Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09166


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Full Text
NI6 IXX7I. DUIEBO 266
Por tres mezes adiantailos 5JJ000.
Por tres mezes vencidos 6$00(J.
SEXTA FEIRA 16 DE NOTEHBRO DE 1861
Por auno adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
DIARIO
ENCARRGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrinode Lima '.
Nalal, o Sr. Aulonio Marques da Silva ; Aracaly, o
Sr. A de Lomos Braga; Cear, o Sr J. Jos de Oli-
veira; Marjnh.io, o Sr. Manoel Jos Martins Riboi-
to Guimares ; Piauliy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior : Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazona, o Sr. Jprnnimo da Cosa.
PAKllUA DOS COKKttlOS.
Olinda todos os das as9 1/2 horas do da.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Aulao, Bezcrros, Bonito, Garuar, Allinho e
Garanhuns as lercas feiras.
Pao d' Alho, Nazarelh, I.imoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Viila Bella, Boa-Vista,
Oricury e F.x as quartas-feiras.
Cabo, Sirinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua prela, Pimenteiras e Nalal quintas feiras.
(Todos oscorreios parlera as 10 horas da manha
EPHEMEIUDES 1)0 HEZ DE NOVEMBRO. IaUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
6uarlo minguanlo as 6 horas e 57 minutos T h,, ,, ,, .
Tribunal do commercio : segundas o quintas.
Relaco torras, feiras c sabbados.
Fazcnda : trras, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quartas ao meio da
12 La nova as 10 horas e 16 minulus da larde.
20 Quarlo creseente as 6 horas e 33 minutos
da manha.
28 La cheia as 9 horas e 18 minutos da manha.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeiro as 7 horas e42 minutos da manha.
Segundo as 8 horas o 6 minlos da tarde.
Dito de orphaos: tercas o sextas as 10 horas.
Primeira vara do civcl: tercas e sextas ao meio da
Segunda vara do civel; quartase sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA REMANA.
12 Segunda. S. Marlinho p. m. ; S. Diogo f.
13 Terrea. S. Eugenio b. ; S. Zebiua v. m.
14 Quarta. Ss. Filomeno e Clementino mm.
15 Quinta. S. Gertrudes v. ; S. Leopoldo
16 Sexta. S. Goncalo de Lagos ; S. Valerio m.
17 Sabbado. S. Gregorio Taumaturgo b.
18 Domingo. S Romao m. ; S. Odn ab.
ENCARREGADOS DA SLBSCRIPCO NO SUL
Alagottf, o Sr. Claudino Faleao Das ; Babia,
Sr, Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Percira Martios.
EM PERNAMBUCO.
O proptielario do diario Manoel Figueiroa de
Faria, na sua livraria praea da Independencia n.
6 e 8.
PARTE OFFICIAL
Governo la provincia.
EirspiBHTS no da 13 nE novkhbbo i>e 1860.
tillioao siiperinlendcnle da esliadade forro
O engenheiro fiscal da via frrea do Recito i S.
Francisco acaba do ropresenlar-mo contra o pro-
codimeento do engenheiro em chefe da compa-
nliia nogando-se preslar-lhe as informacoes
por olio podidas icorca da permaaencia das esta-
cos da 1.a secgo da estrada, e do sen recebi-
niento por parle do governo, sob o pretexio do
que, tendo a companhia proloslado contra o re-
uulnmetilo que baixou com o decreto n. 1930 de
2C de abril de 1857, nico que define as attribui-
res dos agentes do gwerno junto s estradas
do forro, nenhum direito teem estes de exigir
si lareciniontos sobro as obras da via-fcrrca des-
la provincia, cajos agentes nao se julgam sujei-
tos ao prcdiio regulamento desde o momento do
protesto amos doorcoido ulterior entre o gover-
no e a companhia ; accrescentando o engenhei-
ro em chefe da estrada que. so al agora pnstou
infor tnaros ao fiscal do governo, o fez t5o so-
monte em attenc&o s pessoas que teem servido
OSSe cargo.
Lm consequencia do exposlo, previno ao Sr.
superintendente da predita companhia que, es-
tando lodas a i corporaeoes, funecionarios ou in-| "orneada na
ividuos, de qualquor'classo ou categora, res-; de escrivo do jury.
lem. sob n. 520, mandar entregar ao ex-delega-
do de Outicury, bacharol Henriquc Pereira de
Lucena. os78400rs. de que trata o meu officio
de 1 i de sotembro ultimo, saldo da despeza por
elle feila rom os melhornmenlos da cadeia d'a-
quelle tetmu.Communicou-se ao chofe de po-
licia.
Dito ao mesmo.Em vista dos documentos jun-
ios mande V. S. pagar a quantia de 27JJO0O que
dispendeu o lente do 8." balalho de infanlaria
Joiio Antonio da Silva com aluguei de casa para
sua residencia quando destacado no centro da
provincia coi diligencias policiaes.Communi-
cou-so ao commandante das armas.
Dito ao juiz de direito interino do Bonito.
Conipolindo presidencia, em virlude da dispo-
sicao do arl. 1." do decreto n. 1291, de 16 do de-
zembro de 1853, a nomraeo de substituto para
servir temporariamente algum officio de jusuca,
quando pela afliiencia do expediente nao possa
accumula-lo O substituto legiiimo, na forma do
decreto n. 817 de 30 de agosto de 1853; convera
que Vine., consideran lo de nenhum olVoilo a no-
inearao que fez de Luiz Antonio Cardoso para
servir do escrivo du jury do termo do Caruar,
em consequencia de muilas oceupaedes do escri-
vo de orphaos e civel daquelle lerfno, conforme
communicou-mo por officio de 8 do corrento, in-
dique a esta presidencia pessoa idnea para ser
forma da lei para o predito officio
EXTERIOR.
ucTC ir
Ordem to lia le Francisco
Soldados I J que a serta da guerra nifS Iro-
poe o dever de atacar os paizes oceupados pelo
inimigo ; como rei e como soldado, compro o
meu dever recordarido-vos que a coragem e o
valor degenerara em brutalidade c feroculade,
quando nao sao aeompanhados da virlude o dos
sentimeutos religiosos.
peludo por oulros, eresponsavel pelos seus ac-
tos perante as grandes potencias e peranle os re-
presentantes da nacao, guardas zelosos da au-
tnndade real e defensores da idea nacional, foi
obrigado a nmpregnr meios promplos, flcazes,
e al vilenlos para a foliridade da Italia, que,
em ouira circumslunoh, teria de rerto aloaneado
do lempo, da paz e da oivilisacao ; o que s'cria
prefeiivel,/)orm uo se podia esperar.
Em Sicilia e era aples, guvernos sahidos
da rcvoluco, assumiram a aulordade sobre o
povo em uonie do nos-o rei, ao abrigo da som-
-se
Sede pois generosos depois da victoria: ros- lira da gloria popular do Ganbaldi. impozeram
peitai os prlsraueiros que ja nao podera comba-! a essas provincias apenas sahidas da sorvido. e,
longe de se apressaiem a assegurar a futura con-
dentes no Brasil sujeitos s leis do paiz na con-
forriiidade de suas disposicos, e sendo desco-
nliecido nestas o meio de suspender-se a sua
exccuQao por via de protestos das parles, que se
julgam ofleiididas por ellas, como querem os
agentes da companhia da via-forrea. deve o Sr.
superintendente tratar de cortar por semelhauto
abuso, determinando ao engenheiro em chefe
da lompanhia que presle ao do governo, como
al agora lem feito, nao por considerarlos pes-
soaca, como diz, mas por urna rigorosa obrigaeo
decorrida das disposicos do precitado regula-
menlo, as informacoes que na sua cunformidada
I he lorem exigidas polo engenheiro do governo,
i ujos desvos, quando se dem, sarao corlados
pelo poder competente sob represeolacao dos
agenlcsda companhu.
ter, e prodigal-.sai aos ftido?, seguindo o nobre
exemplo dol0 de cacadores, todo o auxilio que
possM* dispensar-lhes.
Lomluai-vos de que as casas c propiedades
nos paizes que oceupardes militarmente, sao o
abrigo e patrimonio de muilosdosque comb.ilem
as nossas fileras; sede pois humanos e carita-
tivos para com esses infelizos habitantes, quo nao
sao culpados das calamidades que presenciarnos.
Oue a obediencia s ordens dos vossos superio-
res soja constantec maix completa ; e, finalmen-
te, tendo sompre diante dos ollios a honra o a
dignidade do exercilo napolitano. O Altissimo
abenr;nar ns bravos e generosos soldados que
combalem,.e a victoria ser nossa.Francisco.
Dilo ao director do arsenal de guerra.Con-
trate Vmc. com o consignatario da barca nacio-
nal Atrevida a conducao do capitn Luz Fran-
cisco Teixeira, e do capello Frei David da Na-
tividade do Nossa Sonhora, os quaes devem se-
guir para o presidio de Fernando, levando o pri- tem sido'at hoje
meiro a sua familia.
Dito ao director das obras militaros.Cumpre
que Vmc, examinando o estado de ruina da
ponte de madeira que d entrada para a fortale-
za do Brum, orce a despeza que se lem de fazer
com o respectivo reparo.Communicou-se ao
coronel commandante das armas.
Dito ao conselno administrativo do arsenal de
guerra.Respondo ao officio do conselho admi-
nistrativo do arsenal de guerra datado de 12 do
correnle, declarando que os objeclos ulliraameu-
ucr-
Ortlcn tio lia lo ministro la _
ra te I'rancisM> II.
'< Se o cxoicilo soube com pezar que lecm si-
do commettidos al^uns actos do fraqueza e co-
barda, quesero punidos com o rigor das leis
militares, lem tambera sabido com orgulho qual
o procediraenlo louvavel do
major Livrea, cmmandaulo da fortaleza de Baia,
que, desprezando completamente ardis e seduc-
ces, o lembrando-si! nicamente do sen nomo e
do seu dever, responden, como vleme soldado
s priraeiras inlimaces, e replicou aos ataques
do inimigo fa/.erfdo troar a artilharia da fortaleza
que defeudo.
O exercilo tambera tem sabido, com a raes- I ygaveliponte
dicao do paiz, e trnnquilisar o espirito publico,
prolongavarn urna existencia, que s podia crear
iiovos perigos para a patria, contrariando a poli-
tica do governo do rei, c pondo-so em conlradc-
cio cora riles proprios e com as supremas neces-
sidades da naco.
As populacoes da limbria o das Marcas, na-
turalmente ligadas aos destinos da Italia central,
animadla polos aconlecimentos da Sicilia e de
aples, e impedidas a(in;i| pelas vexacoes dos
eslraoseiros accumulados sob a bandeirapontifi-
cia, dentro em pouen lornar-se-iam um centro
' pnrigoso de guerra civil, a qual os subditos do
rei nao ficatiam indifTerentes, como nao po-
diam dspensar-se de voar era soccorro de seus
irmaoj.
Confiando o seu exercilo a um valoroso ge-
neral francez, e recrutando-o fra de seus esta-
dos, para emprehender nova cruzada contra seus
sub titos, e cun grande detrimento das suas ex-
haustas Onaneas, um numero de soldados mais
que suficiente para roanter a tranquillidade in-
, lerior.lporque o exercilo francez defenda a capi-
tal, o soberano pontfice desperlou a altenco do
nosso governo.
Pela nalureza d*s cousas e pelo encadeamen-
lo necessario que, no mundo pbysico como no
; mundo moral, liga as causas aos lcitos, a nor-
ma da poltica do rei est d'ora em diante irre-
fixada; onde so combalter pela
o ministerio saber prover, quanlo ao resultado
da appiicaco da mesma lei, ao que reclamara a
dignidade da corAa o a salvnco da patria, e ao
que a effieacia do vol popular exige em ex-
plendore unanimidado tanto para a Italia me-
ridional, como para a Emilia o Toscana.
13 de outubro do 1860.
C. Malteucci, relator.
actual aprsenle lo bellos resultados a can->ada
eifilisaelo.
S. Paulo.
S. Paulo, 9 de outubro.
ma sasfaco, como a guarnicao dai cidadeiia de !id? ""^'onal, romper-se-ha a lula entre o po-
Messina, n'uroa situacao dillicil, nao deixa passar f0 .'lal'ino e os inimigos desla idea ; onde a au-
Espero que o Sr. superintendente reconhecer Itc comprados para o expediente da secretaria do
i necessidade de nao consentir no abuso a que commando superior da guarda nacional de Ga-
pretonde soccorrer-so n engenheiro da compa-. ranhuns, e dos respectivos eorpos devem ser
nhia para negar as informacoes pedidas pelo lis- |
cal ; corto de que por parle desla presidencia I
ti'io ronsenlirei jamis que vingue semelhante i
abuso lo intoleravel, quanlo sao os alternados [
conlra qualquer dos corollarios da soberana na-
enlregues pessoa que se apresenlir compelcn-
leineuie habilitada para recebe-los.
Dilo ao juiz de direito da segunda vara.Re-
mello incluso o processo do soldado do corpo de
polica Jlo Luz da Silva, para depois de visto,
nonal.Renicttcu-se copia desle ao engenheiro ser I'or Vf"C. relatado era junta de julgamento
no da 19 do correle.
Dito a todos os juizes raunicipaes da provincia.
Era observancia do aviso do ministerio dajus-l
tica do 29 do selembro ultimo envi a Vmc. o in-1
ctiso exemplar impresso da lei n. 1082 do 2i de j
agosio desto anno, dando providencias sobre os
bancos de cmisso meio circulante, e diversas
sociedades o cumpanhias a lira de que Vmc.
fiscal da mesma estrada.
Dilo ao Exm. presidente do Cear.Para que I
> ii possa dar solucao ao officio junio por copia
que em 11 de outubro ultimo me dirigi a lega- |
cao imperial do Brasil em Pars, rogo V. Exc.
so sirva de informar-me acerca do pagamento
que pedem os Arabos que csliveram ao servico
dossa provincia, du importancia de 830 f 48 c I
Dilo ao Exm. visconde commandante superior i cumpra strictamenle as respectivas dtsposic5es
ila guarda nacional do Recife.Na conformidade na t'arl que "'0 competo, o que nao depende de
um da sem dar urna prova de que esl animada
dos mas generosos sentimenlos, o decidida a
manter Inabalavel sobre.aquello rochedo a ban-
dera do rei.
Os pnnieiros elogios desla honrosa resisten-
cia perlencera do direito ao general Prgola,
commandante da fortaleza, e depois a todos os
generaos, olficiaeso soldados. O director da
guerra, AnIonio L'lloa.
Parecer la coaimisso lo soindo
pienionte/. sobre o projecto le lei
i-elaiivo annexaesto las novas
provincias italianas.
Senhores senadores.
'< ila tres mezes, em presenc.a dos acontec-
mritos que se preparavan na Italia meridional,
o senado, de accordo cora a outra parle do par-
'amento, votava quasi unnimemente, um em-
toridade do rei o a poltica do governo forera
substituidas ou pode rom subslituir-sc pela revo-
luco e anarchia, a nossa intervenco o legiti-
mada pela suprema necessidade de salvar o Es-
lado c de conservar, lano quantn em nos caiba,
a paz da Europa. Os fados fallam alianienie;
era toda a jarle onde se nao estabclocer a mo-
narchia constitucional de Vctor Emraanuel, exis-
te a oceupaco estrangeira ou a dorainaco de
I uina seita revolucionaria.
E' nestas condices polticas que o projecto
de lei, que vos foi submettido, busca a sua ori-
gera c a sua razo de ser; projecto que acamara
dos deputados accolheu unnimemente, provan-
do assim Europa a iuteira confiauca quo o paiz
! deposita no ministerio. A dignidade do rei nao
admilte que se goverue em seu nomo as popu-
: laces italianas, sem as ter precedentemente cha-
i mado a deliberar sobro a sua sorte; e assim que
se procedeu na Toscana e na Emilia. A concor-
do que soliclou o inspector do arsenal de mari- regulamento.Iguaes ao presidente do tribunal presumo excedente das necessidades presentes das dia dcslas populacoes na manifestacao de seus
nlia. sirva-se V. Exc. de mandar dispensar do dt commercio, e ao juiz especial do coinmercio. linancas do reino, e dava asst
re os meios e o apoio mora
o defender as grandes conq
cao, e prover rec.onstiluco poltica da penn-
sula, assegurando deste modo a paz interior e da
Europa.
Estes aconlecimentos chegaram ao seu ter- dos os povos da Italia Central e Meridiona
mo, c doze milhoes do italianos, que, anda ha poderia ser subordinado a nenhum limite
servico da guarda nacional o sccrelar.o da cora-I Portara.O presidente da provincia resolve,
panilla de aprendizes daquelle arsenal Augusto de conformidade com o art. 22 do regulamento
Jos Goncalves Lessa, e ao sargento da mesma Joaquina f ellos do Souza, visto que alm de se- j R'beiro do Amara! comraissario vaccinador da
rom ambos considerados pracas da armada, tem i freguezia da Escada.
obrgaedes diarias cumpri'r Communicou-se : Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao inspector do arsenal de marinha. I ao quo Ihe requerou Mariana Augusta Coelho. re-
Dito ao mesmo.Haja V. Exc. de providenciar j solve conceder-lhe licenca para ir ao presidio poucos mezes, s no exilio e na priso podiam caudcao, deve ser, como par
nosoniilod' prestar um dos eorpos da guarda i de Fernando, levando coinsigo os gneros cons- manifestar as suas aspiracoes para a liberdade e ] cap,"livre. absoluto e claro,
nacional sob seu commando superior urna guar- i ^"s da relacao junta, assignda pelo secreta-' pela patria, alcanc.aram lioje o direito de expri-
da de honra para assistir, no da 18 do correnle, r' do governo. mir pelo seu vol* dispondo de seus destinos, a
'i I'-la da Seuhora o l.ivramenlo na sua respec- "'la pf^sidenle da provincia, tendo em vis- vontade que cada italiano havia impresso noco-
tiva igroja c acompanhar a procissao tarde. la que requereu o amanuense da reparticao das racao, e que c conforme seguranza da naco
Neste sentido despachou-se a peticao da respec- i obras publicas Antonio de Paula e Mello, bera co-. intelra.
tiva irmandade. mo a informac.ao do respectivo director de 7 do grande c nrodieioso resultado obtidn no
Dilo ao chefe de polica.Em solucao ao que ''
V. s. soliciiou em seu officio do Sfr'de outubro
rao a informacao do respectivo director de 7 do
'correnle sob n. 291, resolve conceder-lhe 2 rao-!
zes de icenca cora vencimenlos para tratar de
assira ao governo do votos e a Iranuillidade do que gozam desde que
l quo devia proteger fazem parle do reino de Vctor Emmanuel, con-
uisias fetas pela na- vencern a Europa da sinceridade de seus sufra-
gios e da irapossibilidade moral de os destruir.
Foi com razao que o governo do rei ltima-
mente declarou que o vol a que seriara chama-
nao
nem
a Emilia e Tos-
ivre, absoluto e claro.
Po foilo, a unio das diversas provincias
',a"^euas era um s reino tem a sua razo no in-
terese maior e predominante no interesse de
provincia, slo no da conservaco da sua pro-
pria unio, ou da naco inteir, interesse que
seria desconheeido e attacado, se a anloridade
prximo lindo, sob n. lili, cabe-me declarar-lho : sua saudc.
que, segundo me communicou o commandante Dita.O presidente da provincia, sob propos-
superior da guarda nacional deste municipio, o ta do chefe de policia desta data, resolve nomear
alteres do 3, balalho de infamara da mesma o bacharel Henriquc Pereira de Lucena, para o
guarda nacional Joaqum de Gusmao Coelho | cargo de delegado de polica do primeiro dtslric-
acha-se desaquarlelado, e foi considerado dis-
pensado do todo o servico, em quanto exer-
cer o lugar de subdelegado de polica da fre-
guezia da Boa-Vista.
Dilo ao inspector do arsenal de marinha.
le do termo desla cidsde.
Dita.Os senhores agentes da uompanhh bra-
sleira de paquetes a vapor raandem dar urna
passagem de estado para o Maranlio no primei-
ro vapor que vier do sul a Fabio Pereira de Fa-
Para cumprimento das ordens imperiaes baja! ria, empregado na alfandega.
V. S. de informar sobro o que pede no incluso re- '. Dita.Os senhores agentes da companhia bra-
querimenlo o palrao da lancha do soccorro desse : sileira dos paquetes a vapor raandem dar trans-
arsonal Joaquim Jos da Silva
Dilo ao mesmo.Transmiti por copia V.S.,
para seu conhecimento e devida exccuQao, o aviso
expedido pela reparticao da marinha em 25 de
outubro ultimo, dando csclarccimenlos acerca
do modo por quo se ha de elcrtuar a indemni-
saco da quaniia de 95J867 rs. que, segundo o
officio de V. d 20 de abril dosle anno, sob
n. 180, eslo devendo caixa da companhia de
aprendices arlifices desse arsenal os pas ou tu-
tores do alguna menores, que foram d'ella elimi-
nados.Igual thesouraria de fazcnda.
Dito ao mesmo. Corto de quanto V. S. reala
porte, por conla do ministerio da guerra, no va-
por que se espora do norte, ao desertor Malheus
Jos da Costa com destino provincia das Ala-
gos, o para corto os soldados Joo Luiz de Pau-
la Civalcanli, Francisco Nery Ferreira, e Amo-
nio Seraphim de Oliveira e Mello.
Dila.Os senhores agentes da companhia bra-
sileira dos paquetes a vapor mandem dar trans-
porte para o Rio Grande do Norte, por conla do
ministerio da guerra, no vapor que se espera do
sul, ao soldado Keginaldo Ferreira.Communi-
cou-se ao commandante das armas.
Dita.Os scnhoies agenles da companhia bra-
! espaco de raeo seculo pelos esforcos e sacrificios do ro e a do Piemonle nao fossem respeiladas
dos povos italianos, que a Providencia manifes- por todos)OS italianos,
lamente favoreca! Tal resultado busca sua ori- A esta autoridade que perlence determinar
geni e a sua razo na necessidade que as popu- em que limite, subordinado acs interesses geraes
laeoos italianas tecra geralmenle sentido do cons- da nco, a independencia do poder administra-
tiluir-se em naco livre e indepe->denle. tivo interior, e a ingerencia as cousas locaes
O progresso das luzes e aa civilisac.io, prin- pode ser entregue s provincias,
cipio d'onde dimana a forca da opinio publica, Os projeclos do governo sobre a organisaco
naturalmente levou os Italianos a desejarem ins- interior do reino, de accordo com a opinio pu-
liluices representativas, e a propenderem para blica. tendem a favorecer a extenso e a indo-
orna agglomeracao mais intima e mais extensa, pendencia dos poderes administrativos dos mu-
rucios precisos para defender o desenvolver os nicipios o das provincias, sem enl'raquecer a
beneficios d'estas instilucoes em prol da gloria unidade poltica da naco; desto modo, conser-
e da grandeza da nago. var-se-ha na constituido da pennsula a varie-
As ideas c os senlimenlos, que foram moli- dade do intoressos, do costumes, Iradices, ri-
vo de insultos c prejuizos para a Italia da parte quezas de todo o genero, inherentes s" provin-
do estrangeiro, enlranharam se cada vez mais cas italianas ; isto os nicos elementos admis-
em nossos coraces, e adqueriram a forca noces-
saria para triumphar no dia em que Carlos Al-
berto conceda ao Picmonlo o estatuto constitu-
cional, e elevava sob os seus auspicios o estan-
darte da independencia italiana.
L-se uo Jornal de liorna:
Entre os desastres de urna invaso sacrilega,
comecada conlra direito das gentes, era bem
natural que se nao seguissera as mais simples
leis da honra e da probidade. Urna grande par-
te dos militares que calma em poder dos ini-
migos foram despojados de ludo quanlo pos-
suiam e mesmo das roupas que vestiara.
Sua Santidado, querrndo indemnisar quanto
possivel os bravos e liis militares do exercilo
pontificio, das perdas que snffreram, ordenou
que se formasse urna rommissao encarregada de
examinar as diversas circiimstancias porque fo-
ram foiios prisoneiros, alim de regular as ndem-
nisaces que se devem conceder.
a Esta commisso devora igualmente instruir-
se dos deta Ibes circumslatuiadns a rispeilo da
familia dos officiaos, oDiciaos inferiores e sol-
dados, e rropor com conhecinienlo de causa
as medidas opoortunas.
F.sla commisso cnmposti do general de
divisao principal Orsini, presidente; coronel
Mazzola ; tenenle-coronel reformado marquez
Lepri ; chefe do estado-maior Arali o major con-
de Giraud.
O ministro da guerra,
De Marode.
O Jornal de loma, publica tambem urna car-
la do geueral Schmidt ao cardeal secretario de
estado. E' datada de AltdorlT. O general d
alli conla detalhada dos aconlecimentos quo ti-
veram lugar em Pnrusa no dia 17 : acerescenla
que, conduzldo Tuiin, junto do conde de Ca-
vour, ministro dos negocios estrangeiros, lhe fez
este entregar um passaporle para se dirigir sua
patria :
Cedcndo por um momento a esta necessida-
de, d[z o general Schmidt, declaro a V. Exc. que
me nao considero de maneira alguraa desligado
do juramento de fidolidade que preste! ao San-
to Padre, e peco-vos que depositis a sgus ps a
seguranca da minha mais iuviolavel dedicaco
sua sagrada pessoa ; nutro o mais ardente d'ese-
jo de lomar a ser chamado, se eu poder servir-
Ihe para alguma cousa, e considerar-nie-hei feliz
do poder prestar algum servico causa da reli-
gio o da ordom oestes lempos de dccepco e
de calamidades-
iJornal do Commercio de Lisboa).
Um navio hollandez,
Janeiro seguir viagern
INTERIOR.
Paran.
Coriliba, 15 de selembro de 1860.
J passado o dia do nossa enianeipaeo pol-
tica, c designado para, na forma da le de 19 de
agosto de 1846, ler lugar a eleieo de vereadores
e juizes de paz em todo o imperio.
Felizmente a ordem publica nao soffreu a m-
nima alteraco nos diversos pontos da provincia,
e oxal que assim tenha succedido por lodo o
paiz.
em seu officio de 2 do correnle. sob n. 140, le- sileira dos paquetes a vapor mandem aar trans-
nho S dzerque pode V. S- contratar com pessoa porte para a provincia da Parahiba no primeiro
idnea e habilitada para dirigir o servico da esca- vapor que seguir para o norte os presos de justi-
vacao da barra, conformo prope em o citado ca, Leoncio Correa de Mello, e Francisco B
officio, devendo V. S. nesse contrato attender
maior economa da fazenia publica.Coramuni-
cou-se thesouraria de fazenda.
Dito ao commandante de polica.Pode V. S.
mandar engajar no corpo sob seu commando o
paisano Joaquim Cavolcanii do Albuquerque, que
foi jnlgado apio para o servico, como consta do
orja de
Souza, que vao escoltados por 3 pracas do corpo
de policia,devendo as despezas com as passagens
respectivas ser feitos por conla daquella provin-
cia.
Expediente do secretario.
Officio ao presidente do jury.De ordem de S.
Exc. o Sr. presidente da provincia, vou rogar a
alteslado aonexo ao seu odicio desta data, sob ; V. S. se sirva de dispensar de servir na presente
" 93. sessao desse tribunal, para a qual foi sorteado, o
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.! official chofe da primeira seccao bacharel Luiz
Transmiti por copia V. S., para seu conhe- ; Salazar Moscozo da Veiga Pessoa, cujos servicos
cimento, o aviso do ministerio da guerra de 26 sao precisos nesla secretaria.
de outubro ultimo, approvando o prazo de tres | ------------------
mezes contado do fim de cada anno financeiro \ of.spachos do da 13 de novembro.
para os responsaveis por dinlfeiros e valores da [ Requerimentos.
fazenda publica apresentarem nessa reparticao os '. 3098Antonio da Silva Reg.Informe o Sr.
livros o documentos comprobatorios das despe- i director das obras publicas.
zas que houverem feito por conta d'aquelle ra- 3099Euzebio Jos de Oliveira.Informe o Sr.
nisteno.
Dilo ao msmo.Coramunico V. S. para seu
abrira-se urna lula de morte, lula que s podia
acabar com a emanciparn de toda a pennsula
ou com a sua iuteira escravido.
conhocmento e direceo, que, segundo consta
do aviso expedido pela reparticao da marinha cm
2.r> de outubro ultimo, fon approvada a delibe-
raefio que tomei, de mandar pagar sob minha
responsabilidades Palmeira ii Bellro a quantia
de :770j837 rs., importancia de gneros por
ellos fornecidos ao arsenal de marinha nos me-
zes defevereiro e marco do correnle anno.
Dito ao mesmo.Com a inclusa copia do offi-
cio do conselho administrativo datado de 12 do
Dr. chefe do policia.
31t)0A irmandade de N. S. do l.ivramenlo
desta cidade.Dirija-se ao Sr. commandante su-
perior da guarda nacional do Recifo a quera se
expedio a conveniente ordem.
3101Jos Antonio Pereira c outro.Informe
o Sr. Dr. chefe de policia.
3102Jacinto Antonio Eliziario da Costa.In-
forme o Se. curador dos africanos livres.
3103Arcediago vigario Joo Jos Pereira.
Iufonne o Sr. thesoureiro das loteras.
3104Jos Agoslinho do Desterro.Informe o
siveis no systema federativo, os nicos possiveis
entro nos.
O senado considera como um acto de pa-
triotismo c de prudencia poltica a declaracao
explicila e Tranca que o governo do rei fez sobre
Entre a repulsa de ti*Jo o progresso, o estado osles dous grandes problemas, que a influencia
do sitio, as porseguices de todo o genero que a moral da nossa resurreigo, das libordades des-
Austria chainaaa em seu auxilio para governar c envolvidas em toda a pennsula e das torcas or-
fazergovernar as provincias que possuia na Ita- ganisadas do reino, resolver-se-ho, ce'do ou
lia, e asinstituices liberaes, que a virlude do lardo, segundo a volitado da naco e os interes-
povo pienionlez desenvolva no meio da ordem e, ses geraes da Europa.
da prosperidade geraes, e as aspiracoes da naco, I E' superfino re|ietir as angustias que soffrem
de que o Piemonle se tornara defensor natural, j os italianos pela oppres3o da esplendida e infe-
lii provincia veneziana que, mesmo pela sua
escravido, presta servicos lmannos patria
coramum, debilitando as forras do inimigo, re-
r Os acontccimenlos europeus auxiliaran] a po- velando Europa a impossibilidade do governo
litica italiana que o governo constantemente da Austria na Italia, e maniendo ardente entre
sustentou com ardor e circumspecco ; o valor os italianos o senlimento da concordia, e a ne-
das nossas armas e o enrgico soccorro do nosso cessidade da unio.
poderoso al liado, o imperador dos francezes, ii-i Nao ha liberdade, nem independencia, nem
berlaram a Lombardia, e oermitliram que a lia- paz para a Italia em quanto Veneza nao seja fi-
lia central se constituisse livremenle ; a concor- vre e italiana Ha pouco, n'uma circumslancia
du o a moderaco destes povos transformarara, solemne, una voz augusta e poderosa, que achou
emfim, a agilacao da pennsula, que linha, du- ecco em todos os povos c exprimi o pensamen-
ranle lanos annos, comprometlido a paz da Eu- lo dos homens honrados, proclamou que a Italia
ropa, em um estado de ordem o civilisaco que devia ser livre dos Alpes ao Adritico.
a base da nossa unidade nacional, sob urna mo-' Talvez nao esteja longe o momento em que
narchia representativa, confiada a um rei unver- as forjas do imperio, diminuidas na injusta op-
salmenteconhecido pela lealdade do seu corago presso de Veneza. o apoio moral de duas gran-
e a ardenra do seu patriolsmo. dos potencias occidentaes, as sympalhias j ma-
Esto fado, sobre o qual se funda a paz inte-1 nifestadas na Allemanha pela Italia, a atlracco
or da melade da Italia, e que o resto espera an- i irresislivel de urna naqo inteira e a necessidade
crasamente, s as intrigas das faeces revolucio- I geral da paz, operera o regresso, ao seio da Ita-
i as violencias dos estrangeiros pode-1 lia, da mais amiga e gloriosa de suas provincias,
originar uui motivo de revoluco e realisando assim um grande Iriumpho da civili-
a prudencia da nac.o
correnle, remello V, S. as contas dos objeclos Sr- commandante do corpo de policia.
comprados para o expediente da guarda nacicnal
da comarca de Garanhuns, atim de que informe
acerca do pagamento da respectiva importancia.
Dilo ao mesmo.Mande V. S. abonar nos de-
vidos lempos a prestaco mensal de 80j que,
contar desle mez pretende consigoar de seu sol-
do nesta provincia, como V. S. melhor ver do
requerimenfo junto, o brigadeiro graduado Ma-
noel Muniz Tavarus, commandante do 8. bala-
lho de infanlaria.Communicou-se ao comman-
dante das armas.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Pode V. S., em vista do sua informa5o de hon-
3105Joo Cancio Ribeiro do Amaral.Passe
portara nomeando o supplicante.
3106Manoel Polycarpo Moreira de Azevedo,
Concedo o prazo improrogavel de dous mezes
contados do da em que findou o primein
3107Maria Felicia dos Prazeres.De
supplicante os objeclos que pretende levar.
3108Manoel Joaquim de Figueiredo Seabri
Informe o Sr. inspector da thesouraria de fazen-
da, ouvindo o Sr. inspector da alfandega.
3109.Mariano dos Res Espiodola.Informe
o Sr. iuspectorda thesouraria de fazenda, ouvin-
do o da alfandega.
riam delle
guerra, se o consentissem
e a Europa civilisada.
As Jorgas militares o civis quo operaram a
resurreQo da nago, ajuntou-so a mondado ar-
dente e enlhusiasla, que nao deixaria correr
saeao christo.
As altas consideraces sob as quaes o rela-
torio ministerial considera a condiego de Roma
como cidade italiana, o como sede do soberano
pontfice, altesiam que o governo do rei, apesar
revelia tal empre/.a. Todos os movimenlos re! do seu amor pea nco, f superior aos prejui-
volucionarios, desde 1815, nao cessaram de pro- zos que desconhecem os graves interesses mo-
var Europa a impossibilidade de comprimir o raes e religiosos compreheodidos na questo ro-
Ciinlimoiil.i ilo;v ^ i I ;,,,.,, ~ \' nn^U.i__ i______- ._ .^ _- *
s mezes
n'oafltL ii
Seabrar
senliraonto dos italianos. Nos combales heroicos
que Milo, Veneza, Roma e tantas outras cidades
sustentaram, as duas guerras contra a Austria,
os voluntarios italianos escreveram com osen
sangue a vonlade irresistivel da naco.
A historia das grandes revolucoes populares
mostra-iios, a cada pagina, os fados heroicos
que provam a grandeza de urna alma corajosa e
'nspirada polo amor da patria. A nossa historia
ir a parte importante que no livraraenlo das
Duas Sicilias leve o enthusiasmo dos voluntarios
f do seu insigne chefe Garibaldi.
Em presenta de urna Iransformago lo r-
pida c lo radical das condices polticas de toda
a pennsula, o governo do rei, retido por uns, im-
mana.
Os Italianos da cidade eterna, chamados a
sustentar a recordago das nossas supremas
grandezas, nao devem ser privados dos benefi-
cios polticos de que gosam os oulros Italianos,
c a Italia e o mundo catholco prestaro home-
nagem ao governo do rei pelos esforcos que U-
zer com o intento de conciliar os respeitos de-
vidos ao chefe da igreja com as livres inslitui-
c,oes do reino e da nagao.
Convidando o senado para a adipco pura e
simples da proposta de lei, porque a inteira ad-
heso do parlamento, o voto da naco o a con-
fiauca que ella deposita no governo tem solem-
ne mantfeslaco, a vossa commisso pensa que
No dislricto da capital veneeram os liberaes as
freguezias da cidade e Iguass, e os conservado-
res as do Campo Largo e Voluverava.
No districlo do Castro veneeram tambera os
liberaes, nao s na parochia da cidade, como
tambem as da Palmeira, Jaguarahiv.a e Pona
Grossa.
Na comarca da marinha vencen o partido con-
servador em Morreles o Guaraluba, perdendo em
Anlonina o Porto de Cima.
J v pois quo o elemento predominanto na
provincia, ainda urna vez se ostenlou triumplian-
te, pela superioridade de suas forjas.
O horisonte pois se vai descortinando em pro
de alguns liberaos, candidatos prxima eleico
de deputados.
Por fallar nesti nssumpto, acaba a presiden-
cia de enviar a lodas as autoridades locaes os
novos decretos, regulamentos e instrueces da
recente reforma eleiloral.
Ainda bem que ha lempo de se fazer estudo das
differentes disposicos constantes dos sobredilos
decretos e regulamentos, e melhor foi ainda que
algumas, das anteriormente era vigor, fossem
consagradas as novas iustrucces.
Duas altribuices importantes liraram a cargo
das presidencias, e as quaes devera sor exercidas
com summo criterio.
Refiro-me designaco dos coliegios eleto-
raes o do numero dos eleitores. *
Quanto primeira, a baso ora ostabelecida
favorece bastante o elemento popular, nao s
por que reduzio a 30 o numero de 40 exigidos
na antiga lei para existencia do eleitor, como, o
que mais, designou as qualificacoes dos lti-
mos annus para a fixaco do numer de taes elei-
tores.
Segundo um calculo que fiz, o Paran lera
de dar cerca de 200 eleitores.
Os coliegios em que se deve dividir a provin-
cia, como que se achara naturalmente creados.
Assim quo o de Coriliba constar do da ci-
dade desse norae, S. Jos, Voluverava, Iguass
e Campo Largo.
O segundo talvez conste da Villa do Principe,
Palmeira, Ponta-Grossa o Ro-Negro.
O lorceiro da cidade de Castro, e freguezias
do Tibagy e Jaguarahiva.
O quarto da villa de Guarapuava c parochia
do Palmas.
O quinto de ParaDagu. Guaratuba e Guara-
Ikessava.
O sexto do Morrctes Anlonina o Forte de
Cima.
Na minha anterior disse-lhc que o Dr. chefe
de policia havia partido para a comarca do Pa-
rariagu, afim de com sua presenca velar na
seguranca e traoquilidade da mesma por occa-
sio do processo eleiloral.
Hoje regressou elle, de semelhante commisso,
que lhe fra Incumbida pela presidencia.
Desempenhou-a com o criterio, imparcialide-
da e moderaco precisas em to graves emer-
gencias.
Chegaram no vapor transarlo os ofllciaes su-
periores do exercilo, para formarera conselho
contra o tenenle-coronel Manoel Lopes Pece-
gueiro e major Domingos Jos da Costa Ferreira,
por abusos e faltas que se dizera haver aquelles
ofllciaes commettido.
Nessa mesma occasiSo vieram tambora officiaes
subalternos do exercilo para conhecerem dos
actos praticados por officiaes de iguaes patentes
do corpo da guarnicao llxa.
Consta que os respectivos (rabalhos marchara
com muila ordem e celeridade.
O Sr. Dr. Cardoso coulina a bem merecer de
ladas asopinies polticas
Nesta quadra nao deixa isso de ser bastante
significativo.
Nao lenho um s allenlado a registrar contra
a seguranca de vida ou de propriedade I
Veja que ndole pacifica e ordeira a do povo
paranaense 1
Nao me apona urna outra provincia em con-
dices tao (avoraveis, e nem que na emergencia
que do porto do Itio de
com direceo Europa,
arriben na baha da cidade de Sanios, com urna
epidemia a bordo, da qual j linhara sido victi-
mas o capilao edous rnarinhoiros.
A' vista da parlicipaco official do amanuense
de Sanios, o nosso idivo chefe de policia den
logo as providencias nec.essarias, alienta a gra-
vidade do lacio e suas futuras consequencias.
Pelo segoinle correio lhe informare! do oeror-
rdo.
F.stamos era verdadoira calmara de aconle-
cimentos ; o nosso piloto arnarrou o leme, o
Ironquillaroente vai esperando um outro mais
feliz que dirija o barquinho govorriaraonlal. Este
estado de cousas necessariamenle retarda a via-
gern de Dezembro, e pode occasionar Irauslornos
beui serios.
A poca critica est prxima, e desta \c7. nao
nos bale porta com boa catadura ; tal o as-
pecto que vao lomando algumas localidades cora
seus delegados e subdelegados conquistadores
de urnas._ Arabos os partidos, teulio dilo e direi
sompre, sao responsaveis por esses excessos de
violencia q le tanto mal nos fazem.
Se o novo pretndeme nao livor a coragem
de modificar a situacao reorganisando a policia,
sempre independenle dos chefes locaes, nao te-
remos certa mente urna eleioo regular, sem frau-
des, conflictos e desgracas. F.sla a opinio
dos homens desinteressados, de liberaos e con-
servadores amantes da boa ordem e observancia
das leis.
E' verdade que 01 candidatos bao de ganhar
milito, mas por fim de contas tambem ho de
reconhecer a necessidade de melhorar-se o que
existe em beneficio do todos ; alm de que, mul-
to grito qiK-r dizer pouca razo, e hojo em da
j mina rnuilo explorada gritar por da o
aquella pauta.
Venha quem vier, so fr homom de lino, sem
aceitar os raeus conselhos, ha de fazer o que cu
lenho aconselhado.
Passarei agora a oulros assumptos.
O contador do lliesouro provincial deu una
queixa ao uz de direito conlra o s^u inspector.
Dr. Vicente Jos da Costa Cabra!, anligo c hon-
rado funecionario publico, geralmenle, estimado
nesta Cidade e por ambos os partidos.
Lis o estado a que chegaram os negocios da-
quella repa.-lico, de loriga data anarchiea des-
orxanisada, como por vezes eu j tive occasiao
de demonstrar.
Que bonilos eediticativos excmplos do respei-
lo, subordinaco e boa harmona entre superior o
inferior I
O Sr. Dr. Cabral, empregado publico ha lon-
gos annos, e cujos precedentes sao lo honrosos
e conhecidos no paiz, dara hoje motivo justo
para semelhante proceder de um seu subordina-
do, na reparticao do thesouro, e perante o juiz
do direito ?
Esla pergunta muilo ombaraea a resposla, a
menos que una preveoco syriipathica nao a ros-
ponda antes de umesludojdn facto e de suas
provas. Poi mais feliz nue soja alguera com seus
juizos antecipados, pode errar mullas vezes, e
por sso nao conveniente inclinar-se desde j a
batanea a favor desle ou daquelle.
Ainda nao houve o julgamento do ultimo con-
curso, e anda nao foram tambera designados os
das para os actos da faculdade c os lentes para
as cinco bancas e exames preparatorios.
Da prxima entrada dos actos resente-se j o
corpo acadmico ; os diverlimentos pblicos
quasi sempre eslo abandonados, o os hoteis
pouco lucrara com os buhares.
Dizem que o emprezario do theatro e os pro-
prietarios dos hoteis rao dirigir urna representa-
cao aos poderes competentes conlra este estado
de cousas, i jo falal aos seus oslabeleciincnlos e
aos pblicos negocios da provincia.
J que faI lei ora theatro, nao (ora do propo-
sito noliciar-lbe a dragada da companhia fan-
diani a esla capital, onde permanentemente exis-
te urna sociedade dramtica, ajudada ltima-
mente por dous casaes de bfalos, quero dizer
buffos, vindi s do alczar hjrico dessa corle.
A empreza do theatro negou Sra. Candiani
o palacete do larga do Collegio, apezar dos pedi-
dos e empenhos. O Sr. (juartim tem-se vislo
era urna venladeiraroda vivaosen monopolio
vai causand) desgostos geraes. Todos fazem
exigencias continuas, e nao aliendera que o nosso
ihealro tambera sustenta una sociedado dram-
tica, e com grande despeza.
Por hoje basta.
/'. S.Disse-lhe na minha ultima raissiva que
o partido conservaaor iriumphra em Barrei-
ros : foi um engao ; nao ha por hora noticia
positiva a este respelo.
11
O correio est a partir, vou resumir as noti-
cias.
Esla cidade so aclis em paz ; o governo ainda
se acha em Sanios.
O secretario do governo foi suspenso por ter
concedido seis das de lieenca ao porteiro, e por
sso esl sendo processado.
Pens que por estes dous ou tres dias oslar
este negocio decidido, avista da resposla do se-
cretario, citando o artigo do regulamento da se-
cretaria que lhe faculta conceder essas licencas
comtanto que cada una deltas nao exceda tres
dias, caso justamente da hypothese do processo.
Esl com a delegacia depolic3 o Dr. Diogo, di-
rector da instrueco publica ; o seu procediraen-
lo at hoje lem sido louvavel.
A Lei de hontem publica o officio com que o
Dr. Taques, ex-proraotor publico da capital, res-
pondeu portara de demisso que lhe foi dada
pelo Sr. Lopes de Leo. Aqui o transcrevo :
Illm e Exm. Sr.Tenho a honra de acen-
sar a recepeo da portara de V. Exc. datada de
11 do correnle. em que se servio exonerar-me
do cargo de promotor publico da comarca da ca-
pital.
V. Exc. est no seu dreilo, demiltindo-me,
assim como o sabio governo imperial estove
mandando V. Exc. relirar-se de una presidencia,
serapre oceupada por pessoas nolaveis de ambos
os partidos do imperio : nada dira se V. Exc.
delxasse de declarar que o fazia a bem do servi-
gopublico, inventando um motivo nobre para si,
e indecoroso pan raim. Permitta pois V. Exc.
que eu venha contestar um motivo que at pode
desairar a V. Exc. que me conservou duranle seis
mezes, e dizem, com louvor.
Nao foi a bem do servico publico, aqui ha
engao de V. Exc, que quz esconder o demeri
to de seu ado era semelhante phrase.
Sirvo, Exm. Sr., ha seis annos sob quatrn
adminislracoes de difireme credo, a contento
das autoridados superiores, do publico, da pro-
pria parcialidade que V. Exc. quiz servir nos
seus derradeiros dias de governanca ; reconhe-
cia-se que no exercicio do eraprego sempre abs-
traa da poltica. Se eu procisasse de appollar
para alguem, bastava fallar nos nomos dos Drs.
Crispiniano e Tavares Bastos, que nao sao sus-
peitos a V. Exc.
Fui demittido porque V. Exc. poucas horas
antes de deixar S. Paolo, fez demisses em mas-


