Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09162


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Full Text
>
INI XXXVI. HUMERO 2G2
Por tres mezes adiantados 5000.
Por tres mezes vencidos 6J000.
SEGUNDA FEIRA 12 DE NOTEIBRO DE 1861.
Por anuo adiantado 19(000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGAD09 DA SOBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrinode Lima*!
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaly, o
Sr. A de Leraos Braga; Cear, o Sr. J. Jos de Oli-
vetra; Maranho, oSr. Manoel JosMartinsRibei-
ro Guimares ; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Cosa.
PAHIIUAS UU U>ttHfcKS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do da.
" Iguarass, Goianna e Parahiba naa segundas
e sextas feiras.
S. Aoto, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinho e
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d' Alho, Nazareth, Liraoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Visla,
Oricuryo-Ex as quartas-feiras.
Cabo, Sirinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua prela, Pimenleiras e Natal quintas feiras.
(Todos os corrcios partem as 10 horas da manhaa
EPHEMERIDES DO MEZ DE NOVEMBRO.
6 Quarto minguante as 6 horas e 57 minutos
da manhaa.
12 La nova as 10 horas e 16 minutus da tarde.
20 Quarto crescente as 6 horas e 33 minutos
da manhla.
28 La cheia as 9 horas e 18 minutos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 4 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundo as 3 horas e 42 minutos da tardo.
ADINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relago torgas, feiras e sabbados.
Fazcnda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
uizo do commercio: quartss ao meio dia.
[lito de orphos : tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao mcio dia
Segunda vara do civel; quarlas e sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
2 Segunda. S. Marlinho p. m. ; S. Diogo f.
13 Ter$a. S. Eugenio b. ; S. Zebina v. m.
14 Quarla. Ss. Filomeno e Ciernen lino mm.
15 Quinta. S. Gerlrudes v. ; S. Leopoldo
16 Sexta. S. Cngolo de Lagos ; S. Valerio m.
17 Sabbado. S. Gregorio Taumaturgo b.
18 Domingo. S. Romo m. ; S. Odn ab.
ENCARREGAOOS DA SUBSCRIPCO NO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Babia,
Sr, Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O propriefario do diario Manoel Figueiroa de
Faria, na sua livraria praga da Independencia ns.
6e 8.
PARTE OFFICIAL
Ministerio da fazenda,
REGULAMENTO
das alfaadegas e mesas de rendas.
TITULO IV.
CAPITULO 6o.
DOS MANIFESTOS.
[Continuar ao.)
Art. 339. Todo o capilo ou meslre de navio
mercante, nacional ou estrangeiro, que por qual-
quer motivo, ou para quolquer fim demandar
algum porto do imperio competentemente al-
faodegado ou habilitado para a importaran, de-
ver trazer dous manifestos do mesmo theor, os
quaes conteni :
Io O nome, classe e tonolagem da embarca-
gao, e o nome da naco a que portence.
2 O nome do commandante ou mestre.
3o A designaco do porto era que recebeu a
carga que conduzir e a de seu destino e es-
calas.
4o As marcas, contramarcas, numero de cada
volume e sua denominarlo.
5o Dcclaraco da qualidade, quantidade, peso
ou medida das mercadorias que conliver cada
volume, quanlo seja possivel e das que vierem
a granel.
6o Expressa designaco do numero de vo-
lumes reunidos em um s envoltorio, ou de ca-
da amarrado ; e da qualidade das mercaduras
que cada um destos voluraes conliver, e de sua
qnantidade, peso ou medida, alm das demais
declarares exigidas nos nmeros 4 e 5 deste
artigo.
7o Os nomes das pessoas a quem sao consig-
nados os volumes ou mercadorias, ou se o sao
ordem.
8o Expressa mengo :
Io Das mercadorias destinadas a enlrepostos
ou transito, com as declararles exigidas nos n-
meros 4o, 5o e 6 ; 2o, dos volumes que conli-
verem gneros inflammaveis e seraelhantes,
com todas as circunstancias exigidas nos mes-
mos nmeros 4, 5o e 6o.
nico. Estas declaracoes sero escripias por
Menso, excepto na parle relativa ao numero e
marca do volume, e em folhas inleiras e nao
emendadas, ou presas urnas as oulras, as quaes
sero numeradas e rubricadas pelo respectivo
agente consular ou pela pessoa que autheulicar o
manifest.
Art. 400. Os manifestos sero datados e as-
signados pelo capitao ou mestre do respectivo
navio, e authenticados pelo cnsul ou agente
consular brasileiro residente no porto da parti-
da, e na sua falta ou ausencia de pessoa quede-
vidamente o subslitua, pelo chefe da respectiva
alfandega ou estacan fiscal, e na falta de uns e
outros pela autoridade local; devendo nesto ul-
timo caso suas assignaturas ser reconhecidas
pelo cnsul respectivo no porto da entrada, se
algurna duvida se offerecer sobre sua veracidade.
Art. 401. As embarcagoes empregadas na pes-
ca, ou procedentes de porlos pouco frequenla-
dos, em que nao houver alfandega ou estago
fiscal ou autoridade que possa aulhenlicar a re-
gulansar seus manifestos, sero obrigadas no ac-
to da visita da entrada, a apresentar urna rela-
co de todos os objectos de sua carga, com as
declaracoes exigidas no artigo 399, e a exhibir
os conhecimentos, documentos e livro de carga
ou oulra qualquer escripluracao que prove a ver-
dade da mesma relago, alm do rol, lista e
mais papis exigidos pelos arts. 409 e 410.
Art. 402. A embarcago que tiver feilo escala,
ou recebido carga ou descarregado em um ou
mais portns, trar tantos manifestos em dupl-
cala quantos os portos em que tiver recebido
carga, os quaes contero as declaracoes. forma-
lidades e requisitos exigidos pelos arligos antece-
dentes ; e tantos certificados, processados do
mesmo modo que os manifestos, de nao ler re-
cebido carga ou descarregado volume, mercodo-
ria ou objecto algum, ou se houver feito, da
quantidade ou numero dos volumes ou merca-
dorias dcscarregadas, com todas as declarares
exigidas no art. 399, quantos forem os portos de
escala.
Se o porto de escala ou descarga, pertencer ao
imperio, os manifestos e certificados sero pau-
sados pela alfandega ou repartirlo fiscal compe-
tente.
Art. 403. A urna das vas do manifest ser
como appendice, unido ou cozido o descacho de
exportacio, reexportaco, o transito ou certifi-
cado do seu theor, conforme os usos e legislaco
do porto respectivo, e na falta destes urna das
vas do conhecimenlo de carga do respectivo vo-
lume ou mercadoria.
Art. 404. Os cnsules, autoridades ou pessoas
que na forma do artigo 400 aulhenticarem os
manifesloj, numeraran e rubricarn todas as suas
folhas. e, depois de riscarem lodos os seus
brancos, certificaro, no fitn da ultima lauda es-
cripia do cada via do manifest, que este se acha
em devida forma, isenlo de rasuras, emendas,
cotrelinhas ou cousa que duvida faca, ou as re-
salvaro declarando sua natureza, qualidade e
theor, e os entregaro ao commandante, sendo
urna via aberta e oulra em carta fechada e la-
crada com o sello do consulado, com direceo
ou subscripto ao inspector da alfandega do por-
to do deslino da embarcaco a que pertencer.
Os documentos exigidos pelo artigo antece-
dente sero do mesmo modo numerados e ru-
bricados pelo cnsul.
Art. 405. As disposiges dos artigos antece-
dentes coroprchendem :
Io As embarcagoes que navegarem em lastro,
devendo-se mencionar no respectivo manifest
ou certificado a quantidade ou qualidade do
lastro;
2o As embarcacoes que fizerem escalas por al-
guns dos porlos do imperio, ou que nelles de-
rem entrada por franqua ;
3 As embarcacoes que transportaren! pas-
sageiros ou colonos, anda que nao tragam
carga.
1 Reputar-se-ha lastro, para quaesquer
fins ou objectos fiscoes, a quantidade de qual-
quer materia pesada que conduzirem ou recebe-
rem, indispensavel para seguranza de sua nave-
gacao.
2o Poder fazer parto de lastro:
Io O ferro em bruto, em barras, chapas, Un*
goados, ou cm obras grossas de fundico na
inutihsadas;
2 O cobre em bruto, fundido, coado ou em
ladrilho, em barra, em laminas ou folhas;
3o O bronze em pesas de artilharia ou em
obras inulilisadas ;
4 A pedra calcrea ou oulra de qualquer
qualidade em bruto, lavrada ou em obras
grossas;
5 Calho, cascalho ou ara, birro, cinzas,
ossos ou chifres ;
6" Madeiras em bruto, era toros, coucoeiras,
pranchdes ou lenha;
7o Carvio da pedra;
8o Sal;
9o tijollo, telha e outros maleriaes proprios
para construyo;
10. O vasilhnrao com aguada ou sem ella,
guardada a disposico do artigo 33 Io, do de-
creto n. 708 de 14 de outobro de 1850, a res-
peilo das embarcagoes a que se refere o mesmo
decreto.
3. O chefe da competente reparligo fiscal
do porto da entrada do navio em lastro mandar
verificar, quando julgar conveniente a fiscalisa-
go, se a quantidade do lastro a strictamente
Docessaria para seguranza da navegado ; e, no
caso de ser superior, sujeilar o mesmo navio ao
rgimen fiscal relativo as embarcacoes que trou-
xerem carga.
Art. 406. Os cnsules, ou agentes consulares
do imperio nao pdelo authenticar manifest
algum que esliver nos termos dos arligos ante-
cedentes, e obrigaro os capites a corregi-los
ou reforma-Ios.
Art. 407. Os referidos cnsules ou agentes con-
sulares, antes de authenlicarem os manifestos,
instruiro os respectivos capites ou mestres a
respeilo dos deveres que lhes sao imposlos pelo
prsenle regulamento, e especialmente sobre a
obrigacoo : Io, de mencionaren) expressamento
os volumes ou mercadorias destinadas ao transi-
to e 03 que contiverera gneros inflararaavois e
semelhantes; 2", de fazerem no acto da visita
da entrada as declaracoes do que trata o art. 410;
3o, de eutregarem o rol, listas e papis mencio-
nados nos arts. 403, 409 e 410. NesU mesma oc-
casio os advertirlo de que taes documentos,
com os manifestos, devem ser presentes: Io, ao
official da visita do porto a que se destina ; 2o,
s autoridades locaes de qualquer porto ou lu-
gar, onde por motivo de lorca m3or arribaren) ;
3o, aos commandantes das embarcacoes da alfan-
dega ou mesa de rendas encarregadas da polica
fiscal das costas e mares terriloriaes do imperio ;
e de haverem cumprido exactamente este procei-
to, e de que o capilo ou mestre da embarcaco
ficou scente de todas estas obrgacoes, passafo
ccrtidocm cada urna via do manifest; ficando
pelo nao cumprimento destas obrgacoes sujeitos
multa de 50$ al 500$ por cada vez, a qual pe-
na ser imposta pelo ministro da fazenda, dando
chefe da competente repartidlo parte de taes fal-
tas, logo que lhes forem apresentados os mani-
festos.
Art. 408. Nao sao admissiveis nos manifestos
protestos do que nao responde o capitao ou mes-
lre por faltas, accrescimos ou differengas ; nem
declaracoes vagas a respeito da qualidade, quan-
tidade, numero, dimenses, ou peso dos volumes-
ou mercadorias quo tiver recebido e houver a
bordo.
Art 409. O capitao ou mestre do navio, logo
que. chegue a seu bordo o guarda-mr, ou offi-
cial da visita, Ihc entregar os manifestos que
trouxercom sua carta de fretamento, passaporte
e lodos os documentos, conhecimentos e mais
papis perlcncentes carga, que Ihe forem exi-
gidos, para seren enviados ao inspector da al-
fandega ou administrador da mesa de rendas.
Estes papis ficaro em deposito na competen-
te repartido, at que a sua exhibicio seja ne-
cssaria para outros effeitos legtimos, o solici-
tad;! pelo respectivo capitao ou meslre.
Arl. 410. No mesmo acto da visita o capitao
ou mestre do navio far, ou entregar por es-
cripto : Io, a reanlo de quaesquer morcadorias,
ou objectos accrescidos que trouxer a seu bordo,
que nao lo rain contemplados no manifest por
lerem sido recebidos sob vela, ou por qualquer
oulra razio, especificando a sua qualidade, quan-
tidade, medida ou peso, marcas, contramarcas e
nmeros, c todas as circumstancias exigidas no
art. 399 ; 2", dcclaraco das mercadorias ou vo-
lumes que, estindo comprehendiJos no mani-
fest, livpr vendido ou descarregado em qual-
quer porto de arribada, ou escala, ou tiver per-
dido em virtudo de alijamento ou que, por oulra
qualquer razo, Ihe (altera para o completo do
que manifestou; 3, o rol dos passageiros c dos
voluraes de sua bagagem, acompanhado de de-
clarado por escriplo, assgnada por cada um
detles, do contedo do volume que Ihe perlencer;
4., urna lista em duplicata dos sobresalentes,
provises e vveres do navio, que anda restaren!
ou esliverem de reserva a seu bordo.
1." De tudo se lavrar termo que ser assig-
nado pelo official ou ofiiciaes da visita, e pelo
capilo ou meslre, a quem se dar resalva da
entrega do que fr recebido.
2. Nao sero nesle acto admiltidas declara-
coes vagas que tendam a justificar irregularida-
des do manifest, ou quaesquer falsas declara-
coes ou a alienua-las.
Arl. 411. Os volumes da bagagem de cada pas-
sageiros sero numerados, c tero rtulos que
indiquen) a pessoa a quem perlencem.
Os colonos podero ser isentos desla formal-
dade.
sendo condemnadas por nnavegaveis vendorem, idnticos do mesmo manifest, quando as decla-
em hasta publica parte, ou todo o carregamonto
por avaiia reconhecida pela competente repar-
tir o.
3. As que entrarem para refrescar, o dis-
pozerem nicamente da parte da carga suficiente
para fazer face s despezas do porto;
4.* As do pesca, ou procedentes de portos
pouco frequentados, era que nao houver alfan-
dega, estaco fiscal, ou outro qualquer meio de
aulhenlicar os manifestos na forma do artizo
401. *
5." Todas as circumstancias a que se refo-
rem os antecedentes devero ser provadas
perante a alfandega do porto da entrada*
6. Nao ser permiltida todava a descarga
de qualquer volume sem que primeramente se-
ja exhibido pelo capitao, ou mestre da embar-
caco : Io, urna relaco igual a que requer o
arl. 401, e todos os documentos, livro de carga
e papis que provera sua exactido, se forera
exigidas; 2o, o pagamento de mulla que fr im-
posta, ou cauco pela sua importancia.
Art. 417. A nao apresentago de urna das vias
do manifest, ou a dilaceraco do sello, ou a
races relativas aos nao descarregados forem in-
completas.
Art. 424. Nos gneros importados a granel,
que sao por sua natureza sugeitos a accrescimo
ou diminuico, s ter lugar a multa quando a
differenca verificada for de mais de dez por
cento. *
Se a differenga for para menos, qualquer que
seja o seu quantum, nao ter lugar a multa, com
tanto que os direitosse lenham cobrado da quan-
tidade manifestada.
Art. 425. Nos gneros soluveis, como gelo, sal
e semelhantes, poder o inspector da alfandega,
a requeriraento do capilo ou mestre, no acto da
sua entrada na alfandega, e mediante o exarae e
lotaco do carregaoiento por peritos de sua esco-
collia, conceder uni abatimento al 75 por cento,
no gelo, e 25 por cento no sal e outros de igual
natureza.
Art. 426. Pela falta, ou nao apresentacio do
rol dos passageiros e sua bagagem ineorrer o
capitao ou meslre na multa de 509 at 200$.
nico. Na mesma pena ineorrer se nao a-
lista dos seus sobro-
tenha dado entrada por inteiro poder ter come- Art. 418. Ncnhuma barca, saveiro, ou oulra
co logo depois da visita da entrada. \ qualquer embarcaco, excepto as lanchas dos pro-
Art. 438. O servigo das descargas sera feito
por distribuigo regular segundo a data das en-
tradas das embarcacoes, e na extenso que o lo-
cal e o numero elfeclivo dos ofiiciaes disponi-
veis o permillirem. Esla escala s poder ser
alterada :
1. Nos casos de urgente necessid&de relativa
i seguranza da embarcaco, ou d
ras.
2o. Quando a carga for de mercadorias que
pelo seu pequeo volume e grande valor sao de
fcil extravio.
3o. Era favor dos paquetes de vapor de linhas
Jegulares.
Art. 439. Principiada a descargado um navio,
continuar esta todos os dias sem interrupen
prios navios, ser empregada na descarga de
mercadorias sem que lenha previamente sido ar-
queada, e tanto na proa como na popa traga mar-
cado, pelo espago que mergulha quando recebem
carga, o numero correspondente de Quintaes ; do
modo quo se conhega approximadamente, pela
laae rciauva : parto mergulhada.o peso e a quantidade de mer-
as mercado- j cadoria que tiver bordo. A Dscalisago desla
I artigo pertence cumulativamente ao guarda-mr
e ao chefe da 1.a seceo.
nico. A infraego desta disposigao ser pu-
nida com a ffulta de 20$ al 200# rs. pela qual
ser responsovel o dono da embarcaco nao ar-
queada.
Art. 449. O commandante da embarcaco de-
I vea estar presente as ponles, por si, ou por seu
t sui conclusao, salvo os casos de forca raaior, preposto, ao desembarque, ou descargadas mer-
ou de dispensa do respectivo inspector, ou ad- | cadorias, afim de indicar quaes sao as verdadeiras
presentar no devido termo a
abertura da via de manifest fechada, ser puni- | salentes, alm da do iicarom estes, em viriude
da com a multa de Sf at 50JOO0, que ser l dessa "
imposta ao capilo, ou mestre da respectiva em-
barcaco.
Art. 418. Pela falsificago, subsliluigo de fo-
lhas do manifest, rasuras, ou emendas pratica-
das depois da sua entrega pelo agente consular
ao capilo, ou mestre, ineorrer este na mull
de 50$ al300$000, alera das de mais penas que
lhedeverem ser impostas como falsificador, em
virtude do cdigo penal.
Arl. 419. A falta de menguo no manifest, ou
as declaracoes, permittidas pelos arligos 204 e
410, da existencia a bordo das mercadorias in-
lamnaveis enumeradas na tabella n 6, ou se-
melhantes, dar lugar imposico da mulla de
20$ at 100$ por cada volume, ou de 10 a 50 0/0
seu valor, a juizo do respectivo inspector,
do
ou administrador, que ser satisfeila pelo capi-
lo, ou mestre da embarcaco que as trans-
portou.
Art. 420. A ausencia de algumas das solem-
nidades e declarages exigidas para a rcgulari-
dade dos manifestos dar lugar iraposigo de
urna multi de 50$ at 300$ ao cnsul, agente
consular, ou autoridade brasileira a quem com-
petir sua authenticidade.
1. Na raesraa pona incorrero os referidos
cnsules, agentes consulares, ou autoridades
brasileiras, se forem encontrados vicios no ma-
nifest ou certificados, que devessem corrigir, ou
resalvar na forma do arl. 404, no caso de evi-
dentemente se reconhecer que nao ioram prati-
c
falta, desde logo sugeitos a direitos de con-
sumo.
Art. 427. Por cada differenga do marca ineor-
rer o capilo ou mestre da embarcago na mul-
ta de 1!ai2$em beneficio do ompregado que a
verificar na conferencia do manifest.
Art. 428. Os nav quer nacionaes, quer estrangeiros, devero na
sua entrada manifestar alfandega a carga que
trouxeram, ou que nenhuraa carga trazom, ou
bagagem de passageiros, "do mesmo modo que as
embarcagoes mercantes; e se nao a enlregarem
dita eslago fiscal, ficaro sugeitos aos mesmos
exames e fiscalisagao que as do commercio, pelo
qu diz respeito mencionada carga ; devendo-
se do qualquer acto era contrario dar parte i au-
toridade superior, para providenciar como for
conveniente.
Art. 429. A embarcaco fica hypothecada s
ministrador, a qual poder ser nicamente dada
por motivos justos
nico. A embarcaco que nao quizer ou dei-
xar de dar descarga eni algum dia sem dispensa,
ou por motivo nao justificado, perder a prefe-
rencia que Ihe garantida conforme a dala de
sua entrada, e ser collocada no ultimo lugar da
escala.
Art. 440. A descarga, ou baldoagao s pode-
marcas, nmeros e sigoaes com que devem ser
recebida3, e ser despachadas, conferir a relago
de que traa o art. 442, o assistir a quaesquer
termos que sejam necessarios sobre o estado dos
volumes, arrorabamento, aranas, etc. Oque as-
sira nao assistir por si, ou por seu preposto, nao
poder depois reclamar cousa algurna a este res-
peilo.
Art. 450. As mercadorias
, ., .v..juna3 descarregadas as
r ser feta na presenga do official, ou emprega- ponles e caes da alfandega, depsitos, entrepos-
do que for designado para este servigo. u vista tos e trapiches alfandegados, depois de tomadas
de ordem, ou licenga do chefe da compleme a rol os marcas, nmeros e quantidades de volu-
repartigao, sob as penas do art. 394, alera da per- mes, e dse laogarem n'estcs, com tinta diffe-
da das mercadorias que desembarcaren), ou fo- rente da dos nmeros e marcas, o dia, mez e an-
rem ,,,a .. no entrada, e se passar um trago da mesma
Arl. 441. A descarga as pontes, caes, e do- tinta sobre as marcas e nmeros inulcis, sero
CAT,Toer P[lnc'l"1ar,1a "ora marcada pelo art. recolhidos iropreterivelraenlo aos arraazens da
02 Io paraos trabalhos das capatazias. A quo mesma alfandega no mesmo dia do desembar-
se fuer a bordo das embarcagoes, ou poder ler que.
comego ao romper do dia, ou quando a clarida- l. O assento do dia, mez e anno de que tra-
de permita a fcil vertlicago dos volumes, seus! la este artigo, peder ser lancado em um rotulo
nmeros, marcas e contramarcas. que ser pregado uo volume '
Art. 442. O commandante da embarcaco e o 2. Se porm os arraazens estiverera cheios.
oOicial, ou empregado da alfandega farao em ca- as mercadorias, ou sero logo despachadas ou
da da de descarga, em separado, e cada um de ; iro para arraazens, ou trapiches alfandegados
multas por este regulamento impostas ao respec- per si, una relacao das mercadorias que se des- j para esse fim especialmente destinados, mas nao
livo capitao. ou mestre, c nao ser desembara- carregarera, em que mencionarlo a qualidade do para os dos proprios donos. Excepluara-se 1
cada para sabir do porto sem preceder pagamen- volume, seu numero, marcas e contramarcase, ; os gneros inflammaveis "e semelhantes 2o as
lo ou deposito de sua importancia. i se forem mercadorias a granel, sua qualidade e ] mercadorias lenlas de direitos 3o os volumes
nico. Esta disposico extensiva ao volu- quantidade. de grandes dimenses o peso, e'de'diminuio re-
me, ou mercadoria sobre que versar a multa, a Io- No fim da descarga diaria, depois de lor ; 4o, os constantes da tabella n. 7, os quaes
qual nao poder ser despachada, e ter saluda an- conferidas, datadas, o assignadas arabas as rea- serio logo despachados sobre agua" quando nao
les de seu effectivo pagamento. ces, as irocaro entre si, ficando a que for feta | haja deposito proprio, guardando-se a este res-
Art. 430. As disposicoes do artigo 421 ficara pelo ofiicial de descarga era poder do comman-! peito os regulamentos policiaes.
sujeitos lodos e quaesquer vehculos de Irans- danie, e a deste em poder daquello. Art 451. As joias de ouro, prata e pedras pre-
2o. A relago que na forma do anteceden- ciosas sero depositadas em casa forte
porte, ouanimaescora carga que conduzirem de
pai/.es estrangeiros mercadorias de qualquer qua-
lidade pelas fronleiras terrestres do imperio ; de-
idos depois oe fechados, encerrados, e sellados. I vendo os corapntonles manifestos ser apresenla-
2 Su a falla de solemnidade, ou os vicios dos no posto, ou estaco mais visinha, e orga-
Arl. 412. No acto da visita da entrada, o capi-
lo ou mestre da embarcaco, seus passageiros e
individuos de sua cquipagm entregaro ao guar-
di-mr ou official que (izer suas vezes, e esto
exigir a entrega : Io, das amostras e dos pe-
queos vnlumes que contiverem mercadorias,
quo se acharem na cmara, nos camarotes ou
em lugares semelhantes ; 2o, das mabs e cartas
do correio ; dando resalva de tudo o que receber
ou mencionando no auto que se lavror essa en-
trega, ou em rol ou folha de descarga.
Arl. 413. No mesmo dia, ou no seguinte, den-
tro do improrogavel praso de 24 horas uleis, o
capillo, ou mestre comparecer presenca do
inspector, o ahi ratificar as declaracoes que
houver feito na occasio da visita da sua entra-
da ; lavrando-se disto termo em que se mencio-
narlo a data da entrada, e todas ns circumstan-
cias exigidas pelo art. 410, Io e 2.
Art. 414. Nao obstante a disposico dos artigos
antecedentes ser anda permittido ao capilo,
ou mestre da embarcocio, no acto de ratificar
suas declaracoes, na forma do artigo anteceden-
te, fazer quaesquer oulras relativas a accrescimo,
ou diminuigo de carga, para serem na occasio
competente apreciadas pelo Inspector, ou admi-
nistrador, o attendidas, ou nao, segundo sua na-
tureza o as circumstancias do caso.
Art. 415. A lista dos sobresalentes e vveres,
quando nao fr apresentada na occasio da visita
da entrada, o ser 48 horas depois, e se devero
nella mencionar lodas as provises e objectos do
custeio do navio, ou destinados ao sustento de
seus ofiiciaes, equipagem e passageiros; e es-
pecificar sua qualidade, quantidade, numero,
peso, ou medida, marcas, contramarcas, deno-
minages, e numero dos volumes em que esti-
verem acondicionados.
nico. Nesta lista nao se podero compre-
hender objectos extranhos ao servigo e custeio
do navio, e a maoutenco de sua tripolago e
passageiros ; o os que,' em contravengo desta
disposico, forem incluidos ficaro sujeitos, a
juizo do inspector, a direitos de consumo em
ddbro. ou, satisfeilos os direitos, multa de 50
por 0/0 do seu valor (art. 471).
Art. 416. A falta de manifest aulhenticado na
forma do presente regulamento, dar lugar, a
arbitrio do respectivo inspector, ou administra-
dor, multa de 500 ris at 2$000 na razo de
cada tonelladade arqueaco do respectivo navio,
ou de 1 0/0 sobre os direitos a que estirerem
sujeitas as mercadorias pertencentes ao seu car-
regamento.
Exceptuam-se nicamente :
1." As embarcagoes arribadas por forga
maior. de que trata o cap. 2 deste titulo.
2. As quo, pelo mesmo motivo entradas,
forera encontrados em manifestos nao authenti-
cados por cnsules, ou agentes consulares, ou
autoridades brasileiras, por serem feilos em
portos, ou lugares em quo taes cnsules, ou
agentes nao existan), a mulla dos antece-
dentes ser imposta ao capilo, ou meslre da
embarcaco.
3. Se no manifest, porm, fallar alguma
formalidade nao essencial, poder o inspector
da alfandega. ou administrador da mesa de ren-
das, cora atlengo ao cargamento da embar-
cago, e a quaesquer circumstancias era favor
do capilo, ou meslre, releva-lo na multa do ar-
tigo antecedente.
4. Sao formalidades essenciaes dos mani-
festos :
1. Sua data e assignatura.
2o. Sua authelicidade pelos cnsules ou agen-
tes consulares, ou autoridades locaes, ou pessoas
de que traa o artigo 400, na forma proscripta
nos artigos 401 e seguintes.
3o. A menco dos volumes, ou mercadorias
que tiver a seu bordo.com iodividuago de todos
os signaes quo as distingan), e de sua quantida-
de e qualidade, na forma do art. 399 nmeros 4,
5,e6.
4o. A ausencia de emendas, rasuras, entreli-
nhas, ou de qualquer vicio, que torne duvidosas
as declaracoes nelles comidas.
Art. 421. O inspector da alfandega ou o admi-
nistrador da mesa de rendas, por si, ou por qual-
quer dos empregados sob as suas ordens ; o guar-
da-mr, por si ou seus ajudantes, ota outros
quaesquer ofiiciaes, no acto da visita da entrada,
ou era qualquer oulra occasio, ainda dentro do
prazo de 24 horas de que trata o artigo 414, quer
durante a descarga, quer depois da sua conclu-
so, e ainda quando a embarcaco esliver rece-
bondo carga, podero proceder s buscas que fo-
rem necessarias para prevenir qualquer extravio
dos direitos da fazenda publica.
1. Verificado por esto meio, ou na visita de
descarga, ou depois delta, que a ombarcao
transportou maior quantidade de mercadoriasdo
que a constante do manifest e declaragcs do
capilo ou mestre, fetas na forma do artigo 410,
listas de sobresalentes, e inventario dos objectos
do costeio da embarcago, ser o excesso appre-
hendido, e ao capitao ou mestre respectivo ser
imposta urna mulla igual a 2/3 do valor da refe-
rida mercadoria, conforme a avaliaco da larifa.
ou, se a nao tiver, do que for arbitrado por peri-
tos, procedendo-se na forma do capitulo 3o ti-
tulo 8
Esta disposigao comprehendo o caso da verifi-
caco por meio da busca, estando as mercadorias
acondicionadas com dolo, ou em falsos da em-
barcago, ou fora do poro, ouem lugar oceulto,
ou suspeito de facilitar o extravio, ou em acto
deste effectuar-se.
Na hypolhese, porm, de simples achada e ve-
rilieac.lo de excosso por meio de busca, ou de [
ausencia de fraude, ao capitao ser imposta a
multa deque trata o artigo seguinte era favor
doa empregados que procederem mesma busca,
observando-se em lodos os casos as disposiges
dos arts. 120 e 758.
2. F.xceptuam-se os volumes : primeiro, de
amostras de pequeo valor ; segundo, de mer-
cadorias, cujos direitos nao excedan) de 10$; e
nesle caso, conforme ao respectivo inspector ou
administrador parecer justo, uo ter lugar a im-
pnsiclo de pena alguma.
Art. 422. Em caso de acrescmo de volumes
de mercadorias nao comprehendidas no manifes-
t, verificada depois da descarga para a alfande-
ga, na forma ordinaria, ter lugar a multa de 5$
al lOOjfOOO por cada volume. Se o accrescimo
se verificar em mercadorias importadas a granel,
e nao sujeitas a quebras, como ferro, ferragens
grossas, taboado, e oulras semelhantes, a multa
ser de 10 al 50 por cento do valor das merca-
dorias nao manifestadas, ou accrescidas. Da im-
portancia do qualquer das multas do presente ar-
tigo pertencer! duas tergas partes ao empregado
que houver verificado a differenga, na cooferen-
rencia do manifest ou do despacho da merca-
doria, quando isto possa ler lugar, e o restante
fazenda nacional.
Art. 423. No caso da differenga de volumes ser
para menos dos constantes do manifest, nao
provando o capilo ou mestre, a juizo do inspec-
tor da alfandega, ou administrador da mesa de
rondas, que o volume ou volumes nao forana em-
barcados, pagar, a beneficio do empregado que
" verificar na conferencia do maoifesto, direitos
nisados na conformidade do artigo 23 e seguin-
tes do_regulamento n. 2,486 de 29 de setembro
de 1859, ou de quaesquer outros regulamentos, o
instrueces especiaes que para o futuro forera ex-
pedidos, sob as penas corarainadas nos mesmos
regalamenlcs e instrueces especiaes relativas
s fronteiras terrestres.'
te pertence ao capilo tirganisar, cm lodos os
casos que este, por ignorar a lingua verncula,
ou por outrajjualquer razo seinelhonle, a nao
poder formular, ser substituida por urna 2a via
do official, ou empregado encarregado da des-
carga assignada e entregue na frraa dos referi-
dos .
3". Se a descarga se elfectuar as pontes,
caes, ou docas das alfandegas, ou dos entre-
portos depsitos, ou arraazens e trapiches alfan-
_ Arl. 452. A plvora e munices de guerra se-
rio descarregadas para os competentes depsitos
no prazo de tres dias. contados do em que che-
gar a embarcago que as tiver conduzido.
Art. 453. Aos donos, ou consignatarios dos g-
neros inflammaveis e semelhanles, de qualquer
natureza. e das mercadorias constantes da tabel-
la n. 7, que as despacharen) abordo, ou sobre
agua, conceder-se-ha a espera de 4 mezes para
o pagamento dos direitos de consumo, sob cau-
degados. o administrador das capatazias, ou dos gao suficienle, ou letras de commercio, garanli-
Art. 431. A parte penal do prssonte capitulo depsitos, ou seus prepostos conferirao as relaa das na forma do art. 586, as quaes gozarlo dos
ces com o seu livro, ou cadrno, e igualmente i mesmos privilegios e icges, que competirem aos
a a,s0s,Sna"- i ssiguados, e outros titulos de dividas da fazenda
g 4 papel em que estas relages devem ser I publica.
relativa aos capites, ou mestres do embarcagoes
s poder ler execucBo depcis da publicagio do
que fr relativo s obrgacoes dos commandantes
dos navios, e aos seus "manifestos nos porlos
estrangeiros, ou lugares de sua procedencia ;
cumprindo ao respectivo cnsul, agente consular
ou autoridade brasileira advirlir aos mesmos
commandantes de suas obrgacoes, o que cer-
tificar no manifest, na forra, o sob as penas
do art. 407.
nico. Emquanto porm nao se realisar esta
feitas ser fornecido pela alfandega, ou mesa de
rendas, e tirados de livro de talo.
5o. Se a descarga se verificar por meio de
Art. 454. No caso de se verificar que algum
volume se acha arrombado, cora indicios de ar-
rorabamento ou de avaria, ou que a mercadoria,
lanchas, falas, ou oulras embarcacoes proprias se nao fr logo beneficiada, necessariamente s
deste servigo, no acto da entrada na' ponto, caes' arruinar ou inutilisar, ou que se'acha arruina-
da elfandega, arraazens, enlreposto, ou trapiche da, ou inutilisada ooficiaida descarga ou admi-
alfandegado. os respectivos administradores das nistrador das capatazias participar immediata-
capatazias, do entr9poslo, ou do trapiche alfan-
publicago.regero sobre este objecto as disposi- degado, ou seus prepostos verificarn do mesmo
ces dos regulamentos actualmente em vigor. modo a verdade da relaco que o official de des-
Art. 432. Os manifestos e certides das em- carga apresentar.
barcages que sahirera dos portos do imperio, i 6o. Os ofiiciaes de descarga tero o maior
seja qual fr o seu destino, sero organisados cuidado na verilicaglo dos nmeros, marcas, e
pelo modo marcado nos artigos 399 e seguintes, contramarcas dos volumes, da quantidade das
0 authenticados pelo Inspector ou administrador mercadorias a granel: e por cada differenga que
da competente eslago fiscal. j se verificar pagaro urna multa de de lg at 4$
1. Estes manifestos sero feitos em duplica- res arbitrio do inspector,
la a vista dos respectivos despachos, guias e co- j 7o. Os volumes, ou mercadorias descarrega-
nbecimentos de carga, que Ihe sero annexados. j das sero acompanhadas pelos ofiiciaes de de3-
depois de numerados e rubricados e de se fazer carga at a sua entrada, ou recebiraento no ar-
mengo de seu numero no corpo do manifes- mazem, ou lugar para que forem destinados, ou
lo. Urna das vias ser fechada e sellada cora escoltado, por pragas da torca martima, ou dos
Isclio da reparligo, o entregue, ao respectivo 'guardas, quando o respectivo chefe julgar conve-
pilo ou mestre : a oulra ficar archivada. j nienle aos intoresses da fazenda nacional, ou ao
2. Nos mesmos manifestos se far menco, ; servigo da reparligo.
ora lugar separado, das mercadorias estrangeir'as : 8. Os ofiiciaes nomeados para descarga de
1 que forem reexportadas, ou baldeadas, ou de Um navio sero diariamente substituidos. Os que
transito ; 2 que j liverem pago os direitos de j o se apresentarera para azer este servico sem
T>!!!?a,?an .4- motivo justificado, ou desampararen) os voluraes,
Art. 433. As disposiges dos artigos nntece-! ou fazendas sob sua guarda, serao expulsos do
denles coraprehendem as embarcagoes de cabo- servigo, do lugar que exercerera.
Arl. 443. A descarga dever principiar pela ba-
em dobro das mercadorias que deveriam conter
os volumes nao descarregados, arbitrado o seu
valor segundo as declarages do manifest, e pe-
las qualidades superiores, ou por outros volumes
tagem, qualquer que seja a sua procedencia, ou
destino, as quaes sero obrigadas a maoifestar sua
carga, nos termos do presente capitulo.
i_ 1." Os capites, ou mestres de taes navios
aio responsaveis pelas infrseges do presente re-
Sulaniento, falta de manifest ou sua irregular-
dade, e dillerencas para mais ou menos ; e in-
correro na mulla de 20$ at 100$, a arbitrio do
respectivo inspector ou administrador, pela falla
ou irregularidade do manifest.
2. Verificada a differeng? para mais do ma-
nifestado ter lugar a imposigo de multa de
5$000 at 10D$000 por cada volume ou merca-
doria.
3. A differenca para menos do manifestado
dar lugar imposico de mulla igual aos direi-
tos de exportaco.
4. No caso, porm das differengas serem de
marcas, ou do qualidade de olumes, a malta se-
r de 1$ at 2$ por cada urna differenga.
5 Pelo que toca s irregularidades coraraet-
lidas pelas autoridades encarregadas de authenti-
car os manifestos, observar-se-ha o mesmo que
se acha disposlo a respeito dos agentes consula-
res, seodo a multa imposta pelo ministro da fa-
zenda na corte, e pelos inspectores das thasoura-
rias as provincias.
Arl. 434. A disposigao penal do artigo antece-
dente nao prejudica as penas de contrabando, e
quaesquer oulras em que liverem incorrido polo
meto do receberem em alto mar, ou em mares
lerritoriaes do imperio, mercadorias estrangeiras
contra o disposto no presente regulamento.
Art. 435. Os manifestos das embarcagoes de
cabotagem procedentes de porto onde, nao hou-
ver alfandege, mesa de rendas, ou collecloria, ou
na hypolhese de estar a reparligo fiscal compe-
tente collocada a duas leguas de distancia do re-
ferido porto, sero authenticados por qualquer
autoridade do lugar da sua partida.
Art. 436. Os commandantes dos navios nao
responden) pelo contedo dos volumes que trou-
xerem.
nico. Exceptuam-se:
0 Os cascos, cujo liquido fr substituido por
outro difireme do manifestado, por agua com-
mum, ou salgada, ou por outro qualquer objecto
sera valor,
2.a Os volumes que apresentarem indicios de
arrombamento ou abertura.
3 o Os volumes de peso, ou dimenses menores
do que os manifestados, da constantes do conhe-
cimenlo da carga.
CAPITULO 7o.
DA DESCARGA E ESTRADA DOS VOLCES DE MERCA-
DORIAS.
Art. 437. A descarga de qualquer navio que
gagem dos passageiros. pelos volumes pequeos,
ou de amostras e miudezas, que estiverera mais
mo, e que era razo do seu tamanho sao de
fcil extravio, e pelas mercadorias avahadas que
precisaren) de beneficio, guardada a disposigao do
arl. 45i; proseguindo de maneira quo nao haja
confuso a bordo, nem sobre as ponles, no que o
chefe da competente seceo applicar todo o cui-
dado.
Art. 444. O official de descarga nao poder re-
ceber de bordo volume algum arrombado, ou a-
berto, ou que parega have-losido, sem dar parle
ao chefe da competente seceo, e ter para isso
ordem delle Se no acto da entrada para a alfan-
dega algum apparecer nesse estado, se entende-
r ter sido pralicado dorante a couducgo de bor-
do para a alfandega o arrombamento, ou abertu-
ra, e o extravio que se ochar feilo.
1. Esta disposigao fica extensiva s merca-
dorias inflommoveis i semelhantes (art. 204-]
2. O official de descarga, ou guarda, quo
conduzir os voluraes cima referidos, alm da
pena do art. 204, 4, ser expulso do emprego, e
pagar o extravio queso verificar cora os respec-
tivos direilos de consumo ; sendo remettido ao
juiz competente, afim de ser processadoe punido
na forma da lei.
Arl. 445. Quando apparecer bordo algum vo-
lume no estado indicado no art. 444, vista da
parte que for dada pelo official de descarga, o
chefe da compelento secgo, acompanhado guar-
da-mr, e de ura conferente, se dirigir bordo
ou ao lugar em que se achar o raesmo volume, e
proceder ao compelento exorne em presenga do
comraandanieda embarcago ; e depois do lavrar
o termo, ou auto do resultado do exarae, far con-
duzir os volumes para a alfandega, ou mesa do
rendas.
Art. 446 O official ou guarda conductor, quan-
do a descarga fr feita por meio de embarcagoes
de transporte e trofego do porto, ou era escale-
res, seguir com o barco era direitura para o lu-
gar do desembarque que Ihe houver marcado o
chefe da competente secgo ; oque assim o nao
fizer sor suspenso por dous mezes, e pagar os
damnos resultantes do desvio que for verifi-
cado.
nico. O guarda-mr prestar escolla para a
conduego das mercadorias descarregadas, era
lodos os casos em que Ihe fr requisilado ou or-
denado.
Art. 447. Os guardas que estiverera destaca-
dos bordo do qualquer navio em descarga to-
maro nota de todos os volumes, ou mercadorias
que delle sahirera, e o communioarao diariamen-
te ao chefe da l* secgo por intermedio do guar-
da-mr.
mente ao chefe da 1 secgo, e este ao respecti-
vo chefe da reparligo que far intimar o seu
dono, ou consignatario, se fr conhecido, e o ca-
pilo, ou mestre da embarcago, para requere-
rem o que fr conveniente : ordenando, no caso
de demora ou de nao comparecer no prazo que
llio fr marcado, que sua revelia se proceda ao
competente exame, de que se lavrar termo ; o
que verificado mandar beneficia-la, ou vende-la
em hasta publica por conta de quem pertencer,
como abandonada, nos termos do art. 301.
1 Se a mercadoria estiver arruinada, ou era
estado de corrupgo proceder-se-ha nos lermos.
do artigo 537.
2. So o volume ou mercadoria vier consigna-
da ordem, ou o seu dono, ou consignatario nao
fr conhecido, proceder-se-ha do mesmo modo :
precedendo todava annuncios pelos peridicos
de raaior circulago, se o seu estado o perrailtir.
Art. 455. Na occasio da descarga dos cascos
cora liqnidos se proceder sua medigo, pre-
sente o respectivo capilo, ou mestre da embar-
caco : e, sendo conhecido, perante seu dono, ou
consignatario; e do quo se verificar se lavrar
termo em livro proprio.
Art. 456. Em qualquer dos casos de exame do
que tratam os artigos antecedentes, se faro nos
livros de entradas os competentes assentos para
a lodo o lempo constar.
Arl. 457. Finda a descarga, e logo que o ca-
pilo ou mestre do navio tiver mandado fazer a
limpeza interior deste, proceder-se-ha, indepen-
denle de quaesquer differengas, visita e busca,
que s Ihe ser feita quando o lenha limpo e des-
pachado, salvo o caso previsto pelo artigo 381. -
1. Exceptuam-se desta regra : Io, os paque-
tes a vapor de linhas regulares, que serio repu-
tados em franqua, e como taes podero ser visi-
tados, conservando a bordo a carga destinada pa-
ra outros porlos de sua escala, e seus sobresalen-
tes ; 2o. as embarcagoes do que trata o art. 341.
2. Esta busca ser feita pelo guarda-mr, of-
iiciaes e guardas, de quo deve ir acompanhado ;
procedendo-se nella com todo o escrpulo, e pro-
curando-se descobrir qualquer escondrijo que
possa haver no navio. O capilo ser obrigado
a fazer abrir todas as portas, armarios, gavetas.
ou caixas, e uo as abrindo podero ser arrum-
badas, para que se veja o que coulm ; e achan-
do-se quaesquer objectos sujeitos a direitos sero
apprehendidos e conduzidos para a reparligo
competente, afim de proceder-se na forma do til
8o; lavrando-se de tudo o competente termo.
Art. 458. A descarga das embarcagoes empre-
gadas no commercio e navegago de cabotagem
ser feita no lugar designado pelo chefe de re-
partidlo, com assistenca de um empregado a
quem fr distribuido este servigo, do raesmo mo-
do que fica regulado para os das embarcagoes
estrangeiras.
1. A dos volumes, ou mercadorias reexpor-
tadas, e a dos lquidos alcoolicos ter lugar do
mesmo modo que nesle regulamento se requer
para os gneros importados do territorio cstrau-
geiro.
2. Concluida a descarga de alguma deslas
embarcagoes visitada na forma do srt. 457, e
conferido o seu manifest com as listas da des-
carga, na frraa do cap. 10 deste titulo, ao capi-
tao ou meslre se passari cerlido dos volumes,
ou quantidade dos gneros ou mercadorias que
tiver descarregado, afim de que este na eslago
fiscal do porto de sua precedencia justifique o
seu legitimo deslino.
CAPITULO 8.
DA BACAGEX DOS PASSAGEIROS E DAS AMOSTRAS.
Art. 459. Reputar-se-ha bagagem : 1., o falo
usado ; 2., os instrumentos, e arligos do servi-
go e uso diario, ou da profissao dos. passageiros,
ofiiciaes, e equipagem das embarcagoes; 3, os
batas, caixas, malas, saceos e outtos semelhan-


