Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09165


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Full Text
1'
lili XXXTI. HUMERO 265
Por tres mezes adiantados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6'jOOO.

QOIHTA FEIRA 15 BE NOVEMBRO DE 1861.
Per aun ad untado 19&000
Porte trauco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima :
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaly, o
Sr. A de Leci03 Braga; Cear, o Sr J. Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
'arahiba as segundas
t'AKl ll>As 1)03 CUHKEIOS.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e P;
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinho e
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d' Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iugazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury o Ex as quartas-feiras.
Cabo, Sirinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua preta, Piraeoteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partera as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO MEZ DE NOVEMBRO.
6 Ouarto rainguante as 6 horas e 57 minutos
da manna.
12 La nova as 10 horas e 16 minulus da tarde.
20 Quarlo crescente as 6 horas e 33 minutos
da manha.
28 La cheia as 9 horas e 18 minutos da manha.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 6 horas e54 minutos da manha.
Segundo as 7 horas o 18 minutos da tardo.
AOINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do comraercio : segundas e quintas.
Relago torgas, feiras e sabbados.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quartvs ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio dia
SegundS vara do civel ; quartase sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
12 Segunda. S. Marlinho p. m. ; S. Diogo f.
13 Terca. S. Eugenio b. ; S. Zcbiua v. m.
14 Quarta. Ss. Filomeno e Clementino mm.
15 Quinta. S. Gertrudes v. ; S. Leopoldo
16 Sexta. S. Gongalo de Lagos ; S. Valerio m.
17 Sabbado. S. Gregorio Taumaturgo b.
18 Domingo. S. Rorao m. ; S. Odn ab.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPgO NO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Das ; Baha,
Sr, Jos Martins Al ves; Rio de Janeiro, o Sr!
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMRUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa de
Faria, na sua livraria praga da Independencia ns.
6 e 8.
PARTE OFFICIAL
Dito ao mesmo. Ao capito Temolio Peres policia de 6 do corrente, sob numero 1414, resol-
Governo da |provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 12 DE NOVEMBRO DE 1860.
Officio ao Exm. hispo diocesano.Achando-se
j cercado o cemiterio da villa de Iguarass, o
devendo estar em poucos dias preparado decen-
temente para oelle fazerem-se os enterramentos,
sirva-se V. Exc de expedir para isto as necessa-
rhs providencias, atteodendo quo. alm dos in-
conveniente!, que resultara saude puolica os
enterramentos nos templos, acabo de verificar
presencialmente que o pavimento dos daijuella
villa conserva-se arruinado por continuas esca-
vagoes feitas para as inhuroages.
Dito ao presidente da cmara municipal de
Iguarass.Recommendo a Vmc. quo mande
quanto antes limpar o cemiterio dessa villa, que
j est ceicado, pondo-o em estado de fazerem-
se all com a precisa decencia os enterramentos,
logo que para isto furem expedidas as providen-
cias pelo reverendo prelado diocesano, a quera
me dirijo nesta dala para semelhonte Om.
Dito ao director das obras publicas.Tendo eu
observado presencialmente, que alm dos incon-
venientes que resultam saude publica dos en-
terramentos nos templos, estao por causa delles
em estado de ptrfeita ruina os pavimentos tr-
reos de todas asigrejas da cidade de Goianna, te-
nho resolvido mandar cuidar da construego de
um cemiterio naquella cidade, onde nao o ha, o
por isso determino a Vmc. que mande organisar
e me aprsenle com a possivel brevidade, una
planta e orcamento da despeza precisa para esse
edilicio, devendo Vmc. eniender-se para isto com
a respectiva cmara municipal acerca do local,
preferindoaquelle era que se fizeram os enterra-
mentos na poca do cholera-morbus, ou outro
que paraca mais conveniente.
Vmc. ellender necessidade de ser a respec-
tiva despeza lo mdica quanto for possivel.
Offieiou-se ueste sentido a cmara municipal
respectiva.
Dito ao chefe de polica.Tendo eu na visita
que fiz cidade de Goianna encontrado na res-
pectiva cadeia cincoeula presos agglomerados em
duas pequeas prisoes que naturalmente nao po-
dem accommodar mais de 30, compre que V. S.
faca remover para a casa de detengo desta capi-
tal 20 daqueiles presos, preferindo os que se
acharcm mais nos casos desse deslino, porj
estarem definitivamente julgados, ou por qual-
quer outra circunstancia allendivel. Outro sini,
cumpre que V. S. determine ao delegado de po-
licia do lermo de Iguerass, que faga rcrolher
ao quarlel do destacamento a praga que all esl
as ordens dojuiz municipal respectivo, porquan-
to, nao sendo possivel, pela deficiencia da forga
policial, prestar-se ordenancas a todos os juwes
nwnicipaes, nao ha razao al'guma para que o le-
nha o de Iguarass, que pode, todas os vezes que
or necessario, requisitar forga ao delogado, a
quem V. S. advertir de que nao lhc pcrmilti-
do sem ordem superior expressa distrahir pracas
do destacamento do centro da villa para servicos
permanentes; competindo-lhe apenas ler um or-
denanca effectivo tirado do destacamento.
Dito ao commandante das armas.Remello in-
cluso o processo de justificago com que Urgula
Uygina Goncalves deSiqueifa, reclama a entrega
doseu escravo Bernardo, que foi recrulado para
o.exercilo, com o nome de Bernardo Joaquim
dos Santos, aira de que V. S verificando a
idenlidade de pessoa, mande dar-lhe baixi do
servico ; devendo \. S. devolver o referido pro-
cesso a fin de ser archivado de conformidade
com o disposto no aviso circular do ministerio da
guerra de 4 de agosto ultimo.
Dilo ao mesmo.Sirva-se V. S. de mandar
por em liberdade o recruta Manoel Francisco do
Azevedo, se anda nao assentou praga.
Dito ao commandante superior do municipio de
Olinda e Iguarass.Transmiti por copia a V.
S. o incluso requermento do lenle da anliga
guarda nacional dos municipios de Olinda e Igua-
rass, Jos Ignacio da Fonseca e Silva, atim de
que avista das informagoes acerca delle minis-
tradas por V. S. em datas de 28 de jullio e 29 de
ontubro ltimos, seja aquello lente allendido
como for conveniente pelo commandante do ba-
talho n. II na proposla, que deve apresentar
para preenchimenlo dos postos vagos do mesmo
batalho.
Dilo ao capilo do porto. Fago apresentar a
V. S. para ser inspecionado o recruta Joo Ma-
noel da Silva. Communcou-se ao chefe de po-
cial.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
I '.'incito o incluso officio que em 9 do corren-
to me dirigi o commandante da estagao naval
rara que V. S. em vista do que elle expe, man-
de examinar minuciosamente e com urgencia pe-
la mestranca desse arsenal o brigue escuna JTtn-
/ico vapor Tkelis, trasendn ao meu conheei-
menlo o resudado do exame cora osen parecer
acerca do estado dessas embarcaces.
Dilo ao mesmo. Communico a V. S. para
seu conhecimenlo, que por aviso do ministerio
da marinha de 4 de selembro ultimo, foi me de-
clarado que o novo hyate construido nesse arse-
nal deve denominar-se Rio Formoso, e ficar ser-
vindo na estagao desta provincia.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Deferindo o requermento do mojor do 8o. bata-
lho de infantaria, Joo do Reg Barros Falco,
sobre que V.S. ioformou em officio de 10 do
crrenle tenho- resolvido de conformidade com a
1.a observaco da tabella do 1. de maio de 1858
que se Ihe abone a grotificago do commandante
do corpo pela commisso a que foi Villa do Ou-
ricury, commandando urna forga de mais de cem
pragas ; devendo contar-se-lhe esse vencimenlo
do dia emquedoixoi) o exerciciode fiscal do re-
ferido batalho al o em que recolheu-sc a esta
capital. O que communico a V. S. para seu co-
nhecimenlo e execugo. Communcou-se ao
commandante das armas.
Dito ao mesmo. Segundo consla de aviso do
ministerio da fazenda de 12 de ontubro uliimo
fora no.meado por decreto de 10 ol. escriplura-
rio dessa thesouraria, Bernardino de Sena da
Silva (iuimares, para exercer em commisso o
lugar de nspecior da thesouraria do Rio Grande
do Norte.
O que communico a V. S. para seu conheci-
meeto e expedigo das convenientes ordens, mar-
cando a esse empregado, do conformidade com
o disposto no citado aviso, o praso de 30 das
para seguir asen destino, onde encontrar o de-
creto de sua nomcacao.
Dito ao mesmo. Em vista da corita, que de-
volvo, e a que so refere a sua informaco de 19
4o corrente, sob n. 1156, mande V s". pagar a
quanlia de setenta mil res,em que importou urna
grade de madeira collocada na sala dos exames
preparatorios da faculdade de direilo, segundo
declara o respectivo director em officio de 6 des-
te mez. Commumcou-se ao director da facul-
dade.
Dito ao mesmo Devolvendo a V. S., refor-
madas nos termos do seu officio datado de 5 do
corrente, as conias das despezas feitas no exer-
cicio p. p. e no presente com o tratamento de
diversas pragas da guarnico da escuna Lindoya
que eslavam recolhidos na enfermara de mari-
nha, o auloriso a mandar indemnisar a repart
gao de marinha da respectiva importancia.
de Albuquerque Maranho, que destaca para a
villa de Cimbres, mande V. S. adiaotar, para
serem descontados integralmente, os sidos cor-
respondentes a 3 mezes inclusive o de novembro
corrente.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Respondo ao seu officio, n. 513, datado de 6 do
corrente, declarando que approvo a delibera-
ve conceder-lho licenga para ir ao presidio de
Fernando na barca nacional Atrevida levando em I
sua cornpanhia o seu escravo pardo de nome
Galdino.
Dita.O presidente da provincia, stlendendo
ati que Ihe requereu o soldado da segunda com- i
ponina do oitavo batalho de infamara Fernn- !
do Jos des Sanios, que foi considerado incapaz
cao que V. S. tomou de mandar recolher ao co- do servigo era inspeceo de sade, resolve con-
Ere dessa thesourana, nao s o que cobraran) no ceder-lhe 3 mezes de licenga com vencimentos
)ro ultimo os agentes dos impostosi para Iralar-se dentro da provincia.
sobie o labaco c agurdenle, e o collectordo mu
nicipio de Olinda, mas tambem a importancia
da renda arrecadada pelo consulado provincial
depoisdo ultimo recolhimenlo, a lim de poder-
se occorrer ao pagamento dos ordenados dos em-
pregados pblicos, de muros vencimentos, que
possam ser considerados alimentos, e das despe-
zas aulorisadas por esta presidencia.
Dito ao mesmo. Inteirado do conleudo de
sua inforroago de 8 do correnle, sob n. 517,
dada acerca de officio em que o chefe de policia
pede que seja paga a Vicente Paula da Olivei-
ra Villas-Boosa quanlia de 200300!) rs. pela qual
romprou o delegado de Serinhem um cavallo a
Manoel Peres Campello Jacome da Gama, re-
commendo a V. S. quo mande effecluar esso pa-
gamento em vista da procurago, quo devolvo,
por ter sido o mencionado cavallo comprado
para o servico policial, e cora autorisago do
meu antecessor,
Dito ao mesmo. Recommendo e V. S. a ex-
pedirn de suas ordens para que, depois de exa-
minadas as conlas e documentos juntos, e estan-
do nos termos legaes, seja paga a Jos Elias de
Oliveira, conforme requlsilou o chefe de policia
em officio de 10 do correnta, sob n. 1459, a quan-
lia de 3:45O200 rs., despendida, no mez de ou-
lubro ultimo, com o sustento dos presos pebres
da casa de detenco. Communicou-se ao chefe
de policia.
Dito ao mesmo.Estando nos termos legaes
a folha junta em duplcala, que me foi remet-
lida pelo chefe de policia com ofllciodclOdo
cocrente, sob n. 1463, mande V. S. pagar ao al-
teres Joo Marques Eulropio de Miranda os ven-
cimenlos do alteres do batalho n. 27 da guarda
uacional do municipio de Caruar Manoel Fran-
cisco da Silva, que conduzio preso d'aquelle ter-
mo o capito da mesma guarda nacional Gregorio
Francisco de Torres Vasconcellos.
Dito ao mesmo.Estando nos termos legaes os
documentos junios, mande V. S. pagar, confor-
me requisita o chefe de policia em officios de
10 do corrente, sob ns. 1 02 c 1405, a Antonio
Alves de Carvalho Veras, a quanlia de SigOO
rs., despendida no mez de selembro ultimo, cora
o sustento dos presos pobres da cadeia de Flo-
res, c collocaeo de urna porla na mesma cadeia
para dividir a priso dos homens da das mulhe-
res, e ao bacharel Henriquc Pereira de Lucena
a de 12J000 rs., tambem despendida, no mez
dejulho desto armo, com o fornecimenlo feilo
aos presos da cadeia de Ouricury; prefazendo
ludo a somma de 153000 rs., em que importan)
os mencionados documentos, Communicou-sc
ao chefe do policia.
Dito ao juiz de direilo interino da comarca do
Rio Formoso.Remello por copia a Vmc. o offi-
cio n. 1460 que em 10 do corrente rae dirigi o
chefe de policia com a copia, a que se refere, da
qual se v que o escrivo do lermo de Barreiros,
Jo; Roberto Cazado Lima, linha a seu servigo, e
fora d3 cadeia o reo Theophilo, condemnado por
crime de morle pelo jury do refirido termo, alim
de que Vmc. proceda na forma da lei contra o
o mencionado escrivo.
Dito ao juiz municipal supplenle do lermo do
Bio Formoso Em resposta ao que consulta Vmc.
em seu officio de 6 do oulubro ultimo, e confor-
mando-me cora o parecer do conselheiro presi-
dente da relago, constante da copia junta, tenho
a dizer-lhe que em virtude da disposicao do avi-
so, n. 70 de 7 de fevereiro de 1816,'no lhc
permiltido fazer consultas sobre casos pendentes ;
por quanto como tal deve ser considerada o que
fez ot'jecto de seu dito officio ; devendo por con-
sequencia Vmc. proceder respeiio como enten-
der do direilo, regulando-se pelo que dispe a
ordenaco, liv. 1- lit. 88.
Dito ao conselho de compras navaes.Respon-
do o officio qus me dirigi o conselho de compras
navaes cm 9 do corrente, declarando, que oppe
o contrato que celebrou com Francisco Pinto da
Costa Lima, segundo o lermo annexo ao mesmo
officio, para fornecimento dos artigos de farda-
menlo necessarios s pracas do corpo de fuzilei-
ros navaes at dezembro prximo vindouro.
Communicou-se a thesouraria de fazenda.
Dilo ao mesmo.Auloriso o conselho de com-
pras navaes a promover nos termos do art. 9 a
11 do respectivo regulamento a acquisaco dos
objectos mencionados na relago annexa'ao seu
officio de 9 do correnle, vislo sercm elles neces-
sarios como decUrou o mesmo conselho em dito
officio.Communicou-se a thesouraria de fa-
zenda.
Dilo ao mesmo.Pode o conselho de compras
navaes effecluar a compra dos objectos de mate-
riaes mencionados na relago annexa ao seu offi-
cio de 9 do corrente, remetiendo a thesouraria
de fazenda copia dos trmos que assignanra os
vendedores dos ditos objectos.
Dito ao director do arsenal de guerra.Tendo
nesla dala concedido dous mezes improrogaveis
ao escrivo desse arsenal, Manoel Polycarpo Mo-
rera de Azevedo para a apresentago do seu ti-
tulo, devendo esse prazo ser contado do dia em
que se lindou o que j Ihe foi concedido para es-
se fim, assim o communico a Vmc. para seu co-
nhecimento.Communicou-se a thesouraria de
fazenda.
Dilo ao presidente da cmara municipal de
Goianna.Sirva-se V. S. de informar que desti-
no leve a quanlia de um conlo de ris dado por
S. M. o Imperador para a construego de um ce-
miterio nessa cidade.
Dito ao director geral da inslrucco publica.
Mande Vmc. fernecer s escolas do sexo femini-
no de Goianna, e i do sexo masculino de Pedras
de Fogo, os liyros necessarios para a matricula
de alumnos, vislo que all me reptesentaram os
respectivos professores. por occasiJo de visitar as
escolas quo amda nao os tem, apezar de j vercm requisitado.
Portara. O presidente da provincia, allen-
dendo ao que ihe requereu Francisco Evaristo
Velloso da Silveira, primeiro sargento da primei-
ra cornpanhia do coipo de policia, resolve con-
ceder-lhedous raezes de lcenca cora vencimen-
tos para tratar de sua sado.
Dita.O presidente da provincia, altendendo
ao que Ihe requereu o baro do l.ivramenlo, ge-
rente da cornpanhia de vapores de reboque, e
tendo era vjsia a informago do capito do porto,
datada de 3 do corrente, resolve, em virtude da
segunda parte do ai ligo Io das injlrucges anne-
xas ao decreto numero 1551, de 10 de fevereiro
de 1855, conceder a Manoel Jos Pereira da Cos-
ta, machinisla do vapor Camaragibe, o prazo de
6 mezes para apresentar a sua carta, na confor-
midade do artigo 4o do regulamento, que baixou
com o decreto numero 1324 de 5 de fevereiro de
1854, deTendoser esta apresentada a quem com-
petir, aflmde ser o mesmo machinista admiltido
a matricula.
Dita.O presidente da provincia, altendendo
ao que requereu Francisco de Paula Reg Bar-
ros, xelendo em vista ainorraacao do chefe de
Dita.Os senhores agentes da cornpanhia bra-
sileira de paquetes a vapor mandem dar trans-
porle para a provincia do Para, no vapor que se
espera do sul, ao capito do exercito Joo Ma-
noel Florindo.Communicou-se ao commandan-
te das armas.
Expediente do secretario.
Officio ao commandante da estagao naval.O
Exm. Sr. presidente da provincia manda com-
municar a V. S. que, segundo communicou o
inspector do arsenal de marinha cm data de9do
corrente, eslo feitos os reparos deque necessi-
lava o brigue escuna de guerra Xing.
Dito ao inspector da sado do porto. S. Exc.
o Sr. presidente da provincia, manda communi-
car a V. S., em resposta ao seu officio de 9 do
correnle, que fica inteirado do haver V. S. no-
meado a Ernesto Antonio da Silva Lins, para o
lugar de guarda dessa repartigo.
*" DESPACHOS DO DA 12 DE NOVEMBRO.
Requerimentos.
3087.Manoel Joaquim de Oliveira Curchal
Passe portara concedendo dous mezes de li-
cenga para o supplicante tratar de sua saude den-
Ird da provincia.
3088Jos Lopes da Silva Guimares.In-
forme o Sr. director das obras publicas.
3089.Jos Bernardino de Vasconcellos Coim-;
bra.Informe o Sr. inspector da thcsouraiia de !
fazenda, ouvindo o da alfandega.
3090.O padre Joo Manoel Florindo. Fica
expedida a conveniente ordem no sentido era que
requer.
3091.Jeronymo Cesar Marinho Falco.In-
forme o Sr director da instrueco publica.
3092.Joaquim urbano Mara I.umachi de
Mello.Informe o Sr. I)r. provedor de sade.
3093.Antonio Manoel Barbosa.Passe por-
taria concedendo dous mezes de licenga para o
supplicante Iratar-se dentro da provincia.
3094.Francisco Affonso Ferreira. A' vista
das informagoes requeira ao governo imperial.
3095.Francisco Egydio de Luna Freir.In-
forme o Sr. inspeclor da thesouraria de fazenda.
3096Camillo Augusto Ferreira da Silva.
Informe o Sr. nspecior da thesouraria de fazen-
da, ouvindo o da alfandega.
3097.Francisco Egydio de Luna Freir.
Informe o Sr. inspeclor da thesouraria defa-j
zenda.
concorrer com os ministros. Reslava-lhe pois a
liberdade individual.
Mr. de Cavour recusou-se a desempenhar cer-
tas funegoes com o ministe rio Ratazzi. Nao se
deve servir com um ministerio, quaudo so nao
esl politicamente de accordo com elle.
Quaesquer que tenham sido os motivos que de-
terminaran Garibaldi a nao desempenhar empre-
go algum com o ministerio actual, esses motivos
que devem respeitar-se. Mr. de Cavour fazia o
mesmo se fosse embaixador, e se chamasse
gerencia dos negocios um homem que Ihe dcs-
egradasse.
as grandes quesloes que inleressam o amor
do paiz, Garibaldi far aabslraco das pessoas, e
toando se liver pronunciado a annexago, se o
ministerio nao convier Garibaldi, elle se retira-
r para a ilh.i Caprera.
Na Italia s ha um homem necessario, quo
Vctor Emmanuel. Nao julgo necessario Gari-
O principio da independencia das antono-
raias regularmente constituida, adraitle as lra~s-
formagoes polticas de um povo, as mudancas do
dymnastia que se verificar por sua vontade, o as
revoluges internas, as quaes se v arrastado
pelas suas paixdes ou petos seus interesses. Sao
outras tantas maniteslaces da sua soberana,que
os demais estados nao poderiam queslionar sem
comprometter a sua.
A poltica da nao inlervengo, que a nossa
poca fez prevalecer como resultado dos pro-
gressos do direilo internacional, nao mais
do que a consagraco dessas garantas reciprocas.
ento a siluaco peiorou, Francisco II abandonou
a sua capital, o aos olhos da populago, abdicou
o seu throno. A guerra civil que rebentou nos
estados napolitanos, e a ausencia de um governo
regular, pozeram em grande perigo os priucpios
era que asseuta a ordem social.
Nesta conjunctura, os cdados e as autori-
dades do reino de aples, dirigiram a S. M. el-
re Vctor Emmanuel mensagenscontendo nume-
rosas assignaturas, e implorando o auxilio do so-
berano a quem a Providencia confiou a larefa de
pacificar a Italia e de a reconstituir.
Em consequencia dos deveres que Ihe impoe
se
aprecia
fazer a revoluco no seu proprio paiz, s\o a elles
importa isso, mas nao incumbo a nenlium es-
lado estraugeiro. ncm raas era menos o Pie-
moule do que a Ausiria, envolvcr-se nossfeus ne-
baldi, nem pessoa alguna. N'uma nago de 22' gocios internos eimpor-lhes urna condigao qual-
milhoes de homens, que produzas melhores in- quer de existencia poltica por meio de ulna in-
telligencias do mundo, ninguem se pode julgar lervengo armada.
necessario. Entre a invaso de Garibaldi e a do exercito
Presidente. Mr. Bertani tem a palavra para piemenlaz, ha urna differenga que choca lodosos
urna mogo de ordem. [Mormenlo de attengio.) espirilos. Garibaldi nao era mais do que um
Mr. BertaDi.Um dos meus collegas cedeu-me partidario, antes de embarcar para a Sicilia, li-|
a palavra, mas eu fallarei quando me tocar. j nha feilo entrega ao seu soberano da sua espada |
Mr. Mellana tomou a palavra contra o projec- de commando ; obedeca ao que elle considerava
lo. O dever do homem de estado dizer a ver- sua misso especial, e os seus actos s a elle
dade, costa mesmo da sua popularidade. O compromettiam.
condo de Cavour deu disso urna prova no da Se certo que havia eslrangeiros ealro
A .npHcaco deste. principios e regras deu-1 esta misso? ra mu g'us'to .mo' ur en u Se
":"ra'mcean,Cnpa-ra S fM,?/L2ae ?"fmo8 ^ mandasse para Napoles^.m corpo de exercUo
,,':,-Sie C-nVem T na',ol."anos fallanos Esla medida, que ne lermo a um estado de cou-
sas, quo poderia degenerar na anarchia, ha de
preservar a Italia e a Europa, e evitar maior effu-
so de sangue.
o Aproreito esta occasio para apresentar a V.
Exc. etc.
C. Cavour.
Moniteur Toscano publica a seguinle corres-
pondencia, que reproJuzimos para que se possa
ayali.nr a maneira por que a raunicipalidade de
Vitorbo encarou a oceupaco daquella cidade por
urna forga franceza.
Ouarlel general de Roma, 5 de oulubro.
Senhor.
Tenho a honra de vos prevenir de que urna
cuiiuu uu cavuur ueu aisso urna prova no da Se e certo que havia eslrangeiros ealro os' i......-- i..trC,r ue que umi
em que seexpunha mais profunda impopular!- voluntarios alistados na sua empreza, nem por comjnnaae tropas francezas, composta de 2 ba-
dade. cedendo urna provincia italiana. isso deixava de apresentar-se em nome da Italia ?,?., Ja ae JInI,!> de uma sec5a de PCS
Seguire este exemplo, eem prtsenca da maio- como para sublevar e dirigir uma revoluco in- "'..'''13' d 0 homens de cavallaria, for-
ri3 direi o meu ponsamento com a mais comple-
ta moderago.
Se o ministerio tem a certeza de todas as
eventualidades, ou approvo a sua conducta. To-
dos nos somos italianos e unitarios, com excep-
go do nosso collega Mr. Ferrari, e se o illuslre
historiador sabe deslas espec.ulac.oes para chegar governo oppriraido pela impopularidade.
a pratica, ha de reconhecer que temos razao. A invaso piemonloza tem um carcter in-
Ainda que a Italia seja Ierra de poesa, tam- teiraraenle differente. Constitue uma interven-
bem a da razo. Nos que sempre professaraos o cao directa cm um estado regular, era um estado
culto da umdade, ;devemos ser acieditados. Nos independente. E' por conseguinto
mando ludo um effectivo de 60 officiaes, 1260 ho-
mens, e 70 cavallos, ha de marchar de Roma a 9
deste destaca-
feto a soberana do reino das Duas
parlo do rei da Sardenha. E para ludo ser extra-!
nho o anormal nessa siluaco, verficou-se a inva-,
sao piemonteza sem declaraco de guerra, era
uma poca em que o representante de aples i
anda se achaca cm Turin.
Mas a conducta do Piemonte nao est s
em opposico com o direito das gentes; est
tambem em contradicho com todos os priucpios '
que o Piemonte invocou e quo agora desconhe-
ce. Quando pareceu que ao governo romano
linha occorrido o pensamento de appellar para
a iutervengo napolitana, alim de o proteger!
contra as ameacas da revoluco, o governo do
Turin nao vacilou em declarar que considerara a
entrada do exercito do rei de aples nos Estados
ia neutrali-
pragas e cavallos que fazem parte
monto
Recebei, senhor, a seguranga da minha dis-
lincta consideraco.
O general, commandante em chefe das tro-
Sicilias or P*S ancezas de oceupaco na Italia, ajudante da
campo do imperador,
V S.
Conde de Goyon.
EXTERIOR.
TURIN.
Cmara dosdepulados.
Sesso de 7 de oulubro.
Acerca da lei sobre as annexages tomou a pa-
lavra
Mr. Sinco.Dissse-se honlem que era neces-
sario fallar dos principios e nao das pessoas ; mas '
ha questoes em que necessariamenle se deve
tratar das pessoas. ,
Nesle ponto estou de accordo comominis-'
terio. Nenhum cidado, por mais elevada que
teja a sua posico pode fazer prevalecer a sua
vontade respeito dos grandes poderes do es-!
lado.
Tendes pois preferir um vol que o proprio
ministerio sollicita. Mas eu respondo s afflrmali-!
vas do ministerio : Garibaldi nunca fez ouvir pre- '
tences Ilegilimas, nem pretendeu impor a sua
vontade.
Estou autorizado fallar em nome de Garibal-
di, e nomerecereidesaprovaco.
No entretanto tomo lugar, comvosco, no banco
dos juizes.
Em selembro de 1859, estova Garibaldi na Ita-
lia central testa dos seus valorosos voluntarios ;j
bastava-lhe levantar a voz para ser seguido por
aquellos valenlea.
Era Roma anda nao eslava Lamoricire, e as
hordas legitimas, e era melhor atacar aples \
pelos Eslados Romanos, do que pela -Sicilia. A ;
forca de intrigas, forgou Garibaldi a pedir a sua
deraisto.
Fanti era general em chefe, e Farini dictador.
A nicompatibilidade de Garibaldi com aquelles |
dous personagensobrigou-o a retirar.-se Mr. Ra-
tazzi linda um excellente projecto ; posso dize lo
porque o nao ouvi da sua bocea.
Quera nomear Garibaldi general em chefe da
guarda nacional; nao se se loi com esle pretex-
to que o ministro de Inglaterra se envolveu nos
nossos negocios, derrubando o ministerio Rataz- i
zi, e siibsliluindo-o pnr Mr. de Cavour.
Se o ministro dos negocios eslrangeiros do mi-
nisterio Ralazzi tivesse feilo o seu dever, Mr.
Hudson lerii recebido os seus passaporles (susur-
ro). Sendo o ministro o conde de Cavour o lugar
de inspeclor da guarda nacional foi dada a um
dos nossos amigos e collegas.
Mr. de Cavour, anles de ser minislro, dizia
querer covocar o parlamento, onde os amigos de
Garibaldi esperavam melhores disposices do
que os de Farini e Fanti. Mas a convengo de-
morou-se, e o parlamento oceupou-se cm ir pas-
seiar na Emilia e na Toscana.
O presidente.Lerabrou ao orador a necessi-
dade de se conservar na ordem.
Mr. Sinco. Tenho o maior respeito pela c-
raara.
Quando Garibaldi quiz fallar a favor da sua Ier-
ra natal, fechou-se a bocea com as palavras con-
signadas no processo verbal.
Depois, impedio-se que Garibaldi fosse noraea-
do deputado por Turin.
Neste meio tempo, reforgavs-se o exercito do
papa, e tambem o de aples, seu alltado Erara
osjesuitas quem guiavam ludo. Se tivessemos
sido batidos, poda ter-se voltado contra nos o
principio da nao inlervengo.
Foi enlo que Garibaldi executou o seu sublime
projecto, s foi tolerado pelo governo, e essa to-
lerancia leria cessado, se houvesse sido ven-
cido.
Em presenga do paiz, o ministerio nao poda
oppor-se expedigo. I)isse-se que o ministerio
nao s linha tolerado, mas auxiii.ido essa expo-
di;o ; eu tambera assim ojnlguei. Fui Geno-
va, e vi o que all se passava, e tendes visto a cir-
cular de Farini pela qual os voluntarios de Par-
ma foram aprehendidos Depois drigi-me Cu-
neo. (Risos, exelamagdes).
Em vista do bom xito, mandaram-se emissa-
rios para a Sicilia alim de apressar a annexago.
O ministerio reconheceu que havia motivos para
a difTerir emquanto as Marcas nos separassera do
reino de aples.
Todos estes tactos fizeram persuadir o general
Garibaldi, de que nao podia lomar parte nos ne-
gocios pblicos de accordo cora os ministros ac-
luaes.
Depois trocaram-se cartas de que mais se
falln.
Conde de Cavour.Devo declarar que essas car-
tas, nunca existirn.
Ur. Sinco. Garibaldi pensou que nao podia
estamos com esse principe, filho do infeliz re
que nao desesperava da patria mesmo de Nova-
ra, e que no seu leito de morle, fazia volos por
Garibaldi, quecombatia pela unidade da Italia, a
sombra da bandeira vermelha (sussucro).
Nao comprehendo o que um parlamento em
que se nao sabe ludo. Nao julgo que o ministe-
rio carega da nossa autorisago para operar as an-
nexages. Eslas cousas verifican)-se primeiro. o
sao depois approvadas. Mas o ministerio quer
fortalecer-se com o nosso apoio. A Sicilia e i-
ples eslo livres, mas o rei de aples esl em
Gaita, cercado de diplomacia, e contina ler
aqu o seu embaixador. E' este o caso de subs-
tituir a aeco de um governo regular dictadu-
ra ? um governo regular sofre as necessidades .
inherentes sua propria condicu. Pude o minis- da Egreja, como uma violaco da su:
terio gaTantir-nos que nao aconteca nenhum dos dade.
inconvenientes que receiamos ? Um governo dictatorial lera todos os direitos, o proprio Piemonte o direito de compor a sua
e por isso a memoria do dictador que tivesse com- forca publica com elementos eslrangeiros, e por-1 e.n,re ns la0 respeiladas como desde que se ve-
promettido o paiz seria execravel. Quem pode qu o Soberano Pontfice se negou a deferir o rir'Cou a instalago do governo do rei.
Exc. o general conde de
Goyon em Rorna.
Sr. general.
A commisso municipal desta cidade, de que
tenho a honra Je ser presidente, ficou desagra-
davelmente sorprendida com a communicaco
que vo3dignastes fazer-lhe, de que para esta 'ci-
dade raareba uma columna de tropas francezas.
Em presenga da seguranga dada pelo vosso
imperador de que na Italia neihuma inlervengo
deve ter lugar, acclamamos o governo de Vctor
Emmanuel II, rei, amigo e alliado da Franca. S.
M. mandou-nos um coramissario para nos gover-
nar. e temos conservado a mais perfeila ordem
com a unanimidade de lodos os cdados.
As pessoas e as propriedades nunca foram
pensar que o general Garibaldi tenha lido o pen- uma intimacoque o convidavj a dissolver es-1 '"'.nalmente temos a consciencia de nao ler
smenlo de ir atacar os francezes em Roma ? sas forcis, invadi por isso os seus estados, i merec'do que veuham porlubar a nossa tranqui-
Garibaldi representa a revolugo. Deve dizer Por que extranha inconsequencia o Piemonte,
com Iranqueza qual e o seu pensamenlo, mas que rovindicava de ura modo ameacador o
ninguem pensou que elle podesse commetter se- principio da neutralidade contra os gWrnos
methanle loucura. Se as Torgas revolucionarias que queriara encontrar proteccao, vera boje
livcsscm atacado as Marcas, nao deixariara de elle mesmo vinla-lo com semclhnte alrevimen-
respeitar o territorio oceupado pelos francezes, lo, contra esses mesmosgovernos para desipos-
corao o fez o exercito regular. sa-los?
O governo do Papa commetleu muilos erros ; Aindamis: quando o condo do Cavour quiz
perdOo-lh-os todos, so quizer desembaragar a justificar no seu memorndum a invaso dos es-
1 alia da sua presenga. lados da egreja, deu claramente a entender que o
ODserva qual a posigao de Garibaldi, Se li- Piemonte quera prevenir nelles a erupcao raro- reteiar ficar expostos s perseguicoes do governo
xesse dito : refiro-rae, sena esse um dia falal lucionaria, e que esse aclo, lo grave pela sua''
para a Dalia Lu recelo que a sua retirada seja parte, era uma especie de golpe do estado mili-'
- consequencia desta votago. No dta em que lar dirigido principalmente conlra a influencia
dade.
Se porm, as ordens que tendes, senhor ge-
neral, sao taes que nao possam ser alteradas,
nenhuma resistencia encontrareis aqui, mas a-
chareis a cidade deserta, se nao poderdes asse-
gurar-nos quo atraz de vos nao deixar de vir a
reaego.
(.< Sendo eu o primeiro, toda a commisso mu-
nicipal se pora em seguranga, assim como os do
mais cidados, que quasi na sua tolalidade podera
Garibaldi pegar no seu baslo de commando pira de Garibaldi.
fazer a sua retirada, acreditis que nove milhoes Pois bem : internado agora nos eslados na-
de italianos quo Ihe devem a liberdade, perraa- politanos, ir acaso o Piemonte combater contra
necem na inacao .' Garibaldi? Evidentemente nao Vai ojuda.lo.
Se. quando rebenlou o desaccordo, o ministe- Nao para aples, mas para Gaeta, que se en-
ro tivesse largado o poder, terla havido uma caminham os esforcos do exercito piemontez.
grande commogao no paiz ; mas a verdadeira Desta maneira pois, debaixo de quahiuer
forga dosgovernos conslilucionaes, conhecer- ponto de vista quo se examine, impossivel Sei-
se que uao ha ministro algum necessario. O xar de lamentar a conduela do Piemonle. A
mundo applaudina a retirada do ministerio ; o
conde de Cavour poderoso ; ficaria grande.
Hoje toda a Europa esi convencida de q
Italia deve ser Italia. Prefere vero bom resu
do pelos meios revolucionarios, de que pelos ra-la nem de diminui-la
meios diplomticos. O que assusta a Europa, constar.
ver 25 milhoes de italianos ligados uma poten- O Piemonle responsavel peranlo a Europa
ca de que dispoe de 40 milhoes de homens. da iniciativa que acaba de lomar. A Europa cons-
istes a Toscana sera dificuldade e a di- titue uma jurisdiego que ha de naturalmente
clerical
a L por isso que vos pedimos o favor de nos
i dar explicages, se queris que nos oceupemos do
. negocio deque trata a vossa communicaco.
Aceitai, Sr. general, etc.
Viterbo, 8 de oulubro.
O prcsidenlo da commisso municipal :
Klexandre di Agostinho Polidori.t
tn-
vaso dos estados da igreja e a dos estados napo-
litanos, julga-se uma responsabilizada que seria dend. como acabaes de ver, s s
Dea intil altenuar, por isso quo esl por si mesmo i0'1?6", combinou comigo, e adopt
illa- caracterisada. Nao temos necessidade de exage-1 meJlJa3 que as circumstuncias en
, -- -.-*-w ....... j......-.-, f... ^i, ni uc iiiuuuiiun;iii';
plomacia snblevouse no da em que pagaste a oceupar-se dessas grandes perturbares de que a
vossa divida a Franga, cedendo-lhe uma pro- Italia theatro na actualidade. Pensamos aue
rinoii l.iirn. .** .!
vieta.
O meu coraco estremeceu s victorias de An-
colia e de Castelfidardo ; mas se eu cstivesse no
poder, leria reunido todas os minhas forgas no
P. deixando obrara revoluco. A Europa teria
reconhecido os fados consumados.
Garibaldi nao esl na posigao de um general '
ordinario ; dictador, e goverua nove milhoes
de homens. |
sesso foi inter-
de
a ella e s a ella perlence reslabelocer os direitos
fundados, e contra os governos que se apartara
delles, no respeilo s leis que obrigam iodos os
estados, porque sao fundados na justiga, na ci-
vilisago, e no inleresse dos poros.L. lioni-
face.
Viterbo 8 de oulubro.
Mr. Polidori, vice-presidenle da commisso
municipal provisoria desta cidade, entrando em
correspondencia com o general Goyon o respon-
s suas communi-
amos junios as
m que nos acha-
s queremos tazedla { m?s- erara inspirabas pela prudencia e pelo de-
1 sejo de raanler a ordem sem alterar os espirilos
da populaco, em consequencia de receios pre-
maturos.
Esla declarago tem por fim mostrar que nin-
guem pode laxar de arbitraria urna resoluc.o to-
mada de accordo com a autoridade governi-
mental.
O coramissario do rei,
Duque Sforsa
Proclamacao do pro-dictador de
O orador quiz descangar. A sesso foiinter-' r;^.,tsn. n.J?F*ttl i
rompida por alguna instantes. ( ,.,DC'dfZ^Z ^ m,do p ^ h^?C9 qUe T
Mr. Ilrlane reromecando-Nao havia de ma-1 ~m.''b",l"d"I" Uma ,erie^e m,8rf venho
neira |alguma recelar que Garibaldi empreen- 1" ftl ? '"h""" *** P"\*a- qUe
desse a qneslaodeVeneza.de maneira que po- HSSpa,lh"m a gr8nde emPreza em favor da
desse comprometter o governo. E' necessario V n ,,..,, ...
nao seassustarom ao priraeiro obstculo! aoj^ r"?'^'donnnas luc,as da l""lade. tenho di-
grande bom.
Eu nao posso dar a raeu voto esla lei, salvo'
se o governo nos persuadir de^qu^do^ nosso voto ,
fui surdo sua
patria chama-me, e nunca
voz.
Cidados:Em nome do dictador, prometto-
promelto a estas no-
nao poder resultar nenhum iuoi
digo cora Garibaldi. mas com os nove milhoes de !S*"J"" 'f1.? a ''r ,EmmMMI^ '
italianos que elle liberlou. Nao vamos nc re- I a- *. m- ''berdade ; e isto significa, cida-
novar igra,idao para com n^0SCo?orabo.! fi^SdoSiSfSa *""**' ^ '
RSOt'SngVSS auniedadPe8dZ 0 SSpSSS t V*
Dalia Mr proclamada do alto do Capitolio. | SS^US^V or?an,SaSa da grUard" Da*
O conde de Cavour ha do fazer-me a jUSliCa Sl erC"K 'Ttl'?" f,erfeaS', *"
deque eu nunca fui dominado por ideas pea-' HC!^J2T!B nd18tna? -das arle3'
soaes. i le!as e scencias; o respeito religiao e seus
Nn Ihe perdoaria ter demorado esse dia. quef
ha de ser'o mais bello para um coraro italiano. '
O Con8tlucionel publicou um a'tigo muilo
digno do attencao, nao por combater a medida
tomada pelo Piemonte de entrar com as suas
tropas no reino de aples, mas por circuras-
lancias diversas que se ligam aquella folha.
Eis o artigo :
A invaso do territorio napolitano pelo
exercilo piemontez ja um fado consumado;
queremos porm com escrupulosa imparcialida-
de, examinar o carcter e alcance deste aconte-
cimento.
< A soberana dos estados a garanta funda-
mental da independencia dos povos. Pdeexer-
cer-se essa soberana de diversos modos ; pode
resistir em uma dymnastia. que a transmute, ou
na nago que a delega.
Emquanto se exerce por si proprio, no cir-
culo em que se acha circumscripto pelo direito
internacional, pertence a si mesmoobra na
sua plena liberdade e debaixo da sua completa
responsabilidade diante da opinio do mundo, ram o governo do rei a mandar para ;
I de que se solt um da a consciencia da historia, navio para proteger os uaviw sardas. Desde
ministros, que devem ser os apostlos de Christo
e nao dos Bourbons.
Maso novo governo provocar principalmente
a unificago, que a necessioNde suprema da
Italia, esta porm nao deve terconfianga na pro-
tecgo eslrangeira, nem nos clamores de alguraas
seitas impotentes, mas sira na concordia e no
exercilo italiano.
Armemo-nos pois, e unidos lodos, seja o pal-
ladiiim da nago a bandeira tricolor com a cruz
da Sabnya, arvorada pelo salvador da Sicilia.
Reunamo-nos ero volla dello exclamando :
Viva Garibaldi I Viva Vctor Emmanuel I Viva a
Italia I Dalia uma e indsivel l Dalia para os ita-
lianos I
aples, 6 de oulubro.O pro-dictador
Jorge Palavicino Trivulsio.
O Times publica a seguinte nota, dirigida pelo
conde do Cavour ao baro de Winspeare, enviado
extraordinario do rfl Francisco II em Turio.
Senhor baro,
Os acontecimentos que tem tido lugar em
aples durante estes ultimas mezes determins-
A seguinle carta, dirigida de Ancona Gazela
de Xugsburgo, fornece a respeilo da tomada da-
quella cidade e da attilude da populago, antes e
depois da entrada dos Pieraontezes, alguns deta-
Ihes curiosos, e cuja authenticidade se nao pode
duvidar em presenga da origem austraca de que
extrahida :
No dia 26 de selembro deu-se um ataque
geral
Os Sardos Ozeram um assalto ao Monle Po-
lito, sustentado pelo miis vivo fogo das suas ba-
teras. Tres vezes repellido pelos voluntarios
austracos, conseguirn) toma-lo quarta carga.
Metade de Ancona eslava na praga da cithcdral
para assistir ao espectculo do assallo.
Afinal sppareceua bandeira tricolor, arvora-
da em uma pega de artilharia o enthusiasmo
nao linha limites.
Se alguraas pessoas mais moderadas nao li-
nha m conseguido dispersar a raullido com as
suas exhortacoes, as tropas e os gendarmes pos-
lados as immediaces encarregarara-se de o
fazer.
Os arcabuzeiros piemontezes j tinham, du-
rante a noite, tomado o lazareto da Porla-Pia.
Foram baldados todos os esforcos de uma batera
prxima para os fazer desalojar. Os bersaglieri
reliraram todos os homens das suas pegas ; a
maior parte dos morios tinham ferimenlos na ca-
bega.
De tarde, a batleria do fsrol tenlou desalojar
os pieraontezes do lazareto, bombardeando-o.
Mas ento lomaram parte os navios da esquadra ;
a fragata a hlice Ftctor/Tmtcanoef approximou-se'
heroicamente do farol, e d'uma disiancia de 150
toezas apenas, lancou as suas bailas de 60 nos-
morleiros da balteris, porque se linha vislo suffi-
cienteraente que as obras eslavam prova de
bomba. Logo depois fizeram exploso as muni-
goes preparadas para o combatte: enlo decidi-
se a sorte do forte.
As bailas assobiavam cada vez mais furiosa-
mente contra o entriocheiraniento construido pe-
los austracos, onde pecas de 36, carregadas Ma-,
riszell, eram servidas pelos anligos artilheiros
austracos-
O commandante da batleria foi cortado ero
dous por uma baila. O incendio ia-se propagan-
do ; .chegou at casa-mala da plvora, de que
resultou uma exploso terrirel, que nao deixou
urna janella intacta nos quarteires prximos, e
reduzio a batleria a um raoalo de rumas. A en-
trada do porto foi toreada. Ao mesmo lempo lu-


