Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09163


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Full Text
1 '1 '.H..L' '. I i i ._ {i.l i
AIIC IIIYI. HUMERO 263
TERCA FEIRA 13 DE NOVEMBRO DE 1861.
Por tres mezes adianlados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
Por anno adiantado i9$000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SUB3CRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrinode Lima
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaly, o
Sr. A de Lemos Braga; Cear, o Sr J. Jos de Ol-
veira; Mannho, oSr. Manoel Jos MartinsRibei-
ro Guimares ; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
rahiba as segundas
i'.iiu iiiAj una i.Uiuibiuj.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Gotanna e Pai
e sextas feras.
S. Anto, Becerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tercas felras.
Pao d' Albo, Na/.arcth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazoira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Sirinhem, Rio Formoso, Un, Barreiros,
Agua preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da roanha
EPUF.MEKIDES l>0 MEZ DE NOVEMBRO.
6 Quario rainguante as 6 horas e 57 minutos
da manha.
12 La nova as 10 horas e 16 minutux da tarde.
20 Quarto cresceule as 6 horas e 33 minutos
da manhn.
28 La cheia as 9 horas e 18 minutos da roanha
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro ss 5 horas e 18 minutos da manha.
Segundo as 5 horas e 42 minutos da tardo.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do coromercio : segundas e quintas.
Relago tergas, feiras e sabbados.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quartis ao meio dia.
Dito de orphaos : tergas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tergas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel ; quartns e sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
12 Segunda. S. Msrtinho p. m. ; S. Diogo f.
13 Terca. S. Eugenio b. ; S. Zebina v. m.
14 Quarta. Ss. Filomeno e Clementino mm.
15 Quinta. S. Gertrudes v. ; S. Leopoldo
16 Sexta. S. Gongalo de Lagos'; S. Valerio m.
17 Sabbado. S. Gregorio Taumaturgo b.
18 Domingo. S. Romo m. ; S. Odn ab.
ENCA RUEGADOS DA SUBSCRIPQO NO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino FalrSe Dias ; Bahia,
Sr, Jos Martins Alvos; Rio de Janeiro, o Sr.
Jou Percira Marlius.
EM PEBNAMBUCO.
O propriolario do diario Manoel Figueiroa da
Faria, na sua livraria orara da Independencia ns.
6 e 8.
PARTE OFFICIAL.
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 7 DE NOVEMBRO DE 1860.
Oli ci ao ministro do Brasil em Londres.Ac-
ensa ndo recebido ooHkio n. 13, que V. Exc. me
dirigi om 28 de seiembro ultimo cabe-me dizer
etn resposta que a 1. caixa vinda por engao
para esta provincia fci a de qoe trata o offirio do
inspector da alfandega, constante da rupia junta,
a qual fui transmiltida ao rotnmendador director
da 4.a secgoda secretaria de estado dos negocios
cstrangeiros Vicente Antonio da Costa, quem
era destinada ea 2", conlcndo instrumentos geo-
dsicos, ja remelti para a provincia do Cear,
onde foi entregue em 15 de outubro prximo
passado.
Dito ao delegado da reparlico especial das
trras publicas.Remello inclusos seis modelos
Ao director da insfruego publica, sobre o de
Jos Bornardinu de Souza Peixe.
Ao director das obras publicas, sobre o do
preso Francisco Jos /{ibairo.
Ao commandante das armas, sobre o de Geno-
veva Luiza de Jess.
Ao patrimonio de orphos, sobre 03 requeri-
mentos de ntonio Joaquim de Almeida Cruz e
Joaquina Roza Antones.
Dito ao commandante da ostaco naval.De
ordem de S. Exc. o Sr. presidente da provincia
sollicito de V. S. a expedtgo das convenientes
Ao chefe do polica sobre o de Florencia Joa- | ordena para que soja transportado no vapor Po-
quina do Espirito Santo. ; mo o escrivo nomeado para o presidio de Fer-
Dito ao director do arsenal de guerra.O Exm. I nando, Jos Narcizo Tavares dos Santos.Com-
Sr. presidente da provincia manda transmiltir municou-se ao commandante do referido presi-
V. S., alim de ser saiiseito, o incluso pedido de dio.
azeite e (lo de algodo para o forte de Gaib no
crreme mez.
Dito ao juiz de direito interino da comarca do
Cabo.De ordem de. S. Exc. o Sr. presidente da
provincia, aecuso recebido o oflicio de 31 do mez
prximo lindo, em que V. S. communica que
lendo o cidadn Francisco Brando Cnvalcanli de
Albuiiuerquc pedido demisso do cargo de pro-
motor publico interino dessa comarca, nomeara
para o substituir o hachare! Joo Barbosa Bacel-
de maopas de diferentes servigos cargo da re-I lar. que naquella data ontrou em exercicio.
parligo geral das Ierras publicas, alim de que I Dito ao juiz municipal do termo da Boa Vista.
V. S., enchendo-os com o complexo de todas as 'S. Exc. o Sr. presidente da provincia, manda
informages que possuir, tanto as j obtidas e declarar V. S., que fica inteirado das causas
prestadas, como as que ainda poder obter, se- que o demoram no tormo do Ouricury ; onde.
Dito ao Sr. chefe de diviso graduado, Jos
Maria Ferreira.S. Exc o Sr. presidente da pro-
vincia, manda acensar recebido o oflicio que V.
S. Ihe dirigi em 6 do correte, sob n. 174. par-
tictpando-lhe ter entrado no exercicio do lugar de
Capito do porto desla provincia, pora o qual fura
nomeado por decreto de 14 de julho ultimo.
Deu-se aviso Ihesouraria de fazenda.
Dito ao commandante de polica.S. Exc. o
Sr. presidente da provincia, para comprimenlo
do aviso expedido pelo ministerio da justiga em
17 do outubro prximo (inda, manda recom'men-
dar a V. S que Ihe remella al o dia 15 de Ja-
neiro prximo vindouro um mappa do armamen-
to do corpo sob sen commando. o outro de sua
gando os dizeres n'elles comidos, me os remella, ; segundo Vine, communica em seu oflicio de 4 do forga, com deelarago da existente, e da que foi
terapo de chegarem corte al lins de Janeiro
prximo vindouro imprelerivelmenle, como se
determino", em aviso circular de 14 de seiembro
ultimo, ministrando V. S. em oflicio separado as
observagdes quo nao tivercm cabimento na res-
pectiva casa.
corrente de outubro ultimo, o sorprenden a com- decretada.
municago oflicial que Ihe fez o respectivo juiz
de direito de ter entrado em exercicio.
No entretanto recommenda-lhe que, logo que
for possive*
cao.
Dito ao commandante de Fomando.O Exm
Sr. presidente da provincia, determina que V. S.
faca rogressar para esta capital na primeira oppor-
volle para o termo de sua jurisdi-j tunidado, o preso Manoel Pinhniro Dantas,afim
do ser rernettido para o termo de Garanhuns, on-
plicate, maifde V. S. pagar ao negociante Jos d6 aecusar a recepcao do oflicio que V. S. Ihe din-
Ol veira Ramos 0 Silva os vencimentos relativos gio em 2 do correte, participando continuar no
Dito ao inspector da Ihesouraria de fazenda Dito ao promotor publico da comarca do Cabo. I de dove responder ao jurvpelo crtme de tentativa
estando nos termos legaes o pret junto em du- S. Exc. o Sr. presidente da provincia manda de homicidio.
Dito ao mesmo.Necessitando saberse qual a
pena que foi cumprir nesga presidio o sentenciado
ao mez de outubro ultimo, dos guardas nacionoes gozo da licenca em que se achava. a qual foi \ di provincia do Para Candido Antonio, que so
destacados na villa do Pao d'Alho. segundo re- prorogada por portara de 31 de outubro proxi- aclia actualmente na casa de delengo.'o Exm.
quisiiou o respectivo commandante superior em mo lindo.Fizeram-sc as convenientes commu- Sr. presidente da provincia assim o manda decla-
ofHoio do 1 do correte.Communicou-se ao nicages. j rar a V. S.,afim de que Ihe transmita na primeira
commandante superior respectivo. Dito ao agente da companliia Pornambucana j Opporlunidade copia da guia com que foi pira
Dito ao mesmo.Ao cabo de esquadra Fran- De oidem de S. Exc. o Sr. presidente da provn- ; ahi enviado o mesmo sentenciado, ou de outro
cisco de Oliveira e Silva, commandaiito da es- cia, mande Vmr. dar passagem para o Rio Gran- qnalquer documento ofQcial
a de guardas oacionaes que couduzio quatro de do Norte por conta do ministerio da guerra no exista arerra delle no archivo
desertores de Garanhuns para esta capital, man-
de V. S. pagara quantia de 143gtO0 rs., era que
;mporlarn os vencimentos da mesma escolla,
urna vez queestejam nos termos legaes a relaco
e pret juntos em duplcala que me foram remt-
tidos pe'o respectivo commandante superior com
oflicio de 28 de outubro ultimo, sob n. 61.
Dito ao inspector da Ihesouraria
vapor Iguarass. ao capito do 10. baalho de
infamara Manuel Luciano da Cmara Guaran e
sua mulher, bem como o lente do 9o batalhao
da mesma arma Antonio dos Santos Caria.
Communicou-se ao commandante das armas.-
8
Oflicio ao coronel commaudanto das armas.
Sirva-se V. S. do mandar inspeccionar a Manoel
que por ventura
desse commando.
DESPACHOS DO DIA 8 DE NOVEMBRO.
Requerimenlog.
3069.Manoel Antonio dos Passos.Em vista
da informago nao tem lugar.
3070.I.uiz de Franca Sonto.Dirija-ge a Ihe-
souraria provincial a quero se expede ordem para
pagar ao suppliranle logo que for possivel.
3071.Tonenlo Joaquim Ilcrculano Pereira
Caldas.Como requer.
3072.Dionisio Ferreira Cavalcanti.Nesta da-
provincial.
Mande V. S. adiantar ao thesuureiro pagador da Joaquim Pereira Magalhes.
reparlicio das obras publicas a qnanlia de 9 lOOg Dito ao conselheiro presidente da relago.
cons obras cargo d'aquella repartigo no crrente com referencia a queixa.aprcsentada pelo capito i a esta capital.
tnoz, sogondo declarou o respectivo director em Gregorio Francisco de Torres e Vasconcellos, con- 3073Francisco de Paula do Reg Barros.
oflicio de 3 do crreme sob n. 2 Ira o juiz municipal do tormo de Caruar, devol-j Passo-se portara no sentido em que requer.
vo a V. S. a referida queixa alim de que a man- I 3074.Antonio de Paula Mello. Passe-se
de submetter ao ronhecimento do juiz de direito ; taria concediendo a liconga ped la.
do Bonito, a quem se acha aff-da a respousabi- 3075 Antonio Rodrigues de Moraes.Nesta
lidade daquelle juiz municipal. data se expede ordem a Ihesouraria provincial
Dito ao chefe de polica.Em cumprimento do para abonar ao supplicanle a gratiOcago mensa!
ao servigo de que
Dito ao mesmo.Autoriso V. S., em vista
da sua informago de 3 do correte sob n. 507.
mandar entregar os 6635500 rs., que requtslou o
regedor do gymnasio provincial em olcio de 15
de outubro ultimo, para alimenlago lio imnos-
por-
tre vencer em dezembro deste anuo, dos alum- do aviso junto por copia, expedido pelo ministe- I de 25S, om qnanto preslar-se
nos internse meio-pensionislis d'aquelle esta- rio da justiga ero 10 de outubro findo, mande V. se acha encarregado.
belecimento, consianles da relaco junta.Cun- S. entregar a preta Caetana, que foi apprehendi- i
municou-se ao regedor do gymnasio.
Dito ao director das obras militares.Mande
Vmc. proceder com urgencia aos reparos, de que
precisa o quartel da fortaleza das Cinco Ponas,
e que Ihe foram por mim pessoaimenle indicados,
leudo em vista a raaior economa na execugo
dessa oora.Corauiunicou-se ihesouraria de
fazenda.
Dilo ao mesmo.Cumpre quo Vmc, exami-
nando os concerlos de que precisara o ladrilho
de todos os compartimentos trreos do hospital
da por suspeilar-se ser do numero dos africanos
livres subtrahftos de bordo do palhabote apresa-
do na baira de Serinhem em 18)5, e de que tra-
ta o seu oflicio de 19 do julho ultimo, a Jos Se-
vero do Nasei -nenio, visto provar-se ser elle seu
legitimo senhor.
Dilo ao inspector da Ihesouraria de fazenda.
Roslituindo a V. S. o roquenmenlo e mais do-
CumentOS que acompanharam a sua informago
de 6 do corrente, o autoriso a mandar pagar a
Miguel Jos da Molla Jnior, a quantia de 2:33*9
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
em Pernambuco, na cidade do
Becife, a O de novembro tle 1H
ORDEM DO DIA N 40.
O coronel commandante das armas d publi-
cidade para o tim conveniente, ao rtsultado da
militar, fogo c telhado da respectiva boiica, me em que importa a coiidmgo por conta do go- I inspeceo proced la pela junta militar de saude
aprsenle o orgamento da despeza fazer-se cora verno de diversos gneros e paasageiros para o no da 5 dest-i mez em diversas pragas dos co.-
essa obra, e bem assim com a junctura de urna presidio de Femando na barca nacional Atrevida, pos movis do exercilo e cornpanhias isoladas
prateleira e armarios da arrecadago, onde se visto nao haver inconveniente nessn pagamento, desla goarnico.
guarda a rouparia daquelle eslabalccimenlo. segundo consta da citada informago.
Dito ao engenheiro tiscal da estrada de ferro. Dilo ao mesmo.Mande V. S. pagar pessoa
Inteirado do quamo Vmc me communica emseu que para isso se mostrar habilitada, os venci-
oflkio de 26 de oulubro ultimo,sob n. 112,lenho memos do deslamentos de guardas nacionaes de
dizeiilhe que compra no entretanto por sua parte Villa Bella, a contar de 16 de setembru a 31 de
os ordens do governo imperial, independente de novembro do auno prximo passado, urna vez
qualquer soluco da directora em Londres, mor- que estojara nos termos legaes as relagoes e pros
mente na execugo do regulamento de 26 de juntos em duplcate, que me foram remettidos
abril de 1857 qoe conlendo uispesiges legaes do pelo respectivo commandanle superior com ofli-
paiz, ella devem sujeilar-seus agentes da com- cios de 24 e 25 do oulubro ultimo.Communi-
panhia da estrada de ferro Bem embargo do pro- cou-se ao commandante superior compleme,
testo que alludem, por nao ser esse um meio Dito ao mesmo.Para o flu conveniente passo
regular de suspender as nossas disposicocs legis- as mos de V. S. a inclusa copia da acta do con-
l|lllv'ls. seibo administrativo para foruecimenlo do arse-
Porlaria.O presidente da provincia, alten- nal de guerra datado de 29 de outubro ultimo.
dendo ao que representou o inspector da lliesoii- Dito ao^comnianilaiite do corpo de polica.__
rana provincial era oflicio de hontem, sjb n. 512, Pode V S. mandar engajar no corpo sob seu
resolve, nos termos do art. 33 da lei n. 488, de commando aos paisanos Jos Gomes da Silva,
16 de maio deste anno, abrir um crdito supple- Joaquim Francisco da Silva e Delmiro Filiciano
mentar de -;'<33 pisa as despezas com o expe- da Costa, os quaes foram julgados aptos para
diente e srvenles da casa de delonco no corren- isso, segundo consta dos atiesamos que acompa-
te exercicio.Remelleu-se copia desla ao inspic-
[Or da Ihesouraria provincial.
Expediente do secretario.
Oflicio ao Exm. conselheiro Josino do Nasci-
mento Silva, director geral das'Cretarta de esta-
do dos negocios da justiga.S. Exc, o Sr. presi-
dente da provincia, manda aecusar recebidos os
exemplares impressos do folheto Mnnarchia-
Demneracia, que acompanharam o oflicio de V.
Euc. de 10 de outubro findo. e foram tiesta data
Dharam o oflicio de V. S. n. 486 desla dala.
Dito ao inspector da ihesouraria provincial.
Autoriso a V. S. a mandar aonar, de conforini-
dade com'a sua informago de 23 de oulubro
ultimo sob n. 492, ao continuo do consulado
provincial Antonio Itodrgoes de Moraes grali-
licago de 2-)$ manases eraquanto prestar-so elle
ao servigo de quese acha incumbido naquella re-
parlico.
Dilo ao mesmo.Lego que fr possivel man-
convenienlemenle distribuidos.Distrihuiram-se de V. S. pagar a quantia de 305*280. que segundo
com as diversas autoridades da provincia. j consta do informago da reparlico das obras pu-
Dito ao commandante das armas.O Exm. Sr. blicas de 6 do corrente, sob n. 291 se est a de-
presidente da provincia, tendo por conveniente ver a Luiz de Franca Sonto, proveniente de vi-'
ao servigo que a tropa destinada para o presidio de dros por elle collocados na casa de detengan.__]
Fernando v receber na casa de delengao,no dia 9 Deo-se scienria directora das obras publicas.
do comente, os sentenciados de justiga, que teem Dito io t juiz de paz do Io districto de Ipojn- '
de seguir para o meimo presidio, assim o manda ca.-Achando-se demonstrado pelos documentos autoiisacao do quartel general do exerc'i'lo'de -X)
communtcar\. S., aflm de que expeca neste exhibidos por algui.s eleitores da freguezia de i de oulubro ultimo, se engajou para servir como
sentido as convenientes ordens.-Qfficiou-so ao Ipojuca, que foram presentes ao governo irape-I soldado por mais seis annor nos torraos do le-
^^tCA^l"frn PB'nan"^a para iurnCCe.r aS r"' vramenlo, e nao a de Nossa Senhora do O', e com destino ao corpo ixo de Sao Paulo, o mu-
ero observancia do aviso do ministerio do impe- sir do 9o de infantera, Frmino Antonio Ma-
10 batalhao de infanlaria.
Tenente Joo Antonio Leito,Molestia Ozena,
Curavel. Deve continuar no iratamenlo em
que se acha, para o que j se marcou o prazu
de ires mozos.
Companhia de artfices.
2." tenente, Miguel Toixeira Lopes Malheiros,
molestia,palpitacao nervosa do corago.
Curavel, e para o que j se Ihe marcou o* pra-
so de Ires mezes.
4." balollio de artilharia a p.
Soldado, Joo Gualberlo de Pauli Franca,mo-
lestia,pneumona e fortes palpilaces, in-
capaz do servigo activo do exercilo. Est no
hospital.
Soldado, Bernardo Rabello da Silva Pereira.
Em convalesccncia, precisa de dous mezes
para concluir oseu Iratamenlo, que devem
ser gozados fra da cidade.
8." batalno de infantaria.
Msico, Jos Mana Piulo,molestia, gastro
hepaiiie,chronica, incuravel,incapaz do
servigo do exercilo.Est no hospital.
9. batalhao de infanlaria.
Soldado, Joo Vicente Ferreira do Espirito San-
to,molestia, asth m a, incuravol,incapaz
do servigo activo do exercilo. Est no hos-
pital
10" batalhao de infantaria.
Soldado, Joo Cancio da Silva,molestia, he-
moptise.inciiravel. incapaz do servigo ac-
tivo do exercito.EH no hospital.
Os Srs, cominandantes de corposenviaro
secretaria militar as cenides de assentamenlos
das pragas que foram julgadas incapazes do ac-
tivo servigo.
O coronel commandante das armas faz igual-
mente publico, que no dia Io desie mez. com
lanchas necessarias para o embarque dos senten-
ciados e tropa.
Dito ao chefe de polica.S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia, manda Jdevolver V. S. as
contaa do despeza feita com o sustento dos pre-
sos pobres da cadete do Ouricury, nos mezes de
margo e julho deste anno, que acompanharam o
seu oflicio n 1358, de 16 de outubro prximo
lindo, alim de que o promotor da respectiva co-
marca Ihe ponha ovistode conformidade com
o modelo n 3 em referencia ao 2 arl. 26 do
cap. 3 do legolamento especial da cadeas, e
offlcio que Ihe foi dirigido era 3 de agosto ul-
timo.
Dito ao inspector da Ihesouraria de fa/enda.
Remello incluso V. S., de ordem de S. Exc o
Si. presidente da provincia, o oflicio do cora-
mandante superior da guarda nacional da co-
marca de Garanhuns, datado de 26 de oulubro
ultimo, alim de que se sirva de informar acerca
do pagamento que elle solicita.
Dilo ao mesmo.De ordem de S. Exc, o Sr.
presidente da provincia, remello V. S. o in-
cluso reqiieriraento do guarda da exmela mesa
do cansulado, Miguel Pereira Geraides, alim de
de, ouvindo o inspector da alfandega.Iguaes
para informar sobre os requerimenlos de Joo
Baptisla do Nascimento. os de varios soldados
do 8. batalhao de infanvlria, o do vigano de Ca-
ruar' padre Antonio Freir de Carvaiho.
Olficiou-se no mesmo sentido Ihesouraria
provincial sobre o requerimenio do Jos Soares
de Azevedo.
Ao inspector do arsenal de marinha, sobre o
do Ignacio da Fonseca Marques.
sico
no de lo de oulubro prximo findo, determino a riano
Vmc que faca realisar a cleigo de eleitores, qne i Assignado.Jns Antonio da Fon.eco GaleSo.
lera logar na ultima domtnga de dezembro na Conforme..4nlonio E-neas Gustavo Galco,
rererida igreja do l.ivrameiilo. licando sera efTei-! alferes aldante do ordens interino do com-
i o acto desta presidencia que para isto dosig- '. mando.
nou a de Nossa Senhora do O', precedendo em __ 12 __
tempo os Hilaos do eslylo : o que hei por inuilo ; ORDF.M DO DIA N 41.
recommendado a Vmc Reraoiteu-se copia deste O corone! commandante das armas faz publico
a cmara municipal do Cabo em solugo no que \ para eonh>-cimeriio da goarnico e devido effeito
consulta em seu offlcio c 18 de agosto ultimo,! qne Sua Magostado o Imperador houvo por bem
e iu juiz de paz mais volado do 2.districto para por decreto de 2 de oulubro ultimo conceder a
sua inlelligenria.
Expediente do secretario dp governo.
Otficio ao Dr. chefe de polica.>. Exc. o Sr.
presidente da provincia, manda remoller a V. S.
o incluso requenmenio de Manoel Jo*quim do
Nascimento, alim do que se sirva de informarse
elle desla provincia, e em que termo foi con-
demnado, e poder-su salisfazer o que foi rJHer-
minado por aviso de 20 de outubro prximo fin-
do, junto por Copia. *
Dilo ao meeino.Passo s mos de V. S.. de
conformidade com as ordens do Exm Sr. presi-
dente da provincia, o incluso rpquorimonio do
preso Goilherme Ribeiro da Costa, nfiro de que
se sirva do informar acerca do que elle pede.
Oflicion-se no mesmo sentido :
Ao commandante das armas sobre o rrqueri-
mento de Joao Candido Ferreira.
Ao inspector da Ihesouraria de fazenda, sobre
o requerimenlos e C. Starr & C, de Angela Bap-
tista do Nascimento o Manoel Pereira de Lemog,
de Vicente Tiburcio Ferreira Malangunzo e do
Manoel Polycarpo Moreira de Azevedo.
demisso que pedio do servigo do exercilo o Sr.
pharmaceutico alferes do corpo de saude. Da-
mingos Gomos Borgesr o que constou de oflicio
do quartel general do exercilo de 2, com refe-
rencia ao aviso do ministerio da guerra de 25,
ludo do sobredito mez.
Assignado Jos Antonio da Fonceca Calvan,
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo,
alferes ajudante de ordens interino do com-
mando.
EXTERIOR.
DE
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO
PERNAMBUCO.
llamburjro, SO de outubro de 1860.
Achamos-nos immediatamenle s porta das
conferencias de Varsovia.
Hoje o imperador Alexandrellda Prussia deve
chegar em Varsovia, tendo para all j partido o
sen presidente do consclho de ministros o prin-
cipe de Gorlochakoff.
No mesmo tempo hiam igualmente para Var-
sovia o principo regente da Prussia. acompanha-
do pelo seu ministro dos negocios estrangeiros o
baro de Schleinitz e pelo ministro da guerra,
de Roon, e o imperador da Austria com o minis-
tro de Rechberg.
As conferencias devem comecar no dia 22.
As expectativas excitadas ao' principio pela
entrevista dos soberanos dos estados da anliga
sania allianga, muito se diminuiram entretanto.
Ainda ha algumas semanas nulriam em Vienna
esperanzas mui sanguneas, contando com quc^i
conferencia desenrohria de novo o pavilho da
poltica da restaurag-, e que sua consequencia
seria a inlervengo das potencias do norte na
Italia contra o Piemonte : que a anliga santa
allianga resuscitaria, e que urna allianga austro-
russa'e prossiana restaheleceria a ordem do
mundo dos tratados de 1815.
Desde alguns dia porm tambem em Vienna
desappareceram todas as esperancas dessa na-
lureza.
E' verdade que desde o comeco se tinha recela-
do na Austria de que nao se ganharia Prussia lo
fcilmente em favor da renovaco da sania alli-
anga ; mas se centava tanto mais com a Russia,
pensando que ella vencera os escrpulos da
Prussia.
Mas o calculo nao foi exacto.
Quanto mais so adiara a conferenca do Varso|
via, quanlo mais o impera lor Napoleo
tempo para obrar, e o seu jugo nao falhou
corte de S. Pelersburgo, onde mais a mais
aaihava ainda no govorno o prinripe de G
chkofT, o adversario da Austria e amigo da alli-
anga com a Franga.
Desde o primeiro momento em que se fallava
da conferencia de Varsovia, a poltica franceza
fez nao somonte ludo para afasiar de si a appa-
roncia de toda e qualquer obrigago solidaria para
com a poltica revolucionaria do Piemonte, como
tambem aprsente de novo a proposta de um con-
gresso de todas as potencias europeas para regular
a confuso na Italia,dando entender om S.Pelers-
burgo, que nao se oppuria a qoe no mesmo con-
gresso setralasse de urna revisan do tratado do
Pars de 1856,o desuas restriegues da poslgo da
Russia no Oriente.
Essa proposta nao deixou de ser bem escolhida
em S. Poiersburgo. e a Russia est ganhando em
favor da proposta francesa de um congrosso.
O Sr.de Balabine, o ministro ru3so em Vienna,
nao oceultou ao gabinete austraco os desejos
respectivos da Russia, e como em Vienna se de-
testa a idea d um congresso debaixo das presen-
tes ciroumslancias, j houve de novo um res-
fnaraento as relagoes entre a Russia o a Austria
que apenas linham comegado toroar-so mais
amigaveis ; resfriameulo que, se as conferencias
de Varsovia nao ossem convencionadas j ha
tanto lempo, tea talvez impedido a sua rea-
Itsago.
Do onlro lado a poltica prussiana, ltimamen-
te, desenganou larabem as esperancas da
Austria.
Como sabernos a rainha Victoria tinha chegado
em Coburgo para urna visita de algumas se-
manas.
Em Coburgo ella quera viver longe de todos os
negocios roliticos, smenle no cerco da sua fa-
milia ; mas na sua volla para a Inglaterra ella
leve urna entrevista em Coblenza com o principe
da Prussia, durante os dias 13 al 10 do corrente,
conferindo na mesma orcasio os ministros dos
negocios eslrangeiros de ambos os estados, lord
John Russel e baro de Schleinitz.
Nessas entrevistas se iratou principalmente dos
negocios da Italia, e o baro de Schleinitz se de-
clarou do accordo, na parle essencial, com a
poltica ioglcza de naointervengo.
A Prussia nao approva as formas revoluciona-
rias do procedimeolo de Piemonte na Italia, ella
censura decididamente a violaco do direilo das
gentes, de que a poitica desse e-ttdo se lornou
oulpavel por differentes vezes mas nisso ella nao
pode achar motivo para urna iutervenco contra
a llalia, neiu mesmo para disso deduzir um rom-
pimiento diplomtico effectivo.
Como sabero os nossos leitores, o imperador
Napoleo, qoando as tropas da Sardenlia linham
aliavessado as fronleiras romanas, liona chama-
do o son ministro de Tunn; ltimamente a Rus-
sia segua esse exemplo, chamando igualmente o
seu ministro na corte daSardenha.e mandn dar
os seos passaporles ao ministro da Sardenha em
8. PetTsburgo.
A Prussia potm nao se decidi ao mesmo
passo, e laruberu um protesto formal.
Em lugar disso e|ia se limitan de fazer repre-
sentagoes energiesem Tunn em urna nota, ex-
prinundo a sua desaprovago do procedimento
all seguido.
Dessa maneira j fiea designada a posigao da
Prussia na conferencia de Varsovia, de urna ma-
m-ira, que tira todas s espetancas aos homens
de estado austracos, e Varsovia nao lera mais
resultados do que Tplitz.
Nao se deve mais pensar em quaesquer estipn-
lages positivas no sentido da restaurago. Po-
rm dado o caso que as entrevistas alli livessem
uro resultado mais concreto, a poltica franceza,
segundo loda a apparencia, possun na questo
oriental a arma sempre prompta para paralysar
um resultado semelhante. Nao passnu desaper-
cibida a actividade desenvolvida nos ltimos
lempos por Mr. de Lavalelte, ministro da Franca
junto Porta Ottomana, e vislo a poaici flnan-
ceira d-sesperada da Turqua, e a falta de tropas
as provincias europeas em consequencia das en-
vnturas de tropas para a Syna, s falta um im-
pulso para etlecluar a calastrophe, e dai urna
lrma inteirameule nova silnago europea. E
urna coalgo das potencias orienlaes contra a
Franga faria som duvida com que esta langaria a
falsea no barril de plvora.
Trataremos agora dos aconlecimentos na Italia.
Qunndo expedimos a nossa ultima, a situaco era
a seguinte os Pemontezes linham derrotado o
exercito do Papa e lomado Anrona, occopando
todo o Eslado Romano, & excepgo da cidade de
Roma e do patrimonio de S. Pedro, mautido pe-
los Francezes. Em aples as tropas roaes e os
voluntarios de Carbal li so acliavam cm frente,
algumas milhas ao noite da capital na liuha do
Vulturno. O reino das Dua.s Siclias se ai-hiva em
poder dos Garibaldianos ; sement a parte ao su!
do Vulturno com as duas fortalezas de Gaela e
Capua se achava anda occupaiia pelas tropas
reaes. O conflicto entre Garibaldi e a politica de
Cavour pareca querer fazer lugar a um enlendi-
mento, o esperava-se a reunio das tropas pie-
montozas com o exercito de Garibaldi. Essa era a
situago no principio do mez. E hoje? Anda as
tropas do el-re Francisco II, e as de Garibaldi se
acham era frente no Volturno, e desde que no Io
de oulubro Garibaldi repulsou a offensiva das
tropas reaes n'uma batalha sanguinolenta, nao
tiveram lugar aconlecimentos bellicos de impor-
tancia. Entretanto, porm, um corpo piemoutez
de 45 mil homens commandado por Vctor F.m-
manuel em pessoa, alravessou as fronteiras na-
politanas, ao mesmo lempo que pelo lado de
mar chegaram na capital de aples 14 ral Pie-
montezes. Em alguns dias pois, o exercilo de el-
rei Francisco II, cuja forga se diz ser de 30 mil
homens, vai achar-se entre dous dos, e s Ihe
restar relirar-se para o seu ultimo lugar de re-
fugio, para Gaeta, e alli se deixar sitiar. As dif-
ferengas entro Garibaldi e Ctvour eslo plena-
mente accommodadas por ora. Garibddi nao se [ da assemlea'ge^al d
oppe mais A imrnediata annexacao do reino das i ferro do Recite para i
Duas Siclias ao Piemonte, e j araanha tanto no to para a consolidact
continente, como as Ilhas lera lugar a volaco
geral acerca da annexago. Entretanle o minis-
tro do loterior, Farini, que acompanha el-re
No dia 20 do corrente teve lugar urna reuniao
os accionistis da estrada de
nella ser discutido o projec-
para a consolidaco doscapitaes da companhia
j existentes ; de modo que cada aeco venha a
representar um caoital sem contingencia,afora a da
, ftuctuaco do mercado.
* ," .. i *-*;a.j uu incicduu, oa priiporcao das nntra
Vctor Emmanuel. tomar a d.recgao provisoria | ,, qoe liver mli^ Es{a ^Jldi foi offef*.
amonto britnico, mas
peilo da sua adopeo ; da
dos negocios cive.s. ao mesmo tenso fie el-rei. | cida consideracao do par
que devia ser recebido hontem cm aples cora nada rae consta'a respeilo
grande solemnidade, tomar em maos o comman-
do superior militar. Os amigos manteistas de
Garibaldi acabaram o seu papel. Assim como,
em primeiro lugar Bertini, na sua posigo de se-
cretaiio geral do dictalor, se vio removido e
abrigado a deixar aples, tambem foi removido
Crisp, primeiramente como prodiclitor. e de-
discussao, porm, que liver havido naquella as-
sembla resultar toda a clareza a aquello res-
peilo, e disso dare opporlunamenle conta. Con-
vm todava lembrar aqui, que semelhanie ex-
pediente parece ser destinado a alterar a lei que
sujeita |os accionistas obrigago de enlrarem
at linal com o montante de cada acgo para con-
pois como ministro dos cstrangeiros no gabinete j solidaren, o seu direito, estando arriscados a per-
i. uuoiorti. ida das entradas realisadas quando deixera deen-
Em primeiro lugar os propnos generaes de trsr com as resientes:
Garibaldi Tuerr, Bixio, Cosenz
i ---- *- *"va u;m niiim i
iz e outros linham : to creio quo s poder beneflciar
tido em que o d.ciator sbrisse mao do sen q,,e verem entrado com dous te
entretanto esse expedien-
os accionistas
reos do capital
conflicto com a poltica piemonteza ; o mais fez: total
a estima pessoal que Garibaldi tem para com el- | As acedes da esirada de ferro do Resife ficam
LIIh T'lnUe' fin-'rae-te o voto do par- a doscoo de 2 3 a 2 > ; as da Babia com o d
famen.o de Tsrin. reunido ero principios do <* l ^a7/8; e a, d- S. Paulo com o de VS
mez, nao po lo dexar de exeicer a sua influen -1 .,- a 7/8 sobre 2 de entrada,
ca. O conde de Cavour tinha presentado ao o uolavel descorito em quese acham as accoes
Parlamento um projecto de lei. tomando o go- desla ultima empresa parece ser devido a Jn.xi!
verno de aceitar c-'
Italianos,
declarasse
iceilar a annexacao dos Estados Sul- ma chamada de Sf 2 por acgo, que deber er
no caso em que as suas populagoes se realisada como j est annunciada no dia 15 de
m em favor extgtndo expressamente a novembro prximo ; mas por outro lado seria de
soloclo que exprima ao m-smo lempo, que Ga- Era nesta praga esperada com grande intoresso
ribaldise tinh. tornado benemrito pela patria, e a soluco di medida prooos.a pelo governo m-
o dictalor om hosttou msis de se por em accord penal as cortes para offurecer aos Sislas
com a poltica de Cavour. Nao repro.iuzremos d.. f,lndos das nossas empresas frreas! t uufou
aqu a proclamagao aos povos da [talla muidlo- .plices do governo do Brasil de o\, quando prc
nal, pela qual el-ret > tetor Emmanuel annuncia Mu-
de Ancona a sua intencionada entrada no reino
de aples, mas nao deixaremosde dar o devido
aprego ao carcter notavel desse documento. A
historia da Europa noconhece rauitas proclama- jtaisU!
terissem ellos trocar as suas aeges contra seme-
Ihame crdito ; mas a emenda com que passou o
projecto, reduzindo o juro daquellus apolices a
"-. veio d<-saporitar completamente os capt-
nglezes, dos quaes nenhum me parece
goes dessa natureza. tila doixa de lado .odas e cah^ na siroplicdade"^ da cap e cnT o
quaesquer cons.deracoos c phrases dipl mticas, de 7 % garantidos por outros de 4 1/2 O'O quan-
S","n"0nVK^r^!^ .pl,?:!r"'l'' eeredo de Londres os tJndOTasUetrls
e pronuncia aberta e claramente que o legitimo
rei Vctor Emmanuel torna d partido da causa da
revolurjo da nago italiana. A iropresso da
proclamagao sobre a opinio publica foi ira-
mensa.
Ouanto aos negocioa internos da Allomanha,
um aclo do governo prussiano preoecupou mu
particularmente o inleresse geral. Nossos
res conheceto a posigo que at agora lera ssu-
tentado a cmara dos senhores na Prussia em
frente do movimenlo liberal que leve lugar d--s-
dc o eslabelecimento da regencia. O ministerio
...os
de 4 1/2 0/0 tem estado e provavelmenle estao
por mullo tempo a 87 e a 88. Se a medida ti-
vesso passado simplesmente, os capitalisias le-
riam a vanlagem de receber em troca de suas
aeges um titilo com um juro rasoavel e cora
natureza menos contingente que as das acodes do
estradas de ferro; e isto principalmente o's teria
ello- levado a realisar semelhante troca, com que sem-
pre ganharia o governo, salvando a responsabili-
dad na razo de 2 /0 de juro por cada ac.gao ;
mas com a inodific.aco alluJida nao ha esperan-
ga de que semelhaufa medida venha a produzlro
aprosentava os sous projectos de lew acerca do ftito desojado, sendo muito para lamentar se-
fr?.^ "V ro",a,m',n, >'Vmposl,,s lprrl- libante resollado que s conlribuir
tenaos etc.. a cmara dos deputados os approva- ( i-r 0 nosso cre,.,u. H
va mas a cmara dos senhores senadores os re- 0 Igodo de Pernambuco
jeitava consequenlomente. Lima sessao da die-
ir para aba-
favor d'uma nova ordem das circumstancias dos
partidos na cmara dos senhores. Esse desojo da
imprensa finalmente se realisou.
Um decreto do principe regente nomeia. 18
mombros novos na cmara dos senhores. e con-
cede a represenlago 6 ct-ia les mainres at'
agora nao autorisadas para a mesma. Os 18 no-
cwl.
O pao Brasil continua colado de 80s85 por
tonelada.
O assucar de Pernambuco e da Parahiba, bran-
co de 27* 6 d32" 6 d ; e o mascavado de 21"
26s 6 d per cwt.
vament. eleitos pares pertencem lodos ao parti- I *&*. TZJlSf'A *Sftt 5 3/V l d
do liberal moderado, e os 6 mernbros que devem ', o7,o os couros salgados
ser eleitos pelas respectivascidades serviro om n, n, u a t ,
todo ocaso para augmentar a maioria .te a-o I ,P'l l T h*"-" Var,'0S PrlS d' Ingli"
existente na rama dos senhores. ff^enfad ti?. SV'T' 3'n"rf" .",8"* na-
que essas2l nomeagoes nao bastaran, para ,. I'0"- fl^^n^Z ^f*.(9! ^"VT^l
gurar ao governo s msioria, porm o mesmo go- l Sift.fff l F,,*-lh ; P"r
verno conta sobre a impresso moral da sua me- #-'*? tl6) a L'verPo1 da Bhla
dida, c no caso que essa impresso nao je rea
se, o governo e.t decido maiox numero de no
meaces ainda. Os orgos do governo assim se rrt i, ,i t f l '
De Inglaterra para o norte do Brasil seguiram :
Waller
s orgos do governo assim se
exprimem.
No dia 15 de outubro e nos dous das seguimos
a universidad? de Berlim festejou o anniversa-
rio de cneneuta anuos de exis'enca. Como to-
das essas festas presentemente, tambem esta
manifestou um carcter especUlmenie poltico e
nacional, e as fallas e brindes se deu repetida-
mente expressao idea de urna umo poltica da
Allomanha. Fundada no anno de 1810 no meio
das mais tristes rircumsiancias do estado arrui-
nado por Napoleo I, Berlim a mais nova, mas
ao mesmo lempo a manir, c mais importante das
universidades da Allemanha.
El-rei Fredonco Goilherme IV ainda vive, e no
ultimo tempo tem passado melhor. O seu espiri-
to porm se acha entenebrecido.
Na Austria continua a irntago febril, com que
se espora a final resolugo do governo na questo
da constiluigo. Ao mesmo lempo se espera
mudancas no ministerio. Nao queremos porm 1
i ('") a Gueen-lown; do Rio Grande Fanny (17) a
reaii- pa|moulh do Rio Grande Marlha (18) a Deal;
0 no-, eda Bahia Piincess (19) a Gravessond.
deCarlil Di^raeli (7) para Pernambuco ; de
Graveseud Princesa Luuisi (II) para a Bahia ;
de Liverpool Laidlaw (12) para o Rio Grande;
de CardilT Sea Ninph (9) para Pernarabuco ;
e de Liverpool Jardiue (19) pra a Bahia.
Os consoli lados ingle/,..s fleam de 92 3/4 a 7j8.
Os brasileiros 5 O/ti a 98 ; e 4 1/2 a 88.
Os portugue7es 3 0/0 a 44 1/2.
Os hespanhes 3 0/0 a 49 1/8.
Os sardos 5 0/0a 85 3/4.
Os russos 5 0/0 a 104.
Os peruanos de 4 1/2 a 83 3/4 e os turcos ga-
rantidos de 4 0/0 a 101 1/2. Os 3 0/0 francezes a
68 fr. 90 c.
Sua Magestade a rainha de Inglaterra, regres-
sou a este reino, de viagem a Cobourgo no dia
17 do corrente. De volla da Allemanha a sobe-
rana da Gra-Brel.inhi alravessou a Blgica,onde
passou dous das. El-rei Leopoldo fizera com
enfadar* nossos leilores com suppcsices dessa nl*PSao esperar a rainha na Irunteim dos
natureza, porque cada dia traz novas cousas e
novos boatos.
Entretanto os preparos para guerra na Venecia
lomara proporges gigantescas. A enviatura de
tropas para alli continua, e incn.santomenie se
tran.-illia no reforgo do grande quadro de fortale-
zas entre o Essrh e n Minuto, assim como as for-
lificages da linha do Po. Isso custa milhes, e
ninguem sabe Como cohrir as despezas.
seos estados pelos duqiie e duqueza >ie Brabante
e pelo conde de Flaudres, reservando para si a
honra de receber aqueifa augusta senhora na
eslacao do caminho de ferro de Broxollas. onde
eh< ton Sua Mageslade britaunira no dia 14 pela
lai Sua Magesiade belga hospedou sua au-
gui'.a sobrinha com o maior explondor, dando
trm neies e sumpiuosas recepges por motivo
laquella real visita ; e fez acompanhar essa so-
No grao ducado do Bade, A despeno dos pro- I ,,Pr3"a l'or .St,u* Mhos at o poni de embarque,
testos da Curia Romana e do arcobispado de Fri- ,1"n'1e s,"S|lio Paril a Gra-Bretmiha a rainha Vic-
burgo, teve lugar a publicago das leis ecclosias- toria a bordo do vapor Victoria e Alberto. No
ticas convencionadas com a dieta, que substitu-1 dia ,7- "amo tica dito, chogon Sua Magestade a
rao a concordata concluida com Roma pelo ra- l"K'at,'"'fa. mdo logo para Windsor, para onde
nislerio passado, mas na approvada pela dieta-
Londres, SS de outuhro de 1860.
11 n ha ni ido com i.utoctpago esperar sua augusta
mi, os principes, que durante aquella viagem
tiearam residindo era Osborne, na ilha de Wighl.
! Em Windsor passar a rainha a estago doiuver-
Pelo lelegrapho recebemos aqu noticia da che-' no *t ('"0 Pflimento sej aberlo. o que pro-
J W r> ... < 1 O ti I r*\ II II t fl f i > Inri IhHhb Hntnrv ...... -1 ^ f_
gada a LisDoa do paquele de Boideos vindo do
Brasil.
As folhas desla capital, porm, nada annun-
riam de importante com relaco do imperio, pa-
recendo conservarse a poltica e o commercio
desse paz sem notavel alterago.
Deve ter seguido do Havre de Grace para o Rio
de Janeiro, no meado deste mez, o almirante
Lisboa, baro de Tamandar, acompanhado de
sua familia.
S. Exc. regressa a patria dermis de alguns me-
zes de ausencia, havendo ltimamente estado ao
servigo da serensima princeza O. Januaria na
qualidade de seu veador; e segundo se affirn a
regressa aquello Ilustre ofMcial ao Brasil para se
collocar s ordens do governo imperial alim de
ser emoregado, caso v. nharaos a entrar em guer-
ra do lado do Rio da Prata. Em lal emergencia
parece que a esse distinelo almirante seria con-
fiado o commando em chefe da nossa esqua-
dra.
O nosso governo continua a receber d'aqui e de
outros pontos da Europa, armamentos modernas
para o exercito, e brevemeuto d'aqui Ihe sero
expedidas as primeiras pegas de artilheria rala-
da quo ter o nosso exercito de trra : forgoso era
olhar afinal para a reorganisago das nossas for-
gas, introduzindo nellas os aperfeigo*meulos que
a arte da guerra tem produzido, polo que tanto
lem pugnado o actual nosso ministro da guerra,
I illustre fllho dessa provincia.
vavelmente nao lera lugar antes do mez de Ja-
neiro.
Algumas folhas desle paiz lem pretendido in-
culcar que a rainha da Inglaterra conferenciara
em Coblentz com o principe regente da Prussia
acerca da poltica que Inglaterra e Prussia con-
vom seguir no eslado geral da potinca Europea,
em consequencia dos su-cessos da Italia ; e que
por erto nao pedera seno laucar as bases de
urna poltica contraria que os imperadores da
Austria e n ossia procuraram seguir na entrevista
de VarsonjA. que leria lugar no dia 20 do corren-
te, alim de que o principio liheral hoje prucla-
mado na Italia nao soja suffocado pelos despolas
do nortp. E' verdade que o principe regen-
te da Prussia tomar perte nessa reunio de
soberanos, para a qual fdra expressamente con-
vidado por Suas Magostados Impenaes ; entre-
tanto a Inglaterra parece confiar n vistas Ilus-
trados desse principe, que agora, como em oulra
occasio j fez, significar aquellos soberanos a
necessidade de no arrostareui contra as ideas de
reforma que geratmeute dominara a Europa. Em
18>3, quando, antes da aocteraco da guerra do
Oriente, o principe da Prussia assislio com o im-
perador Nicolao e o da Austria a orna conferen-
cia em que fra discutida a invaso da Turqua,
susientou sua alteza real com decidida indepen-
dencia a impoltica do gaoinate russo na questo
lurca, nao receinndo romper, como assim succe-
deu, com seu cunhado, o imperador Nicolao, por