(*)
DIARIO DE PERRAMBUCO. SEGUKD* FEIRA 12 DE NOVEMBRO DE 1860.
fes envoltorios, que encerraren, ou cootirerem
os objcclos mencionados nesle arligo.
Arl. 460. AltD dos obyectos referidos no ar-
ligo precedente, sero espeeialmeute reputados
bagagem do passageiro colono que vier esiabe-
lecer-so no imperio : l.\ as barras, estrs, e ca-
mas ordinarias ou communs, que eslivcrem em
relami is posses e peeicso do colono a que per-
teacerem : S.0, a lauca usada e ordinaria ; 8.,
oa instrumentos aralorios, ou de aua profisso ;
4., oa iraates de qualquer espacie e objeclos
usados; coas tanto que o seu numero c quanli-
dada nao exceda do quo fr indisjponsavet para
o uso do colono e de sua familia ; 5., urna es-
pingarda de caca para cada colono adulto
Ari. 461. Na occasio da visita da entrada, o
giiardi-mr, ou queso auaa vczes zer, distribui-
r pelos passageiro car toes numerados, que de-
termioaro sua precedencia no exame de suas
b&gagens, e Ihea designar, conforme a ordem
que ti ver recebido do seu chefe, o dia e hora
em que o referido exame dever comecar.
Arl. 462. Desca regada a bagagem dos passa-
geirus, ser recolhida a um armazem especial, e
butr-se intciramente o mrito de acuntecimen-
toa lio admiraveis. Longo de odesconhccer, elle
proclama bem alto que urna lo niaravilhosa re-
voluco de*e altribuir-se ao gremio iniciador dos
povos.
Qaanto a aples e a Sicilia, o xito sem
duvida alguma, devido ao concurso generoso
dos voluntarios, e maia anda, audacia inagna-
nuaa do Mutllustse chefe, o general Garroaldi.
mos todos completar o grande edificio da unida-
de nacional; mas deve levantarse pelo consen-
timento espontaneo dos povos, e nao por uso
acto qualquer de conslrangimento en de violen-
cia.
Eslas consideracoes levaram o goeerno do
rei padir s cmaras o direito de acceilar a
annexaco le lodaa as provincias italianas liber-
tadas, que, interrogadas por em voto universal
mudado ou alterado os principios osgenciaes, as
couaas que acabamos de enumerar terlam sido
impotentes para conseguir a liberdade de urna
lo grande parle da Italia.
Por cousequeacia, para mostrar a sua Loa f
na elllcacia d'estes principios, o ministerio jul-
gou do seu dever abreviar a reunio do parla-
mento. E se esl dicidido pela persuasao de que
as circumslancias presentes, que uo erara pre-
ahi acondicionada, e arrumados em separado os : vistas quando levo lugar a volaco de empresti-
volumes de cada um, conforme o seu rotulo, e mo, Ihe impunham a obrigacao de se assegurar
de modo que fcilmente se doscubram na hora :que o concurso efQcaz da cmara, .de que deriva
do seu exame. a forca do do governo, ainda con'tinuavn pensa-
Ar. 463. O inspector da alfandega, ou o admi- | mos tamben! que convinha expor as nossas in-
nistrador da mesa de rendas, logo que lhe forem lenges para habilitar os representantes da naco
O ministerio limila-se a notar que aqueliea e directo, declaren) querer fuer parle da nume-
memoraveu aconlecimenlos osem consequen-! rosa familia doa povos j reunidos aob o sceutre
ca necessana da poltica iniciada por Carlos glsrioso de Vctor Smanse!.
Alberto, e e proseguida durante onze anuos po- O ministerio nao peoaa que o formulado
o goaerno do re. Est certo de que ae essa po- 'oolo seja oDiecto de discuasSo. Ser a mearas
litica ti vase sido posta de parle, ou se livesse que ja foi adoptada na Emilia e na 1
presentes as declaraces, ou relacoes de baga-
gem de cada um passageiro. as rubricar, e dis-
tribuir por um ou mais conferentes para proce-
derem ao competente exame e verificaco, guar-
dada i disposico do art. 153.
uuico. O couferenle, ou conferenles devero
sur acompanhados de um ou mais empregados,
ou guardas, e dos operarios e serventes das
capalazias, que fosera necessarios para o servico
a seu cargo.
Art. 464. Na hora marcada o conferente man-
dar dar ingresso no respectivo armazeni a cada
o pronunciaren! um julgamento solemne a res-
peito do nosso systema poltico.
Nao julgamo's uecessario recordar os acon-
tecimentos que acabam de veriflcar-se, sao bas-
tante conhecido e bstanle recentes. Por oulro
lado, nao se traa de discutir a respeilo do pas-
sado, mas de deliberarsobre o que convem fazer
actualmente.
A Italia esl definitivamente livre s Ve-
neza faz urna dolorosa excepeo. Relativamen-
te a esta nobre provincia da pennsula o parla-
mento conhece o nosso pensamento, |que foi ma-
um passageiro por sua vez, conforme a ordem | nifeslado com claresa ha algura tempo, em um
numrica do carto que apreserlar e em sua
prosenga, e dos empregados que o roadjuvarem,
indicados pelo passageiro os volumes que lhe
periencerero, e aberlos, o conferente proceder.
isla das referidas declaraces, o* relajees,
competente verifieco e exame; e separando o
que fr sujeito a direilos. para se proceder
depois ao seu despacho em aclo successivo, o
entregar acompanhado de urna guia ao admi-
nistrador das capalazias, ou a algum de seus
prepostos para esse fim especialmente autorisa-
do, para o fazer recolher ao competente arma-
zem. Fcilo oque, a parte nao sujeila a direilos
ser incontinente entregue ao passageiro, e lera
franca sabida.
Art. 465. Os objeclos, ou mercaduras sujeitas
a direilos, que, na forma dos arts. 459, e 460,
nao cnusiitueui bagagem de passgeiro, e que
pelos conferenles no seu exame e verificaco
forera encontradas, sero despachadas, e paga-
rao simplesmenle direilos de consumo, se livc-
docuraento diplomtico o que se loniou publico.
Julgamus que nao necessario declarar a guer-
ra Austria contraa vontade quasi unnime de
todas as potenciaseuropas.
Urna empresa to ioopporluna faria produ-
zir, em nosso prejuizo, urna formidavel coaliso,
e collocaria era grande risco nao s a Italia, mas
a causa da liberdade do continente europeu, por
que esta temeraria tentativa nos poria em hosii-
lidade com as potencias que nao reconhecuu os
liriucipios, que nos defendemos, e nos alienara-
mos a sympalhia dos Estad**}, que baseiam a sua
poltica as mais liberaes tendencias.
Nos, espectadores quotidianos, e que nao so-
mos inditTerenies era nos esquecemos do povo
reflexione, nao doixaremos a sua causa no es-
quecimento, mas lomos a persuasao de que o
servmoo de urna maneira muito mais eilicaz
constitundo urna Italia forte, por isso que jul-
gamos com certeza, que apenas este grande aclo
esliver concluido, a opinio geral das naces e
rem sido manifestadas pelo passageiro na occa- dos governos, boje contraria a urna empreza ar-
siao, c pelo modo marcado no art. 410. | riscada, ha de mostrarse favoravel a este des-
S 1. No caso porm de lereni sido omillidas | envolvimento da questio italiana, que pe para
no competente rol ou declaraco, como o exige o i smpre um termo, no meio dia da Europa, ora
artigo 410, licaro sujeitas. alm dosdreitos que '
deverem, multa equivalente importancia
destes, em beneficio do conferente que as verifi-
car ou descobrir.
2, Se os referidos objeclos, ou mercadoras
forem cnconlradus em fundos falsos, alera da j resol vida pela espada ; ha
pena de perda das mesmas mercadoras, que caminho obstculos moraes, que nao pdera ven-
sero aprehendidas, incorrer o passageiro na | cer-se seno pela forca moral, e temos a convc-
mulia equivalente a 2/3 do seu valor. i cao de que larde ou c'edu essas foroai produ/.ro
3." Se os objeclos encontrados em fundos ; "a Surle da grande metropole urna modilicac.o de
lisos forera cartas, lavmr-se-ha auto de sua accordo cora o votos de seu povo, cora as aspi-
races de lodos os bous italianos, e com os prin-
de guerra e de revolucOev.
Tambem estamos convencidos deque razoes
supremas nos impoem a obrigacao de respeilar a
cidade em que reside o Soberano Pontfice. A
quesio de Roma nao daquellas que pode ser
de encontrar no seu
echada, o qual ser enviado repartico com-
petente para proceder na forma do seu regimen-
t ; se, porm, forera notas, ou papis de crdito
falsos, susyendendo-se logo o exame, se dar
immediatam nte parle autoridade compleme
para proceder na forma da le.
i 4. No caso de serem na conferencia encon-
Cipios verdadeiros e duradouros do catholicismo.
E' do dever do= sabios e dos patriotas sabe-
rem esperar urna mudanca t5o salutar da forca
do tempo, e da grande e incalculavel influencia
que a Italia regenerada hado exercer nasopinioes
e julios do inundo catholico. Mas quando mes-
Iradas mercadoras, cujo despacho, proceder-se-I mo nosso pensamento fosse errado, s a pre-
a na forma dos arts. 517 e 518. soca d*s tropas francezasein Roma bastara para
Art. 466. Os volumes perlencenles a passagei-i fjZtr desistir de qualquer designio, que houvesse
r.is, que exclusivamente coulverem mercadoras
ou objeclos de commercio, devero ser arrolados
no manifest da embarcaco ; e se o nao forem,
o passageiro a quem esta infraeco, ou culpa fr
impuhda licarsujeito multa do art. 433, 2.,
inda que taes volumes estejara incluidos na lista
da bag.gem.
f67. Ser dispensada de exame a baga-
do penetrar cora as armas Da mi naquella ci-
dade.
as nossas condicoes actuaos, apresenlar-nos
em face dos soldados francezes seria mais do que
urna falla injusltlicavel, seria um grave erro. Ha
effeetivamente loucuras generosas que, comquan-
to sejam origem de grandes dores e de enormes
sacrificios, nao trazem comsigo a ruina de uina
que j foi adoptada na Emilia e na Toscana. Os
povos sero convidados a declarar francamente
se querem, sim ou nao, reunir-se ao nosso esta-
do, sem ler o direito de emittir um vote condicio-
nal. Como a nossa Orme resoluco de nao im-
pOr o aclo de annriacAo 2 qbpum jarte da- tn-
lia, devemos declarar coma mesraa fraqueza que
na nossa opinio se nao devem admittir as anne-
xaces senao sem condico especial.
U'outra maneira sena, senhores, dar urna
ou limitas provincias italianas a faculdade deim-
pr a sua vontade as provincias j constituidas, e
de embaracar a organisago futura da naco ita-
liana introduzindo um vicio radical e um germen
funesto deanlagouismo o de discordia. Por oulro
lado, nao hesitamos em declarar que o systema
das annexaces condicionaos que registmos
contrario ao carcter das sociedades modernas
que, se pdem, em certus casos particulares, ve-
rificar-se convenientemente debaixo de urna for-
mula federativa, nao adniifm pacto de submis-
so que um verdadeiro resto da idade media, e
urna maneira de unio pouco digna do reino e do
povo italiano.
Depois de ludo quanio aconteceu e impre-
visto e de inesperado na pennsula, ninguem
leria pensado que nao eramos federalistas Que-
ramos ser centralisadores; provara-oteulllcien-
Ictnenle as nossas vistas sobre a org.aoisac.6o ad-
ministrativa do estado. Nao hesitaramos em
preferir o systema federal ao de urna completa
ceutralisaco em um pacto poltico pelo qual as
proviucias, ainda que reunidas sob o memo
sceptro. permanecessera, para os negocios legis-
lativos mais importantes, independentes do par-
lamento e da naco.
E' couvenieute dizer que todos aquelles que
leem contribuido para o triumpho da causa na-
cional acceitam pela maior' parte a annexaco da
Italia meridional. Todava ha alguns, cojo"amor
da patria e edicaco ao rei nao sao duvidosos,
que pensam se nao deveria operar a annexaco
seno quando a obra eslivesse completa, isto 6,
quandu a qucslo de Veneza e de Roma fossern
inieiraniente resolvidas.
Julgamos que um semelhante partido, se
fosse turnado em considoraco, traria coinsigo as
mais funestas consequenctas. Para que serve
conservar aples e a Sicilia era urna posi-
co anormal ? Pode alegar-se um nico motivo
favor desia opinio, o de ajudar i revoluco
completar a liberdade da Italia. Allirmamos que
isto seria urna falla grave.
No ponto que temos chegado, o quando
podemos rmjr um estado de 22 milhes d'italia-
nos, um estado forte o compacto que tivesse
sua disposii,o toda a quafidade de recursos ma-
teriaea e moraes, a era revolucionaria deve en-
cerrar-so para nos ; a iiaha deve inaugurar com
franqueza o periodo da sua renovaco e da sua
orgaiiisaco interior. D'oulra maneira a Europa
lena rszot'S para acreditar que para nos a revu-
lueio menos um meio do que un fim,6 nos reti-
rara com justa raziio, a sua benovolencia. A
opinio publica, que at nos lem sido favoravel,
declarar-se-hia contra nos e passarta para os
nossos inucigos. Todas estas razoes tornara nao
s a nossa larefa mais difiicil, mas imposeivel a
realisaco da nossa empreza,
Revoluco e governo constitucional nao p-
dera existir por muilo tempo na Italia, sera que
se prodoza uraa opposicu e um conflicto que
resultara em vanlagem du inimigo cummum.
Taes eventualidades nao produziriarn neiihu-
t 2!a.M-.P0JPera de.f%zer "",a integrante
da nossa mon.rcliia constitucional.
i Jornal do Commercio, de Lisboa.)
JfiTERIOJL
amrn Cirande doSml.
,' ^. **ht, 6 de outubro de 1860.
Acabam de informar-nos de um deploravel
siiccesao que se deu no municipio de Bag de-
plora ultD verdade, e sobreludo horrivel. por
ter tido lugar entre dnus irraos.
Poi pois um fratricidio, que se deu na-melle
ponto; e a tal respeilo o nosso informante or-
neceu-nos os seguidles pormeneres.
Existam no municipio de Bag, estancia de S.
Setmliac' dous irmos. os Srs. Dr. Antonio Jos
Ha+tms -Cocine, o Hjpulilu Jos ^rarrrrrR. mje/t
em consequencia de velhos precedentes voUvam
so um odio mutuo; acooleceu pois que, por urna
duvida que se suscitara entre os dous irmos
acerca de gados que segundo parece o Sr. Hypo-
lilo puzera em pastoreio, nos campos do irmo e
visinho, este agucado pelo anligo rancor. sahio
JO do passado, pelas 11 horas do dia, com mais
dous peoes em demanda do irmo. centre am-
bos se travou urna rixa, cujo desfecho foi puchar
o Ur. Antonio urna pistola, e descarrega-la con-
tra o Sr. Hypollo, de que resulloua morte des-
le ultimo.
Cumpre accrescenlar que um filho da victima,
o Sr. Jos Hypolito, que a alguma distancia, vira
o coraeco da allercacoo, vollara para sua casa,
afim de, provavelmenle chamar auxilio, mas
quando regressou tea pai era um cadver.
O Dr. Antonio qutz subtrahir-se ao peso da
justica,fugo; porm consta quejase acha
preso, e que se lhe inslaurou o competente pro-
cesso.
Por ser ultima hora, nada podemos accres-
cenlar, respeilo a um to deploravel e traeico
successo. "
(Diario de Pelota.)
Est com a vara da polica o Sr. Dr. Lima e
Castro, juiz de direito de Itaperairiui. o qual se
conserva naquella villa, para averiguar urna his-
toria de insurreico de escravosque foi por de-
mais exagerada.
A eleico do dia 7 de setembro ultimo correu
serena e calma, sendo o seu resultado muito fa-
voravel a o lado que advoga a candidatura doSr.
Pereira Pinto.
Poueas queixas foessas mesmas nao tera pas-
sado dos saloes) lom apparecido a respeilo de
11 legalidad es e violencias naa mesas paroehiaes
de orna ou de ootra freguezia.
Algumas autoridades policiaes. como o subde-
legado de Benevento e de Nova Almeida. proce-
derarn a um retro lamento as vesperas e no dia
da eleico, acto que lem sido tomado como io-
tervenco para fins eleiloraes ; felizmente a pre-
sidencia nao tem sanucionado estes abusos, e es-
U dntpoeta a *oprroi"lo.
Os candidatos que j se apresentam ostensiva-
mente so os Srs. Pereira Pinto, Monjardim,
Silva Nunes. Dr. Faro, e falla-se anda em
outros que uo sei se se resolvero definitiva-
mente.
Al agora nenhuma queixa ainda appareceu
contra os actos da presidencia, que lem sido sel-
lados com ocunho da prudencia e da imparcia-
lidade. r
Chegou o novo capito do porto, o chefe de di-
viso Luiz Caelano da Silva,
Estamos espera dos ministros da confedera-
cao Helvtica e da Prussia, que, segundo dizem
vm visitar as nossas Colonias.
E' tempo na verdado de lornar-se conheclda a
nossa provincia, cujos feriis terrenos do aldea-
menlo imperial Alfunsino, Benevente, Guapary,
Santa Cruz. etc.. ainda devolulos e expostos
venda, estao chamando nao s os coionios euro-
peos, como os fazendeiros do Ro de Janeiro e
d- Minas, dos quaes varios j aqu se tem es-
labelecido com proveito. e outros muitos p-
dera anda lirar interesses superiores aos que
acharam nos terrenos lo caros e cansados de
suas provincias.
18
Houve ltimamente um assassinalo no dislric-
to do Cachoeiro, o que era j bem raro entre nos
depois da polica Godoy. Um Fonseca Hurta,
P*r joven pal de familia, assass:nou a nm Silva Mu-
por experiencia propna o aua *5oe o que valora
os discorsadores de mee.oo,. Os mota, haja
e outros gritos de guerra Ma que se levava o
povo desordem e ao raonicinio j nao arras-
Um aoau a muito poucos homens halluci-'
nados.
DemandaTMn o nosso porto, durante a se-
mana. 14 e cao de 6.251 toneladas. Eulrarara Umbem o
brigue-barca de guana nacional llamarac e a
fragata de guerra ingleza a vapor Coraco. Sa-
hjraro. durante os mesmas das, t embarca-
cos mercantes, com a lotaco de 4.707 tone-
ladas, e a corveta de guerra nacional a vapor
> lamo.
Renderam, desde odia 3 at o dia 9do cor-
rente:--a alfandega.l3t:235402 ris.:o consula-
do geral 3:901:121 ris;a recebedoriadas rendas
erees intentas, 9:5I350I ris ; o consulado
provincial, 4:0683109 ris.
- a"7a movirae"10 g*'ral da alfandega, foi de
o,932 vnlumes, a saber :volumes entrados com
razendas, 1252cora eneros, 1664;total dos
volumes entrados, 2.916. Volumes sahidos com
razendas, 1.156;com gneros, 1,850:total dos
volumes sahidos 3,006.
Fallecerara durante a semana 35 pessoas,
sendo : livres, IOhomens.10 mulheres o 11 pr-
vulos ; escravos, 2 homens e 2 prvulos.
Santa Catbarna:
Desierro. 18 de outubro de 1860.
A chegada do Apa, quando apenas tinha9dias
de ausencia desle poriu, sorprendeu-me, e
isso pressa lhe escrevo.
iJrtSSflBSKST. S=Kl3sSK$C!53S:2: S'SBnZSZ'tti*-~-
REVISTA DIARIA-
Nao ha quem possa escurecer. que o estado
desta nossa cidade com relaco edifleacao seja
pouco conveniente.
Sim, lodos o vera, lodos o reconhecem ; mas
no entretanto lodos conservara-se silenciosos
em preseDca desse estado, uns por conveniencia
propna, outros por um senlimento de iodefle-
renca, que se aproxima du ausencia do palrio-
lisino da parte delles.
Sem embargo, para congecugao do melhora-
mento desse estado, importa que cesse o sys-
tema caruuchoso do nossos maiores do edificar
em espaco mui exiguo
Com effeito, o que revela abrirem-se ras novas
lo prximas urnas das oulras. de modo quo os
fundos das casas enconlram-se e do para pe-
de ; o estado sanitario bom," apezar de* atura-
das e tormentosas chusas que faiem esfriar a lem-
a paz e tranquilina- weUfr 8Cl0 lSo deshvo;
As chuvas que nos lem visitado
vieram ale-
peratura c ca^m 5SS5S5C ^ fXXSSSS T ^"^ ^ *
geiras. '"<"n uesanimados com a secca, que ludo a
Osinleressadosnaseleices agitara-se. porm furol" G "S fa"a pr6Ver Um meJonho [u"
ma mudanca
que al agora
aples e
mansamente, e em boas relacoes. pode dizer-se,
com os adversarios. Ainda n'o pdc era pre-
dizer-sequal ser o resultado final ; seja porm
qual fr, eslou que sero bem aceitos os eleitos,
porque os que se apresentam sao todos dignas
pessoas.
A presidencia j fez, na forma da le novissi-
rna, a designaco do numero do eleitores que
deve dar cada parochia, e a designaco lem
agradado. *
Nao consta que no Rio Grande tenha havido
novidade de vulto Ern Montevideo continuara
a comporlar-se comnosco como o devedor que
detesta o credor, oque, nao tendo com que pa-
gar, nao se decide a ticar mal com osle. Ainda
tiaquello porto nos vexam com urna quarentena
bem escusada.
Rio le Janeiro.
l J outubro de 1860.
Pela corveta ingleza Amethyst, entrada hon-
tem, recebemos folhas de Valparaso at 14 do
mez passado e de Santiago al 12.
As noticias sao destituidas de importancia.
A cmara dos deputados acabava Je apprnvar
urna indiceco do ministro do interior para que,
antes de proceder-se creaco de novas provin-
cias, se nomee uraa commisso encarregala do
formular um projecto subro a divsao territorial
da repblica cum a raodilicaco apreseniada p.lo
ac-
da
no espirito do generoso patriota I Sr. Casltlho. de que a commisso limite por ago-
ora se tem opposto annexaco de ra seus trabalhos ateo norte do rio Maule.
' ,ullla Essa commis'o j se achava uumeada. e
Nao ha mais noticias, e durante a quadra
tual, as eleicoes sao sempre a dse principa;
malcra noliciavel.
Na verdade, os partidos cada vez mais seem-
pciiham nos meios para preparar o campo e sus-
tentar h lula ; porm de crer que, nao obstan-
te o ardor proprio da crise, as cousas aqu se pas-
sem romo correram na eleico municipal, e nao
lenhamos de lamentar as seenas do Cear. Por
c ha mais prudencia, c ludo se decide pacifi-
camente ; o que talvuz nasca da^ifferenca do
clima.
Pa'a dar-lheunia prora, bastar noticiar-lhe,
por exemplo, o que se d na cumarca de S. Ma-
llieus.
All as duas grandes influencias rivaes, o com-
mendaoor Reginaido e seu r-unhado commenda-
dorCuuha, fizeram um accordo entre si para a
eleico municipal ea de deputados. Oque acon-
teceu ? E-tando todos accordes sobre os jui/.esde
paz e vereauores ern que deveria recahir a elei-
co, raros foram os volantes que se quise-
rain dar ao incomraodu de sahir de suas ro';as
para irem volar, e ludo correu na p3Zdo Senhor.
A respeilo .los candidatos, pareco que em S.
Hatbeos todos unnimemente querem a reeleieao
do Sr. Pereira Pinto, e votaram em segundo lu-
gar no Dr. Silva Nunes, o qual a presentado
por varas iuliuencias desta provincia e da corle,
entre as qubes o nosso senador o Sr. Jobim, ami-
go do Sr. Reginaido.
Em S. Malheus o mais difiicil era achar-se
gem : 1., dos chefe das missoes diplomticas, i na?"- Qualquer intenco de combalter contra
ou agentes diplomticos, ou pessoas de disime- I M lri,pas francezas prod'uzira a ruina da Italia.
cao que vierera residir no imperio, viajar, ou ^ina. lao monstruosa ingralido gravara na nossa
tr3nsilar pelo seu territorio; 2 dos naturalis-1 l"lria "'" ferrete que longos seculos de arrepen-
las, ou viajantes que por ordem dos governos !almi!llto nao conseguiran! destruir,
eslrangeiros, ou por commisso de sociedades1 s soldados IraiiCKzes oceupavam Roma, em-
eciedtiiicas acreditadas, ou recommendadas pelos 11,a,,,o que outros soldados da rnesma nago,
respectivos agentes diplomticos nacionaes, ou rull('uzidos pelo seu generoso imperador, com-
esliangeiros uaj.irera, ou transitaren) pelo terri-
torio do imperio.
Arl. 468. No exame e verficaco da bagagem
des passageiros% os conferenles" e mais empre-
gados eviaro minuciosas buscas, se a posicio
social e crdito do individuo, cuja bagagem fr
apreseulada a exame, inspirar cunfiaoca e re-
pelhr qualquer suspeila do cavillaco, ou de
fraude, salvo no caso de denuncia,'ou de faci
que revele o contrario do que se deve pre-
sumir.
ronduzidos
baliam por nos em Magenta e em Solferino.
ia nos julgassemos que a sua presenca
na-
quella cidade era incompalivel Cum os verdadei-
ros interesses di Ilalia, nao deveriaraos ler pedi-
do era a sos visinhos para conquistar a liberdade e a in-
dependencia. Voltar coutra elles boje essas mes-
mas arma, que as suas victorias conliaram
prudencia do povo italiano, seria um aclo que
cerlamenle repugnara consciencia de lodos n<,
a menos que nao estivessemos seduzidus e cora-
Ar. 469. 0 exame e verficaco da bagagem pijamente dominados por um espirito de par-
dos colonos podem ser feitos a"bordo da embar- I l[^-
cacao que os conduzir. Se. por agora nao estamos
Ait. 4.0. Os volumes de amostras, depois da | de obrar a favor de Veneza e
recolhldos ao armazem que fr designado, sero, tece o mesmo para os (nitro
Jo mesmo modo que a bagagorn dos passageirus, que, gozando j da liberdade
c-interidus em prejenca de seu dono, ou consig- sidade de nina or"ani*ac.i0 i
le obrara favor de Veneza e do Roma, uo acoll-
os outros pontos da Italia,
sentein a noces-
inmediata e elTeaz.
II da Ilaha lem conquis-
natario, ou de seu preposto ; dando-se logo sa- | Senhores, se
hila, indepeiidenle de qualquer formalidade, s lado as svmpathias da Europa i Mein es-
qu.? nao iivorem valor, e sujeitando se as demais : pirilo das naces mais civlisad.s a accolhem fa-
aopmpeteme despacho. voravelmente. devemo-lo principalmente ao es-
s, nico, couferenle far duas relacoes; urna pinto de moderaco. e admiravel prudencia
3os volumes a que liver dado sahida, e oulra dos as provincias da '
Sejeitoa a despacho, para que se faca carga a
quem de direito fr, e sejara attendids ne Con-
lunuidade do manifest.
[Continuar-se-ha.)
EXTERIOR.
Das Nalionalils extrahiram os joroaes eslran-
geiros a ezpoeicio apresentada pelo conde de
Cavour ao Parlamento piemoDtez, mostrando os
motivos que fundamentara o projecto do lei para
o governo sardo ser auihorisado a aceitare a es-
tabelecer por decreto real a annexaco ao estado
das novas provincias italianas.
Em seguida traduztmos esle importante docu-
mento :
< Ha Irez mezes entiegxva o Parlamento ao
governo do rei. antes de encerrar as suas sessoes.
as sonimas pedidas para occorrer s exigencias,
do Estado e dar um novo impulso a causa na-
cional.
Vetando por deliberarlo quasi unnime um
cmprestimo. que era nao s suficiente para as
necess.dades do momento, mas tambem para as
eventualidades prximas, as duas cmaras, em-
quanlo'que habiltavam o lliesouro publico, davam
ao m'smo lempo ao ministerio essa forca moral
que nao menos neeesaria do que as "subven-
ces materiaes para governar um povo livre em
lempos agitados.
estiva as circumslancias do acompanhar a for-
tuna da Ilaha, e de satisfazer a emprezas auda-
zej. que nao de marcar um profundo tiaco na his-
toria da rcsurreicn nacional,
Os preparativos militares em que se prose-
guiu com actividade, apesar da enorme despesa
que d'ahi provmha, rontribuiram para fazer res-
penar na Italia o principio da nao intervenco
principio altamente proclamado pelo imperador
Wapoleo em Villa-franca, e sustentado pelo go-
verno butanni o. porque ao mesmo tempo cor-
responda aos nosso direilos e aos verdadeiros
interesses da Europa.
< Estes preparstifos militares colloearam-nos
nns nrcumslanr... de libertar com promplidoa
a Ombra e as Marcas do peso de ferro dos mer-
2T3 a09,ran8B'ro. s.em enfraquecer muito a
defeza das nossas ftontejras.
a Considerando as vuntagens oblidas em um
tao curto eapaci>, o ministerio tem aconvieco de
lia ver correspondido confianca do rei o da na-
co. Na abertura d'esla sessao. reuniram-se os
representantes de onze milhes, de Italianos,
em volta do soberano que iinha unaninemeni
acclamado. Agora so teem decorridu seis mezes
eraaw onze milhes d'ifalianos quebrararn os
eoK gnlhes, e leem a liberdade de eseolher o
goviirno que julgarem mais vantajoso sos seus
sentimentos e.asaus interesses.
meridional as cousas devem pro-
O ministerio est bem longe de querer altri-! partSs
que
pennsula leem conservado de-
P"is que foram derribados os goveuios que o
estreogeice Ibes linha imposto. Aquellas pro-
vincias darlo as mais solemnes provas, logo que
a educaco do povo italiano tr mais verdadeira,
e mais ampio, affaslando iminedialameiile lodo
o germen de aiiarc.hia organisando-se sem demo-
ra, conforme os principios adoptados pelas na-
coes mais auoslumadasao exercicio da liberdade,
marnfeslaiido finalmente a Orme vontade de sa-
hir do estado provisorio e de constituir um go-
verno nacional e livre, mas forte ao mesmo lem-
po, eresoUido a nao tolerar excesso algum.
Por esta moderaco e esta concordia nos es-
pirites e esta firmeza inabalavel nos seus desig-
nios, o povo da Toscana e da Emilia tem final-
mente conseguido vencer a idea nao de quu os
italianos sao capazos de formar um vasto reino,
tendo por base principios e iosliluices ampia- I
mente liberaes.
' Na Italia
ceder de oulra maneira. Porque, se os povos
devessem permanecer por muito tempo na in-
certeza do estado provisorio, a desordem o a
anarchia nao tardara a produzir-se o a tornar-se
a causa de grande perigo, e de immensa vergo-
nha para a patria commum. O grande movimen-
lo nacional, sahindo da esphera regular e admi-
ravel que tem percorrido at agora, faria correr
o maior perigo nao s s provincias ha pouco
emancipadas, mas tambem aquellas que esto
livres e independentes ha um auno. Istu nao
deve acontecer sssim
pdem consentir nsso.
O principe generoso que a Italia inteira pro-
clama como iniciador e chefe da insurreic.5o na-
cional tem para com os povos da Italia meridio-
nal deveres particulares. Foi em seu nome que
se tenlou a empreza da liberdade, foi em torno
da sua gloriosa bandeira que se leem reunido e
agglomerado os povos emancipados. Elle res-
ponsavel pela sua snrle para com a Europa, e
para com a posteridade.
Nao porque o rei Viclor Emmanuel emen-
da poder dispor sua vontade dos povos da Ila-
ha meridional, mas o seu dever proporcionar-
les a facilidad* de sabir do estado provisorio
para a manifestacao franca e muito livre da sua
vontade.
Qual ser o resultado desle voto? A respos-
ta esl na urna eleitoral.
Italianos, desejamos ardentemenlo que os
habitantes das provincias, que ainda nao eslo
annexadas, operem como as da Italia central, o
cora o mesmo enthusiasmo, coro a mesraa una-
niroidade, se declorem partidarios do principio
unitario da pennsula inteira sobo sceptro cons-
titucional de Victor Emmanuel.
Ministros de um principe sera ambicao pes-
soal, e que consagrou a sua espada e a sua vida
fl grande obra do constituir a Italia de italianos,
devemas declarar formalmente em seu nomo
que qualquer que possa ser e voto desses povos.
ser Religiosamente respailado.
mais completa conflanga em que
o re e o parlamento nao
contra a qual sa malogram as melhores Int'en-
coes. Enirelendo unu revoluco permanente em
aples o era Palermo. ve."-se-hia em pouco
lempo a passar a autoridade e o commando das
raaos do que escreveu no seu estandarte : ftajjn
e Vctor Emmanuel, para as daquellesque subs-
tituirn! a esta formula pralica o obscuro e mys-
tico syubolo dos sectarios ; Dos e o poco. -
Permilta-se-me. pois, repelr-vos que o es-
lado de cousas provisorio e revolucionario, que
linha a sua razu de ser em aples e na Sicilia
deve acabar o ruis depressa possivel ; e assirri
o quer o inleresse deslas pruvincias para as
quaes o presente estado uiuassumplo das mais
graves periurbaces ; assiin o querem principal-
mente o inlertsse e a honrada causa naciunal
Como podoria Vietor Emmanuel, sem urna
nolavel oilensa dignidade da cora, consentir
que as provincias italianas fossem por muilo
lempo governaeas era seu nome, como um paiz
de conquista, sem que o povo livremenle reuni-
do em comicios tives-e manifestado a sua vonla-
de por um voto legal e solemue ?
Por lodos estes motivos espero, senhores,
que prestareis um acolhimenio favoravel lei
que lenho a honra de vos propor.
x EITeclivaroente, as graves circumslancias
em que se acha a patria, o parlamento nao po-
de lunitar-se a deliberar sobre as disposicds le-
gislativas, que inesperados ar.onteciments pol-
ticos podem tornar opportunas e Recessarias.
Esl tambera dentro das vossas allribuices
examinar se os homens que hoje leem a honra
de se senlar nos conselhos da cora eslo na al-
tura do seu mandato ; o parecem merecer a con-
fianza da naco.
Quaesquer que sejam os meios materiaes de
que possa d'spor o poder execulivo, e quaesquer
que sejam as facilidades que a lei Ibes dC, seriara
sempre nsuicienles. se os ministros do re es- \
livesscm prvalos desse apoio moral, dessa auto- i
rdade irresislivel, que, nos governos livres e'
conslitucionaes, nascern do perfeilo aecrdo en-
tre os grandes poderes do estado.
O voto de confianca que dstes ao ministerio j
ha poneos mezes, collocou-o as circumslancias'
de vencer as numerosas e graves difliculdades
que tem encontrado na sua marcha poltica.
Agora, para continuar a Rovernar cora mo
firme h vigorosa a nao do estado, necessario
que ello saiba, e a Italia com elle, se nesli
tervallo as suas obras teem sido inferiores
flanea que lhe tendes dispensado.
E' mais necessario ainda, senhores, depois
que urna voz, que a todos chara enm razo,
manifestou cora e ao paiz descooflanca para
comnosco.
Urna semelhante declaraco nos penosa-
mente imposta, mas nao pode afastar-nos do
nosso proposito.
Guardas dos estalutos do estado, nos a quem
esl i'ommettidn a sua escrupulosa observancia
nao julgamos que a palavra de um cidado, por
maiores que sejara os servidos que tenha pres-
tado patria, deva prevalecer aos grandes pode-
res do estado
<( E', alm disso, um dever rigoroso para os
ministros de um rei constitucional, nao sanecio-
nar pretextos pouco legtimos, mesmo quan :o
estejam cobertos com urna aureola popular e
com urna espada victoriosa
Mas se, cedendo a exigencias, nos faltasse-
paraizo
Augmentava toaos os das o numero de traba-
jadores as minas de S. Felippe : fallava-se na
descoberta de urna nova mina em Bella-Vista,
no lugar denominadoa Simarrona.
O governo linha recebido noticia do naufragio
da barca nacional Nueva, Isabel, acontecido a 20
de agosto ultimo na costa do norto, havendo-se
ale a ultima dala salvtfdo spenas urna pequea
parle do c mega ment.
Tinha sido festejado com grande pompa em di-
versas capitaes, e sobreludo em Valparaizo, o
snniversario da independencia da repblica.
Andrs Bello, o disiinclo publicista chileno,
havia pedido demisso do elevado cargo que oc-
cupava de reitor da universidade do Chile.
Oarcebispo de Santiago licava gravemente in-
formo : os mdicos receavam que elle viesse a
enlouquecer.
l)o Per as noticias alcancam al 26 de 8gosto.
Bacrero-se de Tacana que o general Belzu ha-
via llalli sabido no dia 11 daqu-:lle mez com di-
re cea o '
Ac
de polica em S. Malheus, que se ausentou d'aili
com licenca.
Estavara os dous termos daquella comarca sem
delegado, nmn os respectivos suptenles, e, par
bem dizer, sem subdelegados, porque quando es-
tes se ausentavam
Revela porem o delelxo que reina deste ramo
dos negocios municipaes, e igualmente a mise-
ravel usura dos homens, que querendo satsfa-
zer seus clculos de ambico. elificu em
q lano canto ou nesga de terreno podem haver,
e assim sacrificara o aformoseamenlo da ci-
dade.
A cidade de S. I.uiz, apezar de ser capital de
urna provinca smenos em recursos esia, apr-
senla com ludo urna edilicaco, que faz-lhe hon-
ra. As casas ah su todas aberlas de janellas,
leudo rnuita frente e fuudo apenas conveniente ;
oquoddnio-lhes mais bella apparencia, torna-as
tambem muito arejadas condico que cuiivm
em exiremu a nosa itoaco geographica.
Esperamos que, allendedo-se importancia do
assumpto, com que hoje oceupamus a leitura do
publico, curem os incumbidos de semelhame
ramo de servico publico de promover a reforma,
que o melhoramenlo apoulado reclama ; e sim
far-se-ha um importante beneficio nossa tao
bella, lao potica cijade, que os homens s tra-
tara de desfigurar, aterrando-lhe o rio e agglo-
merando-lhe a edificago, quando ella pelo con-
trario Ihes offerece espado bastante para satis-
fazer-lheso desojo de havur riquezas por lodos
' os meios.
Para secundar o desenvolvimento e realisaco
completa das ideas, que ah deixames, podenra
seraproveitadas as luzes do Dr. Gervazio, filho
; dobaraodu Rio Formoso, cujos cunheciraenlos
j ern engenhana sao conhecidos. E>tamos(jue se
| elle prestara em seu patriotismo a ajudar a nos-
; sa iiiuiiicip.ildade no luuvavel luteulo de restau-
rar as bellezas desta cidade.
Hoje deve reunir-se a quinta sessao judicia-
na do jury desle termo, sob a presidencia do Dr.
j'uz de direito da Ia vara criminal, Bernardo
Hilado da Costa Doria.
Honlem fundeuu era nosso porto o vapor
Persenunga, viudo de Alagoas. Nada occorreu
digno de inencao, S, Exc. o Sr. presidente sahi-
ra para urna viagem ao sul da provincia. Fe-
lizmente livemos por elle a confirmaco do que
a vaneamos em um dos nossos ltimos
a cerca dos boales de revoluco
Ihados.
Honlem houve lugar a feslvidade religiosa
da confiara de Sania Rila de Cassia.
A mesa regedora envidou lodos os seus esfor-
numeros
aqui espa-
nao tinhara a ^SrrZSSTiSt ^^^^'"T? *
porm chegado o juiz de dreilo effoctiso. Dr. ffi-am idoTuh k, a
Joaqumi Jaciniho de Mendonc.a, ao passo que se m oradordS ua el fregador da caoella
retira o Dr. Sarahyba. o prim'eiro pode obter das
pessoas mais nolatem de todos os mutizes que ac-
ceit.tssem os cargos policiaes para os quaes as
propoz presidencia, e, ouvindo o Dr. cliee de
polica interino, foram nomeadasa 11 do crrenle.
Aiyes disto nenhuma nomeaco de delgalo,
subdelegado, ou ollicial da guarda nacional, li-
nha fetoo nosso actual presidente, durante cin-
co mezes de sua admiiiisiraco, entre os quaes
houve urna eleico, que aqui manifestou a
ajlual dos partidos.
Na coa arca do Itaperairim tambem de
(orea
sup-
in-
con-
aclual. o Sr. Dr. Bartholomeu Herrera, apresen-
lia um projecto de reforma da constituico-
Fazeudo urna analyse hgeira desse projecto, diz
o correspondente do Mercurio em Lima :
Depois de designar o projecto no art. 59 as
qualuiades exigiveis para senador, diz no arl. 81:
Sao elegiveis para a presidencia da repblica
os que a tenham j exercido. os que podem ser
senadores, couforrae o arl. 59, e os queja lem
sido senadores ou cunselheiros de estado.
Assim, segundo a priraeira condico, s po-
d-ro ser eleilos os gem-raes Echeniqe e Castil-
la ; segundo a oulra, os que lem sido ministros
dentro e fra da repblica, prefaitos otliciaes-
maiores, os chefes de secretarias e os memoras
dos Inbunaes de justica; segundo a lerceira,
como lica dilo, os senadores e cooselheiros de
estado.
1/ preciso eslar louco para conceder um se-
melhante desatino.
l>u Equador nao ha noticias modernas.
De Nova Granada, igualmente, nada ha a men-
cionar a nao ser a publicaco no Commercio de
urna proclamado du Sr. Ospima, presidente da
repblica, relativa rebelho que assula aquello
paiz, e que grande eTeito havia pruduzido no pu-
blico. '
Venezuela, finalmente, conlinuava cm confla-
grarlo.
Espirito-Santo.
Victoria, 4 de outubro de 1860.
Comeco huje pur dar-lhe urna Inste noticia.
> h"Vka^"S Jo H'a*Doce commelleram um acto
de barbaria, a que j parecam desacoslumados,
e pelo qual nn^ueiu esperav.i.
No dia 31 de agosto foi victima do3 indios Pan-
cas o infeliz Avelino Rodrigues dos Santos Fran-
ca e Leite, e seu escravo Thomaz. que se acha-
vam na Francilvania, estabelecimeoto colouial
do Dr. Franca e Leite, acabando por tancar fugo
s poueas e insignificantes habilaces que exis-
liam.
Havia all um pequeo destacamento ; masem
Francilvania nao havia meos do subsistencia, o
que obngou as pracas a'ireiu fazer suas pronses
lia villa de Linhares, e ero urna dessas occasies
Temos a
comnosco esle pensamento. Quere-
mos ao nosso dever, cava sempre a obrigacao l,-'vft '"S1"- o falal aconlecimento, escondendo-se
as malas urna allema com seu filho de pello,
nicos habitantes de Francilvania, alm das duas
victimas e dos suldados destacados.
de interrogar o parlamento para saber se eslava
disposio a subscrever para a senlenqa pronun-
ciada contra elle. O seu pensamento ha de so-
bresahir na discusso a que dr lugar a lei que
vos apresentamos.
Qualquer que possa ser a vossa deliberaco,
acceitamu-la com tranquillidade de espirito.
Certos da rectido das nossas intences, nao es-
lamog menos oispostos s servir s patria, romo
ministros, do que como ridados a consagrar,
em quaesquer circumslancias, todas as nossas
forcas para a granue obra que censista em fazer
da Italia urna monarchia constitucional sob o
seeplro de Victor Emmanuel.
PROJECTO DE LEI.
Victor Emmanuel II.
Arligo nico.
O governo do rei esl autorisade a acceilar
e a estabelecer por mete e decretos regios a an-
nt-xajo ao estado, das provincias da Italia cen-
tral e meridional, em que se manifestar livre-
menle pelo suffragio dilecto uaivorsal, ronta-
Felizmente, para serenar os receios dos habi-
tantes de Ltnhares e do uand. o presidente da
provincia enviou logo um refurco disposicoda
curopeteole autoridade policial, e providenciou a
que nao se praticassem actos ndevidos contra os
selvagens.
A comarca de S. Malheus receben o seu novo
juiz de direilo, e segundo noticias favjraveis ao
carcter do Sr. Dr. Mendonga, de esperar que
as cousas all melhorem, pois havia-se der-
ramado geral desanimo e desguato na popu-
lado, pelos actos pouco sensatos do Dr. Sara-
hyba.
m dos seus ltimos feitos foi a pronuncia do
juiz municipal substituto, purque nao untou
a uns autos um doeumeuto particular que elle
lhe havia enviado, como so as suas inlrocces
fossem obngaioiias, e u mandado de priso ex-
pedido contra esse juiz, para ser effseluado por
um rueirinho 11 Y
aa\ publica e a liberdade de voto, e que
toram elogiadas por ambas as parcilidades.
(Crrra particular).
{Jornal do Commercio i'u Rio).
preg.idor da capelia
imperial padre Lino do Monte Carmello, e do
elhum Fr. Joaquim do Espirito Santo, plega-
dor igualmente da mesraa espolia imperial.
A urcnesira foi regida pelo professor Hermo-
genes >oberlo de tiusmo.
Remetlem-oos as seguintes linhas. para
as quaes chamamos a altenco da autoridade :
Sr. Redactor da Revista. Pedimos a Vmc
para na sua cunceiluada Revista Diaria lembrar
a quem competir a necessidade de remover o
lixoquese acha lancado no rio Capib.iribe da
Punte da l'assagem para cima ; o qual procede
dos plantadores de capim de Apipucos e outros
lugares, limparem suas b.ixaso lancarem todo o
cisco no rio.
Parece que por esses arrabaldes nao ha fiscaes.
pois eremos que esse procedimento contrario'
as posturas ; de modo que cura esse abuso es-
lao os habitantes j'esses arrabaldes impossibili-
ladosde tomarem banhos no rio, visto eslar este
sempre innundado.
Aluda mais :
J urna vez Vmc. reclamou contra o abuso de
se criaiem porcos as roas da cidade/ poissaiba
que vai em progresso o abuso, e quem duvidar
nao lem mais deque dar um passeiu ateos bair-
ros de Santo Amonto e S. Jos, principalmente
noite, e encontrar bandos d'elles.
Publicamos abaixo urna correspondencia do
Sr. adirnnisirador do cemiieriu publico, em res-
posla do que disemos em nossa Revista de sab-
bado. Alm do que esse Sr. diz, que nada po-
demos asse^nrar ao nosso informante que nao
se J ali o laclo que nos narren, por que por nos
meamos o verificamos E' verdade que se no-
lam algumas catacumbas carcomidas, mas em
lu pequea escala, e lo pouco que de forma
alguma se podar rr os cadveres, e que cau-
sem desgoslo para ellas. Kis a caria.
Srs. Re factures da Revista Diaria.A' adver-
tencia que appareceu em seu Diario, n. 261 de
10 do crrente, acerca das catacumbas do cemi-
lerio publico um absurdo, qne deixu de res-
ponder como devia. appellando para as pessoas
quo diariamei.U vixilam aquelle eslabelecimen-
io, e para mais du seis uii|, que ali foram no dia
do crreme. A administrado do cemiterio
publico, 10|le novembro de 1860.O adminis-
trador, Manoel Luiz Vires.
uesde setembro pruxirao passado qun se
acharn os Revereudissiinos missionanos capu-
cludhus fre Caelau. de Troyna, e frei Seboslio
da .Messiua, prestando valiosos servicos no centro
npuitanlis- da pruvmcia de Alaguas, por meio 'da
RECIFE.10 DE NOVEMBRO DE 1860.
S SEIS IIOIIAS DA TAIIDE.
Betrospecto semanal
Durante a semana, que espira, nu tivenios no-
ticia alguma da Europa ; e se bem que aqui li-
vessem aportado, procedentes do Rio de Janeiro
a fragata ingleza vapor Coraco, e a paquete
portuguez lilford-IIaven da cmpanhia anglu-
luzo-brasileira, poueas e pouco importantes fo-
ram as nulicias receidas da corte do imperio e
da provincia da Baha, onde tocou por escala o
paqueie portuguez.
Os jurnaes du Rio, de que ful portador o Vt'i*
ford-IIaven Irazein os ltimos despachos du mi-
nisterio da fazenda, cora a nomeago do pegaos I
das alfandegas e mesas das rendas do imperio,
seguudo a reforma por que ltimamente passa-
ram estas reparliges.
Temos proporciona, nesla semana, aos assg-
oaules do Oiori'o a leitura do regut .memo das
alfandegas e mesas das reodas, man lado executar
pelo dacreto n. 2647 de 19 de setembro do cr-
reme auno, em virlude da autorisaco concedida
ao poder execulivo pelo arl. 3u da lei n. 369 de
18 de setembro de 1845 ; arl. 46 la lei n. 514
de 28 de outubro de 188 : o arl. 10 da lei n. 1040
de 14 le setembro do 1859. E' o mo'hor traba-
Iho que temos tido sob.e este impoilamis-
&ZtelK?S! 'I'16 ha>iVe C'n 'U couseg,femSed%cacL de^g%are ce-'
reguiameniar suUre esle objeclu achava-se dis- tniteriu
perso era uraa mullidu de decretos e regulmeo-
lus. alguns delles de remotsimas dalas. Hoje
ludo se acha reunido no extenso regulainentoouc
temos publicado.
A populaco da provincia da Bahia, a do inte-
rior com especialidade, achava-se animadas e
saiisteita em cunsequencia das chuvas que li-
nham cahido em abundancia era dilferenies pon-
tos da provincia por espacode ciucu dias.oque
tazia esperar que as plaulaces vingassera e huu-
vesse colheitas de cereaes.
Acaba de tundear qo porto o vapor Persinunaa
procedente de Macei e pollos interrudios mas
nada por ora sabemos da provincia das Alagoas
As noticias que teraosjecebidu doinlerior d'esla
provincia continuara a ser de punca importancia.
A ordem publica, a tranquillidade e a seguran-
ca individual nao tinhara Sulmdo em Darle algu-
niar Apezar das proximidades das eleicoes, a
populaco couserva-so calma, salvo em nm ou
oulro ponto, em que os odios polticos se acharn
profundamente euraisados.
Aqu na capital ludo curre inalteravelmente.
0 espirito de revolta. sob um frivolu pretexto,
procurou indispor as classes industriosas contra
o actual governo.
Appareceram, em um dos das precedentes,
alguns pasquiiis pregados as esquinas, aconse-
Ihando o povo a rebellar-se contra o systema du
impnsico ltimamente esiabeiecido pela lei do
orcamento vouda no crranle anno.
Felizmente o reinado dos tribunos e dos agita-
dores j passou. O poro pernambucauo j sabe
At o m do correte, o ultimo desses
missiouarius deve ebegar a ma de Papacaca,
auude existe o collegio modelo sob a direceo
das iroias de S. Vi, ente de Paula.
Lastimarnos domtimu d'alma que nao possa
o convento desta provincia um maior numero de
missionanos, para saniosa s misses naa pro-
vincias du norte do imperio, aondp se faz sentir
o benfico elteitu da palavra de Deus. Prazo
aos eoa que o governo g-ral, lomando era con-
sidoraco u servico importante que elles prestam
s localidades por onde passain, concla com a
santa s a concurdala para a viuda desses novos
retentes da crvorede Joseph Anchieta
0 hiale Camaragibe, entrado sabbado do
Ass, Conduzio o capito.o piloto e 4 mariuhei-
rosda galleuUi hollandeza urentes, procedente
de Londres, com asa carregamento de trilhosdo
ferro, para a nossa estrada, a quai foi pique na
altura do cabo de S. Rnq.ie.
O ccnselho de julgamento julgou hontem
ao soldado Agosiinhj Tinoco da Silva, aecusadf
pur crlme de deserco, quem condemnou
solfrer a pena de seis mezes de prisao, e per-
der todo lempo da senicu. Furain, presidente
do conselho o major Alexandre de Barros Albu-
querque, e auditor o Dr. pmmutor publico Fran-
cisco LeopoIdmo ito tusiiio Lubu.
Passageirus do biale brasileiro Santo Anna
sahidos para o Aracaly : Vicenie Grogel do
Arnarsl, Francisco A. da Costa Ramos, Jos Ave-
lina Grugel do Amaral, Antonio P. N. Aeioles,
Raymunuo Flix Teueira, Antonio Piulo No-
gueira, Joao Antonio Nascimento S, Fraucisco