)
sa contra os conservadores. En nao poda esca-
par ao furor do V. Exe. porque entre aquellos
que na capital tomara a pello os ulereases con-
servadores eu era o uuico ditnissivel pelu gover-
no provincial.
vinganca contra os conservadores da capital ; es-
lava claro quo en devia ser punido pelas minnas
intimas relajos com as pessoss que em bem da
provincia sustentaran! a nccessidade da doslitui-
gao de V. Exe.
Fico muilo obrlgado a V. Exe, poniuo deste
modo cobrio-me do honra, e deu-mo urna im-
portancia que eu nao tinha.
Se V. Exe. retirando-me de um cargo, muilo
alarefado, mal retribuido, aioda quo muilo
honroso, pensou castignr-mo para erir os
conseiyadores, illudio-se ; V. Exe. premiou-
nie. Se eu ico julgasse victima do V. Exe,
e pordedicaroao partido couservador doS. Pau-
lo, cu bemdiria para sempru o da em que V.
Esc. pisou esta letra, cojo bem nao quiz pro-
mover.
Devo tambera declarar V. Exe. que, lendo
eu sempre servido bem a juizo tncsino Boa toeus
raros desaffeicnados, nenhum desar me iosuHou
do acto de V. Exe. ; V.Exc. errou o golpe. Se
ha alguem desairado no dia 12 do corrate c
V. Bxc. E se nao, atienda so digo mal.
V. Exe. docuittido, mandado retirar cora ur-
gencia de minha provincia,fui pelo sabio gabine-
te julgadu ucauaz de admiuislra-la. E' claro que,
dasde esae momento, o gabinete nao quera que
V. Exe. nem nomeasse, neui demitlisse, nem
pratieusn. qualquer acto administrativo impor-
tune.
Entretanto V. Exe, com o peno estribo, fa-
brieou demisses em massa para servir um par-
tido, para ler alguna Vvenles que O deferida ni.
Foi deslealdade que V Exe. atirou ao gabinete
que devera respoitar, V. Exe pisou por sobre as
praticaa e deferencias para cum os successores,
creando-lhes adrede diiHeuldadea. Ainda mais :
desfeituou ao integro secretario do governo. para
fazer ligas ao gabinete, que nao quizera deniit-
li-lo.
Anda muito mais : V. Exe. declaron ir ar-
mado de um libello, recheado do eartaa conli-
denciaeSi para farer baquear o gabinete ; deste
modo lenho bem recelo que V. Exe com seos
projecloa de demillir at os ministerios acabe
por demittir-se asi mesmo de qualquer fuuccao
seria.
a Eoi pois V. Exe. o nico desairado, o desai-
rado por si mesmo.
< Tinha por lim unicamento rectificar a porta-
ra de V. Exe. ; o concluindo, aproveilo a ocoa-
SO para renovar V. Exe. os ineus protestos de
estima o recordando.Ulm. e Exm. Sr. bacharel
Polycarpo Lopes de Lean, digno expresidente
desta provincia.O ex-promotor publico, Pedro
Taques de Almeida Alvim.
Moje principiou o Sr. l)r. Franca defender
mus theses na faculdade de direilo.
13
A viagem do Sr. Lopes de Lea o, que fura an-
ounciada na folha official para o da 12 do eorren-
le, is 3 horas da tarde, ia sendo causa de bem
graves e serios aconter-imcnlos.
As { horas da mnnha desse mesmo da,uro ex-
empregado da provincia quem o Sr. Lopes de
Leao demitlira de um cargo importante, de um ou
outro ponto da eidade tez subir nsares alguns
un miiiios logeles, segundo a opiniao desles ou
daquelles.
D'ahl s Oou 7 hora?, da secretaria do govor-
no da provincia eram expedidas asseguntes por-
tarlas :
() presidente da provincia resolve suspender
0 secretario Joan Crios da Silva Tollos para
manda-to processar por abuso de seu eraprego.
Palacio do governo do S. Paulo, 12 de oulubro
de 1860./'. Lopes de Leao.
'< O presidente da provincia resolve demiltlr
ao lenle-coronel Jonquim de Souza G. Caonea,
do commando do corpo de municipaes perma-
nentes, por conveniencia do servir publico. Pa-
lacio do governede S. Paulo, 12 de oulubro de
1860./'. Lopes de Ledo.
Na mesma dala foram lambetn demeliidos o
major Chichorro, os capitfies Rezeude e Flumi-
nense, c o lenle Sani'Anna, antigos servidores
do carpo de permanentes, alguns dosquaes con-
tara vnte e mais anuos de bons serviros, e sao
membros de familias numerosas e multo consi-
deradas nesla eidade.
< As 3 horas da larde, depois que estes actos
foram publicados, recorueQou a ijaerra dos fu-
gelas terrivel e a-iu-aradora, c um concurso ex-
traordinario de peasoas de todas as classes se di-
rigi para o lugar por ondo tinha do passar o
presidente da provincia.
visti desles fados o l)r. chefo de polica
den logo as providencias necessaras, o o Sr. Lo-
' Leio espalhou soldados pela eidade, aob
as ordens do alteres Nazareth, allm deprcuderem
os que na ra atacassem logeles.
S. Exe sabio do palacio com o chefo de poli-
ca seu lado o atravessou a eidade sem o me-
nor perigo. Na ra da Gloria, aonde havia gran-
de ajuntamento de po*o, o Sr. chefe de polica
seguio por diante e passou Iranquiliamente pelos
grupos, bem como o presidente com tocio o seu
aeomponhamonto. A ridicula guerra dos rogue-
tea, e felizmente s ella, eis todo quanto temos
a lamentar. Ao digno e enrgico chefo de poli-
ca, I)r. Sampaio, devera os Paulistas o nao ter
boj- de carregar com a responsibilid ido de arlos
mais anarchicos e violentos, pralcados por ho-
rneas desvoiradds por autos de verdaneira impru-
dencia n precipilac.no.
Muitos innocentes por inlrigns do urna poli-
tica do aldeia, pagaram culpas alheias, e shi es-
lio de todo desamparados, cora suas familias ex-
poslaa a miseria.
No dia 10 do correte foram approvados em
concurso acadmico os Srs l)r. Joo Theodoro
Xavier e padre Mamede G. da Silva, o primeiro
com um vol contra de unidos membros da con-
gregado, e o segundo seis. Por osle correio vau
todos os papis de ambos.
No da 11 foi detuillido [a pedido) o Sr. l)r. C.
So, res de Souza do cargo de delegado do polica
da capital.
O presidente da provincia ordenou que fossem
militarmente processados os soldados da celebre
questo havida na eidade de Jacarahy. Esse ne-
gocio nao moderno, e lem pouca importancia.
Fecbaram-se as olas da faculdade de dircilo :
ducm qoe o Dr Manuel Dias, lente do 3. anuo,
nao examina os seus discpulos, visto achar-se
doente e com licenca.
- 14 -
Do camiulio de Santos S. Exe. o Sr. Lopes Leao
enviou capital para seren cumpridas as segua-
les portaras :
c< 0 presidente da provincia resolve demittir
do cargo de promotor publico da capital ao Sr.
Dr. Pedro Taques de Almeida, por conveniencia
do servido publico.
Palacio do governo de S. Paulo, 12 do oulu-
bro de 1860.Presidente. Lopes de Leao.
O presidente da provincia resolve demittir a
a Paulo Delflno da Fonseca, por conveniencia do
servico publico, do emprego de Io ollcial da
contadura da ihesouraria provincial.
< Palacio do governo do S. Paulo, 12 do ou-
tubro de 1860./'. Lopes de Leao.
Sobreest ultima demissao, simplesmenle co-
piarei o art. 81 da le ti. 27 de 11 de maio de
1859 .
Os empregados da ihesouraria provincial s
poderao ser demeliidos por crime, erro do oicio
ou insubordinarlo em grao de reincidencia, pro-
, :J'is estas circumslancias administrativamente.
Esperarse amvnha a demissao do inspector
do thesooro provincial o a de oulros empregados.
A's bombas atlribuein ge ral ni en le a causa das
demi-soes. Eu nao pens assim : os aconteci-
mientos do dia 12 nao livetam um carcter poli-
tico, foram simplesmenle demonstrarnos indivi-
duaos, das quaes nenhum dos partidos quer cer-
tamente lomar sobro si to pesada rcspuusabi-
Jidade.
Em todo o caso lucram os lberaes com a reac-
ro, e muilo perdcran os couseivadores com
ella.
S. Exe. o Sr. Lopes de Leao nao reflec lio se-
riamente quando, dirigido por mos conseihei-
jros, assignou semelhariles portaras; cumnoslo
nao de pensar os hornera desprevenidos e justos.
Foram nomeadus para commandantc do corpo
de permanentes o cai.ito Fortuno, para major
do mesmo o capito Candido, e para as vaga, de
capilBes e lenles foram escolhidos olfiriaes de
patente inferior, eji I Unta mente foram nomeados
paisanos, contra a exprossa elermiiiHro da le.
Foi norneado promotor publico da* capital o
Dr. Vicente Mnuiede de Frcitas; e os oulros lu-
gares anda eslo vagos.
Ha muitos anno3 o Dr. Pedro Taques exorcia
promoloria publica, e al hojo ignora-so o mo-
tivo de sua domissao.
illARIO DE PKRMMBLCO. SEXTA FEIRA 16 01 NOVEMBRO DE 1860.
S. Exe. suspeudeu o secretario do goveruo, por
abuso de seu emprego, o retirou-se sem deca-,
rar os faclus, deixando de olltciar ao juiz de di-
reiio e n propria secretaria.
O Correto Paulislano, folha official, noticia to-
dos esses fados, o diz que houvo urna assuada
durante uoite de 11. Este tacto 6 menos ver-
' dadeiro: das partes do delegado, subdelegado e
patrulhas tft-se o contrario
Os jornaes, na forma do cnslume, especulam
quasi sempre com esles acoiileeimentos. e do
ledas as consas carcter mais leio e mais impor-
tante. A Le e a Imprenta Paulina j discu-
ten! ludo isto com muilo azedume.
80
Consta-nos que fdra norneado presidente desta
provincia o digno juiz de direito da comarca de
Santos, Dr. Loiz Carlos de Paiva Teixc-ira.
Esta nomeacao parece-me acertada o digna de
louvor.
A imprensa desta capital continua a discutir a
admmistracao do Sr.I.opes de Leao, e principal-
mente nos ltimos actos. Esta discusso vai se
tornando um pouco violenta e pessoal entre os
redactores dos jornaes polticos, que bao de f-
cilmente mudar de rumo a vista do novo acto
governamenlal.
O Correio Paulittano, folha official. declamo
que s apuia e sustenta candidaturas paulitla.
Este exagerado espirito de bairrismo um gran-
de mal para as provincias, e o boni senso dos
Paulistas nio podo e nem devo aceila-lo sem
mais reflexao.
A Lei e a lmprensa Panlista no lio de
apreciar as theorlas do Correio Paulittano sobre
as quahdades dos seus candidatos do peiti : am-
bos os parlaos lem candilaturas de outras pro-
vincias, algum s das quaes mais legitimas epro-
vaveis que rauitas que cu conlieco, s justifica-
das pelo titulo da naturalidade.
O futuro demonstrar esta verdade.
Do interior da provincia nao hi noticias im-
portantes : o muito digno juiz dedireilo de llu.
Dr. Nebias, j havia e liega do sua comarca, on-
de S. Exe. 6 muilo estimado.
Foi plenamente approvado o Sr. Dr. Franca
que ltimamente delfendeu theses tiesta faculda-
de. O Sr. I)r. Franca urna intclligoticia bri-
fhante e muito illustrada.
Por boje mais nada.
[Carta particular.)
Jornal Commercio do lio,
RIO DE .I.WEIU
SU do outubro de 18(>0.
Foi norneado presidente de S. Paulo, o Sr. con-
selheiro Antonio Jos Henriques.
Por decretos e ttulos de ICde outubro corron-
le, foram naneados e designados para as seguin-
tes reparlices :
Alfandega de Pernambuco.
Norneado 1." conferente ( nao 2." eacriptura-
ri'.como se publ'Cou no Jornal de domingo) o
ajudanle eonleienle Manuel Callas Brrelo.
Alfandega da Parnahiba.
Designados para servir:
De inspector, o serventuario do exlincto lugar
de escrtvao da do Ilio Grande do Norte, Ignacio
Josi5, Caelano da Silva ;
De ajudanle de inspector, o serventuario do
exmelo lugar de oscrivo, Prudencio Jos Bo-
lellio ;
Nomeados:
2." escripturario, oda extincta recebedoiia do
Uaranbao, Joao Antonio Delorido ;
1. conferente, o amanuense da de Pernambu-
co, Francisco Alfonso Ferreira ;
2." dito, o goarda Jeronymu Pereira Tupi-
iiamu.i.
. Alfandega de Albuquertue.
Designado para servir de inspector, o 1. es-
cripturario da tbesouraria Anloniu Ilouurio Fer-
tcir-i.
Nomeados:
1." escripturario, e designado para servir de
ajudanle do inspector o pralicanle da recebedorla
do ilo de Janeiro, Candido Martina dos Sanios
Vianna Jnior ; .
2."" ditos, Jos Ferreira de Barros o o escrivao
da mesa de rendas de Antonina Cris|iim Ferreira
de Oliveira ;
1." conferente o -2. escripturario da de Araca-
j Tnoinaz Deschampa de Moiitmorency ;
2." dito Domingos Facundo de Castro Ife-
nezes ;
Thesoureiro Antonio Guadiz Lei;
Porteiro Severiano Jos Correa.
Mesas de rendas deliagv.
Norneado administrador Feliciano Antonio de
Montes,
Ilesa de rendas de Algrele.
Norneado administrador Jos Antouio da Silva.
31
Pelas portaras de 27 do corrento foram no-
meados liis do 2a classo do corpo de officiaes de
hzenda da armada Francisco Dias Cabral Jnior
c Jos Gunoalves deOliveira e Silva.
1 de uovembro.
Por decreto de 26 de oolubro corrate :
Foi apresen! ido o padre Jos Quirino da Silva
Pereira, na igaeja parochial de Santa Auna do
Sacramento do Angelical, da dicesi) u provincia
da Baha.
Foram nomeados :
O bachirel Firmo de Albuquerque Diniz, juiz
municipal da 1" vara do municipio da corte ;
O bacharel Joo Lopes do Carvalho Lobo, juiz
municipal o de orpbaos do termo do Jaicoz, da
provincia do Piauliy ;
0 lenente-coronel Feliciano Jicinlho Dias,
chefo do estado-maior do commando superior da
guarda nacional do municipio de Santa Mara da
Bocc.i du Monte, da provincia de S. Pedro do
Rio-Grande do Sul ;
O capiao reformado de 1" lidia, Antonio Vic-
lor do Sampaio Menna Brrello. majar do corpo
de cavallarla n. 10 da guarda nacional da mes-
ma provincia ;
O major honorario Joaquim Alves Machado,
major ajelante o'ordns do commando superior
da guarda nacional dos municipios de Mago, Es-
trella e Petropolis, da provincia do Ilio de Ja-
neiro ;
Antonio Manrique de Araujo, capilo secreta-
rio geral do mesmo coinraando superior.
Por decretos do 30 e 31 do corrento :
Foi a presentado o padro Antonio Silvano das
Chagas Baracho na igreja pamchial do Nossa Se-
nhora da Apparecida, da provincia c bispado do
do Ilio do Janeiro.
Foi acceita a renuncia que Antonio Pinhoiro
da Palma fe/, da serventa vitalicia dos officios de
tabellio donlas o escrivao do civel, do termo
do flio-Formoso, da provincia de Pernambuco.
Foram declarados vagos os officios do 2o ta-
bellio do publico judicial e notas, escrivao de
orpbaos o mais aunexos da vara de llaborahy, da
provincia do Itio de Janeiro.
Foram perdoados :
Ao padre Joo Luiz de Fraga Loureiro a pena
de tres mezes de prisao simples que Ihe foi ira-
posta pelo chefo do polica da provincia do Espi-
nto Santo;
A Munoel Jos do Nascimenlo, soldado do C"
batnlhao de infaiitaria, a pena de oito anuos de
gales e mulla que foi condemnado pelo jury da
eidade do Porlo-Alegre, da provincia do Rio-
Grande do Sul.
Foi commulada em gales perpetuas a pena de
morte que foi condeinuado Joaquim Jos Be-
zena Sania Isabel, pelo jury da capital da pro-
vincia da Parahyba.
Foi agraciado com o titulo de conselho o Sr.
Dr. Joao Capistrano Bandeira de Mello.
Foram condecorados os Srs. Francisco Joaquim
de Araujo Pereira da Silva, com a commenda da
ordem de Cbrlslo, e Ur. Amonio David Vascon-
celos Canavarro e padre Manuel Fortunato de
Paiva, cora o habito da imperial ordem da llosa.
O padre Dr. Marlioiano de Oliveira Pinto Dias,
residente em Pouso-Alio, na provincia de Miuas-
Geraes, obteve licenca para acceiiar a nomeagao
de mousetihor, capello secretario de Sua Sau-
lidade.
Por decreto e portara de 31 de outubro lindo
foram nomeados para as qualro directoras ge-
laes da secrelaria de estado dos negocios da
guerra, organisada em virlude do decreto n.
2,677 de 27 do dilo mez e anno :
de de modiciua do Hio do Janeiro Dr. Jos Ma-
fia Lopes da Costa, o promotor publico na pro-
vincia do Ri de Janeiro Dr. Francisco Mauoel
das Chagas ;
Primeiros officiaes, o Io official Mannel Rodri-
gues de Moura, os segundos officiaes Carlos An-
tonio Petra de Barros o Jos Mana Ileredi o
chefe de secQo da secrelaria do governo da pro-
vincia do Rio de Janeiro Dr. Simplicio Demetrio
Machado ;
Segundos officiaes. o 2o official Jos Antunes
de Azevedo, o 2o official da secretaria do con-
selho supremo militar Jus Carlos de Almeida
Torres, o 4o escripturario do thesooro nacional
Manuel Joaquim do Nascimenlo, Dr. Joaquim
Bento de Souza Andrade, o Dr. Candido Pereira
Monteiro;
Amanuenses, os amanuenses Jos Venancio
Canlalice, (utlherme Candido Bellegarde, Ma-
nuel Goncalves Coelho Jnior, o ajudanle do
eartorurio Joaquim Jos Borges, os addidos Je-
ronymo Ilercolauo de C ilazans Rodrigues c Jos
Manuel da S.lvu ;
Purleiro, o porteiro Luiz Jos Soares da No-
brega ;
Continuos, os ajudantes dr, porteiro Antonio
Pereira da Costa, Joo Marques de Souza, e o
ajudanle inte rio o do dito Francisco Galdino e
Paula Ferreira ;
Crrelos, os crrelos Joo Antonio Xavier, An-
tonio Jos Alfonso de Lima, Eleuterio Joaquim
Henriques de Horaes, Jos Paulo de Pana o o
correio interino uillierrae llenriqne da Siva.
I1 directora geral.
Director geral, o ajudanle-gerieral do exerci-
lo, tenenle-general bario de Suruh/s
Secretario, o deputado interino do ajudante-
general do exordio, coronel Frederico Carneiro
de Campos ;
Cliefes de seccao, o secrelario-geral do exer-
cito leneute-coronel Vicente Feneira da Costa
Piragibe, o assislente do ajudantegeiieral do
exercilo, chefo da V sereno, Francisco Egidio
Moreira do S. Pedro, o assislente do ajudante-
geiieral do exercilo na provincia do Rio do Ja-
neiro, major Manuel RoJrigues do Barros Fon-
sera de Brito ;
Escripturario, os escriturarios da reoarlicao
i aiudaule-ceiicral camino I i...f..,.- r*lan_
Ia directora geral.
Director geral, o official maior Libinio Augusto
da Cunta Ma(to3 ;
Cbates de secsao, o chafe de seceo Marianno
Carlos de Souza Correa, o secretario da aculda-
a ;
Amanuenses; continuara a servir interina-
mente os octuaes amanuenses da repartlco de
ajudaiile-general do exercilo.
Porteiro. o porteiro da repartieo de ajudante-
geiieral, capitao graduado Jos Joaquim Alves
Ajudanle do porteiro (vagoj.
3U directora geral.
Dfrector-geral, o chefe da repartieo de t\uat-
lel-meslre-general brigadeiro Antonio Nunas de
Aguiar;
Cheles de sereno, os cheles de seceo da repar-
tico de quariel-mestre-goneral majorca Jos
llasileo Nevos Gonzaga eFrauklin Autonioda Costa
Ferreira,e o escripturario major Affouso de Albu-
querque Mello;
Escripluranos, os escripturanos da repirtico
de quarlel-mestre-general capitaes Jos Cous-
lantino Lobo Boielbo e Mafioel Goncalves Coe-
lho, o lenle Luiz de Beaurepaire llhaii ;
Amanuenses, o tenento Joo Bibiano de Cas-
tro e o 2o lente Jos Manuel Eduardo do Paiva
[ha qualro vagis);
Porteiro, o purleiro da repartieo do quartel-
meslre-general, capitn Felicio P'aes Kibetro.
Ajudanle do porteiro (vago.)
4a directora geral.
Direclor-geral.o contador-geral da guernJoo
Antonio de Calazans Rodrigues ;
Cheles de seccao, os cheles do seceo da con-
: ladoria geral Jos Rulinu Rodrigues de Vascon-
cellos, Joo Aives de Aiaujo o Eduardo Curios
Cabral Deschamps ;
Primeiros escripturarios, os primeiros escrip-
, turarlos da dita contadorla Bmiliauo Cesar Petra
j de Barros, Francisco Augusto do Lima e Silva,
f e Jos Ferreira de Paiva ;
Segundos escripturarios, os segundos escriotu-
| rarios da conladoria Jos Joaquim das Trinas,
Luiz Manoel Antonio Tuixeira, Estevo Joaquim
Jos Pereira Guimaraos, e Luiz Paulo dos San-
ios Macedo A/que, os lerceiros escripturarios
Jesuino Jos Victorino do Barros, Manoel Igna-
cio da Rocha e Candido Mariano Rodrigues'.
Terceiros escripturarios, o lerceiro escriptura-
rio da contadura Joo Alves V'isconle Coaracy ;
os quarlos escripturarios da conladoria Modesto
Benjamn Lins do Vasconcellos, Diugenes Cesar
de Lima e Silva, o cartorario graduado i oll-
cial da secretaria de talado dos negocios da
guerra Manoel Jos de (Jueiroz, o 4o ollcial da
secretaria do governo da provincia do Rio de Ja-
neiro Carlos Correa da Silva Lagc, o official in
lerino da secretaria da escola central Lucia
Alves da Silva, e o ajudanle do cartorario
contadoria-geral Augusto Ferreira de Andrad
Quarlos escripturarios, os quartos escrig
ros da conladoria Antonio Francisco More!
Queiroz, Luiz Ferreira di Paixo, Jos Albuno
Fragoso, Thomaz Paes Ribeiro, u cartorario da
conladoria Jos Coelho da Costa Mota, e o prati-
canleda conladoria Carlos Rodrigues Gamboa.
Pralicantes, os pralicaules da conladoria Gu-
Iherme Frederico Martina, Joaquim Augusto Pe-
reira Funles, Carlos Auguslu de Oliveira, Custo-
dio Joaquim Moreira, Antonio Bruno deOliveira
e Luiz Alfonso Pereira Torres ;
Porteiro, o porteiro da conladoria Paulo Maria
da Fanseca ; ,
Ajudanle do porteiro, o ajudanle do porteiro
da conladoria Francisco Barbosa da Silva;
Contiuuus, os continuos da conladoria Izidoro
Maria da Fonseca c Francisco Antonio de(uei-
roz.
Por decretos da mesma data :
Foi norneado 2a ulfhial da secretaria do con-
sellio supremo militar o escripturario da repar-
ticao do quarlel-mestre-general Elias Joaquim
de Maltes ;
Foram aposentados os actuaes primeiros offi-
ciaes da societaria de estado dos negocios da
gu-rra Jos Antonio Ferreira Guimares e Luiz
Garda Soares de Bivar.
Por portara de igual data foi norneado ollcial
da secrelaria da escola central o escripturario
da repartieo do qiiartel-gencral Callos Auguslu
Moreira de S. Pedro.
Por decretos do 2 do corrente :
Teve honras de ministro do supremo tribunal
de justica o desembargador aposeutado Francis-
co Carneiro Pinto Vieira de Mello ;
Foi apresentado o padre Jos Antonio Gomes
I inheiro em um beneficio da ordem presbiteral
da caihedral do Maranhao.
Foram nomeados :
O capitao Antonio da Cosa Pereira, corone)
commandanlo superior da guarda nacional dos
municipios de S. Joo do el-rei, Oliveira e La-
vras. da provincia de Minas Geraes;
0 lente coronel Antonio Joaquim Braga, co-
ronel comrnandanle superior da guarda nacional
dos municipios de Santa Helena e Guimares da
provincia do Maranhao ;
O major Joo Quezado Filgueiras, lenle co-
ronel chele do estado maior da guarda nacional
do municipio do Cralo, da provincia do Cear;
O major Francisco Teixeira de Araujo, tenenl
coronel comrnandanle do balalbao n. 100 da
guarda nacional da provincia da Baha -
Profiri Pereira de Coslro, lenlo coronio
commandanlo do balalho n. 102 da guarda na-
cional da mesma provincia;
Speridio da Silva Pereira, major comrnandan-
le do esquadro n. 16 da guarda nacional da
mesma provincia.
Auguslu Francisco Noguoira, capito cirurgio
mor do commando superior da guarda nacional
da comarca de Puranagu, da proviucia do Pi-
auhy :
Haymundo Theolouio da Murada, capito ci-
rurgiao mor do commando superior da guarda
nacionaj do municipio de Valonea, da mesma
provincia.
Concedeu-se:
A Justino Jos de Miranda, major da enliga
guarda nacional da provincia do Ri j Janeiro
as honras do mesmo posto;
A Jos Mariano de Azeredo Coulinho, lente
da amiga guarda nacional da provincia do Rio
de Janeiro, us honras do mesmo posto.
Foi designado o capito Antonio 'Bernarda
(Jutnleiro para servir de major do 3 bafalhu da
guarda nacional da provincia de Pernambuco. '
Por S. Exe. Rcvma. o Sr. arcebispo marquez
de Santa Cruz foi norneado mostr de ceremonias
honorario do solio o Sr. padre Francisco Bor*
iiardinoue Souza, examinador synodal do arce-
bispado.
6
Entrn hontomdos portos do Rio da Prala o
paquete inglez Mersey.
Trouxe-nos folhas de Montevideo at 31 do pas-
sido, de Buenes-Ayres al 30, do Paran, capital
provisoria da nar;o argentina, al 24. e da As-
surnpcao al 20.
Em Montevideo conlinuavam oceupando a atten-
cao publica as prximas eleicoes de representan-
tes, e a causa c chivos pblicos de ttulos de prpriedade terri-
torial do que j demos noticia ao leitor.
Km virtude de resolucao do supremo tribunal
de justica de 9 do outubro ultirnu passou a causa
ao juizo do crime, onde prosegua para seu in-
icuo esclarecimenlo.
Ajoda nao liaban cessado as prDoes; rauitas
pessoas iniporlaiilas tanto da capital como da
campanlia licavam delidas e incommunicaveis, e
lodosi os das novas prises se faziam.
A Premia Oriental, dando conla desse aconle-
cimento. faz a seguinte consideracto, cuja ios-
tica o eilor apreciar : Calamos os nomos dos
individuos complicados nosse crime, e nao tare-
mos oliservaces, porque em assumpto to de-
licado, era que so pode haver culpados, tambera
podern sollrer lunoceules. cumpre nao aventurar
juizos emquanlo uo vier a deciso do tribunal
a coiremnar ou a absolver os envolvidos no
fado.
Essa causa lomava proporjoes extraordinarias,
e segundo se dizia, o pareca conlirmar-se, o
crime tinha sido planejado por urna associaco
secreta formada no soio da capital, e composta
uo indivtduus de elovadas posicOes O numero
dos ttulos subirahidos suba a 155
A imprensa em geral consigna a satsfsco da
populacao pelo p em quo se ochava a qeslo,
e pela actividade que desenvolva o goveruo e a
puhcia para a captura dos criminosos.
A transcendencia da malcra, diz finalmente a
Repblica a esso respeito, faz presumir quo a
garanta da propriedado territorial, o resgate de
probrioilades naconaes e a reforma do processo
judiciario sero os consequencias da descoberla
desso crime.
No da 14 publicaran! as folhas orienlaes, sem
curamenlarios, o decreto imperial do 29 de setem-
ro pelo qual S. M. o Imperador houvo por bem
mandar suspender o tratado de commercio e na-
vegaran de 4 Belembro de 18.Y7, e declarar nica-
mente subsisleute entre o Imperio e a Repulhi-
ca O de 12 de outubro de 1851.
0 reo Marcelino Britos, aecusado de homicidio
na pessoa de Agustn Estremen fra sunlenciadu
a pena uliima na villa do Salto.
Con5lruia-s em faysaud um theatro urna
igreja o uui caes.
O Sr. Carlos Zimmerraan achava-se exercendo
o cargo do cnsul dos Estados-Unidos em subs-
tilutrau du Sr. Gayle, ausenle.
A almofada remeltida por S. M. a Imperalriz
para o bazar,dos pobres fra arrematada pelo Sr
presidente da Repblica.
No dia 16 cahira um forte temporal sobre a ei-
dade, que causou a perda do brigue inglez Nel-
son, e fez avaiias na barca frauceza Mignon.
A commuso permanente declarra-se inbabi-
llUda pela cunsliluigao para levantar o furo de
representante do Aiilauasio C. Aguirre. implica-
do no carne da .subtraccao de litlos de proprie-
da les terriloriaes.
Do Buenos-Ayies a noticia principal que nos
tra eslo paquete a do juramento da conslitui-
(;ao Federal, o que levo igualmente lugar em lu-
do o reslo da uac,o argentina no dia 21 de ou-
tubio.
Por esse motivo houveram grandes festas na
capital, onde reuniram-se quasi lodos oa deputa-
dos lberaes ou unitarios da convenrao ad hoc
No momento em que o governador" brigadeiro
general Mitre ia rereber o juramento do povo,
pronunciou um discurso historiando a marcha
dos acooiecimenloe da Repblica desde a sua
independencia o qual, segundo a Tribuna,
i.ii lecebido com grandes auplausos o enlhusi-
asmu.
Essa folha, assim como o Xacional do a paz
como iirmada de todo, e asseguram existir a me-
mor lulelligencia enue o goveino central e o de
Buenus-Ayres. A. Reforma Pacifica porm an-
da aprsenla suas dundas o presagia prximas
desiulelligenciaa graves.
As cmaras deviam encerrar-se no dia 1." de
iiovembro. Na prxima legislatura oceupar-se-
ba o senado com o projeclo do caminho do ierro
de Oeste, pelo qual so vola ao governo a autori-
satao do despender 25 milhes de pesos para esse
melhoramenlo.
O governo havia mandado por venda todos
i>3 nanos de que se compunlia a esquadra pur-
lenjha, excepto o vapor Guarda .\acional ou Ca-
a eleico dos deputedosque pela primeiravez
deijem coucorrer ao congresso uacioual, loria de
eilectuar-se segundo a lei especial de 17 deju-
llio ultimo, que legulou a eleico dos depulados
a cjpovenco ad hoc.
No Paran foi ptomulgada urna nova lei do al-
u niegas.
0 congresso havia autorisado o poder execu-
livi a negociar umempresliuio de qualro milhos
do pesos.
O encerramento do mosmo congresso teve lu-
gir a IO de selembro.
Falla-se, diz o Nacional, do um novo modi-
Ircacao ministerial, segundo a qual subinam ao
poder os humeas mais espeitaveis de partido li-
beral da Repblica, com o qual parece decid'do
a goveroar e presidente Derqui.
O guverno rescindi o cuntralo que tinha com
o unco Mau, do Rosario, o qual segundo as fo-
lhas, achava-se em liquidarn. O contrato com
o Sr. Bushenlal sobro a alienado era seu favor
das rendas da alfandega de Santa-F, foi igual-
monte rescindido.
Por decreto de 15 de outubro foi norneado mi-
nutro em miasioespecial a Ilespanha o Sr. Lu-
qui.
Tinhara sido descoberlas najprovincia de S. Joo
ricas minas de ouro.
O poder legislativo do Cordova concedeu ama
subvencao do 1,000 pesos animaos aos padres
franciscanos propaganda fide para construir
una igreja no Rio Quarto.
Eslava declarada era eslado do sitio pelo go-
veruo nacional a provincia de Santiago del Este-
ro, devendo em breve para all parlir urna com-
missao eucarregada de restaurar o governador
Alcona.
Do Paraguay as noticias mais importantes sao
as seguinlus:
Tinha sido celebrado o latiGcado pelo supre
rao governo da Assumpco um tratado deami-
zade, commercio o navegacao com a Prussia.
Fra escolhido para substituir o fallecido his-
po do Paraguay D. liazilio Lopes, o bispo de C-
rico, I). Joo G. Urbrota,
Apparecra um novo jornal redigido pelo Hes-
panliol Bermejo.
Savia cessado ajsecca, e esperava-se urna gran-
de colheita este auno.
Nada mais havia occorrido de inlcresse.
Por decreto de 2 de uovembro corrente con-
cedeu-se aocommissario de |. classo capitao-le-
nenle Francisco llorao Ribeiro a reforma que
requeren graduaeo de capito de fragata, com
sold da sua actual patente.
7
Pelo vapor Primera de Joinville, da liaba do
sul, recebemos jornaes de Porlo-Alegre at 31
do passado, do Rio Grande at 1, e de Santa Ca-
tharina at 3 do corrente.
Havia tranquilltdade em ambas as provin-
cias.' r
No dia 28 do passido comecaram em Porlo-
Alegre as sessoes preparatorias "da assembla le-
gislativa provincial, cuja installaco devia ler lu-
gar no da 2 do crreme.
Nlo se realisararn infelizmente as lisongeiras
esperancas que havia do reslabelecimento do Sr.
commendador Fonloura, que fra gravemente fo-
lido no conflicto occonido na Cachoeira no dia 8
de selembro, por occasiao das eleicoes raunici-
paes.
O Sr. Fonloura suecumbio a 20 do passado en-
tre os mais dolorusos soifrimenlos, deixando na
maior consternaco una numerosa familia e ami-
gos dedicados, aem dislincco de pariidos.
OCorrioco Sul noticia este lamentavel acon-
leciraento nossegulnles termos:
O Sr. commendador Fonloura j no existe
O Rw-Pardente veio-nos trazer hontem i>
fnebre noiicia do seu pflssamenlo e das angus-
tias de sua desolaJa fimlia, de seus dedicados
amigos e da populaco da Cachoeira.
Sua raorle foi urna redempeo; sua vida li-
nha-se convertido n'um inacreditavel martyrio
* .A paz do justo coroou seus crueis padec-
meulos ; seus ltimos momentos foram diguos
da sua bella existencia.
Desde o dia 13 sabem nossos leitores que in-
slito aggravamento houveram os seus males. No
dia O, pelas 3 horas da manha, cessararn es-
tes ; a palma dos martyres circumdou-lhe a
fronte.
Dissernos, dias passados, que o delirio li-
oha-osobrecolhido, toldando-lho a inlelligenria
sem descanso ; porm nao foram as ioormaces
que tivemus.
Havia menos lucidez lalvez as suas ideas,
porque a sua expresso era mais dilficil, as suas
respustas mais tardias. a sua reflexao para as dar
mais concentrada ; mas a razao o nao havia a-
bandouado. e coiilinuou manifestando al os l-
timos momentos. Todava, se as pergunlas pro-
longavara-se, se mulliplicavam-as, viaraseque
o cerebru sollria, e euto as resposlas nem sem-
pre eram adequadas.
A sua resignadlo, porm, nao o abandonou
nunca. Poucas vezes gema ; e nao obstante, as
suas dores deveni ler sido inloleraveis. Sao in-
criveis as leses internas quo motruu a autopsia
a sciencia mesmo pasma anle o pnenomeno des-
ses quarenta das do existencia em lal estado, e
nao os pode explicar mais quo por un milagro do
euergiea o robuslissinia volitado.
< As visceras linham sido dilaceradas pelo fer-
ro homicida em Iros lugares, e em cada urna des-
sas roturas se havia formado um enorme abees-
so ; o crneo tinha sido fracturado gravemente ;
o ligado achava-se delido ; a gangrena reduzira
todas as entrauhas a urna putiefacco cm-
plela.
Pareca incrivel que com laes feridas a vida
huuvesse podido prolongar-se mais de 48 horas
e todava durou 42 dias, e alguns desles o doeni
le sepozdep, passou algumas horas sentado
junio ao ieilo, chegou a fazer crer a todos quo
enlrava deliiiiiivamenle em couvalescenca.
Era, porm, do lodo o tu lodo impossivel pro-
longar mais teuipo a lula da nalureza terrena
com o elemento destructor que o puuhal do as-
sassino Ihe derramara as vdias : o Sr. Fonloura
expirou, o cun elle mullas esperanzas, muitos
amores, muilas affeiQes profundas, oara nascer
sobre o seu tmulo mullas saudades, mullas ru-
cordaces, eo amor intenso que a gralido vota
aira vez da eteruidade ao humera bum, ao corueo
bemfa/.ejo, ao vario puro e honesto.
A nova do seu fallecimenlo correu pela ei-
dade como um raio; do ludas as partos correram
seus amigos sua casa, o pranto da eidade in-
teira so mislurou ao de seus Ulhos, ao de sua
i desesperada consorte sobre o seu fretro.
I A Cachoeira no vira ainda sahimonto como
o aquello. Choria a torrentes, era um verda-
deiro diluvio. As ras uo Au calcadas, o ca-
minho do cernilerio pessimo. o obstante,
mais do trezentas pessoaa o acompanhavam, con-
du/.indo a bracos o alade, e um popular com-
oarativarnanie immenso, lodos os pobres da po-
voacao o dos suburbios seguiram quolie prestito
funreo, lamentandu a orpliaudade que a mur-
i du sou bemfeitur consume lhes lancava em
Casa.
Chngados ao cemiterio debaixo daquelle po-
der d agua, concluidas as ultimas preces da igre-
ja, os Srs. Drs. Jaciiuho de Heudooca o Juvemo
Cardse da Cimba pronunciaram ante o fro ca-
dver do hornera presume, que a provincia
chora, os dous discursos que amanliaa publicare-
mos, e que foram ouvidos com o mais geral reco-
lluinenlo.
-.< Assim, o Sr. commendador Fonloura passou
a ser urna recordaeo histrica, um desses vultos
que a tradicu consagra as memorias pelos seus
mritos, pela sua gloria, pelos seus serviros.
A sua nnssao terrenal est concluida ; mas o
seu noins, graiida pela lumbranra do que Ihe de-
vo a patria, sagrou-o o infortunio, purilicou-o a
dor, antes de o couCar lapide do lumulo.
Morreu com 54 anuos de idade, cheio de vi-
gor, de torca e de esperances. O minucioso exa-
rne cadavrico a que mandn proceder o zelo e
caulella do Sr. Dr. chefe de policia. e em que n
hbil Sr Dr. Baylot, coadjuvado pelo Sr. Dr. Men-
doea, fez pro va do maior esmero e de urna apu-
rad asi ma pericia, coitslaiou que, fra.as lesoes
causadas pelu ferro mortfero do sicario, no ha-
via nada naquellas eniraiihas que no promeltes-
se urna longa vida victima dos assassinos.
EHe Ibes peruoou nos seus ltimos dias es-
se crime ; generoso ainda beira do sepulchro,
deplora va o delicio pelos delinquenles ; mas an-
te a iuimensidado dessa perda, ante a lembranca
da maneira iniqua porque ella se realisa, o co-
raco se sent penetrado de venerncao e de res-
peiiu por tanta abnegaeo e rnagnanimidade, mas
chora e-n lagrimas de sangue a atroz barbaria que
ruuba ao paiz essa vida preciosa, legaudo-lbe a
recordaeo do um dos criraes mais vis do queso
guardo memoria.
Os reos presos e pronunciados por torem lo-
m.iJo parto naquelle sanguinolento conflicto sao
os Srs. coronel Hilario Pereira Fortes, Felisberlo
de Carvalho Ouriquo o Dr. Jos da Silva Guularl,
como mandantes ; e Jos Bentu Rodrigues, Vi-
cente Fernandes de Siqueira e Manoel Fran-
cisco, condecido por Manoel Pequeo. Todos
olios inlerpozerara recurso para a relacao desta
corle.
Sendo o Sr. Dr. Goulart depuladu provincial,
devia a assembla legislativa uos primeiros dias
de sessao decidir a questo do direiio eenstitu-
cional de poder ou uo um de seus membros
pronunciado em causa crime, depois de eleilo,
exercer as respectivas fu acedes.
A par dessa importante questo surgir outra.
de que a mesma assembla devia oceupar-se, e
a responsabilidade do Sr. Dr. Cirne, joiz de di-
reito da comarca de Santo Antonio, responsabi-
lidade promovida pelo Sr. Dr. Barcellos, quo ac-
ensa aquelle magistrado de abuso de auloridade.
O Sr. coronel Jos Ignacio da Silva Ourique,
que tinha sido pronunciado naquella locaHdade
por crime de estellionalo, rcspoudeu peanlo o
jury e foi absolvido unnimemente.
Os jornaes do Rio Grande pouco noticiam do
nleresse.
_0 brigue inglez Elisa, ao sahr a barra no dia
25 do passado, bateu, e depois do transpor o ban-
co, vollou para dentro fazendo rauita agua, e eu-
calhou no canal da Barca.
A lypographia do Triouno do Povo, no Jagua-
ro foi vendida parcialidade contraria ao Sr.
Dr. Bresque, e a folha passava a ser redigidasob
a direccio do Sr. Dr. llenriqne Francisco d'Avila.
Le-se no Diario do Rio-Grande.
O nosso correspondente do Bag nos minis-
tra as noticias que se soguera :
Foi pronunciado pelo juiz municipal deste
termo, como ocurso uo grao mnimo do art. 193,
combinado com o art. 34 do cdigo criminal, o
oriental Roberto George, que no da 30 do mez
de agosto do crrenle anno tentou assassinar pu-
blicamente o subdito portuguez Francisco Jos de
Souza.
Em principios do mez de selembro prximo
lindo foi preso em Sant'Anna do Livraraenlo o
Oriental Lucas Contreiras, que no dia 19 de agos-
to de 1858 dera seis punhaladas, cm alto dia e
no centro desta eidade, no subdito hespanhol
Dengracio Bir. O delegado de policia deste ter-
mo leudo disso paiticipago, requisitou da aulo-
ridade competente fosse conduzdo Lucas para
a cadeia desta eidade; viraus, porm, com geral
desgosto, chegar a escolia sem o preso que era
SantAnna havia rocebido, allegando ter o assas-
sino fgido no caminho 1 E o encarregado da
escolla licou rindo-se I...
0 Sr. Dr. juiz de direito Trigo de Loureiro
condemnou a 4 anuos de pris3o com trabalho o
subdilo porluguez Antonio Teixeira Lamers, ac-
cusado por Theresa Monteira pelo Crime de rou-
bo a ella praticado em 23 de junho do correle
auno.
No dia 9 do mez de selembro foi assassina-
do, na freguezia de D. Pedrito, Nicolao Francis-
co Alves. por um individuo que andando em um
bando de mascaras, disparou-lhe un lro de pis-
tola que o botou por ierra, e ovadio-se. Nao
consta que a eutoridade competente tenha feilo
proceder ao respectivo summario.
Era additainenlo ao que Ihe communiquei
em t do correte a respeito da trgica sceua que
sedera no da 30 entro os infelizes irmos Hy-
pol.io e Dr. Marlins Coelho. posso boje garaniir-
Ihe, baseado era dados, que o provcame foi o
malfadado Hypolitu ;o Dr. Marlins Coelho foi ar-
rastado a commeiler lio horrivel crimo era do-
fesa propria. Esta desagradavel oceurrencia lem
contristado a popularlo desta eidade, poique o
prlliis Cuelho um cidado respeilavel, e
,0-deixou na orphandade urna numerosa
,__.
vapor Marques de Caxias devia sahir do
o-Graade para o Rio de Janeiro aflm de con-
certar aqu as caldeiras, sendo substituido pelo
Mau uo servico da conducho das malas daquel-
le porto para a capital da provincia.
De Sania Catharina nada temos que accrescen-
lar carta que era outro lugar publicamos.
i Temos dalas da capital do Espirito-Santo al
3 do correuto. A carta que deisamos Iranscrip-
! la resume o que occorrera de algum inieresso
i at aquello da.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
BIO DE .1 V \ IIHO
6 de novembro de 1SGO.
As noticias que nos thegam dessa proviucia e
do outras do norte do imperio sao tanto mais
importantes do quo aquellas jue por esla vez po-
derla eu commuuicsr-lhe, que naturalmente me
sin lo acanhado, lendo de preeucher o dever do
po-lo em dia com o que por aqu se lem passado
depois que Ihe dirig a minha uliima em data do
1 22 de outubro.
E' verdade que presentemente nao se tratase-
nao do eleicoes, e que para dizer sempro alguma
cousa que podesse ser lida com mais ou meuos
nleresse, um correspondeulo de jornal nao tinha
necessidade seno de recapitular todas as oceur-
rencias quo se vao dando ueste terreno, quer re-
lativamente ao pessoal dos caudidaios, quer aos
seus meius de acgo e probabilidades de Irium-
pho ou de derrota, e offerece isto mesmo consi-
derarlo dos seus leilores.
E' verdade que aqu felizmente a luta eleiloral
so maniera era coodicoes to pacficas, que dilli-
cilmeiue poderia eu achar nos acontecimentos do
casa com que agujar o paladar dos seus leilores,
J habituados a verera ou a ouvirem a narraeo
de choques muilo mais violentos e formidaveis
nestas contendaseleiloraes.Desto modo ver-mc-
hei obrigado a passar por alto ludo quanto so re-
ferir aos negocios eleitoraes, e aproveiUr dous ou
Uestactos mais uotavnis da nossa poltica admi-
nistrativa para com ellos satisfazer por boje a
oungaro era quo ostou e que procuro sempre
cumpnr o mais lealmcnte que me possivel.
Mas j que a eleiro com tola a justica o
primeiro nleresse da actuahdade, nao me pare-
ce curial expedir huje esta correspondencia sem
ao menos emitiir sobre ella urna opiniao para a
qual pecuanlecipadamente luda a sua indulgen-
cia se Ihe desagradar, ou todos os afagos da sui
benevolencia e protecso se Ihe parecer lao ac-
ceitavel c lau ba como a mim me parece, e rao
parecen) sempre. Vejamos.
Dizem geralmeuto que o governo se mantera
completamente neutro em presenra da luta elei-
loral, oque a este respeito e no" mesmo sentido
tara as mais posiuvas recommendacqes a lodos
os seus agentes funeciouarios pblicos as pro-
vincias. v
Acredito no s na verdade desles boatos,
como que o governo proceder realmente com
luda a sinceridade as ordens que irausmitlir aos
seus delegados para execu::.o destas inlencoes,
porque conhero bem como pensara sobre estes as-
suu.ptosaigons dos ministros actuaes, e outra por-
sunagera anda mais alta que ellos ; mas, infeliz-
mente nao posso eu ser desta mesma opiuio por
mais que respeite aquellos que a professam. En-
londo quo urna eleico geral um grande iute-
rosse publico, um fado poltico da maior signifi-
carao ealcance, e concilio porlauto que, sendo o
goveruo sem a menor duvida o primeiro iucuiu-
j bido da manutenco dos interesses do paiz o res-
ponsavel pelo desvio ou perigo em quo elles iri-
l quando se trata de urna eleico geral, deixando-a
j correr revelia e merc" de todas as pan oes
mas e do alguns interesses frivolos ou reprova-
I dos, quando certo que dola pode mesmo de-
; pender o futuro das irislituires o da prospeiida-
de e seguranca do eslado. No quer isto dizor
que u governo deva empregar meius violentos e
pengosos para que venca um ou uutto dos pat-
udos que pleiteara a eleico, nem que proceda
jamisde.modo que rebaixe a alia dignidade do seu
cargo e importancia de suasfuncres; mas evi-
dente que oslando elle, melhor que ningueni, ha-
bilitado para conhecere avahar qual delles o qua
melhor reprsenla o garante os giandes e legti-
mos interesses do pai/, e quaes os ames mais
dignos do confianca por seus antecedentes, por
seus principios o por sua ilustrarn, o governo
esi muilo no sou direilo, manifestando o seu fa-
vor porum uu >aur oulro quojulguc inerece-lo, o
Iraduzndo mesmo este favor por actos regulares
o legies que augmenten) as probabilidades de
irtumpho para o partido ou para os candidatos
favorecidos, isto inlervindo benecameule na
direcro Uo processo eleiloral.
E nao isto doutrina nova nem extravagante,
como alguem portera cr-lo, pois assim se proce-
de era toda parle onde ha goveruo representati-
vo, como em Franca, em Inglaterra, Eespa-
iilia, etc.; e seria por corlo una falta imperdoa-
vel a qualqner governo que livesse confianca em
si e no seu systema do poltica abandonaros' seus
amigos o deixar vencer os seus adversarios para
virem depois alaca-lo em seus proprios arraiaes,
desalojando-o das posices que uceupava, e fazen-
do inaugurar una pulnica que em sua opiniao
deve ser considerada m e perigosa o paiz Pon-
so que um governo sensato no poda dar una
prova mais decisiva de sua mbecilidade e da in-
capacidade para governar. Entretanto peen en-
carecidamente que aiunguem sefara respoiisavel
por estas idea-, que sao exclusivamente minhas
o pelas quaes lenho a maior predilecco ; e pero
igualmente aos mais escupulosos mulenodoros
do voto hvre que rellictain madura e desapaxo-
nadamente sobre isto, o eslou certo que em suas
consciencias lio de achar que eu lenho razio.
Appnreceu llualmeule e j seacha ern exeru-
rau nesla corle a reforma das allaaudegas e con-
sulados do imperio, a tanto lempo promeitida o
a lamo lempo esperada, que j ia fazendo deses-
perar alguns dos pretendtules a novos empregos,
que quasi tudos licaram logrados, porque o go-
verno leve o bum sonso de au augmentar o pes-
soal existente, conforme havia j promeltido. A
reforme foi precedida de um regulamentu que
o irudo sazouado dos grandes conhecimeiilos o
experiencia que possuo sobre estas materias o
actual ministro da fazeuda e forma por si s um
volun e da nossa legislaro fiscal, comendo ar-
tigse dsposices fiscaes o administrativas que
revolam muita sabedoria e muila previdencia
ueste importante ramo deservir. Sobretudo, o
pensameuio de reunir em urna s e debaixo da
dtreccao e vigilancia de um s chefe as duas re-
psiliroes onde se pagara os direitos de importa-
cao e exportarn, que conlnuern a principal ren-
da do estado, foi um perisameulo luminoso, cu-
jas vantagens o lempo se oncarregar brevemen-
te de mostrar.
Aqui na ccVle pelo menos opiniao geral quo
irar ella um augmento de renda de 10 por ';
quando mais nao seja, somenlo nos direitos co-
brados naquellas duas reparlices, e ludo isto
restringindo, era vez de augmentar, u pessoal dos
fuuccionams, que urna originalidado a que no
astavaraus acoslumados. O ministro quo a fez
nao pode portantodeixarde ser louvado.
Foi lambem publicada a reforma da secretaria
de estado dos negocios da guerra, agora falla-nos
somenle a da nova secretaria de estado e a no-
meacao do novo ministro, que dizem nao tardar
muito.
As noticias do sul, inclusive Jas do Rio da Pra-
ta, nao tem maior importancia para nos. Dos as
conserve assim mesmo por muilo teuipo.
A.
DIARIO DE PERNAMBUCO
O vapor Paran, entrado hontem dos portes
do sul do imperio, trouxe-nos jornaes do Rio
ate7, da Baha al 12 e do Alagoas al H do
corrente.
Rio de Janeiro.Foram agraciados com o bra-
so d'armas os Srs Drs. Manoel Joaquim de Aze-
vedo e Avcllar, Luiz Gomes Ribeiro de Avellar
e Joao Gomes Ribeiro de Avellar, flhos do Sr*
baro da Parahyba do Sul.
I.-se no Correio Mercantil:
Hontem (29 de oulubro) reunnam-se varios
cidados da paroclua de Santo Amonio, para
combinareni em urna lista de eleilures era oppo-
sicao a chapa da policia.
A casa da reumo foi a do Sr. senador D.
Manoel do Assis Mascaronhas. Presidio a con-
ferencia o Sr. senador Francisco Diogo Pereira
de Vasconcellos.
Assenluu-sc em que se nomeasse ama com-
al isso para presidir aos irabalnos eleitofoes des-
de a organisago d a lisia aleo ultimo momento.
Essa coramisjo licou composta dos seguin-
les senhoros :
I). Manoel de Assis Mascarenhas, desembar-
gador Alexandre Joaquina de Siqueira, Marimho
Antonio Dias, Francisco Fernandes de Oliveira
Subral, Dr. Amonio Jos de Souza Reg Dr
Antonio Fortunato deBrilo, Jos Joao da Cunh
Telles, D. Antonio de Saldanha da Gama tj Dr
Jos Joaquim Moutoiro dos Saut03.