(*)
____

DIARIO DE PERHAMBOCO. QUWT* fERA 15 DE NOVEMBRO DE 1860.
ra altaque sobre atlaque nos outros pontos da l">. quando vos decids a combatter lodos osiBourbnn n r.mi.i h,. n... c- .,-
^laade, e a_s tropas piemontesaj penetrara* at,We. poderosos que vos devoraradebaixo -f hu"f~Jl:.-.,ia-5?-,?lai-?*t" Duas Sicihas, nao pu-
no bairro Borgo-Mastai.
do
) iwur.o Dorgo-NMln. um eutro pretexto, ninguem voa espera
rioalmenle, o general Lamoricire arvoroa a \> armas 1 horneas varonis da Pennsula i
uandeira branca, e no da seguinte concordou-se armas Tendes quatro mezes pera vos exercil'ar-
a capuulaco. Mas um triste incidente ttroa en-!*'1 vida de guerreiros.
lao a vida.a muita gente. Um arlilheiro das tro- No quinto, margo de 1861, ssra em toda a
o hymno da liberdade e da de
trra italiana
regenerago.
Casera, 6de outubro de 1860.
Gtbaldi.
pasdo Papa, eslava embriagado, e descarregou a
aua pega a una hora avanzada da noite, prximo
^da porta Tlamo. Os piemontezes firam n'iste
urna traigo. e lancaram-se com furor ao aasailo
da porta. Na fortaleza tambem se julgou ama
traico dos assaltanles, e fez-se fogo de metra-
Iha. Os piemontezes pela sua parte, bombardea-
rain a porta Faria, prximo da porta Tlamo
De mauhaa. vcudo o general Lamoricire que era
completamente impossivel a deiTcza, arvorou de
novo a bandeira branca ; mas ainda decorreu lem-
po primeiro que os navios cessassem o fogo. Pe-
lo nieio dia, enlrou na cidade pela porta destrui-
da urna companhia de sapadores, piemonlezes, e
n um instante todas as janellas foram decoradas
com bandeiras tricolores. O general Lamorici-
re, o conde Qualrebarbes e o eslado maior foram
conduzidos a bordo do navio almirante. Toda a
guarnigo fui declarada prisioneira de guerra, pa-
ra ser conduzida para Genova. As tropas papes,
armadas e com as msicas na frente parliram pa-
ra Torrette, onde depuzeram as armas.
Os piemontezes e papes liveram uns 1,500
morios. A maior parte foram morios no altaque
do monte Pelayo. Os damnos causados pelo
bombardeamento sao coasid era veis, ruis mui-
io mais teriam sido ainda, se nao fosse o cuida-
do dos piemontezes. Assegura-se que o gover-
no sardo indemnisar aquellos quesoflreram per-
das.
E' impossivel descrever a alegra da po-
pulacho, quo illuminou e decorou as casas o
melhor possivel. Aucona vai tornar-se, como
poderia ser ha muilo lempo com outro gover-
no. a principal estacao maritima da Italia Ceo-
ral.
O cardeal arcebispo esl debaixo da vigilan-
cia militar; fez-se um inquirilo em sua casa, por-
que linha prohibido aos curas que zessem oen-
terramenlo dos morios pieraoolezes.
O pro dictador Mordini fezespalharcom profu-
sao e aixar pelas paredes na Sicilia a seguinte
proclamado :
Lxpliquemo-nos claramente.
Queremos a Italia urna.
Queremos que as difieren tos partes da Italia
que actualmente csto divididas, so rcunam em
urna nago nica, sem deixar o menor vestigio de
municipalismo.
Queremos tambem que a Italia, em conse-
cuencia de annexages parciaes e successivas, se
ja insensivelmonle comprehendida no municipa-
lismo legislativo e administrativo do Piemonte.
Que o Pimonte seja italiano, assim como os
italianos sao sicilianos e napolitanos, mas nao
queremos que a Italia seja ptemonleza.
Annexaoio-uos s difiranles partes da Italia, I projeclos que lh possara ser funesToV.'o'qe'me
e essas mesroas parles bao de aunexar-se a nos ; parece confessar cedendo ; porque reio Lwr
com a mesma igualdade pulilica, para fazer da representar e sustentar na niinha pessoa o direi
ltaliav-,t'"a- l0.1ue ^o o italiano tem de vivar na sua nr-
Nao queremos que nos inspirera os cdigos Pna patria quando nao alaca as leis e o dever
e as lea que sao particulares ao Piemonte. de nao ceder a um ostracismo immcracidct cor
Os povos que fazem triu.nphar urna idei que, depois de ler contribuido, quanto en mira
E? doHseu,sa"Sue' '!a sao*ovosconquistados; caba, para exaltar o povo italiano ao sacriQc o
teca10 direito de se dar cdigos e leis. parece-me que lempo de o exaltar por exera
Quando a Italia fr una, a Sicilia. aples. po consciencia da dignidad human. Si
Boma. Toscana, a Lombardia.Venezae o Piernn-vezes violada, e %''Je 55*uS
lores do concor-
icm deve que-
0 prodictador de aples, marquez Pallavicini
subindo ao poder, escreveu a Mazzini a sectete
carta :
Ao celebre Jos Maului
A abnegagao a virtude dos coracoes genero-
soa e eu offoreco-vos urna occasio para vos
moslrardes til aos vossos concidodaos
Vos representaos o partido republicano, e
trabalhaessem descanco por esto principio
Desperteos, caudoaqui, os recoiosdo rei e de
seus miuislros.
A vossa presenga cria embaragos ao governo e
perigos nacao, abalando a concordia necessa-
na ao progresso e triumpho da causa italiana.
Alesmo sem querer nos divids.
l'raticai pois um aclo de patriotismo aflastan-
do-vos deslas provincias.
Juntai este novo sacrificio aos que j tendes
teito, e a patria vos ser agradecida.
Repito, mesmo em querer, nos divids o nos
temos necessidade de reunir todas as torgas da
A vossa bocea prega a concordia, e nao duvido
que as vossas obras lhe correspondam ; mas nem
todos panam como eu, e ha muitos individuos
que abusara do vosso nome com o projecto par-
ricida de levantar na Italia nova bandeira.
A honra aconselha-vos a por termo s descoo-
tiangas de uns e s manobras de outros.
Mostrai-vos grande, parli, e os bons cidadaos
louvar vos hao.
Assigno-me com estima vosso muito dedicado.
Georges Pallaticini.
Mazzini deu ao convite a seguinte resposla. que
101 publicada as Nationalils:
Julgo ler um espirito generoso, e por isso
que respondo com a recusa vossa carta de 3
que so hojo 11 na Opinione Nalionale. Se eu de-
vesse ceder s ao primeiro impulso e fadisa do
espirito, partira da trra em quo estou pesan-
do, relirando-mc para onde ha liberdade de oni-
inao para lodos ; para onde se nao poe em dun-
da a ealdade do honesto ; para onde quem tem
trabalhado e sodado pelo paz nao julga d
dizer ao irmo que tambem tem Irabalhaao e
trido; Part !
Como na vossa proposta nao daes outra ra-
zao mais do que, sem o querer eu o deviso, darei
eu as razoes da minha recusa.
Recuso, por que me nao sinlo culpado nem
causa de pongo para o paz, nem machinador de
como deveis pensar, mais effectiva-
blicamente
mente.
Um decreto datado de 8 de outubro, diz:
Art. 1. Todos os representantes-diulomati-
eos, consulares, vice-consulares e' os agentes
mteruacionaes de qualquernaluresa, instituidos
pelo govarno, passado junio dos outros froer>-
nos, flcam destituidos.
Art. 3. G governo de 8. M. Viator Emma-
nuel sei instado para dar aso rdensnecessa lias
aos seus representantes no estrangeiro para
prolecco do ooramercio e dos cidadaos da Ita-
lia meridional.
Muilas familias abastadas teem abandonado
aples, temendo ou flngindo temer que a en-
trada de Garibaldi haja de ser seguida das maio-
res desordens. Algumas teem i regressado,
mas nao lodas. O prodictador convida a seguir
estar exeroplo, e assegura a mais efficaz pro-
lecgao. *
[Jornal do Commercio de Lisboa.)
PERNAMBUCO.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ever
sof-
Uonlem s 6 horas da tarde fundeou em nosso
porto o vapor Tyne, vindo do Rio de Janeiro e
Baha, apenas sendo portador de um jornal do
primeiro. ,
O vapor brasileiro partir da Baha no mes-
mo da que o ptesente, e por isso conduzio a
mala desse porto.
Fra publicado o regulamento para a secretaria
de eslado dos.negocios da guerra, na qual se crea-
ram qualro directoras geraes. divididas da forma
A primeira, directora geral e gabinete do mi-
nistro, oceupando 28 empregados
com 2o!8Unda' rePartic0 d0 ajudante-general,
.A .ltrceira' dila do quartel-mestre-general,
A. quarta, dita da contabilidade da guerra, com
Ao lodo 100 empregados, Os directores ge-
raes tem o Ululo de conselho. Os emolumentos
passam a ser renda geral. Os ordenados e gra-
Ulcagoes do pessoal da Ia e 4a dircloras regu-
lara por I48:000000. Os da 2a e 3a nao podemos
calcular, porque o regulamento refere-so ven-
cimentos militares,
mos.
KVISTA DIARIA.
*? ri?..0"1-6 de N"are,h-!iue
NoWldade P"0"^ subsista inalteravel.
rnrr! f5 ^ ^^ "^ 'UZ de dreto abri
a correitjBO, que ordenada na lei. e ella com-
niVZ" qUaf t0dos ose'Pregad08 dejustica,
da n ZanntrrUnt0i a'guns escrivaes Oo i"
??. r h?0ure.Ir08 de irraandds. Por n
mot.vo foi-lhes imposta a multa de 50S sobre
cada um dos remissos. *
anfr.ern1daAqUe -S-6 Doliciado, deixou de ser
rln,K a.corre,ao o processode Manoel Vi-
cente de Araujo, e urna denuncia offerecida pela
tPa?rur'f h8ma9 Hfer&fc que Send0 morador no engenho
1"!?' fuR, para partes da Parahibaf
niTi"miB.VfiCenl9 Um condomnado pena ca-
pitalem 18S6. .que estando recolhido cadeia
d ah fug.o era 1848, sendo porm preso de novo
TtXl Pe' C,pilao deleSado S Brrelo, quo
unn5vC-0aPr?fpecUvo J"iz nunicipal. Esse
-noel Vicente i lena fgido novamente, visio
a cadeia d lugar isto pelo seu estado mo,
ao osxe a vigilancia do reforirin hqi.<
tabella nao conhe-
forara nomcados
te, deveraocom perfeita igualdade concorrer pa- aquclles que so inliluUm nreaadoi
ra a redaegao de um cdigo poltico e civil da dia e de moderagio, por que ningu
J,a ,:, rer fundar a sua liberdade sem rc
E' assim que eu pens, e deve pensar todo o
hornera que italiano pela Italia.
O governo francez julgou necessario explicar-
se a respeilo de cerlos boatos que se linham es-
palhado ; publicou porconsequencia no ilonileur
a seguinte nota :
Alguns jornaes estrangeiros insislem em fal-
lir de um despacho lelngraph que dzcm ler
oirgido o embaixador em Roma ao general La-
rnuricire para annunciar o soccorro immediato
de tropas francezas. Desmentimos formalmente
a existencia d'aquelle despacho. O duque de
t>rammonl poderia ter lomado sobre si a respon-
sabilidade de semelhante acto. O que elle fez
toi simplesmenle esorever ao cnsul de Franca
j-m Aucona para o authorisar a oppor aos falsos
boatos a seguranga de que a invasao dos Estados
da Santa S, louge de se fazer com authorisaro
do governo do imperador, linha excitado alta-
mente a sua desapprovago.
< Accrescenlaremos que n'aquella poca o nos-
so corpo de oceupacao nao contava mais do que
dois regmoHios de infantera, e nao se tralava
de augumentaro seu eiTe.-livo. Coico se pode
pois suppor que o embaixador de Franca tenha
podido promelter ao general Lamoricire, em cir-
cumslancas que
poio que a propri
dar ? i>
--Ui respeitar dos
ouiros, porque, exilando-mc voluntariamente"
parece-me insultar o meu paz que nao pode'
sera deshourar-se aos olhos da Europa, tornar-s
culpado da lyrannia.-o rei nao pode receiar um
individuo sem se reconhecer fraco e mal seguro
na aireicao dos seus subditos,os que fazem
parte do vosso partido que sem se desmentirem
ilVl'rd,em irrilar-sc da Prseos de um hornera
declarado por elles a cada instante s c abando-
nado por todo o paz; porque este desojo vem
nao como vs julgaes, do paiz que pensa, traba-
na e combate sob a bandeira de Garibaldi mas
lo ministerio turinez, para com o qual nao con-
irain a menor divida c que julgo funesto uni-
uade da patria ; mas dos inUiganles e gazeteiros
sem consciencia, sem culto, sem honra e sem mo-
ralidade racional, se o nao para o poder exis-
tente qualquer que seja, e que por consequencia
eu despreso; mas do vulgar dos crdulos ociosos
que juram sera mais exarae pola palavra do To-
do Poderoso, e que por consequencia eu lamen-
to. Iinalmente, porqae, quando cheguei, tive do
dictador deste paz a declaracf.o, qe ainda nSo
osi rovogada, de que cu era livre na trra dos
O maior sacrificio quo jamis podia fazer
li-lo euenlao, nlerrompendo por amor da uni-
dade c da concordia civil o apostolado da
cuja
Por aviso de 5 do correule
para ajudante d'ordens :
Do lenente-general barao do Suruhy, o major
do corpo do estado-maior de Ia class Joo de
seuza da Fonseca Costa ;
Da presidencia da provincia de Goyaz, o capitao
agregado, Antonio do Reg Duarle;
Da deMinas-Geraes, o capitao do corpo do es-
tado-maior de Ia classe, Jos Joaquira de Lima e
Da de S.
ledro de Limada Fonseca Gutierres
Da de Santa Catharina, o capitao do corpo do
a mna'r da classe- Joao m Gomes ;
Da do l arana, o capitao agrcgado.Geuuino Olym-
pio deSarapaio;
Paulo, o major do mesmo corpo, Joao
Manoel
que
se nao losse a vigilancia do referido deleg
No raez prximo (indo foi preso Manoel Fer-
neiranfrter/ n 10. bala,hSo de '"fan'aria ; e
o capjtao S Brrelo continua incaosavel na
punicaodocnme, pelo que ha conquistado as
sympathias da geole honesta, que nao pactuara
cora a trausgressao da le. Nesle empenho tem
sido ajudado solcitamente pelo respectivo sub-
delegado Brrelo Coulin.ho.
A ponlenova do Recife precisa de promp-
los concertos, para que em breve nao seja a po-
pulagao toreada deixar seus carros e cavallo
quem della, cora grave prejuizo de seus interes-
ses, mas nao nos admira isso so d com essa
ponte, porque fica lao fra do movimento da ci-
dade. A' quem compete pedimos recorde-se que
na urna grande parte da nossa populago, que
vive do commercio, quo necessla desse meio de
communicacao entre os dous bairros.
Quando houtem lembramos, ao Sr. fiscal de
Santo Antonio, o lixo do caes de 22 de Novembro
ignoravamos que se procura por era execurao
plano de um celebre engenheiro que pretenda
melhorar o porto mudando o curso"dos ris Be-
Da do Espirito-Santo, o capitao do corpo do no quai. em noile
.lado maior de Ia classe, Joaquira Jeronyino ga*. muito bem
\[?2:. ,...,_______.. i entretanto disso
o alferes agregado, Jos Vieira
os
os termos
nao admilliam demora, um ap- I *, "!"" Clvl1 o apostolado da minha
a forra das cousas lije impeda ^-d?clarci 1ue aceitava. nao em respeilo dos
ministros ou monarchas, mas pela maiora. Ilu-
dida, do povo italiano, da monarchia, prompta a
cooperar com elle, com tanlo que fundasse a uni-
dade, e que se, impellido pela minha conscien-
cia, tiyessc um da de desenrolar a minha velha
bandeira, o annunciaria lealmente primeiro
bucamenteaos meus amigos e inimigos.
Se os homens leaos, como *s sois, accre-
ditam na minha palavra, do meu dever trala-
rem de convencer, nao a mim. mas os meus ad-
versarios, de que o caminho da intolerancia que
files soguera o nico fermento de auarchia
hoje existe.
Se nao acreditara
trala
O Jornal Oflicialde Soples publicou o decre-
to que convocav.i para o dia 21 d'este mez
commicios da Italia Meridional. Eis
em que era concebido :
Art. 1. O povo das provincias continentaes
da Italia Meridional ser convocado era comicios
para 21 d'este mez de outubro, am de aceitar ou
regiitar o seguinte plebiscito :
O povo quer a Italia urna e Uidivisivel, com
i \ictor Emmanucl, rei constitucional, e seus li-
gimos df.sceiidenles.
O voto ser manifestado por si'm ou por nao
por meio de urna lista impressa
Art. 2. Sao chamados a volar todos os cida-
daos que tiverem vinte e um annos completos, e
Tie gosarem de todos os seus direitos civis e po-
liticoa.
Sao excluidos de volar lodos aquelles que
esliverera sujeitos a condemnagao, quer seja cri-
minal, quer seja correccional, por culpa defrau-
de, roubo, bancarrota ou falsificagJo.
Sao fgualmenle excluidos aquelles que fo-
ram declarados em fallencia um simples iulea-
nicnlo.
Art. 3. Nos termos do artigo precedente,
as listas dos votantes, serlo organisadas pelo
syodico de cada um das municipalidades, e so-
rao publicadas e affixadas nos lugares do costu-
me, no da 17 de outubro.
As rechmagoes que devem ter lugar relali-
vamanle a essas lisias deverao ser feitas, no es-
pago de vjnle e quatro horas, ao juiz do distric-
to, que dar sobre ludo um julgamenlo no dia
iJ do mesmo mez.
a Arl ^' 0s vot08 sera0 dados e acceitos em
cada cabeca de districto em presenga de urna jun-
ta composta do juiz presidento e dos syndicos
das municipalidades do districto,
Collocar-se-hao tr.;Z urnas nos lugares des-
pu-
que
em um homom que ha
eniios combate como pode, pela nscao que
ens.nou aos aecusadores a balbuciar o nomo da
iinidade, e que nunca mentio a vvente alum
a ingraiidao dos homens nao urna razaosull-
cenle para que eu deva voluntariamente incli-
nar-me sua injuslica e sancciona-la.
aples, G de outubro.
Jos Mazzini.
A Gazeta Prussiana publica sobre a entrevista
do Loblentz, um artigo de fundo, do qual extra-
Inmos a principal passagera :
<< As relacescordeaes quesempre subsistiram
enlre a Inglaterra e a Pru-si, e que seora hao
de subsistir entre aquellas duas potencias em-
quanto nao desconhecerem os seus verdadeiros
mleresses adquirirn raizes mais profundas em
consequencia da troca interina do pensamento
que leve lugar durante a entrevista dos homens
de eslado que dingem os dous reinos, e adquir-
ram tambem seguranga e exieusao. No meio das
complicacocs que nesle momento offerece a silua-
cao do systema dos estados europeus, sentir-se-
na lano mais salisfacao em poder mostrar o ac-
cordo das doas potencias na sua raaneira de ver
e do comprel.ender as grandes e imprtenles
questoes. r
A Gazeta Prumana, concluindo, quasi que
diz, que emquanto a entrevista de Varsovia pro-
va a boa inteligencia da Prussia com os seus vi-
sinhos de Este, o feliz resultado da couferencia
de Coolentz mostra tambem que o governo prus-
siano, sabo garantir os elevados ioteresses aue o
prendera Inglaterra.
esta
B
Da das Alagas, o major do mesmo corpo. Fran-
cisco Gomos do Freilas ;
Da da Parahiba, o niajor do corpo do eslado-
maior da 2a classe, Nicolao Tolenlinode Vascon-
.cellos ;
Dado Cear, o cipilao do corpo do estado-
maior da I" classe. Elesbo Mara da Silva Bitlen-
courl;
Da do Maranho, o major do corpo do estado-
niaior da 2a classe.lFrancisco Camello Pessoa de
Lacerda ;
Da do Piauhy,
Guedes ;
Da de Sergipe, o alferes do corpo do eslado-
maior da 2a classe, Joao Manoel da Cunha.
Le-se no Jornal do Commercio :
O Sr. conde de Thomar, ministro portusuez
nesta corte embarcou honlem (7). no arsenal de
raarinha s 4 1/2 horas da tarde para bordo do
paquete inglez Tyne, que parle hoje para a
Europa. *
S. Exc. foi acompanhado at o embarque pe-
los Srs. ministro dos negocios estrangeiros. mi-
nistro norle-amencano, viscondt de Condeixa
de Carvalhido e da Estrella, conselheiro Faria
commendador Souto, cnsul geral de Portugal e
muitas outras pessas gradas.
Foram agraciados por S. M. Fidelissima o
Sr. D. Pedro V : o Sr. Bernardo Ribeiro de Car-
valho com a carta de conselho ; o Sr. visconde
da Estrella com a commenda da Torre-Espada
e os Srs. Antonio Joaquim Dias Braga e Manoe
Pinto Torres eras com a commenda de
Chnsto.
Os agraciados sao os raembros da commis-
sao da estrada do ferro de leste, em Poriual
que nesta cite se cncarregaram da passagem
das accoes e acompanharara ao im os mais tra-
balhos concernenles aquella empreza. Porm
ale saluda do paquete inglez Tune de Lisboa
para este porto, ainda uo linham sido publica-
dos os respectivos decretos do governo portu-
guez. '
Heuniram-se honlem na casa do Sr. sena-
dor Francisco Diogo Pereira de Vasconcelos va-
rios senadores e deputados. alguns redactores
das iol!;as diarias o fazendeiros importantes da
provincia do Rio de Janeiro, sem descrimina-
cao das antigs opinies polilicas, para confe-
renciaren] sobre os raeios de animaren a ponu-
lagao da corte e provincias, afim de que coicor-
ra s urnas eleitoraes com toda a liberdade e es-
pirito pacifico.
beribe e Capibaribe, e substituido as pontes que
temos por um isthmo novo unindo os dous bair-
ros, o do Recife e o de Santo Antonio, para o quo
Jseencetou, do lado do norte da ponte nova
um aterro formado do lixo das casas prximas!
Que amigos do progresso que sao os Srs. fiscaes !
trra de mais !
Nao seria conveniente concluir a uniao do
caes de palacio com o da ra do Sol, na parlo que
cerca a praga do Capim ? Nao seria isso melhor
do que esse nauseabundo raonluro que all exis-
te, que um foco de miasmas capaz de suffocar
o nariz maia ndefluxado possivel!
Em urna das Iravessas da ra Augusta
existe arrancada urna chapa do registro do en-
o dos chafarizes, deixando um buraco,
de escuro e sem lampeao do'
se pode quebrar urna perna,
se nao cuida. Sr. fiscal de
S Jos cun.pra um dever de caridade mandan-
d-o tapar, para evitar mesmo qubrar Smc
urna perna ou braco.
No dia 1 i do" corrente s 8 horas da noto,
era levado, pela grande forca da correte em va-
sanie, um preto que cahira ao rio as proximi-
dades d"* ponte nova, o ia sendo victima, por i
lhe fallaren as forgas, quando o Sr. Domingos
r ,dj=lastro, conlra-mestre do hiate nacional
uranaao; ouvindo os gritos de soccorro do
mesmo preto, lancando-se em um bolo do hiate
ajudadopor um marinheiro, o recebeu c o levoi
presenga de seu senhor. Esse aclo de huma-
nidade do Sr. Castro digno de encomios, e as
pessoas que o presenciaram nao deixarao de ih
testemunhar.
os
essa conferencia foi a
a pressao que eslao
alguns homens que
-----.~w -.,*, uiiiw^ uva lutado UfS"
iinaoos para a votacao, urna vasia no meio de
fluas laleraes ; n'uma d'eslas ultimas sero de-
positadas as listas que dizem im, e na outra as
nn.c aq-U? dUCm V.0' afim de 1ue cada "'ante
Ina vai "' S'a que 'Iuizer' e laDa'-a na
.ri,Arl" 5- ,Concluda a volaco, a junta do dis-
tricto. em acto successivo mandara para a una
provincial a urna fechada c sellada pelo ores -
denle, contendo os votos. v
Arl. 6. Em cada cnbega de districto haver
urna junla provincial, composta do governador
sera o presidente, do presidente e do procurador
geral do tribunal crimina!, e do presidente e do
procurador do rei do tribuna! civil Esta junta ........-.......
coi aclo successivo proceder aoapuramenlo dus1!/. que elle eslavs f,'rido em consequen-
votos colhidos as juntas de districto, e mandar n fenmenlos recebidos.
inimedialamente o seu Irabalho, fechado e sella I uescpbno-se tambera que um barco de va-
do pela junla municipal, ouporoulra qualquer
pessoa da sua conOanca, ao presidente do tribu-
nal superior de juslga.
Arl. 7. Oapuramento geral dos rolos lia de
ser teilo pelo dito tribunal superior, e o seu nre-
mente proclamar o resollado do dito apura-
mento geral em voz alia n'uma tribuna que para
efe de Pania.*5 le""tar "a praa de S" Fra"-
hioleW?S.i.iM PeraQ5eS d VOl
se conipoe a capital.
Escrevem de aples ao Siecle :
No Castello Novo, descobrio-se que rauni-
coes de guerra de toda a qualidade parliam fre-
quenlemenle para Gaeli. Um commissariodo
arsenal, tendo tido conhecimento da fraude, quiz
-se a ella ; nao foi bem succedido, e correu
ima dsssecces deque
11J intitulado As Nacionalidad,, extra-
1 irnos a seguinte proclamago que o general Ga-
ribaldi dingiu aos cidadaos de Molse :
Gloria aos valorosos I a. bravos que sabem
jlellender do lobo os seus domicilios, auas mu-
lheres e Qlhos I
a Gloria aos llhos de Molise
o venceram em Iseroia.
Vergonha aos povos que fogem approxi-
magao do roubador, e que abandonara ludo !
v< No seu regresso a casa, euas mulhere devem
Jancar-lhe o em rosto, e fogir do contacto desses
cobardes.
Italianos I quando combaeis, sois vencedo-
quecombalteram
Descobrio-se
por napolitano fazia, cusa do governo.
servieo regular entre aplos e Gaeta, para levar
ao ex-re as noticias que podessem inleressar-
lhe.
(< f0"bo"se finalmente que Francisco II, linha
mandado ordens aos empregados do ministerio
das iinangas, como se ainda eslivessem dependen-
te delles.
A democracia franceza offerecia aos polacos
que quizessem alislar-se no exercicio de Garibal-
di, laze-Ios transportar cusa da Italia.
Este projecto foi communiendo ao dictador,
que o accolheu com a maior satisfario.
Desla maneira a democracia do norle esta-
r dentro em pouco representada no exercitoli-
Deriador, gragas ao concurso da democracia fran-
Os sffrimcnlos de Garibaldi foram breves 'TS ra de,M" de' ? 1''2a 10
agora este tao bera dispos.o como" iSS I d'^?lr! 'J? iPl '
A idea que presidio
necessidade de evitar-se
exercendo na actualidade
se querem arvorar em chefes exclusivos do pr-
Udo conservador, e que enlrelanto procuram o
apoio dos incautos de todos os partidos.
Tratou-se tambem do meio de evitar a des-
uniao entre as pessoas notareis das diversas lo-
calidades que esliverera disposlas seguir o uen-
samenlo da reuniao.
As conferencias teem de continuar com toda
a regulandade.
L-se na Imprensa de Cuy aba :
No da 13 do corrcnle, anies pouco das 7
oras da noile, sentio-se um iremor do Ierra em
diversos pontos da cidade, especialmente na ra
da Candade o para os lados do Bah, onde di-
zem causara pequeo estrago.
nrLNa a primeira vez 1ue nesta cidade se
produz este phenomeno ; ha annos esta parle
elle se tez sentir na Prainha. v '
Quanto noticias coramerciaes, eis o que diz
anda o Jornal do Commercio i
Pra^a, V de novembro de I8GO.
C.0TA..OES 0FF1C1AES PA JLXTA DOS COHREIORES.
Cambio Londres, 27 d., a 90 dias.
Melaes.Onoas da patria, 30J500.
Benjamn Moniz Brrelo,
Presidente.
Deocleciano Bruce,
Secretario.
ILT1MA HORA.
Cambio.
O governo imperial, tendo attengao docu-
mentos exhibidos, comprobatorios de ser a igre-
ja do Livramento da povoacio de Ipojuca. e nao
a ue im. S. da puvoacu do O', a matriz da respet-
iva freguezia, assim o resolveu por aviso de ou-
tubro p. p.
Em consequencia do que. ficou prejudicado o
acto presidencial que designara a igreja de N. S
do O para o processo eleitoral d'aquella fiegue-
'ia ; o qual lera lugar na referida igreja do I.i-
vramento, como j foi determinado pelo Lxm. sr.
presidente era data de 8 do vigente.
i*~, rfa 'nsPecloria da alfandega,' sob o prazo
ue imita das, que abrange o correte mez, sao
convidados os denos ou consignatarios de dille-
rentes mercadonas em depsitos nos armazens
0 aquella reparticao, alm do prazo delerminaJo
no rsped-vo_ regulamento, a virem despacha-las. I seguntes Srs. jurados "
wao tendo slo lugar no indicado lempo, sorao I Joao da Silva Parias'
ellas arrematadas, e nenhuma allegaco valida
contra os efeilos dessa venda cabera ab respecli-
vos donos ou consignatarios remissas.
Informam-nos que ha urna cocheira para
ados ou antes da ra da Concordia, cujos cabal-
los a urna hua certa da noite sahem sollos, sera
arr.eiro e n urna desfilada para o arreal, lendo
J alguem escapado por milagre de ser victima
delles.
Leonilla Anna de Jess Molla, branca, solteira,
25 annos, escarlatina.
Manoel, pardo, 21 mezes, febre cerebnJ
Francehno da Silva, pardo. 18 annos, diarrha.
CHRONICA JDICIARIA.
JURY DO RECIFE.
5a SESSAO.
DIA 14 DE JtOVESBRO DE 1869.
/ residencia do Sr. Dr. juiz de direito da primei-
ra vara criminal Bernardo Machado da Costa
nona.
Promotor publico, o Sr. Dr. F. L. de Gusmao
Lobo.
Escrivoo, o Sr. Joaquim da Silva Reg.
As 11 horas da manhaa, o escrivo procede
chamada e verifica estarem prsenles os se-
guntes senhores jurados:
Joaquim JsTavares.
Jos Paulino da Silva.
Joaquim Candido Fer.-eira.
Jos Bernardioo Pereira de Brilo.
Jos Antonio Moreira Dias.
Luiz Gomes Silverio.
Juvencio Athayde.
Francisco Ferreira da Annuncacao.
Manoel Lopes Rodrigues.
Manoel Antonio Ribeiro.
Flix Joaquim Domingucs.
Antonio Pereira da Cunha.
Apolinario Pereira Baduem.
Herculano Jos Rodrigues Pinheiro.
Trajano Evaristo Caslello-Branco.
Jos Cavalcanti de Albuquerque
Jos Francisco de Salles Baviera.
Eslevao Jorge Baptisla.
Manoel do Caldas Brrelo.
Manoel do Almeida Nbre.
Frederico Augusto de Lemos.
Joo Eduardo Pereira Borges.
Dr. Luiz Rodrigues Villares.
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
Joo Pedro da Rocha Pereira.
Joaquim Pedro Brrelo de Mello Reg.
Amaro Soares Mariz.
Jovino Epiphanio da Cunha.
Tenente-coronel Sebaslio Lopes Guimares.
Francisco Antonio Rosa.
Belmiro Augusto de Almeida.
Antonio Norberlo dos Santos.
Jos-i Bernardo de Souza.
Sao multados pela primeira vez em 20S0OO os
seguntes jurados, que sendo notificados na for-
ma da lei, nao compareceram aos trabalhos :
)r. Manoel Adriano da Silva Ponles.
Dr. Joao Ferreira da Silva.
Dr. Cosme de S Pereira.
Dr. Antonio Eparainondas de Mello.
Jos Ferreira da Penha.
Capuao Antonio Jos da Costa e Silva.
Antonio da Silva Guimares.
Antonio Jos de Castro
Antonio Francisco Collares,
Capitao Antonio Joaquim do Mello.
Antonio Jos Ferreira.
Manoel Luiz Viraes.
Miguel Jos de Abreu.
Francisco Antonio de Miranda.
Manoel Antonio da Silva.
Luiz Gomes Ferreira.
Joo Antonio Carneiro.
Jos Antonio de Oliveira.
Jos Bernardo do Souza.
Sao multados pela 2a vez em 20jj000 os segua-
les Srs. jurados notificados no dia 12 :
Dr. Luiz Salasar Mene/.es da Veiga Pessoa.
Pedro Jos Carlos da Silva.
Jos Maria Machado de Figueiredo.
Antonio Fernandes de Araujo.
Joaquim Bernardo de Mondonga.
Joao Carlos Lima.
Alfonso Peixolo da Silveira Cavalcanti.
Joaquim Luiz Viraes.
Jos Francisco de Mello.
Antonio Moreira Tavares.
Joo Antonio Ribeiro.
Jos do llego Pacheco.
Zefrioo de Lima Cavalcauti.
Adelo Jos de Mendonca.
Manoel Gongalves da Luz."
Joo do Reg Pacheco.
Jos Antonio Lopes Guimares.
Ignacio Lopes Cordeiro.
Serallra Alves da Bocha Bastos.
Severiano Jos de Souza.
Joaquim Jos Alves de Albuquerque.
Antonio Texeira de Mendonca.
Hermenegildo Firmino de Lemos.
francisco Mathias Pereira da Costa.
Sao multados em 2OJ00 pela terceira vez os
lhe occorresae sobre o estado da industria de mi-
neracao da agrcola, e da fabril
rpn^,ide8pach(!. dl P^'dencia da provincia no
requenmento de D. Carlota Joaquina de Carva-
llo, para a cmara providenciar em ordem evi-
tar que se obstrua o esgoto das aguas de que tra-
ta a suplicante, eseja impedido o transito publi-
co. Iotetrada. r
Outro do engenheiro cordeador, iuformaodo
sobre o que requereram alguns noradoures do
lugar de S. Amaro, no abaixo assignado que ii-
zeram, allegando terera as aguas da nar iunun-
aaao ltimamente a ra chamada da Fundicioou
do Lima, naquelie lugar, duendo o eugenheiro
ser isso verdade, mas nao devido, como dizem
os peticionarios, factura da bomba na eslrada
..!?."? V* em nada para 'ssocoocorre, o
sim ao eslado de ruina em que se achara os acu-
des do sitio que porteacera ao fallecido Vei
os quaesfsen portas, e con os baldes en diver-
sas partes arruinados, nao poden conter as aguas
la mar, deixando que eslas venham inoundar
a eslrada, que na verdade baixa; bem como
que nao poda ter lugar a subslituigao, peloe pe-
ticionarios, pedida dessa bomba por una ponto
(deu as razoes.)A cmara declarou por despa-
cno na petigo,que opportunamento tomada
as providencias tendentes a evitar o inconvenien-
te de que se queixarara os peticionarios.
Outro do mesmo, dizendo que tendo que dar
cordeagao Jos Francisco Benlo, que pre-
tende fazer urna casa terrea no seu terreno no
areial do Forte das Cinco-pontas, achava que o
alinhamento dado pela planta do lugar nao o
quo mais convina adoplar-se, pelo oue offerecia
a consideracao da cmara um tragado lanis na
mesma planta que lhe pareca mais vantajoso -
mnCvn,IS?ao de edificaces.(Mello e Dr. Fir-
mo Xavier) com a planta.
m!ll").d01T0' informando sobre o requeri-
So^'litt?" Presidencia. d* Bernardo Amo-
nio do Miranda, que, o terreno na ra da Aurora
LPmna",eni Perp?tu0 re1uero Peticionario
ruade eem n ldeS'Snad Pa" aber,Ura de >
iL1 m P?1"103' e 1ue 'endo a caraara j pe-
dido o eslabelecimento da mesma de sorte a fl-
?rasCru1fen-enlAPalm09-largura r8ular dsou-
SU.* "2-*5 Pdid0 PP'?v.do pela
presidencia da
presidencia.
provincia.Que se inforraasse
Oulro do juiz de paz do 2. districto da freeue-
cte A pJSlTS: PrPnd0 de ovo a Innocen-
co da Cunha Goianna, para escrivo do mesmo
juizo, sio que j leudo sido nomeado pan o
mesmo cargo, em outubro de 1856, deixara n0r
esquecimento, de assignar o respectivo titulo
^ue por isso se achava prejudicado -A cmara'
ao norae3Udoa. appt0Va^' e madou P^ titulo
Outro do procurador, remetiendo o conheci-
mento passado pela thesouraria provincial da
quanlia de J:260{)0(W, importancia que recolhera
dizimo de capim de
do
Indurado as transBcgoes imporlanles que hoip
se oITectoaram soDre Londres a 27 d., somman
os saques pelo paquete inglez Tyne
Sobre Londres, S 580,000 a 27 d" menos S
10.000 a 27 1/8, e apenas S 2,000 a 26 7'8
Dessa quantia tonou o governo 30,000 a
Sobre Paris, Havre e Marselha, 1,600,000 fran-
cos, na maior parte a 353 e351 rs., e .o resto a
350 e 3j5 rs.
Sobre Hamburgo 150.000 m. b. a 675.
Sobre Liboa e Porto regulou a tabella
guile :
1060|o................ vista.
250|0................ a 30 dias.
104 Ojo................ a 60
. 1030io................ a 90
a desconveniencia dessa pralica resalta do pro-
pno lacle, e pois nao deve ella coulinuar, para
que nao se tenha de lastimar alguna catastro-
A's II horas da noile menos umquarlo de
anle-hontem foi a populacaa da cidade posla em
nov.mento pelo loque de fogo, repelido pelos
signaes dos sinos, o dos rufos do lambor e notas
das cornetas das guardas e quarleis
O fogo se havia declarado na fundigo de me-
nVS,.,,H n ancisco Antonio Corr'5a Cardoso
na ra do Brum, canto do porto das canoas,
em consequencia do abrazamento da estufa de
seccar os moldes.
n^PJnar constou iss. a'-correram localdade
d (u,\ .presiden,e da PrV1"cia. viscon-
r. da Boa:vls,a. commandanle o chefe de poli-
ca, delegado e subdelegados, commandanles das
4 seccoes de pedestres, coronel Lobo, comman-
aute da eslagao naval e seu cecreiaro, capitao
dnT/ kC so" aJudai'te, inspector do arsenal
f,i \o C, Seu aJudanle,forgas de linha dos ba-
daro hde arl,lhana' 2- e l de infan.aria, '
heir?" 'a & arl,DceS' dos imPeriaes raari-
nlieiros, aprendizes menores dos dous arsenaes
a guarniese do vapor Perseunga sob o comman-
ao do unmediato. difieren les pragas de navios
mercantes, do !. !. e 3. ba.alho de infanta-
na da guarda nacional, ele, etc. ; as bombas
dos arsenaes e a da alfandega, assim como urna
outra viuda dos navios de guerra da eatecio.
brandes esforgos foram desenvolvidos no io-
tento de suffocar o inceudio, que ia tevrando
a maior perda
por que montar talvez a......
se-
Desconlos.Conservam-se nos bancos a 90
10 0|0, sem difficul-
O seu quartel general continua em Casera,
. dinge-se muilas vezes aos postes avanga-
dos.^para elle mesmo vigiar que nao haja sr-
PrL?^ei'Cr,uma ida da ft m. i- Ped',B0S 8eus Cr de aples que
raandassera para Gaot. ires alraotacs. Foram
mandados. O cx-ret deu-1hes instruegoes, e
flgora esles almolacs retidem por conta de
A procura de dinheiro foi regular.
0n?as da patria.Negociaram-se hoje 800 a
Caf.Venderam-se hoje 6,500 saccas
os Estados-Unidos aos precos. anleriores.
Ha em ser 40,000 saccas.
Achavam-se carga, para este porto, os
gues braiileiros Conceicao e Almirante.
para
bri-
consumio a parte sul do edificio da fundico in-
clusive a escripia commercial da casa, que exis-
',*, un sotao contiguo, ao qual communica-
Jl.'nl iHg- Frara Suslmeule incendiados
alguns moldes e oulros completamente estraga-
dos em consequencia do desrooronamento daco-
oerta ; de maneira que nisto est
do Sr, Cardoso,
20:000j}000.
Nao podemos deixar de consignar urna censu-
ra ao mo estado, em que so conservara as bom-
bas, quando deverima existir em p de prestar
um servigo satisfactorio ; assim como sigreias
cora relacao aos toques. Cada urna tocou um
numero de badaladas dilTerenles, quando segunJo
o regulamenlo deviam dar 5 ; e ao cessar o in-
cendio lodos deram conjunctamente o repique fi-
nal, ao passo que isto, pelo mesmo regulameulo
e commetiido apenas primeira a dar o sianal
de fogo.
Convera portante que se temen eslas notas e
em lempo se corrijam taes defeitos, seoo de-
leixo.
MrlN<2 dias ,3 e U flzerara acl vin'e cioco
estudantes, e o resultado da volago foi o se-
grate : *
1! ann-1 approvados plenamente.
No 2 anno-4 approvados plenamente.
No 3 annoo plenamente e 1 sirapliciter.
NO 4 anno-6 plenamente e i simpliciter.
N 5o anno2 plenamente.
n.r/aiSSag?r0S d0 vPor inglez Tyne, vindo do
Rio de Janeiro e portes intermedios T. D. Low-
don, Pierre Gurrra, Guslavo Wilhelm Wucherar.
Mataoouro publico :
..,!ira?"8Mn? dJLU d0 correile Para o con-
sumo desta cidade 105 rezes.
MORTALIDADE DO DIA 14 !
Fortunato do Souza c Azevedo, branco, solteiro,
18 annos, letano. '
1 edro Marianno das Mercs.
Joaquim Jos de Sanl'Anna.
Domingos Antonio da Silva.
Antonio Joaquim de Sanl'Anna.
Dr. Domingos de Souza Leo.
Joaquim Silverio de Souza.
Manoel Ferreira Pinte de Araujo.
Salvador de Souza Braga.
Joao Vieira de Araujo.
Domingos Dias dos Sanios.
Antonio Augusto Bandeira de Mello.
Manoel Jos de Castro Oliveira Guimares.
Jos de Carvalho da Costa.
Francisco Jos de Mello.
Anlonio Ferreira da Silva.
Alexandre dos Santos da Silva Cavalcanti.
Joao Chrysostemo Pereira Soares.
ManoeJ Pereira Lima
Antonio Jos Banoo de Mello Jnior.
Jos Thomaz Cavalcanti Pessoa.
Jos Alves de Souza Rangel.
Dr. Vcenlc Jcronymo Wanderley.
Jos Francisco de Barros Reg.
Urbano Jos de Mello.
Pedro Caldas da Silva.
Joo Carneiro da Cunha.
Luiz Francisco de Barros Reg.
Anlonio Pedro da Cmara Lima.
Pedro Jos Gomes
Joaquim Correia de Barros.
Vicente Ferreira da Cosa Miranda.
Nao se havendo reunido numero legal de juizes,
o Sr. Dr. juiz de direito procede sorleio de
juizes supplomentares, e sao sorleiados os Srs.:
Frederico Lopes Guimares.
Manoel Jos Rodrigues Braga.
Jos Alexandre Ribeiro.
Anlonio Rodrigues de Moraes.
Jos Gongalves dos Santos.
Jos Antonio de Oliveira o Silva.
Joo Chrysostomo Pacheco Soares.
Izidro Pereira dos Reis.
Joo Carlos Augusto da Silva.
Anlonio Alexandre Marlns Correa Bastos.
Joaquim Bernardino de Queiroz.
Jos Gongalves Malveira.
Joaquim Calino Coelho.
JosJoaqqim d'Oliveira.
Joaquim Francisco de Mello Santos.
Jos d'Alenquer Smoes do Amara!.
Jos Dias da Silva.
Jos Francisco Carneiro.
Custodio Jos AUes.
Anlonio Pinto de Azevedo.
Joo Manoel da Costa o Silva.
Symphronio Olimpio de Queiroga.
Antonio Ricardo do Reg.
Jos Lourenco de Sanl'Anna Barros.
Nada mais havendo trstar-se, foi a sesso
adiada para o dia 15, levantando-se s 3 horas
da larde.
era letras, provenientes
planta.- Inteirada.
Outro do fiscal do S. Antonio, tratando da dis-
posigao do art. 9 das posluras addicionaes de 20
de novembro de 1655 comparadamente com a
do art. 1." t,t. 6 das de 30 de junho do J89, arx-
bas sobre a apprehenco de porcos, que vagueara
pelas ras, dando a entender quo o artigo citado
era primeiro lugar dove ser preferido pelo oulro.
-Resolveu-sc quo se propojesse presidencia
da provincia a revogago da referida postura ad-
dicional, nesta parle.
Outro do mesmo, informando ser verdade o auo
allega Izidoro dos Aojos da Porcincula, quanto
a nao ser obngaJo a pagar o que deve de impos-
tes niunicipaes a casa em que o peticionario es-
tabeleceu-sc com funeleiia na ra Direila n. ..-
Defeno-se.
Outro do fiscal da Boa-Vista, informando que
Luiz Martins da Costa pode levantar telheiro so-
=rfJSHe,f' ",- u8eu lerreno na rua da Atracan,
deu-se allDhamel ""la palmos.Coce-
. Pulro. Jade .anas do traslado da execugo que more
3aSSSnAl!.!f denMirada Va'eao. e ostros. ..."
dess^ 030h'eu*sc que Procurador
Outro do mesmo, coramunicanio. que pelo
d,',relt0 f/a r--f^mada a sentenca que a
cmara oblivera seu favor na questo" de in-
SE? de Pslura,s centra Anlonio Joaquim dos
S?iAn m.P tei apPella,ra para a relaSao da selenca
que julgou a avalivcao na execugo que move
Basilio Alves de Miranda Varejio.Inteirada.
a cmara resolveu incumbir aos fiscaes das
freguezias dos Afogados. Pogo. Muribeca e Boa
> sia, a arrecadacSo do imposto de 40 rs. Dor o
de coqueiro, visto nao ler apparecido quem ole-
recesse quantia suficienle pela sua ar?emala-o
muliiBcando assim a resoluco que lomara '<>,
sesso de 15 do. oulubrordeJriad^ie0 a^tko
de Manoel de Souza Tavares. Pigo
Foi nomeado o Dr. Firmo
coramisso de edificares
veira.
para raembro da
era lugar do Sr. Oli-
Despacharam-se as pelicoes de Anlonio Ferrei-
ra oa Costa Draga e outros, Antonio Muniz Perei-
na,,nfrnrlrd- Js da Rocha> Ben, dos Santos
Ramos Domingos Anlonio da Silva Beiris.Izido-
ro dos Anjos da Porciuncula. Innocencio da Cu-
nna Goiauna Jnior, Joaquim Gongalves de Al-
buquerque, Joaquim Fernandes dos Santos, Jos
Antonio dos Sanios Colho Jacintho Jos Joo de
de n!,nV .SC P'i.chec? da F"wecs. Jos Vicente
, i d Se Franc'sco de Souza Lima, Jos
Manoel Pereira Mendanha. Joao Carlos Frederi-
V,'alLd8- 5 Ribe,ro Ribas. Luiz Bento de
M nnTen"S' L'"z,>IjoeI Rodrigues Valenca,
Mari. m,m"T Je3U,Sl Maria da Conceicao" e
Mana Marlinha, Manoel Dias Cofilho e Maria da
Conceicao Viega.
Levanlou-se a sesso. Eu Manoel Ferreira
Accioh, secretario a subscrevi.RegP. P
Danta de Almeida, Mello, Pinto, ameiro. e
COXSILADO PHOVIACIAL.
Alteraces feitas no ancameoto las
dcimas que pagam as casas da fre-
guezia de S. Jos, pelo escripturario
V. I. F. P. da Silva.
Rua do Apollo.
~. o. Rosa Maria Magdalena Pe-
reira, sobrado cora 1 andar e 1 te-
ja arrendado por ...
dem 32. Manoel Jos Chalga'
sobrado com I loja, 2andares el
armazem no fundo, arrendado lu-
do por .........
dem 34. Autonio Botelho Pint
de Mesquili, sobrado de 2 anda-
re, loja e 1 armazem no fundo
arrendado ludo por .
dem 36.O mesmo, sobrado d
dous andares, loja c um armazem
no fundo, arrendado por .
dem 38. Anlonio Alves Barboza
casa terrea e 1 armazem no fun-'
do, avahada por |.oruaaA
dem 11. Domingos Jos Macha! **"**
do, casa lerrea
dem 21.
Braga.
l:2O0S0OO
1:400|600
2:000^)00
2:000?000
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
SESSAO EXTRAORDINARIA DE 31 DE OUTU-
BRO DE 1860.
Presidencia do Sr. Reg e Albuquerque.
Presentes os Srs. Reg, Mello, Barros Reg,
Pinto, Gameiro, Dr. Firmo Xavier e Dr. Nery da
Foncoca, abno-se a sesso, e foi lida e approva-
da a acta da antecedente.
Foi lido o seguinte
EXPEDIENTE.
Um oicio do Exm.presidente da provincia,
recoromendando, para cumpriraenlo de ordens
imperiaes, que al o dia 31 de Janeiro do anno
pjoximo vndouro, remellesse a cmara presi-
dencia, urna exposigo circumstanciada, relati-
vamente ao objecte de que tralava o trecho do
aviso circular da repartigo do imperio, de 5 do
corrate, constante da copia quo remeta.A c-
mara resolveu oficiar ao seu engenheiro! incum-
biodo-o dosse trabalho, isto para diier o que
arrendada por .
Francisco Jos Regallo
casa terrea arrendada por
dem 37. Manoel Anlonio dos
Santos Funles, sobrado de 3 an-
dares e loja, arrendado ludo por
dem 41. Joaquira Antonio da
Silva, sobrado de 2 andares e lo-
ja, arrendado ludo por .
dem 43. Manoel Joaquim Ra-
mos o Silvi. sobrado demandares
e loja, arrendado ludo por .
dem 45. Herdeiros de Mara Ro-
sa d'Assumpgo, casa lerroa ar-
rendada por.....
H 17 A R.U1 d AP110'
IN. 47. Jos Anlunes Guimares,
sobrado de 2 andares e loja, ar-
rendado ludo por.....
dem. Jos Pereira, sobrado de
andar e loja, arrendado ludo por
v Rua de Brum.
* b. Bernardo Jos Rodrigues
Pinheiro, sobrado em obras com
1 casa no fundo, oceupada pelo
mesmo, avahada por .
dem 12. Flix da Cunha Texei-
ra. casa lerroa em caixes, telhei-
ro dentro, arrendada por. .
dem 26. Antonio.Alves Barboza
casa lerrea arrendada por. .
dem 280 mesmo, cas lerrea
de madeira arrendada por .
dem 30. O mesmo, casa terrea
de madeira arrendada por .
216^000
300JJO0O
8303000
61i$0o0
I:3i0jj000
180*000
300*000
36cOO
20O,$00O
-20000O
96|00O
1209000
120*000


