Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09164


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Full Text
lili UTO. HUMERO 264
Por trts mezes adiantados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6)000.
QDARTA FEIRA 14 DE HOTEBRO DE 1861.
Por anno adiantado 49$000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima !
Nata!, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaty, o
Sr. A de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de Oli-
veira; Maranho, oSr. Manoel JosMartiosRibci-
ro Guimares ; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Cosa.
PARllDAs US OUttHtIUS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
6 sextas reiras.
S. Aato, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuos as largas tetras.
Pao d' Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
ricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Siriohem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO MEZ DE NOVEMBRO.
6 Quatto minguante as 6 horas e 57 minutos
da ruymha.
12 La nova as 10 horas e 16 minutus da tarde
20 Quarto cresceule as 6 horas e 33 minutos
da manha.
28 La cheia as 9 horas e 18 minutos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 6 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundo as 6 horas e 30 minutos da larde.
ADINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relago lerdas, feiras e sabbados.
Fazcnda : tercas, quiptas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio; quarUs ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel; quartas e sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
12 Segunda. S. Martinho p. m. ; S. Diogo f.
13 Terca. S. Eugenio b. ; S. Zebina v. m.
14 Quarta. Ss. Filomeno e Cleroenlino mm.
15 Quinta. S. Gertrudes v. ; S. Leopoldo
16 Sexta. S. Goncalo do Lagos ; S. Valerio m.
17 Sabbado. S. Gregorio Taumaturgo b.
18 Domingo. S. Romao m. ; S. Odn ab.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPQAO NO SUL
Alagoas. o Sr. Clandino Falcan Dias ; Bahia,
Sr, Jos Martins Alve; Rio de Janeiro, o Sr!
Joo Percira Martins.
EM PERNAMBLCO.
O proprielario do diario Manoel Figueiroa da
Varia, na sua livraria praca da Independencia ns.
6 e 8.
PARTE OFFICIAL.
G o ver no da provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 9 DE NOVEMBRO DE 1860.
OCficio ao coramandante superior da guarda na-
cional de Santo Anto.Respondo so olicio que
V. S. me dirigi em 6 de outubro p. findo, de-
clarando :
1.Que nao tendo o governo imperial, a cujo
conhecimento levei a coraraunicaco de V. S. so-
bre o assumpto. resolvido ainda acerca da ausen-
cia do secretario geral dessecommando superior,
bacharel Joo Francisco do Arruda Falcao, ne-
nh una providencia pode esta presidencia lomar a
tal respeito.
2.Que obrou V. S. regularmente e de con-
formidade com o disposto no art. 11 do decreto
n. 1354 de 6 de abril de 1854, nomeando um ot-
icial para servir interinamente o referido lugar
de secretario geral.
3.Finalmente que sendo fallecido o crurgio-
mr da guarda nacional sob seu commando su-
perior, como V. S. declara no officio. a que res-
pondo, curaprc que V. S. proponha outro para o
substituir.
Dito ao inspector aa luusouraria de fazenda.
Transmiti a V. S. a folha e prct juntos em du-
plcala, am de que, estando nos termos legaes.
mande pagaros vencimentos relativos ao mez de
outubro ultimo dos officiaes do Io batalhao de
infantaria da guarda nacional deste municipio, e
bem assim dos guardas do mesmo batalhao na
2.a quinzena daquelle mez, conforme requisitou
o respectivo commandante supperior em officio
de 6 do correte, sob n. 187 Comraunicou-se
ao commandaue superior respectivo.
Dito ao mesmo. Resliluindo a V. S. o reque-
rimento e documentos, que acompanharam a sua
inforraago de 30 de outubro ultimo, sob n. 1131,
relativamente ao pagamento que cede o lente-
coronel Joao Vieira de Mello e Silva da quantia
de 30^000 rs., despendida com o aluguel de dous
cavallos que conduziram desla capital para Ca-
ruar 20 armas com os competentes correames,
mandados fornecer ao batalhao u. 27 da guarda
nacional diqurlla cidade, tenho a dizcr-lhe que,
achando-se essa despeza aulorisada pelo artigo
80 paragrapho primeiro da lei de 19 deselem-
bro de 1850, intil seria essa disposico, so nao
podesse ser cuprida, pagando-se a coducgao do
armamento comprado para a guarda nacional do
centro da provincia, mande V. S. satisfazer essa
quantia, que dever ser entregue a Jos Dias Mo-
reira, conforme indica o mesmo tenente-co-
rone.
Dito ao mesmo.Estando nos termos legaes os
documentos juntos, mande V. S. pagar ao alferes
Joo Marques Eutropio de Miranda os vencimen-
tos relativos ao moz de outubro ultimo, do des-
tacamento de guardas nacionaes da cidade de
Caruar, visto assirn m'o haver requisita lo o res-
pectivo commandante superior cm officio de 31
daquelle mez.Cummunicou-so ao commandante
superior respectivo.
^ Dito ao inspertor da thesouraria provincial.
r.m vista da conta junta, que me foi remettida
pelo Dr. chefe do polica com officio de 6 do cor-
rente, sob n. 1416, mande V S. pagar ao carce-
reiro da cadeia da villa do Cabo, ou ao seu pro-
curador, a quantia de 1169000, despendida nos
mezes de soterobro e outubro deste anno, com o
sustento dos presos pobres da mesma cadeia.
Communicou-se ao chote de pohcia.
Dito ao mesmo. Logo que for pnssivel. man-
de V S. pagar aquantia de 1:6825000 rs. que se-
gundo consta da mformnrao do director da re-
parlico das obras publicas de hontem, sob n.
297,se est a dever a Jacintho de Almeida e Silva
proveniente do madeiras, que forneceu, para ns
obras da casa de detenco. Communicou-se
ao director das obras publicas.
Dito ao mesmo. Em vista do9 documentos
juntos mande V. S. pagar ao capilao e alferes do
8o. batalhao de infantaria Antonio Jos Langa c
Manoel Gomes da Silva Jnior a qnantia de 390000
que despenderam com aluguel de casas para sua
residencia quando estiveram em diligencias po-
liciaes no centro da provincia, devendo ser en-
tregue d'aquella quantia ao Io. dos referidos
officiaes a de 150O0 rs. e ao 2. a de 240000 rs.
Portara. Os Srs. agentes da coinpanhia bra-
sileirade paquetes a vapor raandem dar urna pas-
sagem de proa para u Para, em um dos vapores
que passardo Sul, a Nazario Alfonso (.ornes,em
lugar destinado para passageiros de estado.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao Exm. commandante superior guar-
da nacional do municipio do Recife. De ordom
de S. Exc. o Sr. presidente da provincia, rogo a
V. Exc. a expedico das suas ordens para que
urna guarda de honra lirada de um dos corposda
guarda nacional sob seu commando superior as-
sista a festa de S. Rita de Cassia, a qual lera lu-
gar no dia 11 docorren'e mez na respectiva igrpja.
Dito ao conselheiro presidente da relacao. De
ordem de S. Exc o Sr. presidente da provincia,
passo as raaos de V. S. o incluso officio do juiz
municipal do termo do Serinhem, datado de 3
do correte, a fim de que se dignern de emiltir
o seu parecer sobre o que consulta o mesmo juiz.
Dito ao commandante das armas Da ordem
de S. Exc, o Sr. presidente da provincia, rogo a
V. S. que se digne do expedir ordem para que
me seja apresentado, amanha pelas 7 horas do
dia, um soldado de civallaria que deve condu-
zir o expediente da secretaria do governo ao en-
genho Monjope do baro da Vera Cruz, onde
tem de serassignado pelo mesmo Exm. senhor.
Dito ao commandante da divjsao naval.O
Exm. Sr. presidente da provincia manda aecusar
a recepeo do officio que V. S. Ihe dirigi em 7
do crrente, communicando haver regressado a
este porto o hriguc barca de guerra Ilamarac.
sem ter encontrado indicios de contrabando ou
trafico de africano durante o cruzeiro quo fez.
Dito ao chefe de polica. De ordem de S.
Exc, o Sr. presidente da provincia, transmuto a
V. S., para ser tomado na consideraco que me-
recer, a inclusa represeutacao do capilao do ba-
talhao n. 26 de guarda nacional oo municipio
do Bonilo, Joo Capislrano de Torres Galindo.
Dito ao mesmo.De ordem de S. Exc., o Sr.
presidente da provincia, transmiti a V. S. o in-
cluso requenmento de Manoel Brilo de Queiroz.
a fim de que se sirva de sobre elle dar sua in-
formaco.
Officiou-se no mesmo sentido :
Ao commandante das armas, sobre o reque-
rimento de Galdino Jos Vital.
A thesouraria de fazenda, sobra os reque i-
mentos de Caetano Pereira de Brito, Jos Bap-
tista Braga, Cypriano de Souza e Mello, e sobre
o pedido de objeclos para o batalhao 48 de in-
fantaria de guarda nacional.
Ao inspector do arsenal de marinha, 60bre os
requenmenlos de Joo de Freltas Barboza, e pa-
dre Primo Feliciano Tavaros.
A thesouraria provincial, sobre os requeri-
mentos de Joo Francisco do Reg Maia, e Ilen-
rique AugustoMilet.
Ao director do arsena 1 de guerra, sobre os 3
pedidos do 2o batalhao e do hospital militar
Ao director das obras publicas, sobre os re-
querimentos de Antonio Joaquim Graciano e
Frau cisco Antonio Correia Cardoso.
Ao director geral da instruccao publica, sobre
o requerimento de Marcolino Antonio Xavier.
A cmara municipal de Olinda, sobro o reque-
rimento de Francisco Jos de Miranda
Dito ao presidente do conselho administrati-
vo.Para cumprimento das ordens do Exm. Sr.
presidente da provincia, rogo" a V. S. se sirva do
informar se eslo promptos os objeclos que se
mandou comprar para o expediente do comman-
do superior dos corpos da guarda nacional da
comarca de Garanhuns.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
De ordem de S. Exc, o Sr. presidente da pro-
vincia, rogo a V. s sirva-se de dar o seu pare-
cer acerca do pagamento de um cavallo com-
prado pelo delegado de Serinhem para oservi-
o d'aquella delegada, segundo declara o chefe
de polica no officio junto que vai coberto com
>uM*cao da thesouraria provincial.
Dito a o mesmo. Tiansruitto a V. S. o incluso
requerimento coberto com informaco do coro-
ne} commandante das armas e no qual o major
Joo do Regn Barros Falcao pede seja marcada
a gratiicago mensal, que Ihe compote, pelo
commando da forca expedicionaria ao lermo de
Ouricury, a fim de que, de ordem do S. Exc, o
Sr. presidente da provincia, sirva-se V. S. de
dar o seu parecer a cerca do que pede o sup-
plicautc.
10
Officio ao juiz de direito da 2a vara.Tendo
designado Vine, para fazer parte da junta que,
na conformidade do acto da presidencia de 19 de
novembro de 1858, tem de julgar o soldado Ray-
raundo Jos dos Santos Correia eOos Antonio
da Silva Bandeira, ambos do corpo de polica,
polos crimes de que tralam os inclusos proces-
sos : assim o comraunico a V. S. para que com-
prela noste palacio do dia 19 do corrento ,s
11 horas da manilas.
PortaraO presidente da provincia tendo em
vista o que Ihe representou o chefe de polica
em officio de 8 do corrente. sob n. 1454, sol-
vi mandar corrigir o engao que so deu na por-
tara do 19 de maio ultimo, de noraear-se Anto-
nio Geraldo de Carvalho para o cargo de sub-
delegado do destricto do Granito, no termo do
Ex, quando o verdadeiro norae do proposto e
nomeado Simo Geraldo de Carvalho, e man-
do que neste sentido se expega novo titulo.
Communicou-se ao chele de poicia.
Expediente do secretario.
Officio ao Exm. commandante superior do mu-
nicipio do Recite.O Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, tendo em vista o officio de 13 de outubro
ultimo com que o commandante superior interi-
no informou o requermanlo do amanuense desta
secrelaria Runo Jos Fernando de Figueiredo,
pedindo dispensa do esquadro de cavallaria n. 1
deste municipio, proferio nesta data Scerca de se-
melhanle prelenco o despacho do theor seguin-
te:s devem ser dispensados do servigo da
guarda nacional os empregados da secretaria' que
perlencerem aos corpos de infantaria.
Dando sciencia de semelhaDte despacho, soli-
cito da V. Exc. de conformidade com as ordens
do mesmo Exm. Sr, a expedigo das convenientes
providencias para que os demais empregados
desta secretaria conlinuem a ser dispenses do
servigo, como o eslavam em virtude do officio da
presidencia de 13 de junho de 1856.
Dito ao chefe de polica.e conformidade
com as ordens de S. fcxc. o Sr. presidente da pro-
vincia, transmiti por copia a V. S. o aviso ex-
podido pelo ministerio da justica em 18 do mez
passado, afim de fazer constar a Felicaoo Bene-
dicto do Sacramento, carcereiio da cadeia da
villa da Escada, o que para ser elle pago do res-
pectivo ordenado,vencido desde 5 de marco de 1858
faz-se necessario que ossa divida seja processada
e liquidada na forma das instrueces de 6 de agos-
to de 1817. v
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Para cumprimento das ordens de S. Exc. o Sr.
presidente da provincia rogo a V. S. se sirva de
informar acerca do incluso officio do couselho ad -
ministrativo, ao qual vai anuexa a conta em du-
plcala de varios objeclos comprados a Cirneiro
& Irmo para o hospital militar.
Dito ao mesmo. Em cumpriraenlo das ordens
do Exm. Sr. presidente da provincia sirva-se V.
S. de informar acerca do que no incluso reque-
rimento pede Thomaz Fernnndes da Cunha.
Iguaes.Sobrcosrequerimentosdo padre Joo
Cyrillo de Lima.
Officiou-se no mesmo sentido :
Ao commandauto das armas, sobre o pedido do
fiel de roupas do hospital militar.
Ao inspector do arsenal de marinha, sobre os
requerimentos de Joo Antonjo dos Sanios.
l)ito ao ao director geral de instruccao publica.
O Exm. Sr. presidente da provincia'attcndendo
ao que pedio o professor particular de instruego
primaria Vctor Antonio do Sacramento Pessoa no
requerimento,sobro que V.S. informa era olTicio de
12 de outubro ultimo, resolveu por despacho des-
ta dala releva-lo da multa que Ihe foi imposta,
na conformidade do srl. 99 da lei n. 369 de 14
de mao de 1855 ; o que manda communicar a V.
S. para seu conhecimenlo. Communicou-se
tambera ler sido relevado de igual multa Anto-
nio Jos Coelho de Queiroz.
Ditoao bacharel Manoel Innoccncio Pires de
Figueiredo Camargo.De ordem de S. Exc. o
Sr. presidente da provincia, aecuso a recepeo
do officio que V. S. Ihe dirigi cm 6 do corrente,
communicando que na mesma data reassumira o
exercicio do cargo de promotor publico da co-
marca do Pao d'Alho, que havia deixado em 21
do mej prximo findo por motivo de molestia.
DESPACHOS DO DA 10 DE NOVEMBRO.
Requerimentos.
3081.rsula Hygina Gongalves do Siqueira.
Dirija-so ao Sr. coronel commandante das ar-
mas.
3082.Rufino Jos Fernandos de Figueiredo.
S devem ser dispensados do servigo da guarda
uacional os empregados da secretaria do go-
verno que perlencerem aos corpos de infanta-
ria.
3083.Jos Muniz Teixcira Guimares.Satis-
faga a exigencia da thesouraria de fazenda cons-
tante da informago escripia no verso.
3084. Jos Ignacio da Fonstca e Silva.Fi-
cam expedidos as ordens para o supplicante ser
attendido como fr conveniente.
3085.Ignacio da Fonseca Marques.Apresen-
te o menor ao Sr. inspector do arsenal do mari-
nha.
3086.Antonio Maria de Souza Lobo.Dirja-
se a thesouraria de fazenda.
EXTERIOR.
Batalha de Volturno.
Dois balalhoes, commandados por Castellini,
lentaram langar urna ponte sobre o Volturno.
Protegidos pela artilheria do monte, avancaram
por um caminho coberto, echegaram a por as
barcas a nado ; o mas inimigo percebeu esta ma-
nobra. A margem direita viu-se desde logo co-
berta de soldados, e rompeu um fogo espantoso
de artilheria contra as batterias de Sant-Ange-
lo, e contra os garibaldinos que tratavam de lau-
car a ponte.
Diaale d'este fogo to espantoso, viram-se o-
bngadOs a retirar.
As tropas reaes tambera foram repellidas pe-
las bailas do monte de Sant-Angelo, e urna das
suas ballenas icou desmontada. Gariboldi, em
presenga d'este espectculo, partiu, e as duas
horas voltou sem ter podido parar osfogosda ar-
tilheria de Capua e de Sant-Angelo. Mas ludo
isto, apesar do consideravel numero de morios e
feridos nao era mais do que urna tentativa. Am-
bos os adversarios queriam collocar-se era urna
posigo vantajosa;;o verdadeiro attaque nao devia
esperar-se antes do 1." de outubro.
Os napolitanos quizeram tentar um golpe de-
cisivo ; sabiam que estavam cercados, que Ci-
aldini avancava nos seus fhncos, que Lamori-
cire tinha sido completamente battido, e que
aples eslava sem deffesa. A's seis horas da
minha sahiram da Capua 15,000 horaens, en-
tre elles 5,000 de cavallaria, commandados pelo
general Palraieri, e cinco batlerias de artilheria
s ordens do general Nigri. O general Rilucci
coramandava em chefe, tendo s suas ordens os
genoraes Afn de Rivera, Barbalonga, o Von Mi-
zuel.
Ao mesmo lempo marchava para Magdalono
um corpo de 5.000 homens para colher os gari-
baldinos pelo flanco e cortar-lhes a retirada. Os
soldados de Francisco II eslavam divididos em I
dois corpos ; um pelo caminho de ferro devia at- :
tacar a posigo dos garibaldinos nos arcos de
Santa Maria e chamar a sua atiengo sobre aquel- j
le ponto ; o outro pelo caminho consular para-'
lello devia atravessar sobre a sua direita pelos
campos, auxiliados pelos aldeos realistas de S. i
Prisco e das povoagoes circumvisinhas e cahir
nos flancos dos garibaldinos cm Sania Majia. !
Olio mil homens, parlindo do l Piaa, deviam
atravessar o Volturno por baixo de Cajazzo e
desembocar pelo lado deS. Lucio.
Tudo isto havia previsto Gaiibaldi, o qual se
tiuha preparado para receber os napolitanos for-
tificando os campos que os realistas julgavam
poder atravessir sem obstculo para atlacar a di-
reita dos garibaldinos, ou entrar era Santa Ma-
ria, A's seis e meia principiou um fogo vivo
de fuzilaria, ao qual se junlou lugo o de artilhe-
ria. A povcigo correu deffesa, e s oito ho-
ras as tropas realistas eslavam j em Santa Ma-
na, as muralhas do amphllheairo Campan.
Emquanto que o general Rilucci effecluava es-
te movimenlo, Garibaldi, que tinha chegado ao
ponto do combate commandava oulro movimenlo
anlogo, fazendo partir de Santo-Amaro o regi-
mentoMalenchini para os campos que os realistas
queriam nlravessar.
Estes achavam-se j entre dias columnas de
garibaldinos encerrados entre o caminho de ferro
e por toda a parle cercados. O selimo de caca-
dores ticou destruido, exceptuaudo trinta e cinco
homens, um ajudanle e o capilao Perelli, que o-
ram feitos prisioneiros.
As posigoes dos garibaldiuos foram tres vezes
tomadas e retomadas baionela. A metralha
fazia grandes estragos e dava-se douco quartel.
Exceptuando os Sicilianos e os Napolitanos da
capital, iodos fuerara o seu dever cora enlhu-
siasmo.
Ao meio da, a victoria comegava a declarar-
se pelos garibaldinos. De Casera a de aples
chegaram balalhoes de reforgo o novas pegas
de ariilharia, e tomaram parte na aego. No
comeco da lucia, os garibaldinos cram s dez
mil, chegando logo a reunir quinze mil comba-
lentes.
Garibaldi enconlrava-se em toda a parle, vi-
giando todas os phases do combato, e conser-
vando 2,000 homens em reserva para so langar'
sobre Capua.se as vicissiludes da lucia offoreces-'
sem urna occasio propicia. Eslava mui com-
movido, esfogueado e cheio de suor, o tinha a
voz alterada.
as pontes do Valia pela parle de Iraz das
monlanhas de Magdalne, tinha Bixio repellido
definilivamente os realistas que por duas vezes
tomaram aquella posico. Junto de S. Lucio, a
columna de Afn tinha impedido que os realistas
alravessassera o rio.
O coronel Corte, com os lucanos e os cala-
brezes, appoiarara os combatentes de Santa Ma-
ria, e continham o inimigo que conseguir abrir
passagem por Santo Araaro, desguarnecido pelo
movimenlo do general Malinchini sobre a di-
reita,
Apprehenderam-se ao inimigo cinco pecas de
ariilharia com as parelhas e carretas, a Santa Ma-
ra chegavam prisioneiros e feridos em grande
numero, sendo immediatamente conduzidos para
Cazerta pelo caminho de ferro.
Muitos officiaes ficaram feridos ou raortos.
Ao meio dia deixou de soar o canho. conti-
nuando o fogo de fuzilaria nos altos de Santa
Maria.
MuiUs vezes faltaram munices aos garibaldi-
nos, e o pao e o vinho completamente.
Desde as 6 horas at a 1 pelejou-se sem be-
ber urna gota de agua, nem provar um bocado
de pao, debaixo de um sol ardente, mas ninguem
ousava queixnr-se.
Os coronis Donn e Corro foram feridos logo
pela manha.
O batalhao anglo-siciliano, commandado por
Oonn, estava quasi desfeito. mas todos os eeus
officiaes permaneceram nos seus poslos, ficando
feridos ou morios.
A batera de Santo Angelo soffreu muito Os
campos estavam chelos de morios e feridos, a
ponto de nao haver lempo parn os transportar.
Glorioso mas horrivel dia para os dous exer-
citos.
Batalha de Casielfidardo.
O general em chefe do exercilo pontificio, Mr.
de Lamoricire, nunca se tinha illudido a res-
peito da grande desproporgo que existia entre
as suas forgas e as do inimigo; tinha disseminad o
as suas melhores tropas em todas as cidades da
fronteira, afim de eonter a marcha do exercito
piemonlez, o concentrado em volta de Ancona
lodos os novos voluntarios, procurando exerci-
ta-los e disciplina-Ios.
Em Spolelo c Ancona, seus dous principaes
centros, tinha agglomerado o maior numero do
tropas que podia ; mas nao esperava de maneira
alguma urna invaso dos Estados Pontificios, sem
una previa declaraco de guerra, que Ihe teria
permiltido lomar as posigoes opportunas Foi
nestas condiges que se vio atlacado de impro-
viso porura exercilo numeroso, bem prvido de
artilheria.
Quando o general Lamoricire teve aviso em
Spolello dos movimentos do exercito piemonlez,
apesar da desproporgo das forgas, resolveu alta-
car o inimigo, sem contar o seu numero, com o
Um de poder penetrar em Ancona.
Na noite do dia 18, o general Lamoricire e
Pimodan enconlrarara-se, as imraediacoes de
Lorelo edeRicanati, em frente de tndo corpo
do general Ciardini, forte de numerosos esqua-
dres de cavallaria e de numerosa artilheria, ao
qual s podia oppor 11.000 homens, pouca caval-
laria e 14 pegas d'arlilheria nao raiada. Era
muito difflcil manejar estas pegas ; nao tinha
maisdo quequatro cavallos em cada pega.em con
sequencia do atraso que tinha havido na chegada
de 200 cavallos que deviam vir de Trieste.
O general Pimodan, a frente de urna parte do
pequeo exercilo, marcha pelo lado de Castelfl-
dardo, direito ao inimigo. a cujo numero nao
attendeu, e all d urna batalhi.
Depois de um terrivel combate, que durou al-
gumas horas, accommettido por 60 pegas de ar-
tilheria, aquella valente general, arrojando-se
por quatro vezes a carga sobre a posigo de Cro-
! detle, cahe ferido por varias balas. '
Os bolelins dos jornaes sardos confessam mil
morios o feridos na batalha de CastelQdardo, e
citam o numero de 17 officiaes, entre elles um
major.
A brigada de Ravena cou quasi anniquillada
e para Urbino foi mandado ura batalhao de caca-
dores afim de se reorganisar. Esses mesmos bo-
lelins dizom que do lado dos pontificios ficaram
no campo da batalha 500 horaens, dos quaes 114
morios, e os demais feridos.
Nao pode porm indicar-se cora exacti Jo quaes
foram as perdis do oxercito pontificio. Soube-
se depois que o corpo de cegadores do exercito
pontificio perdeu 18'J homens de 270 que estive-
ram presentes no principio da acgo ; diz urna
folha hespanhola que depois da batalha nao se
tomou a passagem ao general Lamoricire, que
marchava para Ancona, e que os pieraontezes
nao se aireveram a perseguir os pontificios, que
passaram a noile de 18 no seu acampamento.
S no dia 19, com a chegada de outros corpos
do exercilo sardo, capitulou a parte do exercito
de Pimodan que nao passou para Ancona, por
estar envolvido por forgas superiores, alcangan-!
do lodos nessa capitulago as honras da guerra.
O general Lamoricire pode realirar o seu pro-
jecto, que era tomar parte nos perigos da guar-
nico de Ancona. Era esta toda a sua ambico.
Temos j por vezes alludido a esta batilha e '
s suas consequencias, fazendo uso de detalhes
dispersos.
Agora que encontramos esta descripeo mais
completa, pareceu-nos nao dever deixarde a re-
produzir, embora lenha alguma cousa de parcial-
Exhortacao dirigida aos fiis pelo governo
de Itoma.
O total das quantias offerecidas pela piedade
dos fiis, a quera pae de todos elles, elera-se
j hoje a um milho e seiscentos mil escudos ro-
manos, quantia que foi exclusivamente applicada
s necessidades do Ihesouro publico. Os recur-
sos deste, diminuindo maneira que a insurrei-
go tem avangado, diminuirn ainda mais des-
de o instante em que, como consequencia da ir-
resolugo dos governos europeus e outras cir-
cumstancias que agora convem omittir, aquella
invaso pode chegar impunemente quasi al s
dorias de Roma, como resultado das perdas con-
sideraveis que duranle a campanha soffreu o re-
duzido exercito pontificio ( perdas qu6 tendo em
Conta o escassi) numero dos soldados que o com-
punham, poden classificar-se de gloriosas) e
depois da muhido dos prisioneiros que os ag-
gressores izeram pela sua superioridade num-
rica, estes procurara quebrantar a f jurada por
meio de ameagas e seduccoes.
O Padre sanio experiraeuta grande consolago
em ver na generosidade de seus lhos o meio
que a Providencia Ihe oflerece para poder occor-
rer, at certo poni, s crescentes urgeucias
do ihesouro.
Este auxilio, que to ulil tem sido em outras
pocas, seria hoje, mais do que nunca, opportu-
no era attengo a que, em consequencia da ac-
tual penuria, difcil prover suslentaco de
tantos militaras e empregadoi pblicos, que sao
os que, fiis ao seu dever, abandonaran o seu
posto no momento em que se verilicou a invaso
sacrilega para acudirem aonde a lealdade os cha-
Bata.
O padre santo, firmomente persuadido de quo
a protecgo do Allissimo.ha do abbreviar o ter-
mo destas primeiras tribulages, confia tambem
plenamente em que o piedoso e generoso concur-
so dos fiis continuar a alliviar urna effectiva
penuria que esperamos poder classificar de pas-
sogeir.
O ministro da guerra pontificio fez publicar a
seguinte ordem do da : j
O minislro da guerra nao pode deixarde
manifestar aos officiaes, officiaes inferiores, e
soldados do exercito pontificio, quanto senli-
mento lho cawsou ler em alguns jornaes estran-,
geiros correspondencias sobre os acontec mentos
que acabam de ter lugar recentemente, assigna-
das por diversos officiaes do exercito pontificio.
Um semelhante procedimento um grave
ataque disciplina e honra militar, c nao po-
de tolerar-se em exercilo algura. Nada ha effec-
tivamente que seja mais contrario verdade e
juslir.a devida a cada um ; todos aquelles que
o esquecem, moslram esquecer tambem os deve-
res de um verdadeiro soldado ; inlroduzem as
mais funestas divisoes n3s leiras dos seus ir-
mos de armas e commettem ao mesmo terapo
as mais revoltantes injustigas. O abaixo assig-
nado est convencido de que. ser sufficienle fa-
zer raenco desto abuso para que elle mais se
nao repita.
O ministro da guerra
Slgr. Marode.
Os jornaes hespanhoes referem da seguinte
maneira o attentado commettido contra a rainha
Isabel II, de que hontem Miamos.
Quando desembocava o coche que conduzia
SS. MM. da ra de Alcal para a porta do Sol,
soou do lado esquerdo da carroagem o estallar
de um pistn. Algumas pessoas linhara visto um
rapaz, que teria uns 16 annos de idade, levantar
urna pistolla como quera a quera disparar na di-
reccao da regia comitiva ; o lente de alcaide
o Sr. Dias Delgado agarrou pelo cachago o ag-
gtessor, que nao oppoz resistencia, e o marquez
del Douro, que eslava mais prximo, e observou
o movimento, deu a voz de preod-Io.
Felizmente S. M. a rainha nao deu por cou-
sa alguma, e continuou trsDauillamente at ao
palacio
a Conduzido guarda principal o insensato que
linha tentado disparar, cncontrou-se-lhe urna
arma to mal carregadi que a baila tinha cahido
por falta de bucha, o s conservava a plvora ;
pode qualquer fazer urna idea da qualidade de
arma que era, se dissermos que tinha sido com-
prada na vespera por 30 reales.
Pelo que podemos saber honlera noite, re-
sulta que se chama N. Rodrguez, e (litio na-
v eslaTa servindo em casa do depulado o Sr.
Nunez do Prado, sem que pelo seu carcter ti-
vesse dado a sospeitar este accesso de loucura ;
t'nha nicamente sido reprehendido algumas ve-
zes poj seu amo, por se distrahir com a leitura
dos jornaes avangados.
O facto, to de8agradavol como nao podo
ronsiderar-se, na nossa opinio, seno como um
acto de demencia ; assim o indica a circumstan-
cia de estar o aggressor collocado exactamente
do lado opposlo em que vinha a rainha.
O preso foi condomnado honlera noile
mesmo para o Saladero, comegando-se nesse ac-
to a formar o summario.
Ainda que represente ter deseseis annos,
souberaos depois que lera desenove.
Manifest de Vctor Emmanuel.
Neste momento solemne para a historia nacio-
nal, e para os destinos d03 Italianos, dirijo-me a
vos, povo da ilalia meridional, que depois de ha-
verdes em meu nomo mudado o vosso estado de
cousas, me enviastes urna deputago, coraposla
d.e horaens escolhidos entre todas as classes de
cidados, de magistrados, e de deputados aoe
conselhos raunicipaes, para me pedirem o resta-
beleclmento da ordem, da liberdade entre v&s, e
a vossa unio ao meu reino.
Quero fazer-vos conhecar qual o pta9atneo-
lo que rae guia, quaes sao os deveres que me
impe a minha consciencia, se a Providencia me
collocar no throno da Italia. Subi ao throno de-
pois de grandes sacrificios. Meu pae deu-rae um
bello exemplo, renunciando cora para salvar
a sua propria dignidade e a liberdade dos seus
povos. Carlos Alberto largou as armas e morreu
no exilio. A sua morte ligou ainda mais os des-
tinos da minha familia aos do povo Italiano, que
desde lanos seculos tem deixado era toda as
Ierras eslrangeiras as cnzas dos seus exilados,
como um titulo reivindicago da heranga de
cada urna das nagesque Deus collocou em raes- ':
mas fronteiras, e quo fallara a raosma lingua. '
Tenho seguido esse exemplo, e a recordago de
meu pai foi sempre a minha estrella tutelar.
Entre a corda o a pMlavra deda, a escolha
para mim nao eraduvidosa. Contivo a liberdade
em lempos pouco favoraveis liberdade, e quiz,
praticando desta maneira, que ella espalhasse
profundas raizes nos costumes dos povos; nao
hesilei em faze-lo, porque era urna cousa agr- \
davel nago. Apesar da liberdade dada ao Pie-
monte, a heranga que meu augusto pai fez pre-
sentir a todos os Italianos, foi religiosamente res-
peitada. Por meio da liberdade na representa-
gao, instruego do povo, grandes obras publicas,
e liberdade do inlustria e commercio procurci,
augmentar o bem-estar do meu povo.
Quero que so respeite a religio catholica,;
deixando a cada ura a liberdade de consciencia, e
que a autoridade civil resista francamente a essa
lacean obstinada e provocadora que se apresenta !
como uuico amigo e tulor dos Ihronos, mas que
Ouaa, em nome do-Deus, ordeuar aos rcis, c in-
terpor entre o principe e o povo a barreira da
sua intolerancia apaixonada. Esta maneira do
governo nao podia deixar de ser de elleito funes-
to para o resto da Italia.
A concordia entre o principe e o povo no
facto da independencia nacional, a liberdade civil
e poltica, a liberdade da tribuna e da imprensa,
o exercito que acaba de fazer reviver a tradico
militar da Italia sob a bandeira tricolor, ho'de
fazer do Pieraoote o porta-estandaite e o brago
da Italia.
A torga do meu governo nao o resultado de
urna poltica oceulta, mas a influencia das ideas
e da opinio publica. Desla maneira pude eu
manler, na patria do povo italiano reunido sob o
meu sceptro, o pensamenlo de urna homognea
nacionalidade, de que devia nascer urna seme-
lhante unio para as provincias divididas em urna
s nagao.
a A Italia raoslrou-se na altura do meu pensa-
raento, quando vio mandar os meus soldados
para os campos da Crimea a par dos soldados das
duas grandes potencias occidentaes. Quiz adqui-
rir para a Italia o direito de tomar parle nos ac-
tos, e era tudo quanto diz respeito aos interesses
da Europa.
No congresso de Paris, podoram os meus en- ;
viados fazer ouvir Europa pela primeira vez os
nossos gritos de dr, e foi necessario demonstrar
que a preponderancia da Austria na Italia era
prejudicial ao equilibrio europeu, e quaes erara
os perigos que ella fazia independencia e li-
berdade do Piemonte se o resto da Italia nao fos-
se libertado da influencia eslrangeira.
O meu magnnimo alijado o imperador Na-
poleo III, comprehendeu que a causa italiana '
era digna da grande naco que governa, e os no-
vos destinos da nossa causa foram inaugurados
por urna justa guerra.
Os soldados italianos combaleram valoro-
samente a par das legies invenciveis da Franga.
Os voluntarios, mandados de todas a3 pro-
vincias, o por todas as familias italianas para ser-
vir debaixo da bandeira com a cruz da Saboja,
mostraram que toda a Italia me havia inves-
tido no direito de fallar e de combaler em seu
nrjme.
Razes de estado pozeram termo guerra,
mas nao aos meus esforcos, que se explicara
pela inlexivel lgica dos acontocimentos e dos
povos.
Se livesse tido essa arabigo que se attribuo
a minha familia, e que consiste em nio fazer',
cousa alguma sem que o lempo o justifique, eu
me contentara com a acquisigo da Lombardia ;
mas eu tinha derramado o sangue precioso dos I
meus soidados, nao por mim, mas pela Italia.
Tinha chamado s armas os italianos; algu-:
mas provincias italianas linham mudado o seu
governo para concorrer guerra da independen-
cia que osseus soberanos repelliam. Depois da
paz de Villa-franca pedirn aquellas provincias a
minha protecgo contra a restaurado dos seus
aotigos governos.
Se os fados que leem tido lugar na Italia con- '
tral eram a consequencia da guerra a que havia-
mos convidado o povo, se o systema de nter-
venco cstrangoira devia ser para sempre aban-
donado na Italia, eu devia reconhecer nesses po-
vos o direito de manifestaren livreraente e lega-
ren os seus votos prolegendo ao mesmo tempo
esse direito.
Retirei o meu governo, deram a si um regu-
lar; relire asminhas tropas, organisaram forgas
regulares, e protegidas pela concordia e por to-
das as virtudes civis, chegaram a um tal grao de
forga e de reputago, qu6 nao poderiara j ser
vencidas seno pelas armas eslrangeiras.
Graga ao bora senso do povo da Italia cen- '
tral, a idea monarchica .consolida-se de urna ma- !
neira duradoura, e a monarchia moderou moral-
mente o movimenlo pacifico popular. Desta ma-
neira engrandeceu-sc a Italia na estima das na-
ges civilisadas, e demonstrou-se Europa que
09 italianos estavam apios para se governarem '
por si proprios.
Acceitando a annexago, sabia eu que era a
difficuldade europea a qu ia expor-me ; mas nao '
podia fallar palavra que dra aos italianos na [
proclaraago de guerra.
Julguera-me com espirito tranquillo aquel-
lea que me aecusam de imprudencia da Europa.'
Que acconteceria a Italia, no dia era que a mo-
narchia fosse impotente para satisfazer s neces-
sidades da reconstruegao nacional?
Para as annexagoes, o movimento nacional,
se nao mudou na substancia, tomou novas fr-
malas.
Acceitando do direito popular aquellas no-
bres e bellas provincias, devia lealmente reco-
nhecer a applicago desto principio ; e nao me
era permitlido medi-la na proporgo das mi-
nhas afleigoes, e dos meus interesses particu-
lares.
En virtude deste principio, fiz eu, para bem
da Italia, o sacrificio que mais tem custado ao
meu corago, renunciando a duas nobres provin-
cias do reino dos meus avs.
Sempre dei aos principes italianos, que qui-
zeram ser meus inimigos, sinceros conselhos, re-
solvido se fossem baldados, a acceitar o perigo
que a sua cegueira fazia correr aos thronos, e a
acceitar a vontade da Ilalia. Em vao offereci al-
lianga ao grao duque antes da guerra. Offereci
ao soberano pontfice, no qual venero o chefe da
religio de meus aotepassados e meus povos, de-
pois de celebrada a paz, juntar ao vicariato a
Umbra e as Marcas.
a Era claro que as ditas provincias, sustenta-
das nicamente pelo concurso de mercenarios
estrangeiros, se nao obtivesse a garanta do go-
verno civil que se propunha, chegariam tarde ou
cedo a revolucionar-se. Nao recordarei os con-
selhos dados pelas potencias durante muitos an-
cos ao rci Foruando de Napolea; os juizos ar-
, mados do seu governo no congresso de Pars,,
preparavam naturalmente os povos a urna mu-
danca se as queixas da opinio publica e os pacos
, da diplomacia chegassen- a ser llusorios.
Offereci allianga ao seu joven successor para
a guerra da independencia, e enconlrei alli tam-
bera espiritos rebeldes a qualquer afTeico ilala-
ua e s intelligencias cgas pela paixo*.
Era muito natural que os succe-s-is que so-
breyieram na Italia sepienlrional sublevassem
mais. oa menos os nimos na Italia meridional.
Na Sicilia, esta inclinaco dos nimos traduzio-
se em rebelio aberta." Na Sicilia combatia-se
pela liberdade quando.um illutre guerreiro, ads-
tricto Italia e minha pessoa, o general Gari-
baldi, corra em seu soccorro. Eram italianos :
eu nao podia, nem devia dele-Ios.
A queda do governo de aples confirmou o
que o meu corago sabaquarilo neessario
aos res o amor, o aos governos a estima dos
povos.
as DuasScilias inaugurou-se em meu no-
me o novo rgimen. Mas alguns aclos deram
lugar a temer .jue essa poltica representada por
mim, nao fra interpretada ; tola a ilalia temeu
que sombra de urna gloriosa populandade, de
urna amiga probidade, se renovasse urna faejo
disposla a sacrificar o prximo triumpho nacional
s chimeras do seu ambicioso fanatismo.
Todos os italianos se dirigiram a mim para
que eu conjurasse o perigo. Era para mira ura
dever faze-lo, porque no estado actual das cou-
sas, nao seria raoderacao, nao sera prudencia,
mas franquesa e imprudencia deixar do assurair
com mo firmo a dirccgo do movimento nacio-
nal pelo qual sou responsavel perante a Eu-
ropa.
Fiz entraros meus soldados as Marcas o na
Umbria, dispersando aquello confuso tropel do
homens de todos os paizes e de todas as Iinguas
que se haviam reunido as ditas provincias nova
e ostranha forma de intervengo estraogeira e a
peior de toda.
Proclamei a Italia dos italianos, e nunca per-
miltirei que a Italia se converta em albergue das
seitas cosmopolitas, que ah se juntara para tra-
mas os planos da reecco ou da demagogia uui-
versal.
Povos da Italia meridional: as minhas tro-
pas avaocam para o vosso paiz alim de consoli-
dar s ordem ; no venho impor-vos a minha von-
tade, mas siui fazer respeilar a vossa. Podereis
mauifesta-la livremente : a Provideucia, quo pro-
lego as causas justas, inspirar o voto que depu-
zerdes na urna. Qualquer que soja a gravidade
dos successos, espero com socego o juizo da Eu-
ropa civilisada e o da historia, porque tenho a
consciencia de comprr os meus ddveresderei
e de italiano. A minha poltica nao ser talvez
intil para conciliar na Europa o progresso dos
povos cora a eslabilidade das monarchias. Sei
quo ponho na Italia o lermo era das revolu-
ges.
Dado em Ancona, a 9 de outubro de 1860.
Vctor Emmanuel.
Farini.
Relalorio do conde de Cavour, acerca da anne-
xaro das diversas partes da Italia ao Piemon-
te, por occasio de apresentar ao senado, o
projecto approoado pela cmara dos depu-
tados.
a Senhores.Tendo a honra de apresentar ao
senado, por ordem do rei, o projecto de lei j
sanecionado pela cmara dos deputados, tendo
por lim autorsar o governo a acceitar e regular
pordecretos reaes. inmediatamente e sem con-
diges, a annexago ao eslado das provincias da
Italia central e meridional, que manifestaran,
livrementp, pelo sufragio universal e directo, a
vontade de fazerera parte da monarchia consti-
tucional italiana.
A exposico que fiz na cmara dos deputados,
e a discusso que o projecto levantou, tornara
superfluo um longo discurso da minha parte.
Limitar-me-hei, pois, aas pontos principaes,
que julgo merecerem a vossa particular at-
teuco.
As Marcas e a Ombra, livres da soldadesca
eslrangeira pelo exercito e armada, a quasi tola-
lidade do reino das Duas Sicilias, arrancada ao
dominio bourbonico pelo general Garibaldi, os
voluntarios e as populaces insurgidas, vinte e
dous mllhes de Italianos acham-se hoje, pela
primeira vez, senhores dos seus destinos; toda a
Italia, excepto Roma e Veneza, vira a ser um
nico reino compacto.
A idea da annexago immediala das provincias
de novo libertadas aproseula-se naturalmente ao
espirito do ministerio o dos povos italianos,
como consequencia do systema constantemente
seguido pelo governo do rei, como occasio fa-
voravel ao projecto de unidade nacional, como
necessidade poltica, e como meio de deffensa e
de conservaco da independencia da patria.
Mas esta annexago immediata enconlrou, por
algura tempo, opposigo da parte do governo
actual da Italia meridional.
O senado nao ignora as razos que detarmioa-
ram esta opposigo.
O feliz guerreiro que suslm hoje as redeas do
governo d'estes povos oppunha-sc a annexago
immediata, porque julgava que seria um obst-
culo para o livramento de Roma e de Veneza,
livramento que em vo se esperara hoje do go-
verno do rei, porque, preso como est polos la-
gos que o unem a um governo regular, e preoc-
cupado da siluaco poltica e da alliludo da Eu-
ropa, ropugna-lho usar dos meios de que a
revolugo podo dispor.
O governo do rei est convencido que qualquer
projecto sobre Roma e Veneza deve ser addiado,
e que o terapo e a opinio publica da Europa
operaram mais efficazmenle do que os exercitos
para esse livramento.
Ou nos o tentassemos agora pelas forcas regu-
lares do estado, ou o eraprehendessemos por
meio da rovolugo, teria para a Italia as mais
funestas consequencias.
De um lado, teriamos um monstruoso conflicto
com os soldados da Franga, que derramaram r>
seu sangue coranosco pela independencia da Da-
lia ; e do outro, accederiamos na Europa urna
conflagrago geral.
Convencido, alm disso, que a annexago ira-
mediata das provincias livres e a sua prompta
organisagao poltica, o mais ardente voto das
povooges, obstara a qualquer intervenclo es-
lrangeira, tornando forte e respeilado "o novo
estado, o governo julgou conveniente submeller
a qucslo suprema autoridade do parla-
mento.
Por este meio, o ministerio ficar nos limites
coostitucionaes chamando as cmaras a dar o
sau voto em urna questo de to alta importan-
cia, e |ulga dever ao mesmo tempo, submolter
ao seu juizo a questao de conQanca, qual do
lugar os ltimos actos ea seguinte proposigo.
Espero, senhores, que o senado confirmar
com o seu voto a saocgao dada com tanta solera-
nidade e unanimidado pela cmara dos deputa-
dos lei que propuz.
A discusso que provocou, deraonslrou at
evidencia a necessidade e a urgencia das medidas
que vos submettemos.
Quando se nao trataase desanecionar um gran-
de fado poltico, que marcar urna das mais
gloriosas pocas da nossa historia ; quando se
nao tralasse da nossa propria seguranga e con-
servag&Q, ha coasiderages, senhores, que deva


