sero representados as suas dietas, i):
minisiro devora submcllerao imperador em pou-!
co lempo planos de estatutos bascados sobre esses
principios, para que a convocacao de taes dietas
possa ter lugar o mais breve possivel.
Ouanlo Hungra, ter instluices conslilu-
cioiiaes. A linguagem Hngara reconhecida
como linguagem oflirial no expediente da juslica,
das autoridades polticas, c da adminislracao ; a
universidade de Pesth reslabelccida; a anolico
da ceira, c da isompeo de impostos nobreza,
conlirmada; o estabelecido o principio de repre-
sentaran de todas as classs do paiz na legislaco
e na adminislraco. A diela ser convocada "no
mais breve esparo de lempo possivel, e por essa
oceasilo ser promulgado o diploma de elevarlo
para ter lugar a coroaco do rei da Hungra, ele,
ele.
VoltarPTios de outra vez exposiro dessas
insliluires rom tanta libcralidade outhorgadas;
por hoje nos limitaremos a dizer que por nmi
singularmente escolhido o momento para fazer
lae3 eoncessoes acha-sc a opiniao publica alerta,
e prevenida a respeito dellas. E' na mesraa hora
em que deixa Vienna para ir fazer parlo de um
trio de soberanos absolutos queojovem impera-
dor outliorga a sua consttuiro liberal. Isto az
que geralmcnte se suppoha*, al oiesmo na Hun-
gra, que este fado um indicio da otencao de
so fazer a guerra Italia, e para csse Qm se pro-
cura de ante mo acalmar os nimos nos Estados
t.rio numerosos e lo desiguaes, quedependeui da
dynaslia dos Hapsburgos.
Anda nada transpira das conferencias de Var-
sovia, e neste inlerim os Italianos proseguem na
manifestacao dos seus desejos, e dos seus votos.
Vctor Eramanuel far a sua entrada era aples ]
no dia 23 deste mez, posterior ao designado para
a proclamaco do plebiscito as Duas Sicilias :
entretanto que a sua capital de Turim fui aban-
donada pelos representantes da Russia, da Prus-
sia, da llespanha e de Portugal, e a Venecia re-
cebe o general Benedeck como chefe das torcas
militares da Austria.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
No dia -J) do correte lera lugar a procisso
de CorpusChristi, a qual saliir da igreja do Es-
pirito-Santo pelas quatro horas da tarde.
Tem de percorrer as ras do Imperador, Cres-
po, Praga da independencia, Cabug, ra Nova a
entrar na Gamboa do Carmo, pateo do mesn,
principio da roa de Hurtas, Iravessa de S. Pedro,
lita da ra Direita, l.ivi-amcnlo, Queiraado e ira-
vessa do piteo do CoUegio a eutrar na igreja,
d'ondo sahio.
No decurso do transito da procisso vedada a
nssistencia de Iiomcns us varandas, segundo
prescreve a constiluicao diocesana.
Hoje d a sociedade recreialiva Bella-Ilar-
moiua oseu toirit,
(Juiita-feira conseguio o jury desla cidade
reunir numero sulficienle do juizes de acto, para
installago da quinta sessao.
No dia 13 do correle praticou o Or. Carolino
a operarn da cataracia pelo raelhodo do esmo-
inmento na pessoa da Sra. Margarida da Costa.
Rata senhora j coota sesscr.ta annos do dado,
acha-se hospedada em casa do Sr. Francisco
Jos Gonealves, na ra do Oueimado n. 15.
Ajudaram a operagoos Drs. Brancanli e Coti-
;;pc, e a ella assistiram diflerenlcs iudtviduos.
A operada aprsenla um eslado satisfactorio,
pie prometi um bello resultado, lendo asseve-
tado, depois da operago em ambos os olhos, que
vira perfcitamenle a claridade do dia, anda que
para isto se nao tizesse a menor experiencia.
A cruz do Patro, assim chamada por ser-
vir de baliza para a entrada do nosso ancoradou-
ro, achando-se prxima a desmoronar-se por ha-
rer a ruar carcomido grande parte da respectiva
base, foi ltimamente inspeccionada pelo Sr. ca-
pujo do poilo ; o qual nesse exarao verilicou,
iiie nao s aquello ponto ou marca essennial
baliza da entrada da barra, como que qualquer
demora nos reparos necessarios daria em resul-
tado o desabamento della.
importa, a vista do exposto, que se deem as
providencias convenientes pata a prevengo desse
inminente desraoronamento, que se deve acau-
telar pela dupla razo de ser de necessidade a '
permanencia dessa cruz para a nossa barra, e ser
um monumento mitigo.
Nestas ciicumstancias, sollicitamos do Exm. Sr. j
presidente da provincia a competente aulorisaco
para quo sejam effeciuados os precisos reparos,
contando que sollicita como S. Exc. nao deixa-
ri aluir-se e cahir afinal a cruz do Patro.
Houtcm, pelas (res horas da madrugada, fo-
ram descoberlos vestigios de incendio na botica
da ra do Cabug, pertencente ao Sr. Joaquim
Marlinho da Cruz Correia.
Procedcu o fogo, segundo suppoe-se. dealgum
r*sto de charuto atirado ao cisco; o qual ah
Picando dcsapercebido, ia produzindo o incendio,
que foi descoberio felizmente por um acaso.
Tocando anda a matriz fogo, em pouco deu
r signa! da cessacao delle, tendo apparecido ao
lugar o Sr. Dr. chefe de polica, coronel Lobo,
inajor Lonreiro, o Sr. ajudenle deordensdocom-
mandante das armas, urna (urca do 4.a balalho
de arlilharia, e mais algumas pessoas.
Lista dos baptisados e casamenlos, havidos
na matriz da Boa-Vista, do 1. a 15 do correnle :
l.ourenca, parda, com 2 mezes do aascida, (lina
legitima de Cassiano Muues da Silva e Mana
Pastora da Conceigo.
i. molino, branco, nascidoem 23 de maio de 1857,
filho legitimo de Joao Francisco de Amorim
Lima, e Senhoriuha Umbelina de Amorim Li-
ma.
\delaide, branca, nascida no 1." de maio do cor-
rente anno, filha legitima dos mesmos.
Alexandre, branco, nascido era 6 de dezombro do
anno passado, filho legitimo do alferes Joaquim
Jos Luiz de Souza e Olympia Pcreira de Cas-
tro e Souza.
losepha, parda, com 2 anoos de nascida, filha
natural de Bernarda Mara.
Josephina. branca, nascida em 5 de julho do cor-
rente anno tilha legitima do Dr. Beujjtraim
Pinto Nogueira e Josephina de Aguiar Piulo
Nogueire.
Miguel, pardo, uascidu em 9 de seterabro deste
e Thereza Marn de Jess.
>. nionio, pardo, com 3 mezes de nascido. 61bo na-
tural de Jos de Almeida Ferreira e loanna
Francisca de Barros.
F.utropio, branco, nascido em 27 de maio deste
anno, lho legitimo de Bicardo Pereira de Pa-
ria e Maria Albertina Guerra de Faria.
Ludgero, crioulo, com 8 mezes de nascido, fllho
natural de Domingas Maria do Rozario.
Constantino, branco, nascido em 22 de outubro
, o anno passado, lilho legitimo do Nicolao
Bruno e Angela Bruno.
Emilia, parda, nascida em 14 de julho deste anno,
filha legitima de Sergio Bupiniano Corgonio e
Felicidade Perpetua Uorgonio
Manoel, branco, nascido em 28 de setembro do
1814, filho legitimo de Thomaz Antonio Maciel
da Costa e Candida Florinda do Sena.
Manoel, crioulo, com 2 mezes do nascido, Qlho
natural, escravo.
Elvira, branca, nascida em 10 de julho deste an-
no, tilha legitima de Joaquim Martina Moreira
e Amelia Augusta Marlins.
(3)
Communicados.
O Liberal com quem nos entendemos lionlem
tornou-se hoje echo de urna oulta falsidade im-
pudenle e insulsa.
' completamente inexacta a noticia que teta-
se vulgdrisado, de que o Sr. lenente-coronel Gui-
maraes e o nono batalhao que elle dignamente
comraanda, esto romovidos para o Maranhao.
Nada consta ollicialmenle, segundo nos infor-
mara a esse respailo.
Cecina pardo =2^nos"de nascido, fllho ,e- ^SUTSE ^^Z^T^^
Jumo d. Joao Francisco da Silva e Maria Elias ^"00 ^^E^^^SZ^^it
Laurentno, pardo, com 8 mezes do nascido, fllho
natural de Antonia escrava.
Fredovinda, branca, nascida em 19 de outubro do
ca, parece-nos que elle ligaria lo pouca irapor
tancia aos artigos sob o titulo = ovos horisun-
tes polilicos do Brasil = que se d como causa
dessa remofo, que por motivo algum ppdiam
correnle anno, tilha legitima do alferes Manoel cs nSp,rar-lhe a vinganca ngloria"e impropria
uan iho-li. .. pinir .uia,,.......,.. _^m. a&.?_lL.<.
Joaquim de Oliveira Curchatuz e
dora de Vasconcellos Curchatuz.
Manoel, branco, nascido em 28 de maio deste an-
no, filho nalural de Izidoro Pcreira e Mello
do O".
Maria, parda, com 7 mezes de nascida, filha na-
tural de Roza Maria.
Mariana, parda, com 3 mezes de nascida, filha
natural de Laurinda Mara da Conceico.
Maria, parda, nascida em 27 de agosto de 1855,
filha legitima de Joo Gomes da Annuucaco e
Maria Francisca dis Chagas.
Casamenlos.
Dr. Cypriano Fonelon Guedes Alcoforado, cora
Thereza deSiqueira Cavalcanti
| de seu carcter, de tomar urna medida lo injusta
como desnecessaria.
O Liberal est
me..........
Recite. 1C de novembro de 18G0.
em seu systoma. Se costu-
Correspondencias.
Srs. redaclore. Lendo era seu Diario do
hoje urna lirada do Sr. Brando acerca dos ne-
gocios de Tacaral, na qual faz allusoes pes-
soas, que na sua opiniio Irahiram a boa do
Rnyraundo Bernardo Laverre, com Clemenlina de; Ex,n- ?r- Presidente (como se S.'Exe. fosso de
Caralho. uma_in/ejo tal, que se deixasse levar de sug-
Passageiros do vapor Paran, sahido para Spstes pueris I); e podendo acontecer que das
os porlos do noite :Antonio de Souza Bayma, e Plra do Sr. nranlo se dedusara illacoes des-
1 escravo, Bernardo Jos Leito, e I criado, An-J ti'V0raV0ls individuos, que possam ser eslra-
tonio dos Sanios Villaca, A. de Oliveira Cardozo' nhos aos supposlos manejos, de que all se falla,
Gomes, sua senhora, o" 1 criado, Jos Patricio de ""'ge-se da franqueza do Sr. Brando que seja
Amorim Lima, A. da Silva Santos, Daro Gomes mals explcito, alim de que se lhc possa provar
da Silveira, Jos llonrique Cordeiro Castro Jnior,! 1ue as providencias tomadas para Tacaral foram
Fabio Pereira de Pana, Exequiel Franco de S e: conselhadas pela mais reflectida prudencia do
1 criado, Augusto Carlos Amorim Garcia, e 1 cria-
do, Dr. Francisco Marques de Carvalho, Mores
Cliamelius, liento Annibal Alboqucrque P>arros,
e 1 escravo, Guropa Gustavo iVilhclm, Camillo
Darlo E. de Miranda, Theodoro Marques Ramos,
governo, e nao com as vistas de hostilisar n6m ao
Sr. Brando, nem ao seu patrono eleiloral: nada
pois de equvocos, nem de ambguidades. Ha
quem esteja promplo a discutir francamente os
negocios de Tacaral; e pode bem ser quo o pu-
A UDlle clara com aignns nevueiros, vento KNE
fresco al 1/2 nolte o depois regular, rondando
para o terral ao amanheccr.
OSCILLACAO DA BAR.
Preamar a 7 h da tarde, altura 6.5 p.
Baixaraar 48' da manha, altura 0.8 p.
Observatorio do arsenal de marinha 1C de no-
vembro de 1860 romano stepple;
Io lenle.
Edita es.
TIIEATRO DE S. ISABEL.
fOIIIMMIll IVBItt DE C. HlItlNAMiEll
Sabbado 17 de novembro
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimeolo da resnlueo da junta
da fazenda, manda fazer publico, "que no dia
22 do correnle, perante a mesma junta se ha
de arrematar o quem por menos lizer, o cosleio
da illuminago publica da cidade de Goiaona,
avahado diariamente cada lampeo em 220 rs.
A arreraatacao ser (cita por lempo de um an-
no a contar do 1.' de dezombro do correnle
anno.
As pessoas que se propozerem a esta arreraa-
tacao coraparecam nesta ihosouraria, onde acha-
rao as condicoes cora que deve ser ellecluada a
arreraatacao.
E para conslar se nianaou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de- Per-
nambuco, 8 de novembro do 18C0O secre-
tario,
Antonio Ferreira da Aununciaro.
Primeira represenlac,ao da opera emiresalcos de Bellni
Principiar s 8 horas era poni.
N. B. Oshillieies vendidos nos dias 7 e 10 Declarares.
Nazario Affonso Gomes, Sevetiano Lucio de Fa-i !lcee ? governo ganhera granderaeulo com essa
ra, Jos da Silva Nuncs, Fortnalo Flix Pituin-
ba, Manoel Fu-mino da Silva, Dr. Americo C.
Carneiro da Cos i, c 1 criado, capilao Joo Manoel
Florindo, Manoel Soares, Manoel do Mesqu.'.a
Cardozo, soldado Reginaldo Ferreira, Anlouio F.
Ramos, Cei Heriz, 2 presos e 1 pracas de po-
lica.
Passageiros do liiate brasileirn lleberibe,
vindo do Ass:Generosa Roza do Parazu e
Luiz l'elippe de Souza.
Foram recolhidos casa de delencao no dia
15 do corrciile, 6 homens e. 2 inulhercs, sendo :
livios 7, escravos 1 ; a ordem do Dr. chefe de
discusso. Esperemos pelo Sr. Brando.
Pnblicacoes a pedido
H0RXAL!4B1 DO DIA t6 :
Sebastio, branco, G mezes, eolito.
Ildefonso, branco, > mezes, vermes.
Manoel, branco, 18 mezes, asphixia.
Francisca Maria dos ilois, prea, solteira, 32
anuos, iudigcslo.
Norbcrio, pardo, C mezes, escravo, pneumona.
Antonio Joaquim llaymundo Ramos, parJo.
solleirn, 20 annos, bexigas.
Matadouro pcblico :
Mataram-se no tfia t do crrente para o con-
sumo desla cidado 6 rezes.
No dia 16 do u ,snw. 87 ditos.
CHROMICA JlliLUrtlA.
JURY DO RECiFc.
5a SESSAO.
ntv 16 ni: ROfEXBno i.r l86f).
Presidencia do Sr. Dr. juiz de dircito da pi imei- !" balalho de reserva, major do 1
Um vol tle agiatlcciniento.
Uj.olem, das 10 para as II hera3 apparereu
incendiado o eslabeleciraenlo de fundico, que
teom os obaixo assignados na freguezia do Reci-
te, em frente do caes de Apollo.
i Avista da grande torca con qie esst- ncondio
polica 1, a ordem do subdelegado do Recite 1, do *tf" v'!i,'p|1 s a PV^o em que est o prsuio
de Santo Antonio do de S Jos I, do da Boa- i ^"L? ,8' ?onslderava-sc como ** "" i M dVl860
ViS|U 3. C-aao do total ruma ; mas a promptido com que U0Nl-alU10 "f^,,, /
! se accodio ao logar, as stias o diligentes
providencias que se eir pregaram para extinguir
o foso, ludo concorreu para quo o incendio se
limitasse a urna pequea pane do edificio.
s abaixo assignados, lendo presenciado todas
essas providencias, e os bons desejos e esfort-os
que moslrarara os assistentes concorrendo para
salvar o predio c dest'arte minorar o prejuizo
dos abaixo assignados, nao pedem deixar de pa
leulear pelas folhas publicas os seus sinceros
agradecimeulos ao muilo digoo e Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, aos Exms. Srs. brigauei-
ro coramaudanie superior da guarda nacioual e
clieie de dviso commandaule da estacao na-
val, coronel comoaiidaiilo das amias, aos
I Illras. Sis. Dr. chefo de polica, delegado e sub-
delegado, director do arsenal de guerra, inspec-
toj do de marinha, seu ajudanie e o da capi-
tana do pono, com'aandanlo do corpo de po-
lica, inspector d'aliandega e varios empregados
della, officiaes da guarda nacional inclusive o
Sr. coronel Lobo, seu irmo, o commandante do
de reserva, major do Io d'artilharia,
ra vara criminal ttcenardo Machado da Coila major llernardo Luiz Cesar l.ourciro, e muitos
Doria. Srs. officiaes da marinha c do exercilo, capiiaes
Promotor publico, o Sr. Ur. F. I.eopoldno de do navios mercante?, inspectores de quarleiroes,
Gusmo Lobo. associaco dos oaritimos; e fiualnienle ao pres-
Escrivo, o Sr. Antonio Joaquim Pereira de : laule povo pernambucano, inclusive o csquadro
livei-a. do cavallaria e a companhia de artfices, que em
A's 11 horas da manha, o escrivo procede numero de mais de 2,000 pessoas nao cessaram
chamada e verifica estarem presentes os se- de Dreslar os seus trabalhos eraquauto nao vio
extinelo o incendio.
Dignera-se todos do aceitar os eternos agrade-
ciraenlos que Ibes patenleara de coraco
Mesquila \ Dulra.
Francisco nlonio Correa Cardoso.
Recite t de novembro de ls60.
Conselho iidiuliilstrallvo.
0 conselho administrativo, para fornecimenlo
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes:
Para o 10. balalho do infamarla.
438 1/2 covados de panno verde.
50 varas de aniagciii.
loU mantas de la.
Para o laboratorio.
8 resmas de papel catto.
Para a secretaria do commando superior di guar-
da nacional d.i Garanhuns.
1 caderno de papel mala borro.
Meia libra de gomraa arbica em p.
2 garrafas com tinta preta.
6 lapis finos.
.'I caivetes de aparar pennas.
2 libras de arcia preta.
Para o arsenal de guerra.
50 garrafas de linla prela para escrever.
(Juem quizer veiider taes objectos, aprsenle
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 19 do
correule mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
fornecimenlo do arsenal do guerra, 12 de
CASSINO POPULAR
NO
MAGESTOSOi IA
1)0
guintes senhores jurados :
Entra em julgamenlo o processo em que reo
Leandro Aprigio da Piirilicaeo, escravo que foi
de Bernardo Damio Franco, aecusado como o
autor da morle perpetrada no prelo Jacintho, es-
crio de Joo Pedro de Jess da Malta, em 13 de
outubro de 1851 na Passagem da Magdalena. O
to fra pronunciado no arl 19:1 do cdigo cri-
niinal, venllcando-se do processo evidentes fal-
sificacoescommeltidas pelo escrivo dojuizo Joo
Mauricio de Lima, pelos quaes foi mandado res-
ponsabilisar perante a Io vara de dreilo por sen-
tonca do Dr. Manoel Filippe da Fonseca, ex-juiz
municipal da Ia vara.
Procedendo-se ao sorleio do conselho de sen-
tenca, sao designados os seguintes cidados, mi-
tre outros que foram recusados pelo orgo do mi-
nislerio publico e pelo orgo da defoza :
Antonio Pinto de Azevedo.
Francisco Antonio da Rosa.
Amaro Soares Mariz.
Jovino Epiphanio da Cunha.
Jos Antonio Moreira Dias.
Jos Ferreira da Pcnha.
Esterio Jorge Baplisla.
/.epherino de Lima Cavalcauti.
Manuel Lopes llodrigucs Guiraares.
Joo Eduardo Pereira Borges.
Flix Joaquim Domingues.
Jos Paulino da Silva.
Deferido ao conselho de senlenca o juramento
dos Santos Evangelhos, procedeu o juiz de direi-
to, presideute do tribunal, ao interrogatorio do
reo, negando esle o facto e allegando que por ve-
zes viera ao Recita seui que nunca fosso preso.
Allegou maiso reo que, havendo sofrido de a-
lienaeo mental em varios periodos, nao pode
COHHERGIO.
Alfande^a,
RenJiraento do dia 1 a 15, .
dem do dia 16......
191.0903553
8:249S5S
199:940*411
lovimento la nlfuutlega.
Volumes entrados com fazendas..
com gneros.. 13i
Volumes

sabidos com fazendas..
com gneros..
------13
80
174
------25
Descarregam hoje 17 de novembro.
Patacho americanoloseph Parkgelo.
Patacho porMguezS. Jorgecarvo.
Brigue porluguezEsperancadiversos gneros
Barca porluguezaFlor de" S. Simo diversos
gneros.
Barca iraucezaRaoulcemento.
Brigue brasileiroD-imaodiversos gneros.
Hiato nacionalExhalacogneros do paiz.
Escuna dinamarquezaOttofariuha do trigo.
Barca inglezaSex WaveIrilhos de ferro.
Patacho
hollandez Adriano Johanes merca-
dorias,
recordarse do lugar em que 'eslava, ao lempo em i Rccebetloria de rendas in ternas
que se diz commettido o delicio. geraes de Pernambuco
Ltdo integralmente o processo. foi deGrida a Kendmenio do dia 1 a 15. 15724J0I1
palavrnaoaccusadorpubl.co.quo. depois doler; dem do dia 16. 89M7n
o libello-crime eos arligos de lein'elle referidos,; ..... ojos.ou
deduzio a materia da accuaco, concluindo poi )
pedir a condemnaco do reo pena de gales per-
petuas, grao maxiinodo arl. 193 do cdigo crimi-
nal, sendo aggravado o crime pelas circumstan- I
1G:6l9j>771
nrevtet no arl. 16, 4.6 do mesmo co- ^"dia lo".
Consulado provincial.
Randimento do dia 1 a 15. .
":6I7787
311820
7:929c?507
Movimento do porto.
Sendo dada a palavra ao defensor nomeadooi/-
hoc, o bacharel Augusto Elysio de Castro Fonseca
allegou o orgo da defeza quo a innocencia do
reo revelou-se claramente na ingenuidade de suas
respostas ao interrogatorio, provando-so pelos
depoimentos indecisos das lesteraunhas, as quaes
nao sabem informar qnera foi o autor da raorto. Navios entrados no dia 16.
Concluio o orgao da defeza, pedindo a absolv- i Ass10 dias, hiate nacional Camaraqibe. de 31
gao do reo.
Seguiram-se a replica e a treplica.
Resumida com lucidez i materia da discusso o
por
r. juiz de direito propoz ao jury de seuteuca os
seguintes qoesitos;
1. O reo Leandro Aprigio da PurificaQo, no
dia 14 de outubro de 1851, pelas 3 horas de lar-
de, e na Passagem da Magdalena, malou com urna
punhalada ao proto Jacintho, escravo de Joo
Pedro de Jess da Malta?
2." O reo comraetleu o crime irapellido
motivo frivolo?
3. O reo comraetleu o crime estando superior
em armas, de maneira que o ollendido nao podia
dofender-se com probabilidade de repellr a of-
fensa ?
4. Existem circumstancias attenuantes favor
do reo ?
Recolhendo-se o conselho salla das confe-
rencias, voltou depois a meia hora, responden-
do ao
1" quesilo : Sim ; por 8 votos.
2o Nao; por unanimidade do votos.
3o Nao ; por 10 votos
4o Nao ; por unanimidade de votos.
Em vista de cuja decisao o Dr. juiz de direito
lavrou a senteoca que publicou ao tribunal, con-',
demoudo o reo sofrer a pena de 12 annos de
priso com trabalho e pagar as cusas do pro-
cesso, como incurso no grao medio do ait. 19. do
cdigo criminal.
O advogado do reo appella da senlenca
relacao do dislricto.
Sendo a hora adiantada (5 horas,] o Dr. juiz
de direito, odiou a sesso, para dia 17 do cor-
rete emque ser julgado o ro_ Antonio Ribeiro
de Lima,pronunciado no art. 205 do cdigo cri-1
minal, em 20 de Janeiro do correnle anno.
toneladas, capilo Bernardino Jos Bandeira,
equipagera 5, carga sal ; a P. B. de Cerqueira.
Terra Nova33 dias, brigue inglez Walter Baine,
de 257 toneladas, capilo Charles Richardson,
equipagera 13, carga 3,200 barricas com baca-
lho ; a Johnston Patero: C. J
Navio sahido no mesmo dia.
Portosdo norteVapor nacional Paran, cora-
mandante capilao lonenle Jos Leopoldo de
Noronha Torrezo.
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liento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Santa Casa da Misericordia do
Recite.
A junta administrativa da irmandade da Santa
Casa da Misericordia do Recite, manda fazer pu-
blico que no dia -21 do correte, pelas \ horas da
larde, na sala de suas sessoes, rao a praca as
rendas das casas abaixo declaradas, pelo lempo
que decorrer do dia da arreraatacao al :i0 de
junho de 1803.
Bairro do liedle.
Ra do Pilar n. 74.
Bairro de Santo Antonio.
Ra Nova n. 55.
Dita do Padre l'loriano n. 45.
Dita dos I'agundes n. 32.
Dita de Santa Thereza n. 4.
Dita da Boda n. 3.
s prelendentes devero comparecer ocompa-
nhados de seus fiadores, ou munidos do cartas
dcstes, sem o que nao podero laucar.
Secretaria da Santa Casa di Misericordia do Re-
cite, 12 de novembro de 1860.
O escrivo,
Francisco Antonio Cavalcauti Coussero.
Tribuaul do coimuercio
Pela secretaria do tribunal do couimerco da
provincia de Pernambuco se laz publico que nes-
ta data fica registrado o papel do distralo de so-
ciedade, celebrado em 6 do correnle por Fran-
cisco Antonio do Reg Mello e Jacintho Jos de
Mello, estabelecidns nesta cidade rom armazcm
do assucar, sob a firma de Mello & Irmo ; Pi-
cando obrigados pelo activo e passivo ',os socios
Jacintho Jos de Mello e Jos Francisco do Reg
Medeiros e Mello, e desonerado de loda responsa-
bilidado o socio Francisco Antonio do Reg Me[lo
Secretaria do t-ibunal do cornmercio de Per-
nambuco 16 de novembro de 18C0.
Julio Guiraaresllcial-raaior.
1,'' sec?o.Secretaria da polica de Pernambu-
co, 15 de novembro de 1S6.
O Ililra. Sr. r. chele do polica, manda fazer
publico ooflicioque abaixo vai transcripto, alim
de que chegue o seu objecto ao conhecimenlo
de quera possa interessar :
Ofjido.
Secretaria da polica de Piauhy, em 3 de ou-
tubro de 1860.Illm. Sr.Achando-se preso na
cadeia de Oeiras d'esla provincia, segundo com-
muuicou o respectivo delegado de polica, dosde
agosto ultimo, um escravo que diz chamar-se
Joao, andar fgido e perleiicer a Joo Amonio
Rorigues dessa provincia, assim o comraunico
a V. S. para que se digne fazer constar ao se-
nhor do dito escravo, alim de que o mande soli-
citar mediante documentos comprobatorios de
seu dominio.