MARIO DE PIRABBUOO. QUINTA FEIRA 15 DE NOVEMBRO DE 1860.
m
dem 3-2.O mesare, caso terrea ar-
rendada por....... 96)000
dem 62.Manoel Jos de Amorim,
casa terrea arrendada por 1:000$000
dem 66.l)r. Joo Pedro Maduro
da Fonseca, sobrado de dous an-
dares, loja e 1 armazem no fundo,
arrendado ludo por ... 2:0000000
dem 70.Barlholomeu Francisco
de Souza, sobrado do 4 andures e
1 loja, arrendado tudo por 3:400^000
dem 72.Jos Pereira Vianna, so-
brado de 2 andaros, loja e 1 ar-
mazem no fundo, arrendado tudo
por........... 2;200f000
dem 76 a 84.Antonio Botelho
de Mesquita, casa terrea dividida
em 5 armazens o parte em que
tem fuudico e 1 andar arrendado
tudo por ....... 4:200g000
dem 1Joo Jos Rodrigues l.o-
fler, casa terrea com 2 contiguas,
arrendadas por .... ^* 30O90O0
dem 3.O mesmo, casa terrea
unida a de c. 1 A, arrendada
por.......... 30SJ00O
dem 5.O mosmo, casa terrea
unida a de n. 1 A, arrendada
por ...,-...... 300*000
dem 9.Bernardo Jos Rodrigues
Pinheiro, casa terrea arrendada
por.......... 192*000
dem 11.Ludogerio Teixeira Lo-
pes, casa terrea arrendada por 120000
dem 13 O tnesrao, casa terrea ar-
rendada por....... 430-J0OO
dem 23.Antonio Aires Barbosa,
casa terrea, com 1 quarto ao lado,
arrendado por .... 360*000
dem 33.Jos Luiz de Souza, casa
terrea arrendada por ; 192$000
dem 37. Raphael Fernandes
branles, casa terrea arrendada
por.......... 20&000
dem 41.Manoel Duarlo Rodri-
gues, casa terrea arrendada por 360J000
dem 47.Jos Jacome Tasso J-
nior, 1 armazem com 2 conti-
guos, arrendado por ... 300.-000
dem 49.O mesmo, 1 arowzerr.
unido ao de n. 3 E, por 300^000
dem 51.O mesmo, 1 armazem
unido ao den. 3 E, por 300JJC00
dem 61.Christiano Cruger, casa
terrea oceupada pelo mesmo, ava-
llada por........ 300$000
[Continuar- se-ha).
Para que os msenos artigos tiressera alguma
torga, pedi e obtive do Sr. Ur. Collac.0 o obsequio
especial de me os publicar, como artigos edic-
toriaes.
Alm do favor feito a mira, o Dr. Collaco ha-
via-me declarado que pensava do mesmo modo
sobre a dita reforma, sendo essa talvez urna ra-
zio de mais para a publicaco dos mesmos ar-
tigos.
Alm delles, nada mais publiquei, nem escrovi
para o mesmo jornal, o qual segundo todos aqui
sabem, tem tido a direccao que o seu proprie-
tario.e nico redactor enlende dever dar-lho.
Esta a verdade para quem quizer sabe-la
sinceramente:
Recite 10 de novembro de 1860.
Francisco de Araujo Barros.
Pablicacoes agedido.
tonelladas, capitBo Antonio Maooel Alfonso.
equipagera 6 pessoas, carga couros e sal ;
Gurgel & Irmos.
Rio de Janeiro e Baha 6 dias vapor inglez Tyne,
commandanle Jellicoc.
Cardiff 46 das patacho portuguez S. Jorge de
Aveiro, de 203 tonelladas, capitn Carlos Jos
dos Santos, equipagera 10 pessoas carga carvo
de pedra ; I ordem.
Navio sahido no mesmo dia.
Liverpol barca ingleza Buhe, capillo James Jak-
son, com a raesma carga, qiretrouxe de Ca-
Iho de Lima, suspendeu do lamaro.
Rio da Prata brigue brasileiro Velos, capitao
Lauriano Jacintho de Carvalho, carga assucar.
Liverpool po<- Cear brigue inglez Byron, capitao
W. G. Jewson, em lastro.
gando o que Ibes fdr a bem de seu direito e jus-
tiQa, sob pena de revelia.
E para quo chegue noticia a quem interessar
posea,Tnandei pass-ar oditaes, que serio aflixados
e publicados pela impronsa.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nooibuco, ons 12 de novembro de 1860, 39.a da
independencia e do imperio do Brasil.Eu Ma-
noel de Carvalho Paes de Aodrade, escrtvo dqJ
julzo especial do commercio o flz cscrever.
Anselmo Francisco Perelli.
Communicados
, O actual rgimen cleiloral ura vasto campo, im conselho.
aberto pel9 rao do finado marquez de Paran
(rio lhe pese isso n'alma) is aspiraces de todo
genero, asambigoes mais disparatadas.
O direito de votar e de ser votadoque, em
quanlo as eleices dos raembros da cmara tem-
poraria foram "provinciaes, produzira sempre re-
sultados salisfatorios, cou infelizmente despoja-
do Jo prestigio, que o crcava, desde que come-
cou a vigorar entre nos o syslema de oleices
por districtos.
E' verdade (e seja-o dito era honri do gabi-
nete, que se aeha hoje a frente do paiz o da c-
mara, que terminou este anno sua misso legis-
lativa) que a lei dos circuios foi discretamente
retocada, (cando removidos muilos dos seos mais
seusiveis inconvenientes, e quasi todos os seus
vicios e defeilos capitaes.
Mas, apezar das boas intencocs do governo o
de todos os estorbos que cora rara solliciludo ha
o mesmo empregado, o mandato do deputado
continua a ser medido pela extenso territorial
do dislricto que o coramotte ; tem ainda o peso
e a importancia da pequea fraeco dos eleitores
que o conferera.
E, por isso mesmo que um diminuto nuraoro
da votos pode enviar qualquer individuo capi-
tal do imperio nao ha aspirante, por mais desi-
sado que seja, que se nao considere cora direito
a urna cadeira na cmara quatriennal.
ns se apresentam como candidatos, por co-
nhecerera certo vigario, que mais se oceupa com
as cousas de Cesar que com as de Christo ; ou-
tros, porque in altero requereram e consegui-
ram licenca com ordenado para o juiz da direito
de tal dar'um passeio a cidade ; e outros llnal-
mente, sendo estes era raaior numero, porque
contara pescar alguma cousa menos m, nesse
mare magnum de aguas turvas e revoltas, em
que naregam todo panno tantos interesses en-
contrados, tantos e to oppostos elementos l rafln. av*ns rnia
da effervescencia em que se tactos aviSOa, CUja
FOGE D'AMOR.
Amor ura sonho,
Que o dia desfaz,
Que as almas consomm
N'um fogo voraz.
Menina, cuidado.
Cautela, que s flor,
E as flores desfolham
Aos sopros a'amor.
Amor, como a rosa,
Florece um s dia ;
Si melnos dulcores,
Tem feln'ambrozia.
Quem n'elle confia,
Quem votos lhe faz,
Dos males s'esquece.
Que amor era si traz.
Qual rosa purpurea,
Cercada d'esplnhos,
Amor tem veneno
Nos doces carinhos.
Menina, nao creias
Nos votos d'amor;
Seus gozosd'um dia
Tem seculos de dor.
1859.
A' AMELIA
1852.
Nao queiras, gentil Amelia,
Era leus annos avancar :
Nao queiras da puberdado
A virgera meta tocar.
Que d'encantos tem a infancia !
Que tempo bora de brincar 1
Da bonca o casamento
Te faz rir, faz-te bailar.
Quo tempo to venturoso !
Quanlos caslellos no ar !
Corre mais leu pensamento
Que a melhor barca no mar.
Anda nos seios d'ilma
Nao viste a dor se oceultar.
era d'amor a chamma activa
Teii corarao abrazar.
So feliz, formosa Amelia,
N'esse inuocente lidar ;
Nao queiras da puberdade
A virgam meta tocar.
a.
O.
_ s m
O.
ai
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Horas
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Atmospherm.
Direc[ao.
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Intensidade
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00 2S < -1 ~1 | Fahrtnheit
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Francs.
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C/a
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m C
> r-
o c
Declarares.
A noite clara at as 4 horas da manhaa que co-
mecoua chuver%assim conlinuou as 6 horas, o
vento refrescou extraordinariamente as 4 oras e
10' da manha,eas6 horas aca'.mou, tornndo-
se pouco depeis variavel.
OSCILLACAO DA MAR.
Preamar a 5 h 20' da tarde, altura 7.0 p.
Baixaraar as 11 h 8'da manha, altura 0.6 p.
Observatorio do arsenal de marinha 14 de no-
vembro de 1860 rohako stepple:
1 tenente.
Editaes.
Correio geral.
Relacao das cartas seguras vindas do sul pelo
vapor inglez Tyne, e das existentes nesla ad-
minislrago, para os senhores abaixo declarados
Amado Guilherme da Silva Martina.
Dr. Aureliano Jos dos Santos.
Padre Antonio Francisco reas.
Antonio Carlos Collim.
Dr. Antonio Ferreira dos Santos Caminha.
Desembargador Antonio da Costa Pinto.
Carlos .1 usimiano Rodrigues.
Dr. Francisco Cordeiro da Bocha Compello.
Joo Mara Lorete
Manoel Anlunes Pimenlel Jnior.
Olympio Jos de Almeida.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
los seguintcs :
Para o lO.o batalho de infantado.
438 l/2covados de panno verde.
50 varas de aniagem.
100 mantas de la.
Para o laboratorio.
8 resmas de papel cartao.
Para a secretaria do commando superior di guar-
da nacional da Garanhuns.
1 caderno de papel mata borrao.
Meia libra de gomma arbica em p.
2 garrafas com tinta prela.
6 lapis finos.
3 caivetes de aparar pennas.
2 libras de areia preta.
Para o arsenal de guerra.
50 garrafas de tinta preta para escrever.
Quem quizer vender taes objeclos, aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 19 do
corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 12 de
novembro de 1860.
Denlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
casa da misericordia do Recife manda fazer pu-
blico que no dia 14 do corrente, pelas. 10 horas
da manha, na casa dos expostos, se far paga-
mento das mensalidades vencidas at 30 de ju-
nho do corrente anno, aquellas amas que forem
acompanhadas dos respectivos expostos.
Secretaria de santa casa de misericordia do Re
cife 9 de novembro de 1860.O escrivao,
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
NOVO BANCO
DE
Pernamlwco.
O novo banco continua a substituir
ou a resgalar o resto das notas de 10$ e
20$ que havia emittido e ainda existe
em circulacao, declarando que, em
cumplimento do decreto n. 2,66i de
10 de outubro do corrente anno, esta
substituirlo ou regate devera' elFec-
tuar-se dentro de 4 mezes, e que findo
este prazo s podera' ter lugar rom o
disconto progressivo de 10 por cento ao
mez, tocando as:im na forma do art 5
da lei n. 55 de 6 de outubro de 1855
sem valor algum no lm de lo mezes.
Recife 9 de novembro de 1860. Os
directores, Joo Ignacio de Medeiros
Reg, Luiz Antonio Vieira.
Santa Casa da Misericordia do
Recife.
A junta administrativa da irmandade da Santa
Casa da Misericordia do Recife, manda fazer pu-
blico que no dia 22 do corrente, pelas 4 horas da
tarde, na sala de suas sessoes, irao prac.a as
rendas das casas abaixo declaradas, polo tempo
que decorrer do dia da arrematago al 30 de
junho de 1863.
Bairro do Recife.
Ra do Pilar n. 74.
Bairro de Santo Antonio.
Ra Nova n. 55.
Dita do Padre Floriano n. 45.
Dita dos Fagundes n. 32.-
Dita de Santa Thereza n. 4.
Dita da Roda n. 3.
Os pretendentes devero comparecer
nhados de seus fiadores, ou munidos
aeompo-
de cartas
O Illm. Sr. inspector dn thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da resoluco da junta
da fazenda, manda fazer publico, que no dia 29
do corrente, perante amesmajunta, so ha de ar-
rematara quem por menos zer o costeio da 11- Santa CaS3 da HMSCriCOrdia do dteVrV?.^.0daqSa^C^saTiM sericordi
luminacao publica da cidade de OUnda, avahado
diariamente cada um lampeo em 260 rs.
A arrematarlo ser feita por tempo de um an-
no, acontar do dia 15 de dezembro do corrente
E.
Ora, no estado
cham os anirr
eleices pe os
Para o Sr. ministro do im-
perio ver.
Nenhurn empregado geral pode
aceitar emprego algum provincial sem
que previamente solicite e obtenha a
sua demissao. Avisos de 10 de no-
vembro de 1837 e 7 de outubro de
18io.
Ora, nao tendo sido derrogados os ci-
to sabia, quao ter-
anno.
As pessoas que so propnzercm a esta arrema-
taco romparecam nesta thesouraria, onde achi-
ra o as condices com que deve ser effectuada a
arrematace."
E para constar se mandou affixar o presento o
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, era 8 de novembro de 1860.O secre-
tario,
A. F. d'Annunciaco.
-
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimeoto da resoluco da junta
da fazenda, manda fjzer publico, que no dia
22 do corrente, perante a mesma junta se ha
de arrematar a quem por menos lizer, o costeio
da iluminar) publica da cidade de Goianna,
avaliado diariamente cada lampeo em 220 rs.
A arrematarlo ser feita por tempo de um an-
no a contar do 1.* de dezembro do corrente
anno.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
taco coraparecam nesta thesouraria, ondo acha-
ra as cmidicoes com que deve ser effectuada a
arreraatacao.
E para constar se manaou affixar o presente e
1 publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco,
tario.
Recife.
A junta administrativa da irmandade da sania
cife, 12 de novembro de 1860.
O escrivao,
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Rio de Janeiro.
A fretes barates.
O patacho Anna. segu para o Rio de Janei-
ro por estes dias, recebe carga por barato frete:
a tratar com Tasso limaos.
Baha.
A escuna nacional Carlota, segu em pouco
dias para a Bahia, tem parte do sua carga en-
gajada ; para o resto trata-se com o seu consig-
natario Francisco L. 0. Azevedo, na ra da Ma-
dre de Deus n. 12.
Para o Aracaty com es-
calas,
Sahe a' o da 2i, a barraba Mara Amelia,
queja tem parte de sua carga prompta ; para o
resto trata-se com Prenle Vianna & C.
Lisboa.
Vai sahir com muita brevidade a bem conhe-
cida
Barca Gralido
para carga e passageiros, trata-se com os con-
signatarios Carvalho, Nogueira & C, na na do
Vigario n. 9, primeiro andar, ou com o capitao
Borges Pestaa.
Para Lisboa
vai sahir imprcterivelmente no dia 20 do corren-
te o brigue portuguez Relmpago : quem no
mesmo quizer ir de passagem, para o que offere-
ce exccllentes commodos, dirija-se ao consigna-
tario Thomaz de Aquino Fonseca, na ra do Vi-
gario ti. 19, primeiro andar.
Para o Aracaly
V
seguir brevemente o hiato Exhalaco : para
o restante da carga o passajzeinis, trata-se com
Gurgel Irmos, ra da Cadeii do Recife n. 28,
primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro.
Pretende seguir nestes oito dias o veleiro e
bem conhecido patacho Beberibe, tem a seu
bordo melado de seu carregamento : para o res-
to que lhe falta, trata-so com os seus consigna-
tarios Azevedo ti Mondes, no seu escriptorio ra
da Cruz n. 1.
metria do collegio das artes o inspec-
tor da thesouraria provincial.)
Esse fuiccionario, a despeito dos avi-
sos citados, foi nomeado inspector da
thesouraria provincial de Pernambuco ;
e, em prejuizo do seu substituto, da
instruccioe dos cofres pblicos, se acha o Dr. Anselmo Francisco Perctti,
(ora da sua cadeira, ha 15 annos!!!
(fazem hoje 15 de setembro de 18G0.)
irnos, quando a proximidade das minante disposicao se acaba de 1er :
espiritos na mais viva anciedade, \ fora rje duvida que nao deve continuar
sabendo, como sabemos, que urna caterva de I '. ,,_____
aventuremos, que s enxergara na poltica um a ser inspector da thesouraria provin-
meiode vida fcil eagradavel.pretende por meios cial O professor de ceometria do colle-
ignobeis arredar a voiago dos amigos do go-
verno, e dos candidatos de reconhecido mereci-
mento, lornando-os odiosos aos volantes ; nos,
sollado encanecido na defeza dos direitos do c-
dado, faltaramos a um imperioso dever e at
tnhiriamos a nossa ardua, mas honrosa misso
de conselheiro leal do povo e seu verdadeiro
amigo.se nao viessemos oceupar com a coragem
que nos d a justica da causa, que advogamos,
e a nobreza do fira que temos era vista, o posto
de honri, que somos chamado pelo interesse
desta trra, em que nasceraos e desle briosa po-
vo, que nosso irmo e"junto ao qual serapre
temos vivido e militado.
E dar-nos-hemos por bem pagos de nosso zelo,
se a nossa voz nao frvox in desertis, se os
eleitores dos differentes districlos desta provin-
cia, conscios de nossa lealdade, quzerem aco-
lhcr com agrado as ligeiras reflexes, que acaba-
mos de fazer cora a nossa rude e natural fran-
queza, e as que ainda taremos no correr do pre-
sente artigo.
Aquelle que se apresenta aos eleitores, como
capaz de bem representar os interesses do paiz,
e que nada menos pede do que a confianca d)
naco, o mandato de deputado, deve ser um ho-
rnera j conhecido pela sua prudencia, pela sua
moralidade, pela sua illustraco, pelo seu amor
e respeito para com as instiluices do paiz, pelos
seus servic.os causa publica, esobre ludo
pelo seu ca"ractcr honesto e (irme, independente
e enrgico.
Quando o candidato esliver assira recoramen-
dado, sua aceilaco ser o cumprimento de ura
deverimposto pela consciencia, urna prova das
boas intences dos eleitores, urna escolha acer-
tada e feliz.
Mas, quando a prelencao do candidato nao as-
sentar sobre as bases indicadas, quando ella nas-
cer na nimia conQanca, que o pretndeme depo-
sita era si; ento, os'oleitores, que prezam a sua
dignidade, devero lancar margem essa candi-
daturabalda de merecimento, cuja accilac,ao
em dezembrofra urna prova do desbrio dos
volantes, em maio urna vergonha para a cmara,
durante qnatro annos urna calaraidade pira o
pair, e para sempre um argumento poderoso con-
tra o actual systema eleitoral.
Pois bem, agora, que j apresenlamos ao pu-
blico as nossas credenciaes, vimos confiadamente
lembrar aos honrados eleitores do segundo dis-
lricto o acreditado nomedodislinclo parlamentar
i Sr. Dr. Antonio Goelho de Sa e Albuquerque,
filho desta bella porco do imperio, merecedor
do grande crditode que goza em todo o Bra-
sil. As sympalhias de que est rodeada a candi-
datura deste brioso pernarabucano, dispensro-
nos de qualquer apreciaco, Acerca dos seus re-
levantes servicos, nobr desinleresse, longa ex-
periencia e constante dedicacao ao paiz.
Ahi esto a Parahiba, as Alagoas e o Para, a
escreveremem letras u'ouroo nome do seu
melhor presidente.
Se elle nao possue o inspirado genio de Cicero,
cora tudo digno discpulo da eloquencia de Mi-
rabeau, sem participar de sua venalidade : e,
como M. Curtios e Cato, sabe morrer pela pa-
tria, sabe quanto dace nao sobreviver sua
ruina.
Recife. 12 de novembro de 1860.
O.S.
THEATRO DE S. IS4BE
COMPANHIA LYRICA DE G. MARINANGEU
Quinta feira 15 de novembro.
Recita a beneficio do primeiro tenor A. Marcietti.
Represenlar-se-ha a lindissima e applaudida opera em rtuatro actos Je Verdi.
ERNANI
RiodeJaneiro.
t) bem conhecido brigue nacional oDamao-,
de primeira marcha, pretende seguir com mui-
ta jirevidade, tem parte de seu carregamento
prompto : para o resto quo lhe falt3. tratase
com os seus consgnatenos Azevedo & Siendo?
110 seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Le loes.
8 de novembro de 18600 secre-; ciado, cantar a mui applaudida cavatina da opera
Antonio Ferreira da Annunciaco.
No intervalo do segundo acto a senhora GlCLIA Beltramim, em obsequio ao benefi-
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da resoluco da junta
da fazenda, manda fazer publico, que no dia 22
do corrente vo novamenle praca, para serem
arrematadas a quem mais der, os impostas da
comarca da Boa-Vista, pela quantia de 4:5008000,
gio das artes (ou a ser proessor de geo- triennio, a contar do Y>de julho do corrento
i *.__!.. ._._ anno, ao fim de junho de 18oa.
E para conslar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 8 do novembro de 1860. O secre-
tario,
A. Ferreira da Annunciaco.
COMMEttCIO,
Praca do Recife 14 de no-
vembro de 1860.
\s tics \ioras da t*TiYe.
Cota^des officiaest
Cambio sobre Par3370 rs. 90 d[v
Cambio sobre Portugal110 0|0 30 d|V.
Cambio sobre Londres26 1)4 d. 90 d(v.
Descont de letras10 0|0 ao anno.
George PatchettPresidente.
Dubourcq Secretario.
Al fande;
Rendiraento do dia 1 a 13.
llera do dia 14. .
;.
SEJIIltAMIDE.
Com este espectculo, pensa o beneficiado satisfazer aos Ilustres apreciadores do iheatro
lyrico e tudo espera da sua prolecco.
Os bilhetes vendem-se j em sua casa ra da Roda n. 30, e no sobredito dia no escrip-
torio do thealro.
Principiar s 8 horas.
N. B. Os billiete*venddos para a recita que taris ter lugar nos dias 7 ou 10 terao valor
(quando naoqueirara antes receber o importe) para sabbado 17 do corrente com a opeta
LEILO
Quinta-feira 15 do corrente.
A dinheiro ou a prazo de
boas firmas com garante.
DE
lua
AS
loja de miuilezas.
11 HORAS EM PONTO
174.133o938
9;7215>339
183:8355277
Sloviniento da alfandega
Volumes entrados com fazendas..
com gneros..
128
Volumes