(1)

DIARIO DE PERHAMBUCO. QUARTA fEIRA 14 DE NOVEMBRO DE 1860.
I
Jevar-vos a acceitar a lei: o estado anormal e
desordenado era que se acham os paizes de que
fallamos ; estabelecer entre elles a seguranza, a
disciplina e a conflanca; comprimir todos os
elementos de desordem e de anarchia, e impedir
todas as tentativas das sociedades reroluciorrarias,
nao so um acto de conveniencia poltica, mas
lamben) o nosso derer como italianos, e a nossa
ebrigaco como representantes do principio,
monarchico conslicional na Italia.
contra o inimiga, tendes-vos dislin-
Iharia
guido.
O eiercito de terrs contemnla-vosquerieis
riMlisar cora elle em omulaco.
Tenho a honra de vos dizer que alcancasles
completamente esse fim,
Em menos de tres horas com duas fragatas e
duas corvetas, havieis destrocado todas as for-
jas que aefeiidam Ancona do lado do mar.
O general Lamoricire mandou marioha
-'------- -^ vvw*.*vaBV UB llano. QVUCIOI l^UUlUtlLlO
En fim, a vossa sanegao, senhores, contribuir propostas de capitulaco.
poderosamente para fazer cessar todas as dissen-
coes entre os que combatiera pela roesma causa
nacional; ministrar ao governo o apoio de que
precisa para proseguir na sua empreza, e dar
ao ministerio, i face da Europa, a forga que de-
riva do voto de urna assembla que a zelosa e
digna guarda dos grandes principios conservado-
es da ordem social. >
A Correspondencia llullier publica a seguinte
eoraraunicago dirigida pele goveroo de Francis-
co II, aos representantes das cortes eslraugeiras
accreditadas junto de S. M.
Gaeta 16 de setembro de 1860.
Proseguindo na sua carreira de inauditas
usurpaces, o general Garibaldi. depois da sua
entrada na cidade de aples, publicou entre
outras disposiges tres decretos para os quaes o
abaixo assignado, ministro da guerra, interina-
mente, encarregado dos negocios estraogeiros,
tem a honra, por ordem de scu augusto sobera-
no, de chamar a attenco de M.... enviado ex-
traordinario e ministro plenipotenciario de S. a opinio publica excitada contra
SI... aecusacos.
Um desses decretos datado de 7 desle mez, t.a De que eu tinha mandado um despacho
contm textualmente asseguintes palavras: To- Mr. Trpoli, em termo, para oobrigar oppor-
dos os navios de guerra ou de commercio que i se pela torca 6 entrada das tropas reaes no teni-
pertengam ao Estado das Duas Sicilia?, os ar- lor' napolitano -
O vosso arrojo e a vossa habilidade, sorpren-
der m todos.
O ministro da guerra, commandante ge-
ral, dignou-se testemunhar-me a sua satis-
facen o.
O general Cialdini, nos movimentos estrat-
gicos que se deve o termo da guerra n'um to
curto espago de lempo, envia-me as suas con-
gratulare*.
O general Della-Rocca, que toraou os mon-
tes de Pelago e Pulito, vos comprimenta.
Viva poisa marioha I
Agradego-vos e do corago, a lodos v3 que
nem me conheceis.
Dos vos abengoe, e abengoe o nosso re.
primeira affeigo dos corages italianos.
Viva Victor Emmaouel 1 Viva a Italia:
C. de Persano,
Mr. Bertani dirigi a seguiote carta Gazeta
de Turin :
Tendo chegado hootem de Turin, encontr
m i ni por duas
lealdade d'arma igual ao valor e o ralor igual
a fortuna, entrou em aples, proclamando es-
tas palavras : Victor Emmaimtl < stus des-
cendentes sao vossot reis e reis da Italia.
Senhor. porque devoremos ser nos os lti-
mos italianos a reconhecer-vos e r eslejtt-vo
no seio da nossa cidade ? Porque havemos de
ser os ltimos a gozar dos beneficios deum go-
veroo no qual todos os principios de liberdada,
de ordem-, de progresso ede futuro que se reu-
aem em vosso nome, sao a regra o a garaniia da
direegao poltica do estado?
Viudo, senhor, nos os napolitanos queremos a
vossa prosenga em aples, para que juntos sel-
lemos a unidade italiana ; para que rostabele-
gamosa tranquillidade ea paz no reino. Que-
remos que esees bravos que vos leem defendido
e a Italia em Palestro e em S. Martinho se abra-
cem aqui com os valorosos mancebos, que des-
embarrados apenar em pequeo numero em
Marsala, teem libertado com o auxili dos
povos as mais leaes e nao menos bellas
provincias do vosso reino; aQm de que to-
dos, guiados pela vossa sabedoria- nos ponha-
mos desde logo em movimento para confundir
com as forgas do vosso brago, com a sciencia
dos vossos generaes, com o arrojo e genio do
nosso Garibaldi, os ltimos immigos da Italia,
comegando desta maneira a obra da redempgo!
Lord Wodehouse sub-secretario de estado da
repartigo dos negocios eslrangeiros da Gra-
Bretanha, proferio, por occasio do banquete of-
ferecido pela sociedade agrcola de Walsham
um mu applaudido discurso em que trata da po-
ltica da Inglaterra, em relago as quesles pen-
es. Nesse discurso, que em seguida publi-
senaes e o material do guerra,
dos esquadra do rei da Italia
ficam agrega-
. Victor Emma-
nuel, do commando do almirante Persano.
Os outros dous decretos de 9, sao concebi-
dos nestes termos: Todos os actos da autori-
<< dade publica, e da adminislrago do jusliga
sero formulados em nome de S. M. Victor
Emmanuel, rei da Italia. Os sellos do Estado
as administrages publicas e sobre os nego-
cios pblicos lero as armas da casa real da
Saboia. com a legenda de Victor Emmanuel,
rei da Italia.
Quando no principio da expedigao que ha
qualro mezes a Europa olha estupefacta mas im-
passivel, o gabinete do aples pedia explica-
res ao governo piemontez, o conde de Cavour
responden em nomo de S. M. Sarda, que esses !
alternados contra o direito das gentes se coni-
mettiam contra as suas ordens, declarando ex-
pressamenle que o general Garibaldi, usurpando
a b3ndeira sarda, e a nome de Victor Emmanuel
praticava um acto de manifesta usurpago.
Apezar destas declarages explcitas, as em-
prezas de piratera continuaram a proparar-se no
territorio piemontez. Desde 6 de maio al agora,
mais de 45000 homens, navios, vaporos e mes-
mo artilheria sahiram publicamente do Genova,
Lime e Cagliiri. Os olliciaesdo exercito sardo,
os raembrosdo parlamento de Turin vinham di-
2.a Que aconselhara a oceupago immodiala
de Roma, com risco de um conflicto cora os fran-
cezes.
A estas asserges opponho eu um desmen-
tido formal, e declaro :
Que nem o general Garibaldi, nem eu, tive-
raos nuoca o pensaraenlo de provocar hostilida-
des contra a Pranga.
Que o projecto de me oppor entrada das
tropas reaes, urna calumnia contra mim e a
mais infame.
Bertani.
Ordem do da
Dirigida esquadra piemonteza.
Officiaes marinhetros e soldados:
Ha muitos mezes quasi lodos os navios do
estado estavara armados, tendo sem inlerrupgo
logar viagens e cruzeiros ; haves sido o modelo
da disciplina, e por toda aparte vos fazies ad-
mirar como excellentes marinheros.
Em quanlo que o transporte de tropas e ba-
gagens em conlinuo por mar, que os traballios
nos arsenaes e nos ostaleiros Mam continuos,
assim como os preparativos do guerra, vos, a-
uis e nfatigaveis, leudes com coragem susten-
tado as fadigas e as pri vacos.
A prevista solicituJe o activo zelo do coin-
mindaiite geral. e da direccao do
---------- r-" uiu .lunaiu ui-i "" rigir asoperagoes militares e polticas do Codon- parara os meios e acilitarsm as emprezas
lAiere da invasao. Numerosas couitnissos Ira- OOiciaes, marinheros e soldados do exercito
Dalhavam sem mystcno, tanto era Turin como de operaces do Adritico
em Genova para provocar e sustentar a insurrei- A maior parte d'onlre vos alTrontam o fogo
cao no nosso territorio. A forga eslrangeira com- pela primeira vez haves com intrenide? fcito I Han..' .. -----"*" ........"3 uu """" *'"'
b.nava-se com a revolugao interna poderosamen- de veteranos, lendes com. arUHiariasecundado ti SI ""'-ha l'ran^ m" *oe "'teresse dj
te excitad, por esse apoio, A oceupacao da poderosamente os esforcos do eie"? desmon- ff-ST "a eX'g'a Uma allianSa exclusiva com
bicilia e a invasao de uma paito do conlinenlc ado o destruido em pocas horas de fo"o todas fc .
tSS2!?Z!S?2m&a f?r,;adas da as br,trTde "iar de u,ua SSSSB5 S JZtt&Ji!& *w -
iiionvenienle tolerancia do Piemonto, prmci- necida. obrigando-a capitular
plmenle depois da doclara;ao de 26 de maio I Olficiaes. marinheros e soldados
fela pelo coode de Cavour. Se a voz do re vos chamar novos e mai<
tmquanto que os porlos sardos serviam de temiveis combales, confiando de futuro as vos-
>>ioinviolavel a essa escandalosa piratera, em- I sas torcas, vos revindicares as glorias da Italia
quanlo que a baudeira do Piemotilo cobria os quo ontr'ora leve a supremaca dos mares
bandos* as fortalezas e os navios, as relacoes Tendo-vos o seuado do reino oor um voto ni
entre o gabinetes de Turin e de aples erara unnime declarado benemeritoT d^ fda, Cnm8- ^ila allian5a
pacificas, e um ministro do rei de Sardenha jun- na o da civilsacao ; leudo a cmara dos deoui ^.ral1frehend"'-s? Perfeilamente. e natural que
lo de S. M. assegurava todos os dias e al ul- ; dos acolhido. com cclaiace 5gn.^ de invjfa" uer a n^^h''* '' m8S um" V" COncluida a
tima hora ao sob, rano das Duas Sicilias as dis- o bravo vice-ahnirante conde de Persano o ia?-^, ,amo-nos na mesma posrgao que
pSHjoei amigaveU do seu monarcha. aba.xo assiogado nao tem maiore, elogios *fa- anler,ormen,e ""hamos.
h. H. siciliana, concillando ludo al ao ul- zer-vo3, mas se elle lomou seu carao, pela s-
timo momento, desojando evitar novos conflictos j gunda vez. a direegao do ministerio da marinha
! apoiando-se no seu inconlesiavel | para elle da mais viva sitisfagao eslar reveslido
destas to honrosas funecoes.
a Turin, 3 de oulubro'de 1860.
0 ministro da marinha,
Conde de Cavour.
mente divido em qualro partes, cada uma dellas
confiadas vigilancia de um official, que tenha
as suas ordeus tropas sufficientes para poder reu-
nir os chnstaos e induz-los a regressar a suas
casos. Exercer a autoridade de maneira que to-
oi osubditos do sulto gozem, a sua sombra,
de paz e de tranquillidade.
4 Babyh-anal 1207 [20 de setembro de 1860.)
O Watukrtr publica o texto da proclamagao do
principe Miguel Obrenowitsch da Servia. Aquelle
documento concebidos neste termos :
Meu caro povo.Approuve ao Todo Poderoso
chamar a si osla manha s oilo horas, nosso
augusto amo, o principe Mlosch Obrenowisch I
meu pai muito amado.
Em virtude da bondade de Deus o dos votos
da nago servia, e na conformidade do hattiebeirif
imperial e da lei que regula a successo ao
lhr como principe hereditario com o nome de Miguel
Obrenowitsch III, e assira o fago saber a todos e
a cada um nesta proclamagao.
Desejoso de cumprir conscienciosamenle os
deveres que ligara a nossa patria corte suzera-
na, eu me dirigirei sera demora Sublime Porta,
aum de obter a confirmago proscripta pelos
tratados.
Mas para quo eu possa tambem ouvir a na-
gao a respeito de certas medidas, medante as
quaes se tornar possivel trabalhar bom xito
para a folicidade e para a prosperidade de Servia,
convocarei a assembla nacional a seu tempo, e
segundo as leis existentes.
Habitantes da Servia, tenho urna misso ofH-
..-..., _.., H avguiua iiuuu- Cial a proencher. As divUi"ie< inlptin.i nicTaaT"illirVi iU1ncCOQario, brilan" a,rbilra"os. ES&flSSgS
meo qual a poltica da Inglaterra, sustentando da autor dade. a vineanca e a oerseuicao team
ssqs&u? iDicren^ha de "i asaa -jb* ESfiff
V1S?T0:a ,. ,t Suboao Ihrono com afirme intengao de
omea honrddo ami8. Mr- Hewes disse quo destruir estes inconvenientes nosso paiz, de
mnif i,UV 8Ten?0 .Permanecer inviolavel- fundar um governo, que, prvido da forga e do
mente ligado ao principio da nao ntervengo. Poder necessario, possa fazer-se respeitar, e fa-
rois pera l eu julgo poder dizer que este o ze"" respeitar ao mesmo tempo as leis, c as im-
lue desde o comefo proclamaram os munidades do paiz, despresando todas os vin-
gangas e perseguigoes, e em volla do qual ve-
nham juntar se todos aquelles que amaro a sua
palna, e que desejam vl-a onlrar na estrada do
progresso.
Perdoando qualquer falta poltica, e entre-
gando aoesquecimento os deudos polticos, pego
a todos e a cada um que se co loque sob a pro-
teegao das leis do paiz, segundo as quaes o raeu
governo sustentar aquelle que tiver razo, e
castigar ao mesmo tempo o criminoso.
Em quanto o principe Miguel governar,
devera cada um saber que na Servia a lei a
vpntado suprema sob a qual lodos sem distinc-
gao, devem ligar-se.
Na conformidade desles principios, um dos
pnmciros cuidados do meu governo ser procu-
rar os melhores meios de fazer juslica aquelles
que julgam que o governo precedente Ihes fez
soiirer prejuuos, losando os seus direitos pbli-
cos e particulares.
Heconhecendo a falta ou a imperf.igao das
leis e das ustiluicoes do paiz, farei incessantes
esiorgos para melhorar e completar as leis c a
orgamsago do paiz, segundo as necessidades e o
espritu do seculo.
Cooservare provisoriamente os funecionarios
actuaes, mas como comprehendo a immeasa in-
Uuencia dos empregados no prosresso do estado,
r-sorvo-mo o direito de collocar era todos os
. .-..v^mp,, 3IUU uu opiuino oe que a ver- ramos do governo homens, que, na rainha opi-
uaueira poltica do nosso paiz nao era ter dessas "lao. melhor corrospondam sua missao poraue
amaneas exclusivas, e tenho a confianca do que jeconhego o principio de que para cada ma das
eta poltica, se fr adoptada pelo governo, me- 'uocgoes necessario noraear o mais habili-
tado.
ministros de S. M., a que lem sido constante-
mente fiis, e do qual o povo inglez deseja que
se nao afastem. Nao dissimulamo3 sem duvida
e teriamos mesmo vergoohi do dissmular as
nossas sympathias a favor do povo que lula pela
liperdade. Sa o nao manifestassemos bem alto,
nao representaramos certamente a opinio da
nagSoingleza.
Na qualidadedefiel representante do povo
inglez, do dever do govorno fazer saber aos
outros governos da Europa os sentimenlos da
Inglaterra, e os ministros devem tambem mos-
trar que elies mesmos parlilhara lealmente des-
ses raesmos sentimenlos, do uma maneira justa
e rasoavel. Mas ao mesmo lempo queexpressa-
mos sem reserva esta sympathia, que o que
muitas vezes temos feito em publico, estamos
resolvidos (coraquanlo eu nao tenha o direito de
fallar aqui em nome do governo) a no envolver
o paiz em contendas que nos sao estranhas.
_ lia oulro poni sobre o qua| ousei, quando
nao eslava no poder, manifestar uma opinio
que conservo ainda. o a respeito da qual diroi
uma palavra. Ha algtira tempo disse eu neste
mesmo recinto, que me pareca muito para de-
sejar que fossemos amigos ntimos da nossa po-
derosa vizinha Pranga, mas que o interesse da
Jangar collectasem todo o imperio aQm de cons-
truir um presbylerio e uma escolla, e estou dis-
posio conceder para isso o terreno ; para esse
interior81,6'5 8r Pedd meU miniiUo do
EpMSS^p.^
Quanlo aos demais pedidos eu vos farei conhe-
cera m.nha resolugo, logo que se tenham to-
mado deliberares a este respeito.
Francisco Jos.
Ordem do dia do ministro da guer-
ra do rei da aples.
as primaras horas do dia 21 do correte
grandes bandos de insurgentes, com arti>hari
numerosa, desceram de Cajazzo, accommelteram
os posto* avangados-da- primeira divieao, e mar-
chando sem pro, empenharam o combate com os
batalnoes 4o e 6o de cacadores que o general Co-
lonna tinha reunido, e disposto em vasta plani-
cie, sustentados pela 11a batera.
O inimigo repellido em toda a parte, vio-se
dentro em pouco obngado a retirar em ordem
e com perdas.
As tropas realistas avangaram corajosamente
para oceupar viva forga a posigao dominante
de Cajazzo, que estava fortificada com todos os
meios, e onde se ttnham entrincheirado tres ba-
talnoes da diviso Medci com alguns grri-
mas armados.
A brigada Von-Mizuel, qualro companhias do
s de cagadores e dous esquadroes seguirara
era reserva o movimento armado da primeira
lioha.
Quando avangaram, os batalhoes 4o e 6o de
cagadores liveram de sustentar mais de quatro
horas o vivo o mortfero fogo da infanlaria e da
arlilhana iniraiga ; mas reforgados pelas compa-
nhias do 8o balalho e mediante o efficaz con-
curso da 11a balera, a carga decisiva de dous
esquadroes de cagadores a cavallo e drases a
victoria foi completa. Os soldadas moslrara'm-
se generosos depois de um triumpho to disou-
tado. r
Porgados os enlrncheiramenlos, tomaram suc-
cesslvamcnle todas as defezas ; a cidade de Ca-
jazzo soflreu graves destrocos em consequencia
do fogo que conlinuava, e que o inimigo susten-
tava por seguranca propria de dentro das habi-
lagoes.
A perda das tropas realistas foi de cento c
tantos homens entre mortos e flidos, contndo-
se entre elles o tenenle-coronel La Rosa e o ca-
piloLans; pelo contrario, a perda do inimigo
foi extraordinariamente superior.
Suas altezas reaes, os condes de Trani e de
e salisfeito com o adianta-
r-.co.-i, im.---------------: l o ue --, vu.uu au auue, ueniro aa povoacao. Derioiq
Casera tomaram uma parle honrosa no glorioso foi ver o cemiterio, e visitar a aula dii rime ra,
combale des c da. p na mesma nmia .nracnni.. L-itaa a ....u. '.. c'\ ".* uepnmeiras
primaria, o mostroi
ment dos meninosHrineipalmente na" auTa""qe
dirigida pelo hbil profesior Barroso. q
ioL5ram ?Ua.lro horas d" tarde quando S. Exc.
tendo concluido sis visitas, montou a cavallo.'
e foi em corapanha do Sr. Dr. juiz de direito e
do Dr. J. Alfredo yer o porto das Pedrinhas,
no rio Japomim. Ah demorou-se moia hora, e
recorameodou ao engenheiro Jos Mara de Car-
valh diversas observagoes, de que S. Exc. hade
precisar.
Pouco antes das seis horas, de Tolla das Pe-
drinhas, S. Etc. to o porto da cidade. e foi
janlar.
Hospedado em casa do Sr. Dr. Preilas Hen-
riques S. Kxc. recebeu ura tratamenlo digno de
sua pessoa, e teve a companhia das pessoas mais
nolaveis da comarca.
O jantar foi bem servido. Reinaram nelle
acceio, gosto e ordem. Entre outroa houve os
segrales brindes :
s* ,Ao xm- Sr- presidente da provincia pelo
ar. Dr. Preilas Henriques;
msnho??*8'* D'* Chee d **!&bp*de direii peire?eren-
FreUastriques0."8 d8 C0B,m"Ca pel St' Dr'
0 ?m2!SuS""^ Janar com um brinde a S. M.
1 toll,\. '?< pr0posl oel Sr- Dr- Preilas
e foi entusisticamente correspondido.
nl Den^ d1?.Jan,arJ f,Ji S. Exc. cumprimentado
pela offlcialidade da guarda nacional, e por
grande numero de pessoas notaveis.
Tambera corapareceram algumas senhoras
para fazer companhia a Exma. Sra. do Sr Dr
juiz de direito, e a reunio tornou-se muito bri-
llianle. Foi urna noite de festa ; lodos aprecia-
dTsmExc PraZer' a qUe dCU lu88r a PresenS3
O digno Sr. commandante superior, que ha-
via dado suas ordens para que S. Exc. fosse rece-
ido por uma guarda de honra, nao se esqueceu
do mandar que a msica do balalho lorassc 5
noite em frento da casa, em que eslava S Exc
e para ahi acudi muilo povo. '*
Assira passou o dia 7. No dia seguinte o
mesmo prazer raudou-se pora Pedrasde Fogo.
rf.ii. JiT0 ^hraS da manha S. Exc.sahio
des a cidade. descangou s 8 no engenho Pru
do Padre \ cente Guedes, e chegando ao lugar
denominado-Qualis-depois de nove horas, ah
enconlrou mais mais de Tinte cavalleros, que o
esperavam. ^
Em companhia delles enlrou S. Exc. em
ledras s dez horas, e immediatamente foi ver
os limites desta provincia com a Parahyba, quo
>. como so sabe, dentro da povoaro. Depois
combale deslc dia, e na mesma noite apresenta-
ram a sua magestade era Gaeta as bandeiras
conquistadas; premio do valor e perfeita dsci
plina que brilha enlre os generaos, ofliciaes e
soldados do exercito real.
Gaeta, 2i de setembro de 1860.
O director da guerra,
Atilonio L'llua.
[Jornal do Commercio\ de Lisboa.)
DIARIO DE PERNAMBUCO-
recer a spprovacao do povo.
Podis ter uma allianga exclusiva, como a
que livemos com o governo e povo francez em
um interesse inleiraraenle particular, por exem-
direito, esperava repellir a invasao e por termo
guerra, sem fundar s diftlculdades internas as
questes internacionaes. Mas os choques ieram
de um ponto, que forcoso appellar para a ra-
zao, para a justica e para o mais legitimo inte-
resse da Europa.
.< Os bandos organisados nos porlos de um Es-
lado amigo, oceuparam urna parte consderavel
desle reino e a capital.
A revolugao nao preceda a sua marcha, mas
secundava-a e seguia-a.
O chefe da Insurreigo, assumindo a dicta-
dura, fez presente da esquadra napolitana' ao
seu soberano, e collocou-a s suas ordens,
commando quo pe a jusliga era seu nome, e Ihe
altribue todos os ttulos de soberana da antiga
monarnhia que, constituida por tratados solem-
nes, faz parle dos Estados independentes da Eu-
ropa.
O abaixo assignado, protestando da maneira
mais frmale mais explcita, em nome de seu
augusto soberano, contra osles actos de usurpa-
Cao e de violencia, julga do seu dever chamar a
atlengao de S. Exc...... para o novo direito pu-
blico que taes fados lendem a estabelecer na
Europa civlisada. O governo de S. M. esoera
tambem que o rei de Sardenha se apressar' a
registar, cora a indigoago que propria da sua
lealdade, o prsenle, olTeusivo para a sua hon-
ra, da esquadra e do territorio de um soberano
amigo, presente feito por ura homem que elle
proprio tratou de usurpador.
O governo de S. M. julga que. era presera
dos desastres, e dos males produzidos pbla ex-
cessiva e inexplicavel tolerancia do governo sar-
do, o rei de Sardenha nao ha de permitlir mais
que o seu nome e a sua bandeira sirvam para a
iavaso de um Estado pacifico, para a effusao
de sangue innocente, e para a violago dos tra-
tados que constituem o direito publico europeo.
Tambem nao deixar de protestar contra
esse novo titulo de rei da Italia, proclamado
pelo general Garibaldi, titulo que faz suppor a
dcslruicao de lodo o direito reconhecido, e a
completa absorpgo dos Estados independentes
que ainda restam na Pennsula. Em todo ocaso,
o governo de S. M. siciliana protesta de nov
conlra os decretos do general Garibaldi, deca-
Desojamos que as nossas relages com a ouducla intelligeule, proveis ao mundo quanto
franca sejam tao boas quanto possivel ; que nos Hendis seriamente para a maturidado poltica
unamos em todas as aiiesies m mis nmiur^,,,.- aue e o mai,u> nrcrniUn .< ,.m- r.
lado.
I Chamado a dirigir os dislinos da Servia, pe-
go-vos, servios, que me ajudeis cora os seoli-
menlos cnlhusiaslas do verdadeiro patriotismo
aura de locar o fim dillicil quo a Providencia rae
impoo; afim de que, poja vossa severa submisso
a le c s ordens legacs das minhas autoridades
justifiquis a miiiha confianca na vossa boa von-
lade e na vossa affeigo ; afim de que, pela vossa
i intelligeule, proveis ao mundo quanto
Capitulado de Ancona.
O lexto dosta cayitulaco que publicam osior-
naes estraogeiros o seguiote:
Convenio para a capitulago de Ancona, fei-
to de commura aecrdo por ordem de S. Exc. o
seeral Fariti, general em chefe do exercilo de
S. M. o rei da Sardeoha, na Urab-ia e as Mar-
cas, e por ordem de S. Exc. o general Lamori-
cire, general em chefe das tropas pontificias
peloscomraissarios abaixo assignados.
1.A praga de Ancona, com lodo o seu ar-
mamento, aruiazensde plvora, equipagens, v-
veres, carvao, navios de guerra, caixas publicas,
cavallos, tnpolacoes e ludo o que for pertencen-
te ao governo terrestre, martimo ou civil, ser
eutregue inmediatamente s tropas de Ierra c
mar de S. |f. o re da Sardenha.
*2.Para este effeilo sero entregues imme-
diamente s tropas de Ierra de S. M. a cidade e o
campo entrincheirado, as obras exteriores do
Gardeite e luneta de Sanio Eslevo, o forle dos
Capuchinos, as portas t'ia, Clamo, Faria, o mo-
Ihe e a porta do molhe sero entregues mari-
nha real. (
3.As parles contratantes noraearo uma
commiss.10 composta por cada uma das partes,
de ura offijial de marinha, outro de engenheiros,
oulro de artilharia e um empregado da inten-
dencia militar, que far ura iuvenlario de ludo o
que pertence ao governo na praga o suas depen-
dencias, c o dar ou recebor em consignagao.
.Toda a guarnigao da praca de Ancona, roes J.
comprehendendo nella os empregados militares '
que na mesma se enconlrarem, sahiro com as
honras do guerra, pela porla Pa, em direegao
do lorretta, onde se constituiro prisioneiros de
guerra.
unamos em todas as questes em que podermos
estar do aecrdo. Mas ao mesmo lempo justo
que leuhamos amizades e Ufaneas com lodas as
outras naces da Europa e do mundo.
. Eu nao sou daquelles que se ainedrontim
da sltuagao actual da Europa. I.ancando um gol-
pe de vista para o passado, recordando-me dos
grandes perigos que lemos atravessado, julgo,
anida que nao soja prudente arriscar o quo est
para acontecer, que nos 6 permiltido esperar
que sejam mantidas a paz e a tranquillidade.
a Digo isto. porque rae parece quo os grandes
governos da Europa, e posso lambera dizer,
sem me preoecupar de qualquer idea de partido,
que o governo de S. M. lem dado prova de rara
prudencia, e do vivo desejo que lera de impedir
que as chamas que hoje abrazara a Italia loquera
em toda a Europa.
Emquamo os principaes eslados da Europa l-
verem esta prudencia e esta sabedoria, ha lodo
o motivo para esperar que poderemos evitar uma
conflagraco geral. Se rebenlassc um semelhan-
tc aconlccimenlo (tenho a esperanca de que es-
leja bem longo de nos ) teriamos extrema sa-
tisfagao de ver que a Ingle Ierra esl animada de
um espirito que Ihe ha de permiltir encarar sem
rocera ludo quanlo possa acontecer.
Estou convencido de que se uao disse ludo
sobre a organisagao dos corpos de voluntarios,
arada quo o assumpto parega estar exhausto!
Nada ha que faga mais honra "a Inglaterra do que
esse movimento ; nada ha mais proprio para a
rehabilitar aos olhos de todas as outras nages
do mundo ; porque se lera visto que o povo
inglez. que 6 todo votado aos Irabalhos da pa*,
o s emprezas commerciaes, se levantarla como
ura s hornera, no caso de perigo, para defender
i paiz. ( Vivos applausos o acclama-
que o maior orgulho do uma nago.
Se vos moslrades unidos e patriotas pelo
progresso e pela felicidade da Servia, nao deixar
a 1 royideucia sem resultado os nossos esforcos.
-N. IBelgrado, 14 de setembro de 1860.
O principe servio.
Miguel Obrenuicilsch, m. p.
O Libera Parola publica a seguinte ordem do
da :
Casera, 2 de outubro.
Soldados do exercilo italiano !
Combater e vencer o fim dos valorosos que
querera, a todo o cusi, a liberdade da Italia, e
vos tendes dado provas disto nos ltimos cora-
bates.
Hontera a victoria foi alcangada em toda a
liona ; hoje vericou-se era Casera e as suas
alturas um desses factos que a historia registra
no numero dos mais felizes.
Os bravos e disciplinados soldados do Sep-
teulriao, esmmandados pelo valoroso major Luiz
Soddo, moslrarara de que capaz o valor italia-
no nnido a disciplina, e seria uma fatalidade
quando seus filhos concorrem todos p&ra a eman-
npacao da sua patria, que essa antiga rainha do
mundo fosse desprezada.
G. Garibaldi.
i .'VAs lroPas quo compem a guarnigao sa-
hirao successivamenle de raeia era meia hora por
batalbao e por armas especiaes.
^0Reunidos os dilferenUs corpos em Torrel-1
la, depois de tributadas as honras militares de- I
Oorao as armn o e.r-in htkm-, i. .___-n'
rando-os nullos, de nenhura effeito, illegilimos,
e nullas e illegitirafs as suas conseqnencias, ,
appellando para a jusliga da Europa conlra uma P A" r- nm" ,
conduela que transforma o mediterrneo, mar I rt ^J-ol"tiaes desfilarao pela frente das tropas
da civilisago e do commercio, em um campo ; V' laz?nil, mengao de deporem as suas es-
aberto piratera, e deixa a uma naco lodo o paaasnaa n,aos do commandante das tropas,o qual
proveito de uma conquista sem responsabilidade -3 conv|dar a conservarem-n'as. Os Srs. offi-
e sem os perigos da guerra. i ciaes. embarcados era ura vapor do estado, sero
O abaixo assignido roga a S. Exc..... auei- os a Genova 3S lroPas sero conduzi-
to do I as po.r ler" para Alexandria.
As ullimas noticias de Bcyrouth contm o tex-
to da seguinte proclamagao dirigida aos druzzos
por Posd-Pacha :
S. Eexa Fuad-Pach aos druzzos
A vontade de S. II. I. e sublime de que
sejam julgados c punidos segundo o rigor das
leis. lodos aquelles que foram causa dos doloro-
sos acontecimentos do Libano.
Para esse lim, chamamos os emirs e cheiks
poro as armas, e sero enviados sem ellas ao
valle de Jesi, d'onde continuaro a sua viagem I ir"".s.^l?abJlam a.mon'.anha, aura de poder-
ra levar esta communicago ao coiiheciraenlo do
seu governo, e approveita com prazer esta occa-
sio para Ihe renovar a seguranga da sua mais
dislincta consideragao. Assignado.
Francisco Casella.
Proclamacao
Do commandante geral do exercito de
cao da Ombra e das Marcas.
Em desoito ias lendes batido no campo da
balalha, prximo dos fortes de Pesaro, Perusa,
Spoleto, Sao Leo, c tomado a fortaleza de An-
cuoa, era cuja operago a nossa esquadra, de-
seuvolvendo rara actividade, tomou uma parle
glorioso.
O exercilo do inimigo. apezar do seu valor,
oi completamente derrotudo e feito prisioneiro.
oceupa-
S. Exc. o general Fanti empenha a sua pala-
| vra de honra de que empregar toda a sua in-
fluencia junto do seu governo para que sua
chegada a Genova e a Alexandria lodas as Iropas
que capitularan! sejim enviadas directamente
para asna patria, sob condieco de que os Sr.*.
officiaes empenharo a sua palavra de honra de
nao combater durante umanno contra as tropas
de S. M. o rei.
Todos os officiaes podero levar a sua bagagem
e os cavallos que Ihes perlencerem em razo dos
seus postos.
Os empregados de administracao, dos servigos
de guerra o sanitario, de correis o de telegra-
phos sero considerados como officiaes.
8.Os feridos permanecero em Ancona sob
excepgo de alguna eendarmes Y de "ai^s I 8 ?ararltla do 8ver.Du do sua magestade, e por-
fugitivos de todasas nag^se de todas L armas m,lte-se.ao3 1ue nao se ara officiaes conservara
que. reunidos por Mgr. de Marode. apparetem i e*inTSE P"80"1- f officiaes o a tropa
ainda. mas por pouco tempo. na comarca de Wi- f8 a0 comprehendidos de fado na presente cap.-
terhn : nn SAI n nna Aavn *Am*imm n~ .'.~ I Jf J ,
9. A s tropas comprehenddas na presento
mos examinar e apreciar qual foi o principio das
desordens, as suas causas e particularidades, fa-
zendo saber que lodo aquelle que no prazo fila-
do so nao so apresenlasse, seria, por esse sim-
ples fado considerado culpado, e condemnado
segundo o cdigo imperial. A maior parte dos
cheiks druzzos nao concorreram a este appello
porque esta., aecusados, uns de serem cansa de
desordens, e os outros agitadores de desordens
ou autores de crimes particulares. Pela maior
Carta'do imperad >r da Austria ao
patriarcha Carlovitz.
Charo patriarcha Hajacie. Querondo aonuir
aos pedidos que me lendes apresentado de accor-
do com o bispo de Teraesvar, aotoriso a reunio
de um synodio de bispos do rito grego, nao uni-
do, para que deliberem sobre os negocios geraes
da sua -groja na Austria, e me submetlam as
suas propostas convenientemente motivadas por
direito cannico.
E' rotaba vontade particular que esto synodio,
a quo igualmente devero ser chamados o< bis-
pos do rito grego. nao unido, da Transilvania, da
tiukovina e da Dalmacia, delibere e rae apresen-
te as suas proposlas, fundadas prescrioges pol-
ticas sobro o regulamenlo das relacoes gerarchi-
cas afim de que se tenham em conla de urna ma-
neira legitima, as necessidades e inleresses ec-
clesiasticos dos-Romanos do rito grego, nao
unido.
Espero quo durante ou depois do synodio vos
reuniris, segundo o antigo uso. aos bispos de
Arad, Bac, Karlstadt, Ofen, Pakrae, Gemesbar e
werchelz, para deliberarem acerca da eleigo das
questes que devem submotter-se ao prximo
congresso nacional Hiri, e que se rae remettam
a este respeito as necessarias relacoes.
Reservo-me mandar ao synodio," na qualidade
de commissario.o raeu bau da Croacia, o tenen-
le feld marechal de Slokeevie, e o encarregarei
oe, tendo se entendido com os bispos de Gemes-
Podemos affirmar que o Excellenlissirao Senhor
presidente Dr. Ambrozio Leilo da Cunha. nao
se acha om inlelligencia ou desintelligcncia com
quem quer que seja na provincia acerca do can-
didaturas a depulagao geral, as prximas elei-
coes; e que as vistas e desejos de S. Exc. limi-
lam-se. semelhantc respeilo, ver triumphar
aquellas candidaturas que dispozerem de recur-
sos proprios, o de elementos constitucionaes.
E, pois. ludo quanto soDre o assumpto se tem
dito e cscripto ltimamente, cora relacao S.
Exc, tem (arito fundamento quanlo o a'lfirmar-
se, em um jornal dcsla cidade, que S. Exc. par-
tir d aqui, no dia 6 do corrente, para a cidade
de Goianna acompanhado por uma escolta de ca-
vallara, quando boa parle da populado da ca-
pital o vio sahir s 5 horas da tarde carro,
apenas com as duas ordenangas com que anda
ordinariamente.
Sobre o fim da viagem de S. Exc. cidade de
Goianna c Podras de Fogo. onde estove, tao
explcita a carta que recebemos d'aquella cida-
de, e que publicamos em a Revista Diaria, con-
lirma-a tanto o faci be-n conhecido do lodos de
haver sempre S. Exc. desde o corargo de sua
adminislrago, procurado examinar ludo pessoal-
raente, que nos dispensamos de dizer cousa al-
guma para mostrar a sem razo com que se lem
querido enxergar na viagem do S. Exc. fins di-
versos daquelles que j o levaram s do Cabo
Rio-Formoso, Pao d'Alho e Nazareth, e que na-
turalmente o levarao einda outros pontos da
provincia confiada aos seus cuidados.
REVISTA DIARIA-
Apezar de estarmos quasi convencidos do
pouco ou nenhura interesse que tornara os Srs.
fiscaespelo curaprimento de suas obrigages con-
tinuaremos dizer alguma cousa, para ver se os
despertamos do lelhargo de morle em quejazem
L assim vimos hoje lerabrar ao de Sanio Antonio
que lance suas vistas para o caes 22 de Novem-
bro, sonde se observa tanto lixo que era breve
leremos um novo bairro, que so prolongar at
o arrecife!
Ser to diminuta a quantidade de inmundi-
cia que ha alli que o Sr. fiscal nao veja ? S se
anda sem olhos !
parte sao aquelles que os reguiaraeolos da mon- bar. Arab, Werchelz e alguns horacns Ilustres
te.rbo ; nao se o que devo admirar em vos, se a
coragem nos recoutros. as fadigas as marchas,
e a raoderagao e disciplina que lendes mostrado
a respeito d'esses povos, que vos abengoam como
libertadores dos seus soffrimentos, e porque os
arrancaes humilhago
Em nome de Vctor Emmanuel, eu vos agr-
dego, e a palna se lembrar de vos com orgu-
lho. S. M. ha do recompensar largamente, como
e de seu costurae, aquelles do vos que tiverem
occasio de mais se distinguir.
Acceitai o verdadeiro recoohecimento d'a-
quclle que se honra de vos commaudar, e com o
coragao cheio de alegra, repel comigo : Viva o
rei I Viva a Italia I
a Dada no quartel generalera Ancona.em 29 de
outubro de 1860.
O commandante em chefe
Jf. Fanti.
Proclamacao
Do commandante da esquadra real.
Todas as vezes que tendes disparado a arli-
capitulago, e at quo estas sejam enviadas para
as trras das suas naturalidades, concede-se dia-
riamente : aos officiaes generaos 10 libras italia-
nas, aos officiaes superiores 5 libras, aos capi-
taes, lenles e alferes 3 libras Quanto as tro-
pas, enlregar-se-lhes-ha diariamente uma rago
de viveros e mais vinte cntimos aos sargentos e
10 aos cabos e soldados.
Feita em duplicado, ao quartel generral sardo
em Villafavorta. Solti-Castro, 29 de setembro
de 1860. Os commissarios pontificios, Mauri,
Mrquez Legres, rjudantes. Os commissarios
sardos De Sonnaz, Buloli Viale, commandante do
estado-maior.
Manifest dos annex ionistas de a-
ples a Victor Emmannel.
Senhor.Vos sois o nosso reifostes como
tai pomos acclamado, as sociodades secretas;
lendes sido acclamado rei nas ras e oas p-agas
publicas ; tendes sido acclamado pela insurrei-
go e pelas armas. E o dictador Garibaldi, cuja
tanha lera feito cheles dos seus dislrictos, t en-
carroados por consequencia de raanter a tran-
quillidade no paiz; esquecendo desta maneira
os seus deveres, tera-se tornado responsaveis do
tudo perante o governo imperial.
Aquellos que assim excilararu os subditos do
imperio uns contra os outros para derramar san
gue e poder saquear e devastar, devem soffrer as
penas que Ihes inflingen) o cdigo penal impe-
rial. Ora, como os sobreditos chefes desobede-
^eraro, e por si proprio se aecusaram nao res-
pondendo ao nosso appello, declaramos o seguin-
te, em virtude da nossa misso extraordinaria e
como plenipotenciario para a pacificaco da
Syna.
1. Os obreditos chefes perdem as suas
graduaces eos seu3 ttulos de nobreza.
2. Sao demittidos do governo dos seus
dislrictos e declarados indignos de serviros offi-
ciaes.
3. Sero confiscadas todas as suas proprie-
dades, e guardadas al que uma deciso imperial
disponha a esle respeito.
4." O tribunal extraordinirio instituido em
Bcyrouth para apreciaros ltimos acontecimen-
tos julgar os ausentes, durante a sua propria
ausencia, cada um segundo os seus rnmes, e a
sentenga ser sem appellago. Aquelles que fo-
rem presos pelos representantes da autoridade
soffrero immediatamenle a pena que Ihes tiver
sido apppcada.
Com tudo a autoridade concedo aquelles que
ainda se apresentarem de sua propria vontade, a
faculdade de desculpar a sua ausencia e de evi-
tar o effeito do julgaraento, apresentando provas
solidas da sua innocencia.
5. Tjdos os particulares que nao sao ac-
ensados de crime algum sero respeitados nas
suas vidas ebens. Aquelles que tiverem prote-
gido os christaos durante as ultimas desordens
sero objecto da nossa benevolencia.
O 6. 0 calmacanado druzzo fiea provisoria-
da raga romana, mo remella a sua opinio mo-
tivada a respeito da coraposigo do congresso, no
qual deverao ostar convenien'emente representa-
dos os Romanos do rito grego, nao unido, das
referidas dioceses.
Em lodo o caso, devero ser objecto das deli-
beragoes do congresso nacional, o melhoraraento
da siluagao do clero parochial e a organisagao
das parochias nas dioceses onde lem valor legal
a delerminaco de 16 de julho.
Por ludo isto, os Irabalhos preliminares rela-
tivos a estas reformas para os quaes ja haveis
sido convidados, assira corno os bispos, pelo raeu
ministerio dos cultos e instruego publica, deve-
ro sor levados ao seu tormo com promplido,
aitendendo a que a convocago do congresso es-
t em parle subordinada concluso dos dilos
Irabalhos.
Nada so oppe a que os synodios se reunam
annualmenle.
Tendo alm disto visto na informago que me
apresentou sobre o vosso pedido, que os votos e
as supplicas dos meus fiis subditos servios fo-
ram j discutidos em delalhe e subraellidos ao
imperador Francisco Leopoldo III. no congresso
nacional illirio de Gemervar em 1790, em virlu-
de dos privilegios ouiorgados nago servia pe-
los meus predecessores, e sabendo quo as deci-
ses a este respeito nao foram promulgadas,
raandei que se proceda sera demora ao oame
profundo dos dilos privilegios, e que se consulte
com este motivo ura perito nacional servio e do
rito grego reunido.
Emquanto vossa supplica quanlo aos adhe-
renles da vossa igreja, os bispos do rito grego nao
unido poderao reclamar a proteegao das autori-
dades quando occorram casos somelhantes.
Dei ordem para que se informe os servios do
rito grego, nao uoido, residentes em Vienna, de
que se ajuntem em uma comraunidade paro-
chial. Logo que so constituir uma commisso
i commuoidade ser ella antorisada para
A maneira pouco decente por quo vivem
certos filhos de Minerva, na ruadas Larangeiras
coage as familias vizinhas passarem a vida en-
cerradas no interior de suas casas. Admira que
esses senhores. que moram to perlo de urna casa
de banhos, nao procurem mitigar o calor abra-
sador que sentem, indo refrescar-se alli e jul-
guern melhor trajarcomo nos primitivos lempos,
aero bom que se emendem, por quo ao contrario,
talvez soffrara algura desgosto.
A cerca da viagem de S Exc. o Sr. presidente
aa provincia, comarca de Goyanna, escrevem-
nos o seguinte da cidade desle nome :
No lempo dos anligos governadores o capi-
lao-general Luiz do Rogo Brrelo fez algumas
viager.s proveilosas. Foi elle o primeiro, que
vera esta comarca, animado do bom desejo de
csiudar s necessidades locaes.
Comprehende-se fcilmente a importancia
do semelhante resolugo, e para lastimar que
os presidentes de provincia nao lenhara seguido
o exemplo. Poneos na verdade sao os que tora
sabido das cspitae3 ; mu poucos os que lera
tido por movel de suas viagens o mesmo, que
dirigi o antigo governador.
Esta gloria estava reservada entre nos ao
Exm. Sr. Leito da Cunha, que lem se exposlo
aos mcommodos de viagens longas cora o intuito
muito louvavel do raelhor habilitarse para de-
serapenhar a importantsima commisso, que
Ihe foi dignamente confiada.
J sao conhecidos os beneficios, ds que tem
sido assignalada a passagem de S. Exc. por ou-
tras comarcas ; e nessas esl a prova do que S.
l.xc. lem sabido corresponder raelhor do quo ou-
tros alta confianga do governo imperial.
Agora acaba de ter lugar a visita, que S.
Exc. so dignou de fazer esta comarca, e nos
vamos registrar os bons desejos, que aqui mani-
festou, e o trabalho til, em que se empregou
durante tres dias.
Em 7 do corrente, s dez horas do dia, che-
gou S. Exc. esta cidade acompanhado por al-
gumas pessoas, que o foram esperar no Cajueiro,
ci depois de ter almogado em casa do Sr. Dr.
trenas Henriques. visitou a cadeia, viu o respec-
tivo livro, examinou as prises e interrogou os
presos.
Parece que S. Exc. achou ludo em bom es-
tado ; porque apenas observou que as prises
estavam muito cheias.
Depois entrou no quartel do destacamento,
e tendo ordenado que se faga a Irapeza, de que
elle carece ; dirigo-se era seguida ao hospital
da Misericordia, onde eiaminou ludo com a maior
soliciludo, interrogou os docntes a rospeito de
suas molestias o iradamente ; lomou muitas uo-
tas, e prometteu prestar aitengo ao eslabeleci-
mento, quo na verdado precisado proteegao mais
valiosa; do que a dos homens bem intenciona-
dos, que se achara a frente delle.
Ainda visitou S. Exc. o convento do Carmo,
e leve a lamentar o estado de ruina em que se
acha, devido s delapidages e negligencia de
priores anligos.
Tambem foi S Exc. s aulas de instruego
letras e a capella de Santo Antonio.
S. Exc. rec<->nheceu a inconveniencia de er
uma mesma povo^o perlencenle a duas provin-
cias ; confessou a importancia do lugar; reco-
nheceu anda que a parte mais importante a
que pertence a Pernambuco. e mandou pelo en-
genheiro Carvalhn tirar a planta da povoacao.
Ouanlo ao comilcrio S. Exc. nada vio ; porque
nada ha ieito. H
Na aula notou que os meninos se achara
alrazados o que nao podemos explicar em vista
da reconhecida aptido e zelo do professor.
A igreja esl em mo estado. S. Exc. o reco-
nheceu e lamentou.
Depois disto, sendo mais de onze horas S. Exc.
recolneu-se casa do lente coronel Mariano,
onde almogou.
A' uma hora da tarde locou em frente do so-
-S? ,-.eni 1U0 ?.ilava S- Exc- msica, que ha
em Pedrasde Fogo ; subir m ao ar muitos lo-
geles, e o Sr. capitao Araujo Lima deu os se-
grales vivas.
AS. M. o Imperador
a A' Familia Imperial
A' Nago Brasileira
A's duas horas foram rauilas pessoas cum-
pnmenlar S. Exc. e s cinco, depois de um
janlar tem servido, retirou-se S. Exc. com o
mesmo acompanhamento com que tinha entra-
do. Tocou a mesma msica, e o reverendo Sr.
vigano deu um viva ao Ilustre visitante.
Meia hora depois S. Exc. se despeda nos
Qmlis das pessoas. que acorapanharam al ali
continuando d'alua em dianle a viagem em com-
panhia dos Srs. Drs. Freitas e Alfredo, alera do
ajudanto d ordens e do digno commandante da
cavalluia, capito Porfirio.
A's oilo horas da noite chegou S. Exc. aqui
e janlou s oilo e meia com as pessoas, que Ih
Unham feito companhia no jantar do dia 7
No dia 9 pela a manha S Exc. visi'tou a
matriz, onde mandou o o engenheiro tomar ola
dos reparos necessarios ; extranhou que a enreja
nao se conserve lioipa ; e d'ahi passou para a
egreja do Rosario, onde louvou o zelo da irman-
dade que a lem a sou cargo.
Ainda visilou S. Exc. a egreja do Amparo e
o Recolhimento da Soledade, no qual nolou mui-
to aceio, habilos laboriosos, c lodos os indicios
de uma vida regular e consagrada religio, aue
na verdade o que passan as virtuosas reco-
midas.
S. Exc. quando passou por Bujaris descan-
gou em casa do Sr. coronel Pereira instancias
d esle senhor.
N'esta cidade, quando voltava da Soledade
entrou cm casa do Sr. commeadador Joo Joa-
quim para pagar-lhc a visita, que tinha rece-
bido.
Ambas as parcialidades ficaram salisfeitas
linha-se espalhado que S, Exc. Tinha traelar de
eleigao; mas este boalo foi plenamente desmen-
tido pelo silencio, que S. Exc. guardou sobre o
assumpto nao constando que a pessoa alguma
Uesse uma palavra se quer a semelhante respei-
to : o que ainda confirma o tratamenlo iituai
que o digno presidonie deu a todos de ambas as
parcialidades que existem na commarco.
E pois fura de duvida que o fim da viagem
foi estudar as necessidades locaes, e especial-
mente examinar em Pedras de Fgo os limites
da provincia.
Damos S, Exc. mil louvores por e3te acto
e om nome dos Goyanistas Ihe agradecemos o in-
teresse, quo toma pelo bem d'esla coraraarca.
O reoonheciraento, em que todos eslo, re-
velou-se na delicadeza e enthusiasmo com quo
S. Exc. foi por todos obsequiado, e n'esse brilhan-
to a companharaento, que o levou ao Cajueiro.
N'elle as parcialidades se misturaram, e s
traclarara de corresponder bondade do supe-
rior commura, que tambem se manifestou ami-
go commura.
Quando S. Exc se retira va, eslava em fren-
te de casa, em que se hospedou, a guarda de hon-
ra, locava a msica da guarda nacional. N'es-
sa occasio deu o Sr. Dr. Cunha Machado um
viva ao digno administrador.
Ao passar por Bujaris tocava outra msica ;
e no lugar em que S. Exc. se despedio dos ca-
vaiteiros, que o acorapanharam, deu o Sr. Dr.
t'reitas os seguintes vivas :
A' S. M. o Imperador.
A' Augusta Familia Imperial.
Ao Exm. Presidente da provincia.
Todos foram correspondidos com enthusias-
mo por cerca de cincoenla pessoas.
O hiate brasileiro Bom Amigo, sahido para
o lara, conduzio a seu bordo o seguiote passa-
geiro: c *
Joo Vicente Franco.
Matadoi:bo publico :
Matarara-se no dia 13 do corrento para o con-
sumo desta cidade 98 rezes
MORTALIDADE 00 DIA 13
Joaquim Ignacio Soares, pardo, casado. 50 anuos,
lisies.
Martinha Maria da Conceico. parda. 9 annos. es-
carlatina.
Loocadio Ribeiro do Nascimento, preto, solteiro,
30 annos, calharro chronico.
Maria, prela, 7 mezes, interite tuberculoso.
Eslevo Jos da Silva, pardo, solteiro, 40 annos,
bexigas.
Urna prvula que appareceu na porta da igreja
da Penha.
Amelia, branca, 2 annos, hydropercardio.
CHRONICA UICIARIA.
JURY DORECIFE.
5* SESSAO.
DIA 13 OE NOVEMBRO D 1860.
Presidencia do Sr. Dr. jui: de direito da primei-
ra vara criminal Bernardo Machado da Costa
Doria.
Promotor publico, o Sr. Dr. F. L. de Gusmao
Lobo.
Escrivao, o Sr. Joaquim da Silva Reg.
A's 11 horas da manha, o escrivao proced o