Dos guarde a V. S.Illm. Sr. Dr. chefe do
polica da provincia de Pernambuco. O dele-
gado de polica encarregado do expediente, Um-
beliuo Moreira de Oliveira Lima.
ollicial servindo de secretario,
Jos Xavier Faustino Ramos.
Pelo juizo dos fcitos da fazenda desta pro-
provincia se ha do arrematar em hasta publica a
quem mais dr os beos seguintes :
A renda animal da casa trra no Poco da Panella
n. 75, avaliada era 72j rs.
A renda annual da casa terrea no mesmo lugar
n. 76, avaliada em 18$ rs.
A renda annual da casa terrea no mesmo lugar
n. 77, avaliada em 48$ rs.
A renda annual da casa na Casa Forte n. em
mo estado, avallada em 36$ rs.
A renda annual da casa terrea no mesmo lugar
n. 5, em mo eslado, avaliada em 36$ rs.
Cujas reodas foram penhoradas por oxecugo
da fazenda provincial contra a viuva de Miguel
Francisco Gomes.
A renda annual da casa terrea na ra dos Passos
n. 39, freguezia dos Afogados com um peque-
no sitio, e commodos para pequea familia e
era mo eslado, avaliada om 72$ rs.
Cuja renda foi penhorada por execuco da fa-
zenda provincial contra os herdeiros de Joo
Baptista de Sousa Lemos.
A casa terrea na ra do Bom-goslo n. 19, rc-
guezi_a dos Afogados, lendo 18 ptlraos de fren-
te e 50 de fundos, pequeo uuintai em aberto,
e em chaos foreiros, avaliada em KiOfOOO por
venda.
Outra casa na mesraa ra n. 21, na mesma fre-
guoza, lendo 18 palmos de frente e 50 de
fundos, quintal era aberto e chaos foreiros,
avaliada em 50$000 por venda.
Cujas casas foram penhoradas por execuco
da fazenda provincial contra os hererdeiros de
Joaquim Caetano da Luz
A casa terrea no lugar denominado Saol'Anaa
n. 32, tendo 26 palmos de freule e 51 do fun-
dos, contendo duas salas, dous quarlos, cosi-
nha na sala de detraz, quintal em aberto e um
lelheiroe em mo eslado, avaliada em 350g000
por venda.
Outra casa terrea no mesmo lugar, n. 33, lendo
32 palmos de fredte e 51 de fundos, contendo
duas salas, dous quartos, coaiuha fra e quin-
tal, toda detriorada, avaliada em 3SM0OU por
venda.
Cujas casas foram penhoradas por execuco da
azenda provincial contra os herdeiros do padre'
i'anoel Themoteo. |
1 casa terrea na ra do Noguera n. 14. fregue-
zia de S. Jos a qual tem dous auarlos, duas
salas, cosinha e quintal e todaella airuioadu,
avaliada em 4OOJ000 por venda.
Cuja casa foi penhorada por execuco da fa-
zenda provincial contra os herdeiros de Maria
Thereza de Jess.
Os prelendentes comparegam s 10 horas da
manha do dia 22 do corrsnte mez de novembro
oa sala, das audiencias.
Palacete da ra da Praia.
Sabbado, 17 de novembro.
A sociolade Cassino tem a honra de annunciar
ao respeilavel publico, quo ncsle dia haver um
sumptuoso baile.
Os cartes que foram distribuidos sro rece-
bidos os seus importes na entrada.
Entrada para damas gratis, para cavalheiros
28000.
Principiar s 8 horas da noile.
Avisos martimos.
Cear
Palhabolo Santa Cruz>-, para carga e passagei-
ros trata-se com Caelano C. da C. M. t Irmo,;
ao lado do Corpo Sanio o, 23.
Para oCear
O veleiro o bem conhecido cter nocional l'.m-
na segu para o Cear cora a carga que liver a
j bordo no dia 23 do correnle mez impreterivel-
mente : paro carga o passageiros, trala-se rom
Augusto Jos Ferreira & C, ra du Cabug n. 7-
Para o Aracaly
seguir brevemente o hiale Exhnlaco : para
o restante da carga e passageiros, trata-se cora
Gurgel Irmos, ra da Cadeia do Recife n. 28,
primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro.
Pretende seguir nesles oilo das o veleiro e
bem conhecido patacho Bebcrbe>>, tem a seu
bordo melado do seu carregamenlo : para o res-
to que lhc falla, trata-so com os seus consigna-
tarios Azevedo & Mendos, no seu oscriplorio ra
da Cruz n. 1,
&
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
MIQRI8 iTltML
utte
ir
Espera-se dos portes do u ot o da 17 do
crreme o vapor Oyopock, commandante o ca-
pilo lente Santa Barbara, o qual depois da
demora do cosiurae seguir para os porlos do
sul.
Recebem-se desde j passageiros c engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no diadesua chegada .-agen-
cia ra da Cruz D. 1, escriptonode Azevedo &
Mendes.
Porto por Lisboa.
Vai sabir para o Porlo com escala por Lisboa
at o dia 25 do conente mez o brigue porluguez
Promptido II. forrado e encavilhado de cobre,
de PRIMEIRA MARCHA E CI.ASSE, por j ter
parte do seu carregamenlo; para o resto o passa-
geiros, para osauaes tem excellentes commodos,
(rata-se com Elias Jos dos Santos Andrade & C.,
ra da Madre de Dos n. 32, ou cora o capilo.
Maranliao e Para,
Segu com brevidade o bem conhecido hiate
Lindo Paquete, capilo Jacintho .Nones da Costa
por ter parte de seu carregamenlo promplo ; para
o resto e passageiros, trata-se com os consigna-
tarios Almeida Gomes, Alvos & C, no seu os-
criplorio. ra da Ctuzn. 27.
Rio de Janeiro.
O bem conhecido brigue nacional Hamo>,
de primeira marcha, pretende seguir com mili-
ta brevidade, tem parle de seu carregamenlo
prompo : pan. o resto quo lhe falta, trata-se
com os seus consgnatenos Azevedo i Mendes,
uo seu cscrptorio ra da Cruz n. 1.
Leiloes.
Leilo
C0MPAMII.4 rONBGANA
DB
Navegacaocosteiraavapor
O vapor Persiiiuiigo, commandante Lobato,
segu viagem paraos portosdo sul de sua esca-
la no dia 20 do correnle. as 6 horas da tarde
Recebe carga para Macei at o dia 19 ao meio
dia.
O expediente na gerencia ser at 3 horas e
depois de fechado nada mais se admilttr : es-
criptorio no Forte do Mallos n. 1.
Para
Riode Janeiro,
O hiale Piedade recebe carga frele, e passa-
geiros : a tratar com Caetano C. da C. II, i Ir-
mo, ao lado do Corpo Sauto n. 23.
Acarac por Hundan.
O hiate Sobralense, para carga e passageiros
trata-se cora Caetano C. da C. M. & Irmo, ao
lado Corpo Santo n- 23.
O briguo portuguez Constante vai sahir
para Lisboa com a maior presteza per j ter par-
te 'la carga : quem no mesmo quizer carregar,
(rato coiu o consignatario Thomaz de Aquino
Fooscca, ou com o capilo o Sr. Carlos Augusto
dos Reis, na praca, ou na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar.
PARA O ARACATY E ASSU'
sae o hiale Sergipano: para carga, trata-se com
Martius & Irmo.
Baha.
A escuna nacional Carlota, segu em poucoi
dias para a Bahia, tem parte de sua carga en-
gajada ; para o resto trata-se com o seu consig-
natario Francisco L. O. Azevedo, na ra da Ma-
dre de Deus n. 12.
Segunda-feira 11) do corren I <\
Evaristo aulorisado por despacho do Exm. sr.
'. Dr. juiz especial do coramercio a requerimento
dos crednres, far leiliio da taberna da ra Di-
reila n. 93, pertencento .1 Antonio da Costa, no
mesmo dia cima as 10 horas ora poni.
LEILAO
di:
Um escravo.
Sabbado 17 do correte.
Antunes autorisado peloSr. Dr. juiz de ausen-
tes a requerimento do lest.imeoleiro de feman-
do Subielin, far leilao no ia cima designad
em seu armazem roa do Imperador n. 73, do es-
cravo Feliciano. Principiar as 11 horas.
Avisos diversos.
Ama.
Precisa-se de urna escrava para cozinhar, com-
prar e engoramar para duas pessoas : a tratar na
ra larga do Rosario n. 36, primeiro andar.
SOMETE.
Hotel Trovador.
Ra Larga do Rosario numero 44.
O dono desie eslabeleciraenlo, nao poupand
exforgos para bem servir aos seus freguezes, lem
determinado fazer sorvete todos os dias, prepa-
rados com todo o aceio e por menos prego do
que em outra qualquer parte. Ser ocioso di/er
aos meus freguezes que a qualquer hora do dia
se enconlram bons lanches, e furnece comida
para fra.
Attencao.
I'rccisa-se alugar urna escrava para o servieo
de urna casa de pouca familia, d-se de vestir*e
paga-so bem o aluguel : na ra Nova n. 4\, ter-r
cero andar.
no
os
Pilar e Macei
iradinha recel
st atracada a ai
Lisboa.
muita brpvidad
Barca Gralido
A barcag-s 'Doiiradinha" recebe carga para os
portos cima : est atracada & escadinha.
Vai subir com muita brpvidade a bem enalte-
cida
para carga e passageiros, trata-se com os con-
signatarios Carvalho, Nogueira & C, oa ra do
Vigario n. 9, primeiro andar, ou com o capito!
Borges Pestaa, j
Fugio do engenho Jardim, em Jaboato,
dia 12 do correnle, o escravo Florencio, com
signaes seguintes: crioulo, desembarazado, fula,
de estatura mediana, espadoas largas,* cheio do
corpo, com falta de denles na frente da bocea,
macas salientes o rosto descarnado, representa
ler de 38 a 40 annos ; desconla-se que levou
caminho do centro, indo talvezem companhia di-
urna preta tambem fgida : quem o apprehender
leve-o ao referido engenho, ou ra Direita
desta cidade n. 120, segundo andar, quesera re-
compensado.
Trocam-so diversas imagens com um ora-
torio a saber : 2 imagens do Senhor, 1 menino
Dos, Senhora Sant'Anna, Santo Antonio, N. S.
da Conceico : no becco da Bomba n. 11.
Desa'ppareccu as 6 horas da larde do 15 do
correnle do pateo do Livraraento, urna crioulinha
de nome Esperauca, com 6 anuos de idade, bem
preta, cora o umbgo um pouco crescido, levan-
do um vestido de chita escuro, e sapato dn cou-
ro preto ; suppo-se ter sahido de casa e pordi-
do-se : roga-se a pessoa que a liver achado o fa-
vor de a entregar noqnartel das Cinco Ponas au
quartel-meslre do 2. batalhao de infanlaria, que
gratificar, se isso oxigirem ; e protesla-se con-
tra qualquer pessoa que por dolo a lenha oc-
cullado.
Urna pessoa que st relirou para fra da pro-
vincia manda vender os seguintes movis de
amarello : 12 cadeiras, 1 mesa redonda, 1 mar-
queza, 2 cousolos, 1 piano de Jacaranda, tudo
em bom estado: a iraiar na ra Imperial n. 45.
A pessoa quo annunciou precisar de 200$
a juros por tempo de 2 annos, dando por segu-
ranza um predio, dirija-se a ra Direita, sobrado
n. 127, primeiro andar, para tratar.
Nos abaixo assignados, amigavelmente dis-
solvemos a sociedade que linhamos na tabern.
sita na estrada de Santo Amaro, em 8 de novem-
bro corrate, qual yrava cora a lirma de Me-
deiros & Soare.-, h> u o o Sr. Manoel Soares de
loura com a uit>.i,.i en pregado da liquidaco,
ambos respensavei ip5o da mesma fi
roa. Recife 16 de now-,, ue 1860Antonio
do Reg Medeiro*.Manoel Soares de Moura.
Pela subdelegada do Cralo da S de Ola
Ja se iaz publico, que no dia 27 de outubre p. p
foiapprehendido 00 lugar da Barreira da mesma
cidade um cav.ilo foveiro, o ,uai sa sena depo-
sitado pela mesma subdelegada ; quem (or sen
dono, sonipare;., uo termo legal, com as provas
uecessarias para lhe ser entregue.


(*)

DIARIO DE PRrURMUCO. SaBBADO i 7 DE NOVEMBRO DE 1660.
/
Programma
DA
Fes(a de Nossa Senhora do
Livrameiilo.
A festa de Nossa Senhora do Li/raiuenlo lera
lugar amauhaa 18 do correnlo, pela mancra se-
guinle :
Hoje, ao meio-dia, ser annunciada a festa por
diversas gyraodolas da logeles quesubitao ao
ar, acompanhados dos signaes pelos sinos na for-
ma do costume, e nesta mesma occasiao achar-
se-ha urna banda de msica, a qual tocar diver-
sas peras ; s 3 horas da larde novas gyrahdls
tender* o r. acompanhadas de repiques ; s 6
horas soro foi los os mesmos signaes, depois ter
principio o acto da vspero; na madrugada do
(lia domingo haver urna salva real, acompanha-
da Jo diversas gyraadolas de fogo, tendo lugar
depois destes signaos urna missa celebrada uelo
ROSflO reverendo capellao. A's 10 horas do dia
ter principio a esla, sendo pregador da mesma
o ltvm. padre-ruestre pregador da capella impe-
rial Fr. Joaquim do Espirito Santo,muilo reconhe-
cido pula sua alta intelligencia e dcsenvolvimen-
lo ; a msica da Testa ser Urna das melhores
pecas ; larde haver urna procisso a qual per-
rorrer lodo o adro da groja ; e noite haver
Te-Doum, sendo o pregador nessa occasiao o Rvd.
Fr. Augusto ; findo o que haver um bello e va-
riado fogo artificial.
Scipnlifio a lodos os irraos, que se achnrem
promptos cem os aeut habito* compareceris
Jmje larde ao ponto das 4 horas na mesma igre-
ja, afim de ter lugar a bencodos hbitos, findo
o qual ter principio o acto das vesperas.
Consistorio da confraria de Nossa Senhora do
l.ivramento, 17 de novembro de 1860.O secre-
tario,
Domingos Jos Ribeiro Gouvim.
O abaixo assignado, de necordo com algu-
mas rasas commerciaes, tem resolvido eslabele-
cer urna sociedade otti coramandita, cujas bases
veni hoje apreSeular a apreciarlo dn publicu, e
lirincipalniento do respeitavel corpo do commer-
cio desla cidade.
O abaixo assignado. socio gerente, entrando
para dita sociedado com um capital de O.OOOjj,
o crditos consderaves obtidos em sua rcenlo
viagera a Europa, e com osoecessarios conheci-
nienlns, tanto a respeito das transares de banco
em geral, como daquellos que so'praticara em
nossa praca, julgo poder assegurar a aquellas
pnssoas que quizerem fazer parte da dita socie-
dade, um dividendo satisfactorio no Coi de cada
semestre.
O abaixo assignado reclama particularmente a
n Henean dos negociantes estabelocidos nesta ci-
dade sobro os artigos abaixo mencionados, o prin-
cipalmente sobre aquelle que concede a cada
commanditario um crdito em cunta correte al
a concurrencia da quantia subscripta, Uto que
os negociantes sendo commandilarios e estando
ao inesmo lempo em conta correle com a com-
iiandila, poderao para completar os pagamentos
que liverem de fazer, tomar quanlia superior ao
ao sou haver em conta crreme, at a importan-
cia da somma vertida a caixa Ua dita sociedade e
por cujas quantias pagarlo de premio 2 "L cima
da laxa da caixa filial.
Iguaes sociedades fundadas sobre as mesoias
liases exi-lem neste imperio, os quaes tem oblido
resultados sala satisfactorios, fazeudo ao niesmn
tumpo um inapoitanto servico ao commercio em
goral ; por isto o abaixo assignado espera que o
corpo do commercio compreheodendo a ulilidade
que dove sobrevir do urna tal sociolade concor-
\ rara tanto quanto eativer ao seu alcauco para fa-
cilitar a sua execurao.
A lista do assigaturas est aborta al o dia
l;ide dezembro prximo futuro, e a sociedade
principiar a funecionsr do 1." de Janeiro em
dianle ; as pessoas, perianto que quizerem subs-
rrever para dita sociedade, dirijam-se ra da
Cruz n. '.l, primeiro andar.
A. Schalfter.
REGUI.AMENTO.
Artigo Io. A sociedade em coramandita, cuja
raan commercial ser A Schaffler c\ C, lera
por fim fazer Iransacroes de cambio sobre a F.u-
ropa, descont de letras da praca e entre ter con-
la correnlo com as casas fcomraercns, e particu-
lares residentes era Pernambuco.
Arl. 2o. A sociedade ser registrada no tribunal
do commercio com o capital subscripto at o dia
iixado para o encerrameolo das assigaturas. e
s gua duracao ser de anuos a contar do 1. de
janpiro de 1861.
Arl. 3o. A sociedade era commandita funecio-
nara sob a diroeco do socio gerente, inspeccio-
nada porem por una commissao de 3 negonin-
les nomoados denlre os commandilarios, a .nal
no lim de cada semestre examinar os livros o o
estado da caixa.
Arl. 4". No caso de morle do socio gerente a
commissao que lirer sido nomeada para inspec-
cionar dita sociedade, ser a encarregada da li-
qnid.icao ou continuarlo se assim convier aos
commandilarios em geral.
Arl. :">. No caso do morle de alguns dos socios
commandilarios, os seus herdeiros poderao con-
servar ou retirar a suninu com que elle figurava
em dita ocieJad", e nete caso essa quanlia ser
iininedialamente preencliida por qualjuer ouiro,
dandn-se scrapre preferencia a uirJ socio com-
mandilario.
Arl. 6o. Abrir-se-ha a cada casa ou socio com-
nianditario um crdito em conia cerrente em re-
l.ico a somma por elle assignada, sendo o pre-
mio niajor 2 % daqoelle da caixa filial.
Arl. 7o. O socio gerente da sociedade em rom-
mandila, entrar com o capital do 50:O0PiOUO.
Art 8o. No Gm de cada semestre os lucros se-
o divididos pelos com mandlanos, depois da
dodnoao de 10 "/ que reverter em favor o so-
cio gerente.
Ait. 9o. A sociedad em coniraandita entrar
em liquidarao logo qu os commandilarios re-
presentando 3|4 do capital vertido dita socie-
dade o exiglrem, e s poderao augmentar ou di-
minuir o capital com que liverem entrado no
lim de 3 annos.
Arl. 10. A menor Somma com que poder eo-
trar qualqoer coromandilario ser do 1:000$ r.,
o os pagamentos serao feilos em 4 prestaces.
Art. 1l. A Sociedade em coramandita feceber
al a somma d 100$ em deposito ou em conla
crrante com juro de 1 /0 abaixo da taxa da cai-
xa filial e sendo a somma depositado maior de
nOTlO*, aquelle que a quur retirar prevenir 3
(lias antes.
\rl 12. A p'orcenlagem destinada a compor o
fundo da reserva ser lixada pela commissao de
accordo com o socio gerente.
Jockey Clab.
Nao se tendo reunido numero sufliciente de
socios para haver sessao oo dia 10 do correte ;
sao de novo convidados a comparecer hoje'
(17) pela t|2 hora da tarde no sali do hotel iu-
glez, ra do Trapiche n. 3. .
Desoja-so fallar ao Sr. Jos Lourenco do
Brito. a negocio de seu enleresse: no largo do
i orpo Santo, armazem n. 6.
Frecisa-se de um caixeiro para o hotel de
Europa: na ra do Trapiche d. 12. a tratar no
niesnio.
PI IX pontfice k hei
PEtO SF-NHOH
D. Antonio de Mdcedo Costa,
Hispo eleito do Para.
E loquen te demonstrarlo do poder
temporal do Papa.
Vende seno bairro de Santo Antonio
nal livianas dos Srs. ("iumaraes & Ol-
veira e ogueira de Souza & C. ; e no
bairro do Recite na livraria do Sr. Jos
de Mello : preco 2$.
Borba, rape
fino, meio-grosso e grosso. Deposito, ra GCa*-
deia n. 17.
Os devedores do lallecido Allrco-
linodeBoria Geraldes, cjueiram pagar
sene dbitos quanto antes na ra da
Cruzn. 4, do contrario proceder-se-ha
breve a cobranca judicialmente.
F.ngomma-se com perfeico e aceio, por
preco commodo, e lambem finge-se qualquer
roupa : ua ra de llortas, loja n. 72.
Aluga-se o segundo andar do so-
brado n. 15 da travessa do Veras
Boa-Vista, muito fresco e com
F. \ II.I.F.I.a, urabroiypisla da augusta casa
imperial e estdbelecido na ruado Cabug n. 18,
sobrado com entrada pelo palen da matriz, con-
tinua a tirar retratos por ainbrotypo, melayno-
lypo e ambrochromolypo. Eslo ultimo svstema
muito apreciado hoje" no Rio de Janeiro, o
mais perfeito ramo da arte pholographica pois
rene ao desenho do sol um especial Irabalho a
oleo, que conservando fielmente al os mais de-
licados traaos, d ao retrato a qualidade de um
quadro a oleo.
|| O t. Cosme de Sar Pe eir da' *
m consultas medicas em seu escrip-
g torio, no bairro do Recie, tua
da Cruz n. 53, todos os dias,me-
i| nos nos domingos, desde as 6
g horas ateas 10 da manha, so-
l breos seguintes pontos i
1.' Molestias de olhos ;
2.- Molestias de coracao e de
peito ;
M 3.- Molestias dos orgacs da ge-
|e raco e do anus ;
f4." Praticara' toda e qualquer
operaeao que julgar conve-
l nientepara o restabelecimen-
|| lo dos seus doentes.
S O exame das pessoafqueo con-
R ultarem sera' feito indistincta-
^ menle, e na ordem de suas en- M
tradas, fazendo excepcao os deen- or
n tes de ollios, ou aquelles que por |j
@ motivo justo obtiverem hora 3|
|l marcada para este fim. |g
No dia 17 do novembro, pelas 11 horas da
amanhaa, em casa da residencia do Htm. Sr, Dr.
juii municipal do lermo de Olinda, se ha de arre-
matar era praca publica por quem maisder sobre
a avaliacio, os bens seguintes :
Tres parles em um sobrado de podr e cal, de
andar, velho e alguma cousa desconceitado, silo
na ra de S. liento da mesma cidade de Olinda.
em chaos proprios, com 42 palmos de frenle e 102
de fundo, com sen quintal, cacimba, janellas do
lado esquerdo, muilo fresco e com excellenle vis-
ta, oum terreno -innexo aoriesmo lado esquer-
do, todo murado, com 71 palmos de frente e 102
do fundo, que divide pelo sul com a casa torrea
da Santa Casa da Misericordia da referida pidndo
de Olinda, e o muro de S. HpoIo, pelo norte com
O sobrado de I). Mara da l'aixao o Mallos, pelo
nascenle com torras de M.mool Antonio dos Pag-
sos e Silva, e pelo poente com a dita ra de S.
Rento, avallado lodo por -2.000$ rs.
Tres partes em urna aacrava de naci, de nomo
l.uiza. sadia. com 35 annos de idade, avuliada toda
por 12003 rs.
Nove cadeiras americanas, usadas, avalladas
por9$rs.
-Jna de Jacaranda, usada, avahada por teem sido por elle leccionados : que
91, ,. | serviros se quizer aproveilar, dirija-si
luna marqueza de amarello, usada, avahada
por 4j rs.
Duas banquinhas usadas avahadas por 5$, pe-
nhorados a I). Mara Margarida Carneiro da Cu-
nha, por execugao que Ihe move Manoel de Aze-
vedo l'nntes.
QntMn aiiniini inu por esle Diario^ ter urna
inulaliiiha propria para ama de meninos, forra,
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia US. 0 e 8, as bein conhecidas fblhinhas impressas nesta
typographia
Folhinha (e porta ou KALENDaRIO eeclesiastico e civil para o
blspado de Pernambuco.......... ICO ts
Dita de ahjibeira conlendo alum do kalendario ecclesiaslico e civil,
explicado das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimemo e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do comaercio ;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos imposlos geraes, pro\inciaes e municipaes, ao
que se juntou urna collec(5o de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entretetiimento da moculade. 320 rs.
Eslo no preto o almanak e outra folhinha conlendo
todas as oparoes para assistip semana santa, etc. Com-
prando-se em porcoes se daro por preco mas commodo.
Chegaram os to desojados vidros para vidraca
em caixa ; vieran) lambem alguna vidros de
cryslal. grandes, proprios para oratorios, labole-
tas, armarios, etc., etc., ou oulra qualquer obra
em que seja preciso empregar ridra dn boa qua-
lidade e grossura : ra larga do Rosario n. 3,
botica.
Aluga-se o primeiro andar da ra Nova n.
21 : quem pretender, dirija-se a loja do rnesmo.
| Ao commercio. f
@ Urna pessoacom osconhecimenlos pre- @
^ cisos para exercer o cargo de guarda-li- k
vros, se eucarrega deescriplurar os livrus *$
de qualquer casa commercial, quor soja A
] ons commodos para tamiha : trata-se| ^ por partidas dobrados ou simples e bem @
; na ra da Cadeia armazem n. 36, da* i ^f^V!. df?u,r.os 1uaes'luer <|rabalhos q*
Vidros.
na
muito'
9 horas da manha ale asi da tarde.
Os abaixo assignados administradores da
massa dos bens do casal do finado Joao Tavares
Cordeiro, previncm a os devedores o do oilo casal,
por dividas vencidas, que no caso de nao virem
salda-las no praso de dous mezes, do prsenle
annuncio, tero de ser accionadas, afim de ha-
ver-se os pagamentos referidos, visto como o
praso marcado pelo lllm. Sr. Dr. juiz de orphoa
do lermo desla cidade, para a liquidacao do ac-
tivo e passivo do niesmo casal esi concluimlo-se
e poneos tem sido os devedores que tenr-am pro-
curado saldar suas coritas.
Recie, 12 do novembro de 18C0.
Viuva lavares Cordeiro.
Jos Teueira Raslos.
Juan Anglada llyjo.
ilenrique Jos da Cunha.
Aos pais de familia.
O hachare! formado Amcrien Fernandos Trijio
de l.oureiro tem aborto um curso de algumag
materias preparatorias para a l'aculdade de lli-
reito, na casa de sua residencia, ra da Saudide,
esquina do lado dircito, das 9 horas da manha
ao meio dia ; e prope-se igualmente a tomar h-
-_ digam respeito a sua profisso: quera
gg precisar do seu prestimo dirija-se a ra
j* do Imperador n. 6, antlga do Cullegio. ^
# @ @#
Arrenda-8e ura espacoso armazem proprio
para quali(uer cstabelcciniento commercial na
ra estrella do Rosario n" 3! ; liala-se na ra
do I.ivrainento n. 2(, 2o andar.