(*)
DIARIO DE PERRAattCO. TER amor da lealdade cora que expoz as suas vistas
polticas a respoito do leraelhanie questao, que
# sabiamente aprcciou calculando com a opposico
que a Europa offereccria, como veio a fazer,
desmembrado da Turqua pela Russia.
Ora, nestas circumslanci.as, urna grande parle
da imprensa ingleza se compraz de suppor que o
principe da Prussia, instigado tambem pela GrSa
Brelaoha, far vr a Rusta a a Austria a impo-
ltica de a opporea a mo armada s idaa libo-
nes que vo ganhando i*rreno na Europa so-
nretudo na Italia, apoiando por este modo na-
quella entrevista a poltica ingleza que hoje con-
siste em relaco Italia, ver dalli expulsos o rei
de aples e o Papa.
Quaoto ao primeiro sabido que desde muito
leapo existe neste paiz um rancor contra a pol-
tica que elle herdara do teu pai e que adoptara,
e para ir de accordo com a opiniao publica pro-
cura, pois, o ministerio Palmerston desfazer-se
do rei Francisco II. e pelo que respeita ao Pont-
fice nao menor o iuteresse dogoverno britaoni-
co de ve-lo expulso de sua soberana, porquanlo
isso ir uteirameute da harmona cora s vistas
do protestantismo inglez, quo considera como
passo importante para a decadencia do papismo
agosto. Os alijados tiveram um homem morto
uesse encontr e quoterzo teridos.
O principe de Galles chegou a Washington no
da 4 do correnle, sendo nesso mesmo da rece-
tado pelo presidente dos Eatados-Uoidos, que
apresentou sua alteza real ao corpo diplomtico
e as corporaces do estado.
No da 5. sua alteza real, acompannado de Miss
Lae, sobrinha do presidente, visitou o Paieni
Office e varios outros eatabelecimenlos, assistin-
do i noile ao grande fogo de artificio que em sua
honra mandara preparar o presidente Bucha-
nham.
No di i 9 desle mez o principe de Galles flcava
em Philadelphia.
As ultimas noticias do Truxillo (Hundurasj con-
firmara a noticia da execuco de Walker no dia
12 de setembro. O coronel Rudler, cumplice com
aquelle lilibusteiro, havia sido condomnado a 4
annos de priso.
Escrevem de Lima que o presidente Castilla se
preparava de novo para atacar a repblica do
Lquador no intuito de incorpora-la ao Pet O
general Franco, do Equador, o primeiro a re-
clamar de Castilla esse servico pelo receio de ser
vencido por Flores quo seu* rival. Esta noticia
a esthronisaco do Ponlilce Romano. E' "claro.' havia causado grandcsosaco' o Chite e
por conseguinle, quo se a rcvoluco da Italia livia, que segundo se er oppor-se-ho provavel-
na actuahdade um meio para que o gabinete de mente poltica Jnvasora dolgeneral Castilla O
>. James possa chegar a seus bns, o nlcresse do individuo que em julho ultimo tentara assassi-
nar este presidente nao linha aindasido descober-
miaisterio PalmerstonRussel, est em prefi-
nir que urna coaliso das potencias do none ve-
nlia a impedir o completo desenvolvimento da-
quelles successos, ao menos emquanlo nao se op-
ponham ellos a compromissos solemnes em que
possa ter entrado a Inglaterra para obstar a que
o movimenlo italiano nao olTcnda direilos adqui-
ridos pela Austria.
Neste sentido escreveu Lord John Russell o
seu lamoso despacho de 31 de agosto ultimo a Sir
J. W'udsou, ministro de Inglaterra era Turira,
autorisando-oa declarar ao governo Sardo que a
Giaa-Bretanha desapprovaiiu completamente to-
da poltica do gabinete deTurim tendente a des-
conhecer os direitos da Austria provincia de
Vcnoza, consagrados pelos tratados de Zurich,
iiii que o proprio Piemonte foi parte ; e bem as-
sim que o governo inglez nao poda sentar de
certa responsabilidade o l'iemonto nos successos
que se lem paseado no Reino das Duas Sieilias,
tibio ter sido da Sardenha donde lem partido
osmeios que mais concorrerara para o triumpho
da rcvoluco Siciliana. E' evidente que ofJicial-
menle a Inglaterra nao poderla sustentar oulra
linguagem, embora occultamente faca o seu pus-
sivel pelo triumpho do movimenlo Italiano, dis-
famando lomar conhecimento das expedices que
daqui lem partido com rauuic.es para auxiliar
Gaiibaldi. Aquelle documento, todava, foi aqu
muito reprovado pela imprensa liberal era cuja
opiniao Lord John Russell deveria ter animado a
Italia para urna completa emancipaco: entre-
ds arbitrios, que appareccu, e o qual parece,
lera a seu favor um maior numero de opinioes.
L este arbitrio a aposentado dos juizes julgados
suspeilos. Muito bem. Resta saber qual o meio
tanto semclhanle apreciaco nao tem gauho aqui Orquese hade conseguir essa aposentado. Que-
maior desenvolvimonto, parecendo a opiniao pu- rer._se-na deixar iniciativa goverualiva a impo-
blica esperar pelos resultados da entrevista de l,-, dest pena, se pena se Iho pJe chamar ?
Varsovia para afinal pronuueiar-sc deuitiva-, amosque nao.
mente.
No momento em que deveriara estar reunidos
coi Varsovia os imperadores com o principe re-
gente de Prussia, aonunciaram as folhas desla
capital que o imperador da Russia retirara de
Turim o seu enviado c que a Austria fizera ovan-
car um corpo de exercilo sobre Borgoforte, Gazie
e Rever na linha do P; e esta coincidencia
lem sido geralmenle explicada como um indicio
de que na reuiuao daquelles principes vai ser al-
lamente condemnada a poltica piemouteza acerca '
dos Successos da Italia Mas Pinguen] razoavel-
nieiito er que por emquaato csteja a Austria de-
cidida a iulervir na Italia, visto que isso serla
motivo bstanle para de novo entrar em urna
guerra contra a Franca, que lera em Roma um
exerzito de 25 mil horaens no intuito antes de
observar os acontecimentos aquella Pennsula
do que de proteger o Papa, a quem escuda com
o simples prestigio do iiorae Francez.
A Sardenha retirou igualmente o seu ministro
de S. Petersburgo ; e fez avancar sobre o P di-
versos corpos de exercito sob o commando dos
gencracs Cialdini e Durando, confiando a defoza
da linha do Mincio do geoeral de la Marmota.
Havia j algum lempo, dias posteriores dala
la minha uliima carta, que as folhas inglczas
haviaro armunciado que a Russia hia tomar urna
posicao decisiva nos negocios da Italia, tendo
iiconselhado o Papa a conservar-se ora Roma, li-
milando-se a protestar contra a invasao dos seus
Estados pelo rei de Sardenha. Ecom effoilo, pelo
que agora acaba de succeder sahindo de Turim
0 rniui.-tro russo, parece evidente que o gabine-
te de S. Petersburgo premeditava de accordo
com a Austria oppor-se. marcha que nestes ul-
0 novo governador civil do Porto, o Sr.Ofi-
guel do Canto e Castro, lomou conta da adminis-
trado do districlo ao dia 11 do carrele. A al-
locuco que dirigi aos seus administrados ama
pega vasada nos moldes costumados, sebresa-
hindo, porem, na coojunctura actual, n-segunute
periodo, que se torna muito significativo as pa-
lavras que nos marcamos pira se comporem em
carador distinto, as quaes evidentemente se re-
lerem ao crirue de falsicaco de moeda.
* O goverao de S. M. quer que eu, fie e des-
veladamenle, observe e faca cumprir as leis do
reino ; quer que governo este districto com zelo
e energa, curando simultneamente dos seus in-
teresses moraes, e econmicos, e seguudo sem-
pre os mais genuinos principios de justica e de
bem entendida tolerancia poltica ; quer sobre-
todo que eu, cora inquebranlavel solicitude, me
oceupe, quanto em minha aleada couber, da re-
pressao de todos os crimes, tendo muito em vis-
ta ageites, que por quaesyuer circumstancias
possam menoscabar mais directamente os brios e
dignidade da nardo.
O Sr. Miguel do Canto visilou lodos os edificios
o eslabeleciraentospublcos de maior considera-
cao do Porto, comecando pelos pacos do conse-
Iho municipal, onde a cmara, por ter conheci-
mento da resolucao tomada por S. Exc, se con-
gregou para o receber. Os camaristas retribui-
rn esta fineza do Sr. governador civil, nomean-
do urna depulaco, do que fazia parte o presi-
dente da cmara, para agradecer a delicadeza de
S. Exc. Esta deputago j cumprio o seu encar-
go, tendo sido recebida, pelo Sr. governador ci-
vil, miii cordeal e corlezmente,
O dia 11 de outubro passou a ser de dolorosa
recordacuo para a cidade do Porto. Foi mais
urna data lgubre para ajunlar a algumas outras.
que entnstecem o corago, ao volverem no cur-
so ordinario do lempo 1 E como seno bastassoa
sistencia e lalitude que tem sido na actualidade ', "ar ,este dla l"slemeole celebre, a grande ca-
Tem-se dito muita inconveniencia, tem-se mes- ?! rop ca."sada P? "cendio era risa do com- i
mo ulirapdssado as raas do justo, do rasoavel,
e por fim a questao acha-se no mesmo p em
que eslava no seu com eco.
<-ritou-se que a magistratura judicial eslava
eivada decorrupcao, e sem primeiro averiguar a
existencia do mal, tratou-so desde logo de esco-
llier o remedio para o-combater !
Desde ha muito que no publico corre a voz
vaga de que o ouro influe no animo dos juizes de
cortos tnbunaes superiores, dando ltimamente i,
mais corpo a esta supposicao o accordiio da re-; nlulUs "las de inadeira, e presume-se que
lacao do Porto, que despronunciou o conde do i a'nnoi:eiUo' l'ega"do em alguuia caixa de phus-
Bolhao. | phoros se lhe incendassem, ou porque fizosse ai-
Nao contestamos, al cerlo ponto a existencia'g"ma Pe1uenffl fugueira com as lilas, o caso
do mal, porm nao podemos concordar cora um !que.-lendo"s.e"lhe Pe8ado o fogo aos vestidos
lo aperar das minuciosas pesquizas da policia.
Porto 26 de outubro
Largoe serio debato tem entrelido, nestes l-
timos lempos, os jornaes polticos do paiz, sobre
a reforma das justicas.
Por mais de urna vez, esta grave questao, ha
o ventilada na imprensa.masnunca com a in-
f Vt,nC0~ltaI,ana de 1ue empresario o "Sr.
Lombardi, composta, segundo o respectivo pros-
pecto, de dras primas donas absolutas, um con-
h?ritaC0rapr,,maria. ura Primeiro tenor e um
..m .Ta abso'uls. bartono comprimario,
um baxo protundo absoluto, um tenor compri-
ZarZw*S coa,Pelen>es segundas partes e coros
de ambos os sexos.
d Auh8tr on*tara o 39 professores, dirigi-
da pelo Sr. Ribas insigue rabequista.
O lempo da assignatura ser de 5 a
dando-se tres recitas por semana.
Ha quem lhe pireca quo anda no prospecto
absolutismo de mais I Nao est longe o di. ero
lue..as frvas publicas mostrarao aos amadores
nm, !i y-"C0 se a nova c<>mpnhia ser mais
urna decepcao.
rs Pernambuco. e brigue Pernambucano para a
Baha ; em 23. briue S. Jos, para o Rio Gran-
de, com escala pelo Rio de Janeiro, barca Santa
cruz para o Rio de Janeiro e a galera Aurora
para o Maranhao, com escala por Lisboa.
Entrn no D'ouro em 15 de oulubro o brigue
Mello I, vindo da Baha por Lisboa.
Saturara : em 17 de outubro. o brigue 5. Ma-
noell para Pernambuco, em 20 a barca Flix
nem nunca se vio tantas canoas reu-
Mangoaba :
nidts.
aJfiSJil!!: mi"ionari. que lera por legenda o
desinterese, a humildade e as fadgas para sem-
rvnn/""' f0 r?febid0 mui digaaraente pe"o
povo pilronse, que j o esperava ancioso na praia
alegro e salisfeito. v
Innmeros foguetes annunciavara o feliz ad-
vento e os caticos divinos enchiam o espaco de
Marauhao, e em 21 o brigue Alfredo da raesma
procedencia.
= I
No theatroBaquet, deve hoje fazer o seu de-
bul, a companhufiespsnliola lyrico-dramatica de
tre"actosem~Z,OT damanteS i,la corona< cm
O pessoal desta companhia, de dez actores,
o os coros contara onze bellezas do sexo femin-
no e dez do sexo masculino.
Aconteceu, he poucos dias, urna scena
commoveu a todos, que. como nos, a
ciaram.
Ao atravessarmos o largo da Cordoaria obser-
que
presen-
Ambos devem partir para Lisboa aura de fazer
quarentena.
I! iKS5J3RZ** Pso". e 1e outras gas 20 volumes. fazendas 3 rai. % ul.
lreguezia urna misso tao edificante.
O Rvd. rei Caelano de Trona um bello or-
namento de sua ordem. elle rene ao seu gero
| alTavel e pacieule, o talento e a litleralura occle
daaBee6f; SSSSffSSST^diari0: -1.aiTa.3f5abem ^
Albos 200 canastras. arroz 3 sarcos azeito i!.Hifn: enfiltrar no animo do sabio,
barris com li.ros 401,28. bacalhoTcoslaes o 3 pfe ""tt aradaei^ rave, ira-
barricas, batatas 70 caixase 2 canastras. cadeiras i Tera'o dora da palavra. ptga adaptado
epoca. e aos novos costumes. Causlica severa-
vicios, mas sabe usar suavemente dos
meios da decencia, da urbanidade e da compla-
cencia. Elle comprehende bem a sua ardua
mis sao.
de pao oleo 48, ditas de pao preto 21: ditas usa-
das2 capachos 1 fardo, carno de porco 1 barril, I mente os
castanhas 12caixoes, ceblas 18 caixas. cebo era
pao80caixoes, chouricas 4 barris e 1 caixo
vo-
dro-
de seu es-
da corarau-
velconcur-
Atalaia, Norte,
eram, alm
e ha muito
emprehen-
obra de que
e grande villa
- loja, onde o p
nava, o na qual havia pelo chao, como na-
acodio a av ios gritos da neta, mas tao infeliz-
mente, que cotninunicando-se igualmente as
chammas aos vestidos daquella, nao poderam os
seus esforgos emprogarem-se lao somenteno sal
varaento da desditosa menina, que morreu quei-
mada Picando
avo com graves queimaduras, e pois resolveriam (
lalvez tambem livesse sido victima a nao serom 'guintes.
fc-mpregaram-se todos os meios possivei3
para convencer os dous engeitadinhos a icarem
na casa da roda, mas uem as caricias e affagos
le Iho dispensavarn alguns dos circurastanles,
era as prornessas da mulhorque 03 creara de
voliar a busca-Ios cm um dos prximos dias fo-
ram bastantes para os convencer. Nema mao
de Dos Padre quedara largar a ama.
As poixeiras que all catavam em grande nu-
mero, compadecendo-se dos dous innocentes
propuzeram raulher o pagar-Iho logo um mez
fafa S tornar a levar para sua C3sa, e que de-
respeito dos mezes
DIARIO OE PERNAMBUCO-
currencia do mais de G rail almas
de, admiravel e imponente
se via na praca da matriz
precisa de o descrever
O vapor francez
Navarre.
lo
tundeado honlem
Era gran-
o espectculo que
desla villa! Nao se
para nao cah.r no vicio,
tue sem cahtr os desciiptores da poca. A sua
ngeileza e ao mesrao lempo gravidade fallara
se-
Cremos que nao. Logo, deve ha ver urna base em 8 occorrea dos inhos.
'e assentar o procedimento contra os juizes iu|-' ,',as.St' 11 de oulubro foi um d
,-ados suspeitos. Esta base nao pode ser senao dade, o anterior linha sido
adaa xTuViu?**1* do P'?v co ......" -ua a .oquac.oade de que sa
asli- '"'' ,0 huvf ,,m smisro fora da barra, com- mas soja dilo em abono da verdade a
irias. '"' homi'-idio, e morrea afogads urna I guss eran outras-o vocabulario 'di
urna ".'an'i'- s"!Hl;0 acuutoceu ao cahique A'h- praca do peixe, fra substuido por ui
in-
a do processo. Mas formado este, e provada a P/*?ao.f,.n8eia du P0"0-
venaliJade pelocoiivemimcnto judicial, o casti-
go merecido lest marcado as leis ordina
As aposentares devem ser a retribuico d'u.i
longa e nunca interrompida carreira de bons e i9, ,'Prj?a llc Aveiro, que gairou do ncora-
relevantes serviros prestados ao paiz pela judi-' ,ll'ul(l 'ia.da barra, e foi de encontr a urna ras-
calura, c nunca o premio da corrupr-io e da ve-
nalidade.
. A mullier, insensivel aflliccao dos dous
la luctuoso para nocentes, regeitou a proposta,* o palavras
contado na ex- ( eram ditas, as peixeiras desenvolveram contra a
?o. mulher toda a locuacidad*, de que sao capazes,
as suhs lin-
ssoluto da
. por urna llngua- i
B-'in talvez demasiadamente severa, mas que'
dei.ot.va grandeza d'alma ; e quando os senii-
menlos nobres fallara ao cora.-ao humano, os
'amos nao podem
em nosso porto, vin-to da Europa, Irouxe-nos' mois all do 1"^ os abusos da hyperbole
noticias com as seguintes dalas, Hamburgo, Lon-1 reverndo raissionario seguio d'aoiii nara
dres, Paris 24, Porto, e Lisboa 28 do nassado. < 5 frpguezia do Atalaia
Em oulra parte vio as cartas dos nos=os cor- (l cav'"eiros
respondemos, fallando-nos a de Lisboa quo nao
recebemos; entretanto, da leilura dos
desla locahdade, vimos que nada de
occorreu.
joruaes
importante.
exprimir senao palavras en-
carga^e rTa-e sa'P P*WWado-,e ahhu' accommodadas en.oco quo so
ce, que alli tambem se achava tundeada, e lao
lorie Ion e embale, que abrindo agua foi a p-
De oulra forma, querer combaler o mal com
oolro mal anda rauilo maior ; querer una
M.f,frC";nni!,0?,,?l,alha PxUa ; e,u lud0 seu '"""'C'lio foi perpetrado por um tinturoiro
8fet..?S^f0L!^"Si?d??i,,0 "pessoade um seu visinho. que excrcia o
tsta questao lera de ser tratada as cmaras mesmo nnster. Uraa saia posta a seccar na ra ,
tegraiatlfas, oproraetto iraporlautes dbales. pelo primeiro e por cima da qual o segundo pas- ; da 8' u arrolamento dosvinhos da novidade do pre- sou cora um carro de mao deu lu"ar a altera- i ll osle acontecmenio au.
senie anno. no terreno privilegiado do Douro lees
tem dado causa, -
loz lormo este conflicto a interveneo da
polica, quo conduzio a mulher ao quarel da
municipal, pondo-a por esta forma
guarda
ro
entre ambos, e d'ellas resullo o linlurei-
que tiuha a saia a seccar, laucar mao da
no que Ih'a linha pisado, que o desgranad
reu pouco depois de ter entrado no hospital.
A creanca afogada, era um exporto de 8 an-
nos, que andava pela praia de Villa-Nova de
como nos annos anteriores, a
rija polmica nos jornaes desla cidade. As ope-
rarles engenhosas, da passagem dos vinhos repi-
tiram-se mais urna vez, e hao-de conlinuar em
quanto vigorar urna lao absurda legialacio O
lavrador uiteressa com as fraudes commeilidas
?-Ll'r0BWn0i p,r,,Ue a 9"ia de jwr-' Cay* a brincar, e cahioo 'ro Do.i'ri"."
laiel negociavel como o pude ser qualquer
letra de cambio. Tem liavfdo anuos era que
vendija por solo e oilo moudas e nunca retido
menos Je GjJCOO res.
O arrolaiiii-.ntu esto auno produzio, scundo
urna paite telegrapliica 25602 pipas de vinho e
tranca da porta, e baler lao desamadamenle "" n?ezJde setembro na cidade do
o mor- vmcia da Beira-Alta, tora diminu
varejo de vinhos velhos 1685 pi^as.
A companhia Viaeo Portuense reuni
o
scrnbla geral no da 17
timos lempos tem seguido o gabinete Sardo, que
todava apparenla contar para seus fins com o
apoio da Franca. Brevemente porm transpirar
o segredo da entrevista de Varsovia ; e s eutao
so poder bem apreciar a nqva phase em que
parece, vai entrar a questao Italiana. Os impe-
radores da Austriaeda Russia, bem coraoo prin-
cipe de Prussia, assisliram entrevista de Var-
sovia acompanhados de seus respectivos minis-
tros dos negocios exirangeiros; circumslanca
esta que indica a intensad daquelles gorernos de
era breve manifestarc-m por circulares qualoucr
jecisao que hajam tomado soDre o assumplo da
mencionada entrevista.
A Franca ouvio a principio com sorpreza a
noticia daquella reuniao; mas, segundse affir- \ carta, se Hala de org
a, tendo sido .asegurada de que alli se nao d.s- i Do relatorio colhese que do servio,; n o ,
cutira projecto algum de hosulidades contra o servaeao das estradas! alario dTcomoauhia"
sou territorio nao tomou o expediento que se com relacloao anno d 1833" ,A m '
lhe atlr.bu.ra de retirar de S. Pele.sburgo. Ber- oa conse?v.5So da estrada dS Po a Br.M ~
seus m.n.stros. Entre.anto 5:..3S77 na tonservacao ff"
em
/ do correle mez pa
aprosentaoao do rolatorio e conlas perlencentes cesse dosarranjo al
ao anno de lj.yj e primeiro semestre ,1o de ISJ-
O parecer do conselho fiscal nao s approvou a
gerencia da direccao, mas tambem propoz, a foi
approvado por unanimidade, um voto de l'ouvor
pelo Incansavel zlo e subida intelligencia com
que a raesma direccao lem gerido os negocios da
companhia. Resolveu-se distribuir um dividen-
do de 2S0O0 ris por cada urna das aeros anti-
gs, e approvou-se a proposta feita por um ac-
coiH'sta do ser a direccaoaulorisada com um vo-
to deconlianca para poder livremento tratara
liluiJaco da companhia com o governo quando
esle se resolva a propor-lhe a liquidaco. como
aconteced com as companhias Uiiiidad Publica
e Viannenso, para seren refundidas em una no-
va companhia com acuella piimcira denomiria-
ao qut-, como j dissemos ao leor
en. outra
lim, e
ue
Vienna os
O vapor Lusitania, da carreira entre Lisboa e
Porio, baten as podras da barra em um dos
dias da semana ltimamente Bodas quando on-
Irava n'esto porto. Nao lhe aconteceu, como ha
poucos mezes, por caso idantico, precisar de
coucertos importantes, os quaes foi fazer In-
glalcrra. Dosla vez, a vistoria que lhe paasa-
ii as-V^am. julgou-o capaz do navega-, o felizmente j
ara a | fez duas viagens a Lisboa sem que Sd lhe coulie-
_um.
A perseguido aos raoedeiros falsos nao tem
aiTroiixado, e bora que assim continu para
se por termo a osla amaldicoada industria, que
asombra do descuido govornalivo, lao espa-
Ihada se achava polo reino, o para a qual ron-
tribuiara alguns degenerados ministros da reli-
giao.
No dia 10 do coriento, foi encontrado dentro
de um poco, n'nma propriedade pertenccnlo ao
paire Manoel Jeronymo Duarle; na froguezia da
S, conceilio de La mego, ub caixote contendo
varios objeclosque se conhecou serom fragmen-
tos de dilferenles especies de moedas fasus, c
utensilios de seu fabrico. A autoridade admi-
nistrativa procede as averiguaces precisas para
seren os criminosos entregues justica.
O distinelo e mimoso romancista o'dramalur-
go Camillo Caslello-Branco, quo andava borai-
siado ha mezes, era consequencia de se achar
pronunciado por causa de uns desgranados amo-
res, aprosenlou-se ha poucos dias justica, e
deu entrada na cadeia da relaco d'osta cidade.
E nina histeria '
...da mais urna corro- '
uoracao do adagioO habito nao faz o monge. '
a de S. Matheus, que aiinualinente se faz
Vizeu, na pro-
do, uestes ulli-
mol annos da importancia comraercial d'outros
lempos, li' perqu hoje, os diifereules produc-
tos da industria do homem, teem, para assim di-
zer, mercados diarios, onde .os consumidores po-
dem salisfazer as suas necessidades. A facili-
d ide das cominunicaces, pelas vias terrestres e
fluviaes, foi um golpe mortal dado as tetras
trancas. Todava, a feira de Vizeu, que foi sem- i
pre julgada a primeira em Portugal, inda nao j
perdeu o grande movimenlo mcrcaniil de cerlos !
e determinados objoctos. O ferro, sola, be-
zorros, allanados, os laneficios e o gado, eslao
nesse caso.
Segundo cartas particulares, recebidas por
commemanies desla praca, combinadas c .ni as
noticias estatislicas dadas pelo jornal de Vizeu, fa-
zomos a seguidle resenha do niovimeiito da dita
eira.
Achou prompla exlracgao o ferro quo nppare-
ceu montando a 3.500 quinlaes, que foi vendido
do 480O0 a -S^OO cada um dilo.
Asla orcou por 180 mil arrateis:preco
muito vano. Couros salgados de 250 a 255 "e
! da Ierra de 260 a 265. '
i Dos bezerros da localidade e dos de Guima-
raes foi vendida avullada porgan.
Os de casca rcunlaran por 800 a 820 rs., e os
verdes de 600 a 650.
Os altanados do Giimaraes rogiilararn de
a 420 por arralo!. Acharara compradores
de 1200 libra*.
Ovalor dos lanificios
da Covilha o de Gouva foi calculado em mais de
mil eontoe de ris.
Em gado vaceura operaram-se
transacedes.
S para Lisboa oram
REVISTA DIARIA-
Urna carta de Sergipe, era dala de 2 do corren-
to, d-nos as noticias queseguem :
_ Agricultura. A safra de assucarnao ser
tao pequea como se suppunha, devido isso s
cnuvas, que uraa ves por oulra vo apparecondo
Alguns engenhos j comogarara moer.
Os legumes aeliam-se'colhidos em quanlida-
de que choga para abastecer as necessidades do
pobre e do rico.
A farinha est barata
de ptima qualiJade.
As planlacoes de canna tem bella e vigorosa
vegetacao, quer as de ranea, queras de massapO
alto.
J se v, pois, que por este lado nao vamos
mal no presente, e esperamos ter ura futuro anno
lisongeiro.
Commercio. Muito ha soffrido este ramo nos
ltimos lempos, em consequencia de
ter exportado e importado.
e a mandioca nova
I-'
pouco se
O pobre negociante nao paja o que deve, por
ie nao recebe o que posse eai maos de seus
sendo aconapanhado por
. e la est missionando, com de-
signio dingir-se para Campos.
Nos os pilronse* lhe enviamos verJadeiras
saudades, e gralid.io.
Tilar, 25 de oulubro de 1860.
-. '< O Cenle.
lendo hontem o Sr. chafe da eslaco ido
pagar a v,slu que lhe fez o Sr. coran andante da
irogaiai ingleza Curamo, surta no lameiro, lhe
fot dada urna salva de onze tiros, que foi imme-
diatamente correspondida cora o mesmo numero
Xl'f P*!. "rigue barga hamarac, navio
cnefe da eslarao.
i din7/0Qa'i"n fec?'hidos na casa de detencao, nos
; das 8, 9, 10 o 11 do correnle, 26 homns cll
mulheres sendo : livres 25 e escravos 12 a
, ordem do Dr chefe do policia 1. a ordem do Dr.
; h 8, Dd I' _dlslricl0 5- 3 ordem do subdele-
; Rado do Recite 7. a ordem do de Santo Antonio
3. a ordera do de S. Jos 14, a ordem do da Boa
wfi a d0 d0 %dislrict0 dos Afos:-
Nos dias 10 e 12 fizeram actos vinle
exudantes, e o resultado da voiacao foi o
guinle : --"
No Io anno-3 approvados plenamente
reprovado. '
No 2^ anno-4 approvados plenamenle.
No a- annoo approvados plenamente
simplic.ler.
No 4" anno8 approvados plenamenle.
No 5U anno dem idom.
do Po
sois
se-
e 1
e 1
A barca portugueza Dospique II, onlrada
400
cerca
rio, condurio os soguintes passageiros \n-
. r---------------------- ,, OVM3 ionio Joaqun. Pacheco, D. Carlota Joamiim i>,
devedores. o s antev ura como que paradero choco. D. Amelia Julia." Mir d Ilnunc a
as transaccoes do assucar, que em breve deve cao, Lino Jos do Reg Bra JosFnanf
comocar vir para capital. Ferreira, Antonio Joaquira da Sil a Jos Looec
InsntutoXgncola.-S. Exc. o Sr. presidente da Silva. Antonio Jos, Antonio d Si kiZl
da provine,,, que o igualmente desle instituto. Domingos G. Correa. Jos Moreira Manoel 4?'
pretende.naogura-lo no dia 2 de dezembro, dia vos de Araujo. Domingo Jos Perira de r,m
gelosa V. S' M" ,mperad0r> aUlrdeSSa ma-! RS P^liSr de 'Fera- -nol oar,;
PrasSaos cos que a rea.isacap desse desejo 5KS SSIS^ffS^is
SSE Stt&JSSSSl f---.. -d^^.qBe-ardm'oVPacte
tentar o mais importe ramo ,le nossa riqueza.
Que urna educacao profissional, a introduc-
Qao de machinas c instrumentos agrarios, e do
dos Santos, Victorino Caelano, Antonio" 1 |h-
o Jos Moreira Jnior, Justino Jos
Martins, Manoel Ferreira
Moreira.
Alvfs.
Agoslinho
O brigue brasileiro Damo, entrado do Rio
._:."?.!''" e_onduluo como passageiro: D. Angela
Persinunga, entrado
do
Maria da Concoico.
O vapor brasileiro
bracos, venham ajudar a prodigalidde cora q
a natureza nos dolou, o que aspiramos para o
engrandecimenlo do paiz que nos vio nascer.
Kleirao senatorial.Era breve se deveprocc-
nlnT:'5"0,par,a senador por esla provincia, para de Alagas, conduzio os seg
KS3K!,*vaga de,xada pel mar'Iuez cl^%^^TCor'^^^^^
- Por p8or,aria de 8 do corrento foi nom-do SC*B^MSftl ?"
fctSTi P,M, dC S BarrU0' eSCr?0 da I de W5WI C-mell < ach.do JoSo J-
vendidos pelos fabricantes So-,2"* de ren'iaS Pr0Tlcla i municipio ; Barbosa e um fllho, Joaquim de VlmeiJa o s V1
'-CDbomingol, do correte, voltou de sua ex- i-S
valiossimas f'.A*5*de..f\S- Exc. o Sr. presiden-
teda provincia, haveudo so demorado'agums
horas em Goianna.
Campos Joaquira Rodrigues de Modoiros, Luiz
Jos de Franca Manoel Andr de Souza, Manoel
rmto do Araujo.
Passageiros vindos de Bordeaux
no crrente anno.ou
ceilad
Guiraares. que, sogu da direcca.
Julrn Mi 1-000^0 Por anno, devendo por
ouiro ladocrescer tambera as recelas de duas
das antigs portag-ns da estrada de Braga era
allencSo ao augniuuid de transito proveniente da
Ilinrtlea(Ja d, ,G,,maraes. J"lgando-se ficar
anda um excedente de receita para sor applica-
do para a conta de juros e an.ortisaces do mu-
HodgVve^,Poi:,',,'a, q'Je aUaS ei,a gara"lids
aSSL* Pfada de VUa Nova d0 ,?i""al5ao a
Ou maraes tem gasto a companhia uns 78 conloa
restando anda a fazer algumas obras.
A companhia possue carros para esUfetagem
i carruagens com um numero sulTicienle de c-
vanos, arreos e mais perlencentes.
As quatro diligencias na estrada de Braga e as
das na estrada de Vianna oram DereoriSL "
anno de
d
m percorridas no
mno de 1859 por 16.093 im&^ZSZZ
preslacao ] do correio, e outras otiaens de re-
cela renderam 4;954103. Soraraando esta' dif"
ferentes verbas de receita 31:6565033
A despeza feita com o pessoal, pencos e for-
agens medicamentos. rera.em.^.Veten.men'.
&tH--',,nV!0nCPMu de arr0OS- etc-
lo
ao povo da Italia do su), deixou Anco-
na no da 9 do correnle em direccao a aples
onde a esla hora dever ter entrado. Parte de
suas tropas se achara actualmente defronte de
Capua, edestefoi consumado o aclo de invasao
por parte da Sardenha contra os estados do rei
de N.ipoles.com quem o rei de Sardenha se acha-
va em paz. Brevemente se espera aqu a noticia
da capitulaco de Capua, visto que agora cercada
pe.os Piemontezes e por Gaiibaldi diliculiosa-
menle poder resistir por muilo lempo : entre-
tanto as torgas reaes lera feito varias sorlidas
contra as posices do Garibaldi, as quaes tem fi-
cado todava sera neiihum resultado favoravol
havendo mesmo os realistas perdido muita gente'
O fim destes ataques lem sido com intento de'
destruir as torcas de Garibaldi autos que eslas
fizessem junesaocom as tropas Piemontezas. Se
o re. de aples for obrigado a entregar Capua,
anda lhe restar Gaeta, onde se diz lenciona el-
rei fazer o ullimo esforco para salvar o seu
forano.
Garibaldi convocou para o dia 21 deste mez os
collegios eleitoraes quo devem votar pura e sim-
plesraente a annexagao das Duas Sicilias ao Pie-
monte ; tora de toda duvida que por urna gran-
demaiona esse aclo ser em favor da Sardenha.
No da 8 do correnle Sua Santidade sagrou na
capella Slxlina em Roma o nosso bispo eieito do
Hio Grande, o Sr. Dr. Larangeira. Na allocu-
rjo que por etsa occasio lhe dirigi o Sanio Pa-
dre, recommendou-lhe quo susienlasse sempre
como curapnraento do um importante dever a
autoridade da Santa S, e prevalecendo-se do
ensejo censura a recente conducta de um bispo
napolitano que lhe escrevera em favor dos prin-
cipios de Garibaldi. pelo que o Summo Pontfice
o denorainou de Ariaoo. E' esto incidente
prova do estado de oppresso moral em
actia o Pontfice Romano '
rf0rtL^fr*C at"01*. ie bispo do Rio Gran-
de, dever em breve passar por esta capital de
episcopal80 B"fi,londe "ocupar a sua cadir.
i J]^'Dr" arang8ira f" 08 Mus eslud<>9 Theo-
logiros em Roma, onde sempre se disti
uas vi.ludes e muito saber; assim
um dos ornamentos da nossa patria.
As noticias da China vo at 12 de agosto. Os
alliados tinham chogado embocadura do Peibo
no da 27 de julho, e no dia Io de agosto desem-
barcaran, tomando inmediatamente posse dos
fortes do Peitaog, que todava se achavam sem
guarnisao. A carallaria Trtara prelendeu op- i rf>0 --------------.....'"
pr-se pawagera dos alliados contra os forte I uS, aH.1 ^ntonder com governo para a
ao feku ; mas. tendo sido repellida pelo general
Orant, refugiara-so para denlro daquella fortale-:
za, que os alliados deveriam atacar no dia 15 de '
que este dficit Acara extinelo se da hoje ouiro mime senao o de Fajardo'
.ou por todo o de 1861.com a re-1 o ao Tacto praticado fajardice.
m da."ra eslrada de v'"a -N'ova a Os logros fei.os pelo nosso hroe eram todos
a contar ao leitor,
importancia
ltimamente
no gusto do que passamos
extran.do de um jornal desta cidade. o qual
gundo o mesmo jornal, acontecer ha poucos
Outras feiras annuaes, de menor
que a de Vizeu, tiveram tambera
lugar.
Na feira de S. Miguel, em villa Noa de Faraa-
licao, operaram-se muitas transaeoes.
Houve bastante gado. A roup'a para resguar-'
io. quer de cama, quer propria para o
dias na casa de pasto chamada" da Rainiia''""'"n c,or^> comu cobertores, mantas de lia, camisolas
dita especie,
tes fingiram querer pagar
uraa
que se
nguio por
pois elle
I a ar -'"oapiiai empregado na explo-
rado das ditas estradas, o qual de 94-7680.2411
A companhia Viaeo Portuense, tendo vencido
as mmcnsas difficuldades inseparaveis das em-
prezas desla ordera. entre as qqaes avultaram a
divergencia de opinioes nascidas no seio da pro-
pria associacao, vai, pois, entrar n'tima poca fio-
rescente, que oslamos convencidos ha-de com-
pensar os valiosos servicos prestados pola com-
panhia viacao publica na provincia do Minho
A commodidade e barateza com que hoje se per-
corre em diligencias as estradas do Porto a Vian-
na, a Braga, e a Guiraares sao vantagens que o
publico reconhece dever patritica companhia
viacao Portuense.
E como acabamos do fallar n'uma empreza a
quem o Porto deve as excellentes eslradas que
acabamos do meocionar. diremos neste lugar que
fr..i- ora",sada .uma companhia para a cons-
sS de u0m caminho de ferro desta cidade a
nho. u f FZ nD0Ur0' e8uido por Mstozi-
"-lo8 i\T'\- r?a"Se a desPeza de 300 400
'os, ej parlio para Liboa o individuo encar-
segii.nie
Tres industriosos eslraram na eslalagem
sonlaram-se. mesa pedindo a comida ao ser-
vente pouco esperto, o nico que eslava na saia
Os industriosos comeram beua.e beberam mellior'
falla, am-se como os msicos u'uui jamar de fes-
la de aldeia.
Por ultimo lodos
toda a despeza.
Pago eudizia um.
Pago eudizia o ouiro.
Ilei-de pagar euacressentava o ultimo
Para terminar estes fingidos cnmprimenlos.
um d elles disse para o servente < vocemew
que ha-de dicidir esta questao, hei-de pdr-lhe
ura tonco pelos olhos, como para a cabra-re"a
pag'ar. 6 nS' Todos concordnram no arbitrio, e o moco inex-
periente consenliu. Taparam-ho oTlhos"c
dando-lhe quatro voltas, toram pela porta fra
deixando-o s as apalpadellas pela casa.
Nesso cmenos cliega o amo, h
e "
amo, hogou-se a
Por esso mesmo fado foi agracia.lo com
medalha do honra, de Ia classe, de praia, o guar-
ua da alfandoga Joajuira Jos Ferreira da
Penha.
Mil gracas rendemos ao Exra. Sr. visconJe de
Leniont, que assim sotibe galardoar os servicos
prestados por esses nossos comprovincianos, o
de algodo, tiveram erando <'ncraia-103 Pra em iguaes circumstincias, cura-
pnndo seus devores, esmerarera-se por sahir-s-
bem dos empenhos era que se aeharem.
Mal pensavamos, quando escreviamos nossa
Itevista de hontem, que hoje livessemos de dar
lugar, em o espaco que costumamosoccopar sem-
pre, tima prova do que avanemos acerca dos
beneficios colhidos pelas localidades por onde
passara os Rvms. missionarios capuchinhos do
hospicios de N. Senhora da Penha. O Diario de
Atoadas, era um dos nmeros que recebemos
honlem pelo vapor Persinunga, diz, acerca das
misses do Pilar, o seguinte :
Esta florescenle villa do Pilar, quem esl
reservado ura futuro grande e lisongoire, acaba
de passar por um espectculo digno de ser com-
memorado.
SLf .f rve,,,,!Julga" agarrou-lhe cora torca no vestido e disse-lhe :
e o Sr. que ha-de pagar ; mas desvendando-so
ficou minio confuso vendo diante do si o patrio
Estcsuppoz logo a fajardice. e rcspondeu-lhe"
CT^rr asira'dizes bom-6U I"
Alguns dos actores dramticos portuenses cos-
umam no vern, poca em que no Po lo os thea-
tros ostao fchanos, formarem pequeas compa-
nhias volantes, para, dorara rc^rescntacSe, Sos
ineatros das provincias. *
Esto anno, porm, uma dellas foi infeliz por-
que na Figueira, onde ltimamente dava 'afu-
mas recitas, um incendio no theatro lhe devorou
todo o vestuario scenico quo possuia, chegando
alguns actores que dorrniam no mesmo theairo
a perderein a propria roupa do corpo.
As pessoas :-'
ra
roupas
assim o infortunio quo acaba va'ni de solTrer.
Esta companhia, que ora uma fraccao da que
linha tollo as delicias do publico bracharense no
passado verao, no theairo de S. Geraldo j* se
acha encorporada ao grosso o bem gr'osso da
companhia nesla cidadu, tencionando em breve
comecar as suas representaedes.
Tambem j se acha entre os porluenses a com-
extraco.
A feira de S. Francisco, que se fez na cidade
da Guarda, naa corren propicia para osfeirantes
apezar do tempo estar excellenle, e a concurren'
ca ser grande
Segundo o edital do conselho de saude publi-
ca do reino de 15 do correte, alguns comman-
dantes de navios tem aprosentado nos portos do
reino mais de urna carta de saude, em contraven-
go com o dtsposto no artigo 16 do regulamenlo
dasquarenlenasde8de margo do presento an-
uo, e como desde o Io de Janeiro do 1861 em
dianto, os navios que nao Irouxerem a respectiva
carta, na coutormidade do supracitado regula-
menlo das quarenlenas, ou anda mesmo que a
tragara, e nao fr a do novo modelo oIRcial exi-
gua era portara circular n. 10 de 11 de j'unho
deste anno, dirigida pelo ministerio dos negoeios
eslrangeiros, aos cnsules e agentes consulares
hcarao sujeitas s disposiges e medidas sanita-
rias, relativas a esta infraeco, julgamos pois*
conveniente, pas conhecimento do commer-io
e das mais pessoas a quera possa inlercssar in-
cluir aqu a paito do citado regularacnto, ouo diz
respelto ao assnmpto :
Artigo 16. Cada navio nao poder ter seno
tima carta de saude, e para ser considerada rehi-
lar dever ser passada conformo o modelo of-
cial pelo cnsul portuguez do porto da proceden-
cia, e com os tustos dos cnsules portuguezes dos
portos de sua escala ou arribada.
1. A carta de saude, ossim como os vistos
farao mensao expressa do estado da saude pu-
blica, nao s do porto, mas de todo o districto
consular ; declarando os cnsules, sompro aue
o possam saber o numero aproximado dos casos
de cholera, de febre amarella ou de peste, quan-
do em alguraa parte do seu districto consular
exista alguma das ditas moleslias.
< z. Na falla de cnsul portuguez poder*a
6 ?,e.r. Pa88ada e visto reeronda-
I destes
rola; lo
ca
As pessoas influentes da localidade proraove- dos pelos cnsules de Hespanha, e na faUa'des^
uma subscnpgao, e deram prompiamenle Dor al2ul da* n"1'"1 /..,=....________
aos mais necnssitados, minorando-Ibes
por algum das najos que esliverem ei
deamisade e commercio cora Portugal.
3.a Asearlas que nao troxerem roreren-
da consular, nao tero crdito nem validado al-
guma.
Abr.ram termo de carga : em 16 de outubro
a barca CarWode. pira o Rio de Janeiro ; em
18 patacho Despique III, para o Rio Grande do
Sul, em 22, barca CorSa, (primeira viagem] pa-
Nao sao as festas populares, nem as profanas
que sao dignas smente de seren levadas iro-
prenss, sao as da leligiao, e estas com mais pnr-
licularnlaae.
A misso apostlica quo acaboude fazer nes-
ta freguezia o Rvd. padre-mestro frei Caelano de
trona, um fado importante e descriptivo
Ete bora e apreciavel religioso, toi mandado
; a abrir nesla provincia uma carreira de misses
;sendo-lhe tragada a linha do sul para sua edifi-
cante excurso, principalmenle pela cidade de
Alagas em rumo certo por S. Miguel, Anadia,
ate malta Urande, mas o reverendo vigario desla
lreguezia, sabendo que havia misso naquella ci-
dade. sera demora e sem temer incommodos
dingio-se para alli, podendo cora algum trabalh
e supplicas retrdteder o mesmo raissionario de
seu desuno, para lambem missionar nesla fcegtie-
zia : cora effoilo foi no dia 3 do correnle que le-
ve lugar: enlao vio-se um sublime expeclaculo.
mais de quatro mil almas fazia o religioso corte-
jo vaagradas imageiis, e milhares de boceas en-
loavam em uma s voz prodigioso oflicio da
Immaculada Virge.m.
o A praia do porto do convento eslava pejada
de povo.
O amor ea saudade eslavam
semblantes de lodos,
por mar.
O venlo era sueste, a laga eslava encrespa-
da, e 68 canoas du vela, euibandeiradas, aziam
o novo acompanhamento.
. Em menos de uma
paco de tres leguas.
Era bello entao vr-se tantas candas, por
aqu e all espalhadas, singrarem garbozas, a gran-
de baca, que nesta paragem forma a laga do
Passageiros sahidos para o Rio de Janeiro c
Baha no vapor francez Navarre: Domingos Go-
mes Borges el criado. Jean Charles E. Kohler
Vctor Dents Goncalves. Jos Secundino Lopes
Gomesoro, Emio Aureliano Ci.
Matadoiro publico :
Mataram-se no dia 11 do correnle para o con-
sumo desla cidade 107 rezos
No dia 12 do mesmo 108.
MoilTALlUAnF. DO DIA I 1 \
Antonio, pardo, escravo. 2 horas, espasmo
Antonio, pardo, 7 mezes, dearrhea
Manoel, pardo,10 mozos, sarampo r'ecolhido.
Carolina, branca, 8 mezes, bexigas.
Amaro, pardo, 2 mezes, convukes
12 '
Cecilio, pardo, 3 mezes, eslupnr.
Mana, branca 1 anno, entente tuberculosa
Francisco, pardo, 8 mezes, convulcao
Leopol i.na, branca, 7 annos. sarampo.
albina, prela, escrava, soltara, 18 annos tizici
Francisco Gomes Ferreira. bronco, casado 3
annos, escarlatina. -auo, .
escriplos nos
D'ahi seguio-se a viagem
hora
vingou-so o es-
CHR0NICA_JUUICIARIA.
JURY DO RECIFE.
5a SESSAO.
DU 1 i OE XOVEMBRO DE 1860.
/ residencia do Sr. Dr. juiz de direito da primei-
ra vara criminal Bernardo Machado da Costa
Uoria.
Lobom0l0r publlC0' Sr' Dr> F- L- de Gusmo
Escrivo, o Sr. Joaquira da Silva Reg.
Havendo o escrivo privativo do jury legitimo
impedimento para servir na presente sessao. re-
solveu o Dr. juiz presidente do tribunal nomear
para o exercicio interino deste cargo ao escrivo"
da subdelegara de Santo Antonio, o Sr. Joaquim
da Silva Rogo.
Sendo este presente, procede chamada e ve-
rifica esta re ra prsenles os Srs. jurados.
Flix Joaquim Domingues.
Francisco Ferreira da Annunciago.
Jos Antonio Moreira Dias.
Jos Paulino da Silva.
Joaquim Jos da Costa Tavares.
Juvencio Athayde.
Joaquim Candido Fer/eira.
Luiz Gomos Silveiio.
Manoel do Caldas Brrelo.
Manoel Lopes Rodrigues.
E' dispensado de serviPna presente sesso. vis-
to provar ser de nacionalidade portugueza o Sr.
AntOBio Jos de Carvalho Santiago, que iodevida-
meute fra Inscripto na lista de jurados.
Sao multados em 20S0O0 os seguintes jurados,
que sen lo notificados na forma da lei, nao com-
parecern! aos trabalhos:


MARIO DE PERRAMBOO. TQk FERIA 13 DE NOVEMBRO DE 1860.
m
Joao da Silva Farias. .
Tedro Mariaono das Mercs.
.loaquim Jos de Sanl'Anna.
Manoel Antonio Ribeiro.
Domingos Antonio da Silva.
Antonio Joaquina de Sanl'Aona.
Manoel Perrolra Piolo de Araojo.
Salvador de Souza Braga,
Joio Vieira de Araujo.
Joaquim Silvcrio de Soiwa.
Dr. BaBoel de Figueirade Paria.
Domingos Dias dos Santos.
Antonio Augusto Baudeim de Mello.
Manoel Jos de Castro tMiveir" Guimares.
Jos de Carvalho da Cosa.
francisco Jos de Mello.
Antonio Ferreira da Silva.
Alexandre dos Santos da Silva Cavalcanti.
lenente-coronel Sebaslio Lopes Guimares.
.roao Chrysostonio Pereira Soares.
Manoel Pereira Lima
Antonio Jos Barroso de Mello Jnior.
Jos Bernarrtino Pereira de Brito.
Jos Thomaz Cavalcanti Pessoa.
Jos Alves de Souza Rangel. *
Dr. Vcenle Jeronymo Wanderley.
Luiz Francisco de Barros Reg.
Jos Francisco do Reg Barros.
"ruano Jos de Mello.
Pedro Caldas da Silva.
Joao Carneiro oa Cunha.
Dr. Domingos de Souza Lelo.
Antonio Pedro da Cmara Lima.
Pedro Jos Gomes
Joaquim Correia de Barros.
Vicente Ferreira da Cosa Miranda.
Nao se havendo reunido numero legal de juizes,
o Sr. Dr. presidente do jury procede sorleio
dos juizes supplementares c sao sorteiados os
Srs. :
Pedro Jos Carlos da Silva.
Francisco Gongalves Rosa.
Belmiro Augusto de Almeida.
Dr. Luiz Saasar Menezes da Veiga Pessoa.
Eslevo Jorge Baplisla.
Jos Maria Machado de Figneiredo.
Antonio Fernandes de Araujo.
Joaquim Bernardo de Mondonga.
Antonio Pereira da Cunha.
Manoel Joaquim Ribeiro.
Affonso Peixoto da Silveira Cavalcanti
Francisco Kuzebio de Farias.
Joao Carlos Lima.
Apolinario Pereira Raduem.
Joaquim Luiz Vires.
Jos Francisco de Mello.
llerculano Jos Rodrigues Pinheiro.
Antonio Moreira Tavares.
Jos Antonio Ribeiro.
Jos Antonio Lopes Guimares.
Ignacio Lopes Cordelro.
Seralim Alves da Rocha Bastos.
Trajano Evaristo Caslello-Branco.
Severijno Jos de Souza.
Joaquim Jos Alves de Albuquerque.
Jos do Reg Pacheco.
Zefirioo de Lima Cavalcanti.
Antonio Norberto dos Santos.
Jos Cavalcanti de Albuquerque.
Joo Pedro de Jess da Malla.
Adelo Jos de Mendonca.
Antonio Teixeira de Mendonga.
Joao Jo Reg Pacheco.
Hermenegildo Firmino de Lemos.
Manoel Goncalves da Luz.
Joo Francisco de Salles Baviera.
Francisco Antonio de Brito.
Francisco de Caldas Pereira da Costa.
Expediram-se os mandados do eslylo, que fo-
ram entregues olliciaes do jury para que cura-
prissem.
Nada roais havendo tratar-se, deu-se por en-
cerrada a sesso do dia 1-2 de novembro.
Comniunicados
0 alvitre do Diario das Alagoas e
do E\m. Sr.
a
Leo
administrado
Vellozo.
E' sempre fatal a realidade, quando as circuns-
tancias, o lempo e as cousas, trilhando a vereda
da honeslidade e da justica, contra a irnmorali-
dade, a intriga e a mentira se conspiran! na ra-
zio inversa do intento de seus sectarios; dahi
o 3mcdroutamento. abatendo-os mais descora-
munal iropugnagao, qual a que se impoz o Diario
das Alagoas, cerlunenle para entorpecer ou aca-
brunhar a administrarlo do Exm. Sr. Vellozo,
embora que so tenha" conseguido acerca-la de
mais prestigio, de mais torca, de mais vigor, con-
rerlenio em desesperando o temor pueril dos quo
0 atacam.
Tal o fructo do plano exquesilo concebido
pelos adeptos do Diario das Alagoas contra o
actual presidente, que no periodo de sua aJmi-
nistragao vai gradativamenle adquiriudo Torca
por seus actos de justica, apezar de encontrar
nesla carreira o fraco obstculo da desenfreiada
parcialiJade, cuja opposigo.nao pode deslumhrar
0 brilhu de to luminosa adminislrago.
Os ahgoanos, tendo sido o povo mais contra-
riado do imperio, julgam dever apoia-la, incum-
bindo-se de defunde-a em sua consciencia e por
actos do manilesta adhesao ; mas oimpercepti-
vel grupo do Diario entende, que este apoio
ilcito, por nao ser o prego de sua aecusacao, de
sua loucura e amor do insulto.
Est commetlida provincia a obiigago de
terminar prximamente as urnas urna opposigao
'."ni desarrazada, reiterando em dezembro os
protestos de sincera a ihesao ao Exm. Sr. Vellozo
com mais animago c enlhusiasmo por seus ac-
toscontinuadosde imparcialidade iniciadanas elei-
goes do glorioso dia 7 do setembro, ou desde a
estra de sua adminislracao na provincia, como
nao pode contestir o mesrao Diario, quo j a
preconisou.
Nao ha lisongeiro, que no dia da renuncia nao
desaponte e tente abater o dolo, que elle rces-
me tlevou : assim o Diario das Alagoas ; mas.
quando abundantemente llm for preparada a la-
ta, ougamo-lo, que outra ser a sua linguagem.
Por agora cada lindo da consciencia o hym-
no turbulento do desespero e da loucura ; ca-
da tnumpho populara angustia sem limites da
vinganca ; mas a providencial adminislrago do
Exm. Sr. Vellozo ha de seguir o seu caminho,
porquantj nao umi accusjgo como a que est
fazenlo o Diario das Alagoas, que o ha de em-
pecer, e neulralisar a dofeza, de quo se tem feito
cargo duas gazelas diariasJornal de Macelo,
Crrelo O/ficial e a Aurora Alagoana, peridico
que se publica nesla cidadesob a direceo de es-
1 11 mies diquella provincia.
Approveitando a opportunidade de locar neste
peridico, convidamos o famoso correspondente
do Diario das Alagoas, asignado Alipio desta
provincia, que prove a intervengao, queattribuio
em sua missiva, dizendo que o nosso amigo Dr.
Raposo veio de Macei fazer club cora os estu-
danles, para que sahisse o n. 9 da Aurora Ala-
goana, que oceupou-se quasi exclusivamente de
defender a adminislrago do Exm. Sr. Vellozo :
provocamos que o prove, sol pena do passar
por imitador do Diario das Alagoas, que j an-
teriormente havia proferido a mesma mentira.
Deixando este incidente, continuamos appel-
lar para as proxinta-s eleiges.
Sublimo a misso, que est jeservada pro-
vincia, que nos recebeu o primeiro respirar de
vida: ella a exerutar, reduzindo seus filhos de-
generados ao extremo de se submelterera tudo,
com tanto que se Ihes conserve a liberdade do
insulto: e os repellir, porquanto nao pode ella
preferir o exclusivismo appreciaco, quo o Exm.
Sr. Velluzo ha sempre feito dos tlenlos e virtu-
des ua dislribuico dos encargos pblicos, que
teca sido acertadamente prcenchidos, como at-
iesta o silencio do Diario este respeito. Por-
tanto sua opposigao nao se estriba em fados de
i ni ntica : banal: como tal sequer as honras
do riso nao merece
A accusco infundada, que se arvora ;o des-
aponUroenlo dos diaristas, que avanga em sua
marcha;o aniquilamento publico;os acces-
sorios, que ladeianj os factos capitaes nao care-
cem decommentarios, que cxpliquem a tragedia,
em que se acha erapenhada a lula entre a adrai-
mstracio e aquelles que viven mais pelo inte-
resse proprio, do que coraraurn ;que se diri-
gen! mais pelo senlimento, do que pela idea;
que comprehendem mais pela forga, do que pela
inielligencia ;e que desprezam em toda a sua
v rgindade a luz, que acaba de surgir no meio das
' trevaa. #
Ao mesrao passo, que issose d, alargam-se os
horisonles:a lula repugna ao espirito publico;
o sangue nao ha de correr.
O erro, que nao se combate, aniquila ;O vi-
cio, que nao so refra, corrompe ; o nal, que
: nao se evita, toma largas ;a immoralidade, que
um como germen pestfero, grangrena o corpo
social;a parcialidade, que um como narc-
tico contra o direito, envenena a justiga ;a en-
fermidade, que nao se cura, mala : mas a digui-
dade, como o do Exm. Sr. Vellozo, que nao se
vende corrupcao, ennoblece ; o pudor, que io
se encarece, nao relaxa ,a e quida*e, qu* nJie
se nrefaz, louvavel.
Pde-se muito bem asseverrar, que o En.
Sr. Vellozo ainda nao tem contra si urna opoi-
g8o arrigimeetada, senao ama ou ootra opiniao
individual, quo se revela pelo Diario das Ala-
goas, que, dizendo-se orglo do partido conserva-
dor na provincia, acaba de ser contrariado pela
seguinte felicitacio assignada por disiincios ca-
racteres eonservadores da imprtame cidade do
Penado, e trazida hoje pelo Persinunga.
Recife, 11 de novembro.
Rosa {
Felicitacio dos chefes do partido conservador em
Penedo ao Exm. Sr. Leo Velloso.
Illm. e Exm. Sr.Nao se lendq at agora
posto em duvida a completa abstengan e a ne-
nliuma intervengao de V. Exc. na lula eleitoral,
que teve lugir nesla provincia, n* membros do
partido conservador nao procuramos demonstrar
V. Exc. tinha tido para com esta localidade urna
conducta digna de elogios, e s guiada pelo amor
da ordem e dever do governo ; mas hoje que
est V. Exc sendo aecusado de intervengao em
eleiges, e j se disso que no Penedo cabilou-se
em nome de V. Exc, nao nos potemos calar o
deixar de dar um publico teitemunho, de que
se Ozeram nos divorsos collegios da comarca do
Penedo, e qoe se o partido conservador nelles
' renceu devo sua maioria, visto que as autori-
dades policiaes, as quaes adherem as ideas con-
servadoras, nao pozeram era jogo a influencia e
prestigio da autoridade.
Compre ainda em horaeuagem verdade de-
clararmos. quo nenhuma inversao tem V. Exc.
feito nesla comarca, o que, como se lem muilas
vezes dito pelo Diario das Alagoas, a V. Exc. se
deve ordem e garanta do voto livro as elei-
ges desta comarca, composta de cinco collegios
eleitoracs.
Aceito V. Exc. esta publica manifeslago co-
mo urna prava de cotisideragao e respeito para
com a autoridad", que deu para esta localidade
as mais enrgicas e ccertadas providencias.
Dos guarde a V. ExcPenedo de novem-
bro de 1860.Illm. e Exm. Sr. Dr. Pedro Leo
Vellozo, dignissimo presidente da provincia das
Alagoas.Jos Vicente de Modeiros, Manoel Joa-
quim do Nascimenlo, Joao Alvares da Graga
Bastos, Manoel Jos da Costa Bitinga, Manoel da
Faria Cavalcanti Larangoira, Jos Maria de Arau-
jo, Luiz Machado Leite, Aurellano Nobrega Olin-
da Vasconcellos. Jos Virginio Teixeira de Arau-
jo. Ignacio de Barros Leite, Messias Jos dos
Santos Patury, Manoel Joejuim Vieira e Silva,
Jos Celestrino da Silva Cravo. Pedro Antonio de
Almeida, Jos Joaquim de AlmeMa Leite Sam-
paio, Antonio Ferreira de Azevedo, Manoel Joa-
quim Pacheco, Joaquim da Natividade Rincaco,
Jos Antonio de Araujo Jnior, Francisco Borges
Bezerra, Manoel Nunes de Barros Leite, Bernar-
dino Jos Pires. Wenceslao Luiz Rodrigues, An-
tonio Jos do Medeiros Bitancourl .
Correspondencias.
Srt, redactores.Nunca escrevi para o publico,
tanto porque nao tnnho os conhecimentos neces-
sarios, como tambem vivendo de commercio,
devo arredar de niim questes por todos os mo-
dos prejudicial a quem negocia; hoje porm te-
nho apparecido com alguns annuncios porque te-
nho sido a islo forcado c a razao tambera porque
o tenho encommodado com os meus annuncios em
sua folha, e ao publico pego pesculpa e attengo
para ainda ouvircm minha's toscas linhas, des-
culpando as involuntarias fallas, pois somenlo
por ser natural a defeza quando se trata de re-
putago.
Prncipiarei pois pelo annuncio dos Srs. Car-
pintero & Prado, que se acha no Diario do 13
de outubro prximo passado, em que chama a
attengo seus devedores para no preixo prazo
de 3 dias sautisfazprem-lhe seus dbitos, eu como
um delles, com sa.'fac&o promplo a fazer o meo
l pagamento que presumo muito meu crdito e
| para o meu pequeo negocio posso ainda em dia
cornos meus pagamentos, mas como desconfia-
do das cotilas transadas pedi aos ditos senhores.
que me dessem urna conta corrente exlrahida de
seus livros, e alm de vocalmenlo ler pedido,
tambem a pedi pelos meus annuncios publicados
nos Diarios d 13, 15 e 16 de outubro prximo
passado. Agora tratarei como os Srs. Carpintei-
ro e Prado, encararan o meu pedido de conta
corrente, impondo-o de frivolo pretexto para
demorar o pagamento, pois queriam que eu ce-
gamente pagasse pela incoherente conta que me
apresentavam, recusando assigna-la e corooqus-
rendo a forga me Iludir e como eu ja estava de
vigilancia para nao soffrer algum prejuizo, ro-
sultou a que fosse insultado em minha casa pe-
lo Sr. B"nto Carpintero, acompanhado do um
espoleta ; ferindo o precioso de meu melindre
e isto em pri'senga de testemunhas, com razes
estpidas sabida da bocea de quem est acoslu-
niado a commetler crimes. Achando-rae eual-
guma cousa adoentido tive urna grande recahi-
da e a nao ser tratado como fui, por um hbil
facultativo, nao sei o que seria de mira, alguns
amigos que rao visitaran) allribuirain a paixo ;
para meu socego de espirito entend arredar de
mim semelhantes contasde Carpinleiro & Prado,
o por isso no Diario do 6 de novembro anuun-
ciei qneelles impuzessera a conta e fossem re-
ceoer era mo do meu amigo o Sr. Manoel Alves
Ferreira, afim de nao encruzarem os meus h-
lenles por semelhante negocio, e de fado rece-
beram 531 $870 como consta no recibo passado na
bella conta corrente que tanto receiavam assig-
na-la, usurpando-me demais IO89I6O, docu-
mento sufiente para sercm punidos com as
penas da le e nao tiveram a lembranga de des-
contar o importj das velas apresentando o legi-
timo saldo para por ellos passarem ento o re-
cibo, dando assim lugar ao reclamo que fiz no
annuncio do Diario de 8 do corrente. que em
"irtude da resposta existeute no Diario de 9 do
corrente, tivo o trabalho de mandar do Mangui-
nho receber os 818.
Q lento a segunda parte do meu annungio re-
ferido de 9 do crreme, sobre os 250# do" recibo
passado pelo Sr. Bento Jos Carpinleiro cuidei
quo tambem fosse delles embolsada para assim
evitar queslos
A visia pois do que tenho exposto e pelas ve-
racidadf-s dos meus documentos o juiz compe-
tente nos julgar.
Joaquim Amaro da Silva Passos.
Recife 12 de novembro de 1860.
' Hambargo, SO de outubro de 1860.
Boletim commercial. .Hff
O mercado nao soffreu allerago noiavcl
durante os ltimos dias: ludo se conservou
tranquillo, mas firme.
A8tran3aces se limilaram principalmente em
saprr aa exigencias do consumo, as quaes so
tornaran bastante estendidas em consequencia
dj estago arengada.
Caf.O mercado se conservou tranquillo
espera das noticias do Rio de Janeir, as quaes
aqui chegaram hontem de Lisboa pelo tele-
grapho.
Em consequencia das raesmas a posiglo se
melhorou, e o mercado se tornou firme.
Visto a reserva dos possuidores e as exigencias
em parte mais alias nao tivemos transaegoes do
importancia
Desde 5 do corrente se venderam corea de 14
mil saceos de eafdo Brasil.
Colamos :
caf do Rio de Janeiro, real ordinario 6 7/16
6 X shillings.
Assucar.As Iransagoes na ultima semana
foram rauilo animadas; venderam-se 3,000saceos
de assucar mascavado da Parabyba e 1,900 sac-
eos do da Baha.
Colamos :
Assucar da Baha e Maroim :
Mascavado 16 1/218 1/2 marcos de banco.
Colamos :
Dito de Pernambuco, Macei, Parabyba e
Santo?.
Mascavado 17 }{\8.
TabacoAs u limas vendas foram de 1,050
balas da tabaco do Brasil bons pregos.
Em leilo se venderam 39 bolas avariadas do
tabaco brasileiro i 4 5/8 schillings.
Colamos :
Superior 1012 schillings.
Primeira qualidade 78.
Spgunda dita e terceira 5 1/46 1/4.
Em rollos 1215.
Couros.Os possuidores mostrando-so mais
inclinados para vender, as lransac5es foram sa-
tisfalorias.
Na semana passada venderam-se 16 rail couros
do Rio de Grande, e 4,000 ditos da Baha.
Cotamos :
Do Rio-Grande do Sul, 11 1/2 at 13 schillings
de banco.
De Montovidu e Buenos-Ayres. 12 1/214.
De Pernambuco e Bahia, 99 1/2.
Algodo.O algodao foi muito procurado, e o
negocio teria sido muito activo, se os possuido-
res fossem menos reservados.
Algodao da Bihia, 8 schillings.
Dito de Pernambuco. 8-8 1/2.
Arroz.Nao houveram transagoes dignas de
mengao.
O cacao est procurado para o consumo, sem
mudanga de pregos.
Desde a nossa ultima nao entrou neste porto
nenhum navio vindo de Pernamburo; em 14 do
Cerrante para all parti o navio Thekla Schmidt,
capito Burmcisler.
Cambio.
Sobre Londres 3 mezes de data 13 marcos 1 l/l
schillings.
Dito sobre Pars, 192 francos por 100 marcos de
banco.
Descont.
2 1/2 3 20.
011MEftIO.
ftendimento do dia
dem do dia 12.
Alfandega,
1 a 11. .
157.013J407
5;332j>697
162:3I610
Movimento da alfandega.
Voluraes entrados com fazendas.. 81
cora gneros.. 334
Volumes sahidos cora fazendas..
com gneros..
415
121
117
------ 241
Descarregam hoje 13 de novembro
Patacho americanoJoseph Parte diversos g-
neros.
Barca inglezaSex Wavetrilhos'de ferro.
Escuna dinamarquezaOliofarinha de trigo.
Brgue hespanholRomanovinho.
Barca francezaRaoulcemento.
Brigu* poTtoguezEaperangaceblas e farello.
Barca porluguazaFlor de S. Simaodem.
Brigue brasileiroDamodiversos gneros.
Bccebetloria de rondas internas
Sferaes de fernambneo.
Rendimento do dala 11. 12:4P572
dem do dia 12. ..... 539*890
12 9833462
Consulado provincial.
Randimento do dial a 11. 5:4248I7
dem do dia 18....... 678J98
Movimenio do porto.
Navios entrados no dia 11.
Macei, e portos intermedios 51 horas, vapor
nacional Persinunga, commandante Manoel
Joaquim Lobato.
Trieste, 66 dias patacho Dinamarquez Olio, de
116 toneladas capito II. Linge Jnior equipa-
gera 8 pessoas, carga 1239 barricas com farinha,
de trigo, a N. O. Bieber & C.
Porto, 39 dias barca Porlugueza, Despique, 2o de
293 toneladas capito Manoel Lopes Duarte,
equipagem 19 pessoas, carga sal, o mais g-
neros.
Rio de Janeiro, 16 dias brigue nacional Uamo,
de 234 toneladas capito Manoel Jos Vieira,
equipagem 12 pessoas. carga caf e mais g-
neros a Azevedo & Mendes.
Navio sahido no mesmo dia.
Nova Orleans, barca Americana Julia, Cabb, ca-
pilao Horace Strapels, em lastro.
Bahia, barca ingleza Olinda, capito R. Harkness,
com a mesma carga que trouxede Terra Nova.
Suspendeu do lamaro.
Navios entrados no dia 12.
Bordeaux, o portos eniermedios, 18 dias vapor
francez Navarre de 1271 toneladas comman-
dante Vedel, equipagens 119 pessoas carga de-
ferentes gneros a Tissel Frere C.
Rio de Janeiro, 26 dias patacho hespanhol Josen
Guilherme de 272 toneladas capillo Francisco
Morell, equipagem 11 pessoas carga lastro a
viuva de Amorim & Filhos.
Culhao de Lima, 76 dias barca ingleza Duke, de
463 toneladas carga lia, e mais gneros, ao
mesrao capilo veio refrescar.
Navios sahidos no mesmo dia
Rio de Janeiro o Baha, vapor francez Navarre,
commandante Vedel.
Rio de Janeiro, barca portngue2a Despique 2o ca-
pito Manoel Lopes Uuarte com a mesma car-
ga, e parle dos passageiros que irouxc do Por-
to, suspendeu do lamaro.
Porto Plata, brigue Hanovereano Anelte, capito
J. Baumejuc, em lastro.
~t 0. cu" Di O 3 Horas 1
s 75 C B c c 6 O -1 c 0 e 3 c c s Atmosphera. c V. P! < > 0
H Direceo. < te H O H S O K to SI 0
"53 en O w C m n 0 1 | Intensidade 1 -y
tu * I* s 00 -A S ts f Centgrado. 38 t= c 5 f"
3 c oc --1 00 0 0 m Fahrenheit Hygrometro O 5
05 3 ^1 ^4 tyi 0 O ce > y-
0 0 -i- 0 e ^1 ingles. > 0 e
0 tu M i C5 | -1 en Franca:.
6:1035836
A noile clara com alguns nevoeiros, venio ENE
fresco e assim amanheceu.
oscir.ncto DA AR.
Preamar a 3 h 46' da tarde, altura 7 p.
Baixamar as 9 h 21'da manha, altura 0.6 p.
Observatorio do arsenal de marinha 12 de no-
vembro de 1860 romaxo stepple;
Io lente.
Editaes.
Pela iospecgSo da alfandega se faz publico,
que exislindo nos arraazens da alfandega alm
lo prazo marcado pelo regularaento as mercado-
rias abnixo designadas, sao convidados os seus
donos 011 consignatarios a virera despacha-las
no prazo de 30 dias contados desta dala, lndo o
qual sero ellas arrematadas era hasta publica,
sem que lhes fique competiodo allegar cousa
alguma contra os effeitos desta venda.
Armazem n. 1.
Sem marca2 calxas ns. 3 e 4 vindas no navio
Cette, entradas em 15 de junho de 1857;
a Roth & Bidoulac.
dem2 ditas sem numero vindas no mesmo na-
vio, entradas era 17 de junho do 1657 ; aos
mesmos.
Marca HP1 dita sem numero vinda no mesmo
navio, entrada na mesma data ; aos mesmos.
Iem letreiro1 embrulho amostras vindo no
vapor inglez Calcula, entrado em 25 deju-
. lho 1857 ; a Timm.
dem K2 caixas ns. 665-666 vindas na barca
hamburgueza Esther Sophia, entrada em 25
de janciro de 1858; a Rabe Schamettau.
dem HF1 dita n. 12 vinda no mesmo navio,
entrada em 23 de Janeiro de 1858; a ordem.
Sem marca1 embrulho amostras vindo na bar-
ca ingleza John Martin, entrada em 6 de
abril de 1858 ; a Johnston Pater & C.
Marca letreiro1 pacole ditas vindo na barca
franceza Tu4p*r, entrada em 23 de agosto
de 1858 ; a Luiz Antonio de Siqueira.
dem idem1 volutas ditas vindo na barca hara-
biWguez Kettter Sophia, entrada na mes ra
data a Jobo Keller & C.
dem AW mo navio, entrado n mesma data : a Isacc
Cuno & C.
Armazem n. 6.
dem CF2 gigos de garrafas valias vralos na
barca tranceza Bertha. entrados em 9 de fe-
vereiro de 1859 ; a Cals Irtaos.
dem EIBSW1 barrica n. 4 vinda no navio
OM'ne Glarypole, entrada m 7 de outubro
de 1859 ; a E. Wyati &C.
dem ML&C1 dita n.1050 vinda na barca fran-
cez Sphere, entrada em 24 de novembro de
1859 ; a Monteiro Lopes & C.
dem idem1 dita n. 1188 vinda na barca fran-
c^a Belem, entrada em 26 de noveraaro de
1859: aos mesmos.
dem AM1 dita n. 13 vinda no brigue porlu-
guezLaia III, entrado era 15 do dezembro
de 1859 ; a ordem.
dem PNL4C100 gigos champagne vindos no
brigue francez Parahiba, entrados em 27 de
Janeiro de 1860 ; a Patn Nash.
dem letreirol lavatorio vindo na barca por-
lugueza Gralid.io, entrado em 14 de feverei-
ro de 1860 ; em fado de passageiro.
dem AMJ1 barrica n. 5 vinda no mesmo na-
vio, entrado na mesma data; a Thomaz de
Aquino Fonseca.
dem B6 ditas vindas no mesmo navio, entra-
dos na m'sma data ; ao mesmo.
dem LCB15 gigos champagne vindos na barca
franceza Villa de Bologne. entrado em 17 de
fevereiro de 1860; a Burle & C.
dem LRB15 dilos dita vindos no mesmo na-
vio, entrado na mesma data ; aos mesmos.
dem ML4C1 barrica n. 1336 vinda no mesmo
navio, entrado na mesma data; a Monteiro
Lopes & C.
dem A5 barris vindos na barca portugueza
Gratidao, entrados em 20 de fevereiro de
186 dem letreiroI lata vinda na barca portugueza
Harmona, entrada em 12 de marco oe 1860 ;
a Manoel Jos Baplisla.
dem C&C75 gigos champagne vindos na bar-
ca franceza Pernambuco, entrados era 13 de
margo de 1860; a Saunders Brothers.
dem A&C6 caixas ns. 22/27 viudas no mesmo
navio, eniradas era 15 de margo de 1860 ; a J.
P Adour & C.
dem A22 fardos vindos no brigue inglez Ade-
laidee, entrados em 20 de margo do 1860 ; a
orlcm.
dem A4C5 ditas vindas na galera franceza
Berth, entradas era 21 de margo de 1S60 ; a
J. P. Adour & L.
dem S2 ditas ns. 12 e 13 vindas na barca por-
tugueza Harmona, entradas em 15 de margo
de 1860; a Damaya Carneiro.
dem AC4 ditas vindas na galera franceza
Berth, entradas em 27 de margo de 1860 ; a
Alph Garca.
dem A10 barris vindos "no brigue portuguez
Relmpago, entrados em 18 de abril de 1860;
a T. de Aquino Fonseca.
dem TAI' 30 ditos vindos no mesmo navio,
cuitados na mesma data ; aos mesmos.
dem AA20 dilos ns. 31/50 vindos no mesmo
navio, entrados na mesma data ; ao mesmo.
dem A15 aitos vindos no mesmo navio, en-
trados na mesma dala ; ao mesmo.
dem MVF7 pipas vindas no mesmo navio, en-
tradas na mesma d3la ; ao mesrao.
dem GYF4 ditas viudas no mesmo navio, en-
tradas na raesraa dala ; ao mesmo.
dem J PC200 ancoretas com ozetonas viudas
no brigue portuguez Roa Fe, entradas em
20 de maio de 1860 ; a Carvalho Nogueira.
Armazem n. 7.
dem SG1 caixa n. 8 vinda no brigue francez
Alma, entrada em 26 de fevereiro de 1856 ;
a ordem.
dem letreiro1 embrulho vindo na barca ham-
burgueza Johanne Kalkraan. entrado era 28
de outubro de 1856 ; a J. J. Merky.
dem idem1 embrulho vindo na barca france-
za Venezuela, enirado em 13 de maio de
187 : a G. da Silva Guimares.
dem B1IWC1 dito vindo na barca franceza
Erna Mathilde, entrado sra 6 de maio do
1857 : a Ramos e Silva.
dem letreiro1 dito vindo na barca franceza
Rio Gran le, entrado era 13 de abril de 1858:
a Ferreira & Araujo.
dem ACW1 pacote vindo na escuna dnamar-
ueza Holesten, entrado em Io dejulho de
858 ; a Isaac Curio & C.
dem diamante R1 dito n. 5I9[522 vindo na
escuna dinamarqueza Auna Helene, entrado
em 26 de junho de 1858: a Timm Norteen &
Vinasss.
dem letreiro2embrulhos vindos na barca fran-
ceza Rio Grande, entrados em 26 de abril de
1S5S ; a Luiz Antonio de Siqueira.
dem idem1 dito vindo na galera franceza
cAdele, entrado em 30 de margo de 1858: a
T. Monsen & Vinassa.
dem NUBJtC 1 dito vindo na escuna dinamar-
queza Holesten, entrado em Io dejulho de
1858 ; a Lopes Irmos & Brando.
dem letreiro1 dito vindo na barca franceza
Tampico, entrado em 21 dejulho de 1858 ;
a C. J. Astley.
Armazem n. 8.
Marca letreiro1 embrulho viudo na barca por-
tugueza Maria Jos, entrado em 20 de setem-
bro de 1854; a Oliveira A; Irmos.
Sera marca3 fexes de louro viudos na barca
portugueza Santa Cruz, entrados em 14 de
junho de 1856 ; a Joaquim Jos Mendes.
Marca I & R1 ancorla vinda no brigue portu-
guez Ksperanca, entrado em 4 de novembro
de 1857 ; a Lomos Jnior & Leal Reis.
dem letreiro1 caixa vinda no brigue portuguez
Relmpago. entrado em 3 de maio de 1858 ;
a Antonio Henrique da Silva Figueiredo.
dem II2 saceos vindos no brigue portuguez S.
Manoel I. entrados em 15 de dezembro do
1459 ; a Bailar & Oliveira.
dem B I & C1 caixa vinda na barca ingleza
Linda, entrada era 3 de muio de 18.58; a
Roslron Rooker & C.
dem A C10 canaslras vindas no brigue portu-
guez S. Manoel I, entrado em 19 de dezem-
bro de 18.59; a Antonio Carvalho dos Santos.
Sem marca2 garrafoes vindos no Patacho hol-
landez Speculanlc, entrados em 25 do junho
de 1859 ; a ordem.
dem A F M1 caixa virrda no patacho portuguez
Proraptidao. entrado em 11 de abril de 1S59 ;
idem.
dem M20 barricas vindas no brigue portuguez
ConQanga. entradas em 10 de abril de lb60;
a Manoel ignacio de Oliveira.
Armazem n. 9.
dem P1 caixa vinda no brigue portuguez Cons-
tante, entrado em 26 de Janeiro do 1857 ; a
Polycarpo Jos Lairae.
dem CM & I1 dita vinda no brigue nacional
D. Alfonso,> entrado em 17 de abril de 1857 ;
a ordero.
Sem marca1 pacole vindo no brigu? hollandez
Tewe Kornelisen. entrado ern 25 de agosto
de 1857 ; a C J. Astley & C.
dem M C d C1 embrulho vindo no brigue por-
tuguez Tarujo I, entrado em 12 de abril de
1858; a ordem
dem P C4 caixas vindas na barca portugueza
Progressista entrado em 28 de maio de 1858 ;
a ordem.'
dem X 0 X1 dito vindo no brgue hollandez
Emilia,enfrado em II dejulho de 1858 ; a
N. O. Bieber & C.
dem diamante S & C3 caixas ns. 1)3 vindas no
brigue hamburguez Carlos. entrados em 19
dejulho de 1858; a J. Soum.
dem triangulo M C1 pacote n. 5|ll vindo na
escuna dinamarqueza Venus, entrado em 17
de agosto de 1858; a N. O. Bieber.
dem letreiro1 dito vindo no mesmo navio, en-
trado na mesma dala ; a Prente Vianna.
dem sem marca1 cabriolet vindo no patacho
nacional Alfredo, entrado em 6 de agosto de
1858, em acrescimo ao manifest
Alfandega de Pernambnco, 31 de outubro de
1860.
O inspector.Bento Jos Francisco arros.
O Illm. Sr. inspector d) thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da resolucao da junta
da fazenda, manda fazer publico, que no dia 29
do correle, perantc a mesma junta, se ha de ar-
rematar a quem por menos flzer, o costeio da il-
luminagao publica da cidade de Olinda, avatiado
diariamente cada um lampeao em 260 rs.
A arrematagao ser feria par tempo de um au-
na, acontar do dia 15 de dezembro do corrente
anno.
As pessoas qtte se propozeromj a esta arrema-
tagao (omparecam nesta thesouraria, onde achi-
ro as condiges cora que deve ser effectuada a
arreraatagSo
E para constar se mandn afDxar o presento e
publicar plo Diarfo.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, em 8 de novembro de 1860.O secre-
tario,
A. F. d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da resolugo da jimia
da fazenda, manda fazer publico, que no dia 22
do corrente vao novamenle praga, para sercm
arrematadas a quem mais der, os irrwostos da
comarca da Boa-Vista, pela quautia de 4:5005000,
no trienno, a contar do 1 dejulho do. corrente
anno, ao lira de junho de 1863.
E para conslar se mandou aQixar o presento e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 8 de novembro de 1860. O secre-
tario,
A. Ferreira da Annunciagao.
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, commendador
da imperial ordem da Rosa, juiz de direito es-
pecial do commercio desta cidade do Recife
de Pernambuco e seu termo, por S. M. I., que
Deus guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virera,
que a reqnermento de Monteiro Lopes & C. e
Vaz & Leal, acha-se abert a fallencia de Castro
A; Amorim, estahelecidos com luja de miudezas
na ra do Cabug n. 2 B, pela senicnc.a do Iheor
seguinie:
Das letras de fls. 4 e fls. 5, carta de fls. 6. ba-
lango de fls. 7 e documento de fls. 8, moslra-se
que a firma Castro & Amorim, de quo sao socios
Joaquim Antonio Das de Castro e Jos Gomes de
Amorim, estahelecidos com lojas de miudezas na
ra do Cabug 11. 2 B, tem soasado os seus pa-
gamentos: pelo que declaro dita firma em "es-
tado de quebra e luo o termo legal da existencia
desta contar do dia 4 de outubro prximo pas-
sado.
Nomeio curadores fiscaes os credores Vaz &
! Leal e depositarios interinos os credores Montei-
ro, Lopes > C, o prestado pelos primeros o
juramento do eslylo e pelos segundos assgnado
termo de deposito, o escrivao remetiera copia ,
desta ao juiz do paz competente para a apposi-
go de sellos, que ordeno se ponham na forma \
da le, em todos livros, ben e papis dos fallidos.
E publicada a presente nos termos dos arts. 812
do cod. eomra e 129 do regulamerito n. 738 se*
proceder is snbsequenles diligencias, que ditos
cdigo eregulnmento determinan).
Recife 9 de novem&rode 1860.Anselmo Fran-
cisco Peretli.
E mais se nao conlinha em dita sentenga aqui
transcripta. E tendo os preditos dpposilari'03 in-
terinos Lopes & C. requerido dispensa deste car-
go,foram nomeados os credores Ferreira A; Araujo.
que assignarirn o respectivo termo de deposito E
para cumprimento da mesma sentenca, convoco
a lodos os credores presentes dos fallidos para
comparecerem na sala dos auditorios no dia 1
do corrente mez s 10 horas da manha, afim de
se proceder a nomcago de depositario ou depo-
sitarios, que ho de"receber e administrar pro-
visoriamente a casa fallida.
E para quechegueao conhecimento de todos,
mandei passar editaes, que sero publicados pela
imprensa e aflixado nos lugares designados nos
citados arts. 8l2 do cdigo commercial el29 do
regulamenlo n. 738.
Cidde do Recife 12 de outubro de 1860.Eu
Manoel Maria Rodrigues do Nascimento, escrivao
o subscrovi.
Anselmo Francisco Peretli.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
, vincial, em curnprimeule da resolugo da junta
I da fazenda, manda fazer publico, que no dia
22 do corrente, peranle a mesma junta ao ha
de arrematar a quom por menos Uzer, o costeio
da illuminago publica da cidade de Goianna,
araliado diariamente cada lampeo em 220ra.
A arrematagao ser (cita por lempo de um an-
no a contar do 1.* de dezembro do correle
anno.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tagao comparegam nesla thesouraria, onde acha-
rad as condiges coa que deve ser effectuada a
arrematagao.
E para constarse manaou afflxar o presente e
publicar pelo Diario.
Socrelaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 8 de novembro de 1860 O secre-
tario,
Antonio Ferreira da Annunciagao.
Declara^oes.
Precisa-se contratar a lavagem da ronpa
do hospital militar : quem pretender, apresente-
se no mesmo. lerga-feira 13 do corrente ao meio
dia.
Hospital miilitarde Pernambuco 10 de novem-
bro do 1860.O almoxarife, T. A. Macicl Mon-
teiro.
Directora geral da instrueco
publica.
Fago saber a quem convier, de ordem do Illm.
Sr. director geral interino, que conlinuam a eslar
yagas por falta de concurrentes, as cadeiras de
instrugao elementar do primeiro pro para o sexo
I masculino, do Pilar de Ilamarac, Buique, fre-
.guezia de Una, Abreu de Una, Taquarilinga,
Timbaba, Vicencia e S. Vicente ; pelo que sao
de novo postas 5 concurso, marcando-se o prazo
de 30 dias a conlar da data deste, pata a inscrip-
, cao e processo de habilitago dos oppositores. na
. forma das inslrucgoes de II de junho de 1859.
Secretaria da instrueco publica de Pernambu-
co, 3 de novembro de 1860.O secretario inte-
rno, Salvador Henrique de Albuquerque.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco continua a substituir
ou a resbalar o resto das nota* de 10$ e
20 que havia emittido e ain la existe
em circuiacrio, declarando que, em
cumprimento do decreto n. 2.66V de
10 de outubro do corrente anno, esta
substituirlo ou resgate devera' efiec-
tuar-se dentro de 4 mezes, e que indo
este prazo s podera' ter lugar rom o
disconto progressivo de 10 por cento ao
mez, Picando asfim na forma do art 5
da lei n. 53 de 6 de outubro de 1835
sem valor algum no fim de lo mezes.
Recife 9 de novembro de 18G0. Os
directores, Joo Ignacio de Medeiros
Reg, Luiz Antonio Vieira.
S. ISABEL.
rOIPANHIl LYUCA DE G. MiRINANGELI
Quinta feira 15 de novembro.
Recita a beneficio do primeiro tenor A. Marchetti.
Representar-se-ha a lindissima o appIauJiJa opera em qualro actos Je Verdi.
No intervalo do segundo acto a senhora GlDUA B-ltramim, em obsetuio ao baneG-
ciado, cantar a mui applaudida cavatina da opera
SEmKA'MinE.
Com esto espectculo, pensa o beneficiado sat/'sfazer aos illuslres apreciadores do thuatro
lyricoe tudo espera da sua proteccao.
Os bilhetes vendem-se j em sua casa ra da Roda n. 30, e no sobredi lo dia no escrip-
toriodotheairo.
Principiar s 8 horas.
N. B. Os bilhetes vendidos para a recita que devia ter lugar nos dias 7 ou 10 terao valor
(quando nao queiram antes receber o importe) para sabbado 17 do corrente com a opere
avisos martimas.
PARA.
Segu cm poucos dias e era direitura parao
Para, o brigue escuna nacional Graciosa, capito
e pralico Joan Jos de Souza, para a pouca car-
ga que lhe falta trata-se com os consignatarios
Almeida Gomes, Alves & C, no ou escriplorio
ra da Cruz n. 17.
Maranliao c Para,
ara
Segu com brevidade o bem conh^ciio hiate
Lindo Paquete, capilo Jacinlho Nunes da Costa
por ter parte do seu carregamenlo prompto ; para
o resto e passageiros, trata-se rom os consigna-
tarios Almeida Gomes, Alves & C, no seu es-
criplorio. ra da Cruz n. 27.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
turnan i um.
Espera-sc dos portos do norte at o dia 17 do
crranle o vapor Oyapock, commandante o ca-
pito tenente Santa Barbara, o qual depois da
demora do costume seguir para os portos do
sul.
Recebem-se desde j passageiros e engaja se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no diadesua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1. escriplorio de Azevedo &
Hendes.
C0MPAM1I.4 PEirUMBLCm
DE
Navegado cosleira a vapor
O vapor Pemnitnoo, commandante Lobato,
segu viagem pira os portos do sul de sua esca-
la no dia 20 do corrente. as 6 horas da tarde.
Recebe carga para Macei at o da 19 ao meio
dia.
O expediente na gerencia sar al" 3 horas e
depois de fectiado nada rosis se admiltir : es-
criptorio no Forte o Mattos n. 1.
Riode Janeiro,
O hiate Piedade recebe carga frote, e passa-
geiros : a tratar com Caetano C. da C. M & Ir-
mao, ao lado do Corpo Santo n. 23.
Acarac por Munda.
O hiale Sobralense, paracirga e passageiros
trata-se com Caetano C. da C. AI. & irmao, ao
lado Corpo Santo n- 23.
Cear
Palhabote Sania Crut, para carga e passagei-
ros Irata-M com Cantan C. da C. M. & irmo,
j ao lado do Corpo Santo n. 23.
O brigue portuguez Cnstanle>> vai sahir
para Lisboa com a maior presteza por j ter par-
te da carga : qupm no mesmo quizer carregar,
trata cora o consignatario Thomaz de Aquino
Fonseca, ou com o capino o Sr. Carlos Augusto
dos R is, na praca, ou na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar.
PARA 0 AIIACATY E ASSU*
; sae q hiate Sergipano: para carga, trata-se cota
i Martius & Irmiio.
Para o Penedo.
Segu na prsenle semana, portar a maior
parte de seu carregamenlo prompto : para o res-
, lo e passageiros, irata-se na ra do Vigario nu-
! mero 5.
Para Macei.
O velciro e bem contiendo cter nacional &'-
na segu para Macei em poucos dias ; para al-
guma carga que-lha falta, trata-sc com Francisco
: L. O. Azevedo na roa da Madre de Dos n. 12.
Para o Rio de Janeiro*
O patacho nacional Julio, pretende seguir oes-
tes dias. para o resto da carga que lhe falta tra-
la-se com os seus consignatarios Aievedo &
Mendes, no seu scriplorio ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro.
O velheiro o bem cenhecido patacho nacional
Beberibe, pretende seguir com rauita brevidade,
lem a seu bordo parle de seu carregamenlo para
o resto que lhe falla trata-se com os seus con-
signatarios Azevedo & Mendes, no seu escriplo-
rio ra da Cruz n. 1.
Barca Graido
para carga e passageiros, trota-se eom os con-
signadnos Carvalho, Nogueira & C, na ra do
Vigario n. 9, primeiro andar, ou com o capilo
Borges Pestaa.