IILEGVEL
* i


Na Candelaria liouve lamhem igual reunio
na casa do Sr. .Inao taplisla Vianna Druniond.
Presidio por acclamac.o o Sr. Dr. Antonio
Pereira I.eilo.
A comuiisso nomeada para o mesmo m
cima indicado licou assim coraposta :
Os Srs.: Dr. Antonio Pereira Leilo, Joo
Raptisla Vianna rumund o Theophilo Benedicto
Oltoni.
' Diz o Paran, folha que se publica om Pa-
ranagu :
A nossa provincia por sera duvida do urna
riqupza invejavel.
Ha bera pouco urna doseoberta do engenhciro
Villalva, ou pelo menos a publicidado dessa des-
enherta, feita por um serlanpjo, veio ainda urna
ser provar-nos essa verdade.
'< Conhecem os leitores a excelleneia p uber-
i! u!f desses scrloes do Assunguy ; pois bem ; con-
la-nos esso nngpnlieiro, que ha pouco os explo-
rou, que as imroediacoes da sorra de Sant'Anna
al a entrada do serlo do Assunguy, se encon-
tram vestigios de minas de ferro, marra ore bran-
co lousa, graphitns e cascalho proprio de ouro,
e sto na suparlkieda trra, sem precisao de es-
cavaco alguma.
Alm da j conhecida e maravilhosa gruta
que existe a sois leguas de Corityba, gruta que
consta de duas galeras, achando-se urna sobre-
posta outra, o por onde passa no seu interior,
uoiido grande ruido, um magnifico rio, temos
pnlre o Potunan e a serra de Sant'Anna urna ou-
tra, formada pela existencia, de pedra calcrea.
\h pnlrou o nosse engenheiro, guiado polo ser-
tanejo Rento Fernandos, que a deseobrira per
acaso, visto que a corrida que seus caes fizeram
de una onca a obrigaram a nccullar-se all.
P.ahia l.e-se no Jornal da. Tarde, os soguin-
les trechos de urna cariado interior:
Continua a secca, e a emigraco dos infelizes
que sobo do ponto a nao Picar habitantes no ser-
ian; tolos o? das enlrim para este tormo mul-
los destea infelizes, alguns quasi ns, por hve-
rern trocado o (acto, por farfolla polas estradas
R preciso quo a estos clamores, o nosso govor-
nn renieilio, antes que se cogote a caridade
publica, o aquellos infelizes desosporados da fo-
nio e nudez, acibera por saqupiarom as casas dos]
que forera abastados, porque lioje nao sei quem
n seje nos serliies) ooirw jS o tizeram era suas
lavouras. Consta que as pessoas de alguns teres
n cciando este resultado, se preparara para des- '
Cerera com suas familias, visto quo o lecorv, mu-;
cunan, umhuzeiros e barrigudos, de que a po-
bres tirara o nocivo alimento, eslo acabados;
e sean chover nestesdous mozes, ornis lardar,
morrerao lodos era raminho ou procurando in-1
dispensare! recurso da vida, o alimento.
' Nao ge pode fazer um calculo npprnximado
eo menos do dinheiro quo tom doscido para se
comprar conoros alimenticios, e como n< nhura
sobe, de corlo se ha de esgotar o enlao os ospo- :
coladores que a maior parto cora o dinheiro da
carga tornam a comprar outra de Carinha e quo
vender polos caminlms, deixaraode a levar, co-
mo alguns j so recusara a isso, pois j vendem
liado aos moradores das estradas e das povoa-
Roes, al onde polom chegar; como bem acou-
t.ice no maior mercado liojo) de comesliveis, co-
mo soja a povoacao do Joo Amaro, deste termo,
a vinlo leguas distante dosia villa.
All lem-se agliraorado para cima (hoje) de
soiscenias almas, na maior indigencia que vivem
IS esmolas pelas portas dos moradores que j
nao podem supporlar to dura conlribuico, e os
principaes d'alli acabam de me asseverar, que
quanlo artes se mudaran para baixo, pelas ra-
zos que levo expendido.
' O Rtm. gnverno podo ainda salvar militas e
militas familias da miseria, e da morte, man-
dando para aquello poni, onde ainda podem che-
gar os animaos com carga, nao s raanlimonio
como alguma roupa ; e bem assim para a fregue-
/ia d'Areia.ontro ponto como Joo Amaro, is'.o
quantoa entrada dos emigrados. Os gneros
para a dita fregnezia na povoacSq da Nova (.age,
e na rregaezia de Amargo/a ; para Joao Amaro
podem ser feilos nesla villa. Oulro mal, e nao
pequeo, porsoguo-nos e vera a ser a falla de
dinheiro miudo para trocos ; por aqui e outrns
povoados um clamor cm todas as elasses ; tam-
bora podia ser remediado polo governo, mandan
do fazer o pagamento da polica, cm olas de 1$
p 3 ; e as compras de gneros e freles de car-
gas, aos peJestres (correios), na raesma especio.
<> espaco poqopiio, para tanto que nha a di-
zer-lhe, encerrando esla, pedindo-lhe que algu-
ma cousa diga no seu acreditado jornal.
Anle-honlem (i do correte) teve lugar no
passeio publico o primeiro concert du msicas
militaros em favor das victimas da secca, que
tom aflligido o sertao.
" A collecla, de que estavam encarregados os
honrados negociantes Srs. Manuel Jos de F-
gueiredo .eite, e Anlooio Alves Ribeiro, produ-
cid cerca de um cunto de reis.
Foi urna bella o generosa idea do Sr. Dr.
Sal isiiano Ferreira Soulo, director daquello es-
labelecimento publico.
A concurrencia foi grande, o naturalmente
augmentar quando os concertos forem em nui-
les de loar.
rtcerca de noticias commerciaes l-se no Diario
da Da/a :
Cambio! e metaes.
Londres 00 e 90 di.86 1/2 a 27 d. 30 c 90 d 'v.
I'aris ,. 855 a 360 rs. o fr.
Ilamburgo coo a 700 m. b.
Lisboa no a 115 "'.
Doblos hpspanhes 81 a 818500, esc.
da patria-30->->00 a 31, dem.
Pecas de 6, .. do -8II0O95300 a 9gS00, idem.
Soberanos9J800 a 10r*, dem.
Patacdes brasiloims*)00 a 2g100.
hesnanhoesgOOO a 2*100.
mexicanos1900 a 1960.
Magoa!. O nosso corresgondente diz-nos :
Ude noverabriti
': lioje deve eslar por aqui o paquete do sul
vou, pois, preparar-lbe minha raissiva; que sera
lireve.
A provincia continua tranquilla, na forma
de seu louvavel costme; lianqnillidado, que
nao perturbada nem pelas querellan o intrigas
da quadra : os cabalistas se empcoham na c.on-
tnda cora ardor, mas este nao desee ao espirito
da popularn, que olha cora indilferenca para as
sollicitocet, de que no entende.
Os lugares san cinco e ha para mais de 12
protendenles: casa de pouco po.em que todos
grilam e ninguera lem ra/.ao; d'ahi que vero
milito fallatorio, que sem importancia cu na al-
deia tnmam vulto fura delta.
< Ninguem pode, por ora, calcular cora segu-
rai)ca sobre (s probabilidades das diversas enndi-
d lluras: o que ha de cerlo que no circulo do
sul as cousas se apparentam pelo triurapho de
influencia dos prenles do Sr. ministro dos es-
Irangoiros, parecendo, que, por conseguinto, se-
rio os felues aquellcts, quo se abrigaren! Aquella
sombra : quaes serlo? I" negocio, em que nao
me nieltii; seja quem for, o que desejo que
nao soja procurador para si.
No circulo do norte, quo tem de dar tres
deputados, se fosse no tompo da intervengo go-
vernamental, nao seria indiscreto asseverar. que
predominaran! os desejos do governo; com a
obstpnco, porro, as cousas mudara de fguio;
os felizes, certo, entretanto, quo devem sahir
d'enlrc os conservadores ; dizem que, por ora, a
candidatura mais segura do Dr. Esperidiao chefe
do polica da curto, apoiada por gregos e troya-
i os, tudo mais incerto.
ii No da 4 sahio desta cidade o presidente da
provincia acompanhado de seu ajudante de or-
den e oflicial maior da secretaria, com destino
de visitaras comarcas de Atalaia elmperatriz.
Nao sou dos que nao enchergam utilidade
as viagens dos presidentes ; quando de nada
gervisaen, trariam a vantagem de ser o presiden-
te conhecido de seus governados.
. F.st licenciado o chefe de polica Camello
Pessoa, que segu nesse vapor; sendo interina-
mente substituido peiojuiz de direito da Impo-
ratrlz Casado Lima, o qual ao entrar para o cargo
dirigi aos seus subordinados a seguinte cir-
cular :
a Circular n. 1508.Secretaria de polica em
Macei 2 de novembro de 1860.Communico
a Vine, que entrei honlem em exercicio do lugar
de chefe de polica interino desta provincia, para
o qual se dignou chamar-mo o Exm Sr. presi-
dente, por ollicio de honlem mesmo datado. Con-
t com o seu valioso auxilio nodesempenho des-
ta to ardua tarefa, podendo V. S. acreditar que
sempre teri em mira o mais decidido apoio, o
cuadjuvacao apira de que neuhum opslacqlo en-
contr o importante programla de iraparciali-
dade e Justina que vai sendo desenvolvido pela
actual ndministracao. Prevalecebdo-tne pois,
da opportunidade, e reiterando todas as ordense
&IARIO DE PERWAMBDCO. =- SEXTA FKIRA C DE NOVF.MBRO DE 1860.
circulares oeste sentido j expedidas, tenlio por
I muilo conveniente recommendar-lhe a mais
i completa ncutralidade a res jeito do negocios
eleiloraes; lerabrando-so Vmc. que quanlo
i maior s considera ser o desenfrearaenlo das
i paixoes polticas, tanto maior compre que seja
o lino e a prudencia de que se deve revestir a
j autoridade, afim de que lomando o seu lugar de
I medianeira entre os grupos o os partidos que se
! debaiem, se oceupe s de conduzi-los, e conser-
va-Ios na maior calma. Revela, porro, pon-
derar que, cora quanlo so faca raisler todo o es-
crpulo om nao se praticar acto algum que possa
parecer de proteceo ou de perseguicao a al-
guein, nem por isso dover a polica 'judiciara
declinar cousa alguma daquella energa o zelo
com que Ihe cabe processar o prender os delin-
quentes, porque acerca de3tes, qnaesquer que
sejara as circumstancias, jamis se deve dar o
mais leve indiHerentismo.
Deus guarde a VmcO cholo de polica
interino, Jos Casado Accioli Lima.Sr. subde-
legado do aislricto de Jaragu.
ti -
Sj lioje entrou o Paran.
Ilontem chegou o presidente da provincia de
sua escurso.
PERNAWIBUCO.
REVISTA DIARIA.
Tendo o S 10 do ait. 11 da le do orcamento,
que deve vigorar no anno financeiro de 1861 a
1802, provocado apprehensops, que nao poupam
de desenvolver aquellos que procurara desvir-
tuar todos os aclos do governo, s por que lera
essa procedencia, damos leitura do publico o
escriplo que segu, e que foi publicado no Jor-
nal do Commercio da corto.
Nesse artigo a materia explicada em toda a
sua simplicidade, pondo-so de parte as myslifi-
eac5aa, em que a tem envolvido com segundas
inteoedes ; ao passo que a dispusicao fulminada,
sondo posta om coraparacao com as anlogas,
seno idnticas, dasleis de orcamento anteriores,
toda a vantagem constitucional pende para o la-
do da consagrada no S 10 do art. II supra-refe-
rido.
La-se, e medite-se com a devida calma, que
cessarao as apprehenses levantadas n'ura mo-
mpiito do irreflexao, que lera sido enlrctido por
espiritos malvolos :
O imposto das lojas ou das profissdes.
Os oradores das reunidas eleiloraes, que por
parte dos liberaos, em ditrcrontes noites se tora
realisado as freguezias de S. Jos, do Sacra-
mento, da Lagi'.a, etc., etc., tem lancado mo de
una arma ignobil para attrahir em seu favor as
syinpailuas dos votantes, e o fazeni cora o maior
despojo o ni f.
Aos artistas e operarios descrevera com co-
res negras sua futura posico em presenca de
um imposto que Ibes tirar o" ultimo seitil de seu
salarios e os instigara represeutacoes e resis-
tencia.
" Na praca do commercio, por oulro lado, ha
poneos das se descrevia o imposto como exorbi-
tante o inquisitorial, poique se Dascava sobro o
exame dos livros dos negociantes I
E" raister por certo ter grande d.'ne de m f,
seuo de perversidade, para o eroprego desome-
lhanle arma para embar essa gente crdula, que
nao tem os meios necessarios para recouhecer o
raeio ignobil de que rancam mo esses quo se
lingpru seus amigos, e que s j sao na poca
actual. Onde esse novo imposto ? Quando de-
cretado? Kisaqui as pergualas (ueeumpre fazer. ;
A lei do oamenlo que tem do vigorar no'
anno de Ibl-lSi dispe o seguinte no art. 11
Para substituir o imposto estabelecido pelo
S 2o do alvari de 20 de uululiro de 181, e alte-
rado pelo art. 8" S '" da le de 22 de outubro de
1836 o art. 10 da de 21 de oulubro de 1813, por
una laxa qnedever comprehonder todas as in-i
dustrias e proflsss que orein exercidas as di-
tereoles cidades e villas do imperio, cora excep- j
cao gmente das que pela natureza privilegiada
das rpspcclivas funtces, o ou pela reconheclda :
nsulficiencia e penuria de seus recursos, nao a ,
deverem ou podercm supporlar.
A referida laxa ser em parle fixa o em par-
te vanavel, asscuundo a Oxa sobre a natureza, I
classe o condicgo das induslrias e prollsses, I
importancia comraercial das eidades e villas era
que forera exercidas, e a variavel sobre o valor
locativo do predio ou local em que funeciooarem.
Urna e outra sers establecidas pelo gover-
no ; nao devendo porra exceder a laxa variavel!
a ,0 ", o. quando se dor ao mesmo lempo o pa- i
gamento da fixa, o a 20 /0 no caso contrario. !
Esta disposicao quasi a mesraa que foi es- i
tabelecida na lei n. 881 do Io de oulubro de 185C,
art. lt 3, e repelida na lei n. 939 de 26 de i
setembro de 18>7, arl. 33\ nos seguintes termos:
Alera dos impostos de que trata o art. Io S
Io do regularaenlo de 15 de junho de 18!i. co- i
brar-se-ha as cidades do Rio de Janeiro, Uahia <
Pernambuco e Maranho una laxa que ser fixa-
da na tabella que o governo fica autorisado or-
ganisar, tomando por base a importancia de cada
classe de industria e proflsso dos coraprehendi-
dos no mencionado regularaenlo, excluindo aquol-
las induslrias ou prolissOes que pela pequenez
de seus crditos nu dovara ser sobrecarregadas
cora essa laxa.
Knlioneiihiiraa duvida appareceu, nenhuma
duvida se olereceu. O Sr. couselheiro de estado
Souza Franco a adoptou em 1856 o usou della
pelo que loca aos corredores e leiloeiros, como
se v dus decretos us. 2,145 e2,li6, ambos de 10
do abril de 18j8.
As dlTerengas nicas que se do entre as
disposicoes das leis citadas do Io de outubro de '
1850, de 26 de solembro de 1857 e a do orca-
meuto do anno de 1861 a 1862, agora publicado,
sao antes em favor dos contribuinies e em reve-
rencia ao principio cardial era materia de impos-
losa igualdade, do que contra os mesraos
contribuimos. Vejamos quaes sao ellas:
1." Pelss leis que passaram, esforcos dos,
j>rs. marquez de Paran e Souza Franco, slabe-
leceo-se, em substituicao do imposto de lojas,'
creado pelo alvar de 20 de outubro do 1812, lei!
de 22 de outubr.i de 1836, e elevado na lei d 21
de outubro de 1813, urna laxa fixa.e outra varia-
vel de 20% do valor locativo do esUbclecimen-
to de industria ou proisso.
Pela lei do orjamenlj de 1861 a 1862 con-
serva-se a laxa fixa, e diminue-se na razo da
raelade a laxa variavel. 'aqui se vfi que a van-
tagem pela nova lei est favor do contribuinto.
2a Pelas leis que passaram, esforcos do
Sr. marquez de Paran e Souzi Franco, o impos-
to devia iccabir unicamerito sobre os estabeleci-
menlos do industrias o profisses da corte, o das
capitaos das provincias da Babia, Pernambuco
o Maranho, desprezado assim o principio de
igualdade era materia tle coniribuicoe9. Pela no-1
va lei deve ser arrecadado em todas as cidades
e villas do imperio.
3. Pelas leis que passaram, estorbos dos
Srs. marquez do Paran e Souza Franco, sao
isentos desse imposto nicamente as seguimos
da consiituicao, arl. 179 $ 15, que dispoe que
ninguem ser isento de contribuir para as des-
pezat do estado na proporco de seus haveres, e
a nica iseocao que a mesraa lei consagra ora
favor das industrias e ollenas que pela natureza
privilegiada das respectivas funecoos ou pela
reconhocida insufficienca e penuria de seus re-
cursos nao o podem supporlar, como em cujo
caso so achara por sera duvida os operarios e ar-
tistas, que hojo se procura lisongear por amor
de seus votos, isenco esta que descansa sobre
os verdadeiros principios da sciencia o da equi-
dade.
Mas, dizem os pseudo-liberaes, contra a
igualdade que nos levantamos,porque va afli-
gr o artista e o operario
A resposta esta objcccSo se achara em
lodos os escrptose opniesds horaens que era
lodos os paizes pleiteara a causa da liberdade ;
que seguem os principios de igualdade em ma-
teria doimposlos. reconhecido pelo citado art.
179 5} 15 da nossa consliluicao ; mas nao nos
valremos dcllu para destruir essse manojo elei-
toral; a propria !oi rpsponde peremptoriameote
essa objeccao, como cima se roostrou.
Quando se discuti na cmara dos Srs. de-
putados essa parle da nova lei, em resposla ao
Sr. doputado por Minas-Geraes, Paula Santos, o
Sr. ministro da tunada proferio as seguntes
palacras:
O Sn. Presidente do Conselho : Tem ha-
vido algomas apprehenses respeito da substi-
tuicao do imposto de lojas e de profisses ; mas
essas apprehenses nao se fundara em razao al-
guma plausivel. A medida
I ''""J?1*" ossoa e 1 escravo, Damasio Atol-, cer interinamente o cargo de escrivo do jury ao
quiaaes Barata sua senhora, Jos Leopoldo Bou- escrivo interino do juizo municipal Antonio'.loa-
gard e sua tenhora, Julio da Silvera Lobo, sua quim Perei
m
senhora, 3 dlhos e 1 escrava, Jos Antonio Se
rauco de Assis Carvatho, sua senhora e tres II-
Ihos, D. Anna Rosa de Araujo Ferrao, Anna
Haris da Conceico, Ceciro de Souza Marques,
l.ecuno Alfredo da Silva, Francisco Maria da
Cusa Imperial Elpidio Rodrigues Seixas,
Podro Ferreira Colho, Joaquim Jos Pereira da
Cunha, Antonio Buarque de Gusraao. Jpo Joa-
quim Alves, Manocl Pereira Pjntes Grilho, Jos
Joaquim de Oveira. Claudino Affonso de Carva-
Iho. machinista de 2a classe Joao Machado Ro-
drigues Cardoso, de 3" classe Belralro Joo Cir-
ios, Guilliermino Augusto Ricardo, Antonio Pe-
dro, Joao Jos Leite Marques, Manool de Me-
deiros, Antonio Francisco Areias, Francisco
Joaquim Alves Rodrigues, Joaquim de Souza
Maia, Henry l.oalhva.te, John llenrich Sleffen,
Antonio Manoel da Silva, Joo Francisco, Angelo
Lopes da Silvera, Antonio Francisco Nunes, Ma-
nocl Araenco dos Santos, Olimpio S. Lopes da
Fonseca, Manoel Januario Bezerra, Victorino
Candido Pereira de Magalhaes, Aulonio Ribeiro
Rodrigues, Pedro Benlo da Silva. Joo Cavalcan-
li Accioli, Joaquim Lopes Macieira, JooTheodo
sio de Alineida, Lourenco, cadetes Joo Wandor-
ley Navarro Lns e Luiz'jos de Souza, 1 crimi-
noso cora 4 pracas de polica escollando o mes-
mo o 2 escravos a entregar.
Seguem para o norte :
Jos Carlos Gomes da Silva Belfort. Joo Lo-
pes de Abieu Lopes, Telippe
. Jos de Arruda,
que se contera na Joao Baptista Gaudencio, Manoel Jos Candido
emenda da nobre commisso.acha-se consignada 4 soldados, 1 ex-soldado e urna ex-praca de ma-
era urna das leis do orcamento anterior...
O Sr. Sampaio Vianna i Nado 1856.
O Sr. presidente do Conselho: Na le do
ornamento do anuo de 1856 se acha a seguate
disposicao:
rinha.
Passagoiros do vapor inglez Tyne, sabido
para Southampton c porlos intermedios: Car-
los E. Borel, capitao Fox, Antonio da Silva Ra-
mos, Cicero de Souza Lefio, Augusto L. da Costa.
O arl. 11 ? 3. Alm das mposlos de que Moiituidaiii: no nu 15 :
traa o arU Io Io do regulameulo do 15 de | Joo, blanco, 4 ruezes. diarrha.
junho de 1841, pobrar-se-ha as cidades do llio Maria, parda, (i horas, espasmo.
de Janeiro. Baha, Pernambuco o Uaranhao urna Joaquina Maria da Couccico, parda, sollcira 03
laxa que ser lixada ora tabella, quo o governo annos, bexigas.
ca aiiionsDdp organisar, lomando pur baso e Rayiuuudo, preto, escra70, 2 mezes, gaslro intc-
mportancia do cada classe do industria, e pro-
flsso dos coniprehcndidos no mencionado re-
gulamenlo, excluindo aquellas industrias ou
prolisses que pela pequenez do sous crditos
nao devam ser sobiccaricgadas cora esta laxa,
etc.
rile.
18a
Joicpha Maria de Lima, parda, sollcira, 2 an-
nos, i'bru lyphuide.
Uizadl, pardo, escravo, 2 annos, varila.
Jos, prclo, escravo, soltoiro, 30 aniios, peu-
munia.
Na lei do orcamento de 2C do setambro do Antonio Nuncs da Silva, Lranco solteiro -!8 an-
uas, anemia.
/, art. 33, foi prorogada cita autorisaco pon
mais ura anno. Bata lei do orcamenlo regou nao
s o anno de 1858 a 1859, mas' parlo do 18J, o !
t860. Por consequeoca essa medida nao nova.;
Ha ama apprehenso de que o imposto se
torna mais acerbo. Parece-mejic esla appre-j
henso nao fundada; porque aiimitaco a 20
que se eslabeloee o poni mximo a que pode
elevar-se o imposto, o poni mximo do ira- '
posto actual sobro o valor locativo. A emenda
da nobre commisso mais favoravel aos con-i As 10 horas da raanha, reunidos os Srs. depu-
tribuinlesdo que a lei em vigor, porque diiiiiiiuel 'adoa Lomos, Basto, Bilveira e Reg, o Sr. presi-
lla razao de 10 ; a laxa variavel, que de 20 denle duclarou aberla asessao ; toado sido lida
sobre valor locativo ; entretanto quedeixa a laxa e approvada a acia da ultima,
lixa, que nu pode exceder de 20 0/,), valor niaxi-j BIPBDIENTB.
rao, limite que nunca se peder exceder, segn- ', L'm officio da directora geral da secretaria de
do a emenda de nobre commisso. : estado dos negocios da justica, de 25 do outubro
linii- Prximo -
CHRONICAJUUICIARIA.
I TRiBUNAL DO COMMERCIO.
SCSSAO ADMINISTRATIVA EN 15 DENOVEU-
BRO DE 1S60.
PBEIDEXCIa 1)0 EX5I. SU. DESEMBiRGADOR
F. A. HE SOUZA.
qulm l'ereira de Oveira que foi impossado.
Procedendo este chamada, verifica eslarem
presentes os seguntes Srs. jurados:
Teoente-coronel Sebastiao Lopes Guimares.
Joaquim Pedro Brrelo do Mello Reg.
Jos Paulino da Silva.
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
Jos Bernardino Pereira de Brilo.
Joaquim Candido Ferreira.
Francisco Antonio da Rosa.
Hermenegildo Firmino de Lemos.
Dr. Luiz Rodrigues Villares.
Jos Francisco de Salles Baviero.
Dr. Luiz Salazar Moscnzo da Voiga Pessoa.
Trajano Evaristo Castello-Branco.
Joaquim Jos Alves do Albuqueique.
Flix Joaquim Domingues.
Manoel Lopes Rodrigues Guimares.
Amaro Soares Mariz.
Manoel do Almeida Nobre.
Joo Pedro da Rocha Pereira.
Jos Antonio Moreira Dias.
I'rederico Augusto de Leruos.
Francisco Ferreira da Annunciaco.
Joo Eduardo Pereira Borges.
Manoel de Caldas Brrelo.
Jos Francisco Carneiro.
Jos Joaquim d'Oliveira.
Zepherino de Lima Cavalcauli,
Jovino Epiphanio da Cunha.
Jos Ferreira da Penha.
Antonio Pinto de Azevedo.
Manoel Antonio Ribeiro.
Luiz Gomes Silverio.
Joaquim Jos lavares.
Amonio Jos de Castio
Jos Bernardo de Souza.
Antonio Pereira da Cunha.
Alfonso Peixoto da Silveira Cavalcanti.
llerculaiin Jos Rodrigues l'inliciro.
Estcvao Jorge Baplisia.
Jos Cavalcauli de Albuquorque.
Apoliuariu Pereira lladuera.
Sao raullados era 2JOO0 lodos os Srs. jura-
dos, que liavendo sido notificados na forma da
i lei, uo coraparecerara aos mbalbos :
Couiparecuiidu ao tribunal o Dr. juz munici-
1 pil da segunda vara, preparador dos procesaos do
jury, aprsenla os 5 procesaos seguntes devida-
menle preparados :
Autuura, a justira.
Rea, Leandro Aprigio da Purificaco, pronun-
ciado no arl. 1'Jldo cdigo criminal, era 16 du
outubro ("o 1851.
Auloura, a justira.
Reo, Aulonio Ribeiro de Lima, pronunciado no
arl. 205 do cdigo criminal, i:.. 20 do janeno de
1860.
Auloura, a justica.
Reo, Auljiio Maria, pronunciado no art.
do codiT criminal, era 16 de marro de 1860.
Auloura, a juslir.a.
Reos, Jos Goncalves da Silva c Joaquim Pe-
j reir do Fre tas, pronunciados no art. 257 do co-
, digo criminal, em 4 de junho do 1860.
Auloura, a justica.
I Reos, Antonio Vclcr do Sa Brrelo e Manoel
Pereira Carda, pronunciados no art. 192 do co-
i digo criminal, cm S de junho de 1860.
i processos, ordenou que fosse affixada a lis-
la porta do tribunal, estabelocendo a preferen-
' ca pela prioridade das pronuncias.
pedin- Sendo a hora adiantada (1 horas,
O Sr. Sampaio Tiaiuia :Marcou-se lirai- .Prximo pagado, acompauhando um exemplar
les. o que nao hava na le de 1856. do regularaenlo de 19 de solembro ultimo, sobre dos
O Sr. Presidente do Concilio : Desejo, I as alfandegas o mesas de rondas.Archive-se.
pois, que o nobro deputado por Minas, o Sr. Pau-i DESraCHOS
FSiiuwI f 1,,a,1u,er PPreliensoi Nos requerirnentos de Tasso & Irmos, pea.n-| Sendo a hora adiantada i hora^.l o Dr. presi-
neslo sentido ; nao podem exceder arabas a vin- o registro das -i...... *- ------------i
le por cunto....
< O Sr. Paula Santos :Do valor locativo.
O Sr. Presdanle do Conselho :O que so es-
tabelece a igualdade, o a razo a seguinte : o
nobre deputado bera sabe quo nem lodas as in-
dustrias podera ter por base o valor locativo ; xciro do Barroca A; Medeiros, pedindo o registro
mas ha que cerlaraonte n.".o o tem, como, por de sua nomeaco.Registro-se.
exemplo, a do individuo quo traz todos o fundos
de que dispe na copa do chapeo. E* o imposto
seguudo a importancia das industrias, e daspo-
voaces em que se excrecu, sendo a base a mes-
raa da lei anterior.
O Sr. Paula Santos:F.ilou satisfeilo.