I Muila alteneao I
% O Sr Jo3 I.uizMacedoCavalcanli quei- (
O; ra lor a bondade de vir rua da Cadeia ^
,. do llccife n. 55, a tratar de negocio que g
?' nao ignora. |k
*- Aluga-se urna loja com armaran propria
para qualquer negocio : quem precisar, dirija-se
a rua do ueiruado n. 55.
Attenco.
i
Francisco Antonio Corre i a Cardoso faz .crenlo
s pessoas que teem encommendas de obras em
colKios das Al s P S?,? P",ini,nr,;s gJ f-Wica ofundicSo.Sila na rua do Brum. bem
rnrtJ7 da ,1^,le J,ron101- como a todas aquellas que ahi as queiram enra-
i ,? .no!'.Vi^Df'^ Tani*jo*o Dprovoitan.ei.io prar. que o Incendio que leve infelizmente lugar
?w a 1 e"Sm0, !r.,eI para 1SSOra- "ail0it0 de ,:J curente nao o impoSsibilila
zoos fundadas na experiencia de dous annos, e de continuar a
atiesladas por pessoas fidedignas, cojos lilhos
LIQUIDACAO
Sem limites de loja de miudezas. |
O arrematante da loja de miudezas da travessa do Livramenio, lendo de en-
tregar a chave da dita loja transferio todas as miudezas para a loja da rua da Im-
peratriz. n. 82, e ahi continua na liquidarlo por procos que admiram a saber para"
rST^f,UrtZ8o1 se en?anarem lo.a a" a pona um retabillo com o nome de
LIQUIDACAO :
I .inlia de carrinhos de cores a 20 rs. #
Carines de cohetes de 1 carreira a 40 rs.
Dilos com pansa Ou rs.
Carlas de alfineles de ferro e lalo a 100 rs.
l.inlia de miada de roriz a 120 rs.
Percas de trancinhas de laa lisas de coros a 40 rs.
Duzias de hotes de vidro para casaveques de cores a 320 rs.
LinJas aboluaduras para colleta a 320 rs.
Relroz. de cores muilo fino a oiava a ICO rs.
Muilo lindos chapozinlios para meninas a 4#.
^f: Um grande sonimento de franjas de seda presase de cores a 120, 160 -Mn ln ^?
#5 400. 500, 640,800 e 19 a vara, ''' ^X|
Trancas de seda em grande quanlidadelargas e eslreitas do 80 a 640 rs a vara.
Roldes de louca para camisa e roupao tranco? e de cores a 20 rs. a duzia
Manguitos de fil enfeilados par 29500.
La para bordar muilo fina a libra 69,
Muilo boas fitas de velludo de cores e pretas de 160 a 800 r. a vara.
C F.nfeites de vidrilho prelos muilo lindos a 39.
Lencinhos de relroz malisados a 2JJ500.
K11 fiadores para esparlilhos de linho a 80 rs.
[ l\>cas e garfos cravados muito boas.duzia 3>.'00.
Baralhos de cartas finas a 320 e 400 rs. o baralho.
Meias para meninos o par 110 rs.
Dilas para meninas o par 240 rs.
Enfeiles de flores de Constantino a 5$500.
Muilos ricos bonets para meninos a 49.
Ricas charuteiras douradas a 4$.
Bolesdc osso tino para caiga duzie a 20 rs.
Dilos de aro o de metal a 40 rs.
Gravatinhasde seda para homem a 720 rs.
Meias prelas para homem o par 200 rs.
Dilas piuladas muilo encomiadas a 280 rs.
Dilas cruas muito linas a 240 ts.
Luvasde seda de cores para senhora o par a 400 rs.
Franjas de algodao para toalhas a vara a 80 rs.
A Gallos brancos e de cores de aljrojao para enfulla de casaveques e roupas Je menino
a vara 80 rs.
Muito ricos ahafadoresabertos mostrando ramos de diversas cores para randieiro de
globo um 1$.
Sapalinlio dla para menino o par 200 rs.
Caivetes de 2 folhas a 240 rs.
Agulhas cunas (ranelas o papel a 40 rs.
K oulras muitas cousas que n;io se pode.m aqui mencionar como luvas de pellica
e camurca para homem e senhora, um grande sonimento do fitas de seda lisas e lavra-
das, grande sorlimento de perfumaras, extralos, pomadas, agua de colonia etc. co-
Iheres de metal, papel, escovas ele. | na mesma loja vende-se uro rico piano novo
urna seraphina e 2 teaU-jos bous.
rW.
83S3&*
m^n
m
1PM IMM&
:- .?*
m
querendo, lev-a Cruz de Almas, collegiu d I ouprorata "'icde""
ra de seus
so a mesma
casa, s mesinas horas da manha. As mensali-
dades sao as seguinles, pagas adiantadas.
Em sua casa.
Cada materia 5J000.
Km casas particulares.
Cada materia .... 10*000.
Duas materias .... 13f000.
Em coilegios, conforme oe convenciona
servir bem aos seus numerosos
fieguezes em suas encommendas, assegurando-
lhas o melhor desempenho possivel em suas
obras.
SORVETE.
De hoje em dianle haver sor vete ao moio-
dia e a noite em rasa de Sodre & C, na rua l-
ireila do Rosario n 11.
da Coucoijo, que achara com quem tratar, con-
vindo a ambas as parles.
Precisa-se alugar dous prelos, vindo de
casa s 6 horas o meia e vollando s 7 horas para
casa de seus senhoreg : na rua do Rangel 11. 73.
Olforece-so urna senhora para furar oielhas
! de meninos muilo bem : dirija-se Fura de Por-
1 las, na do Pilar n. 37, por diminuto prego.
I Aluga-se raetade de um sotao na
rua da Palma : a tratar nesta Tvpo-
jgraphia.
O secretarlo da rrnandade de \.
dias sanios, o
nao houvera
que em
S. do Terco convida a todos os seus chvl Manoel J Jl^^^r^^ por
ros irmaos para riue se diguem compa-l ordem do Sr. Jos Francisco da Lapa, da l'.scada,
recer a reuniao da mesa peral tiue tem2 bi.lhe,.es "'piros da ultima parle da priroeir,
>j- i,^___i^- 40 1 u e pnraeira da segunda lotena do rerolliimenln
de haver domingo 18 do correte, pe-
Precisa-se de urna ama para engonimar e
diarias, excepto os domingo, cosinhar: na rua Nova n. 1l.
liiinlas-feiras das semanas em que Na rua do Hangel n. 73 aluga-so carreras
;um da santo. para carrogar trastes mas barato do
Manoel Azevedo Pontea faz sciente a lodos "lra P,rlp-
os seus devedores em geral que tem por una > Manoel de Azevedo Ponlesvai a Macei.
procurado anioiisado o Sr Joaquim Jos de ~~ '-----------
Lima para receber dos mesmos seuliores.
O abaixo assignado tem contratado com o I
Sr. Doarte Arthur de Macedo Jnior, por aluguel, i
pelo esparo de 3 mezes, o armazem n. 41 da rua
do Imperador; se alguem tiver alguma reclama- i
qiio a fazer, quena dirigir-se a rua das Cruzes ;
u. 41, no prazo de 3 dias.
DE
Fazcndas e de miudezas. I
^ Era casa de Augtisto C. de Abteu, ha para vender um completo ^*-
"% sol-,mento de perfumara?, constando de leos, bandas, pos para }kg
%S dentes, sabao, extractos, aguas de edeiro e muilos outros artigos dos *
iiaR melhores perfumistas de Londres e Pars. ^iy
AUeofo'
I*revine-se aos senhors calafates e barcaceiros
que no armazem naval 11. 1, na rua do Vigar,
lera venda ferros sortido's para calafates a 800
rs. cada um.
N'i rua da Imperatiz n. 18, airrda Se dir
quem vende ama fabrica de reas de carnauba.
Innocencio Serfico de Assis Car-
valho acha-se ho feiercicio de sua pro-
Mssao de adyogado, p le ser procurado
em seu escriptrnio ma doOueimado n.
14, das 0 Loi-s da manha as 5 da
tarde.
ATogii-se duas casas terreas Bh rna Impe-
rial, acabadas nltimamonte, propinas para pa-
dari'a, refina^an, maTcinaria, bd outro qnatqoer
e'sratoetecimentp fatarfl, por sercm espaijlias e
lorem ciWtla prolima ao fundo dos meSmos ;
trltsV tra VftBtM mlrt fabrica de tt>Hb dos
?*.r8, ftcslfolt MWAr^fi
las 11 horas da mankfia no respectivo
consistorio, alim de se eleger o Sr. the
souretro, visto nao poder aceitar o mes-
mo cargo aquelle que por isso oi lti-
mamente eleito, e bem assim alguns
outros mesarlos que pelo mesrao motivo
pedem escusa. Da influencia dos ir-
mcs que procede a felicidade e bom
rgimen da irmandade.
Vend no Diario do hontem o annuncio de
Joaquim Lonralves de Albuquerqne Silva, an-
nunciaudn que hoje teo de ir a praca o moleque
Amaro, finda a audiencia do Or. juiz de orphos,
o abaixo assignado j fez vt-r ao publico pelo
annuncio no Diario de 2 de outubro prximo pas-
sado, que este escravo foi dado em partilhas, c
que sobre cuja arrematarlo se prolestou no da
zj de setmbrO do correte anno ; c de mais
accresce qiie sendo depositario particular desla
heranca o Silva, etendo-se obtido do Dr. juiz
municipal da primeira vara rcoio^o da mesma
heranga para outrb depositario particular, esqoi-
vou-se o Silva de entregar o escravo Amaro, ao
que dea lugar de notamente a reqnerer-se para
que o ex-depositiio tizesse entrega do m'esioo
Amaro, o tendo-se por despacho qoe respondes-
se o ex-depositario. e senJo-lhe onlregue a pe-
ticao por um official, al o dia 15 do correle
nao foi anda entregue ao abaixo assignado, leu-
do decorrido mais de 6 dias; e para que nin-
fiuera se chame a ignorancia se faz o presente
annuncio. Recie 15 de novembro de 1860.
Jos Rodrigue do Passo.
Collegio de Beoiliea.
Esto estabelecimenlo precisa de um cozinhei-
ro e de urna amagvernnte.
O pholographo F. Vilella mudou o seu es-
Ubelecimento de retratos da rua Nova n. 18 pira
a rua do Cabug n. t8, onde coulina
Jos Thomaz Alvs de Almeida, chegado a
esta provincia no dia 15 de oolubro prximo pas-
sado. vindo do Rio Grande do Sul. retira-se Dar
Portugal.
Manoel Migneis, subdito porluguez, retra-
se para o Rio de Janeiro.
Quera precisar de um homem de meia ida-
de, nascido em Portugal, para totear conta de al-
gum estabelecimenlo por balanco, sendo taberna
ou ouiro qatquer negocio por ter pralica, e dan-
do fiador-t sia rondada, e isto oao adiando, se
sujeila a ser criado de alguma casa particular, c
tambera ensina a fazer o delicioso vinho de caj
com muila facilidade, pagando-lhe a receita, o
qual garante juntamente licores, genebrae agur-
dente do reino, ceaeerta viahos, a tudo se offere-
ce e aflaoca, e lumbeta entende alguma cousa de
cozinha: a tratar no pateo do Carmo, becco da
Bomba, n. .
Precisa-se alugar urna preta per-
foita engommaoleira, preere-seeicrava :
tt* rua da tadieV h. 37.
* Oabri fferr, ataiVo tepanhoi, Vetlr-
* pera n tunde spro.
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
MELrTORADO E FABRICADO
deN. S do Bom-conselho de Papacara, de ns.
960 e 1987.
Na rua da Cadeia do Recite n. 51, exlsle
urna caria para o Sr. Joao Paulo Ferreira.
Ao sorvele
rua das Cruzes n. 41.
= Precisa-se de urna ama para cozinhar om
casa de pouca familia : na rua do Cabug, loja,
n. II.
Aluga-se.
Anda est por alugar-sc o primeiro andar da
na Nova n. 67, com excellenies commodos e
muito aceiada : ttaia-se ua rua da Crnz n. 45,
escriptorio.
Aluga-se no lugar da Torre, a margem do
Capbaribe, urna paqueos casa inteiramente fres-
ca e liropa : a tratar ua rua da Caixa d'Agua nu-
mero 66.
A GRANDE SUPISRIORIDADE DO
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DR
SALSA PARRILHA
SOR AD1RECCAO' CO DR JAMES R. CBILTON,
O pliiinico e medico EX*
New-York, Lavemos vendido durante mnitos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideramolo ser o extracto original e ge-
nuino de salsa parrilha do Dr. Townsend. -
HASKE.L & MERR1CK, 10 Gold Street.
R. A.FAHNESTOCK A Co. 49 John Street.
CONIIECEMOS A ARVORE E SUASFIU'-
, Explica se pelo seo extraordinario |ual Pri,neiraraente sob este nome foi apresen- j TAS
e quasi miraculoso eeito no tado ao rublico igualmente
sangue. BOYD d PAUL. 40 Corilandt Street. iConhectmos um Medicamento nos mu F.ffrilos.
Cada um sabe que a saude ou a infermidade' WA^T*R' B TOWNSEND & Co, 218 PttH | tw^SSLTP"" de Sal?a r**1* *
depemle direclaoiente do esiado desle floido vi- J$}'
1E.?9S_* HAZARD, 121 Maiden Lae.
Ensillo theorico pralico.
O abaixo assignado, professor de constrneco
naval lieencionado pelo goveroo da provincia,
lera hberto em sea casa oa roa do ogueira n. ~\
urna aula de pilolagem, e ensina arythmetica,
geometra, geographi e trgonometria
espherica para a mesma pilntagem.
Jos Klias Machado Freir.
Na ra da Cruz n. 60, armazem, existe urna
caria pin o Sr. vigario Camillo de Mendonca
i III Ul JO.
T.L. Islo ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quaulidade do sangue n'um homem d'es-
talura mediana esta avahada pelas as priraeiras
autoridades em vinte e oilo arralis. Era cda
pulsado duas oncas sahem do coraco nos bofes
e ilal todo o sangue passa alem no 'corpo huma-
no era menos de quatro minutos. Urna dis-
posigao extensiva tem sido formada e destinada
com admiravel sabedoria a desiribuir e fazer
circular esta corrrnte de vida por todas as
121
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street
M WARD A Co, 53 Maiden Lae.
J.& J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAMd Co. 10 Od Llip.
OSC.OD & JENNINGS, 188 Pea.l Street.
R. R. HAVILAND A Co, Office 177 Broad-
way.
JACK.SON, ROBINS& Co, 134 Water Streel.
THOMAS & MAXWELL, 86 Wilam Street.
WM. UNDERHILL. Junr, 183 Water Street.
, 60 Pearl Street
afan|NORrON,BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
No armazem n. 50 na rua da Cruz do Re-
partes da organisagao. Deste moJocorresem-i T- IjANM\.\, 69 Water Stre
pre pelo corpo era torrente, o qual H***^ 4 HOf IROP
fonie de inferraidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se emprenha i IJX!L'6e; ,
;de materias TeUdas ou orrompidas, difltinde! PfclN|'0LD, CL.AY & Co, 4 Fleu^er Street.
com VBLOctDABE ELCTRICA a corrupto as'0LCorT M KFSSON & CO, 127 Msiden
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.! "~**
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas 1 & SA!NDS- tOQ Fullon Slreet.
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios, jSCHIEFFEUN, BBOTHEB & Ce, 104 &
al cada orto e cada leazem sb f imnUi. lOGJobnSt.
rgo e cada teagem se fae complela-
CUARDA LIVROS.
Pessoa habilitada exercer ste cargo, pro-
pe-se a tomar conta de qualquer escritura-
rn si ja qual fr o estaao em que se ache,
e poi quelquer dos systemas uzados combinados
com o proscripto no cdigo commercial. Quem
precisar dirija-se para nformac,oes, rua da Im-
peralriz o. 12.
Recreio Familiar.
Por ordem do Sr director sao convidados lo-
dos os socios a comparecerem domingo, 8 do
corrente. s 4 horas da larde, na sala das sessOes
da sociedade, para em sessSo extraordinaria da
assembla geral se Iralr de objeclos do inle-
resse da msma sociedade.
Recie 15 de novembro de 1860.
G. R. de Raslos.
i. secretario interino.
Aluga-se a casa da rua da Prala n. 44 ga-
ra armazoi o utro qualquer estabelecimenlo :
a tratar conl Eiras & Irmo, n"n iVnve^a d'rt V'a-
'r- Pprcio D; li
cife, deseja se fallar com o Sr. Relizario do Re- me,nle salura,lo e desordenado. Desla maneira
go Barros a negocio de seu inleresse. ja crculago evidentemente se faz um engento
podqioso de doen^a. Nao obsianle pJe tam-
bem obrar com igual poder na cri?ro de saude.
Eslivcsse o corpo infecionado da doenga maligna,
ou local ou geral, e situada no sysiema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se somonte o san-
gue pode fazer-se puroe saudvel ficar superior
a donja e inevitavelmeote expellir da cons-
tiluigo.
O grande mauancial re doenca entae como
d' sijui cansa no fluido ctRcuLANTK.e nenhum
edicamentoque nao obra directamente sobreel-
le para purifiear e renova-lo.possae algura direi
to ao cuidado do publico.
O SNGE 1 O SANGE O pOMO no qual
se ha myster fixar a attenco.
O ORIGINAL E O GINUINO!
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
LEWI8 & PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadwav,
lOAstor. }
Hause, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN ^ CO, 107 Water
Sireat.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN. 64 Pearl BSMk
RUST & HOUC.HTON, 83 John Street.
I. MINOR 4 CO. 214 Futan Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPHE TRIPPI. 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Corilandt
Street.
HAYDOCK, COBLIES & CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDUSER, 178 Greenwd,
Street.
Dr. Townsend esta
0 MED I CIMENTO DO l'OVO !!
AdaU-so lio maravilhosamente a consiiiui^io
que pode ser ulilisado em quasi todas as enfermi
dades.
ONDE E DEBILIDADE,
fortalece;
ONDE E CURRUPCO,
purifica;
ONDE HE PODRID \ O,
AL1MPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
serviros presta a humanidade, prepara-se a jo ri-
a nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspec^io directa
do muito confaecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade de New-York, coja rer-
tido e assignalura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
EXT*ACrO COSIPOSTO DE SALSAPAJIRH.HA
DO DR. TWKSEM.
grande pnrifcattor Ho sangue
CURANDO
O Herpes
A Hertsipela,
A Ar.stricc.10 DO VBN-
TRE,
As Alpobcas
Os Effeitos do azoo-
GUB,
Dispepsia,
AS DoiNCAS,DEFlG-
DO,
A IlYDtOPESI.
A Impingk
As I.'lckbas,
O Rhejiatismo,
As Chacas
a dedilidade gf.ral*
AS DOEVOAS DR NtLI.E
AS BoftfrTJLHA* rIA CA-
RA,
As Tossksi,
Os Catarriios, As Tsicas, etc.
O Extracto acha*secont'rdoemgamras quadra-
das e garante-se ser mais forie e melhor em to-
do o respeito a algum outro purificador do san-
gue., conserva-se em lodos os emas por eer-
10 sspaco de lempo.
...i- j SitSS d<> ori8ina, e g'" exractu do Dr. Townsend lera a assignalura e a cehido d Dr. J. R. CMiiton. na cana
6\i6rior 06 pipn verde
he m WiS rTwr. Hfifa VL^""h Ne" X"K m P""""",c, "'* *--*' **' -
-------


DIARIO DE PERNlMBUCO. SAfiblDO 17 DE NOVEMBRO DE 1RW)
flW
Ingtez.
Precisa-se de una pessoa bastante habilitada
para ensidar a uma pessoa a (aliar e escrever per-
leiamenle a lingua ingleza ; a tratar na undi-
eao do Sr. Starr.
Fornece-se comida para fra.
a ra das Cinco Pontas n. 130 faz-se cohiid
para fura cora todo o aceio e limpeza por ser casa
de familia, ludo por proco muilo commod :
o,uem precisar, dirija-se a dita casa, que adiara
cora quera tratar, a qualquer hora.
Dentista de Pars.
CASA DE BANHOS
NO
15Ra Nova15
FredericoGautier, cirurgio dentista,;
faz todas as operace da suaartee Ct-j
lonadenles artificiaes. ludo cora a upe-
rioridade e perfeicao que as pessoasen-
tendidas the recohecem.
,\i Temagua e prts dcntifricios etc
8K ^lia mmv -tTM/J MMtt Bff?fT IfcJUA **""* AfP ii* UflTflf
- Precisa so alugar um primeiro andar ou um
sobrado de um andar, quo seu alugucl nao exce-
da de 25$ a 30 raensaes, sendo no bairro deS.
losr ; a iratarna ra dos Pescadores ns. 1 e3.
Urgencia.
Mediante as mais solidas garantas, o offere-
condo-se era hvpotheca diversas casas terreas,
sitas nesla cidade, precisa- se cora toda o urgen-
cia da quanlia do 8:000* a juros pelo lempo que
se convoncinnar : a pessoa a quera inleressar,
qneira declarar por esto jornal para ser procu-
rada.
a^ennia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker
Machinas de coser: em casade SarauetP.
Lo ilion & ra da Senzala Nova n. 52
Preparara-so bandejas enfeitadas coru di-
versos modelos do bolinhos dos mais perfeitos
que lia era nosso mercado, para bailes, casamen-
tas, tosas do igrejas e solemnisar as formnturas
dos senhores acadmicos; ludo da forma que
forero as cncommcudos: dirijam-se a ra da Pc-
nha n. i">.
Por certo.
OSr. .los Antonio Rodrigues Canuto (Cazuqu)
queira ira fabrica Sebaslopool pagar os maleriaea
que deve ha mais de 2 annos.
COMPANHIA
Assignatura de banhos fr os, momos, de choque ou clin viscos (para urna pessoa)
tomados em 30 das consecutivos. ,.......... 109000
30 canoas paraos ditos banhos tomados era qualquer lempo ...... 159000
15 Ditos dito dito dito ...... 8000
7 ...:.. <|000
Bauhosivulsos, aromticos, salgados esulphurososaosprecos annunciados.
Estareduecao da precos facilitar ao respeitavel publico ogozo das vantagens que resultan)
da frequenciadeum estabeleciment de urna uiilidadeineontestavel.mas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, anula pouco conhecida eapreciada:
Estando a confeccionar-se o almanak
civil, administrativo, commercial, agr-
cola e industrial da provincia, roga-se
aos Srs. que teni de ser nelle incluidos
de mandarem suas declaracOes de ato-
radla e estabelecimentos a' livraria n.
6 e 8 da praca da Independer a e o
mesmo se pede aos $n. de engenho e
rendeiros.
Os caradores rcaos oeposilario da maesa
fallida de Miguel Gomes da Silva, aulorisados nos
termos da loi polo Eim. Sr. Dr. juiz de direito
do commercio, para pralica/em todos os actos e
diligencias necessrjas ao recebiraento das divi-
Novas peehiBf has.
Cassa Cria froricza o corado a 2*0 r., chilar,
francezas cofo'riaas, lindissimospadroes o covario
a 240, 220 a 200 rs. : na ra do Queiraado n. 41.
Vende-se urna linda vacca turina
mm
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22
nnH"la,nHil m M mmn
INJECTION. BROU

Remedio infallivel contra as agnorrhas antigs e recentes.
nico deposito na botica franceza, ra da Cruz n. 22.
Preco do frasco 3S0O0.
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas VmpcrVaes deranea.
Esteexcelente fumo acha-se depositado, diretamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBQA DOCARMO, o qual se vende por mseos de 2 hectogramos a ltfOOO o em porjaode
10 moscos para cima com descont de 25 porcento ; no mesmo estabelecimento acha-se lainLera
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
stabcecida ni Londres
CAPITAL
CAneo uilnoes de Wbras
ster Vinas.
Saund.ers Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
casas, fi a quera mais convier, que eslo plena-
mente autorisados pela dita companhia para ef-
fectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
eobertos de lelha, e igualmente sobre osobjeclos
que conliverem os mesmos edificios, quer con-
sista em ruobilia ou era fazendas de qualquer
qualidade.
x r r r *tt trrrr r rrrrrm -s rrruh
DENTISTA FRANCEZ. ~
Paulo Caignoux, dentista, ra das La- +,
? rangeiras 15. Na raesina casa tem agua <
>* p dentifico. *
*tl t 14 11 J-ll.t lAii.XAi.il Ai. li__iS
LOTERA
PROVINCIA.
0 Sr. thesoureiro das loteras manda declarar
que em quanto subsistir o plano que actualmente
fsl em vigor correro todos os sabbados as lo-
teras que lera de ser exlrahidas, bera como que
se achain expisiosa venda os bilhetes da ultima
parte d,i primeira e primeira da segunda loloria
do recolliimento de N. S. do Hora Conselho de
Pipacaca, cujas rodas deverao andar impreteri-
v el mente nn oa 17 do correle.
1 hesouraria das loteras 10 de novembro de
1860.O eserivo. J. M. da Cnts.
No boleqnim da ra larga do Rosario n. 25,
precisa-se alugar um prelo para conduzir comi-
das pata fra.
Ililliar do commercio.
CASA DE SALDE
Sita em Sanio Amaro.
3Rna estrella do Rosaiio-3
Francisco Pinto Ozorio continua a col- ?9{
locar denles artlflciaes tanto por meio
de molas como pea presso do ar, nao ffi
recebe paga alguma sem que as obras jjfj
nao fiquem a vontade de seus donos, |g
tem pozes e outras preparacoes as mais ^
acreditadas para conservaca da bocea sfc
Precisa-se alugar urna escrava para lodo o
servic.0 de um) casa de pouca familia : na praca
da independencia n. 38.
Empreza da illu-
minaco a gaz.
Constando empreza da lluminaro a gaz qup
algumas pessoastem mandado augmentar ou col-
locar novos bicos e encanamentos em suns casas
por macbinisias (alias avenlureros) que nao sao
eropregados seus. o com apparelhos nao forneci-
dos por ella, tem resolvido, para acabar com es-
te abuso, por em rigorosa pralica o artigo 7o do
seu regulamento, o qual do theor seguinte :
Nocscriplorio da empreza concerta-se e res-
ponde-se pela cfficaca dos apparelhos all ven-
didos; porm do maneira alguma se encarrega
de collocar, concertar, responsabilisar-sc ou sup-
prir gaz pelos apparelhos alheios.
1-1 visto quo sendo a empreza, lano pelo seu
contrato como pelo regulamento do governo res-
ponsavel pelos damnos esinislros occorridos no
servico e fornecmcnlo do gaz aos particulares,
essa responsabilidade nao poderia existir, desdo
que o material nao fosse fornecido por olla, ea
collocaro nao fosse feila por operarios de sua
confianca
Assim a mesma empreza previne aos senhores
consurainidores que d'ora avante ura minucioso
exame ser tnmensalmente feilo por um de seus
machioislas, e achando este apparelhos ou qual-
quer objeclos que nao tenham sido forpecidos
pi-la empreza, mandar esta iramedialaraenle
corlar o gaz.