^
w
DIARIO DE JPfiRNABMlOO. TERCA P*A 13 DE NOVEMBBO DE 1860.
Porto por Lisboa.
Ja* "hlr pra o Porto com escala por Lisboa
al o dai 25 do conente mez o brigue poriuguez
Promptidoll. forrdo p encavilhndo de cobre,
de PRIMEIRA MaRCIIa E CLASSE. por j ler
parte do seu carregamento; para o resto e passa-
geiros, para os auaes lem excelentes commodos,
tratase rom Elias Jos dos San tus Andrade & C,
ra da Madre de Dos n. 32, ou com o capilao.
Lisboa.
Vai sahir com muita brevidade a bem conhe-
cida
COIPAMIIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se dos poitos do siil at o dia 14 do
corrcnle, o vapor Paran, commandanln o pri-
meiro lente Ponles Ribc-irn, o qual depoisda
demora do costumo seguir para os portos do
norte.
Reeebem-se desde j passageiros e engaja-sa
a carga que o vapor poder conduzir a qual de-
vora ser embercada no dia de soa chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo &
Mendos.
Para Lisboa
vai sahir iraprelerivelmente no dia 20 do corren-
to o brigue portuguez Relmpago : quem no
mesmo uuizer ir de passagem, para o que offere-
ceexcellentea commodos, dirija-se ao consigna-
tario Thomaz de Aquino Fonseca, na ra do Vi-
gario ii. 19, primeiro andar.
Rio de Janeiro.
A fretes baratos.
O patacho Anna, segu para o Rio de Janei-
ro por estes dias, recebe carga por barato frete :
a tratar com Tasso limaos.
Babia.
A escuna nacional Carlota, segu em poucos
das para a Sabia, tem parte do sua carga en-
gajada ; pura o resto trata-se com o seu consig-
natario Francisco L. O. Azevedo, na ra da Ma-
dre de Deus n. 12.
Para o Aracaty com es-
calas.
Sahe a'. o dia 2, a barraca Mara Amelia.
queja tem parte de sua carga prnmpla ; para o
resto Irala-se com Prenle Vianna C.
REAL COMPVNHIA
DE
Paquetes inglezes a vapor.
No dia 14 desle mez espera-so do sul o vapor
Tyne, commindante Jellicoc, o qual depois da
demora do costme seguir para Southampton,
tocando nos portos de S. Vicente e Lisboa : para
pass>gens etc., trata-se com os agentes Adam-
son Howie & n., na rna do Trapiche Novo n. 42.
sistindo em armario e miudezas: no
mencionado da as 1 1 horas em ponto.
LEILAO
DE
Tintas de oleo.
Quarta-feira 14 do corrente
Antunesfar leilao em frente da alfandega de
urna porfi de latas de tinta de oleo, em lotes a
vontade do comprador e sera reserva do preco.
Principiar as ll horas.
No dia terca-feira 13 do
corrente.
Evaristo cora autorisaco do despacho do Illm.
Sr. Dr. juiz municipal da segunda vara, far lei-
lao da nra mobilia e mais objectos perlencente3
ao servico dn casa do [nado Antonio Francisco
l'ereira, na ra do Imperador n. 22, segundo
andar, as 11 horas em ponto do dia cima men-
cionado.
LEILAO
Hoje, 12 do corrente.
DE
Una negrioha de 12 anuos
O agente Camargo tara' em seu ar-
mazem leilao de uma negrinha de 12
annos, recolhida de casa, sem achaque
nenhum, o que se garente, e vende se
por seu dono tetirar-se pora fora : no
mencionado dia as 11 horas em ponto.
Avisos diversos.
_ Scxta-feira, 16 do corrente, depois da au-
diencia do Dr. juiz de orphos do termo desta
ridade, tem de ser arrematada em hasta publica
a escrava Lourenca, r.rioula, sailia, com 24 annos,
e sabe fabricar charutos alem de outras poucas
habilidades, a qnal pe-tence heranga deixada
pela finada Maria Francisca de Jess, e vai pit-
ea no valor de 1:200, a requerimento do Dr. cu-
rador geral e dos tutores dos orphos herdeiros.
sendo que odia cima o da ultima nuca.
No dia 13. depois do finja a audiencia do
Sr. Dr. juiz de ausentes se ho de arrematar as
dividas de ronla de hvro pertencente a heranca
de Fernando Lucra.
Vidros.
Chegarara os 15o desejados vidros para vidraca,
em caixa ; vieram lambem algnns vidros de
cryslal. grandes, proprios para oratorios, tabole-
las, armarios, etc., etc., ou outra qualquer obra
em que seja preciso empregar vidro de boa qua-
lidade e grossura : ra larga do Rosario n. 34,
botica.
Aluga-se
uma casa terrea com commodos para familia,
na ra du Nogueira ; a tratar na ra do Oucima-
do n. 53.
Leitts.
LEILAO
Commercial.
Terca-feira 13 do corrente
Antones aotoriSHdo pelo F.xm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commercio, a requerimento dos depo-
sitarios da massa fallida de Firmo Candido da
Silvi'ira far leilao no dia cima declarado, de
todas as fazcodas, dividas, movis e escravos
que compem a referida massa, cojo leilao tera
lugar na roa da Cadeia do Recite luja n. 49, as
11 horas em ponto.
LEILAO
MU,
Precisa-se de uma ama que saiba engommare
coser, que seja muito fiel e capaz, para casa de
pour.a familia ; na ra do-Amorira n.44. primei-
ro andar.
Aloga-se o primeiro andar da ra Nova n.
21 : quem pretender, dirija-se a loja do mesmo
i Ao commercio. 1

DE
Hiate brasileiro
N. S. da Paz,
PELO AGENTE
O referido agente far leilao por conla e risco
de quem pertencer, qusrta-feira 14 do corrente
as 1 hora da larde na travessa do arsenal de guer-
ra armazem n. 5
DO
Hiate brasileiro N. S. da Paz, de 36 toneladas,
forrado de tinco, preparado e pintado, o qual
so ocha ancorado no caes de 22 de Noverabro,
aoode os pretenderles podero examinar.
Chapeos de palha
de Panam.
QUARTA-FEIKA 14DO CORRENTE.
PELO 46ENTB
PESTAA.
Brander Brandis faro leilao em seu arma-
zem da ra do Trapi-he n. ItS, no dia cima de-
signado e pelas 10 huras da manhaa
DE
LTma caixa com 600 chapeos de pal ha de Panam
de muito boa qualidade c ptimo gosto.
LEILAO
Terca-feira i3 do corrente.
DE
lua loja de oiiudezas.
NA
Ra Direita d 83
Por depacho do Exm. Sr. Dr. juiz
especial do commercio e a requeriinerr-
to de Antonio Fernandes de Castro, o
agente Ciimrgo fara felao da loja de
miudezas da ra Direita n. 83 per*
tencente a Jos Ramalho de Souza cod-
Uma pessoa com os conhecimentos pre-
j$ cisos para exercer o cargo de guarda-li- $*
@ vros. se encarrega de esenpturar os livros Jjfc
3-p de qualquer casa commercial, quer s-ja **
j$ por partidas dubrauas ou simples e bem L
@ ssim de oulros quaesquer trabalhos que @
$ digim resuelto a sua profisso: quem S
^ precisar do seu prestimo dirija-se a ra |
g do Imperador n. 6, anllga ao Collegio.
Aos pais de familia.
O bach.irel formado Americo Fernandes Trigo
de Loureiro tem aberto um curso de algumas
materias preparatorias para a Faculdade de Di-
reito, na casa de sua residencia, ra da Saudade,
esquina do lado direito, das 9 huras da manhaa
ao meio dia ; e prope-sc. igualmente a tomar li-
ces das mesmas materias por casas particulares
e collegios. das 4 s 8 horas da larde, promet-
iendo a seus alumnos vantajoso aproveiamento
do seu methodo de ensino, por ler para isso ra-
zos fundadas na experiencia de dous annos, e
attesladas por pessoas fidedignas, rojos filhos
teerii sido por elle locciouados : quem do seus
aervigoa se quizer apruveitar, dirija-so a mesma
casa, s mesmas horas da manhaa. As mensali-
dades sao as seguimos, pagas adiantadas.
Era sua casa.
Cada materia .... 58000.
Era casas particulares.
Cada materia .... 10#000.
Doas materias .... 15j}O00.
Em collegios. Conforme oe convencioiiar, fixas,
n prorala ; lices diarias, excepto os domingos,
illas santos, e quintas-feiras das semanas em que
nao houvpr alguin dia santo.
Deseja-se saber se existe actualmente na
provincia de Pernambuco a parda de nnme Vir-
toriana, tiln legitima da parda Mara Lnurinda
da Cnnceicao e de s--u marido o crioulo Casemiro
j fallecido, osqu.es ha truta annos mais ou
menos vieram para esta provincia, do Rio Gran-
de do Sol. ii-ndo Picado em Pernamliuco, e era
poder de seos senhores aquella sua filha.
A parda Mana Laorindada Conceico, seu ma-
rido o crioulo Casemiro, e sua lilha a parua Vic-
torianna, erara eseravos do Sr. Jeionyme Ignacio
de A'boqoerqu<> Harn ni, e sua mulner I). An-
na Joaquina Carneiru da Cunha, pronrietarios e
residentes no engenho do Jardun, situado para
os lados da villa ue Iguarass, perlo de tioianna.
O fim para que se quer saber da existencia da
parda Victorianoa, porque sua mai a parda Mi-
na Lanrinda da Conceijao vivo tiesta cidade, e
sendo hoj.'livre. e piisauindd uma pequea for-
tuna, a desi-ja empregar na liberdde de sua filha
se anda tur viva, ou do seus netos, se ella liver
iiejxaiio filhos, ou finalmi-nlrt para poder dispdr
livremente de seus hens, senao exislirem esses
seus herOeiros legtimos.
Rojja-se, pois, o camloso favor de obler as in-
formaces que se pedem para alivio e connola-
cau de urna pobre mil, e em beneficio da liber-
dde de uma desgranada crealnra que geme no
capliveiro, pudendo e devendo ser hvre. As pes-
soas inleressadas dirijam-se ao carlorin do tabel-
lan Alrin'i.da, na roa do Imperador n. 75.
Os directores da compauhia de seguros ma-
rtimos Ulilidade Publica, convidam aos Srs ac-
cionistas para comparecerem no escriptorio da
mesma rompanhia, ra da Cadeia do Recife, no
dia 15 du corrente, de conrormidade com o art.
41 dos estatutos. Recife, 10 de novembro de
1860.
Os directores,
Manoel Al*es Guerra.
Jus Antonio de Cirvalho
Alnga-se a casa da ra Imperial n. 213,
com 2 sala, 6 quartus e cozinha fra : a tratar
na casa contigua ou na padaria da ra Direila,
n. 84.
No dia 13, do corrente, na audiencia do
Illm. Sr. Dr juiz do orphos, a ultima prac. da
arrematacao dos Muguis do sobrado n. 1. sito
no berco do Abren, que faz qu>na par o becco
das Almas, no bairro du Recife, avallados os
meamos alugneis em S50.
Roga-te aoSr. Joaquim Francisco d Albu-
querque Saniiago que tenha a bondade de appa-
recer t* /ua Nova o. 46, a negocio qu O mesmo
senhor n*o ignora.
PIOIXPOiNTIFICEEREI
PELO SENHOR
D. Antonio de Macedo Costa,
Hispo eleito do Para.
Eloquente demonstrado do poder
temporal do Papa.
Vende seno bairro de Santo Antonio
as livrarias dos Srs. Guim*u.-s & Oli-
veira e Nogueira de Souza & C. ; e no
bairro do Recife na livraria do Sr. Jos
de Mello : preco 2$.
U Dr. Cosme de ha Feteira da' Sfl.
consultas medicas em seu escrip-
torio, no bairro do Recife, tua
da Cruz n. 53, todos os dias,me-
nos nos domingos, desde as 6
, horas ateas 10 da manhaa, so-
l breos seguintes pontos i
m t.* Molestias de olhos ;
j 2.- Molestias de coracao e de
peito ;
H 5.* Molestias dos igaos da ge-
|| racao e do anus ;
ig -.- Praticara' toda e qualquer ,
M operar^ao que julg.r conve-
niente para o restabelecimen-
to dos seus doentes.
O examedaspessoaqueo con- g
8 ultarem sera' feito indistincta- f|
H mente, e na ordem de suas en- |
H tradas, fazendo exceptjao os doen- &
* tes de olhos, ou aauelles que por g
motivo justo obtiverem hora |^
H marcada para este im.
Eiras Pereira Gnncalves da Cunha previne
aos seus dovedores em geral que a no ser o an-
nunciante, as nicas pessoas habilitsdas para re-
ceberem seus dbitos, sao os Srs. Americo & Ir-
mo, ra Direita n. 65, loja de ourives.
@@@*@: @@@@@#
ILicfles de piano ecanto.f
g Mademoiselle de la Gharie, discipula 9
2 premeada do conservatorio de msica de
^ Parts, continua a ensinar o tocar piano e
cantar, conforme o goslo moderno e pode
m ser procurada era casa da sua residencia
ra Nova n. 23, segundo andar, por cima
/| da loja de chapeos de sol, esquina da ra
da Camboa do Carmo.
$$;; -.i
O pholographo F. Villela mudou o seu es-
labelecimenlo de retratos da ra Nova n 18 pa-
ra a ra do Cabug, i. 18 aonde cor lina.
i| Na ra do Crespo n 17, deseja-se tallar
uj cora os senhores : j^
3 Bernardo Jos Correa de S.
P Join Filippe do< Santos. ^
r Manoel do Nascimento da Silva Baslos. -.*,
^ Vicente Limno da Costa Campello.
Joaquim Claudio Monteiro
Manuel I eao de Castro.
Traja no Caioeiro Leal.
mamm ese ms^msmmzsmM
tii= o"1 n0Tament0 P"ca por mandado do
Illm. Sr. Dr. juiz de orphos hoje depois da au-
diencia.
Na travessa da ra das Cruzes n. 2, pri-
meiro andar, tinge-se com perfeijao par qual-
quer cor, e o mais barato possWel.
o&:
L5
[o;

X*
x-Xs
a;