sabidos com fazendas..
com gneros..
Nao costumo recorrer imprensa, se nao nos
casos, que reputo graves e do argente necessi-
dade ; desta vez a procuro tambem para desfazer
um engao, em que a roeu respeito d indicios
de achar-se o Liberal Pernambucano de hoje.
Nnnca fui. nao sou redactor do Diario do Re-
cife, nem tenho a menor ingerencia com o que
nelle se publica.
Nos primeiros metes do crrente anno publi-
quei nelle doos artigos centra a reforma eleitoral
de 1855.
------I8
47
94
------141
Descarregam hoje 15 de novembro
Brigue portuguezEsperangadiversos gneros.
Patacho americanoJoseph'Park mercadorias.
Brigue hespanholRomanovinho o ceblas.
Briguo brasileiroDamaodiversos gneros.
Escuna dinamarquezaOttofariuha de trigo.
Barca inglezaSex Wavetrilhos de ferro.
Brigue inglez Baleuthabacalhao.
Barca francezaRaoulcemento.
Barca portuguezaFlor de S. Simao diversos
gneros.
Hiale nacionalExhalacogoneros do paiz.
Brigue inglezTexiancarvo.
Recebetlnria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dial a 13. 14:437#764
dem do dia 14....... 466#779
14:9049543
Consulado provincial.
Randimento do dia 1 a 13. 6376283
dem do dia 14....... 2l7g354
6:5935637
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 14.
Liverpool 54 dias brigue ingles Texian, de 185
tonelladas, capitio Henry Coorabs, equipagera
8 pessoas, carga carvo do pedra ; a Roslron
Rooker 4 Comp.
A-ssi't 10 dtas hiate brasileiro Exalaco, do 27
commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, c
juiz de direito especial do commercio desta ci-
dade do Recife e seu termo, capital da provin-
cia de Pernambuco por S. M. I. e C. o.Sr. D.
Podro II, que Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o presento edital virem,
e delle noticia liverem, que no dia 28 do corren-
te mez de novembro, se ha do arrematar em pra-
ca publica deste juizo, na sala dos auditorios, a
escravh Benedicta, preta de naco Cacange, idido
30 anuos, pouco mais ou menos, avahada em |
81)08 rs., pertenceme a Sebastio Luiz Ferreira,
e vai praca por execuco, que contra este e
Jos Joaquim Ferreira de* Souza encaminha Joo
de Santa Rosa Moni/.: e nao havendo lancador
que cubra o preeo da avaliaefio, ser a arremata-
cao feita pelo preco da adjudicaco, com o abati-
mento da lei.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandei passar editaes, que sero publicados pela
imprensa e affixados nos lugares do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco aos 13 de novembro de 1860, 39." da
indepencia e de imperio do Brasil.Eu Manoel
de Cirvalho Paes de Andrade, escrivao do juizo
especial do commercio o fu escrever.
Anselmo Francisco Perelli.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Clirislo, e
juiz de direito especial do commercio, desta
cidade do Recife capital da provincia de Per-
nambuco, por S. 11. I. e C. o Sr. D. Pedro II,
que Deus guarde, etc.
Faco saber pelo presente, que por este juizo e
cartorio do escrivao que este subscreveu, corre
urna execuco de sentenca entre partes; exc-
quente Vicente Antonio d Espirito Santo e exe-
cutados Augusto Goelho Leite, D. Marcolina Coe-
Iho da Silva Leite, D. Mara Adelaide Coelho
Leite e D. Mara Amelia da Silva Leite, como tu-
tora de sua filha menor de norae Maria, e tendo-
se feito penhora em dinheiro, que se acha em
poder dos depositarios particulares N. O. Bieber
& C, na quantia de 6008, pertencente a Augusto
Coelho Leite, um dos executados. em audiencia
do dia 7 do andante mez, por parte do solicita-
dor Bernardino de Sena Das, procurador bastan-
te do exequenle, me fdra feilo o requenmento
seguinte :
Aos 7 de novembro do 1860, nesta cidade do
Recife do Pernambuco, em publica audiencia que
aos feitos e partes tazia o Dr. juiz de direito es-
pecial do commercio Anselmo Francisco Perelli,
nella pelo solicitador Bernardino de Sena Dias,
procurador do exequente, foi acensada a penho-
ra feita em dinheiro contra os executados, re-
querendo que nao s ficassem assignados a estes
os 6 dias da loi. como tambem 10 dias aos ere-
dores incertos, debaixo de prego, sob pena de
lanramenlo, passando-se o respectivo edial do
eslyo; o que ouvido pelo juiz, houve a penhora
poe aecusada, e o mais por deferido, na forma
reqaerida.
Extrahi o presente do protocolo das audiencias
e junto o mandado de penhora referido.Eu Ma-
noel de Carvalho Paes de Andrade, escrivao o
escrevi.
Por forga do deferimenlo dado a este requeri-
mento, o escrivao respectivo fez passar o presen-
te, pelo theor do qual sero citados os credores
incertos por todo o conteudo no requerimenlo
aqui transcripto, afim do qae dentro do pronto
prazo de 10 dias comparecam neste juizo,. alie-
Avisos martimos.
PARA.
Segu era poucos dias e em direilura parao
Para, o brigue escuna nacional Graciosa, capitao
e pratico Joao Jos de Souza, para a pouca car-
ga que lhe falta trata-se com os consignatarios
Almeida Gomes. Alves & C, no seu escriptorio
ra da Cruzn. 17.
Mamullan e Para,
Segu com brevidade o bem conhecido hiate
Lindo Pagete, capitao Jacintho Nunes da Costa
por ter parte de seu cairegamento prompto ; para
o resto e passageiros, trala-se cora os consigna-
tarios Almeida Gomes, Alves & C., no seu es-
criptorio, ra da Cruz n. 27.
Cear
COirAMIA PERNAMBICANA
na
Navegado costeira a Yapor
O vapor Persinunga, commandanle Lobato,
segu viagem para os portos do sul de sua esca-
la no dia 20 do corrente, as 6 horas da tarde
Recebe carga para Macei at o dia 19 ao raeio
dia.
O expediente na gerencia ser at 3 horas e
depois de fechado nada mais se admiltir : es-
criptorio no Forte do Mattos n. 1.
Para
RiodeJaneiro,
O hiate Piedade recebe carga frete, e passa-
geiros : a tratar com Gaetano C. da C. M & Ir-
mo, ao lado do Corpo Santo n. 23.
Acarac porMunda.
Palhabote Sania Cruz, para carga e passagei-
ros trata-so com Caetano C. da C. M. & Irmo,
ao lado do Corpo Santo n. 23.
O briguo portuguez Constante vai sahir
para Lisboa com a maior presteza por j ter pir-
te da carga : quem no mesmo quizer carregar,
trate com o consignatario Thomaz de Aquino
Fonseca, ou com o capitao o Sr. Carlos Augusto
dos Reis, na praca, ou na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar.
PARA O ARACATY E ASS'
sae o hiate Sergipano: para carga, trata-se cora
Martius & Irmo.
A
Parahiba
^
O veleiro e bem conhecido cter nacional
Emma segu para a Parahiba em poucos dias:
para alguma carga que lhe falta c passageiros :
trata-se com Augusto Jos Ferreira & C, ra do
Cabug n. 2.
NA
Ra Direita n. $3.
O agente Camargo por despacho do Exm. Sr.
Di. juiz especial do commercio e a requerimen-
lo de Antonio Fernandes de Castro far leil.io da
loja de miudezas da roa Direita n. 83. porten-
to a Jos Ramalho de Souza, consislindo em ar-
maco e miudezas no mencionado dia as 11 ho-
ras em ponto.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
f OTUtlSS l TIMil.
Espera-se dos portos do nortate o dia 17 do
corrente o vapor Oyapock, commandanle o ca-
pitao tenente Santa Barbara, o qual depois da
demora do costume seguir para os portos do
sul:
Recebem-sc desde j passageiros e engaja se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no diadesua chegada : agen-
cia roa da Cruz n. 1. escriptorio de Azevedo &
Hondo*.
Porto por Lisboa.
Vai sahir para o Porto copi escala por Lisboa
al o dia 25 do crtente ta(:i o brigue portuguez
\ Promptido II. forrado o encavilhado de cobre
de PRIMEIRA MARCHA, E CLASSE, por j ter
I parte do sen carregameoto; para o resto e passa-
0 hiate Scbralenae. para carga e passageiros' geiros, para osiuaes tf;m excellentes commodos,
trata-se com Caetano C. da C. M. & Irmo, aoj (rata.se om Elias Jo.c.. dos Santos Andrado & C,
lado CrjTpo Santo n- 83. ra da Madre de De/js q. 32, ou com o capillo.
Sexta-tVira 1(1 do corrente.
Costa Carvalho far leilo em seu armazem na
ra Nova n. 65, de varias obras de marcineiria
Tambem
vender 1 c3vallocom todos os andares.
Principiar as II horas.
LILAO
Commepcial.
Sexta-feira 1C do corrente.
Anlunes autorisado pelo Exm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commercio, a requerimenlo dos depo-
sitarios da ra-issa fallida de Siqueira & Pereira,
far leilo das fazendas e dividas pertencenies a
referida maasa o qual ter lugar na loja da ra
do Crespo n. 7.
Priucipksr as 11 horas do dia.
LEILO
J
PELO AGENTE
A' porta do armazem doSr. Annes defronte da
alfandega o referido agente pelas 10 horas da
manha far ieilo por conta de quem pertencer
DE
60 caixinhas com arenques.
60 barricas com cerveja marca cavalhlnho.
10 ditas com dita em raeias garrafas.
O caixascom aeuardento de Franga.
Avisos diversos.
Engomma-e com perfe$o e nceio. por
prego commodo, e tambem tloge-se qualquer.
roupa : oa roa de Hortas, loja n. 72.


<<)
O
DUBIO DE PERNABMUCO. QUINTA FRIRA 15 DE NOVEMBRO DElMt.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesta temporal do Papa.
typOfifraptlia VpnHo a&Q Qao^aia,t?a3 &s>33
e civil para o
Folhinha de porta ou k. alenda rio eclesistico
t bispado de Pernanbuco........... (60 rs*
Dita de alcjibeim contando alm do kalendario ecclesiasiico e civil.
explicac.no das fastas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol-
ditas dos emolumentos do tribunal do coinmercio
ditas do sello; ditas do porte das carias; ditas
dos impostos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna colleceo de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entretenimenio da mocidade. 320 rs.
Esto no prelo oalmanak e outra folhinha contendo
todas as oracoes para assistir semana santa, etc. Com-
prando-se em porces se daro por preco mais commodo.
PO IX pontfice e re
PELO SESHOR
D. Antonio de Macedo Costa,
Hispo eleito do Para.
Eloquente demonstradlo do poder
Desappareceu
da casa da ra do Fogo n. 31 urna volta dcouro,
Chata, do modello de irancelim de senhora, com i
urna especie de medalha no fim : roga-se aos
senhores negociantes em ouro, caso appareca
algum individuo com esta obra, ignorando sea I
valor, a tomem e tevem a casa cima menciona-
da, que se gratificar.
Precisa-te alugar urna escrava que seja del
' e diligente, para o servico de casa de familia : na
ra da Cruz n. 33, segundo andar.
Gollegio de BemOca.
Este estabelecimenlo precisa de um cozinhei-
ro e de urna ama governante.
O Dr. Manoel Moreira Guerra
continua a
ber
Jos Antonio Rodrigues Canuto precisa sa- preslnr-se ao senhores estudantes da faculda-
i!* rt nniii ni rt/\nn .i ti! P U .____ I i .i 1 rt rlirAilA Pniliii Qv
u estado aos pontos para os actos
pode ser enconlrudo na ra da Matriz da Boa-
- Gabriel Seeira, subdito hespaohol, relira- risti d. 24, pela raanhaa al as 10 horas e a
larde, das 4 em dianle.
ber o nome do aono da olaria Sabastopol pores-! de do direito como explieador para a oc-
la fo'ha. casio do sou estado aos pontos oara os nrin
se para o Rio de Janeiro.
Aluga-se ura segundo andar de um sobrado
na ra do Alecrim n. 2, com muilos commodos
para familia, por preco muito commodo : quein
a proleudei, dirija-se ao niesmo segundo andar
Precisa-so do um escravo por aluguel para
trabaihar em armazem de assucar : quem o liver
pode dirigir-se a ra de Apollo n. 47.
W&a
para
- O photographo F Vilella raudou o seu
tibeltciraento de retratos da ra Nova n. 18
a ra do Cabug n. 18, aonde conlina
O bacharel Pedro Gaudiano de
tera eslabelecido no escriptorio
villa do Cabo, onde pode ser procurado todos os
oias das 9 1|2 horas da manha s 3 1)2 da tarde
Aluga-so o primeiro andar e a loja do so-
brado da ra Direila n. 121, reedificado e elegan-
temente pintado: a fallar com Joaquim Jos lia- j
mos, no largo do Corpo Santo, escriptorio dos
Srs. Manoel I. de Oliveira & Filho.
Precisa-se de urna ama para casa do familia
que saiba cosinhare engommar: na ra larga do
Rosario n. 36, loja de miudezas.
Preem-se de las criadas para urna pe-
quena familia mgleza, que sirva para todo o
servico, paga-se bem e preferera-se escravas ; a
tralar na ra da Madre de Dos o. 7.
D .. .... Aluga-se a casa da ra da Pra'ia n. 44 Da-
Ralis e Silva ra armazem ou oulro qualquer estabelecimenlo :
de advocacia. na a tratar com Eiras & Irmo, na travessa do Pa-
leo do Paraizo n. 16.
Aluga-se.
Ainda est por alugar-so o primeiro andar da
ra Nova n. 67, com excellentes commodos e
muito aceiada: tiala-se na ra da Crnz n. 45,
escriptorio.

Collegio Bom Conselho.
SeguDda-feira(19) abre-so imprclerivelmente
um corso preparatorio de latim para aquelles es-
tudaDtes provectos que pretenderem se habilitar
para o exame em margo. Este curso indepen-
liente e separado do curso geral, e os alumnos
externos que o frequentam nao se confundiro
cum os internos.
COMPANHIA
DO
Sao convidados os
Ama
Precisa se de urna ama que coziuhe e compre :
oa ra do Crespo u. 21.
Aluga-se no lugar da Torre, a margom do
Capibaribe, urna pjquena casa ioleiramente fres-
ca e limpa : a tralar na ra da Caixa d'Agua nu-
mero 52.
Ensillo llieorico pralico.
&f O abaixo assignado, professor de conslrucQo
naval licencionado pelo governo da provincia,
tem aberto em sua casa na ra do Nogueira n. 7,
urna aula de pilotagem, e ensina aryhmetica'
geometra, geographia e trigonometra plana
espherica para a mesma pilotagem.
Jos Elias Machado Freir.
Na ruada Cruz n. 50, armazem, existe urna
carta para o Sr. vigario Camillo de Mendonja
Furlado.
No armazem n. 50 na ra da Cruz do Re-
cife, deseja-se fallar com o Sr. Belizario do Re-
g Barros a negocio de seu interesse.
GUARDA LIVROS.
Pessoa habilitada exercer este cargo, pro-
poe-se a tomar tonta de qualquer escriptura-
cao seja qual for o estado em que se ache,
e por quelquer dos syslemas uzados combinados
com o presciipto no cdigo commercial. Quem
prteisar dirija-se para informacoes, ra da Im-
peratriz n. 12.
Vende seno bairro de Santo Antonio
as livrarias dos Srs. GuimarSes & Oli-
veira e Nogueira de Souza & C. ; e no
bairro do Heciena livraria do Sr. Jos
de Mello : preco 2$.
M O O*. Cosme de Su Pereira da' 3
( consultas medicas em seu escrip-
H da Cruz n. 53, todos os di as, me- II
H nos nos domingos, desde as 6 $t
| horas ateas 10 da manhaa, so- ff
breos seguintes pontos
1.* Molestias de olhos ;
2.- Molestias de coracao e de S
peito ;
3.' Molestias dos orgaos da ge- ||
racao e do anus ; ||
i." Praticara' toda e rpjalquer *
operacao que julgar conve-
nientepara o restabelecimen- M
12 to dosseus doentes.
trt O exame das pessoasqueo con- ?|
H suitarem sera' feito indistincta-
|| mente, e na ordem de suas en- M
jo tradas, fazendo excepcao os doen- g
tes de olhos, ou aquelles que por f|
H motivo justo obtiverem hora 11
S2 marcada para este fim.
Na ra Velha n. 46. aluga-se um raulali-
nno de 14 annos, proprio para criado.
Ao sorvete
ra das Cruzes n. 41.
= Precisa-se alugar urna prela que saiba fazer
0 sSoV'- do uma casa : a lra,ar na rua Augusta
u. 88.
I
r^ Precisa-se de uma ama para cozinhar em
casa de pouca familia : na rua do Cabug, loja
Quem precisar do um sacerdote para cele-
brar o santo sacrificio da missa era um engenho
perto desta praga, pode procurar na rua da Praia
n. 10.
= O Sr. Joaquim de Moraes Martins
tas de sua familia na rua da Conceico
Vista n. 6.
Vttencao"
Previne-se aos senhores calafates e barcaceiros
que no armazem naval n. 1, na rua do Vigario,
tem venda ferros sorlidos para calafates a 800
ts. cada um.
Na rua da Imperatriz n. 18, ainda se dir
quem vende uma fabrica de velas de carnauba.
fiecreio Familiar.
Por ordem do Sr. director sao convidados to-
dos os socios a comparecerem domingo, 18 do
correte, s 4 horas da tarde, na sala das sesses
da sociedade, para em sessao extraordinaria da
assembla geral se tratar dos ohjectos de inte-
resse da mesma sociedade.
Recite 15 de novembro de 1860.
J. B. do Bastos.
1. secretario interino.
Attencao.
Consta que a directora do Gabinete Portuguez
de Leitura tero em vista demillir o actual guarda
do mesmo, aim de satisfazer to somenlc s me-
ras intencoes de alguem, que a troco de querer
intitular-so iaaugurador do meamo instituto,
pretende enthronisar alli por fas ou nefas, um
eu apaniguado. Pergunta-se, haverao motivos
suiTicientemerile justos para tal demisso"? ter
porvenlura pre-aricado aquelle funecionario, ou
demUtir-se-ba polo imples facto de querer ser-
vir ao dito alguem ? guardamos a resposla.
Vai 5 praca no da 16 do corrente, depois
da audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz de orphaos,
o escravo Amaro, pertencente aos bens da finada
D. Maiia Rosa d'Assuropcio, o qual se arrematar
para pagamento de cusas e dividas da mesma
finada.
Jacnlho Luiz Guerreiro, nao mais empre-
gado da casa das Srs. Bailar A Oliveira, de quera
recebeu, durante 11 annos, muitas finezas pe-
nhorando-lhe assim o reconbocimenlo. '
. Os abaixo assignados sob maneir pinho-
rados pelo bom tratamento, e maneiras aaves
que lhe prodgalsou o Sr. Domingos Pereira Li-
ma, capillo da Barca, Flor Sao Simao, durante
ua viagem de Lisboa a este porto, vero por este
maio IribuUr-lhe osseus bem merecidos elogios,
e Datentear-lhe o seu reconheciraento e ara-
lidio. "
A. S. Ilibeiro.
Fratuitco Golcalon Firrtira.
Domingo Jote Martint Pereira.
flodrigo U>pt$ de Oliveira.
Srs. accionistas a
se reunsremem sessao da assembla ge-
ral ordinaria de conformidade com o
art. 19 dos estatutos no dia 16 do cor-
rente ao meio dia, no escriptorio da
compaiihia rua do Cabuga' n. lfj, pri-
meiro andar, para tomarem conheci-
mento dos negocios da companhia no
semestre decorrido e decretarem o pa-
gamento do 25- dividendo. Escripto-
rio da Companhia do Bebenbe 12 de
de novembro de 1860.O secretario,
Manoel Gentil da Costa Alves.
Aviso.
*ST Manoel Francisco de Honorato, estudanle ,
da faculdade de direito, declara que, por ter en- sobrado c
contrado nesta cidade duas pessoas com igual 2,,
nome. resolve assignar-se d'hora em diante Ma-
noel de Houorato. Recife, 10 de novembro de
1860.
Attencao.
PeJe-so a cmara municipal da cidado de
Olinda que aigne-se responder as seguintes per-
gunlas: Qual a razo por que havendo de se ar-
rematar o lelheiro que servia de matadouro pu-
blico do gado para o consumo do povo, nao se
apresenlou um oulro proprio? Qual o motivo
por que pagando os marchantes todos os tributos
que lhe sao imposlos.nose v um curral perten-
cente a cmara onde se recolha o gado do con-
sumo? Qual a razo porque o arrematante do
telhciro ha das desmanchando, n jo se providen-
cic-u por forma nao ficar o genero exposto ao
sol desde que so principia a trabalhar al que vai
para o acougue publico ? Onde se vio era uma
cidade e esta distante da capital pouco mais de
uma legoa semelhante pratica, pois alera de se
nao prover os marchantes do curral,ha de o gene-
ro ficar cxposlo ao sol como se lestemunha des-
de o uia em que o arrematante principiou a des-
manchar o tclheiro?
Onie ha do ver? At quando continuar se-
melhante mal? Onde ha zeio pela salubridade
publica ?
(O Slunicipe.)
Innocencio Serfico de Assis Car-
valho acha-se no exercicio de sua pro-
issao de advogado, pode ser procurado
em seu escriptorio rua do Queimado n.
1 i, das 9 horas da manhaa as 3 da
tarde.
Precisa-se alugar uma preta ptr-
eitaengommadeira, pretere-seescrava :
na rua da C icicia n. 37.
tem car-
da Boa-
*r ->a rua do Crespo n 17, deseja-se fallar II
s| com osvienhores : ^
Bernardo Jos Corri de S. tfg Joao Filippe dos Sanios. -L
^ Manoel do Nascimenlo da Silva Bastos.
< Joaquim Claudio Monteiro.
^| Manoel Leao de Castro. B
O Trajano Carneiro Leal. ^
Na iravessa da rua das Cruzes n. 2, pri-
meiro andar, tinge-se com perfeico para qual-
quer cor, e o mais barato possivel.
LIQUIDACO
Sem limites de loja de miudezas.
O arrematante da loja de miudezas da travessa do Livraraento, tendo de en-
tregar a chaye da dita loja transferio todas as miudezas para a loja da rua da Im-
peratriz n. 82, e ah conlina na liquidado por pre5os que admirara a saber, para
UQmAmT90^^^*^^ naPrlaum relabul com "orne de
Linha de carrinhos de cores a 20 rs.
Carios de cohetes de 1 carreira a 40 rs. %
Ditos com 4-pares a b\> rs.
Carlas de alfineles de ferro e lalao a 100 rs,
Linha de miada de roriz a 120 rs.
Pe?as de trancinhas de laa lisas de cores a 40 rs.
Duiiaa de botes de vidro para casaveques de cores a 320 rs.
P^*S Lindas abotuaduras para collete a 320 rs.
Relroz de cores muito fino a oitava a 160 rs.
Muito lindos chapozinhos para meninas a 48.
Um grande sortimento de franjas de seda pretase decorosa 120, 160 240 ^20
400. 500, 640, 800 e 1 a vara, W "^
Trancas de seda em grande quanlidadelargas o eslreitas de 80 a 640 rs a vara
lioloes de louga para camisa e roupao brancos e de cores a 20 rs. a duzia
Manguitos de fil enfeilados pir 29500.
Laa para bordar muito fina a libra 6$,
Muito boas fitas de velludo de cores e pretas de 160 a 800 rs. a vara.
Enfeites de vidrilho prelos muito lindos a 35?.
Leneinhos de relroz matisados a 28500.
Enfiadores para espartilhos de Itabo a 80 rs.
Facas e garfos cravados muito boas.duzia 38500.
Baralhos de cartas linas a^-O e 400 rs. o baralho.
Meias para meninos o par 140 rs.
Ditas para meninas o par 240 rs.
Enfeites de flores de Constantino a 58500.
Muilos ricos bonets para meninos a 4??.
Ricas charuteiras douradasa 48.
Boloesde osso fino para calc,a duzia a 20 rs.
Ditos de ac,o e de metal a 40 rs.
Gravalinhasde seda para homem a 720 rs.
Meias pretas para homem o par 200 rs.
Ditas pintadas muito encorpadas a 280 rs.
Ditas cruas muito linas a 240 rs.
Luvasde seda de cores para senhora o par a 400 rs.
Franjas de algodo para toalhas a vara a 80 rs.
Galloes brancos e de cores de algodo para enfeite de casaveques e roupas de menino
a vara 80 rs.
Muito ricos abafadoresabertos mostrando ramos de diversas cores para candieiro de
globo um 18.
Sapalinho dla para menino o par 200 rs.
Caivetes de 2 folhas a 240 rs.
Agulhas curias francezas o papel a 40 rs.
E oulras muilas cousas que nao se podem aqui mencionar como luvas de pellica
ecamurQa para homem e senhora, um grande soriimenio de fitas de seda lisas e lavra-
das, grande sorlimento de perfumaras, extratos, pomadas, agua de colonia etc., co-
meres de roela I, papel, escovasetc. 5 na mesma loja vende-se um rico piano novo,
uma seraphina e 2 realejos bons.
Precisa-se de um caixeiro para taberna
que ja tenha pratica : a tratar na travessa das
cruzes n. 14.
Joao Ferreira, e Marcelino Vivis, subditos
porluguezes, retirara-se para fra do imperio.
Aluga-se urna escraro que cosinha o diario-
i casa, fiel; quem precisar dirija-se a
0 2 que achara
cora
rua dos Martyrios casa n'
quem tratar.
Arrenda-se um espagoso armazem proprio
para qualquer estabelecimento commercial na
rua estrena do Rosario n 34 ; trata-se na rua
do Livramenlo n. 26, 2o andar.
Precisa-se de um caixeiro que tenha pra-
tica de venda na rua da Aurora o, 54 dando fia-
dur a sua conduela.
Os abaixo assignados administradores da
massa dos bens do casal do finado Joao Tavares
Cordeiro. previnfcn a os devedores o do dito casal,
por dividas vencidas, que no caso de nao virera
salda-las no praso de dous mezes, do presente
annuncio, tero de ser accionadas, afim do ha-
ver-se os pagamentos referidos, visto como o
praso marcado pelo lllra. Sr. Dr. juiz de orphos
do termo desla cidade, para a liquidacao do ac-
tivo e passivo do niesmo casal est concluindo-se
e poucos tem sido os devedores que tenbam pro-
curado saldar suas coritas.
Recife, 12 do novembro de 1860.
Viuva Tavares Cordeiro.
Jos Teixeira Bastos.
Juan Anglada Uyjo.
Henrique Jos da Cunha.
Attencao.
Prccisi-se de uma criada para casa eslrangei-
ra de pouca familia, que cozinhe e engomme : no
fim da rua da Aurora a fallar na taberna do Reg
junto a fuodico.
Gratificase
a quem der noticia de uma cachorrnha que se
perdeu na rua do Sebo, ou na rua da Soledade
a qual indo em companhia de uma preta que
conduza. largou-sc a correr, e a preta n&o vio
a casa onde ella entrn ; prela, cora os ps e
as raaos e por baixo da cauda araarello, e como
urna listra branca no peito, e tem raca de cao ra-
leiro, e anda nova : quem a levar' ao largo da
Santo Antonio ao Sr. Jorge alfaiate, receber a
gralificacao de 108-
Ama.
Precisarse de uma ama para cozinhar para ca-
sa de pouca familia : na loja de lkros aopdo
arco de Santo Antonio.
PROVI
F. VILLELA, ambroiypisla da augusta casa
mperial e eslabelecido na ruado Cabug n. 18,
com entrada pelo paleo da matriz, con-
rar retratos por ambrolypo, melayno-
lypo e ambrochromotypo. Este ultimo systema
muito apreciado hoje no Rio de Janeiro, o
mais perfeito ramo da arle pholographica pois
rene ao desenho do sol ura especiil trabalho a
oleo, que conservando fielmente al os mais de-
licados traeos, d ao retrato a qualidade de um
quadro a oleo.
&
o4i; ; ; /. *
0
i!
wm& iMk
m
DE
Fazendas e de miudezas.
V.
'?S
Em casa de Augusto C. de Abreu, lia para vender um completo
sortimento de perfumaras, constando de leos, banbas, pos para
dentes, sabao, extractos, aguas de cheiro e muitos outros artigos dos l
IpS raelbores perfumistas de Londres e Paris.
&
w
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
^L^ IF^rlKBLKlA 1. T@WKlgI!f3E)
MEL1IORADO E FABRICADO SOB ADIRECgAO' LO DR JAMES R. CHILTON,
O chimico e medico celebre de Xew York:
A GRANDE SUPERIORIDADE
TRACTO FLUIDO CO.MPOSTO EX' Hm'Ymk^^." *",
DE
SALSAPARRILHA
. HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
nos o extracto de salsa parr.lha do Dr. Town- B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
send, consideraraolo ser o extracto original e "e-
nuino de salsa parrilha do Dr. Townsend.o
Explica se pelo seo extraordinario 1ual primeiraraenle sob este nome foi apresen-
e quasi miraculoso effeito no la,,ao Publico'
importante
Os bilhetes rubricados pelo abaixo assignado
so garante 8 por cent) nos premios grandes e nao
14 por cento.
Madureira.
Attencao.