Porlanlo para evitar duvidas e reclamacoes pe-
de-se quelles senhores que quizaren qualquer
alteraco na illuminagao de suas casas, queiram
por cscripto dar as suas ordena, em um livro pa-
ra esse fim guardado no armazem da ra do Im-
perador n. onde poderio dirigir-se, sera o que
nao serao attendidos.
Recife, 30 de oulubro de 1860.
Rostron, looker $ C.
das activas da mencidoada masa, e -constantes panda de primeira barrica rom ura
tormozssimo bezerro de raca pur a :
quem pretender dirija-se a esta Ivpo-
grapliia.
Carro.
ja de letras vencidas, e j de ouiros litlos cen-
ias de livros, comprehondendo essa aotorisaeo
a faculdaaede accionaren) os devedores, que por
mcios extra-judiciacs nao saldarem suas tontas
vem pelo presente prevenir aos mesmo9, quf os
de dentro da cidade, qnr os de fra, que eslao
sendo extrahidas suas contas, o sao convidados
ao mesmo lempo para as vir conferir e saldar
no prazo de O das da publicaco deste aviso,
porque lndo o referido prazo ser-lhes-hao en-
Vende.-so um excellenle carro todo envidraga-
do, com urna boa parelha de cavados, por preQo
commodo, prazo ou vista : na ra larga do
carainhadas as respectivas aeces para os paga- j osario n. M, toja de ouro, se dir quem tem.
mentos. Os adminrsliadores podero ser procu-!
rados pora dito fim a qualquer hora em seus es-
da
criploncs ou estabelecimentos, na travessa
Madre de Dos n. 16 c ra do Amorim n. 5C.
50$ de gruliicaco.
Furtarara boje (16) do lugar do Giquia, 2 ca-
vallos com os signaos seguintes : um alaso ro-
silho, em grao, de segunda muda, com duas mar-
cas de feridas sobre os rins, ferrado em cima da
anca e do lado direito, boni andador ; outro car-
daovermelho, novo, grande, bom passero, tam-
bem ferrado : quem os apprehender, pode en-
trega-Ios nesta praca ao Sr. Ignacio Ferreira da
Cosa, as Cinco Ponas, e no Allinho ao reve-
rendo vigario, ou ao abaixo assignado na povoa-
ro da Jurema, que receber 509 de gratilicacao
Uii.go Henriques do Souza.
Justino Francisco Assis & C. rogam a todas
as pessoas que se acliarem com ttulos de divido
dos mesmos, ou contas de livro, aprcsenlarom-
se al o da i9 ao meio dia. para concordaren!
com os mesmos pois ('icrera amigavelmente
dssolver a sociedade.
Onem precisar de um forneiro que enlondc
bem de todas as massas, para padaria, dirija-se
a ra Direila n. 69.
. Dcclara-se a quera inleressar, quo as audien ^
cias do juiz do paz do 1" dslriclo da freguozia- [ *Lf.
do Sanlissimo Sacramento de Santo Antonio des- kI <~| I /> t\ 11\ Ma| ||iC
Pechincha
Defronte da igreja da Concei-
qo dos Mililares.
Na loja n. 42da ra Nova terram-se fazendas
por precos muilo baratos, como sejam :
Chitas francezas largas e finas de escolenlos
padroes, claros e escuros a 220. 240, 260 e 280
rs. o covaJo, dias haraburguezas o melhor po^-
sivcl a 320 o covado, organdys de ricos c varia-
dos goslos a 720a vara, cabrala de salpiros
brancos e de cores com \ palmos de largura
4&500 a peca, dita lapada muilo fina com 10 va-
ras a 4JS00 o 6J, chales de merino liso muilo
finos a 4$!00, oilos muilo ricos estampados a 7j,
ditos napolitanos, fazenda inteiramonle nova a
7g!)0(), ditos escocezes pona redonda a 13J cada
um, e oulras mi:itas fazendas de goslo e quallda
do, que se vender a vontade dos senhores com-
pradores, e de todas dar-so-ho amostras com
peuhor.
la cidada, d'ora em diante, serao etl'ei tuadas ns i (^
4 horas e meia da larde, nos dias j marcados, e j|
na respectiva casa das audiencias.
<0>
\ende-so na rna do Crespo n. 17, cal- 5$;
i -<$, cado Hellis ullimamcnlo clieeado de ts*
A saboana da ra Imperial precisa alugar jfc i>ars "^", S
escravos para servico debaixo de coberla, e paga- s4*sgaea&Ma SSA'far-.^SS Wiacf4'
se 30SUOmeii33cs o commida, devendo dormir *'9S!l*sS 9Km3mS-mffelgg no cslabelecimenlo : a tratar na mesma saboa-
na, ou na ra da Cadea do Recife n. 3.
Esteestabelecimentocontinua debaixo da administra cao dos pro-
prielarios a receber docnles de qualquer natureza ou cathegoria que
seja.
O zelo e cuidado alli empregados para o prumpto restabelecimen-
to dosdoenteegeralmente conhecido.
Quem se quizerutiluai pode dirigir-se as casas dos proprielarios ;
ambos moradores na ra Nova, ou entender-secom o regente no esta- K
tabelecimento.
Precisa-se
do Terco n. 26.
de urna ama de leilo no paleo
Allenco.
a
Fugonodia 14 do corrente, do sitio da vinva
Carvalho no Manguinho. um macaco muilo man-
so : quem o pegou, levando no dilo silio, ser
gratificado.
L ompras.
I Vendem-se saceos com farelo de Lisboa,
chegado ullimatncDtc : na travessa da Madre le
Dos n.15.
loja de Gmmaros
' & Villar.
1

Na ra da Cruz n. 33, compram-se escravos
de ambos os sexos, e agradando, nao se duvida
pagar bem.
Compra-se um foles de foliar forangas que
eslejn em bom estado ; na ra da Caita d'Agua
numero 60.
I.l.MIAS I)F. 60 e 65 PALMOS.
Precisa-se comprar duas lionas de 60 e 05 pal-
mos de comprimenlo : quem livor, dirija-se a
ra da Cadeia do Recife, sobrado n. 64, no se-
gundo .andar.
Compra-so uva casa terrea em Santo Amo-
nio ou na Boa-Vista, nao sendo muilo grande,
que ten ha 2 quarlos, coznba, quintal e cacimba,
chaos proprios; quem a liver, dirija-se ra do
l.ivramento, loja de calcado n. 33, que achara
cora auem ira lar.

I
y
Vendas.
Reforma de precos.
Escravos. -..... 21000
Marujos e criados..... 24*500
Primeira classe .ls c r>,s\>fiO
As operaQiles serao previamente ajustadas.
lairro do Recife.
ua do Torrea a. 12.
F.ste esiabelecimenlo estar aberlo todos
dias ilas 9 horas da manhaa em dianle.
Calcado barato.
os
Joo Jos Pereira, com loja c fabrica de calcado na larga do P>osario n. 12, lem a honra
de avisar ao respeilavol publico e com especalidade n seu freguezes que ha chegado & poucos
I dias de Pars em direiiura a sua loja, um complt-lo sorlimento de aviamentos para calcados; aqui
acharo os aviamentos precisse dos mais afimados fabrcanles da Kuropa como bem sejam : sola
do fabricante Jeune Frere, castor, couros de lustre, pellica, bezerro, courodo porco, e as uiui pre-
ciosas formas Mellis, o quo pi-esenlemente nao enconiraro e.m oulra qualquer fabrica aqui em
, rernambucoeoulros muitosobjectos tendentes a esta mesma arte que seria enfadonho menciona-los.
j Aqui acharo quelles que presam a mo d'obra de um artista brasileiro, pelo zelo no seu traba-
Trecisa-se de urna senhora com as hablilla- |n0| pr0roplidao, delicadeza e seguranca. O aununciante d-so por muilo salisfeilo ao menos em
roes necesarias, que se queira encarregar da mslrar Bua fa7Pnda o fazer a capacitar raais do porto aseos freguezes da voracidade do aue acaba
ducacao de meninas no engenho Teologal da de (>xpor que s6 fom rl8 se poderl ,cr mai3 f e vis|a ig dos fregllPzes a sua ft*cndn L*
freguezis de Ilarreiros : a Iralar na rna da Moeda qil(, por cerl0 n:,0 deixaraode dar o devido apreco encarregando-se o mesmo annuncioole
n- Sl ar* : lisfazcr ao respeitavel publico c seus freguezes de qualquer encommenda que Iheseja feita
oaior prompiido e pelo que posslvel enconlrar-se em um artista deslro e zeloso.
K dkmann Irmos & C. avisam ao
respeitavel corpo do commercio que
ibram nomeados agentes nesta praca das
companinas de seguros mattimos de
Hamburgo-
Ensino de msica.
OITerece-separa leccinnarosolTejo.comotam-
bem a tocar varios instrumentos; dando as li-
exs das7 horas s 9 112 da noilera tratar na rus
'da Roda n. 50.
Precisa-se alugar urna prela que
sirva para vender na ra : nesta typo-
graphia se dir'.
Muil> se deseja fallar com os senhores abai-
xo declarados, na ruado ucimado n. 39, loja.
Antonio Jos de Amorim.
Antonio Francisco da Silva.
Ma'noel Jos Milote Meiriz.
Joaquim Jos Bolelho.
__ Alogam-so dous andares do sobrado da ra
da Cadeia n. 21, tendo commodos para grande
familia : a tratar na loja do mesmo.
O abaixo a3signauo, arrematan! da massa
fallida dt Tarrido A Veigo, faz diente aos eve*
.dores da mesma ntyssa, qu venham pagar suas
conta9 na ra do Imperador n 17, segundo an-
dar, defronte de S. Francisco ; e auuelle que nao
cumprir csbsdaver, ser chamfcdo pola aoole por
esloiornal. Outfbsiro declara mais que lera en-
carregado o Sr. Jos Berilo de Souza para rece-
ber dividas da dita massa.
Roga-se ao Sr. acad-
mico Jofto Josi' de Maura Ma-
galhes, queira apparecer A
esta typographia, afitii de se
lhe Callar acerca da obra que
mandou imprimir, visto nao
se poder saber qual a sua mo-
rona
do sa-
cn) a
CONSULTORIO
1)0
DHL )PB L
MEDICO TARTEIRO E OPERADOR.
3 RA DA GLOMA, CASA DO FIJMDO 3
Clnica por amitos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consullas lodos os dias pela manhaa, o de larde depois de 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao so para a cidade, como para os engenhos
ou oulras propriedades ruraes.
O chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manhaa e em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriploem que se declare
o nome la pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pesioas residentes no bairro do Recife 1.0
dero remelter seus billielAs botiea do Sr. J. Sounn & C. aa ra da Cruz, oit foja de
livros do Sr. .Tose Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annuncianie achar-se-ha constantemente os memores medica-
mentos homeor all icos i bem conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes...........109000
Dita de 24 ditos.................159000
Dita de 36 ditos................. 2tC(JG0
Dita de 48 ditos.....*........... 252000
Dita de 60 ditos...............- 50$000
Tobos avulsos cada um.............' 1*000
Frasees de tinturas............... 2000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, drnrgia etc.. ele. .......2050OO
Medicina dtueslica to Dr.Hring, com diccionario. 10^000
ftt-pcr'Wfi* tto nri McVo Morao> i .
Aluga-sc um grande armazem na ra da
Cruz, leudo sabida para a ra dos Tanoeiros ; a
tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
Esl para alugar o lerceiro andar da casa
D. 30 na ra da Cruz: a tratar na mesma casa.
De ordem do Illm. Sr- Dr. juiz municipal
da2n vara, e a requerimenlo do respectivo les-
lamcntriro e mais interessados, tem de ser ven-
dida a loja e dividas activas do finado Antonio
Francisco Pereira, no dia 17 do correle s 11
horas da manhaa, em casa da residencia do
mesmo finado, ra do Imperador n. segundo
andar; servindo de base a primeira propoala j
offerecida, sendo as fazendas pelo bataneo, como
tambera armacao e encannmento do gaz, e as
dividas com 00 0(0 de abate.
As novas propostas sero apresentadas em
carta buchada, na qual se dc-clarem os fiadores
e se oiTere^e o ultimo preco e com a assignaturas
dos mesmos dadores.
Ser entregue dita loja e dividas n quem em
ditas cartas offerecer maior vanlagem ora re!a-
co ao preco, praso e fiadores.
Pelo qu, sao convidados todos os rredores e
mais interessados comparecerem em dito dia
chora, no lugar cima designado, aflm de esco-
Iherera'as firmas que melhor lhes garanlam o
seu direito, sendo os ausentes considerados co-
mo adherindo o concrdala
Na ra da Gloria n. 91,4)a urna caria de in-
leressc do Sr. Dr. Francisco Joo Carneiro da
Cunta para lbe ser entregue.
Kobert l.iRhtbourne, Inglez, vai a Baha.
Jos da Silva Mendonca Yianna rctlra-se
para Portugal para tratar de sua saude.
;.~ O bacharel Francisco Jos Martins Peu-
na, tendo deixado o exercicio da dcle^acia
aj da primeiro districto deste termo, coiitiiiua
; no de sua prolisso de advogado, na ra
larga do Rosario n. 35, onde pode ser pro- f$
curado lodos os dias olis das 9 horas da
51 manhaa as 3 da Urde. fji
COMPANHIA
DO"
TS^ TE
All pOv 1 ^
Nao se tendo reunido numero legal
do votos para ter lugar a assemblea ge-
ral dos Srs. accionistas, sao os mesmos
convidados pela segunda vez a se reuni-
rem no dia 21 do corrente ao meio da
no escriptorio da companhia ra do
Cabuga' n. 16, primeiro andar, para
tratarem de negocios importantes da
companhia que teem de ser submetti-
dos a sua deliberacao e bem assim ap-
provarem o orcamento de receita e des-
peza decretando o 25* dividendo, ad-
vertindo-se que havera' sessuo comqual-
qruer numero de votos que comparece-
rem de contorraidade com o art. addi-
tivo ao 16- dos estatutos.
Escriptorio da companhia do Bebe-
ribe 16 de novembro de 1860.
O secretario,
Manoel Gentil da Costa Alves.
09000
A commisso encarregada'
das novenas de Santa 5
Cecilia, ||
faz sciente ao publico que deixa de hsver ^
novenas no sabbado e domingo em razo *
de nao interromper os artos da irmaoda- C
dade de N. S. do Livramento. Itj
Aluaa-se urna baua propria para plantar
capim e hostalicas, muilo boa por nao alagar neta
serSecca, na estrada de JoaO de Barros i qnetn
pnrtend** dirija c # ra ireU, l|a de cuica
tJr."rT,
Macas e peras
de lodas as qualidades que existen) em Portugal,
tanto em porco como a relalbo, sera lemle do
preco : vendo-se nicamente no armazem Pro-
gresso do Duarle & Irmo, no largo da Penha
numero 8.
Florencio Jos Carneiro Monleiro vende
cem milheiros de lijlos de al vinaria grossa da
melhor qualidade, posando cada lijlo \> libras
e rucia, pelo preco de 22^000 rs. o uiilheiro, em
sua propriedade em Apipucos.
Fruclas em caldas
recenleraente chegados de Lisboa, taes como pe-
ras, ameixas, alpelchos, morangos ginjas a 500
tis a lata : na praca da Independencia n. ii.
Yende-se una escrava parda, boa cozinhe-
ra, moga, do moito boa conduela : em casa do
tenente-coronel Vilella.
Vonde-se urna oonila muala que lava e
a engomma : a tratar na ra da Cruz n. 30.
Vendera-se na ra Direila n. 99 saceos com
farelo, dilus com l'arinba da Ierra, ditos com
arroz de casca, manleiga franceza nova, dila in- '
gleza a l'?280, e oulros muios gneros.
Vonde-se um escravo moco, bom carreiro,
esperto o sem vicios ; na roa do Caldeireiro n. 2. ;
Vende-seum escravo, cabra, com 10 annos i
de idade, proprio para o servico do campo, bas-
tante robusto ; a tratar na ra da Coaccico, na !
Boa-Vista, armazem do Sr. Rufino.
Wenceslao Jos Nuues dos Res vai para
Macei.
Vende-se o engenho Rrejo, de S. Jos, sito
na freguezia de Santo Anlo, distante da cidade
da Victoria 4 legoas, e 3 para a via-ferrea, me
com agua, e esl corrente, tem grande cercado e
muita trra en que so podo levantar mais duas
engenhocas tambem para moer com agua, muita
mata-virgen e boa casa do vivenda de pedra,
senzala, estribara, osa para bagaco, e todos os
mais ulercilios nocessarios : a tratar com I.uiz
Rarbalho do Vasconcellos, no engenho Sibir da
Sorra na freguezia de Ipojnca.
AOS fabricantes de velas, jn- 5.\ loja de tres portas, de
Vende-se o verdadeiro fio inglez, proprio para
pavios de velas de carnauba, tanlo em porgos
como a relalho : na ra Impoiial, taberna n. 37.
Ra do Crespo n. 17.
| Hecebcram riquissimos cortes de seda >
; de cores de 2 gaia 0 prelns bordados a '
' velludo, como vestidos de seda rosos '
e bordados a velludo proprios para senho- !
c ras "iiivas, manteletes de seda compridas i
5 o oulras bordadas com 2 bicos largos, ri-
g quissimas chapelinas de palha de Italia
g e de jedas brancos e de cores para se- '
nhoras, cortes do cambraia brancos bnr- S
dado? a 25$, sabidas de baile ou cap
Mbord.'daso mellior possivel e oulras la- >
zondas de ultimo goslo. ]
Rival sera segundo.
Na loja de miudezas da ra doQueimad-.
55, dcii-.iite do sobrado novo ha para rend.
pelos diminuios precos os seguintes artigos :
Dalia de sabonetes muilo finos a 00(1 rs.
Caries de clcheles com duas ordens a 2n t -.
Caixas de clchele:, balidos a CO rs.
Duzia de mcias cruas para homem a 3jj.
Hita de ditas pora senhora a :ia500.
Tares de meias para senhora a 100 rs.
Latas com banha muilo fina aSOOrs.
Iscas ,iara acender charutos, caixa a CO rs,
Phosphoros eru caixa de fulba a 120 rs.
Carlas de olfinetes muilo finos a 100 rs.
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Pares de sapatos de tranca dealgodo a I}.
Frascos de macass prroa a 200 rs.
^-Rftos^le dilo oleo a 120 rs.
Dozia de facas e garfos, cabo preto, a :J5.
\l*ares de sapatos de la para meninos a 200 r?.
"lUloWo luvas de cor lio de Escocia a 320.
Massos de grarnpas muilo linas a 50 rs
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouras muilo linas para costura a 500 r.
Ditas dilas para uuhas a ~>00 rs
Pecas de franja de la cora l vara? a S00 rs.
Ditas de tranca com 10 varas a 320.
I.inha Pedro V, cartocom 200 jardas a Hila com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muilo finos a 200 r-\
Oordo imperial lino e grossa a iO rs.
Oleo de babosa muilo fino (frasco) iOO rs.
Fililns eslreitas para enfeltar vestidos a 800
rs. a prca.
I.abyrinthos de muilo bonitos goslos por lodo
o preco.
Cordoes para enfiar esparlilho muilo grandes
a 100 rs.
Dilo para dilo pequeos a 80 r=
Pecas de tranca de lindo com 10 varas a 200 r*.
itaa de lranjadc seda prela com lll \ iras a
1S400.
Vara de dila a 100 rs.
Pares de meias de cores para meninos a 160.
Caixas para rap muilo finas a 1?.
I.inbii para marcar (caixa de 16 nvelos) a 320.
[\a na
Borzeguins a Garibaldi
para senhoras.
f. chegado loja do vapor na ra Nova n 7,
borzeguins prelos e decores a Garibaldi para se-
nhoras, do uMimo goslo.
As noivas.
Recebeu-se pelo vapor francez os mais moder-
nos corles de vestida de blonde, manas, tonca-
dos, luvas de pellica de lodas as cores ; e ven-
den)-se lamben) as mnis^commodas salas balao
de nova invencu ; na ra da Cadeia, loja n. 23,
de Gurgel & Perdigo.
Escravos pegas com Imbuida
des.
Urna escrava de idade 18 annos, recolhida, com
lodas as habilidades, 2 ditas por 1:800$ ambas,
1 dila de 20 anuos, 1 bonita mulata de idade 16
annos, 1 dita de idade 15 annos, muleca, 1 bo-
nito copeirn do idade 20 annos : na ra de Aguas
Verdes n. 46.
Na cocheira no largo do arsenal de mart-
ina n. 8, vende-se urna besla muilo nova com
bons andares, de sella, propria para viagens Ion-
gas, cabriolet o.u carro.
Liquidacao na ra I)i-
reita n. 104.
Comisas francesas finas, duzia 17g rs cortes
de vestidos de seda brancos e muilo finos a 40$
rs., ditos fantazia do.padroes novos a 129 rs.,
palitos pretos de pao a 15$ rs., corles de casi-
mira preto a 4tt rs., ditos a 6$ rs., cassas ada-
mascadas de 20 varas para cortinas a 8j> rs.,
alpaca prela muilo fina a 400, 600 e 800 rs. o
covado, brim de linho roludinho a 400 rs. o co-
vado, pannos de mesa de meio de sala a i? rs.,
chitas eslreitas a 160 rs. o covado, panno fino
azul e casemira prela de todas as qualidades por
barato preco e outras fazendas para acabar, por
batato pre^o, Tambem vende-as ama carteira
ora de amarelia o banco, indo oovo, proprio
pa.rs CBcrlplorlo, per bfiii.Hlm*'prP'|ni
Joaquim Jos Ribciro de
Oliveira & C., vendem-se
fazendas e roupas feitas por
menos de seu valor.
Paletots sobrecasacos do casemira prela de cor-
do muilo lina pelo diminuto preco de 20?.
Ditos sobrecasacos de casemira "do cores forra-
dos de soda por 18$.
Ditos sobrecasacos de gorguro do seda pretos
o de cores a 18$.
Dilos sobrecasacos de panno prrto muito ben.
forrados a 12>.
Dilos saceos de panno preto muilo finos forra-
dos de seda a 18$.
Ditos saceos de panno preto a 8$.
Ditos sobrecasacos de alpaca prela a .jrXht.
Ditos saceos do alpaca prela a 33500.
Dilos ditos de ganga de cores a 3j>.
Calcas de casemiras de cores linas a j'iOO.
Ditas de ditas inglezas a 7$.
Dilas dp meia casemira a 3*.
Dilas de ganga de cores a 2-5.
Ditas brancas do linho asselinado a 3*500.
Chitas francezas miudas muilo finas a 2 0, 170
e 280 rs.
Camisas francezas pintadas o brancas muito li-
nas a 2$.
Ceroulas francezas finas a 1*600 e 1$700.
Cortes de cambraia do seda a .">?.
Ditos de dita com barra de salpiquinhos a 4j|C0!i
l.a do quadros para vestidos, covado a 440 i-.
Cortes de tiscado fraucez com 13 1|2 covod is
a 25200.
Chapeos de sol do seda para senhora a2-J.
Dilos de dito para homem a 698OO.
Cortes de meia casemira a 2$.
e rosita oulras fazendas por diminuto prco
que se far patente aos compradores.
Vende-se e tambem alu-
ga-sc
urna escrava muito moca e bastante sadia, a qual
deu luz um cria que fallecen, o cha-se boj o
as circumstancias de servir para ama deleite,
por ter abundancia delle, e de bda qualidade
iram-Se na loiti de Mata IrraSos fe ? <- lai
ir Ati'n! p:


45Ra ireila ~ 45
ESCOLHIDO SORTIMEXTO
DE
Aproximando-se o lempo festivo, e sendo in-
riispensavcl que as lindas e amaveis fillias da
opulenta e potica Mauricea se previnam do que
o necessario para o resguardo dos seus mimosos
o pequenlnos ps; aitendendo tambem a que
umn crinolina empavesada nao pode estar de
acord rom urna bolina acalcanhada ou desco-
sida, assim como ura cavalheiro de calca baldo,
rom um borzeguim estragado, far urna triste
figura vis-a-vis do urna bella; considerandos tao
acertada* actuaran) no espirito do proprietariodo
oslabeleciineulo, j to conhecido pela roodici-
de dos prec.os do seu calcado, para reduzi-los
.inda mais, munmdo-se do um abundante sor-
limenlo e som dcfeito, que aprsenla aos scus
benignos freguezes (moeda em punhoj pelos
[irecos abaixo:
Senhoras
Borzeguins 32 a 59. .
Dito ditos. .....
Ditos ditos......
U4ARIO DE PERHAMBUCO. -JjABBADO 17 DE OVEMBRODK 1860.
D'AIIRIRA Arma?a<> i# HU U IH. Vende-se a armacao de urna loja para qualquer |f II l\
^ ^ rm estabefccimeoto: na ra Direila o. 87, garanto- M IWJUlViJ
Seus proprietarios offerecem a seus, numerosos fregueees e ao pubbico em geral. toda eaual-
------------------------1_w.w ..vD..^w^ au |iuuun,u n jjerui, ioua equai- pretende
quer obra manufaturada em seu reconh-acido eslabeliciment a saber: machinas de vapor de lodos W, loja.
OS Umanhns. rodus .Tutu. nirt.ni...l,. .!. j. t____________. ... e "
4*800
4#500
40000
Meninas
Bot zeguins 29 a 7 I.
Ditos 25 a 28. .
Ditos 18 a2i.

Homem
r>.s-8oo
5#600
5^200
------------------------------~~. oo.U......<.. o mug ludcuuidi ue vapor ue toaos
os uiaanhos, rodas d agua para engeobos, todas de ferro ou para cubos de madeira, moendas e
meias moendas, tachas de ferro balido e fundido de todos os lmannos, guindastes, guinchos e
bombas, rodas, rodetes aguilhas e boceas para fornatha, machinas para amassar mandioca e para
descarocar algodao. prencas para mandioca e oleo de ricini, port5es gradarla, columnas e moi-
nnos de vento, arados, cultivadores, pontos, cadeiras e tanques, boias, alvorengas, botes e todas
as obras de machinismo. Executa-se qualquer obra seja qual for sua natureza pelos desenhos ou
moldesque para tal Gm forem apresdntados. Recebera-se encommendas neste estabelecimenlo na
ra do Brumn. 28 A e na ruado Collegio boje do Imperador n.65 moradia do caxeiro do es-
labelecimento Jos Joaquim da Costa Pereira, com quem os prelendentos se podera entender oara
qualquer obra. i v
Vende-se a armacao de urna loja para qualquer
estabetocimeoto : na ra Direila n. 87, garanto-
te a casa pelo lempo que se convencionar : os
pretendeutea dirijam-se ra do Qucimado n.
FABRICA
DE
Sita na rua Imperial n. 118 e llO junto a fabrica de sabao.
DE
Sebastio J. da Silva dirigidaporoFranciscBeliuiro da Cosa.