umo wt nnmcutxsc, segowd* fhra i mutovembro m iso.
Teumra Mendes Junior.JosGuedes de Albuqner- maia do' que dar lutarea asea desvalidos, ng
que, Antonio Lele A. Mello. que se encootra, amo j ditas, as maiores difli-
. Passagetros da barca porlugueza Flor de S. culdades ; sendo que sempre se tena imposto aus
Simo vindos de Lisboa : -Aunmto da Silva tutores a obrigacio de fazer ensinar oflictos seus
Dittnirn a ana m..lU^_ aV_______ t i .1 t .. 14 .
Ribeiro e sus mulher, Frncieo Goiwalres Par-
rara, Domingos Jos Hartin Pereira, Reirigo
Lopes de Oliveira, D. Ifnacia Hlfada Rodrigues
da Luz e sna filha, Mtneel I.airdn 9a atoe-
Passageiros do patacho Drasilelr E'mutaco
sahidos para o Aracaty:Dr. V. Saboya, Jos
CarldsB.de Saboya a 1 "criado, Jos Julio do
Barros "t estrave-, Jos Aastregr-zila R.Lima,
Veriato de Medeiros, rcezino Xavier de Caslro
Magalnes e 1 criado, Jernimo Bandeira e i
criido. JoaO Rodrigues de Albuqun-que el es-
cravo. Preoerico R. Piu.entel, Dr. Patrocino P-
reira e feriado, Joao Antonio Bousson, Tito
Francisca Atleluia da Silva e t criado,major lia-
noel Francisco de Moraes, Antonio Rnngol do
Nascimento.
Passageiros do hiate brsiloiro Dous lrmaos
sahidos para o A acaty : Raymundo Alvos
Ribeiro. Joo Torquaio Oarainha, Manuel Jer-
nimo Caininha Rapozo da Cmara, Luiz F. de A-
rsujo Picado, Simo Joaquim de Saboya ata
noel Marques da Silva.
Mat*ooro publico :
Mataram-se no dia 10 do correnle para o con-
sumo desiacidade 103 rezos
MoRTALIDAnE DO DIA 10 !
Pedre, preto, escravo, solleiro. 2! annos; mo-
lestia de peito.
Francisco Mondes da Silva, branco, solleiro,
22 annos; maligna
Communicados.
Opro viniente geral do Dr. Bernardo
Qr% as Uitore virara qe quera arinatra fal-
lou cm influencias prestigiosas nS'o lomos nos; e
que por tanto a falta de tino a de lealdade, e
principalmente o trap de aile au. partirn) de
nosBa parlo. Nao leve, pois, o collaga a sua roo-
Sao Sr. Dr. Dana procurasso ouvir-me. a l*- desla a panto d*) prlvar-se da gloria- da inicia-
*>
tutettados.
zar iovesligaees a raspeilo, nao estranharia a
falta qu naten, a nao passan* por leviano a in-
justo, como foi, nao o lendo feito ; sendo Uta
bera estranhavel em um juiz de direiio em eer-
relcao, a sendo-o tarabem a ana deierrainacao
quaoto ao modo ortico de se dar orphaos sol-
dadapor arrematacao em hasta publica, A oz
de um porleiro !
O Sr. Dp, Duna j* ouvio dizer que era algum
juiao de orphoi deste imperio se tenha procedi-
do por tal modo? Podo um homem sensato achar
cutral semelhante pralica entre nos? Pois o Sr.
Dr. Doria nao vio nos orphanologistss algum ou-
iro modo pralico para laes caaos, mais-con se nta-
neo com o espirito da poca a com as nossas
cousas? Nunca ouvio dizer que alguna autori-
dade, como o Sr. Dr. Augusto Teixeira do Freilas,
d como caduca essa disposigao da ordenago
que S. S. se apega ?
O Sr. Dr. Doria s leve em mente ferir a mi-
nha ropiiiac.no, prescindinda de ouvir-me, e nao
querendo saber de razes que podessem imuedi-
lo de rooleslar-me. Este meu acert corrobo-
rado pela publtca^ao eavillosa, feilo ueste Diario,
(por elle seguramente) da um officio da presi-
dencia, em que so Iho recommendra, enuirlu-
de de aviso do ministerio da Justina, que procu-
rasse examinar com zelo e, solicitudo-ae. o juizo
de orphaos deste termo cumpria com exacto o
dever de cuidar do bem estar dos umhos desva-
lidos ; occultanJo, porm, a qualidade do nffl-
cio,que urna citeular dirigida aludos os juizes
de direito desta provincia.
Al I fllil lili (I i I'as-i liiifi-i a n iiiiift A a relribuicao ao Sr. Dr. Doria, o Ih'a promet' far-
iiidUMUV LOSM WOTia C 0 JIHZO C uS3imo ecomo ,enha ou% no deseropenhodessa
Ol'pnaOS tleSla ClOade e Seil termo. promessa, de pateotear pela imprensa tactos cri-
minosos desse magistrado, lomo a liberdade de
repiilao.no. de fazer chamar alt-ncao do Exm. presidente da pro-
vincia para a circular que vai transcripta abaixo
Tenho, por amor A minha
roconhecer ao publico (se que elle nao o lem
ja reconhecido) a falsidade de um tacto apontado
no provimenlo geral do Dr. Bernardo Machado
da Costa Duria, na parte relativa ao juizo de or-
pus desta capital, e a injuslic.a da ccnsuia que
que atienda para o que passo a expender.
deste.
Recife 10 de novembro de 1860.
ErneUo d'Aquino Fonseca.
Circular Ministerio dos negocios da iusti-
n I.a- a f' : Pe?' P0,S, a mi,,T0' publlC0 5S era 16 ,l0 "nno uo 1857.lllra. e Exm. se-
nhor.S:
. M. o Imperador manda observar i V.
,,r 1:l ,, h nse" Provimenlo, nolu- Exc. que, sempre que a imcrensa nessa provin-
gar apontado.,t que a missao que lem o juizo cia denunciar f.ictos de autoridades 011 do parti-
r orphaos, de preparar com zelo para a socie-
dwde cidados laboriosos e honestos, d'eutre a
numerosa classe dos desvalidos, nao ha sido aqu
desempenhada com verdadeira exaeco, uem
mesmo comprehendida ; sendo prov.a disto o
existimo] por ah lanos infelises, abandonados a
si proprios: e accrescentaque lautos orphaos
ha em total abandono, eem lo grande numero,
que lodos os .lias se os v agglomerados as ras
o pracas desta cidnde, dando o mais triste espec-
laciilu moralidadc publica.
E' preciso que um juiz nao tenha nenhum
amor a verdade, e que aliene de si toda a cir-
cumspecgao e sensatez, para allegar um faci,
contra cuja exaciidao protesta o testemunho de
urna populaeao inteira.c fazer censuras para que
nSo leve fundamento.
Pira que testemunho appelUra o Sr. Dr. Do-
ri 1 ? Onde achara, para exhibir, a base de seu
jui/.o?
culares, os quaes devem ser investigados por Ira
larem de abusos de poder, 011 de algum acto cri-
minoso, procure inmediatamente colher infor-
males sobre laes factos, c os transmita com ur-
gencia esta secretaria de eslado, com decla-
rngo das providencias que tiver dado na rbita
de suas altribuicus. Esperando o mesmo Au-
gusto Scnhnr que Y. Exc. nao d3r occasio a
que Ihe sejam exigidas essas infor.mardes, por
nao as haver enviado em lempo proprio. Dos
guarde a V. Exc.Francisco Diogo Pereira de
Vaeconeellos.Sr. prasidente da provincia de...
A ioterveiico do governo as eleices.
n
Distamos, em nosso priraeiro artigo, que o
Causar sem duvila admirarloser o proprio *vsler"a representativo, se por nm lado con3a-
Sr. Dr. Doria quera forneceu-me provas da T". Princ!P'o supremo da honestid.ide dos quo
inexactidSo e loriandade cora que ferio-rae. As- dlr,?e'n tiraao do estado, Ins irape tambera
sim felizmente para mim ; pois que, tendo-lhe P'[ou"',> 'Jo o dever rigoroso de nao ser in-
eu.-diius dias depois da audiencia de encerra- 10,',rentes ao movimento poltico da opiniao,
ment da correico, requerido quo, uor despacho, i raorme"lo nos momentos solemnes em que esta
me declarasse eile se alguma vez recebera com-ise_* de manifestar por meto da urna,
municag.io. ou tivera sciencia da existencia de' m e5f**? n;>0. rePuKn, as principios da
menores desvalidos e vagabundos pelas ras da mals sevra honestidade qne o governo se tnte-
cidtde, aos quaes nao livesse eu. na qualidade resse ,rabalhe para quo o resultado das ur-
de juiz de orphaos, dado tutor, havendo-mo sido 1.8? s,'Ja favoravel a reaiisaco de suas ideas po-
lticas.
tiva em negocio de taraaahe ampenhe.
Se o collega acna que devo cortar a questio
das influencias^ para nunca man tratar della.
que mate- per urna ver do mesmo medtv quo
Ihe deu ida est no seu direito. Saturno evo-
rava os proprios lllhos. Mas nao noa atire urna
responsabilidad qne nao nos toca.
Nenhum tnteresse temos na questaoCarva-
IhoAlfredo ; por isso nao ajudaremos era em-
baragaremos ao collega para que discuta deste
ou d'aquelle modo.
Se t a eleicao entre nos feita pelos delegados
a subdelegados (salvas rarissimas excepges)
com mais ou menos ostentagao outros que Ihe
respondan).
Mas dado, nao concedido, que aesim seja, pa-
rece que o que se pretende que a polica de
Gotanna traoalho em cerlo sentido com maier ou
menor osteotagao.
Pois nao basta quo a polica esteja dividida,
tendo cada lado o seu quiohao para manter-se o
devido equilibrio?...
E aqu cabe responder a seguinte pergunta do
collega :
Est ou nao a polica de Goianna no inleres-
se dos adversarios dos amigas do Dr. Suuza Car-
valho?
Nao rail vezes nao, respondemos nos.
O collega parece que nao est bem inteirado
do que se passa em Goianna, pois nem se que'
lembrou-se do famigerado subdelegado Arruda,
doTejicupapo, contra o qual nada valem quei-
xas e reciamagoe*, e sustentado per fas el per
Portanio, nao ser ettranKavel que ou di uma! 'nefas !
O delegado da comarca um digno militar pa-
ra all ha pouco mandado, por t'r sido demitli-
indigitados por qualquer modo ditos menores,
langou elle na petieao o seguinte despacho, que
rcoslrarei a quem'desejar v-lo:
_ Nao recebi represeni3cao nem coramunica-
^o no sentido d>-sla petigo
Correndo polica a obngago de informar ao
juizo de orphaos acerca 4e menores que so acharo
abandnalos, nenhum dos respectivos agentes
deu-me nunca sciencia dessa agglomerago de
que falln o Sr. Dr. Doria, a qual toda phautas
tica, romo ha Je reconhecer o publico por seu
proprio testemunho, e era vista ao seguinte des-
pacho do Illm. Sr. Dr. chefe de polica, lancado
era urna petieao, era que Ihe requer me decla-
rasse se Ihe hava chegado ao conhecimento o
laclo de vagarem constantemente as ras e pra-
C33 desta cidade orphaos menores desvalidos e
abandonados:
Nada me consta ofQcialmente acerca do que
expe o supplicante ; e apenas alguns orphaos
(poucos) tenho mandado presentar ao juizo
de orphaos.
A todus os menores desvalidos que me hao si-
do apresentados e de que tenho lido noticia, nao
hii detX'-idode dar tutor, o que fcil veriticar
nos carinos d>> juizo.
Quanlo falta de zelo de minha parte para
com todos os orphaos confiados ao meu cuidado,
appello do juizo do Sr. Dr. Doria pan todo o fo-
ro desta capital. No desempenho de minhasobri-
jaces nao cedo a palma a ninguem em acvi-
dade, em diligencia e no cuidado que em prego
cm tatisfaie-las. *
E i'abido geralraente em que p satisfactorio se
acha lodo o expedienta do juizo a que presido ;
e tenho o orgulho de dizer que cunipro e sei cum-
prir os mous deveres como nunca o Sr. Dr. Do-
ria cumprio, ou soubc curaprir os seus.
Cumprehendo bem a miaba missao; sei per-
Dirigir esclarecer a opiniao publica na apre-
ciagao das ideas polticas e govemativas. se nao
o primeira, urna das principaes obrigacoes
do um governo illuslrado.
Assira, pois, parece-nos que o governo pode,
que deve mesmo intervir na cleigo da repre-
seutago nacional. O quo compre saber, co-
mo e al quo ponto essa intervenco do gover-
no se deve considerar licita e razavel.
Sempre que for possivol, a inlervengo do go-
verno na eleigo, deve conservar-se circums-
cripia aos meios puramente moraes e indirectos.
Pela discusso calma. Inteligente e refleclida de
suas ideas, tanto na irapreusa, como na tribuna
parlamentar, e pela iraduego dessas ideas, na
pratica da goyernaco do eslado, que o gover-
no chama si a torga irresislivel da opiniao, e
alcanga o triumpho pacifico e legitimo de sua po-
ltica.
A intervenco directa e o emorego de meios
maieriaes nao absolutamente conderanado,
desde que o governo se limita a tomar as pro-
videncias indispensaveis para manter a ordem e
proteger a legitima expresso da opiniao publi-
ca. Se a intriga, a cabala ou a torga bruta ton-
ta su fincar o peusamenlo da maioria real, ao
governo incumbe auxiliar por lodos os m.-ios le-
gaes, esse pensaraento predominante e fazo-lo
triumphar.
A inlerveucao do governo, dentro destes li-
mites, justifica-so anda pelo direito que lem de
trabalhar para a sua conservagao, e de empregar,
nesto intuito, toda a legitima" influencia de que
pode dispdr, sera quxbra ou oleusa dos dtrei-
los polticos e da liberdade do cidadao.
Dahi se conclue que o governo usa de um di-
reito, que ninauem Ihe pode rasoavelmente
contestar, quanlo favorece a candidatura de seus
feilamonte como devo exerce-la, e sei, deinais,' arn'80S. daquelles que, pela identidade de cren-
muita cousa que o Sr. Dr. Doria, na qualidade
de juiz de direito, ignora
Sei que um juiz de direito nao pode conmutar
cm agones a pena de galos; sei que 11 m aecusa-
do por crime de eslellionato nao pode, posto que
absolvan, ser sollo no jury, por ordem do res-
pectivo presidente, e sem o competente alvara ;
sei que o juiz municipal da 2a vara desta cidade
nao podo nomoar labelliao interino ; sei que os
ttulos dos officues dos juizos de paz nao estira
sujeitos ao pagamento de novos e velhos di-
reitos; sei que ura juiz nao deve julgar nu-
cas e opinioes, leein de ser os seus sustentado-
res no seio da representago nacional.
O que o governo nao pode, o que nao deve
impor candidaturas que nao leem em seu favor
um cerlo numero de adhesoes, com as quaes se
POSSa razoavelmenle esperar ura triumpho le-
gitimo. Neste ponto, lodo o lino e perspicacia
do governo consistira em verificar com escru-
pulosa exactido as elementos favoraveis cada
urna das candidaturas, e d'entre as nnis prnva-
yeis bafejar com o so pro de sua influencia
aquellas que, sendo de seu interesse sustentar.
tos que nao lenham sido devidaraento sellados ; sno. aPia,|as pelas verda leiras o naturaes influ-
se que um juiz nio pode applicar a um condera-! en*,a" ^'S localidades.
nado pena de priso no grao mnimo o mulla
no grao mximo ; sei que um juiz presidente do
jury nao pode suspender urna s-sso e adia-la
para o dia seguinte, a pretexto de in .omraodo, e
por nao ha ver lempo para sor chamado seu subs-
tituto, residindo este na mesma cidade em que
funecionava o jury: sei que um juiz de direito
deve appellar ex-o/p.cio, no jury, da sentenga
que conderana n gales perpetuas, e que o mes-
mo deve fazer nos processos de respousabilidade
que j-iiga ; sei que um juiz de direito, para
queui su recorre de un despacho de despronuu-
cia, nao pude, reformando o despacho, e pro-
nunciando o indiciado, mandar prender a este,
por muid ido seu, e mais tarde aceitar-lhe a fian-
za ; sei q le o titulo de tabellio publico nao po-
de ser considerado illegilimo, por nao haver o
mesmo tabellio prestado juramento; sei que a
acta de urna sesso do jury nao deve ser asig-
nada pelos jurados: sei que um juiz de direito
nao podo jwlgar uullo preersso que Ihe foi con-
cluso, para ordenar a respectiva apreseutago no
tribunal do juiy ; sei que um juiz de direito nao
pode mandar pastar mandados execulivos e de
Quando a concurrencia se di entre candida-
tos, que pert-ncem todos ao partido do gover-
no, a posigo deste nimiamente melindrosa
A sua missao, neste ceso, deve ser a da mais
restricta uentralidade.
Desdo que o governo, compenetrado de sua
nobre missao de dirigir os deslinos da socieda-
de, procede deste modo, a ropresemogo nacio-
nal nao falseada, o, ficando salvo o principio
d* honostidsde de geverno, esto conia com o
apoio seguro das cmaras e di opiniao sensata
do pait.
O que repugnante e insoffrivel, que o
governo, por meras consideragoes pessoaes,
pretenda impr candidaturas, que sem a sua
influencia directa, nunca chegariam a irium-
phar; o que int'ilerevel que apreciando
mnl os elementos naturaes o legtimos com que
conta cada um dos candidatos, sacrifique ao
seu errado juizo candidaturas certas; o que
altamante impalitico, que um ministro, es-
qnecendo os intoresses geraes da poltica, es-
quecendo O principio supremo da honestidade do
governo, crn elementos facticios de triumpho
soloenlo (!!!) para tobranga de multas que impo-1 Piir'1 "m ou oulro amigo seu.
/era a cidados que faltaran) a sesses do jury ;
sei que os editaos pra a convorago de uraa
correig.ao nao sao assignaJos pelo juiz que a con-
voca, e sei muita cousa mais que o Sr. Dr. Doria
ignora.
Nao desconhego a le que preceiluaquo. alm
esles s*lila*U, aesNn como o modo porquea
mesma lei (Ord. do Liv. 1 Til. 88) manda pro-
ceder a resuello. Nao ignoro nada que me auasa
lembrar o Sr. Dr. Doria.
Sem que se infurmasse se o juizo de orphaos
desia chiade tam, ou nao, erapregiido dhgencias
neste sentido, entran ha o Sr. Dr. Doria quo se-
melhmle precellu legal nao tenha sido praucado.
Se o Sr. Dr. Doria livesse procedido, como
pedndo-me explicagoes, leria sabido que o juizo
la orphaos, encontrando siimina diIRculdade par
dar *iniule-.ro*uie tutores orphaos desvalijos,
acha-se quasi na impossibilldade de fazer d-los
soldada a prova resulla mesmo do faci de
existirn) smente dous neste caso, e isto em
tempo do iim dos meus aatacessores. Oque
venlio de dizer t reconhei:ido por lodos. Os
meu esfaieos, assira como dos meus preda-
cessnres. entre os quaes figura o Dr. Sebastio
do Reg Barros de Lacerda, um modalo de ac-
tividado o de dt-dicigao no desempenho de
obrigages contrahidas, nao teem conseguiJo
Recife 8 de novembro de 1860.
Omicron.
Aimla a candidatura do Sr. Souza
Carvalhu e as intlueat-i:xs.
Se o cora nunicanlo do Diario de hontem.
quinla-feira 8 do correnle, reconhecendo agora
a inconveniencia do fallar-so em influencias com
relagao a candidatura do Sr. Souza Carvalho,
pelo segundo circulo desla provincia, recua e
quer evitar toda a discusso ness terreno toL-
litur questio. Nosso fim nao fazer provoca-
goes.
Lembre-se porm o eollega que ello foi quom
nos duse que exi-tia una infoenc* prestigiosa
guerreando aquelle seuhor. Nos o que lizemos
foi apontar-lhe o inconveniente dessa sua reva-
lai;o, dizendo que se harta essa influencia ad-
versa, outra tam bem havia protectora ; e que j
que s fallaba em uraa, nSo se omitisse a aulra,
Que alias devia ser de mo effeito para & cau-
sa que se quera advogar.
A nossa adverteacis parece ter sido aceita, e
isso nos desvanece. O collega abri os olhos e
concorda em que se nao deve discutir esse pon-
to ; aaae eaa vez d egradecer-ans o trrico que
Ihe prestamos, mostra-se irado, trata-nos cora
aspereza, e recoraraenda-aos atis lino, naais
lealdade o sobretodo que moderemos o nosso
zelo excessivo!
do o que era mal visto pelos amigos do Dr Car-
valho. Elle nao de nos nem do outros ; do
governo e notem mostrado interesse 30 nao pe-
lo seu dever. No districlo da cidade, depois da
demissao do subdelegado Pinheiro (esse o colle-
ga conhecido ; ao Arruda nao) eremos que ne-
nhum ouiro ainda foi nomeado.
Em Pedras de Fogo tambera ha subdelegado
militar, que s e nicamente do governo, islo
, s lom por tim policiar e garantir a ordem.
seu antecessor era amigo do Sr. Alfredo,-6 s
por isso foi exonerado.
De modo que era Goianninha gmente que
existe um subdelegado que se pode dizer amigo
do Sr. Alfredo ; mas esse mesmo nao vale um
quarlo do Sr. Arruda, da Catuama de dentro.
Eis ahi, pois, como a polica era Goianna est
montada no interesse do candidato Alfredo 1
A nao ser que o communiesnte considere
que o governo adversario dos amig03 do Dr.
Carvalho. nao vemos razo para dizer-sc que a
policia-alli seja adversa a estes ; visto que essa
polica, em sua maioria, exclusivamente do
governo o parece que nao pucha ou nao deve
puchar nem para o Sr. Carvalho, nem para o Sr.
Alfredo.
Se, porm, o governo quem guerrea a can-
didatura do Sr. Carvalho, que o diga o collega,
que nos o ignoramos absolutamente, da mesma
sorle que ignoramos se os delegados fazem elei-
goes era nosso paiz. Questes sao estas em que
nos nao mellemos. *
O que podemos nicamente aflirmar que
qualquor que seja a inllueuca que guerrea a
candidatura Carvalho, o seu prestigio nao chega
para dar subdelegados, delegados o tropa, que
segundo o collega o que mais aproveila em
eleices.
Isso poder que s tem quera esl mais alto.
E somos nos que escarnecemos !...
Publicacoes a pedido.
0 MEU AMOR.
Como a florzinha do prado
Que afouta mo esfolhou,
Meu amor viveu outr'ora,
Floreceu; mas, j passou.
Como a nota harmnniosa
Que a mansa brisa levou,
Meu amor viveu outr'ora,
Floreceu ; mas, j passou.
Como o perfuma do incens
Quo nos ares se espalhou,
Meu amor viveu outr'ora,
Floreceu; mas,j passou.
Como o brilhante arco-iris
Que o sol rdanle apagou,
Meu amor viveu outr'ora,
Floreceu ; raa3, j passou.
D'elle s resta a saudide.
Que em meu peito se gravou ;
Porm, esta, emquanto eu vivo,
Ninguem dir, que passou.
-1839.
E.
UM A LAGRIMA
Oflerecida ao Exm Sr, brisadeiro
AI. H. T. e a I-.vmu. Sr;. D. I.011
renca Maria ilorge pela morte
de sua chara afilhada a joven
Balliuba. nascida no dia SI de
julho e fallecen 83 de marco
de ISGO do mesmo auno.
A haste mirTOti-se:
A vida esvaio-sc
A flor desbotou-se;
O anjo sorrio-se.
S. d'Azevedo
Que mudanga I. oh I... que cruel tristeza,
que eu vejo pintada nestes semblantes) que f-
nebre silencio, que reina nesle recinto! Oh!
vos que choraos, permilti que eu una minhas
lagrimas s vossas, permilti pue pranteie com
vosco vossa amavel afilhada, cuja perda par
cerlo trreparavel 1 ah nao ella por ventura a
objeclo da acerba dr, que vos npprime !........
Sim ; ella mesma, que contando apenas oilo
mezes toenu sua hora derradeira 1 Mas que
digol... acaso ella morreo? Nao. Bem como o
innocente passarinho, que foge ao lago do cruel
cagador, assim a sua alma candida* voou aos
cus, escapando-se corrupgo I
Enrhuguemos, perianto, o intil pranto, co-
bremos, pois, a abandonada alegra, e apague-
mos a nossa or lembrando-nos quo se seu cor-
po jz na tria campa, sua alma viro no Empyrto
louvando o Omnipotente! !
M. S. V. A.
(ora da sua catferra, ha 15 annos!!!
(fazem be|e tSi le setembra de. 1860.)
COJfMERCIO.
Alfandega,
Rendiraento do dia 1 a 9 .
dem do dia 19. ... .
OSCllLAgAO DA
Preamar 1 h 35' da tarde, altara 6.7 p.
Baixamar as 7 h 24 da maohaa, altura OS p
Observatorio do arsenal de marinha 10 de no-
vembro de 1860 romano steppik.
1* lenle.
156.676S686
336&721
Editaes.
157.0133407
10
------637
Movimento da alfandeg^a.
valumes entrados oom fazendas..
com gneros.. 10
Valumes sahidos cora fazendas.. 382
* > com gneros.. 255
Doscarregam hoje 12 de novembro
Bngue porluguezEsperangaceblas e farello.
Bogue hespanholRomanovinho e ceblas.
Bngue inglerLumbyferro.
Barca francezaRaoul cemento.
Patacho americano Joseph Parkgelo.
Bccebedorla de rendas Internas
tferaes de Pernambuco.
Rendimenlo do dia 1 a 9 10:091*892
dem do dia 10....... 2:3515680
1244W2
Consulado provincial
Randimento do dia 1 a 9 5-0529MM
dem do dia 10....... 372}256
5:42iS8i7
PRAGA DO RECIFE
lO DE NOVEMBRO DE 18GO*
A 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios----------
Algodo ----------
Assucar----------
Couros -
Arroz-------------
Azeitc doce
Bacalho- -
Carne secca-------
Cha
Carvao de pedra-
Cerveja------------
r'arinli de trigo
Far. de mandioca
Feijo -
Genebra----------
Louga --------------
Manleiga-----------
Massas-------------
Queijos----------
Toucinho- -
Vinagre----------
Vinhos-------------
Velas----------------
Desconlos
Freles -------------
Acgoes-----------
Sacrou-se sobre Londres a 26,
26 1/4. 26 1/2, e 26 3/1 d. pnr
100. sobro Pars de 365 a 370
rs. por franco, c sobre Lisboa
a lio por % de premia, subindo
os saques da semana 2? 65.01 0.
O superior venden-se a 7j}86(),
e o regular a 7600 por arroba.
O branco vendeu-se para os
armazens do 4J800 a 5&500
rs., os smenos de 3J400 a
9|600 rs,, e o msseavado, pur-
gade do 280Oa 2j%0. Para
exportaco fizeram-se algumas
vendas do brulo a 23400 por
arroba.
Os seceos salgados venderam-
se de 222 a 2*5 rs. por libra.
Vendeu-se de 2g200 a 2g6O0 rs.
por arroba.
-Vendeu-se por 2*600 rs. por
galio.
Em atacado obteve de 89700 a
9*000. a reulho a 11$ rs fi-
cando em deposito 11,000 bar-
ricas,
A do Rio Grande vondeu-sede
3?000 a 4S500 rs. por arroba,
ficando e n ser 60,000 arrobas.
Anida estamos sera a do Rio da
Prala.
dem 1S740 a 1J300 rs. por
libra.
Nominal,
Vendeu-se de 4g000a 5^000 rs.
por duzia de garrafas.
O mercado est reduzdo a 3500
barricas de Trieste, e 45HO de
Rirhraond. tendo-se retaihadoa
263a primeira, e 203 rs. ase-
gunda.
Vendeu-se de 5JJ000 por sicca.
Vendeu-se a I36OO rs. por ar-
roba.
Vendeu-se a 300 rs. por bo-
tija, e 63000 rs. por fras-
queira.
Aingteza ordinaria ven1eu-so
a 230 rs. por cento do premio,
osbre a factura.
A franceza vendeu-se a 540, e
a ingleza a 7:20 rs. por libra. Pi-
cando em ser 1,500 barra.
Venderam-se a 5^U rs.
Vendern)-se a 2g000 a 2^800
rs. os flamengos
Vendeu-se a 8*200 rs. por ar-
roba.
Vendeu-se de 1003 a 1103 rs.
a pipa.
Um carregamento de 200 pi-
pas de Barcelona vendeu-se
por940/ a pipa.
As alerteos venderam-so a
660 rs. por libra.
O rebate de lettras rcgularam
delO a 18 por cento ao simo,
disconlando a caixa cerca de
300 contns, a dez por cento
lettras al quatro mezes.
Do lastro a 15 e do algodo a
7/16.
Do novo banco ao par.
Para o Sr. ministro do im-
perio ver.
Nenhum empregado geral pode
aceitar em prego algum provincial sem
que previamente solicite e obten lia a
sua demissao. Avisos de 10 de no-
vembro de 1837 e 7 de outubro de
1843.
Ora, nao tendo sido derrocados os ci-
tados avisos, cuja to sabia, quao ter-
minante disposicuo se acaba de ler :
fora de du vida que nSo deve continuar
a ser inspector da thesoararia provin-
cial o professor de geometra do colle-
gio das artes (ou a ser professor de geo-
metra do coilegio das artes o inspec-
tor da tbesouraria provincial )
Esse Funccionario, a despeito dos avi-
so citados, foi nomeado inspector da
tbesouraria provincial de Peruano buco;
e, em prejuizo do seu substituto, da
instruecko e do cofres publico, te cha
Movimento Jo porto.
Navios sahidos no dia 9.
AracatyHiale brasi'eiro San/a-iliina, capilSo
Joaquim Jos da bilveira, carga deferentes g-
neros.
Navios entrados no dia 10.
Lisboa 33 diasBarca portugueza Flor de S. Si-
mo, de 416 toneladas, capiao Domingos Pe-
reira Lima, equiiagem 21. carga vinho e mais
gneros a Carvalho Nogueira & C.
Boston 52 diasfatachoamericano Joseph Park,
de 244 toneladas, capilao ThoroazL Briggs
eqnipagem 8. cara gello e mais gneros ; a
Henriquc Postor & C.
Aracaty 16 diasHiate brazileiro Nicolao 1 e-
quipagem 6. carga goma cera de carnauba e
mais gneros ; a Prente Vianna.
Ass 8 dias Hiate brasileiro Camaragibe de
38 toneladas, capilao Vircino Justiniano de
Souza, equip-igem 6, carga sal ; a P^dro Bur-
gos do Si'iueira.
Navio sahido no mesmo dia.
AcaracPatacho brasileiro Emnlaco, capilao
Antonio Gomes Pereira, carga diferentes g-
neros.
Aracaty. Hiate brasileiro Dous lrmaos. capitn
Joaquim Jos da Silveira ; carga vares gene-
roe.
Pollos da Europa Vapor porluguez Mifford Ha-
rem, rommandanle Hennque A. do Bron.
Liverpool pela Parahyba.Barca ingleza, lohn
Harten, capilao E. Stewart; carga assucar.
Liverpool.Brigue ingles cene, capilao Arche-
bald Steell ; carga assucar e algodo.
Valparaizo. Brigue inglez Cantia, capilao
John Coa ; carga assucar.
I flora*
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Qireccao.
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O lllra. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, era eumprimento da reaolucao da junta
da fazenda, manda fazer publico, que no dia 22
do corrente vo novamenle praga, para serem
arrematadas a quem mais der, os impnstos da
comarca da Boa-Vista, pela quantia de 4:5iill9000,
no triennio, a contar do 1 de julho do corrente
anno, ao fim de junho de 1863
E para constar se mandou aQixar O presente a
publicar pelo Otario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 8 de novembro de 1860. O secre-
tario,
A. Ferroira da AnnunciagSo.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, era cumprimenlo da resoluto da junta
da fazenda, manda fazer publico, que no da 29
do corrente, perante a mesma junta, se ha de ar-
rematar a quem por menos fizer, o coateio da il-
lominaco publica da cidade de Olinda, avahado
diariamente cada um lampeao em 260 ra.
A arremalagao ser feita por tempo de um an-
no, acontar do dia 15 de dezerobro do correte
anno.
As pessoas que se propozerem a esla arrema-
lagao romparecam nesla thesouraria, onde acha-
rao as condices com que deve ser effecluada a
arremalagao
E para- cnns >r se mandou attixar o presento e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, em 8 de novembro de 1860.O secre-
ta ro,
A. F. d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em eumprimento da resnlucao da junta
da fazenda, manda fazer publico, que no dia
22 do corrente, perante a mesma junta se ha
de arrematar a quem por monos tlzer, o rosteio
da illuminagao publica da cidade de GoiaDna,
avaliado diariamente cada lampean em 220 rs.
A arremalagao ser (cita pnr lempo de um an-
no a contar do 1." de dezerabro do corrente
anno.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
lagao comparegam nesta thesouraria, onde acha-
ran as cundiges cora que dove ser effecluada a
arremalagao.
E para constar se manoou afTixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 8 de novembro de 1860 0 secre-
tario,
Antonio Ferreira da Annunciago.
Deelaracoes.
A nolto conservou-se clara, reinou o mesmo
[vento ecom a mesma intensidade.
Precisa-so contratar a lavagem da roupa
do hospital militar : quem pretender, apresenie-
se no mesmo. lerga-feira 13 do corrente ao meio
dia.
Hospital miilitarde Pernambuco 10 de novem-
bro do 1860.O almoxarife, T. A. Maciel Mon-
leiro.
Pelo juizo dos Caitos da fazenda se ha de arre-
matar em hasta publica a quem raiis der os
bens seguidlos :
A renda annual da casa terrea no Pogo da Pa-
nada n. 74 avallada em 72$ rs.
A renda annual da casa terrea no mesmo lugar
n. 76 avahada era 48# rs.
A renda annual da casa lerrea no mesmo lugar
n. 77, avahada em 48g rs.
A renda annual da na Casa Forle n. 4 em mo
oslado avahada em 36# rs.
A renda annual de outra casa no mesmo lugar
n. 5 em mo eslado, avahada em 36g rs.
Cojos rendimenlos foram penhorados por exe-
cugo da fazenda provincial contra a viuva de
Miguel Francisco Gomes.
A renda annual de urna casa com um pequeo
sitio na ra dos Passos n. 3t com commodos
para pequea familia avahada em 72$ rs.
Cuja renda foi penhorada por execucao da fa-
zenda provincial conira os herdeiros de Joao
Baptisla de Souza Lemos.
Urna casa terrea na ra do Bom-gosto n. 18
freguezia dos Afogados com 18 palmos de frente
e 50 de fundos, pequeo quintal em aoerto. e
em chaos f-ueiros, avahada em 50g000 rs. por
venda.
Outra casa na mesma ra n. 21 com 18 pal-
mos de frente e 50 de fundos, quintal em aborto
e chaos foreiros avahada em 5O$00 ris por
venda
Cujas casas foram penhoradas por execugao da
fazenda provincial contra os herdeiros de Joa-
quim Caetano da Luz.
Urna casa de taipa na ra de Molocnlnmb n.
6 A. freguraia dos Afogados, com 2.S palmos
de fronte e 32 de fundos, em chaos foreiros e
em n.o estado avahada em 70$000 ris por
venda.
Cuja casa foi penhorada pnr execucao da fa-
zenda provincial contra Jos Alvos.
A renda animal do sitio na Passagom da Mag-
dalena n. 22 com diias salas, oito qnartos rosl-
nha fra. cstrebaria e outros commodos avahada
em 3>0g rs
Cuja renda foi penhorada por execucao da fa-
zenda provincial contra os herdeiros de Ignacio
Firmo Xavier.
Os pretndanles comparegam s 10 horas da
manhaa do dia lodo correnle mez de novembro
oa sala das audiencias.
Pela subdelegada do primeiro districlo da
freguezia dos Afogados se faz publico que se ocha
preso na casa de detengo um escravo de cor
prela, mogo, diz chamai-se Feliciano, e que fra
esrravo do fallecido Fernando Selier e hoje dos
herdeiros, e que se ach ha vinte e tantos dias
fgido : quem direito tiver ao mesmo, apresen-
te-se provando o seu dominio.
Subdelegara do primeiro dilrieto dos Afoga-
dos 7 de novembro de 1860.O subdelegado,
Antonio Goncalves de Moraes.
Directoria geral da instruego
publica.
Fago saber a quem convier, de ordem do Illm.
Sr. director geral interino, que continan) a estar
vagas por falta de concurrentes, as cideiras de
inslrugo elementar do primeiro grao para osexc
masculino, do Pilar de Itamarac, Buique, fre-
guezia de Una, Abren de Una, Taquariunga,
Timbaba, Vicencia e S. Vicente ; pelo que sao
de novo postas concurso, marcando-se o prazo
de 30 dias a contar da data deste, paia a inscrip-
gao e processo de habihlagao des oppositnres, na
forma das inslrurgoes do I de junho do 1B>9.
Screlaria da inslroccn publica de Pernambu-
co, 3 de novembro de 1860.O secretario inte-
rno, Salvador Henrique de Alboquerque.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo bauco continua a substituir
ou a resgatar o resto das notas de 1 Os o
0$ que havia emittido e amia existe
em ciccul-irao, declarando que, em
eumprimento do decreto jn. 2,664 de
10 de outubro do corrente anno, esta
siibstitmcao ou resgate devera' eTec-
tuar-se dentro de 4 mezes, e que findo
este prazo s podera' ter lugar com o
disconto proprestivo de 10 por cento ao
mez, ficando asnina na forma do art 5
da lei n. 53 de 6 de outubro de 1836
sem valor algum no fim de lo mezes.
Recife 9 de novembro de 1860. Os
directores, Joao Ignacio de Medeiros
Reg, Luiz Antonio Vieira.
Avisos martimos.
PARA
Segu em poucos dias a em direitura para*
Para, o brigue escuna nacional Graciola, capitio
e pratce Joao Jos de Souza, para a pouca car-
ga que Ihe falta trata-so com os consignatarios
Almeida Gomes. Alves & C, no seu escriplorio
ra da Cruz n. 17.
UlaranlidO e Para,
Segu* com brevidade o bem conhecido hiato
Lindo Paquete, capilao Jacintho Nunea da Coala
por ler parle de seu catregamenlo prompto ; para
o resto e passageiros. trata-se com os consigna-
tarios Almeida Gomes, Alves & C, no seu ea-
criplorio. ra da Cruz n. 27.
Paira
Riode Janeiro,
O hiato Piedade recebe carga frete, e passa-
geiros : a tratar com Caetano C. da C. M & Ir-
mo, ao lado do Corpo Santo n 23.
Acarac porMunda.
O hiale Sobraletise. para carga e passageiros
trata-se com Caetano C. da C. M. & Irmo, ao
lado Corpo Sonto n- 23.
Cear
Palhabole Santa Cruz, para carga e passagei-
ros trata-se com Castao C. da C. M. & lrmo,
ao lado do Corpo Santo n. 23.
O brigue portugus Constante vai sahir
para Lisboa com a maior presteza por ja ter par-
te da carga : quem no mesmo qmzer carregar
trate com o consignatario Thomaz de Aquin
Fonseca, ou com o capilao o Sr. Carlos Augusto
dos R-is, na praca, ou na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar.
COJ1IMXIIIA