DIARIO DB PBRRAMBUCO. QUARTA FEIRA 14 DE NOVEMBRO DE 1860.
chamada o verifica estarem presantes os se-
guintcs senhores jurados :
Joaquim Jos Tirares.
Jos Paulino da Silva. ;
Joaqoi Gandido Forreira.
Jos Bernardioo l'eteira de Brilo.
Jos Antonio Moreira Das.
Luiz Gomes Silverio.
Juveocio Athayde.
Francisco Ferreira da Aanunaco.
Manoel Lapes Rodrigues.
Manoel Antonio Ribeiro.
Flix Joaquim Domingues.
Antonio Pereira da Cunhs.
ApoLinario Pereira Baduem.
Herculano Jos Rodrigues Pinheiro.
Trajano Evaristo Castello-Branco.
Jos Cavalcanti de Albuquerque.
Jos Francisco de Salles Baera.
Manuel Antonio Ribeiro.
., E' relevado da mulla, que Ihc foi imposta no
dia 12, o Sr. Manoel Antonio Ribeiro, que allegou
justo impedimento por esta falta.
Sao multados pela 2a vez em 20#000 os segua-
les Srs. jurados :
Joo da Silva Parias.
Tedro Marianno das Mcrcs.
Joaquim Jos de Sanl'Anna.
Domingos Antonio da Silva.
Antonio Joaquim deSanl'Anm.
Joaquim Silverio de Souza.
Manoel Ferreira Pinto de Araujo.
Salvador de Souza Braga.
Joo Vieira de Araujo.
Domingos Das dos Sanies.
Joaquim Jos da Cosa Tavares.
Antonio Augusto Baudeira de Mello.
Mauoel Jos de Castro liveira Guimares.
Jos de Carvalho da Costa.
Francisco Jos de Mello.
Antonio Ferreira da Silva.
Alexandre dos Santos da Silva Cavalcanti.
Tenente-coronel Sebaslio Lopes Guimares.
Joo Clirysostomo Pereira Soares.
Manoel Pereira Lima.
Antonio Jos Bartolo de Mello Jnior.
Jos Tliomaz Cavalcanti Pessoa.
Jos Alves de Souza Rangel.
Dr. Vcente Jeronyruo Wanderley.
Jos Francisco de Barros Reg.
Urbano Jos de Mello.
Pedro Caldas da Silva.
Joo Cnrneiro da Cunha.
Luiz Francisco de Barros Reg.
Dr. Domiugos de Souza Leo.
Antonio Pedro da Cmara Lima.
Pedro Jos Gomes
Joaquim Corroa de Barros.
Vicente Ferreira da Costa Miranda.
Sao multados pela primeira vez em 20$000 os
seguintes jurados, que sendo notificados na for-
ma da lei, nao compareceraoi sos trabalhos :
Dr. Luiz Salasar Menezes da Veiga Pessoa.
Pedro Jos Carlos da Silva.
Francisco Antonio Rosa.
Belmiro Augusto de Almeida.
Eslevo Jorge Baplisla.
Jos Maria Machado de Figueiredo.
Antonio Fernandos de Araujo.
Joaquim Bernardo de MondonQa.
Joo Carlos Lima.
Affonso Peixoto da Silveira Cavalcanti,
Joaquim Luiz Vires.
Jos Francisco de Mello.
Antonio Moreira Tavares.
Jofio Antouio Ribeiro.
Jos do Reg Pacheco.
Zelrino de Lima Cavalcauti.
Anacleto Jos de Mendonca.
Manoel Goocalves da Luz.
Joo do Reg Pacheco.
Jos Antonio Lopes Guimares.
Ignacio Lopes Cordeiro.
Serafim Alves da Rocha Bastos.
Severiano Jos de Souza.
Joaquim Jos Alves de Albuquerque.
Antonio Norberto dos Santos.
Antonio Teixeira de MendonQa.
Hermenegildo Firmino de. Lemos.
Francisco Malhias Pereira do Castro.
SSo dispensados de servirem na presente sesso
os seguintes senhores jurados, visto haverem ser-
vido o primoiro na primeira sesso judiciaria do
correte anno, e o segundo na quarta sesso do
mcsoio anuo:
Joo Pedro de Jess da Malla.
Francisco Antonio de Brito.
Nao se havendo reunido numero legal de juizes,
o Sr. Dr. presidente do jury procede sorteio
dos juizes sopplementares, c sao sorteiados os
Srs. :
Dr. Manoel Adriano da Silva Ponles.
Dr. Joo Ferreira ds Silva.
Dr. Cosme de S Pereira.
Dr. Antonio Epaminondas de Mello.
Manoel Lopes Rodrigues.
Manoel do Almeida Sobre.
Frederico Augusto de Lemos.
Antonio Colho de Mello.
Joo Eduardo Pereira Borges.
Jos Ferreira da Penha.
Dr. Luiz Rodrigues Villares.
Capilo Autonio Jos da Costa e Silva.
Antonio da Silva Guimares.
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
Joo Pedro da Rocha Pereira.
Antonio Jos de Castro
Joaquim Pedro Brrelo de Mello Reg.
Antonio Fraucisco Collares.
Capilo Antonio Joaquim do Mello.
Antonio Jos Ferreira.
Manoel Luiz Vires.
Miguel Jos do Abreu.
Fraocisco Antonio de Miranda.
Manoel Antonio da Silva.
Amaro Soares Mariz.
Manoel da Fonseca e Silva.
Jovno Epiphanio da Cunha.
Luiz Gomes Ferreira.
Joo Antonio Carneiro.
Jos Antonio de Olivcira
Nada mais havendo tratar-se, foi por encer-
rada a sesso s 2 horas da Urde ; sendo adiada
para odia 14 s 10 boras da manlia.
H
Eser possivel, que semelhanle acto se possa
considerar como regular e feilo de conformidade
com as le* que o rcgulam
Ao Exm. presidente da provincia, pois, no ex-
ercicio da suprema inspeeeSo, que Ihe confere a
lei, como seu primeiro administrador, e encarre-
gado de fazer executar as lea, se reclama toda
ottencao contra actos todos contrarios s raesmas
lea.
Por um Cimirense.
Correspondencias.
^^^^^ i i.^^^
Srs. redactores. Nao posso dar prompta e ca-
bal resposta, correspondencia do Sr. Francelino
Guilherme de Azevedo, incerta no Diario de O
desto correte mez, sem que entre no canal da
verdade, visto como nao desejo offender a quem
nao tenho certeza de me havor offendido.
Sou, senhores redactores, sou constante le-
Cor
S. Paet de Souza.
Recife, 13 de novembro de 1860.
COJIHEIICIO.
Praca do Recife 13 de no-
vembro de 1860.
jVs tres horas Aa tarde.
Cotacoes ofliciaes.
Cambio sobre Londres26 1,4 d. 90 d[v.
Descont de letras10 e 12 0(0 ao anno.
Cotacoes ofliciaes no dia 12 depois de tres
horas da larde.
Cambio sobre Londres- 26 1,4 d.
Cambio sobre o Rio de Janeiro ao par 15 d[v.
George PatcheltPresidente.
DubourcqSecretario.
Caixa filial do banco do
Brasil.
EM 13 DE NOVEMBRO DE 1860.
A caixa desconla letras a 10 0;0, toma saques
sobre a praca do Rio de Janeiro, e recebe di-
nheiro ao premio de 8 0,o.
NOVO BANCO
PERNAMBITCO.
EM 13 DE NOVEMBRO DE 1860.
O Banco desconla na presente semana a 10%
ao anno at o prazo de 4 mezes, e a 12 % at
o de 6 mezes, e loma dioheiro em contas corren-
tes simples ou cora juros polo premio e prazo
que se conveucionar.
4jp |
3t9a4|0 *
3,2a3i4
4,0
3|0 a 3,3
2,6 a 2|9
((110 t 2,0
20a 25
14 a & 18
Paacds. 1 iaalfdada
a* dita. .
3'dtis.
Piriiba, Ia dita
2 dita .
3* dita. .
Br, 1* qualiade .
2a dita
Jacaranda por tenelada do Rio.
dem da Bahia. .
lierzelirn, por quarleirao. .
Pieasava par 2240 Ib. do Para'.
d Bahia..... 12
Salsa parriiha por libra boa. 1|8
inferior.....1|0 a 1 [3
Tapioca por 112% Rio superior. 68( a 74(
Ordinaria 45| a 55,
Urue por % do Para bom. 41i2d
Fundoi e Cambiot.
Fundos inglezes.
Consolidado...... 393 l|4a93 3|8
Estrangeiroi.
Brasileiros..... 597 a 99
r .... 41r2861i2 a87 li
Hespanhes...... 3 48 |4 49 1[4
Differidos 3 39 1|2 a 40
i Pasmos. 322 Ii2ag3 1[2
Holiandezes.....21|264 a 65
4 99 a 100
322l|8 a22 3|8
3 43 a 43 1(2
3 43 H2a44
5 103 a 105
I (2 93 a 94
fr. 28,40 a 50
4 Ii2 95.80
3 69,23
1856 1857..)
1859..)
1853...