' LIQUIOAQAO
Sem limites de loja de miudezas.
O arrematante da loja de miudezxsda travessa do Livraraento, tendo da en-
tregar a chave da dita loja transfera todas as miudezas para a loja da ra da Ira-
peratriz n. 82, e ahi conlinua na liquidacao por presos que admiram a saber, para
LIOUlT CAO ^ e"gan"em a loJa ,em na Prla um relabul com nome de
Linha de carrinlios de cores a 20 rs.
Carioe., de cohetes de 1 carreira a 40 rs.
Ditos com ^(u o rs.
Carlas de alfinetes de ferro e lalao a 100 rs.
Linha de miada de roriz a 120 rs.
Pejas de trancinhas de Iaa lisas de cores a 40 rs.
Duzias de boles de vidro para casaveques de cores a 320 rs.
Lindas aboluaduras para collele a 320 rs.
Relroz de cores muito fino a oitava a 160 rs.
Muito lindos chapozinlios para meninas a 4#.
Um grande sortimento de franjas de seda prelase de cores a 120, 160 240 320
400. 500. 640.800 e 19 a vara, '.
Trancas de seda em grande quanli.ladelargas e eslreitas do 80 a 6i0 rs a vara.
Boles de lous3 para camisa e roupo brancos e de cores a 20 rs. a duzia.
Manguitos de fil enfeitados par 2*500.
La para bordar muito fina a libra 69,
Muito boas filas de velludo de cores e pretas de 160 a 800 rs. a vara.
Enfeilfs He vidrilho prelos muito lindos a 33.
Leneinhos de relroz malisados a 2500
Enfiadores para esparlilhos de linda a 80 rs.
Fcas e garlos cravados muilo boas.duzia 39500.
Baralhos de cartas finas a 3'i0 e 400 rs. o baralho.
Meias para meninos o par H rs.
Ditas para meninas o par 240 rs.
Enfeites de flores de Constantino a 5500.
Mudos ricos bonels para meninos a 49.
Ricas charuteiras douradasa 4*.
Boles de osso fino para calca duzie a 20 rs.
Ditos de ago o de metal a 40 rs.
Gravatinhasde seda pura homem a 720 rs.
Meias prelas para homem o par 200 rs.
Ditas piuladas muito encornadas a 280 rs.
Ditas cruas muilo linas a 240 rs.
Luvasde seda de cores para senhora o par a 400 rs.
Franjas de algodo para toalhas a vara a 80 rs.
Galloes brancos e de cores de algodo para enfeiie de casaveques e roupas de menino :X?i
a vara 80 rs.
Muito ricos abafailore3abertos mostrando ramos de diversas cores para candieiro de
globo um 1$
Sapalinho de la para menino o par 200 rs.
Caivetes de 2 folhas a 240 rs.
Agulhas curias francezas o papel a 40 rs.
E oulras umitas cousas que nao se podem aqui mencionar como luvas de pellica
ecamurga para homem e senhora, um grande soriimento do filas de seda lisas e lavra-
das, grande soriimenlo de perfumaras, exlralos, pomadas, agua de colonia ele, co- ?r
Iheres de metal, papel, escovas ele.; na mesma loja vende-se um rico piano novo, -x15^
uma seraphina e 2 realejos bons.
Attenco.
Precisa-se de uma criada para casa eslrangei-
ra de pouca familia, que cuzinheeengomrae : no
flm da ra da Aurora a fallar na taberna do Rogo
junto a fundicao.
Gratificase
a quem der noticia de uma
perdeu na ra do Sebo, ou n
a qnal indo era companhia
conduzia. largou-se acorrer
a casa ondo ella entrou ; p
as roaos e por baixo da cauda
uma lislra branca no peito, e
leiro, o ainda nova : quera
Santo Amonio ao Sr. Jorge
gratificaban de 109.
cachorrinha que se
a ra da Soledade,
de uma preta que a
. e a prela nao vio
rea, coro os ps e
araarello, e como
tem raga de cao'ra-
a levar ao largo do
alfaiale, receber a
M
F. VILLELa, amhroiypisla da augusta casa
imperial e estabelecido na ruado Cabug n. 18,
sobrado com entrada pelo paleo da matriz, con-
tinua a tirar retratos por arnhrotypo, melayno-
lypo e ambrochromotypo. Esle ullimu sysiema
muilo apreciado hoje no Rio de Janeiro, o
mais perfeilo ramo da arte photographira pois
rene ao desenhodnsol um especial irabalho a
oleo, que conservando fielmente at os mais de-
licados traeos, d ao retrato a qualidade de um
quadroa oleo.
m
1
8!
Fazendas e de miudezas.
S
P
He
m
Em casa de Augusto C. de Abreu, lia para vender um completo >
sortimento de perfumaras, constando de leos, banhas, pos para v
dentes, sabao, extractos, aguas de cheiro e muitos outros artigos dos
melhores perfumistas de Londres e Paris.
novenas
de Santa Cicilia,
B poje a lodos seus irmaos para ajudarem ^
le com os seus instrumentos a ditas nove- ?2
*g nasque feita com as esraolas dos in-
^ fluentcs. ^
Ama.
Precisa-se de uma ama para cozinhar para ca-
rona nion.a ioja de 'op-
Escrava fgida,
kl? 3'4 d.1 c"rrente a Pr,ta "aria, de naQ5o
Angola. Ja velha.com cabellos brancos cor fula
e lera as costas s.gnaes de sua trra esta es-
crava o. de J6s Luiz Pereira. e ha pouco arre-
Nova n.;i.'''em a a^reh,inder. dirija-se a ra
.- mmmmm
Muita attenco i
O Sr. Jos Luiz MacedoCava^lcanti qnei- 1
ra le a b-ndade de vir ra da Cadeia fg
do Rente 11. o5, a tratar de negocio que 1
nao gncra.
ra comprar e cozinhar
mero C.
na ruadoQueimado nu-
Declaracao.
C45
O EXTRACTO
COMFOSTO DE
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECgAO' CO DR JAMES R. CH1LT0N,
O ehimico e medico celebre de Xew York:
k GRANDK SUPElUOniOADE DO EX-
T1UCTO FLUIO COM POSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se p lo seo extraordinario
e quasi mlraculoso effeito no
sangue
nos o extracto de salsa parnlhi do Or. iown-
send, cousideramolo sor o exlraclo original e ge-
nuino da salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este nome foi apresen-
: lado ao publico,
i BOYD & PAUL. 40 Cortlandt Street.
Cada um sabe que a saudo ou a infermidade, WALTI':R B TOWNSEND dCo, 218 Pearl
depende directa nenie do estado desle FLOfbo vi-' T .^'^' u
Isto ha de ser. visto o nartido importanlu, T.. b & "AZ*RD '*' Malden Lae.
p I JOHN CAREE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J F. TRIPPE. 92 Maiden Lae.
GRAHaM t Co. 10 Od Llip.
OSG lOniv JENNINGS, 88 Pea.I Street.
R. B HaVILAN & Co, Office 177 Broad-
way
New-York, bavemos vendido durante muitosan- HaKELL & MRRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
COHHECEMOS A ARVORE E SUASFRU-
TL. Islo ha de ser, visto o partido
que tem na economa animal.
A quaulidade do sangue n'um homem d'es-
talura mediana est avallada pelas as primeiras
autoridades em finta e oito arralis. Era cada
ptilsacao duas oncas sahem do corago nos bofes
e dalli todo o sangue pa^ea alem no corpo huma-
no em menos de QUatro minutos. Uma dis-
posiQaoexlen-iva lera sido formada e destinada
com admiravel sabedoria a deslribuir e fazer
J XCKSON. ROBTNS & Co, 13- Water Street.
THOMAS & m iXWELL. 86 William Street.
circular esta corrkntb db vida por tolas as J^XV?.^L*^f*ti^t-^.-J*'r* l83 Wate,-Slreet.
partes da organizo. Desle modo corre sem- P \ f' ?r \ 1? 'J* ^T flre6U
MAR II & NOltriIR )P, 6(1 Pearl Street
NORTOiN. BVBCCK & WOOO, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY& Co, 4 Flelcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lana.
A. B. & D. SANDS. 100 Faltn Street.
a gran
pre pelo corpo em torrente, o qual
fonle de inferraidade ou de saudo.
Se o sangue por causa alguma se emprenha
de materias ftidas ou orrompidas, difluale
com VKLOCiDAiiB klectrica a c.rrupcjionas
mais remotas e mais pequeas parles do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para dienta pelas ^ ?'-*-l>' SANDS. 100 Fullon Street,
arterias, pelas voias' e pelosvUs caplios!iSCHIEFFELIN. BROTHEU & Cu, 04 &
at cada orgao e cala leagem se faz completa-1 ftWKAPRirK d i Q, .
menle saturado e desordenado. Desta maneira LKWl & l LL 55 Pearl Street.
a circularo evi lentemente se 'Z um engenho
poderoso de doenca. Nao obstame ple lam-
bem obrar com igual poder na cri cao desaude.
Eslivesse o corpo infecionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e situada no sysiema nervoso
ou glan luloso, ou muscular, se smeme o san-
gue pode fazer-se puro e saudavel Gcar superior
a doenca e ineviiavelmente a expellii da cons-
tituigo.
O grande manancial de doen;a enlao como
d' aqui consla no fluipo ciRCULANTK.e nenhum
medicamento que nao obra directamente sobreel-
le para pandear e renova-lo.possue algum direi-
to ao cuidado do publico.
O sangue I O sangos o ponto no qual
se ha myster fixar a altemjao.
O ORIGINAL E O GINUINO !
AO PUBLICO
HAVILAND, KEESE & C'J, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
10 A>lor.
Hou Street-
PHILIP SCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Street.
POU & PALANCA. 96 John Street.
SUKRWOOD & COFFIN. 64 Pearl Streat.
RUST & HOUGHTON. 8 John Street.
I. MINORA CO. 214 Fitlon Street.
INGERSOLL& BR0TI1ER, 230 Pearl Street.
JoSEl'HE TKIl'li. t28 Maiden Lae.
GRHENLEAF & KINSLEY, 45 Corlland,!
Street.
HAYDOCK, C0RLIES& CLAY, 218 Pear
Sire-t.
CUMMING & VANDUSER, 178 Greenxvch
Street.
TAS,
a igualmente
Conhecemos um Medicamento nos seus Effeitos.
O exiraclo composlo de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend esla
MEDICAMENTODO POVO
Adala-sa lao maravillosamente a consliluicao
que pode ser utilisadu em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E DEB LID A DE,
fortalece;
ONDE E' C U R R U P Q A O,
purifica;
ONDE HE PODR DAO,
ALIMPA.
Este medicamento celbralo que to grandes
servidos presta a humanidade, prepara se agor
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn, sob a insperr5o directa
do muito conhecido ehimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade de New-York, coja cer-
lidao e assignatura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
extracto composto de SVLSAPARRILHA
DO DR. TOWNSEND.
O grande purie ulor to sangue
CURANDO
Jos Ribeiro Guimaraes declara ao respeilavel
publico que, por have: pessoas de igual nome
d ora em diente, para evitar equvocos, assiguar-
se-ba Jos Ribeiro da Cunha Guimaraes
Francisco Jos de Siqueira Barbosa," subdito
POreMdo:..re,ra"Se P8ra M8Ca d Ass 8on^
Precisa-ae de 2003 a juros por lempo de
dous annos, dando-se por garanta um predio
quem quuer fazer rete negocio, annunrie para"
ser procurado, ou dirija-se Passagem, taberna
n. 1, que achara com quem tratar.
Antonio de Azevedo Maia r'etira-se para
lora 1a provincia. '
Precisa-so de urna ama que saiba cozinhar o
lazer lodo o servico de csa ; na ra das Flores
numero ,.
Ilanoelde Hesqaita Cardosu retira-se para
as provincias do norte a iralar de negocios.
Precisa-se de urna ama para cozinhar : ua
ra do Caldeirciro n. 60.
Aluga-se uma loja cora armacao propria
para qualquer negocio : quera precisar, dirija-so
a ra do Queimadu n. 55.
No da 2 do corrente mez fugio do lugar do
tuca, reKuezia dos Afosados, um prelode nomo
Rento, de naca Coho, com os signaea seguin-
tes : idadede40 a 50 annos. estatua haixa, com
os ps grossos, dedos dos ps e maos curtos, com
osbeicos bastante* grossos : roga se a quem o
apprehender, leva-lo a seu senhor Francisco das
Chgas Cavalranli Pessoa, era Onda, ra da
Roa-Hora, rasa n. I, ou no mosmo logar do L-
ea a Jos Thomaz Cavalcanli Pessoa, que ser
generosamenie gralificado.
Ainda nao appareceu o menino branco por
nome Jriio Paulo da Rosa Ceicio, de idade 14 pa-
ra 15 annos, tndo sabido da casa de seu pai no
dia 16 de oulobro prximo passado, pois se julga
que foi seduzido para o mato, o qual tem os sig-
naea seguintes : bem alvo, cabellos castanhos,
olhos pequeos, e quando se pe encarado ainda
osaperta mais, quando responde o que se lhe
pergunia mui apressado as suas respostas :
assim se roga a todas as autoridades e pessoas
particulares que delle souberem, facam o favor
de o levar casa de seu pai ou participar por
este Diario, pois alem de se pagar toda a des-
peza que izerem com elle se recompensar o seu
Irabalho : eui Fra de Portas n. 95.
Na ra Vellia n. -56. aluga-se ura rnulati-
nho de 14 annos, propriu para criado.
Altenco.
Pede-so a cerlos namoradns que lem no largo
do Terco, que lenham a bondade de n.io dar tan-
to escndalo de parle a parle, pois exislem mais
lamillas que nio estao dispostas a servir de tes-
lemunhas do lanos e lo escandalosos factos,
chegando a ponto de vizinho nenhum que more
defronte pouer levantar a vista sob pena de ser
insultado pela porta.
1;
O Herpes
A Herysipfla,
A A tistricqao no ven-
TRE,
As Alporcas
Os Effeitos no azod-
gub,
A Dispepsia,
AS DoENCAS.DE FIGA-
BO,
A Hydropesia.
A Impingk
As Ulceras,
O RnEUMATISMO,
As Chacas
A I ie DI Li ti A DE GERAL*
As Doenca1* de pellk
As Borrulhas pa ca-
ra,
As Tossbsi,
Os Catarrhos, As Tsicas, rtc.
OExtracio acha-secontiduemgarrafas quadra-
das e garanle-se ser mais forra ermdhor em to-
do o respeilo a algum ouiro purificador do san-
gue., conserva se em iodos os climas por cor-
lo sspaco de lempo.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
Cada garrafa do original e genuino estrado do Dr. Townsend lem a assignatura e a certido do Dr. J. R. Chlillon, na capa
exterior de papel verde
No esariptorio do proprietario, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra da Crua n. 21 eseriptoric 1. andar, lam-
bem na betica da na Direita n. 88 do Sr. Paranhos.
1
Pede-se ao 8r. fiscal da freguT"i.a de Santo An-
tonio, que lance suas vistas para a loja do sobja-
do n. 27 da ra estrena do Rosario, pois a irn-
uiondice ah tal que causa nauzeas, e pode re-
sultar dahi a pesie que de lempos em lempos nos
llagella.
Ao sorvete
ra das Cruzes n. 41.
Santa Casa da Misericordia do
Recife.
A junta administrativa da Irmandadc da Santi
Casa da Misericordia do Recife, manda fazer pu-
blico que no dia 2 do corrente, pelas 4 horas da
tarde, na sala de suas sessoes, iro i (iraca as
rendas das casas abaixo declaradas, pelo lempo
que decorrer do dia da arrematando at 30 do
lunho de 1863.
Bairro do Recife.
Ra do Pilar n. 74.
Bairro de Santo Antonio.
Ra Nova n. 55.
Dita do Padre Floriano n. 45.
Dila dos Fagundes n. 32.
Dita de Santa Thereza n. 4.
Dila da Roda n. 3.
Os pretendentes deverao comparecer
nhadoa de seos fiadores, ou munidos
destes, sem o que nao podero lancar.
Secretaria d> Sania Casa di Misericordia do Re-
cife, 12 de novembro de 1860.
O escrivao,
Francisco Anlonio Cavalcanti Cousseiro.
= Precisa-se alugar uma preta que saiba fazer
o servico de uma casa : a tratar na ra Augusta
n. 8H.
= O Sr. Francisco Manoel dos Passos Coelho,
venha pagar na olaria n. 13 da ra do Mon'ego,
os tijolus que comprou de ordem da Sra. D. Jo-
anna dos Passos, para os concertos do sobrado
da mesma senhora.
= Precisa-so de uma ama para cozinhar em
casa de pouca familia : na ra do Cabug, loja
n. II.
= Hoje, depois da audiencia d Illm. Sr. Dr.
juiz de orphos se ha de arrematar a escrava Ro-
sa, perleorenle 803 bens do fallecido Rornardino
da Silva Ribeiro. requerimento do invenlarian-
le Domingos Jos Ribeiro.
Quem pnvisar de um sacerdole para cele-
brar o sanio sacrificio da%missa em ura engenho
perlo desta prac,a, pode procurar na ra da l'raia
n. 10.
= O Sr. Joaquim de Moraes Martins tem car-
ias de sua familia na ra da Concetcao da Boa-
Vista n. 6.
acompa-
de cartas


M .'.p'
DIARIO DE PERNAMBCO. TEBCA FE1RA 13 DE NOVEMBRO DE 1860.
f)

lnslrucck
Uma senhora Brasileira, de boa conducta, e
compelenlemento habilitada, se offerece para en-
slnar as primeiras letras, grammalicas nacional o
franceza, as quaes falla e escreve regularmente,
o(Tereco sen limitado prestirao aos senhores pas
de familia que Ihe quizerem dar a honra de Ihe
conflar suas meninas, allaiir.ando-lhe que cmpe-
nhar todos os oso.cos em'qualquer destas ma-
terias, para que suas alumnasobtenham o dese-
jado aperfeicoaraenlo: na ra da Imperalriz n.
84, se dir quem .
Preciss-se de 6 OOOJ a premio, dando-se
por garanta uma propriedade nesla cidade : a
quem convier, pode deixar aviso nesta typogra-
phia cora diroc;o a A. S., que ser procurado!
4 quem convier.
Ura ompregado publico, pai de familia ; bem
coohecido, e que offereco as necessarias garan-
tas, pedido de alguna amigos, se prope e re-
ceber nm sua casa, do Io do Janeiro em diante,
e agora mesmo durante as ferias, alguns eslu-
dautes de preparatorios para a facilidad de di-
reito, nao tendo seus pas ou correspondentes o
menor cuidado coro ellos tal respeilo.
Uma casi commoda, bom traiainento constan-
te solicitudo para a sua appliraco, para que te-
nham bum resultado nos exames; e finalmente
uma gratilkago a mais mdica e razoavel: taes
sao as vanlagwns que encontrarlo. Aquelles,
pois, quera tal offereciraento inleressar, ficaro
satisfeilos, se se informaren) dos lllins. Srs. com-
mendadur Manoel Figueirada Faria, major An-
tunes, Agostinho E. Pinn. Drs. Sabino e Lua Fe-
lippede Souza Leao, senhor do engenhoS Igna-
cio ; devendo dirigir suas cartas ao prrneiro des-
tes senhores na praga da Independencia, para
que sejam procurados pessoalmenlo : ondn de-
terminaren].
afeada dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casade SamuelF.
o'iastoo. ,& ra da Senzala Nova n. 52
Na ra da Praia n. 41, ha uma cocheira de
aluguel, rom carros, arreios e fardamentos no-
vus, muilo bons cavallos, e lambem se tratara de
cavallos por precos mu lo razoaveis.
Prrparam-se bandejas enfetadas rom di-
versos modelos de bolinhos dos mais perfeilos
que ha em nosso mercado, para bailes, casamen-
to, festas de igrejas e solemnisar as formaturas
dos senhores acadmicos; ludo da forma que
forero as encommcudos: dirijim-se a ra da Pe-
Dha o. 25.
Por cerlo.
O Sr. Jos Antonio Rodrigues Canuto (Cazuqu)
queira ira fabrica Sebastopool pagaros malerises
que deve ha mais de 2 aunos.
COMPANHIA
ALLIANC .
stabeecida m Londres
mm si mu.
CAPITAL
Cauco milhoes de libras
slerVuvas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprietarios de
casas, e a quem mais convier, que eslo plena-
mente autorisados pela dita companhia para ef-
fectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de telha, e igualmente sobre os objectos
que contiverem os raesmos edificios, quer con-
sista em raobilia ou era fazendas de qualquer
qualidade.
y. r f r r tTT rTT TTT TTTTTTTT TTTT0
DENTISTA FRANCEZ. 3
'X Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- ^
>* rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e <
*? p dentiico. **
Na rus da Cruz n. 13. enfeitam-se bande-
jas cora bolinhos, e doce seco rom muilo goslo
eo mais delicado que se pode vCr ; flores em
ramalhetes e solas arvoredos de frua e de
flores, batatas e adalias do dilforentes qnalida-
des. semenies de abacachise pitanga.e vinhode
caj om garrafas.
Deseja-e fallar enm os Srs. Bernardo Jos
Correia de S, Vicente Nunes de Magilhes e An-
tnnio Silverio Barbosa da Silva : na prags da
Independencia, loja ns. 13 e 15, a negocio de
nteresse.
Bernardino Jos Loitao, subdito portuguez,
vai a l'arahiba do Norle.
D-se a quaniia de 500 a juros sob penho-
res de ouro e prala : na praQa da Boa-Vista n.
9, loja, se dir quem d.
Precisa-se da uma ama para casa de pouca
familia : a tratar na ra da Aurora, taberna nu-
mero 82.
Santa casa da misericordia do
Recife.
A junta administrativa da irmandade da santa
casa da misericordia do Recife manda fazer pu-
blico que no dia 14 do crreme, pelas 10 horas
da mmhaa, na casa dos exposte, se far paga
memo das mensalidades vencidas at 30 de ju-
nde do corrento auno, aquellas amas que forera
acompanhadas dos respectivos expostos.
S erelaria de sania casa de misericordia do Re
cife 9 de novembro de 1860.O escrivo,
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
CASA DE BANHOS
no
Assignatura de banhos frios, momos, de choque ou ehuviscos (para uma pessoa)
tomados em 30 das consecutivos. ,........... 109000
30 carios paraos ditos banhos tomados em qualquer lempo...... 159000
15 Ditos dito dito dito ...... 8*000
7 a ...... 4000
Banhos tvulsos, aromticos, salgados esulphurososaosprecos annunciados.
Estarmiiicgo de precos facilitar ao respeitavel publico ogozo das vantagens que resultan)
da frequenciadeura esiabelecimento deuma utilidadeincontestavel,mas que infelizmente nao
estando em nosso hbitos, ainda pouco eonhecida eapreciada:
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22
Precisa-se alagar uma prefa que
sirva para vender na ra : nesta typo-
graphia se dir'.
Muit > se deseja fallar rom os sennores abal-
lo declarados, na ruado Queimado n. 39, loja.
Antonio Jos de Amorim.
Antonia Francisco da Silva.
Manoel Jos Milele Mciriz.
Joaquim Jos Botelho.
- Alugam-se dous andares do sobrado da ra
da Cadeia n. 24. tendo commodos para grande
familia : a tratar na loja do mesmo.
Domingos da Silva Campos, de novo torna
a pedir aos seus devedorss que venham pagar,
porque tem de concluir o inventario que esl
procedendo poro Ilim Sr. Dr. juiz de orphos, o
alguns dos seus devedoies que nao quizerem que
seus nomes apparec.am no carlorio dos orphos,
venham realisar seus pagamentos por estes dias.
Remedio infallivel contra as agnorrhas anligis e recentes.
nico deposito na boiica franceza, ra da Cruz n. 22.
Preco do frasco 3j000.
com os
rancisco de Oli-
Na ra Nova n. 7, deseja-se fallar
Sr. Jos dos Santos Morein e Francisc
veira Jnior.
Bilhar do commcreio.
Bairro do Recife-
Rua do Torres n. 12.
Este esiabelecimento eslar aberto lodos os
dias das 9 horas da manha em diante.
Ganallio Nogueira & G.
sacam para Lisboa e Porto : na ra do Vigario n.
9, primeiro andar.
Precisa-se de uma senhora com ashabilila-
coes necessanas, que se queira encarregar da
ducac,ao de meninas no engenho Tenlugal da
freguezia do Barreiros : a tratar na ra da Moeda
n. 3, segundo andar.
Aluga-se uma excollento casa sita na pavea-
rlo do Monteiro, com bastantes commodos para
grande familia, na qual tem cocheira e estribara
para cavallos ; a tratar com Manoel Alves Guer-
ra, na roa do Trapicho n. 14, primeiro andar.
K Ikunnri Irmaos & C. avisam ao
respeitavel corpo do comraercio que
forarn nomeados agentes nesta praca das
companluas de seguros martimos de
Hamburgo.
Ensino de msica.
OfferRce-se para leccionaro solfejo.como tam-
bera a tocar varios instrumentos; dando as li-
?es das7 oras s 9 112 da noilera tratar na ra
da Roda n. 50.
Precisa-se le uma mullier de bons
costumes para o servico de uma casa de
pmcfc familia : quem pretender annun-
cie para procurar-se.
3
m

NORAT IRMAOS i
Tem estabelecido am rico sortimento de jotas ^
M RIA NOVA N, 8 V ANDAR
No qual se enconlrarao obras de brilliantes e ouro garantidas pelos anunciantes com
18 quilates, sem belume ou qualquer oulro vicio. Vendem aderecos e pulceiras de
todos os gostos execulndas pelos inellioros artistas contendo algumas batalnas da actual
guerra da Italia, pinturas de Vaiellu e lavas do Vesuvio. e uma infinidade de objectos
xMosaico, de Roma, FI1.ren5a.e1c, etc. Os annuncianles encanegam-se den andar
vir de Paris qualquer encommenda, para o que conservara naqulla capilal uma pessoa
de sua casa pdenlo garantir a pronpiidoo e boa execujao.
Estando a cor.feccionar-se o almanak
civil, administriitivo, cominercial, agri
cola e industrial da provincia, roga-se
aos Srs. que tem de ser nelle incluidos
de mandarem suas dedar;>c/ies de ico-
radia e estabelecimentos a' livrai a n.
6 e 8 da praca da Independercia e o
mesmo se pede aos Srs. de engenho e
rendeiros.
Dentista de Paris. {
15Ra Nova15 I
3| FredericoGautier, cirurgio dentista,^,
x faz todas as operacoe da suaartee col-jt-
ig locadentes artificiaos, tudo com a upe-<*
tf, rioridade e perfeicao que as pessoaten-||
^g tendidas Ihe recohecem. ->.n
Tem ascua e pos dentifricios ele. 8
- Precisa se alugar um primeiro andar ou un
sobrado de um andar, quo seo aluguel nao exce-
da de 25g a 30$ mensaes, sendo no bairro de S.
Jos ; a iraiar na ra dos Pescadores ns. 1 e 3.
Precisa-se de una ama para coznhar : na
rna dos Pescadores ns. 1 e 3.
Urgencia.
Medante as mais solidas garantas, e offere-
cendo-se em hvpotheca diversas casas terreas,
sitas nesla cidade, precisa-se com toda e urgen-
cia da quanlia de 8:000$ a juros pelo lempo que
se convencionar: a pessoa a quem inleressar,
queira declarar por este jornal para ser procu-
rada.
3K 3 MS $&& I
Vndese um grande sitio na es-
trada do Arraial, com casa de vi.enda,
Precisa-se alugar para servico dehomemsol- cimba de pedra e cal, com cxcellente
teiro um escraroue 12 a 16 annos de idade, fiel agua de beber, bastantes arvoredos de
e inlelligente. Tambera se compra, agradando/f, uctos de diverjas qualidades : a tratar
caso o aenhor queira vender : na ra Nova n. 15 v ,.
primeiro andar. com Jos Alaiques no metmo sitio con-
O corpo de polica compra, para fardaroento
das pra5as, 300 covados de panno azul, 50 cova-
djs do panno preto. e 1.500 vares de brira bran-
co liso : quem quizer forriecer apresente-se na
secretaria do mesmo corpo, ao meio-dia de 14
do correnle com as amostras, e suas propostas
era carta fechada.
O lenenle-secrelario,
Luiz Jeronymo Ignacio dos Santos.
Precisa-sede um criado, na ra do Hospi-
cio n. 9.
Piecisa-se de uma ama para todo o servido
de casa do pouca familia : ua ra da Roda nu-
racru 5i.
fronte ao sitio dos baritis.
Aos senhores armadores e
propietarios de carros
fnebres.
Vende-se velbulma prela superior a 400 rs. o
covado : na ra do Crespo n 25.
Ma roa do Aiago n. 37, vende-se um cx-
cellente cabriole! de 2 rodas, e tarabem ura car-
ro de 4 rodas por preco rommodo.
IWzeguiispara senhoras c meninas,
propria-i (por serem de cores) para os bellos oas-
seius di> campo: na loja do va|>or, na ra Nova
numero 7.
Vende-se a rasa de um andar e solio no
pateo de S. Pedro desta cidade c. 3, por 8 UtljJ:
a quem :onvier este negocio, dirja-se a ra do
Imperador n. 26, que achara com quera tratar.
Vmho a 400 rs. a garrafa
Uantelga iogleta a 960 rs., franceza a 640, cha
a 1&U2 !?..: ri8a"jS-e.? 'I"em a li,,[er aihado querendo res- mi ele a 660, qu. ijos a 25C0 bons, azeite doce
a 640, vin.igre a 240 : na taberna da estrella no
Borba, rap
fino, meio-grosso o grosso. Deposito, ra oa Ca-
deia n. 17.
Precisa-se de'um hornera para liabalho de
padara na ra DireUa 11. 69.
= Pcrdeu-se da Capunga at a ra do Monde-
go, na noite do dia 4 do correnle, uma loalha
com cinco vestidos e duas raiaisiiihas de meni-
fa :
argo do Piraizo n. 14.
Vende-se azeite de peixe a 400 rs. a garra-
ma Oireila, taberna de Jos Pinto da
Gama ( Silva,
lilui-las dirija-so ao sobrado dos qualro calilos
em S. Gonzalo n. 1, que ser recompensado.
= Pede-se encarecidamente ao Sr. Joao de
Barros do Araujo o favor de apparecer praca
da Independencia n. 23, afira de so Ihe cntiegr | Costa,
uma caria com urgencia.
Precisa-se alugar uma escrava prela qne
saiba bem engommar e coser, para flcar recolhi-
da em casa e nao andar na roa ; na ra da Cruz na ra da Imperalriz, oulr'ora atrro da Boa-
oo itecile n. 42, das 7 horas da mauhaa em | Visia n. 60, vendem para liquidar-se as fazendas
aian,e- segniatee, por menos de seu valor.
irecisa-sede uma ama para coznhar: na Corles de rostidos de la o seJa a 13* pecas
ra do Seve, por detraz do Cymnasio que se es- de bretanha com 10 varas a 4^. ditas de rulo rom
ia lazendo, sobrado da esquina. 110 varas a 23, chalys de cores muilo bonitos, co-
Va ra das Aguas Verdes n. 25, fazem-se | vadu a 8(K)ry., foiar de seda lidos padres a 800
bolos de todas as qualidades. armani-se bande (rs., laztnhas de quadrinhos e muilo linas a 400
jas e aprompta-se comida para fra. tudo com rs. o covado. ditas bareges do quadros o covado
aceto o promplidao. e por preco commodo. a 280. merino de uma s cor para vestido a 320 o
Ueseja-se fallar com o -Sr. Antonio da Silva | covado, rhitas francezas escuras o covado a 240
i-erros. na ra da Concordia, armazem do Sol: 260 o 280, riscados iarg*s francezes o covado a
n- 26- : 200 rs..
No da 30 do mez passado levaram um livro
do amostras de fitas da loja de miudezas da roa
larga do Rosario n. 40 ; o livro grande, lem o
nomo do dono da loja e o numero da cmsnia : a
pessoa que tlveresie livro, queira ler a bondade
de levar dita loja, que ser recompensado de
seu Irabalho.
mussulinas matizadas o covado a ^00 rs.,
mi
mi
TABAC CAPORAL
Deposito das maniifoeluras imperio es leFran^a.
Este excelente fumo acha-se depositado, diretaraente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
GAMBOA DOCARMO, o qual se ven.le por masgos de 2 hectogramos a l?5000e em porcaode
10 mseos para cima com descomo de 25 porcenlo ; no mesmo estabelecimento acha-se lambem
overdadeiro papel de linho para cigarros.
cassas francezas para vestidos o covado a 240, o
ditos multo finos a 300 rs., cortes de riscados
moiislros para vestido a 3#, cambala de salpico
muilo fina a vara a 800 rs. ditas brancas .: de cor
a 400 rs., enfeites do udrilho prolese do cores a
3J, gollinhas de trasp.sso muito linas a 3?, gros-
Oenaples muilo encorpados o covado a 2^, de tu-
Pelo juizo dos fe-tos da fuenda se he de arre- 'tV* ^ amo^a.a' B">> Penh/;
malar em hasta publica a quem imis der os
bens seguinles:
A renda annual da casa terrea no Poco da Pa-
nella n. 74 avaliada em 72$ rs.
A renda annual da rasa terrea no mesmo lugar
n. 76 avaliada em 48$ rs.
CASA DE SAUDE
yrx-
Sita em Santo Amaro.
Este estabelecimentj continua debaixo da administracao dos pro-
pnetarios a receber doenles de qualquer natureza ou catliegoria que
teja.
O zelo e cuidado all empregados para oprompto restabeleciinen-
to dosdoente egeralmente conhecido.
Quem se quizer utilisai pode dirigir-se as casas dos proprietarios
ambos moradores na ra Nova, ou entender-se com o regente no esta-
tabelecimento.
S3
KA
-y >
Reforma de precos.
Escravos. -..... 2#000
Marojos e criados..... 2.S0O
Pi imeira classe 3$ e. 3#500
As operaQoes sero previamente ajustadas.
LUT
DA
PROVINCIA.
O Sr. Ihesouieiro das 1..lorias manda declarar
que em quanto subsistir o plano quo actualmente
esliera vi^or correro lodos os sabbados as lo-
teras que lem de ser eitrahi.ias, bem como que
se acliam exposlos a venda os bilheles da ultima
parle da priiuera e prnneira da segunda l< (orta
do recolhimeiitu de S. do Bom Conselho do
Paparaca. rujas rodas devero andar imprelcri-
velmene no dia 17 do correnle.
Thesouraria das loteras 10 de novembro de
1860.O es rivo. J. U. da Cruz
Aluga-so uma linda casa terrea em Olinda,
no Varadouro, a priraeira 00 desembarque, o lu-
gar proprio para quera quizer pagsar a festa :
a tratar com o proprietario, no Recife, ra da
Moeda. armazem n 9.
O Sr alteres do 9." batalho de infanlaria
queira ir pagar o que deve na ra dos Pires, pa-
dara n. 44.
D-se a premio 500$ sobre hypolheca em
predio na cidade : rus ra Caixa o'Agua n. 52.
s devedores do tallecido Marco-
liao de llorja Geraldes, queiram pagar
seus dbitos quanto antes na ra da
Cruz n. 4, do contrario proceder se-ha
breve a uobranca judicialmente.
Agencia de passaporte e folha
corrida.
Claudino dn Reg Lima lira passaporte para
dentro e fra do imperio : na ra da Praia n. 47,
primeiro andar.
Aluga-se o segundo andar do so-
brado n. 15 da travessa do Veras na'
Boa Vista, muito fresco e com muito
bons commodos para familia: tratase
na ra da Cadeia armazem n. 06, das
9 horas da manhSa ate asi da tarde.
Roga-se ao Sr. acad-
mico Joao Jos de M- ura Ma-
galhes, queira apparecer
ftsta typographia, aim de se
Ihe fallar acerca da obra que
maudou imprimir, visto nao
se poder saber qual a sua mo-
rada.
m~"\S a(,rninis,rau'or,,s da massa fallida de
Claudino Oliveira a!sara a lodos os Srs. credo-
res, que |hes deeem apreseniar os seus ttulos
de crdito no prazo de oito das, aliro de proce-
derera ao que determina o art 8)9 do cdigo do
commercio, devendo essa apresemaijao ter lu-
gar no armazem dos administradoras Ferreira &
Araujo. Recita 12 do novembro de 1860.
Precisase de dous trabalhadores de macei-
ra. que entendi perteitamente do fabrico de
i pao e bolaxa : ira ra larga do Rosario n. 18,
padara.
Aluga-se um sitio napovoaco do
Monteiro,onde resi.iio o Dr. Manoel de
Barros Barreto, com excellentes commo-
dos para grande familia, sendo a mar-
etern do rio, rom cocheira e estribara
para cavallos : quem pretender dirija-se
a ponte de Uchoa sitio defronte do Sr.
Bento Jos da Costa.
3Ra cstreila do Kosario-3
H Francisco Pinto Ozono continua a col- 8?
*| locar denles arllQciaes tanto por meio nn
f de molas como pela presso do ar, nao |2=
9 recebe paga alguma sera que as obras **
; nao fquem a vunlade de seus donus, ^
^ lem pozes e outras preparaces as mais S
^ acreditadas para conser^aco da bocea Si
Sahio de casa no dia 2 de novembro desle
correnle annn um mnlatinho de nome Eduardo,
o qual lem 12annos de idade, e os signies se-
guinies tamanho e corpo conforme a idade, cor
clara, cabera e cara achatadas, cabella crescido e
sollo, nariz pequeo, pescoro curto, os hombros
um pouco levantados, orelhas grandes, e na es-
querda lera uma pequea cicatriz junto a fonte,
maos e ps direilos, o no dedo grande de un
p tem a unha radiada ; o mesmo levou a
roupa seguinte : palelot de brm riscado de
azul j desbotado, calca de casemira verde escu-
ra, sapates de couro de luse. camisa de algo-
daozinho azul j desbulada e chapeo preto de co-
pa baixa ; e como nao lenha apparerido, receja-
se ter sido seduzido, e aaaim recommenda-se e
pede-se com toda instancia a lodas as autorida-
des policiaes, e a qualquer particular que vir ou
soubcrdelle, do o trazer praca da Coa-Vista 11.
12, que se gratificar.
Precisa-se alugar uma eslava para lodo o
servico de urna casa de pouca familia : na praca
da Independencia n. 38.
Empreza da illu-
mitiacao a gaz.
Constando empreza da illuminacSo a gaz que
algumas pessoastem mandado augmentar nu col-
locar novos bicos e encanamrnlos em sues casas
por machinislas (alias aventureiros) que nao sao
empregados seus. e rom apparelhos nao tornea-
dos por ella, tem resolvido, para acabar com es-
ie abuso, por em rigorosa pratica o artigo 7o do
seu regulamento, o qual do Iheor seguinte :
a Noescriplono da empreza concerta-se e res-
ponde-se pela i-mcacia dos apparelhos alli ven-
didos; inirin de maneira alguma se encarrega
de c.ollocar, concertar, responsabilisar-se ou sup-
prir gaz pelos apparelhos nlheios.
E visto que sendo a empreza. lano pelo seu
contrato como pelo regulan enlo do governo res-
ponsavel pelos damnos esinistros occorridos no
servico e fornecimenlo do gaz aos parlicularcs,
essa responsabilidade nao poderia existir, desde
que o material nao fosse fornecido por ella, ea
collocacao nao fosse taila por opranos de sua
coitflanca
Assini a mesma empreza previne aos senhores
consommidores que d'ora avante um minucioso
exarr.e ser Irwnensalnienle feito por um de seus
machinislas, e ochando esle apparelhos 011 qual-
quer objectos que nao lenham sido furnridos
p*-la empreza, mandar esla immedatamente
cortar o gaz.
Porlanto para evitar duvjas e rerlamarjoes pe-
de-se aquelles senhores que quizerem qualquer
alteraco na Iluminarlo de suas casas, queiram
por esrriplo dar as suas ordena, em um livro pa-
ra esse lira guardado no armazem da ra do Im-
perador n. onde podero dirigir-ge, sera o que
nao serio atlendidos.
Recife. 30de outubro de 1860.
Rostron, Rooker & C.
Aluga-se um escravo. indo as 8 horas e
meta da manha e voliando a noilinha : na roa
Formes 1, rasa do lenente-coronel Vilella ; l lam-
bem mora uma pessoa que engimma muito bem
para fra roupa de hiimm e senhora.
Tendo de celebrar-se algumas missas
pela alma du fallecido Dr. Jos Luiz de
Araujo Lima, chefe de sauoo desta estacao.
convidam-se aos Srs. ofliciaes dos navios
de guerra e pessoas da amizade do falleci-
do para assislirem no da 14 do correnle
4*8 horas da manha na mairz de Corpo
santo, a esle aclo de caridade e religio.
Roupa feia para liquidar
na ruada Iiperatriz u. 60,
luja de Gama & Silva.
Calcas de casemira de cor muito finas a 7#, d-
A renda annual da casa terrea no mesmo lugar las de bnm de lu.ho branros rauilo fino a -J), d-
n. 77, avallada em 48g rs. las de gurgu:5o escuro a 3. ditas de brins de ro-
A renda annual da na Casa Forte n. e.ra rao res a 2g, 2cU0 e 3. Culi- tes ao velludo, ditos de
estado avallada em 368 rs. seda e outras qualidades, ualetots de alpaca preta
A renda annual de ootra casa no mesmo lugar muito boa fazenda o 5, dnos de princtza prela
n. o era mo estado, avaliada em 3Cg rs. a 6g, dilos de merino preto a 7<, ditos de panno
Lujos rendimenlos foram penhorados por exe- preto lino, dilos de riscadinho levizinhos a2500
cucao da fazendo provincial conlra a viuva de
Miguel Francisco Gomes.
A renda annual de una casa com um pequeo i
sitio na ra dos Passos n. 3H enm commodos'
para pequea familia avallada em 72ft rs.
Cuja renda foi penhorada por execur;o da fa-
zends provincial conlra os herdeiros de Joao
Baplista de Souza Lemos.
Lma casa terrea na ra do Bom-gosto n. i8 Para os senhores ferradores e
ireguezia oos Af.igados rom 18 palmos de frente
(iuuiiua e velas'
Vende-se gomma a 140 rs. a libra, esprmaco-
le a OSO, azeite de carrapalo a 410 a garrafa : na
travessa do pateo do Paraizo n. 16, casa pintada
de amarello.
e 50 de fundos, pequeo quintal em ai.eilo. e
em chaos fuieiros, avaliada em SOgOOO rs. por
venda.
Outra casa na mesma ra n. 21 com 18 pal-
mos de frente e 50 d fundos, quintal em aberto
e rhos foreiros avaliada era 5OS00O ris por
venda
Cujas casas loram penhnradas por execucao da
fazenda provincial contra os herdeiros de Joa-
quim Caetano da Luz.
L'raa casa de taipa na ra de Molorolomb n.
6i A. fregueza dos Afogados, com 25 palmos
de frente e 32 de fundos, em chaos foreiros e
em mo estado avaliada em 70&000 ris por
venda.
Cuja casa fo penhorada por execucao da fa-
zenda provincial contra Jos Alves.
A renda annual do giliu na Passagem da Mag-
dalena n. -2i rom duas sala?, oilo quartos cos- .
nna rara, esireboria e oulros commodos avaliada ,-****^ '
em 3(10g rs.
Cuja renda foi penhorada por execucao da fa-
zenda provincial contra os herdeiros de Ignacio
hrmo Xavier.
Os prelendenles comparecam s 10 horas da
manha do dia 15 do correnle mez de novembro
Da sala das audiencias.
cocheiros.
Vende-se uma porcao de ferraduras de todos
os lmannos; na ra do Queimado n. 53.
Vende-se uma escrava de 28 annos, pouco
mais ou menos, cora principio de ludo : a tratar
na ra* di Cadeia Velha do Hccife n. 56, escripto-
rio de Leal & Iimo.
i
gg Machina.- de vapor.
;> Rodas d'agua.
Q Moendas de coima.
Tai xas.
J$ Iludas ilentadas. @
@ Bronzes e aguilhes. ^
~.f Alambiques de ferro. p
@ Crivos, padres ele, etc. q
33 Na fundujao de ferro de D W. Bowman, @
jjj ra do l'rum passando o chafariz. S
.. *> x^ ? --> <* SSo Vi .^, .J
Pee hincha sem par.
Vendtm-se palctots saceos de casemi
ra de coi- pelo barato preco de 1 6# : na
ra da Madre de Dos n- 36, primeiro
na mesma casa vende-se um re-
and
ar
OSr. JACOMF. I.YSSF.S, vindo dos portos ,
do norte pelo vapor clguarassii. queira dirigir- ogio de ouro patente inglez e um cor-
s ra da Cruz n. 22 para receber uma caria.
Caixdro
Precisa-se de um menino rom pr''lica de miu-
dezas : a tratar na ra do Livramento n. 17.
rentao pelo pieco de oOjjf.
Carro.
Vende-se um excellente carro lodo envidrnca-
. l..n. 7 ------- .. eiiuis-i: um exi enenie carro lodo
beToffir". r,,'ra.pr, m,"a 'd q"e "" : d. com un,a b"s Par<,lhil cavallos, por ,
ve roznnare lazer lodas as cnmiTs niiam ore-1 ...I__i "*"" '' r"^"
cisar diiiia-se ruada Praia dT 3*. n aT "' %iV 2! fBU: "* rua ,iirga *
o,. Busano n 24, loja de ouro, se dir queni tem.
= O Sr. Ricardo Pereira de Faria faca o favor! 1Vfi"d,;-?e "m ^r!""i" -o na Soledad*, na
de declarar quem foram os padrinhos d seu tilho ] ?,? rt.eJ'.,ao,F''snan'1PS Vieir;!' P.fl" ''" Man-
Euiropio. bapilsadii em 4 do roirente novembro,
na matriz da Boa-Vista, sem o que nao se poda
abrir o assenlo. vigario, Venancio llenrique
de Rezende.
Altenco.
Precsa-se de um menino de 10 olannos,
dos chegados ha pouco lempo da Europa, que
saiba lere escrever, embora nao lenha pratica de
na Soledade, taberna n. 11, junio a pa-
ta berna
dara.
tjijjfjras-
Aviso com inuita at-
ten^ao.
Roga-se ao Sr. Francisco Jos Coelho "o favor
de apparecer prara da Independencia ns. 83 e
*">. a negocio que nao ignora, e ao mesmo lempo
aoterte-se-lhe que nao pode relirar-se, segundo
consta, sem saldar o que deve a Bandeira & Bar-
bosa.
= Compram-se moedas de ouro de 20-;0f0 :
no escriplorio de Manuel Ignacio de Oliveira &
Filho, largo do Corpo Santo n. 19.
Compra-so um moleque de 16 annos de
idade. sem achaques: a trotar na prara do Corpo
Santo n. 17, luja de cabos.
Vendas.
Vende-se uma earroca e um boi: quem
pretender, dirija-se ao Remedio, a tratar com
Caetano Baplisla do Mello.
Vende-se a loja de clcalo n. 35 da rua do
Livramenlo ; a tratar na mesma.
Vendom-sc pecas portuguezas dn 16 ; no
escriplorio de Manoel Ignacio de Oliveira & Fi-
lho, no largo do Corpo Santo.
Vende-se na rua Velha n. 46, o muib acre-
dilado oieo de curar glndulas.
Carro e boi
coa til-
lbanla
yueiji
qoeijos
grande
Vende-se um rarro e boi muito bom,
mado a trabalhar na alfandega ; ra
grande da Soledade.
os novos
Estao-se acabando os verdadeiros
qoalha muilo frescaes ; na taberna
Soledade.
Vinho Bordeaux,
Palmer Margaux, em raizas de uma duzia, aulor
Jules Hue C na rua do Vigario o. 19, pri-
meiro andar.
Carvao animal
de superior qualidade, vindo de Lisboa
do Vigario n. 19, prmpiro andar.
= No sitio di esiiada do Arraial, re Marceli-
no Jos Lopes, vende-se restos de materia das
obras que flzeram-se, sendo cal preta, lijlos
grossos, ladrilho o telha.
Na olaria n. 13 da rua do Monteiro, de Mar-
celino Jos Lopes, vende-se uma quantdade de
lijlos para cacimba, de 6 palmus.
Alpaca branca e verdadeirn merino da chi-
na, propria para a contraria de Nossa Senhora do
Livramenlo : em casa de Julio & Coorado.
Da rua
giiinho, contendo minios arvoredos df frocto de
diversas qualidades, un grande viveiro de peixe,
um cercado para animara cora uma os'ribaria no
mesmo, uma grande plaa de capim, muilos
mangues para lenha, um pomar de larangfiras
novas, duas plantas de canil', dua>^ grandes plan-
as de ba- aneras de diversas qualidades, duas
plantas de mandiocas, roacacheiras e balotas,
muilos coqueiros de frurto, e urna porcao novo,
com as extremas todas fetas do cerca nativa,
com bom banho u'a<;ua salgada e temperada, tem
una casa de vivenda sofTrivel, rom cocheira c
estribara para 3 caballos, e quartos para pretos,
ludo de podra eral, urna boa carimba com a^ua
do beber, e tanque para lavagem ; Cujo sitio o (Te-
rece minias vantogens por ser muito peito da
iraca e ler lodas as commodidades precisas
quem quijer ver e comprar, dirija-seno seu pro-
prietario Antonio Leal de Barros no mesmo sitio.
Coke (curvao.)
ou cnmhustvel para cozinhas, caldeirss, ele.
| muito econmico paza as casas particulares: ven-
de-se na fabrico do gaz em porcoes de um quin-
tal para cima a 1} o quintal.
Vende-se uma earroca para boi, nova, c
de boa coiislrugo: na rua da Imperalriz c. 20
2o andar. '
Armacao de loja.
Vende-se una armaco de uma loja que serve
I para qualquer esiabelecimento na rua Direita n.
87, e se; quem preteuder dirija-se a rua do Queima-
do n. 40, loja.
A 9,000 a arroba.
Vndese cera de carnauba da velha
e nova safra a preco de 9$: no antigo
deposito do largo da Assembla n. !).
Vende se um sitio com 1|4 de le-
gua quadrada, e urx.a planta decoquei-
ros de mil e tantos ps, tem duas gran-
des camboasqueda' dous bons viveiros
na Pontezinliu 'rcgueiia de Munbeca :
a tratar na rua do Queimado n, 48.
Vende-se um exo lente guarda
roupa ainda em milito bom estado : n#
rua de Santo Amaro (Mundo Novo) nu-
mero 26.
Vendem-se tres molecas de 12 a 13 annns.
uma negra rem duas rrias, um mulaiiuhu de 11
annns, um dito de 17 nnos, boro boleeiro. de
boa conducta, e sem vicios, uma negra de meia
idade, lavadeira e rozinheira. por 600, uma di-
ta por 1:200]}. uma mulata rom as mesmas habi-
lidades por 1:1009, uma negra de 30 annos. ro-
busta e boa ganhadeira por 1.000$, e um mulato
bom cozinheiro ; todos se vendem a prazo ou
a dinheiro, na rua Direita n. 66, escriplorio de
Francisco Hathias Pereira da Costa,