DAS
Messageries imperiales.
Al o dia 14 dn corrente, espora-se da Europa
o vapor franrez Navarre, commandanle Vedel,
o qual depois da demora do coslume soguir pa-
ra o Rio do Janeiro, tocando na Baha, para pos-
sagens etc., a tratar na agencia ra do Lrapiche
n. 9.
PARA O ARACATY E ASSU'
sae o hiate Sergipano: para carga, trata-se com
Martius & Irmao.
Para o Peaedo.
Segu na presente semana, por ter a maior
parte de seu carregamento prompto : para o res-
to e passageiros, irata-se na ra do Vigario nu-
mero 5.
Para Macei.
O veleiro e bem conhecido cter nacional Em-
ma segu para Macei em poucos dias ; para al-
guma carga que Iha falla, trata-se com Francisco
L, O. Azevedo na ra da Madre de Dos n. 12.
Para o Rio d^ Janeiro-
O patacho nacional Julio, pret-nde segoir nes-
tes dias. para o resto da carga que Ihe falla tra-
ta-se com os seus consignatarios Azevedo &
Mendes, no seu "scriptorio ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro.
O velheiro o bem conhecido patacho narional
Beberibe, pretende seguir coro muita brevidade,
(era a seu bordo parle de seu carregamento para
o resto que Ihe falta trata-se com os seus con-
signatarios Azevedo & Mendes, no seu escripto-
rio ra da Cruz n. 1.
Porto por Lisboa.
Vai sahir para o Porto com escala por Lisboa
sl o da S5 do corrente mez o brigue porluguez
l'romplido II. forr-do o encavilhado de Cubre,
de PRIMEIRA MARCHA E CLASSE, por j ler
parte do seu carregamento: para o resto e passa-
geiros, para os nuaes tem excedentes commodoe,
trata se oom Elias Jos dos Santos Andrale &C,
ra da Madre de Dos n. 32, ou com o capilao.
Aracaty c Ass.
Segu por estes dias e hiate efiratido; para
o resto da carga e passag-iros, trala-se na ra do
Codorniz n. 5 com PereiJa & Valenle, no Forte
do Mallos.
Lisboa.
Vai sahir com muita brevidade a bem conhe-
cida
Barca Gratidao
para carga e passageiros, Iraia-se com os con-
signatarios Carvalho, Nogueira C, na rua rfo
Vigario n. 9, priraeiro andar, ou com o capito
Borges Pestaa.
COflPAUHA BRAS1LE1RA
DE
PAOIETS A VAPOR.
Espera-se dos poitos do sul at o dia 14 do
correnle, o vapor Paran, commandanle o pri-
meiro lenle Pontes Ribeiro, o qual depois da
demora do costume seguir para os portos do
norte.
Recebem-se desde j passageiros e engaja-so
a carga que o vapor poder conduzir a qual de-
vora ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia na da Cruz n. 1, escriplorio de Azeredo &
Mendes.
Para Lisboa
vai sahir imprelerivelmiHite no diaiO do correr-
te o brigue porluguez Relmpago : quem no
mesmo ouizer ir de pasagem, para o que offere-
ce excellonles cara modos, dirija-sa ao consajna-
tario Thomaz do Aquino Fonseca, na roa do Vi-
gario n. 19, primeiro andar.
Rio de Janeiro,
k frttes baratos.
O palnch Auna. egne para o Rio de Janei-
ro por tes dias. retebe carga por barato r.els :
a tratar com Tasso lrmaos.


(4)
DIARIO DI PERNAMtW. SEGUNDA FE1RA HM NOVEMBRO DE 1864.
Babia.
A escuna nacional Carlota, segu era poucos
das para a Baha, tetn parta de sua carga en-
gajada ; para o regio trala-se com o ou consig-
natario Francisco L. O. Azevedo, na ra da Ma-
dre de Deus n. 12.
Para o Aracaty com es-
calas.
Sahe at o da 24, a baraja Mara Amelia,
que j tem parte de sua carga prompta ; para o
resto trata-se com Prente Vianna & C.
REAL COMmillA
DE
Paquetes inglez^ a vapor.
No dia 14 deste raez espera-so do sul o vapor
Tyne, coramandante Jellicoc, o qual depois da
demora do costume segtlir para Soulharapton,
tocando nos porlos de S. Vicente e Lisboa : para
pissagens ele, trala-se com os agentes Adam-
son Uowie &c., na rna do Trapiche Novo n. 42.
______Leiles.______
LEILO
Gommercial.
Terga-feira 13 do corrente
Antunes autorisado pelo Exm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do coramercio, a requerimeulo dos depo-
sitarios da massa fallida de Firmo Candido da
Silveira tara leilao no dia cima declarado, de
todas as fazendas, dividas, movis e escravos
que compoem a referida massa, cujo leilao ter
lugar na ra da Cadeia do Recite loja n. 49, as
11 horas ora ponto.
No dia terca-feira 13 do
corrente.
Evaristo com autorisaeo do despacho do Illm.
Sr. Dr. juiz municipal da segunda vara, far lei-
lao da rica mobilia e mais objeclos nertencentes
ao servico da casa do finado Antonio Francisco
Pereira, na ra do Imperador n. 22, segundo
andar, as 11 horas em ponto do dia cima men-
cionado.
LEILAO
DE
Tintas de oleo,
Quarta-feira 14 do corrente
Antunes far leilao em frente da alfandega de
urna porco de latas de tinta de oleo, em lotes a
vontade do comprador e sem reserva de prego.
Principiar as II horas.
LEILAO
DE
Hiate brasileiro
N. S. da Paz,
PELO AGENTE
O referido agente far leilao por conta e risco
de quem pertcncer, quarta-feira 14 do corrente
as 1 hora da tarde na (ravessa do arsenal do guer-
ra armazem n. 5
DO
Hiate brasileiro N. S. da Paz, de 36 toneladas,
forrado de zinco, preparado e pintado, o qual
so acha ancorado no caes de 22 de Novembro,
aonde os pretendente3 podero examinar.
Chapeos de palha
de Panam.
QARTA FEIRA 14 DO CORRENTE.
PELO AGENTE
PESTAA.
Brander Brandis faro leilao em seu arma-
zem da ra do Trapiche n. 16, no dia cima de-
signado e pelas 10 horas da raauha
DE
Urna caixa com 600 chapeos de palha de Panam
de muilo boa qualidade e ptimo gosto.
PELO AGENTE
TAHA.
O referido agente far leilao por conta e risco
de quem pertencer, segiftida-feira 13 do corren-
te as 10 horas da raanha no armazem do Sr,
Annes, defronte da alfandega
DE
7 caixas com amendoas de casca molle.
4 ditas com latas de marmelada o doces em
calda.
15 ditas cora ceblas, ludo ser vendido ao cor-
rer do martello sem reserva de prego que
para fechar conlas. *
LEILO
Terca-feira 13 do corrente.
DE
Urna loja de miudezas.
NA
Ra Direita d 83.
Por despacho do Exm. Sr. Dr. juiz
especial do commercio e a requer men-
t de Antonio Fernandos de Castro, o
agente C* margo fara' felao da loja de
miudezas da ra Direita n. 83. per-
tencente a Jos Ramalho de Souza con
sistindo em armacao e miudezas: no
mencionado da as 1 i horas em ponto.
LEILAO
Hoje, 12 do corrente.
DE
Urna negrjnba de 12 anoos
O agente Camargo fara' em seu ar-
mazem leilao deuma negrinha de 12
annos, recolhida de casa, sem achaque
nenhum, o que se garente, e vende se
por seu dono letirar-se para fora : no
mencionado dia as 11 horas em ponto.
Avisos diversos.
LOTERA
DA
PROVINCIA.
O Sr. Ihesoureiro das loteras manda declarar
que em quanto subsistir o plano que actualmente
est em vigor correro todos os snbbados as lo-
teras que tem de ser exlrahidas, bnra como que
se acham expostos a venda os buhles da ultima
parte da primeira o primeira da segunda lotera
do recolhimento de N. S. do Bom Cooselho de
Papacaca, cujas rodas devero andar impreteri-
velmente no dia 17 do corrente.
Thesouraria das loteras 10 de novembro de
l.sfio.o escrivo. /. M. da Cruz,
Tendo de eclebrar-se algumas roissas
pela alma do fallecido Dr. Jos Luis de
Araujo Lima, chefe de saude desta estaco,
convidam-se aos Srs. oulciaes dos navios
de guerra e pessoas da amizade do falleci-
do para assislirem no dia 14 do corrente
s 8 horas dj manhaa na matriz do Corpo
Santo, a este acto de caridade c religio.
Manuel francisco de Nones, tendo de reti-
rar-se par8 a cidade de Sobral, provincia do Cea-
r, o nao podeodo Dessoalmenle despedir-se dos
seus amigos pela presteza de sua viagera, o faz
por raeio deste Diario, offorecendo os seus
prestimos all ou em outra qualquer parte onde
por ventura se achar.
Aluga-se una linda casa terrea em Olinda,
no Varadouro, a primeira no desembarque, o lu-
gar 6 proprio para quem quizer passar a festa :
a tratar com o proprielario, no Recife, ra da
Moeda, armazem n. 9.
O Sr alferes do 9.- batalho de infantaria
qncirair pagar o que deve na ra dos Pires, pa-
daria n. 44.
D-se a premio 500$ sobre hypotheca em
predio na Cidade : rui da Caixa d'Agua n. 52.
Anda ha mais de oilo das fgida a prcta
crioula, de nome Mara, de cor prela, mas nao
muilo relints, com f.ilta de alguns denles, a qual
ter 24 a 25 anuos, altura e corpo regulares, um
pouco barriguda, ancas empinadas, tem urna pe-
quena mancha junio ao olho esquerdo, um caro-
qo em urna das ps quasi em baixo do braco, le-
vou veslido de roupao escuro com franjasbran-
cas : quem a apprehendcr, leve a ra da malriz
da Boa-Vista, em casa de Luiza Annes de Andra-
de Leal.
HOSPITAL
PORTUGUEZ DE BENEFICENCIA
EM
Pernambuco.
MOYIMF.NTO DO MEZ DE OUTUBRO DE 1860.
Medico o Sr. Dr. Prxedes Gomes de Souza
Pilanga .
Ficaram em Iratamento do mez de
seterabro.......................... 30 doentes
Entraram no mez de oulubro...... 27
Total .............. 57
Sahiram curados .................. 22
Fallecern) ......................... 2
Existem em Iratamento.............. 33
Total.............. 57
Os dous que falleceram foi de tubrculos.
Os devedores do fallecido Marco-
lino de Borja Geraldes, queiram pagar
seus dbitos quanto antes na ra da
Cruz n. 4, do contrario proceder-se-ha
breve a cobranca judicialmente.
Aluga-se um sitio napovoacao do
Monteiro, onde residi o Dr. Manoel de
Barras Barreto, com excellentes comnoo-
dos para grande familia, sendo a mar-
gem do rio, com cocheira e estribara
paracavallos : quem pretender dirija-se
a ponte de Uchoa sitio defronte do Sr.
Bento Jos da Costa.
Aluga-se o segundo andar do so-
brado n. 15 da travessa do Veras na,
Boa Vista, muito fresco e com muito
bons commodos para familia : trata-se
na ra da Cadeia armazem n. 36, das
9 horas da manhaa ate as da tarde.
Roga-se ao Sr. acad-
mico Joo Jos de M< ura Ma-
galhaes, queira apparecer
esta typographia, afim de se
Ihe fallar acerca da obra que
maodou imprimir, visto nao
se podersaber qual a sua mo-
rada.
Roga-se aos Srs. Manoel da Tnn-
dade Camello Pessoa rendeiro do enge-
nho Crauassu', e Manoel da Trindade
Camello Pessoa, morador em Alagoade
Pedras, o favor de se dirigirem a Fora
de Portas, psteo do Pilar n. 14, para
tratarem de negocio de interesse de
ambos.
Os administradores da massa fallida de
Claudlno Oliveira avisara a todos os Srs. credo-
res, que lhes devora apresentar os seus lilulos
de crdito no prazo de oilo dias. afim de proce-
derera ao que determina o art' 859 do cdigo do
coramercio, devendo essa apresentaco ter lu-
gar no armazem dos administradoras Ferreira &
Araujo. Recife 12 do novembro de 1860.
Offcrece-se urna mulher para engommar
para casa de pouca familia ; quem quizer diri-
ja-se ra de S. Amaro defronte da casa n. 26.
Preclsa-se de dous trabalhado/es do macei-
ra, que entendao perfeilamenle do fabrico de
pao e boln : nn ra larga do Rosario n. 18,
padaria.
Os Srs. Bellarmino Al*es d'Arouches: Joo
Chrisostomo d'Albuquerque, Luiz Pereira Rapo-
so, Manoel Paulo d'Albuquerque, Jos Lucio
Lins, Francisco Candido da Paz, Jos Francisco
de Souza Limar Manoel de Souza Tavares, Feli-
ciano Jos Joaquira Coraos d'Araujo, Candido
Alves Lima, Ignacio Adriano Monteiro, Claudio
Jo3 de Araujo e Luiz Antonio de Barros com-
parecara na secretaria da cmara municipal des-
td eidade para asslgnar os termos das arrema-
tares, qu flzerara, dos talhos dos acougues p-
blicos. Roeife 10 de novembro de T867.
O secretara,
Mancel Ferreira Accioli.
Precisa-ge Je urna mulher de bons
costumes para o servido de urna casa de
pouca familia : quem pretender annun-
Ce para procurar-se.
DESAPPARECEl
deuma casan ra do Fogo n.34, urna rolla de
ouro, chata, do modelo do traocelim de senho-
ra, com urna especie de medaiha oo Qra : ro-
ga se aos senhores negociantes com ouro, caso
appareca algum individuo coB esta otra, igno-
rando seu valor, a lomera e leven casa cima
mencionada que se gratificar.
Age acia de passaporte e folha
corrida.
Claudino do Reg Lima lira passaporte para
dentro e fra do imperio : na ra da Praia n. 47,
primeiro andar.
Antonio da Silva Santos, subdito portuguez.
tendo de embarcar no vapor Paran com des-
tino ao Para, julgando nao haver embaraqo, por
isso faz este, para no caso que haja, se realise
at o dia 14 do corrente.
Aluga-se urna casa de 3 quartos na ra de
S. Miguel dos Afogados : quem a pretender, di-
rija-se ao paleo do Terco n. 24, que achara com
quem tratar.
Precisando o abaixo assiguado attestar sua
conducta moral e civil, ninguem melhor pode at-
testar que o oublico. e para melhor ser conheci-
do morador em Olinda, sapateiro, foi polica
da 1.a compahhia, guarda de Santo Antonio da
3.a e voluntario tambera da 3.a companhia. Pe-
de-sea todas as autoridades, ou qualquer pessoa
que souber de alguraa cousa a respeito de sua
conducta, por diminua que seja, lenhara a bon-
dade de publicar por esta folha.
Antonio Filippe Santiago.
Vidros.
Chegaram os to desejados vidros para vdraca,
em caixa ; vieram tambera alguns vidros de
cryslal. grandes, proprios para oratorios, tabole-
tas, armarios, etc., etc., ou outra qualquer obra
em que seja preciso empregar vidro de boa qua-
lidade e grossura : ra larga do Rosario d. 34,
botica.
Aluga-se
urna casa terrea com commodos para familia,
na ra do Nogueira ; a tratar na ra do Queima-
do n. 53.
M
Precisa-se de urna ama que saiba engommar e
coser, que seja muito fiel c capaz, para casa de
pouca familia ; na ra do Araorim n.44, primei-
ro andar.
P. R. Bas, retira-se para o Rio de Ja-
neiro.
Aluga-se o primeiro andar da ra Nova n.
21 : quem pretender, dirija-se a loja do mesmo.
OSr. Francisco Jos Coelho quej levo ar-
mazem no beco da Boia no Recite, nao se pode
retirar para fra da provincia sem que primeiro
diriia so a praca da Boa-vista n. 16 A, a nego-
cio que o mesmo nao ignora, e se fr preciso,
pode-se declarar.
Quem liver para vender caixes proprios
para deposito de pao e assucar, dirija-so a ra
da Lingueta n. 6.
Ao commercio. I
@ Urna pessoa cora os conhecimentos pro- 5
J cisos para exercer o cargo de guarda-li- @
@ vros, se enearrega doescripturar os lvros
@ de qualquer casa commercial, quer seja st
jg por partidas dobradas ou simples e bem &
@ assim de outros quaesquer trabalhos que
d digam respeilo a sua profissao: quem Z
@ precisar do seu presumo dirija-se a ra $J
@ do Imperador n. 6, antlga do Collegio. @
@@@@ @@@ @@@-^
Ra Direita n. 103.
Querendo-se acabar com esle eslabelecimento
antes de'findar o anno, o encarregado do mesmo
se promptifica a vender o que consta do seu va-
riavel sorlimento por procos a animar aos com-
pradores, na certeza que nada sahira para amos-
tra ; e oulro sim nao se vender a meninos e a
escravos para evitar duvidns.
Aos pais de familia.
O bacharel formado Araerico Fernandes Trigo
de Loureiro tem aberlo ura curso de algumas
materias preparatorias para a Faculdade de Di-
reito, na casa de sua residencia, ra da Saudade,
esquina do lado direilo, das 9 horas da manhaa
ao meio dia ; e propoe-se igualmete a tomar li-
ces das mesmas materias por casas particulares
e collegios. das 4 s 8 horas da larde, promet-
iendo a seus^alumnos vantajoso aproveitamenlo
do seu methbdo de ensino, por ter para isso ra-
zes fundadas na experiencia de dous anuos, e
suestadas por pessoas fidedignas, cojos filhos
teem sido por elle leccionados : quem do seus
servicos se quizer aproveitar, dirija-se a mesma
casa, s mesmas horas da manhaa. As mensali-
dades sao as seguintes, pagas adiantadas.
Em sua casa.
Cada materia .... 5S0O0.
Era casas particulares.
Cada materia .... 103O00.
Duas materias '. 13&000.
Era collegios, conforme oe convencionar, fixas,
011 prorata ; lices diarias, excepto os domingos,
diss santos, e quintas-feirasdas semanas em que
nao houver algum dia sauto.
Deseja-se suber se existe actualmente na
provincia de Pernambuco a parda de nome Vic-
torana, filha legitima da parda Mara Laurinda
da Conceico e de seu marido o crioulo Casemiro
j fallecido, os quaes ha trinta annos mais ou
menos vieram para esta provincia, do Rio Gran-
de do Sul, tendo Picado em Pernambuco, e em
poder de seus senhores aquella sua filha.
A parda Maria Laurinda da Couceico, seu ma-
rido o crioulo Casemiro, e sua filha paroa Vc-
torianna, erara escravos do Sr. Jeronyrae Ignacio
do Albuqucrque Maranho, e sua mulher l)..Au-
na Joaquina Carneiro da Cunha, propietarios e
residentes no engenho do Jardira, situado para
os Indos da villa de Iguarass, perlo de Goanna.
O fim para que se quer saber da existencia da
parda Victorianna, porque sua mai a parda Ma-
ra Laurinda da Conceigo vivo nesia cidade, e
sendo hojolivre, e possuindo urna pequea for-
tuna, a desoja empregar na liberdade de sua filha
se anda for viva, ou de seus nelos, se ella liver
deixado filhos, ou finalmente para poder dspr
livremente de seus bens, seno exislirem esses
seus herdeiros legtimos.
Roga-se, pois, o caridoso favor de obler as in-
formaces que se pedern para alivio e consola-
cao de urna pobre mal, e em beneficio da liber-
dade de urna desgranada creatura que geme no
captiveixo, podeudo e devendo ser livre. As pes-
soas interessadas dirjam-se ao carlorio do tabel-
ho Almeida, na ra do Imperador n. 75.
O abaixo assignado deixou de ser caxeiro
de Antonio Muniz Machado, no trapiche do Bar-
boza, aproveita a occasio para agradecer cor-
dialmente ao mesmo, o bom tralamento que re-
cebeu durante quatro annos. Recife 10 de no-
vembro de 1860.
Manoel Jos Simes.
Precisa-se de urna ama para andar com
urna menina: na ra Direita, segundo andar n. 32.
A pessoa que annunciou querer vender por
necessidade urna raolatinha, dirija-se a ra das
Larangeiras n. 18.
Os directores da companhia de seguros ma-
rtimos Lllidade Publica, convidam aos Srs. ac-
cionistas para comparecercra no escriptorio da
mesma companhia, ra da Cadeia do Recife, no
dia 15 do correle, de conformidade com o'art
41 dos estatutos. Recife, 10 de novembro de
Os directores, '
Manoel Aires Guerra.
Jos Antonio de Csrvalho.
Aluga-se a casa da ra Imperial n. 213,
com 2 salas, 6 quartos e cozinha fra : a tratar
na casa contigua ou na padaria da ra Direita,
n. 84.
No da 13 do corrente, na audiencia do
Illm. Sr. Dr. juiz de orphaos, a ultima praca da
arremalaco dos alugueis do sobrado n. 1. sito
no becco do Abren, que faz quina para o becco
das Almas, no bairro do Recife, avahados os
mesmos alugueis om 2509.
Roga-se aoSr. Joaquim Francisco dAlbu-
querque Shntigo que tenha a bondade de appa-
recer na ra Nova o. 46, a negocio que o mesmo
senor nao ignora.
PI IX pontfice e re
*ELO SETfHOR
D. Antonio de Macelo Costa,
Bispo eleito do Para.
Eloquente demonstrado do poder
temporal do Papa.
Vende- se no bairro de Santo Antonio
as livrarias dos Srs. Guimares & Oli-
veira e Nogueira de Souza & C. ; e no
bairro do Recife na livraria do Sr. Jos
de Mello : preep 2#.
3.
4.'
O Ur. Cosme de Sa' Pereira da'
consultas medicas em seu escrip-
torio, no bairro do Recife, ra
. da Cruz n. 53, todos os dias,me-
nos nos domingos, desde as 6
horas ateas tO da manhaa, s-
breos seguintes pontos
1.- Molestias de olhos ;
2.- Molestias de coracao e de
peito ;
Molestias dos orgSos da ge-
racao e do anus ;
Praticara' toda e qualquer
operacSo que julgar conve- M
H niente para o restabelecimen-
to dos seus doentes.
0 examedaspessoafqueo con- g
ultarem sera' feito indistincta-
^ mente, e na ordem de saas en-
i tradas, fazendo excepqao os doen- ^
g tes de olhos, ou aquelles que por
H motivo justo obtiverem hora ||
H marcada para este Cm.
blias Pereira Gongalves da Cunha previne
aos seus devedores em geral que a nao ser o an-
nuncianle, as nicas pessoas habilitadas para re-
ceberem seus dbitos, sao os Srs. Araerico & Ir-
mo, ra Direita n. 63, loja de ourves.
##: @@@@@@
ILicoes de piano e cantoJ
^ Mademoiselle de la Gharie, discipula 9
g preraeada do conservatorio do msica de 9
T Pars, continua a ensinar e tocar piano e
cantar, conforme o gosto moderno e podo @
9 ser procurada em casa da sua residencia @
r"a Nova n. 23, segundo andar, por cima @
$ da loja de chapeos de sol, esquina da ra @
1$ da Camboa do Carmo. $a
O photographo F. Villela mudou o seu es-
labelecimento de retratos da ra Nova n 18 pa-
ra a ra do Cabug, n 18 aonde contina.
H Na ra do Crespo n 17, deseja-se fallar g
9 enm os senhores : ^
flj Bernardo Jos Correa do S.
fl5 Joo Filippe dos Santos. ^
Manoel do Nascimento da Silva Bastos. >
US Vicente Licino da Costa Campello. 3k
^ Antonio do Reg Pacheco Jnior.
U Joaquim Claudio Monteiro. W
o Manoel Leao de Castro. ^
R Trajano Carneiro Leal. *
- Na travessa da ra das Cruzes n. 2, pri-
meiro andar, tinge-se com perfeico para qual-
quer cor, e o raais barato possivel.
UQUIDAQAO
Sem limites de loja de miudezas.
O arrematante da loja de mudez8da travessa do Livramento, tendo da en-
tregar a chaveida dita loja transferio todas as miudezas para a loada rUa da !m-
peratnz n. 82, e ah continua na liquidaco por precos que admirara a saber a?a
UQTDTgAO:SeenganaremalOJa,em Da Pr!a "m reUlbul0 cora T-TS
Linha de carrinhos de cores a 20 rs.
Cartoes de colxetes de 1 carreira a 40 rs.
Ditos com- 4 pares a tii rs.
Carlas de alfinetes de ferro e lato a 100 rs.
Linha de miada de roriz a 120 rs.
Pegas de irancinhas de laa lisas de cores a 40 rs.
Duzias de boles de vidro para casavequos de cores a 320 rs.
Lindas aboluaduras para colleta a 320 rs.
Relroz de cores muito fino^ oitava a 160 rs.
Muilo lindos chapozinhos parameninas a 4#.
Um grande sorlimento de franjas de seda prelase decorosa 120. ifin Oin ian
400. 500, 640, 800 e 1 a vara, 320'
Trancas de seda em grande quantidadelargas e eslreilas de 80 a 640 rs a vara
Boldes de louca para camisa e roupao brancos e de cores a 20 rs. a duzia.
Manguitos de fil enfeilados par 2#500.
Laa para bordar muito fina a libra 6,
Muilo boas fitas de velludo de cores e pretas de 160 a 800 rs. a vara.
Enfeites de vidrilho prelos muilo lindos a 33?.
Leneinhos de retroz matisados a 29500.
Enfiadores para espartilhos de lindo a 80 rs.
Facas e garfos cravados muito boas.duzia 3.">00.
Baralhos de cartas finas a 320 e 400 rs. o baralho.
Meias para meninos o par 140 rs.
Dilas para meninas o par 240 rs.
Enfeites de flores de Constantino a 5500.
Muitos ricos bonets para meninos a 43?.
Ricas charuteiras douradas a 4$.
Botes de osso fino para calca duzie a 20 rs.
Ditos de ac e de metal a 40 rs.
Gravatinhasde seda para homem a 720 rs.
Meias pretas para homem o par 200 rs.
Ditas pintadas muito encorpadas a 280 rs.
Dilas cruas muito linas a 240 rs.
Luvasde seda de cores para senhora o par a 400 rs.
F>anjas de algodao para toalhasa vara a 80 rs.
Galloes brancos e de cores de aljjodo para enfeite de casaveques e roupas de menino
a vara 80 rs.
Muito ricos abafadore3 abortos mostrando ramos de diversas cores para candieiro de
globo um 19-
Sapatinho de I para menino o par 200 rs.
Caivetes de 2 foi has a 240 rs.
Agulhas curtas francez.is o papel a 40 rs.
E oulras muilas cousas que nao se podem aqui mencionar como lavas de pellica
ecamurca para homem e senhora, um grande sorlimento do filas de seda lisas e lavra-
das, grande sorlimento de perfumaras, extratos, pomadas, agua de colonia ele, co-
meres de melal, papel, escovas ele. 5 na mesma loja vende-se um rico piano novo,
urna seraphina e 2 realejos bons.