Mexicanos.
Portugueses


Rssoi. .
a ......
Banco de Franc.it i aeces).
Fundos francezes.
o a
Metaes preciosos.
Ouro em barra.....P. onja T7|9
i> Portuguez em moeda. 77|6
i> Brasil.....i) u 77|8
Oncas Despalilllas. i> 76|9 a 77|3
i) americanas. 74|0 a 74,3
Prata em barra .... 62 5|8
Patacas brasileiras 59 5,8
Pesos columnarios heipan. o 74
Pesos das repblicas hesp. 1 -g., .
mexicanos..... ) l
MoeJai de 5 fr..... 59 3|4
Cruzados novoi 60 1|4
a 60
Lisboa. .
Rio de Janeiro.
Amsterdam.
Hamburgo .
Pan.....
o .
.
Cambio*.
90d.d.53 a 53 1(8
60 d v 25
3 m. d. lt 16li4
13,5 1|2
o 25,35 a 25.40
3 d.v. 25.12 I|2a25.l71[2
Alfandega,
Rendimento do dia 1 a 12. .
dem do dia 12......
162:3t6sl0i
11 7879834
174.1333938
Itloviinento da alfandeg^i.
Volumes sabidos cora fazendas.. 75
com gneros.. 66
------141
Descarregam hoje 14 de novembro.
Briguo portuguezEsperancaceblas e farello.
Patacho americanoJoseph'Park mercidorias.
Barca portuguezaFlor de S. Simo- diversos
gneros.
Brigue hespanholRomanovinho.
Brigueinglez-Balcliita-bacalho.
Barca francezaRaoulcemento.
Barca inglezaSex Wavetrilhos de ferro.
Brigue brasileiroDituodiversos gneros.
Recebe doria de rondas internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 12. 12:983*562
dem do dia 12....... 1:454*302
14:437764
Consulado provincial
Randimento do dia 1 a 12. .
dem do dia 12......
6:103*836
272^447
Navio* entrojas no dia 13.
Terra-Tova 33 dias, brigue Inglez Balclutha,
de 243 toneladas, eapito fieorge Hart, equi-
pogera 12, carga 2.626 barricas com bacallio ;
a James Crabtree & C.
Ntvioi sahidos no mesmo dim
Parhiate brasileiro B(nn kmigo, capilo Ma-
noel Jos Pereira Marinho, carga bacalho e
assucar.
Editaes.
.-; O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, era cumprimento da resolueo da junta
da fazenda, manda fazer publico, que no dia 29
do correte, peranle a mesma junta, se ha de ar-
rematar a quem por menos zer, o costaio da il-
luminacao publica da cidade de Olinda, avaliado
diariamente cada um lampeo em 260 rs.
A arrematarlo ser feila por lempo de um an-
no, a contar do dia 15 de dezembro do corronte
anno.
As pessoas que se propozercm a esta arrema-
tado comparec.am nesla thesouraria, onde ach- |
rao as condicoes com que deve ser effecluada a
arremataba*.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, em 8 de novembro de 1860.O secre-
tario,
A. F. d'Annunciaco.
O Dr. Anselmo Francisco Purelli, commendador
da imperial ordem da Rosa, juiz de direito es-
pecial do commercio desla cidade do Recife
de Pernambuco e seu termo, por S. M. I., que
Deus guarde, etc.
Fago saber aos que o prsenle edital virera,
que a requerimento de Monteiro Lopes & C. e
Vaz & Leal, acha-se aberta a fallencia do Castro
I Araorim, estabelecidos com loja de miudezas
na ra do Cabug n. 2 R, pela seoienca do theor
seguinte:
Das letras de fls. 4 e fls. 5, carta do fls. 6, ba-
lando de fls. 7 e documento de fls. 8, moslra-sc
que a Crma Castro & Amorira, de que sao socios
Joaquim Antonio Dias de Castro e Jos Gomes de
Amorim, estabelecidos com lojas de miudezas na
ra do Cabug n. 2 B, tem cessado os seus pa-
gamentos: pelo que declaro dita firma em es-
tado de quebra e tixo o termo legal da existencia
desta contar do dia 1 de oulubro prximo pas-
sado.
Nomeio curadores iscaes os credores Vaz &
Leal e depositarios interinos os credores Montei-
ro, Lopes & C, e prestado pelos primeiros o
juramento do eslylo e pelos segundos assignado
termo de deposito, o escrivo remetiera copia
desta ao juiz do paz competente para a apposi-
co de sellos, que ordeno se ponham na forma
da le, em todos livros, bens e papis dos fallidos.
E publicada a presente nos termos dos arts. 812
do cod. comra e 129 do regulamento n. 738 se
proceder s subsequenles diligencias, que ditos
cdigo e regulamento determinam.
Recife 9 de novembro de 1860.Anselmo Fran-
cisco Peretli.
E mais se nao conttnha em dita sentenga aqu
transcripta. E tendo os preditos depositarios in-
terinos Lopes A C. requerido dispensa deste car-
go, foram nomeados os credores Ferreia & Araujo.
que assignarirn o respetivo termo de deposito E
para cumprimento da mesma sen tenca, convoco
a todos os credores presentes dos fallidos para
comparecerem na sala dos auditorios no dia 14
do crrenle mez s 10 horas da manha, alim de
se proceder a nomeaeo de depositario ou depo-
sitarios, que ho de receber e administrar pro-
visoriamente a casa fallida.
E para quechegue ao conhecimenlo de todos,
mandei passar editaes, que scro publicados pela
imprensa e afiliado nos lugares designados nos
filados arts. 8l2 do cdigo commcrcial cl29 do
regulamento n. 738.
tuar-se dentro de 4 mezes, e que lindo
este prazo s podera' ter lugar com o
discanto progressivo de 10 por cent o ao
mez, ficando astim na forma do art 5
da lei n. 53 de 6 de outubro- de 1835
sem valor algurn no fim de i O mezes.
Recife 9 de novembro de 1860. Os
directores, Joo Ignacio de Medeiros
Reg, Luiz Antonio Vieira.
Sauta Casa da Misericordia do
Recife.
A junta administrativa da Irmandade da Santa
Casa da Misericordia do Recife, manda fazer pu-
blico que no dia 22 do correte, pelas 4 horas da
tarde, na sala de suas sessoes, iro prar;a as
rendas das casas abaixo declaradas, pelo lempo
que decorrer do dia da arremataejio al 30 de
junho de 1863.
Bairro do Recife.
Ra do Pilar n. 74.
Bairro de Santo Antonio.
Ra Nova n. 55.
Dita do Padre Floriano n. 45.
Dita dos Fagundes n. 32.
Dila de Santa Thereza n. 4.
Dita da Roda n. 3.
Os pretendentes derero comparecer acompa-
nhados de seus Dadores, ou munidos de cartas
destes, sem o que nao podero lanzar.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do Re-
cife, 12 de novembro de 1860.
O escrivo,
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Precisa-so contratar a lavagem da roupa
i do hospital militar : quem pretender, apresente-
! se no inesmo, terga-feira 13 do correte ao meio
dia.
Hospital miililarde Pernambuco 10 de novem-
, bro do 1860.O almoxarife, T. A. Macicl Mon-
i teiro.
6:3769283
BOLETIM.
LIVERPOOL, 8 DE OUTUBRO DE 1860.
[tnportagao.
Livres de direilos para o vendedor.
Genetos. Pregos.
Algoao de Pernambuco por lib.:
Communicados
A eleico de Cimbres I
A qualiflca^o dos volantes foi presidida por
um in lividuo (o raajor Panlaleo de Siqueira Ca-
valcanti Jnior) que, tendo aceitado a supplencia
do juiz municipal, anteriormente a qualiiicaro,
liona, conseguintemenle, perdido, segundo a lei,
o lugar de juiz de paz : sssim, se se considera il-
l''2<)I ludo quanto se faz contra o disposto pelas
leu, fora de duvida que a qualificacao dos vo-
tantes nulla, nenhuma.
II
A lista dessa qualificacao, qnando legal fosse,
so nao mandou publicar e affixar na igreja, como I
recommenda a le, quinze dias antes da reunio
do conselho municipal de recurso ; por conse-
guinte, ainda concedendo-se que nao fosse nulla
a qualificacao pela primeira causa exposta, ahi
temos a segunda irregularidade, que a nullilica
sem duvida.
III
Ignora-se que se reunisse o conselho municipal
de recurso, menos que nao fosse essa reuniao
secreta, visto como nunca foi presenciada !
IV
A acta da qualificacao, fora de duvida, con-
tera nomes raspados e substituidos por outros ;
nomes emendados e com enterlinhas de lapis ;
por isso, ainda nao existimlo as demais fallas aci-
ma-jnencionadas, inconleslavel que a falsiflca-
co da acta mais que svfllciente para nullidade
insanavel da qualilicacaw.
V
A e!ei?5o principiou na villa de Pesqoeira, em
a capella de Nossa Senhora Mai rs Homen,
para onde concorreram o eleitores, snpplenles e
votantes convocados para o dia 7 de selembro,
designado para dita eleico, foi acabar na igreja
matriz, quatro para cinco leguas de distancia I
Ora, ser concebivel, qae um acto semelhanle,
alm de Ihe faltar a base essencial, como cima
fica demonstrado, po* ler cunho de legal,
sendo em tudo feita contra todas as disposicoes
determinadas pela lei regulamentar das c'lei-
cea 1
Observa-se ainda, que, alm do enunciado, se
qualificassem homens criminosos e invisiveis
No quarleirao de Pesqueira- foi qualiflcado, Joa-
quim Ignacio de Siqueira, preso appellado, e no
de Sanner, Claudino Jos dos Santos, pronun-
ciado por enme demorte.
No quarleirao de Cimbros, mais de 60 votantes
nao existem all I No do Arahi, mais de 37 tam-
bera nao existen) I No 4a Lagoinha e outros dao-
se as mesmas falla?. -
Com.
Mediano. .
Ordinario. .
dem da Bahin, bom. .
Mediano .
Ordinario .
dem do Maranliito, Abra longa
Alcntara .
Itapicur .
Caxias .
dem de machina bom .
Mediano .
Ordinario.
Assucar por112% do Rio, b. .
I.ouro. .
Mascavado .
dem de Pernambuco branco.
Lcuro: .
Mascavado .
dem da Babia e Macri b. .
I.ouro. .
Mascavado .
Balsamo decupaiba por %,claro
Torvo .
Borracha por t, fina. .
Mediana. .
Ordinaria .
Cabera de Negro
Sernambv ; .
dem to Ciar, pellei." .
Sernambv. .
Cacao, por 112 libras:
Para bom .
8 3|4d a9d
8 d a 8114 d
7 1|2d a 7 3|4 d
75|8da7 3ii d
7 3|8 d a 7 112 d
7da71i4d
83|4da91|4d
81|2 da83(4d
8 l|4d a 81|2d
73|4da8d
7 Ii2da75i8d
7 d a 7 1|4 d
26|6 a 30
2|0 a 25|6
2-2[O a 2416
26|6a 3t|6
25,0 a 25|6
22|0 a 24|9
26|6 a 30|6
25,0 a 25|6
2210 a 25[0
lili
1,9
2|8
2|5 1|2
2,2
2,11
li"
ll
C0| a 61 jO
Bahia, .....5ij
Cafe, por 112ft Rio l.asorte. Cl| a64|
Segunda o. 57| a 59[
Escolhido 6i| a 68|
dem da Bahia primeira sorte. 58, a59[
Segunda 54| a56|
Escolhido 58, a60|
Caslanha por 112 % do Para n. lTi
Cebo por 112 % do Rio Grande
Bom e duro.. .
Mediano. .
Escuro. .
Cera de carnauba, por 112 %. .
Chifres, por 123 % de vacca .
Da boi. .
Cinzas de oaos por tonelada:
Branca. .
Prela .
Clina por decavado .
de vacca .
Cobre velho, por Ib. ,
Couros por % do Rio,
Seceos de 30 a 35i.
de 20 a 24 %
de touros, 35 a 40
dem do Rio Grande, por %:
Salgados.de 65 a 70%.
s> de 45 a 50
de vaeca 40 a 48S
Ca vallo, lercot, 10 a 13
8. ora .
dem salgadoi, 23 a
30 *.....
dem dem, 16 a 20%.
dem de Pernambuco, Bahia,
Maranhio e Par por %
Steos salg., 26 a 30
espichados 16 a 20 %
Curtidos 7 a 9 Molliados Migados, 40
a46ib-...............
dem do Ciar, Parahyba e
Macei por .. .
Seeeusslg. 30a22.
Molhados s, 45 a 50 %
Cumar por libra bom. .
Ordinario ....
Gumma ou bucho de pcixe por %
orojubi, 1* qualid. 4,0 a 4|2 -
2a dita. 3,3 a 3,9
3* dita. 2,10 a 3,3
50| a 52,6
48, a 50
45|
60|
18|a20
15|a25
4 10,0a50|0
310,0 iS 4 0|0
7 da 12
9 d a 12 d
10 d
9d a 111(2(1
9 d a 10 1|2 d.
8 d a 9d
61(2da71l8d
1,2 d (i 3,4 d
6 1(2d
8| a 10
10, a 12[
5 a6i0
8
8 da81|2d
9d a 10 d
9 d a 10 d
5d a5.1|2 d.
8 d 8 3/4 d
5 d a 5 3/44
1|4
1(2
NAVIOS A CARGA PARA O BRASIL.
Mar^nho Granston 20 de outubro.
rara Egeraleia 8 de oulubro.
Pernambuco Uranes 12 de outubro.
Belem 12 de
Seraphina 15 de
Lindesfarne 12 de
i) Sarah 10 de
Mara 20 de
Algodo.Durante o mez a procura tem sido
extensa mais sem haver grande differenr;a nos
preros. O total das entradas este anno at 5 do
corrente montara em 2,779,592 saceos incluindo
85,184 do Brasil. As vendas durante o mesmo
periodo montam em 2.702,140 saceos incluindo
99,680 do Brasil. Em ser ficam 833,950 saceos,
incluindo 4,350 saceos de Pernambuco, &c. ;___
4,050 da B..hia, &c. e 9600 do Maranho, con-
tra 16,050,6650 e 2,900 saceos, em ser respecti-
vamente daquelles portos no mesmo periodo do
anno passado.
Arroz em casca.Este genero continua a at-
traliir a altencro de especuladores. As vendas
effectuadas do armazem. o em viagero, montam
respectivamente ero 37,650 saceos, e 3670 tone-
ladas, aos precos de 10,6 e 11 pelo Necransie ;
11, H|3, 11,6 pelo Rsngoon ; 12,9 a 15[6 pelo d
Bengala ; 10|3 a 10[4 1,2 pelo Mculmcin, e 11,1
1(4 pelo Arracan.
Assucar.As transaccOes neste genero lera si-
do moderadas montando as vendas apenas em
15,000 saceos aos procos de 23 e 23,6, pelo da
Bahia ; 25,6 pelo do Rio Grande ; 24,6 pelo de
Pernambuco, e24|3 pelo doCear.
Azeite de palma.Tem havido grande activi-
dade no mercado resultando na venda de 3,6501 g* fazenda,
toneladas, iucluindo 480 toneladas ainda em via- ~" corr
geni, aos pregos de & 42 10, Sf 43, jf 43 15, 5f
44 e S 44 10. Em ser em Liverpool licam 810
toneladas contra 1960 toneladas no mesmo pe-
riodo do anno passado, quando o preco rcgulava
f -5 e : 45 10 por toneladas.
Azeite doce.As trausaccoes lera sido pouco
importantes, e as vendas nao excedem de 280 to-
neladas, aos precos, de S 60 a S 61 pelo deGa-
lipoli; S 56 a < 57 10 pelo da Sicilia ; 6 53 a
54 pelo de Mogador, e 57 pelo de Portugal.
Em ser ficam 1310 toneladas contra 1610 tonela-
das no mesmo periodo do anno passado, quando
o preco pelo de Portugal regulava, 49 10 a S
50.
Borracha A quanlidade em ser monta em cer-
ca de 130 toneladis em primeiras mos. As ven-
das tem sido regulares, a saber :258 caixas da
fina e mediarfa, aos precos de 2,8 1,2 e 2,9 por
libra pela lina e 2|4 a 27 3,4 pela mediana ; 1|10
a 2 pela cabeca de negro, e 1,8 pelo sernamby.
Os presos vo gradualmente baixando.
Cacao.Das partidas recem-chegadas, effeclua-
rara-se vendas de 600 saceos do Para, aos pre-
gos de 59 a 61 e 187 Ji(as da Bahia, a 50 e 5!. ann0 ao UJ ue :unho de 18G3
Cafe.Venderam-se 2000 saccas do Rio, de I
57,6 a 60. A procura coutinua para qualidades
propriis para exportacao.
Caslanha do Para.Vai encontrando venda re-
gular ao prego que cima colamos. Em Londres
pequeas porgues vo realizando 30 por barril.
Cinzas d'ossos.Continua a ser procurada, e
cargas em viagem encontram prompta venda.
Couros do Brasil.Sem haver alteraro nos
precos, as vendas lem sido limitadas. Entraran)
5,464 couros seceos, e secco salgados do Brasil, e
venderam-se 3103 aos seguintes pregos, a saber:
94 d. por libra pelo seceos da Bahia do 17 1,2
d. por libra ; 8 3,4 por libra pelos seceos salga-
dos do Cear de 30 libras, hmidos e 7 3,4 d. por
libra pelos seceos salgados do Maranho do 28
libras. As casas exportadoras sao os nicos com-
pradores actualmente.
Jacaranda.Venderam-se dous pequeos lotes
aos precos de & 22 e S 13 por tonelada.
Marlim.As vendas desle artigo era leilo nao
lera sido to animadas, c o resultado urna ba.
xa de & 3 a & 4 em quintal
Piassava.Cincoenta molhos da Bahia reali-
zaran! S 13 por tonelada, e 20 toneladas foram
vendidos, a 12 10 s. por causa de humidade ;
e 7 toneladas do Para de S 35 10 a S 38|12,6.
Queijos.Nenhuma alteraco nos precos desde
a nossa ultima.
Sarro de vinho.Tem pouca sahida : notamos
a venda de 31 cascos, a 53 e 54 por 112 libras.
Tapioca Venderam-se 160 barricas do Rio de
6 d. a 8 d. por libra.
Urucu'.As entradas deste genero tem sido
em grande escatla. As vendas andam cerca de
250 paueiros. de 3 d. a 4 1(2 d.
THEATRO DE S. ISABEL.
W.tMIl\ LYIIIC1 DE G. HHtlYiAT.ELl
Quinta feira 15 de novembro.
Recita a beneficio do primeiro tenor A. Marchetti.
Representar-se-ha a Iindissima a applaudida opera em qualro aclos Je Verdi.
ERNANI
No intervalo do segundo acto a senhora GiCLtA Beltramini, em obsequio ao benefi-
ciado, cantar a mui applaudida cavatina da opera
SEMIltAJIfti;.
Com esle espectculo, pensa o beneficiado satisfazer aos Ilustres apreciadores do iheatro
lyrico e ludo espera da sua proleccao.
Os bilhetes vendem-se j em sua casa ra da Roda n. 30, e no sobredilo dia no escrip-
loriodolhealro.
Principiar s 8 horas.
N. B. Os bilhetes vendidos para a recua que devia ter lugar nos dias 7 ou 10 terao valor
(quando naoqueiram antes receber o importe) para sabbado 17 do corrente com a opea
Avisos martimos.
PARA.
Segu era pouens dias e em direitura parao
Para, o brigue escuna nacional Graciosa, capilo
e pratico Joo Jos de Souza, para a pouca car-
ga que Ihe falta trata-se com os consignatarios
Almeida Gomes. Alves & C, no seu escriptorio
ra da Cruzo. 17. 1
REVL C0ir.\!HIA
DE
Maranho e Para,
Segu com brevidade o bem conhecido hiate
Lindo Paquete, capitao Jacinlho Nunes da Costa
Paquetes inglezes a vapor.
No dia 14 desle mez ejpera-sc do sul o vapor
Tyne, coramandante Jellicoc, o qual difpois da
demora do costume seguir para Southampton,
tocando nos portos de S. Vicente e Lisboa : para
pissagens ele., trata-se com os ageotes Adam-
son Ilowie &C, na rna do Trapiche Novo n. 42.
guiamenio n. <>. por ter parte de sen carregamenlo promplo ; para
Cidade do Recife 12 de outubro de 1860.Lu ,0 rcst,, e passageiros, trata-se rom os consigoa-
' tarios Almeida Gomes, Alves & C, no seu cs-
Manoel Maria Rodrigues do Nascimento, escrivo
o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelli.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimeulo da resolugo da junta
manda fazer publico, que no dia
ente, peranle a mesma junta se ha
de arrematar a quem por menos zer, o costeio
da illuminaco publica da cidade de Gnianna,
avaliado diariamente cada lampeo em 220 rs.
A arrematadlo ser feila por tempo de um an-
no a contar do I.* de dezembro do correte
anno.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tarlo comparecam nesta thesouraria, onde odia-
rn as condicoes cora que deve ser effecluada a
arreraataeo.
E para constar se manaou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 8 de novembro de 1860 O secre-
tario,
Antonio Ferreira da Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumplimento da resoluQo da junta
da fazenda, manda fazer publico, que no dia 22
do correle vao novamenle praca, para serem
arrematadas a quem mais der, "os impostos da
comarca da Boa-Vista, pela quantia de 4:500c000,
no triennio, a contar do 1 de julho do corrente
a, ao lira de jonho de l""
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 8 de novembro de 1860. O secre-
tario,
A. Ferreira da Annunciaco.
criptorio. ra da Cruz n. 27.
Rio de Janeiro.
A fieles baratos.
O patacho cAnna, segu parao Rio de Janei-
ro por estes dias, recebe carga por baralo frete :
a tratar cora Tasso limaos.
Bahia.
Declaracoes.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
MDTO15 &TOML iC!t .. ,,
"* A escuna nacional Carlota, segu em poucos
Espera-se dos portos do norte at o dia 17 do dias para a Bahia, tem parle de sua carga en-
correnle o vapor Oyapock, commandante o ca- j gajada ; para o resto trata-se com o seu consig-
pito tencnle Santa Barbara, o qual depois da natario Francisco L. O. Azevedo, na ra da Ha-
demora do costume seguir para os portos do : dre de Deus n. 12.
sul. I
Recebem-sc desde j passageiros e engaja se Pll'l fi \l"i*ifv Prtm PC
a carza que o vapor poder conduzir, a qual.de-, aiU U X\l UV>aiJ i,U CS
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-'
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo &
calas.
Mendes.
COMPANHIA PERNAMBICAM
DB
Movimento do porto.
9 co o. M O. a * o- 5 floras 1
o C2 c 3 c c V c f z B cr c tmosphera O Co V) s= < ; c
P3 z P5 X * M M Z P3 Direcco. H O
* V w w m n o 1 | Intensidade 1 " rr. '* H9
S5 . So X K9 5" Centgrado. m H 3" O 2 B Si
00 s 2 22 -a 00 Fahrenhext I Hygromttro
9 2 - > P-
es
-4
ce o Cd O
3 <6 O
-> Vs
I
u
o
2
00

inglez.
Francex.
A noite clara, vento ENE
nlieceu.
fresco e assim ama-
0SC1LLACAO DA HAR.
Praamar a 4 h 30' da tarde, altan 7.8 p.
Baixamar as 10 h 18'da manha, altura 0.5 p.
Observatorio do arsenal de marinha 13 de no-
vembro de 1860 romamo reme:
Io lente.
Pela administrado do eorreio de Pernam-
buco se faz publico," que em conformidade do
decreto n. 787 de 15 de maio de 1859 e respec-
tivas instrurroes, leve hoje lugar o processo de
abertura das cartas atrasadas pertencentes ao
mez de oulubro de 18>9 condemnadas a consu-
mo pelo art. 138 do regulamento geral dos cr-
relos de 21 de dezembro de 1814; assislio ao
dito processo o negociante Benvindo Gurgel do
do Amaral. Desla abertura nfto resultou acha-
rera-se documentos de importancia. Por ultimo
procedeu-se a queima das mencionadas cartas
de que se lavrou o respectivo termo, que se se-
gu.
Admiuislra^ao do eorreio de Pernambuco, 3
de novembro de 1860.
O administrador
Domingos dos Passos Miranda.
Termo da consumo das cartas alrazadas per-
tencentes ao mez de oulubro 18)9.
Aos 3 do novembro de mil oito ceios e ses-
senta nesta administrado do eorreio desta pro-
vincia, s 11 horas da manha estando prsen-
les os Srs. administrador Domingos dos Passos
Miranda e mais empregadas abaixo assignados,
procedeu-se cm virtude do art. 138 do regula-
mento geral dos correios de 21 de dezembro de
1844, a consumo de duzentas e dessete cartas,
sendo cem selladas e cento-c dessete nao sel-
ladas na importancia de 20&070 ris, cuja impor-
tancia vai de6<:arregada n'esta data ao respectivo
administrador e thesoureiro. E para constar la-
vrou-so este termo em que assignou o referido
administrador e thesoureiro, e eu Francisco Si-
mps da Silva ajudante contador o escrevi. O ad-
ministrador Domingos dos Passos Miranda, os
ofliciaes papelistas Ismael Amavel Gomes da
Silva, Eduardo Firmino da Silva. Luiz de Franca
de Oliveira Lima, o pralicante Vicente Ferreira
da Porciuncula, o porteiro Manoel Marinho de
Soma Pimentel.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco continua a substituir
ou a resgalar o resto das notas de 10$ e
20$ que havia emittido e ainda existe
em circulacao, declarando que, em
cumprimento do decreto n. 2,664 de
10 de outubro do corrente anno, esta
substituido ou resgate devera' effec-
avegaco costeira a vapor
O vapor Persinunga, commandante Lobato,
segu viagem para os portos do sul de sua esca-
la no dia 20 do corrente, as"6 horas da tarde
Recebe carga para Macei at o dia 19 ao raeio
dia.
O expediente na gerencia ser at 3 horas e
depois de fechado nada mais se admiltir : es-
criptorio no Forte do Mattos n. 1.
ara
Sahe a' o dia 24, a barraga Maria Amelia,
queja tem parte di sua carga prompta; para o
resto trata-se com Prente Vianna & C.
Porto por Lisboa.
Vai sabir para o Porto com escala por Lisboa
at o dia 25 do conente mez o brigue portuguez
Promplido II, forrado e encavilhado de cobre,
de PRIMEIRA MARCHA E GLASSE, por j ter
parte do seu carregamenlo; para o resto o passa-
geiros, para os'uaes tem excellentes cooimodos,
tratase com Elias Jos dos Santos Andrade & C,
ra da Madre de Dos n. 32, ou com o capilo.
Lisboa.
Vai sabir com muita brevidade a bem contie-
nda
Barca Gralidao
para carga e passageiros. Irala-se com os con-
signatarios Carvalho, Nogueira & C, na ra do
Vigario n. 9, primeiro andar, ou com o eapito
Borges Pestaa.
Riode Janeiro,
O hiate Piedade recebe carga frete, e passa- i
geiros : a tratar com Caetano C. da C. M & Ir-
mo, ao lado do Corpo Santo n. 23.
Acarac porMunda. :
O hiale Sobralense, para cirga e passageiros
trata-se cora Caetano C. da C. M. & Irmo, ao
lado Corpo Santo n- 23.
Cear
Palhabole Santa Cruz, para carga e passagei-
ros trata-se com Caetano G. da C. M. & Irmo,
ao lado do Corpo Santo n. 23.
' O brigue portuguez Constante vai sahir
para Lisboa cora a maior presteza por j ter par-
te da carga : quem no mesmo quizer carregar,
trate com o consignatario Tliomaz de Aquino
Fonseca, ou com o capilo o Sr. Carlos Augusto
dos Reis, na praca, ou na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar.
PARA O ARACATY E ASSU'
sae o hiate Sergipano: para carga, trata-se com
Marlius & Irmo.
Parahiba.
O veleiro e bem conhecido cter nacional
Emma segu para a Parahiba em poucos dias:
para alguroa carga que Ihe (alta c passageiros :
trata-se com Augusto Jos Ferreira i C, ra do
Cabug n. 2.
COMPAMHA BRASILEIRA
DE
PAODETES A VAPOR.
Espera-se dos portos do sol at o dia 14 do
corrente, o vapor Paran, coratuandanle o pri-
meiro lente Pontes Ribeiro, o qual depois da
demora do costume seguir para os portos do
norte.
Recebem-se desde j passageiros e engaja-sa
a carga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo ti
Mendos
Para Lisboa
vai sahir impreterivelmente no dia 20 do corren-
te o brigue .portuguez Relmpago : quem no
mesmo auizer ir de passagem, para o que offere-
ce excellentes commodos. dirija-se ao consigna-
tario Thomaz de Aquino Fonseca, na ra do Vi-
gario n. 19, primeiro andar.
Leiles.
LEILAO
DE
Tintas de oleo.
Quarta-feira 14 do corrente
Antunes far leilao em frente da alfandega de


()
DIARIO DE PEBJSABMUCO. ~ QUAITA FURA 14 DE NOVEMBRO DE 180.
S222*?0 de lslas de linU de le. en> lotes a
ISIffni. 4 comPr?dor e sem resera do preco.
Principiar as !i horas.
LEILO
DE
Hiate brasileiro
N. S. da Paz,
PELO AGENTE
O referido agente far leilo por conla e risco
de qucm pertcncer, quarta-feira 14 do corrente
as 1 hora da larde na travessa do arsenal de guer-
ra armazem n. 5
DO
Hiate brasileiro N. S. da Paz, de 36 toneladas,
forrado de zinco, preparado e pintado, o qual
se arlia ancorado no caes do 22 de Novembro,
aonde os pretendentes poderao examinar.
DE
Chapeos de palha
de Panam.
QUARTA-FEIRA 14 DO CORRENTE.
PELO AGENTE
PESTAA.
Rrander Brandisfaro leilo em seu arma-
zera da ra do Trapiche n. 16, no dia cima de-
signado c pelas 10 horas da raauha
DE
Urna caixa com 600 chapeos de palha de Panam
de muito boa qualidade e ptimo gosto.
LEILO
Quinta-feira 15 do corrente.
A dinheiro ou a prazo de
boas firmas com garante.
DE
Uina luja de mimlozas.
AS 11 HORAS EM PONTO
NA
Ra Direita n. 83.
O agente Camargo por despacho do Exra. Sr.
Dr. juiz especial do commercio e a requerimen-
to de Antonio Fernandes de Castro far leilo da
loj de miudezas da ra Direita n. 83, pnen-
le a Jos Ramalho do Souza, consistindo era ar-
macao e miudezas no mencionado dia as 11 ho-
ras em ponto.
LEILAO
fAluga-se urna -cosa construida da navo com
comraodos para grande familia, cita ao lado di-
reito antes de chegar ao Cachang, quera a pre-
tender dmja-se ao mosmo lugar cado da padaria
que achara com quera tratar, promeUendo-se
alugar por tne.nos do que outr* qualquer.
Perdeu-se na|noile de 10 do corrente urna
pulselra de-cabello tingimlo urna cobra, cora ca-
bera e cauda de ouro, desde o pateo do Trro,
ruado Aguas-verdas at a travessa de S. Pedro,
pateo do Carmo, ra das Trinchelras, matriz,
travessa dos Expostos ra da Roda at a ra
Bella ; quem a achou querendo entregar dirja-
se a ra Bella n. 34 quo ser recompensado.
Quem precisar do urna raulher de idade
para ama de casa de hornera solleiro, ou de
pessoa de pouca familia, dirija-so a ra do Cal-
dcreiro n. 23.
No dia 11 do corrente fugio o]>scravo de
norae Jos da Cruz, crioulo, de 28 anos de ida-
de, bastante preto, estatura regular, cheio do
corpo, olhos pequeos e pardos, nariz chato,
denles bem alvos, ps chatos, dedos dos raes-
mos irregulares, tem alguns lobinhos um pouco
saliente ims colovellos e nos joelhos: costuma
andar de apragatas, o desconfia-se que estar
no lugar da Varzea ; roga-se as autoridades e
qualquer pessoa do povo a captura do referido
escravo, sendo conduzido a ra do padre Flo-
nano n. 7 seu senhor Joaquim Jos de Souza
Serrano que gratificar.
Precisa-se
do Tergo u. 26
de urna ama de leite no pateo
Aluga-se urna casa na Passagcm da Magda-
lena com excellentes commodo3 para umi gran-
de familia, com ptimo banlio no fundo junto da
ponte grando : as pessoas que pretenderen! di-
njam-se a ra Direita n. 3.
Hotel Sebastopol
Ra do Imperador n. 16.
Nestc novo estabelecimento naver de hoje em
diaute o bello sorvete, das 6 s 10 horas da noite,
tambera fornece-se comida para fra por preco
commodo.
Prcisa-se de urna ama para cozinhar em
casa da pouca familia, podendo ir dormir em sua
casa: no Recife, ra da Cruz n. 31, segundo
andar.
A mesa da irmandade de Santa Cecilia, con-
vida a lodos os irmos que hajam de comparecer
no consilono da tnesma irmandade, no dia 15
do corrente, pelas 9 horas do dia, aim de proce-
der-se a nova eleico como determina o art. 5
do titulo 5." do nosso compromisso.Joo Fer-
reira de Meodonga, escrivo actual.
Sebastiao Gonc.alves, subdito calalan, reti-
ra-se para o Rio de Janeiro.
Precisa-se de um caixeiro para taberna,
que ja tenha pralica : a tratar na travessa das
Cruzea n. 14.
Precisa-e alugar jima escrava quo seja flcl
e diligente, para o servico de casa de familia : na
ra da Cruz n 33, segundo andar.
Participaco ere-
dores.
O abaixo assignadj participa a todos os seus
credores para quo amauha 14 do corrente. pelas
10 horas da manhaa, tetiham a bondade de com-
parecer em seu estabelecimento no pateo da Pe-
nha n. 15, para deberarem a bem de seus inte-
resses o que Ihes for proposio, do quo o abaixo
assignado muito grato lhes Reara. Recife 13 de
novembro de 1860.
Fulgencio Jos do Oliveira.
Collegio de Henifica.
e de
ge-
PIO IX pontfice e re
PELO SEKHOR
D. Antonio de Maoedo Costa,
Hispo cleito do Para.
Eloquen te demonstracSo do poder
temporal do Papa.
Vende se no bairro de Santo Antonio
as 1vrarias dos Srs. Guimaraes & Oli-
veira e Nogueira de Souza & C. ; e no
bairro do Recife na liviana do Sr. Jos
de Mello : preco 2$.
m O Dr. Cosme de Sa' Per eir da' 8
* consultas medicas em seu escrip- Si
31 torio, no bairro do Recife, ra 9
H da Cruz n. 53, todos os dias,me- S|
|| nos nos domingos, desde asno
0| horas ateas 10 da manhaa, so- ]
breos seguintes pontos
1.a Molestias de olhos ;
2.* Molestias de cora rao
peito ;
3.* Molestias dos orgaos da
racao e do anus ;
fi.' Praticara' toda e qualquer
operacao que julgar conve-
niente para o restabelecimen-
3 to dos seus doentes.
q O examedaspessoasqueo con-
8 sultarem sera' feito indistincta-
|g mente, e na ordem de suas eri-
g tradas, fazendo excepcao os doen-
tes de olhos, ou aquelles que por
H motivo justo obtiverem hora
H marcada para este fim.
Na ra Velha n. 46, aluga-se um rnulali-
ntio de 14 aDnos, proprio para criado.
Ao sorvete
ra das Cruzes n. 41.
= Precisa-se alugar urna preta que jaiba fazer
o servico do urna casa : a tratar na ra Augusta
ti. 88.
i
= Precisa-se de urna ama para cozinhar em
casa de pouca familia : na ra do Csbug, loja
n. 11.
r- Quem precisar de um sacerdote para cele-
brar o santo sacrificio da missa em um engenho
perlo deSta praca, pode procurar na ra da Praia
n. 10.
= O Sr. Joaquim do Moraes Marlins lem car-
tas fe sua familia na ra da Conceicao da Boa-
Vista n. 6.
LIQUIDAQ&O
Sem limites de loja de miudezas.
O arrematante da loja de miudezas da travessa do Livramento, tendo de
iregar a chavada dita loja transferio todas as miudezas para a loja da ra da
en-
da Im-
K2LL!l e 3h CntnUa na. toP*"** Pr P"Ss que admirara a saber, para"
* os freguezes nao se enganarem a lo a tem na nnrta m t.K.-u m TzLF Z.
?A
ro
Esle estabelecimenlo precisa
e de urna ama governante.
de um cozinhei-
DE
UOV
Sexta-feira 16 do correte.
Casta Carvalho far leilo era seu armazem na
r.ia Nova n. 65, de varias obras de marcioeiria
Tambem
vender 1 cavallocom todos os andares.
Principiar as 11 horas.
LEILAO
Commercial.
Sexta-feira 16 do corrente.
Anlunsautorisado pelo Exm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commercio, a requerimanlo dos depo-
sitarios da massa fallida de Siijuoira & Pereira,
far leilo dns fazendas e dividas pertencenies a
referida massa o qual tora lugar na loja da ra
do Crespo n. 7.
Principiar as 11 horas do dia.
8 Amauha 15 ao meio ^
H dia comecar no colle- jjg
gio Boro Gonselho, um M
H curso de philosophia < i
geometra.
eseja
are com os senhores :
*P Bernardo Jos Corri de S.
Joo Filippe dos Santos.
Manoel do Nascimento da Silva Bastos.
tg Joaquim Claudio Monleiro.
g Manoel Leao de Caslro.
O Trajano Carneiro Leal.
mmmssm m msm^m^m
Na travessa da ra das Cruzes
raeiro andar, tinge-se com perfeigo
quer cor, e o mais barato possivel.
na porta um retabulo com o nome de sp
UQDACAO : enganarem 8 'ja ,6m
Linha de carrinhos de cores a 20 rs.
Cartoes de colxetes de i carreira a 40 rs.
Ditos com patesack rs.
Carlas de alGnetes de ferro e lato a 100 rs.
Linha de miada de roriz a 120 rs. .
Pecas de trancinhas de lia lisas de cores a 40 rs. *
Duzias de botoes de vidro para casaveques de cores a 320 rs.
Lindas abotuaduras para colleta a 320 rs.
Relroz de cores muito fino a oilava a 160 rs.
s Muito lindos chapozinbos para meninas a 4.
M Um grande sortimenlo de franjas de seda pretase de cores a 120. 160 -24f> ion
400. 500, 640, 800 e l*a vara, -^ W' 8W
Trangas de seda em grande xjuaniidadelargas e estrellas do 80 a 640 rs a vara.
BotSes de louca para camisa e roupao brancos e de cores a 20 rs. a duzia.
Manguitos de fil enfeitados par 29500.
La para bordar muito fina a libra 6j>,
Muito boas fitas de velludo de cores e pretas de 160 a 800 rs. a vara.
Enfeiles de vidrilho pretos muito lindos a 333.
Lencinhos de relroz matisados a 28500.
Enfiadores para espartilhos de linio a 80 rs.
Facas e garfos cravados muito boas.duzia 39500.
Baralhos de cartas finas a 320 e 400 rs. o baralho.
Meias para meninos o par 140 rs.
Dilas para meninas o par 240 rs.
^ Enfeiles de flores de Constantino a 5*500.
e^ Muilos ricos bonets para meninos a 45?.
Ricas charuteiras douradasa 4.
Botoes de osso fino para calc.a duzie a 20 rs.
Ditos de ac e de metal a 40 rs.
Gravatinhasde seda para hornera a 720 rs.
Meias pretas para homem o par 200 rs.
Ditas pintadas muito encorpadas a 280 rs.
Ditas cruas muito linas a 240 rs.
Luvasde seda de cores para senhora o par a 400 rs.
Franjas de algodao para toalhas a vara a 80 rs.
Galloes brancos e de cores de aljjodo para enfeile de casaveques e roupas de menino
a vara 80 rs.
Muilo ricos abafadoresabertos mostrando ramos de diversas cores para candieiro de
globo um 1$.
Sapalinho dla para menino o par 200 rs.
Caivetes de 2 folhas a 240 rs.
?^ Agulbas curtas francezas o papel a 40 rs.
E oulras rauitas cousas que nao se podem aqui mencionar como lavas de pellica
e camurga para homem e senhora, um grande sortimenlo de fitas de seda lisas e lavra-
das, grande sortimenlo de perfumaras, extratos, pomadas, agua de colonia etc.
Iheres de metal, papel, escovas etc. 5 na mesma loja vende-se um rico
urna seraphina e 2 realejos bons.
co-
piano novo,
Attenco.
Precis-se de urna criada para casa estrangei-
ra de pouca familia, que cozinhee engomme : no
lira da ra da Aurora a fallar na taberna do Reg
junto a fundico.
Gratificase
a quem der noticia de urna cachorrinha que te
perdeu na ra do Sebo, ou na ra da Soledade,
a qual indo em companhia de urna preta que a
conduza. largou-se a correr, e a prela nao vio
a casa onde ella entrou ; preta, com os ps e
asmose por baixoda cauda araarello, e como
urna lislra branca no peito, e tem raga de cao ra-
teiro, e inda nova : quem a levar ao largo de
Santo Antonio ao Sr. Jorge alfaiale, receber a
gratiGcacao de 10$.
Ama.
Precisa-se de urna ama para cozinhar para ca-
sa de pouca familia : na loja de livro3 aopdo
arco de Santo Antonio.
d. 2, pri-
para qual-
O Dr. Manoel Moreira Guerra continua a
prestar-se aos senhores esludantes da faculda-
de de direito como explieador para a oc-
casio do seu estado aos pontos para os actos :
pode ser encontrado na rus da Matriz da Boa-
visti d. 24, pela manhaa al as 10 horas, e a
tarde, das 4 em dianle.
Mm
a
Avisos diversos.
Os abaixo assignados administradores da
massa dos bens do casal do finado Joio Tavares
Cordeiro. previnem a os devedores o do dito casal,
por dividas vencidas, que no caso de nao virem
salda-las no praso de dous mezes, do presente
annuocio, tero de ser accionadas, afim do ha-
ver-se os pagamentos referidos, visto como o
praso marcado pelo Illm. Sr. Dr. juiz de orphos
do termo desta cidade, para a liquidago do ac-
tivo epassivo do mesrao casal est concluindo-se
e peucos tem sido os devedores que tenham pro-
curdo saldar suas contas.
Recite, 12 do novembro de 1860.
Viuva Tavares Cordeiro.
Jos Teixeira Bastos.
Juan Anglada Hyjo.
Henrique Jos da Cunha.
Joo Ferreira, e Marcelino Vivis, subditos
portuguezes, reliram-se para fra do imperio.
Aluga-se urna escravo que cosinha o diario
de urna casa, Qel; quem precisar dirija-ge a
ra dos Martyrios ca3a n 2 que achara com
quem tratar.
Arrenda-se um apagoso armazem proprio
para qualquer estabelecimento commercial na
ra estreita do Rosario o9 34 ; trata-se na ra
lo Livramento n. 26, 2o andar.
Preciaa-se de um caixeiro que tenha pra-
tica de venda na ra da Aurora n, 54 dando fia-
dor a sua conducta.
Precisa-se de urna ama para casa de familia,
que saiba cosinhare engoraraar: na ra larga do
Rosario n. 36, loja de miudezas.
Precisi-se de duas crudas para urna pe-
quena familia ingleza, que sirva para todo o
servico, paga-se bem e preferem-se escravas : a
tratar na ra da Madre do Dos o. 7.
Aluga-se a casa da ra da Praia n. 44, oa-
ra armazem ou outro qualquer estabelecimento :
a tralar com Eiras & Irmo, na travessa do Pa-
leo do Paraizo n. 16.
COMPANHIA
DO
F. VILLELA, ambrotypista da augusta casa
imperial eestabelecido na ruado Cabug n. 18,
sobrado cora entrada pelo pateo da matriz, con-
tinua a tirar retratos por ambrotypo, melayno-
lypo e ambrochromotypo. Este ultimo syslema
muito apreciado hojo no Rio do Janoiro, o
mais perfeito ramo da arte photographira pois
rene ao desenhodosol um especial trabalho a
oleo, que conservando fielmente at os mais de-
licados lracos,-d ao retrato a qualidade de um
quadro a oleo.
1 Pazendas e de miudezas.
^^ Em casa de Augusto C. de Abreu, lia para vender um completo $&
J sortimento de perfumaras, constando de leos, banhas, pos para {,-'
yg) dentes, sabao, extractos, aguas de cheiro e muitos outros artigos dos l *';
HP? melbores perfumistas de Londres e Paris. (w
m
O EXTRACTO
COMFOSTO DE
MELfIORADO E FABRICADO SOB ADIRECgAO' CO DR JAMES R. CBILTON,
O chimico e medico celebre de \'ew York:
EX-
New-York, bavemos vendido durante muitos an- HASKELL & MERBICK, 10 Gold Street
nos o extracto de salsa parrrlha do Dr. Town-'B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.'
send, considerarao-lo ser o exiraclo original e
A GRANDE SPERIORIDADE DO
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pdo seo extraordinario
e quasi miraculoso effeito no laJoao publico.
8anffe. j BOYD & PAUL. 40 Cortlandt Street.
Cada um sabe que a saude ou a infermidadel WALTER. B TOWNSEND Co, 218 Pearl
depende directamente do estado desle floioo vi- Street'
nuino de salsa parrilha rjo Dr. Townsend/o
qual primeiramente sob ste norae foi apreson-
Sao convidados os Srs. accionistas a
se reunsremem sessao da assemblea ge-
ral ordinaria de conforraidade com o
art. 19 dos estatutos no dia 16 do cor-
rente ao meio dia, no escriptorio da
companhia ra do Cabuga' n. It, pri-
meiro andar, para tomarem conheci-
mento dos negocios da companhia no
semestre decorrido e decretarem o pa-
T*L. Islo ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quautidade do sangue n'um homem d'es-
tatura mediana est avaliada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oilo arralis. Em cada
ptilsacao duas oncas sahem do coraco nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de quatro minutos. Urna dis-
posi^ao extensiva tem sido formada e destinada
cora admiravel sabedoria a desiribuir e fazer
circular esta corrente db vida por todas as
partes da organisar-io. Desle modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
gamentodo 25- dividendo. Escripto-1 fonle de infermidade ou Je saude.
rio da Companhia do Beberibe 12 de
de novembro de 1860.O secretario,
Manoel Gentil da Costa Alves.
Aviso.
tS^ Manoel Francisco de Honarato. estudanlo
da faculdade de diroito, declara que, por ler en-
contrado nesta cidade duas pessoas com igual
nome, resolve assignar-se d'hora em dianle Ma-
noel de Honorato. Recife, 10 de novembro de
1860.
Attenco.
Pede-sc a cmara municipal da cidade de
Olinda que dgnese responder as seguintes per-
guotas: Qual a razo por que havpndo de se ar-
rematar o telheiro que servia de raaladouro pu-
blico do gado para o consumo do povo, nao se
apresenlou um outro proprio? Qual o motivo
por que pagando os marchantes todos os tributos
que Ihesao impostos,no se ve um curral perten-
cente a cmara onde se recolha o gado do con-
sumo? Qual a razo porque o arrematante do
telheiro ha das desmanchando, nao se providen-
ciou por forma nao flcar o genero exposto ao
sol desde que so principia a trabalhar at que vai
para o acougue publico? Onde se vio em urna
cidade e esta distante da capital pouco mais de
urna legoa semelhante pralica, pois alm de se
ao prover os marchantes de curral.ha de o goue-
ro flcar exposto ao sol como se testeraunha des-
de o dia em que o arrematante principiou a des-
manchar o telheiro ?
OndehadoverT At quando continuar se-
melhante mal? Onde ha zelo pela salubridade
publica ?
(O Munieipt.)
Se O sangue por causa alguma sa emprenha
de materias ftidas ou orrompidas, diffunde
com velocidade elctrica a orrupcao as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para dianle pelas
arterias, pelas veias, e pelos vasos capillarios,
ale cada orgo e cada leagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulado evidentemente se faz um engenho
poderoso de doenca. Nao obstante pode tam-
bem obrar com igual poder tta enseo de saude.
Eslivesse o corpo infecionado da doenja maligna,
ou local ou geral, e situada no syslema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smenie o san-
gue pode fazer-se puro e saudavel ficar superior
a doenga e ineviuvelmente a expellir da cons-
ti tu icio.
^ O grande manancial de doenca enlao como
d' aqui consta no fluido circulante^ nenhum
medicamento que nao obra directamente sobreel-
lepara purificar e renova-lo.possue algum direi-
to ao cuidado do publico.
O SANGUE l O SANGUE I
se ha
o ponto no qual
mysler fixar a attenco.
O ORIGINAL E O GINUINO !
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
Cada garrafa .do original
exterior de papel verde
No esariptorio do propietario, 212 Broadway,
bem na blica da ra Direita n. 88 do Sr. Paranhos.
LEOS* HAZARD, 121 Maulen Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD <& Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM Co, 10 Od Llip.
OSGiODA JENNINGS, 188 Pearl Slreet.
R. B. HA VIL AND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, ROBINS& Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL. 86 William Street.
VVM. UNDERH1LL. Junr, 183 Water Slreet.
DAVIDT. LANHAN, 69 Water Slreet.
MAR>H A NORTHROP, 60 Pearl Street
NORTON, BVBCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY & Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Slreet.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, 104 &
106Jobn St.
LEWIS & PRICE 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
lOAstor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Streot.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN. 64 Pearl Streot.
RUST & HOUGHTON, 83 John Slreet.
I. MINOR& CO. 214 Fuion Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPHE TRIPPI. 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortlandt
Street.
HAYDOCK, C0BLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDUSER, 178 Greenwch
Slreet.
CONHECEMOS A ARVORE E SUAS FRU-
TAS ,
E IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus E/feitos.
O extracto composlo de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend est
OUEDI CIMENTO DO I'OVO !!
Adata-so to maravilhosamente a constituic5o
que pode ser utilisado em quasi todas as enferme-
dades.
ONDE E DEB LI DA DE,
fortalece;
ONDE ECURRUPCO,
purifica;
ONDE HE PODR D A O,
ALIMPA.
Este medicamento celebra lo que tao grandes
servicos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, lrooklyn, sob a inspecQic directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade de New-York, cuja cer-
lidao e assignatura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSAPARRILHA
DO DR. TOWNSEND.
O grande puritteador do sangue
CURANDO
O Herpes
Muita attenco
O Sr. Jo3 Luiz MacedoCavalcanti quei-
ra ter a bondade de vir ra da Cadeia
do Recife n. 55, a tratar de negocio que
nao ignora.
Declaracao.
Jos Ribeiro Guimaraes declara ao respeitavel
publico que, por haver pessoas de igual nome
ora em diante, para evitar equvocos, assi"oar-
se-ha Jos Ribeiro da Cunha Guimaraes.
Francisco Jos de Siqueira Barbosa, subdito
partuguez, retira-se para Macao do Ass aonde
residente.
Precisa-se de 200$ a juros por tempo de
dous annos, dando-se por garanta um predio :
quem qoizer fazer este negocio, annuncie para
ser procurado, ou dirija-se Passagero, taberna
n. 21, que achara com quem tratar.
Antonio de Azevedo Maia retira-se para
tora da provincia.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar e
fazer lodo o servico de csa ; na ra das Flore3
numero 7.
Manoel de Mesquita Cardoso retira-se para
as provincias do norte a iratar de negocios.
Precisa-se de urna ama para cozinhar : ua
ra do Caldeireiro n. 60.
Aluga-se urna loja com armarao propria
para qualquer negocio : quem precisar, dirija-se
a ra do Queimado n. 55.
Ainda nao appareceu o menino branco por
nomo Joao Paulo da Rosa Ceicio, de idade 14 pa-
ra 15 annos, tendo sahido da casa de seu pai no
dia 16 de outubro prximo passado, pois se julga
que foi seduzido para o mato, o qual tem os sig-
naes seguintes : bem alvo, cabellos castanhos,
olhos pequeos, e quando se pe encarado ainda
osaperta mais, quando responde o quo se lha
pergunla mui apressado as suas respostas :
assim se roga a tudas as autoridades e pessoas
particulares que delle souberem, facara o favor
de o levar casa de seu pai ou participar por
este Diario, pois alom de se pagar toda a des-
peza que fizerem com elle se recompensar o seu
trabalho : em J'ra de Portas n. 95.
Deseja-so saber se existe actualmente na
provincia de Pernambuco a parda de nome Vic-
toriana, lilha legitima ds parda Mara Laurinda
" Conceicao e de seu marido o crioulo Casemiro
ja fallecido, os quaes ha Irinta anuos mais ou
menos vieram para esta provincia, do Rio Gran-
de do Sol, tendo ficado em Pernambuco, e em
poder de seus senhores aquella sua filha.
A parda Mara Laurinda da Conceicao, seu ma-
rido o crioulo Casemiro, e sua filha a parda Vic-
lorianna, eram escravos do.Sr. Jeronyme Ignacio
de Atbuqucrque Maranhao, e sua multier l). An-
na Joaquina Carneiro da Cunha, propietarios e
residentes no engenho do Jardim, situado para
os lados da villa de Iguarass, perlo de tioianna.
O fim para que se quer saber da existencia da
parda Victorianna, porque sua mai a parda Ma-
na Laurinda da Conceicao vive nesta cidade, e
sendo hojo livre, e possuiodo urna pequea for-
tuna, a desoja eropregar na liberdade de sua filha
se ainda for viva, ou do seus netos, se ella tiver
dexado filhos, ou fioalmente para poder dispr
livremenle de seus bens, senao exislirem esses
seus herdeiros legtimos.
Roga-se, pois, o caridoso favor de obter as in-
formacoes que se ppdem para alivio e consola-
Cao de urna pobre mal, e em beneficio di liber-
dade de urna desgracada crealura que geme no
captiyeiro, podendo e devendo ser livre. As pes-
soas interessadas dirijara-se ao cartorio do label-
liao Almeida, na ra do Imperador n. 75.
Os directores da companhia de seguros ma-
rtimos fjlilidade Publica, convidan) aos Srs. ac-
cionistas para comparecerem no escriptorio da
mesma companhia, ra da Cadeia do Recife, no
dia 15 do corrente, de conformidade rom o'art.
41 dos estatutos. Recife, 10 de novembro do
1860.
Os directores,
Manoel Alves Guerra.
Jos Antonio de Carvalho.
,~" Sexta-feira, 16 do corrente, depois da au-
diencia do Dr. juiz de orphos do termo desta
cidade, tem de ser arrematad em hasta publica
a escrava Lourenea, crioula, sadia, com 24 annos,
e sabe fabricar charutos alem de outras poucas
habilidades, a qnal perlence heranca deixada
pela finada Mara Francisca de Jess, e'vai pra-
ca no valor de 1:2003, a requerimento do r. cu-
rador geral e dos tutores dos orphos herdeiros,
sendo que odia cima o da ultima pt3ca.
Vidros.
A Hertsipela,
A AnsTRicgionoVEN-
TRE,
As Alporcas
Os Effeitos do AZO-
GUE,
A Dispepsia,
As DoENCAS.DE F1GA-
DO,
A Hydbopesu,
A Ihpinge
As Ulceras,
O Rheumatismo,
As Chacas
a df.dilidade geral'
AsDoekcasde pelle
as borbulhas na ca-
RA,
As Tossesi,
Chegaram os 13o desejados vidros para viJraca,
em caixa ; vieram tambem alguns vidros de
crystal. grandes, proprios para oratorios, tabole-
las, armarios, etc., etc., ou oulra qualquer obra
em que seja preciso empregar vidro de boa qua-
lidade e grossura : ra larga do Rosario n. 34,
botica.
MW
Precisa-se de urna 3ma que saiba engommare
coser, que sejn muito fiel e capaz, para casa do
pouca familia ; na ra do Amorim n.44, primei-
ro andar.
Aluga-se o primeiro andar da ra Nova n-
21 : quem preleuder, dirija-se a loja do rnesmo
3
Os Catarrhos, As Tsicas, btc.
OExtracto acha-secontidoemgarrafas quadra-
das e garante-se ser mais forie e melhor em to-
do o respeito a algum outro puriicador do san-
gue., conserva-se em todos os climas por cer-
to sspaeo de tempo.
genuino extractu do Dr. Townsend tem a assignatura e a certido do Dr. J. R. Chlitton, na capa
New York, e em Pernambuco na ra da Cru n. 21 escriptoric 1. andar, tanv
'.u i--, # g $ < -wm@
Ao commercio. I
Urna pessoa cora oscor>hecmentos pre- $
S{ cisns para exercer o cargo de guarda-li- te
vros, se encarrega deescripturar os livros fo
^ de qualquer casa commercial, quer seja a
,$ pur partidas dobrados ou imples e bem a
q assim de outros quaesquer trabalhos que S
gj digam respeito a sua profisso: quem
$} precisar do seu prestimo dirija-te a ra S
@ do Imperador n. 6, antlga do Collegio. S
Aos pais de familia.
O barharel formado Araerico Fernandes Trigo
de Loureiro tem aberto mu curso de algumas
materias preparatorias para a Faculdade de Di-
reito, na casa de sua residencia, ra da Saudade,
esquina do lado direito, das 9 horas da manhaa
ao meio dia ; e propoe-so igualmeute a lomar li-
gues das mesmas materias por casas particulares
e collegios. das 4 s 8 horas da tarde, promet-
iendo a seus alumnos vantajoso aproveitamento
do seu melhodo de ensino, por ter para isso ra-
zes fundadas na experiencia de dous annos, e
attestadas por pessoas fidedignas, cojos filhos
teem sido por elle leccionados : quem do seus
servicos se quizer aproveitar, dirija-se a mesma
casa, s mesmas horas da manhaa. As mensali-
dades sao as seguintes, pagas adiantadas.
Em sua casa.
Cada materia .... 5J0O0.
Em casas particulares.
Cada materia .... 100000.
Duas materias .... 15^000.
Em collegios, conforme oe convencionar, Dxas,
ou prorata ; licoes diarias, excepto os domingo,
dias santos, e quintas-eiras das semanas em que
nao houver algum dia santo.