(fi)
DIARIO DB FUBANBUGO. im$k FURA W M. MOVIMMO DE 1S60.
45Ra Direita ~ 45
ESCOLHIDO SORTIMEKT
DE
Aproximando-se o lempo {estiro, e sendo in-
dispensavel que as lindas e aroaveis ulnas da
opulenta e potica Mauricea se previnam do que
necessario para o resguardo dos seus mimosos
o pequeotnos ps; attendendo tanibem a que
una crinolina empavesada nao pode estar de
acord com urna bolina acalcanhada ou desco-
sida, assim como un cavaiheiro de caiga balao,
com un borzegnim estragado, far urna triste
figura vis-a-vis de ama bella; cosideraces tao
acertada-, actuaram no espirito do proprietarodo
cslabelecimenlo, j lo conhecido pela modici-
de doa precos do seu calcado, para reduzi-los
anula mais, munindo-se de um abundante sor-
timenio e som defeilo, qua aprsenla aos seus
benignos freguezei (moeda em punho) pelos
precos abaiio:
Borzeguins 32 a 59.
Ditos ditos.
Senhoras
. 4#800
. 4#500
Ditos ditos.......4#000
Meninas
a 31. .
Bo:zeguins 29
Ditos 25 a 28.
Ditos 18 a 24......5*200
Homem
Borzeguins. ......
Ditos.........
Ditos pro va de fogo e d'agua.
Ditos.........
Meto*, borzeguins de lustre. .
Sapa toes com elstico e lustre.
Ditos arranca pelle, bezerro. .
Ditos de bezerro. ....
Meninos
Sipatoes........
Ditos......
o#800
3#600
9^500
80800
8$500
60000
6$000
50000
50600
50000
FUND1QA0 0 AURORA.
Seusproprietariogofferecenlaseus numerosos freguezes e ao pubbico em geral, toda e qual-
quer obra manufaturada em seu reoonhecido eslabelicimenio a saber: machinas de vapor de lodos
os tamanhos, rodas d'agua para engenhos, todas de ferro ou para cubos de madeira, moendas o
meias moendas, tachas de ferro batido e fundido de odas os tamanhos, guindastes, guinchos e
bombas, rodas, rodetes sgu.lhas e boceas para fornalha, machinas para amassar mandioca e para
descarocar algodao. prtncas para mandioca e oleo de ricini, portos gradara, columnas e mo-
nhos de vento, arados, cultivadores, pontes.'cadeiras e tanques, boias, alvorengas, boles e todas
as obras Je raaehinisrao Executa-se qualquer obra seja qual for sua natureza pelos desenhos ou
moldes que para tal fim forem aprestados. Recabera-se encommendas neste eslabeleciment na
ruadoBrumn. 84 e na ruado Collegio hoje do Imperador n. 65 raoradia do cSxeiro do es-
tabelecimenio Jos Joaqu.m da Costa Pereira, com quem os pretendentes se podem entender
qualquer obra.
para
5*600
50000
Ha tambera nai variado sorlimento de todas as
classes e trecos inllmos, sendo os aDnunciados
S3mente de primeira classe.
RELGGIOS.
Vende-se emeasa de Saunders Brothers A
G. pracado Corpo Santo, relogios do afama
dJ* abricante "loskell, por presos commodos
e timbernincellins e cadeias paraos meamos
deetce I eguro contra Fogo i
ANUA f
NDRES
iMffiiii^ftA g mmt$m m nmu.
Sita na ra Imperial n. 118 e IflO junto a fabrica de sabo.
DE
Sebastio J. da Silva dirigidaporoFraacisc Belmiro da Costa.
Neste estabelecimenlo ha serapre 'promptos alambiques de cobre de diBerentes dtmen-
Qoes de 300 a 3:000) simples e dobrados, para distilar agurdenle, aparolhos destilatorios
continuos para resillar e destilar espirilos com graduaeo at 40 graos (pela graduacao de Sellen
Lamer., dos melhores systemas hoje approvados e conhecidos nesla e outras proyincias do imperi-
bombas de tojas asdiraencoes, aspirantes e de repucho, tanto de cobre como de bronze e ferro
lorneiras de bronze de todas asdiraencoes e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de
bronze e ferro para rodas d'agua, portas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e
chumbo de todas as di monges para ancanaraanlos camas de ferro cora armaco e sem elle,
fugoes de ferro potaveis e econmicos, tachas e lachos de cobre, fundos de alambique, pa'sa-
deiras, espumaderas, coccos para engenho, folha de fiandes, chumbo om lencol e barra zinco
em lencol a barra, lences e arroellas de cobre, lences de ferro e lalo, ferro suecia inglez
de todas as dimencoes, safras, tornos e folies para ferreiros etc.,e outros muitos artigos poj
menos preco do que era oulra qualquer parle, desempenhando se loda e qualquer encoramen-
daccm preslesa e perfeicao ja conheciJa e para conmodidade dos freguezes que se dignaren)
honrtrem-nos com a sua confianca, achao na ra Nova n. 37, loja de ferragens, pessoa habi-
litada para tomar notadas encommendas.
\
l
PROfiRESSO
de
L
AGENTES
G J. Astley & Companhia.|
Vende-se
Formas de ferro para
purgar assucar.
Enchadasde ferro.
Ferro sueco.
F"ngardas.
Ac de Trieste.
Pregos de cobre de com-
posigo.
Barrilha e cabos.
Brim de vela.
Gouro de lustre.
Palhinha para marcinei- I
ro : no armazem de C.
J. Astley A C.
;: -, -!> T *' -T9 f9 11 O ?j;jfa
Na na da Cadeia n. 24, vendem-se as se-
g'iintesfuendas, por melado de seu valor, para
lil'iilnrao.
Bicos de seda brancos e prelos, de todas as
arduras, vara a lti, 240,400, 800 e JJOOO.
Um completo sorlimento de franjas de sedae
de algodo.
Chal-s .le tuuquim a 10, 15, 20 e 35#.
Boto.* de seda, velludo, de lou?a e de fuslo
de qitali lades finas, duzia a 200, 400 o 600 rs.
Cotlariohos bordados de 500 rs., 28, 3 e 4!
Entren-eios Unos, pecas com 12 varas a lg.
Folhos bordados liras a 500, I, 2, 3j>500.
Camisetas com manguitos a 3#, 4, 5 e 65.
Enfeiles de flores a 6j.
Chapeos de seda para senhora a lOg.
CasavM'iues do velludo a 40 e 603.
Ditos de seda a 25#.
Ditos de fustao a 8 e 12J
Filas de seda e de todas as qualidaJes de 160
rs. a ljOO.
Ditas de velludo de 240 rs. a lg.
Vende-sc barato.
Filas lavradas de 3arja, dilas de velludo es-
treitas, nenies de larlartiga a imperalriz, luvas
d> torga! com vidrilhos, frocos sem rame, en-
feiles de vidrilhos para cabeca, e outros mais ob-
jecios : na loja do vapor na'rua Nova n. 7.
Vende-se
urna mulata com varias habilidades, sendo espe-
cialmente ptima cozinheira : na casa de banhos
no paleo do Carmo.
Os proprietarios deste estabele-
I cimento convidara ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, que se
:acham em seu armazem de molhados de nova mente sonido de gneros, os melhores que tem
vindo a este mercado, por serem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a raaior parte delles viudos por conta dos proprietarios.
CYiocoUUe
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porcao a 850 ;.
Marmelada imperial
Lisboa em latas Je i a 2 libras a 800
Armaco de loja.
Vende-se a armaco de urna loja para qualquer
eelabelecimeoto: na ra Direita o. 87, garnte-
te a casa pelo tempe que se convencionar : os
pretendentes di'ijara-sa rua'do Queimado n.
46, loja.
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Stomacal de 1830.
Precioso de 1847.
As Ouzias, e em caixinhas, a dinheiro, por ba-
rato preco : vende-se na ra do Trapiche n. 40,
escriptorio.
CAL DE LISBOA,
nova e muilo bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recife n. 38, primeuo andar
L0J4 DO VAPOR.
Grande e variado sorlimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas e perfumaras,
udo por menos do que em outras partes: na lo-
a do v apor na ra Nova n. 7.
Cheguem ao barato
O Pregula est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pec,asdebretanha de rolo com 10 varas a
25, caseraira escura infestada propria para cal-
a, colleie e pilitots a 930 rs. o covado, cambraia
organdy de mallo bom gosto a 480 rs. a vara,
ditaliza transparente rauto fina a 39, 45, 59.
e 63? a pija, dita tapada, com 10 varas a 59 e
69 a pee.1, chitas largas da rao lernos e escolhidos
padresa2O, -J63 a 280 rs. o covado, riquis-
simoschales de raorin estampado a 79 e 89,
dilosbordadoscom las palmas, fazenda muito
delicada a 95 cada um, ditos cora urna s pal-
ma, muito finos a 89300, ditos lizos com fran-
jas de seda a 59, lenros de cassa com barra a
100, 120 e l (JO cija um, meias muilo finas pa-
ra senhora a 49 a Juzia, ditas de boa qualidado
a 39 o 3950Q a luzia, chitas francezas de ricos |
desenhos, para sobarla, a 280 rs. o covado, chi- i
tas escuras inglezss a 5*900 a poga.ea ltOrs.
o covado, brim branco de puro linho a 1,
19200 e 19600 a vara, dito proto rauitoencor-
padoa 19500 a vara, brilhantina azula 400, rs. |
ocovado, alpacas de lifferenles cores a 360 rs. o
covado, cesemiras preasfinas a 29500, 39 e
39500ocovado, carabria preta e desalpicos a
500 rs. a vara, e outrasmiitas fazendas que se
far patente ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhr.
Pianos
eS-I-Brothers&p-temP,r Tend em
eu armazem, na praea do Corpo Santo n. 11
atan 1Piamos do Wo gesto, recentimente'
chegados.dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres. e
muito cronos Dar este clima.
GRANDE SORTMEUTO
IFazendase obras feilasj
Loja
Ges&BastoJ
Ka.
e armazem
DE
/^ojatsperanca.
Vende-se borracha de seda oreta nara hnr
K LT00 TtZ- ^f b ?isbS
SrCaot a lil 20^ab;ndf' naulM do "
do iiautrot a 18 e 20 braceletes de mozaico a
63 laa para bordar a 6S400 a libra, trancas do li-
nho brancas para as roupas da testa a n <
lfMO o 19C00 a peca, sete padSe, diuVente!'
corheres unas, facas, triochanles, ele : na rua
do Queimado n. 33 A, Cuiraares & Rocha
Vende-se urna negra de nacao por pouco
dinhe.ro. a qual d diariamente I9 ; na rua do
?!& ou lroco"se por unj moleiue
Por metade do seu
valor.
Rua do Queimado n. 19.
Bournus de soda otomana <- *J-?*aL
de
de
cores
baile.
Apochincha, antes que se
acabe.
Na loja do Preguica, na rua do Queimado n.
2, tem saias baldes aberlas, do ultimo gosto, pe-
lo diminuto prego de 59.
SIAHH SORTIMENTO
DE
Fazendas
e roupa
! Na rua do Queimad j n.
46, frente araarella.
Sortimento completo do sobrecasaca de
panno preto e de cor a 259. 289, 30> e
359. casacas a 289. 303 e359. palitots dos
mesmos pannos209, 229 e 25$. ditos de
casemira decdr a 163 e 189, ditos sac-
eos das meantes casemiras modelo inglez
caseraira fina a 109, 12^149 e 15$, ditos
saceos de alpaca preto a 4g, ditos sobre
fino de alpaca a 79, 88e99, ditos de me-
rina selim a 10$, dilos de merino cordSo
a 10$ e 129, ditos de sarja prota trancada
saceos a 6$, ditos sobrecasacos da mes-
raa 'azenda a 83, ditos de fuslo de cor e
branco a 43. 4$500 e 5g, colleles de ca-
seraira de cor e preto a 59 e 63, ditos de
merino preto para luto a 49 e 59, ditos
de velludo preto de cor a 93 e 109, ditos
de gorguro de seda a 53 e 69, dilos de
brim branco e de cor a 2350 e 33, cairas
de caseminde core prelo a 7$. 8$, '99
e 103, ditas para menino a 63 e 7-3. ditas,
de merino de cordao para nomem a 5$ o
63, ditas de brim branco a 5j e 63, ditas
ditd do cor a 3}, 33500, 45 e 53. e de
todas estas obras tomos um grande sor-
limento para menino de todos os tama-
olios ; camisas inglezas a 363 duzia. Na
mesma loja ha paletots do panno preto
para menino a 14$, 15$ o 16*. ditos do
casemira para os mesmos pelo mesrao
prero, ditos do alpaca saceos a 33 e
33500, ditos sobrecasacos a 5} e 6$ para
os mesmos, calcas de brim a 2j500, 39 o
33500, paletots saceos de casemira de cor
a 6 e 73, loalhas de linho a 800 e 1 ca-
da urna.
No mesrao estabelecimento manda-se
apromptar todas as qualidades de obras
tendenles a roupas feitas,era poucos dias,
que para esso fim temos numero suf-
Jl ticienle de peritos o (lidies de alfaialcs
ir rgidos por um hbil raeslre de serae-
jf Ihante arte, flcando os donos do estabe- =J6
* lecimeoto respousaveis pelas mesmas cgp
,f|) obras at a sua entrega. "3
Sebo e graixa.
Se' o coado e graixa em bexigas: no armazem
in Tasso Irmos, no caes de Apollo .
proprios para passeio e sahidt
v ultimo goslo, ni
f Loja de marmore.
4dmiraveis remedios
americanos.
fesSai eficazmente as principaea mo-
Prompto alivio de Radway.
e ;"^9",anearaente alivia as mais acerbas dore,
cabeca rLIIT* CaS0S "e r'enatismo. dor de
hs S5;Jl.T-",gia'd,arha' maras, clicas, bi-
iueimal,?r!a0 freMW nos ossos. contusoes,
r-Sr>aL ?' eruP^oes cutneas, angina, reten-
cao de ourina. etc.. etc.
Solutivo renovador.
aicaU/*"i?i!? enfermida,les escrophulosas.cbro-
h IJP raS; reS0lve S dePsilos de mos
nT 0pu,"Dc,a osangue. renova o syslema;
prompto e radicalmente cura, escropbnlas,vene-
molestias
mulheres
-Jasas classes
uoinos, difBculdade das regras des
hipocondra, venreo, etc.
NA LOJA E ARMAZEM
ao p do arco de Sonto
Antonio
vendem-se toalhas de linho para mesa a 2200 e
J500.
Era casa de N. O. Bieber 4 Successores, rua
da Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marca Parre & C, urna das mais
acreditadas marcas, muiconhecidas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho xerez em barris, cognac em barris e
caixas
Vinagre branco e tinto em barris.
Brilhantes de varias dimenses.
Eiher sulfrico.
Corara a lacre clara.
Lonas' brinzaos e brins.
Ac (ln Milo
Ferro da Suecia.
Algodo da Baha.
Presuntos a 320 a libra.
V>n1em-se presuntos do Porto a 346 a libra,
sendo inteiro, e a retalho n 400 rs. a libra ; de-
fronte dj matriz di Boj-Vista n. 88.
do afamado Abreu, e de outros mais fabricantes de
rs., em porcao de se far algura abatimenlo.
Ma?a de tomate
em latas de 1 libra por 900 rs., em porcao vende-se a 850 rs.
jLatas com ervUias
vende-se nicamente no armazem progresso a 640 rs. cada huma.
Conservas francezas e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
Latas de bolaclnna de soda
com diferentes qualidades a 19600 a lata
\ine\xas francezas
s mais novas que tem vindo a este mercado em compoteiras, contendo 3 libras por 3#000 rs.
eem atas del 1 [2 libra por 19500 reis
Verdadeiros gos de comadre
em caixa com 16 libras por 35000 rs. a retalho a 240 reis a libra.
Caxnnas com 8 Vibras de passas
a 3$000 rs. em porcao se far algum abatimenlo, vende-se tambem a retalho a libra a 500 rs.
Manteiga ingleza
perfectamente flor a mais nova que ha no mercado a 19000 rs. a libra, en barril se far al-
gum abatimenlo.
Cha perola
o melhor que ha neste genero a 2#500 rs. a libra dito hyson a 2#000 rs.
PaYitos de dentes Yicnados
a 200 rs. cen 20 macinhos.
pelxe sareY em posta
o melhor peixe que oxziste em Portugal em latas grandes por 1&500 rs. cada urna e de
outras muiias qualidades que se vendem pelo raesmo preco
Manteiga franceza
a 560 rs. a libra em barril se far abatimenlo.
ToucinYio de Lisboa
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
em caxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 4$000 rs.
Tambem vendm-se os seguintes gneros, (udo recen tmente chegado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 48fc rs. a libra, chouri5a rauila nova, raarmelada do mais afamado fabricante cortes ror-uro
de Lisboa, ma?a de tomate, pera secca, passas, frucias em calda, araendoas, nozas, frascos com I Ditos de ditos de relio 4S000.
amendoas cobertas, confeites, pastilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux, proprio Camisas francezas flnns a 1600.
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, macas de todas as qualidades chaP"s rr-lcei,2llaw91000'
L0eZ.acerat0harlto'lLV;!l8fS """^ ^^P9386 d8S "^ fedUK!a8 "-"T' ""*" d di,a?'' 11 dVbri'-'dSffiho branco e de
spermacete barato, licores francezes muito fiaos, marrasquino de zara, azeile doce purificado, azei- cale a 1JJ600.
tonas muito novas, banha de porco refinada e ontros muitos gneros que encontrarlo tendentes a Riseadiahos de linho fino e fustes de cores co-
molhados, por isso prometlem os proprietariea venderem por muilo menos do que outro qualquer, a 40"
promeUam mais tambera servirera aquellas pessoas que raandarem por outras poueo praticas orn
seviessem pessoalmente; rogam tambera a todos os senhores de engenho e senhoras labradores -
queiram mandar suas encommendas no armazem Progresso, qoe se lhes affianca a boa qualidade e r a
0 acondicionamento. o vende-se a casa da rua da Alegra n. 24 :
tratar na rua do Rosario da Boa-Vista a. 50.
DE
Joaquim Rodrigues Tarares de Mello
RUA DOQUEIMADO N. 39
EM SUA LOJa DE QU.VTRO P0R1AS.
Tem um completosorlimento de roupa feita,
convida a tolos os seus freguezes e a tojos
quedesejarera ter um uniforme feiio cora todo o
gosto dirijam-se a este estabalicimenlo que era-
conlrarao um babel artista chegado ultimaraen-
te de Lisboa para desompenhar as obras a von-
tade dos freguezes, j lera um completo sorli-
mento de palilots de fina casemira modello im-
glez, e muito bem acabados a 16&300, ditos
de merino selim a 12*000, ditos de alpaca
pretos a 55000. ditos de alpaca sobre casacas
a 89000, ditos com golla de veludo a 98000,
ditos de fu?tao, ditos de ganga, ditos de trira,
ludo a 590'O, ditos de brira de linho transa-
do a 6#000, caiga de brim de linho muito su-
perior a 5000, ditas de casemira de cor a
99000 e a 10900, ditis de casemira pre-
ta superior fazenda a 12000, palitots fran-
cezes de panno fino fazenda muito fina a 259
sobre casacas de panno muito superiores a 359
ea 408000, um completo sorlimento de cami-
sas fracezas, tanto de linho como do algodo
e fuslo vende-se muito era conta, afira de que-
rer-se liqiudar com as camisas,
E pechincha.
Na loja do Preguica, na roa do Queimado n.2
lem cobertores de algodo de cores bastante
grandes, proprios para escravos, pelo baratissi-
mo prero de 1S-
Carros.
Vendcm-sc dous ricos carros mui bem appa-
relhados e eleginlemente pintados : no largo do
Corpo Santo, escriptono de Hanocl Ignacio de
Oliveira A- Filho.
Vende-se na rua do Livrameuto
n. 19, borzeguins francezes a 6$, dito
de bezerro a 6$. dito de vaqueta a 7#.
a d5 a sacca.
Arroz cora casca tendo a raaior parte pilado
proprio para galinhas e cavallos ; no Caes do Ra-
mos n. 6.
E\posioo de metaes.
E' chegado a esla loja do Vianna, um riqnissi-
mo sortimento de metaes de todos os gneros do
mais bonito que se pode encontrar, todo a emita-
cao de prata ; na rua Nova n. 20, loja do Vianna.
Caf a vapor.
Riifissimo sortimento de marhinasde fazer ca-
f a vapor, approvados na ultima exposic.ao de
Paris ; na rua Nova n. 20 loja do Vianna.
Bombas de Japy.
Riquissimo sortimento de bombas de japy' de
lodos ostamanhos, as melhores que se tem appro-
vado era lodo o mundo, pela facilidade que d a
lirar-se agua ; na rua Nova n. 20. loja do Vian-
na.
Camas de ferro.
R juisssirao sorlimento de camas de ferro com
onas, e para colxao por preco coramodo ; na rua
Nova n. 20, loja do Vianna.
Na fabrica de caldeireiro da rua Imperial
junto a fabrica de sabo, e na rua Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porcao de folhas
de zinco, j preparada para talhados, e pelo di-
minuto nreco de 140 ts. a libra
Abacaxis.
I Vendem-se por todo o preco os melhores que
apparecem no mercado, por serem colhidos ma-
duros, assim como se apromplam remessas para
fra da provincia: na rua estreila do Rosario nu-
mero 11.
UHBA
Na rua Direita loja n. 104.
O arrematante desta loja tem resolvido vender
por todo preco, dinheiro avista.
Cortes de la para vestido, fazenda fina a 5&000.
Ditos de seda preta, e de cores, fazenda finas
a 40JOOO.
Dilos de cambraia de seda 5J000.
Chitas escuras, covado a 16O.
Dilas finas a 240.
Ditas francezas a 200.
Dilas dilas 240.
cores para
Cortes de casimira de cores a 4*000 e 58000.
E outras muitas fazendas que se vendem pelo
barato.
fraile-s
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Pei tos para camisas,
Biscoutos
Em casa de Arkwight 4 C, rua da
Cruz n. 61.
IH1-X-HM
Botica.
Rartholomeu Francisco de Souza, rua larga do
Rosario n. 36, vende-se os segnintes medica-
mentos :
Robl'Affecteur.
Pilulas contra sezdes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidrosde bocea larga com rolhas,'de 2 oncas
e 12 libras. v
Assim como lem um grande sorlimento de pa-
pel para forro de sala,, oqual vende a mdico
preco.
Vendem-ae libras aterlina, em
casa de N. O. Bieber & C. : rua da Cru*
n. 4.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em cas de S. P. Jo-
hnston & C. rua daSenzala n.i2.
9 Recebou-se e continua a receber-se por @
t todos os vapores artigos de modas para
Q homens, incluindo calcado do Melles na &
g Lojade marmore.
9*9999*-m999B99 9999
Vinho genuino.
Ainda ha urna pequea quantldade de ancore-
tas deste vinho sem confeScao, e proprio de doen-
lea : na rua do Vigario n. 19, primero andar-
Pilulas reguladoras de Rad-
way
pararegularisar o systema, equilibrar a circula-
lmiaanan8ae' ,nleirarae'e vegetaes favoraveis
Sro. i S .Caso', Dunca occsiona nauzeas n oores do veotre. dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a.8 purgara. Estas pilulas .<5o efficazes as afiec-
oes do gedo, bilis, dor de cabeca. ictericia, in-
digestao, e era todas as enfermid'ades das reu-
nieres, a saber : irregularidades, fluxo, rettn-
coes, llores brancas, obslrucces, histerismo, etc.,
sao do mais prompto efleito na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella. e em todas as febres ma-
gnas.
Estes tres importantes medicamentos vero a-
compannados de insirucres impressas que rtos-
iram com a maior minuciosidade a maneira de
applica tos em qualquer enfermidade. Eslao ga-
rantidos de falsificacao por s haver venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leite
trmao, na rua da Imperalriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco.
Rival sea segundo.
Jla rua1d.Q1uaniado n. 55, defronle do sobra
M-1?a0i0jaudemiudezas de Js de Azevedo
re SilJ.a' ha Para vender os seguin,es artigos
abaixo declarados : o i o
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
ppalos de tranca de algodao a 1.
Cartas de alflnetes finos a 100 rs
lS440ClhOS d< columDas madeira branca, a
Phosphoroscom caixa de folha a 120 rs.
Frascos de macass perula a 200 rs.
Uuza de facas e garfos muito finos a 3*500.
Clcheles em cartao de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Canas de obreias muito novas a 40 rs
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dito dilo para fazer cabello corredio a 800 rs.
bupatos de laa para enancas e 200 rs.
Paros de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320
Masaos de grampas muilo boas a 40 rs.'
Agulheiros de marfim a 160rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Gravatasde seda muito fins a 600 rs.
Tesouras para costura muito finas a 500 rs.
Ditas para unhas a 500 rs.
Pec,as de franja de laa com 10 varas a 1j!
Pegas de tranca de laa rom 10 varas a 500 rs
Fetilho para enfeilar vestido (peca) 1$.
Linhas Pedro V, cartaocom 200 jardas, a 60 rs.
Ditas dito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para dentes muilo finas a 200 rs.
Pares de meias decores para homem muito fi-
nas a 140.
Cordao imaerial (pecas] 40 rs.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes',
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruccao,
publicse particulares. Vende-sena'
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
HMD
eobertosedescobertos, pequeos e grandes de
ouro patente inglez, para hon?m 9 senhora
deum dos melhores fabricantes de Liverpool'
sVth:rie.on* pcTete ing,ez: eB casa
Loja das seis portas em
frente do LivrameDfo.
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos gosloe a 800 rs. o ca-
vado, ditas estrellas a inritaco de liazinjias a
160 rs., cassas de salpicos braocas e e cores a
200 rs. o covado, pecas de esguiao de algodao
muito fino a 3$ a peca, dilas de bretanha de rolo
com 10 vai as a 29. riscadinho de linho a 160 rs.
o covado, chales de merm estampados a 2J.
lenjos brancos com barra de cor a ISO rs., ditos
coa bico a 100rs., algodao monstro de duas lar-
gona o raolhor que posslvel a 640 re. a wa,
mussulina encarnada a 240 o covado, fil de li-
nho preto bastante largo. A loja est aborta at as
9 boras da noile.


DIARIO DE PIUBMBUOO. TBfiIA FEIRA 13 DB NOVEMBRO DE 1860.
(?)
ALGfcN%l\
DA
FINDICM LOW-MOW,
Roa 4a Senzalla Xova n. 42.
Neste estabelecimenlo contina a bavep om
compleio sor lira en lo de moendas e meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e laixas
di) ierro batido e coado, de todos os lmannos
para dito.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhsoido acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambera cal virgen) era
pe-Ira, ludo por procos mais baratos do que era
oulra qualquer parte.
Yiiiho de Bordeaiiv.
Em casa de Kalkmann Irruiosd C, ra da
Cruz n. lO.encontra-se o deposito das bem co-
uher. las marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac 4 C, em Bor-
deaux Tem as seguintes qualidades :
De Braudeiiburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Outeau Loville.
Chateau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Julien
-St. Julien Mdoc.
C.'iateau Loville.
Na mesiua casa ha para
vender:
SherryNjra barris.
Madoira em barris.
Cognac em barris quadade fina
Cognac em caias ualidade inferior.
Cerveja branca.
As inelhores machinas de coser dos mas
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & G. e Wheeler &\Vilson.
Neste estabeleci-
mento vcndem-se as
machinas destes dous
autores, roostram-se a i
qualquer hora do dia ou
da noiie, e rcsponsabili-
samo-nos por sua boa
quadade esoguranoa :
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Lcite & Irraos ra da
amigamente aterro da Boa-
SYSTEMA MEDICO DEHOLLOWY.
PILLAS HOLLWOYA-
Esta inestimavel especifico, composto inteira-
metrte de hervas medicinaei, nao contm mercu-
rio era alguma oulra substancia deltcleria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleifo mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compleic,o mais robusta ;
entekamenle innocente em suas operares e ef-
feilos ; pois busca e remove as doengas de qual-
quer especib e grao por man antiyas e lenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com esto
remedio, muitas que j estavamas portas da
morto, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e forjas, depois dehaver tenta-
do inultamente todos osoulros remedios.
As mais afilelas nao deveni entregar-se a des-
esperadlo ; facam um competente ensaio dos
efficazes effoitos desta assombrosa medicina, e
pre.les recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Am polas.
Areias (mal de).
Astli ra.
Clicas.
Ccnvulses.
Debilidadeou extena-
cao.
Deblidade ou falta de
forjas para qualquer
cousa.
Desinleria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfermidades no venlre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre Liliosa.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
ndigos toes.
Inflaran-, cues.
Irregularidades
menslruacuo.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Abstrucc,ao de ventre.
Phlvsica ou consump-
pulmonar.
Retengo de ourina.
Rbeumatismo.
Symploro&s secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Febreto intermitente,.
Vende-se estas pilulas no eslabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguista e oulras pessoas en-
carregadas de sua venda em toda, a America do
&u), Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dellas, contera urna instrucc,ao em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
Ra do Queimado
a. 39.
NA
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Chegou ltimamente a este eslabelecimento ura
completo suriimenio de chapeos prelos francezs-
do melhor fabricante de Paris, os quaes se vene
dem a 7*000, ditos a 89000, ditos a 95000,
ditos muito superior a 109000, ditos de castor
dretog e breos a 109000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de feltro a Garibaldi de
muito superior massa a 79000, ditos de copa
baixa pfra diversos precos, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vendera por preo
barato, bonels de veludo para meninos a 5*000,
ditos de palha escuras e claras s 45000, ditos
de panno muito bem arranjados a 39500
chapeos de seda para senhoras a25*000 muilo,
superiores, ditos do palha escuras proprios para
campo a 125000, ditos para meninas 109000,
chapeos de sol de seda inglezesa 109 e a 129
muito superiores, ditos francezes a 89000,
ditos de panno muito grandes e bons a 45000.
sapaios de veludo a 25000. ditos de tranca a
19600, siiitos de grugurao para senhoras o me-
ninas a 29000, coeiros de casemira ricamente
bordados a 125000, e outras muila fazendas
que a vista dos freguezes nao deixarao de com-
piar.
Cerveja branca su-
perior.
Vende-se cerveja branca superior, em barris de
terco, por preco mdico ; na ra da Cadeia do
Recite n. 12, escriptorio de Bailar & Oliveira.
Campos < Lima
receberam urna factura de chapeos de sold se-
da para hornera, lendo entre estes alguns peque-
nos que servem para as senhoras que vao para o
campo lomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porcao seja grande se resolverlo vender pelo
proro de 09 e 6S500, e alguns com pequeo de-
leito a 59 : na ra do Crespo n. 10.
Roa da Senzala Nova n.42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C
vaquetas de lustre para carros, sellinse silhoes
iftglezes, candeeros e castices bronzeados, lenas
inglezes, fio de vela, chicote para carros, e mon-
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as nacoes
poden testeraunhar as virtudes deste remedio
ineomparaveieprorarem caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram lem seu corpo e
membros nieiramenie saos depois de haver em-
pregado intilmente outros trataraenlos. Cada
pessoa podr-se-fia convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
relatam todos os dias ha amitos annos; e a
maior parte dellas sao to sor prndenles que
admirara os mdicos mais celebres. Quanias
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois de ler
permanecido longo tempo nos hospitaes, onde
deviam soffrer a amputac.ao 1 Dellas ha mui-
cas que havendo deixado esses, asylos de pade-
liraenios, para se nao submeterem a essa ope-
racao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nheciraenlo declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, aDm de mais aulenlicarem sua a firma-
Uva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constan temen le seguindo slgum tempo o
iralaraento que necesslasse a naiureza do mal,
eujo resultado seria provar incontestavelmenle.
Que tudo cura.
O ungento he til, mais particu
lamiente nos seguintes casos
Alporcas
Cairnbras
Callos.
Anceres.
Corladuras.
Dores de cabera.
das costas.
- dos moabros.
Emfermidades da cutis
era geral.
Ditas do anus.
Erupcoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadass,
Inchaccs.
Inflamacao do figado.
lnflammago da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas,
dospeitos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supurares ptridas
Tinta, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulares.
Veas torcidas ou no-
das as pernas
Liquidado.
Tor barato preco, para acabar, na ra da Im-
uerarriz n 40. ouli'ora aterro da Boa-Visia, loja
da esquina do becco dos Ferreiros, vendem-se
fazendas muito baratas a saber: peras de cm-
Terrenos pertoda
praca.
Caminho dos mnibus.
Os herdelros do commendador Antonio da Sil-
va veudem sua propriedade, no lugar da Casa
Forte, en sorles de trra a vonlade dos compra- brajas brancas lisas e finas a 3$ e" 3*f.C0, e 453
dores com a nica reslricgo de nao tercro menos muito finas, ditas de crenoline brancas, fazenda
de 30 palmos de frente, e fnndo designado pela muito encorpada, propria para saias de balao, a
respectiva planta approvada pelas autoridades peca 2J500, e tem 101(2 varas, cortes de risrado
competentes, q engfnlieiro Antonio Feliciano francez para vestidos a 2J, coites de meia rase-
Rodrigues Selle o encarregaoo das medicoes mira para calc,a a tf.600 e 29, laazinhas muito im-
precisas, e pode Sr procurado no mesmo sitio, n8S a b0 o covado, e outras muitas fazer.das que
ou na ra estreita do Rosario n. 30, terceiro an- se torna enfadonho mencionar, que vista do
dar, ou na praca da Boa-Vista, botica de Joaquim 'reguez se dir.
Ignacio Ribeiro Jnior : os pretndanles podem j Vende-se um escravo com 18 annos de
dirigir-6e igualmente para qualquer proposta ou idade, bonita figura, robusio o sadio, agsejiura-
esclarecimento ao herdeiro L. A. Dubourcq, no se que nao lem vicio de qualidade slgun.a, a 011-
seu sitio na Capunga. .tes muito boa conducta, e muito espert para
w-^ f 1 T-v qualquer servido ; para ver e tratar, na loja da
Rape nacional D. r^T*'*
Pedro II da imperial fabri- LOJa S SC1S pOHlS 01
ca de Joo Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap sera duvida o de melhor qualidade
fabricado neste imperio, acaba de chegar e ven-
de-se no deposito, ra do Vigario n. 23, escrip-
torio.
m
Imperatriz n. 10
vista.
Kua t\o Queimado n. Sft
Loja de quatro portas
A 28400 o corte.
pharmaceutico, na ra da Cruzn. 22, em Per-Jtaria, arreios paia carro de um e dous cvalos
co- e relogios de ouro patente inglez.
! @@ @@@ @ Recebeu-se recenlemenle e continua a ,
| B receber-se directamente de Paris o Lon- @.
ig dresporlodososvapores.de encommen @
g. da especial, artigos de modas para se- j:
;-; nhoras na