F. MLLELa, ambrolypisla da augusta casa
imperial e estabelecido na ruado Cabug n. 18
sobrado com entrada pelo pateo da matriz, con-
tinua a tirar retratos por ambrotypo, melayno-
typo e ambrochromotypo. Esta ultimo systema
muilo apreciado hoje no Ro do Janeiro, o
mais perfeito ramo da arte photographica pois
reno ao desenho do sol um especial trabalho a
oleo, que conservando fielmente al os raais de-
licados traeos, d ao retrato a qualidade do um
quadro a oleo.
!^a Di /i\ C* l\ i I f>\ Tf /



1
* vil* v- ?.<>J1<>'*'K',"*Tryi*-:
&
fe:.
i:
DE
0
Fazendas e de miudezas.

9P&
C4
Era casa de Augusto C. de Abreu, ha para vender um completo ?f-'
sortimento de perfuraaria, constando de leos, banlias, pos para ^
. denles, sabao, extractos, aguas de cheiro e muitos outros artigos dos W%
S melhores perfumistas de Londres e Paris. ^^
?s>jaafj.>Mji
~fb0>+?&>!i{'*,.fa c i/-k r>5 i-y* i/.
'V.,'''.
V ? '1

O EXTRACTO
COMPOSTO DE
/kL& PAnULHA i ffi. TOWRSEISO
MELHORADO E FABRICADO SOB AD1RECCAO' CO DR JAMES R. CHILTON,
O chimico c medico celebre de Aew York:
AGRANDE SUPEMOMDADE DO EX-!
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
sangne.
Cada um sabe que a saude ou a nfermiJa le
New-York, bavemos vendido durante muitos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, considerarao-Io ser o e-ciraclo original e ge-
nuino da salsa parrilha do Dr. Townsend.o
qual primeramente sob esle nome foi apresen-
lado ao publico,
BOYD A- PAUL. 40 Conlandt Street.
IIASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOS A ARVORE E PU-YS FRU-
TAS ,
E IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus Effeitos.
depende directamente do estado deste floido vi- t Streel-
tl. Islo ha de ser, visto o partido importante LEEDS & HAZARD, 121 IMaiden Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
WALTER. B TWSEND&"Co" 218 Paarll eKiTBC{0 composio de Salsa parrrlha do
Street. Dr. Townsend esla
partido imp
que tem na economa animal
A quautidade do sangue n'uin homem d'es-
talura mediana est avallada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oilo arrateis. Era cada
pulsacjio duas oncas sahem do corago nos bofes
e dalli lodo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de quatro minutos. Urna dis-
posi^ao extensiva tem sido formada o destinada
com admiravel sabedoria a destribuir e fazer
circular esla corrrnte db vida por todas as
parles da organisaco. Desle modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
fonte de inferraidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se emprenha
de matorias ftidas ou corrompidas, diffunde
com velocidade elctrica a corrupcao as
raais remotas e mais pequeas parles do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veias, e pelos vasos capillarios,
al cada orgo e cada leagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulacao evidentemente se faz um engenho
poderoso de doenca. Nao obstante p le tam-
ben) obrar com igual poder na cr'uco de saude.
Eslivesse o corpo infeciqnado da doenca maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smente o san-
gue pode fazer-se puro e saudavel ficar superior
a doenca e ineviavelmente a expellir d cons-
tituicio.
O grande manancial de doenca entao como
d' aqui consta no fluido circulante^ nenhum
medicamento que nao obra directamente sobreel-
le para purificar e renova-lo,possue algum direi-
to ao cuidado do publico.
O sangue 1 O sangue o ponto no qual
se ha mjrsler fixar a attenco.
O ORIGINAL E O GINUINO !
AO PUBLICO.
Nos, os Assignanies, Droguista na cidade de
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J.& J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAMA Co, 10 Od Llip.
OSG )OD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R. B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, ROBNS & Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86 William Street.
NVM.UNDERHILL, Junr, 183 Water Siree't.
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY& Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fullon Slreet.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, 104 &
106JobnSt.
LEWIS & PRICE 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadwav,
lOAsior. J
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Slreet.
PHILIP SCDIEFFELIN & CO, 107 Water
Slreat.
POU & PALANCA. 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN. 64 Pearl Streat.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I. MINORA CO. 214 FutonSlreet.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPH E TRIPPI. 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KLNSLEY, 45 Cortlandi
Street.
HAYDOCK, C0RLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDUSER, 178 Greenwch
Slreet.
o med 1 cimento do povo
Adata-sa lao maravilhosamente a constituicao
que pode ser utilisado em quasi todas as enferme-
dades.
ONDE E DEBILIDADE,
fortalf.ce;
ONDE ECURRUPCAO,
purifica;
ONDE HE PODR DAO,
AL1MPA.
Este medicamento celbralo que lao grandes
servicos presta a humanidade, prepara-se afore
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspeccao directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade de New-York, cuja cer-
lidao e assigna'.ura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACrO COMPOSTO DE SALSAPARRILHA
DO DR. TOWNSEND.
O grande purlficador do sangue
CURANDO
O Herpes
A Hervsipela,
A Adstriccaodoven-
tre,
As Alporcas
Os Effeitos do a zou-
GUE,
A Dispepsia,
As Doencas,defiga-
do,
A Hydbopesia.
AImpixge
As Ulceras,
O Rheumatismo,
As Chagas
A Dedilidade geral-
As Doencas de pelle
AS BORBLHAS NA CA-
RA,
AS TOSSESI,
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
O Extracto acha-se comido em garra fas quadra-
das e garante-se ser mais forie e melhor em to-
do o respeito a algum outro purificador do san-
gue., conserva-se em todos os climas por cer-
lo sspaco de lempo.
Dr. Townsend tem a assignitura e a eeriidao do Dr. J. R. Chlition, na capa
Cada garrafa do original e genuino exrract do
exterior de papel verde
k. uJ f*'?10''.0 d0 PPor!UrJ0' *12 Brodway' New York, e em Pernambuco na ra da Crus n. 21 escriptoric 1. andar, lam-
ben na blica da ra Direita n. 88 do Sr. Faranhos." F a"
*


DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FE1RA 13 I>* OVEMBRO DE 1860.
r)
.
Na padaria
de Antonio Fernandos da Silva Beiriz ra do Ti-
res d. 36, d-se pao de vendagem a pretas for-
ras ou escravas, dando fiador, e vende-so farinha
do reino propria para pao de 16 por ser muito
nova de 160 a 200 per libra : na mesma padaria
vende-se formas para fazer velas a 1$ a duzia de
lodos os tamanhos, laxos grandes e pequeos, e
csixes para as formas, todos os pertonces de fa-
brica de velas, vende-se barato para acabar.
Manoel Buarquo Macedo Lima mudou seu
escriplorio para a ra do Eucanlamenlo n. 12.
Na ra Nova n. 7, deseja-se fallar com os
Srs. Jos dos Santos Horeiri e Francisco de Oli-
veira Jnior.
Instruyo.
CASA DE BANHOS
Urna senhora' Brasileira, de boa conducto, e
competentemento habilitada, se offorece para en-
slnar as primeiras letras, grammaticas nacional c
franceza, asquaes falia e escreve regularmente,
offereco seu limitado prestjmo aos seuhores pais
de familia que llio quizerem dar a honra de lhe
confiar suas meninas, afiaiiQando-lhe que erape-
nhar lodos os esforcos em qualquer destas ma-
terias, para que suas alumnas obtenhara o deso-
jado aperfeiqoamento: na ra da Imperatriz n.
84, se dir quem .
Precisa-se de 6 000J> a premio, dando-se
por garanta urna propriedado nesta cidade: a
quem convier, pode deixar aviso nesta typogra-
phia cora direccao a A. S., que ser procuradol
4 quem convier.
Um cmpregado publico, pai de familia ; bcm
conhecido, e que otTcrccc as nccessarias garan-
tas, pedido de alguns amigos, se propoe e re-
ceber em sua casa, do Io de Janeiro em diante,
e agor3 mosmo durante as ferias, alguns estu-
dantes de preparntorios para a faculdade de d-
reito, nao tendo seus pais ou correspondentes o
menor cuidado com ellos tal respeito.
Urna casi commoda, bom tralamento constan-
te solicitude para a sua applicacjin, para que te-
nham bom resultado nos exames; e finalmente
urna gratificacao a mais mdica e razoavel: laes
sao os vantagens que encontrarao. Aquelles,
pois, quem tal offereciraento intcressar, ficaro
satisfeitos, se se informarem dos Illms. Srs. com-
mendador Manoel Figueirado Paria, major An-
tunes, Agoslinho E. Pina, Drs. Sabino e Luii Fe-
lippede Souza Leo, senlior do engenhoS. Igna-
cio ; devendo dirigir suas cartas ao primeiro des-
tos senhores na praca da Independencia, para
quo sejam procurados pessoalmenle : oodo de-
terminaren).
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker
Machinas de coser: em' casarle SamuelP.
oiiston iSt ra da Senzala Nova n. 52
Na ra da Praia n. 41, ha urna cocheira de
aluguel, com carros, arreios e fardamentos no-
vos, muito bons cavallos, e tambem se tratara de
cavallos por presos muito razoaveis.
Obacharel Pedro GauTliano de Rales e Sil-
va, lem eslabolecido seu escriplorio de advoc-
is na villa do Cabo, onde pode sor procurado
odos os das das 9 1[2 horas da raanha s 3 1 \2
da tarde.
Proparam-se bandejas enfeiladas com di-
versos modelos de bolinhos dos mais perfeilos
que ha era nosso mercado, para bailes, casamen-
tes, testas de igrejas e solemnisar as formaturas
dos senhores acadmicos; ludo da forma que
forero as encomraoudos: dirijim-se a ra da Pe-
nha n. 25.
Por certo.
O Sr. Jos Antonio Rodrigues Canuto (Cazuqu)
queira ira fabrica Sebaslopool pagar es materises
que devc ha mais de 2 anuos.
COJIFAtfHIA
ALUANC .
slabeeeida m Londres
msi u mu.
CAPITAL
Cinco mlHtoes de Utoas
sierVmas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
casas, e a quera mais convier, que estao plena-
mente autorisados pela dita companhia para ef-
fectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de tena, e igualmente sobre osobjectps
que contiverom os mesraos edificios, quer con-
sista em raobilia ou em fazendas de aualquer
qualidade.
TV rTTTTTTTTTTTTTTTTT-TTTT-**
3 DENTISTA FRANCEZ. 2
* Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- <*
> rangeirs 15. Na mesma. casa tem agua e M
p dentifico. jj
Precisa-se de urna ama que cozinhe e
engomme com perfeicao : na ra do Vigario
a. 6.
Na ra da Cruz n. 13, enfeilnra-se bandei-
jas com bolinhos, e doce seco com muito goslo
e o mais delicado que se pude ver ; flores em
raroalhetes e solas arvoredos de fruas e de
lloros, batatas e adalias do difTorentos qualida-
des, sementcs do abacachis e pitanga, e vinho de
caj era garrafas.
Deseja-ne fallar cora os Srs. Bernardo Jos
Corroa de S, Vicente Nunes deMagilhese An-
tnnio Silverio Barbosa da Silva : na praca da
Independencia, loja ns. 13 e 15, a negocio de
nteresse.
Bornardino Jos Lcilo, subdito porluguez,
vai a Parahiba do Norte.
D-se a quantia de 500* a juros sob penho-
res de ouro e prata : na praca da Boa-Vista n.
9, loja, se dir quera d.
Prccisa-se dd urna ama para casa de pouca
familia : a tratar na ra da Aurora, taberna nu-
mero 82.
Santa casa da misericordia do
Recife.
A junta administrativa da irmandade da santa
cass da misericordia do Recife manda fazer pu-
blico que no dia 14 do corrente, pelas 10 horas
da minha, na casa dos cxpostos, se far paga-
mento das mensalidades vencidas at 30 de ju-
nhodo corrente anno, aquellas amas que forem
acompanhadas dos respectivos exposlos.
Secretaria do santa casa de misericordia do Re-
cife 9 de novembro de 1860.O escrlvo,
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Cypriauo Fenclon G. Alcoforado, advogado,
mudou sua residencia para a ra da Aurora u. 24.
Buhar do commercio.
Bairro do Recife.
Ra do Torres n. \%
Este esiabelecimento estar aberto lodos os
dias das 9 horas da manha em dianle.
Na ra das Cruzes n. 35, precisa-se de um
officia1 de barbeiro.
Precisa-se alugar na Estrada Nova um sitio
ou terreno cora casa de vivenda : quem o liver,
queira aonunciar para ser procurado.
Precisa-se de dous conlos do ris juros.com
garanta em um predio de valor: quem quizer
annuncie para ser procurado.
HO
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos............. 109000
30 cartees paraos ditos banhos tomados em qualquer tempo -..... 159000
15 Ditos dito dito dito ...... 8000
7 i ...... 4000
Banhosivulsos, aromticos, salgados esulphurososaosprecos annunciados.
Estareduecao de presos facilitar ao respeitavel publico ogozo das vantagens que resultan)
da frequenciadeura estabelecimenlo de urna utilidadeincontestavel.mas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, anda pouco condecida e apreciada:
Precisa-se alugar urna preta que
sirva para vender na ra : nesta typo-
graphia e dir'.
Muit > se deseja fallar com os sennores abal-
xo declarados, na ra do Queimado n. 39, loja.
Antonio Jos deAmorim.
Antonio Francisco da Silva.
Manoel Jos Milele Meiriz.
Joaquim Jos Botelho.
Alugam-se dous andares do sobrado da ra
da Cadeia n. 24, tendo commodos para grande
familia : a tratar na loja do mesmo.
Domingos da Silva Campos, de novo torna
a pedir aos seus devedorss que venham pagar,
porque tem de concluir o inventario que est
procedendo por o Illra Sr. Dr. juiz de orphos, c
alguns dos seus devedures que nao quizerem que
seus oomes apparecam no carlorio dos orphos,
venham realsar seus pagamentos por estes dias.
Precisa-sc deum caixeiro que lenha proti-
ca de taberna, para a cidade da Victoria, paga-se
bom ordenado : a tratar na padaria da ra Ui-
reila n. 81.
EAU ADINRALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.22
0 ENTRE4CT0,
Jornal Litterario Ulustrado.
Acha-se publicando no Rio de Janeiro um jornal, sb a direccao de jovens importantes
no mundo das leltras, que se oceupa especialmente de criticas e revistas mensaes acerca do
movimenlo iealral do Brasil e Europa.
Junto cada numero vera sempre um Ggurino, urna caricatura, urna msica ou um re-
trato, representando personagens importantes dos iheatros, e das operas, dramas, comedias etc.,
que sbem scena no Rio de Janeiro, lulo indito, e do melhor gosto possivel.
Os figurinos, manJaJos vir de Pars, s poJero ser deslribuidos no principio de Janeiro
prximo vindouro.
Publica-se tres vezes por mez, em formato in folio, com oio paginas cada numero, aos
precos seguinles:
Um trimestre......6#000
Um semestre......lOtOOO
Um anno. ....... 20000
Assigna-se na livraria da praca da Independencia ns. 6 e 8.
agnorrhas antigs e recentes.
Remedio infallivel contra as
nico deposito na botica franceza, ra da Cruz n. 22.
Prego do frasco 35000.
Al
!
m
$3$m& --e^
mi
i NORAT IRMAOS
1 IMMII]M)f IMAMS
Tem estabelecido um rico sor ti ment de joias
I M RU4 mn N, 18 V ANDAR
No qual se enconirarao obras de brlhantes e ouro garantidas pelos anunciantes com
2 18 quilates, sem belume ou qualquer outro vicio. Vendem aderemos e pulceiras de
todos os gostos executadas pelos melhoros artslas. conlendo algumas batalhasda actual
@ guerra #da Italia, pinturas de Vatellu e lavas do Vesuvio, e urna nfinidade de objeclos
| Mosaico, de Roma, Florenca, etc., etc. Os annuncianles encarregam-se de mandar
& vir de Pars qualquer encommenda, para o que conservara naqulla capital urna pessoa
fft de sua casa podendo garantir a pronpdao e boa execuijao
O


Estando a confeccionar-se o almanak
civil, administrativo, cornmercial, agri
cola e industrial da provincia, roga-se
aos Srs. que tem de ser nelle incluidos
de mandarem suas declaracOes de mo-
radia e estabelecimentos a' livraria n.
6 e 8 da praqa da Independercia e o
mesmo se pede aos Srs. de engenho e
rendeiros.
| Dentista de Paris. i
M 15 Ra Nova15 I
| FredericoGautier, cirurgio dentista,^
J faz todas as operace da suaartee cl-f
locadentes artificiaes, ludo com o upe-g
rioridade e perfeicao queas pessoasen-^
^ tendidas lhe reconhecero.
rep Tem agua e pos dentifricios etc. IV
- Prerisa se alugar um primeiro andar ou um
sobrado de um andar, que seu aluguel nao exce-
da do 25S a 30$ mensaes, sendo no bairro de S.
Jos ; a iralar na roa dos Pescadores ns. 1 e 3.
Precisa-se de urna ama para cozinhar : na
rna dos Pescadores ns. 1 e 3.
Urgencia.
Mediante as mais solidas garantas, e offere-
cendo-se em hvpothera diversas casas terreas,
sitas nesa cidade, precisa-se com toda e urgen-
cia da quantia de 8:0009 a juros pelo tempo que
se convencionar : a pessoa a quem inleressar,
queira declarar por esto jornal para ser procu-
rada.
A primavera.
PnblicaQao semanal de litte-
ratura, modas, industria,
artes, etc.
Esla revista, cujo primeiro numero devora sa-
hir no conieco do mez de novembro, conler nun-
ca menos de 12 paginas de impressao em 8.
francez, e ser redgida por grande numero de
jovens dados s letras e s artes. O preco da as-
signatura para as provincias lij por anno, 7$
por 6 mezes, e 49 por trimestre. Assigna-se na
livraria da proga da Independencia ns. 6 e 8.
mmmsmm mm9Rmmm&
- Prccisa-se alugar para servio de homem sol-
teiro um escravo de 12 a 16 annos de idade, fiel
c intelligenle. Tambcm se compra, agradando,
caso o senhor queira vender : na ra Nova o. 15
primeiro andar.
O corpo de polica compra, para farda ment
das pracas, 300 covados de panno azul, 50 cova-
dos de panno preto. e 1,500 varas debrim bran-
co liso : quem quizer fornecer apresenle-se na
secretaria do mesmo corpo, ao meio-dia de 14
do corrento, com as amostras, e suas proposlas
era caria fechada.
O Icnenle-secretario,
Luiz Jeronymo Ignacio dos Sanios.
Precisa-se de um criado, na ra do Hospi-
cio n.9.
Precisa-se de urna ama para todo o servgo
de casa de pouc familia : na ra da Roda nu-
mero 54.
Precisa-se de um oleiro que trabalhe em
louca de roda : a tratar com Serafim Leite Pe-
reira, nos Remedios.
Borba, rap
fino, meio-grosso e grosso. Deposito, ra ca Ca-
deia n. 17.
Precisa-se de'um homem para trabalho de
padaria : na ra Direila n. t'.).
= Pcrdeti-se da Capunga al a ra do Monde-
go, na noite do dia 4 do correle, urna toalha
com cinco vostidos e duas cantisinhas de meni-
no : roga-se a quem a liver adiado querendo res-
tilui-las dirija-so ao sobrado dos quatro cantos
em S. Goncalo o. 1, que ser recompensado.
Aviso com milita at-
tencao.
Roga-se ao Sr. Francisco Jos Coclho o favor
de apparecer praca da Independencia ns. 23 e
2,"). a negocio que nao ignora, e ao mesmo tempo
Presuntos a 320 a libra.
Vendem-se presuntos do Porto a 320 a libra,
sendo inteiro, e a relalho a 400 rs. a libra ; de-
fronte dj matriz di Boi-Vista n. 88.
Veude-se urna pequea taberna no logar
da Eslrada Nova, muito propria para principian-
te por ter poucos fundos : quem pretender, din -
ja-se Passagom da Magdalena, entre as duas
pontes, na taberna, que ahi se dir quem vende.
Maa'ffl cava atu/a aw/* uid ^>Utta ftgfl Eg/ft a ^/a g B fl l
5lffS9Bf5SI8^SS SIS vti^WvBSWSvSMm
Cerveja. |
Em casa de J. Praeger & C, ra da 15
Cruz n. 17, tem para vender as se- v
guiles marcas : 4E
Diamanto X (Tenneot).
liSS *
Cavallinho.
Cobrnha. Jg
SSortimcnto preto e branco, garrafas in- \>
teiras e meias. f$
Vcndc-se a co:heira de carros e cavallos de
aluguel do largo do arsenal de roarinha n. 1 A :
vista se far o negocio mais conveniente.
Machinas de vapor. @
Rudos d'agua. fe
Moendas deconna.
Taxas.
Rodas* dentadas.
@ Bronzes e aguilhes.
Alambiques de ferro. Q
divos, padtoes etc., ele. fj
Na fundico de ferro de D W. Bownian,
@ ra do Brum passando o chatariz. ^
iMM tnim @S@
Pechincha sem par.
Vendem-se paletots saceos de casetr.i
advcrie-se-lhe que nao pode relirar-se, segundo ,j i"i___I_ "l4s
consta, sem saldar o que deve a Bandera & Bar-1'a de. co.'; P.e, ,?aral preqo_de 160 : na
Madre de Dos n. 3C, primeiro
encarecidamente ao Sr. Joo de andar : na mesma casa venrle-se um re-
parecer praca ___ ,
n de se lhe entregar | l0S'0 de ouro patentejnglez e um cor-
ma da
andar
bosa.
= Pede-se
Barros do Araujo o favor de apparecer a pra^a
da Independencia n. 23,
urna carta com urgencia.
Precisa-se alugar urna escrava preta qne
sail a bem engommar e coser, para flcar recolhi- | y*
da m casa c- nao andar na ra ; na ra da Cruz i
I '
rentao pelo preco de 30#.
do lecife n. -12, das 7 horas da manhaa em
diai te.
i Precisa-se de urna ama para cozinhar : na
ra jo Seve, por detraz do Gymnasio que se es-
t'f zendo, sobrado da esquina.
Na ra das Aguas Verdes n. 25, fazera-se
bol( s de todas as qualidades, armatn-se bando
aprompta-se comida para fura, tudo com
) o promplido, e por proco commodo.
Osabaixo assignados declaram 30 autor do
avis i incerlo no Diario n. 260 de 9 do correte,
que Ino continu com semelhantes zombarias ;
poisl tendo ido a roa da Conecicao nao enconlra-
ramjpessoa com quera tratasse"; prometiendo ao
jas
acei
Na ra Direita loja n. 104.
O arrematante desla loja lem resolvido vender
por todo preco, dinheiro avista.
Coitos de la para vestido, fazenda fina a 5;jn00.
Ditos de seda prela, c de cores, fazenda finas
a 4CSO0O.
Ditos de combr3a de seda 5J0OO.
Chitas escuras, covado a 16O.
Ditas finas a 240.
Ditas francezas a 200.
Ditas ditas 240.
mes no lempousar dos meos que lhes facultan) a Cortes de coletes do gorgurao 2$000.
lei, o caso de conlinuarem.
Iltoife 10 de novembro do 1800.
Antonio Janseu de Mallos Perera.
Pedro Jansen Ferreira.
Brue Jansen Pereira.
Deseja-se fellar com o Sr. Antonio da Silva
Perr is. na ra da Concordia, armaztm do Sol
n23.
No dia 30 do mez passado levaram um livro
do ainoslras de fitas da loja de miudezas da ra
larg! do Rosario n. 40 ; o livro grande, lem o
nom do dono da loja o o numero da emsma : u
pess >n que liver este livro, queira ter a bondade
de b var dita loja, que ser recompensado de
seu trabalho.
Ditos de ditos de veludo $000.
Camisas francezas finas a 1(600.
Chapeos francezes a 5j}000,
Ditos do chile a 3J.000.
Cortes de brim de linho branco c de cores para
calca a 1$600.
Riscadinhos de linho fino e fusles de cores ao-
vado a 400.
Cortes de casimira de cores a 43000 e 5#000.
E outrus ruuilas fazendas que se vendem pelo
barato.
Alteneo
C ompras.
Compra-se um moleque de 16 annos de
e. sem_achaques: a tratar na praca do Corpo
Santo n. 17, loja de cabos.
^@s@2k:>@&s@&&-&-
mm
m@{
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas mperiaes &eraii(a.
Este excelente fumo acha-se depostalo, direlamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBOA DOCARMO, o qual se ven.le por mseos de 2 hectogramos a l$000e em porrao de
10 mseos para cima com descont de 25 porcento ; no mesmo esiabelecimento acha-se tambem
o verdadeiro papel de linho para cigarros.