DIARIO DE PERNAMBUCO.. QtlARTA FURA U DE NOVEMBRO DE 1860.
f)
Instruidlo.
>
Urna seahora Brasileira, de boa conducta, e
competentemente habilitada, se offerece para en-
slnar as primeirs letras, grammatlcs nacional o
franceza, as quaes falla e escceve regularmente,
offerece seu limitado prestalo aos seuhores pas
de familia que Ihe quizerem dar a honra de Ihe
confiar suas meninas, aflangando-lhe que erooe-
nhar lodos os estorbos em qualquer destas rrna-
terias, para que uas alumnasobtenhara o deso-
jado nperfeiQoaraenlo. na ra da Imperatriz n.
8 i, se dir quem .
4 quem convier.
Um empregado publico, pai de familia ; bem
conhecido, e que offerece as necessarins garan-
tas, pedido de alguns amigos, se propoe e re-
ceber emsua casa, do Io do Janeiro em diante,
e agora mesnio durante as ferias, alguns estu-
dantes de prepar-ttorios para a faculdade de d-
reito, nao ten Jo seus pais ou correspondentes o
menor cuidado com ellos tal respeilo.
Urna casi commoda, botu tratamento constan-
te solicitudc para a sua applcac.o, para que te-
nham bom resultado nos exnmes; e finalmente
urna gratificado a mais mdica e razoavel: taes
sao as vantagens que eucnntrarao. Aquellos,
poU, quera tal oflereciraonto interessar, icarao
satisfeilos, se se informarem dos Ulms.Srs. cra-
me ida Jor Manoel Figueira da Faria, major An-
tunes, Agostinho E. Pina, Drs. Sabiuo e Luiz Fe-
lippede Souza Leo, senhor do engenhoS. Igna-
cio ; devendo dirigir suas cartas ao primei.ro des-
tes senhores na praga da Independencia, para
que sejam procurados pessoalmente : onde de-
lerminarem.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker
Machinas de coser: em casade SamuelP.
o'viitoai ra da Senzala Nova n. 52
Na ra da Praia n. 41, ha urna cocheira de
aluguel, com carros, arreios e fardamentos no-
vos, muito bons cavallos, e tambem se tratara de
cavallos por presos muito razoaveis.
Preparam-se bandejas enfeitadas cora di-
versos modelos de bolinhos dos mais perfeilos
que ha era osso mercado, para baile*; casamen-
tos, testas de igrejas e solemnisar as formaluras
dos senhores acadmicos; ludo da forma que
forera as encommcudos: dirijara-se a ra da Pe-
nha n. 25.
Por certo.
O Sr. Jos Antonio Rodrigues Canuto (Cazuquj
queira ir a fabrica Sebaslopool pagir os malerises
que deve ha mais de 2 annos.
COHPMDI1
ALLIANC
stabeecida m Londres
mm m mu.
CAPITAL
Cinco mlluoes de Utaas
slerUnas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
casas, e a quera mais convier, que eslo plena-
mente autorisados pela dila companhia para ef-
fectuar seguros sobre edificios de lijlo e podra,
cobertos de lelha, e igualmente sobre osobjectos
que contiverem os mesraos edificios, quer con-
sista era mobilia ou em fazendas de qualquer
jualidade.
S TF f T fTTTTTTT TTTTTTT"? T7T T-**
l DENTISTA FRANCEZ. 3
>* Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- ^
> rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e <
p dentico. H
Precisa-se alugar urna escrava preta qne
saiba bemengommar e coser, para flcar recolhi-
da era casa e nao andar na ra ; na ra da Cruz
do Recife o. 42, das 7 horas da manhaa em
diante.
Precisa-sc de urna ama para cozinhar : na
ra do Seve, por detraz do Gymnasio que se es-
t fazendo, sobrado da esquina.
Na ra das Aguas Verdes n. 25, fazem-se
bolos de todas as qualidados, arraam-se bande-
jas e aprompla-se comida para fra, ludo com
aceio o promplido.e por preco commodo.
oRoja-se Miar com o Sr.' Antonio da Silva
Ferros. ua ra da Concordia, armazem do Sol
d. 26.
Nodia30do mez passado levaram um livro
de amostras de filas da loja de miudezas da ra
larga do Rosario n. 40 ; o livro grande, tem o
nome do dono da loja e o numero da emsma : a
pessoa que tiver este livro, queira ler a bondade
de levar dita loja, que ser recompensado de
scu trabalho.
Santa casa da misericordia do
Recife.
A junta administrativa da irmandade da sania
casa da misericordia do Recife manda fazer pu-
blico que no dia 14 do corrente, pelas 10 horas
da minha, na casa dos expostos, se far paga-
mento das mensalidades vencidas al 30 de ju-
nho do corrente anno, aquellas amas que forera
acompanhadas dos respectivos exposlos.
S- cretaria de santa casa de misericordia do Re
cife 9 de noverabro de 1860.O escrivao,
Francisco Antonio Cavalcanli Cousseiro.
Na ra Nova n. 7, deseja-se fallar com os
Sn. Jos dos Santos Morein e Francisco de Oli-
veira Jnior.
Buhar do comoiereio.
Bairro do Recife
Ra do Torres n. 12.
Este estabelecimento estar aberto todos os
das das 9 horas da manhaa em diante.
Carvaltio Nogueira & C.
sacam para Lisboa e Porto : na ra do Vigario n.
9, primeiro andar.
Precisa-se de urna senhora com ashabilita-
coes necessarias, que se queira encarregar da
ducaco de meninas no engenho Tentugal da
freguezia de Barreiros : a tratar na ra da Moeda
n. 3, segundo andar.
Aluga-se urna encllenle casa sita na povoa-
$ao do Monteiro com bastantes commodos para
grande familia, na qual tem cocheira o estribara
para cavallos ; a tratar com Manoel Aires Guer-
ra, na ra do Trapiche n. 14, primeiro andar.
Kdktnann I raos & C. avisara ao
respeitavel corpo do commercio que
foran nomeados agentesnesta praca das
corapanhias de seguros martimos de
Hamburgo.
Ensino de msica.
Offerece-se para leceionar osolfejo.como tam-
bera a tocar varios instrumentos; dando as li-
c6esdas7horass9 1(2 da noile:a tratar na ra
da Roda n. 50.
Precisa-se le urna muiher de bons
costuraes para o servico de urna casa de
pouca familia : quem pretender annun-
cie para procurar-se.
ASA DE BANHOS
H0
.m. rjr je: 3E= ca jm*.mw.nmm.j
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou ehuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 das consecutivos. ,........... 109000
30 candes paraos ditos banhos tomados em qualquer lempo...... 159000
15 Ditos dito dito dito ..'.... 8*000
7 ...;.. 4000
Banhosivulsos, aromticos, salgados esulphurososaosprecos annunciados.
Esta reducto de presos facilitar ao respeitavel publico ogozo das vantagens que resultam
da frequencia de um estabelecimento de urna ulilidadeincontestavel.mas que infelizmente nao
estando em nosso hbitos, ainda pouco conhecida e apreciada:
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22
INJECTION BROU
I

Remedio infallivel contra as agnorrhas antigs e recentes.
nico deposito na botica franceza, ra da Cruz n. 22.
Preco do frasco 3000.
*!*
m -h
?<
&a$<

NORAT IRMAOS
MMI2!iS MBAMUS
Tem estabelecido um rico sortimento de joias
M RIA NOVA H. 18 V ANDAR
m
m
m
No qual se enconlrarfio obras de brilhantes e ouro garantidas pelos anunciantes com
18 quilates, sem belume ou qualquer outro vicio. Vendem aderecos e pulceiras de *>
todos os goslos executadas pelos melhoros artistas, contendo algumas batalhas da actual W
guerra da Italia, pinturas de Vatellu e lavas do Vesuvio, e urna infnidade de objectos @
Mosaico, de Roma, Florenca, etc., etc. Os annunciantes encarregam-se de aandar |
vir de Paris qualquer encommenda, para o que conservam naqulla capital urna pessoa fS?
de sua casa podendo garantir a pronptido e boa execu$ao. t
f Precisa-se alugar urna preta que
sirva para vender na ra : nesta typo-
grapha se dir'.
Muit i se deseja fallar com os senhores abal-
lo declarados, na ra do Queimsdo n. 39, loja.
Antonio Jos deAmorim.
Antonio Francisco da Silva.
Manoel Jos Milete Meiriz.
Joaquim Jos Botelho.
Alugam-so dous andares do sobrado da ra
da Cadeia n. 24, leudo commodos para grande
familia : a tratar na loja do mesmo.
Domingos da Silva Campos, de novo torna
a pedir aos seus devedorss que venham pagar,
porque tem de concluir o inventario que est
procedendo por o lllm Sr. Dr. juiz de orphos, e
alguns dos seus devedoies que nao quizerem que
seus nomes apparegam no cartorio dos orphaos,
venham realisar seus pagamentos por estes dias.
Estando a conieccionar-se o almanak
civil, administrativo, commercial, agr-
cola e industrial da provincia, roga-se
aos Srs. que tem de ser nelle incluidos
de mandarem suas declaracoes de mo-
rada e estabelecimentos a' livrara n.
6 e 8 da praca da Independercia e o
mesmo se pede aos Srs. de engenho e
rentleiros.
W ir^ tfiffw *^ff ^r^tf cTV" efSw frflrS r?MZ &ir
m
de Paris.
H 15Ra Nova15 S
| FredericoGautier, cirurgiaodentista,^
*X faz todas as operac.de da suaarlee co'_
If locadentes artificiaos, ludo com a upo-vj,
^ rioridade e perfeirao que as pessoaien-^
^g tendidas l.he reconhecem. *
5> Tem agua e pos dentifricios etc. flj
WWWSWreSw t. WR; >!!" MH i W'm f I | i W> M
- Precisa se alugar um primeiro andar ou um
sobrado de um andar, que seu aluguel nao exce-
da de 25g a 30j) mensaes, sendo no bairro de S.
Jos ; a tratar na ra dos Pescadores ns. 1 e 3.
Urgencia.
Mediante as mais solidas garantas, e offere-
cendo-se em hvpolheca diversas casas terreas,
sitas nesta cidade, precisa-se com toda e urgen-
cia da quantia de 8:0008 a juros pelo lempo que
se convencionar : a pessoa a quem inleressar,
queira declarar por este jornal para ser procu-
rada.
*<4 CJrr.v *Tn>t e?m* MBi CTTT^ BW t?m BJIFM C/RT o*V#^'.
j QWB'W'rira.-aniygarTymj..
Precisa-se alugar para servijo de homemsol-
teiro um escravoue-12 a 16 annos de idade,
e intelligente. Tambem se com
caso o senhor queira vender : na
primeiro andar.
Precisa-se de'ura homem pora trabalho de
padaria : na ra Direita u. 69.
= Pcrdeu-se da Capunga al a ra do Monde-
go, na noite do dia 4 do corrente, urna loalha
com cinco voslidos e duas canisinhas de meni-
no : roga-se a quem a tiver m hado querendo res-
titui-las dirija-se ao sobrado dos qualro cantos
era S. Gongalo n. 1, que ser recompensado.
ss Pede-se encarecidamente ao Sr. Joao de
Barros de Araujo o favor de apparecer praca
da Independencia n. 23, afira de se Ihe entregar
urna carta com urgencia.
Pelo julzo dos feitos da (aseada se ha de arre-
matar em hasta publica a quem mnis der os
liciis seguiutes:
A renda annual da casa terrea no Poqo da Pa-
nella n. 74 avaliada em 72 rs.
A renda annual da casa terrea no mesmo lugar
n. 70 avaliada em 488 rs.
A renda annual da casa terrea no mesmo lugar
n. 77, avaliada em 48$ rs.
A renda annual da na Casa Forte n. 4 em rao
estado avaliada em 3C8 rs.
A renda annual de outra casa no mesmo lugar
n. 5 era mo estado, avaliada era 36grs.
Cu jos rendimenlos foram peuhorados por exe-
cucao da fazemla provincial contra a viuva de
Miguel Francisco Gomes.
A renda annual de una casa com um pequeo
sitio na ra dos Passos n. 39 com commodos
parn pequea familia avaliada em 728 rs.
Cuja renda foi penhurada por execucao da fn-
zends provincial ronlra os herdeiros de Joao
Baptista de Souza Lomos.
Urna
oo
TABAC CAPORAL
Deposito das manniac turas i mu cria es ae Y rauca.
Este excelente fumo acha-se depositado* direlaraente na ra Vova n. 23, ESQUINA DA
CAMBO A DOC ARMO, o qual se vende por mseos de 2 hectogramos a lOOOe em por^aode
10 mseos para cima com descont de 25 porcento ; no mesmo estbelecimento acha-se tambem
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
<&Z>
Vende-se um grande sitio na es-
trada do Arraial, com casa de vivenda,
cacimba de pedraecal, com excellente
Bel | agua de beber, bastantes arvoredos de
pra, agradando | h uctos de diverfa qualdades : a tratar
iua Nova n. lo T ,, .
com Jote Marques no mesmo sitio con-|
fronte ao sitio dos baritis.
Aos senhores armadores e
propietarios tle carros
fnebres.
Vende-se velbutina preta superior a 400 rs. o
covado : na ra do Crespo n 25.
Ha ra do Aragao n. 37, vende-se um ex-
cellente cabriolet wde 2 rodas, e tambem um car-
ro de 4 rodas por proco coramodo.
Borzeguinspara senhoras e memuas,
proprias (por seren de cores) para os bellos pas-
seos do campo : Da loja do vapor, na ra Nova
numero 7.
Gama (& Silva,
na ra da Imperatriz, oulr'ora aterro da Boa-
Vista d. 60, vendem para liquidar-so as fazendas
seguiutes, por menos de seu valor.
Cor'.es de vestidos de laa o seda a 138, pe^as
do brclanha com 10 varas a 48, ditas de rolo com
10 varas a 2g, chalys de cores muito bonitos, co-
vado a 800 rs., folar de seda lindos padrees a 800
rs., laazinhas de quadrinhos e muito finas a 400
rs. o covado, ditas bareges de quadros o covado
a 280, merino de urna t cor para vellido i 320 o
covado, (linas franezas escuras o covado a 240,
i 260 e 280, liscados iargos francezes o covado a
200 rs., mussulinas matizadas o covado a 200 rs-,
cassas francezas para vestido o covado a 240, o
dos minio Tinos a 300 rs., corles de rucados
I monslros para vestido u t.J, cambraia de salpico
muilo fina a 'ara a 800 rs. ditos broncas e do cor
Outra casa na mesma ra n. 21 com 18 pal- RUDa feilQ Kara lC|Utlar
mos de frenlo e oO de fundos, quintal em aberto
echaos foreiros avaliada em OgOOO ris por na fila (la Imperatriz CO,
* t I I U il I ~w M -m 1
Cujas casas foram penhoradas por execucao da *Ja "t trailla fazenda provincial contra os herdeiros de Joa- Calcas de caseniira de cor muito finas a ", di-
quira Caetano da Luz. ,as de brira de linho brancos muito fino a 45, di-
urna casa de taina na nu de Motocolomb n 'las deJ0l'8ul50 escuro a 3, dilas de brius de co-
64 A, freguezia Z Mugados, cora ^Talmos I Ulf H- ** ,! ,3' rollttcs. '-'.velludo, ditos do
de frente e 32 de fundos, em chaos foreiros e
em mo estado avaliada em 70&000 ris
venda.
Cuja
CASA DE SALDE
Sita em Santo Amaro.
Este estabelecimento continua debaixo da administradlo dos pro-
pnetarios a receber doentes de qualquer natureza ou catliegora ue
sea.
3Ra estreita do llosa rio -15
Francisco Pinto Ozorio continua a col-
locar denles arlificiaes tanto por meio
de molas como pela pressao do ar, nao
recebe paga alguma sem que as obras
nao fiquem a vontade de seus donos,
lein pozes e outras preparares as mais
| acreditadas para consenraco da bocea
casa foi penhorada por execucao da fa-
zenda provincial contra Jos Alvos.
A renda annual do sitio na Passagem da Mag-
dalena n. 22 com duas salas, oilo quatlos cosi-
nha fra, eslrebaria e oulros commodos avaliada
em 3003 rs.
Cuja renda foi penhorads por execucao da fa-
zenda provincial contra os herdeiros de Ignacio
Firmo Xavier.
Os prelendenles comparcram s 10 horas da
manhaa do dia lodo crrente mez de novembro
? a sala das audiencias.
OSr. JACOME ULYSSES, vindo dos porlos
do norte pelo vapor Iguarass. queira dirigir-
se ra da Cruz n. 22 para receber urna carta.
= Aluga-se urna preta de meia idade que sa-
be cozinhar e fazer todas as compres : quem pre-
cisar dirija-se ruada Fraia n. 34.
Attenco.
Precisa-SR de um menino de 10 a 12 annos,
dos chegados ha pouco lempo da Europa, que
saiba ler e escrever, embora nao tenha pralica de
taberna : na Soledade, taberna n. 11, junto a pa-
daria.
Attenco.
O zelo e cuidado alli empregados para o prompto restabelecaien-
to dos doentes geralmente conhecido.
Quem se quizer utitisai podedirigir-se as casas dos proprietarios
ambos moradores na ra Nova, ou entender-secom o recente o esta-
tabelecimento.
Reforma deprecos.
-*2
Escravos. -..... 2$000
Marujos e criados, .... 2i"500
Primeira classe 3# e. o.^'OO
As operaQes serao previamente ajustadas.
DA
Borba,
fino, meio-groii) e gro*g
deia n. 17.
rape
Depoiito, ra (a Ca-
Os
Claudino
PROVINCIA.
O Sr. lliesoureiro das loteras man Ja declarar
que em quanlo subsistir o plano que actualmente
esl em vigor correro todos os sabbados as lo- gnlhaCS
lorias que tem de ser extrahidas, bem como que "
se acham exposlos a venda os bilhctgs da ultima
parte da primeira c primeira da segunda lotera
do recolhimenlo de N. S. do Bom Cnnselho de
Pspacaca, cujas rodas devero andar impreteri-
velraente no dia 17 do corrente.
Thesouraria das loteras 10 da novembro de
1860.O escrivao. J.'U. da Cruz.
Aluga-se urna linda casa terrea em Olinda,
no Varadouro.Jt primeira no desembarque, o lu-
gar proprio para quem quizer passar a fesla :
a tratar cora o proprielario, no Recite, ra da
Moeda, armazem n. 9.
O Sr alferes do 9.- batalho de infanlaria
queira ir pagar o que deve na ra dos Pires, pa-
daria n. 44.
D-se a premio 500$ sobre hypolheca em
predio na cidade : rus da Caixa d'Agua d. 52.
Os devedores do fallecido Marco-
tino de Borja Geraldes, queiram pagar
seus dbitos quanto antes na ra da
Cruz n. 4, do contrario proceder-se-ha
breve a cobranza judicialmente.
Agencia de passaporte e folha
corrida.
Claudino do Reg Lima lira passaporte para
dentro e fra do imperio i na ra da Praia n. 47,
! primeiro andar.
Aluga-se o segundo andar do so-
brado n. i da travessa do Veras na
Boa Vista, muilo fresco e com muito
bons commodrs para familia : tratase
na ra da Cacteia armazem n. 56, das
9 horas da inanhaa at as 4 da tarde.
Roga-se ao Sr. acad-
mico Joo Jos de Mcura Ma-
queira apparecer
esta typographia, ffim de se
Ihe fallar acerca da obra que
maudou imprimir, visto nao
se poder saber qual a sua mo-
rada.
administradores da massa fallida de
Oliveira avlsam a todos os Srs. credo-
res, que lhes devem apresentar os seus ttulos
de crdito no prazo de oito dias. afirn de proce-
derem ao que determina o art 859 do cdigo do
commercio, devendo essa apresentaciio ter lu-
gar no armazem dos administradoras Ferreira i
Araujo. Recife 12 do novembro de 1860.
Precisa-se de dous trabalhadores do macei-
ra, que entendi perfeilamenle do fabrico de
pao e bolaxi : no ra larga do Rosario n. 18,
padaria.
Aluga-se um sitio napovoacao do
Monteiro.onde residi o Dr. Manoel de
Barros Barreto, com excellentes commo-
dos para grande familia, sendo a mar-
gem do ro, com cocheira e ettribaria
para Cavallos : quem pretender dirija-se
a ponte de Uchoa sitio defronte do Sr.
Bento Jos da Costa.
Sahio de casa no dia 2 de novembro deste
corrente anno um niulatinho de norae Eduardo,
o qual lem 12 annos de idade, c os signaes se-
guiutes lamanho e corpo conforme a idade, cor
clara, cabec.a e cara achatadas, cabelb crescido o
solt, nariz pequeo, pescogo curto, os hombros
um pouco levantados, orelha3 grandes, e na es-
querda tem urna pequea cicatriz junto a fonle,
mos e ps ireilos, e no dedo grande de um
p tem a unha radiada ; o mesmo levou a
roupa seguinte : paletot de brim riscado de
azul j desbolado, cal;a de casemira verde escu-
ra, sapates de couro de lustre, camisa de ilgo-
doziuho azul j desbulada e chapeo prtto de co-
pa baixa ; ecomo nao tenha apparecido, receja-
se ter sido seduzido, e assim recommcuda-se e
pede-se com toda instancia a todas as autorida-
des policiaes, e a qualquer particular que vir ou
souberdelle, de o trazer praca da Boa-Vista n.
12, que se gratificar.
Precisa-se alugar urna escrava para lodo o
servico de ums casa de pouca familia : na praga
da Independencia n. 38.
Empreza da illu-
minaco a gaz.
Constando empreza da Iluminaran a gaz que
algumas pessoastem mandado augmentar ou col-
locar novos bicos e encanamentos em suos casas
por machinistas (alias avenlureiros) que nao sao
empregados seus. e com apparelhos nao tornea-
dos por ella, lem resolvido, para acabar com es-
te abuso, por em rigorosa pralica oaitigo7do
seu regulamenln, o qu&l do theor seguinte :
Nocscriplono da empresa concerta-se e res-
ponde-se pela e(Reacia dos apparelhos alli ven-
didos; porm de maneira nlguuia se encarrega
de collocar, concertar, responsabilis.ir-se ou sup-
prir gaz pelos apparelhos alheios. *
E visto que sendo a empreza, lauto pelo seu
contrato como pelo regulamento do governo res-
ponsavel pelos damoos esinistros occorridos no
servico e fornecimenlo do .gaz aos parliculares,
essa responsabilidade nao pedera existir, desde
que o material nao fosse ornecido por ella, ea
collocarao nao fosse feila por operarios de sua
confianza
Assim a mesma empreza previne aos senhores
consummidures que d'ora avante um minucioso
exame ser trimensalmente feito por um de seus
machinistas, e achando este apparelhos ou qual-
quer ohjectos que nao tenham sido fornecidos
pela empreza, manijar esta immedialamenle
cortar o gaz.
Portanto para evitar duvidas e reclaraaeoes pe-
de-se quelles senhores que quizerem qualquer
alteracao na Iluminado de suas cisas, queiram
por escripto dar as suas ordena, em um livro pa-
ra esse fim guardado no armazem da ra do Im-
perador n. onde podero dirigir-se, sem o que
nao serao allendidos.
Recife. 30 de outubro de 1860.
Rostron, fooker & C.
Tendo de celebrar-se algumas missas
pela alma do fallecido Dr. Jos Luiz de
Araujo Lima, chefe de saule desta estacan,
convidam-se aos Srs. officiaos dos navios
de guerra e pessoas da amizade do falleci-
do para assistirem no dia 14 do correnle
3 8 horas d.i manhaa na matriz do Corpo
Santo, a este aelo de C3ridade e religio.
Fugo da cidade do Penedo, provincia das
Alagoas, em 29 de outubro do correnle anno, o
escravo Barlholomen, por alcunho Garanhuns,
crioulo, idade 45 a |50 annos, com barba curia,
que as vezes cosluma raspar, baixo, corpo gros-
so, ps grandes, chatos e abertos para os lados
e om urna fstula no rosto; este escravo foi de
Garanhuns, vendido a Pascoal Rodrigues de Bar-
ros, morador em Papacara, onde muilo conhe-
cido, e de prsenle pertence Jos Antonio de
Araujo Juniur residente em Penedo ; consta por
informacoes que este escravo segu a estrada que
de Garanhuns vem esla cidade, e declarou vir
para Pernambuco ; levou calca e jaqueta novas
de algodao trancado azul cora lislrinhas verrae-
Ihas e camisa de baela verde, e consta que traz
urna carta comsigo para mostrar que correio :
recommenda-se a todas ns autoridades policiaes
e capites de campo sua prisao, e olTerece-se
urna boa recompensa a quem o agarrar ou delle
der noticia, ou no Penedo, era casa de seu se-
nhor cima mencionado, ou no Recife, na loja
do tenenle-coronel Manoel Florencio Alves de
Morae?, na ra do Queimado n 41.
ATTEi\(M
Nos dias 15, 16 el7 desto corrento mez vai
prac.a o sobrado da ra de S. Bento, em Olinda,
sobre qual refere-se o annuncio que corre nesle
Diario ha muilos das.
Aluga-se um grande armazem na ra da
Cruz, leudo sahida para a ra dos Tanoeiros ; a
tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
Precisa-se alugar um escravo para Iraba-
/har em armazem de assucar ; quem o tiver po-
de dirigir-so ra de Apollo n. 47.
seda e outras qualdades, paletols de alpaca preta
muito boa fazenda e 5$, ditos do princeza preta
p a6g, ditos de merino prelo a 7g, oilos de panno
preto fino, ditos de riscadinho leviziuhos a 2g5C0
VinhoaiOOrs. agarrafa
Manlelga ingleza a 960 rs., franceza a 640, cha
a 15>92<, arroz a 100 rs., toucinho a 360, esper-
macetc a 660, queijes a 2j5C0 bous, azeile doce
a 640, vinagre a 240 : na taberna da estrella no
largo do Teraizo n. 14.
Carro.
Vende-se um excellente carro lodo cnvidmra-
do, com urna boa parelha de cavallos, por prro
commodo, prazo ou vista : na ra larga do
, Rosario n. 24, loja de ouro, se dir quem tem.
Vende-se um grande sitio na Soledade, r.a
estrada de Joao Fesnandes Vieira, pcito do Han-
guinho, contendo muilos arvoredos de fructo de
diversas qualdades, um grande viveiro de peixe,
um cercado para aniniaes com urna estribara no
mesmo, urna grande planta de capim, muitos
mangnes para lcnha, um pomar de larangeiras
novas, duas plantas de csdds, duas grandes plan-
as de baraneiras de diversas qualidades, durs
plantas de mandiocas, macacheiras e ltala?,
muitus coqueiros de fructo, e urna porco novo?,
com as extremas todas feitas de cerca nalr.a,
com bora banho d'agua salgada e temperada, te:n
urna casa de vivenda solrivel, com cocheira e
estribara para 3 cavallos, e quarlos para prelos,
ludo de podra e cal, urna ba cacimba com agua
de beber, e tanque para lavagem ; cujo sitio ofie-
rece muilas vantagens por ser muilo peilo da
praca e ter todas as commodidades precisas :
quem quizer ver e comprar, dirija-seno scu pro-
prielario Antonio Leal de Barros no mesmo sitio.
Coke (carvao.)
ou combuslivel para cozinhas, caldeiras, etc.,
muito econmico paza as casas particulares: ven-
de-se na fabrica do gaz em porcfjes de um quin-
tal para cima a 15 o C ompras.
= Compram-se moedas de ouro de 20cOCO :
no escriplorio de Manoel Ignacio de Oliveira &
Filho, largo do Corpo Santo n. 19.
Coropra-se um molequo de 16 annos de
idade. sem achoques: a tratar na prac,a do Corpo
Santo n. 17, loja de cabos.
Precisa-so comprar urna casa lerrea na
Boa-vista: quem quizer vender, dirija-se a ra
Velha, em casa do coronel Feliciano, que acha-
re com quem tratar.
Vendas.
Ra fim n. i8.
querendo aca-
ooseu anigo estabelecimento de fazen- : Spalos de raorroquim......'.".'......... > Smn
roupas fe.las. resolveu a vender a dinhei- Sapalos de dura-iue ................. t "", ?i
1" "f s"'f.. "end" t,or Pre mais mod- Vende-se oulros muilos' erfSd^ hr.n. f
O corpo de polica compra, para fardamento
daspragas, 300 covados de panno azul, 50 cova-
dosdo panno prelo. e 1,500 varas de brim bran-
co Iso : quem quizer fornecer apresente-se na
serEtana do mesmo corpo, ao meio-dia de 14
do torrente com as amostras, e suas propostas
em:arla fechada.
O lenente-secretario,
Luiz Jeronymo Ignacio dos Santos.
Precisa-sede um criado, na ra do Hospi-
cioo. 9.
-. Precisa-se de urna ama para todo o servico
de jasa de pouca familia ; na ra da Roda nu-
woro 54.
Manoel do Amparo Caj & C
bar com o seu
das e ro
ro todas
co possivel, assim como roga aos seus n
sos devedores, de virem saldar seus dbitos
sob pena de serem ajuizados.
Vendem-se lijlos de alvenaria grossa, e
manda-se botar em qualquer obra em qualquer
mar, por ser o porto de embarque no rio: a
IraUr na ra Nova n 18.
Vendem-se 4 bois mansos muilo gordos
pan carroca : a tralar no engenho-velho em
Jaboalo.
Vende-so a arraacao da loja n. 6 do creo
da Conceieao, propria para um principiante : a
tratar na ra Direita n. 104.
Attenco.
Milho, farinha e farello.
Vende-se continamente saceos grandes com
fsrello de Lisboa, milho em saccas, fejao niu-
latinho e araarello, arroi de Maranhao e de cas-
ca, courinhos de cabra cortidos, e ludo se ven-
de por menos do que em oulra qualquer parle:
no paleo do S. Pedro n. 6.
Machinas para
cozei\
Vende-se na rus do Crespo n. 17, ni
dos primeiros fabricantes de New-York.
Armaco de loja.
Vende-se nina armaco de urna loja que serie
para qualqi.. r estabelecimento na ra Direita r.
87, e arante-se pelo tempo que convencionar-
se; quem pretender dirija-se a ra do Queima-
do n. 40, loja.
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da velha
e nova safra a prtco de 9$ : no antigo
deposito do largo da Assembla n. 9.
Ra da Senzala antigo depo-
sito do gelo.
Vendem-se barricas com maraes de
muito boa qualidade vm las no gelo a.
6$ a barrica, assim como o gelo a \$ ,i
arroba, o deposito estara' abeito todos
os das das 9 horas da manlia as 5 da
\ larde.
Calcados baratos, na loja
do Arantes, Praca da
Independencia ns. 13 e
o.
Calcados para homem
Borseguins elsticos gaspeaios verniz. a 7$000
Borseguins elsticos jaspeados bezerro
sendo sola patente.................. 7*000
Botins de bezerro francez..............
Sapates de couro de luslre............
Sapates para menino.................
Sapa tos de tranca......................
Sapatos de couro de lustro e entrada
baixa.................................
Sapalos de cauro do lustro e entrada
baixa para baile.....................
Calcados para senhora.
Borsuins elsticos gaspeados de ver-
niz cjfm salto e fazenda'de cores.... a -f000
Sapalos de couro de lustro............ l000
jOOO
.. :!,i:m'
2J5OO0
1$25}0
45000
3j000
0
ros muilos calcados baratos com
dinheiro vista.
Cera e-sebo.
Vndese cera de carnauba a 9jJ a arroba, selo
refinado do Poilo, em caixes o em barricas a
10 e 10500, velas de comoosico simples a
US : a ra da Cruz, armazem n. 33.
Um excellente ne-
gocio.
Vende-se a dinheiro ou permuta-se por casa
os carros fnebres e lodos osmais perlence
clusive 6 excellentes cavallos da cocheira do
leo do Paraizo u. 10, faz-se este
seu dono ler de fazer urna viagem
mesma estabelecimento.
negocio,
: a tratar
ui-
pa-
por
no
Vende-se
um fardo para soldado do Io batalho de in-
ranlana da guarda nacional, esl novo e d-se
por preco muito commodo : na ra do Fogo nu-
mero 8.
Vende-se urna morada de casa de taipa em
bom estado, no lugar do Barro, freguezia dos
Affngados, com uro pequeo sitio contendo o
mesmo differentes fructeiras, propria para so
pissar a fesla e mesmo para morada : quem a
pretender dirija-se ao diio lugar para entender-
Crespo n. 17, machinas se com Roroao do Reg Barros, encarreuado de
I a vender.