Nesle estabelecimenlo ha sempre prompios alambiques de cobre de difiranles dimen-
coes de 300 a 3:000$) simples e dobrados, para distilar agurdente, aparolhos destilatorios
continuos para restilar o destilar espiritos com graduacao at 40 graos (pela graduado de Sellen
Cartier, dos melhores sjsteraas hoja approvados e conliecidos nesla ooulras provincias do imperi-
borabas de todas as dimencoes, aspirantes e de repudio, tanto de cobre como de bronza e ferro
orneiras de bronzede todas as dimencoes e fetlios para alambiques, tanques etc., parafusos de
bronze e ferro para rodas d'agua, portas para fornalhas e crivos da forro, tubos de cobre e
chumbo de todas as dimencoes para encanamentos camas de ferro com armacao e sem elle,
fuges de ferro potaveis e econmicos, taclias e lachos de cobre, fundos de alambique, passa-
deiras, espumaderas, coccos para engenho, folha de flandes, chumbo om lencol e barra zinco
em lencol e barra, lences e arroellas de cobre, lences de ferro e la to, ferro suecia inglez
de todas as dimencoes, safras, lomos e folies para ferreiros etc.,o outros mullos arligos poj
menos preco do que em oulra qualquer parle, desempenhando-se toda e qualquer encommen-
da cem prestesa e perfeicao ja conhecida e Qara comuodida.ie dos freguezes que se dignaren
honrarem-nos com a sua confianca, achao na ra .Nova n. 37, loja de ferragens, pessoa habi-
litada para tomar nota das encommendas.
Borzeguins. ...... 9 Ditos......... 8$800
Ditos prova de fogo e d'agua. 8$500
Ditos......... 6*000
Meios borzeguins de luttre. 6#000
Sapatoea com elstico e lustre. 5*000
Ditos arranca pelle, hezerro. 5600
Di los de hezerro. .... 5000
Meninos
Siipatr.es........r.,s00
Ditos. ........ojOOO
lia tambem nm variado sorlimenlo do lodasas
planea b procos nfimos, sondo os annunciados
Mmenle de primeia classe
RELOGIOS.
Vende-se emeassde Saunders Brothers 4
C. praca do Corpo Santo, relogios do afama
0>' abricante Roskell, por precos comniodos
e tambom-ancollins e cadeias paraos mesmos
ueexcoellnte costo.
*%JClitiiCllQIEi^lCJEIHU> HnrffUiUMiT^
S Seguro contra Fogo I
I COMPAHHIA i
j Mnnm
I LONDRES |
AGENTES
3r T ,,] *, fomnanhin cimento convidara ao respeitavel publico, principalmente aoe araigosdobom ebaralo, quese
-. J. ASliey a ^uujpauuitt.E achara em seu armazem de moldados de novamenle sonido de gneros, os melhores que lem
1 viudo a esle mercado, por serem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a maior parte delles viudos por conta dos proprietarios.
PROGRESSO
Vinho do Porto, genuino.
Rico de 1820. a
Stomacal de 1830.
Precioso de 1847.
As duzias, a era oimnhas, a dinheiro, por ba-
rato preco : vende-se na ra do Trapiche n.40,
escriptorio.
CAL DE LISBOA,
nova e muitobem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Becifen. 38, primeuo andar.
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sorlimenlo de calcado fran-
cez, roupafeita, 'miudezas finas e perfumaras,
udo por monos do que em outras partes : na lo-
a do vapor na ra Nova n. 7.
Cheguem ao barato
O Preguicaesi queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pecas ile hretanlia de rolo com 10 varas a
25?, casemira escura infestada propria para cai-
ga, rollete epalitots a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dila I iza transparente muiio fina a 38, 45, B,
e 65? a pega, dita tapada, com 10 varas a 5$ e
65>a pega, chitas largas da modernos e escolhidos
padresa 240, 260 e -280 rs. o covado, riquis-
simos chales de merino estampado a 7& e 85?,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 93 cad i um, ditos com urna s pal-
ma, muito Gnos a 855O0, ditos iizos com fran- S
jas de seda a 5, lencos de cassa com barra a :
100, 120e 160 cida um, meias muito finas pa-1 jo!
ra senhora a 4?> a duzia, ditas da boa qualidade ft
a 35 o 39500 a duzia, chitos francezas de ricos g
desenhos, para coberla a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 5900 a poja, e a 160 rs., m
o covado, brim branco de puro linho a 1, IS
12*200 e 15600 a vara, dito proto muilo encor- <
padoa 151500 a vara, brilhantina azula 400, rs.
o covado, alpacas de lilTerentes cores a 360 rs. o
covado, cesemiras pretasfinas a 2*500, 3#e
35>00 o covado, cambria prela e desalpicos al
500rs. a vara, e ouirasfnu'uas fazendas que se;
farpalenleao comprador, edtf todas se daro
amostras com penhr.
Apechincha, antes que se
acabe.
Saunders Brolhera 4 C. tem para Tender em
eu armazem, na praca do Gorpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto,recentimente
ehegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes i. Broadwood 4Sons de Londres,
muito oroDriosoara este clima.
GRANDE S0RT1MENT0
azendase obras feilasJ
Attenco
Na
L.oja carmaiem
DE
fies &BastoJ
Na ra do Queimada n.
46, frente amarella.
Sorlimenlo completo de sobrecasuca de
panno prelo e de cor a 25, 28j>, 30tf e
35, casacas a 28. 30 e35, palitots dos
mesmos pannos20, 22 e 25J, ditos de
casemira do cor a 163 o 18, ditos
Vende-se una taberna com poucos fundos
propria para qualquer principiante, sila as Cin-
co Ponas n 82, junto as casas cahidas, muilo
boa por ser de esquina e do lado da sombra, e
tem um grande solao corrido, com modo cala
muilo apreciavel aos freguezes do mato que gos-
fam de se arrancharen) onde comprara ; e por
isso quem quizer aproveilar lao bella onearMo do
quwer principiar aua vida e ganhar dinh)iru,
s dirigir-se ao dito lugar, que quera liver von-
tade todo negocio so faro. Adve c-se quese
vende o dito eslabclecin.ento pelo dfno ser docn-
ie e nao poder continuar.
Altenco.
Brito & C ptetendem vender sua loja de lonca
da ra Nova n,52: quem a pretender, dirija-se
aos mesmos na dila loja.
Vendem-se Ires canoas, duas de 1,500tijo-
i lose urna de 1,000, proprias para conduco do
jcapun, tambem se alugam ou trocam-se por li-
, jotos de alvenaria grossa : quem quizer negociar,
idinia-se a ra da Penha, sobrado n. 11.
| A loja encyelopedica I
Cuimaraes & Villar. 9>
;Ruado Crespn. 11.%
I Conlinuam a vender cassas de cores fi- |t
f xas a 210 rs. o covado. gollinhas e man- n
t, gilos a 5$, gollinhas linissimns a 3 '*
| gollinhas e manguitos prelos de fil a 55* 5
nianleletes de fil pelo a 15 e 20 fa- 3fe
l zonda superior, vestidos do phaniasia de ^V
. """""y111 a 15#- chite* francezas escu- %
I ras a 280 rs., para acabar.
- sac- JE ^
eos das mesmas casemiras modelo inglez <> TISaSS6 %iS*s Asa mrvfnwmnwrr
casemira fina a 10, 12#14 e 153, dos V***?** ?** ?SE ^^^S^1:;
lceos de alpaca prcto a 4g, ditos sobre %t
no de alpaca a 7, 8e0, ditos demo- C
de
MMkm
Largo da Penha--
Os proprietarios deste estabele-
r
ri selim a lOg, ditos de merino cordo St I Vpniio h*Z..t.. h j *
a IOS e 12, ditos de sarja prota trasuda S LJ"??5iT!!i !S?f pwta para bon<'-
saccos a 6S. ditos sobrecasacos da mos- Ka l Lfr Z222lB,tl- T bnrris m,,il"
ma fazenda a 8, ditos de ustio de cor e g ,,"V3uir '-'- "0' naulas do
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n.
2, lem tatas baldes abenas, do ultimo gosto, pe-
lo diminuto proco de 5.
Vende-se

Formas de ferro para
I purgar assucar.
i Euchadas de ferro.
J Ferro sueco. g
f F-spingardas.
g Ac de Trieste.
0 Pregos de cobre de com-
9 posico.
| Barrilha e cabos.
Brim de vela.
| Couro de lustre.
Palhinha para marcinei- !
ro : no armazeln de C. |
J. Astley A C.
Na rua da Cadeia n. 24, vendem-se as se-
guialPsfizendDs, pormelade de seu valor, para
liquidacio.
Bicos de seda brnncos e pretos, de todas as
arguras, vara a 160, 240, 400, 800 e 1000.
Um completo sortimonio de franjas de sedae
de algodao.
Chales de touquim a 10, 15, 20 e 35.
Ilotes de seda, velludo, de louca e de fuslo
do qnalidades finas, duzia a 200, 400 o 600 rs.
Cnllarinhos bordados de 500 rs., 2g, 3 e 4.
I'.nlrenreios finos, peras com 12 varas a lg.
Folhos bordados liras a 500,1, 2, 3500.
Camisetas com manguitos a 3, 4, 5 e 0;.
Ententes de flores a 6$.
Chapos de seda para senhora a lOg.
Casaveques do velludo a 40 e 60g.
Hitos de seda a 25.
hilos de fuslao a 8 e 12#
Filas de seda e de todas as qualidaJes de 160
r*. a 13500.
Ditas de velludo de 240 rs. a 1J.
Era casa de N. O. Bieber & Successorcs, rua
da Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marca Farre & C, urna das mais
acreditadas marcas, muiconhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho xerez em barra, cognac em barris e
caixas.
Vinagre branco e tinto em barris.
Brilhantes de varias dimenses.
I'.ther sulfrico.
Oomma lacre clara.
J.onas, brinzaos e brins.
Ac de Milao
Ferro da Suecia.
Algodao da Baha.
Presuntos a 320 a libra.
Vendem-se presuntos do Porto a 320 a libra,
vrido inlniro, e a retalho a 400 i, a libra ; de-
tronte da matriz du Boa-Vista n. 88.
Vende-se um sitio com l|i de le-
gua quadrada, e urna planta decoquei-
os de mil etantos ps, tem duas gran-
des cambias na Pontezinba freguezia de Munbeca :
a tratar na rua do Queimado n, 48.
Vendem-se tres molecas de 12 a 13 annos,
iima negra cem duas crias, um mulatioho de 11
Mino1', ura dito de 17 annos, bom boleeiro, de
boa conducta, e sem vicios, urna negra de meia
idade, lavndp.ira p cozinheira, por 600, urna di-
la por 1:2008. urna mulata com as mesmas habi-
lidades por 1:100, iiraa npgrn de 30 annos, ro-
u na e boa ganhadeira por 1-000$, e um mulato
Com cozinheiro ; lodos sp vpndera a prazo mi
n dinheiro, na rua Direila n. 66. escriptorio de
Francisco Mathias Pereira da Costa.
Armacao de loja.
Vende-se urna anuncio de urna loja que serve
pitra qualquer estabelecimenlo na rua Direila n.
87, e garante-se pelo lempo que convencionar-
se; quem pretender dirija-se a rua do Queima-
od o. 40, loja;
GRANDE SORTIMEXTO
branco a 4, 4$500 o 5$, colletes de ca-
semira de cor e preto a 5 e C, dilos de *
merino prelo para luto a 4 e 5, dilos &
de velludo prelo de cor a 9 o 10, dilos *
de gorguro de seda a5 e 6, ditos de x
brim branco e de cor a 2500 e3, calcas *|
de casemira de cor e preto a 7$, 8$, D SI
j, e 10, ditas para menino a 6 e 7, ditas *
||3 de merino de cordao para nomera a 5f o *
Xp 6, ditas de brim branco a 5 e G, ditas E
J| ilitd de cor a 3, 3500, 4; e 5, e de m
*i> lodas estas obras temos ura grande sor- v>
/g timonto para menino de lodos os tama- |g
8nhos ; camisas inglezas a 3G i duzia. Na >
mesma loja ha palctols de panno prelo *
| para menino a 1 g, 15f c 16. ditos do W casemira pira os mesmos pelo mesmo ffi;
preco, ditos do alpaca saceos a 3 e |*
3f500, ditos sobrecasacos a 5 e 6g para tt
os mesmos, calcas de brim a 2500, 3 o S
3500, paletots saceos de casemira de cor SB
a 6 e 7, loalhas de linho a 800 e 1 ca- ||
da urna. *f>
No mesmo eslabelecimento manda-se a
aproraptar todas as qualidados de obras jjj
lendentes a roupasfeitas.era poneos dias, pf
quo para esse fim temos numero suf- \
ficiente de peritos officiaes do alfaiatcs a|
rgidos por ura hbil raeslro de seme- ?
lhante arte, llcando os donos do eslabe- ^
lecimento responsaveis pelas mesmas a
obras atii a sua entrega. a|
Sebo e graixa.
Se' o coadoe graixa em bexigas: no armazem
u" Tasso Irmaos, no caes de Apollo.
trot 18 e 20?, bracclotos de
DE
CViocolale
dos molhores autores de Europa a 900 rs. a libia em porcao a 8oO n.
Marmelada imperial
do afamado Abreu, e de outros mais fabricantes de Lisboa em lalas de 1 a
rs., em porcao dse far algum abaiimenio.
Maca de lmale
em latas de 1 libra por 900 rs., em porcao veude-se a 850 rs.
lalas com er\\\\\as
vende-se nicamente no armazem progresso a 640 rs. cada huma.
Conservas francezas c inglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
ILatas de bolacnlnha de soda
com diferentes qtialidades a l600a lata
A.melxas francezas
2 libras a 800
Fazendas e roupa feita
NA LOJA E ARMAZEM
DE
a -s$ a sacca.
Arroz com casca londo a maior pnrle pilado
! proprlo para galianas e cavallos ; no Caes do Ka-
i mos n. C.
*J Machinas de vapor. $-,
^ Rodas d'agua. ^
j$ Moendas de canna. 'r
U Taixas. n
Sj Rodas dentadas. ^
@ Bronzes e aguilhocs. ^
*$ Alambiques do forro. ^
Q Crivos, padroos etc., ele. &*
9 Na fundicao de ferro de D W. Bowman, *
--.- -.- ww|lnlwmw lou, i g rua do Brum passando o chafariz.
convida a todos os seus freguezes e a todos i *. 9S9999 9S@
que desejarem lar um uniforme feilo com todo o Na fabrica de caldeireiroda rua Imperial
gosto dirijam-se a este estabelicimenlo que eov 2 a fabri" de sabao, e na rua Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porcao de folhas
dp7nPA 'i fr-^, < '.r-. -i r> t r t I .ti!. ,. .1 .-----1 J!
Joaquim Rodrigues Tavares de Mello
RUA DO QUEIMADO N. 39
em si:a loj de QIMTRO P0R1AS.
Tem um completosortimento da roupa feita,
conlrarao um babel artista chegado nliimamen-
le de Lisboa para desempenhar as obras a von-
tade dos freguezes, j tem um completo sorli-
menlo de palitots de fina casemira modello in-
glez, e muito bem acabados a 16D00, ditos
de merino selim a 12*000, ditos de alpaca
pretos a 5*000, ditos de alpaca sobre casacas
a 8*000, ditos com golla de veludo a 9000,
ditos de fuslo, dilos de ganga, dilos de brim,
ludo a 5*000, ditos de brim Je linho tranca-
do a 600O, calca de brim de linho muito su-
perior a 5000, ditas de casemira de cor a
92000
M mais novas que lem vindo a este mercado em compoleiras, contendo 3 libras por 3*000 rs. ?5000 l0*000, ditis de casemira pre-
eem alas de 1 li! libra por 1500 reis K!.?^"? *.!?!0fl?,.?iU!M' frAn;
Yerdadelros figos de comadre
em caixa com 10 libras por 3*000 rs. a retalho a 240 reis a libra.
Cavxinnas com H libras de passas
a 3*000 rs. cm porcao se far algum abalimenlo, vende-se tambem a retalho a libra a 500 rs.
Manleiga \ngleza
perfeitamenle flor a mais nova que ha no mercado a 1000 rs. a libra, em barril se far al-
gum abalimenlo.
Cha nerola
o melhor que ha neste genero a 2*500 rs. a libra dito hyson a 2*000 rs.
PalUos de denles llenados
a 200 rs. cem 20 macinhos.
nelxe sarel em posta
o melhor peixe que exzisle em Tortugal em latas grandes por 1600 rs. cada urna e de
oulras militas qnalidades que se vendem pelo mesmo preco
Manleiga franceza
a 560 rs. a libra em barril se far abatimento.
Tonclnho de lslioa
o mais novo qua ha no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
em caxinhas de 8 libras com deferentes qualidade? por 4*000 rs.
Tambem vend>m-3eosseguinles gneros, ludo recntenteme chagado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 48% rs. a libra, chourica milita nova, marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, maca de lomaie, perasecca, passas, frucias era calda, amendoas, notes, frascos com
amendoas cobrtas, confeiles, pastilhas de varias qualidade*, vinagre branco Bordeaux, proprio ,
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, macas da todas os qnalidades, Vi
cezes de panno fino fazenda muilo fina a 25*
sobre casacas de panno muilo superiores a 35*
ea 40&000, um completo sortimenlo de cami-
sas fracezas, tamo de linho como le algodao
e fuslo vende-se muilo em conta, afim da que-
rer-se liquidar com as camisas,
pechincha.
Na loja do Preguica, na rua do Queimado n.2
lera cobertores de algodao de cores bastante
grandes, proprios para escravos, pelo baralissi-
mo preco de lfl.
Carros.
Vendem-se dous ricos carros mu bem appa-
relhados e elegantemente pintados: no largo do
Corpo Santo, escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira A Filho.
Vende-se na rua do Livrmeuto
n. 19, borzeguins francezes a 6f, dito
de bezerro a 6$, dito de vaqueta a 7$.
Abacaxis.
6 la para bordar a"c$io'o'a libra, trancaMoH-
lSuiT^nn"" 8 r0Upas dafps,a a'800. 1.
SKHHK?a# pes"' s-'10, Pad,e* dilTerontPs
colheres finas, facas, Innchanles. P|C. n rua
do Oueimado b. 33 A, Cuimaraes fc Rocha.
Pormetade (losen
valor.
Rua do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e pliamasia, muilos lindos. d,>
duas saias, pelo baralissimo preco do 10 cai
, um corte. '
Vende-se azeile de peixe a 400 rs. a garra-
fa na rua Direila, taberna do Jos Pinto di
O Boortms de soda otomana de eongS
g proprios para passeio e sabida de baile S
@ ullimo gosto, ni Z
Loja de m armo re.
I Admirareis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, senhores de ence-
oho, azendeiros, etc.. devera eslar provenidos
com estes remedios. Sao tres mediran.enios com
?esueS S CU'a eficazineDte as ri'cipaes nu>-
Prompto alivio de Radway.
Inslanlaneamente alivia as mais aceras dore
e cura os peiores casos de rheumatimo, dor d
caneca neyralgia.diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, mdigestao, crup, dores nos ossos, contuso?*
caUoeZan!lr?, er"PCBes cutneas, angina, reten-
'.ao de ourina. etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura lodasas enfermidadesescrophuloses chro-
nicas esyp hlilicas; resolve os depsitos de nao,
humores, purifica o saneue. renova o svsiena"
prompto e radicalmente curo, csrrophula* vere-
reo, lumores glandulares, ictericia, dores 'de 05-
sos, tumeres brancos.afeccoes do figao e rin's
erysipclas, abeessose ulceras de todas as elaf&eV
molealiaa d'olhos, difliculdade das recias'das
mulheres hioocoiidria, veneieo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
pararegularisar o systema, equilibrar a circula-
cao do sangue, inleiramente vegetaes favorave
em todos os casos nunca occasiona nauzras ni 111
dores do ventre, dses del a 3 regularisam, de 4
ajspurgam. Estas pilulas .-ao efllcazes as aflec-
oes do ligado, bilis, dor de cabeca, ictericia, n-
digestao, e em todas as enfern.iiiades das mu-
lheres, a saber : irregularidades, fluxo, releL-
roes, flores brancas, obsirucroes, histeiismo, ele.
sao do mais prompto efleilo a escarlatina, 'eLie
biliosa, febre amarella. e em lodas as ebres-n a-
ignas.
Estestres importantes medicamenlos vem a-
companhados de insiruccoes impressas que 105.
Bartholomeu Francisco de Souza. rua larga do JL^EA,* ",DB*. ancira de
Marin. 36. rondH. l^SJStZSJl!. &S?!1^^e.m. 1lq?er enferm.dade. Es.So ea-
de zinco, ja preparada para telhados, e pelo di-
minuto areco de 140is. a libra
IVeiilc-?ve 1
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Biscoutos
Emcasa de Arkwight & C.,
Cruz n. 61.
rua da
Botica.
Vendem-se por todo o prego os melhores que
apparecem no mercado, por serem colhidos raa- i"--------------* "!. i.m ^aaa. uc j. r .
diiroi, assm como se apromplam remeasas para hnston & C. rua da Senzala n i2
fora da provincia: na rua estreita do Rosario nu-
mero 11.
Rosario n. 36, vende-se os segontes medica-
mentos :
Robl'Affecteur. |
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes. i
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vormifugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Unguento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmathico. *"
Vidrosde bocea larga com rolhas, do 2 oncas
filil urss. *
Assim como tem um grande sorlimenlo de pa-
pel para forro de sala, oqual vende a mdico
preco.
Vendem-se libras sternas, em
casa de N. O. Bieber & C. : rua da Cru*
n. 4.
Arado* americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jr>
rantidos de falsiOcacao por s haver venda no
, armazem de fazendas de Raymundo Carlos l.eiie
&lrmao, na ruada Imperalriz n. 10, nico
1 agentes em Pernambuco.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallaringlez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso df
todos os estabelecimentos de instiuccSo,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
i A 3:500
O sacco de milho
de alqueire: no largo da Assembla, armazem
, de Aolunes Cuimaraes & C.
l(ecebau-8e e continua a receber-se por
^ todos os vapores artigos de modas para @
horaens, incluindo calcado do Molis na @
Loja de mnrmore.
coberlos e descobertos, pequeos e grandes da
ouropatente inglez, para homem 0 senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
ivndospelo ultimo paquete inglez : emcasa di'
oSuthall Mellor 4 C.
Em casa de Joo da Silva Fa-
ria na rua da 'Cruz' n. 30,
veude-se o seguate:
inho branco Bordeaux: eugarrafado.
gomma raimo una, ervnuas irauceza, cuaupagiie uas mais acieaiuiua marcas, ceiveju ue ouas, Jilo linio dilo dito.
spermacete barato, licores francezes muito fiaos, marrasquino de zara, azeile doca purificado, azei- AD^niho engarrafado"*
tonas muito novas, banha de porco refinada e outros muilos gneros que encontrarlo tendentes a; Kirsch dito.
molhados, por isso prometiera os proprietarios venderera por muito menos do que ou tro qualquer, Licores dito.
prometiera mafs tambera servirera aquellas pessoas que mandarera por nutras poneo praiicas como!^8D sa viessem pessoalmente; rogara tambera a lodos os senhores de engenho e senhores lavradores FrawOTdefrutas em calda e em
queifara mandar suas encommendas no armazem Progresso, que se lhes affianca a boa qualidade e Ditos de conservas em vinagre!" 8gua eD e-
0 acondicionamento, Ameixas em frascos e latas.
.""fVl'ggr 9*4'Loja das'seis norias em
Anda ha urna nnnnena munKiii/i. ,iQ I
Trente do Livramenlo.
Anda ha urna pequea quantidade de ancore-
tas deste vinho sem confeicao, e proprio de doen-
es : na rua do Vigario n. 19, primeiro andar-
Gomma e velas-
para conservas, cuaruiu* nos iiiuiuurt!? moneamos uh aun rn\, mui;a.> u* lu-ius &s qiiHiiaaaes, viono oranco ;
goraraa muito flna, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de dilan, Dito linio dilo dito.
snormacalu karaln Iiiinrafl fram>aiui mniln fifiru mnrraaaninn da lttn aiaila dnea nurificilHit 7o!. 110 OIIO QUO
Vende-se ommi a 110 rs, a libra, esprmace-
le a 680,.aeite de carrapato a -140 garrafa : na
Iravesa do paleo do Peraho o. 16, cafa piulada
de amarello.
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. 6 co-
vado. ditas estrellas a imitacao de ISazinha* .>
160 rs., cassas de salpicos brancas e de cores <
Dnnn r>.a ba1 j 200 rs. o covado, pecas de esguiao de algodao
Kara OS SentlOreS ierradOreS e muito fino a 3$ a peca, dilas de bretanha de rolo
1 ,^.r>h^:...^. comlO vmasa 2#, riscadinho de liuho al60rs.
o covado, chales de merino estampados a %f,
lencos hrancos com barra de cor a 180 rs., ditos
cocheiros.
Vende-se umn porcao de ferraduras de todos
os taannos ; na rua do Queimado n. 53.
Vende-se urna escrava de 28 annos, pouco
maisoumenos.com principio.de ludo : a tratar
na rua da Cadeia Vlha do Recife n. 56, escripto-
rio de Leal & Irmao.
com bico a 200 rs algodao monstro de duas lar-
guras o melhor que possivel a 640 rs. a vara,
mussulioa encarnada a 240 o covado, fil de li-
nho prelo bastante largo. A loja esta aberia at as
9 horas da noita.
MUTILADO


_-^-
nUBIO 0RPEBN4
7 DB OVEMBRQ DE 1<360.
W
AAifcNiAA
DA
FUNDIDO LOWMOW,
Ra da Senzalla Nova n. 42,
Nesle eslabelecimenlo contina a haver um
completo soriimento de moendas e meias moen-
das paro engenho, machinas do vapor e uixas
do jerro batido e coado, de todos os tamanhos
para dito,
Potassida Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhacido e acreditado deposito da
na da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambera cal virgem em
pedra, ludo por precos raais baratos do que em
outra qualquer parle.
Vialio de Bordeaux.
Em casa de. Kalkmann Irmos&C, ra da
Cruz n. 10 .encontra-se o deposito das bem co-
ntiecldas marca dos Srs. Rrandenburg Frres
.. dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, om Bor-
deas.! Tem as seguintes qualidades :
De Urau'deiiburg frres.
St. Estph.
si. Julien.
Margaux.
Laroso.
CUtean Lcoville.
C i.iteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Julien
st. Julien Mdoc.
Cnateau Loville.
SYSTKMA J1LD1LU DL HULLUUdl.
PILULAS HOLLWOYA-
Este ineslimavel especifico, composlo inleira-
mente de hervas medicinaes, nao contare mercu-
rio neiD alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais lenra infancia, e a compleitjao mais
delicada igualmente promplo e seguro para
desarreigar o mal na eonipleic.no mais robusta ;
enleiramente innocente em suas operacoes e ef-
feitos ; pois busca e remove as doenc-as dequal-
quer especie e grao por mais antigs e lenazes
que sejam.
Entre miniares de pessoas curadas conteste
remedio, muitas que eslavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e torgas, depois dehaver toma-
do inultimenle todos osoutros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se a des-
esperarlo ; fagam um competente ensaio dos
efficazes eil'eitos desla sssombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar esto remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
casa ha para
Na rn usina
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac eiu barris qualidade Tina
Cognac em caixasqualidade inferior.
C'irveia branca.
As mulliores machinas de coser dos mais
afamados aufores de New-York, I.