CASA DE SAIDE
Sita em Sanio Amaro.
pro-
que
Este estabelecirnento continua debaixoda administraeao dos
prietarios a receber doenles de qualquer natureza ou catliegoria
teja.
O zelo e cuidado all empregados para o prompto restabelecimen-
to dos doente e geralmente conhecido.
Quem se quizer utilisav podedirigir-se as casas dos propietarios
ambos moradores na ra Nova, ou entender-secom o regente no esta-
tabeleciraento.
Reforma de precos.
Escravos. ..... 2$0OO
Marujos e criados..... 2/jbOO
* Primeira classe 3 e. S.-jOO
As operaQoes serao previamente ajustadas.
Carvallio Nogueira k G.
sacam'para Lisboa e Porto : na ra do Vigario n.
9, primeiro andar.
Precisa-se de urna senhora com as habilita-
coes necessarias, que se queira eocarregar da
ducaco de meninas no engenho Tentugal da
freguezia de Barreiros : a tratar na ra da Moeda
n. 3, segundo andar.
Aluga-se urna excellento casa sita na povoa-
cao do Monleiro, com bastantes commodos para
grande familia, na qual tem cocheira e estribara
para cavallos ; a tratar cora Manoel Alves Guer-
ra, na ra do Trapiche n. 14, primeiro andar.
Precisa-se de um menino de 12 a 14 sn-
dos para caixeiro de taberna, que d conhecimen-
to de soa conducta: a tratar na taberna da tra-
vesa do Marisco n. 7.
Ensino de msica.
Offerece-separa leccionar o solfejo,como tam-
bem a locar varios instrumentos ; dando as li-
nes das 7 horas s 9 li2 da noite: a tratar na rus
da Roda n. 50.
Domingos da Silva Campos conlina a pe-
dir aos seus devedores que lhe venham pagar,
porque lem de concluir o inventario que se est
fazendo pelo Illra. Sr. Dr. juiz de orphos, e
tilvez alguns dos senhores que lhe devem nao
queiram aue seu nome appareca.
Kalkmann Irmaos C avisam ao
respeitavel corpo do commercio que
foram nomeados agentes nesta praca das
companbias de seguros maiitimos de
Ha m burgo.
3Ra estrella do Rosario-3
Francisco Pinto Ozorio continua a col-
locar denles artificiaes tanto por meio
de molas como pea pressao do ar, nao
recebe paga alguma sera que as obras
nao fiquem a vontade de seus donos,
-,-vi lem pozos c nutras prepararles asmis
-& acreditadas para conserraro da bocea
Sahio de cosa no dia 2 do novembro deste
corrente anno um mulalinho de nome Eduardo,
o qual lem 12 annos de idade, c os signaes se-
guinles tamaito e corpo conforme a idade, cor
clara, cabeca e cara achatadas, cabello crescido e
sollo, nariz pequeo, pescoco curio, os hombros
| um pouco levantados, orelho3 grandes, e na es-
querda tem urna pequea cicatriz junto a fonle,
mos e ps direilos, o no dedo grande de um
p lem a unha radiada ; o mesmo levou a
roupa scgiiinle : palelot de brim rscado de
azul j desbotado, calca de casemira verde escu-
ra, sapales do couro de lustte. camisa de ilgo-
do/inho azul j desbotada e chapeo preto de co-
pa baixa ; e como nao tenha apparecido, recra-
se ter sido seduzido, e assim recommenda-se e
pedi;-se com toda instancia a todas as autorida-
des policiaes, e a qualquer particular que vir ou
soubcrdelle, do o trazer praca da Boa-Vista n.
12, quo se gratificar.
Precisa-se alugar urna esorava para todo o
i servico de urna casa de pouca familia : na praca
da Independencia n. 38.
Empreza da illu-
minaco a gaz.
Constando empreza da illuminacao a gaz qUe
algumas pessoas lem mondado augmentar ou col-
locar novos bicos e encanamentos em suas casas
por machinstas [alias aventureiros) qu.e nao sao
empregados seus. e com apparelhos nao forneci-
dos por ella, tem resolvido, para acabar com es-
te abuso, por em rigorosa pralica oaitigo7do
seu regulamenlo, o qual do Iheor seguinte :
No escriplorio da empreza conccrla-se e res-
ponde-se pela efficacia dos apparelhos all ven-
didos; porm de maneira alguma se enrarrega
de collocar, concertar, responsabilisar-se ou sup-
prir gaz pelos apparelhos alheios.
E visto que sendo a empreza, lano pelo seu
contrato como pelo regulamenlo do governo res-
ponsavel pelos damnos e sinistros occorridos no
servigo c fornecimento do gaz aos particulares,
essa responsabilidade naopoderia existir, desde
que o material nao fosse fornecido por ella, ea
collocarao nao fosse feita por operarios de sua
confianza
Assim a mesma empreza previne aos senhores
consummidores que d'ora avante um minucioso
exame ser trimensalmente feito por um de seus
machinistas, e ochando este apparelhos ou qual-
quer ebjectos que nao lenharo sido fornecidos
pela empreza, mandar esla immedialamenle
cortar o gaz.
Portanto para evitar duvidas e reclamarnos pe-
dc-se quelles senhores que quizerem qualquer
alteracao na illuminagao de suas casas, queiram
por escripto dar as suas ordena, em um livro pa-
ra esse fim guardado no armazera da ra do Im-
perador n. onde podero dirigir-se, sem o que
nao serao attendidos.
Recife. 30 de outubro do 1860.
Rostron, Rooker j C.
Aluga-se um escravwi indo as 8 horas e
meia da manhia e vollando a noitinia : na ra
Formosa, casa do tenenle-coronel VilWla ; l tam-
bem mora urna pessoa que engorama muito bem
para fra roupa de homem e senhora.
Vende-so un.a cadeirinha de andar na ra, en;
bom estado de apparecer e commodo preco ; e
tambem tem para vender latas de dua.- libras do
boa jalea de pitanga e arag, vendem-se dores
de varias qualidades, lano secco como de calda,
fazem-.'e bandejas de bolinhos, tanto rasas como
de bonitas armaces per commodo preco, fazeni-
se pastis de nata, arroz de leile, pasteles, do-
ces d'ovos, papos de anjos, jaleas de substancia ;
na ra Direila, sobrado de um andar n. 33, de-
fronle do Sr, Jos Luiz. No mesmo sobrado se
precisa de pretas para vender doces, paga-se a
vendagem
Na ra da Cruz n. 13, vende-se cuj seco
e nutras qualidades de doces enfeitaos para
mimo, doce do calda, e fruas as melliorrs qi e
se podem encentrar, lauto para a provincia
como para fra, avonlade do comprador; bonitos
, abacachis, sapoli e laranjas de umbigo, etcj
~~ i i i i Vende-se na ra Velha n. 49, urna cama
U. O>, lOJo. (16 H*6S pOl'lBS, ; franceza, ii:n sioli, seiscadeiras, um lavatorio e
(1p .Tontuiim .Tnm'' Rihpirn <1p du"s BBe8.,s ll ue dUdqillIll Ubt. niUtlIO tie bom estado. assim como duas bandejas novas o
Oliveira & C., vcndeui-se fa-'uma mosa grand dc Pinn. e um apareiho de
1 i porcelana douradj, quo anda nao lem servido.
Zemlas e roupas -fetas por Vinbo do Porto, genuino,
i menos de seu valor. J?,ico ,de lH8201-6gA
Stomacal de 1&30.
lalelots sobrecasacosde casemira prela de cor-i precioco__de 187
dani muito fina pelo diminuto preco do 20Jf. As duri,g> e em caixinhas, a dinheiro. por ba-
de cores forra- ra|0 pI0C0 vende-se na ra do Trapiche n. 40,
escriplorio.
Direita
Ditos sobrecasacos dc casemira
dos de seda por 18j.
Ditos sobrecasacos dc gorguro dc seda pretas
c de cores a 18g.
Ditos sobrecasacos de panno preto muito bem :
forrados a 12j).
Ditos saceos de panno prelo muito finos forra-
dos de seda a 18JS.
Ditos saceos de panno preto a 8jj.
Dilos sobrecasacos de alpaca prela a 55500.
Ditos saceos de alpaca preta a 3;500.
Dilos ditos de ganga de cores a 3j.
Calcas de case miras de cores finas a 0500.
Ditas de ditas inglesas a 7*.
Ditas de meia casemira a 3.
Ditas de ganga de cores a Xf.
Ditas brancas de linho asselinado a 3;50O.
Chilas francezas miudas muito finas a 240. 270
o 280 rs.
Camisas francezas pintadas e brancas muito
finas a 2g.
Ceroulas francezas finas a 1J600 e 15700.
Cortes de cambraia de seda a 5#.
Ditos de dita com barra salpiquinhos a 4;C00.
La de quadros para vestidos, covado a 440 rs.
Cortes de rlscado francez com 13 Ii2 covados a
25200.
Chapeos de sol de seda para senhora a 2$.
Ditos de dito para homem a 658OO.
Corles dc meia casemira a 25.
o muilas outras fszendas por diminuto preco,
que so far patente aoe compradores.
Vende-se a casa da ra da Alegra n. 24 : a
Iralar na ra do Rosario da Ooa-Vista n, 50.
Vende-se uma escrava de 35 anuos, pouco
mais ou menos, bastante robusta e de bonita fi-
gura, cozinlia soffrivelmenle, ptima lavadeira.
quitandeira, e pratica no servigo interno de uma
casa de familia : na ra Direila, sobrado n. 40,
terceiro andar.
Barato para acaban.
Pacas de cambrais de llores para cortinado a
35200 a peca, chita franceza rxa com loquo de
mofo a 220 o covado algodao a 3, 3g40O, 3f800
e 4S80O, cot 22 jardas, madapoloes a 45200,
41400, 45600, 5*500, 55600 e 55900 a pee*, ris-
cadinho raiudo a 160 o covado, brim de linho
branco fino a 1}100 a vara, chales de la escuros
al 5800, gravalinhas a Pinaud de linho a 500 rs ,
dita de setim a 500 rs., leos brances grandes a
25700 a duzia, chapeos dc fellro a 45 e 2g800,
corles de casemira a 3g, algodao de duas larguris
a 600 rs. a vara, cambaia de cores muito lina 3
600 rs. a vara, corles de cambrai de cores a
2800. grosdenaple a 1700, IS900. e 25IOO o co-
vado. meias finas para senhora a 5J a duzia : na
loja da rna do Passeio Publico n. 11.
Ra do Queimado n. 1.
Tem para vender cassas miudas muito finas
com toque da mofo a 240 o covado, ditas grandes
matizadas a 260 o covado, pecas de algodao com
toque de avaria a I58OO, um resto de cassa de
babados a 15 a pega, laa e seda a 400 rs. o cova-
do, e la a 400 rs. o covado.
Pao de Senteio novo.
Acha-se todas as quartas e sabbados, das 11
horas do dia em diante : em Santo Amaro, pa-
daria allema, e na ra da Imperatriz n. 2 ta-
berna. '
Carro.
200
o covsdo de cassa franceza,
na ruado Queimado n. 44.
rs.
fazenda pechincha
Vende-se um escolenle carro lodo enviJraca-
do, com uma boa parelha de cavallos, por preco
commodo, prazo ou vista': na ra larga do
Rosario n. 24, loja de ouro, se dir quem tem.
Vende-se um grande sitio na Soledade, na
estrada de Joao Fesnandes Vieira. perlo do Man-
guinho, conlendo muilos arvoredos de fruclo dc
diversas qualidades, um grande viveiro de peixe,
um cercado para animars com uma estribara no
mesmo, uma grande planta de capim, muilos
mangnes para lenha, uro pomar de larangeiros
novas, duas plantas de esnns, duas grande.- plan-
as de bar aneiras de diversas qualidades, duzs
plantas de mandiocas, macacheiras e batatas,
muitos coqueiros de frurto, e uma porco novo?,
com as extremas todas feilas de cerca nativa,
com bom banho d'agua salgada o temperada, lem
uma casa de vivenda soltrivel, com cocheira c
estribara para 3 cavallos, e quarlos para pretos,
tudo de podra e cal, uma boa cacimba com agua
de beber, e tanque para lavagem ; cujo sitio offe-
reco muilas vantagens por ser muito peito da
praca e ler todas as commodidades precisos
quera quizer ver e comprar, dirija-sc no seu pro-
pietario Ar.tono Leal de Barros no mesmo sitio.
Coke
ou combuslivel para cozinhas, caldeiras, etc.,
muilo econmico paza os casas particulares: ven-
de-se na fabrica do gaz em porcoes de um quin-
I tal para cini3 a I5 o quintal.
Vende-se urna carroca para boi, nova, c
de boa construrao: na ra'da Imperatriz 1. 26,
2 andar.
Armacao de loja.
Vende-se uma armacao de uma loja que servo
para qualquer esiabelecimento na ra Direita r,.
87, e garante-se pelo tempo que convencionar-
se; quem pretender dirija-se a ra do Queima-
do n. 40, loja.
A 9,000 a arroba,
Vende-se cera de carnauba da velba
e nova safra a preco de 9# : no anti>o
deposito do largo da Assembla n. 9.
Vende-se um sitio com lji de le-
gua quadrada, e uma planta de coquea-
ros de mil etantos ps, tem duas gran-
des camboasqueda' dous bons viveiros,
na Ponteiinha freguezia de Munbeca :
a tratar na ra do Queimado n, 48.
Vende-se um excellente guarda
roupa ainda em mnito bom estado : na
ra de Santo Amaro (Mundo Novo) nu-
mero 26.
Vendem-se tres molecas de 12 o 13 annos.
uma negra erm-duas crias, um mulalinho de 11
annos, um dito de 17 annos, bom boleeiro. de
boa conducta, e sem vicios, uma negra de meia
idade, lavadeira e cozlnheira, por 6009, uma di-
ta por 1:200$, uma muala com as mesmas habi-
lidades por 1:1009, uma negra de 30 annos, ro-
busta e boa ganhadeira por 1:000$, e um mualo
bom cozinheiro ; todos se vendem a prazo ou
a dinheiro, na ra Direita n. 66, escriplorio de
Francisco Malhias Pereira da Costa.



DIARIO DB PERRA BUCO. SEGUNDA FBfiA U Dft KOVEMBBO DI 1860.
43 Roa DireiU -- 4S
ESCOMIDO SORTIilENTO
DE
Aproximando-se o lempo (estiro, e sendo in-
dispensavcl que as lindas e amaveis fllhas da
opulenta e potica Mauricea se previnam do que
Becessario para o resguardo dos seas mimosos
o pequentnos ps; altendendo tambera a que
urna crinolina empavesada nao pode estar de
acord com urna botina acalcanhada ou desco-
sida, assim como um cavalheiro de caiga balo,
com um borzeguim estragado, far urna triste
figura vis-a-vis de urna bella; consideracoes to
acertadas actuaram no espirito do proprietariodo
eslabelccimento, j to conhecido pela modici-
de dos precos do seu calcado, para reduzi-los
aioda mais, munindo-se d um abundante sor-
timenlo e sera deleito, que aprsenla aos seus
benignos fregueses (moedo em punho) pelos
pregos abaixo:
Senhoras
Borzeguins 52 a 39. 4'80O
Ditos ditos.......%$500
Ditos ditos. ...... 4#000-j
Meninas
Borzeguins 29 a 31. 3^*800
Ditos 25 a 28.".....3#600
Ditos 18 a 2*......o#200
Homem
Borzeguins. ...... 9^500
Ditos.........8800
Ditos prova de fogo e d'agua. 8'500
Ditos.........
Meioi borzeguins de lustre. .
Sapatoei com elstico e lustre.
Dtos arranca pelle, bezerro. .
Ditos di? bezerro. ....
Meninos
S.ipat0s........
Ditos.........
Ha tambera on variado sortimento de todas as
classe= o precos nfimos, sendo os annunciados
soraenle de primeira classe.
ELOGIOS.
Vende-se emeasade Saunders Brothers 4
C. praca do Corpo Santo, relogios do afama
do: abrieante Roskeli, por presos commodos
e tsmbem-incellins e cadeias paraos mesmos
deexceellnte gosto.
I eguro contra Fogo I
| OMfANHlJi
| LONDRES
AGENTES
i C J. Astley & Companhia ?
! Veode-se
FUNOIQAO D AURORA.
Seus proprielarios offerecera a seus numerosos fregueses e so pubbico em geral, toda e qual-
quer obra manu (aturada em seu reconhocido estabelicimento a saber: machina de vapor de lodos
os lmannos, rodas d'agua para engenhos, lodas de (erro ou para cubos de raadeira, moendas e
metas moendas, tachas de ferro balido e fundido de tolos os lmannos, guindastes, guinchos e
bombas, rodas, rodetes aguilhese boceas para fornalha, machinas para amassar mandioca e para
descarocar algodo. prencas para mandioca e oleo de ncini, pondas gradara, columnas e moi-
nh03 de vento, arados, cultivadores, ponles, cadeiras e tanques, boias, alvorengas, botes e todas
as obras ie raacbinismo. Execula-se' qualquer obra seja qual for sua natureza pelos desenhos ou
moldesque para tal m forera aprestados. Recbem-se encommendas neste ra tabelecimenio Jos Joaquim da Costa Pereira, com quera os pretendemos se podera entender para
qualquer obra. r
DE
ummmm i roiBOfM) m nmn*
Sita na ra Imperial n. 118 e ltO junto a fabrica de sabao.
DE
Sebastio J. da Silva dirigidaporoFranciscBelmiro da Costa.
Neste eslabelecimenlo ha sempre promptos alambiques de cobre de di Aferentes dimen-
ces de 300 a 3:O00#) simples e dobrados, para distilar agurdente, aparelhos deslilalorios
continuos para restilar e destilar espiritos cora graduacao at iO graos (pela graduacao de Sellen
Carlier dos melhores sjsteraas hoja approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imper-
bombas de tolas asdiraenQoes. aspirantes a da repudio, lano de cobre corao de bronze e ferro
torneiras de bronze de lodas as dimences e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de
bronze e ferro para rodas d'agua, pjrlas para fornalhas e crivos de ferro, tubo* de cobre e
chumbo de todas as dimenedos para encaniramtos camas de ferro com armacao e sem elle,
fuges de ferro potaveis e econmicos, lachas e lachos de cobre, f.injos de alambique, passa-
deiras, espumaderas, coccos para engenho, folha de flandes, chumbo om lencol e barra zinco
em lencol e barra, Jcnces e arroellas de cobre, lences de ferro e lalao, ferro sueciainglez
de todas as dimences, safras, tornos e folies para ferreiros etc.,e outros muitos artigos poj
SSOOO' menos Pre? do que era oulra qualquer parle, desempenhandose toda e qualquer encommen-
da cem prestesa e perfeicao ja conheciJa e para comnodidade dos freguezes que se dignarem
honrarem-nos cora a sua confianza, acho na ra Nova n. 37, loja de ferragens, pessoa habi-
litada para lomar nota das encommendas.
6000
6000
5#0OO
50600
3$600
5$000
Armacao de loja.
Vende-se a armagao de urna loja para qualquer
esinbelecimento : na ra Direita o. 87, garanto-
ce a cusa pelo lempo que se convencios : os
prelendentes dirjam-M ra do Queiraado n.
46, toja.
Batatas em gigos.
Vende-se na ra da Madre de Dos n. 18, ba-
tatas, o melh'or deste genero que lem viudo ao
mercado.
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recite a. 38, primeiro andar.
LOJA DO VAPOR-
Grande e variado sorliraento de calgado fran-
cez, roupa foita, miudezas finas e perfumarias,
ludo por menos do que em outras partes: na Io-
ta do vapor na ra Nova n. 7.
Cheguem ao barato
O Pregula est queimando, em sua loja na
ra do Qusimado n. 2.
Pecas de bretanha de rolo com 10 varas a
23>, caseraira escura infestada propria para cai-
ga, colleto e o ilitots a 930 rs. o covado, carabraia
organdy Je muito bora rosto a 480 rs. a vara,
ditaliza transparente muito fina a 3$, 49, 59,
e 69 a pega, dita lapada, com 10 varas a 59 e
69 a paQs, chitas largas de mo lernos e escomidos
padresa -20. 360 e 280 rs. o ovado, riqu-
simos chales de merino estampado a 7* e 89,
ditos bordados com las palmas, fazenda muito
delicada a 9 cadi um, ditos com .urna s pal-
ma, muilo finos a 89500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 5$, lencos de cassa com barra a
100, 1-20 o i 60 cida um, meias muito finas pa-
ra senhora a 49 a iuzia, ditas de boa qualidade
a 39 o 39500 a Iuzia. chitas francezas de ricos
desenhos, paracoberu a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 59)900 a poca.e a IriO rs.
o covado, brim branco de puro linho a 1*,
19200 e 19600 a vara, diio proto muilo encor-
padoa 19500 a vara, brilhantina azula 400, rs. \
o covado, alpacas de I i (Trenles cores a 360 rs. oj
covado, cesemiras pretasfinas a 2*500. 39e
39500 ocovado, carabria preta e de slticos a
500 rs. a vara, e outras ailas fazendas que se
farpatenteao comprador, e de todas se daro
amostras com penhr.
A pechincha, antes que se
acabe.
Na loja do Preguiga, na ra do Queimado n.
2, tern saias baldes nberlas, do ultimo gosto, pe-
lo .liminuto prego do 5S.
Pianos
Saunders Brothers 4 C. tem para vender era
eu armazem, na praga do Corpo Santo n. 11,
alajuns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood 4Sons de Londres, a
muito oropriosoara este clima.
MMi-mswi&fs enea &Ksiesg3sieia
GRA\DE S0RTD1ENT0
DB
azendase obras feitasJ
Loja
Na.
e armaiem
DE
oja esperanca.
Le.nd%"^0rracha de seda Pre,a Dara b0e-
gulns8a200ocovdrjo.graixa em barris muito
boa a WO rs. est acabando-so, flautas do ebino
de Caulrot i 18 e 20 braceletes de mozalco a
6 ISa para bordar a 6Jf0O a libra, tranca? do li-
nho brancas para as roupas da festa a 800 18
1J200 o l6O0 a peca, sete padroes difTerentes'
colheres Dnas, facas, trinchantes, ele.: na ra'
do Queimado n. 33 A, Guimarifes 4 Bocha.
Vende-se urna negra de nacao por pouco
dinheiro. a qual d diariamente 1 ; na ra do
Karigel n. 11, ou Iroca-se por um moleque ou
moleca. *
Por metade do seu
valor.
Ra do Queimado n. 19.
Vesiidos de gaze e phantasia, rauilos lindos, de
duas saias, pelo baratissimo preco da 10 cada
um corte.
Vende-se a laberna da ra dos Copiares n
12. cora poucos fundos, propria para principian-
te : a tratar na mesma. y
Bourmis de seda otomana de
^ proprios para
de
MMI:
9 Formas de ferro para |
purgar assucar.
Euchadasde ferro.
I Ferro sueco.
n i 1
| r ^ingardas.
Ac de Trieste.
g Pregos de cobre de com- '
| posico. "
Barrilha e cabos.
f Brim de vela.
Couro de lustre. |
I Palhinha para marcinei- i
ro : qo armazem de C. I
J. Astley A C.
Na ra da Cadeia n. 24, vendem-se as se-
guinles f izendss, por metade de seu valor, para
li'jui laQao.
Bic js Je seda brancos e prelos, de todas as
argutas, vara a 160. 240,400, 800 o 1JJO0C.
U'n completo surlimento de franjas de sedae
do algodao.
Chales de looquim a 10, 15, 20 e 35.
Botoes deseda, velludo, de louca o de fusilo
de qnalidades linas, duzia a 200. 400 o 600 rs.
Gollariohos bordadosde 500 rs.. 2J, 3 e 4.
Enlreireios finos, pecas com 12 varas a lg.
Folhos bordados tiras'a 5"0. 1. 2. 3500.
Cara setas com manguitos a 3, 4, 5 e 6>.
Eofeites Je flores a 6J.
Chapeos de sfda para senhora a 10J.
CasavHijnes de velludo a 40 e 60J.
Ditos ov seda a 25.
Ditos Je fusto a 8 e 12
Filas de seda e de lodas as qnalidades de 160
rs. a ljj'iOO.
Ditas de velludo de 240 rs. a 1ff.
\>,nde-se barato.
Fitas lavradas de 3rja, ditas de velludo es-
trfi.is, peotes de tartaruga a iraperatriz, luvas
torcal com vidrilhos, froros sem rame, en-
foiiesde vidrilhos para cabeqa, e outros mais ob-
jectus : ta loja do vopor na ra Nova n. 7.
Vende-se
una mulata rom varias habilidades, sendo espe-
cializante ptima cozinheira : na casa de banhos
m pateo do Carmo.
m USA
ao p do arco de Sonto
Aiilonii
venJem-se toalhasde linho para mesa a 2200 e
28300.
Em caa de N. O. Bieber & Successores, ra
da Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marca Parre & C, urna das mais
acriliiadas marcas, muiconhecidas no Bio de Ja-
neiro.
Vinho xerez era barris, cognac em barris e
caixas
Vinagre hrancoe tinto em barris.
Brilhantes de varias dimensdes.
Eiher solf'irico.
Comma lacre clara.
Lonas, brinznos e brins.
Ai;o de Milo
Ferro da Saecia.
Algodao da Bahia.
Um casal de escravos de idade 30 annog,
pouco mais uu menos, ptimos para lodo sem-
en, vende-se por preco comraodo, a dinheiro ou
a prazo: na ra Direita n 3.
Os proprietarios deste estabele-
cimento convidam ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, que se
aeham em seu armazem de molhados de novamenle sonido de gneros, os melhores que tera
viudo a este mercado, por serem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a maior parte delles viudos por conla dos proprietarios.
Chocolate
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em porcao a 8oO ....
MarmeVada imperial
do afamado Abreu, e de outros mais fabricantes de Lisboa em latas de 1 a 2 libras a 800
rs., em porreo de se far algum abatimento.
Ma em latas de 1 libra por 900 rs., em porcao vende-se a 850 rs.
luatas com evvillias
vende-se nicamente no armazem progresso a 640 rs. cada huma.
Conservas francezas e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
L>atas de nolaclnlia de soda
com diferentes qualidades a 1600 a lata
\melxas francezas
s v)is novas que tem vindo a este mercado em compoteiras, contendo 3 libras por 35OOO rs.
eem atas del 1(2 libra por 19500 res
"Verdadciros figos de comadre
em caixa com 1G libras por 33OOO rs. a relalho a 240 reis a libra.
Caixinlias com 8 libras de nassas
a 3#000 rs. em porcao se far algum abatimento, vende-se tambem a relalho a libra a 500 rs.
Manteiga ingleza
perfeitamenle flor a mais nova que ha no mercado a 1&000 rs. a libra, era barril se far al-
gum abatimento.
Cha perola
o melhor que ha nesle genero a 25J500 rs. a libra dito byson a 2#000 rs.
Palitos de dentes lidiados
a 200 rs. cem 20 macinhos.
neixe sarel em posta
o melhor peixe que exziste em Portugal era latos grandes por 1#500 rs. cada urna e de
outras mutas qualidades que,se vendem pelo mesmo preco
Manteiga fvanceza
a 560 rs. a libra em barril se far abatimento.
Toneinlio de LAsboa
o mais novo qa ha no mercado a 320 res a libra.
Macas para sopa
em caxmhas de B libras com deferentes qnalidades por 49000 rs.
Tambem vendm-se os seguirnos gneros, ludo recentemenle chegado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 481-rs. a libra, chourica milita nova, raarmelada do mais afamado fabrcame
de Lisboa, maca de tomate, pera secca, passas, fruetas em calda, amendoas, nows, frascos com
amendoas cobertas, confailes. pastilhas dovarias lualidades, vinagreb'aneo Bordeaux, proprio
para conservas,, charutos dos melhores fabricantes de San Flix. ma$as de todas as qualidades,
gomma muito fina, ervilhss francezas, cnampagne das mais acreditadas marcas, arvejas de ditas,
spermacete barato, lieore (raneezes muito finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado, azei-
tonas muito novas, banha d porco refinada e outros muitos gneros que eneontrarao tendeniesa
molhados, por isso prometiera os proprietirjoa wnilerem por muito menos do queoutro qualquer,
prometiera mais tambem servjrem aquellas pessoas que mandarera por outras pooeo prstteas eomo
sevie'sem pessoahnete ^ rogam.tambera a todos os senhore^de engenho e setihores lavradores' oparecem no mercado, por serem colhidoa na-
i mero 11.
G1UNDE SORTIMEYrO
DE
Fazenlas e roupa foila
NA LOJA E ARMAZEM
DK
Joaqaim Rodpigaes Tavares de Mello
RA DOyUEIMADO N. 39
EM SUA LOJ. DE Ql'.VTRO PORTAS.
Tera ura corapletosortimento de roupa feita,
convida a to los os seus freguezes e a todos
que desojaren ler um uniforme feito com todo o
gosto di rija m-?e a este eslabelicimento que era-
contraro um habel artista cheg.ido ltimamen-
te de Lisboa pira desampenhar as obras a von-
tade dos freguezes, j tem um completo sorti-
mento do palitots de fina ca^emira raodello im-
glez, e muito bem acabados a 16300, ditos
de merino selira a 125000, ditos do alpaca
pretus a 5000, ditos de alpaca sobre casacas
a 8S000, ditos com g lia de veludo a 9*000,
ditos de fustao, ditos de ganga, ditos de brim,
ludo a 5^0 0, ditos de brira de linho tranca-
do a 69000, caiga de brim de linho muito su-
perior a 5000, ditas de casemira de cor a
99000 ea 109 i00, ditis de casemira pre-
ta superior fazenda a 12*000, palitots fran
cezes de panno fino faternla muito fina a 259
sobre casacas de panno muilo superiores a 353
ea 40*000, um completo sorlimenlo de cami-
sas fracezas, tanto de linho como le algodo
e fusto vende-se muilo em conla, afim da que-
rer-se liqiudar com as camisas,
pechincha.
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n.2,
tem cobertores de algod.to de cores bastante
grandes, ptoprios para escravos, pelo baratissi-
mo preco delj.
Carros.
Vendem-se dous ricos carros mui bem appa-
relh-idos e eleg intomonte pinta los : nn largo do
Corpo Santo, cscriplorio de .\I.moel Ignacio de
Oliveira & Filho.
Vende-se na ra do Livrameuto
n. 19, borzeguins franeezes a 6$, de bezerro a G<(. dito de vaqueta a 7J.
Vende-se um bote com 24 palmos do rora-
primenlo, 7 de bo<^ca, bem conslruilo; sendo
rodas do sicupira e vistas do amarello, bonita
forma, profiri para navio, por ser linda forma :
quem pretnnder dirija -se roa do Nogueira n.
7, ou ao estaleiro de Machado Freir.
|Em casa de J. PraegeiJ
Na ra do Queimado n.
46, frente amarella.
Sortimento completo dn sobrocasica de
panno prelo e de cor a 25*. 289, 303 e
353, casacas a 283, 303 e 35*. palitots dos
mesmos pannos20*. 22* e 253, dils de
caseraira de cOr a 163 e 18*. ditos sac-
eos das mesraas casemiras modelo inglez
casemira fina a 10*, \iff 11* e 153, ditos
saceos de alpaca preto a 4$, ditos sobre
fino de alpaca a 7*. 8* e 9*. ditos de me-
rino setim a 10, ditos de meriu cordo
alOSe 134, ditos de sarja preta trancada
saceos o 63. ditos snbrecasacns da me3-
raa fazenda a 8*, ditos de fusto de cor e
branco a 4*. 4$500 e 53. colleles de ca-
semira de cor e preto a 5* c 63, ditos de
merino' preto para lulo a 4* e 5*. ditos
de velludo prclo decor a 93 n 103, ditos
de gorgurao de seda a53 e 6*. ditos de
brin branco e de cor a 235Uii e 3*. cairas
de casomirsde cor e prelo a 7J. 83, 9* ?
e 10*. ditas para menino a 63 e 7*. ditas
de merino de cordo para nomcm a 53 o
63, ditas de brim branco a 53 e 6*, ditas
ditd de cor a 33, 33500, 4i e 53, e de
todas estas obras lomos um grande sor-
timento para menino de todos os tama-
itos ; camisas inglezas a 36* t duzia. Na o
mesma luja ha paletots de panno prelo J|j
para menino a 14J, 15J o 16j. ditos do $ft
casemira para os mesmos pelo mesmo <^
preco, ditos do alpaca saceos a 3) e S
3356O, ditos sobrecasacos a 5J e 63 para }f>
os mesmos, calcas de brim a 23500, :!; << '
3*500, paletots saceos de casemira de cor E
a 63 e 7*, loalhas de linho a 800 c I-; ca- ';|
da urna. >
No mesmo estabelecimento manda-se $
aproraptar todas as qualidades de obras ^
tendentes a roupas feitas.em poneos das, W
quo para esse fim temos numero suf-
finiente de peritos officiaes de alfaiates Ss
rigidos por ura hbil raestre de seme- H Ihante arte, flcando os donos do estaba Jg
ft leciraento responsaveis pelas mesraas t$p
^ obras al a sua entrega.
Sebo e graixa.
Se' o coado e graixa em bexigas: no armazem
an Tasso Irmos, no caes de Apollo.
a 3# a sacca.
Arroz cora cases tendo a maior parte pilado
proprio para galinlm e cavallos ; no Caes do Ra-
mos n. 6.
Exposieao de melaes.
E' chega-lo a esta loja do Vianna, q,m riquissi-
mo sortimento do metaes de todos os gneros do
mais bonito que se pode encontrar, tu do a emita-
cao de prala ; na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Caf a vapor.
Rii(nissimo sortimento de ma'hinasde fazer ca-
f a vapor, approvados na ultima exposieiio de
Paris ; na ra Nova n. 20 loja do Viauua.
Bombas de Japy.
Riquissimo sortimento do bombas de japy' do
todos stamanhos. as melhores quo se lem appro-
vadoera lodo o mundo, pela facilidade que d a
lirar-se agua ; oa ra Nova n. 20, loja do Vian-
na.
Camas le ferro.
RiquUssirao sortimento de camas de ferro com
mas, e para colx.10 por preco comraodo ; na ra
Nova n. 20, loja do Vianna.
Na fabrica de caldeirciro da ra Imperial
junto a fabrica de sabo, e na ra Nova, loja de
frragens n. 37, ha uraa grande porcao defolhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto Dreco de 140ts. a libra
passeio
ultimo gosto, ni
cores
bailo,
e sahid de
uiumo gosto, na
Loja de raarmore.
899999999 999999999999
e
Me-se
1
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosoara cam isas,
Riscoutos
Emcasade Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
Botica.
meias
para vender-se:
Agoa minrale de Seltero era
lijas.
Salame de Hamburgo.
Chocolate francez chegado pelo ultimo
navio.
Anda continua a estar para se vender, per-
mutar, e^m ultimo caso arrendor-se n quem (1-
zer todos os concertos que a casa precisar, o si-
tio da travesa do Remedio na frernezia dos Afo-
gados n 21. quem pretender entenda-se cora
seu proprietario na nn de S. Francisco como
quera vi para a ra Bella sobrado n. 10 ou na
alfandega, aonde empregado.
Abaeaxis.
Vendem-se por lodo o prego os melhores que
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga do
Rosario n. 36, vende-se os seguintes medica-
mentos :
Robl'ATecteur.
Pillas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dita Sands.
V*rmifugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pitillas americanas (contra febres).
U iguento Holloway.
Pillas do dito.
Ellixir anli-asmalhico.
Vidrosde bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras. *
Assira como tem um grande sortimento de pa-
pel para forro de sala, oqual vende a mdico
preco.
Venlem-se libras sterlina, eno
casa de N. O. Bieber & C. : ra da Cru'
a. 4.
Arados americanos e machinas
pata lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra d Seozala n.12.
')9*999399.*9e9aAa9ftaft
9 Recebnu-se e continua a receber-se por @
8 todos os vapores artigos de modas para
) horaens, iarluindo calcado de Melis na
Loja de msrmore.
99999999-9999999 99i
Vinho genuino.
Anda ha urna pequea quantidade de ancore-
tas deste vinho sem confeieo, e proprio de doen-
tes : na ra do Vigario n. 19, primeiro andar-
americanos.
com estes remedios. Sao tres medicamentos com
lesUas03 SC CUra elicazmenle Priucipaes mo-
Prompto alivio deBadway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dore
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor d
cabeQ nevpigia.diarrha, cmaras, clicas, bi-
lilr cruP-dors "os ossos, contusoes
.lue.raadura, erupedes cutneas, angina, reten-
tao de ounna, etc.. ele.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades cscrophulosas.chro-
nicas esyp hlu.cas; resolve os depsitos de mo.
humores, purifica o sangue, renova o systema-
orompto e radicalmente cura, escropbulas.vene-
reo, umores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afececs do figao e tds
erysipolas,abce3sose ulceras de todas as classes'
molonas d'olhos. dilculdade das regras das
mulhetes hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguiadoras de Rad-
way
; para regularisar o systema, equilibrar a circula-
.Vao do sangue, inleiramenie vegetaes favoraveis
, ara todos os casos nunca occasiona nauzeas ii(m
I dores do ventre. dses de 1 a 3 regularisam, de 4
1*8 purgara, hstas pilulas >ao efficazes as aflec-
(.-oes do gedo, bilis, dor de cabeca, ictericia.in-
ii^'ostao, e era lodas as enfermidades das mu-
Iheres. a saber : irregularidades, fluxo, reten-
coes, ores brancas, obstruccoes, histerismo, etc.
sao do mais promplo effeilo"na escarlatina, febre
oiiiosa, lebre amarella. e em todas as ebres ma-
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
companhados de instrucroes impressas que ilos-
tram cora a maior minuciosidade a roaneira de
apphca los em qualquer enfermidade. Estao ga-
rantidos de falsificarlo por s haver venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leile
Jclrmao, na ruada Iraperatriz n. 10, udcos
agentes em Pernambuco.
Rival sera segundo.
Na ra do Quaimado n. 55. defronte do sobra
donovo toja de miudezas de Jos de Azevedo
nata e Mlva, ha para vender os sesuinies artigos
abauo declarados :
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
jipatos de tranca de algooo a 1f.
Carlas de alflneles finos a 100 rs
l-440e'hOS de columnas madeira branca, a
Phosphoroscom caixa de folha a 120 rs.
Frascos de macass perula a 200 rs
Duzia de facas e garfos muito finos a 3S500.
Clchelos em cariao de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Caixas de obieias muilo novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dito dito para fazer cabello corredio a 800 rs.
Sapatosdel.ia para rrianras e 200 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320
Massns de grampas muilo boas a 40 rs.'
Agulheirns de mar fin a 160 rs.
Canivelcsde aparar ponas a 100 rs.
Grvalas de seda muito finfs a 600 rs.
Tesouras para costura muito finas a 500 rs.
Ditas oara unhas a 500 rs.
Pe^as de franja de la com 10 varas a 1jJ.
Pegas de tranca de laa com 10 varas a 500 rs.
Felilho para enfeilar vestido (peo) lj>.
Linhas Pedro V, carianc<.m 200 jardas, a 60 rs.
Dila* dito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para dentes muilo finas a 200 rs.
Pares de tneias decores para homem muito fi-
nas a 140.
Cordo imoerial (pegas] 40 rs.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo n?etliod< para aprender a lr
a escrever e a fallaringlez em 6 mezes',
obra integramente nova, para uso de
todosos estabelecimentos de instrucrao,
pblicos e particulares. Vende-se na'
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
egio) n. 57, segundo andar.
KUfiW
eobertos edescotertos, pequeos e grandes de
ouro dtente inglez, para homem 9 senhora
de um dos melhores fabricantes de Liverpool'
SS&PfeS"* pcTe"inf,,M:"- c""";
Loja das seis portas em
frente do LivrameDlo.
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. o co-
vado, ditas estrellas a imiacfto do Iazinhas a
160 rs., cassas de salpicos brancas e Oe cores a
200 rs. o covado, pegas de esguifto de algodao
muilo tino a 3J a pega, ditas de bretanha de rolo
com 10 vai as a 2j>. risradinho de linho a 160 rs.
o covado. chales de merino estampados a 9.
lengos brancos coro barra de cor a 120 rs., ditos
con bico a 200 rs., algodao monstrn de duas lar-
guras o roe'hor que pn*sivel a 640 rs. a vara,
niussutina encarnada a 240 o covado, fil de li-
nho preto bastante largo. A loja est aborta at as
9 boras da noile.
<:


DlAl BE PERKlWBUCO. ~ 6HGHDA 9URA ti M NOVEMBRO DE 1860.
DA
FlMICiO LOW-MOW,
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste eslabelecimenlo conlina a haver um
corapleio sorliment de nioendas e meias moen-
das para engenho, machinas de por e laixas
da erre batido e coado, de todos os tamanhos
para dito.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conlucido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadera potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambera cal virgem em
pedra, ledo por precos mais baratos do que em
oulra qualquer parte.
Vinho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmos<& C, ra da
Cruz u. lO.eacoutra-se o deposito das'bem co-
nheadas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac 4 C., em Bor-
deaux Tem as seguales qualidades :
De Brandeaburg frres.
St. Estph.
St. J 'ilteu.
Mrgaos.
Larose.
Gaaieau Loville.
Chiteau llargaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien
St. Julien Hdoc.
Cnateau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madoira em barris.
Cognac m barris qualidade fina
Cognac eui caixasqualidade inferior.
Cerveaa branca.
As mclhores machinas de coser dos mais
afamados autores de flew-York, I.
M. Singer & G. e Wheeler &Wiison.
Neste eslabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranca:
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leite & Irroaos ra da
Imperalnz n. 10 amigamente aterro da Boa-
Vista.
SYSTEMA MEDICO BE UOLLOWAY.
PI LULAS HOLLWOTA-
Este inesiimavei eepeciioo, composio inleira-
mento de berta* medicinaos, nao corjim merea-
rio nem alguma oulra subsUncia delecten. Be-
nigno mais lenra infancia, e a complejo mais
delicada igualmente promplo e eeguro para
desarraigar o mal na eompleico mais robusta ;
enteiramehte nnocenie em suas operaces eef-
eites ; pois busca e remove as doencas de qual-
quer especib e grao por mais antigs e tenazas
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j esta va m as portas da
raorte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e forjas, depois de haver tenta-
do inultimenle todos osoulros remedios.
As mais afilelas nao deven, entregar-se a des-
esperado ; facam um compleme ensaiofos
eBcazes effeitos desta assorabrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
P)
A m polas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou extena-
cao.
Debilidade ou falla de
forjas para qualquer
eousa.
Desinleria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfermidades no venlre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Uydropesia.
Ictericia.
Indines toes.
I iifl.i ni ni i Irregularidades
menslruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrucc,ao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengo de ourina.
Bheumalismo.
Symptoro&s secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Ra do Queimado
n. 39.
Na.
Loja de quatro portas
DE
JOAQIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Cbegou ltimamente a esle estabelecimenlo um
completo surtimenio de chapeos prelos francezs-
do melhor fabrcame de Pars, os quaes se vene
dem a 7000, ditos a 8SO00, dilos a 9?N)00,
ditos muilo superior a 100G0, ditos de castor
dreos e breos a 16*000, o melhor que se
pode desdar, chapeos de feltro a Garibal.li de
muilo superior massa a 7000, ditos de copa
baixa para diversos presos, dilos de palha escura
de varias qualidade* que se vendem por preco
barato, bonets de veludo para meninos a 50OO,
ditos de palha escuras e claras e 45000, dilos
de panno muito bem arranjados a 3#500
chapeos de seda para senhoras a*25000 muito,
superiires, dilos de palha escuras proprios para
campo a 125000, ditos para meninasa t0000,
chapeos de sol de seda inglezesa 10 e a 12
muito superiores, ditos francezes a 8000,
ditos de panno muito grandes e bons a 45000.
sapa tos de vetado a 25000. dilos de tranca a
1*600, sinlos de gruguro para senhoras e me-
ninas a 2}O0O( coeirot de casemira ricamente
bordados a 125000, e outras muila fazendas
que a vista dos freguezes nao deixaro de com-
prar.
Cerveja branca su-
perior.
Vendo-se cerveja branca superior, em barris de
terco, por preco mdico : na ra da Cadeia do
llecife n. 12, escriptorio de.Ballar & Oliveira.
Campos flEDI1) INCUMPARAVEL.
fKJTmirf O HOLLOWAT.
Mimares de individuoa de todas as nacSes
podem testemunhar aa virtudes leste remedio
i neo para vele prever em caso necesterio, que,
nelo uso que dalle fizerara lem seu corpo e
mentaros lterameote saos depois de haver em-
pregado intilmente outros tratamenios. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leilura dos peridicos, que Ih'as
relatara todos os das ha mullos annos ; e a
maior parte deltas sao tao sor prndenles que
edmiram os mdicos mais celebres. Guantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus brac
Liquidadlo.
Tor barato preco, para acabar, na na da Tn-
icos e pernas, depois de ler. ?";J?," PJ-"d a-Visia, botica deJoaquim
otemno no. bJ.i,.. t. Lf *J *I.e"?i"' r_: 9 P'a-Ulee poden,
permanecido longo lempo nos bospiaes, onde
deviam soffrer a amputarlo 1 Dellas ha Dioi-
cas que havendo deixado esses, asylos de pade-
nmenios, para se nao submeierem a essa ope-
rado dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gunas das ues pessoa na enfusao de seu reco-
nhecimenlo declararam estes resultados benefi-
eoi diente do lord corregedor e outros magis-
trados, afimde mais aulenticarem sua afirma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
t.vesse bastante confianca para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
tralamento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultedo seria provar inconteslavelmente.
Que ludo cura.
Ounguento he til, mais particu
lamiente nos seguintes casos.
receberam urna factura de chapeos de sold se-
da para homem, leudo entre esles alguns peque-
nos que servem para as senhoras que vo para o
campo tomar banhns se cobrirem do sol, e como
a porco seja sranfle se rosolvero vender pelo
proco de 6 e 6S500, e alguns com pequeo de-
Alporcas
Gairnbras
Callos.
Anee res.
CortsdurS.
Dore1 de cabeja.
das costas.
- dos menbros.
Emfermdades da culis
era geral.
Ditas do anus.
Erupcoes escorbticas.
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no eslabeleciment Te-
ral de Londres n. 224, Strand, e na lojade
iodos os boticarios droguista e outras pessoas en- ,
carregadas de sua venda em toda a America dojfeil a 5 : "a ra do Crespo n. 16.
hu, Havana e Hspanha. |_ ...o..ua.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cad Juia da SeiiZala NVa 11.42 Geniv escaldadass.
urna, dola., contera urna nslrucco em porlu-l Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C nnchaS5es-
g para piscar o modo de se usar desias pi- vaquetas de lustre para carros, sellins sito: Infl-8m85 do 8'^
O'deposito geral *- c. c..._ !"g!ezes' "^eiros e casticaes bronzeados, lonas
Fstulas no abdomen.
Fialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Inflatomaco da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dospeitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supurarles ptridas
TinKa, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
Terrenos perto da
praea.
f? dos mnibus. .,.,. j0. ^ ., s ga.-v-- .-
os nerdelros do commendador Antonio da Sil- da esquina do becco dos Ferreiros vendem-
vavenoem sua propriedade, no lugar da Casa fi-ndaa muito baralas a saber: peras rte caiB!
roe, em sortea de ierra a voniade dos compra- braias brancas lisas e Gnas a 3| e SaCO e 4*,
dores com nica estritcao de nao lerero menos n>iio finas, ditas de crenoline branca.* fzenda
rL.Jt!lmo,1 de,,et"e' e /'""loflesigado pela rnu.io encorpada. propria para saias de bailo, a
respectiva planta approvada pelas autoridades P"?a 25500, e lem 10 1,2 varas, coiles de .scdo
compelentes. 0 engenheiro Antonio Feliiiano fr^niez para vestidos a 2J, coiles de meia rase
Hodrigues belle o encarregaao das medicoes ; mira para calca a 1600 e 2, laazt)ha< muilo Q-
precisas. e pode ser procurado no ruesmo sitio,, ns 560 o rovado, e outras mullas fazeedaj nue
ou na ra estrena doRostrio n. 30, lerceiro an-; se torna enfadonho mencionar, que & vista do
freguez se dir.
Vende-se um escravo com 18 annos de
idade, bonita ligura, robusto e sadio, asse^ura-
se que nao lem vicio de qualidade algunm, e an-
les muilo boa conduela, e muilo esperto para
Ettaatvs.**e,ra,ar' i",otdt
Loja das seis portas em
frente do Livramomo
Covado a 200 rs.
Chitas largas de b..niios goMos a 200 rs. o co-
rado, d.las estrellas de cores escuras a 160 rs
pecas Ce brelanha Ce rolo com lOmeeoS'
ditas de esguiij de al-odao muiiu fino a 3C ri^'
cadiiiho de linho a 160 o covado, lencos tranres
con. barra de cor i 120 rs alteebranros con li-
co a 200 rs., algodo rr.onstro con. duas largaras
@ Vendem-se 5 iui ios nuvos com lodosos &a "'" a vara. laazDhnsoe duas leagotras, fazenda
arreios : na ruu Nova n. 21. &.- i "ova Pfl,a veeiidoa n n(!0 rs. o covado cnleiies de
4fe4*fe@ -@@fegs2 lrwa con' la?0 e nia P" eabeca ."le senberaa
, a toOO. coiles de lisrado para vestidos a 2S i e-
Vende-se por necessidade urna mulati-
nha propria para ama de meninos ou para en-
carregar-se da adntiniMracao de urna casa por
ser muilo fiel e cuidadosa, engomma com loda a
perfeijo, cosinha e coze, roupa de senhora :
quem a pretender annuncie por esle Diario
que seta procurado.
r......----- Keni
uingir-se igualmente para qualquer proposta ou
esclareci)ento ao herdeiro L. A. Dubourcq, no
seu sitio na Capunga.
Rap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joao Caudido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap soru duvida o de melhor qualidade
fabricado neste imperio, acaba de chegar e ven-
de-se no deposito, ra do Vigario n. 23, escrip-
torio.

fe
?as de msdapolao com A 1|2 palmos do largura a
4900, chales de merino estampados u uilo linos
a f- A 1(lJa est atera aleas 9 hoia? da noite
*KM*Wt.rg:T.
Escravos fcidos.
Reiogios
Suissos.
das articulagoes.
Veas torcidas ou
das as pernas.
no-
era casa do Sr. Soum I inglezes, fio de vela, chico.e
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22, em" Per-' lar
nambuco.
para carros, e mo
Vende-se esle ungento no estabelecimenlo
*" geral de Londres n. 244, Strand, e na loia
' Em casa de S.hafleitlin & C, ra da Cruz n.
J8, vende-se um grande e v. hado sortimento
de reiogios de algibt-ira horisontaes, patentes,
Chronometros, meioschronomelros do ouio. tra-
la dourada e foleados a ouro, sendo estes reio-
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vanderaoror precos razoaveis.
a, arreios para carro de um e dous cvalos llC'n0S dr08u,slas e oulr8s Pes-
Rua i\o Queimado n. S9
Loja de quatro portas
DE
JOAQIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de core?, fazenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
603000, ditos sem defeito a 1008000, tem um
reslo de chales de toquim que estac-se acabando
a 308000, dilos de mirin bordados com pona
redonda a 89000, ditos sem ser de pona redonda
a 85000, ditos esianpados com lislras de seda
era roda da barra a 9000, dilos de ricas estam-
pas a 73000, ditos de ganga franceza com fran-
ja brarca a 2000, dilos sem franja e muilo
encorpado a 2000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfetados a
258000, ditos muilo superiores a 303(100, en-
feilesde vidrilho preto a 38000, dilos de relroz
a 38500, organdis da mais 6na que ha no mer-
cado a 18000 o covado, C3mbraias de cores
de padroes muito delicados a 8(0 rs. a vara, ditas
de outras qualidades a 600 rs. a vara, ricas chitas
farncezas de muilo boas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, peitos para camisa a 240 rs. cada urna,
corles de casemira de cores a 630(10, dilasem
pesca de quadrinhosa 43000 o covndo, gollinhas
de muilo bom goslo a 18000, ditos de outros
bordados ricos a 3:>000, manguitos de cambraia
bordados a 3J000, tiras bordados e enirimeos
que se vendem por preco cotnmodo, bombazil de
cores proprio para roupa de crianijas, e capinhas
para senhoras a 18400 rs. o covado, corles de
cambraias de salpicos a 53000, corles de cam-
braia enfeiladas com liras bordadas a 68000,
e outras muitas mais fazendas que ser dificil
aqui pode-las mencionar todas.
A 2S400 o corle.
NO
>
9 Reci'beu-se um complt-to sortimento de
9 liados vertidos de seda edephanlasia.com $
9 10 bab3dinhos ou saiote.: na na da Cadeia S&
loja 0.-23, de Gurgel & Perdigo. Z
r
Para marinha.
O verdadeiro panno francez azul escuro
que usa a marinha franceza) recebeu-se
mmenle do Havre pela barca Berlha e vende-se
em cunta na ra da Cadeia loja n. 23, de Gureel
a Perdigo.
(de
ulti-
m mmmm-mm-mmmmm
Kecebei-se ric^s taimas do seda fei-
SR tas de croxe, capinhas, capas de grosde-
y napUs e manteletes, fius para sinto e
grosdenaples de quadrinhus em poca pa-
jffc ra covados na ra da Cadeia loja 23
j^j de Gurgel & Perdigan.
Vende-se cal de Lisboa e polossa america-
na por procos mais commodos do que em qual-
quer outro deposito: naruadoBrum, armazem
de Jos da Silva Loyo & C.
Armazem de fazendas da ra
. do Queimado n. 19.
rfC[5ide Chi,a franc"a Ppl baratissimo preco
ue 9-MO, antes que se acabem.
Phosphoros
do gaz.
Constando que o nico deposito de phosphoros
do gaz. na traveesa da Madre de Dos n 16
acha-se desprarido, os consumidores desse ge-
nero silo convidados a ir ra do mesmo nome,
armazem u. 28, onde podem supprr-se a von-
tade. ^
Vendem se duas moradas de casas terrase
em oimda. sendo urna na ra do Amp.'ro enm
bstanles commodos, quintal murado, e estriba-
rla para 2 cavallos ; e a oulra na ra de S. Fran-
cisco com bom quintal e cacimba propria para
quem precisar tomar banhos salgados por ser
muito porto, ambas por proco commodo ; a tra-
tar na ra do Amparo, casa" contigua a escada
que sobe para a greta de N. S. do Amparo.
je reiogios de ouro paienle inglez. "I S.08s encarre8adas de sua venda em
| S@@@ ,-: @afe .; M$n<8 i AmJncf d0 su|. Havana e Beapanha.
W Recebeu-se recentemenle e continua a *
@ receber-se direclamente de Paris e Lon- $
vi dres por lodosos vapores, de encommen
da especial, arligos de modas para se- fl-
nhoras na
f Loja de marmore. 1
IIMM @@@ g @
Vendem-se saceos com farelo de Lisboa
com 4 arrobas e alguns tem mais, por preco com-
modo. em grandes e pequeuas porces : na ra
da I'r.iia n. 53.
toda a
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha contm
urna nstruccao em porluguez para explicar o
modo de fazer uso deslo ungento.
0 deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceulico, na ra da Cruz n. 22. em
Pernambuco.
Loja da seis portas em
frcnlc do Livramcnlo.
Roupa feita barata.
Paliiotsde casimira escuras a 43000, ditas de
alpaca preta 43000 e 53< 00, camisas brancas
ede cores a 28O00, ditas de fustao a 23500
serolas muilas finas a 13600 e 28000, palitols
debrira pardo a 38000 caigas de casemira pre-
ta e de cores, paliiotsde panno preto sobre casa-
cas, colleles de casemira preta ede cores, dilos
de vellido preto e de cores ; um completo sorli-
raenlode roupas feitas
Reiogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C,
ra do Vigario n. 3, um bello soriimenlo de
I Cimento inglez.
p Vende-se o muilo conhocido e acredi- *
gj lado cimento para colar looca, vidros,
flo tarlariiga.maifim ele. : na loja de fazen- ^
Jg das da ra do Gabug n. 2, a 28 cada um
ft vidro diiihciro a vista. gg
Ra do Crespo
Fugio do poder do. abaixo aastgnados um
seu escravo ciioulo de non e Manoel, or nade de
vinle e cinco annos pouco mais ou menot << m
os sisn.ies seguintes : cheio do ci rt o, kixo
me-se andar rt-fugiado pelea arrebldes da cida-
de por j ler sao de cosime : quem o appreh o-
uerse dirigir ra do Brum, armazem do j_
suear, n. 28. que ser generosam. uto recompen-
sado. Kecife, 5 denovfinliro de 1660.
Jos da Silva i., 3 o Jj C>
tugio da Passagem d Magdalenr' a 8 dias
um escravo crioulo de nome Ventora, que re-
presenta ler de 25 28 annos de idade, c. n. orna
sicatrn no rosto, o qual j veio fgido do enge-
nho Ciislanhiiiha. na provincia de Alaeoas e
procuiou nesla praca a casa de seu senhor An-
tonio Buarque de Gtisn.o o 'onde se auzenlru
'segunda vez. Roga-se as auloridades policiaca e
icapnaes de campo a captura do dilo escravo o
entrega em qualquer dos Itfgares cima
: a sua
! | mencionados, promeltenoo-se gcnerosamenle gra-
, linear.
Fugio do engenho Malemba, no dia 23 de
louiubio prximo passado, um escravo de nene
Jos, de na.ao Angola, alio, msgr", peiludo
peinas finas, andar apressado, lem no alio d
cabeca urna roladuta de cairegar peso, tsi nrra-
rello, e bem relo, descunfb-se estar na rida-
de do Rerifo por ser ranoeiro : quem pegar dilo
| escravo leve-o ao dito engenho, a sm senhor
ou a cidade do Recife, aos Srs Jos IVireirn d
Lunha c Antonio Carduzo de Queiroz Fonaeca
que recompensarn ginerosamente.
Fugio no dia 22 do nutubro do 18P0, do en-
genho Tnumpho da freguezia de SerinhSem o
, o escravo crioulo. de neme Vicente, com es sig-
- -------................ naes seguimos: bonita figura, alio bssiante, cor-
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais i l0Ja 25 de Joaquim Ferreira de S, vende- r-rporcionado, cor preta, poma barba na
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem se DOr Pre?os batalissmos para acaLar : ves- P"",a do T,p,x. Ipm una marca de talbn no l-ei-
"ma variedade de bonitos trancelins para 0s Jos de larlauna bordados de seda a 8300O. Jr^SSStSarrt^^Sffi
mesmos. 'organd de cores muito finas a 320 rs. o co- na; foi comprado nesla praca ao Sr. Silvino
I vado .cassas de cores a 240 rs.. chiu larga a G"|horroe de Barros, viudo do sulo dito ea-
\\ I A 2", e 240 rs., capas de fustao enfeiladas a fn" rpPrpep'"a <" 24 a 25 annos de idade j
V A II I 0; "-vaques de cambra!, e fil a 5l,00. T^ZT^J^Z Z^Z''!^ K
l\% M fj I penleadorns de cambiaia bordados a 6?00, I Prancisco de Paula Cavalranti WanderU-y, ou
; babados a 3v0 rs a vaia, litas bordadas mui- l,'Ma fril?a aos Srs- Manuel Alves Ferteir'a A
ra \
. -oa(lu,m Bernardo dos Res estabelecido com loja de calcado francez na ru larga do
rosario n. tendo era vi,ta acabar cora esle estahellecmenio o mais breve possvel, reolveu-
se a vender lodo o calcado que tem pelos preces abaixo mencionados, a saber-
Dorzeguins de hezerro com durarjue.
Dilos ditos com pellica.
Ditos de ditos com panno.
Daos de vaqueta sola patente.
Dilos de camurca.
Ditos de ames sola patente.
Ditos dedito sola fina.
Ditos Pradelle.
Ditos todo de duraque,
Ditos de ditos dito.
Ditos de Nanles.
Dilos lodo de pellica.
Ditos de cordavao.
Ditos de lustre de Meli.
Bolas de hezerro.
O
68000
78000
78000
735I0
73000
98000
83000
88000
7350o
78000
930n0
108000
113000
123000
Sapaldes de lustre de Nanles.
Dilos Fanien.
Dilos de ditos.
Dilos de bezerro.
Dilos de utos cora panno.
Ditos dedito para menino.
Sapalos de Iranca francez.
Dilos de lapete.
Ditos de maroquim para Snra.
Ditos de bezerros duas solas.
Dilos dilo de urna sola com slto
Dilos dito de urna sola sem dito
Dilos de lustre com duas solas
Ditos dito com urna sola esalto
88000 Ditos dito com urna sola sem dito
63000
4351'O
33500
33500
33000
23500
18280
1O0O
13(00
43500
38500
28800
58000
43000
33200
, to finas a 1351 0 a peca, riea.lo francez fino L]D'a' rua^a Morda n" a-
1 Tiln 701)1 A [V/ilUittC lio a. 16t rs- ado, golnlas de ponas bor-, LS(TaVO fllgido.
ti ll(i/.l Itl U iUHf(M |fa".dadap a 350O, manguitos de eanbraa e fil ,* T,8Ic1aro- n"*'0- com Panros pwloi
a 28000, camisinhas bordadas muilo finas a "* id'd" VT?\ r,'':rpspr!"1^('. ,p^ 55 annos
ralas, na ruado Quei-! 2 *- .fe rj-r. us*-1 sifew. ~ SfJsuzsi
iiniili).
Ricos corles de gaze de seda e phanlazia com
cad'a Sate' Pe'a 'erQa Parl6 d SCU Va,0^, 109 C.f .a20*000' Pa,ilos de Pa"" preto e de ceres ''
Lences e cobertas.
Lencoes de bramante, dito de panno d Unho. e de cores de 68000 a 1(3000, ditas de brim '
branco e de eores de 2^000 a 53000, palitos
de brim branco
cor a 2U>000, palitos de pao preto e de ceres i, MOaai's l1""<'ac=, e a nutres quae>qiier
de 16/[000 a 203000, sobrecasacas e Vnno\lhrZ?L,l'.?naT' "nm?a '""-
muilo fino a 258000, cal^s de casemira Veta ^SOTSSSt^ desle an-
cobertas a chineza pelo barato preco de lg600.
Vestidos de seda.
Ricos vestidos de sed
annuncante roga as pessoas que lhe devein o favor de virem saldar seus dbitos, visto
ler de salisfazer a quera deve.
ARMAZEM DEROIPAFEITA
Becebeu-seum complotu suitmenlo de
pulceiras de sndalo, botao para colete,
eitnitos, essencia e bania fina : na ra
da Cadeia loja n. 23, de Gurgel & Per-
digo.
Vinagre branco,
superior.
Vende-se vinagre branco superior em barrjde
tuinio. por aivco commodo ; na ra da Cadeia
co Recife n. 12, escriptorio de Pallar & Ol-
cirim
Recebeu-se os mais modernos cha- "
_ p09 de palha enfeiUdoa com plumas ou
llores ; na ra da Cadeia loja n 23 de
Gurgel 4 Perdigio.
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Casacas de panno preto a 303, 353 e 408000
Sobiecasacas de dilo dilo a 353000
Paleiots de panno prelos ede cores a
208. 253, 303 e 358000
Dilos de casemira decorosa 158 e 323000
Dilos de easemiras do cores a 7 e 128000
Dilos de alpaca preta gola de velludo a 128000
Dilos de raerio selim preto e de cor
a 83 e 93000
Ditos de alpaca de cores a 3#500 e 5*000
Ditus de alpaca preta a 33500, 53,
78e 9#000
Dilos de brim de cores a 3)500,
43500 e 5fooo
Ditos de bramante de linho brancas a
43500 e 600 (
Calcas de casemira preta e de cores a
98, 103 e 1200(
Ditas de- princeza e alpaca de cordao
pretos a 58000
Ditas de brim branco e de cores a
28500 43500 e 5000
Di las de ganga de cores a 39000
I Ditas de casemira a 53500
Colleles de velludo decores muitono a
Dilos de casemira bordados e lisos
prelos e de cores a 58, 53300 e
Dilos de selim preto a
Dilos de casemira a
I los de seda branca a 53 e
Ditos de gurgurao de seda a 53 e
Ditos defusio brancose decores a
33e
Diios de brim branco e decores a 23 e
Selouras de linho a
Ditas de slgodo a 13600 e
Camisas de peitode fusio branco e
de cores a 28300 e
Ditas de peilo e punhosde linho mui-
lo finas ingle/Ms a duzia
Ditas de madapoleo brancas e de cores
a 18800, 23e
Ditas de meia a 18 e
Reiogios de ouro patente eorisonlaes
Dilos de prata galvanisados a 25 e
Obras de ouro, aderecos, pulseiras e
rosetas
103000
63000
58000
33500
63000
63000
33500
23500
23500
23000
23500
358000
28500
13600
3
308OGO
para meninos e meni-
nas, fazenda superior, feitas no Rio de Janeiro
or urna das melhores modistas, o pelo barato
prego de 89.
Chitas fraocezas.
Chilas francezas proprias para casa por serem
escuras, e dilas claras a 2^0 rs. o rovado.
Colchas de fustao. .
Grandes colchas de fustao com ricos lavores a
5JS500.
Chales de merino.
Chales de merino bordados, franja de seda a
5JS500, ditos estampados a 3jE0O.
Paletots escuros.
Paleiots escuros a 2J600 cada um, cambraia
organdys a 500 rs. a vara, dilas muito finas a
640 rs., bales de malha a 5$. ditos tapados a 4fi
lencos brancos a 1S800 e 2g, algodo com 8 pal-
mos de largo a 60U rs. a vara.
Ricos manteletes.
0s mais modernos manteletes pelo preco de
oUJUUO
Loja das 6 portas
em frente do Livramento
Lazinhas a 500 rs.
Camisinhas muito bonitas com duas larguras
para vestidos de senhora a 500 rs. o covado, cor-
tes de riscado francez para vestido a 28. sa;a.s
bala parr menina a 38500. ditas para senhora a
4fa00e 58 ; d-se amostra com penhor A loja
est aberta at as 9 horas da noite.
Ra do Rangel
numero 28.
Delicadas resfriaderas para a praca e senhores
de engenho, obras que podem estar patentes em
qualquer sala ornada, do melhor goslo pela sua
delicadeza, como sejam : as bonitas bilhas ham-
burguezas. lano em porcao como a retalho, P as
expelientes jarras linas e entrefinas, proprias
para os lugares mencionados, de lodos os tama-
nhos que o freguez queira, e depsitos paro com-
modidade, jarras e potes, tudo marcas reforcadas
e outros muitos objectos.
Com toque de nvaria,
Pecaa de madapoliio de 28 a 48000, vendem-se
na ra do Crespo, loja de quatro portas n. 8.
Resumo de noetica. *
Indiapenaavel para o prximo examogderbo-
lowa ; *>si venda r livr.ria rlaesica, na pra-
ca de Pedro II n. 2, a 500 rs. cada exemplar.
e de cores de 3500 a 58000,
ditos de alpaca de 3(!Cf? a 88000, brim
trancado de algedo com 9 palmos de largura
proprio para toalhas a 900 rs. a vara, damas-
co de la com 9 palmos de laigura a 18600 o
covado, velbulina prela a 400 rs., brim de
linho de cores a 18500 o corta, meias cruas
para hornera a 18200 a duzia, camisas de
linho ingieras a 323000 a duzia, pegas de
madapoln fino a 43500, corles de lanzinba
rauilo fina com 15 covados a 8000 rs.. ca-
misas de cores e brancas de 13500 a 38000,
e outras muitas fazendas por menos do sen
valor para fechar cenias-
Na Lingoeta n. 5, vende-se :
Queijos novos a 3.
Mantenga ingiera flor a 1280 a libra.
Vinho engarrafado duque a 1js500.
Presuntos novos a 500 rs. a libra.
Cha hysson lino a 2)400.
Hecebeu-se e continua a receber-se por He
9 todos os vapores, vestimentas, calcado e #
chapeos para meninos na pardo acabuclado de r.nn o Joao
con. ossignarsseguinUs : corpo e estatura re-
guiarps ror plida por ler soffrido de spsdes, de
"lade 25 a 30 annos. falla riesrot.ci.da, mansa e
sempre contrafeila, mostrando fingin.enlo, e na-
l"ial de Inhamum. foi proprieriade de um vilho
por nome Joao Secundo do mesmo serian, p por
morle desle vendido pelos herdeirns, yendo um
nos ullimos possuidoies Ignacio Ferrira Tima-
do, senhor oe engenho rio Sul, que lambpm o
vendeu ; julga-se ler seguido para o Inh..mnm
ou oulro qualquer sertao : roga-se aos capitaea
de campo ou qualquer pessoa que delle soober,
o apprehendam e leven Apipuros a sen actual
senhor. o major Joao Francisco do Pego Maja
ou no Recife a Symphrnnio Olympio de Quciroga!
que se recompnsala generosamente.
OS de gralificafo,
Loja de marmore.

, a quem prender e levar ra estreita do Rosario
: n. 10, segundo andar, ao Sr. Julio Cesar Peteira
di Rocha, a pserava Anlunii, cabra, estalora re-
gular, nariz muito choto, cara muilo fea e pica-
da de bexigas, peitos cnidos, ps apa paga jados
: traja saia e camisa a moda da Rahia, o'ondp 6-
I Iha, lera falta de todos os denles da frente, onde
apenas lem as duas prezas. cheia do coipo
tendo os bracos bastantes desenvolvidos o clieios
de vcias, costura va lavar roupa no Poco do Pa-
nella ; fugio da Parabiba e veio pra e.-'la (i.iado
em urna barraca com o nome de Mara Joanns
representa ler 40 annos. e tem bom cabello
que a piender e leva-la casa cima, ou reco-
Ihe-la a cadeia, receber 50 de gratifleagao
'
Dos premios da segunda parte da quinta lotera a benefi-
cio da irmandade de Nossa Senhora do Guadalupe da
cidade de Olinda, exlrahida a 10 d novembro de 1860.
n& PREMIOS. NS. rnimnori NS. PROBOS. NS. PREMIOS NS. PREMIOS.
179 m 674 10d 1074 10 1345 100 1861 200
190 200$ 882 10? 1113 50^ 1362 504 2078 4:0000
202 I00:> 898 10,? 1152 100,5 1518 500,5 2114 200
245 200 901 10,? 1163 m 1527 100 2134 100
296 io 904 20 1193 504 1564 10,5 2162 2CO0
301 io 917 900a 1195 100,5 1645 100 2204 100
591 1041 921 20^ 1232 100,5 1735 500 2245 100
597 20,5 941 10,5 1248 100/5 1757 100 2284 100
623 20d 951 io> 1253 50,5 1767 100 2292 200
632 10$ 1040 m 1299 10/5 1825 200 2371 50f
m:
Todos os n ais nmeros al 2400 inclusive esto pre-
meados com 1$ na forma do plano em vigor. Thesouraria
das loteras 10 de novembro de 1860.
Typ. de M. F. de Paria.!860 O escrivao, Jos Mara Ja Cruz.