()
DIARIO DE PEJUUMBUCO. ^ Qtl&TA FBIRA U (K. WOYfiMREO DE
1160.
45-Rua Direita--45
ESCOMIDO SORTIMENTO
DE
Aproximando-se o lempo festivo, e sendo in-
dispensavel que as liadas e amaveis Clhas da
opulenta e potica Mauricea se previnam do que
aecessario para o resguardo dos seus mimosos
c pequeninos ps; altendendo tambera a que
urna crinolina empavesada nao pode estar de
acord cora urna bolina acalcanhada ou desco-
sida, assim como um cavalheiro de calca baldo,
cora um borzeguim estragado, far urna triste
figura vis-a-vis de urna bella; considerares lo
acertadas actuaram no espirito do proprielario do
eslabelecimento, j lo conhecido pela modici-
de dos precos do seu calcado, para reduzi-los
anda mais, munindo-se do um abundante sor-
tiraentoe som deleito, que aprsenla aos seus
benignos freguezes (moed3 em punho) pelos
precos abaixo:
Senhoras
Borzeguins 32 a 39. 4#800
Ditos ditos.......4^500
Ditos ditos.......4000
Meninas
Boizeguins 29 a 31. .
Ditos 25 a 28.....
Ditos 18 a 24......5,0200
Homem
Borzeguins. ......
Ditos.........
Ditos prova de fogo e d'agua.
Ditos.........
Meios borzeguins de lustre. .
Sapatues coui elstico e lustre.
Ditos arranca pelle, bezerro. .
Ditos de bezerro. ....
Meninos
Sapat8*i........5^600
D'to.........5^000
Ha tambera asx variado sorlimento de todas as
Classes e presos nfimos, scudo os annunciados
somonte de primeira classe.
FUNDIQAO D AURORA.
,, Si' P^r'e'0s offereeem numerosos freguezes e ao publico em geni, toda e qual-
quer obra manufaturada em seu reconocido estabelicimento a saber: machina de vapor de lodo*
me a7ZS..rf' k d Tt P'k "T^T' ldaS de ferro 0U Para cubos d eir, moendas e
metas moend.s, tachas de ferro batido e fundido de todos os tamaohos, guindastes, guinchos e
bombas, rodas, rodetes agu.lhoes e boceas para fornalha, machinas para amassar mandioca e para
d scarooar algodao. prencas para mandioca e oleo de ricini, portoes gradara, columnas e moi-
nhos de vento, arados, cultivadores, pontos, cadeiras e tanques, boias, alvorengas, botes e Sis
fi5 SftSf EXeCU,a"Se qu,,'oar obra 8eJ*a !Bri for sua Pelos desenh ou
ra iru n S *"** V**' R^bemVencommendas nesteestabelecimen J,
S^taSlJ jLniMrrd9 C'80 h0j6 doImPerado' n-65 moradia do catiro do es-
SnE. ^ Per8ra' Cm ^ -S Pratenden,s s Podam entender para
FABRIC
3$800
3$600
9'500
8#800
8$500
6^000
6$000
5$000
5$600
5000
DE
ELOGIOS.
^ Vendc-se enicasa de Saunders Brothers*
G. praca do Corpo Santo, relogios do afama
do: abricante Roskell, por precos commodos
e larabem-ancellins e cadeias paraos mesmos
da eiceellnte sosto.
-*,0'Ui'3EiiSQaEi'r3 caoxoe:*:-
i
Seguro coaira Fogo
Jttilfti\ g ?(Mfi@(! SE IE7AEI.
Sita na rua Imperial n. 118 e lio junto a fabrica de sabao.
DE
Sebastio J. da Silva dirigidaporoFrancisc Belmiro da Costa.
coes de 3fS XaS^ TE ,PrmplS a'ambi qZAJm ? *} rP- 6S 6 dobraJos' Para distilar agurdente, aparelhos destilatorios
S 7"a rlllar e, J^l'l" espiritas com graduacao at 40 graos (pela graduacao de Sellen
Cart.er, dos melhores systemas hoja approvados e conhecidos nesta e outras provincias do rraperi-
bombas de tojas as (l.raences. aspirantes e de repucho, tanto de cobre como de bronze e ferro
terna,., de bronze de todas as dimencoes e feitios para to*Mtu,wZ^i!2
ESLJer P" "i" d-gU8' Por,asPara fornalhas '"> de ferio, tubos de cobre e
cumbo de todas as dimencoes para encanamos camas de ferro cora armaco e sera elle,
ET L PlaVe,S e econoraicos> lachas e la=hos de cobre, fundos de alambique, passa-
deiras, espumaderas coccos para engenho, folha de flandes, chumbo om lencol e barra zinco
em lencol e barra, Jencoes e arroellas de cobre, lancees de ferro e lato, ferro suecia inglez
de todas as dimencoes, afras, tomos e folies para ferreiros etc.,e outros muitos artigos poj
menos preco do que em nutra qualquer parle, desempeorndose toda e qualquer encoramen-
aa cem prestesa e perfeicao ja conheciJa e para commodidade dos freguezes que se drnarem
honrirera.nos com a confiancai ac|l5o na rua Noya n> 37> ,o.a de fefra h b.
litada para tomar notadas encoramendas. r
0GRES80
de
LONDRES
AGENTES
C J. Astley & Gompanhia. |
Os proprietarios deste estabele-
) cimento convidara ao resneitavel nuhlcn. nrineinainumio M. .m;r,n a~ l. ..____
i
para
w _
j Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar,
Enchadasde ferro,
Ferro sueco.
Fc*"ingardas.
| Ac | Pregos de cobre de com- '
| posiguo. 1
Barrilha e cabos.
Brim de vela.
| Couro de lustre. j
j Palhinha para marcinei- i
ro : no armazem de C.
J. Astley & C.
i m v 5 m >m nt s 3 9 bb m '
Na rua da Cadeia n. 2i, vendem-se as se-
giinles fizendas, pormelade de seu valor, para
liquidaejio.
Bicos de seda brancos e prelos, de todas as
emento convidara ao respe.lavel publico, principalmente aoe amigos do bom ebaralo, que se
achara em seu armazem de molhados de novaraente sonido degeneres, os melhores que tem
viudo a este mercado, por serem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serera
a maior parle delles vindos por conta dos proprietarios.
Armaco de loja.
Veode-se a armagfio de urna loja para qualquer
estabelecimeoto : na rua Direila d. 87, garaDto-
se a casa pelo lempo que se convenctonar : oa
prelendentes dirijam-ae i rua Ldo Queimado o.
4b, loja.
Vioho Rico de 1820.
Slomacal de 1830.
Precioso de 1847.
As duzias, e em caixinhas, a dinheiro, por ba-
rato prego : vende-se na rua do Trapiche n. 40,
escrlptono. r '
CAL DE LISBOA,
nova e multo bem acondicionada : na rua da Ca-
deia do Reciten. 38, primeiro andar
LOJA DO VAPOR-
Grande e variado sortimento de calcado fran-
cez, roupafeita, miudezas finas e perfumaras,
udo por menos do que em outras partes : na lo-
a do vacor na rua Nova n. 7.
Cheguem ao barato
O Preguiijaest queimando, em sua loja na
rua do Queimado n. 2.
Pecas debretanha de rolo com 10 varas a
2$, caseraira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palitots a 930 rs. o covado, carahraia
organdy de muito bora gosta a 480 rs. a vara,
ditaliza transparente muito fina a 3$, 4$, 59,
e6> a pega, dita lapada, com 10 varas a 5$ e
69a pega, chitas largas de mo lernas e escolhidos
padrees a 240, 260 o -280 rs. o covado, riquis-
simos chales de merino estampado a 7 e 89,
ditosbordalosoomduas palmas, fazenda muito
delicada a 99 cadi um, ditos com urna s pal-
ma, muito finos a 89500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 5, lengos de cassa com barra a
100, 120 e 160 cida um, raeias muito finas pa-
ra senhoraa 49 a duzia, ditas de boa qualidade
a 39 e 3$500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, paracoberu a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 5900 a poca, e a ItiO rs.
o covado, brim branco de puro linho a lj,
19200 e 19600 a vara, dito preto muito encor-
padoa 19500 a vara, brigantina azula 400, rs.
o covado, alpacas de I i Serenes cores a360rs. o
covado, cesemiras pretasfinas a 2#500, 39 e
39500ocovado, cambria preta e desalpicos a
500rs. a vara, e outrasnuitas fazendas que se
far patente ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhr.
Apechincha, antes que se
acabe.
Na loja do Preguic.a, na rua do Queimado n.
2, lera saias bales aberlas, do ultimo gosto, pe-
lo diminuto proco do 33.
Pianos
Saunders Brothers 4 c. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11
rfen^TV0 l"?- l.recentimente
chegados.dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres
nronriosoara este clima. *
muito
GRANDE SORTIMENTO
US
Ha
e armazem
DE *
a 2 libras a 800
arguras, vara a 160, 2<0, 400, 800 e 1S000.
Um completo sortimento de franjas de sedae
de algodao.
Chales de tuuquim a 10, 15, 20 e 35.
Bolees de seda, velludo, de louca c de fusto
de qnalidades finas, duzia a 200, 400 o 600 rs.
Cnllarinhos bordados de 500 rs., 2J, 3 e 49.
Enlren-eios finos, pegas com 12 varas a 1S.
Follios bordados tiras a 500, 1, 2j>, 3^500.
Camisetas com manguitos a 3#, 4, 5 e 63.
Enfeites de flores a 6.
Chapeos do seda para senhora a 10J.
Casaveques de velludo a 40 e 60S.
Ditos de seda a 25#.
Ditos de fustao a 8 e 12j
Fitas de seda e de todas as qualidaJes de 160
rs. a 1=5-500.
Ditas de velludo de 210 rs. a 1$.
Vende-se barato.
Filas lavradas de sarja, ditas de velludo es-
treitas, pentes de tartaruga a imperatriz, luvas
de torcal cora vidrilhos, frocos sera rame, en-
eitesde vidrilhos para cabega, e outros mais ob-
jectos : na loja do vapor na rua Nova n 7.
Era casa de N. O. Bieber &Succes3ores,Hia
da Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marca Farre & C urna das mais
acreditadas marcas, muiconhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vioho xerez em barris, cognac em barris e
caixas.
Vinagre branco e tinto em barris.
Brilhantes de varias dimenses.
Eiher sulfrico.
Gomma lacre clara.
Lonas, brinzaos e brins.
Ac de Milo
Ferro da Suecia.
Algodao da Baha.
Presuntos a 320 a libra.
Vendem-se presuntos do Porto a 320 a libra,
sendo inleiro, e a relalho a 400 rs. a-libra ; de-
fronto da matriz da Boa-Vista n. 88.
Vende-se um sitio com Ij4 de le-
gua quadrada, e urna planta decoquei-
ros de mil e tantos ps, tem duas gran-
des camboasqueda' doas bons viveiros,
na Pontezinha fregueza de Munbeca :
a tratar na rua do Queimado n, 48.
Vendem-se tres motecas de 12 a 13 anuos,
urna negra cem duas crias, um raulatinho de 11
annos, um dito de 17 annos, bom boleeiro. de
boa conducta, e aera vicios, urna negra de meia
idade, lavadeira e cozinheira, por 6000, urna di-
lidades por 1:100, urna negra de 30 annos, ro-
busta e boa ganhadeirt por 1000|, e um mulato
boro cozinheiro ; todos se vendern a prazo ou
a dinheiro, na rua Direila n. 66, escriptorio de
Francisco Mathias Pereira da Costa.
Chocolate
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porgao a 8oO w.
MarmeVada imperial
| do afamado Abreu, e de outros mais fabricantes de Lisboa em latas de i
= rs., em porgao de se far algum abatimento.
Ma$a de tomate
era latas de 1 libra por 900 rs., era porgao vende-se a 850 rs.
l^atas com erviUt&s
vende-se nicamente no armazem progresso a 640 rs. cada huma.
Conservas francezas e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 70o rs. o frasco.
Catas de bolacninna de soda
com diferentes qualidades a 1600 a lata
\meixas francezas
is mais novas que tem vindo a este mercado em compoteiras, contendo 3 libras por 3&000 rs.
e em tatas del 1 [2 libra por 1 500 reis
Verdadeiros gos de comadre
em caixa com 16 libras por 35000 rs. a retalho a 240 reis a libra.
Caixinnas com 8 libras de passas
a 38000 rs. em porcao se far algum abatimento, vende-se tambem a retalho a libra a 500 rs.
Manteiga ingleza
perfeitamenle flor a mais nova que ha no mercado a 1000 rs. a libra, era barril se far al-
gum abatimento.
Cha perola
o melhor que ha neste genero a 29500 rs. a libra dito hyson a 2&000 rs.
Palitos de denles llenados
a 200 r|. cem 20 macinhos.
peive sarel em posta
o melhor peixe que exzisle em Portugal era latas grandes por 1*500 rs. cada urna e de
outras rauilas qualidades que se vendern pelo mesmo prego
Manteiga franceza
a 560 rs. a libra em barril se far abatimento.
Toneinho de Lisboa
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
em caxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 49000 rs.
Tambem vendm-se os soguintes gneros, tudo recentemente ehegado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 48K rs. a libra, chourica muita nova, mermelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, maga de tomate, pera secca, passas, fructas em calda, amendoas, nozes, frascos com
amendoas cobertas, confeites, pastilhas de varias qualidades, vinagre braneo Bordeaux, proprio
' para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, macas de todas ss qualidades,
gomma muito fina, eTvilhss francesas, champugne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas
spermacete barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei
tonas muito novas, banha de porco refinada outros muitos gneros que encontraro tendentes i
molhados, por isso promettem os proprietarios venderem por muito menos do que ontro qualquer,
promeltem mais tambem servirem aquellas pessoas que mndarem por oetras poueo praticas eomc
Abacaxis.
Vendem-se por todo o preco os melhores que
apparecem no mercado, por serem colhilos ma-
duro?, assim como se apromplam remessas oara
fra da provincia: na rua estreila do Rosario nu-
mero 11.
Na rua Direita loja n. 104.
<> arremtame desta loja tem resolvido vender
per todo prego, dinheiro avista.
Curtes de laa para vestido, fazenda fina a 5000
Uil0SdLA6da preta' e de cores. feada finas
la 4C50OO.
Kilos de cambrsia de seda 53000.
irjit'S escuras, covado a 16O.
DMas Tinas a 240.
Ditas francezas a 200.
Ditas ditas 240.
Cortes de coletes de gorgurao 2S000.
Ditos de ditos de vellido .{000.
Camisas francezas flnns a 1&600.
Chapeos francezes a 5&000
Ditos do chile a 3*000.
Corles de brim de linho bronco e de cores para
caiga a 1$6O0.
Riscadinhos de linho fino e fustoes de cores co-
vado a 400.
Cortes de casimira decores a 4*000 e 5*000
E outras muilas fazendas Que se vendern neln
seviessem pessoalraeote; rogam tmbern a todos os senhores de engenho e senhores lavradores barato. v l0
quetrara mandar suas eneommendas no armazem Progresso, que selhes affiemea a boa qualidade*! VnHo ea A L, .
o acondicionamento, ,7,, ? I a 5asa da ?\da $?*** n. 24 : a
"* t tratar na rua do Rosario da Boa-Vista n. 50.
GiUME SORTIMENTO
DE
Fazendas e roupa eila
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaqnim Rodrigues Tarares de Mello
RUA DO QUEIMADO N. 39
EM SUA LOJa DE QUATR.0 P0R1AS.
Tem um completosortimento de roupa feita,
conviia a todos os seus freguezes e a lodos
quedejejarem ter um uniforme feito com todo o
gosto dirijam-se a este estabelicimento que em-
eontraro um babel artista ehegado ltimamen-
te de Lhbi para desempenhar as obras a von-
tade dos freguezes, j tem um completo sorti-
mento de pilitots de fina casemira modello im-
g'ez, e nuto bem acabados a 16*300, ditos
de merino selira a 123000, ditos de alpaca
pretos a 55000, ditos de alpaca sobre casacas
a 89000, dios com galla de veludo a 9*000,
ditos de fustio, ditos de ganga, ditos de brim,
tudo a 550 O, ditos de brim Je linho transa-
do a 6*000, ?alga de brim de linho muito su-
perior a 5*0(r), ditas de caseraira de cor a
955000 e a tOJSjOO, ditas de casemira pre-
ta superior fazeida a 12*000, palitots fran-
cezes de panno Rio fazenda muito fina a 253
sobre casacas de p&nno muito superiores a 353
ea 40*000, um ctmpleto sortimento de cami-
sas fracezas, tanto le linho como de algodao
e fusio vende-se mulo em conta, afim de que-
rer-se liqiudar cora ascamisas.
pechiacha.
Na loja do Preguica, na roa do Queimado n.2
tem cobertores de algodao de cores bastante
grandes, proprios para esenvos, pelo baratsi-
mo preso delg.
Carros.
Vendem-se dous ricos carros mui bem appa-
relhados e elegantemente pintafos : no largo do
Sira5:* Fi.heo!CrPl0ri ^ M6nel '"^ de
Vende-se na rua do Livrameuto
n. 19, borzeguins francezes a 6$, dito
de bezerro a 6$. dito de vaqueta a 7$
Fazendas e obras feilasJ
Loja
Ges&Bastoj
Na rua do Queimado n.
46, frente ama relia.
Sorlimenio completo de sobrecasaca de
panno prelo e de cor a 25*. 283, 303 e
35#, casacas a 28*. 30* e 35$, palitots dos
mesmos pannos20*. 22* e 25$, ditos de
casemira de cor a 16$ e 18*. ditos sac-
eos das mesmas casemiras modelo inglez
caseraira fina a 10, \2g 14 e 15$, dilos
saceos de alpaca prelo a 43, ditos sobro
fino de alpaca a 7, 8-3 e9*, ditos de me-
rino setim a IOS, ditos de merino cordo
a 10$ e 129, ditos de sarja preta transada
saceos a 6$, dilos sobrecasacos da mes-
raa fazenda a 8, dilos de fuslao de cor e
branco a 4. 4g500 e 5g, colletes de ca-
seraira de cor e prcto a 5 e 6J, ditos de
merind preto para luto a 4 e 5*, dilos
de velludo preto de cor a 9 e 10*, ditos
de gorgurao de seda a5* e 6, dilos de
brim branco e de cor a 2{f50( e 3*. calcas
de casemira de core prelo a 7$, 83,'9*
e 10, ditas para menino a6fi e 7, ditas
de merino de cordio para nomera a 5$ o
6, ditas de brira branco a 5j e 6, ditas
_ ditd de cor a 3$, 3a500, 43 e 5, e de
S todas eslas obras temos um grande sor-
^ tmenlo para menino de lodos os lama-
8 nhos ; camisasinglezas a 36 i duzia. Na
mesma loja ha paletots de panno preto
Spara menino a 14$, 15$ o 16*. ditos do
casemira para os mesmos pelo raesrao
preco, ditos de alpaca saceos a 3 e
3$500, ditos sobrecasacos a 5J e 6$ para
osmesmos.calsas de brim a 2*500, 3 e
3*500, paletots saceos do caseraira de cor
a 6* e 7, toalhas de linho a 800 e 1* ca-
da urna.
No mesmo eslabelecimento manda-se
apromptar todas as qualidades de obras
tendentes a roupasfeitas.em poucos dias, 1|
quo para esse fim temos numero suf- ?
icienle de peritos ofciaes de alfaiates s rgidos por ura hbil raeslre de serae- ?^
lhante arle, fleando os Jnos do estabe- k
leciraento respousaveis pelas mesmas cj>
obras al a sua entrega. ^
Sebo e graixa.
Se' o coadoe graixa em bexigas: no armazem
i" Tasso Irmos, no caes de Apollo.
a 3$ a sacca.
Arroz com casca tendo a maior parte pilado
proprio para galinhas e cavados ; no Caes do Ra-
mos n. 6.
^ Machinas de vapor.
Rodas d'agua. S
@ Moendas de canoa. a
;jf Taixas.
& Rodas dentadas.
^ Bronzes e aguilhoes. S
^ Alambiques de ferro. Z
g Ciivos, padres etc., etc.
Na fuadiQo de ferro de D W. Bowman, %
. rua do Brum passando o chafariz. H
Na fabrica de caldeireiroda rua Imperial
junto a fabrica de sabao, e na rua Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porefio defolhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto oreco de 1 rs. a libra^
oja esperanza.
Vende-se^borracha de seda preta para borze-
de Gaulrot a 18 e 20 braceletes de mosaico a
6* laa para bordar a 6$40O a libra, transas do li-
irnJn&,M a9 r0Up" da fes,a 800. 1,
13200 o 1600 a pesa, sete padrSes diflerenles
colheres finas, facas, trinchantes, ele. : na, S
do Queimado n. 33 A, Guimares & Rocha
n7n !c6;M; c;sa de um *a" sotao B0
pateo de S. Pedro desla cidade c. 3, por 8000
?mqnPermHCOnV'e9eSte nc*u0ci0- di'Ua-se a rua do
Imperador n. 26, que achara com
quem tratar.
Pormetade do seu
valor.
Rua do Queimado n. 19.
\ estidos de gaze e phaniasia, muitos lindos, de
duas saias, pelo baratissimo preso do 10* cada
um corte. ^
r~nVende"nazeile de. Peixe a 40 a garra-
fa. na rua Direita, taberna de Jos Pinto da
Costa.
0 Bouruos de seda otomana de cotes\%
g proprios para passeio e sehida de
9 ultimo gosto, ni
baile,
Loja de marmore.
4dmiraveis remedios
americanos.
nhlrasasc.asasdefam'lia' senhores de enee-
nho.fazendeiros, etc., devem eslar prevenida
o au.SpSSJen,edSr StreS eOicamento, coi
lestias CUra eficazmei"e as principaes mo-
Prompto alivio de Radway.
e curaan?r.n0?meDle alivia as mais acerb" dore,
a os pemrcs casos de rheumatismo, dor de
1 Vende-se i
^^ Relogios patentes. 9HI
smm Estopas. I
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Biscoutos
Emcasade Arkwight &C, ruada
Cruz n. 61.
Botica.
Birtholomeu Francisco de Souza, rua larga do
Rosario n. 36, vende-se os segoinles medica-
mentos :
Robl'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
e lbfa bCCa '"^ Cm ^0lhaS de 2 'DVS
Assim como tem um grande sortimento de pa-
pel para forro de sala, oqual vende a mdico
Vendem-se libras sterlinas, em
casa de N. O. Bieber & C. : rua da Cru?
n. 4.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jr>
Koston & C. rua daSenzala n.42.
Recebeu-se e continua a receber-s por a
todos os vapores artigos de. modas para Qb
H horaens, incluindo calcado de Molis na *>
Loja de marmore.
Vinho genuino.
Anda ha nma pequea quantidade de aecore-
as deste vinho sem confeiso, e proprio de doen-
les : na rua do Vigaro n. 19, primeiro andar-
Gomma e velas'
Vende-se gomma a 140 rs. o libra, esprmaco-
te a 680, azeite de carrapato a 410 a garrafa : na
travessa do pateo do Paraizo n. 16, casa pintada
de amarello.
Para os senhores ferradoFes e
cocheiros.
Vende-se nma porso deTerradaras de lodos
os lamanhos ; na rua do Queimado n. 53.
Vende-se urna escrava de 28 annos, pouco
mais ou menos, cora principio de tudo : a tratar
na na di Cadeia Velha do Reclfe n. 56, escripto-
rio de Leal 4 Irmo.
inna, etc.. etc.
Solutivo renovador.
QfeMai5r enfermidadesescrophulosas.chro-
humore, %. r naS; rCS0've os deP> e fies
namores, purifica o sangue, renova o svslem-
prompto e radicalmente cura eseropVulas vene!
sos' nmreS ?landularps. ictericia, dores de o -
sos, tumores brancos.afecses do figado e rin
erys,pclas.abc.3sose ulceras de todas as classe'*
Sulhl" d0,hM. -ifficuld.de das reg as da.
mulheres hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
I S'rff,1113"33'- y*, equilibrar a circula-
!em fodoaTnU:Dtelramenle Te8etaes favoraveis
: dr ? $h nunca oc"siona nauzeas ncm
, dores do ventre, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
JJa^V*-/*1" Pilulas s"a efficazes as aftec-
S?es do figado, bilis, dor de cabeca, ictericia in-
d.ges ao e em todas as enfermidades "as mu-
o5m flnrV?ber : ,rre8uIariddes. Bom. reten-
S?es, flores brancas, obstruesoes, histerismo, etc.
hiUft fals Prompto effeito na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella. e em todas as febres roa-
iDUaS.
Estes tres mportanies medicamentos vem a-
companhadosdeinstrucc5csimpressas queraos-
tram com a maior minuciosidade a maneira de
apphca los em qualquer enfermidade. Eslao ga-
rantidos de falsificaco por s haver vendaro
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leite
fgenrem^ena^buio^"31"2 "' 10* UDk'
Rival sem segundo.
darlavnUa.do0JUa,madr' 55- defronle do sobra
SSulii J"we miudezas de Jos de Azevedo
',! a "", h? t,ara tender os seguinies artigos
aDdixo declarados :
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
ppalos de tranca de algodao a ljf.
tartas de alflnetes finos a 100 r
lf44t)! dC co!un,nas "Vira branca, a
Phosphoros com caixa de folha a 120 rs.
Frascos de macass perula a 200 rs
" de facas e Serios muilo finos a 3E00.
Clcheles em car-.ao de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
caixas de obreas muito novas a 40 rs
rrasco de oleo de babosa a 500 rs
Sil0,.dlt0rfp.a-r" fazer cabc,l corredo a 800 rs.
bapatosdelaa para criancas e 200 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320
Massos de grampas muilo boas a 40 rs.
Agulheiros de marfim a 160 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muito fins a 600 rs.
Tesouras para costura muilo finas a 500 r
Ditas para unhas a 500 rs.
Pesas de franja de laa com 10 varas a 19
Pegas de tranca de laa com 10 varas a 500 rs
Fetilho para enfeitar vestido (pera 1$
Linhas Pedro V, cartocom 200 jardas, a 60 rs
Ditas dito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Pares de meias de cores para homem muito fi-
nas a 140.
Cordao imoerial (pecas) 40 rs.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodrpara aprender a Ii,
a escrever e a fallaringlez em 6 mezes',
obrainteiramente nova, para uso d
todos-osestabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-se'na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
RE&MM
eobertos edescoberto, pequeos e grandes ,de
ouropatente inglez, para homem s senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool'
ivndospeloultimo paquete inglez remeasad'
oSuthall Mellor & C."
Loja das seis portas em
frente do Livraoieiilo.
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos gostos a 200 rs. o co-
vado, ditas estrellas a imitacao de laazinhas a
160 rs., cassas de salpicos brancas e Oe cores a
200 rs. o covado, pecas de esguiSo de algodio
muito fino a 3$ a peca, dita, de bretanha de rolo
com 10 viia? 2. risc.dinho de linho a 160 rs.
o covado, chales de merino estampados a 2.
lencos brancocom barra de c6r a 120 rs., ditos
com bico a 200 rs algodao mopstro de duas lar-
guras o melhor qne possivel a 640 rs. a vara,
mussulina encarnada a 240 o covado, fil de li-
nho preto bastante largo/ A loja est aberta at as
Choras da noile.