Oulro do superintendenle da estrada de forro '
do llecife S. Francisco, pedindo o registro dos,
estatutos e contratos da mesraa corapanhia.Na
forma do parecer fiscal.
Outro de Jos Victorino de Paiva o Augusto
Jos Ferreira,
Gommunicados.
ceii, o declarou que a classe dos operarios, a dos do Miranda.Como requer.
artistas e a das proprias costureiras, por quem
S. E\e. o Sr. Souza Franco so raostrou lo inle-
Oulro do C. J. Aslley & Corapanhia, pedindo
o registro da nomeaco de seus dous caixeiros.
ressado, nao estavam comprehendidas na dispo- Como requerem.
sico da lei, porque estas classee, pela insuffi-! Oulro de Mili.* Latham & Corapanhia, ajuntan- i '"> cheis
cidade sobre essa viagera ; enchendo de gripbos,
interrogaces e al de conselhos ao Dr. Joao Al-
fredo uraa longa noticia.
Rcparou apenas que as prisoes estavam mui-
5o, as casas de quitandas ; 6o, as estalagens
hospedaras ; 7o, as casas de jogos ; 8, os-mu-
sios, etc., lcando a elle sujeitos sem reserva :
1, todas as lojas, armazeus ou sobrados, em
que se vender por grosso ou atacado, e reta-
lho ou varejo qualquer qualidade de fazendas,
etc., etc.; 2, todas as casas que conliverem g-
neros exposios venda, qualquer que seja a sua
quahdade e quantidade, comprehendendo-se as
lojas de lodas as fabricas e officinas que tiverem
expostas venda qnaesquer obras ou gneros
de sua manufactura, como as de entalhador, es-
culptor, raarceneiro, penleeiro, polieiro, lanoei-
ro, o torneiro; de eutileiro, espinguardeiro e
serralheiro ; de pintor, dourador e gravador;
de alfaiato, sapateiro, colchoeiro e selleiro; de
padeiro, sebeiro e outros semelhanles ; 3", todas
as lojas de ourives, lapidarios, correemos, la-
(oeiros, caldereiros, estanqneros de tabaco, bo-
ticarios e livreiros ; 4, todos os boleqqins, la-
vernas o confeitarias ; 5o, todas ns casas de con-
signaco de escravos; 6o, todas as lojas ou pa-
sas era que se vender carno verde de vacea, car-
neiro ou porco e carne secca ; 7o, todas as fa-
bricas de charutos; 8o, todas cocheiras, cavalla-
ricas, que liverem sege ou cavallos de alugnel ;
9, os escriptorios dos banqueiros, negociantes,
correlores e cambistas ; 10, os carinos de ad-
vogados, comprehendidos 0$ que nao asslanam
os papis do foro ; esenves, tabellies, deslri-
budores e contadores judiejaes.
. Pela lei actual observa-se a risca o preceilo
ciencia e penuria de seus recursos, nio podera
supporlar o imposto..
A vista disto parece que aquellos que fazen-
do parte do corpo legislativo, e que sao escriplo-
res pblicos se calaran:, boje, nao de boa-f, as
reunies eleiloraes lancando mo, contra a sua
propria convieco, dess'sa arma, mostrara que o
seu nico lim o de embar os incauto?....
_ Nao se trata de imposto sobre o rendimenlo,
nao se trata do imposto de eapitaco, e anda no
primeiro caso (quando isso se dsse) ; nao seria
misler o exame dos livros dos negociantes, como
com a mais requintada m f se assoalha.
Trata-sede ura imposto que existe, quejfaz
parte dss rendas publicas de quasi todos os povos
civilisados, trata-se uraa medida que foi proposta
e|adoptada era 1856 e 1857, o posta cm pratic,
em parte, respeito dos corredores e leiloeiros
pelo Sr. Souza Franco, com a differenga de que
este*, alm da laxa fixa, pagavam a variavel do
20 O/o do vilor locativo, e actualmente esta ulti-
ma deve ser reduzida A metade.
i< Assira tudo.Pogirum o quer, e....
No cemilerio do convento do Carmo de An-
gra dos Reis existo um caixo pregado e guarda-
do como reliquia e como mysterio na ordem, pqr
conler perfeinssimo o corpo da virgem Isabel Ma-
ra da Visilago Correa, sepultada em 1822.
Ili por lauto decorrido um espago de trinla e
oito annos, e todava o corpo daquella virgem
nao foi consumido pelos vermes da Ierra nesse
decurso de lempo!
At as vestes morluarias foram respeitadas por
esto e pela sepultura.
Isabel uraa santa, acrescenta o jornal d'ondo
extractamos esta noticia.
Pelo Paran, honlem chegado dos portos
do sul, veio a ala esquerda do 2o batalho de in-
famara ; que assim acha-se era seu estado com-
pleto.
Cornmunicara-se o spguinto :
Ante-hontem pelas 3 horas da larde vagava
pela estrada da Magdalena um animal lendo urna
correa no pescoco, o qual ditera os -entendidos
seronca ou tigre. Asseguram ser o tal animal
pertencente ura inglez mocador na Capunga,
donde evadra-se ha dias.
Chamamos por lano a attencao da compe-
tente autoridade para dar as dividas providencias,
afim de nao ser 3lguem filado por aquelle animal;
por que consla mais que estove a pontos de bie-
la em tima pessoa moradora no referido arrabal-
de, onde julga-se ter-se acoulado o mesmo
animal.
Abaixo publicamos a raclifleaco que nos
enviou o proprielario da casa incendiada, de que
tratamos honlem :
Francisco Antonio Correa C3rdoso, em recli-
ficacao ao communicado quo debaixo do titulo
lievista Diarianarran o acontecimeuto que na
noite de 13 do corrente t6ve lugar em sua fun-
dijo declara suppr ser a sua origem provenien-
te da estufa que seccam os moldes para oo se-
guinte dia se proceder aos trabalhos da fundicao
de ferro ; apqzar de existir a mesma estufa" a
mais de dous annos, e nunca se ter dado sinis-
tro algum, cujo fogo suppe-se ter (gado (oque
eslou ainda averiguando) aum tapamenlo de ma-
dejra que separa minha fundicao de ferro, da de
sinos dos Srs. Mesquita f nutra ; onde existiara
dous quarlos, uraque servia de escriplorio 'dos
mesmos, e outro ondeexistiam os moldes perten-
cenles aos sinos, sendo salvo do Io a maior parte
dos livros, e apenas consumido pelas chammas
uraa carteira na qual conlinha alguns livros e
papis do importancia, nao sofl'rendo eu nada
nao s no que diz respeito a minha escripluracao
como lambem no que soffreu a pequea parte
do predio por perteBcersmente aosSr Mesquila
& Dutra.
Foram recolhidos a casa de detenco nos dias
12,13 e 14 do crtente, 24 horaens e 5 mulheres,
sendo : Hlivres el5 escravos ; a ordem do de-
isgado do Io dislricto 6. do subdelegado do Reci-
te 3, do de Santo Antonio 6. do de S. Jos 8, do
da Boa-vista 6.
Passageiros do vapor Paran, entrado dos
portps do sul :1 major, 3 captt&es, 2 lenentes,
9 alteres, 6 senhoras, 18 fllhps, familias pertep-
centes aos senhores ofliciaes, 7 cadetes, 197 pra-
Css do pret, 37 mulheres, 8 fllhos, familias das
pragas, ala esquerda do 2o batalho de infamara,
Dr. Rufino Augusto de Almeid3, el'escravo, Dr.
Benlo Anbal de Albuquerquc do Barros, Dr. Pe-
: do cerlides da associago coramercial e da un-

lor fiscal.
Oulro de Pedro Rodrigues de Oveira, pedin-
do registro da sua nomeaco do caixeiro despa-
Sevcrano Rabello A. Filho.
enante de Francisco
Registro-se.
Outro de Jos Maria Nunes, pedindo cerlido
da matricula do commcrcianle Manoel Alves Fer-
reira.D-so.
Outro do mesmo Nunes, em que pede o regis-
tro de sua nomeaco do caixeiro.Regislre-se.
Outro de Paulo Justiniano Tavares, pedindo o
registro de sua nomeago de caixeiro de Manoel
Goncalves da Silv3.=Regisire-so.
Outro de Rostron Rooker cv Corapanhia, pedin-
do o registro da nomeaco de seus caixeiros Tho-
maz Garret e Mauoel Araujo Alcoforado.Regis-
tre-se.
Outro de Bastos & Irmos, pedindo o registro
de urna nomeago que juntara.Registre-se.
Oulro de Bastos & Lemos, fazendo igual pedi-
do.Teve o mesmo despacho.
Oulro de Ferreira & Irmos, pedindo o encer-
ramento dos livros de Ferreira & Corapanhia, e
abertura de nevos termos nos mesmos livros para
a nova firma.Nao tem lugar.
Outro de Joo Pereira da Cunha, pedindo o re-
gistro de sua nomeaco de caixeiro. Como re-
quer.
Oulro de Matheus Austin & Companhia, peda-
do quo seja registrado o titulo de seu caixeiro
Joaquim da Rocha Carvalho.Como requer.
Nada mais houve.
SESSAO JL'DICIARIA EM 15 DE NOVEMBRO.
PRESIDENCIA DO BXJI. SR. DESEMBAUUADOR
SOI'ZA.
Secretario, Jitlio Guimares.
Ao raeio-dia, o excellentissimo senhor presi-
dente declarou aberla a sesslo, achando-se pr-
senles os Srs. desembargadores Villares, Silva
Guimares. e os Srs. deputados Lemos, Bas-
to e Silveira.
Foi lida e approvada a acta da anterior.
Jl'LlUMEN'TOS.
Foi designado o ptueiro dia til para o jul-
garaenio da revista coramercial vinda do supremo
tribunal do justica enlre partes :
Recrreme, Jos Teixeira Basto e Silva, socio
liquidante da firma de Biltancourt o Silva ; re-
corrida, I). Maria Carolina de Quadros, berdoira
de-Francisco Jos de Biltancourt.
Foi tambera designado o primeiro dia a til para
julgarnenio da appellago ontre partes :
Appellante, Antonio da Silva Rocha ; appella-
do, Antonio Gongalyes de Azevedo.
PASSAUENS.
Ao Sr. desembargador Silva Guimares a ap-
pellago entre partes :
Appellante. Manoel Jos Lete, teslamentero
de Jos da Silva Pinto e outro ; appellado, Jos
Nunes de Paula.
Ao Sr. desembargador Silva Guimares, a ap-
pellago entre partes :
Appellante, Manocl Jos Lete, como teslamen-
tero de Jos da Silva Pinto e outro ; appellado,
Lopes & Irmos.
DISTRlBi;iCOF.S.
Appellante, Jos Nunes d'e Oveira ; appella-
dos, Jo,o Luiz Ferreira Ribeiro e Antonio Duarle
de Oveira Rogo.
Ao Sr. desembargador Villares.
(Escrivo Albuquerque.)
Nada mais houve a triiar-se, e cncerrou-se a
sesso.
JURY DO RECIFE,
5" SESSAO.
DIA 15 DE NOVEMBRO DE 1863.
Pmtdincia do Sr. Dr. ju\z de direito daprimei-
ra vara criminal Uernardo Hachado da Costa
Doria.
Promotor publico, o Sr. Dr. F. Lcopoldno de
Cusrao Lobo.
Escrivo, o Sr. Anlonio Joaquim Pereira I de
oiivoi'a.
A^s \\ horas da manha, commqnicaodo o es-
crivo Joaquim. da Silva Reg nao poder compa-
recer por impedimento de molestia que lhe so-
breven, o Dr. juiz de direito nomela para ter-
Este apenas o nico reparo mais serio e es-
pirituoso do Liberal de hoje.
Infelizmente, porm, para os seus bons crdi-
tos de noliciador apenas o Liberal d a sua noti-
cia, o Diario de Pernambuco publica tambem
hoje differentes providencias tomadas por S.
Exc. em consequencia de sua viagera com o jus-
to fim de remediar o que de mo e inconvenien-
te fui encontrando as localidadps qup visitn.
Entre ellas figura urna ordem ao chefe de polica
para mandar remover para a casa de delongo
da capital 20 presos, dos que eslavara agglome-
rados era duas pequeas prises da cadea de
Goianna ; mclhorando assira a coudigo desses
infelizes.
era esto pobre apenas pode aproveilar a ma-
ledicencia cosluraeira do Liberal ...
Conclue o Liberal com a inspida balela de
que S. Exc. eslava dcmitlido de presidente
desta provincia, e substituido pelo Exm. de-
sembargador Costa Piulo ; phanlasiando
proposito um sanguinario exlerminador dos Per-
nambncanos. Horror .. Horror... lira pobre ho-
rnera de Minas, eslrauho lalvez ao que vai pelo
mundo dirigi una carta ao Exm. Sr. Costa Pio-
lo, e escreyeusem duvida por engao no subs-
cripto presidente de Pernambuco.
Eis s o que ha.
Quera persuadir ao Liberal esta verdadeque
as exageraces assim descoraraunaes e informes
repugnam, aborrecem, e nunca convencem.
O Liberal, porm, segu o syslema de diser a
mentira tanto, tanto e to alto, al que parega
verdade.
Recite, 15 de novembro de 1860.
Correspondencias.
Srsfadactores.Acabo de lr entre os Pac-
tos diversosdo Liberal Pernambucano de hoje
urna nolicia vinda da Villa-Bella, relativa, so
destacamento de cincoenta pracas da guarda na-
cional, que S. Exc, o Sr. presidente da provin-
cia mandara seguir d'a para Ttcarat; e como
n'ella se diz, qne S. Exc. assim procodera, para
hostilisar-rae, julgo do meu dever nao deixar
sem resposta esta aecusago.
E' verdade, que se mandou destacar essa forga
em Tacara!, e que mesmo se requisitou ao
presidente das Alagoas auxilio de tropa para a-
quelle lugar, se as respectivas autoridades po-
licaes o exigissera ; ainda exacto, que tudo
isto so fez, achando-se aquella comarca gosando
da mais profunda paz, assim como que correra
rumores, e que ha al quera diga de publico,
que todas estas plovidencias lem por nico fira
perseguir, e arredar da eleigo ao meu dfslincto
amigo, o major Jos Rodrigues de Moraes: para
se colher o resultado de privar-me da votaco
d'esse collegio.raas denada disto culpo bS.Exc,
cuja lealdade de carcter conheco muilos au-
nos
O culpado de tudo quem prfidamente sor-
prehendeu a boa f de S. Exc, dizendo-lhe,
que Tacaral eslava prximo a conflagar-se, que
o major Rodrigues se achava reunindo uraa
grando fotga, para invadir a comarca, e que
tornava-se indispensavel aquella medida, para
salvar militas vidas, que estavam araeacadas !!
Sobre este que deve recahir a resposabili-
dade desse acto oblido por urna traicao, e que
lalyei venha a ser origem de grandes desgragis,
mas nao sobre S. Exc, que, segundo pens, ob'rou
em muilo boa f, e sera inlenro do hoslilisar-
me. Entretanto, aproveto a occasio, para cha-
mar a attencao de S. Exc. para esle objeclo.
Tacaral est em plena paz ; o major Rodri-
gues conserva-se pacifico, e exerce ali urna in-
fluencia benfica, c firmada cm bases naluraes,
como podero informar os juizes de direito, e
municipal, o delegado, e promotor d'aquella
comarca ; por consequencia mandar para ali
urna forca estranha, e era sua maior parte cora-
posta de inmigos do dito major, ou pelo menos
escolhida por pessoas, que lhe sao desafectas,
importa o mesmo, que preparar conflictos, i
autorisar provoenges, o que tanto mais de-
ploravel, quanlo, nem as autoridades do lugar
requisitarara esse auxilio, nem ha ali falta de
forca, visto como existe urna companhia de pe-
destres cora quarenta e tantas a cincoenta pra-
cas.
Chamo igualmente a atlenco de S. Exc. para
o Ouriiury, afim de que eslpja acautelado, e nn
venha a ser sorprohendilo.
Opporlunamenlo serei mais explcito.
Publiquen!, Srs. Redactores, estas linhas do
Sou etc. ele
francisco Carlos Drandao.
Recae 15 de novembro de 1860.
COJIMEStCIO.
Praca do Recife 15 de no-
vembro de 1800.
JVs tres Uovas i\a tarde.
Cotaces oHieiaes.
Cambio sobre Londres26 1|2 d. 00 div
Cambio sobre o Rio do Janeiro ao par 15 div
Desconlo de letras10 0[0ao anno.
George PalcheltPresidente.
ubourcqSecretario.
AlfaiMlega,
Rendimenlo do dia 1 a 1 i. .
IJera do dia 15. .
183:855*27;
7:S3527C
191.6909553
Movimonto la alfamiV--..,
\olurac3 entrados com fazendas..
cora, gneros..
155
Volumes salados cora fazendas..
k o com gneros..
------\">
C2
162
------22!
Descarregam hoje 10 de novciabic.
Brigue inglezBalcuthabaealho.
Barca ioglezaSex Wavetrilhos de ferro
Escuna dinaraarquezaOttofarinha do Irigo.
Barca fiaucezalaoulcemento.
Barca porluguezallor do S. Simao diversos
gneros.
llrigue brasileiroDimaodiversos genrros.
Bngue porluguezEsperancediversos gen .
I alacho americanoJoseplfl'ail. mercad)
Brigue inglezTcxiancarvao.
Male nacionall.xhalac.'icicnerM du paiz.
Bngue hospanholRomanovjnho o ci bolas.
Llcceboiloria de rotulas interna*
fferaes le I'ernaiitbu**.
Iloudimeulo do dala 15. MflO:-:,;.!
dem do dia 15....... Slu.jGS
15:7248011
Consulado orovincial.
Randimento do dia 1 a 1i. .
dem do dia 15. ...
6:59SSC37
1:02 7-6178687
Movimonto do porto.
A viagpra de S. Exc. Coianna o Pedras de
Fogo urna prova inequvoca do inleressp, que
lhe merece o ongrandecimeulo e futuro da pro-
. vincia, o da imparcialiJade e lino com que tem
. pedindo o registro de seu contralo sabido manter una polilica racional e previden-
No senado o Sr. Souza l'riiico le/, lambera sociodade.Ilaja vista ao senhor desembarga- te om relaro aos iutorpssts eleiloraes. quo nplla
consideraces n oslo respeito.*'^. dor fiscal. se chocara*.
Sr. ministro da fazpnda espondeu-lhe do .Outro de Joo Jos de Miranda, pedindo o re- O Liberal de hoje esbofon-se pm comraonlar p !
mpsmo modo e nenhuma outra duvida se ollero- | 8IS,J'.? da nomeaco de seu caixeiro Candido Jos | desviar o pcnsamenlo da caria escripia daquella '
Navio sahid i dia \ i.
llio du J.:n,'ro. Fragata ingleza l om-
raaodante Phillamore.
Navios no dia. 15.
sevansea. -!J dias, brigue inglez L
2jS toneladas, capitao Hughes, eqqipagem'lO
carga carvao Je podra ; a Saunders Bn thera
vV C.
Antuerpia. 52 dias. patacho -m'.lande? .1.7; ia-
mu$ Johanr.cs, da 17 toneladas, capitn \d-
dens. equip. !J, carga fazendas, queijos o raai-,
gneros; a lirandpr a Rrandis.
Aacio salado no mesmo dia.
Souihampinn c portos intermedios. Vapor in-
glez Tynp, coramandnule IpIcop.
es ce fi) o. -^ C5 o. u B i 1 1 floraj
i e -i c O c 5 c c tu 9f b' c NI 1 1 1 1 1 1 Atmosphtra i w '/ n
5" i s 55 Direegao. O
TI 55 -* ES o a B 1 1 1 Int netJmd*
i." la - 1 1 te 1 1 l Centgrado. -i N C o S - rn .. O pa
-1 X X s Iw -1 ! Fahrenheit o o o o
-1 Im; c - 1 -1 -1 c 1 llygromelro
ce o o "o ti "o c-' 1 1 1 : inglez. >
-1 O C5 -1 en -J -1 -1 C.1 es -1 ti -1 Francs,
A noite clara com alguns npvoeiros, vento ENE
regular, aoauanhecer abonani-ou o assira ama-
nheceu.
OSCIIXACAO DA HAR.
Preamar a 7 h 10' da tarde, altura 7. p.
Baixaraar as 11 h 58'da raanha, altura 0.7 p.
Observatorio do arsenal de marinha 15 de no-
vembro do 18C0 nojuxo sirpn.r..
1" tenentc.
Editaes.
O Illm. Sr. inspector da thrsonraria pro-
vincial, em cumprimenlo da resolucao da junta
da fazenda, manda fazer publico, que no dia 2:i
do crreme, perantc a mesma junta, se ha de ar-
rematar a quem por menos llzer, o costeo da il-
luminacao publica da cidade de Olioda, avaada
diariamente cada un lampeo em 260 rs.
A arreraatago ser foila por lempo de um an-
no, acontar do dia 15 de dezembro do corrente
anno.
As pessoas que se propozerera a esta arrema-
tarlo comparegam nesla thesouraria, onde achs-
ro as condices com que deve ser eflecluada a
arremataco.
E para conslar se mandou affixar o prsenle o
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial do Per-
nambuco, era 8 de novembro do 1360.O secre-
tario,
A. F. d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, era cumprimenlo da resolugo da juula
da fazenda, manda fazer publico, que no dia
do correle vo novamenle praca, para serpni
arremaiadas a quera mais der, os impostos da
comarca da Boa-Vista, pela quantia de 4:500$000,
no triennio, a contar do 1-de julho do corrente
anno, ao lim de junho do 1863.
E para constar se rnaDdou aQixar 0 presente e
publicar pelo ((Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 8 do novembro de 1860. o secre-
tario,
A. Ferreira da Annunciaco.
Declarares.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco continua a substituir
ou a resbalar o resto das notas de 10# e
20.*,' que liavia emittido e ainda existe
em circulac.no, declarando que, em
cumprimenlo do decreto n. 2.Q6V do
10 de outubro do corrente anno, esta
substituicao ou reigale devera' ellec-
tuar-se dentro de 4 mezes, e que indo
este prazo s podera' ter lugar com o
disconto progressivo de 10 pqr cento ao
mez, (cando asxim na lorma do art 5
da lei n. 53 de 6 de outubro de 1835
sem valor algum no lim de 10 mezes.
Recife 9 de novembro de 1860. Os
directores, Joo Ignacio de Medeiros
Reg, Luiz Antonio Vieira.