Francisco Antonio Correia Cardoso faz scente
as pessoas que teem encommendas de obras em
sua fabrica e fundQao, sita na rua do Brum, bem
como a todas aquellas que ah as qu-irara com-
prar, quo o inceodio que leve infelizmente lugar
na noito de 13 do correlo nao o impossibilita
do continuar a servir bem aos seus numerosos
fieguezes em suas encommendas, assegurando-
Ihas o raelhor desempenho possivel era suas
obras
ASSOCIAC10 POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Quinta-feira 15 do corrento haver sessao ex-
traordinaria da assembla geral, os senhores so-
cios (Jigoom-se comparecer as 6 \ horas da
(arde
Secretaria! da Associago Popular de Soccorros
Mutuos 12 de> novembro de 1860.
Joao Francisco Marques.
1. secretario.
No dia 5 da corrente fugio ura pardo aca-
bocolado de 22 ann os, rosto largo, bonito, baixo,
olhos granddcs, cabe Oo corrido grande, ps gran-
des, grosso do corpo, alvo, de nome Cassiaoo,
fllho do Rio Grande d.1 Norte ou Parahiba, foi
escravo do Sr Joaquim Silva Pessoa e vendi-
do pelo Sr. Francisco Ti Murcio da Silva Neves :
roga-se as autoridades de o apprehender e lva-
lo rua Direita n. 66, esen torio do Sr. Fran-
cisco Mathias Pereira da CostoV
sangue.
Cada um sabe que a gande ou a infermiJade
depende directamente do estado deste floido vi-
t*l. Islo ha de ser, visto o partido
que tem na economa anisial.
A quautidade do sangue n'um homem d'es-
talura mediana est avaliada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oito arralis. Em cada
pulsado duas onc/s sahem do corago nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de qimtro minutos. Uma dis-
posigao extensiva tem sido formada e destinada
com admiravel sabedoria a destribuir e fazer
circular esta corrbnte db vida por todas as
partes da organisagao. Deste modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
fonte de infermidade ou de saude.
, Se o sangue por causa alguma se emprenha
de materias ftidas ou cjrrompidas, diffunde
com vblocidadb electric\ a corrupgo as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
at cada orgao e cada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulado evidentemente se faz um engenho
poderoso de doenca. Nao obstante ple tam-
bera obrar com igual poder na crcao de saude.
Eslivosse o corpo infecionado da doenc.8 maligna
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smente o san-
gue pJe fazer-se puro e saudavel ficar superior
a doea, e inevitavelraente a expellir da cons-
tituicao.
^ O grande manancial de doenra entao como
d' aqui consta no fluido circulante^ nenhum
raedicamentoque nao obra directamente sobreel-
le para purificar e renova-lo.possue algum direi-
to ao cuidado do publico.
O sangue l O sangue o ponto no qual
se ha mysler fixar a attencao.
O ORIGINAL E O GINUINO !
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
BOYD & PAUL. 40 Conlandt Street.
WALTER. B TOWNSEND A Co, 218 Pearl
Nlreet.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM& Co, 10 Od Llip.
OSG'IODA JENNINGS, 188 Pearl Street.
R. B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way. v
JACKSON, R0BINS& Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL. 86 William Street.
WM. UNDERHILL, Junr, 183 Water Street.
DAVIDT. ANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOO, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY & Co, i Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulion Street.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, 104 &
106JobnSt.
LEWI3 & PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
lOAslor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCIIIEFFELIN & CO, 107 Water
Streat.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN. 64 Pearl Street.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I. MINOR & CO. 214 Futon Street.
INGERSOLL& BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPH E TRIPPI. 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Corlland
Street.
HAYDOCK, CORLIES & CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDUSER, 178 Greenwch
Street.
CONHECEMOS
A ARVORE
TAS,
E SUASFRU-
E IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus Effeitos.
O extracto composto de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend esta
0 MED I LAMENTO DO I'OVII!!
Adata-so to maravilhosamente a constituiejo
que pode ser ulilisado era quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E DEBILIDADE.
fortalece;
ONDE E'CURRUPCAO,
purifica;
ONDE HE PODR DO,
ALIMPA.
Esto medicamento celebra lo que tao grandes
servidos presta a humandade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das nas Fronte
Washington, Brooklyn. sob a inspecijao directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade de New-York, cuja cer-
tido e assignatura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACrO COMPOSTO DE SALSAPARRILOA
DO DR. TOWNSEND.
O grtnde purieartor do sangue
CURANDO
O Herpes
A Hertsipela,
i Mu la attencao
31 O Sr. Jo? Luiz Macedo Cavalcanti quei- *>
ag do Becife n. 55, a tratar de negocio que *j
rrancisco Jos de Siqueira Barbosa, subdile
portuguez, reiiia-se para llaeio do Ass aonde
residente.
Procisa-se de 200* a juros por lempo de
dous annos, daudo-se por garanta ura predio :
quem quizer fazer fsto negocio, annuncie para
ser procurado, ou dirija-se Passagem, taberna
n. 21, que achara com quera tralar.
Antonio de Azevedo Maia retira-se para
fora da provincia.
Precisa-se do uma ama que saiba cozinhar e
fazer todo o servico de csa ; na rua das Flores
numero 7.
Manoel do Mesquita Cardoso retira-se para
as provincias do norte a iralar de negocios.
Precisa-se de uma ama para cozinhar : ua
rua do C3ldcirciro n. 60.
Aluga-se uma loja com armaco propria
para qualquer negocio : quem precisar, dirija-se
a rua do Queimado n. 53.
Ainda nao appareceu o menino branco por
nome Joao Paulo da Rosa Ceicio, de idado 14 pa-
ra 15 annos, tendo sahido da casa de seu pai no
dia 16 de outubro prximo passado, pois se julga
que foi seduzido para o mato, o qual tem os sig-
naes seguintes : bem alvo, cabellos castanho.%
olhos pequeos, c quando se pe encarado ainda
osaperta mais, quando responde o que se lhe
pergunta raui apressado as suas respostas :
assim se roga a todas as autoiidades e pessoas
particulares que delle souberta, facam o favor
de o levar casa de seu pai ou participar por
este Diario, pois alem de se pagar toda a des-
peza que fuerera com elle se recompensar o seu
trabalho : em J'ra de Portas n. 95.
Os directores da companhia de seguros ma-
rilimos Olilidade Publica, convidam aos Srs. ac-
cionistas para comparecerem no escriptorio da
mesma companhia, rua da Cadeia do Recife, no
dia 15 do corrente, de conformidade com o art.
41 dos estatutos. Recife, 10 de novembro do
lOv.
Os directores,
Manoel Alves Guerra.
Jos Antonio de Carvalho.
. Sexli-feira, 16 do corrente, depois da au-
diencia do Dr. juiz de orphaos do termo desla
cidade, tem de ser arrematada era hasta publica
a escrava lourenca, crioub, sadia, cora 24 annos,
e sabe fabricar charutos alem de oulras poucas
habilidades, a qnal pertence heraiiQa deixada
pela finada liara Francisca de Jess, e vai a pra-
ca no valor de 1:200, a requerimento do Dr. cu-
rador geral e dos tutores dos orphos herdeiros,
sendo que odia cima o da ultima piaca.
Vidros.
Chegaram os tao desejados vidros para vidraca,
em caixa ; vieram tambera alguns vidros de
crystal. grandes, proprios para oratorios, tabole-
(as, armarios, ele, etc., ou outra qualquer obra
em que seja preciso erapregar vidro de boa qua-
lidade e grossura : rua larga do Rosario n. 34,
bolica.
Precisa-se de uma ama que saiba engommar e
coser, que seja muito fiel e capaz, para casa de
pouca familia ; na rua do Amorira n.44, primei-
ro andar.
Alaga-se o primeiro andar da ra Nova n;
21 : quem prelender, dirija-se a loja do mesmo
I Ao coflimereio. I
A Adstriccaoko ven-
TRE,
As Alporcas
Os Effeitos do azod-
gue,
Dispepsia,
As Doencas.de figa-
do,
A Hydbopesia.
A Impingb
As Ulceras,
O Rhematismo,
As Chacas
a df.dilidade geral'
AS DoENCASDE PELLE
As Borbdlhas ma ca-
ra,
As Tossesi,
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
OExtraclo acha-secontidoemgarrafas quadra-
das e garante-se ser mais forieemelhor em to-
do o respeito a algum outro purificador do san-
gue., conserva se em todos os climas por cor-
to sspajo de lempo.
do original e genuino ex/raclu do Dr. Townsend tem a assignatura e a certidao do Dr. J. R. Chlitlon, na capa
Cada garrafa
exterior de papel verde
No ewriptorio do proarietario, 212 Broadway, New York, e era Peroambuco na rua da Crui n. 21 escriptorio 1. andar, tara-
bem na botica da rua Direita n. 88 do Sr. Prannos.
) Una pessoa cora os conheciroentos pre- J
) cisos para exercer o cargo de guarda-li- $
| vros, se encarrega de escriplurar os livros &
; de qualquer casa commercial, quer seja g*
@ por partidas, dobradas ou simples e bem *
*5 assim de outros quaesquer trabalhos que **
o$ digara respeito a sua profisso: quem *
q precisar do seu prestimo dirija-se a rua
*j do Imperador n. 6, anllga do Collegio. S
Aos pais de familia.
O bacharel formado Americo Fernandes Trigo
de Loureiro tem aberto ura curso de algumas
materias preparatorias para a Faculdade de Di-
reito, na casa de sua residencia, rua da Saudade
esquina do lado direilo, das 9 horas da manhaa*
ao meio da ; e prope-se igualmente a tornar li-
cOes das mesmas materias por casas particulares
e collegios. das 4 s 8 horas da tarde, promet-
iendo a seus alumnos vantajoso aproveitamenio
do seu melhodo de ensino, por ter para issora-
zes fundadas na experiencia de dous anno9, e
suestadas por pessoas fidedignas, rojos filhos
teem sido por elle leccionados : quera de seus
serviros se quizer aproveitar, dirija-se a mesma
casa, s_ mesmas horas da manhaa. As mensali-
dades sao as seguintes, pagas adianladas.
Era sua casa.
Cada materia ... 58000.
Em casas particulares.
Cada materia..... 105000.
Duas materias .... 159000.
Em collegios, conforme oe convencionar, Oxas,
ou prorata ; lices diarias, excepto os domingos,
dias santos, e quintas-feiras das semanas em que
nao houver algum dia santo.


DIARIO DE PERNaMBUCO. QUINTA FEIRA 15 DE NOVEMBRO DE 1860.
(6)
4 quem coovier.
Um empregado publico, pai de familia ; bem
coahecido, e que uffereco as necessarlas garan-
tas, pedido de alguns amigos, se propoe e ro-
ceber em sua casa, do Io do Janeiro era diante,
e agora raesmo durante as ferias, alguns estu-
dautos de preparatorios para a faculdade de di-
reilo, nao tendo seus pa9 ou correspondentes o
menor cuidado com ellos tal respeilo.
Urna casi commoda, bou) tralamento constan-
te solicitudo para a sua pplcacjio. para que te-
nham bom resultado nos exames ;e finalmente
urna gratificado a mais mdica e razoavel: taes
sao as v-mtagens que encontrarn. Aquelles,
pois, quem tal offerecimenlo inleressar, flcaro
satisfeitos, se se ioformarem dos Illms. Srs. com-
mendador Manoel Figueirada Faria, major An-
tunes, Agostinho E. Pina, Drs. Sabino e Luiz Fe-
lippede Soma Leo, senhor do engenhoS Igna-
cio ; devendo dirigir suas carias ao primeiro des-
tos senhores na praca da Independencia, para
que sejam procurados pessoalmente : ondo de-
terminaren].
ajnela dos fabricantes america-
nos Grouver & Bakeri
Machinas de coser: em casado SamuelP.
o'iasion & rua da Senzala Nova n. 52
Na ra da Praia n. 41, ha urna cocheira de
aluguel, com carro, arreos o fardamentos no-
vos, muito bons cavallos, e tambem se tratara de
cavallos por prccosmuilo razoaveis.
Treparam-se bandejas enfeitadas com di-
versos modelos de bolinhos dos mais perfeitos
que ha era nosso mercado, para bailes, casamen-
to?, fesias de igrejas e solemnisar as formaturas
dos senhores acadmicos; ludo da forma que
forero as oncommcudos: dirijira-so a ra da Pe-
nha o. 25.
Por cerlo.
O Sr. Jos Antonio Rodrigues Canuto (Cazuqu)
queira ir a fabrica Sebaslopool pagar os materiaes
que devc ha mais de 2 annos.
COMPAMHIA
f
CASA DE BANHOS
ao
Assignatura de banhos frios, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 das consecutivos. ,........... 10*000
30 cartoes paraos ditos banhos tomados era qualquer lempo...... 15*000
15 Ditos dito dito dito ...... 8000
7 ...;.. 4*000
Banhosivulsos, aromticos, salgados esulphurososaosprecos annunciados.
Estareduccao de preqos {acuitar ao respeitavel publico ogozo das vantagens que resultara
da frequenciadeum estabelecimento de urna ulilidadeincontestave1,mas que infelizmente nao
estando em nosso hbitos, anda pouco conhecida e apreciada:
EAU miRALE
NATURALLEDE VICHY
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22
stabeecida m Londres
INJECTION BROU
Remedio infallivel contra as agnorrhas antigs e recentes,
nico deposito na botica franceza, ra da C z n. 22.
Preco do frasco 3;000.
CAPITAL
Cinco mi\Yi5es de \i\jras
sterVmas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
casas, e a quem maisconvier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para ef-
fectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de telha, e igualmente sobre os objeclos
que contiverem os mesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer
qualidade.
5TTrrTrTrTTTT8-rTTTYTT"*77Tr<-<>
l DENTISTA FRANCEZ.
Pauto Gaignoux, dentista, ra das La- <
* rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e
p dentifleo. ^
Xi.it ti. i.tZi.iAi.Xi.S.i.i.X.t 6
No da 30 do mez passado levaram um livro
do amostras do litas da loja de raiudezas da ra
larga do Rosario n. 40 ; o livro grande, tem o
nome do dono da loja e o numero da misma : a
pessoa que liver esle livro, queira ter a bondade
de levar dila loja, que ser recompensado de
seu trabalho.
Na ra Nova n. 7, deseja-se fallar com os
Srs. Jos dos Santos Moreira e Francisco de Oli- i
veira Jnior.
Biar do eommercio.
Bairro do Recife.
Rua do Torres n. 12.
Este esubelecimento estar iberio todos os
ias das 9 horas da manhaa em diante.
Camino Nogueira & G.
sacam para Lisboa e Porto : na ra do Vigarion.
9, primeiro andar.
Precisa-se de urna senhora com as habilila-
coes necessarias, que se queira encarregar da
educaco de meninas no engenho Teotugal da
freguezia de Barreiros : a tratar na ra da Moeda
n. 3, secundo andar.
Aluga-se urna escolente casa sita na povoa-
cao do Monteiro, com bastantes commodos para
grande familia, na qual tem cocheira o estribara
para cavallos ; a tratar cora Manoel Alves Guer-
ra, na ra do Trapiche n. 14, primeiro andar.
Kilkmann limaos & C. avisam ao
respeitavel carpo do commercio que
foram nomeados agentes nesta praca das
campanillas de seguros martimos de
II aiuburgo.
Ensino de msica.
OlTerece-se para leccionar o solfejo.como tam-
bera i tocar varios instrumentos; dando as li-
nes das7 horas is 9 1|2 da noite.a tratar na ra
da Roda n. 50.
Precisa-se alugar urna preta que
sirva para vender na ra : nesta typo-
graphia se dir'.
Muito se deseja fallar cora os sennores aDai-
xo declarados, na ra do Quemado n, 39^ loja.
Antonio Jos de Amorira.
Antonio Francisco da Silva.
Maooel Jos Muele Meiriz.
Joaquina Jos Botelho.
Alugam-se dous andares do sobrado da ra
da Cadeia n. 24, tendo commodos para grande
familia : a tratar na loja do mesmo.
Domingos da Silva Campos, de novo torna
a pedir aos seus devedorss que venham pagar,
porque tem de concluir o inventario que est
procedendo por o Illm Sr. Dr. juiz de orphos, c
alguns dos seus devedores que nao quizerem que
seus nomes apparegam no carlorio dos orphos,
veoham realisar seus pagamentos por estes das.
Hotel Sebastopol
Ra do Imperador n. 16.
Neste novo estabelecimento baver de boje em
diante o bello sorvele, das 6 s 10 horas da noite,
tambera fornece-se comida para fra por preco
com modo.
Precisa-se de urna ama para cozinhar em
casida pouca familia, podendo ir dormir em sua
casa: no Recife, ra da Cruz n. 31, segundo
andar.
A mesa da rmandade de Santa Cecilia, con-
vida a lodos os irraaos quehajam de comparecer
no consistorio da mesma irmandade, no da 15
do correte, pelas 9_horas do da, allm de proce-
der-se a nova eleico como determina o art. -5
do titulo 5. do nosso compromisso.Joo Fer-
reira de Mendonca, escrivo actual.
Sebaslio Goncalves, subdito cataln, reti-
ra-se para o Rio de Janeiro.
Aluga-se urna casa construida de novo com
commodos para grande familia, cita ao lado di-
reilo antes de chegar ao Cachang, quem a pre-
tender dirija-se ao mesmo lugar cada da padaria
que achara com quem tratar, promeltndo-3e
alugar por menos do quo outri qoulquer.
I NORAT RMOS
1 JJMIIHMSfflBMII3MS
Tem estabelecido um rico sortimento de joias
S NA RA NOVA N, 18 1/ ANDAR
JS No qual se encorrirarao obras de brilhantes e ouro garantidas pelos anunciantes com W
2 '8 quilates, sem betume ou qualquer outro vicio. Vendem aderecos e pulceiras de
rJ todos os goslos executadas pelos melhoros artistas, conleiiilo algumas balaluasda actual W
W guerra da Italia, pinturas de Vatellu e lavas do Vesuvio, e urna infinidade de objectos @
-Mosaico, de Roma, Florenca, etc., etc. Os annunciantes encarregam-se demandar *tt
vir de Pars qualquer encornmenda, para o que conservan) naqulla capital urna pessoa &^
il.t .Mil Mn AA r, <-. I ., 1 n .*...! n r. n n I I 7. .'. n t. ------ -
Estando a confeccionarse o almanak
civil, administrativo, comineicial, agri
cola e industrial da provincia, roga-se
aos Srs. que tem de ser nelle incluidos
de mandarem suas declaraces de rco-
radia e estabelecimentos a' livraria n.
6 e 8 da praca da Independencia e o
mesmo se pede aos Srs. de engenho e
rencleiros.
| Dentista de Pars.
15Ra Nova15 ||
m FredericoGautier, cirurgiao dentista,^
9g faz todas as operace da suaartee col-j
|g locadenles arlificiaes. ludo com a upe-r>
a rioridade e perfeicao queas pessoasen-Jj
ff tendidas Ihe recohecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
- Precisa se alugar u n primeiro andar ou um
sobrado de um andar, que seu aluguel nao exce-
da de 25g a 30$ mensaes, sendo no bairro de S.
Jos ; a tratar na ra dos Pescadores ns. 1 e 3.
Urgencia.
Mediante as mais solidas garantas, e offerc-
cendo-se em hvpolheca diversas casas terreas,
sitas nesla cidade, precisa-se com toda e urgen-
cia da quanlia do 8:0008 a juros pelo lempo que
se convencionar : a pessoa a quem inleressar,
queira declarar por este jornal para ser procu-
rada.
WB%'W&rf W* Vft! WravBi Wnt9v*%
de sua casa podendo garantir a pronplidao e boa execu^o.
ser
da
8@$
m^m&--&&&t&m&mm&'&&$s
TABAC CAPORAL
Heposto das mauutaeluvas VmpevVaes de'raft^a.
Este excelente fumo acha-se depositado, diretamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBOA DOCARMO, o qual se vende por mseos de 2 heciogramos a l$000e em porcode
10 masaos para cima com descont de 25 porcento ; no mesmo estabelecimento acha-se tambem
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
CASA DE SAUDE
DOS
Sita oni Santo Amaro.
"Ve
Este estabelecimento continua debaixo da administradlo dos pro-
prtetarios a receber doenles de qualquer natureza ou cathegoria que
seja.
O zelo e cuidado all empregados para oprompto restabelecimen-
to dos doentegeralmente conliecido.
Quem sequizerutilisai' pode dirigir-se as casas dos proprietarios
arabos moradores na ra Nova, ou entender-secom o regente no csta-
tabelecimento.
Reforma deprecas.
Escravos. -..... 2$0OO
Marujos e criados, .... 2s00
Primeira classe o e. 5,^500
As operables serao previamente ajustadas.

DA
PROVINCIA.
O Sr. tliesoureiro das loteras mauda declarar
que em quanlo subsistir o plano que actualmente
est em vigor correro todos os sabbados as lo-
teras que lera de ser exlrahidas, bera como que
se acham expostos a venda os bilhetes da ultima
parle da primeira o primeira da segunda lotera
do recolhimento de N. S. do Bom Conselho de
Papacaca, cujas rodas deverao andar impreteri-
velmente no da 17 do correnle.
Thesouraria dasloterias 10 de novembro de
1860.O escrivo. /. M. da Crus,
D-se a premio 500fl sobre hypolheca em
predio na cidade : ra da Caixa 'Agua n. 52.
Os devedores do fallecido Marco-
lino de Borja Geraldes, queiram pagar
seus dbitos quanto antes na ra da
Cruz n. i, do contrario proceder-se-ha
breve a cobranza judicialmente.
Ageacia de passaporte e folha
corrida.
Claudino do Reg Lima tira passaporte para
dentro e fra do imperio : na ra da Praia n. 47,
primeiro andar.
Borba, rap
fino, raeio-grosso e grosso, Deposilo, ra 6a Ca-
deia d. 17.
Aluga-se o segundo andar do so-
brado n. 15 da travessa do Veras na
Boa-Vista, muito fresco e com muito
bons commodos para familia : tratase
na ra da Cadeia armazem n. 36, das
9 horas da manhaa at as 4 da tarde.
Roga-se ao Sr. acad-
mico Joo Jos de Mcura Ma-
galhes, queira apparecer
esta typographia, afim de se
Ihe fallar acerca da obra que
mandou imprimir, visto uo
se poder saber qual a sua mo-
rada.
Aluga-se um sitio napovoacao do
Monteiro, onde residi o Dr. Manoel de
Barros Barreto, com excellentes commo-
dos para grande familia, sendo a mar-
gena do rio, com cocheira e estribarla
para cavallos : quem pretender dirija-se
a ponte de Uchoa sitio defronte do Sr.
Bento Jos da Costa.
Perdeu-so na'noite de 10 do correnle urna
pulseira de cabello flngindo urna cobra, com ca-
bega e cauda de ouro, desde o paleo do Terco,
ra do Aguas-verdas at a travessa de S. Pedro,
paleo do Cumio, ra das Trinchelras, matriz,'
travessa dos Expostos ra da Roda at a ra
Bella ; quem a achou querendo entregar dirja-
se a ra Bella o. 3i quo ser recompensado.
Quara precisar de urna raulher de idade
para ama de casa de homem soltero, ou de
pessoa de pouca familia, dirija-se a ra do Cal-
derero n. 23.
*
3~Rua cstreita do Rosario-3 |
Francisco Pinlo Ozorio continua a col- &j{
locar denles artlCciaes tanto por meio
de molas como pela pressao do ar, nao Sjj
recebe paga alguma sem que as obras g
nao (quem a vontade de seus donos, are
lem pozes e outras preparaces as roais 5
acreditadas para conser>-aco da bocea ji|
MMMegK mam mmvs&imm
Precisa-se alugar umaescrava para lodo o
vico de una casa de pouca familia : na praca
Independencia n. 38.
Empreza da ilhi-
minaco a gaz.
Constando empreza da illuminaro a gaz que
algumas pessoastem mandado augmentar ou col-
locar novos bicos e encanamentos em suas casas
por machinislas [alias avenlureiros) que nao Bo
empregados seus, o com apparclhos nao forneci-
dos por ella, tem resollido, para acabar com es-
le abuso, por em rigorosa pratica o artigo 7o do
seu regulamenlo, o qual 6 do llieor seguinle :
No cscriptorio da empreza conceria-si? e res-
ponde-se pela efTicacia dos apparclhos all ven-
didos; porra de raaneir3 alguma se encarrega
de collocar, concerlar, responsablisar-se ou op-
prir gaz pelos apparelhos alheios.
E vislo que sondo a empreza, tanto pelo seu
contrato como pelo regulamenlo do governo res-
ponsavel pelos damnos esinistros occorridos no
servico c fornecimenlo do gaz aos particulares,
essa responsabilidade naopoderia existir, desdo
que o material nao fosse fornecido por elle, ca
collocaiao nao fosse feila por operarios de sua
confianca
Assira a mesma empreza previne aos senhores
consummidores que d'ora avante um minucioso
exame ser tnmensalmente feilo por um de seus
machinislas, e adiando este apparelhos ou qual-
quer objeclos que nao lenham sido fornecidos
pela empreza, mandar esta immedialamenle
corlar o gaz.
Torlanlo para evitar duvidas e reclamaroes pe-
de-se aquelles seuhores que quizerem qualquer
alterarn na illuminaro de suas casas, queiram
por cscripto dar as suas ordens, em um livro pa-
ra esse lim guardado no armazem da ra do Im-
perador n. onde podero dirigir-se, sem o que
nao serao allendidos.
Recife. 30 de oulubro de 1860.
fostron, ftooker & C.
Precisa-sede um criado, na ra do Hospi-
cio o. 9.
Pelo julio dos feitos da azenda se ha de arre-
malar em hasta publica a quem tniis der os
bens seguiules:
A renda annual da casa torrea no Poqo da Pa-
nella n. 7i avaliada em 72 rs.
A renda annual da casa terrea no mesmo lugar
n. 76 avalada em 48j> is.
A renda annual da casa lerrea no mesmo lugar
n. 77, avaliada em 18g rs.
A renda annual da na Casa Forte u. 4 em mo
estado avaliada em 36$ rs.
A renda annual de nutra casa no mesmo lugar
n. 5 em mo estado, avaliada em 36g rs.
Cojos rendimentos foram penhorados por exe-
cucao da fazenda provincial contra a viuva de
Miguel Francisco Gomes.
A renda animal de urna casa com um pequeo
silio na ra dos Pussos n. 39 com commodos
para pequea familia avaliada em 72j} rs.
Cuja rend3 foi penhorada por execucao da fa-
zenda provincial eonlra os herdeiros de Joo
Bapiisia de Souza Lemos.
Urna casa terrea na ra do Bom-gosto n. 18
fregneza dos Afogados com 18 palmos de frenie
e 50 de fundos, pequeo quintal em aberlo, e
em chaos f.reiros, avaliada em oOgOOO rs. por
venda.
Oulra casa na mesma ra n. 21 com 18 pal-
mos de frenie e 50 do fundos, quintal em aberlo
e chaos foreiros avaliada em jOSUOO ris por
venda.
Cujas casas foram penhoradas por execucao da
fazenda provincial contra os herdeiros de Joa-
quim* Caetano da Luz.
Urna casa do laipa na ra de Molocolomb n.
6* A, fregneza dos Afogado?, com 25 palmos
de frente e 32 de fundos, em chaos foreiros e
em mo estado avaliada era 70^000 ris por
venda.
Cuja casa foi penhorada por execucao da fa-
zenda provincial conlra Jos Alves.
A renda annual do sitio na Tassagem da Mag-
dalena n. 22 com duas salas, oilo qnartos cosi-
nha fra, estrebaria e oulros commodos avaliada
em 300g rs.
Cuja renda foi penhondi por execucao da fa-
zenda provincial contra os herdeiros de Ignacio
Firmo Xavier.
Os pretenderles comparecam s 10 hons da
manhaa do dia 15 do correnle mez de novembro
na sala das audiencias.
OSr. JACOME ULYSSES. vindo dos porlos
do norte pelo vapor Iguarass. queira dirigir-
se ra da Cruz n. 22 para receber urna carta.
Aluga-se urna prela de meia idade que sa-
be cozinhar e fazer todas as compras : quem pre-
cisar dirija-se ruada Praia n. 34.
Precisa-se de urna ama de lele no paleo
do Terco n. 26.
Aluga-se urna casa na Passagem da Magda-
lena com excellentes commodos para umi gran-
de familia, com ptimo banho no fundo junio da
ponte grande : as pessoas que pretenderen di-
"jam-se a ra Direila n. 3.
\
Attenco.
Fugio da cidade do Penedo, provincia das
Alagoas, era 29 de oulubro do correnle auno, o
escravo Bartholomeu, por alcunho Garanhuns,
crioulo, idade 45 a 50 annos, com barba curta,
que as vezes cosluma raspar, baixo, corpo gros-
so, ps grandes, chalos e abertos para os lados
e om urna fistola no rosto ; esle escravo foi de
Garanhuns, vendido a Pascoal Rodrigues de Bar-
ros, morador em Papacara, onde muilo couhe-
cido, e de preseole pertence Jos Antonio de
Araujo Jnior residente em Penedo ; consla por
informaQes que esle escravo segu a estrada que
de Garanhuns vem esta cidade, e declarou vir
para Pernambuco ; levou calca e jaqueta novas
de algodao trancado azul com lslrinhas verme-
Ihas e camisa de baeta verde, e consta que iraz
urna carta comsigo para mostrar que correio :
recommenda-se a todas as autoridades policiaes
e capitiies de campo sua priso, e olferece-se
urna boa recompensa a quem o agarrar ou delle
der noticia, ou no Penedo, era casa de seu se-
nhor cima mencionado, ou no Recife, na loja
do tenente-coronel Manoel Florencio Alves de
Morac?, na ra do Queiroado n 41.
ATIENDO.
Nos dias 15, 16 e 17 desle correte mez vai
praca o sobrado da ra de S. Bento, em Olinda,
sobre qual referc-se o snnuncio que corre nesle
Diario ha muilos dias.
Aluga-se um grande armazem na ra da
Cruz, leudo sahida para a ra dos Tanoeiros; a
Iralar no paleo de S. Pedro n. 6.
Precisase alugar um escravo para traba-
jar em armazem de assucar : quera o liver po-
de dirigir-se ra de Apollo n. 47.
Est para alugar o lerceiro andar da casa
n. 30 na ra da Cruz: a trilar na mesma casa.
^
-

Relogios dos melhores fabri-
cantes, recebidos era di-
reitura.
Vendem-se relogios de ouro patentes inglezes
e suisso.s, tanto de ouro como de praia oleados
e dourados patentes orisontaes, de modellos os
mais bonitos: na casa de Joo da Silva Faria,
ra da Cruzn. 30.
428d00 o sacco de la-
C ompras.
Compra-se um fules do foliar formigas que
esteja em bom estado ; na ra da Caxa d'Agua
numero 52.
Compram-se raoedas de ouro de 20{0C0 :
no escriptorio de Manoel Ignacio de Oliveira S
Filho, largo do Corpo Sanio n. 19.
Compra-se um muloque* do 1G annos de
idade. sem achaques: a tratar na praca do Corpo
Sanio n. 17, luja do cabos.
Precisa-so comprar urna casa terrea na
Boa-vista: quem quizrr vender, dirija-se a ra
Velha, em casa do coronel Feliciano, que acha-
re com quem tralar.
LINHAS DE 60 e 65 PALMOS.
Precisa-se comprar duas linlias de GO e 65 pal-
mos de comprimenlo : quem ttver, dirija-se a
ra da Cadeia do Recife, sobrado n. 64, no se-
gundo andar.
cora toque de mofo, esto se acabando : no lar-
go da Assemblee, armazem do Antunes Guima-
mares & -.
Cera de carnauba,
nova e de qualidade especial : no largo da As-
sembla, armazem de Antunes Guinares & C.
A.>:500
O sacco de milho
de alqueiro : no largo da Assembla, armazem
de Ar.lunes Guimares & C.
Em casa de Joo da Silva Fa-
ria na ra da Cruz n. 30,
vende-se o seguinle:
Vinho branco Bordeaux engarrafado.
i Dilo tinto dito dito.
| Dito dilo dita em barris.
. Absii'lho engarrafado.
; Kirsch dilo.
1 Licores dito.
Cognac dito e em barris.
Ervilhas em latas.
Frascos de fruas e;n calda o era agurdenle.
Ditos de conservas em vinagre.
Ameixas em frascos o latas.
Calcado Mellis.
i 3K Vende-se na ra do Crespo n. 17, cal- S
I j? cado Mellis ltimamente chegado de -'*
: M Paris. ~;
Vendem-se tre3 vaccas turnas
com crias prximamente chegadas de
Lishoa : na ra do Bruna armazem nu-
mera 58.
Carro.
Vende-se um exccllenle carro todo envidraca-
do, com urna boa parelha de cavallos, por prego
commodo, prazo ou vista : na ra larga do
Rosario n. 24, loja de ouro, se dir quem lem.
Vende-se um grande sitio na Soledade, na
estrada de Joo Fesnandes Vieira, porto do Uan-
guinho, toniendo muitos arvoredos de fruclo de
diversas qualdndes, um grande viveiro de peixe,
um cercado para animaos com urna estribaria no
mesmo, urna grande planta de capim, muitos
malignes para lenha, um pomar de larangeiras
novas, duas plantas do canoa, duas grandes plan-
as de ba^aneiras de diversas qualidodes, duas
graph
A loja eneyeiopedica
DE
Guimares & Villar.
Ruado Crespn. 17.
iCC Conlinuam a vender cassas de cores fi-
ef xas a 210 rs. o covado, pollinhas e raan-
^ gilos a 5S, gollinhas linissimas a 33.
9| gollinhas e manguitos pretosde fil a 5g,
S manteletes de fil prelo a !5# e 20f fa-
^ zenda superior, vestidos de phantasia de
3 ras a 280 rs., para acabar.
Vendem-se
bilhetes de lotera : na ra Direita n. 3.
Attenco
\ende-se una taberna com poucos fundos,
propria para qualquer principiante, sita as Cin-
co Ponas n 82, junto as casas cabidas, muito
boa por ser de esquina e do lado da sombra, e
tem um grande soto corrido, commodo este
muilo apreciavel aos freguezes do mato que ges-
lam de so arrancharem onde comprara ; e por
isso quem quizer aproveitar lo bella occasi.lo de
querer principiar sua vida e ganhar dinheiru,
so dirigir-se ao dilo lugar, que quem liver von-
tade todo negocio se tara. Adverte-se que se
vende o dito estabelecimento pelo dono ser doen-
le e nao poder continuar.
Altenco.
Brlo& C preleudem vender sua loja de louca
da ra Nova n,52: quera a pretender, dirija-se
aos mesmos na dita loja.
Vendem-se tres canoas, duas de 1,500 tijo-
los e urna de 1,000, propria3 para cooduco de
capim, tambem so alugara ou trocara-se p'or li-
jlos de alvenaria grossa : quem quizer negociar,
dira-se a ra da Peuha, subrido n. 11.
Mi
Vendas.
Macas e peras
de todas as qualdades que existem era Portugal,
lano em porco como a retalho, sem lcmile do
preco: vend-se nicamente no armazem Pro-
gresso de uarte & Irmo, no largo da Penha
numero 8.
Novas pechiii'has.
Cassa fina franceza o covado a 20 rs., chitas
francezas coloridas, lindissimospadrees o covado^^ ^n- > uc >
a 240, 220 a 200 rs. : na ra do Queimado n 4i.^f>laiitas de mandiocas, macacheiras e batatas,
Vende-se urna linda vacca turina I muilos coqueiros de fruclo, e urna porco noves,
na-ida de nrimrira Karritrn <-r.m um con'fs extremas todas feitas de cerca nativa,
pa iua ac primeua bai i iga com um com bom banho d'agua salgada e temperada, tem
tormozssimo Lezerro de raca pura : urna casa de vivenda solTrivel, com cocheira u
quem pretender dirija-se a esta tvpo- est'ibaria para 3 cavallos, e quarlos para pretos,
pranhia i podra e cal, urna boa cacimba com agua
I de beber, e tanque para lavagem ; cojo sitio o:i'e-
jg*?| I reco muilas vanlagcns por ser muito peito da
praca e ter todas as commodidades precisas ;
quem quicr ver e comprar, dirija-se ao seu pro-
prietario Antonio Leal de Barros no mesmo
Coke (carvao.)
ou combuslivel p3ra cozinhas. caldeiras, etc.,
muito econmico paza as casas particulares : ve:i-
de-se na fabrica do gaz em porcoes de um quin-
tal rara cima a ]-* o auinlal.
Armaco de loja.
Vende-se urna arraac&o de urna loja que serve
para qualquer enabelecimenlo na ra Direita r,.
,87, e garante-se pelo tempo que convencionar-
se; quem pret-nder dirija-se a ra do Queima-
, do n. 40, loja.
A 9,000 a arroba.
Vndese cera de carnauba da velha
e nova safra a preco de 9.$ : no antigo
deposito do largo da Assemhje'a n. ).
Ruada Senzala antigo depo-
sito do geio.
Vendem-se barricas com macats de
muito boa qualidade vindas no gelo a
6.V a barrica, assim como o gelo a \g a
arroba, o deposito estar' aberto todos
os das das 9 horas da manhaa as 5 da
tarde,
Calcados baratos, na loja
do Arantes, Praca da
Independencia ns. i 3 c
1U
i).
Calcados para homem.
Borseguins elsticos gaspeados verniz. a 7;:0
i Borseguins elsticos gaspeados bezerro
sendo sola patente.................. 7J000
Bolins de bezerro francez.............. 5^000
Sapaloes de couro de lustre............ 3J000
Sapatoes para menino................. 20C0
Sapatos de tranca...................... |jj280
Sapalos de couro de lustro e entrada
baixa................................. ..^jyo
Sapatos de couro do lustro e entrada
baixa para baile...................... ;i-
Calcados para senhora.
Borsiguins elsticos gaspeados de ver-
niz com salto e fazenda de cores___ a 4:000
Sapalos de couro de lustro............ IJfOOO
Sapalos de marroquim................. |(oo
Sapalos do duraque.................... g p
Vende-se oulros muitos calcados baratos com
dinheiro vista.
Cera e sebo.
Vende-se cera de carnauba a 9j> a arroba, s. o
refinado do Porto, em caixOes c em barricas n
IOS e 10*500, velas de composicao simples a
14g : na ra da Cruz, armazem n. "33.
Um excellente ne-
loja de Guimares
i & Villar.
sjg Ruado Crespo n. 17.
w Receberam riquissimos corles de seda
H de cores de 2 saua e prelos bordados a
^ velludo, como vestidos de seda rxos
j*e bordados a velludo proprios para seoho-
K, ras "iuvas, manteletes de seda comoridas
H e outras bordadas com 2 bcos largos, r-
vto quissimas chapelinas de palha do Italia
^ e de sedas brancos e de cores para se-
uc nhoras, corles de cambraia brancos bor- S
Q da.os a 25, sabidas de baile ou capas
bordadas o melhor possivel e outras la- to
zendas de ultimo gosto. je
ii mm&mw mm smd& mmm
Pechinclia
Defronte da igreja da Concei-
cao dos Militares.
Na loja n. 42 da rua Nova torram-se fazendas
por presos muilo baratos, como sejam :
Chitas francezas largas e finas de excellentes
padioes, claros o escuros a 220, 240, 260 e 280
rs. o covado, ditas hamburguezas o melhor pos-
sivel a 320 o covado, organdys de ricos e varia-
dos gostos a 720 a vara, cambraia de salpicos
brancos e de cores com i palmos de largura a
45500 a peca, dita tapada muito fina com 10 ra-
ras a 4J800 c 6$. chaies de merino liso muito
Dos a 45-100, ditos muito ricos estampados a 7#,
dilos napolitanos, fazenda inleirameute nova a
7S50O, ditos escocezes pona redonda 13j cada
um, e outras multas fazendas de gosto e qualida-
de, que se vender a vontade dos senhores com-
pradores, e de todas dar-se-ho amostras com
penhor.
Vendem-se saceos com farelo de Lisboa,
chegado ltimamente : na travessa di Madro de
Dos n. 15.
gocio,
Vende-se a dinheiro ou permuta-se por casas,
os carros fnebres e lodosos mais perteneps, in-
clusive 6 excellentes cavallos da cocheira do pa-
leo do Paraizo n. 10, faz-so este negocio, por
seu dono ter de fazer urna viagem : a Iralar no
mesma estabelecimento.
Vende-se
um fardo para soldado do Io batalho de in-
fanlaria da guarda nacional, esl novo e d-se
por preco muilo commodo : na rua ao Fogo nu-
mero 8.
Vende-se urna morada de casa de laipa em
bom estado, no lugar do Barro, fregneza dos
Affngados, com um pequeo silio cootendo o
mesmo differentea fructeiras, propria para so
passar a fesla e mesmo para morada : quem a
pretender dirija-se ao dilo lugar para entender-
se com Romo do Hfgo Barros, encarregado de
a render.