DHEIO D PE&HAMBCO. QUAfiTA FEIRA H 01 KOVEMBRO DE 1860.
P)
AlG.NCI\
DA
FINDICIO L0W-10W,
Roa da Senzalla Nova n. 12,
Neste eslabelecimento contina a liaver um
completo sorttmenso da moendas meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e laixas
de ierro balido e coado, de todos os lmannos
para dito, ,
Poiassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conheido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira poiassa da Russia nova e de superior
qualidado, assim como tambera cal virgem em
pedra, ledo por presos mais baratos do que em
nutra qualquer parte.
Yinho de Bordean.
Em casa de Kalkmann Irmaos&C, ra da
Cruz n. 10 .encofitra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac 4C, em Bor-
De Rraudenburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Marga hk.
Larose.
Cnateau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madcira em barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac em caixasqualidade inferior.
Corveja branca.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wheeler SWilson.
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas desles dous
autores, mostrara-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranca
no armazem defazendas
do Raymundo Carlos
Leile & Irraos ra da
amigamente aterro da Boa-
SYSTEMA MEDICO DE HOLLW AY.
PULULAS HOLLWOTA-
Este ineslirfiavel especifico, compcslo inleira-
menle de hervts medidnaes, nao contm mercu-
rio era alguma oulra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleigao mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na compleico mais robusta ;
enleiramente innocente em suas operacoes e ef-
feitos ; pois busca e remove as duendas de qual-
quer espec6 e grao por mais antigs e lenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas cora este
remedio, muitas que j esiavanias portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e forjas, depois de ha ver tenta-
do inultmente todos os outros remedios.
As mais alicias nao devero entregar-se a des-
esperacao ; facam um competente en&aio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguimos enfermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ara polas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou extena-
cao.
Debilidade ou falta de
forjas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febrelo da especie.
Golta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammacoes.
Irregularidades
menstruajao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Absirucjao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retenjao de ourina.
Rheumatismo.
Syraptomss secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(raal).
Ra da Queimado
n. 39.
NA /
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Oiegou ltimamente a este estabeleciment um
completo suninonto de chapeos pretos fcancezs-
do melhor fabricante de Pars, os quaes se vene
dem a 7000, ditos 89000, ditos a 910000,
ditos muito superior a 109000, ditos de castor
dretos e brincos a. 168QQ0, 0 melhor que se
pode desejar, chapeos, de feltro a Garibaldi de
muito superior raassa a 7000, ditos de copa
baixa para diversos oreos, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vendera por preco
barato, bonets de veludo para meninos a 59000,
ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos
de panno muito bem arranjados a 39500
chapeos de seda para senhoras a25$000 muito,
superiores, ditos de palha escuras propros para
campo a 129000, ditos para meninas 109000,
chapeos de sol de seda inglezesa 109 e a 129
muito superiores, ditos francezes a 8*000,
ditos de panno muito grandes e bons a 49000.
spalos de veludo a 29000. ditos de tranca a
19600, sintos degruguro para senhoras 8 me-
ninas a 29000, coeiros de casemira ricamente
bordados a 129000, e outras muita fazendas
que a vista dos freguezes nao deixaro de com-
piar.
Cerveja branca su-
perior.
Imperatriz n. 10
Vista.
Rua Ao Queimado n. 39
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, fazenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
609000, ditos sera defeilo a 1009000, tem um
resto de chales de toqiiim que estc-se acabando
a 309000, ditos de mirin bordados com pona
redonda a 89000, ditos sem ser de pona redonda
a 89000, ditos estanpados com listras de seda
e-n roda da barra a 99000, ditos de ricas estam-
pas a 79000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 29000, ditos sem franja e muito
encorpado a 29000, ricos manteletes do grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfeitados a
259000, ditos muito superiores a 309000, en-
feiles de vidrilho preto a 39000, ditos de retroz I
a 39500, organdis da mais fina que ha no mer-
cado a 19000 o covado, cambraias decores!
de padres muito delicados a 800 rs. a vara, ditas
de cutras qualidades a 600 rs. a vara, ricas chitas;
farncezas de muito boas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, peitos para camisa a 240 rs. cada urna,
cortes de casemira de cores a 69000, ditas em
pisca de quadrinhosa 49000 o covado, gollinhas
de muito bom gosto a 19000, ditos de outros
bordados ricos a 3:>000, manguitos de cambraia
bordados a 39000, tiras bordados e entrimeios
que se vendera por preco commodo, bombazil de
ce res proprio para roupa de manijas, e capinhas
para senhoras a 19400 rs. o covado, cortes de
cembraias de salpicos a 59000, cortes de cam-
braia enfeitadas com liras bordadas a 69000,
e outras muitas mais fazendas que ser difcil
aqui pode-las mencionar todas.
Recebeu-se um completo sorlmento de @
( lindos vestidos de seda edephantasia.com
10 babadinhos ou saioto : na ra da Cadeia @
C loja n.23, de Gurgel & Perdigo. 2
Febrelo intermitente.
Vende-se estas pilulas no eslabelecimento ge
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguista e outras pessoas en-
carregadas de sua venda em toda a America do
fjul, Uavana e Hspanha.
Vendem-se as bocelinhas a 800 rs. cada
urna dallas, contera urna instrucjSo em portu-
guez para explicar o modo de se usar deslas p.
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruzn. 22, em Per-
nambuco.
A 2S400 o corle.
NO
Armazem de fazendas da ra
do Queimado n. 19.
Cortes de chita franceza pelo baratissimo preco '
de 29400, antes que se acaben).
Vende-se cerveja branca superior, em barris de
terco, por preco mdico ; na ra da Cadeia do
Retife n. 12, escriptorio de Bailar & Oliveira.
Campos receberam urna factura de chapeos de sold se-
da para homem, tendo entre estes alguns peque-
nos que servem para as senhoras que vao para o
campo lomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porgao seja grande se resolvero vender pelo
prego de 69 e 6S50O, c alguns com pequeo de-
feilo a 59 : na ra do Crespo n. 16.
REMEDIO INCOIYIPARAVEL
UNGENTO BOUOWAY.
Milhares de individuos de todas as najfl
nodem testemunbar as virtudes deste remedio
mcomparavele provar era easo neeessario, que,
pelo nso que del le fizeram tem seu corpo e
membros iuteiramente saos depois de haver era-
pregado intilmente outros raUmentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ms-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
relatam todos os dias ha mu tos annos; e a
maior parte deltas sao lo sor prndenles que
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraran cora este soberano remedio
o uso de seus bracas e pernas, depois de ter
permanecido longo lempo nos hospitaes, onde
deviam soffrer a amputado 1 Dellas ha mu-
cas que havend deixado esses, asylos de pade-
timentos, para se nao submeterem a essa ope-
racao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diente do lord corregedor e outros magis-
trados, afimde mais autenticaren! sua a firma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianja para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
trataraento que necesslasse a nalureza do mal,
cujo resultado seria provar inconleslavelroente.
Que ludo cura.
O ungento he til, mais particu
lamiente nos seguintes casos
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Anceres.
Cortadures.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Emfermidades da culis
em geral.
I Ditas do anus.
, Erupces escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Ra da Senzala Nova n.42 f e"giva escaIda*ss.
InchaQoes.
Infiamac.ao do figado
Attenco
Vende-so urna cadeirinha de andar na ra, em
bom estado de apparecer e commodo preco ; e
tambem tem para vender latas de dua3 libras de
boa jalea de pilanga e arar, vendem-se doces
de varias qualidades, tanto secco como da calda,
fazera-e bandejas de bolinhos, tanto rasas como
de bonitas armaces por commodo preco, fazem-
se posleis de nata, arroz de leite, pastles, do-
ces d'ovos, papos de anjos, jaleas de substancia ;
na ra Uireila, sobrado de um andar n. 33, de-
fronlr do Sr. Jos Luiz. No mesmo sobrado se
precisa de prelas para vender docfs, paga-se a
veudagem
Vendern se duas moradas de casas (errase
em Olinda, sendo urna na na do Amp-iro com
bstanles eommodos, quintal murado, e estriba-
ra para 2 cavallos ; e a oulra na ra de S. Fran-
cisco com bom quintal e cacimba propria para
quem precisar lomar banhos salgados por ser
muito perlo, ambas por preco commodo ; a tra-
tar na ra do Amparo, casa contigua a escada
que sobe para a igrefa do N. S. do Amparo.
Loja das seis portas en
frente do Livramento
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. o co-
vado, ditas eslreilas de cores escuras a 160 rs ,
pecas de bretanha de rolo com 10varasaj>,
ditas de esguia o de algodao muito fino a 3g, ris-
cadinho de linho n 160 o covado, lencos brancos
com barra de cor 120 rs., ditos brancos com bi-
co a 200 rs., algodao monstro com duas larguras
a 640 a vara, lazinhasde duas larguras, fazenda
nova para vestidos a 500 rs. o covado, enfeiles de
tranca com laco de fita para cabeca de senhoras
a 28500, corles de risrado rara vestidos a 2$, pe-
cas de madapoln com 4 1\2 palmos de largura a
4J*I00, chales de merino estampados muito linos
a fij. A loja est aberta al as 9 horas da noite.
Vendam-se pegas portuguezas do 16 : no
escriptorio de Mauoel Ignacio de Oliveira & Fi-
Iho, no largo do Curpo Santo.
C^"
Para marinlia.
O verdadero panno francez azul escuro (de
que usa a marinha franceza) recebeu-se lti-
mamente do Havre pela barca Bertha e vende-se
em conla na ra da Cadeia loja n. 23, de Gurgel
a Perdigo.
Recebeu-se ricas taimas de seda fei- H
<0> las de croxe, capinhas, capas de grosde- 5
naples e manteletes, litas para sinlo e 8|
groedenaples de quadrinhos em pega pa-
A, ra covados na ra da Cadeia loja n. 23, i
9 de Gurgel & Perdigo. Jft
%mmy&m mm ^^^^ssi
Veude-se urna pequea taberna no lugar
da strada Nova, muito propria para principian-
te [>or ler poucos fundos : quera pretender, diri-
i-se Passagem da Magdalena, entre as duas
montes, na taborna, que ahi se dir quem vende.
4y^^fl fifffl m UM Bfl ^mrs aSA^^asaifEA^
i^W^S5^B5SB8-S*^lwJ3^wBis^S5i5w#
Ife Recebeu-se um completo sortimcnio de |K
*f> pulceiras de sndalo, botao para colele, 3>
Sg extratos, essencia e banha fina: na ra !0j
7B da Cadeia loja n. 23, de Gurgel & Per- 7$
Vinagre branco,
superior.
Vende-se vinagre branco superior em barris de
quinto, por preijo commodo ; na ra da Cadeia
do Recife n. 12, escriptorio de Bailar & Oli-
veira.
Recebeu-se os mais modernos cha-
S pos de palha enfeitados com plumas ou
flores ; na ra da Cadeia loja n. 23, de
Gurgel & Perdigo.
5IGS#GflK-U?lIIC-dGi$IS3i3|
Vende-se em casa de S. P. Jonlision & C
vaquetas de lustre para carros, sellins e silhes
inglezes, cindeeiros e castices bronzeados, lonas
inglezes, fio de vela, chicote para carros, e mon-
tara, arreios para carro de um e dous cvalos
e relogios de ouro paiente inglez.
@@@@@@ e i @@@@
@ Itecebeu-se recentemente e continua a ^;
@ receber-se directamente de Paris e Lon-
S dres por lodosos vapores, de cncommen %
|j da especial, artigas de modas para se-
j$ nhoras na ^.;
? Loja de marmore.
@@@@@ @@@ @@ mm&e&Q
Vende-se urna carroca e um boi: quem
pretender, dirija-se ao Remedio, a tratar cora
('.aciano Baptsla de Mello.
Loja da seis portas em
frente do Livranenlo.
Roupa feita barata.
Paltotsde casimira escuras a 4500O, ditas de
alpaca preta 4!?00O e 55d00, camisas brancas
ede cores a 29000, ditas de fustao a 2J5500
serolas muitas finas a 1?600 e 29000, palitols
debrim pardo a 39000 calcas de casemira pre-
ta e de cores, palitols de panno preto sobre casa-
cas, colleles de casemira preta ede cores, ditos
de veludo preto e de cores ; um completo sorti-
menlode roupas fetas
Carro e boi
Vende-se um carro e boi muito bom, acostu-
mado a trabalhar na alfaudega ; ra taberna
grande daSoledade.
Queijos novos
Esto-se acabando os verdaderos queijos de
qnalha muito frescaes ; na taberna grande da
Soled ade.
Viiiho Bordeaux,
Palmer Margaux, emcaixas de urna duzia, autor
Jules Hue & C, na ra do Vigario n. 19, pri-
n.eiro andar.
Carvuo animal
de superior qualidade, vindo de Lisboa ; na ra
do Vigario u. 19, primeiro andar.
Vende-se a loja de calcado n 35 da ra do I
Livramento : a tratar na mesma.
Vende-se na ra Velhan.46,0 muito acro-
dilado oleo de curar glndulas.
Inflammaco da bexga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das aniculares.
Veas torcidas ou no-
das as pernos
v a
Vende-se este ungento no eslabelecimento
geral de Londres n. 244, Slrand, e na loja
de todos os boticarios droguistas e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
: America do sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha contera
urna instruegao em porluguez para explicar o
modo de f&zer uso desto ungento.
0 deposito geral e em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22. em
Pernambuco.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C,
ra do Vigario n. 3, um bello sorlimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para Os
mes m os.
Terrenos pertoda
pra^a.
Caminho dos mnibus.
Os herdeiros do commendador Antonio da Sil-
va vendem sua propriedade, do lugar da Casa
Forte, em sorles de Ierra a voniade dos compra-
dores com a nica esiricco de nao lerem menos
de 30 palmos de frente, e fnndo designado pela
respectiva plaa approvada pelas autoridades
competentes, o engenheiro Antonio Feliciano
Rodrigues Selle o encarregaao das medicoes
precisas, e pode ser procurado no mesmo sitio,
ou na ra estreila do RosErio n. 30, terceiro an-
dar, ou na prara da Boa-Vista, botica de Joaquim
Ignacio Ribeiro Jnior : os prelenflentes podem
dirigir-se igualmente para qualquer proposla ou
esclarecimento ao herdeiro L. A. Dubourcq, no
seu sitio na Capunga.
Rap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joao Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap sem duvida o de melhor qualidade
fabricado neste imperio, acaba de chegar e ven-
de-se no deposito, ra do Vigario n. 23, escrip-
torio.
@@S@@@@ @.@-@@@@@g&g
i
Vendem-se5carros novos com lodosos $g
arreios : ua la Nova n. 21. $;
<&&@&@&&@ 6-@Sefei
Vende-se por necessidsde urna mulati-
nha propria para ama de meninos ou para en-
carregar-se da adniinitraeao de urna caa por
ser muito fiel e cuidadosa, engomma com toda a
perfeigo, cosinha e core, roupa de senhora :
quem a pretender annuncie por esle Diario
que ser procurado.
Relogios
Suissos.
Em casado Schafleith'n & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e vtriado sorlimento
de relogios de algibeira borisontaes, ptenles,
chronometros, meioschronometros de ouro, pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
giosdos priroeiros fabricantes da Suitsa, que se
vondcropor rrecos razoaveis.
I Cimenlo inglez,
Vende-se o muito conheiido e ocredi-
^ lado cimenlo para colar louca, vidros,
g tartaruga, maifim etc. : na loja de fazen-
^ das da ra do Gabug n. i, a 2$ cada um
tp vidro dinheiro a vista.
loja
IV. 19.
DE
NA. IJ\ la AAMAlZ^M
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RUA DO QUEIMADO 40
efronte do beeco
Seda de quadrinhos muito fina covado
Enfeiles de velludo com froco pretos e
de cores para cabera de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraias e seda lapada e
transparenre, eovedo
Luvas de seda bordadas e lisas para
senhoras, homens e meninos
Lencos de seda rxos para senbora a
29000e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lencos de gurguro pretos
Micas capellas brancas para noivados
Saias balo para senhora e meninas
Tafea rxo o covado
Chitas franceza a 260, 280, 300, e
Casias franceza?, a vara
da Congregando letreiro verde.
1000
255500
8500
2*000
$500
3-i0
#600
Setim prelo azul e encarnado proprio
para forros com i palmos delargnra
o covado
Casemira lisa decores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos ees-
lampados de todas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria para
forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos cortes de seda pretos e de coros
com 2 saias e de babados
Ditos de gaze e de seda phantasia
Chalas de loquim muito finos
Crosdenaple preto e de cores de todas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e visitas de seda preta
com froco
1600
29000
1&500
Armazem de fazendas ba-
ratas, amado Quei-
mado.
Ricos corles de gaze de seda e phantazia com
duas saias, (pela terca parte do seu valor) a IOS
cada corle.
LenQes e cobertas.
Lencoes de bramante, dilo de panno de linho,
cobertas a ehineza pelo barato preco de 1JS00.
Vestidos de seda.
Ricos veslidos de seda para meninos e meni-
nas, fazenda superior, feitos no Rio de Janeiro
or urna das melhores modistas, o pelo barato
pre<;o de 8tf.
Chitas francezas.
Chitas francezas proprias para casa por serem
escuras, e dilas claras a 220 rs. o covado.
Colchas de fusto.
Grandes colchas de fustao com ricos lavores a
5}500.
Chales de merino.
Chales de merino bordados, franja de seda, a
5$500, ditos eslampados o 3j}t00.
Paletots escuros.
Palelols escuros a 2J600 cada um, cambraia
organdys a 500 rs. a vara, ditas muito Cnas a
64 rs., baldes de malha a 5$, ditos tapados a 4$,
lencos brancos a lg800 e 2g, algodao com 8 pal-
mos de largo a 60U rs. a vara.
Ricos manteletes.
Os mais modernos manteletes pelo preco de
3000O
Loja das 6 portas
em frente do Livramento
Laazinhas a 500 rs.
Camisnhas muito bonitas com duas larguras
para vestidos de senhora a 500 rs. o covado, cor-
tes de riscado francez para vestido a 29, sa;as
balao parr menina a 3500, di'as para senhora a
4g500e 59 ; d-sc amostra com penhor A loja
est aberta al as 9 horas da noite.
n. 25 de Joaquim Ferreira de S, vende-
se por presos baratissimos para acabar: ves-
lidos de tarlatana bordados de seda a 8?000,
organd de cores muito finas a 320 rs. o co-
vado ,cassas do cores a 240 rs., chita larga a
200, e 240 rs., capas de fustao enfeitadas a
590C0, casaveques de cambraia e fil a 59000,
perneadores de cambraia lordados a G?000,
babados a 3v0 rs a vara, liras bordadas mui-
to finas a 19500 a peca, riscado francez fino
a 16c rs. o covado, golnbas de ponas bor-
dadas a 29500, manguitos de cambraia e fil
a 29000, camsinhas bordadas muito finas a
29000, chita larga com lustro e muito fina
propria para cobeita e roupoes a 320 rs., es-
guio de linho a 1>200 a vara, roupoes de
seda feilos a 125000, vestidos de seda mofados
a 89000, luvas arrendadas a 100 rs. o par,
vestidos de grosdenaple pretos cem barra de
cor a 20000, palitos de pao preto e de cores
de 16^000 a OfOOO, sobrecasacas de panno
muito fino a 259000, caigas de casemira prela
e decores de G9000 a 1(?000, ditas de brm
branco e de cores de 2$000 a 5*000, palitos
debrim branco ede cores de it&GO a 500,
ditos de alpaca de 39000 a 8900O, brim
trancado de algodao com 9 palmos de largura
proprio para loalhas a 900 rs. a vara, damas-
co de la com 9 palmos de largura a 1$600 o
covado, velbutina prela a 400 rs., brim de
linho de cores a 1*500 o corte, rneias cruas
para homem a 19200 a duzia, camisas de
linho nglezas a 32?000 a duzia, pojas de
madapolo fino a 4?500, corles de lanzinha
muito fina com 15 covados a 8AO0O rs., ca-
misas de cores e brancas de 1*500 a 35000,
e outras moilas fazendas por menos do sen
valor para fechar con las.
Kecebeu-se e continua a receber-se por
todos os vapores, vestimentas, calcado e @
chapeos para meninos na (f.;
Loja de marmore.
Liquidaeao.
Tor barato preco, para acabar, na ra da Im-
ueratiiz n 40. outi'ora aterro da Boa-Vista, loja
da esquina do becco dos Ferreiros, vender
fazendas muito baratas a saber: pecas de c3m-
biaias branca lisas e finas a 3$ e 3950O, e ,5
muito Anas, dilas de crenoline brancas, 3zenda
mu)to encorpada, prupri para saias de balo, a
peca 2J500. e tero 10 112 varas, cortes de riscado
trsncez para veslidos a 2|. coiles de meia case-
i mira P.a" cal?a 1J600 e 29, laazinhas muito fi-
1 as a oou o covado, e outras muitas fazetdas que
se torna enfadonho mencionar, que a vista do
! freguez se dir.
Na ra Direita
n. 55, loja de tres portas,
de Joaquim Jos Ribeiro de
Oliveira A C, vendem-se fa-
zendas e roupas feitas por
menos de seu valor.
Taletots sobrreasacos de casemira preta de cor-
do muito fina pelo diminuto preco de 2jf.
Ditos sobrecasacos de casemira de cores forra-
dos de seda por I83.
Ditos sobrecasacos de gorgurao de seda pretas
e de cores a 18g.
Ditos sobrecasacos de panno preto muito bem
forrados a 129.
Ditos saceos de panno prelo muito unos forra-
dos de seda a IS9.
Dilos saceos de panno preto a 89.
Ditos sobrecasacos de alpaca preta a 59500.
Ditos saceos de alpaca prela a 3}500.
Ditos ditos de ganga de cores a 3j*.
Calcas de casemiras de cores finas a 6S500.
Ditas de ditas inglezas a 79.
Ditas de meia casemira a 3$.
Dilas de ganga de cores a 2}.
Ditas brancas de linho assetinado a 3;50O.
Chitas francezas miudas muilo finas a 240, 2T0
e 280 rs.
Camisas francezas pintadas e brancas milito
finas a 2jJ.
Ceroulas francezas finas a 1{600 e 197C0.
Corles de cambraia de seda a 59.
Dilos de dila rom Larra salpiquinhos a 45GC0.
Laa de quadros para vestidos, covado a 440 r?.
Cortes de riscado francez com 13 Ii2 covados a
2200.
Chapeos de sol de seda para senhora a 2g.
Ditos de dilo para homem a 658OO.
Coiles de meia casemira a 29.
e muilas oulias fizendas por diminuto proco,
que se far tlenle aos compradores.
200 rs.
o covado de cassa franceza, fazenda pechincha :
na ruado Queimado 11. 44.
Vende-se urna escrava de 35 a'nnos, pouro
mais ou menos, bastante robusta e de bonita fi-
gura, cozinha sofirivelraente, ptima lavadeira.
quitandeira, e pratica no servico interno de un a
casa de familia : na ra Direita, sobrado n. 40,
terceiro andar.
Alpaca branca e verdadeiro merino da chi-
na, propria para a contraria de Nossa Senhora do
Livramento: em casa de Julio & Conrado.
Ra do Rangel
numero 28.
Delicadas resfriadeiras para a praca e senhores
de engenho. obras que podem estar' patentes em
qualquer sala ornada, do melhor gosto pela sua
delicadeza, como sejam : as bonitas bilhas ham-
burguezas, tanto em porcao como a retalho, e as
excellentes jarras finas e entre-linas, proprias
para os lugares mencionados, de lodos os tama-
nhos que o freguez queira, e depsitos para com-
modidade, jarras e potes, tudo marcas reforcadas,
e outros muitos objectos.
Com toque de avaria,
Pecas de madapolo de 29 a 49000, vendem-se
na ra do Crespo, loja de quatro portas n. 8.
Resumo de potica.
Indispensavel para os prximos exames derhe-
torca ; est a venda na livraria classica, n pra-
ca de Pedro II n. 2, a 500 rs. cada ejemplar.
Ra Direita n. 103.
Querendo-se acabar com esle eslabelecimento
antes de lindar o anno, o encarregado do mesmo
sepromptifica a vender o que consta do seu va-
riavel sorlimento por precos a animar aos com-
pradores, na certeza que nada sahir para amos-
tra ;e outro sim nao se vender a meninos e a
escravos para evitar duvidas.
Barato para acabar.
Tacas de cambraia de flores para cortinado a
39200 a peca, chita franceza rxa com toquo de
mofo a 220 o covado. algodao a 39, 3J40O, 3800
e 5800, rom 22 jardas, madapoloes a 49200,
4S40O, 49600. 5g500, 5C600 e 5jf900 a pega, ris-
cadinho raiudo a 160 o covado, brim de linho
branco fioo a 1JI00 a vara, chales de laa escuros
a 19800, gravatinhas a Tinaud de linho a 500 rs ,
dila de setim a 500 rs., leos braners grandes a
29700 a duzia, chapeos de feltro a 49 e 2SS0O,
corles de casemira a 3?, algodao de duas larguras
a 600 rs. a vara, cambaia de cores muito fina a
600 rs. a vara, cortes de cambraia de cores a
2J800, grosdenaple a 19700, IJ900. e 2100 o co-
vado. meias finas para senhora a 5$ a duzia : na
loja da rna do Passeio Publico n. 11.
Ra do Queimado n. 1.
Tem para vender cassas miudas muito finas
com toque da mofo a 240 o covado, ditas grandes
matizadas a 260 o covado, pecas de algodao com
toque de avaria a I98OO, um resto de cassa de
babados a 19 a pega, laa e seda a 400 rs. o cova-
do, e la a 400 rs- o covado.
PodeSenteionovo.
Acha-se todas as quartas e sabbados, das 11
horas do da em diaute : em Santo Amaro, pa-
daria allemaa, e na ra da Imperatriz n. 2, ta-
berna.
Escravos fgidos.
Escrava fgida,
Fugio a 4 do carrete a preta Maria, de nar.o
Angola, j velho.com cabellos brancos, cor fula,
e lem as costas signaes de sua trra, esla es-
crava foi de Jos Luiz Pereira, e ha pouco arre-
matada ; quem a apprehender, dirija-se a ra
Nova n. 10.
No dia 2 do correte mez fugio do lugar dD
Luco, freguezia dos Afug'idos, um preto do nonio
Denlo, de nacan Congo, com os signaes seguin-
tes : idade de 40 a 50 annos, estatua baixa, com
os pos grossos, dedos dos ps e maos curtos, cora
os beicos bastantes grossos : roga-se a quem o
apprehender, leva-le a seu senhor Francisco das
' Chgas Cavalcanli Pestoa, em Olinda, ra da
I Eoa-IIora, rasa n. 1, ou no mesmo lugar do Lu-
: ca a Jos Thoroaz Cavalcanli Pessoa, que ser
i generosamente gratificado.
Fugio da Tassagem da Magdalcnr' a 8 dios,
um escravo crenlo de nome Ventura, que re-
prsenla ler de 25 8 anuos de idade, ccn. un a
sicatrh no rosto, o qual j veio fgido do enge-
nto Castanhinha, na provincia de Alagse, e
procurou nesta praca a raso de seu senbor An-
tonio Buaique de Gusmo d 'onde se auzci.lcu
segunda vez. Roga-se as autoridades roiiacs e
espilles de campo a captura do dilo escravo. o
a sua enlrega em qualquer dos lugares cima
mencionados, promeltendo-se generosamente gra-
lificor.
Fugio do mgrnfco Jlalrn.ba, no dia 23 do
oulubio prximo passado, nm escravo de nome
Jos, de naco Angola, ajlo, magro, peitudo,
peinas finas, andar apressado, lem no alio da
cabeca urna reladura de carregar peso, est ama-
relio, e bem preto, desconfia-se estar na cida-
de do Recife por ser ranociro : quem pegar dilo
escravo leve-o ao dito ergenho, a seu senhor,
ou ridade do Recife, aos Srs. Jos Peireira da
Cunta e Antonio Cardo?o de Queiroz Fonseca,
que rerompensaro generosamente.
Fugio no dia 22 de oulubro de 18C0, do en-
genho Triumpho da freguezia de Seiinhem, o
o escravo ciioulo. de nome Vicente, com os sig-
1 naes seguintes: bonita figura, alto bastante, cor-
I po proporcionado, cor prela, pouca barba na
ponta do queixo, lem una marca de lalho no bei-
co de cima crestado ao naiiz do lado esquerdo,
procurando para o canto da bocea marca peque-
a ; foi comprado nesta praca ao Sr. Silvino
Guilherme de Barros, vindo do sertao, o dito es-
cravo representa ter 24 a 25 annos de idade :
quem o pegar e Irouxer ao referido engenho, se-
r generosamente recompensado por seu senbor
Francisco de Paula Cavalcanli Wanderley, ou
nesla praca aos Srs. Manoel Alves Ferreira &
Lima, ma da Moeda n. 3.
Escravo fgido.
Um mulato claro, magro, com pannos pretos
na macaa do rosto, representando ter 25 annos
de idade, natural do Rio do Peixe, chamado
Luiz, desnppareceu no dia 30 de oulubro da casa
do Dr. Cosme de S Pereira, de quem escravo ,
suppoe-se ter levado um cavallo preto do Sr.
Roslron que se havia sollado, e que elle fOra
ero busca do mesmo ; suppe-se mais que sua
mulher de nome Maria tambem o acompanha,
levando nm pequeo bah de flandres : roga-so
as autoridades policiaca e a outras quaesquer
pessoas que o prendara, e remellan) ao seu se-
nhor, que pagar qualquer despeza.
Ce nl;na fgido desde 29 de julho deste an-
no o escravo pardo acaboclado de nome Joao,
com os signaes seguintes : corpo e estatura re-
gulares, cor plida por ler soffrido de sesees, de
idade 25 a 30 annos. falla descancada, mansa e
semprc contrafeita, mostrando fingimento, na-
tural de Inhamura, foi propriedade de um velho
por nome Joao Secundo do mesmo serlo, e por
morte deste vendido pelos herdeiros, sendo um
dos ltimos possuidores Ignacio Ferreira Timu-
do, senhor de engenho do Sul, que tambem o
vendeu ; julga-se ler seguido para o Inhamum
ou outro qualquer serlo : roga-se aos capites
de campo ou qualquer pessoa que delle souber,
o apprehendam e levem Apipucos a seu actual
senhor, o major Joo Francisco do Reg Maia,
ou no Recife a Symphronio Olympio de Queiroga,
que se recompensar generosamente.
Anda ha mais de oilo dias fgida a preta
crioula, de nome Maria, de cor prela, mas nao
muito retinta, com falta de alguns denles, a qual
ter 24 a 25 ennos, allura e corpo regulares, um
pouco barriguda, ancas empinadas, tem urna pe-
quena mancha junto ao olho esquerdo, um enro-
co em urna das ps quasi em baixo do braco, le-
vou vestido de roupao escuro com franjas bran-
cas : quem a apprehender, leve ra da matriz
da Boa-\isla, em casa de Luiza Annesde Andra-
de Leal.