NO
Armazem de fazendas da ra
do Queimado n. 19.
Corles de chita franceza pelo baralissimo prego
de 25(00, antes que se acabem.
Alten cao
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, fazenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
605JOOO, ditos sem defeito a 1003000, tem um
resto de chales de loquim que estac-se acabando
a 30J00O, ditos Je mirn bordados com pona
redonda a 8S000, ditos sem ser de pona redonda
a 89000, ditos estanpados com listras de seda
era roda da barra a 9*000, ditos de ricas estam-
pas a 7$000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 2*000, dilos sem franja e muito
encorpado a 29000, ricos manteletes de grosdi-
niples preto e de cores ricamente enleiladosa.
255000, ditos muilo superiores a 305000, en- \cJ'r crom bnra ?"inlal, e cacimba propria para
r i. nj,n^ quem precisar tomar banhos salgados por ser
feles de vtdrilho preto a 3000, dilos de retroz muilu p,.rio, ambas por preco commodo ; a 1ra-
a 3*500, organdis da mais fina que lia no mer- lar na ra do Amparo, casa" contigua a escada
C3do a 1*000 o covalo, cambraias de cores; 1"e s"be P3ra a 'grPfa de N. S. do Amparo.
da padroes muito delicados a 800 rs. a vara, ditas!------------------------------------------------------------------------
de outras qualidaJes a 600 rs. a vara, ricas chitas i .r-- ,. ^ if^\ v-\
firnce^as de muito boas qualidades a 280, 300, )JC* JtX ~*l\ ),C* t)\
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode )'(/ |r\'{ |(f
imaginar, peitos para camisa a 210 rs. cada urna,
cortes de casemira de cores a 63000, ditas em
pesca de quadrinliosa 45OOO o covado, golliuhas
Vende-se urna cadeirinha de andar na ra, em
bom estado de apparecer e commodo preco ; e
tambero tem para vender latas de dua3 libras boa jalea de pitanga e arac, vendem-se doces
de varias qualidades, lamo "secco como de calda,
fazem-se bandejas de bolinhos, lano rasas como
de bonitas armaces por commodo preco, fazem-
se pastis de nata, arroz do leit^, paslldos, do-
ces d'ovos, papos de bajos, jaleas de substancia ;
na ra Direila, sobrado de um andar n. 33, de-
fronlo do Sr, Jos I.uiz. No mesmo sobrado se
precisa de prctas para vender doces, paga-se a
vendaaem
Vendem se duas moradas de casas lerrase
em Olinda. sendo urna na ra do Arapuo com
bastantes commodos, quintal murado, e estriba-
ra para 2 cavallos ; e a outra na ra de S. Pran-
g Loja de marmore.
@@@@@ @@@ @@ mm
Vende-se a cooheira de carros e cavallos de
aluguel do largo do arsenal de roariuha n. 1 A :
& vista se far o negocio mais conveniente.
Loja da seis portas em
frente do Livraraenlo.
Roupa feila barata.
Paliloi* de casimira escuras a -135000, ditas de
alpaca prela 4300O e 69000, camisas brancas
ede cores a 2*000, ditas de fustao a 23500
serolas muitas finas a 15600 e 25000, palitols
debrim pardo a 35000 calijas de casemira pre-
la e de cores, palitols de panno prelo sobre casa-
cas, colleles de casemira preta ede cores, dilos
de veludo preto e de cores ; um completo sorti-
menlode roupas feitas
Vende-se este ungento no eslabelecimento
geral de Londres n. 244, Slrand, e na loja
de todos os boticarios droguistas e oulras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
! America do sul, Havana e Hcsparha.
Vende-se a 800 rs., cada bocelinha conim
urna nslrucc,ao em portuguez para explicar o
modo de fazer uso desto ungento.
O deposito geral e em casa do Sr. Soum,
pharmaceulico, na ra da Cruz n. 22. em
Pernambuco.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Paler & C,
ra do Vigario n. 3, um bello sorlimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesmos.
frente do Livramenlo
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. e co-
vado, ditas estreitas de cores escuras a ICO rs ,
pecas de brelanlia de rolo com 10 varas a 2$"j
ditas de esguio de alpodao muilo fino o 38, ris-
cadinho de linho.a ICO o covado. Icnc s branres
g com barra de cr a 120 is ditos bramos c< m 11-
ji: Ico a 200 rs., algodo monslro com duas largaras
^t a 640 a vara, laazinhas de duas larguras, fazenda
Vendem-se5carros novos com lodosos s$ i nova para vestidos a &C0 rs. o covado, rnfeiict de
arreios : ua ra Nova n. 21. :> tranca com laco de fila para calcen de sehhoras
S@S@S@% e-@@@ a 25.0O. coites de listado para vestidos a 2g. j e-
cas de madapolao com 4 1(2 paltros de largori a
Vende-se por necessidade urna rnulali- 143J40O. ch&les de merino estanpados cnuHo tires
nha propria para ama de meninos ou para en-if* A loja csl aLerla a,as 9 horas ()a ""'c-
carregar-se da adniinilrafao de urna casa por I [ |k' .
ser muilo fiel e cuidadosa, engomma com luda a \\ O 1^1 JO 1*/^1 I ^
perfeifao, cosinba e coze, roupa de senhora : 'J. fCl 1 WCI. IF11 \_> I % Cl.
quem a pretender annuncie por este Diario
que sei procurado. ""i-i
n. oo, loja de tres portas,
de Joaquim Jos Ribeiro de
Oliveira & C, vendern-se fa-
zendas e roupas feitas por
menos de seu valor.
Palelols sobrecasacos de casemira preta de cor-
dao muilo fina pelo diminuto preco de 20J?.
Dilos sobrecasacos de casemira de cores forra-
38, vende-se um grande e variado sorlimento .dos de seda por 18$.
de relogios de algibeira borisontaes, potentes, Dilos sobrecasacos de gorgurao de seda pretts
chronometros, meioschronomelros be ouro, pra- I e ^e. cores a 18g.
Suissos.
Em casade Sthafleitlln i C, rui da Cruz n.
Joaquim Rernardo dos Res eslabelecido com loja de calcado francez na ru larga do
Je muito bom goslo a 1S00O, dilos de outros Ro?ario n< 32 len,,0 em vi.la acabar com es,e eSUbellecimenlo o mais breve possivel, resolveu-
bo dado neos a 3:>000, manguitos de cambraia M a vender ,odo 0 Q ]q$ abaxo mencionados> saber.
bordados a 3000, liras bordados e enirirae.os Borzeguins de hezerro com duraque. 6000 Sapatoes de lustre de Nan.es. 6$000
flllft ,i VAn.btn or nrAPO Minmnrln \nmh que se vendem por pre^o commodo, bombaz.il de Ditos'ditos com
cores propr.o para roupa de mangas e capinhas Ditos de dilos Com ,.
para senhoras al 400 rs o^ covado, cortes de DU)sde la sJh ^
carabra.a de salpicos a 55000, cortes de cam- Dilos de camu v
bra.a enfe.ladas com liras bordadas a 6*000, Di,os de Nanles sola ,enle#
e outras minias mais fazendas que sera difcil Ditos dedUo so[a fina'
aqu pode-las mencionar lodas. | Dilos Pradelle.
@a-g3ai.i >->> m Ditos todo de duraque,
;.=5 Rccebcu-se um completo sorlimento de @ Q\[0S de dlos d.0
@ lindos vestidos de seda edephantasia.com &p p,-, .
;.} 10 babadinhus o*i saioto : na ra da Cadeia '-
i loja n.23, de Gurgel & Perdigao.
Para marinha.
O verdadeira panno francez azul escuro (de
q-ie usa a marinha franceza) recebeu-se lti-
mamente do Havre pela barca Bertha e vende-se
om conta na ra da Cadeia loja n. 23, de Gurgel
& Perdigao.
Kecebeu-se ricas taimas de seda fei-
tas de croxe, capinhas, capas de grosde-
naples e manteletes, fita3 para sioto e
grosdenaples de quadrinhos em peca pa-
ra covados na ra da Cadeia loja 23,
de Gurgel & Perdigao.
Vende-se urna pequea taberna no lugar
da Estrada Nova, muito propria para principian-
te por ter poneos fundos: quem pretender, diri-
ji-sc Passigom da Magdalena, enire as duas
pontes, na laborna, que ahi se dir quera vende.
Rccebeu-seum completo sorlimento de jt
US pulceiras de sndalo, botao para colete, JE
fextrato3, essencia e banha fina: na ra 3J>
da Cadeia loja n. 23, de Gurgel & Per- ffl
digao.
Dilos lodo de pellica.
Ditos de corda vao.
Dilos de lustre de Meli.
Botas de bezerro.
7000
7*000
75D500
725000
9*000
85000
8*000
75500
7*000
95000
10*000
115000
125000
8*000
N.19.
Armazem de fazendas ba-
ratas, na ra do Quei-
Ditos sobrecasacos de panno preto muito bem
forrados a 12?.
Ditos saceos de panno prelo muilo finos forra-
dos de seda a 18*.
Ditos saceos de panno preto o 8j.
Ditos sobrecasacos de alpaca preta a 5;5C0.
Ditos saceos de alpaca preta a 3f>00.
Dilos dilos de ganga de cores a 33.
Calcas de case-miras de cores finas a 0o00.
Ditas de ditas inglezas a 7?.
Ditas de meia casimira a 3fc'.
Ditas do ganga de cores a 2*.
Ditas brancas de linbo assetinado a 3J50O.
Chitas francezas miudas muito finas a 240, 270
c 2&0 rs.
Camisas francezas piuladas e brancas muilo
finas a 2g.
Ceroulas francezas finas a lj-600 e 1&7C0.
Curtes de cambraia de seda a 5*.
Dilos de dita cora barra salpiquinhos a 4*000.
Laa de quadros para vestidos, covado a 440 rs.
Cortes de rlscado francez com 13 Ii2 cuvadts a
2-200.
loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, vende- Chapeos de sol de seda para senhora a 2g.
se por precos baraiissimos para acabar : ves- "'" de dito_para hon.cmj 6*800.
:i i i v i i n-,i^ Coiles de meia casen.ua a 2*.
lidos de tarlatana bordados de seda a 8500O, e muitas outras razendaa por diminuto preco,
organd de cores muilo finas a 320 rs. o co- que se far patente aos compradores.
vado ,cassas de cores a 240 rs., edita larga a j ^})i\ so
200, e 240 rs., capas de fustao enfeiladas a i 2v" I S.
50000, easaveques de cambraia e fil a 5*000, !0 covado decassa franceza,
perneadores de cambraia bordados a 65000, | na ruado Queimado n. 44.
babados a 320 rs. a vara, liras bordadas mu- I "" Vende-se urna esciavn de 85 annos, jcr.ee
to finas a 155( 0 a peca, riieado francez fino '. ma's ou me,DS- 5r"8,a?18 roueata e de bonita fi-
ura, cozuiba suflnvelmente, ptima lavndcia.
la dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vanderopor precos razoaveis.
Cimento inglez.
jj Yendc-se. o muito conbetido e acredi- ^
gg tado cimento para colar louca, vid ros, ^
tartaruga, marim etc. : na loja de fazen- to
das da ra do Gahug n. 2, a 2* cada um ff|
I vidro dinheiro a vista.
ua do Crespo
fazenda pecliinclia
i> .. j i' i j .i f"'i ininiid suiu iiciiiieme, ptima lavaaeira.
lfa rs. o covado, golinhas de ponas l,or- quilandeira, e pralica no ser vico interno de urna
a 2*500, manguitos de cambraia e fil
Sapa
Ditos Fanien. 45500
Ditos de ditos. 35500
Ditos de bezerro. 35500
Dilos de dilos com panno. 35000
Dilos de di lo para menino. 25500
Sapalos de Irania francez. 1*280'
Dilos de tapete. 15000
Ditos de maroquim para Snra. 15000
Ditos de bezerros duas selas. 45500
Ditos dito de urna sola com slto 3*500
Di los di lo de urna sola sem dilo 2*800
Dilos de lustre cora duas solas 5*000
Ditos dito com urna sola e salto 45000
Ditos dito com urna sola sem dito 35200
O annuncianteroga as pessoas que lha devem o favor devirera saldar seus dbitos, vislo
tal de satisfazer a quem deve.
ARMAZEM DE ROUPA FEITA
efronte do becco da Congregacoletreiro verde.
Vinagre branco,
superior.
Vende-se vinagre branco superior em barris de
quinto, por preQo commodo ; na ra da Cadeia
do Recite n. 12, escriptorio de Baltar & Oli-
veira.
fff*gtfilNBr*i*|M^ai'ifrai f"M IMHfl.rtBfl. inm Mili
Recebeu-se os mais modernos chn-
[$ pos de palha enfeiudos com plumas ou
5 flores ; na ra da Cadeia loja o. 23, de
$ Gurgel & Perdigao.
Casacas de panno preto a 305, 355 e 40*000
Sobrecasacas de dito dilo a 355000
Palelols de panno prelos e de cores a
20, 255, 305 e 35*000
Ditos de casemira de cores a 15* e 325000
Ditos de casemiras de cores a 7* e 12*000
Ditos de alpaca prola gola de velludo a 12*000
Dilosde merinoselim prelo e de cor
a 85 e 95000
Ditosde alpaca da cores a 3*300 e 5*000
Dilos de alpaca preta a 35500, 55,
75 e 95000
Dilos de brim de cores a 3*500,
45500 e 5*000
Ditos de bramante de linbo brancos a
45500 e 6*000
Caifas de casemira preta e de cores a
9*, I05e 12#000
Ditas de princeza e alpaca de cordo
pretos a 5*000
Di las de brim branco e de cores a
2*500 49500 e 55000
Ditas de ganga de cores a 3*000
Ditas de casemira a 55500
Colletes de velludo decores rauitofino a 105000
Ditos de casemira bordados e lisos
pretos e de cores a 5*, 55300 e 65000
Dilos de selim prelo a 5*000
Ditos de casemira a 35500
Hitos de seda branca 55 e 69000
Ditos de gurgurao de seda a 59 e 65000
Ditos de fustao brancose decores a
35e 39500
Dilos de brim branco e decores a 29 e 29500
Selouras de linbo a 29500
Ditas de algodo a 19600 e 29000 '
Camisas de peitode fusilo branco e
de cores a 2*300 e 29500
Ditas de peilo e punhosde linbo mui-
lo finas inglezas a duzia 35*000
Ditas de madapolao brancas e de cores
a 1*800, 29 e 2*500
Ditas de meia a 1* e 19600
Relogios de ouro patente e orisontaes 9
Ditos de praia galvanisados a 25* e 30*000
Obras de ouro, aderemos, pulseiras e
rosetas 0
Ricos corles de gaze de seda c pbanlazia com
duas saias, (pela lerca parle do seu valor) a IOS
cada corle.
Lences e cobertas.
I.encoes de bramante, dito de panno de linho,
cobertas a chineza pelo barato preco de ljJSOO.
Vestidos de seda.
Ricos vestidos de seda para meninos e meni-
nas, fazenda superior, feitos no Rio do Janeiro
por urna das melhores modistas, o pelo barato
prer;o de 8?.
Chitas francezas.
Chitas francezas proprias para casa por serem
escuras, e ditas claras a 20 rs. o covado.
Colchas de fustao.
Grandes colchas de fuslo com ricos lavores a
5500.
Chales de merino.
Ihales de merino bordados, franja de seda, a
5*300, dilos estampados a 3jL0O.
Paletots escuros.
Palelols escuros a 25600 cada um, cambraia
oreandys a 500 rs. a vara, ditas muito finas a
640 rs., baloes de malha a 5g, ditos tapados a 4g,
lencos brancos a 1g800 e 2g, algodo com 8 pal-
mos de largo a 600 rs. a vara.
Ricos manteletes.
Os mais modernos manteletes pelo preco de
30SO0O
Loja das 6 portas
em frente do Livramento
Laazinhas a 500 rs.
Camisinhas muilo bonitas com duas larguras
para vestidos de senhora a 500 rs. o covado, cor-
tes jle riscado francez para vestido a 2*. sa'as
balao parr menina a 3*500, das para senhora a
4g500e 5* ; da-sc amostra com penhor. A loja
est aberta al as 9 horas da noite.
asa?
Ra do Rangel
numero 28.
Delicadas resfriaderas para a praca o senhores
de engenho, obras que podem estar' patentes eui
qualquer sala ornada, do melhor gosto pela sua
delicadeza, como sejam : as bonitas bilhas ham-
burguezas, tanto em porgo como a relalho, e as
excellentes jarras Anas e entre-linas, proprias
para os lugares mencionados, de todos os tama-
nhos que o freguez queira, e depsitos para com-
modidade. jarras o poles, tudo marcas reforcadaa,
e outros muito objeclos.
Com loque de avaria,
Pejes de mBdapolio de 2* a 4*000. vendem-se
na ra do Crespo, loja de quatro portas n. 8.
Resumo de potica.
fndispensavel para os prximos exames derhe-
torica ; est S venda a livrjria olessica, n pra-
ca de Pedro II n. a 500 rs. cada exemplar.
ia
I dadas
a 2*000, camisinhas bordadas milito finas a
i 2*000, chita larga com lustro e muilo fina
propria para coberta e roupes a 320 rs., es-
! guio de linbo a 1$200 a vara, roupoes de
;seda feitos a 129C0C, vestidos de seda mofados
| a 8*000, luvas arrendadas a 100 rs. o par,
! vestidos de grosdenaple prelos com barra de
cor a 20f>000, palitos de pao pelo e de ccres
de 16i000a 209000, sobrecasacas de panno
I muito fino a 25*000, caigas de casemira prela
e de cores de 6*000 a 1(5000, ditas de Liim
casa de familia : na ra Direila, sobrado n. 10,
terceiro andar.
HA--t:~TS-
Escravos fgidos.
Fugio da rassagem da Magdalcnr' a 8 cias,
um csciavo airlo de nome Ventara, que re-
prese! la trr de 25 i 8 annos de idade, n m ira
sioatrizno rosto, oqual j vcio fgido do ei.ge-
nlio Castanhinha, na provincia de Alapoa, e
procuiou nesta praca a rasa de seu senhoi An-
tonio Buarqnc de Gusmao d 'onde se anz< i I u
segunda ve/. Roga-se as autoridad s pol
---->.,------- -- nu> ||.im.i, ui'jo-tcouuuinuau i'dhiiiifs g
branco e de cores de 2>000 a 55000, palitos eapnes de campo a captura do dito escravo, o
debrim branco ede cores de i9C0 a 5*C0O,
dilos de alpaca de 3*C00 a 8*000, brim
trancado de algodo com 9 palmos de largura
proprio para toalhas a 900 rs. a vara, damas-
co de la com 9 palmos de largura a lfcOOO o
covado, vclbutina preta a 400 rs., \,tm de
lnho de cores a 1*500 o corle, rr.e'ias cruas
para homem a 1*200 a duzia, camisas de
linho inglezas a 325000 a duzia, p(c,as de
madapolao fino a 45500, corles de lanzinha
muito fina com 15 covados a 8:5000 rs., ca-
misas de cores e brancas de 15500 a 3*000,
e oulras muilas fazendas por menos do
valor para fechar con tas.
sen
e-s
@@@@@S@>.g?;-@
<@@
a sua entiega em qualquer dos lugares aiima
mencionados, promcltendo-se generosamente :rc-
lificar.
Fugio do engenho Malen ba, no dia 23 de
oulubio prximo paseado, un escravo de ni n u
Jos", de uaco Angola, alto, magro, peiludo,
peinas finas, .indar apressado, tem nu flii ta
cabeca urna reladura de carregar peso, isia ama-
relio, e bem prelo, desronfla-se estar na .ida-
de do llecie por ser raroeiro : quem pegr dito
escravo leve-o ao dito engenho, a seu senhi r,
ou cidade do Recite, aos Srs. Jos Penetra d
Cunha c Ahtonio Cardozo de Quoiroz Fonsecs,
que iccompensaro generosamente.
Fugio no dia 22 de oulubro de 18C0, do en-
genho Triumpho da freguezia de Serinhem, o
o escravo ciioulo. de nome Vicente, com os Mg-
naes seguintes: bonita figura, alio bastante,cor-
po prepercionado, cor preta, pouca barba na
pona do queixo, tem urna marca de ialbo no bei-
ntecocu-se e continua a receber-se por (f co de cima encestado ao nariz do lado esquertfo
lodos os vapores, vestimentas, calcado e
@ chapeos para meninos na
| Loja de marmore.
Ra Direila n. 103.
Querendo-se acabar com este eslabelecimento
nlesde findar o armo, o encarregado do mesmo
procurando para o canto da bocea marca p. que-
na ; foi comprado nesta praca ao Sr. Silvino
Guilherme de Barros, vindo d serlo, o dim es-
cravo reprsenla ter 24 a 25 anuos de i.iaao .
quera o pegar e trouxer ao referido engenho, se-
r5 generosamente recompensado por sen senhor
Francisca de Faula Cavalcanli Wanderley, ou
nesta praca aos Srs. Manoel Alves Feneira &
Lima, ra da Mueda n. 3.
Escravo fgido.
Um mulato claro, magro, com pannos prelos
na niacaa do rosto, representando ler 25 annos
noe. natural do Rio do reixc, chamado
se promp.ifica a vender o quo cons.a do seu va- j Lu.z, desappareceu no dia 3"de"u"tubn.7.
riavel sorlimento por precos a animar aos com- d Dr r.PJT h Z v a 0ulu,Iro d" r8,a
i vos para evitar duvidas.
Barato para acaban.
Tacas de cambraia de fiores para cortinado
Bostron que se havia soltado, e que elle fra
ero busca do mesmo ; suppe-se mais que sua
mulher de nome Marn tambem o acoropanhn.
levando um pequeo baba de flandres : roga-so
as autoridades policiae e a oulras quaequer
, prssoas que o prendara, e remellara ao seu se-
J200a pe^a, chita franceza rxa com toquo de i L'l0r> 1ue pagar qualquer despeza.
"i'01 220 o covado. algodo a 3, 3S40O, 3g80O Contina fgido desde 29 de julho deste an-
.jn com ^ jardas, madapoles a 4*200, ,n0 escravo pardo acaboclado de nono Joo,
4S0, 4*600, 5*500, 51600' e 5*900 a peo, ris- com os signaos seguintes : corpo e csMurn re-
cadinho miudo a 160 o covado, brim de linho i guiares, cor plida por ter solTrido de seso.'., de
?"oa f'n0 a ^t00 a Tara' chales de la escuros i ,dde 25 a 30 annos. falla deseaucada, mansa e
a 1*800, gravalinhas a rinaud de linho a 500 rs j seinpre conlrafeita, mostrando fingimenio, 6 na-
^'la de setim a 500 rs., landos branecs srandesa !tu,al de Inhamum, foi propriedade de um vellio
2^/00 a duzia, chapeos de feltro a 4* o 2$800, Por nome Joo Secundo do mesmo serto, e pac
corles de casemira a 3j, algodo de duas larguras morle desle vendido pelos herdeiros, ararte um
a 600 rs. a vara, cambaia de cores muito lina a | dos ltimos possuidores Ignacio Ferreim Tiron-
eo, senhor de engenho do Sul, que lamlunj o
vendeu ; jnlga-se ter seguido para o Inbtmum
ou outro qualquer sertao : roga-se aos capues
de campo ou qualquer pessoa qne delle sourur,
o apprehendam e levem Apipucos a sen urinal
senhor, o major Joao Francisco do Reg Meia,
ou no Recite a Symphronio Olympio de Queiroga,
que se recompensar generosamente.
Anda ha mais de oilo dias fgida n prola
crioula, de nome Mari, de cor preta, mas nao
muitc retinta, com falta de alguns denles, a qunl
lera 24 a 25 ennos, altura e corpo regulare-, um
pouco barriguda, ancas empinadas, tem una pe-
quena mancha junto ao olho esquerdo, um caro-
qo em urna das ps qnasi em baixo do brac >. Ip-
vou vusti.jo de roupao escuro com franjas bran-
cas : quem a apprehender, leve a ra da nmiriz
da Boii-Visla, em casa de Luiza Annes de Andra-
de Leal.
600 rs. a vara, cortes do cambraia de cores i
2800. grosdenaple a 1*700, 18900, e 2^100 o co-
vado. meias unas para senhora a 5g a duzia : na
loja da rna do Passeio Publico n. 11.
Ra do Queimado n. 1.
Tem para vender cassas miudas muilo finas
com toque da mofo a 240 o covado, ditas grandes
matizadas a 260 o covado, pecas de algodo com
loque de avaria a 1*800, um resto de cassa do
babados a 1 a pega, laa c seda a 400 rs. o cova-
do, e laa a 400 rs. o covado.
PaodeSenteionovo.
Acha-se todas as quartas e sibbados, das 11
horas do da em dianle : em Santo Amaro, pa-
dana alleroaa, e na ra da Imperatriz n. 2. ta-
berna.