> ''
()
45Ra Direita45
ESCOLHIDO SORTIMENTO
DliUO DE P1RHAMWCO. QUNTA1PEIIU 16 M KOVEMBRO DE 1860
DE
UAtO.
Aproximando-se o lempo festivo, e sendo in-
dispensavcl que as liadas e amaveis filhas da
opulenta e potica Mauricea se preriaam do que
FUNDICAO D AURORA.
_
. machinas da vapor de lodos
os lmannos, rodas
meias moendas, tacl
bombas, rodas, rodetes aguilhss e bocea
apara
o moi-
e todas
mmZmwmmmT^SSZ^T Para f0rnaIha' ^^hioas para amassar mandioca
descarocar algodao. prencas para mandiocae oleo de ricini, portoes gradara, columnas
Lobrrri,ricu,,,pvadores' v**-"** q. E5S2m
pes: allendend0 lan,bem a que sfe;^
qualquer obra. *' COm quera os Pralendentes se podem entender para
urna crinolina empavesada nao pode estar de
acord com urna bolina acalcanhada ou desco-
sida, assim como um cavalheiro de caiga balao,
com um borzeguim estragado, far urna triste
figura vis-a-vis de urna bella; considerares tao
acertadas actuaran) no espirito do proprietario do
eslabelecimento, j tao conhecido pela modici-
de dos pregos do seu calgado, para reduzi-los
aioda mais, munmdo-se de um abundante sor-
tmenlo e som defeilo, que aprsenla aos seus
benignos freguezes (moeda em punho) pelos
preros abaixo:
Senhoras
Borzeguins 32 a 59. 4<800
Ditos ditos.......40500
Ditos ditos.......4^000
na
Men
unas
Borzeguins 29 a 31. .
Ditos 25 a 28......
Ditos 18 a 21......
Homem
Borzeguins.......
Ditos.......
Ditos pro va de fogo e d'agua.
Ditos.........
Meios barzeguins de lustre. .
SapatOes com elstico e lustre.
Ditos arranca pelle, bezerro. .
Ditos de bezerro.....
FABRICA
DE
SMIDtflIABSA i
Sita na ra Imperial n.
mm>nm si nr m.
3#800
30600
30200
90500
80800
80500
60000
60000
50000
50600
50000
50600
30000
Ha tambora nm variado sorlimenlo de todas as
classes o precos nfimos, sendo os annunciados
smenle de primeir.i classe.
Sapato^S-
Ditos. .
Meninos
118 e lio junto a fabrica de sabo.
DE
Sebastio J. da Silva dirigidaporoFranciscBelmiro da Costa.
e S tSSSr!*..ha S7Pure PromPtos ^ambiques de cobre de difiranles dimen-
S inuos Dara rer i 17" dbraJS' Pa? dUli>" """. P^olhos destilatorios
Car e 'd5 l!;!/9SllreSp,n,M? graduagoat 40 graos (pela graduagao de Sellen
bombas de Z ,!? -5 hiQ PProvados e conhecidos nesla e outras provincias Ao m?er\.
tAVSlJ^StST e/,.e.rePuch0' "** cobr8 cora ^ ronze e ferro
bron/e e frrn n "f ^J" 8S d"Uen?eS a fe,tlos Para alambiques, tanques etc., parafusos de
ESiSZTfSL1*"'portM para fornalhas e crivos da forro-iubos de cobree
fniS^ff- "dalenos Para 6ncanam9ntos camas de ferro com armagao e sem elle,
fr 1,".p ave,s e econoraicos' ** e lachos de cobre'fundos ** iM
detras, espumaderas, coccos para engenho, folha de flandes, chumbo om lengol e bar a zinco
? (1barra'-,enoefS e arr0ellas d* *"- '"oes de ferro e litio, feUsuL inglez
L d-mengoes, safras, tornos e folies para ferreiros etc.e outros muitos artigas poj
rae os preco do que era oulra qualquer parte, desempenhando-se toda e qualquer e ole.
da com prestesa e pe.fe.cao ja conheciJa e para cammodidade dos freguezes que se diarera
honnrem-aos com a sua confianga, acho na ra Nova n. 37, loia de ferragens pes'a I"Z-
litada para tomar nota das encoramendas. J >erragens, pessoa naoi
[ELOGIOS.
Vende-se emeass Je Saundcrs Brothers 4
C. pracado Corpo Santo, relogios do afama
d >: abricante Roskell, por pregos commodos
e tsrabem-ancnllins e cadeias paraos mesmos
deexceellnte ostn.
ieguro contra Fogo
COMPAIODA
I
Ll
LONDRES
AGENTES
OGRESSO
de
m
Os proprietarios deste estabele-
J. Astley r |',acnam em seu armazem de molhados de novaraente sorli '
Armaco de loia.
fe a casa pelo lempo que se convencionar : os
pretendentes dirijam-se ra ;do Queimado n.
4o, loja.
Vinho do Porto, genuino.
Rico de 1820.
Slomacal de 1830.
Precioso de 1847.
As duzias, e em caixinhas, dinheiro. por ba-
rato prego : vende-se na ra do Trapiche n. 40,
escriplorio. v '
, CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na ra da Ca-
dea do Recife n. 38. primeiro andar
LOJA DO VAPOR-
Grande e vanado sortimento de calcado fran-
|ce, roupafeita, miudezas finas e perfumaras,
udo por menos do que em outras partes: na lo-
a do vapor na ra Nova n. 7.
Cheguem ao barato
O Pregui{aest queitnando, em su loja na
ra do Queimado n. 2.
Pecas de bretanha de rolo com 10 varas a
23?, caseraira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palilots a 930 rs. o eovado, cambraia
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
ditaliza transparente muito fina a 33?, 43?, 53?,
e 63? a pega, dita tapada, com 10 varas a 53? e
63? a peni, chitas largas da mo lernos e escomidos
padresa 20. -J60 a 280 rs. o eovado, rtquis-
simos chales de merino estampado a 7 e 83?,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 91? cali um. ditos com urna s pal-
ma, muito finos a 8i?500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 5, lengos de cassa c8m barra a
100, 120 a 160 c ida um, metas muito finas pa-
ra seniora a 43? a iuzia, ditas de boa qualidade i
a 33? e 3*500 a luzia, chitas francezas de ricos |
desenhos, para coberu a 280 rs. o eovado, chi-
tas escuras inglezas a 5900 a poga, e a 160 rs. I
o eovado, brim branco de puro linho a I,I
13?2O0 e 13)600 a vara, dito proto muito encor- j
padoa 126500 a vara, brilhantina azula 400, rs.
ocovado, alpacas de lifferentes cores a 360 rs. o
eovado, cesemiras prelasfinas a 29500, 33?e
3C500 ocovado, cambria preta e desalpicos a
500 rs. a vara, e outras nuitas fazendas que se
fara patente ao comprador, e de todas se daro
amostras com penh&r.
Pianos
em
Saunder Brothers & C. tem para vender
eu armazem, na praca do Corpo Santo n '
S?,LP.iarSKd ullimo- ^o.recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood 4Sons de Londres t
muito Dropriospara este clima.
mmmz &am msms ^^t^^m
GUWl SORTIMENTO
IFazeodase obras feitasj
Loja
Ges&Bastoi
A
e armazem
DE
oja esperanca.
rc^t-is^
63 la para bordar a 68400*7U^a. il^T^
riho brancas para as roupas da festa sm <
S200 o 1600 a pera, sele padSs difrTente?'
colheres finas, facas, trinchantes, etc.: na rtf
do Queimado n. 33 A, Guimaraes & Rocha
r.nVHeDce",?V "sa de om anda' e sotao no
paleo de S. Pedro desta cidade c. 3, por 8003
Pormetade do seu
valor.
Ra do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phaniasia, muitos lindos, de
duas sa as, pelo baratissmo preco de 10 cada
um corle. ^
f1~n!eilde"SnaZele de. Peixe a 40 a garra-
fa na ra Direita, taberna de Jos Pinto da
Costa.
9 Bournus de
Apechincha, autes que se
acabe.
Na loja do Preguica, na ru3 do Queimado n.
i, temaaias baloesabertas, do ultimo gosto, pe-
lo diminuto preco do 5S.
,_____9
I
l
para
Vende-se
Formas da ferro
purgar assucar,
Euchadasde ferro.
Fdrro sueco.
F"ingardas.
^ Ac de Trieste.
Pregos de cobre de com- l
g posicao. |
Barrilha e cabos.
ftrim de vela. 0
,| Couro de lustre.
! Palhinha para marcinei- !
ro : no armazem de C.
J. Astley 4 G.
; !:i!l "3 r t -^ f o r se z i
Na rua da Cadeia n. 24, vendem-se as se-
guinles fizendas, pormelade de seu valor, para
liquidagao.
Ricos de seda brancos e prelos, de todas a
o.iris, vara a 160, 2'0, 400, 800 e 1$000.
ra completo sortimento de franjas de sedae
do algodo.
Chales de lu-Huirn a 10, 15, 20 e 35.
s ieseda, velludo, de louga e de fustao
d finalidades finas, duziaa 200, 400 o 600 rs.
Collarinhos bordados de 500 rs., 2$, 3 e 4.
Rlotrenreios Tinos, pegas com .12 varas a lg.
Folhos bordados tiras a 500, 2, 3^500.
Camisetas com manguitos a 3.J, 4, 5 e 6i.
Enfeites de flores a 6|.
Chapeos de seda para senliora a 10$.
Casaveques de velludo a 40 e 60g
Ditos de seda a 25J.
Hitos do fustao a 8 e 12
Filas de seda e de todas as qualidaJes de 160
rs. a 13500.
D tas de velludo de 240 rs. a 1g.
Km casa de N. O. Bieber & Su
da Cruz n. vende-se :
Champanha marca Parre & C, urna das mais
acre litadas marcas, muiconhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho xerez era barris, cognac em barris e
C'jixas.
Vinagre branco e tinto em barris.
Brilhontes de varias dimeosoes.
Eiher sulfrico.
Gomma lacre clara.
Lonas, brinzaos e brins.
Aeo de Milao
Ferro da Suecia.
AI,;odao da Bahia.
Presuntos a 320 a libra.
Vendem-se presuntos do Porto a 320 a libra
sendo inteiro, e a retalho a 400 rs. a libra ; de-
front da matriz da Boa-Vista n. 88.
Vende-se um sitio com li- de le-
gua quadrada, e urna planta decoquei-
'os le mil e tantos ps, tem duas gran-
des camboasqueda' dous bons viveiros,
na Pontezinha fregueza de Munbeca :
a tratar na rua do Queimado n, 48.
Vendem-se tres molecas de 12 a 13 annos.
urna negra cera duas crias, um mulalinho de 11
annos, um dito de 17 annos, bom boleeiro, de
boa canducla, e sera vicios, urna negra de meia
idade. lavadeira e cozlnheira, por 600, urna di-
ta por 1:200$, urna mulata cora as mesmas habi-
lidades por 1:100, urna negra de 30 annos, ro-
busta e boa ganhadeira por l:000ft, e um mulato
bom cozinheiro ; todos se vendem a prazo ou
a dinlieiro, na rua Direita n. 66. escriplorio de
Francisco Mathias Pereira da Costa.
Successores, rua
-.Udo de gneros, os raelhores que tem
undo a este mercado, por serem escolh.dos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a maior parte delles vindos por conla dos proprietarios.
Chocolate
j i dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porgao a 8o0 o.
11 Marmelada im^eirial
tT!fe*T" rS f8brCan,eS de Lisb0a emIa,asJ ^ bras a 800
i| "., tm por^ao de se fara algum abatimento.
Ma?a de tomate
em latas de 1 libra por 900 rs., em porreo vende-se a 850 rs.
L.aUs com ewiWias
vende-se nicamente no armazem progresso a 640 rs. cada huma.
Conservas francezas e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
Catas de bolach'mlia de soda
com diferentes qualidades a lgCOOa lata
A.meixas francezas
9S ais novas que tem rindo a este mercado em compoteiras, contendo 3 libras por 3#000 rs.
eemiatasdel 1|2 libra por 1500 reis
VerdadeVros ngos de comadre
em caixa com 16 libras por 35000 rs. a retalho a 240 reis a libra.
Caxinnas com 8 Vibras de passas
a 35000 rs. em porcao se far algum abatimento, vende-se tambera a retalho a libra a 500 rs.
Manlega ngleza
perfeitamente flor a mais nova que ha no mercado a 18000 rs. a libra, em barril se far al-
gum abatimento.
GS1SDE SORTIMENTO
DE
Fazendas e roupa feila
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tavares de Mello
RUA DO QUEIMADO N. 39
EM SLA LOI DE Ql.WTRO POR1AS.
Tem um completosortimento de roupa feila,
convida a tolos os seus freguezes e a todos
quedesejarem ter um uniforme feilo com todo o
jgosto di rija m-se a este estabelicimento que em-
jcontrarao um habel artista chegado ultimaraen-
i le de Lisboa para dosempenhar as obras a von-
tade dos freguezes, j lera um completo sorti-
mento de palilots de fina casemira modello im-
glez, e muito bam acabados a 16*300, ditos
de merino setira a 12*000, ditos de alpaca
pretos a 59000. ditos de alpaca sobre casacas
a 89000, ditos com gclla de veludo a 99000,
dilosde fustao, ditos de ganga, ditos de brim,
ludo a 590 :0, ditos de brim de linho tranca-
do a 6*000, caiga de brim de linho muito su-
perior a 5000, ditas de casemira de cor a
99000 ea 109000, ditis de caseraira pre-
ta superior fazenda a 12000, palitots fran-
cezes de panno fino fazenda muito fina a 259
sobre casacas de panno muito superiores a 359
ea 408000, um completo sortimento de cami-
sas fracezas, tanto de linho como le algodao
e fustao vende-se muito em conta, afim de que-
rer-se liqiudar com as camisas.
Na rua do Queimad) n.
46, frente amarella.
Sorliraenlo completo do sobrocasaca de
panno prelo e de cor a 25, 28*. 30S e
, 358, casacas a 288. 30-J e353, palitots dos
mesraos pannos208, 22e 25J, dilos de
i casemira de c"r a 16$ e 188, ditos sac-
eos das me3mas casemiras modelo ioglez
i casemira fina a 10, 12/11 e 15$, ditos
\ saceos de alpaca prelo a 4$, ditos sobre
; fino de alpaca a 7, 8e9a, dilos de me-
rm setim a 10J, ditos de merino cordao
a lOg e 123, dilos de sarja preta trancada
saceos a 68, ditos sobrecasicos da mes-
raa fazenda a 8, ditos de fustao de cor e
branco a 48. 4$500 e 53, colleles de ca-
semira de edr e preto a 5 e 6i, ditos de
merino prelo para luto a 4 e 5, ditos
de velludo preto de cor a 9 e 10, ditos
de gorgurao de seda a 5 e 6, ditos de
brim branco e de cor a 2500 e 3, calcas '
de casemira do cor e preto a 7$. 83, *9 !
e 10, ditas para menino a 6 e 7, ditas 1
de merino de cordao para nomem a 5J o i
6, ditas de brim branco a 5 c 68, ditas !
ditd de cor a 3, 3500, 4 e 58, e de '
todaseslas obras temos um grande sor-
tmenlo para menino de todos os tama- '
nhos ; camisas inglezas a 36 a duzia. Na !
mesma loja ha paletots de panno preto j
para menino a 1J, 155 o 16. ditos do
casemira para os mesmos pelo raesrao
preco, ditos de alpaj:a saceos a 38 e
! are 33500, ditos sobrecasneos a 58 e 63 para
2 os mesmos, cairas de brim a 28-500, 3 e
9 3-8500, paletots saceos de casemira de cor
M a 6 e 7, loalhas de linho a 800 e 13 ca-
j da urna.
jr No mosmo eslabelecimento manda-se
g apromptar todas as qualidades de obras
^| tendentes a roupas eitas,era poucos das,
que para esse fim tomos numero suf-
(ieiento de peritos officUes de alfaiatcs
rgidos por um hbil mestre de serae-
^ Ihante arte, flcando os donos do estabe-
3 lecimento responsaveis pelas mesmas
ft) obras at a sua entrega.
mwammm mam mwyy*$M
Sebo e graixa.
Se' o coado e graixa em bexigas: no armazem
a 3$ a sacca.
Arroz cora casca tendo a maior parle pilado
proprlo para galianas e cavallos ; no Caes do Ra-
mos n. 6.
# &
^ Machinas de vapor. A
.-:; Rodas d'agua. a
^ Moendas decanoa. m
@ Tai xas.
^ Rodas dentadas.
@ Bronzes e aguiihes.
@ Alambiques de ferro.
ij) Crivos, padres etc., etc.
^ Na tundiQo de ferro de D W. Bovman, S
@ rua do Brum passando o chafariz.
Na fabrica de caldeireiroda rua Imperial
junto a fabrica de sabo, e na rua Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porcao defolhas
de zinco, ji preparada para telhados, e pelo di-
minuto oreco de 140rs. a libr
*+r -^ -.x >;>r *ij} 4-y
-- scaa otomana de cores
propnos para passeio e sahida de
\W ultimo gosto, ni
Loja de marmore.
baile,
Admiraveis remedios
americanos.
nhL t as/asas de familia, senhores
nho.fazendeiros, etc., devem estar
com estes remedios. Sao tres medi
de engp-
prevenido:
-q um se cura eficazmente 1^5^
Prompto ali
e rins,
classes,
regras dos
grandes por 18500 rs. cada urna e.de
E pechincha.
J*5! d Pre?uica: na rua d0 Queimado n.2
rao precoTe'lS?3 Pa" eECra7S' P6l baratissi"
Carros.
I^ea^le-
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peilosparacamisas,
Biscoutos
Emcasade Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
mmwm-\
Botica.
Cha perola
o melhor que ha nesle genero a 29500 rs. a libra dilo hyson a 29000 rs.
Palitos de denles Vichados
a 200 rs. cem 20 macinhos.
\>eixe savel em posta
o melhor peixe que exzisle em Portugal em latas gran
outras muitas qualidades que se vendem pelo raesrao preco
Manteiga franceza
a 560 rs. a libra em barril se far abatimento.
Toneinho de I,ishoa
olnais novo quaha no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
era caxinhas de 8 libras com deferenles qualidades por 49000 rs.
Tambera vendm-se os seguimos gneros, ludo receniemenle chegado e de superiores qua-1 CnUsV*^"cMldi*!?*000,
les, presuntos a 48& rs. a libra, chourira rauia nova, marmelada do mais afamado fabricante! Ditas finas a 240.
rollt^c"5.0 d0U.s ricos carros mu bem appa-
Cono LJnWem -n'e PnUd0S : no Cdo
isur Fi.heo.cr,piori0 de Manei '-5o"
Vende-se na rua do Livrmeuto
n. iy, borzeguins francezes a 6A, dito
de bezerro a G$. dito de vaqueta a 7|.
Abacaxis.
Vendem-se por todo o prego os melhores aue
apparecem no mercado, por sorem colhidos ma-
duros, ass.m como se apromplam remessas para
rae daupromc,a: Da rua estrei Jo Rosario nu-
MM
Barlholomeu Francisco de Souza, rua larga do
Rosario n. 36, vende-se os segointes medica-
mentos :
Robl'Affecteur.
Pilulas conlra sezoes.
Ditas vegetaes.
S-ilsaparrilha Brlstol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
Xaropedo Bosque.
Pilulas americanas [contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
F.Hixir anti-asmathico.
Vidrosde bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras. *
Assim como lera um grande sorlimenlo de pa-
pel para forro de sala, oqual vende a mdico
Vendem-se libras sternas, em
casa de N. O. Bieber & C. : rua da Cru-
n. 4.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
finst-m & G. rua da Senzala n.i2.
vio deBadway.
- curaanann.Ciainente aVa 3S maS acerbas dore-
rahPr. P ,rc-sc;?os de Reumatismo, dor de
Ddir.ra,8,a,diaJrha- camaras- co,icas. bi-
iuimfnri cruP-'dores D0* ossos. conluses.
queiraadura, erupcoes cutneas, angina, reteL-
cao de ounna. etc.. etc. '
Solutivo renovador.
nicsraes\daifl'ihVCDfermd,adeSt'scroPhulosas.cnro-
humor^Pn,l raS; rcso,ve os deP'--sitos de mfios
prompto e radicalmente cura, escrorbulos vene-
os' Z2r" ?,sndul". icieriria, dores de os-
PrvLinT el''rancos' e erys.pelas, abeessose ulceras de todas as
molestias d'olhos, difficuldade das
muiheres hinocondria, venreo, ele
Pilulas reguladoras de Rad-
way
SSiSSa'i systema. equilibrar a circula-
emin/n g e> ln,eiram"nle vegetaes favoraveis
dLc dtCraS0H,DUn,C'\0CCaS10na naU2eaS """
oores do veotre. dses de 1 a 3 regularisam, de 4
aP.PH8"-m\i Sl.as.-pu,a3 b8 efficazes as alec-
ioes do ligado, bilis, dor de cabera, ictericia in-
di^esiao, e em todas as enfermid'ades das mu-
rl fln a oSk : irregula"dades, lluxo, reten-
coes, ll ores brancas, obstrueces, histerismo, ele.
sao do mais prompto eficito na escarlatina, febre"
biliosa, febre amarella. e em todas as febres ma-
ignas.
Estestres importantes medicamentos vm a-
companhados de instrucrSes impressas que n os-
iram com a maierminuciosidade a maneira de
applica los em qualquer onfermidade. Esto ga-
rantidos defalsificaco por s haver venda no
armazem de fazendas de Raytnundo Carlos Leite
^eXas0emnperrnaamdbaucIomPera,rZ D' 10' UDCS
Rival sera segundo.
d,1nNavnUa.d04Uairaado D- 55' defronte do sobra
Baijpiil'i!18 m"'dezas de Jos de Aaevedc
"b-iio dcla'radoSPa:ra Ve"der S SegUDieS "^
Caixas de agulhas francesas a 120 rs.
Sapatos de tranca de algodao a 1.
Cartas de alflnetes finos a 100 rs
IfBK d C0lumnas mdeira branca, a
Phosphoros com caixa de folha a 120 rs.
Frascos de macass perula a 200 rs.
rn.Ma,dVaCas e garfos n,ui, fiDs a 39500.
Co cheles em cartao de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles balidos a 60 rs.
taixas de obreas muito oras a 40 rs
frasco de olao de babosa a 500 rs
?in0.dipiara faz" c.abe,, corredio a 800 rs.
Sapatos de laa para crianeai e20Or<=
Pares de meias para meninas a 240.'
I ares de luvas de fio de Escocia a 320
Massos de grampas muilo boas a 40 rs'
Agulheiros de marfim a 160rs.
Caivetes de aparar peDas a ICO rs.
Grvalas de seda muito finps a6C0 rs.
Tesouras para costura muito finas a 500 r
Ditas para unhas a 500 rs.
Pecas de franja de laa com 10 varas a 15
Pecas de tranca de 15a com 10 varas a 500 rs
letilho para enfeilar vestido (pea) lj
Linhas Pedro V, cartaocom 200 jardas.'a 60 r<=
Ditas dito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muilo finas a 200 rs.
Pares de meias decores para homcm muilo fi-
nas a 140.
Cordao imoerial (pegas) 40 rs.
Grammaticaingle-
zade Ollendorff.
Novo methodepara aprender a lr
a escrever e a fallaringlez em 6 mezet,
obrainteiramente nova, para uso de
todosos estabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-fe na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
Na rua Direita loja n. 104.
O arrematante desta loja lora resolvido vender
por lodo preco, dinheiro avista.
Corles de lia para vestido, fazenda fina a 5*000
aS40gOOOeda Pre'a' C d COreS' fazenda f,nas
lidades,
Vinho a 400 rs. agarrafa
Mantelgt inglcza a 960 rs., franceza a 640, cha
a 1920, arroz a 100 rs., loucioho a 360, esper-
marete a 680, queijos a tj500 bons. azeite doce
a 010- vinagre a 240 : na
Peraizo n. l.
de Lisboa, mara de tomate, pera secca, passas, fructas em calda, araendoas, nozes, frascos com ,)ilas francezas a 200.
amendoas cobertas, confeiles, pasiilhas devanas qualidades, vinagre branco Bordeaux, nroorio ?,la.8 dilas,co-
para conservas charutos dos raelhores fabricantes de San Flix, totfclato -
gomma moito 6na, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas, I Camisas francezas finas a lS
spermacete barat, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei- Chapeos francezes a 5000,
Ditos do chile a 3*000.
Q Recebeu-se e continua a receber-se por
a lodo* os vapores artigis de modas para
S hontens, Incluindo calcado de Melis na
j Loja de msrmore.
Silll
i
largo do
tonas muito novas, banha de porco refinada e outros muitos gneros que encontrado tendeniesa
molbados, por ,sso prometiera os proprieUrios venderem por muilo menos do que outro qualquer, clka a jeoo nC0 e de core$ para
proraettem mais larnbera servirem aquellas pessoas que mandarem por ontras pouco orticas eorao Riscadinhos de l'inho fino e fustoes de cores co-
se viessem pessoalraente; rogara Umbem a todos os senhores de engenho e senhores lavradores' Tado a 40-
taberna da estrella no queiram mandar suas encoramendas no armazem Progresso, que se lhes affianca a boa qnalidada iCo^ cs de casimira de cores a 4*000 e 5*000
0 condicionamento, ou,n,s muitas fazendas que se vendem
I barato.
^
Vinho genuino.
Anda ha urna pequea quantidade de ancore-
las deste vinho sera confeico, e proprio de doen-
tes : na rua do Vigario n. 19, primeiro andar-
Gomma e velas'
Vende-se gomma a 140 rs. a libra, esprmace-
le a 60, azeite de carrapato a 440 a garrafa : na
Iravessa do pateo do Paraizo n. 16, casa pintada
de amarello.
Para os senhores ferradores e
cocheiros.
Vende-se urna porgo de ferraduras de todos
os tamanhos ; na rua do Queimado n. 53.
Vende-se ama escrava de 28 annos, pouco
maisoumenos.com principio de ludo : a tratar
na rua da Cadeia Velha do Recife n. 56, escrioto-
fipjle Leal 4 Irmo. v
eobertosedescoberlos, pequeos e grandes d?
ouropatente inglez, para homem o senho'ra
de um dos melhores fabricantes de Livernool'
o?udtS.FletrmrCTete Dg,eZ = ^ "'
Loja das seis portas em
frente do LivrameBlo.
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos gostos a 200 rs. o co-
7r* dilas estilas a imitacoo de Iazinhas a
'!?" rs-. cassas de salpicos brancas e oe cores a
vv rs. o eovado, pegas de esguiao de alfldo
muito Hnoa 3J a pega, ditas de bretanha de rolo
com 10 vaias a 2*. riscadinho de liuho a 160 rs.
o covado, chales de merm estampados a S.
lengos brancos com barra de cor a 120 rs., dilos
com bico a 200 rs.. algodao monstro de duas lar-
guras o molhor que possivel a 640 rs. a vara,
mussulina encarnada a 240 o covado, fil de li-
nho preto bastante largo. A loja est aberta al as
9 horas da noile.



>
Tr
y*
DIARIO DE PERNAMIilCQ. QUINTA PE1RA 15 DE NOVEMBRO DI 1860.
P)
\GE!*tI\
DA
FINDICaO lovhhm,
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste eslabelecimenlo contina a haver um
completo sorlimento de raoendas e meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e laixas
dejerro batido e coado, de todos es tamanlios
para dito.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No Lera conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como lamben cal virgeni era
pedra, tudo por precos mais baratos do que era
oulra qualquer parte.
. Yinlio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann IrmiosA- C, ra da
Cruz n. lO.eucontra-se o deposito das bem-co-
nheeidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
eHi Tem as seguales qualidades :
De Braadeaburg frres.
St. Estph.
St. J alien.
Uargaux.
.arse.
Ciiteau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop A Mareilhac.
St, Julien
". Juliea .Mdc.
Cnateau Loville.
SYSTEHA MEDICO DEHOLLOWAY.
P1LULAS HOLLWOYA-
Este inestimavel especifico, compcslo inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contera mercu-
rio nem alguma oulra substancia delecleria. Be-
nigno mais lenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
enleiramente innocente em suas operacoes e ef-
feilos ; pois busca e remove as doencas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenares
que sejam.
Entre multares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavamas portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn!
recobrar a saude e [oreas, depois debaver tenta-
do inultimente todos osoulros remedios.
As mais afilelas nao devem entregar-se a des-
esperado ; fajam um competente ensaio dos
eflicazes efleitos desta assorabrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enlermidades:
casa ha para
Na mes na
vender:
Sherry em barris.
Madoira em barris.
dgnac em barris qualidade Una
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cervea branca.
Ai melliores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C e Wheeler &Wilson.
Neste eslabeleci-
menlo vendem-se as
machinas destes dous
autores, moslram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e rcsponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranza
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leite & Irmos ra da
antigamenle aterro da Boa-
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal de).
A sth m a.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou extena-
fio*
Debilidade ou falla de
forjas para qualquer
cousa.
Desinleria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidadesno ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febrcto intermitente.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammacoes.
Irregularidades
menslruaco.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstruc(jao de ventre.
Phlysica ou consump-
pulmonar.
Retengo de ourina.
Rbeuraatismo.
Syroplom&s secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
I.-nperatriz n. 10
Vista.
. Ra do Quei ruado n. WVl
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha corles de vestidos de seda de cores, fazenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
Vonde-se estas pilulas no eslabelecimenlo ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguista e oulraspessoas en-
carregadas de sua venda em toda a America do
?ul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocelinhas a 800 rs. cada
urna dsllas, contera urna inslrucclo em portu-
guez para explicar o modo de se usar deslas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
Ra do Queirnado
n. 39.
NA
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Cliegou ltimamente a este eslabelecimenlo um
completo suriimenio de chapeos pretos francezs-
do melhor fabricante de Pars, os quaes se vene
dem a 78000, ditos a 8&000, ditos a 95OOO,
ditos muilo superior a 109000, ditos de castor
trelos e blancos a 169000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de feltro a Garibaldi de
muito superior massa a 7*000, ditos de copa
baixa para diversos precos, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vendem por preco
barato, bonets de veludo para meninos a 5)000,
ditos de palba escuras e claras a 49000, ditos-
de panno muito bem arranjados a 39500
chapeos de seda para senhoras a2590O0 muito,
superiores, ditos de palha escuras proprios para
campo a 129000, ditos para meninas 109000,
chapeos de sol de seda inglezes a 109 e a 129
muito superiores, ditos francezes a 89000,
ditos de panno muito grandes e bons a 49000.
sapatos de veludo a 29000. ditos de tranca a
19600, sin'os de grugurao para senhoras e me-
ninas a 29000, coeiros de casemiri ricamente
bordados a 125000, e outras muita fozendas
que a visla dos freguezes nao deixarao de com-
prar.
Ceneja branca su-
perior.
Vende-se cerveja branca superior, em barris de
lerco, por preco mdico : na ra da Cadeia do
Recite n. 12, escriptorio de Bailar & Oliveira.
Campos receberam urna factura de chapeos de sold se-
da para horncrn, leudo entre estes alguna peque-
Dos que servem para as senhoras que vo para o
campo lomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porgao soja grande se resolvero vender pelo
prego de 69 e 6$500, e alguns com pequeo de-
feilo a 59 : na ra do Crespo n. 16.
REMEDIO IITCOMPARAVEL.
UNGENTO BOJ.LOWAY.
Militares de individuos de todas as nacoes
podem testemunhar as virtudes deste remedio
incomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e
membros inteiramente saos depois de haver era-
pregado intilmente outros tratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
relatara todos os das ha rauitos annos ; e a
maior parle deltas se tao sor prndenles que
adrairam os mdicos mais celebres. Quanias
pessoas recobraran com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois de ter
permanecido longo tempo nos hospitaes, onde
deviam soffrer a amputagao Dellas ha mui-
cas que havendo deixado esses, asylos de pade-
timenios, para se nao submeterem a essa ope-
rado dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das tees pessoa na enfuso de seu reco-
nheciraento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenlicarem sua a firma-
tiva.
Ninguera desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
ira lamen lo que necesslasse a nalureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que tudo cura.
til, mais particu
seguintes casos.
Inflaramacio da bexiga.
Terrenos perloda
pra Caminho dos mnibus.
Os herdelros do commcndadur Antonio da Sil-
va vendem sua propriedade, no lugar da Casa
Forte, em sortea de Ierra a vontade dos compra-
dores com a nica restrieco de nao terem menos
de 30 palmos de frente, e fondo designado pela
respectiva planta approvada pelas autoridades
Gama Silva,
na ra da Lmncratriz, outr'ora aterro da Boa-
Vista o. 60, vendem para liquidar-se as fozendas
seguintes, por menos de seu valor.
Corles de vestidos de la e seda a 139, pecas
de bretanha com 10 varas a 49, ditas de rulo cm
10 varas a 2J, chalys de cores muito bonitos, co-
vado a 800 rs., folar de seda lindos padres a 800
rs., laazinhas de quadrinhos e muito finas a 400
rs. o covado, ditas bareges de quadros o covado
a 280, merino de urna s cor para veslido a 3i0 o
covado, chitas francezas escuras o covado a 240.
9fifl MI ,;j__;._____1_________ _____j.
seu sitio na Capunga.
Rap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joo Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap sem duvida o de melhor qualidade
fabricado neste imperio, acaba de chegar c ven-
de-se no deposito, ra do Vigario n. 23, escrip-
torio.
competentes, o engenbeiro Antonio Feliciano |60 e 280, riscados iargos francezes o covado a
Rodrigues Selle o encarregaoo das medicoes ""0 rs., mussulinas matizadas o covado a 200 rs.,
precisas, e pode ser procurado no mesmo silio, i cassas francezas para vestidos o covado a 240, o
ou naruaestreila doltostrio n. 30, terceiro an-| "Hos muilo finos a 300 rs., corles de riscados
dar, ou na praga da Boa-Vista, botica deJoaquim j nionslros para vestido a 39, cambraia de salpico
Ignacio Riueiro Jnior : os prctendentes podem | "'V'*0 rioa a .VBra a S00 TS; 6iVos brancas e de cor
dirigir-se igualmente para qualquer proposta ou 2J* ,r,?-Yenle.'les de viJrilho pretos e de cores a
esclarecimenio ao herdeiro L. A. Dubourcq, no do- go linhas de trasp-sso muito finas a 3, gros-
Oenaples mullo encorpados o covado a 2j, de tu-
do se dao amostras, ficando penhor.
Roupa feila para liquidar
na ra da Imperatriz u. GO,
loja de Gama & Silva.
Calcas de casimira de cor muilo finas a 7#, di-
las de brim de liuho brancos muilo fino a -f?, di-
las de gorguiao escuro a 3, difasde Lrins de co-
res n 2, 2t500 e 3, colletes oc velludo, ditos de
srda e outras qualidades, palelots de alpaca prea
muilo boa fazenda e 58, ditos de prineeza prela
i a 6j$, dilus de merino prelo a 7$, dilos de panno
prelo fino, dilos de riscadinho levizinbos a 2J5C0
O ungento he
lamiente nos
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Ancores.
Cortadurts.
Dores de cabera.
das cosas.
dos membros.
Emferraidades da culis
era geral.
Dilas do anus.
Erupges escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Ra da Senzala Nova n.42 **** escaldaos.
InchaQoes.
Inflamafao do figado.
da mairia
Lepra.
Males das pernas.
dospeilos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuragocs ptridas
TinKa, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulares.
Veias torcidas ou
das as pernas.