<*>
Consellio de compras navaes.
Promove osle conselho em sessao de 22 do
corrente mez a compra dos seguintes objoctos
do material da armada.
Para os navios.
Canelas 6 grozas, compacos e tira-linhas 30,
cairo velho 16 arrobas, colheres de ferro 200, ca-
bo de couro para leme 30 bracas o 3 palmos, for-
juelas do ferro para escaler J00, gomma graxa
12 vidros, lioha alcalroada 20'pecas, obreias 60
paes, oculos de alcance 6, papel tiollanda 80 ca-
dernos, dilo borrador 60 ditos, *aspao de ferro 30,
cera prela 12 libras.
Para o arsenal.
Pregos de ferro de 4 pollegadas para costado 1
barril, serras de mao 2, limas chatas de meia
cana c triangulas, sortidas, de superior qualida-
do, de 16 a 24 pollegadas 100 duzias, talheres 12.
Alem disso contrata o mesmo conselho em di-
ta sessao a lavagem de roupa da companhia de
aprendi7.es artfices, enfermara de marinha e do
arsenal, sendo que acerca desle contrato, bem
como da venda dos objectos, devem os prelen-
dentes apresentar suas propostas em cartas fe-
chadas, acompanhando os da venda as necessa-
rias amostras.
Sala do conselho de compras navaes cm 15 de
novomhro do 1860.
Alexandre Rodrigues dos Aojos.
Secretario.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes:
Para o 10. batalho de infantara.
438 1/2 covados de panno verde.
iO varas de aniagem.
100 mantas de lan.
Para o laboratorio.
8 resmas de papel cattao.
Tara a secretaria do commando superior di guar-
da nacional de Caranhuns.
1 caderno de papel mata borrao.
Meia libra de gomma arbica em p.
2 garrafas com tinta preta.
Upis finos.
'.I caivetes de aparar pennas.
2 libras de areia preta.
Para o arsenal de guerra.
W) garrafas do tinta prela para escrever.
i.)uem quizer vender taes objectos, aprsente
DIARIO DE PERNABMUCO. SEXTA FEIRA 16 DE NOVEMBRO DE 1860.
as suas proposlas em carta fechada na secretaria
do conselho, ,' correnlo mez.
Sala das sessSes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 12 de
novembro de 1860.
Denlo Jos Lamenha Ling,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Ptrtira Lobo,
Coronel vogal secretario.interino.
Santa casa da misericordia do
Recife.
A junta administrativa da irmandade da sania
casa da misericordia do Recife manda fazer pu-
blico que no dia 14 do corrente, pelas 10 horas
da minhaa, na casa dos expostos, se far paga
meulo das mensalidades vencidas at SOdeTu-
nho do corrento anno, aquilas amas que forem
acompanhadas dos respectivos expostos.
Secretaria do sania casa de misericordia do Re
cife 9 de novembro de 1860.O escrivao,
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Santa Casa da Misericordia do
Recife.
A jimia administrativa da irmandade da Sania
Casa da Misericordia do Recife, manda fazer pu-
blico que no dia 22 do corrente, pelas 4 horas da
tarde, na sala de suas sessoes, rao praca as
rendas das casas abaixo declaradas, pelo lempo
que decorror do dia da orrematico al 30 de
junhodel863.
Bairro do Recife.
Ra do Pilar n. 71.
Bairro de Santo Antonio.
Ra Nova n. 55.
Dita do Padre Floriaoo n. 45.
Dita dos Fagundes n. 32.
Dita de Santa Thereza n. 4.
Dita da Roda n. 3.
Os pretendeoles devero comparecer
nhados de seus fiadores, ou munidos
desles, sera o que nao podero lancar.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do Re-
cite, 12 de novembro de 1860.
O escrivao,
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Pela adminislraeao do correio desla cidade
so faz publico que as malas que tem de conduzir
o vapor (Paran para os porlos do norte scro
fechadas hoje (16) s 2 horas da tardo.
acompa-
de cartas
THEATRO DE S. ISABEL.
C0.WAMII lARIfi* DE G. NUtlNiNGELl
Sabbado 17 de nriimbro
Primeira represenlarii0 da opera cm tres ateos de Beli
Principiar s 8 horas em ponto.
N. B. Os hillieos vendidos nos dias 7 e 10 do corrente mez tem valor nesla recita.
Avisos martimos.
Cear
P.-ilhabotn Santa Cruz,para carga p passagei-
ros traia-se com Caetano C. da C. M. & lrmiio,
ao lado do Corpo Santo n. 23.
lev
Ik
Pj
Paraliiba.
O veleiro e bem conhecido culer nacional
Fmmn segu para a Parahiba em poneos dias:
para alguna carga que Ihe falla o passageiros :
irata-se com Augusto Jos Ferreira & C, ra do
Obliga n. 2.
COMPANHIA BRASILEIRA
DF.
runns i tojme.
F.spora-sc dos porlos do nortate o dia 17 do
corrente o vapor Oyapock, comm-indante o ca-
p to tenenle Santa Barbara, o qual depois da
demora do coslume seguir para os porlos do
sol:
Recebem-se desde ji passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
vera ser embarcada no diadesua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo &
Alendes.
Porto por Lisboa.
Vai sabir para o Porto com escala por Lisboa
al o dia 25 do crtente mez o brigue portuguez
Promptidao II, forrado e encavilhado de cobre
de PRIMEIRA. MARCHA ECLASSE, por j ter
parto do seu carregamento; para o resto e passa-
{eiros, para os auaes tem excellentes commodos,
trata-se com Elias Jos dos Santos Andrade &-C.,
ra da Madre de Dos n. 32, ou com o capillo.
Maranhao e Para,
Segu com brevidade o bem conhecido hiate
lindo Paquete, capito Jacinlho Nunes da Costa
por ter parte de seu carregamento prompto ; para
o resto e passageiros, trala-se com os consigna-
tarios Almeida Gomes, Alves & C, no seu es-
criptorio. ra da Cruz n. 27.
O brigue portuguez Constante.' vai sahir
para Lisboa com a maior presteza por j ter par-
te da carga : quem no mesmo quizer carregar,
trate com o consignatario Thomaz de Aquino
Pooaeca, ou com o capillo o Sr. Carlos Augusto
dos Ri-is, na praca, ou na ra do Vigario u. 19,
primeiro andar.
PARA O ARACATY F. ASSI!'
san o hiate Sergipano: para carga, Irala-se com
Martius & Iranio.
Bahia.
LEILAO
Gommercial.
Sexta-feira 1G do corrate.
Antunes autorisado pelo Exm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do coromercio, a requerimanto dos depo-
sitarios da massa fallida de Siqucira & Pereira,
far leilo das fazendas e dividas pertencenies a
referida massa o qual ter lugar na loja da ra
do Crespo o. 7.
Principiar as 11 horas do dia.
LEILAO
DE
Um escravo.
Sabbado 17 do corrente.
Antunes autorisado peloSr. Dr. juiz de ausen-
tes a requerimento do lestameotero de Fernan-
do Subidlo, far leudo no dia cima designado
em seu armazem ra do Imperador n. 73, do es-
cravo Feliciano. Principiar as II horas.
Avisos diversos.
Aluga-se metade de um soto na
ra da Palma : a tratar nesta Typo-
graphia.
O secretario da irmandade de N.
S. do Terco convida a todos os seus chi-
ra irmSos para que se dignem compa-
recer a reuniao da mesa geral que tem
de liaver domingo 18 do corrente, pe-
las 11 horas da inanha no respectivo
consistorio, aim de se eleger o Sr. the-
soureiro, visto nao poder aceitar o mes-
mo cargo aqueile que por isso f ji lti-
mamente eleito, e bem assim alguns
oufros msanos que pelo mesmo motivo
pedem escusa. Da influencia dos ir-
maese que procede a felicidade e bom
rgimen da irmandade.
PTOIX pontfice e re
PEI.O SF.MIOR
D. Antonio de Macedo Costa,
Rispo eleito do Para.
Eloquente demonstracao do poder
temporal do Papa.
Vende seno bairro de Santo Antonio
as vrarias dos Srs. Guimaraes & Oli-
veira e Nogueira de Souza & C. ; e no
bairro do Reciena livraria do Sr. Jos
de Mello : preco 2$.
(MPANHI4 PEMAMBICANA
DE
Navegado costeira a vapor
O vapor Persinunga, commandanto Lobato,
segu viagem paraos porlos do sul de sua esca-
la no dia 20 do corrente, as 6 horas da tarde
Recebe carga para Macei at o dia 19 ao meio
dia.
O expediente na gerencia ser at 3 horas e
dppois de fechado nada mais se admiltir : es-
cnplorio no Forte do Mattos n. 1.
Para
Biode Janeiro,
O hiate Pitdade. recebe carga frote, e passa-
geiros : a tratar com Caetano C. da C. M & Ir-
jnjo, ao lado do Gorpo Santo n. 23.
Acarac porMunda.
O hiate '< Sobralenee, para carga e passageiros
trata-se com Caetano C. da C. M. & Irmo, ae
ledo Corpo 9anto n- 23.
A escuna nacional Carlota, segu em poneos
dios para a Rabia, tem parte de sua carga en-
gajada ; para o resto trata-se com o sen consig-
natario Francisco I.. O. Azevedo, na ra da Ma-
dre do Deus n. 12.
Para o Aracaly com es-
calas.
Sabe at o dia 24, a barcaca Aaria Amelia,
que j tem parte de sua carga prornpta ; para o
resto lrala-e com Prenlo Vianna i\ C.
Lisboa.
Vai sabir com muita brevidade a bem conhe-
cda
Barca Gratidao
para carga e passageiros, trata-se com os con-
signatarios Carvalho, Nogueira & C, na ruado
Vigario n. 0, primeiro andar, ou com o c.ipilo
Borges Pestaa.
Para o Gear
O veleiro o bem conhecido cter nacional Ent-
ina segu para o Ceara cora a carga que tiver a
bordo no dia 23 do corrento mez impreterivel-
mente : para carga e pnssageiros, trata-se com
Augusto Jos Ferreira & C, ra do Cabug n. 7-
Para o Aracaly
seguir brevemente o Iiiale Exhalacao : para
o restante da carga e passageiros, trata-se com
Gurgel Irmos, ra da Cadeia do Recife n. 28,
primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro,
Pretende seguir nesles oilo dias o veleiro e
bem conhecido patacho Beheribe, tem a seu
bordo metade de seu carregamento : para o res-
to que lhc falla, trata-so com os seus consigna-
tarios Azovedo & Mondes, no seu escriptorio ra
da Cruz n. 1.
com os senhores :
Bernardo Jos Corr* de S.
Joao Filippe dos Santos.
Manoel Leo de Castro.
Trajano Carneiro Leal.
Na travessa da ra das Criizes n. 2, pri-
meiro andar, tinge-se cora perfeicao para qual-
quer cor, o o mais baralo possivel.
ID
PJ
RiodeJaneiro.
O bem conhecido brigue nacional Damo,
de primeira marcha, pretende seguir com mili-
ta brevidade, tem parte de seu carregamento
prompto : para o resto quo lhe falta, trata-se
com os seus consgnatenos Azevedo & Mendes,
uo seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Leiloes.
LEILAO
DE
K07
Sexta-feira 1G do corrente.
Costa Carvalho far leilo em seu armazem na
ra Nova n. 65, de varias obras de marcineiria
Tambem
vender 1 cavallocom todos os andares.
Principiar as 11 horas.
Leildo
Segunda-feira 19 do corrente.
Evaristo autorisado por despacho do Exm. Sr.
Dr. juiz especial do commercio a requerimento
dos credores, far leilao da taberna da ra Di-
reita n. 93, pcrtencenle a Antonio da Cosa, no
mesmo dia cima as 10 horas em ponto.
F. VII.LEI.A, nmbrotypisla da augusta casa
imperial e estabelecido na ra do Cabug n. 18,
sobrado com entrada pelo pateo da matriz, con-
tinua a tirar retratos por ambrolypo, melayno-
lypo e ambrochromotypo. Este ultimo svstema
muilo apreciado hoje no Rio de Janeiro, o
mais perfeito ramo da arte photographica pois
rene ao desenlio do sol um especial trabalho a
oleo, que conservando fielmente at os mais de-
licados traaos, d ao retrato a qualidude de um
uadro a oleo.
MWMBMi BMgw mm^mm
H O Dr. Cosme de Sa' Peieira da' 9
(i, consultas medicas em seuescrip- ^
g torio.no bairro do Recife, tua
H da Cruz n. 55, todos os dias,me- S
|| nos nos domingos, desde as 6 tt
g horas ateas 10 da manliaa, so- g
ls breos seguintes pontos |g
m 1.- Molestias de olhos ;
2.' Molestias de coracao e de
g peito ;
H 3.' Molestias dos orgaos da ge-
^ racao e do anus ;
<** 4.- Praticara' toda e qualquer
operacao que julgar conve-
l nientepara o restabelecimen-
to dos seus doentes.
0 exame das pessoarqueo con-
sultarem sera' feito indistincta-
m mente, e na ordem de suas en-
H tradas.fazendoexcepcaoosdoen-
g tes de olhos, ou aquellos que por
H motivo justo obtiverem hora
M marcada para este fim.
No da 17 de novembro, pelas 11 horas da
a manha, em casa da residencia do Illm. Sr. Dr.
juiz municipal do termo deOlinda, se ha de arre-
matar om prac.a publica por quem maisder sobre
a avaliaco, os bens seguintes :
Tres partes em um sobrado de podr e cal, de
andar, volho e alguma cousa desconcertado, 'sito
na ra de S. Bento da mesma cidade de Olinda,
em chaos proprios, com 42 palmos de frente e 102
do fundo, com seu quintal, cacimba, janellas do
lado esquerdo, muito fresco e cora excellente vis-
la, e um terreno annexo ao nesmo lado esquer-
do, lodo murado, com 71 palmos de frente e 102
de fundo, que divide pelo sul com a casa terrea
da Santa Casa da Misericordia da referida cidade
de Olinda, e o muro de S. Bento. pelo norte com
o sobrado de D. Maria da Paixao e Mattos, pelo
nascente com trras de Manoel Antonio dos Pas-
sos e Silva, e pelo poente com a dita ra de S.
Bento. avaliado todo por 2:000$ rs.
Tres parles era urna esersva de naci, de nomo
Luiza, sadia. cora 35 annos de idade, avalisda toda
por 1:200 rs.
Nove cadeiras americanas, usadas, avalladas
por 9 rs.
Urna banca de Jacaranda, usada, avaliada por
Urna marqueza de amarello, usada, avaliada
por 45 rs.
Duas banquinhas usadas avalladas por 5g, po-
nhorados a D. Maria Margarida Carneiro da Cu-
nha, por execuco que lhe raove Manoel de Aze-
vedo Puntes.
Attenco.
Francisco Antonio Correia Cardoso faz sciente
as pessoas que leem encommendas de obras em
sua fabrica o fundico, sita na ra do Brum, bem
como a todas aquellas que ahi as queiram com-
prar, que o incendio que leve infelizmente lugar
na noito de 13 do corrente nSo o imposibilita
do continuar a servir bem aos seus numerosos
freguezes em suas encommendas, assegurando-
Ihas o melhor desemponho possivel cm suas
obras.
SORVETE.
r- Quem precisar de um.sacerdote para cele-
brar o santo sacrificio da missa em um engenho
perto desla praca, pode procurar na ra da Praia
O; 10.
Ao sorvete
ra das Cruzes n. 41.
= Precisa-se de urna ama para cozinharem
casa de pouca familia : na ra do Cabug, loja
n. II.
O bacharel Pedro Gaudiano do Ralise Silva
lem eslabelecido no escriptorio de advocacia. na
villa do Cabo, onde pode ser procurado todos os
das das 9 112 horas da manhaa s 3 112 da larde
Do hojo cm dianle haver sorvete ao meio-
dia e a noile em casa de Sodr & C, na ra Es-
trena do Rosario n 11.
Precisa-se de urna ama para engommar e
cosinnar: na ra Nova n. IK. Anda est por alugar-so o primeiro andar da
Na ra do Rangel n. 73 alugt-M carrocas irua Nova ^7, cora excellentes commodos e
para carregar trastes mas baralo do que m muil aceiaa"a Uala-se na ra da Crnz u. 45,
oulra parte. escriptorio.
Manoel de Azevedo Pontesvai a Macei.
Manoel Azovedo Ponles faz sciente a todos
os seus devedores em geral que tem por urna
procuracao autorisado o Sr. Joaquim Jos do
urna para receber dos mesmos senhores.
O abaixo assignado lem contratado com o Precisa -se de urna ama que coziuhe e compre :
Sr. Duarle Arthur do Macedo Jnior, por aluguel,' Da rua do Crespo n. 21.
pelo espaco de 3 mezes, o armazem n. 41 da rua Aluga-se no lugar da Torre, a margem do
do Imperador; so alguem tiver alguma reclama- Capibaribe, urna pequea casa inleiramento fres-
Aluga-se.
Ama
quo a fazer, queira dirigir-se a rua das Cruzes
u. 41, no prazo de 3 dias.
Manoel Teixeirade Miranda.
- Manoel Jos da Silva Oliveira comprou por
ordem do Sr. Jos Francisco da Lapa, da Escada,
z bilheles inteiros da ultima parte da primeira,
e primeira da segunda lotera do recolhimento'
deN. S do Bom-cousellio de Papacaca, de ns.
900 e 1987.
ca e umpa
mero 66.
a tratar na rua da Caixa d'Agua nu-
Edsiio llieorifo pralico.
O abaixo assignado,
naval licencionado pelo
MR&a
Precisa-se de urna ama para casa de familia,
que saiba cosinhare engommar: na rua larga do
Rosario n. 36, loja de miudezas.
COMPANHIA
DO
Sao convidados os
Di-
governo da provincia,
tem aborto em sua casa na rua do Nogueira n. 7,
; urna aula de pilotagem, e ensina arythmetica)
1 geometra, geograpliia e Irigonomctria plana
espherica para a mesma pilotagem.
Jos Elias Machado Freir.
Na rua da Cruz n. 50, armazem, exisle urna
caria para o Sr. vigario Camillo de Mendonca
Furlado.
No armazem n. 50 na rua da Cruz do Re-
cife, deseja-sc fallar com o Sr. Belizaro do Re-
g Barros a negocio de seu interesse.
GUARDA I.IVR0S.
I Pessoa habilitada exercer este cargo, pro-
poe-se a tomar conla de qualquer escriplura-
c.ao seja qual fr o estado em que se ache,
e por quelquer dos syslemas uzados combinados
com o prescripto no cdigo comrnorcial. Quem
propno precisar dirija-se para informacoes, rua da Im-
peralriz a. 12.
Liquidado na rua
reita n. 104.
Camisas francesas finas, duzia 17j> rs corles
de vestidos de seda brancos e muito finos a 40>
rs., ditos fantazia de padroes novos a 12$ rs.,
palitos prelos de pao a 15$ rs., cortes de casi-
mira preto a 4 rs.. ditos a 6J rs.. cassas ada-
mascadas de 20 varas para cortinas a 8 rs.,
alpaca prela muilo fina a 400. 600 e800 rs. o
covado, briro de linho mludinho a 400 rs. o co-
vado, pannos de mesa de meio de sala a la rs.,
chitas estreilas a 160 rs. o covado, panno fin
azul e caseraira prela de todas as qualidades por
baralo preco e outras fazendas para acabar, por
barato prego. Tambem vonde-se urna carteira
nova de amarello e banco, ludo novo,
para escriptorfl, por baralissimo preco.
Na rua da Cadeia do Recife n. 54, existe
urna carta para o Sr. Joo Paulo Ferreira.
Collegio de Bemfica.
Este estabelecimento precisa de um cozinhei-
ro e de urna ama governante.
O pholographo F. Yilella mudou o seu s-
labelecimento de retratos da rua Nova n, 18 para
a rua do Cabug n. 18, aonde continua
Jos Thomaz Alves do Almeida, chegado a
esta provincia no dia 15 de oulubro prximo pas-
sado. vndo do Rio Grande do Sul, relira-se para
Portugal.
Manoel Migneis, subdito porluguez, retira-
so para o Rio de Janeiro.
. Offereco-se urna mulher moca pora ama de
bom'lei.l"?1^^ "5 &BJUh%VWB B,?,.' ror ordem d0 Sr d*'or sao convidados lo-
oom teile : alraz do quartel de polica, na loja dos os socios
do sobrado de dous andares.
accionistas a
se reunsrem em sessao da assemblea flo-
ral ordinaria de conformidade com o
art. 19 dos estatutos no dia 16 do cor-
rente ao meio dia, no escriptorio da
companhia rua do Cabug' n. It, pri-
meiro andar, para tomarem conheci-
mento dos negocios da companhia no
semestre decorrido e decretarcm o pa-
gamento do 25- dividendo. Escripto-
rio da Companhia do Beberibe 12 de
de novembro de 1800.O secretario,
Manoel Gentil da Costa Alves.
Engomraa-se com perfeicao e aceio, por
preco commodo, e tambem tinge-se qualquer
roupa : na rua de Hortas, loja n. 72.
Aluga-se o segundo andar do so-
brado n. 15 da travessa do Veras na
professor de construccao Boa-Vista, muito fresco e com muilo
I bons commodos para familia : trata-se
I na rua da Cadeia armazem n. 50, das
| 9 horas da manhaa ato as \ da tarde.
a
Trevineso aos senhores galafates e barcaceiros
que no armazem naval n. 1, na rua do Vigario
lem venda ferros sortidos para calafates li 800
rs. cada um.
Na rua da Imperatiiz n. 18, ainda se dir
quem vende urna fabrica de velas de carnauba.
Rccreio Familiar.
Quem precisar de um homem de meia ida-
de, nascido em Portugal, para lomar conta de al-
gum estabelecimento por balanco, sendo taberna
jii oulro qualquer negocio por ter pratica, e dan-
do fiadora sua conducta, e islo uao adiando, se
*ujeia a ser criado de alguma casa particular, e
tambem ensina a f3zer o delicioso vinho do caj
com muita facilidade, pagando-lhe a receita, o!
qual garante juntamente licores, cenebra e agur-
dente do reino, concerta vinhos, a ludo se o (Te re-
ce c afianga, e tambem enlendo alguma cousa de
cozinho : a tratar no pateo do Carino, becco da '
Bomba, n. 5.
Manool Miguel, subdito portuguez, relira-
se para o Rio de Janeiro.
Vendo no Diario do hontem o annuncio de
Joaquim Goncalves de Albuqucrque Silva, an-
a comparecerem domingo, 18 do
correntp, s 4 horas da tarde, na sala das sesioes
da sociedade, para em sessao oxlraordinaria da
assemblea geral se tratar de objectos do inte-
resse da mesma sociedade.
Recito 15 de novembro de 1860.
G. I!, de Bastos.
1." secretario interino.
Vai a praca no dia 16 do corrente, dppois
i da audiencia do lllm. Sr. Dr. juiz de orphaos,
o escravo Amaro, perlencenle aos bens da finada
I). Maria Rusa d'Assumpcao, o qual se arrematar
, para pagamento de cusas e dividas da mesma
, (ioada.
Precisa-se de duas criadas para urna pe-
| quena familia ingleza, quo sirva para todo o
servno, paga-se bem e preferem-se escravas : a
Iralor na rua da Madre de Dos n. 7.
Aluga-se a casa da rua da Praia n. 44, oa-
ra armazem ou oulro
nunciaudo que hoje lem de ir a praca o moleque r."S'Z"B v 0ol0,qu^uer estabeleciraenlo
linda a audiencia do Dr. jui de orphaos. f'"do P?r?,^ n r rma0' "' lra" do l>a-
assignado j fez ver ao publico pelo le
Borba, rap
fino, meio-grosso e grosso. Ileposilo, rua fia Ca-
deia n. 17.
Os devedores do fallecido Marco-
uno deBorja Geraldes, queiram pagar
seus dbitos rjuanto antes na rua da
Cruz n. 4, do contrario proceder-se-hn
breve acobranca judicialmente.
Precisa-se de um caxeiro para taberna,
que ja tenha pratica : a tratar na travessa das
Cruzes n. 14.
Joao Ferreira, o Marcelino Vivis, subditos
porluguezes, retiram-se para lora do imperio.
Aluga-se urna escravo que cosinha o diario
de urna casa, fiel; quem precisar dirija-se a
rua dos Marlyrios casa n" 2 que acitara enm
quera tratar.
Arrenda-se um espacoso armazem proprio
para qualquer estabelecimento commercial na
rua estrena do Rosario n" 34 ; trala-se na rua
do l.vramenlo n. 26, T andar.
Precisa-se de um caixeiro que tenha pra-
tica de venda na rua da Aurora n. 54 dando fia-
dor a sua conducta.
Os obaixo assignados administradores da
massa dos bens do casal do finado Joao Tavares
Cordeiro. previnom a os devedores o do aito casal,
por dividas vencidas, que no caso de nao vireni
salda-las no praso de dous mees, do presente
annuncio, terao de ser accionadas, aim de ha-
ver-se os pagamentos referidos, visto romo o
praso marcado pelo lllm. Sr. Dr. juiz de orphaos
do termo desla cidade, para a liquidacSo do ac-
tivo epassivo do mesmo casal est concluindo-se
e poneos tem sido os devedores que tennam pro-
curado saldar suoscontas.
Recife, 12 do novembro de 1860.
Viuva lavares Cordeiro.
Jos Teiieira Raslos.
Juan Anglada Ilyjo.
Ilenrique Jos da Cunha.
Gratificase
Amaro
o abaixo
annuncio no Diario d 2 de outubro prximo pas-
sado, que esle escravo foi dado em parlilhas, o
que sobre cuja arrematagao se proteslou no dia
25 de selembro do corrente anno ; e de mais
accresce que sendo depositario particular desta
boranca o Silva, e tendo-se oblido do Dr. juiz
municipal da primeira vara remoco da mesma
heranca para oulro depositario particular, esqui-
vou-se o Silva de entregar o escravo Amaro, ao
que deu lugar de novamente a requerer-se para
que oex-deposilaio fizesse entrega do mesmo
Aviso.
tsy Manoel Francisco de Honorato, estudante
da faculdade de direilo, declara que,
contrado nesta cidade duas pessoas
nome, resolve assignar-se d'hora em diante Ma-
noel de Houoralo. Ifecife, 10 de novembro de
1860.
Car-
a quem der noticia de urna carhorrinha que, se
perdeu na rua do Sebo, ou na rua da Soledadc,
a qual indo em companhia de urna preta que
conduzia. largou-se a correr, e a prela no vio
a casa onde ella enlrou ; prela, cora os pese
9iasmaose por liaixo da cauda amarello, e como
por ter en- uma llslra branca no peito, e tem raca de cao ra-
cen igual 'eiro-c ainda nova : quem a levar" ao largo do
Santo Antonio ao Sr. Jorge alfaiate, receber a
gratificacao de 10$.
do decorrido mais de 6 dias
guem se chame a ignorancia se faz o presente
annuncio. Recife 15 do novembro de 1860.
Jos Rodrigue do Passo.
Innocencio Serfico de Assis
.. valho acha-se no exercicio de sua nro-
Amaro, o lendo-se por despacho qne respondes-. R..sn ,\a ~l.,,i ~j i
se o ex-deposilario! e sendo-lhe ontregue a pe- <,1SSd de advogado. Pde er procurado
ticao por um oflicial, at o dia 15 do corrente em seu escriptorio rua do Queimado n.
rt^^t^^^l^^l^l^ d^ 9 l^ras da manhaa as o da
nilift Col U6
Precisase alugar uma preta pt r-
feita engommadeira, prefere-seescrava:
O abaixo assignado participa ao respeitavel na rua da Cadeia n. 57.
corpo do commercio que deixou de ser caixeiro
dos Srs. Mamede & Marttns desde o dia 14 do
corrente. Recie 14 de novembro de 1860.
Francisco de Assis Ferreira d'Annunciaco
Ficou transferido para a audiencia de fioje
(15) do corrente do lllm. Sr. Dr. juiz de orphaos
a arremataco dos alugueres do sobrado n. 1 sito
no becco do Abreu, que faz quina para o becco
das Almas, no bairro do Recife, avaliado os mes-
mos alugtcres em 250J por anno.
Milita attenco
O Sr. Jos I.uiz Macedo Cavalcanti quei-
ra ter a bnndade do vir rua da Cadeia
do Recife n. 55, a tratar de negocio que
nao ignora.
Jo Antonio Rodrigues Canuto precisa sa-
ber o nome do dono da olaria Sabastopol por es-
la fo'ha.
Gabriel Seeira, subdito
se para o Rio de Janeiro.
hespanhol, relira-
Precisa-se alugar uma escrava que seja fiel
e diligente, para o servico do casa de familia : na
rua da Cruz n. 33, segundo andar.
Acham-se a venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bein conhecidas folhinhas impressas nesta
typographia
Folhinha de
e civil para o
parta ou KALENDARIO eeclesiasUco
bispado de Pernambuco........... 1G0 rs
Dita de algibera comeado alera do kalendario ecclesiaslico e civil,
explicarlo das festas mudaveis, noticia dos planetas,
Ubellas das mares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio:
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou uma collecco de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entrelenimento da mocidade. 320 rs.
Eslfio no pelo o almanak e outra folhinha contendo
todas as oracoes para assistir semana santa, etc. Com-
prando-se em porces se daro por prego mais commodo.
Calcado barato.
Manoel de Mesquila Cardoso retira-se para
as provincias do norte a iratar de negocios.
Aluga-se urna loja com armaco propria
para qualquer negocio : quem precisar, dirija-so
a rua do Queimado n. 53.
. Sexta-feira, 16 do corrente, depois da au-
diencia do Dr. juiz de orphaos do termo desla
cidade, tem de ser arrematada em hasta publica
a escrava Lourenr;a, cnoula, sadia, com 2- annos
e sabe fabricar charutos alem do outras poucas
habilidades, a qual perlence heranca deixada
pe.a finada Maria Francisca de Jess, e vai pra-
ca no valor de 1:200. a requerimento do Dr. cu-
rador geral e dos lutores dos orphaos herdeiros
ser.do que odia cima o da ultima pisca.
Vidros.
Chegaram os 13o desejados vidros para vidraca,
em caixa ; vieram tambem alguns vidros d
crystal. grandes, proprios para oratorios, labole-
tas, armarios, etc., etc., ou oulra qualquer obra
em que seja preciso empregar vidro de boa qua-
lidade e giossura : rua larga do Rosario n. 34
botica.
Aluga-se o primeiro andar da rua Nova n.
1 : !unLpE?tJ:ner.' .diL'?"s.e a ,0ia do mesmo.
A* ....??SSSv'tJIl0ja ab"Ca ^ c!1?ad0 na ,arS8 d0 Rosario D-12. em a honra
Siereodo leve-a Icml de llm! ,n*>"[? lf/?^',aT,,aB,ent2? Pulsos e dos mais afamados fabricantes da Europa como bem sejam': sola
Precisa-se alugar dous prelos. vindo de
casa s 6 horas e meia e vollando s 7 horas para
casa de seus senhores : na rua do Rangel n. 73.
Offerece-se uma seohora para urar orelhas
de meninos multo bem : dirija-se Fofa de Por-
ciuwa lumias nienies, o que presentemente nao encoouarao em outra qualquer fabrica aqui em
lernambucoeoulros muilosobjeclos tendentes a esta mesma arte que sena enfadonho menciona-los.
Aqu acnarao aquelles que presara a mao d'obra de um artista brasileiro, pelo zelo no seu traba-
lho, promptidao, delicadeza e seguranca. O aaounciante d-se por muilo satisfeito ao menos em
mostrar sua fazenda e fer a capacitar mais de perto a seus freguezes da veracidade do que acaba
de expor que so com vstase poder ter mais f, e i vista pois dos freguezes a sua fazenda er
07 -------" -ue Por cert0 nao deixarSo de dar o devido apreco encarregando-se o mesmo annunciante de sa.
3o. oi PortfauS S^' Usf,er 3 r,?itt!,Tel ?ub,0 sous re" qualquergencommenda quejlhe seTa fe" a coi
- Josfi Das, Portuguez, vai a Macei. malor promptldSo e pelo que c possivel encontrar-so ero um artista destro e zeloso.
I Ao commercio. 8
Urna pessoa com os conhedmentos pro-
$ cisos para exercer o cargo de guarda-li- *
vros, se encarrega do escripturar os livros
$ de qualquer casa commercial, quer seja fi
^ por partidas dobradas ou simples e bem S
^ assim de oulros quaesquer irabalhos que aS
$ digam respeito a sua profissao: quem S
9 precisar do seu preslimo dirija-se a rua fe
do Imperador n. 6. anllga do Collegio. S,
Aos pais de familia.
O bcharel formado Americo Fernandes Trigo
de Loureiro lem aberto um curso de algumas
materias preparatorias para a Faculdade de Di-
reito, na casa do sua residencia, rua da Saudade,
esquina do lado direito, das 9 horas da manhaa
ao meio dia ; e propoe-se igualmente a tomar li-
ces d.ismesroas materias por casas particularc-
e collegios. das 4 s 8 horas da tarde, promet-
iendo a seus alumnos vantajoso aproveilamento
do seu methodo de ensino, por ter para isso ra-
zes fundadas na experiencia de dous annos o
altestadas por pessoas fidedignas, cojos lilh'os
leem sido por elle leccionados : quem de seos
servico.? se quizer aproveitar, dirija-se a mesma
casa, s mesmas horas da manhaa. As mentali-
dades sao as seguintes, pagas adianladas.
Em sua casa.
Cada materia .... 5000.
Em casas particulares.
Cada materia .... 10*000.
Duas materias t 1SJO00.
Em collegios, conforme oe convencionar, fixas,
ou prorata ; lices diarias, excepto os domingo,
di^as santos, e qulnlas-feiras das semanas em qu
nao houver algum dia santo.
O Dr. Manoel Horeira Guerra contioua a
prestar-se aos senhores estudanles da faculda-
de de direito como explieador para a oc-
casio do seu estado aos pontos para os actos
pode ser encontrado na rua da Matriz da Boa-
vista d. 24, pela manhaa at as 10 horas, e a
tarde, das 4 cm dianle.



DIARIO DE PERNAMBCO. SEXTA FEIRA 16 DE NOVEMBRO DE 1860.
A quem convier.
Um empregado publico, pai de familia ; bera
condecido, e qUe otterecc as necossarias garan-
tas, pedido de ilguns amigos, se prope e re-
ceber emsua casa, do Io de Janeiro em diante,
e agora mesrno durante as ferias, alguna estu-
dales do preparatorios para a faculdade de d-
reito, nao tendo seus pais ou correspondentes o
menor cuidado com ellos tal respeito.
Urna cos commoda, boro tratamento constan-
te solicitudc para a sua applicaco, para que le-
nham bom resultado nosexnmes;e finalmente
urna gratiflcacao a mais mdica e razoavel: taes
sao as ranlageos que encontrarn. Aquelles,
pois, quem tal offerecimento interessar, fcarao
satisfeilos, se se informarem dos Illms. Srs. com-
raondador Manuel Figueira da Faria, major An-
tunes, Agostinho E. Pina, Drs. Sabino e l.uiz Fe-
lippe de Souza Leao, senhor do engonho S. Igna-
cio ; devendo dirigir suas carias ao primeiro des-
tes senhores na praca da Independencia, para
que sejam procurados pessoalmente : ondo de-
terminarem.
agencia dos fabricantes amerlca-
nos Grouver & llala-r,
Machinas de coser: em casade SamuelP.
hoiston & ra da Senzala Nova n. 52
Preparara-se bandejas enteitadas cora di-
versos modelos de bolinhos dos mais perfeilos
que ha era nosso mercado, para bailes, casamen-
to, festas de igrejas e solemnisar as formaturas
dos senhores acadmicos; ludo da forma que
forero as encoramoudos: diripm-se a ra da Pe-
ona d. 25.
Por certo.
O Sr. Jos Antonio Rodrigues Canuto (Cazuqu)
queira ira abrir Sebaslopool pagar os malcriaes
que devo ha mais de 2 annos.
oniPiivnii
ALUANCE,
stabeecida m Londres
Mrjfi) si mu.
CAPITAL
Cinco mVWioes de Utoas
stevVwivs.
Saunders Brothers A C. tm a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
ca*as, e a quem mais convier, que esto p'.ena-
m.'nleautorisados pela dita companhia para ef-
fncluar seguros sobro edificios de lijlo e pedra,
cnbertos de lolha, e igualmente sobre osobjectos
que contiverem os mesmos edificios, quer con-
sista era mobilia ou em fazendas de qualquer
qualidade.
VTT rTTYTTTTTTTTTTTTTTlTTTT<>
I DENTISTA FRANCEZ. 3
^ Paula Gaignoux, dentista, ra das La- ~
'*? rangoiras 15. Na niesma casa tem agua <
*? p denlifico. *J
X i i 11 i. Ali.i.1 LJLX.X .X.X i. JlJlXXX^^
LOTERA
DA
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das loteras mauda declarar
que em quanlo subsistir o plano que actualmente
est em vigor correrao todos os sabbados as lo-
lorias que tem de screilrahidas, hora como que
se acham expostos a venda os bilheles da ultima
parle da primeira e priroeira da segunda loloria
do recolhiraenlo de N. S. do Bom Conselho de
Papacara, cujas rodas devero andar impreleri-
velraente no da 17 do corrente.
Thesouraria das loteras 10 de noverabro de
1860.O escrivo, J. M. da Cruz.
Na na Nova,n. 7, deseja-se fallar com os
Srs. Jos dos Sanios Moreira e Francisco de Oli-
veira Jnior.
Buhar do commercio.
Bairro do Recife.
Ra do Torres 12.
F.sle esiabelecimento estar aberlo lodos os
dias das 9 horas da manhaa em dianle.
Camino Negnein k C.
Mean para Lisboa e Torio : na ra do Vigaro n.
9, primeiro andar.
Precisa-so de urna senhora dora as habilta-
coes necessarias, que se queira encarregar da
educarlo de meninas no engenho Tentugal da
freguezia de Barreiros : a tratar na ra da Moeda
n. 3, segundo andar.
Aluga-se urna encllenlo casa sita na povoa-
rjo do Munleiro, com bastaoles commodos para
grande familia, na qual tem cocheira o estribara
para cavallos ; a tratar cora Manoel Alves Cupr-
ra, na ra do Trapiche n. 14, primeiro andar.
Kalkmann limaos & G. avisara ao
respeitavel corpo do commercio que
foram Horneados agentes nesta praca das
companlitas de seguros martimos de
Jlauburgo.
Ensillo de msica.
OITerece-separa leccionar o solfpjo,romo la ra-
bera a tocar varios instrumentos; dando as li-
ces das7 horass 9 Ii2da noilera tratar oa ra
da Roda o. 50.
Precisa-ge alugar urna preta que
sirva para vender na ra : nesta typo-
graphia se dir'.
Muiti se deseja fallar com os senhores abal-
lo declarados, na ruado Queimado n. 39, loja.
Antonio Jos de Aniorim.
Antonio Francisco da Silva.
Manoel Jos Milete Meiriz.
Joaquim Jos Botelho.
Alugam-se dous andares do sobrado da ra
da Cadeia n. 24. tendo commodos para grande
familia : a tratar oa loja domesmo.
Hotel Sebastopol
Ra do Imperador n. 10.
Neste novo esiabelecimento haver de hoje era
dianle o bello sorvete, das 6 s 10 horas da noite,
tambera faroece-se comida para fra por preco
commodo.
Precisa-se de urna ama para cozinhar em
casa da pouca familia, podendo ir dormir em sua
casa: no Recite, ra da Cruz n. 31, segundo
andar.
Roga-se ao Sr. acad-
mico Joo Jos de Moura Ma-
galhes, queira apparecer
estatypographia, aim de se
lhe fallar acerca da obra que
mandou imprimir, visto nao
se poder saber qual a sua mo-
rada.
V8MBQ& Sil
CASA DE
m
NO
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,...........
30 canoas paraos ditos banhos tomadosem qualquer tempo......
15 Di,s dito dito dito .;....
7 ...:..
Banhosivulsos, aromticos, salgados esulphurososaospregos annunciados.
Estaredueeao de presos facilitar ao respeitavel publico ogozo das vantagens que resultara
da frequenciadeum esiabelecimento de urna utidadeincontestavel.mas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, anda pouco conhecida e apreciada:
109000
159000
89000
4*000
EAU EVIINER
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22
Remedio infallivel contra as agnorrhas antigs e rcenles.
Uoico deposjJo na botica franceza, ra da Cruz n. 22.
Preco do frasco 3)000.
TABAC
Deposito das manufacturas Vmncraes i\eranca.
Esteexeelenio fumo adiase depositado, diretamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
GAMBOA D0CARMO, o qual se vende por mseos de 2 heciogramos a 19000 c cm porcaode
10 mseos para cima com descomo de 25 porcenlo ; no mesmo estabelocimento acha-se tambero
ovordadeiro papel de linho para cigarros.
Estando a confeccionar-se o almanak
civil, administrativo, commercial, agr-
cola e industrial da provincia, roga-se
aos Srs. que tem de ser nelle incluidos
de mandarem suas declaracoes de mo-
radia e estabelecimentos a' livraria n.
6 e 8 da prac,a da Independencia e o
mesmo se pede aos Srs. de engenho e
rende i ros.
I Dentista de Pars. I
jg 15Ra Nova15 i
w FredericoGautier, cirurgio dentista,
jy, jaz lodas as operacoe da suaarlee col-*
fg locadentes artificies, ludo com o upe-JS
noridado o perfeico queas pessoasen-JS
tendidas lhe reconhecem. qj>
Temagua e pos dentifricios etc. ?r
- Precisa se alugar um primeiro andar ou um
soDrado de um andar, que seu aluguel nao exee-
aa ue^oSaOS mensaes, sendo no hairro do S.
Jost ; a tratar na ra dos Pescadores ns. 1 e 3.
Urgencia.
Medanle as mais solidas garantas, e offere-
cendo-seem hvpolheca diversas casas terreas
sitas nesta cidade. precisa-se com loda o urgen-'
cia da quanlia de 8:000 a juros pelo tempo que
se convencionar : a pessoa a quem inleressar,
queira declarar por este jornal para ser procu-
rada. "
Inglez.
Precisa-se de urna pessoa bastante habilitada
' para ensidar a urna pessoa a fallar e escrever per-
| feiamenle a iingua ingleza ; a tratar na fund-
! sao do Sr. Slarr,
Fornece-se comida para fra.
Na ra das Cinco Pontas n. 130 faz-so comida
para fura com todo aceio e limpeza por ser casa
de familia, ludo por proco muilo commodo :
quem precisar, dirija-se a dila casa, que achara
com quem tratar, a qualquer hora.
C ompras.
Compra-se um foles do foliar formigas que
esleja em bom estado ; na ra da Caixa d'Agua
numero 66.
Precisa-so comprar urna casa terrea na
Boa-vista: quem quizer vender, dirija-se a ra
Velha, em casa do coronel Feliciano, que acha-
re com quem tratar.
I.IMIAS OF. 00 e 65 PALMOS.
Precisa-se comprar duas linhas de 60 e 65 pal-
mos de comprimenlo : quem ttver, dirija-se a
ra da Cadeia do Recife, sobrado n. 6i, no se-
gundo andar.
Compra-se urna casa terrea em Santo Anto-
nio ou na Boa-Visla, nao sendo muilo grande,
que icnlia 2 quarlos, cozinha, quintal ecacimb,
fhaos proprios; quem a tiver, dirija-se ra do
Livramento, loja de calcado n. 33, que achara
com quem Iralar.
Vendas.
<*>
'9A
VI*
j2
Ai
>?A
Sila em Santo Amaro.
Este estabelecimentocontinua dehaixo da administracao dos pro-
pnetarios a receber doentes de qualquer natureza ou cathegoria que
seja. '
O zelo e cuidado alli empregados para oprompto restabelecimen-
to dos doentese'geralmente conhecido.
Quem se quizer utilisai pode dirigir-se as casas dos proprietai ios
ambos moradores na ra Nova, ou entender-secom o regente no esta-
tabelecimento. '
- -
M
S;
Reforma de procos.
Escravos.
Marujos e criados, .
Primeira classe 3$ e.
As operac/ies serao previamente ajustadas.
20OO
2,s00
3*500
APPROYACiO E AlT08ISA(liO
DA
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
MUI6I
3Ra estreila do Rosario-3
Francisco Pinto Ozorio continua a col- ?fj
locar denles artificies lano por meio n
de molas corno pea pressao do ar, no ^
recebe paga alguma sem que as obras S
|g nao fiquem a vontade de seus donos, W.
Mtem pozes e outras preparacoes as mais
acrediladas para conseracao da bocea 91
Precisa-se alugar urna escrava para todo o
servico do urna casa de pouca familia : na praca
da Independencia n. 38.
Empreza da llu-
minaco a gaz. ,
Constando empreza da illuminacao a gaz que
algumas pessoaslcm mandado augaicnlar ou col-
lucar novos bicos e encanamcnlos em 8M casas
por macliinislas (alis avenlureiros) que nao sao
empregados seus. c com apparclhos nao forneci-
dos por ella, tem resolvido, para acabar com es-
le^ibuso, por em rigorosa pralica o artigo 7o do
seu regulamento, o qual do Iheor seguinte :
o No cscriplorio da empreza coneerla-se e res-
ponde-sc pela cfficacia dos apparclhos alli ven-
didos; porm de maneira alguma se cncurrega
de collocar, concertar, responsabilisar-sc ou sup-
prr gaz pelos apparclhos olheios.
V. visto que sendo a empreza, lano pelo seu
conlralo como pelo regulamento do goveruo res-
ponsavel pelos dainos esinistros occorridosno
servico e fornecimento do gaz aos parlicularcs,
essa responsabilidade nao poderla existir, desde
que o material nao fosse fornecido por ella, ea
:collocacao nao fosse feila por operarios de sua
confianca
Assim a mesma empreza previne aos senhores
consummidores que d'ora avante um minucioso
exame ser tnmensalniente eilo por um de seus
macliinislas, e adiando osle opparelhos ou qual-
quer objectos que nao lenham sido fornecidos
pela empreza, mandar esla immedialameiile
cortar o gaz.
Porta rito para evitar duvidas e reelamaces pe-
de-se aquelles senhores que quizerem qualquer
alteracn na illuminacao de suas c^sas, queiram
por escripto dar as suas ordens, em um livro pa-
ra esse lim guardado no armazem da ra do Im-
perador n. onde podero dirigir-se, sem o que
nao serao allondidos.
Recife. 30 do outubrojJe 1860.
Rastran, Rooker & c.
Aluga-se urna casa construida do novo cora
commodos para grande familia, cita ao lado di-
leilo antes de chegar ao Cachang, quem a pre-
tender dirija-se oo mesmo lugar cada da padaria
que achara com quem tratar, promettendo-se
alugar por menos do quo outra qualquer.
Sebaslio Goncalves, subdito cataln, reti-
ra-sc para o Rio de Janeiro.
Precisa-se de urna ama de kilo no paleo
do Terco u. 26.
Aluga-se urna casa na Passagem da Magda-
lena com escolenles commodos para umi gran-
de familia, com oplimo banho no fundo junto da
ponte grande : as pessoas que pMtendcrem d-
tijam-se a ra Direila n. 3.
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPTICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS MED1CINAES sao muilo conhecidas no Rio de Janeiro e em lodas as nrnvinri,.!
deste imperio ha mais de 22 annos, c sao afamadas, pelas boas curas que se tem oblido naa r-nfer
manas abaixo escripias, o que se prova com innmeros allestados que cxislem de dasmmb Van."
zeso de dislinccoes. pessoas capa-
Com estas Chapas-electro-macnf.ticas-epispastic.as oblem-se urna cura radical e infallivel
em todos os casos de inQammaro [cansaco ou falla de respirando), sejam internas ou externa
como do figado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, peito, palpitacao de coraco, eareanta olhns
erysipelas, rheumatismo, paralysia e todas as alTecces, nervosas, ele, etc. Igualmente Dar 2
dilTerenles especies de tumores, como lobinhos, escrfulas etc.. seja qual for o seu tamonho e ore-
fundeza, por meio da suppuragao serao radicalmente extirpados, sendo o seu uso acouaelhado nnr
habis e distinctns facultativos. au'' *lor
As encomraendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado rio
fazer as necessarias explicaces. se as chapas so para hornero, senhora ou crianca derlarandn .
molestia em que parle do corpo existe, se na cabera, pescoco, braco, coxa, perna n oo Z!
do corpo. declarando a circumferencia : e sendo inchacoes, 'feridas ou ulceras, o molde' dn li
manho era umpedagode ppele a declara5ao onde exislem, aDm de que as chapas nossam ser
bem applicadas no seu lugar. ?. fso"' er
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do B rasil-
As chapas serao acompanhadas das competentesexolicacoeso tambem de todos os accen
nos para acollocagao dellas. u auesso-
Consultas todas as pessoas que a dignarem honrar cora a sua confianca, em s escrintorio
que se achara aberto todos os dia3. sem excepcao, das 9 horas da manha la 2 da ta tstnpiono'
||9 Ra do Parto ||!)
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
ATTE^IO.
I Nos dias 15, 16 el7 deste correnle mez vai
praca o sobrado da ra de S. Bento, em Olnda,
sobre qual refere-so o annuncio que corre neste
Diario ha muitos dias.
Aluga-se um grande armazem'na ra da
Cruz, teudo sabida para a ra dos Tanoeiros; a
tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
Precisa-se alugar um escravo para traba-
fhar em armazem de assucar : quem o tiver po-
de dirigir-se ra de Apollo d. 47.
Est para alugar o terceiro andar da casa
n. 30 na ra da Cruz: a Iralar na mesma casa.
De ordem do Illm. Sr- Dr. juiz municipal
da 2'' vara, e a requerlmento do respectivo tes-
lamenteiro e mais interessados, tem de ser ven-
dida a loja e dividas activas do finado Antonio
Irancisco Tereira, no dia 17 do corrente s 11
horas da manhaa, em casa da residenaia do
mesmo finado, ra do Imperador n. segundo
andar ; servindo do base a primeira proposta j
oHerecida, sendo as fazendas pelo balanco, como
tambera armacao e encanamento do gaz, e as
dividas com 60 0|0 de abate.
As novas propostas senio apresentadas em
caria feichada, na qual se declarem os fiadores
e se offerece o ultimo preco e cora a assignaturas
dos mesmos fiadores.
Ser entregue dila loja o dividas a quem em
ditas cartas offerecer maior vanlagem em rela-
cao ao preco, praso e fiadores.
Pelo quo, sao convidados todos os credores e
mais interessados comparecerem em dito dia
e hora, no lugar cima designado, afim de esco-
Inerem as firmas que melhor lhcs garaDtam o
seu direilo, sendo os ausentes considerados co-
mo adherindo a concordata.
Na ra da Gloria n. 94, ho urna carta de in-
leresse do Sr. Dr. Francisco Joo Carneiro da
Cunha para lhe ser entregue.
~" oberl Lightbourne, Inglez, vai a Bahia.
No botequira da ra larga do Rosario n. 25,
precisa-se alugar um preto para conduzir comi-
das para fra.
Jos da Silva Mendonca Vianna retira-se
para Portugal para tratar de "sua saude.
Macas e peras
de todas as finalidades que existem em Portugal,
lano em porcfio como a rctallio, sem leraile de
preco : vende-se nicamente no armazem Pro- i
gresso do Duarle & Irmo, no largo da Penha '
numero 8.
Calcado de Hellis
Na loja do Arantes vendem-se a dinheiro
visla borzeguins do Mellis de cordavo, bezerro
verniz, e pellica a 13, sapalcs de bezerro, dito
de cordnvao a 8j.
Vendc-sc a leja do calcado francez, muilo
afregnezada e bem sortida, com algumas vanta-
gens, por seu dono ter de relirar-se para fra da
provincia ; a tratar na ra Nova n. 1.
Vende-sc urna mobilia de Jacaranda em
muilo bom eslado, constando de 12 cadeiras, 1 !
sof, 2 cousolos, 1 mesa redonda, outroca-se!
por urna de amarello ; na ra da Taima n. 19.
Fareloa4#500,emilhoa
H rs.
Na taberna ea estrella no largo do paraizo nu-
mero 14.
Para Macei e S. Miguel dos
Campos.
A barcaca Douradinha recebe carga para os
portos cima ; est atracada escadiuha.
Vende-se
um escravo de mcia idade, bastante robusto para
todo servico, e tem tudo quanlo de habildade,
assim como forneiro, candor, camarueiro e ca-
nceiro : na ra do Queimado, loja n. 69.
Rival sem segundo.
Na loja de miudezas da ra do Queimado n.
oo, defronte do sobrado novo ha para vender
pelos diminuios precos os seguintes artigos :
Duzia de saboneles muito finos a 600 rs.
Cartes de clcheles com duas ordens a 20 rs.
Caixas de clcheles balidos a 60 rs.
Duzia de mcias cruas para homem a 3J.
Dila de dilas para senhora a 35500.
Pares de meias para senhora a 300 rs
Latas com banha muito fina a 500 rs.
lscas para acender charutos, caixa a 60 rs.
Phosphoros em caixa de folha a 120 rs.
Carlas de alfinetes muilo finos a 100 rs.
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Pares de sapalos de tranca dealgodo a 1$.
Frascos de macnss perofa a 200 rs.
Ditos de dito oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garfos, cabo prelo, a 3#.
Tares de sapatos delaa para meninos a 200 rs.
Ditos de luvas de cor fio de Escocia a 320.
HaMOS de grampas muilo finas a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouras muilo linas para coslura a 500 rs.
Dilas dilas para unhas a 500 rs.
Pecas de franja de las com 10 varas a 800 rs.
Dilas de tranca com 10 varas a 320.
Linha Tedro V, carfo com 200 jardas a CO rs.
Dila com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muilo finas a 200 rs.
Cordao imperial lino c grosso a 40 rs.
Oleo de babosa muito fino (frasco! 400 rs.
Filinhas estreitas para cufeilar vestidos a 800
rs. a peca.
Labyrinihos de muito bonitos costos por lodo
o preco.
Cordes para enGar esparlilho muilo grandes
a 100 rs.
Dito para dito pequeos a 80 rs.
Pecas de tranca de linho com 10 varas a 200 rs.
Dilas de franja de seda prela com 10 varas a
1J400.
Vara de dita a 160 rs.
Pares de meias de cores para meninos a 160.
Caixas para rap muito finas a 1J.
Linha para marcar (caixa de 16 nvelos) a 320.
Na ra Direita
n. 55, loja de tres portas, de
Joaquim Jos Ribeiro de
Oliveira & C., vendem-se
fazendas e roupas feitas por
menos de seu valor.
Paletols sobrecasacosdecasemira prela de cor-
dao rauto fina pelo diminuto preco do 20.
Ditos sobrecasacos de casemira do cores forra-
dos de seda por 18g.
Ditos sobrecasacos do gorguro do seda prelos
o de cores a 18$.
Ditos sobrecasacos de panno preto muito bem
forrados a 12#.
Ditos saceos de pauno prelo muito finos forra-
dos de seda a 18*.
Ditos saceos de panno preto a 8jJ.
Ditos sobrecasacos de alpaca preta a 5500.
Ditos saceos do alpaca preta a 3500.
Ditos ditos de ganga decores a 3$.
Calcas do casemiras de cores Dnas a 6S500
Ditas de ditas inglesas a 7J>.
Djts8 de rueia casemira a 3,
Ditas de ganga de cores a 2#.
Ditas brancas de linho asselinado a 3*500.
Chitas francezas miudas muito finas a 240, 270
e 280 rs.
Camisas francezas pintadas e brancas muilo fi-
nas a 2$.
Ceroulas francetas finas a 1*600 e 1J700.
Cortes de cambraia de seda a 5*.
Ditos de dita com barra de salpiquinhos a 4*600
La de quadros para vestidos, covado a 440 rs.
Cortes de riscado francez com 13 Ii2 covados
a 2*200.
Chapeos de sol de leda para senhora a 2*.
Ditos de dito para homem a 6*800.
Cortes de meia casemira a 2*.
e muias outras fazendas por diminuto preco
que se far patente aos compradores. '
Vende-se e tambem alu-
ga-se
urna escrava muito moca e bastante sadia, a <,ual
deu luz urna cria que falleceu. e acha-se h0je
as circunstancias de servir para ama deleite
por ter abundancia delle. e de boa qualidade '
rata-se na loja de Maia Irmaoa ao arco de San-
to Antonio,
Novas pecliincbas.
Cassa Una franceza o covado a 240 rs., chitas
a 240, 220 a 200 rs.: na ra do Queimado n. 44.
- Vende-se urna linda vacca turina
panda de primeira barriga com um
ormozissimo bezerro de raca pura :
quem pretender dirija-se a esta ivpo-
grapfna.
Carro.
Vende-se um excellente carro todo envidraca-
do, com urna boa parelha de cavallos, por preco
commodo. i prazo ou vista : na ra larga do
Hosano n. 24, loja de ouro, se dir quem tem.
Pechincha
Defronte da igreja da Concoi-
caodos Militares.
Na leja n. 42 da ra Nora lorram-se fazenda
por precos muilo baratos, como sejam :
Chitas francezas largas o finas de excellenles
padiocs, claros e escuros a 220, 240, 260 e 280
rs. o covado, di^as hamburguezas o melhor pos-
sivel a 320 o covado, organdys de ricos e vara-
dos gostos a 720 a vara, cambraia de salpico*
brancos e de cores com 4 palmos do largura a
4*o00 a peca, dila tapada muito fina com 10 va-
ras a 4800 a 6*. chales de merino liso muilo
linos a 1*400, ailos muilo ricos estampados a 7*
2L'0* naPoh-lanos, fazenda inleiramei.te nova a
fjDOO, ditos escocezes ponta redonda a 13* cada
um, e outras multas fazendas de goslo e qualida-
de, que se vender a vontade dos senhores com-
pradores, e de todas dar-se-ho amostras com
penhor.
Vcndem-so saceos com farelo de Lisboa
chegado ulhmamcnle : na travessa da Madre d
Dos n. 15.
IA loja de (muanles
k Villar.
3| Ruado Crespo n. 17.
Receberam riquissimos corles de seda de cores de 2 saisa o prelos bordados a 3L?
, velludo, como vestidos de seda rxos &
JH bordados a velludo proprios para senho- 3lf
g, ras uvas, manteletes de seda comoridas *;
m e outras bordadas com 2 bicos largos, ri- ||
X quissimas chapelinas do palba de Italia K
jj| e de sedas brancos e de cores para se-
g nhoras, corles de cambraia brancos bor- S
3C paitos a 25*, sabidas de baile ou capas M
bordadas o melhor possivel e outras la- *>
?S zondas do ullmo goslo. :
Relogios dos memores fabri-
cantes, recebidos em d-
reitura.
Vendem-se relogios de ouro patentes ingieres
e suissos, lanto do ouro como de prala foleados
e dourados patentes orsontaes, de modnllosos
mais bonitos: na casa de Joao da Silva Faria.
ra da Cru n. 30.
A 3:500
O sacco de milho
de alqueire : no largo da Assembla, armazem
de Antuncs Guimaraes & C.
Em casa de Joo da Silva Fa-
ria na ra da Cruz n. 30,
vende-se o seguinte :
Vioho branco Bordeaux engarrafado.
Dito linio dito dito.
Dito dilo dilo em barris
Absintho engarrafado.
Kirsch dito.
Licores dito.
Cognac dilo e em barris.
Ervilhas em latas.
Frascos de frutas em calda e em agurdenle.
Ditos de conservas em vinagre.
Ameixas em fiascos c latas.
Calcado Mellis.g
*6 Vende-se na ra do Crespo n. 17, cal- fti
i* cado Mellis ltimamente chegado de
Coke (carvo.)
ou combustivol para cozinhas, caldeiras, etc.
muito econmico paza as casas particulares': ven-
de-se na fabrica do gaz em porces de um quin-
tal para cima a 1* o uuinlal.
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da vellia
e nova safra a pi eco de 9$ : no anti^o
deposito do largo da Assembla n. 9.
Ruada Senzala antigo depo-
sito do gelo.
Vendeni se bairicas com macaes de
muito boa qualidade vindas no gelo a
6 a barrica, assim como o gelo a 4 a
arroba, o deposito estar' aberto todos
os das das 9 horas da manhaa as 5 da
tarde.
Calcados baratos, na loja
do Arantes, Praca da
Independencia ns. 13 e
15.
Calcados para homem.
Borseguins elsticos gaspeados verniz. a 7*000
Borseguios elsticos gaspeados bezerro
sendo sola patente.................. $ 7*000
Botins de bezerro francez.............. 5|OO0
Sapatoes de couro de lustre............ 3600O
Sapales para menino................. 2S0OO
Sapatos de tranca...................... l<28()
Sapatos de couro de lustro e entrada
c bai"":.........y\................. 4*000
Zapatos de couro do lustro e entrada
baixa para baile...................... 3jjO0O
Calcados para senhora.
Borsiguins elsticos gaspeados de ver-
niz com salto e fazenda de cores.... a 4*000
Sapalos de couro de lustro............ IfOOO
Sapalos de marroquim................. IjOOO
Sapatos de duraque.................. fiOO
Vende-se oulros muitos calgados baratos com
dnhoiro vista.
Cera e sebo.
Vende-se cera de carnauba a 9* a arroba, sebo
nSdn'SnP0rl0,' em. Caixes e em b
iu* e io5O0, velas de composicao simples a
US : na ra da Cruz, armazem n. 33.
m excellente ne-
gocio.
Vende-se a dinheiro ou permuta-se por casas.
Os carros fnebres e todos os mais perleoces, in-
clusive 6 excellenles cavallos da cocheira do pa-
teo do Paraizo n. 10, faz-se este negocio, por
seu dono ter de fazer urna viagem : a Iralar no
mesma esiabelecimento.