rs)
DIARIO DE PERIfAMBGO. ftARTA FEIRA H DE NOVEMBRO DE 1860.
Litteratura.
A pulseira de coral.
(Continuaro 1
III
Acabado o acto, lembrei ao auditor que tinha-
9 tv.osdeixado madama de Vibray em posiro pouco
invejavel. Tornamos para o salo, e dopois de ter
passado a mo pela testa duas ou tres vezes, con-
liouou :
Ao primeiro tiro que seguio com pequeo in-
tervallo es sons do apilo de Felippe, George nao
duvidou un instante deque liona sido descober-
to. Apcrtou vigorosamente a mao de Aleixo, que
encontrara junto do sslgueiro, abracou Adelina,
e, conhecendo que todas assahid8s'eram vigia-
das, obrigou-os deixa-lo para curarem da pro
pria salvaco.
S me resta vender cara a vida, lhes disse :
voltae para o castello : anda tempo, e se nos
nao tornarmos ver, orae por mim I
Assim fallando, George embrenhou-se no sitio
mais denso do bosque. Aleixo quizera segui-Io,
mas depressa Ibe perdeu a pista na escurido!
Alguns cacadores avistaram Aleixo quando atra-
vessava urna clareira, e immediatamente Adeli-
na o vio reapparecer, batendo-se em retirada, e
escondendo-se de arvore em arvore. Acabava
de chegar ao salgueiro, e vollava-se para dispa-
rar o ultimo tiro aos caladores, antes de por o
p no vu. quando urna bala o alcangou. Alei-
xo deu um salto e desappareceu. Adelina arre-
megou-se para elle, mas j a agua tinha levado
o corpo de seu irmo, e corra sen ruido em seu
leiio desaibro. A pobre rapariga entrou no Sar-
tlie at ao joelho, percoirendo com olhos espan-
tados o rio que murmurava brandamento por en-
tre as moutas das margens ; e, nao vendo nada.
desatou chorar.
Uro cacadorbateu-lhe no hombro.
yuetens para assim chorar ? disse elle pu-
xando-a para a praia ; um malvado de me-
nos.
Era nieu irmao, respondeu ella.
O cagador largou-lhe o braco, e deu lamanha
pancada na trra, que a coroiiha da espingarda
desappareceu do lodo.
Pobre rapariga I exclamou elle ; o inferno
confunda esta guerra I O diabu rae leve se
disparar mais um tiro I
acrescentou mais brandam
culpa minha ; se eu s
pontana lio ceiteira.
Adelina ergueu os olhos innundados de lacri-
mas.
Amaldgoar-vos, nao, disse : fizesles o vos-
so dever como elle fazia o seu. eixae rae orar
por um e por outro.
A joven vandeana ajoelhou.
Anda que acostumados rudo vida dos acam-
pamentos, os soldados afastaram-se conmovidos
c silenciosos ; alguns inclinaran! a cabeca. O ;
sargento reunio-os, e a palrulha ausentou-se!
tiiea de admiraco e respeito.
Ao entrar n'uma mouta, o sargento voltou-se ;'
Adelina estava anda de joelhos, cantando meia
voz um hymno Virgem.
O soldado passou a mo pelos olhos.
Antes quena, disse este, ler levado urna
cutilada, do que supporlar o olhar desta pobre
rapariga, quando me disse que lhe tinha morto o
irmao.
Entretanto a presenca de Luiza no pavilho, no
momento da priso de Mr. de Vibray, nao deixou
de sorprender o coronel Champrod. Fezcouduzr
sua mulher para os seus aposentos, confiou o pri-
Sioneiro guarda de um okial, e licou s com
Felippe Casal, quem arrebatadamente pedio ex-
plicacao do que so tinha passado, quando o es-
trondo da fusilara o Dzera voltar toda a pressa
ao castello.
Felippe julgou chegado o momento de saciar o
ojio, e do assegtirar a vinganga. Ento. com a
jrofuuda astucia de una alma ha muilo tempo
ocosluuiada dissimular, contou urna fbula, em
que os elementos de verdade o de mentira esla-
varu misturados cora infinita arle. Tinha encon-
trado o visconde no pavilho com madama Cham-
prod, quaudo elle proprio fra allrahido para
longe do castello pelos primeiros tiros ; mas lon-
g- de aecusar Luiza directamente, dava mil ex-
phcacoes prfidas ao seu empenho de favorecer
a fuga do vandeano ; insinuaces sagazes. que
pareciam corroborar as suas d'esconliancas, re-
cordavam o aiTeclo que os unia ambos 'anles
d chegada do coronel ao paiz, e as promessas de
esponsaes que haviam trocado ; Felippe nao po-
da acreditar que, em urna alma to pura como a
de madama Champrod, eslas lembrangas tives-
sem podido apagar-se para dar logar ao esque-
cimeuto, que nao reside seoo nos coraces trios.
As suas reticencias, m.uavilhosament calcula-
das, permilliara crer que mais de urna vez tinha
se cmplice de um estratagema que tinha por
lim salvar o visconde, encobnudo o seu nomo ao
proprio coronel, nao se explicava bem pela coin-
amnidade de opinies, que em cada vandeano lhe
lazia ver urn irmao "?
Hbil como um demonio, Felippe agugava cada
urna das suas palavras, que fizeram, alternada-
mente, depois, entrar a suspeita, a desconfiauga I seguinte inscripc.io :
e a convkco no corago do coronel; alm disso Emilia Kossu
as apparencias condemnavam Luiza I Um
o p em urna serpente ; um como relmpago lhe
allumiou o pensamento. Levantou-se.
Vos dianta de mim I disse Luiza. Tanta au-
dacia depois de tamanha covardia 1
E pegou no cordo de urna campainha, que lo-
cou violentamente.
Felippe puchou urna cadeira e senlou-se.
este movimento, cheio de lerrtvel tranquillidade,
Luiza sentio o fri do medo.
Podis locar quauto quizerdes, disse Felip-
pe ; n'i est ah maguera. .
Meu Deus I que succedeu ? murmurou Lui-
za, cahindo desfallecida n'um fofa.
Nada ; apenas o ooronel Champrod e o vis-
conde de Vibray experimentara, nesle momento
a sorte das armas.
Um duello I
Efectivamente ; um duello que nao acabar
seno com a morte de um dos adversarios. Ora
ambos manejara to bem a espada, que se nao
pode prever qual suecumbir.
Luiza. ouvindo estas lerriveis palavras, cscon-
deu a cabeca entre as raaos.
Felippe continuou com voz inalleravel.
u~~.,Su,Pieda o que succeder, estaes perdida. Se P..
Mr. de >ibray fr morto, o coronel, que vos jul- sua
ga criminosa, abandonar-vos-ha ; bem sabis que,
no meio da sua bondade, um homom uiexora-
vei quando ferido na houra.
Estou innocente 1 gritou Luiza ; dir-lhe-hei
a verdade, e ha de acreditar-me.
Nao vos acreditar. Pensaes que falliera
tantas cousas para cegara paixo? A presenca
do capitao George era vossa casa, o seu autigo
amor, urna miniatura dada por vos, e que o co-
ronel achou no pavilho onde esttveis infelizmen-
te dpsraaiada ; sao provas, que, esclarecidas pelos
meus comraenlarios, o explicages.... Bem ve-
des, senhora, mais do necessario para conven-
cer um espirito j prevenido I
Fri suor inundou a fronle de Luiza.
Agora, continuou Felippe, admitamos que
o coronel raorre ; eu fico s aqu; acreditaes que
a victoria de Mr. de Vibray possa salva-lo, e
julgaes que desviarei da sua cabega as conse-
quencias das leis da guerra? Prometli-vo-lo, se-
nhora ; nao quizeslos ouvir-me, vinguei-me. Es-
cutar-me-heis agora ?
Horror I gritou madaraa Champrod.
E a nica resolugo que vos resta lomar.
que tenho pedido e supplicado ; sabis
quu me lavrou no sangue, lera
r al vos, ludo, al
. com os obstculos.
e lenho-os vencido. Acreditaes, agora, que eu
queira recuar, quando estou junio de vos. e sou
aqu o senhor? Muilo bem, Luiza, duei urna pa-
lavra, e loda a minha vida vos perleuce ; este
coragao, cuj obstinana energa conheceis,
vosso ; a minha fortuna, ponho-a iuteira a vos-
sosps; dizci urna palavra, levar-vos-hei para
longe destes lugares. Que necessario, pois, para
alcaocar a felicidade ? Independencia, riqueza
amor! segui-me e tereis tudo 1
Si'guir-vos, eu ? nunca 1
Luiza I.... por piedado para com vos raes-
ma I gritou Felippe com vozamcagadora.
Seguir-vos I repeli a joven indignada, an-
tes morrer I
E morrereis lornou Felippe framente. Es-
tamos sos ; e eu tenho pedido por muito tempo
para ler emfim o direiio de mandar.
Felippe levaniara-se. Seu roslo exprima to
terrivclmenle urna inexoravel resolugo, que Lui-
za comprehendeu que estiva perdida. Mas ac- i
ragem desta elevou-se altura do perigo. Muilo
orgulhosa para se abaix.ir supplica ou raen-
tira, ergueu-se, e d'um sallo, antes que Felippe
tivesse lempo de adevinhar-lhe o pensamento e
dele-la, subi a urna pequea janolla de sacada,
a qual deiiava para o Sarthe, que banhava os
muros do castello.
Vinde agora pegar-me disse ella, com o
rosto radame de sublime formosura.
Felippe estendeu os bracos insliuctivamci.le,
como para segura-la.
Luiza I bradou elle.
Um passo mais, resi>ondeu esta, e tereis de
disputar o nieu corpo ao riu.
Felippe recuou.
Por um instante ollnram-so ambos sem dizer
palavra : ella tranquilla e resignada : elle, som-
bro e vacillante.
Finalmente arraslou-o a sua fria irona.
Recordaes-vos a proposito 'Ioanho, disse
Felippe cora amargosorriso ; queris representar
o papel de Rebecca, mas eu nao sou Brian de
Bois Guilbert, e lempo emtim de acabar esta
comedia.
E avanrou para a janella. Luiza
olhos ao co e precipitou-se.
se achara aqnartelado, estava fazendo cartuxos.
Foi s 7 horrs da manhia.
u uiuoo rae leve se cu -----. n i'cmuu c
I Ides amaldicoar-me,! qut' 8mof> *luu ,nc '
nenie, e comtudo nao arroslado ludo para chegar
oubesse, nao teria feito .vos ''10 Te"ho 1,l,jdu
MAIS DOUDOS AS TUILHERIAS.
Na noile de 4 apresenlaram-sedous doudos as
Tuilherias, onde tentaram penetrar.
AfTirmavam que havia urna conspiraro, para
envenenar toda familia imperial, e por em vigor
cm toda a Franja as leis de Licurgo.
Tin ha m apandado o fio da conspiradlo e co-
nheciam, para a conjurar, urna combinaco raa-
thematica, que queriam immediatamente com-
municar ao chefedo estado.
Custou muito conduzir os dous homens, que
sao irmlos, e se chamam Luiz e Eugenio P....,
casa do commissario de polica que, depois de
ter verificado o seu estado mental os madou pa-
ra a prefeitura.
Irmao I exclamou LuizP vao levar-nos
ao maladouro I Seremos como todos os grandes
homens martyres da sciencia e da dedicado.
Soffraraos a nossa sorte I Vo immolar-nos, po-
rra a postendade nos levantar estatuas.
Segundo o lestemunho de muilas pessoas, Luiz
.... era um malhemalico notarel. Perdido as
uas cogitares incessantes, desprezou os seus
negocios ; vio-se obrigado dar prelecdes ma-
theraalicas, em pleno sr. nos campos Elysios.
Quereudo tornar a sciencia attracliva e popular,
para a por ao alcance das mais vulgares intolli-
gencias, Luiz P.....baldo de diuheiro para rea-
lisar as suas descobertas, dirigise seu irmo,
que exercia urna industria lucrativa e lhe expoz
as suas theurias.
A cabega de Eugenio trabalhava to bem, ou
antes to mal, sobredados to abstractos, que a
loucura, tornou-se por Um partilha dos dousir-
maos.
Eugenio deixou as suas occopacoes para se jun-
tar a Luiz, e ambos se entregaram a cogitares
que chamavam scientificas. A sua principal des-
coberla foi a de urna combinarlo malhomatica
destinada conjurar conspirages. Foi para o
corarauaicarera ao imperador que os dous irmos
se dingiram s Tuilherias.
COMMERCIO DE NEW-YORK.
Na terceira semana de setembro achavam-se,
no porto de Nova-York, 3t vapores. 131 galeras,
12 barcas, 90 brigues e 98 escunas, sendo ao lo-
do 455 navios, todos mercantes.
Destes navios 35 estavarn carregando para a
Europa ; 5 para a America do Sul ; 3 para Uong-
Kong ; 11 para a costa occidental do Sul da Ame-
rica ; 3 para a Austria ; 1 para Shanghay ; 1 pa-
ra Valparaizo e 1 para a costa d'Africa.
UM ENTREGADOR ESPERTO
O principe regente da Prussia. anles de partir
ltimamente para a provincia rhenana, foi visi-
tar a rainha da Prussia ao palacio de Poisdam.
Quando suba para a carruagera fez signal um
dos vendedores de jornaes, que eslacionavam na
gire do caminho de ferro, e lhe pedio o ultimo
numero do Kladderadatsch, o jornal satyrico de
Berlio.
O vendedor apresentou o jornal S. A. R. e
retirou-se respetosamente.
Nao queris o diuheiro ?disse o principe.
Alteza realrespondeu o vendedor dos jor-
naesem nenhiima parte est melhor o meu di-
nheiro que na vossa mao.
O prncipe desatou rir, e graticou cora um
frederico de ouro, a coofianca du vendedor de
ergueu os
Conlinuar-sc-ha)
Variedades.
MONUMENTO.
O Correio dos Esladus Unidos de New-York,
diz que acaba de ser erecto um monumento no
cemileriode Greenwood sobre o tmulo de Emi-
liai Ksulh. irma do celebre dictador da Hun-
gra. ulh obelisco de marmore italiano de 13
ps de altura, lento as armas magvares com a
- 1I1C1-
ui.le acabou de levar fatal certeza esle espiri-
ta j profundamente impressionado. Na sua agi-
lac&o, e quando se debateu contra madama de
Champrod na occasio de puchar a pistola, Geor-
g" deixra cahir urna miniatura que trazia ao
peseoco, suspensa um cordao, como um talis-
mn Felippe tinha-a visto ; mas, deixando-a no
chao, esperava que a vista do coronel se ixasse
soorc a joia. A luz da manhaa, que entao come
Cava de. romper, reverberou sobro a medalha que
lu?io; e o coronel levaolando-a, reconheceu o
retrato de sua mulher. A perturbarlo desle nao
escapou Felippe, anda que fez a'lgun esforz
po- subjugar sua dolorosa commoco ; os labios
tremerani-lhe e grande pallidez se lhe espalhou
no roslo. Mas depois. mais senhor de si, apcr-
tou vigorosamente a mao de Felippe.
minha resoluco est tomada, disse o co-
rorel com voz firme ; sei o que me resta fa-
zcr.
O que ?
Oque qualquer homem de honra faria era
meu lugar. Segui-me.
Ambos sahiram do pavilho e dirigiram-se pa-
ra a parte do castello onde George tinha sido
preso.
Alguns minutos depois, caminhava rpidamen-
te para o parque um grupo, composlo do coronel
Champrod, Gcoge de Vibray c quatro ofllciaes.
Folippe, querendo ferir o coronel, ullrapassra o
intento. Calculara segundo os ferozes instintos
de alma vngaliva ; mas operava sobre urna almo
sempre generosa e nobre, mesmo na colera. O
coronel desviara a qufsiao poltica, e nao vendo
DO seu prisioneiro seno um homem que o linha
ferido na honra, nao quiz deixar aos tribunaes o
cuidado de o vingar de um inimigo pessoal.
Com este delicado sentimento de lealdade, so-
Lremaneira cavalheiresco, os offiriaes, quem o
coronel Champrod se dirigir, linham poaposlo as
leis da guerra s honrosas susceptibilidades do
seu superior, submeltendo-se ao que lhes pe-
dir.].
Diante de palavras de ultraje e do reparacao
dirtcU, a sua hesitaco cessra, e lo Jos linhm
offerecido generosamente a sua cooperaco ao co-
ronel, que escolheu os dous mais vlhos e os
dous mais mocos para o acompanharera.
P>o era isto que Felippe esperava : urna com-
roisso militar e urna senlenga de morte, eis o
que qu'iria ; porm, urna vez que estes meios
estavarn Iranslornados, procurou ao menos apro-
veilar a nova face que lomavaro os acontec-
nienios.
Como tinha pressa de concluir, tomou promp-
tam;nte a sua resoluco, e deixando o coronel
entranhar-se no parque, dirigio-se para o apo-
sento em que madama Champrod descanQava.
O tumulto da noile atlrahira a gente do cas-
tello an pateo, e os iardineiros, criados c mais
familiares buscavam noticias, efaziam perguntas
aos soldados. Muilos rebeldes haviam sido mor-
ios durante a escaramuce; outros, feitos pri-
sioneiros; alguns, poucs, tinham logrado fu-
gir. Todos se agrupavam roda das padiolas
sobre as quaes as patrulhas conduziam os mor-
ios o feridos. Junto de Luiza s estava urna ra-
pariga, que Felippe despedio sob um pretexto, e
essa rapariga, quem o demonio da curiosidade
eslimulava, nao leve o trabalho de examinar se
o tal pretexto era bom ou mo.
Luiza sahira apenas do seu longo desmaio, e
procurava atar o fio das ideas na sua abrazada
cabrea, quando lhe oppareceu Felippe Gazal. Ella
estremeceu como a creaoca que livesse posto
lh Zulavsly
Nascidana Hungra 12 de novembro
de 1817,
Fallecida em Brooklyn 20 de junho de
1860.
Erecto pelos seus companheiros
de exilio
Que a admiraram durante a sua vida, e que
presentemente a choram.
N'um medalho sobreposlo inscripQo', lem-
f"!'mi? h"gos : Vos que houverdes amo dlsTrlesTxtrahimos 7^g'uinte :
de voltar Hungra livre.'leva coravoscoas'
ininhas cinzas ; o meu coraro j l est.
SUICIDIO NOTAVEL.
Ha alguns diasque um empregado publico de
Pars recebeu a seguinte carta :
Meu charo sobrinho,
A hora em que receber esta carta terei cessa-
do de vver. Na minha edade lomar urna re-
soluco singular, a do suicidio. Acabo de fazer
os meus 73 onnos ; sempre fui feliz ; sinto que
vao chegar as enferraidades, e quero evita-las.
De que me serviriam alguns annos mais de exis-
tencia se tinha de passa-los era miseraveis sof-
frimenlos.
E's o meu nico prenle, e portanto o meu
nico herdeiro ; verters, por conveniencia, urna
lagrima por mim ; mas confessemos que, l para
ti, te nao has de zangar com a minha morte: vais
fazer-te senhor de urna pequea fortuna que che-
garpara a tua familia viver com commodidade.
Todos os meus negocios eslao em regra em casa
do meu tabellio ; as nicas obrigaces que te
imponho, e que tu respeitars, espero-o, como a
minha ultima rontade sao eslas :
Nao vender a minha casa e mandar impri-
mir dous volumes : um de poesa e um romance
do costumes. Sabes que tinha a mania de escre-
ver. Os manuscriptos dessas obras esto na mi-
nha secretaria. Se nao achares editor fnanda
publica-las la cusa.
Pens que nao hesitars ante este sacrificio,
e que me agradecers o fazer-te gozar alguns an-
uos anles da minha herauca, que devos esperar
com urna certa impaciencia. Sou bfla mulher,
bem vs, nao te mostees um herdeiro a va rento
em iembrauca de urna to boa lia.
O empregado foi logo urna aldeiados arredo-
res de Nautes, onde habiiava saa lia e achou-a
mora, como Ih'o linha annunciado. Tinha-se
asphixiado com o vapor do carvo.
NECROLOGIO.
Falleceu era Roma o cardeal Vicente Machi,
decano do sagrado collegio, bispo de Ostia e
Velletri. chancoller de todas as ordens apostli-
cas e secretario da inquisicao. Nomeado cardeal
por Leo XII era 1826, Vicente Machi tinha 90
annos.
MADAMA GAZZAN1GA.
De urna carta de Lisboa escripia por pessoa
muilo competente e de superior intelligencia e
Mr. GoldschmiJt, astrnomo curioso, ao qual
se deve a descoberta de urna quantidade de pe-
queos planetas, acaba de descobrir mais ou-
tro, na noile de 9 de setembro passado. Acha-
va-se na constellaco do Aquario : da 11 gran-
deza. Foi observado mais larde por Mr. Luther
de Bielk.
ESTATISTICO-MANIA.
Um eslatistico-mnniaco, Frnucez, calculou lti-
mamente que em todas as guerras que tcui lido
o genero humano desde a creacao do mundo,
tcem perecido 15,000 milhoes de homens; e pro-
seguiido nos seus clculos, calcula que o sangue
derramado nestas guerras poderia encher 3,560
mil barris. Calculando, termo medio, em 100
arralis o peso de cada homem, tira por conclu-
so de que monta 1,560 milhoes de arralis de
carne humana despedazada cora instrumentos de
guerra I!
J se ve por isto o que a estatislica vai de ven-
to em pp3, ou anles vapor, que o caracters-
tico do progresso moderno !
MACHINAS PARA TUDO.
Inventou-sc era Barcellona urna machina para
esfregaros soalhos.
Urna pessoa sentada n'uma cadeira faz mover o
apparelho, por meio de urna manivella. Asse-
gura-se que a machina limpa, era um momento,
um espaco de 20 palmos de extenso, por dous e
meio de largo, cora mais perfeicao que se faz a
bracos, pelo meio geralmenle empregado.
VALIOSA CARREGAQO.
Chegou ltimamente & Londres, precedente do
_ Madama Gazzaniga um cantora deconnec-
co, de dffeclo e de suavidade, e ao mesmo
t-mpo de actriz em grao muitissimo subido. O
publico, na pnmeira recita da Traviata, rece-
beu-a, e assim como toda a companhia, fra-
mente e mesmo um grao para baixodefno;
mas segunda j applaudio, porque principiou
entender. Gazzaniga, se tre nao engao, ha
de vira ser anda muitissimo hemquisU, o por-
reotura enfantgali do respeitavel.
FESTA REAL
O Correio dos Estados-Unidos diz o seguinte
sobre o espectculo acrobtico do celebre Blon-
dn, na presenca do prncipe de Galles:
Conforme o intinerario marcado, o herdeiro
presumptivp da enra de Inglaterra chegou na
sexta-feira de tarde s cat*ratas do Nigara e
apeou-se em Clifllon-House. Nao entramos nos
pormenores de lodos os incidentes da sua via-
gem e sua estada no hotel. O Dr. Kerwin pz
os seus cavallos disposigo do prncipe que se
servio delles para longos pssseios as pittorescas
cercanas da catarata na margena cana liana. Um
ingl z enlhusiasti, nao podendo obteruma ma-
deixa dos cabellos do principe Alberio Eduardo,
queria ao menos guardar o rabo do cavallo em
que monlava o seu futuro soberano, e custou
muilo faze-lo guardar as thesouras com que
teutava corta-Io.
No sabbado pela manhiia o principe assislio aos
exercicios de Blondn, quecasaram Sua Alte-
za grande espanto.
O principe applaudiu frenelicamente o celebre
e deslimido acrbata, com o qual conversou
muito tempo era franrez.
A' iiouto as cataratas foram brilhanlemente il-
lurainadas. Nunca se tinha vislo um espectculo
lo expleudido como offereciam milhares de lan-
Mexico, una somma de 1,180,000 libras esterlinas,' ternas, reflectando as suas luzes na vasta loalha
quasi tudo em prala. Estacarregago fez poca, de crystal do Nigara.
o porto de Southampton, levou sete horas o ------------
desembarque desle thesouro, que encheu 36 wa- PAGOU CARA A CELF.BRIDADE.
gons do caminho de ferro. Walker, o celebre flibusteiro, ltimamente
Quando chegou Londres, cem caballos e cn- fusilado em Honduras, nasceu em Noshuille, em
coenla carros o iranspoitaram para a casa do ban- j raaio de 1824. Foi educado debaixo dos auspi-
co de Inglaterra. cios mais favoravois, comegando muito novo
Exceptuando os antigesgaleoes de Philippe II. estudar na universidade de Noshvillc, passando
de Hespanha, nao ha memoria de que um s na-depois estudar medicina em Philadelphia e Pa-
vio navegasse com um tal peso de ouro e prata
A QUADRA DE INCENDIOS I
Tem ltimamente havidn muios incendios em
Hespanha, Franra e Londres.
Nesla ultima capital, sobreludo, eram to fre-
quentes nos ltimos lempos, que chamavam a
attenc,o da imprensa sobre as causas que segun-
do algumas opinioos, eram combusles esponta-
neas de clgumas materias inflaramaveis.
Na cidade de Burgos, cm Hespanha. foi no dia
7 pelos ares o quartel de S. Paulo d'aquella ci-
dade, Picando 10 pessoas ftidas, e entre estas 6
em perigo de vida.
Parece que o desastre proceder de se ler pe-
gado fogo plvora, sera saber como, quando
um soldad do regiment de Antiquera, que ali
ris, onde se deslinguio oblendo os primeiros pre-
mios.
Aos 22 annos viajou por toda a Italia e Alle-
manha, e odquirio vastos eonherimentos. Era
muilo dado lieralura. Em 1851 foi para a
California onde se dedicou advocaeia ; porm
vendo que nao podia deslinguir-se nesla profis-
so. como imaginara, a abandonou, e parti em
1854 para Nova Orlesns e deu principio sua
carreira de flibusteiro, que o conduzio ao des-
granado flm que leve, sendo executado como pi-
rata.
VINHEDOS NOS ESTADOS-UNIDOS.
Cerca de quatro mil geiras de ierras esto J
cobertas de vinhas no Estado do Ohio, quasi roe-
tade deltas situadas dos imaiediaces do Ciqci-
nati onde j se tinha experimentado a excelen-
cia do terreno para este genero de cultura. Cal-
culava-sequeesteanno.se o tempocontinuasse
bom, o estado de Ohio produzir para mais de
dous milhoes de gales de excellenle vinho.
t CHIME E VIRTUDE.
Fez-se ltimamente um roubo de aves uos ar-
rabaldes de Pars.
0ueixando-8e o roubado ao commissario de
polica, procedeu-se investigaces.ecolneram-
se os mais graves indicios contra um trabalhador
da mesma localidade, que raulas pessoas indi-
cavan como aulor do roubo. Era consequencia
disto, passou-se no dia 3 o mandado d priso.
os agentes da polica, encarregados da execu-
$ao do mandado, apresentaram-se na casa doac-
cusadoe encontraran um mancebo, que respon-
aendo s suas perguntas, declaro.u que era elle
a pessoa que procirravam. Conduzido preseu-
ca do commissario da polica, confessou u roubo ;
porem as testemunhas com que. foi confrontado
declararam formalmente que nao era elle, mas
sim seu pae, o verdadeiro culpado. O mancebo
persistiajincrgicamenle sustentar que era elle
o ladrao, quando seu pae appareceu, dizendo:
Nao acreditis, Sr. commissario, sou eu o cul-
pado, raeufilho um homom honrado.
Nao acreditis, respondeu o mancebo, elle
quer sacrificar-se por mim.
E depois, dirigindo-se ao pae, acrescentou;
Deixai-mo ir para a priso, porque o mere-
50; ponderai que minha me e meus irmos
percisam de vos. .
Houvo ento urna scena'das mais internecedo-
ras, e vendo os dous presisiindo com egual ener-
ga, a confessarem-se culpados, o commissario
vacilava, se as leslemunhas nao attestassem po-
sitivamente a culpabilidade do pac que licou
preso.
MODUS VIVENTES.
ltimamente apresenlou-se urna senhora, to
rica como caritativa, de Nova York, urna mulher
mal vestida, chorosa, e com ar de afflicco, di-
zendo que acabava de ficar viuva, e qua'no ti-
nha com que fazer as despezas do enterro de seu
marido, nem pao para dar seus filhos
A senhora condoeu-se ; mas, para nao ser en-
gaada, quiz acompauhar a mulher sua casa,
para ver com os seus proprios olhos o quadro
desolador que esta lhe pinlava.
Chegadas alli, vio a senhora n'uma habilaco
pobrissima, cinco criangas mal vestidas como a
mao, descaigas e afflictas, o sobre uma mesa um
caixo com o defunlo, que a senhora nao quiz ver,
por estar j muito commovida.
Na presenga de um quadro lo commovente, a
senhora, com uma generosidade chea de f e
compaixao, deu viuva uma bolsa cora dinheiro
sulBcicnto para remediar as suas necessidades
presentes e anda poralgum lempo s futuras, re-
lirandoso, era seguida, muito penalisada.
Depois de percorrer algumas ras, preoecupada
da scena que acabava de ver, deu pela falta do
lengo de assuar, que se esquecra em casa do
morto.
Retrocedeu para o buscar, subi a oseada e en-
trou na casa onde estava odefunto, e onde jul-
gou quo deixra o lengo.
Porm ulge-se da sua sorpreza, encontrando
o supposto defunto sentado no caixo. rodeado
de sua mulher e filhos, todos alegres, contar e
dinheiro que a bolsa continha I
A senhora, sem mais lhe importar o lengo, vol-
lou costas, sem dizer uma palavra que inter-
rompesseo silencio daquelle quadro plstico I
DOUS felibusteiros;de MENOS.
O Herald, de Nova York, de 18 de setembro,
publica uma parlicipagao telegraphica le Nova-
Orleans, annunciando que no dia 7 linha entrado
era Havana o vapor de guerra hespanhol Fran-
cisco d'Assis, procedente de Trujillo, com a noti-
cia de que o coramandanle de uma corveta ingle-
za tinha capturado no Rio Negro Walk-r e ao seu
irnmediaio. o coronel Kudler, e mais 70 homens
n um estado de nudez deploravel.
No dia seguinte deviam ser fuzilados os dous
chefes, por ordem das autoridades de Honduras,
e postos em libordade os 70 aventureiros, precc-
dendo juramento de nao tornarem pegar em
armas.
E' um golpe lerrivel no flibuslerismo anglo-
americano.
UMA AMAZONA.
Diz uma carta de aples que a condessa de
La Torre acompanha sempre, vestida de amazo-
na, a expedigao de Garibaldi.
Na occasio em que parti da aples para
Casera, levava um pequeo chapeo redondo com
uma pluoia, um casaco curio, com alamares
hngara, caigas largas de panno e bolas moes
com esporas.
la armada com um revolver e um sabr de ca-
vallaria, armas de que sabe servir-se, segundo se
diz, cora rara pericia.
ESOUADRA INGLEZA.
Segundo o calculo feito por um jornal marti-
mo francez, a actual marmita de guerra ingleza
nao custou ao paiz menos de 32 milhoes de li-
bras esterlinas cento e quarenta e quatro mil con-
tos de ris.)
ANNEL DE MORTE.
Em casa de um morcador de curiosidades de
Paris, tinha comprado um individuo muilos ob-
jectos, quando se poz examinar uma joia muito
exquisita, cujo uso nao podia perfeitamente ex-
plicar-se.
Essa joia tinha urna parte cortante que lhe fez
uma pequea esfolladura, qual deu pouca at-
tencao.
O individuo continuou conversar com o roer-
cador, que conhecia particularmente.
No fnn de cerlo lempo sentio um calafrio per-
correr-lhe todo o corpo; depois experimenlou
um molestar indefiuivel e um torpor que lho pa-
ralysou todas as forgas.
A sua posigao peiorou bem depressa de tal rao-
do, que foi necessario correr procurar um
medico.
O doulornolou lodos ossymplomas de um en-
vennamelo por um toxico mineral, que com-
baleu logo por meio de um medicamento enr-
gico.
Operou-se uma reaego salular, e o doente foi
reconduzido para oseu domicilio com aesperan-
ga de ser salvo.
Examinada a joia em questo, o doulorque vi-
veu muito tempo em Veneza, reconheceu que era
um annelde morte.
Este1 instrumento singular, do qual se fazia uso
na Italia, nos bellos lempos do envenenameoto,
isto pelo meado do XVII seculo, comp6e-se de'
duas garras de leo fabricadas com o ago mais
cortinle.
Esiis duas garras collocavam-se no interior da
mao direila, seguras ao dedo por anneis. As
garras seguiam a direcgo dos dous dedos do
meio ; erara profundamente enlalhadas, e as en-
tainas collocava-se um veneno violento.
N'uma reuniao, n'um baile, por exemplo, pe-
gava-se com apparencia de galantera na mo nua
da mulher de quera se quera tirar vinganca ; a-
pertando-a e retirando o brago se arranhava le-
vemente a epidermo, e por este modo se inocu-
lava o veneno.
Na manha seguinte a victima apparecia mora
110 seu leto.
Apezardo lempo, o toxico desecado as enta-
Ihas do annel tinha conservado a sua energa
ponto de que esleve para causar a morte ao in-
dividuo de que se trata.
REPUBLICANOS QUE O NAO PARECEM.
Os republicanos dos Estados-Unidos andam
loucos de enlhusiasmo com a visita do orincioe
de Galles. K
O principe mal pode mover-se no meio das
multides entusiasmadas que o rodeiam, onde
quer que se aprsenla.
De lodas as partes lhe mandam convites que
nao pode aceitar.
Em New-York a sua prxima chegada produzio
uma especie de febre, cujos symptomas se reve-
lavam nos preparativos immensos que se taziam,
nos projoclos que se discutiam, e al as rivali-
dades e invejas que se suscitara entre as senho-
ras, sobre as importantes questes de qual ser
melhor vestida, qual ostentar mais bnlhanles,
qual allrahir raaii a atlengs do principe, e com
qual se dignar dansar.
A idea de lerem no sen paiz um verdadeiro
principe, faz perder a cabega aquella republica-
nismo impregnada de sentimentos aristocr-
ticos.
LADRAO ESPIRITUOSO.
ltimamente achava-se Mr. Charles W... de X...
era Slutlgard, e passeiava em Vcenigsslrass, exa-
minando as lojas, quando k elle se chegou um
homem baixo ede maneiras obsequiosas, offere-
, cendo-se para lhe mostrar os principaes monu-
mentos da cidade, offereciment que Mr. Charles
w... recusou com modo secco.
O homem baixo nao desanimou e lhe pergunlou
as oras que orara.
O riajante respondeu em tora de impaci-
encia :
Nao sei, o meu relogio est parado I
Julgava estar j livre do importuno, quando,
momentos depois, entrando no gabinete de his-
toria natural, vio o homem baixo vir para elle,
sorrindocomo se fra um antigo conliecido, o of-
ferecendo-lhe urna pilada.
Agradego, mas nao lomo, disse o francez
cora mp modo.
pequeo homem pedio desculpa, sorrindo, e
poz-se a examinaros objeclosexposiOsnos mos-
tradores, parecendo tomar notas n'um papel.
Dez minutos mais tarde Mr. Charles W... quiz
lomar uma pitada, porque se recusou toma-la da
caixa do importuno, foi para o allaslar de si.
Mas, qual foi a sua admirago quando, em vez
da caixa de prata, achou no bolso um papel com
as seguintes palavras lapis :
Como nao tomaes rap, nao precisaes de
caixa.
A faltada caixa fez-lhe Iembrar o relogio, e le-
vando a mao ao bolso do collete, em vez do relo-
gio, achou outro bilhele, com as seguintes pa-
lavras :
Como o vosso relogio esl parado, c me-
lhor leva-Io ao relojoeiro do que deixa-lo ao vos-
so bolso.
O viajante tratou logo de procurar o ladrao,
que to cerrada lgica tinha, mas ondo ira elle,
se bem corresse ?
DESAFIO NOTAVEL.
Em Berln leve lugar n'uma das semanas an-
teriores um duelo particular.
Dous cavalleiros jovens, que se nao conheciam
tiverara uma acalorada disputa n'um baile, e um
delles desafiau o outro por escripto no dia se-
guinte, mas a carta cahio as mos de uma irma
gemea do provocado.
Como linha grande amizade seu irmo, de
quem era um vivo retrato, decidio-se substi-
lui-lo
Acodio ao encontr vestida de homem ; mas a-
pezar do seu disfarce, foi reconhecida pelo sen
adversario, que teve a galantera de atirar para o
ar, pois locou-lhe atirar primeiro.
O seu exemplo, todava, nao foi seguido pela
sua determinada inimiga, que disparou, ferindo-
0 n'um hombro.
prios companheiros, com quem teve um con-
tiicto.
UM CAO GENEROSO.
Deu-se em Massachussettes, um acontecimen-
to, que se nao acreditara, se o pai do joven que
d'elte foi victima, o nao publieasse nos jornaes.
Um joven, de 13 annos de edade, passava por
um campo, muita distancia dis casas, e foi
atacado por um grande cao, que pertencia ao
proprietario do campo.
O joven, como natural, largou fugir, po-
rm tropegou n'um tronco o cahiu. Levantndo-
se tenlou anda fugir, porm tropegou novaraen-
te n'uma pedra, e cahiu n'um barranco, quebran-
do uma perna.
Nao podendo mover-se julgou que ia ser mor-
to pelo cao, quando com muita sorpresa sua viu
o animal andar roda d'elle, areja-lo, olha-lo
attentimeuto, e em seguid partir com a maior
precipiago.
Nao havia ninguem as iraraodincoes, nem
casa nenhuma porto, onde podessem chegar os
gritos do pobre joven.
O cosahindo d'ali dirigiu-se casa mais pr-
xima, onde ladrou, saltou, uivou, o fez mil de-
monstragoes para que o seguissem, qup foram
iouleis, porque lha's nao entendiam.
Vollou ento para onde estava o ferido, como
para verificar se l se achava ainda, e dar-llie
esperangas, e tornou partir drigindo-se para
casa de seu amo.
Fez l laes cousas que charnaram a attenco
de algumas pessoas da familia, que o seguirm
por curiosidade. A alegra do cao era visivel
quando viu que o enteuderam.e cresceu de pon-
to, quando se aproximou do joven e observou
que lhe prestavam os soccorros que o seu esta-
do reclamava, e que finalmente o conduziam
para casa.
COMMERCIO DE CEREAES.
Em principios do corrente mez passaram no9
Dardanellos numerosos navios mercantes, de dif-
ferenles nages, que vo para as costas do mar
Negro, ao Danubio, e ao mar de Azolf, carre-
gar cereaes para a Franca e Inglaterra.
O total dos que para ste (m entraram no Bos-
phoro nao baixa de 500.
COUSAS DOS ESTADOS UNIDOS.
Relativamente s eleigdes para presidente dos
Estados Unidos, diz um jornal de New-York :
Escrevemos sob a influencia atroadora,
e ante o revolio espectculo, todos os das
renovado.de procisses, msicas, phares, ban-
deiras, speechs, e descomedida gritara, huie em
favor de Douglass.manha em favor de Breckin-i
ndge, e nooulro dia favor de Lincoln ou de
Bell, sem contar com as testas que se fizcm aos
satelliles d'estes quatro candidatos presidencia
da repblica. Nao ha noule em que os discursos
dos tribunaes, e as reunies e demonstrares de
gente assalanada para defender interesaos que
nao comprchende, nem se prope comp ehen-
der, deixa de altrahtr a altengo d'essa indeini-
vel classe que cm todas as povoaces abunda e
que denomina com a vaga denominaco de cu-
riosos.
Telo visto, ali, como em muilas oulras partes,
a poltica una verdadeira comedia !
A FAMILIA.
as conferencias que houve na cathedral de
Pars, o padre Flix fez a seguinte bella defini-
gao da familia :
A constituigo da familia simples, como
tudo o que sublime. Compe-se de ires ni-
cos elementos harmoniosamente unidos : o pae,
a mae, e os filhos; isto compe-se, conside-
rada como sociedade domestica, de um re, de
um ministro e de subditos ; ou por oulra, de uma
autoridade, de um ministerio, de uma obeai-
encia.
N'estes Iros elementos se acham gravados pela
mo de Deus, 03 caracl-risticos, que fazem da
familia o perpetuo modelo de toda a sociedade,
saber : una autoridade indescutivel, um minis-
terio dedicado, e uma submisso ajJecUosa. A
faoiili* assim constituida o exemplar de loda a
sociedade bem ordenada, o mais bello compen-
dio do direilo social ; a escola popular de toda
a poltica grande, a obra prima dos governose
das sociedades.
MAIS UMA MACHINA.
Assegura-se, diz a Folha Commercial de Cette,
que existe em Montpellier uma machina, com a
qual se fabrica uma pipa era menos do um quar-
lo de hora. Saltem tapadas as duas extremi-
dades as aduellas seguras com os arcos, o ba-
tuque aberlo. Fica por um prego muito m-
dico.
DO EMPOBRECIMENTO DA TERRA E DOS MEIOS
DE REMEDIA-LO.
Com este titulo publica a Rmtta Contempor-
nea hespanhola um curioso artigo do bario Er-
nouf:
E' cerlo que, em consequencia do augmen-
to gradual da populaco, a superficie da Ierra
est destinada, no correr dos seculos, negar
os seus alimentosa raga humana, e que chegar
um dia em que o sol langa>os seus raios a um
globo deserto esem povoad,ores?
Tal a pergunta que,faz o autor do artigo,
pergunta que fizeram muitos homens eminentes
desde o principio do seculo actual.
E' um fado positivo que, em resultado de se
acharem cheios de popufege muitos paizes que
na edade media eram poucp povoados, chegou a
ser impossivel deixar grandes extenses de ter-
reno em pousio, al que.. trra recobrasse o
phosphoro que, em diversas formas, cedeu aos
cereaes necessarios para alimento do homem. E'
tarabem certo que 03 melberamentos que se fa-
zem aos campos nao baslam para renovar a pro-
visao do phosphoro ; e que ha paizes, como a Me-
sopothamia, por exemplo, que em temposantigos
eram nolaveis pela sua ferlilidade, e que poste-
riormente se transformaram em desertos. Nem
pode negar-se que ao alimentar-nos absorvemos
uma quantidade enorme do elemento fertilisa-
dor, islo o phosphoro. afim de construir, con-
servar e compr o nosso syslema osseo, que cons-
ta quasi exclusivamente de cal. Se ao abando-
nar esta raanso terrestre resliluissemos Ierra
o que della temos recebido, a perda para o mun-
do seria insignificante ; mas nao fazemos seme-
Ihante cousa. Encerramos os nossos mortos era
abobadas de pedra ou em atades mpeuetraveis,
e assim o nosso amor filial 011 o nosso respelQ.
aos morios nos induz a privar a me trra do ali-
mento de que necessila para nos alimentar; em
quanto que nos nos vamos multiplicando, quasi
u uma proporgo geomtrica, e lhe vamos extor-
quindo os seus recursos, at que por fira a re-
duzrcmos a um estado de irremediavel esteiili-
dade.
E que ser enlao da raga humana? Ter de
alimentar-se exclusivamente com peixe, ou ser a
anlropophagia o seu ultimo recurso?
A' estes presenlimentos deploraveis, em cuja
realsacao podemos pensar com socego impertur-
ba vel, vislo que esto distancia conveniente de
\ muitos seculos, responde o baro Ernouf dizendo
que desde o momento era que descobriram os
chimicos que o grande fertilisador o phosphoro,
sob formas diversas, o problema pode conside-
ra r-se em grande parte resolvido, posto que se
reduz simples condico de proporcionar Ierra
esse grande agente.
Entre osprincipaes remedios contra um va-
cuo na proviso natural, contamos cora o guano e
com a applicaco agricultura dos phosphatos
mineraes ; e an'es que a proviso destes se acabe,
indubitavelmente a sciencia descobrir novo re-
cursos.
A SOLIVIA.
Segundo El Eco de Cobya, do 12 de julho pas-
sado, acabara de descobrir-se ueste paiz no litio-
ral do mar, immensos jazigos de nitrato de soda
de excellenle qualidade. Esta riqueza, junta
do guaqo que possuo a repblica, promelte o
mais brilhaute futuro financeiro. Esta noticia
confirmada pelo Mercurio de Valparaiso de 2 de
agosto.
Na occasio em que a Bolivia parece dever es-
tender as suas relages commcrciacs pelas suas
exportages de guano e de nitrato do soda, julga-
mos que o commercio nao lera sem interesse al-
gumas particularidades acerca de um paiz que of-
erece, especulaco elementos de mais de um
genero e por conseguinte mariuha o emprego
de muitos navios.
_ A Bolivia, chamada antigamenle Alto Per, es-
l situada na America do Sul, como a Suissa o es-
t na Europa, no meio das trras e na rego
mais elevada ; as suas principaes ciiades, Chu-
quisaca, La Paz, Oruro, Potos, Cochabamba, es-
to edificadas na planicie do alto da cordilheira
dos Andes, na proxiraidade das minas de ouro,
de prata e de cobre, que teem sido a causa da
sua creacao. Cobya, uo ocano pacfico, c o ni-
co porto de mar da repblica.
1'Je representar-se lopographicamente a Bo-
livia como dividida em tres regies essencaes,
que se estendem do norte ao sul.
A regan occidental comprehende o districto lil-
loral e Atacama. paiz n. estril e despovoado ;
regio central, formada de enormes montanhas,
foco da populaco e do uiunmento, a produego
nacional, melaes, quina, cacao; a regio orien-
tal que se estende em planura admiraveis de fe-
cuudidade; esta que olerece maior provir pe-
las suas riquezas naluraes.
O commercio geral da Bolivia de pouco mais
ou menos, 30 milhoes de francos, raetade era ini-
portaeja, melado era expariagoes. Parte deste
commercio faz-se em transito pelo porto peruvia-
no de Arica.
_ Os principaes objeclos de exporlago, cornos
ji indicados mais cima, sao: as "materias de
ouro e prata, o cobre, o eslanho, a qaina e as
laas.
Os principaes objeclos de importago sao: os
objeclos manufacturados da Europa, tecidos, quin-
quilharias, calcado, perfumaras, modas, objecios
d'uso, rambraia, niercear3, etc.
O orgamento da Bolivia de, pouco mais ou
menos. 10 milhoes de francos.
A divida nacional c toda interior. Compe-se
de oms do amigo crdito publico, creado em 1826,
para recompensar os fundadores da independen-
cia, e de bons de nova crearo, eraittidos em 1343i
cujo capital era, em 1850,'de 2,181:216 piastras a
juro de 6 por ceato.
O presidente da repblica o doulor em di-
reilo D. Jos Maria Linares, um dos homens mais
omnenles da America do Sul, que junta a uma
vasta erudiro a vontade perseverante de realisar
a prosperla le da sua palria pela protecg.io es-
clarecida que concede a todas as innovages uleis
nos diversos ramos das sciencias, da industria e
das arles.
UM DUELLISTA POR NDOLE.
Morreu ha pouco em Trujillo (Honduras) o co-
ronel Henrique, corapanheiro de Walker.
Era um homem singularsimo por seu ca-
rcter rixoso e intolerante. Nenhum homem,
lalvez, leve como elle tantos e to perigosos fe-'
rmenlos.
Em todas as batalhas e duellos ficou sempre
ferido mais ou menos gravemente. Comegou a
sua carreira militar as fileiras do exercito anglo-
americano, no Mxico, onde, por seu arrojo e
continuos ferimentos, foi promovido desde sol-
dado raso al coronel.
Na batalha de Chapultapec, apesar de muito
ferido, foi dos primeiros que entrou no forte.
Concluida a guerra, foi com Walker para Nica-
ragua onde fez prodigios de valor, Picando ferido
sempre em todos os encontros e combales. E
como se isto nao bastasse, nos momelos de
descango, procurava qualquer pretexto para ba-
ler-se em duello com os seus companheiros,
sendo sempre ferido.
No ultimo duello que teve em Nicaragua, re-
cebeu um ferimento que o deixou cxo para toda
a sua vida.
Quando d'ali foi expulso com Walker, teve
uma rixa cora um corapanheiro, qual sa se-
guiu um duello, cm que recebeu a correspon-
dente ferida. Dous mezes depois leve outro duel-
lo que o deixou s portas da morte.
E, por ultimo, como tudo n'este mundo tem
fim, o coronel Heory encontrou o seu em Tru-
jillo, morrendo smaos de um dos eeuspro-
PHOTOGRAPHIA
A photographia est longe de ter chegado ao
ultimo grao de aperfeieoamento. Todos os das
nos revela urna tentativa, uma descoberia. En-
contrn-se o meio de produzir ima^-ns de uma
dimenso extraordinaria, por um processo deen-
grandecimento muilo curioso. Ha poneos dias
em Paris, Mr. Delessert poz exposiro a ima-
gem d'um cavallo de grandeza natural. Tambera
pelo meio do mesmo processo, foram oblidas ima-
gens photographicas por um artista rasso. Sao
retratos p, d'uma fineza de lons extremamen-
te nolavel. Estas immensas provas sao oblidas
com o auxilio da luz natural ou di luz elctrica.
Neste ultimo caso a operaco exige peno de qua-
tro horas. Eram um retrato de homem, e outro
d'um adolescente, a terceira representava uma
joven mulher. No ponto de vista da arte, esti
processo parece promeller os melhores resulta-
dos. Seria possivel reproduzir uma pintura, uira
esculptura as suas mais vastas e exactas pw-
posices.
MOSCA VENENOSA.
No meio dia da Russia. e na provincia deKiw,
mais de OO pessoas tinham j 1 orrdo da fer-
roada de uma mosca venenosa, vinja da Azia. J
havia appareeido egualmente ha 60 ou 70 annos,
causando ento a morte un grande numero do
pessoas.
COMBATE SINGULAR.
Uma correspondencia dirigida de Genova ao
jornal o A'ord, conta o seguinte acerca da bata-
lha que precedeu a lomada de Ancona :
Um fado que nao foi contado em nenhum
jornal, e que eu soube de um official, que Mr.
de Charetle. capilao do exercito pontificio, teve,
durante 9 batalha, um duello espada, com um
official piemontez, na presenca dos dous exer-
cilos.
Mr. de Charette matou o seu adversario que
lhe apertou a mao anles de espirar ; e, caso no-
lavel, este official linha sido corapanheiro de Mr.
de Charette no collegio militar de Turin.
S so reconheceram depois do duello. Mr. de
Charette tinha recebido antes do duelo urna ba-
la, que atravessando-lho o punho foi cravar-se-
Ihe na coxa. Esta bar foi exlrahida. em Geno-
va a 3 de oulubro corrente.
I Commtrtio do Porto. )
PEKN, TYP. DEM. F. DE FARIA.18*0.
'


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