'*)
DIARIO DE PBRNAMBCO. TER^A PEIRA 13 DE NOVEMBRO DE 1860.
Litteratura.
A pulseira de coral.
11
Antes de continuar esta narraco, disse para
mira o auditor,tanto queo panno baixou.deixemos
por alguns instantes George fechado no gabinete
de que Adelina so fez carcereiro, e lancemos
urna vista retrospectiva .
Depois d'este prembulo, o auditor sentou-se
commo lamente, como ji kera, um canto do
Salao, econloii-rae oque rao ler-se sobre o ca-
rador e posigo dos hroes d'esla historia.
Pouco lempo depois de 1830. ura caronel de
infaiitaria Iigeira, chamido Henrique Champrnd,
veio residir nos suburbios de Moyen-sur-Sarlhe,
no di-lricto da Flecho. Ferido por duas balas
na balatha de Siaoveli. em Algeria, pedir e ob -
tivera a su reforma. Nj obstante, qmndo re-
bentou a revolugo de julho, talvezse decidase
Ijrnarpara o servigo, sendo reputado um dos
oflkiaes mais liberaos do exercito, se nao fosse
dolido, no retiro que escolheri, por um sent-
inento mais forte quo o patriotismo O coronel
Clumprod, como Ihe chamavam geralraeule li-
lil i eolio quarenta e cinco quarenla e oilo
annos ; e apozar das feridas e fadigts da guerra,
eslava ainda forte e vigoroso. A riqueza, que
herdara de seu pac, general do Imperio, era con-
sieravcl, e, fallar verdade, eslava indeciso
sobre o uso que d'ella taris, quando o acaso, um
dia em que elle ia Fleche visitar um reino ca-
maraJa, o fe? encontrar mademoiselle de Pirmil.
Ocjronel nao linha parentes ; ausciilra-s an-
da muilo mogo da cidade natal, de raaneira que
Ihe era indiferente viverem qualquer parte Ma-
demoiselle de Pirmil agrad&ra-lho primeira
vista, e querendo ficar no sitio em que o seu co-
raran experimentara a unici altracco que poda
sentir, agora que eslava privado das commoges
do pongo, comprou um castello e grandes Wras
duas leguas de Noyen.nas proximidades de Bi-
leslras, que Mr. de Pirmil habitara com sua
filha.
E' necessario que vos nao admiris da celeri-
dade dos sentimentos do coronel Champrod, em
urna edade em que os homens passam d'ordina-
rio por lerern a imaginacao fria, e o coraco es-
cudado contra o que nossos paes chamavam, na
sut lnguagam mythologica, as sellas de Cupido.
Os deveres do seu posto, o urna especie de timi-
dez que loe era natural nao Ihe tinliam peral ilu-
do delicar muito lempo aos amoricos deguar-
nijo, linda quo o espirito conservara todo o vi-
gor das sensaces. Dermis, sabe se que nao ha
milagro que dous bellos olhos nao oossam fazer.
Quando o coronel veio residir em Noyen, ma-
demoisc'.lc de Pirmil. ou mademoiselle Luiza,
como sem ceremonia tlie chamavam os campo-
nozes, linha vinle annos ; pela alegra, genio
jovial, c ingenuidade de seu carcter, dar-lhe-
hiam dezeseis quando muilo. Em companhia
de Adelina, sua collaca. corra pelos campos des-
de a manha at & noite, com fro nu calor, ao
sol oa chuva, com grande chapeo de palha na
ca'je;a ecantando como um passaro. Ordinaria-
mente '.razia comsigo urna bolsa rheia de trocos,
que destribuia aos pobres. Quando a bolsa es-
tiva exhausta, fazia-se acompauhar ao castello
por nquelles a quem nao po lera soccorrer, offe-
recendo o brago s velhas e levando as cranlas
pela nio. Foi com este estado, ura dia que ella
Camiohava por um atalho muito incommodada
por urna duzia de creanrinhas que se Ihe agarra-
vamao vestido, que o coronel Champrod a en-
contrn, r tillando com esta, sorrindo para aquel-
la, n finalmente acariciando toda esta gente in-
fantil.
Quando eslava caneada ou linha volitado de
comer, mademoiselle l.uiza entrava na primei-
ra casa que encontrava no caminho, e, herdade
ou rabana, eslava certa do arhar nli um banco
para descancar, urna ligela do leile para se re-
frescar, e um sorriso d'amigo. Percebe-se que
cjm empinante carcter e taes coslumes devia
ser adorada ; e de faci ->ra-o de todo o paiz d<>z
leguas em redondo, mais longe que as pernas <
levaran, mas mais perto do que chegavam os
seus beneficios.
Baria cinco annos que Mr. de Pirmil, depois
da monede sua mulher. relirra a fllha do con-
vento, afim do ter junto de si algum que o amas-
so. Occupado com grandes especulares que
emorehendera para restabelecer a sua fortuna em
desordem, deixava-lhe passar a vida roniado,
e nao Ihe exigia seno que governasse a casa e o
divertisse noite com sua galhof-ira conversaco,
oqu ell> desempenhava maravillosamente. O
velho fi dalgo provia enm generosa bondade
inexhaurirel rardade de sua filhi, que, nos fe-
lizes e tranquillos campos em que viva, nunca
teria cooh-cido o descostse nao eucontrasse al-
gunas vezes razia a sus bolsa, quando ji ao anoi-
tecer procurara ahi algum dinheiro. Foi n'esta
poca que Adelina, quera ella amara terna-
mente, se estabeleceu no cistello, e se tornou ao
raesrao terapo sua companheira, aia e confidente.
No lempo das ferias, quando mademoiselle de
Pirmil, anda no convento, ia passar um ou dous
mezes em Balestras, ahi encontrar, muilas rezes
um mancebo chamado George. Arabos passa-
vam o lempo desaninhar passaros, pescar
nos ribeiros, e seguir os rebanhos nos prados.
Quando Luiza vollou ao castello, para o nao tor-
nar deixar, ah achou do novo George, que,
com seu pae, o vlsconde de Vibray, habitara as
visinhangas, do lado de Saint-Jean-du-Bois ; e
as peregrinaces recomecaram com mais fervor.
O amor nasceu era seus coracoes sem que o per-
cebessem ; disseram-o lo ingenuamente como
o senliram, e juraram. junto d'urai cruz, ser um
do oulro. Nesso dia George raetleu no alvo pul-
so de Luua urna pulseira de coral que herdara
de ana mo, e Luiza, abracando George, experi-
mentara o vigor da mulher no corado ; mas ao
raesrao terapo que linha ji nesle amor toda a ter-
nura de amante, possuia anda toda a pureza da
crianca. No dia seguinle nolou-se que Adelina
eslava paluda como se tivera sido victima d'uma
doenga.
Entretanto, Goorge parti para Pars, onde seu
pae Ihe obtivera um emprego no ministerio dos
negocios estrangeiros ; e Luiza permaneceu nes-
tes campos silenciosos, s com as suas recorda-
coes, e Adelina que Ih'as avivava.
Hava nos arredores um mancebo cujas im-
mensas propriedades rendiam. dizia-se, sessenta
oit-nti mil francos. Luiza enconlrava-o mili-
tas vezes nos seos passeios; mas anda que de
boa presenca, Felippe Cazal desagradava-lhe
baslante. A dnnzella tinha feto vaos esforcos por
vencer a repugnancia que llie inspirara a presen
ea do mancebo, exprobrando-so no fundo do co-
raco-d'nma antpathia que Dio tinha causa real ;
mas lies esforcos nao tiverara em resultado se-
nao o augmento d'uma repulsa sobremodo mag-
ntica.
Talvez se podsse achar a primeira razao de tal
sentimento na origem do Felippe, e nos commen-
tarios do que esta origem nao cessava de ser ob-
jecto ; e que lendo-os ouvido era crianga, Luiza
ainda os recordasse.
Felippe Cazal era fllho dura padre e d'urao
religiosa que se tinham casado, no municipio da
Fleche, em 1793. As suas propriedades havam
outr'ora pertencido a urna abbadia destruida pelo
exercito revolucionario. O padro adquirira
grande parte daquelles bens ; e com a heranca
dos paes, P'dippe reeebera urna oulra terrivel
de recordages que pesavam sobre elle como raal-
dicio.
Debaldo tinha procurado sublrahir-se ao peso
desta heranga maldita. Baptisado pelo grito po-
pular com urna alcunha infamante, desde o
burgo, o nome de Bastardo do padre, nome que
resuma simultneamente dous insultos, perse-
guir Cazal do edade em edade ; e se mais tarde
oinguem lh'o dizia era voz alta, pelo receio da
sua forga e coragera, todos o murmuraran de-
vagar.
A infancia tnha-se-lhe escoado sem corapa-
nheiros, a mocidade sem amigos. Os campnne-
zes afastavain-se do caminho para o deixar passar.
Assim, milito cedo o seu carcter se revesiio de
cores carrgadas, e anlipathia geral respondeu
elle cora o odio.
Urna nica mulher en exceptuada deste re-
sen tmenlo secreto, cuja intensidad* ausmentava
todos os dias. Felippe nao noura ver Luiza sem
commogo ; mas quando vollou da universidade
de Rennes. onde completara os seus estudns,
Luiza amava George. e o bastardo do padre, ca-
cando no campo, sorprondera-os muitas rezes
vagando polas margen* dos nbeiros, com as mos
entrelacadas, fallando baixo ainda que sos ; de
modo que nao poda enganar-se acerca do senli-
menlo que os fazia demorar pelas campias al
ao so I posto. Sordo rancor nasceu em sua alma
contra Mr. de Vibray, e muito desejava um acaso
que os pozesse em face um do oulro com a espa-
da na mo. Mas George parlio antes de se apre-
senlar esle acaso.
Entretanto, um ou dous annos depois da parli-
da de George, eorreu no paiz boato de que o mar-
quez de Pirmil eslava ponto de empobrecw ;
ruinosas especularles hariain comprometido a
sua fortuna j vaclanle. Felippe Cazal julgnu o
inompiilo fvoravi-l para t'Mitar realisacao d'um
(irojerto que nutria seerolaTiente desde que vira
o-i h'iiiiiis.-lli' Luiza : nao dissimulava mes'no a
M as diHieuldades que provinhtm dos precedentes
da sua familia ; mas, acreditando poder aplna-
las rom a ajuda da sua riqueza 0 da fascinaran
de nlT.Tlas brilhanlcs, pedio a mao da filha Mr
de Pirmil.
Ele repellio a propnsta com um desprezo que
se nan'deu ao trabalho de encobrir. Felippp,
despedido s^m ronsiderac.io, sentio augmentar,
pela resistencia que enconirou, o amor que ex-
poriraenlava por Luiza ; mas antes de renunciar
GD\ LEV1MST0NE
ou
A'TODO TRANSE
pon
Jorge Alfredo Lawrence
XII~
(Coniiiwocao )
Sir IIcnry Followfield sorrio-se com um ar de
approvagao.
Sir,exclamou elle, nao para responder
ao que tmha sido dilo. mas seguindo evinnie-
meute o curso de seus proprios pensamentos,
notSOS astutos modernos teem a roragem, o san-
gue-dio e a faluiOade, IrfS grandes ele.....utos df
suct'fssos com as mulheres, eu o confesso ; po-
rem nada leem mais. Estou cerlu que Char-
ley, que um modelo consumaoo nesle gfiiero,
se alKuroas vezes sffpvia goarddr o silencio pnr
qiie na la icm absolutamenln dizer. Tu lo teiu
degenerado depois dos meus jovens lempos, fallo
sem prevengan. Estamos lo longo dos rodados
di regencia I Nao podemos mais eguala-los, co-
rno un jogador de soceos de nossos das nao es-
tara em estado de lutar contra um dos anligos
gigantes Pelas. Vede Richeleiu, elle servia para
tu Jn :nu campo da balalha, em um camarun,
na Baslilha, era um rivrtl perigoso as duas eda-
des, em que os homens ordinarios nao contara
a primeira e a segunda mocldnoe.
Iva um grande horaara em seu genero, di-
go eu uniiido-me osle parecer. Lerobrai-
vos do que elle respondeu duqueza do Maine.
que rueperuiinlava.com um lim poltico, se elle
poderia ser fiel durante urna semana urna intri-
ga j.1 velha de vinle e quairo horas? Senho-
ta, quando urna vez abraco um pailido, smt ca-
paz para suslenid lo, do maiores sacrificios
objerio Uesia' consiaucio heroica era n mare-
ChuU de Vlllars, lima das mais luidas sen huras da
Franca Nao era isto o sublime da fatuidade?
Por Ueus. nao sei, oiz Charley inierrand"-
'. em seus c culches laugando Bruce um olhar
qnasi imperreplivel, parecer, npezar de ludo,
gustar de nos : lia .- um grande obstculo,as
mais nos inconinmdam terrivelmenle.
Esta palavra/?arecem,empregda assim sozi-
nha, siginficava em Seu vocabulario o bello sexo
em geral.
Isto nada significa, replicou Fallowfield.
Nao (ejaea ingrato ; vos nao sabis o que deeis
a riquieiagau dessas mais. Isso vos ajuda ser
o objeciu de perpetuas advertencias da paite dus
(*) Vtde Diario n. 261.
maridos e das velhas ; os primoiros veem em vos
mos sujeitng, ns segundos mo partid), por que
seis pela mor parte seres prejudiciaes, concordai
contigo.
Verlitum erqo cupitum, interrompeu Li-
ringstone, mullos moralistas discor.eram sobre
esle texio antes e depois do velho (tabellis.....
Sir Henry tornou um ar mais pensativo e mais
serio.
certamonte durssmo para as mulheres,
replicn elle, que nosso serillo tenha degenerado
como (em fein, por que creio em consciencia que
ellas sao tambem astutas e perversas, e que
apreriam a tentarn como outr'ora.
Elle saboreavai por assim dizer, as palavras
com urna satisfagan indesTipvel.
Vfide misa Bells*ys por exemplo, prnseguio
elle, ella lem urna sensualidade dupla de calcu-
lo, urna astucia de e-iiaiaverna, um desprezo
completo da vaidade e urna dessas aptidoes para
enloiiquerer homens, que o pobre regente Phi-
lippe tena adorado. Via-a, um dia que ella nao
Huta sob as maos nada melhor a corromper,
apoderar-se deum homem mais idoso, mais tris-
te, mais prudente e mais feo duzi-lo em doii9 ou tres dias no limite extremo
da iniiciira poni de olhar para sua pobre mu-
lher. sua companheira ha quarenta anuos, e vir-
tuosa ma i de ilez rrescidus lilhos com urna ex-
presso que faziH pensar as facas do cozinha e
siry hnina. G-iy couvem-llie mais. A forca de
seus ervos e msculos conserva-a algumas ve-
zes em respeilo, e elle lem urna certa dureza de
carcter o urna falta de piedade no proceder, que
aperfeigoados por meus conselhos, o levaro
longe, anda que en tenha bem modo quo elle
nao va at o fin de sen caminho. Sim, tends
razan de nao mostrar-vos lismigeado.
As fergoes de Cuy rnnservaram-se to impas-
siveis como a estima de Mennon.
Valis om pouco mais do que os oulros,
continunii sir Henry ; mas ludo. Nosso mundo
degenerado uo digno desso rara crealura : ella
nasceu um seclo mais larde.
Son de parecer completamente opposto ao
vosso, diz Bruce com sua voz a mais spera ; es-
tou certo une a maioria das mulheres de nos-
sa poca salteriam resistir qualquer tentaran,
se nao por principios, ao menos por inedo das
consequencias
Imnginai a sensago que experimenta um pro-
fessor de grego, init-rroiiipido ero sua ligoo por
um estudanie. que Ine quer emendar, e len-is
urna pequea idea da estupefscgo de Follow-
lield. Os nlliii inflammararn-se-lhe ao olharem
para seu tooiraduiur, e brilharam como os de
urna serpeme Esse oihar pareca derramar so-
bre Bruce um efflovu.de supremo desprezo. Eu
nunca leria supposto que um accenlo de provo-
cago to desdenhosa podesse conciliar-se com
urna voz lo agradavel e to lerna.
Presumo com eileiio, respondeu ir Henry,
a esperanza de o ver triumphar, quiz, dos des-
dens do pae, appellar para a filha: havia ji mui-
to lempo que George se linha ausentado, e Cazal
poda suppur que ella o esquecera.
Um dia encontrou Luiza passeiando e cantando
segundo o coslume; chegou-sn ella resoluta-
mente. Por muilo crianca que fosse, Liiza linha
o roracio cheio de firme e nobre altivez ; lan-
gando para traz o seu comprido o annelado ca-
bello, esculou friameote a conflssao de Felippe,
cuja audacia a linha oITendido.
Terie3 podido escolher oulro lugar para me
fallar dos vossoS sentimentos, disse ella ; mas
nao occasio de discutir a conveniencia d'isso ;
s me importa saber se dsles parle meu pae.
Ello respondeu pela negativa.
Que pretendis ento, seuhor? E' bem ous-
do o vosso procedimenlo Nao sei como-qualifi-
ca-lo agora.
Aquella recusa nao podia ser para mim de-
finitiva seno depois de a lerdes approvado.
Meu pae conhece as rainhas intences; sa-
be que amo Mr. George do Vibray.
Mr. de Vibray pode morrer, disse Felippe
corn voz vibrante.
Se for essa a vonlade do Deus, subraeller-
me-hei; roas acontega o que acoutecer, nunca,
juro-ro-lo, Luiza de Pirmil se chamar madama
Cazal.
E a menina afastou-se sem roesmo so dignar
abaixar a cabera.
Pouco lempo depois, Felippe panio para Tans'
onde por algum lempo procurou abafar a paixo.
j mesclada de odio, em ura lurbilho de prazores
que a sua fortuna Ihe tornara facis. No cami-
nho que levava, enconirou urna destas mulheies.
simultneamente seductoras e corrompidas, que
cora frequencia se encontram em Paria; mas ao
cabo de ura anno esta mulher desappareceu com
um pretendido conde italiano, que a ajudou
gastar os despojos do provinciano. Felippe, rol-
lando para sua casa, desgostoso de relages que
tiem mesino linham o poder de dislrahir sua alma
ulcerada, encontrn Luiza mais bella e mais des-
denhosa ainda, e ao redor delle a solido tragada
pelo resenlimenlo popular.
O amor e o odio augmenlavam-se-lho na so-
lodade que o espirito se habituara ; bem de-
pressa exuerimentou inesmo amargo prazer em
lutar contra a niruosidade publica, afagando em
sonhos a esperanca de vingar-se: como tudas as
almas enrgicas, s mos com urna paixo fatal
ou divina, esperava.
A revolugo que reuentou no dia 27 de julho
de 1830 concluio a ruina do marquez ; a sua for-
tuna desappareceu na mo d'um capitalista quo
se assenhoreou dos fundos que Ihe reataran), por
meio d'uma fallencia. Mr. de Pirmil, cangado
de tantos cuidados, nao pode resistir este ul-
timo golpe ; enfermou, e cora a mo desfalleci-
da assignnu os actos que, desapossando sua filha
do ultimo'asylo, deuam transraittir-lhe um no-
me puro de toda a mancha.
Advertido pelo rumor publico, o coronel Cham-
prod, que conlrahira com o marquez relages de
boa vizinhanga, acudi e obrigou-o aceitar,
com a franqueza do militar, urna somma sufli-
cicnte para satisfazer todos os seus emoenhos.
Nao tenho em que empregar este dinheiro,
disse o coronel, dar-m'o-heis quando poderdes.
Mas nao po lerei nunca.
Tanto melhor; deixareis ao menos vossa
filha este velho castello.
Ao nome de sua lilha. o marquez sentio cor-
rerem-lhe algumas lagrimas pelas enrugad8S fa-
ces. Pegou na mao do coronel, e perguntou-lhe,
com olhar to cheio d'angustia paternal, e voz
lao desolada pela inquietago, se quera ser o
protector de Luiza, que Mr. Champrod vollou ar-
rrbatadamenie a cabega, e fingi tossir com es-
Irondo para dissimular a coromogo.
Serei o que quizerdes, re.pondeu elle en-
xugando com us costos da mao o bigode.
Era quanto eslas cousas se passavam em Ba-
lestras. a revolugo, que sorprender o visconde
de \ bray no Brasil, oude fra preencher urna .
missao diplomtica, destruira-ihe ao mismo!
lempo o prsenle e o futuro ; a sua carreira es-I
lava cortada, e os desastres que linham fulmina-i
do Mr. de Pirmil feriram-o tambera. Luiza foi i
informada disso por urna carta datada de T-uluii,
unde G-eorgn chegra ; e esle.alguns dias depois,!
recebia outra em Paris, dandn-lhe parte do ca-
smenlo de madamoiselle de Primil com o coro-'
riel Champrod.
A carta ue Luiza era to simples como .affec-
tuosa ; contava-lhe como, poucos das antes de
tallecer, o marquez, seu pae, a mandara chamar,
e, aperlando-lhe a mo, Ihe pedir, com as la-
grimas nos olhos, acceilasse o coronel por espo-
so, que Ihe custana nenas a morte, deixando-
Ihe um prolector, um amigo, quem devia o
nao ter sido deshonrado. Luiza ceder : sua mo
pagara a divida do reconhecimenio ; mas, an-
t^s de se unir ao coronel, confessra-lhe os sen-
timentos que nutrir ot ento para cora Mr. de
Vibray. Mr. de Champrod agradecen essi prova
de confianga oe que se julgava digno ; e esta
Confisso, longe de diminuir o seu altelo, aug-
meulava-o com a estima que Iributava ao carc-
ter da donzella ; e certo de que esta seria forte
contra urna lembranga, e fiel seus deveres, ins-
tara para ser seu ma'rido.
Luiza peda George perdoasse o mal que Ihe
fazia, com o Dm desuavisar os ltimos instantes
de seu pae, e rogjva-lhe que nao procurasse
ve-la para nao augmentar, com sua presenga,
ura sacrificio irreparavel que nao deixava ao seu
corago oulro refugio seno Deus.
George obedeceu escrupulosamente Luiza :
sepullou o solnmenlo da sua alma como em um
inmolo ; e Luiza viven um anuo, leudo em lulo
todas bs suas esperangas ceifadas aos vinte an-
nos, entre Adelina que nao a abandonava, aju-
dando-a supportar o peso deslas proras; o
coronel cuja lerna e generosa bondade adquiri
cada dia mais direitos sua alTeigo ; e Felippe
Cazal, quem Mr. Champrod, por exdgeraco de
suas ideas liberaos, dra a preferencia como ami-
go para o ajudar e desarreigar, dizia elle, OS pre-
concebios de paiz.
Pelos acontecimenlos de 1831, os guardas na-
etonaes das pequeas cidades prximas Bales-
tras escolheram, unnimemente, o coronel Cham-
prod por chefe. Julgou elle dever cingir de no-
vo a espada, postoque repugnara desembainha-la
contra Francezes. Sua activa, mas sempre hu-
mana cooperagao, foi muilo til s operages de
que o departamento do Sarlhe fui thealro. Fe-
lippe Cazal fazia a guerra frente d'uma duzia
de guardas que recrutra as provincias do nor-
te, exp orando os bosques, dispondo emboscadas
contra emboscadas, e perseguindo nos Vandea-
nos tantos initN'gos pessoaes quantos alcancava,
com infatigavel coragem o imperlurbavel sa'ngue
fro. Neslas desgragadas circumstanclas, multas
vezes a sua intrepidez pessoal se fez nolarel;
as balas da sua espingarda privaram os rebeldes
de mais d'um ralete. Este comportamenio, era
que bnlhavam todas as qualidades do soldado,
augmentava a eslima que Iho dedicava o coronel,
o qual, de carcter franco c leal, eslava longe
do suspeitar as inlenges de Felippe.
Mr. de Vibray, ao" primeiro chamaraento da
prtnceza, langou-se rosoluiamente as fileiras
de seus defensores, pondo ao servigo da rebellio
a fortuna que acabava de herdar d'uma ta, fal-
lecida em Tours. Luiza tinha. pois, bastantes
motivos do temor e affiicgo : seu marido acha-
va-se no exercito liberal, George no dos realis-
tas ; e junto si tinha Felippe, quem aborreca
anda mais moitalmente, desde que Ihe fallara
da sua paixSo, abusando da nobre conlianca do
coronel.
Acceitai esta nirrago disse-me o audi-
tor, terminando urna exposigo que nao est no
devido lugar como um prologo fastidioso, mas
indispensavel luz dos aconlecimentos de que
sou historiador; e tornemos alar agora o lio
da minha narrago no ponto em que a deixe.
O auditur tossiu, continuou a relaco que Irans-
crevo segundo as minhas recordags.
Lembraes-vos talvez qve George tinha sido
confiado Adelina, e Aleixo posto sob a guarda
de Jeronyino depois da sua priso. O coronel
partir visitar as guardas collocadas ao longo
das margeos do Geay o dn sarthe. Tudo pareca
dormir, excepto as senlinellas quo passeavam
lentamente. Comludo, meia hora antes da meia
nuite, se algum espirito infernal levantasse o le-
Ihado de Balestras, para saii.-faeo de qualquer
curioso, ter-se-hia visto urna nilherque, incli-
nada sobre as ponas dos ps, espreitava cora de-
sassocego ura escuro coiredor. Acabava de abrir
a porta d'um pequenojgabinele, e tenha na mo
urna lantorn i, que, rollada para o corredor, al-
lumiaya eslas trevas. Depois de se certificar
que nao era vista, vollou-se para um mancebo
que eslava em p alraz d'ella, e, lendo-lhe dilo
algumas palavras em voz abaixa, avangarom am-
bos encobertos p^la parede para una escuda de
onde se poda deslinguir um sombro carcere
na exlremidade da passagem que sem ruilo se-
guiara.
Esta mulher e este mancebo, adivinha-se, eram
Adelina e George.
A escada lermnava em urna porta baixa, cujas
carunchosas laboas girararn rangendo sobre os
gonzos ferrugentos. Por sob as abobadas do
castello correu um longo gemido, repercutido
pelo ceo ; Adelina estremeceu e recuou. Afja-
bavam de entrar em urna galera, e pelas janel-
las, meio quebradas podiam ver urna seniuiella
que passe.ava ao longo das muralhas cantarolan-
do moda do seu paiz. Ao rangido da porta, a
sentinella vollou a cabera para a galera mas
Adelina tinha se agachado, toreando George
imita-la.
Fra com os velhos ceslellos, raurmurou o
cagador, sao lodos povoados de rumores que fa-
zem crer em phantasmas ; o deitando ao hom-
bro a espingarda, recome;ou philosophicamenie
o seu negligente passeo, em quanto o fugiti-
ro eseu guia se suraiam encobertos com as pa-
redes.
Ura iustante depois chegavam ao pavilho.
Adelina escoodeu a lanlerna em um canto, o
entreabriu vagarosamente urna janella. Branda
luz caa do co ; os velhos carvalhos balancea-
vara a folhagem que trema com a brisa noctur-
na ; ouvia-se ao longe o grito das senlinellas
sob os muros do pavilho, e o sussurro do rio, cu-
jas prateadas aguas corriam mansamente por ci-
ma do saibro.
Podis pariir, disse Adelina, o vu 1S em
baixo onde vedes aquello salgooiro.
E' l em baixo, bem sei, respondeu Geor-
ge ; mas d'este lado sao os bosques onde deixei
os meus fies Vandcauos ; esperam-me, e devo
iunlar-me elles.
Expor-vos anda, quando lmannos perigos
vos ameacam, tentar Deus exclamou a rapa-
riga.
Salvar-me sera elles seria urna envardia ;
o t sabes que son incapaz do commelie-la. A-
lm d'isso, mais depressa que o perigo poder
i minha voz iuduzi-tos depdr as armas ; ese
vulto para elles para os obrigar pelo meu ex-
emplo, ou abrir pass3gem sua frente. Mas
fallemos de teu irmao, minha boa Adelina ; ests
bem certa que Jeronymoo tinha livrado ?
Partiram lia urna hora ; vi-ns abandonar,
o caslello. As senlinellas conhecem Jeronymo,
deixaram-o passar, e Aleixo espera-vos as flo-
restas ao p do salgueiro. Vnde.
Dizendo eslas palavras, Adelina dirgiu-se &
urna porta que dava para o parque ; George fi-
cou immovel.
Adelina vollou-se.
Que esperaos ? disse.
l'erguntas-m'o ? tornou George ; acreditas
que. prximo deixar os lugares onde a conhe-
ci, quando vou ausenlar-me paia nao tornar
ve-la talvez, nao haveri dr que faga sangrar es-
le coraco onde est gravada a sua imagen) ?
Pergnnias-me o que espero? Ella, talvez.... al-
guma cousa que m'a faca lembrar... um olhar.
que diflferrtos completamente de parecer Ambns
provavelmerite fallamos por experiencia; entre-
tanto esle um ponto, sobre o qual deveis ter
pouca pratica. Crdes taires conter urna mulher
na benevolencia pelo mudo___experimental.
Nao ides muilo longe em vossas criti-
cas ou em vossos louvnres?liz eu observar para
remediar o embaiago que seguio-se. Ha certa-
mente muitos exmplos do contrario. Tomai,
por exemplo, lady Clanronali, casada com um
homem vinte annos mais idoso do que ella, e-
que nao nem muito bonito era muilo hbil,:
nem muilo aguidavel, cosaria cu dizer ; nin- I
guem jamis arriscou a menor maledicencia con-1
ira ella, e no entanlo nenhuma lera sido mais
rodeada.
. Um sorriso diablico encrespon os labios sen-;
suaes do velho, e eslendeu-se at orla de sua '
floresta de cabellos pardo-escurus.
Clanronald, dizt-is vos, nao hbil ?re-
lorquio elle ; o espirito mais fino que eu ro-
nheco Elle linha descobeno o lado fraco de sua ,
mulher, e dra-se aos maiores Irabalhos para'
ressucilar urna influencia em estado de servir-
Ihe de contrapeso,o orgulho da familia. Sa-I
beis que ella descenda dos Ilaiilagre. Ora,
urna trad'cao nesla familia que as mulheres nao
se portam mal nella, excepto quando sao isso
impedidas por principes de sanKue ; mas agora
nao lemns principes possiveis, de sorte que
esta senhora est ainda : urna Magdalena em
poder do marido, mas na impotencia de arre-
pender-se.
Seria mais que intil disputar com Fallowfield.
Os melhores golpes, que se Ihe podiam dar, es-
corregavam sobre sua courage. de scepiicismo e
incrednlidade, enlretanto que seus SMphismas e
sarcasmos feriara muilus vezes em cheio. Como
as feidas yelhas, depois de annos, ellas envene-
navam-se justamente no momento em quemis
e>sencial e vanlajosa seria esquece-lns.
Separamo-nos logo. O rosto de sir Henry Fal-
lowtield exprima ura pacifico cnniaotamenlo de
si proprio. Elle pensara ter dirigido bem a con-
versago e ler ochado algumas ideas boas e per-
eilos exemplosem seu apoio Foi, pois. cora a
tranquilla salisfaco de um homem que cumprio
um dever, e que nao perdeu seu dia, que elle
nessa uotle repousou a cabega em seu traves-
seiio.
Elle nao era menos engenhoso em vencer os es-
crpulos de oulren, do que em fazer calar sua
prupria consciencia, ainda que uestes ltimos an-
uos essa consciencia houvesse provavelmenle
cessado de causar-lhe muito embarago. Os mais
delicados sentimeiiios erara para elle apenas urna
t-xagerago doentia das sensages. com as quaes
de modo uenhum se imporlava. Quanto ao mais,
ignorava absulutamenle o que fosse remorso.
Dundo que ello alguma vez olhasse para diaule
de si; estou cyto em lodo o caso que nunca olhou
para traz. Parodiando a palavra aitnbuida um
general francez, resumiremos sna crenga, lo fir-
me, quio terrivel em sua siraplicidade":A mu-
lher rende-se, porm nao marre !
XIII
Considero louco aquelle,
que arrisca sua pelle por urna
uiulher, que nao o ama.
Fallowfield dexou-nos no dia seguinte ; e
mistress e miss Bellassys partiram nesse mesrno
da. Iam fazer diversas visitas e depois deviam
voliar Kerton. Lady Catharina pedio-lhe isto
com instancia, por quanto, bem que amasse me-
nos a filha do que a mi, tinha um desejo lo
grande de ver Guy casado, que teria acc.eilado
sem demora por ora, creio eu, at raesrao
Flora.
A illuso favorita das mais da Gra-Bretanha
que o casamento deve operar milagrea e fazer
seus filhos razoaveis para a vida, esconjurando
os diabi-.ihos da mo forada. que os cercam. Mil
e mil desaponiamentos ainda nao convenceram
esias respeilaveis senhoras do acaso, que pre-
side i estas experiencias ; mil uutros nao as con-
vencero mais. Ellas conlinuaro fazer ca-
saiueutos e descenos al consummago dos
seculos. Duranle um espago de lempo assaz cur-
io, os espritus liram bem escoiijurados; mas an-
tes que a mobilia nova do novo par lenha perdi-
do o brilho, um dos taes diabinhos do bando vol-
la h abre a perla seus companheiros. Estes
nao recoohecem principio sua amiga morada,
nao foi ella rasmillada e feila nova? Mas em
breve aeoslumam-se ama-la maisdu que nun-
ca. Elles pois entran, fazem sua habilago, e...
creio que intil acabar a phrase. Muilas vozes
melgas, ainda que ligeiramente radiadoras, pou-
par-me-hao este trabalho, cantando essa lamen-
tavel msica, urna antiga queixa a palinodia
dos maridos I
Nao posso adevinhar o que Flora o Guy disse-
ra ni se quando se separaram. Nem urna nem
oulro estavam de humor sentimental, e ambos
deviam ler lomado por divisa : Ligeiramente
ganho, ligeiramente perdido. Suas mns fi
cararn muiiu lempo nina na oulra quando elles se
disseram.adeus ; mas a donzella linha, se pns-
sivel. um sorrisu impertinente do quo nunca. El-
le parti, puis, sem deixar nps si penhor algum
visivel, excepto urna pequea luva cor de pero-
la que Guy entelara pensativamente enlre os de-
dos, um p nos degraos da escada de pedra, se-
guindo com os olhos o carro que desapparecia
no lim da avenida. Mr Bruce triumpnava inte-
riormente, segundo sua maneira taciturna, e Isa-
bel Raymond trema.
Ella acabava de perder urna forte e pouco es-
crupulosa adiada, e Bruce urna temivel uiimiga.
Porque nao abris essas cartas, Charley? per
guntou Levingstone dorante o alraogo na manha
seguinte, designando um monlc de cartas nao
Amae-la ento muito? exclamou Adelina
com voz coramovida.
George ia responder quando a porta da gale-
na, violentamente empurrada, deu passsgem
Luua Vendo George, um rilo d'assorabro ox-
pirou om seus labios, e vacillou. O cauito cor-
reu para ella.
Aqni, ainda aqui I disse Luiza.
lim novo oensamento apagara do rosto de A- ;
delina os vestigios da secreta commogo que Ihe
havia contrahido as feigoes. |
O caminho do pailho o nico que st
livres, disse esta ; todas asoolras sahidas esio
guardadas com a vigilancia do costme: Noel
s abandonou o servigo noite, e quando eu '
quiz sanir pela portas dos jardins o tornear os
ossos, vi-o, clandade da la, passeiando com
a espingarda so. hombro; e tiro de voltar para
traz, e passar pela galera.
Empalidecis? grilou George, dirigindo-se
i Luiza ; tremis... ameaga-vos novo perigo "...'
Felippe ter. comprehendido...
Felippe 1 nao... que loucura 1 tornou vi-
vamente madama Champrod, com as faces
purpureas pela febre ; nada sabe... nadaviu...
Comludo, essa pertubago... esse temor...
a vossa presenga...
Exphca-se fcilmente... tive modo... esla-
va janella, aonde a frescura do ar ra6 abran-
dava a.agitago do sangue, quando julguei ver
luz n'este pavilho ; nao sei que temor se me
apoderou do coraco ; julguei que tinheis sido
preso ; parecia-me que sombras araeagadoras se
introduziam no parque, e corri, anhelante, sem
saber o que fazia...
Jorge aperlou a mo do Luiza.
Tremis 1 disso elle chegando os labios
esta mao que, em nutro lempo, se apoiava con-
fiadamente no seu braco.
Nao... estou tranquilla, redargulu Luiza
laucando ao redor de si ura olhar de terror ;
mas part agora, part I
Oh por piedade, deixae-rae ver-vos, fal-
lar-vos ainda alguns instantes... um minuto...
Luiza... Quem sabe se vos lornarei ver 1 I
Um minuto I Mais ura mmuio talvez a
morte De,,os conlinuou com exaltaco febril.
E do mais, George, que temos dizer ? Que me
amaes ? Que vos amu ? Nao o sabemos nos?
Vedes esla pulseira de coral ? Ainda nao a lar-
guei !
George lomou nos bragos o corpo flexivel da
joven, e seus labios palpitantes d'amor tocaram
levemente a fronte de Luiza.
Adelina, disse esta com voz desfallecida,
enlrego-o ao teu cuidado.
Adelina porm desaparecer ; louca do pezar,
linha ido oceultar-se sob urna azinheira, escon-
dendo a cabeca entre os joelhos.
De repente ouviu-se dar meia noile do relogio
do castello; Luiza sobresaltada esculava ainda,
quando Adelina tornou entrar precipitada-
mente.
i'ug, disse ella, vem gente.
Fugi, repetm Luiza, mosrao por mim, fogi.
E Adelina empurrou George para a porta corn
forra irresistivel.
Acabavam apenas de sumir-sc por de traz das
copaddS aryores cujas sombras se reflecliarn as
aguas do Sarthe, quando Felippo oppareceu no
limiar.
Luiza eslava de p, mais paluda que o seu ves-
tido branco, com a cabega inclinada o o ouvido
atiento.
Filippo deleve-sc um minuto, e langou os olhos
para a exlremidade do parque. Ouvindo um li-
geiru ruido de ramos seceos, amargo sorriso Ihe
errou nos labios. Adianlou-se para madama
Champrod.
Vendo-o, Luiza recuou, e sobre seu bello ros-
to piniou-se repentinamente viva expresso de
horror e desgosto.
Como estaes paluda, senhora, disse Felippe
saudandu-a giaciosamenle; a minha presenca
ser para vos motivo de terror?
Nao, resoandeu Luiza esforcando-se por
mostrar-se tranquilla; mas a vossa'subila appa-
rigao peilurbou-me.
De certo, tornou Felippe, eu acreditara,
pela vosst agilaco, que novo perigo ameacava
aquelle que recebis com lana imprudencia.'
Que I exclamou madama Champrod Com
fingida satisfarn, penases anda as extravagan-
tes suspeilasque me manifeslasles? Urna serne-
Ihanga, singular, confesso, vos enganuu.
Vi Mr de Vibray poucas vezes. ha bastantes
anuos ; mas aborrego-o lano quanto o amor
que vos dedico, o o odio lem boa memoria.
Alm disso, senhora, se aquelle quera Adelina
charaou seu irmo nu Tusse o capito George.
nao cstarieis aqui. S um poderoso interesso
podia guiar-vos, e eu nao sou lo fatuo que at-
inbua mim esse inieresse. Assim, pois, eseu-
tai-rae. Tremis pelus dias de Mr. de Vibray, e
leudes razo. Se eu disser urna palavra, est
perdido ; depeode de vos o meu silencio.
Luiza seniia-se tremer voz de Felippe, que
Ihe lancava vistas implaca veis e scintillantes, co-
mo o fulgor u'uma espada ; mas o pensamento
de que George ia ser salvo fortificara-Ihe a co-
ragem.
Felippe conlinuou ;
Sabis que vos amo, senhora...
Luiza deixou escapar um gesto de horror.
Oh! comprebendo-ros exclamou o bastar-
do do padre, frariziudo as suas negras sobrance-
Ihas ; este amor s vos inspira odio c despiezo.
Comludo preciso que me ougaes. Eu quiz dar-
vos um nome e uina fortuna ; sabis o modo
desdenhoso com que o seuhor marquez de Pirmil
recebeu a minha proposta. I.angou-me em rosio
o insulto, e vosso ca linha os cabellos blan-
cos I... Vos podieis salvar-me, repellistes-me
anda mais cruelmente, o nao queris que me
vinguel
Que fiz eu para merecer-vos essa vinganca ?
disse Luiza que palpitara ao fragor da voz estri-
dente de Feliope.
Amaveis o conde de Vibray! Oslentaveis
a bertas collocado ao lado do prato do joven ca-
pitn.
Meu charo amigo, nao tenho coragem, res-
pondeu elle. Sei que conteem todas a expresso
de um desespero commercial. De bom grado
creria eu que esla gente sustenta ura fabricante
desupplcas, como Moys suslenlava um poeta.
O ultimo pedido de meo seiu-iro era perfeia-
ruenle capaz de partir a alma ; nao possivel
que elle mesmo fosse quem escrereu isso,porque
to bruto corno o couro de seus arreos. Se
ella fosse realmente delle, seria impagarel como
o" reslo de sua cunta. Que fazer ? Nao posso en-
lretanto cahir sobre o pobre velho, que tem a in-
felicidade de ser meu pai, para pedir-lhe um sup-
primenio de penso, quando as vendas acabam
de ser reducidas quince por cento. E' preciso
que os fornecedores aprendam a sofFer. E' para
elles urna chanca magnifica obter o premio da
resignago.
Bruce sorno-so com um ar de salisfaco e de
desdem destreza de Charley. Elle linha justa-
mente recebido tambem urna carta de seu Dan-
queiro, que o consultava sobre o emprego de
urna somma excdeme i mil libras pouco mais
un menos, e hesitara entro croes dos Docks e
um caminho de ferro prometiendo lucros.
Sim, conlinuou Forrester, muilo bom pa-
ra nos tratar desia rude maneira, como o Asestas
oulro da noite, s pessoas lesadas e aos me-
nores. Desejaria saber se ficarieis rontente de
ler um irmo mais velho, urna columna das so-
ciedades llustradas, e que tem a vida to dura
como um de seus neophytos favoritos ? O irmo
em questo tinha o habito de absorver quautida-
de de medicamentos, o que nao dava ms espe-
rangas ; mas ha algum lempo entregou-se ho-
meopathia, o que esl inleiramente fra das con-
veuges. Elle dizia-rae ltimamente que qna-
Irorentas libras por anno e meu sold eram forlu-
luna suulciente Que fortuna sufficienle 1
E'impossivel pintar o acento de queixosa in-
dignago, que elle deu estas ultimas palavras.
A recordagao de seus pozares qnasi Ihe dera
energia. Escutamo esta eloqueiita apostrophe
com respeiloso espaulo.
E' junlar o insulto injustiga, responden
Guy ; so o parlamento nao fizer algum) cousa por
vos tudus, veremos um nuvo xodo dos Parthe-
nide;.
Charley considerou seu amigo com admiragn
como todas as vezes que este fazia cilages clas-
sicas ; mas o esforgo desusado que llzera, o es-
gutra evidentemente,e elle cabio em seu mutis-
mo habitual.
Muamos cavado larde para fazer algumas
visitas na visinhanga. Na rolla Levingstone pro-
poz-nos que passas-emos travez de urna linha
de barreiras, separadas urnas das unirs por ura
pequeoo niervallo peicorrer em campo liso.
Sua prima pareCeu encantad. Bruce, porm,
nao Miara commodo : elle montara Kathleen,
as vossas esperangstao p das miserias da mi-
nha so idao 1 Quando vos vi passar pelo braco do
coronel Champrod. seoti augmentar o meu amor
as amargas torturas do ciuroe. e flz comigo o
terrivel juramento de que um dia me perterice-
neis, cedo ou Urde, e acontecesse v que acon-
tecesse. Mas para que fallar sempre de odio o
de vinganca ? Conlinuou Felippe abrandando a
voz; deixai-me acreditar que um dia escutareis
mais tranquillamente as'minhas palavras o'amor
que vossa ro5o se descuidar entre as minhas
deixai-me u.oa esperanga, e tanto o encarni-
gameulo que tenho em perseguir George de Vi-
bray, quanto ser o ardor que porei em sal-
va-lo.
Em quanto Felippe fallava, Luiza olhara-o com
soberana expresso d'ironia e desprezo. A colera
lazia fulgurar seus olhos. Elle ia continuar pro-
curando pcgar-lhe uas mos, mas foi detid'o por
um geslo. H
E quando estivermos ligados um ao outro
pela complictdade d'uma acgo generosa de que
queris fazer urna cobardia. exclamou Luiza
julgareis sera duvida, que eu, cangada do lutar
me sobjeiiarei vossa infame paixo ; eis o qu
pensaes. E mira, mim, mulher do coronel
Champrod, filha do marquez de Pirmil, que ou-
saes fallar assim Mas ento suppondes-me mui-
to cobarde, para acreditar que me prestarei to
despresiveis projectos I Nao sabis que preferira
a morte ao horror de vos pertencer, vos. o
bastardo do padre? I
Felippe Cazal eslremeceu esla palavra como
um homem tocado por um ferro em braza. Liva-
da pallidez Ihe assomou s faces.
-'enhora !... grilou elle, com os beicos bran-
cos de colera.
I Oh que me importam as vossas ameagas?
conlinuou Luiza, que, cheia de audacia e de or-
gulhu, o esmagava cora um olhar desdenhoso :
chegou 5 vez de me ouvirdes, agora que estou
so dianle de vos, e que o capito George esl
salvo !
Estas palavras fizerara cahir Felippe em si. Um
doloroso sorriso contrahio seu rosto ; com urna
extraordinaria forga de vonlade, Corapriraui o im-
pelo de suas paixes, c inciiuando-se diaole de
I.U1ZJ *
Ah acreditaes, senhora ? disse era voz
branda.cuja commogo s era denunciada pnr ura
Iigeiro abalo ; isso de que nos varaos certificar
ambos, se assim o queris.
Taes palavras gelaram madama Champrod
Felippe aproxiraou-se da janella que deitava
para o parque, e, tirando da algibeira ura apilo
de prv.a de que se servia na cara para chamar
os caes, deu alguns sons agudos e breves.
Eguaes sons, vindos da floresta e das margens
do Saitne. responderam logo. Felippe voltuuse.
Sem que comprehendesse que perigo ameaca-
va George, Luiza estremeceu estes rpidos api-
tos que Ihe penolravam como ponas d'aco no
coraco. Felippe permaneca immovel, com os
bracos cruzados sobre o peilo.
Ella eslava paluda e tremendo sob o olhar
dVsie hornera, quando, no meio do silencio que
os cercava, se ouviu um Uro de espingarda ; ou-
tras delonages seguiram depressa a primeira, e
soou a corneta dos caradores por debati dos
muros do caslello
Luiza cahiu de joelhos.
_ Ac editaes ainda que o senhor visconde de
Vibray esteja salvo, senhora ? disse Felippe com
a mesma voz tranquilla e suave. Oh as minhas
precaures estavam bem tomadas ; na falta do
vosso amor, a vinganca nao podia esrapar-me ;
uraa rede de senlinellas cercava o parque, os
meus guardas viglavam todas as sahidas. Eu
tambera sou do paiz, e conhego o vu. S linha
a dar um signal para que os fugitivos, cercados
por toda a parle, fussem morios ou prisionciros.
Esse signal est dado. Se Mr. de Vibray foi mor-
lo. assim o quizesles.
Madama Champrod nada esculava ; as palavras
de Felippe susurravam-lhe aosouvidos como ura
rao ruido ; todo o corpo Ihe trema cada novo
Uro, e, sem lagrimas, sern voz, desfallecida o
peiturbada.arrastava se sobre osjuelhos. esten-
denu as mos supplicantes para o bastardo do
padre que sorria.
George enlrou arrebatadamente no pavilho,
esbafondo, com o [acto em desordem, e ensan-
gueritado. Seus othus enconlraram Felippe.
l.uiza deu um grande grito e lanr.ou-so-lhc no3
bragos.
George comprehendeu quanto se acabava de
passar,
Miseravel! gritou elle, nao raorrerei sem
vinganca e aponlando tima pistola que tinha
na mo, disparou-a sobre Felippe.
Mas Luiza segurra-se-lhe ao brago, e a bala,
mal dirigida, enierrou-se no muro, depois de ter
rogado pela cabega do carador.
Ao estrondo d'esta detonaco, os cagadores e
os guardas nacionaes. acudlrara de todas as par-
les, chegaram ao pavilho.
Defendele gritn George que sacara a sua
faca de mallo e se debata contra Luiza que o
segorava com a forga do desespero.
Em vez de procurar prolongar urna defeza
intil, disse Felippe, cujo sangue fri nao vacil-
lra um instante, farieis melhor, senhor viscon-
de, em obedecer voz de madama de Charaorod
que pede vos entreguis. Queris, pois, faze-la
raorrer com vosco?
E como os soldados escalassem as janelhs, ac-
cresceniou voltando-se para elles :
Apoderac-vos do capilSo George de Vi-
bray.
George deixou-se desarmar, e Luiza cahiu des-
matada. O coronel acabava de entrar no pa-
vilho.
Continuar-se-ha)
jumenta irlandeza, que era urna das beslas mais
mansas da cavallanca de Kerton, onde entreun-
to nao as haviam completamente pacificas. Os
obstculos foram principio pouco importantes,
mas por fim chegamo3 um regalo, o qual nao
era largo, mas era evidentemente profundo e or-
lado de ribauceiras altissmas e carcomidas pelo
lempo
Entretanto como iimos em boas montaras de
caga, todos, comprehendendo Bella Dona e sua
senhora, o passamos in continente ; depois pa-
ramos logo, vendo que Bruce tirara atraz com o
groom que acompanhava-nos. A' primeira vez
que elle aproximou-se do ribeiro, teve medo,
islo era evidente ; pnxou a redea com toda a for-
ga, e nao quiz deixar que sua jumenta avan-
gasse.
Guy olhava-o com um ar de soberano des-
prezo.
Por Deus raurmurou, creio que elle lem
medo.
Forrester deu urna risada tan estrondosa, que
Isabel lancou-lhe um olhar supplicanle ; parecia
que ella tema as conseqoencias deste riso mo-
fador.
Minha chara missBaymond, diz elle em voz
baixa em resposla seu olhar cheio de medo,
nao vos assusteis Crles vos que eu seja um
D. Quxote para baler-me contra um moinho de
vento ?
Com elTeito, ninguem teria podido ver os bra-
gos compridos e longas pernas de Bruce, que se
agitavam ao mesmo lempo, sem reconhecer a pro-
pnedade da compararan.
EHedesceu pela terceira vez para o ribeiro, e,
creio realmente, com tengJo de passa lo ; mas
katnleen. pouco habituada essas maneiras hesi-
tantes, tinha-se embravecido, e desviando-se da
margeni passou quasi de lado. Bruce perdeu os
estribos, passou por cima das espaduas do sua
montara, e durante uta momento desappareceu
no meio d'agua.
O Acheloo e o Tibre, sahindo do seio de suas
ondas nativas, coreados de plantas aquaticas, ap-
presentavam, nao duridu, urna apparencia ao
mesmo terapo digna e imponente ; mas desafio
todo o mortal nao amph'bio que apparega em
semelhantes circumstancias do oulro modo que
nao seja soberanamente ridiculo.
Quando vimos esse rosto irado, encaixilhado
em cabellos escorrendo agua, esses movjmentos
de pernas cambaleantes e incertos, essas goleiras
que escurran) de cada ngulo saliente, mudando
a victima em especie de regador ambulante;
quando vimos esses risiveis dota hes otTerece-
rem-se-nos aos olhoi em luda a sua exagerago,
nao de admirar que toda a sociedade, compre-
hendido o groom, soltasse um louco riso.
(Coniintiar-ie-na.)
PEKN, -TYP. DEM. B. DE FARIA.1860, .


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