to
DIARIO DE PERHAMBCO. SEXTA FEIRA 16 DE NQVEMBRO DE 1860.
13Kua Direita -- 45
ESCOLHIDO S0UTIMEXT0
DE
FUNDICAO D AURORA.
Seus proprielarios offerecem aseus numerosos freguezes e ao pubbico em geral, toda e qual-
quer obra manufaturada em seu reconhecido estabelicimento a saber: machinas de vapor de lodos
os taraanhos, rodas d'agua para engenlos, todas de ferro ou para cubos de madeira, raoendas e
| meias raoendas, tachas de ferro batido e fundido de lodos os tamaitos, guindastes, guinchos e
bombas, rodas, rodetes aguilhoes e boceas para foraalha, maehinaspara amassar mandioca e para
(descarocar algodo. prendas para mandioca e oleo de ricini, portos gradara, columnas e moi-
Aproximando-se o lempo festivo, e sendo in- nhoa de vento, arados, cultivadores, pontea, cadeiras e tanques, boias, alvorengas, botes e todas
disponsavol que as lindas e amaveis filhas da ; as obras de maehinismo. Eseeuta-se qualquer obra seja qual for sua natureza pelos desenos ou
TaSa^V^ P" ?' forem apresentados. Reo.bem-se encommendas neste estabeleciraen lo na
o pequenlnos ps; atlendendo tambem a que i rua doBrum n f8A e na na do Lollegio hoja dolmperador n. 65 moradiado caxeiro do es-
iioa crinolina empavesada nao pode estar de labelecimento Jos Joaquim da Costa Pereira, com quom os pretendentes se podem entender para
acord com urna botina acalcanhada ou desco-
la, assim como uin cavalheiro de caira balao,
un mu borzeguim estragado, far urna triste
figura vis-a-vis de urna bella; considerares lao
acertadas actuaran) nocspiriio do proprietario do
(stabelccimcnto, j to conhecido pela modici-
dx dos precos do seu calcado, para rcduzi-los
riada mais", munindo-se do um abundante sor-
limenloe sera defeito, que apresenta aos seus
benignos freguezes (moeda em punho) polos
l)reeo3 abaiso:
Senhoras
Boiv.egnins 02 a 59. 4,>*800
Ditos ditos. ...... 4#500
Ditos ditos.......4#000
Meninas
Rntzeguins 20 a 51
Ditos-2.' a 28. .
Ditos 18 a 21. .
Homero
Di
D
r^800
r.^oo
qualquer obra.
para
DE
SAL6)ECfiKC E f OSi$l6) 61 II?kU.
Sita na rua Imperial n. 118 e 1IO junto a fabrica do saho.
DE
Seliastio J. da Silva dirigidaporoFranciscBclniiro da Cosa.
Neste estabelecimento ha sempre promplos alambiques de cobre de differenles dimen-
ces de 3008 a 3:000$) simples e dobraJos, para dislar aguarenle, aparellios destilatorios
Armaco de loja.
Vende-se a armaco de urna loja para qualquer
estabelecimento : na rua Direita n. 87, garnte-
se a casa pelo lempo que se convencionar : os
pretendentes dirijam-se rua ..do Quoimado o.
46, loja.
Vinho do Porto, genuino.
Rico de 1820.
Stomacal de 1830,
Precioso de 1847.
As duzias, e em caixinhas, a dinheiro, por ba-
rato preco : vende-se na rua do Trapiche n. 40,
escriptorio.
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na rua da Ca-
deia do Recifen. 38, primeiro andar.
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sorlimento de calcado fran-
cez, roupafeita, miudezas finas e pe-fumarias,
udo por menos do que em outras parles: na lo-
a do vapor na rua Nova n. 7.
Cheguem ao barato
O Pregui.jaest queimando, em sua loja na
ruado Queimado n. 2.
Pecas de bretanha de rolo com 10 varas a
23, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete e palitots a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vara, I
ditaliza transparente muito fina a 3$, 49, M
e 69 a paga, dita lapada, com 10 varas a 5$ c |
6$ a peci, chitas largas (lo mo lentos c escolhidos ;
pdresa 20. 260 e 280 rs. o covado, riquis-
simos chales do merino estampado a 7 e 83,
diloshorda.luscoin duas palmas, fazeada rauito'
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para Tender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegadog, dos bem conhecidosr e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sous de Londres,
muito Drooriosoara este clima.
mwswiwi&i vrw smomwismm
Attenco
GRANDE SORTIMKKTO
DE
NA
e armazem
DE
.i#-_00 continuos para resalar e dasiilar espiritas com graduacao at 40 graos (pela gradpaco de Sellen delicada a 93 cad i um, ditos com urna s pal-
Cartier, dos melhores sjsieraas hoja approvados e condecidos nesla ooulras provincias do imperi-' ma muito linos a 83300, ditos lizos com fran-
iazendase obras feilasj
Lioja
DE
" "asto.!
Na rua do Queimado n.
46, frente amarella.
Soi'iiiiieiiio completo de sobrecasaea di.
panno preto o ii: cor a 25#, 289, O u
35$, casacas a Sttf. 30tf e85#, palitots dos
mesmos pannos 20#, 223 e 5>r>g, dilos de
casemira de edr a 16| e 185,
0*000
&'OOO
Dilos.
rVfeios borzeguim de bistre.
SapatOes com elstico c lustre.
Ditos arranca pele, bezwro. .
Dilos de bezerro. .
Meninos
Siipal-s........
Dilos.........
Ha tambem nai variado sorlimento de todas as
Masaos e presos nliinos, sendo os aununciados
somenle de primeira elasse.
RELOGIOS.
Vende-se emeasade Saunders Brothers*
C. praca do fiorpo Santo, relogios do afama
do: abficante Roskell, por precos commodos
e iimbemrancellins e cadeias paraos mesmos
deeiceellnle tost.
I Seguro contra Fogo l
COHPANHIA
i mstgf
LONDRES
3 AGENTES
|c J. Astley A Companhia.
fugos da ferro potaveis c econmicos, lachas e tachos de cobre, fundos do alambique, passa- dcseiHIOS, paracolurta a 280 rs. o covado, chi-
deiras, espumadeiras, coccos para engenho, follia de llandos, chumbo om lengol o barra zinco 'as escuras iugla/.js a 5900 a poja, e a 160 rs.
5*000 l!m hjncol e barra, Icnjes e arroallas do cobre, lences de ferro c lalao, ferro suecia inglez
5A'G00 '' lCi-lasas dimuees, safras, lomos e folies para ferreiros ele,e outros rnuilos artigos poj
5A000 meD0S PreS do que em outra qualquer parlo, desemponhando se loja e qualquer enccmnicn-
I da com prostosa o peifeicao ja conhecila e para comuodidaile dos freguezes que se dinarem
lionrarem-nos com a sua conlianga, achao na rua Nova n. 37, loja dj forragans, pessoa liabi-
f);jQQQ litada para lomar notadas encommendas.
^OOO i" '
o covado, brim branco do puro linho a 1,
13200 e I 3G00 a vara, dito proto muito encor-
padoa 13.00 a vara, hriihaniina azula 400, r.
o covado, alpacas dejifferentes cores a 360 ts. o
covado, ceseniiras pretasfinas a 2*500, 35 e
33500 ocovado, carabria prota e desalpicos a
OO rs. a vara, e cutas nuias fazendas quo se
farpalenleao comprador, e Ja todas se da rio
amostras com per.h&r.
A pechiucba, antes t[ue se
acabe.
Na loja Jo Preguica, na rus do Queimado n.
2, Uin s.iias baldes aberlas, do uUiuo gusto, pe-
lo diminuto prego do jjj.
Vende-se
de ferro
para
Formas
purgar assucar.
| finchadas de ferro.
J" Ferro sueco.
& F.sringardas.
I Ac de Trieste.
@ Pregos de cobre de com-
g posico.
Barrilha e cabos.
Brim de vela.
| Couro de lustre.
P.ilhinhapara marcinei- i
ro : no armazem de G. I
J. Astley A C.
"fjfooo nuol
Na roa da Cadeia n. 21, vendem-se as se-
euinlpsfizendas, pormetade de seu valor, para
liqntdacio.
Uicos'de seda brancos e prelos, de todas as
nrgiiras. vara a ICO. 240, 400, 800 e 1000.
tira completo sorlimento de franjas de sedae
de algodo.
Chales de tooquim a 10, 15, 20 e 35^.
P.oloes de seda, velludo, de louca e de fusto
ile qnalidades finas, duzia a 200, 400 o 600 rs.
Collarinhos bordadosde 500 rs., 2$, 3 e 4.
F.ntrerreios finos. pe?as com 12 varas a lg.
lolhos bordados tiras a 300, 19, 29, 3&500.
Camisetas com manguitos a 3j, 4, 5 e 6j>.
r.nfeiles de flores a ej.
Chapeos de seda para senhora a W$.
Casaveques de velludo a 40 e 60$.
Hitos de seda a 25#.
Ditos de fusto a 8 e 12j>.
litas de seda e de todas as qnalidades de 160
rs. a 1J500.
Ditas da velludo de 240 rs. a 1S.
F.m casa de N. O. Bieber 4 Successoros, rua
da Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marca Farre & C, urna das mais
acreditadas marcas, muiconhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho xerez era barris, cognac em barris e
cairas.
Vinagre branco e linio em barris.
Brilhantes de varias dimenses.
I'.iher sulfrico.
nomina lacre clara.
Lonas, brlnzaos e brins.
Ac de Mllao,
Ferro da Suecia.
Algodo da Bahia.
Presuntos a 320 a libra.
Vendem-se presuntos do Porto a 320 a libra,
sondo inteiro, e a relalho a 400 rs. a libra ; de-
l'ronte da matriz da Boa'-Vis(a n. 88.
Vende-se um sitio com lil dele-
pua quadrada, e urna planta decoquei-
ros de mil e tantos ps, tem duas gran-
des camboafqueda' dous bons viveiros,
na Pontezinha freguezia de Munbeca :
a tratar na rua do Queimado n, 48.
Vendem-se tre moleca de 12 a 18 annos.
urna negra cem duas crias, um mulalinho de 11
annos, um dito de 17 annos, bom boleeiro, de
boa conducta, esem vicios, urna negra de meta
idade, lavndeira e cozlnheir, por 600$, urna di-
ta por l:200g, urna mulata com as mesmas habi-
lidades por 1:100$, urna negra de 30 annos, ro-
bnsla d boa ganhadeira per V-OQOJ, e om mulato
bnra cozinheiro ; todos se vendem a prazo ou
a dinheiro, na rua Direita n. 66, escriptorio de
Francisco Mathias Pereira da Costa.
Armaco de loja.
Vende-se urna armago de uma loja que serve
para qualquer estabol'eciroentd na rqa Direita n.
87, e garante-s pelo lempo ae coQveqcionar-
se: quem pretender dirija-se a rua do Queima-
do n. 40, loja.
largo fe Penha--
Os proprietarios deste eslabele-
cimento convidara ao respeilavel publico, principalmente aoo amigos do bom e barato, que se
achara em seu armazem de molhados de novamenle sonido de gneros, os melhores que lem
viudo a esie mercado, por serem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por seren
a maior parte delles viudos por coma dos proprielarios.
Chocolate
dos melhores oulores de Europa a 900 rs. a libra em porjao a 8>0 v.
Marme\ada Imperial
Lisboa em Iotas de 1 a 2 libras a 800
GMDE SORTIIESTO
DE
do afamado Abren, e de outros mais fabricanles de
rs., em porcao de se far algum abatimenlo.
Ma^a de lmale
em laias de 1 libra por 900 rs., em por?o vende-se a 850 rs.
lalas cm er\i\\\as
vende-se unicamenle no armazem progresso a G40 rs. cada huma.
Conservas fcaneezas e ingiezas
as mais novas que ha no mercado a 70 rs. o frasco.
Latas de bolacniii\\a de soda
com diferentes qnalidades a ltyGOOa lata
A.meixas fraueezas
ts nsis novas que tem vindo a este mercado em compoleiras, poniendo 3 libras por 39000 rs.;
eem alas de 1 1|2 libra por 1$500 res
Verdadeiros gos de comadre
em caiva com 10 libras por 39000 rs. a retalho a 240 reis a libra.
Caixiaias com 8 \i\tras de passas
a 39000 rs. em porcao se far algum abalimento, vende-se tambem a retalho a libra a K00 rs.
Mauteiga ingleza
perfoitamenle flor a mais nova que ha no mercado a 19000 rs. a libra, em barril se far al-
gum abalimento.
Cha peroia
o melhor que ha neste genero a 29500 rs. a libra dito hyson a 29000 rs.
Palitos de denles lidiados
a 200 rs. com 20 rnacinhos.
peixe sarel em posta
o melhor plxe que exzisle em Portugal era latas grandes por IfOOO rs. rada tima e de
outras muius qualidades que se vendem pelo mesmo prero
Manleiga tranceza
a 5C0 rs. a libra om barril se far abalimento.
Toncinlio deLislioa
o mais novo qua ha no mercado a 320 reis a libra.
Ma^as para sopa
em caxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 49000 rs.
Tambem venilra-seosseaiiinies genero?, tudo recentemenie chegado e de superiores qua<
lidades, presuntos a 48^ rs. a libra, chourica muita nova, marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, mac,a de tomate, pera secca, passas, fructas em calda, araendoas, nozes, frascos com
araendoas cobertas, confeites, pastilhas devarjas qualidades, vinagre br?nco Bordeaux, proprio
para eonservas, charutos dos melhores fabricanles de San Flix, ma^ps de todas as qualidades,
gomma muito fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditabas marcas, cervejas de ditas,
spermacete barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeile doce purificado, azei-
tonas muito novas, banha de poreo refinada e outros muites gneros que encontrarlo tendentes a
mamados, por isso prometiera os pfoprietarios venderem por muito menqs do queoutro qualquer,
promeltem mais tambera servirn aquellas pessoas que mandarem por ootras pouco praticas como
te viejsem pessoalraente; rogam tambem a todos os senhoras de engenho e senhores lavradores
queiram mandar suas encommendas no armazem Progresso, que se Ibes afBanca a boa qualidade e
o acondi'.'ionamentn,
Fazendas e roupa feila
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tarares Ie Mello
RUA DO QUEIMADO N. 39
F.M BOA LOJa DE-QUiTRO PORTAS.
Tem um completosorlimento da roupafeita,
convida a tolos os seus freguezes e a todos
quadesejarem ler um uniforme feito com todo o
(i, ditos Bu merino cordo B
alOJe 125, dilos de sarja preta trangnda
> saceos a 3, ditos soLrccasJtus da mus- ^
S ma 'azenda a 8, ditos de fusto de ef e
: branco ;i j, goo e 5g, col le tes de ca-
| v* seraira de cor o preto a 5$ o CJ, ditos de
J merino* preto [jara lulo a 4i e 59, ditos g
9 de velludo preto decr a 9c e I0c>, ditos S
de gorgaro de seda a 5 e 0, ditoa dt: SI
9 briai branco o de cor a 5s5ii t:'9, cairas *|
gt de casemira do cor e preto a 7g. b?, "'Jj g
^ e "U#, ditas para menino a G^ e 75. ditas ^
-* do merina de cordo para iiomem a j o m
01 Cfl, ditas de brim branco ajc G#, ditas 5%j
*j dilJ d.i cor a 3j>, 3^00, 4 < 8, c de |g
>v lodasestas obras tomos um grande sor- ^y
f tmenlo para menino de todos os lama- "Jjj
i niios ; camisasioglezaa a 111;- 1 duzia. Na y
mesma loja ha paletols do panno preo'jg
pnra menino a 14$. 15$ o 10. dilos de t
M casomira para os mosuios pelo rnesnio J^
't preco, ditos do alpaca saceos a 3-3 e 9K
Ifc 3.j()0, dilns sobrecasacos a 5$ e G para J5B
"^ os mesofos, calcas de brim a 'sTiOO, 38 e "fe
3jr>0>. palolots saceos de casemira deci *
$ a (13 1: 7$, loalhas de linho a 8U e 10 ca- ||
II No mesmo eslabelecimento manda-se a
R apromplar todas as qualidades de obras *j
igb leodenlea a roopas(eilas,em poucnsdiaa, 3k
%P que para esse lira temos numero su{- S
S licienle de peritos officiies de alfaiates j
:4f rgidos por um hbil meslre de seme- ^
^f llianle arte, flcando os donos do eslabe- |g
lecimenlo responsaveis pelas mesmas ?6 obras at a sua enirega. gf
m%&M% aftas %&wimM}x
Seboe graixa.
5e' eoadne graixa em bexigas:
u Tasso Irraos,
a 3,^ a sacca.
Arroz com csea tondo a maior parle pilado
proprio para galinlias e cavallos ; no Caes do Ra-
mos n. 6.
no armazem
no caes de Apollo .
5>


0 Machinas de vapor.
$ Rodas d'agua.
*$ Moendas decanna.
Taixas.
;tj Rodas dentadas.
g Broozea e aguilhoes.
** Alambiques de ferro.
q Crivos, padres etc., ele
13 Na tundiQao de Ierro de D W. Itowman,
^ rua do Brum passando o chafariz.
#!
Na fabrica de caldeirenoda rua Imperial
junto a fabrica de sabio, e na rua Nova, loja de
i
goslo dirijam-se a esle esiabelicimento nue era-
._..;-___u.l.i -t ^ 1 jiiuiu a iuiiuu uc aauav. c uoiui nova, lua Qe
conlraraoum habel arusta chegado ulumamen- ferragens n. 37, ha urna grande porraodefolhas
te de Lisboa para desempenhar as obras a von- de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
tade dos freguezes, j tem um complet sorli-
mento do pilitols de fina casemira modello im-
glez, e muito bem acabados a 16*300, ditos
de merino selira a 1-29000, ditos de alpaca
pretos a 55000, ditos de alpaca sobre casacas
a 85000, dilos com golla de veludo a 9000,
ditos de fuslfio, dilos de ginga, dilos de brim,
ludo a 590 0, ditos de brim de linho tranca-
do a 65000, caiga de brim de linho muito su-
perior a 6&000, ditas de casemira de cor a
99000 ea 109000, ditas de casemira pre-
ta superior fazenda a 125)000, palitots fran-
cezes de panno fino fazenda muito fina a 259
sobre casacas de panno muito superiores a 359
ea 403)000, um completo sortimenlo de cami-
sas fracezas, tanto de linho como do algodao
e fusilo vende-se milito em conta, afim de que-
rer-se liqiudar com as camisas.
E pechincha.
Na loja do Preguica, na roa do Queimado n.2,
tem robertnres de algodo de cores bastante
grandes, proprios para escravos, pelo baralissi-
rao preco dclj.
Carros.
Vendem-se dous ricos carros mui bem appa-
relhados e eleganlemfnle pintados : no largo do
Corpo Santo, escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira S Filbo.
Vende-se na rua do Livrameuto
n. 19, borzeguins francezes a 6$, dito
de bezerro a C#. dito de vaqueta a 7J.
Ahacaxis.
minuto creco de 1 Urs. a libr
Fendc-e |
Relogios patentes. l^M
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas,
Riscoutos
Emeasade Arkwight 4 C., ruada
Cruz n. 61.
Botica,
s*--.

i iVundem-se por todo o preco 09 melhores que
apparecem no mercado, por serem colhidos ma-
duros, assim como se apromplam remeasas para
rora da provincia : na rua estreila do Rosario nu-
mero 11.
MdiUM
Na rua Direita loja n. 104.
O arrematante desla loja tem resolvido vender
por lodo preco, dinheiro avista.
Cotes de la para vest lo, fazenda fina a JJOOO.
Ditos de seda preta, o de cores, fazenda finas
a r?ooo.
Ditos de cambraia de seda 5g000.
Chitas escuras, covado a l60.
Ditas finas a 2(0.
Ditas francezas a 200.
Ditas ditas 240.
Cortes de coletea de gorgnro A 23000.
Ditos de ditos de veludo igOOO.
Camisas francezas finas a ljGoo.
Chapeos france/es a 53)000,
Ditos do chile a 38000.
Cortes de brim de linho branco e de cores para
calca a 10600.
Riscadinhos de linho fino e fustoes de cores co-
vado a -400.
Cortes de casimira de cores a 4$000 e 5$000.
E outras omitas fazendas que se vendem polo
barato.
Barlholomeu Francisco de Souza, rua larga do
Rosario o. 36, vende-se os segnintes medica-
mentos :
Robl'AfTecteur. j
Pilulas contra sezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brislol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xaropedo Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungunnto Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmalhico.
Vidrosde bocea larga com rolhas, de 2 ODCaa
e 12 libras.
Assim como tem um grande sorlimento de pa-
pel para forro de sala, oquil vende a mdico
preco.
Vendem-se libras sterlinas, em
casa de N. O. Bieber & C. : rua da Cru
n. 4.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. rua da Senzala n.42.
$$9S *
fi Recobeu-se e continua a receber-se por
todos os vapores artigos de modas para S
horaens, incluindo calcado de Melis na <
Loja de marmore. j
Vinho genuino.
Anda ha urna poquena quantidade de ancore-
as deste vinho sem confeieao, e proprio de doen-
'es : na rua do Vigario n. "19, primeiro andar-
Gomma c velas'
Vende-se gommi a 140 rs. libra, esprmacp-
le a GSO, azeite de carrapalo a 410 a garrafa : na
traveisa do pateo do Paraizo n. 10, casa pintada
de amarello.
Para os senhores ferradores e
cocheiros.
Vende-se urna porcao de ferraduras de lodos
os lmannos; na rua do Queimado p. 53.
Vende-se uma escrava de 28 annos, pouco
roai'ou menos, com principio de ludo : a tratar
na rua di Cartela Velha do Recife n. 56, escripto-
rio de Leal & Irmo.
Vende-se urna liberna com poucos fundos
propria para qualquer principianle, sila as Cin-
co Ponas n 82, junto as casas cahidas, muito
boa por ser de esquina e do lado da sombra, e
lem um grande sotao corrido, commodo esle
muilo apreciavel aos freguezes do ma.o que ges-
tara de se arrancharem onde compram ; e por
isso quem quizer aproveilar lao belia occasiao de
querer principiar sua vida e ganhar diuheiru
s dirigr-se ao dilo lugar, que quem livor vo'n-
lade lodo negocio se far. Adverte-se qee se
vende o dilo estabclecinienlo pelo dono ser doen-
le e nao poder continuar.
Attenco.
Brilo& C pretendem vender sua loja de loura
da rua Nova n, 52: quem a pretender, dirija-se
j aos mesnios na dita loja.
I Vendem-se tres canoas, duas de 1,500 lijo-
los e urna de 1,000, proprias para conduriio de
capiD, tambem se alugara ou trocam-se por li-
jlos de alvenaria grossa : quem quizer negociar,
dinja-se a rua da l'eulia. sobrado n. 11.
IA loja enciclopdica
Guimares & Villar.
| Rna do Crespo n. 17.
S Continan a vender cassaa de cores G-
Mxas a 240 rs. o covado, golliohas e man-
guito'a a 5y, golliohas llnisaimaa a 35,
ffi I alllnhaa o manguitos prelos de lil a 5g,
"^ manteletes de fil pelo a 15 o 2i)8 fa-
ty zi nda superior, vostidos do phaniasia de
cO uliiuio gu-iu a 15, chitas francezas escu-
sa .....1 i., para acabar.
Zoja cspc'anca.
Vend -. o borracha de seda preta para bor/e-
fcuins a 2$20 o covado, graixa .>m barris muilo
boa a Gil) rs., i.-;j acabndose, dantas de chino
de Gaulrol a la e JUitf, braceletes de mozairo a
1.3 laa .ara bordar a GiO a libra, trancas do li-
nho brancas para as roupas da c;.la a'bOO, ij,
ljl'-u e l4Gt!0 a rea, aete padrOes difliprentW
colheres f.uas, l.:v*, Iripchanles. de. : na rua'
do Queimado n. 33 A, Guimares & Bocha.
Por melade do seu
valor.
Rua Jo Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phamasia, muitos lindos, de
duas saiaa, pelo baratUsimo preco d IOS cada
um cilc.
Vende-se azeite de peixe a 400 rs. a Brra-
la : na rua Direita, laburno do osi PiD;.j di
Costa.
O Bounius de seda otomana dp. cores
proprios para passeio e sahida de Lailo, f)
U ultimo goslo, in q
| Loja de marmore.
KSl i9@33y@&T
Admiravcis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc., deveni eslar prevenido
com esles remedios. Sao tres medicamentos coiu
os quaes se cura eficazmente as princinacs mo-
lestias.
Prompto alivio deRadway,
Inslantaneamenle alivia as mais acerbas dore
e cura os peiores casos de rheumati.'mo, dor de
cabeQa, nevralgia.diarrha, cmaras, clicas, bi-
lla, indigeslao, crup, dore? nos ossos, conlusoes
queimadura, erupcoes cutneas, angina, rele,-
?ao de ourina. etc.. etc.
Solutivo renovador.
Cura todasaseufermidadesescropliulosas.fhro-
nicas esyp hluicas; resolve os depsitos de u es
humores, purifica o snngue, rrnova o cj-c|0D s
prompto e radicalmenle cura, escrophulas.Yci.e-
reo, lumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumeres brancos,aferros do ligado e rir.
erysipelas, abeessose ulceras de todas as clasfes'
molestias d'olhos, difllculdade das regras das
mulheres hipocondra, venreo, ele.
Pilulas reguladoras de Bad-
way
pararegularisar o systema, equilibrar a circula-
cao do sanguer inteiramente vegetats favoraveis
em lodosos casos nunca occasiona uaiizcas Dtm
dores do veotre.doses de 1 a 3 regularisam, de 4
a 8 purgara. Estas pilulas *o eicazes as allec-
;oes do gado, bilis, dor de caneca, ictericia, in-
digeslao, e em todas as enfermidades das mu-
lheres, a saber : irregularidades, fluxo, rett-n-
coes, flores brancas, obsirueces, hisieiismo, etc.
sao do mais prompto efTeilo na escarlatina, f.brJ
biliosa, febre amarella. e em todas as lebres ina-
ignas.
Estestres importantes medicamenlos rom a-
companhados de iustrueces impressas que mos-
trara com a maior minuciosidade a maneira de
i applicalos em qualquer enfermidade. Esio ga-
j ranltdos de falsificacao por s haver i venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos 1 ee
& Irraao, na rua da Imperatriz n. 10, nico*
agentes em Pernambuco
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodopgra aprender a Ifr,
a escrever e a fallar inglez em G rnezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instrucc3o,
pblicos e particulares. Vende-$e na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
II:
cobertos edeseopertos, pequeos e grandes di
ouropatente inglez, para homem e senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
ivndospelo ultimo paquete inglez : em casa do
oSuthall Mellor & C.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. o co-
vado, ditas estrellas a irpiacoo de JazBhas a
IfiO rs., cassas de salpicos brancas e de cores a
200 rs. q covado, pegas de esguiao da algodao
muito fino 3J a peca, ditas de bretanha, de rolo
cora 10 vai as i 2*. nscadUiho de' linho a 160 rs.
o covado, chales de merino estampados a 25.
lencos brancos com burra de eir a iO rs., difcs
com bico a 200 rs-, algodao rnonstro de duas lar-
guras o molhf que i possivel a fl40 rs. a vara,
nuissulina encarnada a 240 o covado, il6 de )i-
nho preto bastante largo. A loja esta aberla at as
9 horas da noile.
mam