M. Singer & G. e Wlieeler & Wilson.
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas uestes dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do da ou
da noiie, e rcsponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranza :
no armazem defazondas
do Raymundo Carlos
Leite & Irroaos ra da
amigamente aterro da Boa-
Inperatriz n. 10
Vista.
Uua do Que\mai\o \\. $9
Lojade quatro portas
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, fazenda
mnilo superior com pequeo loque de taofo a
00*000, ditos sem defeito a 100*000, tem um
resto do chales de loquim que estc-se acabando
a 303000, ditos de mirin bordados com pona
redonda a 85000, ditos sem ser de ponta redonda
a 85000, ditos eslanpados com listras de seda
em roda da barra a 9*000, ditos de ricas estam-
pas a 7*000, ditos de ganga franeeza com fran-
ja branca a 2*000, dilos sem franja e muito
encorpado a 2*000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfeitados a
259000, dilos muito superiores a 30*000, en-
Accidenles epilpticos
Alporcas.
Am polas.
Areias (mal de).
Aslhma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou extenua-
do.
Debilidade ou falla de
forjas para qualquer
cousa.
Desinleria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidadesno ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febrelo da especie.
Gotla.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
lnlammacoes.
Irregularidades
menslruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de podra.
Manchas na cutis.
Abslrucc,o de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengo de ourina.
Rheumatismo.
Symplorarjs secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Febreto ntermilenle.
Vende-se estas pilulas no ostabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
lodosos boticarios droguista e oulraspessoas en
carregadas de sua vendaein toda a America do
Sul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocelinhas a 800 rs. cada
KENltlU INUMHARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacoes
podem testemunhar as virtudes desie remedio
incomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso que dalle fizeram tem seu corpo e
membros inteiramente saos depois de haver em-
pregado intilmente outros iralamenlos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravillosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
relatara todos os dias ha mijitos annos; e a
maior parte deltas sao lo sor prndenles que
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
; pessoas recobraran) com este soberano remedio
jo uso de seus bracos e pernas, depois de ter
permanecido longo lempo nos hospitaes, onde
deviam soffrer a amputado 1 Dellas ha mu-
cas que havendo deixado esses, asylos de psde-
limenlos, para se nao submeterem a essa ope-
rado dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
guraas das laes pessoa na enfuso de seu reco-
nhecimento declararan) estes resultados benefi-
complelo surtimenlo de chapeos prelosfrancezs- os dianle do lord corregedor e outros raagis-
do melhor fabricante de Paris, os quaes so vone1 uados' aDm do mais autenticaren! sua afirma-
dem a 7*000, dilos a 8*000, dilos a 9*000, uv"\
dilos muito superior a 10*000, ditos de castor I ^'"Suem desesperara do eslado de saude se
drelos e b.-ancosa 1G*00O, o melhor que se "vess bastante confianga para encinar este re-
pode desejar, chapeos de feltro a Garibaldi do medl co"*iaii temen le seguindo algum lempo o
muito superior massa a 7*000, ditos de copa lra.,amenl0 'l"e ni*esslasse a natureza do mal,
baixa para diversos precos, ditos de palha escura cujo resultado seria provar incontestavelmenle.
de varias qualidades que so vendem por prego "~"u< cura-
A2S;00 o sarco de la-
rinha,
com loque de mofo, esl.0 se acabando : no lar-
go da Assemblea, armazem de Auluues Guima-
mares & C.
Cera de carnauba,
nova e de qualidade especial: no largo da As-
semblea, armazem de AulunesGuituares & G.
Ra do Queimado
n. 39.
Na
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TA VARES
DE MELLO.
Cbegou ul ti m amen le a es le eslabelecimenlo um
barato, boneis de veludo para meninos a 5*000,
ditos de palha escuras e claras a 4*000, dilos
de panno muito bem arranjados a 3*500
chapeos de seda para senhoras a25*000 muito,
supericres, dilos de palha escuras proprios para
campo a 12*000, ditos para meninas 10*000,
chapeos de sol de seda inglezesa 10* e a 12*
muito superiores, dilos francezes a 8*000,
ditos de panno muito grandes e bous a 4*000.
sapatos de valido a 29000. ditos de tranca a
1*000, sinlos de grugurao para senhoras e me-
ninas a 2*000, coeiros de casemira ricamente
O uiigruento he
lamiente nos
Alporcas
Caimbras
Callos.
Anceres.
Cortadurts.
Dores de cabeea.
das costas.
- dos mertbros.
Emfermidades da culis
em geral.
' Ditas do anus.
bordados a 125000, e mitras rauia fazendas1 rlTLHHL""I!!!1 ...,.,,
..... Lrupeoes escorbulicas.
5fl doivfir'ir nn nnm
que a vista dos freguezes nao deixaro de com-
prar.
Campos (L Lima
Fstulas no abdomen.
Fialdada ou falla de
calor ti
des.
Frieiras,
as extremida-
receberam una factura de chapeosvle sold se-
da parp homem, leudo entre esles alguB_nequc-.
i nos que serven) para as senhoras que vopara o Gengiva escaldadass.
una dallas, contera urna mstruegao em portu- campo lomar bauhos se cobrircm do sol, exorno Inchacoes.
guez para explicar o modo de se usar deslas p-j a porcao seja erando se resolvero vendrmelo iniamac; Jq fijado
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruzn. 22, em l'er-
nambuco.
A 21400 o curie.
NO
Armazem de fazendas da ra
do Queimado o. 19.
prego de 6* e 6g500, e alguns com peque
feilo a 5* : na ra do Crespo n. 16.
ro de-
ulil, irais particu
segruintes casos.
lnflaumago da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptil.
Picadura de mosquiles
Pulmes.
(Jueiraadelas.
Sarna
Supuragoes ptridas
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das arculages.
Veias torcidas ou
das as pernas
Terrenos pertoda
praca.
Caminho dos mnibus.
Os herdeiros do commcudador Antonio da Sil-
va vendem sua ptopriedade, no lugar da Casa
Forte, em sortea de ierra -a vouiade dos compra-
dores com a nica restriego de nao lerem menos
de 30 palmos de frente, e fondo designado pela
respectiva planta approvada pelas autoridades
competentes, o engeuheiro Antonio l-'elidoo
Rodrigues Selle o encarregaao das medigoes
precisas, e pode ser procurado no ruesnio sitio,
ou na run eslreia do llosnio n. 30, terceiro an-
dar, ou na praca do Boa-Visla, botica de Joaquim
Ignacio itibeir Jnior : os prelpiideules podem
dirigir-se igualmente para qualquer proposla ou
esclarecimento ao herdeiro I.. A. DuLourcq, no
seu sitio na Capunga.
Rap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-1
ca de Joiio Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap sem duvida o de melhor qualidade
fabricado ueste imperio, araba de ihegar e ven-
de-se no deposito, ra do Vigario n. 23, escrip-
(orio.
Gama & Silva,
na ra da Imperatriz, ouU'ora aterro da Boa-
Visla n. 60, vendem para liquidar-so as fazendas
seguintes, por menos de seu valor.
Cortes de vestidos de la e seda a 13*, pegas
de bretanlia com 10 varas a -I*, dilas de rolo com
10 varas a 2)j, ilialys de cores muito bonitos, ro-
yado a 800 rs., hilar de seda lidos padres a 800
rs., laazinhas de quadrinhos e muito linas a 400
rs. o covado, Oilas bareges de quadros o covado
a 280, merino de urna so tur para vestido a 310 o
covado, (hitas franeczas escuras o covado a 240
2C0 e 280, liscados iargos francezes o covado
200 rs., mussulinas matizadas o covado a 200 rs.
cassas francezas para vestidos o covado a 240,
ditos mullo finos a 300 rs., corles de nscaoos
n.onslros para vestido u 3*. cambiis de salpico
muito fiua a vara a 800 rs. ditas brancas e de cor
4(,u rs-. enfeites de vidrilho pretos e de cores a
g, gollii.has de traspaso muito mas a 3*, gros-
dtnaples muito encorpaflos o covado a 2*, de lu-
do se dao amostras, litando penhor.
Roujia ieha para liquidar
na ruada Imperatriz u. 60,
loja de Gama & Silva.
Vendem-se5carros novos com lodosos g
arreios : na ra Nova n. 21. Q
Vende-se por necessidade urna mulati-
nha propria para ama de meninos ou para en-
carregar-se da administraran de urna casa por
ser muio fiel e cuidadosa, engomma com loria a
perfeigao, eosinha e coze, roupa desenhora :
quem a pretender annuncie por esle Diario
que sei procurado.
[elogios
fca
' Em casa de Sdiafleitlln i^ C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado soriimento
i de reloglos de algibtira horsoAUes, paleles,
chronometros, roeioschronomelros de ouio, pra-
no- 'a dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
, gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
, vondero i^or precos razoaveis.
> ende-se este ungento no eslabelecimenlo (
geral de Londres n. 244, Slrand, e na loja
RuadaSenzalaNovQn.42!deto,]oso5oiicarios d,suisias e ouiras pes-
Vende-so em casa de S. P. Jorthsion & c oas etTcj/regadas de sua venda en, loda a
vaquetas de lustre para carros, sellmse sill.Ges' AT? d SU'' IIav,na e lUs^hhi-
inglezes, cindeeiros e castigaes bronzeaSps, lonas
inglezes, fio de vela, chicle para carros/^e-mon-.
laria, arreios para carro denme dous cvalos
e relogios de ouro paienle inglez.
Corles de chita franeeza pelo baratissimo prego
e 2j0, a ntes que se acabem.
Vendem-se tres vaccas
comeras prximamente chegada de, nhoras na '
Lisboa : na rua do Urum armazem nu- 2 I--ft
;@ ftecebcu-se recenlemcnte e continua a ^,
receber-se dreel3menle de Paris o I.on- ^
. \f& dresporlodososvapores.de cncoromeo @
* da especial, artigos de modas para se- 0:j
mero 5S.
Vendem se duas moradas de casas ferrase
em Olinda, sendo urna na rua do Ampiro cora
bastantes commodos, quintal murado, e estriba-
ra para 2 estallos ; c a oulra na rua de S. Fran-
cisco com bom quintal e cacimba propria para
quem precisar lomar banhos salgados por ser
muito perlo, ambas por preco commodo ; a tra-
tar na rua do Amparo, casa contigua a oseada
que sobe para a igrefa de N. S. do Amparo.
Loja das seis porlas em
frente do Livramenlo
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos gostos a 200 rs. o eo-
feilesde vidrilho prelo a 3&000, ditos de retroz vado, ditas estreitas de cores escuras a 160 rs ,
a 3&500, organdisda mais fina que ha no mer- Pe?as dc hrelanha de rolo com 10 varas a2',
cado a 19000 o covado, esmbraias de cores ".I 5?5!Lie j!g?dio "L10 ?noa^' ris"
i i- 4 i- i onn ii. cadinho de linho a 160 o covado, lencos brancos
de padroes muito delicados a 800 rs. a vara, ditas Com barra de cor 120 rs.. ditos brancos com bi-
d ouiras qualidades a 600 rs. a vara, ricas chitas
farncezas de muito boas qualidades a 280, 300,
co a 200 rs., algodo monstro com duas larguras
a 640 a vara, laazinhas de duas larguras, fazenda
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode 1,0" f"" T'ido? a,5,00 vado enfiles de
.' ., ^ v | tranga com lago de fita para cabeea de senhoras
imaginar, peitos para camisa a 240 rs. cada urna, I a 2500. cortes de riscado para vestidos a 2J, pe-
corles de casemira de cores a 6J500, dilasem cas de madapoiao com 4 1|2 palmos do largura a
pesca de quadrinhos a 4$000 o covado, gollinhas 4JM00, chales dc merino estampados muito finos
de muito bom gosto a 19000, dilos de outros
bardados ricos a 3-S000, manguitos de cambraia
bordados a 3#000, tiras bordados e entrimeios
que se vendem por prego commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de criangas, e capinhas
para senhoras a 19400 rs. o covado, corles de
cambraias de salpicos a 5$0O0, corles de cam-
braia enfeitadas com liras bordadas a 69000,
e outras muitas mais fazendas que ser difcil
ajui pode-las mencionar lodas.
Rocebeu-se um completo sortimenio de @
i lindos vestidos de seda edephantasia.com s$
;> 10 babadiuhus ou saiote : na rua da Cadeia
y loja n.23, de Gurgel &. Perdigo.
w** zrtsw *xnm flwr Krrrm wnmirmir km vw y&Bit iflBwt*
<& Recebeu-se ricas taimas de seda fei- &
liS. las de croxe, capinhas, capas de grosde- p
:),! naple o manteletes, fitas para sinto e 3
*t> grosdenaplcs de quadrinhos em pega pa- <*
r covados na rua da Cadeia loja 23, >
fk de Gurgel & Perdigo.
Calcado de Mellics
Na loja do Arantes vendem-se a dinhelro &
vista borzeguins do Mellis de cordavao, bezerro
\ erniz, e pellica a 139, sapaloes de bezerro, dito
de cordavao a 89.
a 69. A loja est aberla al as 9 horas da noite.
Farelo a 4# 500, e milho a
4$rs.
Na taberna ea estrella no largo do paraizo nu-
mero 14.
Vende-se
um escravo de meia idade, bastante robusto pora
todo servigo, o lem ludo ornato de habilidade,
assim como forneiro, caiidor, camarueiro e ca-
noeiro : na rua do Queimado, loja n. 69.
.ojade marmore.
%W
fe
Loja da seis porlas em
lenle do Livramenlo.
Roupa feita barata.
Paliloisde casimira escuras a 4^000, ditas de
alpaca prela 4500O e 55' 00, camisas brancas
ede cores a 29000, dilas de fustao a 23>500
serolas muitas finas a 1$600 e 29000, palitots
debrim pardo a 39000 caigas de casemira pre-
la e de cores, palitots do panno preto sobre casa-
cas, colleles de casemira prela ede cores, dilos
de veludo preto e de cores ; um completo sorli-
meniode roupas feilas
Vinho Bordeaux,
Palmer Margaux, em caixas de urna du?ia, autor
Julos Hue iS C, na rua do Vigario n. 19, pri-
ii.tiro andar.
Carvo. animal
de superior qualidade, \ indo de Lisboa ; na rua
do Vigario n. 19, primeiro andar.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, lera sempre no seu depo-
sito da rua da Moeda n. 3 A, um grande sorii-
mento de lachas e moendas para engenho, do
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ruado Trapi-
che n. 4,
800 rs., cada bocetinha contm i
urna instruecao em portufjnez para explicar o
modo de fazer uso desto ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum, i
pharmaceulico, na rua da Cruz n. 22. em;
l'ernambuco.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnslon Pater & C,
rua do Vigario n. 3, um bello soriimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tsmbem
urna vaiiedade de bonitos iranrelins para
memos
Calcas de casen.ira de cor muilo linas a 7^, d.
las de brini de linho brancos muilo fino a jf,' di-
tas de sorgo rao escaro a 3, dilas de brins de co-
res a 2g, 2t50O e 39. colletes de velludo, ditos do
seda e outras qualidades, nalelols de alpaca prela
muito boa fazenda c 5-3, dilos de princeza prela
@@@ @-S Ia e^' d,!lus d.e xeriu preto a 7g, oiios de panno
Eslgf fe ('"-'o nno, dilos de nscadinho levizinhos a 2gC0
Vende-se um grande sitio na es-
trada do Arraial, com casa de vi\inda,
cacimba de pedra e cal, com excedente
agua de beber, bastantes arvoredos de
fiuctos de diversas qualidades : a tratar
com Joi ^Jaiques no n.esmo sitio con-
fronte ao sitio dos baritis.
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da vellia
e nova safra a puco de 9: no antij'o
deposito do largo da Atsemblea n. .
Rua da Senzala anligo ilepo-
s!to do gelo.
Vendem se barricas com macaes de
uiuito boa qualidade vindas no gelo a
C.S a barrica, assim como o gelo a A$ a
arroba, o deposito estara' aberto todos
os das das9 horas da manh&a as 5 da
tarde.
Calcados baratos, na loja
do Arantes, Praca da
Independencia ns. ] e
15.
Calcados para homem.
Borseguins elsticos gaspeados veruiz. a 7(000
Bonoguinselsticos ga.'peados beerro
sendo sola palenle.................. 7-mu
Bolins de bezerro francez.............. ;lil)0
Sapaloes de couro de lustre............ 3$C00
Sapaloes para menino................. 2JO00
Sapatos dc tranca...................... 18280
Sapatos de couro de lustro e entrada
baixa................................. 49000
Sapatos de couro do lustro e entrada
baixa para baile...................... 3*000
Calcados para seuhora.
Suissos.
I Cimento ii^Iez. I
f Vende-se o muilo rorihecido e arredi- lado cin.enlo para colar loura, vid ros, |g
p tarlarnpa, maiim ele. : na loja de fazen- oj>
^ das da roa do Gabug n. 2, a 5 rada un ^
$f vidro dinlieiro a vista. 5p>
mm
mm
.na do Crespo
loja n. 25 de Joaquini Ferreira de S, vende-
se por precos har lissimos para acolar: ves-
' liidos de larlauna bordados de seda a syoOO, rrf''-ui"s ,*'J gwpeados de rer-
Os _____ ,. aA _. niz com salto e fa/mda dejcre.___ a !
'rgacdi de cores muilo linas a 320 rs. o co- Sapi,,oa de c(,,ir ,. |ll8tr0.7"......... ,J
ooo
II
Sapatos de marroquim................. 1)000
Sapalos de duraque.................... 5ufl
Vende-se outros muilos calcados baratos coni
dinheiro a visti.
200 rs.
vado ,cas?as de cores a 240 rs., e-hila larga a
j 20(, e 240 rs., capas de fuslo enfeiladas a
i 5?0C0, casaveques de cambraia e fil a 55000,
perneadores de cunibraia lordades a G?00,
buhados a 320 rs. a vara, liras bordadas mui-
to finas a 1?5(0 a pega, riscado franceJ,firio
limi.ivA i!a f rAii
  • n lv 'a 1G0 rs- o covado, golinlas de ponas ),or- o covado de cassa franela, f.zenda pee hincha :
    a 2J>000, camisinhas bordadas muilo finas a
    r-'iMfi ni piii t\i\ Hmd !2*(J0cnita ,arra com lus,r e ir,uii f"18
    I UlUili lili I 11(1 UU y Ovl propria para coberla e roupoes a 320 rs., es-
    guiao de linlio a 1;)200 a vara, roupoes de
    Alpaca branra c veidadeiio merino da du-
    na, propria para a contraria de ossa Senhora do
    Livramenlo : em casa de Julio & Conrado.
    mudo.
    seda feilos a 125OOO, vestidos de seda mofados
    a 8#000, luvas arrendadas a 100 rs. o par,
    Ricos corles de gaze de seda e phantazia com vestidos de grosdonanle prelos com barra de
    duas saias, (pela terca parte do seu valor) a 10 cor a 20>000, palitos de pao preto e de cores ,
    cada corte. ^ j de 16,5000 a 205000, sobrecasacas de panno!
    LeilCeS e COberaS. I muilo fino a 2oC00, cateas de casemira pula1
    l.enroes dc bramante, dilo de panno de linho, e de cores de 6$()0 a KffOOO, dilas de biim
    coberts a chineza pelo barato preco de lJSOO.
    Escravos fgidos.
    Escrava fgida,
    Fugio/1-! do enrrente a prela Maria, de nnro
    tugla, j; vi"
    Vestidos de seda.
    Ricos veslidos de seda para meninos e meni-
    branco e de cores de 2j>0(J0 a 5?C00, palitos
    debrim branco e de cores de aftGO a gOOO,
    ditos de alpaca de 3()00 a 800O, brim
    as, fazenda superior, feitos no Rio de Janeiro trancado de alcodo com 9 palmos de larr-ura
    por urna das memores modistas, o pelo barato '
    Recebeu-se um completo soriimento de
    pulceiras de sndalo, botao para colele,
    extraloa, cssencia e bauha una : na rua
    da Cadeia loja n. 23, de Gurgel & Per-
    digo.
    Vinagre branco,
    superior.
    Vende-se vinagro branco superior em barris de
    luiato. por preco commodo ; n rua da Cadeia
    do Recife n. 12," escriplorio de Bailar & Oli-
    veira.
    'i 3ai>SW^IW9lW9Hw WWW-1 ,IW-WBrWWV**1 S
    Recebeu-se os mais modernos cha-
    ^ pos de palha enfeitados com plumas ou
    llores ; na rua da Cadeia loja n. 23, de
    Gurgel A PerdigSo.
    DE
    N\ L.O J\ t AAMjVZ1.M
    DE
    Relogios dos melhores fabri-
    cantes, recebidos em di-
    reitura.
    Vendem-se relogios de ouro patentes inglezes
    e suissos, Unto de ouro como do prata foleados
    e dourados patentes orisonlaes, de modellos os
    mais benitos: oa casa de Joo da Silva Paria,
    rua da Cruz n. 30]
    Joaquim Francisco dos Santos.
    # RUA DO QUEIMADO 40
    Defronte do beoco da Congregacao letreiro verde.
    19000
    preco de 8.
    Chitas fraocezas.
    Chitas francezas proprias para casa por serem
    escuras, o dilas claras a 2^0 rs. o covado.
    Colchas de fustao.
    Grandes colchas de fuslao com ricos lavores a
    5J500.
    Chales de merino.
    Chales de merino bordados, franja de seda, a
    5#J00, dilos estampados a 3;E0O.
    Paletots escuros.
    Paletots escuros a 25OOO cada um, cambraia
    orgnndys a 500 rs. a vara, ditas muilo finas a
    640 rs., baloes dc malha a 5$, ditos tapados a 4g,
    lencos brancos a 1g800 e 2g, olgodao com 8 pal-
    mos de largo a 600 rs. a vara.
    Ricos manteletes.
    Os mais modernos manteletes pelo preco de
    30000
    Loja das 6 portas
    em frente do Livramento
    Laazinhas a oOO ps.
    Camisinhas muilo bonitas com duas larguras
    para vestidos de senhora a 500 rs. o covado, cor-
    les de riscado francez para vestido a 2$, sa:as
    balao parr menina a 39500, dilas para senhora a
    4g500e 59 ; d-se amostra com penhor A loja
    est abe-rta al as 9 horas da noite.
    proprio para loalhos a 900 rs. a vara, damas-
    co de la com 9 palmos de largura a IjGOO o
    covado, velbutina prela a 400 rs., brim de
    linho de cores a 19500 o corte, meias cruas
    para homem a 19200 a duzia, camisas d*
    linho inglezas a 32*000 a duzia, pegas de
    madarolo 6no a 4|>500, corles de lanzinha
    muilo lina com 15 covados a S^OCO rs., ca-
    misas de cores e brancas de l5C0 a 3?000,
    e outras muilas fazendas por menos do sen
    valor para fechar con las.
    Recebeu-se e continua a receber-se por @
    todos os vapores, vestimentas, calcado e @
    chapeos para meninos na ^>.
    f Lojade marmore. f
    RuaDireila n. 103.
    Ouerendo-se acabar com este eslabelecimenlo
    anles de lindar o armo, o er.carregado do mesmo
    se promptiica a vender o que consta do seu va-
    i riavel soriimento por ptreos a animar aos com-
    I pradores. na certeza que nada saldr para amos-
    ' ira ; e outro sim nao se vender a meninos e a
    escravos para evitar duvidas.
    Barato para acabar.
    Angola,rj velha, com cabellos blancos, cor fula,
    e km as costas signaes de sua Ierra, esta < s-
    de Jos l.uiz I'ereira, c ha pouco arre-
    quem a apprehender, dirija-se a rua
    rrava foi
    matada ;
    Nova n. 10.
    Tacas do cambraia de flores para
    Seda de quadrinhos muito fina covado
    Gnfaites de velludo com froco pretos e
    de coros para caneco de senhora da
    ultima moda
    Fazendas para vestidos, sendo seda la
    e seda, cambraias e seda tapada e
    transparenre, covedo
    Luvas de seda bordadas e lisas para
    senhoras, homens e meninos
    Lengos de seda rxos para senhora a
    29000e
    Mantas para grvalas e grvalas de
    seda de todas as qualidades
    Chapeo francez forma modrma
    Lengos de gurguro pretos
    Kicas capailas brancas para noivados
    Saias balao para senhora a meninas
    Tafeta rxo o covado
    Chitas franeeza a 260, 280, 300, e
    Cassas francezas, a vara
    25500
    89500
    29000
    500
    9320
    A00
    Selim preto azul e encarnado proprio
    para forros com A palmos delargnra
    o covado
    Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
    vado
    Chales de miron bordados, lisos ees-
    lampados de todas as qualidades
    Seda lisa preta e de cores propria para
    forros com A palmos de largura, o
    eovado
    Ricos cortes de seda pretos e de coros
    com 2 saias e de babados
    Ditos de gaze e de seda phanlasia
    Chales de loquim muito finos
    Grosdenaple preto e de cores de lodas
    as qualidades
    Seda lavrada preta o branca
    Capas de fil a visitas do seda preta
    com froco
    19600
    29000
    1*500
    Resumo de potica.
    Indispensavel para os prximos exaraesderhe- 39200a_pega, chita franeeza roxa com
    lorica ; esl venda na livnria classica, n pra-
    ca de Pedro II n. 2, a 500 rs. eada exemplar.
    cortinado a
    toquo de
    Pugio no dia 22 de oul abro de 1860, do en-
    genhfl Triumpho da freguezia de Serinjiiiem, o
    o escravo crioulo, de nime Vicrrite, cun os sig-
    naes seguintes : bonita l8"r>, alio bastante, cor-
    po preporrionado, c-or pela, pouea barba na
    pona do queixo, lem una marca de (albo no bei-
    rii de cima encestado ao naiiz do lado esqueido,
    procurando para o canto da bocea marca peque-
    a ; foi comprado nesla praca ao Sr. Silvino
    Giiilherme de Barros, viudo do sritiio, o dilo es-
    cravo representa ler 24 a 5:5 annos de idade .
    quem o pegar o Irouxcro refeiido engenho, se-
    r generosamente recompensado por seu senhor
    Francisco de Paula Cavalranli Wanderley, ou
    | nesla praga aos Srs. Manoel Alves Ferreira A
    : Lima, rua da Moeda n. 3.
    Escravo fgido.
    l'm mulato claro, magro, com pannos prelos
    na roaga de idade, natural do Rio do Peixe, chamado
    Lmt, desapparercu no dia 30 de outubro da rasa
    , do Dr. Cosme de S Pereirs, de quem escravo
    suppoe-so ter levado um eavollo pulo do Sr.
    Roslron que se bavia sollado, e que elle fura
    em busca do mesmo ; suppe-so mais que sua
    mulher de nome Maria lanibem o arompanlia,
    levando nm pequeo bali de flandres : roga-so
    as autoridades pot iat-s e a i uIras qoaetqoer
    pessoas que o prendom, e remeltom ao seu se-
    nhor, que pagar qualquer despeza.