S@G@
Vende se uva grande sitio na es-
^ .trada do Arraial, com casa de v>cnda,
Vendem-se5cirros nuvos com lodosos (g cacimba de pedra ecal, com cxccllcnte
arreios : na ra Nova n. 21. 1 apila de beber bastantes arvnrpilns rfp
fe-^!;,5" j Je vastantes aivottdos de
w llructOS de diversas qualidades : a tratar
Vende-se por necessidade urna roulali- com Jos Marques no mesmo sitio con-
nha propria para ama de rrenines ou para en- Ironte ao sitio dos baritis.
carregar-se da adminislrarao de urna casa por'
ser muilo fiel e cuidadosa, engoraras cora toda a
perfeijao, cosinha e coze, roupa de senhora
coze,
quem a pretender annuncie por esle
que sei procurado.
Relogos
Suissos.
Aos senhores armadores e
propietarios de carros
Diario! fnebres.
Vende-se vclbutina prela superior a 400 rs. o
covado : na rua'do Crespo n. 25.
no-
nambuco.
Vende-se era casa de S. P. Jonhsion X; C
vaquetas de lustre para carros, sellins e silhe" Vonde-so este ungento no eslabelecimenlo
.ngezes.cndee.rose castres bronzeados, lonas de Londres n- U4 Strand, e na loja
rr, 90 omP :;n8,ezes'fiodeveIa> chicote para carros, e mon- de todos os boticarios droguistas e outras pes-
Pharraaceut.co,naruadaCruzn. 22, era Per-. lana, arreios para carro de um e dous cvalos goas encarregadas de sua vcnda em lodaF ,
e relog.os de ouro paienlc mglez. : Araerica do su)> Hav{ma Hes[iar,hl.
ItfffffttttttIHIilli! Vende-se a 800 rs., cada bocetinha contera
@ Ilecebeu-se recenlemente e continua a urna inslruccao em porlunuez para explicar o
i I r.ececber-s(e.direc,amenle de/aris > Lon- f modo defszer uso deste ungento.
I &) dres por todos os vapores, de cncommen
Armazem de fazendas da rUn; f d,a espoci81, arlig08 de modas para se"
do Queirnado n. 19.
A 28400 o corte.
NO
Loja de marmore.
e W nts'ai?nseeaZcVbem.baraUSSm0 Pr6S @@@ @@ <
Ra Nova d. 18.
Manoeldo Amparo Caj & C, querendo aca-
bar com o seu anligo eslabelecimenlo de fazen-
das e roupas feilas, resolveu a vender a dinhei-
ro lodasas suas fazendas por preco mais modi-
609000 ditos sem defeira a 1008000, lem um | Vt&T'f^B&^VSZ
reslo de chales de toquim que estac-se acabando sob pena de serem aiuizados.
\ endem-se lijlos de alvenara grossa, e
ni.inda-se bolar em qualquer obra em qualquer
mar, por ser o porto de embarque no rio: a
tratar na ra Nova n 18
a 303000, dilos de mirin bordados com pona
redonda a 8&000, dilos sem ser de pona redonda
a S9000, dilos eslanpados cora listras de seda
em roda da barra a 9J000, ditos de ricas estam-
pas a 79000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 2&000, dilos sem franja e muito
encorpado a 2*000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enleiladosa
2o000, ditos muito superiores a 309000, en- 2,ue Prec'sar 1',mar auhos salgados por ser
,. '.,.,, ,Anft j-, j muil Pert0- ambas por preco comroodo ; a tra-
fetesdevidrilho preto a 3000, ditos de retroz, lar na ra do Amparo, casa contigua a aseada
a 38500, organdis da mais fina que ha no mer- i que sobe para a igrefa de N. S. do Amparo,
cado a 13000 o covalo, cambraias decores II ,\ac, nnZ t
de padrees muito delicados a 800 rs. a vara, ditas LOJl US SCIS |)0IulS CID
Vendem-se duas moradas de casas terrasc
em Olinda, sendo urna na ra do Amparo com
bstanles commodos, quintal murado, e estriba-
ra para 2 cavados ; e a oulra na ra de S. Fran-
cisco com bom quintal e cacimba propria para
de oulras qualidades a 600 rs. a vara, ricas chitas j
farnceza de muilo boas qualidades a 2S0, 300,1
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode \
imaginar, peitos para camisa a 240 rs. cada urna, j
frente do Livramenlo
Covado a 200 rs.
5 ,,,e tt de4Sa T' dinm I vaSS:ldi,!17!as^edLi;t,^feoroeurarsi6S T,
pesca de quadrinhos a 4-2000 o covado, gollinhas pecas de bretanha de rolo com 10varosa2i
de muito bom goslo a 13000, ditos de outros ditas de esguiaa de algodao muilo fino a 3$, ris-
bardados ricos a S-^OOO, manguitos de cambraia i cadil,ll de linho a 160 o covado, lencos brancos
bordados a 3#000, tiras bordados e entrimeiosl^nl { deari\!2lrL,,rdJ,,Sbr;,HnCOS,COm bi"
, ,..-,. |co a ou rs., algodiio monstro com duas larguras
que se vendem por preco commodo, bombazil de a 6i0a vara, laazinhas de duas larguras, fazenda
cores proprio para roupa de crianzas, e capinhas nova para vestidos a 500 rs. o covado, enfeiles de
para senhoras a 18400 rs. o covado, cortes de! lrl?$5 coni laC de fila Para cabeca de senhoras
cambraias de salpicos a 59000, corles de cara- RSSlfi S^ffuS**! ^ Pe"
ga ue madapo!ao com 4 1|2 palmos de largura a
48100, chales de merino estampados muilo linos
a fi.s. A loja est aberla aleas 9 horas da noite.
Vendam-se pecas portuguezas do 16ft : no
escriptorio de Manoel Ignacio de Oliveira & Fi-
Iho, no largo do Curpo Santo.
Vende-se urna carroca e um boi: quem
pretender, dirija-se ao Remedio, a tratar com
Caetano fiaptista de Mello.
Loja da seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita barata.
Paliloisde casimira escuras a 49000, ditas de
alpaca prela 49000 e 59u00, camisas brancas
ede cores a 28000, dilas de fusto a 29500
serolas muitas finas a 19600 e 23000, palilois
de brim pardo a 33000 caigas de caseraira pre-
ta e de cores, palilots de panno prelo sobre casa-
cas, colleles de casemira prela ede cores, dilos
de veludo preto e de cores ; um completo sorti-
raenlode roupas feilas
0 deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceulico, na ra da Cruz n. 22. em
Pernambuco.
Em casa de Schafleitlin & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e viado sorlimento
de relogios de algibeira horisonlaes, patentes,
chronometros, meios ehronometros de ouro, pra-
la dourada e folcados a ouro, sendo osles relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vondero ror rrecos razoaveis.
11 Cimento inglez. |
I p Vende-se o muilo coiihecido e acredi- y,
= lado cimento para colar loucs, vidros,
l> tartaruga, niarfiro ele. : na loja de fazen-
^ das da ra do Gabug n. 2, a '2jt cada um
f vidro dinheiro a vista.
Tor barato piero, para acabar, na ra da Im-
ueralriz n 40. outr'ora aterro da Boa-Vista, loja
da esquina do becco dos Ferieiros, vcudem-se
lazcndas muilo tralas a saber : pecas de cam-
balas blancas lisos e finas a 3$ e 3*500, e 48
muito finas, dilas de crenoline brancas, fazenda
muilo encorpada, propria para saias de balao, a
peja 2g5C0. e lem 10 1)2 varas, corles de riscado
|fnncez para vestidos a 2g, cortes de meia case-
mira p_ara calca a lOCO e 28, laazinhas n.uito fi-
1 as a 560 o cevado, e oulras muitas fazeedas que
se torna enfadonho mencionar, que vista do
freguez se dir.
200 rs.
10 covado de cassa franceza, fazenda pecluncha
na ruado Queirnado n. 44.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Paler & C,
ra do Vigario n. 3, um bello sorlimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna variedade de bonitos Irancelins
mesmos.
para os
Alpaca branca e verdadeiro merino da chi-
na, propria para a confraria de Nossa Senhora do
Rua do Crespo
Tachas e moendas
Braga Silva & C., lem sempre no seu depo-
sito da rua da Moeda n. 3 A, um grande sorti-
loia n. 25 de Joaqun Ferreira de Sfvende- rnenl0 de "chas e mcendas para engenho, do
muilo acreditado fabricante Edw'm Rl&w a tra-
tar no mesmo deposito cu na rua do Trapi-
che n.4.
Carro e boi
acoslu-
taberna
braia enfeiladas com liras bordadas a 68000,
e outras muitas mais fazendas que ser difcil
aqui pode-las mencionar lodas.
9d$d sacase @@ @@@@
@ Recebeu-se um completo sorlimento de @
lindos vestidos de seda e de phanlasia.com @
Jjp 10 babadinhos ou saiote : nn rua da Cadeia @
3$ loja n.23, de Gurgel & Perdigar..
;> ^\'.-;- .o <-* <-> --> -
i ty O" *Z> 'O' *> 'C* '
Vende-se um carro e boi muito bom,
mado a trabalhar na alfandega ; ra
grande da Soledade.
Queijos novos
Estao-se acabando os verdadeiros queijos de
qnalha muilo frescaes ; na taberna grande da
Soledade.
Viuho Bordeaux,
Palmer Margaux, em caixas de urna duzia, autor
Jules Ilue & C, na rua do Vigario n. 19, pri-
meiro andar.
Carvao animal
de superior qualidade, vindo de Lisboa ; na rua
do Vigario n. 19, primeiro andar.
Vende-se a loja de calcado n. 35 da rua do
Livramenlo : a tratar na mes'ma.
N.19.
Armazem de fazendas ba-
ratas, na rua do Quei-
rnado.
se por presos baratissimos para acabar : ves-
tidos de larlatana bordados de seda a 8900O,
organd de cores muito finas a 320 rs. o co- >
vado ,cassas de cores a 240 rs., chita larga a i
200, e 240 rs., capas de fustao enfeitadas a !
ottOCO, casaveques de cambraia e fil a 58000, i
perneadores de cambraia bordados a GfOOO, !
babados a 320 rs. a vara, liras bordadas mui-
I lo finas a 195(0 a r.era, riscado franeez fino
a 160 rs. o covado, golinlas de ponas bor-
. dadas a 28500, manguitos de cambraia e fil
a 28000, camisinhas bordadas muilo finas a
28000, chita larga com lustro e muito fina
.propria para coberla e roupes a 320 rs., es-
' guio de linho a 1;>200 a vara, roupoes de
Escravos fgidos
Escrava fgida,
Tupio a 4 do carrentc a prela Maa, di natao
Angele, j vclha.com caballos brancos, cor lula,
c le ni as costas aignaes de sua Ierra, esla es-
crava foi de Jos Luiz Pereira, e ha pouco arre-
matada ; quem a apprthender, dirija-se a rua
Nova n. 10.
No dia 2 do correnle mez fugio do lugar do
------ y ------------------ j------------i
muito fino a 258C00, calcas de casemira prela Cbgas Cavalcsnli Tessoa, em Olinda, rua-da
.. ^.u,, a~ r./.on i/*nnA au. j i...:~ Boa-llura, casa n. I, ou no mesmo lugar do Lu-


@$@
C^"
Para marinha.
O verdadeiro panno francez azul escuro (de
que usa a marinha franceza) recebeu-se ulti-
mamenlo do Havre pela barca Derlha e vende-se
em coma na rua da Cadeia loja n. 23, de Gurgel
& PerdigOv
t Recebeu-se ricas taimas de seda fei- tt
3S naples e manteletes, ita3 para sinto e 3
*t> grosdenaples de quadrinhos em peca pa- *>>
5> ra covados na rua da Cadeia loja 23, <>
de Gurgel & Perdigo. ff
Vendem-se 4 bois mansos muito gordos
pan carroga : a tratar no engenho-velho em
Jaboalo.
Vende-sc a armago da loja n. 6 do erco
da Conceico, propria para um principiante : a
tratar na rua Qireita n. 1C4.
M1!I
DE
HA. liftIA K \BM\Zmit
DE
Recebeu-se um completo sortiraenio de
pulceiras de sndalo, bolo para colete, 3|>
extratos, essencia e banha fina : na rua S
da Cadeia loja n. 23, de Gurgel & Per- fc
Vinagre branco,
superior.
Vende-se vinagre branc.o superior em barris de
quinto, por prego commodo ; na rua da Cadeia
do Recite n. 12, escriptorio de Bailar & Oli-
veira.
a Recebeu-se os mais modernos cha-
v pos de palha enfeitados com plumas ou
S flores ; na rua da Cadeia loja n. 23, de
Gurgel & Perdigo.
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RUA DO QIEIMAD 40
efronte do becco da Congregacao letreiro verde.
18000
| seda falos a 12SG0C, vestidos de seda mofados Luca, freguezia dos Afogdos, um prelo demonio
a 88000, luvas arrendadas a 100 rs. o par, Benti, de oaco Congo, con os signaes seguin-
Ricos cortes de caze de seda c nhantazia com ve?lidos de grosdcnanle pretos cora Larra de ,e8 :.idade de 4^ M 0D0*estaiu,a com
nicos conea u gaze ut seua c prunizia com -/.'i, .. .' r os ts grossos, dedos dos pes e maos curios, com
duas saias, (pela terca parte do seu valor) a 10 cor a 20>000, palitos de pao preto e de ccres | os b,icos bastantes grossos : rogase a quem o
cada corte. de 1G;>000 a 20S000, sobrecasacas de panno | appiehcnder, kva-lo a seu senhor Francisco das
Lencoes e couertas.
Lencoes de bramante, dito de panno de linho,! e de cores de 08000 a 1(7000, ditos de brim
coberlasa chineza pelo barato preco de lgSOO. branco e de cores de 2>G00 a OOO, palitos
Vestidos de Seda. debrim branco ede cores de ?500 a 58000,
Ricos vestidos de seda para meninos emeni-j dilos de alpaca de 3g000 a 88000, Lrim
as, fazenda superior, feilos no Rio de Janeiro j transado de algodo com 9 palmos de largura
Z,To% Q P b0ral0Proproparatoalhasa900rs.a vara, damas-
co de laa com 9 palmos de largura 1*000 o
covado, velbulina prela a 400 .rs., briro de
linho de cores a lJroOO o corte, r^ias cruas
para homem a 1J&200 a duzia, camisas de
linho inglezas a 325O0O a duzia, rf?as de
raadarelao fino a ^rOO, cortes de lanzinha
muilo fina cora 15 covados a -O00 rs ca-
misas de cores e brancas de 1500 a 3*000, -*#<> >? engenho Malemba, no dia 23 de
. uc l*"v\t u ou" 0Ulubl0 prximo passado, um csiravo de nono
e outras mullas iazendas por menos do sen jus6, de naco Angola, alio, magro, peiludo,
valor para fechar conlas. | pernas finas, andar apressado, lem no alto da
eabeca urna rcladura de earregar peso, esl ama-
v@S@S^^:@J|g@$g@ relio! p bem prelo, desconfia-se estar na rida-
Recebeu-se e continua a receber-se por de de Recite por ser ranociro : quem pegar dito
lodos os vapores, vestimentas, calcado e @
chapeos para meninos na $*
1 Loja de marmore. f
preQc
Chitas fraocezas.
Chilas francezas proprias para casa por serem
escuras, e dilas claras a 20 is. o covado.
Colchas de fustao.
Grandes colchas de fusto com ricos lavores a
5J500.
Chales de merino.
Chales de merino bordados, franja e seda, a
5*300, dilos eslampados a 3*500.
Paletots escuros.
Palelols escuros a 2*600 cada um, cambraia
organdys a 500 rs. a vara, ditas muilo finas a
610 rs., bales de roalha a 5J, ditos tapados a 4$,
lencos brancos a lgSOO e 2g, algodao com 8 pal-
mos de largo a 600 rs. a vara.
Ricos manteletes.
ca a Jos Thomaz Cavalcanli Pessoa, que ser
generosamente gratificado.
Fugio da Pasfngem da Magdalrnr' a S diss,
um cscravo rrioulo de no me Ventura, que re-
prsenla ler de 25 28 annoa'de idade, c( m una
sicatriz no roslo, o qual j veio fgido do enge-
nho Caslanhinha, na provincia de Alagoas, e
procurou resta preca a rasa de seu senhor An-
tonio Buarque de Gusmao d 'onde se auzenlcu
segunda vez. Itoga-se as autoridades policiacs e
capiles de campo a captura do diio cscravo. o
a sua entrega em qualqi.cr dos lugares cima
mencionados, prorr.eltendo-se generosan.cnle gra-
tificar.
Os mais modernos manteletes pelo preco de
30*000.
Loja das 6 portas
em frente do Livramento
Laazinhas a oOO rs.
UKMUBA
RuaDireilan. 103.
Querendo-se acabar com este eslabelecimento
anles de findar o anno, o encarregado do mesmo
se promptifica a vender o que consta do seu va-
ascrevo leve-o ao dilo ei'genho, a spu senhor,
ou cidade do Recife, aos Srs. Jos Peireira da
Cunlia e Antonio Cardozo de Queiroz Fonscca,
que rerompensarao generosamente.
Fugio no dia 22 de oulubro de 1860, do en-
genho Tiiumpho da freguezia de Serinhem, o
o cscravo crioulo, de nome Vicente, com os sig-
naos seguintes: bonita figura, alto bastante, cor-
po proporcionado, cor prela,- pouca barba na
pona do qucixo, lem una marca de lalho no bei-
co de cima encestado ao naiiz do lado esquerdo,
procurando para o canto da bocea marca peque-
a ; foi comprado nesta praga ao Sr. Silvino
Guilherme de Barros, viodo do serlao, o dilo es-
', cravo representa ler 24 a 25 anuos de idade
Seda de quadrinhos muilo fina covado
Enfeites de velludo com froco pretos e
de cores para cabera de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraias e seda tapada e
transparenre, covedo
Luvas Je seda bordadas e lisas para
senhoras, horaens e meninos
Lengos de seda rxos para senbora a
29000 e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lemjos de gurgurao prelos
lucas capellas brancas para noivados
Saias balao para senhora e meninas
Tafeta rxo o covado
Chitas franceza a 260, 280, 300, e
Cassas francezas, a vara
25500
8500
2*000
2*500
!30
*500
Setira prelo azul e encarnado proprio
para forros cora 4 palmos delargnra
o covado
Casemiralisa decores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos ees-
lampados de todas as qualidades
Seda lisa prela e de cores propria para
forros cora 4 palmos de largura, o
covado
Ricos cortes de seda prelos e de coros
com 2 saias e de babados
Ditos de gaze e de seda phanlasia
Chales de loquim muilo finos
Grosdenaple preto e de cores de todas
as qualidades
Seda lavradapreta e branca
Capas de fil e visitas de seda prela
cora froco
esl aberla al as 9 horas da noitp.
Resumo de potica.
Indispensavcl para os pro*imos exornes derhe- 3*200 a peca, chito franceza rxa com toqua de
lorica esl a venda na Imaria classica, n pra- mofo a 220 o covado algodo a 3*. 3J40O, 3f8M
ra de Pedro II n. 2, a 500 rs. cada exemplar. e 4*800, com 22 jordas, modapoloes a 4*200,
para acabar.
Pagas de cambraia de fiores para cortinado a
Lima, rua da Moeda n. 3.
Escravo fgido.
Um mujaio claro, niagio, com pannos prelos
ua macaa do roslo, representando ler 25 omos
de idade, natural do Rio do Teixe, chamado
Luiz, desappareceu no dia 30 de oulubro da casa
19600
29000
18500
Attencao.
Milho, farinha e farello.
Vende-se continuamente saceos grandes com
farello de Lisboa, milho em saccas, feijoo mu-
latinho c aroarello, arroz deMaranhao e de cas-
ca, courinhos de cabra corlidos, e tudo se ven-
de por menus do que em oulra qualquer parte:
no pateo de S. Pedro n. 6.
Machinas para
cozer.
Vende-se na rua do Crespo n. i", machinas
dos primeiro fabricantes de New-York.
Borzegoins para senboras e meninas,
proprias (por serem do cores) para os bellos pas-
seos do campo: na loja do vapor, na rua Nora
numero 7.
41400, 4*600. 5^500. 58600 e 58900 a peca, ris- do D[- csme de S Pereira, de quem cscravo ;
cadinho miudo a 160 o covado, brim de linho'su*,poe'se ler levado um cavallo preto do Sr.
branco fino a 1J100 a vara, chales de la escuros 1 Roslron que se bavia sollado, e que elle fra
o I98OO, gravatinhas a Pinaud de linho a 500 rs | cm.\usca do mesmo ; suppoe-se mais que sua
dita de setim a 500 rs., leos brancos grandes a mulher de nome Mana tambem o acompanha,
28700 a duzia, chapeos de feltro a 48 e 2R800, levando um pequeo bahu de flandres : roga-so
cortes de casemira a 3g, algodao de duas largama as a,,'oridades pociae e a outras quoesquer
a 600 rs. a vara, cambaio de cores muilo fina 3 Ppsss que o prendam, e remettam ao seu se-
600 rs. a vara, corles de cambraia de cores a
28800, gro3denaple a 170O. IS900. e 2100 o co-
vado. meias finas para senhora a 5J a duzia : na
loja da na do Passeio Publico n. 11.
Rua do Queirnado n. 1.
Tem para vender cassas miudas muito finas
com toque da mofo a 240 o covado, ditas grandes
matizadas a 260 o covado, pecas de algodo com
toque de avaria a 18800, m resto de cassa do
babados a 18 a peca, la e seda a 400 rs. o cova-
do, e laa a 400 rs. o covado.
Pao de Senteio novo.
Acha-se todas as quarlas e sabbados, das 11
horas do dia em dianlc : cm Santo Amaro, pa-
daria allemaa, e na rua da Imperatriz n. 2, ta-
berna.
nlior, que pagar qualquer despeza.
Contina fgido desde 29 de julho deste an-
no o escravo pardo acaboclado de nome Joao,
com os signaes seguintes : corpo e estatura re-
gulares, cor plida por ter sofrido de seses, de
idade 25 a 30 annos. falla descancada, mansa e
sempre conlrafeila, mostrando fingimenlo, na-
tural de Inhamum, foi propriedade de um velho
por nome Joo Secundo do mesmo serlao, e por
raerle deste vendido pelos herdeiros, sendo um
dos ltimos possuidores Ignacio Ferreira Tiniu-
do, senhor de engenho do Sul, que tambem o
vendeu : jolga-se ter seguido para o Inhamum
ou outro qualquer serlao : roga-se aos capiles
de campo ou qualquer pessoa que delle sorrber,
o apprehendam e levem Apipucos a seu aclual
senhor, o major JoSo Francisco do Reg Jlaia,
ou no Recife a Symphronio Olympio de Queiroga,
que se recompensar generosamente.