J^iJliLPE^gH^^M^^k---SEXTA FEIfU 16 E NOVEMBRO D 1860.
*N
AA*fcMA,\
DA
FUNDIDO LOH-MOV,
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste esiabelecimemo contina baver um
completo sortimento de moendas e maias nioen-
il;is para engenho, machinas de vapor e taixas
de jerro batido e coado, de lodos os lamanhos
para dito.
Putassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhacido eacreditado deposito da
ra da Cadeia do flecife o. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
([luJadd, assim como tambem cal vi rgeni em
pedra, ludo por procos mais baratos do que em
oulra qualquer parte.
Viuho de Bordeaux.
Em casa de Kalkroann lrmosAC, ra da
Cruz n. 10 enconlrs-se o deposito das bem co-
ulieci'las marca los Srs. Braodenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux Tem as seguintes qualdades :
De Braiideuurg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Margaux.
I.arose.
Clileau I.oville.
Culeau Margaux.
De Oldekop *& Mareilhac.
Si. Julien
Si. Julien Mdoc.
Cuateau Loville.
Na inesma
vender:
Siierry em barris.
Madeira era barris.
Cognac om barris qualidade lina
Cognac om caixasqualidade inferior.
Cerveabranca.
As inclhores machinas de coser dos mas
alatnados autores de New-York, I.
M. Slnger & C. e Wheeler & Wilson.
casa ha para
SVS1MA MfcMLU tllULLOUAi.
PlLULAS HOLLWYA-
Este inestimavel especifico, composlo inlera-
menle de hervas medicinaos, nao conten mercu-
rio era alguma oulra substancia delecieria. Be-
nigno mais lenra infancia, e a compleic,ao mais
delicada igualmente promplo e seguro para
desarraigar o mal na compltelo mais robusta ;
ealeiramente innocente em suas operaces e ef-
feilos ; pois busca e remove as doentjas de qual-
quer especie e grao por mais amigas e leuazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavamas ponas da
morle, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e forjas, depois de baver tenta-
do inultimente todos osoutros remedios.
As inis affliclas nao deveni entregar-se a des-
esperado ; facam um competente eusaiodos
eflicazes effeitos desta assorabrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Itnperatriz n. 10
Vista.
Neste eslabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
aulores, mo.slram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade eseguranca:
no armazem defazmidas
do Raymundo Carlos
Leite A Irroos ra da
antigamenle aterro da Boa-
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Am polas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidadeou extenua-
rlo.
Debilidade ou falla de
forjas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no venire.
Enfermidades no venlre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Pobreto da especie.
Guita.
Hemorrhoidas.
Uydropesia.
Ictericia.
Indigesies.
Inflammacoes.
Irregularidades
menslruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
AbslrucQo de venlre.
Phlysica ou consump-
pulmonar.
Relenc.no de ourina.
Rheumalsmo. .
Sympiom&s secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Yenereo(mal).
Hulla,
42J500 o sacco de Ir! "T^ZT"'
Milhares de individuos de todas as nacoes
podem lostemunhar as virtudes deste remedio
ineomparaveleprovarem caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram lera seu corpo e
membros iuteiraraeote saos depois de baver em-
pregado intilmente ouiros tralamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravillosas pela leiiura dos peridicos, que lh'as
relatara iodos os das ha muitos annos; e a
maior parte dellas sao lo sor prndenles que
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoss recobrarara com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois de ter
permanecido longo lempo nos hospilaes. onde
deviara soTrer a amputacao I Dellas ha mui-
casquehavendodeixado esses. asylos de pade-
timentos, para se nao submeterem a essa ope-
rado dolorosa oram curadas complelamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das laes pessoa na enusao de seu reco-
nhecimenio declararan] estes resullados benfi-
cos: d.ante do lord corregedor e outros magis-
trados, afimde mais autenlicarem JUa afirma-
uva.
(V
i\ua iAo Queimado n. 39
Lojade quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, fazenda
muito superior com pequeo loque de mofo a
009000, ditos sem defeito a 1009000, tem um
reslo de chales de loquim que esic-se acabando
a 303000, ditos de mirin bordados com ponta
redonda a 8000, ditos sem ser de pona redonda
a 33000, dilos ejtanpados com listras du seda
em roda da barra a 0*000, dilos de ricas eslam-
pas a 7?00, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 2*000, dilos sem franja e muito
encorpado a 2000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfeilados a
Febreio intermitente,
Vende-se estas pilulas no ostabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na lojade
lodos os boticarios droguista e ouiras pessoas en-
carregadas de sua venda em toda a America do
bul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dallas, contera urna inslrucc.ao em porlu-
guez para explicar o modo dse usar deslas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22, em l'er-
nambuco.
A 2S400 o corle.
com toque de mofo, eslao se acabando : no lar-
go da Assemblea, armazem de Autunes Guima-
mares <& C.
Cera de carnauba,
nova e de qualidade especial: no largo da As-
semblea, armazem do AuluneaGuinares Se C.
Ra do Queimado
n. 39.
Na
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Cbegou ltimamente a esle estabelecimenlo um
completo sunitncnio de chapeos prelos francezs-
do melhor fabricante de Pars, os quaes se vene
dema 7000, dilos a 8*000, dilos a 93000,
dilos muilo superior a 10000, ditos de castor
drelos e brancosa 1600O, o melhor que se
pode desejar, chapeos de feltro a Garibaldi de
muilo superior massa a 7>000, ditos de copa
baixa para diversos precos, dilos de palha escura
do varias qualdades que se vendem por pre?o
baralo, bonels de veludo para meninos a 5*000,
ditos de palha escuras e claras t 43000, ditos ,
de panno muito bem arranjados a 3500 AIPorCas
chapeos de seda para senhoras a25000 muilo,
superares, dilos de palha escuras proprios para
campo a 123000, dilos para meninas 109000,
chapeos de sol de seda inglezesa 109 e a 12
muito superiores, ditos francezes a 8*000,
dilos de panno muilo grandes e bons a 43000.
sapatos de veludo a 23000. ditos de tranca a
1*600, sintos de gruguro para senhoras e me-
ninas a 2*000, cneiros de casemira ricamente
bordados a 123000, e oulras muila fazendas i
Ninguern desesperara do estado de saude se
tivesse bstanle confianca para encinar este re-
medio cousianiemenleseguindo algum lempo o
ira lamento que necesslasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar inconleslavelmenle.
Que ludo cura.
O ungento lie
luruiente uog
que a vista dos freguezes nao deixaro de com-
prar.
Campos ( Lima
Callos.
Aliceres.
Corladuras.
Dores de cabera.
das cosas.
dos membros.
Emfermidades da cutis
em geral.
Ditas do tiras.
Erupcoes escorbticas.
Fistu'as no abdomen.
Fialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
receberom una faclura de chapeos de sold so-,
da para homem, leudo entre estes alguna peque- Frieiras.
nos que gervem [.ara as senhoras que vio para o i Gengv8 escaldadass,
campo tomar bauhos se cobrirem do sol, e como Inph,<*e
a porreo seja grande se resolverao vender pelo '
prego de 6* e 6S5U0, e alguns com pequeo de-
feilo a 5 : na ra do Crespo n. 16.
Inflamacao do ligado.
u!ii. mais particu
seguintes casos.
1 nlla ni machio da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos
Pulmcs.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinl.8, em qualquer
parte que seja.
Tremor do ervos
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulaces.
Veas torcidas ou no-
das as pernas.
Terrenos perlada
pra$a.
Caminho dos mnibus.
Os herdelros do comnicnOad^r Antonio da Sil-
va vendem sua propriedade, no lugar da Casa
Forte, em sorles de Ierra a vuniade dos compra-
dores com a nica restricto ue nao lerero menos
Gama < Silva,
v* FU* d?ImPerl"z. outt'ora alerro da Boa-
iisia n. 60, vendem para liquidar-se as azendas
segutnles, por menos de seu valor
Cortes de vestidos de la e seda" a 13 Def.s
de brel.nl.acou> 10 varas a -1. ailas de rVcom
10 varas a 2S, ha y, de cores muilo bonitos coi
vado a 800 rs., folar de seda lindos padrrs a 600
rs., lazinhas de quadrinhos e muito linas a 400
rs. o covado, oitas barepes de quadios o covad'u
de 30 palmos de Ireule, finido designado pela a 280, meriiul de urna s' cor para vestido s"30 o
respectiva planta approvada pelas auloridades covaflo, chitas francezas escuras o covado a 2-(l
coo.pelenies. o engenheiio Antonio Feluidi.o 260 e 280, riscUdos iargos francezes o covado
Rodrigues Selle 6 o encarregaoo das uiedicoes 200 rs., rnussulinas matizadas o covado a 200 rs
precisas, e poue ser procurado no mesmo sino,! cassas francjas para vestidos o covado a 240
ou na ra estrella do Ron rio n. 30, lercciro ou- dilos muito dios a 300 rs., corles de risca'os
dar, ounapraca da Boa-Visla, botica de Joaquim I n.onsiros para veslido a 3#, 'cambroia de salpico
Ignacio llibeiro Jnior : os prelendenles podem niuio fina a vara a 80 rs. dilas brancas e de cor
dirigir-se igualmente para qualquer proposta ou a 40O '., enfeiles de vidrilho prelos e de cores a
esclarec me n lo ao herdeiro L. A. Dubourcq, no | JS. gollinhas fie irasp.sso muilo finas a 3 eros-
seu sitio na Capunga. denaples muito encorpados o covado a j> 'de tu
r do se dao amostras, Ccaudo penbor.
Kape nacional D.Roijpafela
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joo Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap sem duvida o de melhor qualidade
fabricado neste imperio, araba de chegar e ven
de-se no deposito, ra do Vigario o. 23, escrip
torio.
para liquidar
na ruada Iniperatriz n. 60,
loja de Gama & Silva.
Caigas de casemira de cor muilo finas a 7J di.
de bnm de linho brancos muilo lino a 4j, di-
ven- s 0l'Korgniao escuro a 3, das
crio- "" 2- ^50u ^- colletes de v,
de lirios de ro-
velluilo, ditos do
Vende-se um grande sifio na es-
1 JKSTi rnS Cum 'd0SCS 11t,ada Arra'. com casa deseada,
*&& ?-g5C^s2 cac,Ka de pedrai-cal, cen excellente
v ., aRua de beber, bstanles arvortdos de
-Sende-se por necess.dade urna dJul.li- fructo de divenas qualdades : a tratar
nha propria para ama de meninos ou paro en- mm I. \i
carregar-so da adniinU.iacao de um.ZlZt ELiS"3""T?*MB "
ser muito fiel e cuidadosa, engomma con, .oda a nt aS,t, d$ *""*"
perfeiro, cosnha e coze, roupa de senhora :
quem a pretender annuncie por esle Diario
que sei procurado.
Suissos.
Aos senhores armadores e
proprietaros de carros
fnebres.
Vende-se v( Ibutma prela superior a 400 rs o
na ra do Crespo n 25.
covado
iquidacao.
lana, arreos para carro de um e dous cvalos
e relogios de ouro paienic inglez.
w HeceDeu-se recenlemente e conlinua a
@ receber-se directamente de Paris e Loo- >
te> dres por lodosos vapores, de cncomraen
da especial, arligos de modas para se- &
^ aoras na ^
| Lojademarmore.
'^o000, ditos muilo superiores a 305000, en- Iuera Precisar lo"'ar ^ahoa sal,
feitasde vidrilbo nro.n 3ono dilos da retroz Sr!ll! p 2' T s por t"^0 co,]
cisco com bom quintal e cacimba propria para
slgados por ser
immodo ; a Ira-
i 3*500, organdisda mais a*we*omrJw*l^
cado a 1000 o covado, cambraias de cores I I .!. J
de padrees muito delicados a 800 rs. a vara, ditas
e oulras qualdades a 600 rs. a vara, ricas chitas
larnce/as de muilo boas qualdades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, peitos para camisa a 240 rs. cada urna,
corles de casemira decores a 69000, dilas em
pesca de quadrinhos a 4JP000 o covado, gollinhas
de muito bom goslo a 1*000, dilos de outros
bordados ricos a 3-\000, manguitos de cambraia
bordados a 3*000, tiras bordados e entrimeios
que se vendem por pfeco commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de crianzas, e capinhas
para senhoras a 1*400 rs. o covado, corles de
cambraias de salpcos a 58000, cortes de cam-
braia enfeitadas com liras bordadas a 6*000,
e oulras muitas mais fazendas que ser difcil
aqu pode-las mencionar lodas.
@ Recebeu-se um completo sortimento de $$
lindos vestidos de seda edeplianlasia.com g$
0 10 bab.idinlios ou saiote : na ra da Cadeia &
S luja n.23, de Gurgel & Perdigao. a*
NO
Armazem de fazendas da ra
do Queimado n. 19.
Corles de chita franceza pelo haralissimo preco
a afilio, a olea quo se acaben.
Vendem-se tres vaccas tari as
com crias prximamente clisadas de
Lisboa : na rua do Brum armazem nu-
mero 58.
Rua Nova d. 18.
Manoel do Amparo Caj & C., querendo aca-
bar com o seu antigo eslabelecimento de fazen-
das e roupas feilas, resolveu a vender a dinhei-
ro lodas as suas fazendas por preco mais mdi-
co possivel, assim ^omo ruga aos "seus numero-
sos devedores, de virem saldar seus dbitos
sob pena do serem ajuizados.
Vendem se duas moradas do casas lerraso
em Olinda, sendu urna na rua do Amparo com
bstanles commodos, quintal murado, e eslriba- ,
ra para 2 cavallos ; e a outra na rua de S. Fian-!ede cres a 2*000, dilas do fuslao a 25JOO
Rua da Senzala Nova n.42
Vende-so em casa de S. P. Jonhston & C
vaquetas de lustre para carros, sellinse slhes
ingleses, cndeeiros e casljaes bronzeados, lonas
nglezes, fio de vela, chicote para carros, emon-uma ,nslrucC5 em ponuguez para explicar o
Vende-se este, ungento no estabelecimenlo
geral de Londres n244, Slrand, e na loja
de todos os boticarios droguistas e oulras pes-
soas encarregadas de sua venda em loda a
America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocelinha contera
1 Cimento iouez.
9P
itez para vestidos a 2, coite re meia case-
mira para calca a IfSCOe S. ISazinhat muilo fi-
nas a ofcu 0 covado, e oulras mullas fa*er.das que
se loma enfador.ho mencionar, que vista do
frigurz so dir.
modo de fazer uso deste ungento.
0 deposito geral o em casa do Sr. Soum,
pliarmaceulieo, na rua da Cruz n. 22. em
Pernambuco.
200 rs.
Relogios,
Vende-se o muilo conhecido c acredi- J i
^ lado cimento para colar lenca, vidios, g '
' {$ larlaiupn, maifim etc. : na loja de fazm- \> ,
^ ^^ I l-ivrameiito: em casa de Julio & Conrado.
1
Loja da seis poras ero;;
frente do Livramento.
Roupa feita barata.
Patoisde casimira escuras a 4500O, dilas de
alpaca prela 4000 e 55" 00, camisas brancas
car
Para marinha.
O vordadeiro panno francez azul escuro (de
quo usa a mariuha franceza) recebeu-se ulii-
atamente do Havre pela barca Bertha e vende-se
em coma na rua da Cadeia loja n. 23, de Gureel
& Perdigao.
Kecebeu-se ricas taimas de seda le- S*
CE las de croxe, capinhas, capas de grosde- S
9| naples e manteletes, filas para sinlo e M
B grosdenaples de quadrinhos em peca pa- B>
^ ra covados na rua da Cadeia loja 23, cr
Kj de Gurgel & Perdigao. Ir
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonilos goslos a 200 rs. o co-
vaoo, ditas eslreilas de teres escuras a 160 r*
pecas de brelanha de rolo com 10 varas a 2
ditas de esguiSo de algodao muilo fino a 3g ris-
cadinho de linho a 160 o covado. lencos brancos
com barra de cor 120 rs, dilos broncos com bi-
CVnT rS'' a]%odno monstro com duas larguras
a tio a vara, lazinhas de duas larguras, fazenda
nova para vestidos a 500 rs. o covado, enfeiles de
:rS22UCOD1 lac de fita para cabp?a (!e senhoras
a /00. cortes de riscado para vestidos a 2g pe-
T*t? m',aPoio com 4 il palmos de largura a
*9o, chales de merino eslampados muito finos
a 6. A loja est aberta al as 9 horas da noilo.
Vendam-se pecas porluguezas do 16tf no
esenptono de Mauoel Ignacio do Oliveira & Fi-
mo, no largo do Corpo Santo.
serolas muitas finas a l^OO e 2000, paltols
de brim pardo a 3000 calcas de casemira pre-
la e de cres, paltols de panno preto sobrecasa-
cas, colletes de casemira preta ede cres, dilos
de veludo preto e de cres ; um completo sorti-
raenlode roupas feitas
Vinho Bordeaux,
Palmer Margaux, em caixas de urna duzia. autor
Jules Hue & C, na rua do Vigario n. 19, nri-
meiro andar.
Carvao animal
de superior qualidade, vindo de Lisboa ; na rua
do Vigario n. 19, priraeiro andar.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sempre no seu depo-
sito da rua da Moeda n. 3 A, um grande sorii-
menlo de tachas e moendas para engenho, do
muilo acreditado fabricante Edwin RJaw a tra-
tar no mesmo deposito ou na rua do Trapi-
che n.4.
Vende-se em casa de .lohnston Pater & C,
do Vigario n. 3, um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Lheipool ; tamLem
ma vaiiedade de bonilos irancelins
mesmos.
Eseravos futido
t>.
para os
Armazem de fazendas ba-
ratas, na rua do Quei-
mado.
Ricos cortes de gazo de seda e phantazia com
duas saias, (pela lerca parte do seu valor) a 10#
cada corle.
Escrava fgida,
bordados de seda a 8?000,1 Fiiso a 4 do carrate a preta Maiia, de narao
uilo linas a 320 rs. o CO-I?Bo1"' *6 e,h*' ^om cb*Uos broncos, cor fula,
s a 24(1 n ahila lar f'!m"8teo,M8! f108" de ,wr. wla ea-
i a O.. H'iuiargaa rravafoi de Jos Lua Pereira, e ba poucoarre-
loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, vnde-
se por presos baraiissimos pora acabar : ves-
tidos de larlalana bordados de seda a 8?000,
organd de cores m
vado ,cassas de cores
200, e 2-10
rs., capas de .uslao entenadas a inalada ; quem a apprtlitnder, dirj-aV i
5000, casaveques de cambraia e fil a 5000, Nva D- 10-
perneadores de cambraia lordados a O?000, Fugio da rassrcem da Magdalenr" a 8 das
uabados a 3*20 rs. a vara, lias bordadas mui- um escravo crioulo de Dome Ventara, que re-
to finas a 1?5( 0 a pega, ri-cado francez f.no i ?"*"".* Il'r d(! ^ ^8.3".'.'fs de jdade.'com orna
a
dt
ICO rs. o covado, golnbos de ponasbor- SKTaunhta:TJl ?i!ei? !do.0 e***~
odas a 250O, manguitos de cambraia e fil procuruu nesla pr'.Ca aPras*?seu snho,A
a 2*000, camisinbas boidadas muilo fina
28000, chita larga com
lustro e
s a uni ltuaique de Gusaaio d'oude se au2entou
muito fina M^u.''0" V" Rt-ga-p autoridades policiaes e
ropria para coberla e rounoes a 320 rs., es- !**,?lj^!l ""& dil wr";
-.., a sua eniiega em ana ouer dos opaipc nrin a
maode linho a 1;>200 a vara, roupoes deLei.cioo.dos,piometteodVsegeeSeoteifa*
Leuces e cobertas.
s de bramante, oilo de panno
9 chineza pelo batato preco de
Vestidos de seda.
p
g
seda feilos a 125GOC, \eslidos de seda mofados '
a 89000, luvas arrendadas a 100 rs. o par,
vestidos de grosdenaple prelos com barra de
Fugio do engenho Malemba, no dia 23 de
oulubio pioxinio passado, um escravo de nomo
Lencoes de bramante, oilo de panno de linho,' e de cores de 6*000 a lt'fOOO, dilas de brin
branco e de cores de 2?>000 a 5?C00, palitos
de brim branco ede cores de fclGO a ^OOO,
iirasiHw
DE
Ricos vestidos de seda para meninos e meni-
nas, faenda superior, feilos no Rio de Janei.ro
por urna das rrclhores modistas, o pelo baralo
prego de 8.
Chitas francezas.
Chiles francezas proprias para casa por serem
escuras, e dilas claras a 220 rs. o covado.
Colchas de fustao.
Grandes colchas de fuslao com ricos lavores a
5J500.
Chales de merino.
Chales de merino bordados, franja de seda, a
5500, dilos eslampados a 3JE00.
Paletots escuros.
l'aletots escuros a 2*600 cada um, cambraia
organdy a 500 rs. a vara, dilas muilo finas a
640 rs., bales de malha a 5$, dilos tapados a 4S,
lencos brancos a 1J800 o 2g, algodao com 8 pal-
| mos do largo a 600 rs. a vara.
Ricos manteletes.
ditos de alpaca de 33000 a 8000, brim
trancado de algodao com 9 palmos de largura
proprio para loalhas a 900 rs. a vara, damas-
co de laa com 9 palmos de largura a IjfGOOo
covado, velbulina prela a 400 rs., brim de
linho de cores a U50O o cune, meas cruas
para homem a 1*200 a duzia, carnes de
linho Inglesas a 325OOO a duzia, pecas de
madapolao fino a -l^OP, corles de lanzinba
muilo fina com 15 royados a 8Coo rs., ca-
misas de cores e brancas de lfr50o a 38000,
e oulras muitas fazendas
valor para fechar conlas.
de do Recife por ser ranoeiro : quem pegar dito
escravo leve-o ao dito ei.genho, a su senhor
ou & cidadedo Recife, aos Srs. Jos Peireira d.-i
Cunha e Antonio Caido/o de Queiroz Fonseca
que reci'nipensaro gcnerosanenic.
Fugio no dia 22 de outubio de 1860, do en-
genho Tnun.pho da frrgoezia de Serinhaem, o
o escravo ciioulo. do neme Vicente, com os si"-
naes seguales: bonia Bgura, alio bstanle,cor-
po pniiorcionado, cor pela, pouca barba na
pona do queixo, lem urna marca de lall.o no bei-
co de cima encestado ao naiiz do lado esquerdo
procurando para o canlo da bocea marca peque-
a ; foi comprado nesla praca so Sr. Silvino
Ci.ilherme de Barros, viudo do seitao, o dito es-
cravo representa ler 24 a 25 annos de ioade
quem o pegar e Irouxer oo referido engenho, se-
r generosamente recompensado por seu senhor
por menos do sen Francisco de Paula Cavalranli Wanderley, ou
nesla praca aos Srs. Manoel Alves Ferreira A
Lima, rua da Moeda n. 3.
NA. L.OJ\ lgt MIIJlZMII
DE
4 bois mansos muito gordos
Iratar no engenho-velho em
Vendem-se
pan carroca : a
Jaboalo.
Vende-so a armario da loja n. 6 do creo
da Cunceir;o, propria para um principiante : a
iratar na rua Direita n. 104.
i** pin e-ro ^rnw err/w nmipiw vmcnnffRniCTnMi
.;|j llccebeu-seum cmplelo sortimento de tt
tt pulceiras de sndalo, boto para colele, *
;g cxtralos, essencia e banha fina : na rua jk
H da Cadeia loja n. 23, de Gurgel & Per- $
St digao. Q
Vinagre branco,
superior.
Vende-se vinagre branco superior em barris de
quinto, por preco commodo ; na rua da Cadeia
do Recife n. 12, escriplorio de Bailar & Oli-
veira.
^^ft|i55l5^_SISSI8^l-5i2SSOM
:4 Recebeu-se os mais modernos cha-
peos de palha enfeitados com plumas ou
flores ; na rua da Cadeia loja n. 23, de
Gurgel 4 Perdigao.
Joaquim Francisco dos Santos.
10 RIJA DO QUEIMADO 40
efronte do beoco da Congregaco letreiro verde.
19000
Os mais modernos manteletes pelo preco de
Loja das 6 portas
em frente do Livramento

chapeos para meninos na
| Loja de marmore.
Seda de quadrinhos muito fina covado
Enfeites de velludo com roco prelos e
de cores para cabeca de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraias e seda tapada e
transparenre, covedo
Luvas de seda bordadas e lisas para
senhoras, homens e meninos
Lencos de seda rxos para seabora a
29000e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualdades
Chapeo francez forma modrrna
Lencos da gurguro prelos
Nicas capellas brancas para noivados
Saias balo para senhora e meninas
Tafea rxo o covado
Chitas franceza a 260, 280, 300, e
Cassas francezas, a vara
2$500
8500
2*000
&J00
5320
500
Selim preto azul e encarnado proprio
para forros com A palmos delargnra
o covado
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualdades
Seda lisa preta o de cores propria para
forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos cortes de seda prelos e de coros
com 2 saias e de babados
Dilos de gaze e de seda phanlasia
Chalas de loquim muito finos
Grosdenaple preto e de cores de todas
as qualdades
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e visitas de seda preta
com froco
19600
29000
1&500
Rua Direita n. 103.
Querendo-se acabar com esle eslabelecimento
Lazinhas a JiOO IS anleS de ?-2,ar 8"?0, en"rregado do mesmo
ramldni... '. k 'Se Pr?m,,,ira a vfDJer o que consta do seu va-
n?M h l0I,i,MBaC0ID d"nS li,rgus navel sorlimento por precos a animar aos com-
para vestidos de senhora a 500 rs. o covado, cor-I pradores. na certeza que nada sabir.', nara amos-
tes de riscado francez para veslido a 2, sa-as| Ira ; e mitro sim nao se vender a meninos e a
,ia pa" mpn,riaa 3500, das para senhora a escravos para evitar duvidas.
4S500 o 59 ; d-se amostra com penhor A loja
est aberta al as 9 horas da noile.
Resumo de potica.
Indispensavel para os prximos exames derhe-
lonca ; esia a venda na livr^ria clatsica, n pra-
ca de Pedro II n. 2, a 500 rs. cada exemplar.
Attenco.
Milho, farinha e farello.
Vende-se continuamente saceos grandes com
farello de Lisboa, milho em sarcas, fcijao mu-
lalinhoe amarello, arroi deMaranhao e de cas-
ca, courinhos de cabra cortidos, e ludo se ven-
de por meno3 do que em oulra qualquer parle:
no pateo de S. Pedro n. 6.
Machinas para
cozer.
Vende-se na rua do Crespo n. 17, machinas
dos primeiros fabricantes de Ncw-York.
Borzeguins para senhoras c meninas,
proprias (por serem de cores) para os bellos pas-
seos do campo: na luja do vapor, na rua Nova
numero 7.
% Hecebeji-se e conlinua a receber-se po7@ i J1SCI ^ lUglO.
todos os vapores, vestimentas, calcado e Unl "'"lato claro, magro, com pannos prelos
na mapa do rosto, representando ler 25 annos
de idade, natural do Rio do Peixe, chamado
i.uiz desappareceu no dia 30 de outubro da casa
do Ur. Cosme de S Pereira, de quem escravo
suppoe-se ter levado um cavallo prelo do Sr.
Iloslron que se havia sollado, e que elle fra
em busca do mesmo ; suppoe-se mais que sua
mulher de nome Mara lambem o acoropanha
levando um pequeo bah de flandres : roga-s
as auloridades policiaes e a oulras quae.-quer
pessoas que o prendam, e remettam ao seu se-
nhor, que pagar qualquer despeza.
- No dia 5 do correnle fugio um pardo aca-
bocolado de 22 annos. rosio largo, bonito, baixo
olnos grandries, cabello corrido grande, pes gran-
des, grosso do corpo. alvo, de nome Csssiano
lilbo do Rio Grande do Norle ou Parahiba foi
escravo do Sr Joaquim da Silva PessDa e vendi-
do pelo Sr. Francisco Tiburcio da Silva Neves
roga-se as auloridades de o apprehender o lva-
lo rua Direita n. 66, escriplorio do Sr. Fran-
cisco Malhias Pereira da Costa.
Barato para acabar.
o.n.?sde caf".braU de fiores P8ra cortinado a
JS20 a eca, chila franceza rxa com loquo de
""'Iqoa C0Id? alg"dau a 3J}- 3&m< 31800
LlSrf n^m ,22 Jar,iss- '"adP<)l6es a 41800
4S400 48600. 5*50(1, 5*600 e 5*000 a peca, ris-
cadinho miudo a 160 o covado. brim de linho
iSL1"'0 3 l,0 a Vara- chales de oscuros
a 1J800. gravalmhas a Pinaud de linho a 500 rs ,
7nne SI't"n a 5(i0 rs" Unc-os "'aners grandes a
f/UO a duzia, chapeos de feltro a 4 e 2S80O
corles de casemira a 3g, algodao de duas larguras,
finn fS' a Var8' C8mua,;' de c,,r(,s Diuito lina 3
600 rs. a vara, corles de cambraia de cores a
2J800, grosdenaple a 1ft700, 18900. e 2100 o co-
vado. meias finas para senhora a 5g a duzia : na
loja da rna do Pa.-seio Publico n. 11.
Rua do Queimado n 1.
Tem para vender cassas miudas muito finas
com toque da mofo a 240 o covado, dilas grandes
matizadas a 260 o covado, pecas de algodao com
loque de avana a 1&800, um reslo de cassa de
babados a 1 a peca, la e seda a 400 rs. o cora-
do, e laa a 4C0 rs. o covado.
PodeSenteionovo.
Acha-se lodas as quartas e sabbados, das 11
horas do da em dianio : em Santo Amaro, pa-
daru allemafl", e na rua da Imperalriz n. 2. ta-
berna. '
Attenco.
Fugio da cidade do Penedo, provincia das
Alagoas, em 29 de oulubru do correnle auno, o
escravo BarlholoTjeu, por alcunho Garanhuns
crioulo, idade 45 a 50 annos, com barba curia'
que as vezes cosluma raspar, baixo, corpo gros-
so pos grandes, dalos e abertos para os lados
eom urna Citla no roslo; este escravo foi de
Garanhuns, vendido a Pascoal Rodrigues de Bar-
ros, morador em Papaca?a, onde 6 muilo conhe-
cido, c de presente pertence Jos Antonio de
Araujo Jnior residente em Penedo ; consta por
iniormacoes que esle escravo segu a estrada que
de Garanhuns vem esta cidade, c declarou vir
para Pernambuco ; levou calca e jaquela novas
de algodao trancado azul com lislrinhas verrae-
ihas e camisa de baela verde, e consta que iraz
urna carta corosigo para mostrar que correio :
recommenda-se a todas as autoridades policiaes
o capitaes de campo sua prisao, e offerece-se
urna boa recompensa a quem o agarrar ou delle
der noticia, ou no Penedo, ero casa de seu se-
nhor cima mencionado, ou no Recife, na loja
do lenente-coronel Manoel Florencio Alves de
Moraes, na rua do Queimado n 41.