    No dia 5 do crrenle fugio um pardo aca-
    borolado de *2 annos, rosto largo, bonito, bailo,
    olhos grandiles, cabello corrido grande, ps gran-
    des, grosso do corpo, alvo, de nomo Cassiano,
    filbo do Rio Grande do Norte ou Parahiba, foi
    I escravo do Sr Joaquim da Silva Pessoa evendi-
    | do pelo Sr. Francisco Tiburcio da Silva Nevos :
    ! roga-se as auloridides de o apprehender e leva-
    I lo 'i rua Direila n. CC, escriplorio do Sr. Fran-
    cisco Malhias Pereira da Costa.
    Attenco.
    Milho, farinha c farello.
    Vende-se conlinuimento saceos grandes cora
    fuello de Lisboa, milho em saccas, feijao mu-
    latinhoe amarello, arroz de Maranh.io e do cas-
    ca, courinhos de cabra cortidos, e ludo so ven-
    de pnr menos do quo em oulra qualquer parle:
    no paleo de S. Pedro n. 6.
    Hoi'zpiiiiiis pun senhoras e meninas,
    proprias (por serem de cores) para os bellos pas-
    se>os do campo : na loja do vapor, na rua Nova
    numero 7.
    Cera e sebo.
    Vende-se cera dc carnauba a 99 a arroba, sebo
    refinsdo do Porto, em caixes o em barricas a
    10 o IO95OO velas de composico simples a
    US : na ruada Cruz, armazem n. d3.
    mofo a 220 o covado algodao a 3, 38400, 3g80U
    e 4n800, cora 22 jardas, madapnles a 49200, i
    4S40O, 49C00, 59500, 5J600 e 5*900 a pegi. ris- 1
    cadinho miudo o 160 o covado, brim de linho
    branco fino a 1(100 a vara, chales de lia escuros I
    a lj}800, gravalinhas a Pinaud dc linho a 500 rs \.
    dita de setim a 500 rs., hincos brnncrs grandes escravo Bartholnraen, por alcunho Garanhu'ns,
    2&70O a duzia, chapeos do fellro a 49 e 2g800,! crioulo, idade 45 a 50 annos, com barba curia,
    corles de casemira a 3g, algodao de duas larguras I que as vezes costuma raspar, baixo, corpo gros-
    a 600 rs. a vara, cambaia de cores muito fina a so, ps grandes, chotos e abortos para os lados
    600 rs. a vara, cortes de cambraia de cores a' e om urna fstula no rosto; este escravo foi du
    Altenco.
    Fugio da cidado do Penedo, provincia das
    aguas, em 29 de oulubro do correnle anno, o
    2J800, grosdenaple a 1&700, Ig900. e 2*100 o co-
    vado. meias finas para senhora a 5g a duzia : na
    loja da rna do Passeio Publico n. II.
    Pao de Senteio novo.
    Acha-se todas as quarlas c sabbados, das 11
    horas do dia em dianlc : em Sanio Amaro, pa-
    daria allcma, e na rua da Imperatriz n. 2, ta-
    berna.
    Coke (carvo.)
    ou combustivel para cozinhas, caldeiras, etc.,
    muilo econmico paza ns casas particulares: ven-
    de-se na fabrica do gaz em porrees de um quin-
    tal para cima a 1 j o Quintal.
    Garanhuns, vendido a Pascual Rodrigues dc Bar-
    ros, morador em Pnpacaca, onde muito conhe-
    cido, e de prsenle pertence & Jos Antonio de.
    Araujo Jnior residente em Penedo ; consl.i por
    inforraaees que esle escravo segu a estrada quo
    de Garanhuns vem esta -idade, o deelarou vir
    para Pernambuco ; levou caiga e jaquela novas
    dc algodao trancado azul com listrinhas verme-
    Ihas e camisa de baeta verde, e consta que iraz
    urna carta comsigo para mostrar que 6 correio :
    recommenda-se a todas as autoridades policises
    e capites de campo sua prisao, e offerece-so
    urna boa recompensa a quem o agarrar ou delle
    der noticio, ou no Penedo, em casa de seu se-
    nhor cima mencionado, 011 no Recife, na loja
    do tenento-coronel Manoel Florencio Alves de
    Moracs, na rua do Queimado n 41.


    Variedades.
    REVISTA DE LISBOA.
    [Conclusao.)
    Delle, quem"?
    Ora, de meu primo, de Paulo.
    Coiladinho !.... Pobre creanga !.... Ama-
    lo? Tens razo, que elle eslima-lo muilo e
    ubi bom rapaz.
    Sonhi que eslava chegar.
    Impossivel, micha til ha I Sabe Des no que
    ser delle estas horas I nunca raais liveraoa no-
    ticias desse pobre Paulo, e vae ja em lanos me-
    zes I En.llm, nao cnlristegas que a Providencia
    nao o hade desamparar.
    K com estas palavras, a alegra renasce n-
    quellas almas, que un instante a saudade e a in-
    certeza haviam anuuviado.
    De repente, Angela e Marcolina chegam cor-
    rer, egritam que efe.
    Mas elle quem?insiste o velho.
    O nosso Paulo!responder as duas.Vi
    mo-lo sallar cm trra. Chegou urna chalupa
    prala, d'onde sahiram diferentes embarcadigos,
    e entre ellos conheceroos Paulo, apezar dos ira-
    ios grosseiros que vests.
    Isso nao pode ser 1brada Rersadcc.
    *e fasse verdade 1..exclama Clotilde, cor-
    rendo ao miranle.
    Ah I elle mesmo, meu lio !ajunla a far-
    inosa menina, cobrindo de beijos e abracos o ve-
    lho commandanle, quem as lagrimas brolam
    quatro e quairo pela cara abaixo.
    No mesmo momento senlem-se vozes, e Paulo,
    coberto com o gibo de marinheiro, apparece
    acompanhado por toda a familia da casa.
    Oh meu filho, eras tu?!
    Sira, rueu pae, son eu.
    Masassim, meu filho, nesse traje?
    Naufraguei, meu pae.
    Eos leus compauheiros? Que lhes aconle-
    ceu?
    Morrenm lodos.
    Todos?!
    Sim, meu pae.
    Que desgraga I Havia entre elles alguna
    bons martimos, que eu tinha commandado. Mas
    Deus assim o quiz ; fags-se a sua vonlade, e ren-
    damos-lho gragas, visto que anda le salvou.
    E o velho olcial de mari ha leva o lengo aos
    olhos para euxugar algumas lagrimas, e Paulo
    abraga suas primas.
    Depois desto quadro de familia lao delicado e
    enteroecedor, apparece-nos om mancebo chama-
    do Jeronymn, qoe nao sendo natural da Breta-
    nha, antes ali eslrauho e dsconhecido, se viera
    eslabeleeer n'aquelles lugares, com o Ora de en-
    saiar varios processos agrcolas novos.
    S a titea de innovages as rotinas d'aquellas
    gentes do campo, hava allrahido antipalhias
    .leronymo ; mas a sua perseveranga pode mais
    que estas repugnancias, e ao cabo do algum lem-
    po acabou por tnumphar dos prcconceilos dos
    agricultores ignorantes, obrigando-os serem os
    proprios proclamarem-o como um instrumento
    bemfazejo, que a Provideucia lhes havia enviado.
    E tanto assim, que no mesmo momento que en-
    tra em senta o prot>rio cm que os lavradores
    de todos aquelles arredores acabara de ocondu-
    zir cm triiiinpho, e a charra que elle invernara,
    enrarecemlo-lhe os benetictos e as vanlagens.
    IV na exaltago d'esla hora de jubilo para a
    sua consciencia, e de salisfaego bem legitima
    para o sen amor-proprlo, qoe Jeronymo se apr-
    senla ao velho Kersadec, o qual, como j indi-
    quei, se havia retirado da vida do mar, e se dava
    cora disvello todas as experiencias que poderia
    imaginar o agrnomo animado das ideas do pro-
    gresan.
    Ah I meu amigo, quanlo estimo os seus
    triumpliosl exclama este bom velho, vendo en-
    trar Jeronymo anda irradiando-lhe das faces e
    doolhar o prazer que se Ihe passava na alma.
    Depois segue-se um dialogo, em que o antigo
    official de marinhs se maravilha da vasta erudi-
    rao que nota em Jeronymo.
    F.ste Jeronymo lera o scu tanto de mys'.e-
    rio30 !diz o velho comsign. Quer apparentar
    d'um simples lavrador, e falla-me de autores in-
    glezes qoe escreveram sobre a economa agrco-
    la e processos agrarios, que nem que fosso um
    profefsor de ulgura instituto agrcola !
    K assim E gao s este Jerooyino dava que
    pensar ao commandanle Kersadec, seno tam-
    bera sua sobriuha, formosa e bemfazoja An-
    gela, que nao era senhora do ir socorrer um en-
    fermo, ou de acudir a qualquer desdiloso, que
    nao o enenntrasse no mesmo caminho de liber-
    dade e proteceo. Assim Kersadec va nello um
    agrnomo activo e inteligente ; mas Angela via
    mais, via um coraco que responda ao seu por
    doces e suavesaffinidades. N'esias disposices, o
    amor costuma ser o poder que aperla de todo es-
    tes lagos, e nao sci se seria j esta terna influen-
    cia que obrigou Angela eslender a mo a Jero-
    nymo, e este* a beija-la, guando se despedan) ;
    n a boa menina Ihe recommendava os seus po-
    bres, visto que deixava a Breanha.
    Oque isto? pergunta o lio entrando, e
    admirado de ver o mancebo lavrador beijando a
    mo sua sobrinha.
    E' para os pobres, respondeu C3la com
    urna inflexo do ingenuidade verdadeiramenle
    infantil.
    Ah para os pobres ?... diz o lio custan-
    do-lhe crr que aquella prova de intimidado
    affecluosa seja pra mais nenhum pobre do que
    para aquello quem a v. receber.
    Mas a tranquillidade desla boa familia de-
    pressa alterada por uro aconlccimento, que esla-
    va louge de prever-se. Paulo reparara em Jero-
    nymo, e quiz-lhe parecer que a sua physionomia
    nao lite era desconhecida. E leve razo para as-
    sim o julgar.
    O caso quo deu lugar a esta apprehensio o
    seguiuie :
    Paulo e os seus camaradas linhara saltado em
    torra em Plymouth, antes do naufragio, e entre-
    tinbam-se em conversar n'um botequim, quando
    um mancebo inglez, que pela gentileza c elegan-
    cia de raaneiras pareca perlencer mais alta so-
    ciedade, os interromjwu, dingindo-lhes urna in-
    solencia, que ferio o sou pundonor nacional.
    No mesmo in.-taiile o desalio loi leu o acuito.
    Mas o Inglez era um e Paulo o os seus camara-
    das eram uns poucos. Fui, pois, a sorte que de-
    cidi, e Paulo foi o preferido pela sorle. O duello
    ia ler lugar quando iroou um tiro de pega. Era a
    fragata de Paulo que fazia signal de embarque.
    A' este signal os contendores suspenderam-se.
    Paulo ou tinha de fallar ao chamamenlo da fra-
    gata, e por isso ser considerado desertor, ou ti-
    nha de faltar ao duello. Assim combiuou que es-
    j le fleasse aliado, e que so effectuaria na primei-
    ra cidade onde a fragata aportasse.
    Al la.disseram osdous contendores apor-
    tando as mios.
    E tens tu a certeza quo este Jeronymo seja
    o teu homem?pergunlavam Paulo.
    Nao sei, mas ludo m'o figura.
    Ora qual! Esle Jeronymn um agricultor :
    l homem de duellos.
    Mis a viva inquielaco em que Jeronymo tam-
    bera flera quando vira Paulo, certiCca de cerlo
    modo a suspeila do joven ofcial.
    E', porm, quando a familia toda so dispo
    panir para Pars, quo Jeronymo, chegando-se
    Paulo. Ihe diz meia voz:
    De hoje oito das era Paris.
    J nao ha que ver. Paulo reconhece enlo de
    todo o seu adversario. O lerrivel duello foi re-
    corlado, e dentro era poucos dia? ser realisado.
    Kersadec e suas sobrinhas chegam Pars.
    N'um dos primeiros diasoa chegada o velho offi-
    cial de marinha langa mo de um peridico e so-
    bresalta-se.
    O que meu lio ?pergunta Angela Ker-
    sadec.
    Urna Iriste noticia, minha filha. Ouve:__
    Jeronymo, o bom agricultor da Bretanha. suici-
    dou-se ao que parece, porque desappareceu ha
    das, e foi encontrada urna carta, na qual dizia
    que, desde aquella momento, elle deixra de
    existir, e quedeixava ludo o que lioha aos po-
    bres.
    Era a promesaa que havia feilo Angela quan-
    do esta partir para Paris.
    Angela esi ponto de desmaiar quando ouve
    esta noticia.
    O to consola-a, mas ella enlo que conhece
    que amava verdadeiramenle Jeronymo, o espera
    que seu lio saia da sala para desabafar livreraen-
    te a sua dr.
    No auge d'esla aficgo faz o protesto de se
    raelier irma da caridade.
    Nesle momento annunciam, porm, lord Norb,
    e ella v entrar o proprio Jeronymo, vestido com
    o apuro dos primeiros elegantes de Paris.
    A sua admirago grande.
    Ser verdad.- o que vejo?... O Sr. Jerony-
    mo nao raorreu ? !
    Jeronymo, sim ; esse j nao exisie. Quem
    vive agora lord Norb.
    E o mancebo lord explica Angela o motivo
    d'elle ter vivido por algum lempo disfargado na
    Bretanha com o nome de Jeronymo, o agricultor,
    que foi urna a'estas excentricidades briannicas,
    que aqu lovariam largo campo desenvolver.
    Maso lerrivel duello? Lord Norb ama apaixo-
    nadamente Angela; sabe que Paulo seu pri-
    mo ; sabe portanio tambera que se se bale cora
    elle, Ihe seria impossivel conseguir a sua mo.
    Que alternativa para o seu corago !
    O que fazer ?
    Nada mais fcil: desistir do duello. Os moti-
    vos do duello erara completamente destituidos de
    razo. Assim dar todas as explicaces Paulo,
    e ludo fiear aplanado ; e nem a sa repulago
    de hornera valenlo padecer quebra, porque sem-
    prefoi conhecido por um dos primeiros duellis-
    tasde Inglaterra.
    Esia salisfaego offerecida effecivamonle
    Paulo, mas este recusi-a.
    E o mancebo lem razo; a causa que elle de-
    fende nao s sua, tambera de seus camara-
    das, que raorrerara todos. A' si pode-se elle
    desobrigar; mas quem o ha de desobrigai res-
    peito d'aquelles que j nao cxislem, c que mor-
    reraro conllados na sua palavra de honra?
    O desgoslo que este eslado de cousas traz ao
    soio d'aquella familia immenso. O proprio Ker-
    sadec, vacillante enlre os sentimentos affeclu-isos
    que Ihe insyiram seu filho e surmhas e os de-
    veres de militar, quasi nao atina cora o que deve
    decidir.
    E elle queja sabe que o fingido Jeronymo
    lord Norb, e que ama a sua querida Angela ?
    Por ouiro lado ve tambera Paulo em frente de
    um homem hbil era esgrima, deslamido e que
    cotila mais de vinte duellos.
    Mas a voz de pundonor do soldado pode mais.
    Vae-te bater!diz elle por fira seu filho,
    fazendo ainda vibrar as suas palavras a energa
    do antigo commandanle.
    E o mancebo dispe-se para o combate.
    Mas as lesleraiwihas recusam-ae : ninguem
    quer assistir.ncm aulorisar um combate, reputado
    iuiquo.
    Nao importa, prorompe lord Norb, bater-
    nos-hemos sera teslemunhas. Eu sou america-
    no : sabe como estes duellos sao na America ? Os
    adversarios armam-sc de duas pistolas, e entra-
    nham-se n'uma floresta: depois aproveitam-se
    da expessura das arvores e dos accidentes do ter-
    reno para se espreilarem, accommetterera e ma-
    tarera. Faca por ser dextro, qoe eu fare o mes-
    mo. O meu palacio d'aqui dous passos. Ser
    no meu parque que o combale ha de ter lugar.
    Vamos.
    E os dous contendores parlem ; e a familia to-
    da fica abysmada as inquielaroes e urna angus-
    tia profunda.
    Qual dos dous adversarios ser a victima ?
    O duello de naturezi que exige a raorle de um
    delles, e quem sabe se de ambos I
    Urna dr concentrada, que suffocs, que nao en-
    contra desafogo,porque a nutre o tormento da in-
    certeza, scea as lagrimas em todas aquellas fa-
    ces, e emudece a manifestaco de exaspero em
    todas as boceas. S as physfonomas retratan) o
    estado tormenloso daquellas almas.
    De repente abre-se a portada, o apparece Paulo,
    que se precipita nos bragos de seu pae.
    Vencedor!grita o velho no auge da ale-
    gra.
    O sentimento paterno f-lo egosta, e nao se
    lembrou de que este brado era um golpe que ia
    ferir a alma da pobre Angela.
    UUKIQ DE PERNAMBUCO. SABBADO 17 DE NOVEMBRO DE 180.
    FOM.HCF1U
    o
    CUY LEYI\GSTO\E
    O
    A' TODO TRANSE
    POR
    Jorge Alfredo I.awrence
    XV
    [Continuando.)
    Cirolina Mannoring leve de hilar contra ludo s-
    to, por que Vicnna era nessa poca o rendez-vous
    de prfdileceo dos Inglczes.e ella enconlrava cons-
    tantemente mulheres de sua amiga sociedade.
    Suppurtou cora coragem o choque durante algum
    tempo, mas acibou por suecumbir. Nunca fadou seu amante com as censuras, que si
    propria fazia ; antes pelo contrario eocerrava seus
    pozares no fundo do coraco, e apresenlava-se
    sempre elle cora ura orriso gracioso ;sorriso
    que peuivelmeule contraslava com suas foigoes
    paludas e abatidas. Mohuu vollava muilas vezes
    a cabeca para oceultar as lagrimas, quo se Ihe
    agglomeravam sob as espessas palpebras.
    Se seu deslino houvesse sido differoule ; se a
    pobre mulher livesse morrido carregada de an-
    uos, tendo vivido na calma e honrosa felicidade
    de urna m de familia, cercada de lodos os seus,
    pens que ella nao teria sido tratada com tanta
    ternura e chorada lo amargamente, como foi por
    aquello, que a induzra peccar.
    Creloque nunca houve na Ierra urna dr maior
    que a que soffreu Mohun, quando vio seu thesou-
    rn escapar-lhe pouco pouco.
    Nunca houve desolaco mais completa, nem
    mais pungente, do que aquella, de que foi elle
    acabruuhado, quando cora os olhos eoxutos, com
    os bracos cruzados, com a fronte carregada de
    sombras nuvens, achoo-se ante o corpo de ana
    amada. Entao nao sentio smente que nunca
    mais poderia subslilui-la, mas comprehendeu
    que urna parte de seu ser acabava de ausentar-
    se. Tudo que para elle havia de doce, bom e
    terno, raorrou cora Carolina Mannering. E' ver-
    () Vide Diario a. 266. "
    dado que elle nunca pode perder um cerlo fondo
    cavalleiresco icherenle sua natureza, e que al-
    gumas vezes inspirava-lhe um acto generoso ;
    mas elle o fazia de um modo to rude, quo sua
    acgo perda toda a apparencia de bondade.
    Creio que datar desta poca, elle senlio mui
    poucas vezes un movimento de sympalhia ou
    compaixo por alguma alma humana. Elle ti-
    nha sempre na menle a dureza, com que o mun-
    do tratara essa morti. quem lano tinha ama-
    do; e nunca pode perdoar-lhe esta falta de in-
    dulgencia.
    Carolina extinguio-se Iranquillamente e quasi
    sem soffrimenlo. Eslava reclinada sobre o peito
    de Ralph quando este vio Ihe nos olhos a appro-
    ximagoda morle. Elle esiremeceu enlo. co-
    mo ferido por um vento glacial, mas sem profe-
    rir urna s palavra. Ella comprehendeu-o no
    enlanto. Seu derradeiro movimento foi attrahir
    a face de seu amante para a sua com seu brago
    ennegrecido como o de urna sombra, e seu ulti-
    mo suspiro exhalou-se para o Deus, que devia
    julgar ambos, era urna supplca pura de toda a
    preoecupago pessoal.
    Ella foi o que mereca, dizia Cornelia ;
    taes mulheres devem ser desgragadas.
    O rgida mo dos Grachos I de quo respeito to-
    dos nos te cercamos, sentada na commoda cida-
    della de la vrtude inexpugnavel e talvez inala-
    ca ia Teu aresto deve prevalecer quanlo ao pre-
    sente : a corte est comligo. Mas creio que ou-
    tras balaogas pesaro mais larde a farga da len-
    lago, a fraqueza da constancia humana, a since-
    rada Je doarrepeudimenlo, e a extensao dos sof-
    frimentos, que houverem expirado a falta, quan-
    do o pae de tudo que lem vivido e fallecido desde
    o comego do mundo reunir suas joias. Nesse
    dia, creio que a luminosa aureola de muitas vir-
    gens orlhodoxas e de muilas matronas veneradas
    pallidejar ante o brilho raaisdcedo Santa Mag-
    dalena I
    Mohun ficou no servio da Austria algum lem-
    po ainda depois da mora de Caroliua Mannering,
    A farca de bons servios e altas proteeges elle
    subi rapidamenle; masperlo de oilo aunos an-
    tes da poca cm que tornei-o ver, um prente
    remoto deixou-lhe ao ste da Irlanda a proprie-
    dade, onde sempre depois residi, fazendo so-
    monte de tempos i lempos viagens ao continen-
    te, o voliando seus lares, iodo 4 Inglaterra
    muito raras vetes.
    Elle nao tralava cora a sociedade de seu con-
    dado, e os que visilavam nram principalmente
    amigos da Inglaterra, que nao tinham-o esque-
    cido anda, ou offlciaes em guarnigio na visi-
    nhanca, ,
    Mas eniao elle morreo ?l... lord Norb mor-
    reu?.. exclama a donzella, cahindo nos bracos
    de suas irmas.
    Nio morreo, nao responde a voz de ura
    hornera que se aproxima gravemente; e esle ho-
    mem lord Norb, o qual nem est ferido.
    Mas enlo como foi isto? Como possivel
    que ura to mortfero duello os deixasse escapar
    ambos sos e salvos?interroga absorto o bom
    Kersadec.
    Nada mais natural responde lord Norb.
    Armamo-nos de duas pistolas cada um. Eu j
    eslava no parque, e Paulo entrou depois por urna
    porta, e desfechou sobre mira. Encobri-me; mas
    o meu adversario disparou novamente. Ueste roo-
    do flcou sem mais tiros, e eu ainda com as mi-
    nhas pistolas carregadas.
    E' verdade, acudi Pauloe fa ento que
    lord Norb inveslio, e que eu pretendendo atca-
    lo, sera me lembrar queja nao linha tiro nenhum,
    me achei descoberlo sua merc. Devo a vida
    sua generosidade.
    Um vivo olhar de gralido brilhou em lodosos
    semblantes, e o generoso lord lecebeu as expres-
    so-es affectuosas de toda u familia.
    Mas nao se illuda, diz este por fim Paulo
    a sua vida minha, e cuncedo-lh'a nicamente
    com a condigo de a dar sua prima Clotilde, de
    quera promeiteu ser esposo.
    Acceito acondigSo.
    E faga-a feliz, seno o meu direilo sobre a
    sua vida subsistir.
    E os dous primeiros casam. e casa lord Norb
    e a syrapathica Angela, e tambera casa Marcelli-
    na com o ouiro primo Tiburcio, de quem se falla
    no comego desla narrago.
    E assim acaba em pleno hymeneu este bonito
    drama, que por momentos ia sendo enlutado com
    M consequencias perigosas da roals parva, in-
    conseqiientc, deshumana e anlecivilisaaora ios
    lituigu quo lera invenalo a vaidade 'empertiga-
    da dos horaenso duello.
    (Commtrcio do Porto.)
    SCENAS DO MAR.
    Naufragio do MondegOt
    Pela enxarcia do brigue mansamente
    Gemendo suspirava a douda aranera,
    A'ondinha pacifica e dorraente
    Segredos rail confiando, e rail queixumes I
    Ao longe na vuragera
    Do poente
    S udoso sobre os curaos
    Da vaga que serena marulhava
    O sol seus frouxos luraes
    Espalhava !
    O co 6 puro: as longinquas plagas
    Quo o horisonte limita, amortecido
    Qual n'um desmato
    O derradeiro raio
    De sol as mansas vagas
    Se apagou.
    Sombra, torva, mysiiea
    Por sobro as ermas regies do mar,
    Mil sombras doslribuiudo, mil myslerios
    A' luz crepuscular
    Dos cos baixoti 1
    Como doce e suave em pleno ocano
    A hora do ocaso ; o por do sol!
    Quo raeiga quo grata ao peito humano
    A libia luz do paludo arrebol!
    Que myslerios que encerra,
    Que sensacesmil n'alma nao desperla
    Essa luz morredia, frouxa, incerta.
    Que por instantes sobre as aguas erra
    E rpida se evade,
    Com saudade,
    Ao mar, noile, ierra,
    O horror deixando apenas e a grandeza
    Da sua mageslade I
    Quaes luzeros, quaes lampadas por Deus
    Collonadas na abobada dos cus
    Myriadas d'estretlas refulgirn).
    Eolgava a marinhagem
    Era exlasi aspirando a doce brisa,
    Que louca na passagem
    Suspiros e saudades Ihe irazia !
    E e brigue deslisava mansamente
    Do ocano por sobre a face lisa,
    Que os mlhes d'astros queda refletlia
    Na fastidio ingenie!
    Sbito de repente.
    Das bandas do poente
    Urna nuvem pequea, opaca, negra,
    Subindo sempre, sempre uegrejando fv
    D'instante para instante
    Crescendo e engrossando ;
    Qual hispida vigi, torva e gigante,
    A pura cor do cu
    E o brilho das estrellas
    Rpida escureceu.
    a A' poslos I riza as velas !
    Ferra a gavea! ordenou o capito
    Rugando um pouco a fronto
    E sondando o horisonte.
    Sem detengas, veloz
    A manija obedeceu :
    Aps,
    Mal acabada
    Era a manobra,
    Medonha cunvulso
    Em pugna ardcnle as vagas embatia ;
    E, sibilante, horrsona gema
    Rugindo a voz do vento!Era o bulco !
    Ai I rpida, veloz foi a mudanca I
    Cavilosa, embusteira
    A pacifica bonanga
    Que a tardo prasenteira,
    E amiga prometiera I
    Qual a fera
    Que, occulia em funda gruta,
    A garra afia, o dente experimenta,
    Vagarosa apresiando-se p'ra luta ;
    Assim t, tormenta,
    Do vedado aos hunimos,
    Do incgnito nos trbidos arcanos,
    Rugindo, te oceultavas ;
    E guardavas
    Em ira, era furia accesa,
    Era urna velha habitago triste e solitaria
    que elle habitava, urna casa solida, quadrada e
    burnida pelo tempo, cercada de praias e valles
    cbenos de bosques ; mas longe no campo, ter-
    renos patanosos, de superficie fiia e nua, esten-
    diara-se do lado do mar, corlados aqu e ali por
    louceiras de jnceos triste e montonos.