)
DIARIO DI PERNAJIBUCO. SEGUNDA FHRA 12 DE NOVEMBBO DE 1860.
Litteratura.
A pulseira de coral.
i
Urna noite na operarepresentava-se a Judia
.is vistas dos espectadores fixavam-se era orna
mulher quo acaba do entrar n'urn camarote. J
nao iestiva no primeiro brilho da raocidade. Os
bellos contornos de seus hombros, as ampias e
harmnicas lionas do peito, dos bracos e do
eolio, denunciavam urna belleza em todo o es-
plendor da meia edade ; masconservava anda a
dorili lade e a delicadez extrema, bem raras na
mullier que em trinta annos passou bastantes
vicissiludes. Junto della achava-so de p urna
creanga, cujo formoso rosto pareca moldurado
em magnficos cabellos loiros.
O chefe da orchestra ia dar o signal de aber-
tura, quando no camarote entrou um cavalheiro.
c laucou um olhar simultneamente grave e ter-
no menina e me, que lhe estendeu a mo.
Um nao sei que, que todos comprehendem e
ninguem explica, denunciava o marido, mas ter-
se-hia tambem podido lomar por um amante,
lano era o amor que lhe transluzia no sorriso, e
a solliciludo que moslrava no olhar.
F.xaminastes cora attenco a dama da pul-
seira de coral ? disse um mancebo, designando
a pessoa para quem todos os binculos se diri-
giam, e que com effoito tinha no pulso a joia do
que fallara.
Quem acabava de dirigir-me a palavra era um
joven auditor no consolho de estado, que ia mui-
las vezes as companhias, e poucas as sesses do
tribunal.
Pode aqui alguem merecer mais allenco ?
disse eu. Mas, encanta-rae anda menos a sua
belleza, do que a exprcsso ao mesmo lempo se-
rena e grave do seu rosto ; um admiravel mix-
to de energa e timidez. Reuuom-se nella a
candar* da creanga o a terna gravdado da me ;
e se o sorriso de seu3 labios cheio de bon la-
de, l-se-llie no olhar lucido e pendrante a re-
soluto e firmeza de carcter.
Acabaes de fazer o seu retrato em algumas
pilavras, respondeu o auditor ; urna creanca
c'iea de ingenuidade pela alma, cuja pureza
a.nda nao foi manchada : urna mulher pelo
corago cheio de dedicago c forga. A historia
de madame de Vibray curiosa, accrescentou
depois do um instante de silencio ; se quizerdes
icompanhar-me ao salo durante os intervallos,
contar-vo-la-hei ; nao comraelter nenhuma
indiscripgo : o marido e ella contam-na espon-
tneamente a todos os seus amigos ; e como se-
ria impossivel v-los sem os amar, a elle pela
nobreza do seu carcter franco, a ella pelos at-
ractivos de sua pessoa e elevacao de espirito
nao poem duvida em conta-la. Compreliendereis!
por esta narrar.o, que, nao obstante as aecusa-
ces de que sem cessar victima, ainda ha pre-
sentemente coragens altivas e nobres dedica-
rjes.
Ainda bem nao linham desapparecido da sce-
na as ultimas figuras, e j eu segua o joven au-
ditor ao salao, onde, assentado commodamente
em um lugar atestado, longo dos jornalislas e
dos depulados que conversavam em litteratura e
poltica, me contou, pouco mais ou menos, o
seguinte :
Ha dez para onze annos, se qualquer pes-
soa, viajando, livesse visitado as raargens tortuo-
sas do Geay, na provincia do Maine, de que a
constituinie fez o destricto do Sarthe, icaria
cortamente impressionada do aspecto selvagem
do paiz, e do grande silencio dos bosques a char-
necas, que nenhura ruido iiilerrompia. Grandes
touros foveiros paslavam ao acaso, e vagarosas
manadas do carneiros, deitados as urzes, dor-
miam guardadas por vigilantes caes. Nenhum
nico lavrador no campo, nenhum bofarinheiro
na estrada, nem urna lavadeira no ribeiro. Te-
nues linhas de fumo azulado subiam lentamente
dos ledos de colmo de pobre casinhas sumidas
debaixo dos castanheiros ; aqui e alli,-de legua
em legua, algum velho zagal, invollo em com-
prido gabo de la, apparecia sentado sombra
de urna sebe. Mas ao passo que se avancava nes-
ta lingua de trra que o formam os leilos do
Geay c do Sarthe correndo um para o oulro, ao
sentiroento de tristeza quo esta paizagem muda
inspirava, aggregava-se depressa o de ioquieta-
Qo. A's janellas das choupanas, distantes uraas
das outras, appareciam as cabecas doscampone-
zes assustados ao menor ruido que faziam os
scixos da estrada. Feixes de baionelas roluziam
por entre o mallo, e as sentinellas passeavam
com passo regular ao redor de barracas alinhadas
as balsas.
Corra o mez de selembro do 1832. Todo os
campos de oeste estavam cheios de terror. Os
desastres de Vezouzire e de Penissire tinham
espalhado o lulo tanto nos castellos como nes al-
deas ; diziam-se em voz baixa os noraes dos
murtos, c orava-se polos fugitivos. Aos domin-
gos as reunieres, vestidas de preto, sccorriam
FOLETIJ!
para as egrejas ; e em vez das dancas que alo-
gravam as aldeas em outros lempos, viam-se
passar familias desoladas, velhos e creangas,
que iam chorar sobre as sepulturas abarlas de
fresco.
Alguns conflictos haviam tido lugar neste par-
le do Sarthe, que conlava bastantes victimas de
urna causa perdida, e muilas habilaces estavam
viuvas de seus donos, desde as florestas do Va-
dre at s maltas do Grande-Charme. Corra
boato de que urna duzia de chouans (1), escapos
aos combates que deram a victoria aos bleus (2)
so tinham refugiado nos bosques, cujas maltas
so eslendem entre o Geay c o Sarthe ; mas duas
companhias de caladores, as quaes se tinham
juntado os guardas nacionaes de Lasuze, 4a
Noyen e de Chantenay. percorriam os arredores,
e de hora para hora, esperava-se, do Pirmil a
Saint-Jean-du-Bois, a noticia da sua raorte ou
priso.
Na extremidade desla lingua de trra, onde a
causa realista ia perder seus ltimos defensores,
erguia-se o castello de Balestras. vasta habita-
Sao arruinada, cujos muros eram banhados si-
multneamente pelas aguas do Sarthe e do Geay.
Urna grande tapada confunda suas espessas ar-
vores com as da planicie, o delraz das ribas are-
nosas dos dous ros, grandes terreos incullos
cornam at ao horisonte. No uro de urna longa
galena meio destruida, um pavilho ostendia at
a margem do Sarihe, suas paredes tapetadas de
hera, onde se viam as parielarias e as trepadei-
ras que se uuiam ao ledo coberto de musgo.
Emquanto tres ou qualro sentinellas vgavam
ao longo dos fossos, junto do castello, duas mu-
heres conversavam a meia vozemjuma sala, cu-
jas janellas davam para o parque. Urna eslava
sentada em ampia cadeira perlo do fogo. onde,
apezar da brandura do lempo, chammejava um
mmenso fogo ; paluda, 3ua mo descarnada, oc-
culta em abundantes anneis de cabellos casta-
nhos, suslenlava urna encantadora caneca o puro
modelo da qual recordava as figuras de Tony
Johannot. Duas lagrimas lhe rolavara lentamen-'
te pelas faces desboladas, o seu olhar. elevado
para o azulado co que se entrevia pelas fendas
das janellas, parocia pedir a Deuso conforto que
nao esperava. A outra, vestida a camponeza,
debrucava-se a urna janella de sacada, que olha-
va para a frontaria de Balestras
Neste momento ouvio-se o piar d'uma coruja.
Urna sentinella lvantou machinalmenle a cabe-
ga para os annososcarvalhos do parque. As mu-
Iheres estremecern!.
E finalmente elle ? perguntou a que eslava
sentada, e cujas facc3 se cobiiram de sbito
rubor.
elle, senhora, to cerlo quanto cerlo
que urna vandeana sabe differencar o chama-
meuto d'um irmo do grilo da sentinella ; res-
pondeu a camponeza, com olhos scinlilantes.
A sua companheira levanlou-se e veio apoiar-
so loda trmula no losco peitoril da janella.
Mortal pallidez substituir o brilho das suas fa-
ces ; o seio palpilav-a-lhe ; e debaixo das lagri-
mas que os cncobriam, os olhos respiandeciara-
lhe com o fogo da febre: Lancou a vista por um
instante para os bosques purpureados pelos l-
timos raios do sol. A sua mo descancava no
braco da joven camponeza.
Dizes que est all ?
Sim, all, lo perlo, que a sua cabega esl
merco o primeiro soldado, que, por accaso,
tropegar as moitas em que se escondeu. Elle
o capilao George, esconder-se quando est to
prximo de Balestras !
Mas que queres que eu faga ? disse a outra
comprimindo com as mos o corago.
Salva-lo.-. salva-lo esta noite I Amanh3
talvcz j seja tarde... amanha estar perdido.
Perdido, elle I exclamou a companheira!
com exaltago. Depois conlinuou com um sus-
piro cheio do angustia : Nao, Adelina, Deus pro-
teger mr. de Vibray.
Oh I senhora I "tornou Adelina, aperlando
entre as suas as maos de sua ama, ajodemos en-
to a obra de Deus. Aquello a quem os libe-
raes fazera montara como a lobo, o visconde
Georgo de Vibray, que serapre vos amou, e que'
vos amaveis..
Cala-te.... cala-lc I oh 1 por compaxo, ca-
la-le bradou a outra mulher arquejando de
commoco. Acreditas que o esqueci? Dizo. acre-
ditas? Mas enlo eu chamava-me Luza de Pir-
mil, podia ama-lo sem temor nem remorsos;
hoje sou Luza Champrod, sou a mulher d'outro,
o pergunlas-me se anda o ainda o amo 1
Luza oceultou o roslo entre as maos, debu-
lhanda em lagrimas. Adelina inclnou-se para
ella com a sensivel bondade d'uma irma. Neste
momento alguns tiros de espigarda soaram ao
longe. Ambas Irocarara um olhar assustado e
correram janella. Leves flocos de fumo atr-
cenlo subiam das densas florestas que assom-
bravam as margens do Geay. Rubros clares bri-
Ihavam por entre os ramos e as denotages ou-
viam-se na planice. Rufando, o tambor cha-
mou os soldados s armas, os sarilhos foram
desmanchados, e imraediatamenle um pelolao
de cagadores corrou para a parte do bosque onde
se ouvira a escaramuca. As bayouotas desappa-
reciam por debaixo das arvores do parque, quan-
do urna leve paucada, dada em urna pequea
porta occulla na paredo do quarto, obrigou as
mulhcres a vollarem-se. A porta resvalou len-
tamente nosgoozos, e sobre o liminar appareceu
um velho couleiro. enrolando nos dedos o seu
chapeo de fellro.
Jeronymo que noticias nos trazes excla-
mou Adelina.
Luiza nada disse. mas seus olhos Olaram-se
no guarda com anciedade.
Faz-se muia bulha l em baixo, disse Je-
ronymo ; aquella plvora so causar susto aos
mochos ; as arvores o que apanharam as balas.
(1) Epitheto porque eram conhecidos os sec-
tarios da duqueza de Berry.
(2) Nomo dado aos liberaes partidarios de Luiz
Filippe.
Bem ouvimos, tornou Adelina, sem saber
como tu, o que se passa. Onde esto chefe?
Ora essa I nio esl talvez muito longe.
- Foi elle ento que, ha urna hora, assobiou
o signal de insurgentes ?
E' possivel, porque o vi.
Visie-o ? perguntou Luiza com voz desfal-
lecida.
Quando se passea pelos bosques, teni-se s
vezes extravagantes enconlros disse o guarda,
approximando ao fogo suas hmidas polainas.
Passava eu por um malo, no meio do parque,
quando ouvi o pi da coruja. Bem, disse comi-
go, de cerlo andam por ah alguns enmaradas ;
eolhei para loda a parte. Ento as haslcsde urna
moita moveram-se brandamenle dianle de mira ;
fui-me a ella sempre com cuidado nao passasso
algum carador: da ramada sahio um lime ni
vestido de pelles de cabra como um pastor; era
Mr. de Vibray.
Pobre George 1 murmurou Luiza em voz
baixa.
Que le disse elle! perguntou Adelina com
vivacidade.
Poucas palavris ; nao tivemos quasi lempo
de fallar. Jeronymo, disse, tu podes fazer-me
um servico, e fa-lo-has; recebo isto e leva-o a
tu a ama ; e tornou a entrar na mesma moita,
depois de me entregar um pedago de papel quo
julgo ser para vos.
Terminando estas palavras, o guarda apresen-
tou um pequeo bilhete a madame Champrod,
que o aceitou hesitando. Abri tremendo o pa-
pel, no qual seus chorosos olhos puderam ape-
nas distinguir algumas linhas escripias a lapis.
Se ainda resta a madame Champrod recor-
dago de um tempo que nao volta, dizia o bilhe-
le, em nome de seu pao vandeano, em nome
da pobre gente que se me dedicou o s em mim
lem esperanzas, pego-lho o favor de me conco-
der um hora, um instante. E' s quem podo
salvar-nos I hesitar em melter-se entre nos e a
morle?
O visconde George de Vibray .
Luiza passou o bilhete companheira, que o
leu vidamente.
E ento, senhora ? disse Adelina, cravando
em sua ama olhos de anciedade.
Enlo ? exclamou Luiza cora exaltago, nao
se dir que um vandeauo chamou em s'eu soc-
corro a filha do marquez de Pirmil, e ella o aban-
donou covardemente Vae, Jeronymo, vae ; en -
caminha o visconde de Vibray, e dize-lhe que
nunca eu hesitara em salvar um proscripto, ain-
da cusa da rainha vida.
Adelina pegou-lhe na mo, e levou-a silencio-
smenle aos labios. O rosto queimado do velho
guarda revelava viva comroogao.
Oh I Deus vos abengoe I murmurou Ade-
lina.
E Luia sentio correr duas lagrimas por sobre
a sua mo.
Ouvisle, tornou madame Champrod, vae de-
pressa : a noite approxima-se; mas loma sen-
tido que nenhuma sentinella vos veja quando
atravessardes o parque para entrar no caslello
Oh I o velho Jeronymo nao nenhum lou-
co, disse o guarda ; conheco as mais occullas
passagens, e sei um caminho para chegar aqui
pelas galeras. Ahi esto os liberaes a accende-
rem as fogueiras ; desafio-os agora para verem
qualquer cousa alm da sua comida.
O guarda sahio immediatamente.
Eu bem sabia que eris vandeana, disse
Adelina filando em Luiza os seus grandes olhos
negros.
Nao sei se farei mal salvando o inimgo de
meu marido; mas o corago diz-me quo fago
bem. Deus mejulgar.
Estando ambas na janella, viram Jeronymo
que, deitando negligentemente a espingarda ao
hombro, se entranhou no parque: O quo porm
nao viram, foi um homem que de rojo pela fio-
resta, e passando ligeiramenle d'arvore para
arvore, seguia a pista do guarda. Depressa se
perderam ambos no profundo e tortuoso do
bosque, onde a noile comegava a desdobrar seu
manto.
Correu urna hora de anciedade. Ambas as
mulheres se olhavam paluda claridade de urna
pequea alampada, e escutivara altentamente
qualquer ruido que ouviara fra. A brisa bafe-
java as arvores, e as folhos que cahiam.rogavam
brandamenle pelos vidros. Sentiram baler-lhes
o corago.
Entretanto um som ligeiro, como o estalo da
madeira, so lvantou da galera, e veio expi-
rar-lhes nos ouvidos. Unirara-se urna oulra,
dando as mos.
Os odios do velho castello repitam o rumor
de passos discretaraene dados no soalho, que
rangia; e Jeronymo appareceu immedatamenle,
Iluminado por um'raio de luz da alampada, no
escuro vao da da porta enlreaberta. Na escuri-
do appareceu, por delraz delle, o rosto de um
cacador.
Madame Champrod, mais paluda que urna es-
tatua, quiz levantar-sa, e tornou a cahir, sem
dizer palavra, na cadeira. Adelina, to tmida
como ella, apoiava as raaos sobre as cosas da
poltrona.
Enlrai, disse Jeronymo ao cagador; eu
eslava certo de quo nao seriamos vistos pelos
soldados.
Ento entrou uro mancebo, cujo rosto crestado
do sol, e magro das fadgas, apresentava bello
aspecto de serena e nobre allvez. Do cinto de
coiro pendia-lhe urna comprinda faca de mato,
e sob a rusticidado de seus vestidos de pelles e
panno grosso, percebia-se a elegancia do lalhe,
e a dislincgo das maneiras.
Adelina, disse o guarda tocando cora as
pontas dos dedos no brago da rapariga; vede
quem veio em companhia do chefe,
Adelina lvantou a cabega, e seus olhos en-
contraran] os de um camponez que se conser-
vaba immovel junto porta, sustentaudo as
robustas mos urna espingarda de dous canos.
Aleixo, meu irmSo exclamou a donzella ;
e correu a langar-se nos bracos do rebelde.
Este grito afroncou madame Champrod da sua
perturbago. Levantou-se, e saudou com digni-
dade Mr. do Vibray.
Este imitou-a. Pela profunda allerago do
rosto, comprehendia-se a impetuosidade das
ORIGINAL DO DlftRIO DE PEBMIBUCO
rUSEN-HA MARTIMA,
XLli
Simmario.O porto do Maranho e o seu dique.
Anda 03 ofliciaes generaes da armada para
ojudantes de campo de S. M. o Imperador.
O porto do Maranho, especial no Brasil, por
s?r aquelle em que sbera espantosamente as
sguas as coDJungoes e opposiges da la, e em
que qualquer de suas prias um dique natural,
deve merecer mais serios cuidados do governo
imperial.
Este porto importante, onde as aguas chegam
subir 24 ps, vai-se obslruindo de urna ma-
neira espantosa e dcsanimaddra, por falla dos
cuidados proprios conservago. um porto
bem condecido do Exm. Sr. ministro da marinha,
que j presidio aquella provincia, e deve estar
bem ao fado de sua importancia e necessidades ;
e, pois, fallamos para quem desse porto lem mais
conhecimento do que nos.
Do muilos annos se reconhecc a maneira rpi-
da porque esta destruigo se opera : defronte da
rampa, prximo alfandega, onde em 1854 an-
coravam navios de 15 ps de calado d'agua, hoje
difiicilmente podem estar ali os de 9 ; a cora
que raminha do lado do Desterro para o ancora-
donro, chega hoje, quasi defronte do anligo ar-
senal de marinha, c o canal que serve de fun-
deadouro so tem estreilado por maneira tal, que
ainda urna escuna nelle tundeada, nao pode virar
em roda de suas amarras sem encalhar ; feliz-
mente tera o ancoradouro urna grande vantagem
a de os navios virarem sempre s mares,
aproando cidade de S. Luiz: d'oulra forma elle
nao poderia receber seno canoas, ou gabarras da
navejiago fluvial ; entretanto esta importante
vantagem faz cora que ainda receba navios ca-
lando 18 ps d'agua.
As coras por todos os lados procurara invadir
es-e estreto canal, onde seria impossivel o bor-
dejar, se a altura excepcional que sobem all
s grandes mares nao viesse em auxilio do porto
e do commercio, para nesas occasies dar sabida
aos navios.
Claro est, pois, que esto importante porto s
podo ser salvo por barcas de escavago ; todos os
praiicos o reconheccm ; ninguem disso duvida e
o governo imperial est plenamente convencido
de qoe esta a nica o eflicaz medida para o con-
servar o alarga-lo aos lempos anteriores. Mas,
ou por falla de recursos do thesouro, ou porque
aquella provincia liquo quasi no exlremo norle
do Brasil, sou porto tem sido quasi abandonada
s arasdevoradras das coras.
Ha muilos annos mandou-se para ali urna ve-
lha barca de escavago, que demandava 9 palmos
d|agua I Ainda assim, debaixo das vistas da ca-
pitana do porlo, fez ella muilos servigos, al
que de lodo ficou detoriorada e nao pode pres-
tra-los mais. Nole-so que essas barcas nao po-
dem prestar valiosos servigos sem terem grandes
canoas ou bateles que recebara as reas e as vo
depositar em lugar apropriado ; que essa barca
de escavago foi para o Maranho quando ali
nao havis esses bateles, e que quando elles se
fizerara de pouco proveilo foram por que a ruina
da barca nao permiltia que ella conlinuasse
trabalhar.
Assim sao os progressos de melhoramento no
nosso paiz I
Regulamos com o ferrero da maldigo, quan-
do tinha ferro, nao tinha carvo.
Quando no Maranho houve barca de escavaco
nao havia bateles : fizeram-se os bateles "na
importancia de 40 conlos ou mais, nao ha barca
do escavago ; e porque o anligo e desprezado
arsenal de marinha nunca leve telheiros proprios
em que podessem ser abrigados esses bateles,
nem a capitana lenha recurso algum, elles ali
se vo estragando as praias da capitana at que
o Maranho teoha barca de escavago II cousa
estupenda, que nem ao menos, procuremos tirar
proveito das despezas do thesouro I
Desde selembro de 1856 nao trabalha a barca
de escavago, e as coras de ara que sao menos
descuidadas do que nos vo progredindo ; e tar-
de ser o nosso arrependimento ; porque ento
(eremos perdido um dos mais valiosos porlos do
Brasil.
De momento nos occorre urna pergunta. Quan-
do houyer barca haver bateles?
Continuas instancias da capilania do porto con-
seguiram, depois de annos, autorisago para
construego de urna barca de escavago, e laos
obstculos appareceram que s em fins do cor-
rente anno tlcou decidida a construego. Sabe-
mos que essa barca vai em andamento, com a
mais solida construego, sendo o seu cavername
todo de pequi verdadeiro : e que como condigo
essencial das barcas de escavago, ser de mu
pequeo calado d'agua, que nio exceder de 3 e
meio palmos; e de 9o ps de comprimento,
22 de bocea, e 7 de ponlal, o seu custo, segundo
o contrato, ser de 29 conlos de ris I Duvda-
mos que o emprezario deixe de ser prejudicado ;
mas ainda sendo pequea essa quanlia a visla das
dmenses da barca e madeiras empregadas, ella
caminha morosamente; porque um dia diz a the-
sourarianao ha verba era oulro respondeha
verba, mas nao ha dinheiro, espere que o Ihesou-
raria lenha, que ser pago etc. etc. ; e assim,
sem dinheiro o emprezario para pagar aos ope-
rarios, nao pode caminhar rpida a conslrucgo
como convlnha ; e ainda, talvez, nestes seis me-
zes nao principiar funecionara barca de esca-
vago. Entretanto no estado do porto do Mara-
nho urna s barca nao basta para salva-lo ; pelo
menos duas sao indispensaveis : urna carainhan-
do do desterro para os Remedios, e outra dos Re-
medios para a barra.
Appellamos para o Exm. Sr. conselheiro Paes
Brrelo, actual ministro da marinha, cx-presi-
dente do Maranho, para quo proporcione ca-
pitana daquelle porto os meios de salva-lo o de
nao fazer afugentar d'alli os navios de commer-
cio estrangeiros.
Ali lem S. Exc. losta da capitana um oflicial
de marinha intelligenle e aclivo. que muilas oc-
casies temos tido de elogiar na nossa resenha
e no Brasil Martimo, sendo nos acompa-
nhado pela impransa das provincias, onde tera
servido este dislnclo oflicial, que por mais de
urna vez a secretaria de estado o tem mandado
elogiar pelo desempenho de commisses impor-
tantes.
Aproveite S. Exc. a vantagem de haver ali um
profissional de lana capacidade para dar lodo
impulso ao melhoramento malerial do porto do
Maranho; cerlo de que sem os precisos recursos
nada pode a intelligencia e actividade.
Sendo o porto do Maranho pela elevacao do
suas aguas o dique natural do Brasil, bem lem-
brado foi pelo governo, que em lugar de enca-
lhar os navios as praias, o que lhes traz immen-
sas desvanlagens, se fizesse um dique proprio on-
de enlrassem os navios na preamar e ali fizessem
todos os reparos sem dependencia do mares,
aproveilando todas as horas do dia, o commoda-
mente trabalhando os operarios, sera os riscos de
pesar o navio sobre o seu bjo ; caso em que po-
de partir cavernas e lhes trazer maior darroio, do
que aquelle que raolivou a encalhagao.
Aquello porto reconhecldo hoje como o hos-
pital de todos os vapores do estado e das com-
panhias : mas se elles, por serem quasi de fundo
de o/ato, nao tem experimentado revezos ; o
mesmo successo nao tero os navios grandes de
vela, que tiverera muito delgados ; e portanto o
diquedo governo no Maranho urna das obras
commoces: a visla de Luiza havia restituido
loda a forga a um amor que os numerosos acci-
l'f* ^e un>* *>da inquieta mal encobriram;
mil lembrangas ternas ou apaixonadas lhe agila-
vam em tropel o espirito, que se entristeca ao
recordar urna poca em que a esperanga raiava
na sua vida ; e, semelhanle aos campos que sao
allumiados pela primeiro laz da aurora, appare-
ccu-lhc inteiro o pBssado, brilhando sua me-
moria, ao primeiro olhar que lhelangou madame
Champrod.
A senhora comprohendeu ossenlimentos que
se succediam na alma de Mr. de Vibray, e se
lho representavam alternativamente no rosto; o
coracao assaz lhe o dizia. Avancou para elle
eslendendo-lhe a mo.
George, disso ella com voz affavol e gravo ;
nao deixeis enfraquecer a coragera com as lem-
brangas de urna poca sobre a qual nao devo
demorar o pensamento. Deus assim o quiz;
rcsignai-vos, como eu me resigno, e cada qual
cumpra o seu d6ver.
George estremeceu. Senta, entre as suas,
tremer a mo de Luiza. O olhar puro e cheio
de conuanca desta mulher, que to castamente
lhe fazia a conOsso do seu oceulto sentir, pene-
trou-lho at alma como orvalho benfico. In-
clinou-se para esta mo palpitante e tocou-a com
os labios. Um miene que Luiza calgava enro-
lara-so-lhe no pulso, e George vio, sobre aquella
cutis branca e asselinada, brilhar os vermelhos
anneis de urna pulseira de coral.
Euto ergueu a cabega. Os olhos de ambos
enconiraram-se, o vivo rubor afogueou o rosto
de Luiza. Urna lagrima pendeu das palpebras
do vandeano. A joven, commovida, ajustou de
novo o mitene no braga, e os anneis de coral
desappareceram sob as malhas de seda. Per-
turbados ambos um momento al ao man intimo
do seu ser, separaram-se.
Depois das effuses de mutua ternura, Adeli-
na e Aleixo tinham se aproximado, este do Geor-
ge, e a donzella de madame Champrod.
Chamastes-mo om vosso soccorro, Mr. de
Vibray, disse Luiza com voz mais firmo ; em que
posso servir-vos?
Podis salvar-nos, senhora, respondeu o
joven capito. Bem sabis que estamos cerca-
dos por torgas superiores. As aguas do Geay e
do Sarihe aperlam-nos em um triangulo, cujo
vrtice oceupado pelo castello de Balestras.
Detraz da coulada ha vau do lado do Sarihe ;
se conseguissemos passa-lo esta noite, ignoran-
do-o o coronel Champrod, encontraramos segu-
ro asylo na floresta de Vadre. Mas, para chegar
a esse vau, que Jeronymo conhece to bem como
eu, nos preciso passar pelos anligos jardins
qua se estendem ao longo do pavilho ; mandai
abrir as portas: desto lado uo ha sentinellas.
Ainda esta noite hci de simular um ataque
nos basques que cobrem as margens do Geay
para chamar a allengo, e desviar de sobre mim
a melhor parte das tropas. O caslello est des-
guarnecido, e a nossa fuga certa, se nos
ajudaes.
Prometli-vo-lo e cumpri-lo-hei, tornou
Luiza; mas, pela vossa parte, fazei-mc tambem
urna promessa. Promessa por promessa. Bem
vfides que fago pagar os meus servigos; assim
nao tendes muito que agradecer-me.
Dai-me a vossa palavra de que desligareis os
vossos soldados do seu juramento, fazendo cessar
urna lula iuutil d'aqui em diante, assim que
entrardes na floresta de Vadre.
Que queris que eu seja depois de erabai-
nhara espada? bradou impetuosamente o man-
cebo.
Luiza estremeceu ao accento desta voz ; mas
apressou-se em responder-lhe, tentando oceultar
a perlurbaco que George lhe havia causado.
Para que combaler quanio o bom exilo
impossivel? disse ella.
Esperava eu a victoria quando tomei as
armas? acreditaste-lo, senhora?
Luza senlia-se desfallecer. De repente ou-
vio-se debaixo da janella o pesado ruido de
coronhas de arma que batiam na trra.
Adelina e Jeronymo correram janella. A'
lmpida claridade da la, cujo prateado crescen-
te brilhava como a lamina do urna espada,
viam-se luzir as bayonetas das innmeras sen-
tinellas ospalhadas sobre a rea do parque. Um
grupo de soldados, commandados por um ofli-
cial, eslacionava diante da porta principal do
caslello.
O coronel Champrod, acompanhado de um
homem vestido de cagador, apeara-se no
paleo.
Demorou-se um momento a dar algumas or-
dena, e logo depois ouvio-se o galopear de tres
ou qualro gendarmes que desappareceram no
bosqne.
O castello est cercado, disse Jeronymo
recusado, Somos espionados.
Luiza c Adelina erapallidecerara.
No meio de profundo silencio, soou um rumor
na oseada que vinha do pavimento inferior aos
aposentos do coronel; e immediatamente o
soalho gemeu sob a presso de passos de ca-
valleiros.
George desembanhou at ao meio a sua faca de
mato ; Aleixo correu para a espingarda.
Fugi I Tugi! bradou Luiza paluda de susto.
Fugir quando o inimigo apparecc I respon-
deu George com a voz repassada de colera e
rancor.
Esse inimigo o coronel Champrod, meu
marido; terei pois querido salvar o seu
assassino ?
A voz e o olhar de Luiza impozeram respoilo
alieorge; a foi ha da arma, segura por elle
desappareceu na bainha.
George, conlinuou Luiza, George, por
compaixo para comigo, fugi! Se o sangue
corresse aqu, dizei, esse sangue, de quem quer
que fosse, nao arrastaria comsigo loda a paz do
meu corago ?
Mr. de Vibray pegou na mo de Luiza, aper-
tou-a contra o peilo, e, no instante era que a
porla da sala se abria, desappareceu com Aleixo
e Jeronymo pela porta occulla.
Luiza, desalentada, cahio na poltrona.
O coronel Champrod acabava do entrar acom-
panhado d'um bello mancebo, cuja alta estatura
e boa presenga eram realcadas por um elegante
mais importantes e mais urgentes para a marinha
da guerra e mesmo para a mercante ; e que de-
ver Irazer avultadas rendas ao thesouro, quan-
do,prompto e em effeclivo trabalho.
A despeilo, porm, de todas estas vantagens,
receuhecidas, ainda por aquellos que nao sao pro-
fissionaes, a obra do dique do Maranho cami-
nha com urna lentido desanimadra ; havendo
quem aflirrao que ella nao ser levada ao cabo,
ao menos em uossosdias.
Ahi se acha no ccnselho naval o dislnclo ofli-
cial da nossa armada, que mais pugnou pela
construego desse dique, e mais se oceupou em
demonstrar as suas vanlageas: ainda o mesmo
que por maitos annos na administrac.lo delle, fez
Iod"sos esforcos, para que ainda debaixo de sua
admnistrago funecionasse o dique ; mas o mo
fado que persegue lodas as nossas cousas nao o
pertnittio ; e essa obra imprtame e urgente vai
seguindo com a raorosidade do eslylo por falta
dos necessarios meos para ter o devido impulso.
Sele annos sao passados depois que leve come-
go aquelle dique e nos parece que outros lanos
ainda se passaro sem que receba navios para
fabricar; se o governo imperial se nao compene-
Irar de que mais econmico dar promplo im-
pulso aquella obra,do que deixa-la lomar o nome
de obra de Santa Engracia: e ainda de que a sal-
vago do porto do Maranho e o incremento de
seu commercio estem duas barcas de escavago
em effeclivo servico e na concluso do dique. Se
eslas duas providencias se nao derem promplas
(eremos em poneos annos o porto do Maranho
fechado aos navios de longo curso.
E que urna economa nolavel a obra do dique
prova-o salientemente o fado de que, cada na-
vio que encalha, do lote do Beberibe ou Viamao.
gasta para cima do 700g em escavago na praia,
j aluguel de paos e cavallos para assenla-lo etc.,
despeza que de cada vez se renova, c que s lera
a uiilidade de momento, sendo inteiramente per-
dida para o fuluro.
Dcixando oSr. chefe Oliveira Figueiredo o Ma-
ranho para ter assenlo no conselho naval, ficou
interinamente inspeccionando o dique o enge-
nheiro delle ; depois um aviso da secreiara de
estado nomeou inspector ao Sr. chefe de diviso
Jos Mara Ferreira, ento capito do porto : ho-
je que este chefe deixou aquella capitana para
tomar conta da desta provincia, ainda passou iu-
terinamento a admnistrago do dique ao enge-
nheiro.
Entendemos que essas interinidades sao sempre
ms, e conlrariam o progresso das obras ; o que
um engenheiro quo tem seu cargo muilas obras
di provincia, nao o empregado mais proprio
traje de cagador. Este trazia urna magnifica el-
pingarda do dous canos, e as suas botas luziam
bellas esporas de prata.
Madama Champrod nao pode dissimular um
moviraento de horror, quando reparou no man-
cebo, cuja rpida vista acabava de percorrer todo
o quarto. Um sorriso imperceptivel lhe franzio
os labiosem quanto o coronel beijava a mo
de sua mulhere saudando com modo altivo,
conservou-se em distancia, nao longe da porta
onde enlo pararam um cabo e tres gendarmes.
A' vista daquelles uniformes, Luiza trocou um
olhar cora Adelina.
Perdoai-me, minha querida amiga, disse
o coronel, se to incivilmente vendo interromper
a vossa solido ; mas nao querereis mal a um
velho soldado por cumpriros seus deveres.
Na teria que perdoar-vos se livesseis vndo
s, respondeu Luiza langando ao cagador um
olhar significativo ; mas confesso que me assus-
ta, ou pelo menos faz-rae admirar o apparato
guerrero que vos cerca.
Oh I meu Deus! eis-ahi urna das duras
condiges da minha arte, respondeu o coronel
coro prasenleiro sorriso ; mas se j por isso vos
admiraes, quo diris quando 30uberdes que com
os gendarmes, que ali vedes, vou emprehender
urna visita domiciliaria em minha casa?
Urna visita domiciliaria aqui! exclamou
Luiza, com a pallidez da morle espalhada no
rosto.
Juro-vos que nao pensava era tal ha urna
hora.
E quera vo-lo lembrou ?
O meu amigo, Felippe Cazal ; respondeu o
coronel vollando-se para o cagador.
Ah foi de Mr. Cazal quem vos induzio a dar
urna busca em vossa casa? tornou Luza.
Devia faze-lo, senhora, disse o cacador sup-
portando com audacia o olhar de desprezo que
Luiza lhe langou. Ha urna hora, um dos meus
guardas. Noel, alravessando o parque, vio dous
rebeldes que se inlroduziam na floresta, e cami-
nhavam para o castello. O tiroteio atlr'ahira os
cagadores para longe de Balestras ; Noel s tinha
urna ruim espingarda, e os insurgentes estavam
completamente armados; seguio-os, portanto,
escondido como elles, por debaixo das moitas.
Ambos entraram no castello pela galera. Nao
sahiram, porque achando-se Noel emboscado
atraz d'um castanheiro, se tivessem tornado a
apparecer, dara signal disparando a espingarda.
Tendo passado urn gendarme, encarregnu-o de
me dizer o que vira, e eu dei parte ao coronel.
Fez muito bem, exclamou este; esses dous
homens fazera de cerlo parle do bando que per-
seguimos. As suas revelages perroitlir-nos-ho
talvez apoderarmo-nos delle sem combate. Mas,
escutaime, accrescentou com voz mais lerna ;
vos sois vandeana, Luiza, e, ainda que casada
com um patriota, nao podis eximir-vos de gran-
de compaixo para com os rebeldes; elles sa-
bem-o, e pode ser que os que Noel vio, viessem
pedir-vos asylo. So os recolhestes, nao poderei
levar a mal urna boa acgo que qualquer mulher
em vosso lugar pralicara. Fallai, Luiza, e pro-
mello-vos que, Icnge de chamar sobre elles o ri-
gor das leis, farei o que de mim depender para
que sejam salvos.
Luiza Iremia. Se eslivesse s, sem duvida
confessaria ludo ao coronel Champrod ; mas Fe-
lippe Cazal eslava presente, e o rebelde que cum-
priu entregar era George de Vibray. Calou-se.
Ainda nao dexei a senhora um minulo,
disse Adelina; e nao vi ninguem: Noel enga-
nou-se.
E' possivel, respondeu Cazal seccaraente ;
isso fcil de saber ; e se o coronel d licenga,
exarainarei o castello com os qualro gendarmes
que ali esto.
_ E' intil, disse George de Vibray apparecen-
do* no limiar da pequea porta, aberla arrebata-
damente.
O proscripto percorrera em vo o castello com
Jeronymo ; todas assahidas estavam guardadas ;
econhecendo emfim que nao podia fugr, tomara
a resolugo de voltar.
Ao apparecimenlo de George, um grito d'an-
gusiia escapou dos labios de Luiza ; o coronel
levou a mo espada, e os gendarmes prepara-
rais as armas, precipitando-se na cmara.
S Felippe Cazal ficou immovel, sorrudo, c
com os bragos cruzados sobre a espingarda.
Somos vossos prisioneiros, disse George di-
rigindo-se ao coronel, e nrrojando-lhe a sua arma
aos ps. Quanto a vos, senhor, accrescentou
vollando-se para Felippe, agradec a Deus a vi-
da ; se nao eslivesseis sob o ledo da mulder ge-
nerosa que quiz salvar-nos, antes do entregar a
minda espada, ter-vo-la-dia embebido no cora-
go.
Antes de mim nao, se me permittis I bra-
dou Aleixo ; perteocia s balas da rainda espin-
garda despedazar a cabega do espio.
Ligeira pallidez se espaldou pelo rosto desde-
ndoso de Felippe Cazal ; os odos brildaram-Ide
colricos, mas nenhum msculo se lhe agitou.
Um prsoneiro ultraja impunemente, res-
pondeu elle ; se o tribunal vos absolver, lornarei
a enconlrar-vos.
O coronel fazia signal aos gendarmes para se
approximarem, quando Adelina correu de repen-
te para elle.
Se tendes piedado de urna pobre rapariga,
que a guerra fez orpha, exclamou abracando-lde
os joeldos nao taris morrer meu irm, o nico
irmo que es balas dos vossos soldados teem
poupado!
Teu irmao disso o coronal com voz com-
movida. Oh juro-te, minda filha, que o salva-
re se puder. Qual ?
Meu irmo, respondeu Adelina, ci-lo:
E tremendo poz a mo sobre o hombro de
George.
Adelina bradou o capilao.
E ia furtar-so acgo da campooeza, quando
oulra mo gelada lhe segurou a sua.
para administrar a obra de um dique, que exige
a presenga quolidiana de seu administrador por
economa do estado, e para que o progresso della
esleja era relago cora as despezas feitas; porque
a presenga momentnea de um engendeiro nao
evitar que os operarios trabaldem menos do que
devam e possam : c os feilotes, anda os mella-
res, nao tem o prestigio e toreada um adminis-
trador, que ludo ve, tudo examina, e ludo provi-
dencia de momento por si mesmo.
Em nossa opinio para a admnistrago do di-
que do Maranho, deve ser nomeado um oflicial
d'armada de reconhecida intelligencia, zelo e
honradez, quem se de em compensago de seus
servicos e de sua fiscalisacao, urna gratificago,
pelo menos, egual que tem o engendeiro do
mesmo dique.
Sem sahir do Maranho achara o governo im-
perial ofliciaes de marinha as circunstancias
precisas e indicadas : dous nomos nosoccorrem
de ofliciaes de marinha em servigo naquella pro-
vincia, ambos mui honrados e zelosos, o Intelli-
gentes. que em todos os lempos tem sabido des-
empenhar as commisses, que lhe sao confiadas
pelo governo ; fallamos do actual comraandante
da estago naval e do capilao do porto.
Sem ir mais longo achara o governo om qual-
quer delles um bom administrador ; e escolhendo
do quadro d'armada, podemos felizmente dizer,
achara muitos.
E' indispensavel, porm, que, exigindo-se do
empregado mais do que aquillo que elle obri-
gado pelo seu eraprego, urna commisso difleren-
le, se lhe d lambem um honorario em relago
aos servigos que prestar por essa commisso de-
ferente, que lhe traz mais trabalho, cuidado?,
responsabilidad ecompromettimentos.
Um bom administrador de urna obra foi e ser
sempre urna grande economa para ella : ha lu-
cro, portanto, real, quando para se obter esse ad-
ministrador, se lhe d urna b'oa graliticago.
Nosso fim principal chamar a atlngo do
governo imperial para o estido deploravel do
porto do Maranho, apresentando-lhe as medi-
das que no nosso fraco entender de profissional
o podem salvar da completa ruina.
Duas barcas de escavago em effeclivo servigo
e a prompta oncluso do dique, sao as providen-
cias que, sem exigirem o dispendio de centenas
de conlos, lornaro aquelle porto um dos mais
importantes e freqnentados.
Estes melhoramenlos materiaes marcara sem-
pre as pocas gloriosas de um ministro : pr-
tenlo, ainda ama gloria que tica mo de colher
pelo Exm. Sr. Paes Barreto, actual ministro da
marinha,
Aleixo nao mwrer, juro-vo-lo, disse Luiza
naixo ao ouvido de George.
Quem o esfoutro ? perguntou o coronel,
que, coohecendo a affeigo que sua mulher tinha
familia de Adelina, sua collaga, nao preslou at-
teogao ao moviraento de Luiza.
Jeronymo, que se introduzira na sala oo meio
da perturbago geral, sem que ninguem dsse
por elle, approximou-se.
Esfoutro meu sobrnho, disse resoluta-
mente ; um velhaco que corre os bosques sob
pretexto de ser fraco.
Muito bem I respondeu o coronel sorrindo
Confio-te leu irmo, accrescentou vollando-se
para Adelina, respondes por elle ; quanto a teu
sobrnho, Jeronymo, partir amanha para Mans ;
al ento, prendam-no na sala baixs do cas-
tello.
Nao estar l muito tempo, disse Jeronymo
comsigo, amanha poder-se-ha dcscobrir o se-
gredo.
Eu, tornou Mr. de Champrod, volto s mar-
gens do Geay a inspeccionar as guardas que ali
postoi ; e amanha a ultima batida nos far se-
nhores do resto dos rebeldes.
George sahio pelo braco de Adelina. Felippe
approximou-se a Luiza.
Nao vos parece, senhora, disse elle em voz
baixa, que o irmo para quem Adelina to ge-
nerosamente pedio vida lora semelhanga.se
nao me engao, cora o visconde George de Vi-
bray Vou esclarecer as minhas suspeilas, e
participa-lo-hei depois ao coronel.
Silencio murmurou Luiza fra de si.
Seja mas noile de hoje espero-vos no
pavilho do parque.
Irei, respondeu Luza com voz dbil.
A carapanhia oflicial advertio-nos do comego
d outro acto.
Vamos ouvir, disse o auditor, e perroilli-mc
que adi o continuago para o prximo ioter-
vallo.
Conlinuor-se-/ia)
Agricultura.
rREPARACOES MECHANTCAS DO SOLO.
Drainage das trras araveis.
( Concluso. )
Servicos que a drainage presta agricultura.
Quando bem execulada, augi.ienta muito a
fertilidade das trras, a quantidade e a qualida-
de dos productos ; permiiie modificar os afolha-
menlos de urna maneira vantajosa e de introdu-
zir novas culturas.; avanca o crcscimenlo das
penlas e a poca da sua'madureza; impede as
colheitas de ficarem queimadas durante os calo-
res do vero, e protege as plaas contra a ac-
go da humidade ; dirainue a quantidade d'es-
trumes empregar; reduz muito as trras for-
tes o trabalho dos homens e dos auimaes ; torna
a acgo dos instrumentos aratorios ordinarios
mais completa e a roteago mais perfeita ; final-
mente, ella tem urna influencia directa sobre a
salubridade do clima, diminuindo, ou nullfican-
do, as febres endmicas, e todas as outras enfer-
medades que resultara da humidade.
Emprcgo das aguas de drainage na irriga-
cao. Objectava-se contra a drainage, que esse
systema empobreca a trra ; porque s aguas da
chuva, infillrando-se por entre a carnada vege-
tal, podia dissolver as materias salinas e orgni-
cas e faz-ias desapparecer pelos aquedudos.
Esle inconveniente commum todos os m-
todos de dessecaraento, e cerlamento muito enr-
gico do qup, quando as aguas correm pela super-
ficie da trra era regos ou vallas; porque, neste
ultimo caso, nao soraente ellas carregam lodas
as materias soluveis, como tambem levam com-
sigo todas aquellas que encontram no estado de
grande diviso. Em compensago, a eduva traz
comsigo azote, acido carbnico, ammoniaco, aci-
do ntrico, etc., materias absorvidas pelas plan-
tas ou pela Ierra. Porm, mesmo quando nao
houvesse esta compensago, os inconvenientes,
que a drainage evita, o fariam sempre um dos
mais vantajosos e importantes melhoramenlos
agrcolas.
Varios chimicos, e entre elles Barral, tendo
submetlido analyse as aguas de drainage, re-
conheceram qua ellas continham materias azo-
tadas, nitratos, etc ; posteriormente I. Wray con-
firraou este faci de um modo mui nolavel.
Desde ento tratou-se de aproveita-las na irri-
gago, aproveitando as charains d'observago
em que cima fallamos, ou abrindo pogos de
maiores dimenses na junego dos drains collec-
lores, d'ondo essas aguas" sao extrahidas por
meio de bombas, boias, ou por qualquer appare-
Ido dydraulico. Desle modo a drainage resolve
ao mesmo lempo dous importantissiraos proble-
mas d'agriculiura, e far cessar para o agricul-
tor essa lulaincessante que resulta ora da extrre-
ma seceura, ora da extroraa humidade.
Applicaro da drainage ao saneamento dos
edificios., etc. Os procesaos para dessecar 03
terrenos dumidos teem ltimamente recebido nu-
merosas e importantes applicages, entre as
quaes citaremos o saneamento das casas de rao-
rada, a conservago dos edificios e monumentos,
ao dessecamcnlo das eslradas, fixago dos la-
ludes, das vallas dos camindos ordinarios e de
ferro, a creago de fontes d'agua pura, etc.
Se esse metdodo fosse applicndo em grande
parle s cidades e povoaces situadas em lugares
hmidos, a salubridade' publica ganharia com
isso.
[Agricultor Paulistano.
Na nossa precedente Itesenha provamosde ma-
neira conveniente a necessidade de ler S. M. o
Imperador para sua representago no mar, dous
aju I a riles de campo escolhidos no quadro dos of-
liciaes generaes da armada.
Acrescenlamos hoje novas consideraces, que
aindamis comprovara a vantagem e utilidade
desta medida.
Sabem todos que no quadro da ofllcialidade da
armada ha dous vice-aimirantes, e quatro edefes
de esquadra, alm de oito edefes de diviso, o
que as commisses existentes, que possam ser
dadas com dignidade to elevadas patentes,
principalmente s duas ultimas classes, sao mui
poucas.
E' tambem preciso notar que para um oflicial
de marinda edegar essa elevada posigo c ne-
cessario ter prestado relevantes servigos ao esta-
do, ler gasto toda a sua vida em um trabaldo de
lodososdias.de todas as doras, de incoraraen-
suravel responsabilidade, e daver nesta luta tenaz
desenvolvido urna actividade, intelligencia, e ca-
pacidade que o torno dislincto, por tor sadido
com honra de tantas provas difliceis.
Porm lodos que conseguem este triumpdo,
como chegam ao capitolio ?
Gragas munificencia imperial, ricos de hon-
ra c de dignidades ; mas pobres de recursos para
sustentar sua calhegoria.
justamente nesta siluago, em que os venci-
raentos deveriam ser maiores, que elles se veem
reduzidos ao sold de terra.de sorle que um vice-
almirante s lem mensalraente 240$ para se
sustentar, e sua familia na corte, onde lem obri-
gaco de residir, isto menos ainda dez.mil ris
do que qualquer primeiro oflicial aposentado de
urna das secretarias de estado, que pode procu-
rar urna provincia onde viva com mais economa,
e que nao tem por sem duvida as mesmas despe-
zas de representago.
Encarada, portanto, nossa proposla ainda por
esta face, se apresenta digna de aprego e aceita-
cao, e nao duvidamos que seja apadrinhada pelo
Exm. Sr. ministro.
Ha ideas que, urna vez enunciadas, sao abra-
cadas com enthusiasmo.
a sorte feliz que esta j lem tido nesta pro-
vincia ; porque, todos reconhecem nella a crea-
go de um grande incentivo para as mais nobres
acedes martimas, e u-m premio digno destas ac-
gs, que hade despertar urna emulago salular,
aspiragoes legitimas, que convm desenvolvere
animar para prosperidade da patria. E. i.
PERN. -TYP, DE M. F. DE FARU.-18W,


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