'8)
DlARO Dfe PERNAMBCO. SETA FEIRA 16 DE NOVEMBRO DE 1860.
Variedades.
OMOA E O CAMINHO DE FERRO INTER-
OCENICO.
Do un relalorio escripto por um viajante na
America central, sobre Omoa no estado de Hon-
duras e sobre o caminho de ferro nter-ocenico,
copiamos o seguinte:
Deixmos Beliza e dirigimo-nos Omoa, um
dos dous portos de mar que o estudo de Honduras
possue as costas do atlntico. Quatro ou cinco
pequeas embrcameos pem em communlcarao
Belliza e Omoa. As Iripolaces destas embarca-
riies sao iiileiraraente coropostas de negros, os
quaes nao teem sua disposicao seno mediocres
elementos de navegacao. Nao obstante fazem as
suas viagens com muila seguranza. Na verdade
a distancia nao grande, porque a passagem faz-
so em dia e meic ou dous dias, e porque esta na-
vegacao se effectua em parle pelo meio da bahia
de Honduras, bera protegida contra os furores
do ocano por urna linha quasi continua de col-
l'm.is e promontorios. 1! um mar tranquillo sobre
0 qual os prelos navegara sem perigo na sua cas-
ca de noz.
Esta pequea excurso martima parececeu-nos
minio divenida : o clima delicioso, a agua
to quieta como a de urna lagoa, o aspecto das
costas cheio de um encanto que se renova ca-
da enseoda, e cada collina que se avista. Dahi
pouco a costa de Houduraseslendeu-se diante de
nos. Una cordilheira de roonlanhas milito altas
chamadas cerro de Guyaniel se eleva oeste de
Omoa, c contribue para dar aquella vista um ca-
rcter imponente. Em consecuencia de urna da-
qucllas calmaras que ali sao quotidianas, fomos
ohrigados Picar vista de Omoa durante al-
gumas horas.
lima brisa, que se levanlou do mar, permittio-
nos langar ferro ao p do velho castello que se
erguo como para alteslar ao mosoio lempo o es-
plendor e a decadencia da Hespanha nesto paiz.
1 tu vasto telheiro, junto s muralhas, serve de
casa da alfandega. Debaixo desle lelheiro adia-
mos urna duzia de ociosos do um e de oulro sexo,
deilados no chao ou tirando do fundo das stias
macas notas de um accordeon. Durante a con-
versarlo que livemos com o chefe da alfandega,
live a indiscripeo depergnntar quantos soldados
havia no castello ; o meu interlocutor fixou-rae
com olhos penetrantes, edisse-me: Senhor, a
cesta est bem defendida pelas forras militares
da repblica A minha innocente curiosidade
linha excitado suspeitas, e por isso elle tenlou
enganar-me, caso eu livesse alguma idea de me
apoderar da fortaleza por um ataque repentino.
A guarnido, que eu vi no dia seguinte, com-
punha-se de uns vinte homens. Mas, se a tropa
nao era muila, aziam muila bulla, tocando tam-
bor cada instante. Depois de urna semana,
passada em Omoa, dissiparam-se lodas as sus-
peitas, e nao s obtive a permisso de visitar o
interior do castello, mas foi at o proprio cora-
mandante quem rao fez as honras com toda
a iirbauidade de um cavalloiro hespano-ame-
ricano.
A situacao de Omoa, com quanto dotada de lo-
dos os encantos dos aspectos tropicaes, nao fa-
voravel aos interesses do coramercio. Logo que
baja urna communicaco entre Puerto Corle?, e o
interior, Omoi perder a pouca importancia que
letn actualmente como porto. Com os negocian-
tes, o re.-to da populacho emigrar para Puerto
Cortez, onde se reunem lodas as condicoes para a
formaoo de una vasta e bella cidade. Na espec-
tativa desta mudanra, j;i muitos habitantes dei-
xam de reparar as suas casas.
A cidade est situada um quarto do milha da
praia. Pela oulra margem estende-sc urna flo-
resta, lima eminencia leste domina o golpho e
ns costas. A esplendida Poinciana pulcherrima
do variadas cores, amarclla e escarate, d em
grande quantidade naquelles cerros. Tarabem ali
so encontra a bella planta chamada malinche em
Nicaragua, o guocamoyo em Honduras. Estes
dous nomos sao historeos, c causam um inle-
resse quasi legendario, o primeiro por ser o nooie
da amante indiana de Fernando Cortez, e o se-
cundo por ser, na sua origem, o norae dado a um
grande papagaio encarnado chamado tambera ara
e lapa, papagaio tido por sagrado pelos Indios
Maya d'Yucaian. o por olios dedicado ao sol. No
poni niais alto do cerro levanta-se um pao do
bandeira para fazer signaos aos navios. Amiga-
mente o guarda da bandeira eslava collocado no
chibo de outu montanha oais afastada e nimio
niais alta, dando quo fazer aos juguares, que
anda hoje abundara nos arredores do Omoa, e
que so atrevem mais vezes chegar s ras da
cidade.
Da outra parte de umoa clevam-se immedia-
tamente collinss roberas de florestas quasi im-
penetrayeis. Um pequeo rio desee das nionla-
nhas. l'm dia, acompanhanhado de um amigo,
tenlei seguir a crrente deste rio at cinco ou
seis milhas. Nesla empreza nao livemos outro
ilosgoslo alm daquelle que provinha da necessi-
dade de passar incessantemente de urna margem
para outra ; mas proporco que subamos, a es-
pessura da regetaco obstava que avancass6-
nios ciluiente, c obrigava-nos a seguir pro-
prio leilo do rio'. Esto tem urna crtente da agua
transparente, que desee em cscalas c que fa-
zem sombra arvores gigantescas; finalmente,
reconhecendo quanto ora diflicil seguir este mes-
in 11 curso, abandonamos a tentativa.
O que mais notei as minhas excurses aos
arredoros de Omoa, foi o pequeo numero de pas-
MHM dos trpicos, emquanto quo vimos muitos
pasmos iquaiicos e outros que se encontram
mais ao norte. No invern, a maior paite dos
passaros que so veom sobre as costas pertencem
aos bosques dos Eslados-Unidos, emquanln que
I O L 111711*1
(11Y LEVINfiSTONE
01"
A' TODO TRANSE
POR
.lorge Alfredo I.awrence
os passaros caractersticos da reguo tropical, os
papagaios, os tucanos e outros, teem desappa-
recido.
Emquanto estivemos em Omoa visitamos os
trabalhos do projectado caminho de ferro inter-
ocenico. O comprimenlo da vio frrea ser de
100 milhas de um outro mar, e, para ir de New-
York S. Francisco por este caminho, nao ser
preciso mais de quatorze dias, emquanto que a
viagem entre entes dous lugares por Panam exi-
ge actualmente quasi vinte e quatro dias. O ca-
| nal por Nicaragua, so eslivesse pralicavel, seria
ainda preferivel ao caminho de ferro da Ameri-
ca central ; mas duvidoso que a nossa geraco
veja os navios irera pelo ranal de um para outro
i mar. Alero disso, suppondo mesroo que se con-
clua esla obra colossal, a unidade do caminho
i de ferro de modo nenhum ser diminuida e
| talvez que ainda venha A ser augmentada. O es-
lado geral dos negocios commerciaes e polticos
o nico obstculo quo tem havido para a rea-
lisarao deste empreza, fronte da qual esto ho-
meris de granJe importancia, que nao despreza-
|rao cousa alguma para conseguir o fin que se
tem proposto.
[Diario de Lisboa}.
que so assenielha urna idea nova; ha sempro
urna faisca do genio, ha sempro alguma cousa
quo aprender
OS PERIDICOS.
De um livro intitulado Un amour du midi,
publicado era Pars, no idioma de l.afontaine,
por Pelano Mazariegos, e do qual so esgotaram
j duas edices, traduzimos um capitulo, que lera
por titulo a epigraphe que posemos esla noti-
cia, e que lero com gosto. sera duvida, os que
teem em alguma considerado a importante mis-
sao da imprensa :
Sou enlhusiasta e admirador dessas iiuraor-
laes folhis de papel, que chamamos peri-
dicos.
Creio que o jornalismo osacerdocio por ex-
cedencia, o noviciado do poder, o torneio de
todas asinlelligencias privilegiadas, a tribuna
mais augusta, o rei da opiniao publica, e o quos
ego da poca.
Os peridicos, esses obreirosinfatigaveisda luz
esses baluartes poderosos e invenriveis da eman-
eipaco humana, sao as sentinellas serapre vigi-
lantes da liberdade das naces.
Sao os peridicos os mensageiros da civilisa-
cao, os raios do sol da intelligencia, os soldados
das ideas, os evangelistas da razo, os apostlos
do pensamenlo, os misionarios da nova religio
do direito.
Sao achronica mltipla de todas asdoutrinas,
onde so cscreve dia, por dia, ao raesmo lempo
que a historia, a sciencia, a critica o as bellas
arlos, a historia do mundo e a historia do
hornera.
N'ellos se encontra o verdadeiro commercio
llvre das ideas, supposto que ao recolher a his-
toria do pensamenlo, ao romper os obstculos
da inteligencia, e ao honrar a humanidade com
a sua propria vida, escrevem Infatigaveis o ca-
thecisrao da emanciparlo dos povos.
Os peridicos, orgos do espirito publico, cuja
voz immorlal nunca se apaga, viverao tanto
corao o mundo, porque o mundo de hoje em di-
ante nao poder existir sem elles.
Todas a? conquistas da razo seriam esteris e
insnffieientcs sem a sublime, universal e inati-
gavel propaganda desses pregadores immortaes,
a sua cloquencia nunca muda, e o seu saudavel
ensino, nulre a sociedade inleira dotando com
urna palavra nova sciencia, arte, todos os
ramos, emtira, da arvore dos conhecimenlos
humanos.
Apesarde quanto deiestaram dos peridicos os
prophetas do passado o os discpulos da ignoran-
cia, sao elles os que enviara hoje a luz ao mun-
do iuleiro, Iluminando o futuro: sao elles os
que demoliram a tenebrosa cidade do erro, reedi-
ficando sobre as suas ruinas a nova egreja que
congrega todos os povos sob a sua cpula, que se
esconde as nuvens, e cuja doutrina vivera ainda
mais que o ten po.
Os peridicos exerrem a sua bemfazeja cruza-
da, sallando lodas as fronteiras; viren era todos
climas, fallara todas as linguas, penetrara corao
o dia era todas as vivendas humanas, viajando
pelo ar como a luz, das cabanas aos palacios, e
voando as azas da publicidade atravez do todos
j os honsontes.
Nunca instituirlo humana foi mais til ao
'mundo: o povo n3o podo folhear os livros que
vivem encerrados as bibliolhecas, em quanto
que os peridicos, formigando por lodas as par-
les, esto ao alcance de todas as mos, introdu-
zera-se debaixo de todas as portas, e encon-
Irara-sena mesa de noitc, as ras, no caf, no
wagn, serapre o em toda as parles.
Incrivel poder I Os mosraos que delestam
cordealraente a imprensa, sao assignantrs dos
peridicos e nao podera passar sera ellos: os
preguieosos da civilisaco, os ultramontanos eos
mesmos absolutistas, quo tingem crfir nos erros
que pregara, publicara e redigem peridicos, com
o medo de morrer sos na obscuridade em que
vivem.
Os peridicos aboliram os carcores da igno-
rancia, onde raorriam amontoados os povos por
nao saberem lr, nem escrever, e divulgaran) os
sogredos da sciencia, acumulando e reparlindo,
porassira dizer, os aphorismos do saber.
Sou enlhusiasta admirador dessas immortaes
folhas de papel que chamamos peridicos ; de-
pressa farao quatorze anuos que leio diariamente
quantos peridicos encontr, e que cgual
minha paixo para com elles: comeco por
olha-los com carinho, saudo-os depois cora urna
maiiifestarao de sincero e espontaneo regosijo, e
por ultimo leo-os.
No mais pequeo, no monos cuidadosamente
redigidodos peridicos, lia serapre alguma cousa
XIII
(Conlinuaro.)
Diabos carreguem jumenta resmungava
Bruce tremendo de raiva.
Rstas palavras chegarara at nos estremecidas
e corladas pela colera, entro as duas ordens de
seus alvos denlos, que rangiam uns contra os ou-
tros.
A phyaionomia deGuy adquiri logo seu serio
Praguejae quanto quizerdes, ou quanto mi-
nha prima consentir, diz elle ; mas sede justo,
antes de ser to prodigo de iroprecacoes. Nao
lancis o anathema sobre h'alhleen, que neuhuma
culpa tem. Nunca a vi refugar at aqu, mas
est habituada que a arremessem francamente
sobre os obstculos. Segurae-a, Harry, acres-
centou elle dirigindo-se ao groom, que flera do
lado opposto do ribeiro, onde agarrara na brida
da jumenta ; vou eu mesrao monta-la.
Elle passou Forrester a brida de seu cavallo,
o apeando-se, passou o ribeiro de um salto vigo-
roso. Depois aproximando-so do Kathleen,
poz-so amanca-la com a voz e com a mo
Aposto i incenla libras como elle a faz sal-
tar da primeira vez, diz Charley.
Bruce fez um signal cora a cabera sera profe-
rir unta palavra, para dizer que acceitava a
aposta.
Pensei que elle ganhasse, porque a jumenta,
raoslrava-se ainda feroz e manhosa, e pareca
certo que refugaria de novo.
Cuy entretanto tinha montado, e depois de ter
lomado terreno diiigia-se ao ribeiro ; Kathleen
fazia piroetas e enfraquecia o passo com intento
manifest de refugar. Mas era-lhe quasi impos-
sivel desviar-se, visto como era vigorosamente
sustentada como em um tornilho pelas maos e
joelhos de seu cavalleiro. Duas vezes o chicote
cahio rudemenlo sobre as ancas, e s bordas
d'agua l.evingstone enterrou-lhe as esporas no
ventre e sallou. Foi quasi um salto em p. No
momento em que Kan/rentomou trra, um enor-
me pedaco de ribaoceira desabou com estrondo
de debaixo das palas no pequeo ribeiro, e a ju-
menta cahio de cabeca ; mas Guy lovantou-a, o
foliando outra vez, fe-la passar ainda duaa vezes
o ribeiro para traz o para diante. A' primeira vez
elia nao tentou pinotear ; arremessou-so impe-
tuosamente com um rincho de colera e cora a ca-
bera erguida : e na volta eslava completamente
domada, e passou o mais pacificamente possi-
vel.
Dae vosso cavallo Mr. Bruce, Harry, e lo-
mae o dar, diz Guy ; eu montarei Kathleen at
a casa. Vamos I vetha estulta, nao vos sacod
assim. Agora estamos reconciliados.
Assim tornastes ganhar vossa aposla de
outro da? observei eu Forrester.
Sim, e com os lucros, respondeu-rae elle
tranquillamenle. Ficae certo que nao me res-
tar grande cousa, quando cu hou'ver termina-
do com elle.
Ainda que n'isso nada houvcsse 4 desenredar,
todava sent urna especie de angustia corao se
adevinhasse o sentido oceulto desta phrase.
Bruce era por natureza apaixonado do dnieiro,
e muito longe de ser romntico ; mas creio que
elle teria consentido de bom coraco era disper-
tar em urna linda manha, pobre, sem eir nem
beira, se podsse tornar ganhar por este proco
o que Charley com sua voz, maneiras e olhos tao
raeigos Iho linha roubado tanto lempo.
Tenho razao do dizer roubado ? Talvez nunca
houvesse elle possuido a affeicao de miss Ray-
mond ; mas acredilava-o assra, o que vioha a
ser punco mais ou menos a mesnia cousa........
OS TRATAMENTOS.
Houveum lempo em que devassiraos os roa-
res, circumnavegamos a trra, abrimos novos ca-
minhos s frotas do mundo inloiro, mudamos a
direccao do commercio, e fomos o primeiro povo
do universo.
Pira que sefallasse de nos na Europa, nSo'ca-
reciamos entao de escrever os nossos feitos nos
idiomas estrangeiros. As relacoes das viagens
dos Portuguezes, as historias das rorajosas fac.a-
nhas que praticavamos na Asia e na frica, ape-
nas eram dadas estampa era Lisboa, reprodu-
ziam-as logo, trasladadas em italiano ou em fran-
cez, os typos venezianos ou os parisienses.
Eramos na verdade grandes. Mas o nosso so-
berano, o chefe deste povo de hroes, tao otre-
vidos navegadores. ISo valeutes guerreiros, lao
apriraorados escriptores, e to sabedores das
sciencias edaslettras, recebia apenas o tralamen-
to de alteza. Os que dobraram o cabo da Boa-
Esperance, e os que conquistaran! a India depois
de terem^ssombrado o norte da frica com pro-
digios de valor, tratavam-se de merc 1
A magestade da gloria, do bora governo, da
juslica ede lodas as outras virtudes que devem
tomar lugar nos degros dos thronos, formava a
aureola de respeito e de amor que cercava a pes-
soa do rei, mas nao lhe eraprestava o nome, tal-
vez porquo o titulo de alteza estava indicando a
elevada posicao em que o collocavara todas essas
circumslancias. Os outros Portuguezes cuidavam
de servir bem Deus e ao rei, cujos interesses
se ligavam najpropagaso da f e na acquisico
do novos territorios, e nao Ibes restava lempo
para aliraenlarem vaidade, que nao fosse a de
exceder os outros em valor, em lealdade, e no
curapriraenlo dos seus deveres.
Esta boa simplicidade dos coslumes portugue-
zes fo-so corrompendo cora as riquezas da India
e do Brasil, que tambera descobrimos e fizemos
nosso. Desenvolveu-se o luxo, a corte cuidou
augmentar o seu brilho cora festas apparalosas e
com galascustosissimas, o a energa dos lempos
anteriores coraerou do enfraquecer no goso im-
raoderado da repentina fortuna com que as deseo-
bertas e conquistas nos haviam j ento enrique-
cido.
Dizem que Felippe II na entrevista de Guada-
lupe se apressra dar magestade el-rei D.
Sebaslio para o obrigar corresponder-lhe da
raesraa manera, visto que eraesse o costurae de
Castella, e que os soberanos portuguezes as suas
relacoes cora a corte de Madrid tinham conserva-
do o estylo de s darem aos raonarchas hespa-
nhes o iraiamenlo de alteza, quo tambera delles
"ecebam.
D. Sebaslio as suas cogitacoes de conquista
africana, e nos seus planos de guerreiro, devia
imporlar-se pouco cora ossacortezia de seu astu-
to o poderoso lio ; entretanto, julgarmos pela
susceptiblidade com que se offendeii ento de
certas faltas que coosiderou descortezes, talvez
lhe nao foi indilTereute o trataraeuto que o equi-
parava um dos priraeiros prncipes da Europa
Na corte j coinecava a despoular a senhoria e a
excellencia, talvez desde que pela restauraco
das letras latinas, 03 escriptores adoplarara nes-
salingua as designacOes era quo foi prodigiosa-
mente frtil o baixo imperio, o comecaram era
seguida adopta-las em vulgar.
Veio depois o dominio castelhaoo, e a pruden-
cia de Felippe II nao deixou de explorar era to-
dos os sentidos a vaidade poilugueza, como sou-
be descobrir e aproveitar a cobica e corrupeo
dos quo s desejavam ouro e distinecoes. Triste
quadra !
Aquelle quo as corles de Thomar deu o lo-
so do ouro ao duque de Braganra e ao de Ossu-
na, para os equiparar na vassalagem sob o pre-
texto de urna grande dislinco.au, procuranJo dos
truir na casa de Braganra a supremaca em que
ella se avanlajava toda a nobreza das Hespa-
nhas, nao deixaria de lisongear a vaidade dos
cortez&os portuguezes na parle relativa aos tra-
tamc-ntoi, recommendando aos magnates hespa-
nhes que o ajudassem assegurar a posse do
novo reino, favorecen lo o amor proprio da gran-
deza de Portugal. O duque do Braganca recebeu
ento do Felippe II a merco do titulo de excel-
lencia.
E' certo que durante os sessenta annos do do-
minio estrangeiro as quesloes de tratamonlos,
limitadas aos priraeiros do reino, forana concei-
luadasde importantes, e quando Felippe III veio
Portugal pelo Alemtejo, o duque de Braganca
a cousa a mais simples possivel: um cobar-
de ; elle lem tanto cuidado de sua preciosa pes-
soa como se ella valesse a pena de ser conserva-
da ; assim dardeja suas sellas occullas detraz do
escudo de Telamn, alias do lio Henry. Nada ha
to penetrante o que so adevinhe mais deprossa.
do quo o instinclo do medo. Elle conhece que,
se quizesse baler se, Charley ou eu seriamos
muito felizes do ser seu contrario.
() Vide Diario n. 261.
Era quanto vollavamos lentamente casa, Isa-
bel conservou constantemente Bella-Dona junto
da montara de seu primo, tentando tmidamente
por lodos 03 meios possiveis applaca-lo e dissi-
par as nuvens amontoadas sobre csse rosto som-
bro.
Seris acaso o effeito do reraorso de ter causado
seu pretendente um mal to profundo corao ir-
reparavel ?
XIV
A desgraca rhega serapre
muito cedo ; lujamos da pres-
ciencia para que nao chore-
mos de onie-mo : nao vem
to rpidamente a dr de ca-
da dia ?
Minha estada no castello do Kerlon tocava ao
fim. Eu j rae tinha demorado muito, e por lo-
dos os correios recebia cartas de paes e amigos,
censurando have-los eu esquecido. Na vespera
de minha partida Guy chamou-me seu gabinete
de Irabalho.
Frank, diz elle, estou em grande embaraco,
mou lio abrio-se coraigo esta manha respeito
de Isabel e de Charley. Sera duvida foi Bruce
que o encarregou do tal cousa.
l3so devia succeder, respondi-lhe eu. Mas
porque razo Bruce nao falln cumvosco, nem
mesrao com Forrester? Ser por delicadeza? As-
sim esperamos.
Que philanlropos fazemos nos I rctorquio
Guy. S vos poderieis unir era urna moraa
phrase a palavradelicadezae p nome dessa
acha de pinheiro da Escoesia, Meu charo amigo,
At ah nao seria elle tolo.
E' um cobirde, estou certo disso, mas nem
assim mesmo menos perigoso. A* pessoasdes-
i ta qualidade sao serapre as menos escrupulosas
om materia de vinganca. Durante estes ltimos
lempos vinte vezes vi a morle escripia era seus
olhos. So nosso destino nos houvesse collocado
om urna dessas risonhas cidades da Italia da cdi-
de-media, elle teria destinado urna trintens de
scudi assalariar o punhal de um assassino
Como quer que seja, temos por amigos a oivli-
sacao e a polica rural ; mas aconselhei seria-
mente Charley que nao se arriscasse muito em
um bosque junto delle, porque julgo que urna
vez era sua vida Mr. Bruce atiraria direito ao
alvo.
Nao gostaes delle, Guy, isso evidente.
As palpebras de Levingsione contrahiram-se,
um clarao sombro parti de debaixo de suas ne-
gras sobrancolhas. c vi apparecer-lhe nos labios
esse sorriso particular, que figuramos no rosto
dos hroes de Homero, mais cruel, mais feroz e
mais terrivel ainda que sua fronte ameacadora,
no momento em que elles vo arremessar suas
tancas. Ello deixou cahir sobre a mesa que esla-
va sua frente a larga rao cortada por urna rede
de msculos entrelazados ; e as forlos laboas de
carvalho estremecern) rangendo.
Se eu me der.idisse estrangula-lo, como sou
mulas vezes tentado, creio que merecera muito
do estado. Mas eraim nao gosto de conspirar
contra elle sob meu proprio ledo julgo que islo
urna marreira de hospitalidade inteiramente
rabe. Minha me se lamenta j por sua conta,
e acha que o tratam mal; e depois o lio Henry
um grande obstculo. Nao um desses paes de
vaudevilles, que durante dous actos vo, veem
fazem sermes os mais ampiantes e recusas as
mais tempestuosas; mas que por lira cedem ao
destino dizendo : Sede felizes, raeus Olhos! e
do punhados d'ouro sem ao monos conta-los.
Das decises de meu tio nao ha appellacao, como
as do major Arnott. Elle nao gosta de Bruce,
muito natural, mas a idea de recusa-lo por gen-
ro,porque elle nao tem nada que o previna om
seu favor, vira ao mesmo lempo que a de recu-
sa-lo por parceiro na mesa do whist. Quando
essa pobrezinha F.phigenia fr sacrificada sobre o
altar das conveniencias, veris sen pae, nao oc-
cultar a face, mas tomar urna pitada de rap com
essa grara calma, que nelle to notavel. Ar-
gumeiUarfTBTtal hornera seria simplesraentc um
absujdo. \
NSo tenho parecer dar-vos, respond eu
recusou dar excelencia ao duque de Ikeda quo
em Hespanha a recebia. Quando o duquo de
Braganca, que era tratado como principe de san-
gue, s tinha excellencia, os grandes do reino
honravam-se com [tenhoria, e os mais aventa-
jados em nobreza ou em servicos, mas que nao
pertenciam grandeza, conservavam o Irataraen-
lo de merc.
A restauraco de 1640 nao restaurou o titulo
de alteza quo bastara i D. Manoel. O novo rei
acceitou a continuago do titulo de magestade,
com quo se deixavam saudar os monarchas hes-
panhes, e o principe e infantes loraaram o de
alteza. A excellencia comecou generalisar-se
mais A senhoria alargou tambem os seus do-
minios, e a merc tratou de se melhorar comba-
lendo as fronteiras contra os Castethanos, e as
colonias contra os Hollandezes. E assim mesmo
muitos porderaro um braco ou urna perna as
linhas oe Elvas. ou de Montes-Clares, sem que
por isso se julgassem com direito regeitar esse
tralaraentogeral dos nossos bons lempos primi-
I Mvos.
Apezar do herosmo com que pelejamos ento,
a decadencia portugueza era visivcl, e Iriumpha-
mosmais pela necessidade europea de limitar o
poder hespanhol do quo pela propria iniciativa.
E ao passo que diminua a nossa influencia no
mundo, e que se abaslardeavom as qualidades de
que ella provira nos seculos anteriores, crescia
o desojo de distincres com que desseraos s nos-
sas pessoas e cousas a mageslade e grandeza de
outras eras de que apenas eramos triste simu-
lacro.
No comeco do seculo passado a confuso
respeito dos tralamentos devia ser enorme, as
invases repelidas e audazes, os abusos flagran-
tes e escandalosos, as prelenges absurdissimas.
Foi necessario legislar tal respeito. O rei dig-
nou-se regular era Janeiro de 1739 esse impor-
tante negocio, e cada um ficou s&bendo o que
devia dizer aos outros, e consentir que lhe dis-
sossem si.
Nao sei at quo ponto so executou esta le. Em
cousas taes o abuso fcil, a idenliJade de razo
autorisa-lo-ia s vezes, a omisso legislativa
larabem, e o amor proprio e vaidade nao ha-
viam detallar cooperar na renova^o das irre-
gularidades anteriores,embora se escandalisasseni
os rigoristas, e cliasqueassem esse respeito os
poetas do ura outro canto do reino.
Se se abusou na corle com a excellencia, as
provincias a senhoria achou-se com mais vastas
| possesses do que as ordens religiosas, quo to-
dava possuiam urna boa parte do reino. Ainda
se ropete oquellc celebro soneto do 3bbade de
Jaccole, que comer
A trinla e cinco ris cusa a pescada
O triste bacalho quatro emeio
e que quo acaba dando-nos completa idea do
caso :
Tudo est caro ; s era nossos dias
Gracas a Deus, temos em bom preco
Os tremocos, o arroz, e as senhorias.
Que o abuso era frequente, e quo promova o
riso, vo-se ainda em outras composicoes do chis-
toso abbade, naquello oulro soneto que diz:
Eu nao creio que a nossa fidalguia
l'rocedesse do Adao que era um coilado,
lira triste que nunca andn calcado,
Un pobre que de pelles so vesta.
Nunca leve brazo ; era possuia
Em proua de nobreza algum raorgado ;
Nora nos consta, jamis fosse tratado
Como agora se faz, por senhoria.
Eva ainda foi peior, pois na Escrptura
Nao se trata de dom era do excellencia,
Nem se diz quo as danras fez figura.
D'onde venho tirar por consequencia,
Que estando hoje a nobreza em tanta altura,
Nao traz delle era dola a descendencia.
Assim corriara as cousas no seculo passado,
no fim do qual levo lugar a revolucao franceza, o
su espalharam em toda a Europa," sem excluso
do nosso Portugal, as dotitrinas da egualdade en-
tre os homens da deslruico dos privilegios, e do
anniquilamento de ludo quanto se (izera nos cal-
culos anteriores para conservar separadas as clas-
ses, e para extremar com diligente cuidado as
raras nobres das burguezas ou plebas.
Se foi bom ou se foi mo, nao questao para
aqui, nem a tal respeito se pode quesliooar. Ain-
da acerca deste assumpto anda o mundo dividido
por forma que nao fcil obter o voto geral para
; qualquer das opinies, e eu nao creio na inlluen-
! ciados raeus oscriptos para nesse ponto fazer
triuraphar as ideas boas, se boas sao os que eu
! professo.
tristemenlo; mas acho isso terrivel para miss
Baymoud.
Cortamente, exclaraou Levingslone cora vi-
veza, e o que peior que a menina roota co-
raigo para prolege-la. Nao posso supportar a
idea de qual seria sua existencia se a casassom
cora Bruce ; elle fa-la-hia pagar sem cessar quan-
to solre nesie momento,porque elle soffre sem
duvida alguma. E pensar quo essa menina,
quera ale aqui s so oceuparam do maltratar, se-
na assim entregue ao ciurae e ao mo humor
desse hornera Ella nunca estar era estado de
atura-lo, e quando raesmo livesse a coragem para
isso, Charley nao o consentira, eteriamos enlo
um desfecho corao o quo perueu Kalph Mohuo.
I Nao l se deve haver escndalo, raelhor ser an-
| les do que depois do casamento ; mais moral
.epoupa una inlinidade do desgostos. Convm,
I pois, ailastar Charley por em quanto. Parudon
j convida justamente ambos nos para passarmos
i com elle algum lempo. Iremos, o dcsia mane-
ra, ficar alliviadu minha consciencia. Quando
esltvermos era um terreno neutro, poderci oceu-
par-rae delles, ou antes, em todo o caso, deixar
passar a justiga do rei.
J fallastes Forrester ?
Nao ; mas elle far oque eu lhe aconselhar
que faca, e curvar-se-ha s circumslancias, es-
tou certo dlsso, ainda que elle nao estaja dispos-
to sacrificar Bella, mesrao quando eu o pedisse.
Desta vez evidente quo elle lem serias inlen-
cOes. Elles tero lempo de combinar seus planos
antes da poca fixada para o casamento. Charley
nao carece que o ajudem. Quanto execuro de
seus projectos, veremos isso mais logo. Vos par-
ts amanha : sinto por todas as maneiras : es-
pero que nao estejaes dosgosioso d'aqtii. Sabis
que eontamoscomvosco no prximo anno.
Adovinha-se minha resposta : eu linha verda-
deiro pezar do ausentar-me ; roas felizmente para
repouso de minha alma, eu nao podia prever as
mudancas. que deviam operar-se as esperancas,
projectos e destinos de lodos, antes que rae fss
dado achar-me neste velho e lindo domicilio.
Quando os adeuses sao tristes na ralidade,
parecem ridiculos perfeilaraenle sobre o papel
paysagera sera perspectiva. Porlauto poupar-vos-
liei as particularidades de minha partida.
Guy ainda nao tinha dito cousa alguma sua
prima do plano que havia formado, o que muilo
estimei.
Tambem fui feliz por nao ver, deixaodo-a en-
trilecer-se-lho o mcigo rosto, como nao deixou
de fazer, estou certo disso, quando soube que ia
ter de lutar s e sem apoio contra as assiduida-
dos de Bruce e contra sua propria antipalhia.
Depois de haver porcorrido muitos condados,
passei Irlanda, e durante os primeiros mezes
que se seguiram, vi rouitas vezes, mas smente
em sonhos, os roslosd'aquolles que deixia aps
de mira.
' ceno, porm, que essa egualdade poda ser
interpretada de dou3 modos, e geralmente o foi
em todos os estados da Europa. Ou que todos fi-
cassem plebeus com a nica differenga da rique-
za, da capacidado e dos servicos, ou que todos Q-
cassem nobres mesmo sem riqueza, nem capaci-
dado, nem servicos.
A Franca, que em tudo e para tudo d exem-
plos, e que possue a rara fortuna de exercer por
'oda a parte inconlestavel influencia, arrojou de
si a egualdade republicana qAie era a primeira, e
adoptou a segunda com a avidez de quem andas-
se esfomeado dessas distincres. F.ra urna bella
manha os mais abalisados republicanos accor-
darara duques, como se tivessem nucido fllhos
dos Montraorency ou dos Cnllon, c os condes e
bares appareceram aos militares. Eoto ressur-
girara do sepulcro, era que os lancra a revolu-
cao, ceios e ceios de raarquezes e viscondes,
verdadeiros e falsos, legtimos ou improvisados.
A Franca ficou mais povoada de nobres do que
antes da repblica.
Nunca fomos dos ltimos a seguir as pisadas
das grandes naces. Tarabem por i architectu-
ramos revoluces, e fizemos quanto em nos cou-
be para que sahissem bem feico das francezas.
Andamos por ah a impar com os sentimenlos da
egualdade e de fralernidade, e nao se quanlas
repblicas planeamos era que deviamos ressus-
citar,
Aquelle t e vos quando algum dia
Havia em Portugal sincerdade
e ficarmos todos uns, corao promeltiam a3 gaze-
tas com applauso de quantos se julgavara desfa-
vorecidos n'esla caprichosa lotera das posicoes
sociaes.
Pareca muitos que tondo perdido as nossas
mais vastas possesses, e reduzidos hoje de po-
tencia de primeira qualidade a naro de tercera
ordem nos iria bem essa modestia republicana, e
talvez por ella se renovasse a aclividade dos nos-
sos costumes antigos e se reslaurasse a energia
dos nimos portuguezes, de modo que ainda po-
dessemos vir a ser alguma cousa nesle mundo.
Esto parecer era sensalo, mas nao passou no
parlamento da geral opiniao, no qual tambem nao
triumpha serapre o que justo e digno Enten-
deu-se quo era melhor supprir a defliciencia da
nossa importancia com as mais pomposas desi-
snaces da grandeza humana, e encobrir os an-
drajos da pobreza publica sob a capa dourada das
maiores distincres legaes.
Cudou-se talvez que o viajante que aportando
s nossas praias, ouvisse os bar^ueiros darem-se
reciprocamente senhoria, imaginaria que naquel-
le modesto exercicio se empregavam talvez, era
honra da profisso nutica, os descendentes do
Bartholomcu Dias, de Vasco da Gama ou de Pe-
dro Alvares Cabral Imaginou-se que dous ne-
gociantes de grosso tracto, tratando-se mutua-
mente de excellencia, figurariara aos olhos da
genio eslranha, como representantes d'aquelle
commercio aristocrtico que illustrou V'eneza e
Genova, ou d'aquelles bu'guezes honrados que
governarara Nurembcrg e outras cidades livres
da Allemanha corao se fosseui fidalgo3 e senho-
rcs.
Pois ongansrao-nos. f or mais excellenrias que
doraos uns aos outros, nao conseguiremos) con-
vencer os eslrangeiros, que abordam as nossas
praias, de que valemos mais de que os antigos
portuguezes, objecto do respeito e admirarao uni-
versal, grandes pela natureza dos seus feitos, e
pela excraplar modestia do seu trato.
Do muitos eslrangeiros sei que so admiram de
ver um deputado e um marechal com o mesmo
tractamentoo deque o baro de honlem co con-
de de dous ou tres seculos corram parclhaa as
distinceoes sociaes. E so nicamente se admiras
sem I Mas que riem a bandeiras despregadas,
com este riso, que faz corar a gente, e contra o
qual nao ha desforra possivel.
E se nos accordassemos urna manha com jui-
zo, e comerasseraos a tractar-nos todos por noce,
corao era Hespanha se usa o Usted, em Franca n
vous, em IngUierri o you, e em Allemanha o sir >
Se renunciassemos por urna vez s qiialificares
insensatas de bailo imparto romo no ba.-ilieroo m
renuncia s pompas de Satanaz, o deixassemos
aos Russos barbaros, e aos Italianos ainda nao
ressurgidos da degenerarlo em que os Iancou o
despotismo, esses vaos simulacros de grandeza?
Se conservassemos nicamente para as senho-
ras essas phrasescom que nos deixmos regalar o
ouvido, e com que nos Iludimos reciprocamente
corca da nossa posicao? Ellas que reinam no
nosso coraco cora inconlestavel mageslade e po-
der; ellas que vivera na alteza da formosura o
das virtudes que nos veneramos diariamente ; el-
las cuja excellencia ninguera dispula, antes lodos
afurmam era continuada dedicaco ; ellas peran-
tc quera a propria senhoria de Veneza mandara
ajoelhar o Leao de S. Marcos: ellas emfim de
quem imploramos a cada hora a apreciavel merc
do seu agrado; ellas sim teem direito a conser-
var essas quilicaces.
Porque nao ha vemos de as depr a seus ps. e
de mes uedir que as guardem e conservera at
que as merecemos outra vez. dobrando os novos
cabos tormentosos da e.ivisacdo, descobrindo os
enastados continentes do progresso, e imitando
os generosos exemplos de nossos maioros ? Ellas,
que sao as mestras do bom gosto, nos di/iam
quando transformados pela excellencia das uos-
sas acroes seamos dignos de usar com appro-
priado sentido as designares que nada signin-
cam hoje. Nao haver para nos um da de refle-
xo e do juizo?
Eu quero crr que ha de chegar esso dia. ou
entao oulro em que levada ainda a maior excesso
i a mana das dislinr?es nobiliarias, nos encon-
| Iremos na praca, to disfamados em conselhciros,
Ibaroes, viscondes e magnates de toda a ordem,
I que nao podendo todava deixar de nos roconhe-
: cerraos em limitado territorio como o nosso,
desatemos todos a rir cora tio desatinada vonla-
de que ali acabe para sompre esta ridicula farra.
(Commercio do Porto.)
RERISTA DE LISBOA.
Urna historia sem phantasmas nem envenena-
monto. A familia do velho martimo Korsa-
dec As tres irmas. a Brelanha o as suas
bellezas alpestres. Umachegada inesperada.
O desconhecido.Recofihecem-se os dous con-
tendores e recorda-se um anligo duello.Par-
tida para Pars. Um vivo raorto o um morto
vivo.O pundonor militar tornado a alJcco
de urna familia. Desafio americana. (jual
delles morrer ? A lormonla affasla-se para
longo.Triumpha hymeneu, jockey nem sem-
pro eftectivo do menino Cupido.
Lisboa 13 de outubro.
Hoje quero contnr-lhes urna historia, historia
sympatluca, agradavel, delicada, sem phantas-
mas nem deliquios, sem infanticidios, nem tyran-
nos ; historia que logo que corneja pelo retrato
de tres bellas crealuras, que recresce cm inlercs-
so com a apparigo de novos personagens, o que
por fim remala de um modo verosmil para o
respenadores das leis da lgica e da naturalidado
e satisfactorio para aquelles que se routcnlam
com o encontrar alguns lances do dislracrao cm
qualquer cont ou narrativa.
E nao pensem quo esla historia a vou eu inven-
l?r, ou a fui desencantar aos recnditos empor-
rados de alguma biblioiheca ajoujada de novellas
do Mads. de Genlis e Cotlin ; nada disto : ape-
nas o resumo de um lindo drama cm dous actos,
por titulo Dae aos pobres, que o Iheatro de D.'
Mana poz ltimamente em scena, e o qual muito
agradou ao publico, o mira, que tambem des-
ta vez fazia parte do mesmo publico.
Cheguem-se, pois, os m( us leilores, e ouoam
a narrao.10 que lhes vou fazer.
Estamos n'uma linda vivenda. n'um dos sitios
mais aprazivois e pittorescos da Bretanha. Nessa
vivenda, n'uma sala que deita para una quinta,
eslao sentadas cozer. bordar e conversar, lies
syrapathicas meninas.
Estas meninas sao irmas, porque sao lilhas do?
mesmos paes.e ainda sao m.ais irmas, porque os
dotes do corarao e as gracas do espirito as osse-
raelha e abrara nos mesmos sontirnentos de af-
fecto fraternal, nos mesmos desojos de enlranha-
da e doce afleiro ao velho Kersadec, seu estre-
moso tio, e nos mesmos actos de solicilude c be-
neficencia, o* quaes so eslendcm lodos os des-
validos e infelizes daquelles contornos.
Mas as pobres meninas sao orphas I
Ainda de bem poneos annos pordorara pai e
mae, e ver-se-hiara sem nenhum dos auxilios de
quenecessiiam a formosura e a mocidade da mu-
lher.se nao fosse o bom Kersadec, velho official
de marinhn, retirado doservico, e quo agora so
entrega aos trabalhos da agricultura, rodeado
destas tres gracas que lhe convertem esta sua
existencia dos campos no raais tranquillo e apra-
zivol viver patriarchal das eras primitivas.
Quando se levanta o panno esto lodas oslas
encantadoras crealuras reunidas em roda de urna
mesa de costura. Angela, o orrhanjo tutelar do.s
dosditosos de todos aquellos arredoros, est ara-
baodo varios objectos de vestuario que tenciona
ir repartir pelos seus pobres. Clotilde, alma apai-
xonada o sincera, pensa era son primo Paulo Ver-
tan!, lilho do velho Kersadec, official do mari-
nha como elle, com quem est proracllida para
casar, e o qual aquellas horas corro os perigo*
das tempestades, distante, bem distante, daquelle
lugar, sobre as aguas do mat. Marcolina, em-
fim, a mais viva e impaciente de lodas tres,gas-
tarse com seu primo Tibuicio por que ello ainda
nao soube adiar um emprego que o colloque em
oslado do a esposar.
A familia est em arranjos de viagem, por quo
nesse raesmo dia ha de deixar a Bretanha e par-
tir para Paris.
E' nesla situacao que entra o conimandanle
KcrudAr. (porgue tora nesto jrusiu 4110 elle dei-
xra a vida dos mares pelo retiro dos campos.)
As sobriuhas sallam-lheao pescoro c cobrem-o
de caricias.
Vors sao urnas excellentes crealuras, mas...
Mas o que, meu tio?
Mas teem muita bagagero.
Esta queixa ora um justo desforro do velho que
linha levado a manha intoira enaltar a (atola
das sobiinhas para a viagem, e ainda nao havia
concluido a tarla.
Nao sabe, mou tio?.... Nao se me lom li-
rado loda a manha a lerabranga delle.diz Clo-
tilde, abrarando Kersadec.
Continuar-se-ha.)
\V
A nica* cousa viva, quo
elle nao poderia odiar, lhe foi
tirada ; elle o mereca, massof-,
freu muito. Os bons explnram
a morada onde o vicio desco-
nhecido ; o orgulhoso o malva-
do acha neste mundo seus!
prazeres, mas perdendo tudo'
ao mesmo lempo, como conso-
lar-so do que nao possivel
reconquistar ?
Que agradareis dias passei eu, quando ao mor-
no calor da primavera errava ao longo das cos-
tas Jo Kerry, de Clary o de Gallowey, pescando
nos vastos tanques, ondea vaga hurailhada re-
pousa de suas fadigas sob as penedias coroadas
de bosques, na extremidado das rumorejantes
cscalas, mosqueadas de brancos flcos do es-
cuma !
Por loda a parto encontrei esse franco e alegre
acolhimento. que s se ve sorrir cm toda a sua
porfeico atravessando o canal de S. Jorge.
Quanto triste ver as sombras laucadas sobre
esta bella trra pela abominaco da desola-
cao I
camponios alm da ha-
Quanlos castellos sem
bilaco de Tara J
Que feito dos antigos proprietarios do solo ?
Nao ha um paiz na Europa que nao ronhera
esses Zngaros, inquietos, descuidado?, sera eir
nem beira.
Na Franca, as cidades de provincia anidabas
mais remotas, ouve-se seus enormes errosTle
grarnmatica, seu jargao harroonioso, quebrando
a monotona dos eufadonhos seres legitimislas.
Hamburgo e Badn bnlham com o glorioso com-
primento de suas barbas domadas. Adiareis
ainda seus olhos ezues e suas lindas phy-
sionomias, sobresahindo aqui e ali sobre a fra
uoiformidado dos esquodres austracos. Nao se
disse muito baixinho que um cadele do nome o
raois orgulhoso da Irlanda adquirir urna triste
celebndado no archipelago grego, como rapiio
da mais mal afamada dossas falas compridas e
afiladas, quo os clares purpreos da aurora, ou
a branca clandade da la, desusara silenciosas e
desembocara por detraz dos promontorios dos
Cyclades ?
Mas rajamos justiga aos que habitara ainda o
solo de seu paiz.
Um dos castellos, onde tiz mais tonga morada
foi o de Ralph Mohnn, que, bem que eu nao lhe
fosse pessoalmeute conhecldo, recebeu-me per-
fetamente na minha qualidade do amigo de
Guy.
Meu hospede merece urna menso loda parti-
cular, porque sua historia triste, ainda quando
nao seja muito extraordinaria.
Elle entrou muilo joven em ura regiraenlo de
cavallaria, ondo porlou-so convenientemente at
que encontrou lady Carolina Desborough. Na-
morou-so della, muitos outros tinham feito o mes-
rao ; mas por desgraca ella casou coto Mr. Man-
nering, quem lora promeltida desde a in-
fancia.
Mohun nao pode supportar esto golpe tranquil-
lamente e conforme as regrss, a exemplo dos ou-
tros suspiro-os desengaados.
Aqu comer a cierna e infeliz historia.
O marido do lady Carolina a despresa va com-
pletamente, e at algumas vezes a maltratara.
Mohun proseguio em seu designio com a infati-
gavel pertinacia propria de seu carcter, e dezoi-
lo mezes depois do casamento, elles fugiram jun-
tamente.
Mohun nao era rico, de sortc que o processo
quo se segu o e as indemnisares devidas, que
eran considoraveis, arruinaran!-o completamen-
te. A cmplice de sua falta era absolutamente
sem recursos.
Parliram para Vienna, onde Ralph entrou pan
courasseiros austracos, gracas s prolecres que
soube adquerir.
Elle se demoira algum lempo perto de Ingla-
terra fim de off-recer Manuering occasio de
podir-lho salisfaro ; mas o marido ofendido co-
nhecia perfectamente seu rival para arriscar-so
quinte pasaos da pistolada Mohun; o assim adop-
lou urna vinganca mais ceila e menos compro-
mettedora : nao deu passo algum para obior o
divorcio, e tirn dosi'arle Ralph o nico meio
tle expiar sua falla : um casamento cora sua
victima.
Mohun variou, verdade, a rotioa faliganle dns
seductores ; nunca se enfadou da mulher, quem
perdura, nem portou-so mal para rom ella. O
lempo trouxe-lhes muitos tormentos, mas nunca
a saciedade ou o arrefecimento.
At o ultimo momento elle adorou-a, e velln
lernamente sobre ella com toda a dedica, ao do
que era capaz. Por mais rude. fri o brutal que
fu-se para com as outras, nunca olla ouvio sabir
de seus labios urna palavra mi.
Dolado de urna natureza altiva e sonsivel, ella
presumir muito de suas forras, quando julgou
dever supportar a deshonra.
Depois desse duello queehoou om toda a Aus-
tria, duello, 110 qual o melhor nhlager da brida-
da de Mohun murreu tnupassado por oito feridas
no dia seguinte aquello, om quo elle arriscara'
um gracejo respeito do lady Carolina Manne-
n"f?i os homens tornaram-se inuitocircums-
pecios em seus modas do encara la-Hinas quan-
to s mulheres, nada conseguio calar-lhes as
linguas, nem enfraquecer seus desdonhosos
olhares.
O proprio Briareo. armado al os dentes, nao
ousaria, alTronlir nossas viuvas modernas, nem
conseguira desvia-las de sua preza. Por toda a
parte onde jai o cadver de urna bella reputarn
destruida, vemo-las correr ora bandos, com ron-
cos gritos de triumpho, olhos le abutre, garras
aduncas, como nuvera de vampiros.
Lastimo do lodo o coraco a mais culpada
crealura, a mais completamente derahida, entre-
gue pela Nemesis vingadora da sociedade como
victima do choro dessas Eumenides.
Continuar-se-ha)
PERN. -TYP. DK M. F. DE FARU.-l&m"


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