    Ralph ah passava a lgubre existencia, sempre
    c.avalio ou beben lo sem descango, mas sem
    nunca, pezir disso, conseguir encontrar de novo
    o prazer. Urna comprida e densa barba, um enor-
    me bigode encanecer, bem que livesse passado
    apenas a edade madura, uu conseguiram oceul-
    tar a profunda cicatriz de ura golpe de sabr, que
    dava-lhe physionomia urna expresso das mais
    ferozes. Sua voz tinha esso accento breve e im-
    perioso, particular aos homens, que teem lido
    por muitos aunos o habito do commando.
    Esse semblante gasto e feroz contava urna
    historia muilo real. Os regos que nelle se vism
    linham sido cavados por cruciantos remorsos,
    bem differentes desses comraodos e dogorosos
    pzares, que sentem certas pessoas lembranga
    retrospectiva das loucuras da mnridade.
    Ellas agitam suas velhas cabegas solemnes, of-
    ferecendo nos seus erros como advertencias; e
    pregam-nos sermesde urna gravidade verdadei-
    ramenle edidcanle sobre a inconveniencia de
    taes extravagancias ; mas nos podemos descubrir
    alravz de tudo isso um ar semi-transparente de
    satisfarn o de terna fatuidade, ao remontarem
    pelo pensamento aos das de sua vida de vaga-
    bundo,nao consulado de Planeo.
    Tenho-me divertido era taes occaties a ob-
    servar esses chrisios eminentes, mas algum
    lano sensuaes ; ver-lhes os olhos lnguidos,
    que se punharu brilhar, e os labios que se en-
    rugavam para ensatar um sorriso desagradavel-
    mente lascivo. Elles prosperaran) por muito
    lempo, e cortamente seria bem absurdo alormen-
    la-los actualmente respeito das pobres creatu-
    ras, que oulr'ora sacrificaran) corpo e alma ura
    capricho. O rio do Esquecimento correu pos
    muilo tempo sobre essas ruinas e esses triste-
    fragmentos. Deixerao-los dormir em paz e gor
    zar de seu resto...................................
    ......................................i............
    Os camponzes dos arrredores olhavam Mohun
    com urna averso misturada de terror, senti-
    mento que foi levado seu auge por ura aconte-
    ciraento que leve lugar tres annos pouco mais ou
    menos antes de minha visita, no rigor das per-
    turbagoes agrarias. Nada roelhor posso fazer do
    que cunla-lo, qusnto fr possivel, nos mesmos
    Raivanoo em agonas,
    O momento
    Em que cahir devias
    Sobro a presa I
    II
    Braraava o monstro, as hmidas entranhas
    Palomeando que i morle vomitavam ;
    Eram as ondas hrridas montanhas,
    Que de co as abobadas tocavam I
    Ludibrio das rajadas que as areias
    Das lbregas, revollas o profundas
    Cavernas do ocano revolviam ;
    E, roncando, tristonhas, gmcbundas
    Pelos espagos em sybillos, estrugiam ;
    Na cspide das vagas
    Pulava o frgil leu no sem governo ;
    as moradas empyrias do Eterno
    Co'a grirapa do g'rupez ora rogando,
    Ora l nos do inferno*
    Mais recnditos seios raergulhando I
    Proslra la a rude gente,
    Socia das vagas, dos tuToes, do p'rigo ;
    Essa que por amigo
    O lenho s conhece que a consente;
    A angustia n'alma, a dr; extincta a esp'ranga,
    Ao co olhos erguidos, *
    Pedia enlre gemidos
    A Deus a vida, Virgem a bonanga I
    Debalde I.... A voz dos ventos,
    E o hrrido riborabodo trovo,
    Nossos Irisies e supplices accenlos
    Suflocavam.Pedamos em vo !
    De repente senlio-se ura como estalo
    Do brigue as cavernas :
    Aps, um longo abalo.
    Proa r todo o lenho estremeceu I
    Depois um grilo unisono, um gemido
    Angusliuso, profundo, repetido....
    Ecoou pela araplido do escuro co.
    III
    O' la, t surgiste
    Saudosa, meiga, tmida.... e subiste,
    P'ra o mar olhando apenas I
    Nao qual nasnoites quedas e serenas,
    Sorrindo, vagarosa.... ai! nao I Foi triste,
    Foi rpida, veloce que passasle,
    Abysmada, sorprendida do contraste
    Que a rispida borrasca lo olTerecia I
    Nem paraste:
    Fugiste pressurosa....
    Arreceando.. ai! la I., mas t viste....
    Viste 1 porque n'ess'hora
    A na fronte lmpida o formosa,
    Aterrada entre'as nuvens encobriste....
    T viste aquella mae das m.ies modelo
    No momento em que a morle Ihe acnava,
    Resoluta correr, cortar o espago ;
    O filho charo, o nico desvelo
    Da su'alma apertar contra o regago,
    (Que a vaga qual serpete
    Oniulando, j prxima, orvalhava)
    E entre a sua e a vida do innocente
    Um sculo de me por de permeio I
    Viste-a depois, uuindu-o contra o seio,
    Qual se na mesma eniranha que o gerra
    Occulla-lo tentara,
    Olhares supplices erguer ao co..
    A' esso co que a vida Ihe negava 1
    Va precoa derradeiramurmurar,
    Quando a onda voraz, soffrega e brava
    P'ra os inlimos do mar,
    D'um impelo, d'um trago, ambos sorveu I
    Sim, t viste-os, la!
    ! E, ai 1 viste-os depois,
    Unidos um ao ouiro, sempre unidos I
    aludos ambos os dous ;
    Hirlos, cadav'res j ; lona d'agua
    Fluctuaren), as dobras envolvidos
    D'ingenie vagalhao ;
    Junios sempre, abragados, sempre unidos!
    Ai 1 visles-os, porque logo sobre os membros
    Seus gelados, mil lagrimas bem tristes
    Deteusulhos, la, resvalaram..
    Aljofares que as ondas nao iragarara
    E que por lago espacu
    Sobre o da me e filho n regago,
    Quaes diamantes fulgindo rebnlharam 1
    Viste-os, porque apressada
    No intimo das aguaspobre tnsonte I
    Com horror escondesto a maga fronte
    Erraos de luz deixando cos e mar.
    Pusiste apressurada,
    P'ra nao mais, la amada,
    P'ra nao mais, n'ossa noile ali voltar!
    IV
    Consumada a tragedia inda no'stava :
    Destas victimas s, nao se fartava
    O indmito furor da tempestado.
    Depois d'exlensas horas d'angustas,
    Qoe por um frgil (o
    A vida nos manieran) enlre o mar
    E as ignotas manses da eternidade.
    Os ventos acalmaran) ; e a tormenta,
    Qual operario que a tarefa acaba
    E os lassos membros ao repouso entrega
    Na longinqua parage onde rebenta
    A luz d'alva, rugindo se oceultou.
    Assomando garbosa no horisonte
    Com o arrebol primeiro vespertino,
    Urna vela, um navio surge alm,
    Qual um amigo enviado p'lodestino!
    Avistou-nos.. .
    O' jubilo, esperanea!
    Aps scenas lo lgubres, lo tristes.
    Oh nunca era nossas almas
    Tan farinosos, to candidos surgstes !
    Preces mais fervorosas,
    Orages mais singelas
    Ao Eterno dirigidas.
    Nunca na regio l das estrellas
    Por Deus foram ouvidas!
    Avistou-nos O panno todo, todo
    A' viraco desdobra :
    Bracea ; para nos a proa enlesla :
    E segu e vem .... n'um ponto obedecendo
    Flexivel manobra I
    termos, do que servio-se cm sua narrago ura
    dos adores desta secna.
    XVI
    Agora que lirias tu, meu bom
    squire, que cavalgas meu la-
    do, se fusses hoje o conde de
    Gleuallan, e eu, Roland Cheyne?
    Meu o, n alio passaria gallo-
    pe aira vs de suas lileiras como
    atravs das urzes.por que nun-
    ca O generoso Singue norman-
    do arrefeeer diante dos pelo-
    loes dos Ilighlands.
    i Era no principio do mez de dezembro de
    184.....diz Fred Carrew. Iamos sentar-nos
    mesa para sotar, depois de urna cagada magnifi-
    ca as galinholas,esquecia-me dizer que acha-
    vam-se presentes lord Clonlarf, Mohun e Kale,
    minha mulher,quando fomos atordoados por
    urna verdadeira saraiva de pancadas, dadas
    porta do vestbulo. O velho Dan Tuker, ou o
    cavalleiro Phanlasma, nunca pediram que que-
    ran) entrar cora raais eslrondosus clamores. Fritz,
    um velho austraco, domestico de Mohun, desceu
    para saber de que se tralava, e ao abrir a porta
    achou-se logo laucado por ierra por um encontr
    impetuoso de Miguel Kelly, administrador de
    meia duzia de dominios e allorney: Neslas duas
    qualidades elle tuina dado, ao que parece, grandes
    motivos de queixas aqs enmponos dos arredores,
    os quaes linham-se apoderado de Kelly, nessa
    larde, no momento em que entrava em casa, cora
    a intengo de assassioa-lo cora esse genio inven-
    tor de lint iras, que tem conseguido para esses
    diabos irlandezes, do sangue quenle, urna justa
    celebridade.
    c Elles nao quedara dar se milita pressa em
    gozar deste prazer, e tinham-o fechado em um
    quarto alto, era quanlo charaavam seus visinhos
    e amigos para se regocijaren) core elles. A vic-
    tima conseguir fugir pela janella, e pozera-se a
    correr para salvar sua pollo para a casa mais vi-
    sinha, que por desgraga era a LovJge, caslello de
    Mohun. Entretanto dous jovens camponezes o vi-
    rara e reconheceram-o no momento em que en-
    trava na velha habitago ; e at deram-lhe ura
    grito para fazer-lhe ver que sabiam onde a rapo-
    zu linha ido encovar-se.
    Eis oque podemos comprehender nomeio de
    uma enQada de phrases incoherentes, depois do
    que elle ficou ante nos oflegante e torcendo-se
    como um verme, na agona de modo.
    Mohun eslava sentado i entrada do vestbu-
    lo, balangandoas pernas e contemplando esle es
    pectaculo com a indolente curiostdade, que se
    E segu----e vem.. Do tingue pouco dista...
    Et-lo! l chega i falla....
    As formas, as feices do capito.
    Descobre-as, descortina-as nossa vista I
    E para : a laucha desee sobre as vagas.
    Que espumantes se embaiera,
    Convulsas, em caixo I
    Ancioso cada um quer ser primeiro
    A' langar-se ao balel
    Que flor das aguas pula o salla inquieto,
    E move-se impaciente, qual fogoso
    Indmito corsel I
    Emtanto, j cincoenla
    Cincoent.1 e mais I se encontram a seu bordo
    Mor num'ro o tenue lenho nao agenla,
    Forgoso pois, partir.
    O cabo que o sustm
    N'um pice rbenla:
    F. a lancha as vagas fende, corre e vOa,
    F. ao barco salvador n'ura'stanle aproa !
    Uns nado pretendera-a seguir ;
    Porm
    De certa morlo
    O hrrente aspecto
    Junto amurada exttico, quieto,
    Qual barn ira o mais vido detcm 1
    Cincoenta eslo j salvos!
    Salvos d'um p'rigo : d'um I D'outro maior,
    Quem sabe? Talvez nao.
    No esmanlelado casco
    Do roto borgar.tim, quarenta e quatro,
    A esp'ranga n'alma, as vislas no Senhor,
    Aguardaran) em aucia a salvaco 1
    O' mar 1 cos I vos jamis fostes thealro
    De scena esla egual em lulo, horror I
    Dr lamanha, e angustia lo profunda,
    Nunca a morle voraz e furibunda,
    O' mar! cos I brisas I vos mostrou !
    Desespero maior, scena mais impa
    Medonho, torvo ocano,
    Teu escuro, fundo arcano
    Oh nunca presenceiou 1
    Do barco salvador a lancha parle,
    De novo as aguas corta : na amurada
    Do brigue, immovel, refol'gando apenas,
    Em ancia suffacada.
    Silenciosa o restante
    Da gente a esp'rava soffrega, anhelante,
    Em tremendo angustiar!
    Tremendo porque o brigue sossobrando,
    D'instanle para instante
    Mais a amura
    as ondas mergnlliando.
    Rasa a borda j punha com o mar I
    A aurora desponlava : Ai viu-se ento,
    Qual se da morle o brago
    Dos amagos do pego, hiri, surg'indo
    Ao das areias hmido regago.
    Pela quilha o baixel subtil puchara ;
    O brigue, o gentil brigue,
    Pelo sulco que a morle Ihe cavara
    Sereno mergulhar.... descer.... descer....
    A vaga abrir passagem :
    Na hrrida voragem
    Immergir-se : e por fim.... desapparecer___
    Ouvio-so um qual rugido,
    Unisono, lerrivel, horroroso
    D'ira, suprema dr, de maldigo !
    Pelos ermos espagos
    Repelido
    Repetido p'loscos da endosa
    Horrenda solido I
    Aps, hirsutos bracos
    Exhaustos pela lula o ar rasgavam,
    E ao navio aecnavam ;
    A' lancha ; aos cos ; brisa; viraco;
    Ao ar luz do da.
    Que do oriente fulgido rompia ;
    Aos espagos Deus I ludo ; lodos.
    Supplicando a impossivel salvagol
    Depois.... A purpurina luz da aurora
    De rubra cor o vasto ocano encheu ;
    E quando o astro, meio rosto fra
    Do salso argento e as inquietas onduS
    Seus raios accendeu ;
    Viu destrogos___cadveres boiando....
    Hirlos rostos. .. a aragem suspirando..
    Lagrimas.... mar___e cu !
    //. Van-Deiters.
    [Poltica Liberal, de Lisboa).
    Agricultura.
    CULTURAS ESPECIAES.
    Observaciies sobre a cultura do tabaco.
    As torras novas sao as que do melhor tabacoa
    e Dio se lhes tira mais do que tres colheilas ; a
    segunda a melhor ; a primeira, e a lercer
    sao eguaes ; o uso mais cotnmum com tudo ,
    semear na mesma trra s duas vezes. Quando
    a trra nova, depois de se renovaren) os galhos
    nao queimados, limpa-se bem cora o ancinho,
    e lavra-se duas vezes o mais fundo que dous
    animaes podem fazer, logo depois os trabaja-
    dores com cuchadas planam a ierra, deitando fo-
    ra ao mesmo lempo as raizes, que o arado arran-
    cou, as quaes se podem lambem queiraar. Urna
    ou duas vezes mais se larra o terreno ainda se-
    guindo-so o servio das eiuhadas ; feilo isto, fi-
    ca a trra cm eslado de se plantar.
    Para fazer isio pe-se o terreno em pequeos
    montes cm linhas tres ps c meiode distancia
    um dos outros, tanto em urna direcgo, como na
    oulra. Se a estagao lera sido favnravel, e o vi-
    veiro bem cuidado, quando o lempo esleja al-
    gum tanto hmido, abrera-se pequeas covas
    nos montes, que fiqnem quatro polegadas cima
    da base, e em cada urna se pdfl urna planta ; o
    melhor lempo para fazer a muda aquello em
    que huraanidade nao demasiada, seja qualquer
    que fr a estagao nao possivel que deixem de
    morrer alguraas plantas; deve pois haver lodo
    o cuidado era replantar.
    Quando se planta segunda vez e mesmo terre-
    no, lavra-se a ierra conservando a linha dos
    montes, tendo cuidado de deilar fra ento as
    raizes, e os tocos das plantas do anno anterior,
    poderia lesleraunhar pelas cabriolas de alguma
    vilimporUcao da sociedade Zoolgica. Quando
    elle acabou sua historia Mohun mostrou-lhe fra-
    mente a porta com o dedo.
    Nunca me esquecerei do grito, que deu es-
    se infeliz vendo este gesto.
    Pensis vos que eu v transformar minha
    casa em um lugar de refugio para os attorneys
    em perigo ?diz Ralph em resposta ao olhar in-
    terrogador que lho lancei ;linda quandu nao
    atlenuesseque vnssa mulher est em minha casa,
    nao me arriscara isso,ura ataque nocturno
    nao brinquodo de criangas nesle palz.
    Kale eslava apoiada contra a grade. Ouvindo
    esias ultimas palavras, ella tornou-se vermelha
    de clera, o exclamou :
    Se eu pensasse que minha presenga podia
    impedir ura acto de humanidade, deixaria vossa
    casa desde logo, coronel Mohun!
    Ralph sorrio-se ligeiraraente, e inclinou a
    cabega em signal de cortez approvago.
    Nao vos irritis, misiress Carsw. Se de-
    sejaes essas emogoes. muilo reliz serei eu de vos
    proporciona-las. Assim est dilo, nao ? guar-
    daremos o o/torney. Levantai-vos, senhores, e
    deixai easa figura de cao, a quem agoilara. Por
    ora eslaes em seguranga.
    Apena.; linha ello pronunciado estas palavras
    ou'io-se fra um graude barulho de passos, fallas
    animadas, e depois urna pancada aporta cura
    pedido para abri-la.
    Desejavamos fallar cora o coronel.
    Eis-me aqui; oque desejaes?murraurou
    Mohun!
    Queremos o allorney gibemos que elle es-
    t no casiello.
    Sinlo dizer-vos que nao t-lo-heis. Nao
    de roiuhasinteiigdes entrega-lo. Nao vos en-
    tregare! um simples cocino ; deixai tranqutllo
    esse hornera.
    Enlo t-lo-hemos conlra vossa vonlade,
    exclamaram ao mesmo lempo duas ou Ires vozes.
    Teutae. diz Ralph I Em quanlo esporo
    voujanlar. Boa lardo.
    a A estas palavras urna voz que al enlo nao
    se fizera ouvir, exclamou com um accenlo agudo
    e penetrante.
    Ah I bem desejo-vos o melhordosappe-
    ttes, coronel, meu charo, e acabae.jle jantar. E'
    Pierce Delaney quem vos servir a ceia.
    Depois auseniaram-se.
    O dito Delaney ura padeiro colossal, diz
    Ralph ;elle representa o elemento phisico do
    terror nos arredores, como represento, croioeu,
    o elemento moral. Teremos ambos antes de arni-
    nhaa pela manh&a urna queme entrevista. Elle
    pms que todo o bem que ellas podiam haver
    communlcado trra, desfazendo-se, j est ter-
    minado. E necessarin com tudo fazer a lavra tres
    semanas ante* de plantar, havendo feito os no-
    vos montes consecutivamente. Suppe-se que
    as plaas do tabaco contm urna grande porgo
    de nitro, e que por censeqenria os residuos dis-
    solvidos pelo tempo commuucam Ierra muita
    fertihdade.
    Para conseguir urna boa colheita basta ter cui-
    dado em conservar a roga limpa de hervas, ou
    planta que nasga. Na piimeira manda tirar-se al-
    guma trra junto com as hervas do p de cada
    planta ; o na segunda ajunta-sc a mesma, e al-
    guma mais s pl.ntis de modo que se faz um
    montinho. as Ierras antes cultivadas usa-so de
    arado com ura cavallo para fazer estes trabalhos,
    e o servigo assim feito muito mais expedito!
    pois que os arados sao de grande auxilio s en-
    chadas.
    Quando as plantas chegam certa grandeza,
    o que s a experiencia e pratica fazem conhe-
    cer, ttrara-se-lhes certas falhas, e corla-se-ihes
    os topes.
    As falhas, que se deitam fora, sao as de baixo,
    desorie que se arrancam todas as que esto junt
    trra, devendo a planta ficar limpa como urna
    raao travessa. Os topes contam-se com os unhas,
    deixando em cada plantas, commumenle oito fa-
    lhas, e as planta que vieram mais tarde, seis e
    s vezes s cinco.
    Depois d'esta operago necessario ter lodo
    o cuidado em evitar que os bichos comam as fa-
    inas das plantas, e em lirar lodos os novos re-
    beuioes, que costumam opparecer nos losares,
    aonde se rrraucararo as tullios.
    O tabaco esl exposto varios accidentes, que
    odeslrue, e infelizmente tem muitos inimigos.
    O que cresce em trras novase uni. menlo ala-
    cado por urna molestia que se chama man-
    chas, a qual a consequencia de sobrevirem
    do repente grandes calores depois de lempo mui-
    to hmido. Para esla enfermidade nao ha reme-
    dio conhecido.
    as torras velhas de raais de eslarem as planta
    expostas smanchassoffrera oulra molestia,
    que se chamaamago furado, enfermidade
    que so conhece pela podndo que apparece no
    Ironco que s vezes acaba por destruir toda a
    planta; esta molestia multas vezes causada
    pelo mo modo cora queseconam os rebentes,
    de fallamos cima, deixando-os crescer n uilo. e
    Porcousequencia fazendo, ao arrancal-os, grande
    ferida na planta, e expondo aquella parte
    receber, e absorver muita humidade.
    Em trras muito hmidas as plantas crescem
    muito, criando fo.has muito compndas, cujo ta-
    baco nao prcsia. Este mal evita-se abnndo val-
    las antes de fazer a planlago.
    De todas as plaas o tabico aquella queni
    faz mais mal o cavar, mondar ou lavar, quando
    est o lempo hmido, e portanlo esle respeito
    deve haver lodo o cuidado.
    Ha varios accidentes, que deslruom o tabaco ;
    taes sao as grandes ventanas, chuvas pesadas e
    chuvas de pedra, e duas qualtdades de bichos.
    As ventanas nao s destruem e quebrara as
    fallas, mas at arrancara as plantas. As falhas
    quebradas devem ser cortadas cora cuidado
    porque os plantas nao as nutre mais,
    porlanto apodrecem arruinando, se se deix as
    outros. '
    O bicho, que ataca as raizes das plantas, a
    lrgala de uraa especie de bizouro. Esle insecto
    raras vezes apparece em trras novas ; as que j
    serviram, e tem sido estrumadas, s vezes se
    criam tantas, que destruem a roga. O remedio
    que se conhece, caiar a ierra, c replantar os
    arbustos destruidos.
    O outro insecto, que vive as fallas, urna
    lagarta, que apparece dos ovos depositados por
    certas borboletiis; em 24 horas se aviveniam, e
    principiam logo comer as falhas. Deve haver
    lodo o cuidado em as destruir ao nascer, penis,
    e galinhos de Anguila fazem esto servio perfei-
    lamente; com ludo melhor destruir s borbo-
    lelas antes de porem os ovos, o que se faz com
    urna luz de noile; passeiando-se cora ella pelo
    plantago vm as borboletas procura-la, e fcil
    mata-las com urna esptula de pao.
    Modo de corlar, cura, e armazenar o tabaco.
    O mais diflicultoso na cultura do tabaeo o
    trabaibo, que se segu depois que a plaa chega
    ao estado de madureza ; pretisa-se desde enlo
    trabaihar, nao s com exactioo, mas al com
    miudeza, e fazendo uso do proprio entendtmen-
    lo, porque quasi sempre oppaiecem circunstan-
    cias, que se devem resolver de ura modo relati-
    vo s mesmas.
    A primeira dificuldade, que so (.presenta, o
    conhecer o verdadeiro estado de madureza da
    planta ; s a observaeo e a cxpenoiicia o cn-
    sinara.
    Goralmente fallindo, este estado conhecc-se
    quando as falhas do tope do planta vergam bem
    para baixo, chegando s vezes locar o chao;
    por se encaracolarera um pouco, e mostrando
    pintas amanilladas na superficie ; pareccm pui-
    das e abrillantadas; perdera lodo o pello;
    adquirem raais grossura e aperladas entre os
    dedos estallam sallando pedacinhos.
    Apezar destes signaes os lavradores lodos con-
    fessam, que commumente errara antes por cortar
    a planta cedo, do que tarde; como urna prova
    disto tomem-se duas plantas vizinhas do mesmo
    tarnaiiho, e de eguaes apparencias, e no mesmo
    eslado de maluridade ; corle-se pois urna, e pe-
    se-se tamo verde, como secca, deixe-se a oulra
    urna semana mais na ierra, e pesando-se, como
    se faz com a outra, achar-se-ha una difforenea
    noiavel.
    A' vsla disto parece que se dereria dilTerir o
    corte para muito larde; nao pode com tudo ser
    assim, porque o tabaco na Ierra est exposto a
    muilos accidentes, chuvas pesadas, chuvas de
    podras, ventanas, bichos, rebentes das raizes,
    que diminuem o sueco das falhas, e que s vezes
    se nao podem corlar sem offender a planta.
    Alera disso amontoar-ye-hia muita faina, se so
    quizer corlar lodo o rogado de urna vez.
    (Coninur-se-/io.)
    nao gosta de mim. Filz. manda subir a Connell;
    elle esl ahi embaixo em qualquer parte.
    O guarda enirou com um ar pasmado. Elle
    eslava as estribaras, e apenas ouvira fallar do
    que se passava.
    Appromptae as carabinas e as espingardas
    com bailas e chombo grosso, diz seu senhor. Va
    mus ser alocados, pelo que parece.
    O semblante atrevido do guarda empalide-
    ce.i.
    Pelos cos, honrado senhor, nao lenho aqu
    o valor de urna onca de plvora, em casa ; len-
    cionaa ir compra-l araanhaaantes que vos lo-
    r anisaseis.
    Mohun encolheu os hombros assobiando dc-
    vagarinho.
    O homem preparase, diz elle. E' quasi
    urna desgraca agora que lenhamos enoonlrado
    esla Urde lanas galliuholas n3 mata de corte.
    Tenho ainda quinzo cargas em meu polvarnho :
    isio ser suficiente carregando pouco as cara-
    binas'
    Foi depois urna janella. d'onde podia vera
    estrada. A la eslava magnifica.
    Bem o linha eu pensado, elles j enlloca-
    ran) exploradores. Os barbaros teem algumas
    noces da arte militar, por llm de cuntas... Mad-
    dox, vera c
    O proom era um robusto rapaz inglez,
    que s na torra tema a seu amo.
    Sella Sumbeam, e sahe pelas portas de
    detraz, tendo o cuidado de ir por debaixo da
    sombra da arvores. Quando as ti veres passado,
    corre direito grade, que est no fim do parque'
    Sallars por cima delta fcilmente, ao menos eu
    o creio. Segura bem o cavallo ;nao preciso
    que tu caias. Depois vai o muis depressa que
    far possivel n..., e dize ao coronel Uardng,
    appreseuiando-lne raeus comprimentos, que ser-
    Ihe-hei grato por envar-me um destacamento
    do seus horaens, o mais promplamente que po-
    der. PJera estar aqui em duas horas. E agora,
    ouve; nu poupa o cavallo na ida ; mas poupa-o
    na volta. Tu aqui de nada serviras, e eu nao
    desejnria, urna vez que se pode evlar isso, tor-
    nar meu cavallo aguado. Talvez corras o risco
    de urna baila ou duassobre o caminho, mas elles
    atirara soffrivelraenle mol, e provavSl que nao
    te apanhem. Agora parte I
    O groom lirou seu topete de cabellos de diante
    para saudar, cumo so livesse recebido a mais
    ordioarii comtuisso, e desappareceu.
    [Conlinuar-se-ha]
    PERN. TYP. DE M. F. DK FARIA.1860.
    MUTILADO


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