rt f
f)
DIARIO DE PIRNAUBUCO. I QUISTA PlffiA 15 DE NOVEMBRO DE 1860.
Litteratura.
A pulscira de coral.
(Concluso )
I ehppo dcu ura gnlo e debrugou-se sobre o com 0 vandeano.
dendo-se cahiu sob_rc a herva ; Felippe perco-
beu-a e apoderou-se d*ella.
Com a autoridade que lhe dava a sua sluago,
Adelina iaiimou cora um gesto Felippe a ordem
de se retirar, e elle afaslou-se, curioso ao mesmo
lempo do saber o resultado do desafio do coronel
al..\smo. As aguas acabavam de abrir-se, e no Mr rhln....4 f
sitio nndo t,. me,, iu* f i lr Lllamprod fezlh'o conhecer em algumas
sino onde Luiza mergulhra formou-so eslreme- n5i.., t
j. .. .i-a.*.' palabras. Um amargo sentimenlo.insinuou-se no
coragao de Felippe quando comprehendeu que
Mr.de Vibray escapara ao seu odio ; mas habi-
cendo um circulo d'espuma branca ; passou urna
onda, e arrebatou este vestigio,
Em quanlo estns cousas se passavam no cas-
tello, nao esquega que George Vibray, sollo pelo
coronel Champrod, liuha-se entranhado no par-
q e seguindo-o. Como passosse perto do sal-
gueiro onde Aleixo fra ferido da bala mortal,
Adelina, que Acara na margem, victima do um
mudo desespero, ergueu machinalmente a cabera
ao ruido dos passos que faziam ranger a areia.
A aurora nascente allumiava o campo com seu
dbil clarao; c, como felpudos frocosde algodao,
os leves nevoeiros que flucluavam superficie
dos ros desfaziam os seus vapores Dacarados ao
crespulo da manhaa. O olhar vago de Adelina
fuou-se algum lempo sem idea sobre o grupo
que rpidamente caminhava pelo meio da flo-
resta ; mas alioal, medida que o sealimento
da roalidade lhe desfazia as treva do espirito,
reconheccu allernalivamenle Goorge e o coronel.
Um movimento inslinclivo a fez levantar e cor-
rer om seu seguimento; porm, ao mesmo lem-
po que estranha curiosidade a irapellia para
elies, um temor indefinivel constrangeu-a oc-
cultar-se seus ollios sob o abrigo das arvores
e das moulas. Ter-se-hia dito que sua alma
presenta nova desgrana.
Dem depressa o grupo parou sobre as margeos
do Ccay, em um lugar onde a abertura das bre-
nhas formava urna estrella clareira alcatifada de
fina e aveludada herva.
O coronel lancou ao chao o capole, e puxou
da espada. Adelina tioha-se escondido em um
mallo, junio ao bosque.
Nao sao uecessarias explicagoes entre nos,
disse o cjrouel George ; um d'estes senhores
dar-vos-ha a sua espada. Vamos bater-nos, e
u:n de nos deve ficar no campo. Creo que vos
conten estas tcslcmunhas; nao temos pois mais
que fazer seno comegar.
O visconde de Vibray escutava o coronel; a
idea de um duello apresentra-se-lhe quando
Mr. Champrod fura lira-lo da pnso ; mas li-
tha-a despresado, sabendo que era prisioneiro
do guerra. As palavras que acabava de ouvir,
nao lhe deixavam duvida algumu este respeito;
mas procurava debalde a causa d'este combate
singular.
Um ofiicial desembainhou, e enlregou-lhe a
sua espada. Pcgando-lhe, George lentou urna
expli.agio. O coronel interrompeu-o.
O motivo que aqui nos conduz assaz gra-
ve para que um do nos Oque sem vida ; estes
senhores acreditam a palavra que lhes dei. Vos
comprchendei-lo melhor que ninguera ; preci-
so sangue para lavar o ultraje que me Tuestes.
Assim, nada de inuteis discusses. Mas charaan-
do-vos campo> nao quero que a vossa vida,a*>
fjrdes vencedor, corra a sorte no tribunal, onde
esta ultima acanha tornarla inevitavel a vossa
condemnago. Logo depois do combate, parti-
ris ; estes senhores juiaram pela sua honra
guardar sileocio. Dar-me-heis a vossa palavra
que abandonareis imraediataraente o lerrilorio
francez, sem procurar ninguem.
Mr. de Vibray comprehendeu, pelo modo com
que estas palavras linham sido dita?, que a reso-
luto do coronel eslava irrcvogavelraente loma-
da; e naj duvidou que havia n'este imprevisto
conflicto um infernal trama de Felippe Cazal.
Has convencer o coronel do erro em que eslava
era impossivel, e hesitar em baler-se era de co-
barde. Deu pois a palavra que lhe fra pedida, e
poz-se em guarda.
Tondo, porm, repugnancia em fazer correr o
sangue de um hornera que tinha por bom e ge-
neroso, e cuja Iealdade experimentava ainda
n'este momento, procurou sraente parar os gol-
pes que lhe eram dirigidos ; a sua destreza em
esgrima tornava-lhe fcil a tarefa. lendo princi-
palmente decombaler com um homem tgc pela
colera.
tuado subjugar os moviraentos de sua alma na-
da deixou perceber ao coronel, econlou-lhe co-
mo sua mulherse havia precipitado de urna ja-
Derla de Balestrasno Sarlhe, d'onde os moleiros
a linham tirado.
Mr. Champrod informou-se dos motivos que
impelliram Luiza este acto de desespero. Era
isso justamente oque Felippe quera para tornar
mpossivel toda a explicado entro o coronel o
sua mulher.
Quesci eu ? disse elle. Madama Champrod
esleve algumas horas para tornar si do desmaio
de que foi victima depois da priso de Mr. de
Vibray no pavilhao. A sua dr lrabo-se ento
pelo pranto e os suspiros. Quera levanlar-se, e
tornou cahir desfallecida sobre o seu leito de
repouso. Quando soube que o prisioneiro ia ba-
ter-se comvosco levantou-se de um sallo : nao lhe sobrevivire 1 exclamou e precipiiou-se
da janella.
Muiln mais ainda do que as palavras, o olhar e
a cxpressodo rosto de Felippe dizam o sentido
que era necesssaro ligar, na sua opiniao, ao gri-
to de Luza. Mr. Champrod explicou-o como
elle.
Ella pode viver agora, disse esto com amar-
go sorriso : George esl livro.
O coronel passou ao seu gabinete, escreveu
algumas cartas, e como se fosse fazer urna jorna-
da aos suburbios motilou a cavallo urna hora de-
pois.
IV
Toda a platea acabava de se enthusiasmar sob
a poderosa voz d'Elazar, quando o auditor no
conselho d'estado me levou para o salo onde
se agrupara mullido commovida.
Esquecoi por urna hora, disse ello, a desgra-
nada israelita que espera a fogueira, e vollemos
a vandeana Luiza. a quera nao falta talvez seno
a inscripcao de Mr. Halvy para ser tambera
potica t>.
Vamos substituir o Sarthe pela Normandia
conlinuou o auditor, depois fl'um momento de
silencio durante o qual pareceu recolher suas
ideas, e o castello de Baleslras pela pobre esta-
lagem d'uma pobre aldea situada sobre a cosa
nao longe de Cherbourg. '
Dous annos tem passado desde o dia em que
madama Champrod desappareccu com Adelina ;
Z !mi S en,ao no raeado d0 moz de dezembro
Encostados a urna mesa tosca, dous pescadores
oebiam espumante cidra de dous vasos do esta-
nto cheios at cima. Um grande fogo chara-
raejava no ampio lar d'uma chamin, adornada
com o retrato equestre do imperador, brandindo
a espada, e urna imagem colorida da Virgen ten-
do nos bracos o menino Jess escondido sob um
raminho de buxo bento. A chuva agolava os
vidros d urna larga janella. por delraz da qual se
va o mar que vinha morrer na praia ;o vento
assoviava, e sobre os moostruoso dorso do oca-
no, as vagas erguiam suas alvejantes cristas Ao
longe, perseguido como nma gaivola, apparecia
um barco por sobre as ondas agitadas pela tem-
pestado.
Um dos pescadores, que pareca mais reino,
vollou os olhos para a janella.
O lempo est incapaz de um guarda da al-
fandega ir rondar, disse elle ; pela alma de meu
sanio patrono Laodry, o mar parece louco I
Por minha vida, respondeu o outro, nao o
esta lano como este barco que se entregou s
ondas. Vde como danga Dir-se-'ha que pro-
curo atracar, em vez de se fazer ao largo, como
i.os fanamos. Pode talvez chegar praia mais
depressa do que pensa. Desejava saber quera
o arracs. bastante imprudente para navegar com
esle vento do diabo.
ram o co; o vento lerantava, sobre o mar rer-
e"2' oontanhas de espuma que corrlam al
o honsoole. o barco corra como urna selta;
.?." .er* a ao cume das va8. ou desappa-
E2.J '."" ,tBPellia- para a coala. on3 a
resaca retumbara como o ribombo do trovo.
iln~ aQnrfe,l^m.0sg^nera, ? dis,e cm T0Z bai
r .,, y." J"a0 Leguy- P"chando-o de parte ;
fez-se tao branco, como a estatua do meu santo
patrono da rgreja da alucia.
De repente o gene'rnl dirigio-se para a janella.
.JTi. S am,88. disse aos pescadores, est ali
um barco que vai perderse; correi, correi
praia, e nao poupeis nada para salvar os que l
esiao. bo e preciso ouro.....
Obrigado, interrompeu o lio Landry. Nao
recebemos paga para arrancar christaos morle.
O general Champrod apertou-lhe a mo.
w*~" lc pois' meus amigos, tornou elle. As
boas senhoras d'Eculleville esli lalrez bordo.
Nao, respondeu Joo Leguy ; tenho bom
olno, e o barco esl bastante prximo para eu
poder ver que nao tem dentro seno tres ou ma.
tro marinheiros ; mas, ou sejam contrabandistas
ou inglezes que andem pilhagem. estou promp-
to fazer a diligencia para salva-Ios. Em todo
o caso sao horaens. '
Os pescadores sahiram. O general, de p jun-
io da janella, seguia-os com a vista. O que aca-
bava d ouvir commovCra at ao amago a sua al-
ma, oncTTsepultava amargas lembrancas que o
lempo nao linha podido destruir. Era n'uma al-
dea perdida as praias da Normandia. que en-
conlrava aquella, que amaldicoava ainda aman-
do-a sempre, e encontrava-a" pobre, angustiada,
solitaria! rio,
O genoral escondeu o roslo entre as mos, dei-
xando sua alma perturbada fluctuar indecisa cn-
tre mil novos pensamentos. A porta da eslala-
gem abrio-se arrebatadamente, o entrou urna
mulher emola em urna capa breta.
Anda ninguem 1 disse ella ; c
capa deilou-a sobro urna cadera.
Ao ruido dos passos no ladrilho,
voltou-se.
lirando a
o general
O arraes um conlrabandista.
Prximo noite, logo que Luiza se achou em
estado de pr era ordem as suas ideas, aduiirou-
se da prolongada ausencia de seu marido. Ade- Acredilae-lo, to Landry ?. Poderen
lina foi ao castello, onde soube que o coronel nao 0 pescar a carga manhaa as nossTredcs,
linha voltado. L'ma vaga inquielacao comecara ,Nada os contrabandistas nao gostam da lempes-
penetrar era seu coraco, quando Feliooe lhe l ma,sdo Va nos- Nao ser antes a barca
me ue madama Champrod. Adelina correu ao : dufls estrangeiras tanto gostam de passear ?
moinho.
Duendo estas palavras, entrou um homem sa-
Luiza abri a carta. O coronel parlicinava i cudlDdo .,eu caP'e ensopado pela chuvs. A'
ua mulher aue deiini. ,\n participan a visla das dragonas d'ouro que lho brilhavam na
. que depois do que se passra. era- I sobrecasaca, os pescadores levantaram-se.
lhe impossivel viverem juntos ; que se ausenlava n
pois para sempre dos lugares que lhe lemhrariam .iDe,M0- eslar- meu,s amigus, disse o ge-
sem ceasararaln da sem cessar a ralla da que elle respeitra tanto'do em novo poslo g.mho cm Algeria ponti da
quanlo a amava, e lhe reslituia a liberdade. espada, eque urna inspecgo chamara Norman
Quando chegar o diado arrependimenlo, diza '
elle concluiudo, recor.dar-vos-heis do homem que
dia. bevo" ir para a 'cslagem e dilerir a mi-
una partida para a manhaa.
Adelina gritn ell.
Adelina reconhecendo Mr. Champrod, cahio de
joelhos junto da capa,
O coronel I exclamou ella ; vos, v aqu
enganasles, e que loria pago a vossa fciicidade
cusa doseu sangue. Chorareis enlao ; mas as
vossas lagrimas, que serao toda a minha vingan-
Qa, gastar-vos-hao a vida antes de eu vos per.
doar.
A esta carta esta vam juntos diversos papis que
asseguravam a existencia de Luiza.
Madama Champrod nao perdeu um minuto ; e,
apezar do estado do fraqueza em que anda se
achava, vollou Baicstras. Ninguem saba o
que era feto do coronel. Na sua augustia, Luiza
mandou chamar Felippe; o bastardo do padre
communicou-lhe entiio com o seu cruel sorriso
que o coronel se dirigir para Noyen-sur-Sarlhu,
onde linha lomado urna carruagem o cavallos de
posla. Ao partir, dexra urna procuracao ao seu
administrador; a sua inlencao, lnha-lhe elle di-
to, era nao voltar mais Baleslras.
Luiza passou as maos pelas fon tes que a febre
fazia baler; perguntav si mesma se nao era
victima de um sodio horroroso, e senlia as ideas
redemoinhar no espirito como a agua batida pela
roda de urna azenha.
Tera-se dito infames calumnias, disse ella
litando era Felippe um olhar severo. Servisies-
vos da arma dos covardes ; eu nao devia esperar
outra cousa de vos !
Do lugar onde Adelina se oceultra, poda se-
guir todos os infidentes d'csle combale ; mas a
distancia nao lhe permittira ouvir as palavras
trocadas entre o coronel e o visconde. Inquieta,
fixara a visla as espadas que brincavam como
serpeles luminosas sob os primeiros raios do
sol. Mais de urna vez Mr. Champrod. na sua fo-
gosa impaciencia,'apresentou o peito descoberlo
ao ferro do vandeano. Porm, caneado emflm de
una lula que se prolongava sera resultado, o
querendo sobre ludo evlar a effusao de sangue,
Mr. Vibray aproveitou um bote mal dirigido para
desarmar o seu adversario.
Mr. Champrod precipitou-se sobre a espada, e
poz-se em guarda antes que os padrinhos podes-
sen interferir.
E' neoessario que baja um morto aqu!
gritou elle recomecando o combale.
Um instante depois, a espada sallou-lhc outra
vez da mao, e a ponta da de Mr. do Vibray to-
cou-lhe de leve a camisa.
O coronel apanhou a arma que por duas vezes
lora obrigado a largar; um momento immovel,
apertou o puuho com violencia ; mas alioal ar-
rojo arrebatadamente o ferro ao chao, e roltan-
do-se para Mr. de Vibray :
Vencestes-me, disse ; era vossa cruel gene-
rosidade, poupastes-me urna vida que odeio. O
combate devo cessar, ainda que ambos estejamos
vivos. Ide, senhor, estaos livro. Lembrae-vos
smente da palavra que me dsles.
George afastou-se. Adelina toniou o caminho
atravez dos bosques para ir contar Luiza o que
acabava de passar-se. Chegando um terreno1
n orla do parque, vio sobre urna varanda a :
figura aeria do sua ama que, depois do se ler
desenliado um instante na sombra vidraca de!
urna janella arremessou-se roragem, passou j
como urna flecha esumiu-se na agua. Adelina
precipilou-se para a margem do rio ; e exami-
nando com altencao a superficie polida do Sar-
the que se deslisava
O general aproximou-se do fogo, e, lomando
um copo de cima da mesa, bebeu com os pesca-
dores. Em seu rosto, viril e moreno, linha o
dcsgoslo cavado profundas ruga3; via-se que um
pensamenlo constante lhe engellara a fronte ;
ao redor das palpcbras eslendia-se um circulo
azulado ; e o coloiido das faces, anligamenlc
brilhantes de saude, liuha sido substituido por
una pallidez baca como as tintas sobre o marfim.
Parece, meus amigo', disse elle aos pesca-
dores com agradavel mas triste sorriso, que, mais
prudente que o vosso camarada que ali se v em
presenta da tempeslade, prefers a cidra agua
do mar.
O lio Landry olhou pala janella, o abanou a
cabeca. O vento refrescava, e a chuva linha
cessado. Pesadas nuvens, impellidas pela raja-
da, dividiam seno horisonle, allumiado por pal-
udos clares. Alguns raios cahiam no mares-
verdeado, tragando eslreitas faxas luminosas so-
bre a sua supericiie agitada e espumosa. As
vagas batiam repetidamente na praia.
O lio Landry julga que squelle barco de
algum conlrabandista, disse o outro pescador,
que se chamara Joo Leguy ; mas ireio antes que
vem ali as duas estrangeiras de Ecullcville, que
tero ido a algum p?sseio.
Dexa-ted'isso, tornou Landry ; reflexionas
couio um pato bravo ; julgas que eu ficava com
os bracos cruzados, se as boas senhoras dancas-
sem assim sobre a agua? Nao o acreditis, meu
general ; o que est boiando l em baixo o bar-
co d'uru contrabandista, f de normando As
boas senhoras d'Eculleville eslariam em perigo
de inerte, e o tio Landry bebera cidra ao emito
da chamin 1 Quando me vires fazer isso, podes
dizerquehaura grande velhaco debaixo d'este
barrete /accrescenlou Landry tirando o seu gran-
de bonetde l encarnada.
E' verdade que cu saltira na minha barca,
com o risco de (icar sem a pclle, para lhes acu-
dir, exclamou Joo Leguy ; e nao ha na costa
um pescador que nao fizesse outro tanto.
)arTrimmpda Quem sao enlao cssas duas estrangeiras ?
ra parurimraediatamente.como quena; escreveu perguntou o general, cuja curiosidade fra agu-
pois ao coronel que linha ido para Pars. As c"aa pelas palavras dos normandos, e principal-
suas cartfs foram-lhc devolvidas fechadas; tor- menle Pcla expresso das suas physionomias.
nou cscrever e leve o mesmo xito, al ao dia ,, ,
em que soube que seu marido enlrra no servico i 7 V P v!"'""8 T'd,'1 eu sei l disse
e narlira oara AJ.ri. v ? lio Landy ; conhecemo-hs bem, mas nao lhes
ira para Algeria. Enlao cessou ; seu orgu- sabemos os noines.
so .'Luiza nao le acompanhou? Onde a deizas-
los ? .
A rapariga flcou um instante calada, com os
olhos cravados no general; mas depressa lhe su-
bi o sangue s faces, que a sorpresa lhe des-
matara. Levantou-se.
Oh I nao sei quem vos traz aqui! ex-
clamou ella; parece-meque Dous. Escutai-
me, Mr. Champrod ; se acredito os meus presen-
Uraentos, restituiris a paz urna pobre mulher
que nunca mereceu o mal que lhe tendes feito
Perguntastes-me o que vinha fazer aqui? Vcnho
esperar o Sr. vsconde George de Vibray !
George! gritn o general empalldecendo.
George, conlinuou Ad-lina, que escreveu
madama Champrod para lhe annunciar que no
da 13, ao medio dia, estaria ncsle lugar.
legua do rio, est urna sege de posla a mi-
nha. O postilho est prompto. Na minha algi-
beira, ha um passaporle, perfeitamenta legal. Ja
vo-lo disse, com ouro ludo se alcanga. Este pas-
saPorle 6 para elle. Sob um ooroe supposlo, pode
abandonar a Franca quando quizer. Eu rou para
a capella ; ah esperarei urna hora. Se fordes,
esle passaporle ser entregue na mao de M. de
Yibray, e esl salvo ; se nao fordes, em urna
hora denuncio a sua chegada, e sabis o que o
espera. Escolhei.
Madame Champrod nao se mecheu. Pela mortal
pallidez que lhe cobria o roslo, pela immobilidado
do corpo, podia-se acreditar que a vida lhe fugi-
ra, se um tremor nervoso lhe nao tivesse agita-
do as maos e os labios. A prostracao de loda
a sua pessoa e oabatimento da physionomia, ex-
primiam lo profundo desespero, que no soberbo
roslo de Felippe Casal desenhou-se um sentimen-
lo decompaixao. A' vista do mal que linha feito,
um doloroso pensamenlo contrahio a sua fronte
pallida e fra como o marmore os olhos hume-
decerara-se-lhe. Aproximou-se. Luiza estreme-
ceu, e recuou com um gesto, cuja soberana ex-
presso de desespero e horror nenhum pincel po-
da traduzir.
Felippe endirelou-se como um tigre ferido.
Ah I recordais-me a vinganga quando eu
ia esqucce-la, gritou ellejangando sua victima
um olhar fulgurante. Para abalar a ultima pul-
sagao de piedade neste coracao. ondo cu a jul-
gava morta. bastou esse nivimento 1 Outros
iguaes, senhora, teem gastado a minha alma I
Eu inspiro odio ou medo. Marcaram-me desde
o bergo comum epilheto infamante ; sou o bas-
tardo do padre, e vos fizestes-m'o recordar 1 Re-
cordar-tre-hei, pois, juro-vo-lo, e fa-lo-hei de
maneira, que nunca o esqueceres tambera. Des-
truir m a minha infancia o deshonraran! a minha
mocidade com este nome ; recalcaram todos os
meus instinctos nobres e generosos sob o des-
prezo; nutriram-me de humilhacoes, encheram-
me d'insultos; esmagaram-me "sob um crime
que nao era meu ; expulsaram-me, repelliram-
me, amldigoarara-me, e nao me hei de vingar !
E quando eu ia talvez perdoar, quando urna la-
grima htimedecia estas palpcbras iuflammadas.
que o vosso gesto me recordou o que cu sou, e o
que vos sois I Assim o quizestes, seris a victima
sacrificada minha vinganca Sois bella, joven,
todas as maos se eslendem" para vs, lodos os
sorrisos vos acolhem. Muito bem I D'esle pe-
destal de honra, de riqueza e de virtude, onde
estaveis collocada, e que cu j despedacei, c for-
i? i., > a r- ------------ '. z. "*' ^oaicia i'uiiumu.i, u quo ou ja uespeaacei c for-
i' hi ,'na' que VCuns aaq"A azer ? Es'* j?oso que desgais mira. Tambera me pediris
-UlZa nao e IMmnanhnn f Onrlo a in. ..; .j.j. i c_i..-_____ -_ _. ... H'-U"^'s
O general abriu a porta da estalagcm. Luiza.
?*r, n t0tnad0 a si' e a 1,iera Ade'" con!
tara o que se passara, adiantou-se para elle.
sangue P Tend-lhe as maos tintas de
!ir:ikhainprod eslavaL mas Pallido ue ia
morUlha : as torgas exhauriram-se-lhe ; assen-
Estaes ferido ? exclamou Luiza.
Maiei Filippe, disse o general. Era a mirrj
que elle tinha feito o maior mal, pertencia-me
puni-lo.
Mas ros I vos repetiu Luiza, que ria com
horror a sobrecasaca ensanguentada do general.
Nao nada, disse Mr. Champrod ; enlendo
bastante do feridas para me convencer de que
osla nao tem necessidade de ser examinada
Ouvi-me, Luiza, ajuntou elle pegando-lhe terna-
mente na mao; lenho-ros feito muilosaggraros ;
puoi-vos julgando-vos criminosa; um perverso
vos calumniara, e eu tive a fraqueza de acredi-
ta-lo. Podis perdoar-me ?
Luiza solucava pendida sobre a mao do gene-
~ O rosso exilio assaz vos tem vingado ; se
tendes soflrido, pobre alma ferida em todos os
vossos affectos, talvez o futuro compense os ma-
les do passado Quanto a vos, Mr. de Vibray,
aproximae-vos; disse o general dirigindo-se ao.
proscripto.
A voz de Mr. Champrod
gultural.
lornava-se surda e
ama, sem duvida, o cha-
Quzeslcs a lula,
bastardo ; luamos.
respondeu irapassivel o
Ohlbraaou Luiza, torna-lo-hei ver, e
Deus que conhoce a minha innocencia permiltir
que elle ouga a raiuha voz.
Tentae.
Madama Champrod achava-se muito fraca pa-
Iho ferido aconselhou esperar. Entretanto, re-
ceben uolicias de George ; elle tinha conseguido
gragas dedicado dos seus amigos, ir para In-
glaterra. Condemnad morle por contumacia
nos tribunaes do Sarthe, dizia-lhe um eterno
adeus.
Luiza achava-se s com Adelina. Todos os la-
gos que a uniam ao mundo eslavam despedaga-
dos ; profunda Iristeza se iufiltrou na sua alma, e
o seu pensamenlo do suicidio visilou-a algumas
vezes. Mas a religio prolegia-a contra as pro-
prias angustias ; resolveu-sc viver, poudo toda
a esperanca om Deus.
- E ninguem no paizse lembrou de Ih'os per-
guntar, conlinuou Joao Leguy. Quando vieram.
, ha dous annos, quasi no lira do oulono, eram
tristes como a pobre Suzanna, depois que se en-
contrn na praia o corpo do marido que morreu
I afogado Como foi na poca da priso da se-
nhora duqueza de Berri, juluou se que talvez seus
irmos ou maridos estivessem comprometidos
n'estas cousas de insurreigao, e ento, tanto em
respeito sua dr como por medo de prejudicar
o seu socego, nao se lhe fizeram perguntas.
Honrada gente I disse o genera!.
Foram residir para a casa d'uma pobre viu-
va, a tia Martha, que possue urna casinha en-
t Irada da aldeia com um pequeo jardim ; e. pa-
i recendo nao pagar senao as suas despezas, sus-
renppo gyrava ao redor della, sombro e silen- tentavam a viuva e seus dous filhinhos ; disse
cioso, como o lgubre cao negro do demonio '' Landl7- Todos os pobres do sitio aprende-
roda de Faust. A presenga desle homem c-Ma- T"m dcPrcssa a C'jnhec-Us ; nao havia ahi chou-
va-lhP o c.inrir, iim hi \ .k .- pana onde se nao encontrassem. cuidando dos
ra lhe o coragao. Um da que lho intimara a or- doentes e consolando os destacados. Ellas nao
dora de nao (ornar apparecer dianto della, Fe- pareciam ser muilo ricas ; ma's davam com to
bom coragao do pouco que possuiam que a gente
chorava. Quando nao tinham que dar choravam
com os que padeciam, e oravam. Nao se pode
------ .-, t..... ul
lippe rctirra-sn pallido de furor.
Estaes s agora, disse elle, passando o lirai-
narda porta, acaulelai-vos.
Luza sabia que Felippe liaha s suas ordens
urna cradagem capaz de todas as eraprezas, mes-
mo as mais audacio3amente criminosas ; elle
mesmo era muito atrevido para recuar diante de
qualquer tentativa de que podesse esperar bom
xito. Aquella, docidio-so pois, sem hesilago,
fugir de Baleslras. residencia cheia de recorda-
corao urna cobra por entre
as suas verdejantes margens, viu, correr Felippe,
pallido e pertumado. O olhar do bastardo do 5es peniveis ao raesmo lempo perigosa. Nao ten
padre, disse-lhe ludo, e, tremendo de horror, se-
guiu o curso das aguas cujo lmpido cristal se
agitava seus ps.
A' alguma distancia,percebcu urna massa bran-
co que o rio arrnstava brandamente no sou cor-
rer. Era o corpo de Luiza, quera o voslido
sustinha sobre a agua. Aos gritos de Adelina,
uns moleiros sahiram de um moinho construido
na margem; estes intrpidos homens langaram-
se no Sarthe e tiraram Luiza desmaiada.
Todos se apioharsm roda d'ella ; de Bales-
iras foi chamado um cirurgio, e em breve Wiiza
tornou si. O seu primeiro olhar encontrou
Adelina, nos Dragos do quem se langou, e per-
deu de novo os sentidos vendo Felippe. O cirur-
gio mandou que fosse conduzida ao moinho
com a maior cautela. Quando a levantaran), a
pulseira de coral, que trozia no brago, despren-
do querido acceitar as liberdades de seu marido
os seus preparativos concluiram-se promptamen-
le. Adelina ajudou-a, e no dia seguinle ambas
"nham desapparecido.
Foi impossivel Felippe, por grande que fosse
a sua actividade, achar o rasto das fugitivas. Co-
mo os anjos radiantes que, nos lempos bblicos,
baixavam do co nos campos da Juda, e desap-
pareciam depois de tercm derramado a consola-
So. Luiza acabava de desapparecerdo paiz que
-----------------------^-w r..~~......u, .. v.w......
contar lodo o bem que leem feio. A sua vinda
foi urna felicidade para o paiz.
E' de eolio para c que lhes chamara as
boas senhoras d'Eculleville, exclamou Joo Le-
gny. Vedes, meu general, deixar-se-hia a gen-
te fazer pedagos por ellas. Mas causa compai-
xao v-las lo tristes, e sempre vestidas de pre-
to ; sao to paludas, que se poderiam julgar
imigens da Virgem. E' necessario que nao ti-
vessem coraco aquelles que fizeram mal estas
Creaturas de Deus.
Nao sabis nada da sua vida? peiguntou o
general, commovido pelo acccnlo da voz do ma-
rtimo.
Nao, respondeu o lio Landry; parece que
soffreram muitas desgragas no seu paiz. Um dia,
fallaodo-se das guerras da Vanda e dos desgra-
gados que ali morreram, olharam umn para a
outra, o ambas desataram chorar. Desde en-
to, mais ninguem ousou fallar dessas cousas, e
nos todos julgamos certas as nossas suspeits.
Urna pareco ama da outra, que nunca a tra-
ta seno por senhora, accrescenlou Joo Leguy ;
mao InnKn tt linha amado tanto nao deixando atraz de si seno seao. Por senhora. accrescenlou Joo Legny
i.k,... a mas tenho ouvido chamar pelo nomo mais bai-
a lenibranga dos seus beneficios. xa, a que tem olhos pretos: chama-se Adelina
O toque da campainha interrompeu o narrador. .,.,.. .
quo se levantou. "" tAdelina Igrilou o general; e encoslou-so 4
.----------. .>- o" -"""-ib a 'Ti-i ---, ua ingiaicii?, onae viva M.
: chamin, pallido e trmulo, como se fosse ac- e Vibray ; gradecei-me, pois, porque eu auiz
rommettiiln de um .it.imip. febril reunir.vnt Amn ni,; ..... .. J___.. ..
v .. cnamine, paiuuo e trmulo, co
rollemos aos nossos lugares, disse, neces-, commettido de um ataque febril.
sano que assislamosao combate de gencrosidade ,m
que a desgragada Rachel vai dar princeza Eu- E,D!f yo}{ou,,os olhos pan a janella.
doxia Vamos P"ceza tu- nesiade rebentra com loda a violencia. Como
. i fajas de crep negro, sombras nuveas atravessa
Aqui, onde tua
mou ? disse o general.
Aqui onde alguma nova cilada o espera.
Minha ama est hoje innocente, como eslava
quando a condemnasles, como nunca deixou de
estar. Ha dous annos que solTre e pedo Deus
por vos. que a puusles injustamente ; tempo
de acabar com isio.
Adelina fallava com urna exaltaco que o ge-
neral nunca lhe vira. Commovido* j pela nar-
ragao doi pescadores, senlio compadecer-se-lhe
o coragao as palavras da camponeza.
Innocente! dizes iu, tornou elle; estava-o
ella, quando a encoutrei n'aquelle pavilhao com
Mr. de Vibray ?
Com Mr. Fillippo Cazal, deverieis dizer;
cora o bastardo do padre, que a tinha aterrado
com suas aroeagas; com o tnico culpado que
houve em todo esie fatal acontecimento em que
minha ama perdeu o socego e eu perdi meu ir-
mo. Nao sabies que Filippe Cazal amava vos-
sa mulher; se se pode chamar amor esta co-
vnrde paixo que nao recua diante de nenhuma
infamia ?
Elle. Fillippo !
E se a minha pobre senhora nunca vo-lo
disse, porque lhe repugnava aecusar um ho-
mem que se assentava vossa mesa e a quem
chamaveis amigo ; alm disso, nao eia para re-
ceiar a vossa colera, a vossa indignaco, um
duello entre vos, se livesseis sabido a verdade ?
Nunca abrisles urna nica das carias cm que so
juslificava, sem com ludo aecusar ninguem E
depois, onde tem ella vivido, dizei, sabis?
Sai, disse o general.
Livre, repellida por vos, abandonou por
ventura a Franca para se reunir quelle que ac-
cusaveis? Ha dons annos que vive s aqui, cho-
rando e oraudo, sabis?
Sei.
Oh I nao conheceis a mulher que araaldi-
goastes, e desprczasles Mas as suas aegoes fal-
laro mais alto do quo os meus discursos. Ella
nao tarda porque espera Mr. de Vibray. Ignora
que estis aqui ; oceultai-vos neste quarto atraz
da porta, e v-la-heis. ouvi-los-heis ambos.
Ento talvez me acreditis !
Esconder-me quasi espionar.
Se Filippe tivesse sobrevivido, disse elle,
o conimandanle d'esta forga tinha ordem de vos
soltar; Joo Leguy e o lio de Landrv ter-vos
hiam transportado para Inglaterra ; agora estaes
livre, e obrareis como enlenderdes. Tambera
tendes alguns aggravos meus ; roas com urna
palavra. vou repara-los. Luiza, quo cm breve
licar s, tem necessidade de um protector que
ame; confio-vo-la. Eu assassina:ia vosso pae
ajuntou elle mais baixo. apenando a mao ao
vscondepara que o meu crime fosse remido
por tal proco ?
George estremeceu; duas grossas lagrimas des-
ceram lentamente por suas faces.
Luiza allonita fitava-os a ambos. A vista do
general j se obscureca; lvidas cores se lhe
espalhavam no roslo.
Madame Champrod sentiu a sua mao, dirigida
pela de seu marido, unir-se do proscripto.
Meu Deus que fazeis ? exclamou.
Eu morro disse o general.
A sua cabega caiu no hombro de Luiza ; pela
ultima vez os olhos litaram-se em sua mulher ;
o coragao cessou de bater,
Adelina eslava a ura canto, com a cabega oc-
culta no avental. A's ultimas palavras de Mr.
Champrod, um grito, em que todas as angjs-
tias da alma se exhalaram, rebentou de seus
labios, o a pobre rapariga caiu de joelhos
Comprehendeis a concluso disse-roe o
auditor no conselho d'estado. Mr. de Vibray nao
sahiu de Franga. Poi o primeiro dos vaadeanos
proscriptos que se atreveram a apresentar-se
i aos tribunaes para justificar a contumacia. A
Conhcceis-me, disse o general ao comman-'us,ia do paiz absolveu-o. Um anno depois,
dante da forca, entrego-vos este homem : res- I desposou a viuva do general Champrod. Na tar-
pond-is-me por elle. Depois, voltando-se para o de da beuc.io nupcial, Adelina dasappareceu.
J I ----------------- juncia
piedade I Sabis as minhas condices. Pela ulti-
ma vez, senhora, escolhei.
A porta interior voou em pedacos, e Georgo
precipitou-se na casa ondo esta scena se pas-
sava.
Luiza, como que galvanisada, ergueu a cabe-
ga, quiz gritar, e cabio oos ps do proscripto.
relippe deteve-se.
Covarde covarde grilou George ; e ar-
raando-se de um machado, orremeltia contra Fe-
lippe, quando o general appareceu.
A arma cahio das mos do vandeano. A' um
signal de M. de Champrod, a polica penctrou na
estalagem e apoderou-se de M. de Vibray.
Luiza. estendida por trra, eslava sem movi-
mento. Quando Adelina, de joelhos junto della,
invocava Deus.
Nao espionar ouvir urna justificacao es-
perada ha dous annos. Queris pois condemnar
sempre?
Quando Adelina fallava, viram oa janella pas-
tar Luisa eona os dous pescadores. Dirigiam-se
para a estalagem. Adelina pegou no braco do
general, e empurrou-o para urna casa baix que
servia de celleiro,
Ide, disse ella ; necc3saiio emfim que a
hora da verdade se para todos.
O general cedeu persuaso desla voz anima-
da pelos mais nobres senlimenlos, e desappare-
ceu.
Abrio-se a porla da estalagem, e Luiza entrou
caminhando ao lado de Joo Legny e do tio Lan-
dry. que suslenlavam George, cujos falos enso-
pados d'agua diziam assaz de que maneira che-
gra praia.
Nao me en^anaram os meus prasentimen-
tos, disse Luiza Adelina.
Luiza encoslou-so mesa para nao cahir. Ou-
vindo os passos de George e de Adelina no la-
drilho, o coragao batia-lhe dllicultosamcnte no
peito ; eslava lvida.
Felippe apreseniou-selho como ella o linha
sempre conhecido, tranquilla e desdenhosamen-
te irnico. Saudou-a como se eulrasse em urna
sala.
Se eu nao o soubesse j, senhora, a vossa
perlurbago dizia-me quo M. de Vibray est aqui
disse elle.
A indignag.io sfogueou as faces de madama
Champrod, que Cxou em Felippe um olhar in-
flamraado.
Enlao, nao me enganei exclamou ella
Anda vos !
Sempre eu. Mas, por favor, poupai urna
colera que s serve para nos fazer perder um
lempo precioso. Tinheis tomado perfeitamenle
as vossas precauges, senhora. quando abando-
nastes o castello de Baleslras. Em quanto eu
mandava procurar-vos ao longe, estaveis vos ac-
culta, um quarlo de Agua apenas, em casa de
uns pobres renderos onde ninguera vos suppu-
uha ; c s partistes um mez depois, quando co-
megavam esqueccr-vos. Conheceis a omnipo-
tencia do ouro, nao ? espalhei-o prdigamente
e, passados dous annos de tentativas vaas en-
contrei-vos emfim. De cerlo, tendes me "dado
bstanle trabalho, para que um da tenha a com-
pensagao de taas fadigas. Tinheis-vos refugia-
do as praias da Normandia, para estar mais
perto, sem duvida, da Inglaterra, onde vivia M.
preso, accrescenlou :Nem urna palavra, senhor,
ludo negocio que rae pertence. Em urna hora
sabereis o que decid.
O general fallava com voz sonora 'e imperiosa.
Havia no seu gesto e no seu olhar urna autori-
dade que impunha o silencio ; a sua pessoa esla-
va revestida de grave e terrivel carcter cujo
magnetico'poder comprima todas as vonlades ;
elle eslava tranquillo, mas esta tranquilidade
era maismedonha que as tempestades da paixo
e os impetos da colera.
M. de Champrod poz a mo no hombro de Fe-
lippe, como o commendador poz a sua sobre o
hombro de D. Joo. Felippe Iremeu : por baixo
do fatosentio a glacial fnaldade desta mo pene-
trsr-lhe at epiderme. Sahiram ambos. A
porla fechou-se logo depois. e Georgo e Adelina,
ao p do exanime corpo de Luiza, aiiciavam en-
tre a esperanga e o terror.
O general, como se sabe, ouvira ludo do seu
escondrijo. Quando vio sahir Georae e enlrar
Felippe, escreveu rpidamente algumas palavras
que um criado eslava eucarregado de levar
mais prxima guarda de polica. O commandan-
te da forca linha ordem de cercar a estalagem.
A vista dos uniformes, George, lemendo arris-
carle no logarejo, voltou para traz. Era o que
M. do Chimprod desejava. Apoderando-se, em
caso de necessidade, da pessoa de M. de Vibray,
licava livre para dispor d'elle sua vontade, o
que talvez nao teria podido fazer se os agentes
da forra publica o prendessem por indieaces de
Felippe.
Casal duvidava ainda de que o general soubes-
se loda a verdade. A priso de George, do que
nao podia comprehender o secreto motivo, deixa-l
va-lhe o espirito na incerteza ; mas como se dis-
punha A proseguir no seu alrevimenlo, urna pa-
lavra do general deleve-lhe a mentira nos la-
bios.
Poupai inuteis palavras, disse M. de Cham-
prod ; sei ludo. Os primeiros guardas d'alfande-
ga que encontrarmos servir-nos-hao de leste-
munhas. Quero dar-vos a honra de me baler
comvosco. Segu-rae.
Dirigiram-se para a cosa. O dia estava a ex-
pirar ; o mar, jamis socegado, reflectn ase-
res do co, onde a claridade se extingua ; s
aves marinas aproximavam-se da praia rogando
com a ponta das azas as v3gas, que vinham que-
brar-se com eslrepido ; fnebre veo pareca des-
dob ar-se sobre as margens desertas, e o vento
arrancara gemidos aos relhos salgueiros, despi-
dos de folhas.
Dous guardas d'alfandega fumavara sentados
em urna cavidade da rocha. O general fez-lhes
um signal, e elles levanlaram-se. Algumas pa-
lavras em voz baixa lizeram-lhes saber o que es-
perava d'elles ; levaram a mo barritina e se-
guiram-no em silencio.
Depressa pararam osquatro em um lugar so-
litario, ondea areia hmida resista presso
do p, e um circulo de rochas os defenda de
qualquer sorpresa.
O general despiu a sobrecasaca ; Filippe irai-
tou-o silenciosamente ; e um instante depois, os
adversarios, armado cada um de seu toreado
emprestado pelos guardas d'alfandega, cruzavam
o ferro cara a cara.
Do rosto de Mr. Champrod nem um msculo
se contrahiu ; apezar de loda a coragem, Filip-
pe trema : comprehenda-se ao v-lo que s
o orgulho o sustinha ; dentro d'alma, tinha
medo.
A viscondessa de Vibray achou sobre o seu
loucador urna carta, que lhe era dirigida, na qual
havia apenas estas poucas palavras
Sois feliz, minha querida ama. nao carecis
j das consolages que eu vos offoecia ; dei-
xo-vos para dedicar aos que sofrem os dias
que ainda me reslam de vida. O meu ultimo
pensamenlo ser para vos, a quem abenco
pela constante e boa aaizade que sempre mo
( leslemunhastes. Tenho feito o possivel para
merece-la. Esforgar-rae-hei para dar todos os
meus pensamentos a Deus ; orae tambero por
mim, minha querida senhora, para que nao se
desviem mais d'elle....
Madame de Vibray enxugou algumas lagrimas
que lhe correram pelas faces, mas creio que
nunca fallou a seu marido n'esla carta. Mas
tarde soubo que Adelina se linha feito irma da
candada em Mans, onde as suas virtudes res-
plandecern! com o mais puro brilho as func-
coes que escolhera. Morreu ha dous annos,
quando a superiora da congregac.no a indicava
por medelo communidude. Se eu nao lemesse
fazer-vos rir empregando urna expresso bem
anliga, dirvos-hia que expirou com reputago
de santa.
O auditor levantou-se tendo acabido eslas pa-
lavras
O cortejo dos frides rae comegar a sua mar-
cha fnebre, disse elle, vinde ver" como mada-
me Nalhan sabe morrer e lancaremos a ultima
visla a madamo de Vibray antes que se ausente.
Amede Achard.
[Poltica Liberal, de Lisboa.)
Variedades.
VISITA REAL.
A ranha de Inglaterra, o prncipe Alberto seu
esposo, e a princeza Alice sua filha, chegaram
na larde de 13 Bruxellas.
^ O duque e duqueza de Brabante, e o conde de
Flandres foram ao encontr da rainha Verviers.
Os coches da corle com a libr de ,
duziram os augustos viajantes da gare
ci real.
Sa,a,
ao
con-
pala-
reunir-ros. Agora escutai-me. O risconde est
condemnad morle por contumaz ; os seussig-
AJem- naes esto dados por toda a parle. Demorndo-
se, est perdido. Um nico meio ros resta ain-
da para solv-lo. Por delraz da capella, urna
O general bata-se como um homem que con-
sentecm morrer com a condico de matar. Fi-
lippe, nao obstante a sua pe'rturbagao, defen-
diese com urna destreza que teria prolonga-
do a lula, se estivesse combatendo um inimi-
go desejoso de conservar a vida ; mas Mr. Cham-
prod, que queria acaba-la, descobnu-se simu-
lando levantar a arma ; o tergado de Filippe fe-
rio no peito ; mas o mesmo tompo o ferro do
general, que nao desejava repetir o golpe, em-
bebeu-se inteiro no corpo do bastardo.
Filippe largou a espada veiu-lhe bocea urna
golphada de sangue, e caiu desamparado na
areia.
Aos labios do genoral assumou um sorriso.
Os guardas da alfandega inclinaram-se para o
corpo de Filippe.
E' intil, lhe disse framente Mr. Champrod,
est mono.
Depois, rasgando a grvala, alou-a na sua fe-
rida.
Na primeira carruagem de gala iam o re Leo-
poldo, a rainha Victoria, o principe Alberto e o
duque de tirbante : na segunda carruagem |a
princeza Alice, a duqueza de Brabante, o conde
de Flandres e o ministro (lord John Itussel), que
acompanha a rainha. as outras carruagens
(seis) iom as damas de honor, e as personagens
da su.i comitiva.
Houve janlar do familia no palacio de Bruxel-
las. O rei Leopoldo rcr.niu sua meza, com
seus augustos hospedes e prenles, lord John
Russell, rnembro do gabinete brtannico ; lord
Cowley, embaixador inglez em Paris ; e lord
Howatd de Walden, ministro plenipotenciario da
rainha Victoria em Bruxellas.
Em outra mesa presidida pelo mordomo-mr
do palacio, estavam as pessoas da comitiva da
rainha, damas de honor, c grandes dignata-.
ros.
LORD PALMERSTON.
O celebre estadista inglez, actualmente presi-
dente do gabinete inglez, nasceu 20 d outu-
bro de 1784, completou por tanto 76 annos.
O REI DO BII.HAI1.
O Correio dos EstadoS'L'nidos diz que chej-
ra a New-York, Mr. Berger. o rei do bilh.tr fran-
cez, quo atravessou o Allanlico para se bater
amigavelrccnte com Mr. Thelan, celebre profes-
sor americano, e por convite expresso deste.
E' MEZ AZIAGO.
Dizem as noticias de Turin de 11. que houve
um terrivel sinistro no largo de Garde. Reben-
lou a caldeira d'um pequeo vapor, que por or-
dem do governo andava na carreira de Salo para
Limone, islo d'uma para a outra margem. Oi-
tenla pessoas foram precipitadas no lago. S se
salvaram algumas pessoas da tiipolaco, entro
estas o capito.
A familia do condo Guerrer. de Verona, com-
posta de oito pessoas, pereceu toda o egual sorto
lovc a do conde Orlando Arrighi, de Salo
O numero de victimas deste sinistro terrivel
Cora urna energa filha do poder da sua von-
tade, tornou o caminho da eslalagera. Os guar- 9 nuroero de vii
das d'alfandega illudiram-se cora esla presenga ^' do P?tt de 70,
de espirito ; seguiram-no persuadidos que a fe- !
rida era apenas flor da carne. Nao poderam I
comprehender que este duello era ao mesDjQ I "
lempo um acto de. vlngaoca, c um suicidio, | PERN, -TYP. DE M. F. DE FARIA.-1860,
{.Commercio do Porto.

*>
)


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